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Ondas de dólar abalam o real O dólar alcançou R$ 2,407 – a mais alta cotação desde 2009. Uma onda chegou a R$ 2,429 durante o dia. O Banco Central entrou pesado no mercado e programou para hoje dois leilões. S.O.S. real, pág. 13 Ano 90 - Nº 23.939

Conclusão: 23h55

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

São Paulo, terça-feira, 20 de agosto de 2013

Ricardo Moraes/Reuters

Jorge Araújo/Folhapress

Agora, Dilma © o Congresso. Num gesto incomum – e depois da 'trombada' do orçamento impositivo – a presidente usou programa de rádio para elogiar o Legislativo. Obs: a votação dos vetos presidenciais será retomada nesta semana. Pág. 5 Reuters/13/4/2013

David entre espiões, EUA e Inglaterra. O brasileiro David Miranda chegou ao Rio e às manchetes mundiais por fazer a ponte entre seu namorado Glenn, do The Guardian, e Snowden, que divulga a rede de espionagem dos EUA. O que ele trazia de Berlim foi confiscado. Agora, o casal promete represália. Pág. 7 ISSN 1679-2688

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Mohamed Abd El Ghany/Reuters

Egito assombra o mundo com possível soltura de Mubarak Violência pode crescer com libertação do ex-presidente, deposto pelos militares que demitiram seu sucessor Mursi. Pág. 7

Vovô PC já é recordação na tela do tablet Avanço dos dispositivos móveis alimenta uma questão: até quando os PCs resistirão sobre as mesas dos escritórios? Pág. 20

Ceará: sai escargot, entram arroz e feijão. Denunciado, governador 'demite' pratos estrangeiros de seu bufê (buffet?). Pág. 6


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 20 de agosto de 2013

A reintegração de Mursi não tem a ver com ideologia ou ego. É uma necessidade pragmática. Amr Darrag

pinião

POLÍTICA CONTRA O EMPREGO

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EUA e o sangue egípcio AMR DARRAG

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ara milhões de egípc i o s a i n d a c a m b aleantes em função do choque do massacre promovido pelo governo as questões agora postas são básicas: como se reconciliar com pessoas preparadas a matá-lo e como se pode impedi-los de matar novamente? Eu represento uma aliança de egípcios que se opõe ao golpe militar que derrubou o presidente Mohamed Mursi, em julho. Nas duas últimas semanas, nos reunimos com diplomatas estrangeiros, incluindo Bernardino León, enviado da União Europeia, e William J. Burns, subsecretário de Estado norteamericano, convidados pelos líderes do golpe a fazer a mediação. Escutamos com respeito, comunicamos com franqueza nossa avaliação da situação e enfatizamos o desejo de uma solução pacífica. Porém, tais iniciativas foram destruídas pela má-fé do general Abdul-Fattah el-Sisi, dirigente militar do Egito. Foi ele, não a Aliança, quem rejeitou as propostas dos mediadores.

A

tentativa de mediação foi problemática. Diplomatas e jornalistas só falam em negociação com a Irmandade Muçulmana, embora os manifestantes venham de todo o espectro político; 69% do país se opuseram ao golpe, segundo pesquisa de opinião no Egito. Para piorar, a retórica chocante e irresponsável do Departamento de Estado em Washington, e dos diplomatas ocidentais – conclamando a Irmandade e os manifestantes a "renunciar" ou "evitar" a violência (mesmo quando também condenam a violência do Estado) – deu à junta cobertura para perpetrar crimes abomináveis em nome de "confrontar" a violência. Os locais dos protestos fervilham com cor-

respondentes estrangeiros nas últimas semanas, e não há a menor prova da presença de armas ou de violência iniciada pelos manifestantes.

O

erro mais desastroso foi a escolha de pressionar as vítimas. A seu ver, nós éramos a causa da crise, não o golpe que suspendeu a Constituição e sequestrou o presidente. A observação assombrosa de John Kerry, secretário de Estado americano, em 1º de agosto, de que o golpe estava "restaurando a democracia", apesar de repudiado pela Casa Branca, não deixou a impressão de que os EUA estivessem do lado dos manifestantes pacíficos. Se pelos menos pudéssemos aceitar o golpe como fato consumado, tudo estaria bem. Haveria "gestos de boa vontade" por parte dos militares e democracia "inclusiva". Já ouvimos essas promessas antes. Os militares e as chamadas elites liberais mostraram mais de uma vez que acreditam ter direito de vetar outras escolhas dos egípcios. Porém, o general que traiu seu juramento e manteve o único presidente eleito da História do Egito em detenção extralegal não pode merecer a confiança de que deixará a oposição sobreviver, que dirá prosperar.

P

ara quem estiver interessado de fato em uma saída da crise, a crua realidade precisa ser admitida. Para começar, trata-se de uma batalha entre quem vê

um Egito democrático e pluralista no qual o indivíduo tem dignidade e o poder troca de mãos nas urnas e quem apoia um Estado militarizado no qual o governo é imposto à força às pessoas. Em segundo lugar, o golpe já levou o Egito de volta à era das trevas da ditatura – com severo controle militar sobre a mídia pública e privada, ataques a manifestantes pacíficos e a jornalistas, e prisão de líderes da oposição sem acusações criminais e o devido processo jurídico.

E

m terceiro lugar, não há promessa que Sisi possa fazer e que não possa vir a trair. Ele jurou obedecer à Constituição, mas a suspendeu. Ele jurou servir lealmente ao governo, mas o derrubou. E condenou veementemente a oposição por negociar com potências estrangeiras, enquanto ele mesmo buscava ativamente a ajuda de diplomatas ocidentais e dos xeiques do Golfe Pérsico que, em grande medida, financiaram seu golpe. Em meio a tudo isso, o governo dos EUA alegou impotência. É difícil passar um dia sem que um jornalista, analista ou autoridade pública apresente a ideia de que a influência americana não é tão decisiva assim sobre os generais egípcios. Esse pretexto não vai colar. Os EUA tiveram influência e ainda têm. Foi um dirigente americano, não egípcio, quem informou à equipe do presidente Mursi a finalidade da decisão do golpe. Existe apenas um caminho

Só há um caminho para o Egito: o governo legítimo deve ser restaurado. Aí poderemos falar sobre a reconciliação nacional.

para o Egito: o governo legítimo deve ser restaurado. Só então poderemos conversar sobre a reconciliação nacional com todas as cartas na mesa. A reintegração de Mursi não tem a ver com ideologia ou ego. Não é uma tribuna política. Não é uma tática de negociação. É uma necessidade pragmática.

S

em esse passo crucial, sem a responsabilização dos autores do derramamento de sangue e do caos que o Egito vive hoje, nenhuma das promessas de inclusão, democracia, liberdade ou vida podem ser garantidas. Em última análise, o que os EUA decidem fazer com suas relações diplomáticas ou ajuda externa cabe ao presidente Obama. Mas os americanos têm de reconhecer que a cada dia se solidifica a percepção entre os egípcios de que a retórica dos EUA sobre democracia é vazia, que os políticos americanos não hesitarão em escarnecer das próprias leis e subverter os valores declarados por ganhos políticos de curto prazo e que quando se trata de liberdade, justiça e dignidade humana, os muçulmanos não precisam se candidatar.

O

regime que estamos encarando no Egito não é novo. É um com o qual estamos bastante familiarizados. Seus líderes vendem tortura, repressão e estagnação. Nós não compramos. Nem os Estados Unidos deveriam comprar. AMR DARRAG INTEGRA O PARTIDO DA LIBERDADE E DA JUSTIÇA, FILIADO À IRMANDADE MUÇULMANA. ELE FOI MINISTRO DO PLANEJAMENTO E DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL DO EGITO NO GOVERNO DE MOHAMED MURSI. THE NEW YORK TIMES NEWS SERVICE/SYNDIC

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cesário Ramalho da Silva Edy Luiz Kogut João Bico de Souza José Maria Chapina Alcazar Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Miguel Antonio de Moura Giacummo Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Renato Abucham Roberto Mateus Ordine Roberto Penteado de Camargo Ticoulat Sérgio Belleza Filho Walter Shindi Ilhoshi

osso processo de desenvolvimento já sofre com a falta da mão de obra qualificada. Se faltam médicos para a saúde, faltam também engenheiros para as obras, indústrias e demais atividades ligadas à profissão. O número de profissionais estrangeiros trabalhando nas áreas do petróleo, siderurgia e mineração são significativos, como se pode constatar no Ministério do Trabalho. No entanto, existe uma dificuldade muito mais séria para que o Brasil receba investimentos geradores de empregos. A nossa legislação trabalhista, somada a entendimentos dos tribunais, levaria um empreendedor estrangeiro à imensa dificuldade de explicar como escolheu um país de clima tão hostil ao patronato, tão paternalista, tão populista. E ao mesmo tempo tão generoso com o dinheiro de terceiros.

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queles s que trouxeram técnicos e administradores de fora, naturalmente com oferta de condições salariais e conexos atraentes, estão recebendo grande carga de ações de brasileiros que buscam a isonomia salarial. E são ações que variam entre um e três milhões de reais em algumas empresas, por empregado, denominados expatriados. Como não podem se instalar sem esta ajuda, para os primeiros anos, muitos já alertam investidores de seus países para o risco trabalhista de se instalar no Brasil. Outra dificuldade é que o contratado terceirizado acaba pedindo e recebendo o vínculo empregatício, pelo mesmo argumento da isonomia, com os funcionários do quadro das empresas em igual função. E a cada dia ampliando mais o conceito para o vínculo.

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o mais, está difícil se caracterizar uma demissão por justa causa e já surgem casos de reintegração mesmo quando a demissão é sem justa causa, com todos os direitos pagos. É cada vez mais difícil o desconto de dias de greve, como nas temporadas anuais de bancários e securitários. No serviço público, a greve se prolonga, mas os salários são pagos em dia; e os dias parados

ARISTÓTELES DRUMMOND

Quadro é de preocupar quem tem sensibilidade social e não é irresponsável. No andar da carruagem, vão-se as fábricas e ficará o desemprego.

jamais compensados ou descontados nas férias. Na estatal, a falta de autoridade, quando não o medo dos gestores, transfere aos sindicatos a gestão de recursos humanos. E o Brasil que trabalha ou que investe desconhece as vantagens distribuídas generosamente, a começar pelos valores do auxílio-alimentação – para 30 e não 22 dias trabalhados – e atingem as férias, com valores em torno de 30 reais/dia.

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ada mais saudável que uma empresa trate da alimentação e da saúde de seus empregados, mas isso deve ser feito sem retirar a competitividade e com serviços dentro do razoável. Até recentemente, por exemplo, uma estatal desativada pagava auxílio-alimentação aos aposentados... É de preocupar quem tem sensibilidade social e não é irresponsável. No andar da carruagem, vão-se as fábricas e fica o desemprego. Foi assim no Uruguai e está sendo na Argentina. Espanha, Portugal e Grécia encontram dificuldades para vencer a crise em função de tantas "bondades" distribuídas no tempo de governos socialistas. A próxima demagogia aqui, talvez ainda este ano, deve ser o patrão que perde uma causa pagar os honorários advocatícios do reclamante. ARISTÓTELES DRUMMOND É JORNALISTA E VICE-PRESIDENTE DA

ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO RIO DE JANEIRO. aristotelesdrummond@mls.com.br

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Marcus Lopes (mlopes@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editor de Fotografia: Agliberto Lima. Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), Tsuli Narimatsu (tnarimatsu@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Jaime Matos e Sandra Manfredini. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves e Sílvia Pimentel. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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A AMÉRICA TEM ABU ND ÂNC IA DE LÍDERES COMUNITÁRIOS E DE LOBISTAS CORPORATIVOS.

A morte do populismo

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cupe Wall Street de um lado, Tea Party do outro. Direita e esquerda em luta. E quem se preocupa com a classe média americana, pressionada por impostos e perda de poder aquisitivo? Os "ocupem Wall Street" alegaram que eram populistas. Seus opostos ideológicos, os Tea Party, disseram o mesmo. Ambos se tornaram polarizadores. E até agora o populismo, seja à direita ou à esquerda, não parece ter feito incursões ao tradicional establishment Republicano e Democrata. A gasolina subiu cerca de US$ 2 por galão desde que Obama tomou posse. Dadas as taxas médias anuais de consumo, isso se traduz num gasto extra de US$ 1 trilhão, que os motoristas americanos pagaram coletivamente em custos de combustível ao longo dos últimos 54 meses. Tal peso esmagador raramente é citado pela fixação esquerdista em cap-and-trade, vento e subsídios solares, e os supostos perigos do fracking. Quando Obama reduziu o número de novos contratos de locação de gás e petróleo em terras federais ao longo do tempo, ou advertiu que "sob o meu plano de um sistema de cap-and-trade as tarifas de eletricidade iriam necessariamente disparar", ele estava apelando para sua base de boutique – não para os que mal conseguem pagar as contas mensais de aquecimento.

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ão deveria haver abertura para uma resposta populista conservadora? Infelizmente, os conservadores pró-perfuração soam mais como porta-vozes de empresas de petróleo do que desinteressados campeões dos motoristas carentes. A dívida estudantil total está próxima de US$ 1 trilhão, far-

VICTOR DAVIS HANSON

pobres não são tão afetados. Eles são mais frequentemente devedores do que credores e beneficiam-se de algum alívio da dívida federal subsidiada. Os ricos têm capital e conexões para encontrar investimentos mais rentáveis no mercado imobiliário ou o mercado de ações que os tornam imunes às insatisfatórias contas de poupança. Em outras palavras, a política de perder dinheiro do governo tem sido boa para endividados e ainda melhor para os ricos com ações. Mas é péssima para a classe média e para os aposentados carentes, com poucos dólares em conservadoras contas de caderneta de poupança.

O do insustentável para recémformados com menos de 25 anos que enfrentam uma taxa de desemprego entre os jovens de mais de 20%. Porém, os ricos estão mais interessados em assegurar que os seus filhos entrem em elegantes faculdades de marca do que se preocupar sobre como pagar por isso – um fato bem conhecido de nossas universidades é a manipulação de preços.

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a outra ponta, bolsas de estudo e dispensas baseadas em origem étnica fizeram a faculdade mais acessível para os pobres do que para as classes médias. Os pais dos últimos fizeram o suficiente para serem desqualificados para receber mais ajuda do governo, mas não o suficiente para pagar a crescente taxa de matrícula. Universidades de alto nível presumem que sempre haverá mais renda dos pobres sub-

sidiados e dos ricos. Mais uma vez, os estudantes de classe média são apanhados num rio sem os remos de pais ricos ou de um governo generoso.

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á t a m b é m u m a r g umento populista a ser feito contra a lei agrícola. Há mais de 48 milhões de americanos no vale-refeição, um aumento de cerca de US$ 12 milhões desde o início do governo Obama. Em um momento de preços recordes, o governo dos EUA ainda ajuda os agricultores abastados com cerca de US$ 20 bilhões

em pagamentos de culturas anuais e subsídios indiretos. A Esquerda mitifica os destinatários do vale-refeição, quase como se todos eles fossem os Cratchits na Inglaterra de Dickens. E a Direita romantiza a agricultura empresarial, como se os produtores fossem agricultores familiares que precisam de um impulso para atravessar uma safra difícil. Àqueles entre eles que pagam imposto de renda federal e não estão no vale-alimentação, falta a empatia dos pobres e a influência do rico. Um político não pode dizer isso?

A política de perder dinheiro do governo tem sido boa para endividados e ainda melhor para os ricos com ações. Mas é péssima para a classe média e os aposentados carentes.

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imigração ilegal também não é uma questão Esquerda x Direita ou Republicanos x Democratas, mas principalmente uma questão de classe. O afluxo de milhões de imigrantes ilegais tem assegurado o acesso de mão de obra barata à América corporativa. Mas o poder aquisitivo dos trabalhadores americanos mais pobres – especialmente afroamericanos e latino-americanos – estagnou. O elo comum nas agendas de ativistas La Raza e do mundo corporativo parece ser a relativa falta de preocupação com o bem-estar dos trabalhadores, muitos em cidades do interior, que estão competindo contra milhões de trabalhadores ilegais. Dado o lento crescimento, o alto desemprego e as políticas do Federal Reserve, o interesse sobre cadernetas de poupança tem desaparecido. Os

rescaldo da crise financeira de 2008 seguiu o mesmo script. A crise surgiu de uma estranha cumplicidade entre empréstimos para tomadores não-qualificados e enormes lucros para Wall Street. Sua solução foi o contribuinte humilde não pagar dívidas antigas, e oferecer socorro para o último. As pesquisas mostram que os números de aprovação do presidente estão em queda. O Congresso dificilmente pode se tornar mais impopular. Talvez uma razão seja que não parece se importar muito com aqueles que não são ricos nem pobres. A América tem abundância de líderes comunitários e agitadores, lobistas corporativos, mas os políticos populistas desapareceram há muito tempo.

VICTOR DAVIS HANSON É HISTORIADOR, ESCRITOR E ARTICULISTA EM VÁRIOS VEÍCULOS AMERICANOS. UM DE SEUS LIVROS É

“POR QUE O OCIDENTE VENCEU”. PUBLICADO POR WWW.MIDIAAMAIS.COM.BR TRADUÇÃO: MARIA JÚLIA FERRAZ

PROFESSORES... N

o debate da TV Futura com o intelectual católico Sidney Silveira, talento que merecia adversários bem melhores, um sr. Ricardo Figueiredo de Castro, professor de História Contemporânea na UFRJ, deu um show de ignorância à altura do que é de se esperar da classe universitária hoje em dia, enquanto seu colega Paulo Domenech Onetto, professor de Filosofia Política na mesma instituição, preferiu caprichar na baixeza e na mendacidade, como seria mais próprio de um ministro de Estado. O primeiro, com aquele olhar de tranquilidade soberana que dá a qualquer um os ares de uma tremenda autoridade científica, assegurou que "os conservadores de hoje em dia, como os do século 19, tendem a pensar o processo histórico desde uma perspectiva rígida, formalista, que não aceita a mudança”.

S

ei o quanto é injusto exigir que um professor universitário atual conheça alguma coisa, mas, se esse professor conhecesse ao menos a história da disciplina que leciona, saberia que o senso do tempo, da história e da mutabilidade foi introduzido no pensamento europeu por historiadores e intelectuais conservadores, em reação à ideia dos revolucionários de 1789 que, inspirados na física newtoniana, acreditavam numa

OLAVO DE CARVALHO

O senso do tempo, da história e da mutabilidade foi introduzido no pensamento europeu por historiadores conservadores.

sociedade moldada segundo os cânones universais e imutáveis da Razão. Os nomes de Georg W. F. Hegel, Edmund Burke, François-René de Chateaubriand, Leopold von Ranke e, mais tarde, os de Jacob Burckhardt e Hippolyte Taine, deveriam bastar – para quem os leu, o que não é o caso – para eliminar qualquer dúvida a respeito.

J

á entre os revolucionários, nem mesmo em Karl Marx aparece claramente o senso da "mudança como algo inerente ao processo histórico", para usar os termos do prof. Figueiredo, já que a visão marxista da história é a de um processo predeterminado por leis tão imutáveis quanto as de

Newton, caminhando de fatalidade em fatalidade até desembocar no socialismo. A elevação da "mudança" às alturas de mito abrangente e força universal soberana não aparece no pensamento ocidental moderno antes de Nietzsche, embora tenha tido alguns precursores nas fileiras do anarquismo e em alguns obscuros representantes da intelectualidade revolucionária russa pré-marxista.

C

onfiante na sua devota ignorância histórica, o referido sentenciou ainda que os conservadores "tendem a exagerar o papel dos políticos de esquerda na condução do processo de transformação, como se este

fosse gerido por pequenos grupos de intelectuais e não algo que faz parte da dinâmica da sociedade".

E

le deveria ter ensinado isso a Lênin, que zombava de todo "espontaneísmo", como ele o chamava, e enfatizava mais que ninguém o papel da vanguarda revolucionária. Poderia também ter dado lições a Georg Lukács, para o qual a consciência de classe do proletariado não era sequer uma realidade presente, mas uma possibilidade abstrata a ser concretizada pela ação da elite. Poderia também passar uns pitos em Antonio Gramsci, para o qual a força criadora da revolução está acima de tudo na elite

intelectual. Ou poderia escrever uma tese de que Lênin, Lukács e Gramsci foram conservadores. É claro que na sociedade há processos de transformação espontâneos mesclados à ação planejada de grupos políticos. Já disse aqui que a distinção meticulosa desses fatores, bem como a análise das suas múltiplas relações e interfusões é a chave de toda narrativa histórica decente.

M

as quererá o prof. Figueiredo dizer que setenta milhões de chineses foram para o beleléu assim sem mais nem menos, por força da mera "dinâmica da sociedade", sem que alguém no topo do governo ordenasse a sua extinção? Quer dizer que 20 milhões de russos foram morrer no Gulag levados por forças impessoais e anônimas e não por um decreto oficial? Quer dizer que 30 mil vítimas das Farc morreram porque estavam acidentalmente na direção de balas perdidas, e não porque a narcoguerrilha as matasse? Quer dizer que 17 mil cubanos foram fuzilados por acidente e não por ordem de Fidel Castro e Che Guevara? Quer dizer que 6 milhões de judeus pereceram no Holocausto por mera coincidência, sem que ninguém no governo alemão decidisse dar cabo deles? Quer ele ignorar que os acontecimentos de maior impacto desde o início do século 20 foram decisões fatais de elites governantes

e grupos ativistas? Pois já que ele acredita tanto no poder da mudança, deveria saber que a principal mudança histórica dos últimos 100 anos foi a criação de meios técnicos de ação que aumentam formidavelmente o poder das elites governantes e dos grupos ativistas bem financiados, reduzindo a população a um estado de inermidade patética. O professor também disse que não vê "nenhuma animosidade contra os conservadores na universidade brasileira" e que "os comunistas nunca foram hegemônicos no PT". Tsk, tsk, tsk.

S

eu colega, o sr. Paulo Domenech Onetto, também tem algumas opiniões, mas não vêm ao caso. Na ânsia de dizer algo contra mim, afirmou, com ares de quem acreditava nisso, que tenho à minha volta um pelotão de guardacostas eletrônicos, que barram o acesso à minha pessoa na internet, para me proteger de debates. Não ocorreu à criatura que para fazer isso os referidos teriam de violar a minha correspondência e neste caso não seriam meus guarda-costas, e sim espiões. Interessa conhecer as opiniões de um difamador mentecapto incapaz de compreender as suas próprias invencionices? OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA


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Dilma torce pela candida- MAIS: Serra, agora, está tura de José Serra pelo PPS: acha que tira votos de Aécio Neves e também de Marina Silva.

gibaum@gibaum.com.br

2 “O presidente da corte deve se portar como um algodão no meio de cristais.”

MARCO AURÉLIO MELLO // ministro do Supremo, sobre as últimas discussões protagonizadas por Joaquim Barbosa.

Fotos: Instagram / Reprodução

Uma prolongada conversa, em meados da semana passada, numa mesa dos fundos do Piantella, conhecido restaurante de Brasília, entre o deputado federal Candido Vaccarezza (PT-SP) e o ministro Dias Toffoli, do Supremo, ex-assessor jurídico da Casa Civil nos tempos de José Dirceu e depois, advogado do PT, teria selado a indicação, feita na sexta-feira passada por Dilma Rousseff, de Rodrigo Janot para a Procuradoria-Geral da República. Vaccarezza levava a escolha do então subprocurador em nome de José Dirceu e João Paulo Cunha. Dilma tinha preferência pela subprocuradora Debora Duprat e até o pessoal do PT esperava sua indicação.

LÁ EM CIMA No final da semana passada, Ivete Sangalo ganhou matéria de meia página no The New York Times onde, entre elogios e comparações com Shakira, Tina Turner e Janis Joplin, o jornal vislumbra a possibilidade de mudança da baiana para os Estados Unidos. “É uma carta na manga, deixar meu país e vir aqui por um ano para me dedicar à minha carreira”. Ela está excursionando por lá e tem 8,5 milhões de seguidores no Twitter. O jornal também demonstra uma certa perplexidade pelo cachê cobrado por Ivete em seus shows, o equivalente a US$ 300 mil.

Reserva técnica Engana-se quem pensa que o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, esteja fora do foco principal do bloco econômico do governo porque teria caído em desgraça com a presidente Dilma Rousseff. Arno, inclusive, está fora da mesa de negociações dos projetos de concessões e muita gente aposta que está desgastado. Não é nada disso: Augustin, ao contrário, continua muito próximo da Chefe do Governo e conta com total confiança de Dilma. Ela é que resolveu afastá-lo para não ser contaminado, transformando-o numa espécie de reserva técnica. Há algum tempo, era um de seus nomes favoritos para o lugar de Guido Mantega.

SUPER-SHOW O Ministério da Cultura, via Lei Rouanet, acaba de autorizar a captação de R$ 14 milhões para o super-show que o francês Jean-Michel Jarre poderá fazer no Brasil, ainda este ano. São concertos considerados faraônicos, com fogos de artifícios, lasers e efeito especiais. A produção estima custos totais de R$ 24 milhões com shows na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na praia de Copacabana, no Rio e eventualmente, no Santuário de Aparecida ou próximo às barragens de Itaipu.

Madonna, 55 anos

A senadora Kátia Abreu (PSDTO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura, está em campo contra a milionária campanha publicitária da marca Friboi, do frigorífico JBS. Estima que possa custar em torno de R$ 50 milhões e a origem da dinheirama estaria nos R$ 7 bilhões que o grupo conseguiu no BNDES, com juros de 7% ao ano e dois de carência. Entre seus argumentos, cita a legislação dos meios de propaganda “que pune utilização de meio fraudulento para atrair a clientela do concorrente”. Kátia adverte que a campanha da Friboi “é enganosa”, desqualifica os concorrentes e exalta selos de qualidade como se fossem só seus (nenhuma carne chega às prateleiras do mercado sem eles). A senadora alerta que a campanha é em detrimento de centenas de pequenos e médios concorrentes, que passam por dificuldades econômicas.

Contra Friboi

Cinco estrelas Para equipar os restaurantes da nova praça de alimentação do Senado, que serão administrados pelo Senac/DF, a Casa empenhou perto de R$ 176,9 mil em eletrodomésticos. Só o congelador elétrico vai custa R$ 77,9 mil. Tem também máquinas de lavar louça, triturador semi-industrial, centrifuga automática, processadores e três toalhas de mesa ao preço de R$ 2 mil. Em meio a essa grande lista, uma surpresa: a compra de dois guardanapos de pano por R$ 420 cada um.

CONSULTA CARA O infectologista David Uip, novo secretário da Saúde do governo Geraldo Alckmin, é professor de sua especialidade na Faculdade de Medicina do ABC, onde se formou. Também é apontado como médico de celebridades porque já tratou de Mário Covas, José Alencar, Lula, José Sarney, o próprio Alckmin e outros. Em seu consultório nos Jardins, em São Paulo, na semana passada, cercado por manifestantes, a consulta custa R$ 900.

MISTURA FINA PARA QUEM tem memória curta: no passado, Lula e José Dirceu emplacaram Joaquim Barbosa e também o ex-procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que seriam muito simpáticos ao PT na época e, depois, viraram seus algozes. Gurgel substituía Antonio Fernando de Sousa, o primeiro a classificar o esquema do mensalão como “organização criminosa”.

O DEM, tradicional aliado do PSDB, está mais do que fechado com a candidatura de Aécio Neves ao Planalto. O presidente do partido, senador José Agripino Maia (RN), já mandou avisar que não há hipótese de apoiar José Serra, caso ocorra uma reviravolta entre os tucanos.

Atriz, cantora, compositora, designer de moda e dançarina: é Miley Cyrus, que ficou mundialmente conhecida, em 2006, pela série da Disney Channel, Hannah Montana. Ela já vendeu 20 milhões de álbuns em todo o mundo, apareceu no ano passado na série Two and a Half Men e nos últimos meses vem se preocupando em mostrar uma outra Miley, mais mulher. Agora, depois de aparecer em grande ensaio na Harper’s Bazaar , ela resolve posar no estúdio de Tio Terry (Terry Richardson), onde deita, rola, faz caretas e gestos obscenos.

A nova Miley

Vestido cobiçado O vestido de noiva de Nicole , personagem de Marina Rui Barbosa na novela Amor à Vida, criado pela estilista Lethicia Bronstein, começa a ser encomendado por futuras noivas e está sendo devidamente copiado pelas lojas especializadas em aluguel de vestidos de noivas de São Paulo e Rio. Tem 60 metros de tule só na saia, inspirado numa peça “usada pela avó da personagem”, gola Grace Kelly, pérolas bordadas e mistura de várias rendas. No casamento, Nicole usava sapatos de sola totalmente azul, que já ganhou popularidade porque, supostamente, “dá sorte”.

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Considerada a rainha do pop, Madonna (na primeira foto à esquerda sentada no colo do namorado Brahim Zaibat) resolveu comemorar seus 55 anos no estilo de Maria Antonieta, uma das mais famosas e polêmicas rainhas da história, com uma festa à fantasia num clube noturno da Riviera Francesa. Entre os convidados, os fotógrafos Mert Alas e Marcus Pigott e o diretor criativo da Givenchy, Ricardo Tisci, que postaram fotos em suas redes sociais. Numa delas, aparece ao lado da filha Lourdes Maria, mostrando a língua; em outra, perdendo o equilíbrio e indo ao chão.

entusiasmado por prévias no PSDB. Teria até o apoio de Geraldo Alckmin e de Beto Richa.

OUT

Legging cor lisa.

Musa de evento A modelo sul-africana Candice Swanepoel, uma das angels da Victoria’s Secret, será a musa da próxima edição da Fashion’s Nighy Out, evento mundial de motivação ao consumo de moda, que acontece pelo quarto ano no Brasil. Idealizado pela Vogue americana e promovida entre nós pela edição brasileira da revista, desta vez acontecerá em quatro cidades: tradicionalmente, Rio (17 de setembro) e São Paulo (19) e agora também em Curitiba, dia 5 de dezembro e Vitoria, 8 de outubro. Candice namora o brasileiro Hermann Nicoli, vai sempre a Vitória (ele tem família lá) e fala português muito bem.

NÃO CHEGA a ser novidade: Dilma Rousseff ganhou um respiro nessas próximas duas semanas antes de serem conhecidos os resultados das novas pesquisas sobre a popularidade da presidente. Até lá, ela se move embalada pelos últimos levantamentos que sinalizam leve melhora em seu desempenho.

TICIANE Pinheiro, 37 anos, soube pelos jornais que o exmarido Roberto Justus, 58 anos, estava namorando Ana Paula Siebert, de 25 anos. E não deixou por menos: “Eu também vou namorar um homem mais jovem!”

QUEM diria: o senador e prépresidenciável, Aécio Neves conseguiu convencer o técnico Bernardinho, que acaba de se filiar ao PSDB no Rio de Janeiro. Ele não assumiu nenhum compromisso, nem pensa em se candidatar ao governo do Rio de Janeiro, onde os tucanos não têm nenhum nome. Só que, por enquanto, serve para Aécio espalhar que é um nome que pode redesenhar o quadro eleitoral carioca, no ano que vem.

A PEDIDO da diretora Amora Mautner e das autoras Duca Rachid e Telma Guedes, Gilberto Gil está em estúdio, gravando uma composição inédita para a novela Jóia Rara, que vai estrear no horário das seis na Rede Globo. Tem um trecho que diz: “A qualquer momento o fogo virá”.

Colaboração:

Paula Rodrigues / Alexandre Favero

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 20 de agosto de 2013

5 REALITY SHOW A Corte Suprema dos Estados Unidos, composta de nove juízes, "é um mundo secreto" e, comparado com ela, o Supremo Tribunal Federal, no Brasil, "lembra um reality show". É o que diz o cientista político Celso Roma, da USP, sobre o julgamento do Mensalão e os embates entre ministros.

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Dilma afaga Congresso... Em épocas de crise entre Planalto e Congresso, presidente veste modelo simpatia: agradece, elogia, presenteia com maquinário e libera verbas para PAC. Vanessa Carvalho/ Estadão Conteúdo

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presidente Dilma de hoje para fazer um agradeR o u s s e f f u s o u n a cimento especial ao Congresmanhã de ontem o so Nacional, que aprovou este seu programa de rá- projeto. Nossos senadores e dio semanal para elogiar a deputados aperfeiçoaram e atuação do Congresso. Duran- votaram a proposta que semte a edição do "Café com a Pre- pre defendi e que meu goversidenta", parabenizou o Legis- no enviou ao Congresso, para lativo pela aprovação da lei que as riquezas do petróleo, que destina 75% dos royalties que são finitas e um dia acado petróleo à área de educa- bam, sejam investidas em ção e os outros 25% à saúde. educação", afirmou ela. O gesto incomum de Dilma O projeto dos royalties taminicia a semana em que será bém foi tema de discussão enretomada a votação dos vetos tre Legislativo e Executivo, em presidenciais. Está marcada torno do Fundo Social do prépara hoje, no Senado, a deci- sal. O governo defendia o uso são de temas que desagra- apenas dos rendimentos da dam o Planalto e que podem poupança do Fundo e não dos provocar grande impacto eco- bens em si, enquanto os depunômico nas contas da União – o tados da Câmara queriam que projeto que redefine os crité- os ativos do fundo fossem desrios de rateio do tinados à saúde e FPE (Fundo de à educação. Participação dos P a r a s o l u c i oEstados), o projenar o impasse, foi Quero fazer um to que transforma fechado um acoragradecimento a licença dos tado na última especial ao xistas em herediquarta-feira, setária e o projeto gundo o qual os Congresso, que que acaba com a ativos poderão aprovou este multa adicional projeto (royalties ser usados nos de 10% do FGTS primeiros quatro para saúde). (Fundo de Garananos e, depois tia por Tempo de disso, serão usaDILMA ROUSSEFF Serviço). d o s e x c l u s i v aAlém dos vetos no Senado, a mente os rendimentos, para Câmara colocará o orçamento que o Fundo possa crescer impositivo – que obriga o Pla- mais rapidamente. nalto a pagar as emendas dos Diante disso, o governo se parlamentares – em segunda comprometeu a sancionar a votação hoje. A aprovação do proposta da Câmara. texto, em primeira discussão, No caso do projeto que redena semana passada, contra- fine os critérios para o FPE, a riou a articulação política da presidente Dilma vetou o trepresidente Dilma. cho que retira os impactos das "Na semana passada, nós ti- desonerações concedidas pelo vemos uma vitória histórica governo federal aos Estados e da educação brasileira, que foi municípios. a aprovação pelo Congresso O projeto aprovado pelo da lei que destina 75% dos re- Congresso Nacional prevê cursos dos royalties do petró- que eventuais desonerações leo para investimentos em impostas pelo governo terão educação e mais 25% para a efeito apenas na cota de arresaúde. Esta lei também desti- cadação destinada à União, na 50% do Fundo Social para a não tendo impacto nos repaseducação", disse a presiden- ses do FPE e FPM (Fundo de te. "Quero aproveitar o "Café" Participação dos Municípios).

Hélvio Romero/Estadão Conteúdo

Dilma toda Comportamento – Diante de meiga: desentendimentos com a base aliada no Congresso, a pre- na cerimônia de anúncio de sidente prometeu assumir a investimentos articulação política e fazer do PAC para reuniões quinzenais com decidades do ABC putados e senadores. A proe entrega de messa foi recebida com entu100 máquinas siasmo em público e ceticismo retroescavanos bastidores. A ideia é acabar deiras a com o clima de rebelião no Lemunicípios de gislativo. São Paulo, no Hoje, Dilma estará em São Paço Municipal João Del Rei (MG) para anunde São ciar a liberação de mais de Bernardo, no R$ 1,6 bilhão ao PAC Cidades ABC paulista, Históricas, que inclui obras de melhoria nestes locais. A cida- ontem. Abaixo, a presidente de foi escolhida por ser o berço recebe uma político do senador Aécio Necaixa de ves (PSDB-MG), seu provável goiabada de adversário político nas eleipresente do ções de 2014. São João Del Rei é cidade natal do avô de Aécio, prefeito de Tietê, Manoel David. Tancredo Neves. (Agências)

... e agrada prefeitos. A

presidente Dilma Rousseff fez agrados a mais de uma centena de prefeitos do Estado de São Paulo ontem. Em visita a São Bernardo do Campo (SP), anunciou R$ 2,1 bilhões em recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para as sete cidades do ABC e entregou retroescavadeiras para cem municípios do interior. Este foi o quarto compromisso público da presidente no Estado desde o dia 31 de julho – e o terceiro nos últimos sete dias. A viagem coincide com um

momento em que o partido do governador Geraldo Alckmin, o PSDB, enfrenta desgaste devido às denúncias de cartel em licitações do metrô e de trens. Na próxima sexta, Dilma estará na capital paulista para evento sobre financiamento estudantil. O pacote de investimentos nas grandes cidades do ABC vai ao encontro da última pesquisa Datafolha sobre a popularidade da presidente. O levantamento mostrou que os índices de aprovação de Dilma, que despencaram com os protestos de junho,

tiveram recuperação mais lenta nos municípios com mais de 500 mil habitantes. No evento em São Bernardo foram anunciados R$ 793 milhões em mobilidade urbana. Serão R$ 761,3 milhões para a construção de 49,2 quilômetros de corredores na região do ABC e R$ 31,6 milhões em contratação de projetos para viabilizar, segundo promessa de Dilma e do ministro das Cidades, além de outros 85 quilômetros de linhas, com custo estimado de R$ 1,1 bilhão.

"No passado, o governo federal não investia em mobilidade urbana. Foi no final do governo Lula que nós começamos a fazer", disse. Outros recursos prometidos foram R$ 644 milhões para a construção de 8.500 unidades do programa Minha Casa, Minha Vida em Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá, R$ 542 milhões em infraestrutura e saneamento básico e R$ 104 milhões para obras de contenção de encostas. A entrega de kits com retroescavadeiras,

Renan admite não votar vetos-bomba

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epois de se reunir com xá-los para apreciar em uma a p r e s i d e n t e D i l m a outra oportunidade. Esse é um Rousseff ontem, o pre- aprendizado, nós temos que sidente do Senado, Renan Ca- estabelecer critérios entre nós lheiros (PMDB-AL), admitiu re- para ver o que vamos apreciar a tirar da pauta do cada momento." Congresso "veRenan admite tos bomba" para retirar da pauta a o governo fedegrande preocural. Apesar de ter pação do PlanalO Brasil não ameaçado o Pato, o veto que pode, nesse lácio do Planalto, mantém o pagamomento, incluindo na sesmento da multa dar um tiro no são de hoje os veadicional de 10% tos que trazem do FGTS (Fundo pé, passar um prejuízos ao gosinal distorcido. de Garantia por verno, Renan Tempo de ServiRENAN CALHEIROS agora disse ser ço). Ele disse ser possível votá-los possível "evoluir em "outra oportunidade". para uma solução" alternativa "Você pode priorizar a apre- que prevê a redução gradual ciação de qualquer veto. Pode, da multa em troca da manuem função da negociação, dei- tenção do veto – proposta do PT

na Câmara. "Com relação à multa dos 10%, independentemente de se vai entrar na pauta ou não, se essa é a vontade dos líderes ou não, nós podemos evoluir para uma solução gradativa. Essa multa poderia ser gradativamente eliminada, 20% em 2014, 40% em 2015, mais 40% em 2016, de modo a não afetar o equilíbrio das contas públicas, que é a grande convergência que precisa ser defendida, do Executivo com o Legislativo", afirmou. Depois da conversa com Dilma, Renan disse que o Congresso precisa zelar pelo "equilíbrio das contas públicas", em mais uma sinalização de que não pretende pautar os vetos polêmicos. "O Brasil não pode, nesse momento, dar um tiro no

pé, passar um sinal distorcido. É muito importante manter o equilíbrio das contas públicas e dentro disso nós temos que acomodar os novos critérios de apreciação de vetos." Hoje, Renan vai reunir os líderes partidários para definir a pauta de votação dos vetos antes da sessão do Congresso. Segundo ele, os líderes terão autonomia para excluir vetos da pauta ou pedir prioridade em sua análise. "O importante é que o Congresso ajude a debelar crises. O Congresso não pode jogar no sentido de estabelecer confrontos. Cabe ao presidente do Congresso exatamente resolvê-los. E nós estamos dispostos a cumprir esse papel", afirmou Renan. (Folhapress)

motoniveladoras e caminhões-caçamba visa municípios de até 50 mil habitantes no interior e litoral do Estado. É no interior que Alckmin, que deve disputar a reeleição em 2014, tem seus maiores índices de aprovação. O PT aposta no ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para tentar uma vitória inédita no Estado em 2014. Em São Bernardo, os cem prefeitos contemplados com as máquinas foram chamados, em grupos de dez, para subir ao palco, receber a chave das

retroescavadeiras e tirar fotos individuais com Dilma. Muitos tentaram engatar conversas mais longas com a presidente e lhe deram presentes. Do prefeito de Tietê, Manoel David de Carvalho (PSD), ganhou uma barra de goiabada cascão. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário, os municípios paulistas com até 50 mil habitantes serão contemplados com os kits de máquinas. Segundo o ministro Pepe Vargas, com as unidades entregues ontem, 344 cidades já receberam os kits. (Folhapress)

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontra-se aberto no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 143/2013-SMS.G, processo 2013-0.099.264-2, destinado ao registro de preço para o fornecimento de SUGADOR CIRÚRGICO, PORTA AMÁLGAMA E GESSO COMUM, para a Divisão Técnica de Suprimentos SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Odontologia, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 14 horas do dia 30 de agosto de 2013, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 310/2013-SMS.G, processo 2013-0.191.697-8, destinado ao registro de preço para o fornecimento de BICARBONATO DE SÓDIO E PAVIO PARA LAMPARINA ODONTOLÓGICA, para a Divisão Técnica de Suprimentos-SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Odontologia, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 9 horas do dia 30 de agosto de 2013, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal de Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.


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Tudo que for com nome francês, com nome inglês, com nome russo, vai sair, vai ficar só coisa com nome em português. Cid Gomes (PSB), governador do Ceará

olítica

Ó RBITA Carlos Humberto SCO/STF

CRISE SUPERADA

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crise entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e seu colega, ministro Ricardo Lewandowski, "está superada", disse o ministro Luiz Fux, ontem. Ele contou que a discussão entre os dois membros da mais alta Corte da Justiça brasileira sobre a data correta para a aplicação de uma lei já foi discutida e o caso foi considerado superado. O ministro não crê que haverá mudança no julgamento do Mensalão devido ao episódio. Fux disse que o julgamento do Mensalão será retomado normalmente amanhã, como estava previsto, e que até "o dia 7 de setembro, no máximo", as penas dos réus serão conhecidas. O ministro participou ontem, como palestrante

contratado, do XXXIII Congresso Internacional da Propriedade Intelectual, promovido pela Associação Brasileira de Propriedade Intelectual. Ele explicou que com a entrada em vigor de um novo código civil, em 2014, as respostas da Justiça serão mais rápidas, pois serão feitas em prazo "razoável, o que vai ajudar no caso das ações de propriedade intelectual". Antonio Cruz/ ABr

NOVA CHANCE

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senador José Sarney (PMDB-AP), internado desde o início do mês no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, fará hoje um cateterismo coronário devido a uma alteração de contratilidade da parede inferior do coração diagnosticada durante exame de ecodoppler na última sexta-feira, 16. Segundo o último boletim médico, divulgado naquela sexta-feira, Sarney está curado do processo infeccioso de dengue e pneumonia bacteriana. As doenças haviam sido detectadas no dia 7 de agosto, em São Paulo. O imortal está sendo atendido pelas equipes dos doutores David Uip, Roberto Kalil Filho e Carlos Gama. Ainda não há previsão de alta.

Governador do Ceará quer menu em português Cid Gomes avisa que vai retirar pratos com nomes estrangeiros de bufê do governo após denúncia de gastos

I SUS ELETRÔNICO

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Governo do Estado lançou ontem um sistema que permite acessar de imediato o histórico de atendimentos dos pacientes no SUS paulista, de qualquer unidade estadual de saúde. O prontuário eletrônico unificado é inédito no País.

rritado com a repercussão da denúncia do deputado estadual Heitor Férrer (PDT) de ter gasto R$ 3,44 milhões anuais com a renovação do bufê que fornece comida para o Palácio da Abolição (sede do Governo), o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), afirmou ontem que vai mandar retirar os nomes estrangeiros do cardápio. Constam do menu escargot, lagosta e caviar. "Se querem demagogia, vou mandar retirar todas as coisas exóticas desse cardápio. Tudo que for com nome francês, com nome inglês,

com nome russo, vai sair, vai ficar só coisa com nome em português." Cid disse que mesmo tirando "tudo que é exótico do cardápio", isso não reduziria o custo do contrato. "Seria só uma demagogia a mais, uma demagogia em cima de uma demagogia. Podia ser uma manchete de jornal", afirmou o governador. Após a declaração, ele disse que havia resolvido adotar a ideia. Cid contou que nunca comeu "esse negócio de caviar" e que o bufê deve atender o público com "arroz, feijão, carne, frango e peixe".

"O poder público é demandado para fazer eventos. Para isso, tem que ter um fornecimento (de bufê)", explicou. Para Cid, é preciso fazer uma comparação com os outros governos que, segundo ele, também têm esse tipo de despesa de bufês. "Se a questão é nacional peguem aí no Brasil inteiro, vamos ver todos os governos. Fica sério se o negócio for feito assim, mas dizer que só o Ceará tem isso é muito esquisito." O contrato do bufê foi questionado na semana passada pela oposição ao governador.

Segundo a assessoria do governo, os valores serão pagos conforme a demanda, e incluem decoração, cadeiras, mesas, garçons e transporte. Embora o contrato tenha vigência de doze meses, a previsão, de acordo com o governo do Ceará, é que os valores sejam gastos em quatro anos. A denúncia de Férrer é chamada de "farra do caviar". Redes sociais estão organizando, para sábado, manifestação em frente ao Palácio da Abolição, batizada de "Cadê meu Caviar. Buchada no Palácio". (Agências)

Brasil investe R$ 450 milhões para estimular a nanotecnologia Ministério lança programa que destina verba para agilizar ligação entre universidades e empresas privadas

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Ministério da Ciência, nologia (IBN). Dos recursos já Tecnologia e Inovação empenhados no programa, (MCTI) lançou ontem R$ 150 milhões são para o ano um programa que prevê o in- fiscal de 2013, e outros R$ 300 vestimento de R$ 450 milhões milhões para o de 2014. Dos em dois anos para estimular a recursos deste ano, R$ 38,7 ligação entre universidade e milhões serão distribuídos paempresa na área da nanotec- ra o Sistema Nacional de Labonologia. A ideia é permitir que ratórios em Nanotecnologia empresas desenvolvam pro- (SisNano), que reúne 26 cendutos com estruturas comple- tros de pesquisa no País. xas da ordem A Finep (Fide milionésinanciadora mos de milíde Estudos e metro – a esProjetos) recala dos átoceberá mais mos e moléR $ 3 0 m iculas. lhões e o resmilhões de reais são O programa tante será para o ano fiscal de prevê ações distribuído s im ul tâ ne as entre entida2013 e outros R$ 300 por parte de des diversas. milhões para 2014. várias entidaEm 2014, a des federais e Empresa BraDos recursos deste um de seus sileira para ano, R$ 38,7 milhões objetivos é Pesquisa e irão para o SisNano. o f e r e c e r i nInovação Infr aest rutu ra dustrial (Emde vários labrapil) deve boratórios estatais a empresas. receber R$ 30 milhões. A ideia é permitir que a iniciatiO dinheiro do programa terá va privada realize pesquisa uso distinto, dependendo da aplicada para investir pesado entidade que o recebe. "Nos em equipamentos científicos. projetos de desenvolvimento "Muitas empresas acessam que nós vamos financiar pela os laboratórios, têm uma rela- Embrapii as empresas terão ção quase pessoal com os diri- que entrar com um terço do digentes, mas agora vai ser uma nheiro. No SisNano, será uma coisa institucional", disse o negociação direta do laboraministro Marco Antonio Raupp tório com a empresa." ontem, no lançamento da IniAs áreas prioritárias para a ciativa Brasileira de Nanotec- aplicação do dinheiro são in-

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dústria aeronáutica/aeroespacial, agricultura/alimentação, energia, perfumaria/cosméticos e meio ambiente. O Ministério da Ciência levou ao lançamento do IBN empresários que apresentaram casos de sucesso de investimentos em inovação na área de nanotecnologia. A Nanum, de Belo Horizonte, nasceu há 10 anos de uma ideia de alunos da UFMG para formar uma empresa de consultoria. Os funcionários eram pagos basicamente com bolsas de pesquisa, envolvendo

muita burocracia acadêmica, e baixo faturamento. Após obter investimento privado, a empresa desenvolveu um tipo inovador de tinta magnética, usada em impressoras de documentos, e hoje tem um contrato com a HP que lhe garante a maior parte de um faturamento anual de R$ 10 milhões. Raupp reagiu à reclamações de burocracia para estabelecer parcerias. Explicou que o problema será resolvido por meio de nova lei que rege o status das fundações universitárias. (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 20 de agosto de 2013

CASTIGO PESADO EUA pedem 60 anos de prisão para Bradley Manning por vazar arquivos ao Wikilieaks.

nternacional

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les estavam me ameaçando o tempo todo e disseram que eu seria preso se não cooperasse." Com estas palavras, o brasileiro David Miranda, de 28 anos, detido durante uma escala no aeroporto de Heathrow, em Londres, Reino Unido, supostamente por ser companheiro do jornalista norte-americano Glenn Greenwald, do jornal The Guardian, que divulgou informações sigilosas dos Estados Unidos, descreveu o que chamou de "ato de intimidação" da Scotland Yard, a polícia metropolitana britânica. Glenn Greenwald foi o repórter que primeiro publicou as revelações de Edward Snowden, desencadeando o chamado escândalo de espionagem digital dos Estados Unidos. Ao desembarcar ontem no Rio de Janeiro depois de ter sido detido como suspeito de terrorismo no Reino Unido, Miranda relatou em sua primeira entrevista às autoridades brasileiras que foi submetido a um interrogatório durante nove horas, com base na lei antiterrorismo, em voga no Reino Unido desde o ano 2000. Miranda fazia escala no aeroporto de Heathrow durante voo procedente de Berlim com destino ao Rio de Janeiro, onde vive com Greenwald, quando foi abordado por oficiais que lhe confiscaram seus pertences, entre eles, uma máquina fotográfica, um pen drive e cartões magnéticos. "Eu estava em um país diferente, com leis diferentes, em uma sala com sete agentes que faziam perguntas ininterruptas. Pensei que tudo pudesse acontecer. Pensei que poderia ser detido por um longo tempo", desabafou o brasileiro, explicando que os oficiais tentaram intimidá-lo e o forçaram a repassar as senhas do seu laptop e do celular. "Fiquei numa sala onde agentes entravam e saíam, se revezando para falar comigo. Perguntaram sobre a minha vida inteira. Ficaram com o meu computador, o vídeogame, o celular,o pen drive e a máquina fotográfica", lamentou. O brasileiro afirmou que não foi ofendido, mas ficou irritado pela forma como foi abordado e pelo fato de confiscarem seu passaporte. "Eu comecei a fazer um escândalo no lounge, disse que queria sair dali, saber aonde eu ia, o que eles iam fazer comigo."

7 POLÊMICA O culto à figura de Hitler e do nazismo estão em ascensão na Tailândia.

Ricardo Moraes/Reuters

To David, with love Namorado brasileiro é preso em Londres. E Greenwald promete novas denúncias contra espionagem digital dos Estados Unidos

No momento em que foi detido, Miranda sequer pode dar um telefonema a um familiar ou a um advogado e acabou sendo atendido por um profissional do corpo jurídico do jornal The Guardian, contatado por intermédio de um agente britânico. O brasileiro, estudante de Comunicação na Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro, vinha de Berlim, onde havia passado uma semana na casa da documentarista norte-americana Laura Poitras, indicada por Snowden para publicar os documentos que trouxeram à tona os programas de espionagem realizados pela Agência de Segurança Nacional norteamericana. O namorado de Greenwald prometeu tomar providências sobre sua detenção e cobrou uma ação do Senado."Espero que o Senado esteja vendo isso e que faça alguma coisa a respeito", afirmou. Enquanto aguardava o companheiro, Greenwald disse aos jornalistas brasileiros que considerava o episódio como

uma "intimidação à imprensa". O jornalista também declarou que a suposta retaliação deve estimulá-lo a aprofundar suas reportagens e prometeu responder com novas denúncias. E xp li ca ç õe s – As autoridades britânicas foram duramente criticadas por parlamentares pela prisão de Miranda. A detenção é "extraordinária", ponderou o presidente da Comissão Parlamentar Britânica do Interior, o trabalhista Keith Vaz, exigindo explicações da polícia. "Eles sabiam que se trat a v a d o p a r c e i r o d e G r eenwald e, portanto, fica claro que não somente as pessoas envolvidas estão sendo visadas, como também pessoas ligadas aos envolvidos." "Vou escrever à polícia e pedir explicações, porque deter alguém sob essas circunstâncias e, além disso, confiscar seus pertences, mostra um uso diferente da legislação", afirmou Keith Vaz. Outro deputado da oposição, Tom Watson, considerou indispensável descortinar o

Eles me trataram como se eu fosse um criminoso ou alguém prestes a atacar o Reino Unido.

Começar a deter parentes e entes queridos de jornalistas é simplesmente despótico.

DAVID MIRANDA

GLENN GREENWALD

eventual envolvimento do governo. "Devemos saber se os ministros estavam cientes da decisão de deter David Miranda e quem tomou a decisão", justificou Watson. A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional considerou a detenção 'ilegal e imperdoável (...) uma tática revanchista', opinião que também compartilhou a organização WikiLeaks, especializada na publicação de documentos secretos, ao denunciar "o abuso, por parte das autoridades britânicas, da legislação sobre o

terrorismo".O jornal The Guardian destacou estar "chocado" com a situação. No Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, criticou os "desvios" cometidos em nome do combate ao terrorismo e disse que pretendia conversar com o chanceler britânico William Hague. Em nota divulgada após a conversa, o embaixador britânico em Brasília, Alex Ellis, disse, porém, que esta era "uma questão operacional da Polícia Metropolitana de Londres.” Um caso de polícia. (Agências)

UE de olho nos EUA

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s organismos europeus de proteção de dados decidiram investigar o alcance na Europa do programa americano PRISM de vigilância de dados pessoais e solicitaram apoio da Comissão Europeia, informou a agência francesa CNIL, encarregada das liberdades na internet.As agências querem "avaliar o impacto exato do programa PRISM", revelado pelo exassessor de inteligência americano Edward Snowden, "sobre a privacidade dos cidadãos europeus", e solicitaram a ajuda da Comissão para obter informações sobre os EUA, afirmou um comunicado do CNIL.

Libertação de Mubarak pode incendiar mais o Egito Reuters

Mohamed Abd El Ghani/Reuters

E

Em meio à onda de violência que causou a morte de 25 policiais e 37 presos islamitas em menos de 24 horas no Egito, fontes do Judiciário admitiram que o expresidente Hosni Mubarak pode ser colocado em liberdade ainda esta semana. A decisão, que deve recrudescer os confrontos no país após a derrubada de Mohammed Mursi, seu sucessor, por um golpe militar, encerra o julgamento do ex-mandatário, acusado de ter assassinado centenas de manifestantes durante o levante de 2011 que resultou na sua prisão. As tensões no Egito aumentaram desde que o exército depôs Mursi, primeiro presidente eleito livremente depois do golpe de 3 de julho. Desde então, o país tem vivido dias de protesto de milhares de egípcios que pedem a saída do presidente islamita e o acusam de abuso de poder. Ao todo, cerca de 900 pessoas, manifestantes pró-Mursi na maioria, foram mortas. O ataque de ontem se deu a

caminho da cidade de Rafah, onde os agressores agiram com foguetes contra dois microônibus da polícia, matando pelo menos 25 integrantes das forças de ordem e elevando para 102 o número de policiais mortos em cinco dias. Em contrapartida, 37 presos pertencentes à Irmandade Muçulmana, pró-Mursi, morreram asfixiados em circunstâncias ainda não esclarecidas num furgão que os levava para uma prisão na cidade do Cairo. É de se esperar que esta violência sem precedentes na história recente do Egito aumente, já que os dois lados estão reforçando suas posições. Os pró-Mursi convocaram novas manifestações no Cairo enquanto o comandante do Exército, Abdel Fattah al-Sissi, prometeu uma resposta "das mais enérgicas" aos manifestantes islamitas."Nossa maior prioridade é a segurança nacional", defendeu o ministro das Relações Exteriores, Nabil Fahmy, admitindo que "há uma crise" no país.

Derrubado em 2011, Mubarak pode ser solto nos próximos dias. Onda de violência matou 900 pessoas no Egito. Reações - No país, a imprensa e grande parte da população, que consideram os membros da Irmandade Muçulmana "terroristas", têm apoiado o emprego da força por parte do Exército. Todavia, esta onda de violência está desencadeando críticas no exterior. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, declarou-se "alarmado" com o uso excessivo da força no Egito e fez um chamado ao diálogo e à reconciliação. Ban disse que o processo político foi "seques-

trado" pela violência e advertiu que as autoridades e os líderes políticos egípcios têm a responsabilidade compartilhada de pôr fim à crise. "Evitar mais perdas de vida deveria ser a maior prioridade", disse ele. "Peço a todos os egípcios que exerçam ao máximo a contenção e solucionem pacificamente suas divergências", exortou, condenando os ataques contra a população civil e a destruição de igrejas, hospitais e outras instalações públicas. A Human Rights Watch

(HRW) exortou o governo egípcio a não utilizar balas de verdade contra os manifestantes e contestou o registro de mortes estabelecido pelo Exército. A Anistia Internacional, por sua vez, denunciou o "massacre total", e lamentou as "fracas" reações internacionais, enquanto os países da União Europeia, que se disseram preparados para "reexaminar" suas relações com o Cairo, marcaram para amanhã uma reunião ministerial para discutir o assunto. Diante do aumento da vio-

lência, o governo da Alemanha decidiu suspender suas exportações de armas para o Egito. O Canadá se disse "fortemente preocupado" com a prisão de dois de seus cidadãos no Egito e exigiu explicações sobre as acusações contra eles. Quanto ao chefe da diplomacia saudita, príncipe Saud al-Fayçal, advertiu que os países árabes devem se preparar para compensar eventual redução na ajuda prestada pelo Ocidente. Apesar de ter aumentado o tom contra o governo egípcio, os EUA ainda não suspenderão sua ajuda militar e econômica, mas podem tomar uma decisão a este respeito nas próximas semanas.O secretário americano de Defesa, Chuck Hagel, pediu o fim do estado de emergência, mas reconheceu que a capacidade de influência de seu país é limitada."A violência deve parar, o estado de emergência deve ser retirado", declarou Hagel, reiterando que "todos os aspectos" da cooperação com o Cairo serão reavaliados (AE).


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idades

Haddad quer incentivo para a zona leste Plano Diretor prevê isenção de impostos municipais para empresas que se instalarem na região. Prefeitura também pode retirar aviões do Campo de Marte, na zona norte.

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Prefeitura de São Paulo vai isentar de impostos empresas com capacidade de geração de empregos que se instalarem na zona leste de São Paulo. Segundo o secretário das Finanças, Marcos Cruz, um projeto de lei do Executivo será encaminhado esta semana para a Câmara Municipal prevendo a medida, que envolve isenção de tributos municipais como o IPTU, ISS e ITBI. A informação foi divulgada ontem pelo secretário durante a apresentação do Plano Diretor de São Paulo. Cruz disse que o projeto de lei tem por objetivo viabilizar as diretrizes propostas no Plano Diretor. O texto que será enviado à Câmara prevê isenção total de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Intervivos, cobrado na venda de imóveis). A alíquota do ISS (Imposto Sobre Serviços) também deve cair para 2%. Hoje, ela oscila numa média de 5%, dependendo do ramo de atividade. A isenção fiscal atenderá a cinco setores: call centers, informática, escolas de idiomas,

Robson Fernandjes/Estadão Conteúdo

hotelaria e hospedagem. Para ser colocado em prática, o projeto de lei tem de ser aprovado pelos vereadores. C on s t ru ç ão – A Prefeitura também pretende ampliar o limite de construção nas regiões com oferta de transporte público. Empreendimentos que investirem no entorno de

Não é para agora. Em dois anos, teremos uma alternativa viável para retirar os aviões de lá. FERNANDO HADDAD, SOBRE O CAMPO DE MARTE linhas de trem e de corredores de ônibus, por exemplo, poderão construir até quatro vezes mais que a área do terreno. Com isso, boa parte do Centro expandido poderá se verticalizar ainda mais. A lista de bairros que entram no planejamento da gestão Fernando Haddad inclui até

áreas com potencial construtivo saturado, como o Morumbi, na zona sul, e Belém, na zona leste, além de outros com alta verticalização, como Moema, Vila Clementino e Pompeia. De acordo com a proposta, faixas de 400 metros em cada uma das margens dos trilhos vão delimitar o perímetro passível de receber o benefício. No caso de corredores de ônibus, a distância cairá para 200 metros de cada lado. A exceção serão os bairros com uso estritamente residencial, que não sofrerão interferências. Atualmente, essa permissão de otimizar a metragem do terreno com prédios mais altos ou com mais unidades existe apenas em zonas especiais, como as que abrigam operações urbanas - regiões em processo de requalificação. Campo de Marte – Para desenvolver a zona norte, o Plano Diretor indica uma medida polêmica: fechar o Campo de Marte para aviões. Só os helicópteros poderiam usar o local, explicou ontem o prefeito Fernando Haddad. "Não é para agora. Em dois anos, teremos uma alternativa viável

O prefeito Fernando Haddad durante exposição do Plano Diretor: retirada de aviões do Campo de Marte. para retirar os aviões de lá." A tese de Haddad é que falta emprego hoje na zona norte de São Paulo – a região, neste índice, perde apenas para a zona leste – porque a presença do Campo de Marte impõe limites à verticalização. A ideia é que o entorno do Campo de

Explosão na zona norte soterra quatro

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Bombeiros retiram criança dos escombros de casa que explodiu após vazamento de gás de cozinha tos leves e foi encaminhada ao Hospital Municipal de Pirituba. O homem, de 53 anos, teve queimaduras de terceiro grau em 30% do corpo e foi levado pelo helicóptero Águia da Polícia Militar ao Pronto Socorro do Hospital das Clínicas.

Danos – A Defesa Civil vai avaliar o abalo estrutural nos imóveis da vizinhança para determinar se haverá ou interdições. O terreno atingido tem duas construções no primeiro andar e uma no segundo. Com o impacto da explosão, garra-

fas PET que eram armazenadas em um depósito no primeiro pavimento foram parar em cima do telhado. O Corpo de Bombeiros informou que atendeu, no ano passado, 4.055 casos de vazamento de gás de cozinha. (Estadão Conteúdo)

60 quilômetros da Capital. Orçado em R$ 700 milhões, o projeto tem o aval do governo federal e da prefeitura local. O segundo projeto é do aeroporto em Parelheiros, na zona sul. Mas ele acaba de ser vetado pela Prefeitura, por estar em área ambiental. (Agências)

Tortura: Fundação Casa pode ganhar 'Big Brother'.

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Adriano Lima/Estadão Conteúdo

explosão causada pelo vazamento de um botijão de gás atingiu três imóveis de um mesmo terreno na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo, fazendo quatro vítimas ontem de manhã. Uma adolescente de 19 anos foi a última pessoa a ser retirada dos escombros, por volta das 12h40, mais de cinco horas depois do acidente, ocorrido às 7h35. Quatorze viaturas e 29 homens foram encaminhados à Rua Tabatinga, 10, endereço das construções. A primeira vítima a ser resgatada foi um menino de 10 anos, deficiente físico. Ele estava na cama inferior de um beliche e foi socorrido pelo pai, o pedreiro Carlos Rodrigues, de 40 anos, que havia acabado de sair para trabalhar quando ouviu o estrondo. O garoto sofreu fraturas na perna e foi levado para o Pronto Socorro do Hospital Municipal da Vila Nova Cachoeirinha. A segunda criança resgatada, um menino de 1 ano e 3 meses, filho da jovem de 19 anos, sofreu apenas ferimen-

Marte possa ser ocupado principalmente por edifícios comerciais. Alternativas – Para acomodar a demanda da aviação executiva, há dois projetos em andamento. Um deles é um aeroporto na cidade de São Roque, a aproximadamente

m dia após serem divulgadas denúncias de tortura em uma das unidades da Fundação Casa, na Vila Maria, zona norte de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin afirmou ontem que está avaliando a possibilidade de instalar câmeras de vídeo para monitoramento de todas as unidades, a exemplo do que já ocorre em algumas escolas estaduais. Alckmin disse que conversou no domingo com a presidente da Fundação, Berenice Giannella, sobre essa hipótese. "A Fundação tem feito um bom trabalho e é uma instituição séria. Conversamos (com Berenice) sobre a hipótese de ampliar o monitoramento por vídeo. Hoje, a maioria das escolas do Estado já tem câmera de vídeo, nós temos uma central de monitoramento. Talvez podemos ampliar esse trabalho." O governador classificou

como "inadmissível" o que aconteceu dentro do complexo Vila Maria. "É inadmissível o que aconteceu, imediatamente já foram afastados os três funcionários e o próprio diretor da unidade. Encerrado o processo de sindicância, eles serão demitidos da fundação", afirmou. No domingo, a Fundação Casa afastou o diretor da unidade João do Pulo do Complexo da Vila Maria e mais três funcionários acusados de espancar seis adolescentes internados. A sessão de espancamento ocorreu após uma tentativa de fuga e foi filmada. Ontem mais um funcionário acusado de participar dos atos de violência foi afastado da instituição. Nas imagens exibidas, os funcionários dão socos, tapas, pontapés e até cotoveladas nos adolescentes, que estão apenas de cuecas em uma sala do local. (Estadão Conteúdo)

CAMPUS PARTY PATRIARCA Luiz Guarnieri/Estadão Conteúdo

Praça é ocupada em protesto

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erca de 300 pessoas fizeram um protesto em frente à Prefeitura de São Paulo, na região central da cidade, por volta das 12h de ontem. Segundo informações da Polícia Militar, a manifestação começou por volta das 8h30 na Praça do Patriarca, também no Centro. Ali eles montaram barracas para lembrar o "Massacre da Sé" ocorrido em 2004, quando sete moradores de rua foram mortos na região. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) informou que a manifestação interditou o Viaduto do Chá, na altura da Rua Líbero Badaró. Por volta das 12h30, o trânsito estava ruim na região. De acordo com a PM, a manifestação era pacífica. Massacre – As agressões contra os moradores de rua ocorreram nos dias 19 e 22 de

Manifestantes montam barracas no centro da cidade para lembrar massacre de moradores de rua agosto de 2004. Sete morreram, todos golpeados na cabeça. Os ataques ganharam repercussão internacional. Outros moradores de rua ficaram feridos durante as ações. Policiais foram detidos sob suspeita de envolvimento no crime.

As suspeitas da polícia de que o massacre tivesse envolvimento com o tráfico de drogas na região central e com a disputa por pontos de segurança clandestina não foram confirmadas. Provas – Na época, o então secretário da Segurança Pública, Saulo de Castro

Abreu Filho, prometeu que o caso estaria resolvido em 30 dias. Mais de cem testemunhas foram ouvidas e os únicos três suspeitos que haviam sido detidos foram postos em liberdade por falta de provas, segundo justificou o Ministério Público. (Agências)


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São Paulo Cia. de Dança

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cultura

Apresenta a coreografia Petit Mort, primeira atração da Temporada Alfa de Dança. Teatro Alfa. Rua Bento Branco de Azevedo Filho, 722. Tel.: 5693-4000. Quinta (22), sexta (23), 21h30. Sábado (24), 20h. Domingo (25), 18h. R$ 40 a R$ 80.

De Hancock a Caetano. Muito prazer. André Domingues

Hancock: sutil familiaridade com Donato. redefinição de fronteiras ecoou dentro e fora do mundo do jazz, chegando, por exemplo, até o canto de uma artista jovem e brasileira, Céu, que já teve a honra de gravar com Hancock e, agora, faz o show de abertura da sua apresentação. Já João Donato, seis anos mais velho, acreano de Rio Branco, iniciou-se no efervescente meio musical carioca dos anos 50, participando ativamente do nascimento da bossa-nova. Quando o movimento eclodiu, contudo, já estava morando na costa oeste dos EUA e trabalhando com excelentes jazzistas caribenhos. Por esse motivo, não ficou tão marcado pela bossa e pôde desenvolver uma linguagem bastante original e particular. Sua importância pode ser medida

por um show de tributo que, coincidentemente, foi programado para esta semana: Painel Donato, protagonizado pelo também lendário pianista Laércio de Freitas. Herbie Hancock e João Donato nunca gravaram juntos. A proximidade entre eles, porém, se fez sentir no tema Mimosa, de Hancock, gravado originalmente no disco Inventions and Dimensions, de 1963, que foi retomado dez anos depois por Donato numa jam session, registrada no álbum A Blue Donato. Ali, Donato deu duas versões diferentes e valiosas (uma abolerada e outra sambada) para a obra de Hancock. Foram belos testemunhos da familiaridade que os une.

ependendo do roteiro seguido pelos frequentadores de shows, esta semana pode se transformar numa longa tarde em Itapuã, com apresentações de Caetano Veloso e mais dois baianos diretamente ligados a ele, Margareth Menezes e Riachão. Caetano volta à cidade com o show Abraçaço, derivado do disco homônimo, lançado no final do ano passado. É a última parte da trilogia feita com a estética crua, quase de um rock de garagem, da banda Cê. A partir dela, o baiano se põe a redimensionar elementos diversos do panorama musical brasileiro, tais como na bossa-nova roqueiramente transfigurada em A Bossa Nova É Foda, no funk carioca subvertido em sentimentalismos em Funk Melódico e no choro-canção modernizado em Quando o galo cantou. Além das faixas do disco recente, Caetano repassa obras de outras fases da sua carreira, a exemplo de Triste Bahia, Eclipse Oculto, Escapulário e Mãe. Caetano também é um dos assuntos do show que Margareth Menezes estreia em São Paulo, Para Gil & Caetano. Representante do que há de mais profundo na axé music, a cantora resolveu homenagear seus ilustres mestres e conterrâneos num formato mais intimista. Assim como as colegas Daniela Mercury e Ivete Sangalo, porém, ela deu alguns tropeços ao descer do trio elétrico, mas conseguiu bons resultados em Um Índio e Deixar Você, entre outras. A estreia do show em São Paulo acontece no

Marcelo Fruet e Os Cozinheiros: produção esmerada, tanto na concepção dos arranjos quanto no acabamento técnico da gravação.

Na mira do Grammy E

star incluído na lista de votação para uma indicação ao Grammy já é motivo de festa para qualquer novo artista, o que dirá constar em três listas, como o produtor, cantor e compositor gaúcho Marcelo Fruet. Seu segundo disco com a banda Os Cozinheiros, Aiôn, concorre por indicações nas categorias de Melhor álbum de rock brasileiro, Melhor revelação e Melhor produção. Trata-se, realmente, de um trabalho de produção esmerada, tanto na

concepção dos arranjos, quanto no acabamento técnico da gravação. Dentre as 14 faixas, em maioria assinadas pelo próprio Marcelo, o destaque é a bossa-tango roqueira Ponto de Vista, em que participa o bandeonista argentino Martin Sued. É uma canção que atualiza a paixão devastadora da boemia portoalegrense, peformatizando a passagem do sentimento idealizado aos abismos do amor não correspondido através da transição da bossa inicial para

um tango agressivo, visceral. Outras faixas interessantes são Sabia que... e a oportuna rememoração de Mal Secreto, de Jards Macalé e Waly Salomão (ali identificado como Waly Sailormoon). É difícil prever se o disco de Marcelo Fruet vai entrar na competição do Grammy Latino e se, entrando, ganhará algum prêmio. Nessas disputas, muitas vezes, a premiação é menos importante do que a atenção despertada em relação aos concorrentes. (AD)

Fotos: Arquivo DC

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Divulgação

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escontadas as distâncias de tempo e espaço em que desenvolveram sua arte, há um sutil parentesco musical entre o norte-americano Herbie Hancock e o brasileiro João Donato, que se apresentam em São Paulo, nesta semana. Os dois brilhantes pianistas, afinal, abordaram o jazz a partir de uma espécie de simplicidade ultra-sofisticada, em que se privilegia a concisão, a clareza melódica, a inventividade rítmica, a liberdade de improvisação e o contato com outros gêneros musicais. O fato de que Hancock preferiu projetar suas fusões no rock e no funk, como no clássico Cantaloupe Island, enquanto Donato concentrou-se na bossa e na música latina, como na igualmente célebre Bananeira, é apenas um tempero nessa familiaridade. Hancock, nascido em Chicago no ano de 1940, desabrochou artisticamente quando integrou o quinteto do revolucionário Miles Davis. A partir dali, teve um rápido desenvolvimento no sentido de mesclar o jazz com a música pop, o que pode ser medido já na opção inicial pelo piano elétrico e depois pelos sintetizadores e pelo keytar ou teclado controlador (aquele que se pendura no ombro, como uma guitarra). Essa

Caetano: Abraçaço, derivado do disco homônimo. Teatro Gazeta e se estende para o Na Mata Café e o Bar Brahma, tendo por convidado o ótimo cantor e compositor Alexandre Leão. Outro artista da Boa Terra a se apresentar na cidade nesta semana é o sambista Riachão, de 91 anos. Autor de um samba que ficou nacionalmente conhecido pelas gravações de Caetano Veloso e Gilberto Gil, Cada Macaco no seu Galho, o veterano é um nome marcante no processo de reapropriação baiana do samba que se desenvolveu no Rio de Janeiro, assim como Batatinha e Ederaldo Gentil. Contudo, mesmo tendo alguns intérpretes famosos, a exemplo de Cássia Eller (em Vá Morar com o Diabo) e Jackson do Pandeiro (em Saia Rota), sua obra é pouco

GARGAREJO Seleção dos espetáculos da semana Caetano Veloso – Abraçaço Gênero: tropicalismo de garagem Espaço das Américas – Rua Tagipuru, 795. Tel.: 2077-0777 Dia 24, às 22h30 R$ 100 - R$ 300 Herbie Hancock (abertura: Céu) Gênero: jazz-fusion contemporâneo Credicard Hall – Av. das Nações Unidas, 17599. Tel.: 4003-5588 Dia 22, às 21h30 R$ 80 - R$ 450 João Donato – Jazz na Fábrica Gênero: bossa caliente Teatro Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93. Tel.: 3871-7700 Dias 24, às 21h, e 25, às 19h R$ 20 Laércio de Freitas – Painel Donato Gênero: bossa caliente em revista Tom Jazz – Av. Angélica, 2331. Tel.: 3255-0084 Dia 24, às 22h R$ 40

1922 NOS PASSOS DO BALLET STAGIUM Tributo à Semana de 22. Teatro Geo. Rua Coropés, 88. Tel.: 3728-4930. Dias 20 e 21. 21h. R$ 20.

Margareth Menezes, part. Alexandre Leão – Para Gil & Caetano Gênero: antologia tropicalista Teatro Gazeta – Av. Paulista, 900. Tel.: 3253-4102 Dia 21, às 19h30 R$ 80 Paulinho da Viola Gênero: antologia pessoal Hsbc Brasil – Rua Bragança Paulista, 1281. Tel.: 4003-1122 Dia 24, às 22h R$ 100 - R$ 200 Riachão Gênero: samba baiano Na Aba – Av. Faria Lima, 452. Tel.: 3812-9688 Dia 24, às 23h R$ 30 Zeca Baleiro Gênero: pop-rock-bregacult-regional Teatro do Cenforpe - Av. D. Jaime de Barros Câmara, 201, São Bernardo do Campo. Tel.: 4399-1104 Dia 21, às 21h R$ 32 (Cotação AD)

Filarmônica de Israel em SP

IZAÍAS E SEUS CHORÕES Izaías e Seus Chorões dão sequência à Série Instrumental no Conservatório. O grupo, considerado o mais antigo representante do legítimo do choro paulistano em atividade, vem de uma linha importante de ancentrais, cuja referência maior é o Conjunto Atlântico de Antônio Dauria. Os Chorões foi criado pelos irmãos Izaías (bandolim) e Israel Bueno de Almeida, Israel 7 Cordas (violão), visando preservar o gênero, com seu balanço, charme e poesia. A formação atual é integrada, ainda, por Marco Bailão (violão de 6 cordas), Getúlio Ribeiro (cavaquinho) e Tigrão (pandeiro). No repertório do grupo, composições desde o final do século XIX até os dias de hoje. Entre os autores, Antonio da Silva Callado, Henrique Alves de Mesquita, Jabob do Bandolim, Waldyr Azevedo, Tom Jobim e Garoto. Sala do Conservatório da Praça das Artes. Avenida São João, 281. Quarta (21). 20h. R$ 30. (MMJ)

lembrada, Isso faz da apresentação algo essencial para quem quiser conhecê-lo melhor. Dois outros destaques da agenda desta semana não vêm da Bahia, mas têm muita intimidade com o universo de Caetano: Paulinho da Viola e Zeca Baleiro. O primeiro, que está comemorando 70 anos de idade com uma revisão de seus delicados sambas, foi uma grande referência no início da carreira do baiano, de quem se distanciou em meados dos anos 90. Já o segundo, que também revê suas obras, mas com atenção especial às canções do último trabalho, O Disco do Ano, é um legítimo herdeiro musical do tropicalismo. De toda forma, enfim, cabem todos na mesma praia.

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ilarmônica de Israel, sob a regência do indiano Zubin Mehta (foto), diretor artístico vitalício, faz dois concertos em SP. No programa, grandes obras dos períodos Clássico e Romântico, com destaque maior para composições do austríaco Gustav Mahler (1860-1911). Programa Sinfonia Nº 40 em Sol Menor K. 550, do austríaco W. A. Mozart (1756-

1791); Sinfonia Nº 5 em Dó Sustenido Maior, de Mahler; Sinfonia Nº 1 em Dó Menor Op. 68, do alemão Johannes Brahms (18331897) e Sinfonia Nº 7 em Ré Menor Op. 70, do checo Antonín Dvorák (1841-1904). Sala São Paulo. Praça Júlio Prestes, 16. Tel.: 3223-3968. Terça (20), quarta (21). 21h. R$ 200 a R$ 500. (MMJ)


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www.dcomercio.com.br

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Esculturas para vestir

Série foi toda produzida a partir de pequenos pedaços de madeira.

Estruturas artísticas idealizadas por Tracy Featherstone para interagir com o corpo humano. http://bit.ly/1ddYJMg

C OPA 2014 M ARKETING

A STRONOMIA

Ingressos à venda

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Unindo esquerda e direita A Hope lançou uma campanha com figuras políticas como George W. Bush e Hugo Chávez. O slogan: "Right and Left Together" (Direita e esquerda juntas).

venda de ingressos para os jogos da Copa do Mundo de 2014 começa hoje e o torcedor poderá optar por recebê-los em casa, anunciou a Fifa ontem. "(O torcedor) poderá escolher entre pegar os ingressos (em postos credenciados) ou receber em casa", disse a jornalistas o diretor de marketing da Fifa, Thierry Weil, em São Paulo. "Não é preciso correr. Até 10 de outubro é possível fazer seu pedido e depois haverá sorteio. Vamos informar às

pessoas sobre os ganhadores", completou. A primeira fase de vendas de ingressos será realizada exclusivamente pelo site da entidade. Todas as solicitações passarão por um sorteio, em caso de excesso de demanda, com igualdade de chances entre os pedidos. Estarão disponíveis, nessa primeira fase, cerca de 1 milhão de tíquetes. O diretor de marketing da entidade explicou que a opção de entrega a domicílio só será possível para os torcedores

Descoberto planeta superquente

que não comprarem ingressos com descontos. Idosos (em qualquer categoria de ingressos) e nos de estudantes e integrantes do programa Bolsa Família na Categoria 4, o solicitante deve ir pessoalmente aos centros de ingressos nas 12 sedes do Mundial. Os ingressos mais baratos para a Copa vão custar R$ 30, na categoria exclusiva para estudantes, idosos e beneficiários do Bolsa Família. A entrada mais cara, para a final no Maracanã, será de R$ 1.980.

Pesquisadores do MIT , em Massachusetts, EUA, revelaram a descoberta de um planeta fora do Sistema Solar do tamanho da Terra que completa sua órbita – o que para nós leva um ano – em oito horas e meia. Batizado de Kepler 78b, o planeta está muito perto de sua estrela. Os cientistas estimam que a temperatura por seja de 2.760 °C. A descoberta é uma das últimas do telescópio Kepler, da Nasa.

www.fifa.com

Erbs Jr./Frame/Estadão Conteúdo

M ÍDIA

40 jornalistas mortos em 6 meses Quarenta jornalistas e profissionais de apoio foram mortos em serviço no primeiro semestre de 2013, e as circunstâncias que levaram à morte de outros 27 profissionais ainda não foram esclarecidas, segundo relatório divulgado ontem pelo Instituto Internacional de Segurança da Mídia (Insi). A maioria das mortes envolveu vinganças de criminosos ou corruptos

contra repórteres que denunciaram suas atividades, mas o país com mais mortes registradas – oito – foi a Síria, onde jornalistas que cobriam a guerra civil foram mortos por rebeldes e por forças governamentais. No Brasil, um radialista, um repórter policial e um fotógrafo foram mortos por pistoleiros após denunciarem casos de corrupção.

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HOMENAGEM - Gilberto Gil se apresenta em seminário que marca o 10º aniversário da morte do diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Promovido pelo Ministério das Relações Exteriores e pela ONU, no Rio de Janeiro, o seminário homenageou o diplomata, morto num atentado no Iraque.

T RADIÇÃO Heinz-Peter Bader/Reuters

I NTERNET

Ask.fm cria medidas contra abusos

Mãozinhas Guido Daniele produziu uma série de pinturas em que explora as formas das mãos para criar figuras curiosas. www.guidodaniele.com

L OTERIAS Concurso 946 da LOTOFÁCIL 07

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Máquina de extração de malte da cervejaria familiar Hofstetten, da cidade de San Martin, na Áustria. A cervejaria ainda cultiva o próprio malte a partir de sementes antigas preservadas por historiadores. Utilizando as antigas máquinas da fábrica, o novo proprietário, Peter Krammer, produz uma mistura de cevada, trigo e lúpulo seguindo uma receita original de 1720.

Depois de uma campanha iniciada no Reino Unido, a rede social Ask.fm anunciou ontem que mudará sua política de segurança. A rede, em que os usuários respondem a perguntas de outros, e também anônimas, criou um botão para reportar conteúdo contendo "intimidação" e "assédio". A rede diz que todos os relatórios serão analisados em um prazo de 24 horas. As mudanças estarão disponíveis a partir de setembro. Britânicos iniciaram uma campanha por mudanças na rede depois da morte da jovem Hannah Smith, 14 anos. Ela cometeu suicídio depois de ser intimidada por usuários no site.


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11 COMÉRCIO ELETRÔNICO Os produtos vendidos pela internet ficaram 0,08% mais caros em julho, em relação ao mês anterior, aponta indicador e-Flation, do Provar.

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Shopping center, motivo de apreensão. O grande número de projetos anunciados aumenta o risco de sobreposição de empreendimentos em mesma região. Assunto foi tema de reunião de varejistas. Fotos Newton Santos/Hype

Rejane Aguiar

mas é essencial para o varejo, que faz seu plano de investimentos numa unidade de um o lado de um cenário novo shopping com bastante de clara desacelera- antecedência, de três ou quação do avanço das tro anos. As redes precisam vendas do comércio, saber exatamente quando os grandes redes varejistas na- centros de compras abrirão as cionais têm como preocupa- portas, de forma que possam ção comum a possibilidade de gerenciar a ambientação da atrasos em cronogramas de nova loja, o estoque e a mão de inauguração de alguns shop- obra. A preocupação, neste pings e a sobreposição de no- ano, está relacionada sobrevos centros comerciais, duas tudo ao fato de as inaugurasituações que ocorrem em vá- ções previstas serem muito rias regiões do País. Essas próximas do período do Natal, questões foram discutidas du- em que as empresas deverante toda a manhã de ontem riam se dedicar exclusivamente às esem reunião tratégias de da Comissão venda – nesde Grandes sa época não Redes de Vaé desejável rejo, grupo de que estejam trabalho do às voltas com Conselho de shopping centers a infraestruVarejo da Asdevem ser tura de uma sociação Con o v a u n i d amercial de inaugurados no País de. O ConseSão Paulo de setembro até lho estima (ACSP), coorque as aberdenado por o fim deste ano. As t u r a s d e Nelson Kheiobras estão em shoppings rallah. diferentes estágios. devem se De setemconcentrar bro até o fim do fim de oudeste ano devem ser inaugurados no País tubro ao início de novembro, o cerca de 30 shoppings, que es- que pode gerar uma situação tão em variados estágios de incomum: a inauguração de obras – alguns bem adianta- até três centros de compras dos, já em fase de acabamen- em uma mesma semana e talto, e outros bastante atrasa- vez até de mais de um no mesdos, ainda concentrados em mo dia. Âncoras – Na avaliação das trabalhos de estrutura. E os varejistas sabem do que estão grandes redes varejistas, ainfalando: alguns organizam co- da há empreendedores inaumissões de engenheiros que gurando shoppings em condivão às obras para fazer visto- ções inadequadas em várias rias e elaborar relatórios sobre regiões. Tem sido comum, por as condições encontradas, do- exemplo, que um centro de cumentos que confrontam compras abra ao público com com os cronogramas apresen- as lojas maiores (as chamadas tados pelos empreendedores âncoras) já instaladas e muitas "satélites" (as lojas menodo setor. Essa atenção aos cronogra- res) ainda vazias. Essa confi-

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Ambiente seguro e confortável: comerciantes esperam que estabelecimentos sejam inaugurados antes do Natal, a tempo de preparar as lojas. guração é muito prejudicial ao varejo e à consolidação do shopping diante dos consumidores, consideram os integrantes do Conselho. Existem casos de shoppings inaugurados com apenas 50% das lojas-satélite em operação. Cobrança – A atração das lojas menores esbarra em outro problema discutido durante a reunião: o desequilíbrio nos valores de condomínio cobrados pelos shoppings. Em alguns casos, o condomínio chega a superar o aluguel; além disso, em shoppings de estruturas semelhantes registra-se um intervalo de cobrança de um condomínio de R$ 53 por m² de área locada até R$ 120 por m² – uma clara distorção de mercado. Os varejistas se preocupam também com o aquecimento contínuo do segmento de shopping centers no Brasil, muitas vezes descolado do ritmo das vendas. Mesmo em um cenário de acomodação da demanda, os empreendedores continuam lançando cada vez mais centros de compras – o que tem como efeito mais imediato a chamada sobreposi-

É difícil dizer qual será o cenário no próximo ano. O Brasil não deve crescer mais que os 2% projetados para este ano. MARCEL SOLIMEO, ECONOMISTA

Grupo Multi desembarca no País de olho nos consumidores do Sul

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Brasil já tem vários grandes grupos de empreendedores de shoppings, mas ainda assim um grupo de origem holandesa viu boas perspectivas no mercado nacional. O grupo Multi, responsável por 176 shoppings na Europa, chega ao Brasil com o plano de um centro de compras na cidade de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre. O shopping que o grupo pretende erguer no Rio Grande do Sul tem projeto de arquitetura do ex-prefeito de Curitiba Jaime Lerner e de um escritório holandês. O grupo também já tem

acertado um shopping em Franca, no interior de São Paulo, e um centro de compras em Curitiba. Em análise, estão outros oito projetos em cidades importantes do País. Supermercado – Em Canoas, serão 80 mil m² de área bruta locável dentro de um terreno gigante de 3 milhões de m² em que devem funcionar, quando todo o complexo estiver concluído, o novo shopping, um supermercado (hoje já em operação), conjuntos residencial e hoteleiro, faculdade e hospital, além de um centro de logística. Segundo a empresa, o shopping ficará no

entroncamento de importantes rodovias gaúchas que interligam as sete maiores cidades do estado. Consumidores – O número de consumidores na região é estimado em 3 milhões de pessoas. O projeto de Canoas será oficialmente lançado em 60 dias e as obras devem demorar dois anos. O shopping deve ter como concorrentes um centro de compras que já existe na cidade e um estabelecimento de médio porte que está sendo projetado pela Multiplan – proprietária do Morumbi Shopping –, a três quilômetros de distância. (RA)

ção (muitos centros em um raio de poucos quilômetros). Existem m u i t a s r egiões do País com mais shoppings do que o mercado consumidor comporta, na visão dos membros do Conselho. A l g u n s exemplos d e s s e p r oc e s s o d e Problemas do setor foram discutidos na Comissão de Grandes Redes de Varejo, da ACSP. a de ns am ento: Sorocaba, que tinha ape- reunião pelo economista Marnas um shopping até há pouco cel Solimeo, da ACSP, corrobotempo, terá cinco; Fortaleza ra os temores dos varejistas. passará a ter sete centros de De acordo com ele, o quadro compras, ante os atuais três. A hoje é de desaceleração nos impressão é de que os planos pilares que garantiram o espara essa grande quantidade pantoso avanço do mercado de shoppings foram feitos pa- consumidor brasileiro nos últira uma outra realidade econô- mos anos – crédito, emprego, mica, de demanda muito mais renda e confiança, todos enaquecida. Muitas vezes, as re- cadeados entre si. Solimeo cides não têm a opção de não es- tou como fatores-chave para a tar nessa profusão de shop- mudança de cenário a inflação pings, mesmo se considera- elevada (que já é percebida rem o retorno insuficiente pa- pela população, principalNelson Kheirallah, do Conselho. ra compensar o investimento mente por causa da alta dos – elas acabam cedendo à ne- preços dos alimentos), a retocessidade de "marcar presen- mada do ciclo de aumentos do Brasil não deve crescer muito ça" em determinados shop- juro básico e a recente valori- mais que os 2% projetados papings. É grande a chance, nes- zação do dólar (que em algum ra este ano. O varejo deve se caso, de haver lojas com de- momento, dentro de alguns crescer com ritmo superior ao s e m p e n h o p i o r d o q u e o meses, deve ser repassada da economia em 2014, mas esperado. para os preços). "É difícil dizer não deve ultrapassar a casa A descrição do cenário ma- qual será o cenário no próximo de 4% de expansão", afirmou croeconômico feita durante a ano. De qualquer maneira, o Solimeo.

Banco da Amazônia busca atrair negócios para a região

R

epresentantes do Banco da Amazônia apresentaram ontem, durante reunião da Comissão de Grandes Redes de Varejo, grupo de trabalho do Conselho de Varejo da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), as linhas de crédito disponíveis para varejistas que queiram fazer negócios na região Norte do País. O Banco da Amazônia, que tem como controlador o governo federal, oferece crédito de longo prazo, de uma linha com recursos do Tesouro chamada de Fundo Constitucional do Norte (FNO), com taxas de juros bem baixas, de 4,12% ao ano

4,12 por cento por ano é a taxa de juros de linha de longo prazo, com recursos do Tesouro, chamada de Fundo Constitucional do Norte (FNO). – encargo que cai para 3,5% ao ano em caso de pagamento em dia. Para capital de giro, o banco tem juro de 9,5%

anuais, inclusive para pequenas e médias empresas. Os prazos de pagamento e de carência também favorecem os planos de negócios. Fomentador – As taxas e prazos são atraentes para que seja possível garantir o papel do banco de fomentador do desenvolvimento da região Norte do País, destacaram o diretor comercial, José Roberto de Lima, e o diretor de análise, Nilvo Reinoldo Fries. Segundo eles, o banco tem escritório em São Paulo com equipe preparada para receber os empreendedores que desejarem investir na região amazônica. (RA)


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terça-feira, 20 de agosto de 2013

e Dólar recordista, mesmo com intervenção do BC.

A concentração poderá trazer perdas aos que apostam em movimentos unidirecionais Alexandre Tombini, presidente do BC.

conomia

A moeda americana fechou ontem em R$ 2,407 na venda, o maior valor desde 3 de março de 2009.

M

esmo com o Banco Central atuando pesadamente no mercado, o dólar à vista, referência para as negociações no mercado financeiro, fechou ontem em alta de 1,37% em relação ao real, cotado em R$ 2,407 na venda – maior valor desde 3 de março de 2009, quando ficou em R$ 2,433. Ao longo do dia a moeda americana chegou a atingir R$ 2,429. O dólar comercial, utilizado no comércio exterior, também avançou no dia, com alta de 0,83% em relação ao real, para R$ 2,416. No início da noite, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, baixou nota afirmando que a instituição garantirá oferta de dólares e alertou: quem aposta em apenas um tendência para a moeda americana pode sair perdendo. "As cotações oscilam e a concentração de posições em uma única direção poderá trazer perdas aos que apostam em movimentos unidirecionais da moeda". Reiterou ainda que a condução adequada da taxa de juros contribui para reduzir os riscos inflacionários provenientes da desvalorização do real. Ele ressaltou, porém, que "os movimentos recentemente observados nas taxas de juros de mercado incorporam prêmios excessivos". Com isso, indicou considerar exagerada a elevação das taxas de juros no mercado futuro. Tombini disse também es-

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Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/Folhapress

Ao longo do dia, a cotação chegou a atingir R$ 2,429; para conter a corrida, o BC realizou três leilões. tar atento ao processo global de "realinhamento" das moedas. "Nesse contexto, [o BC] não deixará de ofertar proteção ("hedge" cambial) aos agentes econômicos e, se necessário, liquidez aos diversos segmentos", destacou. Durante o dia de ontem, o BC realizou três leilões de swap cambial tradicionais, que equivalem a venda de dólares no mercado futuro, visando conter a disparada. Nas três operações, foram vendidos 36,2 mil contratos de swap com vencimento em 1º de abril de 2014 e 36,3 mil contratos com vencimento em 1º de novembro de 2011, por um to-

tal de US$ 3,6 bilhões. O banco também anunciou mais dois leilões para hoje, um de linha e outro de swap tradicional. A corrida por dólares segue justificada por apostas sobre quando os EUA começarão a reduzir os estímulos econômicos. Para injetar recursos na economia, o Fed (banco central americano) recompra mensalmente, desde 2009, US$ 85 bilhões em títulos do governo. Parte do dinheiro vira investimentos em outros países, inclusive o Brasil. Com a redução desse incentivo, as aplicações tendem a diminuir e, com a perspectiva de menos dólares no mercado brasi-

leiro, o preço sobe. Além disso, investidores preveem que, encerrada a recompra de títulos, o próximo passo será o aumento dos juros – hoje quase em zero – nos EUA. Juro mais alto deixa os títulos do Tesouro americano, remunerados pela taxa, mais atraentes que aplicações de maior risco, como bolsas, especialmente de emergentes. A alta do dólar voltou ao topo da lista de preocupações da presidente Dilma Rousseff, que discutirá o tema em reunião nesta semana com o ministro da Fazenda, Guido Mantega e com o presidente do BC. (Folhapress)

Economistas mantêm previsões para o PIB

D

epois de duas semanas de previsão de queda, os economistas de instituições financeiras que participam da Focus, pesquisa do Banco Central feita semanalmente junto ao mercado, mantiveram as projeções de crescimento do PIB brasileiro para 2013 em 2,21% e em 2,50% para 2014. Tendo em vista a semana de alta na moeda americana, a expectativa dos consultados para a taxa de câmbio se elevou para este ano a R$ 2,28, ante R$ 2,25 da última semana. Para 2014, a expectativa se manteve em R$ 2,30. Os economistas mantiveram a projeção para este ano da taxa básica de juros (Selic) em 9,25%, mas elevaram para 2014 a 9,50%, ante 9,25%. Seguiram também com a perspectiva de que a taxa, atualmente em 8,5%, será elevada em 0,5 ponto percentual na reunião de 27 e 28 de agosto

do Comitê de Política Monetária (Copom). A mediana das estimativas do Top 5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções nesse período, é de que a Selic encerrará este ano e o próximo em 9,75%, ante 9,50% na semana anterior. Também permaneceu inalterada a expectativa de inflação, em 5,75% para esse ano. Já em 2014, a alta dos preços deve fechar em 5,80%, ante os 5,85% da última semana. Já a projeção para a inflação em 12 meses foi elevada pela sétima semana seguida, a 5,97%o, ante os 5,95% apontados na semana anterior. Depois de mostrar moderação em julho, a expectativa é de que a alta dos preços volte a acelerar a partir de agosto, à medida em que vão se diluindo os efeitos transitórios dos ramos de transportes e alimentos. (Agências)

Arrecadação de julho sobe. Mas levemente.

A

arrecadação federal voltou a subir levemente em julho, em 0,89% reais sobre julho do ano passado. Em junho, caiu 0,99% na mesma base de comparação. Em valores absolutos, chegou a R$ 94,3 bilhões, segundo informou ontem a Receita Federal. A recuperação foi ajudada pelo dólar mais alto e pela recomposição de alíquotas do IPI de automóveis, mas a expansão no ano continua fraca devido ao baixo desempenho da economia. Em julho, o destaque da arrecadação foi o Imposto de Im-

portação, cujo aumento real foi de 17,9% sobre um ano antes. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) subiu 5,9% em relação a julho de 2012, graças ao incremento de 46,8% na cobrança do imposto sobre automóveis devido à recomposição parcial das alíquotas do tributo a partir de janeiro deste ano. Os demais tributos federais tiveram baixo crescimento ou variação negativa. No acumulado do ano até julho, a arrecadação mostra alta real de 0,55% frente a igual período do ano passado.(Reuters)


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e

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Parceria com a Secretaria da Fazenda de SP garante às saídas de mercadorias durante a feira prorrogação do recolhimento do ICMS/ST para 30 dias (30 de novembro).

conomia

A volta às aulas já está na feira Maior feira da América Latina para papelaria, a 27ª Office Brasil Escolar, que começou ontem com 235 expositores, antecipa os lançamentos do setor para 2014. Karina Lignelli

Fotos Reinaldo Canato/Hype

N

ovidades licenciadas com os personagens mais famosos do momento, passando por mochilas inovadoras com rodinhas de gel e imagens em 3D e até canetas digitais são alguns dos lançamentos em exposição na 27ª edição da Office Brasil Escolar, que começou ontem na capital e vai até quinta-feira, 22. Considerada o principal evento de negócios da América Latina voltado ao varejo de papelarias, bazares, material de escritório e de artigos de informática, a feira tem como foco a constante modernização do setor, demonstrado no amplo mix de produtos apresentados por 235 expositores. "O objetivo é abastecer o mercado para a volta às aulas do ano que vem, com produtos inovadores tanto em design como em tecnologia e que ofereçam valor agregado ao cliente", explica Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal Feiras, a organizadora do evento, que atrai lojistas de todos os lugares do Brasil, em busca de preço e novidades – caso dos sócios paranaenses Cleber Simão e Paulo Marcelino, da comercial MS, em São João do Ivaí (PR). Mesmo sem saber muito o que esperar da economia para os próximos meses, ambos planejam sair bem abastecidos da Office para a demanda de volta às aulas. "Vamos levar de tudo um pouco, dos itens mais baratos aos de maior valor. O importante é estarmos preparados

Nos quatro dias de feira, até dia 22, são esperados cerca de 35 mil visitantes. para qualquer cenário", afirma Marcelino. Nos estandes, porém, é visível que o licenciamento ainda é o grande foco dos expositores para atender a um consumidor de "mais atitude e que busca mais novidades", segundo o gerente de marketing da Jandaia, Fabrício Prado. Uma das principais fabricantes de cadernos do País, a marca mostra, em primeira mão na feira, o seu carro-chefe dessa volta às aulas, que é a linha de cadernos da banda-fenômeno adolescente One Direction. Há também a linha da franquia Star Wars, recém-adquirida pela Disney, que também aparece nos artigos da princesa Frozen, cujo filme será lançado em janeiro, coincidindo com o período de vendas de material escolar. Com tudo isso, as expectativas da Jandaia, que pela primeira vez participa da Office não só como exposi-

tora, mas como vendedora, são positivas, segundo o gerente. "Puxados pela feira, esperamos um crescimento de 15% no volta às aulas como um todo", afirma Prado. Outra novidade, da fabricante da linha de canetas Summit, além dos licenciamentos das linhas Angry Birds e Universidade Monstros e Aviões, da Disney – esta última puxada pelo lançamento do filme, em dezembro –, é a distribuição exclusiva da caneta digital da marca alemã Staedtler. O produto permite a captura digital de manuscritos ou desenhos, que podem ser transferidos diretamente para PCs ou notebooks, nas versões móvel (utilizado como caneta) ou online (por cabo USB). A empresa gaúcha apresenta ainda os lançamentos de sua marca própria, a Tris, com design renovado. "São produtos para todos os bolsos, mas com um design

No pavilhão do Anhembi, de mochilas com rodinhas de gel a canetas digitais.

que apresenta maior apelo no ponto de venda", garante a especialista em marketing da Summit, Vanessa Moreno, que não divulga números. Já a marca de fabricante de malas e mochilas Holly apresenta na Office Brasil Escolar sua tecnologia transferida de malas de viagem para as mochilas escolares da linha Risca Goodies, que agora vêm com rodinhas em gel. A ideia é oferecer comodidade, aumentar o conforto para as crianças na hora de puxar a mochila, e também a durabilidade, já que rodinhas não quebram. Outra novidade são as estampas holográficas em 3D que enfeitam as mochilas. A Holly, inclusive, vai na contramão da maioria por não trabalhar mais com licenciamento, e "sim por em investir em personagens próprios para aumentar a tecnolgia empregada na confecção dos produ-

tos", explica a coordenadora de marketing Carla Barbosa, que diz que a expectativa da empresa é de crescer 15% impulsionada pela feira. Mais uma empresa que vai na contramão do licenciamento é a importadora carioca de mochilas e estojos Kit, que desenvolve estampas próprias para seus produtos, em geral inspiradas em personagens famosos. Como lançamentos, apresenta as linhas Palhakitos, Fight of Champions, Max Gen e Bird Force. "Oferecemos sempre uma segunda opção para o cliente", explica o gerente de marketing Pablo Balbi, que diz que a Kit estima alta nas vendas de 40% no pós-Office. A Office Brasil Escolar, que espera em torno de 35 mil visitantes nos quatro dias do evento, oferecerá algumas vantagens para lojistas. Além de políticas diferenciadas de descontos e prazos de paga-

mento para pedidos realizados durante a feira, com sorteios de vales-compras e kits de produtos, haverá benefícios fiscais. Pela parceria entre o Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório e Papelaria de São Paulo (Simpa) e a Secretaria de Estado da Fazenda de São Paulo, as saídas de mercadorias realizadas durante a feira terão prorrogação do recolhimento do ICMS/ST (substituição tributária) para 30 dias (30 de novembro), o que beneficiará também os lojistas, que recolherão o imposto só quando no faturamento.

S ERVIÇO 27ª Office Brasil Escolar 19 a 22 de agosto – a partir das 10h, no Pavilhão de Exposições do Anhembi. Informações: www.officebrasilescolar.com.br

Aqui, o idioma é o mandarim.

S

e não pode vencer o inimigo, alie-se a ele. Frase de efeito ou não, a maior parceira comercial do Brasil – a China – também encontra espaço na Office Brasil Escolar. Mais especificamente, no China Pavillion, espaço da feira onde dezenas de expositores que só se comunicam em mandarim, ao lado de outros que só falam coreano ou vietnamita, expõem, em pequenos estandes, de tesouras e fichários a estojos e mochilas. Há também frasqueiras, nécessaires, bolsas de mão e até artigos natalinos – caso da importadora Interponte e seu imponente stand entre as menores. "Comprar direto do exportador chinês sai mais barato para o brasileiro", garantiu, em português mais ou menos fluente, Rafael Lee, espécie de guia/intérprete de alguns dos integrantes da delegação asiática. Mas, ao contrário de outros segmentos, como o de calçados ou o têxtil, a indústria nacional de papelaria e material de escritório não enfrenta concorrência direta com os asiáticos, explica Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal Feiras, a organizadora do evento. Segundo ele, a iniciativa, que não é nova no evento, é uma parceria com a Câmara de Comércio Brasil-China, para que esses expositores fechem negócios com distribuidores brasileiros do ramo. "É uma troca comercial. Mas, ao contrário de setores como o têxtil ou o de calçados, por exemplo, que agregam mão-de-obra intensiva – e por isso sofrem com a concorrência chinesa –, no segmento de papelaria e material de escritório, a maioria é produzida através de maquinário. Nesse caso, os produtos chineses aca-

No China Pavillion, de estojos e fichários a artigos de Natal.

Lee, intérprete dos chineses: "Sai mais barato comprar direto." bam sendo complementares ao portfólio dos demais expositores. Muitos, inclusive, expõem produtos similares aos que vêm da China", destaca Abdalla, lembrando que agora, com o dólar na faixa dos R$ 2,40, o produto chinês encontra mais dificuldade do que antes para entrar no Brasil, o que aumenta a competitividade do produto nacional. Mesmo ressaltando a qualidade do produto nacional – e a preferência de que desfruta de parte do consumidor, – a lojista paraense Amélia Pereira afirma que há certas vantagens em fazer "negócios da china", desde que sejam feitos diretamente com as empresas. "Em alguns casos, sai mais em conta, como no caso das

mochilas, porque são produtos que atendem a um determinado tipo de público e de bolso, desde que apresentem um certo padrão de qualidade", afirma ela, que vem todos os anos de Marabá (PA) com a irmã e sócia, Adriana Marinho, visitar a feira em busca de "novidades e vantagens" para abastecer a papelaria para a volta às aulas. Abdala, da Francal Feiras, lembra também que atualmente há mais produto chinês na mão de brasileiro que no dos próprios chineses. "Se hoje o déficit da nossa balança comercial é de US$ 5 bilhões, imagine se não houver nenhum tipo de troca com nossa maior parceira. Ou seja: se não pode vencer o inimigo...". (KL)


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ECONOMIA/LEGAIS - 15

Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 74.552.142/0001-06 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2013, da Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. (Alvorada Cartões), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

No semestre, a Alvorada Cartões registrou Lucro Líquido de R$ 40,146 milhões, correspondente a R$ 8,01 por lote de mil ações, Patrimônio Líquido de R$ 1,975 bilhão e Ativos Totais de R$ 2,147 bilhões. Osasco, SP, 19 de julho de 2013. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6a) ....... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS........................................................................................................... Transferências Internas de Recursos ............................................................................................................ OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 7a)......................................................................................................................... Diversos (Nota 7b)......................................................................................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Provisões para Desvalorizações ................................................................................................................... Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6a) ....... Moeda de Privatização .................................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 7a)......................................................................................................................... Diversos (Nota 7b)......................................................................................................................................... PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 8) ........................................................................................................................... Participações em Coligadas e Controladas: - No País........................................................................................................................................................ Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO (Nota 9).................................................................................................................. Imóveis de Uso.............................................................................................................................................. Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ TOTAL ...........................................................................................................................................................

2013 1.403.922 150 1.263.991 1.263.991 104.358 78.147 26.211 90 90 35.174 18.623 16.551 159 85 (48) 122 410.907 55.372 55.372 355.535 1.903 353.632 332.460 261.376

2012 4.406.301 16 4.268.732 4.268.732 97.858 57.880 39.978 720 720 38.755 18.851 19.904 220 282 (62) 444.746 59.430 59.430 385.316 1.906 383.410 290.838 218.053

261.042 3.174 (2.840) 71.084 119.873 (48.789) 2.147.289

217.719 3.174 (2.840) 72.785 119.873 (47.088) 5.141.885

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 11a)............................................................................................................. Diversas (Nota 11b).......................................................................................................................................

2013 20.728 20.728 381 15.986 4.361

2012 75.286 75.286 1.387 66.516 7.383

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 11a)............................................................................................................. Diversas (Nota 11b).......................................................................................................................................

151.254 151.254 126.428 24.826

131.269 131.269 109.372 21.897

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País (Nota 12a) ........................................................................................................... Reservas de Lucros (Nota 12c)..................................................................................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial...................................................................................................................

1.975.307

4.935.330

1.707.000 260.716 7.591

3.044.000 1.877.945 13.385

TOTAL ...........................................................................................................................................................

2.147.289

5.141.885

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2013 RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Operações de Crédito ................................................................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................................................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................................................... OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS................................................................................. Despesas de Pessoal (Nota 13) .................................................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 14).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 15) ..................................................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 8a) ............................................................ Outras Receitas Operacionais (Nota 16)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 17)..................................................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 18) ............................................................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 21) ................................................................... LUCRO LÍQUIDO..........................................................................................................................................

49.070 427 48.643 49.070 6.624 (540) (2.791) (2.603) 8.845 5.967 (2.254) 55.694 6.275 61.969 (21.823) 40.146

Número de ações (Nota 12a) ........................................................................................................................ Lucro por lote de mil ações em R$................................................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil 2012

5.009.948.649 8,01

197.984 1.089 196.895 197.984 3.575 (28) (2.413) (9.577) 10.358 8.301 (3.066) 201.559 35.261 236.820 (90.853) 145.967 5.009.948.649 29,14

Ajustes de Avaliação Patrimonial Coligadas e Próprias Controladas

Reservas de Lucros Capital Social

Eventos

Legal

Estatutárias

7.762

Lucros Acumulados

Totais

Saldos em 31.12.2011........................

3.044.000

107.481

1.625.884

(1.184)

-

Ajuste de Avaliação Patrimonial ..........

-

-

-

7.083

-

Lucro Líquido.......................................

-

-

-

6.807

-

-

145.967

145.967

Destinações: - Reservas......................

-

7.298

- Dividendos Propostos..

-

-

137.282

-

-

(144.580)

-

-

-

(1.387)

Saldos em 30.6.2012..........................

3.044.000

114.779

1.763.166

7.486

5.899

-

4.935.330

Saldos em 31.12.2012........................

1.707.000

120.019

100.932

7.222

8.207

-

1.943.380

(276)

Ajuste de Avaliação Patrimonial ..........

-

-

-

Lucro Líquido.......................................

-

-

-

(256) -

(7.582) -

40.146

-

Destinações: - Reservas......................

-

2.007

37.758

-

-

(39.765)

- Dividendos Propostos..

-

-

-

-

-

(381)

Saldos em 30.6.2013..........................

1.707.000

122.026

138.690

6.966

625

-

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil

2013 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes dos Impostos .......................................................................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos....................................................................................... Depreciações ............................................................................................................................................. Resultado de Participações em Coligadas e Controladas......................................................................... Despesas com Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais ........................................................................... Perda na Venda de Bens não de Uso Próprio ........................................................................................... Outros ........................................................................................................................................................ Lucro Líquido Ajustado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social......................................... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ............................................................... (Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos........................ Redução/(Aumento) em Relações Interdependências ................................................................................ (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens............................................................. Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: (Aumento)/Redução em Títulos Disponíveis para Venda ............................................................................ Aquisição de Investimentos ......................................................................................................................... Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Recebidos .............................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos............................................... (Redução)/Aumento de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................................................

2012

61.969 (5.379) 851 (8.845) 2.615 56.590 3.015 5.861 (70) 22.347 (39.580) (49.895) (1.732) 1.782 1.782 50

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... (Redução)/Aumento Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa .............................................................

100 150 50

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

236.820 (30.700) 851 (10.358) 8.390 20 (29.603) 206.120 (187.050) 67.371 (703) (63.110) (27.216) (4.588) 1.598 (6) 3.002 4.594 6 10 16 6

Descrição 1 - Receitas...................................................................................... 1.1) Intermediação Financeira.................................................. 1.2) Outras ................................................................................. 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Serviços Técnicos Especializados .............................................. Serviços de Terceiros.................................................................. Serviços do Sistema Financeiro ................................................. Propaganda, Promoções e Publicidade...................................... Outras ......................................................................................... 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) .......................................... 4 - DEPRECIAÇÕES........................................................................ 5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4)........................................................................ 6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ...... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas .......... 7 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (5+6).............................. 8 - DISTRIBUIR VALOR ADICIONADO........................................... 8.1) Pessoal ............................................................................... Outros Encargos .................................................................. 8.2) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federal ................................................................................. Municipal.............................................................................. 8.3) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Dividendos ........................................................................... Lucros Retidos .....................................................................

2013 59.058 49.070 9.988 (1.940) (1.410) (57) (130) (153) (190) 57.118 (851) 56.267 8.845 8.845 65.112 65.112 540 540 24.426 24.426 40.146 381 39.765

% 90,6 75,4 15,3 (3,0) (2,2) (0,1) (0,2) (0,2) (0,3) 87,6 (1,3) 86,3 13,7 13,7 100,0 100,0 0,8 0,8 37,5 37,5 61,7 0,6 61,1

2012 238.480 197.984 40.496 (1.562) (1.187) (77) (126) (123) (49) 236.918 (851) 236.067 10.358 10.358 246.425 246.425 28 28 100.430 100.400 30 145.967 1.387 144.580

4.783.943

(1.387)

(7.838) 40.146 (381) 1.975.307

% 96,7 80,3 16,4 (0,6) (0,5) (0,1) 96,1 (0,3) 95,8 4,2 4,2 100,0 100,0 40,8 40,8 59,2 0,5 58,7

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. A Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. (Alvorada Cartões ou Instituição), tem como objetivo as operações de concessão de créditos Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados e financiamentos de bens e serviços, financiamentos de capital de giro e administração de recursos de terceiros, bem como a emissão, a administração em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e de cartões de crédito, próprios e/ou de terceiros, a cobrança de faturas e o financiamento aos clientes, podendo ainda participar no capital social de outras empresas. A Alvorada Cartões é parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos, e suas • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. Detalhamento dos processos judiciais, bem como a segregação e movimentação dos valores registrados, por natureza, estão apresentados na Nota 10. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS k) Outros ativos e passivos As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos (em base e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com as alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, pro rata dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos associadas às Normas e Instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem estimativas e premissas, tais encargos e das variações monetárias incorridos (em base pro rata dia). como: estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável l) Eventos subsequentes (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados na categoria de títulos disponíveis para venda e ativos não financeiros; e outras provisões. Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. São compostos por: Em Assembleia Geral Extraordinária de 8 de outubro de 2012 deliberou-se a redução do capital social em conformidade com o disposto no Artigo 173 da Lei • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e nº 6.404/76, sem o cancelamento de ações, a fim de ajustar o valor do capital próprio da Sociedade que se mostra excessivo às suas efetivas necessidades • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. operacionais (Nota 12b). Não houve qualquer evento subsequente que requer ajustes ou divulgações para as demonstrações contábeis encerradas em 30 de junho de 2013. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 19 de julho de 2013. 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 3) PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS Em 30 de junho - R$ mil a) Moeda funcional e de apresentação 2013 2012 As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... 150 16 Total caixa e equivalentes de caixa ..................................................................................................... 150 16 b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta a) Vencimentos redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério pro rata dia e calculadas com base Correspondem a aplicações em depósitos interfinanceiros, com vencimentos até 180 dias, existentes em 30 de junho de 2013 e 2012. b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez no método exponencial. Classificadas na demonstração de resultado como resultado de operações com títulos e valores mobiliários. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. Semestres findos em 30 de junho - R$ mil c) Caixa e equivalentes de caixa 2013 2012 Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, Rendas de aplicações em depósitos interfinanceiros ............................................................................. 42.162 187.788 na data da efetiva aplicação, são iguais ou inferiores a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição Total (Nota 6b)........................................................................................................................................ 42.162 187.788 para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. 6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao a) Classificação por categorias e prazos custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. Em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 e) Títulos e valores mobiliários - classificação Valor de Valor de • Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos mercado/ Valor de Marcação mercado/ Marcação dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; 1 a 30 31 a 180 181 a 360 Acima de contábil custo a contábil a • Títulos disponíveis para venda - são aqueles que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo Títulos (1) dias dias dias 360 dias (2) atualizado mercado (2) mercado custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida Títulos para negociação (3) ................ 7.404 6.259 3.491 87.201 104.355 104.347 8 97.856 100 ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e 633 4.919 1.521 81.684 88.757 88.749 8 79.796 100 • Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados Letras financeiras do tesouro ................ Certificados de depósito bancário ......... 1.340 1.944 34 3.318 3.318 3.665 pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Letras do tesouro nacional .................... 1.768 1.768 1.768 2.097 Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu Debêntures ............................................ 26 3.558 3.584 3.584 317 valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos 6.771 6.771 6.771 com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de Notas do tesouro nacional..................... 157 157 157 747 mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou Outros.................................................... Operações compromissadas................. 11.234 estimativa significativa por parte da Administração. Títulos disponíveis para venda .......... 3 55.372 55.375 43.765 11.610 59.432 12.476 f) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Ações..................................................... 3 3 3 2 2 Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica Certificados de privatização .................. 55.372 55.372 43.765 11.607 59.430 12.474 “Outros Créditos - Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas sobre ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é registrada Total em 2013 ....................................... 7.407 6.259 3.491 142.573 159.730 148.112 11.618 na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. Total em 2012 ....................................... 11.931 4.833 5.613 134.911 157.288 12.576 Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente com base nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e (1) As aplicações em cotas de fundos exclusivos de investimento foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras e, no caso de operações compromissadas, pelos respectivos papéis que estão lastreando as operações, preservando a classificação da categoria dos fundos. No análises realizadas pela Administração. encerramento do período, os fundos de investimento exclusivos administrados pelo Conglomerado Bradesco somavam R$ 49.887 mil (2012 - R$ 47.032 A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro mil). Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; e ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante. adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. A composição dos valores de imposto de renda e contribuição social, a demonstração dos seus cálculos, bem como a origem e previsão de realização dos b) Resultado de títulos e valores mobiliários Classificadas na demonstração de resultado como resultado de operações com títulos e valores mobiliários. créditos tributários, estão apresentados na Nota 21. Semestres findos em 30 de junho - R$ mil g) Investimentos 2013 2012 Os investimentos em empresas controladas e coligadas, com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante são avaliados pelo Rendas de aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................. 42.162 187.788 método de equivalência patrimonial. Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ 4.680 5.325 Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável Fundos de investimento........................................................................................................................... 1.801 3.782 (impairment), quando aplicável. Total ........................................................................................................................................................ 48.643 196.895 h) Imobilizado c) A Alvorada Cartões não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 30 de junho de 2013 e de 2012. Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os 7) OUTROS CRÉDITOS decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a entidade. É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil-econômica a) Rendas a receber estimada dos bens, sendo: imóveis de uso - edificações - 4% ao ano e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 i) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Dividendos/Juros sobre o Capital Próprio ............................................................................................... 18.630 18.860 Os ativos financeiros e não financeiros são avaliados para verificar se há evidência objetiva de que tenha ocorrido uma perda no seu valor recuperável. 1.896 1.897 A evidência objetiva de que os ativos financeiros perderam valor pode incluir o não pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, indicações de Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 20.526 20.757 processo de falência ou mesmo, um declínio significativo ou prolongado do valor do ativo. Uma perda por redução ao valor recuperável (impairment) de um ativo financeiro ou não financeiro é reconhecida no resultado do período se o valor contábil b) Diversos Em 30 de junho - R$ mil do ativo ou unidade geradora de caixa exceder o seu valor recuperável. 2013 2012 j) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias 112.812 113.309 O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de Impostos a recuperar (1) ......................................................................................................................... Impostos e contribuições a compensar ................................................................................................... 11.723 64.110 acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN, sendo: Créditos tributários e impostos e contribuições (Nota 21c) ..................................................................... 58.777 59.354 • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias 179.711 159.310 reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da Depósitos em garantia de recursos fiscais.............................................................................................. 3.735 3.703 capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, Depósitos em garantia - outros ............................................................................................................... Depósitos em garantia de recursos trabalhistas ..................................................................................... 1.995 2.087 são divulgados nas notas explicativas; Outros...................................................................................................................................................... 1.430 1.441 • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a 370.183 403.314 complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para Total ........................................................................................................................................................ a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança;

(1) Refere-se a PIS, Cofins, IRPJ e CSLL. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

16 -.ECONOMIA/LEGAIS

terça-feira, 20 de agosto de 2013

...continuação

Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 74.552.142/0001-06 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 8) INVESTIMENTOS a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados em contas de resultado, sob a rubrica de “Resultado de participações em coligadas e controladas”. Em 30 de junho - R$ mil Quantidade de Participaações/cotas ção no Lucro/ Patrimônio possuídas capital prejuízo Ajuste decorrente Capital líquido (em milhares) social líquido Valor contábil de avaliação (2) Empresas social ajustado Ações Cotas (%) ajustado 2013 2012 2013 2012 BEC - DTVM Ltda. .......... 22.500 40.065 22.499 99,999 751 40.058 38.552 751 982 Serel Participações S.A. .. 165.500 1.517.313 1.640 11,357 35.992 168.950 129.560 4.088 5.631 Tapajós Holdings Ltda. .... 413.333 591.682 24.836 6,007 55.773 35.545 34.314 3.350 3.127 Caetê Holdings Ltda. ....... 40.158 301.432 304 0,756 83.705 2.278 1.121 633 603 Marselha Holdings Ltda. .. 147.000 378.605 101 0,055 42.250 207 168 23 15 Tecnologia Bancária S.A. (1)........................... 14.004 14.004 Total Geral ...................... 261.042 217.719 8.845 10.358 (1) Investimento na Tecnologia Bancária S.A. - TECBAN - não avaliado pelo método de equivalência patrimonial em decorrência das alterações estabelecidas pela Resolução nº 3.619/08 do CMN; e (2) Ajuste decorrente de avaliação considera os resultados apurados, periodicamente, pelas companhias e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado, quando aplicáveis. b) Composição de outros investimentos Em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 Aplicações por incentivos fiscais ............................................................................................................. 3.120 3.120 Outros investimentos ............................................................................................................................... 45 45 Títulos patrimoniais ................................................................................................................................. 9 9 Subtotal .................................................................................................................................................. 3.174 3.174 Provisão para perdas em aplicações por incentivos fiscais .................................................................... (2.829) (2.829) Provisão para perdas em outros investimentos....................................................................................... (11) (11) Subtotal .................................................................................................................................................. (2.840) (2.840) Total ........................................................................................................................................................ 334 334 9) ATIVO IMOBILIZADO

Taxa Imóveis de uso - Terrenos.......................................................................................... - Edificações ..................................................................................... Total em 2013 .................................................................................. Total em 2012 ..................................................................................

Custo 4%

Depreciação

64.138 55.735 119.873 119.873

(48.789) (48.789) (47.088)

Em 30 de junho - R$ mil Custo líquido de depreciação 2013 2012 64.138 6.946 71.084

64.138 8.647 72.785

10) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente os ativos contingentes. b) Provisões classificadas como perdas prováveis e obrigações legais - fiscais e previdenciárias A Instituição é parte em processos judiciais, de natureza trabalhista, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Na constituição das provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração entende que a provisão constituída é suficiente para atender às perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o desfecho da ação, representado por decisões judiciais, sobre as quais não caiba mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando obter indenizações, em especial o pagamento de “horas extras” em razão de interpretação do artigo 224 da Consolidação das Leis do Trabalho. Nos processos em que é exigido depósito judicial para garantia de execução, o valor das provisões trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. Para os demais processos, a provisão é constituída com base no valor médio apurado dos pagamentos efetuados de processos encerrados nos últimos 12 meses. II - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente por meio de sistema informatizado e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento das normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. III - Obrigações legais - provisão para riscos fiscais A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos nossos assessores jurídicos. Essas obrigações legais e as provisões avaliadas como de risco provável, tem acompanhamento regular de suas evoluções nos trâmites do Judiciário, e no decorrer ou no encerramento de cada processo, poderão resultar em condições favoráveis à Instituição, com a reversão das respectivas provisões. As principais questões são: COFINS - R$ 34.597 mil (2012 - R$ 33.183 mil): pleiteia calcular e recolher a COFINS, a partir de outubro de 2005, sobre o efetivo faturamento, cujo conceito consta do artigo 2º da Lei Complementar nº 70/91, afastando-se assim a inconstitucional ampliação da base de cálculo pretendida pelo parágrafo 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98. IRPJ - Dedução da CSLL na Base de Cálculo - R$ 47.845 mil (2012 - R$ 34.217 mil): pleiteia deduzir, para formação da base de cálculo do imposto sobre a renda, a despesa relativa ao pagamento da contribuição social sobre o lucro, no período-base de 1998 e subsequentes, afastando, por ilegal e inconstitucional, o art. 1º da Lei nº 9.316/96 que elimina a possibilidade de utilização da referida despesa. IV - Movimentação das provisões constituídas Em 30 de junho - R$ mil Fiscais e Trabalhistas Cíveis previdenciárias (1) No início do 1º semestre de 2013................................................................................ 1.146 23.777 96.728 Atualização monetária.................................................................................................... 540 242 2.007 Constituições líquidas de reversões ............................................................................... (174) Baixas por pagamento/Transferências ........................................................................... (206) (69) 11.238 No final do 1º semestre de 2013 (Notas 11a e 11b) ................................................... 1.306 23.950 109.973 No final do 1º semestre de 2012 (Notas 11a e 11b) ................................................... 1.205 23.749 95.678

15) DESPESAS TRIBUTÁRIAS

Contribuição à COFINS........................................................................................................................... Contribuição ao PIS................................................................................................................................. Impostos e taxas ..................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 2.205 8.195 358 1.332 40 50 2.603 9.577

16) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS

Reversão de provisões operacionais....................................................................................................... Créditos fiscais ........................................................................................................................................ Atualização de depósitos judiciais........................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Totais ......................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 174 835 971 3.218 4.762 4.232 60 16 5.967 8.301

17) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS

Variação monetária sobre tributos........................................................................................................... Indenizações cíveis ................................................................................................................................. Outras...................................................................................................................................................... Totais ......................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 2.167 2.534 82 496 5 36 2.254 3.066

18) RESULTADO NÃO OPERACIONAL

Resultado na alienação de investimento e valores e bens...................................................................... Receitas de aluguéis ............................................................................................................................... Reversão de provisões não operacionais................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 (20) 6.275 5.678 29.603 6.275 35.261

19) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com controlador e empresas coligadas e controladas estão assim representadas: 2013 Ativos (passivos)

2012 Ativos (passivos)

Em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 Receitas Receitas (despesas) (despesas)

Disponibilidades: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 150 16 Aplicações em depósitos interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 1.263.991 4.268.732 42.162 187.788 Dividendos: Serel Participações S.A. .................................................................. 18.263 18.389 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (381) (1.387) Caetê Holdings Ltda. ........................................................................ 278 267 Outras controladas e coligadas ........................................................ 89 204 Aluguel: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 4.484 4.126 b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, a ser paga aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. A Instituição é parte integrante da organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração em instrumento baseado em ações, nos termos do CPC 10 - Pagamento Baseado em Ações, aprovado pela Resolução CMN nº 3.989/11, para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 20) BENEFÍCIOS A EMPREGADOS A Alvorada Cartões (incorporadora do Banco BEC S.A.) patrocina plano de benefício definido por meio da Caixa de Previdência Privada do Banco do Estado do Ceará - CABEC. As obrigações atuariais dos planos de contribuição definida e benefício definido estão integralmente cobertas pelos patrimônios dos planos. Os recursos garantidores dos planos de previdência são investidos de acordo com a legislação pertinente (títulos públicos e privados, ações de companhias abertas e imóveis). 21) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 61.969 236.820 (24.788) (94.728)

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente...... Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em coligadas e controladas .............................................................................................. 3.538 4.143 Despesas indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis .................................................................... (285) (280) Juros sobre o capital próprio pagos ........................................................................................................ (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. Outros valores ......................................................................................................................................... (288) 12 c) Passivos contingentes classificados como perdas possíveis Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (21.823) (90.853) A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social e, amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises Semestres findos em 30 de junho - R$ mil sobre as tendências jurisprudenciais e efetivada, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes 2013 2012 avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. O principal processo com essa classificação é a Autuação de IRPJ e CSLL, Impostos correntes relativos aos anos-bases de 2007 e 2008, lançados sobre glosa de amortização de ágio na aquisição de investimentos, no valor de R$ 84.385 mil. Imposto de renda e contribuição social, devidos..................................................................................... (22.431) (79.556) 11) OUTRAS OBRIGAÇÕES Impostos diferidos Constituição/realização, no semestre sobre adições temporárias .......................................................... 608 (11.297) a) Fiscais e previdenciárias Em 30 de junho - R$ mil Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (21.823) (90.853) 2013 2012 c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos Provisão para riscos - fiscais (Nota 10b)................................................................................................. 109.973 95.678 Em R$ mil Provisão para impostos e contribuições diferidos (Nota 21c e 21f)......................................................... 16.455 12.978 Saldo em Saldo em Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... 15.524 65.127 31.12.2012 Constituição Realização 30.6.2013 Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ 462 2.105 Provisão para créditos de liquidação duvidosa ....................................... 2.002 2.002 Total ........................................................................................................................................................ 142.414 175.888 Provisões cíveis....................................................................................... 9.510 97 28 9.579 b) Diversas Provisões fiscais...................................................................................... 28.083 803 28.886 Em 30 de junho - R$ mil Provisões trabalhistas ............................................................................. 458 216 152 522 2013 2012 Provisão para perda de títulos e investimentos....................................... 7.484 7.484 Provisão para riscos - cíveis (Nota 10b).................................................................................................. 23.950 23.749 Provisão para desvalorização de bens imóveis....................................... 172 172 Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... 3.894 3.953 Ajuste a valor de mercado dos títulos para negociação.......................... 9.264 1 328 8.937 Provisão para riscos - trabalhistas (Nota 10b) ........................................................................................ 1.306 1.205 Outros...................................................................................................... 1.196 90 91 1.195 Outros...................................................................................................................................................... 37 373 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias (Nota 7b) 58.169 1.207 599 58.777 Total ........................................................................................................................................................ 29.187 29.280 Obrigações fiscais diferidas (Nota 11a) .............................................. 14.720 1.905 170 16.455 Créditos tributários líquidos das obrigações fiscais diferidas......... 43.449 (698) 429 42.322 12) PATRIMÔNIO LÍQUIDO d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias a) Capital social O capital social no montante de R$ 1.707.000 mil (2012 - R$ 3.044.000 mil), totalmente subscrito e integralizado, é representado por 5.009.948.649 ações Em 30 de junho de 2013 - R$ mil ordinárias, nominativas escriturais, sem valor nominal. Diferenças temporárias b) Movimentação do capital social Imposto Contribuição Ações R$ mil de renda social Total Em 1º de janeiro de 2012....................................................................................................................... 5.009.948.649 3.044.000 2013............................................................................................................................... 4.883 2.848 7.731 - Redução de Capital - AGE de 8.10.2012 (1)......................................................................................... (1.337.000) 2014............................................................................................................................... 16.440 9.637 26.077 Em 30 de junho de 2013........................................................................................................................ 5.009.948.649 1.707.000 2015............................................................................................................................... 15.052 8.648 23.700 830 431 1.261 (1) Redução de Capital Social mediante a restituição em dinheiro ao único acionista da Sociedade (Banco Bradesco S.A.). Processo homologado pelo 2016............................................................................................................................... 2017............................................................................................................................... 5 3 8 BACEN em 10 de outubro de 2012. Total (Nota 7b).............................................................................................................. 37.210 21.567 58.777 c) Reservas de lucros A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. Em 30 de junho - R$ mil e) O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, corresponde ao montante de 2013 2012 R$ 56.232 mil (2012 - R$ 57.127 mil) de diferenças temporárias. Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 260.716 1.877.945 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 122.026 114.779 f) Obrigações fiscais diferidas - Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... 138.690 1.763.166 A sociedade possui obrigações fiscais diferidas de imposto de renda e contribuição social no montante de R$ 16.455 mil (2012 - R$ 12.978 mil) relativas (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido a: ajuste a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários - R$ 4.644 mil (2012 - R$ 4.990 mil) e atualização monetária de depósitos judiciais de das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital R$ 11.811 mil (2012 - R$ 7.988 mil). ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% 22) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Gerenciamento de riscos do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos d) Dividendos e juros sobre o capital próprio Aos acionistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, que somados não seja inferior a negócios da Organização Bradesco, motivo de constante aprimoramento desta atividade na busca das melhores práticas. 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. Fica a Diretoria autorizada a declarar e pagar dividendos intermediários, especialmente A Organização Bradesco exerce o controle corporativo dos riscos de modo integrado e independente, preservando e valorizando o ambiente de decisões semestrais e mensais, utilizando-se das contas de Lucros Acumulados ou de Reservas de Lucros existentes, e, podendo ainda, autorizar a distribuição de colegiadas, desenvolvendo e implementando metodologias, modelos, ferramentas de mensuração e controle. Promove ainda a atualização dos colaboradores em todos os níveis hierárquicos, desde as áreas de negócios até o Conselho de Administração. lucros a título de juros sobre o capital próprio em substituição total ou parcial aos dividendos intermediários, ou, em adição aos mesmos. O processo de gerenciamento permite que os riscos sejam proativamente identificados, mensurados, mitigados, acompanhados e reportados, o que se faz Demonstrativo dos dividendos relativos aos semestres findos em 30 de junho: necessário em face da complexidade dos produtos financeiros e do perfil da atividade da Organização Bradesco. R$ mil A Alvorada CCFI, como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de 2013 2012 crédito, de mercado, de liquidez e operacional. Lucro Líquido......................................................................................................................................... 40.146 145.967 (-) Reserva Legal - 5% sobre o lucro....................................................................................................... (2.007) (7.298) b) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis emitiu vários Base de cálculo ..................................................................................................................................... 38.139 138.669 pronunciamentos contábeis, bem como suas interpretações e orientações, os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovados Dividendos propostos .............................................................................................................................. 381 1.387 pelo CMN. Percentual em relação à base de cálculo............................................................................................ 1,0% 1,0% Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: Dividendos por lote de mil ações - em Reais ..................................................................................... 0,08 0,28 • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); 13) DESPESAS DE PESSOAL • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); Refere-se a processos trabalhistas no montante de R$ 540 mil (2012 - R$ 28 mil). • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); 14) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS • Resolução nº 3.973/11 - Evento Subsequente (CPC 24); Semestres findos em 30 de junho - R$ mil • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento Baseado em Ações (CPC 10); 2013 2012 • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23); e Serviços técnicos especializados............................................................................................................ 1.410 1.187 • Resolução nº 4.144/12 - Pronunciamento Conceitual Básico (R1). Depreciações........................................................................................................................................... 851 851 Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será Serviços de terceiros............................................................................................................................... 57 77 de maneira prospectiva ou retrospectiva. Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ 130 126 Propaganda e publicidade....................................................................................................................... 153 123 A DIRETORIA Outras...................................................................................................................................................... 190 49 Jorge Andrade Costa – Contador – CRC 1SP159543/O-0 Total ........................................................................................................................................................ 2.791 2.413

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores do Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis da Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2013 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. em 30 de junho de 2013, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Banco Central do Brasil. contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela Outros assuntos determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada Demonstração do valor adicionado por fraude ou erro. Examinamos também a demonstração do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o semestre Responsabilidade dos auditores independentes findo em 30 de junho de 2013, que está sendo apresentada como informação suplementar. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja demonstrações contábeis tomadas em conjunto. planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Osasco, 15 de agosto de 2013 Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos Cláudio Rogélio Sertório relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são KPMG Auditores Independentes apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP212059/O-0


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 20 de agosto de 2013

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conomia

Anatel quer wi-fi em orelhões brasileiros

O

presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, informou ontem que do 1 milhão de orelhões instalados hoje no País, 400 mil serão desativados, 300 mil mantidos como estão e 300 mil modernizados. A boa notícia é que os aparelhos desse último lote oferecerão wi-fi aos usuários. Segundo Rezende, a parte que será mantida como hoje é a que atende a regiões onde o orelhão ainda é muito utilizado. A mudança ocorrerá na revisão do contrato de concessão. A consulta pública começa em março de 2014 e a previsão é de que o novo sistema entre em funcionamento entre 2015 e 2016. Há, atualmente, um projeto piloto de orelhão com wi-fi no Rio de Janeiro. O que falta, explica o presidente da Anatel, é estudar como tarifar, o formato de utilização do sistema e, também decidir quem instalará o wi-fi. A desativação do lote dos 400 mil ocorrerá, pois será preciso fazer uma troca do contrato de concessão. "A empresa, para fazer investimento no wifi, precisa baixar o custo dos orelhões. O contrato de concessão prevê equilíbrio econômico-financeiro desse investimento." Rezende informou também que está em estudo a antecipação de metas para a massificação da internet 3G e 4G. Pelo cronograma original, a 3G chegaria a todo o país até 2017 e a 4G, em 2019. A antecipação desejada seria de um ou dois anos: em previsão "conservadora", o 3G iria para 2016 e o 4G, para 2018. "Se houver condições financeiras, vamos calcular o valor da faixa e veremos que tipo de obrigação pode ser antecipada no leilão da faixa de 700 MHz", finalizou. (Folhapress)

ECONOMIA/LEGAIS - 17

SANTA CRISTIANA EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. NIRE 35.3.0044931.2 - CNPJ: 17.484.902/0001-43 (sociedade anônima fechada) ATA DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 31 DE MAIO DE 2013 cial dependam de prévia aprovação da Assembleia Geral. Parágrafo 2º. Os Diretores são investidos em seus carDATA, HORA E LOCAL: Realizada aos 31 (trinta e um) dias do mês de maio de 2013, às 10h, na sede social da gos mediante assinatura do termo de posse no livro correspondente e permanecem no exercício de suas funções Companhia, localizada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Riachuelo, 44, conjunto 54, parte, até a eleição e posse de seus substitutos. Parágrafo 3º. No caso de ausência ou incapacidade temporária de qualCEP 01007-000. CONVOCAÇÃO E PRESENÇAS: Dispensada a convocação, nos termos do parágrafo 4º do art. quer Diretor, este deverá ser substituído interinamente por substituto designado pela Diretoria. No caso de vaga 124 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada (“Lei das Sociedades por Ações”), tendo em em decorrência de renúncia, falecimento ou incapacidade permanente de qualquer membro, ou de sua recusa em vista a presença dos acionistas representando a totalidade do capital social da Companhia, conforme assinaturas cumprir suas respectivas obrigações, o Diretor deverá ser substituído por substituto designado pela Diretoria, até constantes do Livro de Registro de Presenças dos Acionistas da Companhia. MESA: Presidente: Antônio Carlos o preenchimento do cargo pela primeira Assembleia Geral que vier a ser realizada, devendo o Diretor substituto de Godoy Buzaneli; Secretário: Alberto Veroneze. ORDEM DO DIA: (I) Aprovar as renúncias dos Diretores da Comcompletar o mandato do Diretor substituído. Artigo 12. Compete aos 2 (dois) Diretores, em conjunto: (i) instalar e panhia: (a) Ivan dos Santos Freire e (b) Sra. Claudenilda dos Santos Tavares; (II) Aprovar a eleição de: (a) Sr. Alpresidir as reuniões da Diretoria e executar e fazer cumprir as deliberações da Assembleia Geral e da Diretoria; berto Veroneze (a seguir qualificado) para o cargo de Diretor-Presidente da Companhia e (b) Sr. Antônio Carlos (ii) planejar, coordenar, dirigir e administrar todas as atividades da Companhia, exercendo as funções executivas de Godoy Buzaneli (a seguir qualificado) para o cargo de Diretor da Companhia; (III) Aprovar a alteração do Are decisórias; (iii) representar a Companhia, perante as suas sociedades controladas e coligadas, bem como tigo 1º do Estatuto Social, que trata da razão social da Companhia; (IV) Aprovar a alteração do Artigo 2º do Esperante todas as sociedades em que a Companhia detiver participação societária, observadas as disposições e tatuto Social, que trata da sede social da Companhia; (V) Aprovar a alteração do Artigo 3º do Estatuto Social, que avenças de eventuais acordos de acionistas, se houver; e (iv) exercer a supervisão geral de todos os negócios da trata do objeto social da Companhia; (VI) Aprovar a remuneração global dos Diretores; (VII) Aprovar alteração do Companhia, coordenando e orientando suas atividades. Parágrafo Único. O Diretor-Presidente será eleito pela AsArtigo 5º do Estatuto Social, em razão do aumento de capital social da Companhia, que passará de R$ 100,00 (cem sembleia Geral dos acionistas e exercerá a função durante seu mandato. Na hipótese de impedimento, ausência, reais) para R$ 340.100,00 (trezentos e quarenta mil e cem reais), ocorrendo um aumento de R$ 340.000,00 interdição ou falecimento do Diretor-Presidente, o outro Diretor substituirá o Diretor-Presidente, sendo investido em (trezentos e quarenta mil reais), mediante a emissão de 340.000 (trezentas e quarenta mil) novas ações, todas suas funções, e convocará a Assembleia Geral dos acionistas para eleger um novo membro para ocupar o cargo ações ordinárias, sem valor nominal, subscritas pelos novos acionistas nos termos do Boletim de Subscrição invago. Artigo 13. A Diretoria reunir-se-á sempre que os interesses sociais o exigirem, mediante convocação de tegrante a esta Ata como Anexo I; (VIII) Aprovar as alterações e consolidação do Estatuto Social da Companhia, qualquer um dos Diretores. Parágrafo 1º. As reuniões da Diretoria são instaladas com a presença de, pelo menos, integrante a esta Ata como Anexo II, no que se refere às deliberações acima; e (IX) outros assuntos de interesse a maioria de seus membros, devendo ser escolhido pelo Diretor-Presidente um Secretário da reunião, não havendo da Companhia. DELIBERAÇÕES: Discutidas as matérias constantes da Ordem do Dia, os acionistas da Comnecessidade de que tal Secretário seja membro da Diretoria. Parágrafo 2º. Os membros da Diretoria que participanhia deliberaram, por unanimidade de votos e sem qualquer ressalva, o que segue: (I) Renúncia da Diretoria. parem das reuniões por meio de conferência telefônica ou outro sistema de telecomunicação serão considerados Foram aprovadas as renúncias dos Diretores da Companhia Sr. Ivan dos Santos Freire, brasileiro, casado, conpresentes à reunião. Será ainda considerada regular a reunião da qual todos os Diretores tenham participado por sultor, portador da cédula de identidade RG nº 26.670.699-X SSP/SP, inscrito perante o CPF sob o nº 267.241.188meio de conferência telefônica ou outro sistema de comunicação, desde que as deliberações tomadas sejam ob32, e Sra. Claudenilda dos Santos Tavares, brasileira, casada, empresária, portadora da cédula de identidade RG jeto de ata assinada por todos os presentes posteriormente, ou que o respectivo voto seja enviado à sociedade nº 22.991.004-X, inscrita perante o CPF sob nº 268.959.208-89, ambos com escritório na Cidade de São Paulo, na forma do parágrafo terceiro abaixo. Parágrafo 3º. Os membros da Diretoria poderão votar por e-mail, fax, carta Estado de São Paulo, na Rua Riachuelo, 44, conjunto 54, CEP 01007-000. (II) Eleição da Diretoria. Foram eleitos ou telegrama, enviados à Companhia, em atenção do Diretor-Presidente, e caberá, neste caso, ao Secretário da para compor a Diretoria da Companhia, com o mandato de 3 (três) anos: (i) o Sr. Alberto Veroneze, brasileiro, reunião lavrar a respectiva ata, à qual o voto será anexado. Parágrafo 4º. Nas reuniões, a Diretoria delibera por solteiro, empresário, portador da cédula de identidade RG nº 24.601.692-9 SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o nº maioria de votos, cabendo a cada Diretor um voto. Cabe ao Diretor-Presidente o voto de qualidade, em caso de 181.856.028-32, residente e domiciliado na Cidade de Jundiaí, neste Estado, na Rua Aurora Germano de Lemos, empate. Parágrafo 5º. As atas das reuniões da Diretoria serão lavradas em livro próprio, permitida a utilização de nº 103, apartamento 152, bairro Vila Guarani, CEP 13209-460, para o cargo de Diretor-Presidente, e (ii) Sr. Ansistema mecanizado. Parágrafo 6º. O Presidente da reunião de Diretoria deverá observar e fazer cumprir as distônio Carlos de Godoy Buzaneli, brasileiro, empresário, casado, portador da Carteira de Identidade RG 10.556.226posições de eventuais Acordos de Acionistas arquivados na sede social, não permitindo que se computem os 9 e inscrito no CPF 024.378.718-96, residente e domiciliado em Jundiaí, Estado de São Paulo, na Rua Julius Pauli, votos proferidos em contrariedade com o conteúdo de tais Acordos. Artigo 14. A Companhia será representada da 570, bairro Caxambu, CEP 13218-664, para o cargo de Diretor sem designação específica. Declaração de Desseguinte forma: (i) por dois Diretores em conjunto; (ii) por qualquer Diretor ou procurador, para a prática de atos impedimento. Os Diretores ora eleitos declaram, sob as penas da lei, que cumprem todos os requisitos previstos que envolvam exclusivamente a representação da Companhia em processos judiciais e/ou administrativos, incluno art. 147 da Lei nº 6.404/76 para a investidura como membro da Diretoria da Companhia, não estando impedisive para a outorga de procurações para fins de representação da Companhia em citados processos; (iii) por um dos para o exercício de atividade empresarial ou terem sido condenados por crime falimentar, de prevaricação, Diretor, em conjunto com um procurador com poderes específicos, nos termos do Parágrafo 1º abaixo; ou (iv) por peita ou suborno, concussão, peculato, contra a economia popular, a fé pública ou a propriedade, ou a pena crium ou mais procuradores com poderes específicos, nos termos do Parágrafo 1º abaixo. Parágrafo 1º. As procuminal que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos. (III) Denominação Social. Foi aprovada rações serão sempre outorgadas em nome da Companhia por 2 (dois) Diretores em conjunto, e terão prazo de a alteração da razão social da Companhia que passará a ser “BPA Empreendimentos e Participações S.A”. (IV) validade limitado ao máximo de dois anos, exceto pelas procurações ad judicia, que podem ter prazo de duração Sede Social. Foi aprovada a alteração da sede social da Companhia, que passará a ser na Rua Fidêncio Ramos, superior a dois anos ou mesmo indeterminado. Parágrafo 2º. A Assembleia Geral poderá autorizar expressamente nº 223, conj. 114, bairro Vila Olímpia, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, CEP 04551-010. (V) Objeto a prática de outros atos que vinculem a Companhia por apenas um dos membros da Diretoria ou um procurador, Social. Foi aprovada a alteração do objetivo social da Companhia, que passará a ser: “(i) administração de bens ou ainda, pela adoção de critérios de limitação de competência, restringir, em determinados casos, a represenpróprios, móveis ou imóveis; (ii) locação, compra e venda de bens próprios, móveis ou imóveis, não incluída a intação da Companhia a apenas um Diretor ou um procurador. Artigo 15. A remuneração dos Diretores será detertermediação imobiliária ou quaisquer atividades relacionadas ao exercício da profissão de corretor de imóveis; e minada pela Assembleia Geral, que pode fixá-la em montante anual ou mensal e global ou individual, obedecido (iii) participação no capital de outras sociedades empresárias ou não empresárias, como sócia, acionista ou quoo disposto no caput do art. 152 da Lei das S.A., cabendo à Diretoria, em Reunião de Diretoria, promover a distista, no Brasil e/ou no exterior”. (VI) Remuneração Global dos Diretores. Foi aprovada a remuneração global dos tribuição e individualização da remuneração, se fixada em montante global. Seção II - Do Conselho Fiscal - Artigo Diretores para o presente exercício social no valor de R$ 1.400,00 (mil e quatrocentos reais), a ser distribuída 16. O Conselho Fiscal da Companhia, com as atribuições estabelecidas em Lei, será composto de 3 (três) a 5 entre os Diretores conforme deliberação da Diretoria. (VII) Capital Social. Foi aprovado o aumento do capital so(cinco) membros e igual número de suplentes. Parágrafo 1º. O Conselho Fiscal não funcionará em caráter percial, mediante a integralização do instrumento de promessa de compra e venda de imóvel urbano, objeto da mamanente e somente será instalado mediante convocação dos acionistas, de acordo com as disposições legais. trícula nº 103.171 do 1º Cartório de Registro de Imóveis de Jundiaí, localizado no Município de Jundiaí, Estado de Parágrafo 2°. O Conselho Fiscal terá um Presidente, eleito pela Assembleia Geral. Parágrafo 3º. Os membros do São Paulo, o qual passará de R$ 100,00 (cem reais) para R$ 340.100,00 (trezentos e quarenta mil e cem reais), Conselho Fiscal serão investidos em seus cargos mediante a assinatura de termo de posse lavrado no respectivo ocorrendo um aumento de R$ 340.000,00 (trezentos e quarenta mil reais), mediante a emissão de 340.000 (trezenlivro de registro de atas das Reuniões do Conselho Fiscal. Parágrafo 4°. Em caso de vaga, renúncia, impedimento tas e quarenta mil) novas ações, todas as ações ordinárias, sem valor nominal, subscritas pelos novos acionistas ou ausência injustificada a duas reuniões consecutivas, será o membro do Conselho Fiscal substituído, até o térnos termos do Boletim de Subscrição integrante a esta Ata na forma do Anexo I. (VIII) Consolidação do Estatuto mino do mandato, pelo respectivo suplente. Parágrafo 5°. Em caso de impedimento ou vacância permanente no Social. Passou-se à leitura do modelo de Estatuto Social, o qual, após discussões dos acionistas fundadores, foi cargo de um membro do Conselho Fiscal, e sem que haja suplente a substituí-lo, caberá ao Presidente do Conaprovado por unanimidade, sem qualquer ressalva e a fim de refletir as deliberações tomadas nesta Assembleia, selho Fiscal imediatamente convocar uma Assembleia Geral da Companhia para eleger um novo membro efetivo sendo certo que passa a integrar esta Ata para todos os fins de direito como Anexo II. ENCERRAMENTO: Nada do Conselho Fiscal e respectivo suplente, para preencher o cargo e completar o mandato do membro impedido mais havendo a tratar, foi suspensa a sessão pelo tempo necessário à lavratura da presente ata, que, depois de ou vacante. CAPÍTULO V - DO EXERCÍCIO SOCIAL E DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - Artigo 17. O exerlida e achada conforme, foi aprovada e assinada por todos os presentes. Antônio Carlos de Godoy Buzaneli - Precício social iniciar-se-á em 1º de janeiro e terminará no dia 31 de dezembro de cada ano, quando serão elaboradas sidente; Alberto Veroneze - Secretário; Antônio Carlos de Godoy Buzaneli - Diretor; Ivan dos Santos Freire as demonstrações financeiras previstas na legislação aplicável. Parágrafo 1º. Ao fim de cada exercício social, a DiAcionista Retirante; Claudenilda dos Santos Tavares - Acionista Retirante; BPA Internacional Imp. e Exp. Ltda. retoria fará elaborar, com observância dos preceitos legais pertinentes, as seguintes demonstrações financeiras, Acionista Subscritor; Antônio Carlos de Godoy Buzaneli - Acionista. sem prejuízo de outras demonstrações exigidas por Lei: (i) balanço patrimonial; (ii) demonstração das mutações ANEXO I - BOLETIM DE SUBSCRIÇÃO DE AÇÕES, CONFORME ATA DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAdo patrimônio líquido; (iii) demonstração do resultado do exercício; e (iv) demonstração dos fluxos de caixa. ParáORDINÁRIA DA BPA EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A., REALIZADA EM 31 DE MAIO DE 2013. grafo 2º. Fará parte das demonstrações financeiras do exercício a proposta da Administração sobre a destinação Capital Subscrito: R$ 340.000,00 (trezentos e quarenta mil reais); Capital Integralizado: R$ 340.000,00 (trezentos a ser dada ao lucro líquido, em observância do disposto neste Estatuto Social e na legislação aplicável. Parágrafo e quarenta mil reais); Número de ações subscritas: 340.000 (trezentos e quarenta) ações ordinárias, nominativas 3º. A Diretoria poderá levantar balanços semestrais ou em períodos menores, e distribuir dividendos ou constituir e sem valor nominal; Preço Unitário de Emissão: R$ 1,00 (um real). Subscritor: BPA INTERNACIONAL IMPORreservas com base nos mesmos, observadas as disposições e limitações legais aplicáveis. Artigo 18. O lucro TAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA, sociedade, empresária limitada, estabelecida na Cidade de São Paulo, Estado de líquido do exercício terá o destino que a Assembleia Geral lhe der, conforme recomendação da diretoria, depois São Paulo, à Avenida Pedroso de Morais, nº 1.956, sala 02, Bairro Alto de Pinheiros, CEP 05420-003, com conde ouvido o Conselho Fiscal, quando em funcionamento, e depois de feitas as deduções determinadas em Lei. Artrato social devidamente registrado na Junta Comercial do Estado de São Paulo, sob o nº 35223924589 em sessão tigo 19. Os acionistas terão direito a receber, em cada exercício, a título de dividendo obrigatório, 25% (vinte e cinco de 20/01/2010 e posteriores alterações sendo a última registrada sob o nº 63.105/13-5 em sessão de15/02/2013, por cento) do lucro líquido auferido no período em questão, ajustado nos termos da Lei das S.A. Parágrafo 1º. inscrita no CNPJ sob o nº 11.550.770/0001-24. Ações Subscritas: 340.000; Valor Integralizado: R$ 340.000,00. São Sempre que o montante do dividendo obrigatório ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício, a Paulo, 31 de maio de 2013. BPA Internacional Importação e Exportação Ltda. - Acionista Subscritor; Antônio Caradministração poderá propor, e a Assembleia Geral, aprovar destinar o excesso à constituição de reserva de lulos de Godoy Buzaneli - Acionista. cros a realizar. Parágrafo 2º. A Assembleia Geral poderá atribuir aos administradores uma participação nos lucros, ANEXO II - ESTATUTO SOCIAL DA BPA EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. - CAPÍTULO I - DA DEobservados os limites legais pertinentes. Artigo 20. A Diretoria poderá deliberar o pagamento ou crédito de juros NOMINAÇÃO, SEDE, OBJETO E DURAÇÃO - Artigo 1º. A BPA Empreendimentos e Participações S.A. (“Comsobre o capital próprio, ad referendum da Assembleia Geral Ordinária que apreciar as demonstrações financeiras panhia”) é uma sociedade por ações regida pelo presente Estatuto Social, pela Lei nº 6.404, de 15/12/1976, relativas ao exercício social em que tais juros foram pagos ou creditados, sendo que os valores correspondentes conforme alterada (“Lei das S.A.”), e pelas disposições legais que lhe forem aplicáveis. Artigo 2º. A Companhia tem aos juros sobre capital próprio poderão ser imputados ao dividendo obrigatório. CAPÍTULO VI - DA PRÁTICA DE sua sede, foro e domicílio na Rua Fidêncio Ramos, 223, conj. 114, bairro Vila Olímpia, na Cidade de São Paulo, ATOS ULTRA VIRES - Artigo 21. É expressamente vedado e será nulo de pleno direito o ato praticado por qualEstado de São Paulo, CEP 04551-010, e poderá instalar, alterar e encerrar filiais, depósitos e agências em outras quer acionista, administrador, procurador ou funcionário da Companhia que a envolva em obrigações relativas a praças do País e do exterior, mediante deliberação da Diretoria. Artigo 3º. A Companhia tem por objeto social: (i) negócios e operações estranhos ao objeto social, sem prejuízo da responsabilidade civil ou criminal, se for o caso, administração de bens próprios, móveis ou imóveis; (ii) locação, compra e venda de bens próprios, móveis ou a que estará sujeito o infrator deste dispositivo. CAPÍTULO VII - DA LIQUIDAÇÃO - Artigo 22. A Companhia enimóveis, não incluída a intermediação imobiliária ou quaisquer atividades relacionadas ao exercício da profissão trará em liquidação nos casos previstos em lei, cabendo à Assembleia Geral eleger o liquidante e os membros do de corretor de imóveis; e (iii) participação no capital de outras sociedades empresárias ou não empresárias, como Conselho Fiscal que deverão funcionar no período da liquidação, fixando-lhes a remuneração. CAPÍTULO VIII sócia, acionista ou quotista, no Brasil e/ou no exterior. Artigo 4º. A Companhia tem prazo indeterminado de duração. DAS DISPOSIÇÕES GERAIS - Artigo 23. Os casos omissos ou duvidosos deste Estatuto Social serão resolvidos CAPÍTULO II - DO CAPITAL SOCIAL E DAS AÇÕES - Artigo 5º. O capital social da Companhia é de R$ 340.100,00 pela Assembleia Geral, a eles aplicando-se as disposições legais vigentes. Artigo 24. A qualquer tempo, o tipo ju(trezentos e quarenta mil e cem reais), dividido em 340.100 (trezentos e quarenta mil e cem) ações, todas orrídico da Companhia poderá ser transformado em outro, por decisão de acionistas representando, pelo menos, dinárias, nominativas e sem valor nominal. Parágrafo 1º. A Companhia poderá adquirir suas próprias ações, com 75% (setenta e cinco por cento) do capital social, em Assembleia Geral. Artigo 25. Para a resolução de quaisquer o objetivo de cancelá-las ou mantê-las em tesouraria, para posterior alienação. Parágrafo 2º. A ação é indivisível disputas existentes entre os acionistas em decorrência deste Estatuto Social, fica eleito o Foro da Comarca de São em relação à Companhia. Quando a ação pertencer a mais de uma pessoa, os direitos a ela conferidos serão Paulo, Estado de São Paulo, com exclusão de qualquer outro, por mais privilegiado que seja ou venha a ser. exercidos pelo representante do condomínio. Parágrafo 3º. As ações são nominativas e a sua propriedade será preTERMO DE POSSE - DIRETOR - Neste ato, ALBERTO VERONEZE, brasileiro, solteiro, empresário, portador da sumida pela anotação nos livros sociais competentes. Mediante solicitação de acionista neste sentido, serão emicédula de identidade RG nº 24.601.692-9 SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o nº. 181.856.028-32, residente e domitidos títulos ou certificados representativos de ações, assinados pelo Diretor-Presidente, isoladamente. Artigo 6º. ciliado na Cidade de Jundiaí, no Estado de São Paulo, na Rua Aurora Germano de Lemos, nº 103, apartamento As ações representativas do capital social são indivisíveis em relação à Companhia e cada ação ordinária confere 152, bairro Vila Guarani, CEP 13209-460, declara que (i) não está impedido por lei especial ou condenado por ao seu titular o direito a um voto nas Assembleias Gerais. Artigo 7º. As emissões de ações, bônus de subscrição crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato, contra a economia popular, a fé pública e debêntures conversíveis em ações deverão ser aprovadas pela Assembleia Geral. Parágrafo Único. É vedada a ou a propriedade, ou a pena criminal que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos, como preemissão de partes beneficiárias pela Companhia. Artigo 8º. É assegurado direito de preferência aos acionistas para visto no § 1º do artigo 147 da Lei nº 6.404/76; (ii) atende ao requisito de reputação ilibada estabelecido pelo § 3º subscrição dos aumentos de capital da Companhia, na proporção do número de ações que possuírem, regendodo artigo 147 da Lei nº 6.404/76; e (iii) não ocupa cargo em sociedade que possa ser considerada concorrente da se o exercício desse direito de acordo com a legislação aplicável. CAPÍTULO III - DA ASSEMBLEIA GERAL - ArCompanhia, e não tem, nem representa, interesse conflitante com o da Companhia, na forma dos incisos I e II do tigo 9º. A Assembleia Geral reunir-se-á, ordinariamente, nos 4 (quatro) primeiros meses após o encerramento do § 3º do art. 147 da Lei nº 6.404/76, e, neste ato, toma posse no cargo de Diretor-Presidente da BPA EMexercício social, e, extraordinariamente, sempre que os interesses sociais o exigirem. Parágrafo 1º. A Assembleia PREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. (“Companhia”), cargo para o qual foi eleito em Ata de Assembleia Geral será convocada e instalada em observância às disposições legais aplicáveis. A Assembleia Geral será preGeral Extraordinária, realizada em 31 de maio de 2013, às 10h, com todos os poderes, direitos e obrigações que sidida por qualquer acionista ou qualquer dos Diretores, conforme for escolhido pela maioria dos acionistas prelhe são atribuídos pelas leis e pelo Estatuto Social da Companhia. O Sr. ALBERTO VERONEZE informa à Comsentes à Assembleia. O Presidente da Assembleia Geral convidará, dentre os presentes, o secretário dos trabalhos. panhia que receberá citações e intimações em processos administrativos e judiciais relativos aos atos de sua Parágrafo 2º. As deliberações da Assembleia Geral, ressalvadas as exceções previstas em lei, serão tomadas por gestão no endereço acima indicado. São Paulo, 31 de maio de 2013. ALBERTO VERONEZE - Diretor-Presidente. acionistas representando a maioria do capital social votante da Companhia presentes à Assembleia Geral. ParáTERMO DE POSSE - DIRETOR - Neste ato, ANTÔNIO CARLOS DE GODOY BUZANELI, brasileiro, casado, emgrafo 3º. O Presidente da Assembleia Geral deverá observar e fazer cumprir as disposições de Acordo de presário, portador da Cédula de Identidade RG nº 10.556.226-9 SSP/SP, inscrito no CPF/MF nº 024.378.718-96, Acionistas arquivado na sede social, não permitindo que se computem os votos proferidos em contrariedade com residente e domiciliado na Rua Julius Pauli, 570, Bairro Caxambu, na Cidade de Jundiaí, Estado de São Paulo, CEP o conteúdo de tal acordo. Artigo 10. Compete à Assembleia Geral, além das atribuições conferidas em Lei, deli13218-664, declara que (i) não está impedido por lei especial, ou condenado por crime falimentar, de prevaricação, berar acerca das seguintes matérias: (i) reformar este Estatuto Social; (ii) eleger e destituir, a qualquer tempo, os peita ou suborno, concussão, peculato, contra a economia popular, a fé pública ou a propriedade, ou a pena administradores (incluindo Diretores e membros do Conselho Fiscal) da Companhia; (iii) tomar, anualmente, as concriminal que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos, como previsto no § 1º do artigo 147 tas dos administradores, e deliberar sobre as demonstrações financeiras por eles apresentadas; (iv) autorizar a da Lei nº 6.404/76; (ii) atende ao requisito de reputação ilibada estabelecido pelo § 3º do artigo 147 da Lei nº emissão de debêntures; (v) suspender o exercício dos direitos dos acionistas; (vi) deliberar sobre a avaliação de 6.404/76; e (iii) não ocupa cargo em sociedade que possa ser considerada concorrente da Companhia, e não tem, bens com que os acionistas concorrerem para a formação do capital social; (vii) deliberar sobre a transformação, nem representa, interesse conflitante com o da Companhia, na forma dos incisos I e II do § 3º do art. 147 da Lei fusão, incorporação e cisão da Companhia, sua dissolução e liquidação, eleger e destituir liquidantes e julgar-lhes nº 6.404/76, e, neste ato, toma posse no cargo de Diretor da BPA EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. as contas; e (viii) autorizar os administradores a confessar falência e pedir recuperação judicial ou extrajudicial. (“Companhia”), cargo para o qual foi eleito em Ata de Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 31 de maio Parágrafo Único. As deliberações da Assembleia Geral serão válidas somente se tomadas em conformidade com de 2013, às 10h, com todos os poderes, direitos e obrigações que lhe são atribuídos pelas leis e pelo Estatuto as disposições da Lei das S.A., conforme alterada. CAPÍTULO IV - DA ADMINISTRAÇÃO - Seção I - Da Diretoria Social da Companhia. O Sr. ANTÔNIO CARLOS DE GODOY BUZANELI informa à Companhia que receberá - Artigo 11. A Companhia é administrada por uma Diretoria, composta por, no mínimo, 2 (dois) e, no máximo, 3 citações e intimações em processos administrativos e judiciais relativos aos atos de sua gestão no endereço (três) membros, com prazo de gestão de 3 (três) anos, permitida a reeleição, sendo um, necessariamente, o Diacima indicado. Registro na Jucesp sob o nº 267.709/13-4 em 23/07/2013. retor-Presidente e os demais designados simplesmente Diretores. Parágrafo 1º. A Diretoria é o órgão executivo e São Paulo, 31 de maio de 2013. de representação da Companhia, cabendo-lhe assegurar o funcionamento regular desta, tendo poderes para ANTÔNIO CARLOS DE GODOY BUZANELI - Diretor. praticar todos e quaisquer atos relativos aos fins sociais, exceto aqueles que por Lei ou pelo presente Estatuto So-

PREFEITURA MUNICIPAL DE CAPÃO BONITO-SP ABERTURA DE LICITAÇÃO CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 02/2013 – Contratação de empresa especializada em segurança do trabalho para a prestação de serviços administrativos com objetivo de revisão de grau de risco, enquadramento pela preponderância, confecção de planilhas de cálculos dos pagamentos efetuados a maior da contribuição previdenciária, alíquota do grau de incidência de incapacidade laborativa dos riscos ambientais no trabalho, a ser efetuado administrativamente junto a Receita Federal do Brasil, qualificando a Prefeitura Municipal de Capão Bonito/SP, nos termos da IN/RFB 971/2009, artigo 72, inciso I, § 9º, alínea “C”, da Lei Federal 8212/91, artigo 22, incisos I e II e Sefip – Sistema Empresa de Recolhimento de FGTS e Informação a Previdência Social 8.4, será regida pela Lei Federal nº 8.666/93 e suas alterações posteriores, bem como previsto no Edital e seus Anexos. O encerramento (credenciamento e entrega dos envelopes) dar-se-á na data de 09 de outubro de 2013, às 09:00 horas. Edital e melhores informações mediante o recolhimento da taxa de R$ 10,00 (dez reais) através de guia de arrecadação, no Setor de Licitações, sita o Paço Municipal localizado à Rua Nove de Julho, nº690, Centro, ou pelo Tel: (15) 3543-9900 – ramal 9936, de segunda a sexta-feira, das 09:00 às 11:00hs e das 13:00 às 16:00hs ou através do e-mail: editalcapaobonito@gmail.com . Capão Bonito-SP, 15 de agosto de 2013. PREGÃO PRESENCIAL – Nº 93/2013 – Contratação de empresa(s) de transporte de passageiros, para a realização dos serviços de transporte escolar de alunos da zona rural e urbana, para a Secretaria Municipal de Educação, deste Município, conforme especificação constante do anexo I – Termo de Referência, do presente instrumento convocatório. O encerramento (credenciamento e entrega dos envelopes) dar-se-á na data de 4 de setembro de 2013, às 09:00 horas. Edital e melhores informações mediante o recolhimento da taxa de R$ 10,00 (dez reais) através de guia de arrecadação, no Setor de Licitações, sita o Paço Municipal localizado à Rua Nove de Julho, nº690, Centro, ou pelo Tel: (15) 3543-9900 – ramal 9936, de segunda a sexta-feira, das 09:00 às 11:00hs e das 13:00 às 16:00hs ou através do e-mail: editalcapaobonito@gmail.com. Capão Bonito-SP, 15 de agosto de 2013. Dr. JULIO FERNANDO GALVÃO DIAS - Prefeito Municipal

Astara Participações S.A. - NIRE 35.300.376.595 - CNPJ nº 11.140.675/0001-52 Extrato da Ata de Assembleia Geral Ordinária Realizada em 15/04/2011 Data, Hora e Local: 15/04/2011, às 17hs, na sede, Al. África, 545, Tamboré, Santana de Parnaíba/SP. Presença: Totalidade dos acionistas. Convocação: Dispensada. Mesa: Felipe S. Soares Cavalieri - Presidente, e Ana Paula A. Randich Nobre - Secretária. Deliberações Aprovadas: I- Renúncia de Sérgio Vladimirschi Junior ao cargo de conselheiro. Neste ato a sociedade e Sérgio Vladimirschi Junior outorgaram-se reciprocamente a mais ampla, plena, geral, irrevogável e irretratável quitação pelos atos praticados no exercício do cargo até a presente data. Encerramento: Nada mais, lavrou-se a ata. SP, 15/04/2011. Acionistas: Saracura Brasil Gestão e Participação Ltda - p. Felipe Sica Soares Cavalieri - p. Christiano Kunzler; Catuoca Participações Ltda - p. Alan Goldlust - p. Sérgio Vladimirschi Junior; Christiano Kunzler; Sérgio Vladimirschi Junior; Luiz Antonio Tavares de Pinho; Newton José Soares Cavalieri; Alexandre Paulo Germano. JUCESP 504.379/11-2 em 19.12.11. Katia Regina B. de Godoy - Sec. Geral. FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 19 de agosto de 2013, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: União Brasil Serviços e Eventos Ltda. Requerido: Auro S.A. Indústria e Comércio. Rua Jaboticabal, 276 – Alto da Mooca – Vila Bertioga - 1ª Vara de Falências. Auto-Falência Requerente: Plasmment Plano de Saúde Ltda. Requerido: Plasmment Plano de Saúde Ltda. Rua Mergenthaler, 232 - Conjunto 41-B, Vila Leopoldina - 2ª Vara de Falências.

Banco Paulista S.A.

CNPJ 61.820.817/0001-09 Ata da Reunião do Conselho de Administração Realizada em 24 de Abril de 2013 1. Local e hora: Sede Social, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 1.355 - 2º andar - São Paulo, às 17:30 horas. 2. Conselheiros Presentes: Todos os membros do Conselho de Administração da Companhia, conforme assinaturas no livro de presença. 3. Convocação: De acordo com a Lei 6.404/76 e Artigo 7º do Estatuto Social. 4. Mesa: Presidente: Homero Amaral Júnior e Secretário: Álvaro Augusto Vidigal. 5. Ordem do Dia: i) eleição da Diretoria para um mandato de um ano, tendo sido propostos: Alvaro Augusto Vidigal, brasileiro, separado consensualmente, administrador de empresas, RG nº 3.605.386 SSP/SP e CPF nº 039.214.338-00 para Diretor-Presidente, e, para o cargo de Diretor, sem designação especial, Daniel Doll Lemos, brasileiro, casado, analista de investimentos, portador da cédula de identidade RG nº 26.239.563-0 SSP/SP e do CPF/MF nº 275.605.768-18; Francisco Donizeti Ferreira, brasileiro, casado, administrador de empresas, RG nº 5.681.473 SSP/SP e CPF nº 014.681.968-39; Gerson Luiz Mendes de Brito, brasileiro, separado judicialmente, contabilista, RG nº 5.720.162-6 SSP/SP e CPF/MF nº 037.453.768-20; Jeferson Fanti, brasileiro, casado, administrador de empresas, RG nº 22.049.796 SSP/SP e CPF nº 086.778.128-90; Luiz Fonseca de Souza Meirelles Filho, brasileiro, casado, bancário, RG nº 4.439.266 SSP/SP e CPF nº 500.165.638-91; Marcelo Pereira Cardoso, brasileiro, casado, administrador de empresas, RG nº 20.042.322-8 SSP/SP e CPF nº 135.677.078-92; Rui Luis Fernandes, brasileiro, casado, administrador de empresas, RG nº 14.625.015-1 SSP/SP e CPF nº 046.239.058-61, e, Tarcísio Rodrigues Joaquim, brasileiro, separado judicialmente, administrador de empresas, RG nº 17.583.677 SSP/SP e CPF/MF nº 086.062.468-40, todos com domicílio nesta Capital, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 1.355 - 2º andar; ii) A eleição do Comitê de Auditoria para o exercício de 2013, tendo sido indicados: Francisco Donizeti Ferreira, brasileiro, casado, administrador de empresas, RG nº 5.681.473 SSP/SP e CPF nº 014.681.968-39; Gerson Luiz Mendes de Brito, brasileiro, separado judicialmente, contabilista, RG nº 5.720.162-6 SSP/SP e CPF/MF nº 037.453.768-20, e Marcelo Pereira Cardoso, brasileiro, casado, administrador de empresas, RG nº 20.042.322-8 SSP/SP e CPF nº 135.677.078-92. 6. Deliberações: Por unanimidade foram aprovados: i) todos os indicados para compor a Diretoria da Sociedade com mandato 1 (um) ano, o qual terá vencimento no dia da posse da diretoria eleita pela primeira RCA após a AGO de 2014. Fica xado, a título de honorários, o valor equivalente a até R$ 8.000.000,00 (oito milhões de reais) para o presente exercício, sendo de competência da Diretoria, dentro desse limite, estabelecer a remuneração individual dos diretores. O presente limite poderá ser objeto de atualização monetária, através dos índices ociais de inação; ii) os indicados para compor o Comitê de Auditoria pra o exercício de 2013, sendo que o mandado dos membros do Comitê de Auditoria estender-se-á até a posse dos seus substitutos. 7. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o Sr. Presidente deu por encerrados os trabalhos, suspendendo antes a sessão, para que se lavrasse a presente ata que, depois de lida e aprovada, foi assinada pelos membros do Conselho de Administração presentes. A presente ata é cópia el da lavrada em livro próprio. Homero Amaral Junior - Presidente e Alvaro Augusto Vidigal - Secretário. JUCESP nº 301.610/13-7 em 8/8/2013 - Gisela Simiema Ceschin - Secretária-Geral.

Banco Paulista S.A.

CNPJ 61.820.817/0001-09 Ata da Assembleia Geral Ordinária Realizada em 24 de Abril de 2013 Local: Sede Social, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 1.355 - 2º andar - São Paulo, às 17:00 horas. Convocação: Publicação de editais dispensada, conforme faculta o Artigo 124 Parágrafo 4º da Lei 6.404/76, em razão do comparecimento dos acionistas representando a totalidade do Capital Social. Quórum: Acionistas representando a totalidade do Capital Social. Instalação: Instalada pelo Sr. Álvaro Augusto Vidigal; Composição da Mesa: Escolhido o Sr. Álvaro Augusto Vidigal para Presidente da mesa o qual convidou a mim, Homero Amaral Júnior, para secretário. Conselho Fiscal: Não instalado no período. Ordem do Dia para Assembleia Geral Ordinária: i) exame, discussão e deliberação sobre o Relatório da Diretoria, Balanço Patrimonial da Sociedade e Demonstrações Financeiras do exercício social encerrado em 31/12/2012; ii) aprovação do pagamento de juros sobre o capital próprio no montante de R$ 7.046.265,24 (sete milhões, quarenta e seis mil, duzentos e sessenta e cinco reais e vinte e quatro centavos) e da distribuição de dividendos sobre o resultado do exercício, no montante de R$ 7.500.312,02 (sete milhões, quinhentos mil, trezentos e doze reais e dois centavos), deliberados pela administração e a transferência do saldo remanescente para rubrica de reservas estatutárias; iii) eleição do Conselho de Administração para o exercício de 2013; iv) designação do Presidente e Vice-Presidente do Conselho de Administração, e, v) a não instalação do Conselho Fiscal no corrente exercício. Documentos Oferecidos à Apreciação dos Presentes: a) Relatório da Diretoria, Balanços e demais demonstrações nanceiras e Pareceres da Auditoria Independente, relativos ao exercício ndo em 31 de dezembro de 2012, devidamente publicados no “Jornal Diário do Comércio” e no “Diário Ocial do Estado de São Paulo” em 7 de março de 2013. Deliberações: Por unanimidade de votos, respeitados os impedimentos de lei, esta Assembleia aprovou: i) sem reserva, as contas sociais do exercício de 2012, constantes dos demonstrativos nanceiros e demais documentos correlatos; ii) o pagamento de juros sobre capital próprio, a distribuição de dividendos e a destinação do resultado remanescente, conforme proposto pela Administração; iii) a eleição dos seguintes membros, para um mandato de 1 (um) ano no Conselho de Administração da Sociedade: Alvaro Augusto Vidigal, brasileiro, separado consensualmente, administrador de empresas, RG nº 3.605.386 SSP/SP e CPF nº 039.214.338-00; Homero Amaral Júnior, brasileiro, casado, administrador de empresa, RG nº 3.391.786 SSP/SP e CPF nº 027.246.188-15; Marcos Giannetti da Fonseca, brasileiro, casado, economista, RG nº 3.430.287-6 SSP/SP, e CPF/MF nº 206.270.338-49, e Roberto Luis Troster, argentino, casado, economista, documento de identidade de estrangeiro RNE W672.863-1 CGPI/DIREX/DFP, e CPF/MF nº 697.928.798-20, todos com domicílio nesta Capital, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 1.355 - 2º andar. A duração do mandato do Conselho de Administração ora eleito é de 1(um) ano, com vencimento no dia da posse do Conselho eleito pela Assembleia Geral Ordinária de 2014. Fica xado, a título de honorários para o Conselho de Administração, o valor equivalente a até R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) para o presente exercício, sendo de competência do Conselho, dentro desse limite, estabelecer a remuneração individual dos conselheiros. O presente limite poderá ser objeto de atualização monetária, através dos índices ociais de inação; iv) a designação do Sr. Homero Amaral Júnior e do Sr. Alvaro Augusto Vidigal para presidente e vice-presidente do Conselho, respectivamente, e, v) a não instalação do Conselho Fiscal no presente exercício. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o Sr. Presidente deu por encerrados os trabalhos, suspendendo antes a sessão, para que se lavrasse a presente Ata que, depois de lida e aprovada foi assinada por todos os acionistas presentes, por mim secretário e pelo Sr. Presidente. aa) Acionistas: Alvaro Augusto Vidigal, Homero Amaral Júnior, Alvaro Augusto de Freitas Vidigal, Eduardo Davids do Amaral, Fernando Davids do Amaral, Gerson Luiz Mendes de Brito, Marcos Giannetti da Fonseca, Patrícia Davids do Amaral Mello e Roberto Luis Troster. Presidente: Álvaro Augusto Vidigal, Secretário: Homero Amaral Júnior. Esta ata é cópia el da lavrada em livro próprio. Alvaro Augusto Vidigal - Presidente e Homero Amaral Júnior - Secretário. JUCESP nº 301.611/13-0 em 8/8/2013 - Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

Astara Participações S.A. - NIRE 35.300.376.595 - CNPJ nº 11.140.675/0001-52 Extrato da Ata de Assembleia Geral Extraordinária em 16.11.2011 Data, Hora, Local: 16.11.2011, 11hs, Al. África 545, Santana de Parnaíba/SP. Presença: Totalidade dos acionistas. Mesa: Presidente: Felipe Sica Soares Cavalieri, Secretário: Alexandre Paulo Germano. Deliberações Aprovadas: (i) Elegem como membro do Conselho de Administração: Jorge Nagib Amary Junior, brasileiro, solteiro, engenheiro e economista, RG 17.711.659, CPF/MF 147.832.848-73, residente em SP/SP, e recebe 1 ação ON sem valor nominal, com mandato até a AGO que aprovar as contas de 2011, declarando não estar incurso em nenhum dos crimes que o impeça de exercer as atividades mercantis. Encerramento: Nada mais, lavrou-se a ata. SP, 16.11.2011. Acionitas: Buff Gestão e Participação Ltda. p/Felipe Sica Soares Cavalieri - p/Christiano Kunzler; Felipe Sica Soares Cavalieri; Christiano Kunzler; Luiz Antonio Tavares de Pinho; Alexandre Paulo Germano; Newton José Soares Cavalieri. JUCESP 124.092/12-3 em 19.03.2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

Astara Participações S.A. - NIRE 35.300.376.595 - CNPJ nº 11.140.675/0001-52 Extrato da Ata de Assembléia Geral Ordinária em 15.04.2011 Data,Hora,Local:15.04.2011,11hs,sede social,Al.África 545,Santana de Parnaíba/SP.Presença:Totalidade dos acionistas. Mesa:Presidente:Felipe S.Soares Cavalieri,Secretária:Ana PaulaA.Randich Nobre.DeliberaçõesAprovadas:I.Destinações dos lucros líquidos relativos ao ano de 2010. A empresa KGC apresentou o resultado líquido no valor de R$ 11.879.599,57. Deste total,5%,ou seja,R$ 593.979,97,será destinado para constituição da reserva legal.A empresa EK Locações apresentou o resultado líquido no valor de R$ 2.753.346,85, com lucro anterior de 2010 de R$ 843.680,33. Deste total, R$ 137.667,34, será destinado para constituição da reserva legal. A empresa PUMP apresentou um resultado líquido negativo no valor de - R$ 619.136,48,sendo que o prejuízo anterior foi no valor de R$ 306.750,92,e R$ 30.956,82,será destinado para constituição da reserva legal. II. Não haverá distribuição de dividendos, ficando a parcela do lucro retida. Encerramento: Nada mais, lavrou-se a ata, que vai assinada por todos. SP, 15.04.2011. Felipe Sica Soares Cavalieri: Presidente, Ana Paula Randich Nobre: Secretária. JUCESP nº 430.373/11-9 em 26.10.2011. Katia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.


18 -.ECONOMIA/LEGAIS

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 20 de agosto de 2013


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 20 de agosto de 2013

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA Extrato de Julgamento da Fase Habilitatória. Decisão da Comissão Permanente de Julgamento de Licitação no Processo Licitatório 59/13, Concorrência 01/13, que tem como objeto a venda de lotes de terrenos, localizados numa área de terras, medindo 161.627,00 metros quadrados, ou seja, 16,1627 hectares, encravada no perímetro urbano, situada e localizada na margem da pista Leste da Rodovia Marechal Rondon – SP 300, km 643, neste Município de Andradina, objeto da Matrícula 34.125, transcrito na fl. 01, livro 02 – Registro Geral do Serviço de Registro de Imóveis e Anexos da Comarca de Andradina. Decide: Inabilitar as Empresas: Perin e Silva Construções Ltda-ME, por não apresentar documento exigido no item 7.4.2.2.3 do edital (Prova de Regularidade com a Fazenda Municipal);Engenharia Ramos Junior Ltda – Epp, Facilita Locação de Andaimes e Máquinas Ltda-Me e Fabiano de Carvalho Tozatti-Me, por não apresentar documento exigido no item 7.4.2.2.4 do edital (Prova de Regularidade com a Seguridade Social); Unipetro Tupã Distribuidora de Petróleo Ltda, Rubfercol Serralheria Ltda-Me e Vtrack Centro de Serviços de Material Rodante Ltda, por não apresentar documento exigido no item 7.4.2.4.3 do edital (Comprovante de recolhimento da garantia relativa ao lote pretendido); Sakata & Silva Sakata Ltda-Me, por não apresentar documentos exigidos no item 7.4.2.3, subitem 7.4.2.3.1.1 do edital referente ai inciso II do art. 72 da LC 27/2011 (alínea “c” - Certidão Negativa Municipal de seus diretores e alínea “d” - Comprovação de idoneidade financeira de seus diretores); RA Ferreira Obras de Urbanização-Me, por não apresentar documento exigido no item 7.4.2.3, subitem 7.4.2.3.1.1 do edital referente ai inciso II do art. 72 da LC 27/2011 (alínea “a” - Certidão Negativa do Cartório de Protestos de seus diretores e Certidão do Distribuidor Cível de seus diretores, alínea “c” - Comprovação de idoneidade financeira de seus diretores e alínea “e” Inscrição Municipal) e J.F Guedes Engenharia e Saneamento Ambiental Me, por não apresentar documento exigido no item 7.4.2.3, subitem 7.4.2.3.1.1 do edital referente ai inciso II do art. 72 da LC 27/ 2011 (alínea “a” - Certidão Negativa do Cartório de Protestos de seus diretores e Certidão do Distribuidor Cível de seus diretores e alínea “e” Inscrição Estadual) e Habilitar as Empresas: Ana Natalia Araujo Prestações de Serviços-Me, Eduardo Podadeiro Rodrigues-Me, Aniellen Lucia Cardoso Alarcon Pultz, Cervejaria Petrópolis S/A, Wank Peças e Serviços Ltda-Me, Dourado Comércio de Piscinas Ltda, Transportadora Perlopes Ltda, Skalla Comércio e Urbanização Ltda, Carlos Roberto Oezau Andradina-Me, Luciana Matos Leite Reciclagem – Me, JCV Transportes rodoviário – Eireli, M.O. Brito S/C Ltda – Me, Vagner Ruella, Construtora Concenge Ltda, SM da Silva – Me, por cumprir regularmente com as exigências do edital. Andradina, 16 de agosto de 2013. Paulo Henrique Bernardoni Caldas – Presidente da CPJL

ECONOMIA/LEGAIS - 19

SPCIM INDÚSTRIA, COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ/M.F. 05.600.219/0001-45 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores acionistas: De acordo com as disposições legais e estatutárias apresentamos a V.Sas., as Demonstrações Financeiras referentes aos exercícios findos em 31/12/2012 e 31/12/2011. Mogi das Cruzes 22/04/2013 BALANÇO PATRIMONIAL REALIZADO EM 31/12/12/11(Valores expressos em reais) 2012 ___________ 2011 ___________ 6.563.925,82 6.058.498,34 4.699.998,08 4.096.614,17 344.313,02 213.228,44 399.377,93 672.505,56 1.080.498,19 1.059.831,71 37.672,61 11.623,16 2.065,99 4.695,30

ATIVO CIRCULANTE Disponível Clientes Estoques Impostos a Compensar Adiantamentos Diversos Desp. do Exercicio Seguinte ATIVO NÃO CIRCULANTE REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Créditos e Valores IMOBILIZADO INTANGÍVEL

TOTAL DO ATIVO

8.425.413,51

9.107.527,50

3.114.341,00 5.311.072,51 -

2.681.024,22 6.423.140,17 3.363,11

14.989.339,33 15.166.025,84

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

PASSIVO CIRCULANTE Empréstimos e Financiamentos Fornecedores Obrigações Fiscais e Sociais Outras Obrigações Provisões

2012 ___________ 1.025.098,26 211.251,74 246.145,27 205.652,30 163.682,80 198.366,15

2011 ___________ 1.504.434,64 257.307,84 311.454,99 217.512,94 163.671,95 554.486,92

PASSIVO NÃO CIRCULANTE Empréstimos e Financiamentos

2.079.747,88 2.079.747,88

2.005.856,70 2.005.856,70

PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Subscrito Reserva de Capital Prejuízo Acumulados

11.884.493,19 11.655.734,50 23.186.790,00 23.186.790,00 4.354.054,00 4.354.054,00 (15.656.350,81) (15.885.109,50)

TOTAL DO PASSIVO

14.989.339,33

15.166.025,84

DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS / PREJUÍZOS ACUMULADOS 2012 _____________ (15.885.109,50) 228.758,69 (15.656.350,81)

Saldo no Início do Exercício Resultado do Exercicio Saldo no Final do Exercício

DEMONSTRAÇÃO DA VARIAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE CAPITAL CIRC. LÍQUIDO

2011 _____________ 6.058.498,34 1.504.434,64 4.554.063,70

2012 ___________ 2011 ___________ 14.904.238,51 19.413.549,84 (4.438.166,85) (5.818.065,27) 10.466.071,66 13.595.484,57 (9.518.934,35) (11.013.083,45) 947.137,31 2.582.401,12 (921.419,14) (858.119,41) (13.295,02) (14.245,14) 284.912,89 (18.937,56) 30,00 5.247,03 297.366,04 1.696.346,04 22.772,57 0,69 320.138,61 1.696.346,73 (31.090,40) (128.457,29) (60.289,52) (330.651,10) 228.758,69 1.237.238,34 0,009866 0,053360

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

2011 ______________ (17.122.347,84) 1.237.238,34 (15.885.109,50)

2012 _____________ 6.563.925,82 1.025.098,26 5.538.827,56

Receita Bruta Deduções Receita Líquida Custo Produtos Vendidos Lucro Bruto Despesas Administrativas Despesas Comerciais Depreciação Encargos Financeiros Líquidos Outras Receitas Operacionais Lucro Operacional Resultado não Operacional Lucro antes dos Impostos Prov. Contribuição Social Prov. Imposto de Renda Lucro Líquido do Exercício Lucro ou (Prejuizo) Por Ação Ordinária

VARIAÇÃO ____________ 505.427,48 (479.336,38) 984.763,86

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DE 31/12/2012 1) Contexto Operacional: A companhia tem como atividade preponderante a fabricação, a comercialização, a importação e a exportação de cimento, bem como a comercialização no atacado ou varejo de material para construção em geral. 2) Apresentação das Dem.Financ.: As demonstrações financeiras são de responsabilidade da administração e estão sendo apresentadas comparando-se os exercícios encerrados em 31/12/2012 e 31/12/2011. 3) Práticas Contábeis: a) Critérios de Elaboração: As demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com o regime de competência e em atendimento às Leis 11.638/07 e 11.941/09 para Ativos e Passivos Circulantes e Não Circulantes. b) Depreciação: Os bens estão sendo depreciados pelo método linear às taxas admitidas pela legislação vigente. c) Encargos Financeiros Líquidos: No resultado das operações em 2012 houve um aumento na conta de empréstimos e financiamentos, cujo principal fator é fruto dos efeitos das variações cambiais sobre o passivo não circulante d) Imobilizado e Intangível: Os bens do ativo imobilizado estão registrados a preço de custo e no ativo intangível os gastos com o desenvolvimento de softwares são registrados ao custo de aquisição e amortizados as taxas de 20% ao ano, que consideram a vida útil dos ativos intangiveis. e) Estoques: Compõem este saldo contábil os estoques de matérias-primas e embalagens valorizados pelo custo médio de aquisição e os estoques de produtos em elaboração e acabados apurados através do sistema de custeio por absorção e valorizados pelo custo médio de produção. f) Impostos a Compensar: Representado principalmente pelos créditos de tributos não-cumulativos, quais sejam, IPI, PIS e COFINS. g) Empréstimos e Financiamentos: Os empréstimos registrados no passivo circulante foram tomados em moeda nacional de acionista da companhia e pela aquisição de imobilizado feita atravéz de instituição financeiras . Todos os financiamentos e emprestimos estão respaldados por contratos formais firmados com mutuarias e financeira. Os empréstimos registrados no passivo não circulante foram tomados em moeda estrangeira e estão apresentados com a devida atualização cambial até 31/12/2012. h) Fornecedores: Este saldo contábil é representado por fornecedores nacionais de matéria-prima e em sua maior parte com valores vencíveis em Jan/2013. i) Capital Social: O capital social subscrito e integralizado está representado por 23.186.790 ações ordinárias com valor nominal de 1,00, sendo que todas as ações passaram a um único acionista após venda da parte de um dos acionistas realizada em Dez/2010. j) Reserva de Capital: Este valor é composto exclusivamente por ágio na emissão das ações. k) Provisões: O saldo de provisões em 2012 é composto pela provisão para férias, contribuição Social 12/2012 e Imposto de Renda 12/2012. MIRIAN DE VASCONCELLOS CRC CT1SP135728/0-0

ATIVIDADES OPERACIONAIS 2012 ___________ Lucro Liquido 228.758,69 Mais: Depreciação 1.096.651,60 Redução (Aumento) em Duplicatas a Receber (131.084,58) Redução (Aumento) em Estoque 273.127,63 Redução (Aumento) Impostos Compensar (20.666,48) Redução (Aumento) de Adtos Diversos (26.049,45) Redução (Aumento) de desp. Exercicio Seguinte 2.629,31 Redução (Aumento) Créditos e Valores (433.316,78) (Redução) Aumento em Fornecedores (65.309,72) (Redução) Aumento Obrigações Fiscais e Sociais (11.860,64) (Redução) Aumento de Outras Obrigações 10,85 (Redução) Aumento em provisões Férias (356.120,77) Caixa Líquido gerado (consumido) nas Atividades Operacionais 556.769,66 ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS Aquisição de Imobilizado 18.779,17 Caixa líquido gerado (consumido) nas Atividades de Investimento 18.779,17 ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Emprestimos e financiamentos de Curto Prazo (46.056,10) Emprestimo e Financiamento de Longo Prazo 73.891,18 Aumento de Capital Caixa líquido gerado (consumido) nas Atividades de Financiamento 27.835,08 CAIXA LÍQUIDO DO PERÍODO 603.383,91 SALDO INICIAL DE DISPONIBILIDADES 4.096.614,17 SALDO FINAL DE DISPONIBILIDADES 4.699.998,08 VARIAÇÃO DAS DISPONIBILIDADES NO PERÍODO 603.383,91

2011 ___________ 1.237.238,34 1.085.706,54 60.199,26 (247.415,55) (509.641,94) 32.259,23 1.178,98 (294.879,22) (14.274,88) (1.371,01) 484.182,79 1.833.182,54 83.631,20 83.631,20

(188.869,65) 336.228,12

147.358,47 2.064.172,21 2.032.441,96 4.096.614,17 2.064.172,21

SEACROWN DO BRASIL COMERCIO IMPORTAÇÃO E PARTICIPAÇÕES S/A CNPJ/M.F. 06.306.911/0001-28 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores acionistas: De acordo com as disposições legais e estatutárias apresentamos a V.Sas., as Demonstrações Financeiras referentes aos exercícios findos em 31/12/2012 e 31/12/2011. Mogi das Cruzes 22/04/2013. BALANÇO PATRIMONIAL REALIZADO EM 31/12/12/11(Valores expressos em reais) ATIVO CIRCULANTE Disponível Adiantamentos Diversos Outros Créditos Depósitos e Cauções

2012 ___________ 4.662.754,87 9.431,23 7.000,00 4.646.323,64 -

2011 ___________ 4.646.363,84 12.139,55 5.000,00 4.629.224,29 -

ATIVO NÃO CIRCULANTE Depósitos Judiciais

13.551.361,31 14.237,50

13.354.539,89 9.237,50

13.537.123,81

13.345.302,39

Investimentos Imobilizado

-

-

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

PASSIVO CIRCULANTE Empréstimos Obrigações Fiscais e Sociais Notas Promissórias a Pagar Provisões

2012 ___________ 2.718.180,88 2.497.501,78 18,66 220.660,44 -

2011 ___________ 2.677.049,82 2.456.371,78 17,60 220.660,44

PASSIVO NÃO CIRCULANTE Adto p/ Aumento de Capital

3.712.821,64 3.712.821,64

3.712.821,64 3.712.821,64

PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Subscrito Capital a Integralizar Lucro / Prejuízo

11.783.113,66 11.611.032,27 26.384.738,00 26.384.738,00 (829.534,00) (829.534,00) (13.772.090,34) (13.944.171,73)

TOTAL DO PASSIVO

18.214.116,18

Receita Bruta Deduções Receita Líquida Custo Produtos Vendidos Lucro Bruto Despesas Administrativas Encargos Financeiros Líquidos Lucro Operacional Outras Receitas/Desp. Operacionais Resultado não Operacional Lucro antes dos Impostos Prov. Contribuição Social Prov. Imposto de Renda Lucro Líquido do Exercício Lucro ou (Prejuizo) Por Ação Ordinária

2012 2011 ___________ ___________ (34.617,45) (77.619,36) 14.877,42 12.619,23 (19.740,03) (65.000,13) 191.821,42 1.210.852,81 (0,19) 172.081,39 1.145.852,49 172.081,39 1.145.852,49 0,006522 0,043429

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA TOTAL DO ATIVO

18.214.116,18

18.000.903,73

18.000.903,73

DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS / PREJUÍZOS ACUMULADOS Saldo no Início do Exercício Ajuste do Exercício Anterior Resultado do Exercicio Saldo no Final do Exercício

2012 _______________ 2011 _______________ (13.944.171,73) (15.090.024,22) 172.081,39 1.145.852,49 (13.772.090,34) (13.944.171,73) DEMONSTRAÇÃO DA VARIAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO

Astara Participações Ltda. (“Sociedade”) - NIRE 35.223.575.975 - CNPJ nº 11.140.675/0001-52 Extrato da Ata de Assembleia Geral de Transformação Data, Hora, Local: 30.12.2009, 13hs, sede social, R. Pero Correia 101, parte, SP/SP. Presença: Única sócia. Convocação: Dispensada. Mesa: Presidente: Felipe Sica Soares Cavalieri, Secretário: Christiano Kunzler. Deliberações Aprovadas: I. Aumento do capital social de R$ 1.000,00, totalmente integralizados pela sócia Saracura Brasil Gestão e Participação Ltda., sede em SP/SP, CNPJ/MF 09.023.689/0001-44, JUCESP NIRE 35.221.641.661, para R$ 4.901.001,00, aumento de R$ 4.900.001,00, mediante a emissão de 4.900.001 novas quotas com valor nominal de R$ 1,00 cada uma, integralmente subscritas da seguinte forma: (i) a sócia Saracura Brasil Gestão e Participação Ltda. subscreve 2.700.000 quotas, as quais são, integralizadas mediante a conferência à Sociedade de 2.700.000 quotas, nominativas, de emissão da Pump Rental Locação e Comércio de Equipamentos Ltda., sede em SP/SP, CNPJ/MF 10.884.976/0001-28, JUCESP NIRE 35.223.320.471, as quais totalizam R$ 2.700.000,00; (ii) a sócia Saracura Brasil Gestão e Participação Ltda. subscreve 200.000 quotas, integralizadas mediante a conferência à Sociedade de 200.000 quotas, de emissão da KGC Comércio de Máquinas e Equipamentos Ltda., sede em Barueri/SP, CNPJ/MF 08.939.864/0001-85, atos constitutivos arquivados na JUCESP NIRE 35.221.580.513, as quais totalizam R$ 200.000,00; (iii) a sócia Saracura Brasil Gestão e Participação Ltda. subscreve 2.000.000 quotas, integralizadas mediante a conferência à Sociedade de 2.000.000 quotas, de emissão da EK Locações e Comércio de Equipamentos Ltda., sede em Barueri/SP, CNPJ/MF 10.884.873/0001-68, JUCESP NIRE 35.223.320.489, as quais totalizam R$ 2.000.000,00; (iv) Felipe Sica Soares Cavalieri, brasileiro, casado, empresário, RG 25.292.070-3 SSP SP, CPF/MF 263.618.048-60, residente em SP/SP, que ingressa na sociedade, subscreve 1 quota, integralizada em moeda corrente nacional. I.1. A sócia Saracura Brasil Gestão e Participação Ltda. anue expressamente com o ingresso do sócio Felipe Sica Soares Cavalieri, bem como renuncia ao seu direito preferência. II. O capital social passa a ser dividido da seguinte forma: Sócios; Quotas; Capital Social (R$); Participação Societária (%). Saracura Brasil Gestão e Participação Ltda.: 4.901.000; 4.901.000,00; 99,99998. Felipe Sica Soares Cavalieri: 1; 1,00; 0,00002. Total: 4.901.001; 4.901.001,00; 100; III. Os sócios decidem alterar o tipo societário para S.A., sem solução de continuidade. IV. Modificar a denominação social para “Astara Participações S.A.”. V. As 4.901.001 quotas são convertidas em 4.901.001 ações ON sem valor nominal. VI. Estatuto Social. VII. Eleito o Conselho de Administração: Christiano Kunzler, RG 1.075.780.161 SSP/RS, CPF/MF 759.808.430-00 como Presidente; Newton José Soares Cavalieri, RG 4.115.273, CPF/MF 371.619.978-87 como Vice-Presidente; Alexandre Paulo Germano, RG 24.911.565-7 SSP/SP, CPF/MF 147.354.738-58; Luiz Antonio Tavares de Pinho, RG 6.304.529-1, CPF/MF 693.220.828-87; Sérgio Vladimirschi Junior, RG 14.188.274 SSP/SP, CPF/ MF 128.909.598-13, como Membros do Conselho de Administração, todos brasileiros e residentes no Estado de SP. Os Conselheiros recebem cada um 1 ação ON sem valor nominal, sendo que exercerão seus mandatos até a AGO que aprovar as contas de 2011 e declaram não estarem incursos em nenhum dos crimes que os impeçam de exercer as atividades mercantis. VIII. Os acionistas decidem que o Conselho Fiscal não se instalará no corrente exercício. IX. Fixar o montante global da remuneração dos administradores, o qual será de R$ 1.000,00 para o exercício. Encerramento: Nada mais, lavrou-se a ata, que vai assinada por todos. SP, 30.12.2009. Felipe Sica Soares Cavalieri: Presidente, Christiano Kunzler: Secretário. JUCESP 46.135/10-8 e NIRE 35.300.376.595 em 05.02.2010. Katia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

PREFEITURA MUNICIPAL DE PINDAMONHANGABA ABERTURA DE EDITAL RESUMIDO PREGÃO Nº 073/2013 A Prefeitura torna público que se acha reaberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PP nº 73/13, que cuida da “Aquisição de chapa de aço galvanizado para confecção de placas de sinalização viária do município”, com encerramento dia 30/08/2013, às 14h, e aber tura às 14h30. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br e maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 19 de agosto de 2013. PREGÃO Nº 140/2013 A Prefeitura torna público que se acha aberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PP nº 140/13, que cuida da “Aquisição de materiais permanentes (móveis) para o Centro de Especialidades Médicas”, com encerramento dia 30/08/2013, às 8h, e abertura às 8h30. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br e maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 19 de agosto de 2013.

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

FDE AVISA: Comunicado Considerando problema de orçamentos, a Comissão Julgadora de Licitações comunica a suspensão da abertura das licitações abaixo discriminadas. CONCORRÊNCIAS: DATA DA ABERTURA – 20/08/2013 69/02833/13/01

69/02906/13/01

69/02910/13/01

DATA DA ABERTURA – 23/08/2013 69/02835/13/01 DATA DA ABERTURA – 02/09/2013 69/03168/13/01 DATA DA ABERTURA – 16/09/2013 69/03272/13/01

69/03335/13/01

ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE CAPITAL CIRC. LÍQUIDO

2012 _____________ 4.662.754,87 2.718.180,88 1.944.573,99

2011 ____________ 4.646.363,84 2.677.049,82 1.969.314,02

VARIAÇÃO ___________ 16.391,03 41.131,06 (24.740,03)

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DE 31/12/2012 1) Contexto Operacional: A companhia tem como atividade preponderante a comercialização, a importação de materiais para construção em geral , bem como a participação, como acionista, sócia ou quotista de empresas comerciais ou industriais operantes no Brasil ou no exterior, com a consequente administração dessas participações. 2) Apresentação das Dem.Financ.: As demonstrações financeiras são de responsabilidade da administração e estão sendo apresentadas comparando-se os exercícios encerrados em 31/12/2012 e 31/12/2011. 3) Práticas Contábeis: a) Critérios de Elaboração: As demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com o regime de competência e em atendimento à Lei 11.638/07 e 11.941/09 para Ativos e Passivos Circulantes e Não Circulantes. b) Outros Créditos: Representa empréstimo feitos a terceiros. c) Investimentos: A participação Societária permanente em sociedade controlada encontra - se avaliada pelo método de equivalência patrimonial. d) Empréstimos e Financiamentos: Os empréstimos registrados no passivo circulante foram tomados em moeda nacional de acionista da companhia e foram usados para pagamento de tributos e despesas . e) Capital Social: O capital social subscrito e integralizado está representado por 26.384.738 ações ordinárias com valor nominal de 1,00. MIRIAN DE VASCONCELLOS CRC CT1SP135728/O-0

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA REALIZAÇÃO CONJUNTA DE ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA E DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Ficam os Senhores Acionistas da TV Excelsior S.A. convocados, na forma do seu Estatuto Social, para se reunirem em Assembleia Geral Ordinária e Assembleia Geral Extraordinária que serão realizadas no dia 28 de agosto de 2013, às 11 horas, na sede social da Companhia, localizada na Praça Vicente Rodrigues nº 90 , 3º andar, Butantã, CEP 05505-050, para deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: Assembleia Geral Ordinária: 1. Deliberação sobre o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras referentes ao exercício social de 2012; 2. Deliberação sobre o resultado referente ao exercício social de 2012; 3. Eleição dos membros do Conselho Fiscal da Companhia e fixação da respectiva remuneração. Assembleia Geral Extraordinária: 1. Deliberação sobre o do montante global da remuneração a ser paga aos administradores da Companhia; 2. Alteração do Estatuto Social da Companhia com vistas a: retificação artigo 6º do Estatuto Social; 3. Outros Assuntos de Interesse dos Sócios. Instruções Gerais: a) Encontram-se à disposição dos acionistas na sede da Companhia os documentos relativos à Ordem do Dia; b) Os mandatos de representação nas Assembleias Gerais deverão ser depositados no endereço de realização das mesmas, citado no preâmbulo deste Edital, até 48 (quarenta e oito) horas de antecedência da realização das Assembleias. São Paulo, 16 de agosto de 2013. PAULO MASCI DE ABREU - Presidente

Astara Participações S.A. - NIRE 35.300.376.595 - CNPJ nº 11.140.675/0001-52 Extrato da Ata de Assembleia Geral Ordinária em 30.04.2010 Data, Hora, Local: 30.04.2010, 14hs, Al. África, 545, Santana de Parnaíba/SP. Presença: Totalidade dos acionistas. Mesa: Presidente: Christiano Kunzler, Secretário: Alexandre Paulo Germano. Deliberações Aprovadas: I. Os resultados relativos a 2009, tendo sido definidas as destinações dos lucros líquidos. Distribuir parte do lucro líquido da seguinte forma: 20% para Catuoca Participações Ltda. e 80% para Saracura Brasil Gestão e Participação Ltda., com uma reserva legal de 5% e o restante perfazendo uma reserva de capital. Em relação ao 1º Semestre de 2009 optouse pela distribuição desigual de 100% para Saracura, nos termos do Contrato de compra e venda da empresa. II. Destituição de Christiano Kunzler, brasileiro, casado, empresário, RG 1.075.780.161 SSP/RS, CPF/MF 759.808.43000, residente em Barueri/SP do cargo de Presidente do Conselho. III. Eleição de Felipe Sica Soares Cavalieri, brasileiro, casado, empresário, RG 25.292.070-3 SSP/SP, CPF/MF 263.618.048-60, residente em Barueri/SP para o cargo de Presidente do Conselho. IV. Cogitou-se a implantação de atividade de locação de empilhadeiras em parceria com outras empresas (ABRANGE), mas a acionista Catuoca Participações Ltda. por seu representante Sérgio, manifestou-se no sentido de que a Cia. deve concentrar-se nas suas atividades comerciais de venda de máquinas, pelo que tal sugestão foi rejeitada pela maioria dos acionistas presentes. V. Alteração do endereço da sede da Cia. para Av. Brig. Faria Lima 2013, 1º and., cj. 101, SP/SP, CEP 01452-923. Encerramento: Nada mais, lavrou-se a ata que vai assinada por todos. SP, 30.04.2010. JUCESP nº 409.788/10-7 em 18.11.2010. Kátia Regina Bueno de Godoy: Sec. Geral. Astara Participações S.A. - NIRE 35.300.376.595 - CNPJ/MF nº 11.140.675/0001-52 Extrato da Ata de Assembléia Geral Extraordinária em 30.07.2012 Data, Hora, Local: 30.07.2012, 10hs, sede, Av. Brig. Faria Lima 2.013, 1º and., cj. 101, SP/SP. Mesa: Felipe Sica Soares Cavalieri: Presidente, Christiano Kunzler: Secretário. Convocação: Dispensada. Presença: Totalidade do capital. Deliberações Aprovadas: 1. Aumento do capital de R$ 4.901.001,00 para R$ 19.224.518,00, mediante a emissão de 14.323.517 novas Ações ON sem valor nominal, totalmente subscritas e integralizadas, conforme Boletim de Subscrição; 2. Integralização das 14.323.517 novas Ações ON sem valor nominal da seguinte forma: (a) 7.431.100 Ações ON sem valor nominal, serão integralizadas mediante a capitalização de lucros da Cia.; (b) 6.892.417 Ações ON sem valor nominal, serão integralizadas mediante a conferência ao capital da Cia. da participação societária detida pela subscritora nas sociedades: Tesco - Tecnologia, Equipamentos, Solos e Construções Ltda. - CNPJ/MF: 09.379.998/0001-51, NIRE: 522.0248717.5; Global Equipamentos Indústria e Comércio Ltda. - CNPJ/MF: 10.699.249/0001-90, NIRE: 32.201.404.083; Rio Máquinas e Equipamentos Pesados Ltda. - CNPJ/MF: 11.608.649/0001-06, NIRE: 33.2.0858649-8, conforme Boletim de Subscrição; 3. Nomeação dos peritos avaliadores dos bens conferidos ao capital da Cia., bem como os valores constantes do Laudo de Avaliação; 4. Alteração do Art. 5º do Estatuto Social: “Art. 5º: O capital social totalmente subscrito e integralizado é de R$ 19.224.518,00, dividido em 19.224.518 Ações ON sem valor nominal.” 5. Consolidação do Estatuto Social. Encerramento: Nada mais, lavrou-se a ata que vai assinada por todos. SP, 30.07.2012. Felipe Sica Soares Cavalieri: Presidente, Christiano Kunzler: Secretário. JUCESP 395.718/12-0 em 10.09.12. Gisela Simiema Ceschin: Secretária Geral. Astara Participações S.A. - CNPJ/MF: 11.140.675/0001-52 - NIRE 35.300.376.595 Extrato da Ata de Assembléia Geral Extraordinária em 01.08.2012 Data, Hora, Local: 01.08.2012, 10hs, sede social, Av. Brig. Faria Lima 2013, 1º and., cj.101, SP/SP. Mesa: Christiano Kunzler: Presidente, Felipe Sica Soares Cavalieri: Secretário. Convocação: Dispensada (§ 4º, art. 124, Lei Federal 6.404/76). Presença: Totalidade do capital social. Deliberações Aprovadas: (i) O Protocolo de Incorporação da Cia. pela BMC Hyundai S.A., S.A. de capital fechado, sede em Itatiaia/RJ, CNPJ/MF 14.168.536/000125, JUCERJA NIRE 33.3.0030163-1; (ii) A Incorporação da Cia. pela BMC Hyundai com a versão da totalidade do acervo líquido da Cia., nos termos do Protocolo de Incorporação com a consequente extinção da Cia.; (iii) Ratificaram a nomeação e contratação dos peritos que avaliaram o acervo líquido da Cia., e o Laudo de Avaliação. Encerramento: Nada mais, lavrou-se a ata. SP, 01.08.2012. Christiano Kunzler: Presidente, Felipe Sica Soares Cavalieri: Secretário. JUCESP 395.588/12-1 em 10.09.2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

ATIVIDADES OPERACIONAIS 2012 ___________ Lucro Liquido 172.081,39 Mais: Depreciação Redução Depósitos e Cauções (5.000,00) Aumento de Adiantamentos Diversos (2.000,00) Redução Outros Creditos (17.099,35) Redução em Fornecedores Redução Obrigações Fiscais e Sociais 1,06 Redução de Outras Obrigações (179,88) Redução em contas a pagar Caixa Líquido gerado (consumido) 147.983,10 nas Atividades Operacionais ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS Aumento Investimento em Coligadas (191.821,42) Redução Imobilizado Caixa líquido gerado (consumido) nas Atividades de Investimento (191.821,42) ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Adiantamento Aumento de Capital Integralização de Capital Aumento Emprestimo e Financiamento de curto prazo 41.130,00 Aumento de capital Caixa líquido gerado (consumido) nas Atividades de Financiamentos 41.130,00 CAIXA LÍQUIDO DO PERÍODO -2.708,32 SALDO INICIAL DE DISPONIBILIDADES 12.139,55 SALDO FINAL DE DISPONIBILIDADES 9.431,23 VARIAÇÃO DAS DISPONIBILIDADES NO PERÍODO (2.708,32)

2011 ___________ 1.145.852,49 4.266,66 (5.000,00) (4.629.224,29) 17,60 220.660,44

(5.220.195,64) (20.777,37) (5.240.973,01) 3.333.905,63

3.333.905,63 5.228,60 13.697,60 18.926,20 5.228,60

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO REPUBLICADO COM DEVOLUÇÃO DE PRAZO O EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO OBJETIVANDO A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE LOCAÇÃO DE VEÍCULOS AUTOMOTORES, COM CONDUTOR E COMBUSTÍVEL SOB O REGIME DE EMPREITADA POR PREÇOS UNITÁRIOS. Para: ANEXO II - PROPOSTA – inclusão da marca e modelo do veículo, informação de horas adicionais de dias normais e domingos e feriados. INCLUSÃO DO ANEXO VIII – ADENDO – avaliação da qualidade, do item IV - subitem 1-5 letra “d” Excluídos do item III do Edital os subitem 5, 5.1 e 5.2 PROCESSO n° 03040/0000/2013. EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO n° 017/DA/2013 OFERTA DE COMPRA N° 080102000012013OC00036 ENDEREÇO ELETRÔNICO: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br DATA DO INÍCIO DO PRAZO PARA ENVIO DA PROPOSTA ELETRÔNICA: 20/08/2013 DATA E HORA DA ABERTURA DA SESSÃO PÚBLICA: 02/09/2013, ÀS 9:00 HORAS.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

COORDENADORIA DE INFRAESTRUTURA E SERVIÇOS ESCOLARES

IBAR ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÃO LTDA. CNPJ/MF. Nº 01.627.824/0001-59 - NIRE 35214206580 ATA DE REUNIÃO DOS SÓCIOS QUOTISTAS, REALIZADA EM 15 DE AGOSTO DE 2013. 1. HORÁRIO E LOCAL: às 9h00 (nove horas), na sede social, situada na Avenida Ibar, nº 229, casa 01, no Município de Poá, Estado de São Paulo. 2. PRESENÇA: a unanimidade dos sócios. 3. MESA DIRIGENTE: Nelson Koichi Shimada, Presidente e José Luiz Gimenes Caiafa, Secretário. 4. CONVOCAÇÃO: dispensada em virtude do comparecimento unânime dos sócios. 5. ORDEM DO DIA: I – aprovar redução do capital social da Sociedade por julgá-lo excessivo em relação ao objeto da sociedade; II – aprovar a consequente alteração da Cláusula 5º do Contrato Social da Sociedade; e III – outros assuntos de interesse social. 6. DELIBERAÇÕES UNÂNIMES: I - aprovar a redução do capital social da Sociedade, no montante de R$ 30.000.000,00 (trinta milhões de reais), com o consequente cancelamento de 30.000.000 (trinta milhões) de quotas, restituindo-se o valor das quotas canceladas, em moeda corrente nacional, à sócia VOTORANTIM EMPREENDIMENTOS LTDA., uma vez que a outra sócia PIRATININGA PARTICIPAÇÕES LTDA., presente ao ato, não manifestou seu interesse; II - aprovar, em virtude da deliberação acima adotada, a alteração do caput da cláusula 5ª do Contato Social da Sociedade a ser efetivada após o decurso do prazo legal de oposição aos credores; III – autorizar os administradores da Sociedade, na forma de seu Contrato Social, a assinar toda a documentação necessária para efetivação do acima deliberado. 7. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, foi lavrada a presente ata que, lida e achada conforme, foi por todos assinada. Poá(SP), 15 de agosto de 2013. (aa) Nelson Koichi Shimada, Presidente; José Luiz G. Caiafa, Secretário. Pela sócia, VOTORANTIM EMPREENDIMENTOS LTDA.: Nelson Koichi Shimada, diretor e Ana Patricia da Costa Lima Freire, procuradora, pela sócia, PIRATININGA PARTICIPAÇÕES LTDA.: Nelson Koichi Shimada, diretor e Ana Patricia da Costa Lima Freire, procuradora. A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 31 de julho de 2013. Poá(SP), 15 de agosto de 2013.

ASSOCIAÇÃO Ç SAÚDE DA FAMÍLIA – ASF A ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA – ASF torna público que se acha aberto procedimento licitatório de SELEÇÃO DE FORNECEDORES – COLETA DE PREÇO Nº 021/2013, PROCESSO ASF Nº 051/2013, OBJETIVANDO A CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA O FORNECIMENTO DE SISTEMA DE MAMOGRAFIA ANALÓGICA, INCLUINDO INSTALAÇÃO E TREINAMENTO, PARA IMPLANTAÇÃO DA REDE HORA CERTA NA AMA ESPECIALIDADES SOROCABANA, PELO CRITÉRIO DE MENOR PREÇO. O edital na íntegra poderá ser consultado no sítio ASF: www.saudedafamilia.org e ou retirado na sede da Associação, sita à Praça Mal. Cordeiro de Farias, 65 (11) 3154-7050. Informações no endereço eletrônico: licitacoesasf@saudedafamilia.org | Data da Sessão Pública: 29/08/2013, às 09h30– Local da Sessão: Associação Saúde da Família, Praça Mal. Cordeiro de Farias, 65 – Higienópolis – São Paulo/SP. ASSOCIAÇÃO Ç SAÚDE DA FAMÍLIA – ASF A ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA – ASF torna público que se acha aberto procedimento licitatório de SELEÇÃO DE FORNECEDORES – COLETA DE PREÇO Nº 022/2013, PROCESSO ASF Nº 052/2013, OBJETIVANDO A CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA O FORNECIMENTO DE EQUIPAMENTO PARA VÍDEO URODINÂMICA, INCLUINDO INSTALAÇÃO E TREINAMENTO, PARA IMPLANTAÇÃO DA REDE HORA CERTA NA AMA ESPECIALIDADES SOROCABANA, PELO CRITÉRIO DE MENOR PREÇO. O edital na íntegra poderá ser consultado no sítio ASF: www.saudedafamilia.org e ou retirado na sede da Associação, sita à Praça Mal. Cordeiro de 3154-7050. Informações no endereço eletrônico: Farias, 65 (11) licitacoesasf@saudedafamilia.org | Data da Sessão Pública: 29/08/2013, às 14h00 – Local da Sessão: Associação Saúde da Família, Praça Mal. Cordeiro de Farias, 65 – Higienópolis – São Paulo/SP.

Astara Participações S.A. - NIRE 35.223.575.975 - CNPJ nº 11.140.675/0001-52 Extrato da Ata de Reunião do Conselho de Administração Data, Hora, Local: 30.12.2009, 15hs, sede social, R. Pero Correia 101, parte, SP/SP. Presença: Totalidade dos Conselheiros. Mesa: Presidente: Christiano Kunzler, Secretário: Newton José Soares Cavalieri. Deliberação Aprovada: Eleger com mandato de 3 anos os membros da Diretoria: Felipe Sica Soares Cavalieri, RG 25.292.070-3 SSP/SP, CPF/ MF 263.618.048-60, como Diretor Presidente; Christiano Kunzler, RG 1.075.780.161 SSP/RS, CPF/MF 759.808.430-00, como Diretor Vice-Presidente, ambos brasileiros, casados, empresários. Nada mais havendo, lavrou-se a ata que vai assinada por todos. SP, 30.12.2009. JUCESP nº 46.136/10-1 em 05.02.2010. Kátia Regina Bueno de Godoy - Sec. Geral.

Associação Regional das Franquias do Instituto Embelleze – MASTER SÃO PAULO – ARFIEMS. CNPJ 09.601.262/0001-86 Edital de convocação - Assembleia Geral Extraordinária Convocamos os Senhores Associados da Associação Regional das Franquias do Instituto Embelleze – MASTER SÃO PAULO – ARFIEMS para participarem da Assembleia Geral Extraordinária a ser realizada no dia 29-08-2013, às 10:00 h, na sede da Associação, sita à Rua Pio XI, 743 sala 1 , a fim de deliberam sobre o encerramento da associação. São Paulo, 19 de agosto de 2013. Sidney Eduardo Kalaes - Presidente

AVISO O Sindicato do Comércio Varejista de Veículos Automotores Usados no Estado de São Paulo, vem através de seu Presidente, convocar na forma da Lei e do Estatuto Social, todas as Empresas integrantes da categoria econômica filiados ou não, por ela representada, para participarem da Assembléia Geral Extraordinária a ser realizada no dia 26 de Agosto de 2013 às 8:00h, ou em meia hora após, já em segunda convocação com qualquer número de presentes, em sua sede social na Av. Indianópolis, 1.371 – São Paulo – SP, onde serão deliberados assuntos pertinentes ao segmento e de responsabilidade desta Entidade. Ficam convocadas a participarem da AGE, autoridades constituídas, eventualmente interessadas no assunto. A AGE obedecerá os dispositivos do Estatuto Social. O Edital contendo a Ordem do Dia, encontra-se fixado na Sede Social. São Paulo, 20 de Agosto de 2013. (a) George Assad Chahade – Presidente.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 20 de agosto de 2013

James Best Jr/The New York Times

nformática

Só reinvenção dá sobrevida a PCs Profissionais não os abandonam, mas consumidores comuns já adiam compras. Nick Wingfield*

F

alar em morte iminente do computador pessoal pode ser um exagero. Mas não há dúvida que a indústria que os produz parece estar no limbo. Como o mainframe, considerado acabado há décadas mas que permaneceu como um negócio útil, o PC quase certamente enganará a morte. Está claro que dispositivos móveis como o iPad continuarão afetando suas vendas. Mas esses novos dispositivos, nunca vão satisfazer mestres de planilhas, editores de filmes e ouvtros profissionais que dependem de diversas telas e da precisão que podem extrair de um teclado e de um mouse. Ainda assim, há forte corrente entre executivos da tecnologia no sentido de que a relevância do PC diminuirá progressivamente. "Em minha humilde opinião, o PC como o conhecemos está em contínuo declínio, relegado a um dispositivo utilitário para empresas", diz Hector Ruiz, ex-presidente da Advanced Micro Devices, fabricante de chips para PCs e outros dispositivos. O clima em torno da indústria está cada vez mais sombrio, pois o mercado está efetivamente em recessão, sem retomada em vista. Durante o segundo trimestre deste ano, as vendas globais de PCs caíram cerca de 11%. Foi o quinto trimestre consecutivo de quedas – a pior sequência registrada desde a invenção da máquina, há mais de 30 anos. A Intel e a Microsoft, respectivamente fornecedoras de chips e do sistema operacional Windows para a maioria dos

PCs, divulgaram resultados financeiros decepcionantes. Uma grande reformulação do software da Microsoft, o Windows 8, não elevou as vendas e pode tê-las piorado. A antes poderosa Dell, profundamente enfraquecida pela crise do hardware, trava uma luta com acionistas na tentativa de fechar capital, para fugir da pressão de investidores. Em sua tentativa de fazer tal operação, Michael S. Dell, o fundador da companhia, e a empresa de investimentos Silver Lake argumentam que a intenção deles é transformar a Dell em provedora de serviços corporativos em software. Enquanto a venda de PCs na área corporativa continua estável, a demanda entre consumidores pessoas físicas caiu muito, principalmente porque essas pessoas passaram a comprar iPads, Kindle Fires e outros tablets. Ainda assim, um choque de realidade: mais de 300 milhões de PCs devem ser vendidos neste ano no mundo – muitas máquinas para um mercado que está doente. As vendas de tablets também crescem explosivamente. Neste ano, é esperada a venda de mais de 200 milhões deles, ultrapassando pela primeira vez os laptops, a mais forte categoria de PCs, segundo a firma de pesquisa Gartner. Invasão de terreno Steve Jobs, presidente da Apple que morreu em 2011, previu há vários anos que os PCs se tornariam algo parecido com picapes – veículos de trabalho usados por muitos, mas superados em número pelos tablets, os carros do mercado de tecnologia. (A analogia acabou sendo desmentida pelas estatísticas: o veículo mais popular

nos Estados Unidos durante vários anos foi uma picape, a Ford F-150.) Uma das teorias correntes no mercado é que os tablets estariam levando os usuários de PC a adiar – talvez por um ou dois anos – a compra de novas máquinas, mas que essas pessoas eventualmente estarão prontas para isso. "Os ciclos de troca estão sendo adiados", afirma Toni Sacconaghi, analista da Bernstein Research. Segundo opinião mais pessimista, grande parte da demanda por PCs nunca voltará. De acordo com Daniel Huttenlocher, do novo campus de tecnologia da Cornell University, os consumidores começaram a comprá-los em grandes quantidades na década de 1990, principalmente por não existir então nenhum dispositivo melhor para acessar a internet. Porém o PC, argumenta, sempre foi mais adequado ao escritório, para produzir documentos, apresentações, etc. No modo de ver de Huttenlocher, os tablets são melhores para o consumo de conteúdo – de assistir ao Netflix a navegar na web. "Existem muito mais consumidores do que produtores, mesmo num mundo repleto de conteúdo gerado pelo usuário", explica. No primeiro trimestre deste ano, 53% das vendas de computadores ocorreram no mercado de consumo e 47% no segmento empresarial, estima a firma de pesquisa IDC. Muitos consumidores ainda preferem o PC para tarefas como editar filmes caseiros e escrever monografias. No entanto, os tablets vão ganhando terreno em nichos profissionais, de manuais de voo para pilotos co-

merciais a caixas registradoras em restaurantes. Adaptação à mudança Os maiores operadores da indústria do PC – especialmente Microsoft e Intel, o duopólio de softwares e chips que mais tem a perder com a queda da indústria – apresentam uma receita aparentemente simples para a sobrevivência do PC: redefini-lo para torná-lo mais parecido com um tablet. A Microsoft criou o Windows 8 para trabalhar bem em dispositivos com tela sensível ao toque. Se o usuário se cansar de usar os dedos, pode mudar para uma interface clássica do Windows e voltar ao mouse e ao teclado. A Intel, enquanto isso, aperfeiçoou seus chips para que sejam mais econômicos no consumo de bateria, importante requisito para dispositivos móveis. As mudanças deram origem a um frenesi de lançamentos de dispositivos híbridos, efetivamente borrando os limites entre PCs e tablets. Hoje existem laptops que se transformam em tablets girando ou destacando suas telas. Outros têm telas sensíveis ao toque para alternar diferentes modos de operação. A Microsoft e a Intel apostam que os dispositivos com

lançamento programado para o outono do Hemisfério Norte finalmente trarão os compradores de PCs de volta às lojas. A Microsoft pretende lançar nova versão de seu sistema, o Windows 8.1, resolvendo problemas apontados por clientes na versão inicial. "Veremos nos próximos meses muito mais projetos de cada fabricante de PCs", aposta Adam King, diretor de marketing de produto da Intel. Usando a analogia automotiva de Jobs com outra finalidade, Frank Shaw, porta-voz da Microsoft, disse que a indústria de carros seguiu se subdividindo em muitas categorias, incluindo modelos de luxo e veículos elétricos. "Podemos dizer que o mesmo está acontecendo na computação", argumenta Shaw. Anand Chandrasekher, diretor de marketing da Qualcomm, que fornece chips para alguns dispositivos móveis com Windows, acha que a Microsoft se adaptará às mudanças. "Admiro a companhia pelas mudanças que fez", explica Chandrasekher. "Estamos otimistas de que terá forte presença no mercado". Alguns duvidam que uma nova classe híbrida de dispositivos interrompa o crescimento

dos tablets da Apple e de aparelhos baseados no sistema operacional Android, do Google. Marc Benioff, presidente da salesforce.com e frequente antagonista da Microsoft, disse que os clientes já rejeitaram novos tipos de dispositivos, como o tablet Surface da Microsoft. "O motivo para não estarem acelerando o crescimento é simples", afirma Benioff. "Há tecnologia melhor". Aconteça o que acontecer à indústria do PC, a mão de ferro que empresas como Microsoft e Intel exerciam sobre os fabricantes de hardware parece ter sido afastada. A HP hoje fabrica um laptop usando o software Chrome OS, do Google, e um tablet baseado em Android. A Lenovo, maior fabricante mundial de PCs, é grande vendedora de smartphones e tablets Android, especialmente na China. Em uma era mais antiga da computação, todos esses seriam vistos como atos intoleráveis de deslealdade. "Somos uma empresa de dispositivos", declara Gerry Smith, vice-presidente da Lenovo e chefe da divisão nas Américas. "Somos agnósticos em hardware e agnósticos em software, seja ele Android ou Windows". *The New York Times

n WI-FI

Roteador dual-band escolhe suas prioridades ste roteador da Belkin, N600 WiFi Dual-Band N+, permite velocidades de até 300 Mbps (megabits por segundo) para navegação na internet, download de arquivos pesados, streaming de vídeos e jogos online em vários dispositivos da casa. Por ser dual-band, ao executar duas faixas de frequência simultaneamente, dá prioridade a atividades mais intensas, como vídeos e jogos para streaming de forma ininterrupta. Por R$ 249.

E

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Diário do Comércio - 20/08/2013  
Diário do Comércio - 20/08/2013  

Ano 90 - Nº 23.939 - Terça-feira, 20 de agosto de 2013

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