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O veneno do Peixe contra o bloco do Timão Dicas e previsões de Valdir Espinosa e Pepe para o clássico de hoje, que vale vaga na final da Libertadores. Pág. 11 EFE

Ano 87 - Nº 23.649

www.dcomercio.com.br

Mubarak agoniza. Egito segue sem rumo.

R$ 1,40

Página 9

São Paulo, quarta-feira, 20 de junho de 2012

Arte de Paulo Zilberman sobre foto de Clayton de Souza-AE-15/06/2012

Conclusão: 23h45

Jornal do empreendedor

Chapa com Haddad é página virada Ver Lula e Haddad celebrando o apoio de Maluf nos jardins do pepista foi demais para Erundina, que ontem desistiu de ser vice. Mas o PSB segue com o PT. Pág. 6 Fábio Motta/AE

ALOPRADOS

'O Futuro que Queremos' fica para o futuro

MP denuncia nove pelo escândalo do falso dossiê negociado por petistas em 2006 contra o então candidato ao governo José Serra. Pág. 7

Texto da Rio+20 é comemorado só porque não houve retrocesso. Pág. 10

CPI do Cachoeira: juiz ameaçado saiu do caso. CNJ quer proteção a Paulo Augusto Moreira Lima, que comandava o processo contra Carlinhos Cachoeira. Juiz pediu afastamento. Pág. 8

Novo governo grego vai renegociar pacote de ajuda Grécia recebeu 130 bilhões de euros em fevereiro, da Europa e do FMI, e quer rever condições de implementação ligadas a esse resgate. Pág. 17

Werther Santana/AE

Werther Santana/AE

Paulo Pampolin/Hype

Na saideira, 'Feirinha' volta à 25.

Em seu último dia, camelôs ocuparam 25 de Março. A 'Feira da Madrugada' acabou de dia, com a polícia. Pág. 12

Cadastro Positivo cresce Dorival Dourado (foto), presidente da Boa Vista Serviços: adesão está aumentando. Pág. 18

ISSN 1679-2688

23649

9 771679 268008

HOJE Nublado com chuva Máxima 20º C. Mínima 16º C. AMANHÃ Nublado com chuva Máxima 19º C. Mínima 15º C.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Nossas estruturas estão envelhecidas. Foram mais de vinte anos de 'governabilidade' por quase nada.

pinião

José Márcio Mendonça

Epitácio Pessoa/AE

ARISTÓTELES DRUMMOND

LIVROS MANTÊM GETÚLIO EM CENA

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As alianças estapafúrdias entre siglas (caso do PT com o PP de Maluf), em nome da "governabilidade", nunca trouxeram vantagens ao País.

ALIANÇAS ESDRÚXULAS

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ompre-se, pelo valor de face, a tese básica da realpolitik tupiniquim, de que as alianças esdrúxulas que se celebram no Brasil, a cada eleição, à esquerda e à direita, ao norte e ao sul, no verso e no reverso, na mão e na contramão, são absolutamente necessárias para garantir a um candidato eleito não especificamente – ou não somente – o voto nas urnas mas, basicamente, o que se ousa, no Brasil, chamar-se de governabilidade. Assim, pegando-se o exemplo da capital paulista, o desfile do PSDB de José Serra/ Geraldo Alckmin para cima e para baixo dessa paulicéia desvairado em braços dados com o PR de Valdemar da Costa Neto e do DNIT, e o PT de Lula e José Dirceu engalanado com o PP de Paulo Maluf de tantas e nada gloriosas jornadas, seria apenas uma concessão que a virtude faz ao vício por “amor a São Paulo”. Sem eles – e seus preciosos minutos no horário eleitoral obrigatório no rádio e na televisão – governar São Paulo se tornaria tarefa impossível. Do mesmo modo, governar o Brasil (ou governar os Estados) sem a salada de letras partidárias que se fazem e desfazem ao sabor do gosto de quem sobe ou desce do poder, é inviável. O governante que não se submeter a essas injunções, não estiver disposto a pagar o preço cobrado pela “governabilidade” está, alega-se, fadado a soçobrar. O exemplo mais citado para justificar a tese é o do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Segundo essa teoria, Collor foi para o chão até perder vexaminosamente o mandato num processo de impeachment, não por ter se envolvido, com sua curriola em uma enormidade de "malfeitos",

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA mas porque teria afrontado os partidos mais tradicionais e os políticos estabelecidos. Ora, aceitar esta teoria é afrontar a inteligência da sociedade brasileira e seu código de valores. Collor desceu ao inferno quando perdeu a confiança da população. Se se dependesse só da política dos políticos, do mundo que vai do Palácio do Planalto ao prédio do Congresso e vice versa, provavelmente ele não teria perdido o mandato.

N

ão há estudos conclusivos de que esta governabilidade tupiniquim garante de fato ao eleito para um cargo executivo capacidade para realmente governar, no sentido de fazer política pública, de administrar o governo de acordo com as necessidades reais do país. A governabilidade cabocla assegura apenas ao governante que ele não vai passar seus anos em constantes sobressaltos. Pouco se consegue com isso – e quando se consegue algum avanço o

preço é tão alto que as vantagens acabam se anulando. Nos anos mais recentes, há exceções, muito poucas, de transformações de nossas estruturas políticas e institucionais de modo relevante. Pegue-se a mais notável de todas que foi o Plano Real. Foi um parto, dolorido, que talvez não tivesse sido levado adiante não fosse o fantasma de uma crise econômica brutal e do uso de instrumentos que contornavam, em parte, a influência nas decisões do Congresso e dos partidos.

S

ó para lembrar, uma mudança dessa magnitude, que foi a criação do real, a nova moeda do país, deu-se por Medida Provisória. Uma MP que passou anos sem ser votada – na época se permitia reedições sucessivas desse instrumento. Nos anos Fernando Henrique, mesmo com a imensa popularidade inicial dele, saíram as mudanças na Constituição que possibilitaram o processo de privatizações dos anos

A governabilidade cabocla assegura apenas ao governante que ele não vai passar seus anos de mandatário em constantes sobressaltos. Pouco avanço se consegue dessa maneira.

1990, a Lei de Responsabilidade, esta a fórceps e apenas coisas mais ligeiras. Nenhum grande avanço no capítulo das reformas embora FHC também mantivesse seus parceiros bem fornidos. Lula, justiça se faça, aproveitou e em muitos aspectos aperfeiçoou o que já vinha de bom da "herança maldita", especialmente na universalização das políticas de renda. Nenhuma transformação profunda, inovadora. Ameaçou com a previdência dos servidores públicos, mas parou nos primórdios. E olha que cevou os aliados como ninguém e carregou uma popularidade como nunca.

C

om a boa herança polític a d e L u l a , D i l m a e nsaiou, completou o que Lula deixou inacabado na reforma da Previdência pública, mas já entrou com o pé pisado no freio. Nenhuma veleidade de reforma política, reforma tributária só pontual, nada de reforma trabalhista e sindical, nem sonho de uma reforma do Estado. Só pequenos ajustes, mesmo com a mais extensa coalizão partidária de que se tem notícia em muitas décadas por estas plagas, com partidos aos quais não falta a ração oficial, mesmo com uma certa ranzinzice presidencial. Nossas estruturas políticas, institucionais, administrativas e até físicas (infraestrura) estão envelhecidas. Foram mais de vinte anos de "governabilidade" por quase nada. Mas como mudar um modelo se os que podem mudar não se interessem – na realidade, preferem aprofundá-lo até o mais estapafúrdio paroxismo. Vide as paixões partidárias despertadas pelas eleições municipais de São Paulo. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

uase 60 anos Vargas, hábil depois de sua conciliador e morte, Getúlio agregador, teve Vargas continua a mais importante e fascinante uma pequena presença política na mas aguerrida nossa história oposição. Nomes republicana. E o que ilustres do País se pode observar, pelos livros escritos a respeito fizeram-lhe de seus governos, é serrada oposição, que nessa época, e especialmente durante os 30 anos em que ele esteve no palco em Minas Gerais. dos acontecimentos, Reprodução o Brasil viveu uma fase mais rica. A ficção, o romance, confunde-se com a história, em livros de alta qualidade – como Revelação, de Murilo Prado Badaró, que herdou o gosto pela literatura, bem como a trajetória de seu ilustre pai e presidente maior da Academia Mineira de Letras. Também o engenheiro José Carlos Melo, de carreira em Brasília, estreou na literatura com uma obra, fruto de apurada pesquisa, que retrata os anos do a popularidade de último mandato de Vargas em seus Vargas, até seu trágico programas radiofônicos desfecho, também de diários. Diz a história maneira romanceada.. que, no Congresso, foi Por fim, saiu há pouco determinante na o primeiro volume de depressão de Vargas uma trilogia biográfica, o discurso de Afonso do jornalista e estudioso Arinos Sobrinho, que Lira Neto, que vem anos depois manifestou despertando polêmica, de público seu especialmente no Rio arrependimento pela Grande do Sul. Tudo crítica sem limites em vem se juntar à imensa um momento tão grave. bibliografia, que, no meu entender, tem seu tudo isso, ponto alto no livro da filha prevaleceram as (querida e predileta) qualidades do homem de Alzira Amaral Peixoto, Estado, as contribuições Getúlio Vargas, meu pai. para o desenvolvimento nacional, as leis argas, um hábil trabalhistas que seguiam conciliador e o que de mais avançado agregador, teve uma existia no mundo, como a oposição pequena – mas Carta do Trabalho, da de qualidade e aguerrida. Itália de Mussolini, a Nomes ilustres da vida Previdência Social, os nacional, especialmente conjuntos habitacionais. em Minas, fizeram-lhe E a paz e segurança que serrada oposição, casos deu ao povo brasileiro, de Pedro Aleixo, Oscar tanto em termos Dias Correa, Milton internacionais quanto Campos, Virgílio Mello no campo interno, com Franco e outros, vários uma polícia eficiente deles signatários do e prestigiada. famoso "Manifesto dos Por fim, apesar da Mineiros", de 1943, ponto leviana afirmação de de partida para sua Arinos Sobrinho de que queda, em 1945. Em São corria no Catete "um mar Paulo, a resistência tinha de lama e de sangue", igual densidade e nomes Vargas pouco deixou como Herbert Levy, para os familiares, a Abreu Sodré e o jornal maioria de vida modesta, O Estado de São Paulo. mas digna. Mãos e Havia ainda o grupo consciência limpas. do ódio e da calúnia, sob o comando de Carlos ARISTÓTELES DRUMMOND É Lacerda, o maior tribuno JORNALISTA E VICE-PRESIDENTE e jornalista panfletário DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL da história, demolidor DO RIO DE JANEIRO. implacável, que destruiu ARI.DRUMMOND@YAHOO.COM.BR

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Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres:André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 20 de junho de 2012

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DILMA DEIXOU CLARO QUE O MODELO DE CRESCIMENTO BRASILEIRO NÃO VAI MUDAR.

pinião

Apoiado nos próprios pés Reprodução

Este país tem condição de, apoiado nos seus próprios pés, enfrentar essa crise, porque nós trabalhamos ao longo de um período de mais de uma década para criar essas condições.

E

ste foi o recado da Presidente Dilma Rousseff, referindose à resistência do Brasil à crise global e, também, deixando claro que o modelo de crescimento que adotamos não vai mudar. Esse modelo sustenta-se em dois pilares. O primeiro tem por base o estímulo ao consumo das famílias, por meio da expansão do crédito. O outro pé está assentado na demanda internacional crescente por commodities, em especial minério de ferro e soja. As autoridades brasileiras acreditam, ainda, que vivenciamos um regime de baixo índice de desemprego e, portanto, teríamos grandes possibilidades de expansão do consumo das famílias. Ao agir assim, o governo despreza pesquisas e estatísticas apontando que as famílias já se encontram com endividamento bastante alto e se mostram reticentes em ampliar o consumo via contratação de mais dívida. Mas numa coisa nossa presidente está certa: só nos restaram mesmo as próprias pernas para manter alguma perspectiva de crescimento. O cenário externo recrudesceu, com a piora na economia da Europa e com a desaceleração da China em maiores proporções do que as primeiras pro-

jeções indicavam. Ainda que os primeiros resultados da eleição grega de domingo passado tenham afastado os riscos de abandono do país da zona do euro e de calote total da dívida pública grega, ainda há um cenário nebuloso à frente, pois as medidas de austeridade e de ajuste adotadas têm surtido pouco efeito. Além disso, olhando o cenário europeu, essas medidas têm comprometido o crescimento e gerado insegurança. Tanto é assim que os credores privados dos governos europeus, reunidos no Instituto de Finanças Internacionais, ensaiaram movimento em defesa de prazo mais longo para os ajustes e da adoção de políticas de crescimento na zona do euro. Não se podia esperar outra coisa, pois as notícias são alarmantes. A Itália viveu momentos angustiantes na semana passada, tendo de pagar 5,3% de juros nos seus papéis de três anos, quando há um mês pagava 3,9%. Na Espanha, bancos em dificuldades, aumento do desemprego e dificuldade de captação de

MANUELITO MAGALHÃES JÚNIOR das neste ano de 2012. Enquanto a média mundial experimentou uma retração de 2% no primeiro trimestre de 2012 em comparação ao último trimestre de 2011, o Brasil reduziu em 17% o seu volume de exportações.

E

recursos no mercado deixaram o país a um passo de perder a classificação de “grau de investimento”. A China, por seu lado, continua gerando preocupações ao desempenho das exporta-

ções brasileiras. O mais recente relatório da OMC (Organização Mundial do Comércio) desnuda a difícil situação: as exportações brasileiras foram as que tiveram pior desempenho entre as nações monitora-

nquanto isso, aqui nos trópicos, ziguezagueamos ao sabor das experiências. Medidas tomadas recentemente para conter o "tsunami monetário" – que não veio – foram revistas. Noventa dias atrás, o governo anunciou a criação de uma alíquota de 6% no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para os empréstimos contraídos no exterior com prazo inferior a cinco anos. No horizonte, o fato de que esses empréstimos em moeda estrangeira inundavam o mercado cambial e ampliavam a valorização do real frente ao dólar. Na semana passada, o governo retirou a alíquota para os empréstimos de cinco anos e manteve a taxa para os empréstimos com prazo inferior a dois anos, com o argumento de que a desvalorização do real carrega problemas à economia, pois encarece a importa-

QUANDO FAZER DRAMA É

ção de matérias primas, eleva os preços de boa parte dos produtos manufaturados aqui e importa inflação. Vá entender!

E

, já que falamos em Grécia, lembrei-me de uma das sete maravilhas do mundo antigo, o Colosso de Rodes, imensa estátua de Hélios (deus do sol na mitologia grega) em que cada pé se assentava em uma das margens do canal que dava acesso ao porto. Assim, cada embarcação que chegava à ilha grega de Rodes tinha que passar por baixo da estátua. Entre uma experimentação e outra, uma medida aqui e um recuo ali, torçamos para que nossos pés não acabem como os de Hélios... o Colosso de Rodes acabou nas águas do mar Egeu, derrubado por um terremoto! MANUELITO P. MAGALHÃES JÚNIOR É ECONOMISTA E DIRETOR DA

COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO (SABESP). FOI PRESIDENTE DA EMPRESA PAULISTA DE PLANEJAMENTO METROPOLITANO (EMPLASA) E SECRETÁRIO DE PLANEJAMENTO DA CIDADE DE SÃO PAULO.

IVONE ZEGER

FALTA DE RESPONSABILIDADE Divulgação

Q

uando verdades são ditas ao sabor da emoção e se travestem de argumentos legais, criam-se situações temerárias, como a desinformação e a insegurança jurídica. O caso da disputa pela herança de Amador Aguiar, fundador do Banco Bradesco – o terceiro maior banco do País, com ativos da ordem de R$ 454 milhões –, é exemplar. Falecido em janeiro de 1991, seu nome foi recentemente para as páginas dos jornais por conta de mais um round dessa disputa. Dessa vez, as notícias giram em torno da derrota da filha Lia Maria Aguiar para o STJ v(Superior Tribunal de Justiça), que rejeitou seu pedido de anulação de uma transação feita nos anos 80. Naquela época, Aguiar transferiu ações do banco a entidades controladoras, talvez como parte de uma estratégia sua para pulverizar o poder sobre o império financeiro que ergueu. Há mais de vinte anos as três filhas do banqueiro – Lia Maria Aguiar, Lina Maria Aguiar e Maria Ângela Aguiar –, os 11 netos e a viúva, Reprodução

Amadeu Aguiar: dinheiro polêmico

Cleide de Lourdes Campaner Aguiar, protagonizam ações judiciais que se avolumam e somam mais de 20 mil páginas ao processo de herança. Quem acompanha o noticiário econômico e conhece a volatilidade do mercado acionário, certamente não pode ficar à vontade diante de fatos relatados a partir de componentes emocionais, exageradas tintas, e que remontam ao passado do banqueiro e seu clã.

O fundador do Bradesco deixou herança milionária, mas vinte anos após sua morte as pilhas de processos ainda se acumulam

P

ois são esses componentes emocionais, muitas vezes relatados com o intuito de angariar a simpatia da opinião pública, ou desqualificar o oponente, que acabam por distorcer não exatamente a verdade – pois nesse caso, cada lado da disputa tem suas verdades e as estratégias para prová-las – mas a própria Constituição brasileira. Dos episódios já relatados, pinço a questão que envolve a viúva Cleide Campaner, última companheira de Aguiar. Funcionária da Fundação Bradesco, 40 anos mais nova que ele, Cleide conviveu com o banqueiro por oito anos. Nesse período, as três filhas e os onze netos se afastaram. Três meses antes de morrer, Aguiar casou-se oficialmente e perto de um mês antes da morte escreveu seu testamento, fazendo de Cleide sua herdeira universal. As filhas se sentiram ameaçadas e alardeou-se que Aguiar traíra a família. A condição de "herdeira

universal" igualou Cleide às filhas e netos. Isso porque, casada com separação obrigatória de bens, nada receberia sem essa cláusula no testamento. O regime de separação obrigatória aplica-se quando um dos cônjuges tem, na ocasião do casamento, mais de 70 anos, como era o caso de Aguiar, que tinha 86. É importante esclarecer que, diferentemente do alardeado, a condição de "herdeira universal" não torna ninguém herdeiro único.

N

a verdade, o termo mais adequado à condição de Cleide é "herdeira testamentária". Explico: pelas leis brasileiras, obrigatoriamente, metade de toda a herança é destinada aos denominados herdeiros "necessários". Há linhas de sucessão e, na vocação hereditária, vêm primeiramente os filhos – na falta destes os netos e bisnetos – e o cônjuge,

a depender do regime de bens adotado no casamento. A outra metade, o testador pode dispor como melhor lhe convier, por meio de testamento.

A

ssim, as três filhas de Aguiar, por lei, dividem entre si o que herdaram automaticamente: metade de uma herança avaliada em 800 milhões de dólares, na época do falecimento do banqueiro. O que foi destinado à viúva certamente veio da outra metade, e por testamento – daí o termo "herdeira testamentária". No Brasil, quando o inventariado tem mais de um descendente, é impossível uma só pessoa herdar tudo. Lances assim, só mesmo nos noticiários e nos filmes estadunidenses. Lá a lei permite que a totalida de dos bens seja destinada em testamento a uma única pessoa ou instituição. Outra notícia recorrente,

para comover qualquer cidadão sensível, é que, sendo adotadas, as filhas de Aguiar poderiam ficar sem a parte que lhes cabia. Pior, houve até tentativa de desqualificá-las como filhas, já que Lia e Lina foram registradas como filhas legítimas, sem os trâmites legais da adoção. Isso também é impossível na legislação brasileira. Processos de paternidade são irreversíveis. Eventualmente, se os pais biológicos de Lia e Lina quisessem, em algum momento, ter as filhas de volta, talvez conseguissem, mas isso nunca ocorreu. Ambas cresceram como parte integrante da família, e não seria em meio a uma disputa por milhões que a Justiça entraria nesse mérito. Em relação a filhos adotivos, a Constituição de 1988 não deixou rastro de distinção entre filhos biológicos e adotivos. Prova disso é o fato de as três serem bilionárias.

Também muito se falou em deserdação, reclamação especialmente feita pelas filhas. Mas trata-se de outro mito, fartamente explorado em romances e dramalhões. Desentendimentos familiares não bastam para justificar a deserdação que porventura um testador queira fazer em relação a um filho seu, ou outro parente que esteja na linha sucessória. São necessárias provas de delitos gravíssimos, como tentativa de homicídio contra o testador, por exemplo.

O

u seja, no resumo da ópera, boa parte do que foi explorado ao longo do processo judicial pelo espólio de Aguiar só fez consumir muito tempo e papel. Acirrou a disputa, aprofundou mágoas, mas não mudou muito as determinações iniciais. Suscitou, sim, muita desinformação a um público formado por acionistas, economistas, ou mesmo por cidadãos comuns e correntistas, preocupados com os rumos do Bradesco. Daqui para a frente, resta-nos torcer para que o bom senso, enfim, impere na família dos Aguiar e naqueles que a representam. IVONE ZEGER É ADVOGADA ESPECIALISTA EM DIREITO DE FAMÍLIA E

SUCESSÃO. MEMBRO EFETIVO DA COMISSÃO DE DIREITO DE FAMÍLIA DA OAB/SP É AUTORA DOS LIVROS “HERANÇA: PERGUNTAS E RESPOSTAS” E “FAMÍLIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS” WWW.IVONEZEGER.COM.BR


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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GibaUm

3 Animado, Paulo Maluf já

conversou com Lula sobre brindes que poderá ganhar caso Fernando Haddad emplaque.

gibaum@gibaum.com.br

k Como disse o Delfim, o Brasil é o último peru com farofa no Dia de

Ação de Graças. Agora, não seremos mais. Por isso, batem na gente. DILMA ROUSSEFF // sobre reação de investidores externos diante da redução de juros.

Fotos: Paula Lima

Carro novo O roqueiro Supla tem saído na defesa de sua mãe, a senadora Marta Suplicy, colocada para fora da corrida eleitoral pelo expresidente Lula. Uma de suas últimas frases: “Eu conheço esses caras desde pequeno. O único que eu boto a mão no fogo é meu pai. Tem três ternos e dirige um Ford KA”. O senador Eduardo Matarazzo Suplicy, aliás, dirige um Ford KA que é novo: antes, desde 2001, quando Supla participou da Casa dos Artistas, no SBT, andava a bordo de um Dobló (Fiat) que o filho ganhara no programa. Mais: Suplicy não é o único político a andar de Ford KA. Também o secretário de Negócios Jurídicos de prefeitura de São Paulo, Cláudio Lembo, dirige outro. E o carrão é de 2008. Detalhe: Suplicy e Lembo têm quase 1,90 m cada um. 333

MEIA-CONFISSÃO Bianca Ramoneda está mantendo um quadro chamado Grandes Atrizes no jornalismo da GNT: o problema maior é que vira tudo um futebol em família destinado às globais, que falam muito de novelas, pouco de sua carreira e, se possível, escondem sua vida pessoal. Devem preferir escondê-la. Esse foi o caso de Renata Sorrah, a Nazaré Tedesco: aos 65 anos, só confessou estar preocupada com o envelhecimento. Nenhuma palavra de seu casamento com Marcos Paulo e menos ainda de seuprolongadorelacionamento com Maria Bethânia.

Primeiro capitulo

Parte do elenco de Gabriela foi assistir o primeiro capítulo da adaptação que Walcyr Carrasco fez da obra de Jorge Amado, num remake de 1975, na churrascaria Fogo de Chão, no Rio, com direito a diferentes opiniões. E novamente Juliana Paes (primeira foto à esquerda), na pele de Gabriela, evitou maior proximidade com Humberto Martins, que dá nova versão ao turco Nacib, anteriormente vivido por Armando Bogus. Entre tantas lá, da segunda foto à esquerda para a direita, Nathalia Rodrigues, Maitê Proença, Leona Cavalli e Bruna Linzmeyer, que resolveu usar batom azul para combinar com a cor de seus olhos. 333

A veterana atriz Vera Holtz, a Mãe Lucinda da novela Avenida Brasil, que mora num lixão, acha que seu personagem poderá mudar o comportamento dos brasileiros quanto a seu lixo. É quase uma ilusão: pesquisa do Banco Mundial, divulgada semanas antes da novela entrar no ar, revela que 61% do lixo dos brasileiros é constituído de restos de alimentos. Recicláveis como plástico, papel, vidro, metal, somam 33% do total do lixo. As lixeiras alemãs registram apenas 14% de restos de alimentos e nos Estados Unidos, 25%. Até a vizinha Argentina joga menos restos de comida no lixo: 40%. Enquanto isso, 12% das famílias brasileiras constituem uma população de subnutridos, nova expressão encontrada pelo governo para designar famintos nacionais.

Comida no lixo

333

333

Soninha Francine, candidata do PPS à sucessão de Gilberto Kassab na prefeitura de São Paulo, que vem fazendo sua campanha apenas nas redes sociais, está entusiasmada com seus 8 pontos conseguidos na última pesquisa. E já avisou Roberto Freire, presidente do partido, que quer ir até as eleições. Se for para o segundo turno, apóia José Serra. Na internet, Soninha tem muitos admiradores e até um grupo que movimenta uma corrente chamada Tira, Soninha, tira. São os que ainda não tiraram da cabeça o resultado de suas primeiras incursões em ensaios sensuais nas revistas.

333

PEITO ABERTO “A nossa luta é por respeito, mulher não é só b... e peito”. Era esse o grito de guerra das manifestantes do Rio de Janeiro, que fizeram passeata exibindo os seios nus, sob inspiração das primeiras que usaram a estratégia, no Leste Europeu (Ucrânia), no movimento Female e que enlouqueceram os fotógrafos. É que eles que riam registrar especialmente as de poitrine em forma e preferivelmente, á altura do protesto. Também impulsionavam a passeata integrantes do grupo Tambores de Safo, de Fortaleza. São todas lésbicas ou bissexuais. 333

Outros tempos 333 A veterana Joan Rivers, 80 anos, comanda um programa na TV americana chamado Fashion Police onde critica, com mais pessoas, roupas que celebridades usam (no Brasil, é exibido pelo E!!) e sempre entrevista alguém. Nesses dias, estava lá Kris Jenner, 55 anos, mãe de Kim Kardashian – e em grande forma. Aí, Joan pergunta sobre a freqüência sexual dela em casa e, à certa altura, falou sobre braços das mulheres que, “com a idade, balançam”. E emendou: “Eu não mostro meus braços desde o assassinato do presidente”. Todos morreram de rir e ela emendou: “Kennedy, não: Lincoln”.

h IN Quentão.

h

Pró-Soninha

333 Woody Allen foi jantar, em Nova York, com Lindsay Lohan e na estréia de To Rome with Love , rasgou elogios para a polemica atriz, garantindo que ela poderá estar num de seus próximos filmes. Lindsay está filmando para a TV Liz and Dick, que conta a turbulenta história de Elizabeth Taylor (ela, como Liz, no destaque) e Richard Burton. E para não perder a chance de mais um capítulo em sua polemica carreira recheada de sensualidade, Lindsay aparece seminua, em novo ensaio, nas páginas da L’Officiel Hommes.

Lindsay em campo

OUT

Vinho quente.

Ginasta Nota 10 333 A eterna Nadia Comaneci é a estrela da campanha do Visa para Londres 2012: o anúncio tem imagens da série que rendeu a nota 10 à ginasta romena nos Jogos de Montreal em 1976. A campanha vai circular na TV, mídia impressa e nas redes sociais. Hoje, Nadia, aos 52 anos, tem uma empresa de equipamentos esportivos e uma linha de vestuário nos Estados Unidos (ao lado do marido, o ex-ginasta Bart Conner), onde se asilou quando fugiu da Romênia. Tem um filho americano e foi eleita uma das 100 Mulheres Mais Importantes do Século 20.ganhar R$ 50 mil mensais.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

3 Mais: ele já sonha com a secretarias dos Transportes e Iinfraestrutura e Obras Urbanas. Afinal - ele lembra - é engenheiro.

Primeirareunião O presidente da França, François Hollande, chega hoje ao Rio, direto para uma reunião com o ex-presidente Lula no Sofitel. Em seguida, terá um encontro com o primeiro-ministro da Turquia Recep Tayyp Erdogan e termina a manhã com um almoço, a dois, com Dilma Rousseff no hotel Windsor Barra. Os dois, a propósito, aterrisam no Rio vindos do mesmo destino a reunião do G20 em Los Cabos, México. O encontro com Lula – e antes da conversa com Dilma – foi pedido pelo francês: quer lembrar que seus ministros se comprometeram com a compra dos caças Rafale, da Dassault, que até agora não aconteceu. E quer que Lula ajude resolver com Dilma.

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ASSIM NÃO DÁ A TV Globo tem uma série de processos no INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial contra a TV Record por conta de nomes de programas que são semelhantes e inspirados em programas globais; Por exemplo: a Globo tem Esporte Espetacular e Fantástico, entre outros. A Record resolveu batizar dois programas seus de Esporte Fantástico e Domingo Espetacular. Agora, a Record perdeu o primeiro round: o INPI comunicou que emissora não pode usar o nome Esporte Fantástico, mas a TV do bispo Edir Macedo vai recorrer. 333

MISTURA FINA O GOVERNO de Angola está lançando o Programa Integrado de Crescimento – PIC. Não é coincidência com o brasileiro PAC – Programa de Aceleração do Crescimento: é adaptação mesmo, feita pelo marqueteiro João Santana que cuida do PT aqui e do MPLA de lá. No mês passado foi lançado em Angola o programa Meu Negócio, Minha Vida, que visa incentivar e apoiar pequenos novos negócios á população. 333

333 SATURDAY Night Live, com Rafinha Bastos, não decola e a Rede TV! já pensa em deslocá-lo para as noites de sábado (ou até de sexta-feira). A alternativa seria deslocar o Mega-Senha, com Marcelo Carvalho, para o mesmo dia e horário (até reprises, aos domingos, dão mais audiência do que Rafinha Bastos). Sexo a Três, com Robert Rey, que jura ter operado “trinta mil peitos”, também será deslocado.

333 NA INCERTEZA sobre resgate de seus bancos, a Espanha, que ainda pode ser o centro de uma crise não muito diferente da Grécia, vê uma corrida a todos suas instituições financeiras. No Brasil, gerentes do Santander passam o dia transmitindo informações cor de rosa para grandes clientes e especialmente aos grandes investidores. Enquanto isso, clientes mortais continuam brindando a instituição espanhola com reclamações (é a campeã) no Procon.

QUEM DIRIA: depois de Ai, se eu te pego, com Michel Teló, outra música brasileira faz sucesso na Europa e já foi acessada, no YouTube, por mais de 20 milhões de pessoas. Chama-se Balada Boa, é cantada por Gusttavo Lima, que tem a vantagem ainda de ser o autor. Trecho:”Quero curtir com você na madrugada/ Dançar, pular que hoje vai rolar/ Tchê tchererê tchê, tchê...”. 333

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


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OU EU OU ELE Luiza Erundina manteve a palavra e deixou a chapa do PT. Ficou Maluf.

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presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, anunciou oficialmente ontem que a deputada federal Luiza Erundina (PSBSP) desistiu de ser a vice na chapa de Fernando Haddad, pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo. Erundina tomou a decisão de abandonar a chapa depois de tomar conhecimento do encontro no qual Haddad e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva selaram a adesão do PP à candidatura petista. A ação se passou na residência do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP). Para constrangimento geral, Lula se deixou fotografar ao lado de Maluf e Haddad nos jardins da casa. Aliança – Campos assegurou que com a decisão, que "tem caráter irrevogável", o PSB "abre mão de indicar o vice na chapa. Quem vai decidir agora é o Fernando Haddad e o PT". Apesar disso, ele garantiu que a aliança com o PT está assegurada. "Não há nenhum risco de ruptura. Nós apostamos na candidatura de Haddad. Entramos na campanha de corpo e alma. Entendemos que Haddad será um grande prefeito para São Paulo". A deputada comunicou a sua decisão durante reunião com dirigentes do partido, em Brasília, na sede da Fundação João Mangabeira, vinculada ao PSB. Erundina argumentou que geraria instabilidade a Haddad diante da presença de Paulo Maluf. Crise diária – "Se permanecesse, seria uma crise todo dia. Erundina seria sempre questionada sobre a presença de Maluf. Seria um ponto permanente de instabilidade em

PORTA-RETRATO Foto de Lula com Maluf virou álbum de casamento desfeito. Sumiu.

Fábio Braga/Folhapress - 15.06.12

A chapa com Fernando Haddad e Luiza Erundina foi anunciada como alternativa ética do PT e do PSB para as eleições de São Paulo. Durou quatro dias.

E ERUNDINA DISSE:

– NÃO ! Ela anunciou que desistia de ser vice na chapa, depois que o PT fechou acordo com Paulo Maluf. função de que ela não quer rever nada do que disse", explicou Campos. Embora tenha desistido da chapa, Erundina não desistiu da campanha. "Continuo ajudando, mas sem

ser candidata a vice", disse. Depois do anúncio da aliança, a deputada deu declarações conflitantes, ora ameaçando deixar a chapa, ora dizendo que "não recuaria" da

indicação, apesar do incomodo provocado com o apoio malufista. O desconforto ficou evidenciado nas entrevistas que concedeu aos site da Veja e de O Globo. "Meu partido tem

outros nomes a indicar. Eu pessoalmente não vou aceitar. Vou rever minha posição, pois não preciso ser vice para fazer política", afirmou. Ainda ontem pela manhã, em entre-

vista a rádio Brasil Atual, ela garantiu que seguiria firma na disputa. "Não sou de recuar". Mais adiante, explicou que iria manter a decisão. "Até porque é uma decisão partidária, vou me empenhar e fazer o melhor que puder para dar a minha contribuição, mas vou procurar demarcar campos. De um lado está Maluf; de outro lado estaremos nós e os setores da sociedade que não concordam, ao meu ver, com essa aliança", afirmou. O próprio Haddad disse que pretendia conversar pessoalmente com Erundina "para confortá-la" e mantê-la como sua vice. "Tem que se dar tempo ao tempo. Não consegui me comunicar com ela adequadamente", explicou Haddad. "Preciso sentar com ela, conversar pessoalmente para saber o rumo que ela quer dar". Surpresas – Haddad não precisou confortar nem sentar com Erundina. A aliança fechada com Maluf, com direito a fotos ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, bastou para a deputada, que teria sido pega de surpresa, também surpreendeu. Campos reconheceu que não esperava que ela recusasse a chapa e por isso articulou o encontro de ontem. O governador disse que ela chegou decidida pela saída e que o partido respeitou a decisão que ela tomou em "caráter irrevogável". Além disso, na avaliação do PSB, a aliança do PT com o PP teria que ser institucionalizada e não expressa na figura de Maluf. Como entrou, Erundina saiu sem colocar condição alguma para ter sido vice de Haddad, chapa que durou quatro dias e que foi apresentada como alternativa ética. (Agências)

Alex Silva/AE

Campanha de Haddad entra em crise Depois de sair do isolamento político, o PT perde Luiza Erundina. PCdoB pode entrar no lugar.

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campanha de Fernando Haddad, mal tinha superado o isolamento partidário, entra em nova crise com a fracasso da operação para manter no mesmo palanque a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), como vice, e o PP do deputado Paulo Maluf, seu adversário histórico. A deputada rebelou-se diante da corte feita pelo expresidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi até a casa de Maluf, e se recusou a compor a chapa petista à prefeitura de São Paulo. O pré-candidato do PT lamentou a decisão. "Não gostei, gostaria que ela permanecesse", afirmou, em tom de desolação. "Não contávamos com essa decisão". Haddad, que passava o dia na região de Aricanduva, zona leste de São Paulo, chegou a ouvir de uma militante: "Maluf não dá, gente". Ele confirmou

que ainda estava "celebrando Plano B – Com a desistência, o retorno de Erundina" quan- Haddad confirmou que não tido soube da desistência. "Mas nha plano B. "Até porque seria em respeito ao seu sentimen- uma indelicadeza e porque to até agradeço o apoio que mantinha expectativa de que ela reiteirou à ela permaneminha candiceria conosdatura", disse. co". Mas ele já Aposta – A descartou um atitude da device indicado Não gostei, p u t a d a s u rpelo PP. Ele gostaria que a preendeu. disse que tem Luiza Erundina Haddad e Lula outros nomes apostaram até em mente e permanecesse. o ú l t i m o i n sq u e v a i Não contávamos tante que ela aguardar a com essa acabaria aceidecisão final decisão. tando a aliando PCdoB, ça com Maluf. que está para FERNANDO HADDAD Deu no que ser anunciadeu e coube ao da. Lula estapresidente nacional do PSB e ria tentando convencer o vegovernador de Pernambuco, reador Netinho, pré-candidaEduardo Campos, consolar to do PCdoB, a desistir da canHaddad garantindo engaja- didatura e apoiar Haddad. mento total na campanha. Vale tudo – O pré-candidato "Vamos de corpo e alma". do PSDB, José Serra, criticou

ontem o que chamou de "vale tudo" para ampliar o tempo de tevê na campanha eleitoral. Embora não tenha mencionado a crise Maluf-Haddad-Erundina, o tucano fez questão de dizer que não mudaria sua política de alianças por mais minutos no horário eleitoral. "Temos já perfilado na aliança o PV, o PSD, o PR e o DEM, além do PSDB. São cinco partidos na aliança e acho que o tempo de televisão é bem razoável. Claro que sempre é bom ter mais tempo, mas não vale tudo", afirmou. Embora tenha evitado polêmica, Serra disse que "cada um faz a política de alianças que bem entende" e deixou claro que a sua política nesse sentido é bem diferente: "Essa aliança é um problema de outros partidos. É a população que tem que analisar, julgar e avaliar". (Agências)

Haddad, ao andar pela zona leste, ouviu: "Maluf não dá, gente".

No Instituto Lula, foto de Maluf não entra. Pelo menos em seu local de trabalho, o ex-presidente não precisa conviver com a imagem que ele possivelmente gostaria de nunca ter protagonizado. Epitácio Pessoa/AE - 18.06.12

Imagem distorcida: Lula, Haddad e Maluf, um instantâneo que será eternizado pela crise que gerou.

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Instituto Lula mudou a rotina de atualização de sua página na internet e deixou de publicar as imagens do encontro entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o ex-prefeito e ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf (PP). O site do instituto faz atualizações constantes das notícias e publica as fotos do líder petista em eventos, que vão de vacinação contra gripe, visitas de amigos no hospital até atos de apoio a pré-candidatos às eleições. Mas nada da foto de Lula com Maluf nos jardins da sua casa. De acordo com a assessoria de imprensa do instituto, as imagens não serão colocadosm, nem o fato noticiado.

De acordo com a assessoria, a foto foi manchete "em todo o lugar". Maluf, que teria cobrado a presença de Lula em sua residência, teria exigido também a foto. "Fazia parte do pacote", segundo uma fonte petista. O ex-presidente ficou contrariado, mas foi. Posou e saiu sem falar nada. Para o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), "é evidente que não é uma foto normal", ver o Lula apertando a mão de Maluf, mas ele procurou minimizar dizendo que é consequência da "convivência democrática". Wagner, que estava no encontro dos governadores da Rio+20, aproveitou para dizer que em nome da sustentabilidade "não devemos exterminar ne-

nhuma espécie". O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), outro presente na Rio+20, foi lacônico. Disse que era "um problema do PT". Já o governador Agnelo Queiroz (PT-DF) falou que seria melhor "deixar para o governo local resolver". O governador Tarso Genro disse que preferia conversar com "os companheiros Haddad e Lula antes de opinar". Ele disse que "ninguém dá bola para o Rio Grande do Sul, só vêm me perguntar coisas de São Paulo". Também a ex-ministra Marina Silva não se conteve. "Vale misturar água e óleo para ter mais tempo de tevê", disse em seu discurso na Rio+20. "Eles só acreditam na política do pragmatismo". (AE)


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quarta-feira, 20 de junho de 2012

7 Talvez os parlamentares acreditem que o relatório prévio do TCU é o definitivo. Ministro José Múcio Monteiro

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Ailton de Freitas/AOG - 28.11.06

MarcusVaillant/A Gazeta/AE

Lula Marques/Folha Imagem - 22.11.06

Celso Junior/AE - 22.09.06

Wilton Junior/AE - 23.10.06

Monalisa Lins/AE - 19.09.06

'Aloprados' viram réus 6 anos depois Grupo petista teria tentado incriminar Serra na disputa pelo governo de São Paulo

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Ministério Público Federal de Mato Grosso denunciou nove pessoas sob acusação de envolvimento no caso do dossiê negociado em 2006 por petistas contra o então candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra. Entre os denunciados estão Jorge Lorenzetti, Expedito Veloso, Osvaldo Bargas e Gedimar Pereira Passos, que trabalhavam na campanha de reeleição do ex-presidente Lula. Constam ainda os nomes de Hamilton Lacerda, ex-braço direito do hoje ministro Aloizio Mercadante (Educação) e do

empresário Valdebran Padilha – em 2004, ele atuou como arrecadador da campanha petista à Prefeitura de Cuiabá. A denúncia, apresentada à Justiça Federal no dia 14 e aceita no dia 15, atribui ao grupo crimes de formação de quadrilha, contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e informação falsa em contratos de câmbio. Não foi provado o crime eleitoral. Os outros três denunciados são os empresários Fernando Manoel Ribas Soares, Sirley Silva Chaves e Levy Luiz da Silva Filho (cunhado de Sirley). Fernando e Sirley são sócios

Patrícia Santos/AE - 29.09.06

Hamilton Lacerda: ex-braço direito do atual ministro Mercadante.

na Vicatur, empresa de turismo suspeita de ser a origem de parte dos R$ 1,7 milhão que seriam utilizados na compra do dossiê. A trama do dossiê foi desmontada em 15 de setembro de 2006, quando a Polícia Federal prendeu Valdebran Padilha e o advogado Gedimar Passos – então assessor da campanha do ex-presidente Lula – com um total de R$ 1,168 milhão e US$ 248,8 mil. Até hoje, a origem da maior parte do dinheiro é desconhecida. Segundo denúncia encaminhada à Justiça Federal, o objetivo do encontro no hotel seria "arrematar as negociações" por um pacote que incluía um vídeo e uma série de documentos que supostamente comprometeriam José Serra com a máfia das ambulâncias, o escândalo conhecido como sanguessugas. O termo "aloprados" foi cunhado pelo próprio Lula e o escândalo repercutiu mal em sua campanha. Para muitos, foi decisiva para o 2º turno. No inquérito da PF, Mercadante e seu tesoureiro da campanha, José Giácomo Baccarin, chegaram a ser indiciados por crime eleitoral. A atuação dos 6 principais denunciados (Gedimar, Valdebran, Expedito, Hamilton, Jorge e Osvaldo), segundo a Procuradoria, visava "desestabilizar a campanha eleitoral de 2006 ao governo do estado de São Paulo, através da criação de vínculo entre o candidato do PSDB e a máfia dos sanguessugas". (Folhapress)

Senado votará contas pendentes Congresso não analisa relatórios de contas elaboradas do TCU desde 2002

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em por em votação nos últimos nove anos as contas do governo federal, o Senado recebeu ontem relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) com 25 ressalvas às contas do primeiro ano da presidente Dilma Rousseff. Em audiência com o presidente do TCU, Benjamin Zymler, o presidente do Senado, José Sarney (PMDBAP), prometeu analisar as contas pendentes. "O presidente se comprometeu a colocar as contas em votação. Nós esperamos isso. É um ato importante do Congresso", disse Zymler. O Congresso não analisa os relatórios de contas elaborados pelo TCU desde

2002, último ano do governo Fernando Henrique Cardoso. De lá para cá, também não analisou qualquer conta do ex-presidente Lula. A prática se tornou comum aos deputados e senadores. "A Constituição do Brasil determina que o tribunal elabore parecer prévio para as contas serem julgadas pelo Congresso. Há um deficit de julgamentos", criticou Zymler. Já para o ministro José Múcio Monteiro, que relatou no TCU as contas de Dilma, a função do tribunal é apenas prepará-las para que o Legislativo faça a sua análise definitiva. "Eu, que passei 20 anos do lado como parlamentar, não sei como justificar. Talvez os

parlamentares acreditem que o relatório prévio do TCU é o definitivo". As contas do primeiro ano da presidente Dilma foram aprovadas em maio pelo TCU com 25 ressalvas e 40 recomendações. Em seu relatório, Múcio apontou problemas como atraso nas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e nas da Copa de 2014. O relatório do TCU também apontou que a renúncia fiscal chegou a R$ 187 bilhões, mais que gastos com Saúde, Educação e Assistência Social. Em 2010, o valor de renúncia foi de R$ 144 bilhões – o TCU já apontava que esses gastos cresciam sem controle. (Folhapress)

Protagonistas do escândalo dos 'aloprados', eles responderão agora por crimes como lavagem de dinheiro ou operação fraudulenta de câmbio, entre outros. Da esquerda para a direita: Gedimar Passos, assessor da campanha de Lula, negociava a aquisição do dossiê com Valdebran Padilha, empresário filiado ao PT. Já Osvaldo Bargas trabalhava na campanha do ex-presidente Lula, enquanto Expedito Afonso Veloso era diretor de Gestão de Risco do Banco do Brasil. Fachada da casa de câmbio Vicatur Câmbio e Turismo Ltda, que pertencia a Manoel Rivas Soares e Sirley da Silva Chaves. E Freud Godoy, ex-assessor especial da Secretaria da Presidência de República.


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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Não podemos aceitar que ameaças veladas impeçam a magistratura de exercer suas funções. Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça.

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CPI DO CACHOEIRA

CNJ cobra maior proteção a juiz ameaçado Corregedora diz que já havia pedido segurança à Polícia Federal e agora vai interpelar o tribunal em favor de Paulo Augusto Moreira Lima, ainda sob "ameaças veladas".

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corregedora Nacional de Justiça, Eliana Calmon, afirmou ontem que discutirá providências para garantir a segurança do juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima, que estava no comando do processo contra o contraventor Carlinhos Cachoeira e que pediu afastamento do caso depois de ser ameaçado, conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo na edição de ontem. Calmon disse que o juiz relatou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) as ameaças sofridas. Ela afirmou que pediu então à Polícia Federal que garantisse a segurança do magistrado. Por isso, a saída dele do caso a surpreendeu. Mesmo sob a vigilância da PF, Lima relatou que ele e sua família sofrem ameaças veladas. "Eu pretendo chamar o juiz Paulo Lima aqui no CNJ para saber que tipo de ameaça ele sofreu e quais as providências o tribunal pode tomar", afirmou Calmon. A ministra lembrou que o CNJ discute uma proposta de resolução para instituir o Sistema Nacional de Segurança do Poder Judiciário (Sinaspj). A proposta seria estabelecer medidas de segurança institucional e pessoal dos magistrados e familiares em situação de risco. Calmon adiantou que o juiz federal Leão Aparecido Alves, que deve herdar o comando do processo contra Cachoeira, terá de se declarar suspeito se comprovadas as informações de que seria amigo de um dos investigados e integrantes do

Antonio Cruz/ABr - 01.06.12

grupo do contraventor – José Olímpio de Queiroga Neto. Comprovadas as informações, disse a ministra, "é lógico que ele não pode funcionar como juiz da causa" Apoio – A Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) informou em nota que irá dar "apoio irrestrito" ao juiz, que decidiu se afastar da ação que investiga o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O juiz pediu para sair do caso afirmando ter recebido amea-

Minha família foi procurada por policiais que queriam conversar sobre o processo da Operação Monte Carlo. JUIZ PAULO MOREIRA LIMA ças contra ele e sua família. "A Ajufe está prestando total assistência ao magistrado e considera grave a divulgação indevida do ofício dirigido à Corregedoria Regional da Justiça Federal da 1ª Região", afirma a nota, assinada pelo presidente da entidade, Nino Oliveira Toldo. Segundo ele, a associação entrou em contato com a Polícia Federal e com o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para tratar da questão. Alvo – O juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima, res-

ponsável pela Operação Monte Carlo, relatou ser alvo de ameaças de morte, disse que homicídios podem ter sido cometidos por integrantes do esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira e pediu para ser tirado do caso. Em ofício encaminhado no último dia 13 ao corregedorgeral do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região, Carlos Olavo, ele afirma não ter mais condições de permanecer no caso por estar em "situação de extrema exposição junto à criminalidade do Estado de Goiás". E para evitar represálias, disse que deixará o País temporariamente. No documento ao qual o Estado teve acesso, o juiz relata que segue esquema rígido de segurança por recomendação da Polícia Federal, mas diz que sua família foi recentemente abordada por policiais, que fizeram uma "ameaça velada". "Minha família, em sua própria residência, foi procurada por policiais que gostariam de conversar a respeito do processo atinente à Operação Monte Carlo, em nítida ameaça velada". Lima indica que investigados pela Operação Monte Carlo podem estar relacionados a assassinatos cometidos recentemente, o que configuraria queima de arquivo. "Pelo que se tem informação até o presente momento, há crimes de homicídio provavelmente praticados a mando de réus do processo", escreveu. Nas cinco páginas em que explica o pedido para deixar o

Reprodução

Eliana Calmon: corregedora quer ouvir o juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima, que relata ser alvo de intimidações veladas à sua família por parte de policiais. caso, Lima elenca os recentes processos polêmicos que comandou. Na Monte Carlo, 79 réus foram denunciados, sendo 35 policiais federais, civis e militares. E por ter determinado o afastamento dos policiais de suas funções, afirma que não pôde ser removido para varas no interior do Estado "por não haver condições adequadas de segurança". Lima afirma que sairá do País, por precaução. (AE)

Andre Dusek/AE

Caso é de 'gravidade incomum' A opinião é do presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto.

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Ayres Britto: "Não se pode ameaçar do ponto de vista físico, moral ou psicológico a nenhum julgador".

presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto, afirmou serem de "gravidade incomum" e "qualificada" as ameaças veladas feitas ao juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima, que comandava o processo contra o contraventor Carlinhos Cachoeira, e que o levaram a abandonar o caso, informa o portal G1. "Não se pode ameaçar do ponto de vista físico, moral ou psicológico a nenhum julgador e sua família", afirmou. A corregedora Nacional de Justiça, Eliana Calmon, afirmou que ouvirá o juiz Moreira Lima e questionará o Tribunal

Regional Federal da 1ª Região se foram adotadas providências para proteger o magistrado ou se o tribunal simplesmente aceitou seu afastamento do cargo. "Não podemos ter juízes covardes, juízes ameaçados. Não podemos aceitar que ameaças veladas impeçam a magistratura de exercer suas funções", afirmou a ministra ao portal. "No dia em que aceitarmos tal precedente, não teremos magistrados independentes", acrescentou. À corregedora, o juiz federal Moreira Lima afirmou que, além das ameaças veladas, seu trabalho era contestado

pelos colegas de tribunal, especialmente a legalidade das provas obtidas no curso das investigações. De acordo com Eliana Calmon, Moreira Lima disse que seu trabalho estava sendo desqualificado pelo TRF. "Se minhas provas estão sendo desqualificadas, se estou me sacrificando à toa, eu estou saindo do processo", afirmou o juiz conforme Eliana. O juiz federal que herdaria o caso, Leão Aparecido Alves, tem ligações pessoais com um dos investigados. Por isso, em entrevista, afirmou que se declarou impedido e que não assumirá a investigação.

Gustavo Lima/Agência Câmara - 13.12.11

Câmara pede investigação sobre venda de emendas Marco Maia diz que denúncia deve ser apurada pela Corregedoria da Casa

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presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), disse ontem que vai pedir à Corregedoria da Casa que investigue a denúncia de esquema de venda de emendas na CâGustavo Lima/Agência Câmara - 05.07.11

mara dos Deputados, ilegalidade que seria liderada pelo deputado federal João Carlos Bacelar (PR-BA). A decisão atende pedido feito pelo PSol por meio de ofício protocolado pela manhã.

"Ainda não recebi esse ofício, mas assim que receber vou encaminhar à Corregedoria para que ela faça a análise cabível". Marco Maia afirmou ainda que é comum que parlamentares "conversem" sobre as emendas, para que um município não tenha um número maior de emendas do que outro. "Há situações em que o prefeito vem aqui depois das eleições e pede a todos os deputados que destinem emendas ao município ou alguma organização não governamental e, mesmo não tendo voto no local, destina-se a emenda", disse. "Agora, temos que investi-

Geraldo Simões (PT-BA): apontado como um dos vendedores no esquema.

gar para saber que tipo de negócio há na indicação das emendas, mas isso só uma investigação mais aprofundada", acrescentou. Apesar da denúncia, Marco Maia negou que haja um esquema de compra e venda de emendas na Câmara. "O que há é uma denúncia localizada de um parlamentar da Bahia com mais outros dois deputa-

dos, que precisamos investigar para saber se isso de fato aconteceu". A denúncia de venda de emendas foi apresentada em reportagem do jornal O Globo, baseada em conversas gravadas nas quais a ex-mulher de Bacelar, Isabela Suarez, descreve o esquema. De acordo com a gravação, o deputado, que é empresário,

João Carlos Barcelar (PR-BA): acusado de ser o comprador. comprava emendas de colegas. O deputado Geral Simões é apontado como um dos vendedores. Bacelar já é investigado na Câmara por outras denúncias. (Agências)


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quarta-feira, 20 de junho de 2012

9 IRÃ ATÔMICO Sem chegar a acordo, potências e Teerã terão nova reunião em julho.

nternacional

PAQUISTÃO Suprema Corte cassa mandato de primeiro-ministro por desacato

A MORTE ANTECIPADA DE MUBARAK Boatos sobre a morte clínica do ex-ditador do Egito circulam pelo mundo, após confirmação pela agência estatal. Militares correm para negar rumores. Reuters - 19/06/12

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osni Mubarak, que governou o Egito por três décadas até ser deposto por um levante popular em fevereiro do ano passado, está sobrevivendo com a ajuda de aparelhos em um hospital, disseram militares, ontem, negando rumores de que ele estaria clinicamente morto. Em meio à tensão pela eleição de um novo presidente egípcio, a agência estatal de notícias Mena informou anteriormente, citando fontes médicas, que o ex-governante estava "clinicamente morto". A notícia foi imediatamente divulgada pela imprensa mundial, até ser negada pelo próprio governo do Egito. Fontes ligadas ao Ministério do Interior do Egito e à família de Mubarak disseram à rede Al Jazeera que, após ter tido um ataque cardíaco, ele foi reanimado e respira por máquinas. Já o general Said Abbas, membro do conselho militar que governa o Egito, disse à Reuters que Mubarak sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), mas afirmou: "Qualquer conversa sobre ele estar clinicamente morto é absurda". A seguir, seu advogado disse que Mubarak está em coma. Aos 84 anos, Mubarak tem a saúde fragilizada desde que foi deposto do poder por protestos populares. Ele foi então julgado dentro de uma jaula, deitado em uma maca, e em seguida condenado à prisão perpétua. Funcionários penitenciários afirmam que ele tem tido pressão alta e passa por dificuldades para respirar, além de ter depressão profunda desde que perdeu o poder.

Farsa? - Após a deterioração dão muitos salafistas de sua saúde, Mubarak foi (muçulmanos ultraconservatransferido ontem da prisão de dores), que festejaram o que Torah, em que estava detido lhes parecia impensável há 16 desde o dia 2 de junho, para o meses: o primeiro presidente hospital Maadi no Cairo. islamita da história do Egito. A transferência deve inco"Sonhamos com isso a vida modar ativistas, que têm reclainteira", disse o urologista Abmado do tratamento especial dullah Makhlouf, de 38 anos, dado ao ex-ditador e apontado sem importar-se com o fato de que a piora da saúde é um preque a eleição de Mursi ainda texto para retirá-lo da prisão. não é oficial. "A Irmandade não Eleições - A confusão sobre o mente. Se eles declararam viestado de saúde de Mubarak tória, é fato consumado." ocorre em um momento em Já era quase meia-noite no que ambos os candidatos à Cairo (19h de Brasília), quanPresidência do Egito proclado surgiram as notícias sobre mam vitória no pleito. a morte clínica de Mubarak. A A Irmandade Muçulmana inreação foi um misto de dessistiu ontem que seu candidato, crença e indiferença. Mohammed Mursi, chegou na "Não acredito em nada mais frente do ex-militar Ahmed do que falam, acho que divulgaShafiq, último premiê de Mubaram isso para esvaziar a praça", rak. Mas o resultado oficial só disse Ahmed Adil, de 25 anos, deve ser divulgado nesta quinfuncionário de uma empresa de Mubarak tem a saúde fragilizada desde que foi deposto. Ele ficou em uma maca durante seu julgamento. ta-feira, e telefonia. (Agências) Shafiq não ad- Suhaib Salem/Reuters mite derrota. Reuters 01/09/1 A celebra0 ção pela suposta vitória de Mursi se misturou aos protestos, na praça Tahrir, no Cairo, contra os decretos do ExérciÉpoca de glória: t o q u e a mcom Obama... pliam os poAFP/AE - 28/09/1995 deres dos generais e enfraquecem os do presidente eleito nesta semana. Além de seguidores da Irmandade Muçulmana, ha... e com Clinton, líderes árabes e israelense. via na multi- Manifestante grita palavras de ordem durante protesto contra os militares que governam o país, no Cairo. Shaam/Reuters

Saia justa entre Cameron e Cristina

Reino Unido intercepta armas russas à Síria

Soberania das Malvinas provoca bate-boca

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U

m navio de carga com helicópteros militares e munição de fabricação russa que se dirigia à Síria foi interceptado ontem, perto da costa escocesa. O governo britânico lamentou a situação ao relembrar o embargo europeu contra Damasco. Após a interceptação, a embarcação deu meia-volta e retornou à Rússia, confirmou o secretário de Relações Exteriores britânico, William Hague. A interrupção no fluxo de armas foi anunciada no mesmo dia em que o regime sírio disse estar disposto a retirar civis da cidade de Homs (à esq.), que há mais de uma semana não conseguem deixar o local por causa dos conflitos. (Agências)

Divulgação/EFE

t e ns ã o entre A r ge ntina e Reino Unido sobre a soberania das Ilhas Malvinas provocou um bate-boca entre a presidente argentina, Cristina Kirchn e r , e o p r im ei ro -m in istro britânico, Cristina mostra documento da ONU a Cameron David Cameron, na cúpula do G20, no México, ontem. Sempre de acordo com o relaCameron procurou Cristina to do porta-voz argentino, Capara agradecê-la pelo apoio meron pegou o envelope e redado às propostas de refor- gressou à sua bancada. mas bancárias europeias, disO ministro das Relações Exse o porta-voz argentino, Al- teriores da Argentina, Héctor fredo Scoccimarro, em entre- Timerman, declarou que a sivista aos jornalistas argenti- tuação evidencia que "o aun o s q u e t r a b a l h a m n a mento do apoio que a posição cobertura da reunião. argentina tem tido no mundo Porém, inesperadamente, está pesando no governo bride acordo com Scoccimarro, tânico". E que "é a primeira vez Cameron a interrompeu e exi- que esse diálogo sucede" e o giu-lhe que respeite o resulta- governo britânico "se vê obrido do referendo que os kelpers gado a responder publica(habitantes das ilhas) realiza- mente" sobre a questão. rão em 2013 sobre o status poNo último dia 14, aniversálítico do arquipélago. rio de 30 anos do fim da Guerra "A presidente, que justamen- das Malvinas, enquanto Cristite tinha um envelope com os na Kirchner defendia a soberapapéis de todas as resoluções nia argentina perante o Comidas Nações Unidas sobre a tê de Descolonização da ONU, questão das Malvinas, disse Cameron hasteava a bandeira que queria entregar-lhe, por- das Falklands (como os britâque o que realmente havia que nicos chamam as Malvinas) respeitar são as cláusulas das em sua residência oficial. 40 resoluções das Nações UniNa ocasião, Cristina reitedas e de seu Comitê de Desco- rou pedido para que o Reino lonização", disse o porta-voz. Unido se sente para negociar. O premiê respondeu que Mas o governo britânico denão ia falar de soberania e fende que as Malvinas são auCristina contestou que "tam- tônomas e que as conversapouco pretendia falar sobre o ções poderiam apenas aconassunto" e que "só queria en- tecer se os moradores locais tregar em mãos o envelope". quisessem. (Agências)

Reuters - 01/12/11

FUGA PARA EQUADOR Acusado de crimes sexuais na Suécia, Assange pede asilo político a Correa.

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O fundador do WikiLeaks diz ser perseguido 'por publicar informações que comprometem os poderosos, de publicar a verdade e, com isso, desmascarar corrupção e graves abusos aos direitos humanos'.

fundador do WikiLeaks, Julian Assange, buscou refúgio na embaixada equatoriana em Londres e pediu asilo político ao país. Autoridades equatorianas estão considerando o pedido, revelou ontem o ministro das Relações Exteriores do país, Ricardo Patiño, acrescentando que a decisão do governo respeitará a lei internacional e o apoio que o Equador dá aos direitos humanos. "Agradeço ao governo do Equador e ao embaixador no Reino Unido por considerar meu pedido", declarou Assange, em comunicado à imprensa, após Quito anunciar que estuda o pedido. Mais cedo, o chanceler equatoriano informou que o

australiano de 40 anos enviou uma carta ao presidente do país andino, Rafael Correa, na qual afirma sofrer "perseguição" e, por isso, pede asilo político. Um porta-voz da embaixada confirmou a informação sobre a solicitação de Assange, que pediu asilo político para evitar sua extradição à Suécia, onde é acusado de crimes sexuais. Na semana passada, o réu esgotou os recursos legais na Justiça britânica para contestar as acusações. A Suprema Corte afirmou que a extradição poderá levar dez dias, a partir de 28 de junho. De acordo com Patiño, Assange afirmou que as autoridades australianas "não defenderiam seus

direitos mínimos frente a qualquer governo ou ignorariam a obrigação de proteger um cidadão politicamente perseguido". Assange diz que considera "impossível" o retorno a seu país de origem após a "lamentável declaração efetiva de abandono" recebida pelas autoridades australianas, disse Patiño. O WikiLeaks publicou em 2010 milhares de telegramas diplomáticos do governo dos Estados Unidos. As autoridades australianas colaboraram com as norteamericanas nas investigações à conduta do WikiLeaks e concluíram que Assange transgrediu a lei australiana. (Agências)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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eral

TUCANO VERDE Geraldo Alckmin assinou, ontem no Rio, decreto para criar parque ecológico em Capão Bonito, que terá 22 mil hectares de matas nativas.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

FISSURA Muhammad Yunus, fundador do maior banco do microcrédito do mundo e Nobel da Paz em 2006, afirmou que o dinheiro tornou-se um vício.

Antonio Lacerda/EFE

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documento final da Rio+20, "O Futuro que Queremos", foi aprovado ontem sem alterações por representantes de quase 190 países. Sem avançar na agenda socioambiental e jogando as decisões para o futuro, foi recebido entre vaias e aplausos. A principal resolução foi lançar um processo para a definição de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Tratase de um conjunto de metas para substituir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, a partir de 2015, incorporando critérios socioambientais. A proposta será feita em 2013, após a definição de um comitê a ser indicado pela ONU. Outra decisão futura é a criação de um grupo de especialistas para propor, em 2014, uma solução inovadora para o financiamento ao desenvolvimento sustentável. O chanceler Antônio Patriota afirmou que "é a primeira vez na história da ONU que um documento tem os três pilares do desenvolvimento sustentável – social, ambiental e econômico – bem equilibrados. A presidenta Dilma Rousseff disse, no México onde participou da cúpula do G20, que a aprovação antes da chegada dos chefes de Estado ao Rio é uma "vitória do Brasil". Segundo a governante, "temos que comemorar, sim, como uma vitória do Brasil, ter conseguido aprovar um documento oficial entre os diferentes países, contemplando posições distintas". O conteúdo, agora, deve ser avaliado e aprovado pelos chefes de Estado que estão chegando para a fase decisiva da conferência, de hoje até sexta-feira.

Texto agradou a alguns, mas não convenceu várias nações e ONGs. Acima, escultura feita com garrafas PET na praia de Botafogo.

Vaias e aplausos ao Brasil na Rio+20 País coordenou a construção do texto zero que será debatido entre líderes

Co lo ss o – Ambientalistas presentes ao Riocentro chamaram de "fracasso colossal" o rascunho final do texto da Rio +20, e afirmaram que a conferência "pode acabar antes de começar". "Dois anos e uma madrugada de negociações depois, os diplomatas no Rio decepcionam o mundo", afirmou Jim Leape, diretor geral do WWF. Segundo ele, faltou visão e liderança aos diplomatas. "Eles deveriam ter vergonha de sua incapacidade de encontrar consenso em um tema tão crucial", lamentou. "Você entrou numa reunião no Rio em 2012 e saiu achando que estava no começo de uma reunião no Rio em 1992", resumiu Marcelo Furtado, diretorexecutivo do Greenpeace. Um dos principais resultados esperados pelo Brasil no texto acabou não saindo: a decisão de lançar o embrião de um acordo para a proteção de áreas marinhas além de jurisdições nacionais, que cobrem 50% da superfície da Terra. "O documento é rico em potencialidades", filosofou a embaixadora Maria Luiza Viotti, chefe da missão brasileira. "A Rio+20 deveria ser um ponto de virada. Não há sinal disso aqui", disse Stephen Hale, porta-voz da Oxfam. Outra ala insatisfeita foi a das mulheres, com a exclusão de garantias a direitos femininos na área da reprodução. Após a divulgação, o jornal francês Le Figaro publicou na internet matéria com o título: "Brasil, líder sem influência da Rio+20" e criticou a "falta de visão do país anfitrião" da conferência. Em outro tópico, destacou "a timidez do gigante gentil" em lidar com tamanha responsabilidade. (Agências)

Marcos de Paula/AE

Para gringo ver

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Bloomberg e Paes: ritmo chinês aplicado por brasileiro para receber norte-americano.

nquanto diplomatas e representantes dos chefes de Estado participavam de árdua negociação para fechar um esboço do documento final da Rio+20, as 59 cidades que integram o grupo C40 e a Cúpula dos Prefeitos no Forte de Copacabana apresentavam, ontem, um comunicado em que se comprometiam a adotar medidas para evitar a emissão de 1,3 bilhão de toneladas de gases responsáveis pelo efeito estufa até 2030. Caso consigam cumprir seus objetivos, as cidades do C40 emitirão em 2030 uma quantidade de poluentes 45% menor do que o previsto. Mas os prefeitos não assinaram um protocolo regido por legislação internacional.

Metas – De acordo com dados divulgados pelo grupo, as cidades-membros da organização emitiram 1,7 bilhão de toneladas de gás carbônico em 2010 e projetam que esse montante chegue a 2,9 bilhões de toneladas até 2030, se nada for feito. Caso consigam cumprir todas as metas acordadas, esses municípios vão lançar em torno de 1,6 bilhão de toneladas em 2030. De acordo com o C40, as megalópoles que participam do seleto grupo reúnem 544 milhões de habitantes, que representam 8% da população mundial, e somam US$ 13 trilhões de orçamento – 20% do total do mundo. No Brasil, além do Rio, as cidades de São Paulo e Curitiba são membros.

Estranho no ninho – Para receber uma visita de 30 minutos da estrela do encontro, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, um pedaço do Rio foi literalmente maquiado. Ele "conheceu" a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Chapéu-Mangueira ou o que parece ser a comunidade. Isso porque houve um choque de beleza no local para não assustar Bloomberg. Uma rua foi asfaltada em velocidade chinesa, menos de 24 horas, fachadas foram higienizadas de pichações como "Ozama" e iluminação especial de LED foi instalada. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, negou a plástica rápida e disse que tudo faz parte do projeto para a recuperação da área. (Agências)

Ueslei Marcelino/Reuters

MAIS PÃO, MENOS GUERRA – O movimento

Para o mundo enxergar O

s manifestantes estão aproveitando a presença da imprensa internacional para expor as cicatrizes brasileiras pelo mundo. Ontem, foi a vez da ONG Articulação Nacional pela Memória, Verdade e Justiça realizar um protesto, na Urca, contra um suspeito de torturar militantes de esquerda durante a ditadura.

Cerca 1.500 pessoas, segundo a Polícia Militar, participaram da ação que começou na avenida Pasteur. De lá, seguiram até a rua Lauro Muller, em Botafogo, onde mora o suposto torturador Dulene Aleixo Garcez dos Reis, então capitão do Exército em 1970. Segundo manifestantes, o capitão Reis teria partici-

Vira Rio e a organização Prefeitos pela Paz levaram à comunidade Santa Marta uma arma de guerra recoberta por pães. Um abaixoassinado seguiu a mobilização em busca de apoio para a redução de 10% nos gastos militares. O recurso seria aplicado em iniciativas que garantam o desenvolvimento sustentável.

pado da tortura ao jornalista e secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), Mario Alves. Ele foi morto dentro do 1º Batalhão de Polícia do Exército, na Tijuca. A ONG pediu ainda que os torturadores sejam punidos pela Comissão da Verdade. Reis não foi encontrado para comentar o caso. (Folhapress)

Marcos de Paula/AE

Martin Alipaz/EFE

SEM PAZ – O boliviano Evo Cerca de 1.500 pessoas percorreram ruas do Rio pedindo que os torturadores da ditadura militar sejam punidos pela Comissão da Verdade

Morales recebeu o iraniano Mahmoud Ahmadinejad, ontem em La Paz. De lá, o polêmico líder seguiu para o Brasil onde participa da alta cúpula da Rio+20 ao lado de outros dirigentes. ONGs e várias embaixadas vêm pedindo que seja esvaziado o plenário da ONU no momento de seu discurso. Ele quer uma audiência com Dilma, o que não foi confirmado pelo Planalto.


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quarta-feira, 20 de junho de 2012

e

11 VANTAGEM Um empate hoje à noite contra o Santos, no Pacaembu, basta para o Corinthians ir às finais da Libertadores da América.

sporte

Libertadores: campeões mostram o caminho da final. Confira as dicas de Pepe e Valdir Espinosa para Corinthians e Santos, que definem hoje qual disputará o título. Guilherme Carvalho

Neymar – a principal esperança de gols do Santos balançou as redes 27 vezes nesse ano, mais do que todos os homens de frente do Corinthians somados. Para a partida de hoje, tanto Pepe quanto e Espinoza escalariam Borges para jogar a seu lado.

gols dessa vez, já que no primeiro jogo passou em branco", lembra Pepe. Borges e Neymar – P ar a aumentar o poderio ofensivo, Pepe e Espinosa escalariam Borges entre os titulares. Na primeira partida o atacante ficou no banco. Com ele em campo, Elano ou Alan Kardec perderiam o lugar na equipe. "No jogo passado, o time melhorou quando Borges entrou. Acredito que o estilo de jogo dele se adapta muito mais ao do Neymar, ao do Ganso e ao resto do time do Santos", analisa Espinosa. "O Kar-

dec evoluiu muito nos últimos anos, mas é um jogador mais de bola área, pode até ser uma boa arma no segundo tempo, caso o Santos precise", completa. Já Pepe, diz que escalaria Borges em pelo menos um tempo caso estivesse no lugar de Muricy Ramalho, técnico do Santos. "É um atacante que sempre nos deixa a expectativa de que fará um gol." Em relação a Neymar, que teve uma queda de rendimento na últimas partidas, Espinosa acredita que Muricy está trabalhando o lado psicológico do jogador, além de definir seu posicionamento em campo. "Muitos reclamam que o Neymar não deve ficar apenas no lado esquerdo, mas ficar na esquerda não é necessariamente grudar na linha lateral, e sim movimentar-se por uma área que vai desde a primeira trave até a lateral. É lá que Neymar deve jogar. Se puser ele para correr o campo de ataque inteiro, ele se desgastará muito e não ganhará entrosamento com os companheiros. Na esquerda, ele tem mais condições de se entrosar com um ou outro jogador que caia também por ali", explica. Willian, a melhor opção – Do lado corintiano, o desfalque de Emerson preocupa. O atacante, que marcou o gol do time na partida de ida e depois foi expulso, é muito útil não só pelo que pode fazer na frente, mas por ajudar na marcação. "O Corinthians tem essa característica de marcação. Todos os jogadores marcam, voltam lá atrás para defender. Isso inclui Emerson, Jorge Henrique, Danilo e Alex. Como esse é o estilo do time, é preciso que seja mantido, até porque vem dando certo. Por isso, a melhor opção é mesmo o Willian que também sabe fazer essa função, embora não tanto quanto o Emerson", comenta Espinosa.

Wilian – apontado pelos dois campeões como o melhor substituto para Emerson, que garantiu o 1 a 0 no primeiro jogo, mas depois foi expulso e, por isso, não joga hoje.

De acordo com o treinador, o Corinthians deve continuar reforçando a marcação em cima de Neymar, com Jorge Henrique auxiliando o lateral Alessandro. "Deu certo no primeiro jogo, então deve ser mantido, porque o Jorge Henrique tem essa característica. O problema de fazer com que os atacantes Ganhará voltem tanto aquele que é que eles se desgastam tiver mais m u i t o e d etranquilidade pois falta fôpara exercer lego para a sua característica. chegar ao ataque. Por VALDIR ESPINOSA isso que o C o r i n th i a n s g a n h a s e mpre de 1 a 0. Eu não gosto desse estilo de jogo, mas está funcionando". Com esse futebol que prioriza a marcação, o treinador Tite fez do Corinthians a melhor defesa da história da Libertadores, com apenas 2 gols sofridos em 11 jogos (média de 0,18 gol por jogo). Para Pepe, o problema pode estar nos adversários. "Queria ver ser a melhor defesa da história contra Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe”, brinca o ídolo santista. Ricardo Ramos/Folhapress

Sérgio Lima/Folhapress

Lucas Baptista/AE

me da Vila tem uma qualidade excepcional e pode vencer no Pacaembu." Para o campeão de 83, a paciência será o detalhe decisivo que definirá o confronto. "O jogo provavelmente será marcado pelo ataque do Santos tentando furar a defesa do Corinthians. Tanto pela vantagem do Corinthians quanto pelo estilo dos dois times. E ganhará aquele que tiver mais tranquilidade para exercer sua característica. Isso serve para quem defende e para quem ataca. Ambos precisam manter a calma", aconselha o ex-técnico do Grêmio. E o atual campeão da América sabe que para avançar às finais precisará utilizar sua vocação ofensiva – só Neymar já balançou a rede 27 vezes esse ano, mais do que todos os homens de frente do Corinthians somados. "O Santos é um time eminentemente ofensivo, sempre primou por isso. Acredito que marque

Mauro Horita/AE

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pesar da vantagem adquirida na partida de ida da semifinal da Libertadores na quarta-feira passada, quando venceu o Santos por 1 a 0 na casa do adversário, o Corinthians não é favorito para avançar à decisão, acreditam dois campeões da Libertadores da América – Valdir Espinosa, técnico do Grêmio em 1983, e Pepe, bicampeão com o Santos em 62 e 63. Os times definem hoje, a partir das 21h50, no Pacaembu, qual passará às finais da Libertadores. Depois da vitória no prim e i r o c o nfronto, o Corinthians se classifica até O Santos é com um ememinentemente pate. Para o Santos, qualofensivo, quer vitória sempre primou que não seja por isso. Acredito por 1 a 0 o leque marque va à decisão. gols dessa vez. Caso o Peixe vença pelo PEPE placar de 1 a 0, a definição irá para os pênaltis. "O Santos tem um grande time e é plenamente capaz de reverter o resultado. Não existe favoritismo entre dois clubes desse porte", afirma Pepe. Espinosa tem a mesma opinião. Para o técnico e comentarista, o Corinthians sobrou no primeiro jogo, mas o Santos pode jogar bem melhor do que fez na última quarta-feira. "O Santos ficou devendo muito no primeiro jogo. Tanto no lado individual quanto no lado coletivo. Mérito também do Corinthians, claro, que marcou muito bem e construiu uma vantagem boa, mas o ti-


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quarta-feira, 20 de junho de 2012 Werther Santana/AE

CORRENTE CONTRÁRIA Vendedores ambulantes legalizados acorrentaram-se em frente à Prefeitura, no Viaduto do Chá, em protesto contra a cassação de suas licenças.

idades

Na 25 de Março, camelôs fazem feirinha relâmpago.

Com bancas improvisadas, camelôs reeditam a velha feirinha da madrugada na rua 25 de Março, no Centro, e só recolhem suas mercadorias por volta das 6h, com a chegada da PM. Hoje haverá protesto na Praça da Sé. Em frente à Prefeitura, ambulantes cegos continuam acorrentados em defesa de seus TPUs.

Fotos de Werther Santana/AE

Ivan Ventura

N

a madrugada de ontem, poucas horas antes de os vendedores ambulantes legais (os que têm o Termo de Permissão de Uso - TPU) encerrarem, pelo menos oficialmente, suas atividades em São Paulo, um grupo de camelôs ilegais tomou parte da rua 25 de Março e reeditou a velha feirinha da madrugada. Com bancas improvisadas e mercadorias exibidas em panos estendidos pelo chão, os camelôs só deixaram a rua por volta das 6h , com a chegada de soldados da Polícia Militar. Em frente à Prefeitura, cerca de 20 ambulantes legalizados passaram a noite reunidos em um protesto pacífico. Outro grupo se acorrentou e exigiu uma audiência com o prefeito Gilberto Kassab. Hoje, os camelôs pretendem fazer uma grande manifestação na Sé e em frente ao Tribunal de Justica. Toda essa movimentação é consequência da recente decisão do prefeito de revogar as últimas 500 autorizações municipais (TPUs) para a atividade de camelô e extinguir os bolsões de ambulantes, criados em 1997 pelo exprefeito Celso Pitta. Parte dos bolsões está nas regiões da 25 de Março, da Luz e da Lapa (na rua 12 de Outubro). Para compensar o fim dos bolsões, Kassab prometeu criar duas mil vagas para ambulantes legais nas feiras livres da Capital. Essa solução seria provisória, pois alguns desses ambulantes seriam transferidos em definitivo para três shoppings populares a serem construídos no Centro, na zona leste e na zona sul. Há pouco mais de uma semana, a Defensoria Pública do Estado pediu a anulação do decreto que extinguiu os bolsões e o TPU. Como forma de garantir os direitos dos camelôs legais, foi concedida liminar suspendendo os efeitos do decreto do prefeito até o julgamento do mérito. Na semana passada, a Prefeitura recorreu da decisão e a liminar foi derrubada pelo Tribunal de Justiça. Ontem, as barracas azuis dos permissionários não

foram montadas, mas o Centro não se viu livre dos camelôs. Durante a noite, centenas deles reviveram a feirinha da madrugada no exato local de sua criação, a rua 25 de Março. Hoje a feira funciona ilegalmente no bairro do Brás. Pela manhã, com a chegada da Polícia Militar, os camelôs desapareceram da 25 de Março. Parte subiu a Ladeira Porto Geral e seguiu em direção à Prefeitura, onde realizou um protesto. Durante a manifestação, seis deficientes visuais (todos permissionários) se acorrentaram a grades e disseram que só deixarão o local depois de recebidos pelo prefeito Kassab. Até o início da noite de ontem, eles permaneciam acorrentados. Telegrama - Em nota, a Prefeitura informou que enviará telegramas aos camelôs com TPU sobre as duas mil vagas que serão criadas nas feiras livres. Segundo a administração municipal, será dada preferência a camelôs com mais de 60 anos e a pessoas que tiverem alguma deficiência física. Em seguida, a Prefeitura promete incluir outros ambulantes nesse programa de No fim da madrugada os primeiros PMs realocação. chegaram e os camelôs iniciaram a retirada. O sindicato das feiras livres de São Paulo estranhou a criação de duas mil vagas nesses locais. Seus dirigentes argumentam que pelo menos quatro mil pedidos de vagas para é o número estimado feirantes foram negados de vendedores e encontram-se arquivados na entidade. ambulantes que Por isso, os feirantes possuem o Termo de querem que o prefeito apresente o plano Permissão de Uso, o de criação das novas TPU, que torna legal vagas para camelôs, seu trabalho. em especial nas feiras da região central.

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500

Trânsito: em janeiro, multa leve vai virar advertência.

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ma nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) adiou para 2013 a possibilidade do motorista que cometer infrações de trânsito receber uma advertência por escrito em vez de multa e pontos na carteira de habilitação. A mesma norma revogou a exigência de reconhecer firma para a transferência de multas. Apesar de ser prevista no código de trânsito desde 1998, a advertência só foi regulamentada em 2010. Ela deveria ter entrado em vigor em 2011, mas foi adiada duas vezes. Agora, passa a valer apenas em janeiro de 2013. A regra vale apenas para infrações de natureza média (quatro pontos e multa de R$ 85,13) e leve (três pontos e R$

53,20). Só poderá receber a advertência quem não tenha cometido o mesmo tipo de infração nos últimos 12 meses. Segundo a resolução, a advertência poderá ser dada pelo agente de trânsito ou a pedido do motorista. Nesse caso, ele deve fazer a solicitação até 15 dias após receber a notificação da autuação, que é enviada pelo correio, e apresentar documento que comprove não ser reincidente. O texto diz que "caso a autoridade de trânsito não entenda (a advertência) como medida mais educativa", poderá ser aplicada a multa. Não há possibilidade de recurso. Apesar de não contar pontos, as advertências serão incluídas nos prontuários. (Folhapress)

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Durante a madrugada de ontem centenas de camelôs ilegais montaram suas bancas e reeditaram a antiga feirinha da madrugada na rua 25 de Março, no centro de São Paulo.

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A velha cena de ambulantes carregando suas mercadorias pôde ser vista na madrugada de ontem, na rua 25 de Março, na área central da cidade.

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Nas primeiras horas da manhã de ontem a rua 25 de Março tinha aspecto deserto, já livre dos camelôs que durante algumas horas recriaram a feirinha da madrugada.

Tércio Teixeira/ Futura Press/AE

DESABOU – Desabou no fim da manhã de ontem a parede do restaurante que já havia cedido parcialmente anteontem, na avenida Brigadeiro Luís Antônio, região da Bela Vista, no centro de São Paulo. Não houve feridos, já que o prédio havia sido interditado um dia antes pela Prefeitura. Segundo a subprefeitura da Sé, técnicos constataram que o dano foi causado por um movimento de terra que estava sendo realizado no terreno ao lado, que está em obras. Sobre o restaurante, que não teve o nome informado, funciona ainda um hotel.


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quarta-feira, 20 de junho de 2012

3Doméstica º

13 PARTICIPAÇÃO Desde o início do projeto, em outubro do ano passado, mais de 600 mulheres já fizeram o curso. Foram entregues 1,3 mil certificados.

setor

com diploma Em um cenário que reproduz fielmente os cômodos de uma casa, mulheres participam de cursos e aprendem, de graça, detalhes, dicas e segredos para se tornarem empregadas diferenciadas. dra. Segundo ela, outro item que aprendeu foi a lidar com as manchas das roupas e a lexandra de Moura, passar direito a roupa. "Isso d e 3 4 a n o s , q u e me valorizou mais", afirmou. Assim como Alexandra, Sosempre trabalhou como cozinheira, é rilda Barros de Lima, de 46 empregada doméstica há dois anos, e Alessandra Akiko, de anos, mas não nega que sem- 39 anos, novatas no trabalho pre teve um certo preconceito de diaristas, esperam aprimocom relação à profissão. Só rar com detalhes o serviço nas aceitou a vaga porque estava casas de suas patroas. E, com desempregada a algum tem- isso, se destacarem. "Temos que sempre po e precisafazer o serviva de uma coço bem feito. locação. Até o É o nosso carmarido não tão de visitas. gostava da A m i n h a sua nova promaior dificulfissão. Hoje a dade é orgavergonha n i z a r o s a rdeu lugar ao mários. Perco orgulho, prinmuito tempo cipalmente guardando por ser valoriou procuranzada profisdo alguma sionalmente. coisa", disse O salário Alessandra. de Alexandra Módulos – hoje está se Criado espeigualando ao cialmente do marido, Consigo até um para atender que trabalha tempinho para as empregan a c o n s t r udas doméstição civil. A levar o cachorro mudança só passear e para ir ao c a s , o s c u rsos são graaconteceu supermercado. tuitos e dividepois que ALEXANDRA DE MOURA, didos em ela decidiu DOMÉSTICA, ALUNA DO CURSO cinco módus e a p e r f e ilos. As aulas ç o a r e f r esão ministraquentar o dos por procurso da Casa Bombril, um projeto social fessores especializados do da marca criado especial- Senac, que mostram como mente para empregadas do- executar as tarefas diárias de mésticas em São Paulo. Lá uma casa, na teoria e na práaprendeu muito muito, deta- tica. Ao final de cada módulo, lhes e dicas que emprega ho- as participantes recebem um certificado de conclusão. je na casa de sua patroa. Além de aprenderem a orga"Estou me destacando dentro do meu trabalho. Depois nizar os ambientes, limpar e das dicas dos cursos aprendi a conservar uma casa – inclusive otimizar o meu tempo nos afa- a área da churrasqueira e o zeres de casa. Consigo até um quintal –, e otimizar o tempo na tempinho para levar o cachor- execução das tarefas, as emro para passear e para ir ao su- pregadas domésticas também permercado", disse Alexan- debatem o uso responsável e

A

Fotos: Chico Ferreira/Luz

Kelly Ferreira

sustentável dos recursos natu- so e foram entregues mais de rais e participam de campa- 1,3 mil certificados – as emnhas de incentivo à leitura e à pregadas domésticas podem escrita. "Muitas vezes come- cursar mais de um módulo. Há tem erros na hora de limpar e uma lista de espera de aproxidanificam mómadamente veis e eletrocinco mil mudomésticos lheres. "Os por não lerem resultados as instruções positivos são dos produtos mais uma que usam. conquista Elas também para este têm aulas de projeto, que tecnologia e beneficia as aprendem coempre gadas mo ligar os domésticas e ele troele trôpromove a nicos e deslicrença na g a r n o t e b oética e nos oks", disse a valores femiprofessora ninos de soliLucimeire dariedade e Godoi. c o o p e r aO intuito da Casa Aulas – O esção", disse o Bombril é o paço onde os d i r e t o r C ocursos são mercial, de desenvolvimento mi ni str ad os Marketing e profissional e tem uso múlP&D da Bompessoal das tiplo, graças à bril, Marcos mulheres. utilização fleScaldelai. xível dos amA C a s a MARCOS SCALDELAI, bient es , deBombril é um DIRETOR DA BOMBRIL, senhados por p r o j e t o s oarquitetos. O cial do Instiprojeto tem visual moderno, tuto Roberto Sampaio Ferreique remete a cenários de pro- ra (IRSF), braço de sustentadução cinematográfica com bilidade e responsabilidade banheiro, cozinha, sala, quar- social da Bombril, que tem coto de casal, quarto infantil, la- mo objetivo o aprimoramento vanderia e churrasqueira. Ca- profissional e pessoal das muda módulo tem de oito a 25 alu- lheres. "Ao promover a capanos, no máximo. citação, o intuito da Casa Desde o início do projeto, Bombril é o desenvolvimento em outubro de 2011, mais de profissional e pessoal das mu600 mulheres já fizeram o cur- lheres participantes, valorizando e agregando conhecimento a uma categoria tão desvalorizada e que enfrenta inúmeros problemas no nosso país", disse Scaldelai. Além da dimensão educacional, a Casa Bombril conta ainda com o Espaço Memória, um museu que conta a história da empresa e de seus produtos é contada, e com a Loja, onde é vendida a linha completa de produtos da Bombril, além de produtos exclusivos de utilidades domésticas da grife Bom&Bril. O lucro das vendas é revertido para o Instituto Roberto Sampaio Ferreira, para manutenção das atividades educacionais da própria casa. Mais informações no www.casabombril.com.br.

Alunas durante aula prática (acima). Abaixo, Alessandra Akiko, aprendendo a lidar com a máquina de lavar; Sorilda Barros de Lima, trabalhando na arrumação do armário; e a professora Lucimeire Godoi. O curso é gratuito e dividido em cinco módulos: a lista de espera tem cinco mil mulheres.

Aprendizado em cinco passos

M

ódulo Bombril – É o primeiro módulo do curso. É básico e obrigatório. Nele são considerados os princípios da qualidade de vida, da ética, da cidadania e do empreendedorismo da mulher. As alunas recebem dicas de comportamento, postura, vestuário, higiene, segurança, incentivo à leitura e escrita, além de noções de direitos e deveres.

Módulo Pratice – Neste módulo estão incluídas a execução das tarefas diárias de limpeza, organização de ambientes de forma eficiente nos mais diferentes tipos de pisos, paredes, acabamentos e mobiliários. Módulo Mon Bijou – Cuidados especiais com o vestuário, lavanderia e passadoria. Este módulo inclui o desenvolvimento de métodos de análise de

roupas para poder decidir sobre técnicas e produtos adequados para lavar e passar, além de uso correto de máquinas e demais equipamentos. Módulo Ecobril – É um módulo voltado para as habilidades no trato com plantas e animais domésticos, além de cuidados com a área externa, que incluem procedimentos de

manutenção em vasos e canteiros, para conservá-los saudáveis e como fazer a coleta seletiva. Módulo Limpol – Neste módulo o objetivo é planejar e servir refeição com qualidade e criatividade, conforme os hábitos e necessidades dos moradores. No conteúdo, orientação de higiene, segurança e economia alimentar, dicas para

elaboração de lista de compras e cardápios e dicas sobre a colocação de mesa e os tipos de serviços, além da conservação e manuseio de louças finas, pratas e cristais. As interessados em

participar podem fazer sua inscrição pelo site da www.casabombril.com.br, na própria Casa Bombril, que fica na avenida Francisco Morato, 525, no Butantã ou ainda pelo telefone 0800-7076161.


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quarta-feira, 20 de junho de 2012

www.dcomercio.com.br

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Caramelos

A artista estuda modos de dispor a calda e explora a força da gravidade para criar diversos efeitos visuais

A artista Skye Kelly cria instalações viscosas com grandes quantidades de caramelo em ponto de calda. www.skyekellyar t.com

T ELEVISÃO

A

atriz María Antonieta de las Nieves, que popularizou o personagem Chiquinha na série Chaves anunciou que se aposentará aos 61 anos porque já não encontra oportunidades de trabalho. "Me boicotaram nas cidades maiores e tive que ir trabalhar em povoados", afirmou a atriz, que se apresenta com seu circo, em entrevista publicada pela revista mexicana TV Notas. A atriz afirmou que também perdeu chances de atuar em novelas. Há alguns anos, María Antonieta teve um conflito judicial com o criador da série Chaves, Roberto Gómez

Reprodução

A atriz, em foto de seu Facebook. Bolaños. Ele reivindicava os direitos da personagem Chiquinha (Chilindrina, nome da personagem no México). "Prefiro retirar-me do meio, estou cansada de brigar, já não posso nem trabalhar como María Antonieta de las

Nieves. Mas, mesmo aposentada, nunca lhes darei os direitos", assegurou. A atriz não acusou diretamente Bolaños pelo "boicote", mas reconheceu que o ator é uma pessoa "muito influente no mundo todo". Após quase toda uma vida na televisão, María Antonieta garantiu que não quer se aposentar, mas que se vê obrigada a tomar a decisão. "Não é que queira fazê-lo, mas também não mendigarei trabalho. Todas as coisas que fiz foram com dignidade, e, se Deus não quer que eu volte a fazer algo, estou preparada para enfrentar isso", concluiu. (EFE)

C A R T A Z

PIANO

Chiquinha, sob boicote.

E M

Gilberto Tinetti é a atração da Série de Concertos Cultura Artística - Itaim, às 21h, no Teatro Cultura Artística Itaim. Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 1830, Itaim Bibi. R$ 40. D ESIGN

Luke MacGregor/Reuters

CENÁRIO Maddy Adeane, funcionária da Dulwich Picture Gallery, em Londres, entra no salão de exposições da obra Vesuvious (1985), de Andy Warhol. A exposição leva pela primeira vez à Europa várias telas do artista dos EUA.

Retratos do tempo As colagens e pinturas de Katie Roseff mostram as diversas personalidades do tempo. Para isso, ela explora cores e formas de relógios analógicos. http://bit.ly/MnxwYz

T RADIÇÃO Reuters

Tratamento milenar Paciente em sessão de apiterapia no hospital de Zhengzhou, China. A terapia tradicional chinesa usa mel, própolis, geleia real e veneno de abelhas para curar doenças que vão de artrite a psoríase. B ROADWAY

Anatomia dos gadgets

Mike Tyson nos palcos

A Electric Violin Shop vende este violino com um crânio esculpido em madeira natural da marca Stratton. http://bit.ly/Ln2Zgt

R OMÊNIA

Primeiro-ministro acusado de plágio O primeiro-ministro romeno, Victor Ponta, terá sua tese de doutorado em Direito submetida a verificação depois que dois veículos de comunicação estrangeiros afirmaram que houve plágio no trabalho. A investigação determinará se a obra é autêntica. As acusações de plágio partiram do jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung e da revista científica Nature. L OTERIAS Concurso 1082 da DUPLA SENA Primeiro sorteio 15

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http://bit.ly/LaIrZO

A TÉ LOGO

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Segundo sorteio

Fifa exclui 10 jogadores e um técnico por combinação de resultados

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Londres terá 12 mil eventos culturais durante o período dos Jogos Olímpicos

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O ex-boxeador Mike Tyson apresentará na Broadway o espetáculo Mike Tyson: A Verdade Indiscutível, um monólogo em que narra os altos e baixos de sua carreira esportiva. A apresentação terá apenas seis sessões, entre os dias 31 de julho e 5 de agosto, todas no teatro Longacre, em Nova York. "Sou muito vulnerável e vou contar apenas quem sou, de onde venho e como tudo aconteceu", disse Tyson em entrevista coletiva. O excampeão mundial dos pesospesados será dirigido por Spike Lee, que estreia nos teatros de Nova York.

Mads Peitersen, um artista da Dinamarca, se pôs a imaginar como seriam os gadgets por dentro, se eles tivessem características da anatomia humana. O resultado são ilustrações inquietantes, como essas imagens.

Violino mórbido

Tenista Maria Sharapova será a porta-bandeira russa na Olimpíada

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Nesta semana não haverá sorteios da QUINA.


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15 MILIONÁRIOS DO BRASIL O Brasil já soma 165 mil milionários, ou seja, pessoas com mais de US$ 1 milhão disponíveis para investir. Em 2010, eram 155 mil.

conomia

Quer fazer negócios com a China? Seja sócio do governo. Karina Lignelli

A

pesar de a China ser o maior parceiro comercial desde 2009, as relações empresariais do Brasil com o país asiático ainda são "modestas" e "pouco dinâmicas". Isso porque, para fazer negócios com os chineses, é preciso entender que o governo será seu sócio – e esta parceria poderá vir a ser o fator de entrave. A constatação é do estudo "Empresas Brasileiras na China – Presença e Experiências", divulgado ontem pelo Centro Empresarial Brasil-China (CEBC). O levantamento mostra que, entre 2010 e 2011, enquanto a China investiu cerca de US$ 12,7 bilhões no Brasil, o ingresso de capital brasileiro no sentido inverso ficou em US$ 573 milhões – o que representa 0,04% do total de Investimento Estrangeiro Direto (IED) aplicado no período, segundo dados do Ministério do Comércio Chinês (Mofcom). Hoje, 57 empresas brasileiras operam no país em 26 segmentos, sendo que 51% do total são prestadoras de serviços, como o Banco do Brasil. Outras 28% produzem manufaturas, como a WEG e a Embraer, e 21% exploram recursos naturais e agronegócios, caso da Petrobras, Vale e BRFoods. Entre os principais problemas apontados pelo estudo, estão a falta de informação

e conhecimento sobre prioridades do governo chinês, questões burocráticas e objetivos estratégicos desalinhados com o governo. Sócio – "Quando se faz negócios com a China, é preciso estar ciente de que seu 'outro sócio' será o governo. O conjunto de políticas e regras discriminatórias voltadas aos investidores estrangeiros e operadores de comércio exterior tem objetivos de longo prazo: o desenvolvimento da China para que o país volte a dominar a cena econômica internacional", explicou o economista Cláudio Fritschak, responsável pela pesquisa. Ampliar o comércio com o país asiático hoje vai muito além da prática quase onipresente entre os empresários do "guanxi", rede de relacionamentos interpessoais para firmar laços de compromisso e confiança entre gestores dos dois países. Esta rede tem como objetivo facilitar o acesso às informações sobre o mercado local e os procedimentos que facilitam aprovações por parte do governo chinês. "Mas, para fazer negócios com a China, o empresário precisa pensar progressivamente, não retrospectivamente: o que o país 'é' hoje, não será amanhã", disse Fritschak. O economista justificou essa necessidade pela rapidez da mudança de prioridades do país para receber investimentos estrangeiros – que fizeram

parte da transformação produtiva durante a abertura de governo, em 1984, mas depois se diluíram dentro da economia socialista, sempre subordinada a interesses maiores dos chineses. Se nos anos 1980, a prioridade eram os segmentos de têxteis, calçados e brinquedos, nos anos 1990 passou para veículos, computadores, celulares, máquinas e componentes. Mudou para aeronaves e tecnologia da informação nos anos 2000 e, a partir de 2010, alterou o foco para fontes de energia renováveis, biotecnologia e máquinas "high-tech". Como exemplo mais próximo e recente, mostrou Fritschak, dos projetos de investimentos chineses no Brasil, estimados em US$ 12,7 bilhões, 58% eram voltados ao segmento de exploração de recursos naturais. Dos US$ 11 bilhões encaminhados para 19 projetos brasi-

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Empresários brasileiros precisam entender as peculiaridades para entrar na economia de maior crescimento global dos próximos 15 anos

leiros, 67% deles eram para manufaturas. De modo geral, além da necessidade do governo brasileiro de eleger a China como "prioridade", destacou Fritschak, é possível aos empresários brasileiros avançar em outros setores, sempre atentos às ondas de abertura de investimentos. Exemplos bem sucedidos foram a WEG Autopeças, nos anos 1990, e a BR Foods/Marfrig, que formaram joint ventures com empresas chinesas para desenvolver redes de distribuição locais. "Ainda que

nos próximos anos a China venha crescendo 5%, menos que os 8% ou 9% dos últimos tempos, é preciso entender que ela continuará como o pólo mais dinâmico de crescimento global pelos próximos 15 anos, e a maior economia não só em poder de compra, mas em valor de mercado", concluiu o economista.

Países emergentes vão capitalizar o FMI

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Ativistas protestam durante reunião do G20 contra os gastos de US$ 1 trilhão em subsídios dos governos participantes aos combustíveis fósseis.

Victor Ruiz Garcia/ Reuters

s principais países emergentes detalharam ontem seus planos para aumentar os cofres do Fundo Monetário Internacional (FMI) em mais de US$ 90 bilhões, o que irá elevar os novos compromissos totais para US$ 456 bilhões. A China está prometendo US$ 43 bilhões, enquanto Índia, Rússia, Brasil e México disseram, na reunião de cúpula do G20, que vão liberar US$ 10 bilhões cada. A Turquia se comprometeu com US$ 5 bilhões, enquanto outros países ofereceram US$ 1 bilhão. As promessas demonstram "o amplo compromisso dos membros para garantir que o FMI tenha acesso a recursos adequados para cumprir o seu mandato no interesse da estabilidade financeira global", disse a gerente do FMI, Christine Lagarde, em um comunicado. "Esses recursos estão sendo disponibilizados para a prevenção e a resolução de crises e para atender às necessidades de financiamento de todos os membros do FMI." Caixa de reserva– Em abril, o G20 havia se comprometido a aumentar o fundo do FMI, em meio à piora na crise da dívida da zona do euro, com a maioria dos recursos provenientes de países europeus. Mas a fonte de US$ 70 bilhões dos US$ 430 bilhões anunciados pelo FMI não havia sido revelada na época. "Os recursos serão sa-

cados apenas se forem necessários como uma segunda linha de defesa, quando outros empréstimos do FMI estiverem exauridos", completou ela em um comunicado durante a cúpula do G20 no México. Os líderes dos países do Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul– afirmaram antes que "concordavam em elevar suas próprias contribuições ao FMI", mas insistiram que o dinheiro seja usado apenas após os recursos existentes terem se esgotado.

"Grandes e pequenos países juntaram-se ao nosso pedido por ação, e mais podem se juntar", disse Lagarde. Os Brics tentaram ligar os empréstimos a reformas que dariam ao mundo em desenvolvimento mais voz no FMI ao ampliar seu poder de voto. "Essas novas contribuições estão sendo feitas com a expectativa de que todas as reformas acordadas até 2010 sejam totalmente implementadas no momento adequado, incluindo uma reforma abran-

gente de poder de votação e reforma de cotas", disseram os líderes do Brics em um comunicado conjunto. Autoridades chinesas recusaram-se a discutir quantias e destacaram a necessidade de implementar reformas de cotas acertadas em 2010. Peso da China – "Se as cotas não forem proporcionais ao peso econômico relativo dos diferentes países, então isso tem que ser alterado", disse He Jianxiong, diretor-geral do departamento internacional

do Banco do Povo da China (banco central). O crescimento dos países emergentes, que superou o dos países ricos nos últimos anos, torna "natural que as cotas sejam alteradas das economias desenvolvidas para as economias em desenvolvimento", disse ele. Os cinco países do Brics representam 43% da população mundial e cerca de 18% da produção econômica global. Eles têm cerca de US$ 4 trilhões em reservas combina-

das, com a maior parte detida pela China. Voz – As economias emergentes exigem há tempos mais voz ativa em instituições como o FMI para refletir seu crescente poder. Suas frustrações cresceram com o provável atraso em implementar o acordo de 2010 que aumentaria seu poder de voto e tornaria a China o terceiro maior membro votante do FMI. He, do banco central chinês, indicou que Pequim ainda tem que convencer seu público da necessidade da China, que ainda tem milhões de pobres, ajudar a resgatar países europeus com padrões mais altos de vida. Descrevendo o dinheiro emprestado ao FMI como um investimento e uma ferramenta útil de gerenciamento de reserva estrangeira, o diretor do Banco do Povo da China afirmou que "é na verdade um bom investimento em termos de segurança, liquidez e rendimento". Os principais países emergentes também buscam mais influência na economia mundial através do planejamento de uso mais amplo de moedas que não sejam o dólar e o euro. Na segunda-feira, o comunicado do Brics informava que os cinco líderes "discutiram acordos de swap entre moedas nacionais, assim como um fundo de reservas internacionais". (Agências)


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e Grécia vai renegociar ajuda com credores O fim do euro faria a crise de 2008 parecer um passeio no parque. Vladimir Caramaschi, economista do banco Crédit Agricole

conomia

O novo governo grego terá a oportunidade de rever pontos do resgate financeiro obtido com o FMI e a União Europeia, segundo autoridade da zona do euro. Roberto Stuckert Filho/Divulgação

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s credores internacionais e a Grécia vão renegociar o programa que o segundo resgate financeiro para Atenas tem como base porque o original ficou obsoleto, afirmou ontem uma autoridade da zona do euro. A Grécia garantiu um segundo pacote de resgate de 130 bilhões de euros em fevereiro junto a Europa e Fundo Monetário Internacional (FMI), mas duas eleições gerais realizadas em maio e junho atrasaram a implementação das condições ligadas ao resgate. Os Estados Unidos, o maior país membro do FMI, informou que apoia discussões para revisar o programa de resgate à Grécia, mas a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse na cúpula dos líderes das principais economias do mundo, o G20, que qualquer afrouxamento das promessas de reforma da Grécia seria inaceitável. Ontem, Merkel encontrou-se com a presidente Dilma Rousseff durante a reunião do G20, no México. "Qualquer um que disser que não precisamos e não podemos renegociar o memorando de entendimento é ilusório porque ele, ou ela, estaria sob o entendimento de que o programa todo, o processo todo, permaneceu nos trilhos mesmo desde as semanas anteriores à primeira eleição grega", disse a autoridade. "Como a situação econômica mudou, a situação das receitas tributárias mudou, o rit-

Bolsas sobem na Europa

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A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e a presidente Dilma Rousseff: governo alemão é contra alterações no acordo com a Grécia. mo da implementação mudou, o ritmo de privatização mudou, se não mudarmos o memorando de entendimento, não funciona", completou. Ilusão – "Estaríamos assinando uma ilusão. Então temos que sentar com nossos colegas gregos e dizer: é aqui que devemos estar em julho, e é aqui que estamos em julho." A autoridade disse ainda que representantes do FMI, do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia irão à Grécia assim que houver um novo

governo para revisar a implementação do programa e preparar negociações. A troika irá então reportar suas conclusões aos ministros das Finanças do euro, que decidirão sobre como avançar. Qualquer revisão do resgate à Grécia ainda manteria os principais objetivos do programa, sustentabilidade de dívida e reformas, completou a autoridade. Governo – O presidente do Partido Socialista (Pasok) da Grécia, Evangelos Venizelos,

afirmou que uma coalizão de governo pode ser formada hoje. As negociações para uma aliança estão sendo encabeçadas pelo líder do partido Nova Democracia, Antonis Samaras, que ficou em primeiro lugar nas eleições realizadas no país no domingo. "Um governo precisa ser formado o mais rápido possível", comentou Venizelos. O Nova Democracia e o Partido Socialista têm juntos 162 dos 300 assentos no Parlamento da Grécia. (Agências)

s bolsas europeias fecharam em alta ontem, em meio a notícias positivas na economia dos Estados Unidos e na Espanha. Em leilão da dívida, o Tesouro Espanhol vendeu 3,039 bilhões de euros em papéis, um montante superior ao pretendido. Isso guiou para cima as ações em Madri e ajudou os mercados europeus. O índice Stoxx Europe 600 fechou a sessão em alta de 1,60%. Em Frankfurt, o índice DAX registrou ganho de 1,84%. O índice ASE, da Bolsa de Atenas, subiu 3,34%. A bolsa de Tóquio fechou em baixa. O Nikkei caiu 65,15 pontos, ou 0,8%. Contribuiu a desvalorização do dólar e do euro frente ao iene. (Agências)

Issei Kato/Reuters

Bolsa fechou em baixa em Tóquio

O EURO ENFRENTA TEMPOS DE INCERTEZA A moeda comum de 17 países da Europa, adotada em 2002, passa por seu mais duro desafio. Há quem pense que ela poderá desaparecer. Renato Carbonari Ibelli

Louisa Gouliamaki/AFP Photo

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implantação do euro, a moeda da maioria dos países da União Europeia (UE), é considerada por analistas como a mais ousada engenharia econômica já realizada. De uma só tacada, em janeiro de 2002, um total de 12 países europeus abandonaram suas moedas locais e adotaram uma unidade monetária comum. A Alemanha abriu mão do marco, uma das moedas mais fortes do mundo. A Grécia abandonou o dracma, a moeda mais antiga em circulação até então, cujo nome era mantido desde o século 7 a.C. Com o tempo, mais cinco países adotaram o euro, sendo que hoje 17 nações, dos 27 membros da UE, usam a unidade comum. O que motivou a implantação do euro no continente divide os especialistas. Para alguns, foi simplesmente o passo seguinte da integração política e econômica da Europa, que era ensaiada desde o final da Segunda Guerra Mundial. O euro foi algo que tornaria possível que bens e pessoas transitassem sem barreiras pelos países do bloco. Muro – Já o economista Philipp Bagus vê objetivos mais sombrios na moeda comum. Em seu livro A tragédia do euro, ele diz que a moeda comum atenderia a interesses pontuais, em especial de França e Alemanha, que sempre estiveram à frente da implantação da UE. Segundo Bagus, para a Alemanha, a implantação do euro abriria caminho para a reunificação do país após a queda do muro de Berlim em 1989, sem interferências externas. Para a França, o euro ampliaria sua posição de liderança no continente, uma vez que a influência financeira alemã diminuiria com o fim do marco alemão. Independentemente dos meios que instigaram a cria-

A bandeira da União Europeia hasteada em Atenas: risco de ruptura. ção do euro, o resultado foi uma moeda forte, capaz de fazer frente ao dólar, precificar commodities e influenciar os mercados financeiros. Mas algo deu errado. A falta de um governo central na UE, com autonomia fiscal sobre a região, impediu que discrepâncias enormes entre os diferentes países que compõe o bloco fossem diluídas, o que gerou forte instabilidade, algo que veio definitivamente à tona com a crise de 2008. Engenharia – No momento, França e Alemanha tentam salvar o euro, cuja possibilidade de extinção não é descartada. Mas seria possível à Europa renegar a moeda comum? Para Felipe Queiroz, analista da consultoria Austin Rating, a

reversão para as moedas originais demandaria uma engenharia de economia ainda maior do que a feita para implantação do euro. "Não podemos esquecer que o euro foi ensaiado ao longo de décadas. Ao longo da década de 1980, por exemplo, vários países europeus promoveram a flutuação artificial conjunta das suas moedas para estabilizá-las em relação ao dólar. Um mecanismo chamado de 'a serpente no túnel'", lembra Queiroz. O movimento contrário seria de supetão. O Banco Central Europeu seria dissolvido e suas atribuições teriam de ser repassadas aos bancos centrais nacionais. As contas bancárias, ativos e passivos de ca-

da país teriam de ser reconvertidas às moedas nacionais, evidentemente ficando sujeitas às implicações das novas cotações. Nessa transição, segundo o analista da Austin Rating, as economias europeias mais fracas teriam grande desvalorização das suas moedas, o que geraria hiperinflação. "Inflação é acompanhada de desemprego e pobreza. A economia estaria estagnada, seria, na realidade, uma estagflação. Mesmo com a moeda fraca, os países do sul da Europa não encontrariam benefício no comércio mundial porque suas indústrias são incipientes, não teriam o que vender", diz Queiroz. Para esses países periféricos, a estabilidade só se daria no longo prazo. Risco – Os países de economia mais forte, como Alemanha e França, também não teriam uma transição tão simples para suas moedas tradicionais. Um risco para a Alemanha, por exemplo, é o de que o marco fique supervalorizado – há economistas que apontam valorização de 20% acima do euro –, o que faria os produtos alemães perderem competitividade no mercado mundial. Para o analista da Austin Rating, entretanto, no curto prazo, a grande procura pelo marco alemão poderia segurar seu valor. "Todos vão querer comprar marco, e a grande liquidez dessa moeda seguraria sua valorização", explica Queiroz. O colapso do sistema do euro é uma possibilidade aventada por Bagus em seu livro. Para o economista, as economias mais fracas poderiam se sentir "tentadas a deixar o euro para dar calote em suas dívidas". Já os países mais sólidos se sentiriam confiantes em deixar a moeda comum "respaldados por superávits comerciais e políticas monetárias menos inflacionistas". Porém, Bagus acredita que

a vontade política ainda é a de a Europa permanecer com o projeto do euro. É o que as economias mundiais esperam, como ficou claro nos últimos dias na reunião de líderes do G20 no México. Para o mundo, o colapso do euro seria a iminência do caos, com fuga em

massa de capital e descontrole dos mercados. Nas palavras do economista Vladimir Caramaschi, do banco Crédit Agricole, "o fim do euro faria a crise de 2008 parecer um passeio no parque". (Leia amanhã reportagem sobre o impacto da crise nos países da UE)

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO PRESENCIAL 204/2012-SMS.G, processo 2012-0.109.206-6, destinado ao registro de preço para aquisição de CURATIVO HIDROCOLÓIDE, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 14 horas do dia 04 de julho de 2012, a cargo da 3ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 205/2012-SMS.G, processo 2011-0.153.957-3, destinado ao registro de preço para aquisição de ROTEADORES, para a Assessoria Técnica de Tecnologia da Informação, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 14 horas do dia 05 de julho de 2012, a cargo da 3ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão.


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quarta-feira, 20 de junho de 2012

As indústrias paulistas tiveram alta de 6,6% em abril ante igual período de 2011. Resultado foi sobre base fraca.

conomia

Alessandro Shinoda/Folhapress

Mais pessoas querem o Cadastro Positivo Percentual dos que rejeitam entrar no Cadastro caiu de 30% para 24%, segundo pesquisa da Boa Vista. Paulo Pampolin/Hype

Rejane Tamoto

Receita das MPEs cresceu pela evolução do emprego e da renda

Faturamento de micro e pequenas aumenta 10,3%

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faturamento real das micro e pequenas empresas (MPEs) do Estado de São Paulo cresceu 10,3% em abril na comparação com igual período de 2011 e alcançou R$ 41,1 bilhões, informou ontem a pesquisa Indicadores de Desempenho, do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (SebraeSP). O destaque ficou para as companhias industriais, que tiveram alta de 6,6% em abril, o primeiro resultado positivo em relação a igual período de 2011. Na mesma base de comparação, as micro e pequenas empresas comerciais aumentaram o faturamento em 7,2% e as do setor de serviços, em 16,2%. Em relação a março, o faturamento das MPEs industriais cresceu 5%, enquanto no setor de serviços a alta foi de 0,2% e no comércio houve recuo de 5,5%. Na média, houve queda de 1,9% sobre março, o que representa uma perda de receita de R$ 811 milhões. Na análise por regiões do estado, a maior alta em relação a abril do ano passado foi verificada no Grande ABC (13,8%), seguido pelo interior (13%), região metropolitana (7,6%) e município de São Paulo (6,9%). Ante março, as variações foram, respectivamente, de queda

de 5,2%, recuo de 2,8%, baixa de 1% e alta de 1,7%. A evolução favorável do emprego e da renda na economia contribuiu para o resultado positivo verificado em abril na comparação anual. Mas, de acordo com o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano, o desempenho da indústria foi inflado pela base de comparação mais fraca registrada em abril de 2011 (queda de 3,1% sobre abril de 2010). "Os resultados fracos são atribuídos aos efeitos dos aumentos dos juros básicos (taxa Selic) no primeiro semestre de 2011 e à concorrência com importados", afirmou, em nota à imprensa. Expectativas – O Sebrae-SP também questionou os empresários a respeito da projeção de faturamento para os próximos seis meses. Mais da metade, 52% deles acreditam que a receita vai se manter no mesmo nível, enquanto 33% apostam que vai melhorar e 5%, piorar – enquanto 10% afirmaram não saber responder. Na pesquisa anterior, 50% dos empresários acreditavam em estabilidade, 33% em melhora, 4% em piora e 13% não sabiam responder. O estudo foi realizado com 2.716 empresas. Os dados foram deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). (AE)

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Cadastro Positivo, mesmo antes de sua entrada em operação, já tem 50% de aceitação entre os consumidores. E a quantidade de pessoas que não querem fazer parte desse banco de dados recuou seis pontos percentuais do ano passado para cá. Hoje são 24%, contra 30% em 2011, logo após a promulgação da lei que instituiu o Cadastro (nº 12.414). As estatísticas fazem parte de uma pesquisa feita pela Boa Vista Serviços, que administra o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), e que foi divulgada ontem. Mesmo entre as pessoas que têm receio dessa iniciativa, uma parcela razoável dos entrevistados, 26%, considera mudar de opinião e aderir ao banco de dados no futuro. O Cadastro Positivo é um banco de informações de consumidores, com dados como operações de crédito e pagamento de contas de serviços como gás e telefone. As informações só serão reunidas no cadastro com a autorização do consumidor. O objetivo é que a ferramenta ajude bancos e financeiras no momento da concessão de crédito e definição de taxas de juros. O Cadastro entrará em operação assim que um decreto complementar for aprovado pelo governo federal. Segundo o presidente da Boa Vista Serviços, Dorival Dourado, o documento está no Ministério da Fazenda e seguirá para a Casa Civil. Para o executivo, os números mostram um consumidor mais maduro em relação ao tema. "É positivo o aumento de pessoas que declararam

Aceitação maior ao Cadastro Positivo foi comemorada durante divulgação da pesquisa querer entrar no Cadastro, mesmo sem a divulgação maciça do dispositivo", disse. Esse processo de aprendizado, afirmou, tem relação com o aumento do crédito nos últimos dez anos, quando a base chegou a 40 milhões de pessoas. "São pessoas que se endividaram, ficaram inadimplentes e renegociaram seus débitos. Com a experiência, acabam entendendo como os juros funcionam", afirmou. O presidente da Boa Vista Serviços disse que já conversa com bancos e varejistas para que façam ações de divulgação e esclarecimento do Cadastro Positivo, assim que o decreto for aprovado. O presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Rogério Amato, disse que a entidade participou ativamente do processo de aprovação do Cadastro e, agora, ajudará a divulgá-lo para a população. "O Cadastro Positivo é importante não só para o crédito, mas para o País, tanto para o

bom como para o mau pagador. Ele tem o aspecto cultural de premiar o desempenho de forma geral. É uma ferramenta educativa, que incentiva o planejamento financeiro e o consumo consciente", disse. O economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) Marcel Solimeo lembrou que o Cadastro Positivo deve favorecer o aumento do volume de crédito de forma segura. "Vai trazer benefícios ao consumidor e evitar o surgimento dos superendividados", disse Solimeo. A aceitação do consumidor ao instrumento aumenta conforme o grau de educação financeira. Entre os entrevistados com conta-corrente em banco, 57% se disseram dispostos a aderir ao banco de dados. Boa parte dos consumidores consultados, 68%, acreditam que o desconhecimento sobre o que é e como funciona o Cadastro Positivo é motivo forte para a não-adesão. Para 86% dos consumidores ouvidos, ter mais informações sobre o Cadastro seria importante para uma tomada de deci-

são. O desconhecimento sobre o tema foi apontado em várias classes sociais (83% na classe A, 86% na B, 84% na C e 74% na D e E). Para Dourado, os maiores beneficiados pelo Cadastro Positivo serão os cidadãos das classes C, D e E. Privacidade – Pela pesquisa, o receio da perda da privacidade é maior entre os entrevistados das classes D e E. Eles temem entrar no Cadastro Positivo e serem discriminados caso atrasem uma conta por dificuldades imprevistas. Dourado afirmou que a privacidade é um receio que não condiz com a realidade do banco de dados, que considerou seguro e confiável. "Esses detalhes estarão no decreto. Ele exigirá que apenas empresas idôneas, com governança, compliance e transparência possam operar o Cadastro Positivo. Isso é bom para evitar a entrada de aventureiros. Além disso, estão proibidas no Cadastro informações do sigilo bancário (como movimentação e limite de crédito da conta ou do cartão, por exemplo)", explicou Dorival Dourado.

Impostômetro passa dos R$ 700 bi

O

Leão já devorou neste ano nada menos que R$ 700 bilhões, de acordo com o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que mede os tributos federais, estaduais e municipais pagos desde 1º de janeiro. Em 2011, a marca foi atingida em 27 de junho. E neste ano, foi alcançada mais cedo. Somente a cidade de São Paulo deve contribuir para R$ 15 bilhões dos R$ 700 bilhões. Outras cidades paulistas também se destacam pela arrecadação, como Campinas (R$ 1,4 milhão), São José dos Campos (R$ 969 milhões), Sorocaba (R$ 881 milhões), Santos (R$ 753 milhões), Ribeirão Preto (R$ 730 milhões), Jundiaí (R$ 707 milhões), São José do Rio Preto (R$ 478 milhões), Mogi das Cruzes

(R$ 357 milhões), Taubaté (R$ 358 milhões), Bauru (R$ 356 milhões), São Carlos (R$ 276 milhões), Araçatuba (R$ 191 milhões), e Itapetininga (R$ 142 milhões). "Apesar de a crise mundial continuar ameaçando o desempenho da economia global, de as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) recuarem neste ano e dos incentivos fiscais oferecidos pelo governo, como redução do Imposto para Produtos Industrializados (IPI) para manter as vendas de alguns setores produtivos específicos, a carga tributária brasileira não diminui", disse o presidente da ACSP, Rogério Amato, em nota distribuída à imprensa.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 20 de junho de 2012

e

ECONOMIA/LEGAIS - 19 Servidores da Receita pedem reajuste de 30,19% nos salários.

conomia

Indústria investe em eficiência A busca pela eficiência produtiva foi apontada em pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) como principal motivo para a realização de investimentos,

A

indústria de transformação brasileira sinalizou um aumento da eficiência produtiva em 2012, segundo a Sondagem de Investimentos divulgada ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com informações coletadas em abril e maio. Na pesquisa, a expansão da eficiência produtiva foi apontada como principal motivo para a realização de investimentos, citada por 35% das empresas pesquisadas. O segundo motivo mais citado para a realização de investimentos produtivos foi a expansão da capacidade produtiva, mencionada por 30% dos entrevistados. Porém, tanto em 2010 quanto em 2011, a expansão da capacidade produtiva havia sido o principal motivo para a realização de investimentos produtivos, com fatias de 40% das empresas e 36%, respectivamente. Segundo a FGV, o resultado mostra uma diminuição gradual do investimento em capital fixo nos dois últimos anos. A parcela das empresas que citaram substituição de máquinas e/ou equipamentos como principal objetivo aumentou de 15% para 16% entre 2011 e 2012. No entanto, a proporção de empresas que afirmam estar sem programa de investimentos avançou de 16% para 19% do total na passagem de 2011 para 2012, o maior percentual desde 2009 (quando foi de 26%).

Divulgação

Pesquisa mostra diminuição gradual do investimento em capital fixo A percepção das empresas industriais em relação ao ambiente para a realização de investimentos em capital fixo também piorou. O montante de empresas que afirmam encontrar algum tipo de dificul-

dade aumentou de 33% para 43% de 2011 para 2012, o pior resultado desde 2009, quando, afetadas pela crise internacional, 87% das empresas encontravam entraves para a realização de investimentos.

Entre as empresas que percebem dificuldades, o fator mais citado é a limitação de recursos da empresa, mencionado por 46% do total. O segundo fator inibidor mais citado é a carga tributária elevada, apontada por 35% das empresas. Em terceiro, figuram as incertezas sobre a demanda, com uma fatia de 34% (50% em 2009). Fenabrave – As vendas de caminhões subiram 4,95% na primeira quinzena de junho na comparação com a primeira metade de maio, quando ainda não havia sido anunciado o pacote de estímulo à indústria automotiva, informou ontem a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). As vendas, porém, ainda estão abaixo do patamar registrado no ano passado. Ante a primeira quinzena de junho de 2011, os emplacamentos de caminhões caíram 27,95%. A recuperação do segmento começa a refletir as ações de incentivo do governo, principalmente a queda da taxa do Finame Programa de Sustentação do Investimento. Esse programa de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para aquisição de caminhões, máquinas e implementos tinha taxa de 10% ao ano, caiu para 5,5% em maio. Outra ação foi a ampliação do financiamento e 96 para 120 meses. (AE)

Greve de auditores fiscais atrasa cargas

O

s auditores-fiscais da Receita Federal estão desde segunda-feira trabalhando em "operações-padrão" por tempo indeterminado. Nas áreas mais importantes, como Espírito Santo, Paranaguá, Santos, Manaus, Foz do Iguaçu, Uruguaiana, São Paulo, Salvador, Cumbica e Viracopos, foram atendidas somente prioridades. No aeroporto de Viracopos, em Campinas, os auditores da Receita chegaram a paralisar total mente as atividades por algumas horas na manhã de ontem. O movimento tem adesão total dos fiscais em todo País, que somam mais de 10.500 profissionais na ativa. Segundo o Sindicato Nacional dos AuditoresFiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco), no primeiro dia da paralisação já houve atraso na liberação de cargas e na movimentação de

processos em todas as zonas primárias , ou seja, nas chamadas áreas de carga e descarga de cargas ou embarque e desembarque de passageiros. Segundo o Sindifisco, a operação não é voltada para o contribuinte pessoa física e não irá afetar as atividades da Rio +20, conferência ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontece até sexta-feira e reúne líderes de diversos países. Reivindicação – Os servidores da Receita pedem reajuste de 30,19% nos salários. A categoria já havia feito uma primeira mobilização de advertência, nos dias 9 e 30 de maio e outra nos dias 12 e 13 de junho. Mas, segundo o sindicato, o governo "manteve silêncio em relação aos pleitos apresentados". A Receita Federal, por meio da assessoria de imprensa, informou que não vai se manifestar sobre o assunto. (Folhapress)

Fischer S.A. - Comércio, Indústria e Agricultura CNPJ 033.010.786/0001-87 Demonstrações Financeiras - Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 - MR$ Relatório da Administração: Senhores acionistas: Em cumprimento às determinações legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas., o Balanço Patrimonial e as correspondentes demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e do fluxo de caixa das atividades operacionais do exercício findo em 31 de dezembro de 2008 e as respectivas Notas Explicativas de forma resumida, ficando à disposição para os esclarecimentos necessários, inclusive para apresentação das Demonstrações Financeiras e notas explicativas na íntegra, bem como o parecer dos auditores independentes. Demonstração do Resultado Balanços Patrimoniais em 31 de dezembro - MR$ Demonstração dos Fluxos de Caixa 2008 2007 Receita bruta de vendas e serviços 2008 2007 Fluxos de caixa das atividades operacionais 2008 2007 Passivo e patrimônio líquido Ativo 2008 2007 Circulante 986.344 733.642 Vendas de produtos 1.184.817 1.234.630 Prejuízo antes do IR e da contribuição social (174.768) (117.587) Circulante 1.354.633 903.221 Fornecedores 114.986 228.880 Serviços prestados 5.944 7.451 Ajustes: Depreciação e amortização 89.023 78.837 Caixa e bancos 34.018 2.073 Financiamentos 730.405 462.734 Deduções e imp. s/as vendas e serv. prestados (27.338) (24.015) Resultado na venda de bens do ativo imobilizado 13.115 23.328 Títulos e valores mobiliários 220.123 13.636 Salários e encargos sociais 21.560 21.398 Receita líquida das vendas e dos serviços 1.163.423 1.218.066 Amortização de ágio 8.566 9.084 Contas a receber 22.670 22.666 Tributos a recolher 7.483 9.231 Custo dos produtos vendidos (1.054.214) (1.142.756) Equivalência patrimonial (6.430) 23.631 Estoques 1.049.963 816.851 Instrumentos financeiros derivativos 91.636 Custo dos serviços prestados (5.128) (3.823) Provisão para contingências 5.007 1.264 Tributos a recuperar 11.164 15.262 Partes relacionadas 16.099 10.004 Lucro bruto 104.081 71.487 Juros e variações apropriados 40.422 35.218 Partes relacionadas 3.041 2.417 Demais contas a pagar 4.175 1.395 Receitas (desp.) operacionais: Com vendas (25.559) (25.329) Var. nos ativ. e passivos: Cts. a rec. de clientes 7.233 (8.457) Instrumentos financeiros derivativos – 16.572 Não circulante 1.075.177 1.296.424 Gerais e administrativas (92.487) (94.722) Tributos a recuperar (3.305) (58.498) Demais contas a receber 13.654 13.744 Financiamentos 985.362 1.138.455 Outras receitas (desp.) operacionais, líquidas 51.936 7.619 Outras contas a receber 63.937 (51.424) Instrumentos financeiros derivativos 45.711 Lucro (prej.) operac. antes das participações Não circulante 2.098.187 1.429.320 Estoques 27.766 (261.524) Tributos diferidos 15.754 126.146 societárias e do resultado financeiro 37.971 (40.945) Fornecedores (186.991) 125.864 Realizável a longo prazo 598.613 367.980 Provisão para contingências 27.967 31.331 Resultado de participações societárias Contas a pagar e provisões 134.433 (22.833) Tributos diferidos 301.745 103.930 Demais contas a pagar 383 492 Equivalência patrimonial 6.430 (23.631) Caixa proveniente das operações 18.008 (223.097) Tributos a recuperar 194.011 137.743 1.391.299 302.475 Amortização de ágio (8.566) (9.084) Juros pagos (55.118) (56.024) Partes relacionadas 81.921 104.194 Patrimônio líquido Capital social 1.531.416 418.433 Resultado financeiro Caixa líq. prov. das (aplic. nas) ativ. operac. (37.110) (279.121) Depósitos judiciais 15.514 16.852 Reserva de capital 75 75 Receitas financeiras 26.111 14.935 Fluxos de caixa das ativ. de investimentos Demais contas a receber 5.422 5.261 Reservas de lucros 63.101 63.101 Despesas financeiras (116.534) (102.150) Recebimento por vendas de ativo imobilizado 2.747 52.631 Investimentos 306.037 214.978 Ajustes acumulados de conversão (92.517) (44.180) Variação cambial líquida (89.976) 31.800 Compras de imobilizado e software (172.736) (156.800) Imobilizado 1.124.175 779.373 Ajustes de avaliação patrimonial (61.951) 10.161 Resultado com operações de hedge (30.204) 11.488 Caixa líq. aplicado nas ativ. de investimentos (169.989) (104.169) Intangível 69.362 66.989 Prejuízos acumulados (48.825) (145.115) Prejuízo antes do IR e da contribuição social (174.768) (117.587) Fluxos de caixa das ativ. de financiamentos 3.452.820 2.332.541 Imposto de renda e contribuição social diferido Total ativo 3.452.820 2.332.541 Total passivo e patrimônio líquido 271.058 (29.435) Dividendos pagos – (78.928) Lucro líquido (prejuízo) do exercício 96.290 (147.022) Ingresso de financiamentos 1.533.467 1.536.889 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Lucro líquido (prejuízo) por lote de mil ações do Pagamentos de financiamentos (1.251.154) (959.119) Reservas de lucros Res. de cap. Ajustes Ajustes de capital social no fim do exercício - R$ 0,12 (0,19) Caixa líq. prov. das ativ. de financiamentos 282.313 498.842 avaliação Capital Subvenção p/ Lucros a acum. de Lucros Aumento líq. (red.) de caixa e equiv. de caixa 75.214 115.552 social investimentos Legal Retenção realizar conversão patrimonial acum. Total Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, Efeitos de conv. para moeda de apresentação 163.218 (136.007) 15.709 36.164 Em 31 de dezembro de 2006 418.433 75 7.857 49.534 5.710 – – 80.835 562.444 usando o método da taxa de juros efetiva. Ativos mantidos até o venci- Caixa e equiv. de caixa no início do exercício mento: São basicamente os ativos financeiros que não podem ser classifi254.141 15.709 – – – – – 48.036 7.674 – 55.710 cados como empréstimos e recebíveis, por serem cotados em um mercado Caixa e equiv. de caixa no final do exercício Ajustes da Lei nº 11.638/07 Saldo de abertura ajustado 418.433 75 7.857 49.534 5.710 48.036 7.674 80.835 618.154 ativo. Nesse caso, esses ativos financeiros são adquiridos com a intenção e depositados em juízo, sem que haja a caracterização da liquidação do pasAjustes acumulados de conversão – – – – – (92.216) – – (92.216) capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. sivo. (h) Investimentos: Valor patrimonial: Os investimentos em sociedaVal. justo inic. de oper. de hedge de flx. de caixa – – – – – – 2.487 – 2.487 São avaliados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferi- des controladas são registrados e avaliados pelo método de equivalência Prejuízo do exercício – – – – – – (147.022) (147.022) dos em contrapartida ao resultado do exercício, usando o método da taxa de patrimonial, reconhecido no resultado do exercício como despesa (ou recei– – – – – – – (78.928) (78.928) juros efetiva. Ativos financeiros disponíveis para venda: Os ativos finan- ta) operacional. No caso de variação cambial de investimento em controlaDestinação do lucro: Dividendos propostos das que utilizam moeda funcional diferente da moeda funcional da Cia., as Em 31 de dezembro de 2007 418.433 75 7.857 49.534 5.710 (44.180) 10.161 (145.115) 302.475 ceiros disponíveis para venda que são designados nessa categoria são ope- variações no valor do investimento decorrentes exclusivamente de variação Ajustes acumulados de conversão – – – – – (48.337) – – (48.337) rações com instrumentos financeiros não derivativos e que também não são cambial são registradas na conta “Ajuste de avaliação patrimonial”, no patriclassificados em nenhuma outra categoria. Eles são incluídos em ativos não Aumento de capital social 1.112.983 – – – – – – – 1.112.983 circulantes, a menos que a administração pretenda alienar o investimento mônio líquido da Cia., e somente são registradas ao resultado do exercício Valor justo de oper. de hedge de fluxo de caixa – – – – – – (72.112) – (72.112) em até 12 meses após a data do balanço. Os ativos financeiros disponíveis quando o investimento for vendido ou baixado para perda. Para efeitos do – – – – – – – 96.290 96.290 para venda são contabilizados pelo valor justo. Os juros de títulos disponí- cálculo da equivalência patrimonial, ganhos ou transações a realizar entre a Lucro líquido do exercício 1.531.416 75 7.857 49.534 5.710 (92.517) (61.951) (48.825) 1.391.299 veis para venda, calculados com o uso do método da taxa de juros efetiva, Cia. e suas controladas são eliminados na medida da participação da Cia.; Em 31 de dezembro de 2008 são reconhecidos na demonstração do resultado como receitas financeiras. perdas não realizadas também são eliminadas, a menos que a transação Notas Explicativas líquido denominada, “Ajustes Acumulados de Conversão”. (f) Demonstração A parcela correspondente à variação no valor justo é lançada contra o patri- forneça evidências de perda permanente (impairment) do ativo transferido. 1. Contexto operacional: A Cia. tem como atividade preponderante a for- dos fluxos de caixa: a Lei 11.638/07 substituiu a Demonstração das Origens mônio líquido, na conta ajustes de avaliação patrimonial, sendo realizada Quando necessário, as práticas contábeis das controladas são alteradas mação e exploração de lavouras de laranja e de maçã, produção de suco e Aplicações de Recursos (DOAR) pela Demonstração dos Fluxos de Caixa contra resultado quando da sua liquidação ou por perda considerada per- para garantir consistência com as práticas adotadas pela Cia. Incentivos concentrado de laranja e de maçã e não concentrado de laranja, bem como (DFC) a qual passou a ser parte integrante das demonstrações financeiras. manente (impairment). Valor justo: Os valores justos dos investimentos fiscais: Investimentos em incentivos fiscais são avaliados pelo custo de seus subprodutos e também a participação em outras sociedades. As ope- (f) Primeira adoção: Conforme permitido pelo Pronunciamento CPC 13 - com cotação pública são baseados nos preços atuais de compra. Para os aquisição, menos provisão para perdas na realização. Na data de cada bat Se rações da Cia. são realizadas no contexto do Grupo Fischer, na qual parte Adoção inicial da Lei 11.638/07 e da MP 449/08, convertida na Lei 11.941/09, ativos financeiros sem mercado ativo ou cotação pública, a Cia. estabelece lanço, a Cia. avalia se há indícios de perda permanente (“impairment”). substancial de seus produtos acabados é armazenada nos “tank farms” da a Cia. optou por 1° de janeiro de 2007 como data de transição e está o valor justo através de técnicas de avaliação. Essas técnicas incluem o uso existirem tais indícios, uma análise é realizada para avaliar se o valor contáreapresentando as cifras comparativas de 2007 ajustadas conforme a bil do ágio pode ser totalmente recuperado. Se o valor contábil ultrapassar o investida Citrosuco Serviços Portuários S.A., e as vendas são substancialde operações recentes contratadas com terceiros, a referência a outros insmente destinadas ao mercado externo e realizadas por intermédio da em- norma NPC 12 - Práticas Contábeis, Mudanças nas Estimativas e Corre- trumentos que são substancialmente similares, a análise de fluxos de caixa valor recuperável, o montante é reduzido. (i) Imobilizado: Os bens do ativo ções de Erros. As mudanças de práticas contábeis descritas anteriormente presa ligada Citrosuco Trading N.V. 2. Apresentação das demonstrações descontados e os modelos de precificação de opções que fazem o maior imobilizado são avaliados ao valor justo de aquisição, formação ou construfinanceiras e principais práticas contábeis: 2.1 Apresentação das de- que impactaram o resultado na data de transição foram registrados contra uso possível de informações geradas pelo mercado e contam o mínimo pos- ção. A depreciação é calculada pelo método linear. Ganhos e perdas em monstrações financeiras: As presentes demonstrações financeiras foram lucros acumulados. As mudanças de práticas contábeis descritas anterior- sível com informações geradas pela administração da própria Cia. A Cia. alienações são determinados pela comparação dos valores de alienação aprovadas pela administração da Cia. em 25 de junho de 2009. As demons- mente afetaram o patrimônio líquido e o resultado do exercício de 2007, nos avalia, na data do balanço, se há evidência objetiva de que um ativo finan- com o valor contábil e são incluídos no resultado outras receitas (despesas) Patrimônio líquido Res. do operacionais. Reparos e manutenção são apropriados ao resultado durante trações financeiras foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acor- montantes indicados a seguir: 31/12/2007 31/12/2006 exerc. de 2007 ceiro ou um grupo de ativos financeiros está registrado por valor acima de o período em que são incorridos. O custo das principais renovações é includo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Na elaboração das de590.914 562.444 26.399 seu valor recuperável (impairment). (ii) Instrumentos derivativos e ativida- ído no valor contábil do ativo no momento em que for provável que os benemonstrações financeiras é necessário utilizar estimativas para contabilizar Saldo originalmente apresentado des de hedge: Inicialmente, os derivativos são reconhecidos pelo valor jus(5.234) 7.674 (15.395) fícios econômicos futuros que ultrapassarem o padrão de desempenho inicertos ativos, passivos e outras transações. As demonstrações financeiras Instrum. financeiros derivativos (283.205) 48.036 (158.026) to na data em que um contrato de derivativos é celebrado e são subseqüen- cialmente avaliado para o ativo existente fluirão para a Cia., sendo que as incluem, portanto, estimativas referentes à seleção das vidas úteis do ativo Ajustes acum. de conversão temente, re-mensurados ao seu valor justo, com as variações do valor justo Saldo pela Lei 11.638/07 302.475 618.154 (147.022) imobilizado, as provisões necessárias para reduzir os ativos ao valor de relançadas contra o resultado, exceto quando o derivativo for designado como renovações são depreciadas ao longo da vida útil restante do ativo relacioalização, para passivos contingentes e para imposto de renda, dentre ou- 2.2 Descrição das principais práticas contábeis adotadas: As principais um instrumento de hedge de fluxo de caixa. (iii) “Hedge” de fluxo de caixa: nado. (j) Ativos intangíveis: Programas de computador (softwares): Os práticas contábeis adotadas na elaboração dessas demonstrações financeigastos associados à manutenção de softwares são reconhecidos como destras. Os resultados reais podem apresentar variações em relação às estimaA parcela efetiva das variações no valor justo de derivativos designados e tivas. Alteração na Lei das Sociedades por Ações: Em 28/12/2007, foi ras estão definidas a seguir: (a) Moeda funcional e moeda de apresenta- qualificados como “hedge” de fluxo de caixa é reconhecida no patrimônio pesas na medida em que são incorridos. Os gastos diretamente associados ção: Os itens incluídos nas demonstrações financeiras da Cia. são mensua softwares identificáveis e únicos, controlados pela Cia. e que, provavelpromulgada a Lei 11.638, alterada pela Medida Provisória - MP nº 449, de líquido. O ganho ou perda relacionado com a parcela não efetiva é imediata04/12/2008, que modificaram e introduziram novos dispositivos à Lei das rados usando a moeda do principal ambiente econômico, no qual a empresa mente reconhecido na demonstração do resultado como “resultado com mente, gerarão benefícios econômicos maiores que os custos por mais de atua (“a moeda funcional”). A Cia. utiliza o dólar como moeda funcional, uma um ano, são reconhecidos como ativos intangíveis e são amortizados usanSociedades por Ações. Adicionalmente, durante o exercício de 2008, o Cooperações de hedge”. Os valores acumulados no patrimônio líquido são remitê de Pronunciamentos Contábeis emitiu pronunciamentos técnicos vez que é a moeda que melhor reflete o ambiente econômico que influencia alizados na demonstração do resultado nos períodos em que o item prote- do-se o método linear ao longo de suas vidas úteis. Outros ativos intangísuas operações e como é de fato administrada. Na determinação da moeda veis: Os custos com a aquisição de patentes, marcas comerciais e licenças (CPCs) que modificaram e passaram a fazer parte das práticas contábeis gido por “hedge” afetar o resultado (por exemplo, quando ocorrer a venda adotadas no Brasil. Essa Lei, Medida Provisória e CPCs tiveram como prin- funcional da Cia. foram considerados os seguintes principais itens: A receita prevista que é protegida por “hedge”). O ganho ou perda relacionado com a são capitalizados pelos valores originais. Os ativos intangíveis não são reade vendas da Cia. é substancialmente denominada e liquidada em dólares, valiados. Ágio: O ágio apurado na aquisição de um investimento é calculado cipal objetivo atualizar a legislação societária brasileira para possibilitar o parcela não efetiva é reconhecido na demonstração do resultado em “resulprocesso de convergência das práticas contábeis adotadas no Brasil com uma vez que referem-se à venda de suco de laranja, cujos preços de venda tado com operações de hedge”. Entretanto, quando a operação protegida como a diferença entre o valor de compra e o valor contábil do patrimônio são substancialmente definidos pelas condições do mercado Norte-Amerilíquido da empresa adquirida. O ágio está fundamentado em rentabilidade aquelas constantes nas normas internacionais de contabilidade que são por “hedge” prevista resultar no reconhecimento de um ativo não-financeiro emitidas pelo “International Accounting Standards Board - IASB”. A aplica- cano de suco de laranja. Apesar da produção de suco de laranja ser desen- (por exemplo, estoques ou ativos fixos), os ganhos e as perdas previamente futura, representado pela diferença entre o valor justo dos ativos e passivos volvida no Brasil, o preço da principal matéria-prima (laranja) é substancialção das referidas Lei, Medida Provisória e CPCs é obrigatória para demons- mente definida e negociada em dólares, onde o pagamento é efetuado em diferidos no patrimônio líquido são transferidos do patrimônio e incluídos na e o valor de compra e está classificado no ativo intangível e amortizado, na trações financeiras anuais de exercícios iniciados em ou após 1º/01/2008. R$ pela taxa de câmbio disponível na data de pagamento. Despesas com mensuração inicial do custo do ativo. Quando um instrumento de “hedge” extensão e na proporção dos resultados projetados, não superior a dez As mudanças na Lei das Sociedades por Ações trouxeram os seguintes mão de obra e outros custos, exceto depreciação e aluguel de extratoras de prescreve ou é vendido, ou quando um “hedge” não atende mais aos crité- anos. (k) Arrendamento mercantil: Os arrendamentos mercantis de bens principais impactos nas demonstrações financeiras da Cia.: (a) Instrumentos suco de laranja, que representam normalmente menos de 20% dos custos rios de contabilização de “hedge”, todo ganho ou toda perda cumulativa do ativo imobilizado nos quais parte significativa dos riscos e benefícios de financeiros derivativos: a Cia. passou a registrar os instrumentos financeiros totais de fabricação, são denominados e negociados em reais. Os financia- existente no patrimônio líquido naquele momento permanece no patrimônio propriedade fica com o arrendador são classificados como arrendamentos operacionais. Os pagamentos feitos para os arrendamentos operacionais derivativos ao valor justo e adotar a chamada contabilidade de hedge mentos obtidos pela Cia. são normalmente negociados em dólares. Confor- líquido e é reconhecido quando a operação prevista é finalmente reconheci- são apropriados ao resultado pelo método linear ao longo do período do (hedge accounting), a partir do exercício social iniciado em janeiro de 2008, me descrito na nota anterior, a moeda de apresentação destas demonstra- da na demonstração do resultado. Quando não se espera mais que uma arrendamento. Os arrendamentos mercantis nos quais a Cia. fica substanonde a parcela efetiva das variações no valor justo de derivativos designa- ções financeiras é o real (R$), cujos critérios de conversão adotados são os operação prevista ocorra, o ganho ou a perda cumulativa que havia sido cialmente com todos os riscos e benefícios de propriedade são classificados dos e qualificados como hedge de fluxo de caixa é reconhecida no patrimô- seguintes: • Os ativos e passivos do balanço patrimonial apresentado são apresentado no patrimônio líquido é imediatamente transferido para a de- como arrendamento financeiro. Os arrendamentos financeiros são registranio líquido, os quais serão posteriormente realizados nos períodos em que convertidos pela taxa de fechamento da data do balanço. • As receitas e monstração do resultado em “resultado com operações de hedge”. (d) Con- dos como se fosse uma compra financiada, reconhecendo, no seu início, um o item protegido por hedge afetar o resultado ou contribuir para a formação despesas da demonstração do resultado são convertidas pelas taxas de tas a receber de clientes: As contas a receber de clientes são avaliadas ativo imobilizado e um passivo de financiamentos. (l) Redução ao valor de ativos. (b) Reclassificações: (i) gastos ativados e registrados no ativo di- câmbio médias (a menos que essa média não seja uma aproximação razo- pelo montante original da venda deduzida a provisão para créditos de liqui- recuperável de ativos: imobilizado e outros ativos não circulantes, inclusive ferido relacionados a softwares, marcas e patentes foram reclassificados ável do efeito cumulativo das taxas vigentes nas datas das operações, e, dação duvidosa dessas contas a receber. A provisão para créditos de liqui- o ágio e os ativos intangíveis, são revistos anualmente para se identificar para o ativo intangível, e (ii) saldo de ágio pago na aquisição de empresa, nesse caso, as receitas e despesas são convertidas pela taxa das datas das dação duvidosa é estabelecida quando existe uma evidência objetiva de que evidências de perdas não recuperáveis, ou ainda, sempre que eventos ou justificado por rentabilidade futura, foi reclassificado para o ativo intangível. operações). • Todas as diferenças de câmbio resultantes são reconhecidas a Cia. não será capaz de cobrar todos os valores devidos de acordo com os alterações nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser (c) Moeda funcional: a administração, após análise das operações e negó- como um componente separado no patrimônio líquido. (b) Caixa e equiva- prazos originais das contas a receber. O valor da provisão é a diferença recuperável. Quando este for o caso, o valor recuperável é calculado para cios da Cia., sobre a aplicabilidade do Pronunciamento Técnico CPC 02, em lentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa incluem dinheiro em caixa, entre o valor contábil e o valor recuperável. (e) Estoques: Os estoques são verificar se há perda. Quando houver perda, ela é reconhecida pelo montanrelação principalmente aos fatores de determinação da moeda funcional, depósitos bancários e investimentos de curto prazo de alta liquidez e com demonstrados ao custo médio das compras ou de produção, inferior aos te em que o valor contábil do ativo ultrapassa seu valor recuperável, que é o concluiu que o dólar norte-americano é a moeda funcional da Cia. Esta risco insignificante de mudança de valor. (c) Instrumentos financeiros: custos de reposição ou aos valores de realização. O custo é determinado maior entre o preço líquido de venda e o valor em uso de um ativo. Para fins conclusão baseia-se na análise dos seguintes principais indicadores confor- (i) Classificação e mensuração: A Cia. classifica seus ativos financeiros usando-se o método de custo médio. O custo dos produtos acabados e dos de avaliação, os ativos são agrupados no menor grupo de ativos para o qual me descrito no Pronunciamento Técnico CPC 02. • moeda que mais influen- sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resulta- produtos em elaboração compreende matérias-primas, mão de obra direta, existem fluxos de caixa identificáveis separadamente. Os demais ativos são cia os preços de bens e serviços; • moeda do país cujas forças competitivas do, empréstimos e recebíveis, mantidos até o vencimento e disponíveis para outros custos diretos e despesas gerais de produção relacionadas, que in- apresentados ao valor de custo ou de realização, incluindo, quando aplicámais influenciam na determinação do preço de venda de seus produtos e venda, se aplicável. A classificação depende da finalidade para a qual os cluem os gastos com transporte dos produtos acabados até o local de arma- vel, os rendimentos, as variações monetárias auferidos e provisões para serviços; • moeda que mais influencia na compra das matérias-primas; e • ativos financeiros foram adquiridos. A administração determina a classifica- zenagem, bem como os gastos com a armazenagem desses produtos. Os perdas na realização desses ativos que são constituídas com base na anámoeda na qual são obtidos, substancialmente, os recursos para financia- ção de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial. Ativos financei- custos incorridos com a manutenção das lavouras de laranja e maçã (tratos lise das expectativas de sua efetiva realização. (m) Provisões: As provisões mento de suas operações. Além dos aspectos anteriormente citados, a ad- ros mensurados ao valor justo por meio do resultado: Os ativos finan- culturais) e manutenção das instalações industriais e agrícolas são lança- são reconhecidas quando a Cia. tem uma obrigação presente legal ou implíministração avalia que a moeda funcional dólar é a que melhor reflete o ceiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são ativos dos aos estoques e apropriados ao custo da produção do suco de laranja e cita como resultado de eventos passados; é provável que uma saída de reambiente econômico no qual a Cia. está inserida e a forma como essa Cia. financeiros mantidos para negociação ativa e freqüente. Os derivativos tam- de maçã por ocasião da colheita e da produção de suco de laranja e de cursos seja necessária para liquidar a obrigação e uma estimativa confiável é, de fato, administrada. (d) Reserva de lucros: devido aos ajustes decorren- bém são categorizados como mantidos para negociação e, dessa forma, maçã. Os adiantamentos a fornecedores de matéria-prima são demonstra- do valor possa ser feita. (n) Financiamentos: Os empréstimos tomados são tes das alterações introduzidas pela Lei 11.638/07 e a opção da empresa de são classificados nesta categoria, a menos que tenham sido designados dos ao custo. Os estoques de bovinos para corte são valorizados ao custo reconhecidos inicialmente no recebimento dos recursos, líquidos dos custos reapresentar as cifras do exercício findo em 31/12/2007, o resultado do re- como instrumentos de hedge (proteção). Os ativos dessa categoria são de formação. (f) Imposto de renda diferido: O imposto de renda diferido é de transação. Em seguida, os empréstimos tomados são apresentados pelo ferido exercício passou a ser prejuízo, ao invés do lucro anteriormente apre- classificados como ativos circulantes. Os ganhos ou as perdas decorrentes calculado sobre os prejuízos fiscais do imposto de renda, a base negativa custo amortizado, isto é, acrescidos de encargos e juros proporcionais ao sentado. Em conseqüência, a administração decidiu utilizar os valores ante- de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo de contribuição social e as correspondentes diferenças temporárias entre as período incorrido (“pro rata temporis”). (o) Reconhecimento de receita: riormente registrados em reservas de lucros para compensar parte deste por meio do resultado são apresentados na demonstração do resultado em bases de cálculo do imposto sobre ativos e passivos e os valores contábeis A receita compreende o valor faturado pela venda de mercadorias e serviprejuízo, atendendo o previsto no artigo 189 da Lei 6.404/76. Essa decisão “resultado com operações de hedge” no período em que ocorrem. Emprés- das demonstrações financeiras da Cia.. Impostos diferidos ativos são reco- ços. A receita pela venda de mercadorias é reconhecida quando os riscos será ratificada pela Assembléia Geral de Acionistas a ser realizada. (e) Mo- timos e recebíveis: Incluem-se nessa categoria os empréstimos concedi- nhecidos na extensão em que seja provável que o lucro futuro tributável es- significativos e os benefícios de propriedade das mercadorias são transferieda de apresentação das demonstrações financeiras: as demonstrações fi- dos e os recebíveis que são ativos financeiros não derivativos com paga- teja disponível para ser usado na compensação das diferenças temporárias, dos para o comprador. A Cia. adota como política de reconhecimento de nanceiras estão sendo apresentadas em reais, convertendo-se a moeda mentos fixos ou determináveis, não cotados em um mercado ativo. São com base em projeções de resultados futuros elaboradas e fundamentadas receita, portanto, a data em que o produto é entregue ao comprador. funcional para reais, utilizando a taxa de câmbio de fechamento para os incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento em premissas internas e em cenários econ��micos futuros que podem, por- A receita pela prestação de serviços é reconhecida quando são efetivamenativos e passivos, taxa média mensal para as contas de resultado e o patri- superior a 12 meses após a data do balanço (estes são classificados como tanto, sofrer alterações. (g) Depósitos judiciais: Existem situações em que te prestados. A receita de juros é reconhecida em base proporcional ao mônio líquido mantido a valor histórico de formação. As variações cambiais ativos não circulantes). Os empréstimos e recebíveis da Cia. compreendem a Cia. questiona a legitimidade de determinados passivos ou ações movidas tempo, levando em consideração o principal em aberto e a taxa efetiva ao resultantes da conversão das contas anteriormente referidas não são reco- empréstimos, contas a receber de clientes, demais contas a receber contra si. Por conta desses questionamentos, por ordem judicial ou por longo do período até o vencimento, quando se determina que essa receita nhecidas no resultado e sim registradas em conta específica de patrimônio e caixa e equivalentes de caixa, exceto os investimentos de curto prazo. estratégia da própria administração, os valores em questão podem ser será apropriada à Cia. Conselho de Administração Maria do Rosário Fischer - Presidenta; Bianca Helena Fischer de Moraes - Conselheira; Ana Luisa Tales Lemos Cubero - Diretor Presidente; Guilherme de Souza Santos - Diretor; Antonio Francisco Fischer Macondes Ferraz - Conselheira; Alessandra Fischer de Souza Santos - Conselheira; Armelin Gomes - Diretor; José Lopes Celidônio - Diretor; Maurilio Lobo Filho - Diretor João Aparecido de Lucca - CRC nº 1SP191043/O-1 Renata Fischer Fernandes - Conselheira


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20 -.ECONOMIA/LEGAIS

e

As empresas precisam investir mais no atendimento ao consumidor de forma efetiva, dando solução aos problemas de maneira fácil e rápida. Paulo Arthur Góes, diretor-executivo do Procon-SP

conomia

Taxa de juro bancário sobe para empréstimo Apesar da redução da Selic, a taxa média cobrada pelos bancos para empréstimo pessoal aumenta.

A

quarta-feira, 20 de junho de 2012

taxa média de juros bancários para empréstimo pessoal subiu 0,07 ponto percentual em junho na comparação com maio, para 5,5% ao mês (90,16% anuais), informou ontem a Fundação Procon-SP. No cheque especial, os juros médios cobrados tiveram recuo de 0,10 ponto, passando de 8,46% ao mês em maio para 8,36% na sondagem realizada no dia 4 de junho, o que significa uma taxa de 162,17% ao ano. A pesquisa foi realizada em sete instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, HSBC, Itaú, Santander e Safra (que, contudo, não in-

formou suas taxas). possui os menores juros Três bancos reduziram em (3,88%) nesta modalidade. junho as taxas cobradas em Cheque especial – No caso do empréstimo cheque espepessoal. O cial, os recuos Banco do Braocorreram no O consumidor deve Banco do Brasil alterou seus manter a cautela e juros de 4,31% sil (de 8,31% ao mês em ao mês em os empréstimos só maio para devem ser tomados m a i o p a r a 4,28% em ju8,27% em juem caso de nho. nho), Bradesnecessidade, para No Bradesco co (de 8,90% houve redução para 8,86%), que não se de 6,31% para Itaú (de 8,89% transformem em 6,27% e no Itaú para 8,85%) e armadilha. os juros foram Santander (de FUNDAÇÃO PROCON-SP de 6,70% para 9,99% para 6,66%, maior 9,95%). A taxa cobrada para este tipo de maior taxa é do HSBC (9,98% empréstimo entre as institui- ao mês) e a menor, da Caixa ções pesquisadas. A Caixa (4,27% mensais).

Duraflora S.A.

CNPJ 43.059.559/0001-08 NIRE 35300019261 ATA SUMÁRIA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA E ORDINÁRIA REALIZADA EM 27 DE ABRIL DE 2012 DATA, HORA E LOCAL: Em 27 de abril de 2012, às 13:00 horas, na Av. Paulista, 1938 - 9º andar, em São Paulo (SP). MESA: Flávio Marassi Donatelli (Presidente) e Antonio Massinelli (Secretário). QUORUM: acionista representando a totalidade do capital social. PRESENÇA LEGAL: administradores da sociedade e representante da PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes. EDITAL DE CONVOCAÇÃO: dispensada a publicação de edital, face ao disposto no Artigo 124, § 4º, da Lei 6.404/76. AVISO AOS ACIONISTAS: dispensada a publicação do aviso aos acionistas a que se refere o Artigo 133, nos termos do seu § 4º, da Lei 6.404/76. DELIBERAÇÕESTOMADAS POR UNANIMIDADE: Após discussão, a Acionista deliberou: Em pauta extraordinária: 1. Aprovar a distribuição de dividendos intermediários, no montante de R$ 92.543.197,78, a razão de R$ 395,744198233 por ação, que serão pagos até 31.12.2012, tendo como base de cálculo a posição acionária desta data, por conta da Reserva Especial Estatutária, constituída com lucros apurados em 2009, que integrarão o cálculo do dividendo obrigatório de 2011. 2. Aperfeiçoar o estatuto social para a inclusão de dispositivo que permita flexibilização no provimento dos cargos previstos para administração da Sociedade, com a seguinte redação: “Art. 10 - DISPOSIÇÃO TRANSITÓRIA - O Diretor Presidente eleito na Assembleia Geral Extraordinária de 28.08.2009 poderá ser reeleito ainda que não preencha o requisito mencionado no item 4.6 do Artigo 4º, desde que não tenha completado 67 (sessenta e sete) anos na data de sua eleição. Caso tal Diretor Presidente complete 67 (sessenta e sete) anos durante o termo de seu mandato, ele poderá completá-lo.” Em pauta ordinária: 3. Aprovar as Contas dos Administradores, o Balanço Patrimonial, as demais Demonstrações Financeiras e o Relatório da Administração, acompanhados do Relatório da PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes, relativos ao exercício social encerrado em 31.12.2011, os quais foram publicados no “Diário Oficial do Estado de São Paulo” (págs. 41 a 44) e “Diário do Comércio” (págs. 17 e 18), ambos na edição de 20.03.2012. 4. Aprovar a destinação do lucro líquido do exercício de 2011, no valor total de R$ 131.007.639,16, da seguinte forma: (a) R$ 6.550.381,96 para a conta de Reserva Legal; (b) R$ 31.914.059,42 para o pagamento, até 31/05/2012, de dividendos no valor de R$ 136,474685989 por ação, por conta do dividendo obrigatório do exercício de 2011, tendo como base de cálculo, para os fins previstos no artigo 205 da Lei nº 6.404/76, a posição acionária desta data; (c) R$ 92.543.197,78 para a conta de lucros acumulados, sendo o saldo remanescente existente nesta conta, destinado à Reserva Especial Estatutária. 5. Compor a Diretoria, para o mandato que se estenderá até a posse dos que vierem a ser eleitos na Assembleia Geral Ordinária de 2013 mediante a reeleição para os cargos de: Diretor Presidente: HENRI PENCHAS, brasileiro, casado, engenheiro, RG-SSP/SP 2.957.281, CPF 061.738.378-20; Diretores Executivos: ALEXANDRE COELHO NETO DO NASCIMENTO, brasileiro, casado, administrador de empresas, RG-SSP/MG M-4.741.615, CPF 699.032.047-87; ANTONIO JOAQUIM DE OLIVEIRA, brasileiro, casado, engenheiro, RG-SSP/PR 2.141.939-7, CPF 360.473.099-68; ANTONIO MASSINELLI, brasileiro, casado, advogado, RG-SSP/SP 10.681.616-0, CPF 991.721.438-00; FLÁVIO MARASSI DONATELLI, brasileiro, casado, contador, RG-SSP/SP 4.287.673-4, CPF 943.694.458-68; JOÃO JACÓ HAZARABEDIAN, brasileiro, casado, engenheiro, RG-SSP/SP 6.313.831, CPF 940.141.168-91. RAUL PENTEADO DE OLIVEIRA NETO, brasileiro, casado, advogado, RG-SSP/SP 9.409.6375, CPF 049.330.058-93; RENATO AGUIAR COELHO, brasileiro, casado, engenheiro, RG-SSP/ SP 13.254.429, CPF 096.729.988-80; ROBERTO SZACHNOWICZ, brasileiro, casado, engenheiro, RG-SSP/SP 16.680.098-3, CPF 084.344.198-40; e Diretores Gerentes: FLÁVIO DIAS SOARES, brasileiro, casado, administrador de empresas, RG-SSP/SP 11.583.508, CPF 054.501.518-96; FRANCISCO DE ASSIS GUIMARÃES, brasileiro, casado, químico industrial, RG-SSP/SP 5.704.287-1, CPF 511.026.338-87; MARCO ANTONIO MILLEO, brasileiro, casado, engenheiro, RG-SSP/SP 8.216.460, CPF 579.966.017-04; e RONEY ROTENBERG, brasileiro, casado, advogado, RG-SSP/SP 5.101.239, CPF 042.133.668-47. e eleita Diretora Executiva: MONICA RAMOS PINTO, brasileira, solteira, psicóloga, RG-SSP/RJ 008.470.372-7, CPF 008.907.757-10. Todos domiciliados na Av. Paulista, 1938, piso terraço, São Paulo (SP). 6. Registrar o atendimento das condições prévias de elegibilidade previstas nos Artigos 146 e 147 da Lei 6.404/76. 7. Manter a verba global e anual destinada à remuneração dos membros da Diretoria em até R$ 1.000.000,00. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar e ninguém desejando manifestar-se, encerraram-se os trabalhos, lavrandose esta ata que, lida e aprovada, foi por todos assinada. São Paulo (SP), 27 de abril de 2012. (aa) Flávio Marassi Donatelli - Presidente; Antonio Massinelli - Secretário. Acionista: Duratex S.A. (aa) Flávio Marassi Donatelli e Antonio Massinelli - Diretores Executivos. Certificamos ser a presente cópia fiel da original lavrada em livro próprio. São Paulo (SP), 27 de abril de 2012. (aa) Flávio Marassi Donatelli - Presidente da Assembleia; Antonio Massinelli - Secretário da Assembleia. Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo Certifico o registro sob nº 244.745/12-2, em 06.06.2012. (a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

De acordo com a Fundação Procon-SP, o aumento das taxas médias em junho se deve à redução da mostra, já que o Banco Safra não informou os juros cobrados. Cenário – Para o Procon-SP, apesar do cenário favorável da economia do País – a taxa básica da economia (Selic) está no mínimo histórico de 8,5% ao ano depois de consecutivas reduções –, os juros bancários seguem altos. "O consumidor deve manter a cautela e os empréstimos só devem ser tomados em caso de necessidade, para que não se transformem em armadilha para quem já está com o orçamento comprometido", orienta a instituição. (AE)

BANCO PAULISTA S.A.

CNPJ 61.820.817/0001-09 Ata da Assembleia Geral Extraordinária Realizada em 2 de Março de 2012 Local: Sede Social, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 1355 - 2º andar - São Paulo, às 12:00 horas. Convocação: Publicação de editais dispensada, conforme faculta o Artigo 124 Parágrafo 4º da Lei 6404/76, em razão do comparecimento dos acionistas representando a totalidade do Capital Social. Quorum: Acionistas representando a totalidade do Capital Social. Instalação: Instalada pelo acionista Álvaro Augusto Vidigal; Composição da Mesa: Escolhido o Sr Alvaro Augusto Vidigal para Presidente da mesa o qual convidou a mim, Homero Amaral Júnior, para secretário. - Ordem do Dia para a Assembleia Geral Extraordinária: a) alteração do Estatuto Social visando a inclusão de Capítulo relativo ao órgão estatutário “Comitê de Auditoria”, o qual recebe a seguinte nomenclatura, numeração e teor :“Capítulo VI - do Comitê de Auditoria - Artigo 22 - A Sociedade terá um Comitê de Auditoria, composto de 3 (três) a 5 (cinco) membros, com mandato de 1 (um) ano, nomeados e destituídos pelo Conselho de Administração, devendo um deles ser designado Coordenador. Parágrafo Único - Além das previstas em lei ou regulamento, são também atribuições do Comitê de Auditoria: a) recomendar ao Conselho de Administração a entidade a ser contratada para prestação dos serviços de auditoria independente e a respectiva remuneração, bem como a sua substituição; b) revisar, previamente à publicação, as demonstrações contábeis, inclusive notas explicativas, relatórios da administração e parecer do auditor independente; c) avaliar a efetividade das auditorias independente e interna, inclusive quanto à vericação do cumprimento de dispositivos legais e normativos aplicáveis à Sociedade, além de regulamentos e códigos internos; d) avaliar o cumprimento, pela Diretoria da Sociedade, das recomendações feitas pelos auditores independentes ou internos, bem como recomendar ao Conselho de Administração a resolução de eventuais conitos entre os auditores externos e a Diretoria; e) estabelecer e divulgar procedimentos para recepção e tratamento de informações acerca do descumprimento de dispositivos legais e normativos aplicáveis à Sociedade, além de regulamentos e códigos internos, inclusive com previsão de procedimentos especícos para proteção do prestador da informação e da sua condencialidade; f) recomendar à Diretoria da Sociedade correção ou aprimoramento de políticas, práticas e procedimentos identicados no âmbito de suas atribuições; g) reunir-se, no mínimo, trimestralmente, com a Diretoria da Sociedade e auditorias independente e interna; h) vericar, por ocasião de suas reuniões, o cumprimento de suas recomendações e/ou esclarecimentos às suas indagações, inclusive no que se refere ao planejamento dos respectivos trabalhos de auditoria, formalizando em Atas os conteúdos de tais encontros; i) estabelecer as regras operacionais para seu funcionamento; j) reunir-se com o Conselho Fiscal, se instalado, e com o Conselho de Administração, por solicitação dos mesmos, para discutir acerca de políticas, práticas e procedimentos identicados no âmbito das suas respectivas competências.”. Em decorrência renumerar: i) o antigo “Capítulo VI” para “Capítulo VII” e os subsequentes de “VII” a “IX” para “VIII” a “X”, e, ii) o antigo “Artigo 22” para “Artigo 23” e os subsequentes de 23 a 28 para 24 a 29; b) Outros assuntos de interesse da Sociedade. Deliberações: Por unanimidade de votos, respeitados os impedimentos de lei, esta Assembleia aprovou a inclusão do capítulo relativo ao órgão estatutário “Comitê de Auditoria” e as consequentes renumerações dos capítulos e artigos subsequentes; b) outros assuntos: não houve. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o Sr. Presidente deu por encerrados os trabalhos, suspendendo antes a sessão, para que se lavrasse a presente Ata que, depois de lida e aprovada foi assinada por todos os acionistas presentes, por mim secretário e pelo Sr. Presidente. aa) Acionistas: Alvaro Augusto Vidigal, Homero Amaral Júnior, Alvaro Augusto de Freitas Vidigal, Eduardo Davids do Amaral, Fernando Davids do Amaral, Gerson Luiz Mendes de Brito, Patrícia Davids do Amaral Mello, Marcos Giannetti da Fonseca e Roberto Luis Troster. Presidente: Alvaro Augusto Vidigal, Secretário: Homero Amaral Júnior. Esta ata é cópia el da lavrada em livro próprio. Alvaro Augusto Vidigal - Presidente e Homero Amaral Júnior - Secretário. JUCESP nº 244.943/12-6 em 11/6/2012 - Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

SOCOPA ON LINE S.A.

CNPJ 04.018.402/0001-74 - NIRE 35300180224 Ata da Assembleia Geral Ordinária Realizada em 24 de Abril de 2012 Local e Hora: Sede Social, na Avenida Brigadeiro Faria Lima nº 1355 - 3º andar - São Paulo, às 10h00min. Convocação: Publicação de editais dispensada, conforme faculta o Artigo 124 Parágrafo 4º da Lei 6404/76, em razão do comparecimento dos acionistas representando a totalidade do Capital Social. Quorum: Acionistas representando a totalidade do Capital Social. Instalação: Instalada pelo Sr. Alvaro Augusto Vidigal; Composição da Mesa: Escolhido o Alvaro Augusto Vidigal para Presidente da mesa o qual convidou a mim, Homero Amaral Júnior, para Secretário. Conselho Fiscal: Não instalado no período. Ordem do Dia para Assembleia Geral Ordinária: i) exame, discussão e deliberação sobre as Demonstrações Financeiras do exercício encerrado em 31.12.2011 e ii) eleição dos senhores: Marcelo Adilson Tavarone Torresi, brasileiro, casado, engenheiro, RG nº 10.364.287-0 SSP/SP e CPF nº 117.512.988-76, e Gerson Luiz Mendes de Brito, brasileiro, separado judicialmente, contabilista, RG nº 5.720.162-6 SSP/SP e CPF/MF nº 037.453.768-20, ambos com domicílio nesta Capital, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 1355 - 2º andar, para o cargo de Diretor, sem designação especial, com mandato até a data da posse da diretoria eleita pela Assembleia Geral Ordinária de 2013, com remuneração a ser determinada em assembleia geral e iii) a não instalação do Conselho Fiscal no presente exercício. Documentos Oferecidos à Apreciação dos Presentes: a) Demonstra��ões Financeiras relativas ao exercício ndo em 31 de dezembro de 2011. Deliberações: Por unanimidade de votos, respeitados os impedimentos de lei, esta Assembleia aprovou: i) as contas sociais do exercício de 2011, constantes dos demonstrativos nanceiros e demais documentos correlatos; ii) a eleição dos Srs. Marcelo Adilson Tavarone Torresi e Gerson Luiz Mendes de Brito para o cargo de Diretor, com mandato até a posse da diretoria eleita pela Assembleia Geral de 2013 e iii) a não instalação do Conselho Fiscal no presente exercício. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o Sr. Presidente deu por encerrados os trabalhos, suspendendo antes a sessão, para que se lavrasse a presente ata que, depois de lida e aprovada, foi por todos os acionistas presentes assinada, por mim, Secretário, e pelo Sr. Presidente. A presente ata é cópia el da lavrada em livro próprio. Alvaro Augusto Vidigal - Presidente e Homero Amaral Júnior - Secretário. JUCESP nº 246.086/12-9 em 11/6/2012 - Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

18ª Vara Cível da Capital Citação. Prazo 20 dias. Proc. nº 583.00.2012.127699-7 (3466/2012). O Dr. Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, Juiz de Direito da 18ª Vara Cível da Capital. Faz Saber a Lúcia Maria Vasconcellos Irineu, RG. 13.124.342-0 e CPF. 755.627.667-87 que, Espólio de Elvira Brandini Zanella lhe ajuizou uma ação de Despejo por Falta de Pagamento, do imóvel situado na Rua Estela, 67, apto. 92, Edifício Stela, São Paulo – SP, CEP: 04011-000, objetivando a rescisão do contrato de locação e o consequente decreto de despejo, caso não seja purgada a mora, tendo em vista o débito dos alugueres e encargos vencidos desde janeiro de 2012, que perfaz o montante de R$ 13.806,80 (março/2012), bem como das custas processuais, honorários advocatícios e outras cominações legais. Estando a ré em local ignorado, foi deferida sua citação por edital, para que em 15 dias, a fluir após os 20 dias supra, conteste o feito, sob pena de revelia. Será o edital, afixado e publicado na forma da lei. São Paulo, 13 de junho de 2012.

Fischer S.A. - Comércio, Indústria e Agricultura

Procon-SP: mais de 5 mil queixas sobre telefonia celular.

A

Fundação Procon-SP já executivo do Procon-SP, afirr e c e b e u n e s t e a n o ma que o grande problema 5.713 reclamações ou ainda é a ineficiência do Sistepedidos de orientação sobre ma de Atendimento ao Consuproblemas com a telefonia ce- midor (SAC) das empresas. lular. A Claro lidera o ranking "Infelizmente, este ainda é das empresas que mais gera- um gargalo não só no setor de ram demanda à fundação: telefonia. As empresas preci1984. Na sequência, estão TIM sam investir mais no atendi(1.385), Oi (996), Vivo (842) e mento ao consumidor de forNextel (506). De acordo com ma efetiva, dando solução aos dados do balanço divulgado problemas de maneira fácil e ontem, os principais proble- rápida", disse, em nota. mas são cobrança indevida e O índice de soluções das serviços não queixas na fafornecidos. se preliminar No primeiro do atendimencaso, a Fundat o , p o r i n t e rção Procon-SP médio da Funcita como dação Proconexemplos alteSP, alcança os por cento das rações de pla85%, afirmou reclamações são nos pré para Góes. pós-pago sem M a i s r e c l asolucionadas na fase anuência do madas – A opepreliminar do consumidor ou radora Claro atendimento, por cobrança de informou, por pacote de dameio de comuintermédio do d o s o u s e r v inicado, que Procon-SP. ços de entretetem trabalhanimento não do para a mesolicitados. Também inte- lhoria contínua da qualidade gram esse rol as dificuldades dos seus serviços prestados em cancelar as mudanças não aos consumidores. solicitadas. Já a operadora TIM, que ocuEntre serviços não forneci- pa a segunda posição, infordos, o órgão aponta funciona- mou que trabalha constantemento precário, falhas de co- mente para diminuir o número nexão, inoperância ou queda de reclamações e traça ações de sinal frequente e velocida- para firmar um relacionamende dos serviços de internet to de compromisso e credibiliabaixo da que foi contratada. dade direta com seus usuáPaulo Arthur Góes, diretor- rios. (Folhapress)

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Vanguarda Agro S.A. - Cia. Aberta - CNPJ/MF nº 05.799.312/0001-20 - NIRE 35.300.380.657 Edital de Convocação - Assembleia Geral Extraordinária Ficam os Srs. Acionistas da Vanguarda Agro S.A. sociedade anônima de capital aberto, com sede na Cidade de São Paulo/SP, na Av. Pres. Juscelino Kubitschek nº 1.726 - cj. 113, Vila Nova Conceição, CEP 04543-000 convidados para a Assembleia Geral Extraordinária da Cia., que se realizará em 1ª Convocação no dia 06/07/2012, às 10h no Auditório localizado no Mezanino da Cidade de São Paulo/SP, na Av. Pres. Juscelino Kubistchek nº 1726 da Cia., a fim de deliberarem sobre os seguintes assuntos: (a) reforma do Estatuto Social da Cia. especialmente nas disposições contidas g 16 no (a) Artigo 11;(b) Artigo 12;(c) Artigo 13 caput, § Único e incisos;(d) Artigo 14, § 4º;(e) Artigo 15 caput e § 2º;(f)) Artigo caput, § 1º;(g) Artigo 17 §§ 1º e 3º;(h) Artigo 18, incisos e § 1º, além de inclusão dos §§ 3º e 4º;(i) Artigo 19 caput e § Único; (j) Exclusão dos §§ 1º, 2º, 3º e 4º do Artigo 20;(k) incisos (iii) e (iv) do Artigo 21;(l) Artigo 23 caput, §§ 1º, 2º, 3º e 4º, além da exclusão do § 5º; (m) Artigo 24, caput e exclusão do § 1º; (n) Artigo 27, caput e § 2º; (o) Artigo 32, inciso (iii); e (p) Artigo 36, caput e § 1º. Disposições Gerais: (i) Os acionistas da Cia. deverão depositar, com 72hs de antecedência, na sede da Cia., os seguintes documentos: (a) documento de identidade, (b) comprovante da respectiva posição acionária, expedido pela instituição depositária, e (c) na hipótese de representação do acionista, o respectivo instrumento de procuração formalizado nos termos da lei; (ii) A Proposta da Administração, incluindo versão marcada do Estatuto Social com as possíveis alterações está disponível no site da Cia. (www.v-agro.com.br/ri), bem como no site da Comissão de Valores Mobiliários (www.cvm.gov.br); e (iii) A representação do acionista mencionada no item (ii) (c) acima, deverá ser precedida de depósito do respectivo instrumento de procuração (cuja minuta encontra-se no Manual de Assembleia, disponível no website da Cia., www.v-agro.com.br/ri), podendo, ainda, ser enviada por e-mail para ri@v-agro.com.br. Os originais dos documentos referidos, ou suas cópias, dispensada a autenticação e o reconhecimento de firma, deverão ser exibidos à Cia.até o momento da abertura dos trabalhos da respectiva Assembleia Geral Extraordinária. São Paulo, 20/06/2012 Salo Davi Seibel - Presidente do Conselho de Administração

BANCO PAULISTA S.A.

CNPJ 61.820.817/0001-09 Ata da Reunião do Conselho de Administração Realizada em 20 de Março de 2012 1. Local e hora: Sede Social, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 1355 - 2º andar - São Paulo, às 16:00 horas; 2. Conselheiros Presentes: Todos os membros do Conselho de Administração da Companhia, conforme assinaturas no livro de presença; 3. Convocação: De acordo com a Lei 6.404/76 e Artigo 7º do Estatuto Social; 4. Mesa: Presidente: Homero Amaral Júnior e Secretário: Álvaro Augusto Vidigal; 5. Ordem do Dia: i) eleição do Comitê de Auditoria para o exercício de 2012, tendo sido indicados os Srs.: Alexandre França Fraga, brasileiro, divorciado, engenheiro, RG nº 54.512.883-3 - SSP/SP, CPF nº 054.515.918-06; Francisco Donizeti Ferreira, brasileiro, casado, administrador de empresas, RG nº 5.681.473 - SSP/SP e CPF nº 014.681.968-39; Gerson Luiz Mendes de Brito, brasileiro, separado judicialmente, contabilista, RG nº 5.720.1626-SSP/SP, e CPF/MF nº 037.453.768-20; Marcelo Adilson Tavarone Torresi, brasileiro, casado, engenheiro, RG nº 10.364.287-0 - SSP/SP e CPF nº 117.512.988-76; 6. Deliberações: Por unanimidade foram aprovados todos os indicados para compor o Comitê de Auditoria; 7. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o Sr. Presidente deu por encerrados os trabalhos, suspendendo antes a sessão, para que se lavrasse a presente ata que, depois de lida e aprovada, foi assinada pelos membros do Conselho de Administração presentes. A presente ata é cópia el da lavrada em livro próprio. Homero Amaral Júnior - Presidente e Alvaro Augusto Vidigal - Secretário. JUCESP nº 244.944/12-0 em 11/6/2012 - Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

C.N.P.J. 033.010.786/0001-87 Demonstrações Financeiras - Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 Relatório da Administração: Senhores acionistas: Em cumprimento às determinações legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas., o Balanço Patrimonial e as correspondentes demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos do exercício findo em 31 de dezembro de 2007 e as respectivas Notas Explicativas de forma resumida, ficando a disposição para os esclarecimentos necessários, inclusive para apresentação das Demonstrações Financeiras e notas explicativas na íntegra, bem como o parecer dos auditores independentes. A Administração Demonstrações das Origens e Aplicações de Recursos Balanços patrimoniais em 31/12 Demonstrações de Resultados Ativo 2007 2006 Passivo e patrimônio líquido 2007 2006 Receita operacional bruta 2007 2006 Compos. dos rec. orig. das (aplic. nas) oper. 2007 2006 953.120 793.678 Circulante 733.642 687.943 Circulante Mercado externo 1.083.843 86.539 Lucro líquido (prejuízo) do exercício 26.399 (47.925) Caixa e bancos 2.073 1.321 Fornecedores 228.880 124.343 Mercado interno 150.787 29.126 Desp. (rec. ) q/ñ afetam o cap. circ.: Depreciação 77.544 4.092 Títulos e valores mobiliários 13.636 34.843 Financiamentos 462.734 499.537 Serviços prestados 7.451 19.044 Amortização de ativos intangíveis 6.359 1 (4.143) (24.015) Contas a receber 22.666 17.152 Salários e encargos sociais 21.398 18.584 Deduções da receita bruta Valor residual de ativo imobilizado baixado 25.478 11 130.566 Estoques 866.751 670.292 Impostos e contribuições a recolher 9.231 15.666 Rec. líquida das vendas e serviços prestados 1.218.066 Valor residual de investimento baixado – 682 Custo dos prod. vendidos e dos serv. prestados (1.203.797) (112.212) Partes relacionadas 2.417 17.827 Partes relacionadas 10.004 3.944 Imposto de renda e contribuição social diferidos 34.670 486 14.269 18.354 Tributos a recuperar 15.262 30.852 Contas a pagar a acionistas 19 21.269 Lucro bruto Result. de part. societárias: Equiv. patrimonial 23.630 48.194 (25.329) (99) Demais contas a receber 30.315 21.391 Demais contas a pagar 1.376 4.600 Receitas (despesas) operacionais: Com vendas Amortização de ágio e baixa de deságio 14.251 (9.985) 1.586.860 1.430.879 Não circulante Gerais e administrativas (94.723) (8.781) Não circulante Provisão para contingências 1.264 (489) 1.857 (17.516) Outras rec. (despesas) operacionais, líquidas Realizável a longo prazo 367.980 228.573 1.296.424 974.171 Exigível a longo prazo Juros do realizável a longo prazo (4.766) (436) 11.331 Tributos a recuperar 137.743 83.219 Financiamentos 1.138.455 885.638 Lucro (prej.) oper. antes das part. soc. e res. fin. (123.299) (10.131) (140.978) Perdas (ganhos) financ. do exig. a longo prazo (23.630) (48.194) Recursos orig. das (aplicados nas) operações Tributos diferidos 103.930 69.878 Tributos diferidos 126.146 57.424 Result. de part. soc.: Part. em soc. controladas 63.851 (15.500) (14.251) 9.985 Origens dos recursos Amortização de ágio e baixa de deságio Depósitos judiciais 16.852 17.862 Provisão para contingências 31.331 30.067 678.540 304.715 257.445 10.051 Partes relacionadas 104.194 53.982 Contas a pagar 492 1.042 Resultado financeiro: Variação cambial, líquida Das operações sociais 63.851 – 509.914 562.443 Despesas financeiras (108.382) (33.280) De partes relacionadas: Acervo líquido incorp. Demais contas a receber 5.261 3.632 Patrimônio líquido 48.050 3.354 1.218.880 1.202.306 Capital social 418.433 418.433 Receitas financeiras Permanente decor. de cisão parc. de invest. q/afeta o CCL – 183.429 35.933 (46.753) De terceiros: Ingresso de rec. no passivo exig. a LP Investimentos 355.302 386.128 Reserva de capital 75 75 Lucro (prejuízo) operacional 592.422 119.830 Receitas (despesas) não operacionais, líquidas 25.136 (686) Imobilizado 850.260 800.034 Reservas de lucros 64.420 63.100 Transf. de recursos do realiz. a LP p/o circulante 22.267 1.456 13.318 16.144 26.986 80.835 Lucro (prejuízo) antes do IR e da CS 61.069 (47.439) Aplicações de recursos Intangível Lucros acumulados 564.797 89.900 (486) Nas operações sociais 2.539.980 2.224.557 Total do passivo e patrimônio líquido 2.539.980 2.224.557 Imp. de renda e contrib. social - diferidos (34.670) Total do ativo – 15.500 Lucro líquido (prejuízo) do exercício 26.399 (47.925) No realizável a longo prazo 122.856 311 Demonstrações das mutações do patrimônio líquido Lucro líquido (prejuízo) por lote de mil ações No ativo permanente: Investimentos 7.055 347 Reservas de lucros Lucros Capital Reserva de capital (0,22) 0,12 do capital social final - R$ Imobilizado 153.248 980 social Incentivos fiscais Legal Retenção A realizar acumulados Total Intangível 3.533 – Em 31 de dezembro de 2005 397.755 75 7.857 49.533 5.710 128.760 589.690 patrimonial. De acordo com esse método, a participação da Cia. no aumento 78.928 – Aumento de capital social 20.678 – – – – – 20.678 ou na diminuição do patrimônio líquido das controladas, após a aquisição, Dividendos pagos 199.177 72.762 Transf. de financtos. do exig. a LP p/o circulante – – – – – (47.925) (47.925) em decorrência da apuração de lucro líquido ou prejuízo no período ou em Prejuízo do exercício 113.743 214.815 Em 31 de dezembro de 2006 418.433 75 7.857 49.533 5.710 80.835 562.443 decorrência de ganhos ou perdas em reservas de capital ou de ajustes de Aumento do capital circulante 159.442 783.289 Distribuição de lucros de exercícios anteriores – – – – – (78.928) (78.928) exercícios anteriores, é reconhecida como receita (ou despesa) operacional. Variações no capital circulante: Ativo circulante 45.699 568.474 Lucro líquido do exercício – – – – – 26.399 26.399 Os investimentos da Cia. nas controladas incluem ágio (líquido de amortiza- Passivo circulante 113.743 214.815 Destinação do lucro ção acumulada) na aquisição. Ágio: O ágio é apurado na aquisição ou na Aumento no capital circulante – subscrição de capital em outra sociedade, representado pelo valor do custo eventos passados; é provável que uma saída de recursos seja necessária – – 1.320 – – (1.320) Reserva legal Em 31 de dezembro de 2007 418.433 75 9.177 49.533 5.710 26.986 509.914 de aquisição do investimento que superar o valor da equivalência patrimo- para liquidar a obrigação e uma estimativa confiável do valor possa ser feita. nial, calculada a partir do percentual de aquisição ou subscrição sobre o Quando a Cia. espera que uma provisão seja reembolsada, por exemplo por Notas explicativas às demonstrações financeiras 1. Contexto operacional: A Cia. tem como atividade preponderante a for- As contas a receber de clientes são avaliadas pelo montante original da valor do patrimônio líquido da outra sociedade. O ágio é amortizado de acor- um contrato de seguros, o valor da provisão é limitado ao valor da franquia mação e exploração de lavouras de laranja e de maçã, produção de suco venda deduzida a provisão para créditos de liquidação duvidosa dessas do com o fundamento que o determinou usando-se o método linear ao longo exigida para a efetivação do reembolso. (m) Empréstimos: Os empréstimos concentrado de laranja e de maçã e não concentrado de laranja, bem como contas a receber. A provisão para créditos de realização duvidosa é consti- da vida útil estimada. A administração determina a vida útil estimada do in- tomados são reconhecidos inicialmente no recebimento dos recursos, líquiseus subprodutos e também a participação em outras sociedades. As ope- tuída tendo por base a análise dos créditos vencidos, para os quais existam vestimento baseada em sua avaliação das respectivas sociedades adquiri- dos dos custos de transação. Em seguida, os empréstimos tomados são rações da Cia. são realizadas no contexto do Grupo Fischer, na qual parte dúvidas com relação a sua efetiva realização, cujo montante é considerado das no momento da aquisição, considerando fatores como participação no apresentados pelo custo amortizado, isto é, acrescidos de encargos e juros substancial de seus produtos acabados é armazenada nos “tank farms” da suficiente para cobrir perdas na realização das contas a receber. (c) Esto- mercado, potencial de crescimento e outros fatores inerentes, respeitando- proporcionais ao período incorrido (“pro rata temporis”). (n) Outros passiinvestida Citrosuco Serviços Portuários S.A., e as vendas são substancial- ques: Os estoques são demonstrados ao custo médio das compras ou de -se, porém, um intervalo de amortização entre cinco e dez anos. (g) Conver- vos circulante e exigível a longo prazo: São demonstrados por valores mente destinadas ao mercado externo e realizadas por intermédio da Cia. produção, inferior aos custos de reposição ou aos valores de realização. O são de moeda estrangeira: As transações em moeda estrangeira são con- conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondenligada Citrosuco Trading N.V., cujo transporte marítimo é efetuado por navios custo é determinado usando-se o método de custo médio. O custo dos pro- vertidas usando-se as taxas de câmbio em vigor nas datas das transações. tes encargos e variações cambiais e monetárias incorridos. (o) Capital sode propriedade de outras empresas ligadas. Em 31/12/06, como parte do dutos acabados e dos produtos em elaboração compreende matérias-pri- Os saldos das contas de balanço são convertidos pela taxa cambial da data cial: As ações ordinárias e as ações preferenciais não resgatáveis são clasprocesso de reestruturação societária do Grupo Fischer a controlada Fis- mas, mão de obra direta, outros custos diretos e despesas gerais de produ- do balanço. Ganhos e perdas cambiais resultantes da liquidação dessas sificadas como patrimônio líquido. (p) Reservas de capital: A reserva legal transações e da conversão de ativos e passivos monetários denominados cher S.A. Agroindústria foi cindida e parte substancial de seu acervo líquido ção relacionadas incluem os gastos com transporte dos produtos acabados em moeda estrangeira são reconhecidos na demonstração do resultado. é calculada na base de 5% do lucro líquido do exercício, conforme determicontábil no montante de R$ 329.899, conforme laudo de avaliação emitido até o local de armazenagem, bem como os gastos com a armazenagem (h) Imobilizado: Demonstrado ao custo corrigido monetariamente até 1995, nação da Lei 6.404/76. (q) Dividendos: Nos termos do Estatuto Social da por peritos contábeis, foi incorporado pela sua controladora Fischer S.A. desses produtos. Os custos incorridos com a manutenção das lavouras de combinado com a depreciação dos bens, calculada pelo método linear. Ga- Cia., aos titulares de ações de qualquer espécie será atribuído, em cada Comércio, Indústria e Agricultura, o qual é composto por bens, direitos e laranja e maçã (tratos culturais) e manutenção das instalações industriais e nhos e perdas em alienações são determinados pela comparação dos valo- exercício, um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido, calculado nos terobrigações, dentre estes os débitos e saldos a pagar de tributos e contribui- agrícolas são lançados aos estoques e apropriados ao custo da produção res de alienação com o valor contábil e são incluídos no resultado não opemos da lei societária. (r) Reconhecimento de receita: A receita compreenções sociais, quaisquer ações judiciais em andamento na data, sejam de do suco de laranja e de maçã por ocasião da colheita e da produção de suco racional. Reparos e manutenção são apropriados ao resultado durante o natureza cível, trabalhista ou tributária; compromissos mercantis, coberturas de laranja e de maçã. Os adiantamentos a fornecedores de matéria-prima período em que são incorridos. O custo das principais renovações é incluído de o valor faturado pela venda de mercadorias e serviços. A receita pela de seguros e outros de natureza semelhante. Também, como parte do refe- são demonstrados ao custo. Os estoques de bovinos para corte são valori- no valor contábil do ativo no momento em que for provável que os benefícios venda de mercadorias é reconhecida quando os riscos significativos e os rido processo de reestruturação as controladas Fischer Indústrias Gráficas zados ao custo de formação. (d) Imposto de renda diferido: O imposto de econômicos futuros que ultrapassarem o padrão de desempenho inicial- benefícios de propriedade das mercadorias são transferidos para o compraLtda., Fischer Fraiburgo Agrícola Ltda., Fischer Sucos Indústria e Comércio renda diferido é calculado sobre os prejuízos fiscais do imposto de renda, a mente avaliado para o ativo existente fluirão para a Cia.. As principais reno- dor. A Cia. adota como política de reconhecimento de receita, portanto, a Ltda., Caravel Serviços de Containers Ltda. e CPM - Cia. Participações Ma- base negativa de contribuição social e as correspondentes diferenças tem- vações são depreciadas ao longo da vida útil restante do ativo relacionado. data em que o produto é embarcado para ser entregue ao comprador. A rerítimas foram incorporadas pela Fischer S.A. Comércio, Indústria e Agricul- porárias entre as bases de cálculo do imposto sobre ativos e passivos e os (i) Ativos intangíveis: Programas de computador (softwares): Os gastos ceita pela prestação de serviços é reconhecida tendo como base a etapa de tura em 31/12/06. 2. Principais práticas contábeis: As presentes demons- valores contábeis das demonstrações financeiras. As alíquotas de impostos diretamente associados a softwares identificáveis e únicos, controlados pela execução dos serviços realizados até a data-base do balanço. Conselho de Administração - Membros trações financeiras foram aprovadas pela administração da Cia. em 15/04/08. definidas atualmente são usadas para se determinar o imposto de renda Cia. e que, provavelmente, gerarão benefícios econômicos maiores que os As demonstrações financeiras foram elaboradas e estão sendo apresenta- diferido, no caso, para imposto de renda - 25%, e para a contribuição social custos por mais de um ano, são reconhecidos como ativos intangíveis. Os Maria do Rosário Fischer - Presidenta das de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Na elaboração - 9%. Impostos diferidos ativos são reconhecidos na extensão em que seja gastos com o desenvolvimento de softwares reconhecidos como ativos são Bianca Helena Fischer de Moraes - Conselheira das demonstrações financeiras, é necessário utilizar estimativas para conta- provável que o lucro futuro tributável esteja disponível para ser usado na amortizados usando-se o método linear. (j) Arrendamento mercantil: Os Ana Luisa Fischer Macondes Ferraz - Conselheira bilizar certos ativos, passivos e outras transações. As demonstrações finan- compensação das diferenças temporárias, com base em projeções de resul- arrendamentos mercantis nos quais uma parte significativa dos riscos e beAlessandra Fischer de Souza Santos - Conselheira ceiras da Cia. incluem, portanto, estimativas referentes a determinações das tados futuros elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em nefícios de propriedade fica com o arrendador são classificados como arrenRenata Fischer Fernandes - Conselheira vidas úteis do ativo imobilizado, provisões necessárias para passivos contin- cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer alterações. (e) De- damentos operacionais. Os pagamentos feitos para os arrendamentos opegentes, determinações de provisões para imposto de renda e outras simila- pósitos judiciais: Existem situações em que a Cia. questiona a legitimidade racionais são apropriados ao resultado pelo método linear ao longo do Tales Lemos Cubero - Diretor res. Os resultados reais podem apresentar variações em relação às estima- de determinados passivos ou ações movidas contra si. Por conta desses período do arrendamento. (k) Outros ativos circulantes e realizável a Guilherme de Souza Santos - Diretor tivas. As principais práticas contábeis adotadas na elaboração dessas questionamentos, por ordem judicial ou por estratégia da própria administra- longo prazo: Os demais ativos são apresentados ao valor de custo ou de Antonio Francisco Armelin Gomes - Diretor demonstrações financeiras estão definidas a seguir: (a) Caixa e bancos e ção, os valores em questão podem ser depositados em juízo, sem que haja realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos, as variações camJosé Lopes Celidônio - Diretor títulos e valores mobiliários: As disponibilidades são avaliadas pelo custo, a caracterização da liquidação do passivo. (f) Investimentos em controla- biais e monetárias auferidos e provisões para perdas na realização desses Maurilio Lobo Filho - Diretor incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias aufe- das: Quando a Cia. detém mais da metade do capital social votante de uma ativos que são constituídas com base na análise das expectativas de sua ridos. Compreendem dinheiro em caixa, depósitos bancários, outros investi- outra sociedade, esta é considerada uma controlada. Os investimentos em efetiva realização. (l) Provisões: As provisões são reconhecidas quando a João Aparecido de Lucca - CRC nº 1SP191043/O-1 mentos de curto prazo de alta liquidez. (b) Contas a receber de clientes: sociedades controladas são registrados pelo método de equivalência Cia. tem uma obrigação presente legal ou implícita como resultado de


DIà RIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 20 de junho de 2012

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAĂ‡ĂƒO

GOVERNO DO ESTADO DE SĂƒO PAULO

FDE AVISA: TOMADA DE PREÇOS A FUNDAĂ‡ĂƒO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAĂ‡ĂƒO - FDE comunica Ă s empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Construção de Ambientes Complementares (Restauro) com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador e Reforma de PrĂŠdio Escolar: TOMADA DE PREÇOS NÂş - PRÉDIO - LOCALIZAĂ‡ĂƒO - PRAZO - Ă REA (se houver) - PATRIMĂ”NIO LĂ?QUIDO MĂ?NIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAĂ‡ĂƒO - ABERTURA DA LICITAĂ‡ĂƒO (HORA E DIA) 69/00665/12/02 - EE Peixoto Gomide - Av. Peixoto Gomide, 198 - CEP: 18200-660 - Centro - Itapetininga-SP - 210 - 85,85 - R$ 138.950.00 - R$ 13.895.00 - 09:30 - 06/07/2012. As empresas interessadas poderĂŁo obter informaçþes e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na SupervisĂŁo de Licitaçþes, na Av. SĂŁo LuĂ­s, 99 - RepĂşblica - CEP: 01046-001 - SĂŁo Paulo/SP ou atravĂŠs da Internet pelo endereço eletrĂ´nico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderĂŁo adquirir o Edital completo atravĂŠs de CD-ROM a partir de 20/06/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horĂĄrio das 08:30 Ă s 17:00 horas, mediante pagamento nĂŁo reembolsĂĄvel de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverĂŁo estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada Ă  SupervisĂŁo de Licitaçþes da FDE, conforme valor indicado acima. Os invĂłlucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAĂ‡ĂƒO deverĂŁo ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da SupervisĂŁo de Licitaçþes - SLI na SEDE DA FDE, atĂŠ 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação serĂĄ processada em conformidade com a LEI FEDERAL nÂş 8.666/93 e suas alteraçþes, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAĂ‡ĂƒO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAĂ‡ĂƒO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAĂ‡ĂƒO - FDE. As propostas deverĂŁo obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente EDITAL DE CITAĂ‡ĂƒO DE: MIGUEL CARLOS DA SILVA, p portador do RG nÂş 20.915.361 e do CPF nÂş 021.065.728-86, expedido nos autos da Ação de RESCISĂƒO CONTRATUAL C.C. REINTEGRAĂ‡ĂƒO DE POSSE nÂş 1316/09, ajuizada por COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO HABITACIONAL E URBANO DO ESTADO DE SAO PAULO-CDHU, COM PRAZO DE 20 DIAS. O DOUTOR LUIZ ANTONIO DE CAMPOS JĂšNIOR, JUIZ DE DIREITO DA PRIMEIRA VARA CĂ?VEL DA COMARCA DE JUNDIAĂ?/SP, NA FORMA DA LEI, ETC. FAZ SABER a: MIGUEL CARLOS DA SILVA e todos quantos o presente edital virem ou dele tiverem conhecimento que perante este JuĂ­zo tramita os termos seguintes: ação de RescisĂŁo Contratual c.c. Reintegração de Posse nÂş 1316/09, alegando a Requerente que, na condição de entidade integrante do “SFHâ€? fez construir Ă s suas expensas, na cidade de JundiaĂ­/SP, um conjunto de unidades habitacionais, uma das quais situada no endereço no qual o Requerido reside por força de atribuição de posse conferida por contrato celebrado em conformidade com as Normas do Sistema Financeiro de Habitação. Por força do negĂłcio jurĂ­dico, o Requerido se comprometeu, dentre outras, a pagar nos vencimentos pactuados, as prestaçþes relativas ao imĂłvel a ele destinado, o que nĂŁo ocorreu. A inadimplĂŞncia alcançada pelo Requerido tem como consequĂŞncia a plena rescisĂŁo do negocio jurĂ­dico firmado, e a perda da posse do imĂłvel em favor da Requerente, para que ela possa dar continuidade no seu objeto social. Assim ĂŠ imprescindĂ­vel a declaração de rescisĂŁo do contrato celebrado com o Requerido, como medida prĂŠvia Ă  reintegração de posse do bem Ă  Requerente. DeverĂĄ ser compensada a totalidade das parcelas pagas com o perĂ­odo em que o mutuĂĄrio residir no imĂłvel sem qualquer contraprestação. Estando o Requerido em local incerto e nĂŁo sabido, expede-se o presente edital, com prazo de 20 dias, que serĂĄ publicado e afixado na forma da lei, pelo qual FICA ADVERTIDO O RÉU DE QUE, FINDO O PRAZO DO EDITAL, NĂƒO SENDO CONTESTADA A AĂ‡ĂƒO, NO PRAZO DE 15 (QUINZE) DIAS, PRESUMIR-SE-ĂƒO ACEITOS COMO VERDADEIROS OS FATOS ARTICULADOS PELA REQUERENTE. Dado e passado nesta cidade e comarca de JundiaĂ­, 1Âş OfĂ­cio CĂ­vel de Justiça, aos 4 de abril de 2012. LUIZ ANTONIO DE CAMPOS JĂšNIOR - Juiz de Direito.

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ASSOCIAĂ&#x2021;Ă&#x192;O SAĂ&#x161;DE DA FAMĂ?LIA RETIRRATIFICAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DO ATO CONVOCATĂ&#x201C;RIO SELEĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE FORNECEDORES â&#x20AC;&#x201C; COLETA DE PREĂ&#x2021;O NÂş 025/2012 A Associação SaĂşde da FamĂ­lia - ASF comunica alteração do ato convocatĂłrio de Seleção de Fornecedores, na modalida de coleta de preço nÂş 025/2012, que serĂĄ realizada em 25 de junho de 2012, Ă s 09h30, e que tem por objeto a contratação de empresa especializada para prestar serviços de lavanderia em Unidades de SaĂşde, incluindo a locação de enxoval e fornecimento de materiais, a saber: Retirratificação do Anexo I - Memorial Descritivo - Definiçþes de Tecidos e Tamanhos para Confecção do Enxoval nos itens campo duplo e campo fenestrado. A Retirratificação encontra-se no site: www.saudedafamilia.org. Esclarecemos que as demais informaçþes contidas no Edital permanecem inalteradas.   : %   %  % J&H%%#%HJ$ (:  '"H>#)  *% - 5 9  A 2  *  "3 4 89   % 7 /       :-  B6 1< : . (2 ' %#''% H > $ )        5N  M << : M <<     2 < M <<      9 , 7BAB .. > ? @: :       :/-: 19     .   /   O !%#'%& &$  - (5  > )  <% <% # >#H        :    <  9   9  /    : "> >&%      : 5 5   <  <    :    ,    H   <  E      5: -/   < : / G ?   /   :  9  : ?     <   /U  / ,  <  9 A$2*      @  A    9   O !H% J#  O %#"'H /:  :  A *= 9  9   O &! & :/       19   <  :  ,,  :    J   :/5:     L   ::   5G   - <% G  <  /  < :  % K

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UniĂŁo Brasileira de Vidros S.A.

CNPJ/MF n°: 60.837.689/0001-35 - NIRE: 35.300.033.205 Assembléia Geral Extraordinária - Edital de Convocação Ficam convocados os senhores acionistas desta companhia a se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 28 de junho de 2012, às 10:00 horas, na sede social da companhia, localizada na Avenida Senador Teotônio Vilela, S/N, Km 30, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, para deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: a) aprovação da venda do terreno situado no município de Santa Isabel. São Paulo, 20 de junho de 2012. Sérgio Minerbo - Diretor Presidente. (20,21,22)  %   %  % J&H%%#% J'J$ (: "H >#)%  *% 1 F .@  2  *   3 4 89  7  % 7 /    7  9 (7 H"%H"%H&$) , 1+B * *4.4B1F +ABFB.  A * F* * R . *+ ? @  :    :G  /@9  5        J    - D     A :   AG   > S  H&$"   ,  : T  @ +/  AG          9  /:   -  5:     ?  G  9 8    :  : T 5%  - : 5 5   <  <       , : J   <  E        <   /   ::$  : 9   <  5 % G      <  /  < :  % K    $    %     && $!!%&%&%'% % () *  () -   D 11% 2()  *  J3 4 89  7  5  B $    :            < :  . % 7 / ()   6  9 *   <  * L ; 6 , ? <    :   *E  BL   28 :  :     B-/     BFBFF AB.B * _* F.DB  B**B BAF /@9 @ @5    , @ :  9   ,  O  % #J , <  ,9 : <           ,%   $ - : 5    /  <  :   BFW;  *BF.      :        ,    J  , <G  E          %        :$$    ()() -()()  : 9   <     ()()  ()()% G      <  /  < :     7E:    9 5?  `9 J#"    "#  J  4 $  J"'$   $%    #  /   %K

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ATA DAS ASSEMBLEIAS GERAIS EXTRAORDINĂ RIA E ORDINĂ RIA DO BANCO MERCANTIL DE INVESTIMENTOS S. A. CNPJ NÂş 34.169.557/0001-72 - COMPANHIA ABERTA - NIRE 31300039439. 1 - Local, data e hora: Sede social, na Rua Rio de Janeiro, 654 - 5Âş andar, em Belo Horizonte, Minas Gerais, 23 de abril de 2012, 15:00 (quinze) horas. 2 - Presenças: Acionistas representando mais de 2/3 (dois terços) do capital social com direito a voto, estando tambĂŠm presentes o Sr. Luiz Henrique Andrade de AraĂşjo, membro do Conselho de Administração e o Sr. Carlos Augusto da Silva, representante de PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes, empresa responsĂĄvel pela auditoria do Banco. 3 Mesa: Presidente: JosĂŠ Ribeiro Vianna Neto; SecretĂĄrio: Leonardo de Mello SimĂŁo. 4 - Convocação: Edital publicado nas pĂĄginas 1, 1 e 46 do â&#x20AC;&#x153;Minas Geraisâ&#x20AC;?, ediçþes de 28, 29 e 30/03/2012, nas pĂĄginas 6, 20 e 14 do â&#x20AC;&#x153;Hoje em Diaâ&#x20AC;?, ediçþes de 28, 29 e 30/03/2012 e nas pĂĄginas 21, 25 e 43 do â&#x20AC;&#x153;DiĂĄrio do ComĂŠrcio de SĂŁo Pauloâ&#x20AC;?, ediçþes de 28, 29 e 30/03/2012. 5 - Lavratura da Ata: De acordo com o § 1Âş do artigo 130 da Lei 6.404/76. 6 - FicarĂŁo arquivados na sede social, autenticados pela Mesa, todos os documentos referidos nesta ata. 7 - Deliberaçþes: Em Assembleia Geral ExtraordinĂĄria: Foi aprovada a proposta do Conselho de Administração, para elevação do capital social de R$25.552.800,00 para R$27.378.000,00, mediante capitalização, no montante de R$1.825.200,00, sendo R$499.091,26 de â&#x20AC;&#x153;Reservas EstatutĂĄrias - artigo 39 - § 2Âş do Estatutoâ&#x20AC;? e R$1.326.108,74 de â&#x20AC;&#x153;Reservas EstatutĂĄrias para Aumento de Capital - Art. 39 - III do Estatutoâ&#x20AC;?, sem alteração do nĂşmero de açþes, passando o artigo 5Âş do Estatuto Social a vigorar com a seguinte redação: â&#x20AC;&#x153;Art. 5Âş - O capital social do Banco ĂŠ de R$27.378.000,00 (vinte e sete milhĂľes, trezentos e setenta e oito mil reais), dividido em 182.520.000 (cento e oitenta e dois milhĂľes, quinhentas e vinte mil) açþes escriturais, sendo 111.505.680 (cento e onze milhĂľes, quinhentas e cinco mil, seiscentas e oitenta) açþes ordinĂĄrias e 71.014.320 (setenta e um milhĂľes, quatorze mil, trezentas e vinte) açþes preferenciais, todas do valor nominal de R$0,15 (quinze centavos de real) cada uma.â&#x20AC;? Em Assembleia Geral OrdinĂĄria: I - Foram aprovadas, sem reservas, abstendo-se de votar os legalmente impedidos, as contas dos administradores referentes ao exercĂ­cio encerrado em 31/12/2011, bem como as propostas dos ĂłrgĂŁos da administração para distribuição de juros sobre capital prĂłprio, jĂĄ pagos, tendo sido as demonstraçþes financeiras publicadas da seguinte forma: a) aquelas referentes ao primeiro semestre de 2011, nas pĂĄginas 13 e 14 do â&#x20AC;&#x153;Hoje em Diaâ&#x20AC;?, edição de 18/08/2011. b) As demonstraçþes relativas ao exercĂ­cio encerrado em 31/12/2011, inclusive relatĂłrio da Administração e parecer dos auditores independentes, nas pĂĄginas 2, 3, 4 e 5 do â&#x20AC;&#x153;Minas Geraisâ&#x20AC;?, edição de 01/03/2012 e nas pĂĄginas 5, 6 e 7 do â&#x20AC;&#x153;Hoje em Diaâ&#x20AC;?, edição de 01/03/2012, e, sob a forma de extrato, na pĂĄgina 23 do â&#x20AC;&#x153;DiĂĄrio do ComĂŠrcio de SĂŁo Pauloâ&#x20AC;?, edição de 02/03/2012. II - Foi estabelecida em R$800.000,00 a remuneração global dos administradores, para o exercĂ­cio de 2012, ficando o Conselho de Administração autorizado a fixar os honorĂĄrios dos seus membros e dos Diretores, dentro daquele total. Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a Assembleia, da qual, para constar, lavrou-se esta ata que, apĂłs lida e aprovada, vai pelos acionistas presentes assinada. Belo Horizonte, 23 de abril de 2012. Leonardo de Mello SimĂŁo - SecretĂĄrio; JosĂŠ Ribeiro Vianna Neto - Presidente; Luiz Carlos de AraĂşjo e Athaide Vieira dos Santos, pelo Banco Mercantil do Brasil S.A., Milton de AraĂşjo, Athaide Vieira dos Santos, Luiz Henrique Andrade de AraĂşjo, Carlos Augusto da Silva por PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes e Marco AntĂ´nio Andrade de AraĂşjo. CONFERE COM O ORIGINAL LAVRADO NO LIVRO PRĂ&#x201C;PRIO. BANCO MERCANTIL DE INVESTIMENTOS S. A. Athaide Vieira dos Santos - Diretor Regional; Marco AntĂ´nio Andrade de AraĂşjo - Diretor Executivo. Atestamos que este documento foi submetido a exame do Banco Central do Brasil em processo regular e a manifestação a respeito dos atos praticados consta de carta emitida Ă  parte. Departamento de Organização do Sistema Financeiro. GerĂŞncia TĂŠcnica em Belo Horizonte. AngĂŠlica Seibt Velasques - Analista. Junta Comercial do Estado de Minas Gerais. Certifico o registro sob o nro: 4867788 em 14/06/2012. Banco Mercantil de Investimentos S.A. Protocolo:12/451.184-8. Marinely de Paula Bomfim - SecretĂĄria Geral.

PREFEITURA MUNICIPAL ESPĂ?RITO SANTO DO TURVO EXTRATO DE PUBLICAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE EDITAL A Prefeitura Municipal de EspĂ­rito Santo do Turvo-SP, comunica a todos os interessados que se encontra Ă  disposição o edital licitatĂłrio referente ao PregĂŁo Presidencial nÂş 23/2012, tipo menor preço, cujo objeto ĂŠ a aquisição, para entrega imediata, de uma mĂĄquina Motoniveladora com chassi articulado Nova, Zero Hora, ano 2012, Peso Operacional mĂ­nimo, com ripper traseiro de 15.000 Kg, Tração nas quatro rodas, Motor Diesel 6 cilindros, turboalimentação, potĂŞncia lĂ­quida mĂ­nima em todas as marchas de 140 HP, TransmissĂŁo tipo â&#x20AC;&#x153;powershifâ&#x20AC;?, com conversor de torque, com no mĂ­nimo 06 velocidades a frete e 03 a rĂŠ, sistema auxiliar eletrĂ´nico de deslocamento em caso de falha, lâmina central de no mĂ­nimo 12â&#x20AC;&#x2122; com deslocamento hidrĂĄulico lateral e angular, sela de no mĂ­nimo 05 posiçþes de travamento; ripper traseiro com no mĂ­nimo 5 dentes, sistema hidrĂĄulico com vazĂŁo mĂ­nima de 185 litros/mim,chassi com ângulo de articulação mĂ­nima de 25Âş para a direta e para a esquerda, compartimento do operador com cabine fechada com ar-condicionado e sistema de proteção tipo Fops/Rops, Pneus 14.24 12L, garantia mĂ­nima de 12 meses sem limite de horas, contando a partir do faturamento e entrega do equipamento, para secretaria de planejamento urbano com amparo nas Leis 10.520/2002, 8666/93 e suas alteraçþes. A entrega dos envelopes deverĂĄ ser atĂŠ o dia 03 de julho de 2012, Ă s 9:00 horas. Maiores informaçþes Depto. de Compras, sito na Rua Lino dos Santos s/nÂş, Centro, pelo telefone (14) 3375-9500 ou pelo e-mail: marcos@espiritosantodoturvo.sp.gov.br e retirada do edital pelo sĂ­tio eletrĂ´nico da prefeitura www.espiritosantodoturvo.sp.gov.br. EspĂ­rito Santo do Turvo, 15 de junho de 2012. Marcos AurĂŠlio Oliveira - Pregoeiro

PREFEITURA MUNICIPAL ESPĂ?RITO SANTO DO TURVO EXTRATO DE PUBLICAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE EDITAL EDITAL DE LEILĂ&#x192;O NÂş 001/2012 A Prefeitura Municipal de EspĂ­rito Santo do Turvo-SP comunica a todos os interessados que se encontra Ă  disposição o edital LEILĂ&#x192;O Presencial nÂş 01/2012, tipo lance aberto, quem ofertar a maior proposta, cujo objetivo ĂŠ a alienação de diversos veĂ­culos considerados inservĂ­veis Ă  Administração Municipal EspĂ­rito Santo do Turvo. O credenciamento deverĂĄ ser atĂŠ o dia 05 de julho de 2012, Ă s 13:00 horas, sendo, Ă s 14:00 horas, o inĂ­cio do LeilĂŁo. Maiores informaçþes: Depto. de Compras, sito na Rua Lino dos Santos s/nÂş, Centro, pelo telefone (14) 3375-9500 ou pelo e-mail: marcos@espiritosantodoturvo.sp.gov.br e retirada do edital pelo sĂ­tio eletrĂ´nico da prefeitura www.espiritosantodoturvo.sp.gov.br. EspĂ­rito Santo do Turvo, 18 de junho de 2012. JoĂŁo Adirson Pacheco - Prefeito

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2ÂŞ Vara CĂ­vel da Comarca de Osasco-SP - 2Âş OfĂ­cio CĂ­vel da Comarca de Osasco-SP. Edital de Citação - Prazo 20 dias â&#x20AC;&#x201C; Autos nÂş 405.01.2010.038047-5 (2272/2010). A Dra. Angela Moreno Pacheco de Rezende Lopes, MMÂŞ. JuĂ­za de Direito da 2ÂŞ Vara CĂ­vel da Comarca de Osasco-SP. Faz Saber a Ricardo Leal e LĂşcia Cristina Leal (CPF nÂş 853.912.398-34 - comum) que o CondomĂ­nio Vila das Castanheiras lhes ajuizou uma Ação de Cobrança (rito OrdinĂĄrio), objetivando o recebimento de R$ 55.008,20 (data base agosto/2010), decorrente do dĂŠbito de taxas condominiais vencidas de 01/04/2005 atĂŠ 01/08/2010, referente ao apartamento nÂş 1-B, do EdifĂ­cio Sibipiruna, ou T-5, parte integrante do Conjunto denominado CondomĂ­nio Vila das Castanheiras/Osasco/SP. Estando os suplicados em local incerto e nĂŁo sabido, expede-se edital de citação, para que no prazo de 15 dias, a fluir do prazo supra, contestem a ação, sob pena de revelia e de presumirem-se como verdadeiros os fatos alegados na inicial. SerĂĄ o presente afixado e publicado na forma da Lei. +PVKOCnlQ  2TC\Q  FKCU2TQE   PÂ? FG 1TFGO  1 &T $TWPQ 2CGU 5VTCHQTKPK ,WK\ FG &KTGKVQ FC Â&#x153; 8CTC %sXGN FC %QOCTEC FG )WCTWNJQU52 (C\ 5CDGT C .WK\ #PVQPKQ $CTVKOCTEJK 4)  G %2(/(  SWG C CnlQ FG 2TQEGFKOGPVQ 5WOhTKQ TGSWGTKFC RQT %QPFQOsPKQ %QPLWPVQ 4KXKGTC HQK LWNICFC RTQEGFGPVG EQPFGPCFQ Q ToW GO 4    'UVCPFQ Q ToW GO NWICT KIPQTCFQ GZRGFKWUG Q RTGUGPVG RCTC SWG GO  FKCU C HNWKT CRxU QU  FKCU UWRTC RCIWG Q XCNQT UWRTC UQD RGPC PlQ Q HC\GPFQ UGT CETGUEKFQ FG OWNVC PQ RGTEGPVWCN FG  FQ OQPVCPVG FC EQPFGPCnlQ QW UGT NGXCFQ C GHGKVQ C RGPJQTC GHGVWCFC UQDTG Q CRCTVCOGPVQ FWRNGZ UQD PÂ?  NQECNK\CFQ PQ Â? G Â? CPFCTGU FQ 'FKHsEKQ 5CP /CTKPQ  KPVGITCPVG FQ %QPLWPVQ 4GUKFGPEKCN 4KXKGTC UKVWCFQ PC #X 'OKNKQ 4KDCU  OCVTsEWNC  FQ Â? %4+ FG )WCTWNJQU52 RQFGPFQ PQ RTC\Q FG  FKCU QHGTGEGT KORWIPCnlQ UQD RGPC FG RTQUUGIWKT C CnlQ 5GTh Q RTGUGPVG GFKVCN RQT GZVTCVQ CHKZCFQ G RWDNKECFQ PC HQTOC FC NGK )WCTWNJQU  FG OCKQ FG  $  G                       ''"JH$ "H%!%&%'%  (  ! ) () *  ()   +, - ./0 11% 2()  *  3 4  5  6/   7   89   :            < :  . % 7 / ( )   / 9 -     ?  9   /:  :  0@5 >  ?     , *B. * .B4B B** @ (:)      9     :8  / :E9    7 A  ! 2% :9  : G  'JJ:I     /  ' & $' 5  :  8<   5%  : :   $        :       J (,)   <  E      : <   /   ::$    : 9   <      % G      <  /  < :  % K

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FALĂ&#x160;NCIA, RECUPERAĂ&#x2021;Ă&#x192;O EXTRAJUDICIAL E RECUPERAĂ&#x2021;Ă&#x192;O JUDICIAL Conforme informação da Distribuição CĂ­vel do Tribunal de Justiça de SĂŁo Paulo, foram ajuizados no dia 19 de junho de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falĂŞncia, recuperação extrajudicial e recuperação judicial:

Requerente: Banco Safra S/A. Requerido: BemLo-Cão ComÊrcio de Raçþes Ltda. Avenida Engenheiro Caetano à lvares, 3.708 - Limão - 2ª Vara de Falência.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATĂ&#x201C;RIO NÂş 53/12 - PREGĂ&#x192;O NÂş 23/12 Termo de Homologação. Processo LicitatĂłrio 53/12. PregĂŁo 23/12. Objeto: Contratação de instituição financeira para prestação de serviços bancĂĄrios, objetivando o pagamento de salĂĄrios dos servidores pĂşblicos municipais ativos, inativos e pensionistas; operacionalização de emprĂŠstimo consignado e instalação e exploração de posto de atendimento bancĂĄrio. Considerando a adjudicação constante da ata dos trabalhos da sessĂŁo pĂşblica de julgamento, lavrada pelo Sr. Pregoeiro, designada pela Portaria nÂş 02, de 03/01/2012; e a regularidade do procedimento, hei por bem, com base na Lei Federal nÂş 10.520, de 17 de julho de 2002, Homologar, o item do objeto licitado, Ă  empresa abaixo delineada e determinar que sejam tomadas as providĂŞncias ulteriores. Banco Bradesco S. A. Cidade de Deus, s/nÂş â&#x20AC;&#x201C; Vila Yara. Osasco â&#x20AC;&#x201C; SP. CNPJ (MF): 60.746.948/0001-12. Valor: R$ 650.001,00 (Seiscentos e cinquenta mil e um reais). Castilho â&#x20AC;&#x201C; SP, 19 de Junho de 2.012. AntĂ´nio Carlos Ribeiro. Prefeito. A Debitar (20.06.12)

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATĂ&#x201C;RIO NÂş 33/12 - PREGĂ&#x192;O NÂş 16/12 DecisĂŁo do Prefeito no Processo LicitatĂłrio 33/12 â&#x20AC;&#x201C; PregĂŁo 16/12. Objetivo: Aquisição de materiais escolares, pedagĂłgicos, lĂşdicos e esportivos, com objetivo de atender as necessidades do Departamento de Educação. Considerando as razĂľes fĂĄticas e de direito discorridas pelo Sr. Pregoeiro, na ata dos trabalhos da sessĂŁo de julgamento de 11 de junho de 2012, decido, a teor do disposto no art. 109, § 4Âş, da Lei 8.666/93, CONHECER do recurso interposto pela empresa Magali Garcia Santos ME, e, quanto ao MĂ&#x2030;RITO, dar-lhe provimento, para ao final desclassificar a proposta da empresa Super Dinâmica Brinquedos PedagĂłgicos Ltda â&#x20AC;&#x201C; ME, ao lote 5, por descumprir a exigĂŞncia da marca nos itens 07, 14 e 16. Castilho-SP 19 de junho de 2012. Antonio Carlos Ribeiro â&#x20AC;&#x201C; Prefeito. A Debitar (20.06.12)

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATĂ&#x201C;RIO NÂş 42/12 - TOMADA DE PREĂ&#x2021;OS NÂş 01/12 Comunicado da ComissĂŁo Permanente de Julgamento de Licitaçþes, da Prefeitura do MunicĂ­pio de Castilho. No processo licitatĂłrio 42/12, Tomada de Preços 01/12, tendo por objeto a contratação de empresa especializada para execução de obra de perfuração de poço, construção de alambrado e reservatĂłrio metĂĄlico para a implantação do Distrito Industrial. Comunica a realização de SessĂŁo PĂşblica de Abertura e Julgamento das Propostas Financeiras, no dia 25 de junho de 2012, Ă s 14 horas, na sede da Prefeitura, sita na Praça da Matriz, 247, nesta cidade. A Debitar (20.06.12)

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATĂ&#x201C;RIO NÂş 33/12 - PREGĂ&#x192;ONÂş16/12 Processo LicitatĂłrio 33/12 â&#x20AC;&#x201C; PregĂŁo 16/12. Objeto: Aquisição de materiais escolares, pedagĂłgicos, lĂşdicos e esportivos, com o objetivo de atender as necessidades do Departamento de Educação. Comunicado do Pregoeiro. Comunica que irĂĄ retomar o julgamento do lote 5 e 6, do certame supra em sessĂŁo pĂşblica a ser realizada na data de 22 de junho de 2012, Ă s 14 horas, na Sala de Licitaçþes da Prefeitura do MunicĂ­pio de Castilho, Praça da Matriz, 247, Castilho. A Debitar (20.06.12) CPM BRAXIS S.A. CNPJ/MF 65.559.953/0001-63 â&#x20AC;&#x201C; NIRE 35.300.178.815 Edital de Convocação de Assembleia Geral ExtraordinĂĄria SĂŁo convocados os Srs. acionistas da Cia. a se reunirem em uma Assembleia Geral ExtraordinĂĄria a ser realizada aos 28/06/2012, Ă s 9:30hs, na sede da Cia., situada na Cidade de Barueri, Estado de SĂŁo Paulo, na Alameda Araguaia, nÂş 1.930, CEP 06455-000, para examinar, discutir e decidir acerca da seguinte. Ordem Do Dia: (a) a eleição de membros efetivos e suplentes do conselho de administração da Companhia; (b) a conversĂŁo de 12.505.486 açþes preferĂŞncias classe A e 1.702.510 açþes preferĂŞncias classe B em 14.207.996 açþes ordinĂĄrias da Companhia, todas nominativas e sem valor nominal; (c) a aprovação do aumento do capital social da Companhia em R$121.402.592,25 mediante a emissĂŁo de 24.038.200 novas açþes ordinĂĄrias, todas nominativas e sem valor nominal; (d) a alteração e consolidação do Estatuto Social da Companhia; e (e) outros assuntos de interesse dos acionistas. SĂŁo Paulo 20 de junho de 2012. Navin Goel: Presidente do Conselho de Administração. 20,21,22/06/2012

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O

GOVERNO DO ESTADO DE SĂ&#x192;O PAULO

FDE AVISA: COMUNICADO DE SUSPENSĂ&#x192;O Considerando a necessidade de revisĂŁo no escopo e consequente readequação e atualização do orçamento, a ComissĂŁo Julgadora de Licitaçþes comunica a suspensĂŁo da data de abertura da Tomada de Preços nÂş 70/00558/12/02, cujo objeto ĂŠ a contratação de empresa para execução de Reforma de PrĂŠdio Escolar na E.E. ProfÂŞ Arlete Terezinha Pizao - Imirim- SĂŁo Paulo/SP, que ocorreria em 21/06/2012, Ă s 11:30h.  %   %  % JJ"% %&% #!"$' ( : &!&>&)%  *%   :  28  *  &3 4 89   :   ->% 7 /    (7 !%"#%#'&$JJ) , BFBFF 1F*BF * B B ? @  :  1 E 9 /:  O J%J' (: >&)         9    <:     5%  - : 5 5   <  <       , : J   <  E      (    ?  G  9 8 ) 5  , :  <  :/5   /    $     9 @  < : %   % G  <  /  < :  % K

Auto Posto Aguia SX Ltda, torna público que recebeu da Cetesb a Licença PrÊvia , 30002167 e requereu a Licença de Instação para comercio varejista de combustiveis e lubrificantes, sito à Avenida Aguia de Haia , 1203 - Pq. Paineiras - São Paulo-SP

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e Produtor de álcool tenta recuperar competitividade

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O IPC-Fipe subiu 0,25% na segunda prévia de junho, menos do que na quadrissemana anterior (0,28%). Gasolina e etanol têm deflação em São Paulo.

conomia

Joel Silva/Folha Imagem – 5/1/05

Recentes reduções de preços feitas pelo setor tentam conter queda das vendas do produto, que hoje é menos atrativo do que a gasolina no País. Estagnação dos valores do derivado de petróleo e recuo na produção de álcool explicam a situação. Rejane Tamoto Redução do preço do açúcar no mercado internacional é mais uma das más notícias para o segmento

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o reduzirem o preço do etanol em até 7% ao longo deste mês, os associados do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) esperam inverter parte da perda de competitividade do produto em relação à gasolina. De acordo com o presidente do Sindicom, Alísio Vaz, o objetivo dessa diminuição é recuperar as vendas do biocombustível, que acumulam queda de 13% de janeiro a maio deste ano em relação a igual período de 2011. "No ano passado, o consumo de etanol caiu 27% sobre 2010", diz. Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), entidade que representa os produtores, mostram que o preço do etanol passou por uma trajetória ascendente nos últimos anos: subiu de R$ 0,96 por litro na safra 2010/2011 para R$ 1,18 por litro na safra 2011/2012. Segundo cálculo do economista

da Consultoria LCA Wermeson França, o pico de alta no preço do litro do etanol ocorreu em maio do ano passado, quando atingiu 83% do preço da gasolina. No acumulado de janeiro

Um dos custos que pesam sobre o setor é a carga tributária, maior para o etanol que para a gasolina. FLAVIO TELES DE MENEZES, MEMBRO DO CONSELHO DA

ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SP

a maio de 2012, afirma França, essa relação já foi menor – de, em média, 75%. "O limite é de 70%. Acima dessa proporção, o consumidor começa a ficar indiferente ao etanol", diz o economista. Setor mais fraco – A estagnação do preço da gasolina nos últimos sete anos ajuda a ex-

plicar o enfraquecimento da competitividade do etanol. O segundo motivo da escalada no preço do biocombustível foi a queda na produção. Dados da atual safra, divulgados pela Unica, mostram que as condições climáticas, com períodos maiores de chuva neste ano, prejudicaram a colheita. Na segunda metade do mês de maio, a moagem foi menor do que a registrada em igual período de 2011. O volume da cana-de-açúcar processada foi de 35,62 milhões de toneladas, queda de 17,62% na segunda quinzena de maio frente a igual intervalo do ano passado. O recuo foi ainda maior no acumulado desde o início da safra até 31 de maio, de 29,61%, segundo a entidade. O representante da Unica em Ribeirão Preto, Sérgio Prado, afirma que o número também é reflexo do atraso para o início da atual safra. "As usinas começaram a moer cana mais tarde neste ano. A previsão é de que no final desta safra elas

tenham atingido a moagem maior, de 3,19%, porque tivemos um aumento de 3% na área de plantio. Ainda assim, o setor não tem condição de recuperar as perdas de produtividade de um ano para o outro", observa. A previsão da Unica para esta safra é de moagem de 509 milhões de toneladas de cana. Na avaliação de Prado, a queda na produção influenciou o preço e, depois, as vendas do biocombustível. "Hoje, o mercado é abastecido por 35% de etanol, relação que chegou a ser de 50%. O consumo de gasolina cresceu e abocanhou o do etanol", diz. Em 2008, no ápice da produção, o setor exportava 5 bilhões de litros de etanol, número que caiu para 1,5 bilhão em 2011. A importação do etanol aumentou de 78 milhões de litros na safra 2010/2011 para 1,4 bilhão de litros na última safra (2011/2012). Prado afirma que os custos de produção do biocombustí-

13 por cento é a queda acumulada nas vendas de etanol de janeiro a maio deste ano em relação a igual período de 2011. vel – como insumos, mão de obra e preço da terra – aumentaram nos últimos anos. "A alta foi inevitável. Outro custo que pesa é o da carga tributária, maior para o etanol que para a gasolina", diz o membro do conselho da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB) Flavio Teles de Menezes. Segundo ele, o setor enfrenta uma escassez de crédito

desde a crise financeira internacional, no final de 2008, o que dificulta a renovação e o investimento em canaviais. "O setor aguarda o governo lançar um programa especial de refinanciamento para a recomposição dos canaviais e para expansão da área industrial", afirma Menezes. O conselheiro da ACSP afirma que, se nos anos anteriores a produção e exportação de açúcar salvou o setor de um prejuízo maior, neste ano a situação deve ser diferente. "A produção na Índia e Rússia aumentou e o preço externo começou a cair", diz. Esse movimento, segundo a Consultoria LCA, já fez o preço médio cair de US$ 27 a saca de 50 quilos para US$ 23,40 no acumulado deste ano de janeiro até maio. "Se o governo continuar segurando o preço da gasolina, a situação para o setor sucroalcooleiro no curto prazo será preocupante", afirma o diretor-executivo da Archer Consulting, Arnaldo Luiz Correa.

Reajuste de combustíveis está sempre "em análise", diz ministro.

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reajuste nos preços de combustíveis está sempre em análise no governo, afirmou ontem o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. A afirmação foi feita dias depois de a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, ter dito que o plano de negócios da empresa só seria viável com reajustes nos valores cobrados do consumidor pela gasolina e outros derivados do petróleo. Na semana passada, entretanto, o ministro havia descartado qualquer aumento de preços de combustíveis. Lobão participou ontem de evento sobre energias renováveis na Rio+20, no Rio de Janeiro (leia mais sobre a conferência na página 10). Diante da pergunta sobre eventual mudança de posição do governo, Lobão limitou-se a responder que se trata de " um assunto que vem sendo analisado com todo cuidado e toda a prudência. Não desejamos complicar o problema da inflação. Esse é um assunto que volta a todo momento, mas vamos ter uma conclusão em breve." A simples menção, por uma autoridade federal, de reajuste do preço da gasolina fez as ações da Petrobras subirem na BM&FBovespa. Os papéis PN e ON tiveram altas de 3,97% e 4,82%, respectivamente, favorecendo a alta de 1,78% do Ibovespa, principal índice do mercado, no dia. Mistura – Um aumento do percentual de etanol misturado à gasolina seria "muito importante" para oferecer uma solução econômica à manutenção de preço dos

combustíveis, afirmou ontem, por sua vez, a presidente da estatal. No entanto, ela destacou que eventual aumento de etanol na fórmula deve ser feito de forma sustentável, de maneira a garantir que toda a demanda nacional seja atendida. Reforçando que uma decisão sobre o tema cabe ao Ministério de Minas e Energia, ela disse que uma elevação da mistura de etanol na gasolina para mais de 20% seria "realmente importante". Graça Foster ressalvou que a questão da elevação da participação do etanol na mistura da gasolina não está considerada no Plano de Negócios 2012-2016, aprovado pelo conselho de administração da companhia e divulgado na semana passada. Embora tenha reforçado a importância de haver oferta suficiente de etanol, a presidente da Petrobras destacou que o setor sucroalcooleiro tem sinalizado positivamente sobre sua capacidade de atender a um crescimento da demanda. "Tenho ouvido, de usineiros de renome, em algumas reuniões, que eles estariam prontos a voltar com a participação maior do etanol." O governo reduziu a proporção da mistura de álcool anidro na gasolina no segundo semestre do ano passado por falta de oferta do biocombustível. No entanto, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) manifestou recentemente que já há oferta no mercado para voltar ao percentual de 25% de etanol anidro na mistura. (Agências)

Preço do etanol corresponde a 68,79% do valor da gasolina em São Paulo

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relação entre os preços do etanol e da gasolina na cidade de São Paulo atingiu 68,38% na segunda semana de junho, informou ontem a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Com isso, a taxa chegou ao menor nível desde o fechamento de fevereiro (67,99%). A relação ficou abaixo da marca de 68,79% apurada na semana anterior. Para especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso em relação à gasolina quando o preço do derivado da canade-açúcar representa mais

de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do motor a etanol é de 70% do poder dos motores a gasolina. Entre 70% e 70,5%, é considerada indiferente a utilização de gasolina ou etanol no tanque. Em boa medida, a queda nessa relação reflete a trajetória dos preços do etanol e da gasolina, ambos em deflação. De acordo com a Fipe, o etanol mostrou recuo de 1,67% e a gasolina, de 0,09%, na segunda quadrissemana do mês.

Para a Fipe, o desempenho dos combustíveis, por sua vez, é visto como efeito da entrada da safra de cana-deaçúcar recentemente. "Mas há um ano essa relação estava em 62,96%, o que indica que a safra neste ano está pior que em 2011, que também já não tinha sido boa", afirmou o coordenador do IPC, Rafael Costa Lima. Na segunda prévia do mês, o IPC-Fipe subiu 0,25%, o que representa uma desaceleração em relação à primeira quadrissemana do mês (0,28%). (AE)


DC 20/06/2012