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Ano 87 - Nº 23.586

Conclusão: 23h40

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

São Paulo, terça-feira, 20 de março de 2012

Reprodução de TV

É FANTÁSTICO: REALITY SHOW DA CORRUPÇÃO. Os contratos com as empresas flagradas pelo Fantástico oferecendo propinas para fraudar licitações com hospital da Universidade Federal do Rio foram suspensos. PF, CGU e TCU iniciam devassa na Saúde e PSDB pede CPI. Pág. 5 Ian Langsdon/EFE

3º ataque do serialkiller mata 4 judeus Entre os mortos, 3 crianças. Antes, 3 soldados. Com o mesmo revólver. Em Toulouse. Pág. 8

Treino para 2014. De dominó.

Newton Santos/Hype

Isso mesmo. E o Mundial será disputado aqui no Brasil. Pág. 10

Consumidor já não dispensa lojas 3.0 Só uma regra não muda: só compra se tiver confiança. Pág. 25

Recorde: 2 em cada 10 produtos são impor tados. CNI mostra os números do consumo de produtos industriais em 2011. Pág. 13

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23586

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Agora o segredo pode ser revelado: desde 2011 experimentamos esta fonte com furinhos, sem que gráfica e leitores percebessem. Hoje ela estreia mundialmente. A holandesa Ecofont, com foco na economia de toner e cartucho em impressoras, calcula que o DC vá gastar até 30% menos de tinta. Página 9


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 20 de março de 2012

Os chamados "direitos trabalhistas" são um privilégio de somente uma parcela dos trabalhadores. Roberto Fendt

pinião

Oportunidade perdida E m reunião na última quarta-feira com seis centrais sindicais, a senhora presidente da República reiterou que, durante o seu mandato, não será feita a reforma trabalhista. É uma pena, porque perdeuse mais uma vez a oportunidade de estender direitos aos que não os têm; de promover mais negociação e menos regulação no relacionamento entre empregados e empregadores; de reduzir a rotatividade dos empregados nas empresas e de permitir, assim, o aumento da produtividade do trabalho, única forma certa de garantir de forma sustentada o aumento do salário real do trabalhador. Os chamados "direitos trabalhistas" são um privilégio de somente uma parcela dos trabalhadores. Esses "direitos" não abrangem os que trabalham na informalidade e que constituem quase metade da força de trabalho. Para esses “informais” não existem férias remuneradas; inexiste o décimo terceiro salário; e não se recolhem o Fundo de Garantia pelo Tempo de Serviço ou as contribuições previdenciárias. As consequências desse perverso sistema em que alguns têm todos os direitos e outros não têm direito algum são conhecidas. Os informais, por não recolherem qualquer tipo de contribuição previdenciária, não têm direito a licença para tratamento de saúde. Pela mesma razão, não são amparados na velhice pela aposentadoria, por menor que ela seja. Ao falecer, deixam ao desamparo quem com eles partilhou uma vida. É verdade que algum progresso foi alcançado em 2010 e em 2011, quando aumentou a participação dos trabalhadores formais no total do emprego. Esse progresso, contudo, tem seu lado vicioso. Não fora a melhoria no emprego nos últimos dois anos, talvez a reforma trabalhista fosse trazida à discussão. A melhoria da qualidade do emprego, contudo, serviu para criar a sensação de que nada precisa ser feito para aumentar o acesso dos informais ao benefício da formalização do trabalho. Também não se tomou qualquer medida para reduzir o engessamento das relações entre trabalhadores e seus empregadores. Temos regulação demais e negociação de menos. A pouca flexibilidade para negociar individualmente as condições de trabalho tem resultado em conflitos entre as partes. O total desses conflitos, que teima em não baixar do patamar de dois milhões por ano, tem consequências funestas para todos. Primeiro, porque o número de conflitos levados à Justiça do Trabalho para solução gera morosidade nas decisões. Segundo, porque essa peculiar Justiça trata desigualmente as partes, favorecendo e empregado e penalizando o empregador. A fórmula de compensar essa penalização é o acesso dos últimos a um grande número de re-

PAULO SAAB

Mônica Zaratini/AE

RESCALDO DO VERÃO REVELA IGNORÂNCIA

O

Inflexibilidade das leis gera acúmulo de processos nos tribunais de Justiça do Trabalho, como o de S. Paulo.

ROBERTO FENDT cursos, que dilata o tempo de solução dos conflitos. Finalmente, por requerer da parte de todos – empregados, empregadores e Estado – um volume descomunal de recursos para a prestação da justiça. Nossa legislação trabalhista incentiva também a rotatividade dos trabalhadores nas empresas. Essa enorme rotatividade traz consigo outro conjunto de efeitos colaterais negativos para trabalhadores e patrões. Ela não incentiva as empresas a investir no empregado, já que em curto prazo

ele pode não mais estar prestando serviços ao atual empregador. Esse subinvestimento, por seu turno, não permite que o trabalhador aumente sua produtividade e faça jus a melhores salários. Em seu conjunto, os fatores mencionados reduzem a produtividade do trabalho. E é o aumento da produtividade do trabalho, em última instância, o grande motor do crescimento e do desenvolvimento. Que o digam os trabalhadores chineses que, transferidos de uma agri cultura de subsistência para

Estamos perdendo a oportunidade de fazer a reforma trabalhista em um ambiente de crescimento, tanto da economia como do emprego, e de aumentar nossa produtividade.

empregos urbanos, estão fazendo aquele país crescer a taxas médias anuais de dois dígitos por mais de 15 anos. Por outro lado, países com mercados de trabalho tão inflexíveis quanto o nosso estão rapidamente aplicando reformas trabalhistas para fazer face à crise e resguardar o emprego. Esse é o caso da maioria dos países da periferia da Europa, abalados pela maior crise econômica desde a Grande Depressão.

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Estamos perdendo a oportunidade de fazer aqui a reforma trabalhista em um ambiente de crescimento, tanto da economia como do emprego. Essa reforma atenderia os objetivos de estender direitos aos que não têm; de promover mais negociação e menos regulação do mercado; de reduzir a danosa rotatividade no emprego; e, em última, instância, de aumentar a produtividade do trabalho e do salário real de forma sustentada. É uma pena que tenhamos que esperar que uma crise, que ninguém deseja nos obrigue a fazer, em ambiente adverso, o que poderíamos estar fazendo agora, quando as condições são favoráveis. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

balanço do fim de mais um verão revela algo que todos sabem mas parecem não ver. Trata-se do período em que milhões de brasileiros saem de férias e os problemas que afligem as grandes metrópoles, entre os quais a falta de educação da população, migra junto para o local de veraneio. Assistimos, neste verão, como em outros anteriores, a morte de inocentes, crianças e adultos, vítimas da imprudência, da imperícia e da negligência de terceiros. Em muitos casos, o dolo também esteve presente. É algo recorrente. São horas de congestionamento nas estradas; atulhamento de gente nas cidades litorâneas; filas para comprar desde pão ao combustível e gente saindo pelo ladrão nos locais de badalo. Nas estradas, é fácil constatar: os veículos mais caros, de motor mais poderoso, com motoristas se sentindo superiores a tudo e a todos, infringem as regras de trânsito, ultrapassando onde não é permitido e abusando do excesso de velocidade. Veículos mais baratos, já em decomposição, normalmente nas mãos de motoristas pouco treinados, cometem desatinos de toda sorte – além da poluição que causam. Não há nessas constatações nenhum preconceito que não seja contra a falta de educação das pessoas. E do descaso das autoridades.

É

uma época de alto faturamento para municípios, comércio, serviços, de quem espera o ano todo pela chegada da massa ávida de diversão. Em meio ao povaréu que assalta as estradas, está a nova parcela de ricos, nascida à custa de verbas públicas, de serviços e obras prestados a prefeituras em que o titular, ou os vereadores, estão também interessados nas sobras dos superfaturamentos. Pode parecer também preconceito. Não é. Tratase de outra constatação. Pesquise o leitor. Sinal exterior ostensivo de riqueza do vizinho? Pode conferir, ele é prestador de serviços ou novo empreiteiro de obras para o poder público. Especialmente em cidades de porte médio, já que no poderzão federal, estadual e municipal, o espaço já está tomado.

Cabe às autoridades uma parte grande da responsabilidade do que de errado acontece, seja no verão ou ao longo do ano todo. Mas uma parcela da população tem culpa pela situação.

A base de tudo isso, novamente, é a ausência da educação no sentido geral, de uma legislação mais dura e de um poder público interessado em cumprir só suas mínimas funções de defesa dos interesses sociais. Cabe às autoridades uma parte grande da responsabilidade do que de errado acontece, seja no verão ou ao longo do ano todo. Mas quem pode culpar apenas a autoridade, se um novo rico deslumbrado, sem a mínima responsabilidade que não seja para com os seus interesses pessoais, autoriza uma criança a dirigir uma máquina potente, como as motos náuticas, sem supervisão de adulto? Até matar outra criança inocente...

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descaso, verão após verão, continua. Responsabilizemos os governantes, os políticos, pelo que sempre deixam de fazer. Mas, principalmente, por não investirem maciçamente na educação da população, tanto no sentido alfabetizador quanto no cultural. Nada é tão ofensivo aos direitos de todos como o novo rico petulante, que se acha dono do mundo, ou como o recém-chegado ao pedaço que só pensa em seus direitos. Deveres, ninguém tem. O mesmo ocorre nos grandes centros. São Paulo é exemplo típico e acabado disso. A cidade é tão grande e seus problemas de uma imensidão que desafia a sempre desejada competência dos governantes. Estes, por seu lado, correm sempre atrás do prejuízo. Passam mais da metade do tempo justificando erros, ausências, omissões, do que atuando na frente, para impedir que os problemas se repitam e aumentem. PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres Especiais: Fernando Gabeira, Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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terça-feira, 20 de março de 2012

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pinião

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C R I A D O R D E S I S T E M A L I N G U Í S T I C O R O M A N I Z A D O PA R A O C H I N Ê S T E M 1 0 6 A N O S E É U M L I B E R T Á R I O . Louisa Lim

P

ela importância do seu trabalho, por sua respeitabilidade intelectual e pela idade muito avançada, que alcançou com saúde, as autoridades chinesas deixam Zhou Youguang criticar o governo e pregar a democracia no país de Mao Tsé-tung. Ele é uma espécie de apóstolo na China. Seu apartamento em Beijing é pequeno, pobre, limpo e silencioso como ele exige que seja há muitas décadas. Somente assim Zhou (pronuncia-se Ju em chinês) foi capaz de inventar um sistema linguístico romanizado – como o predominante no Ocidente – para o chinês e também traduzir, com uns poucos auxiliares devotados, a Enciclopédia Britânica para o mandarim, hoje a língua oficial chinesa. Mas aos poucos ele se tornou uma pedra no sapato do governo de seu país e um desconforto ideológico para o Partido Comunista, uma vez que é um dissidente que ousa fazer o elogio aberto da liberdade de pensamento. Até hoje, Zhou Youguang repete que foi um erro gigantesco o massacre de 1989 na Praça da Paz Celestial, em Beijing, afirmando em voz alta que a liberdade individual é inseparável do desenvolvimento e da felicidade humana. Esse homem que gosta de se cercar de silêncio, teve uma vida quase inacreditável para o nosso tempo. Muito jovem e já economista brilhante, trabalhou num banco em Wall Street antes de voltar para a China, entusiasmado com a vitória de Mao Tsé-tung, que prometia democratizar a China. Mas na época não ficou definido o que era democracia para o líder da Grande Caminhada. Logo que voltou, Zhou começou a reclamar da falta de liberdade política, para ele essencial no crescimento de uma nação. Ele havia nascido na China ainda ao tempo da dinastia Quing, quando os homens dali usavam rabos-decavalo como penteado masculino e as mulheres deformavam os pés para reduzir seu tamanho e parecerem delicados. Que alguém desse tempo ainda esteja em franca ativi-

LUIZ CARLOS LISBOA tar que a culpa daquela guerra tinha sido da Coreia do Norte. "Isso mostra que a China progrediu" diz Zhou em sua serena ironia, acrescentando: "Mas progrediu muito devagar". Os amigos já temeram muito por ele, mas depois perceberam que o Mestre era importante demais para que o governo chinês mexesse com ele novamente, como aconteceu na época do Livro Vermelho do camarada Mao. Zhou Youguang vive num apartamento simples em Beijing e está em plena atividade, apesar de alguns livros classificados como "perigosos"

Uma voz que a China não calou dade hoje, trabalhando na implantação de um projeto e ainda concebendo outros, é coisa difícil de acreditar. O invento mais notável de Zhou Youguang foi sem dúvida o Pinyin, um sistema de romanização (com o alfabeto comum no Ocidente) dos caracteres chineses de uso milenar. Na China de hoje, como segunda maior economia do mundo e que negocia com todo o planeta, a elaborada escrita mandarim que encantou no passado os linguistas como uma joia de refinamento mostra-se inadequada. Cabe sempre lembrar que a romanização, ou latinização, é um sistema destinado a representar em alfabeto latino uma linguagem usada em outro sistema de escrita. Os métodos de romanização incluem a transliteração, que representa o texto escrito, e a transcrição, que representa a palavra falada. A romanização de cada

idioma tem seu próprio conjunto de regras de pronúncia.

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m 1949, quando Zhou voltou de Nova York para a China, ele ainda acreditava nos discursos do Grande Líder, e aceitou lecionar economia em Xangai. Percebeu logo de início que nada se faria de sério em seu país sem a alfabetização da maioria absoluta do povo, e quis se devotar a essa missão. Suas ideias libertárias ainda deixavam inquietos os líderes comunistas e ele ficou sob observação em alguns trabalhos burocráticos. Só mais tarde assumiu a Comissão para a Reforma da Língua Escrita Chinesa, que pretendia desenvolver um novo sistema linguístico no país, e aí estava em seu elemento. Muitos anos depois, considerado "o pai do Pinyin", ele recusaria o título, sorrindo: "Sou filho dele, isso sim". E ex-

plicava que o sistema resultara de uma antiga preocupação dos homens de Estado chineses desde a dinastia Quing: a de aproximar sua elite dos maiores inventores da antiguidade, os árabes.

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Só no começo da década de 1980 o sistema de romanização Pinyin foi adotado na China, decisão estimulada com a normalização das relações diplomáticas com os Estados Unidos. Hoje, as famílias que falam o chinês culto (mandarim) usam o Pinyin para ajudar os filhos a associar os caracteres escritos com a palavra falada. A alfabetização dos jovens na China moderna utiliza igualmente o Pniyin como apoio na instrução literária. Livros com caracteres chineses e com o Pniyn são usados em todo o país. Zhou Yuguang escreveu dez livros a respeito do seu traba-

lho, mas alguns foram censurados pelo governo chinês como "perigosos". O autor não é criticado publicamente porque o PC chinês precisa do seu trabalho de linguista. Assim, prefere chamá-lo de "pessoa suscetível", que deve ser deixada em paz trabalhando, enquanto os demais dissidentes são presos ou taxados de "reacionários". "O povo aqui não acredita mais no Partido Comunista", diz Zhou Youguang em seu pequeno apartamento em Beijing, onde viveu quase toda a sua vida de linguista, inclusive traduzindo a Enciclopedia Britânica, projeto em que trabalhou com quatro auxiliares. Naquele trabalho ele foi proibido de incluir uma referência à Coreia do Norte como culpada pela guerra coreana que destruiu tantas vidas. Mas um dia os lideres do PC chinês resolveram permitir a verdade, e em uma nova edição da Britannica foi permitido con-

A

o tempo da chamada Revolução Cultural, Zhou teve de ser submetido à "reeducação" numa colônia agrícola distante das grandes cidades. Mao Tsétung e seus comissários acreditavam que "uma vida proletária e campesina" ajudava a ver o mundo com outros olhos. Por isso, castigado naquele exílio distante, Zhou aprenderia a evoluir de "reacionário" a "cidadão". Quando a morte levou Mao e continuou poupando Zhou, ele voltou à cena e trouxe consigo suas ideias ousadas sobre liberdade e a necessidade de modernização da língua, necessárias à comunicação com o mundo. Ainda hoje, contudo, o Pinyin é definido pelo governo da China como um "guia de pronúncia da língua", e não como um substituto do sistema de escrita do país. "É isso, eles progridem devagar", comenta Zhou – esse eterno jovem de 106 anos que todo dia sobe a pé até o terceiro andar do prédio sem elevador em que mora num arrabalde de Beijing. PS – Zhou Youguang fala sobre a sua vida no site: h t t p : / / w w w . g u a rd i a n . c o . u k / w o r l d / v ideo/2008/feb/20/ zhaou.youguang.pinyin LUIZ CARLOS LISBOA É JORNALISTA

SÃO PAULO NÃO ESTÁ ABANDONADA

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omo já comentei anteriormente, é fácil criticar: "o trânsito está ruim", "tem buraco na rua", "alagou com o temporal", etc., principalmente neste ano eleitoral, mas vou pedir ao caro leitor que se faça algumas perguntas. Como o trânsito pode ser bom, com 7 milhões de veículos existentes e mais 1.200 novos ingressando nele por dia? Em que grande cidade do mundo ele está bom? Quando uma rua não ficou com algum buraco – por causa da chuva, de alguma obra, de tráfego, ou alagada durante um temporal, principalmente na região do Tietê? Aliás, ali sempre alagará, pois a região é de várzea. Quer dizer que tudo está ótimo? Não. Quero dizer que problemas sempre vão existir nesta metrópole que cresceu sem planejamento. A questão é: o que a administração está fazendo? Está fazendo bemfeito? Há planejamento, prioridades? Está usando bem o dinheiro do contribuinte? A Prefeitura está investindo R$ 2 bi no Metrô. Desde 2005, investiu mais de R$ 1 bi em serviços de recapeamento e pavimentação: são mais de 2.100 km de asfalto (de 1989 a 2004 foram 316 km) e 3.600 vias atendidas. Neste verão, apesar das chuvas, não há as constantes inundações que ocorriam até recentemente, embora ainda ocorram. As obras antienchentes feitas minimizaram bastante seus efeitos. Um exemplo são as obras no Pirajuçara, em parceria com o Estado

Paulo Pampolin / Hype

– já que a Bacia do Pirajuçara (120 córregos) engloba 3 municípios – com a construção de reservatórios, dique e quilômetros de canalizações. Onde antes os moradores ficavam com mais de metro de água em casa agora podem ficar tranquilos quando chove. Uma das causas de enchentes é a falta de educação da população, que joga lixo nas ruas. Isso apesar das iniciativas da Prefeitura como a Operação Cata-Bagulho (mais de 22.000 toneladas de inservíveis coletados em 2011) e os 46 Ecopontos em operação: 120 mil m3 em 2010 e 229 mil m3 de resíduos descartados em 2011. Logo serão 86 por toda a cidade, abertos 7 dias por semana.

Em dezembro foi implantado um novo modelo de varrição e limpeza na cidade: 25% de aumento no recolhimento de resíduos sólidos.

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descarte correto de entulho evita o entupimento de bueiros. E em dezembro foi implantado um novo modelo de varrição e limpeza na cidade: 25% de aumento no recolhimento de resíduos sólidos, agora feita 7 dias por semana. É verdade que há problema na coleta seletiva: as 21 centrais de triagem não conseguem dar conta de todo material produzido na cidade. Então, cidadão, colabore: produza menos lixo! Critica-se até o Cidade Limpa, diz-se que a cidade está descuidada. Em 2010, 180 mil peças publicitárias irregulares foram retiradas das ruas. Foi implantada a Licença de Funcionamento Condicionado (erroneamente chamada de "anistia para comercian-

to jornalista disse em seu blog, desde o início está prevista a construção de 2.700 habitações de interesse social (moradias para população de baixa renda) na região; é uma das premissas básicas do projeto, bem como seguir as diretrizes urbanísticas do Edital. Então, fica caricata também a declaração de conhecida urbanista de que o projeto é uma "tentativa de expulsar os pobres para entregar aos especuladores, e às minorias algumas das áreas com melhor transporte e infraestrutura de São Paulo". O Nova Luz é um projeto novo, para recuperar uma área degradada, cheia de equipamentos públicos, com baixa densidade e localização privilegiada. A Cracolândia é outra coisa.

F tes"), beneficiando mais de meio milhão de profissionais que buscam regularizar o seu imóvel: se houver alguma irregularidade pode continuar funcionando por até 4 anos, sem risco de multa ou interdição enquanto estiver em processo de regularização e obedecidas as regras da Lei, como atendimento prévio a questões de segurança. Isso é um projeto bem planejado e um tremendo avanço no atendimento à população. Planejar São Paulo para

2040, como fazem as principais cidades do mundo, foi uma das mais importantes iniciativas do poder público: um plano estratégico de longo prazo, que pretende orientar a transformação da cidade por meio da integração de políticas públicas, atração de investimentos, organização social etc., discutindo mobilidade urbana, meio ambiente e qualidade de vida, com participação da sociedade. A Justiça liberou o Nova Luz e, diferentemente do que cer-

alando nela, está sendo construído o Complexo Prates, equipamento de assistência social destinado a moradores de rua e dependentes químicos, com capacidade de 1.200 pessoas/dia, além de abrigo para 20 crianças e albergue com 120 leitos para adultos. Será instalado também uma AMA (Assistência Médica Ambulatorial) e um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas, funcionando 24 horas. Além disso, em 2004, o orçamento da Saúde era de R$ 2,46 bilhões. Em 2007 foi de R$ 3,59 bilhões e em 2011, R$ 6 bilhões – crescimento de 243% em 7 anos. A cidade ganhou de volta o

JOÃO CARLOS BELDA Theatro Municipal. Em agosto vai receber a nova Praça Roosevelt. Foram entregues mais ônibus elétricos, não poluentes. A Vigilância Sanitária interditou mais de 600 restaurantes e lanchonetes por falta de higiene e/ou segurança. A Marginal Pinheiros ganha mais 5 km de ciclovia, a Braz Leme 6 km e a Zona Leste 14 km. Já são 80 parques; em 2005 eram 34. A Secretaria de Obras está investindo R$ 730 milhões na construção de novas escolas e creches. Além dos incentivos fiscais instituídos em 2007, o novo Estádio, com 1.200 empregos diretos, está trazendo grande desenvolvimento à Zona Leste, região esquecida em administrações anteriores, que acaba de ganhar mais 3 CRAS Centro de Referência de Assistência Social. E depois de mais de 20 anos, começam os estudos viários para a Zona Sul, como alargamento da Estrada do M'Boi Mirim e da Guarapiranga, prolongamento da Carlos Caldeira Filho, etc. Abandonada? Com certeza não. JOÃO CARLOS BELDA É EMPRESÁRIO


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

GibaUm

3 Filha de peixe: Patrícia

Abravanel, no programa Roda a Roda, vê aparecer a expressão "Prima Dona" (escrita dessa forma).

k Cachaça! Sem cachaça não dá para trabalhar.

3 MAIS: a filha de Silvio Santos leva um susto: "O que quer dizer isso?" Um assistente fantasiado explica: "É nome de ópera!"

Atrasado

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terça-feira, 20 de março de 2012

PAULINHO PEREIRA DA SILVA // deputado federal (PDT-SP) e presidente da Força Sindical, dizendo o que não poderá faltar em seu gabinete, caso seja eleito prefeito de São Paulo. Fotos: BusinessNews / Divulgação

O Brasil quer ser membro permanente do Conselho de Segurança da ONU e durante seus oito anos de governo, Lula tentou, de todas as maneiras, conseguir êxito em sua empreitada. Desde 1990, ou seja, há mais de vinte anos, o Oriente Médio é tema de 70% das resoluções (e preocupações) do Conselho de Segurança da ONU. E até hoje, o Itamaraty não tem nenhum especialista na região. Agora, depois que Marco Aurélio Garcia começou a espalhar que entende muito da área, o chanceler Antonio Patriota começou a examinar melhor o problema. 333

EM FAMÍLIA Enquanto a veterana Gretchen, 52 anos, avisa que acaba de se casar pela 16ª vez com um pecuarista chamado Túlio Sotto Mayor, de 34 anos, sua filha lésbica, Tammy Miranda, acaba de ser contratada para o elenco da novela Seu Jorge, futura atração de Gloria Perez. Tammy já dirigiu filmes pornôs e também participou ao lado de sua namorada da época, Julia Paes que, depois acabou se casando com um empresário, é mãe, dona de casa e não quer nem se lembrar do passado.

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Banho de mar 333 O ex-presidente Lula “não vê a hora de tomar um banho de mar”. Ele gosta e é uma recomendação de seu novo amigo João de Deus, famoso em todo o país por suas cirurgias espirituais (ele já fez mais de duas mil, no interior de Goiás e no exterior). O médium recomenda banho de mar para uma espécie de limpeza do organismo e só não aconteceu antes porque os médicos do ex-chefe do Governo não liberaram. Mais: Lula tem usado calças de agasalhos, largas e camisas esporte, também largas, com botões. Voltando ao campo, precisará de roupas novas: desde o inicio do tratamento, emagreceu quinze quilos.

ATIVISTA Loalwa Braz, brasileira que ficou mundialmente famosa com a música Chorando se foi, do grupo Kaoma, agora virou embaixadora brasileira da campanha Proud to Be. Idealizado pela Interpol, o movimento visa alertar as populações sobre o comercio de medicamentos falsificados. Loalwa está em Joanesburgo, na África do Sul, para gravar, em português, a versão da música-tema da campanha. Para quem tem memória curta: Jennifer Lopez, há anos, enfiou um trecho de Chorando se foi numa de suas músicas, Ivete Sangalo cantou num show no Maracanã (e foi parar no CD) e há poucos anos, até Shakira gravou. 333

333 Aos 81 anos de idade, Carmen Dell’Orefice é a mais antiga modelo em atividade no mundo. Veterana – e em grande forma – ela fez sua primeira capa para Vogue aos 16 anos, foi musa de Salvador Dali e, na ultima década, protagonizou 14 campanhas de importantes marcas de cosméticos. Agora, acaba de ser fotografada, num hotel de Nova York, por Terry Richardson, trocando caricias calientes com os gêmeos brasileiros Marcio e Marcos Patriota para nova campanha da grife igualmente brasileira Sergio K. Tema: Os bastidores de uma vida sem limites. Carmen está batalhando para fazer novo pé de meia: ela perdeu tudo na pirâmide de Bernard Madoff.

Vida sem limites

Nos primeiros meses do governo de Dilma Rousseff e já levando em conta seu estilo de gestão, demonstrado especialmente nos tempos da Casa Civil, a Chefe do Governo começou a ser chamada de Dama de Ferro, numa comparação direta com a famosa Margaret Thatcher, dona de estilo exigente e autoritário. Dilma, até, hoje, chama a atenção de qualquer ministro na frente de outros e mesmo funcionários subalternos e ficou famoso o episódio de Sérgio Gabrielli, quando na presidência da Petrobras, que levou uma bronca e foi chorar no banheiro. Agora, o filme A Dama de Ferro, que deu o Oscar de melhor atriz para Meryl Streep interpretando La Thatcher, começa a ser usado como exemplo para Dilma – só que no sentido contrário. Numa cena, Thatcher humilha seu mais antigo ministro, Geoffrey Howe – e ele renuncia em seguida. Foi a gota d’água: sem nenhuma sustentação, três semanas depois, foi a vez da Dama de Ferro renunciar. 333

Estilo Thatcher

Nove entre cada dez analistas políticos mais lúcidos (coisa cada vez mais rara neste país) acham que, até bem antes do que se imaginava, Dilma Rousseff coloca para fora sua verdadeira formação. Enquanto Lula armou a maior base aliada com muita saliva, tapinha nas costas e conversas sobre esportes, a presidente começa a desmanchar o construído. Ele vem dos meios sindicais, onde se sentava na mesa para negociar; ela vem da luta armada, que acreditava que tudo o que fazia era o certo e muito próximo da verdade. 333

O novo humorístico Casseta e Planeta Vai Fundo, que estréia no próximo dia 30, ganha o reforço de duas paulistas no elenco, que terão como missão substituir Maria Paula na parcela feminina do programa: Miá Mello, 31 anos, humorista, cantora de hip hop, ex-Legendários e que exibe um pouco de suas intimidades na revista Alfa, numa seção chamada Presente de Deus (esquerda); e Maria Melilo, ex-BBB, modelo, atriz (escola de atores de Wolf Maia), 27 anos, que já apareceu em Playboy, no programa Zorra Total e até já interpretou Nelson Rodrigues no teatro. 333

Dose dupla

À chinesa O veterano jornalista Flávio Tavares está lançando o livro 1961 – O Golpe Errado. Num trecho, conta que o vice-presidente João Goulart estava na cama com uma prostituta chinesa, no Hotel Raffles, em Cingapura, quando o telefone tocou. Era de Brasília: um amigo estava informando que Jânio Quadros havia renunciado. Ele continuou no embate mais algum tempo. 333

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Lenços coloridos de lapela.

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UMA E OUTRO

NA COTA das irresponsabilidades da prefeitura do Rio de Janeiro, que agora quer tombar o mate da praia como patrimônio histórico, um episódio protagonizado, há dias, por um deficiente visual no Morro da Urca, acabou ganhando até uma nota – quem diria – no Financial Times, numa coluna com jeito de gossips. O deficiente pediu ajuda ao sambista Nelson Sargento: “O senhor, que conhece a ministra dos Direitos Humanos, poderia falar com ela. Não é um absurdo deficiente visual pagar para ver o Cristo Redentor?” 333

333 A CÂMARA Federal vai gastar R$ 563 mil para manter o cafezinho dos parlamentares e suas entourages. A dinheirama é para garantir o fornecimento de café torrado e moído na Casa por um ano. Levando-se em conta vinte dias de funcionamento da Câmara por mês, o resultado é mais de R$ 2,3 mil por dia. Desse jeito, ninguém, dorme.

Nuvens negras 333 Em meio a rumores sobre supostos problemas familiares, o ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, tem novos motivos para preocupações. Sua passagem pelo governo de Mato Grosso do Sul volta a ser questionada na esfera judicial. Ele foi secretário da Fazenda de Zeca do PT (já condenado em várias ações por improbidade administrativa) e aparece em três inquéritos da ProcuradoriaGeral da República envolvendo irregularidades do governo petista na condição de testemunha. Contudo, depoimentos do advogado Renato Pimenta Junior, dono da agência de publicidade Nova Fronteira, podem converter Bernardo á condição de investigado. Quem viver, verá.

MISTURA FINA

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Lenços brancos de lapela.

Chá de cadeira 333 A última conversa entre a ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais e o senador Blairo Maggi (PR-MT), que demorou pouco tempo e terminou com ele levantando, confessando seu cansaço e retirando-se da sala, teve outro antecedente. Ideli é que convocou Blairo para uma conversa e deu um chá de cadeira nele de uma hora cravada. Blairo já foi cogitado para ministro anteriormente, no governo Lula, é considerado o rei da soja (maior produtor mundial) e ficou literalmente atônito com a canseira que levou: “Poder é feito para algumas pessoas”.

333 A RECORD, de olho na Olimpíada de Londres, está contratando Acelino Popó para ser comentarista das lutas de boxe durante os Jogos Olímpicos. Queria contratar Romário para comentar os jogos de futebol, só que o baixinho anda fazendo muitas exigências e a emissora está convidando Pelé para o seu lugar.

VIATwitter, Ronaldo Nazário está avisando amigos e admiradores que não está se separando de sua terceira mulher, Bia Antony.

333

DIAS 24 e 25, o PCdoB comemora, com um feijoada na quadra da Estácio de Sá, no Rio, seus 90 anos de atividades, além de um evento no Vivo Rio. Nos dois, shows de Martinho da Vila, Leci Brandão e Netinho de Paula, todos comunistas de carteirinha.

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333 O PROCESSO da Justiça Federal sobre a máfia dos jogos é gigantesco: 36 volumes com degravações de conversas telefônicas, 14 volumes com sigilo bancário e fiscal dos acusados e mais de 100 relatórios produzidos pela Polícia Federal. No total, mais de 10 mil páginas de documentos, envolvendo 63 pessoas.

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 20 de março de 2012

5 CORRUPÇÃO Governo suspende contratos fraudulentos em hospitais do Rio

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ÁGUA ABAIXO Julgamento de Carlinhos Cachoeira foi interrompido

Reprodução TV Globo

Padilha suspende a farra das empresas no Rio A PF, a Controladoria-Geral da União e o TCU também iniciaram uma devassa

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ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou ontem portaria suspendendo os contratos com as quatro empresas flagradas pelo Fantástico oferecendo propina para fraudar licitação no hospital Clementino Fraga, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Paralelamente, a Polícia Federal (PF), a ControladoriaGeral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU) iniciaram uma devassa nas compras de produtos e de serviços em hospitais públicos no Estado diante da suspeita generalizada de fraudes. A s e m p r esas denunciadas são a Toesa Service (locadora de veículos), a Rufolo (serviços técnicos e construções), a Bella Vista (refeições industriais) e a Locanty (coleta de lixo). Todos os contratos dessas empresas, dentro ou fora do Rio de Janeiro, passarão pelo pente fino do ministério. Na esfera criminal, a PF já abriu quatro inquéritos para investigar as denúncias, a cargo do delegado Vítor Poubel. Ainda nesta semana, os sócios das empresas serão intimados para depor, num total de 17 pessoas. Eles poderão responder por fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e formação de cartel, entre outras tipificações.

Aulas – Com conhecimento da diretoria do hospital universitário, um repórter fingiu ser o novo gestor de compras da instituição. Gerentes e sócios das empresas chamadas para participar das licitações deram, sem constrangimento, verdadeiras aulas de corrupção explícita e revelaram as entranhas do submundo das compras de bens e serviços para a saúde pública. Todas as negociações foram gravadas e mostram licitações com cartas marcadas, combinações de suborno, formas de pagamento de propina e truques para driblar a fiscalização. "Eu quero o serviço, você escolhe o que você quer", explicou Renata Cavas, gerente da Rufolo. "Se eu ganho R$ 1,3 milhão, dou R$ 130 mil", afirmou. "A gente tem mais de dois mil contratos, cerca de 3 mil clientes", contou Carlos Sarres, gerente da Locanty, que estava ao lado de Carlos Alberto Silva, diretor da empresa. "A gente faz a coisa discreta, nem parece dinheiro", contou Sarres. Em nota, o ministério da Saúde informou que as fraudes no setor não são novas e, após auditorias, em abril de 2011, realizou uma reestruturação administrativa nos seis hospitais federais do Estado – Andaraí, Lagoa, Ipanema, Servidores do Estado, Cardoso Fontes e Bonsucesso. Na época, a pasta determinou a suspensão e o cancelamento de diversos contratos, alguns deles envolvendo as empresas novamente denunciadas. O ministério determinou ainda aos institutos federais, que possuem autonomia ad-

O diretor Carlos Alberto Silva e o gerente Carlos Sarres, da Locanty, garantem que tem mais de 2 mil contratos e que fazem o serviço com toda discrição. "Nem parece dinheiro", assegura Sarres. Reprodução TV Globo

Uniesp: PF pode apurar denúncias

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Renata Cavas, gerente da Rufolo, quer o serviço em troca de qualquer porcentual. "É só escolher o valor". ministrativa, como o o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) e o Instituto de Cardiologia Laranjeiras que realizem auditoria em todos os contratos que envolvam fornecedores suspeitos. A pasta reafirmou que, em janeiro, já havia determinado a suspensão de 37 contratos de obras em hospitais públicos do Rio, após auditoria

apontar irregularidades nas licitações, superfaturamento e formação de cartel. O TCU, também por meio de nota, informou que já adotou providências para apurar as responsabilidades. Levantamento nos portais públicos de transparência identificou um total de R$ 785 milhões em contratos com a União e as administrações estadual e municipal do Rio nos últimos cinco

anos. As empresas envolvidas, além das unidades hospitalares, já prestaram serviços para os ministérios da Defesa, da Educação, da Justiça, de Minas e Energia e do Planejamento. No Rio, para as secretaria de Saúde e de Administração Penitenciária. Até o Tribunal de Justiça do Rio pagou R$ 11,8 milhões no ano passado para a Locanty. (Agências)

Ed Ferreira/AE

Pedido de vista adia julgamento de Cachoeira

PSDB volta a pedir CPI da Saúde Novas denúncias de corrupção levaram líder da legenda a ressuscitar a ideia

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ontrariando o que pregava o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), o PSDB ressuscitou ontem a ideia de criar uma CPI para investigar irregularidades na área da Saúde. O líder tucano, senador Álvaro Dias (PSDBPR), defendeu a iniciativa no plenário, lembrando que em abril do ano passado foram coletadas assinaturas para instalar a CPI mista para tratar do tema. A iniciativa da coleta de assinaturas ocorreu após o Tribunal de Contas da União (TCU) divulgar auditoria mostrando que entre 2007 e 2009 houve um desvio de mais de R$ 600 milhões em apenas 2,5% dos recursos

repassados pela União aos Estados e municípios "Imaginem em 100% desses repasses. Como não instalar uma CPI? Como ficar apenas assistindo a esse espetáculo da corrupção?", questionou. Dias lembrou ainda da reportagem exibida no programa Fantástico, da Rede Globo, em que fornecedores foram gravados negociando o valor da propina nos contratos com um hospital público. Dias lembrou das outras CPI inviabilizadas pelo governo – a dos Transportes e da Corrupção – mas argumentou que combater a corrupção na área da Saúde é uma tarefa "a favor do povo brasileiro". "Não é uma CPI da

oposição, não é contra o governo, não é uma CPI deste ou daquele partido, é suprapartidária, porque os serviços de Saúde pública são de responsabilidade da União, dos Estados e dos municípios", alegou. O líder informou que, em abril, foram obtidas as 27 assinaturas no Senado, o suficiente para criar a comissão, mas apenas 100 das 171 necessárias na Câmara dos Deputados. O líder do governo, Eduardo Braga, foi ao gabinete de Álvaro Dias na tentativa de convencê-lo a desistir da criação da CPI. Ele repetiu os argumentos de praxe do governo, de que não é o momento de criar a comissão. Em vão. (AE)

m pedido de vista adiou ontem o julgamento sobre o pedido de liberdade do empresário Carlinhos Cachoeira no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região. Ele foi preso no dia 29 de fevereiro durante a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que desmontou uma quadrilha que explorava máquinas caça-níqueis. O habeas corpus de Cachoeira está sob responsabilidade da Terceira Turma do TRF-1, que tem três integrantes. O primeiro voto foi do relator, desembargador Fernando Tourinho Neto, pela rejeição do pedido de liberdade. Em seguida, a desembargadora Assusete Magalhães pediu vista do processo. Ainda falta votar o desembargador Carlos Olavo. Cachoeira ficou conhecido em 2004, após divulgação de vídeo que o flagrou oferecendo propina a Waldomiro Diniz, ex-assessor de José Dirceu. O caso foi o primeiro escândalo de corrupção do então governo de Luiz Inácio Lula da Silva. No relatório da operação, a Polícia Federal indiciou 82 pessoas, entre elas Cachoeira, sob diversas acusações, como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, evasão de divisas, peculato, contrabando,

formação de quadrilha e violação de sigilo profissional, além da contravenção penal de exploração de jogo de azar. As investigações apontaram também que Cachoeira tinha contatos com os principais políticos de Goiás, entre os quais o governador Marconi Perillo (PSDB) e o senador Demóstenes Torres (DEM). Demóstenes disse que "não há motivos" para se defender porque tinha relação de amizade, sem vínculo com as atividades de Cachoeira. Perillo negou qualquer envolvimento: "Temos um governo absolutamente correto, sério. Não há neste governo indício de solicitação de propina, de pedágios ou de desvio", garantiu. (Folhapress) Carlinhos Cachoeira foi preso no dia 29 de fevereiro na Operação Monte Carlo da PF

Celso Júnior/AE - 21.03.04

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Líder x líder: Eduardo Braga (à esquerda) tentou convencer Álvaro Dias a desistir da criação da Comissão. Não adiantou.

Polícia Federal poderá ser acionada, ainda nesta semana, pelo ministério da Educação (MEC) para apurar denúncias de que a União das Instituições Educacionais do Estado de São Paulo (Uniesp) cobra preços diferenciados para estudantes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) D e a c o r d o c o m d enúncia, a instituição cobra mensalidades mais elevadas de alunos cadastrados no Fies em relação ao que é cobrado dos demais alunos. De acordo com a Folha de S. Paulo, a Uniesp tem assinado convênios se comprometendo a pagar um dízimo a igrejas que lhe indicarem universitários. A verba é proveniente de repasses federais e estaduais. O MEC informou que o Ministério Público Federal (MPF) já havia sido acionado para investigar as mantenedoras do grupo. As investigações estão sendo feitas pelas área criminal e de defesa do consumidor. Segundo a pasta, "a cobrança de valores diferenciados, com ônus maior aos alunos contratantes do programa, bem como o beneficiamento de terceiros estranhos à relação do Fies, configura fraude". Ainda de acordo com a nota, se confirmadas as denúncias, todas as mantenedoras poderão ser descredenciadas, a exemplo do que ocorreu com a Iesp, em denúncia comprovada anteriormente. Também em nota, a Uniesp informou que tem atualmente mais de 50 mil alunos e que os valores das mensalidades cobradas pelo grupo estão disponibilizadas em seu site e separados por unidade, em conformidade com o MEC. Segundo a instituição, as mensalidades cobradas "estão compatíveis" e, em alguns casos, "até inferiores" ao mercado. Sobre a acusação de que paga comissão a igrejas, a Uniesp informou que as faculdades, dentro de sua missão de responsabilidade social, têm contribuído em diversos projetos sociais desenvolvidos por associações, clubes de serviços e igrejas. (Agências)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 20 de março de 2012

Espero que os adversários tenham algo mais a dizer (além de acusá-lo de desistir do mandato). José Serra, pré-candidato tucano à Prefeitura paulistana.

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Alex Silva/AE - 15.03.12

Promessa? Era um papelzinho, diz Serra Alvo de críticas, tucano diz que lamenta a exploração do caso por adversário.

E Nada a ver: pré-candidato tucano nega que tenha quebrado um compromisso com o leitor.

PR, PTB e PSC, fora da base? Lideranças irão se reunir hoje com as suas bancadas para discutir o assunto

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crise do governo com a b a s e a l i a d a n o C o ngresso volta a ser atiçada nesta semana. De nariz torcido para o Planalto, lideranças dos três partidos na Câmara marcaram reuniões, hoje, para definir que posição a adotar frente ao governo, que não lhes estaria dando bom tratamento. A informação é da edição online da revista Veja, que destaca as reclamações co-

muns à três legenda: perda de espaço no governo, congelamento de emendas parlamentares, falta de diálogo da parte do Executivo. Tudo apimentado pela proximidade das eleições municipais. Os deputados do PR se encontrarão às 18 horas e, fazendo jogo de cena ou não, falam abertamente na possibilidade de sair da base governista, diz a publoicação. "A decisão dos senadores do partido, que

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÃO Encontra-se aberto no Gabinete, o seguinte pregão: PREGÃO PRESENCIAL 439/2011 - SMS.G, processo 2011-0.320.319-0, destinado ao registro de preços para AQUISIÇÃO DE “ELETRODO AUTO ADESIVO PARA DESFIBRILAÇÃO EM ADULTOS E PEDIÁTRICO, COM SENSOR DE QUALIDADE DE COMPRESSÃO TORÁCICAS, COMPATÍVEL COM DESFIBRILADOR EXTERNO AUTOMÁTICO MARCA ZOLL MODELO AED PLUS, para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU 192, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 09 horas do dia 30 de março de 2012, a cargo da 2ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS O edital do pregão acima poderá ser consultado e/ou obtido nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br;

www.comprasnet.gov.br,

quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão.

aderiram à oposição na semana passada, influencia. O PR tem 36 deputados. A ala que defende uma guinada para a oposição conta com ao menos 12 parlamentares – a maior parte ligados a Anthony Garotinho (RJ). Com a decisão do Senado, os deputados dificilmente poderão ignorar o tema", complementa a revista. Veja destaca, por exemplo, as brigas assumidas com o governo federal pelo deputado fluminense Anthony Garotinho (PR-J), um dos representantes da robusta bancada evangélica, por conta da indicação de Eleonora Menicucci para a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, considerada simpatizante à legalização do aborto. "A sigla tem endossado queixas públicas contra o Planalto desde que perdeu o Ministério dos Transportes, em julho do ano passado, quando Alfredo Nascimento deixou o cargo", recorça Veja, que denunciou as irregularidades na pasta. Já o PSC e o PTB farão uma reunião conjunta, também à tarde. O líder dos 21 deputados do PTB, Jovair Arantes (GO) diz que o rompimento com o governo não é o tema principal do encontro, informa Veja. "Não é esse o objetivo. Mas o assunto pode surgir", reconheceu ele.

m campanha para tentar voltar à Prefeitura de São Paulo, o tucano José Serra negou que tenha quebrado um compromisso com seus eleitores ao abandonar o cargo em 2006 para disputar o governo do Estado e disse que o documento que assinou para prometer que cumpriria o mandato era "um papelzinho". "Primeiro, eu não assinei nada em cartório. Isso é folclore", disse Serra em entrevista à Rádio Capital, ontem. "Houve um debate, uma entrevista. O pessoal perguntou: ‘Se o senhor for eleito prefeito vai sair para se candidatar à Presidência?’ Eu disse que não. ‘Então assina aqui.’ Eu assinei um papelzinho. Não era nada... Eu estava dizendo a absoluta verdade", complementou. Em setembro de 2004, quando disputava a Prefeitura, Serra assinou um documento durante sabatina do jornal Folha de S. Paulo em que se comprometia a "cumprir os quatro anos de mandato na ín-

Se forem fazer campanha só na base de que o Serra vai sair se for eleito, é muito pouca coisa para a nossa cidade. JOSÉ SERRA tegra, sem renunciar à Prefeitura para me candidatar a nenhum outro cargo eletivo". Em 2006, ele interrompeu o mandato para concorrer ao governo estadual e foi eleito. A saída de Serra da Prefeitura tem sido criticada com frequência por um de seus principais rivais na pré-campanha, o petista Fernando Haddad. O ex-governador evitava responder às provocações, mas ontem afirmou que espera "que os adversários tenham algo mais a dizer". "Se forem fazer campanha só na base de que o Serra vai sair se for eleito, é muito pouca

coisa para a nossa cidade", rebateu o tucano. O ex-governador disse que havia programado a viagem ao Acre, no último sábado, antes de ter decidido disputar a Prefeitura. "Eu tinha me comprometido. São essas coisas da vida. Eu cumpro a minha palavra", afirmou. Apoio de Alckmin – Depois de ter declarado oficialmente seu voto em Serra no sábado, o governador Geraldo Alckmin deve se manter afastado de eventos públicos da pré-campanha do PSDB. Aliados de Serra já acreditam que não será necessário que o governador suba no palanque para fortalecer a candidatura. Os serristas agora trabalham para receber o apoio formal do secretário de Planejamento de Alckmin e presidente municipal da sigla, Julio Semeghini, que está em licença médica. A ideia é que ele participe de um evento de campanha na zona sul, seu reduto eleitoral e foco de dificuldades da campanha de Serra. (AE)

Reprodução

Cópia do pape

l assinado por Serra dura nte sabatina do jo rnal Folha de S. Paulo, em setembro de 20 04: saída da Prefei tura tem sido criticada com frequência po r um de seus rivais, o pe tista Fernando Had dad.

Haddad diz que não cobrará presença de Dilma no 1º turno Pré-candidato petista afirma que caberá apenas à presidente decidir se participará

Assembleia Geral Extraordinária CONVOCAÇÃO Ficam convocados os senhores associados da Associação Comercial de São Paulo para a Assembleia Geral Extraordinária, a realizar-se em primeira convocação, nos termos do artigo 59 do Estatuto Social, no dia 23 de março de 2012, às 9h30, no edifício-sede da entidade, na Rua Boa Vista, 51, 9º andar, para deliberarem sobre a seguinte

Ordem do Dia I. Eleição dos membros do Conselho Superior, conforme prevê o inciso II, c.c. § 3º, do artigo 37 do Estatuto Social; II. Outros assuntos.

São Paulo, 19 de março de 2012. Rogério Pinto Coelho Amato Presidente

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ré-candidato do PT à Prefeitura paulistana, o ex-ministro Fernando Haddad disse ontem que não vai pressionar a presidente Dilma Rousseff para que participe de sua campanha no primeiro turno. Ele afirmou que outros partidos da bancada governista devem lançar candidatos e que respeitará a decisão de Dilma, seja qual for. "Temos que ter muito respeito pela decisão que a presidente for tomar. Ela é que tem que julgar a oportunidade e o alcance da sua participação na eleição", disse o petista. Questionado sobre sua torcida pelo apoio de Dilma, Haddad desconversou. "Se eu disser pelo que estou torcendo, vou gerar um constrangimento desnecessário". Para aliados, Dilma já afirmou que não pretende tomar parte das campanhas onde a base tiver mais de um candidato, como São Paulo. O PMDB, por exemplo, deve lançar o deputado Gabriel Chalita. Também há pré-candidaturas no PC do B (Netinho de Paula), PRB (Celso Russomanno) e PDT (Paulinho da Força). Dirigentes do PT planejam, no entanto, pressionar Dilma a declarar apoio a Haddad ainda no primeiro turno.

Em visita ao Jaçanã (zona norte), o ex-ministro também acusou o prefeito Gilberto Kassab (PSD) de abandonar os projetos dos corredores de ônibus pela ligação dessas obras com a gestão da petista Marta Suplicy (2001-2005). "Por que se abandonou esse investimento? Por que era uma marca da gestão anterior? É incompressível". Marcio Lacerda – O PT de Belo Horizonte deverá optar no próximo fim de semana pela aliança com o prefeito Marcio Lacerda (PSB) na disputa eleitoral de outubro. A questão, agora, é saber se a resistência de setores petistas à presença do PSDB na Evelson de Freitas/AE

aliança com Lacerda dificultará esse entendimento. A única certeza até agora na disputa interna no diretório municipal do partido é que a tese da candidatura própria petista foi sepultada ontem em reunião que escolheu os delegados do encontro do próximo domingo. Os delegados que defendem a candidatura própria serão minoria – cerca de 40% – no encontro. Entre os restantes, muitos defendem a união, mas sem o PSDB. (Agências) Haddad: "Se eu disser pelo que estou torcendo, vou gerar um constrangimento desnecessário"


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 20 de março de 2012

7 Passamos e repassamos todos os compromissos que o governo brasileiro honrará. Aldo Rebelo, ministro dos Esportes

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LEI DA COPA

Dilma afina o discurso com os ministros Presidente alerta que a realização da Copa é essencial para o governo e quer um texto que traga todos os compromissos já assumidos anteriormente com a Fifa. Sergio Lima/Folhapress

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Bebida: Aldo e Chinaglia tratam da controvertida venda de álcool nos estádios durante os jogos da Copa.

SECRETARIA DA SAÚDE COMUNICADO RETIFICAÇÃO DE EDITAL Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 022/2012 - Proc. 2012-0.041.145-1 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS BUCOMAXILOFACIAIS COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 22/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 08/03/2012 pág. 145. Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 023/2012 - Proc. 2012-0.049.678-3 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS E NEUROLÓGICAS - COLUNA 1 - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTECENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 22/03/2012 às 14:00 horas, publicado no DOC dia 09/03/2012 pág. 93. Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 024/2012 - Proc. 2012-0.041.130-3 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS - JOELHO - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 26/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 13/03/2012 pág. 90. Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 025/2012 - Proc. 2012-0.041.164-8 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS - MÃO E PÉ - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTECENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 26/03/2012 às 14:00 horas, publicado no DOC dia 13/03/2012 pág. 90. Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 026/2012 - Proc. 2012-0.041.099-4 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS E NEUROLÓGICAS - CRÂNIO - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 22/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 09/03/2012 pág. 93. Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 027/2012 - Proc. 2012-0.047.877-7 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS E NEUROLÓGICAS - COLUNA - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 22/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 09/03/2012 pág. 93. Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 028/2012 - Proc. 2012-0.062.023-9 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS - TRAUMA 2 - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 23/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 09/03/2012 pág. 93. Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 029/2012 - Proc. 2012-0.041.169-9 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS - TRAUMA COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 23/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 09/03/2012 pág. 93. Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 030/2012 - Proc. 2012-0.041.113-3 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS QUADRIL E OMBRO - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 26/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 13/03/2012 pág. 90. Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 033/2012 - Proc. 2012-0.041.171-0 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS - TRAUMA 1 - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 26/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 13/03/2012 pág. 90. Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 034/2012 - Proc. 2012-0.047.938-2 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA O FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS VIDEOENDOSCÓPICAS NAS ESPECIALIDADES - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 28/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 15/03/2012 pág. 82. Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 035/2012 - Proc. 2012-0.047.918-8 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS GERAIS E ESPECIALIDADES - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 28/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 15/03/2012 pág. 82. Comunicamos aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 036/2012 - Proc. 2012-0.052.115-0 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS ARTROSCOPIA - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 28/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 15/03/2012 pág. 82, o seguinte: DO EDITAL Onde se lê: 8.3.3 Qualificação Técnica: a) Apresentar cópia autenticada da Autorização de Funcionamento do fabricante e da empresa proponente, emitida pelo órgão competente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Para fins de comprovação desta Autorização também serão aceitas impressões de páginas do sítio da ANVISA, ou cópia autenticada de publicação no Diário Oficial da União. Leia-se: 8.3.3 Qualificação Técnica: a) Apresentar cópia autenticada da Autorização de Funcionamento do fabricante ou importador ou detentor do registro junto a ANVISA e da empresa proponente, emitida pelo órgão competente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Para fins de comprovação desta Autorização também serão aceitas impressões de páginas do sítio da ANVISA, ou cópia autenticada de publicação no Diário Oficial da União. DO ANEXO I IV - DOCUMENTAÇÃO DE HABILITAÇÃO Onde se lê: 4.4 Apresentar cópia autenticada da Autorização de Funcionamento do fabricante e da empresa proponente, emitida pelo órgão competente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Para fins de comprovação desta Autorização também serão aceitas impressões de páginas do sítio da ANVISA, ou cópia autenticada de publicação no Diário Oficial da União. Leia-se: 4.4 Apresentar cópia autenticada da Autorização de Funcionamento do fabricante ou importador ou detentor do registro junto a ANVISA e da empresa proponente, emitida pelo órgão competente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Para fins de comprovação desta Autorização também serão aceitas impressões de páginas do sítio da ANVISA, ou cópia autenticada de publicação no Diário Oficial da União. A data de abertura do certame e as demais cláusulas e condições permanecem inalteradas.

Teixeira renuncia também à Fifa

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pós deixar o comando da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira renunciou ao cargo de membro do Comitê Executivo da Fifa. A informação foi divulgada ontem pela Confederação SulAmericana de Futebol (Conmebol). Teixeira, que deixou a CBF e o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 (COL) na última semana, enviou carta para Nicolás Leoz, presidente da Conmebol (leia a carta, na íntegra n o w w w . d c o m e rcio,.com.br), alega ndo problemas particulares para renunciar. O brasileiro fazia parte do Comitê desde 1994. Sua saída dos quadros da Fifa era esperada desde que deixou o cargo que ocupava na CBF. O fato de nunca ter conseguido se aproximar da presidente Dilma ajudou a enfraquecer Teixeira na entidade. (Agências)

presidente Dilma Rouseff reuniu ontem ministros e líderes do governo no Congresso para afinar o discurso sobre a Lei Geral da Copa e evitar que novos erros na articulação política atrapalhem a votação da matéria. O texto pode ser analisado nesta semana na Câmara. No encontro, Dilma disse que essa é uma das prioridades do Planalto na agenda do Congresso e mais uma vez sustentou que é preciso aprovar um texto que contenha todos os compromissos assumidos pelo governo com a Fifa. A reunião não estava prevista na agenda. Na sexta-feira, Dilma recebeu o presidente da entidade máxima do futebol, Joseph Blatter, e reforçou que o governo vai honrar os itens do acordo, inclusive a permissão para venda de bebidas alcoólicas nos estádios da Copa do Mundo de 2014. Recuo – Em meio à crise do governo com a base aliada e uma sucessão de erros na coordenação política do Planalto, o tema da bebida provocou tumulto e quase causou acordo para a retirada da autorização para venda de bebidas nas arenas. O governo, no entanto, admitiu o erro, recuou e manteve a liberação. O ministro Aldo Rebelo (Esporte) disse que o governo "respeita" as convicções religiosas dos congressistas, mas disse que essa é uma questão de Estado. "A questão da bebida está relacionada com convicções pessoais, religiosas, que o governo e todos nós respeitamos. Mas nós tratamos de compromissos assumidos pelo Estado brasileiro que devem ser cumpridos e honrados e é nesse aspecto que o governo faz um apelo a todos no sentido de que eles sejam honrados". "Passamos e repassamos todos os compromissos e termos aditivos desses compro-

A questão da bebida está relacionada com convicções pessoais, religiosas que o governo e nós todos respeitamos. ALDO REBELO missos assumidos durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e neste governo, compromissos que, naturalmente, o governo brasileiro honrará", ressaltou Aldo. Decisão – O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para quem o único impasse continua sendo a questão da bebida, afirmou que vai procurar os líderes da base. Ele disse ainda que os líderes da Câmara vão decidir se votam o texto do relator Vicente Cândido (PT-SP) ou a proposta original encaminhada pelo Executivo. O projeto enviado pelo Planalto suprime a proibição de venda de bebida. Assim, a Fifa teria que negociar com os estados, que têm legislação especificas sobre isso. Já a proposta de Cândido autoriza a venda. "Temos duas situações sobre as quais não há retorno. O projeto original do governo e o parecer do relator que também honra o compromisso do governo. Vamos definir, na reunião de líderes, aquela que dê mais conforto para a votação", disse Chinaglia.

A questão religiosa será respeitada sempre. Agora, a maioria deverá ter uma opinião pelo mérito, e não pela religião. ARLINDO CHINAGLIA

"Amanhã (hoje) teremos reunião com líderes da base do governo, procurarei também os líderes da oposição para analisarmos o momento de votar. Avalio que seja possível votar esta semana. Porém, a resposta definitiva só teremos amanhã", afirmou Chinaglia. Sobre a prioridade de votação da lei para a presidente Dilma, Arlindo Chinaglia foi enfático: "Para o líder do governo, até pela importância do tema, ela (Dilma Rousseff) fez referência específica como um dos pontos importantes para o governo". A reunião comandada por Dilma teve a participação do vice-presidente, Michel Temer, do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDBAM) e de ministros, entre eles Aldo Rebelo (Esporte), Ideli Salvatti (Secretaria de Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil). Indagado sobre a influência das bancadas religiosas na discussão, Chinaglia disse acreditar que permanecerá a posição pelo cumprimento dos compromissos assumidos pelo governo brasileiro: "Vamos conversar com todos respeitando as convicções. Há espaço nas bancadas para constituir posição de bancada. Na sua maioria, a questão religiosa será respeitada sempre. Agora, a maioria deverá ter uma opinião pelo mérito, e não pela religião". Divergência – Na semana passada, a questão da venda de álcool causou divergência entre líderes da base e Aldo. Líderes afirmaram que excluiriam, por acordo, o tema do texto. Em seguida, o ministro alertou que o item era compromisso do governo com a Federação Internacional de Futebol (Fifa). No dia seguinte, o relator do texto na Câmara, deputado Vicente Cândido (PTSP), acabou dizendo que os líderes foram mal orientados sobre o assunto e que a liberação de bebida seria mantida no texto. (Agências)

Valcke segue à frente da Copa-2014

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presidente da Fifa, Joseph Blatter, informou que não pretende afastar o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, dos trabalhos de organização da Copa-2014, mesmo após o atrito com governo brasileiro, informou ontem a Associated Press, em reportagem publicado pelo portal UOL. "Jérôme Valcke é o responsável por todas as atividades como secretário-geral, incluindo os preparativos para a Copa de 2014", disse Blatter. Valcke, interlocutor da Fifa com o País, tinha reclamado da lentidão de obras para o Mundial e declarado que o Brasil precisava receber um "chute no traseiro" para agilizar os trabalhos. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, não gostou da atitude do dirigente e pediu a Blatter a mudança do interlocutor entre o Brasil e a entidade que comanda o futebol mundial. Marco Aurélio Garcia, assessor internacional da presidência, chegou a chamar Valcke de "vagabundo". Blatter pediu desculpas e, na sextafeira passada, se reuniu com a presidente Dilma Rousseff. Os dois pregaram união para fazer a Copa no Brasil. Após a confusão, Blatter negou que a sua relação com Jérôme Valcke esteja estremecida. "Não há nenhum problema entre nós". (Agências)

Reunião do Conselho de Política Urbana - CPU (informações, debates e busca de soluções)

TEMA: “Auto de Licença de Funcionamento Condicionado”

PALESTRANTES: Ronaldo Camargo Secretário Municipal de Coordenação das Subprefeituras

Vereador José Police Neto Presidente da Câmara Municipal de São Paulo

Dia: 20 de março de 2012, terça-feira Horário: 10 horas Local: Rua Boa Vista, 51 - 9º andar - Centro - SP Reunião aberta ao público


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terça-feira, 20 de março de 2012

Esse é um dia de tragédia nacional porque crianças foram mortas a sangue frio. Nicolas Sarkozy

nternacional

TERROR NA ESCOLA Motoqueiro dispara contra instituição judaica em Toulouse, matando quatro pessoas. Polícia aponta ligação com outros ataques e investiga ligação neonazista. Jean-Philippe Arles/Reuters

Solidariedade do Brasil às famílias das vítimas

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Parentes consolam alunos da escola judaica Ozar Hatorah após ataque. Sarkozy (centro, foto menor) prometeu levar o atirador à Justiça.

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Jean-Philippe Arles/Reuters

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m motoqueiro abriu fogo com duas pistolas ontem contra pessoas que estavam na frente de uma escola judaica em Toulouse, no sul da França, matando quatro pessoas, incluindo três crianças. O tiroteio se segue a dois ataques contra soldados franceses que aconteceram na semana passada, em Montauban e em Toulouse, que deixaram três mortos. Policiais iniciaram uma caçada em busca do homem que é considerado o mais procurado da França e que, segundo investigações iniciais, teria ligações com um grupo neonazista. O crime ocorreu por volta das 8h locais, quando os pais deixavam os filhos na escola. Segundos relatos da polícia e de testemunhas, um homem de capacete se aproximou da escola Ozar Hatorah em uma moto e disparou indiscriminadamente contra quem estava na entrada. Pelo menos 15 tiros foram dados. Foram mortos o rabino Jonathan Sandler, de 30 anos, que ensinava na escola, seus dois filhos, de 3 anos e 6 anos, e uma terceira aluna, de 8 anos. Um rapaz de 17 anos ficou seriamente ferido. Nicole Yardeni, chefe do conselho local das Instituições Judaicas da França, disse que ela teve a op or tu ni da de de ver alguns vídeos feitos Selvageria por câmeras de celulares, ane crueldade t e s d e l e s s erem entregues não à polícia. "O hopodem mem desceu da moto e covencer. meçou a atirar. NICOLAS As pessoas SARKOZY caíam; ele entrou no jardim e agarrou uma menina. Ele colocou a arma na cabeça da criança e atirou", disse Yardeni. O ataque à instituição judaica, que ocorre em plena campanha eleitoral para a Presidência, pode ter consequências políticas na França, país que tem a maior comunidade judaica da Europa, com cerca de 500 mil pessoas. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, visitou a escola Ozar Hatorah. "Esse é um dia de tragédia nacional porque crianças foram mortas a sangue frio", disse ele, ao denunciar a "selvageria" do ataque e prometendo levar à Justiça o assassino ou os assassinos. O alerta antiterror foi elevado ao nível mais alto possível na região. Minorias - O mandatário disse que as informações que recebeu das autoridades judiciais e policiais permitem afirmar que "uma mesma pessoa com uma mesma arma" realizou o ataque à escola e matou três militares em dois atentados em Toulouse e na cidade vizinha de Montauban na semana passada. Sarkozy acrescentou que um dos soldados mortos nos incidentes da semana passada era de origem caribenha e os outros dois, muçulmanos – o que fez com que muitos pensassem se tratar de crimes ligados a minorias, e não apenas contra judeus. De acordo com o jornal francês Le Point, a polícia iniciou uma busca por três ex-soldados que pertenciam ao mesmo regimento de paraquedistas das vítimas da semana passada. O trio foi expulso em 2008, após o surgimento de uma foto em que eles faziam a saudação nazista em frente a uma bandeira com uma suástica. (Agências)

A mesma pistola calibre 45 e a mesma moto roubada foram usadas em três tiroteios Eric Cabanis/AFP

governo brasileiro repudiou ontem o ataque a tiros a uma escola judaica na cidade de Toulouse, no sudoeste da França, em que quatro pessoas, incluindo três crianças morreram. "Ao manifestar seu pesar e solidariedade às famílias das vítimas, o governo brasileiro reitera sua condenação a atos de violência praticados sob quaisquer pretextos", informou o comunicado, emitido pelo Gabinete da Presidência da República. Mais cedo, a Confederação Israelita do Brasil havia condenado o ato em comunicado, em que manifestou "sua mais profunda indignação", afirmando que é "inadmissível um ato de tamanha violência e covardia". Por sua vez, o primeiroministro de Israel, Benjamin Netanyahu, criticou a Organização das Nações Unidas (ONU) por não emitir condenação pelo ataque, enquanto o Conselho de Direitos Humanos (CDH) da entidade recebia no mesmo dia um dirigente político do Hamas. "O CDH da ONU recebeu no mesmo dia desse assassinato abominável na França o dirigente de uma organização que se dedica a matar judeus todos os anos", disse ele, sobre o discurso de Ismail al Ashqar na sede do Conselho em Genebra para denunciar as detenções de deputados de seu organismo feitas por Israel. O premiê afirmou que algumas das vítimas do atentado em Toulouse são também cidadãos israelenses e que entrará em contato em breve com o presidente Nicolas Sarkozy para oferecer a ele toda a ajuda necessária na tarefa de "encontrar o assassino". (Agências)

Confrontos chegam ao quintal de Assad

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violência na Síria chegou ao centro da capital do país, Damasco. Antes restritos aos subúrbios, os conflitos entre forças de segurança sírias e opositores ocorreram desta vez em Mazzeh, um elegante bairro onde estão instaladas embaixadas e residem graduados funcionários do governo e líderes das seitas religiosas do país. Pelo menos quatro pessoas morreram nos choques. Ativistas e opositores consideraram que os combates em Mazzeh "são os mais importantes desde o início da revolta", em 15 de março de 2011. Os confrontos perto do centro da base de poder do presidente Bashar al-Assad pareciam ser uma investida dos rebeldes – que foram forçados a sair de Homs e Idlib e ficaram sob ataque na cidade oriental de Deir al-Zor ontem – para mostrar que ainda representam um sério desafio. Os combates começaram depois da meia-noite em Mazzeh, quando rebeldes lançaram uma granada na casa de um general do Exército, disse Rami Abdulrahman, que dirige o grupo Observatório Sírio para Direitos Humanos, baseado na Grã-Bretanha.

Reuters

Prédios são danificados por pesados confrontos no bairro de Mazzeh, na capital Damasco. Citando moradores locais, ele contou que os atiradores em seguida se refugiaram em um edifício onde lutaram contra soldados, com tiros por todo o bairro. Quatro soldados sírios morreram e 16 ficaram feridos. Do lado rebelde, quatro morreram e dezenas ficaram feridos e foram presos. Um vídeo mostrou os últimos andares de um bloco de

apartamentos não identificado chamuscado pelo fogo. As paredes estavam com buracos de bala e estilhaços. Um morador disse que "havia tiroteios no supermercado Hamada e explosões ali perto". Segundo ele, a polícia bloqueou as ruas e cortou a luz dos postes no bairro. Outro morador de Mazzeh acrescentou que o confronto

ocorreu perto da Embaixada da Suíça e da casa do majorgeneral Assef Shawkat, que é casado com uma irmã de Assad, Bushra. Também ocorreram enfrentamentos em outros bairros da cidade: Qabun e Bazre. Todos localizados perto de prédios do governo e centros de segurança sírios. "Esses confrontos foram os

mais violentos e os mais próximos do quartel-general das forças de segurança em Damasco desde o início da revolução síria", disse Abdulrahman à Reuters. Confrontos com vítimas também foram registrados nas cidades de Deir al-Zor, Deraa, Hama, Aleppo, Idlib, Qamishli e Homs. A escalada dos confrontos acontece em meio a chegada à Síria de uma missão de observadores da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Liga Árabe. Chefiada pelo exsecretário-geral da entidade Kofi Annan, o objetivo da missão é negociar um cessar-fogo e avaliar a situação humanitária no país. Trégua - Frente à violência, a Rússia endossou o apelo do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e pediu um cessarfogo humanitário diário de duas horas na Síria. Em comunicado, Moscou pediu que o regime de Assad e "todos os grupos armados da oposição" concordem com a trégua, "sem demora". A intenção é retirar feridos e enviar médicos e remédios, sobretudo para cidades sitiadas pelo Exército no norte da Síria, como Homs. (Agências)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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DC, o 1º jornal com letras ecológicas.

Vantagens Reduz os custos de impressão e é ecológica

Este é o tipo DC, a partir de hoje. O Ecofont Sans, seu nome, foi criado na Holanda especialmente para esta primeira experiência mundial em jornais. Até hoje, desde 2008, a empresa holandesa Ecofont produz software para economizar de 20% a 50% em cartucho e toner, o mililitro mais caro do que o de um champanhe Dom Pérignon. O desafio de transpor para uma rotativa a economia obtida em printers partiu do DC. E Rick van den Bos topou. "Estamos orgulhosos do resultado." A previsão é de uma economia de até 30% em tinta. Bom para os 3Ps em inglês (pessoas, planeta e profit – lucro).

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nfim, podemos revelar tecnologia que torna a Ecofont o segredo guardado a única fonte tipográfica digidesde novembro, em- tal sustentável", diz Bos. bora muitas vezes nas Ele recorda que o processo páginas de nosso jornal. Leito- de criação da Ecofont foi exausres e a própria gráfica não per- tivo devido à grande quantidaceberam os furinhos revolucio- de de testes e pesquisas. Antes nários de um novo tipo, o Eco- de os criadores comprovarem font. É ele que estreia em toda a que furar a fonte com pequenos edição de hoje. Conhecido co- círculos brancos seria a escolha mo "a fonte ecológica com furi- definitiva, diversos formatos, nhos", uma tecnologia criada como quadrados, triângulos e pela agência de comunicação retângulos, foram testados. holandesa Spranq, o software Além disso, pensaram em Ecofont reduz em até 50% o afinar as letras e retirar as sericonsumo de toner e tinta para fas, mas sem sucesso. Por fim, imprimir um texto – e sem alte- ficou comprovado que os círrar a legibilidade do documen- culos não alteravam a legibilito. O Diário do Comércio e a As- dade. Com a economia comsociação Comercial de São Pau- provada, a Spranq decidiu forlo abraçaram a causa. A partir matar as fontes mais usuais, de agora, todas as páginas do como Arial, Verdana e Times, e DC têm "letras furadinhas". torná-las compatíveis com Vendido des- Divulgação Windows Vista, de o início de Linux, Windows 2011, o software XP e Mac. Ecofont é usado No caso do por internautas DC, a Spranq desde 2008, criou uma fonte q u a n d o a para o jornal, a Spranq divulgou Ecofont Eva o conceito da Sans, que, vaRick van den Bos recebe fonte e disponiz a d a c o m p eo prêmio Design Ambiental bilizou-a. Usuáquenas formas Europeu de 2010 rios domésticos como as que podem baixar o você vê ampliaprograma gratuitamente em das nas artes desta página, www.ecofont.com. Empresas g a r a n t e u m a l e i t u r a f á c i l interessadas em adquiri-lo te- mesmo em papel jornal. rão representante no Brasil em ECONOMIA breve. Do ano passado para cá, o programa holandês conquisA redução no gasto de tinta tou clientes em 36 países. Desde o seu lançamento, já foram varia de acordo com a fonte utimais de dois milhões de down- lizada. No caso da variante Eco loads em 50 nações. De acordo da Arial, por exemplo, a reducom pesquisa realizada pela ção chega a 28% em uma digiempresa holandesa, pessoas talização de alta resolução. O de 18 a 86 anos estão entre os software Ecofont pode ser utiliconsumidores particulares da zado em todas as cores, porém empresa e no âmbito empresa- apresenta um resultado merial destacam-se agências de lhor em preto ou nas nuances design e comunicação, bancos de cinza. Além disso, o modo rascunho de impressão deve e órgãos governamentais. Alexander Kraaij, Gerjon Zo- ser mantido para poupar ainda mer e Rick van den Bos cria- mais material. Bos observa que uma págiram a Ecofont por acreditar q u e o c o n s u m o d e t i n t a é na impressa envolve custos variados, incluindo o papel, a maior que o necessário. manutenção da impressora e PIONEIRO o preço da tinta ou do toner. Em um teste simples é possíPor aqui, o programa dá os vel confirmar a economia. Uma primeiros passos. Embora ele impressão em alta resolução seja conhecido e pesquisado com a fonte Arial, no tamanho por muitos, a maior parte resis- 12, consumiria 15,4 g de tinta. te à inovação, diz Bos. De acor- A impressão da mesma página do com o diretor de vendas da com a Ecofont Arial, no mesmo Spranq, tanto a imprensa na- tamanho, utiliza 11 g. cional quanto a internacional, "Sem dúvidas, a maior parque noticiaram o lançamento cela de custo direciona-se à da Ecofont, ainda aguardam t i n t a e a o t o n e r . C o m o para incorporá-la. "Alguns se software Ecofont a economia adaptam rapidamente, mas estará materializada a cada grande parte do mercado será página impressa. Para usuáformada por seguidores. Estou rios particulares é muito inteseguro de que em três anos o ressante. E, para as emprenúmero de adeptos terá cresci- sas, representa uma poupando muito", avalia o diretor da ça espetacular", afirma Bos. Spranq, vencedora do prêmio Para ele, mais importante de Design Ambiental Europeu que a economia de tinta e em 2010 e do prêmio de Inova- gastos excessivos, a Ecofont ção Accenture, em 2011. pode despertar a responsabi"O DC é o primeiro jornal im- lidade social das pessoas. Mariana Missiaggia presso do mundo a utilizar a

1. A Ecofont pode poupar até 50% de tinta ou toner. Como as letras são vazadas, a área a ser coberta é menor. Levando-se em conta que a tinta é cara e altamente poluente, a economia torna-se ainda mais significativa.

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Consciência. Economizar com a Ecofont irá encorajar um comportamento consciente entre os usuários em relação ao meio ambiente.

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3. Responsabilidade Social Corporativa. Ser verde já não é um luxo, mas sim essencial. Incorporar a Ecofont à sua rotina demonstra abertamente que a sua organização integra os três maiores interesses em suas atividades: pessoas, planeta e lucro.

Aprovada pela AGU

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Ecofont foi testada e aprovada pela Advocacia-Geral da União (AGU). Em 2009, a Comissão da Agenda Ambiental da AGU, em Brasília, disponibilizou a Ecofont durante um mês para seus funcionários e comprovou que, se todos usassem o software, a economia de tinta seria de pelo menos 12% – ou R$500 mil por ano – , além de minimizar os impactos ambientais. Os testes confirmaram que não há perda de qualidade na impressão. O ór-

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gão, porém, não tornou obrigatória a utilização do software devido ao incômodo que algumas pessoas tiveram com a leitura na tela do computador, onde os furos são minimamente perceptíveis. Os computadores da AGU utilizam a Ecofont com as fontes Times New Roman, tamanho 12, e Arial, tamanho 11. A última reduziria ainda mais os gastos por utilizar aproximadamente 26% menos de tinta do que a Times New Roman, a mais utilizada na AGU.

Uma notícia da Ecofont para o mundo O uso da fonte com furos destaca a responsabilidade social do Diário do Comércio

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Ecofont economiza tinta e toner imprimindo furos imperceptíveis a olho nu, na fonte utilizada. Esses buracos (círculos brancos) economizam aproximadamente 28% de tinta ou toner. A empresa alemã Ecofont BV já tem clientes em 36 países. Todos utilizam a fonte para fins comerciais ou privados. No entanto, orgulhosamente, a Ecofont anuncia agora, o primeiro jornal a ser editado em Ecofont: o Diário do Comércio. "Estamos muito satisfeitos que o diretor do Diário do Comércio, Moisés Rabinovici, tenha consciência de que os jornais também devem diminuir o impacto ambiental em sua rotina e muito felizes também que Rabinovici tenha comprovado que a Ecofont é um efeito sustentável para o jornal", escreve Rick van den Bos, proprietário e fundador da Ecofont. O co-fundador e criador da Ecofont, Alexander Kraaij, concorda. "É claro que uma empresa holandesa preferiria que um jornal holandês fosse o primeiro a adotar o software, mas em contato com empresas brasileiras observamos que elas são empreendedoras e decididas. Por isso, estamos ansiosos para entrar no mercado brasileiro e muito orgulhosos por ter um jornal brasileiro como o primeiro no mundo a ser editado com Ecofont." O programa da Ecofont oferece um software autossuficiente e completo para ser usado em impressões com fontes como Arial, Calibri, Verdana, Trebuchet and Times New Roman criando furos nas letras sem afetar a legibilidade. Esse método pode economizar, em média, cerca de R$100 por usuário anualmente. Rick van den Bos, proprietário e fundador da Ecofont. Alexander Kraaij, co-fundador e criador da Ecofont.


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terça-feira, 20 de março de 2012

RUMO A 2014 Campeonato mundial de dominó está previsto para ser realizado no Brasil, em 2014. Até lá, os adeptos esperam conseguir patrocínios para a organização do evento e reconhecimento do esporte.

idades Apesar de ainda ser conhecido como um passatempo de idosos, adeptos do jogo de dominó lutam para que a atividade seja reconhecida oficialmente como um esporte brasileiro. Federação Paulista fica na zona leste da Capital.

Fotos de Newton Santos/Hype

Ao lado, sócios da Federação Paulista de Dominó disputam partidas na sede da entidade, no bairro de Cidade Patriarca, na zona leste da Capital.

O dominó reúne os amigos em torno das mesas da sede da federação

2014 será o ano de outra Copa no Brasil. De dominó. Valdir Sanches

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ntre bolinhos de bacalhau e coxinhas, a Federação Paulista de Dominó forja seu destino. Sua sede não tem pompa, mas o agradável clima de uma confraria de vizinhos de bairro. Onde os vizinhos se encontram? No Bar do Valdeci. Pois o bar, em Cidade Patriarca, na zona leste, é a sede da Federação. O dominó, em São Paulo, sempre foi um jogo agradável e descompromissado. Aposentados são vistos à sombra de árvores, em praças, distraindo-se com ele. Pois hoje é um esporte, com estados brasileiros preparando-se para disputar o campeonato mundial. Como o de futebol, o mundial de dominó de 2014 será no Brasil. Pena que, por aqui, o esporte não seja reconhecido oficialmente. Cidade Patriarca fica adiante da Penha. Não tem agência de banco, nem de correio; o comércio, disperso, oferece apenas um pequeno supermercado. Mas o bairro pode se orgulhar de ter uma federação paulista, justamente a de dominó. No começo era meia dúzia de pessoas que, aos domingos, se distraíam com o jogo. Em 2000, resolveram disputar campeonatos. Fundaram o Unidos do Dominó, no ponto de encontro – o Bar do Valdeci. Hoje, como antes, o Valdeci prepara pessoalmente os petiscos. Quando há reunião de diretoria da federação, ocupa seu posto de diretor financeiro. O presidente da entidade, por sua vez, perfila-se entre os que aperfeiçoam sua técnica, nas mesas do bar. É Manoel Mendes Vieira, o Nildo, um representante comercial em vias de se aposentar. Muitas vezes Nildo mais atua como presidente do que joga. A luta da federação é consolidar o dominó como esporte oficial e conseguir patrocínios para disputar campeonatos pelo País – e fora dele. Tarefa complicada. Heróis – No ano passado, em janeiro, foi fundada a Confederação Brasileira de Dominó, com sede em Brasília. Em novembro, teve lugar, na cidade, o 1º Torneio Oficial de Duplas.

Mundial será em Brasília

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Campeonato Mundial de Dominó de 2014, a ser disputado em Brasília, no mês de setembro, deverá contar com mais de 300 duplas de esportistas, vindos de 37 países. O Brasil deve concorrer com duas duplas. Quem serão esses nossos craques? Não há nomes de destaque ou favoritos. As duas duplas vão surgir das disputas em campeonatos estaduais e nacionais. O próximo nacional está previsto para ocorrer em São Paulo, ainda este mês. Com estas disputas, a Confederação Brasileira de Dominó, Conbrad, está criando um ranking de jogadores, ainda inexistente. Tudo é muito novo, no esporte. A Conbrad foi criada em janeiro do ano passado. Em junho agora, o cam-

peonato mundial será disputado em Montego Bay, na caribenha Jamaica (depois haverá outro na Venezuela; há dois campeonatos por ano). Os brasileiros que nos representarão certamente são craques, mas isso não basta. Sem patrocínio ou outro apoio financeiro, o jogador tem que custear viagem e estadia. Para o mundial de Brasília, espera-se que este problema esteja resolvido. A decisão sobre o mundial no Brasil foi tomada em junho do ano passado, na Costa Rica, na América Central, que sediou um mundial daquele ano. A Federação Nacional de Dominó, FND, com sede na Flórida, Estados Unidos, nomeou o Brasil como integrante, e deu-nos a missão de sediar o campeonato. (V.S.)

No Bar do Valdeci, há dois assuntos: dominó e bolinho de bacalhau Da Cidade Patriarca partiram o que Manoel chama de “ dez heróis”. Ele e nove jogadores foram à capital do País participar do torneio. Foram “por conta própria”, conta Nildo. Ou seja, com dinheiro do próprio bolso. Comerciantes do bairro, em todo caso, “entraram com alguma coisa”. Os nomes deles estão estampados nas costas da camisa oficial da Federação Paulista de Dominó, envergada pelos jogadores durante a disputa. Ela tem 13 listras pretas e gola vermelha, “as cores da bandeira paulista”. No torneio, Brasília ficou em primeiro lugar. São Paulo, em sétimo. A pedida, agora, é o cam-

peonato mundial de duplas da Jamaica, no Caribe, em junho. Os jogadores classificados em Brasília (não é o caso de São Paulo) terão recursos para ir? As experiências anteriores não recomendam nada. O dominó tem dois mundiais por ano. Os brasilienses participaram nos da Costa Rica, na América Central, e na Abcácia, na ex-União Soviética, ambos no ano passado. O critério foi o “vai quem pode”. As entidades têm buscado patrocinadores, mas é tarefa inglória. Idosos – As empresas não se animam porque ainda veem o dominó como um passatempo de idosos. Em maio do

ano passado, entidades estaduais foram recebidas pelo então ministro interino do Esporte, Vicente Neto. O ministro prometeu apoiá-las institucionalmente. Em termos práticos, o que isso significa? “Apoio moral”, diz Nildo. Orientação, por exemplo, para montar processos de acesso à Lei do Incentivo ao Esporte, caminho para atrair patrocinadores. O ministro não se comprometeu com o reconhecimento oficial do esporte. “Disse que, para ser reconhecido, basta jogá-lo.” Entre os dominoístas, como chamam a si próprios, estava o presidente da Federação Internacional de Dominó, FID, Lucas Guittard. Citou Nildo, por ter sido o primeiro brasileiro a fazer contato com a federação, hoje sediada nos Estados Unidos. “Dei o pontapé inicial”, diz o indicado, na mesa da diretoria, no Bar do Valdeci. Em janeiro último, os representantes dos Estados estiveram com o ministro dos Esportes Aldo Rebelo. Tratou-se do campeonato mundial de 2014 no Brasil. Rebelo elogiou a iniciativa, e prometeu apoio institucional. Enquanto isso, os dias passam tranquilos no Bar do Valdeci, há dezessete anos na mesma rua. “Este bairro parece uma cidadezinha do interior, todos se conhecem”, diz o proprietário, de trás do balcão. Os que jogam dominó ocupam as mesmas mesas que a freguesia comum, entre as que ficam nos fundos da casa. O lugar é adornado por troféus, alguns grandes, conquistados nas partidas de dominó na região. Prevenção – A federação ocupa o andar de cima. Nesse espaço, desimpedido, são jogadas as partidas dos campeonatos. Perto da janela, há uma mesa maciça, guarnecida pelas bandeiras brasileira e paulista. Nela a diretoria despacha. Nildo mostra ao visitante um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Barcelona, na Espanha, sobre a relação entre o dominó e o mal de Alzheimer. O trabalho acadêmico diz que a atividade intelectual e a sociabilidade, proporcionadas por esse jogo, podem reduzir o risco de se contrair a doença.

Para tentar conseguir a vitória, parceiros de duplas trocam sinais

Regras preveem até a expulsão do jogador

N

ão pode falar, claro. Muito menos usar o celular. As mãos têm que estar sobre as pernas, imóveis. Quando a mão se mover para pegar uma pedra, e colocá-la em jogo, o gesto tem que ser direto e determinante. “Pedra pegada, pedra jogada”, diz a tradição, apoiando a regra. Se a mão vacilar, o juiz pune. O faltoso perde pontos. Nos campeonatos de dominó, os jogadores comparecem com a camisa do clube. Vistosa, como as do futebol. E, como neste, o juiz tem à mão o cartão amarelo e o vermelho. E mais um, o negro. No jogo de duplas, o palco da disputa são uma mesa e quatro cadeiras. Os parceiros, agora como um jogo de buraco, sentam-se frente à frente. Duas duplas, 28 peças de dominó, com seus pontinhos desenhados, de um a seis (algumas sem pontinho, valor zero). Sete peças por jogador. No geral, as partidas duram 300 pontos ou 55 minutos. Mas podem ser menores, de trinta a oitenta pontos, por exemplo. Em grandes eventos, com quarenta mesas, há cinco ou seis juízes de olho. E pessoal da organização do torneio. Pensada – A única concessão ao rigor é a “pensada”. Na sua vez, o jogador demora alguns momentos para agir. Isto funciona como um sinal para seu parceiro. Ele tem que entender o que o autor da “ p e n s a d a ” e s t á j u s t amente pensando, o que está querendo. A experiência e a concentração

fazem com que isso seja possível. O parceiro, então, joga de forma a favorecer o pensador. Os juízes e fiscais ficam atentos a outra possibilidade, esta proibida: o trampo. O jogador pode erguer sutilmente um ombro (por exemplo) e assim dar ao parceiro o sinal da jogada a ser feita. No Maranhão, diz Manoel Mendes Vieira, da federação paulista, o trampo é tolerado. Isso, afinal, pode tornar as partidas mais divertidas. Mas está descartado em campeonatos nacionais. No comum, se o juiz perceber alguma irregularidade levanta o cartão amarelo, como advertência. Na reincidência ou caso mais grave, ergue o vermelho. O infrator perde de 10% a 20% do total de pontos da partida (em uma de 300 pontos, pode ficar sem 60 – 20%). O cartão negro expulsa o jogador, em caso de indisciplina. Discutir com o adversário ou o próprio parceiro, por exemplo. Se o jogador pega a pedra e a deixar cair, terá que colocá-la sobre a mesa, à vista de todos. Na sua vez de jogar, é obrigado a usá-la assim que for possível. Se a pedra se encaixa em uma jogada, não pode deixar de fazê-la, mesmo que isso lhe seja desinteressante. No dominó não há drible, gol de placa, exibição de boa forma física. A grande virtude está na concentração. Se Ronaldo jogasse dominó, com qualidades excepcionais, provavelmente ainda seria o Fenômeno. (V.S.)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 20 de março de 2012

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11 Nessa hora os invejosos espalham sua raiva. Eike Batista, defendendo seu filho Thor.

idades

Eike: "Os cães ladram e a caravana passa" O empresário Eike Batista, que responsabilizou a vítima, voltou a defender seu filho Thor. No sábado ele atropelou e matou o ciclista Wanderson Pereira da Silva

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família de Wanderson Pereira da Silva, atropelado e morto no sábado por Thor Batista, de 20 anos, filho do empresário Eike Batista, enquanto voltava de bicicleta para casa, decidiu acionar Thor na Justiça e pedir indenização por danos morais e materiais para compensar a perda da renda mensal do ajudante de caminhão. O laudo que pode determinar as causas do acidente será divulgado em dez dias. Ontem, o milionário responsabilizou a vítima pelo acidente e defendeu o filho no twitter. "Nessa hora os invejosos espalham sua raiva! Os cães ladram e a caravana passa", afirmou Eike. Wanderson Silva tinha 30 anos e sustentava a esposa e familiares com o salário de aproximadamente R$ 1.400 mensais. Ele voltava de um supermercado quando foi atropelado na BR-040, na Baixada Fluminense. O valor e as condições do trabalho serão considerados pelo advogado para o cálculo da indenização. Thor Batista, que dirigia o veículo, é um dos herdeiros da sétima maior fortuna do mundo, estimada em U$$ 30 bilhões.

Luciana

Nicson Olivier/Folhapress - 18/03/2012

Whitake

r/Folha

press

Thor Batista, filho de Eike Batista, e a Mercedes Benz com a qual atropelou e matou Wanderson Pereira da Silva Ontem à tarde, a família de Wanderson foi procurada por representantes do empresário para conversar sobre o acidente. O encontro ainda não tem data. O advogado Cléber Carvalho informou que a família tem interesse no diálogo, mas deseja saber a verdade. Thor Batista mantém a versão de que o ciclista teria atravessado a pista "inadvertida-

Nelson Antoine/AE

DIA DE ACIDENTES

mente". A família discorda e diz que testemunhas teriam visto o ciclista no acostamento antes do acidente. Segundo o advogado, há indícios de que a velocidade do carro era "muito superior" à permitida na via, de 110 km/h. "A distância entre o carro e o corpo era de 150 metros e o estado de destruição do carro indica que a vítima foi atingida

Luiz Carlos Barbosa/Futura Press/AE

um choque de quatro carros de passeio e dois ônibus, no Largo do Socorro, na região de Santo Amaro, zona sul de São Paulo.

ÔNIBUS COM ÔNIBUS – Um acidente entre dois ônibus na

Nelson Antoine/Foto Arena/AE

altura do número 500 da avenida Cupecê, zona sul de São Paulo, deixou quatro pessoas feridas por volta das 5h30 de ontem.

local do acidente. O resultado deve ficar pronto dentro de 10 dias e pode indicar a velocidade do veículo. Caso fique comprovado que Thor dirigia acima do limite permitido, ele pode ser condenado à pena de dois a quatro anos de prisão. Em defesa do filho, Eike disse pelo twitter que a vítima seria a única responsável pelo acidente. "A imprudência do

ciclista poderia ter causado a morte de três pessoas. Ele estava atravessando na segunda faixa de uma autoestrada! Simples assim". Para Eike, Thor teve "muita coragem e hombridade" e sua postura foi "exemplar". "Ele foi educado para ser assim. Fez tudo que um cidadão honrado tem obrigação de fazer! Sou mega orgulhoso" (AE).

Playcenter fecha portas por um ano Paulo Liebert/AE

H CHOQUE NO SOCORRO – Cinco pessoas ficaram feridas em

de frente. Esses indícios levam a crer que Wanderson foi assassinado pela imprudência de alguém", disse o advogado, que vai solicitar a reclassificação do crime para homicídio doloso. O caso foi registrado pela Polícia Civil como homicídio sem intenção de matar. A investigação aguarda o laudo da perícia, feita no carro ainda no

á quase 40 anos como o maior e mais conhecido parque de diversões da Capital, o Playcenter vai fechar as portas em 29 de julho. O empreendimento sofria há anos com a queda no número de frequentadores, o alto preço dos quase 20 contratos de locação do terreno e a repercussão negativa de acidentes. Na área, o grupo Playcenter quer construir um parque voltado para crianças pequenas. O novo empreendimento vai ocupar cerca de um terço do espaço atual - nos cerca de 25 mil m² que ficarão ociosos, já há projetos de empresas para erguer um condomínio de prédios, um conjunto de edifícios comerciais ou até um shopping. Inaugurado originalmente em 1971 na avenida Brigadeiro Luís Antonio, na frente do Ginásio do Ibirapuera, o Playcenter abriu suas portas dois anos depois na marginal Tietê. Cerca de 60 milhões de visitantes já passaram pelo local. Os momentos históricos incluem o lançamento do filme King Kong, em 1977, com a presença da atriz Jessica Lange, e o show dos Menudos em 1984, além do dia que Michael Jackson brincou sozinho no parque, em 1993. A crise do Playcenter se acentuou nos anos 2000, quando o Ebtida (lucro antes

O Playcenter existe há quase 40 anos e deverá se transformar em um parque menor, para crianças de juros, investimentos, depreciações e amortizações) caiu de R$ 12 milhões para R$ 2 milhões. Em 2003, por exemplo, houve um dia no qual o Playcenter registrou 30 visitantes - a capacidade é para 15 mil pessoas. Em 2004, houve atrasos de aluguel e funcionários foram

demitidos. O parque chegou a devolver 12% de sua área para evitar uma ação de despejo. Para tentar atrair um novo público e fechar as contas, o grupo Playcenter planeja agora gastar R$ 40 milhões entre pesquisas, projetos, instalações, atrações e marketing para criar um no-

vo parque temático infantil, nos moldes do extinto Parque da Mônica (Shopping Eldorado) ou de parques estrangeiros como o Legoland e o parque de Asterix na França. A capacidade máxima será de 4.500 pessoas/ dia e a inauguração está prevista para julho de 2013. (AE)

Top Clube Bradesco, Segurança, Educação e Assistência Social Sociedade Civil sem fins Lucrativos CNPJ 76.574.672/0001-72 Sede: Cidade de Deus, Osasco, São Paulo RELATÓRIO DA DIRETORIA Senhores Sócios, Em conformidade com as disposições legais e estatutárias vigentes, submetemos à apreciação de V.Sas. os documentos relativos ao Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado e Parecer do Conselho Fiscal, referentes ao exercício social encerrado em 31.12.2011, os quais encontram-se à disposição dos Senhores Sócios, na Sede Social. Cidade de Deus, Osasco, SP, 15 de fevereiro de 2012. Diretoria ATIVO CIRCULANTE ................................... Caixa e Equivalentes de Caixa..........

RADAR-PISTOLA – A CET começou a utilizar ontem radares portáteis para fiscalizar motocicletas. Batizado de “radarpistola”, ele captura a imagem da placa da moto que estiver rodando acima do limite de velocidade. Os infratores serão autuados a partir de 26 de março. Inicialmente, a CET vai utilizar o radar nas marginais, no Minhocão e na avenida Liberdade.

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais 2011 2010 PASSIVO E PATRIMÔNIO SOCIAL 1.406,96 5.958,91 CIRCULANTE ................................... 1.406,96 5.958,91 Outras Exigibilidades.........................

2011 1.406,96 1.406,96

2010 5.958,91 5.958,91

NÃO CIRCULANTE .......................... Intangível ...........................................

8.357,22 8.357,22

8.357,22 8.357,22

PATRIMÔNIO SOCIAL......................

8.357,22

8.357,22

TOTAL ...............................................

9.764,18

14.316,13

TOTAL ...............................................

9.764,18

14.316,13

Diretor-Presidente Lázaro de Mello Brandão Diretor Vice-Presidente Antônio Bornia Diretores Mário da Silveira Teixeira Júnior Luiz Carlos Trabuco Cappi

DIRETORIA Carlos Alberto Rodrigues Guilherme Milton Matsumoto Laércio Albino Cezar Julio de Siqueira Carvalho de Araujo Norberto Pinto Barbedo

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 RECEITAS OPERACIONAIS ............ 39.397,22 24.923,02 Comissões Recebidas....................... 17.412,70 18.569,18 Outras Receitas................................. 21.984,52 6.353,84 DESPESAS OPERACIONAIS .......... 39.397,22 24.923,02 Despesas Tributárias ......................... 748,00 714,52 Propaganda, Publicidade e Outras.... 38.649,22 24.208,50 RESULTADO OPERACIONAL ......... SALDO NO FIM DO EXERCÍCIO ..... -

PARECER DO CONSELHO FISCAL Os infra-assinados, membros do Conselho Fiscal da Top Clube Bradesco, Segurança, Educação e Assistência Social, no exercício de suas atribuições legais e estatutárias, tendo examinado o Orçamento Anual, Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado e demais documentos, referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011, são de opinião que as citadas peças, examinadas à luz da legislação societária vigente, refletem adequadamente a situação da entidade, opinando por sua aprovação pela Assembleia Geral Ordinária dos Sócios.

Domingos Figueiredo de Abreu

Osasco, SP, 15 de fevereiro de 2012 Jorge Andrade Costa

Contador CRC-1SP159543/O-0

Clayton Camacho

Membros do Conselho Fiscal José Luiz Rodrigues Bueno

José Maria Soares Nunes


DIÁRIO DO COMÉRCIO

12 -.LOGO

Objetos supercriativos

A maioria dos produtos que usamos no dia a dia - colheres, relógios, formas de gelo, copos, canetas, abridores de lata são, em geral, muito chatos. Mas não precisam ser, e o site Design You Trust fez uma seleção de invenções criativas que você pode comprar pela internet. http://bit.ly/FRuydG

terça-feira, 20 de março de 2012

Minicamaleão

Na foto, um exemplar da espécie Brookesia micra. A espédie de minicamaleão foi recentemente descoberto na ilha de Madagascar, é comparado com um palito de fósforo. O camaleão da foto é jovem, mas um adulto da espécie não passa de uma polegada de comprimento, segundo cientistas da Coleção Estatal Zoológica da Alemanha.

Logo Logo www.dcomercio.com.br

Esculturas de silicone feitas por designers da Mu’factory, em Palermo, Itália, são macias ao toque apesar da aparência maciça e pesada. http://bit.ly/y67ZpP

R ANKING R EALEZA

M ODA

Messi, o mais bem pago

Kirsty Wigglesworth/Reuters

A duquesa de Cambridge, Kate Middleton, planta uma árvore depois de pronunciar com sucesso seu primeiro discurso em público, realizado ontem durante a inauguração do hospital infantil East Anglia's Children's Hospices, na cidade de Ipswich.

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craque argentino Lionel Messi, do Barcelona, é o jogador mais bem pago do mundo, com uma renda anual de 33 milhões de euros, de acordo com matéria da revista francesa France Football que será publicada hoje. O jogador faturou 10,5 milhões de euros com os salários

pagos pelo Barça (875.000 euros mensais), 1,5 milhão em premiações e 21 milhões em contratos de publicidade. Eleito o melhor do mundo por três vezes consecutivas, Messi ganhou 1,5 milhão de euros a mais do que o inglês David Beckham, do Los Angeles Galaxy. O segundo colocado no ranking da revista teve

uma renda de 31,5 milhões de euros (4,8 milhões de euros de salário, 700 mil em prêmios e 26 milhões em publicidade). O português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, ficou em terceiro lugar, com 29,2 milhões de euros (13 milhões de euros de salário, 700.000 em prêmios e 15,5 milhões em contratos de publicidade).

Karen Bleier/AFP

F UTEBOL

Gleb Garanich/Reuters

Visitante do EuroFashion, em Kiev, na Ucrânia, exibe brincos com bolas de futebol gigantes. Designers de 16 países - que participam do campeonato Euro 2012, da UEFA apresentaram suas criações no show de moda. T ECNOLOGIA

Estado de Havelange é grave O ex-presidente da Fifa e presidente de honra da entidade, João Havelange, está internado em estado grave no hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. "O estado clínico do Presidente de Honra da Fifa é grave e inspira cuidados", afirma o hospital em nota divulgada ontem. Havelange, de 95 anos, deu entrada no hospital na noite de domingo e passou por uma bateria de exames. Os médicos detectaram que Havelange tem um quadro agudo de infecção. Ele está

Adolescentes não vivem sem SMS

na unidade coronariana do hospital tomando antibióticos na veia e sendo monitorado. Não há previsão de alta, segundo os médicos. Havelange presidiu a Fifa entre 1974 e 1998 e foi sucedido por Joseph Blatter, atual presidente da entidade. Ambos se tornaram inimigos políticos e Blatter abriu uma investigação na Fifa para apurar a ligação entre Havelange e a empresa de marketing esportivo ISL, que era parceira da Fifa e faliu em 2001 deixando um rombo de mais de US$ 300 milhões.

Os adolescentes dos EUA estariam trocando cerca de 60 mensagens de texto (SMS) por dia, revela estudo da Pew Internet & American Life Project. Uma pesquisa semelhante realizada em 2009 apontava que a média de torpedos diários era, então, de 50. Cerca de 800 adolescentes de 12 a 17 anos foram entrevistados. Os dados apontam que as mensagens em redes sociais são usadas por apenas 29% dos entrevistados.

A RTE N ORUEGA

Carne crua como matéria-prima

Avalanche deixa cinco mortos

O artista Dominic Episcopo, da Filadélfia, usa carne vermelha crua como item principal de suas esculturas. Os pedaços de carne são moldados em formas ou recortados para representar animais, pessoas e símbolos culturais. http://bit.ly/z2p5Yt

C A R T A Z

L

VISUAIS

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PRIMAVERA - O monumento a Washington, na capital dos EUA, visto através dos galhos de cerejeiras em flor, que marca a mudança da estação. O florescer das cerejeiras deve atingir o auge nesta quinta-feira.

Realidade máxima

Exposição 'Convite à Viagem' apresenta trabalhos de artistas de todo Brasil. Itaú Cultural. Avenida Paulista, 149. Grátis.

Desenhos hiperrealistas do artista escocês Paul Cadden integram uma exposição na galeria londrina Plus One. Mais no site do artista. http://bit.ly/v35jiB

Quatro esquiadores suíços e um francês morreram ontem após uma avalanche no monte Sorbmegaisa, cerca de 120 quilômetros da cidade de Tromsoe. Outro esquiador, também atingido pelo deslizamento de neve, ocorrido por volta de 10h30 em Brasília, foi resgatado com vida. Um grupo de 12 esquiadores estava no monte no momento da avalanche. L OTERIAS Concurso 728 da LOTOFÁCIL 03

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Concurso 2851 da QUINA 08

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13 RATING Moody’s vai determinar nova alta da nota do Brasil neste ano

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CARAJÁS Vale deixará de embarcar 300 mil toneladas de minério de ferro

Bombardeio de importados De dez itens consumidos no Brasil em 2011 , dois foram importados, conforme levantamento da CNI. Confederação acredita que situação pode piorar por causa do dólar.

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m em cada cinco produtos industriais consumidos no País no ano passado foi importado, informa o estudo Coeficientes de Abertura Comercial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado ontem. Segundo o documento, a "participação de bens importados no consumo doméstico de produtos industriais alcançou nível recorde em 2011". O coeficiente de ingresso de produtos importados aumentou 2 pontos percentuais, entre os anos de 2010 e 2011, passando de 17,8% para a casa dos 19,8%. A própria indústria nacional contribuiu para o aumento no consumo de importados: 21,7% dos insumos usados pelo setor vieram de outros países, participação também recorde no levantamento feito com dados retroativos a 1996, em parceria com a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). O levantamento calcula a parcela da produ-

ção nacional vendida para o mercado externo. Coincidentemente, é o mesmo percentual de consumo de importados. O País exportou quase 20% da sua produção industrial e importou quase 20% do que consumiu em 2011. Para CNI, esse "empate" não é algo positivo para o País. Em primeiro lugar, porque as vendas para o exterior superavam com folga o consumo de importados até 2007, o que mudou a partir da crise de 2008. Segundo o gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, essa "coincidência" se deve ainda ao desempenho da indústria extrativa, exportadora de produtos básicos. Quando se considera apenas a indústria de transformação, a participação das vendas cai para 15% da produção, abaixo do percentual de consumo de importados (18,5%). Para a CNI, esses números tendem a piorar, mesmo com as medidas adotadas pelo gover-

no para segurar o dólar e impulsionar a atividade econômica. "Se nada for feito para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros, creio que o quadro tenda a se agravar. Vamos ter um baixo crescimento da produção e, como consequência, da economia em 2012", disse Castelo Branco. Eletrônicos – Produtos de informática, eletrônicos e ópticos lideraram o aumento nas importações, tanto de itens para consumo como de componentes industriais, no ano passado, segundo a CNI. As importações responderam por 51% do consumo desses produtos no País em 2011, ante 45,4% em 2010. Segundo a confederação, esse é o único segmento da indústria de transformação em que produtos estrangeiros têm participação superior aos nacionais nas vendas. O levantamento mostra ainda aumento na participação de importados na comercialização de produtos de 21 entre 27 setores anali-

Ação para conter irregularidades

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Receita Federal do Brasil (RFB) iniciou ontem uma operação, chamada de Maré Vermelha, para intensificar a fiscalização sobre irregularidades na importação de produtos no País. A ação vai priorizar produtos cuja importação tem prejudicado a indústria nacional. Os setores alvos da fiscalização da Receita serão bens de consumo não duráveis, tais como vestuário, calçados, brinquedos, eletroeletrônicos, bolsas, artigos de plástico, pneus e artigos de toucador (como cosméticos e perfumaria). O objetivo é detectar a importação de produtos subfaturados, que pagam menos tributos ao entrar no Brasil. A operação, na verdade, atende à pressão dos empresários do setor, que há

algum tempo insistem com o governo sobre uma fiscalização mais acentuada no ingresso de produtos concorrentes provenientes do exterior. A Receita justifica que são áreas "de interesse para a economia nacional". De acordo com o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, a operação que irá fortalecer o controle aduaneiro, com novos parâmetros para detectar, principalmente, subfaturamento e triangulação destinados à sonegação de tributos, tem prazo indefinido e deve envolver aproximadamente 1,2 mil auditores da Receita. Para coordenar a operação em todo o Brasil, o órgão criou, no Rio de Janeiro, o Centro Nacional de Gestão Operacional, que terá 30 funcionários. "A Operação Maré Vermelha consiste em um grande esforço da Receita

Federal para intensificar a fiscalização nas nossas áreas de portos e aeroportos, visando ao aumento da fiscalização das importações, tendo em vista a situação atual de grande competitividade no mercado internacional, principalmente provocada pela chamada guerra cambial", destacou o secretário. Segundo a Receita, o objetivo não é regular o comércio exterior brasileiro, função que cabe ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), mas apenas evitar que produtos entrem ilegalmente no País. Outro objetivo, conforme Barreto explicou, é evitar que os importadores utilizem artifícios para pagar menos impostos, como subfaturamento, declaração de origem falsa ou classificação errada da mercadoria.

Brasil Maior – "Vamos intensificar a fiscalização dentro do Plano Brasil Maior, que prevê uma ação mais concreta em defesa da indústria nacional, da competitividade do produto brasileiro e, portanto, da preservação do nosso mercado, do nosso emprego e da nossa renda", afirmou o secretário. Na opinião de Barreto, o crescimento e a diversificação das importações pelo Brasil nos últimos anos dificultaram o trabalho da Receita Federal. Dados do fisco mostram as importações passaram de US$ 110 bilhões em 2001 para US$ 480 bilhões no ano passado. Os produtos importados também se diversificaram. Se, em 2001, cada operação de importação envolvia uma média de 4,3 produtos, no ano passado, esse número passou para 11,9. (Agências)

sado no ano passado. A maioria com percentuais recordes da série iniciada em 1996, como derivados de petróleo e biocombustíveis (23%), têxteis (19%) e vestuário (8%). Boa parte desse resultado é explicada pelas importações realizadas pelo próprio setor industrial. A participação de componentes de informática, eletrônicos e ópticos importados, por exemplo, passou de 59% em 2010 para 77% do total no ano passado. Segundo a CNI, a maioria dos setores analisados aumentou a compra de insumos vindos de fora do País. Entre aqueles que mais elevaram essas compras estão ainda metalurgia, químicos e têxteis. Em relação ao dólar, o economista diz que, mesmo com a moeda na casa de R$ 1,80, a cotação real (descontada a diferença entre a inflação dentro e fora do País) ainda mostra um real mais valorizado, o que reduz a competitividade da indústria brasileira. (AE)

Superávit diminui A

balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 468 milhões na terceira semana de março, segundo informou ontem o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O resultado é fruto de exportações de US$ 4,921 bilhões e de importações no valor de US$ 4,453 bilhões. Em fevereiro, o saldo comercial havia apresentado superávit de US$ 1,715 bilhão. No mês de março até a última sexta-feira, o saldo comercial está positivo em US$ 728 milhões, com as exportações em US$ 11,438 bilhões e as importações, US$ 10,71 bilhões. No ano, o superávit alcança US$ 1,151 bilhão, resultado de embarques de US$ 45,607 bilhões e de compras somando US$ 44,456 bilhões. Em igual período de 2011, o su-

perávit era 102% maior – saldo de US$ 2,33 bilhões. Semimanufaturados – Segundo o MDIC, o Brasil registrou queda na média diária das vendas de produtos semimanufaturados na terceira semana de março na comparação com a média verificada dia a dia até a segunda semana do mês. O recuo no período foi de 29,8%, passando de US$ 124,1 mil h õ e s p a r a U S $ 8 7 , 1 m ilhões. Apesar disso, a média diária das exportações totais de 12 a 16 de março ficou em US$ 984,2 milhões, 5,7% maior do que a média de US$ 931 milhões vista na segunda semana do mês. Segundo o Ministério, o resultado menor da venda de semimanufaturados foi fortemente influenciado pela redução das vendas de celulose, ferro-ligas, ferro fundido, óleo de soja em bruto e açúcar em bruto. (AE)


14 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 20 de março de 2012


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 20 de março de 2012

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As importações de carros pelo Brasil vão sofrer em um primeiro momento, até as montadores se adequarem à nova realidade. Tereza Fernandez, da MB Associados

conomia Divulgação

Passa a valer novo acordo automotivo Negociação entre Brasil e México limita importação

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omeçou a vigorar ontem o novo acordo sobre a importação de automóveis fechado entre Brasil e México na semana passada. Os dois países acertaram cotas de exportação pelo prazo de três anos, com isenção de tarifas de importação para veículos leves. Neste primeiro ano, as vendas de automóveis mexicanos para o Brasil não poderão superar a cota de US$ 1,45 bilhão. No segundo ano, a cota sobe para US$ 1,56 bilhão e, no terceiro, para US$ 1,64 bilhão. O percentual de componentes regionais dos veículos, passou de 30% para 35%, até o dia 19 de março de 2013. Em março de 2016, esse percentual será elevado para 40%. A revisão ocorreu depois que o Brasil ameaçou cancelar o acordo – em vigor desde 2002 – após sofrer déficit de US$ 1,17 bilhão no comércio

exterior com o México no ano passado, em meio a um salto de 70% das exportações mexicanas de carros. Montadoras – Para analistas, a revisão do acordo entre os dois países pode incentivar investimentos em categorias de veículos no Brasil, como sedãs e utilitários esportivos, que atravessam aumento na demanda interna, atendida em grande parte por importações. Além disso, os novos termos podem fazer o México, que tem vendas internas de cerca de 900 mil veículos por ano, transferir parte das vendas antes direcionadas ao parceiro para outros mercados da região, como Colômbia e Chile, e mesmo os Estados Unidos, cujo mercado passa por recuperação após o colapso de 2009. "Cada empresa vai ter que se adequar para volumes meno-

Marcio Fernandes/AE

March: um dos cinco modelos importados do México pela Nissan, considerada uma das empresas mais atingidas pela revisão do acordo. res entre Brasil e México", disse Marcelo Cioffi, analista do setor automotivo da consultoria PricewaterhouseCoopers. "O acordo vai demandar que as montadoras se reposicionem nesse curto prazo porque a estratégia até agora era de trazer modelos mais sofisticados do México para o Brasil". Segundo o analista, o aumento da exigência de conteúdo local do México pode ser um complicador na estratégia global das montadoras para a região, na medida em que as

empresas terão que desenvolver mais fornecedores regionais para o País. No lado brasileiro, o acordo com México "tende a incentivar as montadoras a aumentar investimentos em produtos de maior valor agregado", acrescentou Cioffi, um objetivo perseguido pelo Brasil . Uma das empresas consideradas por analistas como mais atingida pela revisão dos termos é a japonesa Nissan, que importa do México para o Brasil cinco modelos: Sentra, Tii-

da hatch e Tiida sedã e os compactos Versa e March. Para a diretora da consultoria MB Associados, Tereza Fernandez, a combinação da medida de elevação do IPI com a reforma do acordo com o México cria um "forte impacto para a indústria automotiva. De qualquer jeito as importações de carros pelo Brasil vão sofrer em um primeiro momento, até as montadores se adequarem à nova realidade". Polêmica – O novo acordo entrou em vigor sem que as mon-

tadoras tenham clareza em relação à divisão de cotas entre as marcas. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, a divisão da cota será negociada entre as montadoras do país fabricante. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que tenta convencer o governo a rever essa posição, diz que, pelas regras estabelecidas em 2000 – quando o acordo entrou em vigor – as cotas são definidas pelos importadores.(Agências)

Patrícia Cruz/LUZ

Suco de laranja terá mais estoque

A A Prefeitura dará as condições à realização do ato para que o movimento possa ter visibilidade.

Cabe ao governo federal tomar as medidas necessárias para recuperar a competitividade do Brasil.

GILBERTO KASSAB, PREFEITO DE SÃO PAULO

PRESIDENTE

PAULO SKAF, DA FIESP

Kassab apoiará ato da indústria

O

prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), disse ontem que dará apoio à manifestação de empresários e trabalhadores contra a desindustrialização no País. O ato será realizado no dia 4 de abril, na região da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, próximo ao Parque Ibirapuera, na zona sul da capital paulista, e são esperadas pelos organizadores 100 mil pessoas. O pedido de apoio foi feito pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e pelo presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho. "A Prefeitura atende o pedido dos organizadores e dará

todas as condições necessárias à realização do ato para que o movimento possa ter visibilidade e a sociedade brasileira possa compreender a situação de desindustrialização que temos hoje e suas consequências", afirmou Kassab, após receber uma comitiva de empresários e sindicalistas em seu gabinete, na sede da Prefeitura, no centro da cidade. Skaf disse que a intenção do movimento é sensibilizar a sociedade sobre as consequências da desindustrialização do País. "O melhor emprego é o da indústria manufatureira, que dá os melhores salários e o melhor ambiente e é onde está a tecnologia, a inovação e o desenvolvimento

regional", disse. Segundo ele, as razões para a perda de competitividade da indústria brasileira são conjunturais. "O problema não está nas empresas, mas em questões como câmbio, juros, infraestrutura, custo de energia elétrica e políticas desleais e ilegais de comércio", afirmou. "Cabe ao governo federal tomar as medidas necessárias para recuperar a competitividade do Brasil." O presidente da Fiesp contou que vai pedir aos sindicatos patronais que liberem trabalhadores para participar da manifestação. Já Paulinho disse que a Força Sindical pretende trazer ônibus do interior do estado com manifestantes. "Queremos que o Brasil crie

empregos aqui, e não na China", afirmou. "O saldo da balança comercial vem caindo muito e já temos alguns setores industriais demitindo." Paulinho defende a aprovação da Resolução n.º 72/2010, que está no Senado, e prevê uniformização da alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) estadual e a transferência da cobrança do imposto no destino, e não na origem, como é feito hoje. Skaf também lembrou que a energia elétrica no Brasil é a terceira mais cara do mundo. Ele defende que, para obter preços melhores, as concessões do setor de energia, que vencem em 2015, sejam licitadas e não renovadas. (AE)

pós colher uma grande safra de laranja, o Brasil terminará a temporada 2011/12 com estoques finais maiores de suco, em uma recuperação após os baixos níveis do período anterior, estimou ontem a CitrusBR, a associação dos exportadores. Os estoques comercializáveis de suco de laranja do Brasil no mundo somarão 224 mil toneladas em 30 de junho, aumento de 4,7% em relação a igual período do ano anterior, quando baixaram ao menor nível em quatro anos. A safra de laranja do Estado de São Paulo, grande produtor

da fruta do País, atingiu 377,1 milhões de caixas de 40,8 kg, alta de 17% ante o período anterior. O Brasil é o maior produtor global de suco de laranja. Mas os volumes de estoques a partir da segunda metade do ano deverão ser ainda maiores do que os projetados, admitiu ontem o presidenteexecutivo da CitrusBr, Christian Lohbauer. Isso porque a partir de julho parte dos estoques de suco que foram dados como garantia do financiamento da Linha Especial de Crédito (LEC) poderão ser liberados. (Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e

terça-feira, 20 de março de 2012

Ocupamos a 104ª posição no ranking mundial de infraestrutura e as 118ª e 91ª nas listas de qualidade das rodovias e ferrovias. José Ramos Torres de Melo, da CTLOG

conomia

Agronegócio está ameaçado Gargalos na infraestrutura e logística, especialmente em áreas como transporte, armazenagem e capacitação técnica podem interferir na continuidade do desempenho positivo que o setor tem alcançado. Arquivo/ABr

Paula Cunha

O

agronegócio brasileiro foi o segmento que conseguiu realizar os maiores avanços tecnológicos dentro da economia brasileira. O setor tem hoje um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 2,5 trilhões e é responsável pela geração de 37% dos postos de trabalho em todo o País. Mas a continuidade deste desempenho positivo está ameaçada pelos gargalos em infraestrutura e logística, especialmente nas áreas de armazenagem e capacitação técnica. Estas são as conclusões apresentadas na mesa redonda "O cenário atual do agronegócio", realizada ontem pela revista Conjuntura Econômica, editada pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), na capital paulista. Para Roberto Rodrigues, exministro da Agricultura e coordenador do Centro de Agronegócio (GV Agro), da FGV, o Brasil aumentou em 80% a produção e elevou a área plantada em 30% nos últimos 20 anos. Entretanto, faltam investimentos maciços em logística, defesa sanitária e uma estratégia governamental mais consistente. Manuel Otero, representante do Instituto Interamericano de Cooperação da Agricultura (IICA), da Organização dos Estados Americanos (OEA), enfatizou que o setor precisa estabelecer metas. Entre elas ele citou proteger o mercado de trabalho, assegurar o abastecimento interno de alimentos, aumentar a produção, estabilizar os preços e estimular o consumo com a adoção de políticas setoriais específicas. Da parte do governo federal, José Carlos Vaz, secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), lembrou

Previsão de Selic a 9% é antecipada para abril

N

O Brasil aumentou em 80% a produção e elevou a área plantada em 30% nos últimos 20 anos, mas setor ainda necessita de investimentos. que é preciso redimensionar as políticas agrícolas, levando-se em conta fatores como política ambiental, terras para estrangeiros, defesa sanitária animal e regulamentação de cultivos agropecuários. Painéis – O primeiro painel mostrou desafios e gargalos da governabilidade e do sistema produtivo em relação à legislação e ao Código Florestal, que está sendo discutido no Congresso Nacional. Para Rodrigo Lima, gerente geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone Brasil), garantir a segurança jurídica é um ponto importante nesta discussão, pois existem 30 milhões de hectares de áreas produtivas que podem ser inviabilizadas pelo projeto. O representante de agronegócios do Banco Mundial, Luiz

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por cento do PIB brasileiro são destinados à logística, 8% mais do que em muitos países, mas R$ 17 bi são desperdiçados. Daniel de Campos, opinou que o setor privado deve buscar a atividade sustentável com redução de riscos e que os investimentos são altos mas não impossíveis. Já Werner Grau Neto, sócio da Pinheiro Neto Advogados,

considerou precipitado colocar o Código Florestal em antagonismo com o agronegócio antes mesmo da sua votação. Desanimador – O segundo painel discutiu a logística de transporte para o agronegócio e desenhou um quadro desanimador para o Brasil, que investe apenas 0,42% do PIB em transporte. "Ocupamos a 104ª posição no ranking mundial de infraestrutura e as 118ª e 91ª nas listas de qualidade das rodovias e ferrovias", disse José Ramos Torres de Melo, presidente da Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Agronegócio (CTLOG). Para Melo, a infraestrutura do transporte não acompanhou o crescimento da produção do agronegócio, o que pode ser resolvido com liberdade de investimentos privados,

aumento da capacidade operacional, redução da carga tributária e a imediata licitação de áreas disponíveis nos portos públicos. Hermann Gonçalves Marx, professor master da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), lembrou que 20% do PIB brasileiro são destinados à logística. O índice é 8% superior ao de diversos países, mas o desperdício é estimado em R$ 17 bilhões. Marx destacou que, segundo a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) investiu R$ 2,7 bilhões em portos, mas seriam necessários R$ 4,4 bilhões. O mesmo acontece com as rodovias, que receberam R$ 33 bilhões, mas a entidade afirma que são necessários R$ 93 bilhões.

Patrícia Cruz/LUZ

O acréscimo no valor dos remédios do nível 2, que têm participação de genéricos igual ou superior a 15% e abaixo de 20%, pode chegar a 2,8%.

Medicamentos devem subir até 5,85% a partir do dia 31

O

s medicamentos poderão ter aumento de até 5,85% a partir do próximo dia 31, de acordo com resolução publicada no Diário Oficial da União de ontem. O reajuste autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) determina três variações, levando em consideração a participação dos genéricos em cada categoria por ampliarem a concorrência. No nível 1, que engloba me-

dicamentos com participação de genéricos igual ou superior a 20% do faturamento, o acréscimo no valor pode chegar a 5,85%. No nível 2, no qual estão os medicamentos com participação de genéricos igual ou superior a 15% e abaixo de 20%, o aumento no custo pode chegar a 2,8%. Já no nível 3, categoria com participação de genéricos abaixo de 15%, as empresas devem reduzir os preços em

0,25%, "pois não tem havido repasse da produtividade nestas classes", segundo a resolução. A alteração terá como referência o preço praticado em 31 de março de 2011. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulou variação de 5,85% no período compreendido entre março de 2011 e fevereiro de 2012. (Folhapress)

o primeiro relatório Focus com as projeções do mercado financeiro após a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), as previsões para a taxa Selic neste ano e em 2013 foram mantidas em 9% e 10%, respectivamente. No entanto, o mercado agora estima que a taxa básica de juros cairá para 9% ao ano já em abril, permanecendo nesse patamar até fevereiro de 2013 e passando a 9,5% em março, segundo a mediana das projeções. A estimativa anterior era de que esse nível seria alcançado em maio e que a Selic voltaria a subir em janeiro, para 9,5% ao ano. No Top 5 – que reúne as instituições que mais acertam as projeções no relatório Focus –, a Selic também é estimada em 9% para abril. Na última reunião do Copom, a Selic foi reduzida em 0,75 ponto percentual, para 9,75% ao ano. Na ata da reunião, o Copom deixou claro que pretende levar a Selic para patamares "ligeiramente acima dos mínimos históricos" e estabilizá-la neste nível. O piso já alcançado na taxa básica de juros é de 8,75% ao ano. Projeções – As projeções do mercado para inflação, taxa de câmbio e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mantiveram-se praticamente inalteradas em relação ao relatório da semana passada. Houve apenas uma ligeira elevação na estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 12 meses, a 5,37%, após 5,36% no Focus anterior. Os agentes preveem que o IPCA feche 2012 em 5,27% e 2013 em 5,5%. A previsão para a taxa de câmbio no fim do ano é de R$ 1,75 por dólar, enquanto o crescimento do PIB é estimado em 3,3% neste ano e 4,2% em 2013. (Reuters)


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terça-feira, 20 de março de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 17

Duraflora S.A. CNPJ nº 43.059.559/0001-08 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO CENÁRIO E MERCADO O ano de 2011 iniciou em ritmo mais lento do que no período anterior, como resultado da série de medidas macroprudenciais adotadas, pela autoridade monetária, com o objetivo de reduzir o nível da atividade econômica e, por consequência, da pressão inflacionária existente. A partir da segunda metade do ano, com a reversão do quadro inflacionário e o agravamento da crise europeia, com possíveis desdobramentos negativos para a economia local, o governo volta a estimular a economia por meio de reduções da taxa de juros e incentivos fiscais. O benefício de tais medidas deve surtir efeito ao longo de 2012. Embora inserido num cenário global mais difícil, e internamente às voltas com o fantasma da inflação, o Brasil segue em destaque tendo inclusive tido sua classificação de risco melhorada pelas agências Fitch Ratings, S&P e Moody’s. Ao final do ano a cotação do Real em relação ao Dólar era de R$1,8758, ante uma

cotação de R$1,6662 por Dólar ao final de 2010. Esta desvalorização da moeda, em resposta a piora do quadro externo, contribuiu para uma pressão adicional nos custos atrelados ao Dólar, ao final do ano. GESTÃO ESTRATÉGICA E DESEMPENHO De forma a garantir a sustentabilidade das operações de sua controladora Duratex S.A., em 2012 a Duraflora continuará seus investimentos no plantio de árvores e manutenção da base florestal existente. A receita líquida de vendas apresentou um crescimento de 23,6% em relação ao igual período do ano anterior atingindo R$ 287,8 milhões. O resultado do exercício totalizou R$ 131,0 milhões representando uma evolução de 7,6% superior ao apresentado em 2010. A Administração

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - (Valores em Milhares de Reais) BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO

NOTA

CIRCULANTE Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes Estoques Valores a receber Impostos e contribuições a recuperar Demais créditos NÃO CIRCULANTE

5 6 7 8 9

Partes relacionadas Depósitos vinculados Valores a receber Créditos com plano de previdência Impostos e contribuições a recuperar I. renda e contribuição social diferidos Investimento em controlada Outros investimentos Imobilizado Ativos biológicos Intangível

11

TOTAL DO ATIVO

8 27 9 10 12 13 14 15

31/12/2011

31/12/2010

363.899

312.161

304.171 33.728 10.375 4.793 9.306 1.526 1.698.149

257.342 31.453 12.679 5.389 3.757 1.541 1.616.465

95 1.982 23.470 5.706 2.190 4.171 94.828 474 471.685 1.093.471 77

1.557 11.582 4.225 2.912 3.763 90.229 474 470.936 1.030.717 70

2.062.048

1.928.626

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

NOTA

31/12/2011

31/12/2010

239.310

201.838

20

159.652 10.013 6.607 17.106 14.018 31.914 492.483

123.805 9.079 4.001 17.522 17.309 30.122 495.627

16 18

131.532 10.580

139.458 11.990

10 11 17 20

239.399 110.972 1.330.255

232.832 261 111.086 1.231.161

700.000 3.202 54.450 572.603

318.218 3.202 57.649 693.592

2.062.048

158.500 1.928.626

CIRCULANTE Empréstimos e financiamentos Fornecedores Obrigações com pessoal Contas a pagar Impostos e contribuições Dividendos NÃO CIRCULANTE

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Empréstimos e financiamentos Provisão para contingências I. renda e contribuição social diferidos Partes relacionadas Outras contas a pagar PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital social Reservas de capital Reservas de reavaliação Reservas de lucros Adiantamento para futuro aumento de capital TOTAL DO PASSIVO E PATRIMONIO LÍQUIDO

Saldo em 31 de dezembro de 2009 Resultado abrangente do exercício Lucro líquido do exercício Total de resultado abrangente do exercício (*)

Reservas de capital

Reservas de reavaliação

Reservas de lucros

Lucros acumulados

Adto. aumento capital

280.650

3.202

62.497

597.136

-

37.568

981.053

-

-

-

-

121.730 121.730

-

121.730 121.730

37.568 -

-

(4.848)

-

4.848

(37.568) 158.500 -

158.500 -

318.218

3.202

57.649

6.087 90.369 693.592

(6.087) (30.122) (90.369) -

158.500

(30.122) 1.231.161

Resultado abrangente do exercício: Lucro líquido do exercício Total do resultado abrangente do exercício

318.218

3.202

57.649

693.592

131.008 131.008

158.500

131.008 1.362.169

158.500 223.282 -

-

(3.199)

(223.282) -

3.199

(158.500) -

-

700.000

3.202

54.450

6.550 95.743 572.603

(6.550) (31.914) (95.743) -

-

(31.914) 1.330.255

Aumento de capital com AFAC Aumento de capital com reservas Realização da reserva de reavaliação Destinação do lucro líquido do exercício: Reserva legal Dividendos Reservas estatutárias Saldo em 31 de dezembro de 2011

NOTAS EXPLICATIVAS (Valores expressos em milhares de Reais, exceto quando indicado) NOTA 1 - CONTEXTO OPERACIONAL a) Informações Gerais - Com sede social em São Paulo - SP, a Duraflora S.A. é uma Companhia de capital fechado, controlada pela Duratex S.A., que tem como atividade principal a silvicultura a agropecuária e a comercialização de produtos relacionados a essas atividades. A Companhia opera também com Sociedades em Conta de Participação (SCPs), com o propósito específico de captar recursos financeiros de terceiros para projetos de reflorestamento. A Companhia, na qualidade de sócia ostensiva, tem contribuído com ativos florestais, basicamente florestas, e os demais sócios investidores contribuindo em espécie para as referidas SCPs. b) Aprovação das Demonstrações Financeiras - A Administração da Companhia autorizou a divulgação das demonstrações financeiras em 19 de março de 2012. NOTA 2 - RESUMO DAS PRINCIPAIS POLITÍCAS CONTÁBEIS - As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão definidas abaixo. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados. A Companhia não está apresentando demonstrações financeiras consolidadas pois não possui instrumentos de capital ou de dívidas negociadas em mercado aberto, nem está em processo de registro, e sua controladora disponibiliza ao público demonstrações financeiras consolidadas em conformidade com as normas emanadas do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). 2.1 - Base de preparação - As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, considerando os ativos financeiros (inclusive instrumentos derivativos) e os ativos biológicos mensurados ao valor justo e os demais ativos ao custo histórico, como base de valor. A preparação das demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da administração da Companhia no processo da aplicação das políticas contábeis. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e tem maior complexidade, bem como as áreas nas quais as premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras, estão divulgadas na nota 3. A Companhia não adotou antecipadamente nenhuma das novas normas, alterações e interpretações de normas que foram emitidas pelo IASB, mas que não se encontram em vigor para 2011. Muito embora a adoção antecipada dessas normas seja encorajada, as mesmas ainda não foram aprovadas pelo CPC. Não obstante, a Companhia vem analisando os efeitos que poderão decorrer da adoção dessas normas, a partir do momento de sua aprovação pelo CPC. Os itens incluídos nas demonstrações financeiras são mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico no qual a empresa atua (“a moeda funcional”). As demonstrações financeiras da Companhia estão apresentadas em R$, que é a moeda funcional da Companhia e, também, a sua moeda de apresentação. 2.2 - Caixa e equivalentes de caixa - Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais de três meses, ou menos, e que estão sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor. 2.3 - Ativos financeiros 2.3.1 - Classificação - Sua classificação é determinada pela administração no seu reconhecimento inicial e depende da finalidade para o qual foram adquiridos. São duas categorias nas quais os ativos financeiros são classificados: (a) Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado - São ativos financeiros mantidos para negociação adquiridos principalmente para fins de venda no curto prazo, inclusive derivativos que não tenham sido designados como instrumentos de hedge, os quais são classificados como ativos circulantes. (b) - Empréstimos e recebíveis - São ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis e não cotados em um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data de emissão do balanço (estes são classificados como ativos nãocirculantes). Compreendem as contas a receber de clientes, demais contas a receber e equivalentes de caixa, exceto os investimentos de curto prazo. 2.3.2 - Reconhecimento e Mensuração - As compras e as vendas regulares de ativos financeiros são reconhecidas na data de negociação, data na qual a Companhia se compromete a comprar ou vender o ativo. Os investimentos são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transação para todos os ativos financeiros não classificados como ao valor justo através do resultado. Os ativos financeiros ao valor justo através do resultado são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transação são debitados à demonstração do resultado. Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos tenham sido realizados ou tenham sido transferidos; neste último caso, desde que a Companhia tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os benefícios da propriedade. Os ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são subsequentemente, contabilizados pelo valor justo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa efetiva de juros. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são apresentados na demonstração do resultado no período em que ocorrem. Os valores justos dos ativos e passivos com cotação pública são baseados nos preços atuais de compra. Se o mercado de um ativo financeiro (e de títulos não listados em Bolsa) não estiver ativo, a Companhia estabelece o valor justo através de técnicas de avaliação. Essas técnicas incluem o uso de operações recentes contratadas com terceiros, referência a outros instrumentos que são substancialmente similares, análise de fluxos de caixa descontados e modelos de precificação de opções que fazem o maior uso possível de informações geradas pelo mercado e contam o mínimo possível com informações geradas pela administração da própria Companhia. 2.3.3 - Compensação de instrumentos financeiros - Ativos e passivos financeiros podem ser reportados pelo líquido no balanço patrimonial unicamente quando há um direito legalmente aplicável de compensar os valores reconhecidos e há uma intenção de liquidá-los numa base líquida, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 2.3.4 - Impairment de ativos financeiros - A Companhia avalia no final de cada período do relatório se há evidência objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e as perdas por impairment são incorridas somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. O montante de perda por impairment é mensurado como a diferença entre o valor contábil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo os prejuízos de crédito futuro que não foram incorridos) descontados à taxa de juros original dos ativos financeiros. O valor contábil do ativo é reduzido e o valor do prejuízo é reconhecido na demonstração do resultado. Se um empréstimo ou investimento mantido até o vencimento tiver uma taxa de juros variável, a taxa de desconto para medir uma perda por impairment é a atual taxa efetiva de juros determinada de acordo com o contrato. Como um expediente prático, a Companhia pode mensurar o impairment com base no valor justo de um instrumento utilizando um preço de mercado observável. Se, num período subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente com um evento que ocorreu após o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classificação de crédito do devedor), a reversão dessa perda reconhecida anteriormente será contabilizada na demonstração do resultado. 2.4 - Instrumentos financeiros derivativos e atividades de hedge - Os derivativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo na data em que um contrato de derivativos é celebrado e são, subsequentemente, remensurados ao seu valor justo por meio de resultado. Os derivativos são contratados como uma forma de administração de riscos financeiros, sendo que a política da Companhia é a de não contratar operações com derivativos alavancados. Embora não tenha como política a contabilidade de hedge (hedge accounting), a Companhia designou determinadas dívidas ao valor justo por meio do resultado, dada a existência de ativos financeiros derivativos diretamente relacionados a empréstimos, como forma de eliminar o reconhecimento de ganhos e perdas em diferentes períodos. 2.5 - Contas a receber de clientes - São registradas e mantidas pelo valor nominal dos títulos decorrentes das vendas de produtos. As contas a receber de clientes referem-se na sua totalidade a operações de curto prazo e assim não são trazidas a valor presente por não representar ajustes relevantes nas demonstrações financeiras. A provisão para impairment é constituída com base na análise dos riscos de realização dos créditos em montante considerado suficiente pela Administração para cobrir eventuais perdas na realização desses ativos. As recuperações subsequentes de valores previamente baixados são creditadas contra “outros resultados operacionais, líquidos”, na demonstração do resultado. 2.6 - Estoques - Os estoques são demonstrados ao custo médio das compras, inferior aos custos de reposição ou aos valores de realizações. 2.7 - Ativos intangíveis - Ativos intangíveis compreendem marcas, patentes e direitos de uso de software. São demonstrados ao custo de aquisição deduzido da amortização no período, apurado de forma linear com base na vida útil definida. As marcas registradas e licenças adquiridas separadamente são demonstradas, inicialmente, pelo custo histórico. As licenças de software adquiridas são capitalizadas com bases nos custos incorridos para adquirir os softwares e fazer com que eles estejam prontos para serem utilizados. São amortizados durante sua vida útil estimável. 2.8 - Imobilizado - Os itens do imobilizado estão demonstrados pelo seu custo de aquisição, formação ou construção, inclusive os custos de financiamento relacionados com a aquisição de ativos qualificáveis menos depreciação acumulada apurada pelo método linear, considerando-se a estimativa de vida útil-econômica dos respectivos itens e que são revisadas ao final de cada exercício. Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado e somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídas é baixado. Todos os outros reparos e manutenções são lançados em contrapartida ao resultado do exercício, no período de ocorrência. O valor do ativo imobilizado é reduzido para seu valor recuperável, se o valor contábil do ativo for maior do que seu valor recuperável estimável. Os ganhos e perdas de alienações são determinados pela comparação dos resultados com o seu valor contábil e são reconhecidos em “ Outros resultados operacionais, líquidos”. 2.9 - Impairment de ativos não-financeiros - Os ativos que estão sujeitos à depreciação ou amortização são testados apenas se existirem evidências objetivas (eventos ou mudanças de circunstâncias) de que o valor contábil pode não ser recuperável. Nesse sentido são considerados os efeitos de obsolescência, demanda, concorrência e outros fatores econômicos. Para fins de avaliação do impairment, os ativos são agrupados nos níveis mais baixos para os quais existam fluxos de caixa identificáveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa - UGC). 2.10 - Ativos biológicos - As reservas florestais são reconhecidas ao seu valor justo, deduzidos dos custos estimados de venda no momento da colheita conforme nota14. Para plantações imaturas (até um ano de vida), considera-se que o seu custo se aproxima ao seu valor justo. Os ganhos ou perdas surgidos

31/12/2010 232.916 183.765 (233.463) 183.218 (6.146) (324) (3.261)

24 24 12

183.478 32.739 (48.004) 99

173.487 10.701 (24.225) 3.040

168.312 (31.147) (6.157) 131.008 594,02

163.003 (24.952) (16.321) 121.730 647,50

31/12/2011 502.072 333.076 15.129 (142) 154.009 (24.920) (18.202) (6.718) 477.152 (207.629) 269.523 32.838 32.739 99 302.361

31/12/2010 490.558 306.793 183.765 (35.513) (26.106) (9.407) 455.045 (178.385) 276.660 13.741 10.701 3.040 290.401

26 26 28

RECEITAS Receita bruta de vendas Outras receitas Provisão p/Liquidação de crédito duvidoso Valor justo dos ativos biológicos Insumos adquiridos de terceiros Custos dos produtos vendidos Materiais, energia, serviços de terceiros e outros Valor adicionado bruto Depreciação/Amortização/Exaustão Valor adicionado líquido Valor adicionado recebido por transferência Receitas financeiras Resultado de equivalência patrimonial Valor adicionado a distribuir DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO Remuneração do trabalho Remuneração direta Benefícios FGTS Outros Remuneração do governo Federais Estaduais Municipal Remuneração de financiamentos Remuneração dos acionistas Dividendos Lucros retidos Total do valor adicionado distribuído

Total

Aumento de capital com AFAC Adiantamento para futuro aumento de capital Realização da reserva de reavaliação Destinação do lucro líquido do exercício Reserva legal Dividendos Reservas estatutárias Saldo em 31 de dezembro de 2010

25

31/12/2011 287.808 154.009 (265.799) 176.018 (7.126) (317) 14.903

DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital social

NOTA 22

RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS Variação do valor justo dos ativos biológicos Custo dos produtos vendidos LUCRO BRUTO Despesas gerais e administrativas Honorários da administração Outros resultados operacionais, líquidos LUCRO OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO E EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Receitas financeiras Despesas financeiras Resultado de equivalência patrimonial LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Imp. de renda e contribuição social - correntes Imp. de renda e contribuição social - diferidos LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO Lucro líquido por ação básico e diluído

45.160 31.351 11.647 2.138 24 78.412 63.813 12.380 2.219 47.781 131.008 31.914 99.094 302.361

33.105 23.069 8.373 1.644 19 111.341 71.833 39.508 24.225 121.730 30.122 91.608 290.401

31/12/2011

31/12/2010

131.008

121.730

207.629 (154.009) 30.842 (99) 24.798

178.385 (183.765) 12.936 (3.040) 20.812

(2.417) 2.304 (18.008)

(8.608) (6.321) (7.022)

934 2.606 (15.174) (3.291) (1.112) 206.011

1.998 (132) 107.997 14.774 955 250.699

(121.280) (4.500) (125.780)

(273.303) (2.350) (275.653)

130.384 (133.305) (359) (30.122) (33.402) 46.829 257.342 304.171

154.102 (2.249) 158.500 (22.047) (14.389) 273.917 248.963 8.379 257.342

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA

do reconhecimento de um ativo biológico ao valor justo, menos os custos de venda, são reconhecidos na demonstração de resultado. A exaustão apropriada no resultado é formada pela parcela do custo de formação e da parcela referente ao diferencial do valor justo. Os custos de formação desses ativos são reconhecidos no resultado conforme incorridos. Os efeitos da variação do valor justo do ativo biológico são apresentados em conta própria na demonstração de resultado. 2.11 - Empréstimos - Os empréstimos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, no recebimento dos recursos, líquidos dos custos de transação. Em seguida, os empréstimos tomados são apresentados pelo custo amortizado, isto é, acrescidos de encargos e juros proporcionais ao período incorrido (“pro rata temporis”), utilizando o método da taxa de juros efetiva, exceto aqueles que tem instrumentos derivativos de proteção, os quais serão avaliados ao seu valor justo. 2.12 - Contas a pagar a fornecedores e provisões Fornecedores - As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano. Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. São, inicialmente, reconhecidas pelo valor nominal e que equivale ao valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de juros. Provisões - As provisões são reconhecidas quando há uma obrigação presente legal ou não formalizada como resultado de eventos passados e que seja provável a necessidade de uma saída de recursos para liquidar a obrigação e o valor possa ser estimado com segurança. As provisões não são reconhecidas com relação às perdas operacionais futuras. São mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessários para liquidar a obrigação, a qual reflita os riscos específicos da obrigação. 2.13 - Imposto de renda e contribuição social corrente e diferido - São calculados com base no resultado do exercício, antes da constituição do imposto de renda e contribuição social, ajustados pelas inclusões e exclusões previstas na legislação fiscal. O imposto de renda e a contribuição social diferidos são reconhecidos sobre as diferenças temporárias entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis nas demonstrações financeiras. Na prática as inclusões ao lucro contábil de despesas, ou as exclusões das receitas, ambas temporariamente não tributáveis, geram o registro de créditos ou débitos tributários diferidos. Esses tributos são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto na proporção em que estiver relacionado com itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido. Nesse caso, o imposto também é reconhecido no patrimônio líquido. Os impostos e contribuições diferidos são reconhecidos somente se for provável a sua compensação com lucros tributários futuros. 2.14 - Benefícios aos empregados (a) Planos de previdência privada - A Companhia oferece plano de contribuição definida a todos os colaboradores, administrados pela Fundação Itaúsa Industrial. O regulamento prevê a contribuição das patrocinadoras entre 50% e 100% do montante aportado pelos funcionários. A Companhia já ofereceu Plano de Benefício Definido a seus colaboradores, mas esse plano está em extinção com acesso vedado ao ingresso de novos participantes. Em relação ao Plano de Contribuição Definida, a Companhia não tem nenhuma obrigação adicional de pagamento depois que a contribuição é efetuada. As contribuições são reconhecidas como despesa de benefícios a empregados, quando devidas. As contribuições feitas antecipadamente são reconhecidas como um ativo na proporção em que essas contribuições levarem a uma redução efetiva dos pagamentos futuros. (b) Participação nos lucros - A Companhia remunera seus colaboradores mediante participação no lucro líquido, de acordo com o desempenho verificado no período. Esta remuneração é reconhecida como passivo e uma despesa operacional no resultado quando o colaborador atinge as condições de desempenho estabelecidas. 2.15 - Capital social - As ações ordinárias e preferenciais são classificadas no patrimônio líquido. 2.16 - Reconhecimento da receita - A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização de produtos no curso normal das atividades da Companhia. A receita é apresentada líquida dos impostos, das devoluções, descontos e abatimentos concedidos, sendo reconhecida quando o valor desta pode ser mensurado com segurança, que seja provável que os benefícios econômicos futuros fruirão para a entidade. (a) Venda de produtos - São reconhecidas no resultado quando da entrega dos produtos, bem como pela transferência dos riscos e benefícios ao comprador. (b) Receita financeira - A receita financeira é reconhecida conforme o prazo decorrido, usando o método da taxa de juros efetiva. Quando uma perda (impairment) é identificada em relação a um instrumento financeiro a Companhia reduz o valor contábil para seu valor recuperável, que corresponde ao fluxo de caixa futuro estimado, descontado à taxa de juros efetiva original do instrumento. 2.17 - Arrendamentos - A Companhia possui contratos de arrendamento de terras, utilizadas para reflorestamento. Nesses contratos de arrendamentos, os riscos e direitos de propriedade são mantidos pelo arrendador e assim são classificados como arrendamentos operacionais. Os custos incorridos nos contratos de arrendamento operacional são registrados ao custo de formação de ativos biológicos de forma linear durante o período de vigência desses contratos. A Companhia não possui contratos de arrendamento financeiro. 2.18 - Distribuição de dividendos - A distribuição de dividendos é reconhecida como um passivo nas demonstrações financeiras, ao final de cada exercício ou em períodos intermediários, e seu saldo é apurado considerando como base o dividendo mínimo estabelecido no Estatuto Social da Companhia, portanto líquido de valores aprovados e pagos durante o exercício.

ATIVIDADES OPERACIONAIS: LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO ITENS QUE NÃO AFETAM O CAIXA: Depreciação,amortização e exaustão Variação do valor justo dos ativos biológicos Juros, variações cambiais e monetárias líquidas Resultado de equivalência patrimonial Provisões, baixa de ativos INVESTIMENTOS EM CAPITAL DE GIRO: (Aumento) Redução em ativos Contas a receber de clientes Estoques Demais ativos Aumento (Redução) em passivos Fornecedores Obrigações com pessoal Contas a pagar Impostos e contribuições Demais passivos CAIXA GERADO PELAS ATIVIDADES OPERACIONAIS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS: Investimentos em ativos biológicos, imobilizado e intangível Investimento em controlada CAIXA UTILIZADO NAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS: Ingressos de financiamentos Amortizações de financiamentos Adiantamento recebido p/ futuro aumento de capital Mútuo com a controladora Dividendos CAIXA GERADO (UTILIZADO) NAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS AUMENTO DO CAIXA NO EXERCÍCIO SALDO INICIAL SALDO FINAL

QUADRO DEMONSTRATIVO DA POSIÇÃO DOS INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS Valor de Efeito Referência (nocional) Valor Justo Acumulado Valor a receber 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 recebido Contratos de Swaps Posição Ativa Taxa Prefixada 190.000 190.000 206.324 200.907 2.839 Posição Passiva CDI (190.000) (190.000) (203.485) (199.405) As perdas ou ganhos nas operações listadas no quadro foram compensadas nas posições em juros, ativas e passivas, cujos efeitos já estão expressos nas demonstrações financeiras. c) Análise de sensibilidade - Abaixo segue demonstrativo de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros, incluindo derivativos que descreve os riscos que podem gerar prejuízos materiais para a Companhia, com um Cenário Provável (Cenário Base) e mais dois cenários, nos termos determinados pela CVM nº 475/08 representando 25% e 50% de deterioração da variável de risco considerada. Para as taxas das variáveis de risco utilizadas no Cenário Provável, foram utilizadas as cotações da BM&FBOVESPA/Bloomberg para as respectivas datas de vencimento. QUADRO DEMONSTRATIVO DE ANÁLISE DE SENSIBILIDADE Risco Instrumento/Operação De taxa de Juros SWAP - PRÉ/CDI Objeto de “hedge”: empréstimo em taxas prefixadas Efeito Líquido

NOTA 3 - ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS CONTÁBEIS CRÍTICOS - Na elaboração das Demonstrações financeiras foram utilizados julgamentos, estimativas e premissas contábeis para contabilização de certos ativos e passivos e outras transações. A definição das estimativas e julgamentos contábeis adotados pela Administração foi elaborada com a utilização das informações disponíveis na data, envolvendo experiência de eventos passados e previsão de eventos futuros. As demonstrações financeiras incluem varias estimativas tais como: vida útil dos bens do ativo imobilizado, realização dos créditos tributários diferidos, perdas nos estoques, avaliação do valor justo dos ativos biológicos, provisão para contingências e perdas por impairment. As principais estimativas e premissas que podem apresentar risco, com probabilidade de causar ajustes nos valores contábeis de ativos e passivos, estão contempladas abaixo: a) Risco de variação do valor justo dos ativos biológicos - A Companhia adotou várias estimativas para avaliar suas reservas florestais de acordo com a metodologia estabelecida pelo CPC 29 / IAS 41. Essas estimativas foram baseadas em referências de mercado, as quais estão sujeitas por mudanças de cenário que poderão impactar as demonstrações financeiras da Companhia. Nesse sentido uma queda de 5% nos preços de mercado da madeira em pé provocaria uma redução do valor justo dos ativos biológicos da ordem de R$ 55.167, líquido dos efeitos tributários. Caso a taxa de desconto apresentasse uma elevação de 0,5%, provocaria uma redução no valor justo dos ativos biológicos da ordem de R$ 8.337, líquido dos efeitos tributários. b) Benefícios de planos de Previdência - O valor atual dos ativos relacionados a planos de previdência depende de uma série de fatores que são determinados com base em cálculos atuariais, que utilizam uma série de premissas. Entre essas premissas usadas na determinação dos valores está a taxa de desconto e condições atuais de mercado. Quaisquer mudanças nessas premissas afetarão os correspondentes valores contábeis.

Descrição Aumento CDI

Cenário Provável 2.971

Cenário Possível (4.567)

Cenário Remoto (12.192)

(2.971) -

4.567 -

12.192 -

(ii) Risco de fluxo de caixa ou valor justo associado com taxa de juros - O risco de taxas de juros é o risco de a Companhia sofrer perdas econômicas devido a alterações adversas nessas taxas. Esse risco é monitorado continuamente com o objetivo de se avaliar eventual necessidade de contratação de operações de derivativos para se proteger contra a volatilidade das mesmas. a) Risco de crédito - A política de vendas da Companhia está diretamente associada ao nível de risco de crédito que está disposta a se sujeitar no curso de seus negócios. No que diz respeito às aplicações financeiras e aos demais investimentos, a Companhia tem como política trabalhar com instituições de primeira linha e não ter investimentos concentrados em um único grupo econômico. b) Risco de liquidez - A Companhia possui política de endividamento que tem por objetivo definir o limite e parâmetros de endividamento e disponível mínimo que a mesma deve manter. O quadro abaixo demonstra o vencimento dos passivos financeiros contratados pela Companhia nas demonstrações financeiras: Menos Entre 1 Entre 2 Acima de 31/12/2011 de 1 ano e 2 anos e 5 anos 5 anos Empréstimos 159.652 104.191 13.258 14.083 Fornecedores 10.013 TOTAL 169.665 104.191 13.258 14.083 A projeção orçamentária para o próximo exercício, aprovada pela Administração, demonstra capacidade e geração de caixa para cumprimento das obrigações, caso este seja concretizado. 4.2 - Gestão de capital - A Companhia faz a gestão de capital de forma a garantir a continuidade de suas operações, bem como oferecer retorno aos seus acionistas, inclusive pela otimização do custo de capital e controle do nível de endividamento pelo monitoramento do índice de alavancagem financeira. Esse índice corresponde à dívida líquida pelo capital total. 31/12/2011 31/12/2010 A - Empréstimos e financiamentos 291.184 263.263 de curto prazo 159.652 123.805 de longo prazo 131.532 139.458 B - (-) Caixa e equivalentes de caixa 304.171 257.342 C = (A-B) Dívida líquida (12.987) 5.921 D- Patrimônio líquido 1.330.255 1.231.161 C/D = Índice de alavancagem financeira -0,98% 0,48% 4.3 - Estimativa do valor justo - Pressupõe-se que os saldos das contas a receber de clientes e contas a pagar aos fornecedores pelo valor contábil menos a perda (impairment) estejam próximos de seus valores justos. O valor justo dos passivos financeiros para fins de divulgação é estimado mediante o desconto dos fluxos de caixa contratuais futuros pela taxa de juros vigente no mercado, que está disponível à Companhia para instrumentos financeiros similares. A Companhia aplica o CPC 40/IFRS 7 para instrumentos financeiros mensurados no balanço patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgação de seu critério de mensuração. Como a Companhia só possui instrumentos derivativos de nível 2, calcula o valor justo de “swap” de taxa de juros pelo valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados com base nas curvas de rendimento adotadas pelo mercado.

NOTA 4 - GESTÃO DE RISCO FINANCEIRO 4.1 - Fatores de risco financeiro - A Companhia está exposta a riscos de mercado relacionados à flutuação das taxas de juros e de crédito. Assim, a Companhia dispõe de procedimentos para administrar essas situações e pode utilizar instrumentos de proteção para diminuir os impactos destes riscos. Tais procedimentos incluem o monitoramento dos níveis de exposição a cada risco de mercado, além de estabelecer limites para a respectiva tomada de decisão. Todas as operações de instrumentos de proteção efetuadas têm como propósito a proteção de suas dívidas e investimentos, sendo que não realiza nenhuma operação com derivativos financeiros alavancados. (a) Risco de Mercado (I) Operações com derivativos - Nas operações com derivativos não existem verificações, liquidações mensais ou chamadas de margem, sendo o contrato liquidado em seu vencimento, estando contabilizado a valor justo, considerando as condições de mercado, quanto a prazo e taxas de juros. Os contratos em aberto em 31 de dezembro de 2011 são os seguintes: a) Contratos de SWAP Pré x CDI - A Companhia possui dois contratos com valor de referência (nocional) l agregado de R$ 190.000, sendo o último vencimento em 30/09/2013 com posição ativa em taxa prefixada e posição passiva em um percentual da variação do CDI. A Companhia contratou essas operações com o objetivo de transformar o total de suas dívidas com taxa pré fixada de juros, para dívidas indexadas ao CDI. b) Cálculo do valor justo das posições - O valor justo dos instrumentos financeiros foi calculado utilizando-se a precificação feita por meio do valor presente estimado, tanto para a ponta passiva quanto para a ponta ativa, onde a diferença entre as duas gera o valor de mercado do Swap. A seguir demonstramos os instrumentos financeiros por categoria: Empréstimos e recebíveis 31/12/2011 31/12/2010 ATIVOS Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes Depósitos vinculados SOMA PASSIVOS Empréstimos Fornecedores Dividendos SOMA

Outros ativos e passivos financeiros 31/12/2011 31/12/2010

Passivos financeiros designados a valor justo 31/12/2011 31/12/2010

TOTAL 31/12/2011

31/12/2010

304.171 33.728 1.982 339.881

257.342 31.453 1.557 290.352

-

-

-

-

304.171 33.728 1.982 339.881

257.342 31.453 1.557 290.352

-

-

88.188 10.013 31.914 130.115

52.775 9.079 30.122 91.976

202.996 202.996

210.488 210.488

291.184 10.013 31.914 333.111

263.263 9.079 30.122 302.464

NOTA 5 - CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 31/12/2011 31/12/2010 Bancos conta movimento 770 696 Certificado de depósito bancário 303.401 256.646 TOTAL 304.171 257.342 O saldo de aplicações financeiras está representado por certificados de depósitos bancários, remunerados com base na variação do CDI. Os certificados de depósitos bancários, embora tenham vencimentos de longo prazo, podem ser resgatados a qualquer tempo sem prejuízo da remuneração. NOTA 6 - CONTAS A RECEBER DE CLIENTES 31/12/2011 31/12/2010 Duratex S.A. (1) 16.457 27.163 Outros clientes (2) 17.502 4.380 Provisão para créditos de liquidação duvidosa (231) (90) TOTAL 33.728 31.453 (1) Valores a receber com vencimentos até 30 dias. (2) Valores a receber com vencimentos até 1 ano com baixo risco de inadimplência, representando 0,68% ao final de 2011.

A Companhia possui política de crédito, que tem o objetivo de estabelecer os procedimentos a serem seguidos na concessão de crédito em operações de venda de produtos. A determinação do limite ocorre por meio da análise de crédito, considerando o histórico de uma empresa, sua capacidade como tomadora de crédito e informações do mercado. NOTA 7 - ESTOQUES Produtos acabados Produtos semi-acabados Matérias-primas Almoxarifado geral Adiantamento a fornecedores de estoques TOTAL

31/12/2011

31/12/2010

185 7.772 1.098 1.258 62 10.375

1.199 9.679 467 1.201 133 12.679


DIÁRIO DO COMÉRCIO

18 -.ECONOMIA/LEGAIS

terça-feira, 20 de março de 2012

Duraflora S.A. CNPJ nº 43.059.559/0001-08 NOTAS EXPLICATIVAS (Valores expressos em milhares de Reais, exceto quando indicado) (Continuação) NOTA 8 - VALORES A RECEBER Venda de imobilizado (1) Outros valores a receber

31/12/2011 4.363 430

31/12/2010 5.307 82

Total circulante

4.793

5.389

Venda de imobilizado (1) Fomento (2) Outros valores a receber

10.543 12.887 40

11.545 37

Total não circulante

23.470

11.582

(1) refere-se principalmente a venda da fazenda Boa Esperança no montante de R$ 13.422. (2) refere-se a adiantamento a produtor rural tendo preferência no fornecimento de madeira. NOTA 9 - IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES A RECUPERAR - A Companhia possui créditos tributários federais e estaduais a recuperar, conforme composição demonstrada no quadro a seguir: 31/12/2011 31/12/2010 Imposto de renda e contribuição social a recuperar 5.190 938 ICMS/PIS/COFINS s/aquisição de imobilizado (*) 2.556 2.803 ICMS e IPI a recuperar 1.560 16 Total circulante 9.306 3.757 ICMS/PIS/COFINS s/aquisição de imobilizado (*) 2.190 2.912 Total não circulante 2.190 2.912 (*) O ICMS/PIS/COFINS a compensar foram gerados substancialmente na aquisição de ativos destinados ao ativo imobilizado. Conforme legislações vigentes, as compensações se darão nos prazos de 12, 24, 48 meses para o PIS/COFINS e 48 meses para o ICMS. NOTA 10 - IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DIFERIDOS - O imposto de renda e a contribuição social diferidos são calculados sobre os prejuízos fiscais do imposto de renda e base negativa de contribuição social, diferenças temporárias entre as bases de cálculo do imposto sobre ativos e passivos e sobre a aplicação dos novos CPC’s. As alíquotas desses impostos, definidas atualmente para determinação dos tributos diferidos, são de 25% para o imposto de renda e de 9% para a contribuição social. Impostos diferidos ativos são reconhecidos na extensão em que seja provável que o lucro futuro tributável esteja disponível para ser utilizado na compensação das diferenças temporárias, com base em projeções de resultados futuros elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer alterações. 31/12/2011 31/12/2010 Provisões temporariamente indedutíveis Ativo de imposto diferido de curto prazo 1.568 1.137 Provisões de encargos trabalhistas diversos 1.117 632 Provisões fiscais 451 505 Ativo de imposto diferido de longo prazo 2.603 2.626 Provisões de encargos trabalhistas diversos 853 1.011 Provisões fiscais 1.701 1.615 Provisões diversas 49 TOTAL DE ATIVOS DE IMPOSTOS DIFERIDOS 4.171 3.763 Passivo não circulante I. renda e C. social s/ reserva de reavaliação 28.305 29.989 I. renda e C. social s/ depreciação 9.641 9.003 I. renda e C. social s/ ativo biológico (CPC 29 IAS 41) 195.600 190.122 I. renda e C. social s/ benefícios a empregados 1.940 1.436 I. renda e C. social s/ resultado de SWAP (caixa x competência) 157 656 I. renda e C. social s/ outras obrigações tributárias 3.756 1.626 TOTAL DE PASSIVOS DE IMPOSTOS DIFERIDOS

239.399

232.832

NOTA 11 - PARTES RELACIONADAS a) Operações com partes relacionadas Outras partes relacionadas Ligna Florestal Ltda. 31/12/2011 31/12/2010

Controladora Duratex S.A. 31/12/2011 31/12/2010

Descrição Ativo Clientes Empresas controladas Passivo Fornecedores Contas a pagar Dividendos a pagar Empresas controladas Descrição Resultado Vendas Compras Financeiro Outros Custos com arrendamento (*)

16.457 95

27.163 --

-

-

48 65 31.914 31/12/2011

16 30.122 261 31/12/2010

31/12/2011

31/12/2010

236.680 12 80 (43) -

255.838 (778) -

13.308

13.640

(*) Os custos com arrendamento referem-se aos custos com o contrato de arrendamento rural firmado com a Ligna Florestal Ltda. (controlada pela Companhia Ligna de Investimentos) relativo a terrenos que são utilizados para reflorestamento. Os encargos mensais relativos a esse arrendamento são de R$ 1.109 e são reconhecidos de forma linear ao longo do contrato. Tal contrato possui vencimento para julho de 2036, podendo ser renovado automaticamente por mais 15 anos, e será reajustado anualmente pela variação do preço médio praticado pela controladora Duratex S.A. na venda de painéis de MDP. As demais transações com partes relacionadas são operações comerciais de compras e vendas normais no curso dos negócios da Companhia, realizadas em condições de mercado. b) Remuneração do pessoal-chave da administração A remuneração paga ou a pagar aos executivos da administração da Companhia a título de honorários relativa ao exercício de 2011 foi de R$ 317 (R$ 324 em 31 de dezembro de 2010). NOTA 12 - INVESTIMENTO EM CONTROLADA Jacarandá Mimoso Participações Ltda. Participação % Capital social Patrimônio líquido Lucro do exercício Movimentação dos investimentos Em 31 de dezembro de 2009 Resultado da equivalência patrimonial Adiantamento p/futuro aumento de capital Em 31 de dezembro de 2010 Resultado da equivalência patrimonial Adiantamento p/futuro aumento de capital Em 31 de dezembro de 2011

100 88.700 94.828 99 84.839 3.040 2.350 90.229 99 4.500 94.828

NOTA 13 - IMOBILIZADO

Saldo inicial em 01/01/2010 Custo Depreciação acumulada Saldo contábil, líquido

Terras e terrenos

Construções e benfeitorias

Máquinas equipamentos e instalações

332.541 332.541

8.089 (3.077) 5.012

40.080 (32.475) 7.605

332.541 90.775 423.316

5.012 290 (467) 3.493 8.328

423.316 423.316 423.316 1.574 (3.058) 421.832

Imobilização em andamento

Móveis utensílios

Veículos

4.845 4.845

1.529 (688) 841

16.703 (9.842) 6.861

1.404 (1.096) 308

405.191 (47.178) 358.013

7.605 17.760 (6.079) 3.084 22.370

4.845 5.486 (17) (7.104) 3.210

841 16 (122) 124 859

6.861 8.173 (415) (3.301) 1.070 12.388

308 1.031 (87) (114) (673) 465

358.013 123.531 (519) (10.083) (6) 470.936

11.872 (3.544) 8.328

60.923 (38.553) 22.370

3.210 3.210

1.669 (810) 859

25.531 (13.143) 12.388

1.675 (1.210) 465

528.196 (57.260) 470.936

8.328 485 (55) (476) 2.077 10.359

22.370 10.283 (122) (7.936) 2.770 27.365

3.210 2.578 (5.492) 296

859 13 (4) (130) 6 744

12.388 2.584 (883) (4.386) 667 10.370

465 481 (11) (188) (28) 719

470.936 17.998 (4.133) (13.116) 471.685

Outros ativos

TOTAL

Em 31/12/2010 Saldo inicial Aquisições Baixas Depreciações Transferências Saldo contábil, líquido Saldo inicial em 31/12/2010 Custo Depreciação acumulada Saldo contábil, líquido Em 31/12/2011 Saldo inicial Aquisições Baixas Depreciações Transferências Saldo contábil, líquido Saldo inicial em 31/12/2011 Custo Depreciação acumulada Saldo contábil, líquido

421.832 421.832

14.379 (4.020) 10.359

73.854 (46.489) 27.365

296 296

1.684 (940) 744

27.899 (17.529) 10.370

2.117 (1.398) 719

542.061 (70.376) 471.685

Conforme previsto na Interpretação Técnica ICPC10 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, aprovada pela Resolução CFC 1.263/09, a Companhia revisou a vida útil-econômica estimada de seus principais ativos para o cálculo da depreciação, não tendo sido necessária a modificação nas vidas úteis econômicas utilizadas para depreciação desses ativos. Taxas anuais de depreciação Construções e benfeitorias ............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... Máquinas, equipamentos e instalações....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... Móveis e utensílios............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... Veículos.................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... Outros ativos.......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... NOTA 14 - ATIVOS BIOLÓGICOS (RESERVAS FLORESTAIS) - A Companhia detém reservas florestais de eucalipto e de pinus que são utilizadas preponderantemente como matéria-prima na produção de painéis de madeira, pisos e componentes de sua controladora Duratex S.A. e, complementarmente, para venda a terceiros. Em 31 de dezembro de 2011 a Companhia possuía aproximadamente 138 mil hectares em áreas de efetivo plantio (136,2 mil hectares em 31 de dezembro de 2010) que são cultivadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. a) Estimativa do valor justo - O valor justo é determinado em função da estimativa de volume de madeira em ponto de colheita, aos preços atuais da madeira em pé, exceto para (i) florestas com até um ano de vida, que são mantidas a custo, em decorrência do julgamento que esses valores se aproximam de seu valor justo; e (ii) florestas em formação onde utiliza-se o método de fluxo de caixa descontado. Os ativos biológicos estão mensurados ao seu valor justo, deduzidos os custos de venda no momento da colheita. O valor justo foi determinado pela valoração dos volumes previstos em ponto de colheita pelos preços atuais de mercado em função das estimativas de volumes. As premissas utilizadas foram: i. Fluxo de caixa descontado - volume de madeira previsto em ponto de colheita, considerando os preços de mercado atuais, líquidos dos custos de plantio a realizar e dos custos de capital das terras utilizadas no plantio (trazidos a valor presente). ii. Preços - são obtidos preços em R$/metro cúbico através de pesquisas de preço de mercado, divulgados por empresas especializadas em regiões e produtos similares aos da Companhia, além dos preços praticados em operações com terceiros, também em mercados ativos. iii. Diferenciação - os volumes de colheita foram segregados e valorizados conforme espécie (a) pinus e eucalipto, (b) região, (c) destinação: serraria e processo. iv. Volumes - estimativa dos volumes a serem colhidos (6º ano para o eucalipto e 12º ano para o pinus), baseado na produtividade média projetada para cada região e espécie. A produtividade média poderá variar em função de idade, rotação, condições climáticas, qualidade das mudas, incêndios e outros riscos naturais. Para as florestas formadas utilizam-se os volumes atuais de madeira. São realizados inventários rotativos a partir do segundo ano de vida das florestas e seus efeitos incorporados nas demonstrações financeiras. v. Periodicidade - as expectativas em relação ao preço e volumes futuros da madeira são revistos no mínimo trimestralmente ou na medida em que são concluídos os inventários rotativos. b) Composição dos Saldos - O saldo dos ativos biológicos é composto pelo custo de formação das florestas e do diferencial do valor justo sobre o custo de formação, conforme demonstrado a seguir: 31/12/2011 31/12/2010 Custo de formação dos ativos biológicos 518.178 471.536 Diferencial entre custo e valor justo 575.293 559.181 Valor justo dos ativos biológicos 1.093.471 1.030.717 As florestas estão desoneradas de quaisquer ônus ou garantias a terceiros, inclusive instituições financeiras. Além disso, não existem florestas cuja titularidade legal seja restrita. c) Movimentação - A movimentação dos saldos contábeis no início e no final do exercício é a seguinte: 31/12/2011 31/12/2010 Saldo inicial 1.030.717 870.446 Variação do valor justo Preço volume 154.009 183.765 Exaustão (137.898) (132.173)

4,00% 6,47% 10% 10% a 20% 10% a 20%

31/12/2011

31/12/2010

97.455 (57.197) 6.385 1.093.471

86.334 (36.110) 58.455 1.030.717

Variação do valor histórico Formação Exaustão Aquisições Saldo final

Software

Marcas e Patentes

TOTAL

176 (106) 70

4 4

180 (106) 74

70 8 (19) 7 66

4 4

74 8 (19) 7 70

190 (124) 66

4 4

194 (124) 70

66 26 (21) (3) 68

4 5 9

70 31 (21) (3) 77

213 (145) 68

9 9

222 (145) 77

Custo Amortização Saldo contábil, líquido Em 31/12/2010 Saldo inicial Adições Amortização Transferências Saldo contábil, líquido Saldo final em 31/12/2010 Custo Amortização Saldo contábil, líquido Em 31/12/2011 Saldo inicial Adições Amortização Baixas Saldo contábil, líquido Saldo final em 31/12/2011 Custo Amortização Saldo contábil, líquido 31/12/2011

FINAME Nota de Crédito Rural c/swap Nota de Crédito Rural Nota de Crédito Exportação BNDES TOTAL

TJLP + 4,0%/ 7,00% .a.a. 10,8% a.a. 104,5% do CDI 104,5% CDI TJLP + 2,8 % a.a.

mensal setembro de 2013 setembro de 2012 setembro de 2012 mensal e trimestral

Alien. Fiduc. e NP Aval - Duratex S.A. Aval Aval - Duratex S.A. Aval - 70% Itaúsa - 30% PF

31/12/2010

Circulante

Não Circulante

Circulante

Não Circulante

264 100.484 57.912 992 159.652

1.388 102.512 27.632 131.532

163 122.002 1.640 123.805

972 88.486 50.000 139.458

Do total de empréstimos e financiamentos obtidos pela Companhia, R$ 260.908 em 2011 (R$ 210.488 em 2010) receberam aval da controladora Duratex S.A. e R$ 20.036 em 2011 recebeu aval da Itaúsa - Investimentos Itaú S.A.

138.645 160

2014

1.678

160

2015

1.679

160

2016

1.678

160

2017

1.087

160

2018

7.136

13

2019

10.562

-

2020

3.521

-

Total

131.532

139.458

Não existem cláusulas restritivas para os empréstimos e financiamentos.

31/12/2011 (154.009) (7.983) 42.985 207.629 30.294

Total NOTA 24 - RECEITAS E DESPESAS FINANCEIRAS Receitas financeiras Rendimento sobre aplicações financeiras Variação cambial ativa Juros e descontos obtidos Operações com controladora Valor justo TOTAL Despesas financeiras Encargos sobre financiamentos - Moeda nacional Operações com SCP’S Operações com controladora Operações com derivativos Taxas bancárias Imposto de operações financeiras Outras Valor justo TOTAL TOTAL DO RESULTADO FINANCEIRO

31/12/2010 (183.765) (17.853) 34.635 178.385 44.442

118.916

55.844

31/12/2011

31/12/2010

30.422 832 532 953 32.739

11.168 (2) 21 820 (1.306) 10.701

(29.707) (14.600) (873) 330 (88) (222) (1.597) (1.247) (48.004)

(12.311) (10.360) (1.598) 1.682 (69) (431) (1.138) (24.225)

(15.265)

(13.524)

NOTA 25 - OUTROS RESULTADOS OPERACIONAIS, LÍQUIDOS 31/12/2011 1.481 13.422

31/12/2010 275 699 (4.235)

14.903

(3.261)

(1) Refere-se à venda da fazenda boa esperança.

Saldo inicial em 01/01/2010

Garantias

-

NOTA 23 - DESPESAS POR NATUREZA Variação do valor justo dos ativos biológicos Variação nos estoques Remunerações, encargos e Benefícios a empregados Encargos de depreciação, exaustão e amortização Outras despesas

TOTAL

Amortização

104.191

NOTA 22 - RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS - A reconciliação da receita bruta de vendas para a receita líquida de vendas esta assim representada: 31/12/2011 31/12/2010 Receita bruta de venda 333.076 306.793 Mercado interno 333.076 306.793 Imposto e contribuições sobre vendas (45.268) (73.877) RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS 287.808 232.916

NOTA 15 - INTANGÍVEL

Encargos

2013

NOTA 21 - COBERTURA DE SEGUROS - Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia possuía cobertura de seguros para equipamentos agrícolas, tratores e máquinas de colheita no montante de R$ 41.200, consoante apólices de seguro.

Resultado do ganho pela adesão a anistia fiscal Crédito com previdência complementar (CPC 33) Resultado na baixa de ativos, e outros operacionais (1)

Modalidade

2012

NOTA 19 - ARRENDAMENTO RURAL - A Companhia tem contrato de arrendamento rural firmado com a Ligna Florestal Ltda. (controlada pela Ligna de Investimentos), relativos aos terrenos em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, em que estão localizadas as florestas. Os encargos mensais relativos a esse arrendamento são de R$ 1.109. Tal contrato possui vencimento para julho de 2036, podendo ser renovado automaticamente por mais 15 anos, e será reajustado anualmente pela variação do preço médio praticado pela sua controladora Duratex S.A. na venda de painéis de MDP. Os pagamentos nominais mínimos futuros são: R$ 13.308 para 2012, R$ 66.540 de 2013 a 2017 e R$ 247.307 de 2018 em diante, totalizando R$ 327.155. Adicionalmente, em atendimento aos requerimentos do CPC 06 - Operações de Arrendamento Mercantil, a Companhia registra os efeitos decorrentes da linearização dos custos de seus contratos de arrendamento rural. NOTA 20 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital Social - Em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária de 29.04.2011 foi aprovado o aumento de capital em R$ 158.500, passando de R$ 318.218 para R$ 476.718, mediante a emissão de 43.233 ações, sendo 33.554 ordinárias e 9.679 preferenciais, as quais foram totalmente subscritas e integralizadas pela Duratex S.A., simultaneamente o capital foi aumentado em R$ 223.282 passando de R$ 476.718 para R$ 700.000, mediante capitalização parcial de reserva estatutária, sem emissão de novas ações. Portanto, em 31 de dezembro de 2011, o capital social é de R$ 700.000, representado por 233.846 ações, sem valor nominal, sendo 181.491 ordinárias e 52.355 preferenciais. b) Reservas do Patrimônio Líquido 31/12/2011 31/12/2010 Reservas de capital 3.202 3.202 Correção monetária do capital 2.446 2.446 Incentivos fiscais 756 756 Reservas de reavaliação 54.450 57.649 Reservas de lucros 572.603 693.592 Legal 27.212 20.662 Especial estatutária 545.391 672.930 Adiant. p/ futuro aumento de capital 158.500 O saldo destinado à reserva especial estatutária será utilizado para expansão dos negócios da Companhia, via aumento de capital, ou para pagamento de dividendos aos acionistas. c) Dividendos - Aos acionistas é garantido estatutariamente um dividendo mínimo obrigatório correspondente a 25% do lucro líquido ajustado. Por proposta da Administração, foi destinado à distribuição de dividendos o valor de R$ 31.914, referente ao exercício de 2011.

A elevação do saldo é decorrente do aumento das áreas plantadas para suportar a expansão das operações da Companhia. O ajuste positivo do valor justo é decorrente dos maiores preços a valor presente da madeira em pé, bem como de sua maior produtividade.

NOTA 16 - EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS

Empréstimos e financiamentos designados ao valor justo - Determinados empréstimos e financiamentos (que podem ser identificados na tabela acima como swap) foram designados ao valor justo por meio do resultado, conforme descrito na nota 2.4. Empréstimos e financiamentos - prazo de vencimento do longo prazo Ano 31/12/2011 31/12/2010

a) Plano Verão - Refere-se à medida judicial com vistas a obter o reconhecimento do direito de corrigir monetariamente o balanço patrimonial relativo ao exercício de 1989 por meio de aplicação integral do IPC (índice bruto) de 70,28%, evitando assim as distorções que o não reconhecimento da inflação efetiva causa no balanço patrimonial da Companhia e, desta forma, na tributação do resultado. Foi obtida sentença reconhecendo o direito de corrigir o balanço patrimonial de acordo com o índice de 42,72% o que foi efetuado nos anos de 1994 a 1996. Embora a decisão do Tribunal Regional Federal - TRF tenha sido contrária à sentença a Companhia obteve através de Ação Cautelar efeitos suspensivos dos seus recursos no Supremo Tribunal Federal - STF e Superior Tribunal de Justiça - STJ, mantendo-se, pois, os efeitos da sentença. Em 31 de dezembro de 2011, mantém uma provisão de R$ 2.643 (R$ 2.562 em 2010) decorrente de compensações efetuadas com imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido. b) PIS - Semestralidade - Refere-se à ação declaratória com a finalidade de ter reconhecido o direito ao pagamento do PIS nos termos da Lei Complementar nº 7/70. Tal ação foi julgada procedente e transitou em julgado em 1997, fato que motivou a Companhia a compensar os valores referentes aos créditos apurados de acordo com o procedimento legal. Contudo, permanece em discussão na esfera administrativa a prescrição dos créditos e a renúncia à execução judicial da ação; os créditos estão sujeitos ainda a homologação por parte das autoridades fiscais. Em função dessa discussão, estão provisionados os montantes compensados a título de IRPJ, CSLL e COFINS os quais totalizam R$ 4.273 (R$ 4.059 em 2010). c) Contingências não provisionadas - A Companhia está envolvida em outros processos de natureza tributária cujo valor totaliza R$ 1.932 (R$ 1.198 em 2010) que, por apresentarem probabilidade apenas possível, na opinião de seus assessores jurídicos, não tem provisão constituída. d) Ativos Contingentes - A Companhia está discutindo judicialmente o ressarcimento de tributos e contribuições, cujas possibilidades de êxito são consideradas prováveis de acordo com a avaliação dos assessores jurídicos no montante de R$ 4.456, Deste valor, R$ 3.866 (R$ 3.024 em 2010) refere-se à restituição do ILL - Imposto de Renda sobre Lucro Líquido pago na distribuição do dividendo de 1989 a 1992. Como se tratam de ativos contingentes, esses valores não foram contabilizados nas demonstrações financeiras.

NOTA 17 - CONTAS A PAGAR 31/12/2011 31/12/2010 Aquisição de fazendas 1.881 1.936 Sociedade em conta de participação 8.491 8.634 Adiantamentos de clientes 4.501 Compra de madeira em pé 5.015 Demais contas a pagar 1.719 2.451 Total circulante 17.106 17.522 Arrendamentos de terras 13.033 13.147 Sociedade em conta de participação 97.939 97.939 Total não circulante 110.972 111.086 NOTA 18 - PROVISÃO PARA CONTINGÊNCIAS - A Companhia é parte em processos judiciais e administrativos de natureza trabalhista e tributária, decorrentes do curso normal de seus negócios. A Administração da Companhia, com base na opinião de seus consultores jurídicos, acredita que as provisões para contingências constituídas são suficientes para cobrir as eventuais perdas com processos judiciais e administrativos, conforme apresentado a seguir: 31/12/2011 31/12/2010 Tributários 8.044 8.717 Trabalhistas 2.536 3.273 TOTAL 10.580 11.990 As contingências tributárias envolvem, principalmente, discussões judiciais sobre o crédito de PIS Semestralidade.

NOTA 26 - IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Reconciliação da Despesa do Imposto de Renda e da Contribuição Social Demonstração da reconciliação entre a despesa de imposto de renda e contribuição social pela alíquota nominal e efetiva: 31/12/2011 31/12/2010 Resultado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social 168.312 163.003 Base imposto de renda e contribuição social - lucro presumido (94.103) (66.347) I. Renda e C. Social sobre o Resultado às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente (25.231) (32.863) I. Renda e C. Social sobre Adições e Exclusões ao Resultado (12.073) (8.410) Imposto de renda e contribuição social - lucro presumido (8.323) (6.311) Provisões/realizações indedutíveis (20) 390 Resultado de equivalência patrimonial 34 1.033 Outras adições e exclusões (3.764) (3.522) I. Renda e C. Social sobre o Lucro do Exercício (37.304) (41.273) No Resultado: (37.304) (41.273) Imposto de renda e contribuição social correntes (31.147) (24.952) Imposto de renda e contribuição social diferidos (176) 936 Imposto de renda e contribuição social diferidos - CPCs/IFRS (5.981) (17.257) NOTA 27 - PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA - A Companhia faz parte do grupo de patrocinadoras da Fundação Itaúsa Industrial, entidade sem fins lucrativos, que tem como finalidade administrar planos privados de concessão de benefícios de pecúlios ou de renda complementares ou assemelhados aos da Previdência Social. A Fundação administra um Plano de Contribuição Definida (Plano CD) e um Plano de Benefício Definido (Plano BD). a) Plano de contribuição definida - Plano CD - Este plano é oferecido a todos os funcionários e contava em 31 de dezembro 2011 com 606 participantes (500 em 31 de dezembro de 2010). No Plano CD - PAI (Plano de Aposentadoria Individual) não há risco atuarial e o risco dos investimentos é dos participantes. O regulamento vigente prevê a contribuição das patrocinadoras com percentual entre 50% e 100% do montante aportado pelos colaboradores. Fundo programa previdencial - As contribuições das patrocinadoras que permaneceram no plano em decorrência dos participantes terem optado pelo resgate ou pela aposentadoria antecipada, formaram o Fundo Programa Previdencial, que de acordo com regulamento do plano, vem sendo utilizado para compensação das contribuições das patrocinadoras. O valor presente das contribuições normais futuras, calculado pela Towers Watson, utilizando-se o percentual médio de contribuição normal dos patrocinadores, totalizou, em 31 de dezembro de 2011, R$ 5.706 (R$ 4.225 em 31 de dezembro de 2010). O acréscimo de R$ 1.481 foi reconhecido no resultado na rubrica “Outros resultados operacionais, líquidos”. b) Plano de Benefício Definido - Plano BD - É um Plano que tem como finalidade básica a concessão de benefícios que, sob a forma de renda mensal vitalícia, se destina a complementar, nos termos de seu regulamento os proventos pagos pela Previdência Social. Este plano encontra-se em extinção, assim considerado como aquele ao qual está vedado o acesso de novos participantes. O plano abrange os seguintes benefícios: a complementação de aposentadoria, por tempo de contribuição, especial, por idade, invalidez, renda mensal vitalícia, prêmio por aposentadoria, pecúlio por morte. Conforme requerido pela Deliberação CVM nº 600 de 07 de outubro de 2009, a Towers Watson, atuário independente, calculou para a Fundação Itaúsa Industrial, os valores a serem reconhecidos nas demonstrações financeiras. Em função do reconhecimento desse superávit depender da ocorrência ou não de um ou mais eventos incertos (aprovação do pedido de destinação da reserva especial pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar - Previc e manutenção dos níveis da reserva de contingência do plano), a Companhia, no julgamento de sua Administração, optou por não reconhecer o ativo. NOTA 28 - LUCRO POR AÇÃO Básico e diluído - O cálculo do lucro por ação básico e diluído são iguais, pelo fato de não ter qualquer redutor na quantidade de ações da Companhia. 31/12/2011 131.008 220 592,02

Lucro atribuível aos acionistas da Companhia Média ponderada da quantidade de ações emitidas (em milhares) Lucro básico e lucro diluído por ação

31/12/2010 121.730 188 647,50

DIRETORIA Presidente Henri Penchas

Diretores - Executivos Alexandre Coelho Neto do Nascimento Antonio Joaquim de Oliveira

Antonio Massinelli Flávio Marassi Donatelli

João Jacó Hazarabedian Raul Penteado de Oliveira Neto

Renato Aguiar Coelho Roberto Szachnowicz

Diretores Gerentes Flávio Dias Soares Francisco de Assis Guimarães

Marco Antonio Milleo Roney Rotenberg

Roberto Frederico Battaglioli Contador CRC 1SP109479/O-0

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES Aos Administradores e Acionistas Duraflora S.A. Examinamos as demonstrações financeiras da Duraflora S.A. (a “Companhia”) que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o

objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Duraflora S.A. em 31 de dezembro de 2011, o

desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Outros assuntos - demonstração do valor adicionado Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação não é obrigatória pela legislação societária brasileira para companhias fechadas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. São Paulo, 19 de março de 2012. PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5

Carlos Alberto de Sousa Contador CRC 1RJ056561/O-0 “S” SP


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 20 de março de 2012

e

ECONOMIA/LEGAIS - 19

Precisamos alterar o regime para o futuro, e , ao reformulá-lo, buscarmos fazer da mesma maneira como outros países já fazem. Jaime Mariz, secretário de Previdência Complementar do Ministério da Previdência

conomia

Previdência do servidor público é insustentável O 3,691 sistema de previdência do servidor público precisa ser reformulado porque o modelo atual de financiamento não é sustentável, disse ontem o secretário de Previdência Complementar do Ministério da Previdência, Jaime Mariz. "Hoje, temos (uma média de) 1,17 servidor para financiar a aposentadoria de um servidor, sendo que os especialistas dizem que deveríamos ter quatro servidores para ter um financiamento sustentável", ressaltou durante audiência

pública conjunta das comissões de Direitos Humanos e de Assuntos Sociais do Senado. "Precisamos alterar o regime para o futuro, e , ao reformulá-lo, buscarmos fazer da mesma maneira como outros países já fazem", acrescentou. De acordo com Mariz, nos próximos cinco anos 1,1 milhão de servidores deverão se aposentar. Ele disse ainda que, nos últimos 12 anos, o sistema de previdência complementar

Para o secretário de Previdência Complementar, Jaime Mariz, o financiamento sustentável da aposentadoria demanda quatro servidores para cada aposentado.

investimentos que possam gerar altos riscos. Segundo o secretário, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) mil reais é o valor do teto da pode pedir que o aposentadoria a que têm direito investimento de alto risco seja desfeito para os servidores públicos após que não haja prejuízos. pararem de trabalhar "O Brasil tem um sistema de previdência complementar confiável", destacou. foi reformulado por meio O projeto que trata da de várias leis e o órgão criado Fundação de Previdência para fiscalizar a gestão Complementar dos Servidores dos fundos não permite

Públicos Federais (Funpresp) tramita no Senado. A ideia é criar um fundo de previdência complementar para os servidores federais de cada um dos três Poderes. O projeto também estabelece que os servidores contratados depois que as mudanças entrarem em vigor contribuirão com 11% sobre o teto do Regime Geral de Previdência Social, atualmente em R$ 3.691,74, valor da aposentadoria a que terão direito. Caso queiram receber um valor maior, terão que contribuir para a Funpresp. (ABr)

DURATEX COMERCIAL EXPORTADORA S.A. CNPJ nº 49.799.943/0001-15 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Em atenção às disposições estatutárias e à legislação vigente, estamos apresentando as demonstrações financeiras, relativas aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, acompanhadas das notas explicativas.

São Paulo, março de 2012. A Administração

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - (Valores em milhares de reais) BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO CIRCULANTE

31/12/2011 30.317

31/12/2010 35.342

Caixa e equivalentes de caixa (nota 4) Contas a receber de clientes (nota 5) Valores a receber (nota 6) Dividendos a receber Impostos e contribuições a recuperar (nota 7) Demais créditos

14.782 1.973 152 3.221 10.189 -

10.881 3.921 67 10.285 9.595 593

NÃO CIRCULANTE

49.625

50.699

Partes relacionadas (nota 9) Depósitos vinculados Valores a receber (nota 6) I. de renda e contribuição social diferidos (nota 8) Investimentos em controladas (nota 10)

840 1.587 9.319 37.879

17 544 13.513 9.092 27.533

TOTAL DO ATIVO

79.942

86.041

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO CIRCULANTE

31/12/2011 714

31/12/2010 1.989

Fornecedores Obrigações com pessoal Contas a pagar Dividendos NÃO CIRCULANTE

5 709 41.586

103 81 616 1.189 49.142

Partes relacionadas (nota 9) Provisões para contingências (nota 11) I. de renda e contribuição social diferidos (nota 8) PATRIMÔNIO LÍQUIDO (nota 12)

12 41.574 37.642

48.958 184 34.910

Capital social Reservas de capital Reservas de lucros Ajustes de avaliação patrimonial TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

25.000 3.873 11.608 (2.839) 79.942

10.297 3.873 29.719 (8.979) 86.041

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Descrição

Capital social

Saldo em 31 de dezembro de 2009

70.000

3.873

25.902

(6.519)

-

93.256

(59.703)

-

-

(2.460) (2.460) -

5.006 5.006 -

5.006 (2.460) 2.546 (59.703)

Resultado abrangente do exercício Lucro líquido do exercício Variação cambial de controladas no exterior Total do resultado abrangente do exercício Redução de capital Destinação do lucro líquido do exercício: Constituição de reserva legal Dividendos Transferência do resultado do exercício Saldo em 31 de Dezembro de 2010 Resultado abrangente do exercício Prejuízo do exercício Variação cambial de controladas no exterior Total do resultado abrangente do exercício Aumento de capital com reservas Destinação do resultado do exercício: Absorção de prejuízo do exercício Saldo em 31 de Dezembro de 2011

Reservas de capital

Reservas de lucros

Ajustes de avaliação patrimonial

Lucros acumulados

Total

10.297

3.873

250 3.567 29.719

(8.979)

(250) (1.189) (3.567) -

(1.189) 34.910

14.703

-

(14.703)

6.140 6.140 -

(3.408) (3.408) -

(3.408) 6.140 2.732 -

25.000

3.873

(3.408) 11.608

(2.839)

3.408 -

NOTA 1 - CONTEXTO OPERACIONAL a) Informações Gerais - Com sede social em São Paulo - SP, a Duratex Comercial Exportadora S.A., Companhia de capital fechado, controlada pela Duratex S.A., tem como atividade principal a comercialização, importação e exportação de painéis de madeira e seus derivados, louças e metais sanitários. b) Aprovação das Demonstrações Financeiras - A Administração da Companhia autorizou a publicação das demonstrações financeiras em 19 de março de 2012. NOTA 2 - RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão definidas abaixo. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados. A Companhia não está apresentando demonstrações financeiras consolidadas, pois não possui instrumentos de capital ou de dívidas negociadas em mercado aberto, nem está em processo de registro, e sua controladora disponibiliza ao público demonstrações financeiras consolidadas em conformidade com as normas emanadas do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). 2.1 - Base de preparação - As demonstrações foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. A preparação das demonstrações financeiras requer uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração da Companhia no processo da aplicação das políticas contábeis. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e tem maior complexidade, bem como as áreas nas quais as premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras. 2.2 - Conversão em moeda estrangeira a) Transações e saldos - As operações com moedas estrangeiras são convertidas na moeda funcional, utilizando as taxas de câmbio vigentes nas datas das transações ou da avaliação, na qual os itens são remensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidação dessas transações e da conversão pelas taxas de câmbio do final do exercício, referentes a ativos e passivos monetários em moedas estrangeiras, são reconhecidos na demonstração do resultado como receita ou despesa financeira exceto quando contabilizados no Patrimônio Líquido quando qualificados como operações de hedge de investimentos líquido. b) Investimentos em controladas - Os resultados e a posição financeira das empresas sediadas no exterior (nenhuma das quais tem moeda de economia hiperinflacionária), cuja moeda funcional é diferente da moeda de apresentação (Reais), são convertidos na moeda de apresentação, como segue: ativos e passivos, convertidos pela taxa de câmbio da data do balanço; receitas e despesas, convertidas pela taxa média de câmbio; todas as diferenças de câmbio resultantes são reconhecidas no patrimônio líquido, na rubrica Ajustes Acumulados de Conversão. 2.3 - Caixa e equivalentes de caixa - Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais de três meses, ou menos e que estão sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor. 2.4 - Ativos financeiros 2.4.1 - Classificação - Sua classificação é determinada pela Administração no seu reconhecimento inicial e depende da finalidade para o qual foram adquiridos. São duas categorias nas quais os ativos financeiros são classificados, ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado e empréstimos e recebíveis. 2.4.2 - Impairment de ativos financeiros - A Companhia avalia no final de cada período do relatório se há evidência objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e os prejuízos de impairment são incorridos somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. 2.5 - Contas a receber de clientes - São registradas e mantidas pelo valor nominal dos títulos decorrentes das vendas de mercadorias. As contas a receber de clientes referem-se na sua totalidade a operações de curto prazo e assim não são trazidas a valor presente por não representar ajustes relevantes nas demonstrações financeiras. A provisão para impairment é constituída com base na análise dos riscos de realização dos créditos em montante considerado suficiente pela Administração para cobrir eventuais perdas na realização desses ativos. 2.6 - Impairment de ativos não-financeiros - A Companhia realizou teste para verificar se o valor contábil de seus ativos não-financeiros excede ao seu valor recuperável. Nesse sentido são considerados os efeitos de obsolescência, demanda, concorrência e outros fatores econômicos. Para fins de avaliação do impairment, os ativos são agrupados nos níveis mais baixos para os quais existam fluxos de caixa identificáveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa - UGC). 2.7 - Empréstimos - Os empréstimos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, no recebimento dos recursos, líquidos dos custos de transação. Em seguida, os empréstimos tomados são apresentados pelo custo amortizado, isto é, acrescidos de encargos e juros proporcionais ao período incorrido (“pro rata temporis”), utilizando o método da taxa de juros efetiva, exceto aqueles que tem instrumentos derivativos de proteção, os quais serão avaliados ao seu valor justo. 2.8 - Contas a pagar a fornecedores e provisões - As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano. Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. As provisões são reconhecidas quando há uma obrigação presente legal ou não formalizada como resultado de eventos passados e que seja provável a necessidade de uma saída de recursos para liquidar a obrigação e o valor possa ser estimado com segurança. As provisões não são reconhecidas com relação às perdas operacionais futuras. 2.9 - Imposto de renda e contribuição social corrente e diferido - São calculados com base no resultado do exercício, antes da constituição do imposto de renda e contribuição social, ajustado pelas inclusões e exclusões previstas na legislação fiscal. O imposto de renda e a contribuição social diferidos são reconhecidos sobre as diferenças temporárias entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis nas demonstrações financeiras. Na prática as inclusões ao lucro contábil de despesas, ou as exclusões das receitas, ambas temporariamente não tributáveis, geram o registro de créditos ou débitos tributários diferidos. Esses tributos são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto na proporção em que estiver relacionado com itens reconhecidos diretamente no patrimônio. Nesse caso, o imposto também é reconhecido no patrimônio. Os impostos e contribuições diferidos são reconhecidos somente se for provável a sua compensação com lucros tributários futuros. DIRETORIA

36.814

Custo de mercadorias vendidas LUCRO BRUTO

-

(27.133) 9.681

Despesas com vendas Despesas gerais e administrativas Honorários da administração Outros resultados operacionais, líquidos RESULTADO OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO E EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL

(937) (79) (2.712)

(6.229) (1.262) (81) 951

(3.728)

3.060

Receitas financeiras Despesas financeiras Equivalência patrimonial RESULTADO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

2.720 (2.945) 222 (3.731)

742 (3.553) 4.782 5.031

Imposto de renda e contribuição social - correntes (nota 13) Imposto de renda e contribuição social - diferidos (nota 13) LUCRO (PREJUÍZO) LÍQUIDO DO EXERCÍCIO

(88) 411 (3.408)

(851) 826 5.006

3 (1,14)

233 0,02

Média ponderada das ações emitidas - em milhares Lucro (prejuízo) líquido por mil ações básico e diluído DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO ABRANGENTE

Outros componentes do resultado abrangente Variação cambial de investimentos em controladas RESULTADO ABRANGENTE DO EXERCÍCIO, LÍQUIDO DE IMPOSTOS

Diretores Executivos Alexandre Coelho Neto do Nascimento Antonio Joaquim de Oliveira Antonio Massinelli Flávio Marassi Donatelli

2.10 - Benefícios aos empregados a) Plano de previdência privada - A Companhia oferece plano de contribuição definida a todos os colaboradores, administrados pela Fundação Itaúsa Industrial. O regulamento prevê a contribuição das patrocinadoras entre 50% e 100% do montante aportado pelos funcionários. A Companhia não tem nenhuma obrigação adicional de pagamento depois que a contribuição é efetuada. As contribuições são reconhecidas como despesa de benefícios a empregados, quando devidas. As contribuições feitas antecipadamente são reconhecidas como um ativo na proporção em que essas contribuições levarem a uma redução efetiva dos pagamentos futuros. (b) Participação nos lucros - A Companhia remunera seus colaboradores mediante participação no lucro líquido, de acordo com o desempenho verificado no período. Esta remuneração é reconhecida como passivo e uma despesa operacional no resultado quando o colaborador atinge as condições de desempenho estabelecidas. 2.11 - Capital social - As ações ordinárias e preferenciais são classificadas no patrimônio líquido. 2.12 - Apuração do resultado - A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização de produtos no curso normal das atividades da Companhia. A receita é apresentada líquida dos impostos, das devoluções, descontos e abatimentos concedidos, sendo reconhecida quando o valor desta pode ser mensurado com segurança, que seja provável que os benefícios econômicos futuros fruirão para a entidade e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades. 2.13 - Distribuição de dividendos - A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como um passivo nas demonstrações financeiras, ao final de cada exercício ou em períodos intermediários, e seu saldo é apurado considerando como base o dividendo mínimo estabelecido no Estatuto Social da Companhia, portanto líquido de valores aprovados e pagos durante o exercício. NOTA 3 - GESTÃO DE RISCO FINANCEIRO A Companhia está exposta a riscos de mercado relacionados à flutuação das taxas de juros e de crédito. Assim a Companhia dispõe de procedimentos para administrar essas situações e pode utilizar instrumentos de proteção para diminuir os impactos destes riscos. Tais procedimentos incluem o monitoramento dos níveis de exposição a cada risco de mercado, além de estabelecer limites para a respectiva tomada de decisão. Todas as operações de instrumentos de proteção efetuadas têm como propósito a proteção de suas dívidas e investimentos. NOTA 4 - CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 31/12/2011 31/12/2010 Bancos conta movimento 91 151 Fundo de renda fixa 10.800 4.195 Certificado de depósito bancário 3.891 6.535 Total 14.782 10.881 Os certificados de depósitos bancários, embora tenham vencimentos de longo prazo, podem ser resgatados a qualquer tempo sem prejuízo da remuneração. NOTA 5 - CONTAS A RECEBER DE CLIENTES O saldo desta conta refere-se a contas a receber de clientes no exterior. NOTA 6 - VALORES A RECEBER 31/12/2011 31/12/2010 Outros valores a receber 152 67 Total no circulante 152 67 Outros valores a receber 1.587 1.513 Adiant. p/aumento de capital em controlada 12.000 Total no não circulante 1.587 13.513 NOTA 7 - IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES A RECUPERAR Está representado por R$ 2.247 de Imposto de renda e contribuição social a compensar (R$ 2.056 em 2010) e R$ 7.942 de Pis e Cofins a compensar (R$ 7.539 em 2010). NOTA 8 - IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DIFERIDOS 31/12/2011 31/12/2010 Ativo não circulante Provisão fiscais 9.028 8.791 Provisões diversas 291 301 Total Passivo não circulante I.R. e C. social s/ativos diversos Total

9.319

9.092

-

184 184

NOTA 9 - PARTES RELACIONADAS As transações entre partes relacionadas, substancialmente vendas de produtos, foram realizadas a preços e condições usuais de mercado. Os contratos de mútuo estão atualizados com base na variação da taxa selic. NOTA 10 - INVESTIMENTOS EM CONTROLADAS Deca Duratex TCI Deca Piazza Europe Trading Ind. Com. Total Participação 65,16 99,99 82,00 Capital social 8.384 19.904 17.634 Patrimônio líquido 6.133 17.482 20.009 Lucro (prejuízo) líquido do exercício (1.617) (1.862) 3.603 Movimento dos investimentos Saldo em 31 de dezembro de 2009 Equivalência patrimonial Variação cambial Dividendos recebidos Baixa de investimentos Saldo em 31 de dezembro de 2010 Equivalência patrimonial Variação cambial Dividendos recebidos Aumento de capital Baixa de investimentos Saldo em 31 de dezembro de 2011

2.453 14 (195) 2.272 (1.054) 317 2.461 3.996

João Jacó Hazarabedian Raul Penteado de Oliveira Neto Renato Aguiar Coelho Roberto Szachnowicz

22.945 1.278 (2.064) 22.159 (1.861) 3.170 (5.983) (9) 17.476

3.021

58.069

86.488

1.856 (1.775) -

1.634 (59.703)

4.782 (2.259) (1.775) (59.703)

3.102

-

27.533

3.137 (1.832) 12.000 -

-

222 3.487 (7.815) 14.461 (9)

16.407

-

37.879

31/12/2011 (3.408)

31/12/2010 5.006

6.140 2.732

(2.460) 2.546

31/12/2011

31/12/2010

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA

ATIVIDADES OPERACIONAIS: LUCRO (PREJUÍZO) LÍQUIDO DO EXERCÍCIO

37.642

31/12/2010

-

LUCRO (PREJUÍZO) LÍQUIDO DO EXERCÍCIO

NOTAS EXPLICATIVAS

Presidente Henri Penchas

31/12/2011 RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS

(3.408)

5.006

2.662 (6.671) (222)

(2.231) 9.063 (4.782)

13.332 6.682

(20.437) 5.391 (15.023)

(103) (76) 93 (184) (398) 11.707

(5.945) (158) (1.527) (151) (177) (30.971)

Atividades de Investimentos: Aumento de capital em controlada Dividendos recebidos CAIXA UTILIZADO NAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS

(14.461) 7.815 (6.646)

732 732

ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS: Mútuo com a controladora Dividendos CAIXA (UTILIZADO) NAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS

29 (1.189) (1.160)

-

ITENS QUE NÃO AFETAM O CAIXA: Juros, variações cambiais e monetárias líquidas Provisões, baixa de ativos Equivalência patrimonial INVESTIMENTOS EM CAPITAL DE GIRO: (Aumento) Redução em Ativos Contas a receber de clientes Estoques Demais Ativos Aumento (Redução) em Passivos Fornecedores Obrigações com pessoal Contas a pagar Impostos e Contribuições Demais passivos CAIXA GERADO (UTILIZADO) PELAS ATIVIDADES OPERACIONAIS

AUMENTO (REDUÇÃO) DO CAIXA NO EXERCÍCIO Saldo Inicial Saldo Final

3.901

(30.239)

10.881 14.782

41.120 10.881

NOTA 11 - PROVISÕES PARA CONTINGÊNCIAS A Companhia é parte em ações judiciais e processos administrativos perante vários tribunais e órgãos governamentais de natureza tributária, decorrente do curso normal de seus negócios. As respectivas provisões para contingências foram constituídas considerando a avaliação da probabilidade de perda pelos assessores jurídicos e quando necessário, foram efetuados depósitos judiciais. A Administração da Companhia, com base na opinião de seus assessores jurídicos, acredita que a provisão para contingências constituída no montante de R$ 41.574 (R$ 48.958 em 2010) é suficiente para cobrir as eventuais perdas com processos judiciais. NOTA 12 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social - Em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária de 29.04.2011 foi aprovado aumento de capital no montante de R$ 14.703, passando o capital social de R$ 10.297 para R$ 25.000, mediante capitalização parcial da reserva especial estatutária, sem emissão de novas ações. O capital está representado por 3.001 ações nominativas, sem valor nominal, sendo 1.154 ações ordinárias e 1.847 preferenciais. b) Reservas do patrimônio líquido - As reservas do patrimônio líquido estão compostas por: 30/12/2011 30/12/2010 Reservas de capital 3.873 3.873 Ágio na subscrição de ações Incentivos fiscais Art. 297 - Lei nº 6.404/76 Reservas de lucros

3.240 561 72 11.608

3.240 561 72 29.719

Legal Especial estatutária Ajustes de avaliação patrimonial

5.048 6.560 (2.839)

5.048 24.671 (8.979)

Conforme dispõe o Estatuto Social, o saldo destinado à reserva especial estatutária, será utilizado para expansão dos negócios da Companhia, via aumento de capital, ou para pagamento de dividendos aos acionistas. c) Dividendos - Aos acionistas é garantido estatutariamente um dividendo mínimo obrigatório correspondente a 25% do lucro líquido ajustado, no entanto a Companhia encerrou o exercício de 2011 com prejuízo, sendo assim não houve proposta de distribuição de dividendos. NOTA 13 - IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) As despesas de imposto de renda e contribuição social apropriadas ao resultado do exercício podem ser demonstradas como segue: 30/12/2011 30/12/2010 Resultado antes do Imposto de renda e Contribuição social (3.731) 5.031 Imposto de renda e Contribuição social sobre o resultado às alíquotas de 25% e 9% respectivamente 1.268 (1.711) I. renda e C. social sobre adições e exclusões ao resultado (945) 1.686 Resultado de investimentos 75 1.626 Outras adições e exclusões (1.020) 60 Imposto de renda e Contribuição social 323 (25) No Resultado: Imposto de renda e Contribuição social correntes Imposto de renda e Contribuição social diferidos NOTA 14 - DESPESAS POR NATUREZA Custo dos produtos vendidos Remunerações, encargos e benefícios a empregados Encargos de depreciação a amortização Despesas de transporte Outras despesas Total

Diretores Gerentes Flávio Dias Soares Francisco de Assis Guimarães Marco Antonio Milleo Roney Rotenberg

Roberto Frederico Battaglioli Contador CRC 1SP109479/O-0

(88) 411

(851) 826

30/12/2011 -

30/12/2010 27.133

22 2 913 937

183 2 5.841 1.465 34.624


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20

e

terça-feira, 20 de março de 2012

China superou os EUA como principal parceiro de muitos países ricos em commodities na América Latina.

conomia

Economia global melhora, diz FMI. O vice-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Zhu Min, avalia que a crise internacional começa a ser superada, embora haja risco ainda na zona do euro. Paul J. Richards/AFP Photo

O

vice-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Zhu Min, afirmou que a economia global está melhor, mas observou que os riscos permanecem, já que os mercados financeiros, especialmente na zona do euro, estão frágeis. Zhu, que já foi vice-presidente do Banco do Povo da China (PBOC, o banco central do país), disse que a geração de crescimento econômico é um desafio quando muitos bancos estão reduzindo o crédito. "Na Europa, os mercados financeiros ainda estão muito frágeis", afirmou Zhu em uma conferência promovida pelo Credit Suisse em Hong Kong. A autoridade também alertou que os riscos inflacionários globais precisam ser monitorados.

Na Europa, os mercados financeiros ainda estão muito frágeis. Espera-se recessão moderada. ZHU MIN, VICE-DIRETORGERENTE DO FMI

Em um evento separado, Zhu declarou esperar uma "recessão moderada" na Europa, pois o prolongado processo de "desalavancagem" do setor bancário pode limitar a necessidade de capital de empresas e famílias. Zhu também afirmou que a desaceleração nas economias emergentes deverá se estabilizar nos próximos

meses e que a recente melhora na economia dos Estados Unidos dá às pessoas confiança nas perspectivas de uma recuperação global. Liquidez – No entanto, Zhu destacou que os esforços dos bancos centrais em fornecer empréstimos baratos têm elevado os riscos de excesso de liquidez. A autoridade disse ainda que as tendências na China estão apontando para um pouso suave da economia – embora a inflação ainda seja uma preocupação – e que Pequim está comprometido com a adoção de um regime cambial mais flexível. Sobre o Japão, Zhu afirmou que o país precisa de um plano fiscal para reduzir seus níveis de dívida, que são insustentáveis. Ainda assim, Zhu espera que o Japão tenha um crescimento econômico forte. (AE)

Sede do Tesouro norte-americano: recuperação da economia dos EUA dá confiança aos investidores.

Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

Fundo de US$ 1 bi para América Latina

O Nossos avanços foram frutos de sacrifícios. Não é justo que o custo da crise provoque retrocesso em nossas conquistas. MIRIAM BELCHIOR, MINISTRA

Miriam pede "prontidão" a BID A

ministra do Planejamento, Miriam Belchior, pediu ontem que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) fique de prontidão para ajudar os países da América Latina que venham a sofrer um impacto mais forte caso haja uma piora da economia mundial, criando mecanismos emergenciais de assistência financeira. "Nossos avanços foram frutos de muitos sacrifícios. Não é justo, portanto, que o custo da crise internacional provoque retrocesso em nossas conquis-

tas", disse a ministra durante discurso na assembleia de governadores, como são chamados os representantes oficiais dos países, no último dia da reunião anual do BID. Miriam ressaltou que apesar de todas as previsões apontarem que a economia da América Latina crescerá em 2012 acima da média internacional, o cenário da economia mundial é ainda de "forte incerteza". "É fundamental que o banco continue apoiando ações demandadas por situações de

emergência, em casos, por exemplo, de desastres naturais e intervenções anticíclicas", afirmou a ministra. Em entrevista ontem, Miriam disse que o Brasil apoiará a proposta do BID de criar um fundo de contingência de US$ 8 bilhões para ajudar os países latino-americanos a adotar políticas anticíclicas para atenuar os eventuais efeitos negativos da crise financeira atual ou para ajudá-los em caso de desastres naturais. Os recursos viriam das próprias reservas do banco.

Recursos – "Lembramos, no entanto, que a introdução desses mecanismos financeiros não resolve por si só a questão fundamental da disponibilidade de recursos", acrescentou. No seu discurso, a ministra destacou ainda o compromisso do Brasil em ajudar o Haiti e pediu ao BID para apoiar projetos "estruturantes" naquele país. A ministra Miriam também convidou os participantes da reunião anual do BID a virem ao Brasil para participar da cúpula Rio +20. (AE)

Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) formará um fundo de US$ 1 bilhão com a China para financiar investimentos na América Latina, disse ontem o presidente da instituição, Luis Alberto Moreno, à medida que o gigante asiático busca expandir sua influência na região. Para abastecer a voraz demanda em sua economia por matérias-primas, a China tem investido dezenas de bilhões de dólares na América Latina na última década, adquirindo ativos estratégicos ou companhias em setores como petróleo, mineração e alimentos. "Isso mostra o enorme interesse que a China tem pela região latino-americana", disse Moreno a jornalistas em entrevista coletiva durante encontro anual do BID em Montevidéu. Laços – A parceria com o BID também mostra que a China está fortalecendo seus laços com instituições proeminentes na América Latina. "O fundo vai ter três operadores diferentes e esses fundos terão seus gestores próprios, que irão começar a avaliar projetos", afirmou Moreno. Líderes da América Latina têm se voltado para o comércio e para acordos de investimento com Pequim para compensar a desaceleração do crescimento nos Estados Unidos e na Europa. A China tem acordos de livre comércio com Chile e Peru. Mas alguns países da América Latina têm mostrado preocupação com o movimento. O Brasil, por exemplo, tem tentado evitar que estrangeiros comprem terras no País. A China superou os Estados Unidos como principal parceiro comercial de muitos países ricos em commodities na América Latina. (Reuters)

Venizelos deixa governo grego

O

primeiro-ministro da Grécia, Lucas Papademos, aceitou ontem a renúncia do ministro das Finanças do país, Evangelos Venizelos, que foi eleito no domingo presidente do Partido Socialista (Pasok), disse uma autoridade do governo. O substituto de Venizelos – que foi um dos importantes articulares gregos do acordo com os credores internacionais – deve ser nomeado hoje. Entre aqueles que podem assumir o cargo deixado por Venizelos estão o primeiro-ministro do país, o vice-ministro das Finanças, Filippos Sachinidis, e o ministro do Interior, Tasos Giannitsis. O novo ministro terá um mandato curto, já que o país deve realizar eleições no fim de abril ou no início de maio. Relatório – A Grécia tem responsabilidade histórica de implementar as promessas feitas aos credores internacionais em troca de ajuda adicional assim que o novo governo assumir, após as eleições, alertou o banco central grego em seu relatório monetário.

Yorgos Karahalis/Reuters

Articulador do acordo, Evangelos Venizelos deixa o Ministério das Finanças para assumir comando do Partido Socialista.

No documento, o BC da Grécia prevê mais um ano de recessão econômica no país, e ressalta que as dúvidas sobre a determinação do governo e da sociedade em pressionar pelo avanço das reformas ainda permanecem. "Essa desconfiança é justificada. Para permitir que o sentimento melhore e a confiança na economia grega seja restaurada, é preciso que haja um

ajuste à nova realidade, implementação estrita do que foi acordado e a correção dos desequilíbrios do passado", alertou o Banco da Grécia. O relatório segue-se ao alerta feito pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), na semana passada, de que o programa de empréstimo para a Grécia enfrenta riscos "excepcionalmente elevados" e que poderá levar mais de uma

década para o país consertar seus problemas de competitividade. O banco central prevê contração de 4,5% no Produto Interno Bruto (PIB) da Grécia neste ano, com potencial melhora em 2013, mas não o suficiente para colocar a economia em uma trajetória de crescimento. A economia grega, segundo o relatório, ainda deverá se contrair. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 20 de março de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 21

CNPJ/MF Nº 10.143.462/0001-11

RELATÓRIO DOS ADMINISTRADORES – 2011 Senhores Acionistas: Submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras relativas ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2011, acompanhadas das respectivas notas explicativas e do parecer dos Auditores Independentes. São Paulo, 6 de março de 2012. A Administração.

Balanços patrimoniais em 31 de dezembro (em milhares de reais) ATIVO Circulante Caixa e equivalentes de caixa (Nota 6)................... Adiantamentos a fornecedores................................ Tributos a recuperar ............................................... Demais contas a receber......................................... Não circulante Partes relacionadas (Nota 10)................................. Investimentos (Nota 7) ........................................... Imobilizado ............................................................. Intangível (Nota 8) ...................................................

2011

2010 (reapresentado)

845.699 122 15.660 255 861.736

1.020.689

52.865 52.865 987.907 877 1.325.179 2.366.828

4.742 4.742 645.725 231 341.970 992.668

4.378 54 1.025.121

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Circulante Empréstimos e financiamentos (Nota 9) ................. Fornecedores e subempreiteiros ............................ Obrigações sociais e trabalhistas............................ Impostos, taxas e contribuições sociais .................. Demais contas a pagar ........................................... Não circulante Empréstimos e financiamentos (Nota 9) ................. Debêntures (Nota 9) ................................................ Imposto de renda e contribuição social diferidos (Nota 11 (a)) ............................................................ Patrimônio líquido (Nota 12) Capital social .......................................................... Reserva de capital................................................... Reservas de lucros.................................................. Ajuste de avaliação patrimonial............................... Prejuízos acumulados .............................................

2011

2010 (reapresentado)

437 8.230 1.051 103 9.821

276.553 471 6.041 437 699 284.201

251.850 442.215

390.000

136.394 830.459

548 390.548

243.466 1.856.076 156.336 132.406

220.493 1.249.933

Demonstrações dos fluxos de caixa Exercícios findos em 31 de dezembro (em milhares de reais)

Demonstrações dos resultados Exercícios findos em 31 de dezembro (em milhares de reais) 2011 Despesas operacionais Gerais e administrativas............................................ (48.818) (5.012) Honorários da Administração (Nota 10 (ii))............... Lucro (prejuízo) operacional antes das participações societárias e resultado financeiro .................. (53.830) Resultado de participação societária (Nota 7 (b)) ........ 68.305 Resultado financeiro, líquido (Nota 13) ........................ 10.224 Resultado na combinação de negócios (Nota 14(b)) ... 264.765 (2) Outras despesas, líquidas ............................................ Lucro (prejuízo) antes do imposto de renda e da contribuição social..................................................... 289.462 548 Imposto de renda e contribuição social (Nota 11) ........ Lucro líquido (prejuízo) do exercício........................ 290.010 Lucro líquido (prejuízo) por lote de mil ações do 1,19 capital social no final do exercício – R$ mil ............ As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

2010 (reapresentado) (28.977) (1.091) (30.068) (72.103) (15.906) 20 (118.057) 750 (117.307) (0,53)

2011 Fluxo de caixa das atividades operacionais Lucro (prejuízo) do exercício antes do imposto de renda e da contribuição social............................. 289.462 Ajustes para reconciliação do lucro líquido (prejuízo) do exercício: Depreciação e amortização..................................... 2.346 Resultado de equivalência patrimonial.................... (68.305) Juros e variações monetárias e cambiais, líquidos 90.638 Resultado na combinação de negócios................... (264.765) Outros...................................................................... Caixa proveniente das (aplicado nas) operações 49.376 Variações nos ativos e passivos: Tributos a recuperar............................................. (11.282) Adiantamento a fornecedores, subempreiteiros e outros ................................................................... (121) Outros ativos ........................................................ (203) Fornecedores e subempreiteiros ......................... (34) Impostos, taxas, salários e contribuições sociais 2.803 (597) Outros passivos ................................................... (9.434) Caixa aplicado nas operações ............................. (62.665) Juros pagos ............................................................. Caixa líquido proveniente das (aplicado nas) ati(22.723) vidades operacionais ............................................ Fluxo de caixa das atividades de investimentos Adições ao investimento em participações societárias........................................................................... (105.100) Adições ao imobilizado............................................ (773) Adições ao intangível .............................................. Caixa líquido aplicado nas atividades de investi(105.873) mentos.................................................................... Fluxo de caixa das atividades de financiamentos Partes relacionadas Recursos liberados .............................................. (41.999) Recursos recebidos ............................................. 20 Debêntures Captações ............................................................ Custo de captação ............................................... (4.415) Aumento de capital social........................................ Caixa líquido proveniente das atividades de fi(46.394) nanciamentos ........................................................ Aumento líquido (redução) de caixa e equivalente de caixa ......................................................... (174.990) Caixa e equivalente de caixa no início do exercício 1.020.689 845.699 Caixa e equivalente de caixa no final do exercício As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

2010

(118.057)

13 72.103 34.827 7.205 (3.909) (3.402) (1) (74) 471 1.478 697 (831) (1.547)

6.288 (133.674) são obrigatoriamente resgatáveis em uma data específica são classificadas 1.343.040 como passivo. Os encargos incidentes sobre as debêntures são reconhecidos Total do ativo ......................................................... 3.228.564 2.017.789 Total do passivo e patrimônio líquido ................ 2.017.789 na demonstração do resultado como despesa financeira. Os empréstimos são (6.287) As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras. classificados como passivo circulante, a menos que a Companhia tenha um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 Demonstrações das mutações do patrimônio líquido e do resultado abrangente (em milhares de reais) meses após a data do balanço. 2.11 Demais passivos circulantes – São Capital social Reservas de lucro Ajuste de (588.772) demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando A inteReservas de capital Realização Reserva avaliação Prejuízos (243) aplicável, dos correspondentes encargos e variações monetárias incorridos SubsA integralide inves- de lucros patriacumu(1) Total até a data das demonstrações. Quando requerido, os elementos do passivo crito gralizar Legal zar Subscrito timentos a realizar monial lados Em 1 de janeiro de 2010....................... 743 (16.367) (15.624) decorrentes das operações de longo prazo são ajustados a valor presente, (589.016) Prejuízo do exercício .............................. (117.307) (117.307) sendo os demais ajustados quando há efeito relevante. 2.12 Capital social – As ações ordinárias são classificadas no patrimônio líquido. Os custos increAjuste de CPC 01 – contratos de concessão..................................................... 5.280 5.280 mentais diretamente atribuíveis à emissão de novas ações são demonstrados (111.442) no patrimônio líquido como uma dedução do valor captado, líquida de imposAjuste de conversão de investidas no 34.425 1.008 1.008 tos. 2.13 Reconhecimento de receita. Receita financeira – A receita finanexterior .................................................... 6.288 (117.307) (111.019) ceira é reconhecida conforme o prazo decorrido, usando o método da taxa Total resultado abrangente do exercício 390.000 Aumento de capital social (Nota 12) ...... 242.723 242.723 efetiva de juros. 2.14 Regime Tributário de Transição – O Regime Tributário Capital social a integralizar (Nota 12) .... (22.973) (22.973) de Transição (RTT) terá vigência até a entrada em vigor de lei que discipline 1.303.000 Reserva de capital subscrita (Nota 12) .. 1.823.460 1.823.460 os efeitos fiscais dos novos métodos contábeis, buscando a neutralidade tributária das alterações na legislação societária brasileira, introduzidas pela Lei nº Reserva de capital a integralizar (Nota 1.615.983 (573.527) (573.527) 11.638/07 e pela MP nº 449/08, convertida na Lei nº 11.941/09, de 27 de maio 12) ........................................................... Em 31 de dezembro de 2010 ............... 243.466 (22.973) 1.823.460 (573.527) 6.288 (133.674) 1.343.040 de 2009. A Companhia está adotando os preceitos do RTT, quais sejam, de 1.020.680 Lucro líquido do exercício....................... 290.010 290.010 eliminar, para fins fiscais, os efeitos decorrentes dos novos regramentos con9 tábeis, utilizando-se, para tanto, as regras contábeis vigentes em 31 de deAjuste de conversão de investidas no 1.020.689 zembro de 2007. 2.15 Perda na transação de capital – Mudanças na particiexterior .................................................... 3.223 3.223 pação relativa da controladora sobre uma controlada que não resultem em Ajuste de avaliação patrimonial (Nota 14 (b))...................................................... 138.022 138.022 perda de controle devem ser contabilizadas como transações de capital (ou seja, transações com sócios, na qualidade de proprietários). Em tais circuns- mada de ativos financeiros e não financeiros – A Companhia verifica se há Ajuste de aplicação dos CPCs 37 e 43 (8.404) (8.404) tâncias, o valor contábil da participação da controladora e o valor contábil da evidência objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros (Nota 12 (b))............................................ 132.841 290.010 422.851 participação dos não controladores devem ser ajustados para refletir as mu- está deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e Total resultado abrangente do exercício Aumento de capital social (Nota 12) ...... 32.616 32.616 danças nas participações relativas das partes na controlada. Qualquer dife- os prejuízos de impairment são incorridos somente se há evidência objetiva Integralização de capital (Nota 12 (a)(i)) 22.973 573.527 596.500 rença entre o montante pelo qual a participação dos não controladores tenha de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o resido ajustada e o valor justo da quantia recebida ou paga deve ser reconheci- conhecimento inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento (ou Perda na transação de capital (Notas 2.15 e 7 (b))............................................. (6.723) (6.723) da diretamente no patrimônio líquido atribuível aos proprietários da controla- eventos) de perda tem impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo dora, e não como resultado (Nota 7 (b)). 2.16 Reapresentação – As demons- financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira 7.816 111.390 37.130 (156.336) Constituição de reservas (Nota 12 (c)) .. 1.856.076 7.816 111.390 37.130 132.406 2.388.284 trações financeiras de 31 de dezembro de 2010 apresentadas para fins de confiável. Para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, não foram idenEm 31 de dezembro de 2011 ............... 243.466 comparação, foram ajustadas após a mensuração dos valores reconhecidos tificadas pela administração evidências objetivas que pudessem justificar o As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras. provisoriamente na aquisição da controlada RTC. De acordo com CPC 15, item registro de perdas de impairment tanto para os ativos financeiros quanto para 45, a Companhia ajustou retrospectivamente os valores, reconhecendo assim a os não financeiros. (b) Imposto de renda, contribuição social e outros imNotas explicativas da Administração às demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2011 alocação dos ativos adquiridos e passivos assumidos a valor justo. Os efeitos postos – O imposto de renda e a contribuição social diferidos são calculados (em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) sobre as correspondentes diferenças temporárias entre as bases de cálculo 1 Contexto operacional – A Odebrecht TransPort Participações S.A. (“Com- Classificação – A Companhia classifica seus ativos financeiros, no reconhe- dessa reapresentação são demonstrados a seguir: Reapre- do imposto sobre ativos e passivos e os valores contábeis das demonstrações panhia” ou “OTPP”), é uma sociedade constituída em 12 de maio de 2008, cimento inicial, sob a categoria de empréstimos e recebíveis. A classificação Original Ajuste sentado financeiras. As alíquotas desses tributos, definidas atualmente para determiinicialmente sob a denominação de Liubliana SP Participações S.A. Em 3 de depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. Os nação desses créditos diferidos, são de 25% para o imposto de renda e de 9% agosto de 2009, a Companhia foi adquirida pela Odebrecht Participações e empréstimos e recebíveis são ativos financeiros não derivativos, com recebi- Ativo 1.025.121 para a contribuição social. Investimentos S.A. (“OPI”), anteriormente denominada Odebrecht Investimen- mentos fixos ou determináveis, que não são cotados em um mercado ativo. Circulante ....................................... 1.025.121 72.287 274.656 (a) 346.943 4 Gestão de risco financeiro. 4.1 Fatores de risco financeiro. (a) Consitos em Infra-Estrutura (“OII”). Atualmente, a Companhia tem por objeto social: São apresentados como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de venci- Não circulante.................................. 937.270 (291.545) 645.725 derações gerais – A Companhia participa em operações envolvendo instru(i) Participação em consórcios ou no capital de sociedades que se proponham mento superior a 12 meses após a data de emissão do balanço (estes são Investimento .................................... 2.034.678 (16.889) 2.017.789 Total do ativo ................................... mentos financeiros, incluindo caixa e equivalentes de caixa, contas a receber a desenvolver projetos, investir ou de fato operar ativos relacionados ao setor classificados como ativos não circulantes). Em 31 de dezembro de 2011, come contas a pagar, com o objetivo de administrar a disponibilidade financeira de de infraestrutura de transporte e logística, incluindo rodovias, ferrovias, hidro- preendem “Contas a receber, demais contas a receber” e “Caixa e equivalen- Passivo e patrimônio líquido 284.201 284.201 suas operações. A gestão de risco é realizada pela tesouraria da Companhia, vias, dutos, portos, aeroportos, e/ou infraestrutura urbana; (ii) A operação de tes de caixa” (Nota 5). 2.4.2 Reconhecimento e mensuração – As compras Circulante ....................................... 390.548 390.548 segundo as políticas aprovadas pelo Conselho de Administração. A tesouraquaisquer desses ativos de infraestrutura, celebrando contratos de conces- e as vendas de ativos financeiros são reconhecidas na data de negociação, Não circulante.................................. 1.359.929 (16.889)(b) 1.343.040 Patrimônio líquido............................ ria da Companhia identifica, avalia e protege a Companhia contra eventuais são de serviço público, projetos de parcerias público-privadas ou empreendi- data na qual a Companhia se compromete a comprar ou vender o ativo. Os (16.889) 2.017.789 riscos financeiros em cooperação com as unidades operacionais do Grupo. mentos privados, atuando na cobrança dos serviços prestados, implantação, investimentos são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos Total do passivo e patrimônio líquido 2.034.678 O Conselho de Administração estabelece princípios para a gestão de risco, estudos ambientais ou outros, operação e manutenção do empreendimento, custos da transação para todos os ativos financeiros não classificados como Resultado (30.068) (30.068) bem como para áreas específicas, como risco cambial, risco de taxa de juconcessão ou parceria, podendo prestar serviços de consultoria, gestão e/ou ao valor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros ao valor justo por Gerais e administrativas .................. Resultado de participação societária (54.397) (17.706)(b) (72.103) ros. (b) Gerenciamentos de riscos – A Companhia está exposto a riscos de supervisão no âmbito de tais atividades; e (iii) Participação em consórcios ou meio de resultado são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos (15.906) (15.906) liquidez em virtude da possibilidade de não ter caixa suficiente para atender em sociedades que explorem, direta ou indiretamente, quaisquer das ativida- da transação são debitados à demonstração do resultado. Os ativos financei- Resultado financeiro, líquido .......... 20 20 suas necessidades operacionais, a riscos de mercado decorrentes de variades descritas nos itens (i) e (ii) acima. Em 23 de abril de 2010, a denomina- ros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investi- Outras receitas e despesas líquidas ções de taxas de juros e ao risco de crédito decorrente da possibilidade de ção social da Companhia foi alterada de Liubliana SP Participações S.A. para mentos tenham vencido ou tenham sido transferidos; neste último caso, desde Imposto de renda e contribuição so750 750 cial ................................................... inadimplemento de suas contrapartes em aplicações financeiras e contas a Odebrecht TransPort Participações S.A. A Companhia é parte integrante da que a Companhia tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os (99.601) (17.706) (117.307) receber. A Companhia adota procedimentos de gestão de riscos de liquidez, Organização Odebrecht (“Organização” ou “Grupo”), sendo controlada pela benefícios da propriedade. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados Prejuízo do exercício ....................... Odebrecht TransPort S.A. (“OTP”). Formação da atual estrutura societária pelo custo amortizado, usando o método da taxa efetiva de juros. Os ganhos (a) Reconhecimento a valor justo do direito de acesso a infraestrutura decor- de mercado e de crédito, através de mecanismos do mercado financeiro que – (i) Em 17 de setembro de 2010, a Companhia aprovou o aumento do capital ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros rente do contrato de concessão, correspondente, substancialmente, a diferen- buscam minimizar a exposição dos ativos e passivos da Companhia, protesocial no valor de R$ 1.896.500, com emissão de 73.039.738 novas ações mensurados ao valor justo por meio do resultado são apresentados na de- ça entre o valor pago (Nota 14 (a)) e o investimento adquirido (Nota 7 (b)), gendo a rentabilidade dos contratos e o patrimônio. (c) Risco de liquidez – A ordinárias, nominativas, sem valor nominal, ao preço de emissão de R$ 25,96 monstração do resultado em “Outros ganhos (perdas), líquidos” no período em líquido da equivalência patrimonial descrita no item (b) abaixo. (b) Efeito da previsão de fluxo de caixa é realizada pela Companhia, sendo sua projeção por ação, sendo R$ 1,00 por ação destinados ao capital social e R$ 24,96 por que ocorrem. 2.4.3 Compensação de instrumentos financeiros – Ativos e equivalência patrimonial e ajuste de conversão de investida no exterior dos monitorada continuamente, a fim de assegurar a liquidez, os limites ou cláuação, a reserva de capital da Companhia. As ações emitidas pela Companhia passivos financeiros são compensados e o valor líquido é reportado no balan- meses de novembro e dezembro de 2010, após aquisição do controle da RTC. sulas dos contratos de empréstimo e caixa suficiente para atendimento às foram totalmente subscritas pelo Fundo de Investimento do Fundo de Garantia ço patrimonial quando há um direito legalmente aplicável de compensar os 2.17 Normas novas, alterações e interpretações de normas que ainda não necessidades operacionais do negócio. (d) Risco cambial – A Companhia do Tempo de Serviço (“FI-FGTS”), sendo integralizadas da seguinte forma: valores reconhecidos e há uma intenção de liquidá-los numa base líquida, ou estão em vigor – As seguintes novas normas, alterações e interpretações de atua internacionalmente e está exposta ao risco cambial decorrente a exposiR$ 1.300.000 em 29 de setembro de 2010 em moeda nacional e o restante realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 2.4.4 Impairment de normas foram emitidas pelo IASB mas não estão em vigor para o exercício de ções de algumas moedas, basicamente ao euro e ao dólar norte-americano. de R$ 596.500 integralizados em ativos em 22 de agosto de 2011 (Nota 14 ativos financeiros. (a) Ativos mensurados ao custo amortizado – A Com- 2011. A adoção antecipada dessas normas, embora encorajada pelo IASB, O risco cambial decorre de operações comerciais futuras, ativos e passivos (b)). Após a conclusão da referida operação, o FI-FGTS passou a deter parti- panhia, avalia no final de cada período do relatório se há evidência objetiva de não foi adotada, no Brasil, pelo Comitê de Pronunciamento Contábeis (CPC). reconhecidos e investimentos líquidos em operações no exterior. (e) Risco cipação equivalente a 30% na Companhia, sendo os demais 70% referentes que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um • IFRS 9 – “Instrumentos Financeiros” aborda a classificação, mensuração de crédito – As operações que sujeitam a Companhia à concentração de à participação da OTP, que detém o controle da Companhia. (ii) Em 12 de ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e as perdas por impair- e reconhecimento de ativos e passivos financeiros. O IFRS 9 foi emitido em risco de crédito residem, principalmente, nas contas-correntes bancárias, novembro de 2010, a OdTrans Holdings GMBH (“OdTrans”) adquiriu pelo va- ment são incorridas somente se há evidência objetiva de impairment como novembro de 2009 e outubro de 2010 e substitui os trechos do IAS 39 rela- onde a Companhia fica exposto ao risco da instituição financeira envolvida. lor de US$ 227,570 mil (R$ 392.660), 44,42% das ações da Rio Trens Corpo- resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos cionados à classificação e mensuração de instrumentos financeiros. O IFRS 9 Visando gerenciar este risco, a Companhia mantém contas-correntes bancáration (“RTC”) e a totalidade dos títulos conversíveis em ações emitidos pela ativos (um “evento de perda”) e aquele evento (ou eventos) de perda tem um requer a classificação dos ativos financeiros em duas categorias: mensurados rias com instituições financeiras consideradas pela Administração como de RTC, os quais foram convertidos em ações em 28 de fevereiro de 2011, dando impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ao valor justo e mensurados ao custo amortizado. A determinação é feita no re- primeira linha, com classificação AAA pelas agências de rating. 4.2 Gestão à OdTrans um incremento de participação da ordem de 15,58%, elevando ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. O montante da conhecimento inicial. A base de classificação depende do modelo de negócios de capital – Os objetivos da Companhia ao administrar seu capital são os de a uma participação total de 60% do capital social da RTC. Esta transação perda por impairment é mensurado como a diferença entre o valor contábil dos da entidade e das características contratuais do fluxo de caixa dos instrumen- salvaguardar a capacidade de continuidade para oferecer retorno aos acioteve anuência do Governo do Estado do Rio de Janeiro (“GERJ”) em 29 de ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo os tos financeiros. Com relação ao passivo financeiro, a norma mantém a maioria nistas e benefícios às outras partes interessadas, além de manter uma estrudezembro de 2010. A referida transação foi tratada como uma combinação de prejuízos de crédito futuro que não foram incorridos) descontados à taxa de das exigências estabelecidas pelo IAS 39. A principal mudança é a de que nos tura de capital ideal para reduzir esse custo. Para alcance desses objetivos, negócios, em conformidade com os novos pronunciamentos contábeis (Nota juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor contábil do ativo é redu- casos em que a opção de valor justo é adotada para passivos financeiros, a a Companhia exerce uma gestão financeira e de capital centralizada. Assim 14 (a)). (iii) Em 1º de março de 2011, a Companhia adquiriu 20% de participa- zido e o valor do prejuízo é reconhecido na demonstração do resultado. Como porção de mudança no valor justo devido ao risco de crédito da própria enti- como outras empresas do setor, a Companhia monitora o capital com base no ção na Logum Logística S.A.(“Logum”) pelo montante de R$ 18.300. A Logum um expediente prático, a Companhia pode mensurar o impairment com base dade é registrada em outro resultado abrangente e não na demonstração dos índice de alavancagem financeira. Esse índice corresponde à dívida líquida, tem por objetivo social a implementação de um ou mais sistemas de trans- no valor justo de um instrumento utilizando um preço de mercado observável. resultados, exceto quando resultar em descasamento contábil. A Companhia dividida pelo capital total. A dívida líquida, por sua vez, corresponde ao total porte de etanol, derivados de petróleo e outros bicombustíveis no território Caso no período subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a está avaliando o impacto total do IFRS 9. A norma é aplicável a partir de 1º de financiamentos e debêntures (incluindo empréstimos de curto e longo prabrasileiro por prazo indeterminado. Em 1º de julho de 2011, a investida teve o diminuição puder ser relacionada objetivamente com um evento que ocorreu de janeiro de 2013. • IFRS 10 – “Demonstrações Financeiras Consolidadas” zos, conforme demonstrado no balanço patrimonial), subtraído do montante seu capital aumentado por meio da emissão de 33.029.777 ações ordinárias, após o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classificação de apoia-se em princípios já existentes, identificando o conceito de controle como de caixa e equivalentes de caixa. O capital total é apurado através da soma totalmente subscritas e integralizadas pela Companhia pelo montante de R$ crédito do devedor), a reversão dessa perda reconhecida anteriormente será fator preponderante para determinar se uma entidade deve ou não ser incluída do patrimônio líquido, conforme demonstrado no balanço patrimonial, com a 22.000. Em 6 de setembro de 2011, a Logum teve o seu capital aumentado reconhecida na demonstração do resultado . Para o exercício findo em 31 de nas demonstrações financeiras consolidadas da controladora. A norma for- dívida líquida. Os índices de alavancagem financeira em 31 de dezembro de por meio da emissão de 28.432.428 ações ordinárias, totalmente subscritas dezembro de 2011, não foram identificadas pela administração da Companhia, nece orientações adicionais para a determinação do controle. A Companhia 2011 podem ser assim sumariados: 2011 2010 e integralizadas pela Companhia pelo montante de R$ 18.000. (iv) Em 22 evidências objetivas que pudessem justificar o registro de perdas de impair- está avaliando o impacto total do IFRS 10. A norma é aplicável a partir de 1º de agosto de 2011, o FI-FGTS integralizou o montante de R$ 596.500 (Nota ment. 2.5 Adiantamento a fornecedores – Os adiantamentos a fornecedores de janeiro de 2013. • IFRS 11 – “Acordos em conjunto”, emitido em maio de Total dos empréstimos, financiamentos e debêntures (Nota 9).............................................................. 694.065 666.553 12(a)), conforme mencionado no item (i) acima, na OTPP mediante a confe- representam valores concedidos a fornecedores, em virtude de cumprimento 2011. A norma provê reflexões mais realísticas dos acordos em conjunto ao rência de 24.678.045 ações, a valor de mercado, de emissão da Embraport de cláusulas contratuais. 2.6 Imposto de renda e contribuição social cor- focar nos direitos e obrigações do acordo ao invés de sua forma legal. Há dois Menos: caixa e equivalentes de caixa (Nota 6)....... (845.699) (1.020.689) (354.136) – Empresa Brasileira de Terminais Portuários S.A. (“Embraport”) ao capital rente e diferido – As despesas de imposto de renda e contribuição social do tipos de acordos em conjunto: (i) operações em conjunto – que ocorre quando Dívida líquida........................................................... (151.634) 1.343.040 da Companhia, sendo que R$ 22.973 foram destinados ao capital social e o exercício compreendem os impostos corrente e diferido. Os impostos sobre a um operador possui direitos sobre os ativos e obrigações contratuais e como Total do patrimônio líquido ...................................... 2.388.284 988.904 montante de R$ 573.527 foram destinados à conta de reserva de capital, a renda são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto na proporção consequência contabilizará sua parcela nos ativos, passivos, receitas e despe- Total do capital ....................................................... 2.236.650 (6,78) (35,81) título de ágio na emissão de ações. Com isso, a Companhia adquiriu controle em que estiverem relacionados com itens reconhecidos diretamente no patri- sas; e (ii) controle compartilhado – ocorre quando um operador possui direitos Índice de alavancagem financeira – %.................... da investida passando a deter 57,82% do capital da Embraport (24,49% em mônio líquido ou no resultado abrangente. Nesse caso, o imposto também é sobre os ativos líquidos do contrato e contabiliza o investimento pelo método 5 Instrumentos financeiros por categoria – Abaixo, apresentamos a segre31 de dezembro de 2010). Essa aquisição de controle da Embraport foi tratada reconhecido no patrimônio líquido ou no resultado abrangente. O imposto de de equivalência patrimonial. O método de consolidação proporcional não será gação dos instrumentos financeiros por categoria: como combinação de negócios, nos termos dos parágrafos 41 e 42 do CPC renda e contribuição social diferidos são reconhecidos usando-se o método do mais permitido com controle em conjunto. A norma é aplicável a partir de 1º de Empréstimos 15 (Nota 14 (b)). (v) Em 27 de outubro de 2011, a Companhia passou a deter passivo sobre as diferenças temporárias decorrentes de diferenças entre as janeiro de 2013. • IFRS 12 – “Divulgação de participação em outras entidades” e recebíveis 50% de participação na Concessionária Bahia Norte S.A. (“CBN”) e 50% de bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis nas demonstra- trata das exigências de divulgação para todas as formas de participação em 2011 2010 participação na Montgomery Participações S.A. (“MTG”), como resultado de ções financeiras. Entretanto, o imposto de renda e contribuição social diferidos outras entidades, incluindo acordos conjuntos, associações, participações com Ativos, conforme o balanço patrimonial movimentações societárias dentro do Grupo Odebrecht, a valor contábil. não são contabilizados se resultar do reconhecimento inicial de um ativo ou fins específicos e outras participações não registradas contabilmente. A ComCaixa e equivalentes de caixa ............................. 845.699 1.020.689 2 Resumo das principais políticas contábeis – As principais políticas con- passivo em uma operação que não seja uma combinação de negócios, a qual, panhia está avaliando o impacto total do IFRS 12. A norma é aplicável a partir Contas a receber e demais contas a receber ...... 255 54 tábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão des- na época da transação, não afeta o resultado contábil, nem o lucro tributável de 1º de janeiro de 2013. • IFRS 13 – “Mensuração de valor justo”, emitido em 845.954 1.020.743 critas abaixo. Essas políticas vêm sendo aplicadas de modo consistente em (prejuízo fiscal). O imposto de renda e contribuição social diferidos são deter- maio de 2011. O objetivo do IFRS 13 é aprimorar a consistência e reduzir a Outros passivos todos os exercícios apresentados, salvo disposição em contrário. 2.1 Base de minados, usando alíquotas de imposto (e leis fiscais) promulgadas, ou subs- complexidade da mensuração ao valor justo, fornecendo uma definição mais financeiros preparação – As demonstrações financeiras foram preparadas considerando tancialmente promulgadas, na data do balanço, e que devem ser aplicadas precisa e uma única fonte de mensuração do valor justo e suas exigências de 2011 2010 o custo histórico como base de valor dos ativos e passivos financeiros mensu- quando o respectivo imposto diferido ativo for realizado ou quando o imposto divulgação para uso em IFRS. As exigências, que estão bastante alinhadas enPassivo, conforme o balanço patrimonial rados ao valor justo. A preparação das demonstrações financeiras requer o diferido passivo for liquidado. O imposto de renda e contribuição social diferi- tre IFRS e US GAAP, não ampliam o uso da contabilização ao valor justo, mas Empréstimos e financiamentos ............................ 251.850 276.553 uso de estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por dos ativos são reconhecidos somente na proporção da probabilidade de que fornecem orientações sobre como aplicá-lo quando seu uso já é requerido ou Debêntures........................................................... 442.215 390.000 parte da Administração da Companhia no processo de aplicação das políticas lucro tributável futuro esteja disponível e contra o qual as diferenças temporá- permitido por outras normas IFRS ou US GAAP. A Companhia ainda está avaFornecedores e outras obrigações, excluindo contábeis. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem rias possam ser usadas. Os impostos de renda diferidos ativos e passivos são liando o impacto total do IFRS 13. A norma é aplicável a partir de 1º de janeiro obrigações legais ................................................. 540 1.170 maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas compensados quando há um direito exequível legalmente de compensar os de 2013. • Não há outras normas IFRS ou interpretações IFRIC que ainda não 694.605 667.723 são significativas para as demonstrações financeiras, estão divulgadas na Nota ativos fiscais correntes contra os passivos fiscais correntes e quando os im- entraram em vigor que poderiam ter impacto significativo sobre a Companhia. 2011 2010 3. As presentes demonstrações financeiras foram aprovadas pela Diretoria da postos de renda diferidos ativos e passivos se relacionam com os impostos de 3 Estimativas e julgamentos contábeis críticos – As estimativas e os jul- 6 Caixa e equivalentes de caixa 202 279 Companhia em 6 de março de 2012. As demonstrações financeiras individuais renda incidentes pela mesma autoridade tributável sobre a entidade tributária gamentos contábeis são continuamente avaliados e baseiam-se na experiên- Caixa e bancos........................................................ Fundo fixo................................................................ 11 2 da controladora foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas ou diferentes entidades tributáveis onde há intenção de liquidar os saldos cia histórica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, 845.486 1.020.408 Aplicações financeiras (*) ........................................ no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs). As numa base líquida. 2.7 Imobilizado – O imobilizado é mensurado pelo seu consideradas razoáveis para as circunstâncias. 3.1 Estimativas e premissas 845.699 1.020.689 demonstrações financeiras consolidadas para o exercício findo em 31 de de- custo histórico, menos depreciação acumulada. O custo histórico inclui os gas- contábeis críticas – Com base em premissas, a Companhia faz estimativas zembro de 2011 foram preparadas pela Administração de acordo com as prá- tos diretamente atribuíveis à aquisição dos itens. O custo histórico também com relação ao futuro. Por definição, as estimativas contábeis resultantes ra- (*) A Companhia mantém aplicações de curto prazo, de alta liquidez, prontamenticas contábeis adotadas no Brasil. Tais demonstrações apresentadas separa- inclui os custos de financiamento relacionados com a aquisição de ativos qua- ramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e pre- te conversíveis em caixa, remuneradas a 100,7% do Certificado de Depósito Indamente destas demonstrações financeiras foram examinadas pelos audito- lificados. Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou missas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar terbancário (“CDI”) e aplicações em fundos de investimento que estão represenres independentes que emitiram seu relatório sem modificações, com data de reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quan- um ajuste relevante nos valores contábeis de ativos e passivos para o próximo tadas por fundo contratado em 29 de setembro de 2010, junto à Caixa Econô6 de março de 2012, e encontram-se disponibilizadas na sede da Companhia. do for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados a esses exercício social, estão contempladas a seguir: (a) Perda (impairment) esti- mica Federal, com remuneração à taxa de 100,6% do CDI e com liquidez diária. Estas demonstrações financeiras individuais devem ser lidas em conjunto com custos e que possam ser mensurados com segurança. O valor contábil de as demonstrações financeiras consolidadas. (a) Demonstrações financeiras itens ou peças substituídos é baixado. Todos os outros reparos e manutenções 7 Investimentos. (a) Investimentos em controladas diretas Quantidade de Participação Lucro líquido (prejuízo) – As demonstrações financeiras foram preparadas conforme as práticas con- são lançados em contrapartida ao resultado do exercício, quando incorridos. Patrimônio líquido ações possuídas direta (%) ajustado do exercício tábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contá- Os valores residuais e a vida útil dos ativos são revisados e ajustados, se 2011 2010 2011 2010 2011 2010 2011 2010 beis (CPC). Nas demonstrações financeiras individuais as controladas são apropriado, ao final de cada exercício. O valor contábil de um ativo é imediata42.809.825 18.131.778 57,82 24,49 507.558 487.133 (4.786) 15.541 contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial. Os mesmos ajustes mente baixado ao seu valor recuperável quando o valor contábil do ativo é Embraport .................................................................... 47,65 47,65 110.653 103.287 4.015 3.427 são feitos nas demonstrações financeiras individuais para chegar ao mesmo maior do que seu valor recuperável estimado. Os ganhos e as perdas de alie- Hostens Holdings S.A. (“Hostens”)............................... 103.143.795 100.902.808 100,00 100,00 449.141 350.716 68.425 (65.143) resultado e patrimônio líquido atribuível aos acionistas da controladora. (b) nações são determinados pela comparação dos resultados com o seu valor Concessionária Rota das Bandeiras S.A. (“CRB”) ....... 556.799.050 556.799.050 Concessionária Rota dos Coqueiros (“CRC”)........... 19.385.740 19.385.740 74,00 74,00 21.723 21.864 (141) 1.101 Mudanças nas políticas contábeis e divulgações – Não há novos pronun- contábil e são reconhecidos na demonstração do resultado. 2.8 Ativos intan35.000 35.000 100,00 100,00 1.726 381.457 (7.669) (13.214) ciamentos ou interpretações de CPC vigendo a partir de 2011 que poderiam gíveis. (a) Ágio – O ágio (goodwill) é representado pela diferença positiva OdTrans ....................................................................... 35.000.000 50,00 56.014 9.124 ter um impacto significativo nas demonstrações financeiras da Companhia. entre o valor pago e/ou a pagar pela aquisição de um negócio e o montante CBN (*) ......................................................................... 12.078.757 50,00 25.669 (1.094) 2.2 Conversão de moeda estrangeira. (a) Moeda funcional e moeda de líquido do valor justo dos ativos e passivos da controlada adquirida. O ágio de MTG (*)......................................................................... Logum .......................................................................... 24.649.083 20,00 264.037 (23.322) apresentação – Os itens incluídos nas demonstrações financeiras da Compa- aquisições de controladas é registrado como “Ativo intangível”. Eventual desá2.466.928 60,00 154.974 14.284 nhia são mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico, no gio apurado é registrado como ganho no resultado do período, na data da RTC (**) ........................................................................ qual a empresa atua (“a moeda funcional”). As demonstrações financeiras aquisição. O ágio é testado anualmente para verificar perdas (impairment). (*) Investimentos transferidos para a Companhia em 27 de outubro de 2011, tendo como data-base 30 de setembro de 2011 (Nota 1), a valor contábil. (**) Investimento transferido para a Companhia em 9 de novembro de 2011 (Nota 1). estão apresentadas em R$, que é a moeda funcional da Companhia. (b) Tran- Ágio é contabilizado pelo seu valor de custo menos as perdas acumuladas por sações e saldos – As operações com moedas estrangeiras são convertidas impairment. Perdas por impairment reconhecidas sobre ágio não são reverti- (b) Movimentação dos investimentos Ajuste de para a moeda funcional utilizando as taxas de câmbio vigentes nas datas das das. Os ganhos e as perdas da alienação de uma entidade incluem o valor Reavaliação Equivaavaliação transações ou da avaliação, na qual os itens são remensurados. Os ganhos e contábil do ágio relacionado com a entidade vendida. (b) Infraestrutura – Saldo no TransPerda em Saldo no participalência patrimonial as perdas cambiais resultantes da liquidação dessas transações e da conver- Após os ajustes apurados na aplicação do CPC 15 (Nota 14 (a)), a Companhia Outros início do ferêntransação final do ção anterior patrimo(Nota 14(b)) são pelas taxas de câmbio do final do exercício, referentes a ativos e passivos reconheceu o valor justo da participação adquirida, alocando parte do preço (*) e (**) de capital exercício Adições (Nota 14(b)) exercício nial (***) (*****) cias (****) monetários em moedas estrangeiras, são reconhecidos na demonstração do pago à infraestrutura. Referido ativo é amortizado conforme estimativas do 119.299 596.500 414.653 138.022 (986.376) (1.007) (2.180) 278.911 resultado. Os ganhos e as perdas cambiais relacionados com empréstimos, melhor padrão de consumo de benefícios econômicos futuros incorporados no Embraport......................................... 49.216 1.597 1.913 52.726 caixa e equivalentes de caixa são apresentados na demonstração do resulta- ativo, sendo essa estimativa também utilizada pelas principais companhias do Hostens ............................................ CRB ................................................. 350.714 30.000 68.427 449.141 do como receita ou despesa financeira. Todos os outros ganhos e perdas cam- segmento. Assim, a taxa de amortização é determinada através de análises 16.210 (107) 16.103 biais são apresentados na demonstração do resultado como “Outros ganhos/ econômicas que buscam refletir o crescimento projetado da quantidade de CRC.................................................. 2.668 2.668 (perdas), líquidos”. (c) Investidas da Companhia – Os resultados e a posição passageiros e geração dos benefícios econômicos futuros oriundos do contra- Concessionária Litoral Norte S.A. .... OdTrans............................................ 107.618 11.021 (106.902) (2.342) (7.669) 1.726 financeira de todas as entidades do Grupo (nenhuma das quais tem moeda de to de concessão. 2.9 Contas a pagar aos fornecedores – As contas a pagar MTG.................................................. 13.382 (548) 12.834 economia hiperinflacionária), são convertidos para real, como segue: (i) Os aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram 23.445 4.562 28.007 ativos e passivos de cada balanço patrimonial apresentado são convertidos adquiridos no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos CBN .................................................. 58.300 (828) (4.665) 52.807 pela taxa de fechamento da data do balanço. (ii) As receitas e despesas de circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano. Caso contrá- Logum (Nota 1 (iii))........................... 102.459 (11.324) (6.723) 8.572 92.984 RTC .................................................. cada demonstração do resultado são convertidas pelas taxas de câmbio mé- rio, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. Elas 645.725 734.245 414.653 138.022 (991.647) (14.673) (6.723) 68.305 987.907 31 de dezembro de 2011 ................ dias (a menos que essa média não seja uma aproximação razoável do efeito são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensu162.420 382.414 166.706 6.288 (72.103) 645.725 cumulativo das taxas vigentes nas datas das operações, e, nesse caso, as radas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de juros. 31 de dezembro de 2010 ................ receitas e despesas são convertidas pela taxa das datas das operações). (iii) 2.10 Empréstimos, financiamentos e debêntures – Os empréstimos são (*) O montante de R$ 11.324 refere-se a R$ 16.889 decorrentes do resultado para o período de dois meses da RTC ajustado em 2010 (Nota 2.16), líquido Todas as diferenças de câmbio resultantes são reconhecidas como um com- reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquido dos custos incorridos na de ajuste de conversão de investida no exterior de R$ 5.565. (**) Em 2010, o montante de R$ 6.288 refere-se, substancialmente, a ajuste da adoção inicial ponente separado, na rubrica de “Ajuste de avaliação patrimonial”, no patrimô- transação e são, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado. dos CPCs aplicados nas controladas CRC e CRB. (***) O saldo de resultado de equivalência patrimonial no montante de R$ 5.099 não eliminados para as nio líquido. 2.3 Caixa e equivalentes de caixa – Caixa e equivalentes de Qualquer diferença entre os valores captados (líquidos dos custos da transa- demonstrações consolidadas refere-se: (i) equivalência patrimonial da Companhia sobre a investida Logum não consolidada no montante de R$ 4.665; (ii) caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos de curto ção) e o valor de liquidação é reconhecida na demonstração do resultado du- equivalência patrimonial da MTG sobre sua investida Concessionária da Linha 4 do Metrô de São Paulo S.A., no montante de R$ 434, não eliminados na prazo de alta liquidez, com vencimentos originais de três meses, ou menos e rante o período em que os empréstimos estejam em aberto, utilizando o méto- consolidação. (****) As reclassificações referentes à Embraport e Logum são de ágios apurados e transferidos para o intangível (Nota 8 (i)(b)). (*****) Inclui R$ com risco insignificante de mudança de valor. 2.4 Ativos financeiros. 2.4.1 do da taxa efetiva de juros. Instrumentos financeiros, inclusive debêntures que 13.494 de ágio baixado relativo à Embraport (Nota 8 (i)(b)(ii)). 2.388.284 3.228.564


DIÁRIO DO COMÉRCIO

22 -.ECONOMIA/LEGAIS

terça-feira, 20 de março de 2012

Continuação das demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2011 da Odebrecht TransPort Participações S.A. (iii) Informações sobre investimentos. (a) Embraport – Participação de 24,49% adquirida pela Companhia em 30 de novembro de 2009, tem como objeto social o desenvolvimento do projeto, a construção e a exploração de terminais portuários e/ou retroportuários no Município de Santos e na sua área de influência. A Embraport encontra-se em fase pré-operacional, concentrando suas atividades na construção e desenvolvimento do empreendimento. O início das operações está previsto para 2012. Em 22 de agosto de 2011, foi adquirido o controle (Nota 14(b)). (b) Hostens – Constituída em 20 de fevereiro de 2009, é uma sociedade anônima de capital fechado e tem como objeto social a participação em outras sociedades nacionais ou estrangeiras, na qualidade de sócia, quotista ou acionista, e a administração de bens próprios. Em 7 de janeiro de 2011, a investida Hostens teve seu capital aumentado mediante subscrição de 936.031 ações no montante de R$ 449, integralizadas na mesma data pela Companhia. Em 30 de março de 2011, a OTPP subscreveu e integralizou 1.304.307 ações no montante de R$ 626. Em 31 de agosto de 2011, a investida Hostens teve seu capital aumentado mediante subscrição de 1.048.358 ações ordinárias totalmente subscritas e integralizadas no montante de R$ 522. (c) CRB – Constituída em 9 de fevereiro de 2009, tem por objeto exclusivo realizar, sob o regime de concessão mediante cobrança de pedágio, a exploração do Sistema Rodoviário definido por corredor Dom Pedro I, constituído pelas rodovias SP-065, SPI-084/066, SP-332, SP-360, SP-083, SPA114/332, prolongamento da SP-083 – Anel Sul de Campinas e Via Perimetral de Itatiba e outros segmentos de rodovias transversais, na forma do Edital da Concorrência e do Contrato de Concessão pelo prazo de 35 anos. Em 31 de dezembro de 2011, o capital social subscrito da CRB está representado por 556.799.050 ações, sendo 278.399.525 ordinárias e 278.399.525 ações preferenciais, com valor nominal de R$ 1,00 por ação, sendo 556.799.050 da OTPP e 1 ação ordinária subscrita e integralizada pela OPI. Do total de ações subscritas, 30.000.000 foram integralizadas em sua totalidade no dia 27 de abril de 2011. (d) CRC – Sociedade de Propósito Específico (“SPE”) constituída em 15 de dezembro de 2006, tendo como objetivo explorar, mediante concessão patrocinada, precedida de obras, o sistema viário composto pela praça de pedágio localizada no Município de Jaboatão dos Guararapes e do Cabo de Santo Agostinho, pela via principal do Destino de Turismo e Lazer Praia do Paiva, assim como a prestação do serviço público de operação e atividades de apoio necessário ao funcionamento da referida ponte e sistema. As obras de execução da concessão tiveram início em janeiro de 2008 e foram concluídas em 11 de junho de 2010, com início imediato das operações, pelo prazo de 30 anos. (e) OdTrans – Constituída em 29 de setembro de 2010. Sociedade domiciliada na Áustria, com propósito de participar em investimentos no segmento de infraestrutura no Brasil e no exterior. Em 12 de abril de 2011, a OTPP aportou na investida OdTrans o montante de US$ 6.089 mil equivalente a R$ 9.573. Em 19 de setembro de 2011, a OTPP aportou na investida OdTrans o montante de EUR 600 equivalente a R$ 1.448. Em 9 de novembro de 2011, a controlada direta OdTrans destinou sua reserva especial mediante versão de sua participação de 60% na sua controlada direta RTC e de contas a receber. (f) RTC – Constituída em 5 de dezembro de 1998, tem como objetivo social a participação em outras sociedades. A Concessionária de Transporte Ferroviário (“SuperVia”), controlada indiretamente pela RTC, detém a concessão para a prestação de serviços de transporte ferroviário de passageiros na região metropolitana do Rio de Janeiro até 31 de dezembro de 2023, prorrogado até o dia 31 de outubro de 2048, subordinada a condição resolutiva consubstanciada na execução pela SuperVia dos investimentos assumidos até 31 de outubro de 2020, conforme estabelecido nos Anexos I e II do Aditivo número 8 do Contrato de Concessão. (g) CBN – É uma Sociedade de Propósito Específico (“SPE”), de capital fechado, constituída em 29 de junho de 2010, que tem como objeto social, específica e exclusivamente, a exploração e operação do sistema rodoviário composto por trechos das rodovias BA-093, BA-512, BA521, BA-524, BA-526 e BA-535, seus acessos, faixas de domínio, edificações e terrenos, bem como pelas áreas ocupadas com instalações operacionais e administrativas, tudo em conformidade com as condições do contrato de concessão firmado entre o Estado da Bahia, o Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (“DERBA”), a Agência Estadual de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações do Estado da Bahia (“AGERBA”), pelo prazo de 25 anos. Em 1º de novembro de 2011, a controlada em conjunto CBN teve seu capital aumentado mediante a emissão de 8.000.000 ações ordinárias ao valor de R$ 1 (um real), no montante de R$ 8.000, sendo que a OTPP subscreveu 4.000.000 ações no montante de R$ 4.000, todas integralizadas em 1º de novembro de 2011. (h) MTG – Constituída em 2 de setembro de 2005, tem como objetivo social a participação em outras sociedades, nos termos das disposições legais aplicáveis. O Consórcio Metroquatro, formado pela MTG (30%), Companhia de Concessões Rodoviárias – CCR (58%), RATP Devellopement S.A. (1%), Benito Roggio Transportes S.A. (1%) e Mitsui & Co Ltd. (10%), detém a concessão da operação dos serviços de transporte de passageiros da Linha 4 – Amarela do Metrô de São Paulo, o qual passou a operar parcialmente em 21 de junho de 2010. 8 Intangível. (i) Composição 2011 2010 Infraestrutura (a)...................................................... 274.656 274.656 Ágio sobre investimentos (b) ................................... 1.050.292 67.314 231 Outros...................................................................... 1.325.179 341.970 (a) Infraestrutura – Após os ajustes apurados na aplicação do CPC 15 (Nota 14 (a)), a Companhia reconheceu o valor justo da participação adquirida, alocando parte do preço pago à infraestrutura (Nota 2.16). Referido ativo é amortizado conforme estimativas do melhor padrão de consumo de benefícios econômicos futuros incorporados no ativo, sendo essa estimativa também utilizada pelas principais companhias do segmento. Assim, a taxa de amortização é determinada através de análises econômicas que buscam refletir o crescimento projetado da quantidade de passageiros e geração dos benefícios econômicos futuros oriundos do contrato de concessão. (b) Ágio sobre investimentos – O saldo em 31 de dezembro de 2011 está composto pelos seguintes ágios: (i) ágio registrado sobre o valor dos investimentos na Hostens R$ 53.820, que foi incorporada pela Companhia, quando da reestruturação societária mencionada na Nota 1; (ii) ágio registrado decorrente da combinação de negócio na aquisição do controle da Embraport no valor de R$ 986.376 (Nota 14 (b)); (iii) ágio registrado sobre o valor do investimento na Logum, que foi incorporada pela Companhia, quando da reestruturação societária mencionada na Nota 1, no valor de R$ 828; (iv) ágio registrado no montante de R$ 9.268 referente ao investimento na RTC. 2011 2010 (ii) Movimentação InfraesÁgio Total Total trutura Outros Saldo no início do exercício ................. 67.314 274.656 341.970 67.314 (+) Adição ................ 996.472 231 996.703 274.656 (13.494) (13.494) (-) Baixa ................... Saldo no final do 231 1.325.179 341.970 exercício ................. 1.050.292 274.656 9 Empréstimos, financiamentos e debêntures. (i) Composição Encargos financeiros anuais 2011 2010 Banco do Brasil S.A. (a) .......... 118% do CDI 251.850 276.553 442.215 390.000 Debêntures (b)......................... DI + 2,28% 694.065 666.553 (276.553) Passivo circulante.................... Passivo não circulante............. 694.065 390.000 (a) Banco do Brasil – Em 31 de dezembro de 2011, o montante de R$ 251.850 refere-se ao saldo atualizado do empréstimo contratado pela Companhia junto ao Banco do Brasil em 25 de agosto de 2009, pelo valor original de R$ 239.741, taxa de juros de 118% do CDI, e sem garantias específicas

no contrato. Em 12 de agosto de 2011, foi assinado aditivo contratual com a prorrogação do vencimento para 12 de agosto de 2018. O pagamento do valor principal será realizado em 5 parcelas anuais iguais no montante de R$ 47.948 a partir de 12 de agosto de 2014, e os juros serão liquidados semestralmente a partir de fevereiro de 2012. (b) Debêntures – A Companhia realizou em 27 de dezembro de 2010 a primeira emissão de 39 debêntures simples, não conversíveis em ações, em série única, com valor nominal unitário de R$ 10.000 na data de emissão, no montante total de R$ 390.000, cuja liquidação financeira ocorreu em 28 de dezembro de 2010. As debêntures terão prazo de vencimento de 10 anos, a contar da data de emissão, vencendo em 27 de dezembro de 2020. A remuneração se dará com base na variação acumulada das taxas médias diárias do D.I. (depósitos interfinanceiros), acrescida de um spread de 2,28% ao ano. Os recursos emitidos pela Companhia por meio da emissão das debêntures serão destinados para recomposição/ reforço de caixa para a aplicação em investimentos. (ii) Prazo de vencimento – O montante a longo prazo tem a seguinte composição, por ano de vencimento: 2011 2010 2014 .............................................................................. 60.057 2015 .............................................................................. 47.948 2016 em diante.............................................................. 586.060 390.000 694.065 390.000 Ativo não 10 Partes relacionadas. (i) Composição circulante OPI (a) ......................................................................................... 30.000 MTG (b) ....................................................................................... 12.410 10.455 RTC (c) ........................................................................................ 52.865 Em 31 de dezembro de 2011 .................................................... 4.742 Em 31 de dezembro de 2010..................................................... (a) Refere-se a adiantamento efetuado no âmbito do contrato de comissão mercantil celebrado em 17 de junho de 2011 no montante de R$ 30.000. (b) Refere-se a contrato de mútuo da Companhia com a empresa MTG atualizado pela variação de 115% do CDI. (c) Refere-se a contrato de mútuo da Companhia com a empresa RTC corrigido pela variação da London Interbank Offered Rate (“Libor”) mais 3%. (ii) Honorários da Administração – A remuneração paga aos administradores da Companhia nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, totalizou os montantes de R$ 5.012 e R$ 1.091, respectivamente. 11 Imposto de renda e contribuição social correntes e diferidos 2011 2010 Imposto de renda e contribuição social diferidos ................ 548 750 Imposto de renda corrente .................................................. 548 750 (a) Imposto de renda e contribuição social diferidos – O imposto de renda e a contribuição social diferidos são calculados sobre os prejuízos fiscais do imposto de renda, a base negativa de contribuição social e as correspondentes diferenças temporárias entre as bases de cálculo do imposto sobre ativos e passivos e os valores contábeis das demonstrações financeiras. As alíquotas desses impostos, definidas atualmente para determinação dos tributos diferidos, são de 25% para o imposto de renda e de 9% para a contribuição social. Os impostos diferidos ativos são reconhecidos na extensão em que seja provável que o lucro futuro tributável em cada controlada esteja disponível para ser utilizado na compensação das diferenças temporárias, com base em projeções de resultados futuros elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer alterações. A movimentação dos passivos de imposto de renda diferido durante o exercício, sem levar em consideração a compensação dos saldos é a seguinte: 2011 2010 Passivo imposto de renda e contribuição social diferidos Ajuste CPC 15 (*)............................................................ 136.394 Outras diferenças temporárias........................................ 548 136.394 548 (*) Refere-se a impostos diferidos sobre aplicação do CPC 15 no ajuste de combinação de negócios na Embraport (Nota 14 (b)). (b) Imposto de renda e contribuição social diferidos no resultado 2011 2010 Imposto de renda............................................................. 403 551 145 198 Contribuição social .......................................................... 548 749 12 Patrimônio líquido. (a)Capital social – A Companhia foi constituída em 12 de maio de 2008, mediante subscrição e integralização de 800 ações ordinárias, sem valor nominal, ao preço de emissão de R$ 1,00 cada, no montante de R$ 1. Em 28 de outubro de 2009, a então acionista OPI aprovou em Assembleia Geral Extraordinária a subscrição de 742.148 novas ações ordinárias, emitidas pela Companhia, no montante de R$ 742. Em 28 de abril de 2010, a Companhia emitiu 6.000.000 de novas ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, subscritas em sua totalidade pela OPI e integralizadas parcialmente no montante de R$ 3.000 em moeda corrente. Em 22 de junho de 2010, ocorreram as seguintes movimentações no patrimônio liquido da Companhia: (i) Aumento de capital no montante de R$ 91.489, mediante emissão de 88.488.668 novas ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, totalmente subscritas e integralizadas pela então acionista OPI, e integralização de 3.000.000 de ações ordinárias, já subscritas em 28 de abril de 2010, totalizando 91.488.668 ações ordinárias. Esta integralização de capital realizada pela OPI no capital social da Companhia ocorreu com 146.526.995 ações ordinárias e 29.306.400 ações preferências de emissão da CRB e que, até então, eram detidas pela OPI (Nota 1). (ii) Aumento do capital social da Companhia mediante emissão de 60.992.446 novas ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, totalmente subscritas e integralizadas pela então acionista ODB, através de 117.221.600 ações preferenciais da CRB. Após os aumentos de capital social da Companhia descritos acima, a mesma passou a deter, em 30 de junho de 2010, 99,99% do capital social da CRB. Em 17 de agosto de 2010, a Companhia emitiu 14.201.993 novas ações ordinárias, que foram totalmente subscritas e integralizadas pela acionista OTP, mediante a conferência, em integralização de capital, de bens de propriedade da referida acionista representados por 19.385.740 ações ordinárias de emissão da empresa CRC e 2.668.448 ações preferenciais de emissão da empresa CLN. Após a referida movimentação, a OTPP passou a possuir 74% e 8,5% da participação na CRC e CLN, respectivamente. Em 17 de setembro de 2010, o FI-FGTS subscreveu aporte de capital na Companhia no valor de R$ 1.896.500, sendo o valor de R$ 73.040 destinados ao capital social, mediante emissão de 73.039.738 novas ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, representando 30% do capital social, e o montante de R$ 1.226.960 destinado à formação da reserva de capital, sendo o restante de R$ 596.500, destinado a capital a integralizar. Após a movimentação societária descrita acima e na Nota 1, a OTP passou a deter participação equivalente a 70% da totalidade das ações emitidas pela Companhia, sendo os demais 30% pertencentes ao FI-FGTS. Em 22 de agosto de 2011, o FI-FGTS integralizou o montante de R$ 596.500 na Companhia, mediante a conferência de 24.678.045 ações, a valor justo, de emissão da Embraport ao capital da Companhia, sendo que R$ 22.973 foram destinados ao capital social e o montante de R$ 573.527 foram destinados à conta de reserva de capital, a título de ágio na emissão de ações (Nota 14 (b)). Em 27 de outubro de 2011, a OTP emitiu 32.615.656 novas ações ordinárias, subscritas e integralizadas em sua totalidade pela OTP TransPort S.A., no valor de R$ 32.616, mediante aporte de 50% e 50% da participação detida na CBN e MTG, respectivamente, a valor contábil. Em 31 de dezembro de 2011, o capital social subscrito e integralizado da Companhia é de R$ 243.466 (em 31 de dezembro de 2010, o capital subscrito de R$ 243.466, e integralizado de R$ 220.493), composto por 243.465.794 ações ordinárias. (b) Ajuste de avaliação patrimonial – Criada pela Lei nº 11.638/07, com o objetivo de registrar os valores que, já pertencentes ao patrimônio líquido, não transitaram pelo

resultado do exercício. Os impactos desses valores no resultado do exercício ocorrerão quando da sua efetiva realização. Em 31 de dezembro de 2011, refere-se substancialmente ao ágio reconhecido pela aquisição de 33,33% de participação do FI-FGTS (Nota 14 (b)). 2011 2010 Saldo em 31 de dezembro de 2010 ................................. 6.288 Ajuste de conversão de investida no exterior (Nota 7 (b)) 3.223 1.008 Perda na transação de capital (Nota 7 (b)) ........................ (6.723) Ajuste de ICPC 01 – contratos de concessão (Nota 7 (b)) 5.280 Ajuste de avaliação patrimonial (Nota 7 (b)) ...................... 138.022 Ajuste de aplicação de CPCs 37 e 43 (*) ........................... (8.404) Saldo em 31 de dezembro de 2011 ................................. 132.406 6.288 (*) Refere-se ao reflexo da participação adquirida na Embraport sobre o ativo diferido. (c) Apropriação do lucro – De acordo com o Estatuto Social, as importâncias apropriadas às reservas de lucros são determinadas como descrito abaixo. (i) Reserva legal – É constituída mediante apropriação de 5% do lucro líquido do exercício até alcançar 20% do capital social ou até que o saldo dessa reserva, acrescido do montante da reserva de capital, exceda a 30% do capital social. (ii) Reserva para realização de investimentos (estatutária) – É constituída mediante apropriação de até 75% do lucro líquido, até que, juntamente com a reserva legal, alcance 100% do capital social. (iii) Reserva de lucros a realizar – Essa reserva foi constituída com base em lucros não realizados de acordo com os incisos I e II do parágrafo 1º do artigo 197 da Lei nº 6.404/76, alterada pela Lei nº 11.638/07, uma vez que o dividendo mínimo obrigatório supera o lucro realizado do período, cuja realização futura se dará nos termos da legislação pertinente. 2011 2010 13 Receitas e despesas financeiras Receitas financeiras Receitas com juros ....................................................... 1.733 2.195 Variações cambiais e monetárias................................. 390 4.555 Receita de aplicação financeira.................................... 104.702 24.690 6 Outros........................................................................... 106.831 31.440 Despesas financeiras Despesas com juros ..................................................... (94.170) (30.279) IOF sobre operações financeiras ................................. (1.704) (4.114) Variações cambiais monetárias.................................... (9.065) Juros mútuo.................................................................. (2.233) Comissões e despesas bancárias................................ (641) (1.466) Impostos sobre operações financeiras......................... (189) (92) Outros........................................................................... (96.607) (47.346) 10.224 (15.906) 14 Combinação de negócios – (a) Em 12 de novembro de 2010, a OdTrans adquiriu pelo valor de US$ 227,570 mil (R$ 392.660), 44,42% das ações da RTC e a totalidade dos títulos conversíveis em ações emitidos pela RTC, os quais foram convertidos em ações em 28 de fevereiro de 2011, dando à OdTrans um incremento de participação da ordem de 15,58%, elevando a participação total de 60% do capital social da RTC. Esta transação teve anuência do GERJ em 29 de dezembro de 2010. A RTC foi constituída em 5 de dezembro de 1998, com propósito de participar na Rio Trens Participações S.A. (“RTP”), controladora da SuperVia, que é uma empresa nacional, constituída em 2 de setembro de 1998, detentora de direitos e obrigações decorrentes da concessão para a prestação de serviços de transporte ferroviário de passageiros na região metropolitana do Rio de Janeiro e para execução dos investimentos contemplados no contrato de concessão e aditamentos posteriores, que lhe foi outorgado, em caráter exclusivo, pelo prazo de 25 anos. As operações da SuperVia foram iniciadas em 1º de novembro de 1998, e abrangem cinco grandes linhas ferroviárias metropolitanas e 225 quilômetros de vias permanentes. A Companhia optou por registrar a “participação de não controladores” usando o método da parcela proporcional da participação não controladora nos ativos líquidos identificáveis. Dessa forma, o montante de R$ 255.595 foi reconhecido, pela mensuração do percentual de participação não controladora de 40% aplicado sobre o valor justo dos ativos e passivos identificáveis na data de aquisição. A tabela a seguir resume a contraprestação paga para os acionistas da RTC e os valores dos ativos adquiridos e dos passivos assumidos reconhecidos na data da aquisição, bem como o valor justo na data da aquisição. Contraprestação 392.660 Caixa (A) ........................................................................................ Valores reconhecidos de ativos identificáveis adquiridos e passivos assumidos a valor justo Ativo circulante ............................................................................... 115.149 Contrato de concessão................................................................... 727.303 Contas a receber do poder público ................................................ 20.511 IR/CSL diferido ............................................................................... 80.437 Outros ativos não circulantes ......................................................... 286.930 Passivo circulante........................................................................... 74.727 Passivo não circulante.................................................................... 270.380 IR sobre diferença valor justo......................................................... 229.708 Participação dos não controladores (*) .......................................... 16.528 Total (B) ......................................................................................... 638.987 Participação dos não controladores (C) ......................................... 255.595 Total dos ativos identificáveis adquiridos e passivos assumidos a valor justo (D) = (B) - (C).............................................. 383.392 Resultado de combinação de negócio (como calculado) (D) - (A) (9.268) (*) Refere-se à participação dos acionistas não controladores da controlada indireta RTP, adquirida em 2011. Os ativos e passivos adquiridos foram avaliados a valor justo. O valor justo do ativo intangível do contrato de concessão, no valor de R$ 727.303, foi baseado na projeção dos fluxos de caixa futuros trazidos a valor presente. Os fluxos de caixa futuros foram determinados com base nas condições estabelecidas para o contrato de concessão, considerando significativamente seus dados históricos, e trazidos a valor presente com base na taxa de desconto considerando a natureza, riscos e forma de realização. Após análise dos demais ativos e passivos, a Companhia registrou ágio no montante de R$ 9.268. Em 2011, o efeito no resultado decorrente das operações da RTC consolidada, apresentado na demonstração de resultado do exercício da Companhia, é um lucro líquido de R$ 8.572 (em 2010 – prejuízo de R$ 17.706 (Nota 2.23)). (b) Em 22 de agosto de 2011, a Companhia obteve o controle da Embraport mediante a integralização de seu capital pelo acionista FI-FGTS no montante de R$ 596.500 via transferência de 33,33% das ações do capital social da Embraport. Como resultado, a participação acionária da Companhia no capital da Embraport aumentou de 24,49% para 57,82% do capital social votante. O valor justo da contraprestação transferida na data de aquisição foi de R$ 1.274.316 e baseou-se no fluxo de caixa descontado da entidade adquirida. A diferença apurada entre o valor justo e o montante integralizado no valor de R$ 138.072 foi registrada no patrimônio líquido da Companhia em conta de ajuste de avaliação patrimonial. Nos termos definidos no CPC 15 (parágrafos 41 e 42), a operação descrita foi tratada como uma “combinação de negócios realizada em estágios”, uma vez que a Companhia, anteriormente, possuía controle compartilhado sobre a Embraport. Conforme determinado na referida norma, quando da realização de uma combinação de negócios realizada em estágios, o adquirente deve mensurar novamente sua participação anterior na adquirida pelo valor justo na data de aquisição e deve reconhecer no resultado do exercício o “ganho” ou “perda” gerado nessa combinação de negócios. Adicionalmente, a Companhia optou por registrar a “participação de não controladores” usando o método da parcela proporcional da participação não controladora nos ativos líquidos identificáveis. Dessa forma, o montante de R$ 539.744 foi reconhecido, pela mensuração do percentual de participação adquirido anteriormente de 24,49% aplicado sobre o valor justo na data

e Mercado de seguros em forte expansão na AL

de aquisição. A tabela a seguir resume a contraprestação paga e os valores preliminares de ativos adquiridos e passivos assumidos reconhecidos na data de aquisição, bem como o valor justo na data da aquisição da participação não controladora na Embraport: Contraprestação Valor justo da contraprestação transferida................................... 734.572 Avaliação da participação anterior 539.744 Valor justo da participação adquirida anteriormente .................... Total (A) ....................................................................................... 1.274.316 Valores reconhecidos de ativos identificáveis adquiridos e passivos assumidos a valor justo Ativo circulante ............................................................................. 135.127 Ativo não circulante ...................................................................... 58.205 Imobilizado ................................................................................... 368.992 Intangível – licenças ..................................................................... 4.229 Passivo circulante......................................................................... 66.571 1.987 IR/CS diferidos ............................................................................. Total (B) ....................................................................................... 497.995 210.054 Participação dos não controladores (C) ....................................... 287.941 Participação da controladora (57,82%) (D) = (B) - (C) ............. Ágio – rentabilidade futura (A) - (D).......................................... 986.376 Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia ainda não havia finalizado a contabilização da compra, visto que ainda estavam em andamento os processos de levantamento de informações dos ativos e passivos adquiridos e assumidos, e como consequência a mensuração dos valores justos envolvidos. Assim, como resultado dessa transação, a Companhia reconheceu em caráter preliminar um ágio no montante de R$ 986.376, conforme demonstrado acima. Tal alocação será devidamente concluída até agosto de 2012. Referido ativo não é amortizado, sujeitando-se ao teste anual de sua recuperabilidade. A participação detida anteriormente foi avaliada a valor justo na data da aquisição em 22 de agosto de 2011. A diferença entre a participação detida anteriormente e o valor justo foi reconhecida no resultado do exercício e totalizou R$ 264.765, líquido de imposto de renda e contribuição social diferidos no montante de R$ 136.394 (Nota 11(a)). 15 Eventos subsequentes – Em 12 de fevereiro de 2012, a Companhia adquiriu 1.999.375 ações da empresa Nascon Participações S.A. pelo montante de R$ 62.640, dos quais R$ 40.000 foram integralizados no ato e o restante será integralizado em moeda corrente em até 12 meses. A empresa tem como objeto social: serviços cominados de escritório e apoio administrativo; atividades de intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, exceto imobiliários; representantes comerciais e agentes de comércio de mercadorias em geral não especializado; operações de terminais, compreendendo as atividades de operações de terminais marítimos e terrestres, de uso público ou privado, armazenamento no parque portuário de mercadorias provenientes ou destinadas a embarcações; operação e gestão de equipamentos destinados a carga e descarga; e carga e descarga de embarcações com gestão de equipamentos. DIRETORIA Paulo Henyan Yue Cesena – Diretor Presidente Carlos Alberto do Prado Irineu Berardi Meireles Juliana Sá Vieira Baiardi Sinay Neves Juliane Pfeiffer Marinho Marcelo Felberg Michael Machado Renato Ferreira de Mello Júnior Contador Herbert Adriano Quirino dos Santos – CRC-1BA 022588/O-1 “S” SP

Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Aos administradores e acionistas da Odebrecht TransPort Participações S.A. Examinamos as demonstrações financeiras da Odebrecht TransPort Participações S.A. (“Companhia”) que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras – A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. Responsabilidade dos auditores independentes – Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião – Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Odebrecht TransPort Participações S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Outros assuntos. Demonstrações financeiras consolidadas – Conforme descrito na Nota 2.1, a Companhia elaborou suas demonstrações financeiras consolidadas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011 de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, e as apresentou em separado dessas demonstrações financeiras individuais, sobre as quais emitimos relatório de auditoria, sem modificação, com data de 6 de março de 2012. Essas demonstrações financeiras individuais devem ser lidas em conjunto com as demonstrações financeiras consolidadas. Salvador, 6 de março de 2012.

PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5

Felipe Edmond Ayoub Contador CRC 1SP187402/O-4

O mercado de seguros da AL está em franca expansão na comparação com a Europa e merece o interesse dos investidores. Filomeno Mira, vice-presidente da Fundación Mapfre

conomia

Sensor: projeções divergentes para o PIB de 2012.

Estudo mostra expansão de 19% ao ano no volume de prêmios pagos nos países da América Latina

O

mercado de seguros latinoamericano pode ultrapassar os 100 bilhões de euros em prêmios neste ano, segundo Filomeno Mira, vice-presidente da Fundación Mapfre. Isso porque, conforme o estudo "El mercado asegurador latinoamericano", divulgado ontem pela entidade, o volume de prêmios emitido na América Latina apresentou expansão de 19,3% em 2010, atingindo 91,37 de bilhões de euros. Caso a região mantenha o ritmo de crescimento de cerca de 19% nos dois anos seguintes, 2011 e 2012, a cifra pode saltar para 130 bilhões de euros ao final de 2012. "A América Latina é o oposto da Europa. Sua economia tem sido estimulada pelo dinamismo da demanda interna e a valorização das suas moedas locais frente ao euro", avaliou Filomeno Mira, durante evento de divulgação do estudo da Fundación Mapfre. Esta realidade, de acordo com ele, aplica-se ao mercado de seguros latino-americano e os grupos internacionais podem contribuir bastante para elevar o dinamismo da região. Mira também destacou a importância de mudanças regulamentares, como no mercado de microsseguros, voltados

para a população de baixa renda. "O mercado de seguros da América Latina está em franca expansão na comparação com a Europa e merece o interesse dos investidores", avaliou ele. Sobre o Brasil, embora o mercado espere um crescimento menor em

100 bilhões de euros é quanto o mercado de seguros latinoamericano irá pagar em prêmios neste ano, segundo estudo da Fundación Mapfre. 2012, de 12,8% segundo projeções da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg), Bento Zanzini, diretor geral do grupo BBMapfre, aposta em uma expansão maior. "A taxa de

elevação de 12,8% prevista para 2012 é um indicador robusto diante da crise global. O mercado de seguros brasileiro deve crescer no mínimo 15% em 2012", afirmou o executivo. Patrimônio -Os dados mais recentes disponíveis, também publicados ontem, mostram que, na primeira metade de 2011, o mercado de seguros latino-americano teve crescimento nominal de 18,1%, para 50,4 bilhões de euros ante o mesmo intervalo do ano anterior. O ramo não vida, que inclui os seguros de patrimônio, teve o maior crescimento, de 18,9%, ante alta de 16,8% de apólices do segmento de pessoas. Em 2010, o Brasil, com uma participação de 42,5%, permaneceu como o maior mercado da região, à frente de México e Porto Rico. Os três primeiros colocados respondem por 67,1% dos prêmios registrados na América Latina. Já os prêmios cedidos ao mercado de resseguros global chegaram a 12% entre os anos de 2006 e 2010. No ano de 2010, o volume total de prêmios chegou a 10,6 bilhões de euros, sendo que cerca de 50% correspondem ao segmento de danos, que inclui as indenizações pagas pelos eventos de incêndio e terremoto. (AE)

P

esquisa Sensor divulgada ontem mostrou que a previsão do governo para o crescimento da economia não está alinhada com a expectativa de associações do setor produtivo brasileiro consultadas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Enquanto a projeção do governo Dilma Rousseff é de crescimento de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do País em 2012, uma média das previsões de 44 entidades consultadas pelo Ipea aponta para um avanço de 3,5%. Diferenças ocorrem também na expectativa sobre a taxa de câmbio média para o ano e no crescimento da taxa de investimento. Enquanto a equipe econômica do governo projeta o dólar a R$ 1,80 no fim de 2012, as 44 entidades acreditam em uma taxa de R$ 1,75. Em relação à Formação

Bruta de Capital Fixo (FBCF), o Sensor prevê alta de 8,2% no ano, aquém dos 10% projetados pelo governo federal. Inflação – Para a inflação do ano, a taxa média do Sensor ficou em 5,3%, acima da meta estipulada pelo governo de 4,5% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Nesse quesito, as respostas das associações consultadas variaram entre 5,2% e 5,5% A previsão registrada pelo Ipea para a taxa de juros básica da economia (Selic) ficou em 9,5% ao ano – atualmente ela está em 9,75%. Em relação à geração de empregos em 2012, as entidades acreditam em criação de 1,9 milhão de postos de trabalho no ano, enquanto o governo Dilma projeta 2 milhões de novas vagas. No comércio exterior, as projeções para exportação são de US$ 264 bilhões. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 20 de março de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 23

UNIÃO BRASILEIRA DE VIDROS S.A. C.N.P.J. 60.837.689/0001-35 Relatório da Diretoria Senhores acionistas, em cumprimento aos dispositivos legais e estatutários, submetemos à vossa apreciação as demonstrações financeiras condensadas referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011. Colocamo-nos ao inteiro dispor de V.Sas para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. São Paulo, 24 de Fevereiro de 2012. Notas Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber Estoques Tributos a recuperar Outros ativos Não circulante Aplicações financeiras Imposto de renda e contribuição social diferidos Depósitos judiciais Tributos a recuperar

Imobilizado Intangível

Total do ativo

4 5 6

4 9 11

8

Balanços Patrimoniais 31 de Dezembro de 2011 e de 2010 (Em Milhares De Reais) 2011 2010 Passivo Circulante Fornecedores 11.179 13.689 No país 7.338 5.190 No exterior 10.552 9.307 Empréstimos 528 1.325 Salários e encargos sociais 2.559 2.294 Tributos a pagar Partes relacionadas 32.156 31.805 Juros sobre capital próprio e dividendos propostos Outros passivos 940 471 8.194 23.816 747 33.697

13.748 22.511 911 37.641

87.842 318 88.160

92.936 263 93.199

121.857

130.840

Patrimônio líquido Capital social Ajuste de avaliação patrimonial Reservas de lucros

154.013

162.645

Total do passivo e patrimônio líquido

Não circulante Partes relacionadas Provisão para demandas judiciais e administrativas Empréstimos Imposto de renda e contribuição social diferidos Outros passivos

Notas

10 7 7

7 11 10 9

2011

2010

2.527 27 3.972 2.298 1.554 5.249 132 1.016 16.775

917 67 4.065 1.683 1.592 4.193 1.161 454 14.132

2.879 22.432 15.956 2.656 33 43.956

8.786 21.560 19.527 1.821 51.694

45.000 2.462 45.820 93.282 154.013

45.000 2.462 49.357 96.819 162.645

12

Demonstrações das mutações do patrimônio líquido Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010 (Em milhares de Reais - R$) Outros resultados Reservas Reservas de capital abrangentes de lucros Ajuste de Capital Incentivos Reserva avaliação Lucros Notas social fiscais de ágio patrimonial Legal retidos Em 31 de dezembro de 2009 41.781 1.007 161 2.462 840 38.577 Aumento de capital (AGEO de 30 de abril de 2010) 3.219 (1.007) (161) (2.051) Lucro líquido do exercício 15.065 Juros s/ capital propostos 12d Dividendos propostos 12d Apropriação para reserva legal 12b 653 Dividendos prescritos 29 Destinação do lucro - Constituição de reservas de lucro 12c 11.338 Em 31 de dezembro de 2010 45.000 2.462 1.493 47.864 Aumento de capital Lucro líquido do exercício 17.457 Dividendos propostos 12d (21.000) Outros 6 Destinação do lucro - Constituição de reservas de lucros 12c 17.457 Em 31 de dezembro de 2011 45.000 2.462 1.493 44.327

Lucros acumulados 15.065 (2.000) (1.103) (653) 29 (11.338) 17.457 6 (17.457) -

Total do patrimônio líquido 84.828 (2.000) (1.103) 96.819 (21.000) 93.282

Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras 31 de Dezembro de 2011 e de 2010 (Em Milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) 1. Informações sobre a Companhia: A União Brasileira de Vidros S/A ("Companhia") é uma Sociedade anônima de capital Os títulos vencidos há mais de 90 dias e não provisionados possuem contrato de confissão de dívida e estão sendo cumpridas fechado com sede na Avenida Senador Teotônio Vilela, s/n - Km 30, em São Paulo, Estado de São Paulo. A Companhia tem como conforme acordo. atividade preponderante a industrialização, comercialização, representação, importação e exportação de vidros e cristais. 2. Base 6. Estoques: de preparação e apresentação das demonstrações financeiras: 2.1. Base de preparação das demonstrações fi2011 2010 nanceiras: As demonstrações financeiras da Companhia foram preparadas e estão sendo apresentadas de acordo com as práticas Produtos acabados 5.398 4.860 contábeis adotadas no Brasil. Com base nas disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações, em conformidade com os Matérias-primas 1.439 2.161 pronunciamentos, orientações e interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (a seguir designado como Produtos em elaboração 153 153 CPC) aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade, ou seja, aplicação integral dos pronunciamentos contábeis emitidos até a Materiais auxiliares e outros 2.694 1.847 data base destas demonstrações financeiras. As demonstrações financeiras são elaboradas com base em diversas bases de avaliação Importações em andamento 870 828 utilizadas nas estimativas contábeis. As estimativas contábeis envolvidas na preparação das demonstrações financeiras são basea- Provisão para ajuste ao valor de realização (2) (542) das em fatores objetivos e subjetivos, com base no julgamento da Administração para determinação do valor adequado a ser regis10.552 9.307 trado nas demonstrações financeiras. Itens significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem a seleção de vidas úteis do ativo imobilizado e de sua recuperabilidade nas operações, avaliação dos ativos financeiros pelo valor justo, estimativas do valor A movimentação da provisão para ajuste ao valor de realização está demonstrada a seguir: Saldo 31/12/2009 (399) em uso dos terrenos e edificações, análise do risco de crédito para determinação da Provisão de Devedores Duvidosos. Assim como da análise dos demais riscos para determinação de outras provisões, inclusive para demandas judiciais e administrativas. A AdmiAdições (542) nistração da Companhia autorizou a conclusão da elaboração das demonstrações financeiras em 24 de fevereiro de 2012. 3. SumáBaixas 399 rio das principais práticas contábeis: As principais práticas contábeis adotadas na elaboração dessas demonstrações finanSaldo 31/12/2010 (542) ceiras estão descritas a seguir: i) Caixa e equivalentes de caixa: Correspondem aos saldos de disponibilidades e aplicações finanAdições (11) ceiras de liquidez com conversibilidade imediata ou com prazo de resgate inferior a 90 dias da data das transações e com risco inBaixas 551 significante de mudanças de seu valor de mercado. ii) Instrumentos financeiros: Classificação e mensuração. A Companhia classiSaldos 31/12//2011 (2) fica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado e recebíveis. A classifica7. Partes relacionadas: Transações e saldos: ção depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A administração determina a classificação de seus 2011 2010 ativos financeiros no reconhecimento inicial. Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado: Os ativos finanCWMSPE ceiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são ativos financeiros mantidos para negociação ativa e frequente. Os gaSV Holding Emp. e SV Holding nhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado Ltda. Outros Total Part. S/A Ltda. Outros Total são apresentados na demonstração do resultado em "resultado financeiro" no período em que ocorrem, a menos que o instrumento tenha sido contratado em conexão com outra operação. Nesse caso, as variações são reconhecidas na mesma linha do resultado Saldos passivos: afetada pela referida operação. Recebíveis: Incluem-se nesta categoria os recebíveis que são ativos financeiros não derivativos com Circulante pagamentos fixos ou determináveis, não cotados em um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com Contas a pagar 3.963 1.286 5.249 4.193 4.193 prazo de vencimento superior a 12 meses após a data de emissão do balanço (estes são classificados como ativos não circulantes). Dividendos propostos 83 83 862 241 1.103 Os recebíveis da Companhia compreendem as contas a receber de clientes, demais contas a receber, exceto os investimentos de Juros sobre capital próprio 49 49 58 58 curto prazo. Os recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa de juros efetiva. iii) Contas a receber Total circulante 3.963 1.418 5.381 862 4.193 299 5.354 de clientes: As contas a receber de clientes são registradas pelo montante original da venda deduzidas as provisões para créditos de Não circulante liquidação duvidosa dessas contas a receber. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é constituída quando existe uma evidência objetiva de que a Companhia não será capaz de cobrar todos os valores devidos de acordo com os prazos originais das Contas a pagar 1.932 947 2.879 8.786 8.786 contas a receber. O valor da provisão é a diferença entre o valor contábil e o valor estimado de realização. iv) Estoques: Os estoques são apresentados pelo menor valor entre o custo e o valor líquido realizável. O custo é determinado usando-se o método da média Total não circulante 1.932 947 2.879 8.786 8.786 ponderada móvel. O custo dos produtos acabados e dos produtos em elaboração compreende matérias-primas, mão de obra direta, outros custos diretos e despesas gerais de produção relacionadas (com base na capacidade operacional normal). A provisão para As contas a pagar, no montante de R$8.128 (R$12.979 em 2010), são devidas exclusivamente aos antigos acionistas da Brasmetal ajuste ao valor de realização é estabelecida quando existe uma evidência objetiva de que a Companhia não será capaz recuperar os lndustrial S.A., conforme deliberado pelo Conselho de Administração. A exigibilidade desses débitos está sujeita à realização dos custos incorridos nos produtos acabados. O valor da provisão é a diferença entre o valor contábil e o valor realizável. v) Imposto de créditos tributários decorrentes da amortização de ágio, prejuízo fiscal e base negativa registrado no realizável a longo prazo, no renda e contribuição social - Correntes e diferidos e tributos sobre as vendas. Ativos e passivos tributários correntes do último montante de R$8.194 (R$13.748 em 2010). Essas contas a pagar não estão sujeitas a encargos financeiros. (b) Remuneração do exercício e de anos anteriores são mensurados ao valor recuperável esperado ou a pagar para as autoridades fiscais. As alíquotas de pessoal-chave da Administração: O valor agregado da remuneração concedida aos administradores, conselheiros e membros do imposto e as leis tributárias usadas para calcular o montante são aquelas que estão em vigor ou substancialmente em vigor na data comitê executivo por serviços prestados nas respectivas áreas de competência, no exercício findo em 31 de dezembro de 2011, foi do balanço. A tributação sobre o lucro compreende o imposto de renda e a contribuição social que são calculados com base nos de R$1.652 (R$1.559 em 2010). resultados tributáveis (lucro ajustado), às alíquotas aplicáveis segundo a legislação vigente sendo: 15%, acrescido de 10% sobre o 8. Imobilizado que exceder a R$240 anuais para o imposto de renda e 9% para a contribuição social. Portanto, as adições ao lucro contábil de Edificações e Equipamentos Móveis e Equip. Total em Obras em Imobilizado despesa, temporariamente não dedutível, ou exclusões de receita, temporariamente não tributável, consideradas para apuração do Terrenos benfeitorias e instalações Veículos utensílios informática operação andamento total lucro tributável corrente, geram créditos ou débitos tributários diferidos. Imposto diferido é gerado por diferenças temporárias na Saldos em data do balanço entre as bases fiscais de ativos e passivos e seus valores contábeis. Impostos diferidos passivos são reconhecidos 31 de dezembro para todas as diferenças tributárias temporárias. Impostos diferidos ativos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias de 2009 5.354 18.729 73.780 148 350 143 98.504 408 98.912 dedutíveis, créditos e perdas tributários não utilizados, na extensão em que seja provável que o lucro tributável esteja disponível para Aquisição 820 214 12 13 1.059 2.284 3.343 que as diferenças temporárias dedutíveis possam ser realizadas, e créditos e perdas tributários não utilizados possam ser utilizados. Alienação (baixa) (822) (67) (21) (4) (914) (167) (1.081) Impostos diferidos. O valor contábil dos impostos diferidos ativos é revisado em cada data do balanço e baixado na extensão em que Transferências 298 730 1.028 (1.028) não é mais provável que lucros tributáveis estarão disponíveis para permitir que todo ou parte do ativo tributário diferido venha a ser Depreciação (721) (7.364) (44) (56) (53) (8.238) (8.238) utilizado. Impostos diferidos ativos e passivos são mensurados à taxa de imposto que é esperada de ser aplicável no ano em que o Saldos em ativo será realizado ou o passivo liquidado, com base nas taxas de imposto (e lei tributária) que foram promulgadas nas datas dos 31 de dezembro balanços. Imposto diferido relacionado a itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido também é reconhecido no patrimônio de 2010 5.354 18.306 67.144 251 285 99 91.439 1.497 92.936 líquido, e não na demonstração do resultado. Itens de imposto diferido são reconhecidos de acordo com a transação que originou o Custo total 5.354 27.091 114.914 306 754 685 149.104 1.497 150.601 imposto diferido, no resultado abrangente ou diretamente no patrimônio líquido. As receitas de vendas estão sujeitas à tributação Depreciação acumulada (8.785) (47.770) (55) (469) (586) (57.665) (57.665) pelo ICMS às alíquotas vigentes em cada região e à tributação pelo PIS e COFINS na modalidade não cumulativa às alíquotas de 5.354 18.306 67.144 251 285 99 91.439 1.497 92.936 1,65% e 7,60% para o PIS e a COFINS, respectivamente, e pelo ICMS às alíquotas vigentes em cada Estado. vi) Depósitos judiciais: Valor residual Existem situações em que a Companhia questiona a legitimidade de determinados passivos ou ações movidas contra si. Por conta Saldos em 31 de dezembro desses questionamentos, por ordem judicial ou por estratégia da própria administração, os valores em questão podem ser deposide 2010 5.354 18.306 67.144 251 285 99 91.439 1.497 92.936 tados em juízo, sem que haja a caracterização da liquidação do passivo. vii) Conversão em moeda estrangeira: As demonstrações 19 20 39 2.464 2.503 financeiras são apresentadas em Reais (R$), que é a moeda funcional da Companhia. Transações e saldos. As transações em moeda Aquisição (139) (24) (1) (164) (539) (703) estrangeira são inicialmente registradas à taxa de câmbio da moeda funcional em vigor na data da transação. Os ativos e passivos Alienação (baixa) monetários denominados em moeda estrangeira são reconvertidos à taxa de câmbio da moeda funcional em vigor nas datas dos Transferências 598 1.334 28 460 2.420 (2.420) balanços. viii) Imobilizado: Terrenos, edificações e benfeitorias, instalações e máquinas e equipamentos são os principais itens do Depreciação (450) (6.297) (46) (52) (49) (6.894) (6.894) imobilizado e são demonstrados pelo valor justo como custo atribuído ou pelo custo de aquisição, combinado com a depreciação Saldos em dos bens imobilizados pelo método linear, às taxas anuais, considerando, quando aplicável, média ponderada, mencionada na Nota 31 de dezembro 8. Ganhos e perdas em alienações são determinados pela comparação dos valores de alienação com o valor contábil e são incluídos de 2011 5.354 18.334 62.177 205 260 510 86.840 1.002 87.842 no resultado. Quando os ativos reavaliados são vendidos, os valores incluídos na reserva de reavaliação são transferidos para lucros Custo total 5.354 24.929 116.076 305 779 830 148.273 1.002 149.275 acumulados. O ativo imobilizado da Companhia é segregado em classes bem definidas e relacionadas às suas atividades operacio- Depreciação acumulada (6.595) (53.899) (100) (519) (320) (61.433) - (61.433) nais; a Companhia possui controles eficazes sobre os bens do ativo imobilizado que possibilitam a identificação de perdas e mu- Valor residual 5.354 18.334 62.177 205 260 510 86.840 1.002 87.842 danças de estimativa de vida útil dos bens. Máquinas e equipamentos são apresentados ao custo, líquido de depreciação acumulada. Taxas anuais Não foram identificados indicadores de perdas na realização dos itens do ativo imobilizado. ix) Intangível: Os ativos intangíveis são ponderadas de compostos principalmente por softwares e licenças de uso, os quais são amortizados ao longo da vida útil-econômica e avaliados Depreciação - % - 2011 1,8 5,4 15,1 6,7 5,9 em relação à perda por redução ao valor recuperável sempre que houver indicação de perda de valor econômico do ativo. A amortiEm conformidade com o CPC 27 - Ativo imobilizado, a Companhia revisou a vida útil-econômica de todas as classes de seu ativo imobilizado. zação de ativos intangíveis com vida definida é reconhecida na demonstração do resultado na categoria de despesa consistente com Em 31 de dezembro de 2010, o saldo de imobilizado em andamento refere-se à modernização de equipamentos e instalações. a utilização do ativo intangível. x) Redução ao valor recuperável de ativos: O imobilizado e outros ativos não circulantes, inclusive os ativos intangíveis, são revistos anualmente para se identificar evidências de perdas não recuperáveis, ou ainda, sempre que eventos 9. Imposto de renda e contribuição social: 2011 2010 ou alterações nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. Quando este for o caso, o valor recuperável é calculado para verificar se há perda. Quando houver perda, ela é reconhecida pelo montante em que o valor contábil do ativo Ativo: ultrapassa seu valor recuperável, que é o maior entre o preço líquido de venda e o valor em uso de um ativo. Para fins de avaliação, Crédito tributário da: 4.337 8.728 os ativos são agrupados no menor grupo de ativos para o qual existem fluxos de caixa identificáveis separadamente. Em 31 de de- Amortização de ágio 2.295 3.006 zembro de 2011, a Administração não identificou perdas a serem provisionadas. xi) Provisões: Provisões são reconhecidas quando Prejuízos fiscais 826 1.100 a Companhia tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) em consequência de um evento passado, é provável que bene- Base negativa da CSLL 736 914 fícios econômicos sejam requeridos para liquidar a obrigação e uma estimativa confiável do valor da obrigação possa ser feita. xii) Diferenças temporárias 8.194 13.748 Participação nos lucros e resultados: A Companhia possui programa de participação nos lucros e resultados que contempla todos Não circulante os funcionários onde são estabelecidas metas de redução de desperdício, redução de sucata, aumento da produtividade e redução de acidentes. Estes custos são reconhecidos como "salários e encargos" e são provisionados ao final de cada exercício. xiii) Em- Passivo: préstimos: Os empréstimos tomados são reconhecidos inicialmente no recebimento dos recursos líquidos dos custos de transação. IR e CSLL diferido sobre diferenças de vida útil do ativo imobilizado 1.295 460 Em seguida, os empréstimos tomados são apresentados pelo custo amortizado, isto é, acrescidos de encargos e juros proporcionais IR e CSLL diferido ao custo atribuído 1.353 1.353 ao período incorrido ("pro rata temporis"). xiv) Reconhecimento de receita: A receita compreende o valor faturado pela venda de Outras diferenças temporárias 8 8 mercadorias e serviços. A receita pela venda de mercadorias é reconhecida quando os riscos significativos e os benefícios de pro- Não circulante 2.656 1.821 priedade das mercadorias são transferidos para o comprador. Portanto, o reconhecimento ocorre quando o produto é entregue ao Os valores dos ativos fiscais diferidos apresentam as seguintes expectativas de realização: comprador. xv) Ajuste a valor presente de ativos e passivos: Os ativos e passivos monetários de longo prazo são atualizados mone2011 2010 tariamente e, portanto, estão ajustados pelo seu valor presente. O ajuste a valor presente de ativos e passivos monetários de curto Período de realização: prazo é calculado, e somente registrado, se considerado relevante em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Para fins de registro e determinação de relevância, o ajuste a valor presente é calculado levando em consideração os fluxos de caixa 2012 5.024 11.898 contratuais e a taxa de juros explícita e, em certos casos, implícita, dos respectivos ativos e passivos. Com base nas análises efetu3.170 1.850 adas e na melhor estimativa da Administração, a Companhia concluiu que o ajuste a valor presente de ativos e passivos monetários 2013 e 2014 8.194 13.748 circulantes é irrelevante em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto, não registrando ajustes desta natureza. xvi) A conciliação entre a despesa tributária e o resultado da multiplicação do lucro contábil pela alíquota fiscal local nos exercícios Julgamentos, estimativas e premissas contábeis significativas: Julgamentos. A preparação das demonstrações financeiras da Companhia requer que a administração faça julgamentos e estimativas e adote premissas que afetam os valores apresentados de receitas, findos em 31 de dezembro de 2010 e de 2009 está descrita a seguir: 2011 2010 despesas, ativos e passivos, bem como as divulgações de passivos contingentes, na database das demonstrações financeiras. Contudo, a incerteza relativa a essas premissas e estimativas poderia levar a resultados que requeiram um ajuste significativo ao 26.602 22.192 valor contábil do ativo ou passivo afetado em períodos futuros. Estimativas e premissas: As principais premissas relativas a fontes Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 34 34 de incerteza nas estimativas futuras e outras importantes fontes de incerteza em estimativas na data do balanço, envolvendo risco Alíquota nominal (25% de IR e 9% de CSLL) 9.045 7.545 significativo de causar um ajuste significativo no valor contábil dos ativos e passivos no próximo exercício financeiro, são discutidas Imposto de renda e contribuição social, nominais a seguir. Valor justo de instrumentos financeiros. Quando o valor justo de ativos e passivos financeiros apresentados no balanço patrimonial não puder ser obtido de mercados ativos, é determinado utilizando técnicas de avaliação, incluindo o método de fluxo Diferenças permanentes, líquidas 100 (418) de caixa descontado. Os dados para esses métodos se baseiam naqueles praticados no mercado, quando possível, contudo, quando Despesa de imposto de renda e contribuição social no exercício 9.145 7.127 isso não for viável, um determinado nível de julgamento é requerido para estabelecer o valor justo. O julgamento inclui considera- 10. Empréstimos: ções sobre os dados utilizados, como por exemplo, risco de liquidez, risco de crédito e volatilidade. Mudanças nas premissas sobre Descrição Encargos esses fatores poderiam afetar o valor justo apresentado dos instrumentos financeiros. Impostos. Existem incertezas com relação à financeiros interpretação de regulamentos tributários complexos e ao valor e época de resultados tributáveis futuros. Dado o amplo aspecto de incidentes Vencimento 2011 2010 relacionamentos de negócios internacionais, bem como a natureza de longo prazo e a complexidade dos instrumentos contratuais Arrendamento mercantil 14,7% a.a. Set/2012 42 290 existentes, diferenças entre os resultados reais e as premissas adotadas, ou futuras mudanças nessas premissas, poderiam exigir Moeda nacional (BNDES para liquidar obrigações junto a fornecedores) (a) 10,3% a.a Jan/2017 2.429 2.908 ajustes futuros na receita e despesa de impostos já registrada. A Companhia constitui provisões, com base em estimativas cabíveis, Moeda nacional (BNDES para liquidar obrigações junto a fornecedores) (a) 9,8% a.a. Jan/2017 13.792 16.505 para possíveis consequências de auditorias por parte das autoridades fiscais das respectivas jurisdições em que opera. O valor Moeda nacional (BNDES para liquidar obrigações junto a fornecedores) (a) 9,2% a.a. Jan/2017 3.665 3.889 dessas provisões baseia-se em vários fatores, como experiência de auditorias fiscais anteriores e interpretações divergentes dos 19.928 23.592 regulamentos tributários pela entidade tributável e pela autoridade fiscal responsável. Essas diferenças de interpretação podem Circulante (3.972) (4.065) surgir numa ampla variedade de assuntos, dependendo das condições vigentes no respectivo domicílio da Companhia. Não circulante 15.956 19.527 4. Caixa e equivalentes de caixa: 2011 2010 Notas: Caixa 13 14 (a) Garantias: hipoteca de imóvel e forno e aval da SV Holding Ltda. Em janeiro de 2009, a Companhia concretizou a captação de Bancos 5.685 5.722 recursos para o financiamento da modernização da planta industrial e instalação de um novo forno para fundição de vidro plano. Aplicações financeiras 6.421 8.424 Em 31 de dezembro de 2011, estes financiamentos são de R$19.928 (R$23.592 em 2010) que vêm sendo amortizados em 84 12.119 14.160 meses desde 15 de fevereiro de 2010, data de vencimento da primeira parcela. A Companhia está sujeita a cláusulas restritivas que Circulante 11.179 13.689 não envolvem indicadores financeiros existentes nos contratos de financiamento com pleno atendimento de todas essas em 31 de Não circulante (a) 940 471 dezembro de 2011. Prazo de vencimento dos empréstimos: As aplicações financeiras classificadas como caixa e equivalente de caixa compreendem os saldos de caixa, depósitos bancários Vencimento 2011 à vista e aplicações financeiras com prazo de resgate de até 90 dias da data de aplicação, corrigida pela taxa de 100% do CDI. 2012 3.972 (a) O montante classificado no não circulante refere-se às aplicações financeiras que serão mantidas até o vencimento, com reco2013 3.852 nhecimento do valor justo no resultado financeiro no resultado do exercício. 2014 3.852 5. Contas a receber: 2015 3.852 2011 2010 2016 3.852 Contas a receber 2017 548 No país 7.407 5.407 Total 19.928 No exterior 444 456 11. Provisão para demandas judiciais e administrativas: Nas datas das demonstrações financeiras, a Companhia apresen7.851 5.863 Provisão para créditos de liquidação duvidosa (513) (673) tava os seguintes passivos e correspondentes depósitos judiciais, relacionados a demandas judiciais e administrativas: Atualizações/ Atualizações/ 7.338 5.190 31/12/2009 ingressos Baixas 31/12/2010 ingressos Baixas 31/12/2011 2011 2010 Tributárias: A vencer 4.754 4.202 IPI 10.579 9.877 20.456 1.168 21.624 Títulos vencidos Outros 72 72 8 80 De 1 a 30 dias 1.284 896 10.579 9.949 20.528 1.176 21.704 De 31 a 60 dias 266 92 De 61 a 90 dias 409 Trabalhistas 1.885 317 (1.170) 1.032 102 (406) 728 Mais de 91 dias 1.138 673 12.464 10.266 (1.170) 21.560 1.278 (406) 22.432 Total 7.851 5.863 Depósitos judiciais (11.841) (10.670) (22.511) (1.305) (23.816) A movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa está demonstrada a seguir: 623 (404) (1.170) (951) (27) (406) (1.384) Saldo 31/12/2009 (982) Provisões para demandas judiciais: A Companhia registrou provisões, as quais envolvem considerável julgamento por parte da Adições (16) Administração, para contingências trabalhistas e cíveis para as quais é provável que uma saída de recursos envolvendo benefícios Reversões 191 econômicos seja necessária para liquidar a obrigação e uma estimativa razoável possa ser feita do montante dessa obrigação. A Baixas 134 avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências dispoSaldo 31/12/2010 (673) níveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados Adições (272) externos. A Companhia e suas controladas revisaram suas estimativas e consideram as provisões existentes suficientes para cobrir Reversões eventuais perdas relacionadas a estes processos. (a) Natureza das contingências: A Companhia é parte envolvida em processos Baixas 432 tributários e trabalhistas, e está discutindo essas questões tanto na esfera administrativa como na judicial, as quais, quando aplica Saldo 31/12/2011 (513) leis são amparadas por depósitos judiciais. As provisões para as eventuais perdas decorrentes desses processos são estimadas e

Demonstrações do resultado Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 e de 2010 (Em milhares de Reais - R$, exceto informação por ação expressa em Reais) Notas 2011 Receita líquida das vendas Custo dos produtos vendidos Lucro bruto Receitas/(despesas) operacionais Com vendas Gerais e administrativas Outras receitas/(despesas) operacionais, líquidas Lucro operacional antes do resultado financeiro Resultado financeiro Despesas financeiras Receitas financeiras Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social Imposto de renda e contribuição social Do exercício Diferidos Lucro líquido do exercício Lucro líquido por lote de mil ações do capital social no fim do exercício - R$

2010

13

92.587 (53.558) 39.029

86.979 (54.505) 32.474

14 15

(2.654) (6.601) (816) 28.958

(2.804) (6.498) 722 23.894

16 16

(4.378) 2.022 (2.356) 26.602

(3.944) 2.242 (1.702) 22.192

9 9

(3.034) (6.111) 17.457

(1.842) (5.285) 15.065

0,0182

0,0157

Demonstrações dos fluxos de caixa - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010 (Em milhares de Reais - R$) 2011 2010 Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro líquido do exercício 17.457 15.065 Ajustes para conciliar o resultado ao caixa e equivalentes de caixa gerado pelas atividades operacionais: Depreciação do ativo imobilizado 6.181 8.238 Valor residual do ativo imobilizado e intangível baixado (164) 337 Provisão para demandas judiciais e administrativas 872 (404) Imposto de renda e contribuição social diferidos 6.111 5.285 Provisão para créditos de liquidação duvidosa 272 (309) Provisão para ajuste ao valor de realização de estoques (540) 143 Juros e variação cambial sobre empréstimos 407 3.183 30.956 31.538 (Acréscimo) e decréscimo de ativos: Contas a receber (2.148) (80) Estoques (705) (844) Tributos a recuperar 961 1.217 Movimentação dos depósitos judiciais (1.305) (981) Outros ativos (719) (1.351) Acréscimo e (decréscimo) de passivos: Fornecedores nacionais 1.610 164 Fornecedores estrangeiros (40) (468) Salários e encargos sociais 615 (102) Tributos a pagar 741 (118) Partes relacionadas (4.851) (11.354) Imposto de renda e contribuição social diferido (1.619) Outros passivos 169 (193) Caixa líquido proveniente das atividades operacionais 24.924 15.809 Fluxos de caixa das atividades de investimentos Aquisições de bens do ativo imobilizado (1.964) (1.059) Aquisições de bens do ativo intangível (114) (162) Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos (2.078) (1.221) Fluxos de caixa das atividades de financiamento Distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio (22.029) (5.184) Pagamentos de empréstimos e financiamentos (3.327) (18.083) Caixa líquido proveniente das atividades de financiamento (25.356) (23.267) Acréscimo/(decréscimo) líquido no caixa e equivalentes de caixa (2.510) (8.679) Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 13.689 22.368 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 11.179 13.689 (2.510) (8.679) atualizadas pela Administração, amparada pela opinião de seus consultores legais externos. Contingências tributárias - referem-se a discussões sobre o crédito prêmio de Imposto sobre Produtos Industrializados - lPI nas exportações de manufaturados relacionado ao Decreto-lei nº 491/69 e a garantia em execuções fiscais. No dia 13 de agosto de 2009, foi proferido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal a extinção do crédito-prêmio de IPI em outubro de 1990. Para tanto, existe depósitos judiciais na totalidade de compensação e perda na mesma proporção, devidamente provisionada. Contingências trabalhistas e previdenciárias - consistem, principalmente, em reclamações sobre reconhecimento de paradigmas de funções, diferença da multa de FGTS e responsabilidade subsidiária, com os riscos de perda devidamente provisionados. (b) Perdas possíveis, não provisionadas no balanço: A Companhia também está discutindo ações de natureza trabalhistas e tributárias no montante de R$902 (R$932 em 2010) envolvendo riscos de perda classificados como possíveis, para as quais não há provisão constituída. Adicionalmente, existem outros processos de natureza tributária que a Companhia vem discutindo, nas diversas esferas judiciais, que não estão sendo provisionados ou classificados como contingências possíveis em virtude dos seguintes fatores: (i) Existir jurisprudência pacificada nos órgãos que tenham o poder de deliberar de forma definitiva sobre a matéria; (ii) Os advogados patrocinadores das causas são de opinião que não existem falhas processuais ou outros problemas que poderiam impactar na decisão do processo concreto da Companhia; e (iii) Os desfechos desses processos não acarretarão redução futura no patrimônio da Companhia. (c) Parcelamento e pagamento de débitos fiscais - Lei nº 11.941/09. Em 10 de agosto de 2009, a Lei nº 11.941/09 instituiu o programa de parcelamento e pagamento de débitos fiscais e previdenciários, regulamentado pela Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 06/2009, cujo período de adesão encerrou-se em 30 de novembro de 2009. c) Parcelamento e pagamento de débitos fiscais - Lei nº 11.941/09: Em abril de 2011, a Companhia em continuidade ao programa de parcelamento e pagamento de débitos instituído pela Lei nº 11.941/09, quitou débitos tributários federais inscritos na Dívida Ativa que podem assim ser resumidos: Descrição Principal Multa e juros Total PIS 509 248 757 Redução de multa e juros com utilização de prejuízo fiscal (248) Pagamento efetuado 509 A Companhia não possuía provisão para contingências registrada para os débitos tendo em vista que seus assessores jurídicos classificaram as perdas destes processos como risco possível de perda. O valor de R$509 de pagamento de referidos tributos foi registrado na conta de “Outras despesas operacionais”. O ganho correspondente à redução das multas e juros incidentes sobre os débitos tributários no valor de R$204 foi considerado nas bases de imposto de renda e contribuição social corrente no resultado do exercício. Como consequência da adesão ao pagamento de débitos fiscais de acordo com a Lei nº 11.941/09, a Companhia obriga-se à desistência das ações judiciais e renuncia a qualquer alegação de direito sobre qual se fundamenta as referidas ações. 12. Patrimônio líquido: (a) Capital social: Em 2011 foi alterada a razão social da empresa controladora da União Brasileira de Vidros S/A de CWMSPE Empreendimentos e Participações S.A para S.V. Holding Industrial S/A, passando a figurar no quadro de acionistas com este nome. O capital social, subscrito e integralizado em 31 de dezembro de 2011 e de 2010 no valor de R$45.000, é composto por 960.815.109 ações ordinárias e está distribuído como demonstrado a seguir: Ações 2011 2010 CWMSPE Empreendimentos e Participações S.A. 751.498.575 S.V. Holding Industrial S/A 751.498.575 São Clemente Participações Ltda. 192.568.808 192.568.808 Outros 16.747.726 16.747.726 960.815.109 960.815.109 (a) Reserva legal: A reserva legal é constituída anualmente como destinação de 5% do lucro Iíquido do exercício ajustada na forma da lei, e não poderá exceder a 20% do capital social. A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízo e aumentar o capital. (c) Reserva de lucros: A reserva de lucro está devidamente suportada pelo artigo 16 do Estatuto Social da Companhia. Referida reserva foi constituída no exercício de 2009, e de acordo com o artigo 199 da Lei nº 6.404/76, seu saldo está limitado ao capital social, devendo o excesso ser aplicado no aumento do capital ou na distribuição de dividendos. Em 31 de dezembro de 2011 o saldo das reservas de lucros ultrapassou o capital social. No exercício de 2012 a Assembleia deliberará sobre aplicação do excesso na integralização ou no aumento do capital social ou na distribuição de dividendos. (d) Reserva de capital - Incentivos fiscais: A reserva de capital é composta por ágio e por incentivos fiscais provenientes de exercício anterior à entrada em vigor da Lei nº 11.638/07. Foi constituída de acordo com o estabelecido no artigo 195-A da Lei das Sociedades por Ações (alterado pela Lei nº 11.638, de 2007), essa reserva recebe a parcela dos incentivos fiscais, reconhecidos no resultado do exercício e a ela destinados a partir da conta "Lucros acumulados". e) Ajustes de avaliação patrimonial: Os ajustes de custo atribuído (“deemed cost”), líquidos do imposto de renda e da contribuição social diferidos foram registrados em contrapartida da rubrica de “Ajustes de avaliação patrimonial”, em 1º de janeiro de 2009. f) Dividendos: A Administração possui como política avaliar a possibilidade de propor o maior valor possível excedente aos dividendos mínimos obrigatórios e, para isso, considera as eventuais necessidades de investimento e continuidade da Companhia. O Estatuto Social da Sociedade assegura um dividendo mínimo obrigatório anual correspondente a 25% do lucro líquido, ajustado pelas movimentações patrimoniais das reservas, conforme a legislação societária: 2011 2010 Lucro líquido do exercício 17.457 15.065 Constituição de reservas: Reserva legal (873) (653) Base de cálculo dos dividendos 16.584 14.412 Dividendos propostos 21.000 1.103 Juros sobre capital próprio propostos 2.000 21.000 3.103 13. Receita: 2011 2010 Receita bruta de vendas Mercado interno 115.235 108.583 Mercado externo 3.167 3.105 Impostos e deduções de vendas (25.815) (24.709) Receita líquida das vendas 92.587 86.979 14. Despesas com vendas: 2011 2010 Despesa com pessoal (1.362) (1.551) Despesa com propaganda e marketing (772) (864) Outras despesas com vendas (520) (389) (2.654) (2.804) 15. Despesas gerais e administrativas: 2011 2010 Despesa com pessoal (3.539) (3.594) Despesa com serviços de terceiros (1.412) (1.380) Despesa com depreciação (216) (218) Outras despesas gerais e administrativas (1.434) (1.306) (6.601) (6.498) 16. Resultado financeiro: 2011 2010 Juros e multas (2.174) (2.555) Variação monetária e cambial passiva (1.362) (523) Outras despesas financeiras (842) (866) Despesas financeiras (4.378) (3.944) Receita de aplicações financeiras 839 761 Variação monetária e cambial ativa 1.117 1.361 Outras receitas financeiras 66 120 Receitas financeiras 2.022 2.242 Resultado financeiro (2.356) (1.702) 17. Instrumentos financeiros: a) Identificação e valorização dos instrumentos financeiros: A Companhia opera com diversos instrumentos financeiros, com destaque para aplicações financeiras, duplicatas a receber de clientes, contas a pagar a fornecedores e empréstimos. Os valores registrados no ativo e no passivo circulantes têm liquidez imediata ou vencimento, em sua maioria, em prazos inferiores a três meses. Considerando o prazo e as características desses instrumentos, que são sistematicamente renegociados, os valores contábeis se aproximam dos valores justos, o qual foi basicamente determinado pela aplicação do método do fluxo de caixa descontado. Contas a receber: O risco de crédito do cliente é administrado pela Companhia, estando sujeito aos procedimentos, controles e política estabelecida pela Companhia em relação a esse risco. Os limites de crédito são estabelecidos para todos os clientes com base em critérios internos de classificação. A qualidade do crédito do cliente é avaliada com base em um sistema interno de classificação de crédito extensivo. Os recebíveis de clientes em aberto são acompanhados com frequência para monitoramento e tomada de decisão. Instrumentos financeiros e depósitos em dinheiro: O risco de crédito de saldos com bancos e instituições financeiras é administrado pela tesouraria da Companhia de acordo com a política estabelecida. Empréstimos: O valor contábil dos empréstimos se aproxima do valor de mercado. b) Risco de crédito: O risco de crédito é o risco de a contraparte de um negócio não cumprir uma obrigação prevista em um instrumento financeiro ou contrato com cliente, o que levaria ao prejuízo financeiro. A Companhia está exposta ao risco de crédito em suas atividades operacionais (principalmente com relação a contas a receber) e de financiamento, incluindo depósitos em bancos e instituições financeiras, transações cambiais e outros instrumentos financeiros. c) Risco de liquidez: O risco de liquidez consiste na eventualidade da Companhia não dispor de recursos suficientes para cumprir com seus compromissos em função das diferentes moedas e prazos de realização/liquidação de seus direitos e obrigações. O gerenciamento da liquidez e do fluxo de caixa da Companhia é efetuado diariamente pelas áreas de gestão da Companhia, de modo a garantir que a geração operacional de caixa e a captação prévia de recursos, quando necessária, sejam suficientes para a manutenção do seu cronograma de compromissos, não gerando riscos de liquidez para a Companhia. d) Risco com taxa de câmbio: O risco de câmbio é o risco de que o valor justo dos fluxos de caixa futuros de um instrumento financeiro flutue devido a variações nas taxas de câmbio. A exposição da Companhia ao risco de variações nas taxas de câmbio refere-se principalmente, às atividades operacionais da Companhia quando receitas ou despesas são denominadas em uma moeda diferente da moeda funcional da Companhia. Sensibilidade à taxa de câmbio: Em cumprimento aos dispostos CPC 38, CPC 39 e CPC 40, cada uma das operações com moeda estrangeira foi avaliada considerando um cenário de realização provável e dois cenários que possam gerar resultados adversos para a Companhia. No cenário provável foi considerada a taxa de fechamento de 31 de dezembro de 2011. Desta maneira, no cenário provável não há impacto sobre o valor justo dos instrumentos financeiros. Para os cenários adversos, considerou-se uma deterioração de 25% e 50% respectivamente nas variáveis de risco, conforme demonstrado a seguir: Deterioração Deterioração Provável de 25% de 50% Moeda estrangeira Reais Reais Reais Ativo Caixa em trânsito 126 220 165 110 Contas a receber em Dólares 254 444 333 222 380 664 498 332 Passivo Fornecedores em Dólares (15) (27) (20) (14) Empréstimos moeda estrangeira (15) (27) (20) (14) Exposição líquida 365 637 478 319 18. Seguros: A Companhia possui um programa de gerenciamento de riscos com o objetivo de delimitar os riscos, buscando no mercado coberturas compatíveis com seu porte e suas operações. As coberturas foram contratadas pelos montantes a seguir indicados, considerados suficientes pela administração para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade, os riscos envolvidos em suas operações e a orientação de seus consultores de seguros. Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia possuía as seguintes principais apólices de seguro contratadas com terceiros: Cobertura Importância segurada Seguro patrimonial (incluso lucros cessantes) 102.000 Responsabilidade civil 2.000 A Diretoria Vera Brunelli - Contadora CRC 1SP218021/O-0


DIÁRIO DO COMÉRCIO

24 -.ECONOMIA/LEGAIS

terça-feira, 20 de março de 2012

e Apple vai pagar dividendos conomia

É a primeira vez, desde 1995, que a Apple paga dividendos. O valor será de US$ 2,65 por ação. Brendan McDermid/Reuters

Empresa fundada por Steve Jobs anuncia ainda que irá recomprar até US$ 10 bilhões em ações Aly Song/Reuters

A

Apple anunciou ontem que vai iniciar em julho um pagamento regular trimestral de dividendos e que vai recomprar até US$ 10 bilhões em ações da empresa a partir do ano fiscal de 2013. A Apple tem US$ 98 bilhões em caixa, valor equivalente a US$ 104 por ação, segundo cálculos do analista Brian Marshall, do ISI Group. A última vez que a Apple pagou dividendos foi em 1995, segundo dados da Thomson Reuters. Em 1996, a empresa teve um prejuízo líquido de US$ 816 milhões. O programa de recompra de ações será executado ao longo de três anos, com o objetivo principal de minimizar o impacto de opções de ações de funcionários e concessões de ações. "Temos usado parte de nosso caixa para fazer grandes investimentos em nossos negócios por meio de maiores atividades de pesquisa e desenvolvimento, aquisições, novas lojas, pagamentos antecipados estratégicos, investimentos em nossa rede de su-

Operadores da bolsa nos Estados Unidos: Nasdaq subiu ontem 0,75%.

Bolsas sobem nos EUA e ações da empresa disparam

A

O símbolo da Apple: companhia passa por fase promissora, com US$ 98 bilhões em caixa. primentos e na construção de nossa infraestrutura", disse Tim Cook, presidente-executivo da Apple. "Vocês verão mais disso no futuro." O executivo comentou que a empresa ainda mantém "reservas de guerra" para outras

O

País perto de ter 250 milhões de linhas de celular

CNPJ. 97.837.181/0001-47

Brasil está a caminho de alcançar 250 milhões de linhas de telefonia móvel. O número deve ser atingido no cálculo fechado de março, caso seja mantido o ritmo de crescimento no início deste ano. Em fevereiro, assim como

Companhia Aberta

NIRE 35300154410

Aviso aos Acionistas PRIMEIRA EMISSÃO PRIVADA DE DEBÊNTURES Encerramento do Prazo de Exercício do Direito de Preferência e Início do Primeiro Rateio de Sobras DURATEX S.A. (“Companhia”), em continuidade ao Aviso aos Acionistas divulgado em 08.02.2012, comunica que o prazo de exercício do direito de preferência para subscrição das debêntures da Primeira Emissão Privada da Companhia encerrou-se em 15 de março de 2012, tendo sido subscritas 713.041 debêntures, equivalentes a 91,77% da emissão. Primeiro Rateio Os subscritores que manifestaram interesse em subscrever as sobras no Primeiro Rateio deverão comparecer nos locais de atendimento indicados no Aviso aos Acionistas acima mencionado, no período de 20 a 28 de março de 2012, para subscrevê-las na proporção de 8,990847% das debêntures por eles efetivamente subscritas, excluindo-se as frações, conforme tabela de preço abaixo: Data

Preço Unitário - R$

20.03.2012 21.03.2012 22.03.2012 23.03.2012 26.03.2012 27.03.2012 28.03.2012

131,416623 131,475117 131,533635 131,592181 131,650751 131,709349 131,767971

As subscrições das sobras do Primeiro Rateio que forem realizadas através da BM&FBOVESPA serão liquidadas no dia 28.03.2012, ao preço de R$ 131,767971 por debênture. Os subscritores das sobras relativas ao Primeiro Rateio deverão manifestar, em campo próprio do boletim de subscrição, o interesse de subscrever eventuais sobras de debêntures no Segundo Rateio. Informações adicionais poderão ser obtidas na Gerência Executiva de Relações com Investidores da Companhia, localizada na Avenida Paulista, 1938, 6º andar, São Paulo-SP, ou pelo telefone +55 (11) 3179-7421, fac-símile +55 (11) 3179-7355, email investidores@duratex.com.br. São Paulo (SP), 19 de março de 2012. Flavio Marassi Donatelli Diretor Executivo Financeiro e de Relações com Investidores

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 36/00851/11/05 OBJETO: FORNECIMENTO DE CAIXAS/CONTAINERS, CAIXA TIPO 1 E CAIXA TIPO 2, DESTINADOS AO ACONDICIONAMENTO E TRANSPORTE DE LÂMPADAS FLUORESCENTES TUBULARES, LÂMPADAS ELIPSOIDAIS (INCANDESCENTES, MISTAS, HALÓGENAS E VAPOR DE MERCÚRIO) E REATORES A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Fornecimento de caixas/containers, caixa tipo 1 e caixa tipo 2, destinados ao acondicionamento e transporte de lâmpadas fluorescentes tubulares, lâmpadas elipsoidais (incandescentes, mistas, halógenas e vapor de mercúrio) e reatores. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 20/03/2012, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 04/04/2012, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 20/03/2012, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

oportunidades estratégicas. Cook afirmou que a companhia mais valiosa do mundo vai usar cerca de US$ 45 bilhões do caixa nos primeiros três anos dos programas de recompra de ações e dividendos. "Para muita gente que

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 36/00975/11/05 OBJETO: AQUISIÇÃO DE FILMADORA DIGITAL A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Aquisição de Filmadora Digital. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 20/03/2012, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 09/04/2012, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 20/03/2012, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

FUNDAÇÃO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR - PROCON/SP Encontra-se aberta, na Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor - PROCON/SP, a licitação PREGÃO ELETRÔNICO nº 02/12, tipo MENOR PREÇO. Proc FP 135/12 - OC 171101170462012oc00005. Objeto: FORNECIMENTO DE VALE-ALIMENTAÇÃO PARA FUNCIONÁRIOS DA FUNDAÇÃO PROCON/SP. Data de início de envio da proposta eletrônica: 21/03/2012. A sessão pública será 10:00 horas do dia 02/04/2012 no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 19 de março de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Fátima Ferro e Aço Ltda. Requerido: Metalúrgica Regina Ltda. Avenida do Arvoeiro, 450 – Parque das Árvores - 2ª Vara de Falências.

tem essa ação, algum dividendo é melhor do que nenhum dividendo", disse Colin Gillis, analista do BCG Partners. A Apple divulgou que fará pagamento regular de dividendo de US$ 2,65 por ação em julho. (Reuters)

em janeiro, a quantidade de novos acessos foi a maior registrada para o mês em 13 anos. O adicional de 2,4 milhões de unidades em fevereiro representou crescimento de 1% em relação ao mês anterior e elevou para 247,6 mi-

s bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam em alta ontem, estendendo o rali recente após a Apple dizer que pagará dividendos e que fará uma recompra de ações. O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, avançou 0,05%, para 13.239 pontos. O Standard & Poor's 500 teve valorização de 0,40%, para 1.409 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 0,75%, para 3.078 pontos. "Esse é o tipo de coisa que tipicamente faz com que pequenos investidores voltem

lhões o total das linhas no País. Os terminais 3G (banda larga) totalizaram 47,2 milhões de acessos. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil possui 126,45 linhas para cada 100 habitantes,

ao mercado", disse Peter Jankovskis, co-chefe de investimentos no OakBrook Investments em Illinois. Fluxo – Analistas disseram que um fluxo de recursos de pequenos investidores pode funcionar como combustível para estender o rali que levou o S&P 500 a uma alta de 12% neste ano. A ação da Apple, a empresa mais valiosa do mundo dentre as listadas em bolsas de valores, dona do iPad, subiu 2,7% para US$ 601,10 dólares. É a primeira vez que o papel fecha acima de US$ 600. (Reuters)

índice chamado de teledensidade. O Maranhão permanece como único estado onde o índice é inferior a 100. O percentual de linhas pós-pagas registrou leve alta em relação a janeiro, com 18,11% do total. (Folhapress)

Srs. Acionistas: Em cumprimento às disposições Legais e Estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas., o Balanço Patrimonial e demais Demonstrações Financeiras correspondentes aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, acompanhadas das Notas Explicativas. A Diretoria encontra-se ao inteiro dispor dos Senhores Acionistas para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. São Paulo, 19 de março de 2012 A Diretoria. Demonstrações de Resultados Exercicios findos em 31 Balanços Patrimoniais em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (em reais, centavos eliminados) de dezembro de 2011 e 2010 (em reais, centavos eliminados) Ativo 2.011 2.010 Passivo e Patrimonio Liquido 2.011 2.010 2011 2010 Circulante Circulante 10.000.000 2.300.573 Caixa e Bancos 35.085 320 Fornecedores 453.106 533.860 Receita Operacional Bruta Impostos Incidentes S/Vendas (1.425.000) (282.626) Aplicações Financeiras 150.678 – Impostos a Recolher 13.541 11.806 Receita Operacional Líquida 8.575.000 2.017.947 Adiantamentos Diversos 41.300 20.445 Provisão Imp. Renda/Contr. Social 390.325 362.682 Custo de Industrialização – 3.054.267 Impostos a Recuperar 27.458 – Salarios e Encargos 4.732 – Lucro Bruto 8.575.000 (1.036.320) Total do Ativo Circulante 254.521 20.765 Contas a Pagar 4.268.307 Despesas Operacionais Não Circulante Total do Passivo Circulante 861.704 5.176.655 Administrativas 4.153.721 660.908 Realizavel a Longo Prazo Despesas Financeiras 142.740 758.348 Outras Contas 760.928 616.911 Não Circulante (11.337) (26.286) 7.411.890 7.411.890 Receitas Financeiras Antecipação de impostos – 483.453 Financiamentos Outras Receitas Operacionais (2.105.580) 760.928 1.100.364 Provisão Imp. Renda/Contr. Social 1.441.784 1.705.689 – 234.885 Permanente Provisão p/ Contingências 449.731 1.137.705 Comerciais Tributarias 109.981 226.706 Investimentos 568.125 568.125 Total do Passivo não Circulante 9.303.405 10.255.284 Depreciação 373.887 373.887 Provisão p/ Perdas (511.312) (511.312) Patrimonio Liquido 2.663.412 2.228.448 56.813 56.813 Capital Social 30.391.880 30.391.880 Lucro (Prejuízo) Operacional 5.911.588 (3.264.768) Imobilizado–custo 17.547.379 17.547.379 14.500.000 14.500.000 Receitas (Despesas) não Operacionais (1.122.575) (–) Depreciação (9.048.396) (8.677.552) Ágio na Subscr. Capital 8.358.571 8.719.817 Lucro (Prej.) Antes do Imp. Renda 5.911.588 (4.387.343) 8.498.983 8.869.827 Reservas de Reavaliação (53.836.503) (58.985.012) Prov. P/Imp. De Renda Cont. Social (1.124.325) – Intangível Líquido 7.812 10.855 Lucros(Prejuizos) Acumulados 4.787.263 (4.387.343) (586.052) (5.373.315) Lucro(Prejuizo) Liquido do Exercicio 8.563.608 8.937.495 Total do Patrimonio Líquido 0,141 (0,129) 9.579.057 10.058.624 Lucro (Prej.) P/ Lote de Mil Ações Total do Ativo 9.579.057 10.058.624 Total do Passivo e Patrimonio Liquido Demonstrações dos Fluxos de Caixa para os Exercícios findos Demonstrações das Mutações do Patrimônio Liquido findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (em reais, centavos eliminados) em 31 de dezembro de 2011 e de 2010 (em reais, centavos eliminados) Capital Reserva de Lucros Agio na Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais 2.011 2.010 ç ( j ) ç Social Reavaliação (Prejuizos) Subscrição Lucro (Prejuizo) antes do imposto de renda Acumulados de Capital Totais 4.787.263 (4.387.343) Saldo em 31/12/2009 30.391.880 9.081.062 (54.958.914) 14.500.000 (985.972) e contribuição social Ajustes p/ conciliar lucro líq. do período com Realização da Reserva de Reavaliação (361.246) 361.246 – Lucro (Prejuizo) do exercicio (4.387.343) (4.387.343) o caixa gerado pelas atividades operacionais: 373.887 373.887 Saldo em 31/12/2010 30.391.880 8.719.816 (58.985.011) 14.500.000 (5.373.315) Depreciação Provisões para férias – (184.992) ( ) Realização da Reserva de Reavaliação (361.245) 361.245 – 5.161.150 ((4.198.448)) Lucro (Prejuizo) do exercicio 4.787.263 4.787.263 (Aum.) red. nos ativos operacionais:/Clientes 527 Saldo em 31/12/2011 30.391.880 8.358.571 (53.836.503) 14.500.000 (586.052) Estoques 779.460 Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras em 31/12/2011 Impostos e contribuições a compensar 455.995 (26.090) 1 - Contexto Operacional - A Empresa tem como atividade preponderante ter separadamente a escrituração das transações para atender à legislação Despesas antecipadas e outros ativos (315.550) 84.798 o aluguel de imóveis e de suas marcas. 2- Apresentação das Demonstra- tributária e, na seqüência os ajustes necessários para adaptação às práticas Aumento (redução) nos passivos operacionais: ções Contábeis - As demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo contábeis. d) Ativo Intangível: Inclui as contas de ágio, de marcas patentes Fornecedores (80.754) (353.791) com as práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais abrangem a legis- e softwares para fins de apresentação no balanço patrimonial. e) Redução Obrigações trabalhistas e previdenciárias 4.732 (48.175) lação societária, os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações ao Valor Recuperável: a Administração da Companhia concluiu sua análise Impostos e contribuições a recolher (234.527) 233.474 emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e as normas e não identificou no atual contexto operacional ajustes a serem refletidos Outros passivos (4.956.281) 3.528.565 emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Lei nº 11.638/07 nas demonstrações contábeis de 31 de dezembro de 2011. f) Valor de Mer- Caixa líquido proveniente nas e a Lei nº 11.941/09 modificam a Lei nº 6.404/76 em aspectos relativos cado: Tal prática não gerou ajustes nas demonstrações contábeis de 31 de atividades operacionais 34.765 320 a elaboração e divulgação das demonstrações contábeis. Os ajustes e as dezembro de 2011, por não ser aplicável ao exercício e será aplicada pela Fluxo de Caixa nas Atividades de Invest. reclassificações relativos à adoção inicial da Lei nº 11.638/07 e a Lei nº Companhia quando casos específicos surgirem. g) Reavaliações Espon- Caixa líquido usado nas atividades de invest. 11.941/09 estão detalhados a seguir na Nota Explicativa nº 3. 3 - Princi- tâneas: Os saldos existentes nas reservas de reavaliação, classificadas no Fluxo de Caixa nas Atividades de Financ. patrimônio líquido, serão mantidos até a sua efetiva realização. Aumento (Redução) Líquido de pais Praticas Contabeis - Sumário das práticas contábeis modificadas Diretoria Caixa e Equivalente de Caixa 34.765 320 pela adoção inicial da Lei nº11. 638/07 e Lei 11.941/09. a) Fluxo de caixa: Caixa e equivalente de caixa no início do período 320 – Substituição da demonstração das origens e aplicações de recursos pela Caixa e equivalente de caixa no fim do período 35.085 320 Ivan Soldan Salema demonstração dos fluxos de caixa. b) Ajuste a valor presente: Introdução Aumento (Redução) Líquido de José Hlavnicka do conceito de ajuste a valor presente para as operações ativas e passivas Caixa e Equivalente de Caixa 34.765 320 Norimar Prevedello - CRC-TC-1SP264311/O-0 de longo prazo e para as relevantes de curto prazo. c) Possibilidade de man-

BRASMOTOR S.A. CNPJ/MF nº 61.084.984/0001-20 – Companhia Aberta Aviso aos Acionistas Comunicamos que se encontram à disposição dos acionistas, a partir desta data, na sede social da Companhia, na Cidade de São Paulo, Av. das Nações Unidas, 12.995, 32º andar, bem como no site da Comissão de Valores Mobiliários – CVM, os documentos de que trata o Artigo 133 da Lei no 6.404, de 15/12/1976, relativos ao exercício social encerrado em 31/12/2011. São Paulo, 20 de março de 2012 Carlos Henrique Pinto Haddad – Diretor de Relações com Investidores (20, 21 e 22/03/2012)

Richard Saigh Indústria e Comércio S.A. Companhia Fechada - CNPJ/MF nº 61.206.397/0001-67 - NIRE 35.300.042.174 Aviso aos Acionistas Em cumprimento ao disposto nos artigos 133 e 135, § 3º da Lei nº 6.404/76 e alterações posteriores (“LSA”), a Administração da Richard Saigh Indústria e Comércio S.A. (“Companhia”) comunica que (i) os documentos a que se referem os incisos I a IV do aludido artigo 133, relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011 e (ii) os documentos a que se referem o aludido artigo 135, § 3º da LSA, sendo estes a Proposta de Aumento de Capital mediante capitalização de reserva de investimentos e a Ata da Reunião do Conselho Fiscal realizada em 16 de março de 2012, se encontram à disposição dos Senhores Acionistas na sede da Companhia, na cidade de São Caetano do Sul, Estado de São Paulo, na Rua Heloísa Pamplona, nº 842. São Caetano do Sul, 17 de março de 2012. Edgard Nassif Saigh - Diretor Vice-Presidente.

Organização Médica Cruzeiro do Sul S/A C.N.P.J. nº. 61.613.287/0001-10 Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária - Convocação Ficam convocados os Senhores Acionistas desta sociedade para se reunirem em AGO, a realizar-se no dia 24 de Abril de 2012 às 08:00 horas, em sua sede social, na Av. dos Autonomistas, 2502 na cidade de Osasco, Estado de São Paulo, a fim de tomarem conhecimento e deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: AGO a) Exame, discussão e votação das contas da diretoria, do balanço geral e das demais demonstrações financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31/12/2011; b) Fixação da Remuneração dos Administradores; c) Destinação do Resultado Liquido do Exercício; d) Outros assuntos de interesse social. AGE: a) alteração do estatuto social em virtude da extinção da filial da Eloy Candido Lopes,189. Aviso: Acham-se à disposição dos Senhores Acionistas na sede da sociedade os documentos a que se refere o art. 133 da Lei 6.404/76, relativos ao exercício social encerrado em 31/12/2011. Osasco, 15 de março de 2012. Dr. Ronaldo Jorge Azze - Presidente do Conselho de Administração. (20/21/22)

ODEBRECHT REALIZAÇÕES IMOBILIÁRIAS S.A. CNPJ/MF Nº 06.206.132/0001-50 – NIRE 35.300.354.338

Ata da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 16 de dezembro de 2011 1. Data, hora e local: Em 16 de dezembro de 2011, às 10:00 (dez horas), na sede social da Companhia, localizada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida das Nações Unidas, 4.777, 3º andar, parte, Alto de Pinheiros, CEP 05477-000. 2. Convocação e presença: Dispensada a publicação de editais de convocação, nos termos do art. 124, § 4º, da Lei nº 6.404/76, conforme alterada (“Lei das S.A.”), tendo em vista a presença de acionistas representando a totalidade do capital social da Companhia, conforme assinaturas constantes do Livro de Presença dos Acionistas. 3. Mesa: Assumiu a presidência dos trabalhos o Sr. Rodrigo José de Pontes Seabra Monteiro Salles, que convidou a Sra. Cristiana de Povina Cavalcanti Shayer para secretariá-lo. 4. Ordem do dia: Reuniram-se os acionistas da Companhia para deliberar a respeito da seguinte ordem do dia: eleição de membro do Conselho Fiscal. 5. Deliberações: Instalada a Assembleia, os acionistas presentes deliberaram, por unanimidade de votos e sem quaisquer ressalvas ou restrições: 5.1. Eleger para o cargo de membro do Conselho Fiscal da Companhia, com mandato até a realização da Assembleia Geral Ordinária que tomar as contas dos administradores referentes ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2011, como Membro Titular, em substituição ao Sr. André Luis Reis Dima Domingos, brasileiro, casado, contador, portador da Cédula de Identidade RG nº RJ-086591/O-0 CRC-RJ, inscrito no CPF/MF sob o nº 035.396.207-45, que renunciou ao cargo de Membro Titular do Conselho Fiscal da Companhia em 30 de junho de 2011, mediante assinatura do respectivo Termo de Renúncia, a Sra. Fernanda Rossi Soares, brasileira, solteira, contadora, portadora da Cédula de Identidade RG nº 11602593-3 IFP/RJ e inscrita no CPF/MF sob o nº 089.312.667-58, residente e domiciliada na Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, na Avenida Ataulfo de Paiva, 1.110, 7º andar, parte, Leblon, CEP 22440-035. 5.2. O membro do Conselho Fiscal ora eleito declarou para os devidos fins, sob as penas da lei, preencher todos os requisitos legais para o exercício do cargo para o qual foi eleito e não estar impedido de exercer a administração da Companhia (a) por lei especial, em virtude de condenação criminal ou por se encontrar sob os efeitos dela, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou (b) por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato, ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade. 6. Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado, o Sr. Presidente deu por encerrada a Assembleia, da qual se lavrou a presente ata que, lida e achada conforme, foi assinada por todos. São Paulo, 16 de dezembro de 2011. Mesa: Rodrigo José de Pontes Seabra Monteiro Salles – Presidente; Cristiana de Povina Cavalcanti Shayer – Secretária. Acionistas: Odebrecht S.A. e Odebrecht Realizações Imobiliárias e Participações S.A. Confere com a original lavrada em livro próprio. Cristiana de Povina Cavalcanti Shayer – Secretária.  Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o número 83.453/12-0, em 24.02.12. Gisela Simiema Ceschin, Secretária Geral.

Maringá S.A. Cimento e Ferro-Liga

São Eutiquiano Participações S.A.

CNPJ/MF n. 61.082.988/0001-70 - NIRE 35.3.0001745-5 Aviso Aos Acionistas Em conformidade com o artigo 133 da Lei nº 6.404/76, encontram-se à disposição dos acionistas, na sede social da Companhia localizada nesta Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Paulista, n° 1842, Torre Norte, 12° andar conjunto 125, Cerqueira Cesar, todos os documentos e informações necessários à realização da assembleia geral ordinária. São Paulo, 19 de março de 2012 - A Diretoria 20,21,22/03/2012

CNPJ/MF n. 12.125.536/0001-12 – NIRE 35.300.417.577 Aviso aos Acionistas Em conformidade com o artigo 133 da Lei nº 6.404/76, encontram-se à disposição dos acionistas, na sede social da Companhia na Rua Leopoldo Couto de Magalhães, n° 110, Condomínio Edifício JK Tower, conjuntos 21 e 22, parte, Jardim Paulista, todos os documentos e informações necessários à realização da assembleia geral ordinária. São Paulo, 19 de março de 2012 - A Diretoria 20,21,22/03/2012


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A confiança é o direcionador mais importante da venda Ronaldo Oliveira Filho, executivo da área de software

nformática

Lojas 3.0: evolução do varejo. Conheça as tendências de um mercado cada vez mais dinâmico e multifacetado, em que a tecnologia e os novos hábitos do consumidor ditam as regras do jogo ALICE SOSNOWSKI

onquistar o cliente, atender suas expectativas, comercializar o produto e ser prestativo no pósvenda são atitudes fundamentais no varejo. Comportamentos que não mudaram com a passagem do tempo, nem com a evolução tecnológica. Se o cenário se digitalizou e os canais de contato se multiplicaram, o dilema para os varejistas permaneceu: o consumidor só compra quando sente confiança na loja ou na marca. "A confiança é o direcionador mais importante da venda", explicou o executivo da área de software Ronaldo Oliveira Filho durante o evento "As Tendências do Comércio Eletrônico", organizado pela IBM em parceria com a consultoria Sysprice. Esta conclusão foi tirada a partir da pesquisa feita pela IBM e apresentada no Retail's Big Show, feira que reúne anualmente nos EUA a nata do varejo mundial. Segundo o estudo, os usuários cada vez mais aproveitam as vantagens da tecnologia na hora das compras. Para se ter uma ideia, 38% usam pelo menos três ferramentas para

C

auxiliar no processo de compra, como web, celular, redes e jogos sociais. Isto mostra que o consumidor tem mais acesso a informações, procura indicações de amigos e quer ter experiências satisfatórias. Em compensação, ele é mais ativo e valioso do que aquele consumidor que se relaciona apenas por um canal de compra. No livro "Varejo 2.0", lançado no fim do ano passado, o consultor Claudio Terra afirma que é preciso correr para alcançar este consumidor. Ele aponta que o lojista precisa estar consciente de que não se fazem mais negócios com o comprador, mas com toda a sua rede: é o Business to Network (B2N). E que também a conectividade e a mobilidade transformaram o ponto de venda em redes de venda (RDV). E se a mobilidade já mudou o cenário do varejo, isto só tende a se intensificar, explica Oliveira, da IBM: "A base de smartphones no Brasil é de 10%. A tendência é chegar a 50% nos próximos dois anos", completa. Outra característica importante do novo varejo é diversidade de canais. Os meios de contato com o consumidor se multiplicaram e a necessidade de integração veio a reboque. "Não podemos isolar estes canais. A multicanalidade

está tanto no meio físico como dentro do próprio digital", explica Enio Garbin, responsável na América Latina pela área de soluções para varejo digital da IBM. Isso pode ser constatado com as redes sociais, os parceiros e afiliados, o social commerce e até a venda via jogos eletrônicos. "Tudo isto tem que estar interligado para que o consumidor tenha uma experiência diferenciada de compra", avalia Ubiratan Mascarenhas, gerente comercial da Sysprice. A empresa, que é parceira da IBM, aponta que a tecnologia é

38% dos consumidores usam pelo menos três ferramentas para auxiliar no processo de compra

fundamental para o varejo se adequar a estas necessidades e evoluções. "A tecnologia IBM Smarter

MOBILIDADE

Commerce, por exemplo, integra loja física, website e dispositivos móveis em um único ambiente, proporcionando resultado para o varejo", diz Mascarenhas. Ele explica que o portfólio de soluções identifica hábitos e desejos de compra do consumidor de forma inteligente e lhe oferece os produtos e serviços que mais lhe interessam no momento certo. Para Garbin, o diferencial de venda não está no preço do produto. "O valor é apenas uma variável para estar no jogo. O que conta mesmo é saber ouvir e aprender

IMAGEM

eve, fino e veloz são as três características definidas pela Multilaser para seu lançamento Diamond Tablet PC, um tablet fabricado em Minas Gerais e que está chegando às lojas. Com 8 mm de espessura e peso de 240 gramas (um dos mais leves do mercado), o aparelho tem tela de LCD de 7 polegadas multitoque, sensor de gravidade e acesso à internet via Wi-Fi. O processador é de 2.5 GHz e a memória interna de 8 GB (mas expansível até 32 GB com cartão MicroSD). O sistema operacional é o Android, e ainda possui uma câmera e entrada HDMI e USB 2.0. O preço é atraente para quem não é tão exigente e deseja ter um tablet: R$ 599.

Amarca de pães Pullman também entrou na onda dos aplicativos e desenvolveu um produto para sua linha de massas semiprontas Rap10, próprias para tortilhas e lanches rápidos. O app gratuito traz uma série de receitas para usuários de iPhone e smartphones com Android, com dicas fáceis – mesmo para quem é aprendiz na cozinha. O consumidor pode montar sua própria receita com a ajuda de um game em que o jogador busca diferentes ingredientes para usar no Rap10, e mostra combinações de recheios para wraps, crepes, pizzas, panquecas e beirutes. Mais informações em http://www.pullmanrap10.com.br/

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A

ZTE Mimosa X foi mostrado em Barcelona, em fevereiro, como o primeiro celular equipado com o processador NVIDIA Tegra2, e vai rodar o sistema operacional Android 4.0, cujo codinome é Ice Cream Sandwich. A tela HD tem 4.3 polegadas e a câmera frontal de 5 MPixel, com 4 GB de armazenamento interno. O som é Dolby e o aparelho virá com facilidades de compartilhamento de conteúdo, gravação e reprodução de vídeos HD. A previsão de lançamento é no segundo trimestre e ele será posicionado entre os smartphones de baixo custo. Ainda sem previsão de preço final.

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APLICATIVOS

Para aprender a fazer wrap

SMARTPHONES

Potência móvel

n Tablet de baixo custo

com o cliente e manter a relevância com a mensagem correta onde e como o cliente quer", completa. Atributos, que para os especialistas, definem uma estratégia bem sucedida e criam uma relação de confiança entre o consumidor e o varejo. Segundo a pesquisa apresentada pela IBM, o resultado de uma experiência de compra satisfatória, somada a uma impressão positiva do produto e à comunicação eficiente da loja é a fórmula para conquistar esta confiança. É a "era do cliente" ditando as regras do jogo deste novo mercado.

Monitor com baixo consumo Philips está lançando um novo modelo da família de monitores LED V-Line. O 206V3L tem 20 polegadas e design slim, com acabamento black piano e tecnologia LED (backlight) para proporcionar até 50% de economia de energia em relação aos aparelhos de LCD. O consumo é inferior a 18 W quando ele está em operação, enquanto no modo stand-by não chega a consumidor 1 Watt. A tela widescreen oferece imagem de 50,8 cm visível inclusive na diagonal e o menu traz interface amigável e facilidade de conexão de cabos. Os monitores LED são livres de mercúrio, o que permite descarte e reciclagem.

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O RealPresence Mobile é um software de videoconferência já pronto para uso em iPhones 4S e tablets iPad 2, Motorola Xoom e Samsung Galaxy Tab 10.1. nformática

E-mails e reuniões na palma da mão

Sergio Kulpas sergiokulpas@gmail.com

Multimarcas

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Aplicativos trazem segurança no acesso à correspondência em smartphones e teleconferência BARBARA OLIVEIRA

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O RealPresence Mobile, da Polycon, permite a realização de conferências por celulares

eService, da Mandic: mais segurança na hora de mandar ou receber e-mails de qualquer dispositivo

acesso aos e-mails no celular, eliminando o login e a senha, geralmente vulneráveis. Os planos de e-mail corporativo do Mandic custam a partir de R$ 4 mensais para 1 GB e vão até R$ 25/mês para o plano ilimitado. Videoconferência móvel – Outro aplicativo com foco no mercado empresarial é o RealPresence Mobile, da Polycon. O software de videoconferência já está pronto para uso em iPhones 4S e tablets iPad 2, Motorola Xoom e Samsung Galaxy Tab 10.1. Até junho, será homologado para smartphones da marca HTC, conforme anunciou a empresa durante o evento World Mobile Congress, de Barcelona, no mês passado. Gratuito nas lojas da Apple e do Android, o software permite a realização de conferências por vídeo a partir dos aparelhos móveis (mesmo que os usuários estejam fora da empresa ou na rua) com interlocutores em salas de vídeos imersivas (preparadas para isso), ou em desktops e laptops e cujas imagens, áudio e conteúdos têm qualidade HD. Para o iPad 2, foi feito, no ano passado, um upgrade do aplicativo para que ele pudesse compartilhar também arquivos em PDF do tablet para outros participantes da video-

Divulgação

ois aplicativos úteis estão sendo lançados para quem trabalha com mobilidade, mas necessita de um pouco mais de segurança na comunicação, tanto na hora de mandar ou receber seus e-mails profissionais de qualquer dispositivo móvel como fazer videoconferências pelo smartphone. Um deles é o mandic:eService, um produto destinado aos assinantes do provedor Mandic, que está chegando para plataformas iOs (iPhone) e Android e pode ser baixado gratuitamente nas lojas AppStore ou Android Market. A Mandic é uma das empresas pioneiras entre os provedores de internet no Brasil, e hoje dispõe de uma carteira superior a um milhão de clientes, 90% deles são usuários de e-mails corporativos, lembra seu diretor-comercial, Lúcio Boracchini. Por isso, o novo produto mandic:eService foi desenvolvido para garantir que o acesso à caixa eletrônica desses usuários seja feita de forma segura. "É uma iniciativa diferente no mercado porque o serviço dispensa o uso de login e senha, e o usuário não precisa se preocupar de qual computador ou dispositivo móvel ele acessa seus e-mails, pois ele não deixa rastros, importante para quem acessa a caixa postal fora do escritório", explica o gerente de Marketing da empresa, Jéferson Castilhos. "Basta que ele insira, pelo celular, uma URL única e navegue com tranquilidade". Funciona assim: o usuário cadastra suas contas de e-mail (podem ser várias) e, sempre que quiser acessá-las, o aplicativo gera uma URL única (uma espécie de código aleatório que muda sempre, como se fosse um token) na plataforma móvel. É essa URL aleatória que deve ser digitada no navegador da internet (qualquer um, Explorer, Firefox, Chrome) para

conferência. Novidades como essa também serão acrescentadas às versões dos aparelhos Android, diz Andy Miller, CEO da Polycon. Nesse tipo de comunicação é fundamental um elevado grau de segurança, já que as informações das empresas são valiosas e sigilosas. Por isso, o aplicativo móvel RealPresence vem com os mesmos recursos da linha tradicional da Polycon, ou seja, criptografia de dados padrão AES dos sinais de áudio, vídeo e conteúdos, autenticação do usuário e a possibilidade de bloquear o envio de áudio e vídeo quando for necessário.

maior varejista do mundo tem tamanho e lastro sem comparação no mercado. Isso pode ser uma grande dor de cabeça para seus executivos, mas também permite que soluções inovadoras sejam testadas em uma escala inatingível para os concorrentes. O executivo de marketing do Walmart divulgou um comunicado apresentando a empresa para a Association of National Advertisers dos EUA como uma "plataforma de experiências". A denominação é associada ao lançamento do "Retail Development Kit" (kit de desenvolvimento de varejo) da empresa. Esse kit é similar aos kits de desenvolvimento de software que as empresas de internet apresentam aos desenvolvedores para a criação de aplicativos e marcas. O kit inclui uma grande variedade de itens, como parcerias para anúncios em TV, promoções nas lojas e a n ú n c i o s n o s i t e W a lmart.com, e até a oportunidade de "pegar carona" em vários programas do Walmart nas redes sociais, como a campanha "My Local Walmart" no Facebook. Outras grandes redes de varejo criaram campanhas para se estabelecerem como os canais preferenciais de mídia para várias marcas vendidas em suas lojas. Mas os especialistas em

marketing de consumo dizem que nenhuma grande empresa ousou tanto como o Walmart na cooperação com as marcas e fabricantes para criar campanhas. O grupo está apostando no seu kit de desenvolvimento de varejo para ampliar a venda de produtos em todas as lojas da rede. A diferença crucial e estratégica é que o Walmart conta com 3.600 lojas e uma ampla variedade de mídias tradicionais e digitais para atingir cerca de 200 milhões de residências nos Estados Unidos. Esse volume gigantesco torna o varejista uma das maiores plataformas direcionadas de mídia nos EUA, em um cenário onde as comunicações estão cada vez mais fragmentadas. Na maioria dos casos, as opções de comunicações do varejista, incluindo a mídia no espaço das próprias lojas, são gerenciadas por empresas terceirizadas. Com ou sem a parceria com terceiros, um dos maiores atrativos do Walmart é a percepção de seu imenso tamanho em combinação com um público muito focalizado – os compradores das lojas Walmart. O grupo está em uma posição bem privilegiada para oferecer opções de mídia para anunciantes que buscam novos meios para atingir o consumidor – na hora certa (e com dinheiro na carteira).


DC 20/03/2012