Issuu on Google+

Plano de segurança para a Copa prevê 1.400 soldados em cada uma das cidades-sede. E a presidente Dilma avisa: Forças Armadas podem ser usadas para coibir atos de violência. Pág. 8 São Paulo, quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014 www.dcomercio.com.br Conclusão: 23h45

Ano 90 - Nº 24.067

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

Mauricio Ceneno/Reuters

Tiro mortal no rosto da Venezuela A Miss Turismo 2013, Génesis Carmona, 22 anos, foi socorrida (foto), mas não resistiu e morreu ontem, elevando para 6 o número de mortes nos protestos. O tiro que atingiu sua cabeça partiu de bando de motoqueiros. Pág. 14

Danylo Pryhodko/Efe

Trégua na Ucrânia contra luta sangrenta Depois de 26 mortes em confrontos nas ruas de Kiev, o presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, anuncia trégua entre soldados do exército (foto) e manifestantes de oposição. Pág. 4

Azeredo renuncia. Sai o réu, entra o rei. Denunciado pelo MP no caso do mensalão mineiro, com pedido de pena de 22 anos de prisão, o ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) renunciou ao cargo de deputado federal. Edmar Moreira (PR-MG), o "homem do castelo" de R$ 25 milhões, deve assumir a vaga. Pág. 5

Maurício de Souza/Estadão Conteúdo

O Facebook comprou. US$ 16 bilhões. É o maior valor já pago por um aplicativo de smartphone – no caso, para troca de mensagens. "O WhatsApp caminha para conectar 1 bilhão de pessoas. Serviços desse porte são incrivelmente valiosos", resumiu o chefão Zuckerberg. Pág. 21

Safra congestionada O plano do governo federal para escoamento da safra de grãos no porto de Santos não passou no primeiro teste. Pág. 23

50 anos qualificando jovens Pág. 7

ISSN 1679-2688

24067

Página 4

9 771679 268008


DIÁRIO DO COMÉRCIO

2

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O prefeito não esboçou qualquer apoio a projetos que, adiante, se tornariam tão importantes para ele. Alfredo Cotait Neto

NOSSA POSIÇÃO

A economia de água deve continuar A s chuvas que caíram nos últimos dias em diversas regiões trouxeram alívio à população de São Paulo, até porque propiciaram uma queda da temperatura, depois de um período de calor excessivo, agravado pela seca fora do normal para a época – o que acarretou aumento significativo do consumo de energia e ameaça ao abastecimento de água. O fato das chuvas recentes terem sido bastante fortes – e tenham, inclusive, provocado alagamentos em muitos lugares – levou muita gente a considerar que os riscos de falta de energia ou de água estavam superados. Com isso, parte da população pode entender não ser mais necessário o esforço de contenção do consumo desses dois elementos, vitais não apenas para o cotidiano das pessoas, como para o funcionamento das atividades econômicas. s dados sobre os reservatórios das represas, tanto as destinadas ao abastecimento de água como para a geração de energia, no entanto, continuam preocupantes e mostram que pouco mudou a situação em relação ao período anterior às chuvas. De acordo com as

O

previsões da meteorologia para os próximos dias, o calor forte e a falta de chuvas vão voltar a castigar diversas regiões, antecipando a seca característica do inverno. Assim, é preciso não apenas manter os esforços para a economia de água e de energia para evitar o desabastecimento do líquido ou o apagão elétrico – que tem sido prevenido com a utilização cada vez maior das termoelétricas, cujos custos são bem maiores e que são mais poluentes.

que poupe energia, e a reutilização da água são medidas que devem ser estudadas pelas empresas, não somente para superar as ameaças do momento, mas também por razões econômicas. Uma tendência esperada para o médio prazo é que a tarifa da água aumente de forma significativa, pois seus

Empresários devem investir em programas permanentes para reduzir consumo de água e energia elétrica, que deverão ter seus custos elevados.

o curto prazo, a população precisa continuar fazendo esforços pontuais, que produzam resultados imediatos. Mas além disso, torna-se cada vez mais necessário que os empresários implantem programas permanentes, voltados para economizar água e energia, porque independente do problema da falta de chuvas – que pode ou não ser temporário – observa-se nos últimos anos um aumento considerável do consumo, decorrente da urbanização, do crescimento da renda e da expansão das atividades econômicas. E o ritmo de tudo isso não foi o mesmo do ritmo da oferta. A redução dos desperdícios, a utilização de tecnologia mais moderna,

N

custos estão aumentando em razão da maior distância para sua captação e da necessidade de grandes investimentos. Com relação à energia elétrica, a defasagem das tarifas acarretam para o governo, um pesado ônus – que é pago por todos os contribuintes por meio dos impostos. Seus custos também vêm subindo de forma significativa e esses aumentos deverão, necessariamente, ser repassados aos consumidores. Também os cidadãos precisam se conscientizar de que suas contas de luz e de

água tendem a subir de forma expressiva e procurar racionalizar o uso, buscando formas para reduzir o consumo sem que isso implique na diminuição do seu bem-estar. sso pode exigir algum investimento no curto prazo, para modernizar os encanamentos e instalações elétricas das residências, e substituir aparelhos de maior consumo por outros mais eficientes. É preciso considerar que, em um prazo não muito longo, os gastos para essas mudanças acabam se pagando com a redução do consumo. O esforço maior, que deve servir de exemplo, precisa ser dado pelas concessionárias. Segundo tem sido mostrado pela imprensa, elas ainda cometem desperdícios na distribuição da água e energia, que acabam incorporados às tarifas pagas por todos os usuários. E tudo isso não elimina a necessidade de investimentos para a expansão da oferta,

I

o que exige uma política tarifária realista. Já o governo, além de incentivar a economia por parte de seus colaboradores, precisa facilitar a aprovação de projetos nas áreas de energia e de abastecimento de água, simplificando as exigências e reduzindo os prazos de análise e aprovação, sem prejuízo das cautelas necessárias para minimizar eventuais impactos negativos sobre seu o entorno.

QUEM, AFINAL, É MÍOPE E POBRE DE ESPÍRITO? onfesso que nutria simpatia pelo prefeito Fernando Haddad, mas agora acredito que ele passou dos limites. Chamar a elite paulistana de míope e de pobre de espírito, por não apoiá-lo na renegociação da dívida de São Paulo com a União, é uma atitude no mínimo surpreendente. Voltemos ao ano de 2010. Haddad era ministro da Educação do governo petista. Eu ocupava a cadeira no Senado Federal que fora do saudoso Romeu Tuma. E acabava de deixar a Secretaria Municipal de Relações Internacionais da administração Gilberto Kassab, quando tivera um estreito convívio com os problemas que afligiam sua gestão.

deveriam ser retidos e destinados a investimentos em infraestrutura, especialmente em transporte público.

C

o assumir, logo me declarei "senador da cidade de São Paulo". Era difícil acreditar que nossa

A

PLS 303/2010, por seu lado, propunha a alteração do indexador da dívida, do IPG-DI vigente para o IPCA. Já o PLS326/2010 propunha restabelecer a taxa de juros originariamente pactuada, já que sua elevação ocorrera após inadimplência ocorrida durante a gestão de Marta Suplicy, período em que o chefe de gabinete da pasta de Finanças não era ninguém menos do que o próprio Haddad. Nos anos seguintes continuei lutando pela aprovação daqueles projetos, visando o bem da cidade de São Paulo, sem jamais testemunhar qualquer empenho do então ministro a tais moções – e diga-se que seu apoio

O ALFREDO COTAIT NETO

capital não tivesse – e que continue não tendo – representação efetiva no Congresso Nacional. Afeito aos males do engessamento do orçamento municipal e da total sangria de recursos para a União, propus no Senado três projetos de lei, que tratavam justamente da renegociação das dívidas de estados e municípios. O PLS310/2010 criava o programa federativo de investimentos públicos, pelo qual 30% do serviço da dívida devida entre estados e municípios

teria sido determinante. gora, fico surpreso que ele me chame de míope e de pobre de espírito, pois com certeza me considera parte da elite paulistana – e mesmo assim, não é de hoje que luto para melhorar a nossa cidade. Ocorre que o atual

A

prefeito, que afinal faz parte dessa mesma elite, não esboçou qualquer apoio a projetos que, mais adiante, se tornariam tão importantes para ele. É por isso que não concordo nem aceito seu desabafo.

Chamar a elite paulistana de míope e de pobre de espírito é uma atitude no mínimo surpreendente por parte do prefeito.

ALFREDO COTAIT NETO É EX-SENADOR DA REPÚBLICA

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cesário Ramalho da Silva Edy Luiz Kogut João Bico de Souza José Maria Chapina Alcazar Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Miguel Antonio de Moura Giacummo Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Renato Abucham Roberto Mateus Ordine Roberto Penteado de Camargo Ticoulat Sérgio Belleza Filho Walter Shindi Ilhoshi

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Marcus Lopes (mlopes@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), Tsuli Narimatsu (tnarimatsu@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Jaime Matos e Sandra Manfredini. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli e Sílvia Pimentel. Editor de Fotografia: Agliberto Lima. Arte e Diagramação: José dos Santos Coelho (Editor), André Max, Evana Clicia Lisbôa Sutilo, Gerônimo Luna Junior, Hedilberto Monserrat Junior, Lino Fernandes, Paulo Zilberman e Sidnei Dourado. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

FALE CONOSCO E-mail para Cartas: cartas@dcomercio.com.br E-mail para Pautas: editor@dcomercio.com.br E-mail para Imagens: dcomercio@acsp.com.br E-mail para Assinantes: circulacao@acsp.com.br Publicidade Legal: 3180-3175. Fax 3180-3123 E-mail: legaldc@dcomercio.com.br Publicidade Comercial: 3180-3197, 3180-3983, Fax 3180-3894 Central de Relacionamento e Assinaturas: 3180-3544, 3180-3176 Esta publicação é impressa em papel certificado FSC®, garantia de manejo florestal responsável, pela S.A. O Estado de S. Paulo.

REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911, São Paulo PABX (011) 3180-3737 REDAÇÃO (011) 3180-3449 FAX (011) 3180-3046, (011) 3180-3983 HOME PAGE http://www.acsp.com.br E-MAIL acsp@acsp.com.br


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

3

HÁ ALGUNS PONTOS COMUNS ENTRE A VIOLÊNCIA NO BRASIL E EM OUTROS PAÍSES.

A violência à nossa volta Igor Kovalenko/EFE

violência parece estar em alta, tanto no Brasil como em boa parte do mundo. Pelo menos 18 pessoas morreram anteontem na Ucrânia após choques entre manifestantes e a polícia, em Kiev. Até agora o embate produziu o maior número de vítimas desde que começaram as manifestações da oposição contra o presidente Viktor Yanukovich, em dezembro passado. Aqui entre nós os "black blocs " e os seus destemperos continuam na ordem do dia, a nos alertar para as possíveis manifestações que ocorrerão na época da Copa do Mundo. Haveria algo em comum na irrupção de atos de violência no Brasil e no mundo? Refletindo sobre isso lembrei-me de um artigo de Robert Kaplan intitulado "A próxima anarquia: como a escassez, o crime, a superpopulação, o tribalismo e as doenças estão rapidamente destruindo o tecido social do mundo". Ufa!

A

artigo foi publicado em fevereiro de 1994 na revista americana Atlantic Monthly. Seu argumento central é até simples: em alguns países, a combinação de exaustão de recursos, como a água, as mudanças demográficas, bem como a proliferação de favelas em um grande número de países em desenvolvimento, inflamariam divisões étnicas e sectárias, criando as condições para rupturas políticas nessas regiões e a busca de soluções violentas para os problemas percebidos. E, assim, cada vez mais a violência se tornaria crescente e ficaria mais difícil de distinguir-se de atividades terroristas. Em certo sentido, Kaplan foi profético: entre outras previsões, apontou o colapso de al-

O

ROBERTO FENDT

guns países africanos e a crescente islamização política da Turquia. Mas ele não acertou em todas as previsões. Em outros casos, errou feio, como aconteceu com sua antecipação de que a divisão racial se acentuaria nos Estados Unidos, ao contrário do que de fato ocorreu. ortanto, sua análise e conclusões devem ser tomadas com uma ponta de sal. Entretanto, o que importa é o seu pano de fundo: em muitas regiões do globo, as noções de racionalismo e progresso – ou, se quisermos puxar a brasa para a nossa sardinha – as noções de ordem e de progresso, estão cedendo lugar ao irracionalismo e à negação do progresso. Em diversas partes do mun-

P

do, o fim do imperialismo trouxe consigo consequências imprevistas e a principal delas foi a ausência da democracia. Em lugar desta, ditadores se instalaram no poder e, em seu benefício, chamaram a si a manutenção da ordem. Hafez al Assad, Saddam Hussein e Moammar Gadhafi vêm logo à mente, mas uma legião de outros autocratas se instalaram em um grande número de países na África, Amé-

rica Latina e Ásia. Essa nova configuração política impediu a formação de instituições estáveis, que prescindiriam de "homens fortes" para manter a ordem e assegurar o progresso. Sem instituições, a opção passou a ser entre ditaduras e anarquia. E sem instituições, o Estado passa necessariamente a ser identificado com a repressão e os cidadãos com súditos. Se o Estado tem somente a ofere-

Massas organizadas por meio do Twitter ou Facebook podem derrubar governos, mas não criam um arcabouço institucional capaz de substituir o Estado tradicional.

cer o medo e se seus pilares desmoronam, o que é colocado em seu lugar é o não-Estado, o seu oposto. A revolução industrial, que agora termina, situou-se no imaginário político com o conceito da grandeza: grandes fábricas, grandes aglomerados urbanos, grandes expectativas de rápido crescimento baseado em grandes investimentos. Já a nossa sociedade pós-industrial é centrada no pequeno: o celular, o Facebook, o Twitter, a impessoalidade das comunicações. assas organizadas por meio desses instrumentos podem trazer a anarquia e derrubar governos, mas não criam um arcabouço institucional capaz de substituir o Estado tradicional.

M

A TERCEIRA THOMAS L. FRIEDMAN

J

ssa Terceira Intifada,porém, não é conduzida de verdade pelos palestinos de Ramallah. É chefiada pela União Europeia, em Bruxelas, e por outros opositores à ocupação israelense da Cisjordânia espalhados pelo mundo. Mas independentemente da origem, ela está se tornando

E

uma fonte de força nas negociações com Israel. John Kerry, secretário de Estado americano, foi criticado há pouco por líderes israelenses por alertar publicamente que o boicote e a campanha para retirar a legitimidade de Israel só se fortalecerá se as atuais conversações de paz fracassarem. Mas Kerry está certo. air Lapid, ministro israelense das Finanças, já disse que se uma solução com dois Estados não for fechada com os palestinos, "o bolso de todo israelense será atingido". A economia de Israel depende da tecnologia e da exportação agrícola para Europa e de investimentos europeus em sua indústria de alta tecnologia. Segundo Lapid, até mesmo um boicote limitado, que reduzisse em 20% as exportações israelenses para a Europa custaria ao paísl mais de US$ 5 bilhões anuais e milhares de empregos. "Israel não vai conduzir sua política baseada em ameaças. Mas fingir que as ameaças não existem, que não são sérias ou que não está acontecendo um processo diante de nós, também não é sério", afirmou. Há pouco tempo o jornal israelense Haaretz informou que a maior gestora de

Y

uem sabe não teria sido mais eficaz por parte das nossas autoridades vir a público afirmar a primazia da ordem como pressuposto do progresso? Existem propostas para dar fim à impunidade dos "black blocs", entre elas a proibição de mascarados em manifestações. Pode parecer pouco, mas é um primeiro passo para que aqueles que quiserem protestar mostrem a cara.

Q

ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

também me diz que a morte de Mandela deixou muitos seguidores procurando maneiras de honrar seu legado e dar continuidade ao seu trabalho. Em alguns campi universitários, eles encontraram a resposta: boicotar Israel até o fim da ocupação da Cisjordânia.

INTIFADA VEM AÍ á faz um tempo que me pergunto por que não aconteceu uma Terceira Intifada – um terceiro levante palestino na Cisjordânia. O primeiro deles ajudou a estimular o processo de paz de Oslo e o segundo – com mais munição de guerra do lado israelense e homensbomba do palestino – levou ao rompimento de Oslo. Ouvem-se muitas explicações: os palestinos são pobres demais, divididos demais, estão cansados demais ou percebem que tais levantes, no fim das contas, lhes causaram mais mal do que bem, principalmente o segundo. Mas estando aqui em Ramallah, na Cisjordânia, me parece óbvio que uma Terceira Intifada encontra-se a caminho. É a que Israel mais teme – não uma intifada com pedras e homensbomba, mas a movida pela resistência pacífica e o boicote econômico.

E o que pode tudo isso a ver conosco? Não temos conflitos religiosos; possuímos instituições sólidas, quando comparadas às suas similares em muitos países do mundo em desenvolvimento; não temos "homens (mulheres) fortes" a manter a ordem por esquemas repressivos; aspiramos à continuidade de nossa própria revolução industrial. Por que, então, temos visto explosões pontuais de violência em circunstâncias distintas das observadas em outros países? As opiniões variam, mas um fato é que aqui os movimentos não têm lideranças claras. A maioria dos manifestantes não pretende destruir o Estado, mas apenas torná-lo mais eficaz na prestação de serviços públicos. Há uma repulsa geral na população às ações dos "black blocs".

s israelenses estão certos ao suspeitar que parte dos adeptos do boicote esteja utilizando a causa como cobertura para o antissemitismo, pelo modo como os delitos de Israel são destacados. Porém, isso não quer dizer que implantar 350 mil colonos na Cisjordânia e fazer vistas grossas a dezenas de assentamentos fraudulentos seja do interesse ou favorável a Israel. Se Israel realmente quisesse reduzir a campanha do boicote, iria declarar que enquanto Kerry tenta um acordo, e existe esperança de sucesso, Israel vai congelar toda atividade de colonização para dar a melhor chance possível à paz. É improvável, eu sei. Mas de uma coisa tenho certeza: a malhação incessante de Kerry por ministros israelenses, e sua demanda para que os palestinos detenham todo "incitamento" –, mas que Israel esteja livre para continuar construindo assentamentos nas suas barbas – não faz Israel ganhar amigos na Europa ou nos Estados Unidos. Só serve para dar energia aos adeptos do boicote.

O

fundos de pensão da Holanda, PGGM, "decidiu retirar todos seus investimentos dos cinco maiores bancos israelenses porque estes têm filiais na Cisjordânia e/ou estão envolvidos no financiamento da construção nos assentamentos".E o Jerusalem Post noticiou que o Danske Bank, maior banco dinamarquês, decidiu boicotar o Bank Hapoalim, de Israel, por motivos "jurídicos e éticos" ligados às suas operações nos assentamentos.

Cisjordânia às fronteiras de 1967, para depois deixar que forças da Otan lideradas pelos EUA ocupem qualquer vácuo estratégico. Falando de outra forma, a Terceira Intifada é baseada na ideia de fazer os israelenses se sentirem estrategicamente seguros, mas moralmente inseguros. As duas primeiras intifadas fracassaram porque não incluíram o mapa de uma solução com dois Estados e arranjos de segurança. Elas foram mais surtos brutos de raiva contra a ocupação.

ssa Terceira Intifada, a meu ver, possui muito mais potencial de ter efeito a longo prazo porque, ao contrário das duas primeiras, ela coincide com a oferta do presidente palestino, Mahmoud Abbas, de deixar as tropas israelenses permanecerem ali por cinco anos, enquanto é efetuada a retirada em fases da

N

E

ão dá para fazer a maioria silenciosa israelense se mexer quando esta se sente estrategicamente insegura e moralmente segura, como o Hamas fez com seu bombardeio lunático de Israel após a retirada de Gaza; poucos israelenses se incomodaram em revidar. O presidente egípcio Anwar Sadat, no entanto,

conseguiu tudo que queria ao tornar os israelenses estrategicamente seguros, mas moralmente inseguros quanto a deter qualquer porção de sua terra. Terceira Intifada também está ganhando força por causa da saída de cena de dois líderes importantes: Nelson Mandela e o ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad. Para Israel, Ahmadinejad era o presente que continuava recebendo: um presidente iraniano que negava o Holocausto e rebatia as tentativas internacionais de fazer o Irã parar de construir uma bomba atômica. Era difícil amá-lo. A substituição de Ahmadinejad por Hassan Rouhani, favorável à negociação e reconhecedor do Holocausto, é muito mais problemática para Israel. Contudo, meu instinto

A

THOMAS L. FRIEDMAN É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES E TRÊS VEZES GANHADOR DO PRÊMIO PULITZER. THE NEW YORK TIMES NEWS SERVICE/SYNDICATE


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4

)KDC7O

José Bonifácio (Boni) de MAIS: a idéia é dele mesmo. Oliveira Sobrinho, homenageado da Beija-Flor, sairá à frente da bateria de Charlie Chaplin .

gibaum@gibaum.com.br

Em toda sua vida, Boni considerou Carlitos um dos mais criativos e respeitados da história do showbiz.

2 “Os médicos brasileiros que já trabalharam no interior do País sabem Blogueiras em alta que lá sempre se ganham frutas e galinhas como pagamento de ARTHUR CHIORO // ministro da Saúde, sobre desvantagens de consultas.” trabalhar em cidades grandes. Fotos: Paula Lima

Nem artistas, nem modelos famosas: redes de lojas e confecções estão usando como garotas-propagandas em suas novas campanhas muitas conhecidas blogueiras de moda, respeitadas no universo das consumidoras. Hoje, no Brasil, existem mais de 500 blogs de moda e entre eles, cerca de 50 são tocados por jovens e bonitas figuras femininas. As mais conhecidas faturam muito com banners e cobram também por informações a favor de determinados produtos.

CONSOLIDADO Diante das novas pesquisas eleitorais que, embora assinalem queda no desempenho de seu governo, indicam que Dilma Rousseff, a mais rejeitada entre os principais pré-candidatos à Presidência, levaria no primeiro turno, e igualmente, num segundo turno, o deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), resolveu analisar o quadro com toques românticos. “A relação entre o eleitorado com ela não é de paixão. E de um amor consolidado”. Berzoini continua sonhando com um ministério.

A governadora Roseana Sarney (PMDB), do Maranhão, devidamente atingida pelos episódios de Pedrinhas – e ainda não resolvidos – continua resistindo a insistência de seu pai, o senador José Sarney, para que se candidate ao Senado. E as novas pesquisas do instituto DataM, não lhe são nem um pouco favoráveis. No ano passado, ela aparecia como favorita para o Senado e agora, novo levantamento feito no começo do mês, mostra que ela caiu para 21% de intenções de voto contra 38% de Roberto Rocha, vice-prefeito de São Luis.

POUPADO O mais famoso travesti nacional, Rogéria, 70 anos, está começando a escrever sua biografia: fala de sua adolescência, dos tempos de maquiadora na Rede Globo (trabalhava perto de Carlos Gil, que também se travestia e chefiava o guarda-roupa da emissora) e o começo de sua vida artística, participando do espetáculo Les Girls , o primeiro do gênero no país. Seu nome verdadeiro é Astolfo Barroso Pinto e contará que “esse precioso sobrenome eu sempre fiz questão de conservar”.

Pancadão na folia Os funkeiros Anitta, Valesca Popozuda e Mr. Catra integram o CD Pancadão das Marchinhas, dando um toque especial às tradicionais Chiquita Bacana , Mamãe Eu Quero, A Pipa do Vovô e outras, que a Som Livre lançará no carnaval. Também estão no disco David Brazil, Buchecha, MC Marcinho e outros. Anitta canta Chiquita Bacana , Valesca Popozuda, Mamãe, Eu Quero e Mr. Catra, A Pipa do Vovô, popularizada por Silvio Santos que, todos os carnavais, acaba tirando sua marchinha do baú.

TSE DE OLHO O Tribunal Superior Eleitoral está mais do que atento e já distribuiu orientação para as Procuradorias Regionais: a ordem é manter uma espécie de devassa constante nos facebooks de políticos e partidos para evitar a propaganda dos candidatos antes do começo da campanha de 2014. Na primeira investida, os tribunais regionais condenarão candidatos ou partidos a retirar as postagens. Em caso de resistência, o perfil deverá ser sumariamente excluído. Com referencia aos perfis pessoais de qualquer cidadão, não há posição oficial do TSE: cada um posta o que quer e no dia do pleito, poderá haver uma festa de boca de urna virtual.

O remake (com muitas modificações, claro) do cult movie Robocop , com as aventuras do policial Alex Murphy – metade homem, metade cyborg – agora com direção do brasileiro José Padilha (Tropa de Elite), ganhou pré-estreia no Rio, com presença dos atores Joel Kinnamann e Michael Keaton (primeira e segunda fotos à esquerda). Na platéia, entre tantos, da terceira foto à esquerda para direita, Maria Ribeiro, Carolina Dieckmann e as escritora Thalita Rebouças, a favorita dos adolescentes.

Pré-estreia de Robocop

O operador do mensalão, Marcos Valério, preso na Papuda e condenado a 40 anos de prisão, não abriu a boca, em depoimento em janeiro à Polícia Federal, sobre o encontro que ele próprio já disse ter tido com o ex-presidente Lula. No ano passado, Valério havia reafirmado para a Polícia Federal o conteúdo de outro depoimento (espontâneo) que prestara a Procuradoria-Geral da República em 2012. Se for chamado a outro depoimento sobre o mensalão mineiro, o ex-publicitário também permanecerá em silencio. É orientação de seu advogado, Marcelo Leonardo. Valério teme ser assassinado na prisão.

Cadeira cobiçada

MISTURA FINA NEM só de axé viverá o carnaval da Bahia: no Camarote de Salvador haverá muita música eletrônica, reunindo mais de 20 atrações, entre elas o DJ holandês Armin Van Buuren, considerado o número 2 do mundo pela DJ Magazine. No ano passado, ele lotou o Madison Square Garden, em Nova York, com a turnê The Expedition.

RECENTE estudo da Cornell University lembra que, em 2002, o Brasil tinha 21 ministérios e agora está com 39, enquanto que os Estados Unidos tem apenas 15 ministérios. Outro estudo mostra que os Estados Unidos têm 436 deputados para representarem 50 estados e o Brasil tem 513 para apenas 27 unidades da Federação.

Pernas de anjo

Alessandra Ambrósio, 32 anos, um das modelos mais bem pagas do mundo, com fortuna estimada em R$ 90 milhões, casada, mãe de dois filhos e uma das principais angels da Victoria’s Secret, é a estrela da nova campanha de inverno da Schutz. A nova linha é repleta de ousadias, como sandálias de salto altíssimo, com grossas tiras que desenham as pernas e sobem acima dos joelhos. Ale, a propósito, é o apelido dela.

NO CALENDÁRIO oficial, segunda-feira de carnaval e Quarta-feira de Cinzas não são feriados. O INSS, contudo, resolveu considerar as datas (3 e 5 de março) como ponto facultativo. Ou seja: aposentados deverão receber seus trocados com quatro dias de atraso em relação a outros meses.

Desejosecreto Sabrina Sato desfilará, no carnaval, pela Gaviões da Fiel, em São Paulo e pela Vila Isabel, no Rio e será musa do camarote da Brahma. Numa festa no Maracanã, ela tomou posse no cargo e confessou que gostaria mesmo de desfilar com os seios de fora. “As rainhas de antigamente que eu admiro, como Luma de Oliveira, Monique Evans, Luiza Brunet, desfilaram com os seios de fora. Eu queria fazer isso, mas hoje é mais difícil. É bem ousado”. Luma e Monique desfilaram com o busto nu: Luiza Brunet, não. Apesar do erro histórico, Sabrina já exibiu sa poitrine em Playboy e, certamente, levantaria o público: a área é bem siliconada.

/ IN Nozes.

/

Maior risco

OUT

Amendoim.

Quemsai,quementra O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, tem uma tese muito especial para o que possa acontecer nas cidades-sede da Copa: ele acha que haverá “uma permuta” entre moradores e viajantes domésticos habituais e o pessoal que chega para assistir aos jogos. “Muita gente chega e muita gente sai”. Baseado nessa sua profecia , Rebelo acha que as cidades não terão problemas de transito. Aldo, a propósito, continua achando que o ensino do tupi-guarani deveria ser adotado nas escolas.

O ATOR Jamie Foxx, de Django Livre e que ganhou um Oscar por sua atuação no filme Ray, vem para o carnaval brasileiro, contratado por um camarote chamado Paradise Weekend. Também o francês Vincent Cassel estará no Rio: será o terceiro carnaval que ele passará entre nós. Ex-marido da italiana Monica Bellucci, Casel estava namorando, há meses, uma mulata do Vidigal.

NA NOITE de terça-feira, o presidente da Câmara Federal, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) recebeu, para um jantar, na residencial oficial, grande grupo de poderosos nacionais. Entre tantos, pesopesados da Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS, AmBev, Gerdau, BTG Pactual e muitos mais. A idéia era debater a cena nacional e a queda de investimentos, embora coincidentemente esse seja um ano eleitoral.

Colaboração:

Paula Rodrigues / Alexandre Favero

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

5

ENERGIA GARANTIDA O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, garantiu que não vai faltar energia no Brasil em 2014 "sob nenhuma circunstância", apesar da baixa dos reservatórios de água nas hidrelétricas.

Azeredo renuncia e se compara a Lula

Reprodução

Azeredo entregou carta de renúncia à Câmara numa suposta 'saída jurídica' para não ser julgado pelo STF Dida Sampaio/EC 11.02.14-

enunciado no caso do Mensalão mineiro com pedido de pena de 22 anos de prisão pelo Ministério Público, o ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) renunciou ontem ao cargo de deputado federal na Câmara. Na carta de renúncia, lida pelo deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE) no plenário da Casa, mencionou pressões políticas e "versões dadas aos fatos" que "estraçalharam" sua família. Com a decisão, o processo contra Azeredo deve deixar o Supremo Tribunal Federal (STF) e seguir para a justiça mineira, significando, na prática, um alívio para a candidatura do presidenciável tucano, o senador mineiro Aécio Neves. O julgamento pelo STF estava previsto para este ano, apesar do processo ainda n��o estar pronto para a pauta, e o debate às vésperas do período eleitoral poderia constranger o PSDB. Com base em precedentes do tribunal e o histórico de votação de atuais ministros em casos análogos são grandes as chances do processo ser remetido para a primeira instância. O relator do caso no STF, ministro Luís Roberto Barroso, tem a prerrogativa de tomar a decisão sozinho, mas deve consultar o plenário da Corte.

rar sua situação com a do expresidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Mensalão federal. A partir daí, o partido quis que "mudasse o tom". O caso mais evidente disso foi quando Azeredo anunciou que faria um discurso no plenário da Câmara para se defender. Depois, desistiu. A justificativa oficial foi a de que teve uma crise de pressão arterial.

CONSTRANGIMENTO Desde 7 de fevereiro, quando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recomendou a prisão de Azeredo por mais de duas décadas, as declarações públicas do agora ex - d e p u t a d o t i n h a m s i d o sempre na linha de que é um "homem de bem". Mas passaram a constranger o partido quando ele passou a compa-

CARTA Na carta de renúncia, Azeredo mencionou as pressões políticas que vinha sofrendo. "Não vou me sujeitar à execração pública por ser um membro da Câmara dos Deputados e estar sujeito a pressões políticas", afirmou, em carta entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB-RN), por seu

D

Insisto em que as responsabilidades de um governador são semelhantes e proporcionais às de um presidente da República. EDUARDO AZEREDO, EX-DEPUTADO FEDERAL (PSDB)

Ex-deputado Azeredo é réu do Mensalão tucano em Minas Gerais filho Renato. Também disse que versões dadas aos fatos "estraçalham" a sua vida pessoal. "Uma tragédia desabou sobre mim e minha família, arrasando o meu nome e a minha reputação." Azeredo sustentou que as acusações se baseiam em documentos falsos e reclamou por se considerar um "mero alvo político". "As alegações injustas, agressivas, radicais e desumanas da PGR formaram a tormenta que me condena a priori e configuram mais uma antiga e hedionda denúncia da Inquisição do que uma peça acusatória do Ministério Público." Ele ainda voltou a se comparar a Lula: "Insisto em que as responsabilidades de um governador são semelhantes e proporcionais às de um presidente da República".

No fim da tarde, o presidente do PSDB de Minas, Marcus Pestana, fez um discurso em defesa de Azeredo. Disse que a ação contra Azeredo, conhecida por "Mensalão do PSDB", não tem nada a ver com o outro Mensalão, o que envolveu o PT e os partidos da base aliada do ex-presidente Lula em 2005. Ele disse ainda que, ao contrário do que fez o PT, os tucanos não pressionariam o STF. "Não esperem atitudes agressivas". Ele disse ainda que espera a absolvição de Azeredo no processo. Petistas criticaram a renúncia como "manobra para tirar o foco de Aécio Neves". (EC)

Mais sobre o Mensalão mineiro na página 6

Castelo de R$ 25 milhões teria sido doado por Moreira aos filhos

Tucano abre espaço para 'homem do castelo'

Rodrigues Pozzebom/ABr

renúncia do deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) deve assegurar uma cadeira na Câmara ao ex-deputado Edmar Moreira (PR-MG), o "homem do castelo". Em 2009, Moreira ganhou fama após vir à tona que ele não teria declarado à Justiça Eleitoral que era proprietário de um castelo avaliado, à época, em R$ 25 milhões, em São João Nepomuceno, na zona da mata de Minas Gerais. Edmar alega que não declarou o castelo porque teria doado a propriedade aos filhos. Segundo a SecretariaGeral da Câmara, assim que soube da renúncia do tucano, ontem, Edmar avisou ao Legislativo que está pronto para assumir uma vaga no parlamento. O suplente imediato da coligação que elegeu o deputado do PSDB é João Bittar (DEM-MG). Atualmente, ele ocupa uma cadeira na Casa, no lugar do deputado Carlos Melle (DEMMG), que pediu licença para comandar uma secretaria municipal de Três Corações (MG). Com a renún-

A

O 3º suplente: Edmar Moreira. cia de Azeredo, Bittar será oficializado na Câmara, deixando aberta uma vaga de suplente. Quem deveria assumir essa vaga seria Rui Muniz (PRB-MG), atual prefeito de Montes Claros. Ele, no entanto, divulgou nota oficial anunciando que não tem interesse de se afastar da prefeitura para assumir a vaga de deputado. Com isso, o próximo na lista de suplentes da coligação (PP, PR, PPS, DEM e PSDB) é Edmar Moreira. A Mesa Diretora ainda vai marcar a data da posse de Edmar Moreira, que retornará graças à renúncia de Azeredo. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

6

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Que eu saiba, não houve pressão do PSDB. Aécio Neves, pré-candidato tucano à Presidência

Barroso vai avaliar se houve manobra Ministro Luis Roberto Barroso diz que vai avaliar se renúncia de Eduardo Azeredo tirará ou não o caso do âmbito do Supremo Tribunal Federal Dida Sampaio/ Estadão Conteúdo

relator do processo criminal contra Eduardo Azeredo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luis Roberto Barroso, afirmou ontem que ainda não sabe se a ação continuará no STF ou se será transferida para a Justiça de primeira Instância. "Acabei de tomar conhecimento. Tem dez minutos. Vou fazer uma reflexão e tomar uma decisão. Eventualmente até decidir se vou levar a matéria em questão de ordem para o plenário", disse o ministro. "Até o relator pode decidir monocraticamente, mas é possível, depois de uma reflexão que eu ainda não tive tempo de fazer, que eu opte por levar ao plenário", afirmou. No Brasil, autoridades, como deputados, somente po-

O

O relator pode decidir sozinho, mas é possível, depois de uma reflexão que eu ainda não tive tempo de fazer, de levar ao plenário LUIS ROBERTO BARROSO

dem ser processadas perante o STF. Esse direito é conhecido como foro privilegiado. Mas, em tese, quando o congressista perde ou renuncia ao mandato, o processo deve ser remetido à 1ª Instância. "Como regra geral, quando a pessoa deixa de ter esse tipo de foro, a competência deixa de ser do STF. Essa é a regra

geral. No entanto, há precedentes em que o STF considera que a renúncia se deveu a uma manobra processual e tem deixado de declinar da competência para as instâncias inferiores. Não estou dizendo que esse seja o caso. Eu vou analisar", afirmou o ministro Barroso. Ele observou que os precedentes referiam-se a casos em que o processo estava em fase final, já pautado para julgamento. Os precedentes a que Barroso se refere são os dos ex-deputados Ronaldo Cunha Lima (PB) e Natan Donadon (RO). Em 2007, Cunha Lima renunciou ao mandato cinco dias antes de seu julgamento por tentativa de assassinato. Com isso, o caso não foi visto como foro privilegiado e foi para a 1ª instância. (Agências)

Aécio nega pressão do partido

STF julga hoje recursos por formação de quadrilha Supremo Tribunal Federal (STF) entra hoje na etapa final do julgamento do Mensalão com a expectativa de derrubar as condenações por formação de quadrilha de réus como o exministro José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro Delúbio Soares. O Mensalão chegou ao STF em 2006 e começou a ser julgado em plenário em 2012. Na primeira fase do julgamento, que até agora consumiu 65 sessões do Supremo e se tornou o mais longo da história da corte, 25 foram condenados por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e peculato (desvio de recurso público). A maioria dos ministros ainda entendeu que nove dos condenados haviam formado uma quadrilha para desviar recursos públicos e pagar a base aliada do Congresso no primeiro governo de Lula. Na última peça de acusação apresentada no processo, o então procurador-geral da República Roberto Gurgel usou a

O

palavra "quadrilha" 42 vezes e disse que Dirceu era seu "chefe". Como Dirceu, Genoino e Delúbio já cumprem pena pelo c r i m e d e c o rr u p ç ã o , u m a eventual absolvição por quadrilha não significa que eles deixarão a prisão. Mas, na prática, evitará que suas penas sejam aumentadas. Cinco ministros ouvidos pela reportagem, três dos quais votaram pela condenação e dois pela absolvição no crime de quadrilha, acreditam que a nova composição do tribunal alterará o que foi julgado na primeira etapa. Da composição que começou a julgar o Mensalão, deixaram a corte Ayres Britto e Cezar Peluso. Ingressaram Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso. A expectativa é que eles se alinhem ao grupo de quatro ministros (Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Rosa Weber) que absolveu os réus no crime de formação de quadrilha já na primeira etapa, e formem a maioria. (Folhapress)

Luis Roberto Barroso, relator do processo contra Azeredo no STF, pode decidir ficar com o caso.

Pré-candidato à Presidência da República diz que caso Azeredo não respinga em sua campanha residente do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) disse ontem que a decisão do então deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) de renunciar ao mandato não vai interferir em sua campanha eleitoral à Presidência da República. "É uma decisão de foro íntimo que tem que ser respeitada. Ele agora vai se dedicar à sua defesa. Ele é conhecido e reconhecido em Minas Gerais como um homem de bem" afirmou Aécio. O tucano negou que Azeredo tenha sido pressionado pela cúpula do PSDB a renunciar

P

ao mandato para evitar que as denúncias do Mensalão tucano respinguem em sua campanha presidencial. "Que eu saiba, não [houve pressão do PSDB]", afirmou. PETISTAS ATACAM Líderes do PT comentavam ontem que a renúncia teve como objetivo preservar a candidatura presidencial de Aécio. Irmão de um dos condenados do Mensalão do PT, o deputado José Guimarães (PTCE) afirmou que os tucanos estão "crucificando" Azeredo para preservar Aécio. "Era fundamental garantir a ele a

FISIOTERAPIA NA CADEIA A ex-presidente do Banco Rural, Kátia Rabello, condenada no Mensalão, está fazendo sessões de fisioterapia na cadeia para aliviar as dores na coluna.

justiça que foi negada ao PT", afirmou. Guimarães é irmão do ex-deputado José Genoino (PT-SP), que cumpre prisão domiciliar após a condenação. "A renúncia do deputado Azeredo é uma manobra para evitar que o Supremo Tribunal Federal se posicione e para tirar o foco do PSDB, partido responsável pelo esquema de corrupção em Minas", disse o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). Costa disse esperar que o STF atue com o "mesmo rigor" no julgamento do Mensalão tucano como agiu ao analisar o Mensalão petista. "Quere-

.Ó..RBITA

PPS x DIRCEU

GENOINO O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou um parecer ao STF requerendo nova perícia médica para o ex-presidente do PT José Genoino.

MARINA

Reprodução DC

A

assessoria de José Dirceu divulgou nota dizendo que o ex-ministro foi excluído da ação de improbidade que é usada como base para o pedido de congelamento de bens, e da consequente vaquinha, solicitada pelo PPS. Mas o PPS alega que a informação não é correta: "Com relação à nota divulgada pela assessoria de José Dirceu, cumpre esclarecer que a própria missiva reconhece que a exclusão do ex-ministro da Casa Civil do polo passivo da ação civil pública nº 2007.34.00.029879-6 ainda não é tema pacificado no âmbito da Justiça Federal, uma vez que o Ministério Público ainda tenta recurso. Portanto, há a possibilidade de reversão da sentença que, supostamente, teria o excluído da ação. Ademais, o que se sugeriu ao Ministério Público foi a adoção de uma medida de caráter meramente cautelar, a fim de garantir o eventual ressarcimento ao erário público do dinheiro desviado no Mensalão. Estando o processo sob a análise do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, caberá àquele Tribunal analisar se o pedido de bloqueio – caso seja apresentado pelo MP – tem, ou não, cabimento."

mos que não haja no Brasil dois pesos e duas medidas", disse o senador. Vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC) afirmou que o PT foi vítima de um "sangramento" diferente do vivenciado pelo PSDB no Mensalão tucano. "Com a renúncia do deputado Azeredo, o processo sai do STF e prescreve por ele estar perto de 70 anos. O PT paga essa conta com juros e correção monetária", disse. Líder do PSDB, o senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) disse que Azeredo não foi abandonado pelo partido. "Eu respeito a decisão dele". (Folhapress)

A

FIGUEIREDO VETOU A COPA

S

e João Figueiredo fosse presidente do Brasil nos tempos que correm, ele satisfaria mais da metade dos brasileiros que vê a Copa do Mundo batendo às portas do País e não concorda com ela se estabelecendo por aqui. Segundo pesquisa feita pelo Instituto MDA divulgada anteontem, 50,2% dos entrevistados afirmaram que não apoiariam a candidatura do País à sede se o sorteio fosse feito hoje. Há 31 anos, em março de 1983, o então presidente Figueiredo, em seu mandato durante o regime militar (1979-1986), ouviu do então presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), João Havelange, que se ele aceitasse, a Copa de 86 seria no Brasil. Ele então disparou: "Você conhece uma favela no Rio de Janeiro? Você já viu a seca no Nordeste? E você acha que eu vou gastar dinheiro com estádio de futebol?" O mundo e o Brasil eram assolados por uma dura crise econômica, e os militares viam sua política - conhecida por milagre brasileiro - ser minada pela alta do petróleo no Oriente Médio.

A recusa de Figueiredo à Copa do Mundo foi manchete de vários jornais brasileiros, entre eles o gaúcho "Zero Hora", que destacava um dos trechos da decisão divulgada pelo governo: "A crise econômica recomenda irrestrita austeridade." O jornal do Sul relembrou o "não" dos militares na edição do dia 11 de março do ano passado sob o título "Há 30 anos em ZH", conforme destacado na imagem reproduzida acima. SAUDADES A pesquisa do MDA mostrou também que 80,2% dos entrevistados afirmaram não estarem de acordo com os investimentos nos estádios. Preferiam que os investimentos fossem feitos em outras áreas, para surpresa do governo Dilma. Todos, ao relembrar o feito de Figueiredo, poderiam sentir saudades do presidente que, nos tempos militares, fechou a mão aos gastos com estádios e teimou por uma austeridade imposta pelas cartilhas do FMI. Eram outros tempos.

cúpula do PSB recebeu a informação de que a exsenadora Marina Silva já está disposta a anunciar em breve a definição de que será vice na chapa presidencial encabeçada pelo governador Eduardo Campos (PSB-PE), segundo o site de notícias G1. Nos bastidores, Marina já admite que será candidata a vice, o que vem negando publicamente. Ontem, em uma reunião em São Paulo, ela deixou clara sua disposição para integrantes da Rede. Há uma pressão interna entre os militantes da Rede para que a definição de vice só seja anunciada depois da definição dos palanques regionais, especialmente em São Paulo. Mas segundo relatos passados ao PSB Marina já estaria convencida de que é preciso anunciar logo a definição para alavancar Campos nas pesquisas de intenção de voto. Ontem, Campos negou a informação de que tenha procurado o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, para concorrer ao Senado pelo PSB. Dida Sampaio/Estadão Conteúdo


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

7

Como o CIEE é um grande espelho da educação brasileira, por vezes demora para atender às exigências de empresas, porque não tem em seu banco jovens com o perfil exigido, principalmente pelas multinacionais.

Arquivo DC

LUIZ GONZAGA BERTELLI, PRESIDENTE EXECUTIVO DO CIEE

Primeira sede do CIEE em 1964: um sobrado na rua Tre ze de Maio, no Bexiga.

CIEE: 50 anos investindo nos jovens. Centro de Integração Empresa-Escola já empregou 13 milhões de estudantes dos ensinos médio e superior em 250 mil empresas

m sobrado ao lado da pizzaria, na rua Treze de Maio, Bexiga. Bucólico? Nem um pouco. O sobrado foi a primeira sede do CIEE, Centro de Integração Empresa-Escola, que há 50 anos vem qualificando estudantes para trabalhar nos setores produtivos do País. Até mesmo no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, há desses estagiários. Nesse meio século, o CIEE preparou e encaminhou para estágio em 250 mil empresas e órgãos públicos 13 milhões de estudantes dos ensinos médio e superior. Na rua Tabapuã, no Itaim Bibi, tem dois prédios para preparação dos estagiários. No País, 350 postos de atendimento. Em fins de 1963... Foi assim que começou. Um grupo de intelectuais, professores e líderes empresariais passou a se reunir em busca de solução para um grave problema. Um desses pioneiros era Luiz Gonzaga Bertelli, hoje presidente executivo do CIEE, que relembra: "A educação, no País, não correspondia à expectativa do mundo empresarial. Precisávamos ser mais produtivos e eficientes, mas não tínhamos profissionais formados na quantidade desejada." Pensaram em criar uma universidade voltada para o mercado de trabalho. Mas já havia a USP, Universidade de São Paulo. E a Fundação Getúlio Vargas estava sendo criada. Surgiu uma sugestão: por que não criar uma instituição que sirva de grande ponte entre o mundo do saber e o mundo do fazer?

agitação." O CIEE montou seminários, palestras, para mostrar que "investir nos jovens, é investir no amanhã."

U

O DRAMA DOS ESTÁGIOS O grupo inaugurou o que viria a se chamar CIEE, em 20 de fevereiro de 1964. Uma entidade que prepara jovens para estágio em empresas, sem fins lucrativos. Para dirigi-la, convidou o diretor da pioneira ESAN, Escola Superior de Administração de Negócios, de São Paulo, Victório D’Ac hi l l e Palmiere. Nas palavras de Bertelli, "um humanista, um filósofo, e um homem com uma grande experiência na direção de empresas". Bertelli tinha 26 anos. Estava terminando o curso jurídico, para exercer a magistratura – o que nunca aconteceu. "Fui seduzido pela ideia de criar um grupo de jovens empenhados em mudar a estrutura das empresas." Mais tar-

Divulgação CIEE

Vivi Andreani/LUZ

Valdir Sanches

Ruy Martins Altenfelder Silva, do conselho de administração do CIEE

A educação não correspondia à expectativa do mundo empresarial. Precisávamos ser mais produtivos e eficientes LUIZ GONZAGA BERTELLI

de trabalhou no ramo petroquímico; pioneiro do Pró-Álcool, construiu usinas e destilarias. Entre os fundadores estava também o empresário Mário Amato, que, em uma época sem estágios, empregou-se em uma papelaria aos 14 anos, e chegou a acionista majoritário da holding Springer S.A. E presidiu entidades como a FIESP, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Seu filho Rogério Amato, atual presidente da Associação Comercial de São Paulo e da Federação das Associações Comerciais de São Paulo (Facesp), é conselheiro do CIEE.

Por uma espécie de costura do destino, a Associação Comercial, ao abraçar pioneiramente a bandeira do empreendedorismo, trouxe na sua esteira a preocupação com a boa formação de trabalhadores através de programa de capacitação destinado a aprendizes, identificada com os objetivos do CIEE. Bertelli, em seus primeiros movimentos, ia com Palmiere às empresas, "levar um livro para assinarem as doações". Não era fácil. Muitas não se interessaram. Na época, em algumas empresas, estudantes pagavam para fazer estágio. Estagiário não recebia bolsa, transporte, alimentação. Palmiere começou a delinear esses procedimentos. Essa seria a primeira normal legal, adotada pelo governo federal, para a contratação dos estagiários. Naqueles tempos, as vagas nas indústrias, para estágio, escasseavam. "Era um período difícil, que antecedia o movimento de 1964. Muitas empresas achavam que os jovens estagiários iam promover

Valéria Gonçalv

ez/EC - 27.09 .07

Mário Amato, então presidente da Fiesp, um dos fundadores do CIEE.

550 MIL BOLSISTAS O primeiro estágio concedido foi para um estudante de Direito, que não só queria aprender, como pagar a mensalidade da faculdade. Conseguiu um lugar no Grupo Ultra. Logo descobriu-se que sua verdadeira vocação era a área financeira e bancária, e foi para o Citi Bank. José Feliciano de Carvalho, o ex-estagiário, chegou à vice-presidência do HSBC, de onde se aposentou recentemente. Hoje, o CIEE tem 550 mil estudantes trabalhando como bolsistas. Ganham bolsa-auxílio de R$ 600 a R$ 2.500, de acordo com o número de horas trabalhadas (com limite de seis horas). Mais lanche, vale transporte, e (não obrigatoriamente) 13º salário. A empresa contratante paga ao CIEE R$ 50 por estudante. Para contratar, informa o perfil daquele que deseja. Recentemente, o ministro da Indústria e Comércio precisava de um estudante em administração que falasse mandarim, dialeto da língua chinesa. Uma pesquisa ao banco do CIEE revelou que o filho de um diplomata recém aposentado estudava administração de empresas e falava o mandarim fluentemente. "Foi encaminhado, e hoje é um profissional bem sucedido", diz Bertelli. Nos dias de hoje, o CIEE enfrenta falta de vagas para estágio nas empresas. Um dos motivos, diz Bertelli, é a má qualidade do ensino brasileiro. As empresas comparam o nosso jovem estudante universitário de engenharia, economia, aos formados principalmente nas universidades asiáticas.

Formação inclui até aulas de leitura, redação e interpretação de textos "Para tristeza nossa, algumas empresas brasileiras já estão trazendo jovens não para estágio, mas como profissionais para trabalhar em empresas brasileiras. Engenheiros da China, da Coréia, do Japão, que recebem um salário melhor do que os brasileiros, vêm ao Brasil falando inglês fluentemente, com mestrado e doutorado". Bertelli diz que, "como o CIEE é um grande espelho da educação brasileira", por vezes demora para atender às exigências de empresas, porque não tem em seu banco jovens com o perfil exigido principalmente pelas multinacionais.

INFORMÁTICA & LINGUAGEM Na questão da informática, cita o fato de as escolas brasileiras, a não ser as especializadas, não ensinarem a matéria. Para cobrir essas deficiências, o CIEE criou cursinhos com laboratório de informática. "A grande deficiência do ensino no País é que o jovem não lê e não escreve mais", diz Bertelli. "Quando se faz pesquisas, se verifica que um número fantástico de estudantes universitários brasileiros não lê mais do que dois livros por ano. E sequer um jornal diário." O CIEE faz cursos para melhorar a redação e Paulo Pampoli m/Hype despertar o gosto pela leitura. "É um trabalho paralelo, que caberia ao Estado, mas nós sabemos que ele não faz." Um procedimento do ex-ministro da Educação Fernando Haddad, hoje prefeito de São Paulo, desagradou estagiários e empresas. Haddad limitou a dois anos o tempo de estágio. Depois disso, o estudante volta para o banco do CIEE, à espera de oportunidade para um novo estágio. Rogério Amato, presidente da ACSP e Facesp, é hoje conselheiro do CIEE.

Escritórios principalmente de engenharia, direito e contabilidade, viam que, depois de formados, os estagiários em tempo integral acabavam como sócios do escritório, ou abriam o seu próprio. EMPRESÁRIOS VOLUNTÁRIOS No CIEE, um conselho de administração, presidido por Ruy Martins Altenfelder Silva, é responsável pelo planejamento estratégico. A execução cabe à gestão executiva, que tem, como se viu, Luiz Gonzaga Bertelli na presidência. Todos são voluntários. Quando assumiu, Altenfelder e os conselheiros definiram como estratégia aperfeiçoar o programa de estágio, o primeiro e principal objetivo do CIEE. Mas voltaram-se também para a criação do Programa Aprendiz. Este programa destina-se a adolescentes e jovens, de 14 a 17 anos. Foca especialmente os vulneráveis a drogas e ócio. No Aprendiz, o jovem recebe lições teóricas, entre elas de informática e linguagem. Tem refeição, e depois passa duas ou três horas na empresa em que estagia. No estágio normal, os jovens não têm vínculo social e trabalhista. Mas no aprendiz, eles existem. Os jovens são registrados, têm carteira profissional assinada pelo CIEE e fundo de garantia. Hoje, somam 60 mil. Outro programa que agrada muito a Altenfelder é o Educação à Distância. Altenfelder, que também foi secretário de Ciências, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo do Estado de São Paulo, diz que surgiu quando percebeu que faltavam vagas para a formação de estagiários no CIEE. A partir de então, o jovem recebe uma senha para a internet e tem acesso a todos os programas de educação à distância. Dois milhões de rapazes e moças atualmente têm a senha.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

8

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Dilma quer tropas na rua durante a Copa Presidente diz que, se for necessário, o governo federal usará as Forças Armadas para coibir atos de violência durante o torneio e reforçar o policiamento nas ruas. Renato S. Cerqueira/Estadão Conteúdo

plano de segurança tará de prontidão para este tipara a Copa do Mun- po de situação. do prevê a atuação Nas duas situações, as trod e m i l i t a r e s e m pas deverão ser acionadas duas frentes, em atuação con- apenas se necessário. No caso junta com as corporações ci- dos militares, trata-se da GLO vis. A função primordial das (Garantia da Lei e da Ordem). Forças Armadas será fazer a Foi assim, por exemplo, que os segurança do espaço aéreo, militares atuaram na missa do defesa das fronteiras terres- papa Francisco na praia de Cotres e marítima, além de evitar pacabana, no Rio, durante a ataques cibernéticos. Jornada Mundial da JuventuHaverá, ainda, uma tropa de, em julho de 2013. de cerca de 1.400 militares - o No fim do ano passado, o Minúmero pode aumentar - em nistério da Defesa uniformicada uma das cidades-sede, zou os procedimentos da Maripara atuar em contingências. nha, Exército e Aeronáutica Ontem, a presidente Dilma em casos de GLO. O texto cauRousseff disse que, quando sou polêmica ao colocar como necessário, o governo usará "forças oponentes" organizaas Forças Armadas para coibir ções sociais e uma nova redaatos de violência durante a Co- ção foi feita. pa do Mundo e reforçar o poliIntegração – A segurança na ciamento nas ruas. Copa, assim como em grandes " A Po l í c i a eventos, será Fe d e r a l , a feita de forma Força Naciointegrada. nal de SeguHaverá CenTodos os órgãos do rança, a Polít r o s d e C ogoverno estão cia Rodoviámando e Conria Federal e trole que reuprontos para agir. t o d o s o s ó rnirão, no Se for necessário, g ã o s d o g om e s m o l unós mobilizaremos verno federal gar, militares também as Forças estão prontos e civis. Armadas. e orientados A Polícia para agir denMilitar dos EsDILMA ROUSSEFF tro de suas tados ficará c o m p e t ê nres p o ns á ve l cias e, se e quando for neces- por controlar os chamados sário, nós mobilizaremos tam- "distúrbios civis" e poderá bém as Forças Armadas", dis- contar com o apoio da Força se a presidente. Nacional se os governadores O ministro Celso Amorim quiserem. Caberá à Polícia Fe(Defesa) havia dito no ano deral e à Polícia Rodoviária Fepassado que essa tropa deve deral a missão de proteger deatuar como apoio às outras legações e autoridades fora forças de segurança. Essas dos estádios e dos Centros de tropas são, disse o ministro, Treinamento, além de garantir "de contingência para a hipó- escolta nos deslocamentos e tese de as forças de segurança conter crimes transnacionais pública não darem conta do e ações terroristas. recado, digamos, em alguma Dentro dos estádios, a segusituação, por qualquer motivo rança será feita por agentes que seja". privados, contratados pela Além dos militares, a Força própria Fifa, com o apoio e moNacional de Segurança, com nitoramento das forças poli10 mil policiais, também pode ciais. (Folhapress) Mais sobre violência na pg. 3 ser acionada, uma vez que es-

O

Cantareira pode secar até agosto, diz comitê. comitê anticrise criado para monitorar a situação do Sistema Cantareira aponta em seu primeiro relatório que, no pior cenário de estiagem, a água do volume útil do principal manancial que abastece a Grande São Paulo pode acabar no fim de agosto. Diante do quadro de escassez, o grupo recomenda que a Sabesp defina um plano emergencial para eventual uso do volume morto – cerca de 400 milhões de metros cúbicos que ficam no fundo do reservatório. Nos três cenários traçados pelo comitê, o nível do Cantareira já estará em 16,4% da capacidade em março. (Agências)

O

Cartazes em São Paulo convocando para protesto contra a realização da Copa no próximo sábado

Paulo Pampolin/Hype

Novo Plano Diretor deve ser votado até abril Mariana Missiaggia pós dez meses de elaboração, o novo Plano Diretor Estratégico (PDE) de São Paulo deve ser aprovado até abril pela Câmara Municipal. Ontem, os vereadores Álvaro Camilo (PSD), Nabil Bonduki (PT) e José Police Neto (PSD) se reuniram com os dirigentes do Conselho de Política Urbana (CPU) e Núcleo de Estudos Urbanos (NEU) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) para debater as diretrizes do plano. Nos próximos meses, Nabil Bonduki, que é relator do projeto, irá apresentar um texto substitutivo com as principais mudanças sugeridas pelos cidadãos e organizações sociais. De acordo com o parlamentar, uma das prioridades será a área ambiental, com medidas como a criação de novos parques e a aplicação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Outro item citado por Bonduki é a mobilidade. Segundo ele, São Paulo tem duas prioridades: um sistema de transporte coletivo eficiente e políticas públicas para aproximar o emprego da moradia. “São Paulo foi estruturada para funcionar com automóveis. Por isso, é nossa obrigação garantir um transporte público de qualidade. O que está proposto (no Plano Diretor) é o mínimo para começar essa inversão”, explica Nabil.

A

Rogério Amato e Nabil Bonduki (à direita): mobilidade e meio ambiente entre as prioridades. Police Neto concorda com o colega petista: “Ao jogarmos as Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) para os limites da cidade, sem levar emprego, estamos promovendo uma cidade insustentável. Por isso, é importante sobrepor essas regiões aos chamados Eixos de Transformação, que são os locais onde a cidade vai crescer mais”, afirmou. Para o vereador Camilo, o Plano Diretor tem como função resgatar o sentimento de zelo das pessoas em relação à cidade. “A população precisa cuidar e ocupar a cidade. Esse zelo não irá permitir que nada de ruim aconteça, seja na área de segurança ou qualquer outro tipo de degradação”, disse Camilo. O encontro foi mediado pelo presidente da ACSP, Rogério Amato, o vice-presidente da ACSP e coordenador do CPU, Antônio Carlos Pela, o vice-presidente da

Esperamos que o Plano Diretor seja realmente um instrumento da política de desenvolvimento urbano. ROGÉRIO AMATO

ACSP Alfredo Cotait Neto e pelo economista e coordenador do NEU, Josef Barat. Comércio – Para Amato, a revisão deve ser uma importante oportunidade para o crescimento do comércio e da sociedade. “E s pe r a mo s que o Plano Diretor se atente aos direitos básicos de cidadania, que tanto contribuem para a formação de uma sociedade estruturada. E que, claro, seja realmente um instrumento estratégico da política de desenvolvimento

urbano”, disse. A expectativa do coordenador da CPU é que o novo Plano Diretor venha finalmente regularizar São Paulo e fazer com que a Cidade seja aquilo que toda a população espera. Entre suas preocupações, Pela destaca o comprometimento com o prazo estabelecido. “Há intenções de realmente se fazer cumprir as datas que foram colocadas e acho necessário que isso ocorra para que o Plano não caia na mesmice. Estamos em um ano complicado com Copa do Mundo e eleições. Por isso temos que fazer com que essas datas sejam cumpridas. Além disso, espero que o novo PDE oriente uma série de pontos do plano anterior que hoje dificultam a vida dos paulistanos”. Cotait fez coro ao coordenador da CPU e demonstrou preocupação em relação à data de aprovação do novo texto.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

9

Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 47.509.120/0001-82 Sede: Cidade de Deus, s/n�� - Prédio Prata - 2º Andar - Vila Yara - Osasco - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações contábeis do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2013, da Bradesco Leasing S.A. Arrendamento Mercantil (Bradesco Leasing ou Instituição), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. O bom desempenho da Instituição está sedimentado na forma de atuação plenamente integrada à Rede de Agências do Banco Bradesco S.A., mantendo estratégias de diversificação dos negócios nos vários segmentos do mercado, bem como implementando acordos operacionais com grandes fabricantes, principalmente nos setores de veículos pesados e de máquinas e equipamentos, destacando-a como uma das principais arrendadoras no mercado nacional, e com marcante atuação no arrendamento de aeronaves executivas e helicópteros. Em 17 de abril de 2013, a Bradesco Leasing comunicou ao mercado o encerramento da distribuição pública das debêntures referente 7ª Emissão Pública de Debêntures nominativas, escriturais, não conversíveis em ações, em série única, da espécie subordinada, efetivada em 15 de outubro de 2012, nos termos da Instrução da CVM nº 400, no montante de R$ 10 bilhões, na data da emissão, com valor unitário de R$ 10,00. No final do exercício, a Bradesco Leasing registrou Lucro Líquido de R$ 451,8 milhões, correspondendo a R$ 19.290,84 por ação e Patrimônio Líquido de R$ 4,6 bilhões, proporcionando rentabilidade anualizada de 10,11% sobre o PL médio. Ressaltamos que a Instituição não possui acordo de acionistas relativo à política de reinvestimento de lucros e distribuição de dividendos.

Em dezembro de 2013 foram provisionados Juros Sobre o Capital Próprio aos acionistas no montante de R$ 210 milhões, cujo pagamento será efetuado em 07 de março de 2014. Em 31 de dezembro, o total de Ativos somava R$ 83,1 bilhões, destacando-se R$ 57,9 bilhões em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez, R$ 5,2 bilhões em Operações de Arrendamento Mercantil de Leasing Financeiro, a valor presente. O total de captações estava representado por R$ 73,9 bilhões de Debêntures e R$ 202,5 milhões de FINAME e o saldo do Valor Residual Parcelado ou Antecipado representava R$ 3,2 bilhões. A Instituição possuía 511.642.055 debêntures de sua própria emissão em tesouraria no valor de R$ 5,8 bilhões. Em conformidade com a Instrução nº 381/03, da Comissão de Valores Mobiliários, a Bradesco Leasing, no exercício, não contratou e nem teve serviços prestados pela KPMG Auditores Independentes não relacionados à auditoria externa, em patamar superior a 5% do total dos honorários relativos a serviços de auditoria externa. Outros serviços prestados pelos auditores externos foram de assistência no atendimento de requerimentos relacionados a assuntos fiscais. De acordo com critérios internacionalmente aceitos, a política adotada atende aos princípios que preservam a independência do Auditor, quais sejam: o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho, nem exercer funções gerenciais no seu cliente ou promover os interesses deste. Agradecemos aos nossos clientes o apoio e confiança e aos nossos funcionários e colaboradores a dedicação ao trabalho. Osasco, SP, 29 de janeiro de 2014. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações no Mercado Aberto ..................................................................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6) ......... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (Nota 7)....................................................................... Operações de Arrendamentos a Receber: - Setor Privado............................................................................................................................................... Rendas a Apropriar de Arrendamento Mercantil ........................................................................................... Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa .............................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 8a)......................................................................................................................... Diversos (Nota 8b)......................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Provisões para Desvalorizações ...................................................................................................................

2013 73.372.525 57.064.819 25.914.189 31.150.630 16.203.222 15.562.286 640.936 (118.525)

2012 62.302.281 180 35.289.507 22.310.371 12.979.136 26.918.135 26.853.167 64.968 (168.014)

2.384.431 (2.283.549) (219.407) 186.701 33 186.761 (93) 36.308 87.019 (50.711)

2.903.992 (2.786.555) (285.451) 220.497 32 220.553 (88) 41.976 85.351 (43.375)

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (Nota 7)....................................................................... Operações de Arrendamentos a Receber: - Setor Privado............................................................................................................................................... Rendas a Apropriar de Arrendamento Mercantil ........................................................................................... Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa .............................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 8b)......................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Despesas Antecipadas..................................................................................................................................

1.357.301 807.627 807.627 (166.311)

5.118.856 4.643.476 4.643.476 (213.470)

2.778.055 (2.777.543) (166.823) 715.222 715.257 (35) 763 763

3.512.606 (3.512.055) (214.021) 688.156 688.264 (108) 694 694

8.405.961 47.324

9.531.860 45.144

40.509 26.394 (19.579) 4.716 11.117 13.939 155 (20.495) 8.353.921 12.378.038 (4.024.117)

38.329 26.394 (19.579) 5.610 11.117 13.939 155 (19.601) 9.481.106 13.762.008 (4.280.902)

83.135.787

76.952.997

PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 9) ........................................................................................................................... Participações em Coligadas: - No País........................................................................................................................................................ Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO (Nota 10)................................................................................................................. Imóveis de Uso.............................................................................................................................................. Reavaliações de Imóveis de Uso .................................................................................................................. Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ IMOBILIZADO DE ARRENDAMENTO (Notas 7h e 10) ................................................................................ Bens Arrendados........................................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ TOTAL ...........................................................................................................................................................

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OBRIGAÇÕES POR REPASSES DO PAÍS - INSTITUIÇÕES OFICIAIS (Nota 12)...................................... FINAME ......................................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 14a)............................................................................................................. Diversas (Nota 14b).......................................................................................................................................

2013 1.759.152 87.910 87.910 1.671.242 178.500 116.982 1.375.760

2012 2.014.659 114.738 114.738 1.899.921 138.212 535.201 1.226.508

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... RECURSOS DE EMISSÃO DE TÍTULOS (Nota 11)..................................................................................... Recursos de Debêntures............................................................................................................................... OBRIGAÇÕES POR REPASSES DO PAÍS - INSTITUIÇÕES OFICIAIS (Nota 12)...................................... FINAME ......................................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 14a)............................................................................................................. Diversas (Nota 14b).......................................................................................................................................

76.812.958 73.919.334 73.919.334 114.597 114.597 2.779.027 839.932 1.939.095

70.616.481 67.675.007 67.675.007 154.201 154.201 2.787.273 599.628 2.187.645

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 15) ................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Reservas de Lucros....................................................................................................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial...................................................................................................................

4.563.677

4.321.857

2.290.000 2.273.668 9

1.627.800 2.694.038 19

TOTAL ...........................................................................................................................................................

83.135.787

76.952.997

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO ÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................ Operações de Crédito ................................................................................................... Operações de Arrendamento Mercantil......................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................... DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ...................................................... Operações de Captações no Mercado (Nota 11c) ........................................................ Operações de Empréstimos e Repasses (Nota 12b) .................................................... Operações de Arrendamento Mercantil......................................................................... Provisão/(Reversão) para Créditos de Liquidação Duvidosa (Nota 7f e g) ................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................... OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS................................................. Outras Despesas Administrativas (Nota 16).................................................................. Despesas Tributárias (Nota 17) ..................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 9a) ............................ Outras Receitas Operacionais (Nota 18)....................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 19)..................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 20) ............................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 22) ................................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................... Número de ações (Nota 15a) ........................................................................................ Lucro por ação em R$ ...................................................................................................

2º Semestre 2013 4.707.216 46.952 1.696.609 2.963.655 4.301.881 2.964.575 4.406 1.387.673 (54.773) 405.335 (49.763) (24.603) (21.536) 1.280 27.543 (32.447) 355.572 (22.110) 333.462 (61.692) 271.770

DEMONSTRAÇÃO ÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2013 2012 8.781.391 9.277.928 83.808 68.023 3.521.729 3.802.768 5.175.854 5.407.137 8.002.366 8.129.381 5.194.726 5.138.998 10.300 18.499 2.887.018 2.960.578 (89.678) 11.306 779.025 1.148.547 (84.506) (97.387) (39.818) (35.934) (42.201) (65.068) 2.201 7.071 53.450 51.903 (58.138) (55.359) 694.519 1.051.160 (36.799) (47.807) 657.720 1.003.353 (205.890) (421.407) 451.830 581.946

23.422 11.603,19

23.422 19.290,84

23.422 24.846,13

Eventos Saldos em 30.6.2013................................................... Reversão de Dividendos Provisionados no 1º semestre de 2013................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial.................................. Lucro Líquido................................................................ Destinações: - Reservas............................................... - Juros sobre o Capital Próprio ............... Saldos em 31.12.2013................................................. Saldos em 31.12.2011................................................. Redução de Capital ...................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial.................................. Lucro Líquido................................................................ Destinações: - Reservas............................................... - Dividendos Propostos........................... Saldos em 31.12.2012................................................. Aumento de Capital com Reservas .............................. Ajustes de Avaliação Patrimonial.................................. Lucro Líquido................................................................ Destinações: - Reservas............................................... - Juros sobre o Capital Próprio ............... Saldos em 31.12.2013.................................................

Capital Social 2.290.000 2.290.000 7.127.800 (5.500.000) 1.627.800 662.200 2.290.000

Reservas de Lucros Estatutárias 1.973.185

Legal 195.948

13.588 209.536 157.848 29.097 186.945 22.591 209.536

Ajustes de Avaliação Patrimonial Próprias 16

42.765 48.182 2.064.132 2.092.456 414.637 2.507.093 (662.200) 219.239 2.064.132

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO ÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO ÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ............................ Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos............................................................ Provisão/(Reversão) para Créditos de Liquidação Duvidosa ......................................... Depreciações e Amortizações ........................................................................................ Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais ......................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas.............................................. Superveniência de Depreciação ..................................................................................... Perda na Venda de Bens Não de Uso Próprio................................................................ Provisão para Desvalorização de Bens Não de Uso Próprio ......................................... Lucro Líquido Ajustado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social.............. (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez .................................... (Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos................................................................................................... (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens.................................. (Aumento)/Redução em Operações de Arrendamento Mercantil..................................... Aumento/(Redução) em Obrigações por Empréstimos e Repasses ................................ Aumento/(Redução) em Outras Obrigações .................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos .............................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais .......................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: (Aumento)/Redução em Títulos Disponíveis para Venda ................................................. Aquisição de Imobilizado de Uso e de Arrendamento...................................................... Alienação de Imobilizado de Uso e de Arrendamento...................................................... Aquisição de Bens Não de Uso Próprio ........................................................................... Alienação de Bens Não de Uso Próprio ........................................................................... Dividendos recebidos ....................................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades de Investimentos.................... Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Redução de Capital .......................................................................................................... Aumento/(Redução) em Recursos de Emissão de Debêntures ....................................... Dividendos Pagos............................................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades de Financiamentos ................ Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa................................................ Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ............................................................ Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período ............................................................... Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa .................................

Exercícios findos em 31 de dezembro 2013 2012

333.462 1.343.375 (54.773) 1.149.618 9.206 (1.280) 217.568 3.226 19.810 1.676.837 (5.507.362)

657.720 2.814.518 (89.678) 2.434.369 14.676 (2.201) 418.702 5.815 32.835 3.472.238 (17.825.803)

1.003.353 3.015.089 11.306 2.930.558 47.215 (7.071) (16.442) 15.234 34.289 4.018.442 40.322.702

1.214.314 8.479 (2.590) (24.036) (1.486) (194.474) (2.830.318)

10.714.896 (31.116) (7.039) (66.431) (90.923) (400.508) (4.234.686)

(25.276.324) (54.971) (14.897) (100.477) (135.067) (379.768) 18.379.640

5 (1.377.729) 466.880 (32.515) 26.530 20 (916.809)

7 (2.664.871) 920.894 (53.073) 39.075 20 (1.757.948)

(2) (3.102.179) 941.086 (55.754) 35.513 2.891 (2.178.445)

7.463.217 (138.212) 7.325.005 3.577.878 12.466.682 16.044.560 3.577.878

6.244.327 (138.212) 6.106.115 113.481 15.931.079 16.044.560 113.481

(5.500.000) 4.577.953 (335.883) (1.257.930) 14.943.265 987.814 15.931.079 14.943.265

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Descrição 1 - RECEITAS ......................................................... 1.1) Intermediação Financeira......................... 1.2) Reversão/(Provisão) para Créditos de Liquidação Duvidosa .............................. 1.3) Outras ........................................................ 2 - DESPESAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ................................................... 3 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS....... Serviços de Terceiros......................................... Apreensão de Bens............................................ Serviços do Sistema Financeiro ........................ Propaganda, Promoções e Publicidade............. Transportes ........................................................ Jurídicas Processuais ........................................ Emolumentos Judiciais e Cartorários ................ Serviços Técnicos Especializados ..................... Processamento de Dados.................................. Contribuições Filantrópicas................................ Outras ................................................................ 4 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2-3).............. 5 - DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO ................. 6 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (4-5) .................................... 7 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ........................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas ...................................................... 8 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (6+7)..... 9 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO...... 9.1) Impostos, Taxas e Contribuições ............ Federais ...................................................... Municipais ................................................... 9.2) Remuneração de Capitais Próprios ....... Dividendos .................................................. Juros sobre o Capital Próprio ..................... Lucros Retidos ............................................

2º Semestre 2013 % 4.734.975 1.333,8 4.707.216 1.326,0

Totais 4.459.149

-

(7) 9 16 3 19 (10) 9

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

2º Semestre 2013

Lucros Acumulados

271.770 (61.770) (210.000) 581.946 (443.734) (138.212) 451.830 (241.830) (210.000) -

42.765 (7) 271.770 (210.000) 4.563.677 9.378.120 (5.500.000) 3 581.946 (138.212) 4.321.857 (10) 451.830 (210.000) 4.563.677

Exercícios findos em 31 de dezembro 2013 % 2012 8.829.582 1.261,5 9.215.359 8.781.391 1.254,6 9.277.928

% 862,5 868,4

54.773 (27.014)

15,4 (7,6)

89.678 (41.487)

12,8 (5,9)

(11.306) (51.263)

(1,1) (4,8)

(4.356.654) (24.156) (208) (2.802) (1.649) (861) (52) (7.556) (291) (7.735) (1.751) (1.200) (51) 354.165 (447)

(1.227,2) (6,8) (0,1) (0,8) (0,5) (0,2) (2,1) (0,1) (2,2) (0,5) (0,3) 99,8 (0,1)

(8.092.044) (38.924) (357) (4.528) (2.813) (1.431) (105) (12.716) (1.406) (11.219) (2.909) (1.200) (240) 698.614 (894)

(1.156,2) (5,5) (0,1) (0,6) (0,4) (0,2) (1,8) (0,2) (1,6) (0,4) (0,2) 99,8 (0,1)

(8.118.075) (35.040) (347) (2.847) (2.375) (1.361) (150) (5.968) (11.241) (7.784) (2.806) (161) 1.062.244 (894)

(759,8) (3,3) (0,3) (0,2) (0,1) (0,6) (1,1) (0,7) (0,3) 99,4 (0,1)

353.718

99,7

697.720

99,7

1.061.350

99,3

1.280

0,3

2.201

0,3

7.071

0,7

1.280 354.998 354.998 83.228 79.781 3.447 271.770 210.000 61.770

0,3 100,0 100,0 23,4 22,4 1,0 76,6 59,2 17,4

2.201 699.921 699.921 248.091 240.830 7.261 451.830 210.000 241.830

0,3 100,0 100,0 35,4 34,4 1,0 64,6 30,0 34,6

7.071 1.068.421 1.068.421 486.475 477.698 8.777 581.946 138.212 443.734

0,7 100,0 100,0 45,5 44,7 0,8 54,5 12,9 41,6

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL A Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil (Bradesco Leasing ou Instituição) tem como objetivo, exclusivamente, a prática das operações de arrendamento mercantil, sendo observadas as disposições da legislação em vigor. É parte integrante da Organização Bradesco, sendo suas operações conduzidas de modo integrado a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiros e de capitais, utilizando-se dos recursos administrativos e tecnológicos e na gestão de riscos. Suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. Em 12 de setembro de 2012, o Conselho de Administração aprovou a 7ª Emissão Pública de Debêntures nominativas, escriturais, não conversíveis em ações, em série única, da espécie subordinada, para distribuição pública, sob o regime de melhores esforços de colocação sob a coordenação do Banco Bradesco BBI S.A. A operação foi efetivada em 15 de outubro de 2012, nos termos da Instrução nº 400 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no montante de R$ 10 bilhões, na data da emissão (Nota 11a). Em 10 de outubro de 2012 o Banco Central do Brasil (BACEN) aprovou a Assembleia Geral Extraordinária de 8 de outubro de 2012 do Conselho de Administração da Instituição, propondo ajustar seu capital próprio às suas necessidades mediante a redução em R$ 5,5 bilhões, sem cancelamento de ações, nos termos do Artigo 173 da Lei nº 6.404/76, restituído em dinheiro ao Banco Bradesco S.A., seu único acionista (Nota 15).

d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável.

e) Títulos e valores mobiliários - classificação • Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; • Títulos disponíveis para venda - são aqueles que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e • Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com as alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do BACEN e da CVM, quando aplicável. Incluem estimativas e premissas, tais f) Instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos) como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito e de arrendamento mercantil; estimativas do valor justo de determinados instrumentos São classificados de acordo com a intenção da Administração, na data da contratação da operação, levando-se em consideração se sua finalidade é para financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados proteção contra riscos (hedge) ou não. na categoria de títulos disponíveis para venda e ativos não financeiros. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas As operações que envolvam instrumentos financeiros derivativos destinam-se a atender as necessidades próprias para administrar a exposição global da estimativas e premissas. Instituição, no sentido de administrar suas posições. As valorizações ou desvalorizações são registradas em contas de receitas ou despesas dos respectivos As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 29 de janeiro de 2014. instrumentos financeiros. 3) PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Bradesco Leasing.

g) Operações de arrendamento mercantil A carteira de arrendamento mercantil é constituída por contratos celebrados ao amparo da Portaria nº 140/84, do Ministério da Fazenda, que contém cláusulas de: a) não cancelamento; b) opção de compra; e c) atualização pós-fixada ou prefixada e são contabilizados de acordo com as normas estabelecidas pelo BACEN, conforme segue:

b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério pro rata dia e calculadas com base no método exponencial. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. As receitas de arrendamento mercantil são calculadas e apropriadas, mensalmente, pelo valor das contraprestações exigíveis no período (Portaria nº 140/84 do Ministério da Fazenda) e considera o ajuste a valor presente das operações de arrendamento mercantil.

I - Arrendamentos a receber Refletem o saldo das contraprestações a receber, atualizadas de acordo com índices e critérios estabelecidos contratualmente.

c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo.

III - Imobilizado de arrendamento É registrado pelo custo de aquisição, deduzido das depreciações acumuladas. A depreciação é calculada pelo método linear, com o benefício de redução de 30% na vida útil normal do bem, prevista na legislação vigente. As principais taxas anuais de depreciação utilizadas, base para esta redução, são as seguintes: veículos e afins, 20%; móveis e utensílios, 10%; máquinas e equipamentos, 10%; e outros bens, 10% e 20%.

II - Rendas a apropriar de arrendamento mercantil e Valor Residual Garantido (VRG) Registrados pelo valor contratual, em contrapartida às contas retificadoras de rendas a apropriar de arrendamento mercantil e valor residual a balancear, ambos apresentados pelas condições pactuadas. O VRG recebido antecipadamente é registrado em Outras Obrigações - Credores por Antecipação do Valor Residual até a data do término contratual. O ajuste a valor presente das contraprestações e do VRG a receber das operações de arrendamento mercantil financeiro é reconhecido como superveniência/insuficiência de depreciação no imobilizado de arrendamento mercantil, objetivando compatibilizar as práticas contábeis. Nas operações que apresentem atraso igual ou superior a sessenta dias, a apropriação ao resultado passa a ocorrer quando do recebimento das parcelas contratuais, de acordo com a Resolução nº 2.682/99 do CMN.

continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

...continuação

Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 47.509.120/0001-82 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 2º Andar - Vila Yara - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS IV - Perdas em arrendamentos Os prejuízos apurados na venda de bens arrendados são diferidos e amortizados pelo prazo remanescente de vida útil normal dos bens, sendo demonstrados juntamente com o Imobilizado de Arrendamento (Nota 7h). V - Superveniência (insuficiência) de depreciação Os registros contábeis das operações de arrendamento mercantil são mantidos conforme exigências legais, específicas para esse tipo de operação. Os procedimentos adotados e sumariados nos itens “II” a “IV” acima diferem das práticas contábeis previstas na legislação brasileira, principalmente no que concerne ao regime de competência no registro das receitas e despesas relacionadas aos contratos de arrendamento mercantil. Em consequência, de acordo com a Circular BACEN nº 1.429/89, foi calculado o valor presente das contraprestações em aberto, utilizando-se a taxa interna de retorno de cada contrato, registrando-se uma receita ou despesa de arrendamento mercantil, em contrapartida às rubricas de superveniência ou insuficiência de depreciação, respectivamente, registradas no Ativo Permanente (Nota 7h), com o objetivo de adequar as operações de arrendamento mercantil ao regime de competência. VI - Provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa A provisão estimada para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa é apurada em valor suficiente para cobrir prováveis perdas e leva em consideração as normas e instruções do CMN e do BACEN, associadas às avaliações realizadas pela Administração na determinação dos riscos de crédito. As operações de arrendamento mercantil são classificadas nos respectivos níveis de risco, observando: (i) os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 2.682/99 do CMN, que requerem a sua classificação de riscos em nove níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco máximo); e (ii) a avaliação da Administração quanto ao nível de risco. Essa avaliação, realizada periodicamente, considera a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos e globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. Adicionalmente, também são considerados os períodos de atraso definidos na Resolução nº 2.682/99 do CMN, para atribuição dos níveis de classificação dos clientes, da seguinte forma:

É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil-econômica estimada dos bens, sendo: imóveis de uso/edificações - 4% ao ano; móveis e utensílios e máquinas e equipamentos - 10% ao ano; sistema de transportes 20% ao ano; e sistemas de processamento de dados - de 20% a 50% ao ano e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. l) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os ativos financeiros e não financeiros são avaliados para verificar se há evidência objetiva de que tenha ocorrido uma perda no seu valor contábil. A evidência objetiva de que os ativos financeiros perderam valor pode incluir o não pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, indicações de processo de falência ou mesmo, um declínio significativo ou prolongado do valor do ativo. Uma perda por redução ao valor recuperável (impairment) de um ativo financeiro ou não financeiro é reconhecida no resultado do período se o valor contábil do ativo ou unidade geradora de caixa exceder o seu valor recuperável. m) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas; • Provisões: são constituídas levando em consideração a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os Período de atraso (1) Classificação do cliente passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em • de 15 a 30 dias................................................................................................................................................................ B notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e • de 31 a 60 dias................................................................................................................................................................ C • Obrigações legais - provisão para riscos fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é a sua legalidade ou constitucionalidade que, • de 61 a 90 dias................................................................................................................................................................ D independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. • de 91 a 120 dias.............................................................................................................................................................. E Detalhamento dos processos judiciais, bem como a segregação e movimentação dos valores registrados, por natureza, estão apresentados na Nota 13. • de 121 a 150 dias............................................................................................................................................................ F n) Outros ativos e passivos • de 151 a 180 dias............................................................................................................................................................ G Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidas (em base • superior a 180 dias.......................................................................................................................................................... H pro rata dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos (1) Para as operações com prazo a decorrer superior a 36 meses é realizada a contagem em dobro dos períodos de atraso, conforme facultado pela encargos e das variações monetárias, incorridos (em base pro rata dia). Resolução nº 2.682/99 do CMN. o) Eventos subsequentes l das operações vencidas até o 59º dia é contabilizada em receitas e, a partir do 60º dia, em rendas a apropriar, sendo que o Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para a sua emissão. A atualização (accrual) reconhecimento em receitas só ocorrerá quando do seu efetivo recebimento. São compostos por: As operações em atraso classificadas como nível “H” permanecem nessa classificação por seis meses, quando então, são baixadas contra a provisão • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e existente e controladas em contas de compensação por no mínimo cinco anos. • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam controladas em contas de compensação são classificadas como nível “H”, e os eventuais ganhos provenientes da renegociação 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 31 de dezembro - R$ mil somente são reconhecidos quando efetivamente recebidos. Quando houver amortização significativa da operação, ou quando novos fatos relevantes 2013 2012 justificarem a mudança do nível de risco, poderá ocorrer a reclassificação da operação para categoria de menor risco. Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... 180 h) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... 180 Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) .............................................................................................. 16.044.560 15.930.899 “Outros Créditos - Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas sobre superveniência de depreciação e ajustes a valor de mercado dos títulos Total caixa e equivalentes de caixa ..................................................................................................... 16.044.560 15.931.079 e valores mobiliários são registradas na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”, sendo que para a superveniência de depreciação é aplicada (1) Referem-se a operações cujo vencimento na data da efetiva aplicação, foi igual ou inferior a 90 dias e que apresentem risco insignificante de mudança somente a alíquota de imposto de renda. de valor justo. Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente com base nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. A composição dos valores de imposto de renda e contribuição social, a demonstração dos seus cálculos, bem como a origem e previsão de realização dos créditos tributários, estão apresentados na Nota 22. i) Despesas antecipadas São representadas pelas aplicações de recursos em pagamentos antecipados, cujos direitos de benefícios ou prestação de serviços ocorrerão em períodos futuros. São registradas no resultado de acordo com o princípio da competência. Os custos incorridos que estão relacionados com ativos correspondentes, que gerarão receitas em períodos subsequentes, são apropriados ao resultado de acordo com os prazos e montantes dos benefícios esperados e baixados diretamente no resultado, quando os bens e direitos correspondentes já não fizerem parte dos ativos da Instituição ou quando benefícios futuros não são mais esperados. j) Investimentos Os investimentos em empresas coligadas, com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. k) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a entidade.

5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ a) Vencimentos 1 a 30 dias

31 a 60 dias

61 a 90 dias

91 a 180 dias

181 a 360 dias

Em 31 de dezembro - R$ mil Total 2013 2012

Acima de 360 dias

Aplicações no mercado aberto: Posição bancada ................... 4.070.508 1.991.633 1.572.165 13.971.626 4.093.381 Debêntures .............................. 3.893.266 1.991.633 1.572.165 13.971.626 4.093.381 Outros...................................... 177.242 Aplicações em depósitos interfinanceiros:................... 8.755.019 2.105.104 1.893.297 18.397.210 Aplicações em depósitos interfinanceiros ...................... 8.755.019 2.105.104 1.893.297 18.397.210 Total em 2013 ......................... 12.825.527 4.096.737 3.465.462 13.971.626 22.490.591 Total em 2012 ......................... 17.015.280 1.774.854 1.502.143 13.378.346 1.308.034 b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez Classificadas na demonstração de resultado como resultado de operações com títulos e valores mobiliários.

214.876 214.876 -

25.914.189 25.736.947 177.242

22.310.371 22.155.416 154.955

807.627

31.958.257

17.622.612

807.627 1.022.503 4.954.326

31.958.257 57.872.446

17.622.612 39.932.983

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2013 2012 Rendas de aplicações em operações compromissadas: Posição bancada ..................................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Rendas de aplicações em depósitos interfinanceiros ............................................................................. Total (Nota 6b)........................................................................................................................................

2.043.054 2.043.054 1.770.433 3.813.487

2.322.881 2.322.881 1.608.257 3.931.138

6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Classificação por categoria e prazos

1 a 30 dias 15.181.537 1.884 8.993.438 6.186.215 31 31 15.181.568 26.561.849

Títulos (1) Títulos para negociação (3) .............................................................. Letras financeiras do tesouro .............................................................. Certificados de depósito bancário ....................................................... Debêntures .......................................................................................... Letras do tesouro nacional .................................................................. Notas do tesouro nacional................................................................... Outros.................................................................................................. Títulos disponíveis para venda (4)................................................... Ações................................................................................................... Total em 2013 ..................................................................................... Total em 2012 .....................................................................................

31 a 180 dias 28.919 27.353 1.527 39 28.919 46.219

181 a 360 dias 311.638 311.120 299 219 311.638 50.996

Acima de 360 dias 681.097 673.401 4.945 2.751 681.097 259.071

2013 Valor de custo atualizado 16.203.309 1.011.992 3.710 5.203 8.996.189 6.186.215 16 16 16.203.325

Valor de mercado/ contábil (2) 16.203.191 1.011.874 3.710 5.203 8.996.189 6.186.215 31 31 16.203.222

Em 31 de dezembro - R$ mil 2012 Valor de Marcação mercado/ a mercado contábil (2) (5) 26.918.087 9 246.156 9 21.711 19.147 15.405.050 11.166.903 59.120 48 33 48 33

Marcação a mercado (5) (118) (118) 15 15 (103)

26.918.135

42

(1) As aplicações em cotas de fundos de investimento foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, preservando a classificação da categoria dos fundos. No encerramento do período, os investimentos em fundos exclusivos administrados pelo Conglomerado Bradesco somavam R$ 15.562.255 mil (2012 - R$ 26.853.119 mil). Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificações, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante; (4) Em 2013, não foram realizadas perdas por impairment para os títulos classificados na categoria de disponíveis para venda; e (5) A marcação a mercado dos títulos para negociação foi registrada em contas de resultado, enquanto a dos títulos disponíveis para venda, foram registradas no patrimônio, líquidos dos impostos. b) Resultado de títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2013 2012 3.813.487 3.931.138 17.433 5.152 1.344.934 1.470.847 5.175.854 5.407.137

Aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................................... Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ Fundos de investimento........................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ c) Instrumentos financeiros derivativos A Bradesco Leasing não possuía posição de instrumentos financeiros derivativos em 31 de dezembro de 2013 e de 2012.

Cenário 2: Foram determinados choques de 25% com base no mercado. Por exemplo: no cenário aplicado sobre as posições de 31.12.2013 o Índice Bovespa foi de 38.630 pontos. Para o cenário de juros, a taxa prefixada de 1 ano aplicada nas posições de 31.12.2013 foi de 13,23% a.a. Os cenários para os demais fatores de risco também representaram choque de 25% nas respectivas curvas ou preços. Cenário 3: Foram determinados choques de 50% com base no mercado. Por exemplo: no cenário aplicado sobre as posições de 31.12.2013 o Índice Bovespa foi de 25.754 pontos. Para o cenário de juros, a taxa prefixada de 1 ano aplicada nas posições de 31.12.2013 foi de 15,87% a.a. Os cenários para os demais fatores de risco também representaram choque de 50% nas respectivas curvas ou preços.

7) OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL, OUTROS CRÉDITOS E PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA a) Os contratos de arrendamento mercantil possuem atualização prefixada ou pós-fixada e podem ter as seguintes características: • Arrendamento financeiro, com cláusula de não-cancelamento e opção de compra; e • Arrendamento operacional, com cláusula que possibilita o cancelamento e asseguram ao arrendatário a opção pela aquisição do bem a qualquer Análise de sensibilidade - Instrução CVM nº 475/08 momento, pelo valor de mercado. A Instituição é parte integrante da Organização Bradesco e como boa prática de governança de gestão de riscos, possui um processo contínuo de b) Conciliação da composição da carteira de arrendamento financeiro, a valor presente, com os saldos contábeis gerenciamento de suas posições, que engloba o controle de todas as posições expostas ao risco de mercado através de medidas condizentes com as melhores práticas internacionais e o Novo Acordo de Capitais - Basileia II. Destacamos, ainda, que as instituições financeiras possuem limites Em 31 de dezembro - R$ mil e controles de riscos e alavancagem regulamentados pelo BACEN. 2013 2012 As propostas de limites de riscos são validadas em Comitês específicos de negócios e submetidas à aprovação do Comitê de Gestão Integrada Arrendamentos financeiros a receber ..................................................................................................... 5.162.486 6.416.598 de Riscos e Alocação de Capital, observando os limites definidos pelo Conselho de Administração, conforme os objetivos das posições, as quais (-) Rendas a apropriar de arrendamentos financeiros a receber ............................................................ (5.061.092) (6.298.610) são segregadas nas seguintes Carteiras: Bens arrendados financeiros + perdas em arrendamentos (líquidas)..................................................... 12.378.038 13.762.008 (4.024.117) (4.280.902) Carteira Trading: consiste em todas as operações com instrumentos financeiros e mercadorias, inclusive derivativos, detidas com intenção de (-) Depreciação acumulada sobre bens arrendados financeiros:............................................................ - Depreciações acumuladas ................................................................................................................ (6.689.958) (7.384.429) negociação ou destinadas a hedge de outros da carteira de negociação, e que não estejam sujeitas à limitação da sua negociabilidade. As - Superveniência de depreciação ........................................................................................................ 2.665.841 3.103.527 operações detidas com intenção de negociação são aquelas destinadas à revenda, obtenção de benefícios dos movimentos de preços, efetivos ou (-) Valor residual garantido antecipado (Nota 14b).................................................................................. (3.226.604) (3.310.699) esperados, ou realização de arbitragem. Total do valor presente ......................................................................................................................... 5.228.711 6.288.395 Carteira Banking: operações não classificadas na Carteira Trading. Consistem nas operações estruturais provenientes das diversas linhas de negócio da Organização e seus eventuais hedges. c) Carteiras e prazos De acordo com a natureza das suas atividades, a Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil, possui em seu portfólio apenas operações Banking e não tem exposição a instrumentos financeiros derivativos. R$ mil Carteira Banking (1) 2013 2012 1 2 3 1 2 3 Taxa de juros Exposições sujeitas a variações em Reais de taxas de juros prefixadas e cupom de taxas de juros (252) (70.974) (136.479) (358) (69.672) (135.402) Renda variável Exposições sujeitas à variação do preço de ações (5) (9) (7) (15) Total sem correlação................................................. (252) (70.979) (136.488) (358) (69.679) (135.417) Total com correlação................................................. (252) (70.975) (136.481) (358) (69.670) (135.398)

Em 31 de dezembro - R$ mil 1 a 30 dias Operações de arrendamento mercantil ................................ Outros créditos (1)................... Total em 2013 ......................... Total em 2012 .........................

31 a 60 dias

275.049 271 275.320 320.505

Curso normal 91 a 180 181 a 360 dias dias

61 a 90 dias

253.638 268 253.906 300.738

208.500 266 208.766 251.970

626.605 782 627.387 736.510

1.030.067 1.499 1.031.566 1.213.006

Acima de 360 dias

Total em 2013 (A)

2.445.758 1.186 2.446.944 2.898.080

4.839.617 4.272 4.843.889

Total em 2012 (A) 5.714.273 6.536 5.720.809

Em 31 de dezembro - R$ mil

(1) Valores líquidos de efeitos fiscais. As análises de sensibilidade foram efetuadas a partir dos cenários elaborados para as respectivas datas, sempre considerando as informações de mercado Operações de arrendamento na época e cenários que afetariam negativamente nossas posições. Cenário 1: Com base nas informações de mercado (BM&FBovespa, Anbima, etc.) foram aplicados choques de 1 ponto base para taxa de juros e 1% de mercantil ......................................... variação para preços. Por exemplo: no cenário aplicado sobre as posições de 31.12.2013 o Índice Bovespa foi de 50.992 pontos. Para o cenário Total em 2013 .................................. Total em 2012 .................................. de juros, a taxa prefixada de 1 ano aplicada nas posições de 31.12.2013 foi de 10,59% a.a.

1 a 30 dias 18.889 18.889 26.604

31 a 60 dias

61 a 90 dias

16.022 16.022 22.352

Curso anormal Parcelas vencidas 91 a 180 181 a 720 dias dias

10.787 10.787 14.145

19.082 19.082 24.118

12.729 12.729 18.325

Total em 2013 (B) 77.509 77.509

Total em 2012 (B) 105.544 105.544

Em 31 de dezembro - R$ mil

1 a 30 dias 18.304 18.304 25.627

Operações de arrendamento mercantil ............................................... Outros créditos (1)............................................................................... Total em 2013 ..................................................................................... Total em 2012 .....................................................................................

31 a 60 dias 18.893 18.893 26.873

Curso anormal Parcelas vincendas 61 a 90 91 a 180 dias dias 15.886 45.813 15.886 45.813 23.393 66.240

181 a 360 dias 74.843 74.843 108.042

Acima de 360 dias 137.846 137.846 218.403

Total em 2013 (C) 311.585 311.585

2012 (C) 468.578 468.578

Total Geral em 2013 2012 (A+B+C) (A+B+C) 5.228.711 6.288.395 4.272 6.536 5.232.983 6.294.931

(1) A rubrica “Outros créditos” compreende devedores por compra de valores e bens. d) Concentração de operações de arrendamento mercantil e outros créditos 2013

Em 31 de dezembro - R$ mil 2012 %

%

Maior devedor...................................................................................

61.652

1,2

38.385

0,6

Vinte maiores devedores ..................................................................

522.632

10,0

432.257

6,9

e) Setor de atividade econômica

Setor privado .................................................................................. Indústria .......................................................................................... Alimentícia e bebidas ....................................................................... Siderúrgica, metalúrgica e mecânica ............................................... Química ............................................................................................ Papel e celulose ............................................................................... Veículos leves e pesados ................................................................. Extração de minerais metálicos e não metálicos ............................. Têxtil e confecções........................................................................... Artigos de borracha e plásticos ........................................................ Eletroeletrônica................................................................................. Móveis e produtos de madeira ......................................................... Autopeças e acessórios ................................................................... Materiais não metálicos.................................................................... Artefatos de couro ............................................................................ Refino de petróleo e produção de álcool.......................................... Edição, impressão e reprodução ...................................................... Demais indústrias .............................................................................

2013 5.232.983 998.179 125.654 221.876 81.860 19.070 12.761 90.318 43.930 80.683 30.795 64.314 39.651 69.227 9.466 19.783 73.549 15.242

% 100,0 19,1 2,4 4,2 1,6 0,4 0,3 1,7 0,8 1,5 0,6 1,2 0,8 1,3 0,2 0,4 1,4 0,3

Em 31 de dezembro - R$ mil 2012 % 6.294.931 100,0 1.223.834 19,4 171.410 2,7 264.160 4,2 82.747 1,3 17.529 0,3 13.794 0,2 115.773 1,8 59.385 0,9 96.771 1,5 42.997 0,7 80.421 1,3 48.398 0,8 86.611 1,4 15.089 0,2 26.334 0,4 79.904 1,3 22.511 0,4

Comércio ......................................................................................... Produtos em lojas especializadas .................................................... Produtos alimentícios, bebidas e fumo............................................. Artigos de uso pessoal e doméstico................................................. Veículos automotores ....................................................................... Vestuário e calçados ........................................................................ Varejistas não especializados .......................................................... Atacadista de mercadorias em geral ................................................ Reparação, peças e acessórios para veículos automotores ............ Resíduos e sucatas .......................................................................... Combustíveis .................................................................................... Produtos agropecuários ................................................................... Intermediário do comércio................................................................ Demais comércios ............................................................................ Intermediários financeiros............................................................. Serviços........................................................................................... Transportes e armazenagens........................................................... Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas Construção civil ................................................................................ Produção e distribuição de eletricidade, gás e água........................ Telecomunicações ............................................................................ Serviços sociais, educação, saúde, defesa e seguridade social...... Atividades associativas, recreativas, culturais e desportivas ........... Atividades jurídicas, contábeis e assessoria empresarial ................ Alojamento e alimentação ................................................................ Demais serviços ............................................................................... Agricultura, pecuária, pesca, silvicultura e exploração florestal Pessoa física................................................................................... Total .................................................................................................

2013 1.077.519 359.536 135.112 39.079 29.380 44.326 119.118 38.590 84.328 62.950 41.578 13.998 51.114 58.410 8.873 2.642.900 818.688 660.017 516.102 2.199 9.076 105.859 119.628 226.136 52.684 132.511 98.692 406.820 5.232.983

% 20,6 6,9 2,6 0,7 0,6 0,8 2,3 0,7 1,6 1,2 0,8 0,3 1,0 1,1 0,2 50,4 15,6 12,6 9,9 0,2 2,0 2,3 4,3 1,0 2,5 1,9 7,8 100,0

Em 31 de dezembro - R$ mil 2012 % 1.391.505 22,1 443.905 7,1 178.450 2,8 60.857 1,0 47.322 0,8 60.271 1,0 130.827 2,1 46.771 0,7 119.059 1,9 89.803 1,4 51.407 0,8 18.640 0,3 71.051 1,1 73.142 1,1 24.948 0,4 2.979.612 47,3 1.036.468 16,5 670.818 10,6 561.006 8,9 10.017 0,2 14.238 0,2 136.492 2,2 144.318 2,3 210.294 3,3 59.915 0,9 136.046 2,2 93.181 1,5 581.851 9,3 6.294.931 100,0 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

11

...continuação ção

Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 47.509.120/0001-82 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 2º Andar - Vila Yara - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS f) Composição da carteira e da provisão para créditos de liquidação duvidosa por nível de risco Em 31 de dezembro - R$ mil

Nível de risco AA............................................................................... A ................................................................................. B ................................................................................. C ................................................................................. Subtotal ..................................................................... D ................................................................................. E ................................................................................. F ................................................................................. G................................................................................. H ................................................................................. Subtotal ..................................................................... Total em 2013 ............................................................ % ................................................................................ Total em 2012 ............................................................ % ................................................................................

% Mínimo de provisionamento requerido

Carteira Curso normal 118.364 509.126 1.462.585 2.489.389 4.579.464 157.014 18.036 22.359 4.012 63.004 264.425 4.843.889 92,6 5.720.809 90,9

0,5 1,0 3,0 10,0 30,0 50,0 70,0 100,0

Curso anormal 4.058 70.408 74.466 74.847 48.143 25.950 21.141 144.547 314.628 389.094 7,4 574.122 9,1

Total (1) 118.364 509.126 1.466.643 2.559.797 4.653.930 231.861 66.179 48.309 25.153 207.551 579.053 5.232.983 100,0 6.294.931 100,0

% 2,3 9,7 28,0 48,9 88,9 4,4 1,3 0,9 0,5 4,0 11,1 100,0 100,0

Específica Vencidas Vincendas 3 38 182 1.930 185 1.968 870 6.615 2.783 11.660 3.007 9.967 3.583 11.216 42.086 102.461 52.329 141.919 52.514 143.887 13,6 37,2 69.803 203.207 13,9 40,7

Provisão mínima requerida 2013 Genérica Total 2.545 2.545 14.626 14.667 74.682 76.794 91.853 94.006 15.701 23.186 5.411 19.854 11.180 24.154 2.808 17.607 63.004 207.551 98.104 292.352 189.957 386.358 49,2 100,0 226.658 45,4

2012 %

Total 0,6 3,8 19,9 24,3 6,0 5,1 6,3 4,6 53,7 75,7 100,0

%

2.487 12.887 107.827 123.201 38.634 26.943 33.464 28.979 248.447 376.467

0,5 2,6 21,6 24,7 7,7 5,4 6,7 5,8 49,7 75,3

499.668 100,0

100,0

(1) Inclui o valor dos resíduos das contraprestações, dos residuais parcelados e final, dos contratos de arrendamento mercantil com cláusula de variação cambial, que estão sendo questionados judicialmente. g) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa Em 31 de dezembro - R$ mil 2013 2012 499.668 510.438 (89.678) 11.306 (23.632) (22.076) 386.358 499.668 196.401 273.010 189.957 226.658 83.808 68.023 98.293 175.345

Saldo inicial............................................................................................................................................ Constituições/(reversões) líquidas........................................................................................................... Baixas para prejuízo................................................................................................................................ Saldo final .............................................................................................................................................. - Provisão específica (1).......................................................................................................................... - Provisão genérica (2) ............................................................................................................................ Recuperação de créditos baixados como prejuízo (3) ...................................................................... Renegociação de créditos no exercício ..............................................................................................

(1) Para as operações que apresentem parcelas vencidas há mais de 14 dias; (2) Constituída em razão da classificação do cliente ou da operação e, portanto, não enquadrada no item anterior; e (3) Registrada em receitas de operações de crédito, como previsto nas normas e instruções do BACEN. h) O imobilizado de arrendamento é composto como segue:

8) OUTROS CRÉDITOS a) Rendas a receber 2013 Dividendos............................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2012 33 33

32 32

b) Diversos

Em 31 de dezembro - R$ mil 2013 2012 6.561.096 7.977.880 3.344.955 3.852.383 2.327.065 1.785.464 144.922 146.281 12.378.038 13.762.008 (6.689.958) (7.384.429) 2.665.841 3.103.527 (4.024.117) (4.280.902) 8.353.921 9.481.106

Veículos e afins ....................................................................................................................................... Máquinas e equipamentos ...................................................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Perdas em arrendamentos a amortizar (líquida) (Nota 3g - IV) .............................................................. Total de bens arrendados ..................................................................................................................... Depreciação acumulada de bens arrendados......................................................................................... Superveniência de depreciação (Nota 3g -V).......................................................................................... Total da depreciação acumulada ......................................................................................................... Imobilizado de arrendamento...............................................................................................................

A Bradesco Leasing apurou no período insuficiência de depreciação no montante de R$ 437.686 mil (2012 - R$ 3.078 mil) registrada em imobilizado de arrendamento, sendo R$ 18.984 mil (2012 - R$ 19.520 mil) classificada em bens não de uso próprio, em decorrência de reintegração de posse de bens arrendados e R$ 418.702 mil (2012 - R$ (16.442) mil) em resultado do período.

2013 Créditos tributários (Nota 22c)................................................................................................................. Devedores por depósitos em garantia..................................................................................................... Impostos e contribuições a compensar/recuperar................................................................................... Pagamentos a ressarcir........................................................................................................................... Devedores por compra de valores e bens............................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2012

293.599 408.357 172.113 15.926 4.272 7.751 902.018

331.445 477.273 68.317 15.805 6.536 9.441 908.817

9) INVESTIMENTOS a) Ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados em contas de resultado, sob a rubrica de “Resultado de participações em coligadas e controladas”:

Empresas Aquarius Holdings Ltda. ...................................................................... Serel Participações em Imóveis S.A. .................................................. Total ....................................................................................................

Capital social 34.600 212.000

Patrimônio líquido ajustado 67.286 1.567.722

Quantidade de ações/cotas possuídas (em milhares) Ações Cotas 6.368 257 -

Participação no capital social % 19,500 1,781

Lucro líquido ajustado 3.321 87.230

Valor contábil 2013 13.121 27.388 40.509

2012 12.479 25.850 38.329

Em 31 de dezembro - R$ mil Ajuste decorrente de avaliação (1) 2013 2012 648 638 1.553 6.433 2.201 7.071

(1) Ajuste decorrente de avaliação considera os resultados apurados, periodicamente, pelas companhias e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado, quando aplicável. b) Outros investimentos

Aplicações por incentivos fiscais ............................................................................................................. Títulos patrimoniais ................................................................................................................................. Outros investimentos ............................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Provisão para perdas em outros investimentos....................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2013 2012 25.989 25.989 3 3 402 402 26.394 26.394 (19.579) (19.579) 6.815 6.815

10) IMOBILIZADO DE USO E DE ARRENDAMENTO

Taxa Imóveis de uso: - Terrenos.......................................................................................... - Edificações ..................................................................................... Outras imobilizações de uso ............................................................ Imobilizado de arrendamento ........................................................... Total em 2013 .................................................................................. Total em 2012 ..................................................................................

Custo

4% 20%

2.714 22.342 155 12.378.038 12.403.249 13.787.219

Depreciação (20.340) (155) (4.024.117) (4.044.612) (4.300.503)

Em 31 de dezembro - R$ mil Custo líquido de depreciação 2013 2012 2.714 2.002 8.353.921 8.358.637

2.714 2.896 9.481.106

c) Passivos contingentes classificados como perdas possíveis A Bradesco Leasing mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e, amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivada, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. Os principais processos com essa classificação relacionam-se ao ISSQN de empresas de arrendamento mercantil, cuja totalidade dos processos corresponde a R$ 1.321.178 mil (2012 - R$ 1.011.606 mil), em que se discute a exigência do referido tributo por municípios outros que não aqueles onde as empresas estão instaladas para os quais o tributo é recolhido na forma da lei, havendo casos de nulidades formais ocorridas na constituição do crédito tributário. 14) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias

Provisões fiscais (Nota 13b).................................................................................................................... Provisão para impostos e contribuições diferidos (Nota 22c).................................................................. Impostos e contribuições sobre o lucro a pagar...................................................................................... Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas

9.486.716

11) RECURSOS DE EMISSÃO DE TÍTULOS - DEBÊNTURES a) A sociedade mantém registros na CVM de emissão para distribuição pública de debêntures escriturais, não conversíveis em ações, da espécie subordinada aos demais credores, remuneradas pela variação dos “Certificados de depósitos interfinanceiros”, conforme segue: Em 31 de dezembro - R$ mil Valor da Valor contábil Emissão operação Vencimento Remuneração 2013 2012 Fevereiro/2005 (1) ............................................................... 4.000.000 2025 100% CDI 10.679.623 9.896.860 Fevereiro/2005 (2) ............................................................... 4.050.000 2025 100% CDI 10.808.166 10.020.571 Fevereiro/2005 (3) ............................................................... 8.775.000 2025 100% CDI 23.376.285 21.711.237 Janeiro/2008 (4) .................................................................. 6.750.000 2028 100% CDI 11.953.483 11.062.584 Junho/2011 (5) .................................................................... 4.750.000 2016 100% CDI 5.903.631 5.463.629 Junho/2011 (5) .................................................................... 4.750.000 2021 100% CDI 5.828.754 5.463.629 Outubro/2012 (6) (Nota 1) ................................................... 10.000.000 2032 100% CDI 5.369.392 4.056.497 Total .................................................................................... 43.075.000 73.919.334 67.675.007

Credores por antecipação de valor residual (Nota 7b)............................................................................ Provisões cíveis (Nota 13b)..................................................................................................................... Obrigações por aquisição de bens e direitos .......................................................................................... Provisões trabalhistas (Nota 13b) ........................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

1 a 30 31 a 60 61 a 180 181 a 360 1a3 Acima de dias dias dias dias anos 3 anos 2013 2012 FINAME ................................... 8.942 16.258 22.832 39.878 87.385 27.212 202.507 268.939 Total em 2013 ......................... 8.942 16.258 22.832 39.878 87.385 27.212 202.507 % ............................................. 4,4 8,0 11,3 19,7 43,2 13,4 100,0 Total em 2012 ......................... 12.504 22.192 30.346 49.696 119.655 34.546 268.939 % ............................................. 4,7 8,2 11,3 18,5 44,5 12,8 100,0 b) Despesas de operações de empréstimos e repasses O montante de despesas de operações FINAME no período somou R$ 10.300 mil (2012 - R$ 18.499 mil), apropriadas em contas de resultado.

16) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS

Em 31 de dezembro - R$ mil 2013 2012 226.074 261.410 727.421 836.404 25.320 3.419 11.695 956.914 1.134.829 Em 31 de dezembro - R$ mil 2013 2012 3.226.604 3.310.699 66.235 63.271 4.324 20.485 690 439 17.002 19.259 3.314.855 3.414.153

15) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O capital social, no montante de R$ 2.290.000 mil (2012 - R$ 7.127.800 mil), totalmente subscrito e integralizado, dividido em 23.422 ações ordinárias, nominativas escriturais, sem valor nominal. b) Movimentação do capital social Quantidade de ações R$ mil 23.422 7.127.800 Sob nº CVM/SRE/PRO/2005/004, em 15 de abril de 2005, foi arquivado na CVM o Primeiro Programa de Distribuição Pública de Debêntures, com prazo Em 1º de janeiro de 2012................................................................................................... Redução de capital - AGE de 8.10.2012 (1)........................................................................ (5.500.000) de duração de até 2 anos e limite de R$ 10 bilhões do qual foram realizadas, até 30 de setembro de 2005, as seguintes emissões: a Aumento de capital AGE de 30.4.2013 (2)........................................................................ 662.200 (1) Sob nº CVM/SRE/DEB/2005/017, simples, 40.000.000 (1 emissão), com valor unitário de R$ 100,00, com data de emissão em 1º de fevereiro de 2005, 23.422 2.290.000 perfazendo o valor total da emissão de R$ 4 bilhões com prazo de 20 anos, contando da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios na Em 31 de dezembro de 2013............................................................................................. data de vencimento das debêntures. Em dezembro de 2013 contempla 53.333 debêntures em tesouraria, no valor de R$ 14.258 mil; (1) Homologação pelo BACEN em 10 de outubro de 2012 da Assembleia Geral Extraordinária do Conselho de Administração da Instituição, deliberando (2) Sob nº CVM/SRE/DEB/2005/045, simples, 30.000.000 (3a emissão), com a utilização do excedente de 35%, com valor unitário de R$ 100,00, com data a redução do capital social no montante de R$ 5.500.000 mil, sem cancelamento de ações, a fim de ajustar o excesso de capital às suas necessidades de emissão em 1º de fevereiro de 2005, perfazendo o valor total da emissão de R$ 4.050 milhões, com prazo de 20 anos, contando da data de emissão, (Nota 1); e com pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures. Em dezembro de 2013 contempla 72.520 debêntures em tesouraria, (2) Homologação pelo BACEN em 27 de maio de 2013 da Assembleia Geral Extraordinária do Conselho de Administração da Instituição, deliberando no valor de R$ 19.388 mil; aumentar o capital social em R$ 662.200 mil, sem emissão de ações. Sob nº CVM/SRE/PRO/2006/003, em 28 de junho de 2006, foi arquivado na CVM o Segundo Programa de Distribuição Pública de Debêntures, com prazo de duração de até 2 anos e limite de R$ 10 bilhões do qual foi realizada, até 18 de dezembro de 2006 a seguinte emissão: c) Reservas de lucros (3) Sob nº CVM/SRE/DEB/2006/024, simples, 65.000.000 (4a emissão), com utilização do excedente de 35%, com valor unitário de R$ 100,00, com data de Em 31 de dezembro - R$ mil emissão em 1º de fevereiro de 2005, perfazendo o valor total da emissão de R$ 8,8 bilhões, com prazo de 20 anos, contados da data de emissão, com 2013 2012 pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures. Em dezembro de 2013 contempla 312.014 debêntures em tesouraria, no Reservas de lucros................................................................................................................................ 2.273.668 2.694.038 valor de R$ 83.416 mil; 209.536 186.945 Sob nº CVM/SRE/PRO/2008/002, em 17 de janeiro de 2008, foi arquivado na CVM o Terceiro Programa de Distribuição Pública de Debêntures, com - Reserva legal (1) ................................................................................................................................... - Reservas estatutárias (2) ...................................................................................................................... 2.064.132 2.507.093 prazo de duração de até 2 anos e limite de R$ 10 bilhões do qual foi realizada, até 31 de março de 2008 a seguinte emissão: (4) Sob nº CVM/SRE/DEB/2008/003, simples, 50.000.000 (5ª emissão), com utilização do excedente de 35%, com valor unitário de R$ 100,00, com data de (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido emissão em 2 de janeiro de 2008, perfazendo o valor total da emissão de R$ 6.750 milhões, com prazo de 20 anos, contados da data de emissão, com das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures; ou para compensar prejuízos; e (5) Simples, 190.000.000 (6ª emissão, duas séries, sendo 95.000.000 cada série), com valor unitário de R$ 50,00, com data de emissão em 20 de junho (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da sociedade, pode ser constituída em 100% de 2011, perfazendo o valor total da emissão de R$ 9,5 bilhões, com prazo de 5 anos a 1ª série e 10 anos a 2ª série, contados da data de emissão, com do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do capital social integralizado. pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures. Em dezembro de 2013 contempla 1.204.188 debêntures da 2ª série em d) Dividendos e juros sobre o capital próprio tesouraria, no valor de R$ 74.876 mil; e (6) Sob nº CVM/SRE/DEB/2012/023, em 17 de outubro de 2012, foi registrado na CVM a 7ª emissão de Debêntures simples, com valor total de R$ 10 bilhões, Aos acionistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, que somados não seja inferior a do qual foi realizada, até 30 de junho de 2013, 1.000.000.000, com valor unitário de R$ 10,00, com data de emissão em 15 de outubro de 2012, 25% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. Fica a Diretoria autorizada a declarar e pagar dividendos/juros sobre o capital próprio, perfazendo o valor de R$ 10 bilhões, com prazo de 20 anos, contados da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios na data de intermediários, especialmente semestrais e mensais, utilizando-se das contas de lucros Acumulados ou de Reservas de Lucros existentes, e, podendo vencimento das debêntures. Em dezembro de 2013 contempla 510.000.000 debêntures em tesouraria, no valor de R$ 5.588.551 mil. ainda, autorizar a distribuição de lucros a título de juros sobre o capital próprio em substituição total ou parcial aos dividendos intermediários, ou, em adição aos mesmos. b) Repactuação de debêntures Em 2 de janeiro de 2013, houve a repactuação das debêntures, relativa à 5ª emissão com vencimento para 2028, conforme AGE do Conselho de Demonstrativo dos dividendos e juros sobre o capital próprio relativos aos exercícios findos em 31 de dezembro: R$ mil Administração, realizada em 4 de dezembro de 2012, deliberando: I - Juros Remuneratórios: a partir de 2 de janeiro de 2013 e até 2 de janeiro de 2028, as Debêntures renderão juros equivalentes à variação acumulada de 2013 2012 100% (cento por cento) das taxas médias diárias dos Depósitos Interfinanceiros - DI de um dia, Extra-Grupo (Taxas DI), expressas na forma porcentual ao Lucro líquido.......................................................................................................................................... 451.830 581.946 ano, base 252 (duzentos e cinquenta e dois) dias úteis, calculadas e divulgadas pela CETIP S.A. - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos, incidente sobre (-) Reserva legal - 5% sobre o lucro........................................................................................................ (22.591) (29.097) o valor nominal da debênture, pro rata temporis; e Base de cálculo ..................................................................................................................................... 429.239 552.849 II - Esclarecer que permanecem inalteradas todas as demais características das Debêntures. Dividendos propostos........................................................................................................................... 138.212 c) Despesas de debêntures Juros sobre o capital próprio (1).............................................................................................................. 210.000 O montante de despesas de atualização das operações de debêntures no período somou R$ 5.194.726 mil (2012 - R$ 5.138.998 mil), apropriadas em Imposto de renda retido na fonte............................................................................................................. (31.500) contas de resultado. 178.500 Valor líquido a pagar ............................................................................................................................. Percentual em relação à base de cálculo............................................................................................ 41,6% 25,0% 12) OBRIGAÇÕES POR REPASSES DO PAÍS Valor em reais por ação ........................................................................................................................ 7.621,04 5.900,95 a) Obrigações por repasses (1) A serem pagos em 7 de março de 2014, conforme Ata da Reunião da Diretoria de 20 de dezembro de 2013. Em 31 de dezembro - R$ mil

Emolumentos judiciais e cartorários........................................................................................................ Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Jurídicas processuais .............................................................................................................................. Processamento de dados........................................................................................................................ Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ Depreciações e amortizações ................................................................................................................. 13) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS Propaganda, promoções e publicidade ................................................................................................... a) Ativos contingentes Serviços de terceiros............................................................................................................................... Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes, porém, existem processos em curso cuja perspectiva de êxito é provável, tais como: a) Programa Apreensão de bens ................................................................................................................................. de Integração Social - (PIS), que pleiteia a compensação do PIS sobre a Receita Operacional Bruta, recolhido nos termos dos Decretos Leis nº 2.445/88 Contribuições filantrópicas ...................................................................................................................... e nº 2.449/88, naquilo que excedeu ao valor devido nos termos da Lei Complementar nº 07/70 (PIS Repique); e b) outros tributos, cuja legalidade e/ou Transportes.............................................................................................................................................. constitucionalidade está sendo questionada, que poderão ocasionar o ressarcimento dos valores recolhidos. Outras...................................................................................................................................................... b) Provisões classificados como perdas prováveis e obrigações legais - fiscais e previdenciárias Total ........................................................................................................................................................ A Instituição é parte em processos judiciais de natureza trabalhista, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Na constituição das provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos 17) DESPESAS TRIBUTÁRIAS anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da Bradesco Leasing entende que a provisão constituída é suficiente para atender às perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o desfecho da ação, representado por decisões judiciais, sobre as quais não COFINS ................................................................................................................................................... caiba mais recursos, ou a sua prescrição. PIS........................................................................................................................................................... ISS........................................................................................................................................................... I - Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando a obter indenizações, em especial, o pagamento de “horas extras” em razão de interpretação do artigo Outras...................................................................................................................................................... 224 da Consolidação das Leis do Trabalho. Nos processos em que é exigido depósito judicial para garantia de execução, o valor das provisões trabalhistas Total ........................................................................................................................................................ é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. Para os demais processos, a provisão é constituída com base no valor médio 18) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS apurado dos pagamentos efetuados de processos encerrados nos últimos 12 meses. II - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente por meio de sistema informatizado e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, Variações monetárias ativas.................................................................................................................... complexidade e posicionamento de Tribunais. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento das normas do Sistema Aditivos contratuais ................................................................................................................................. Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. Reversão de outras provisões ................................................................................................................. Outras...................................................................................................................................................... III - Obrigações legais - Provisão para riscos fiscais A Bradesco Leasing vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente Total ........................................................................................................................................................ provisionados, não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazos, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. Essas obrigações 19) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS legais e as provisões avaliadas como de risco provável, tem acompanhamento regular de suas evoluções nos trâmites do Judiciário, e no decorrer ou no encerramento de cada processo, poderão resultar em condições favoráveis à Instituição, com a reversão das respectivas provisões. A principal questão é: CPMF - R$ 115.623 mil (31.12.2012 - R$ 106.232 mil) pleiteia, isonomicamente às instituições financeiras, a aplicação da alíquota “zero” de CPMF sobre as Variações monetárias passivas ............................................................................................................... movimentações financeiras típicas de seu objeto social, relacionadas no artigo 3º das Portarias MF nºs 06/97 e 134/99, incisos I, XIX e XXVI. Outras provisões operacionais ................................................................................................................ Indenizações pagas................................................................................................................................. IV - Movimentação das provisões Descontos concedidos ............................................................................................................................ Em 31 de dezembro - R$ mil Doações - Lei Rouanet............................................................................................................................ Fiscais e Outras...................................................................................................................................................... Trabalhistas Cíveis previdenciárias (1) Total ........................................................................................................................................................ No início do exercício de 2013 ............................................................... 439 63.271 261.410 Atualização monetária ............................................................................... 329 11.383 20) RESULTADO NÃO OPERACIONAL Constituições líquidas de reversões e baixas............................................ 2.964 Baixa por pagamento ................................................................................ (78) (1.380) Transferência (2)........................................................................................ (45.339) No final do exercício de 2013 (Nota 14) ................................................. 690 66.235 226.074 Resultado na alienação de outros valores e bens................................................................................... Provisão para desvalorização de outros valores e bens ......................................................................... (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais; e (2) Na rubrica “Fiscais e Previdenciárias” refere-se a baixas de processos que foram objeto de adesão ao programa de parcelamento e pagamentos a vista Aluguéis................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ de débitos tributários, Lei nº 12.865/13.

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2013 2012 1.406 11.241 11.219 7.784 12.716 5.968 2.909 2.806 2.813 2.375 894 894 1.431 1.361 357 347 4.528 2.847 1.200 105 150 240 161 39.818 35.934 Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2013 2012 26.795 45.621 4.354 7.413 7.261 8.777 3.791 3.257 42.201 65.068 Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2013 2012 37.933 37.872 9.903 7.429 4.108 6.027 1.506 575 53.450 51.903 Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2013 2012 11.773 10.449 5.512 5.899 2.508 3.496 30.252 29.718 7.679 5.714 414 83 58.138 55.359 Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2013 2012 (5.815) (15.234) (32.834) (34.289) 1.850 1.716 (36.799) (47.807) continua...


12 -.CIDADES

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

...continuação

Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 47.509.120/0001-82 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 2º Andar - Vila Yara - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 21) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com o controlador e empresas coligadas são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, quando aplicável, vigentes nas datas das operações e estão assim representadas: Em 31 de dezembro - R$ mil 2013 2012 2013 2012 Ativos Ativos Receitas Receitas (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) Disponibilidades: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 180 Aplicações em depósitos interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 29.947.867 17.622.612 1.673.884 1.608.257 Banco Bradesco Financiamentos S.A. ............................................ 2.010.390 96.549 Aplicações no mercado aberto: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 25.914.189 22.310.371 2.043.054 2.322.881 Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio: Banco Bradesco S.A. (Pagar)........................................................... (178.500) (138.212) Outras Coligadas (Receber)............................................................. 21 20 Debêntures (Nota 11): Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (73.919.334) (67.675.007) (5.194.726) (5.138.998) Aluguel: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 1.850 1.716 b) Abertura por vencimento e taxa Em 31 de dezembro - R$ mil Valor contábil Vencimento Taxa 2013 2012 i - Aplicações em depósitos interfinanceiros: 2013........................................................................................................... CDI 100% 12.979.136 2014........................................................................................................... CDI 100% 31.150.630 2016........................................................................................................... CDI 100% 806.900 4.642.803 2025........................................................................................................... CDI 100,5% 727 673 Total .......................................................................................................... 31.958.257 17.622.612 ii - Aplicações no mercado aberto (1): 2013........................................................................................................... 2014........................................................................................................... 2015........................................................................................................... 2016........................................................................................................... 2017........................................................................................................... 2018........................................................................................................... 2019........................................................................................................... 2020........................................................................................................... 2021........................................................................................................... 2022........................................................................................................... 2023........................................................................................................... 2024........................................................................................................... Total ..........................................................................................................

CDI 100% CDI 100% CDI 100% CDI 100% CDI 100% CDI 100% CDI 100% CDI 100% CDI 100% CDI 100% CDI 100% CDI 100%

2.787.505 2.345.045 2.550.852 2.672.932 3.295.315 2.016.696 5.265.108 2.831.407 1.832.775 144.042 172.512 25.914.189

1.259.657 2.903.924 2.914.687 2.671.346 2.564.718 3.026.852 1.067.368 2.363.427 2.805.844 528.144 204.404 22.310.371

(1) Prazo dos papéis que estão lastreando as operações. c) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, a ser paga aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social. A Instituição é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Instituição. Não há pagamento de remuneração de curto prazo a empregados e administradores. A Instituição não possui benefícios de longo prazo de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração em instrumento baseado em ações, nos termos do CPC 10 - Pagamento Baseado em Ações, aprovado pela Resolução CMN nº 3.989/11, para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 22) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social............................................................ Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15% (1) .................... Efeitos no cálculo dos tributos: Participações em coligadas..................................................................................................................... Juros sobre o capital próprio pagos ........................................................................................................ Despesas indedutíveis líquidas das receitas não tributáveis .................................................................. Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2013 2012 657.720 1.003.353 (263.088) (401.341) 880 84.000 (36.310) 8.628 (205.890)

2.829 (28.640) 5.745 (421.407)

(1) A alíquota da Contribuição Social para as empresas do segmento financeiro foi elevada para 15% de acordo com a Lei nº 11.727/08 (Nota 3h). b) Composição da conta de resultado do imposto de renda e contribuição social Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2013 2012 Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... (168.044) (433.584) Impostos diferidos: Constituição/(realização) no exercício, sobre adições temporárias......................................................... (37.846) 15.764 Utilização de saldos iniciais de: Prejuízo fiscal .......................................................................................................................................... (3.587) Total dos impostos diferidos................................................................................................................ (37.846) 12.177 Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ (205.890) (421.407)

c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos R$ mil Saldo em 31.12.2012 Provisão para créditos de liquidação duvidosa ...................................... Provisões cíveis...................................................................................... Provisões fiscais e trabalhistas .............................................................. Provisão para desvalorização de títulos e investimentos ....................... Provisão para desvalorização de bens não de uso................................ Outros valores ........................................................................................ Total dos créditos tributários (Nota 8b).............................................. Obrigações fiscais diferidas (Notas 14a e 22e) ................................. Créditos tributários líquidos das obrigações fiscais diferidas ........

Constituição

225.298 25.308 58.489 4.877 16.564 909 331.445 836.404 (504.959)

Realização

2.205 4.685 13.134 20.024 11.226 8.798

35.871 1.019 10.660 10.199 121 57.870 120.209 (62.339)

Saldo em 31.12.2013 189.427 26.494 52.514 4.877 19.499 788 293.599 727.421 (433.822)

d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias Em 31 de dezembro de 2013 - R$ mil Diferenças temporárias Imposto de renda

Contribuição social

Total

2014........................................................................................................... 40.240 23.473 63.713 2015........................................................................................................... 40.240 23.473 63.713 2016........................................................................................................... 33.780 20.019 53.799 2017........................................................................................................... 33.780 20.019 53.799 2018........................................................................................................... 36.570 22.005 58.575 Total (Nota 8b).......................................................................................... 184.610 108.989 293.599 A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculado considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta R$ 268.915 mil (2012 - R$ 316.699 mil) de diferenças temporárias. e) Obrigações fiscais diferidas As obrigações fiscais diferidas no montante de R$ 727.421 mil (2012 - R$ 836.404 mil) são relativas à superveniência de depreciação R$ 666.460 mil (2012 - R$ 775.882 mil), atualização monetária sobre depósitos judiciais R$ 60.413 mil (2012 - R$ 59.649 mil), ajuste a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários R$ 43 mil (2012 - R$ 101 mil) e reserva de reavaliação R$ 505 mil (2012 - R$ 772 mil), respectivamente. 23) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Conforme previsto no Ofício Circular CVM nº 01/07, a Bradesco Leasing está dispensada de apurar o valor de mercado das operações de arrendamento mercantil, os quais encontram-se registrados, a valor presente, de acordo com a Lei nº 6.099/74, substancialmente, como imobilizado de arrendamento. O valor contábil dos demais instrumentos financeiros registrados em contas patrimoniais em 31 de dezembro de 2013 equivale, aproximadamente, ao valor de realização desses instrumentos. b) O seguro dos bens arrendados está vinculado a cláusulas específicas dos contratos de arrendamento mercantil. Os bens de uso da sociedade não estão segurados, estando os possíveis riscos sob a responsabilidade da Instituição. c) Gerenciamento de riscos A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos, e da globalização dos negócios da Organização Bradesco, motivo de constante aprimoramento desta atividade na busca das melhores práticas. A Organização Bradesco exerce o controle corporativo dos riscos de modo integrado e independente, preservando e valorizando o ambiente de decisões colegiadas, desenvolvendo e implementando metodologias, modelos, ferramentas de mensuração e controle. Promove ainda a atualização dos colaboradores em todos os níveis hierárquicos, desde as áreas de negócios até o Conselho de Administração. O processo de gerenciamento permite que os riscos sejam proativamente identificados, mensurados, mitigados, acompanhados e reportados, o que se faz necessário em face da complexidade dos produtos financeiros e do perfil de atividades da Organização Bradesco. A Bradesco Leasing, como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. d) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) emitiu vários pronunciamentos contábeis, bem como suas interpretações e orientações, os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados pelo CMN foram: • • • • • • • •

Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10); Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23); e Resolução nº 4.144/12 - Pronunciamento Conceitual Básico (R1).

Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva. e) Em 11 de novembro de 2013, foi publicada a Medida Provisória nº 627 (MP 627/13) que altera a Legislação Tributária Federal sobre IR, CS, PIS e Cofins. A MP 627/13 dispõe sobre: • A revogação do Regime Tributário de Transição (RTT), disciplinando os ajustes decorrentes dos novos métodos e critérios contábeis introduzidos em razão da convergência das normas contábeis brasileiras aos padrões internacionais; • A tributação da pessoa jurídica domiciliada no Brasil, com relação ao acréscimo patrimonial decorrente de participação em lucros auferidos no exterior por controladas e coligadas; e • O parcelamento especial de contribuição para o PIS/Pasep e à Contribuição para o Financiamento da seguridade Social - Cofins. A Instituição aguardará a conversão em Lei da MP 627/13 para uma análise mais profunda e conclusiva. Em uma avaliação preliminar, não haverá impactos relevantes. f) Não houve qualquer evento subsequente que requer ajustes ou divulgações para as demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2013.

DIRETORIA Conselho de Administração Presidente Lázaro de Mello Brandão

Diretoria

Membros Mário da Silveira Teixeira Júnior Luiz Carlos Trabuco Cappi Carlos Alberto Rodrigues Guilherme Milton Matsumoto

Vice-Presidente Antônio Bornia

Diretor-Presidente Luiz Carlos Trabuco Cappi

Diretor Gerente e Diretor de Relações com Investidores Luiz Carlos Angelotti

Diretores Vice-Presidentes Julio de Siqueira Carvalho de Araujo Domingos Figueiredo de Abreu José Alcides Munhoz Aurélio Conrado Boni Sérgio Alexandre Figueiredo Clemente Marco Antonio Rossi

Célio Magalhães Contador – CRC 1SP199295/O-5

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Base para opinião com ressalva A Instituição registra as suas operações e elabora as suas demonstrações contábeis com a observância das diretrizes contábeis estabelecidas pelo Banco Central do Brasil, que requerem o ajuste ao valor presente da carteira de arrendamento mercantil na rubrica “provisão para superveniência ou insuficiência de depreciação”, classificada no ativo permanente, conforme mencionado nas notas explicativas às demonstrações contábeis nº 3g.V e 7h. Essas diretrizes Examinamos as demonstrações contábeis da Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em não requerem a reclassificação das operações, que permanecem registradas de acordo com as disposições da Lei nº 6.099/74, para as rubricas do ativo 31 de dezembro de 2013 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre e exercício circulante e realizável a longo prazo, e rendas e despesas de arrendamento, mas resultam na apresentação do resultado e do patrimônio líquido, de acordo findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Aos Administradores da

Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Osasco - SP

Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Opinião com ressalva Em nossa opinião, exceto quanto a não reclassificação de saldos mencionada no parágrafo anterior, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil em 31 de dezembro de 2013, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre e exercício findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Outros assuntos Demonstração do valor adicionado Examinamos também, a demonstração do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o semestre e exercício findos em 31 de dezembro de 2013, que está sendo apresentada como informação suplementar. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Osasco, 29 de janeiro de 2014

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP028567/1-F SP

Cláudio Rogélio Sertório Contador CRC 1SP212059/O-0

A 'destruição' do Templo de Salomão Cineasta israelense produz curta de 17 minutos retratando a destruição do templo sendo construído em São Paulo pela Igreja Universal do Reino de Deus Divulgação

artista israelense Yael Bartana soube dos planos da Igreja Universal do Reino de Deus de construir na zona leste de São Paulo um templo igual ao de Salomão, erguido e destruído duas vezes em Jerusalém há mais de 2,5 mil anos, e quis ver tudo em chamas. Pelo menos em "Inferno", filme de 17 minutos que retrata a construção (real) do Templo e a sua destruição (ficcional), e tem como base pinturas e fotografias representando o local ao longo da sua história. A artista visitou as obras do templo, localizado no bairro do Brás, e que deve ficar pronto ainda este ano. Depois, recriou num galpão de uma escola de samba na capital paulista o que seria o interior da construção. Yael, conhecida por questionar a identidade

A

coletiva de Israel, disse: "não pude deixar de pensar que aquilo tinha de ser destruído". Ela gastou cerca de R$ 1 milhão no projeto. Muito menos do que a Igreja Universal do Reino de Deus está gastando no novo templo: segundo a igreja, já tinham sido consumidos, até outubro do ano passado, cerca de R$ 413 milhões. A Universal, liderada pelo bispo Edir Macedo, importou até as pedras de Israel para revestir toda a fachada do templo-réplica, que será a futura sede mundial da igreja. São 40 mil metros quadrados de pedras trazidas de Hebron, antiga capital do reino de Davi. Segundo a igreja do bispo Edir Macedo, "são peças sagradas e revestirão a fachada e as colunas na parte externa, além do altar e do corredor

Réplica do Templo de Salomão, no Brás. Obra está programada para ser entregue este ano.

central no interior do novo templo. O objetivo é permitir que os fiéis toquem essas pedras durante suas orações, a

exemplo do que se faz no Muro das Lamentações". A cineasta israelense reflete sobre a megalomania tupi-

niquim da Igreja Universal. "O discurso do bispo Edir Macedo é que, se os fiéis não podem ir a Jerusalém, ele traz Jerusalém

até eles", afirmou a artista quando esteve em São Paulo. "Inferno", com suas explosões de vidraças, chão rachando sob os pés e bolas de fogo que chamuscam querubins e o altar do templo, foi sucesso no Festival de Berlim este mês. Programado para ser veiculado apenas na sessão Fórum Expandido da mostra de cinema, o curta foi tão aclamado pelos organizadores, público e crítica que acabou ganhando uma sessão diária na sala principal do festival. A obra faraônica na zona leste de São Paulo continua cercada de histórias não menos 'grandiosas'. Uma delas diz que o bilionário e polêmico líder da Igreja Universal do Reino de Deus teria até mandado construir um túmulo para ele e sua família no paulistano Templo de Salomão.


INTERNACIONAL - 13

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Reprodução/ Facebook

Nem miss da Venezuela escapa da violência Génesis Carmona, de 22 anos, participava de uma manifestação da oposição quando foi atingida por um tiro na cabeça. Apesar das fatalidades, o opositor López pede que os manifestantes permaneçam mobilizados. Carlos Garcia Rawlins/Reuters

violência nos protestos da Venezuela atingiu um dos símbolos de orgulho do país: uma miss de 22 anos morreu ontem depois de levar um tiro na cabeça durante uma manifestação da oposição, na terça-feira, em Valencia, no norte do país. Com a tragédia, subiu para seis o número de mortos na onda de protestos que sacode a Venezuela, em um momento em que o detido líder opositor Leopoldo López instou seus seguidores a continuar lutando para derrubar o governo. Génesis Carmona, Miss Turismo 2013 do Estado de Carabobo e estudante de turismo, foi atingida com um tiro na cabeça por um desconhecido em uma motocicleta. Submetida a uma cirurgia de emergência, ela não resistiu ao ferimento. "Até quando vamos viver assim? Até quando vamos aguentar essa pressão? Até quando vamos suportar isso, que nos matem?", disse um de seus familiares à Reuters. O episódio causou grande comoção no país. Os concursos de miss são especialmente populares na Venezuela, país que conseguiu vencer metade das disputas pelo título de Miss Universo nos últimos seis anos. Antes do ato em Valencia, o governador de Carabobo, o chavista Francisco Ameliach, havia feito um apelo para que as milícias governistas preparassem um "contra-ataque" aos "manifestantes fascistas". Ameliach disse ainda que a ordem para o "contra-ataque" seria dada por Diosdado Cabello - presidente do Legislativo e um dos principais nomes do chavismo. Além da miss, foi confirmada outra morte ontem. O ministro do Interior da Venezuela, Miguel Rodríguez, disse que o incidente aconteceu no estado de Bolívar, no sul do país, durante um protesto de trabalhadores ligados ao chavismo. "Havia uma concentração de trabalhadores, de seguidores da revolução, e foram agredidos a tiros, não sabemos ainda exatamente por quem, e há um falecido e qua-

A

Génesis Carmona era Miss Turismo 2013 do Estado de Carabobo e estudante de turismo Mauricio Ceneno-Notitarde/Reuters

Manifestante opositor lança bomba de gás lacrimogêneo de volta aos policiais em Caracas Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Génesis chegou a ser socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu.

Deu blecaute na televisão O Twitter se tornou a principal fonte para notícias em tempo real oze anos depois de terem participado de forma crucial em umgolpe de Estado, as redes de TV da Venezuela fazem uma cobertura tão tímida das atuais manifestações que críticos estão falando de um "blecaute" da mídia que está ajudando o governo. Os canais de televisão, que abertamente estimularam a população venezuelana a ir às ruas em 2002 e ajudaram a provocar o golpe que de forma breve tirou do governo o então presidente Hugo Chávez, dão agora atenção mínima em tempo real para as manifestações contra o governo, nas quais pelo menos seis pessoas morreram. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rebate as acusações de que está cerceando a liberdade de expressão, dizendo

D

Simpatizantes do governo também fizeram protesto diante do tribunal onde o opositor López seria julgado tro feridos de bala do setor revolucionário", disse Rodríguez em uma entrevista à Unión Radio. O ministro reconheceu que "há muitas armas na rua". "Acreditamos que é preciso começar com muita força a operação de desarmamento para evitar estes desmandos", comentou. Na capital, Caracas, uma

multidão de manifestantes opositores se reuniu em volta do tribunal onde o líder Leopoldo López compareceria pela primeira vez desde que se entregou à polícia, na terça-feira. O governo o acusa de incitar os protestos e dos homicídios ocorridos nas manifestações, entre outros crimes. No entanto, a sua audiência foi transferida para a prisão

militar de Ramo Verde, onde ele é mantido recluso. O motivo seria a segurança do réu. Em um vídeo divulgado ontem, López, de 42 anos, pediu que os manifestantes continuem mobilizados. "Hoje, mais do que nunca, nossa causa tem de ser a saída desse governo", disse na gravação feita para ser divulgada caso ele fosse preso. (Agências)

que está simplesmente evitando que os meios de comunicação causem pânico. No entanto, ele foi criticado por grupos de liberdade de imprensa, como o Repórteres Sem Fronteiras, por ordenar que o canal colombiano NTN24 fosse retirado do sinalacabodepois queaTVtransmitiu ao vivo a violência que começou na semana passada. A reviravolta na mídia começou com a medida de Chávez em 2007 de tirar a RCTVdo ar. O canal de notícias Globovision, que já focou a sua cobertura em políticos e causas da oposição, mudou de diretoria e de linha editorial. O Twitter é agora a principal fonte para as notícias em tempo real. Mas os venezuelanos reclamam que ficam perdidos em meio a um monte de tuítes com informações falsas. (Reuters) Mohamed Azakir/Reuters

Explosões voltam a sacudir Beirute Duplo atentado mata seis pessoas em reduto do Hezbollah no Líbano Mohamad Moussa/Reuters

m duplo atentado contra um centro cultural iraniano e um posto de controle do Exército em Beirute matou seis pessoas ontem. Os ataques, que feriram 86 pessoas, foram reivindicados por um grupo afiliado à AlQaeda, como resposta à intervenção do Irã e do grupo xiita libanês Hezbollah na guerra civil da Síria. As bombas foram colocadas no interior de dois veículos, segundo o Exército libanês, e foram detonadas quase simultaneamente a uma distância de cerca de 100 metros uma da outra. Os ataques, realizados em uma hora de grande movimento matinal, causaram pesados danos a prédios e veícu-

U

Garoto observa chamas los no bairro de Bir Hassan, zona sul de Beirute, considerado um reduto do grupo xiita Hezbollah. Imagens de TV mostraram fumaça e fogo saindo de

vários pontos, enquanto equipes de resgate trabalhavam para retirar as vítimas. Uma tática similar foi usada em novembro passado em um duplo atentado suicida na embaixada do Irã em Beirute, perto dali. O ministro da Saúde, Wael Abou Faour, disse que entre os mortos e feridos há várias crianças. A embaixada do Irã informou que nenhum de seus diplomatas ficou ferido. O primeiro-ministro Tamam Salam disse que o ataque foi "uma mensagem de grupos terroristas que vão continuar seus planos de espalhar essas mortes absurdas no Líbano". As Brigadas de Abdullah Azzam, um grupo sunita, reivindicou a autoria dos ataques. Con-

Soldados avaliam danos provocados por radicais contrários à participação do Hezbollah no conflito sírio siderado o braço da Al-Qaeda no Líbano, o grupo começou a operar em 2009 e deve seu nome ao mentor de Osama bin Laden, um clérigo palestino da Jordânia considerado o impulsor da jihad global. Pelo Twitter, as Brigadas disseram que continuarão a atacar alvos iranianos e do Hezbollah no Líbano, a menos que duas condições sejam atendi-

das: a retirada do Hezbollah da Síria e a libertação de prisioneiros do grupo de prisões libanesas. O Hezbollah afirma que seu envolvimento na Síria é necessário para proteger o Líbano dos extremistas sunitas. Já o governo de Teerã condenou os atentados, descrevendo-os como um "ato terrorista com o objetivo alterar a esta-

bilidade, a segurança e a unidade do Líbano". Os atentados de ontem aconteceram poucos dias depois de o primeiro-ministro libanês, Tammam Salam, formar um novo governo de compromisso que reúne pela prim e i r a v e z e m t rê s a n o s o movimento Hezbollah e a coalizão liderada pelo ex-premiê Saad Hariri. (Agências)


14 -.INTERNACIONAL

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Ainda não é tarde demais para escutarmos um ao outro. Ainda não é tarde para evitar o conflito. Viktor Yanukovich, presidente da Ucrânia.

CESSAR-FOGO

Preocupado com possíveis sanções da Europa e dos Estados Unidos, presidente da Ucrânia declara trégua com opositores. Igor Kovalenko/EFE

ob ameaça de sanções da União Europeia e dos Estados Unidos, o presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, anunciou na noite de ontem um acordo de "trégua" com líderes da oposição. A decisão foi tomada um dia depois de lançar uma ofensiva contra manifestantes que levou à morte de ao menos 26 pessoas nas ruas de Kiev. Em declaração em seu site oficial, Yanukovich informou, além da trégua, o "início de negociações com o objetivo de cessar o derramamento de sangue e estabilizar a situação no país em busca da paz civil". Pouco antes, a UE e os EUA cobraram do governo da Ucrânia o fim da repressão aos protestos, num claro recado de ameaça ao presidente. O presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou que haverá "consequências" a quem ultrapassar o limite. Ontem, os EUA anunciaram que proibiram a emissão de vistos de 20 funcionários do governo da Ucrânia. Já a UE convocou uma reunião para hoje em Bruxelas, onde eles irão discutir a possibilidade de serem aplicadas sanções à Ucrânia, como restrições financeiras e de vistos a membros do governo. Os ministros das Relações Exteriores da França, da Alemanha e da Polônia viajarão para Kiev para avaliar a situação no país. Os discursos dos EUA e da UE têm também um caráter

Deputados em Lviv, perto da fronteira com a Polônia, expulsaram o governador local, apoiado por Yanukovich, e estabeleceram o que chamaram de um "governo autônomo". Eles declararam uma aliança à oposição em Kiev. O chefe do Serviço de Segurança da Ucrânia, Aleksandr Yakimenko, revelou que mais de 1,5 mil armas de fogo e cerca de cem mil balas caíram nas mãos de delinquentes. O Ministério do Interior ucraniano anunciou uma "operação nacional antiterror" - o que amplia o poder das forças de segurança. A recusa do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Vladimir Zaman, em mobilizar as tropas para pôr fim às desordens levou Yanukovich a substituí-lo por Yuri Ilin, até agora chefe da Marinha ucraniana. (Agências)

S

David Mdzinari

político no xadrez internacional: posicionarem-se contra o principal aliado de Yanukovich nesta crise, o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Sobre a questão das sanções, a Rússia acusou a Europa de alimentar a crise e alertou que não aceitará "interferência estrangeira" na ex-república soviética. Moscou ainda considerou que a violência estaria relacionada a uma "tentativa de golpe

de Estado", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. A piora na crise, que já dura três meses, veio após forças de segurança tentarem esvaziar a Praça da Independência - ou "Euromaidan" (Praça da Europa), como foi rebatizada pela oposição - na terça-feira. A multidão acampada no local contra-atacou com pedras e coquetéis molotov e ateou fogo em barricadas e tendas. Além dos 26 mortos, mais de

400 ficaram feridos. O confronto de terça-feira foi o mais violento episódio da crise, desatada depois que Yanukovich recusou-se a assinar uma parceria com a UE, há três meses. Kiev optou pela ajuda financeira de Moscou. Apoio - Autoridades ucranianas disseram que os distúrbios se espalharam e "grupos extremistas" estavam incendiando escritórios do partido de Yanukovich pelo país afora.

A Praça da Independência amanheceu em meio a cinzas (foto maior). A violência levou opositores a buscarem abrigo em igrejas.

shvili/Reuters


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

15

Gravuras de Grassmann na Pinacoteca 90 trabalhos do gravurista Marcelo Grassmann podem ser apreciados na Estação Pinacoteca. Largo General Osório, 66. Tel.: 3335-4990. Até 25/5. Paulo Pampolin/Hype

TEATRO

Divulgação

Cantata Para um Bastdor de Utopias: texto de Garcia Lorca.

A heroína da bandeira Sérgio Roveri Cia. Do Tijolo, que em seis anos de existência já conquistou o respeito da crítica e a adesão do público graças a dois premiados espetáculos baseados na vida do poeta Patativa do Assaré e do educador Paulo Freire, com os quais chegaram a se apresentar na Dinamarca, decidiu atravessar o Atlântico em busca da personagem que serviu de tema para seu trabalho mais recente, o musical Cantata Para um Bastidor de Utopias, em cartaz no Galpão do Folias, na região central da Cidade. A personagem em questão é a heroína espanhola Mariana Pineda, nascida em 1804 em Granada, mesma cidade em que seria enforcada, aos 26 anos, acusada de integrar um grupo de liberais espanhóis que fazia oposição ao rei

A

Fernando VII. A principal prova contra ela: os soldados da Coroa, quando invadiram sua casa, encontraram Mariana bordando uma bandeira para os liberais. Depois de se recusar, por diversas vezes, a denunciar seus companheiros, Mariana foi enforcada em 26 de maio de 1831 – consta que, a caminho do patíbulo, recusou-se a retirar as ligas para que não chegasse à forca com as meias caídas. A vida da heroína inspirou o poeta e dramaturgo espanhol Federico Garcia Lorca a escrever, entre os anos de 1923 e 1925, a peça Mariana Pineda, que estreou no Teatro Goya, em Barcelona, em 1927, com cenários do pintor surrealista Salvador Dalí. É esta peça de Lorca que, adaptada, resultou em Cantata

Para um Bastidor de Utopias. A direção de Rogério Tarifa e Rodrigo Mercadante, indicada ao prêmio Shell, incluiu passagens reais da vida de Lorca no espetáculo, bem como referências ao governo militar brasileiro. Há, inclusive, durante a encenação, espaço para depoimentos sobre a Revolução de 64. Ao longo dos quatro atos da peça, a bandeira dos liberais é bordada pela atriz e cantora Lilian de Lima. O ator e cantor Rodrigo Mercadante vive Garcia Lorca, que tem alguns de seus poemas emprestados à trilha do musical. Cantata Para um Bastidor de Utopias, em cartaz no Galpão do Folias. Rua Ana Cintra, 213. Tel.: 3361-2223. Sábado e domingo, às 20h. R$ 40.

O mundo nos condena horário: quatro da manhã. O local: uma casa de campo em local afastado. Os personagens: cinco integrantes de um partido político (quatro homens e uma mulher), em estado ligeiramente afetado pela bebida. A pauta: administrar um fato ocorrido no passado que, caso venha à tona, poderá trazer sérios prejuízos ao partido. A trilha sonora: Vem Ni Mim, Dodge Ram, do cantor de arrocha Israel Novais. O que move os personagens: armadilhas, traições e intrigas. Não há atmosfera melhor do que a de thriller para definir o mais recente trabalho do grupo Tablado de Arruar, Abnegação, em cartaz no Centro Cultural São Paulo. O texto, escrito pelo dramaturgo Alexandre Dall Farra, exala política em cada uma de suas cenas e flerta, de alguma forma, com a atual situação alguns partidos brasileiros. Os cinco personagens da peça são figuras-chaves de um partido no poder e estão cientes de que as decis��es tomadas na-

Divulgação

O

Abnegação: 5 personagens de um partido. E um tema quente. quela madrugada, sejam elas pessoais ou coletivas, podem escrever uma nova história para o partido. O clima é tão exacerbado que até o silêncio chega a ser estratégico. Quando o dia amanhece, a decisão já está tomada e, no segundo ato, feito de cenas mais ágeis e curtas, a peça mostra como a vida de cada integrante do partido será afetada pelas resoluções daquela madrugada. Segundo o autor, os cinco personagens encontram-se em uma situação li-

De olhos fechados e mente aberta Ana Barella último contato visual que a massoterapeuta Cristiane Tavares teve com obras de arte foi aos 12 anos de idade. A lembrança é antiga, está há 26 anos em sua memória, porém, continua nítida até hoje. Durante sua visita à exposição Visões na Coleção Ludwig - em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil - Cristiane pôde construir novas lembranças relacionadas à arte visuais. Desta vez, teve de utilizar outro sentido: o tato. Este a ajudou a reconstruir as obras da coleção particular de Peter Ludwig, um dos maiores colecionadores do mundo, em sua imaginação. Essa nova experiência só foi possível graças a um projeto do Programa Educativo do CCBB, que traz pranchas táteis feitas com relevo de madeira a partir de obras presentes na exposição. Estão disponíveis as seguintes: Retrato de Peter Ludwig (Andy Warhol), Ruínas (Roy Lichtenstein) e Tríptico Nº 14 Autorretrato (Vladi-

O

mir Yankilevsky). Além das pranchas em relevo, o projeto também organiza visitas descritivas para deficientes. Durante essas visistas, os monitores do CCBB descrevem as obra, contando um pouco mais sobre o tamanho, cor, textura e ilustrações. Outra vertente é a de e proporcionar a experiência de "ir a uma museu" para os deficientes visuais. "O projeto vai muito além de sentir as obras. Nós queremos que eles tenham uma percepção do ambiente, que sintam a temperatura e o barulho das salas. Queremos proporcionar uma experiência única para esse público", explica Bob Borges, um dos organizadores do programa educativo do CCBB. Borges também conta que o projeto visa não só dialogar com esse público, mas com todos: "Nós criamos ferramentas para que todos se apropriem do CCBB, que consigam apreciar as exposições. Pode soar clichê, mas queremos

que todos os tipos de pessoas se sintam em casa aqui. E voltem sempre!", explica. Para Cristiane, a mostra sensorial foi uma oportunidade de entrar em contato com a arte, que há tempos ela havia deixado de lado. Ela conta que até os 12 anos desenhava e pintava, pois ainda enchergava algumas cores. Gostava de fazer trabalhos com cavalos, pois ama esse animal. "Hoje fiquei com vontade de tentar reproduzir no papal o que imaginei a partir dessas obras táteis. Quem sabe não tento?", conta Cristiane. Além do CCBB, outros museus também desenvolvem projetos como este. Um bom exemplo esttá na Pinacoteca do Estado, que tem uma galeria tátil. São 12 esculturas táteis, em bronze, que fazem parte do acervo do museu. Visões na coleção Ludwig. CCBB.Rua Álvares Penteado, 112 . Até 21 de abril. Entrada franca. Tel.: 3113-3651.

mite e, mais importante do que conhecer suas histórias pessoais, é tornar-se íntimo de suas vidas públicas. No elenco de Abnegação estão os atores André Capuano, Alexandra Tavares, Carlos Morelli, Vinicius Meloni e Vitor Vieira. Abnegação, em cartaz no Espaço Cênico Ademar Guerra do Centro Cultural São Paulo. Rua Vergueiro, 1000. Tel.: 33974002. Sexta e sábado, 20h30, domingo às 19h30. R$ 10.

Cristiane Tavares sentindo a obra Ruínas

Tátil: adaptação de Tríptico Nº 14 Autorretrato.

GASTRONOMIA Um bistrô à la carte. No Bom Retiro. Lúcia Helena de Camargo Tadeu Brunelli

uem passa pela rua da Graça, no Bom Retiro, nota uma entrada discreta, com escada que desce a um salão colorido e movimentado na hora do almoço. É o Bistrô da Sara, instalado há 50 anos no local, 15 desses anos sob a direção da chef e proprietária Sandra Valéria. A casa acaba de mudar o cardápio, consolidando a opção de servir pratos à la carte. Anteriormente, funcionava em sistema de bufê. E a segunda novidade é que acaba de abrir uma filial em Alphaville. Um dos motivos da mudança

Q

foi a preocupação em evitar o desperdício. “Para o bufê, fazíamos muita comida que acabava indo para o lixo”, relata Sandra. “Não estava perdendo dinheiro, mas me sentia mal jogando fora tantos alimentos bons”. O sistema à la carte também permite preparos à preferência do cliente. Sem cebola, sem pimenta etc. O couvert (gratuito) é formado por três pedaços de pão caseiro e um bem temperado creme de ervas e azeite. Em seguida, chega a salada, também cortesia.

Rolinhos de salmão recheados de cuscuz de cogumelos

Entre os pratos principais há carnes, massas, peixes e vegetarianos, como risoto de espinafre com tempurá de legumes. Quer uma carne? Vá de chuleta grelhada no sal grosso com arroz branco, farofa e chips de batata doce. Um peixe: rolinhos de salmão recheados com cuscuz de cogumelos. Os pratos custam entre R$30 e R$39. Se preferir algo leve, salada de folhas verdes, aspargos frescos, nozes e queijo gorgonzola (R$ 25). Os sucos naturais custam R$ 8. Experimente o de abacaxi com

cidreira. É refrescante. E para adoçar o final, cheesecake de pistache com calda de amoras (R$13), entre outros. O café expresso (R$5) vem acompanhado de um pedacinho do delicioso bolo de fubá. A loja inaugurada em Alphaville, Sara Expresso, possui o mesmo menu. Ali, quem comanda a cozinha no dia a dia é o chef Edevalde Perfeito Júnior. Bistrô da Sara. Rua da Graça, 32. Bom Retiro. Tel.: 3362-1725. Sara Expresso. Av. Sagitário, 138. Loja 16. Barueri. Tel.: 4195-2464.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

16

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Na tela, uma verdade que dói Essas telas para iPhone contêm explicitamente verdades que doem. Não são wallpapers com dizeres comuns. São sarcásticos e geram reflexão sobre o próprio uso do celular. "Eu estarei obsoleto em menos de um ano", vai logo lembrando o smartphone para você. http://thesmashable.com/colorshd-wallpapers-for-iphonebackgrounds-with-quotes/

Eu estarei obsoleto em menos de um ano

Eu farei você esquecer que tem amigos

Eu custo mais do que todas as suas roupas

Farei você ser atropelado por um carro algum dia

Vou cair e quebrar qualquer dia desses

Derrubei meu celular Pesquisa do Clube Pitzi, empresa de proteção contra acidentes de smartphones e celulares via internet, estima em 125 milhões o número de celulares danificados pelos brasileiros em 2013. O Clube Pitzi foi criado para "quem é louco" por smartphones, como explica o fundador da empresa, Daniel Hatkoff. www.pitzi.com.br

.C..INEMA

.F..OTOGRAFIA

OLHOS DE JARDINEIRO Árvores podadas e bem desenhadas fazem parte do projeto Miradors do fotógrafo Erwan Fichou. Ele trabalhou com jardineiros e criou verdadeiros mirantes vegetais.

disso, ele afirma que nunca recebeu um pedido de autorização para o uso de seu nome, identidade ou imagem. O banqueiro Andrew Greene era diretor financeiro da corretora Stratton, entre

1993 e 1996, e foi retratado com seu nome real na biografia escrita por Jordan Belfort (este interpretado no filme por Leonardo, na foto). Atualmente, Greene é um investidor nos EUA, e se

Chema Moya/EFE

ndrew Greene, ex-parceiro de Jordan Belfort na vida real, está processando o diretor Martin Scorsese e os estúdios Paramount. Quer 25 milhões de dólares (R$ 56 milhões), sob a alegação de que foi retratado como um criminoso pervertido no filme O Lobo de Wall Street (em cartaz na Cidade,indicado a 5 prêmios Oscar). O personagem baseado no banqueiro é Nicky “Rugrat” Koskoff (P.J. Byrne), alvo de constantes zombarias dos colegas, por causa da peruca que ostenta. Segundo o site TMZ, Greene diz que a caracterização prejudicou sua reputação e o complicou profissionalmente. Além

Divulgação

O Lobo de Wall Street, processado. A

.J..OGOS DE INVERNO

Hockey: gosto amargo em Sochi.

http://www.er wanfichou.org/

.T..EATRO

Os árabes do Brasil, no Cairo.

.H..ERANÇA

s

paralelo", explica o diretor da obra, o espanhol Marco Magoa. Na peça, Nadia é uma jovem egípcia que, após a morte da avó, uma emigrante no Brasil, decide descobrir como viviam esses árabes no Brasil. ela mergulha em cartas, canções e poemas de autores como Vinicius de Moraes, Manuel Bandeira e Elias Farhat, e pelas mãos de Marcelo, um visitante brasileiro. (EFE),

A peça teatral "Brasil... Uma Noite no Cairo", uma homenagem aos milhares de árabes que chegaram ao Brasil no final do século 19 e início do 20, estreou ontem no teatro Falaki, na capital do Egito. Foram muitos os libaneses, sírios e egípcios que, na ocasião, decidiram deixar tudo para trás em busca de novas oportunidades através de "uma rara emigração, não do Norte ao Sul, mas em

ARCO - A Feira Internacional de Arte Contemporânea (ARCO) de Madri, já na sua 33ª edição, expõe para venda obras de artistas de todo mundo. A expectativa é que as vendas cresçam cerca de 30% em 2014.

.R..ECICLAGEM

Max Rossi/Reuters

A vontade de Philip Hoffman

Galão-adega

Em testamento divulgado ontem, o ator Philip Seymour Hoffman deixa a maior parte de seus bens para a companheira Marianne O'Donne. E pede que seus três filhos sejam criados longe de Hollywood.

Uma equipe de designers dinamarqueses da Danish Fuel transformou tradicionais galões de combustível da Segunda Guerra em adega, armário de banheiro, mala... . www.danishfuel.com/

.L..OTERIAS Concurso1428 da LOTOMANIA

Concurso 1021 da LOTOFÁCIL

04

14

23

24

29

01

05

06

09

10

31

35

45

48

53

13

14

15

16

18

59

62

69

71

72

19

20

21

22

23

74

80

88

96

00

Concurso 3421 da QUINA

20

34

49

53

78

Concurso 1575 da MEGA-SENA

01

04

05

14

45

56

declara revoltado com a maneira como o filme o caracterizou. "O senhor Greene será eternamente ligado aos crimes e ao comportamento odioso de seu personagem", diz o processo. Além da indenização em dinheiro, os advogados de Greene exigem que o filme seja retirado dos cinemas. Em recente entrevista durante um evento em Manhattan, DiCaprio comentou que o filme ainda não foi corretamente entendido por alguns críticos. "Não glamorizamos o pessoal de Wall Street. Não endossamos o estlo de vida deles. Ao contrário, nosso objetivo era criticar este tipo de gente e seu mundo".

Os resistentes galões de guerra, chamados de "Jerry Cans", são achados para designers

A seleção masculina russa de hockey, grande esperança de medalha de ouro para o país sede dos Jogos de Inverno, em Sochi, foi derrotada ontem pela Finlândia por 3 a 1 nas quartas de final, e eliminada. "Sinto um vazio. A emoção que sentimos agora é de decepção. Não correspondemos às esperanças colocadas sobre nós", disse o capitão Pavel Datsyuk. A Finlândia terá pela frente a Suécia em uma das semifinais. A decisão da medalha de ouro será domingo, último dia dos Jogos de Inverno.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

17

Shoppings seguem na rota do interior Atenta ao novo mapa do consumo, a indústria desses centros de compra intensifica a corrida pela abertura de negócios que estão longe das capitais. Fotos de divulgação

Karina Lignelli em em Botucatu, Porto Feliz, Itaquaquecetuba... Mas também tem em Arapiraca (AL), Betim (MG), Garanhuns (PE) e Guarapuava (PR), entre outras. A interiorização dos shoppings centers não é um fenômeno recente, mas vem se intensificando nos últimos dois anos e as administradoras/empreendedoras do ramo têm anunciando investimentos bastante ousados, muitas vezes na casa do bilhão, para desbravar locais muito além dos grandes centros que ainda não contam com esse tipo de centro comercial. Dados da Associação Brasileira dos Lojistas de Shopping (Alshop) mostram que, só em São Paulo, 68,06% dos shoppings estão no interior. Na região Sudeste, eles são 59,69% do total (dados de dezembro de 2013). "Se há 15 anos 70% dos shoppings estavam nas grandes capitais, hoje acontece o oposto. O anseio do público em comprar marcas qualificadas encontradas em shoppings fazem empreendedores investirem em regiões onde, apesar do bom retorno, o aporte é bem menor que nos grandes centros, em que o metro quadrado do ponto comercial é elevadíssimo. Quem chega primeiro (nessas cidades) leva vantagem – o que é bom não só para o shopping, mas para o lojista", diz Luiz Augusto Ildefonso da Silva, diretor de relações institucionais da Alshop. Exemplo disso é a REP Shoppings, que já tem no portfólio os

T

Arapiraca, no interior de Alagoas: projeto da Tenco, empresa que aposta em cidades com mais de 100 mil habitantes. de Hortolândia e Mogi-Guaçú (ambos em SP), e investiu R$ 100 milhões no primeiro shopping de Botucatu (previsto para inaugurar em abril), e outros R$ 40 milhões distribuídos na revitalização do Valinhos (SP) e do Bay Market, em Niterói (RJ), que reinaugurarão em 2015. Todos com lojas-âncora do porte de Marisa, Americanas, Renner, C&A, ou operações exclusivas para regiões como Botucatu – caso do Burger King e Club Melissa, e salas de cinema em 3D da rede Cineflix, diz Odivaldo Silva, diretor de operações, comercial e marketing da REP. Para justificar a estratégia, o executivo menciona as gran-

des capitais "muito adensadas e com qualidade de vida duvidosa" que levam o consumidor a mirar o interior atrás dessa qualidade – e os shoppings acompanham essa migração para que "ele não perca o que tinha de bom na cidade grande". "Fazemos estudos de viabilida-

de que mostram onde é possível atender à demanda reprimida ou regiões que ainda não sejam atendidas por shopping. Em resumo: onde não tem concorrência. Preferimos isso para trabalhar melhor e atender melhor", afirma. Já a Demark Administração

de Shoppings Centers –que não revela investimentos – vai lançar o Porto Miller Boulevard, em Porto Feliz (120 km de SP), previsto para inauguração em 27 de março. O centro de compras, que terá 80 lojas e 14 mil metros quadrados de área, atenderá a população local e cidades do

Porto Feliz, a 120 km da capital paulista: negócio de 80 lojas.

entorno como Boituva, Tietê, Sorocaba, Itu, Cerquilho e Capivari. "A região possui um potencial de consumo estimado em mais de R$ 92 milhões", afirma André Pinto Dias, sócio da Demark. A empresa está implantando também o shopping multiuso Parque Mall Indaiatuba, que conta até com unidade do Poupatempo, cartórios e prédios residenciais, previsto para inauguração até o fim do ano. Já a Tenco Shopping Centers é uma das empresas que desde 2007 implanta shoppings no interior do País. Hoje, a companhia tem empreendimentos em cidades acima de 100 mil habitantes como Macapá (AP), Betim (MG), Arapiraca (AL), Guarapuava (PR), Bragança (SP) e até Boa Vista (RR) – a última capital a ser atendida por shoppings –, e projetos em implantação em Garanhuns (PE), Juazeiro (BA) e Itaquaquecetuba (SP). Até 2017, a Tenco planeja desenvolver 32 malls no País até 2017, diz o diretor comercial Júlio Macedo. "Com os aportes da Pátria Investimentos desde 2011, chegamos a um equity de R$ 1 bilhão para investir nesses mercados. Ainda podemos alavancar duas vezes e meia recursos em bancos. Com isso, mais investimentos dos lojistas para entrar em nossos shoppings, estimamos que entrarão R$ 7 bilhões na economia brasileira até 2017", sinaliza. Mesmo com o crescimento menor do varejo em 2013, o executivo afirma que, além do melhor poder de compra, os hábitos de consumo estão mais maduros. "Conseguimos pensar a médio e longo prazo. Não vamos conseguir crescer 5%, 6% porque é natural ter momentos de soluço do mercado. Mas acreditamos em crescimento sustentável do varejo nos próximos anos, e não achamos necessário fazer mudanças nesse cronograma por enquanto", ressalta. Para Silva, da Alshop, a despeito das pequenas incertezas que ainda existam para o lado do varejo, ainda se investe muito no segmento – onde "a tendência é de interiorização" –, porque o retorno ainda é bom, a capacidade de colocar lojistas nesses empreendimentos é boa, e os índices de vacância são baixos. "Mas quando se fala em cidades pequenas, o ideal é que sejam ocupadas da melhor forma: se tiver cinco, seis shoppings, divide-se receita. Por isso, quem chega primeiro, vira 'reizinho'", conclui.

m exagero de construções. Essa é a opinião de Nelson Kheirallah, coordenador do Conselho de Varejo da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), sobre a expansão de shoppings centers no País – principalmente nas cidades menores. As vantagens que o shopping oferece, tanto como centro de compras e lazer, quanto em conveniência e segurança em um mesmo local, podem se virar contra os próprios empreendimentos (e obviamente, contra os lojistas) caso não haja um estudo prévio de viabilidade para implantá-los, de forma a evitar lançamentos e construções simultâneas num raio de dois, três quilômetros de distância – a "sobreposição". Segundo ele, dois ou mais shoppings em uma cidade onde deveria ter só um acabam por prejudicar mais os varejistas,

U

principalmente os pequenos, que colocam sua loja em empreendimento, a um custo elevado porque esperavam uma renda compatível, e isso não acontece pois ou um "pega público do outro", ou um deles matura mais rápido. Mesmo que a tendência hoje seja os shoppings irem para cidades com 500 mil, 200 mil ou até 100 mil habitantes, segundo Kheirallah, o ideal é que eles vão para cidades onde não haja concorrência direta. "Se há condições de expansão sempre é bom ir, mas é preciso tomar cuidado porque há empreendedores que dizem 'onde cabe um, cabe dois'. Mas não é bem assim. Quem sofre mais com isso é o lojista, que tirou sua loja da rua ou pagou caro para entrar em um shopping que talvez não sobreviva. Esse é um dos lados meio perverso dessa expansão", alerta. (KL)

R. Donask/LUZ

Os riscos da expansão desenfreada Se há condições de expansão sempre é bom ir, mas é preciso tomar cuidado porque há empreendedores que dizem 'onde cabe um, cabe dois'. Mas não é bem assim. Quem sofre mais com isso é o lojista, que pagou caro para entrar em um shopping que talvez não sobreviva. Esse é um dos lados meio perversos da expansão. NELSON KHEIRALLAH, COORDENADOR DO CONSELHO DE VAREJO DA ACSP


18 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

19

O primeiro semestre de 2014 deverá ser melhor do que o do ano passado Flávio Rocha, presidente do IDV e Lojas Riachuelo Leonardo Rodrigues/e-SIM

Levantamento da associação representante dos supermercadistas, realizado pela Nielsen, também apresentou os produtos que mantém a liderança há 15 anos.

Os preferidos das gôndolas

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) divulga o ranking dos produtos mais vendidos em sete categorias de consumo em 2013 Paula Cunha m tempos em que os c o n s u m i d o r e s e nfrentam uma redução no seu poder aquisitivo como consequência do aumento da inflação, a indústria alimentícia e os supermercados pelo lado do varejo precisam não apenas manter o ritmo de lançamentos de produtos com maior valor agregado como também conhecer as necessidades dos clientes e estabelecer laços com seus fornecedores. Por isso, o segmento avalia e analisa anualmente quais as marcas mais vendidas para detectar as mudanças neste mercado que se transforma constantemente. Assim, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) divulgou, ontem, o 15º Estudo de Líderes de Vendas, realizado pela Nielsen. Foram analisadas sete categorias de consumo: alimentos, perecíveis, bebidas, bazar, eletroeletrônicos, limpeza doméstica e higiene e beleza. Estes grupos são compostos por 220 categorias de produtos industrializados que foram comercializados nos supermercados brasileiros no ano passado. Na abertura do evento, Fernando Yamada, presidente da Abras, ressaltou a importância da divulgação do estudo. Para ele, "conhecer as marcas líderes é essencial para que nós supermercadistas possamos orientar nossas compras. Esse estudo e sua publicação nos apoia na escolha das marcas que vamos colocar em

E

nossas lojas com destaque nas gôndolas. Hoje, construir uma marca não é fácil. E mais difícil é mantê-la na preferência dos consumidores". Entre os destaques observados neste ano, há itens que assumiram a liderança pela primeira vez desde o início do ranking na categoria de alimentos como o Café com leite 3 Corações, cereal em barra Trio, chocolate Snickers, queijo minas frescal Tirolez. Entre os eletroeletrônicos estão aparelho de DVD Philco, Tablet Vavcit da LG e o sabonete líquido Lux, no grupo de higiene e limpeza.

Conhecer as marcas líderes é essencial para que nós, supermercadistas, possamos orientar nossas compras. FERNANDO YAMADA, ABRAS O estudo também apresentou os produtos que conseguiram manter a liderança em algumas categorias há 15 anos, desde o início do ranking. Entre elas estão o molho refogado (Pomarola), cerveja (Skol), cereal matinal (Kellogg's), suco em pó (Tang), creme de leite (Nestlé), café em pó (Pilão), sabão e detergente em pó (Omo), massa instantânea (Nissin), leite com sabor (Toddynho) e bronzeador solar (Sundown), entre outros. O levantamento avaliou 197 categorias de alto giro e

23 de eletroeletrônicos. Segundo o estudo, 12% das categorias estão concentradas em 50% do mercado. Ano difícil – Durante o evento, Fábio Gomes, gerente de atendimento da Nielsen, lembrou que 2013 foi um ano difícil para o consumidor e para a indústria devido à alta de preços. Na sua avaliação, estas pressões continuarão a ser sentidas neste ano e a nova classe média está atenta e observa o comportamento da economia. Diante deste quadro, o estudo indicou que os consumidores da nova classe média não pretendem abrir mão das marcas que oferecem maior valor agregado e, para mantê-las em sua cesta de consumo, procuram mais canais de compra onde podem encontrar ofertas e promoções vantajosas. Em razão deste comportamento, Gomes lembrou que o estudo apontou que a indústria não deve abrir mão de continuar no mesmo ritmo de lançamentos de produtos pois eles são uma estratégia para se obter ganhos de mercado. Por isso, o total de novos itens deverá se manter, em especial no grupo denominado high price (preço alto), ou seja, os mais caros e de maior valor agregado. Ele também apresentou os grupos de produtos mais impactados pelo aumento da inflação no ano passado e que registraram quedas nas vendas em razão do endividamento dos consumidores. Entre eles destacam-se alimentos (17%), bebidas não alcoólicas (16%), limpeza (13%), higiene e beleza (8%) e cervejas (15%).

Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) enxerga um primeiro semestre melhor que o do ano passado, após as vendas de suas associadas em janeiro terem acelerado o crescimento sobre dezembro, com destaque para bens duráveis. No primeiro mês do ano, as vendas reais das 48 empresas que fazem parte do IDV subiram 6,8% ante igual mês de 2012, contra um avanço de 4,2% visto em dezembro, também na comparação anual. "O resultado de janeiro ficou muito próximo

Epitácio Pessoa/Estadão Conteúdo

À vista, ano bom para o varejo, projeta IDV.

O

Rocha, do IDV: cenário macroeconômico desafiador. da média de crescimento das vendas de nossos associados nos dois últimos meses do ano, o que nos induz a crer que o primeiro semestre de 2014 deverá ser melhor do que o do ano passado", afirmou o presidente do IDV,

Flávio Rocha, que também comanda as operações da Lojas Riachuelo. Entre as associadas do IDV estão empresas como Grupo Pão de Açúcar, Walmart, Lojas Americanas e Lojas Renner. Em janeiro, as vendas de bens duráveis tiveram o melhor desempenho do setor varejista, com alta de 7,4%. O resultado foi atribuído pelo IDV à manutenção das alíquotas reduzidas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para móveis e linha branca e ao programa do governo Minha Casa Melhor. As vendas de bens não duráveis subiram 6,3% em janeiro contra um ano atrás, enquanto as de semiduráveis, que contemplam vestuário, calçados e livros, subiram 6,8% no mês. Para os próximos meses, o IAV-IDV, estudo realizado mensalmente pela entidade com base nos resultados consolidados e previstos, indica alta de 6,5% nas vendas

das varejistas em fevereiro, crescimento que deverá ser acelerado para 7,4% em março e a 9,6% em abril, sempre na comparação com os mesmos meses do ano passado. Apesar do otimismo com os próximos meses, o presidente do IDV disse que "a confiança dos consumidores anda em baixa" e apontou um "cenário macroeconômico nacional e internacional desafiador, o que nos exige um alerta quanto à otimização do desempenho do setor em 2014". No ano passado, as vendas do varejo subiram 4,3%, no pior resultado em dez anos, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em dezembro apenas, as vendas subiram 4% sobre igual mês de 2012, segundo o IBGE, num resultado próximo à média apresentada pelas varejistas que fazem parte do IDV. O IBGE só divulgará as vendas de janeiro no próximo mês. (Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O setor de serviços responde por cerca de 65% do PIB.

Negócios que valem joias Feira reúne fabricantes e varejistas de segmento de bijuterias e semijoias que movimenta anualmente US$ 100 milhões no País Fotos: Paulo Pampolin/Hype

Paula Cunha om crescimento do poder aquisitivo da população brasileira e do processo de profissionalização do segmento de bijuterias e peças folheadas de prata e ouro nos últimos anos, o faturamento anual do setor totalizou US$ 100 milhões no Brasil. Esta cifra expressiva estimula fabricantes de todo o País a organizarem feiras e eventos para apresentar aos varejistas os lançamentos atrelados às últimas tendências da moda. Um exemplo é a 64ª edição da Feira internacional de Bijuterias, Acessórios, Joias de Prata, Folheados e Semijoias (Bijoias) que acontece até hoje em São Paulo. Os organizadores do evento esperam receber 10 mil lojistas de todo o País e um movimento de R$ 53 milhões nesta edição, cifra 15% maior que o realizado em novembro de 2013. Cerca de 200 expositores participam da mostra. Deste total, 60% são de São Paulo, seguido de Minas Gerais (25%) e 15% de estados como Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraná, Sergipe, Rio Grande do Norte e outros. Vera Masi, diretora da feira, ressalta que ela é um instrumento para que o setor se recicle. Na sua avaliação, a atual conjuntura, marcada por um começo de ano influenciado por um cenário econômico instável tanto no mercado interno quanto no exterior e às vésperas de um evento de grande proporção como a Copa do Mundo, faz com que o

É preciso pesquisar e estar alinhado com as tendências de moda e de consumo para agradar o consumidor em meio a tanta concorrência

C

VERA MASI, BIJOIAS

segmento esteja em uma fase de reinvenção. "É preciso pesquisar muito e estar alinhado com as principais tendências de moda e de consumo para atingir e agradar o consumidor em meio a tanta concorrência", explica. Segundo Vera, os negócios gerados no evento serão consequência tanto das vendas pelo sistema de pronta-entrega quanto os que terão sido acertados durante os três dias de feira, o que inclui cerca de

20% do total estimado em negócios que serão fechados após o evento. De acordo com a executiva, o valor do investimento dos promotores e dos expositores é de mais de R$ 100 milhões. Estes últimos planejaram oferecer aos visitantes o equivalente a 60 dias de sua produção anual. Para Vera, o segmento acertou ao captar os desejos dos consumidores que atualmente se concentram em produtos

O evento recebe 10 mil lojistas que movimentam R$ 53 milhões, 15% a mais que em novembro de 2013.

e serviços que possam satisfazê-los a curto prazo. Por isso, o setor investe constantemente em novidades e a f e i r a e xe r c e u m p a p e l d e orientação aos fabricantes e varejistas. A executiva afirma que as importações de bijuterias ainda não somam um volume expressivo, mas no segmento de semijoias e joias de prata o volume importado alcança cerca de 40% do total comercializado no Brasil. Na sua opinião, o

empresariado brasileiro do ramo aprendeu a enfrentar a concorrência e intensificou o processo de diversificação de seus produtos para atender as demandas de seus clientes que estão mais bem informados e exigentes. Pú blic o – Quanto ao perfil dos frequentadores da Bijoias, ele é composto em sua maio-

ria pelos lojistas de todo o País e que possuem empreendimentos de diversos portes. Além disso, os proprietários de salões de beleza, lojas de calçados femininos e grandes magazines como Renner e Riachuelo também enviam representantes à feira. Estes últimos contam com profissionais que desenvolvem suas próprias coleções de bijuterias e acessórios por pesquisas realizadas em feiras nacionais e internacionais. Masi ressalta que o expressivo crescimento do setor de acess órios fez com que o event o a u m e ntasse as parcerias com consultores de moda que estão realizando palestras durante a feira. Serviço 64ª Bijoias – Feira Internacional de Bijuterias, Acessórios, Joias de Prata, Folheados e Semijoias

S ERVIÇO Termina hoje Centro de Convenções Frei Caneca Rua Frei Caneca, 569 - Shopping Frei Caneca - 4º e 5º andares

Lojistas de todo o País devem negociar o correspondente a 60 dias de produção das bijuterias

Serviços avança 8,5% em 2013 faturamento do setor de serviços cresceu 8,5% em 2013, índice abaixo de 2012, quando a alta havia sido de 10%. Em dezembro, o avanço de 8,4% mostrou leve desaceleração frente aos 8,8% de novembro. Os dados foram apresentados pelo IBGE ontem. O resultado positivo, porém, sofre influência da inflação, já que o IBGE divulga os dados do faturamento nominal do setor, sem desconsiderar o efeito dos preços. O comportamento dos serviços, sem esse efeito, destoa de outros importantes setores, como a indústria e o comércio cuja produção e vendas subiram 1,2% e 4,3% em 2013, respectivamente. Setor de maior peso no Produto Interno Bruto (PIB), os

O

serviços têm crescido e ganhado importância na economia como o acesso de novos consumidores de classes mais baixas e a expansão da renda e do emprego. Apesar do esfriamento do mercado de trabalho especialmente no segundo semestre de 2013, os serviços encontraram ainda espaço para avançar sem uma crise aguda que tenha afetado a ocupação e o rendimento. Seu desempenho, porém, foi limitado pela inflação, que subiu 5,9% no ano passado. Para 2014, a incógnita é como vai se comportar o mercado de trabalho diante de três anos seguidos de baixo crescimento do PIB. O setor de serviços pesa cerca de 65% do PIB do País e ganha espaço a cada ano com

a diversificação de atividades e a sofisticação do consumo tendência já vista em países desenvolvidos, a medida que o rendimento cresce. Pelos dados do IBGE, os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 8,1% em 2013. Os serviços de informação e comunicação registraram alta de 6,9% e outros serviços apresentaram uma expansão de 5,9%. Apesar de um crescimento abaixo da média, os serviços de comunicação corresponderam a 20% do crescimento do setor de serviços como um todo. O ramo tem como pano de fundo de seu dinamismo a inovação e o lançamento de novos serviços especialmente de informática e telecom. (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

21

As pessoas lembram de uma Lamy por muitos anos. Ela é diferente, tem o estilo de linhas retas definidas e poucas curvas. E uma filosofia que não muda. Ralf Krüeger, diretor internacional de vendas da Lamy Divulgação

A caneta que escreve sua história de sucesso A alemã Lamy, de design inconfundível, quer conquistar ainda mais os jovens consumidores brasileiros. Fotos: Tina Cezaretti/Hype

Rejane Tamoto pena milimetricamente testada na fábrica em Heidelberg, na Alemanha, envolta em um design diretamente saído da escola modernista Bauhaus, quer conquistar as mãos (e mentes) dos jovens brasileiros. Trata-se da Lamy, a marca que leva o nome da empresa alemã que acumula mais de oito décadas no desenvolvimento de instrumentos para escrita. No mundo, a Lamy é considerada a caneta número dois, depois da Montblanc. No mercado alemão, é a primeira, com participação nas vendas de 35%. Com uma p ro d u ç ã o a n u a l m é d i a d e mais de seis milhões de instrumentos de escrita por ano, a Lamy diz que está bem enquanto o mercado mundial de canetas tem desacelerado na última década. Além de ser a terra natal da empresa, a Alemanha é também o país onde as crianças aprendem caligrafia com uma caneta tinteiro, na escola. Não é à toa que o modelo mais famoso da Lamy – que também tem uma variedade enorme de esferográficas e lapiseiras – é justamente a caneta tinteiro Safari, que caiu no gosto dos brasileiros. O clipe característico na tampa – que identifica o produto sem ser exagerado – re s u m e o l e m a d o d e s i g n Bauhaus: "a forma segue a função". Apesar da tinteiro ser o produto da Lamy mais conhecida no mundo, no Brasil a preferência ainda é pelo modelo ballpoint, a esferográfica. Ralf Krüeger, diretor internacional de vendas da Lamy, disse que espera um incremento nas vendas de 15% a 20% no Brasil neste ano de Copa do Mundo, para o qual guarda expectativas positivas para a economia. "O Brasil é o maior mercado na América Latina. Os eventos esportivos vão trazer desenvolvimento e tornar o País mais interessante para todo o mundo. Por isso estamos aqui ", afirma. No último ano e meio, a Lamy está sendo distribuída exclusivamente pela Masterbrands, que já fez o volume de vendas crescer 2,4 vezes nos últimos doze meses. No Brasil desde a década de

A

Alexandre Lazarou, da Masterbrands: um produto em cores da moda, identificado com o estilo de vida dos jovens. 1990, a Lamy quer cativar um público jovem, na faixa de 25 a 35 anos, apostando no design inconfundível da Bauhaus. São jovens que estão terminando a faculdade e entrando no mercado de trabalho. "Eles valorizam um estilo de vida e apreciam o design e, por isso, não vão escolher uma caneta tradicional. Na verdade, vendemos um acessório e quem compra agrega o status da marca, pelo clipe tradicional e uma cor nova", diz Alexandre Lazarou, diretor da Masterbrands.

O preço médio da caneta Lamy no Brasil é de R$ 120. A maioria das canetas vendidas aqui são para esses consumidores finais. Os negócios da Lamy no segmento de brindes corporativos representam 16% das vendas brasileiras. Globalmente, a companhia comercializa canetas para um público premium (um degrau abaixo do segmento de luxo) e, portanto, a uma faixa de preço que vai de US$ 15 a US$ 400. O que torna a Lamy diferente, segundo Krüger, é o seu design preservado, no qual só

são permitidas mudanças nas cores – escolhidas e estudadas para estarem na moda com três anos de antecedência. Talvez por isso, não sejam produzidas canetas com detalhes ou totalmente na cor dourado, que é considerada sazonal. A cada ano, duas novas cores são colocadas no mercado, em séries limitadas. "As pessoas lembram de uma Lamy por muitos anos. Ela é diferente, tem o estilo de linhas retas definidas e poucas curvas. E uma filosofia que não mu

Ralf Krüger, diretor: 890 pontos de venda no País.

da", explica o diretor de vendas internacionais. Estratégia no Brasil – A estratégia no Brasil, segundo Krüeger, é intensificar o relacionamento junto aos varejistas que vendem as canetas, e que hoje somam 890 pontos devendas em 23 praças brasileiras. Como a Lamy é uma empresa familiar de médio porte e capital fechado não divulga números, tampouco detalhes de planos para o Brasil. "Todos os anos temos planos intensivos de investimentos, que podem ser direcionados

Um empreendedor chamado Josef história da marca alemã começou com o e m p re e n de d o r i s m o de Josef Lamy que, em 1930, decide deixar de exportar canetas de um fabricante americano e monta seu próprio negócio em Heidelberg. À época, a empresa se chamava Orthos Füllfederhalter-Fabrik e chegou a fabricar 200 mil canetas da marca no início da Segunda Guerra. Com o fim desse período, o nome da empresa passou a ser C. Josef Lamy GmbH. Em 1952, começou a avançar no mercado europeu com o lançamento da caneta tinteiro LAMY 27. Com o tempo, o filho de Josef, Manfred, passa a trabalhar na companhia

A

e, em 1964, é lançada a primeira esferográfica com refil de capacidade e ponta de aço inoxidável. A preocupação com o design sempre perseguiu os produtos de escrita da empresa que, em 1974, lança a Lamycp1, que adota o conceito do design funcional. N o e n t a n t o , o p ro d u t o mais conhecido da empresa, a tinteiro Safari, foi lançada no início da década de 1980 e causou burburinho no complexo de exposições de Frankfurt. A caneta, hoje famosa mundialmente, é feita de plástico ABS e foi resultado de uma pesquisa junto aos jovens para a concepção do design, de autoria de Wolf-

gang Fabian, do Grupo de Des e n v o l v i m e n t o d e M a nnheim, dirigido pelo professor Bernt Spiegel. Em 1987, a empresa desenvolveu produtos específicos para as crianças que estão aprendendo a escrever. A Lamy recebeu o Prêmio Europeu de Design em 1988, pela Comissão das Comunidades Europeias, e começa a se expandir internacionalmente. Com a reunificação da Alemanha, em 1990, a empresa comemora sessenta anos de existência e passa a adotar uma postura sustentável em sua produção, com o uso de materiais ecológicos. Mesmo com a criação de lapiseiras e de outros instru-

mentos de escrita, a Lamy manteve a sua filosofia, segundo a qual a forma faz a função. Em 1998, recebeu o Good Design Award, no Chicago Athenaeum. O feito se repetiu em 2001, ao receber o maior prêmio de design nacional da Alemanha. Em 2011, foi a vez de receber os prêmios iF Product Design Award, o Focus Open, o International Design Award Baden-Württemberg e o Red Dot Design Award. Em 2011, ano de crise financeira na Europa, a Lamy diz que conseguiu incrementar o volume de negócios em 20% naquele ano e o faturamento em 5,2%, atingindo 53,6 milhões de euros. (RT)

para as máquinas na fábrica, à educação dos funcionários e aos materiais. Não temos muitos planos de investimento em propaganda, pelo menos não da forma clássica. Para nós é mais importante o produto no ponto de venda e uma produção eficiente na fábrica na Alemanha", explicou Krüger. Por isso, se há um plano é o de manter a produção no país de origem, que é eficiente e permite à empresa manter a competitividade do produto no mercado. A Lamy é a única empresa que não produz nada na China ou em outro país. No Brasil, embora não haja a intenção de trazer uma planta, o diretor não descarta, em um futuro bem distante, o investimento em uma loja, assim como já fez a Montblanc. "Primeiro, será importante construir a marca no Brasil e posicioná-la. É um processo que deve ser feito passo a passo. Hoje, ainda não pensamos em uma loja", afirma. Krüeger diz que a Lamy é diferente da Montblanc não só no preço, por não ser voltada ao público de artigos de luxo, mas também por sua estratégia. "Não queremos fazer como a Montblanc, que tem muitas lojas e acaba competindo com os varejistas. Não queremos competir com as lojas que vendem nossos produtos e sim investir para que elas ajudem a posicionar a nossa marca", afirma.

Facebook leva o WhatsApp por US$ 16 bilhões Facebook anunciou ontem ter chegado a um acordo definitivo para a compra do WhatsApp, aplicativo para troca de mensagens usado em smartphones. A negociação envolveu US$ 16 bilhões, o equivalente a R$ 38 bilhões – o maior valor já pago por um aplicativo (até então, o recorde tinha sido de US$ 1 bilhão, pago pelo próprio Facebook ao Instagram). Do total, US$ 4 bilhões foram acertados em dinheiro e cerca de US$ 12 bilhões em ações do Facebook. No comunicado oficial, a empresa de Mark Zuckerberg anunciou que mais de 450 milhões de pessoas usam o WhatsApp mensalmente, sendo que 70% deles são usuários ativos. A companhia divulgou ainda que o "volume

Jim Wilson/The New York Times

O

Zuckerberg: "Serviços desse porte são incrivelmente valiosos”.

de mensagens se aproxima da quantidade total de mensagens de texto (as SMSs) trocadas pelo celular". As companhias declararam que a aquisição está alinhada com a missão das duas empresas, de "levar mais conectividade e utilidade ao mundo, entregando serviços de internet importantes de forma eficiente e acessível". O comunicado segue dizendo que "essa combinação ajudará a acelerar o crescimento e relação do usuário com as duas companhias", diz o texto do anúncio. Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, destacou o crescimento vigoroso no número de usuários do aplicativo. segundo ele, “o WhatsApp está caminhando para conectar 1 bilhão de pessoas, sendo que

os serviços desse porte são incrivelmente valiosos”. Por sua vez, Jan Koum, cofundador do WhatsApp, disse estar “entusiasmados e honrados com a parceria com Mark e Facebook”, ao passo que o seu aplicativo caminha para ser levado a mais pessoas ao redor do mundo O comunicado traz ainda que em caso de rescisão do acordo de fusão – por conta, por exemplo, de uma falha em obter as aprovações das autoridades regulatórias, o Facebook teria de pagar ao WhatsApp uma taxa de US$ 1 bilhão em dinheiro. E teria também de emitir em nome do aplicativo um número de ações de Classe A equivalentes a US$ 1 bilhão, com base no preço médio dos dez dias anteriores.


22 -.ECONOMIA/LEGAIS

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014 EDITAL DE CITAÇÃO. PRAZO DE 20 DIAS. PROCESSO Nº 0038242-79.2010.8.26.0001 O Doutor Maurício Campos da Silva Velho, MM. Juiz de Direito da 5ª Vara Cível, do Foro Regional I Santana, da Comarca de São Paulo, do Estado de São Paulo, na forma da Lei, etc. FAZ SABER a Lacib Automóveis Ltda., CNPJ 08.760.170/0001-86, que lhe foi proposta uma ação de Procedimento Sumário por parte de Luiz Gustavo Soejima e Silva, objetivando indenização por danos materiais. Encontrandose o réu em lugar ignorado, foi determinada a sua CITAÇÃO, por EDITAL, para os atos e termos da ação proposta e para que, no prazo de 15 dias, que fluirá após o prazo supra, apresente resposta. Não sendo contestada a ação, presumir-se-ão aceitos, pelo réu, como verdadeiros, os fatos articulados pelo autor. Será o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei. São Paulo, 28 de janeiro de 2014.

EDITAL DE CITAÇÃO – PRAZO DE 20 DIAS PROCESSO Nº 0028396-77.2012.8.26.0224 – ORDEM 1073/12. O(A) Doutor(a) Márcia Blanes, MM. Juiz(a) de Direito da 8ª Vara Cível, do Foro de Guarulhos, da Comarca de Guarulhos, do Estado de São Paulo, na forma da Lei, etc. FAZ SABER a(o) We Decor Ltda, Rua do Rocio, CNPJ 03.030.969/0001-01 e Wagner Esposito, CPF 988.211.308-78, RG 8711496, que lhe foi proposta uma ação de Procedimento Ordinário por parte de Jose Manoel Borges e outro, alegando em síntese: que locou o imóvel comercial, tipo galpão, situado a Rua Icó, 240, Cidade Industrial Satélite de São Paulo, Cumbica, Guarulhos, conforme contrato de locação firmado entre as partes, e que os réus não cumpriram o acordo devolvendo o imóvel em péssimas condições, juntou documentos e requereu a citação e a procedência da ação. Encontrando-se os réus em lugar incerto e não sabido, foi determinada a sua CITAÇÃO, por EDITAL, para os atos e termos da ação proposta e para que, no prazo de 15 dias, que fluirá após o decurso do presente edital, apresente resposta. Não sendo contestada a ação, presumirse-ão aceitos, pelo(a)(s) ré(u)(s), como verdadeiros, os fatos articulados pelo(a)(s) autor(a)(es. Será o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da Lei, sendo este Fórum localizado na Rua José Maurício, 103, 8º Ofício Cível, Centro – CEP 07011-060, fone: (11) 2408-8122, Guarulhos-SP. Guarulhos, 29 de janeiro de 2014.


ECONOMIA/LEGAIS - 23

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Santos não passa no teste da safra A rodovia Cônego Domênico Rangoni, antiga Piaçaguera-Guarujá, amanheceu ontem completamente congestionada. A entrada da Via Anchieta também. Mauricio de Souza/Estadão Conteúdo

plano do governo federal para escoamento da safra de grãos no porto de Santos falhou no primeiro teste. Como no ano passado, a rodovia Cônego Domênico Rangoni, antiga Piaçaguera-Guarujá, amanheceu ontem completamente congestionada. A entrada da Via Anchieta também esteve caótica, devido ao grande número de carretas que se dirigiam aos terminais da Alemoa, na entrada de Santos. Segundo o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Renato Barco, o problema foi causado pelos caminhões que não agendaram descarga. Ele revelou que alguns caminhões adiantaram em dois dias a data de agendamento achando que encontrariam locais para estacionar na Baixada Santista. O Ecopátio, credenciado pela Codesp, no entanto, ope-

O

rou com 85% da capacidade e não registrou filas. O diretor da Secretaria Especial de Portos (SEP), Luiz Cláudio Santana Montenegro, afirmou que, de agora em diante, além das notificações que já estão sendo feitas, cada veículo que descumprir as regras de agendamento estabelecidas no ano passado será punido com multas que variam de R$ 1 mil a R$ 2 mil. Segundo Montenegro, a partir de hoje, os terminais já poderão ser multados. Na terça-feira da semana passada, dois terminais (Caramuru e Libra) foram notificados em decorrência de problemas no agendamento, que deram margem aos primeiros congestionamentos. Na terça-feira desta semana, a situação piorou, pois 12 mil caminhões vieram para a região, muitos deles sem agendamento, antecedendo-se ao

ANTONIO CARLOS VASQUES LUIZ - ME localizada na Rua Ararapira, nº 320 - Planalto Paulista - SP - CEP 04069-010, devidamente inscrita no CNPJ/MF nº 08.859.976/0001-26, Inscrição Estadual nº 149.699.602.119, declara, para os devidos fins, que extraviou os seguintes documentos fiscais: AIDF 185961788907, NF Modelo 1, SÉRIE 1 de nº 001 a 125 e AIDF 425954655511, NF Modelo 1, SÉRIE 1 de nº 126 a 250.

Apenas anteontem 12 mil caminhões chegaram à região do porto. período de embarque. Montenegro diz que o Porto de Santos tem capacidade de absorver toda a safra de grãos

destinada à exportação, desde que haja um mínimo de organização. Já o presidente da Codesp destaca que o porto

Avnet Technology Solutions Brasil S.A. CNPJ 06.135.938/0001-03 - NIRE 35.300.314.131

não pode se dar ao luxo de funcionar apenas nos cinco dias úteis. "O porto 24 horas é uma realidade e não se justifica que

os caminhões não transportem suas cargas nos fins de semana." Em relação aos problemas observados nas proximidades do distrito da Alemoa, Barco declarou que a solução será dada pela prefeitura de Santos, uma vez que o local, que concentra uma série de terminais, não faz parte do porto organizado. A prefeita de Cubatão Márcia Rosa (PT) ameaçou tomar providências se a situação não for resolvida: "Não vou aceitar que os moradores passem mais uma vez pelo que enfrentaram hoje: médicos não chegaram aos postos de saúde, crianças não conseguiram frequentar as escolas, trabalhadores não tiveram como assumir seus postos no polo industrial. A cidade ficou travada, parada desde a noite de segunda-feira." (Estadão Conteúdo)

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP

ACERTO CONSULTORIA FINANCEIRA LTDA., CNPJ 67.669.200/0001-02 e CCM nº 2.070.977-3, comunica o extravio de todos os Livros mod. 51 e 57 e extravio de todos os talões de notas fiscais de serviços do nº 01 ao 750, sendo a última AIDF autorizada de nº 775.

Os acionistas da Avnet Technology Solutions Brasil S.A. (a “Companhia”), por meio desta são convocados para a Assembleia Geral Extraordinária a ser realizada em 28 de fevereiro de 2014, às 10h, em sua sede, na Rua Dr. Rafael de Barros, 209, 12º andar, Paraíso, CEP 04003-041, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, para deliberar as seguintes matérias: (i) a proposta do grupamento referente a totalidade das ações ordinárias nominativas da Companhia na proporção de 10.000.000 para 1; (ii) aprovação dos termos e condições referentes ao grupamento das ações da Companhia; (iii) aprovação do balanço patrimonial especialmente preparado para tal objetivo e aprovação dos valores atribuídos às frações das ações ordinárias da Companhia; e (iv) a proposta de uma futura alteração ao Estatuto Social da Companhia para refletir o novo cenário do capital social da Companhia, na hipótese da possível aprovação do grupamento das ações. São Paulo, 19 de fevereiro de 2014. Carlos Negri Ferreira - Diretor Executivo.

A Prefeitura do Município de Castilho, Estado de São Paulo, solicita, aos interessados, que apresentem orçamento para a prestação de serviços de transporte escolar e de trabalhadores. Os interessados deverão solicitar a relação de linhas através do telefone (18) 3741-9034 e no endereço eletrônico – licitacoescastilho@starsnet.com.br ou retirá-la na Praça da Matriz, 247, Castilho, e entregar seus orçamentos, em envelope fechado, até as 14 horas do dia 26 de fevereiro de 2014, ocasião em que será feita a abertura dos envelopes, em sessão pública. Castilho – SP, 19 de fevereiro de 2014. Joni Marcos Buzachero – Prefeito.

AMPLA ASSISTÊNCIA MÉDICA PLANEJADA LTDA. EDITAL DE CONVOCAÇÃO Pelo presente Edital, ficam convocados todos os sócios da empresa AMPLA ASSISTÊNCIA MÉDICA PLANEJADA LTDA., localizada na Rua Martins Fontes, 91, cj. 21 - CEP 01050-000 - São Paulo/SP, para realização de Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 03 de março de 2014, às 17:00 horas, na sede da empresa, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: a DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE. Nota: não havendo número legal de presentes, em primeira convocação, desde já fica marcada a realização da Assembleia 1 (uma) hora após, com comparecimento de 2/3 (dois terços) dos sócios no mesmo local.

PREFEITURA MUNICIPAL DE TAUBATÉ/SP

PREFEITURA MUNICIPAL DE TAUBATÉ/SP

Sindicato dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias em Geral e Auxiliares na Administração em Geral de São Paulo - Edital de Convocação - Assembleia Geral Extraordinária. Pelo presente, convocamos os Associados do Sindicato, com base territorial nos municípios de: Barueri, Carapicuiba, Diadema, Guarulhos, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jandira, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Paulo e Suzano/SP, a reunirem-se em Assembleia Geral Extraordinária, que será realizada no dia 25 de Fevereiro de 2014 às 09:00 horas em primeira convocação. Caso não haja número legal de presentes, a Assembleia realizar-se-á às 09:30 horas com qualquer número em segunda convocação nos Termos Estatutários, na Sede Social, Rua Cesário Ramalho, nº 122, Cambuci/SP, para discutirem e deliberarem a seguinte ordem do dia: (a) Autorização para desfiliação da C.N.T.C. - Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio; (b) Indicação dos representantes que participarão da Assembleia Geral de Re-Ratificação da Fundação da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias em Geral e respectiva filiação; (c) Autorização para manter filiação à Federação dosTrabalhadores na Movimentação de Mercadorias em Geral no Estado de São Paulo; (d)Assuntos Diversos. São Paulo, 18 de fevereiro de 2014. Aparecido do Carmo Mendes - Presidente

ASSOCIAÇÃO BRASILEIROS DOS PARENTES E AMIGOS DAS VÍTIMAS DE ACIDENTES AÉREOS - ABRAPAVAA CONVOCAÇÃO ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA São convocados os Senhores Associados a se reunirem em Assembléia Geral Ordinária, no dia 6 de março de 2014, na Alameda dos Anapurus, 1580 – apt. 92 – Moema – Capital – CPF 003.756.008-50, a fim de deliberarem sobre Exame e Discussão do Relatório, do Balanço e das contas da Diretoria, aprovandoos ou não e Exame e discussão de todos os demais assuntos eventualmente constantes do respectivo Edital de Convocação, analisar prestação de contas e eleger nova diretoria. São Paulo, 19 de fevereiro de 2014 - SANDRA LUIZA SIGNORELLI ASSALI

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO AVISO DE LICITAÇÃO Pregão nº 001/2014 - Processo nº 165/2014 DG/MP E 19/2014-CE Acha-se aberto, no Ministério Público do Estado de São Paulo, o Pregão Presencial nº 001/2014 - Processo nº 165/2014 DG/MP E Nº 19/2014 - CE, que tem por objeto a contratação de seguro para veículos pertencentes à frota desta Instituição. O Edital da presente licitação encontra-se à disposição dos interessados, gratuitamente, na Comissão Julgadora de Licitações, situada na Rua Riachuelo nº 115, 5º andar, sala 506, de 2ª a 6ª feira, das 09:30 às 18:30 horas, ou através da Internet nos Sites www.mpsp.mp.br e www.e-negociospublicos.com.br. Os envelopes serão recebidos na sessão pública de processamento do Pregão, na Rua Riachuelo nº 115, 9º andar, sala 926, no dia 10/03/2014, e sua abertura dar-se-á às 11h30min no mesmo dia e local. Comissão Julgadora de Licitações, em 18 de fevereiro de 2014.

PREFEITURA MUNICIPAL DE TAUBATÉ/SP PREGÃO Nº 09/14 A Prefeitura Municipal de Taubaté informa que se acha aberto pregão presencial 09/14, Registro de Preços para eventual aquisição de medicamentos, por um período de 12 (doze) meses, com encerramento dia 07.03.14, às 08h30, junto ao respectivo Departamento de Compras. Maiores informações pelo telefone (0xx12) 3621.6023, ou à Praça Felix Guisard, 11 – 1º andar – centro, mesma localidade, das 08h às 12h e das 14h às 17h, sendo R$ 26,50 (Vinte e Seis Reais e Cinquenta Centavos) o custo do edital, para retirada na Prefeitura. O edital também estará disponível pelo site www.taubate.sp.gov.br. Taubaté, 19 de fevereiro de 2014. Jose Bernardo Ortiz Monteiro Junior - Prefeito Municipal

PREGÃO Nº 03/14 A Prefeitura Municipal de Taubaté comunica que o pregão presencial 03/14, ora renomeado para 03-A/14 - Aquisição de óleo diesel S10, por um período de 12 (doze) meses, foi solicitado esclarecimentos o qual estará disponível pelo site www.taubate.sp.gov.br. Comunica ainda que novo edital será disponibilizado agora sob o nº 03-A/14 com abertura das propostas adiada para o dia 07.03.14, às 16h30. Taubaté, 19 de fevereiro de 2014. Jose Bernardo Ortiz Monteiro Junior - Prefeito Municipal PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SANTA GERTRUDES

Pregão Presencial 04/2014 - A Prefeitura do Município de Santa Gertrudes torna público que, no dia e hora especificados, nas dependências do Paço Municipal, à Rua 01A, 332, Centro, Santa Gertrudes/SP, realizar-se-á licitação, na modalidade Pregão Presencial 04/2014, objetivando o Registro de Preços, pelo tipo menor preço global por lote, visando a prestação de serviços de apoio e diagnóstico (complementação), conforme as necessidades da Secretaria de Saúde, de forma parcelada e a pedido. O edital completo poderá ser retirado no endereço supracitado, no horário das 09:00 às 16:00 horas ou pelo site www.santagertrudes.sp.gov.br. Não serão enviados editais pelo correio ou por e-mail. Os envelopes com as propostas e os documentos de habilitação devem ser protocolados até as 08:30 horas do dia 11/03/2014 no Paço Municipal. A sessão de lances e julgamento será neste mesmo dia às 09:00 horas. Santa Gertrudes/SP, 19 de fevereiro de 2014. Danielle Zanardi Leão – Pregoeira

Companhia Bandeirantes de Armazéns Gerais CNPJ nº 58.128.174/0001-14 - NIRE 35.300.051.009 Convocamos os Srs. Acionistas da Companhia Bandeirantes de Armazéns Gerais para se reunirem em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária no dia 28 de Fevereiro de 2014, às 10:00h, na sede social da companhia, à Avenida Presidente Wilson, 5.047, São Paulo, SP, para deliberar sobre a seguinte Ordem do dia: em Assembleia Geral Ordinária (a) tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as Demonstrações Financeiras referentes ao exercício findo em 31/12/2013; (b) deliberar sobre a destinação do resultado do exercício; (c) eleição dos membros do Conselho de Administração para o próximo mandato; e (d) outros assuntos de interesse social; em Assembleia Geral Extraordinária, (a) aumento do Capital Social; (b) alteração do artigo 5º do Estatuto Social da Companhia. São Paulo, 17 de fevereiro de 2014. A Diretoria

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO CASA MILITAR - DESPACHO DO DIRETOR DO DEPTO DE ADMINISTRAÇÃO Aviso de Licitação Acha-se aberta na Divisão de Finanças e Compras da Casa Militar, situada na Avenida Morumbi, nº 4.500, sala 28, Andar Intermediário, Morumbi - SP, a licitação na modalidade Pregão (Eletrônico), do tipo Menor Preço – nº CMil-004/2014 - Processo nº CC 43070/2013, Oferta de Compra nº 280106000012014OC00013, objetivando a contratação de empresa especializada para a prestação de serviços de locação fixa de equipamentos de radiocomunicação de tecnologia digital, com serviços técnicos de licenciamento, sob o regime de empreitada por preço global, consoante o detalhado no Anexo “A” do edital. Data do início do prazo para o envio das propostas eletrônicas: 21/02/2014. Data e hora da abertura da sessão pública: 11/03/2014, às 10:00 horas. Demais informações encontram-se nos sítios www.bec.sp.gov.br e www.casamilitar.sp.gov.br, endereço de correio eletrônico: financascasamilitar@sp.gov.br ou através do telefone (11) 2193-8372/8322/8660.

EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES – EBSERH

Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 19 de fevereiro de 2013, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Reqte: Prinver Têxtil e Confecções Ltda. - Reqdo: Regional Administração de Estacionamentos e Garagens Ltda. EPP - R. Conselheiro Furtado, 128 - Liberdade - 2ª Vara de Falências Reqte: Engecon Engenharia, Fundações e Comércio Ltda. - Reqdo: Construtora Gomes Lourenço Ltda. - Av. Antonio Ramiro da Silva, 250 - Jardim do Lago - 1ª Vara de Falências

Pregão Eletrônico nº 02/2014 Processo nº 23000.018284/2013-19 AVISO DE REABERTURA DELICITAÇÃO. MODALIDADE: Pregão Presencial 10/2014, PROCESSO: 18/2014, OBJETO RESUMIDO: REGISTRO DE PREÇOS DE MEDICAMENTOS PARA USO VETERINÁRIO, DATA E HORA DA LICITAÇÃO: 07/03/2014 as 9h00, LOCAL DA LICITAÇÃO: Sala de Licitações do Paço Municipal, na Praça Cel. Brasílio Fonseca, 35, Centro, Guararema – SP. O Edital poderá ser lido e obtido na íntegra no Paço Municipal de Guararema, no período das 08h30min às 16h00. Os interessados poderão obter o Edital por e-mail, enviando mensagem eletrônica para o endereço licitacao@guararema.sp.gov.br, informando os dados da empresa, a modalidade e o número da licitação. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 4693-8016. MARCIO LUIZ ALVINO DE SOUZA, Prefeito Municipal.

ORIENT GRANITE EXPRESS FRETES LTDA. CNPJ 04.718.453/0001-09 – NIRE 35217187012 - Ata de Reunião dos Sócios Quotistas Data, Hora e Local: 6/2/14, 10hs, na sede. Presença: Totalidade. Convocação: Dispensada. Mesa: Pres.: Davide Bernacca, RNE V139939-Q, CPF 246.648.508-75; Secr.:Adriana Aparecida de Miranda, RG 20.617.799-9, SSP/SP, CPF 134.176.728-05, procuradora da sócia Gaildorf Sociedad Anónima, sociedade organizada e constituída de acordo com as leis do Uruguai, com sede na Calle San José 807, Escritório 1 102. Montevideo, Uruguai, e inscrita no Registro Nacional de Comércio 2576, CNPJ 05.716.620/0001-45. Deliberações: Iniciados os trabalhos, os sócios deliberaram sobre a redução do valor do capital social de R$ 680.000,00 para R$ 305.985,00. O valor de R$ 374.015,00 que está sendo reduzido neste instrumento, cabia à sócia Gaildorf Sociedad Anonima, e representava o capital a integralizar da sociedade nesta data. Por ser este valor excessivo em relação ao objeto social da sociedade, decidem os sócios adequar o valor do Capital da sociedade ao valor já integralizado, modificando inclusive a quantidade de quotas da sociedade. Assim, a empresa terá a diminuição das quotas, permanecendo a empresa com Capital, já integralizado, de R$ 305.985,00, divididos em 305.985 quotas de valor de R$ 1,00 cada. Posto a ordem do dia em discussão e votação, aprovaram sem reservas ou restrições. Encerramento: Nada Mais. Davide Bernacca - Pres.; Adriana Aparecida de Miranda - Secr.;Davide Bernacca - Sócio;Gaildorf Sociedad Anõnima - p.p.Adriana Aparecida de Miranda - Sócia.

DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO AldoTibério Margarida, portador da C.I. RG. nº 1.466.887-SSP-SP e do CPF nº 033.607.688-68. Declara sua intenção de exercer cargo de administração na Distri-Cash Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. e que preenche as condições estabelecidas no art. 2º do Regulamento Anexo II à Resolução nº 4.122, de 2 de agosto de 2012. Esclarece que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da divulgação, por aquela Autarquia, de comunicado público acerca desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que o declarante pode, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo. Banco Central do Brasil Departamento de Organização do Sistema Financeiro (Deorf) Gerência Técnica em Belo Horizonte (GTBHO) Avenida Álvares Cabral, nº 1.605 - 2º andar - Santo Agostinho - Belo Horizonte-MG - CEP 30170-001.

AVISO DE ABERTURA DE LICITAÇÃO FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL

PREGÃO Nº 06/14 A Prefeitura Municipal de Taubaté comunica que face não ter sido publicado no Diario Oficial do Estado de São Paulo o pregão presencial 06/14, Registro de Preços para eventual aquisição de camas empilháveis, por um período de 12 (doze) meses, está Adiado para o dia 07.03.14, às 08h30. O edital estará disponível pelo site www.taubate.sp.gov.br. Taubaté, 19 de fevereiro de 2014. Jose Bernardo Ortiz Monteiro Junior - Prefeito Municipal

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – EBSERH com sede na cidade de Brasília - DF, inscrita no CNPJ sob o nº 15.126.437/0001-43, torna público que realizará licitação, na modalidade de PREGÃO ELETRÔNICO SRP, sob o número 02/2014, do tipo MENOR PREÇO, cujo objeto é a aquisição de aparelhos de medição ambiental. A abertura da sessão pública para a formulação dos lances está prevista para ocorrer às 09:00 horas do dia 07/03/2014. A DISPONIBILIZAÇÃO DO EDITAL se dará a partir do dia 20/02/2014, nos sites www.comprasnet.gov.br ou www.ebserh.mec.gov.br ou no endereço: Setor Comercial Sul-B, Quadra 09, Lote C, Ed. Parque Cidade Corporate, Torre C, 1º andar – Brasília/DF – CEP 70.308-200. Brasília, 18 de fevereiro de 2014 Walmir Gomes de Sousa Diretor Administrativo Financeiro

UNICRED CAMPINAS COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO DOS MÉDICOS E DEMAIS PROFISSIONAIS DA ÁREA DE SAÚDE DE CAMPINAS E REGIÃO LTDA. – UNICRED CAMPINAS. CNPJ 71.884.498/0001-40; NIRE 35400023554; REGISTRO NA OCESP Nº 1093. ENDEREÇO: AVENIDA BARÃO DE ITAPURA nº 950, 7º ANDAR, - GUANABARA – CAMPINAS/ SP, CEP. 13020-431.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA O Diretor Presidente da COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO DOS MÉDICOS E DEMAIS PROFISSIONAIS DA ÁREA DE SAÚDE DE CAMPINAS E REGIÃO LTDA. – UNICRED CAMPINAS, no uso das atribuições que lhe confere o Artigo 24, § 1º do Estatuto Social, convoca os Senhores Associados, que nesta data são em número de 4648 (quatro mil seiscentos e quarenta e oito), em condições de votar, para se reunirem em ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA, a realizar-se, para melhor acomodação dos cooperados, no anfiteatro da Associação dos Cirurgiões-Dentistas de Campinas, Rua Francisco Bueno de Lacerda, 300 – Parque Itália, Campinas/SP, no dia 17 de março de 2014, às 18h00, com a presença de 2/3 (dois terços) dos associados, em primeira convocação; às 19h00, com a presença de metade dos associados mais um, em segunda convocação; ou às 20h00, com a presença de no mínimo 10 (dez) associados, em terceira e última convocação, para deliberarem sobre a seguinte ORDEM DO DIA: 1. Prestação e aprovação de contas relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2013, compreendendo: 1.1 Relatório da Gestão; 1.2 Apresentação das Demonstrações Contábeis, Balanço Patrimonial e Notas Explicativas; 1.3 Leitura do Parecer da Auditoria Externa; 1.4 Leitura do Parecer do Conselho Fiscal; 1.5 Demonstração das sobras/perdas apuradas no exercício encerrado em 31 de dezembro de 2013; 2. Constituição das Reservas Legais e Estatutárias e Destinação do FATES. 3. Destinação das sobras/perdas apuradas no exercício encerrado em 31de dezembro de 2013. 4. Fixação do valor de honorários e cédulas de presença dos membros do Conselho de Administração, Conselho Fiscal e Diretoria Executiva. Os cooperados têm o prazo de 5 (cinco) dias para impugnarem o presente edital. Campinas (SP), 17 de fevereiro de 2014

PREFEITURA MUNICIPAL DE BIRIGUI

Edital nº 10/2014 – Tomada de Preços nº 03/2014 Objeto: Realizar levantamento, estudo, revisão, atualização, adequação, elaboração e aprovação de projetos p j de prevenção p ç e combate a incêndio,, bem como elaboração de projetos para reforma e manutenção do sistema de prevenção p ç e combate a incêndios instalados,, g de acordo com as leis,, decretos,, normas regulamentadoras e resoluções ç técnicas vigentes, g , destinados às unidades ç g escolares da Secretaria de Educação. Prazo de entrega dos documentos para cadastro: até 12/03/2014. Encerramento e Abertura:- 17/03/2014, às 08h30min. O Edital na íntegra g encontra-se disponível p gratuitamente g no site www.birigui.sp.gov.br. g pg ou na Seção ç de Licitações ç pelo valor de R$ p $ 30,00, , , até o dia 12/03/2014. Informações: ç Seção ç de Licitações, ç , Rua Santos Dumont,, 28 ou p pelos telefones ((18)) 3643.6125/3643 6126,, Birigui, g , 19/02/2014, Pedro Felício Estrada Bernabé, Prefeito Municipal.

Companhia Bandeirantes de Armazéns Gerais - CNPJ nº 58.128.174/0001-14 Demonstrações Financeiras - Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012 - Em milhares de reais Controladora Controladora Consolidado Balanços Patrimoniais Controladora Consolidado Resultado 2013 2012 Ativo 2013 2012 2013 2012 Passivo e Patrimônio Líquido 2013 2012 2013 2012 Receita................................ 91.703 64.007 Circulante .................................. 9.129 4.627 46.087 31.734 Circulante 17.881 9.545 32.952 16.847 Custos dos Serv. Prestados (79.604) (56.095) Caixa e equivalentes de caixa..... 2.848 414 16.826 8.119 Empréstimos e financiamentos. 4.346 2.763 4.346 2.763 Contas a receber de clientes ... 3.728 2.964 3.781 3.026 Fornecedores............................ 6.094 2.598 7.902 2.215 Lucro Bruto ........................ 12.099 7.912 Impostos a recuperar............... 1.156 298 1.167 298 Tributos a pagar ........................ 1.415 721 1.695 893 Despesas Operacionais.... (13.036) (12.419) Administrativas.................. (9.255) (9.183) Despesas antecipadas ............ 854 485 854 462 Salários e encargos sociais...... 1.554 587 1.556 587 Depreciações.................... (3.781) (3.236) Imóveis a comercializar ........... – – 22.916 19.342 Provisões trabalhistas............... 1.878 1.564 1.878 1.564 Outros créditos ........................ 543 466 543 487 Dividendos ................................ 953 723 953 723 Res. Oper. antes Não Circulante .......................... 51.114 43.452 29.297 23.776 do Res. Financ................. (937) (4.507) Adiantamentos de clientes........ 179 – 13.152 7.513 Outros créditos ........................ 48 – 48 – Obrigações diversas a pagar.... 1.061 188 1.069 188 Resultado Financeiro ..... (682) (1.026) Impostos diferidos.................... 789 789 789 789 Juros s/capital próprio............... 401 401 401 401 Receitas financeiras....... 1.687 327 Investimentos........................... 22.205 20.115 388 408 Não Circulante ........................... 13.525 12.750 13.595 12.879 Despesas financeiras..... (2.369) (1.353) Imobilizado............................... 28.072 22.548 28.072 22.579 Partes relacionadas .................. 6.127 6.127 6.127 6.127 Outras Rec. Operacionais 4.815 7.237 Total do Ativo............................ 60.243 48.079 75.384 55.510 Prov. p/processos trab. cíveis e trib. 4.174 3.574 4.244 3.644 Resultado antes do IR e CS 3.196 1.704 Obrigações diversas a pagar.... – – – 59 “As Demonstrações Contábeis em 31 de dezembro de 2013 e 2012, – (7) Empréstimos e financiamentos. 3.224 3.049 3.224 3.049 IR e CS................................ acompanhadas do Relatório dos Auditores Independentes sobre as Contribuição Social........... – (2) mesmas, bem como as notas explicativas da administração, Patrimônio Líquido.................... 28.837 25.784 28.837 25.784 IR da Pessoa Jurídica....... – (5) Capital social ............................ 25.048 22.527 25.048 22.527 ç dos acionistas na sede da companhia”. encontram-se à disposição Reserva de lucros..................... 3.789 3.257 3.789 3.257 Lucro Líquido do Exercício 3.196 1.697 Diretoria Contador: Adriano Garcia 6,24 Total do Passivo e do Patr. Líq. 60.243 48.079 75.384 55.510 Lucro Líquido por Ação - R$ 10,58 Rodrigo de Jesus Paschoalin CRC 1SP201901/O-0

Consolidado 2013 2012 92.648 64.677 (75.049) (51.404) 17.599 13.273 (13.442) (12.522) (9.660) (9.283) (3.782) (3.239) 4.157 751 94 (801) 2.517 553 (2.423) (1.354) (176) 2.412 4.075 2.362 (879) (665) (239) (182) (640) (483) 3.196 1.697 6,24 10,58

Dr. PEDRO ANTUNES NEGRÃO Diretor Presidente


DIÁRIO DO COMÉRCIO

24

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Vazamento de dados é um fato da vida dos americanos Mallory Duncan, da National Retail Federation.

Cartões, sob o cerco da fraude. Nos EUA, cresce a discussão sobre o vazamento de informações, cujas vítimas se contam aos milhões. Ron Lieber* ecentemente, na controvérsia sobre as fraudes com cartões de crédito e débito, os americanos foram surpreendidos pelas observações sobre a segurança de dados pessoais feitas por executivos do setor e do varejo e por defensores dos direitos do consumidor. Essas análises foram enviadas, por excrito, ao Comitê Judiciário do Senado americano, que decidiu investigar o assunto. "As inovações que estimulam a indústria e apresentam novos métodos de compra aos consumidores também estão rapidamente se expandindo além das fronteiras de nossos regimes regulatórios e de proteção ao consumidor", dizia o testemunho escrito – enviado ao Congresso – de James A. Reuter, falando em nome da American Bankers Association. "E, como é o caso historicamente, os criminosos sempre estão um passo à frente enquanto o mercado busca pelo consenso".

R

William Noonan, do Serviço Secreto dos EUA, ecoou esse sentimento, apontando o rápido aumento no número de criminosos que tentam roubar informações financeiras e a sofisticação de seus métodos. Isso deu a Mallory Duncan, da National Retail Federation, apoio suficiente para declarar diretamente: "Vazamento de dados é um fato da vida dos americanos". Isso soa muito como resignação, embora parte seja mera postura enquanto os envolvidos tentam transferir de um a outro a responsabilidade pelos danos. Se vazamentos são praticamente inevitáveis, surge a questão importantes: qual é a probabilidade de você ser atingido? E como reduzi-la? Primeiro, alguns números. A Privacy Rights Clearinghouse do início de 2005 para cá crava 4.167 vazamentos nos EUA, que expuseram 663,6 milhões de registros de informações pessoais. E a lista é incompleta, talvez em muitos milhões, já que os ladrões costumam extrair informações sem as vítimas jamais descubram. Crédito abalado – A Javelin

Strategy and Research divul- mero e a redefinição de divergou os resultados de sua pes- sas senhas e assinaturas menquisa anual de atividades cri- sais automatizadas. Ainda asminais recentemente, ma sim, se chegar a isso, talvez sequal lista 13,1 milhões de víti- j a m d u a s h o r a s d e d o r d e mas nos EUA do que chama de cabeça. fraude de identidade – uso não Usuários de cartões de débiautorizado de informações to têm problemas maiores. Supessoais buscando ganhos fi- ponhamos que o criminoso nanceiros. consiga obter seu PIN (sigla Porém, sejamos realistas em inglês para Número de quanto a vazamentos, nos Identificação Pessoal) criptoq u a i s o s l agrafado, e drões roubam não consiga números de decifrar o cócartões e, às digo (e sacar As inovações estão vezes, endedinheiro em se expandindo além caixas eletrôreços de email. Se você nicos). Mesdas fronteiras de utiliza um carmo assim, fanossos regimes tão de crédito rá compra coregulatórios e de para comprar mum com o proteção ao produtos, decartão, reticonsumidor ve sempre r a n d o o d iconferir sua nheiro da JAMES A. REUTER fatura. Se conta. Se não uma compra conferir seus estranha aparece, você liga pa- extratos diariamente, você ra o emissor do cartão, o emis- não perceberá que foi lesado. sor remove a compra e tudo ge- Se acontecer, uma vez notifiralmente termina por aí. Muitas cado, o banco pode levar dias vezes cruzo os dedos quando para investigar e devolver seu algo assim acontece e mante- dinheiro. Enquanto isso, os dénho meu cartão, esperando bitos automáticos de contas evitar a complexa troca de nú- podem voltar, causando inú-

meros problemas e possíveis abalos em seu crédito. Em um mundo de vazamentos inevitáveis, usar um cartão de débito para as compras cotidianas envolve algum risco. Embora seja ótimo para organizar o orçamento, o usuário deve checar a atividade de sua conta diariamente. Também é sábio ter algum dinheiro em uma conta diferente – para o caso de alguma fraude deixar sua conta principal temporariamente inativa. Dinheiro vivo – Ladrões que possuem os números de cartões e endereços de e-mail podem tentar enviar mensagens fingindo ser da empresa do cartão, tentando obter informações adicionais. A nota pode instruí-lo a clicar em um link, o que instalaria um malware em seu computador capaz de extrair nomes de usuário, senhas e outras informações. Ou você pode acabar num site que lembra o de seu banco, onde digitaria diversos dados pessoais. Infelizmente, a suposição padrão atualmente precisa ser que todo e-mail pedindo por informações pessoais – na

Aqui, mercado de R$ 1 trilhão.

verdade, qualquer correspondência eletrônica vinda de uma instituição financeira – é falsa. Parece exagerado, mas se qualquer coisa parecer estranha em uma mensagem, digite o endereço eletrônico da empresa no navegador e procure o telefone de seu atendimento ao cliente. Dessa forma, você pode conversar com um representante que pode lhe dizer se os avisos do e-mail são reais. Viver somente com dinheiro vivo é uma possibilidade teórica, mas o impediria de realizar compras online e dificultaria viajar. Usar apenas dinheiro significa basicamente ir inúmeras vezes ao caixa eletrônico e todas as taxas e complicações que o acompanham. Então, os cartões ainda oferecem mais benefícios do que desvantagens para pessoas que não querem assumir dívidas – mesmo que a lacuna entre os dois não pareça estar diminuindo. Com as táticas corretas, entretanto, a maioria das pessoas pode melhorar drasticamente suas chances de evitar os piores problemas. *The New York Times

Newton Santo

s/Hype

Neste ano, as transações crescerão 17,1% sobre o ano passado, bem perto dos 17,8% de 2013. Rejane Tamoto utilização de cartões de crédito e débito no Brasil deve crescer de forma estável neste ano, a estimados 17,1% e atingir o volume de R$ 1 trilhão, segundo projeções da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). No ano passado, os negócios cresceram 17,8% sobre o ano anterior, a R$ 853 bilhões. O aumento da renda do consumidor e o movimento de substituição de meios de pagamento – tanto por quem compra, quanto por quem vende – são os fatores que impulsionam o setor, segundo Marcelo Noronha, diretorexecutivo do Bradesco e diretor-presidente da Abecs. "Hoje vemos as máquinas de cartões em pequenos estabele-

A

cimentos, como feiras, por exemplo", destaca. Segundo Noronha, as taxas de desconto – cobradas sobre o valor da transação pelas empresas que fornecem as máquinas de cartões – também tiveram uma tendência de queda. A taxa média de desconto cobrada do lojista em transações no cartão de crédito caiu de 2,96% do valor da transação em 2009 para 2,76% em 2013 e de 1,60% para 1,56% no mesmo período para o cartão de débito. Atualmente os pagamentos com cartões de crédito e débito representam, em média, 28% do consumo das famílias brasileiras, ainda distante dos 45% dos Estados Unidos. No último trimestre de 2013, a participação dos cartões no consumo chegou a 30% pela primeira vez na história. "Isso significa que,

na prática, as pessoas estão usando mais o cartão para pagar compras no dia a dia. Acredito que isso continuará crescendo até atingir o nível dos Estados Unidos nos próximos anos. A vantagem é que no Brasil o setor investe muito no parque tecnológico e hoje temos uma rede de captura com 3,8 milhões de terminais", diz Noronha. Não presenciais – O total de transações de cartões de crédito e débito somou 9,3 bilhões no ano passado, 14% a mais que em 2012. Cartões de débito ficaram à frente, com 4,8 bilhões de transações e um aumento de 16,4% sobre o ano anterior. O tíquete médio deflacionado na função débito foi de R$ 44,60 por transação. Nos cartões de crédito a quantidade de operações foi de 4,5 bilhões, alta de 11,6% no mesmo período. O valor

médio por transação, excluída a inflação, foi de R$ 87. Assim, as transações no cartão de crédito ainda somam um volume maior, de R$ 553 bilhões em 2013. O cartão de débito movimentou R$ 300 bilhões. Devido à elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a utilização no exterior caiu de 66% em 2012 para 49% no ano passado. Para Noronha, parte da utilização se manteve graças aos programas de relacionamento e fidelidade dos bancos, que em 2013 transferiram aos consumidores que acumularam pontos R$ 2,4 bilhões, ante R$ 2,1 bilhões em 2012. Um segmento que também cresceu acima da média foi o de transações não-presenciais – compras via internet, telefone ou aplicativos no celular – que representam 12%

Noronha: "Estão usando mais o cartão"

do total de operações com cartões de débito e crédito. Em 2013, atingiram o valor de R$ 94,3 bilhões, um crescimento de 19,5% sobre 2012. Para esse segmento, a Abecs estima um incremento de 20% neste ano.

Segundo Noronha, o setor está empenhado em resolver os problemas envolvendo fraudes em transações nãopresenciais. Ele diz que para compras presenciais, o setor já tem feito a migração de cartões com tarja para cartões com chip.


Diário do Comércio