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O capitão De Falco é o herói que redimiu a Itália da covardia do capitão naufragado. Pág. 9 Ciro de Luca/Reuters

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

São Paulo, quarta-feira, 19 de janeiro de 2012

Um capitão naufraga; outro, emerge ao coração dos italianos.

Sarney, com 59% dos votos, é o grande vencedor do Algemas de Ouro. Zé Dirceu (18,8%) garante prata e Jaqueline Roriz (8,4%), bronze. Premiação será hoje, no Baile Pega Ladrão. Pág. 7

Conclusão: 23h45

Ano 87 - Nº 23.545

www.dcomercio.com.br

No pódio, os medalhistas da olimpíada da corrupção.

Amauri Nehn/News Free/Folhapress

E não ficará JURO CAI MEIO pedra sobre pedra PONTO Enquanto o ministro da Saúde visitava a cracolândia – e anunciava a liberação de R$ 3,2 mi – a Prefeitura demolia imóveis irregulares. Pág. 9

Que caia mais e garanta um PIB acima de 3%, diz Amato, da ACSP. Pág. 13

Agliberto Lima/DC

A paixão do príncipe dos poetas pela mal-amada São Paulo Memórias de Paulo Bonfim trazem de volta a charmosa Pauliceia dos anos 20, 30, 40 e 50, que está prestes a completar 458 anos. Págs. 10 e 11 Stan Honda/AFP

Wilton Júnior/AE

Philippe Lopez/AFP

Pré-estreia do dia em que a web for censurada: sites proclamam autoapagão. A Wikipedia em inglês saiu do ar por 24 horas: "Imagine um mundo sem conhecimento livre". Vários sites apagaram-se parcialmente. E houve protestos de rua (foto). A legislação que pode censurar a web perdeu força. Pág. 12 ISSN 1679-2688

23545

HOJE Muitas nuvens. Chuva a qualquer hora. Máxima 26º C. Mínima 18º C.

AMANHÃ 9 771679 268008

Muitas nuvens. Chuva a qualquer hora. Máxima 27º C. Mínima 18º C.

Haddad sai da Educação para a campanha Festa com Dilma marcará saída do ministro, candidato do PT à Prefeitura de São Paulo. Mercadante assume. Pág. 5


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O que já foi uma tragédia, se não bem fiscalizada, pode vir a se repetir como tragédia maior ainda. José Márcio Mendonça

pinião

PASSO À FRENTE, PASSO ATRÁS A duros golpes, pôs-se alguma disciplina na gafieira, embora tenha ficado faltando muita coisa a ser resolvida, especialmente na melhoraria da qualidade do gasto público.

UMA HISTÓRIA MAL CONTADA

o governo Sarney, ocorreu a última tentativa das Zonas de Processamento para Exportação (ZPE), sonho do seu ministro da Indústria e do Comércio, José Hugo Castelo Branco. Agora, o modelo tucano-petista de exportar produtos primários é

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JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA disciplina na gafieira, embora tenha ficado faltando muito coisa, especialmente melhorar a qualidade do gasto público. Porém, começam a ser abertas, neste edifício, algumas brechas, sempre contornando a Lei de Responsabilidade Fiscal e, em muitos casos, com novas e criativas obras de "engenharia financeira". No fim do ano, por exemplo, o governo federal aprovou autorização para que vários Estados aumentem seu nível de endividamento

um pouco além de certos limites de prudência. Foi uma forma de a presidente Dilma Rousseff livrarse da cobrança de alguns governadores pela revisão do contrato de renegociação das dívidas estaduais dos anos 1990. Há outras manobras, como se pode ver na excelente reportagem de Vinicius Pinheiro no jornal Valor Econômico de ontem (18 de janeiro), sob o título "Com fundo de R$ 300 milhões, Prefeitura de São Paulo antecipará receita".

Diz a matéria que o prefeito Kassab vai vender ao setor financeiro o que tem a receber do governo Alckmin pela exploração, pela Sabesp, dos serviços de água e esgoto da capital paulista. Belo Horizonte já fez uma operação idêntica e as planilhas dos engenheiros financeiros avançam celeremente pelo país.

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uem tem paladar apurado já está sentindo o gosto de novos precatórios, ARO's e que tais. O que já foi uma tragédia, se não bem fiscalizada, pode vir a se repetir como tragédia maior ainda. Uma situação perversa na qual quem faz nunca paga. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA

exaltado, enquanto os manufaturados perdem a importância que ganharam no tempo de Delfim Netto. Os programas sociais, colocados em prática nos governos petistas, foram criados no governo do Distrito Federal, na administração Cristóvam Buarque. E ideias modernas, como o uso de vagas na rede privada para bolsistas, gestão direta das escolas das verbas de manutenção, criação de polos de excelência, em Brasília, devem-se ao governador Joaquim Roriz, de quem se fala mal – mas não se reconhece que não se governa quatro vezes uma unidade da federação sem méritos. rasília quis renovar e colocou um nome desqualificado, como José Arruda – e, pelo que parece, depois de tudo que se viu, a emenda saiu pior do que o soneto, pois o atual não difere muito do anterior. Roriz, ao menos, teve o que mostrar. Este ano, que será mesmo de crise por todo lado, pode apresentar a conta da política externa equivocada, com hostilidades aos nossos melhores aliados e tolerância com o atraso latino do velho e corrupto caudilhismo populista. Temos de conhecer melhor a nossa história.

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ARISTÓTELES DRUMMOND É JORNALISTA E VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO RIO DE JANEIRO. ARI.DRUMMOND@YAHOO.COM.BR

TIME ELOGIADO É com satisfação que recebo o DC todos os dias. Não vejo nenhum outro jornal com tal criatividade de manchetes, notícias enxutas e reportagens abrangentes. A coluna do Giba Um é imprescindível – considero de longe a melhor do gênero . Admiro notadamente os artigos de Neil Ferreira, trazendo um pouco de bom humor ao

dia a dia, e Paulo Saab é o único articulista tentando mobilizar a Opinião Pública contra a corrupção. E agora, chega o jornalista Fernando Gabeira para abrilhantar ainda mais o time desse "pequeno grande jornal". Parabéns e obrigado! Yolanda Monti - São Paulo

É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

Devemos a abertura econômica ao presidente Collor. Mas, antes dele, Roberto Campos já defendia o modelo da China Nacionalista e de outros chamados tigres asiáticos.

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Brasil efetivamente não sabe reconhecer as figuras que, através da história, se anteciparam a acontecimentos ou a movimentos legítimos. Leva fama quem fez o gol ou até quem tem a própria existência posta em dúvida, como são os casos de Zumbi dos Palmares e do escultor Aleijadinho, de documentação muito frágil com relação às versões de heroísmo ou genialidade. No caso da abolição, inúmeros são os heróis conhecidos, sem retirar o mérito maior que, inegavelmente, foi da Princesa Isabel. Mas aparece pouco um pioneiro na defesa da abolição, mais de meio século antes do fato, que foi o patriarca José Bonifácio. Na questão dos índios, em que vivemos um momento de exaltação que beira o ridículo, pelo exagero, a primeira e sensata voz observando a proteção devida aos habitantes originais do Brasil foi a do poeta maranhense Gonçalves Dias. Getúlio Vargas ainda não foi colocado no ponto de quem livrou o Brasil de envolvimento na guerra – entramos já no final com a disputa decidida – e nas lutas ideológicas radicais, que dividiam a maioria das nações. A abertura econômica, que trouxe o progresso que vivemos, evitando um total vexame, deve-se ao presidente Fernando Collor. Mas, antes dele, Roberto Campos já defendia o modelo da China Nacionalista – Taiwan –, depois Singapura, Coreia do Sul e outros países dos denominados "tigres asiáticos". E lembremos o general Albuquerque Lima, que implantou a Zona Franca de Manaus, no governo Costa e Silva, e que poderia ter se desdobrado em outras.

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ltimamente, os anos têm passado tão rapidamente (cito de memória, pois não lembro o autor para dar o crédito) que estamos nos esquecendo, às vezes, de coisas essenciais de nosso passado (triste) mais ou menos recente, dos nossos piores tempos de economia desarrumada, de inflação alta e de todas aquelas mazelas que nos acompanharam por mais de 30 anos – e que somente começaram a ser erradicadas no início dos anos 1990, com o Plano de Estabilização Fiscal e depois o Plano de Real da dupla Itamar FrancoFernando Henrique. Ensinam a experiência e a deusa da história que quem não tem memória está sob risco de cometer de novo o mesmo tipo de erro. Foi uma época de muita farra com o dinheiro público, muita irresponsabilidade fiscal, sustentada por muito endividamento. Com controles, quando os havia, muito frouxos. Festas na área federal, nas estaduais e municipais. Nada ilustra mais esse período do que uma confissão, feita sem nenhum pudor, do ex-governador Orestes Quércia, ao fim de seu mandato no governo de São Paulo: "Quebrei o Banespa mas elegi meu sucessor" (no caso, Fleury Filho). Foi o tempo das famigeradas AROs (Antecipação de Receitas Orçamentárias) tomadas nos bancos particulares, garantidas em tese por receitas tributárias futuras, que nunca eram pagas inteiramente, apenas roladas, formando dívidas impagáveis. Fora outros expedientes para fazer caixa, como o dos precatórios, "tecnologia" criada em Pernambuco e aperfeiçoada na Prefeitura de São Paulo pela dupla Paulo MalufCelso Pitta. E ainda a emissão de títulos do Tesouro, avalizados pelos bancos estaduais. Um longo processo foi fechando essas brechas – e culminou com a renegociação das dívidas dos Estados e municípios, o ajuste e privatização ou fechamentos das instituições financeiras públicas estaduais e, finalmente, com a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal. No plano de Brasília, retiraram-se esqueletos dos armários e estabeleceu-se um bom nível de disciplina fiscal, com alguns altos e baixos, seguida até mesmo pelos governos petistas críticos destas providências nos momentos em que foram adotados. A duros golpes, pôs-se alguma

ARISTÓTELES DRUMMOND

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

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EMPRESAS PRECISAM MUDAR RAPIDAMENTE SE QUISEREM SOBREVIVER NO MUNDO ATUAL.

pinião

Ícones que o tempo engoliu

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mundo empresarial assiste à agonia de uma empresa mais que centenária, conhecida mundialmente: a Kodak. A luz se apaga, a câmera não mais registra a ação e a estrela da Kodak parece que está sendo aprisionada pelos buracos negros dos mercados em fúria. Uma lei básica dos mercados – e, por que não, da própria vida? – é que tudo aquilo que não muda, morre. E essa mudança – o que certamente não deixa de ser amedrontador – não mais poderá acontecer no médio e no longo prazo: dependendo do caso, a empresa precisa estar preparada para mudar em tempo real. Houve época em que, somente no mercado norte-americano, a Kodak chegou perto do monopólio: tinha mais de 80% do segmento no qual atuava. Neste terceiro milênio, porém, a Kodak mal se firma nos próprios pés. Sequer consegue vender o almoço para comprar o jantar. Estou certo de que todos nós de uma geração, digamos, mais provecta, tivemos também um "momento Kodak". Essa empresa, reconheça-se, nada tinha de incompetente – caso contrário não teria durado tanto tempo e com tantos sucessos no seu portfólio de negócios. O "momento Kodak", seu slogan de impacto, conseguia de fato eternizar o tempo, pois somente as fotografias são capazes de vencer o tirano deus Chronos, devorador de seus próprios filhos, conforne ensina a mitologia grega, e uma foto, impressa

Reprodução

LUIZ OLIVEIRA RIOS Dois produtos que foram objeto de desejo ao longo dos anos, as máquinas fotográficas Kodak e as máquinas de costura Singer, não souberam acompanhar o consumidor.

em papel próprio, congela, no espoucar de um flash, o passar do tempo. É claro que o tempo, cruel como ele só, para se vingar, na sua marcha de eternidade a eternidade faz com que as fotografias fiquem amareladas. E creio que todas as famílias possuem fotos avulsas by Kodak, ou sequenciadas num álbum, talvez esquecido numa gaveta qualquer, onde essas fotos já estejam todas amareladas. Mas o "momento Kodak", com suas figuras e carga emotiva ali imbricada, se eternizou.

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e não faltou competência à Kodak, o que teria faltado então para que a empresa não conseguisse continuar sua trajetória de sucesso e chegasse a essa situação falimentar? Parece-me evidente que faltou uma percepção clara de todos os sinais anteriores, formadores de uma tendência que apontavam as profundas mudanças de usos e costumes do público local e em escala mundial. Aliás, este fenômeno da nãopercepção das tendências de consumo é o que, também num futuro cada vez mais curto, deverá con-

tribuir para a derrocada de várias empresas empresas competentes nos dias que correm. Quando se estuda com mais profundidade as páginas da História envolvendo a trajetória de vida de muitas empresas, logra-se identificar também uma forte dose de arrogância de vários de seus executivos, que se julgam autossuficientes e que desenvolvem o sentimento de que "conosco nada de ruim acontecerá". Mas a realidade insiste em demonstrar que as coisas não funcionam bem assim.

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um rápido flashback histórico, vejamos a história de outro ícone empresarial que também, mesmo com suas habilidades técnicas reconhecidas, não percebeu o que as tendências de mudanças já gritavam em praça pública: a outrora famosa Companhia de Máquinas de Costura Singer. Nos anos 70, a Singer era uma marca já global, tendo os seus produtos como "objeto de desejo" de muitas mulheres. No entanto, dentro dessa mesma década e já no início dos anos 80, suas vendas começaram a degringolar nos mercados onde ela atua-

va. De início, como amíúde acontece, seus executivos, por falta de uma análise em profundidade das causas reais dessa queda de vendas, atribuíram sua baixa performance a fatores climáticos, à crise do petróleo que assolou o mundo, e até ao eventual despreparo da sua equipe no que tange às técnicas de vendas. Mas os "sinais de fumaça" (as tendências), naquela época já apontavam para os produtos do vestuário fabricados pelos "tigres asiáticos" a preços quase irrelevantes (atentem bem para isso, pois desde os anos 70 os produtos baratinhos "made in China" inundavam o mercado). Um parêntesis: hoje, no Brasil, especificamente falando sobre a indústria de confecções, quem entrar, por exemplo, no setor de vestuário de um supermercado qualquer, verá o quê? Um tsunami de roupas from China com preços (e qualidade) aviltantes. Enquanto isso, a indústria nacional ... Será que a História sempre se repetirá como tragédia, ou nós é que somos mesmo incapazes de compreender e, por extensão, de interpretar os fenômenos como eles de fato são; ou será, ainda, que

sador e escritor norte-americano, no seu mais recente livro Great by Choice (algo como "Grandes por opção", em português) – ainda sem tradução no Brasil, deixa nas entrelinhas a seguinte pergunta: "Por que algumas empresas conseguem crescer, mesmo atravessando épocas de caos e de grandes incertezas, enquanto outras são trituradas?

compreendemos tudo, porém por tibieza não reagimos adequadamente? Sou mais por concordar com esta última assertiva. Voltando ao busílis do tema. Quem continuaria a comprar máquinas de costura Singer para fazer a roupa da família em casa se, numa loja da esquina, podia-se comprar de tudo, pagando pouco, e prontinho para usar? Aliada a essa invasão asiática, houve outra tendência que a Singer percebeu somente quando já era tarde demais: as mulheres, antes dedicadas às prendas domésticas, começaram a ingressar em massa no mercado de trabalho. Definitivamente, a era de "costurar em casa" tinha acabado. Junto, findou o domínio de uma marcaícone desse segmento.

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espondendo simplificadamente, as empresas que crescem em épocas turbulentas são, sem dúvida, empresas competentes, pois, entre tantas opções escolhem a melhor alternativa para seus negócios; mas essas mesmas empresas poderão se transformar em ícones engolidos pelo tempo se não desenvolverem fina sensibilidade para interpretar corretamente as tendências que todos os dias batem à porta de todos os segmentos empresariais. Ah, sim: e no universo empresarial, humildade e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém.

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utra marca-ícone tragada pelo tempo, também competente na sua época, e que tinha tudo para fazer sucesso hoje, mas não soube ser humilde nem perceber as tendências das mudanças, foi a Olivetti, outrora tradicional fabricante de belas máquinas de escrever. Mas isso é assunto para outro artigo. Jim Collins, consagrado pesqui-

LUIZ OLIVEIRA RIOS É PROFISSIONAL DE MARKETING E VENDAS E COLUNISTA DO

DIÁRIO DO COMÉRCIO. OLIVEIRA.RIOS@HOTMAIL.COM

NOSSOS FUNDAMENTOS ECONÔMICOS A creditamos que, assim como nós, os brasileiros, pelo menos aqueles mais conscientes, já se cansaram definitivamente de ouvir uma série de clichês, sempre os mesmos. Há um, em especial, e o mais falado nos últimos anos para justificar que a economia brasileira vai bem, graças a Deus. O atual clichê, já de alguns anos, é que "os fundamentos da economia brasileira vão bem, são sólidos". Estamos prontos para crescer, enfrentar as crises internacionais, etc., etc., etc. A previsão do governo para 2012 é assombrosa, de crescimento de 5% ou pouco menos. Tomara fosse, mas não há a menor chance. A economia não cresce efetivamente há 31 anos, desde 1981, enquanto todo o mundo crescia, ou estagnava, ou sofria recessão – enfim, mudava. Mas tudo bem, isso é um simples detalhe, como já ouvimos alguém de peso dizer, há alguns anos. Talvez não consigamos ver o que muita gente está vendo. Ou talvez muita gente esteja pensando que vê, isto é, vendo demais. Em especial o governo. Não nos cansamos de perguntar que fundamentos são esses, que parâmetros estão sendo utilizados, ou onde estão eles. Talvez seja preciso usar óculos especiais para enxergar em meio às trevas do momento. Se analisarmos os juros

praticados no País já há vários anos, veremos que são os maiores do planeta em termos reais. Absolutamente inaceitáveis e sem o menor sentido, somente impedindo o crescimento da economia brasileira. Ninguém consegue produzir com eles. Se formos analisar a carga tributária, nos assustamos da mesma forma. Vemos que no ano de 2011 ela representou cerca de 36% do PIB (Produto Interno Bruto) do País, com uma arrecadação de 1,5 trilhão de reais. Um absurdo, sem nexo e precedentes. Esse valor representa 4,5 meses de trabalho exclusivo para o governo, por ano. Quem consegue consumir quando se trabalha tanto para o governo? E o consumo é que faz o crescimento e o desenvolvimento de um país. Quantos de nós, brasileiros, podemos dizer que ao final do mês nos sobram 36% de nossos ganhos? É exatamente o que temos que repassar ao governo perdulário e péssimo administrador. Isso na média – pois já que nem todos pagam impostos ou pagam menos, qual o imposto máximo pago por alguns? O que dizer do nosso querido comércio exterior, nossa área de atuação há 40 anos, e que representa 20% do PIB? E que significa tão somente 1,2% de um comércio mundial de 32 trilhões de dólares? E isso porque

dobramos nosso comércio exterior nos últimos cinco anos. Nem Ministério de Comércio Exterior e/ou Logística temos de modo a juntar os esforços e remar apenas para um lado, apesar de nossos vários artigos e pedidos nesse sentido.

ual é a nossa política para a área, que é uma das melhores formas de desenvolvimento? Só estamos crescendo porque desde 2009 nos transformamos, novamente, 35 anos depois, em exportadores de commodities – e que estão com preços mais altos do que nunca. E ainda existe a China... Nossa dívida interna é astronômica, impagável, de mais de 2,5 trilhões de reais, bem mais da metade do nosso PIB, e que só tende a subir com a nossa taxa de juros na altura da Lua. Sem falar na compra de dólares pelo Banco Central, aumentando nossa dívida e pagando altos juros –

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para serem aplicados no exterior a taxas baixas e negativas, provocando enormes prejuízos ao BC. Nossa PEA ( população economicamente ativa) é de cerca de 100 milhões de almas, e temos registrados em carteira cerca de 35 milhões. O que nos deixa pensando e complica a previdência social. Temos uma grande parcela do povo que vive da bolsa-esmola do governo, que deveria estar criando empregos – e não dando dinheiro.

casa dos 18% do PIB desde 1995, e querem que a economia cresça. Enquanto temos 36% de carga tributária e 18% de investimento, a China tem há 16 anos carga tributária de 17% e investimento de no mínimo 40-45%. Esperamos que ninguém ache que é preciso explicar o crescimento deles e o nosso.

s estradas que levam nossa produção aos pontos de consumo ao exterior estão deploráveis. Temos poucas estradas, e apenas 12% asfaltadas, o que não condiz com a supremacia do transporte rodoviário. Não há como trafegar nelas sem provocar aumentos de custos devido a suas más condições. Indo além, não se pode ser competitivo nas Divulgação exportações com custos logísticos altíssimos, que representam cerca de 20% do PIB, o dobro dos países desenvolvidos. Por exemplo: 70% de nossa soja anda de transporte rodoviário, enquanto no grande irmão do norte esta quantidade anda Transporte de soja: hidrovias continuam mal aproveitadas no Brasil via fluvial em 61%. E, Brasil também tem muito a fazer em termos logísticos. Muito a melhorar nos portos, inadequados, e na malha ferroviária, a pior do mundo em tamanho, e nas rodovias. Da hidrovia, nem vamos falar! São esses os bons fundamentos econômicos, tão ressaltados por todos a cada dia? Nosso investimento está na

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SAMIR KEEDI como se sabe, produzimos soja mais barato que os Estados Unidos, mas, colocamos no navio, para o exterior, bem mais caro. Não há logística que sobreviva a este terremoto. É bom tentar entender que bons fundamentos econômicos são esses que se apregoa, erroneamente. Não temos política industrial. Nem agrícola. Quanto à energia, até ficamos no escuro, no começo dos anos 2000. Isso com todas as nossas potencialidades e tendo cerca de 20% de toda a água do planeta. sso parece ser suficiente, embora muitas motivações ainda pudessem ser utilizadas em nossos comentários, para mostrar o quanto temos problemas e estamos longe de termos bons fundamentos. E sem entrar na questão da educação, segurança, saúde etc. Portanto, novamente vem à tona a pergunta inicial: quais são os bons fundamentos da nossa economia?

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SAMIR KEEDI É PROFESSOR DE PÓS-GRADUAÇÃO/MBA E TÉCNICO, AUTOR DE DIVERSOS LIVROS SOBRE TRANSPORTES, LOGÍSTICA E COMÉRCIO EXTERIOR SAMIR@ADUANEIRAS.COM.BR


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

GibaUm

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cantora e atriz Jennifer Lopez gravou um comercial, em Los Angeles, com um abadá onde se lia Camarote da Sapucaí.

gibaum@gibaum.com.br

k Ele ameaça o próprio futuro da humanidade.

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Fotos: Paula Lima

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O vice-presidente Michel Temer também andou se movimentando, nesses dias, com objetivo de tentar aumentar a fatia do PMDB no governo. Uma das idéias era emplacar Moreira Franco, dos Assuntos Estratégicos para o Ministério das Cidades, empurrando o PP para os Transportes. Quando Dilma emitiu os primeiros sinais de que não queria nem saber, Temer recuou. Para Cidades, ela quer Marcio Fortes e para o Transportes – quem diria – poderá surgir um nome do PR, apresentado pelo famoso deputado federal e mensaleiro Valdemar Costa Neto. Detalhe: Lula quer o PR no governo. Precisa do horário do partido em São Paulo para a campanha de Fernando Haddad. 333

333 Eleita a mulher mais sexy do mundo em 2011 pela revista Maxim , Rosie Huntington-Whiteley, inglesinha de 24 anos de idade, modelo da Victoria´s Secret e atriz de Transformers (entrou no lugar de Megan Fox) pisa, pela primeira vez, a passarela da SP Fashion Week, que dá sua largada hoje. Vai dar cara nova à grife Animale, que tinha Raquel Zimmermann como estrela nos últimos anos. Outra que retorna, depois de três anos é Fernanda Motta: vai carregar as cores da Iódice.

Atração especial

Fã de Eike A polêmica Valdirene (Val) Marchiori, de Mulheres Ricas (esta semana, a audiência caiu de 6 pontos para 3 pontos) também gosta de política. No passado, era eleitora de Fernando Henrique Cardoso e nunca votou em Lula. Mais: é admiradora de Eike Batista (um de seus filhos gêmeos se chama Eike) e acha que “ele tem que se candidatar a governador ou presidente” porque “o que falta na política são empresários sérios”. 333

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MEIA VOLTA

A atriz Larissa Maciel deverá ser Maria na montagem deste ano da Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém, interior de Pernambuco e provavelmente, Thiago Lacerda, pela terceira vez, interpretará Jesus Cristo. Se não puder, a ator Caco Ciocler assumirá o seu lugar. Outra surpreendente novidade poderá ser a starlet e campeã de revistas masculinas, Ellen Roche, no papel de Maria Madalena . 333

MISTURA FINA 333 O SUPOSTO episódio do abuso sexual no BBB12 ganhou repercussão internacional. Levantamento do Google revela que mais de 5,3 milhões de matérias e posts ganharam a internet nos últimos dias. E o alegado estupro acabou ganhando até uma página no tablóide sensacionalista de Londres, Daily Mirror, que garantia que “milhões de telespectadores brasileiros acompanharam o ato entre os participantes do programa w”. pelo sistema pay-per-view

FOTOS e gravações feitas por repórteres da TV italiana e correspondentes internacionais de Francesco Schettino, comandante do navio Costa Concórdia, sendo preso pelos carabinieri (está em prisão domiciliar), revelaram que também na Itália se usa a alternativa de usar uma peça de roupa (preferivelmente, um casaco) sobre os punhos algemados. 333

Dia do Travesti Dia 29 de janeiro, o calendário nacional comemora nova data especial: é o Dia Nacional da Visibilidade de Travestis. O Ministério da Saúde quer aproveitar a data para apresentar as primeiras peças da campanha de prevenção (camisinhas) do carnaval, que começará a ser veiculada dia 3 de fevereiro e que terá, pela primeira vez, também travestis nos cartazes. Num deles, tendo ao fundo igreja de Ouro Preto, aparece um rapaz e um travesti e a frase Isso rola muito, mas a camisinha não pode faltar. A CNBB – Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil vai estrilar devido à imagem da igreja ao fundo. O Ministério da Saúde distribuirá vinte milhões de preservativos no carnaval.

NOVA MADALENA

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Encaracolados.

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Lisos.

Baixaria global A cúpula da Globo não gostou do episódio que resultou na eliminação de um candidato do BBB, por suspeita de estupro, que acabou envolvendo até a policia e foi parar – quem diria – no Jornal Nacional. José Bonifácio Brasil de Oliveira, o Boninho, acabou ganhando uma advertência por conta da má condução do assunto, com direito a versões inexatas. A cúpula da emissora já havia avisado que queria menos baixaria, mesmo o BBB do ano passado tendo faturado R$ 380 milhões. Boninho, não é uma unanimidade até mesmo dentro da própria Globo. Nos blogs de humor, muita gente ironiza, dizendo que “nem Narcisa Tamborindeguy conseguiu agüentar Boninho” (eles foram casados).

VAI MAL o prestigio do peemedebista Geddel Vieira Lima na Bahia que, no governo Dilma, só conseguiu uma vicepresidência na Caixa Econômica Federal depois de meses. Ele mora num condomínio de luxo chamado Interlagos, em Arembepe e era candidato a sindico do edifício. Acabou sendo derrotado por um vizinho com o qual está rompido há dois anos e que é correligionário do governador petista Jaques Wagner.

Solução

E L V E L I L G A M O L A E T I A A A M V I A T A L AN O D R D A O R TE

Na maioria dos cultos das diversas igrejas evangélicas em São Paulo, a candidatura do aindaministroFernandoHaddad (PT) à prefeitura da cidade, é mais do que execrada. Os pastores já condenavam Haddad por causa do famoso Kit Gay, que ensinava aos escolares até como proceder para intimidades homossexuais: agora, com a surpreendente distribuição de camisinhas a alunos do ensino fundamental de rede pública, a guerra contra o escolhido de Lula vai se transformar numa verdadeira cruzada que deverá durar até as eleições municipais. 333

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333 O pesquisador Mário Scheffer, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, concluiu estudo sobre a judicialização da assistência médica suplementar. De 782 decisões analisadas, 88% foram favoráveis ao usuário, obrigando os planos de saúde a arcarem com as coberturas negadas. Em 4% dos casos, foram concedidas parte das coberturas solicitadas. Motivo das ações: negativas de tratamento de câncer e de doenças do coração, exclusão de quimioterapia, radioterapia e cirurgias diversas; pagamento de órteses e próteses, especialmente stents, marcapassos e próteses ortopédicas, exames e medicamentos de alto custo.

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CONTRA HADDAD

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Entre hoje e amanhã – e eventualmente, até segunda-feira que vem – aproveitando o clima ainda pouco movimentado do começo do ano e a volta dos primeiros ministros das férias, a presidente Dilma Rousseff vai reunindo pequenos grupos de titulares de Pastas para definição dos trabalhos de 2012. São preliminares: ela quer mais é que os ministros aprontem planos para o ano que está iniciando e que serão apresentados, um a um, na primeira reunião ministerial de terça-feira que vem. Não haverá um balanço sobre o ano passado, quando seis ministros caíram em função de denúncias de corrupção e nenhuma obra foi concluída, comprometendo a primeira e a segunda versão do Plano de Aceleração do Crescimento. A ministra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, considera importantes essas preliminares: “No futebol, no amor e também na política”.

Preliminar é importante

ela deverá ser a primeira atração convidada para o novo camarote da cerveja Brahma no desfile das escolas do Rio.

R V D E B A T I M S ER D E S O V A D OU S A C V I L A A R EI S A O O M R A R D OZ E M U S O E L U R A E I ME R S O I T O A A R G E L

333 Os usineiros brasileiros, que já foram rotulados por Lula de “heróis nacionais”, embora historicamente sejam campeões de sonegação, já avisaram às distribuidoras e alguns setores do governo que uma nova alta no preço do etanol deverá acontecer ainda em janeiro. Eles alegam que a queda na produção e a demanda aquecida são as principais causas para a majoração e a própria Petrobras deverá fazer um malabarismo para não reajustar a gasolina. Para quem não sabe: a gasolina leva 20% de álcool em sua composição.

Nos anos 80, com Olívia Newton-John e Gene Kelly, o musical Xanadu não era nada: agora, a versão brasileira, que acaba de estrear no Rio, é um besteirol musical, onde a deusa Kira, vivida por Daniele Winits (primeira foto à esquerda, com o diretor Miguel Falabella), canta, dança, patina e até voa. Thiago Fragoso e Sidney Magal, no mesmo papel de Gene Kelly, completam o elenco. Na noite de estréia, entre tantos convidados, da segunda foto à esquerda para a direita, viam-se Sheron ( Aquele Beijo) Menezes; Vera Fischer (volta a gravar em junho); Ildi Silva; e de quebra, o veterano Francisco Cuoco, 79 anos, com a jovem namorada Thais Rodrigues, de 25 anos.

Estreia de Xanadu

3 MAIS:

Olho nos planos

PAPA BENTO 16 // sobre o casamento gay.

Usineiros em campo

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

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EM SÃO PAULO, além de Florence Welch, quem acaba de chegar é o ator Gael Garcia Bernal. Na agenda dele, compromissos com o Instituto Fernando Henrique Cardoso. Ele aparece no filme Quebrando o Tabu de Fernando Grostein Andrade, com FHC e temática voltada à descriminalização da maconha.

Por: José Nassif Neto Efetuar reparos.

Discutível. Dá vazão.

Enfeite de barro onde se plantam flores.

Escuridão completa. (plural)

(?) music, orgulho da raça negra.

333 A ESCOLA de samba Renascer de Jacarepaguá, que desfilará no carnaval com o tema Arte do Consumo e o Consumo da Arte, homenageando o discutido artista plástico Romero Brito, poderá ter a participação de nada menos do que a cantora Shakira e do ator John Travolta.

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

De acordo com a lei.

Pela raíz; rente.

Gilberto(?), cantor pop.

Porventura.

Floresta. Vogais de molejo.

Concedo.

A (?) de plástico polui a natureza.

Casa requintada.

Nome dos orixás femininos. (candom.)

Vogais de amamentar.

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'Mal', em inglês.

Habitar.

Moeda antiga. Prestígio. (ext.sent.)

Camareira. Devedor solidário. Tem os dedos. Representa na TV.

Letra do alfabeto antes do 'n'. Leito carroçável. Fêmea do leão.

Número de Consumo; uma dúzia. gasto. Desaparecer.

Mais à frente. Mover-se n´água.

Desordem; tumulto. Ofício. Berne.

Do povo árabe. Rei dos astros.

Mergulhado.

Título da nobreza espanhola. Capital da Argélia.

Telúrio, símbolo químico.

O que se pode ouvir. Oposto ao sul.

(407) 3-rés; dal; mão; don; 4-iami; soul; evil; 9-debatível.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

5 SAÍDA Sob saraivada de elogios, Haddad deixa a Educação para Mercadante.

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ENTRADA Mercadante dá lugar a Raupp, um nome em ciência e tecnologia.

Haddad sai em ritmo de festa Genoino é um dos réus e poderia parecer que a presidente está tentando proteger um nome importante do PT. Prevaleceu a vontade da presidente. Físico, Raupp tem larga trajetória no meio científico. É presidente licenciado da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Conheceu o ex-presidente Lula quando esteve à frente da SBPC, mantendo afinidade com ele e atualmente também com tucanos ao comandar o Parque Tecnológico de São José dos Campos, polo de desenvolvimento da indústria de inovação no Brasil. Graduado em física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Raupp é PhD em matemática

Que todo jovem tenha direito a pelo menos uma de duas oportunidades: ensino técnico no nível médio ou ensino superior. FERNANDO HADDAD

pela Universidade de Chicago e livre-docente pela Universidade de São Paulo (USP). Trocas – Em nota distribuída ontem pela Secretaria de Comunicação Social, a presidente "agradece o empenho e a dedicação do ministro Haddad à frente de ações que estão transformando a educação brasileira e deseja a ele sucesso em seus projetos futuros". Na minirreforma ministerial que Dilma deve concluir até o início de fevereiro, é tida como certa a troca do ministro Mário Negromonte (Cidades), de Iriny Lopes (Secretaria das Mulheres), e de Paulo Roberto Pinto (Trabalho). O nome mais forte para o ministério das Ci-

dades é o do presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Márcio Fortes, que já ocupou a pasta por 5 anos. Fortes nega e diz: "Eu estou muito bem na APO (...) O Ministério das Cidades não é Brasília. Trabalha no Brasil inteiro ". Afagos de Dilma – O ainda ministro da Educação transformou-se ontem no foco de uma sessão de elogios à sua gestão, capitaneados pela própria presidente durante inauguração de uma creche no distrito de Bracuí, em Angra dos Reis, na costa fluminense. "Grande ministro" e "melhor ministro da Educação do período democrático". Essas foram algumas da expressões que marcaram os discursos de Dilma e do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). "O ministro Fernando Haddad, um dos grandes ministros deste País na área da Educação, viu que a educação tinha de ter importância desde a criança nascer. Quando ele cunhou a frase de que a educação é um projeto da creche à pósgraduação, passando pelo ensino básico, pelo ensino técnico, pela universidade e pela pós, ele cunhou o caminho da igualdade de oportunidades", disse Dilma em discurso. O próprio Haddad fez um breve – e positivo – balanço de sua gestão e bateu em possível bandeira de campanha: a da igualdade de oportunidades. Disse que já há mais de 500 creches semelhantes, entregues pelo ministério que comanda. "O que queremos é que todo jovem tenha direito a pelo menos uma de duas oportunidades: ensino técnico no nível médio ou ensino superior". E lembrou do ex-presidente Lula, que o nomeou ministro e impôs sua pré-candidatura ao PT paulistano. Já Cabral manifestou "tristeza" por sua saída, comparando-o a Anísio Teixeira e Gustavo Capanema. (Agências)

"Grande ministro" e "melhor ministro da Educação do período democrático", diz Dilma a Haddad, em Angra.

PSDB quer aliança com o PSD

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governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), negou na tarde de ontem que a aproximação do prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (PSD), com o PT afaste uma eventual aliança entre PSD e PSDB nas eleições municipais deste ano. O governador afirmou que, no que depender do PSDB, as duas legendas estarão juntas na disputa. "Se pudermos Alckmin: "Se pudermos estar juntos, nós queremos". estar juntos, nós queremos. Nós queremos uma grande aliança para servir à cidade de São Paulo." interpretaram a aproximação como uma No início do mês, em visita ao extentativa de pressionar o PSDB. presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Kassab vislumbra a formação de uma Hospital Sírio-Libanês, Kassab fez uma oferta chapa entre PSD e PSDB que seja ao petista para a composição de uma encabeçada pelo vice-governador do estado, dobradinha PT-PSD na disputa pela sucessão Guilherme Afif Domingos, filiado ao PSD. à prefeitura de São Paulo. Mas essa alternativa encontra resistência Em reunião, na última semana, Lula entre alguns aliados de Alckmin. sugeriu que um eventual acordo entre os Ontem, o governador assinou autorização dois partidos fosse discutido por lideranças para investimento em cidades da região do PT. Essa movimentação política causou metropolitana de São Paulo, em solenidade desconfiança entre os caciques tucanos, que no Palácio dos Bandeirantes. (AE) Milene Cardoso/News Free/Folhapress

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governo já enviou convites para a cerimônia que marcará a despedida do ministro da Educação, Fernando Haddad, da Esplanada. Será às 14h30 de segunda-feira, dia 23. A preparação de uma despedida em grande estilo para Haddad culminará com a comemoração da milionésima bolsa do ProUni, no Palácio do Planalto. Haddad deixa a Esplanada para concorrer à Prefeitura de São Paulo e, em seu lugar, entra Aloizio Mercadante, ministro da Ciência e Tecnologia. Já a sucessão de Mercadante por Marco Antonio Raupp só foi confirmada oficialmente ontem à tarde. Os dois tomam posse um dia após a saída de Haddad, dando a largada para a minirreforma ministerial. S uc e s so r – Para a vaga de Mercadante, dois nomes estavam em análise: o do técnico Marcos Raupp (diretor da Agência Espacial Brasileira desde março de 2011) e do deputado Newton Lima (PT-SP). Raupp foi indicado por Mercadante e Dilma; e Lima, pelo expresidente Lula. A preferência por um nome de perfil estritamente técnico, e não político, já fora comunicada por Dilma a seu vice, Michel Temer. A escolha de Raupp foi bancada por Mercadante e por Dilma. Uma ala do PT paulista queria Lima, sob o argumento de que ele não é só político, pois sempre se dedicou à ciência, tendo sido reitor da Universidade Federal de São Carlos. Havia ainda, em favor de Lima, a justificativa de que, se ocupasse a Ciência e Tecnologia, abriria uma vaga para o exdeputado José Genoino na Câmara. Mas Dilma, segundo um auxiliar, não quis o ônus de abrir uma vaga para Genoino no ano em que o Supremo Tribunal Federal (STF) deverá julgar o escândalo do mensalão, ocorrido em 2005.

Wilton Junior/AE

Cerimônia de despedida do ministro da Educação será no dia 23. E 24 horas depois, tomam posse Mercadante e seu substituto, o cientista Marco Antonio Raupp.


p SP dá nota vermelha para honestidade dos políticos DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Se eu acabar sozinho em relação aos políticos, mas estiver acompanhado pelo povo, vou ficar muito feliz. Gabriel Chalita, pré-candidato a prefeito pelo PMDB.

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O valor atribuído pelos paulistanos é de 2,9 em uma escala de zero a dez. Na mesma pesquisa, a população desconfia, e muito, das instituições públicas, como a prefeitura, a Câmara e o Tribunal de Contas. E não está nada satisfeita com a segurança, a saúde e a qualidade de vida. Ayrton Vignola/AE

Mário Tonocchi

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m uma escala de notas de zero a dez, o paulistano dá 2,9 para a honestidade dos políticos. E só 3,5 para a transparência e participação política em São Paulo, repetindo outros 2,9 para a punição à corrupção. Os dados foram apresentados ontem e constam da terceira edição da pesquisa Indicadores de Referência de Bem-Estar do Município (Irbem) realizada pelo Ibope a pedido da organização não governamental Rede Nossa São Paulo. As notas vermelhas não vão apenas para os políticos. Para as instituições também. Em porcentagem, 69% dos entrevistados afirmaram que não confiam na Câmara Municipal. Outros 64% desconfiam da prefeitura e 63% não colocam a mão no fogo pelo Tribunal de Contas do Município. Apesar da nota abaixo da média, a transparência e a honestidade dos políticos subiram minimamente nas pesquisas. A honestidade, segundo Márcia Cavallari, diretora executiva de atendimento e planejamento do Ibope Inteligência, passou de 2,3 (2009) para 2,7 (2010), até chegar aos 2,9 no ano passado. Os resultados, no entanto, de acordo com a diretora, estão dentro da margem de erro, de três pontos para mais ou para menos. "Apesar da evolução, os índices aplicados à transparência e honestidade dos políticos ainda são muito baixos na população de São Paulo", observou Márcia.

Outros itens – A pesquisa Irbem é bem extensa. Foram entrevistados 1.512 moradores da capital, com 16 anos ou mais, entre 25 de novembro e 12 de dezembro de 2011. Está dividida em 25 áreas, com 169 aspectos ou itens avaliados. Trata dos mais variados temas, como sexualidade, aparência, consumo, lazer, saúde, educação, meio ambiente, habitação e trabalho, além de medir o grau de confiança da população nas instituições. Entre outras avaliações, o levantamento observou que 56% dos entrevistados, se pudessem, mudariam da cidade de São Paulo. No ano passado a porcentagem ficou em 51%. Das 25 áreas, 19 receberam notas abaixo da média, que é 5,5. A nota geral para a qualidade de vida teve leve queda, passando de 5 para 4,9. Acessibilidade para pessoas com deficiência ficou em 3,9; e desigualdade social, em 4. A pesquisa mostrou ainda crescimento de insegurança na cidade. De 24% que consideravam a cidade nada segura, em 2010, o número passou para 35%, em 2011. De acordo com o levantamento, ainda irrita os paulistanos a espera pelo ônibus (22 minutos) e o tempo dos atendimentos de saúde – 52 dias para a realização de consultas no serviço público, 65 dias para a realização de exames e 146 dias para procedimentos complexos. Os números melhoraram, mas ainda são considerados altos. Veja a apresentação completa da pesquisa em PDF em www.dcomercio.com.br.

Senado: 2 ratos mortos.

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ma semana depois que uma servidora foi mordida no pé, agentes de limpeza encontraram ontem, durante o recesso parlamentar, dois ratos mortos na secretaria do Congresso. Na semana passada, foi realizada uma dedetização e desratização dessa sala e também da secretaria-geral da Mesa Diretora, que ficam no mesmo ambiente. Durante a higienização, a assessoria do Senado negou que a limpeza tivesse qualquer relação com o episódio envolvendo a servidora. Na ocasião, outros funcionários alegaram que a servidora foi atacada por um rato. Ela estava trabalhando quando foi mordida no pé. Imediatamente foi atendida no Serviço Médico do Senado, ficando, desde então, de licença médica e em observação.

As duas secretarias, onde um rato mordeu a funcionária e outros dois apareceram mortos ficam próximas da presidência do Senado, ocupada pelo senador José Sarney (PMDB-AP), e das lideranças do PSDB e do PMDB. A localização dos dois ratos mortos, acabaram provocando a suspensão dos trabalhos no início da tarde e os servidores dispensados, para a ação dos agentes da limpeza. Os dois ambientes, responsáveis pela assessoria da Mesa Diretora especialmente durante as sessões, são repletos de documentos e livros. Antes da chegada da equipe de dedetização, uma ratoeira fora colocada na copa das salas. Também havia jornais nos buracos dos tubos das fiações para evitar a passagem dos roedores animais. (Folhapress)

Soninha: percepção e realidade. Ayrton Vignola/AE

Ayrton Vignola/AE

Chalita: a falta de transparência dos políticos leva ao descrédito.

Resultado de pesquisa deixou pré-candidato Netinho deprimido

Em debate, Chalita provoca o PT e o PSD. "Aproximação estranha."

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pré-candidato do PMDB à prefeitura de São Paulo, deputado federal Gabriel Chalita, questionou ontem a aproximação entre o PT e o PSD do prefeito Gilberto Kassab. Durante debate entre pré-candidatos, promovido pela Rede Nossa São Paulo, no Teatro Anchieta, no Sesc Consolação, Chalita afirmou que para ele "era muito estranha" essa aproximação, por que "o Kassab se oferece para o PT, para o PSDB", criticou. E o PT, num primeiro momento, acrescentou o peemedebista, "diz que não", depois anuncia "um talvez" ou "que vai pensar". Para Chalita, todos esses elementos fazem com que a população aumente a desconfiança que tem da classe política. "A gente tem de dizer a verdade desde o primeiro momento", sugeriu. Em sua opinião, a possível aproximação entre o PT e o PSD "é um desserviço político". Junto com o debate, a Rede Nossa São Paulo divulgou a terceira edição da pesquisa Indicadores de Referência de Bem-Estar do Município (Irbem). A desconfiança da população na honestidade e na transparência de seus governantes (leia texto acima) determinou as falas dos pré-candidatos e dos representantes partidários. Apesar de ter confirmado presença, nenhum representante do PSDB apareceu no lançamento da pesquisa. Além de Chalita, participaram do evento os pré-candidatos Netinho de Paula (PCdoB) e Soninha Francine (PPS). O PSol foi representado pelo presidente municipal do partido em São Paulo, Maurí-

cio Costa. O vereador petista Antonio Donato representou o candidato do PT, Fernando Haddad, e Luiz Carlos Bosio, presidente do PV em São Paulo, falou em nome do partido. PMDB – Chalita afirmou que prefere uma campanha solitária a fazer alianças que gerem desconfianças no eleitor. "Se eu acabar sozinho em relação aos políticos, mas estiver acompanhado pelo povo, vou ficar muito feliz."

Essa visão da classe política se deve à ideia de que político mente, de que político diz uma coisa e faz outra. GABRIEL CHALITA O pré-candidato disse que mantém conversas com partidos que têm a mesma proposta programática do PMDB, entre eles o DEM. "Eles têm demonstrado muito interesse em fazer aliança com o PMDB", observou. "O DEM tem quadros que nos interessam muito, e as conversas vão indo bem", acrescentou. Sobre o resultado da pesquisa falou que os dados revelam alguns sentimentos. "O primeiro é o de vergonha, vergonha pela situação da nossa cidade, vergonha pela avaliação que os políticos recebem." Chalita disse que "essa visão da classe política se deve à ideia de que político mente, de que político diz uma coisa e faz outra". O candidato sugeriu que os políticos "deveriam

fazer o que a mídia faz, entrevistar, falar com a população". PSol – Maurício Costa iniciou sua abordagem criticando a ação da polícia na região central de São Paulo conhecida como Cracolândia e ainda questionou a classe política que, para ele, "está totalmente desacreditada". O representante do PSol aproveitou para atacar a atual administração, afirmando que Kassab e "boa parte dos vereadores foram financiados pelas empreiteiras". Por isso, perguntou: "Qual a transparência do orçamento da cidade?" Ele, inclusive, desafiou todos os partidos a "não aceitarem verbas de empreiteiras". Costa reclamou também da exprefeita e atual senadora Marta Suplicy (PT) por ter reduzido de 30% para 25% a verba da educação no orçamento municipal, quando governou a cidade, entre 2000 e 2004. PPS – Ex-subprefeita da Lapa e atual coordenadora da Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (Sutaco), Soninha Francine, tentou defender a atual gestão municipal. De acordo com ela, a pesquisa reflete apenas a "percepção" das pessoas e não a realidade. "Mas se a população tem a percepção de que não há transparência, alguma coisa está errada", acrescentou. Para a candidata socialista, o problema é a falta de comunicação entre os governos e a população. PCdoB – Netinho afirmou que ficou deprimido com os resultados da pesquisa. "Os índices mostram quanto os homens públicos foram incapazes de atender às necessidades da população", disparou. "Es-

tamos reclamando das mesmas coisas que reclamávamos quando eu ainda morava na periferia", comparou. PT – Antonio Donato aproveitou para cutucar os opositores e disse que a cidade de São Paulo deveria seguir as mudanças e melhorias apresentadas pelo País. Ele lembrou que o orçamento da prefeitura, de R$ 38 bilhões neste ano, cresceu mais de 100% desde 2004. O petista também defendeu a descentralização da administração e afirmou que a prioridade tem que ser o transporte público. "Precisamos gerar emprego e renda nessas regiões". E lembrou que no centro há 30 mil imóveis fechados. "Precisamos de um centro com espaço para os pobres", disse. PV – Luiz Carlos Bosio, na-

Se a população tem a percepção de que não há transparência, alguma coisa está errada. SONINHA FRANCINE turalmente como integrante do Partido Verde, defendeu a sustentabilidade. Para ele, o valor de R$ 38 bilhões do orçamento para a cidade é pouco, já que existem muitas dívidas de precatórios. "Vamos utilizar pouco mais de R$ 20 bilhões", calculou. "É muito pouco para uma cidade com 12 milhões de pessoas e com a quantidade de problemas que temos aqui', afirmou Bosio. (MT)

Ladrões agem na Câmara

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ma lanchonete que funciona em um dos anexos da Câmara foi furtada na madrugada de quinta-feira passada. Os ladrões levaram R$ 10 mil em dinheiro, que estava guardado em um armário debaixo do caixa. De acordo com a Polícia Legislativa da Casa, eles entraram por uma janela que estava aberta.

Também não está descartada a hipótese de que o furto tenha sido realizado por pessoas que trabalharam ou trabalham no estabelecimento. É possível, até, que eles tivessem deixado a janela aberta durante o dia para facilitar a ação à noite. Impressões digitais coletadas no estabelecimento comercial foram enviadas para a perícia

e, após a divulgação dos resultados, dentro de 45 dias, os suspeitos serão chamados a depor. A polícia antecipou que já possui um suspeito, sem entrar em mais detalhes. Confirmou ainda que a ação teve a participação de mais de uma pessoa. Além disso, os seguranças da Câmara não registraram movimentos suspeitos à noite. (Agências)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

7 A brincadeira pretende fortalecer a democracia, dando voz à revolta do povo. Marcelo Medeiros, do Movimento 21 de Julho.

olítica

TROFÉU ALGEMA DE OURO

E o prêmio vai para... José Sarney. O presidente do Senado foi disparado o político mais votado, com 59% dos votos, no concurso realizado pela internet para premiar os políticos mais impunes do País.

Câmara Federal, ficou com o terceiro lugar, com 583 votos, o equivalente a 8,4% do total. Fantasias – Os interessados poderão ir fantasiados de seu corrupto preferido. Segundo um dos organizadores do evento, criado pelo Movimento 31 de julho, Marcelo Medeiros, as fantasias foram pensadas para dar um tom "alegre e engraçado", como "é o Carnaval carioca". Medeiros informou que ao menos 600 pessoas são esperadas no baile. A entrega simbó-

lica dos troféus será feita durante o baile, enquanto a banda Anjos da Lua estiver tocando marchinhas e sambas com letras críticas à corrupção e à impunidade da polícia brasileira, como "Se gritar pega Ladrão!", de Bezerra da Silva; "Lama", de Mauro Duarte; "Homenagem ao Malandro" de Chico Buarque de Holanda; e "Onde está a Honestidade?", de Noel Rosa. Brincadeira – Questionado sobre um possível uso de sósias no momento da premiação, o organizador do baile disse que

Dida Sampaio/AE – 2/3/2011

Divulgação

Dida Sampaio/AE – 16/6/2011

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m ritmo de Carnaval, será realizado hoje, no Clube Democráticos, no Rio de Janeiro, a partir das 22 horas, o baile Pega Ladrão, durante o qual serão entregues os Troféus Algemas de Ouro, Prata e Cobre aos políticos eleitos pela internet como os mais corruptos e impunes do País em 2011. A votação foi aberta no Facebook e se encerrou no último domingo (dia 15). José Sarney, presidente do Senado (PMDB ), ficou na liderança absoluta, com 59% dos votos (4.143). O segundo lugar foi conquistado pelo petista José Dirceu, com 1.315 votos, o equivalente a 18,8%. Dirceu está sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal como réu no caso do Mensalão e chegou a ser considerado pelo Procurador-Geral da República como o "chefe da quadrilha". A deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada em vídeo recebendo propina, mas que acabou sendo absolvida pela

Dida Sampaio/AE – 16/6/2011

Victória Brotto

Ouro: José Sarney, com 4.143 votos (59%).

Prata: José Dirceu, com 1.315 votos (18,8%).

Bronze: Jaqueline Roriz, com 583 votos (8,4%)

o planejado é escolher aquele que estiver melhor fantasiado de Sarney, Dirceu e Roriz e, então, premiá-los com o que chamou de "troféu merecido". A "brincadeira", na opinião de Marcelo Medeiros, não tem o intuito de "enfraquecer o u d e n e g r i r o s p o d e re s " , mas pretende "fortalecer a democracia, dando voz à revolta do povo". A página Algemas de Ouro, aberta no Facebook para a votação, recebeu mais de 6.964 votos. Além do considerável

número de votantes, o concurso ganhou espaço na imprensa nacional. "Foi uma surpresa. Pensávamos que seria uma coisa normal, e não isso. Foi uma brincadeira que pegou." Por que pegou? "Porque as pessoas estão com aquilo (impunidade) atravessado na garganta. Com a ajuda das redes sociais, o concurso ganhou volume. E o tom carnavalesco deu um charme diferente." Para 2012, o movimento pretende fazer algo semelhante – votação por meio das redes so-

ciais e também "algo na rua". "Podemos fazer alguma coisa semelhante sim, mas esperamos que não haja necessidade."

S ERVIÇO Endereço: Clube Democráticos, Rua Riachuelo, 91. Lapa, Rio de Janeiro. Horário: Início às 22h e término previsto para as 4h. Site do movimento: http:// movimento31dejulho.blogspot.com André Dusek/AE – 19/5/2011

Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) espera que o leilão de concessão do Trem de Alta Velocidade (TAV) ocorra em setembro ou outubro, considerando que a expectativa é de que o edital vá para audiência pública em fevereiro e seja publicado em abril, informou o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, nesta quarta-feira. Segundo o diretor, o ministro dos Transportes vai convocar uma reunião sobre o tema no mais tardar na semana que vem, para que as propostas do edital possam ser finalizadas e entregues ao Tribunal de Contas da União (TCU). "Eu acredito que até o final desse mês esse processo já esteja concluído e a gente possa iniciar a audiência pública do edital em fevereiro", disse em coletiva de imprensa após o leilão do trecho capixaba da rodovia BR-101. (Reuters)

No Senado, projeto contra o terrorismo.

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ma lei específica para tratar de crimes terroristas no País. É o que propõe o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) em projeto de lei que, entre outras coisas, revoga a Lei de Segurança Nacional, de 1983, tipifica a conduta de provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa à integridade física ou privação de liberdade de pessoa, por motivo ideológico, religioso, político ou de preconceito social, étnico, homofóbico ou xenófobo. As penas chegam a 30 anos de prisão em caso de morte. Com apenas 10 artigos, a proposta está na fase de recebimento de emendas na CCJ do Senado. (AE)

E

mbora os gastos do governo com bens e serviços de saúde tenham aumentado entre 2007 e 2009, as famílias continuam contabilizando despesas mais altas nesse setor. Entre esses dois anos, as famílias responderam, em média, por mais da metade (56,3%) desses gastos, representando cerca de 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB) no período. Gastos da administração pública aumentaram sua participação no PIB de 3,5% para 3,8% entre os dois anos. Esses dados fazem parte da pesquisa Conta Satélite de Saúde, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento traz informações sobre produção, consumo e comércio exterior de bens e serviços sobre saúde, dados relacionados ao trabalho e renda nas atividades que produzem esses produtos. De acordo com o estudo, as famílias gastaram, em 2009, R$ 157,1 bilhões em bens e serviços de saúde, enquanto a ad-

Raul Spinassé/Folhapress – 22/12/2011

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Saúde: família gasta mais que governo.

O governo investe pouco em saúde, e o atendimento é precário.

ministração pública desembolsou R$ 123,6 bilhões com o mesmo setor. Já as instituições sem fins lucrativos a serviço das famílias gastaram R$ 2,9 bilhões (0,1% do PIB). Dessa forma, o consumo de bens e serviços de saúde naquele ano representou 8,8% do PIB total do país, alcançando R$ 283,6 bilhões. Em 2009, as principais despesas de consumo final das famílias foram com outros serviços relacionados à saúde – co-

mo consultas médicas e odontológicas, exames laboratoriais (36,3% do total) e medicamentos (35,8%). Na administração pública, 66,4% do total foi gasto com saúde pública. As despesas em unidades privadas contratadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) responderam por 10,8%, e os medicamentos para distribuição gratuita representaram 5,1% dos gastos. Segundo a pesquisa, esse movimento pode ser explica-

do, em parte, "pela queda do PIB em volume nesse ano". "Com isso, os gastos com saúde passaram a mobilizar uma parcela maior do PIB, por serem relativamente inelásticos". O documento também destaca que o aumento do consumo por parte da administração pública contribuiu para o ganho de participação do setor em relação ao PIB. Em 2008, por exemplo, o governo gastou R$ 107,4 bilhões com bens e serviços de saúde (3,5% do PIB), passando para R$ 123,6 bilhões em 2009 – fatia de 3,8% do PIB. Enquanto isso, os gastos das famílias e das instituições sem fins lucrativos (igrejas, sindicatos e organizações não governamentais – ONGs) passaram de 4,7% (R$ 143,8 bilhões) para 4,9% (R$ 160 bilhões) do PIB. As despesas públicas per capita com o consumo de bens e serviços de saúde foram de R$ 645,27, em 2009. Já as despesas per capita privadas foram de R$ 835,65, no mesmo ano. (Agências)

Entidades querem lei popular

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Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação Médica Brasileira (AMB) anunciaram ontem parceria em uma proposta de lei de iniciativa popular para o aumento dos investimentos públicos em saúde no País. Após entrar em vigor a lei que regulamenta os gastos da União, estados e municípios em saúde pública, os presidentes das duas entidades – Ophir Cavalcante (OAB) e Florentino de Araújo Cardoso Filho (AMB) – discutem a proposta. Segundo Cavalcante, as novas regras sancionadas pela presidente Dilma "estão longe de atender ao disposto no artigo 196 da Constituição Federal, sendo insuficientes para garantir a saúde como direito

Alan Marques/Folhapress – 23/8/2011

Trem-bala: leilão sai até outubro.

Ophir Cavalcante, presidente da OAB: "Jogo de faz-de-conta".

de todos e dever do Estado". O veto presidencial aos prazos fixados para que estados e municípios cumpram a implementação dos percentuais de Orçamentos destinados à saúde – de 12% e 15%, respectiva-

mente – foi um dos pontos mais criticados pelo presidente da OAB na lei sancionada. "Fica a impressão de que a lei é um jogo de faz-de-conta, pois de que adianta fixar percentuais, se não houver a obrigatoriedade em torno de prazos para a implementação desses percentuais? A resposta pode estar nas pressões políticas de governadores e prefeitos, que fizeram com que a saúde levasse esse golpe duríssimo no que toca às receitas". A AMB, por sua vez, está propondo, com base no artigo 198, parágrafo 2º da Constituição, a efetiva vinculação dos investimentos a percentuais da "receita corrente bruta" de 10% da União, 12% dos estados e 15% dos municípios.

Emenda 29 – Com 15 vetos, Dilma sancionou na segundafeira a regulamentação da emenda 29. Pelo texto aprovado pelo Congresso em dezembro, fica para a União a regra segundo a qual o governo deve aplicar na saúde o valor empenhado no orçamento anterior, mais a variação nominal do PIB (Produto Interno Bruto). Um dos vetos da lei, sugerido pelos ministérios do Planejamento e da Fazenda, retirou o artigo que prevê "créditos adicionais" para a saúde na hipótese de revisão do valor nominal do PIB. A expectativa é a de que para cumprir as novas regras os governadores e prefeitos tenham que desembolsar R$ 3 bilhões ao ano. (Folhapress)

Cardozo: resultados excelentes.

"Sintonia fina" nas fronteiras

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s ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Celso Amorim (Defesa) se reuniram hoje para promover uma espécie de "sintonia fina" nas operações Ágata, das Forças Armadas, e Sentinela, da Polícia Federal, ambas de segurança nas fronteiras. Um dia depois de encontro com o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Carlos Pinzón Bueno, para tratar da criação de um plano bilateral de fronteiras de combate ao crime organizado, os dois ministros brasileiros avaliaram que "a integração entre Forças Armadas e Justiça [ministério ao qual a PF é vinculada] tem sido excelente". Cardozo disse que visitará a Colômbia, juntamente com Amorim, para avaliar mecanismos de integração com o país no combate a organizações criminosas e na fiscalização das fronteiras. A consolidação da indústria de defesa sul-americana e o combate a organizações que praticam crimes transnacionais serão levados pelos ministros à União de Nações Sul-Americanas Unasul (Unasul), na reunião de 3 e 4 de maio, na cidade colombiana de Cartagena. O ministro colombiano disse, ontem, que a união entre o Brasil e a Colômbia tornará os dois países mais fortes na "luta contra o narcotráfico, tráfico de armas e explosivos. (ABr)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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GUERRA VIRTUAL 1 Hackers israelenses revelam dados de 4.800 cartões de crédito sauditas

nternacional

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

GUERRA VIRTUAL 2 Bolsas de valores da Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos desmentem ataque de hackers

Soe Than Win/AFP

Suu Kyi, da prisão para o Parlamento.

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ritos de "vida longa a Aung San Suu Kyi!" ecoaram pelas ruas de Thanlyin, um distrito pobre de Rangum, ontem, quando a líder opositora e vencedora do prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, de 66 anos, registrou sua candidatura para as eleições parlamentares, marcadas para 1º de abril. Estarão em disputa 48 de um total de 440 cadeiras do Parlamento de Mianmar (antiga Birmânia). O partido da ativista pró-democracia, a Liga Nacional pela Democracia (LND), já recebeu permissão para retornar oficialmente ao cenário político birmanês, sinalizando que o governo eleito do país, que conta com apoio dos militares, está mantendo suas promessas de reformas democráticas, uma condição fundamental para que o Ocidente levante as sanções contra o país. Desde que assumiu o poder em março passado, o governo de Mianmar libertou centenas de prisioneiros políticos, assinou acordos de cessar-fogo com rebeldes étnicos, aumentou a liberdade de imprensa e abriu diálogo com Suu Kyi, libertada no final de 2010 de uma prisão domiciliar de quase 22 anos. (Agências)

Argentina é colonialista em relação às Malvinas

Cameron: Falklands, não Malvinas.

Premiê britânico reforça compromisso em defender as ilhas Reuters - 28/09/05

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AFP

Jornais nas mãos do governo Kirchner

O

governo da Argentina avançou em sua estratégia para obter controle do principal insumo dos jornais no país: o papel. A partir de agora, todos os poderes sobre importação e produção nacional de papel jornal ficam sob responsabilidade da Secretaria de Comércio Interior, nas mãos de Guillermo Moreno. A medida impõe cotas de importação, resgatando uma prática aplicada somente nos tempos do primeiro governo de Juan Domingo Perón, em 1948. Desde 2009, os meios de comunicação críticos ao governo, como Clarín e La Nación, sofrem com uma verdadeira cruzada das autoridades. O efeito mais visível da norma seria a limitação da quantidade de papel para os jornais críticos. A partir de agora, só

poderão ser importadas 20 mil toneladas trimestrais de papel jornal e a produção nacional terá de ser igual a 42.500 toneladas trimestrais. O não cumprimento das quantidades mencionadas pode gerar multas de até 323 milhões de pesos (US$ 75 milhões). Cabe a Moreno aplicar sanções contra a empresa Papel Prensa, a única fabricante de papel jornal do país, de propriedade doClarín e La Nación, que possuem 49% e 22% de participação, respectivamente. O governo também é sócio da empresa, com 27,5% do total. Para a deputada opositora Silvana Giudici, o que está em jogo na Argentina "é a liberdade de expressão e de imprensa, que estão correndo um sério risco ficando nas mãos de apenas um funcionário". (AE)

primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, acusou a Argentina ontem de "colonialismo" por sua insistência em reivindicar as ilhas Malvinas (ou Falklands), motivo de uma guerra entre os dois países há 30 anos. Cameron disse que a GrãBretanha está comprometida em defender as ilhas e que seus habitantes devem ter o direito a decidir o próprio futuro. "Enquanto eles disserem que desejam fazer parte da Grã-Bretanha e serem britânicos, eles devem ter o direito de fazer isso", disse ele ao Parlamento. "O que os argentinos têm dito recentemente se parece mais com o colonialismo porque aquelas pessoas querem permanecer britânicas e os argentinos querem outra coisa", afirmou. As ilhas têm cerca de 3.200 habitantes, que têm nacionalidade britânica. Na Argentina, ministros do governo ironizaram o fato de o premiê falar de colonialismo, uma vez que o Império Britânico foi tão poderoso no passado. "É totalmente ofensivo", afirmou o ministro do Interior, Florencio Randazzo, enquanto o chanceler Hector Timerman descreveu a Grã-Bretanha como "sinônimo de colonialismo". As Malvinas ficam a menos de 500 quilômetros da costa argentina, mas são controladas

Penguins caminham perigosamente entre minas deixadas durante a guerra das Malvinas em 1982

por Londres desde 1833. A tensão entre Argentina e Grã-Bretanha aumenta às vésperas do aniversário de 30 anos da invasão argentina às ilhas. A guerra, que durou dois meses, matou 255 britânicos e 649 argentinos. Derrotada, a Argentina passou a usar a pressão diplomática para ter sua soberania reconhecida. Defesa - Cameron ainda disse que convocou o Conselho

Nacional de Segurança britânico para abordar a situação nas ilhas para "assegurar que as defesas e tudo o mais está em ordem", em referência à decisão de vários países latinoamericanos de bloquear o acesso a seus portos de navios com bandeira malvinense. No Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, declarou ontem diante de seu colega britânico, Wil-

liam Hague, que toda América Latina e o Caribe apoiam a reivindicação de soberania argentina nas Malvinas e reafirmou que navios com bandeira dessas ilhas não serão recebidos em portos brasileiros. Patriota disse ainda que o Brasil "apoia as resoluções da ONU que pedem que (Argentina e Grã-Bretanha) negociem" a soberania das ilhas, às quais Londres se opõe. (Agências)


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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

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9 Fernando Santos/Folhapress

DEMOLIÇÃO Imóveis irregulares começaram ontem a serem demolidos na Cracolândia.

idades

NAUFRÁGIO Foi identificado ontem o primeiro corpo do naufrágio ocorrido na Itália.

Dilma libera R$ 6,4 milhões contra o crack Dinheiro será utilizado em programas de assistência a dependentes da droga na capital paulista. Plano nacional prevê R$ 500 milhões para todo o Estado de São Paulo. Werther Santana/AE

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governo federal deu início ontem à liberação de R$ 3,2 milhões para serem aplicados nos próximos seis meses em políticas de combate ao crack na cidade de São Paulo. Somados a outros R$ 3,2 milhões previstos para o segundo semestre, o repasse de recursos ao município totalizará R$ 6,4 milhões. A informação sobre a liberação foi divulgada durante visita do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, às obras do Complexo da Rua Prates, construído para abrigar e oferecer assistência médica e social a dependentes químicos na região central da capital paulista. Ao todo, o Plano Nacional de Enfrentamento ao Crack do governo federal prevê o repasse de R$ 500 milhões para o Estado de São Paulo até 2014. Os R$ 6,4 milhões - menos de 2% fazem parte desse montante. Os outros 98,72% ainda são apenas promessa. Segundo o ministro, os recursos iniciais serão utilizados para a criação de 16 equipes de profissionais médicos e assistentes sociais que vão identificar e encaminhar a unidades especializadas os dependentes que necessitam de tratamento na cidade de São Paulo. A verba também será destinada à inauguração de dez unidades de atendimento, que irão aumentar entre 100 e 150 o número de leitos utilizados para a internação de dependentes por longos períodos. A previsão é que essas unidades estejam prontas até o final de março. Além disso, segundo Padilha,

Prefeitura começou ontem a demolir imóveis irregulares na região da Cracolândia: ministro evitou criticar a ação repressiva da Polícia Militar no combate ao crack no Centro de SP

está prevista a contratação de mais leitos em clínicas com os recursos do governo federal. Epidemia – "O crack é um problema de todo o País", afirmou o ministro, ao classificar o avanço da droga em território nacional como "epidemia". "É necessário uma integração entre assistência social e de saúde aos dependentes", completou.

Já o prefeito Gilberto Kassab destacou a parceria entre os poderes executivos. As declarações foram no canteiro de obras do Complexo da Rua Prates, o primeiro da cidade que reunirá em apenas um lugar assistência social e de saúde para dependentes químicos. A construção está sendo conduzida pela Prefeitura, que ficará

responsável pela assistência aos dependentes. O governo federal cuidará do atendimento médico e ambulatorial. Repressão – Questionado se as ações da Polícia Militar (PM) na Cracolândia pegaram o governo federal de surpresa, Padilha se esquivou de uma resposta direta. Disse que desde dezembro conversava com a prefeitura

paulistana e o governo estadual sobre a liberação dos repasses para o combate ao crack e minimizou o fato do governo federal não ter sido avisado das operações da PM. "Existem várias ações no âmbito da Prefeitura que o Ministério não precisa ser avisado", afirmou. Demolição – A Prefeitura lacrou ontem 32 estabeleci-

mentos que funcionavam de forma irregular. Na ocasião, foram identificados também alguns imóveis que estavam com a estrutura comprometida. Com isso, seis deles serão demolidos. A operação policial que acontece na região já provocou a prisão de 114 pessoas desde o dia 3 de janeiro. (Folhapress)

Max Rossi/Reuters

Ó RBITA

VACINAÇÃO

O

S

ão Paulo está cada vez mais insegura para grande parte dos paulistanos. A sensação de insegurança atinge 89% dos entrevistados, segundo uma pesquisa do Ibope encomendada pela Rede Nossa São Paulo e divulgada ontem. Ao todo, 1.512 pessoas foram entrevistadas para o levantamento, que revela o nível de satisfação e qualidade de vida dos moradores da capital paulista a respeito de diversos temas. Entre os aspectos que causam mais medo estão assaltos e roubos, violência e tráfico de drogas. O medo de atropelamentos também atinge mais moradores. Em 2010, 12% dos paulistanos apontaram o tema como um dos aspectos que trazem insegurança. Em 2011, o porcentual subiu para 17%. (Folhapress)

André Lessa/AE

Ministério da Saúde anunciou ontem duas alterações no calendário vacinal infantil, já a partir do segundo semestre de 2012. A primeira mudança é na imunização contra a pólio, que passará a ter um esquema combinado entre a forma atual, em gotas, com a nova, injetável. A forma injetável, com o vírus morto, é considerada mais segura, apesar de serem raros os casos em que a vacina oral está ligada a casos de paralisia. A outra mudança é a inclusão da chamada vacina "pentavalente", que vai reunir duas vacinas dadas hoje separadamente: a tetravalente (difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções pelo Haemophilus influenza tipo b) e a vacina contra a hepatite B. (Folhapress)

MEDO NA CIDADE

EXPLOSÃO – A explosão de uma câmara subterrânea da Eletropaulo feriu uma pessoa, destruiu um veículo e causou danos em pelo menos outros quatro, anteontem à noite, em Santa Cecília. A vítima, funcionária de uma pizzaria, passa bem.

Costa Concordia, que naufragou na costa italiana: buscas foram suspensas ontem porque o navio mudou de posição sobre a rocha no mar

Para a Itália, um herói e um traidor Capitão da Guarda Costeira que ordenou retorno do comandante ao navio naufragado é aclamado no país

O

oficial da Guarda Costeira italiana que ordenou ao comandante do navio naufragado que retornasse imediatamente a bordo se tornou um herói na Itália. O país ficou encantado ontem com a história dos dois capitães. Um deles é o capitão da Guarda Costeira Gregorio De Falco, que ordenou furiosamente que o comandante do Costa Concordia, Francesco Schettino – que havia abandonado o barco – retornasse ao navio para supervisionar as operações de resgate. O outro é o capitão Schettino, que os jornais italianos chamaram de covarde por fugir diante da adversidade, e agora

está sob prisão domiciliar acusado de homicídio culposo múltiplo, de provocar o naufrágio e de abandonar o navio. "Obrigado, capitão" era a manchete do maior jornal nacional, o Corriere della Serra, que assim refletia a gratidão dos italianos, que, por outro lado, veem o comportamento de Schettino como uma vergonha para o país. "Dois homens... duas histórias, um que nos humilhou, o outro que nos redimiu. Obrigado, capitão De Falco. Nosso país precisa urgentemente de pessoas como você", assinalou o Corriere. Calvo – O novo ídolo italiano não é a figura típica para o papel. Aos 48 anos, calvo, usando uniforme, ele mais parece ser o mai-

tre de um restaurante de luxo na costa Amalfitana do que um galã. "Não sou nenhum herói", disse De Falco a repórteres ontem, quando entrava no edifício da magistratura da cidade de Grosseto, na Toscana, para dar seu depoimento à investigação sobre o acidente. A julgar pelos comentários no Twitter, Facebook e outras redes sociais, os italianos, cujo país está mergulhado em problemas econômicos e corrupção, discordam fortemente. Uma mensagem no Twitter de Sofia Rosada dizia: "São homens como De Falco que deveriam estar governando. Em vez disso, estamos cheios de homens como Schettino." Jesus – Alguns chegaram a

lembrar de Jesus Cristo e Judas Iscariotes – um salvador e o outro, traidor. Considerando que De Falco costuma ser um homem de fala mansa, despretensioso e até mesmo tímido, quando não está diante de um naufrágio, ele iria imediatamente rejeitar a aclamação de santo. Mas o capitão da Guarda Costeira pode se emocionar com uma mensagem do menino Salvatore Garzillo: "Da próxima vez que alguém me perguntar o que quero ser quando crescer, vou responder: 'um homem como De Falco'." O primeiro corpo de uma vítima a ser identificado é do violinista húngaro Sandor Feher, de 38 anos - ele trabalhava como músico no navio. (Agências)


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São Paulo Agliberto Lima/DC

458 anos

Bonfim, o príncipe, sobrevive à cidade Paulo Pampolin/Hype 28/09/06

No dia 25, São Paulo fará 458 anos. A cidade de hoje nada mais tem a ver com a vila de 1554. Também perdeu parte do charme dos anos 20, 30, 40 e 50. Paulo Bonfim, príncipe dos poetas brasileiros, apaixonado pela Pauliceia, se diz um sobrevivente dos bons tempos. Fiel, aos 85 anos declara seu amor à cidade que canta em versos. Valdir Sanches

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Paulo Bonfim, príncipe dos poetas brasileiros e o poeta de São Paulo: suas lembranças revelam uma cidade que já não existe mais

Newton Santos/Hype - 05/05/2006

O Largo São Francisco e as arcadas da Faculdade de Direito: um cenário de civismo na causa de 1932

meida, Mário de Andrade, o poeta Vicente de Carvalho. No somenos, era possível encontrar também as pianistas Guiomar Novaes e Magdalena Tagliaferro. E Tarsila do Amaral, a pintora modernista de quem Bonfim guarda doce lembrança. Em "Tecido de Lembranças" escreve: "Tarsila e Anita Malfatti, professora de minha Mãe e autora de meu retrato em 1945, duas fadas madrinhas que me abriram as portas do modernismo." O primeiro de mais de trinta livros surgiu em 1946. "Antonio Triste", a obra, vinha com prefácio de Guilherme de Almeida e ilustrações de Tarsila do Amaral. No ano seguinte, o livro deu a Bonfim o Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras. Em 1963, Bonfim ocupou a cadeira 35 da academia. Desta fez, Ibrahim Nobre não falou da tribuna; fez a saudação ao recém-chegado. As obras de Bonfim foram traduzidas para várias línguas. Elas lhe renderam prêmios e títulos, como o Personalidade do Ano, concedido pela União Brasileira de Escritores em 1982. O poeta de São Paulo sentese um sobrevivente na cidade que, no dia 25, faz 458 anos. Paulo Bonfim está com 85. Acha que "não há mais clima" para a vida intelectual como era nos bons tempos. Os encontros em livrarias e confeitarias, as revistas literárias e outra prática inestimável - a boemia. Veja o que diz ao DC. Diário do Comércio - Como o senhor vive seus dias paulistanos, hoje? Paulo Bonfim - Eu sou uma espécie de sobrevivente de um

DC - Como consegue? Bonfim - Eu tento me adaptar a esse novo ritmo. Eu sou um homem de 85 anos e estranho um pouco. Eu que peguei o lampião de gás, você imagina a transformação disso tudo. DC - O que o incomoda especialmente? Bonfim - O trânsito.

Na antiga Praça do Patriarca, soldados constitucionalistas se reúnem

DC - O senhor ama menos hoje a sua São Paulo? Bonfim - Não, continuo apaixonado por São Paulo.

intensa essa vida que nós levávamos. Fui amigo de quase toda a geração de 22, e depois do Grupo Santa Helena. Mais tarde fui presidente do Conselho Estadual de Cultura.

DC - Está mais feia que antigamente? Bonfim - Está mais complicada. Mais feia não, tomou outro estilo.

DC - O senhor viveu intensamente aquela época... Bonfim - Vivi intensamente.

DC - Como era, nos bons tempos? Bonfim - O nosso ponto de encontro, à tarde, era na Confeitaria Vienense. E à noite a gente frequentava os cabarés de São Paulo, a vida noturna era muito interessante, muito agradável. DC - A boemia? Bonfim - A boemia, que também desapareceu. Não há mais clima para um boêmio. DC - Quem era o boêmio, sua alma? Bonfim - O boêmio era um homem com uma abertura para o dia e para a noite, para a fraternidade, para a convivência. E um homem sem tempo. DC - O que mais o encantava naquela época? Bonfim - A parte da convivência com os artistas, com os intelectuais. Era muito Cartaz identificava a casa de um soldado

DC - As mulheres se vestiam como na Belle Époque? Bonfim - Todas elegantes, com seus chapéus, com seus mantôs no inverno. E todos os homens elegantíssimos também... DC - Com chapéu? Bonfim - Ah, sim, com chapéu. A Barão de Itapetininga era uma rua elegante... A Barão de Itapetininga e a Marco-

ni. A Marconi por causa da Livraria Teixeira e da Jaraguá. E havia outras casas, moda, sapatarias, tudo era lá. Na Barão de Itapetininga havia a Vienense, a Confeitaria Seleta. A Vienense teve um triste fim, acabou como restaurante por quilo. Essa é a segunda Vienense, a primeira era do outro lado. Era do lado esquerdo, no sentido da Praça da República. DC - Houve uma primeira, antes daquela, do lado direito? Tinham algo a ver, uma com a outra? Bonfim - Não, a segunda já era uma Vienense decadente, porque já tinha mudado muito. O Guilherme de Almeida ainda tinha escritório lá. O pai da Maria Adelaide Amaral tinha uma joalheria lá. Havia também o Hotel da Paz, e o bilhar do Hotel da Paz. Em frente morava o pintor Quirino da Silva e o (escritor, pintor, filósofo, modernista) Flávio de Carvalho. DC - Como era a boa Vienense? Bonfim - Era um salão de chá, com doces muito finos, vinhos e uísque muito bons, e tinha uma pequena orquestra, com violinos. Quando terminava o Teatro Municipal, todo mundo ia tomar alguma coisa na Vienense. Esse era o ponto de encontro.

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enino, Paulo Bonfim tinha uma bicicleta... "Na Pauliceia de minha meninice, andávamos de bicicleta na Praça da República e, aos domingos, o passeio obrigatório no Jardim da Luz e as canoas deslizando no lago do Parque da Aclimação." Adolescente, escreveu um poema... beu Pedro I no dia da Independência "Todos têm suas amadas e, algumas décadas depois, teve coMas eu as tenho também, mo hóspedes Castro Alves e EugêEu tenho amor às estradas nia Câmara (atriz portuguesa, sua Sejam da terra ou do além!" amante)." (O Caminheiro e a Sombra, seu No lugar do hotel, o Sion... primeiro poema.) "A outra dependência do Hotel Jovem, entrou para a facul- de França foi no local em que existe dade... hoje o Colégio Sion, na Avenida HiAs Arcadas, a tradicional gienópolis. A história do bairro está Faculdade de Direito do Largo ligada aos capitalistas alemães NoSão Francisco. Pouco ficou. thmann, Glette, Burchard e Lebeis. Escrevia no Diário de São Paulo, "O bisavô Magalhães habitava onde estava por convite do fun- uma chácara na Rua Maranhão e dador, Assis seu filho NhoC h a t e a unhô mandou briand. Abanedificar o paladonou a escocete onde até há la, para contipouco funcion u a r n a i mnou o gabinete prensa. Mais do Secretário da tarde, homeSegurança, na nageou as ArAvenida Higiecadas com a nópolis, esquitrova que fin a d a A l b ucou famosa: querque Lins. " Lemb ranQuanta jabutiças da São Francaba foi sabocisco/ Eu canto reada naquele com emoção/ parque!" Cartaz chama paulistas à luta Em cada canto (Trechos de do Largo/ Eu Tecido de Lemlargo meu coração." branças, livro de Paulo Bonfim, Nasceu (1926) numa época... publicado por Book Mix, em "Nasci numa época de verti- 2004.) ginosas mudanças. Na casa de O poeta se lembra da manmeus avós, onde fui criado, são de seus tios Waldomiro e conviviam em harmonia o Im- Nicota, que ainda existe, na pério e a República. Rua Guaianases, esquina da Meu bisavô, Carlos Baptista Nothmann. de Magalhães, chefiou em "Ali conheci Ibrahim Nobre, Tri1902 a Revolução Monarquista buno de 32 (Revolução Paulista). que eclodiria ao longo dos triPaulo Bonfim sempre atrilhos da Estrada de Ferro Ara- buiu seu pendor para as letras à raquarense, por ele fundada sua vida em família. O pai era em 1895. médico, letrado. A mãe, tocava "Meu outro bisavô materno, violão e cantava. O filho, por sua Guilherme Lebeis, foi proprietário vez, logo cedo passou a convido Hotel de França, nos Quatro ver com eles nos saraus que reuCantos, onde existe hoje a Praça do niam a nata da intelectualidade Patriarca. Esse solar histórico rece- paulistana. Guilherme de Al-

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mundo que acabou, mas vivo com um certo encanto e com uma certa perplexidade. Tento me adaptar dentro do possível, sem fazer concessões.


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São Paulo Agliberto Lima/DC

458 anos L

DC - Onde eram os saraus, os pontos de encontro dos intelectuais? Bonfim - A Livraria Jaraguá era um ponto de encontro. O último sobrevivente desse grupo foi o Antonio Cândido. A livraria tinha um salão de chá no fundo, e ali nasceu a Revista Clima, liderada pelo Alfredo Mesquita. Participavam Antonio Cândido, Décio Almeida Prado, Paulo Emílio Sales Gomes. Eu não, eu participei da revista Diálogo, com Heraldo Barbuy, Vicente Ferreira da Silva, Dora Ferreira da Silva, Milton Vargas... era uma revista fantástica. Era de 1950 e poucos, tratava de literatura e filosofia. DC - Hoje em dia não tem nada parecido? Bonfim - Ah, não tem. Não tem mesmo. Faz muita falta. DC - Seus amigos, ou outros intelectuais, não se animam a fazer uma revista? Bonfim - Não acho... não sei, é uma questão de clima, não há clima para isso. DC - E a poesia, São Paulo poética? Bonfim - Para mim o grande poeta de São Paulo sempre foi o Guilherme de Almeida... o Mário de Andrade e o Guilherme de Almeida. DC - Quem foi o príncipe dos poetas brasileiros? Bonfim - Com a morte do Guilherme, que tinha o título, houve uma eleição e fui eleito o príncipe dos poetas brasileiros. DC - Mas também é o poeta de São Paulo... Bonfim - Sempre fiquei com esse título também. DC - Qual o agradou mais? Bonfim -Gostei de poeta de São Paulo. DC - Quem elegia? Bonfim - Uma revista de Brasília. Era uma votação nacional como o intelectual do ano, e assim eu ganhei o troféu Juca Pato, em 1980 e poucos. Concorri com Celso Furtado e com Darcy Ribeiro. DC - Que fato dos outros tempos o marcou mais? Bonfim - Eu me lembro de São Paulo desde a Revolução de 1932, quando fui escoteirinho. Era menino pequeno de cinco, seis anos, fui escoteiro, e lembro de São Paulo nessa ocasião. Era um só coração. Nunca São Paulo esteve tão vibrante, tão cheio de calor humano, de idealismo, como nos idos de 1932. Um só coração... Essa ideia minha... A Maria Adelaide Amaral fez uma minissérie com esse título, Um Só Coração. DC - Não pôde pegar em armas, mas compensou discursando inúmeras vezes sobre 1932. Bonfim - Exatamente, quando os restos dos veteranos mortos eram trasladados para o Mausoléu de 1932. DC - Que poema sugere para homenagear esta data? Bonfim - "Minha Insólita Metrópole".

Siga os passos do poeta Confeitarias, teatros, ruas e avenidas compõem o universo do poeta Paulo Bonfim. Conhecê-lo é voltar no tempo para projetar o futuro. Reprodução

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poeta Paulo Bonfim, em sua entrevista ao DC, faz várias citações sobre pontos específicos da cidade, muitos dos quais já não existem. Para ajudar o paulistano de hoje a seguir os passos de Bonfim, vai aqui uma espécie de glossário, ou roteiro, capaz de situar o leitor nesse universo povoado por livrarias, confeitarias, literatura, teatro e personagens fascinantes de um passado recente.

O poeta Paulo Bonfim escolheu esta, entre suas poesias, para homenagear os 458 anos de São Paulo. Minha Insólita Metrópole Minha insólita metrópole, capital de todos os absurdos! Música eletrônica em fundo de serenata, paisagem cubista com incrustações primitivas, poema concreto envolto em trovas caboclas. Cidade feita de cidades, bairros proclamando independência, ruas falando dialetos, homens com urgência de viver.

Confeitarias Vienense e Seleta A Vienense ficava em um casarão de dois andares da Rua Barão de Itapetininga, piso superior. Na mesma rua, estava a Seleta. Em ambas, as senhoras da sociedade tomavam o chá, e a intelectualidade paulistana se encontrava. A Vienense, com o salão de chá em estilo art déco, notabilizava-se por sua orquestra, com piano e violino. Mais tarde, atravessou a rua e instalou-se no Edifício da Paz, no número 262. Um prédio de quatro andares, de 1913. Ali funcionava também o conceituado curso de dança e etiqueta de Madame Poças Leitão. A Vienense manteve o chá e os violinos, até encontrar a decadência, nos anos de 1970. Com a chegada dos calçadões, os choferes das senhoras não podiam mais estacionar à porta.

Oceano feito de ilhas. Ilhas chegando, ilhas sangrando, ilhas florindo. Os céus cansados do concreto que arranha. Cresce o mar das periferias.

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A Livraria Teixeira e os autores que fizeram a Semana de Arte Moderna: personagens na história da cidade, contada pelo poeta Paulo Bonfim.

Ruas Barão de Itapetininga e Marconi Casacos de pele, sonho (na época) das elegantes, podiam ser encontrados na Peleteria Apolo, na Rua Marconi. Na Barão, como a rua era chamada, o endereço era o da Peleteria Americana, depois Maison Madame Rosita. As vitrines das duas ruas exibiam o que havia de melhor em roupas, calçados e produtos importados. Na Barão ficava a Casa Levy de Pianos, com pianistas a postos para demonstrar a excelência do instrumento. E o salão do badalado cabeleireiro Antoine.

No barco dos barracos navega um sonho. No fundo de cada um dos cidadãos do mundo, dorme a província. Ali a velha igreja com seu campanário esperando a mantilha da noite. Anúncios luminosos piscam obsessões. O asfalto é irmandade de credos. No Centro, todos os vícios e todas as virtudes convivem nas esquinas da São João. Os domingos são quadrados. Cabem dentro da tela de cinema, do aparelho de televisão, da página do jornal, do campo de futebol. O metrô é mergulho no inconsciente urbano. Nele o mesmo silêncio dos elevadores. Convívio de sonâmbulos, de antípodas da fila de ônibus e do trem de subúrbio onde há tempo para o cansaço florir num sorriso. Aqui o verde é esperança cobrindo o frio de existir. Teatros e o ballet da multidão, museus contemplando o quadro dos que se agitam, orquestras e a sinfonia de uma época em marcha./ Nestes tempos modernos, Carlito operário ou estudante, comerciário ou burocrata, é técnico em sobreviver. Planalto dos desencontros, porto dos aflitos, rosa de eventos onde até o futuro tem pressa de chegar. Mal-amada cidade de São Paulo, EU TE AMO

Reprodução

DC - Depois do restauro recente, o Municipal tem um restaurante... Bonfim - Antigamente havia um bar, no teatro. Depois, ficou no lugar do bar a Discoteca do Estado. A gente ia ouvir discos lá. Depois a discoteca se mudou para o prédio da Biblioteca Municipal.

Geração de 1922 Paulo Bonfim nasceu em 1926, quatro anos depois daquele em que São Paulo vivera a Semana de Arte Moderna. Em fevereiro de 1922, no Teatro Municipal, escritores, artistas plásticos, músicos, anunciaram um rompimento com o gosto formalista, de influência europeia, então predominante. Ao chegar à juventude, Bonfim conviveu com integrantes do movimento, deflagrado por Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, Menotti Del Pichia, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Heitor Villa-Lobos, para citar apenas alguns.

Grupo Santa Helena

dos maiores artistas plásticos do País. Os próprios Rebolo e Zanini, e Alfredo Volpi, Fúlvio Penacchi, Aldo Bonadei, Alfredo Rizzotti, Humberto Rosa, Manuel Martins. O Palacete Santa Helena foi demolido em 1971, para dar lugar às obras do metrô.

mou-se num marcante ponto de encontro da intelectualidade paulistana. Ali nasceram criações de Mesquita, como o Grupo de Teatro Experimental, que levou à criação do Teatro Brasileiro de Comédia e da EAD, Escola de Arte Dramática.

Livraria Teixeira Livraria Jaraguá

Foi o nome dado a um grupo de artistas plásticos que, na década de 1930, se reunia nos ateliês de Francisco Rebolo e Mário Zanini, no Palacete Santa Helena, na Praça da Sé. Dali sairiam alguns

A casa fundada em 1942, na Rua Marconi, no Centro, pelo dramaturgo e incentivador do teatro Alfredo Mesquita, tinha uma sala de chá nos fundos. Logo transfor-

Fundada por imigrantes portugueses em 1876, esteve em três endereços, até chegar à Rua Marconi, no Centro, na década de 1950. Frequentada por escritores, pessoal de teatro e das artes, teve tardes de

autógrafos memoráveis. Lygia Fagundes Telles, Jorge Amado e Érico Veríssimo assinaram ali seus livros; Mário Lago, seu "Chico Nunes das Alagoas".

Literatura de 1946. Recentemente, a Academia Paulista de Letras, da qual Paulo é membro, reeditou as revistas.

Revista Diálogo

Concebida por Alfredo Mesquita, a publicação, de periodicidade incerta, teve dezesseis números - de maio de 1941 a novembro de 1944. No último, Décio de Almeida Prado, crítico de teatro, ensaísta e professor universitário, escreveu sobre o impacto causado por uma peça de teatro da época - "Vestido de Noiva", de Nélson Rodrigues. (V.S.)

Lançada nos anos de 1950, reunia textos de Paulo Bonfim e seu grupo. No segundo número, Bonfim publicou o poema "A Casa". O texto foi traduzido para o alemão, o que lhe valeu uma foto e uma carta mandados pelo escritor alemão naturalizado suíço Herman Hess, prêmio Nobel de

Revista Clima


DIÁRIO DO COMÉRCIO

12 -.LOGO

Google

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Diário do Comércio

A página norte-americana do gigante de buscas da web ganhou como doodle uma tarja negra.

Nosso site aderiu aos protestos mundiais contra a lei que ameaça a liberdade no mundo digital.

Wired

Wikipedia

Site "censurou" sua homepage, dando ao leitor o poder de "liberar" as informações com um clique.

A enciclopédia virtual, sexto maior portal de conteúdo do mundo, apagou sua versão em inglês.

Stan Honda/AFP

T ECNOLOGIA

Abaixo a censura

M Manifestação popular em Nova York, ontem, contra o PIPA

uitos protestos e a promessa de dois congressistas n o r t e - am e r i c anos de não apoiarem mudanças legislativas que podem instaurar a censura na web. Wikipedia e Reddit fora do ar, Google com uma tarja preta na página principal e internautas do Twitter e Facebook protestando por 24 horas. Esse foi o saldo do dia de ontem, quando empresas de tecnologia se mobilizaram contra o SOPA (Stop Online Piracy Act, ou Lei para Parar com a Pirataria Online), que tramita na Câ-

mara norte-americana, e ao PIPA (Protect Intellectual Property Act, ou Lei para Proteger a Propriedade Intelectual), discutido no Senado. Os projetos são defendidos por produtoras de cinema, editoras e companhias farmacêuticas que alegam perder bilhões de dólares por ano devido à pirataria. Entre outras restrições, os dois projetos preveem o bloqueio de acesso e de pagamentos a sites que ofereçam conteúdo considerado pirata. O SOPA, que deve ser votado até dia 24, permite que o governo dos EUA investigue e tire do ar sites que

desrespeitem a lei de propriedade intelectual, dentro e fora do país. Ontem, o senador republicano Marco Rubio retirou seu apoio ao PIPA. Na Câmara, o porta-voz do também republicano Lee Terry anunciou a retirada do apoio ao SOPA. Para analistas, o protesto só não foi maior porque gigantes da web não quiseram sacrificar o faturamento de um dia inteiro pela causa. Não por enquanto. A ideia foi justamente mostrar que, se necessário, as companhias podem fazer "greve", causando prejuízos para a economia nada robusta dos EUA.

Romeo Gacad/AFP

www.dcomercio.com.br

Exposição traz obras como a do artista plástico Daniel de Paula. Centro Cultural São Paulo. Rua Vergueiro, 1000. Grátis.

G ASTRONOMIA

L

CABE MAIS UM - Trem lotado chega à estação de Tebet, em Jacarta, no horário de pico. Grupos de direitos humanos da Indonésia querem que a empresa estatal que opera o serviço crie medidas para impedir que "surfistas" arrisquem suas vidas nos trens.

E SPORTE Paul Crock/AFP

Para comer com os olhos Quase todas as segundas-feiras, as designers Tae Kitakata e Brittany Powell criam um projeto diferente. Na última semana a ideia foi criar sanduíches inspirados no estilo de pintores famosos, como Mondrian, no caso do convidativo lanchinho acima. http://lowcommitmentprojects.com/

C INEMA

Brasil está fora do Oscar 2012 Nove filmes, entre eles o iraniano A Separation, de Asghar Farhadi, e o alemão Pina, do premiado Wim Wenders, passaram pelo último corte antes da divulgação dos indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro no dia 24. O brasileiro Tropa de Elite 2 foi eliminado da competição, informou ontem a Academia de Hollywood. As montagens alemã e iraniana

C A R T A Z

VISUAIS

E M

concorrem com o belga Bullhead, de Michael R. Roskam, o canadense Monsieur Lazha, de Philippe Falardeau, o dinamarquês Superclássico, de Ole Christian Madsen e o israelense Footnote, de Joseph Cedar, o marroquino Omar Killed Me, de Roschdy Zem, o polonês In Darkness, de Agnieszka Holland, e Warriors of the Rainbow, de Wei Te-sheng, de Taiwan.

D ESIGN

Facebook ao dormir. E ao acordar. Confesse, você é tão viciado no Facebook que é ali que passa seus últimos minutos da noite e os primeiros da manhã. Para pessoas assim, o designer croata Tomislav Zvonaric criou a FBed, em formato de F do Facebook e que funciona "conectada" com seu computador. http://www.behance.net/deviantom

AI SE EU TE QUEBRO O tenista Marcos Baghdatis teve um surto ontem durante o Aberto da Austrália. O cipriota, 44º no ranking da ATP, ficou tão nervoso após uma sequência de erros na derrota para o suíço Stanislas Wawrinka (por 7/6, 6/4, 5/7 e 6/1), que quebrou quatro raquetes em sequência. O nervosismo pode lhe render multa e advertência.

A STRONOMIA

Rochas de Marte caem no Marrocos Uma equipe internacional de cientistas confirmou que procedem de Marte os fragmentos de um meteorito que foi visto caindo como uma bola de fogo no Marrocos em julho de 2011. A Sociedade Internacional de Meteorítica e Ciência Planetária publicou em seu boletim os detalhes deste meteorito, batizado de Tissint e o maior que já chegou à Terra. São 7 kg de material rochoso em pedaços que vão desde um grama a quase 1 kg. Os meteoritos são objetos compostos de rocha e metal que às vezes se desprendem dos diversos corpos do sistema solar e após viajarem pelo espaço caem nas superfícies da Terra, da Lua ou de qualquer outro corpo celeste. O Tissint, que caiu em julho e cujos restos começaram a ser recuperados em outubro, pode ajudar os cientistas em seu estudo para determinar a composição de Marte e saber se já houve vida no planeta. L OTERIAS Concurso 1211 da LOTOMANIA 11

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13 PREVIDÊNCIA Emprego formal fez déficit fechar em 22% em 2011, o menor desde 2002.

conomia

AMÉRICA LATINA Banco Mundial estima crescimento de 3,6% na região neste ano

Copom reduz juro em 0,5 ponto, para 10,5% ao ano. Na primeira reunião do ano, BC não surpreende, e segue com política de estímulo à economia.

E

m uma decisão unâ- serão necessárias novas redunime, o Comitê de Po- ções na taxa de juros para galítica Monetária (Co- rantir um crescimento do Propom), do Banco Cen- duto Interno Bruto (PIB) do tral (BC), reduziu a taxa básica País superior a 3% em 2012", de juros (Selic) em 0,5 ponto afirmou Amato. percentual ontem, na primeira Quem compartilha desta reunião do ano. Com o corte, a opinião, de que há espaço para Selic passou de 11% ao ano pa- mais cortes da Selic, é a Federara 10,5% ao ç ã o d o C oano, percenmércio de tual que era Bens, Serviaguardado ços e Turismo Consideramos que p e l o m e rc ado Estado de serão ainda do. As expecSão Paulo tativas são de (Fecomercionecessárias novas novos cortes reduções na taxa de SP). Em nota, nas próximas o presidente juros para garantir reuniões, pada entidade, um crescimento do ra que a taxa Abram SzajProduto Interno básica de juman, afirmou ros encerre o que a redução Bruto (PIB) do País ano em 9,5% da taxa básica superior a 3% ou 9,75%. de juros é coeem 2012. Para Rogére n t e c o m o ROGÉRIO AMATO, PRESIDENTE rio Amato, cenário de deDA ACSP E DA FACESP presidente da s ac e l er a çã o Associação da economia C o m e r c i a l d e S ã o P a u l o esperado para o primeiro se(ACSP) e da Federação das As- mestre e com a descompressão sociações Comerciais do Esta- dos indicadores inflacionádo de São Paulo (Facesp), a no- rios. A entidade afirmou que a va redução da taxa Selic deve diminuição da taxa Selic benecontribuir para evitar uma de- ficiaria um ajuste fiscal do gosaceleração mais forte da eco- verno, necessário para que o nomia. "A redução se justifica Brasil cresça mais do que 3% também pela continuidade do neste ano. "Caso o governo não cenário externo de incerteza, realize um ajuste fiscal crível, o sobretudo, na zona do euro. BC terá, em breve, motivos suMas consideramos que ainda ficientes para retomar as altas

na Selic", disse. Crise europeia – O presidente do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP) e da Ordem dos Economistas do Brasil (OEB), Manuel Enriquez Garcia, afirmou que o fato de a decisão ter sido tomada de forma unânime mostra o quanto o Copom está coeso. "A crise europeia é longa e haverá recessão. As vendas mundiais tendem a diminuir e os preços das commodities devem cair também, afastando o perigo de alta da inflação", afirmou Garcia. Segundo o presidente do Corecon-SP e da OEB, há espaço para reduzir a Selic em mais um ponto percentual até o final deste ano. "A redução da Selic

será positiva para os governos municipais, estaduais e federal na rolagem de suas dívidas", disse. Timidez – Já a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) considerou "tímida" a decisão do Copom de cortar em 0,5 ponto percentual a taxa Selic. Segundo a Federação, "diante da crise financeira europeia e suas consequências globais, há espaço para uma queda ainda mais acentuada dos juros". Em comunicado, o presidente da entidade, Paulo Skaf, afirmou: "A crise está provocando uma queda no valor internacional das commodities e reduzindo a demanda geral por produtos. Isso gera uma menor pressão sobre os

Queda não influencia spread Rejane Tamoto

A

trajetória de redução da taxa básica de juros (Selic) tem sido acompanhada de forma tímida pelas instituições financeiras e não surtiu efeito sobre o spread bancário (diferença entre o juro cobrado no empréstimo e o pago na captação). De acordo com pesquisa da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP), a taxa de juros dos bancos começou a cair de forma retraída a partir de setembro (veja quadro), após o início das reduções da taxa Selic. Em 2011, no entanto, elas subiram em comparação a 2010. Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) baixou a Selic de 11% para 10,5% ao ano, mas isso deve influenciar pouco os juros bancários. "A tendência é de reduções minúsculas pelos bancos nos próximos meses, porque as quedas anteriores da Selic devem começar a ser sentidas pelo consumidor a

partir de agora", afirmou a diretora de estudos e pesquisas da Fundação Procon-SP, Valéria Rodrigues Garcia. Para o professor de finanças da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP-FGV), Samy Dana, o corte de 0,5 ponto percentual da Selic, ontem, deveria vir acompanhado de medidas para estimular a redução de juros no crédito ao consumidor. "Mesmo com os cortes, muitas pessoas pagam 200% ao ano de juros no cartão de crédito", destacou. Em janeiro deste ano, a queda da taxa média cobrada pelos bancos no empréstimo pessoal e no cheque especial foi mínima: de 0,01 ponto percentual em cada linha. O juro médio cobrado para o empréstimo pessoal foi de 5,88% ao mês, contra 5,89% ao mês em dezembro. A taxa média do cheque especial foi de 9,54% neste mês, contra 9,55% ao mês em dezembro. O Procon pesquisou sete bancos. Foram eles: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa,

HSBC, Itaú, Safra e Santander. Na comparação anual, os juros destas linhas de crédito aumentaram. De janeiro a dezembro de 2011, o juro médio cobrado pelas instituições finance i ra s p a ra o e m p r é s t i m o

pessoal foi de 5,66% ao mês – uma alta de 0,4 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2010. A alta mais expressiva ocorreu no cheque especial, de 0,57 ponto percentual sobre 2010. A taxa média

Veículos: emplacamentos crescem 4,7% na quinzena Newton Santos/Hype

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Setor de veículos vendeu 119.344 unidades e bateu recorde, mas esperava negociar 118.073.

s vendas de automóveis e comerciais leves registraram aumento de 4,68% na primeira quinzena do ano em relação ao mesmo período de 2011. Segundo dados da Federação dos Distribuidores de Veículos (Fenabrave) , foram emplacados 119.344 unidades, ante 114.004 em igual período do ano passado. O resultado ficou acima do previsto pelo setor, que esperava vender 118.073 unidades. Verificado as vendas

apenas de automóveis, o aumento foi de 4,63%. Em relação aos comerciais leves (camionetes, pick-ups, utilitários esportivos), a alta foi de 4,86%. Para o mês todo, a expectativa é vender 236.146 unidades. Já as vendas de caminhões caíram 5,2%, para 5,9 mil unidades, e as de ônibus caíram 16,7%, para 1,1 mil. As vendas de motos, por sua vez, registraram crescimento de 5,1% no período, para 73,5 mil motocicletas, em relação à primeira quinzena de 2011. (Folhapress)

preços. Então está claro que, no Brasil, não teremos pressão da inflação e que, portanto, temos espaço para baixar os juros." E acrescentou: "Juros menores vão ajudar a produção, a geração de empregos e o desenvolvimento do País." O estrategista-chefe do Banco WestLB, Luciano Rostagno, avalia que o ciclo de redução deve se manter. "O ambiente externo, apesar da melhora marginal que a gente viu neste começo de ano, continua bastante incerto", afirmou. "Isso, somado à trajetória cadente da inflação, deve dar tranquilidade para o BC continuar cortando os juros."

Rostagno disse que todo o governo tem se mostrado bastante alinhado com o BC e feito esforços para garantir um ajuste fiscal que abre espaço para que a política monetária seja o canal de estímulo para a economia. "O BC pode executar mais um corte em março e deixar a porta aberta para cortar ou não os juros em abril", disse. Já o economista-chefe da Votorantim Corretora, Roberto Padovani, avalia que o ciclo de queda se aproxima do fim. Para ele, as despesas públicas devem continuar em alta, influenciando tanto a inflação quanto a condução da política monetária. (DC, com agências)

Taxa de juros bancários começou a cair de forma tímida só a partir de setembro. Novo corte da Selic deve interferir pouco por enquanto, diz Procon. cobrada nesta linha foi de 9,45% ao mês no ano passado, contra os 8,88% mensais em 2010. O cenário, porém, foi mais conturbado em 2011. O ano começou com elevações da Selic — foram cinco altas consecutivas até o mês de julho — pois o governo queria conter o consumo e controlar a inflação. Só com a piora da crise na Europa, em agosto, o Copom iniciou os cortes da taxa básica de juros. À espera – As últimas quatro quedas da Selic não surtiram efeito sobre o spread bancário. Segundo dados do Banco Central (BC), o spread geral subiu 4,6% no acumulado de 12 meses até novembro. A alta foi mais expressiva para as pessoas físicas, de 7,3%, do que para pessoa jurídica, que foi 1,3%. O economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Rubens Sardenberg, disse que o aumento do spread refletiu a piora da crise econômica internacional. "O mercado tende a ter um comportamento cauteloso. O que podemos esperar é que, à me-

dida que esse cenário melhore, possa haver um movimento mais for te de redução dos spreads. Novas quedas da Selic podem estimular a competição entre instituições financeiras." Além disso, a inflação ainda preocupa e, se houver melhora do índice neste ano, a inadimplência pode diminuir e influenciar os spreads. O economista da Associação Comercial de São Paulo, Emílio Alfieri, explicou que a inadimplência tem peso importante no spread bancário, mas nem sempre o de maior representatividade. A cada ano, o BC divulga o peso de cada componente nos spreads. Os dados de 2011 ainda não foram divulgados mas, em 2010, o que mais pesou nos juros cobrados pelos bancos foi lucro (32,73%), seguido pela inadimplência (28,74%). Situação diferente de 2009, ano da quebra do banco norteamericano Lehman Brothers, quando a inadimplência teve o maior peso na composição dos juros bancários: de 30,59%, seguido pelo lucro, de 29,94%.

Construção bate recorde

A

s vendas da indústria de materiais de construção no mercado interno cresceram 2,9% em 2011 ante 2010, de acordo com dados divulgados ontem pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). Com isso, o faturamento do setor atingiu o recorde de R$ 108,5 bilhões, superando o recorde anterior, de R$ 107,1 bilhões em 2008. A alta foi puxada principalmente pelas vendas de materiais de acabamento, cujo crescimento foi de 8% em 2011 ante 2010. No mesmo período, as vendas de materiais básicos tiveram uma alta de 0,2%. No começo de 2011, a Abramat chegou a projetar um avan-

ço de 9% no faturamento anual. Segundo nota do presidente da associação, Walter Cover, o crescimento foi menor que o esperado por conta das medidas tomadas pelo governo no início de 2011 para desaceleração da economia, além da queda no ritmo de execução das obras do programa "Minha Casa, Minha Vida", e o aumento das vendas de importados. Para 2012, as expectativas da Abramat apontam crescimento de 4,5% em relação a 2011, considerando as projeções de vendas no varejo, o ritmo previsto para obras do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), e acréscimo de contratações de obras em ano de eleições municipais. (AE)


14 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

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15 Para 2012, orientação é seguir política de moderação do crédito. Luciano Coutinho, do BNDES

conomia Dleafy/SXC

Desembolsos e aprovações caem em 2011

BNDES descentraliza crédito

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Norte e Nordeste tiveram 22% de liberações em 2011. Aumento foi de 9% ante 2010.

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m 2011, houve uma descentralização geográfica na concessão de crédito, informou ontem o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Desembolsos para o Norte e o Nordeste somaram 22% do total liberado. Em 2010, as duas regiões foram responsáveis por 17% dos desembolsos. No entanto, a região Norte registrou uma queda de 8% nos desembolsos obtidos em 2011, em comparação a 2010.

Se por um lado os financiamentos para a região Norte somaram R$ 10,9 bilhões em 2011, os liberados para o Nordeste totalizaram R$ 18,8 bilhões no período. O aumento de 9% ante 2010 puxou o resultado da soma dessas regiões. A região Sudeste, por sua vez, ficou com praticamente metade dos desembolsos do banco: R$ 68,2 bilhões. O resultado, porém, representa um recuo de 30% em relação ao volume que foi liberado em 2010. Já a região Sul aparece com a

segunda maior fatia dos desembolsos. Foram 21% do total, ou R$ 29,7 bilhões, volume que representa uma queda de 2% sobre o valor de 2010. A região Centro-Oeste obteve 8% do total de desembolsos, com um total de R$ 11,35 bilhões. O resultado ficou estável em relação ao ano anterior. Liberaçõe s— Segundo o BNDES, o ritmo de liberação de recursos no final do ano aumentou. Isso permitiu fechar 2011 dentro da previsão, que era de R$ 140 bilhões: o total de

desembolsos somou R$ 139,7 bilhões. No quarto trimestre, as liberações foram de R$ 47,2 bilhões, que representam alta de 17% em relação a igual período de 2010. "A aceleração na concessão de crédito em novembro e dezembro ajudou a fechar o ano dentro das expectativas", contou Luciano Coutinho, presidente do banco. Coutinho ressaltou que, embora o resultado de 2011 represente um recuo de 17% sobre o total liberado em 2010, os financiamentos ficaram em pa-

Brasil deve aprender a se virar, diz FT

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ma verdadeira "mãe" para os brasileiros, pouco adeptos do mote "faça você mesmo" (do inglês, do it yourself). A dependência financeira do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é tema da reportagem Brazil: time to wean itself off BNDES? (ou, na tradução, Brasil: a hora de se livrar do BNDES?),

publicada no jornal inglês Financial Times. Oportuna, a matéria faz análise crítica sobre o costume do governo de recorrer ao "super-banco estatal", em um momento em que se considera buscar recursos pela quinta vez consecutiva, informou o FT, referindo-se à entrevista do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustín, ao jornal Valor Econômico.

Ao apontar que o BNDES possui carteira de crédito quatro vezes maior que a do Banco Mundial, o FT lembra que a percepção dos investidores estrangeiros é que o banco ainda desempenha papel vital em mercados subdesenvolvidos de capitais do País para conceder financiamentos a longo prazo. Mas a influência dos bancos domésticos e a facilidade das empresas

para acessar mercados globais têm pressionado a instituição a se afastar. O FT cita até a frase-piada em português "Mamando no BNDES", que tem cerca de 500 resultados no Google, para ilustrar a dependência. "O BNDES certamente cuidou bem do Brasil, mas o setor privado espera que o momento de deixá-lo ir chegue, mais cedo ou mais tarde", conclui a reportagem.

tamar semelhante ao daquele ano. Descontados R$ 24,7 bilhões aplicados pelo BNDES na capitalização da Petrobras, considerada uma operação atípica, os desembolsos de 2010 foram R$ 143,6 bilhões, disse. Moderação — Em relação a 2012, Coutinho não quis fazer previsões sobre o desempenho do banco, mas afirmou que a orientação é seguir a política de moderação do crédito. O objetivo, com isso, é abrir espaço para o financiamento privado de longo prazo, informou. Segundo Coutinho, o BNDES ainda conversa com o Ministério da Fazenda sobre eventual necessidade do banco de fazer novos empréstimos do Tesouro Nacional neste ano. "Temos alguma folga", disse o presidente da instituição, referindo-se à disponibilidade de R$ 10 bilhões do último crédito aprovado em 2010. O BNDES informou ainda que registrou em 2011 o maior número de operações de sua história. Foram 896 mil financiamentos, expansão de 47% em relação a 2010. A alta nas operações de crédito deveu-se, sobretudo, ao aumento dos desembolsos para micro, pequenas e médias empresas. (AE)

s desembolsos totais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) chegaram a R$ 139,7 bilhões em 2011, resultado 17% inferior ao de 2010. As aprovações ficaram em R$ 164,46 bilhões, um recuo de 18% em relação ao ano anterior. As liberações feitas para a indústria somaram R$ 43,85 bilhões em 2011. Já as feitas para infraestrutura somaram R$ 56,09 bilhões, um aumento de 7% em relação a 2010. Também houve aumento para comércio e serviços, que somou R$ 29,17 bilhões. Para o setor agropecuário, os desembolsos somaram R$ 9,76 bilhões em 2011 (queda de 4%). Cresceram os desembolsos para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). A alta foi de 9% ante 2010. Por outro lado, para grandes empresas houve recuo de 27% em 2011. As liberações para MPMEs foram R$ 49,8 bilhões em 2011. As micro e pequenas empresas levaram R$ 27,4 bilhões. As médias ficaram com R$ 14 bilhões. Embora tenha recuado, o total para grandes empresas manteve-se superior em R$ 89,1 bilhões. (AE)


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Atualmente, o FMI tem capacidade de empréstimo de cerca de US$ 380 bilhões.

conomia Rafael Marchante/Reuters

FMI: crise exige mais US$ 600 bi. Fundo Monetário Internacional busca mais recursos para ajudar países

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Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que precisa levantar até US$ 600 bilhões em novos recursos para emprestar a países que estejam em dificuldade por causa dos efeitos da crise de dívida da zona do euro, disseram ontem fontes da própria organização. O FMI estima que precisará de US$ 500 bilhões desse dinheiro para emprestar aos países-membros e que os US$ 100 bilhões restantes serão usados como "colchão de proteção", revelaram dirigentes da organização que estavam presentes na discussão do conselho do FMI realizada na última terça-feira. Escassez – O Fundo também estima que haverá uma escassez de financiamento global de

US$ 1 trilhão nos próximos dois anos se as condições econômicas piorarem consideravelmente, acrescentaram as fontes. Atualmente, o FMI tem capacidade de empréstimo de cerca de US$ 380 bilhões. Fontes do Fundo disseram que um compromisso da Europa para injetar 150 bilhões de euros (US$ 200 bilhões) no FMI está incluso na estimativa feita no conselho de US$ 600 bilhões. Hoje, autoridades das economias desenvolvidas e em desenvolvimento do G20 se reúnem no México para negociações preliminares sobre aumentar o poder do FMI, com preocupações de que a crise da zona do euro esteja piorando. A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, disse na terça-feira que se reuniu com o

conselho do fundo para avaliar se o credor global precisa de recursos adicionais para responder com eficácia à crise da zona do euro, e afirmou que a diretoria explorará opções para aumentar o poder do FMI. O Fundo alertou que reduzirá as projeções para o crescimento global em 2012, quando atualizar suas avaliações, em 24 de janeiro. (Reuters)

A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, disse que objetivo é aumentar o poder da entidade.

ODEBRECHT REALIZAÇÕES IMOBILIÁRIAS S.A. CNPJ Nº 06.206.132/0001-50 – NIRE 35300354338 – COMPANHIA FECHADA

Ata da Assembleia Geral Extraordinária

Data, hora e local: 07 de outubro de 2011, às 10:00 horas, na sede social da Companhia, em São Paulo, SP, na Avenida das Nações Unidas, nº 4.777, 3º andar, Pinheiros, CEP 05477-000. Mesa: Rodrigo José de Pontes Seabra Monteiro Salles – Presidente; Cristiana de Povina Cavalcanti Shayer – Secretária. Presença: Presentes as acionistas representando a totalidade do capital social da Companhia, conforme comprovam assinaturas apostas em livro próprio. Convocação: Dispensada a convocação, nos termos do art. 124, § 1º, da Lei nº 6.404/76. Ordem do dia: (i) Ratificação de todas as deliberações aprovadas em sede de Segunda Assembleia Geral de Debenturistas da 1ª Emissão Pública de Debêntures Simples Não Conversíveis em Ações da Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A. com Garantia Real e Garantias Adicionais, realizada em 21 de julho de 2011 (respectivamente, “Segunda AGD” e “Emissão”), pelo único debenturista da Emissão, qual seja, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS (“Debenturista”); e (ii) Ratificação da aposição das assinaturas dos representantes legais da Companhia em (ii.a) o Segundo Aditamento à Escritura Particular da Primeira Emissão Pública de Debêntures Simples Não Conversíveis em Ações da Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A. com Garantia Real e Garantias Adicionais, celebrado em 21 de julho de 2011 (“Segundo Aditamento à Escritura de Emissão”), (ii.b) o Segundo Aditamento ao Instrumento Particular de Cessão Fiduciária e Vinculação de Receita, Administração de Contas e Outras Avenças, celebrado em 21 de julho de 2011 (“Segundo Aditamento ao Contrato de Cessão”) e (ii.c) a Segunda AGD. Deliberações: Os acionistas da Companhia aprovaram por unanimidade de votos, (i) ratificar todas as deliberações aprovadas em sede de Segunda AGD pelo Debenturista, realizada em 21 de julho de 2011 [conforme anexa à presente ata de Assembleia, passando dela a ser parte integrante], visando, principalmente, mas não se limitando a (i.a) alterar os termos e condições da Escritura Particular da Primeira Emissão Pública de Debêntures Simples Não Conversíveis em Ações da Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A. com Garantia Real e Garantias Adicionais, celebrada em 24 de setembro de 2009 e aditada em 26 de março de 2010 (“Escritura de Emissão de Debêntures”), e aprovar o Segundo Aditamento à Escritura de Emissão, bem como (i.b) alterar os termos e condições do Instrumento Particular de Cessão Fiduciária e Vinculação de Receita, Administração de Contas e Outras Avenças, celebrado em 24 de setembro de 2009 e aditado em 26 de março de 2010 (“Contrato de Cessão”), e aprovar o Segundo Aditamento ao Contrato de Cessão, e (ii) ratificar a aposição das assinaturas dos representantes legais da Companhia em (ii.a) o Segundo Aditamento à Escritura de Emissão, (ii.b) o Segundo Aditamento ao Contrato de Cessão e (ii.c) a Segunda AGD. Quorum das deliberações: Todas as deliberações foram aprovadas sem reservas ou restrições. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a Assembleia, lavrando-se a presente ata que, após lida e aprovada, é assinada pelos membros da Mesa e por todos os presentes. São Paulo, 07 de outubro de 2011. Mesa: Rodrigo José de Pontes Seabra Monteiro Salles – Presidente; Cristiana de Povina Cavalcanti Shayer – Secretária. Acionistas: p.p. Mônica Bahia Odebrecht pela acionista Odebrecht S.A. e Cristiana de Povina Cavalcanti Shayer pela Odebrecht Realizações Imobiliárias Investimentos S.A. Certifico que a presente é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio da Companhia. Cristiana de Povina Cavalcanti Shayer – Secretária.  Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o número 447.461/11-4, em 10.11.11. Kátia Regina Bueno de Godoy, Secretária Geral.

Sarkozy adota medidas contra o desemprego

O

presidente da França, N i c o l a s S a r k o z y, anunciou ontem um pacote de medidas para combater o desemprego no país, após se reunir com sindicatos e associações patronais. Ele avaliou que o governo e as organizações tiveram "discordâncias e alguns pontos de convergência". Um dos anúncios é a destinação de 430 milhões de euros para formação de profissionais, a ajuda para o trabalho temporário e a inclusão de jovens no mercado de trabalho. "Temos que evitar que se desfaça o laço entre o empregado e sua empresa, em tempos

de crise econômica", disse ele. Escritórios – O governo fará com que, durante os períodos de desemprego, os trabalhadores se qualifiquem para ser mais fácil encontrar uma nova ocupação. O presidente anunciou também mais mil funcionários nos escritórios de emprego para facilitar as buscas para os franceses que estão sem trabalho. Nicolas Sarkozy afirmou ainda que até o fim do mês dará a decisão do governo sobre o aumento de impostos para financiar a proteção social, medida apoiada pelos patrões e rejeitada pelos sindicatos dos trabalhadores. (Folhapress)

ODEBRECHT REALIZAÇÕES IMOBILIÁRIAS S.A. CNPJ/MF Nº 06.206.132/0001-50 – NIRE 35.300.354.338

Ata da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 1º de dezembro de 2011 1. Data, hora e local: Em 1º de dezembro de 2011, às 10:00 (dez horas), na sede social da Companhia, localizada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida das Nações Unidas, 4.777, 3º andar, parte, Alto de Pinheiros, CEP 05477-000. 2. Convocação e presença: Dispensada a publicação de editais de convocação, nos termos do art. 124, § 4º, da Lei nº 6.404/76, conforme alterada (“Lei das S.A.”), tendo em vista a presença de acionistas representando a totalidade do capital social da Companhia, conforme assinaturas constantes do Livro de Presença dos Acionistas. 3. Mesa: Assumiu a presidência dos trabalhos o Sr. Rodrigo José de Pontes Seabra Monteiro Salles, que convidou a Sra. Cristiana de Povina Cavalcanti Shayer para secretariá-lo. 4. Ordem do dia: Reuniram-se os acionistas da Companhia para deliberar a respeito da seguinte ordem do dia: (i) autorizar a Companhia a prestar garantia na qualidade de fiadora e devedora solidária de todas as obrigações assumidas por sua controlada BMX Realizações Imobiliárias e Participações S.A., com sede na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Engenheiro Mesquita Sampaio, s/nº, Chácara Santo Antônio, inscrita no CNPJ/MF sob nº 11.408.707/000158, nos termos de um Contrato de Compromisso de Venda e Compra de Fração Ideal de Imóvel e Outros Pactos a ser celebrado entre BMX Realizações Imobiliárias e Participações S.A., como compromitente vendedora, Terrenos e Construções S.A., como compromissária compradora, e a Companhia, como interveniente garantidora e garantidora fiadora (“Contrato”); e (ii) autorizar os Diretores da Companhia a praticar todos os atos necessários à outorga da garantia acima mencionada, inclusive a assinatura do Contrato, promovendo todos os registros, as transcrições e averbações necessárias nos órgãos e repartições públicas competentes, nos termos e para os fins da legislação aplicável. 5. Deliberações: Instalada a Assembleia, os acionistas presentes deliberaram, por unanimidade de votos e sem quaisquer ressalvas ou restrições: 5.1. Autorizar a Companhia a prestar garantia na qualidade de fiadora e devedora solidária de todas as obrigações assumidas por BMX Realizações Imobiliárias e Participações S.A. perante Terrenos e Construções S.A. por força do Contrato; e 5.2. Autorizar os Diretores da Companhia a praticar todos os atos necessários à outorga da garantia acima mencionada, inclusive a assinatura do Contrato, promovendo todos os registros, as transcrições e averbações necessárias nos órgãos e repartições públicas competentes, nos termos e para os fins da legislação aplicável. 6. Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado, o Sr. Presidente deu por encerrada a Assembleia, da qual se lavrou a presente ata que, lida e achada conforme, foi assinada por todos. São Paulo, 1º de dezembro de 2011. Mesa: Rodrigo José de Pontes Seabra Monteiro Salles – Presidente; Cristiana de Povina Cavalcanti Shayer – Secretária. Acionistas: Odebrecht S.A.; e Odebrecht Realizações Imobiliárias Investimentos S.A. Confere com a original lavrada em livro próprio. Cristiana de Povina Cavalcanti Shayer – Secretária.  Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o número 494.111/11-2, em 09.12.11. Kátia Regina Bueno de Godoy, Secretária Geral.

CPM BRAXIS S.A.

SINDICATO DO COMÉRCIO ATACADISTA DE LOUÇAS, TINTAS E FERRAGENS NO ESTADO DE SÃO PAULO O Sindicato do Comércio Atacadista de Louças, Tintas e Ferragens no Estado de São Paulo, com base no Estado de São Paulo, informa a todas as empresas integrantes da categoria econômica do comércio atacadista de louças, tintas e ferragens (1º grupo - comércio atacadista) que o vencimento da contribuição sindical patronal relativa ao exercício de 2012, de acordo com a tabela progressiva por faixa de capital social, conforme obrigatoriedade estabelecida pelos arts. 578/591 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, será no dia 31 de janeiro de 2012. Informações sobre valores da tabela e guias de recolhimento poderão ser obtidas através dos telefones (11) 3313.2190/tel. Fax.: (11) 3311.7663, ou, ainda, pelo e-mail: sincaf@terra.com.br. São Paulo, 17 de janeiro de 2012. Renaldo Pizzimenti - Presidente.

CNPJ/MF N. 65.599.953/0001-63 - NIRE 35.300.178.815 Ata de Assembléia Geral Extraordinária realizada em 27/12/2011 1. Data, Horário e Local: 27/12/2011, 13hs, na sede, Al. Araguaia,1.930, em Barueri-SP. 2. Presença: Totalidade. 3. Convocação: Edital de Convocação, datado de 16/12/2011, publicado nos dias 16, 17 e 20/12/2011 no jornal “DOESP” e no jornal “Diário do Comércio”. 4. Mesa: Pres.: José Luiz Teixeira Rossi. Secr.: Alessandro Piero Porro 5. Ordem do dia: (a) do aumento do capital social da Cia.; e (b) da alteração ao Estatuto Social da Cia.. 6. Deliberações: Analisadas, discutidas e votadas as matérias constantes da ordem do dia, os acionistas presentes à assembléia, por unanimidade, respeitando os impedimentos legais e sem quaisquer reservas, deliberaram: (a) Aprovar o aumento do capital social da Cia., em conformidade com os termos do Art. 8, item (iv) do Estatuto Social, de R$ 765.821.201,10 para R$ 1.095.821.205,87, portanto um aumento efetivo de R$ 330.000.004,77, mediante a emissão de 65.341.324 novas ações ordinárias, sem valor nominal, ao preço unitário de emissão de R$ 5,050402786 a serem integralizadas, em moeda corrente nacional, até 30/12/2011. As novas ações são, nesta data, totalmente subscritas da seguinte forma: (i) 49.501.003 das novas ações ordinárias são subscritas pela Capgemini do Brasil Consultoria e Participações Ltda., sociedade limitada inscrita no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica do Ministério da Fazenda, CNPJ/MF nº 05.617.473/0001-56, e serão integralizadas até 30/12/2011 por meio de transferência à Cia. de R$ 250.000.003,46 em fundos imediatamente disponíveis; e (ii) 15.840.321 das novas ações ordinárias são subscritas pela União Participações Ltda., sociedade limitada inscrita no CNPJ/MF nº 05.892.410/0001-08, e serão integralizadas até 30/12/2011 por meio de transferência à Cia. de R$ 80.000.001,31 em fundos imediatamente disponíveis. (b) Os demais acionistas da Cia.renunciam aos seus direitos de subscrição das novas ações ora emitidas e declaram estar em total acordo com as condições deste aumento de capital e sua subscrição pela Capgemini eo Brasil Consultoria E Participações Ltda. e pela União Participações Ltda. (c) Aprovar, em virtude do aumento do capital social deliberado acima, a alteração ao caput do Art. 5º do Estatuto Social, o qual passará a vigorar com a seguinte nova redação: “Art. 5º: O capital social é de R$ 1.095.821.205,87, dividido em 255.157.256 ações, todas nominativas, escriturais e sem valor nominal, sendo (a) 215.384.955 ações ordinárias e (b) 24.779.531 ações preferenciais classe“A”, sem direito a voto, conversíveis em ações ordinárias;(c) 14.992.770 ações preferenciais classe“B”, sem direito a voto, conversíveis em ações ordinárias.”Ficam, ainda, ratificados os demais Artigos do Estatuto Social.7.Encerramento:Nada mais.Mesa: José LuizTeixeira Rossi-Pres.;Alessandro Piero Porro-Secr..Acionistas da Cia.: Aiman Ezzat, André Jacintho Mesquita, Antonio Carlos Rego Gil, BDSTechnology LLC, BraxisTecnologia da Informação S.A., CapGemini do Brasil Consultoria e Participações Ltda., CPM Holdings Ltd., Cristal Delaware, LLC, Cyril Lucien Michel Garcia, Ettore Victor Biagioni, GIF Mining Holdings LLC Gilles Jean Louis Taldu, Infors investimentos Ltda., Jair Ribeiro da Silva Neto, José Luiz Teixeira Rossi, Mauricio Machado de Minas, Milton Amilcar Silva Vargas, Navin Goel, NextGenb LLC, Nicolas Georges Norbert Marie Joel Dugourcq, Patrick Michel Nicolet, Paul David Spence, Paul Jean Hermelin, Richard Dicketts, Roy Keith Stansbury, SBS Serviços de Informática Ltda., Serpartners Participações e Administração S.A., União Participações Ltda. Barueri, 27/12/2011. José Luiz Teixeira Rossi-Pres. e Alessandro Piero Porro-Secr.. Jucesp nº 24.199/12-6 em 06/01/2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP Pregão nº 001/2012 - Processo nº 210/2012 RESUMO DE EDITAL ARNALDO SHIGUEYUKI ENOMOTO, Prefeito de Pereira Barreto, faz saber que se acha aberto, até às 09:30 horas do dia 01 de fevereiro de 2012, o Pregão nº 001/2012 que tem por objeto Contratação de empresa para Prestação de Serviço com fornecimento de mão de obra com monitores em transporte escolar nos termos da resolução SE 27 de 09/05/2011 e SE 28 de 12/05/2011 DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO, sendo do tipo “menor preço” de acordo com a Lei Federal nº 10.520/2002. Maiores informações no Dep. de Licitações desta Prefeitura, pelo fone/fax (18) 3704-8505, e-mail licitacao@pereirabarreto.sp.gov.br, ou ainda o Edital completo no website www.pereirabarreto.sp.gov.br. Pereira Barreto, 18 de janeiro de 2012. Arnaldo Shigueyuki Enomoto - Prefeito Municipal O SIMPA- Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório e Papelaria de São Paulo e Região, com base nos municípios de São Paulo, Cajamar, Santana do Parnaíba, Barueri, Carapicuíba, Osasco, Cotia, Taboão da Serra, Embu, Itapecerica da Serra, Embu-Guaçu, Caieiras, Mairiporã, Arujá e Rio Grande da Serra, informa a todas as empresas integrantes da categoria econômica do comércio varejista de papelaria, material de escritório e suprimentos de informática que o vencimento da contribuição sindical patronal relativa ao exercício de 2012, de acordo com a tabela progressiva por faixa de capital social, conforme obrigatoriedade estabelecida pelos atrs. 578/591 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, será no dia 31 de janeiro de 2012. Informações sobre valores da tabela e guias de recolhimento poderão ser obtidas através do tel. 113255-3587, fax: 113255-5243 ou ainda pelo e-mail simpasp@ig.com.br. São Paulo, 18 de janeiro de 2012. Antonio Martins Nogueira - Presidente

ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA - ASF Seleção de Fornecedores – Modalidade Coleta de Preços nº 004/2012 A ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA – ASF comunica às empresas interessadas que se acha aberta a seleção de fornecedores objetivando a Contratação de Empresa para Prestação de Serviços de Instalações Hidráulicas em Unidade de Saúde localizada à Rua Rui de Moraes Apocalipse, nº 2 – Jardim Tiro ao Pombo – São Paulo/SP, incluindo o fornecimento de Insumos Materiais, Mão de Obra e Equipamentos. Informações e Edital: Sítio: www.saudedafamilia.org e Associação Saúde da Família – Praça Marechal Cordeiro de Farias, 65 (11) 3154-7050. Esclarecimentos: endereço eletrônico nmarussi@saudedafamilia.org e achinem@saudedafamilia.org. Entrega de documentos, material e abertura de envelopes dia 01/02/2012, às 10h00. Local da Sessão: Praça Marechal Cordeiro de Farias – 65 – Higienópolis – São Paulo/SP.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 17

ODEBRECHT REALIZAÇÕES IMOBILIÁRIAS S.A. COMPANHIA FECHADA – CNPJ Nº 06.206.132/0001-50

Ata da Segunda Assembleia Geral de Debenturistas da 1ª Emissão Pública de Debêntures Simples Não Conversíveis em Ações da Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A. realizada no dia 21 de julho de 2011 Data, hora e local: Realizada aos 21 (vinte e um) dias do mês de julho do ano de 2011, às 10h00 (dez) horas, na Avenida das Nações Unidas, 4.777, 3º andar, Cidade e Estado de São Paulo. Convocação: Dispensada a publicação do Edital de Convocação da Assembleia pelo comparecimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, na qualidade de único debenturista (“Debenturista”). Presença: Presente o Debenturista representando 100% das debêntures em circulação da 1ª Emissão Pública de Debêntures Simples Não Conversíveis em Ações da Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A. com Garantia Real e Garantias Adicionais, conforme assinaturas apostas na lista de presença anexa. Contou ainda com a participação dos representantes do Agente Fiduciário, Pavarini Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., e dos representantes da Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A. (“Emissora” ou “Companhia”). Mesa: Foi eleito para assumir a presidência dos trabalhos o Sr. Alexandre Pereira do Nascimento, representante do Debenturista, o qual convidou o Sr. André Luiz Ackermann para secretariá-la. Ordem do dia: (1) Alterar termos e condições dispostos na “Escritura Particular da Primeira Emissão Pública de Debêntures Simples Não Conversíveis em Ações da Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A. com Garantia Real e Garantias Adicionais”, celebrada em 24 de setembro de 2009 e aditada em 26 de março de 2010 (“Escritura de Emissão de Debêntures”), e aprovar o seu segundo aditamento (“Segundo Aditamento da Escritura”); (2) alterar os termos e condições dispostos no “Instrumento Particular de Cessão Fiduciária e Vinculação de Receita, Administração de Contas e Outras Avenças”, celebrado em 24 de setembro de 2009 e aditado em 26 de março de 2010 (“Contrato de Cessão”), e aprovar o seu segundo aditamento (“Segundo Aditamento do Contrato de Cessão”); (3) comunicar a alteração do endereço da sede da Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A.; (4) aprovar, de maneira excepcional, a elegibilidade dos empreendimentos desenvolvidos em Parceria Público-Privada entre a Jardins Mangueiral Empreendimentos Imobiliários S.A., com sede na Avenida Regional, lotes 1 a 8, Cidade de São Sebastião, Distrito Federal, CEP 71698-500, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 70.709.938/0001-39, na qualidade de sociedade de propósito específico da Companhia (respectivamente, “Jardins Mangueiral” e “Empreendimentos PPP”), e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal, integrante da Administração Indireta do Governo do Distrito Federal, vinculada à Secretaria de Estado de Habitação do Distrito Federal (“CODHAB/DF”), para o recebimento de recursos oriundos da Primeira Emissão Pública de Debêntures Simples Não Conversíveis em Ações da Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A. com Garantia Real e Garantias Adicionais (“Debêntures”); (5) em consonância com a Ordem do Dia (4) acima, ratificar a autorização das liberações de recursos para o financiamento dos Empreendimentos PPP; (6) confirmar o recebimento, pelo Debenturista, dos documentos relativos à comprovação da outorga de Parceria Público-Privada, na modalidade administrativa, para a implantação e gestão de empreendimento, que engloba as obras de construção de unidades domiciliares econômicas, a execução de infra-estrutura urbana e de áreas verdes do Projeto Mangueiral, e a prestação de serviços de operação e manutenção pela Jardins Mangueiral; e (7) aprovar que não seja declarado o vencimento antecipado da Emissão de Debêntures (waiver) em decorrência da não apresentação, pela Companhia, da Garantia Mínima a partir do 13º (décimo terceiro) mês após a Data de Emissão, assim como todas as obrigações vinculadas ao cumprimento deste prazo. Iniciando os trabalhos e após cumprimento das formalidades legais, o Sr. Presidente declarou estar instalada a Assembleia Geral de Debenturistas. A palavra foi passada ao representante da Companhia, que explanou a respeito das alterações propostas para alteração da Escritura de Emissão de Debêntures. Deliberações: Debenturista representando 100% das debêntures em circulação deliberou: 1) Aprovar (i) as alterações, as inclusões e exclusões de cláusulas na Escritura de Emissão e (ii) o Segundo Aditamento da Escritura, de modo a refletir as modificações nos termos especificados abaixo: (a) Alterar, na Escritura de Emissão de Debêntures e nos seus respectivos Anexos, o endereço da Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A. da Avenida das Nações Unidas, nº 8.501, 27º andar, CEP 05425-070, para Avenida das Nações Unidas, nº 4.777, 3º andar, CEP 05477-000, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo. (b) Em virtude da exclusão do Empreendimento Fase II, os termos “Empreendimento Fase I” e “Empreendimento Fase II” e todos aqueles que decorrerem destes são substituídos por “Empreendimento Elegível” com as devidas modificações. (c) Alterar as remissões citadas ao longo da Escritura de Emissão de Debêntures em razão da deliberação pela exclusão das cláusulas aqui mencionadas. (d) Na cláusula 1.1: (1) excluir os antigos itens (xii) e (xiii); (2) incluir os atuais itens (xii), (xiii) e (xiv); (3) atualizar a numeração dos itens por conta das exclusões e das inclusões citadas; e (4) alterar os atuais itens (ii), (viii), (xi), (xv), (xviii) e (xxiii). Desta forma, segue abaixo a redação dos itens incluídos e alterados da cláusula 1.1: “(ii) ‘Agente de Garantias’ significa a empresa independente contratada pela Companhia para (a) analisar o crédito dos promissários compradores e compradores de unidades habitacionais dos Empreendimentos Elegíveis (conforme definido adiante) e de empreendimentos não elegíveis cujos direitos de crédito sejam necessários para compor as garantias previstas nesta Escritura, (b) fornecer o VGV das unidades habitacionais de cada Empreendimento Elegível cujo valor de comercialização seja menor ou igual ao valor máximo permitido para financiamento de unidades habitacionais pelo SFH (conforme definido adiante), bem como o VGV de cada Empreendimento Elegível, (c) apurar o valor de comercialização médio das unidades habitacionais cujo valor de comercialização seja menor ou igual ao valor máximo para financiamento permitido pelo SFH por Empreendimento Elegível e informar se tal valor médio é superior ou não ao estabelecido na Resolução do Conselho Curador do FGTS nº 460/04 (conforme definido adiante), para unidades que se enquadram nos parâmetros da área de Habitação Popular, (d) apurar o percentual de comercialização dos Empreendimentos Elegíveis, (e) avaliar o Valor Atribuído (conforme definido adiante) dos Recebíveis (conforme definido adiante) nos termos desta Escritura e do ‘Instrumento Particular de Cessão Fiduciária e Vinculação de Receita, Administração de Contas e Outras Avenças’, na forma do modelo constante do Anexo I desta Escritura, e (f) calcular a Garantia Mínima e apresentar os relatórios conforme indicado na subcláusula 7.9.1.4.”; “(viii) ‘Custo de Produção’ significa o somatório dos custos (i) de aquisição dos terrenos, sendo que o custo do terreno será o valor de aquisição do terreno onde será construído cada Empreendimento, de forma que este custo deverá ser igual a zero, em caso de aquisição do terreno por meio de operação de permuta, seja ela física ou financeira, (ii) de construção, incluindo custos com a compra das fôrmas a serem utilizadas pelas SPE controladas pela Bairro Novo, (iii) de custos gerais da incorporação imobiliária dos Empreendimentos Elegíveis, incluindo, mas não se limitando a despesas com marketing, projeto, comercialização, registros, emolumentos e outras despesas de determinado Empreendimento Elegível.”; “(xi) ‘Empreendimento Elegível’ significa o empreendimento (a) que apresente pelo menos uma unidade habitacional cujo valor de comercialização seja menor ou igual ao valor máximo permitido para financiamento de unidades habitacionais pelo SFH, (b) que tenha obtido o respectivo registro de incorporação, (c) que ainda não tinha concluído 50% (cinquenta por cento) de seu cronograma físico na data de solicitação do primeiro saque de recursos da Emissão, (d) que não esteja em atraso superior a 90 (noventa) dias em seu cronograma físico, (e) para o qual a Companhia tenha apresentado os documentos listados na cláusula 5.5.1 abaixo de forma satisfatória ao Agente Fiduciário para a primeira liberação de recursos da Emissão, (f) que apresente venda de, no mínimo, 15% (quinze por cento) de suas unidades e (g) para o qual a Companhia tenha solicitado e obtido a aprovação do Agente Fiduciário para o primeiro saque de recursos da Emissão até o último dia útil do 36º (trigésimo sexto) mês após a Data de Emissão.”; “(xii) ‘Fator de Garantia Mínimo’ significa (a) a partir do primeiro dia do 13º (décimo terceiro) mês após a Data de Emissão, 40% (quarenta por cento), (b) a partir do primeiro dia do 19º (décimo nono) mês após a Data de Emissão, 80% (oitenta por cento) e (c) a partir do primeiro dia do 25º (vigésimo quinto) mês após a Data de Emissão, 120% (cento e vinte por cento).”; “(xiii) ‘Fluxo Futuro’ significa a soma dos valores a receber das parcelas vincendas dos direitos creditórios.”; “(xiv) ‘Garantia Mínima’ significa o montante mínimo de Recebíveis que devem estar cedidos fiduciariamente em garantia a esta Emissão em qualquer momento e cujo somatório do Valor Atribuído correspondente deve ser equivalente à multiplicação do (i) Saldo Liberado, somado ao valor de determinado saque solicitado, quando for o caso, pelo (ii) Fator de Garantia Mínimo. A data-base para fins de apuração da Garantia Mínima e do Valor Atribuído deverá ser a mesma.”; “(xv) ‘Recebíveis’ significa (i) os valores a receber das parcelas vincendas dos direitos creditórios oriundos da comercialização de unidades habitacionais de quaisquer empreendimentos, sejam Empreendimentos Elegíveis ou não, cuja análise de crédito tenha sido aprovada pelo Agente de Garantias; (ii) os direitos creditórios oriundos de futura comercialização de unidades habitacionais em construção de Empreendimentos Elegíveis e de quaisquer empreendimentos que tenham obtido aprovação de financiamento na modalidade de Crédito Associativo pela Caixa Econômica Federal; (iii) os direitos creditórios oriundos de futura comercialização de unidades habitacionais de quaisquer empreendimentos, sejam Empreendimentos Elegíveis ou não e que já tenham obtido o habite-se ou não.”; “(xviii) ‘Saldo Bloqueado’ significa o montante bloqueado dos valores obtidos com o pagamento dos Recebíveis cedidos em garantia a esta Emissão nos termos do modelo de ‘Instrumento Particular de Cessão Fiduciária e Vinculação de Receita, Administração de Contas e Outras Avenças’ constante do Anexo I desta Escritura. A partir do primeiro dia do 13º (décimo terceiro) mês a contar da Data de Emissão, o Saldo Bloqueado será equivalente ao maior valor entre (1) o valor da Remuneração (conforme definido na cláusula 7.13.1 desta Escritura) e da parcela de amortização, se houver, a serem pagas nos 6 (seis) meses seguintes à data de apuração do montante bloqueado; e (2) o resultado, se positivo, do Valor da Emissão (conforme definido adiante), somado do valor da Remuneração a ser paga nos 6 (seis) meses seguintes à data de apuração do montante bloqueado, subtraído (a) do saldo da Conta de Liquidação, (b) do saldo das Contas Caução de Empreendimentos Elegíveis Associativos e (c) da divisão do Valor Atribuído dos Recebíveis, informado pelo Agente de Garantias no relatório mês anterior, pelo Fator de Garantia Mínimo.”; “(xxiii) ‘Valor Financiado’ significa o valor máximo a ser financiado de um Empreendimento Elegível, com recursos provenientes da Emissão, o qual será equivalente ao menor valor entre (i) 80% (oitenta por cento) do VGV (conforme definido adiante) das unidades habitacionais enquadradas no SFH de cada Empreendimento Elegível e (ii) 90% (noventa por cento) do Custo de Produção das unidades habitacionais enquadradas no SFH, conforme atestado pelo Agente de Obras, nos termos da cláusula 5 desta Escritura.”. (e) Adaptar o texto da Escritura de forma a refletir a inclusão das novas definições citadas em (d)(2) acima. (f) Na cláusula 5, (1) excluir as antigas cláusulas 5.2.3, 5.3.2, 5.4, 5.4.1 e 5.6.1.2; (2) atualizar a numeração das cláusulas por conta das exclusões citadas; (3) alterar a cláusula 5.1, 5.2.1, 5.2.2, item (i) da cláusula 5.3, 5.5.1.1 (antiga 5.6.1.1) e 5.11 (antiga 5.12) e (4) incluir os itens (viii), (ix) e (x) da cláusula 5.5.1 (antiga 5.6.1). Desta forma, segue abaixo a redação das cláusulas incluídas e alteradas na cláusula 5: “5.1. Os recursos provenientes da Emissão deverão ser utilizados para financiar, no máximo, o menor valor entre (i) 80% (oitenta por cento) do VGV das unidades habitacionais enquadradas no SFH de cada Empreendimento Elegível e (ii) 90% (noventa por cento) do Custo de Produção das unidades habitacionais enquadradas no SFH, conforme atestado pelo Agente de Obras.”; “5.2.1. Até o último dia útil do 36º (trigésimo sexto) mês após a Data de Emissão, a Companhia deverá ter apresentado solicitações de saque para Empreendimentos Elegíveis cujos Valores Financiados somem, pelo menos, R$ 600.000.000,00 (seiscentos milhões de reais). 5.2.2. Caso, no último dia útil do 36º (trigésimo sexto) mês após a Data de Emissão, o somatório dos Valores Financiados dos Empreendimentos Elegíveis seja inferior a R$ 600.000.000,00 (seiscentos milhões de reais), a diferença entre o valor de R$ 600.000.000,00 (seiscentos milhões de reais) e a soma dos Valores Financiados dos Empreendimentos Elegíveis deverá ser revertida para a amortização antecipada parcial das Debêntures, devendo o Agente Fiduciário, nos termos da cláusula 10.4, alínea XX, coordenar a amortização antecipada parcial e instruir o banco depositário da Conta de Liquidação para operacionalizar tal amortização antecipada no 1º (primeiro) dia útil do 37º (trigésimo sétimo) mês após a Data de Emissão. A Companhia deverá efetuar a formalização necessária para tal amortização antecipada perante o Banco Mandatário e a CETIP com, no mínimo, 1 (um) dia útil de antecedência. Caso seja realizada a amortização parcial, esta deverá abranger a totalidade das Debêntures em Circulação.”; “5.3. Empreendimentos Elegíveis. A Companhia poderá solicitar o saque de recursos ao Agente Fiduciário para financiar os Empreendimentos Elegíveis de acordo com o avanço de seu cronograma físico-financeiro, observado que: (i) O primeiro saque para cada Empreendimento Elegível poderá ser solicitado, até o último dia útil do 36º (trigésimo sexto) mês após a Data de Emissão, quando da obtenção do registro de incorporação do Empreendimento Elegível para o qual o saque estiver sendo solicitado, desde que o estágio de obra não tenha concluído 50% (cinquenta por cento) de seu cronograma físico, e o valor de saque requisitado (a) não poderá exceder 23,33% (vinte e três inteiros e trinta e três centésimos por cento) de seu Valor Financiado, e (b) somado à parcela dos R$ 100.000.000,00 (cem milhões de reais) liberados inicialmente que corresponda a 16,67% (dezesseis inteiros e sessenta e sete centésimos por cento) do Valor Financiado do Empreendimento Elegível para o qual o saque estiver sendo solicitado, não poderá exceder 40% (quarenta por cento) de seu Valor Financiado; e”; “5.5.1. […] (viii) certidão atualizada da matrícula do imóvel obtida no competente Cartório de Imóveis evidenciando a titularidade da propriedade do respectivo imóvel em nome da Companhia, da Bairro Novo ou das SPE; e (ix) documentos relativos à licitação de terrenos, no caso de empreendimento desenvolvido em sistema de Parceria Público-Privada (PPP) aprovados pelos Debenturistas como Empreendimento Elegível em Assembleia Geral de Debenturistas; e (x) documentos societários comprovando a regular constituição das SPE, bem como o seu controle pela Companhia ou pela Bairro Novo, conforme o caso.”; “5.5.1.1. Para os Empreendimentos Elegíveis para os quais a Companhia tenha apresentado o relatório do Agente de Garantias indicado na alínea (iii) da cláusula 5.5.1 acima, o Agente Fiduciário deverá calcular o Valor Financiado, bem como apurar se o valor solicitado para saque respeita os limites indicados na cláusula 5.3, considerando apenas a parcela de Custo de Produção indicado no relatório do Agente de Obras indicado na alínea (ii) da cláusula 5.5.1 acima para os tipos de unidades habitacionais cujo valor de comercialização menor ou igual ao valor máximo permitido para financiamento pelo SFH, conforme indicado no relatório do Agente de Garantias. O Valor Financiado de cada empreendimento deverá ser calculado com base na ‘Proporção de unidades financiáveis pelo SFH’ indicado no relatório do Agente de Garantias indicado na alínea (iii) da cláusula 5.5.1 acima e no ‘Custo de Produção’ indicado no relatório do Agente de Obras indicado na alínea (ii) da cláusula 5.5.1 acima, e com base na seguinte fórmula: Valor Financiado = [(Máximo de 80% do VGV das unidades enquadradas no SFH), limitado à (‘Proporção de unidades financiáveis pelo SFH’) x (90% ‘Custo de Produção’)]”; “5.11. Caberá ao Agente Fiduciário verificar que o montante solicitado para saque está de acordo com os percentuais do Valor Financiado indicado nas cláusulas 5.2 e 5.3, bem como com o limite tratado na cláusula 5.10 acima, e, para saques solicitados a partir do primeiro dia útil do 13º (décimo terceiro) mês, que o último relatório mensal do Agente de Garantias, emitido nos termos da subcláusula 7.9.1.5 adiante, indique Recebíveis cujo Valor Atribuído seja equivalente ao percentual indicado na subcláusula 7.9.1.4 adiante somando-se o valor do saque ao Saldo Liberado.” (g) Na cláusula 7, (1) incluir o item (v) da 7.9.1.6, as cláusulas atuais 7.9.1.6.2, 7.9.1.6.3, 7.9.1.6.4, 7.9.1.6.5 e o item (XXIX) da 7.21; (2) atualizar a numeração das cláusulas por conta das inclusões; e (3) alterar as cláusulas 7.9.1.5, 7.9.1.6, 7.9.1.6.1 (antiga 7.9.1.7), 7.9.1.7 (antiga 7.9.1.8), 7.13.2 e itens (XIV) e (XXII) da cláusula 7.21. Desta forma, segue abaixo a redação das cláusulas incluídas e alteradas na cláusula 7: “7.9.1.5. Para verificação da cessão de Recebíveis nos percentuais indicados na subcláusula 7.9.1.4 acima, a partir do 13º (décimo terceiro) mês a contar da Data de Emissão das Debêntures, a Companhia deverá fazer com que o Agente de Garantias calcule e apresente mensalmente até o dia 15 de cada mês calendário ao Agente Fiduciário, ou no dia útil seguinte, caso o dia 15 não seja dia útil, relatórios de controle de Recebíveis, conforme modelo constante do Anexo VIII desta Escritura emitidos com base nos critérios identificados no Anexo XI desta Escritura. O primeiro relatório deverá ser

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apresentado até o dia 15 do 13º (décimo terceiro) mês a contar da Data de Emissão e o último relatório, até o dia 15 do 60º (sexagésimo) mês a contar da Data de Emissão. O Agente Fiduciário deverá verificar se o Saldo Liberado é menor ou igual à divisão do Valor Atribuído total dos Recebíveis informado no relatório do Agente de Garantias pelo Fator de Garantia Mínimo. Caso o Saldo Liberado for maior do que o resultado da divisão mencionada anteriormente, o Agente Fiduciário deverá comunicar à Companhia para que esta deposite recursos nas contas vinculadas à Emissão, nos termos do ‘Instrumento Particular de Cessão Fiduciária e Vinculação de Receita, Administração de Contas e Outras Avenças’, na forma do modelo constante do Anexo I desta Escritura.”; “7.9.1.6. Para fins do acompanhamento da cessão de Recebíveis pelo Agente Fiduciário de que trata o item (i) da cláusula 7.9.1, observada a subcláusula 7.9.1.7 adiante, o Agente de Garantias, atendidos os critérios de avaliação definidos no Anexo XI desta Escritura, deverá atribuir, aos Recebíveis, os valores (‘Valor Atribuído’) e observados os seguintes requisitos: (i) os Recebíveis originados de vendas de unidades habitacionais de Empreendimentos Elegíveis e de empreendimentos que não sejam Empreendimentos Elegíveis e que não sejam Recebíveis Associativos, mas cuja análise de crédito tenha sido aprovada pelo Agente de Garantias, terão valor equivalente ao seu Fluxo Futuro; (ii) os Recebíveis Associativos terão valor equivalente a 120% (cento e vinte por cento) de seu Fluxo Futuro; (iii) os Recebíveis decorrentes do valor de venda futura de (1) quaisquer unidades habitacionais em construção ou que já tenham obtido o habite-se de Empreendimentos Associativos, ou (2) quaisquer unidades habitacionais de empreendimentos que não sejam Empreendimentos Associativos, sejam eles Empreendimentos Elegíveis ou não e que já tenham obtido o habite-se, terão valor equivalente a 80% (oitenta por cento) do seu Fluxo Futuro, apurado conforme critérios definidos no Anexo XI desta Escritura; (iv) Os Recebíveis decorrentes do valor de venda futura de unidades habitacionais em construção de Empreendimentos Elegíveis que não pertençam a Empreendimentos Associativos terão valor equivalente a 60% (sessenta por cento) do seu Fluxo Futuro, apurado conforme critérios definidos no Anexo XI desta Escritura; e (v) os Recebíveis originados de vendas de unidades habitacionais de Empreendimentos Elegíveis e os Recebíveis de empreendimentos que não sejam Empreendimentos Elegíveis e que não sejam Recebíveis Associativos cuja análise de crédito não tenha sido concluída pelo Agente de Garantias, terão valor equivalente a 50% (cinquenta por cento) de seu Fluxo Futuro até que o Agente de Garantias conclua a análise da performance de pagamento de tais Recebíveis, sendo certo que o Valor Atribuído de tais Recebíveis não poderá ultrapassar 30% (trinta por cento) da Garantia Mínima. 7.9.1.6.1. A soma do Valor Atribuído dos Recebíveis decorrentes do valor de venda futura de unidades habitacionais de quaisquer empreendimentos, sejam eles Empreendimentos Elegíveis ou não, e do Valor Atribuído dos Recebíveis decorrentes da venda de unidades habitacionais de empreendimentos que não sejam Empreendimentos Elegíveis, não poderá ultrapassar 20% (vinte por cento) do total da Garantia Mínima. 7.9.1.6.2. O Valor Atribuído dos Recebíveis citados na cláusula 7.9.1.6.1 acima somente poderá ser considerado no cálculo da Garantia Mínima caso os demais Recebíveis sejam insuficientes para compor tal Garantia Mínima. 7.9.1.6.3. O Agente de Garantias, com base no último relatório do Agente de Obras, desconsiderará os Recebíveis oriundos do Empreendimento Elegível que apresente atraso superior a 90 (noventa) dias em seu cronograma físico após decorrido o prazo mencionado na cláusula 5.9.1 acima. 7.9.1.6.4. A análise da performance de pagamento dos Recebíveis, pelo Agente de Garantias, a que se refere o item (v) da cláusula 7.9.1.6 acima, deverá considerar, após o prazo de 12 (doze) meses contados da data de assinatura do contrato de compra e venda da unidade habitacional, um histórico mínimo de 12 (doze) parcelas de pagamento, sendo que, na hipótese de histórico superior a este mínimo, serão consideradas as 12 (doze) últimas parcelas, período após o qual o crédito poderá ser computado no índice de garantia, desde que aprovado pelo Agente de Garantias. 7.9.1.6.5. O Agente de Garantias deverá concluir a análise dos Recebíveis que estejam sob sua análise, nos termos do item (v) da cláusula 7.9.1.6 acima, em até 12 (doze) meses após a assinatura do contrato de compra e venda da unidade habitacional, sendo que caso após tal período não haja um histórico mínimo de 12 (doze) parcelas, tais Recebíveis terão seu Valor Atribuído igual a zero, exceto se o Agente de Garantias de outra forma aprove o cr��dito do devedor dos Recebíveis. Após tal análise, caso o Agente de Garantias aprove tais Recebíveis, estes passarão a ser considerados por valor equivalente aos descritos nos itens (i) e (ii) da cláusula 7.9.1.6, e caso os reprove, tais Recebíveis deverão ser desconsiderados do cálculo da Garantia Mínima.”; “7.9.1.7. Os recursos provenientes dos Recebíveis cedidos em garantia a esta Emissão que forem depositados, até o último dia do 12º (décimo segundo) mês a contar da Data de Emissão, em conta bancária de titularidade da Companhia deverão ser disponibilizados para livre utilização da Companhia no dia útil seguinte ao do seu depósito. A partir do primeiro dia do 13º (décimo terceiro) mês a contar da Data de Emissão, os recursos oriundos dos Recebíveis cedidos fiduciariamente ao Debenturista deverão ser depositados em contas vinculadas à Emissão, nos termos do modelo de ‘Instrumento Particular de Cessão Fiduciária e Vinculação de Receita, Administração de Contas e Outras Avenças’, na forma do modelo constante do Anexo I desta Escritura, sendo que tais recursos poderão ser liberados à Companhia desde que (i) a Companhia esteja cumprindo a todas as obrigações desta Escritura; (ii) a Companhia esteja cumprindo a Garantia Mínima; e, adicionalmente, (iii) haja um excedente de valor de garantia em Recebíveis de modo que somente será liberado à conta de livre movimentação da Companhia a parcela do Valor Atribuído dos Recebíveis cedidos que sobejar o valor necessário à composição da Garantia Mínima e o valor da Remuneração e da parcela de amortização, se houver, a serem pagas nos 6 (seis) meses seguintes. A liberação de que trata esta cláusula somente se refere aos valores depositados nas contas vinculadas à Emissão e não contempla os recursos existentes na Conta de Liquidação, que serão liberados nos termos da cláusula 5 desta Escritura. A partir do primeiro dia do 13º (décimo terceiro) mês a contar da Data de Emissão, será bloqueado, nos termos previstos no modelo de ‘Instrumento Particular de Cessão Fiduciária e Vinculação de Receita, Administração de Contas e Outras Avenças’ constante do Anexo I desta Escritura, o maior valor entre (1) o valor da Remuneração (conforme definido na cláusula 7.13.1 desta Escritura) e da parcela de amortização, se houver, a serem pagas nos 6 (seis) meses seguintes à data de apuração do montante bloqueado; e (2) o resultado, se positivo, do Valor da Emissão, somado do valor da Remuneração a ser paga nos 6 (seis) meses seguintes à data de apuração do montante bloqueado, subtraído (a) do saldo da Conta de Liquidação, (b) do saldo das Contas Caução de Empreendimentos Elegíveis Associativos e (c) da divisão do Valor Atribuído dos Recebíveis pelo Fator de Garantia Mínimo.”; “7.13.2. A Remuneração será apurada segundo a fórmula descrita abaixo:

R = 兵VNe x 关共Fator TR x Fator Spread 兲 - 1兴其 sendo a expressão 共Fator TR x Fator Spread 兲 calculada com 9 casas decimais, com arredondamento; onde: R = valor da Remuneração devida no final de cada Período de Capitalização, calculado com 6 (seis) casas decimais, sem arredondamento; VNe = Valor Nominal ou saldo do Valor Nominal, informado/calculado com 6 (seis) casas decimais, sem arredondamento; FatorTR = produtório das TR divulgadas pelo Banco Central do Brasil entre a Data de Emissão ou a data de pagamento da Remuneração imediatamente anterior, conforme o caso, e a data de pagamento da Remuneração subsequente, calculado com 8 (oito) casas decimais, sem arredondamento, como a seguir: dup

TR1 Fator TR = 1+ 100

dut

1

1

dup

TR x 1+ 2 100

dut

2

2

dup

TR x…x 1+ n 100

dut

n

n

onde: TR1, TR2, TRn = TR das datas-base divulgadas pelo Banco Central do Brasil, para o Período de Capitalização, informada com 4 (quatro) casas decimais. Para fins desta Escritura, considerar-se-á como data-base o dia 8 (oito) de cada mês calendário após o mês da Data de Emissão; dup = número de dias úteis compreendidos entre a data-base da TR utilizada e a data de cálculo, sendo “dup” um número inteiro; dut = número de dias úteis para o período de vigência da TR utilizada, sendo “dut” um número inteiro;

Cupom Fator Spread = 1+ 100

dup 252

onde: Fator Spread = fator do cupom de juros calculado com 9 (nove) casas decimais, com arredondamento; dup = número de dias úteis compreendidos entre a Data de Emissão ou a data de pagamento da Remuneração imediatamente anterior e a data do cálculo da nova Remuneração do atual Período de Capitalização, sendo “dup” um número inteiro; Cupom = valor informado com 4 (quatro) casas decimais, com arredondamento, sendo 8,1600 (oito inteiros e dezesseis centésimos) para o primeiro Período de Capitalização e, para os demais Períodos de Capitalização, obtido pela seguinte fórmula:

Cupom = 关8,16兴 x

共关8,16兴 x VT1兲 + 共关10,25兴 x VT2兲

冢 VEVE- SL冣冥 + 冤冢

VT

SL 冣 x 冢VE 冣冥

ou, se VT = 0, Cupom = 8,1600 (oito inteiros e dezesseis centésimos), onde: VE = Valor da Emissão; Saldo Liberado = Saldo Liberado apurado na data do pagamento da Remuneração imediatamente anterior; VT = VT1 + VT2; VT1 = Valor Financiado dos Empreendimentos Elegíveis cujas unidades habitacionais apresentem valor médio de VGV das unidades habitacionais com valor de comercialização menor ou igual ao valor máximo estabelecido na Resolução do Conselho Curador do FGTS nº 460/04, para unidades que se enquadram nos parâmetros da área de Habitação Popular. Serão considerados apenas os Empreendimentos Elegíveis cujo primeiro saque tenha sido efetuado a partir da Data de Emissão e até a data de pagamento da Remuneração do Período de Capitalização imediatamente anterior ao Período de Capitalização para a qual o Cupom está sendo calculado e que não tenha sido excluído do rol de empreendimentos financiados pelas Debêntures nos termos das cláusulas 7.9.1.3 e 7.9.1.10, durante esse mesmo período. O VT1 deverá ser informado pelo Agente Fiduciário, com base nas informações recebidas do Agente de Garantias, nos termos do relatório constante no Anexo V desta Escritura; VT2 = Valor Financiado dos Empreendimentos Elegíveis cujas unidades habitacionais apresentem valor médio de VGV das unidades habitacionais com valor de comercialização menor ou igual ao valor máximo permitido para financiamento pelo SFH, mas superior ao estabelecido na Resolução do Conselho Curador do FGTS nº 460/04, para unidades que se enquadram nos parâmetros da área de Habitação Popular. Serão considerados apenas os Empreendimentos Elegíveis cujo primeiro saque tenha sido efetuado a partir da Data de Emissão e até a data de pagamento da Remuneração do Período de Capitalização imediatamente anterior ao Período de Capitalização para a qual o Cupom está sendo calculado e que não tenha sido excluído do rol de empreendimentos financiados pelas Debêntures nos termos das cláusulas 7.9.1.3 e 7.9.1.10, durante esse mesmo período. O VT2 deverá ser informado pelo Agente Fiduciário, com base nas informações recebidas do Agente de Garantias, nos termos do relatório constante no Anexo V desta Escritura.”; “7.21. […] “XIV. declaração de nulidade de qualquer garantia constituída para garantir o pagamento das Debêntures, sem que haja sua substituição, em montante igual ao originalmente estabelecido no prazo de 30 (trinta) dias contados da data ciência do fato que originou a nulidade;”; “XXII. falta de cumprimento pela Emissora de qualquer obrigação não pecuniária prevista nesta Escritura, incluindo, mas não se limitando o não cumprimento pela Emissora de quaisquer de suas obrigações adicionais previstas nesta Escritura, inclusive a destinação de recursos obtidos por meio desta Emissão para destinação diversa da aqui prevista, não sanada em 20 (vinte) dias corridos, se aplicável, (ou menor período caso expressamente estabelecido nesta Escritura para o cumprimento de determinada obrigação não pecuniária), contados da notificação extrajudicial enviada à Companhia pelo Agente Fiduciário referente ao descumprimento da obrigação não pecuniária;”; “XXIX. não tenha ocorrido devolução de valores sacados para o financiamento de determinado Empreendimento Financiado em (a) 30 (trinta) dias a contar da ocorrência de quaisquer fatos que possam impedir a sua execução, incluindo, mas não se limitando, à ocorrência de decreto de desapropriação da área de construção do empreendimento, à perda de licenças e/ou a problemas nos registros de incorporação, ou (b) 25 (vinte e cinco) dias da notificação do Agente Fiduciário à Companhia solicitando a devolução dos valores sacados, por conta dos fatos citados na letra ‘a’ deste item XXIX.”. (h) Na cláusula 8.1, (1) alterar o subitem (c) do item (I); (2) incluir o subitem (i) do item (I) e os itens (XXXVII) e (XLIX) e (3) atualizar a numeração das cláusulas por conta das inclusões. Desta forma, segue abaixo a redação das cláusulas incluídas e alteradas na cláusula 8: “(c) a fim de comprovar a destinação dos recursos (i) as certidões das matrículas no competente Registro de Imóveis evidenciando a propriedade dos respectivos terrenos e/ou imóveis em nome da Companhia, da Bairro Novo ou das SPE; (ii) documentos relativos à licitação de terrenos, no caso de empreendimento desenvolvido em sistema de Parceria Público-Privada (PPP) aprovados pelos Debenturistas como Empreendimento Elegível em Assembleia Geral de Debenturistas e (iii) documentos societários comprovando a regular constituição das SPE, bem como o seu controle pela Companhia ou pela Bairro Novo, conforme o caso;”; “(i) no prazo de 5 (cinco) dias úteis de sua ocorrência, informações sobre qualquer fato que possa impedir a execução de um Empreendimento Elegível, incluindo, mas não se limitando, à ocorrência de decreto de desapropriação da área de construção do empreendimento, à perda de licenças e/ou a problemas nos registros de incorporação.”; “XXXVII. fazer com que o Agente de Obras envie ao Agente Fiduciário e ao Agente de Garantias os relatórios emitidos nos termos desta Escritura;”; “XLIX. na ocorrência de quaisquer fatos que possam impedir a execução de um Empreendimento Financiado, incluindo, mas não se limitando, à ocorrência de decreto de desapropriação da área de construção do empreendimento, à perda de licenças e/ou a problemas nos registros de incorporação, fica a Emissora obrigada a devolver os valores utilizados no Empreendimento Financiado no prazo de (1) 30 (trinta) dias a contar da ocorrência do fato; ou (2) 25 (vinte e cinco) dias da notificação do Agente Fiduciário à Companhia solicitando a devolução dos valores sacados, por conta dos fatos citados neste item XLIX.”. (i) Na cláusula 10.4, incluir o item (XXVII), com a seguinte redação: “XXVII. Informar mensalmente ou sempre que for necessário para emissão de relatório de valor de Garantia Mínima pelo Agente de Garantias: a) pagamentos realizados pela Caixa Econômica Federal, na qualidade de agente financiador de Créditos Associativos; e b) o Saldo Liberado e o valor passível de liberação.”. (j) Na cláusula 11, incluir a cláusula 11.1.1, com a seguinte redação: “11.1.1. É facultado aos Debenturistas, a qualquer momento após o encerramento do prazo para a distribuição das Debêntures no mercado, proceder, desde que justificadamente, à substituição do Agente de Obras e/ou do Agente de Garantias e à indicação de seus respectivos substitutos, e desde que mantidas as mesmas condições e custos dos contratos vigentes, por meio de Assembleia especialmente convocada para esse fim, esta substituição seja justificada pelos Debenturistas e não altere os custos da Emissora.”. (k) No Anexo VI, excluir o seguinte parágrafo: “[Como não há unidades habitacionais vendidas para emissão do relatório do Agente de Garantias identificado na cláusula 5.6.1, item (iii), da Escritura de Emissão de Debêntures, informamos que a parcela do custo de produção do empreendimento, conforme identificado no relatório do Agente de Obras, para fins de cálculo do Valor Financiado e confirmação de que o valor solicitado para este primeiro saque se encontra dentro dos limites determinados na Escritura de Emissão de Debêntures, será a parcela identificada para os tipos de unidades […], […], […] e […], os quais apresentam valor de comercialização menor ou igual ao valor máximo permitido para financiamento pelo SFH.]”. (l) No Anexo VIII, alterar o “Modelo de Relatório Mensal do Agente de Garantias e Relação de Recebíveis e Valor Atribuído” pelo modelo abaixo apresentado.  Anexo VIII. MODELO. Relatório men-

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 18 de janeiro de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Bell Valley Distribuidora Ltda. Requerido: Roma Import. Com. Imp. e Dist. Ltda. Rua Gomes Cardim, 521 - Brás - 2ª Vara de Falências. Requerente: Macro Factoring e Fomento Mercantil Ltda. Requerido: VICS Criação Desenvolvimento Fabricação de Acessórios e Peças de Vestuário em Geral Ltda. Rua Antonio Coruja, 309 – Bom Retiro - 1ª Vara de Falências

sal do Agente de Garantias – Relação de Recebíveis e Valor Atribuído. São Paulo, […] de […] de 20[…]. À Pavarini Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., Rua Sete de Setembro, nº 99, 24º andar, Rio de Janeiro, RJ. Fazemos referência à Escritura Particular da Primeira Emissão Pública de Debêntures Simples Não Conversíveis em Ações da Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A. com Garantia Real e Garantias Adicionais (“Escritura”), vimos por meio do presente instrumento, informar (i) o Valor Atribuído dos Recebíveis do(s) empreendimento(s) abaixo, (ii) o valor de Garantia Mínima necessária considerando as informações do Agente Fiduciário posicionada em […] de […] de 201 […], conforme identificados nas tabelas abaixo: (i) Valor Atribuído Empreendimento

Elegível

A

B

C

D

A = Associativo; B = Aprovado; C = Em análise; D = Venda futura. […] VALOR ATRIBUÍDO Valor Atribuído considerando as ponderações e limites indicados na cláusula 7.9.1.6 da Escritura. (ii) Garantia Mínima VALOR ATRIBUÍDO SALDO LIBERADO (*) VALOR GARANTIA MÍNIMA VALOR MÁXIMO PASSÍVEL DE LIBERAÇÃO FATOR DE GARANTIA MÍNIMA * Informado pelo Agente Fiduciário no expediente […] de […] de 201[…].  2) Aprovar (i) as alterações e inclusões de cláusulas no Contrato de Cessão e (ii) o Segundo Aditamento do Contrato de Cessão, de modo a refletir as modificações nos termos especificados abaixo: (a) Na cláusula 1.1, (1) alterar o conceito de “Escritura de Emissão de Debêntures” e (2) incluir os conceitos de “Fator de Garantia Mínimo”, “Fluxo Futuro” e “Garantia Mínima”. Desta forma, a cláusula 1.1 passa a viger com o seguinte teor: “‘Escritura de Emissão de Debêntures’ significa a Escritura Particular da Primeira Emissão Pública de Debêntures Simples Não Conversíveis em Ações da Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A. com Garantia Real e Garantias Adicionais, celebrado pela Companhia, pelo Agente Fiduciário e pela Odebrecht S.A. em 24 de setembro de 2009, aditada em 26 de março de 2010 e 21 de julho de 2011.”; “‘Fator de Garantia Mínimo’ significa (a) a partir do primeiro dia do 13º (décimo terceiro) mês após a Data de Emissão, 40% (quarenta por cento), (b) a partir do primeiro dia do 19º (décimo nono) mês após a Data de Emissão, 80% (oitenta por cento) e (c) a partir do primeiro dia do 25º (vigésimo quinto) mês após a Data de Emissão, 120% (cento e vinte por cento).”; “‘Fluxo Futuro’ significa a soma dos valores a receber das parcelas vincendas dos direitos creditórios.”; “‘Garantia Mínima’ significa o montante mínimo de Recebíveis que devem estar cedidos fiduciariamente em garantia a esta Emissão em qualquer momento e cujo somatório do Valor Atribuído correspondente deve ser equivalente à multiplicação do (i) Saldo Liberado somado ao valor de determinado saque solicitado, quando for o caso, pelo (ii) Fator de Garantia Mínimo. A data-base para fins de apuração da Garantia Mínima e do Valor Atribuído deverá ser a mesma.”. (b) Adaptar o texto do Contrato de Cessão de forma a refletir a inclusão dos novos conceitos citados em (a)(2) acima. (c) Na cláusula 3, (1) alterar as cláusulas 3.1.2.1, 3.1.2.2, 3.1.2.3 e 3.1.2.6 (antiga 3.1.2.4); (2) incluir o item (v) da cláusula 3.1.2.1, as cláusulas 3.1.2.4, 3.1.2.5 e o item (i) na cláusula 3.1.2.3 e (3) atualizar a numeração das cláusulas por conta das inclusões. Desta forma, segue abaixo a redação das cláusulas alteradas e incluídas na cláusula 3: “3.1.2.1. Os direitos creditórios que compõem a Receita terão o valor atribuído (‘Valor Atribuído’) de acordo com os seguintes critérios: (i) os Recebíveis (conforme definido na Escritura de Emissão de Debêntures) originados de vendas de unidades habitacionais de Empreendimentos Elegíveis e de empreendimentos que não sejam Empreendimentos Elegíveis e que não sejam Recebíveis Associativos, mas cuja análise de crédito tenha sido aprovada pelo Agente de Garantias, terão valor equivalente ao de seu Fluxo Futuro; (ii) os Recebíveis Associativos terão valor equivalente a 120% (cento e vinte por cento) de seu Fluxo Futuro; (iii) os Recebíveis decorrentes do valor de venda futura de (1) quaisquer unidades habitacionais em construção ou que já tenham obtido o habite-se de Empreendimentos Associativos, ou (2) quaisquer unidades habitacionais de empreendimentos que não sejam Empreendimentos Associativos, sejam eles Empreendimentos Elegíveis ou não e que já tenham obtido o habite-se, terão valor equivalente a 80% (oitenta por cento) do seu Fluxo Futuro, apurado conforme critérios definidos no Anexo XI da Escritura de Emissão de Debêntures; (iv) os Recebíveis decorrentes do valor de venda futura de unidades habitacionais em construção de Empreendimentos Elegíveis que não pertençam a Empreendimentos Associativos terão valor equivalente a 60% (sessenta por cento) do seu fluxo futuro, apurado conforme critérios definidos no Anexo XI da Escritura de Emissão de Debêntures; e (v) os Recebíveis originados de vendas de unidades habitacionais de Empreendimentos Elegíveis e os Recebíveis de empreendimentos que não sejam Empreendimentos Elegíveis e que não sejam Recebíveis Associativos cuja análise de crédito não tenha sido feita pelo Agente de Garantias, terão valor equivalente a 50% (cinquenta por cento) de seu Fluxo Futuro até que o Agente de Garantias conclua a análise da performance de pagamento de tais Recebíveis, sendo certo que o Valor Atribuído de tais Recebíveis não poderá ultrapassar 30% (trinta por cento) da Garantia Mínima. 3.1.2.2. A soma do Valor Atribuído dos Recebíveis decorrentes do valor de venda futura de unidades habitacionais de quaisquer empreendimentos, sejam eles Empreendimentos Elegíveis ou não, e do Valor Atribuído dos Recebíveis decorrentes da venda de unidades habitacionais de empreendimentos que não sejam Empreendimentos Elegíveis, não poderá ultrapassar 20% (vinte por cento) do total da Receita Vinculada. O Valor Atribuído dos Recebíveis citados nesta cláusula 3.1.2.2 somente poderá ser considerado no cálculo da Garantia Mínima caso os demais Recebíveis sejam insuficientes para compor tal Garantia Mínima. 3.1.2.3. Cabe ao Agente de Garantias: i. com base no último relatório do Agente de Obras, desconsiderará os Recebíveis oriundos do Empreendimento Elegível que apresente atraso superior a 90 (noventa) dias em seu cronograma físico após decorrido o prazo mencionado na cláusula 5.9.1 da Escritura de Emissão de Debêntures; e ii. com base no ‘Valor Atribuído Total’, verificar que o Saldo Liberado se encontra garantido pelo Fator de Garantia Mínimo, sendo que o Saldo Liberado somado ao valor de determinado saque solicitado, se for o caso, deverá ser menor ou igual ao Valor Atribuído Final dividido pelo Fator de Garantia Mínimo. 3.1.2.4. A análise da performance de pagamento dos Recebíveis, pelo Agente de Garantias, a que se refere o item (v) da cláusula 3.1.2.1 acima, deverá considerar, após o prazo de 12 (doze) meses contados da data de assinatura do contrato de compra e venda da unidade habitacional, um histórico mínimo de 12 (doze) parcelas de pagamento, sendo que, na hipótese de histórico superior a este mínimo, serão consideradas as 12 (doze) últimas parcelas, período após o qual o crédito poderá ser computado no índice de garantia, desde que aprovado pelo Agente de Garantias. 3.1.2.5. O Agente de Garantias deverá concluir a análise dos Recebíveis que estejam sob sua análise, nos termos do item (v) da cláusula 3.1.2.1 acima, em até 12 (doze) meses após a assinatura do contrato de compra e venda da unidade habitacional, sendo que caso após tal período não haja um histórico mínimo de 12 (doze) parcelas, tais Recebíveis terão seu Valor Atribuído igual a zero, exceto se o Agente de Garantias de outra forma aprove o crédito do devedor dos Recebíveis. Após tal análise, caso o Agente de Garantias aprove tais Recebíveis, estes passarão a ser considerados por valor equivalente aos descritos nos itens (i) e (ii) da cláusula 3.1.2.1, e caso os reprove, tais Recebíveis deverão ser desconsiderados do cálculo da Garantia Mínima. 3.1.2.6. Caso o resultado da divisão do Valor Atribuído Final dividido pelo fator de garantia mínimo indicado na cláusula 3.1.2 acima calculado seja menor que o Saldo Liberado, o Agente de Garantias deverá proceder ao cálculo do saldo necessário nas Contas Centralizadoras para que o resultado da divisão do Valor Atribuído Final dividido pelo fator de garantia mínimo indicado na cláusula 3.1.2 acima calculado seja menor que o Saldo Liberado. O Agente Fiduciário deverá confirmar o cálculo e solicitar à Companhia o depósito do valor faltante nas Contas Centralizadoras, nos termos da cláusula 5.3.1 deste Contrato.”. (d) Alterar a cláusula 4.4.1, passando a viger com a seguinte redação: “4.4.1. Obrigam-se as Sociedades a enviar, à agência da Caixa Econômica Federal depositária das Contas Centralizadoras das Sociedades, (i) notificação, na forma prevista no Anexo D deste Contrato, de que a Conta Centralizadora e respectiva conta de investimento de sua titularidade foram cedidas fiduciariamente nos termos deste Contrato e (ii) a procuração nos termos do Anexo E deste Contrato, outorgando poderes para o Agente Fiduciário movimentar e obter informações sobre o saldo dessas contas. O envio dos documentos citados nos itens (i) e (ii) acima poderão ser encaminhados inicialmente por email à agência da Caixa Econômica Federal depositária das Contas Centralizadoras das Sociedades. No prazo máximo de 10 dias contados da data de envio do email, os referidos documentos deverão ter sido enviados à agência da Caixa Econômica Federal depositária das Contas Centralizadoras das Sociedades, sob pena de não haver liberação de recursos até que tais documentos sejam disponibilizados fisicamente.”. (e) Alterar as cláusulas 6.1, 6.1.1, 6.1.3, 6.2 e 6.3, passando a viger com a seguinte redação: “6.1. A Companhia, por este instrumento, e cada uma das Sociedades, pela assinatura do respectivo Termo de Adesão, autorizam, em caráter irrevogável e irretratável, o Banco Administrador de Contas a transferir, a partir da Data de Emissão, mediante notificação por escrito do Agente Fiduciário, mensalmente, no último dia útil de cada mês, todo e qualquer saldo positivo das respectivas Contas Centralizadoras para a contacorrente de titularidade da Companhia, doravante denominada ‘Conta Reserva do Serviço da Dívida’, mantida no Banco Administrador de Contas, sob o nº 1203-9, agência nº 1018-0, operação 003, não movimentável pela Companhia ou pelas Sociedades, até o saldo da Conta Reserva Serviços da Dívida atingir o valor indicado pelo Agente Fiduciário ao Banco Administrador de Contas, equivalente ao montante necessário que assegure um saldo na Conta Reserva do Serviço da Dívida suficiente para o pagamento da Prestação vincenda nos 6 (seis) meses seguintes, conforme as datas de pagamento da Remuneração e das parcelas de amortização das Debêntures que estiverem em circulação (“Datas de Pagamento”). 6.1.1. O saldo na Conta Reserva do Serviço da Dívida permanecerá bloqueado até a liquidação total das Debêntures, exceto (i) pela transferência de seu saldo para a conta-corrente indicada pelo Agente Fiduciário das importâncias necessárias ao pagamento integral das Prestações e (ii) para realização de investimento em Aplicações Permitidas, conforme cláusula oitava abaixo, as quais também permanecerão bloqueadas em favor dos Debenturistas.”; “6.1.3. Caso, até o 15º dia anterior à Data de Pagamento, o saldo da Conta Reserva do Serviço da Dívida somado aos saldos disponíveis nas Contas Centralizadoras, a serem transferidos para Conta Reserva Serviço da Dívida no último dia útil do mês, não seja equivalente a, no mínimo, 100% (cem por cento) do valor da Prestação, o Agente Fiduciário deverá comunicar tal fato à Companhia, informando-a do valor necessário para atingir o saldo da Conta Reserva do Serviço da Dívida. 6.2. Quando o saldo da Conta Reserva do Serviço da Dívida equivaler ao valor da parcela de amortização vincenda somada ao valor da Remuneração devida projetado para os 6 (seis) meses seguintes, os próximos valores creditados nas Contas Centralizadoras, exceto naquelas que se encontrem afetadas nos termos da Lei nº 10.931, de 02 de agosto de 2004, deverão ser transferidos para a respectiva Conta Movimento, mensalmente, no último dia útil de cada mês, conforme notificação do Agente Fiduciário ao Banco Administrador de Contas, aplicando-se as mesmas condições da cláusula 5.3 deste Contrato. 6.3. Após a transferência da Conta Reserva do Serviço da Dívida para a conta-corrente indicada pelo Agente Fiduciário das importâncias necessárias ao pagamento integral das Prestações, o Banco Administrador de Contas procederá à recomposição do saldo integral da Conta Reserva do Serviço da Dívida, nos termos da cláusula 6.1.”. 3) Comunicar a alteração do endereço da sede da Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A. da Avenida das Nações Unidas, nº 8.501, 27º andar, CEP 05425-070, para Avenida das Nações Unidas, nº 4.777, 3º andar, CEP 05477-000, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo. 4) Aprovar, de maneira excepcional, a elegibilidade dos Empreendimentos PPP desenvolvidos em Parceria Público-Privada entre a Jardins Mangueiral e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal, integrante da Administração Indireta do Governo do Distrito Federal, estando vinculada à Secretaria de Estado de Habitação do Distrito Federal – CODHAB/DF, para o recebimento de recursos oriundos das Debêntures. 5) Em consonância com a ordem do dia (4) acima, ratificar a autorização das liberações de recursos para o financiamento dos Empreendimentos PPP, no montante de R$ 107.041.095,19 (cento e sete milhões, quarenta e um mil, noventa e cinco reais e dezenove centavos). 6) Confirmar o recebimento, pelo Debenturista, dos documentos relativos à comprovação da outorga de Parceria Público-Privada, na modalidade administrativa, para a implantação e gestão de empreendimento, que engloba as obras de construção de unidades domiciliares econômicas, a execução de infra-estrutura urbana e de áreas verdes do Projeto Mangueiral, e a prestação de serviços de operação e manutenção pela Jardins Mangueiral, quais sejam: (1) Contrato nº 007/2009, contrato administrativo de concessão para desenvolvimento imobiliário, celebrado em 25 de março de 2009, entre Jardins Mangueiral Empreendimentos Imobiliários S.A. e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal; (2) Edital de Licitação nº 01/2008, datado de 20 de novembro de 2008; e (3) Lei Orgânica do Distrito Federal de 08 de junho de 1993, conforme alterada por emendas subsequentes. 7) Aprovar que não seja declarado o vencimento antecipado da Emissão de Debêntures (waiver) em decorrência da não apresentação, pela Companhia, da Garantia Mínima a partir do 13º (décimo terceiro) mês após a Data de Emissão, assim como todas as obrigações vinculadas ao cumprimento deste prazo. 8) Ficam expressamente ratificadas as demais cláusulas da Escritura de Emissão de Debêntures e do Contrato de Cessão não alteradas pelo Segundo Aditamento da Escritura e pelo Segundo Aditamento do Contrato de Cessão, respectivamente. Os termos e expressões definidos utilizados nesta ata e aqui não definidos têm o significado que lhes são atribuídos na Escritura de Emissão de Debêntures e no Contrato de Cessão. A Companhia presente nesta reunião manifesta expressamente o seu acordo com as decisões acima, mediante a sua assinatura nesta ata e concorda em providenciar o arquivamento desta ata na Junta Comercial do Estado de São Paulo – JUCESP no prazo legal. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o Presidente concedeu a palavra a quem dela quisesse fazer uso e como ninguém se manifestou, os trabalhos da Assembleia foram encerrados, da qual foi lavrada a presente ata que foi aprovada e assinada pelo Presidente da Assembleia, por mim, Secretário que lavrei a ata, pelo representante do Agente Fiduciário, pelo Debenturista presente e pela Companhia, sendo autorizada a sua publicação com a omissão das assinaturas nos termos do parágrafo segundo do artigo 130 da Lei nº 6.404/76. São Paulo, 21 de julho de 2011. Presidente, Alexandre Pereira do Nascimento; Secretário, André Luiz Ackermann; Pavarini Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., p. Marcus Venicius Belinello da Rocha, Diretor; Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, p. Caixa Econômica Federal – Alexandre Pereira do Nascimento, Gerente, Matr. 080737-5, GEFES/MZ/SP, e Vitor Hugo dos Santos Pinto, Gerente Nacional, Matr. 061356-0, GEFES/ MZ/SP; Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A., p. André Luiz Ackermann, Procurador, e Cristiana de Povina Cavalcanti Shayer, Procuradora.  Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o número 447.460/11-0, em 10.11.11. Kátia Regina Bueno de Godoy, Secretária Geral.

Itaú BBA Participações S.A.

CNPJ 58.851.775/0001-50

NIRE 35300119398 CERTIDÃO - JUNTA COMERCIAL ATA SUMÁRIA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DE 30 DE SETEMBRO DE 2011 “Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo: certifico o registro sob nº 23.819/12-1, em 5.1.2012. (a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.”

UMA Comércio e Indústria Ltda., CNPJ n° 01.992.702/0002-42 e Inscrição Estadual nº 114.937.696.111, estabelecida na Rua Girassol, nº 273, Vila Madalena, São Paulo/SP, CEP 05433-000, DECLARA para os devidos fins de direito que foi extraviada a máquina de emissão de Cupom Fiscal marca Daruma Automação modelo FS-345 nº fabr. 10359, conforme Boletim de Ocorrência nº 8585/2011 de 06/11/2011 da 14ª D.P. Pinheiros.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Mostro o que de fato será vendido. Porém, não abro mão da qualidade. Faço um produto de luxo. Pedro Lourenço, estilista

conomia

Marcio Fernandes/AE

Diversidade criativa marca SPFW 2012 Começa hoje a semana de moda mais importante do País. Exposição propõe reflexão. Na busca do eterno novo da moda vale tudo, até reapresentar em São Paulo desfile que já foi visto em Nova York.

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São Paulo Fashion Week abre as portas hoje com a exposição "Universo Criativo - Projeto Brasil 2", no prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera. Ali estão reunidos trabalhos de estilistas e de fotógrafos conhecidos, como Adenor Gondim e Gui Paganini. A intenção é mostrar a diversidade de culturas – há, por exemplo, o primeiro ensaio de moda feito com índios xikrin por Claudia Andujara em 1970 – a riqueza das ideias e das soluções que levam a novos horizontes. A reflexão proposta pela direção do evento não poderia ser mais apropriada. A moda passa por grandes transformações, assim como a forma de apresentá-la ao público. E nesta busca pelo eterno novo da moda, vale tudo. Vale quebrar paradigmas e propor uma alta moda para todos, como faz a inglesa Burberry, que exibe seus desfiles da London Fashion Week ao vivo em telões espalhados pela cidade,

Novidades da temporada

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novidade nesta temporada de São Paulo Fashion Week é Rodrigo Rosner, estilista paulistano especializado em roupas de festa, que participou de sete edições da

além de disponibilizar em pensar no mercado externo", tempo real a venda online de diz Camila Toledo, do Styletudo o que foi desfilado. sight, portal de tendências. Vale a Mara Mac, que, há "Mas com certeza quebra a uma semana no Rio, em vez de grande expectativa que gera desfile, preparou vídeo para um desfile. Não há surpresa na mostrar as criações. Vale Car- passarela." Amanhã, ao meiolos Miele, que deixou há tem- dia, Pedro apresenta sua colepos o calendário brasileiro pa- ção em seu showroom. "Não ra desfilar somente na Semana será um grande desfile. É uma de Nova York. Vale Alexandre apresentação para que comHerchcovitch e Iódice, que pradores e jornalistas vejam mostraram em Nova York, em caimento, silhueta, a proporfevereiro, as coleção dos modelos". ções que apresenTrata-se de uma tarão aqui nesta coleção comercial. Não dá para semana. Como ele afirma: E vale principal- fazer moda sem "Mostro o que de mente a estratégia pensar no fato será vendido. de Pedro LourenPorém, não abro mercado ço que, nove dias mão da qualidaantes da abertura externo. de. Faço um proda SPFW, exibiu CAMILA TOLEDO, duto de luxo". sua coleção na se- DO PORTAL STYLESIGHT. A SPFW, no enmana de moda de tanto, sempre foi Nova York. Pouespaço para se cas horas depois, todos os mo- mostrar conceito. E isso quer didelos – os mesmos que serão zer pôr na passarela roupas que apresentados na SPFW– esta- provavelmente o consumidor vam no site Style.com. não usaria na rua, mas que ex"É estratégia de negócio. pressam o DNA da marca. OsNão dá para fazer moda sem klen, Herchcovitch e Gloria

Casa dos Criadores, evento considerado celeiro de novos nomes. Dono de um ateliê em Higienópolis, na Capital paulista, tem clientes como a escritora Fernanda Young e a atriz Jacqueline Dalabona. O evento contará com o retorno da Uma, marca com DNA urbano, da estilista Raquel Davidowicz. Já o veterano Ronaldo Fraga, conhecido

pelos seus desfiles-conceito, que sempre são verdadeiros shows dentro do evento, não participa desta edição. Outra marca que também não estará presente é a grife carioca Reserva, que promete voltar na edição de verão. Desfiles – Algumas apresentações ocorrem fora do prédio da Bienal. Entre elas, a da Neon, que será

Coelho são alguns dos que fazem isso. O limite para virar uma feira de negócios é, no entanto, bem tênue. Há cada vez mais grifes que levam à passarela a roupa que o consumidor de fato verá na loja. "Depois da inclusão da classe C no mercado, muitos passaram a questionar o público final", diz Alberto Hiar, dono da Cavalera. "Decidi não baixar a qualidade, nem produzir em massa para ampliar vendas. Muita marca decidiu seguir o caminho oposto." Um modelo da Cavalera tem no máximo 200 unidades iguais. E na passarela há sempre peças exclusivas. Globalizar sem perder o conceito é o grande desafio. "A SPFW não vai virar feira de negócios", garante o organizador Paulo Borges. "Não se pode confundir uma semana de moda com uma feira. Mas uma não exclui a outra. SPFW, Milão, Paris, Nova York apresentam o que melhor define a imagem da marca, o que a grife entende ser mais importante para provocar o desejo." (AE)

promovida no Teatro Tucarena, em Perdizes, no dia 24, às 11h30. A marca anunciou que para o inverno preparou uma coleção mais glamourosa, inspirada na cultura multiétnica de Istambul, com trabalho de Ikat – técnica de tecelagem que tinge os fios em mecha – além de estampas exclusivas. Já a grife Cavalera usa como

palco a Estação da Luz, no meio da cracolândia, ao meiodia, no domingo. O tema da coleção será faroeste urbano. "Ali é uma região com garotas de programa, usuários de droga e muitos turistas. É o lado cosmopolita da cidade", adianta Alberto Hiar. "Será também uma forma de homenagear São Paulo, que na quarta-feira completa 458

anos." O desfile será aberto ao público. "Uma novidade é que a TV SPFW vai transmitir online as nove horas diárias da programação, com os desfiles, backstages, e tudo o que for relevante", informa Paulo Borges, organizador do evento. O endereço para assistir à programação é www.ffw.com.br.(AE)

Inovação e tecnologia fazem toda a diferença Zé Carlos Barreta/Hype

Fátima Lourenço

O

Lidia Goldenstein: a economia criativa local se ressente de investimentos.

São Paulo Fashion Week (SPFW) é apontado como exemplo de como a chamada economia criativa contribui para valorizar negócios e produtos. A economista e consultora Lidia Goldeinstein, estudiosa do assunto, acompanha a questão como conselheira do Instituto Nacional de Moda e Design (In-Mod), braço institucional do SPFW. "A economia criativa engloba setores fortemente ligados às novas tecnologias e à criatividade, que proporcionam, no mundo atual, a liderança das empresas e países. São setores portadores de inovação e diferenciações, empregam grupos de trabalhadores diferenciados, pagam os melhores salários, e têm liderado a geração de empregos novos e mais qualificados", comenta Lidia. Setores – O conceito, exemplifica a especialista, envolve setores como design, games, softwares, museus, fotografia e publicidade. E além deles, a inovação – "umbilicalmente ligada à economia criativa"–, e a moda, pelo design e novas tecnologias

que absorve. Ela ressalta a im- que ficar parada sobreviverá", portância da discussão sobre o afirma Lidia. A novidade, cotema promovida pelo SPFW e o menta, é que as tecnologias de In-Mod, especialmente por hoje – uso da internet, por exemmostrar que a moda, geralmen- plo – abrem espaço para o naste vista como uma caricatura eli- cimento de negócios inovadotista, transborda para diferentes res. As pequenas empresas poáreas da economia. dem se beneficiar disso. "Há uma quantidade imen"O SPFW é a ponta do iceberg, onde você mostra um trabalho sa de negócios concebidos por que existe em toda a cadeia têx- meio de novas tecnologias, com novos metil, com criação canismos de ende moda original, com diferentrada no mercaNo mundo atual, do", acrescenta ciais competitinenhuma Lidia. Eles pervos", descreve Lidia. A visibilidamitem, exempliempresa que de gerada pelo fica, que o tecnoficar parada brega do Pará, evento beneficia sobreviverá. todos os negóantes restrito à LIDIA GOLDEINSTEIN, cios do ramo, região, drible os canais tradicioacrescenta. ECONOMISTA E CONSULTORA "No mundo nais e seja conheatual, um setor competitivo cido fora do estado. Não há, segundo a especiaque não tenha desenvolvimento com áreas da economia lista, ranking mundial sobre criativa (como design e tecno- economia criativa. Ela afirma, logia), não tem como se dife- no entanto, que o Brasil tem renciar", sentencia Lidia. O um setor robusto amparado SPFW e o In-Mod, analisa ela, por esse modelo de economia. se empenham para mostrar Os volumes de exportação poque inovação e design é que deriam ser uma referência, projetarão a moda brasileira mas desse ponto de vista, ressalva, o País não se destacaria, no exterior. Oportunidades – "No mun- porque vende majoritariado atual, nenhuma empresa mente commodities.

Lição de casa – A transformação das sandálias Havaianas, ao contrário, é apontada como um caso emblemático da economia criativa. "Depois de anos posicionada como um produto para pobre, ela se transformou em objeto de desejo (aqui e fora do País), por incorporar design (cores e desenhos alternativos), tecnologia (material mais confortável) e uma publicidade que vende lá fora o jeito de ser do brasileiro." Lidia também cita casos como o da Tramontina, que vende aço, mas faz panelas mais bonitas para competir com a China, com produtos mais nobres. Isso vale para tudo, carros, panelas, chinelos e tecidos. Investimentos – A economia criativa local, no entanto, se ressente de investimentos e interesse do setor financeiro, segundo sua análise. "Há um desconhecimento muito grande sobre o assunto", justifica. Lidia comenta que no Brasil ainda existe muita estrutura industrial com viés dos anos 1950. E lembra que a China já incluiu a economia criativa no seu último plano quinquenal. "Tudo isso é uma questão cultural", sintetiza.


DC 19/01/2012