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Arte de Zilberman sobre foto de Jonne Roriz/AE

A DERRUBADA DE ROSSI

A estrepitante queda de Wagner Rossi pegou o PMDB em silêncio e o deixou mudo – uma árvore tombando na floresta. Caiu mesmo escorado pela presidente e vice. Denúncias o feriram como machadadas. Voou em jato do agronegócio. Usou estoque de feijão para colher votos. Deixou licitações aos cuidado de lobistas. E suspeitas de propinas no ar. Numa longa carta de demissão explica que saiu "pela minha família, meu limite". Mas, caído, não se livrou de investigação. A oposição insiste na CPI da Corrupção. Página 6

O 4º ministro em 8 meses de governo

Pedro Ladeira/AFP

Ano 87 - Nº 23.439

Conclusão: 23h55

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Dilma planta às margaridas Promessa de melhorar a vida das camponesas. Pág. 12

Divulgação/Polícia Federal/AE

A PF NA ILHA DO TESOURO

Esse paraíso de R$ 15 milhões na costa baiana foi confiscado ontem em operação da PF e Receita, que descobriu uma fraude de nada menos do que R$ 1 bilhão só em impostos federais. 300 empresas participavam do esquema. Até agora, 23 pessoas foram presas. Pág. 17 Desmond Boylan/Reuters

Prévia do PIB: atividade econômica cai 0,26%.

3º, Apple; 4º, Petrobras; e 5º, Vale. É o Brasil global.

Números do Banco Central (IBC-Br) refletem a desaceleração do mês de junho, em relação a maio. Pág. 17

A Petrobras e a Vale entraram no ranking de empresas listadas em bolsa que tiveram maior lucro no segundo trimestre. Pág. 24

HOJE Parcialmente nublado Máxima 26º C. Mínima 14º C.

AMANHÃ Parcialmente nublado Máxima 30º C. Mínima 15º C.

ISSN 1679-2688

23439

9 771679 268008

De volta ao passado: 30 americanos visitam Cuba. Página 14

HOJE: R$ 900 BILHÕES NAS GARRAS DO LEÃO Impostômetro da ACSP, que simula a arrecadação tributária, chega a R$ 900 bi, 34 dias antes do visto em 2010. Variação tributária foi 17,22% maior no primeiro semestre, segundo índice do IBPT. Pág. 20


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A realidade, agora exposta de público, é que há uma situação incômoda nesse jogo eleitoral do ano da Copa. José Márcio Mendonça

pinião

SAMIR KEEDI

REPENSANDO O ENSINO DA ECONOMIA Tudo é economia. Precisamos de conhecimentos econômicos mais aprofundados. Isso influiria no desempenho econômico do País e não se jogaria tanto dinheiro fora.

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A Lula o que é de Lula? P

ode ser apenas a dita mera coincidência, mas como dizia ontem pela manhã um fino observador das coisas da política nacional, com trânsito em palácios oficiais e oficiosos e boa circulação entre a oposição, vai coincidir assim nos quintos dos infernos. O fato é que à medida em que se adensaram as dificuldades de relacionamento da presidente Dilma Rousseff com o Congresso e seus aliados, voltaram ao proscênio das especulações brasilienses as conversas sobre Lula-2014. E não é movimento por uma vaga na Seleção de Mano Menezes. E como escreviam os colunistas de tempos mais heroicos do jornalismo, não são conversas "à boca pequena". Estão ficando escancaradas, com a contribuição ao debate dada ontem, ao UOL e à Folha de S. Paulo pelo bonachão, porém nada ingênuo, ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Literalmente: "Se a presidenta Dilma estiver bem e tiver desejo de concorrer, muito dificilmente ele (Lula) vai se colocar como postulante. Agora, não vejo essa questão sendo resolvida sem um diálogo entre os dois. É muito cedo ainda (…). Com certeza o presidente Lula e a presidenta Dilma vão se reunir e tratar desse assunto e ver o jeito com que vão apresentar a proposta para o partido". É certo que Bernardo pode alegar que estava falando em tese, que há em sua declaração um "se" apaziguador, providencial. Porém, até um mês atrás esse assunto era proibido de ser pensado nas hostes oficiais – o que quer dizer, aventado, ainda que superficialmente. Sob garantia de anonimato, há petistas que já admitem debater a tese. Há uma

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA sensação mais ou menos generalizada de que Dilma não é adequada para uma função que, dadas as características do "presidencialismo de coalizão (ou colisão?) nacional" exige mito mais um hábil e sedutor (como Lula ou FHC) político do que um gerente turrão e bem intencionado.

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á se espalha por Brasília a informação – impossível de confirmar – que a própria Dilma teria dado sinais de que entende essas limitações e estaria preocupada em marcar com seu logotipo os quatro anos de mandato que conquistou no ano passado, sem se preocupar com os outros quatro que poderia conquistar. O que explicaria, segundo essas interpretações, a permanente tensão que ela mantém em suas relações com alguns dos parceiros preferenciais de Lula – como os partidos aliados, os congressistas e os líderes sindicais.

Para completar essas interpretações conspiratórias, há quem veja no lançamento do Instituto Lula, com grande aparato, incluindo ex-ministros colaboradores de peso, não apenas a criação de um espaço para o ex-presidente praticar suas ações de ex-presidente – tal como é o Instituto FHC para FHC –, mas para manter Lula ativo, atuante, influente na conjuntura política.

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movimentação do ex-presidente em torno das eleições municipais do ano que vem, a propósito de ajudar o PT e manter mais ou menos coesa a aliança partidária que ele montou para eleger Dilma, visaria muito mais assegurar a prevalência do próprio Lula na seara governista do que qualquer outra coisa. O curioso será observar o comportamento do ministério em serviço em Brasília, um misto de lulistas e dilmistas

A movimentação do expresidente em torno das eleições municipais do ano que vem, a propósito de ajudar o PT, visaria assegurar a prevalência de Lula na seara governista.

– ainda desequilibrado a favor do primeiro grupo, mesmo depois das substituições que a presidente se viu obrigada a fazer na Casa Civil, nas Relações Institucionais, nos Transportes e na Defesa. Não se espere uma ruptura das forças que rezam mais por um do que por outro credo, pois ambos os lados sabem que estão condenados a andar de braços dados até que uma eleição os venha a separar. Não é por outra razão que Lula, sem que se lhe pergunte, mete cacos em quase todas as suas falas para lembrar que 2014 é de Dilma. Não precisaria falar se não houvesse alguma suspeita em contrário.

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realidade, agora exposta de público, é que há no mínimo uma situação incômoda nesse jogo eleitoral do ano da Copa, cujo primeiro tempo será disputado em 2012 e no qual, inegavelmente, Lula saiu na frente. Dilma tem o ônus de um governo ainda bem avaliado, mas com uma administração envelhecida pela continuidade e as ameaças de uma crise externa. Lula só tem as medalhas a colher. Por essas e outras, intrigas brasilienses à parte, cada vez menos as viúvas do lulismo fazem questão de esconder seu luto. O negócio da política não é dirigido apenas por quem tem o poder, embora caneta e Diário Oficial sejam poderosos indutores de fidelidades. É determinado também por quem oferece mais perspectivas de poder no futuro. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

á muitos anos tenho uma ideia um tanto heterodoxa quanto aos cursos de economia no País: extingui-los. Coloco a hipótese, de vez em quando, aos meus alunos que, a priori, estranham a colocação. Vamos explicar. Entre os grandes problemas do Brasil está a falta de conhecimentos econômicos pela população, ficando a matéria restrita a um pequeno e seleto grupo de pessoas. Conhecimentos mais profundos poderiam mudar a forma de comprar e o próprio País. Por isso, o ensino da economia deveria ser matéria permanente, com início já no primário ou pré-primário, estendendo-se por toda a vida estudantil, em todos os cursos e séries. Sendo assim, nem deveríamos ter faculdade de economia. Afinal, o homem (Homo Sapiens) é um Homo Economicus, que convive com temas econômicos o tempo todo: no trabalho, na escola, na procura de emprego, em casa, na compra de algo, no casamento, na sua dissolução. Tudo é economia. Sendo assim, temos de ter conhecimentos econômicos mais aprofundados. A população, dessa forma, influiria substancialmente no desempenho econômico do País e não jogaria tanto dinheiro fora. O gasto desse dinheiro, duramente ganho, tem de ser melhor administrado.

uantas vezes vemos uma pessoa comprar algo que custa, por exemplo, R$ 4,95, dando uma nota de R$ 5,00 e não se importando com o troco, como se nada fosse? Ora, R$ 0,05 representa 1% desse total, ou a inflação de uns dois meses. Quando se financia um carro, pode-se pagar dois e levar apenas um, pois os consumidores nem fazem ideia do quanto estão sendo esbulhados pelos altos juros. Pensam que numa compra de automóvel financiado a juro de 1%, a taxa é realmente essa –quando, em realidade, é bem maior, pois é calculada sobre o montante total da dívida inicial e não sobre o saldo devedor – que, naturalmente, vai diminuindo mês a mês, enquanto os juros continuam os mesmos. E o famoso empréstimo criado pelo governo, com desconto na folha de pagamento, à taxa de 2 ou 3% ao mês? Dissseram ao trabalhador, em especial ao aposentado, que a taxa é bem mais baixa que a cobrada pelos bancos e que é um grande negócio. Só não explicaram que 2% ao mês representa 26,82% em 12 meses, bem acima da inflação anual atual e dos reajustes salariais. Ao pegar esse empréstimo, a pessoa estará despoupando. Ninguém teve a "gentileza" de lhe explicar que poderia poupar esses juros – não menos escorchantes que os bancários

normais, pois representam cerca de cinco vezes a inflação e os reajustes salariais – e que, aplicando seu rico dinheirinho, poderia ter mais recursos para comprar à vista e com algum desconto. preciso entender também que 10% ao mês de qualquer coisa, seja inflação, aplicação financeira etc., não significa 120% ao ano, mas 213,8%, uma vez que é capitalizado. Expliquese: algo com valor 100, com mais 10% terá passado a 110. Com mais 10%, passará a 121. Com mais 10%, irá a 133,10 e assim por diante. Em três meses os 100 estarão em 133,1 e não em 130. Se o brasileiro se preocupasse

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mais com a economia e o governo fizesse sua parte na educação, saberia o que é superávit primário – a diferença entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da sua dívida. E que este está absurdamente alto, na casa de 70 a 100 bilhões de reais ao ano. Mesmo assim, não paga nem a metade dos juros da dívida interna (de 240 bilhões de reais em 2011). Enquanto isso, o governo investe com a população brasileira apenas 70 bilhões de reais por ano. Nem é preciso mais para mostrar o que poderia mudar se os brasileiros entendessem mais de economia. Portanto, economia já, em todos os cursos e para todas as idades. Não é sem educação e sem conhecimentos econômicos que se faz um país forte. Formar profissionais é importante. Mas, mais importante é formar gente que faça o futuro. SAMIR KEEDI É ECONOMISTA, PROFESSOR UNIVERSITÁRIO, AUTOR DE LIVROS EM COMÉRCIO EXTERIOR. SAMIR@ADUANEIRAS.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli, Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

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DÓLAR ESTÁ PERDENDO O SEU POSTO NO OLIMPO DAS MOEDAS .

pinião

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a semana passada, o preço do ouro estava em plena alta e batendo recordes – pela primeira vez o valor da onça ultrapassou a barreira dos US$ 1.700. Quem acompanha os movimentos do mercado financeiro sabia que isso iria acontecer por uma razão muito simples: os capitais, que sempre se concentram nas opções de mais valor, começaram a fugir do dólar. Isso queria dizer o seguinte: quem confiava suas economias, poupanças, reservas ou que nome tenha em ativos baseados em dólar, começou a fugir para o ouro, considerado mais estável, menos arriscado. Quem entende de investimento, no entanto, sabe que ouro, do ponto de vista do investidor, não é grande coisa – não rende juros e a liquidez é sempre incerta. Mas o valor não evapora como o de certos ativos. Um investimento em ações pode ser mais arriscado, porque empresas nascem e também podem morrer. Mas durante sua existência, elas podem crescer e dar muito lucro – um pequeno investimento numa empresa pode muito bem render um dinheirão. Ainda assim, empresas podem mesmo desaparecer, por muitas razões diferentes, e é por isso que os investidores procuram ativos mais sólidos quando percebem risco nos papéis que compraram. Desde a antiguidade o ouro foi a reserva de valor preferida de muitos governos, pessoas físicas e jurídicas. Reis, piratas, governantes, empresários, nobres e plebeus sabem que ouro é um dos metais mais valiosos do mundo. E nestes tempos de incerteza em relação ao dólar, está se tornando a primeira escolha de muitos investidores. Na primeira metade deste ano, os bancos centrais do mundo inteiro compraram mais ouro do que no ano passado inteiro, diz o World Gold Council em suas estatísticas. Metade das compras são da China e da Índia; a Coreia do Sul comprou 25 toneladas nos últimos dois meses, quase triplicando seus estoques; no mesmo período, o Banco da Tailândia comprou 30 toneladas; só no primeiro trimestre de 2011, o Banco Central do México comprou cerca de 90 toneladas (pelo equivalente a US$ 4 bilhões). O Brasil não parece ter se interessado muito pelo ouro: em

O FUTURO DO DÓLAR

PAULO BRITO

O declínio do dólar é inevitável e o mundo deixará de orbitar em torno dele e dos valores a ele atrelados. Economista e escritor acredita que em breve haverá um sistema multipolar de moedas.

mesmo tempo que os esforços da Alemanha reunificada se concentravam mais em aliar-se aos vizinhos europeus do que apoiar os Estados Unidos. Além do euro, é de se esperar que o yuan chinês também participe dessa polarização. Assim como o dólar de um século atrás não era importante, o yuan ainda não é.

agosto, temos de reserva apenas 33 toneladas e em janeiro vendemos 1,2 tonelada. Mas com todo mundo comprando o metal, pior para o dólar (ou para os títulos do governo americano), que está perdendo seu posto no olimpo das moedas, como escreve o economista e cientista político Barry Eichengreen em Exorbitant Privilege: The Rise and Fall of the Dollar and the Future of the International Monetary System (em português, "A ascensão e queda do dólar e o futuro do sistema monetário internacional", 224 pages, editora Oxford University Press).

bra – ele sabia que as promissórias emitidas pelo banco da Inglaterra para financiar exportações tinham grande liquidez e decidiu fazer a mesma coisa. O mundo financeiro viu, então, as negociações financeiras migrando em grande volume para Nova York, e a confiança que havia na libra esterlina migrando para o dólar.

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bom lembrar que o primeiro lugar entre as moedas já foi ocupado, muito tempo atrás, pela libra esterlina, cujo emissor, a Inglaterra, dominava a economia do planeta até que acontecesse a primeira guerra mundial. Nessa época, várias outras moedas eram também mais importantes do que o dólar – como o florim holandês, o franco belga e o schilling austríaco. O dólar não havia ultrapassado a libra antes por uma série de razões, conta o autor, embora a economia americana já houvesse passado a da Inglaterra para trás em 1870. No entanto, o sistema financeiro americano era uma bagunça e era isso que impedia muita gente de acreditar no dólar – os bancos não podiam abrir agências fora do

país, o Federal Reserve não existia e havia pânico por medo de quebra de bancos, um acontecimento frequente. Quando finalmente o Fed apareceu, em 1913, o cenário

começou a mudar e o sistema bancário ganhou estabilidade. Foi Benjamin Strong, primeiro presidente do Fed, que vislumbrou para o dólar um papel como o da li-

s tempos mudaram e hoje há grandes dúvidas sobre o futuro dessa moeda. Eichengreen mostra que sua estabilidade não está sujeita apenas a fatores financeiros – relacionamentos estratégicos e militares, assim como a própria legislação americana, podem fazer o dólar balançar. Eichengreen, que é professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, já havia estudado também a trajetória do ouro e mostrou de que forma a confiança nele (o padrão ouro) propagou a grande depressão iniciada em 1929 com a quebra da bolsa de Nova York. Embora o título insinue uma derrota do dólar, não é exatamente isso que o autor acha que acontecerá. O declínio é inevitável e o mundo deixará de orbitar em torno dele e dos valores a ele atrelados. Einchengreen acha que em breve haverá um sistema multipolar de moedas, e que isso já está nascendo. Um dos sinais é o aparecimento do euro. Essa moeda nasceu ao

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China não tem feito esforços para internacionalizar sua moeda, para que os fluxos de capital não elevem seu valor e derrubem suas exportações, mas pouco a pouco isso irá acontecer. No entanto, a moeda chinesa ainda não chegou ao ponto em que o dólar estava em 1914 ao ultrapassar a libra. Naquele momento, a economia americana já havia ultrapassado a inglesa. Mas para a economia chinesa ultrapassar a americana pode ser só uma questão de tempo. PAULO BRITO É JORNALISTA, GRADUADO EM ECONOMIA E MESTRE EM COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA

Autor discute os caminhos da moeda norte-americana

UMA REFLEXÃO METAFÍSICA N

um dia a dia cheio de notícias alucinantes, que envolvem corrupção de alto coturno, bolsas em queda e países na iminência de "quebrar", creio que vale a pena abordar um tema, talvez um tanto árduo em si mesmo, mas muito intrigante. O provocador Richard Dawkins, acadêmico de primeira linha da Oxford University, diz com todas as letras que "Deus é um delírio". O curioso é que esse renomado cientista, no afã de provar que Deus não existe, investe com virulência contra todas as religiões – mas ele mesmo, Dawkins, talvez cego pelos títulos dos saberes humanos que acumula, está criando uma nova religião: o ateísmo "brilhante". Afinal de contas, Deus existe ou não? Sem complicar o que por si mesmo já é muito complexo, o que a acontece é o seguinte: duas correntes opostas (os que acreditam e os que não acreditam na existência de Deus) têm cavado buracos profundos entre eles, e ficam se metralhndo mutuamente. Salve-se que puder, pois o inferno parece ser para todos. Vamos pensar um pouco, desarmando-nos dos dogmas das religiões que aprisionam mentes e corações – nisso Dawkins está corretíssimo – e recolocar essa pergunta dentro da perspectiva da Razão, até porque, na opinião deste escrevinhador brucutu, Fé e Razão podem e devem caminhar juntas. Como enquadrar Deus dentro do pensamento das pessoas deste terceiro milênio eivado de descobertas fantásticas em todos os campos dos saberes humanos? Se, por um lado, o cientificismo reduz o Universo (Kosmos) e a vida humana na Terra a meros acasos

LUIZ OLIVEIRA RIOS observada, sentida e vivenciada na prática por todos nós. Quanto à gradação na ordem do ser, é visível até para as pessoas mais simples que existem, sim, graus de perfeição em todos os seres criados existentes na Natureza – ou "perfeição relativa", posto que o Perfeito Absoluto é somente Deus.

combinatórios de moléculas e a explosão de matéria atômica (o famoso "Big Bang"); e se, de outro, temos o misticismo espúrio pregado por tele-evangelistas que brandem a Bíblia em uma das mãos e o boleto bancário em outra, há que se buscar argumentos serenos para, pelo menos, dentro dos limites da razão humana, obtermos uma vaga ideia sobre a existência – ou não – de um Ser Supremo. É óbvio que à luz da lógica de inspiração cartesiana não há como se falar em provas "científicas" da existência de Deus. Ora, se isso fosse possível, Deus seria uma "coisa", ou uma "força" ou "energia" – como algumas correntes religiosas gostam de se referir em relação a Deus; logo,

Deus não seria Deus e sim um fenômeno demonstrável através da decomposição em partes (método cartesiano), o que viria a ser um absurdo teológico. Embora não existam provas científicas da existência de Deus, a Ciência isenta, ou seja, a-religiosa, não se ocupa também em querer provar, custe o que custar, a não existência de Deus. Durma-se com tanto mistério! Ainda na opinião deste que vos escreve, foi Tomás de Aquino, através das suas 5 vias, quem mais perto chegou de conduzir a razão humana a compreender "racionalmente" a existência de Deus. De maneira resumida, eis aqui as vias propostas por Aquino: (1) Movimento; (2) Cadeia de

casualidades eficientes; (3) A contigência; (4) A gradação na ordem do ser; (5) Harmonia cósmica. Para Aquino, se há um movimento, há uma causa primeira (Deus) que assim possibilita os entes virem a existir e a evoluir ao longo do tempo (ponto para Charles Darwin). No tocante à cadeia de casualidades, a própria razão humana percebe que há, sim, um nexo lógico (encadeamento) entre tudo o que foi criado. Já no caso da contigência, tudo o que pode ser criado – e mesmo aquilo que não pode ser – se origina de uma causa e não de um nada, pois o nada não pode criar nada (zero + zero é sempre igual a zero), muito menos o nada (ou o caos) criar e dar ao todo criado uma ordem magnífica como a

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que falar, por fim, da harmonia cósmica? Deixemos que o Rei Davi nos diga algo sobre isto nos seus belos Salmos, quando, embevecido, em linguagem poética de rara beleza, proclama que os "céus e a Terra são obras das mãos de Deus", e que ele, Deus, "conta o número de todas as estrelas, chamando-as todas pelos seus nomes" (Salmo 147:4). Acreditar ou não acreditar na existência de Deus é uma questão de foro íntimo. Ponto final. E que Richard Dawkins seja feliz com seu ateísmo, que continue a escrever bons livros sobre Ciência, e pare de encher o saco daqueles que discordam dele. LUIZ OLIVEIRA RIOS É PROFISSIONAL DE MARKETING E VENDAS E COLUNISTA DO DIÁRIO DO COMÉRCIO. OLIVEIRA.RIOS@HOTMAIL.COM


DIà RIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

GibaUm

3 Novos tempos: a cantora Joana ĂŠ acusada de agredir sua ex-namorada Maria Marta, que alega ter sido traĂ­da pela cantora.

gibaum@gibaum.com.br

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

3 MAIS: o caso - surpresa foi parar no 3Âş Juizado de ViolĂŞncia DomĂŠstica Contra a Mulher, no Rio. Joana alega inocĂŞncia.

18 de Agosto

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k Ou vocĂŞ e sua turma dĂŁo um jeito nisso ou entĂŁo demito toda aquela Xuxa nua a R$100

MISTURA FINA 333 COMO resultado de 348 investigaçþes de fraudes promovidos em clientes de 69 países, a KPMG apurou que o típico fraudador empresarial Ê homem, tem entre 36 e 45 anos de idade, pratica desvios contra o próprio empregador, trabalha na årea de finanças ou em setor ligado a ela, ocupa posição gerencial sênior, Ê empregado hå mais de dez anos na companhia e age em conluio com outros fraudadores.

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O BRASIL continua sendo o país da piada pronta: no escândalo do MinistÊrio dos Transportes tem envolvidos com os sobrenomes Masella, Caixeta, Pagot e Fatureto. Jå no bloco do Turismo, tem um Furtado.

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Insensato Coração.

O Astro.

OPINIĂƒO do ex-ministro da Fazenda e atual consultor MaĂ­lson da NĂłbrega, dada em palestra a empresĂĄrios do mundo financeiro, em SĂŁo Paulo: “NĂŁo consigo enxergar como um burocrata da Fazenda ou do Banco Central possa determinar a margem de uma operação no mercado de derivativosâ€?. MaĂ­lson sabe o que fala: foi burocrata do Banco do Brasil por mais de vinte anos.

333 Balanço feito por figura que hoje integra a årea do governo federal e que milita, hå anos, no bloco da comunicação, em Brasília, acompanhando vårios governos, revela as diferenças båsicas entre presidentes anteriores e a atual Chefe do Governo. Itamar Franco não alterava a voz com seus ministros, só que cobrava energicamente; JosÊ Sarney ouvia, perguntava e se contentava com as respostas; Fernando Collor, quando contrariado, não conseguia esconder sua palidez, mas se controlava e Fernando Henrique Cardoso, sempre formal (atÊ com os amigos), jamais destratou algum deles. Jå Lula esbravejava, xingava e pedia desculpas depois. Dilma não Ê muito diferente de Lula: só que nunca pediu desculpas.

    



333 Hoje, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, presidente nacional do novo PSD, encontra-se com a presidente Dilma Rousseff. Na Êpoca da explosão do affair de Antonio Palocci, muita gente apostou que a presidente teria ficado mais do que irritada com ele por não ter investigado como vazaram dados da consultoria de ex-ministro em São Paulo. Só que isso foi antes de surgir o faturamento de R$ 20 milhþes da empresa de Palocci apenas no último ano de Lula e em Êpoca de campanha de Dilma. Kassab levarå à Chefe do Governo os planos do PSD, suas idÊias político-eleitorais para as eleiçþes municipais e avisarå que seu partido votarå a favor da Desvinculação das Receitas da União. Lideranças da agremiação apoiavam FHC, quando criou a DRU e manterão sua posição.

Sem desculpas

333 NOS TEMPOS da explosĂŁo do escândalo do mensalĂŁo, o entĂŁo tesoureiro nacional do PT, Delubio Soares, chamou o dinheiro do caixa dois das campanhas de “recursos nĂŁo contabilizadosâ€?. Esta semana, o ministro Paulo SĂŠrgio Passos, dos Transportes, resolveu dar nova colaboração na ĂĄrea: chamou o propinoduto do Dnit de “expansĂŁo extraordinĂĄria de aditivosâ€?.



DIA D

Novo round da onda de nudez que assola o país, especialmente no showbiz e no mundo das modelos: agora, Ê Claudia Leite, vice-bispa do axÊ que, em meio a um ensaio (com direito a capa) para a revista de Joyce Pascowitch, inspirado nas divas dos anos 60, resolve posar à base do topless. Aos 31 anos, mãe de um filho, a baiana mantÊm sua forma à base de muita malhação (fora o que emagrece nos shows). Detalhe: nega, mas Ê turbinada, sim. 333

Topless do axĂŠ

333 NO ANO passado, o brasileiro comprou mais livros do que em 2009, provocando um aumento de 8,12% no faturamento do setor, que alcançou R$ 4,5 bilhþes. Foram publicados em 2010, 54.754 títulos e os exemplares vendidos alcançaram 437,9 mil contra 387,1 mil em 2009. O Brasil, para quem não sabe, tem 498 editoras ativas.



333



Assalto a famosos nĂŁo chega a ser novidade: nos Ăşltimos tempos, os bandidos invadiram as casas ou atacaram em plena rua (como o caso de Zagallo, nesses dias) Ivan Lins, William Bonner e FĂĄtima Bernardes, Renato AragĂŁo, Pedro Bial, GlĂłria Pires, Claudia Raia e RomĂĄrio, sĂł para citar alguns. No assalto ao extĂŠcnico da seleção, que levava sua mulher ao hospital (ela havia fissurado uma das costelas num acidente domĂŠstico), ele disse aos bandidos: “Eu sou o Zagalloâ€?. E um deles: “E daĂ­â€? De quebra, o comentĂĄrio de outro: â€œĂ”, Zagallo, cĂŞ tĂĄ acabado, hein?â€? (ele acaba de completar 80 anos).

Solução

Dilma Rousseff acertou diretamente com o vice Michel Temer, presidente licenciado do PMDB: os ministros Wagner Rossi (Agricultura) e Pedro Novais (Turismo) estarão devidamente blindados, o que não impedirå que a Corregedoria-Geral da União continua efetuando investigaçþes na Conab e outras åreas, como tambÊm nos convênios celebrados pelo Turismo. Na reunião com caciques peemedebistas, tudo era alegria: eles haviam sido informados sobre a blindagem. O líder do PMDB, Henrique Alves, atÊ arrancou de Dilma a promessa de apoio para suceder Marco Maia (PTRJ) na presidência da Câmara. O que eles não sabem e Dilma deixou claro com Temer: se surgirem novas e piores denúncias, não vai segurar. 333

Colaboração: Paula Rodrigues,Alexandre Favero

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333

Blindagem temporĂĄria



Acabado, hein?

     

 

333 A analise da atual situação entre Planalto e Congresso atribuída à ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann tem uma certa (ou mais do que isso) lógica.Eleapostaqueospartidos que apóiam o governo não querem ficar brigados com a presidente. No duro, querem mesmo fatias do poder, colocaçþes, verbas para suas cidades, respeito e, se possível, uma certa cordialidade (intimidadeseriapedirmuito).Só que,mesmonãosendoatendidos ou atendidos em pequenas partes, não virarão as costas ao Planalto. Motivo: não têm para ondeireosonhodavoltadeLula aindaÊincertoeeståmuitolonge.

A Presidência da República, atravÊs da Secretaria-Geral lança, na semana que vem, concorrência para contratar empresa especializada em deslocamento de autoridades, transporte de pessoas, objetos e pequenas cargas do Planalto em Brasília e região vizinha. Todos esses serviços jå vem sendo prestados por empresas de locação de veículos, que igualmente podem fazer transporte de cargas. O governo estå estimando os gastos da nova concorrência em R$ 9,5 milhþes por ano ou seja, quase R$ 800 mil por mês.

333

    

SEM SAĂ?DA

333 As investidas da presidente Dilma Rousseff contra os procedimentos da Polícia Federal na Operação Voucher, especialmente quanto ao uso de algemas (os federais alegam que agiram de acordo com determinaçþes do Supremo Tribunal Federal) e a posição do ministro JosÊ Eduardo Cardozo, da Justiça, cumprindo ordens da Chefe do Governo, contra o PF, acabaram com qualquer chance de bom relacionamento entre a corporação e o Planalto. Criticas maiores da presidente empurrando a culpa do vazamento das imagens dos presos no Amapå piorou mais. Os agentes alegam que trabalham em precårias condiçþes, sem veículos, sem combustível e atÊ energia em vårias delegacias e que ninguÊm fala em reposição salarial. Resumo da ópera: a PF não terå a menor benevolência na abertura de inquÊritos sobre novas denúncias de corrupção no governo.

Guerra ĂŠ guerra

MEGA-MORDOMIA

 



Eventualmente por influĂŞncia de sua amiga e ministrachefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que nĂŁo dispensa uma saia, a presidente Dilma Rousseff estĂĄ, aos poucos, abandonando seus terninhos e adotando novo modelito. Blusa, saia na altura do joelho (preferivelmente, preta) e com corte atrĂĄs, com casaquinho (vermelho ĂŠ o favorito) por cima. Nos pĂŠs, sapatos clĂĄssicos, com salto de cinco centĂ­metros. Sua costureira continua sendo Luisa Stadtlander, de Porto Alegre.

333

333 Lady Gaga volta a surpreender em seu novo clipe: no vídeo para a música Yoß & I, que lançou ao completar mil tuites, ela aparece vestida de homem, sereia (com top cor da pele), viúva negra, cabelos verdes, com uma espÊcie de armadura, noiva, só para começar. Tem trechos onde abraça ela mesma, numa versão masculina e feminina. O vídeo dirigido pela equipe Haus of Gaga, com cenografia de Laurieann Gibson, Ê o terceiro deste ano. Em outro trecho, aparece andando a pÊ de Nova York a Nebraska, para recuperar o namorado e chega ao destino com os pÊs sangrando.

Sereia bad girl

                



       

Novo modelito

Santa Helena



Fotos: BusinessNews

Xuxa Meneghel acaba de ganhar novo round no processo que move contra a Band que exibiu fotos suas, totalmente nuas, extraídas de revistas masculinas (ela posou sem roupa diversas vezes e conseguiu recolher da internet as imagens). A emissora foi condenada (cabe recurso), em segunda instância, a pagar R$ 1 milhão por danos morais, mais R$ 100 mil por danos materiais. TambÊm na justiça, Xuxa batalha para impedir a exibição do filme Amor, Estranho Amor (1982), de Walter Hugo Khoury, onde aparece nua na cama ao lado de um menino. No centro de São Paulo, duas bancas que vendem revistas masculinas antigas, têm exemplares de Ele, Ela onde Xuxa exibe suas intimidades. Cada uma custa R$ 100. 333

 

     

    



DILMA ROUSSEFF // ao chanceler Antonio Patriota, sobre discussĂľes na ONU envolvendo paĂ­ses fornecedores de insumos nucleares.

  

     

ÂŤ

itamarateca.

tradição conta que depois de abandonada pelo marido, a piedosa Helena partiu em peregrinação à Terra Santa onde teve a graça de encontrar a Cruz de Cristo. A sua conversão ao Cristianismo foi um testemunho ao filho, Constantino, o primeiro imperador cristão.

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

5 DEFESA Novais defende Frederico Silva Costa, mas diz que não sabia de nada.

olítica

BLOQUEIO TCU pede bloqueio de bens por um ano de 25 suspeitos presos pela PF.

Novais defende o número dois da pasta Ministro do Turismo confirma que Frederico Silva Costa era "pessoa da sua confiança" e que dependia da relação dele com o Ministério do Planejamento Ed Ferreira/AE

E

Pedro Novais, em depoimento na Câmara, afirma que não soube das investigações. Só "casos importantes" são levados ao seu gabinete, diz.

Devassa do TCU vai regredir até 2008

O

Tribunal de Contas da União (TCU) anunciou que vai investigar todos os convênios firmados para treinamento pelo Ministério do Turismo desde 2008. A decisão é do ministro Augusto Nardes, relator da área de turismo no TCU. Segundo ele, os fatos encontrados pela Polícia Federal (PF) na Operação Voucher "não são isolados" e há indícios de que seja "um modus operandi no ministério". As investigações da Voucher começaram após relatório do TCU indicar fraude na exe-

cução de um convênio de R$ 4 milhões entre o ministério e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). Na semana passada, o Ministério Público decidiu apresentar denúncia contra 18 pessoas das 36 que foram presas, inlcluindo integrantes da cúpula do ministério. Além disso, o TCU determinou o bloqueio dos bens, pelo período de um ano, de 25 suspeitos de desvio de dinheiro público, entre funcionários do ministério e empresários.

Benefício assegurado – O ministro do Turismo, Pedro Novais, recebe R$ 1.050 mensalmente da Assembleia Legislativa do Maranhão como ressarcimento de gastos como plano de saúde. Segundo a Assembleia, o ministro tem direito desde 2005, quando o Legislativo estadual estendeu o benefício a ex-deputados. Novais, eleito pela Arena, exerceu o cargo de 1979 a 1982. Contando apenas a partir de maio de 2010, quando os gastos passaram a ser publicados ele já recebeu R$ 15.750. De-

pois de deputado estadual, Novais foi eleito para cinco mandatos e um período como suplente na Câmara. Neste ano, licenciou-se para assumir o ministério por indicação da família Sarney, de quem é aliado, e pela cúpula do PMDB, seu partido. Como ex-deputado estadual, Novais é pensionista do Fundo de Pensão Parlamentar do qual recebe, desde 2003, um valor não divulgado. Do benefício saúde disse, em nota, que é direito adquirido do qual não pensa em abrir mão. (Agências)

m depoimento, on- tantes" são levados para o seu tem na Câmara, o mi- conhecimento. Segundo o ministro, docunistro do Turismo, Pedro Novais, defen- mentos do Tribunal de Contas deu Frederico Silva Costa, nú- da União (TCU) e da PF pedinmero dois da pasta, preso na do informações sobre o caso foOperação Voucher, da Polícia ram levados diretamente para Federal (PF). Novais admitiu o órgão de controle interno na ser o responsável por levar pasta e eram referentes a ouFred, como ele é conhecido, pa- tros processos e não os que rera o cargo de secretário-execu- sultaram na Operação Voutivo. O ministro disse ainda cher. "Eu não tomei conhecique ele era pessoa de sua con- mento do pedido de informafiança e negou que ele tenha si- ç õ e s d o T C U " , g a r a n t i u do nomeado por qualquer tipo Novais. "Os documentos do ministério entram no protocode indicação política. A história é contada diferen- lo e são distribuídos aos órte pelo líder do PMDB, deputa- gãos. Só em caso grave me cabe do Henrique Eduardo Alves tomar conhecimento". Novais alegou que todos os (RN), que assumiu ter chanceministros delado a escolha legam ativide Costa para o dades e exiscargo de secretem normas tário, mesmo Fred é um dos para isso. "Se sem conhecêfuncionários eu fosse sozilo. Afirmou ainda que já timais conceituados nho atender todos os panha recebido do ministério péis que tranFred em seu e eu o promovi a sitam no migabinete "duas secretárionistério não ou três vezes". executivo. faria mais naDe acordo da além discom Novais, PEDRO NOVAIS, MINISTRO so, então por ele é um dos isso há necesfuncio nários "mais conceituados do minis- sidade de delegação". O substituto – Durante o seu tério". "Tanto que passou por diversos cargos e eu o promovi depoimento, o ministro disse a secretário-executivo", disse. que conclamou as autoridades "A escolha coube a mim, por- para apuração de eventuais irque, além da qualidade que regularidades "com o máximo mencionei, ninguém entende rigor e a maior velocidade posmais do que ele do relaciona- sível" para punir os verdadeimento com o Ministério do ros culpados. Além disso, assegurou que o Planejamento, que é quem disponibiliza os recursos. Eu pre- ministério está realizando um cisava dele naquela função e, "esforço concentrado" para rever os convênios já firmados e por isso, eu o nomeei", disse. Só o importante – Apesar disse ter "convicção da corredos elogios, o ministro negou ção na maioria esmagadora que tivesse conhecimento das dos servidores". Para o lugar investigações no Instituto Bra- de Fred, que se demitiu ontem, sileiro de Desenvolvimento de foi nomeado provisoriamente Infraestrutura Sustentável Neusvaldo Ferreira Lima, (Ibrasi), organização não-go- atual diretor do Departamento vernamental que teria firmado de Infraestrutura Turística, da convênios irregulares com o Secretaria Nacional de Prograministério. Novais acrescen- mas de Desenvolvimento do tou que apenas "casos impor- Turismo. (Agências)


p Pressionado, Rossi decide deixar a Agricultura

DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Tudo falso, tudo rebatido. Mas a campanha insidiosa não parava. Wagner Rossi (PMDB-SP), ex-ministro da Agricultura.

olítica

Beto Barata/AE - 03.08.11

Deus me permitiu estar no comando do ministério neste momento mágico da agropecuária. WAGNER ROSSI

Tenho enfrentado diariamente uma saraivada de acusações falsas sem qualquer prova.

Depois de Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transporte) e Nelson Jobim (Defesa), ele não resistiu.

O

ministro da Agricultura, Wagner Rossi, pediu demissão ontem, atingido por uma onda de acusações que apontou suspeitas de pagamento de propina, lobistas dirigindo licitações e loteamento político no ministério. Rossi, 68, é o quarto ministro a deixar o governo Dilma Rousseff desde a posse da presidente, em janeiro. A saída do ministro coincide com a decisão da Polícia Federal de abrir inquérito para investigar as denúncias do exchefe do setor de licitações da pasta, Israel Leonardo Batista. O secretário-executivo do ministério, José Gerardo Fontelles, ocupará interinamente o lugar de Rossi (leia mais, abaixo). Em entrevista à Folha de S. Paulo publicada na terça-feira, Batista afirmou que o Ministério da Agricultura foi "corrompido'' após a chegada de Rossi. O servidor já havia afirmado à revista Veja que um lobista chamado Júlio Fróes tinha acesso livre ao ministério e distribuiu propinas após o fechamento de um contrato milionário com a pasta. Em carta, Rossi disse que o governo Dilma é alvo de uma "campanha sórdida'' e que foi atingido por "acusações falsas

sem qualquer prova''. Rossi estava no cargo desde abril de 2010 e era uma indicação pessoal do vice-presidente Michel Temer. Sua queda arranha o coração do governo e evidentemente abala a relação do PT com o PMDB, os dois maiores partidos da aliança que elegeu Dilma. Jucazinho – A crise na Agricultura começou há quase três semanas, com a saída de Oscar Jucá Neto da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ele deixou o órgão acusado de ter autorizado um pagamento irregular e saiu atirando: "Só tem bandido [no ministério]'', afirmou à Veja. Na terça-feira, o jornal Correio Brazilense revelou que Rossi usou um jatinho da empresa Ourofino, que tem interesses na pasta. O ministro admitiu o uso da aeronave. Pesou ainda na decisão de Rossi de deixar o cargo a pressão familiar. Temer contou a deputados que os netos de Rossi foram hostilizados na escola. O ministro chegou ontem no meio da tarde ao Palácio do Planalto já com sua carta de demissão redigida. Medo– Apesar do acordo político entre Planalto e PMDB, que começou a ser costurado na semana passada, depois de uma

IDEM

Respondi com documentos que a imprensa solenemente ignorou. IDEM

Deram voz até a figuras abomináveis relegadas ao sítio dos derrotados. IDEM

Minha esposa e meus filhos me deram um ultimato para que deixasse essa luta estóica. IDEM Fim de safra: Wagner Rossi entrega longa carta à presidente Dilma anunciando sua demissão.

conversa da presidente Dilma Rousseff com o ex-presidente Lula, Rossi entregou o cargo ontem menos por conta do que já foi denunciado, mais pelo que ainda podia ser revelado. Anteontem à noite, um assessor do gabinete da Agricultura foi taxativo: "O ministro soube que a imprensa estava

investigando os negócios dos filhos". E desabafou: "Não sei aonde isto vai parar". Na longa carta de demissão, entregue no início da noite à presidente Dilma, Rossi cita duas vezes o contexto familiar entre as razões que o levaram a deixar o cargo. "Começaram (os adversários e a imprensa) a

atacar inocentes, sejam amigos meus, sejam familiares". Ele encerra a carta dizendo que "a família é o limite" da resistência no cargo. "Minha esposa e meus filhos me fizeram carinhosamente um ultimato para que deixasse essa minha luta estóica, mas inglória, contra forças muito maiores

do que eu possa ter". Na carta, depois de listar tudo que supostamente ele implantou em oito meses de ministério, Rossi diz que respondeu a todas as denúncias e que ninguém quis dar atenção a seus argumentos. (AE) Leia a íntegra da carta em www.dcomercio.com.br

Waldemir Barreto/Ag. Senado

Dilma lamenta saída. E teria até chorado, ao receber a carta. Presidente acha que ele deveria ter contado com a "presunção de inocência"

A

presidente Dilma divulgou nota comentando o pedido de demissão do ministro Wagner Rossi (Agricultura). Ela fez questão de deixar claro na nota o fato de ele não ter esperado no cargo a apuração das denúncias. Dilma afirmou que lamenta sua saída e o fato de ele não ter "contado com o princípio da presunção da inocência". A íntegra do texto: "Lamento profundamente a saída do ministro Wagner Rossi, que deu importante contri-

buição ao governo com projetos de qualidade que fortaleceram a agropecuária brasileira. Agradeço seu empenho, seu trabalho e sua dedicação. Lamento ainda que o ministro não tenha contado com o princípio da presunção da inocência diante de denúncias contra ele desferidas". De acordo com uma fonte do ministério, a presidente teria declarado que Rossi é "um nome importante para o governo" e que por isso ela teria chegado a chorar ao receber a carta do ministro.

SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS Subprefeitura Jabaquara LICITAÇÃO POR TOMADA DE PREÇOS Nº 04/SP-JA/2011 TIPO:MENOR PREÇO GLOBAL PROCESSO Nº 2011-0.171.313-1 A Subprefeitura Jabaquara comunica aos interessados que encontra-se aberta licitação na modalidade TOMADA DE PREÇOS, do tipo menor preço global, para CONTRATAÇÃO DE EMPRESA DE ENGENHARIA PARA EXECUÇÃO DE SERVIÇOS E OBRAS DE CONTENÇÃO DE ENCOSTA EM ÁREA DE RISCO LOCAL:AV.ANA MARIA X AV.ENGº ARMANDO DE ARRUDA PEREIRA - SP-JA. A abertura da sessão pública da Tomada de Preços ocorrerá às 10:30 horas do dia 30/08/2011, no auditório da Subprefeitura Jabaquara, na Avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira, 2.314. Os envelopes deverão ser entregues na Assessoria Jurídica/Licitações e Contratos, até às 10:00 horas do dia 30/08/2011, sendo que a SESSÃO DE ABERTURA será realizada no Audit��rio da Subprefeitura Jabaquara, no mesmo endereço, às 10:30 horas do mesmo dia, onde serão iniciados os trabalhos de abertura dos envelopes. LICITAÇÃO POR TOMADA DE PREÇOS Nº 05/SP-JA/2011 TIPO:MENOR PREÇO GLOBAL PROCESSO Nº 2011-0.171.550-9 A Subprefeitura Jabaquara comunica aos interessados que encontra-se aberta ç Ç p menor p ç g licitação na modalidade TOMADA DE PREÇOS, do tipo preço global, para CONTRATAÇÃO DE EMPRESA DE ENGENHARIA PARA EXECUÇÃO DE SERVIÇOS E OBRAS DE CONTENÇÃO DE MARGEM DE CÓRREGO EM ÁREA DE RISCO - LOCAL:PONTE DA FONTE - SP-JA. A abertura da sessão pública da Tomada de Preços ocorrerá às 10:30 horas do dia 01/09/2011, no auditório da Subprefeitura Jabaquara, na Avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira, 2.314. Os envelopes deverão ser entregues na Assessoria Jurídica/Licitações e Contratos, até às 10:00 horas do dia 01/09/2011, sendo que a SESSÃO DE ABERTURA será realizada no Auditório da Subprefeitura Jabaquara, no mesmo endereço, às 10:30 horas do mesmo dia, onde serão iniciados os trabalhos de abertura dos envelopes. Os Editais poderão ser consultados e/ou obtidos no site da Prefeitura do Município de São Paulo, no seguinte endereço: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, ou na Av. Engenheiro Armando de Arruda Pereira, 2.314, Jabaquara, mediante o recolhimento de R$ 0,15 (quinze centavos de real) por folha, através de Guia de Recolhimento que será fornecida pela Assessoria Jurídica/Licitações e Contratos, ou ainda mediante entrega de CD-R em troca de outro com o Edital completo e anexos salvos.Mais informações pelo telefone 3397-3293.

Rossi iria permanecer em Brasília ontem e seguir hoje para Ribeirão Preto, no interior paulista. O carro oficial de Rossi, que estava estacionado na portaria principal do Ministério, deixou o local sem o ministro rumo à garagem subterrânea. Na portaria principal havia grande concentração de jornalistas. Favorito – O nome do líder do governo no Congresso, deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), é apontado como favorito para o lugar de Wagner Rossi no Ministério da Agricultura. O nome foi confirmado por lideranças do PMDB que se encontraram com o vice-presidente Michel Temer para discutir a sucessão de Rossi. Caso o PMDB bata o martelo pelo nome de Mendes, essa escolha seria levada à presidente. Mendes não tem experiência na área de agricultura. No entanto, tem a simpatia de Dilma. Foi um dos únicos peemedebistas a fazer campanha pra ela no Rio Grande do Sul. Interino – A ministra-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Helena Chagas, anunciou ontem o que o secretário0-executivo do Ministério da Agricultura assumirá interinamente a pasta. Apesar de a nomeação ainda não ter sido publicada no Diário Oficial da União, o engenheiro agrônomo José Gerardo Fontelles foi confirmado na secretaria do ministério na segunda-feira e quem responderá interinamente pela Agricultura. (Agências)

Álvaro Dias: "Quem pede demissão, aceita as denúncias como verdadeiras".

Demissão é confissão de culpa, diz Álvaro Dias Senador acha que saída de Rossi pode ser a chance de Dilma reformar governo

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líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), afirma que entende o pedido de demissão do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, como sendo "uma confissão de culpa". "É evidente que quem pede demissão aceita as denúncias como verdadeiras, suas respostas não foram suficientes, não convenceram". Para o líder, o conjunto de denúncias contra ele era "um peso enorme para o governo e a presidente carregarem, e tornaram insustentável a sua permanência". Diz ainda que a saída de Rossi pode ser a "oportunidade" para a presidente Dilma Rousseff fazer uma reforma no governo, "não só de pessoas, mas também de modelo, pois o que está aí é promíscuo e envolve loteamento de cargos".

Ele também defende uma reforma administrativa para enxugar a máquina administrativa, que entende ser "gorda demais e muito cara". Dias reconhece que o pedido de demissão de um ministro do PMDB é "mais complexo", principalmente quando se trata de um apadrinhado do vicepresidente Michel Temer. "Esse episódio provoca uma turbulência maior em razão da relação do ministro com o vicepresidente, seu patrono. É obvio que há um desconforto para o governo". Já a senadora Ana Amélia (PP-RS) afirma que o processo de desgaste enfrentado por Wagner Rossi não deixou outra saída senão a de pedir para deixar o cargo. "Permanecer no governo nas condições em que ele estava, sem condições políticas de continuar coman-

dando, seria difícil", alega. A senadora lembra que, ao falar na Comissão de Agricultura no último dia 9, Rossi transferiu responsabilidade das denúncias para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). "Mas foi da Conab que ele saiu para assumir o ministério", lembra. Ela acredita que o pedido de demissão resolveu um "problema importante" para a presidente. "Fizemos uma sessão no plenário oferecendo apoio para permitir que a presidente continue essa faxina. Mas, com o agravamento e as novas denúncias contra Wagner Rossi, ficou inviável a sustentação dele no ministério", defende. No seu entender, Rossi tomou a atitude certa. A que devia ter adotado logo que ficou sem argumentos para se defender das denúncias. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

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Banco Bradesco Cartões S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 59.438.325/0001-01 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Líquido de R$ 2,751 bilhões e Ativos Totais de R$ 12,017 bilhões. Senhores Acionistas, Agradecemos aos nossos clientes o apoio e confiança e aos nossos funcionários e colaboradores a dedicação ao trabalho. Submetemos à apreciação deV.Sas.as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2011, do Banco Bradesco Cartões S.A.(Bradesco Cartões), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Osasco, SP, 26 de julho de 2011. Diretoria No semestre, o Bradesco Cartões registrou Lucro Líquido de R$ 176,885 milhões, correspondendo a R$ 764,66 por lote de mil ações, Patrimônio

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO

2011

CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5a) .................................................................... Aplicações no Mercado Aberto ..................................................................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6) ......... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Instrumentos Financeiros Derivativos ........................................................................................................... RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS ............................................................................................................... Depósitos no Banco Central.......................................................................................................................... RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS........................................................................................................... Transferências Internas de Recursos ............................................................................................................ OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 7)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .......................................................................................................... Provisão para Operações de Créditos de Liquidação Duvidosa ................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber......................................................................................................................................... Diversos (Nota 8)........................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Provisões para Desvalorizações ................................................................................................................... Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 7)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .......................................................................................................... Provisão para Operações de Créditos de Liquidação Duvidosa ................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber......................................................................................................................................... Diversos (Nota 8)........................................................................................................................................... PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS ......................................................................................................................................... Participações em Coligadas e Controladas: - No País (Nota 9a)........................................................................................................................................ Outros Investimentos (Nota 9b)..................................................................................................................... IMOBILIZADO DE USO (Nota 10)................................................................................................................. Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ INTANGÍVEL (Nota 11).................................................................................................................................. Ativos Intangíveis........................................................................................................................................... Amortização Acumulada ............................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2010

7.280.678 9.875 291.704 290.498 1.206 3.162 238 2.924 1.677 1.677 71 71 1.366.205 2.329.917 (963.712) 5.562.365 1.064 5.792.306 (231.005) 45.619 8.417 (1.564) 38.766 517.311 149.913 184.730 (34.817) 367.398 1.436 365.962 4.219.495 3.274.002

50.384 132 23.275 23.275 225 224 1 38 38 502 5.283 (4.781) 19.735 49 19.781 (95) 6.477 1.564 (1.564) 6.477 27.322 27.322 4 27.318 3.801.457 2.817.255

3.273.585 417 2.790 5.496 (2.706) 942.703 1.027.675 (84.972) 12.017.484

2.816.839 416 3.259 4.918 (1.659) 980.943 1.014.852 (33.909) 3.879.163

PASSIVO

2011

2010

CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DEPÓSITOS.................................................................................................................................................. Depósitos Interfinanceiros (Nota 13) ............................................................................................................. RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS........................................................................................................... Recursos em Trânsito de Terceiros................................................................................................................ INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6c) ........................................................................ OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados................................................................................. Sociais e Estatutárias (Nota 16d) .................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 14a)............................................................................................................. Diversas (Nota 14b).......................................................................................................................................

9.045.120 3.130.756 3.130.756 35.856 35.856 3.880 5.874.628 814 7.968 218.983 5.646.863

2.889.197 2.393.483 2.393.483 495.714 369.315 83.781 42.618

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 14a).............................................................................................................

28.657 28.657 28.657

11.078 11.078 11.078

RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS ............................................................................................... Resultado de Exercícios Futuros (Nota 15)...................................................................................................

192.697 192.697

179.972 179.972

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País (Nota 16a) ........................................................................................................... Aumento de Capital: - De Domiciliados no País (Nota 16a) ........................................................................................................... Reservas de Lucros (Nota 16c)..................................................................................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial - Títulos Disponíveis para Venda ..............................................................

2.751.010

798.916

1.768.359

132.600

982.629 22

61.438 604.864 14

12.017.484

3.879.163

TOTAL ...........................................................................................................................................................

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2011 927.462 912.571 15.171 (368) 88 850.044 173.408 6 676.630 77.418 127.272 724.246 (48.575) (294.043) (128.006) 167.402 83.172 (376.924) 204.690 (12) 204.678 (27.793) 176.885 231.326.344 764,66

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Operações de Crédito ................................................................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................................................... Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 6b) .................................................................. Resultado das Aplicações Compulsórias ...................................................................................................... DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ...................................................................................... Operações de Captações no Mercado (Nota 13b)........................................................................................ Operações de Empréstimos e Repasses ...................................................................................................... Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa........................................................................................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................................................... OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................................................... Receitas de Prestação de Serviços (Nota 17) .............................................................................................. Despesas de Pessoal (Nota 18) .................................................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 19).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 20) ..................................................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 9a) ............................................................ Outras Receitas Operacionais (Nota 21)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 22)..................................................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL ............................................................................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 24a e b) ........................................................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................................................... Número de ações (Nota 16a) ........................................................................................................................ Lucro por lote de mil ações em R$ ...............................................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil 2010 2.455 205 2.249 1 95.158 95.013 4 141 (92.703) 636.204 437.910 (41.930) (33.596) (17.656) 323.364 716 (32.604) 543.501 919 544.420 (87.020) 457.400 86.823.452 5.268,16

Capital Social Capital Aumento Realizado de Capital

Eventos

Reservas de Lucros Legal

Estatutária

Ajustes de Avaliação Patrimonial Coligadas e Lucros Próprias Controladas Acumulados

132.600

61.438

28.932

122.877

50

(20)

-

-

22.870

430.185

(36) -

20 -

457.400 (453.055)

-

-

-

-

-

-

(4.345)

Saldos em 30.6.2010..............

132.600

61.438

51.802

553.062

14

-

-

798.916

Saldos em 31.12.2010............ Homologação de Aumento de Capital.................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial - Títulos Disponíveis para Venda Lucro Líquido........................... Destinações: - Reservas ........ - Dividendos Propostos .......

194.038

1.574.321

62.027

745.397

11

-

-

2.575.794

-

-

-

-

-

-

8.844

166.361

11 -

-

176.885 (175.205) (1.680)

Saldos em 30.6.2011..............

1.574.321 -

(1.574.321) -

-

-

-

-

-

-

1.768.359

-

70.871

911.758

22

-

-

-

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil

2011 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ....................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos......................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas........................................................................... Depreciações e Amortizações..................................................................................................................... Amortizações de Ágio.................................................................................................................................. Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa........................................................................................... Despesas com Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais ............................................................................. Outros .......................................................................................................................................................... Lucro Líquido Ajustado antes dos Impostos ........................................................................................... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ............................................................... (Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos........................ (Aumento)/Redução em Relações Interfinanceiras e Interdependências.................................................... (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens............................................................. (Aumento)/Redução em Operações de Crédito........................................................................................... Aumento/(Redução) em Depósitos.............................................................................................................. Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................................................... Aumento/(Redução) em Resultados de Exercícios Futuros ........................................................................ Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: (Aumento)/Redução em Títulos Disponíveis para Venda ............................................................................ Aquisição de Imobilizado de Uso................................................................................................................. Aquisição de Investimentos ......................................................................................................................... Alienação de Imobilizado de Uso ................................................................................................................ Alienação de Bens não de Uso Próprio....................................................................................................... Alienação no Intangível ............................................................................................................................... Aplicação no Intangível................................................................................................................................ Dividendos e Juros sobre Capital Próprio Recebidos ................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos............................................... Redução Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa................................................................................ Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Aumento/(Redução) Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa .............................................................

2010

204.678 538.622 (167.402) 801 26.768 676.630 1.825 743.300 (1.206) 1.443 (11.274) 98.983 (824.357) 116.897 176.652 (21.550) (334.551) (55.663)

544.420 (296.091) (323.364) 564 26.768 141 (200) 248.329 (1) 2 (9.479) (642) 209.965 10.758 17.178 (216.424) 259.686

(8) (221) (9.204) 12 (12.678) 48 (22.051) (77.714) 378.087 300.373 (77.714)

24 (199) (302.280) 39 200 11 (43) 234 (302.014) (42.328) 65.735 23.407 (42.328)

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Totais

Saldos em 31.12.2009............ Ajustes de Avaliação Patrimonial - Títulos Disponíveis para Venda Lucro Líquido........................... Destinações: - Reservas ........ - Dividendos Propostos .......

Descrição 1 - RECEITAS .................................................................................. 1.1) Intermediação Financeira.................................................. 1.2) Prestação de Serviços....................................................... 1.3) Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa ............. 1.4) Outras ................................................................................. 2 - DESPESAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA .................... 3 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Serviços de Terceiros.................................................................. Propagandas, Promoções e Publicidade .................................... Materiais, Energia e Outros ........................................................ Comunicações ............................................................................ Processamento de Dados........................................................... Serviços Técnicos Especializados .............................................. Transportes ................................................................................. Viagens ....................................................................................... Manutenção e Conservação de Bens ......................................... Serviços do Sistema Financeiro ................................................. Outras ......................................................................................... 4 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2-3)....................................... 5 - DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO .......................................... 6 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (4-5) ......................................................................... 7 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ...... Resultado de Equivalência Patrimonial....................................... 8 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (6+7).............................. 9 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO............................... 9.1) Pessoal ............................................................................... Proventos ............................................................................. Benefícios ............................................................................ FGTS ................................................................................... Outros Encargos .................................................................. 9.2) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federais ............................................................................... Municipais ............................................................................ 9.3) Remuneração de Capitais de Terceiros ........................... Aluguéis ............................................................................... 9.4) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Dividendos ........................................................................... Lucros Retidos .....................................................................

2011 708.082 927.462 724.246 (676.630) (266.996) (173.414) (288.790) (204.432) (29.347) (24.866) (9.867) (9.843) (7.480) (1.346) (705) (375) (97) (432) 245.878 (27.569) 218.309 167.402 167.402 385.711 385.711 41.977 30.672 5.324 1.941 4.040 162.397 158.459 3.938 4.452 4.452 176.885 1.680 175.205

% 183,6 240,4 187,8 (175,4) (69,2) (45,0) (74,9) (53,1) (7,6) (6,4) (2,6) (2,6) (1,9) (0,3) (0,2) (0,1) (0,1) 63,7 (7,1)

2010 436.023 2.455 437.910 (141) (4.201) (95.017) (31.616) (661) (24.889) (98) (3.096) (343) (1.295) (612) (1) (270) (26) (325) 309.390 (27.332)

56,6 43,4 43,4 100,0 100,0 10,9 8,0 1,4 0,5 1,0 42,1 41,1 1,0 1,2 1,2 45,8 0,4 45,4

282.058 323.364 323.364 605.422 605.422 36.382 28.136 4.648 1.751 1.847 110.224 108.102 2.122 1.416 1.416 457.400 4.345 453.055

345.877 (16) 457.400 (4.345)

11 176.885 (1.680) 2.751.010

% 72,0 0,4 72,3 (0,7) (15,7) (5,2) (0,1) (4,1) (0,5) (0,1) (0,2) (0,1) (0,1) 51,1 (4,5) 46,6 53,4 53,4 100,0 100,0 6,0 4,6 0,8 0,3 0,3 18,3 17,9 0,4 0,2 0,2 75,5 0,7 74,8

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL O Banco Bradesco Cartões S.A. (Bradesco Cartões) atuando como banco múltiplo, tem como objetivo social a prática de operações ativas, passivas e acessórias inerentes às respectivas carteiras autorizadas (comercial, de investimento, de crédito, financiamento e investimento), inclusive câmbio, de acordo com as disposições legais e regulamentares em vigor. É parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos, e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam integradamente no mercado financeiro, e certas operações têm a coparticipação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro. Os benefícios dos serviços prestados entre essas instituições e os custos da estrutura operacional e administrativa são absorvidos, segundo a praticabilidade de lhes serem atribuídos, em conjunto ou individualmente. Em 6 de junho de 2011, o BACEN homologou a incorporação pelo Banco Bradesco Cartões S.A. da Guaíba Administradora de Cartões Ltda., mediante a versão da totalidade de seu patrimônio e consequente extinção, sucedendo-lhe a incorporadora em todos os direitos e obrigações. Em conformidade com o respectivo Ato Societário, a Bradesco Cartões absorveu e efetuou a centralização de todas as operações relacionadas ao acervo líquido do negócio de cartão de crédito daquela Sociedade, incluindo todos os contratos inerentes aos negócios desse segmento, tais como contratos com clientes de cartão de crédito e contratos com as processadoras da adquirência. Abaixo, demonstramos os ativos e passivos assumidos na reorganização societária da Guaíba, incorporada em 1º de outubro de 2010: R$ mil Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo............................................................................................................................................. 5.743.763 Outros Créditos – Diversos .............................................................................................................................................................. 5.679.586 Outros Valores e Bens – Despesas Antecipadas ............................................................................................................................. 64.177 Total ................................................................................................................................................................................................. 5.743.763 Passivo Circulante e Exigível a Longo Prazo................................................................................................................................................. 5.743.763 Relações Interfinanceiras – Recebimento em Trânsito de Terceiros ................................................................................................ 1.695 Outras Obrigações – Diversas ......................................................................................................................................................... 4.167.747 Acervo Líquido.................................................................................................................................................................................. 1.574.321 Total ................................................................................................................................................................................................. 5.743.763 2) APRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES FINANCEIRAS TRIMESTRAIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN) e do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), quando aplicável. Incluem estimativas e premissas, tais como a mensuração de provisões para perdas com operações de crédito, estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros, provisão para contingências, perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento, ativos não financeiros e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 26 de julho de 2011. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior, que são calculadas pelo método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. c) Caixa e equivalente de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pelo Banco para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Títulos e valores mobiliários - Classificação • Títulos para negociação – adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; • Títulos disponíveis para venda – que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e • Títulos mantidos até o vencimento – adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período.

Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. f) Instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos) São classificados de acordo com a intenção da Administração, na data da contratação da operação, levando-se em conta se sua finalidade é para proteção contra riscos (hedge) ou não. As operações que envolvem instrumentos financeiros derivativos destinam-se a atender as necessidades próprias para administrar a exposição global da Instituição. As valorizações ou desvalorizações são registradas em contas de receitas ou despesas dos respectivos instrumentos financeiros. g) Operações de créditos, outros créditos com características de concessão de crédito e provisão para créditos de liquidação duvidosa As operações de crédito e outros créditos com características de concessão de crédito são classificados nos respectivos níveis de risco, observando: (i) os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 2.682/99 do CMN, que requerem a sua classificação em nove níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco máximo) e (ii) a avaliação da Administração quanto ao nível de risco. Essa avaliação, realizada periodicamente, considera a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos e globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. Adicionalmente, também são considerados os períodos de atraso definidos na Resolução nº 2.682/99 do CMN, para atribuição dos níveis de classificação dos clientes da seguinte forma: Período de atraso Classificação do cliente de 15 a 30 dias ................................................................................................................................................................................. B de 31 a 60 dias ................................................................................................................................................................................. C de 61 a 90 dias ................................................................................................................................................................................. D de 91 a 120 dias ............................................................................................................................................................................... E de 121 a 150 dias ............................................................................................................................................................................. F de 151 a 180 dias ............................................................................................................................................................................. G superior a 180 dias........................................................................................................................................................................... H A atualização (accrual) destas operações de crédito vencidas até o 59º dia é contabilizada em receitas e, a partir do 60º dia, em rendas a apropriar, sendo que o reconhecimento em receitas só ocorrerá quando do seu efetivo recebimento. As operações em atraso classificadas como nível “H” permanecem nessa classificação por seis meses, quando então são baixadas contra a provisão existente e controladas em contas de compensação por no mínimo cinco anos. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam controladas em contas de compensação, são classificadas como nível “H” e as eventuais receitas provenientes da renegociação somente são reconhecidas quando efetivamente recebidas. Quando houver amortização significativa da operação ou quando novos fatos relevantes justificarem a mudança do nível de risco, poderá ocorrer a reclassificação da operação para categoria de menor risco. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é apurada em valor suficiente para cobrir prováveis perdas e leva em conta as normas e instruções do CMN e do BACEN, associadas às avaliações procedidas pela Administração na determinação dos riscos de crédito. h) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros Créditos – Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas sobre ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é registrada na rubrica “Outras Obrigações – Fiscais e Previdenciárias”. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07, e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionada Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. i) Investimentos Os investimentos em empresas coligadas e controladas com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante, são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas e da redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. j) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a entidade. É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil-econômica estimada dos bens, sendo: móveis, utensílios – 10% ao ano e equipamentos de processamento de dados – 20% ao ano e ajustado por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

8

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

...continuação

Banco Bradesco Cartões S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 59.438.325/0001-01 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS k) Intangível Corresponde aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da Instituição ou exercidos com essa finalidade. São compostos por: • Rentabilidade futura/carteira de clientes adquiridas São registrados e amortizados, quando aplicável, em um período no qual o ativo deverá contribuir, direta ou indiretamente, para o fluxo de caixa futuro e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável; e • Softwares São registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% ao ano), a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno de softwares são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar com segurança os custos diretamente atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante sua vida útil estimada, considerando os benefícios econômicos futuros gerados. l) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável (apurado: (i) pelo seu potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) pelo valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. m) Depósitos São demonstrados pelos valores das exigibilidades e consideram, quando aplicável, os encargos exigíveis até a data do balanço, reconhecidos em base “pro-rata” dia. n) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais – fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 12a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 12b e c); e • Obrigações Legais – Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 12b). o) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos (em base “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias incorridos (em base “pro-rata” dia). p) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis.

b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez Classificadas na demonstração de resultado como “Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários”. Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Rendas de aplicações em operações compromissadas: Posição bancada ..................................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Rendas de aplicações depósitos interfinanceiros ................................................................................... Total (Nota 6b)........................................................................................................................................

14.642 14.642 529 15.171

2.236 2.236 13 2.249

6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Classificação por categorias e prazos

Valor de mercado/ contábil (1) 2.924 238 238 3.162

Em 30 de junho - R$ mil 2010 Valor de mercado/ Marcação a contábil (1) mercado (2) 1 224 23 224 23

2011 Valor de custo atualizado 2.924 201 201 3.125

1 a 30 31 a 180 Marcação a Títulos dias dias mercado (2) Instrumentos financeiros derivativos 2.780 144 Títulos disponíveis para venda .......... 238 37 Ações..................................................... 238 37 Total em 2011 ....................................... 3.018 144 37 Total em 2010 ....................................... 225 225 23 (1) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes; e (2) Representado pelos títulos de carteira própria, sendo que o ajuste no patrimônio líquido corresponde a R$ 22 mil, líquido dos efeitos tributários. b) Resultado com títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................................... 15.171 2.249 Instrumentos financeiros derivativos ....................................................................................................... (368) 1 Total ........................................................................................................................................................ 14.803 2.250 c) Instrumentos financeiros derivativos O Bradesco Cartões participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos, representados por contratos “a termo”, registrados em contas patrimoniais e de compensação, em um contexto integrado com o controlador e empresas ligadas, que se destinavam a atender às necessidades próprias, no sentido da administração de suas exposições. Os instrumentos financeiros derivativos, quando utilizados pelo Banco como instrumentos de “hedge”, destinam-se a protegê-lo contra variações nas taxas de juros de ativos e passivos. Os derivativos geralmente representam compromissos futuros para trocar moedas ou indexadores, ou comprar ou vender outros instrumentos financeiros nos termos e datas especificados nos contratos. O valor justo dos contratos a termo é determinado com base em cotações de preços de mercado para derivativos negociados em bolsa ou utilizando-se técnicas de modelagem de fluxo de caixa descontado que usam curvas de rendimento, refletindo os fatores de risco adequados. O valor justo dos instrumentos derivativos de crédito é determinado com base em cotações de preços de mercado ou obtidos junto a entidades especializadas. I - Valor dos instrumentos registrados em contas patrimoniais e de compensação Em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Valor Valor Valor Valor global líquido global líquido Contratos a termo Compromissos de compra: ........................................................... 143.009 3.085 - Moeda estrangeira ......................................................................... 143.009 3.085 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Contratos a termo Em 30 de junho - R$ mil Compromissos de venda:.............................................................. 139.924 218 218 2011 2010 - Moeda estrangeira ......................................................................... 139.924 218 218 Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... 51 51 II - Composição dos instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos), demonstrada pelo seu valor de custo atualizado e valor de mercado Disponibilidades em moeda estrangeira ................................................................................................. 9.824 81 Em 30 de junho R$ mil Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... 9.875 132 2011 2010 Aplicações no mercado aberto (1) .......................................................................................................... 290.498 23.275 Ajuste a Ajuste a Total caixa e equivalentes de caixa ..................................................................................................... 300.373 23.407 Custo valor de Valor de Custo valor de Valor de (1) Refere-se a operações cujo vencimento na data da efetiva aplicação foi igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança atualizado mercado mercado atualizado mercado mercado de valor justo. Compras a termo a receber..................................... 2.924 2.924 1 1 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ Total do Ativo em 2011.......................................... 2.924 2.924 Total do Ativo em 2010.......................................... 1 1 a) Vencimentos Vendas a termo a pagar .......................................... 3.880 3.880 Em 30 de junho - R$ mil Total do Passivo em 2011 ..................................... 3.880 3.880 1 a 90 Total Total do Passivo em 2010 ..................................... dias 2011 2010 III - Valores globais dos contratos a termo Aplicação no mercado aberto: Em 30 de junho de 2011 a Bradesco Cartões possuía operações de contratos a termo no montante de R$ 282.933 mil (2010 – R$ 218 mil) com vencimento Posição bancada ......................................................................................................... 290.498 290.498 23.275 em até 60 dias. Letras financeiras do tesouro ........................................................................................ 23.275 IV - Valores das receitas e das despesas líquidas Letras do tesouro nacional ............................................................................................ 290.498 290.498 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Aplicações em depósitos interfinanceiros: .............................................................. 1.206 1.206 2011 2010 Aplicações em depósitos interfinanceiros ..................................................................... 1.206 1.206 Total em 2011 ............................................................................................................... 291.704 291.704 Contratos a termo.................................................................................................................................... (368) 1 Total ........................................................................................................................................................ (368) 1 Total em 2010 ............................................................................................................... 23.275 23.275 7) OPERAÇÕES DE CRÉDITOS E PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA a) Modalidades e prazos Em 30 de junho - R$ mil 1 a 30 dias 667.320 2.366.357 3.033.677 2.571

Operações de crédito Empréstimos........................................................................................ Outros créditos (1)............................................................................... Total em 2011 ..................................................................................... Total em 2010 .....................................................................................

31 a 60 dias 249.809 1.072.314 1.322.123 223

1 a 30 dias 166.127 166.127 70

Operações de crédito Empréstimos........................................................................................ Outros créditos (1)............................................................................... Total em 2011 ..................................................................................... Total em 2010 .....................................................................................

61 a 90 dias 32.030 485.975 518.005 173

31 a 60 dias 141.996 141.996 56

Curso normal 181 a 360 Acima de dias 360 dias 92.903 163.205 651.891 474 744.794 163.679 401 9

91 a 180 dias 74.782 912.613 987.395 288

61 a 90 dias 123.465 123.465 38

Curso anormal Parcelas vencidas Acima de 181 dias 353.421 353.421 4.735

91 a 180 dias 335.402 335.402 1

Total (A) 2011 1.280.049 5.489.624 6.769.673

%

2010 18,9 81,1 100,0

% 383 3.282

10,5 89,5

3.665 100,0 Em 30 de junho - R$ mil

Total (B) 2011 1.120.411 1.120.411

%

2010 100,0 100,0

% 4.900 -

100,0 -

4.900

100,0 Em 30 de junho - R$ mil

Curso anormal Parcelas vincendas

Total

Total geral

2011 1 a 30 31 a 60 61 a 90 Operações de crédito dias dias dias Empréstimos............................................................... 14.816 13.420 11.491 Outros créditos (1)...................................................... Total em 2011 ............................................................ 14.816 13.420 11.491 Total em 2010 ............................................................ (1) Outros créditos compreendem devedores por compra de valores e bens e títulos e créditos a receber. b) Modalidades e níveis de riscos

Operações de crédito Empréstimos............................................................... Outros créditos ........................................................... Total em 2011 ............................................................ % ................................................................................ Total em 2010 ............................................................ % ................................................................................

AA

A 605.406 3.679.952 4.285.358 53,5 3.177 37,1

1.050 58.463 59.513 0,8 -

B 162.613 151.515 314.128 3,9 120 1,4

91 a 180 dias 25.871 25.871 -

181 a 360 dias 27.064 27.064 -

C 520.803 1.424.870 1.945.673 24,3 383 4,5

Acima de 360 dias 21.525 21.525 -

Nível de risco D 205.392 52.464 257.856 3,2 40 0,5

(C) 114.187 114.187 -

2010 %

(C) 100,0 100,0

2011 %

-

2010

(A+B+C) 2.514.647 5.489.624 8.004.271

-

% 31,4 68,6 100,0

F 155.887 13.563 169.450 2,1 -

G 136.098 8.777 144.875 1,8 5 -

H 580.056 83.332 663.388 8,4 4.840 56,5

Total 2.514.647 5.489.624 8.004.271

% 31,4 68,6

8.565 100,0

Maior devedor................................................................................... Dez maiores devedores.................................................................... Vinte maiores devedores .................................................................. Cinquenta maiores devedores.......................................................... Cem maiores devedores...................................................................

12.110 48.596 68.868 98.180 119.071

R$ 0,2 0,6 0,9 1,2 1,5

% 4.735 4.944 5.083 -

55,3 57,7 59,3 -

d) Setor de atividade econômica Em 30 de junho - R$ mil 2011 R$ Setor privado Indústria .......................................................................................... Siderúrgica, metalúrgica e mecânica ............................................... Têxtil e confecções........................................................................... Móveis e produtos de madeira ......................................................... Alimentícia e bebidas ....................................................................... Química ............................................................................................ Artigos de borracha e plásticos ........................................................ Extração de minerais metálicos e não metálicos ............................. Edição, impressão e reprodução ...................................................... Materiais não metálicos.................................................................... Autopeças e acessórios ................................................................... Eletroeletrônica................................................................................. Veículos leves e pesados ................................................................. Artefatos de couro ............................................................................ Papel e celulose ............................................................................... Refino de petróleo e produção de álcool.......................................... Demais indústrias .............................................................................

2010 %

193.277 35.690 31.706 18.553 18.392 15.423 12.528 15.190 8.786 6.536 6.184 5.826 5.786 4.810 3.179 200 4.488

R$ 2,4 0,4 0,4 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 -

% 4.735 4.735 -

55,3 55,3 -

Em 30 de junho - R$ mil 2010 R$ % 3.830 44,7

2011

2010 %

Comércio ......................................................................................... Produtos em lojas especializadas .................................................... Vestuário e calçados ........................................................................ Reparação, peças e acessórios para veículos automotores ............ Produtos alimentícios, bebidas e fumo............................................. Varejista não especializado .............................................................. Artigos de uso pessoal e doméstico................................................. Intermediário do comércio................................................................ Resíduos e sucatas .......................................................................... Combustíveis .................................................................................... Veículos automotores ....................................................................... Atacadista de mercadorias em geral ................................................ Produtos agropecuários ................................................................... Demais comércios ............................................................................ Intermediários financeiros............................................................. Serviços........................................................................................... Transportes e armazenagens........................................................... Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas.... Alojamento e alimentação ................................................................ Construção civil ................................................................................ Atividades associativas, recreativas, culturais e desportivas ........... Serviços sociais, educação, saúde, defesa e seguridade social...... Holdings, atividades jurídicas, contábeis e assessoria empresarial. Telecomunicações ............................................................................ Produção e distribuição de eletricidade, gás e água........................ Demais serviços ............................................................................... Agricultura, pecuária, pesca, silvicultura e exploração florestal ... Pessoa física................................................................................... Total em 2011 .................................................................................. Total em 2010 ..................................................................................

100,0

100,0

Em 30 de junho - R$ mil 2011

61,7 38,3

Em 30 de junho - R$ mil 2010 Total % 5.283 61,7 3.282 38,3

c) Concentração das operações de crédito e outros créditos

R$

%

8.565

2011 E 147.342 16.688 164.030 2,0 -

(A+B+C) 5.283 3.282

R$ 515.632 174.284 85.181 56.638 50.443 37.213 26.065 17.718 13.931 12.961 12.868 7.944 1.579 18.807 55.265 446.768 93.204 88.826 65.873 48.740 32.296 29.891 28.448 7.139 938 51.413 15.094 6.778.235 8.004.271

% 6,4 2,2 1,1 0,6 0,6 0,5 0,3 0,2 0,2 0,2 0,2 0,1 0,2 0,7 5,6 1,2 1,1 0,8 0,6 0,4 0,4 0,4 0,1 0,6 0,2 84,7 100,0

8.565

100,0

e) Composição das operações de crédito e da provisão para créditos de liquidação duvidosa Em 30 de junho - R$ mil

Nível de risco AA............................................................................... A ................................................................................. B ................................................................................. C ................................................................................. Subtotal ..................................................................... D ................................................................................. E ................................................................................. F ................................................................................. G................................................................................. H ................................................................................. Subtotal ..................................................................... Total em 2011 ............................................................ % ................................................................................ Total em 2010 ............................................................ % ................................................................................

Curso normal 59.513 4.285.358 223.507 1.811.470 6.379.848 120.829 49.075 35.697 24.083 160.141 389.825 6.769.673 84,6 3.665 42,8

Saldo da carteira Curso anormal Vencidas Vincendas 85.915 4.706 122.157 12.046 208.072 16.752 113.650 23.377 97.619 17.336 119.320 14.433 109.608 11.184 472.142 31.105 912.339 97.435 1.120.411 114.187 14,0 1,4 4.900 57,2 -

Total da carteira 59.513 4.285.358 314.128 1.945.673 6.604.672 257.856 164.030 169.450 144.875 663.388 1.399.599 8.004.271

Mínimo de provisionamento requerido %

% 0,8 53,5 3,9 24,3 82,5 3,2 2,0 2,1 1,8 8,4 17,5 100,0

8.565 100,0

f) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa

0,5 1,0 3,0 10,0 30,0 50,0 70,0 100,0

Provisão Específica Vencidas Vincendas 859 47 3.665 361 4.524 408 11.365 2.338 29.286 5.201 59.660 7.216 76.726 7.828 472.142 31.105 649.179 53.688 653.703 54.096 53,2 4,4 4.751 97,4 -

2011 Genérica 21.427 2.235 54.344 78.006 12.083 14.722 17.848 16.859 160.141 221.653 299.659 24,4 125 2,6

Excedente 34 492 60.197 60.723 51.439 32.722 33.803 43.389 161.353 222.076 18,0 -

Total 21.461 3.633 118.567 143.661 77.225 81.931 118.527 144.802 663.388 1.085.873 1.229.534

2010 %

Total 1,7 0,3 9,7 11,7 6,3 6,7 9,6 11,8 53,9 88,3

%

16 1 11 28 4 4 4.840 4.848

0,3 0,2 0,5 0,1 0,1 99,3 99,5

100,0 4.876 100,0

8) OUTROS CRÉDITOS – DIVERSOS Em 30 de junho - R$ mil 2010 4.735 141 4.876 4.751 125 128

2011 Saldo inicial.................................................................................................................................................. 631.139 Constituição................................................................................................................................................... 676.630 Baixas............................................................................................................................................................ (78.235) Saldo final .................................................................................................................................................... 1.229.534 Provisão específica (1) .................................................................................................................................. 707.799 Provisão genérica (2) .................................................................................................................................... 299.659 Provisão excedente (3).................................................................................................................................. 222.076 Recuperação de créditos baixados (4).......................................................................................................... 12.189 (1) Para as operações que apresentem parcelas vencidas há mais de 14 dias; (2) Constituída em razão da classificação do cliente ou da operação e, portanto, não enquadradas no item anterior; (3) A provisão excedente é constituída considerando a experiência da Administração e a expectativa de realização da carteira de créditos, de modo a apurar a provisão total julgada adequada para cobrir os riscos específicos e globais dos créditos, associada à provisão calculada de acordo com a classificação pelos níveis de risco e os respectivos percentuais de provisão estabelecidos como mínimos na Resolução nº 2.682/99 do CMN. A provisão excedente por cliente foi classificada nos níveis de riscos correspondentes (Nota 7e); e (4) Classificadas em receitas de operações de crédito.

Em 30 de junho - R$ mil 2011 Compras faturadas – cartões de crédito ....................................................................................................... Crédito tributário (Nota 24c) .......................................................................................................................... Devedores diversos ....................................................................................................................................... Devedores por depósito em garantia fiscais.................................................................................................. Impostos e contribuições a compensar ......................................................................................................... Adiantamento e antecipação salariais........................................................................................................... Devedores por depósito em garantia outros.................................................................................................. Devedores por depósito em garantia trabalhistas ......................................................................................... Outros............................................................................................................................................................ Total ..............................................................................................................................................................

5.489.624 553.201 79.858 24.070 8.950 1.713 820 30 2 6.158.268

2010 3.282 21.206 12 15.977 4.855 1.621 115 30 1 47.099 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

9

...continuação

Banco Bradesco Cartões S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 59.438.325/0001-01 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 9) INVESTIMENTOS a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados em contas de resultado, sob a rubrica de “Resultado de participações em coligadas e controladas”. Em 30 de junho - R$ mil

Capital social 2.366.832 9.750 313.000 9.206 227.139 62.500

Patrimônio líquido ajustado 2.614.770 19.819 314.955 9.273 195.993 68.039

Lucro líquido ajustado 150.762 377 4.571 68 9.318 2.325

Quantidade de ações/cotas possuídas (em milhares) Cotas Ações 3.741.308 13.300 313.000 30.806 227.139 62.500 -

Participação no Capital social % 100,000 95,000 100,000 100,000 100,000 100,000

Empresas Banco Ibi S.A....................................................................................... Bankpar Arrendamento Mercantil S.A. ................................................ Bankpar Consultoria e Serviços Ltda. ................................................ Bradescard Elo Participações S.A....................................................... Ibi Promotora S.A. (2) .......................................................................... Imagra Imobiliária e Agrícola Ltda....................................................... Total .................................................................................................... (1) Ajuste decorrente de avaliação considera os resultados apurados pelas companhias a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado; e (2) Contempla ágio no encerramento do semestre, no valor de R$ 51.727 mil (2010 – R$ 54.548 mil), líquido de amortização, fundamentado em “Rentabilidade Futura”, cujo prazo de realização é até novembro de 2029.

10) IMOBILIZADO DE USO Demonstrado ao custo de aquisição. As depreciações são calculadas pelo método linear, com base em taxas anuais que contemplam a vida útileconômica dos bens. Em 30 de junho - R$ mil Valor residual Taxa Custo Depreciação 2011 2010 Imóveis de uso: - Móveis e equipamentos de uso...................................................... 10% 464 (62) 402 174 - Sistema de segurança e comunicação .......................................... 10% 109 (17) 92 77 - Sistema de processamento de dados ............................................ 20% 4.923 (2.627) 2.296 3.008 Total em 2011 .................................................................................. 5.496 (2.706) 2.790 Total em 2010 .................................................................................. 4.918 (1.659) 3.259 11) INTANGÍVEL Os ativos intangíveis adquiridos são compostos por: Custo 1.513 11.873 1.014.289 1.027.675 1.014.852

Amortização (256) (192) (84.524) (84.972) (33.909)

2011 2.614.770 18.828 314.955 9.273 247.720 68.039 3.273.585

2010 2.213.968 18.276 313.197 207.808 63.590 2.816.839

Ajuste decorrente de avaliação (1) 2011 2010 150.762 278.438 358 392 4.571 (1.982) 68 9.318 44.842 2.325 1.674 167.402 323.364

20) DESPESAS TRIBUTÁRIAS

b) Outros investimentos se referem a ações da BM&FBOVESPA e da CETIP, no montante de R$ 417 mil (2010 – R$ 416 mil).

Taxa Amortização 20% 20% 5%

Valor contábil

Em 30 de junho - R$ mil Valor Residual 2011 2010 1.257 464 11.681 929.765 980.479 942.703 980.943

Softwares (1) .................................................................................... Carteira de clientes - Private Label .................................................. Rentabilidade futura/carteira de clientes (2)..................................... Total em 2011 .................................................................................. Total em 2010 .................................................................................. (1) Softwares adquiridos de empresas especializadas; e (2) Representado pelo ágio apurado nas aquisições de investimento, objeto de processo de incorporação (Nota 1), amortizável mediante a realização por rentabilidade futura/carteira de clientes registrados no Ativo Permanente, que será amortizado até novembro de 2029. No semestre de 2011 foi amortizado ágio no montante de R$ 25.357 mil (2010 - R$ 25.357 mil).

Contribuição ao COFINS......................................................................................................................... Contribuição ao PIS................................................................................................................................. Impostos sobre serviços - ISS................................................................................................................. Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 63.999 13.318 10.547 2.164 3.938 2.122 49.522 52 128.006 17.656

21) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS

Receita com variação cambial................................................................................................................. Receita de recuperação de encargos e despesas .................................................................................. Reversão de outras provisões operacionais............................................................................................ Variações monetárias .............................................................................................................................. Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 55.094 35 20.046 347 4.024 3 226 144 3.782 187 83.172 716

22) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Despesas com cartões de crédito ........................................................................................................... 148.070 374 Programa de recompensa de milhagem ................................................................................................. 127.709 Descontos concedidos em renegociações .............................................................................................. 36.093 Amortizações de ágio.............................................................................................................................. 26.768 26.768 Despesa com variação cambial............................................................................................................... 20.185 11 Variações monetárias .............................................................................................................................. 3.842 12) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS – FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS Despesas com patrocínio de caráter cultural .......................................................................................... 3.685 4.270 a) Ativos Contingentes Provisão para contingências cíveis ......................................................................................................... 1.374 Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. Indenizações pagas................................................................................................................................. 490 b) Passivos Contingentes classificados como perdas prováveis e Obrigações Legais – Fiscais e Previdenciárias Outras...................................................................................................................................................... 8.708 1.181 A Instituição é parte em processos judiciais, de natureza fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. As provisões foram constituídas levando em conta, a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a Total ........................................................................................................................................................ 376.924 32.604 complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. 23) TRANSAÇÕES COM O CONTROLADOR, COLIGADAS E CONTROLADAS A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre a) Transações com o controlador, empresas coligadas e controladas, são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. terceiros, e vigentes nas datas das operações e estão assim representadas: I - Processos trabalhistas Em 30 de junho - R$ mil São ações ajuizadas por ex-empregados, visando obter indenizações, em especial o pagamento de “horas extras”. 2011 2010 2011 2010 II - Processos cíveis Ativos Ativos Receitas Receitas São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento Aplicações no mercado aberto: de Tribunais. Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 290.498 23.275 14.642 2.236 III - Obrigações Legais – Provisão para riscos fiscais Aplicações em depósitos interfinanceiros: A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 524 13 obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazos, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. Instrumentos financeiros derivativos: IV - Movimentação das provisões constituídas Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (956) (232) R$ mil Dividendos e juros sobre o capital próprio: Fiscais e PreviBanco Bradesco S.A. ....................................................................... (7.968) (369.315) Trabalhistas Cíveis denciárias (1) Banco Ibi S.A. .................................................................................. 946 No início do 1º semestre de 2011............................................................................... 10.522 Imagra Imobiliária e Agrícola Ltda. .................................................. 31 Constituições líquidas de reversões e baixas................................................................ 451 1.374 3.590 No final do 1º semestre de 2011 (Nota 14) ................................................................ 451 1.374 14.112 Bankpar Arrendamento Mercantil S.A. ............................................ 5 8 No final do 1º semestre de 2010 (Nota 14) ................................................................ 13.019 Bankpar Consultoria e Serviços Ltda. ............................................. 6 (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. Captação em depósitos interfinanceiros: c) Passivos contingentes classificados como perdas possíveis Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (3.130.756) (2.393.483) (173.408) (95.013) A empresa mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e b) Remuneração do pessoal-chave da Administração amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: as tendências jurisprudenciais e efetivadas, e se necessário, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é distribuída em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, avaliados como de risco e perda possível não são reconhecidos contabilmente. aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e d) Em 30 de junho de 2011 e de 2010, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários 13) CAPTAÇÕES NO MERCADO e Administradores da Instituição. a) Depósitos Para 2011, foi determinado o valor máximo de R$ 6.000 mil para remuneração dos Administradores (proventos e gratificações) e de R$ 6.000 mil para Em 30 de junho - R$ mil custear planos de previdência complementar de contribuição definida. 31 a 180 Total Benefícios de Curto Prazo a Administradores dias 2011 2010 Em 30 de junho - R$ mil Depósitos interfinanceiros ............................................................................................. 3.130.756 3.130.756 2.393.483 2011 2010 Total em 2011 ............................................................................................................... 3.130.756 3.130.756 Proventos................................................................................................................................................. 1.666 925 Total em 2010 ............................................................................................................... 2.393.483 2.393.483 Gratificações............................................................................................................................................ 1.188 673 b) Despesas em Captações Contribuição ao INSS .............................................................................................................................. 642 360 Representada por Captação de Depósitos Interfinanceiros, no montante de R$ 173.408 mil (2010 – R$ 95.013 mil). Total ........................................................................................................................................................ 3.496 1.958 14) OUTRAS OBRIGAÇÕES Benefícios pós-emprego a) Fiscais e previdenciárias Em 30 de junho - R$ mil Em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 2011 2010 Planos de previdência complementar de contribuição definida............................................................... 2.153 635 Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... 200.404 76.980 Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ 33.109 4.851 Total ........................................................................................................................................................ 2.153 635 Provisão para riscos fiscais (Nota 12b) ................................................................................................... 14.112 13.019 A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. Provisão para imposto de renda diferido (Nota 24c) ............................................................................... 15 9 Outras informações Total ........................................................................................................................................................ 247.640 94.859 Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: b) Diversas a) Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; Em 30 de junho - R$ mil b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e 2011 2010 Valores a repassar – cartão de crédito (1) .............................................................................................. 5.545.636 3.138 c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... 93.022 38.602 instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Obrigações por aquisição de bens e direitos .......................................................................................... 4.920 843 Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração Credores diversos - país ......................................................................................................................... 1.460 35 ou da Diretoria Executiva e seus familiares. Provisão para passivos contingentes cíveis (Nota 12b) .......................................................................... 1.374 Provisão para passivos contingentes trabalhistas (Nota 12b)................................................................. Total ........................................................................................................................................................ (1) Refere-se à comercialização do Cartão Smiles (MasterCard).

451 5.646.863

42.618

24) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 15) RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS 2011 2010 Resultados de exercício futuros no montante de R$ 192.697 mil (2010 – R$ 179.972 mil) estão representados por taxas de anuidade contratada pelos Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... 204.678 544.420 clientes do Bradesco Cartões, apropriadas ao resultado a razão de 1/12 dos valores contratados. O Banco tem direito a essas receitas, como forma de Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente (1) (81.871) (217.768) remuneração de atividades relacionadas a administração de cartões. Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: 16) PATRIMÔNIO LÍQUIDO Participações em coligadas e controladas .............................................................................................. 66.961 129.345 Despesas indedutíveis liquidas de receitas não tributáveis .................................................................... (17.021) (1.998) a) Capital social O capital social, totalmente subscrito e integralizado, no montante de R$ 1.768.359 mil (2010 – R$ 194.038 mil) é representado por 231.326.344 (2010 – Outros Valores ......................................................................................................................................... 4.138 3.401 86.823.452) ações ordinárias e preferenciais, nominativas escriturais, sem valor nominal. Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (27.793) (87.020) b) Composição do capital social (1) A alíquota da contribuição social para as empresas financeiras foi elevada para 15%, de acordo com a Lei nº 11.727 de 23 de junho de 2008 (Nota 3h). Quantidade de ações b) Composição da conta de resultado do imposto de renda e contribuição social Ordinárias Preferenciais R$ mil Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Em 31 de dezembro de 2010....................................................................................... 43.411.726 43.411.726 194.038 2011 2010 Aumento de Capital – AGE de 1º.10.2010 (1)............................................................... 72.251.446 72.251.446 1.574.321 Impostos correntes: Em 30 de junho de 2011.............................................................................................. 115.663.172 115.663.172 1.768.359 (301.615) (97.177) (1) Ata da Assembleia Geral Extraordinária aumentando o capital social em R$ 1.574.321 mil, elevando-o de R$ 194.038 mil para R$ 1.768.359 mil, Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... mediante emissão de 144.502.892 ações, sendo 72.251.446 ordinárias e 72.251.446 preferenciais, todas nominativo-escriturais, sem valor nominal, Impostos diferidos: atribuídas ao Banco Bradesco S.A., único sócio, na proporção de 0,091787410 frações de ação do Bradesco Cartões para cada cota de emiss��o da Constituição/(realização) no semestre, sobre adições temporárias........................................................ 273.822 10.157 Guaíba, que teve suas respectivas cotas extintas (Nota 1). Processo homologado pelo BACEN em 6 de junho de 2011. Total dos impostos diferidos................................................................................................................ 273.822 10.157 c) Reservas de Lucros Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (27.793) (87.020) Em 30 de junho - R$ mil c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos 2011 2010 R$ mil Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 982.629 604.864 Saldo em Saldo em - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 70.871 51.802 31.12.2010 Constituição Realização 30.6.2011 - Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... 911.758 553.062 264.592 279.555 20.140 524.007 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital Provisão para contingências cíveis .................................................. 550 550 ou para compensar prejuízos; e Provisão para contingências fiscais ................................................. 3.475 3.475 (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% Provisão para contingências trabalhistas ......................................... 180 180 do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. Provisão para desvalorização de bens não de uso.......................... 620 620 d) Dividendos Outros valores .................................................................................. 10.692 17.999 4.322 24.369 Aos acionistas estão assegurados dividendos mínimo obrigatório, em cada exercício, de importância não inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos Total dos créditos tributários (Nota 8).......................................... 279.379 298.284 24.462 553.201 da legislação societária. No semestre, foram provisionados dividendos aos acionistas no montante de R$ 1.680 mil (2010 – R$ 4.345 mil), correspondendo a Obrigações fiscais diferidas (Nota 14a)............................................ 7 8 15 R$ 7,26 (2010 – R$ 50,04) por lote de mil ações. Os dividendos do exercício de 2010 deverão ser pagos até 31.12.2011, conforme Ata da Diretoria. Créditos tributários líquidos das obrigações fiscais diferidas .. 279.372 298.276 24.462 553.186 17) RECEITA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Em 30 de junho de 2011 - R$ mil 2011 2010 Diferenças Temporárias Comissão sobre compras com cartões ................................................................................................... 364.667 221.251 Imposto Contribuição Tarifa sobre emissão/manutenção/renovação de cartões de crédito ...................................................... 289.455 203.149 de renda social Total Taxa de administração............................................................................................................................. 69.996 13.510 2011............................................................................................................................... 73.747 43.956 117.703 Outras...................................................................................................................................................... 128 Total ........................................................................................................................................................ 724.246 437.910 2012............................................................................................................................... 118.262 70.532 188.794 2013............................................................................................................................... 119.558 71.014 190.572 18) DESPESAS DE PESSOAL 2014............................................................................................................................... 33.680 20.202 53.882 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2015............................................................................................................................... 1.411 839 2.250 2011 2010 Total .............................................................................................................................. 346.658 206.543 553.201 Proventos................................................................................................................................................. 30.672 28.136 A projeção de realização de crédito tributário trata-se de estimativa e não é diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. Encargos sociais ..................................................................................................................................... 11.931 8.931 O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta a R$ 518.991 mil (2010 – Benefícios................................................................................................................................................ 5.324 4.648 Outras...................................................................................................................................................... 648 215 R$ 19.269 mil) de diferenças temporárias. Total ........................................................................................................................................................ 48.575 41.930 25) OUTRAS INFORMAÇÕES 19) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS a) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis e suas interpretações foram Semestres findos em 30 de junho - R$ mil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis as instituições financeiras somente quando aprovadas pelo CMN. 2011 2010 Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: Serviços de terceiros............................................................................................................................... 204.432 661 • Resolução nº 3.566/08 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); Propagandas, promoções e publicidades................................................................................................ 29.347 24.889 • Resolução nº 3.604/08 – Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); Materiais.................................................................................................................................................. 24.866 98 • Resolução nº 3.750/09 – Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); Comunicações......................................................................................................................................... 9.867 3.096 • Resolução nº 3.823/09 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); Processamento de dados........................................................................................................................ 9.843 343 Serviços técnicos especializados............................................................................................................ 7.480 1.295 • Resolução nº 3.973/11 – Evento subsequente (CPC 24); e Aluguéis................................................................................................................................................... 4.452 1.416 • Resolução nº 3.989/11 – Pagamento baseado em Ações (CPC 10). Transportes.............................................................................................................................................. 1.346 612 Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e, nem tampouco, se a utilização dos mesmos Depreciações e amortizações ................................................................................................................. 801 564 será de maneira prospectiva ou retrospectiva. Com isso ainda não é possível quantificar os impactos contábeis da utilização desses pronunciamentos nas Viagens.................................................................................................................................................... 705 1 demonstrações contábeis da Instituição. Manutenção e conservação de bens....................................................................................................... 375 270 Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ 97 26 A DIRETORIA Outras...................................................................................................................................................... 432 325 Silvio José Alves – Contador – CRC 1SP202567/O-5 Total ........................................................................................................................................................ 294.043 33.596

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores do Banco Bradesco Cartões S.A. Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis do Banco Bradesco Cartões S.A. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Bradesco Cartões S.A. em 30 de junho de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Outros assuntos Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Demonstração do valor adicionado contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração para o semestre findo em 30 de como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. junho de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em Responsabilidade dos auditores independentes relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja Auditoria dos valores correspondentes a 30 de junho de 2010 Os valores correspondentes ao semestre findo em 30 de junho de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas auditores independentes que emitiram relatório datado de 27 de julho de 2010, que não continha qualquer modificação. demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante São Paulo, 17 de agosto de 2011 nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, Cláudio Rogélio Sertório José Cláudio Costa também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a KPMG Auditores Independentes avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP212059/O-0 Contador CRC 1SP167720/O-1


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

BEC - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 07.299.480/0001-82 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Cotistas, No semestre, a BEC DTVM registrou Lucro Líquido de R$ 923 mil, correspondente a R$ 55,94 por lote de mil cotas, Patrimônio Líquido de Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2011, da BEC - Distribuidora de Títulos R$ 30,330 milhões e Ativos Totais de R$ 30,976 milhões. e Valores Mobiliários Ltda. (BEC DTVM), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Osasco, SP, 26 de julho de 2011. Banco Central do Brasil. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTR. FINANC. DERIVATIVOS (Nota 5)..................................... Carteira Própria ............................................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber......................................................................................................................................... Diversos (Nota 6)...........................................................................................................................................

2011 30.944 3 30.882 30.882 59 46 13

2010 29.042 6 29.002 29.002 34 17 17

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 6)...........................................................................................................................................

31 31 31

31 31 31

PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS ......................................................................................................................................... Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas ..................................................................................................................................

1 1 2 (1)

2 (2)

TOTAL ...........................................................................................................................................................

30.976

29.073

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias (Nota 9c) .................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 8a)............................................................................................................... Diversas (Nota 8b).........................................................................................................................................

2011

2010 646 646 24 526 96

492 492 21 370 101

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País (Nota 9a) ............................................................................................................. Reservas de Lucros (Nota 9c).......................................................................................................................

30.330

28.581

16.500 13.830

15.000 13.581

TOTAL ...........................................................................................................................................................

30.976

29.073

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2011

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil 2010

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 5b) .........................................................

1.656 1.656

1.214 1.214

RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA.......................................................................

1.656

1.214

OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 10).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 11) ..................................................................................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 12)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 12).....................................................................................................

(150) (125) (86) 76 (15)

(60) (119) (67) 139 (13)

RESULTADO OPERACIONAL .....................................................................................................................

1.506

1.154

RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ......................................................................

1.506

1.154

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 14) ...................................................................

(583)

LUCRO LÍQUIDO..........................................................................................................................................

923

(412) 742

Número de cotas (Nota 9a) ........................................................................................................................... Lucro por lote de mil cotas em R$ ................................................................................................................

16.500.000 55,94

15.000.000 49,47

Eventos Saldos em 31.12.2009............................................ Lucro Líquido........................................................... Destinações: - Reservas.......................................... - Dividendos Propostos......................

Capital Social Capital Aumento Realizado de Capital 15.000 -

Saldos em 30.6.2010..............................................

15.000

Saldos em 31.12.2010............................................ Aumento de Capital ................................................. Homologação de Aumento de Capital..................... Lucro Líquido........................................................... Destinações: - Reservas.......................................... - Dividendos Propostos......................

15.000 1.500 -

Saldos em 30.6.2011..............................................

16.500

-

1.500 (1.500) -

Reservas de Lucros Legal Estatutárias 1.214 11.632 37 698 1.251

12.330

1.293 46 -

13.123 (1.500) 868 -

1.339

12.491

Lucros Acumulados 742 (735) (7) 923 (914) (9) -

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil

2011 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ....................................................... Lucro Líquido Ajustado antes dos Impostos ........................................................................................... (Aumento)/Redução em Títulos e Valores Mobiliários para Negociação..................................................... (Aumento)/Redução em Outros Créditos .................................................................................................... Aumento (Redução) em Outras Obrigações ............................................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Dividendos Recebidos ................................................................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades de Investimentos…………………………………… Redução Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa................................................................................ Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Redução Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa................................................................................

2010 1.506 1.506 (571) (95) 6 (914) (68)

1.154 1.154 (304) (96) (5) (852) (103)

64 64 (4)

92 92 (11)

7 3 (4)

17 6 (11)

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Descrição 1 - RECEITAS .................................................................................. 1.1) Intermediação Financeira.................................................. 1.2) Outras ................................................................................. 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Serviços do sistema financeiro ................................................... Propaganda, promoções e publicidade....................................... Contribuição sindical patronal ..................................................... Serviços técnicos especializados ............................................... 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) .......................................... 4 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE 5 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR ....................................... 6 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO............................... 6.1) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federal ................................................................................. 6.2) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Dividendos Propostos .......................................................... Lucros Retidos .....................................................................

2011 1.717 1.656 61 (125) (6) (89) (12) (18) 1.592 1.592 1.592 1.592 669 669 923 9 914

% 107,9 104,0 3,9 (7,9) (0,4) (5,6) (0,8) (1,1) 100,0 100,0 100,0 100,0 42,0 42,0 58,0 0,6 57,4

2010 1.340 1.214 126 (119) (3) (90) (11) (15) 1.221 1.221 1.221 1.221 479 479 742 7 735

Totais 27.846 742 (7) 28.581 29.416 923 (9) 30.330

% 109,7 99,4 10,3 (9,7) (0,2) (7,4) (0,9) (1,2) 100,0 100,0 100,0 100,0 39,2 39,2 60,8 0,6 60,2

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL b) Resultado de títulos e valores mobiliários A BEC - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (BEC DTVM) é uma instituição financeira que tem por objetivo efetuar operações de intermediação Semestres findos em 30 de junho - R$ mil no mercado aberto, além de gerir e administrar recursos de terceiros. É parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de seus recursos 2011 2010 administrativos e tecnológicos, e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. Fundos de investimento........................................................................................................................... 1.656 1.214 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Total ........................................................................................................................................................ 1.656 1.214 As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas c) A BEC DTVM não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 30 de junho de 2011 e de 2010. às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN) e do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), quando aplicável. Incluem, estimativas e premissas, tais como a mensuração de provisões para perdas com operações de crédito, estimativas do valor justo 6) OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS Em 30 de junho - R$ mil de determinados instrumentos financeiros, provisão para contingências, perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento, ativos não financeiros e outras provisões. Os resultados 2011 2010 efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. Créditos tributários .................................................................................................................................. 39 41 As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 26 de julho de 2011. Impostos e contribuições a compensar ................................................................................................... 5 7 Total ........................................................................................................................................................ 44 48 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação 7) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS As demonstrações contábeis estão apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado a) Ativos Contingentes O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados Não foram reconhecidos contabilmente ativos contingentes. dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações b) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a instituição figura como “autora” ou “ré” e, base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior, que são calculadas com base no amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, e se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado c) Em 30 de junho de 2011 e de 2010, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. 8) OUTRAS OBRIGAÇÕES d) Aplicações interfinanceiras de liquidez a) Fiscais e previdenciárias São registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. Em 30 de junho - R$ mil e) Títulos e valores mobiliários - classificação 2011 2010 Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... 510 358 rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; 16 12 Títulos disponíveis para venda - que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao Total ........................................................................................................................................................ 526 370 patrimônio líquido, deduzido dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetivas realização; e b) Diversas Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados Refere-se à provisão para pagamentos a efetuar, no montante de R$ 96 mil (2010 - R$ 101 mil). pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de 9) PATRIMÔNIO LÍQUIDO preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são a) Capital social baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação O capital social no montante de R$ 16.500 mil (2010 - R$ 15.000 mil) totalmente subscrito e integralizado, é composto por 16.500.000 (2010 - 15.000.000) do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. cotas, com valor nominal de R$ 1,00 cada. f) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) b) Movimentação do Capital Social Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica Quantidade de Cotas R$ mil “Outros Créditos - Diversos”. 15.000.000 15.000 Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram Em 31 de dezembro de 2010................................................................................................................. 1.500.000 1.500 constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e Aumento de Capital (1)............................................................................................................................ Em 30 de junho de 2011........................................................................................................................ 16.500.000 16.500 análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro (1) De conformidade com o Instrumento Particular de Alteração do Contrato Social de 17 de março de 2011, foi deliberado aumentar o capital social em é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. R$ 1.500 mil, elevando-o de R$ 15.000 mil para R$ 16.500 mil, mediante a capitalização de parte do saldo da conta “Reserva de Lucros - Estatutária”, Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. com a criação de 1.500.000 cotas, de valor nominal de R$ 1,00 cada, atribuindo-as à Sócia-Cotista Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido Investimento S.A. Processo homologado pelo BACEN em 20 de abril de 2011. do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da c) Reservas de Lucros Em 30 de junho - R$ mil adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. 2011 2010 g) Investimentos Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas e da redução ao valor recuperável Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 13.830 13.581 (impairment), quando aplicável. - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 1.339 1.251 h) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) - Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... 12.491 12.330 Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o ou para compensar prejuízos; e seu valor recuperável (apurado: (i) pelo seu potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) pelo valor em uso (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 80% do Capital Social Integralizado. Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. d) Dividendos i) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de Aos cotistas está assegurado dividendos mínimo obrigatório, em cada exercício, de importância não inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: legislação societária. No semestre foram provisionados dividendos no montante de R$ 9 mil (2010 - R$ 7 mil), correspondendo a R$ 0,60 (2010 - R$ 0,47) • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias por lote de mil cotas. O pagamento dos dividendos do exercício de 2010 será realizado até o final do exercício de 2011, conforme Ata da Diretoria. reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, 10) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS são divulgados nas notas explicativas (Nota 7a); Semestres findos em 30 de junho - R$ mil • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a 2011 2010 complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ 6 3 liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência Obrigações sociais - contribuição sindical............................................................................................... 12 11 somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Propaganda e publicidade....................................................................................................................... 89 90 Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados Serviços técnicos especializados............................................................................................................ 18 15 em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 7b); e Total ........................................................................................................................................................ 125 119 • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações 11) DESPESAS TRIBUTÁRIAS contábeis (Nota 7b). Semestres findos em 30 de junho - R$ mil j) Outros ativos e passivos 2011 2010 Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos (em base “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos Contribuição ao COFINS......................................................................................................................... 68 49 encargos e das variações monetárias incorridos (em base “pro-rata” dia). Contribuição ao PIS................................................................................................................................. 11 8 k) Eventos subsequentes Despesas com impostos e taxas............................................................................................................. 7 10 Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. Total ........................................................................................................................................................ 86 67 São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e 12) OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 2011 2010 Em 30 de junho - R$ mil Atualizações de impostos e contribuições............................................................................................... (15) (12) 2011 2010 Reversões de provisões .......................................................................................................................... 11 29 Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... 3 6 Dividendos e JCP recebidos ................................................................................................................... 65 109 Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... 3 6 Total ........................................................................................................................................................ 61 126 Total caixa e equivalentes de caixa ..................................................................................................... 3 6 5) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Classificação por categorias e prazos 2011 1 a 30 dias

31 a 180 dias

181 a 360 dias

Acima de 360 dias

Valor de Valor mercado/ de custo contábil (2) atualizado

Em 30 de junho - R$ mil 2010 Valor de Marcação mercado/ Marcação a mercado contábil (2) a mercado

Títulos (1) Títulos para negociação: (3) Certificados de depósitos bancários 261 261 261 900 Debêntures ....................................... 266 266 266 1.196 Letras do tesouro nacional ............... 254 167 421 421 334 Letras financeiras do tesouro ........... 615 1.430 14.699 16.744 16.744 26.572 Operações Compromissadas ........... 10.952 306 11.258 11.258 Outros............................................... 1.932 1.932 1.932 Total em 2011 .................................. 11.206 921 1.430 17.325 30.882 30.882 Total em 2010 .................................. 9.092 1.756 6.902 11.252 29.002 (1) As aplicações em cotas de fundos de investimento exclusivos administrados pelo Conglomerado Bradesco, foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, preservando a classificação da categoria dos fundos. Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificações, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; e (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante.

13) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com o controlador e empresas ligadas são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, e vigentes nas datas das operações, e estão assim representadas: Em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 2011 2010 Ativos Ativos Receitas Receitas (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) Disponibilidades: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 3 6 Dividendos: Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. ...... (24) (21) b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. A Instituição é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. continua...


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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

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...continuação

BEC - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 07.299.480/0001-82 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau.

15) OUTRAS INFORMAÇÕES Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis e suas interpretações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram:

• Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); ou da Diretoria Executiva e seus familiares. • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); 14) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); e Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10). Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e, nem tampouco, se a utilização dos mesmos Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... 1.506 1.154 será de maneira prospectiva ou retrospectiva. Com isso ainda não é possível quantificar os impactos contábeis da utilização desses pronunciamentos nas Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente (1). (602) (462) demonstrações contábeis da Instituição. Despesas indedutíveis líquidas das receitas não tributáveis .................................................................. 7 38 Outros valores ......................................................................................................................................... 12 12 A DIRETORIA Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (583) (412) Célio Magalhães - Contador - CRC 1SP199295/O-5 (1) A alíquota da contribuição social para as empresas do segmento financeiro foi elevada para 15%, de acordo com a Lei nº 11.727/08 (Nota 3f).

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Aos Administradores da BEC Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Osasco - SP

Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e Examinamos as demonstrações contábeis da BEC Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial financeira da BEC Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. em 30 de junho de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa em 30 de junho de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.

Outros assuntos Demonstração do valor adicionado Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração para o semestre findo em 30 de junho de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Auditoria dos valores correspondentes a 30 de junho de 2010 Os valores correspondentes ao semestre findo em 30 de junho de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros auditores independentes que emitiram relatório datado de 27 de julho de 2010, que não continha qualquer modificação. São Paulo, 17 de agosto de 2011

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Cláudio Rogélio Sertório Contador CRC 1SP212059/O-0

José Cláudio Costa Contador CRC 1SP167720/O-1

p CPI: começa nova coleta de assinaturas A CPI deve ser a fotografia do Congresso. A sociedade não suporta mais tantos escândalos. Álvaro Dias (PR), líder do PSDB no senado.

olítica

Trabalho foi retomado ontem, quando parlamentares lançaram site para acompanhar avanços rumo à CPI mista destinada a investigar desvios de recursos em ministérios

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arlamentares da oposição lançaram ontem o site www.cpi dacorrupc ao.blo gspot. com, para fazer o acompanhamento das assinaturas de apoio à CPI mista destinada a investigar desvios de recursos públicos, sobretudo nos ministérios dos Transportes, da Agricultura e do Turismo, envolvidos em denúncias de pagamento de propina e contratos com empresas de fachada. O líder do DEM na Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), mostrou, em um painel instalado no salão verde da Casa, como serão exibidos os nomes de deputados e senadores que assinaram – ou deixaram de assinar – o requerimento de criação da comissão de investigação. ACM Neto informou que faltam oito assinaturas no Senado para completar o número necessário de 27 adesões. Informou, também, que faltam outras 79 assinaturas na Câmara para atingir o apoio mínimo, que é o de 171 deputados. O site apresenta o endereço

eletrônico e telefone dos parlamentares e a orientação para que os cidadãos "os convençam" a apoiar a CPI. Apresenta, ainda, uma relação de pessoas que apoiam a iniciativa. O deputado baiano informou que "espontaneamente" já foram coletadas cerca de mil assinaturas. O movimento, iniciado por parlamentares do PSDB, do DEM, do PSol e do PPS, também se estenderá às redes sociais e e-mails de deputados e senadores desses mesmos partidos. Para o líder do PSDB no senado, Álvaro Dias, do Paraná, "a CPI deve ser a fotografia do Congresso". "A sociedade não suporta mais tantos escândalos, a indignação é crescente". Já o líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), acredita que essa iniciativa pode repetir o que ocorreu com o movimento popular em defesa da ficha limpa. "Podemos reeditar o movimento da ficha limpa: os que eram contra, pressionados pela população, aprovaram a proposta". (AE)

Valter Campanato/ABr

Contagem progressiva: portal da CPI da Corrupção recolhe assinaturas e expõe nome dos parlamentares que não aderiram ainda.

Passos reforça 'lealdade' a Dilma Após independência do PR, ministro dos Transportes diz na Câmara que há irregularidades na pasta, mas que não é a favor de CPI

O

ministro Paulo Sér- rito) para investigar denúncias gio Passos (Trans- de corrupção no governo. portes) reforçou Fili ação – O PR, aliado do sua lealdade ao go- governo de Luiz Inácio Lula da verno da presidente Dilma Silva, tem seis senadores e 41 Rousseff em audiência pública deputados na atual legislatuna Câmara dos Deputados, on- ra. A nova postura do partido tem. Filiado ao PR há cinco sofreu resistência de alguns anos, sua declaração de apoio congressistas. chega um dia depois de o PR "Ter me filiado ao partido ter declarado sua saída da base não significa qualquer tipo de do governo. desvio da mi"Os minisnha avaliação tros de Estado, do que seja o todos sem ex(...) bom trabaSeria ingenuidade ceção, devem lho no plano dizer que não há lealdade, detécnico", disse vem prestação irregularidades na P a s s o s , q u e de contas de pasta. Tanto há que, d e f e n d e u o suas condutas na rotina, os órgãos uso de aditie atos à presivos. Segundo de controle dente da repúele, a adoção reconhecem erros. d o r e c u r s o , blica. Eu não me afasto desque eleva o vaPAULO SÉRGIO PASSOS sa regra nem lor de obras desse princíem andamenpio geral, não importa a qual to, muitas vezes é necessária partido o ministro pertença". para adequar a obra a "necessiEle disse que seria "ingenui- dades técnicas" não verificadade" sua afirmar que não há das no projeto básico. irregularidades na pasta. "E O ministro alegou ainda que tanto há que na atuação roti- os que "eventualmente" pratineira, os órgãos de controle re- carem irregularidades no uso conhecem erros". Mas negou a de aditivos devem responder necessidade de uma CPI (co- "por aquilo que fizeram de formissão parlamentar de inqué- ma equivocada".

Antonio Cruz/ABr

Valdemar: PT, PCdoB ou PSDB na relatoria

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Passos: " O ministro Nascimento, assim com os diretores do Dnit afastados, apenas entregaram os cargos".

Perguntado pelo líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP), se a presidente teria errado ao exonerar o ex-ministro Alfredo Nascimento, Passos disse que Nascimento, assim com os diretores do Dnit afastados, apenas entregaram os cargos. "O ministro (Alfredo Nasci-

mento), por ato próprio, encaminhou sua carta de demissão, uma decisão do ministro que eu respeito. No âmbito do Dnit, todos os diretores que ocupavam cargos pediram exoneração e fizeram isso porque entenderam que facilitaria o governo na condução da autarquia. Os diretores saíram

para dar oportunidade ao governo de organizar o Dnit". Paulo Sérgio Passos assumiu o ministério no mês passado, após denúncias de corrupção que derrubaram 28 pessoas na pasta e em órgãos vinculados, como o Dnit. Ele era secretário-executivo do ex-ministro Nascimento. (Agências)

Conselho de Ética realizou ontem o sorteio que precede a escolha do relator do caso do deputado Valdemar da Costa Neto (PRSP). O presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PDTBA), anunciará na próxima semana qual dos três sorteados será designado para a relatoria. Eles são: Waldenor Pereira (PT-BA), Chico Lopes (PCdoB-CE) e Fernando Francischini (PSDB-PR). A representação contra Costa Neto foi protocolada em julho pelo PSol e pelo PPS. Os partidos reuniram denúncias apontando a participação do deputado em reuniões no Ministério dos Transportes. Constam do pedido: vídeo no qual Valdemar negocia a liberação de recursos do ministério para que o deputado Davi Alves Silva Júnior ingresse no PR; e trecho de entrevista de Valdemar a uma rádio dizendo "querer" uma diretoria de um banco público para ajudar aliados a liberar verbas. O processo pode levar à sua cassação. (AE)


p Dilma: ato falho durante as 'Margaridas' DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Quero cumprimentar o nosso governador Agnelo Rossi, digo, Agnelo Queiroz, governador do DF. Presidente Dilma Rousseff

olítica

Em marcha, presidente chama governador do DF de Agnelo 'Rossi' (e não Queiroz), o sobrenome do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, que se demitiu ontem Pedro Ladeira/AFD

Acácio Pinheiro/Folhapress

Dilma promete: "Vamos construir 16 unidades de saúde fluviais".

E

m discurso durante a 4ª Marcha das Margaridas, ontem, a presidente Dilma Rousseff cometeu um ato falho ao confundir o nome do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e chamá-lo de "Agnelo Rossi". Rossi, coincidentemente, é o sobrenome do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, que se demitiu ontem. "Quero cumprimentar o nosso governador Agnelo Rossi", disse a presidente, corrigindo-se em seguida: "Agnelo Queiroz, governador do

Distrito Federal". Margaridas – A marcha ganhou esse nome por causa de Margarida Maria Alves, trabalhadora rural e líder sindical assassinada na Paraíba em 12 de agosto de 1983. Ontem, 70 mil mulheres ocuparam a Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A 4ª edição da 'Marcha das Margaridas' tem por objetivo denunciar as desigualdades sociais, a violência e exploração das trabalhadoras rurais. Durante o evento, a presidente anunciou uma série de

'Marcha das Margaridas' em Brasília: trabalhadoras rurais denunciam desigualdades sociais, violência e exploração.

medidas parência em ra melhorar a saúde do traqualidade de b a l h a d o r, A marcha aumenta vida e de travoltados para porque o meio rural os trabalhabalho das mulheres do dores do e os recursos campo, com campo e da naturais estão na foco na saúde mira dos poderosos. floresta". e no enfrentaEntre as CARMEN FORO mento da viomulheres lência: que integra"Em relação à saúde (...), nós ram o protesto estava a atriz vamos construir e equipar 16 Letícia Sabatella, que fez um unidades básicas de saúde flu- discurso em favor da luta pela viais, sendo oito em 2011, e oi- igualdade, durante o ato políto, em 2012. Vamos, até 2012, tico do evento. Antes, um implantar dez centros de refe- grupo de mulheres realizou

De Luiza Trajano para a presidente: ainda não decidi Executiva do Magazine Luiza diz que está estudando o convite para ser ministra Werther Santana/AE - 19/7/10

A

empresária Luiza Helena Trajano, dona da rede de lojas Magazine Luiza, escreveu ontem na sua conta no microblog Twitter, que ainda não deu uma resp o s t a à p re s i d e n t e D i l m a Rousseff sobre o convite feito para ser ministra. "Ainda não decidi e pedi um tempo à presidente, pois estou estudando com muito carinho", acrescentando que estava "lisonjeada" pela lembrança. Trajano confirmou que o convite é para assumir a futura Secretaria da Micro e Pequena Empresa. O projeto que cria a pasta, com status de ministério, está em trâmite na Câmara. "A secretaria ainda não foi criada, por isso, nem é necessário dar uma resposta agora". A partir da sondagem feita em julho, a empresária pediu um tempo para se desvenci-

lhar de suas funções na companhia, enquanto Dilma ficou de acelerar a tramitação do projeto que cria o 39º ministério de seu governo. Recentemente a proposta recebeu o carimbo de urgência na tramitação. Além de tocar as ações do setor de micro e pequena empresa, Trajano, se aceitar o convite, cuidará de políticas públicas

na área da economia solidária. Esse desenho desagrada ao PT, pois vê conflito para planejar ações para as duas áreas. Na terça-feira, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, confirmou que houve "um contato" de Dilma com Luiza, mas não precisou qual foi a resposta. (Agências)

uma que combate o trabalho escravo e outra que garante licença-maternidade de 180 dias para as operárias. Segundo Carmen Foro, secretária de Mulheres da Contag, a violência contra as trabalhadoras rurais cresceu na última década: "Antes de 2002, havia em torno de 7% de mulheres nas listas dos ameaçados de morte. Hoje, somam mais de 20%. Nossa marcha aumenta a cada dia, porque o meio rural e os recursos naturais estão na mira dos poderosos deste País". (Agências)

Agora quem acusa é o Senado: locadoras fizeram conluio Casa já desqualificou várias concorrentes e a vencedora não está garantida

O Luiza Trajano está sem pressa: "a secretaria ainda não foi criada".

uma batucada feminista. A 'Marcha das Margaridas' é coordenada pelo movimento sindical de trabalhadores e trabalhadoras rurais, incluindo a Contag (Conferação Nacional de Trabalhadores na Agricultura), 27 federações e mais de 4 mil sindicatos. As edições anteriores foram realizadas em 2000, 2003 e 2007. A edição 2011 começou na terça-feira. Dezenas de mulheres ocuparam a Câmara dos Deputados para reivindicar a aprovação de propostas em votação no plenário, incluindo

Senado desqualificou várias locadoras de veículos que participaram da licitação para o aluguel de carros para os senadores e o preço a ser pago pelo serviço já subiu 12,4%. As empresas foram desclassificadas sob acusação de conluio. Uma das eliminadas tinha um servidor da Casa como sócio. Outra envolvida na disputa tinha um sócio em comum com a locadora vencedora. Ganha, mas não leva – Com estas desqualificações, a LM Transportes, Serviços e Comércio Ltda foi anunciada como a nova vencedora da concorrência. A empresa baiana ofereceu o preço unitário de R$ 1.990,00, valor 12,4% maior do que o proposto pelas concorrentes desclassificadas. Com isso, o custo anual para o

Senado sobe para R$ 1,934 milhão. As empresas participantes do pregão podem ainda recorrer do resultado até sextafeira. Se a LM for desclassifica-

5,9

milhões de reais é quanto o Senado quer pagar por ano para alugar carros da, o Senado poderá ter de fazer um novo pregão porque a quarta colocada também já foi eliminada da disputa. O valor inicial proposto pelo Senado no edital era de R$ 5,9 milhões. A Casa estava dispos-

ta a pagar até R$ 6,1 mil por mês pelo aluguel de cada carro, que deve ter potência mínima de 140 cavalos, motor 2.0, quatro portas, ar condicionado, air bags, entre outras exigências. O carro oferecido pela LM é um Renault Fluence, que tem valor de mercado de cerca de R$ 60 mil. Ou seja, com menos de três anos do que vai gastar com aluguel a Casa poderia adquirir carros novos para todos os senadores. A justificativa do Senado para alugar carros é que a manutenção tem um custo maior. Segundo o primeiro-secretário, Cícero Lucena, somente com uma oficina terceirizada que a Casa mantém os gastos são de R$ 360 mil mensais. Com o aluguel, esta responsabilidade passa a ser do fornecedor. (AE)

Tiririca vai defender Cultura no Planalto Em comitiva com outros artistas, o deputado federal pediu à ministra Ideli Salvatti urgência na aprovação de projetos culturais

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deputado federal Tiririca (PR-SP) participou de audiência ontem à tarde com a ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Relações Institucionais, para pedir urgência na aprovação de projetos da área de cultura. Tiririca chegou ao Palácio do Planalto acompanhado de uma comissão de artistas formada pelos cantores Sandra de Sá, Frejat e Fernanda Abreu, entre outros. O objetivo é pedir que o governo se empenhe na aprovação de projetos que tratam do tema. Entre as prioridades estão o projeto que cria o Vale Cultu ra, que concede R$ 50 por

Dida Sampaio/AE

mês para trabalhadores com carteira assinada gastarem na compra de livros e de CDs ou ainda de ingressos em espetáculos; e o que estabelece um gasto mínimo na área pelos governos municipais, estaduais e federal e o que cria o Sistema Nacional de Cultura, com a definição de obrigações que prefeitos, governadores e o presidente da República terão com o desenvolvimento do setor. Os três projetos estão prontos para votação em plenário. "Será uma pauta que vamos perseguir neste segundo semestre", disse a deputada Jandira Feghali (PCdoB/RJ), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura.

Outro papo – "Há três ou quatro anos a gente vem a Brasília e faz a mesma coisa. Agora, chega de papo", bradou Sandra de Sá. Já para Fernanda Abreu, a cultura ainda não está na pauta das políticas públicas do Executivo: "Não adianta a nova classe média comprar iPods se não há políticas para que elas leiam livros e escutem CDs. A cultura precisa estar no centro do debate político do País". Questionado se daria apoio à presidente Dilma após a decisão do PR de deixar a base aliada, Tiririca respondeu: "Vamos ver. Sou novato, sou do povo, vou votar pelo bem do povo". (AE)

Tiririca com Sandra de Sá. Apoio a Dilma? "Vamos ver. Sou novato, sou do povo, vou votar pelo bem do povo".


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

13 QUEDA DE BRAÇO O Departamento de Justiça dos EUA investiga se a agência de classificação de risco Standard & Poor's avaliou indevidamente dezenas de títulos hipotecários nos anos que antecederam a crise, segundo The New York Times.

nternacional

Estádio lotado. Mas não pelo futebol. Regime sírio usa complexo esportivo em Latakia como centro de detenção. Para premiê turco, repressão na Síria é igual a da Líbia. Joseph Eid/AFP

T

Nasrallah, no telão e atrás de armas confiscadas de israelenses, diz que houve injustiça.

ONU: escutas incriminam Hezbollah.

O

ex-primeiro-ministro do Líbano Saad Hariri instou o grupo xiita Hezbollah, ontem, a entregar quatro dos seus partidários indiciados por um tribunal das Nações Unidas que investiga o assassinato de seu pai, o também ex-premiê Rafic Hariri, morto por um caminhão-bomba em Beirute em 2005. Saad Hariri fez as declarações logo após o tribunal publicar ontem o indiciamento dos supostos assassinos de Hariri. O indiciamento, contudo, é baseado em provas circunstanciais, como grampos de chamadas telefônicas que ligam os partidários do Hezbollah ao crime. O grupo xiita lembrou que o indiciamento não possui provas diretas e descartou as acusações. Os mandados de prisão para os homens foram emitidos em junho pelo tribunal, o que preparou o cenário para que o caso fosse à julgamento, mas nenhum dos quatro suspeitos foi detido pelas autoridades libanesas e o Hezbollah diz que eles nunca serão presos. Os suspeitos são Mustafa Amine Badreddine, um membro importante do Hezbollah, além de Salim Jamil Ayyash,

Hussein Hassan Oneissi e Assad Hassan Sabra. "Os quatro acusados participaram de uma conspiração com terceiros para cometer um ato terrorista para assassinar Rafic Hariri", diz a acusação de 47 páginas divulgada pelo Tribunal Especial para o Líbano, com sede na Holanda. Co op eração - Saad Hariri exortou a principal força política e militar do Líbano a colaborar com o tribunal. "Eu espero que o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, tome esta decisão histórica e anuncie a total cooperação com o Tribunal Especial para o Líbano, ao garantir que os acusados pelo assassinato sejam entregues para um julgamento justo", disse ele. O Hezbollah derrubou o governo de Saad Hariri, em janeiro, depois que ele resistiu a pedidos para rejeitar o tribunal. Nasrallah afirma que o indiciamento não apresenta provas claras. "O texto nas nossas mãos é baseado em análises e não em provas claras", disse. "Os homens que foram indiciados pelo tribunal não deveriam ser chamados de acusados e sim de injustiçados", afirmou.

Divulgação/AFP

Grupo xiita se recusa a entregar indiciados pelo assassinato do ex-premiê do Líbano Rafic Hariri

Kyodo/Reuters - 16/04/08

ropas da Síria invadiram casas em um distrito sunita do porto de Latakia, ontem, disseram moradores, prendendo centenas de pessoas e as levando para um estádio, depois de quatro dias de ataque com tanques para reprimir os protestos contra o presidente Bashar al-Assad. As forças de Assad atacaram al-Raml al-Filistini, nomeado em homenagem a um campo de refugiados construído nos anos 1950, no final de semana, como parte da campanha para acabar com o levante popular de cinco meses, que se intensificou desde o começo do mês sagrado do Ramadã, em 1º de agosto. "Bombardeios e sons de metralhadoras em tanques diminuíram hoje (ontem). Eles estão levando centenas para a Cidade Esportiva de al-Raml. Pessoas que são escolhidas a esmo de vários lugares em Latakia também estão sendo levadas para lá", disse um morador, referindo-se ao complexo esportivo que serviu de sede para os Jogos Mediterrâneos nos anos 1980. Latakia tem significado particular para Assad, que é da minoria alauíta. O presidente de 45 anos veio de um vilarejo a sudeste, onde o pai dele está enterrado. A família de Assad, além dos amigos, controla o porto e as finanças da cidade. "Os relatos sobre as condições de detenção e tortura são cada vez mais alarmantes. Assad está cada vez mais acossado, usando mais e mais violência e colocando mais sírios contra ele", afirmou um diplomata. Citando testemunhas em Latakia, o Observatório Sírio para Direitos Humanos disse que uma força de cerca de 700 oficiais de segurança se espalhou por al-Raml, com casas sendo demolidas na vizinhança "sob o pretexto de que não tinham alvarás de construção". "Os estádios da Cidade Esportiva estão servindo de abrigo para refugiados, para impedir que eles fujam de Latakia, e assim como vimos em outras cidades atacadas, como um centro de detenção", disse o diretor do observatório, Rami Abdelrahman à Reuters. Repercussão - O premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, comparou ontem o ditador sírio, Bashar al-Assad, ao líbio, Muamar Kadafi. "O mesmo (que na Líbia) está acontecendo na Síria agora. Enviei meu chanceler e entrei em contato por telefone. Apesar disso, civis continuam sendo mortos", afirmou Erdogan. Em razão da intensificação da violência na Síria nos últimos dias, a Organização das Nações Unidas (ONU) retirou do país 20 de seus 160 funcionários. (Agências)

Reator em Hokkaido é religado, mas governo estuda desativá-lo de forma permanente até maio de 2012.

Tribunal da ONU divulga os retratos dos quatro acusados

Rede de ligações - O assassinato de Rafic Hariri foi um dos crimes mais dramáticos do Líbano e do Oriente Médio. Ele foi morto junto a 22 outras pessoas por um caminhão-bomba em uma avenida beira-mar em Beirute, em fevereiro de 2005.

Um empresário bilionário, Hariri foi o político mais proeminente do Líbano após a guerra civil que terminou em 1990. Muçulmano sunita, ele chefiou um governo conservador em aliança com os cristãos e os drusos, reconstruindo o país.

Os seis anos de investigações do tribunal esbarraram em alguns dos problemas intratáveis do Líbano: o papel do Hezbollah, que possui um arsenal maior que o do Exército libanês, e a sombria história de divisões sectárias do país. Os procuradores analisaram uma vasta gama de gravações telefônicas ligando a "equipe de assassinato" ao suicida que dirigiu o caminhão-bomba. O indiciamento afirma que as gravações mostram "um uso coordenado desses telefones celulares para conduzir a operação de assassinato". De acordo com as gravações, houve uma série de chamadas logo antes da morte de Hariri, mas as chamadas acabaram dois minutos após a explosão. Os celulares nunca mais foram usados. Relatos da mídia no ano passado previram que a acusação seria baseada nos registros telefônicos e Nasrallah lançou dúvidas sobre qualquer caso baseado em gravações, dizendo que Israel havia conseguido penetrar na rede de telecomunicações do Líbano e poderia ter falsificado os dados para implicar o seu grupo. (Agências)

Japão nuclear volta à ativa Governo autoriza o reinício do primeiro reator após catástrofe de Fukushima

A

s autoridades japonesas autorizaram ontem a reativação de um reator nuclear pela primeira vez desde a catástrofe de Fukushima ocorrida em 11 de março, provocada por um terremoto e um tsunami. O reator número 3 da central de Tomari, da Hokkaido Electric Power, construída na ilha de Hokkaido (norte do Japão), foi colocado em funcionamento em um momento em que o país tenta equilibrar as preocupações com a segurança de suas usinas atômicas e o risco de escassez energética. A confiança da população nas usinas nucleares está abalada desde que um tsunami causou vazamentos radiativos na usina de Fukushima. O governo

agora estuda a possibilidade de que todos os 54 reatores sejam desativados até maio de 2012. O aval de autoridades para a reativação do reator de 912 megawatts não melhora o fornecimento de energia da usina, já que ele operava com "status de teste" desde quatro dias antes do desastre de Fukushima.

Tampouco o fato significa que reatores hoje desativados poderão ser religados. Antes que isso ocorra, os reatores desligados – 39 dos 54 – precisam passar por "testes de estresse" para garantir sua segurança. O reator de Tomari ainda levará alguns meses para entrar em operação, já que precisará ser desligado novamente em maio de 2012 para a sua próxima etapa de manutenção. Antes do acidente de Fukushima – o pior no mundo em 25 anos –, a energia nuclear respondia por 30% do consumo no Japão. Pesquisas mostram que 70% dos eleitores apoiam as propostas do premiê Naoto Kan para abandonar o uso da energia atômica no país. (Agências)


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Eu lamento que recursos foram gastos (no caso dos grampos ilegais). Paul Stephenson, ex-chefe da Scotland Yard. nternacional

Cuba para americano ver Intolerância à corrupção cresce na Índia

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Turistas andam em conversível de 1955 em Havana. Para os turistas norte-americanos, passeios culturais são permitidos, mas praias, não.

Polícia londrina inocentada em caso de grampo

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ma comissão independente da polícia britânica inocentou ontem quatro oficiais suspeitos de favorecer o News of the World na investigação das escutas ilegais praticadas pelo tabloide. Entre os inocentados está o ex-chefe da Scotland Yard (Polícia Metropolitana de Londres) Paul Stephenson, que

renunciou em julho para manter sua "dignidade". A comissão não encontrou provas de que ele teria influenciado a polícia para evitar mais investigações sobre as denúncias de grampos ao longo dos anos. "Em relação à suposta participação (dos oficiais) na investigação dos grampos ilegais, a conduta de nenhum deles foi errada", disse a comissão, em comunicado. Diante da conclusão, Stephenson (à dir.) declarou que este resultado era "esperado" e lamenta o custo gerado aos cofres públicos.

A investigação eximiu outros ex-altos comandantes da corporação, o ex-subcomissáriochefe John Yates, Andy Hayman e Peter Clarke, de terem incorrido em más práticas durante a investigação dos grampos telefônicos do dominical para obter exclusivas. A comissão deixou claro, contudo, que a polícia ainda enfrenta investigação sobre as suspeitas de aceitar suborno dos jornalistas do tabloide, em troca de informação. Esta investigação está nas mãos do inquérito Leveson, aberto pelo primeiroministro britânico. (Agências)

AFP - 12/12/08

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primeiro grupo de norte-americanos a fazer turismo em Cuba sob as novas, e mais liberais, regras dos Estados Unidos para viagens ao país foi recebido com abraços, apertos de mão e boas-vindas do governo cubano, segundo um agente de viagens. Os 30 viajantes são pioneiros da nova era de intercâmbio, aprovada em janeiro pelo governo Obama para "ampliar o livre fluxo de informação", contrariando as objeções dos que eram favoráveis à manutenção da política linha-dura contra o regime comunista da ilha. Os turistas foram a orfanatos, instalações médicas, museus, apresentações musicais e fazendas de tabaco. Eles andaram pelas ruas da Velha Havana, na primeira prova do fruto proibido que Cuba tem sido há cinco décadas para os EUA, desde a imposição de um embargo comercial contra a ilha. As reações foram bastante variadas, segundo Tom Popper, da Insight Cuba, a agência de viagens que levou o grupo. "Algumas pessoas estão impressionadas pelo que veem e surpresas com o povo e a cultura", disse. "E algumas se sentem horríveis por ver que conseguir café é uma luta, e encontrar coisas para comer é difícil, e que há duas economias, e um médico precisa trabalhar como taxista para complementar a renda." Entre outros aspectos, a nova lei permite que os norte-americanos viajem a Cuba para realizar "viagens com determinados propósitos", o que significa que tem de ser educacional e de interação com os cubanos. "Sem praias", explicou. (Reuters)

Desmond Boylan/Reuters

Primeiro grupo de turistas chega à ilha comunista após alívio de embargo

ezenas de milhares de pessoas realizaram grandes manifestações em várias cidade da Índia, ontem, em apoio à greve de fome do ativista anticorrupção Anna Hazare. Em Nova Délhi, organizadores estimaram entre 60 mil e 70 mil o número de pessoas que marcharam ontem. A assembleia legislativa do Estado de Orissa fechou em protesto à prisão do ativista e advogados vestiram faixas pretas nos braços contra o "assalto à democracia". Uma multidão se reuniu em frente ao centro de detenção de Tihar, na capital, onde está detido Hazare, desde a última terçafeira. Estima-se que, só em Nova Délhi, pelo menos 2.600 manifestantes tenham sido presos nos últimos dias. Munidos de bandeiras e faixas, os manifestantes também ocuparam a região do Portão da Índia, monumento que fica próximo ao Parlamento, e gritaram palavras de apoio ao ativista. À noite, a multidão acendeu velas e continuou em vigília pela libertação de Hazare. As manifestações se espalharam pelas cidades de Mumbai, Bangalore, Chennai e na região de Assam (nordeste). "Abaixo a corrupção" e "Hazare, estamos com você" eram os gritos das multidões. Ícone na luta contra a corrupção na Índia, Hazare usa táticas da não-violência parecidas com as do herói nacional Mahatma Gandhi. (Agências)


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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

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FRENTE FRIA A partir de hoje (e gradualmente) uma frente fria começa a chegar do litoral, melhorando as condições do ar, ainda muito seco. No fim de semana deve chover.

idades

Masao Goto Filho/e-SIM - 09/12/2009

Ar seco não impede paulistano de malhar A

Apesar dos alertas, muitos foram fazer exercícios no Parque do Ibirapuera ou nas academias da cidade Fotos de L.C.Leite/Luz

Ônibus é o principal meio de transporte nas grandes cidades do País

Maioria da população se locomove de ônibus e a pé

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ônibus é o principal meio de transporte público usado pelo brasileiro, aponta pesquisa divulgada ontem pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). De acordo com o levantamento, 34% dos entrevistados afirmaram que esse é o principal meio de locomoção. Já para 24% da população, a caminhada é a forma mais usada de deslocamento. Em seguida, como principal meio de locomoção na cidade, está o automóvel, utilizado por 16% dos entrevistados. Apenas 8% escolheram a bicicleta. Segundo a entidade, o transporte coletivo é utilizado por 61% da população. Porém, apenas 42% o utilizam como seu principal meio de deslocamento. Nas grandes cidades, 58% dos brasileiros utilizam esse meio para sua locomoção. Nos municípios menores, esse índice cai para 19%.

De acordo com o levantamento, o nível de renda familiar é decisivo na escolha do meio de locomoção. Entre as pessoas que ganham mais de 10 salários mínimos, 63% optaram pelo automóvel como principal meio de deslocamento e 22% usam o transporte coletivo. A pesquisa aponta que mais de 50% da população tem medo de sofrer acidente ou ser assaltado utilizando o seu principal meio de locomoção. Os que mais se preocupam com assaltos ou acidentes são os usuários de motocicleta. Os que menos temem são os que se locomovem a pé. O estudo mostra ainda que 24% da população gasta mais de uma hora para se locomover da residência ao trabalho ou escola. Nas cidades com mais de 100 mil habitantes, este percentual sobe para 32%. Para 43% da população, o gasto com deslocamento é de até meia hora por dia. (Folhapress)

Arrastão: famílias Rodoanel: querem meninas começam as obras no abrigo do trecho leste

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amiliares de três garotas das sete crianças e adolescentes acusadas de fazer arrastões na Vila Mariana, na zona sul, encontrados ontem pela reportagem querem que elas fiquem no abrigo para o qual foram levadas na semana passada até fazerem 18 anos – ou até que estejam maduras e "criem juízo para sair dessa vida de crime". O nome da instituição é mantido em sigilo pela Prefeitura. Na Vila Mariana, comerciantes e funcionários afirmam que a tranquilidade voltou. "Estamos trabalhando mais sossegadas, mas temo que elas retornem", disse Sheila Félix, caixa de loja na Av. Domingos de Morais. Valdênia Gomes, vendedora de uma outra loja, confirma. "Não apareceu mais nenhuma (criança) por aqui. É um alívio." (AE)

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governo de São Paulo anunciou ontem o início das obras do trecho leste do Rodoanel, com promessa de acesso rápido ao porto de Santos e aeroporto de Cumbica. O prazo previsto da obra, realizada por meio de concessão, é março de 2014. O novo trecho fará a ligação do trecho sul com o sistema Anchieta-Imigrantes, Ayrton Senna e Dutra. Se fosse inaugurado hoje, o pedágio simulado no trecho leste seria de R$ 1,80, segundo o governo, que calcula um investimento de R$ 5,2 bilhões na obra. Apesar das obras começarem antes do prazo anunciado anteriormente, apenas o primeiro lote tem licença ambiental. A estimativa é que o trecho leste receba um tráfego de cerca de 24 mil veículos por dia, a maior parte veículos pesados. (Folhapress)

pesar dos alertas sobre os riscos de se praticar exercícios das 10h às 16h em razão da baixa umidade do ar, ontem, muita gente estava malhando na hora do almoço. Essas pessoas não estavam preocupadas com a possibilidade de terem desidratação ou dificuldades respiratórias, duas das principais consequências apontadas pelas advertências. As condições estavam desfavoráveis já nas primeiras horas da manhã. O dia amanheceu com ar seco em São Paulo e a temperatura foi subindo até bater nos 30 graus à tarde. A queda da umidade relativa imitou esse declínio. Estava na média de 27%, de acordo com as informações do Centro de Gerenciamento de Emergências, índice que já era preocupante por estar abaixo dos 30%, quando se acende a luz vermelha, e foi caindo até ficar em 17% por volta das 12h30. E assim permaneceu até o sol se por, provocando a decretação do estado de alerta na cidade (leia box). Abaixo dos 13% é o estado de emergência. Mas há boas notícias. Hoje, uma frente, embora fraca, passa pelo mar ao largo do litoral paulista e muda a direção dos ventos, favorecendo a entrada da chamada circulação marítima. Desse modo, deve haver um aumento gradual da umidade relativa do ar, sem ter, porém, a força para produzir chuva. Sem saber dessas previsões, corredores e ginastas desafiavam as más condições atmosféricas no Parque do Ibirapuera. Aliás, o movimento era surpreendente, considerando as restrições anunciadas, fosse nas pistas de corridas ou nos aparelhos de ginástica. Em todo caso, a imprudência não era absoluta. Cautela – Gerson Puccini, 45 anos, era um exemplo. Ele é personal trainer da estilista Carolina Couto, 31 anos. Sabedor das consequências, faz adaptações e cria recursos para prevenir problemas. "Este horário (11h30) não é adequado. Mas é o momento que a Carolina pode. Então, exploro as oportunidades que o parque me oferece. Ela pratica corrida na sombra, faz exercícios nas áreas mais arborizadas e não dispensa o uso de protetor, boné e a ingestão de água de 15 em 15 minutos". Convém lembrar que a irmã de Carolina, sempre presente, faltou ontem, vencida pelos desconfortos clássicos da baixa umidade. O professor Willian Soares da

Tanto pela manhã como à tarde, muitos paulistanos foram ontem ao Parque do Ibirapuera praticar exercícios

São Paulo e Rio em alerta

O

Equipamento que lança vapor amenizou um pouco os efeitos do ar seco

Cunha, 32 anos, também estava pegando leve. Duas vezes por semana ele vai ao parque correr 16 quilômetros. "Correr nesse horário é bem difícil. Tenho que ir com calma para terminar todo o circuito", disse. Academias – Os esportistas desafiadores também estavam nas academias durante a hora do almoço. Mas, neste caso, as condições eram bem melhores do que ao ar livre, pois as academias podem contar com a tecnologia, como ocorria na Needs, na avenida Açocê, em Moema. Mário Pozzi, 40 anos, que é educador físico, contou que a academia instalou em algumas salas um equipamento que filtra o ar, similar ao utilizado em centros cirúrgicos, e melhora sua qualidade em até 30%. "Esse sistema elimina a poluição a que uma pessoa está exposta ao ar livre, ou seja, respirando essa poluição multiplicada, pois a atividade do pulmão aumenta até 300 vezes seu efeito, trazendo grande quantidade de ar sujo pra dentro do organismo", disse.

Se a baixa umidade do ar não assusta essa gente, por outro lado continua produzindo baixas conforme atesta o aumento das filas dos prontos-socorros. Ontem, o Hospital Sabará, em H i g i e n ó p o l i s, e r a u m b o m exemplo. De acordo com a pediatra e alergista Fátima Rodrigues Fernandes, 51 anos, a demanda de crianças com deficiência respiratória, olhos vermelhos e coceira no nariz aumenta em 40% nos dias como o de ontem. "Esse clima desencadeia e agrava doenças respiratórias. As partículas virais ou bacterianas ficam mais disponíveis no ar e são inaladas facilmente, causando rinite, bronquiolite, asma e outras doenças", informou. Para evitar ou aliviar os efeitos dessas doenças, a pediatra sugeriu medidas preventivas bastante simples, como manter a casa limpa e arejada. Além disso, é importante reduzir os exercícios nos horários indicados, ingerir muito líquido e hidratar as narinas com soro fisiológico. (M.M.)

índice de umidade relativa do ar chegou ontem a 17% e, com isso, a Capital entrou novamente em estado de alerta. Os dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Brasília, indicaram que a situação também era de alerta em outras localidades de São Paulo e da Bahia, Tocantins, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Apesar de na maior parte da cidade a umidade ter ficado acima dos 20%, três regiões do Rio de Janeiro registraram índices bastante baixos, em nível de aler ta: Vila Militar (17%), Jacarepaguá (17%) e Santa Cruz (18%). No caso de São Paulo, o problema é agravado tanto por questões geográficas quanto pela poluição. No Hospital da Criança, no Jabaquara (zona sul), o atendimento nesta semana está 80% maior que em julho. Vários casos são de pneumonia. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) multou ontem, em todo o Estado, mais de 1,4 mil veículos movidos a diesel por emissão excessiva de fumaça preta. (Agências)

Reproduções/Kallipolis Arquitetura

O primeiro projeto do comércio para a região da Luz tem cerca de três anos e deverá ser retomado por estudantes da FAU. A ideia dos comerciantes é propor uma alternativa aos planos da Prefeitura para a Nova Luz.

Comércio prepara projeto alternativo para a Cracolândia Ivan Ventura

O

s comerciantes que trabalham na região da rua Santa Ifigênia, no Centro, vão apresentar à Prefeitura um projeto alternativo ao da Nova Luz, divulgado no último dia 11. O objetivo é

recuperar uma área de aproximadamente 500 mil m², conhecida como Cracolândia. A proposta do comércio surgiu logo após a apresentação do projeto consolidado para a região da Luz. Uma parte expressiva dos lojistas da região não concorda com a proposta defendida pela Prefeitura. Mais: eles questionam na Justiça a Lei de Concessão Urbanística, que, em linhas gerais, prevê a transferên-

cia de uma área inteira da cidade para a iniciativa privada - mediante um compromisso de reurbanização. O presidente da Associação de Comerciantes da Santa Ifigênia, Paulo Garcia, disse ontem que o projeto do comércio se inspira numa antiga proposta de urbanização para o bairro, feito há três anos, também a pedido dos lojistas. Os responsáveis pelo projeto dos comerciantes

são dois estudantes da pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), Simone Gatti e Vitor Nisida. Inspirados nos antigos croquis, eles responderão pela atualização do projeto apresentado há três anos, inclusive no que se refere à legislação. Essa proposta não tem data para ficar pronta. "Eles vão utilizar como base o nosso projeto e, a partir dele, construirão um novo, atualiza-

do", disse Garcia. Por enquanto, não se sabe ao certo de onde virá o dinheiro para a execução dessa proposta. Garcia disse que ele será financiado pelas associações de lojistas e moradores da região. "Já nos unimos em outras oportunidades e vamos fazer isso de novo", disse. Drogas - Os comerciantes da Santa Ifigênia discutem também uma proposta de ajuda aos usuários de dro-

gas que frequentam a região. A ideia é incentivar o projeto desenvolvido pela ONG Valentes de Davi, que funciona da seguinte maneira: ex-moradores da Cracolândia em tratamento recolhem o lixo reciclável da região. O material é separado e vendido posteriormente. O dinheiro arrecadado garante o sustento da entidade. "Em dez anos, eles tiraram mais gente das ruas do que a Prefeitura", disse Garcia.


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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Navesh Chitrakar/Reuters

T ECNOLOGIA

Logo Logo www.dcomercio.com.br

Google vai mapear floresta amazônica O Google iniciou ontem a primeira fase de um projeto que prevê mapear, por meio do Google Street View, as comunidades ribeirinhas da Floresta Amazônica. O projeto, chamado Street View na Amazônia será realizado em parceria com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS), uma ONG que promove educação, apoio social, econômico e ambiental para as comunidades locais. A proposta é compartilhar com todo o mundo, por meio da funcionalidade, as paisagens da floresta e detalhes da cultura das comunidades locais. Na primeira fase, imagens do rio Negro serão capturadas com a ajuda de barcos equipados com câmeras. O mapeamento da região será feito pelos próprios moradores, que serão capacitados por funcionários do Google e por membros da FAS. E M

Um pássaro recebe um prato com restos de frutas e grãos de um morador de Katmandu, no Nepal.

C A R T A Z

P RIVACIDADE

Sul-coreanos contra a Apple

U

m processo coletivo que reúne mais de 25 mil usuários de iPhone da Coreia do Sul foi aberto ontem contra a gigante empresa norte-americana Apple. O processo acusa a gigante de tecnologia norte-americana de violação de privacidade no dispositivo de localização do aparelho. Segundo o escritório

de advocacia Miraelaw, responsável pela ação coletiva, já há um caso de processo semelhante no país. O advogado Kim Hyung-Suk obteve uma indenização de milhão de wons (US$ 933) de indenização em junho após a decisão de um tribunal de Changwon (sudeste). A indenização de Kim foi a primeira paga pela Apple na Coreia do Sul,

Kim, representando a Miraelaw, passou a preparar a ação coletiva contra a Apple logo depois de obter ganho de causa na justiça sul-coreana. Ontem, com 26.691 demandantes que exigem indenizações de um milhão de wons cada, ele apresentou a demanda à justiça. A Apple tem mais de três milhões de usuários do iPhone no país. Na ação, a Ap-

ple é acusada de causar dano emocional aos usuários do iPhone ao localizar e rastrear os usuários por meio de um software no aparelho. Em maio, a Apple atualizou o software para iPhone para corrigir os problemas que resultaram no armazenamento de dados sobre a localização dos usuários durante mais de um ano. (Agências)

A RTE

FOTOS

John MacDougall/AFP

Cem vezes Nefertiti O museu Neues, de Berlin, apresentou ontem uma edição limitada de cem réplicas do busto de Nefertiti, produzidas a partir de um scanner em três dimensões. As réplicas têm exatamente as mesmas medidas do busto original, graças à precisão milimétrica do scanner. Cada peça será vendida por 2.900 euros, na versão colorida de acordo com o original, ou por 1.290 euros, na versão branca. O busto original de Nefertiti, descoberto pelo arqueólogo alemão Ludwig Borchardt em 1912, data de 3.400 anos atrás e é a peça mais visitada dos museus de Berlin.

'USAnatomy' apresenta 87 obras do fotógrafo Steven Klein. (MuBE). Av. Europa, 218, tel.: 2594-2601. Grátis.

C ELEBRIDADES

O xixi fora de hora de Depardieu O ator francês Gérard Depardieu deixou os 126 passageiros de um voo da City Jet que partia de Paris com destino a Dublin na noite de terça-feira. Segundo relato de uma passageira do voo à emissora francesa Europe 1, o ator estaria embriagado e quis ir ao banheiro no momento da decolagem, mas foi impedido por uma aeromoça, por motivos de segurança. Depardieu, então, abriu o zíper da calça e fez xixi no carpete do avião. "Quero urinar", insistia o ator de 62 anos antes de tomar sua surpreendente decisão no voo, com 127 passageiros a bordo. A aeromoça havia dito ao francês que esperasse 25 minutos após a decolagem. "Não posso esperar", disse Depardieu. A situação gerou atraso de duas horas no voo, já que o avião teve de retornar ao aeroporto para que o carpete fosse limpo. (Efe)

G @DGET DU JOUR

Teclado virtual com som Teclados virtuais que funcionam em qualquer superfície lisa, são fáceis de carregar e não exigem força na hora de digitar atraem a atenção de muita gente. Mas poucos são os usuários que já se aventuraram a usar um deles. Se você é daqueles que já aprovou a invenção ou se pretende experimentar, o Cube Laser Virtual Keyboard é um dos mais completos. Tem um software de reconhecimento de gestos e instruções sonoras. Além disso, a projeção a lesar foi aprimorada e permite melhor qualidade da imagem das teclas em relação a modelos mais antigos. E é compatível com uma grande variedade de modelos de smartphones, tablets e até laptops. Custa cerca de US$ 170.

I NFOGRÁFICO

Se as redes sociais fossem super-heróis

http://cnet.co/rmwiaA

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Bom para cachorro

Concurso 1167 da LOTOMANIA 02

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Todo mundo sabe que exercícios físicos são importantes para a saúde. Mas isso não é verdade apenas para os humanos. Sedentários e cada vez mais vivendo como seus donos, os cães também precisam de exercício. Mas, se a caminhada diária é um problema ou ainda se seu pet está em reabilitação e exige trabalho intensivo, esta esteira para cães pode ajudar. Custa "só" US$ 4 mil. http://bit.ly/rjrdw6

Concurso 1311 da MEGA-SENA 07

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Dados dos satélites apontam que o desmatamento supera os índices do ano passado, alerta o Inpe

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Concurso 2673 da QUINA

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Em fase artilheira, Rivaldo volta ao time titular do São Paulo nesta quinta-feira contra o Atlético-PR

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A agência britânica Freestyle Interactive criou um interessante infográfico associando as características das redes sociais àquelas dos super-heróis mais famosos dos quadrinhos. De acordo com a pesquisa e a interpretação dos designers da agência, o Facebook, de longe a rede mais poderosa, seria o Incrível Hulk, porque é "grande, feio, poderosa o não muito amigável". O Twitter seria o Homem-Aranha: "rápido, ágil e capaz de formar amplas teias de conexões na rede". O Google+ seria o Surfista Prateado, porque é "misterioso, promissor mas completamente desconhecido". Para ver o infográfico completo, que inclui outras redes, visite a página abaixo. http://bit.ly/ojdILC


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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

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17 ENERGIA Petrobras e MPX venceram o leilão A-3, para oferta daqui a três anos.

conomia

MERCADO BofA Merill Lynch diz ter ofertas de ações de bilhões de dólares no Brasil

fotos: Divulgação / Polícia Federal/ AE

Alquimia para fazer os tributos sumirem Operação conjunta da Polícia Federal e da Receita descobre fraude de R$ 1 bilhão em empresas de produtos químicos que atuam em 17 estados. Foram presas 23 pessoas e confiscada uma ilha na Bahia. Na ilha, com mansões, piscinas e auditório, os agentes apreenderam barras de ouro e prata, barcos e armas.

A sede do paraíso fiscal é aqui

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ara cometer as fraudes apuradas pela Polícia e Receita Federais, a quadrilha usou vários laranjas para montar dezenas de empresas, a maioria com os mesmos nomes nos contratos sociais. Essas empresas laranjas

desencadeada pela manhã em 17 Estados – Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Alagoas, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Piauí, Pernamb u c o , R i o d e J a n e i ro , R i o Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe – e no Distrito Federal, com 650 agentes da PF, além de auditores da Receita. As equipes tinham 31 man-

dados de prisão, 129 de busca e apreensão, 63 de condução coercitiva (levar alguém para depor, mesmo contra a vontade) e ordens judiciais para sequestro de bens de 62 pessoas e 195 empresas. Todos os mandados foram expedidos pelo juiz Bruno Savino, da 3ª Vara Federal de Juiz de Fora (MG), onde a investigação começou. O delegado Marcelo Freitas,

Atividade econômica caiu, diz BC. IBC-Br, considerado uma prévia do desempenho do PIB, caiu 0,26% em junho.

O

Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), teve queda de 0,26% em junho ante maio, de acordo com dados dessazonalizados divulgados ontem pelo Banco Central (BC). É o primeiro recuo mensal na série dessazonalizada desde dezembro de 2008, no auge da crise financeira internacional. Na ocasião, o IBC-Br teve queda de 4,49% ante o mês anterior. Já na comparação com junho de 2010, o indicador registrou alta de 3,07% na série dessazonalizada e de 2,93% na série original. Com o resultado de junho, o indicador do BC encerrou o segundo trimestre com alta de 0,69% ante os três meses imediatamente anteriores, mostrando desaceleração na comparação com o resultado do primeiro trimestre na margem (quando o índice mostrou alta de 1,14% ante os três meses imediatamente anteriores). Os números também mostram que houve uma desaceleração significativa do ritmo da atividade econômica em outra comparação. A taxa de e x p a n s ã o n a m a rg e m , d e 0,69% na série dessazonalizada, mostrou um ritmo de crescimento anualizado de 2,79%, bem abaixo da taxa anualizada de 4,6% verificad a n o p r i m e i ro t r i m e s t re (também na margem). Em relação ao segundo tri-

mestre do ano passado, o IBCBr teve alta de 3,52% na série dessazonalizada e de 3,21% na série original. No primeiro semestre, a alta do IBC-Br foi de 3,74% em comparação com o primeiro semestre de 2010 na série dessazonalizada e de 3,78% na série original. Em relação ao segundo semestre do ano passado, a expansão do IBC-Br foi de 1,94%, o que aponta para

0,69 por cento é o índice de alta da atividade econômica do BC no segundo trimestre, em relação ao primeiro. um crescimento anualizado de 3,92%. Nos últimos 12 meses encerrados em junho, a alta do indicador do BC, que busca antecipar o resultado do PIB, foi de 4,89%. Clima econômico – O Índice de Clima Econômico (ICE) do Brasil em julho ficou em 5,8 pontos, abaixo da média histórica dos dez últimos anos (6 pontos). Em abril, o índice marcou 5,9 pontos. O índice, que vai até nove

pontos, é apurado a partir da Sondagem Econômica da América Latina, levantamento trimestral elaborado pelo Institute for Economic Research at the University of Munich, ou Instituto alemão IFO, e Fundação Getúlio Vargas (FGV), foi divulgado ontem. A queda se deve à piora no Índice da Situação Atual (ISA) pois houve um pequeno aumento no Índice de Expectativas (IE). Entre abril e julho, aponta o levantamento, houve redução nos indicadores que medem a percepção sobre investimentos e consumo. Na América Latina, o ICE ficou estável em 5,6 pontos. Já o mundial caiu de 6 pontos para 5,4 pontos, mas o índice ainda está acima da média histórica desde julho de 2002. Nos 11 países pesquisados para o cálculo do indicador, cinco registraram aumento no índice de clima econômico, de abril para julho. É o caso de Bolívia, Colômbia, Equador, Uruguai e Venezuela. Seis países apresentaram queda no período – Argentina, Brasil, México, Chile, Paraguai e Peru. O indicador passou a refletir a situação desfavorável em Portugal, Grécia, Espanha, Itália e Reino Unido. A pesquisa foi realizada antes das turbulências que atingiram a economia mundial, com o rebaixamento da classificação de risco dos Estados Unidos. Foram ouvidos 145 especialistas. (Agências)

que coordenou a ação pela PF, não quis revelar nomes, mas foi apurado que os principais alvos da operação são as empresa Sasil, com sede em Salvador (BA), e a Varient, que tem sede em São Paulo e foi comprada pelo grupo baiano em 2010, da Odebrecht, por US$ 80 milhões. Entre as irregularidades, uma empresa que tinha como "sócios" um pedreiro e

compravam produtos que, na verdade, eram de interesse das empresas do grupo que opera no mercado. Como a dupla tributação é vedada pela Constituição, elas assumiam os tributos e as empresas reais estavam livres. Quando eram autuadas, as companhias fechavam as portas e transferiam o patrimônio para outras do grupo. Além disso, companhias com sede no exterior participavam do

esquema – a maioria nas Ilhas Virgens Britânicas. O presidente da Sasil Industrial e Comercial de Petroquímicos, Paulo Sérgio Costa Pinto Cavalcanti, não foi localizado. A empresa, fundada em 1973, tem filiais em 12 Estados e foi distribuidora oficial de produtos da Braskem. Ele seria o proprietário da ilha de 20 mil metros quadrados avaliada em R$ 15 milhões, confiscada ontem. (AE)

um motorista movimentou R$ 32 milhões entre 1996 e 2009 e outra vendeu uma frota de carretas por R$ 1. Produtos químicos – O delegado confirmou que há envolvimento de factorings e outros tipos de negócios na fraude, mas a maior parte das empresas atua "na produção, armazenagem, compra, venda, importação e exportação

de produtos químicos". Marcelo Freitas informou também que, entre as 300 empresas usadas pela quadrilha, 50 delas movimentaram mais de R$ 500 milhões apenas entre 2005 e 2009. Entre as empresas investigadas, apenas 11, que já obtiveram crédito tributário constituído pela Receita Federal, foram autuadas em R$ 120 milhões. (AE)

Resultado pode segurar inflação Os números mostrariam o impacto de aperto monetário sobre os preços

O

governo avaliou que o recuo da atividade econômica em junho apurado pelo indicador de atividade do Banco Central (BC) sugere uma melhora no balanço de riscos para a inflação. Além disso, o resultado indicaria chances crescentes de o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) convergir para o centro da meta, fixada pelo governo federal em 4,5%, em 2012. Segundo uma fonte da equipe econômica, o dado deu suporte ao argumento já defendido pelo BC de que o aperto monetário implementado a partir de janeiro repercutirá de forma mais clara na inflação e na atividade no segundo semestre do ano. O IBC-Br registrou queda de 0,26% em junho frente a maio, no primeiro recuo em 30 meses, desde o auge da crise financeira internacional. Dados da produção industrial, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já haviam apontado um desaquecimento da economia no mês, com um recuo da produção de 1,6%. A divulgação do IBC-Br reforçou apostas entre economistas de que o BC manterá a taxa básica de juros, a Selic, estável em 12,5 % ao ano neste mês, em meio a um cenário externo deteriorado. A inflação acumulada em 12 meses está acima do teto da meta de 6,5%, mas o BC já afirmou que os preços recuarão a partir de setembro e chegarão à meta central de 4,5% no ano que vem. O economista do Goldman Sachs Paulo Leme aposta que a desaceleração econômica

mostrada pelo indicador deve levar o BC não mexer na taxa básica de juros. "A implicação para a política monetária é direta: o ritmo menor da atividade e os riscos de baixa no crescimento devidos aos choques globais aumentam a perspectiva de que na reunião de agosto o Copom não elevará a taxa de juros", in-

formou, por meio de comunicado. "A avaliação é de que a economia provavelmente desacelerou muito mais do que nós esperávamos no segundo trimestre de 2011, indicando que as condições iniciais para a atividade estão piores, mesmo antes de considerarmos o risco dos choques contracionistas vindos do exterior." (Agências)

&

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DC

U

ma investigação iniciada ainda na década de 1990 resultou na descoberta de uma das maiores fraudes fiscais já constatadas no Brasil. O esquema tinha a participação de 300 empresas instaladas no País e no exterior e é responsável por um rombo nos cofres públicos estimado em pelo menos R$ 1 bilhão apenas em impostos federais, valor que deve subir com cálculo da sonegação de tributos estaduais. Ontem, operação conjunta da Polícia e Receita Federais resultou na prisão de 23 pessoas e no confisco de bens que incluem uma ilha de 20 mil metros quadrados em Salvador (BA), avaliada em R$ 15 milhões, além de lanchas, helicópteros, carros de luxo, caminhões, imóveis residenciais e parques industriais completos, com prédios e máquinas, e 2,5 quilos em barras de ouro. Os envolvidos são acusados de sonegação fiscal, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, entre outros crimes que ainda estão em apuração. A Operação Alquimia foi

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18 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

COMÉRCIO

quinta-feira, 18 de agosto de 2011


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

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“Se escolher navegar os mares do sistema bancário, construa seu banco como construiria seu barco: sólido para enfrentar, com segurança, qualquer tempestade.” Jacob Safra Retorno anualizado sobre PL médio

Basiléia

Indicadores Longo Prazo (br AAA)

Longo Prazo (AA+(bra))

Longo Prazo (Aaa.br)

Balanço Patrimonial Consolidado

Demonstração do Resultado do Semestre findo em 30 de Junho

Valores em Reais Mil

Valores em Reais Mil 30-Jun-11

30-Jun-10

Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo

81.222.229

70.012.249

Disponibilidades e aplicações interfinanceiras de liquidez

23.994.211

21.550.945

9.830.041

14.686.533

Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos Relações interfinanceiras e interdependências

2011

2010

4.572.490

3.503.980

(2.920.774)

(2.205.298)

Resultado bruto da intermediação financeira antes dos créditos de liquidação duvidosa

1.651.716

1.298.682

Resultado de créditos de liquidação duvidosa

(169.400)

(106.149)

(216.758)

(143.507)

47.358

37.358

Resultado bruto da intermediação financeira

1.482.316

1.192.533

Outras receitas e despesas operacionais

(566.469)

(441.048)

Receitas de intermediação financeira

Despesas da intermediação financeira

2.464.662

1.122.493

41.688.266

29.584.140

3.152.062

3.028.349

Carteira de Câmbio

1.988.029

2.162.798

Diversos

1.164.033

865.551

92.987

39.789

Despesas de provisão para créditos de liquidação duvidosa

Permanente

633.667

781.807

Receita de recuperação de créditos baixados como prejuízo

Investimentos

391.015

474.756

Imobilizado de uso

221.489

284.011

21.163

23.040

81.855.896

70.794.056

Operações de crédito Outros créditos

Outros valores e bens

Intangível TOTAL DO ATIVO

Receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias

379.955

302.293

Despesas de pessoal e administrativas

(780.769)

(667.567)

(122.296)

(94.490)

(288)

451

45.148

38.117

(88.219)

(19.852)

915.847

751.485

2.545

3.449

918.392

754.934

(333.459)

(242.695)

584.933

512.239

Passivo circulante e exigível a longo prazo

75.929.265

65.676.934

Despesas tributárias

Depósitos e captações no mercado aberto

41.943.106

40.347.450

Resultado de participações em coligadas e controladas

Recursos de aceites e emissão de títulos

6.599.055

2.191.630

470.386

462.149

11.843.292

8.408.486

3.069.419

5.754.893

Outras obrigações

11.967.017

8.485.894

Carteira de câmbio

2.050.087

2.173.343

Fiscais e previdenciárias

2.389.168

1.989.988

Provisões técnicas - operações de seguro e previdência

2.193.373

1.601.198

Dívida subordinada

1.863.619

775.929

Diversos

3.470.770

1.945.436

36.990

26.432

5.926.631

5.117.122

81.855.896

70.794.056

Relações interfinanceiras e interdependências Obrigações por empréstimos e repasses Instrumentos financeiros derivativos

Resultado de exercícios futuros PATRIMÔNIO LÍQUIDO TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Resultado com operações de seguros e previdência Outras receitas e despesas operacionais

Resultado operacional

Resultado não operacional

RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL LUCRO LÍQUIDO

Valores em Reais milhões

Resultado Operacional

Lucro Líquido 14,3%

Patrimônio Líquido

585

697 585

577

24.143

3.726 1º sem/07 1º sem/08 1º sem/09 1º sem/10 1º sem/11

Recursos de Terceiros

Total de Ativos

jun/09

jun/10

jun/11

67.429

jun/11

jun/08

jun/09

jun/10

jun/11

Índice de Basiléia

16,7%

45,8%

70.794

jun/07

58.194 61.479

José Manuel da Costa Gomes - Contador CRC nº 1SP219892/O-0

jun/08

jun/09

jun/11

13,9%

43,7%

42,9%

jun/10

14,7%

44,6% 41,1%

jun/10

jun/07

81.856

58.503 57.027 jun/09

jun/08

15,7%

95.641 74.411

jun/07

Relação Despesa/Receita

28,5%

jun/08

25.876

4.010

1º sem/07 1º sem/08 1º sem/09 1º sem/10 1º sem/11

jun/07

30.357

29.263

4.579

425

54.111

42.470

5.117

751

453

39,9%

5.927

916

512 445

Operações de Crédito 15,8%

22,0%

1º sem/07 1º sem/08 1º sem/09 1º sem/10 1º sem/11

12,4% 12,0%

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e Variação tributária é 17,22% maior no primeiro semestre

Neste ano, os R$ 900 bilhões do Impostômetro chegam 34 dias antes do ocorrido em 2010.

conomia

Estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) projeta que a arrecadação de 2011 pode chegar a R$ 1,5 trilhão. Hoje, o Impostômetro alcança os R$ 900 bilhões em impostos que entraram nos cofres públicos desde o primeiro dia de janeiro.

O

Índice de Variação d a A r re c a d a ç ã o Tributária (Ivat) registrou elevação de 17,22% ao longo do primeiro semestre deste ano, na comparação com igual período do ano passado. O índice, que é divulgado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), mede a evolução dos valores recolhidos per i od i c a m en t e aos cofres públicos. João Eloi Olenike, presidente do IBPT, projeta ma nut enç ão dessa alta para o ano, o que faria a arrecadação de 2011 chegar a R$ 1,5 trilhão. O ano passado foi encerrado com R$ 1,29 trilhão nos cof r e s d o s g overnos. Olenike aponta que, se a inflação oficial prevista para este ano – de 6% – for descontada da arrecadação tributária esperada, chega-se a um crescimento real de 9% no total da receita. Em outras palavras, a mordida do Leão será bem maior do que o dragão da inflação. O IBPT tem chamado

essa disparidade de "inflação tributária". Tudo caminha para esse desfecho. Hoje, o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) – painel eletrônico que simula a arrecadação tributária diária das três esferas públicas – alcança os R$ 900 bilhões. Neste ano, o montante chega 34 dias antes do visto em 2010. Mais uma mostra de que o volume de dinheiro que entra nos cofres públicos s ó t e m a umentado. D e a c o rd o com as estimativas do presidente do IBPT, o ritmo crescente da arrecadação de 2011 pode ser explicado pelo crescimento natural da economia, da maior eficiência dos fiscos e também da entrada de R$ 50 bilhões provindos do Refis da crise (programa federal de parcelamento de débitos tributários). "O que se espera é que esse arrocho fiscal possa se transformar em investimentos públicos que melhorem a qualidade de vida da população", afirma Olenike. Ao longo dos seis meses deste ano, a maior variação do

Ivat se deu no mês de junho, com alta de 23,76% em comparação a igual mês do ano passado. Já a elevação do mês de maio foi a menor registrada,

com o avanço de 13,02%. O IBPT calcula o Ivat desde 2001. Nos últimos dez anos, o índice registrou expansão de 264,49%, com alta média

anual de 13,89%. Neste período, que corresponde a 120 meses, apenas em cinco meses a variação da arrecadação tributária foi negativa. Ao longo

do período, o aumento nominal do PIB foi de 212,32% e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou crescimento de 89,81%.

Adesão ao relógio de ponto é baixa Prazo para as companhias se adaptarem a novo sistema termina dia 1º de setembro. Sílvia Pimentel

A

s empresas têm até 1º de setembro para se adaptarem ao novo sistema de controle de jornada de trabalho. Apesar da proximidade da data, ainda é baixo o volume de compra dos equipamentos. Segundo dados da Associação Brasileira de Fabricantes de Relógios de Ponto (Abrep), em julho, foram vendidos 60 mil relógios nos padrões determinados pela Portaria 1.150. No total, os fabricantes comercializaram 260 mil equipamentos. Pelos cálculos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), aproximadamente 700 mil empresas usam o sistema eletrônico para controlar o horário de seus colaboradores. O prazo dado pelo governo para companhias começarem a usar o sistema já foi prorrogado duas vezes. E esse recuo têm preocupado os fabricantes. "Houve uma retração no mercado a partir do primeiro adiamento", lembra o vice-presidente da Dimep, Dimas de Melo Pimenta III. De acordo com ele, as encomendas de equipamentos estão aquém do esperado por causa do "clima de insegurança" no mercado gerado com a iniciativa do governo em ampliar a data de início de vigência da norma. "É ruim para os fabricantes, que se prepararam para atender à demanda, e para os empregadores, que podem estar apostando em uma nova prorrogação", analisa. O receio é que as empresas deixem para comprar o controlador de ponto na última hora, correndo o risco de não terem o equipamento instalado na data prevista. A

Divulgação

Renato Carbonari Ibelli

260 mil equipamentos foram vendidas para um total de 600 mil empresas obrigadas

boa notícia, entretanto, é que houve queda nos preços cobrados no mercado. Hoje, o novo relógio de ponto custa entre R$ 2 mil a R$ 3,7 mil, dependendo da tecnologia adotada. Atualmente, há 117 modelos de relógios certificados pelo MTE e 29 fabricantes cadastrados. Antes, eram apenas 12 fabricantes. Os equipamentos deverão ter memória inviolável, entrada do tipo USB para que fiscais do trabalho captem os dados registrados e um sistema próprio de impressão dos horários a cada marcação pelos empregados. Pela portaria, a impressão deve ter qualidade suficiente para durar, no mínimo, cinco anos. As novas determinações e os custos envolvidos na adaptação enfrentam resistências no meio

Prematuros: ampliada licença-maternidade.

O

Senado Federal aprovou ontem projeto que determina o pagamento de salário às mães de bebês prematuros extremos além dos 120 dias previstos pela Constituição Federal para a licença-maternidade. O texto determina que o benefício deve ser pago durante "todo o período necessário ao acompanhamento hospitalar do recém-nascido, sem prejuízo do período da licença à gestante". O projeto estabelece que, no período além da licença-maternidade, o pagamento deve ter como base o salário de contribuição da gestante à Previdência Social. São considerados prematuros extremos, pelo texto, as crianças nascidas

com "exigências redobradas de cuidados" e sem condições para deixar o hospital. "Os eventuais custos da concessão desse benefício são ínfimos em relação aos resultados positivos passíveis de serem obtidos em termos de saúde e educação. Por outro lado, uma criança nascida prematuramente, com um grau extremado de exigência de cuidados, pode representar uma carga estressante para a mãe", disse o senador Paulo Paim (PT-RS), relator do projeto. Como o texto foi aprovado em caráter terminativo pela Comissão de Assuntos Sociais, segue para a Câmara se não houver recurso para que seja votado em plenário. (AE)

empresarial. E muitas companhias recorreram à Justiça para se livrarem das exigências. De acordo com a advogada Viviane Balbino, do escritório Moreau e Balero Advogados, já começaram aparecer as primeiras decisões de mérito sobre o tema. Uma delas é da 3ª Vara do Trabalho de Cascavel, no Estado do Paraná. A ação foi movida por duas cooperativas agrícolas (Copacol e Consolata), que estão dispensadas de usar o novo relógio para marcar a jornada de seus mais de 5 mil empregados. A União recorreu da decisão. Em seu despacho, o juiz Sidnei Claudio Bueno entendeu que a exigência da impressão dos horários acarretará "transtornos indevidos ao empregador que, para se adaptar, será

obrigado a adquirir muitos equipamentos para evitar filas indesejadas de trabalhadores, aumentando os custos. "A impressão de um comprovante em papel não torna o sistema de ponto infalível, pois para fraudá-lo basta ao empregador exigir do trabalhador que, ao final da jornada, registre o ponto, receba o comprovante impresso e volte a trabalhar", concluiu o juiz. Pela legislação, as empresas com mais de dez funcionários são obrigadas a registrar a jornada de trabalho dos empregados. A marcação pode ser manual, mecânica ou eletrônica. A polêmica portaria do governo não revogou nenhum desses meios. Mas os empregadores que optarem pelo sistema eletrônico deverão estar adequados às regras.

Zara é denunciada por trabalho escravo

A

Zara, uma das marcas de roupas do grupo espanhol Inditex, foi denunciada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por uso de mão de obra escrava em oficinas de costura "quarteirizadas". As investigações iniciadas em maio levaram os fiscais a duas casas em São Paulo, onde 16 bolivianos recebiam R$ 2 por peça produzida, em um ambiente insalubre e sem condições mínimas de trabalho, conforme o relatório. Embora as oficinas fossem contratadas por uma intermediária da Zara no País – a AHA –, a multinacional foi responsabilizada pelas irregularidades. Luis Alexandre de Faria, auditor fiscal da Superinten-

dência Regional do Trabalho em São Paulo disse que as ordens de costura, definição de peças piloto e até a escolha de tecidos vinham diretamente da matriz, na Espanha. Os auditores fiscais lavraram 48 autos de infração contra a rede espanhola e estipularam uma multa de R$ 1 milhão. A denúncia ainda será julgada. A empresa também corre o risco de ser incluída na chamada "lista suja" do Ministério do Trabalho, que, entre outras penalidades, bloqueia financiamentos. O primeiro indício de que roupas da Zara estavam sendo fabricadas em oficinas irregulares veio de cidade de Americana (SP). (AE)


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Companhia Metalúrgica Prada CNPJ 56.993.900/0001-31 - NIRE: 35300048580 Relatório da Administração Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias submetemos à apreciação de V.Sas., as Demonstrações Financeiras da Companhia Metalúrgica Prada, relativos ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010. São Paulo, 31 de maio de 2011. Demonstrações de Resultados - Exercícios Findos Demonstrações dos Fluxos de Caixa - Exercícios Findos Balanços Patrimoniais em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 e em 1º de Janeiro de 2009 (Em milhares de Reais) em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 (Em milhares de Reais) em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 (Em milhares de Reais) Nota Nota Nota 2010 2009 01/01/09 2010 2009 01/01/09 Explicativa Explicativa 2010 2009 2010 2009 Explicativa ATIVO ajustado ajustado PASSIVO ajustado ajustado ajustado ajustado Fluxos de caixa das atividades operacionais E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Circulante Receita líquida 17 886.446 880.963 Circulante Prejuízo líquido do exercício (24.022) (80.908) Custo dos produtos e serviços Financiamentos 1.781 Ajustes para reconciliar o lucro líquido do Caixa e equivalentes de caixa 4 27.818 129.351 80.219 vendidos (803.107) (814.828) Obrigações sociais período com os recursos provenientes 83.339 66.135 Contas a receber 5 104.085 107.148 145.034 e trabalhistas 8.572 8.196 6.142 Lucro bruto das atividades operacionais: Fornecedores 11 64.419 69.037 114.507 Despesas e receitas operacionais Depreciação e amortização 9.062 10.863 Estoques 6 148.281 168.275 218.826 Despesas com vendas (54.997) (56.449) Obrigações fiscais 8.240 16.172 16.031 Custo residual de ativos permanentes baixados (206) 575 Despesas gerais e administrativas (51.965) (23.359) Outras obrigações 8.859 16.646 3.389 Perda com devedores duvidosos 2.815 Tributos a recuperar 7 11.614 12.890 24.176 Resultado da equivalência patrimonial (21) (162) Provisões fiscais, Provisão para contingências 478 (4.311) Outras despesas 19 (8.902) (27.972) Despesas antecipadas 35 28 1.475 previdenciárias, Impostos diferidos (6.422) 73.063 Outras receitas 19 14.325 12.501 trabalhistas e cíveis 12 10.053 7.242 18.953 Outros 1.616 (611) 291.833 417.692 469.730 Prejuízo operacional antes Outras provisões 214 (16.679) (1.329) do resultado financeiro (18.221) (29.306) 100.357 117.293 160.803 (Aumento) diminuição nos ativos Não Circulante Despesas financeiras 18 (12.001) (4.218) Não circulante Contas a receber (994) 38.679 Receitas financeiras 18 11.822 24.751 Realizável a longo prazo Tributos diferidos 71 Estoques 19.994 50.551 Outras obrigações 13 47.984 10.506 7.639 Prejuízo antes do imposto de renda Partes relacionadas 1.360 (820) Tributos diferidos 8 28.540 29.387 102.429 e da contribuição social (18.400) (8.773) Provisões fiscais, Impostos e contribuições a recuperar 9.042 11.862 Imposto de renda e previdenciárias, Depósitos judiciais (25.609) (22.596) Tributos a recuperar 7 1.136 1.750 2.418 contribuição social correntes 8 800 trabalhistas e cíveis 12 22.060 22.907 12.191 Outros créditos (518) 1.769 Imposto de renda e Depósitos judiciais 12 27.990 28.482 6.464 Outras provisões 22 Aumento (diminuição) nos passivos contribuição social diferidos 8 (6.422) (72.135) 70.066 33.413 19.901 Fornecedores (663) 476 Outros ativos não circulantes 468 110 996 Patrimônio líquido Prejuízo do exercício (24.022) (80.908) Partes relacionadas (3.966) (45.935) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Capital social integralizado 16 604.408 604.408 604.408 Salários e férias a pagar 377 2.908 58.134 59.729 112.307 Reservas de capital 16 24.367 24.367 24.367 Impostos a recolher 3.963 (13.288) Demonstrações de Resultados Abrangentes - Exercícios Findos Investimentos 9 103.885 Reservas de lucros 11 11 11 Impostos parcelados 2.364 10.595 em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 (Em milhares de Reais) Prejuízos acumulados (169.223) (145.201) (64.293) Outras contas a pagar 13.144 25.270 2010 2009 Imobilizado 10 155.280 156.870 163.160 Outros resultados abrangentes (20.854) Pagamento de provisões (2.691) Prejuízo do exercício (24.022) (80.908) 438.709 483.585 564.493 Caixa líquido proveniente das 317.299 216.599 275.467 Perda não realizada em investimento TOTAL DO PASSIVO atividades operacionais 1.815 55.450 disponível para venda (20.854) TOTAL DO ATIVO 609.132 634.291 745.197 E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 609.132 634.291 745.197 Fluxos de caixa das atividades de investimentos Resultado abrangente do exercício (44.876) (80.908) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Investimentos (135.482) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Imobilizado (7.866) (4.536) Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido - Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 (Em milhares de Reais) circulante para o ativo não circulante; (iii) Impostos ativos e passivos tribu- Caixa líquido usado nas Capital Reservas Reserva de lucros Resultados Prejuízos tários diferidos serão compensados quando a entidade tiver o direito legal atividades de investimento (143.348) (4.536) Estatutária abrangentes acumulados Total social de capital Saldos em 31 de dezembro 2008 604.408 24.367 11 (64.222) 564.564 executável de fazê-lo e se eles estiverem relacionados a impostos lançados Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Pagamentos de empréstimos (1.781) Ajuste CPC (nota 3) (71) (71) pela mesma autoridade tributária. Adiantamento para futuro aumento de capital, Saldos em 1º de janeiro 2009 (ajustado) 604.408 24.367 11 (64.293) 564.493 i. Balanço patrimonial em 1º de janeiro de 2009 com efetivo aumento em 30 de março de 2011 Prejuízo do exercício (80.908) (80.908) Publicado Ajustes CPC’s Ajustado (nota 23) 40.000 Saldos em 31 de dezembro de 2009 (ajustado) 604.408 24.367 11 (145.201) 483.585 Ativo Caixa líquido usado nas atividades Resultado abrangente (20.854) (20.854) Circulante de financiamento 40.000 (1.781) Prejuízo do exercício (24.022) (24.022) Caixa e equivalentes de caixa 80.219 80.219 Aumento do caixa e equivalentes de caixa (101.533) 49.132 Saldos em 31 de dezembro de 2010 604.408 24.367 11 (20.854) (169.223) 438.709 Contas a receber 145.034 145.034 Demonstração do aumento do caixa As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Estoques 218.826 218.826 e equivalentes de caixa Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras - Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 (Em milhares de Reais) Tributos a recuperar (ii) 24.084 92 24.176 No início do exercício 129.351 80.219 Despesas antecipadas 1.475 1.475 1. CONTEXTO OPERACIONAL: A Companhia Metalúrgica Prada tem pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. A Companhia No fim do exercício 27.818 129.351 469.638 92 469.730 como atividades principais a indústria e o comércio de produtos metálicos; tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: financiamentos, for- Total do ativo circulante (101.533) 49.132 a fabricação e o comércio de embalagens; a industrialização e necedores e outras contas a pagar. iii. Capital social: Ações ordinárias são Não circulante As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras comercialização de produtos em ferro, aço e outros metais em geral; o classificadas como patrimônio líquido. Custos adicionais diretamente atribu- Realizável a longo prazo Os recursos financeiros disponíveis são aplicados basicamente em fundos reprocessamento de produtos em aço e outros metais em geral; a íveis à emissão de ações e opções de ações são reconhecidos como deduTributos diferidos (ii) 69.805 (92) 69.713 exportação e importação de serviços relacionados com a comercialização, ção do patrimônio líquido, líquido de quaisquer efeitos tributários. Os diviTributos a recuperar 2.418 2.418 de investimentos exclusivos, com operações compromissadas lastreadas processamento e industrialização de ferro, aço e metais em geral; a dendos mínimos obrigatórios conforme definido em estatuto são Depósitos judiciais (i) 5.293 1.171 6.464 em títulos públicos do governo brasileiro e com liquidez imediata. Os fundos prestação de serviços, inclusive assessoramento e assistência técnica; a reconhecidos como passivo. f. Imobilizado: i. Reconhecimento e mensuOutros ativos não circulantes 996 996 exclusivos, administrados pelo BTG Pactual Serviços Financeiros S.A. fabricação e montagem de estruturas de aço e artigos para a construção ração: Itens do imobilizado são mensurados pelo custo histórico de aquisi78.512 1.079 79.591 DTVM e os seus ativos respondem por eventuais perdas nos investimentos civil. Para a fabricação de seus produtos, a Companhia utiliza como matéria- ção ou construção, deduzido de depreciação acumulada e perdas de redu- Imobilizado 163.160 163.160 e operações realizadas. A companhia pode arcar com as taxas de funcionaprima aços planos que são adquiridos principalmente junto à Companhia ção ao valor recuperável (impairment) acumuladas. O custo inclui gastos Intangível 32.716 32.716 mento do fundo (administração, custódia e auditoria), bem como pode ser Siderúrgica Na.cional, que, a partir de dezembro de 2008, passou a ser que são diretamente atribuíveis à aquisição de um ativo. O custo de ativos Total do ativo não circulante 274.388 1.079 275.467 chamada a garantir o patrimônio líquido em caso de perdas decorrentes de controladora direta da Companhia, após o processo de incorporação construídos pela própria entidade inclui o custo de materiais e mão de obra Total do ativo 744.026 1.171 745.197 alterações de taxas de juros, câmbio ou de outros ativos financeiros. (*) A reversa de sua controladora, denominada Indústria Nacional de Aços direta, quaisquer outros custos para colocar o ativo no local e condição ne- Passivo e patrimônio líquido LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) é um título de crédito nominativo, Laminados Inal S.A. Prada Embalagens: No mercado desde 1936, a cessários para que esses sejam capazes de operar da forma pretendida Circulante Companhia Metalúrgica Prada atua na área de embalagens metálicas de pela administração, os custos de desmontagem e de restauração do local Financiamentos 1.781 1.781 com liquidez imediata. São administradas pelo Banco Fibra. aço, produzindo o que há de melhor e mais seguro em latas, baldes e onde estes ativos estão localizados, e custos de empréstimos sobre ativos Obrigações sociais e trabalhistas 2010 2009 6.142 6.142 5. CONTAS A RECEBER aerossóis. Atende aos segmentos químico e alimentício fornecendo qualificáveis para os quais a data de início para a capitalização seja 01 de Fornecedores 114.507 114.507 Clientes embalagens e serviços de litografia para as principais empresas do janeiro de 2009 ou data posterior a esta. O software comprado que seja Obrigações fiscais 1.095 2.455 16.031 16.031 Partes relacionadas (Nota 14) mercado. Em suas três unidades de produção - São Paulo, Pelotas e parte integrante da funcionalidade de um equipamento é capitalizado como Outras obrigações 3.389 3.389 Terceiros Uberlândia - a Prada produz mais de 1 bilhão de latas de aço ao ano, um parte daquele equipamento. Quando partes de um item do imobilizado têm Mercado interno 116.204 120.739 Provisões fiscais, previdenciárias, desempenho que se deve a uma associação de atributos presentes na diferentes vidas úteis, elas são registradas como itens individuais (compo250 233 trabalhistas e cíveis (i) 17.782 1.171 18.953 Mercado externo trajetória da empresa desde a sua fundação. Prada Distribuição: A Prada nentes principais) de imobilizado. Ganhos e perdas na alienação de um item (13.464) (16.279) Total do passivo circulante 159.632 1.171 160.803 Perda para créditos de liquidação duvidosa Distribuição atua na área de processamento e distribuição de aços planos do imobilizado são apurados pela comparação entre os recursos advindos 104.085 107.148 Não circulante com uma diversificada linha de produtos. Fornece bobinas, rolos, chapas, da alienação com o valor contábil do imobilizado, e são reconhecidos líquiTributos diferidos (iii) 71 71 A exposição a riscos de crédito e perdas por redução no valor tiras, blanks, folhas metálicas, perfis, tubos e telhas, entre outros produtos, dos dentro de outras receitas no resultado. ii. Custos subsequentes: O Outras obrigações 7.639 7.639 recuperável relacionadas a contas a receber de clientes é divulgada na nota para os mais diferentes segmentos da indústria - do automotivo à construção custo de reposição de um componente do imobilizado é reconhecido no Provisões fiscais, previdenciárias, explicativa 19. civil. Os materiais fabricados pela Prada Distribuição são produzidos a partir valor contábil do item caso seja provável que os benefícios econômicos intrabalhistas e cíveis 12.191 12.191 6. ESTOQUES de laminados a quente, laminados a frio, zincados por imersão, folhas de corporados dentro do componente irão fluir para a Companhia e que o seu 19.830 71 19.901 2010 2009 flandres, cromadas, não revestidas, aço pré-pintado e galvalume. A Prada custo pode ser medido de forma confiável. O valor contábil do componente Total do passivo não circulante Produtos acabados 38.175 47.771 Distribuição é também especializada na prestação de serviço de que tenha sido reposto por outro é baixado. Os custos de manutenção no Patrimônio líquido Capital social integralizado 604.408 604.408 Produtos em elaboração 15.328 26.031 processamento de aço, atendendo a demanda de empresas de todo o País. dia-a-dia do imobilizado são reconhecidos no resultado conforme incorri24.367 24.367 Matérias-primas 82.416 86.658 2. RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS: 2.1 Base de pre- dos. iii. Depreciação: A depreciação é calculada sobre o valor depreciável, Reservas de capital 11 11 Materiais de embalagens e almoxarifado 13.640 12.451 paração: a. Declaração de conformidade: As demonstrações financeiras que é o custo de um ativo, ou outro valor substituto do custo, deduzido do Reservas de lucros (64.222) (71) (64.293) Provisão para perda (1.278) (4.636) foram preparadas e estão sendo apresentadas conforme as práticas contá- valor residual. A depreciação é reconhecida no resultado baseando-se no Prejuízos acumulados (iii) Total do patrimônio líquido 564.564 (71) 564.493 148.281 168.275 beis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comi- método linear com relação às vidas úteis estimadas de cada parte de um Determinados itens considerados obsoletos, ou de baixa rotatividade, foram tê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs) para o exercício findo em 31 de item do imobilizado. Terrenos não são depreciados. Os métodos de depre- Total do passivo 744.026 1.171 745.197 objeto de constituição de provisão para perda. dezembro de 2010, para o período comparativo de 31 de dezembro de 2009 ciação, as vidas úteis e os valores residuais serão revistos a cada encerra- e patrimônio líquido e para os saldos de abertura em 01 de janeiro de 2009. A aplicação dessas mento de exercício financeiro e eventuais ajustes são reconhecidos como ii. Balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2009 7. TRIBUTOS A RECUPERAR novas normas impactou montantes anteriormente apresentados nas de- mudança de estimativas contábeis. g. Ativos intangíveis: i. Outros ativos 2010 2009 2009 monstrações financeiras da Companhia, conforme apresentados na nota 3. intangíveis: Outros ativos intangíveis que são adquiridos pela Companhia 9.207 6.431 Publicado Ajustes CPC’s Ajustado ICMS Na elaboração das demonstrações financeiras, é necessário o uso de esti- e que têm vidas úteis finitas são mensurados pelo custo, deduzido da amorIPI 629 1.339 mativas contábeis para contabilizar certos ativos, passivos e outras transa- tização acumulada e das perdas por redução ao valor recuperável acumula- Ativo Imposto de renda e contribuição social 2.687 5.688 ções. Portanto, as demonstrações financeiras da Companhia incluem esti- das. ii. Amortização: Amortização é calculada sobre o custo de um ativo, Circulante COFINS 167 1.064 mativas para mensurar provisão para créditos de liquidação duvidosa, ou outro valor substituto do custo, deduzido do valor residual. A amortização Caixa e equivalentes de caixa 129.351 129.351 PIS 28 54 perdas nos estoques, passivos trabalhistas, cíveis, fiscais e previdenciários, é reconhecida no resultado baseando-se no método linear com relação às Contas a receber 107.148 107.148 Outros 32 64 depreciação, amortização, instrumentos financeiros e benefícios a empre- vidas úteis estimadas de ativos intangíveis, que não ágio, a partir da data Estoques 12.750 14.640 168.275 168.275 gados. A Companhia revisa as estimativas e premissas periodicamente, no em que estes estão disponíveis para uso, já que esse método é o que mais 11.614 12.890 12.890 12.890 Circulante entanto, os resultados reais podem apresentar variações em relação às perto reflete o padrão de consumo de benefícios econômicos futuros incor- Tributos a recuperar 1.136 1.750 28 28 Não circulante estimativas. b. Base de mensuração: As demonstrações financeiras indivi- porados no ativo. h. Ativos não financeiros: Os valores contábeis dos ati- Despesas antecipadas 8. IMPOSTOS DIFERIDOS: O imposto de renda e a contribuição social 417.692 417.692 duais foram preparadas com base no custo histórico. c. Moeda funcional e vos não financeiros da Companhia, que não os estoques e imposto de ren- Total do ativo circulante diferidos são registrados para refletir os efeitos fiscais futuros atribuíveis moeda de apresentação: As demonstrações financeiras são apresentadas da e contribuição social diferidos, são revistos a cada data de apresentação Não circulante às diferenças temporárias entre a base fiscal de ativos e passivos e seu em Real, que é a moeda funcional da Companhia. Todas as informações para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. Caso ocorra tal Realizável a longo prazo financeiras apresentadas em Real foram arredondadas para o valor mais indicação, então o valor recuperável do ativo é determinado. O valor recupeTributos diferidos (iii) 29.458 (71) 29.387 respectivo valor contábil. próximo, exceto quando indicado de outra forma. d. Uso de estimativas e rável de um ativo ou unidade geradora de caixa �� o maior entre o valor em 2010 2009 01/01/2009 Tributos a recuperar 1.750 1.750 julgamentos: A preparação das demonstrações financeiras, de acordo com uso e o valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o valor em uso, os Diferido Ativo Depósitos judiciais (i) 2.381 26.101 28.482 as práticas contábeis adotadas no Brasil exige que a administração faça fluxos de caixa futuros estimados são descontados aos seus valores prePrejuízos fiscais de imposto de renda 6.919 36.299 Outros ativos não circulantes 110 110 julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas sentes através da taxa de desconto antes de impostos que reflita as Bases negativas de contribuição social 13.309 33.699 26.030 59.729 contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. condições vigentes de mercado quanto ao período de recuperabilidade do Benefício fiscal sobre ágio 32.716 Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e pre- capital e os riscos específicos do ativo. Para a finalidade de testar o valor Imobilizado 156.870 156.870 Diferenças temporárias missas são revistas de maneira contínua. O resultado com as revisões das recuperável, os ativos que não podem ser testados individualmente são Total do ativo não circulante 190.569 26.030 216.599 Provisão para contingências 3.492 2.824 5.870 estimativas e premissas são reconhecidos no período em que as revisões agrupados no menor grupo de ativos que gera entrada de caixa de uso Total do ativo 608.261 26.030 634.291 Provisão para perdas em ativos 2.126 454 ocorrem. As informações sobre os julgamentos críticos referentes as políti- contínuo que são em grande parte independentes dos fluxos de caixa de Provisão para perdas de Estoques 352 1.493 594 cas contábeis adotadas que apresentam efeitos sobre os valores reconhe- outros ativos ou grupos de ativos (a “unidade geradora de caixa ou UGC”). Passivo e patrimônio líquido Provisão para consumos e serviços 73 cidos nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, assim Para fins do teste do valor recuperável do ágio, o montante do ágio apurado Circulante Provisão para devedores duvidosos 1.461 2.418 2.413 Obrigações sociais e trabalhistas 8.196 8.196 como as informações sobre as incertezas as estimativas e premissas que em uma combinação de negócios é alocado à UGC ou ao grupo de UGCs Provisão para participação nos lucros 1.263 1.292 possuam um risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do para o qual o benefício das sinergias da combinação é esperado. Essa aloFornecedores 69.037 69.037 Provisão para honorários advocatícios 860 816 784 próximo exercício financeiro estão incluídas nas notas explicativas. 2.2 Prin- cação reflete o menor nível no qual o ágio é monitorado para fins internos e Obrigações fiscais 16.172 16.172 cipais políticas contábeis: As políticas contábeis descritas em detalhes não é maior que um segmento operacional determinado de acordo com o Outras obrigações Perdas em resultados abrangentes 10.743 16.646 16.646 abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os períodos apre- CPC 22. Uma perda por redução ao valor recuperável é reconhecida caso o Seguro acidente do trabalho 7.500 7.500 7.500 Provisões fiscais, previdenciárias, sentados nessas demonstrações financeiras individuais e na preparação do valor contábil de um ativo ou sua UGC exceda seu valor recuperável estimaProvisão juros/multas 1.136 trabalhistas e cíveis 7.242 7.242 balanço patrimonial de abertura apurado em 01 de janeiro de 2009 com a do. Perdas de valor são reconhecidas no resultado. Perdas no valor recupeProvisão perdas parcelamento (4.041) 4.041 finalidade de transição para as normas de CPC. a. Moeda estrangeira: rável relacionadas às UGCs são alocadas inicialmente para reduzir o valor Outras provisões (i) Lei 11.941/2009 2.439 113.252 4.041 117.293 Transações em moeda estrangeira são convertidas para moeda funcional contábil de qualquer ágio alocado às UGCs, e então, se ainda houver perda Total do passivo circulante Provisões para perdas 1.685 563 da Companhia pelas taxas de câmbio nas datas das transações. Ativos e remanescente, para reduzir o valor contábil dos outros ativos dentro da Não circulante Outras 670 411 2.381 passivos monetários denominados e apurados em moedas estrangeiras na UGC ou grupo de UGCs em uma base pro rata. As perdas por redução ao Outras obrigações 10.506 10.506 Ativo não circulante 28.540 29.387 102.429 data de apresentação são reconvertidas para a moeda funcional à taxa de valor recuperável reconhecidas em períodos anteriores são avaliadas a Provisões fiscais, previdenciárias, A Administração considera que os ativos diferidos decorrentes de diferencâmbio apurada naquela data. O ganho ou perda cambial em itens monetá- cada data de apresentação para quaisquer indicações de que a perda tenha trabalhistas e cíveis (i) 847 22.060 22.907 ças temporárias serão realizados na proporção da resolução final das conrios é a diferença entre o custo amortizado da moeda funcional no começo aumentado, diminuído ou não mais exista. Uma perda de valor é revertida Total do passivo não circulante 11.353 22.060 33.413 tingências e dos eventos, baseado no lucro tributário futuro aprovado pela do período, ajustado por juros e pagamentos efetivos durante o período, e o caso tenha havido uma mudança nas estimativas usadas para determinar o Patrimônio líquido custo amortizado em moeda estrangeira à taxa de câmbio no final do perí- valor recuperável. Uma perda por redução ao valor recuperável é revertida Diretoria. A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas 604.408 604.408 odo de apresentação. Ativos e passivos não monetários denominados em somente na condição em que o valor contábil do ativo não exceda o valor Capital social integralizado fiscais combinadas e da despesa de imposto de renda e contribuição social 24.367 24.367 moedas estrangeiras que são mensurados pelo valor justo são reconverti- contábil que teria sido apurado, líquido de depreciação ou amortização, Reservas de capital debitada em resultado é demonstrada como segue: 11 11 dos para a moeda funcional à taxa de câmbio na data em que o valor justo caso a perda de valor não tivesse sido reconhecida. i. Provisões: Uma Reservas de lucros 2010 2009 foi apurado. As diferenças de moedas estrangeiras resultantes na reconver- provisão é reconhecida, em função de um evento passado, se a Companhia Prejuízos acumulados (iii) (145.231) (71) (145.302) são são reconhecidas no resultado. Itens não monetários que sejam tem uma obrigação legal ou construtiva que possa ser estimada de maneira Outros resultados abrangentes 101 101 Prejuízo antes do imposto de renda e da contribuição social (18.400) (8.773) medidos em termos de custos históricos em moeda estrangeira são conver- confiável, e é provável que um recurso econômico seja exigido para liquidar Total do patrimônio líquido 483.656 (71) 483.585 tidos pela taxa de câmbio apurada na data da transação. b. Caixa e equiva- a obrigação. As provisões são apuradas através do desconto dos fluxos de Total do passivo Alíquota fiscal combinada 34% 34% lentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósi- caixa futuros esperados a uma taxa antes de impostos que reflete as avalia- e patrimônio líquido 608.261 26.030 634.291 Expectativa do benefício do imposto de renda e tos bancários e outros investimentos de curto prazo de liquidez imediata, ções atuais de mercado quanto ao valor do dinheiro no tempo e riscos escontribuição social, em relação ao prejuízo contábil, resgatáveis no prazo de até 90 dias das datas dos balanços, prontamente pecíficos para o passivo. j. Receita operacional: A receita operacional da iii. Fluxo de caixa em 31 de dezembro de 2009 de acordo com a alíquota fiscal combinada 6.256 2.983 conversíveis em um montante conhecido como caixa e com risco insignifi- venda de bens no curso normal das atividades é medida pelo valor justo da 2009 Despesas não dedutíveis (515) (1.698) cante de mudança de seu valor de mercado. c. Contas a receber de clien- contraprestação recebida ou a receber. A receita operacional é reconhecida Publicado Ajustes CPC’s Ajustado (Adições)/exclusões permanentes (558) 5.137 tes: Registradas pelo valor faturado incluindo os respectivos impostos e quando existe evidência convincente de que os riscos e benefícios mais Fluxos de caixa das atividades Outros itens despesas acessórias, sendo os créditos de clientes em moeda estrangeira significativos inerentes a propriedade dos bens foram transferidos para o operacionais atualizados pela taxa de câmbio na data das demonstrações financeiras. A comprador, de que for provável que os benefícios econômicos financeiros Prejuízo líquido do exercício (32.717) (80.908) (80.908) Baixa de benefício fiscal sobre ágio provisão para créditos de liquidação duvidosa foi constituída em montante fluirão para a entidade, de que os custos associados e a possível devolução Prejuízo fiscal (7.908) (29.782) Ajustes para reconciliar o lucro considerado suficiente para suportar eventuais perdas. A avaliação da Ad- de mercadorias pode ser estimada de maneira confiável, de que não haja líquido do período com os Base negativa CSLL (2.897) (16.058) ministração considera o histórico do cliente, a situação financeira e a avalia- envolvimento contínuo com os bens vendidos, e de que o valor da receita recursos provenientes das Imposto de renda e contribuição social ção de nossos assessores jurídicos quanto ao recebimento desses créditos operacional possa ser mensurada de maneira confiável. Caso seja provável atividades operacionais: no resultado do exercício para constituição dessa provisão. d. Estoques: Os estoques são mensura- que descontos serão concedidos e o valor possa ser mensurado de maneiDepreciação e amortização 10.863 10.863 Corrente 800 dos pelo menor valor entre o custo e o valor realizável líquido. O custo dos ra confiável, então o desconto é reconhecido como uma redução da receita Custo residual de ativos estoques é baseado no princípio do custo médio e inclui gastos incorridos operacional conforme as vendas são reconhecidas. O momento correto da Diferidos (6.422) (72.135) permanetes baixados 575 575 na aquisição de estoques, custos de produção e transformação e outros transferência de riscos e benefícios varia dependendo das condições indivi(5.622) (72.135) Perda p/devedores duvidosos custos incorridos em trazê-los às suas localizações e condições existentes. duais do contrato de venda. Para vendas internacionais, depende do tipo de Alíquota efetiva 31% 822% Provisão para contingências (4.311) (4.311) No caso dos estoques de produtos acabados, o custo inclui uma parcela incoterm do contrato. k. Receitas financeiras e despesas financeiras: As Em 31 de dezembro de 2010, a Companhia possuía prejuízos fiscais a comdos custos gerais de fabricação baseado na capacidade operacional nor- receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre fundos investidos, Impostos diferidos 73.063 73.063 pensar sobre os seguintes valores-base: a. Prejuízos fiscais apurados até o mal. e. Instrumentos financeiros: i. Ativos financeiros: Ativos financei- sendo reconhecido no resultado, através do método dos juros efetivos. As Outros (611) (611) exercício de 2010: R$ 183.982. b. Base negativa de contribuição social até ros não derivativos: A Companhia reconhece os empréstimos e recebíveis despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre financiamentos, (1.329) (1.329) e depósitos inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros líquidas do desconto a valor presente das provisões. Custos de empréstimo o exercício de 2010: R$ 215.854. A compensação dos prejuízos fiscais de (Aumento) diminuição ativos financeiros (incluindo os ativos designados pelo valor justo por meio que não são diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção imposto de renda e da base negativa da contribuição social está limitada à nos ativos: do resultado) são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual de um ativo qualificável são mensurados no resultado através do método de Contas a receber 38.679 38.679 base de 30% dos lucros tributáveis anuais, gerados a partir do exercício de a Companhia se torna uma das partes das disposições contratuais do ins- juros efetivos. Os ganhos e perdas cambiais são reportados em uma base Estoques 50.551 50.551 1995, sem prazo de prescrição. As diferenças temporárias dedutíveis e os trumento. Os ativos ou passivos financeiros são compensados e o valor lí- líquida. l. Imposto de renda e contribuição social: O Imposto de Renda e Partes relacionadas (820) (820) prejuízos fiscais acumulados não prescrevem de acordo com a legislação quido apresentado no balanço patrimonial quando, somente quando, a a Contribuição Social do exercício corrente e diferido são calculados com tributária vigente. Ativos fiscais não foram reconhecidos sobre os prejuízos Impostos e contribuições a Companhia tenha o direito legal de compensar os valores e tenha a inten- base nas alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro recuperar 11.862 11.862 fiscais acumulados pois não é provável que lucros tributáveis futuros esteção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o pas- tributável excedente de R$ 240 para imposto de renda e 9% sobre o lucro Depósitos judiciais 3.505 (26.101) (22.596) jam disponíveis para a utilização desses créditos. sivo simultaneamente. A Companhia tem os seguintes ativos financeiros tributável para contribuição social sobre o lucro líquido, e consideram a não derivativos: Empréstimos e recebíveis e disponível para venda. Ativos compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, Outros Créditos 1.769 1.769 9. INVESTIMENTOS: Usiminas: A Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado: Um ati- limitada a 30% do lucro real. A despesa com imposto de renda e contribuiAumento (diminuição) S.A. - USIMINAS com matriz em Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, vo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja ção social compreende os impostos de renda correntes e diferidos. O imnos passivos: tem por objetivo a exploração da indústria siderúrgica e correlatas. A Comclassificado como mantido para negociação e seja designado como tal no posto corrente e o imposto diferido são reconhecidos no resultado a menos Fornecedores 476 476 panhia produz aços laminados planos nas Usinas Intendente Câmara e momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados que estejam relacionados a itens diretamente reconhecidos no patrimônio Partes relacionadas (45.935) (45.935) José Bonifácio de Andrada e Silva, localizadas em Ipatinga - Minas Gerais pelo valor justo por meio do resultado se a Companhia gerencia tais inves- líquido. O imposto corrente é o imposto a pagar ou a receber esperado soSalários e férias a pagar 2.908 2.908 e Cubatão - São Paulo, respectivamente, destinados ao mercado interno e timentos e toma decisões de compra e vendas baseadas em seus valores bre o lucro ou prejuízo tributável do exercício, a taxas de impostos decretaImpostos a recolher (13.288) (13.288) à exportação. A Companhia possui e explora minas de minério de ferro lojustos de acordo com a gestão de riscos documentada e a estratégia de das ou substantivamente decretadas na data de apresentação das demonsImpostos parcelados 10.595 10.595 calizadas na cidade de Itaúna - Minas Gerais, que visa atender às estratéinvestimentos da Companhia. Os custos da transação, após o reconheci- trações financeiras e qualquer ajuste aos impostos a pagar com relação aos mento inicial, são reconhecidos no resultado como incorridos. Ativos finan- exercícios anteriores. O imposto diferido é reconhecido com relação às difeOutras contas a pagar (831) 26.101 25.270 gias de verticalização e de otimização dos custos de produção. A Compaceiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo renças temporárias entre os valores contábeis de ativos e passivos para fins Provisões (2.691) (2.691) nhia mantém centros de serviços e de distribuição localizados em várias valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no contábeis e os correspondentes valores usados para fins de tributação. Os Caixa líquido proveniente das regiões do País, além dos portos de Cubatão em São Paulo e de Praia Mole resultado do exercício. Empréstimos e recebíveis: Empréstimos e recebí- ativos e passivos fiscais diferidos são compensados caso haja um direito atividades operacionais 55.450 55.450 no Espírito Santo, como pontos estratégicos para escoamento de sua proveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não legal de compensar passivos e ativos fiscais correntes, e eles se relacionam Fluxos de caixa das atividades dução. A Companhia é listada na Bolsa de Valores de São Paulo (“Bovessão cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente a impostos de renda lançados pela mesma autoridade tributária sobre a de investimentos pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. mesma entidade sujeita à tributação. Um ativo de imposto de renda e con- Imobilizado (4.536) (4.536) pa”: USIM3 e USIM5). Em 31 de dezembro de 2010, a PRADA possui direApós o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos tribuição social diferido é reconhecido por perdas fiscais, créditos fiscais e Caixa líquido usado nas tamente 5.418.600 ações preferenciais. pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de diferenças temporárias dedutíveis não utilizadas quando é provável que lu- atividades de investimento (4.536) (4.536) 10. IMOBILIZADO: a. Opção pelo custo histórico: A Companhia não fez qualquer perda por redução ao valor recuperável. Os empréstimos e recebí- cros futuros sujeitos à tributação estarão disponíveis e contra os quais se- Fluxos de caixa das atividades opção em utilizar o custo atribuído para valorização do seu ativo imobilizado veis abrangem clientes e outros créditos. Ativos financeiros disponíveis rão utilizados. Ativos de imposto de renda e contribuição social diferido são de financiamentos em função de que o seu imobilizado tal, como apresentado conforme as para venda: São os ativos financeiros não derivativos, designados como revisados a cada data de relatório e serão reduzidos na medida em que sua Pagamentos de empréstimos (1.781) (1.781) práticas contábeis anteriores (BR GAAP em vigor em 2009), já atendia de disponíveis para venda, que não são classificados em nenhuma outra cate- realização não seja mais provável. m. Benefícios a empregados: ParticiCaixa líquido usado nas forma material os principais requisitos de reconhecimento, valorização e goria. Eles são incluídos em ativos não circulantes quando os mesmos são pação nos lucros e bônus: A participação dos colaboradores está vinculaatividades de financiamento (1.781) (1.781) investimentos estratégicos da Companhia, a menos que a administração da ao alcance de metas operacionais e financeiras, substancialmente aloapresentação do CPC 27, em função principalmente de que: (i) os controles Aumento do caixa e pretenda alienar o investimento em até 12 meses após a data do balanço. cadas ao custo de produção quando aplicável e às despesas gerais e equivalentes de caixa 49.132 49.132 internos na área de ativo imobilizado já compreendiam na data de transição Os ativos financeiros disponíveis para venda são contabilizados pelo valor administrativas. 2.3 Isenções de algumas exigências de outros CPCs: (01 de janeiro de 2009) revisões periódicas quanto à melhor estimativa de justo. Quando um investimento é baixado, o resultado acumulado em outros Isenção do valor justo como custo presumido do imobilizado: A Com- Demonstração do aumento do vida útil e valor residual das principais classes de seus ativos imobilizados; resultados abrangentes é transferido para o resultado. ii. Passivos finan- panhia optou por não mensurar seus itens do imobilizados e intangíveis caixa e equivalentes de caixa 80.219 80.219 (ii) os procedimentos de valorização dos ativos imobilizados conforme as ceiros não derivativos: Os passivos financeiros (incluindo passivos desig- pelo valor justo na data de transição, mantendo-os à custo histórico de aqui- No início do exercício 129.351 129.351 práticas contábeis anteriores foram revisados e confirmados quanto à adenados pelo valor justo registrado no resultado) são reconhecidos inicialmen- sição, corrigido monetariamente pelos índices inflacionários até 31 de No fim do exercício te na data de negociação na qual a Companhia se torna uma parte das dezembro de 1997. 49.132 49.132 rência aos requisitos de valorização do CPC 27, inclusive, mas não somendisposições contratuais do instrumento. A Companhia baixa um passivo fi- 3. RECONCILIAÇÃO DOS AJUSTES DE ADOÇÃO INICIAL - CPC: A Em- 4. CAIXA E EQUIVALENTE DE CAIXA 2010 2009 te, em relação à ativação de variação cambial; e (iii) a segmentação e clasnanceiro quando tem suas obrigações contratuais retiradas, canceladas ou presa adotou as normas do CPC no decorrer do exercício Disponibilidades sificação dos principais itens do ativo imobilizado sujeitos à depreciação já vencidas. Os ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líqui- findo em 31 de dezembro de 2010, inclusive para o período comparativo de Caixa e bancos 129 356 levava em consideração os impactos de depreciação diferenciada sobre os do é apresentado no balanço patrimonial quando, e somente quando, a 31 de dezembro de 2009 e no balanço patrimonial de abertura em principais componentes dos ativos imobilizados. Além disto, a Companhia Companhia tenha o direito legal de compensar os valores e tenha a inten- 1º de janeiro de 2009. A aplicação destas normas (“novas normas”) Aplicações financeiras 19.332 123.952 entende que a prática contábil de valorizar os ativos imobilizados pelo custo ção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e quitar o passivo impactou montantes anteriormente apresentados nas demonstrações Fundo de investimento exclusivo 3.416 3.742 histórico deduzido da melhor estimativa de depreciação e de provisão para simultaneamente. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente financeiras da Companhia, como segue: (i) Os depósitos judiciais são Renda fixa pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. apresentados como item do ativo não circulante e não líquido das provisões Aplicações LCA (*) 4.941 1.301 redução ao valor recuperável, quando requerido, é uma prática contábil que Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos para contingências; (ii) Impostos diferidos são reclassificados do ativo Total 27.818 129.351 melhor representa os seus ativos imobilizados. continua


DIĂ RIO DO COMĂ&#x2030;RCIO

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

continuação

Companhia Metalúrgica Prada CNPJ 56.993.900/0001-31 - NIRE: 35300048580 Notas Explicativas às Demonstraçþes Financeiras - Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 (Em milhares de Reais) 15. IMPOSTOS PARCELADOS

b. Composição do imobilizado Taxa mÊdia ponderada de depreciação ao ano

3,05%

6,07% 10,00% 20,00% Måquinas, equipamentos Móveis e Obras em Terrenos Edificaçþes e instalaçþes utensílios andamento Outros Total 13.287 70.602 82.597 2.923 8.171 5.768 183.348 4.535 4.535 (579) (1) (100) (680) 255 6.172 7 (6.770) 2.426 2.091 (20) (18) (39) 13.287 70.857 88.190 2.929 5.916 8.076 189.255 7.866 7.866 (294) (2) (49) (345) 26 1.848 8.439 171 (10.137) 510 857 (89) (98) (188) 13.313 72.705 96.335 3.098 3.556 8.439 197.445

Custo do imobilizado Saldo em 1° janeiro de 2009 Aquisiçþes Alienaçþes Transferências para outras categorias de ativos Outros Saldo em 31 de dezembro de 2009 Aquisiçþes Alienaçþes Transferências para outras categorias de ativos Outros Saldo em 31 de dezembro de 2010 Depreciação acumulada Saldo em 1° janeiro de 2009 (3.120) (9.547) (2.197) (5.324) (20.188) Depreciação (2.639) (7.405) (134) (685) (10.863) Perdas por redução ao valor de recuperação 611 611 Alienaçþes 44 1 100 145 Transferências pra outras categorias de ativos (37) (2.053) (2.091) Saldo em 31 de dezembro de 2009 (5.759) (16.945) (2.330) (7.351) (32.385) Depreciação (2.530) (5.806) (129) (597) (9.062) Alienaçþes 88 2 49 139 Transferências pra outras categorias de ativos (856) (857) Outros Saldo em 31 de dezembro de 2010 (9.145) (22.663) (2.457) (7.899) (42.165) Imobilizado líquido Em 1º de janeiro de 2009 13.287 67.482 73.049 726 8.171 444 163.160 Em 31 de dezembro de 2009 13.287 65.098 71.245 600 5.916 725 156.870 Em 31 de dezembro de 2010 13.313 63.560 73.671 641 3.556 540 155.280 c. Efeito da mudança de estimativa da vida útil: A Companhia optou pela adoção do custo histórico efetuando a revisão do prazo de vida útil- econômica remanescente do ativo imobilizado, estimados por especialistas externos. O efeito decorrente da avaliação, registrado a partir de 1°de janeiro de 2010, Ê a redução da despesa de depreciação no valor de R$ 2.416. Segue prazo mÊdio ponderado de depreciação (anos):

2009 1.710 8.885 4.368 10.595 Circulante 711 3.648 NĂŁo circulante (Nota 13) 3.657 6.947 (a) Programa de recuperação fiscal (Refis): Em 26 de novembro de 2009, a Companhia aderiu ao Programa de Recuperação Fiscal instituĂ­do pela Lei nÂş 11.941/09, visando regularizar os passivos fiscais por meio de um sistema especial de pagamento e de parcelamento de suas obrigaçþes fiscais. A decisĂŁo da Administração levou em consideração matĂŠrias julgadas pelos tribunais superiores, bem como a avaliação de seus consultores externos quanto Ă  possibilidade de ĂŞxito nos casos em andamento. Segue abaixo o quadro com o saldo atualizado: Natureza Principal Juros Total Migração de parcelamento ordinĂĄrio 879 133 1.012 DĂŠbitos diversos 3.046 309 3.355 3.925 442 4.367 (b) ICMS Canoas: A empresa parcelou com o estado do Rio Grande do Sul, o saldo de ICMS referente auto de infração nÂş 8633487. Em 2009 foi pago o montante de R$807 a partir de 27/10/2009. Em 2010 o parcelamento foi quitado antecipadamente devido a desconto concedido pelo estado. 16. PATRIMĂ&#x201D;NIO LĂ?QUIDO: a. Capital social: Em 31 de dezembro de 2010 e 2009, o capital social da Companhia ĂŠ de R$604.408, dividido em 3.155.036 açþes ordinĂĄrias nominativas, sem valor nominal. b. Reservas de capital: Representada pelo ĂĄgio, decorrente da incorporação de sua controladora IndĂşstria Nacional de Aços Laminados Inal S.A., em 30 de dezembro de 2008. c. Remuneração aos acionistas: Os acionistas terĂŁo direito em cada exercĂ­cio, a um dividendo mĂ­nimo de 25% (vinte e cinco por cento) do lucro lĂ­quido ajustado (lucro lĂ­quido apĂłs deduçþes previstas na Lei nÂş 6.404/76). d. PrejuĂ­zo por ação: 2010 2009 PrejuĂ­zo do exercĂ­cio (24.022) (80.908) PrejuĂ­zo por lote de mil açþes - R$ (7.613,86) (25.644,08) Quantidade de açþes ao final do exercĂ­cio 3.155.036 3.155.036 Parcelamento de tributos federais Parcelamento de tributos estaduais

(a) (b)

2010 4.368

12. PROVISĂ&#x192;O PARA CONTINGĂ&#x160;NCIAS: A Companhia ĂŠ parte (pĂłlo passivo) em açþes judiciais e processos administrativos perante vĂĄrios tribunais e ĂłrgĂŁos governamentais, decorrentes do curso normal das operaçþes, envolvendo questĂľes tributĂĄrias, trabalhistas, aspectos cĂ­veis e outros assun- 17. RECEITA LĂ?QUIDA DE VENDAS 2010 2009 tos. A Administração, com base em informaçþes de seus assessores jurĂ­di- Receita Bruta 11. FORNECEDORES cos, anĂĄlise das demandas judiciais pendentes e quanto Ă s açþes Mercado interno 1.228.271 1.219.408 2010 2009 Partes relacionadas (Nota 14) 54.527 58.482 trabalhistas, com base na experiĂŞncia anterior referente Ă s quantias reivin- Deduçþes Impostos e Contribuiçþes sobre vendas (335.274) (326.666) Terceiros 9.892 10.555 dicadas, constituiu provisĂŁo em montante considerado suficiente para cobrir Devoluçþes e abatimentos (6.551) (11.779) 64.419 69.037 as provĂĄveis perdas estimadas com as açþes em curso, como se segue: Receita lĂ­quida 886.446 880.963 2010 2009 01/01/2009 31/12/10 DepĂłsitos Judiciais ProvisĂľes DepĂłsitos Judiciais ProvisĂľes DepĂłsitos Judiciais ProvisĂľes EmprĂŠstimos e Outros passivos Trabalhistas 4.125 9.848 4.600 7.050 2.894 2.602 DisponĂ­vel recebĂ­veis - taxa mĂŠtodo do custo CĂ­veis 145 205 162 192 42 R$ mil para venda de juros efetiva amortizado Ambiental 69 69 69 Ativo Circulante PrevidenciĂĄrio 22.060 22.060 Caixa e equivalente Fiscais 23.651 23.651 847 3.501 28.500 de caixa 27.818 27.990 32.113 28.482 30.149 6.464 31.144 Contas a receber Circulante 10.053 7.242 18.953 lĂ­quidas 104.085 NĂŁo circulante 27.990 22.060 28.482 22.907 6.464 12.191 NĂŁo circulante Movimentação dos processos no exercĂ­cio: calculados com base em percentual do valor dos autos de infração. Em 31 Investimentos 103.885 2009 2010 de dezembro de 2010, o valor dos referidos honorĂĄrios soma R$ 2.532, cuja Passivo Circulante Saldo provisĂŁo estĂĄ registrada. Conforme acordado em contrato de compra e venFornecedores 64.419 Saldo da de açþes de 2002, essa contingĂŞncia ficou sob a responsabilidade dos inicial Adiçþes Ă  final antigos acionistas, estando garantidas pelos pagamentos efetuados para  Mensuração do valor justo - Os instrumentos financeiros sĂŁo registrados ajustado provisĂŁo Atualizaçþes ReversĂľes Trabalhistas 7.050 3.351 1.456 (2.009) 9.848 aqueles acionistas, os quais foram realizados em correspondente conta de pelo valor justo e seus preços cotados (nĂŁo ajustados) em mercados ativos CĂ­veis 192 883 30 (900) 205 depĂłsito (â&#x20AC;&#x153;escrowâ&#x20AC;?). O montante da eventual contingĂŞncia (nĂŁo considerada para ativos e passivos e idĂŞnticos. O quadro abaixo apresenta os instrumenPrevidenciĂĄrio 22.060 22.060 provĂĄvel e nĂŁo provisionada), que supera os valores jĂĄ assegurados por tos financeiros registrados pelo valor justo, utilizando um mĂŠtodo de avaliação:     - Preços cotados (nĂŁo ajustados) em mercado ativos para Fiscais 847 (847) aqueles depĂłsitos, ĂŠ de aproximadamente R$ 34 milhĂľes. Essas garantias ativos e passivos idĂŞnticos.     - Outras informaçþes disponĂ­veis, ex30.149 4.234 1.486 (3.756) 32.113 permanecerĂŁo atĂŠ o desfecho do processo. ceto aquelas do nĂ­vel 1 que sĂŁo observĂĄveis para o ativo ou passivo, diretaCirculante 7.242 10.053 13. OUTRAS OBRIGAĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES mente (com os preços) ou indiretamente (derivado de preços).     NĂŁo circulante 22.907 22.060 2010 2009 Informaçþes indisponĂ­veis em função de pequena ou nenhuma atividade de Existem processos trabalhistas e tributĂĄrios avaliados pelos assessores Outras obrigaçþes mercado e que sĂŁo insignificantes para definição do valor justo dos ativos. jurĂ­dicos como sendo de risco possĂ­vel no montante de R$ 16.402 e Adiantamento para fututo aumento de capital 40.000 2010 R$ 64.038 respectivamente, para os quais nenhuma provisĂŁo foi constituĂ­da Tributos parcelados (Nota 15) 3.657 6.947 NĂ­vel 1 NĂ­vel 2 NĂ­vel 3 Saldo tendo em vista que as prĂĄticas contĂĄbeis adotadas no Brasil nĂŁo requerem Contas a pagar 2.532 2.402 Ativo nĂŁo circulante sua contabilização. Trabalhistas: Em 31 de dezembro de 2010 a CompaOutras 1.795 1.157 Investimentos 103.885 103.885 nhia figura como rĂŠ em 300 reclamaçþes trabalhistas, sendo provisionado o 47.984 10.506 ii. Investimentos em tĂ­tulos disponĂ­veis para venda e mensurados ao montante de R$ 9.848. Os pleitos das açþes, em sua grande maioria, estĂŁo O adiantamento para futuro aumento de capital efetuado pela Companhia valor justo por meio do resultado: Consistem, principalmente, em investirelacionados com adicionais de insalubridade e periculosidade, horas SiderĂşrgica Nacional tem como propĂłsito investimentos em outras mentos em açþes adquiridas no Brasil de empresas de primeira linha clasextras e reflexos e diferença da multa de 40% sobre o FGTS, em decorrĂŞn- empresas do segmento de embalagens. sificadas pelas agĂŞncias internacionais de rating com grau de risco â&#x20AC;&#x153;grau de cia de planos econĂ´micos do Governo Federal. TributĂĄrias - IPI: Em 30 de 14. PARTES RELACIONADAS: A Companhia opera de forma integrada investimentoâ&#x20AC;?, Ă s quais estĂŁo registrados no ativo nĂŁo circulante e os gajunho de 1994, foi lavrado, contra a Companhia, auto de infração pela Dele- com sua controladora CSN, notadamente com as transaçþes de compra de nhos e eventuais perdas sĂŁo registrados no patrimĂ´nio lĂ­quido, onde permagacia da Receita Federal, sob a alegação de que a Companhia efetuou matĂŠrias-primas e venda de sucata derivada do processo produtivo. Na avanecerĂŁo atĂŠ a efetiva realização dos tĂ­tulos, ou quando uma eventual perda saĂ­da de produtos tributados com Imposto sobre Produtos Industrializados liação da Administração, as condiçþes de preços, encargos e prazos nas for considerada irrecuperĂĄvel. Os ativos financeiros mensurados ao valor - IPI no perĂ­odo de janeiro de 1989 a outubro de 1993, Ă  alĂ­quota de 4%, transaçþes com partes relacionadas sĂŁo estabelecidas em bases usuais de justo por meio do resultado estĂŁo registrados no ativo circulante e os gaquando o correto seria utilizar a alĂ­quota de 10%. Em 19 de julho de 1994, mercado. Em 31 de dezembro, apresentam-se registrados nos livros da nhos e eventuais perdas sĂŁo registrados como receita e despesa financeira foi editado o Decreto nÂş 1.176, alterando a alĂ­quota de IPI incidente sobre os Companhia os seguintes saldos decorrentes de tais transaçþes: respectivamente. iii. PolĂ­tica de gestĂŁo de riscos financeiros: A Compaprodutos comercializados pela Companhia de 10% para 4%. Em 5 de maio 2010 2009 nhia possui e segue polĂ­tica de gerenciamento de risco, com orientaçþes de 1995, foi lavrado novo auto de infração sob o mesmo fundamento, para CSN INOR Outros Total Total em relação aos riscos incorridos pela empresa. Nos termos dessa polĂ­tica, o perĂ­odo compreendido entre novembro de 1993 e junho de 1994. Em vir- Ativo a natureza e a posição geral dos riscos financeiros ĂŠ regularmente monitotude de autuaçþes fiscais nas empresas do setor, a Companhia e as demais Circulante rada e gerenciada a fim de avaliar os resultados e o impacto financeiro no empresas recorreram ao Sindicato das IndĂşstrias de Estamparias de Metais Contas a receber (Nota 5) 1.095 1.095 2.455 fluxo de caixa. A polĂ­tica de gerenciamento de risco foi estabelecida pelo do Estado de SĂŁo Paulo que questionou judicialmente a cobrança da alĂ­- Passivo Conselho de Administração. Nos termos dessa polĂ­tica, os riscos de mercaquota de 10%. Em 18 de novembro de 2005, foi publicado acĂłrdĂŁo do TribuCirculante do sĂŁo protegidos quando ĂŠ considerado necessĂĄrio suportar a estratĂŠgia nal Regional Federal (TRF) da 1ÂŞ RegiĂŁo dando provimento Ă  apelação inFornecedores (*) (Nota 11) (54.461) (66) (54.527) (58.482) corporativa ou quando ĂŠ necessĂĄrio manter o nĂ­vel de flexibilidade financeiterposta pelo Sindicato por maioria de votos. Foram opostos embargos Resultado   Riscos de preço de mercado de açþes - A Companhia estĂĄ exposta infringentes pela Fazenda Nacional, juntados aos autos em 16 de dezembro Vendas 18.071 887 145 19.103 17.244 ao risco de mudanças no preço das açþes em razĂŁo dos investimentos de 2005, procurando reverter Ă  decisĂŁo favorĂĄvel ao Sindicato. Foi negado Compras no exercĂ­cio (*) 929.250 1.951 931.201 890.369 mantidos e classificados como disponĂ­veis para venda. A tabela abaixo reprovimento ao recurso por maioria de votos, com acĂłrdĂŁo publicado em 23 Receitas financeiras 6.872 6.872 6.906 sume o impacto das variaçþes dos preços das açþes no patrimĂ´nio lĂ­quido de novembro de 2006. Da referida decisĂŁo foi interposto recurso pela Fa- Os valores de vendas e compras no exercĂ­cio encontram-se brutos dos im- em outros resultados abrangentes. zenda Nacional Ă  instância extraordinĂĄria (Ăşltima das instâncias, em que se postos incidentes. (*) A CSN ĂŠ a principal fornecedora de matĂŠrias-primas Outros resultados abrangentes: 2010 analisa apenas adequação da decisĂŁo anterior Ă  legislação federal e/ou (aços) justificando-se assim tanto o volume de compras, como o saldo a Variação lĂ­quida no valor de mercado de instrumentos constituição federal), que aguarda julgamento. Em 31 de dezembro de pagar em 31 de dezembro de 2010. Pessoal-chave da administração: Os financeiros classificados como dĂ­sponiveis para venda (20.854) 2010, o saldo atualizado dessa contingĂŞncia ĂŠ de aproximadamente R$ 120 montantes referentes Ă  remuneração do pessoal chave da administração Os investimentos em açþes adquiridas de empresas de primeira linha sĂŁo milhĂľes. Em virtude das circunstâncias, a Administração da Companhia e estĂŁo apresentados abaixo: negociados na BOVESPA. A anĂĄlise de sensibilidade ĂŠ baseada na premisseus consultores jurĂ­dicos entendem que a probabilidade de perda ĂŠ possĂ­Ativo Passivo Resultado sa de se manter como cenĂĄrio provĂĄvel os valores a mercado em 31 de vel, motivo pelo qual nĂŁo tem sido registrada provisĂŁo naquele montante. 2010 2009 dezembro de 2010. Desta maneira, nĂŁo hĂĄ impacto sobre os instrumentos Entretanto, os honorĂĄrios finais dos consultores jurĂ­dicos estĂŁo condiciona- BenefĂ­cios de curto prazo 433 865 financeiros classificados como disponĂ­veis para venda jĂĄ apresentado aci38 ma. A companhia considerou os cenĂĄrios abaixo para volatilidade das dos Ă  obtenção de desfecho favorĂĄvel para a Companhia, os quais sĂŁo RescisĂŁo do contrato de trabalho CONSELHO DE ADMINISTRAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DIRETORIA Edificaçþes MĂĄquinas, equipamentos e instalaçþes MĂłveis e utensĂ­lios Outros

Benjamin Steinbruch Presidente do Conselho

33 16 10 5

EnĂŠas Garcia Diniz Vice-Presidente do Conselho

Aos Acionistas e aos Administradores da Companhia MetalĂşrgica Prada SĂŁo Paulo - SP Examinamos as demonstraçþes financeiras da Companhia MetalĂşrgica Prada (â&#x20AC;&#x153;Companhiaâ&#x20AC;?), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstraçþes do resultado, do resultado abrangente, das mutaçþes do patrimĂ´nio lĂ­quido e dos fluxos de caixa para o exercĂ­cio findo naquela data, assim como o resumo das principais prĂĄticas contĂĄbeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstraçþes financeiras A administração da Companhia ĂŠ responsĂĄvel pela elaboração e adequada apresentação das demonstraçþes financeiras de acordo com as prĂĄticas

JosĂŠ Taragano Conselheiro

EnĂŠas Garcia Diniz Diretor Presidente

Alberto Monteiro de Queiroz Netto Diretor

Receitas financeiras Rendimentos de aplicaçþes financeiras Juros ativos Descontos obtidos com partes relacionadas Efeito REFIS Lei 11.941/09 Outros Resultado financeiro líquido

O

índice mÊdio de perdas do setor de autosserviço brasileiro, de 2,3%, se manteve semelhante ao registrado nos últimos anos, demonstra a pesquisa Perdas do Varejo Brasileiro, da Abras, divulgada ontem pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O índice equivale a menos R$ 2,6 bilhþes no faturamento do setor em 2010. As quebras operacionais, geradas por questþes como embalagem amassada e data de validade vencida, constituíram a principal causa isolada do problema, com 32,8% dos casos. A soma dos furtos internos (15%) e externos (19,5%) respondeu por mais 34,5% das perdas. "Ainda Ê um número muito expressivo e um problema de difícil solução. Mas hoje

7.330 1.480 1.684

8.912 7.917 6.906 982 34 24.751 20.533

1.328 11.822 (179)

Saldo

31/12/09 EmprĂŠstimos e Outros passivos DisponĂ­vel recebĂ­veis - taxa mĂŠtodo do custo para venda de juros efetiva amortizado

Saldo

27.818

129.351

129.351

104.085

107.148

107.148

103.885 64.419

69.037

69.037

                                             Impacto sobre o patrimĂ´nio lĂ­quido Empresas ProvĂĄvel 25% 50% 25% 50% Usiminas (20.854) 22.355 44.710 (22.355) (44.710)  Riscos de crĂŠdito: A exposição a riscos de crĂŠdito das instituiçþes financeiras observa os parâmetros estabelecidos na polĂ­tica financeira. A Companhia tem como prĂĄtica a anĂĄlise detalhada da situação patrimonial e financeira de seus clientes e fornecedores, estabelecimento de um limite de crĂŠdito e acompanhamento permanente de seu saldo devedor. Com relação Ă s aplicaçþes financeiras, a Companhia somente realiza aplicaçþes em instituiçþes com baixo risco de crĂŠdito avaliado por agĂŞncias de rating. 21. COBERTURA DE SEGUROS: A Companhia adota a polĂ­tica de contratar cobertura de seguros para os bens sujeitos a riscos por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de riscos adotadas, dada a sua natureza, nĂŁo fazem parte do escopo de uma auditoria de demonstraçþes financeiras, consequentemente nĂŁo foram examinadas pelos nossos auditores independentes. A cobertura de seguros contra riscos operacionais ĂŠ composta por R$ 250 milhĂľes para danos materiais, R$ 46 milhĂľes para lucros cessantes com vigĂŞncia atĂŠ 21 de dezembro de 2011 e R$ 50 milhĂľes para responsabilidade civil com vigĂŞncia atĂŠ 01 de agosto de 2011. As premissas de riscos adotadas, dada a sua natureza, nĂŁo fazem parte do escopo de uma auditoria das demonstraçþes financeiras, consequentemente nĂŁo foram examinadas pelos nossos auditores independentes. 22. APROVAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DAS DEMONSTRAĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES FINANCEIRAS: As demonstraçþes financeiras supracitadas foram aprovadas pela Administração da Companhia em 31 de maio de 2011. 23. EVENTOS SUBSEQUENTES: a. Em 30 de março de 2011 houve aumento do capital social da Companhia nos termos da deliberação aprovada em AssemblĂŠia Geral ExtraordinĂĄria realizada em 30 de dezembro de 2010, no valor de R$40.000 (quarenta milhĂľes, cento e oito reais e setenta e cinco centavos), mediante a emissĂŁo de 289.625 (duzentos e oitenta e nove mil, seiscentos e vinte e cinco) açþes ordinĂĄrias nominativas e sem valor nominal, ao preço unitĂĄrio de emissĂŁo de R$138,11 (cento e trinta e oito reais e onze centavos) por ação, fixado com base no valor do patrimĂ´nio lĂ­quido da ação, nos termos do art. 170, § 1Âş, inciso II, da Lei nÂş 6.404/76. b. Em 17 de maio de 2011 a Companhia efetuou um emprĂŠstimo a Companhia Brasileira de Latas no valor de R$41.465 com vencimento em 14 de julho de 2011, a ser quitado acrescido de juros de 105% CDI. c. Em 31 de maio de 2011 a Companhia adquiriu, da sua controladora CSN, DebĂŞntures da Companhia Brasileira de Latas no valor de R$121.336, com vencimento em 15 de maio de 2032. CONTADOR JoĂŁo Lauriano Bernardo CRC 1SP123.598/O-0 Acreditamos que a evidĂŞncia de auditoria obtida ĂŠ suficiente e apropriada para fundamentar nossa opiniĂŁo. OpiniĂŁo Em nossa opiniĂŁo as demonstraçþes financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operaçþes e os seus fluxos de caixa para o exercĂ­cio findo naquela data, de acordo com as prĂĄticas contĂĄbeis adotadas no Brasil. SĂŁo Paulo, 31 de maio de 2011

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Anselmo Neves Macedo Contador CRC 1SP160482/O-6

Divulgação

Poder de compra do brasileiro cai em ranking mundial

U

SĂŁo R$ 2,6 bilhĂľes a menos em receitas jĂĄ dĂĄ para monitorar. HĂĄ tecnologia para isso", disse o superintendente da Abras, Tiaraju Pires. No ranking sobre a origem do problema, a versĂŁo 2011 da pesquisa Abras detectou erros administrativos (14,1%), fornecedores (9,5%) e outros ajustes (9,1%). O varejo brasileiro de autosserviço, na opiniĂŁo de Pires, tem muito para avançar com o uso de tecnologia que evite perdas. Mas o combate efetivo ao problema (e sua prevenção), acrescentou, demanda providĂŞncias em vĂĄrias frentes. "Ă&#x2030; preciso estabelecer processos claros em toda a cadeia envolvida no negĂłcio, desde a fĂĄbrica do fornecedor", diz. O estudo mostra que 50,5% das perdas dos supermercados nĂŁo sĂŁo identificadas. Quanto aos produtos, os perecĂ­veis se destacam com 69,6% de participação, repetindo destaque jĂĄ observado em ou-

2009 (4.168) (50) (4.218)

Ă&#x2030; preciso estabelecer processos claros em toda a cadeia, desde a fĂĄbrica do fornecedor. Tiaraju Pires, superintendente da Abras

conomia

Fåtima Lourenço

2010 (11.345) (656) (12.001)

19. OUTRAS (DESPESAS) E RECEITAS OPERACIONAIS 2010 2009 Despesas Impostos e contribuiçþes (2.256) (14.778) Paradas em equipamentos (5.406) (1.690) Reversão (provisão) para perda nos estoques 1.316 (1.374) Provisão para contingências (REFIS) 47 4.312 (Provisão) reversão para perdas com imobilizado (470) 76 (Provisão) reversão com perdas no investimento (110) 162 Provisão para perdas com ICMS não recuperåvel (9.693) Outras (2.023) (4.987) (8.902) (27.972) Receitas Indenização danos materiais 1.090 505 Recuperação despesas de impostos 973 25 Reversão de provisþes fiscais e REFIS 7.173 10.863 Outras 5.089 1.108 14.325 12.501 20. INSTRUMENTOS FINANCEIROS: i. Identificação e valorização dos instrumentos financeiros: A Companhia opera com instrumentos financeiros, com destaque para disponibilidades, incluindo aplicaçþes financeiras e investimento em títulos disponíveis para venda, duplicatas a receber de clientes e contas a pagar a fornecedores. A Companhia não opera com instrumentos financeiros derivativos, tais como operaçþes de swap cambial, swap de juros, entre outros. Considerando a natureza dos instrumentos, o valor justo Ê basicamente determinado pelo uso de cotaçþes no mercado aberto de capitais do Brasil e exterior e Bolsa de Mercadoria e Futuros. Os valores registrados no ativo e no passivo circulante têm liquidez imediata ou vencimento em prazos inferiores a três meses. Considerando o prazo e as características desses instrumentos, os valores contåbeis aproximam-se dos valores justos.        

FĂşlvio Tomaselli Diretor

RelatĂłrio dos Auditores Independentes sobre as Demonstraçþes Financeiras contĂĄbeis adotadas no Brasil, e pelos controles internos que ela determinou obtenção de evidĂŞncia a respeito dos valores e divulgaçþes apresentados como necessĂĄrios para permitir a elaboração dessas demonstraçþes nas demonstraçþes financeiras. Os procedimentos selecionados dependem financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada do julgamento do auditor, incluindo a avaliaç��Ło dos riscos de distorção por fraude ou erro. relevante nas demonstraçþes financeiras, independentemente se causada Responsabilidade dos auditores independentes por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os Nossa responsabilidade ĂŠ a de expressar uma opiniĂŁo sobre essas controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação demonstraçþes financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de das demonstraçþes financeiras da Companhia para planejar os acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas procedimentos de auditoria que sĂŁo apropriados nas circunstâncias, mas normas requerem o cumprimento de exigĂŞncias ĂŠticas pelos auditores e nĂŁo para fins de expressar uma opiniĂŁo sobre a eficĂĄcia desses controles que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter internos da Companhia. Uma auditoria inclui, tambĂŠm, a avaliação da segurança razoĂĄvel de que as demonstraçþes financeiras estĂŁo livres de adequação das prĂĄticas contĂĄbeis utilizadas e a razoabilidade das distorção relevante. estimativas contĂĄbeis feitas pela administração, bem como a avaliação da Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para apresentação das demonstraçþes financeiras tomadas em conjunto.

e Mercados: 2,3% em perdas.

18. RESULTADO FINANCEIRO Despesas financeiras Encargos financeiros Outros

Em evento da Abras, encenaçþes lúdicas e interativas reproduziam situaçþes de perda nos supermercados.

tras versþes da pesquisa. Outros pontos estão relacionado ao fato de 61% dos supermercados não darem atenção especial aos produtos de alto risco (eletrônicos, protetor solar, itens de alto valor agregado) e 42,7% da amostra não possuirem equipe específica para prevenir perdas. A divulgação do estudo, ontem, aconteceu simultaneamente ao Supermeeting Perdas e Lucratividade 2011, realizado na Abras. O evento reuniu supermercadistas para discutir a questão, a partir de encenaçþes lúdicas e interativas, que reproduziam situa-

çþes de perda em mercados. Edson Costa veio de Itabuna (BA) para acompanhar o evento. Ele Ê supervisor operacional do Itão Supermercados, rede de porte mÊdio, com 40 anos de mercado e quatro lojas. "Trabalho com o controle de perdas hå cinco anos", disse. A empresa estreou com os hortifruti e, segundo Costa, jå reduziu as perdas, de 30% para o nível de 3% a 4%. Neste ano, a equipe iniciou trabalho semelhante com os perecíveis. A pesquisa foi realizado pelo GPP/Provar-Fia, em parceria com a Felisoni Consultores Associados e a Nielsen.

Em SĂŁo Paulo, custo de vida sobe.

O

custo de vida da classe mÊdia no município de São Paulo ficou mais alto em julho, segundo da Federação do ComÊrcio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio). O �ndice de Custo de Vida da Classe MÊdia (ICVM) subiu, de janeiro a julho de 2011, 3,64%, em relação a igual período do ano anterior. (AE)

m relatório do banco suíço UBS avaliando o custo de vida em 73 cidades do mundo indicou que o poder de compra dos habitantes de Rio e São Paulo vem caindo nos últimos cinco anos, apesar do avanço dos salårios. A valorização do real, o aquecimento da atividade econômica e a inflação fizeram com que o custo de vida nas duas megacidades brasileiras, que hå cinco anos equivalia a pouco mais da metade do de Nova York, chegasse a 74% e 69% do da metrópole americana, indica a pesquisa. Excluindo-se os valores de aluguel, o custo de vida em São Paulo jå Ê praticamente equivalente (97%) ao nova-iorquino, revelou a pesquisa. Entre 2006 e 2011, o nível de salårios de São Paulo passou de 24% para 39% do nível nova-iorquino, enquanto o do Rio aumentou de 19% para 34% na mesma comparação. Mas esse avanço não foi suficiente para evitar que as duas metrópoles brasileiras caíssem no ranking do banco do poder de compra domÊstico. Em 2006, São Paulo e Rio ocupavam, respectivamente, as posiçþes número 42 e 52 do ranking nos países analisados pelo UBS. (AE)


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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

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e A taxa de juros e os lucros dos bancos Instituições com carteira de crédito de melhor qualidade cobram menores taxas nas operações de empréstimo. Lucio Capelletto, chefe de departamento do Banco Central

conomia

Estudo de Lucio Capelletto, chefe de departamento do Banco Central, joga luz sobre a relação do spread bancário e a taxa básica de juros no Brasil.

D

irigentes de bancos afirmam que o nível da taxa básica de juros (Selic) é um dos principais fatores que influenciam os spreads bancários no País (diferença entre a taxa de juros cobrada nas operações de crédito e a paga nas ações de captação de recursos), que são vistos por especialistas entre os mais elevados do mundo. Um estudo realizado por uma autoridade do Banco Central (BC), contudo, apontou que a tese não se baseia em fatos. É o que mostra o trabalho "Determinantes do Spread Bancário Ex-Post no mercado brasileiro", realizado por Lucio Capelletto, chefe do departamento de monitoramento do sistema financeiro e gestão da informação do BC. Spread ex-post é aquele apurado em função das receitas geradas pelas operações de crédito e dos custos de captação dos recursos empregados, o que traduz o resultado da intermediação financeira, segundo o autor. O estudo analisou os balancetes de 196 instituições entre janeiro de 2000 e outubro de 2009, com exceção de bancos de desenvolvimento e cooperativas de crédito. O trabalho testa nove hipóteses. A de número sete avalia se o spread bancário ex-post é positivamente relacionado com a taxa básica de juros, a Selic. Empréstimo – Segundo o estudo de Capeletto, é esperada uma relação positiva entre a taxa básica e o spread ex-post, de forma equivalente ao que mos-

tram estudos sobre spread ex-ante. O exante é mensurado a partir das decisões de precificação das taxas de captação e empréstimos, por parte das instituições bancárias, refletindo, portanto, as suas expectativas em relação à demanda, à inadimplência, à concorrência, entre outras variáveis. No entanto, os testes não encontraram signi-

tes dessa eventual modificação na Selic", destacou Capelleto. "Uma mudança nas taxas de juros praticadas pelas instituições financeiras, em razão de uma mudança na Selic, é capturada na medida ex-ante imediatamente, enquanto na ex-post o efeito não é tão imediato e nem de forma completa, por ter rela-

ficância estatística na variável Selic, o que não corrobora a hipótese da pesquisa. "A contradição em relação aos achados dos estudos que avaliam o spread ex-ante pode ser explicada pelo fato de que o impacto de uma mudança na taxa básica de juros deve ser imediatamente refletido na definição da taxa de juros, mas o reflexo na medida do spread ex-post não se dá tão imediatamente assim, tendo em vista que a apuração ocorre a partir do estoque de créditos, com operações contratadas an-

ção direta com o estoque da carteira. É afetada, portanto, pelas decisões de crédito tomadas no passado", acrescentou o autor. O trabalho foi apresentado no VI Seminário sobre Riscos, Estabilidade Financeira e Economia Bancária do BC.

Estatística – Outra revelação do trabalho de Capelleto é que também não há relevância estatística do custeio administrativo para explicar o spread bancário ex-post. Esta constatação, segundo o autor, "contraria argumentos frequentemente expostos pelos representantes das instituições bancárias de que seria fator

de prestação de serviços e as despesas administrativas de cada instituição financeira. Para ele, isso mostra que não há evidências de que os bancos que possuem maior proporção de suas despesas administrativas coberta pelas receitas de prestação de serviços diminuem suas taxas de juros. "Os

importante no grau de determinação do spread." Segundo o autor, não há significância estatística na relação entre receitas

testes demonstram que essa não é uma característica que explica a diferença de comportamentos entre as instituições em relação

ao spread ex-post, o que permite se inferir que as rendas obtidas com a prestação de serviços são direcionadas para o lucro da instituição", destacou. Testes – De acordo com o autor, os testes mostram que há significância estatística sobre o spread ex-post do risco de crédito da carteira de cada banco, da participação relativa da instituição no mercado de crédito, do grau de concentração de crédito e do nível de crescimento da economia. Para Capelleto, a relevância do risco de crédito de cada banco, apurado pelo saldo da provisão para créditos de liquidação duvidosa e o total de empréstimos da carteira, é uma evidência de que o risco de crédito "influencia as taxas de juros cobradas pelos bancos." Para ele, o "risco de inadimplência é um elemento importante da composição do spread bancário e permite concluir que instituições com carteira de crédito de melhor qualidade cobram menores taxas nas operações de empréstimo e financiamentos." O estudo também evidencia que bancos com maior carteira de crédito tendem a cobrar menor spread, o que sugere um parcial repasse do ganho de escala da instituição pelos tomadores de empréstimos. "É importante ressaltar que isso não representa, necessariamente, perda de rentabilidade por parte dessas instituições. Apenas que uma parte do ganho de escala pode ser transferida aos clientes como instrumento de estratégia competitiva", disse Lucio Capelletto. (AE)


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e Petrobras e Vale entre os maiores lucros globais

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O governo nunca disse que o Brasil era autossuficiente em derivados. José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras

conomia

Preço do etanol desacelera em SP

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valor médio do etanol apresentou alta menos intensa que a do começo do mês no final da primeira metade de agosto nos postos da cidade de São Paulo. De acordo com levantamento realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) por meio do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), o preço do combustível subiu 1,1% na segunda quadrissemana do mês (período de 30 dias encerrado em 15/8) ante elevação de 2,62% observada na primeira quadrissemana (período de 30 dias terminado em 7 de agosto). Queda – No caso da gasolina, o combustível apresentou queda menos intensa entre os dois levantamentos da Fipe. Entre a primeira e a se-

Estatal do petróleo e Vale estão entre as cinco empresas mais lucrativas

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s resultados das maiores companhias brasileiras de capital aberto, Petrobras e Vale, no segundo trimestre de 2011, estão entre os cinco maiores lucros entre empresas listadas em bolsa da América Latina e Estados Unidos. A Petrobras ficou em quarto lugar nesse ranking e a Vale na quinta posição. Conforme levantamento realizado pela consultoria Economatica, o lucro da Petro-

bras no segundo trimestre deste ano foi de US$ 7,01 bilhões, o que coloca a empresa na quarta posição do ranking, atrás apenas de Exxon (US$ 10,68 bil h õ e s ) , C h e v r o n Te x a c o (US$ 7,73 bilhões) e Apple (US$ 7,3 bilhões). A empresa Vale vem em seguida com US$ 6,58 bilhões, bem à frente da Microsoft (com US$ 5,87 bilhões) e do J.P. Morgan Chase (US$ 5,43 bilhões). A conversão para dólar (Ptax venda) foi com base em 30 de

junho, disse a Economatica. Não há outras empresas latinas nas vinte primeiras posições desse levantamento. Na vigéssima posição do ranking está a Coca-Cola, com lucro líquido no segundo trimestre do ano de US$ 2,7 bilhões. Setor – Por setor, os mais lucrativos das Américas são eletroeletrônicos e petróleo e gás, com quatro representantes cada, seguidos por bancos, com três empresas na lista, todas norte-americanas. (AE)

Combustíveis: Brasil deve ser autossuficiente em 2020.

EUA rejeitam carne do JBS

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Ministério da Agricultura convocou reuniões com representantes da indústria de carne bovina e das companhias farmacêuticas de produtos veterinários após os Estados Unidos rejeitarem um carregamento de carne processada de uma unidade do frigorífico JBS de Barretos (SP). O secretário de Defesa Agropecuária do ministério, Francisco Jardim, afirmou que uma carga da companhia foi refugada após o Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar norte-americano detectar níveis do vermífugo ivermectina acima do permitido. "O (Antonio Jorge) Camardelli, (presidente) da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), está vindo para uma reunião comigo hoje (17) e, na sexta-feira, teremos um encontro com as farmacêuticas", disse Jar-

dim. Segundo ele, até agora o governo foi notificado apenas da rejeição dessa carga da unidade do JBS na cidade paulista. Os altos níveis de ivermectina na carne bovina processada já causaram o embargo do produto pelos EUA durante sete meses em 2010. O governo e as companhias foram obrigados a adotar uma nova revisão de avaliação do nível do vermífugo, reduzindo de 100 partes por bilhão para 10 partes por bilhão, como exigido pelos norte-americanos. Com isso, em 24 de dezembro do ano passado, o embargo foi suspenso. A assessoria da JBS também confirmou o refugo e informou que iria encaminhar um posicionamento oficial ainda ontem sobre o caso. A companhia teria ainda outras cargas sendo analisadas por parte das autoridades sanitárias nor teamericanas. (AE)

Valter Campanato/ABr

Os altos níveis de vermífugo já causaram embargo em 2010

Russos criticam controle

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governo da Rússia d i v u l g o u o n te m nota criticando duramente o controle veterinário brasileiro. Segundo os russos, o controle tem "diminuído inaceitavelmente", em meio a uma negociação para acabar com o embargo às exportações de carnes de frigoríficos do Rio Grande do Sul, Paraná e de Mato Grosso. De acordo com o vice-diretor do Serviço Federal de Fiscalização Veterinária e Fitossanitária da Rússia, Yevgeny Nepoklonov, a qualidade da inspeção brasileira tem caído drásticamente. Nepoklonov observou que a qualidade dos serviços veterinários brasileiros em 2009 era "muito melhor" do que agora, em 2011. Segundo ele, o melhor nível foi atingido em 2007, quando especialistas russos vieram ao Brasil fiscalizar as remessas para seu país. Naquela ocasião, a cooperação entre técnicos russos e brasileiros favoreceu o con-

trole de qualidade, que é essencial para o consumo. Ministério – A nota, divulgada no site do serviço russo, relata a conversa por telefone, ocorrida na semana passada, entre Nepoklonov e o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura (Mapa), Francisco Jardim. De acordo com o texto, a autoridade russa chamou a atenção de seu colega brasileiro para o fato de a cooperação entre o ministério e os frigoríficos ter sido apenas de caráter formal e restrito ao controle de documentação, não resultando em uma ação prática de fiscalização nas indústrias e nos locais onde os animais são abatidos. O comunicado russo ressalta, por fim, que os materiais enviados pelas autoridades brasileiras sobre as correções das deficiências apontadas anteriormente não fornecem provas documentais de inspeções feitas nas empresas. (Agências)

gunda quadrissemana de agosto, o recuo no valor médio do produto passou de 0,23% para 0,18%. Em outro levantamento sobre os combustíveis, que envolve semanas em vez de quadrissemanas, a Fipe destacou que a relação entre o preço médio do etanol e o valor médio da gasolina alcançou o nível de 68,18% na segunda semana de agosto na capital paulista. O número ficou levemente abaixo da marca de 68,4% observada na primeira semana do mês. De acordo com especialistas em combustíveis, o uso do etanol deixa de ser vantajoso em relação à gasolina quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. (AE)

Presidente da Petrobras diz que, com quatro novas refinarias, País irá produzir todo estoque necessário. Marcos de Paula/AE

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om a construção de quatro novas refinarias nesta década, o Brasil deve se tornar autossuficiente em derivados de petróleo até 2020, afirmou ontem o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli. "Em 2015 seremos autossuficientes na maioria dos produtos, e em 2020 seremos em todos", disse o executivo, em audiência na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. Gabrielli explicou que o País já tem autossuficiência em petróleo, porque produz 2,1 milhões de barris por dia e utiliza 1,8 milhão de barris. "Mas o governo nunca disse que o Brasil era autossuficiente em derivados. E não é porque há 20 anos não se faz refinarias", completou ele. O presidente da Petrobras afirmou que todos os equipamentos que devem entrar em operação até 2013 já foram contratados e estão em construção. "Agora estamos na fase de contratar 2014 e 2015", acrescentou. O executivo destacou, porém, que é preciso um esforço para aumentar a capacidade nacional em fornecer turbomáquinas, estruturas e sistemas navais, tubulações e válvulas e equipamentos de telecomunicações. M e rc a d o – Em relação à concentração de investimentos da companhia na região Sudeste e, em menor grau, no Nordeste, Gabrielli argumentou que o fato se deve a questões naturais e de mercado. "Isso foi decidido a 120 milhões de anos, quando foi formado o petróleo na costa brasileira. Onde tem petróleo tem petróleo e onde tem mercado tem mercado", disse. No entanto, avaliou, é possível descentralizar o fornecimento dos equipamentos para a exploração de petróleo, espalhando as indústrias nos diversos estados no País. "O grande desafio hoje é acabar com gargalos e fazer a cadeia de fornecedores crescer", completou.

Mergulho no Atlântico: empresa produz no momento 2,1 milhões de barris de petróleo por dia, segundo executivo.

Por outro lado, Gabrielli considerou que boa parte dos fornecedores terá dificuldade em obter mão de obra qualificada suficientemente para atender à demanda de investimentos da companhia. Segundo a Petrobras, 78.402 profissionais já foram qualificados desde o início do ano passado, mas a necessidade de recursos humanos chega a 212.638 trabalhadores até 2014. Royalties – Enquanto o embate pela divisão dos royalties do petróleo parece longe de

uma solução no Congresso, Gabrielli apresentou ontem dados que mostram a participação da companhia nas receitas dos estados. "A Petrobras representa mais de 13% da arrecadação de todos os estados, à exceção de São Paulo", afirmou o executivo. Considerando recursos do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), royalties e participações especiais, a participação da companhia na arrecadação do Estado de São Paulo é de 7,7%. (AE)

O desafio hoje é acabar com gargalos e fazer a cadeia de fornecedores crescer. JOSÉ SERGIO GABRIELLI, PETROBRAS

TV a cabo: aberta disputa local.

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abertura do mercado de TV a cabo para as operadoras de telefonia e a redução das restrições ao capital estrangeiro, aprovadas na terça-feira no Senado, vão acirrar a disputa entre Oi e Net por esse mercado. Fontes do setor avaliam que o sinal verde para que as teles atuem nesse mercado provo-

cará a investida da Oi nas áreas em que a Net atua, que são justamente as capitais e grandes cidades, regiões que concentram a população com maior poder aquisitivo do País. No momento, a Net atua praticamente sozinha nesses mercados com oferta de TV a cabo. Nas cidades em que a Oi já possui rede de fibra óptica, a

entrada da companhia para oferecer o serviço ocorrerá de forma praticamente imediata. Já onde a infraestrutura não for compatível, a empresa terá de fazer investimentos. Na outra ponta, com menos restrições ao capital estrangeiro, o mexicano Carlos Slim poderá assumir o controle da Net – ele já é dono de 49% da em-

presa – e promover a integração com a Embratel e a Claro, o que permitirá fazer a oferta do chamado quadriplay, ou seja, telefonia fixa, móvel, banda larga e TV a cabo, concorrendo com a Oi. Outra mudança possível nesse mercado, segundo uma fonte, seria a entrada de um novo player no mercado de TV a cabo: a GVT. (AE)


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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

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e Fluxo de dólares continua no azul conomia

Entrada de moeda estrangeira totalizou US$ 7,576 entre 1 e 12 de agosto

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ingresso de dólares para o Brasil segue positivo. Dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC) mostram que o fluxo da moeda estrangeira para o País totalizou US$ 7,576 bilhões no mês de agosto, até o dia 12. Considerando-se apenas a segunda semana do mês, entre os dias 8 e 12, a entrada de divisas provenientes de outros países atingiu o montante de US$ 3,998 bilhões. De acordo com dados da autoridade monetária, o fluxo financeiro – ou seja, aquele voltado para aplicações no mercado, entre outras operações – foi o responsável pelo ingresso de US$ 940 milhões no acumulado do mês, quando as entradas somaram US$ 13,286 bilhões e as saídas foram de US$ 12,346 bilhões. Apenas na segunda semana do mês, o fluxo financeiro registrou entrada líquida de US$ 1,302 bilhão – resultante de ingressos de US$ 6,542 bilhões e saídas de US$ 5,24 bilhões. Ao longo do ano passado, a entrada de moeda estrangeira no País atingiu o montante de US$ 24,354 bilhões. Nos 12 meses, foram contabilizados ingressos de US$ 378,356 bilhões, e saídas de US$ 352,35 bilhões. No segmento comercial, o mês de

agosto acumula o ingresso líquido de US$ 6,636 bilhões, fruto de exportações de US$ 13,744 bilhões e importações de US$ 7,108 bilhões. Apenas na semana passada, o fluxo comercial foi positivo em US$ 2,696 bilhões. O valor é resultante do ingresso de US$ 6,69 bilhões trazidos pelas exportações, e pelas saídas de US$ 3,994 bilhões, resultantes das compras externas. Em 2010, o resultado foi negativo em US$ 1,65 bilhão. Foi contabilizado o ingresso de US$ 176,59 bilhões e a saída de US$ 178,24 bilhões ao longo do ano. Reservas – A compra de dólares no mercado à vista pelo BC elevou as reservas internacionais do País em US$ 3,362 bilhões em agosto até a sexta-feira passada, dia 12. O relatório da autoridade monetária mostra que as reservas ganharam um reforço de US$ 403 milhões graças às intervenções da autoridade monetária no mercado a termo. Dessa forma, ao todo o mês de agosto acumula, até o dia 12, aumento das reservas de US$ 3,765 bilhões. As reservas internacionais do País somavam, até o dia 12, US$ 351,084 bilhões. (Com AE)

Ipea vê 'ciranda financeira' em investimentos no País

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oa parte do fluxo de capitais que tem entrado com vigor no Brasil é dinheiro nacional sendo repatriado para fins especulativos, segundo um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A quinta edição do boletim Conjuntura em Foco mostra que muito do Investimento Estrangeiro Direto (IED) vem de filiais de empresas brasileiras no exterior. Mas o nível de volatilidade desses investimentos diretos mostrou-se semelhante ao de investimentos em carteira, o que despertou a desconfiança dos economistas do Grupo de Análise e Previsões (GAP) do Ipea. Os investimentos diretos estrangeiros são basicamente empréstimos entre companhias e participação no capital de empresas. Houve aumento de investimento estrangeiro direto tanto por créditos dos empréstimos intercompa-

nhias, que subiram 119% de janeiro a junho ante igual período de 2010, quanto pelo ingresso de participação no capital, que registrou alta de 77% na mesma comparação. No entanto, no caso dos empréstimos, o movimento foi considerado bastante atípico. "Dentro da volatilidade encontrada, o ingresso de capital via empresas brasileiras com filial no exterior aumentou bastante. As amortizações recebidas (pelas empresas brasileiras no País) foram muito maiores do que os empréstimos concedidos, o que é muito estranho", ponderou Roberto Messenberg, coordenador do GAP. Os empréstimos das filiais estrangeiras para as matrizes brasileiras somaram US$ 4 bilhões de janeiro a junho de 2011, uma variação de 155% ante igual período de 2010. Além disso, as amortizações recebidas pelas matrizes bra-

sileiras referentes a empréstimos concedidos no passado às filiais estrangeiras somaram US$ 14 bilhões de janeiro a j u n h o, u m a u m e n t o d e 179% ante o primeiro semestre do ano passado. De acordo com Messenberg, houve uma inversão do processo de internacionalização do capital brasileiro. "Não tem porque manter seus investimentos lá fora se aqui as condições são mais atraentes", acrescentou o coordenador do Ipea. O problema da entrada excessiva de capital de filiais de empresas brasileiras é que os recursos não estão sendo repatriados por causa das condições de investimento produtivo no País. "A taxa de investimento (na produção) está baixa, então isso não está vindo para aumentar a taxa de investimento doméstica. O recurso está indo para a renda fixa", alertou. (AE)

Fisco deve R$ 25 bi às empresas

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Receita Federal deve R$ 25 bilhões às empresas, na forma de créditos tributários, segundo levantamento concluído pelo órgão na última segunda-feira. Do total em estoque, R$ 19,2 bilhões referem-se ao Programa de Integração Social (PIS) e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), e R$ 5,8 bilhões ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). As empresas adquirem direito a esses créditos quando exportam ou quando investem em máquinas e equipamentos. Os dados foram apresentados pelo coordenador de Estudos, Previsão e Análise da Receita Federal, Raimundo Elói de Carvalho, em reunião da Subcomissão de Avaliação da Política Fiscal do Senado que discutiu, entre outros temas, a demora do governo em restituir os valores

SP é o Estado com mais cédulas falsas

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cédula mais falsificada no Brasil é a de R$ 50, e o local onde há maior circulação de dinheiro falso é o Estado de São Paulo. De acordo com levantamento realizado pelo Banco Central (BC), entre os meses de janeiro e julho de 2011 foram encontradas 59,72 mil cédulas falsas nos municípios paulistas. Esse volume representa 36% de todas as notas falsificadas no País nos sete primeiros meses do ano. Foram identificadas pela autoridade monetária 22,644 mil notas falsificadas de R$ 50 em São Paulo, o que corresponde a 38% do total de dinheiro confiscado no Estado. As cédulas que estão no segundo lugar da falsificação são as de R$ 100, com um total de quase 24 mil notas – incluindo tanto as pertencentes à primeira quanto à segunda família. Esta última foi lançada pelo governo federal no início deste ano e, como se percebe pelo relatório, também não escaparam à inventividade empregada pelos criminosos na sua falsificação.

Depois de São Paulo, os estados que também mostraram um forte número de falsificações foram Minas Gerais, com 17,147 mil cédulas falsas (o equivalente a 10% das 167,98 mil notas falsas identificadas no País), Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro – ambos representando 7% do total nacional. Por outro lado, Amapá, Acre e Roraima possuem número muito pequeno de notas falsas: 92, 79 e 17, respectivamente. O BC informou que das cédulas campeãs de falsidade, as de R$ 50, foram encontradas mais de 74 mil em todo o Brasil, sendo que 6,348 mil são da chamada segunda família. As notas de R$ 100 da primeira família também são comumente falsificadas, tendo sido encontradas mais de 41 mil delas, cerca de 45% do total. As notas de R$ 10, R$ 20 e R$ 100 (da segunda família), de acordo com os dados, ficaram em terceiro, quarto e quinto lugares no ranking das mais falsificadas no País. (Agências)

19,2 bilhões do total divulgado pela Receita referem-se ao recolhimento de PIS/Cofins, e R$ 5,8 bilhões ao IPI. devidos às empresas. "Os empresários vão observar, no final de 2011 e início de 2012, mudança significativa na restituição dos créditos", afirmou Carvalho. Ele explicou que vai entrar em funcionamento um sistema informatizado que vai facilitar o trabalho. O plano Brasil Maior, lançado no início deste mês, prometeu acelerar a devolução dos créditos. Foi anunciado que a restituição de PIS/Cofins sobre a

aquisição de máquinas passará a ser imediata. Hoje, a demora é de 12 meses. Além disso, o governo se comprometeu a concluir rapidamente a análise dos pedidos dos 116 maiores exportadores, que somam R$ 13 bilhões. As restituições ganharão velocidade porque a partir de outubro as empresas poderão apresentar uma declaração eletrônica sobre o recolhimento de PIS/Cofins. Com isso, a checagem pela Receita sobre os valores dos créditos requeridos por elas ficará mais fácil. Essa declaração será facultativa neste ano e obrigatória a partir de março de 2012. Quando o empresário requer o ressarcimento, a Receita precisa verificar as notas fiscais e checar se o pedido procede. Muitas vezes, há divergências de interpretação e os fiscais indeferem parte do pedido. Por isso, a restituição só é automática para 50% do valor requerido. (AE)

CIA. ULTRAGAZ S.A. CNPJ nº 61.602.199/0001-12 - NlRE nº 35.300.030.401 - Ata da Reunião do Conselho de Administração Data, hora e local: 01 de julho de 2011, às 17h30min., na sede social, localizada na Av. Brigadeiro Luis Antonio, nº 1343, 9º andar, na Cidade e Estado de São Paulo. Mesa: Presidente: Pedro Wongtschowski; Secretário: Pedro Jorge Filho. Presença: Membros do Conselho de Administração, abaixo assinados. Ordem do Dia e Deliberações: 1. Em razão da carta de renúncia apresentada pelo Sr. Ivan Luís Bonini em 30 de junho de 2011, decidem os Conselheiros, por unanimidade e sem ressalvas, eleger o Sr. André Luiz Pedro Bregion, brasileiro, casado, engenheiro industrial, portador da Cédula de Identidade RG nº 16.869.827 - SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob nº 091.696.928-23, com endereço profissional na Avenida Brigadeiro Luis Antonio, nº 1343, 6º andar, na Cidade e Estado de São Paulo, para o cargo vago. O Diretor ora eleito toma posse na presente data e permanecerá no cargo até o final do mandato dos demais Diretores, ou seja, até a realização da primeira Reunião do Conselho de Administração que se realizar após a Assembléia Geral Ordinária de 2012, que apreciar os documentos a que se refere o art. 133 da Lei 6404/76, pertinentes ao exercício social em curso. Ainda, consultado anteriormente, declarou que (a) não está incurso em qualquer delito que o impeça de exercer as atividades do cargo para o qual foi designado, (b) não ocupa cargos em sociedades que possam ser consideradas concorrentes no mercado com a Companhia e (c) não tem interesse conflitante com a mesma, de acordo com o art. 147 da Lei nº 6.404/76. 2. O Conselho de Administração, em razão da deliberação do item 1 acima, ratifica a composição da Diretoria, qual seja: Para Diretor Superintendente: Pedro Jorge Filho, brasileiro, engenheiro, casado, portador da Cédula de Identidade RG nº 6.031.456/SSP-SP e inscrito no CPF/MF sob nº 822.913.308-53; Para Diretores sem designação específica: Tabajara Bertelli Costa, brasileiro, solteiro, engenheiro, portador da Cédula de Identidade RG nº 17.304.700-2/SSP-SP e inscrito no CPF/MF sob nº 127.682.738-56; Julio Cesar Nogueira, brasileiro, casado, engenheiro, portador da Cédula de Identidade RG nº 18.240.564-3/SSP-SP e inscrito no CPF/MF sob nº 110.501.188-71; André Luiz Pedro Bregion, brasileiro, casado, engenheiro industrial, portador da Cédula de Identidade RG nº 16.869.827/SSP-SP e inscrito no CPF/MF sob nº 091.696.928-23; Leandro Del Corona, brasileiro, casado, químico, portador da Cédula de Identidade RG nº 7004605452/SJS-RS e inscrito no CPF/MF sob nº 293.845.750-20; e Plínio Laerte Braz, brasileiro, casado, engenheiro, portador da Cédula de Identidade RG nº 8.659.613/SSP-SP e inscrito no CPF/MF sob nº 046.776.528-64. Todos os Diretores possuem endereço profissional na Av. Brigadeiro Luis Antonio, nº 1343, na Cidade e Estado de São Paulo (CEP 01317910). Nada mais havendo a tratar, foram encerrados os trabalhos e lavrada a presente Ata que, lida e aprovada, foi assinada pelos membros do Conselho de Administração presentes. aa) Pedro Wongtschowski - Presidente; Pedro Jorge Filho; André Covre; João Benjamin Parolin; Leocadio de Almeida Antunes Filho - Conselheiros. Declaro que a presente é cópia fiel da Ata lavrada no Livro próprio. Pedro Jorge Filho - Secretário da Mesa. Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob nº 300.957/11-7, em 04.08.2011. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 36/00540/11/05 OBJETO: Aquisição de Banqueta - BQ-01 A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação de Registro de Preços para Aquisição de Banqueta - BQ-01. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 18/08/2011, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 02/09/2011, às 09:30 horas e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, o estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 18/08/ 2011, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 17 de agosto de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Claudivam Arcanjo de Oliveira - Requerido: Metalúrgica DTS S/A Indústria de Auto Peças. Avenida Presidente Wilson, 4.736 – Vila Independência - 2ª Vara de Falências.

SERVIÇO MUNICIPAL AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – SeMAE AVISO DE ABERTURA DE LICITAÇÃO – TOMADA DE PREÇOS 09/2011 – PROC. 099/2011 Entrega dos envelopes: até 06.09.2011 às 08h45. Abertura da licitação: 06.09.2011 a partir das 09h00. Objeto: Contratação de empresa para fornecimento de mão de obra especializada, materiais, máquinas, equipamentos e ferramentas próprias para execução de obras e serviços de redes e ramais prediais; instalação de cavaletes, caixas padrão e hidrômetro; e outros serviços complementares necessários ao sistema de abastecimento de água, coleta e afastamento de esgoto, no conjunto residencial Loteamento Jardim Santo Antonio e Vista Bonita, no município de São José do Rio Preto. Custo global estimado: R$485.714,32 – Prazo de execução: 90 dias. Demais informações e retirada do edital com a C.L., na Rua Antônio de Godoy, 2.181, Jd. Seixas, S. J. do Rio Preto/SP, das 7h30 às 12h00 e 13h30 às 17h00, de segunda a sexta, fone/fax: (17) 3211-8105, e página do SeMAE na internet: www.semae.riopreto.sp.gov.br. S. J. Rio Preto, 17.08.2011 – Sonia Maria Franco da Silva Gomes – Presidente da C. L.


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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Decisões sobre sanções e grau de soberania permanecem sem resposta. Malcolm Barr, do J.P. Morgan Chase

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Soros: situação europeia é grave. Financista avaliou que a França pode ser o novo alvo do capital especulativo, e que o eurobônus é um recurso que deve ser utilizado apenas mais para frente. Divulgação

Os problemas pioram cada vez mais. Na Espanha, a taxa de desemprego é superior a 20%. É preciso aumentar os benefícios sociais.

EUA – Sobre os problemas atuais dos EUA com relação à dívida e ao baixo crescimento econômico, Soros argumentou que a questão é eminentemente política. "Há necessidade de estímulos que aumentem a produtividade. Mas a pressão política contrária ao aumento nos gastos públicos impede isso", ponderou. Para ele, o Fed (Federal Reserve, banco central norteamericano) poderia lançar um novo programa de quantitative easing (que tem como objetivo aumentar a liquidez do sistema econômico) – o que teria como consequência a redução dos cursos do crédito, incentivando assim investimentos e consumo. "Mas isso é pouco eficaz. O dinheiro permaneceria em bancos fora do país." Soros também se mostrou favorável à proposta feita pelo investidor Warren Buffett de se taxar mais os milionários norte-americanos. "Claro. Buffett pensa no longo prazo, e percebeu que, se os ricos não fizerem nada agora, eles irão ter de enfrentar a opinião pública no futuro."

Bolsa se descola de cenário externo

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BM&FBovespa teve uma trajetória bem marcada na sessão de ontem. Ainda que tenha visitado o terreno positivo e negativo, a volatilidade por causa do exercício de índice futuro e de opções sobre o Ibovespa foi menos acentuada do que se previa. O índice encerrou com alta de 1,38%, aos 55.073,02 pontos, na máxima pontuação do dia. No mês, acumula perda de 6,38% e, no ano, de 20,53%. O giro financeiro totalizou R$ 15,201 bilhões. Segundo os profissionais consultados, houve uma pequena rolagem para o próximo vencimento, e a pouca volatilidade se deu porque parte dos investidores que apostavam na queda já havia zerado suas posições nas sessões anteriores. No Brasil, o setor bancário foi um dos que ajudaram a sustentar a subida do

Após rebaixamento, EUA vão à China.

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s investidores tiveram uma reação morna às propostas anunciadas na terça-feira pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, e pela chanceler da Alemanha, Angela Merkel. Para muitos analistas, as medidas são meramente retóricas. Para Malcolm Barr, do J.P. Morgan Chase, "decisões sobre sanções para quem descumprir as regras e o grau de soberania que os países estão dispostos a abrir mão permanecem sem resposta". Merkel admitiu não acreditar que os problemas da zona do euro possam ser resolvidos de uma só vez. Mas o que ela e Sarkozy sugeriram é decepcionante, pois parece uma série de ideias recicladas. Um exemplo é a proposta de que todos os membros do

Flutuação do yuan ante o dólar subiu para 0,8% nos últimos dias

Ibovespa. Foram verificadas altas nos papéis Bradesco PN (1,89%), Itaú Unibanco PN (3%), BB ON (3,52%) e Santander (3,05%). Internacional – Em alguns momentos, o Ibovespa trabalhou de olho em Wall Street. Depois de muito sobe e desce, o Dow Jones terminou o pregão em alta de

No entanto, em razão do contexto proporcionado recentemente pelos ataques financeiros a países com dívidas altas, o banco central chinês fixou esta cotação a níveis recorde, com um máximo de 6,3925 yuans por dólar na terça-feira. Como consequência disso, o yuan subiu 0,8% na semana passada. (Agências)

bloco incluam nas suas Constituições, até meados do ano que vem, emendas sobre ter um orçamento equilibrado. Isso já existe na Constituição alemã, e Merkel quer exportála para seus vizinhos, tentando agradar a população alemã e o Parlamento do país, que não querem pagar pelos problemas fiscais dos outros. Sarkozy tentou convencer os vizinhos a adotar a emenda sobre o equilíbrio no orçamento. Mas ele sabe que terá de enfrentar a oposição dos socialistas no Congresso. A proposta de um imposto sobre operações financeiras na Europa também não deve ter sucesso. O Reino Unido é contra a medida, o que deve torná-la impraticável, já que Londres é o maior centro financeiro do continente. (AE)

0,04%, o S&P encerrou em elevação de 0,09%, e o Nasdaq perdeu 0,47%. Na Europa, os principais índices do mercado de ações fecharam sem uniformidade. Em Londres, o FTSE-100 recuou 0,49%, em Paris, o CAC 40 ganhou 0,73%, e em Frankfurt, o DAX fechou em baixa de 0,77%. (AE)

Fed da Filadélfia critica prazo para juros

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presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) da Filadélfia, Charles Plosser, criticou a afirmação da autoridade monetária de que os juros devem permanecer próximos de zero até meados de 2013. Para ele, o Fed provavelmente terá de elevar os juros antes desse prazo. Ele foi um dos três integrantes do Fed a votar contra o estabelecimento de um prazo para a manutenção dos juros baixos. Brasil – A visita do subsecretário de Energia dos EUA, Daniel Poneman, ao Brasil, para lançar uma parceria na área de energia, foi atacada ontem pela oposição republicana. O partido criticou o presidente Barack Obama por "dizer sim a empregos em energia no Brasil, e não a empregos em energia nos EUA". (Agências)

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Yuan – As autoridades econômicas chinesas têm permitido que sua moeda aumente em relação ao dólar mais rápido do que antes, a fim de, segundo analistas, limitar a inflação. A cotação do yuan continua relacionada com a da moeda norte-americana; a flutuação máxima da divisa chinesa em torno do dólar é de 0,5%.

A bolsa de Frankfurt fechou em queda no pregão de ontem

Reação morna ao plano franco-alemão

AFP

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vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, chegou hoje a Pequim para uma visita oficial à China de seis dias. A viagem tem a finalidade, segundo a imprensa chinesa, de reconquistar a confiança junto a seu maior credor. Conforme destacaram analistas da agência de notícias estatal Xinhua, a China pedirá a Biden garantias de que a economia norte-americana está em boas mãos, após a intranquilidade gerada na segunda economia mundial diante da recente degradação da dívida americana por Standard & Poor's (S&P), e o aumento do teto dessa dívida. A China é o maior credor da dívida dos EUA, acumulando US$ 1,15 trilhão de bônus norte-americanos (um terço de sua reserva de divisas, que é a maior do mundo). Por essa razão, qualquer problema financeiro de Washington repercute negativamente em Pequim.

Amanda Andersen/Reuters

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Europa corre periFrança – Soros alertou que a go. A situação eco- França poderá ser o próximo nômica do conti- alvo de ataques especulativos, n e n t e é g r a v e , e a exemplo do que já ocorreu suas instituições parecem não com Grécia, Espanha e Itália. estar à altura de resolver os "Eles já começaram! Por um problemas decorrentes da tempo, tanto Itália quanto Esatual crise de dívida soberana panha não estarão em posição nos países periféricos. A ava- para ajudar a Grécia; assim, a liação foi feita ontem pelo fi- cota da França deverá aumennancista George Soros em en- tar. E Itália e Espanha pedirão trevista ao jornal francês Le ajuda – o que aumentará o farMonde, na qual ele comentou do francês. O que se necessita as propostas da minicúpula são reformas estruturais." realizada na terça-feira entre a Para ele, a zona do euro foi chanceler da Alemanha, An- estabelecida sem autoridade gela Merkel, e o presidente da sobre orçamentos ou tributos – França, Nicolas Sarkozy, e a re- o que deu mais liberdade para cente sugestão de se elevar os o mercado. O papel do Banco impostos pagos pelos contri- Central Europeu (BCE), na sua buintes mais ricos dos Estados opinião, se limita hoje a resolUnidos, feita recentemente pe- ver problemas de liquidez, lo milionário Warren Buffett. "mas sem lidar com a questão De acordo com Soros, os go- da solvência dos Estados". vernos euroO fraco depeus têm apesempenho do nas respondiProduto Interdo às pressões no Bruto (PIB) Se o euro entrar do mercado, da zona do eudeixando de ro – que teve em colapso, isso lado a discusum avanço de resultaria em uma são de medi0,2% entre crise bancária das de longo abril e junho fora de controle, prazo. "Não sobre o trimesque poderia levar há escolha setre anterior – não melhorar mostra, para o mundo a uma a governança recessão profunda. Soros, a ligana zona do eução entre a dero. Se a moeda saceleração única europeia entrar em co- econômica europeia e a queslapso, isso resultaria em uma tão da dívida. "Os problemas crise bancária fora de controle, pioram cada vez mais. Na Esque poderia levar o mundo a panha, a taxa de desemprego é uma recessão profunda." superior a 20%. É preciso auEle se mostrou, contudo, ali- mentar os benefícios sociais nhado à oposição franco-ale- para evitar uma recessão." mã à proposta de se criar euroPara ele, em países como a bônus – títulos que seriam ban- Grécia e a Espanha, é necessácados por todos os países que rio efetuar reformas estrutucompõem a zona do euro. "Sar- rais e aumentar a demanda kozy está certo ao pensar que doméstica. "Devem existir reos eurobônus devem ser consi- gras que permitam que países derados o fim desse processo. com altos índices de desemMas o diabo está nos detalhes. prego permaneçam deficitáQuem emitirá esses títulos, co- rios. Mas a Alemanha quer mo isso será feito e em que que todos tenham orçamentos equilibrados", analisou. quantidade?", indagou.

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Diário do Comércio