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Wilton Tapajós Macedo, da PF, foi morto com dois tiros na cabeça enquanto visitava o túmulo dos pais, no cemitério Campo de Esperança, em Brasília. O agente Tapajós trabalhou na Operação Monte Carlo, que revelou atividades do contraventor. Pág. 6 Ano 87 - Nº 23.668

Conclusão: 23h45

Sid Hastings/The New York Times

Agente do caso Cachoeira executado Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

Ele é a prova viva da nova arma contra a leucemia

R$ 1,40

São Paulo, quarta-feira, 18 de julho de 2012

Levi Bianco/AE

O oncologista Lukas Martman está vencendo uma leucemia aguda graças a tratamento desenvolvido por colegas. Confira na pág.10 Reprodução

O outro Steve da Apple mostra o que leva na mochila

Mortos da TAM agora são 199 pontos de luz

Ed Ferreira/AE-21/05/2012

Apenas 7 celulares, um MacBook Pro, 2 iPads, 2 GPSs, câmera... a lista, pág. 12

Novo presidente do Cade vai zerar processos Conheça os planos de Vinícius Carvalho. Pág. 22 Reuters

Foi um dia de lembrar a tragédia do Airbus que passou da pista de Congonhas e explodiu no local da ontem inaugurada praça 17 de Julho (acima). Houve também homenagens em Porto Alegre, de onde partiu o avião. Pág. 9 Eduardo Nicolau/AE

Síria, o novo Líbano. Guerra deixa a Síria (foto) em ruínas, como Beirute nos anos 70 e 80. Pág. 8

Mas por que tanta confusão em Londres? Assustando com o assédio, segurança do aeroporto quis saber de quem se tratava. Descobriu Neymar. Pág. 12

HOJE

De 47 shoppings da Cidade, só 19 estão legais.

Ninguém supera o Brasil na Fórmula-Juros

Prefeitura investiga 22 irregulares. Os outros 6 conseguiram liminares. Pág. 9

Nosso juro de cartão de crédito está em 323,14%. O 2º lugar, 55%. Pág. 16

ISSN 1679-2688

23668

Começa chuvoso, mas seca à noite. Máxima 15º C. Mínima 9º C.

AMANHÃ Sol com nebulosidade crescente. Máxima 17º C. Mínima 7º C.

9 771679 268008


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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o

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Nunca se viu tanta gente querendo entrar para esse mundo, quase sempre alegando sacrifícios pessoais. José Márcio Mendonça

pinião

Eis um grande, fabuloso negócio.

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tribuiu-se, nos anos iniciais dos 1900, ao milionário norteamericano Nelson Rockfeller o dito de que o melhor negócio do mundo é um poço (ou empresa) de petróleo bem administrado; e o segundo melhor negócio o mesmo poço mal administrado. A economia mundial, de lá para cá, expandiu-se extraordinariamente e outras grandes fontes de fortuna individual e de formação de riqueza coletiva foram aparecendo, na indústria, nos serviços, no setor financeiro, no agronegócio. Nenhuma foi, talvez, apesar de menos arriscadas do ponto de vista legal, tão brilhante como o crime organizado que, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), movimenta planetariamente a pequena fábula de US$ 870 bilhões por ano. Os ramos mais rentáveis desse negócio são o tráfico de drogas e de pessoas e a pirataria. Em terras tupiniquins, prospera um ramo não alcançado pelo levantamento da ONU – os investimentos "zoológicos" e em jogos de azar. Que estão na berlinda no momento– embora sem serem muito incomodados pelas autoridades – por conta da notoriedade do dito contraventor Carlinhos Cachoeira e de suas conexões com o mundo da política e da administração pública. Outro ramo de negócios, que no Brasil vai de vento em popa, tanto que tem atraído mais e

mais investidores e candidatos a tal, e do qual o senhor Cachoeira se aproximou (e se investigar-se um pouco mais, outros parceiros dele) é o da política. Nunca se viu tanta gente querendo entrar para esse mundo, quase sempre alegando sacrifícios pessoais, na intenção de melhor servir. Pode ser que lá fora também seja assim, mas não na proporção nacional. Vai aparecer "poço de petróleo" assim lá na Conchinchina! Veja-se, por exemplo, a disputa das eleições municipais em andamento. O Brasil tem pouco mais de 5.560 municípios, número que cresceu mais de 30% em alguns anos, após a Constituição de 1988 – até que uma mudança constitucional estancou a farra que estava se tornando a criação de prefeituras, com seus prefeitos, vices, vereadores e parafernália anexa.

P

arte dessas prefeituras não têm condições de viver por conta própria e não levam nenhuma vantagem em serem "independentes" politicamente. Melhor se estivessem acopladas a outros municípios, gastando menos, de forma a sobrar mais recursos para os fins a que deve se ater de fato a administração pública. Pois bem, nessa corrida política aos municípios neste ano de 2012, com números ainda não totalmente fechados pela Justiça Eleitoral, estão inscri-

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA tos mais de 20 mil candidatos a prefeito (e outros tanto a vice), numa média entre 4 a 5 concorrentes por vaga. E para as vagas de vereadores – 57 mil em todo o País, cerca de 7 mil a mais do que o número atual – há nada menos do que 430 mil candidatos, com mais 7 para cada vaga. Não é à toa que qualquer conversa sobre gastos gerais de campanha – e falamos somente daquelas permitidas de pú-

blico, sem "recurso não contabilizados" ou "sobras de campanha" –some centenas de milhões de reais. Outro segmento desse negócio é o dos partidos políticos, muito concorrido, mas no qual sempre parece haver lugar para mais um. Estamos com 30 partidos oficialmente registrados depois do surgimento, no ano passado, do PSD e, neste ano, do PEN – Partido Ecológico Nacional. E am-

É o caso de se perguntar se Rockfeller, no Brasil de hoje, ainda diria que os dois melhores negócios do mundo seriam um bem administrado poço de petróleo e um mal administrado.

bos, embora neófitos, já nasceram bem sucedidos. O PSD conseguiu formar, de cara, sem votos, a quarta maior bancada na Câmara Federal, o que lhe garantiu recursos do fundo partidário e um precioso tempo no horário obrigatório no rádio e na televisão, que são, digamos assim, dois disputados bens de raiz.

O

recém-nascido PEN vai pelo mesmo caminho: espera registrar, como seus, cerca de dez parlamentares em Brasília, para também ter direito a esses bens de raiz – principalmente os minutos na televisão, extremamente valiosos em período eleitoral. Curiosamente também, tanto o PSD como o PEN já começaram a vida disputando o lugar de segunda maior bancada na Câmara Distrital de Brasília (a Assembleia Legislativa de lá). No forno para ser lançado ainda este mês, e com a expectativa de estar oficializado até o meados do ano que vem está o Partido Pirata, com plataforma ligada à informática e

a tecnologia em geral, que se inspirou num modelo nascido na Suécia e que, replicado na Alemanha, já tem uma representação parlamentar que incomoda.

F

undar um partido exige um pouco de proselitismo, gastar a sola do sapato para colher o número mínimo exigido de assinaturas pela Justiça Eleitoral para o devido registro legal e algo mais. Mesmo assim, é o caso de se perguntar se Rockfeller, vivendo no Brasil de hoje, ainda diria que o melhor e o segundo melhor negócio do mundo é um poço de petróleo. Mesmo em negócios fantasticamente fabulosos, porém, há um momento de saturação da concorrência. E os mais antigos do ramo já começaram a falar em criar barreiras para os novos entrantes nesse mundo – e, quem sabe, eliminar alguns. Acredite-se, não é para rir. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

A CRISE CHEGOU, PARA TODO MUNDO VER. N

ão se deve discutir a sabedoria dos ditados populares. Vivemos atualmente , no Brasil, a situação do pior cego – que é aquele que não quer ver, como se afirma no velho dito. Claro que a crise está entre nós, o que pode ser observado nas bolsas de

valores, na lucratividade média das empresas, nas contas e dívidas públicas, no saldo da balança comercial, no endividamento da família brasileira, nos estoques da indústria, no consumo de energia e na inadimplência

do cidadão e das empresas. E também nas evidentes dificuldades em bancos médios e pequenos. O ano eleitoral em nada ajuda. As prefeituras, sem controles eficientes, vão gastar bem mais do que

recomenda a prudência. E os escândalos de mau uso do dinheiro público, em todos os níveis e todos os partidos, não servem para estimular o investimento privado – o único que, pela sua presença em todos os setores e no País inteiro, pode dar emprego, gerar renda e tributos.

N

ão fizemos a reforma trabalhista, nem a tributária, nem combatemos a burocracia. No caso da infraestrutura, nem o PAC vem respondendo aos prazos, apesar de ser criação da própria presidente. E a situação das obras comprometidas com a Copa de 2014 preocupam em muitas cidades. Por outro lado, a agitação estéril, greves, as CPIs, os chamados movimentos sociais (de militantes desocupados e remunerados por dinheiro de origem desconhecida)

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

ARISTÓTELES DRUMMOND estão contribuindo para um clima de tensão política e social. O grevismo entrou na rotina nacional. Também a política externa preocupa, especialmente depois dos últimos acontecimentos na nossa vizinhança, com relação ao Paraguai e à Venezuela. O desgaste internacional com a política externa é uma realidade. Nenhum analista ousaria prever o quadro político e econômico do final deste ano, no que diz respeito ao crescimento, inflação, ordem pública e política. O governo tem sua parcela de culpa, mas, na verdade,

é mais vítima deste quadro do que responsável. Tem melhores intenções do que ações. Vive refém de teses de um passado distante, que deveria ser esquecido e, no entanto, do qual é sempre lembrado, em um verdadeiro sadismo cívico. Não se briga com o mercado, não se briga com os números. A falta de humildade pode custar caro. A todos nós. ARISTÓTELES DRUMMOND É JORNALISTA E VICE-PRESIDENTE DA

ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO RIO DE JANEIRO. ARISTOTELESDRUMMOND@MLS.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres:André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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AÇÕES DO GOVERNO CONTINUAM DE CARÁTER PONTUAL, AJUDANDO UM OU OUTRO SETOR.

pinião

Newton Santos/Hype

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sta foi a manchete deste jornal, na última sexta-feira: "O PIB é uma criança com problemas de crescimento". Uma bem humorada forma de aglutinar as notícias bastante negativas sobre o comportamento da economia, com a tentativa da nossa presidente, Dilma Rousseff, de desviar a atenção da imprensa para outras áreas de atuação governamental. No final do ano passado, as autoridades econômicas brasileiras alardeavam uma previsão de crescimento da ordem de 5% para este ano. No início de 2012, já se falava em 4,5%. Há poucas semanas atrás, este número estava em 4%. Agora, após o Banco Central (BC) anunciar a retração da economia em maio, aguarda-se uma taxa de crescimento de 2,5%, bastante próxima da projeção do mercado, que é de 2%. Já para a revista especializada Forbes , o Brasil deve crescer em 2012 a um ritmo menor do que a economia americana e será, dentre os países que formam o grupo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), o que terá menor crescimento. A projeção da revista é de que a taxa de crescimento americana seja da ordem de 2% em 2012. Ou seja, os 2,5% apregoados pelo governo não seriam alcançados, na prática. Nem mesmo a queda da taxa de juros foi capaz de mudar o tom pessimista dos analistas econômicos. No último dia 11 de julho, o Banco Central reduziu a taxa Selic para 8% ao ano, novo recorde histórico. À exceção do foguetório que marcou as conquistas de títulos de Corinthians e Palmeiras, você, caro leitor, viu ou ouviu alguma comemoração? Até o sisudo jornal britânico Financial Times resolveu ironizar a situação da economia brasileira, sugerindo que caminhamos em direção a "lugar nenhum". E, em meio a críticas às medidas recentemente adotadas, o jornal alfinetou nosso desenvolvimento conduzido pelo

MANUELITO MAGALHÃES JÚNIOR

Opção pelo consumo: redução do IPI ainda está ajudando a vendar automóveis. Mas isso é apenas uma medida pontual.

No país dos puxadinhos Continuamos a empacotar programas de investimentos em embrulhos pontuais, a reduzir impostos para os setores que gritam mais alto e a manter discursos que disfarçam a inoperância governamental. Estado, que estaria deixando o País "sem saída". Todas essas reações podem ser lidas como uma onda de cansaço dos analistas econômicos com a ausência de medidas efetivas capazes de fazer mudanças estruturais na economia e alavancar seu crescimento, a partir de investimentos públicos e privados. Não é mais a redução da taxa de juros, a concessão de subsídios, a redução de impostos ou

mesmo a desvalorização do real que vai nos tirar da inércia. Tudo isso é importante, mas é preciso ousar mais. Recapitulando: a recessão provocada pela crise de 20082009 foi respondida com um programa anticíclico que ajudou o país a enfrentar, com razoável sucesso, a diminuição do ritmo da economia mundial. Esse programa, todos sabemos, teve como base o endividamento dos cidadãos, es-

timulados pelo crédito fácil a consumir acima de sua renda. Recuperada a normalidade da economia no verão de 2010, o clima de euforia préeleitoral manteve o pé no acelerador e o consumo interno explodiu. Novos imóveis, automóveis, televisões, geladeiras, máquinas de lavar, viagens e acesso a bens de consumo "como nunca antes se viu na história desse País". À explosão do consumo, na

falta de mudanças estruturais que permitissem relançar a economia em outras bases, seguiu-se o recrudescimento da inflação, demonstração inequívoca de que temos gargalos sérios a enfrentar, em especial a falta de competitividade de nossos produtos e o chamado "custo Brasil" – tradução simplista para falta de infraestrutura logística, excesso de tributos, burocracia... Este ano o mundo voltou a

sofrer com problemas econômicos, os Estados Unidos e a Europa alternam-se entre andar de lado e derrapar, a China brecou e nós ficamos com a discrepância entre o otimismo do governo e o comportamento do mundo real. A produção industrial brasileira continua caindo. A queda foi de 0,9% em maio ante o mês de abril. Comparado a maio do ano passado, a redução é ainda maior: 4,3%. O IBGE atesta que as ações do governo tem caráter pontual, pois ajudam um ou outro setor, mas não a indústria como um todo: dos 27 setores pesquisados em maio pelo IBGE, 21 encontravam-se em retração!

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as, nada disso serve de alerta. Continuamos a empacotar programas de investimentos em embrulhos pontuais, a reduzir impostos para quem grite mais alto e a manter discursos que disfarçam a inoperância. Na dúvida entre construir e reformar, nossa opção é pelos puxadinhos! MANUELITO P. MAGALHÃES JÚNIOR É ECONOMISTA E DIRETOR DA

COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO (SABESP). FOI PRESIDENTE DA EMPRESA PAULISTA DE PLANEJAMENTO METROPOLITANO (EMPLASA) E SECRETÁRIO DE PLANEJAMENTO DA CIDADE DE SÃO PAULO.

ESCREVEU E NÃO LEU, A HERANÇA PERDEU! H

á 15 anos, mais ou menos, uma cliente muito preocupada com a pensão para seus cinco filhos me trouxe uma foto do ex-marido, todo engravatado, a conversar com possíveis clientes no estande de uma feira de negócios. Com isso, ela queria provar que o ex-marido tinha condições de pagar a pensão e que os seis meses de atraso não se justificavam. Na época, a moça contou com a ajuda de uma amiga fotógrafa. Na verdade, ela nem precisaria dessa

"prova", pois o direito à pensão alimentícia é assegurado por lei. Entretanto, uma vez que o ex-marido alegava pobreza, anexar a foto aos laudos foi importante. Sim, ele teve de pagar todos os meses atrasados.

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os dias de hoje, dificilmente esse "golpe" para não pagar pensão vingaria. Isso porque qualquer pequena empresa tem um site na Internet; um profissional que quer se situar no mercado também faz seu perfil nas redes

sociais especializadas. Assim, quem nega pensão por "falta de recursos" tem também, de ser uma nulidade no meio virtual – ou, pelo menos, não pode "contar vantagem". Essa é, sem dúvida, uma faceta interessante desses novos tempos.

P

or outro lado, fotos e conversas postadas nas redes sociais começam a se transformar em motivos para brigas conjugais e divórcios. Judicialmente, esse farto material proveniente das redes sociais pode não significar muita coisa, pelo menos no que se refere à culpabilidade pelo fim do casamento. Essa discussão pertence ao passado e adultério não é mais crime no Brasil desde 2005, com a lei 11.106/2005. Mas existem os exageros. Se, por exemplo, um pai falar mal dos filhos por cuja guarda está brigando, ou se um dos ex cônjuges, em meio ao

IVONE ZEGER processo de divórcio, parecer perturbado ao extremo, utilizando a rede social como ameaça, aí sim, esse material se torna considerável para abalizar a sentença do juiz.

E

m casos mais específicos, isso pode decidir questões de herança. Como? Veja o drama vivido por Sueli, cliente que conheci em meio a um turbilhão. Ela completaria 20 anos de casada, não fosse a desconfiança gerada pelas horas a mais que o marido ficava no computador. Um dia, chamou-o para que acudisse um dos três filhos, que passava mal no quarto. Mas, curiosa, se deteve diante do computador e começou a ler a "correspondência" aberta. Não gostou do que leu: o marido praticamente "namorava" uma moça, e marcavam um encontro para se conhecerem pessoalmente. Sueli conseguiu copiar vários trechos do bate-papo

online, e guardou-os em uma pasta. Ocorre que, naquela mesma semana, Sueli perdeu o pai. E daí seguiu-se a briga da minha cliente para que o marido – ela já havia se resolvido pela separação – não recebesse a sua parte da herança.

C

asados segundo o regime da comunhão universal de bens, ele tinha direito a receber seu quinhão hereditário pois, segundo o que prescreve a lei para esse regime de bens, os cônjuges dividirão todo o patrimônio amealhado antes e durante o casamento, inclusive aqueles recebidos através de herança ou doações. Assim, abriu-se o processo de inventário ao mesmo tempo em que teve início o processo de divórcio. Infelizmente, a causa era perdida e Sueli teria de se conformar com a possibilidade de, pelo menos, a herança trazer algum benefício ao pai de seus filhos e que, de alguma forma, esse benefício fosse revertido um dia também às crianças. Mas lendo mais atentamente a tal correspondência que seu

marido trocava com a outra mulher, nos deparamos com as seguintes afirmações: "Podemos nos livrar disso tudo. Meus filhos eu quero comigo, mas minha esposa e meus sogros poderiam muito bem sumir do mapa". A "futura" namorada deu corda: "É mesmo? E de que jeito você sumirá do mapa com eles?" E ele: "Não sei. Mas já deixei de fazer a revisão nos freios do carro..." Esse diálogo bastou para que o marido, ou ex-marido, fosse considerado indigno de receber a herança. O carro era usado por Sueli, pelos filhos e sogros. Mesmo o marido alegando que era só "uma brincadeira de mau gosto", o juiz entendeu o diálogo como um indício de doença psíquica, tornando-o indigno pelo perigo que poderia causar à família.

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embro o caro leitor que a indignidade é uma sansão civil que exclui da sucessão um herdeiro necessário – nesse caso o marido de Sueli – privando-o do direito à herança, caso cometa atos criminosos, ofensivos ou reprováveis contra a vida, a honra e a liberdade do testador e seus familiares. Não dá para afirmar que Sueli tenha ficado feliz com tudo isso, mas pelo menos a justiça foi feita! IVONE ZEGER É ADVOGADA ESPECIALISTA EM DIREITO DE FAMÍLIA E SUCESSÃO. MEMBRO EFETIVO DA COMISSÃO DE DIREITO DE FAMÍLIA DA OAB/SP É AUTORA DOS LIVROS "HERANÇA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" E "FAMÍLIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" - DA MESCLA EDITORIAL WWW.IVONEZEGER.COM.BR


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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GibaUm

3 José

Francisco das Neves, o Juquinha , exValec, está avisando congressistas que, se convocado, vai atirar .

gibaum@gibaum.com.br

k Sou o candidato dos gays, periguetes e evangélicos. MARCELO FRISONI // marido de Ana Maria Braga, candidato a vereador em São Paulo pelo PP apoiado por Paulo Maluf. Foto: Paula Lima

Ensino no chão O governo federal festeja 1,5 milhão no Enem, só que deveria chorar. O ensino superior está no chão e as universidades federais vivem em greve. Por culpa de Fernando Haddad, ex-ministro da Educação e candidato a prefeito de São Paulo, existem 20 milhões de jovens no país, de 18 a 24 anos, fora das universidades. Nelas, estão seis milhões de alunos, sendo dois milhões nas universidades públicas. Para disputar 200 mil vagas anuais nas universidades publicas, há seis milhões de jovens nos cursinhos, negócio tão bom quanto emprestar dinheiro consignado. 333

ESTRÉIA Wilder de Morais (DEM-GO), suplente de Demóstenes Torres que assumiu sua cadeira no Senado, empreiteiro e dono de outras 24 empresas, chega à Casa numa situação de desconforto. Será convocado pela CPI de Cachoeira como testemunha para falar sobre a amizade e suas ligações com o contraventor, com o qual jantava (cada um com sua mulher da época) freqüentemente. Foram amigos até que Andressa, mulher de Wilder, resolveu trocá-lo por Cachoeira. Há algum tempo, Wilder negou qualquer sociedade com o contraventor: “Fomos sócios apenas na mesma mulher”. 333

Depois de rodar o Brasil com o show Recanto, Gal Costa, 66 anos (na primeira foto à esquerda com Maitê Proença), voltou a se apresentar em palcos cariocas, no Vivo Rio, com todos os famosos do showbiz comparecendo e aplaudindo de pé a baiana, que hoje mora mesmo em São Paulo. Entre tantos que estavam por lá, da segunda foto da esquerda para a direita, Patrícia Pillar, ex-Ciro Gomes, Julia Bloch, filha de Débora Bloch e Olivier Anquier, Leona Cavalli e Caetano Veloso e Maria Flor (ela está em 360, de Fernando Meirelles, contracenando com Jude Law e na nova série da Multishow, Do Amor.

A volta de Gal

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333 A presidente Dilma Rousseff está preparando a caneta e, dependendo, pode até usá-la em modificações no ministério antes das eleições municipais. De cara, ela já avisou até o ex-presidente Lula que não agüenta mais – e nem está disposta a permitir e aturar – as malcriações do próprio líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). Outro que está com os dias contados é o chanceler Antonio Patriota e a Chefe do Governo, que anda encantada com o ministro Aloysio Mercadante, pensa em transferi-lo para o Ministério das Relações Exteriores. Dilma também pensa em criar uma Secretaria do Idoso, ligada a de Direitos Humanos. E o nome da senadora Kátia Abreu (PSD-TO) continua na reserva, eventualmente para a Agricultura.

Caneta na mão

PERFUMADA A própria Lady Gaga acaba de liberar, em sua página oficial no Facebook, a primeira peça da campanha de publicidade de seu perfume Fame : aparece nua, em foto de Steven Klein, com o corpo estrategicamente coberto por homens em miniatura, enquanto usa máscara e segura um vidro do produto numa das mãos. Fame terá duas versões, uma mais acessível e outra mais cara. O lançamento oficial acontecerá apenas em setembro. A propósito: depois de um susto, está confirmada sua apresentação, em novembro, no Morumbi, em São Paulo (Rio ainda está sendo decidido) com Monster Ball. 333

Na quinta temporada de Mad Men, a eficaz secretária Joan (Christina Hendricks) dorme com um poderoso da Jaguar, a agência ganha a conta e ela vira sócia. Enquanto a HBO exibia o ultimo capitulo, Christina estava no Brasil participando de um campeonato mundial de coquetelaria, promovido pelo uísque Johnny Walker Gold Label Reserve como atração especial (esquerda), sempre exibindo suas farturas. E entre nós, não quis comentar sobre fotos que fez, de celular, em momentos íntimos (uma delas, a direita), até mostrando o busto nu e que vazaram na internet.

Secretária eficiente

333

dias na carceragem da PF e é acusado de superfaturar obras, acumulando uma fortuna de R$ 60 milhões.

Olho nos hospitais 333 Enquanto gigantes hospitalares aumentam e se expandem em outras unidades e serviços, como o Sírio-Libanês e o Einstein, em São Paulo, contando até com doações de milionários das colônias árabe e judaica, a profissionalização dos hospitais aumenta o conflito entre médicos e administradores, que buscam eficácia na gestão. Hospitais que não aderiram acabaram falindo: de 1999 a 2009, nada menos do que 400. Em São Paulo, de 2007 a 2011, fecharam os hospitais Modelo, Sorocabana, Panamericano, Alvorada Chácara Flora, Evaldo Foz, Jaraguá e Complexo Hospitalar Paulista.

INSPIRADOR Alguns dos 36 réus do mensalão estão tentando usar a mesma brecha que livrou Fernando Collor para tentar escapar da condenação por crime de corrupção passiva. Entre outros, estão Roberto Jefferson, Bispo Rodrigues e João Paulo Cunha. Em 1994, quandoCollorfoijulgadopelo mesmo crime, a Procuradoria Geral da República não conseguiu provar que ele tinha recebido R$ 5 milhões do esquema PC . Ou seja: não comprovou a existência do chamado ato de oficio e é nisso que alguns mensaleiros vão se pegar. 333

MISTURA FINA NO COMEÇO do ano que vem, Lobão lança seu novo livro, O Manifesto do Nada na Terra do Nunca (Nova Fronteira), onde pretende detonar “as mediocridades que assolam a musica popular brasileira”. Pequeno trecho: “Por que levamos ao pódio da MPB cantores de churrascaria como Ana Carolina e Maria Gadu?”. 333

BENJAMIN Steinbruch, da CSN e que não consegue terminar a Transnordestina (queria colocar a Valec na história e não deu certo) já tem seu segundo endereço nos Estados Unidos: além do apartamento na Fifth Avenue, perto do Metropolitan Museum, comprou uma casa nos Hamptons, onde novaiorquinos milionários gostam de passar fim de semana.

A MODELO Carol Francischini (está grávida, agora) aparece na capa do novo catalogo da rede de lojas de departamentos dos Estados Unidos, a Macy’s, ao lado de passistas e sambistas da Grande Rio. A Macy’s produziu 1,5 milhão de exemplares para mala-direta e promoção de sua campanha Brazil, a Magical Journey. 333

Lupa na economia Nas ultimas semanas, tamanha a preocupação de Dilma Rousseff com o movimento da economia no planeta e mais ainda no Brasil, a presidente tem falado, todos os dias, pessoalmente ou por telefone, com o ministro Guido Mantega, da Fazenda, independente de onde esteja um ou outro. E nem mesmo assim, ela não se contenta e vira e mexe, chama ao Planalto, Nelson Barbosa, secretário-executivo da Fazenda. Dilma gosta de Barbosa: ele não usa economês para falar com ela, que é diplomada em Economia. De quebra, uma vez por semana, gosta de ouvir ponderações de Delfim Netto e de Luciano Coutinho, economista e presidente do BNDES. 333

h

Supermodelos que marcaram os anos 90 serão as grandes atrações da homenagem a moda britânica, que fará parte da cerimônia de encerramento do Jogos Olímpicos em Londres, em agosto. Elas usarão roupas de marcas importantes do Reino Unido, como Alexander McQueen, Stella McCartney e Vivienne Westwood, ao som de Fashion e Rebel Rebel, de David Bowie. Na passarela, estarão Kate Moss, Naomi Campbell, Stella Tennant, Lilly Donaldson, Lily Cole e Georgia May Jagger. A mesma cerimônia fará uma celebração aos artistas da terra: The Who, Queen, George Michael, Pet Shop Boys, Take That, Annie Lennox, Jesse J e One Direction.

3 MAIS: foi preso, ficou cinco

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Moda no final 333

quarta-feira, 18 de julho de 2012

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OUT

Vampiros e zumbis.

Heróis de HQ.

Presente de aniversário Ellen Roche, 33 anos, em visual de pin-up sai de dentro de um bolo de aniversário no novo comercial da Pepsi. O filme, criação da AlmapBBDO, mostra uma festa-surpresa organizada por uma mãe para um filho e é mais um capítulo da campanha Pode ser. A surpresa é que assessores que cuidam da carreira de Ellen estão sendo procurados e mesmo as conhecidas promoters que dominam festas de São Paulo e Rio estão convidando – e com ofertas de cachês muito generosos – a mesma loura para repetir a performance em grandes festas particulares, no melhor estilo de Marilyn Monroe no aniversário de JFK. 333

BOM HUMOR dos blogueiros na internet: agora, alguns garantem que, dia 24, quando Gabriela (Juliana Paes) subir no telhado na novela da Globo, os telespectadores poderão finalmente “admirar o Bóson de Higgs”. 333

A RECORD tem a sua própria A criação de Adão, uma das mais famosas pinturas de Michelangelo que está na Capela Sistina, no Vaticano. Uma grande reprodução fica numa parede da Recnov, central de criação da emissora que, como se sabe, pertence ao bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus. 333

GETULIO Vargas Neto, como o próprio nome diz, neto do ex-presidente Getulio Vargas, não declarou nem um único centavo de patrimônio da Justiça Eleitoral do Rio, onde ele é candidato a vereador pelo PPS.

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Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 18 de julho de 2012

5 DE VOLTA Os tucanos não querem, mas Perillo vai retornar na CPI do Cachoeira.

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13 DA SORTE Wilder toma posse dia 13 e vai embora. Pelo esforço, vai ganhar R$ 13 mil.

Depois do recesso, Perillo volta à CPI. O governador, que não havia convencido a comissão no primeiro depoimento, vai voltar para falar das novas denúncias, que complicam ainda mais a sua situação. Geraldo Magela/Ag. Senado - 10.07.12

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senador Randolfe de Cachoeira por não conseRodrigues (PSol- guir colocar indicações suas AP) protocolou re- no governo de Perillo. querimento para "Eu não consigo por no Dereconvocar o governador de tran, o Wilder foi lá e emplaGoiás, Marconi Perillo (PSDB), cou. O Wilder não dá um centapara prestar depoimento à Co- vo para ninguém. Imagina só: missão Parlamentar Mista de o Wilder vai lá para o Palácio, Inquérito, a CPI do Cachoeira, consegue convencer o Marcoque investiga as relações en- ni a colocar o cara e você tá lá tre o contraventor Carlos Au- todo o dia e não fala nada. Vogusto Ramos, o Carlinhos Ca- cê tá com o secretariado todo choeira, com políticos, empre- dia, todo dia você traz conta sários e jornalistas. Perillo, pra mim, levo para o Cláudio, e que já prestou depoimento à não consegue emplacar ninCPI em junho, é suspeito de li- guém. Entendeu?", reclamou gações com o C a c h o e i r a , f acontraventor. zendo referência Embora protoa Cláudio Abreu, colado antes do Você tá com o então diretor da r e c e s s o p a r l asecretariado todo D e l t a C o n s t r umentar, que coções. O Wilder meça hoje, o re- dia, todo dia traz a mencionado é o querimento será conta pra mim, empresário Wilvotado somente levo para o der Pedro de Mono início de agos- Cláudio, e não rais (DEM-GO), to, quando a CPI ex-secretário de emplaca ninguém. retomar os trabaInfraestrutura lhos. O pedido do CARLINHOS CACHOEIRA que assumiu a senador foi motivaga de senador, vado pela divulgação de um após a cassação de Demósterelatório da Polícia Federal nes Torres (sem partido-GO). que aponta elo entre o goverA casa de Perillo – Dados bannador e o contraventor. cários em poder da CPI do CaCachoeira pagou – P u b l i c a- choeira, levantados pela PF e dos nesta semana pela Época, de conhecimento do governo são contundentes os indícios de Goiás, indicam que a Delta de que a Construtora Delta, bancou a compra do imóvel do também envolvida com o es- governador. Cachoeira era o quema criminoso de Cachoei- seu "inquilino" quando foi prera, teria repassado recursos a so, em 29 de fevereiro. Perillo. Para agravar, O Globo A PF acredita que a Delta firtranscreveu ontem áudios mou um "compromisso" com o gravados durante as investi- governador, intermediado pegações da PF que apontam Ca- lo bicheiro Cachoeira, após a choeira ter efetuado o paga- posse de Perillo. A compra da mento de secretários do go- casa, com ágio de R$ 500 mil, verno de Goiás. As quitações teria sido a primeira negociateriam sido realizadas por ção após o acerto. meio da empreiteira Delta. Em nota, o governador aleOs diálogos com o ex-verea- gou que os repasses citados dor Wladimir Garcez (PSDB), pela PF fazem parte de um toapontado como o braço políti- tal de 13 pagamentos feitos co do esquema criminoso, pelo governo de forma regular ocorreram em abril de 2011. A à Delta, por parte da Secretaconversa mostraria a irritação ria de Segurança Pública. Sobre as denúncias de que seWladimir Garcez, cretários da sua gestão tiveapontado como braço ram contas pagas pelo bicheipolítico do esquema ro, Perillo não se pronunciou. criminoso de Carlinhos Por todas essas evidências Cachoeira: flagrado em envolvendo o governador, os gravações da Polícia integrantes da CPI do CachoeiFederal levando uma ra decidiram chamá-lo mais bronca do seu "chefe". uma vez. (AE)

Senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP): requerimento para reconvocar o governador Marconi Perillo. Votação, só depois do recesso.

Tucanos disparam contra o PT Cúpula do partido acusa integrantes da CPI de bloquear depoimentos e diz que Perillo já explicou tudo.

Dida Sampaio/AE - 24.05.12

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cúpula tucana, ao defender o governador Marconi Perillo (PSDBGO), acusou ontem o PT de promover uma "ação orquestrada" na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a CPI do Cachoeira, para tirar o foco do julgamento do Mensalão. Com ataques ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ex-ministro José Dirceu, da Casa Civil, o presidente nacional dos tucanos, deputado Sérgio Guerra (PE), disse que Perillo tem todo apoio do partido para não ser reconvocado. "Não tem investigação na CPI. O objetivo é criar uma cortina de fumaça para esconder o óbvio. Em 30 dias, petistas vão ser investigados por formação de quadrilha, depois de sete anos, por causa do Mensalão", afirmou Guerra. O presidente do PSDB disse que o governador explicou ao partido "todas as questões levantadas contra ele até agora" e, por isso, os tucanos consideram desnecessário o seu retorno à CPI. "Não venham para cima dele com investigações furadas". Para o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), integrante da CPI, a forma como o PSDB está reagindo "é esquisita" e que Perillo não tem defesa. "O

PSDB vai entender isso com o tempo", disse o parlamentar ao site 247. Na defesa do governador de Goiás, os tucanos mostraram números do crescimento do repasse de recursos do governo federal para a Delta. O partido sustentou que os principais beneficiados são o PR e o PMDB, aliados do governo, seguidos pelo PT. O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), informou que os tucanos teriam uma fatia de R$ 500 milhões nos oito estados governados pelo partido. Segundo o senador, do total

de R$ 7,445 bilhões repassados pelo governo federal à Delta, entre 2003 e 2011, o PR recebeu 45,6% do total; seguido pelo PMDB, com 18,12%, e o PT, com 17,44%. O PSDB aparece, segundo o líder, em quarto lugar com 6,7%. O tucano disse que a liderança do PR no repasse de verbas se explica pela sua presença no ministério dos Transportes, e do PMDB por estar no governo no Rio de Janeiro, que deteria 20% do total dos recursos repassados à Delta. "Um terço de tudo que o Estado pagou à empresa foi no período

eleitoral. No segundo semestre de 2010, R$ 180 milhões para Delta", disse Dias, em referência ao governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ). Os tucanos também acusaram a CPI de realizar um "bloqueio" para evitar a convocação do ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish, assim como Sérgio Cabral. Eles estão particularmente irritados com o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), vice-presidente da CPI, que pediu o indiciamento de Perillo. "Pedi e continuo pedindo. As provas são muito robustas", disse. (Agências)

Ed Ferreira/AE

Sérgio Guerra, presidente do PSDB, cercado pelos integrantes da cúpula do partido: acusação ao PT de desviar a atenção do Mensalão. Sobre Perillo e Cachoeira, não disse nada.

Wilder de Morais nem trabalhou. E já vai ganhar R$ 13 mil. Geraldo Magela/Ag. Senado

É o que ele tem direito a receber em julho, como senador. Wilder assumiu dia 13 e só volta em agosto.

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senador Wilder de Moraies (DEM-GO), que assumiu o mandato após a cassação de Demóstenes Torres (sem partido-GO), na sexta-feira, dia 13, e não voltou mais ao Senado, que a partir de hoje está em recesso e só retoma os trabalhos no dia 1 º de agosto, vai receber R$ 13 mil pelo mês de julho, mais o auxílio-moradia, cujo valor não foi informado. Wilder, também suspeito de manter relações com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, tomou posse na presença de apenas quatro parlamentares no plenário. Nem familiares nem integrante do DEM acompanharam. Ele já informou que vai manter em seu gabinete todos

os assessores que trabalharam para Demóstenes. Já o presidente do DEM, o senador José Agripino Maia (RN), temendo novo desgaste para o partido, pediu que Morais dê explicações públicas sobre o seu envolvimento com Cachoeira, a ponto de ter sido indicado pelo bicheiro como suplente de Demóstenes. O partido deu um "voto de confiança" ao novo parlamentar antes de discutir eventuais sanções, mas para isso espera explicações convincentes. Morais, em conversa ontem com Agripino, prometeu esclarecimentos na semana que vem. "Ele não tem de convencer a mim, mas ao Brasil. Acho que ele tem argumentos sólidos, mas o que o partido quer é

Wilder de Morais: a pedido do DEM, deve explicar publicamente a relação que tem com Cachoeira. E tem de convencer.

que ele seja fiel aos princípios do DEM. O que queremos é que ele coloque argumentos sobre fatos em que ele é mencionado", afirmou Agripino. PSD ganha vagas – O plenário

do Congresso aprovou ontem projeto que abre vagas em comissões mistas para serem ocupadas por parlamentares do PSD. Com isso, o partido vai indicar dois deputados para

atuarem na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a CPI do Cachoeira. Foram indicados os deputados César Halum (TO) e Armando Vergílio (GO), que chegou a ser secre-

tário do governo de Perillo, um dos investigados pela CPI. Lixo em Palmas – O promotor de Justiça Adriano Neves anunciou ontem que vai ajuizar um novo pedido para suspender o contrato de coleta de lixo, de R$ 71,9 milhões, entre a prefeitura de Palmas e a Construtora Delta, suspeita de ligação com o esquema criminoso de Cachoeira. Neves já ouviu o prefeito Raul Filho (PT) na investigação que apura depósito de R$ 120 mil na conta de uma ex-servidora do gabinete da primeiradama e deputada estadual Solange Duailibe (PT). "Ele não trouxe nada de novo, apenas repetiu o que já tinha dito na CPI do Cachoeira", afirmou Neves. (Agências) Mais sobre a CPI do Cachoeira na página 6


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Há um consórcio entre o Carlos Cachoeira e o Cavendish [presidente da Delta]. Só não sei por que um foi preso e o outro não foi. Deputado Antthony Garotinho (PR-RJ)

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Beto Oliveira/Agência Câmara

Caso Cachoeira: agente da PF é assassinado no DF Wilton Tapajós Macedo levou dois tiros na cabeça num cemitério de Brasília. Polícia apura se foi emboscada.

Garotinho: material levado à CPI do Cachoeira em carrinhos.

Delta: Garotinho entrega enxurrada de documentos.

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deputado Anthony GaGarotinho cobrou a convorotinho (PR-RJ) entre- cação do governador Cabral gou ontem à CPI do Ca- para explicar as irregularidachoeira documentos reunidos des à CPI, mas disse que há pelo parlamentar nos últimos uma "blindagem" do governo dois anos que comprovariam que impede a presença do goirregularidades de contratos vernador na comissão de infirmados pelo governo do Rio quérito. "Aquele torpedo do de Janeiro com a construtora deputado Cândido VaccarezDelta. Garotinho disse que os za [PT-SP] com o governador documentos mostram indí- diz tudo: você é meu e eu sou cios de pagamentos efetua- teu", afirmou Garotinho. dos à empresa em obras não Fotos comprometedoras – realizadas pelo governo esta- Inimigo político de Cabral, Gadual, obras superfaturadas e rotinho divulgou em maio, em aditivos contratuais além dos seu blog, diversas fotos e vívalores necesdeos de Cabral sários à sua e Cavendish execução. juntos em Pa"É uma docur i s , e m m oEu ia pedindo mentação muimentos de [documentos], mas d es co nt ra çã o to forte, tudo oficial. Há um eles não me davam. em um restauconsórcio enrante de luxo. Aí eu entrava na tre o Carlos CaO material foi Justiça e conseguia amp lame nte choeira e o Caas cópias. Agora, vendish [predivulgado pela sidente da Delimprensa. está tudo aqui. ta]. Só não sei Desde o iníANTHONY GAROTINHO por que um foi cio da gestão preso e o outro de Sérgio Canão foi", afirmou Garotinho. bral, em 2007, a Delta firmou O d e p u t a d o c i t o u c o m o contratos de mais de R$ 1,4 biexemplo um contrato firmado lhão com o governo fluminenentre a Cedae (Companhia de se, a maior parte sem particiÁgua e Esgoto do Rio) e a Delta par de licitação. para a instalação de hidrômeEm maio, quando a CPI distros ao preço de R$ 256 mi- cutia a convocação de Cabral, lhões. "Onde já se viu um valor o deputado federal Cândido desses para se instalar hidrô- Vaccarezza (PT-SP) foi flagrametros? São vários contratos do em sessão da comissão gasuperfaturados", denunciou. rantindo a blindagem do PT ao Garotinho chegou à sala da governador do Rio. CPI com um carrinho lotado As imagens da troca de com as cópias dos contratos. O mensagens de celular entre deputado disse que obteve os Vaccarezza, um dos principais contratos judicialmente, à articuladores da base govermedida que suspeitava de ir- nista na CPI, e Cabral foram reregularidades em obras firma- gistradas por um cinegrafista das pelo governo Sérgio Ca- ereproduzidas pela mídia. bral (PMDB). "A relação com o PMDB vai "Eu ia pedindo, eles não me azedar na CPI. Mas não se davam. Aí eu entrava na Justi- preocupe, você é nosso e nós ça e conseguia as cópias. Está somos teu [sic]", escreveu tudo aqui", anunciou, aos inte- Vaccarezza a Sérgio Cabral, grantes da CPI. na ocasião. (Folhapress)

SECRETARIA DA SAÚDE AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL Torna público que realizará no dia e hora a seguir determinado: Pregão Presencial n°: 142/2012 - Processo nº 2012-0.178.053-1 Objeto: CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE IMPRESSÃO DEPARTAMENTALIZADA (Sistema Outsourcing) PARA A SEDE E UNIDADES DA AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL. Data Abertura: 01/08/2012 - às 09:00 horas Endereço: Rua Frei Caneca, 1398/1402, 2º andar - Consolação - São Paulo Capital. Custo do Edital: R$ 12,45. O edital dos pregões poderá ser consultado e/ou obtido no site: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br ou no Núcleo de Licitações da Autarquia Hospitalar Municipal, situada na Rua Frei Caneca, 1398/1402, - 9º andar - Consolação - São Paulo - Capital, das 9:00 às 16:00 hs ou mediante depósito em nome da Autarquia Hospitalar Municipal - Conta Corrente: 5.415-1 - Agência: 1.897-X (Banco do Brasil) - (Apresentar comprovante do depósito).

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 250/2012-SMS.G, processo 2012-0.170.053-8, destinado ao registro de preço para o fornecimento de FRALDA DESCARTÁVEL INFANTIL, TAMANHO G, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 9 horas do dia 03 de agosto de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 3ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.

Alessandro Shinoda

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m agente da Polícia Federal que trabalhou nas investigações da operação Monte Carlo foi assassinado ontem à tarde no cemitério Campo de Esperança, em Brasília. Wilton Tapajós Macedo, o "agente Tapajós" levou dois tiros na cabeça e morreu na hora. A Polícia Federal e a Polícia Civil do Distrito Federal investigam o assassinato. A operação Monte Carlo revelou as atividades do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Uma das linhas de investigação considera que Tapajós tenha marcado um encontro com um informante dentro do cemitério. Os assassinos fugiram no carro de Wilton, um Volkswagen Gol. Um coveiro presenciou o crime e avisou a polícia. Até o início da noite, peritos da PF estavam no local, mas sem pistas, ainda. Mistério – Wilton foi encontrado próximo ao túmulo de seus pais. Os policiais que investigam o caso não sabem ainda se ele estava visitando o túmulo ou se foi morto em uma emboscada, ao ter marcado o encontro nesse local. A diretoria geral da PF ainda não se pronunciou sobre o caso e também não informou se há alguma ligação com as atividades da operação Monte Carlo. Wilton tinha 54 anos, 24 anos na Polícia Federal, onde trabalhava no núcleo de inteligência. Atuou na CPI da pedo-

filia e também em investigações sobre tráfico de drogas. Deixa três filhos e esposa. Pessoas ligadas à Monte Carlo já foram alvo de ameaças. O juiz Paulo Augusto Moreira Lima, que comandava o inquérito da operação na 11ª Vara de Justiça Federal de Goiás, deixou o comando do inquérito em junho, depois de comunicar ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) que sua família estava correndo risco e sofrendo ameaças veladas. A procuradora da República Léa Batista de Souza, que também atuou na Monte Carlo, igualmente recebeu diversas ameaças.

Poder do MP – O presidente do STF, ministro Carlos Ayres Britto, defendeu ontem o poder de investigação do MP. "Antecipei meu voto no sentido de reconhecer que o Ministério Público dispõe do poder, não de abrir inquérito policial, mas o poder de fazer por conta própria a investigação", afirmou o ministro após a palestra O Ministério Público e o Regime Democrático, proferida a promotores e procuradores de Justiça de São Paulo. O STF começou a julgar em junho um recurso que questiona a legalidade de investigações feitas pelo MP. No dia 27, o ministro Luiz Fux pediu vista, o que adiou a decisão do Su-

Antecipei meu voto no sentido de reconhecer que o MP dispõe do poder de fazer por conta própria a investigação. CARLOS AYRES BRITTO premo. O placar terminou empatado em 4 votos a 4. Além de apoiar o MP, Britto defendeu a Lei de Acesso e disse que o País vive uma época de transparência. "A cultura do biombo acabou", discursou. (AE)

Dida Sampaio/AE

Delúbio refuta jornal

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ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, Delúbio Soares, publicou ontem em seu Twitter (@delubiosoares) mensagem dizendo que "uma simples leitura do Memorial aos ministros do STF desmente a matéria publicada na edição de ontem do Estadão". O texto afirma que Delúbio assumiu sozinho, em sua defesa, a responsabilidade pela distribuição de recursos ilegais a políticos e partidos da base aliada do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Mais adiante, o jornal afirma que "a estratégia de colocar a conta do mensalão nos ombros de Delúbio para livrar os demais réus foi combinada pelo nú-

Delúbio Soares: leitura do Memorial enviado aos ministros do STF seria suficiente para negar acordo com José Dirceu e José Genoino sobre culpa.

cleo central da quadrilha", definição usada pela Procuradoria-Geral da República na denúncia entregue ao STF em 2007. Ainda segundo o jornal, o acerto teria sido articulado entre o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), apontado como "chefe da organização criminosa", o ex-presidente do PT José Genoino e Delúbio. No memorial encaminhado aos ministros do STF por seus advogados Arnaldo Malheiros Filho e Celso Sanchez Vilardi, não consta, porém, a admissão de culpa de Delúbio – o que, explicam, colocaria por terra o suposto acerto entre José Dirceu, José Genoino e ele próprio para assumir sozinho as responsabilidades. (AE)

Distrital faz reivindicações a vereadores Lista da Distrital Norte da ACSP foi levantada em entidades e apresentada a cinco candidatos a vereador Mário Tonocchi

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di reto r-sup erin tendente da Distrital Norte da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), João Bico de Souza, entregou ontem a cinco candidatos a vereador nas eleições 2012 uma lista de reivindicações relacionadas por entidades da região de abragência da distrital. O documento Comprometimento do vereador com a Zona N o rt e solicita mais investimentos na infraestrutura e segurança pública, além de mais atuação das subprefeituras dos bairros na manutenção de áreas públicas. Para os empreendedores, a lista da Distrital Norte solicita a extensão da Operação Delegada da Polícia Militar (policiais militares fiscalizam o comércio irregular de ambulantes), contemplando a Avenida Voluntários da Pátria, entre as Avenidas General Ataliba Leonel e Via Marginal do Tiete, em Santana.

O diretor-superintendente da Distrital lembrou no texto que a avenida Voluntários da Pátria é o principal centro comercial de rua de Santana e que o trecho se encontra "literalmente abandonado pelas autoridades". O documento observa que "a prostituição, sujeira e tráfico de drogas têm trazido grandes prejuízos aos empreendedores locais, além de inibir o desenvolvimento comercial, que poderia ter a mesma importância do trecho inicial. Isto só será possível com uma ação forte das Polícias Militar, Civil e GCM, juntamente com a subprefeitura de Santana e Tucuruvi". Pela primeira vez candidato ao Legislativo, o coronel aposentado Alvaro Camilo (PSD) disse que, eleito, dará especial atenção à segurança. "Sou inexperiente na política, mas terei sempre meu gabinete aberto", disse. Já os vereadores Claudio Roberto Barbosa de Souza (PSDB) e Wadih Jorge Mutran (PP) insistiram em afirmar que a Câmara não

pode apresentar projeto que gere despesas para a municipalidade. "O que faz um vereador é fiscalizar e apresentar leis", disse Mutran. "Temos de pressionar o Executivo, para que as reivindicações sejam atendidas", completou Claudio Barbosa de Souza. Novo– Ex -dir etor- supe rintendente da Distrital, Davi Fernandes também lança, pelo Democratas (DEM), sua candidatura a vereador. Se-

gundo ele, é preciso renovar distribuição da renda entre os locais que as geram. "No IPTU, a zona norte é responsável por R$ 1 bilhão dos R$ 7 bilhões recolhidos. Em Santana, enquanto a arrecadação fica em R$ 280 milhões, a regional conta com apenas R$ 7 milhões. Pelo menos 50% do IPTU tem que ficar onde foi gerado", defendeu. (Veja a lista das r e v i n d i c a ç õ e s e m d c o m e rcio.com.br)

Chico Ferreira/LUZ

Em discussão: vereadores debatem expectativas da região.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Farei 'check list', para ver se a promessa é honrada pelo governo. Marco Maia, presidente da Câmara, sobre liberação de emendas.

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p l e n á r i o d o C o ngresso aprovou ontem a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2013, que agora segue para sanção presidencial. A LDO define os parâmetros para a realização do Orçamento. O plenário retirou a permissão para que empresas públicas ou de economia mista, em especial a Petrobras, pudessem fazer obras sem respeitar as tabelas de preços de licitações públicas. Com a aprovação da LDO, o Congresso entra em recesso a partir de hoje. O benefício para a Petrobras foi incluído pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) mesmo com parecer contrário do relator, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), e críticas do Tribunal de Contas da União (TCU). Articulador da votação, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) disse ter recebido o pedido do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. O líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PTCE), corroborou a informação, mas o Planalto cedeu porque a oposição ameaçava obstruir a votação, o que impediria a aprovação da LDO. O texto que o governo tentou emplacar permitia que empresas estatais ou de economia mista com atuação internacional e que tenham regime próprio de licitação não precisassem seguir as tabelas oficiais de licitação, Sicro, para obras rodoviárias, e Sinapi, para obras civis. O objetivo principal era atender à Petrobras, que tem divergências com o Tribunal de Contas da União (TCU). Com esse texto, o governo teria mais facilidade no fim de ano para manter obras da empresa de petróleo fora da lista de projetos com indícios de irregularidades graves, o que impede o repasse de recursos federais. Além da oposição, parte da

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Antonio Cruz/ABr

7,35 por cento de aumento terá o salário mínimo, em 2013. Valor passará a R$ 667,75, segundo a LDO aprovada ontem no Congresso.

Manifestantes no Congresso Nacional: pressão para que parlamentares do Senado e Câmara aprovassem a LDO do próximo ano.

Congresso aprova LDO e entra em recesso No texto, estatal terá de respeitar preço de licitação pública ao fazer obra, o que não ocorre hoje. base ficou contra a medida. Valadares foi um dos que comandaram a negociação para retirar o benefício. O senador Pedro Taques (PDT-MT) fez um duro discurso na tribuna. "Essa emenda é criminosa. Ela torna legal a empresa pública pagar preços acima do mercado". Diante do embate, Jucá concordou em retirar o tema

da LDO. "Tentava atender a um pleito de setores da Petrobras. Mas como há uma celeuma e posições divergentes no governo, da minha parte podemos convergir" A LDO foi votada após uma longa batalha entre governo e oposição pela liberação de emendas parlamentares. O Planalto prometeu empenhar

R$ 4,5 milhões para cada integrante da base e R$ 3 milhões para a oposição. Fiador do acordo, o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), afirmou que fará "um 'check list' em agosto, para ver se a promessa está sendo honrada pelo governo". Para facilitar o acordo no mérito, o senador Antonio Car-

los Valadares (PSB-SE) retirou de seu parecer a permissão para a execução de investimentos do governo e de estatais, entre eles do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), mesmo sem a aprovação do Orçamento. A retirada é um procedimento que acontece quase todos os anos na comissão. O governo sem-

pre envia o texto com essa possibilidade e o Congresso, por pressão da oposição, retira a proposta da LDO no dia da votação. "É o bode na sala", resumiu um governista. O texto agrada ao governo ao não garantir reajustes para servidores ou para aposentados que ganham acima de um salário mínimo. A proposta apenas autoriza o governo a negociar com esses dois setores da sociedade. MPs – A aprovação da LDO terá influência sobre a tramitação das Medidas Provisórias do Plano Brasil Maior. No recesso, é suspenso a contagem do prazo de validade das MPs. Assim, o Senado terá até o dia 15 de agosto para analisar as propostas, aprovadas pela Câmara. A Casa deverá fazer as votações nos próximos dias 7 e 8 de agosto. Pelo texto aprovado, a previsão de crescimento do PIB para 2012 seria de 4,5% e para 2013 de 5,5%, já que foi enviada ao Congresso em abril. O governo poderá revisar esses números ao enviar a proposta de Orçamento, em agosto. O texto prevê um mínimo de R$ 667,75 em 2013 – reajuste de 7,35%. A previsão é de IPCA de 4,5% este ano, e de 4,7%, em 2013. É previsto um superávit primário de R$ 155,9 bilhões – 3,1% do PIB (AE)

Arnd Wiegmann/Reuters

Banco Bradesco Cartões S.A. CNPJ no 59.438.325/0001-01 - NIRE 35.300.120.990 Ata das Assembleias Gerais Extraordinária e Ordinária realizadas cumulativamente em 20.4.2012

Sede da Fifa, em Zurique, Suíça: nomeação de novos dirigentes para o Conselho de Ética e cerco contra falcatruas dentro da entidade.

Fifa investiga caso de suborno na ISL Com novos titulares, Comissão de Ética analisa corrupção na empresa por João Havelange e Ricardo Teixeira.

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uase dois meses após a Fifa aprovar uma reforma tímida contra a corrupção, o Comitê Executivo nomeou ontem o advogado americano Michael J. Garcia e o juiz alemão Joachim Eckert como presidentes do Comitê de Ética da instituição.

Garcia vai liderar a Câmara de Investigação e Eckert vai chefiar a Câmara Arbitral (julgamento), segundo informou a Fifa, após o 63º Congresso da entidade, em Zurique, na Suíça. A primeira tarefa das câmaras é analisar o caso ISL. O americano tem histórico

Arnd Wiegmann/Reuters

Joseph Blatter: exigência de relatório sobre caso de suborno na Fifa

fora do futebol. Ele investigou, por exemplo, o escândalo de prostituição envolvendo o então governador de Nova York, Eliot Spitzer. Já Joachim Eckert presidiu o tribunal da Baviera, em Munique, e, entre outros, investigou o caso de corrupção e suborno envolvendo a empresa alemã Siemens. A nomeação de dois nomes para o Comitê de Ética foi aprovada no último dia 25 de maio, durante o 62º Congresso da Fifa, em Budapeste, na Hungria. Na ocasião, a entidade foi criticada por aprovar uma reforma tímida. O Comitê Executivo também aprovou ontem o novo Código de Ética, que entrará em vigor a partir do dia 25. Promessas – Há um ano, ao ser reeleito, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, prometera mudanças após casos de

corrupção na escolha das sedes das Copas de 2018 e 2022 e casos de subornos na entidade, como o da ISL. Sobre este último, o Comitê Executivo decidiu que o escândalo será entregue ao novo Comitê de Ética, reafirmando a decisão tomada em outubro, uma vez que a partir de agora ele é visto como um organismo independente. "Garcia vai ter não só o direito mas o dever de analisar o caso ISL no Comitê de Ética e apresentar um relatório ao Comitê Executivo", disse Blatter. Subor no – Os brasileiros João Havelange, presidente de honra da Fifa, e Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF e membro da Fifa, receberam 21,9 milhões de francos suíços (R$ 45,5 milhões) em subornos da empresa de marketing esportivo ISL. (Folhapress)

Data, Hora, Local: Aos 20 dias do mês de abril de 2012, às 8h na sede social, Cidade de Deus, Prédio Prata, 4o andar, Vila Yara, Osasco, SP. Presenças: Compareceram, identificaram-se e assinaram o Livro de Presença os representantes do Banco Bradesco S.A., único acionista da Sociedade. Verificou-se também a presença dos senhores Domingos Figueiredo de Abreu, Diretor Vice-Presidente, e do senhor Cláudio Rogélio Sertório, representante da empresa KPMG Auditores Independentes. Constituição da Mesa: Presidente: Julio de Siqueira Carvalho de Araujo; Secretário: Antonio José da Barbara. Convocação: Dispensada a publicação do Edital de Convocação, de conformidade com o disposto no Parágrafo Quarto do Artigo 124 da Lei n o 6.404/ 76. Ordem do Dia: Assembleia Geral Extraordinária: I) deliberar sobre proposta da Diretoria para alterar o Estatuto Social na alínea “g” do Artigo 9o, aprimorando a sua redação; II) rerratificar a redação do “caput” do Artigo 6o do Estatuto Social, constante do Estatuto Social consolidado com a alteração aprovada na Assembleia Geral Extraordinária realizada em 26.4.2011; III) optar pela utilização de comitê de remuneração único, constituído pelo Banco Bradesco S.A., Instituição Financeira líder do Conglomerado Financeiro Bradesco, nos termos da Resolução no 3.921, de 25.11.2010, do Conselho Monetário Nacional. Assembleia Geral Ordinária: I) tomar conhecimento dos Relatórios da Administração e dos Auditores Independentes, e examinar, discutir e votar as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social findo em 31.12.2011; II) deliberar sobre proposta da Diretoria para destinação do lucro líquido do exercício encerrado em 31.12.2011 e ratificação da distribuição dos Juros sobre o Capital Próprio pagos; III) eleger os membros da Diretoria; IV) fixar o montante global anual da remuneração dos Administradores; V) fixar a verba global anual para o Plano de Previdência Complementar dos Administradores. Deliberações: Assembleia Geral Extraordinária: I) aprovada, sem qualquer alteração ou ressalva, a proposta da Diretoria, registrada na Reunião daquele Órgão de 12.4.2012, a seguir transcrita: “Alterar o Estatuto Social, na alínea “g” do Artigo 9 o, aprimorando a sua redação. Se aprovada essa proposta a redação da alínea “g” do Artigo 9o do Estatuto Social passará a ser a seguinte: “Artigo 9o) - g) limitado ao montante global anual aprovado pela Assembleia Geral, realizar a distribuição das verbas de remuneração e previdenciária aos Administradores.”; II) rerratificada a redação do “caput” do Artigo 6 o do Estatuto Social, consolidado com a alteração aprovada na Assembleia Geral Extraordinária realizada em 26.4.2011, em virtude de não ter sido considerada na consolidação a alteração ocorrida na Assembleia Geral Extraordinária realizada em 1o.10.2010. Assim a redação correta do mencionado dispositivo é a seguinte: “Art. 6o) O Capital Social é de R$1.768.358.971,46 (um bilhão, setecentos e sessenta e oito milhões, trezentos e cinquenta e oito mil, novecentos e setenta e um reais e quarenta e seis centavos), dividido em 231.326.344 (duzentos e trinta e um milhões, trezentas e vinte e seis mil, trezentas e quarenta e quatro) ações nominativas-escriturais, sem valor nominal, sendo 115.663.172 (cento e quinze milhões, seiscentas e sessenta e três mil, cento e setenta e duas) ordinárias e 115.663.172 (cento e quinze milhões, seiscentas e sessenta e três mil, cento e setenta e duas) preferenciais.”; III) aprovada a opção pela utilização de comitê de remuneração único, constituído pelo Banco Bradesco S.A., Instituição Financeira líder do Conglomerado Financeiro Bradesco, nos termos da Resolução no 3.921, de 25.11.2010, do Conselho Monetário Nacional. Assembleia Geral Ordinária: I) tomaram conhecimento dos Relatórios da Administração e dos Auditores Independentes, e aprovaram, sem ressalvas, as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social findo em 31.12.2011, de conformidade com a publicação efetivada em 28.2.2012, nos jornais “Diário do Comércio”, páginas 9 a 12, e “Diário Oficial do Estado de São Paulo”, páginas 92 a 96; II) aprovada a proposta da Diretoria, registrada na Reunião daquele Órgão, de 12.4.2012, para a destinação do lucro líquido do exercício encerrado em 31.12.2011 e ratificação da distribuição dos dividendos pagos, conforme segue: Tendo em vista que a Sociedade obteve no exercício social encerrado em 31.12.2011 lucro líquido de R$475.247.660,35, propomos: a) que seja destinado da seguinte forma: R$23.762.383,01 para a conta “Reserva de Lucros - Reserva Legal”; R$336.485.277,34 para a conta “Reserva de Lucros - Estatutária”; e R$115.000.000,00 para pagamento de Juros sobre o Capital Próprio, em substituição aos Dividendos obrigatórios, os quais já foram pagos; b) a ratificação da distribuição dos Juros sobre o Capital Próprio, em substituição aos Dividendos obrigatórios, pagos em 28.10.2011, no montante de R$115.000.000,00, considerando que não será proposta à Assembleia nova distribuição dos Juros sobre o Capital Próprio/Dividendos relativos ao ano de 2011, em razão de já terem sido declarados anteriormente.”; III) reeleitos membros da Diretoria, com mandato até a Assembleia Geral Ordinária de 2013, os senhores: DiretorPresidente: Luiz Carlos Trabuco Cappi, brasileiro, casado, bancário, RG 5.284.352-X/SSP-SP, CPF 250.319.028/68; Diretores Vice-Presidentes: Julio de Siqueira Carvalho de Araujo, brasileiro, casado, bancário, RG 55.567.472-1/SSP-SP, CPF 425.327.017/49; Domingos Figueiredo de Abreu, brasileiro, casado, bancário, RG 6.438.883-9/SSP-SP, CPF 942.909.898/ 53; Diretor Superintendente: Marcelo de Araújo Noronha, brasileiro, casado, bancário, RG 56.163.018-5/SSP-SP, CPF 360.668.504/15, todos com domicílio na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900; Diretor Geral: Marcos Bader, brasileiro, casado, bancário, RG 6.894.640-5/SSP-SP, CPF 030.763.738/70; Diretores: Alexandre de Freitas Monteiro, brasileiro, casado, bancário, RG 24.177.000-2/SSP-SP, CPF 154.746.878/50; Alexandre Rappaport, brasileiro, casado, bancário, RG 23.102.640-7/SSP-SP, CPF 261.852.188/95, todos com domicílio na Alameda Rio Negro, 585, 12 o andar, Edifício Demini, Alphaville, Barueri, SP, CEP 06454-000; Carlos Giovane Neves, brasileiro, solteiro, bancário, RG 09.002.454-8/IFP-RJ, CPF 019.600.887/ 50; Cesario Narihito Nakamura, brasileiro, casado, bancário, RG 14.130.520-4/SSP-SP, CPF 065.816.148/23; Francisco José Pereira Terra, brasileiro, casado, bancário, RG 13.739.154-7/ SSP-SP, CPF 111.112.668/24, todos com domicílio na Alameda Rio Negro, 585, 4o andar, Edifício Padauiri, Alphaville, Barueri, SP, CEP 06454-000; Artur Padula Omuro, brasileiro, casado, bancário, RG 9.379.198/SSP-SP, CPF 024.712.498/25; Marcio Henrique Araujo Parizotto, brasileiro, solteiro, bancário, RG 23.006.774-8/SSP-SP, CPF 256.358.578/33; e Vinicius Urias Favarão, brasileiro, casado, bancário, RG 19.674.792-2/SSP-SP, CPF 177.975.708/50, todos com domicílio na Alameda Rio Negro, 585, 12o andar, Edifício Demini, Alphaville, Barueri, SP, CEP 06454-000; e eleitos Diretores Vice-Presidentes os senhores: José Alcides Munhoz, brasileiro, casado, bancário, RG 50.172.182-4/SSP-SP, CPF 064.350.330/72; Aurélio Conrado Boni, brasileiro, casado, bancário, RG 4.661.428-X/SSP-SP, CPF 191.617.008/00; Sérgio Alexandre Figueiredo Clemente, brasileiro, casado, bancário, RG 55.799.633-8/SSP-SP, CPF 373.766.326/ 20; e Marco Antonio Rossi, brasileiro, casado, bancário, RG 12.529.752-X/SSP-SP, CPF 015.309.538/55, todos com domicílio na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900, cujos nomes serão levados à aprovação do Banco Central do Brasil, após o que tomarão posse de seus cargos, sendo que permanecerão em suas funções até que a Diretoria a ser eleita no ano de 2013 receba a homologação do Banco Central do Brasil e seja a Ata arquivada na Junta Comercial e publicada. Os Diretores reeleitos e eleitos declararam, sob as penas da lei, que não estão impedidos de exercer a administração de sociedade mercantil em virtude de condenação criminal; IV) fixado o montante global anual da remuneração dos Administradores, no valor de até R$8.500.000,00, a ser distribuída em Reunião da Diretoria, conforme determina a letra “g” do Artigo 9o do Estatuto Social; V) fixada a verba global anual de até R$9.500.000,00 para custear Plano de Previdência Complementar Aberta destinado aos Administradores da Sociedade. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o senhor Presidente esclareceu que, para as deliberações tomadas, o Conselho Fiscal da Companhia não foi ouvido por não se encontrar instalado e encerrou os trabalhos, lavrando-se a presente Ata, que lida e achada conforme, foi aprovada por todos os presentes, que a subscrevem, inclusive pelo representante da empresa KPMG Auditores Independentes. aa) Presidente: Julio de Siqueira Carvalho de Araujo; Secretário: Antonio José da Barbara; Administrador: Domingos Figueiredo de Abreu; Acionista: Banco Bradesco S.A., por seus Diretores, senhores Julio de Siqueira Carvalho de Araujo e Domingos Figueiredo de Abreu; Auditor: Cláudio Rogélio Sertório. Declaração: Declaramos para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. aa) Julio de Siqueira Carvalho de Araujo - Presidente e Antonio José da Barbara - Secretário. Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 284.622/ 12-6, em 2.7.2012. a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.


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quarta-feira, 18 de julho de 2012

AGULHAS Delta Air Lines vai investigar como agulhas foram parar em sanduíches distribuídos durante voos da companhia que iam da Holanda aos EUA.

nternacional

Autocensura na Venezuela

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organização pródireitos humanos Human Rights Watch (HRW) afirmou que o governo do venezuelano Hugo Chávez conseguiu construir, após quase 14 anos no poder, um sistema articulado para impor punições e restrições a críticos do governo. Ele utiliza cada vez mais um modus operandi de baixa repercussão: a autocensura, quer no sistema judiciário ou na mídia. No relatório "Apertando o Cerco: Concentração e abuso de poder na Venezuela de Chávez", divulgado ontem em Washington, a ONG descreve o processo pelo qual o governo passou a praticamente a controlar o funcionamento das mais altas cortes do país. O esquema é definido por José Miguel Vivanco, diretor da HRW para as Américas, como um aparato legal de fachada que funciona a ser viço do governo. Ele comparou o governo Chávez com o de Alberto Fujimori (1990-2000), no Peru. Judiciário – Além da influência direta nas decisões, o texto chama atenção para o "efeito Afiuni", o temor espraiado no Judiciário após a prisão, em 2009, da

juíza Maria Lourdes Afiuni, que leva cortes de primeira e segunda instância a se alinharem aos interesses do Executivo. Em outras palavras, autocensurar-se. Em 2009, Afiuni deu liberdade condicional a um banqueiro desafeto do governo, foi atacada por Chávez na TV e horas depois detida. Desde 2011, ela foi transferida para prisão domiciliar após uma onda de críticas ao governo pelo caso. "A Suprema Corte abandonou sua função de servir como contrapeso do Poder Executivo e se converteu em uma instituição a serviço das causas do governo atual. Muitos juízes provavelmente são influenciados pelo caso da juíza Afiuni", diz Vivanco. "Um juiz contou a HRW que a maioria dos magistrados se recusa a conceder sentenças contra 'o que eles percebem como sendo o interesse do governo', ainda que nenhuma autoridade tenha comentado o caso em questão", segue o informe. O "efeito Afiuni" funciona

em conjunto com um problema de longa data do Judiciário venezuelano: a profusão de juízes provisórios, de livre remoção. Ou seja: exposição dos juízes a decisões dos colegas das altas cor tes, que se declaram abertamente alinhados ao projeto chavista. O alto índice de juízes de livre remoção não foi resolvido nos últimos anos, apesar da determinação em contrário da Constituição defendida e aprovada sob Chávez. Mídia – O relatório da ONG compila um conjunto de leis de mídia que considera restritivas e descreve práticas de pressão continuada contra TVs e rádios que dependem de concessões do governo para funcionar. É o caso da TV opositora Globovisión, que no mês passado foi obrigada a pa-

gar uma multa milionária – punição determinada pelo Conatel, conselho considerado alinhado ao governo, por uma cobertura de uma rebelião penitenciária considera excessiva. O texto alerta para um suposto efeito exemplificador das punições anteriores, com autocensura dos próprios jornalistas. Impor tantes jornais nacionais, ainda que alvos de punições e censura, circulam normalmente com duras críticas ao governo, como Tal Cual, El Nacional e El Universal. (Folhapress)

Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Ali Jarekji/Reuters

Damasco: Luta pela 'libertação' continua.

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Ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, se encontrou com refugiados sírios na Jordânia ontem.

ebeldes do Exército Livre Sírio declararam uma batalha para "libertar" Damasco e também afirmaram ter derrubado um helicóptero na capital síria. Pelo menos oito pessoas morreram quando tanques e helicópteros foram enviados para o bairro de Qaboun. Os confrontos se concentraram nos bairros de Kfar Souseh, Nahr Aisha, Midan e Qadam, no sudoeste da capital, mas houve registros de violência também em Hajar e Aswad, informou o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos. Combatentes afirmaram que helicópteros atacaram Mezze, área nobre onde moram algumas das autoridades do governo, provocando danos num prédio perto da mesquita de al-Akram. Um oficial do Exército sírio disse à agência France Presse que as tropas "estão no controle da situação" e "expulsaram terroristas, que buscaram refúgio em apartamentos e mesquitas". Também foram registrados

confrontos perto do Parlamento, um desafio sem precedentes ao governo de Bashar al-Assad. Esses acontecimentos representam o avanço mais ousado da oposição na direção de Damasco, uma aparente tentativa de testar a vontade do regime de usar mais forças na capital. Famílias aterrorizadas fugiram da cidade ou estavam se preparando para sair a qualquer momento. General desertor – O general Manaf Tlass, o oficial de maior patente a desertar do Exército sírio, anunciou ontem, em um comunicado, que se encontra em Paris e que deseja uma transição construtiva em seu país. Tlass afirma desejar "que o país saia da crise mediante uma fase de transição construtiva que garanta à Síria sua unidade, sua estabilidade e sua segurança, assim como as aspirações legítimas de seu povo". Ele também expressa sua "ira e dor ao ver o Exército travando um combate contrário a seus princípios".

Baz Ratner/Reuters

Tortura no Chile

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ois coronéis reformados da Força Aérea do Chile foram detidos e indiciados ontem por torturar e matar o general Alberto Bachelet, pai da expresidente Michelle Bachelet, durante a ditadura de Augusto Pinochet. Ramón Cáceres e Edgar Ceballos enfrentarão acusação de tortura com resultado de morte. O indiciamento, assinado pelo juiz especial Mario Carroza, foi emitido depois do Serviço Médico Legal divulgar, em 21 de junho, o resultado de uma série de perícias que estabeleceram que Bachelet morreu por causa das torturas que sofreu após ser detido e

acusado de traição, em 1974. Bachelet foi um dos integrantes das Forças Aéreas que não se uniram a Pinochet em seu golpe militar que derrubou o governo de Salvador Allende. Depois de sua detenção, ele foi levado a uma prisão de Santiago e transferido quase diariamente para a Academia de Guerra Aérea, onde era submetido a tortura, como os demais militares que não se uniram ao ditador. Michelle Bachelet, na época estudante de medicina, e sua mãe, Ángela Jeria, também foram presas e levadas a um centro de torturas da Dina, a polícia secreta de Pinochet. (Agências)

Crise em Israel?

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Líder do partido Kadima, Shaul Mofaz, falando à imprensa ontem.

urou apenas 70 dias a supermaioria parlamentar do premiê israelense, Benjamin Netanyahu. O partido centrista Kadima abandonou a coalizão de governo por divergências em torno da isenção do serviço militar a judeus ultraortodoxos. Com o fim da maior coalizão já formada em Israel, voltaram os rumores de dois meses atrás de que as eleições podem ser antecipadas. A lei que isenta milhares de estudantes religiosos do alistamento militar foi considerada inconstitucional pelo Supremo e expira no dia primeiro de agosto.

Mudanças no sistema, que incluiriam o fim da isenção aos ultraortodoxos e cidadãos árabes de Israel, haviam sido uma das condições do Kadima para entrar no governo. Mas temendo alienar partidos religiosos de sua coalizão, o premiê rejeitou uma proposta feita pelo Kadima para ampliar o alistamento, o que levou ao fim da aliança. Para o analista Akiva Eldar, do jornal Haaretz, o fim da coalizão "é uma boa notícia para a democracia israelense". Sem a supermaioria, "Netanyahu terá que pensar duas vezes antes de atacar o Irã". (Folhapress)


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quarta-feira, 18 de julho de 2012

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9 SHOPPINGS IRREGULARES Operação da Prefeitura de São Paulo aponta que a maioria dos shopping centers de São Paulo possui algum tipo de irregularidade legal. Estabelecimentos podem ser fechados.

idades

Prefeitura faz pente fino nos shoppings Fiscalização do poder público aponta que, dos 47 shopping centers que existem na capital paulista, apenas 19 têm a sua situação legal totalmente regularizada.

D

os 47 shopping centers de São Paulo, apenas 19 estão com sua situação regularizada. A Prefeitura está fiscalizando 22 empreendimentos da cidade. Outros seis conseguiram liminares judiciais que proíbe qualquer ação administrativa. A blitz da Prefeitura sobre os shoppings teve início em junho, quando o jornal Fo l h a de S.Paulo revelou que Daniela Gonzalez, ex-diretora financeira da BGE, empresa do grupo Brookfield que administra shoppings, acusa a empresa de ter pago propina para obter licenças para seus empreendimentos. Daniela citou os cinco shoppings da qual a BGE é sócia na capital paulista. São eles: Pátio Higienópolis, Pátio Paulista, West Plaza, Raposo e Vila Olímpia. Desde então, os alvarás do Higienópolis e do Pátio Paulista já foram cassados. O shopping Mooca Plaza, inaugurado em novembro do ano passado, não tinha licença de funcionamento e foi notificado a fechar as portas. Também foram multados os shoppings Aricanduva e Interlagos, ambos do grupo Savoy. Puxadinho – A principal irregularidade do Interlagos se refere ao número de vagas estabelecido na Certidão de Diretrizes para cada um dos centros de compras. "Fazem puxadinho, lava-rápido, fecham valet, rearranjam", explica o secretário municipal das Subprefeituras, Ronaldo Camargo. Ele garante, no entanto, que nenhuma das irregularidades encontradas nos shoppings acarreta em risco para os frequentadores. O Mooca Plaza conseguiu recentemente na Justiça uma liminar que lhe garante prazo até setembro deste ano para concluir as obras viárias do entorno exigidas pelo município. O prazo inicial dado pela Subprefeitura da Mooca para que o estabelecimento obtivesse a licença de funcionamento terminaria no fim deste mês. No dia 30, o empreendimento seria lacrado porque, segundo a Prefeitura, ele não teria tempo hábil para concluir todo o procedimento. O estabelecimento funciona desde novembro de 2011 sem a documentação necessária e, no mês passado, a Prefeitura anunciou uma multa de R$ 205.086,73. O shopping informou que terminaria ontem a última das 17 obras viárias exigidas. Com isso, o empreendimento já pode pedir à Secretaria dos Transportes o último documento que falta para obter o Habite-se do prédio e o alvará de funcionamento. (Agências)

Sebastião Moreira/EFE

Praça Memorial 17 de Julho foi inaugurada ontem com a presença de familiares das vítimas do acidente da TAM e autoridades. Responsáveis ainda não foram ouvidos pela Justiça. Nelson Antoine/Fotoarena/AE

Alexandro Auler/AE

Aniversário de cinco anos da tragédia do Airbus foi marcado por protestos de familiares no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (à esq.), e em Porto Alegre.

TRAGÉDIA DA TAM: CINCO ANOS DE DOR.

A

inauguração da Praça Memorial 17 de Julho, ontem, em homenagem às 199 vítimas da explosão do Airbus A320 da TAM, há cinco anos, foi marcada pela emoção. Assim como no dia do acidente, fazia frio e chovia na região do Aeroporto de Congonhas, zona sul. Às 18h50 de ontem, o som de um clarinete tocado pela Polícia Militar ecoou por um minuto, em referência ao momento em que o avião se chocou com o prédio de cargas da própria companhia e explodiu. Foi também quando a tempestade se intensificou no local. Cerca de 300 familiares e amigos participaram da cerimônia. Na mureta com o no-

me das vítimas, em volta do espelho d’água, parentes deixavam flores brancas e estrelas com mensagens de carinho e saudade. Na cerimônia foram acesas 199 lâmpadas de LED em formato de estrelas postas no chão. No centro da praça há uma amoreira que resistiu à explosão. Depois da apresentação de um coral, familiares discursaram, reforçando que a praça não é apenas uma homenagem às vítimas, mas "um endereço de alerta sobre a falta de segurança no tráfego aéreo do País". Projetado de acordo com a vontade dos parentes, o Memorial tem 8,3 mil metros quadrados e fica na frente da ca-

beceira da pista de Congonhas. As obras custaram R$ 3,6 milhões. O prefeito Gilberto Kassab foi à cerimônia. "Espero que as autoridades que passam por aqui e são responsáveis pela aviação civil coloquem as mãos à obra", disse o prefeito, em referência à melhoria da segurança aérea. Satisfeitos com a execução do projeto, integrantes da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAM JJ3054 (Afavitam) celebraram a inauguração, mas não sem protestar pela demora na condenação dos culpados. Os responsáveis pela tragédia ainda não foram ouvidos na Justiça. Denunciados pelo Ministério Público Federal, a então dire-

tora da Agência Nacional de Aviação Civil, Denise Abreu, e os ex-diretores da companhia Alberto Fajerman e Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro pleiteiam a absolvição sumária no processo. Por volta das 14 horas, antes da cerimônia oficial, representantes da Afavitam distribuíram panfletos na frente do aeroporto, exigindo maior segurança. Congonhas voltou a operar no limite. Hoje, em média, são 33 pousos e decolagens por hora. O número máximo permitido pela Anac é de 34 - na época do acidente, eram 46. A busca por indenização continua para um grupo de familiares. Eles já fizeram acor-

do com a TAM, mas ainda reivindicam na Justiça a condenação da Airbus com base em documentos que supostamente indicam que a fabricante sabia das falhas mecânicas do modelo A320. Sul – Cerca de 30 familiares e amigos das vítimas do voo 3054 da TAM se reuniram em Porto Alegre, cidade onde a viagem começou. Primeiro, o grupo depositou flores e cartazes no Largo da Vida, local onde, em 2008, foram plantadas árvores para lembrar os mortos. Depois, os manifestantes foram até o saguão do Aeroporto Salgado Filho. No fim da tarde, houve uma missa na Catedral Metropolitana. (AE)

Renato Silvestre/AE

Helvio Romero/AE

COMÉRCIO NA LAMA – Pedestres enfrentaram ontem chuva e lama no Calçadão da Rua Antônio

PINTURA NOVA – Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha de França, na zona leste de São Paulo, está recebendo uma pintura amarela. Trabalho provoca um curioso efeito visual.

Agu, principal polo de comércio de Osasco, na Grande São Paulo.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 18 de julho de 2012

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FOCADO NO ALVO "O que estamos fazendo agora é construir o mapa do campo de batalha (contra o câncer)", diz o pesquisador Timothy Ley.

Arma de precisão contra a leucemia Pesquisadores da Universidade de Washington sequenciam todos os genes para descobrir e tratar os que estimulam o câncer. E salvam colega. Fotos: The New York Times

Gina Kolat The New York Times

O

s pesquisadores de g e n é t i c a d a U n iversidade de Washington, um dos principais centros de pesquisa do genoma humano do mundo, estavam arrasados. O Dr. Lukas Wartman, um jovem colega, talentoso e amado, fora acometido pelo câncer que ele havia dedicado a carreira a estudar. Ele estava se deteriorando rapidamente. Nenhum tratamento de que se tinha conhecimento era capaz de salvá-lo. E ninguém, até onde a equipe sabia, jamais investigara a composição genética total de um câncer como o dele. Então, em um certo dia do de julho passado, o Dr. Timothy Ley, diretor associado do instituto do genoma da universidade, convocou sua equipe. Por que não investir todas as nossas fichas em verificar se conseguimos identificar qual gene trapaceiro está estimulando o câncer de Wartman, uma leucemia linfoblástica adulta aguda? "É agora ou nunca", ele se lembra de lhes ter dito. "Nós só teremos uma chance." A equipe de Ley experimentou um tipo de análise que nunca tinha feito antes. Eles sequenciaram todos os genes, tanto das células cancerígenas quanto das células saudáveis de Wartman, para comparálos, analisando, ao mesmo

O doutor Lukas Wartman, paciente de leucemia, é examinado pelo colega John DiPersio no Barnes-Jewish Hospital, em Saint Louis.

tempo, o RNA do colega, primo químico próximo do DNA, em busca de indícios do que os seus genes estavam fazendo. Os pesquisadores do projeto colocaram outros trabalhos de lado por semanas, operando uma das 26 máquinas de sequenciamento e o supercomputador da universidade vinte e quatro horas por dia. E encontraram o culpado – um gene normal que estava extenuado, produzindo enormes quantidades de uma proteína que parecia estar estimulando o crescimento do câncer. Melhor ainda foi descobrir que havia um novo e promissor medicamento, o Sutent, que poderia desativar o gene defeituoso – um remédio que havia sido testado e aprovado apenas para ser administrado em caso de câncer renal avançado. Wartman se tornou a primeira pessoa a ser tratada com ele no tratamento contra a leucemia. Agora, ao contrário do que indicavam todas as adversidades, o câncer está em remissão. Embora ninguém possa dizer que Wartman está curado, ele, após enfrentar a certeza de que iria morrer no ano passado, está vivo e bem. Wartman é pioneiro de um novo método de interrupção do câncer. O que é importante, segundo os pesquisadores médicos, são os genes que induzem o câncer, e não o tecido ou órgão – o fígado ou o cérebro, a medula óssea, o sangue ou o cólon – onde o câncer se origina.

Uma nova abordagem

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câncer de mama de que sofre uma mulher pode ter causas genéticas diferentes do câncer de mama de que sofre uma outra e, de fato, podem ter mais em comum com o câncer de próstata sofrido por um homem ou com o câncer de pulmão sofrido por outro paciente. Trabalhando com essa nova abordagem, os pesquisadores esperam que o tratamento seja adaptado para dar conta de mutações de tumores de indivíduos específicos, com medicamentos, eventualmente, que enfrentem vários dos principais genes defeituosos de uma só vez. Os coquetéis de medicamentos seriam análogos ao do tratamento do HIV, que utiliza vários medicamentos diferentes para combater o vírus em várias regiões fundamentais.

Não há consenso entre os pesquisadores a respeito de quando o método, conhecido como sequenciamento total do genoma, estará disponível para o grande público e será coberto pelas seguradoras de saúde – as estimativas variam de alguns anos a uma década. Mas eles acreditam que a abordagem é extremamente promissora, embora ainda não tenha curado ninguém. Com a queda acentuada nos custos de sequenciamento e a explosão das pesquisas sobre genes, os especialistas esperam que as análises genéticas do câncer se tornem rotina. Assim como patologistas produzem hemoculturas para identificar quais antibióticos usar, o sequenciamento de genomas irá indicar quais medicamentos podem conter um câncer.

"Até que se saiba o que está impulsionando o câncer de um paciente, não se tem de fato chance de acertar", disse Ley. "Nos últimos 40 anos, temos enviado generais para a guerra sem um mapa do campo de batalha. O que estamos fazendo agora é construir o mapa." Grandes empresas estão se envolvendo com a pesquisa, começando a testar medicamentos que combatem um gene em vez de um de tumor. Por ora, o sequenciamento total do genoma vive sua infância e é assustadoramente complexo. As sequências de genes são apenas o começo – elas vêm em bilhões de pequenos pedaços, como um enorme quebra-cabeça. O trabalho árduo é descobrir quais mutações são importantes, uma tarefa que requer habilidade, experiência e intuição.

'Sensação difícil de descrever'

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té agora, a maioria das pessoas que escolheram esse caminho são ricas e bem relacionadas. Quando Steve Jobs esgotou outras opções para combater o câncer no pâncreas pelo qual havia sido acometido, consultou médicos que fizeram o sequenciamento e a análise de seu genoma. Isso lhe custou US$ 100 mil, de acordo com seu biógrafo Walter Isaacson. O escritor Christopher Hitchens, morto em dezembro passado, recorreu ao diretor dos Institutos Nacionais de Saúde, o Dr. Francis Collins, que o aconselhou sobre onde solicitar uma análise genética de seu câncer de esôfago. Os eticistas questionam se as pessoas que têm dinheiro devem ter opções que extrapolam em demasia o alcance da maioria dos pacientes antes que tais tratamentos se tornem parte normal da medicina. E será que as pessoas de meios mais limitados ficarão tentadas a levar a família à falência em busca de uma cura? "Se dissermos que precisamos de pesquisas porque essa é uma ideia nova, por que as pessoas ricas já podem ter acesso a ela?", questionou Wylie Burke, professora e presidente do departamento de Bioética da Universidade de Washington. O que representaria uma bênção, disse ela, seria o método se tornar

disponível para todos caso ele funcione. O câncer de Wartman ainda está em remissão, por enquanto, mas ele tem lutado contra uma complicação comum de transplantes de medula, na qual os glóbulos brancos do sangue da medula transplantada atacam as células do organismo do paciente como se elas fossem estranhas. Ele teve erupções e se sentiu mal. Mas essas complicações estão diminuindo gradualmente, e ele está de volta ao trabalho no laboratório de Ley. Os colegas de Wartman querem procurar a mesma mutação nas células cancerígenas de outros pacientes que têm o mesmo câncer de que ele sofre. E gostariam de começar um estudo clínico com o Sutent para descobrir se a droga pode ajudar outras pessoas com leucemia, ou se a solução que encontraram para Lukas Wartman coube apenas a ele. Wartman, por sua vez, tem algumas incertezas incômodas. Ele sabe quão sortudo é, mas o que o futuro reserva para ele? Ele pode fazer planos para o resto da vida? Será que está curado? "É uma sensação difícil de descrever", disse ele. "Estou navegando por águas desconhecidas."


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3Treinadores

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OUTROS ASSUNTOS Os Treinadores da Alegria apresentam também peças sobre responsabilidade social, inclusão, qualidade de vida, alcoolismo e trânsito.

setor

Fotos: Divulgação

da Alegria: o melhor é cuidar do meio ambiente Palhaços vão a escolas, empresas a parques ensinar crianças e adultos sobre a importância de realizar ações de preservação. Kelly Ferreira

Entre os assuntos abordados durante as apresentações estão a coleta seletiva alhaços invadem em- de lixo, a reciclagem de mapresas, escolas e par- teriais, a poluição do ar, da ques se passando por água e do solo, a redução do agentes do governo. consumo de água e de enerAtraem a atenção distribuin- gia elétrica. Os atores explido lixo, que as pessoas são cam também sobre efluenobrigadas a levar para casa, tes, gases tóxicos, efeito espois há excesso de sujeira tufa, chuvas ácidas, camada nas ruas e falta espaço nos li- de ozônio, queimadas em floxões e aterros sanitários. Es- restas e tantos outros deseta cena abre o espetáculo de quilíbrios ambientais. Os asconscientização ambiental suntos abordados são semrealizado pela trupe Treina- pre ligados ao meio ambiente dores da Alegria, que tem co- e à necessidade de sua premo protagoservação. nistas os pa"Nosso inslhaços Lelé e trumento de Dacuca. conscientizaÉ um teatro C o m r o ução são as peinterativo que p a s c o l o r iças teatrais das, rostos rápidas com busca alertar, pintados e a utilização informar e educar um baú cheio de bonecos e as pessoas de de tranqueia apresentaforma direta. ras, a dupla ção de atores de palhaços c lo wn e sc os , EDUARDO MANCINI, leva para esos comedianCOORDENADOR c o l a s p ú b l it e s " , e x p l icas, fábricas cou o coordee escritórios, de uma forma nador dos Treinadores da Alelúdica e divertida, a ideia de gria, Eduardo Mancini. As parque todos podem trabalhar t i c i p a ç õ e s , s e g u n d o e l e , para contribuir, melhorar e tornam a apresentação lúdipreservar o meio ambiente. É ca, despertando interesse e por meio de uma peça teatral empatia e facilitando a partirápida, objetiva e divertida cipação do público. "É um teaque, há 15 anos, os oito ato- tro interativo que busca alerres do grupo mostram, com tar, informar e educar as pesbom humor, que cada pessoa soas de forma direta, permié responsável pelo que acon- tindo uma assimilação eficaz tece no planeta. e duradoura", afirmou.

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Ação realizada em parque com crianças e adultos

Atores do Treinadores da Alegria: grupo mostra, com bom humor, que cada pessoa é responsável pelo que acontece no planeta.

Luxo e lixo – Com o espetáculo O Luxo do Lixo, a trupe, que conta com os atores Thiago Toledo, Juliana Lucilha, Marcelo Franzolin, Milton Machado, Eduardo Osório, Marla O’Hara, Cléo Moraes e Eduardo Mancini, já executou mais de mil ações de conscientização. O grupo atuou em empresas como Petrobras, Votorantim, Pirelli Pneus e Coca-Cola. O projeto ainda busca patrocinadores para poder realizar mais de 100 apresentações em escolas públicas, já aprovadas pela Lei Rouanet e Proac – ICMS. "Graças a patrocínios já fizemos 50 apresentações em escolas públicas este ano. Em instituições beneficentes, como ONGs, associações de bairro e comunidades, as apresentações são gratuitas", disse Mancini. Além de abordar temas ambientais, os Treinadores da

Alegria desenvolvem também peças teatrais sem deixar de lado a criatividade e a conscientização e sensibilização sobre responsabilidade social, inclusão de deficientes, qualidade de vida, AIDS/DST, alcoolismo, segurança no trabalho e no trânsito. Sempre trabalhando com assuntos relacionados à cidadania, a duração dos espetáculos pode variar de 15 minutos a uma hora. No início - A história dos Treinadores da Alegria começa quando o administrador de empresas, publicitário e ator Eduardo Mancini perdeu o único cliente, em 1991, em consequência do Plano Collor. Era ele que mantinha a sua agência de publicidade aberta. Foi então que decidiu se dedicar à carreira de ator. Atuou em filmes como Boleiros, Carandiru e Bicho de Sete Cabeças e nas

Ação Criança tem nova campanha obtida com as vendas será revertida para a Fundação Ação Criança. “A parceria com a Fundação Ação Criança é uma forma de incentivar e divulgar o importante trabalho da instituição, além de contribuir para uma infância melhor”, diz Luiz Flores, diretor da marca. Para conhecer mais sobre a campanha e o trabalho da fundação é só acessar www.acaocrianca.org.br ou www.cnsonline.com.br Desde 1996 – A Fundação Ação Criança atua desde 1996 no combate à desnutrição infantil no País. Atende crianças brasileiras

que sofrem algum tipo de risco social e, em quase 15 anos de trabalho, conseguiu garantir um futuro melhor a milhares de meninos e meninas em creches e abrigos, proporcionando uma alimentação adequada e nutritiva às crianças carentes, com idades entre 0 e 7 anos. A Ação Criança realiza campanhas promocionais com a ajuda de seus parceiros, empresários, colaboradores, consumidores e integrantes da classe artística, que não cobram pela participação.

novelas Esperança, Eterna Magia e Escrito nas Estrelas. De acordo com Mancini, o Treinadores da Alegria começou totalmente por acaso graças À empresa Mercedes-Benz que convidou a turma para encenar uma peça e falar sobre a importância de cuidar do meio

Ator Julio Rocha cedeu imagem para venda de toalha da Ação

ambiente. "A partir daí não paramos mais. O principal retorno para nós é participar da educação das crianças com essa conscientização sobre o lixo. Estamos contribuindo de maneira alegre e divertida por um mundo melhor. E isso sem ser chato", finalizou Mancini.

OI Futuro prepara games para deficientes visuais

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Divulgação

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ntidade sem fins lucrativos, apoiada pela Unesco e que tem como objetivo combater a desnutrição infantil, a Fundação Ação Criança reafirma sua parceria com a CNS, marca de calçados e acessórios masculinos, com o lançamento de nova ação beneficente. Para a campanha criada para a Ação, clicada pelo fotógrafo Léo Faria, o ator Julio Rocha, que cedeu gratuitamente sua imagem, exibe a toalha de praia assinada pelo artista plástico Gustavo Rosa. A venda da toalha será feita exclusivamente nas lojas CNS e parte da renda

As peças apresentadas duram de 15 minutos a uma hora

m grupo de alunos do curso de Programação de Jogos do Nave (Núcleo Avançado em Educação), do instituto de responsabilidade social Oi Futuro, desenvolveu três games para pessoas com deficiência visual. Os jogos são ativados por voz ou por sensor de movimentos. Para o desenvolvimento dos games, os jovens, de 16 e 17 anos, realizaram pesquisa sobre mídia para deficientes visuais e visitaram o instituto Benjamin Constant para testar os produtos com os futuros jogadores. Em breve os games estarão disponíveis para download gratuito no site da Apple Store.

O game Blind VS. Zombies, o único que já tem título, é compatível com PC, iPad, iPhone e Android. O jogador coloca fones e se guia somente pelo som em um cemitério. O objetivo é alvejar mortos-vivos. O segundo game tem comando de voz, o jogador dirige um carro e deve usar sua sensibilidade auditiva para desviar de obstáculos e pilotar. Pode ser usado em PC, iPad, iPhone e Android. O terceiro game tem memória corporal e deve ser jogado com kinect (sensor de movimentos). E uma espécie de 'Genius' do corpo. O jogador deve repetir sequências de gestos. Compatível com PC.


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CORTES PRECISOS

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A artista Lisa Rodden transforma simples folhas de papel em belas esculturas tridimensionais apenas recortando os motivos e levantando algumas das abas. A textura, a forma e a fusão de cores são resultado de uma infindável atenção com os detalhes. www.lisarodden.com

Logo Logo

YouTube em 3D

www.dcomercio.com.br

Director Viewer permite ver os vídeos disponíveis em 3D no Youtube. Basta encaixar seu iPhone e olhar no visor. À venda no Japão por cerca de US$ 25. http://bit.ly/N2lAiI

A RQUEOLOGIA C A R T A Z

A RTE DE RUA

Invadindo o Pac-Man

Mona Lisa, encontrada?

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rqueólogos encontraram no convento de Sant'Orsola, em Florença, na Itália, um esqueleto que, acreditam, é de Lisa Gherardini, a mulher que Leonardo da Vinci teria retratado no seu quadro mais famoso, Mona Lisa. A italiana era mulher de um rico comerciante de seda chamado de Francesco del Giocondo. Quando ele morreu, ela se tornou freira e viveu no convento até sua morte, em 1542. Embora a identidade de Mona Lisa seja controversa, a maior parte dos historiadores parece concordar que Lisa foi a modelo do quadro. Em 2011, uma equipe de arqueólogos iniciou a escavação no prédio que foi ocupado pelo convento. Eles encontraram uma cripta e um crânio de mu-

Ossada passará por teste de DNA para confirmação da identidade

Carlo Ferraro/EFE

Mostra 'Meu Brinquedo Preferido' traz peças antigas e suas histórias. Shopping SP Market. Av. das Nações Unidas, 22.540. Grátis.

BRINQUEDO

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lher mas, por falta de recursos, tiveram de interromper os trabalhos. No mês passado, a atividade foi retomada e ontem a equipe revelou fotos do esqueleto que, acreditam, é de Lisa. Os ossos serão comparados com o crânio. Se pertencerem à mesma pessoa, os cien-

tistas vão comparar o DNA da ossada com os restos mortais de dois filhos de Lisa. Após esses estudos, eles pretendem refazer o rosto original da italiana e compará-lo com a Gioconda de Da Vinci - e talvez resolver o enigmático sorriso da pintura de 500 anos.

Guilherme Almeida/AE

M ÚSICA

O 35º Bob Dylan O novo álbum de estúdio de Bob Dylan, Tempest, será lançado em 11 de setembro para marcar o 50º aniversário de seu álbum de estreia . O 35º álbum do astro trará 10 músicas novas.

Uma pintura de Leon Keer em trompe l’oeil inspirada no videogame Pac-Man faz a diversão dos pedestres na cidade de Venlo, na Holanda. http://bit.ly/LWK6CT

L OTERIAS F IFA Concurso 1090 da DUPLA SENA

Blatter não renunciará quiserem minha renúncia, peçam ao Congresso da Fifa", declarou. Blatter anunciou que o Comitê Executivo da Fifa aprovou por unanimidade novos Códigos de Ética, que regerão a entidade a partir do dia 25.

Primeiro sorteio 03

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Segundo sorteio 09

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O presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse ontem que não renunciará ao cargo, mesmo após as críticas por ter acusado a Alemanha de pagar suborno para sediar a Copa de 2006. Ele negou ter feito a acusação. "Se

'QUEM É ELE?' - Neymar cercado por seguranças no desembarque da seleção brasileira no aeroporto de Heathrow, Londres. Um dos seguranças se surpreendeu com o assédio e quis saber quem era a celebridade.

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Concurso 2945 da QUINA 01

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T ECNOLOGIA

A mochila de Steve Wosniak Sete celulares, sendo dois iPhones, dois iPads, dois aparelhos de GPS, dois modems 4G, um modem 3G, baterias para máquina fotográfica, e um MacBook Pro. Se você acha essa lista exagerada, compare-a ao arsenal da foto ao lado e verá que ainda faltam muitos itens de "sobrevivência". Pelo menos para Steve Wozniak [foto menor], o cofundador menos famoso da Apple, que carrega tudo o que está na foto numa mochila que pesa 22 quilos. A lista completa de itens e a foto foram revelados ontem pelo site Gizmodo. O site traz também um texto de Wozniak, que garante utilizar todos os itens. Ou quase todos, já que alguns pertencem a sua mulher. http://bit.ly/Lotk9I


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13 YAHOO! Lucro líquido de US$ 226,6 milhões no 2º trimestre. Queda de 4,4%.

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INTEL NO MUNDO Empresa reduz sua projeção de crescimento de 10% para 3% a 5%.

Renato Araújo/ABr -28.09.09

Bancários de Brasília em protesto na Esplanada dos Ministérios, em 2009. Mobilizações da categoria têm parado o País nos últimos anos.

Dada a largada das campanhas salariais Bancários, comerciários e metalúrgicos são algumas das categorias com data-base neste segundo semestre. Todas esperam aumento real nas negociações. Karina Lignelli

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ndependente do cenário de desaceleração econômica, categorias de trabalhadores com data-base no segundo semestre, como bancários, comerciários, metalúrgicos, químicos e petroleiros, têm perspectivas positivas de conquistar ganhos acima da inflação em suas negociações salariais. Medidas do governo, como a desoneração da folha em alguns setores, e o bom desempenho em outros, como o financeiro, devem influenciar os resultados da campanha, apontam dirigentes sindicais. Em 2011, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mais de 60% das negociações tiveram ganho real médio de 2%. Em 2012, a expectativa é conquistar, no mínimo, índices semelhantes. Além de reivindicações trabalhistas, as categorias terão bandeiras como a redução dos juros e do spread bancário, por "inviabilizarem o crescimento da economia". Os comerciários de São Paulo, com 500 mil trabalhadores na pauta de negociação e data-base em setembro, já ini-

ciaram suas mobilizações. De acordo com o presidente do sindicato da categoria, Ricardo Patah, além do reajuste de 10% (inclui aumento real de 5%, ante inflação média de 5% projetada para o mês), a categoria deve brigar pela melhora no trabalho aos domingos, com negociação de folga em um fim de semana do mês, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cesta básica e seguro de vida. "Estamos discutindo a inflação passada nessa campanha, de um período que foi um dos melhores para o comércio nos últimos anos. Agora, mesmo que o Produto Interno Bruto diminua puxado pela indústria, o comércio se mantém forte, apesar de ter desacelerado. A partir de agosto, com datas comemorativas do semestre, nosso setor mostrará capacidade de superar o mo-

m e n t o " , grande, poracredita. que não há O setor nada no setor bancário é que aponte O mercado sabe outro que p a r a p r e j u ípor experiência também defizos nos banprópria que com niu sua pauta cos. "É preciaumento real os de reivindicaso conquistar trabalhadores ções. De aumento real acordo com o para manter compram e fazem a Sindicato dos o mercado economia girar. Bancários e aquecido e a MIGUEL TORRES, SINDICALISTA Fi nan ci ári os economia na de São Paulo, rota de cresOsasco e Região, a categoria cimento", diz. vai brigar por reajuste de O presidente da Federação 10,25% (aumento real inclu- dos Trabalhadores nas Indússo), além de melhora na PLR e trias Químicas e Farmacêutiaumento do piso salarial para cas do Estado de São Paulo chegar ao mínimo necessário (Fequimfar), Sérgio Luiz Leite, calculado pelo Dieese, esti- explica que a categoria tem mado em R$ 2.416,38. Hoje, o debatido com o setor emprepiso é de R$ 1.400. sarial que aumentar o poder De acordo com a presidente de compra do trabalhador tem do sindicato, Juvandia Morei- sido um meio importante para ra, a perspectiva de sair mais ajudar a fortalecer o mercado uma vez com ganho real é interno frente aos efeitos da

Sindicalistas da GM recorrem a Dilma

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epresentantes dos trabalhadores que temem a ameaça de demissões na fábrica da General Motors em São José dos Campos, interior de São Paulo, reuniram-se ontem com o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e saíram de lá com a promessa de que o caso será levado à presidente Dilma Rousseff. Os metalúrgicos afirmam que há risco de demissão em massa com o fechamento do setor do complexo industrial da GM responsável pela montagem de veículos como Zafira e Meriva. Esses modelos estão sendo substituídos pela perua Spin, que está sendo montada em São Caetano do Sul (SP), e cerca de 1,5 mil funcionários poderão ser afetados pelo fechamento da linha, de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.

A GM não confirma quantos funcionários trabalham na linha conhecida como MVA, que também produz os modelos Corsa e Classic. Na quinta-feira passada, a linha encerrou a produção da Zafira. Além disso, a produção do Corsa que operava em dois turnos passou recentemente a apenas um turno. A montadora promoveu dois programas de demissão voluntária na unidade desde junho, com adesão de 356 trabalhadores. Procurada, a GM informou que não foi convocada para a reunião com o secretário geral da Presidência da República, mas que uma série de reuniões com dirigentes sindicais e autoridades estaduais e federais serão promovidas até o fim deste mês para "troca de informações e avaliação da situação" na unidade. No início do mês, o vice-presidente de Relações Públicas e

Lucas Lacaz Ruiz/AE

crise internacional. "É uma estratégia que tem dado certo desde a crise de 2008. Estamos otimistas", afirma. A categoria, que tem 115 mil trabalhadores, acredita que a desoneração da folha em grupos como o de Plásticos, por exemplo, influirá positivamente na negociação, por gerar economia de 30% a 40% nos custos das empresas (segundo estimativa do Dieese). O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Miguel Torres, é da mesma opinião. Segundo ele, enquanto o mundo está em recessão, o Brasil tem uma economia que se mantém porque os trabalhadores têm procurado fazer a sua parte para defender a competividade da indústria. "O mercado sabe por experiência própria que com aumento real os trabalhadores compram e fazem

Petrobras renegocia participação nos lucros

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Greve na GM de São José dos Campos começou na segunda-feira Governamentais da GM do Brasil, Marcos Munhoz, afirmou que "depende do mercado" a manutenção dos postos de trabalho na linha da fábrica de São José dos Campos. Na ocasião, o executivo comentou que a montadora não estava descumprindo acordo com o governo que impede demissões em troca de redu-

ção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) até 31 de agosto, pois a companhia está contratando trabalhadores em outras unidades no País. Os sindicalistas deverão se reunir ainda com representantes do Ministério do Trabalho entre os dias 20 e 25 para discutir a situação. (Reuters)

a economia girar", diz ele. Torres aposta que a categoria, com 260 mil trabalhadores, conquiste no mínimo 3% de ganho real, como em 2011. Para o diretor-presidente do Instituto de Pesquisa Fractal e professor de economia da Fundação Instituto de Administração (FIA), Celso Grisi, os sinais de reversão da desaceleração econômica começam a aparecer, puxados pelas medidas do governo que começam a fazer efeito, e pela entrada de US$ 6,5 bilhões de capital estrangeiro para investimentos em junho. Outra boa perspectiva é da iminência de outro pacote do governo, mais abrangente, de desonerações trabalhistas em alguns setores. Tudo isso, segundo ele, pode refletir positivamente em reajustes com ganhos reais. "É bom para a economia porque faz aumentar o consumo. Haverá reajustes sim, mas certamente mais modestos que os anteriores, porque ainda vivemos um período de retração. Temos uma expectativa de recuperação que ainda não começou totalmente. O governo poderia ter sido mais incisivo, manteve uma postura agressiva em relação ao capital estrangeiro, mas perdemos o primeiro semestre", conclui.

Petrobras melhorou a proposta de pagamento de Participação sobre os Lucros e Resultados (PLR) referente ao exercício de 2011. Os petroleiros ameaçam entrar em greve geral a partir do dia 20, segundo o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (Fup), João Antonio de Moraes. Em reunião que durou toda a manhã de ontem, a empresa ofereceu mais R$ 760 sobre o piso de R$ 16,5 mil referente ao PLR de 2011. Os trabalhadores já receberam 40% do valor total da PLR em janeiro, segundo informou Moraes. Além disso, a empresa ofereceu antecipação da gratificação que seria paga aos trabalhadores em setembro, no valor de 20% sobre o salário do funcionário. "Agora vamos nos reunir e

começar uma nova rodada de assembleias para votar a proposta feita ontem", disse Moraes. Os sindicatos de empregados da empresa estão realizando esta semana assembleias em vários estados para decidir sobre a paralisação a partir do dia 20, ou seja, se aceitam ou não essa proposta. Eles rejeitaram a primeira proposta da companhia, que, segundo a Fup, ficava 7,8% abaixo do pagamento de PLR de 2011, enquanto o pagamento de dividendos aos acionistas foi 2,3% maior. Procurada, a assessoria de imprensa da Petrobras informou que ainda não tinha retorno da reunião e não soube confirmar o valor da proposta oferecida aos sindicalistas. (Folhapress)


14 -.ECONOMIA

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e A hora e a vez dos negócios de inverno

15 As vendas dos produtos da linha Nita Cook, da Nita Alimentos, aumentam entre 15% e 20% no inverno.

conomia

Fotos: L.C. Leite/LUZ

Cobertores: disputa mais honesta com medidas adotadas pelo governo.

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desempenho do setor de cobertores está fortemente ligado ao inverno. Segundo o diretor de vendas da Parahyba Cobertores, Marcos José, a novidade para a estação são as mantas, que chegaram ao varejo com novas estampas. O forte das compras dos comerciantes de mantas e cobertores ocorrem até junho. Agora, ocorrem as reposições. "Os negócios estão estáveis e esperamos um cenário melhor para o próximo ano", resumiu. Trata-se de um segmento fortemente atingido pela invasão de itens importados. Tanto que, dos dez fabricantes nacionais de cobertores existentes há dez anos, sobraram quatro. As boas perspectivas para 2013 são explicadas pelas medidas antidumping adotadas pelo governo, que atingiram primeiro o produto pronto e, depois, o tecido importado. "Os preços estão mais equilibrados e a disputa ficou mais honesta", conclui. Edredons – No varejo, o bom desempenho não se limita apenas às mantas e cobertores, mas se estende também aos edredons. De acordo com o sócio-diretor da Zêlo, Mauro Razuk, com as quedas de temperatura, a procura por esses produtos duplica. "Nesta época do ano, a participação desses itens no faturamento chega a quase 60%", calcula. As colchas e roupões de banho também são bem procurados no inverno. (SP)

Quando as temperaturas baixam, os faturamentos sobem em alguns nichos da economia, destaque para cafeteiras, cobertores e aquecedores. Sílvia Pimentel

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esmo com a economia morna e um clima instável, ora calor, ora muito frio, as expectativas de fabricantes de produtos relacionados ao inverno são positivas, com aumento nas vendas dos próximos dois meses. O período de temperaturas mais baixas é a grande – e às vezes única – oportunidade de vendas no ano de alguns segmentos, melhor até que o Natal. Seja a gás, álcool, elétrica ou a lenha, as lareiras estão entre esses produtos. Segundo o sócio-proprietário da Casa das Lareiras, que atua no mercado há 32 anos, Douglas Marques de Almeida, nos meses de inverno, as vendas aumentam em 30% quando comparadas a outras estações. Ele diz que os preços variam de R$ 850 a R$ 5 mil, conforme o modelo, acabamento e tamanho da lareira.

Internet – Um levantamento d o s i t e Z o o m ( w w w . z oom .co m. br), comparador de preços, apontou que bota de cano longo foi o item que registrou o maior crescimento nos serviços de busca, seguida dos aparelhos de fondue, agasalhos de esporte e aquecedores de ambiente nos últimos 30 dias. Em um ranking de 20 produtos mais procurados pelos consumidores no meio virtual, cafeteira elétrica e adega climatizada aparecem nas última posições. As temperaturas mais baixas ainda incrementam os negócios do segmento de preparo de bolos. De acordo com a Nita Alimentos, nessa estação do ano, as vendas dos produtos da linha Nita Cook (doméstica) e de food service, que representam cerca de 16% do faturamento total da empresa, aumentam entre 15% e 20% na comparação com outros meses. O sabor chocolate é um dos mais procurados no frio, ao la-

Divulgação

Almeida, da Casa das Lareiras: no inverno, as vendas crescem em 30%. do do aipim, milho e fubá, que estão mais relacionados às festas juninas. Para a Nita, a linha Cook é um segmento importante para a empresa porque leva o consumidor a atestar a qualidade empregada nas linhas de produção.

Segmento de mantas tem boas perspectivas

Família brasileira mantém otimismo

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esaceleração da economia nacional, descrença em uma melhora no cenário externo, rebaixamento da previsão dos analistas de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) para 1,9%, alto nível de endividamento e sinais de que o País não está reagindo aos pacotes de estímulo apresentados pelo governo. Nenhuma das notícias recentes parece ter afetado ainda o grau de otimismo das famílias brasileiras, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O Índice de Expectativa das Famílias (IEF), calculado mensalmente pelo Ipea por meio de pesquisa em 3.810 domicílios de 214 municípios espalhados por todos os estados, mostra que, em junho, o otimismo nacional com a situação socioeconômica do Brasil subiu 1,5 ponto na comparação com maio e chegou a 68,5 pontos. O resultado é o segundo maior dos últimos 12 meses, perdendo apenas, em 0,5 ponto, para o mês de janeiro deste ano, quando o índice marcou 69 pontos. O resultado de junho deste ano é 4,4 pontos superior aos 64,1 registrados no mesmo mês do ano passado. "No geral, há uma boa expectativa das famílias, que se sentem seguras em seus empregos e se sentem com potencial de crescer no futuro. Muitas famílias estão sem altos graus de endividamento e mantendo o emprego. Não é um endividamento solto e não é um endividamento sem emprego", afirmou a presidente do Ipea, Vanessa Petrelli Côrrea. A maioria das famílias consultadas no IEF de junho (53%) afirmou não ter

dívidas. Apesar de ser 0,5 ponto percentual inferior ao resultado de maio, o indicador ainda é positivo. Em regiões do País como CentroOeste e o Sudeste, o número é ainda melhor. No primeiro caso, 88,8% das famílias declararam não possuir dívidas. No Sudeste, o número chega a 59,9%. Dentre os que declararam possuir dívidas, cerca de um terço dos entrevistados no País disseram não ter condições de quitar plenamente as dívidas. No total nacional, 69% das famílias responderam não possuir contas em atraso. Quanto ao emprego, 80,2% das pessoas disseram se sentir seguras com a ocupação do responsável pelo domicílio. O resultado é inferior ao apresentado em maio (82,8%), mas segue alto. A expectativa de melhoria profissional do responsável pelo domicílio cresceu de 39,8% em maio para 41,4% em junho. Com emprego e sem dívidas, o momento parece propício para o consumo, de acordo com a pesquisa do Ipea. A maioria das famílias (60,2%) disse que agora é um bom momento para adquirir bens duráveis. O resultado variou negativamente 0,4 ponto percentual com relação ao mês anterior, mas a percentagem de famílias que afirmaram não considerar o momento ideal para consumir bens duráveis vem diminuindo desde setembro de 2011, quando o índice era de 41,1%, e chegou em 35,3% em junho deste ano. "Muita gente diz que não está muito endividada. E as pessoas acham que estão seguras em seu emprego. Elas consideram que ainda têm condições de consumir", informou a presidente do Ipea. (AE)

Philips fortalece atuação no mercado de cafeterias

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tenta à expansão do aumento do consumo de café nessa época do ano, a Philips do Brasil apresentou recentemente novidades na linha de cafeteiras para as três marcas da empresa voltadas ao segmento. A Philips Saeco, por exemplo, traz quatro novas máquinas de café ao mercado, sendo duas manuais. A linha Premium possui como diferencial um sistema de preparo da bebida a partir da moagem de grãos e é capaz de combinar blends, teor e consistência do líquido. "No inverno, a variação da bebida é buscada pelo consumidor com uma frequência maior que no verão", explica o diretor de marketing da empresa, Tomas Trabulsi. Nos meses de frio, ele diz que o comportamento das vendas é semelhante ao Natal, com aumento entre 20% e 25% na comparação com meses de outras estações. Dados da Associação Brasileira do Café (Abic) apontam que as máquinas de café espresso já atingem 450 mil lares no Brasil e há um grande espaço a ser ocupado. Segundo o diretor da Philips, as máquinas atraem a atenção dos homens, que são os maiores compradores. Não s e m r a z ã o , a s v e n d a s a umentam na comemoração do Dia dos Pais. (SP) Divulgação

Empresa tem novas máquinas


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 18 de julho de 2012

e Brasil: campeão nos juros dos cartões. O valor do tomate saiu de um avanço de 50,47% em junho para 38,41% em julho

conomia

Levantamento da Proteste indica que taxa anual no rotativo em junho era de 323,14% no País, o que corresponde a 12,77% ao mês.

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Chile

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pesar da queda da taxa básica de juros da economia, a Selic, os juros anuais médios cobrados para quem paga apenas parte da fatura do cartão de crédito registraram crescimento no Brasil, de 237,9% no mês de janeiro para 323,14% em junho, de acordo com levantamento divulgado ontem pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste). Conforme os dados verificados pela associação junto aos maiores bancos e financeiras do País, no mês de junho a taxa média para o financiamento por meio do cartão de crédito, o chamado rotativo, estava em 12,77% ao mês, que corresponde a 323,14% ao ano. A taxa de juros do financiamento por meio de cartão de crédito paga pelo brasileiro é disparada a mais alta na comparação com a de outros seis países da América Latina (Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Venezuela e México) analisados pela Proteste. Enquanto no Brasil os juros

chegam a 323,14% ao ano, no Peru, o segundo colocado entre as taxas mais altas, eles alcançam 55% anuais. No Chile, o terceiro país do grupo com maior taxa média, a cobrança chega a 54,24% ao ano. Na Argentina, a 50% anuais; no México, a 33,8%; na Venezuela, a 33%; e na Colômbia, a 29,23% ao ano. Endividamento – De acordo com a Proteste, os juros cobrados no crédito rotativo são uma das causas do crescente endividamento dos brasileiros. "O consumidor no Brasil continua submetido a taxas exorbitantes, apesar da queda da taxa básica de juros", afirma a Proteste, em comunicado. A associação também destacou que as diferenças entre os indicadores econômicos dos países pesquisados não são significativas. "Caso a média anual dessas taxas fosse a metade, ainda seria maior que o dobro do segundo colocado", informa a associação. Segundo a Proteste, a Venezuela, por exemplo, possui uma taxa básica de

IGP-10 tem avanço de 0,96% em julho

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inflação medida pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) ficou em 0,96% em julho, ante 0,73% no mês de junho, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No caso dos três indicadores que compõem o IGP-10 de julho, o Índice de Preços ao Produtor Amplo - 10 (IPA-10) teve alta de 1,24% neste mês, após subir 0,73% no mês anterior. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor - 10 (IPC-10) apresentou avanço de 0,19%

em julho, em comparação com a alta de 0,33% em junho. Já o Índice Nacional de Custo da Construção - 10 (INCC-10) teve taxa positiva de 0,84% em julho, em relação ao aumento de 1,67% no mês de junho. Até julho, o indicador acumula altas de 3,84% no ano e de 6,03% em 12 meses. O período de coleta de preços para o cálculo do IGP-10 deste mês foi do dia 11 de junho a 10 de julho. Os aumentos de preços dos combustíveis anunciados

pela Petrobras em 22 de junho já pesaram no índice. Tanto a gasolina automotiva quanto o óleo diesel figuraram entre os principais impactos de alta no IPA-10 de julho: enquanto o preço da gasolina subiu 5,21%, o do diesel aumentou 2,64%. Vilões – A soja e seus derivados, combustíveis e alimentos in natura (em destaque o tomate) foram os principais responsáveis pela alta da inflação no atacado medida pelo IGP-10 em julho. Somente o complexo soja respondeu por 58% da taxa de 1,24% do IPA-10. A soja em grão passou de uma alta de 5,05% no IGP-10 de junho para um avanço de 10,17% em julho. O complexo soja – que inclui o grão, o farelo de soja, óleo in bruto e óleo refinado – saiu de um aumento de 4,83% em junho para 9,31% em julho, o que resultou em uma contribuição de 0,72 ponto percentual no IPA-10 deste mês. Tanto o IGP-M quanto o IGPDI de julho ainda devem mostrar essa aceleração no IPA puxada pelo grão e derivados, mas é possível que o ritmo de alta diminua na leitura do IGP-10 de agosto. "Mesmo com os aumentos dos combustíveis, que ainda não foram totalmente captados, tudo vai depender do efeito da soja. Há um limite para a escalada da soja. O grão está subindo por um efeito de choque de safra nos

juros da economia em 15,65% ao ano e inflação de 21,3%. Mesmo assim, a taxa média do cartão de crédito é bem inferior à do Brasil, que atualmente está com a taxa básica de juros em 8% ao ano e inflação acumulada em 12 meses de 4,9%. "Isso só reforça o exagero das taxas de juros praticadas com cartões de crédito no Brasil", afirma a Proteste. A taxa média de juros foi calculada pela Proteste com base nos valores cobrados pelos cartões dos seguintes bancos e financeiras: Itaú, Bradesco, Santander, HSBC, Banco IBI, Banrisul, Caixa Econômica Federal, Citibank, Losango, Panamericano, Banco do Brasil, Banco BMG e BV Financeira. Anefac – Já, segundo levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a taxa média de juros cobrada do consumidor em junho foi de 6,2% ao mês. No caso do rotativo do cartão de crédito, a taxa média é de 10,69% ao mês, ou 238,30% ao ano. (Agências)

Pereira, exGol, é índicado para a CVM.

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Estados Unidos", disse o economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). O peso da soja em grão no IPA é de 5,14%. Os preços subiram no mercado internacional devido a previsões de estiagem na maior região produtora dos Estados Unidos acompanhado de um aumento da demanda no País pelo óleo do grão. Mas, segundo Braz, como a cotação no mercado externo costuma ter alguma especulação, é possível que os preços se acomodem em novo patamar ou até recuem um pouco nas próximas leituras, aliviando a pressão vista em julho. A soja em grão impulsionou os preços no subgrupo matérias-primas brutas, enquanto o farelo de soja e o óleo diesel elevaram a

inflação nos bens intermediários. Os combustíveis responderam por 11,3% da taxa do IPA-10 de julho: parte do reajuste da gasolina foi sentida nos bens finais, parte do reajuste do óleo diesel impactou os bens intermediários. Tomate – Nos bens finais, os alimentos in natura foram vilões, com destaque para o tomate. No IPA, 0,07% da taxa foi resultado do aumento do preço do tomate, que teve o cultivo prejudicado por questões climáticas, que devem ser revertidas no curto e médio prazos. O preço do tomate respondeu por 25% da variação no mês de julho. "Um quarto dos bens finais foi só o tomate", destacou o economista do Ibre/FGV. O valor do tomate saiu de um avanço de 50,47% em junho para 38,41% em julho. (AE)

executivo Leonardo Pereira, de 54 anos, que era vice-presidente financeiro da Gol, foi indicado para assumir a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em uma pouco usual nomeação de um profissional não ligado a entidades do mercado de capitais. Pereira foi indicado ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e terá que passar por sabatina pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado antes de ser empossado para um mandato de cinco anos. Ele substituirá Maria Helena Santana, cujo mandato terminou no último sábado. Formado em Economia e Engenharia, Pereira teve passagens por empresas como Net, Globopar e Citibank antes de assumir o comando da área financeira da segunda maior companhia aérea do País, em fevereiro de 2009. Alguns profissionais do mercado esperavam que o novo presidente da CVM viesse do próprio Colegiado do órgão ou da BM&FBovespa. "Ele não tem formação técnica nem jurídica, o que pode ser um problema", disse uma fonte próxima à autarquia. Para o ex-presidente da CVM e advogado Luiz Leonardo Cantidiano, a indicação de um profissional com carreira no setor privado para o posto pode sugerir o interesse do governo de que a autarquia tenha uma agenda mais centrada no desenvolvimento do mercado. (Reuters)

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A economia dos EUA continua a se recuperar, mas a atividade parece ter desacelerado em algum momento no primeiro semestre deste ano. Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve

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Yuri Gripas/Reuters

Nos EUA, avaliação desanimadora. Presidente do Fed, Ben Bernanke, fala em desaceleração da economia.

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Em depoimento no Senado norte-americano, Ben Bernanke revelou preocupação com o desemprego.

presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, forneceu ontem uma avaliação desanimadora para a economia dos EUA em seu testemunho no Senado, citando a desaceleração na atividade neste ano e a elevada taxa de desemprego. Bernanke forneceu pistas diretas ao dizer que o Fed pode dar novos passos a fim de dar apoio à recuperação frágil da economia, embora tenha usado um tom mais negativo para descrever o futuro da economia no depoimento no Comitê de Bancos. "A economia dos EUA continua a se recuperar, mas a atividade parece ter desacelerado em algum momento no primeiro semestre deste ano", afirmou Bernanke em seu testemunho preparado para a apresentação semestral diante do Senado. Dados sugerem que o Produto Interno Bruto (PIB) avançou a um ritmo de 2% no primeiro trimestre do ano e que crescerá em ritmo mais lento no segundo trimestre, afirmou ele.

Bernanke disse na reunião de política monetária do mês passado que as autoridades do Fed basearam suas decisões nas expectativas de que o PIB real poderia crescer entre 1,9% e 2,4% este ano. Emprego – Ontem, ele pareceu mais preocupado com o enfraquecimento do mercado de trabalho. O presidente do Fed previu que o progresso na redução da taxa de 8,2% para o desemprego no país "está muito lento". Ele disse que fatores sazonais, incluindo um inverno quente fora do normal, podem explicar em parte a recente "perda na criação de empregos". Bernanke forneceu pouca descrição sobre se as atuais deliberações das autoridades do Fed sobre o começo da terceira rodada de compra de bônus, frequentemente chamada de relaxamento quantitativo, ou QE 3. Ele reiterou que o Fed está preparado para novas ações, se necessário, para dar suporte à recuperação econômica do país, como as autoridades monetárias anunciaram na última reunião em junho.

Riscos – O presidente do Fed destacou os dois principais riscos para a economia dos EUA: as intensificadas tensões relacionadas à crise de dívida na Europa e o caminho insustentável da política orçamentária norte-americana. "Os mercados financeiros e a economia da Europa permanecem sob estresse significativo, com efeitos colaterais sobre as condições financeiras e econômicas no restante do mundo, incluindo nos EUA", disse Bernanke. A autoridade acrescentou que "a possibilidade de que a situação na Europa piore ainda mais continua sendo um risco significativo para as perspectivas". Questionado pelo senador republicano Bob Corker, que argumentou que cortar o déficit é mais importante do que ajudar a restabelecer o crescimento, Bernanke disse que não iria entrar no debate sobre corte de gastos ou aumento da receita. "Não sou contra a disciplina fiscal, mas temo que da forma como a lei está escrita a redução do déficit irá prejudicar a economia em momento vulnerável", alertou. (Reuters)

Gary Cameron/Reuters

HSBC: lavagem de dinheiro de traficantes e de terroristas. O s executivos do HSBC Holdings ignoraram durante anos os alertas de que operações do banco estavam sendo usadas para lavagem de dinheiro e potencial financiamento do terrorismo com origem em países como o Irã, segundo relatório divulgado ontem pelo Senado dos Estados Unidos. No relatório de quase 400 páginas, o subcomitê do Senanorte-americano detalhou uma cultura regulatória corrupta nas operações do banco nos EUA, nas quais executivos a p r e s e n t a v a m c o m p o r t a-

China quer garantir os empregos

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pr im ei ro -m in istro da China, Wen Jiabao, afirmou ontem que a criação de empregos é uma alta prioridade para o governo chinês, já que a situação do mercado de trabalho deverá se tornar ainda mais desafiadora. "Garantir empregos é a prioridade da estratégia de desenvolvimento", afirmou Wen em um comunicado publicado na internet. A taxa de desemprego oficial da China estava em 4,1% no fim do primeiro trimestre deste ano. Mas o número é considerado pouco confiável porque engloba apenas o desemprego urbano e exclui os trabalhadores migrantes que saíram de áreas rurais. (AE)

mento arriscado em busca de lucros. A sede do banco está na Inglaterra. O relatório afirma que o HSBC nos EUA fez pouco para limpar as operações que deveriam ter causado preocupações, incluindo a unidade do banco no México. Ilhas Cayman – Essa unidade mexicana tinha uma filial nas Ilhas Cayman sem escritórios ou funcionários, mas com 50 mil contas de clientes e um movimento total de US$ 2,1 bilhões. A operação no México deveria ter sido a mais preocupante para o banco, porque fazia negócios com casas de

câmbio, segundo o Senado. Essas casas de câmbio foram consideradas pelas autoridades norte-americanas como centros de lavagem de dinheiro de cartéis de droga e o HSBC continuou fazendo negócios com elas anos depois de outras instituições financeiras cortarem esse tipo de relação. Ontem, a presidente do HSBC nos EUA, Irene Dorner, depôs no Senado. As acusações de lavagem de dinheiro estão também no centro de investigação do Departamento de Justiça. O HSBC e as autori-

dades aceleraram as negociações para chegarem a um acordo sobre o assunto. Segurança – "Na era do terrorismo internacional, da violência vinculada às drogas em nossas ruas e nossas fronteiras, do crime organizado, deter esse fluxo de dinheiro que apoia esses horrores é uma prioridade para segurança nacional", escreveu no relatório o senador democrata Carl Levin, que presidiu o comitê de investigação. Em nota oficial, o banco HSBC pediu "desculpas" e reconheceu seus "erros", com-

Presidente do HSBC, Irene Dorner, depôs no Senado dos EUA. prometendo-se a "corrigir o que não funciona". David Bagley, o executivo do banco responsável pelo controle das operações financeiras, teria anunciado ontem a sua saída do cargo. A investigação do

Rei e príncipe cortam salários Sergio Perez/Reuters

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rei Juan Carlos da Espanha, e seu filho, o príncipe Felipe de Bourbon, decidiram diminuir seus salários em US$ 38,255 mil no total, afirmou a Casa Real ontem. O gesto é reivindicado por uma sociedade bastante afetada pela crise econômica. A redução é de 7,1%, em linha com a diminuição do salário de todos os ministros decidida no último plano de ajuste do Executivo. O salário anual do monarca como chefe de Estado é de 292,7 mil euros (US$ 359,6 mil) e cairá US$ 25,9 mil. Já o príncipe das Astúrias, o herdeiro da coroa, terá sua renda anual de 141,3 mil euros (US$ 173,6 mil) reduzida em US$ 12,2 mil. Também reduzirá o valor destinado aos gastos da rainha Sofia, da princesa Letizia Ortiz e das infantas Elena e Cristina de Bourbon. No total, a Casa Real espera economizar cerca de US$ 130 mil. O orçamento da monarquia para 2012 é de 8,2 milhões de euros, 2% menor que no ano passado. A medida deve ser bem acolhida pela população, muito descontente com atitudes recentes da família

De Guindos, ministro de Finanças: economia da Espanha continua solvente.

real. A maior polêmica aconteceu em abril, quando o rei quebrou o quadril quando divertia-se caçando elefantes na África. O incidente levou Juan Carlos a pedir desculpas públicas pela primeira vez. Ministro – Apesar dos problemas no mercado imobiliário, da fragilidade dos bancos e dos altos níveis de dívida, a economia da Espanha permanece solvente e o país não precisará ser inteiramente resgatado, afirmou o ministro espanhol de Finanças, Luis de Guindos, em entrevista ao jornal La Vanguardia.

"As dúvidas (sobre a solvência da Espanha) estão nos prejudicando e isso torna nosso financiamento mais difícil", declarou. "Mas eu acredito que a Espanha é um país competitivo", acrescentou o ministro. De Guindos classificou o leilão de títulos de curto prazo realizado ontem pelo Tesouro Espanhol como relativamente positivo. "O leilão foi uma evidência de que a Espanha ainda tem acesso aos mercados, apesar do aumento recente dos custos de financiamento", afirmou o ministro. (AE)

Senado analisou também as operações do HSBC na Arábia Saudita com o banco Al Rajhi, que, como lembrou Levin, teve um de seus principais dirigentes vinculado à rede terrorista Al Qaeda. (Agências)

Bolsas europeias fecham em baixa

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s bolsas europeias fecharam em baixa ou reduziram os ganhos anteriores ontem, pressionadas pela decepção dos investidores com o testemunho do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norteamericano), Ben Bernanke, no Senado. Bernanke frustrou as expectativas e não sinalizou que o banco central dos EUA tenha planos de adotar medidas para estimular a economia norte-americana. "Mas este é um jogo com dois tempos e, se Bernanke decepcionou os investidores hoje (ontem), amanhã (hoje) ele poderá da mesma forma gerar alguma notícia favorável para os compradores", disse a Capital Spreads. Hoje, o presidente do Fed falará na Câmara. O índice Stoxx Europe 600 encerrou a terçafeira com uma perda de 0,3%, aos 256,09 pontos, após dois pregões seguidos de alta. Em Londres, o índice FTSE-100 recuou 0,59% e fechou aos 5.629,09 pontos. O índice CAC-40, de Paris, teve uma ligeira queda de 0,09%, para 3.176,97 pontos. Em Frankfurt, o índice Dax subiu 0,18%, para 6.577,64 pontos. Em Milão, o índice FTSE Mib teve queda de 0,94%, encerrando o pregão aos 13.536,73 pontos. O índice Ibex35, de Madri, subiu 0,4% e apagou parte da perda de 1,99% de segunda-feira. (AE)


DIà RIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Estamos receosos com crĂŠdito em geral. Diretor de empresa gestora, que preferiu nĂŁo se identificar.

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Investidores ampliam cautela com bancos mÊdios A falta de informaçþes sobre o tamanho do rombo no Cruzeiro do Sul gera insegurança do mercado em relação a outros bancos e faz com que fundos de pensão e gestoras de recursos busquem instituiçþes de grande porte

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randes gestoras de recursos e fundos de pensão redobraram a cautela para comprar papÊis de bancos mÊdios desde a intervenção do Banco Central (BC) no Cruzeiro do Sul. O reflexo maior ocorreu nas taxas do Certificados de Depósitos Bancårios (CDB) que subiram nas últimas semanas. Com a expectativa de que o rombo serå bem maior do que o inicialmente estimado, o custo de captação pode voltar a subir, avaliam gestores, executivos de fundos de pensão e de bancos mÊdios. Antes da intervenção do Cruzeiro do Sul, decretada pelo BC em 4 de junho, os bancos mÊdios estavam pagando taxa mÊdia de 105% a 107% do Certificado de Depósito Interbancårio (CDI) para emitir CDBs. Nas últimas semanas, as taxas subiram para 109% a 111% do referencial, segundo executivos de bancos mÊdios, fundos de investimento e fundos de pensão. Esta semana, após a revelação pelo jornal O Estado de S.Paulo de que o rombo jå estå na casa dos R$ 2,5 bilhþes, as taxas tiveram nova alta, embora em menor magnitude, chegando à mÊdia de 112% do CDI. As taxas mÊdias do mercado estavam ontem em 102,8% do CDI para um CDB de dois anos, considerando uma mÊdia da rentabilidade

Ricardo Moraes/ Reuters

No último dia 4 de junho o Banco Central decretou intervenção no banco Cruzeiro do Sul

de grandes e pequenos bancos elaborada pelo AE Taxas. O valor estimado do rombo Ê o dobro do imaginado pelo BC quando decretou a intervenção. A situação pode minar as chances de o banco ser comprado, evitando a liquidação. O trabalho de apuração estå sendo feito pelo BC, pelo Fundo Garantidor de CrÊditos (FGC) e pela PricewaterhouseCoopers. Segundo o jornal, a expectativa era de que as fraudes somassem atÊ R$ 1,8

bilhão, atribuídas principalmente à emprÊstimos consignados falsos. A princípio, o BC estimou o montante em R$ 1,25 bilhão. Ativos super avaliados, provisþes inferiores às estabelecidas por lei e passivos tributårios estariam entre os problemas encontrados a mais, avolumando o tamanho do buraco. O BTG Pactual chegou a fazer uma oferta pelo Cruzeiro antes do Fundo Garantidor de CrÊdito assumir a instituição.

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Mas o banco de investimento queria garantias adicionais se o tamanho do rombo crescesse para alĂŠm do valor divulgado inicialmente e o negĂłcio acabou nĂŁo indo para frente. Segundo uma fonte de uma grande gestora, o fato de nĂŁo se saber o rombo exato do banco aumenta a intranquilidade no mercado em relação aos bancos mĂŠdios. Quem tinha papĂŠis do Cruzeiro do Sul, diz o executivo, nĂŁo sabe o tamanho das perdas que terĂĄ de arcar, especialmente com o temor de que o banco terĂĄ de ser liquidado pelo BC. AlĂŠm disso, hĂĄ a preocupação de que outros bancos menores possam ter problemas semelhantes ou necessitem de injeção de capital. Mudança â&#x20AC;&#x201C; Fundos de pensĂŁo e gestoras de recursos, que antes buscavam ganhos maiores comprando papĂŠis de bancos mĂŠdios, estĂŁo preferindo a segurança de CDBs de grandes instituiçþes, como Bradesco e ItaĂş, que pagam menos (de 100% a 102% do CDI), com risco muito menor.

"Estamos receosos com crÊdito em geral, mas principalmente o de segunda linha. Embora os bancos mÊdios estejam pagando mais para captar, as gestoras estão dando preferência aos papÊis de primeira linha", destaca o diretor de uma grande gestora, que preferiu não se identificar. AlÊm dos CDBs de grandes instituiçþes financeiras, os papÊis dos bancos mÊdios no mercado têm tido concorrentes importantes. Os gestores relatam que nos últimos meses aumentou muito a oferta de debêntures emitidas por empresas, especialmente em operaçþes voltadas somente a um pequeno grupo de investidores. No primeiro semestre, lançaram R$ 25 bilhþes. Um alento recente aos bancos mÊdios foi dado pelo BC, ao editar no começo do ano uma regra que aumenta a parcela do depósito compulsório dos grandes bancos que fica sem remuneração. O objetivo Ê estimular a compra de ativos de instituiçþes menores, com rentabilidade maior. (AE)

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Cotistas entram na Justiça

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m grupo de cotistas do fundo BCSul Verax 5 Platinum pretende entrar com ação judicial para impedir a possĂ­vel liquidação do fundo, de patrimĂ´nio estimado em R$ 250 milhĂľes, em assembleia convocada para 30 de julho. Com a intervenção do Banco Central (BC) no banco Cruzeiro do Sul, no dia 4, eles foram surpreendidos com a informação de que seus recursos, em vez de investidos em recebĂ­veis de crĂŠdito consignado, foram colocados em debĂŞntures de uma empresa de Luiz Octavio Ă?ndio da Costa e seu pai, Luiz Felippe Ă?ndio da Costa, a Patrimonial Maragato. O fundo Equity, de patrimĂ´nio de cerca de R$ 200 milhĂľes, tambĂŠm tinha os recursos em debĂŞntures da empresa. Os cotistas dizem que pediram a assembleia para esclarecer a situação do fundo e receberam um comunicado de convocação em que estavam incluĂ­das na pauta a destituição ou substituição do administrador e a liquidação antecipada do fundo. Eles afirmam ainda que os administradores do fundo alegaram desconhecer a situação patrimonial da Maragato e que ficaram sem respostas em reuniĂŁo com os administradores da BCSul Verax Serviços Financeiros, Marcelo XandĂł e Marcio Dreher â&#x20AC;&#x201C; empresa responsĂĄvel por esse e outros 16 fundos â&#x20AC;&#x201C; apĂłs descobrirem o verdadeiro destino dos recursos. A administradora do fundo Verax Serviços Financeiros confirmou que os cotistas pediram a assembleia, mas informou que os itens da pauta "foram definidos, tambĂŠm, pelos prĂłprios cotistas". Os cotistas BCSul Verax 5 Platinum temem tambĂŠm que a famĂ­lia Ă?ndio da Costa, por meio de outros cotistas, vote pela liquidação antecipada do fundo e dĂŞ o caso por encerrado. Com exceção dos fundos de recebĂ­veis em emprĂŠstimos consignados, que eram lastreados por emprĂŠstimos feitos pelo Cruzeiro do Sul, os demais fundos administrados pela BCSul Verax nĂŁo devem ser garantidos pelo Fundo Garantidor de CrĂŠdito. "O Luiz Octavio dizia a todo momento que o fundo era dele e que quem nĂŁo acreditasse no fundo nĂŁo acreditava no Cruzeiro do Sul", disse um cotista que nĂŁo quis se identificar. Os cotistas, clientes de alta renda do Cruzeiro do Sul e gerentes da instituição, alegam que nĂŁo sabiam que seus recursos estavam sendo aplicados em debĂŞntures da empresa Maragato Patrimonial e que, pelo relacionamento que muitos tinham com os administradores, acreditavam que seus recursos estavam no banco. "De jeito nenhum ia investir meu dinheiro no papel de uma empresa com patrimĂ´nio inicial de R$ 50 mil", diz um cotista. "Os gerentes captavam o dinheiro dizendo ser para aplicaçþes no Cruzeiro do Sul Verax, e durante dez anos apliquei e saquei na hora", disse o cotista. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 18 de julho de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 19

Drogarias DPSP S.A. e Controladas CNPJ/MF nº 14.553.607/0001-03 BALANÇOS PATRIMONIAIS LEVANTADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Em milhares de reais – R$) DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO PARA O PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE 30 DE SETEMBRO E 31 DE DEZEMBRO Nota Controladora Consolidado Nota Controladora Consolidado DE 2011(Em milhares de reais – R$, exceto o lucro líquido por ação) p ((BR GAAP)) ((IFRS e BR GAAP) Ativo explicativa (BR GAAP) (IFRS e BR GAAP) Passivo e Patrimônio Líquido explicativa Circulante Circulante Nota Controladora Consolidado Caixa e equivalentes de caixa 6 1 87.901 Fornecedores 16 – 465.903 explicativa (BR GAAP) (IFRS e BR GAAP) 21 – 1.163.411 Contas a receber 7 – 200.568 Salários, provisões e contribuições sociais 18 – 74.245 Receita Operacional Líquida ( 22 – (863.497) Estoques 8 – 662.062 Financiamentos 15 – 32.156 Custo das Mercadorias Vendidas – 299.914 Impostos a recuperar 9 – 44.613 Imposto de renda e contribuição social – 2.196 Lucro Bruto Partes relacionadas 11 11.271 – Impostos e contribuições a recolher 17.a) – 38.735 (Despesas) Receitas Operacionais 22 – (196.082) Outros créditos – 28.174 Impostos e contribuições – parcelamento 17.b) – 4.505 Vendas 22 – (64.107) Total do ativo circulante 11.272 1.023.318 Dividendos 11 e 20.b) 3.930 7.354 Gerais e administrativas – (15.375) Não Circulante Outras contas a pagar – 40.110 Depreciações e amortizações 12 16.547 – Realizável a longo prazo: Total do passivo circulante 3.930 665.204 Equivalência patrimonial Outras receitas operacionais, líquidas 23 – 5.994 Depósitos judiciais 19 – 70.008 Não Circulante ( 16.547 (269.570) Imposto de renda e contribuição social Financiamentos 15 – 102.764 diferidos 10.a) – 9.040 Impostos e contribuições a recolher 17.a) – 50.404 Lucro Operacional Antes do Resultado Financeiro 16.547 30.344 Partes relacionadas 11 – 853 Impostos e contribuições – parcelamento 17.b) – 13.871 Resultado Financeiro Contas a receber de ex-acionistas 5.b) – 26.998 Imposto de renda e contribuição social 24 – (6.270) diferidos 10.a) – 10.126 Despesas financeiras Outros créditos – 956 24 – 3.693 11 – 331 Receitas financeiras – 107.855 Partes relacionadas ( – (2.577) Investimentos 12 549.194 379 Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas 19 – 44.740 Lucro Antes do Imposto de Renda e Imobilizado 13 – 159.454 da Contribuição Social 16.547 27.767 – 222.236 Intangível 14 – 52.389 Total do passivo não circulante Imposto de Renda e Contribuição Social Ágio 5 – 100.581 Patrimônio Líquido 10.b) – (9.567) 20.a) 543.919 543.919 Correntes Total do ativo não circulante 549.194 420.658 Capital social ( 10.b) – (1.653) Reservas de lucros 12.617 12.617 Diferidos Total do patrimônio líquido 556.536 556.536 Lucro Líquido do Exercício 16.547 16.547 1.443.976 Total do Passivo e Patrimônio Líquido 1.443.976 560.466 Total do Ativo 560.466 Atribuível à: Participação controladora 16.547 DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA O PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE Participação não controladora – 30 DE SETEMBRO E 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Em milhares de reais – R$) 16.547 Reservas de lucros Total do Capital social subscrito em 12 de setembro de 2011 Aumento de capital em 31 de outubro de 2011 com investimentos na DSP Aumento de capital em 28 de dezembro de 2011 com investimentos na DPA Lucro líquido do exercício Proposta de destinação do lucro líquido: Reserva legal Transferência para reservas de lucros Dividendo mínimo obrigatório Saldos em 31 de dezembro de 2011

Nota explicativa 20.a) 20.a) 20.a) 20.c) 20.d) 20.b)

Capital social 1 223.771 320.147 –

Reserva legal – – – –

Reserva de lucros – – – –

Lucros acumulados – – – 16.547

patrimônio líquido (IFRS e BR GAAP) 1 223.771 320.147 16.547

– – – 543.919

827 – – 827

– 11.790 – 11.790

(827) (11.790) ((3.930)) –

– – ((3.930) 556.536

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA O PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE 30 DE SETEMBRO E 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Valores expressos em milhares de reais – R$, exceto se de outra forma mencionado) 1. CONTEXTO OPERACIONAL empréstimos não estão incluídos no custo de aquisição dos itens do ativo imobilizado, uma p ç Com o objetivo j ç no mercado varejista j Operação: de fortalecerem sua pposição de pprodutos vez que o tempo médio de montagem e abertura de uma loja é de aproximadamente três farmacêuticos, foi assinado em 30 de agosto de 2011 Acordo de Associação entre os meses, não se enquadrando na definição de ativo qualificável. A Administração da Compaacionistas da empresa JVRJ Participações S.A. (“JVRJ”), sociedade anônima brasileira nhia e das controladas avaliou e concluiu que as taxas admitidas para a depreciação de capital fechado com sede na Rodovia Presidente Dutra, 2.749, na cidade do Rio de representam adequadamente o tempo de vida útil-econômica esperada para os bens do Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, e da Companhia Comercial de Drogas e Medicamentos ativo. Ativos mantidos por meio de arrendamento financeiro são depreciados pela vida útil – CODROME (“CODROME”), sociedade anônima brasileira de capital fechado com sede na esperada da mesma forma que os ativos próprios ou por um período inferior, quando Avenida da Liberdade, 844 – 1º andar, Liberdade, na cidade de São Paulo, Estado de São aplicável, conforme termos do contrato de arrendamento em questão. · Intangível: g q AdquiPaulo. Como resultado dessa associação, houve a constituição de uma nova “holding”, ridos separadamente: Ativos intangíveis com vida útil definida e adquiridos separadamente controlada integralmente pela JVRJ e pela CODROME, denominada Drogarias DPSP são registrados ao custo, deduzido da amortização e, quando aplicável, das perdas por S.A. (“Companhia”), em 12 de setembro de 2011. Em decorrência dessa associação, a redução ao valor recuperável. A amortização é reconhecida linearmente com base na vida CODROME e a JVRJ aportaram ao capital social da Companhia, a valores contábeis, os útil estimada. Os gastos com cessão comercial pagos quando da assinatura dos contratos investimentos detidos na Drogaria São Paulo S.A. (“DSP”) e Drogarias Pacheco S.A. (“DPA”), de aluguéis dos imóveis comerciais são considerados itens do ativo intangível na data de respectivamente, conforme mencionado na nota explicativa nº 20. Em decorrência dessa assinatura dos contratos e amortizados linearmente pelo prazo de locação de cada contrato, transação, a Companhia passou a deter a participação em outras sociedades, nacionais cujo prazo médio é de cinco anos. Gerados internamente: O ativo intangível gerado interou estrangeiras, empresariais ou simples, na qualidade de sócia, acionista ou cotista. A namente resultante de gastos com desenvolvimento de software é reconhecido somente Companhia possui investimentos diretos nas seguintes controladas: · DPA – tem por objeto o se demonstradas cumulativamente as seguintes condições: (i) a viabilidade técnica de comércio de produtos farmacêuticos, perfumes, cosméticos e produtos de higiene e beleza, completar o ativo intangível para que seja disponibilizado para uso ou venda; (ii) a intenção toucador, saneantes, produtos naturais, energéticos, acessórios para drogarias e farmácias, de se completar o ativo intangível e usá-lo ou vendê-lo; (iii) a habilidade de usar ou vender equipamentos médico-hospitalares, produtos veterinários, aplicações de injeções para os o ativo intangível, a geração de prováveis benefícios econômicos futuros e a disponibilidade estabelecimentos conceituados como farmácias, manipulação de fórmulas magistrais, mate- de recursos técnicos, financeiros e outros para completar o desenvolvimento; e (iv) a riais fotográficos e óticos, bem como quaisquer outros produtos e serviços que venham a ser habilidade de mensurar, com confiabilidade, os gastos atribuíveis ao ativo durante seu autorizados pelos órgãos fiscais e regulamentadores. · DSP – tem por objetivo o comércio em desenvolvimento. O montante inicialmente reconhecido corresponde aos gastos incorridos geral, no varejo, de drogas e medicamentos, especialidades farmacêuticas e homeopáticas, desde quando o ativo intangível passou a atender aos critérios de reconhecimento. Subseprodutos químicos, acessórios, artigos de perfumaria e essências, artigos odontológicos, quentemente, os ativos são registrados pelo custo de formação, deduzido da amortização óticos e correlatos. As Empresas têm interesses convergentes e o gerenciamento de suas e, quando aplicável, da perda por redução ao valor recuperável. · Avaliação do valor recuoperações está sob o comando da Companhia, tornando mais eficiente o cumprimento de perável dos ativos imobilizado e intangível, exceto o ágio: Os bens do imobilizado, do seus objetivos comerciais e financeiros, contribuindo para a tomada de decisão por parte intangível com vida útil definida e, quando aplicável, de outros ativos não circulantes são da Administração. A Companhia definiu plano estratégico de expansão de suas operações, avaliados anualmente para identificar evidências de perdas não recuperáveis, sempre que visando à maior abrangência geográfica no País. Dessa forma, encerrou o ano 2011 com eventos ou alterações significativas nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode um total de 700 lojas, sendo 355 lojas no Estado de São Paulo, 268 no Estado do Rio de não ser recuperável. A perda, quando identificada, correspondente ao maior valor entre o Janeiro, 72 no Estado de Minas Gerais, 3 no Estado do Espírito Santo e 2 no Estado da Bahia. valor em uso e o valor líquido de venda do ativo é reconhecida ao resultado. Para fins de 2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS – 2.1. Declaração de con- avaliação do valor recuperável, os ativos são agrupados nas Unidades Geradoras de Caixa formidade: As demonstrações financeiras da Companhia compreendem: · As demons- (“UGCs”) definidas pela Administração como cada uma das lojas e utilizadas para avaliar trações financeiras consolidadas preparadas de acordo com as Normas Internacionais de a capacidade de recuperação do valor contábil dos ativos associados, correspondentes à Relatório Financeiro (“International Financial Reporting Standards – IFRSs”), emitidas pelo operação da Companhia e de cada uma das lojas. No processo de avaliação são utilizados “International Accounting Standards Board – IASB”, e as práticas contábeis adotadas no indicadores de desempenho operacional e financeiro estabelecidos pela Administração, e, Brasil, identificadas como “Consolidado (IFRS e BR GAAP)”. · As demonstrações financeiras diante da indicação de perda de valor recuperável, é realizada análise comparativa, para individuais da controladora preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no cada UGC, entre o valor apurado pelo fluxo de caixa descontado a valor presente e o resBrasil, identificadas como “Companhia (BR GAAP)”.As práticas contábeis adotadas no Brasil pectivo valor contábil. Se o montante recuperável de uma UGC calculado for menor que seu compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e nos pronunciamentos, valor contábil, a perda, correspondente à redução do ativo ao seu valor de recuperação, é nas orientações e nas interpretações emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis reconhecida ao resultado. · Combinação de negócio e ágio: As aquisições de negócios – CPC e aprovados pelo Conselho Federal de Contabilidade – CFC. As demonstrações efetuadas a partir de 2010 são contabilizadas pelo método de aquisição. A contrapartida financeiras individuais apresentam a avaliação do investimento em controladas pelo método transferida em uma combinação de negócios é mensurada pelo valor justo, que é calculado de equivalência patrimonial, de acordo com a legislação societária brasileira vigente. Dessa pela soma dos valores justos dos ativos assumidos e dos passivos incorridos pela Compaforma, essas demonstrações não estão em conformidade com as IFRSs, que exigem a nhia na data de aquisição e das participações emitidas pela Companhia em troca do controle avaliação desses investimentos nas demonstrações separadas da controladora pelo seu da adquirida. Os custos relacionados à aquisição são geralmente reconhecidos no resultado, valor justo ou pelo custo. Como não existe diferença entre o patrimônio líquido e o resultado quando incorridos. Na data de aquisição, os ativos adquiridos e os passivos assumidos consolidados atribuíveis aos acionistas da Companhia, constantes nas demonstrações finan- identificáveis são reconhecidos pelo valor justo na data da aquisição. O ágio é mensurado ceiras consolidadas em IFRSs e BR GAAP, e o patrimônio líquido e o resultado da Companhia, como o excesso da soma da contrapartida transferida, do valor das participações não constantes nas demonstrações financeiras individuais em BR GAAP, a Companhia optou por controladoras na adquirida e do valor justo da participação do adquirente anteriormente apresentar as demonstrações financeiras individuais e consolidadas em um único conjunto, detida na adquirida sobre os valores líquidos na data de aquisição dos ativos adquiridos e lado a lado. 2.2. Base de elaboração: As demonstrações financeiras foram elaboradas passivos assumidos identificáveis. Quando a contrapartida transferida pela Companhia em com base no custo histórico, conforme práticas contábeis descritas na nota explicativa nº uma combinação de negócios inclui ativos ou passivos resultantes de um acordo de con3. O custo histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas em trapartida contingente, a contrapartida contingente é mensurada pelo valor justo na data troca de ativos. 2.3. Base de consolidação: As demonstrações financeiras consolidadas de aquisição e incluída na contrapartida transferida em uma combinação de negócios. As incluem as demonstrações financeiras da Companhia e de suas controladas. O controle é variações no valor justo da contrapartida contingente classificadas como ajustes do período obtido quando a Companhia tem o poder de controlar as políticas financeiras e operacionais de mensuração são ajustadas retroativamente, com correspondentes ajustes no ágio. Quando de uma entidade para auferir benefícios de suas atividades. Nas demonstrações financeiras uma combinação de negócios é realizada em etapas, a participação anteriormente detida individuais da Companhia, as informações financeiras das controladas são reconhecidas pela Companhia na empresa adquirida é remensurada pelo valor justo na data de aquisição, pelo método de equivalência patrimonial.As demonstrações financeiras das controladas são ou seja, na data em que a Companhia adquire o controle e o correspondente ganho ou ajustadas para adequar suas políticas contábeis àquelas estabelecidas pela Companhia. As perda, se houver, é reconhecido no resultado. g) Passivos circulante e não circulante: · empresas que compõem as demonstrações financeiras consolidadas são representadas pela Financiamentos: Reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, no momento do recebimento Companhia e suas controladas, com as seguintes participações societárias: dos recursos, líquidos dos custos de transação nos casos aplicáveis e, subsequentemente, Participação societária – % mensurados pelo custo amortizado utilizando o método de taxa de juros efetiva, correspon2011 dente ao custo, acrescido de encargos, juros e variações monetárias e cambiais previstos Drogarias Pacheco S.A. 100,00 contratualmente, incorridos até a data de encerramento de cada período de relatório. · Drogaria São Paulo S.A. 100,00 Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas: As provisões são reconhecidas As demonstrações financeiras consolidadas compreendem os seguintes procedimentos: · mediante uma obrigação presente, legal ou não formalizada, resultante de um evento Eliminação dos direitos e das obrigações, das receitas, dos custos e das despesas decor- passado que demande uma saída provável de recursos financeiros para liquidar a obrigação, rentes de negócios realizados entre as sociedades incluídas na consolidação. · Eliminação cujo montante possa ser razoavelmente estimado na data de encerramento de cada período do investimento na controladora contra o patrimônio líquido das controladas. de relatório.As provisões são registradas pelo montante provável de perda, sendo observada 3. PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS a natureza de cada risco, com base na opinião dos assessores jurídicos da Companhia e As principais práticas contábeis, descritas a seguir, foram aplicadas de forma consistente de suas controladas. Os fundamentos e a natureza da provisão para riscos estão descritos nas demonstrações financeiras, individuais e consolidadas, da Companhia e das controla- na nota explicativa nº 19. h) Outros ativos e passivos, circulantes e não circulantes: Os das. a) Princípios gerais: O resultado das operações é apurado em conformidade com o ativos estão apresentados pelo custo ou valor líquido de realização, se inferior, e os passiregime contábil de competência. As receitas de vendas e os correspondentes custos são vos demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos registrados quando da transferência dos riscos e benefícios associados às mercadorias e correspondentes encargos e das variações monetárias e cambiais incorridos até a data de aos produtos vendidos e aos serviços prestados. A receita é mensurada pelo valor justo da encerramento de cada período de relatório. i) Arrendamento mercantil: As locações de contrapartida recebida ou a receber, deduzida de quaisquer estimativas de devoluções e lojas foram classificadas como arrendamento operacional, no qual os pagamentos efetuadescontos comerciais. b) Moeda funcional e de apresentação: A moeda funcional e de dos são registrados como despesa pelo método linear, durante o prazo do arrendamento. apresentação utilizada para mensurar os itens da Companhia e das suas controladas nas Os pagamentos contingentes (parcela variável em virtude da receita de vendas) são demonstrações financeiras é o real (R$), representando o principal ambiente econômico no reconhecidos como despesa nos períodos em que são incorridos. j) Imposto de renda e qual as empresas atuam. c) Ativos financeiros: Os ativos financeiros mantidos pela contribuição social – correntes e diferidos: · Correntes: As provisões para Imposto de Companhia e suas controladas são classificados de acordo com a finalidade para a qual Renda Pessoa Jurídica – IRPJ e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL são foram adquiridos ou contratados, nas seguintes categorias: (i) Ativos financeiros mensura- calculadas de acordo com a legislação tributária vigente no País, com base no lucro condos ao valor justo por meio do resultado: São ativos financeiros adquiridos com a finalidade tábil ajustado pelas adições de despesas consideradas não dedutíveis e exclusões de de realização no curto prazo, mantidos para negociação. A Companhia e suas controladas receitas consideradas não tributáveis. · Diferidos: O IRPJ e a CSLL diferidos ativos são não possuem valores classificados nessa categoria. (ii) Ativos financeiros mantidos até o calculados sobre as diferenças temporárias da Companhia e de suas controladas. O IRPJ vencimento: Compreendem os ativos financeiros não derivativos com vencimentos defini- e a CSLL diferidos ativos são reconhecidos no montante provável em que os lucros tribudos adquiridos com a finalidade de realização no vencimento, mensurados ao custo de táveis futuros serão suficientes para deduzir todas as diferenças temporárias e estão aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos de acordo com os prazos e as condições apresentados no ativo não circulante. O IRPJ e a CSLL diferidos passivos estão apresentacontratuais. A Companhia e suas controladas não possuem valores classificados nessa dos no passivo não circulante e são calculados sobre as diferenças temporárias decorrencategoria. (iii) Ativos financeiros disponíveis para venda: Compreendem os ativos financei- tes de diferenças entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis nas ros não derivativos, como títulos e/ou ações cotadas ou não em mercados ativos, que demonstrações financeiras. Entretanto, o IRPJ e a CSLL diferidos não são contabilizados se possam ter os seus valores justos razoavelmente estimados. A Companhia e suas contro- resultarem do reconhecimento inicial de um ativo ou passivo em uma operação que não ladas não possuem valores classificados nessa categoria.(iv) Empréstimos e recebíveis: seja uma combinação de negócios, a qual, na época da transação, não afeta o resultado Compreendem os ativos financeiros não derivativos com recebimentos fixos ou determi- contábil, nem o lucro tributável. O IRPJ e a CSLL diferidos são calculados pelas alíquotas náveis, não cotados em um mercado ativo. São considerados nessa categoria os ativos aplicáveis previstas no período quando realizado o ativo ou liquidado o passivo sobre os caixa e equivalentes de caixa, contas a receber de clientes e outras contas a receber. As quais são calculados. O IRPJ e a CSLL diferidos são reconhecidos como receita ou despesa compras e vendas regulares dos ativos financeiros são reconhecidas na data da negociação. e incluídos no resultado. A recuperação do saldo dos impostos diferidos ativos é revisada Os ativos financeiros são inicialmente reconhecidos e mensurados pelo valor justo por meio na data de encerramento de cada período de relatório e, quando não for mais provável que do resultado e os custos de transação, debitados na demonstração do resultado. Os lucros tributáveis futuros estarão disponíveis para permitir a recuperação de todo o ativo, empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado. As perdas por redução ou parte dele, o saldo do ativo é ajustado pelo montante estimado de recuperação. k) ao valor recuperável são reconhecidas se, e apenas se, houver evidência objetiva da Dividendos e juros sobre o capital próprio: A proposta de distribuição de dividendos, redução ao valor recuperável do ativo financeiro como resultado de um ou mais eventos sobre os quais são imputados os juros sobre o capital próprio efetuados pela Administração que tenham ocorrido após seu reconhecimento inicial, com impacto nos fluxos de caixa da Companhia que estiverem dentro da parcela equivalente ao dividendo mínimo obrigafuturos estimados desse ativo. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor tório, é registrada como passivo na rubrica. “Dividendos e juros sobre o capital próprio a justo são registrados pelo regime de competência na demonstração do resultado, nas pagar” por ser considerada como uma obrigação estatutária da Companhia. Por outro lado, rubricas “Receitas financeiras” ou “Despesas financeiras”, respectivamente, quando rea- se houver, a parcela dos dividendos superior ao dividendo mínimo obrigatório declarada lizados ou incorridos. A Companhia e suas controladas baixam um ativo financeiro apenas pela Administração após o encerramento do período a que se referem às demonstrações quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa provenientes desse ativo expiram, ou financeiras, mas antes da data de autorização para emissão das referidas demonstrações, transfere o ativo, e substancialmente todos os riscos e benefícios da propriedade, para outra é registrada na rubrica “Dividendos adicionais propostos”. l) Apresentação do lucro líquido empresa. Em casos de não transferir nem retiver substancialmente todos os riscos e por ação: O lucro líquido básico por ação é calculado com base no número médio pondebenefícios da propriedade do ativo financeiro, mas continuar a controlar o ativo transferido, rado de ações em circulação durante o período. O resultado diluído por ação é calculado a Companhia e suas controladas reconhecem a participação retida e o respectivo passivo conforme segue: · Numerador: lucro do período. · Denominador: número de ações de cada nos valores que terá de pagar. Se retiver substancialmente todos os riscos e benefícios do categoria ajustado de modo a incluir as possíveis ações correspondentes a instrumentos ativo da propriedade do ativo financeiro transferido, a Companhia e suas controladas dilutivos (opções de ações), deduzido o número de ações que poderiam ser recompradas continuam reconhecendo esse ativo, além de um empréstimo garantido pela receita no mercado, conforme o caso. Os instrumentos de patrimônio que devam ou possam ser recebida. d) Passivos financeiros: Os passivos financeiros são classificados como: (i) Valor liquidados com ações da Companhia somente são incluídos no cálculo quando existentes justo por meio do resultado: Compreendem os passivos mantidos para negociação mensu- e sua liquidação tiver impacto dilutivo sobre o resultado por ação. m) Novas normas e rados pelo valor justo e cujos ganhos ou perdas são reconhecidos diretamente no resultado. alterações e interpretações de normas: O CPC ainda não editou os pronunciamentos e (ii) Outros passivos financeiros: Compreendem os passivos mensurados pelo método do as modificações correlacionados aos pronunciamentos de IFRSs novos e revisados aprecusto amortizado com alocação dos juros efetivos incorridos pelo respectivo período do sentados a seguir. Em decorrência do compromisso do CPC de manter atualizado o conjunto contrato. O método da taxa efetiva de juros é utilizado para calcular o custo amortizado de de normas emitido com base nas atualizações feitas pelo IASB, é esperado que esses um passivo financeiro e alocar sua despesa de juros pelo respectivo período de vigência pronunciamentos e modificações sejam editados pelo CPC e aprovados pelo Conselho dos contratos. A taxa de juros efetiva é a taxa que desconta exatamente os fluxos de caixa Federal de Contabilidade – CFC até a data de sua aplicação obrigatória. Normas vigentes futuros estimados ao longo da vida estimada do passivo financeiro ou, quando apropriado, em 31 de dezembro de 2011: As interpretações e alterações das normas existentes a seguir por um período menor, para o reconhecimento inicial do valor contábil líquido. Custo foram editadas e estavam em vigor em 31 de dezembro de 2011; entretanto, não tiveram amortizado é o montante pelo qual o passivo financeiro é mensurado em seu reconhecimento impactos relevantes sobre as demonstrações financeiras da Companhia: inicial, menos as amortizações de principal e mais as variações monetárias e os juros Aplicável a períodos acumulados calculados com base no método da taxa efetiva de juros, e qualquer redução anuais com início por meio de provisão. A baixa de passivos financeiros ocorre somente quando as obrigações Pronunciamento em ou após p Descrição ç são extintas e canceladas ou quando vencem. A diferença entre o valor contábil do passivo Modificações à IAS 32 Classificação de direitos 01/02/2010 financeiro baixado e a contrapartida paga e a pagar é reconhecida no resultado. e) Ativo Modificações à IFRIC Pagamentos antecipados de exigência 01/01/2011 circulante: · Caixa e equivalentes de caixa: Compreendem os saldos de caixa, depósitos 14 mínima de financiamento bancários à vista e aplicações financeiras, prontamente conversíveis em um montante IFRIC 19 Liquidação de passivos financeiros com 01/07/2010 conhecido de caixa e sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor. As aplicações instrumentos de patrimônio financeiras são registradas pelo valor de custo, acrescido dos rendimentos auferidos até a IFRIC 13 Programa de fidelidade de clientes 01/07/2010 data de encerramento de cada período de relatório, que não excedem o seu valor de Modificações à IAS 24 Divulgação de partes relacionadas 01/01/2011 mercado ou de realização. · Contas a receber e provisão para créditos de liquidação duvidosa: Normas, interpretações e alterações de normas existentes em vigor a partir de 1º de julho Registradas pelo valor nominal dos títulos representativos desses créditos por faixa de vencimento e deduzidas de provisão para redução ao seu valor de realização. As contas a de 2011 e que não foram adotadas antecipadamente. receber das administradoras de cartão de crédito não são ajustadas a valor presente por As normas e alterações das normas existentes a seguir foram publicadas e são obrigatórias apresentarem vencimento no curto prazo e porque os efeitos não são relevantes nas para os períodos contábeis iniciados em ou após 1º de julho de 2011, ou para períodos subde normas: ç demonstrações financeiras. · Estoques: Registrados pelo custo médio de aquisição, deduzido, sequentes. Todavia, não houve adoção antecipada dessas normas e alterações Aplicável a períodos quando aplicável, de provisão para ajustá-lo ao valor líquido de realização, constituída com anuais com início base no giro dos estoques e para itens cuja realização é considerada remota pela AdminisDescrição ç em ou após tração. f) Ativo não circulante: · Investimentos: A Companhia possui investimentos em Pronunciamento 01/07/2011 controladas avaliados pelo método de equivalência patrimonial.As vendas de produtos entre Modificações à IFRS 1 Eliminação de datas fixas para adotantes pela primeira vez das IFRSs as empresas são eliminadas para fins de consolidação. Uma controlada é uma empresa Modificações à IFRS 7 Divulgações – transferências de ativos 01/07/2011 sobre a qual a Companhia possui controle, definido como o poder de governar as políticas financeiros financeiras e operacionais de uma empresa, a fim de obter benefícios de suas atividades. 01/01/2013 Nas demonstrações financeiras consolidadas, as mudanças nas participações da Companhia IFRS 9 (alterada em Introdução de novos requerimentos para 2010) classificação e mensuração de ativos em controladas que não resultem em perda do controle são registradas como transações financeiros de capital. Os saldos contábeis das participações da Companhia e de não controladores 01/07/2012 são ajustados para refletir mudanças em suas respectivas participações nas controladas. Modificações à IAS 1 Apresentação de itens de “Outros resultados abrangentes” A diferença entre o valor com base no qual as participações não controladoras são ajusta01/01/2012 das e o valor justo das considerações pagas ou recebidas é registrada diretamente no Modificações à IAS 12 Impostos diferidos – recuperação dos ativos subjacentes quando o ativo é mensurado patrimônio líquido e atribuída aos proprietários da Companhia. · Imobilizado: Registrado ao pelo modelo de valor justo da IAS 40 custo de aquisição, formação ou construção, deduzido de depreciação acumulada e, quando 01/01/2013 aplicável, provisão para redução ao valor de recuperação. A depreciação é calculada pelo Modificações à IAS 19 Benefícios a empregados – eliminam o método“corredor” e orientam a registrar método linear, a taxas que levam em consideração o tempo de vida útil-econômica dos os impactos de remensuração do plano bens. As instalações e benfeitorias nas unidades locadas das controladas são depreciadas de benefícios diretamente em resultado pelo prazo de locação, ou pelo tempo de vida útil-econômica dos bens, dos dois o menor, abrangente, além de outras melhorias. conforme demonstrado na nota explicativa nº 13. Os encargos financeiros incorridos sobre

Lucro Líquido por Ação – R$ Básico e diluído

26

0,17

A Companhia não possui valores a serem divulgados como resultados abrangentes no exercício corrente. Aplicável a períodos anuais com início Pronunciamento Descrição ç em ou após “Package of five” IFRS 10 – Demonstrações Financeiras Con01/01/2013 solidadas (substitui o guia de consolidação da IAS 27 e SIC 12); IFRS 11 – Empreendimentos em Conjunto (substitui a IAS 31); IFRS 12 – Divulgação de Participação em Outras Entidades; modificações à IAS 27; e modificações à IAS 28 para alinhar com os pronunciamentos IFRSs 10, 11 e 12. IFRS 13 Mensuração de valor justo – substitui os 01/01/2013 guias existentes sobre mensuração de valor justo nas IFRSs por um pronunciamento único. 4. PRINCIPAIS FONTES DE JULGAMENTO E ESTIMATIVAS A elaboração das demonstrações financeiras requer da Administração certos julgamentos e o uso de premissas e estimativas com base na experiência histórica e em outros fatores considerados relevantes, que afetam os valores de ativos e passivos e que podem apresentar resultados divergentes dos resultados efetivos. As estimativas e premissas subjacentes são revisadas continuamente e os respectivos efeitos são reconhecidos no período em que são revistas. a) Redução dos valores de recuperação dos ativos: Os itens dos ativos imobilizado e intangível, com prazo de vida útil definida, que apresentam indicadores de perda de seu valor recuperável, com base em fatores financeiros e econômicos, e considerando prazo de maturação dos investimentos, têm seus valores contábeis anualmente revisados, através de estudo detalhado para cada UGC pelo cálculo dos fluxos de caixa futuros descontados e utilização de taxa para desconto a valor presente, para assegurar que eventual provisão para perdas do valor contábil seja registrada no resultado do período analisado. b) Redução ao valor recuperável do ágio: Para determinar se o ágio apresenta redução em seu valor recuperável, é necessário fazer estimativa do valor em uso das UGCs para as quais o ágio foi alocado. O cálculo do valor em uso exige que a Administração estime os fluxos de caixa futuros esperados oriundos das referidas UGCs e a taxa de desconto adequada para que o valor presente seja calculado. c) Provisão para perdas com estoques: A provisão para perdas está relacionada à obsolescência dos estoques. No caso das controladas, a provisão corresponde aos estoques sem condição de venda, por deterioração ou pelo giro acima das estimativas previstas. d) Provisão para créditos de liquidação duvidosa: As contas a receber de clientes são controladas por faixa de vencimento, sendo constituída provisão para perdas com títulos vencidos há mais de 180 dias. Os créditos considerados irrecuperáveis são reconhecidos diretamente ao resultado. e) Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas: As provisões constituídas para processos judiciais que representam perdas prováveis são estimadas com certo grau de segurança. A avaliação da probabilidade de perda é amparada pela opinião dos advogados externos da Companhia e de suas controladas. f) IRPJ e CSLL diferidos: Os ativos de IRPJ e CSLL diferidos são registrados com base em estudo sobre a expectativa de realização do lucro tributável futuro, trazido a valor presente e deduzido de todas as diferenças temporárias, o qual é anualmente revisado e aprovado pela Administração. As projeções dos resultados futuros consideram as principais variáveis de desempenho da economia brasileira, o volume e o preço das vendas e as alíquotas dos tributos. 5. AQUISIÇÃO DE EMPRESA a) Empresa adquirida: Em 21 de junho de 2010, a CODROME, então controladora da DSP, e os cotistas das empresas Drogão, que atuava no ramo de varejo farmacêutico, e Drogão Cartões, que administrava os cartões de crédito concedidos a clientes daquela rede, celebraram uma operação que resultou na transferência integral das participações da Drogão e Drogão Cartões para a DSP. As partes envolvidas na operação descrita entenderam que a consolidação das operações da DSP e da Drogão iriam resultar na redução de custos redundantes e ganho de escala operacional, que viabilizariam investimentos mais elevados e uma maior taxa de crescimento de forma sustentada, em linha com a estratégia de contínua expansão dos negócios da DSP, resultando em maior eficiência e competitividade para fazer frente aos desafios do mercado nacional do ramo de varejo farmacêutico. b) Análise dos ativos e passivos adquiridos: Em cumprimento aos dispositivos do pronunciamento técnico CPC 15/IFRS 3 – Combinação de Negócios, a Companhia contratou terceiros especialistas para avaliar o valor justo dos ativos tangíveis e intangíveis da Drogão. Para os demais ativos e passivos, a DSP, após análises, concluiu que não havia diferenças significativas entre o valor registrado nos livros e o valor justo que deveria ser contabilizado, exceto pelos estoques, os quais foram valorizados pelo preço da última compra, e a provisão para passivos contingentes, a qual estava totalmente garantida pelos antigos cotistas da Drogão e Drogão Cartões. Assim, com base no laudo de avaliação emitido por especialistas, na data-base 31 de maio de 2010, os valores registrados na aquisição foram: Valor Valor registrado nos justo na Descrição ç livros locais Ajustes j aquisição q ç Ativo circulante: Disponível 5.611 – 5.611 Contas a receber de clientes 11.842 – 11.842 Estoques 24.124 – 24.124 Outros créditos 2.958 – 2.958 Contas a receber – ex-acionistas (ii) – 34.744 34.744 Ativo não circulante: Depósitos judiciais 460 – 460 Imobilizado 10.968 – 10.968 Intangível 2.692 15.190 17.882 Passivo circulante: Fornecedores e outras contas a pagar (16.434) – (16.434) Salários e encargos sociais (4.504) – (4.504) Financiamentos (13.963) – (13.963) Impostos a pagar (3.155) – (3.155) Outras contas a pagar (2.488) – (2.488) Passivo não circulante: Financiamentos (26.470) – (26.470) Parcelamento de impostos (3.762) (8.767) (12.529) Imposto de renda e contribuição social diferidos – (5.164) (5.164) Provisão para contingências (i) – (25.977) (25.977) ( ) ( (2.095) (12.121) 10.026 (12.121 Acervo líquido adquirido Drogão Cartões 119 (-) Ajuste de preço 1.253 (-) Valor pago na aquisição 97.352 Ágio na aquisição 100.581 (i) A DSP efetuou as análises das contingências prováveis e possíveis e reconheceu o montante desses riscos (vide nota explicativa nº 19). (ii) Valor de passivos indenizáveis de responsabilidade individual dos ex-cotistas da Drogão, conforme contrato de aquisição firmado em 21 de junho de 2010. Dessa forma, o valor das provisões para passivos indenizáveis registrados no balanço patrimonial da Drogão em 31 de maio de 2010 foi segregado e eliminado na determinação do valor do ágio por tratar-se de provisão com garantia de reembolso para a DSP. O saldo desses passivos indenizáveis em 31 de dezembro de 2011 é de R$26.998 (R$36.249 em 2010) e está registrado em conta específica do ativo não circulante, tendo ao longo de 2011 o valor R$9.161 já sido materializado e reembolsado pelos ex-cotistas da Drogão. A DSP possui instrumentos contratuais como garantia de reembolso dessas obrigações.A mensuração da mais-valia dos ativos adquiridos e passivos assumidos foi determinada pela Administração com base em estudo de empresa especializada. O reconhecimento de ativos adquiridos e passivos assumidos resultou no ajuste de R$15.190 na rubrica “Intangível” referente ao valor de mercado dos pontos comerciais onde se situam as lojas da Drogão. A Companhia utilizou o princípio da substituição para cálculo do valor de mercado dos ativos adquiridos na combinação de negócios. Esse princípio presume que um comprador prudente não irá pagar por uma propriedade um valor maior do que o custo de aquisição de uma propriedade substituta com a mesma utilidade. Os fluxos de caixa futuros dos ativos adquiridos foram definidos em razão dos cálculos de rentabilidade futura usados nos estudos de aquisição e descontados a valor presente pelo “Weighted Average Cost of Capital – WACC”. Em 30 de novembro 2010 foi aprovada em Assembleia Geral Extraordinária a incorporação da empresa Drogão pela DSP. c) Custo de aquisição: O total da transação foi de R$97.352, sendo R$25.000 pagos aos cotistas da Drogão em moeda corrente e o restante mediante emissão de novas ações na participação acionária da CODROME. d) Saída de caixa líquida na aquisição R$ Descrição Preço pago na aquisição 25.000 (5.611 (-) Disponível adquirido (5.611) Valor pago em dinheiro, líquido 19.389 e) Ágio apurado na aquisição: O ágio apurado na aquisição da Drogão é devido à inclusão, no custo de aquisição, de benefícios à Companhia. Tais benefícios são substancialmente representados por sinergias nos processos de compra e distribuição de mercadorias, crescimento de venda e participação no mercado, desenvolvimento de mercados futuros alinhados com a estratégia de “atacado” e expectativa de geração de lucros futuros. Esses benefícios não são reconhecidos separadamente do ágio, uma vez que os benefícios econômicos futuros não podem ser razoavelmente estimados. Para fins fiscais, a amortização do ágio será considerada dedutível para apuração do imposto de renda e da contribuição social. O ágio e a mais-valia dos ativos adquiridos e passivos assumidos que surgiram dessa aquisição representam o benefício econômico futuro esperado das sinergias decorrentes da combinação de negócios. O montante que se espera ser dedutível para fins fiscais é de R$96.852. 6. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Controladora Consolidado (BR GAAP) (IFRS e BR GAAP) Caixa e bancos – conta movimento 1 30.696 Aplicações financeiras (*) – 57.205 87.901 Total 1 (*) As aplicações financeiras são representadas por Certificados de Depósito Bancário – CDBs remunerados por taxas de 101,0% a 101,8% da variação do Certificado de Depósito Interbancário – CDI e prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e sujeitas a insignificante risco de mudança de valor. 7. CONTAS A RECEBER Consolidado (IFRS e BR GAAP GAAP) Administradoras de cartões de crédito e convênios 202.234 Cheques a receber 1.221 203.455 (2.887) Provisão para créditos de liquidação duvidosa (2.887 Total 200.568 A exposição máxima ao risco de crédito em 31 de dezembro de 2011 é o valor contábil de cada faixa de idade de vencimento conforme segue: Consolidado (IFRS e BR GAAP GAAP) A vencer 187.824 Vencidos: Até 90 dias 11.484 De 90 a 180 dias 775 Há mais de 180 dias 3.372 Total 203.455

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE 30 DE SETEMBRO E 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Em milhares de reais – R$) Nota Controladora Consolidado Fluxo de Caixa das Atividades explicativa (BR GAAP) (IFRS e BR GAAP) Operacionais Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 16.547 27.767 Ajustes para reconciliar o lucro antes do imposto de renda e da contribuição social com o caixa líquido gerado pelas atividades operacionais: Depreciações e amortizações 13 e 14 – 15.375 Provisão para créditos de liquidação duvidosa 7 – 1.162 Provisão para giro lento dos estoques 8 – 2.402 Equivalência patrimonial 12 (16.547) – Resultado na venda de ativo imobilizado 13 – 1.519 Encargos financeiros sobre financiamentos – 4.445 Encargos financeiros sobre parcelamentos 17.b) – 121 Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas 19 – 3.322 Variação nos ativos e passivos operacionais: Contas a receber de clientes – 8.508 Estoques – (83.314) Impostos a recuperar – 10.180 Depósitos judiciais – (3.225) Outros ativos operacionais – (1.744) Fornecedores – 107.331 Impostos e contribuições a recolher – (1.941) Salários, provisões e contribuições sociais – (20.740) Pagamento de parcelamentos – (938) Outros passivos operacionais – 15.867 Caixa gerado pelas ativididades operacionais – 86.097 Juros pagos – (5.822) ( Imposto de renda e contribuições social pagos – (7.705) Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais – 72.570 Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento Caixa e equivalente de caixa recebidos na integralização de capital com investimentos em controladas – 67.886 Aquisição de ativo imobilizado e intangível 13 e 14 – (16.751) Recursos recebidos de partes relacionadas – 92 Caixa líquido gerado pelas atividades de investimento – 51.227 Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento Recursos recebidos pela emissão de ações 1 – Financiamentos obtidos – 4.899 ((40.795) Amortização de financiamentos – Caixa líquido gerado pelas (aplicado nas) atividades de financiamento 1 (35.896) Aumento do Saldo de Caixa e Equivalentes de Caixa 1 87.901 Demonstração da Variação nos Saldos de Caixa e Equivalentes de Caixa Saldo inicial – – Saldo final 1 87.901 Aumento do Saldo de Caixa e Equivalentes 87.901 de Caixa 1 A movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa é como segue: Consolidado ((IFRS e BR GAAP) Saldo no início do período (1.725) Baixa dos créditos considerados irrecuperáveis – Provisão do período ((1.162) Total (2.887) (2.887 8. ESTOQUES Consolidado (IFRS e BR GAAP) GAAP Medicamentos em geral 575.034 Perfumaria e correlatos 88.367 Estoque para uso e consumo 2.772 Provisão para obsolescência (4.111) (4.111 Total 662.062 A movimentação da provisão para giro lento e obsolescência é como segue: Consolidado GAAP) (IFRS e BR GAAP Saldo no início do período (1.709) Baixa da provisão – Provisão do período (2.402) (2.402 Total (4.111) (4.111 9. IMPOSTOS A RECUPERAR Consolidado (IFRS e BR GAAP) GAAP ICMS-ST retido antecipadamente (a) 23.762 ICMS – saldo credor (b) 10.035 ICMS – outros 43 IRPJ e CSLL (c) 4.527 ILL (d) 5.739 IRRF 371 PIS e COFINS 136 Total 44.613 (a) Créditos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS gerados a partir de 2008, quando teve início, no Estado de São Paulo, o regime de Substituição Tributária – ST do ICMS, no qual esse tributo passou a ser recolhido pelo fabricante dos produtos comercializados. Esses créditos são gerados pelas transferências de mercadorias para outros Estados da Federação e podem ser liquidados com débitos desse mesmo imposto, mediante regime especial, ou com a sua venda a fornecedores. O processo de ressarcimento exige o atendimento de normativos legais previstos no Regulamento do ICMS-SP – RICMS-SP, Decreto nº 45.490/00, e Portaria CAT nº 17/99, consistindo o desenvolvimento de um software para extração de dados históricos e sua formatação nos “layouts” exigidos. Em 29 de julho de 2011, a controlada DSP iniciou o processo de recuperação desses créditos com base em regime especial obtido com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo – SEFAZ-SP, que autorizou a compensação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – Substituição Tributária – ICMS-ST a partir de agosto de 2011 com o valor devido nos termos do artigo 426-A do RICMS-SP. Dessa forma, foi permitido à controlada DSP lançar como débito na apuração de ICMS o valor correspondente aos recolhimentos que são realizados na entrada de mercadorias, sujeitas ao regime de ST, recebidas de outras unidades da Federação. Quanto ao período compreendido entre fevereiro de 2008 e julho de 2011, a controlada DSP encaminhou à SEFAZ-SP, em agosto de 2011, pedido de regime especial solicitando a compensação do crédito nos mesmos moldes do regime concedido citado anteriormente. (b) Saldo oriundo da aplicação de alíquotas diversificadas em operações de entrada (compras no Estado de São Paulo) e de saída de mercadorias (transferência para outros Estados da Federação), de acordo com o inciso I do artigo 71 do RICMS-SP. Em julho de 2011, a Administração da controlada DSP centralizou os recolhimentos de ICMS dos centros de distribuição e das filiais localizados dentro do Estado de São Paulo e passou a compensar o saldo credor existente. (c) A controlada DSP efetuou compensações de débitos fiscais com saldos antecipados de IRPJ e CSLL, as quais foram indeferidas pela Receita Federal. Em decorrência da promulgação da Lei nº 11.941/09, a controlada DSP decidiu não questionar judicialmente tal indeferimento, reconstituindo o ativo de impostos anteriormente compensados em contrapartida aos passivos fiscais devidos e optou em incluí-los na anistia da referida Lei, conforme demonstrado na nota explicativa nº 17.b). O IRPJ e a CSLL ativos serão utilizados em compensações fiscais futuras. (d) Em outubro de 2011, a controlada DSP obteve êxito em processo administrativo e judicial referente à restituição de Imposto sobre o Lucro Líquido – ILL pago indevidamente nos anos de 1989 a 1992. De acordo com o artigo 74 da Lei nº 9.430/96, esse crédito pode ser restituído ou ressarcido através da compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal. 10. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) IRPJ e CSLL diferidos Consolidado GAAP) (IFRS e BR GAAP Ativo Não Circulante: Provisões para riscos e impostos e contribuições a recolher 6.356 Provisão para obsolescência de estoque 581 Outras provisões 2.103 Total 9.040 Passivo Não Circulante: Alocação de fundo de comércio na aquisição de empresas 3.540 Amortização fiscal do ágio sobre aquisição de empresas 6.586 Total 10.126 A Administração considera o valor contábil dos ativos fiscais diferidos constituídos nas controladas realizáveis na proporção da solução final das ações judiciais impetradas. b) Conciliação da despesa efetiva de imposto de renda e contribuição social Controladora Consolidado (BR GAAP) (IFRS e BR GAAP) Lucro contábil antes do imposto de renda e da contribuição social 16.547 27.767 Alíquota fiscal combinada 34% 34% Imposto de renda e contribuição social pela alíquota fiscal combinada (5.626) (9.441) i) Efeito do IRPJ e da CSLL sobre as diferenças permanentes: Equivalência patrimonial 5.626 – Outras (adições) exclusões permanentes – (291) ii) Efeito do IRPJ e da CSLL diferenças temporárias do período, para os quais não foram registrados os impostos diferidos em virtude de não haver, no período, firmes evidências sobre a sua realização – (1.653) iii) PAT e adicional de IRPJ – 165 Total – ( (11.220 ) Imposto de renda e contribuição social no resultado do período: Correntes – (9.567) Diferidos – (1.653) Total – ( (11.220 ) Alíquota efetiva sobre o lucro líquido – 40,41% 11. PARTES RELACIONADAS A Companhia mantém saldos e transações com partes relacionadas conforme detalhado a seguir: Controladora Consolidado (BR GAAP) (IFRS e BR GAAP) Ativo Circulante – dividendos a receber: Controlada – DSP 8.662 – Controlada – DPA 2.609 – Total 11.271 – Ativo Não Circulante: Controladora – CODROME – 132 Coligada – DSP Distribuidora S.A. – 721 Total – 853 Passivo Circulante – dividendos a pagar: Controladora – CODROME 1.926 1.926 Controladora – JVRJ (b) 2.004 5.428 Total 3.930 7.354 Passivo Não CirculanteColigada – DSP Administração de Bens Imóveis e Participações S.A. – 331 ResultadoDespesas de aluguel: Coligada – Lagra Fundo de Investimento Imobiliário (a) – 6.641 Coligada – DSP Administração de Bens Imóveis e Participações S.A. (a) – 3.149 Total – 9.790 (a) Aluguéis de imóveis a pagar. (b) A DPA possui dividendos a pagar diretamente a JVRJ, que foram destacados anteriormente a integralização de capital da JVRJ na Companhia com os investimentos da DPA. Diretoria Remuneração dos membros da Diretoria e da Administração: A remuneração da Diretori e dos membros da Administração das controladas é como segue: Remuneração Consolidado (IFRS e BR GAAP GAAP) Proventos e encargos sociais 1.603 Gratificações 1.200 Total 2.803 continua …


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20 -.ECONOMIA/LEGAIS

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Drogarias DPSP S.A. e Controladas

… continuação

CNPJ/MF nº 14.553.607/0001-03

A Companhia não concede benefícios pós-emprego e benefícios de rescisão de contrato de trabalho. De acordo com a Lei das Sociedades por Ações e com o Estatuto Social da Companhia, é responsabilidade dos acionistas, em Assembleia Geral, estabelecer o montante global da remuneração anual da Administração e da Diretoria. 12. INVESTIMENTOS A participação nas controladas e suas principais informações são como segue: Controladora ((BR GAAP)) Resultado de Patrimônio Lucro do Participação Saldo do equivalência Controlada líquido período –% investimento patrimonial DSP 224.750 9.641 100,00 224.750 9.641 DPA 324.444 6.906 100,00 324.444 6.906 16.547 Total 549.194 Movimentação dos investimentos: DSP DPA Total Aporte de capital via participação em investimentos (nota explicativa 1) 223.771 320.147 543.918 Resultado de equivalência patrimonial 9.641 6.906 16.547 Dividendos propostos (8.662) (2.609) (11.271) Saldos em 31 de dezembro de 2011 224.750 324.444 549.194 As principais informações nas controladas são como segue: DSP DPA Ativo total 790.242 653.734 Passivos circulante e não circulante 558.757 328.683 Patrimônio líquido 224.750 324.444 Receita líquida 662.014 501.397 Lucro do período 9.641 6.906 13. IMOBILIZADO Consolidado Taxa anual de (IFRS e BR GAAP) depreciação Depreciação Valor q –% Custo acumulada líquido Terrenos – 18 – 18 Instalações, máquinas e equipamentos 10 122.333 (63.684) 58.649 Benfeitorias em imóveis de terceiros 20 89.327 (40.503) 48.824 Equipamentos de informática 20 43.284 (28.525) 14.759 Móveis e utensílios 10 58.462 (27.783) 30.679 Veículos 20 16.523 (11.555) 4.968 Imobilizado em andamento – 1.557 – 1.557 ( (172.050 ) 159.454 Total 331.504 As alterações registradas na rubrica “Imobilizado” no período de 30 de setembro a 31 de dezembro de 2011 foram as seguintes: Consolidado (IFRS e BR GAAP) Saldo no início Transfedo período Adições Baixas rências 2011 Custo: Terrenos 18 – – – 18 Instalações, máquinas e equipamentos 118.862 4.453 (1.742) 760 122.333 Benfeitorias em imóveis de terceiros 83.581 5.957 (203) (8) 89.327 Equipamentos de informática 46.826 1.891 (5.535) 102 43.284 Móveis e utensílios 56.572 2.357 (670) 203 58.462 Veículos 16.479 54 (10) – 16.523 ((687)) ((1.057)) Imobilizado em andamento 2.667 634 1.557 Total do Custo 325.005 15.346 ( (8.847 ) – 331.504 Depreciação acumulada: Instalações, máquinas e equipamentos (60.834) (4.002) 1.151 1 (63.684) Benfeitorias em imóveis de terceiros (37.509) (3.192) 198 – (40.503) Equipamentos de informática (32.616) (1.257) 5.348 – (28.525) Móveis e utensílios (27.308) (1.095) 621 (1) (27.783) Veículos (10.839) (726) 10 – (11.555) Total da Depreciação (169.106) (169.106) ((10.272) 7.328 – (172.050 ( ) 159.454 Valor Líquido 155.899 Avaliação do valor recuperável: Os testes de recuperação são realizados anualmente conforme descrito nas notas explicativas nº 3 e nº 4. Em 31 de dezembro de 2011, as controladas da Companhia aplicaram testes para identificação de fatores que pudessem levar à necessidade de revisar o valor recuperável das instalações da Matriz, da Central de Distribuição e de cada uma de suas lojas. Essas análises levaram em conta o atual nível de rentabilidade de cada uma das lojas, além de fatores específicos ao segmento de varejo farmacêutico. A Administração, com base nessas análises, não identificou eventos que pudessem denotar a existência de ativos registrados por valores superiores aos respectivos valores contábeis. Ativos cedidos em garantia: Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia possui bens (veículos e imóveis) oferecidos como garantia em processos judiciais. 14. INTANGÍVEL Taxa anual de Consolidado (IFRS e BR GAAP) depreciação Amortização Valor q –% Custo acumulada líquido Software 20 49.374 (37.093) 12.281 Cessão de direitos 20 24.216 (12.809) 11.407 Ágio na aquisição de investimento – 15.619 (5.207) 10.412 Marcas e patentes 20 748 (15) 733 Fundo de comércio 20 33.241 17.556 ((15.685)) ( (70.809 ) 52.389 Total 123.198 As alterações registradas na rubrica “Intangível” foram as seguintes: GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP Saldo no início do período Adições Baixas 2011 Custo: Software 48.955 419 – 49.374 Cessão de direitos 23.315 901 – 24.216 Ágio na aquisição de investimento 15.619 – – 15.619 Marcas e patentes 748 – – 748 Fundo de comércio 33.156 85 – 33.241 Total do Custo 121.793 1.405 – 123.198 Amortização acumulada: Software (36.210) (883) – (37.093) Cessão de direitos (11.825) (984) – (12.809) Ágio na aquisição de investimento (3.614) (1.593) – (5.207) Marcas e patentes (15) – – (15) Fundo de comércio (14.042) (1.643) – (15.685) Total da Amortização (65.706) (65.706) (5.103 ( ) – (70.809 ( ) 52.389 Valor Líquido 56.087 Os testes de recuperação são realizados anualmente conforme descrito nas notas explicativas nº 3 e nº 4. A Administração, em seu melhor julgamento, não identificou eventos que pudessem denotar a existência de ativos registrados por valores superiores aos respectivos valores recuperáveis para a data de encerramento de cada período de relatório. 15. FINANCIAMENTOS Controladora (BR GAAP) Encargos e Consolidado Modalidade financeiros Vencimento Garantias ((IFRS e BR GAAP) Arrendamento 08/2012 financeiro 11,08% a.a. a 01/2016 Aval da Diretoria 5.938 Debêntures (a) 112,8% CDI 04/2015 Recebíveis Visa (b) 71.162 BNDES TJLP + 4,36% 12/2016 Nota promissória 57.820 Total 134.920

Encargos financeiros Vencimento

Controladora (BR GAAP) e Consolidado Garantias (IFRS e BR GAAP) ( 32.156

Modalidade Passivo circulante Passivo não circulante 102.764 Total 134.920 (a) Contrato com cláusula restritiva sobre alienação, cisão, fusão, incorporação ou qualquer reestruturação societária, as quais, se ocorrerem, devem ser previamente autorizadas pelo agente financeiro. Em Assembleia Geral dos Titulares de Debêntures realizada em 8 de setembro de 2011, foi aprovada a concessão de “waiver” a controlada DSP para realização da fusão de suas operações com a DPA, não ensejando, dessa forma, o vencimento antecipado das debêntures. (b) Necessidade de manter valor mínimo de R$10 milhões de recebíveis do cartão Visa. 16. FORNECEDORES Consolidado GAAP) (IFRS e BR GAAP Medicamentos 371.939 Perfumaria 69.048 Outros insumos 24.916 Total 465.903 A Administração não reconheceu o ajuste a valor presente, uma vez que as operações são de curto prazo, e considera irrelevante o efeito de tais ajustes quando comparado com as demonstrações financeiras tomadas em conjunto. 17. IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES A RECOLHER a) Impostos e contribuições a recolher Consolidado GAAP) (IFRS e BR GAAP ICMS 35.175 IRRF 1.075 PIS e COFINS 1.063 Adicional de IRPJ 50.404 Outros 1.422 Total 89.139 Passivo circulante 38.735 Passivo não circulante 50.404 Total 89.139 b) Impostos e contribuições – parcelamento Consolidado GAAP) (IFRS e BR GAAP Parcelamento efetuado em 2003 – PAES (i) 2.500 Pedido de parcelamento em 2009 (ii) 15.876 Total 18.376 Passivo circulante 4.505 Passivo não circulante 13.871 Total 18.376 Os detalhes desses parcelamentos são como segue: (i) A controlada DSP aderiu ao Programa de Parcelamento de Débitos Fiscais – PAES, instituído pela Lei nº 10.684/03, da Secretaria da Receita Federal. Os débitos estão relacionados a Programa de Integração Social – PIS, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS e Instituto Nacional do Seguro Social – INSS e referem-se a litígios judiciais anteriormente impetrados pelas empresas, apurados e informados em julho de 2003 aos órgãos reguladores do referido Programa através do formulário “Declaração do PAES”. (ii) Em 27 de maio de 2009, o Governo Federal publicou a Lei nº 11.941, resultado da conversão da Medida Provisória nº 449/08, a qual, entre outras alterações na legislação tributária, trouxe um novo parcelamento de débitos tributários administrados pela Receita Federal do Brasil e pelo INSS e de débitos para com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional – PGFN, incluindo o saldo remanescente dos débitos consolidados no Programa de Recuperação Fiscal – REFIS (Lei nº 9.964/00), no Parcelamento Especial – PAES (Lei nº 10.684/03) e no Parcelamento Excepcional – PAEX (Medida Provisória nº 303/06), além dos parcelamentos convencionais previstos no artigo 38 da Lei nº 8.212/91 e no artigo 10º da Lei nº 10.522/02. Em 30 de julho de 2011, a controlada DSP consolidou os débitos com a Receita Federal, iniciando a amortização dessas dívidas. A controlada DSP optou pelo pagamento desses débitos em 180 meses e não utilizou créditos fiscais decorrentes de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social para liquidação de juros e multas. A seguir, a movimentação dos valores incluídos nos parcelamentos da DSP: Saldo no início do período 19.291 Atualização monetária 121 (1.036) Pagamentos efetuados (1.036 Saldo em 31 de dezembro de 2011 18.376 18. SALÁRIOS, PROVISÕES E CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS Consolidado GAAP) (IFRS e BR GAAP Férias 37.605 Salários a pagar 7.895 FGTS a recolher 5.077 INSS a recolher 16.960 Participação nos lucros 3.633 Outros 3.075 Total 74.245 19. PROVISÃO PARA RISCOS TRIBUTÁRIOS, CÍVEIS E TRABALHISTAS Consolidado GAAP) (IFRS e BR GAAP Trabalhistas (a) 23.838 Cíveis (b) 8.867 Tributários (c) 12.035 Total 44.740 Movimentação da provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas Saldo no início do período 44.191 Adições e atualizações monetárias 3.322 (2.773) Pagamentos realizados (2.773 Saldo em 31 de dezembro de 2011 44.740 (a) As controladas da Companhia são partes passivas de reclamações trabalhistas movidas por ex-funcionários e terceiros, cujos pedidos, em sua maioria, se constituem em pagamentos de verbas rescisórias, adicionais salariais, horas extras e verbas devidas em razão da responsabilidade subsidiária. (b) As controladas da Companhia são partes passivas em ações e procedimentos no âmbito da justiça cível, do juizado especial cível e da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor – PROCON, movidas por consumidores, fornecedores e ex-funcionários, sendo a maioria referente a pedidos de indenização. (c) As controladas da Companhia são partes passivas em ações e procedimentos tributários, sendo a mais relevante relacionada ao diferencial de alíquota de ICMS de 17% para 18% no período de janeiro a março de 2007. considerou Processos possíveis: A Administração da Companhia e de suas controladas não considero necessária a constituição de provisão para eventual perda sobre os processos judiciais em andamento no montante aproximado de R$87.663, para os quais, na avaliação dos seus assessores jurídicos, a probabilidade de perda é possível, sendo: Consolidado (IFRS e BR GAAP) Trabalhistas 31.222 Cíveis 13.437 Tributários 43.004 Total 87.663 Depósitos judiciais: Os tributos e as obrigações trabalhistas discutidos nas esferas admi administrativa e judicial garantidos por depósitos judiciais são demonstrados como segue: Processos cíveis 4.892 Processos trabalhistas 9.089 Processos tributários 56.027 Total 70.008 20. PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social: Em Assembleia Geral de Constituição de Sociedade por Ação realizada em 12 de setembro de 2011, foi aprovada a constituição da Companhia com capital social de R$1 representado por 1.000 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal.

Em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 31 de outubro de 2011, foi aprovada a elevação do capital social da Companhia em R$223.771, mediante a emissão de 97.999.000 novas ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, emitidas pelo preço de emissão de R$2,28 por ação, mediante conferencia pela Companhia Comercial de Drogas e Medicamentos – CODROME de 25.628.257 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal de emissão da DSP, representativas de 100% do capital dessa controlada. Em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 28 de dezembro de 2011, foi aprovada a elevação do capital social da Companhia em R$320.147, mediante a emissão de 102.000.000 novas ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, emitidas pelo preço de emissão de R$3,13 por ação mediante conferencia pela JVRJ Participações S.A. de 43.416.914 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal de emissão da DPA, representativas de 100% do capital dessa controlada. Em 31 de dezembro de 2011, o capital social da Companhia, no montante de R$543.919, está representado por 200.000.000 ações ordinárias sem valor nominal. b) Dividendos: O Estatuto Social assegura um dividendo mínimo obrigatório correspondente a 25% do lucro líquido de cada período, deduzido para constituição da reserva legal de 5% do lucro, conforme a Lei das Sociedades Anônimas. O lucro remanescente terá a destinação que lhe derem os acionistas na reunião de Diretoria. O Estatuto Social faculta a distribuição de dividendos com base em balanços intermediários. Em 31 de dezembro, foi aprovado em Reunião de Diretoria a título de distribuição de dividendos o valor de R$3.930, relacionado ao dividendo mínimo obrigatório, na proporção da participação de cada acionista, dividido da seguinte forma: 2011 Lucro líquido base de cálculo dos dividendos 16.547 (827) Reserva legal (827 Lucro Líquido Ajustado 15.720 Dividendo mínimo obrigatório – 25% 3.930 Dividendo mínimo obrigatório por ação – R$ 0,0197 c) Reserva legal: Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia constituiu reserva legal no montante de R$827, conforme previsto no artigo 193 da Lei das Sociedades por Ações. d) Retenção de lucros: O saldo remanescente do lucro do período, no montante de R$11.790, foi transferido para uma reserva de lucros de acordo com a Lei nº 11.638/07 e será utilizado de acordo com as expectativas da Administração. 21. RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA Consolidado GAAP) (IFRS e BR GAAP Receita operacional bruta 1.200.737 (-) Impostos incidentes (12.694) (24.632) (-) Descontos e devoluções (24.632 Receita Operacional Líquida 1.163.411 22. INFORMAÇÕES SOBRE A NATUREZA DAS DESPESAS A Companhia apresentou a demonstração do resultado utilizando uma classificação das despesas com base na sua função. As informações sobre a natureza dessas despesas reconhecidas na demonstração do resultado é apresentada a seguir: Consolidado GAAP) (IFRS e BR GAAP Custo de estoque 863.497 Despesa com pessoal e encargos 150.363 Despesa com ocupação 36.731 Utilidades e serviços públicos 9.341 Propaganda e publicidade 5.707 Impostos e taxas 597 Serviços contratados diversos 32.626 Material de consumo 1.642 Outras despesas 23.182 Total 1.123.686 Classificadas como: Custo das mercadorias vendidas 863.497 Despesas com vendas 196.082 Despesas gerais e administrativas 64.107 Total 1.123.686 23. OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS, LÍQUIDAS Consolidado (IFRS e BR GAAP GAAP) Ganho com processos judiciais ativos 6.210 Outras despesas operacionais (216 (216) Total 5.994 24. RESULTADO FINANCEIRO Consolidado (IFRS e BR GAAP GAAP) Receitas Financeiras: Juros recebidos 190 Receita de aplicações financeiras 1.434 Descontos obtidos 2.056 Variações monetárias ativas 13 Total 3.693 Despesas Financeiras: Juros sobre empréstimos e financiamentos (6.980) Outros juros e taxas bancárias 1.102 Variações monetárias passivas (392 (392) Total (6.270) (6.270 (2.577) Resultado Financeiro (2.577 25. ARRENDAMENTO OPERACIONAL Locação de Lojas – Em 31 de dezembro de 2011, as controladas da Companhia possuíam 579 contratos de locação de suas lojas firmados com terceiros e com partes relacionadas, os quais a Administração analisou e concluiu que se enquadram na classificação de arrendamento mercantil operacional. Os contratos de locação das lojas, em sua maioria, preveem despesa de aluguel variável, incidente sobre as vendas, ou um valor mínimo atualizado anualmente por diversos índices representativos da inflação, com prazos de validade de cinco anos, sujeitos à renovação. Os contratos de aluguel das lojas da Companhia possuem valores fixados em contrato, com reajustes anuais, conforme variação dos principais índices de inflação. O valor da locação dos imóveis é sempre o maior valor entre: (a) o equivalente de 1,5% a 4% das vendas mensais brutas, realizadas pela loja; ou (b) um valor mínimo mensal atualizado anualmente por determinados índices representativos da inflação, conforme o caso. Os referidos contratos de locação possuem período de vigência indeterminado ou determinado; nesse último caso, os prazos variam de cinco a dez anos, sujeitos à renovação contratual amigável ou judicial (ação renovatória). No período findo em 31 de dezembro de 2011, as despesas de aluguel, líquidas dos impostos a recuperar, totalizaram R$30.286 no consolidado. O saldo da rubrica “Aluguéis a pagar”, incluído em rubrica específica do passivo circulante em 31 de dezembro de 2011, é de R$7.534 no consolidado. Os compromissos futuros (consolidado), oriundos desses contratos, a valores de 31 de dezembro de 2011, totalizam um montante mínimo de R$279.310, sendo: Vencimento Valor 2012 82.522 2013 70.055 2014 52.542 2015 34.942 Demais vencimentos até 2020 39.249 Total 279.310 26. LUCRO POR AÇÃO O lucro básico por ação é calculado mediante a divisão do lucro atribuível aos acionistas da Companhia pela quantidade média ponderada de ações ordinárias em circulação durante o período. O lucro diluído por ação é calculado mediante o ajuste da quantidade média ponderada de ações ordinárias em circulação, para presumir a conversão de todas as ações ordinárias potenciais diluídas. A Companhia não mantém nenhuma categoria de ações ordinárias potenciais diluídas; dessa forma, o lucro diluído por ação é igual ao lucro básico por ação: Lucro líquido atribuído aos acionistas da Companhia 16.547 Média ponderada de ações ordinárias e preferenciais em circulação (em milhares) 99.250 Lucro por Ação Básico e Diluído – R$ 0,17 27. INSTRUMENTOS FINANCEIROS a) Gestão do risco de capital: Os objetivos da Companhia, ao administrar seu capital, são os de assegurar a continuidade das operações para oferecer retorno aos acionistas, além

de manter uma estrutura de capital adequada para minimizar os custos a ela associados. A estrutura de capital da Companhia consiste em passivos financeiros com instituições financeiras (nota explicativa nº 15), caixa e equivalentes de caixa (nota explicativa nº 6) e patrimônio líquido (nota explicativa nº 20). Os índices de endividamento em 31 de dezembro podem ser assim resumidos: Controladora Consolidado (BR e BR GAAP) ( GAAP)) (IFRS ( Total dos Empréstimos e Financiamentos – 134.920 (-) Caixa e equivalentes de caixa (1) (87.901) Dívida Líquida (1) (1 47.019 Total do Patrimônio Líquido 556.536 556.536 Total do Capital 543.919 543.919 Índice de dívida líquida 0,00% 8,45% Periodicamente, a Administração revisa a estrutura de capital e sua habilidade de liquidar os seus passivos, bem como monitora tempestivamente o prazo médio de contas a receber, fornecedores e estoques, tomando as ações necessárias para mantê-los em níveis considerados adequados para a gestão financeira. b) Práticas contábeis significativas: Os detalhes das principais práticas contábeis e métodos adotados, incluindo o critério para reconhecimento e bases de mensuração de apropriação das receitas e despesas para cada uma das classes de ativos e passivos financeiros, além do patrimônio líquido, estão descritas na nota explicativa nº 3. c) Categorias de instrumentos financeiros: Consolidado (IFRS e BR GAAP) Empréstimos e recebíveis: Caixa e equivalentes de caixa 87.901 Contas a receber 200.568 Total 288.469 Outros passivos financeiros: Empréstimos e financiamentos 134.920 Fornecedores 465.903 Total 600.823 A Administração é de opinião que os instrumentos financeiros, que estão reconhecidos nas demonstrações financeiras individuais e consolidados pelos seus valores contábeis, não apresentam variações significativas em relação aos respectivos valores de mercado no encerramento de cada período de relatório. O saldo da rubrica “Financiamentos” é atualizado monetariamente com base nos índices de mercado (CDI e TJLP) e taxas contratuais (nota explicativa nº 15) e juros variáveis em virtude das condições de mercado; portanto, o saldo devedor registrado no encerramento de cada período de relatório está próximo do valor de mercado. Contudo, tendo em vista que não há mercado ativo para esses instrumentos, as diferenças poderiam ocorrer se tais valores fossem liquidados antecipadamente. d) Riscos financeiros: As atividades da Companhia e de suas controladas estão expostas a alguns riscos financeiros, tais como risco de mercado, risco de crédito e risco de liquidez. A gestão de risco é realizada pela Administração da Companhia segundo as políticas aprovadas pela Diretoria.A área de Tesouraria identifica, avalia e protege contra eventuais riscos financeiros em cooperação com as unidades operacionais da Companhia. e) Gestão do risco de taxa de juros: A Companhia e suas controladas estão expostas a riscos normais de mercado em decorrência de mudanças nas taxas de juros sobre os empréstimos tomados. A análise de sensibilidade foi desenvolvida considerando a exposição à variação do CDI e da TJLP, principais indexadores dos empréstimos contratados, e pelas aplicações de sobras de caixa. A Administração entende que os riscos não são relevantes, pois não são esperadas variações significativas dos indexadores. f) Gestão de risco de crédito: A operação básica das controladas da Companhia é a venda de mercadorias a consumidores finais. A participação das vendas com recebimento à vista representou 62,29% do total em 2011. As formas de recebimento à vista são, em ordem de relevância: dinheiro, cartão de débito e cheque. As vendas com recebimento a prazo representam 37,71% do total em 2011. As formas de recebimento a prazo são, também em ordem de relevância: cartões de crédito e convênios. Do total dos recebimentos a prazo, os cartões de crédito representam 87,16% em 2011. Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia e suas controladas apresentam saldo de provisão para créditos de liquidação duvidosa no montante de R$2.887 para cobrir os riscos de crédito, basicamente representados por cheques devolvidos. g) Gerenciamento do risco de liquidez: A Administração monitora as previsões contínuas das exigências de liquidez da Companhia para assegurar que se tenha caixa suficiente para atender às necessidades operacionais. Em virtude da dinâmica de seus negócios, a Companhia e suas controladas mantêm flexibilidade na captação de recursos, mediante manutenção de linhas de crédito bancárias com algumas instituições. A tabela a seguir demonstra em detalhes o vencimento dos passivos financeiros contratados: GAAP) Consolidado (IFRS e BR GAAP Operação Até 1 ano Até 2 anos De 3 a 5 anos Total Financiamentos 32.156 35.862 66.902 134.920 Fornecedores 465.903 – – 465.903 h) Concentração de risco: Instrumentos financeiros que potencialmente sujeitam a Companhia e suas controladas à concentração de risco de crédito consistem, substancialmente, em saldos em bancos, aplicações financeiras e contas a receber de clientes. O saldo da rubrica “Contas a receber” está substancialmente distribuído entre as administradoras de cartões de crédito. A totalidade do saldo a receber de clientes é denominada em reais. i) Linhas de financiamento: Consolidado GAAP) (IFRS e BR GAAP Saldos bancários a descoberto assegurados: Utilizados – Não utilizados 414.700 Saldos do BNDES a descoberto assegurados: Utilizados 49.107 Não utilizados 20.939 28. COBERTURA DE SEGUROS A política adotada pela Companhia e por suas controladas considera, principalmente, a concentração de riscos e sua relevância, levando-se em consideração a natureza de suas atividades e a orientação de seus consultores de seguros. As coberturas dos seguros, em valores de 31 de dezembro, são assim demonstradas: Limite máximo de indenização por estabelecimento Incêndio, raio e explosão 270.500 Danos elétricos e curto-circuito 800 Vendaval, granizo e impacto de veículos 21.000 Tumultos e greve 50 Perda de aluguel decorrente de qualquer natureza 230 Alagamento/inundação 100 Veículos – apenas responsabilidade civil – importância máxima por veículo 320 As apólices de seguro têm vigência até o mês de dezembro de cada ano, sendo negociadas sucessivamente dentro da política de cobertura de seguros da Companhia. 29. INFORMAÇÕES ADICIONAIS AOS FLUXOS DE CAIXA A Administração da Companhia define como “caixa e equivalentes de caixa” valores mantidos com a finalidade de atender a compromissos de curto prazo e não para investimento ou outros fins. As aplicações financeiras possuem características de conversibilidade imediata em um montante conhecido de caixa e não estão sujeitas a risco de mudança significativa de valor. As movimentações patrimoniais que não afetaram os fluxos de caixa são como segue: Consolidado GAAP) (IFRS e BR GAAP Parcela dos financiamentos transferida para o passivo circulante 7.692 Efeitos na integralização de capital com investimentos na DSP e DPA: Contas a receber 210.237 Estoques 581.151 Créditos diversos 26.628 Depósitos judiciais 66.902 Fornecedores 359.451 Salários, provisões e contribuições sociais 88.396 Imposto de renda e contribuição social 15.320 Impostos e contribuições a recolher 33.745 Impostos e contribuições – parcelamento 20.453 Outras contas a pagar 20.803 Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas 41.417 Efeitos na adição ao imobilizado e intangível 211.986 30. AUTORIZAÇÃO PARA CONCLUSÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Na reunião do Conselho de Administração realizada em 2 de abril de 2012 foi autorizada a conclusão das presentes demonstrações financeiras, as quais contemplam os eventos subsequentes ocorridos após 31 de dezembro de 2011, estando aprovadas para divulgação.

A Diretoria Aos Acionistas e Administradores da Drogarias DPSP S.A. São Paulo-SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Drogarias DPSP S.A. (“Companhia”), identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31/12/2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o período compreendido entre 30 de setembro e 31 de dezembro de 2011, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações financeiras A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e das demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as Normas Internacionais de Relatório Financeiro (“International Financial Reporting Standards – IFRSs”), emitidas pelo “International Accounting Standards Board – IASB”, e de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela deter-

Daniel Passos – Contador – CRC 1SP 259794/O-3 RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS minou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação compreendido entre 30 de setembro e 31 de dezembro de 2011, de acordo com as Normas das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Internacionais de Relatório Financeiro (“IFRSs”), emitidas pelo “International Accounting de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras Standard Board – IASB”, e as práticas contábeis adotadas no Brasil. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações finan- tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e Ênfase ceiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e apropriada para fundamentar nossa opinião. Conforme descrito na nota explicativa nº 2, as demonstrações financeiras individuais foram internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas Opinião sobre as demonstrações financeiras individuais elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. No caso da Companhia, pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segu- Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais anteriormente referidas essas práticas diferem das IFRSs, aplicáveis às demonstrações financeiras separadas, rança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e somente no que se refere à avaliação dos investimentos em controladas pelo método de auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência financeira da Drogarias DPSP S.A. em 31/12/2011, o desempenho de suas operações e os equivalência patrimonial, enquanto, para fins de IFRSs, seria custo ou valor justo. Nossa a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os seus fluxos de caixa para o período compreendido entre 30 de setembro e 31 de dezembro opinião não está ressalvada em virtude desse assunto. procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação de 2011, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. São Paulo, 2 de abril de 2012 dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se Opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas anteriormente referidas Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes CRC nº 2SP 011609/O-8 internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados financeira consolidada da Drogarias DPSP S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho Eduardo Franco Tenório às circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o período Contador CRC nº 1SP 216175/O-7

e Balança deve ter saldo de US$ 8 bilhões O maior ajuste foi feito nas estimativas para importações. José Augusto de Castro, presidente da AEB

conomia

Nova projeção da Associação de Comércio Exterior prevê superávit maior neste ano para o País, com aumento das exportações e redução das importações.

A

combinação câmbio e demanda interna mais fraca motivaram a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) a alterar sua projeção para os resultados da balança comercial do País em 2012. As exportações vão atingir US$ 237,070 bilhões, cifra acima dos US$ 236,580 bilhões estimados anteriormente, em dezembro do ano passado. Já as importações foram revisadas para baixo: de US$ 233,5 bilhões para US$ 229,020 bilhões. A entidade revisou ainda sua projeção para o superávit, que saiu de US$ 3,040 bilhões para US$ 8,050 bilhões. "O maior ajuste foi feito nas estimativas para importações", explicou o presidente da AEB, José Augusto de Castro. Segundo ele, a falta de dinamismo da economia brasi-

Celso Júnior/AE

leira, aliada à adoção de medidas protecionistas pelo governo, tem desestimulado as importações. So ja – Mesmo assim, ele acredita que o País terá alguns meses de déficit na balança. Castro lembra que 78% da safra de soja já foi embarcada e seus impactos positivos na balança devem sumir a partir de agosto. "Estamos trabalhando com um superávit de US$ 1 bilhão para o segundo semestre", afirmou ele. O ajuste nas importações teve como destaque as compras de petróleo, que, em razão da queda no preço do produto, pesou menos na balança comercial. A AEB trabalhava com um preço médio para o petróleo de US$ 125 o barril, mas o insumo foi comercializado ao longo do primeiro semestre a valores mais baixos,

na casa de US$ 100 o barril. "Estamos prevendo uma queda de 2,6% na receita com importações de petróleo sobre 2011, toda baseada em preço", acrescentou. Um movimento contrário ao verificado na importação de derivados de petróleo, que cresce em volume e preço. Só no primeiro semestre, a receita com importação de gasolina aumentou 368% em volume frente a igual período do ano passado, saltando de um total de US$ 333 milhões para US$ 1,575 bilhão. Minério de ferro – Já nas exportações o maior ajuste foi feito nas estimativas para as vendas externas de minério de ferro, carro-chefe da pauta brasileira. "A quantidade vendida ficou igual, mas o preço caiu mais do que nossa expectativa", revelou. A AEB previa

uma cotação média de venda de US$ 105 por tonelada para 2012, mas o cenário não se confirmou. O minério chegou a ser negociado a US$ 95 no início do ano e, com isso, o preço médio do semestre ficou em US$ 102 por tonelada. Castro alerta, porém, que a revisão pode ser ainda maior caso ocorra uma retração no volume vendido, movimento que depende do dinamismo da economia chinesa. Comparada a 2011, a receita com exportações de minério caem cerca US$ 10 bilhões, passando de US$ 41,817 bilhões para US$ 31,980 bilhões. Para a AEB, a participação do minério na pauta de exportações se retrai. A estimativa é de que o produto represente 13,49% das vendas externas, abaixo da fatia de 16,33% registrada em 2011. (AE)

Colheira de soja: 78% da safra do grão neste ano já foi embarcada para países como a China. Por isso, o impacto positivo da venda da soja na balança comercial deve sumir a partir de agosto.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 18 de julho de 2012

e

ECONOMIA/LEGAIS - 21 Também foi aprovado na Câmara dos Deputados o repasse de R$ 45 bilhões do Tesouro Nacional para o BNDES.

conomia

Aprovado Plano Brasil Maior

Teles serão beneficiadas

Além de incentivos à indústria nacional, foram aprovados mais recursos para o financiamento de exportações.

O

Gustavo Lima/Ag.Câmara

governo conseguiu ontem, às vésperas do recesso de julho do Congresso, a aprovação das duas Medidas Provisórias (MPs 563/2012 e 564/2012) que estabelecem incentivos para a indústria, além da ampliação dos recursos destinados ao financiamento de exportações. A votação só foi possível depois que o Palácio do Planalto acertou a liberação de dinheiro para as emendas parlamentares. A liberação das emendas não foi o único preço pago pelo governo para a aprovação das medidas. As desonerações previstas originalmente nas MPs, que estabelecem a segunda fase do Plano Brasil Maior, foram ampliadas, o que deve encarecer o pacote de R$ 60,4 bilhões lançado pela presidente Dilma Rousseff em abril. Antes de virar lei, as duas MPs precisam ser votadas pelo Senado até 15 de agosto, se não perdem validade. O relator de uma das medidas, senador Romero Jucá (PMDB-RR), crê que a Casa vote as matérias nos dias 7 e 8, após o recesso. Os senadores receberão

Para o senador Romero Jucá, o Senado irá votar as matérias nos dias 7 e 8, após o recesso. textos repletos de "contrabandos", artigos incluídos nas MPs após a publicação. Um deles é a ampliação para os setores de transporte aéreo, marítimo e ferroviário de carga e passageiros do programa de desoneração da folha de pagamento, que originalmente previa o benefício para apenas 15 segmentos da indústria. Com a desoneração, as

empresas deixam de repassar ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) o equivalente a 20% do valor da folha de salário dos trabalhadores e passam a pagar novo imposto, com alíquota de 1% a 2% sobre o faturamento. O governo não decidiu se vai vetar a ampliação, por isso os parlamentares não sabem avaliar qual será a desoneração total do pacote.

Avanço S.A. Indústria e Comércio de Máquinas CNPJ/MF nº 43.297.852/0001-03 – NIRE 35.300.007.956 Ata de Assembleia Geral Ordinária realizada em 30 de abril de 2012 Data, Hora e Local: 30/04/2012, às 17:00 horas, na sede social. Quorum: Totalidade do capital social. Mesa: Dante Battaglio, Presidente e Criseli Alves Fernandes, Secretária. Aviso aos Acionistas: Dispensada publicação (Art. 133, § 4º, Lei 6.404/76). Convocação: Dispensada publicação (Art. 124, § 4º, Lei 6.404/76). Deliberações Unânimes: Assembleia Geral Ordinária – A) Aprovados Relatório da Diretoria, Balanço Patrimonial, Demonstrações Financeiras e Notas Explicativas referentes ao exercício social encerrado em 31/12/2011, publicados no Diário Oficial do Estado de São Paulo (Empresarial) e no Diário do Comércio, ambos em 28/04/2012. B) Aprovada a destinação do lucro líquido do exercício findo em 31/12/2011, no montante R$ 2.800.861,80 da seguinte forma: 1) R$ 140.043,09 para a constituição da Reserva Legal. 2) R$ 665.204,68 a ser distribuído aos acionistas a título de dividendos. 3) R$ 1.995.614,03 a serem transferidos para a conta de Lucros Acumulados, para posterior destinação. C) Reeleitos, com mandato de 30/04/2012 a 30/06/2013, os seguintes membros da Diretoria: Diretor Geral: Dante Battaglio, brasileiro naturalizado, casado, engenheiro, RG nº 3.559.070 SSP/SP, CPF/MF nº 661.396.518-91, residente e domiciliado em São Paulo/SP, que acumulará o cargo de Diretor Industrial. Diretor Comercial: Luciano Natalini, italiano, casado, industrial, RNE nº W666585-Q SSP/SP e CPF/MF nº 007.185.058-91, residente e domiciliado em São Paulo/ SP. Diretora Administrativa: Criseli Alves Fernandes, brasileira, casada, empresária, RG nº 4.556.103 SSP/SP e CPF/MF nº 895.158.628-68, residente e domiciliada em São Paulo/SP . Fica consignado em ata que o prazo de gestão dos administradores se estende até a investidura dos membros eleitos, consoante § 4º, Art. 150 da Lei nº 6.404/76. D) Fixada a remuneração mensal de cada diretor em até o limite máximo de R$ 15.000,00. E) Declaração de Desimpedimento: Os Diretores declaram, sob as penas da lei, que não estão impedidos de exercerem a administração da sociedade, por lei especial ou em virtude de condenação criminal, ou a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato; ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade, enquanto perdurarem os efeitos da condenação, nos termos do Art. 1.011, § 1º, da Lei nº 10.406 de 10/01/2002. Termo de Posse: Lavrado e assinado pelos Diretores no Livro de Atas de Reuniões da Diretoria, conforme Art. 149 da Lei nº 6.404 de 15/12/1976. Conselho Fiscal: Dispensado. Observações Finais: 1) Ata lavrada pelo sumário dos fatos ocorridos e das decisões tomadas. 2) Deliberações aprovadas por unanimidade, abstendo-se de votar os legalmente impedidos. 3) Ficam arquivados na sede social da companhia os documentos citados nesta ata. Encerramento: Ata lavrada, lida, aprovada e assinada para o devido registro e arquivamento na Junta Comercial do Estado de São Paulo e posterior publicação na forma da lei. São Paulo, 30/04/2012. Dante Battaglio: Presidente da Mesa e Criseli Alves Fernandes: Secretária da Mesa. Acionistas: 1) Orizio Empreendimentos e Participações Ltda., por sua Sócia Criseli Alves Fernandes, 2) Luciano Natalini, 3) Criseli Alves Fernandes, 4) Dante Battaglio. Cópia fiel da ata lavrada em livro próprio. (ass.) Dante Battaglio: Presidente; Criseli Alves Fernandes: Secretária. Antônio Jacinto Caleiro Palma: Advogado (OAB/SP 25.640). Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o nº 302.346/12-0 em 13/7/2012. Gisela Simiema Ceschin: Secretária Geral.

Pró Metalurgia S.A. Cia.Aberta - CNPJ nº 56.994.924/0001-05 - NIRE nº 35.300.049.497 Ata da Assembléia Geral Ordinária Realizada em 27 de Abril de 2012 Aos 27/04/2012, às 9:00 hs, na sede social da Pró Metalurgia S.A., na R. Manoel Antonio da Luz, 76, 1º and., nesta Capital do Estado de SP, reuniram-se os acionistas em AGO, representando mais de 2/3 das ações ordinárias escriturais com direito a voto, para deliberar e votar as matérias objeto da ordem do dia mencionada a seguir, estando ainda presente a Sra. Silmara Nascimento Novo, representante auditores independentes da Rodyos Auditores Independentes SS.Após a verificação do quorum, conforme as assinaturas apostas no Livro de Presença de Acionistas, na forma estatutária e legal, assumiu a presidência dos trabalhos o Sr. Luiz Augusto Trindade - Diretor Presidente e Diretor de Relações com o Mercado, que convidou a mim, Jacinto Gonçalves, para secretário.Declarada instalada a AGO, na forma da legislação em vigor, determinou o Sr. Presidente que fossem lidos os termos do Edital de Convocação publicado no DOESP nos dias 12, 13 e 14/04/2012 e no DC, nos dias 12, 13, 14, 15 e 16/04/2012: “Pró Metalurgia S.A. Cia. Aberta - CNPJ nº 56.994.924/0001-05, NIRE 35.300.049.497 - Edital de Convocação - AGO - Ficam os Srs.acionistas convocados a comparecer à AGO a ser realizada no dia 27/04/2012, às 9:00 hs, na sede social, na R.Manoel Antonio da Luz, 76, 1º and., bairro de Santo Amaro, São Paulo/SP, para as necessárias deliberações a respeito da seguinte Ordem do Dia: 1) Tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar o Relatório da Administração, o Balanço Patrimonial e as Demonstrações Financeiras, relativos ao exercício findo em 31/12/2011; 2) Fixar a remuneração dos conselheiros e dos Diretores da Cia.; 3) Nomeação de nova empresa Auditoria Externa Independentes, nos termos da lei para as Demonstrações Financeiras da Cia.SP, 12/04/2012. Luiz Augusto Trindade - Diretor Presidente e Diretor de Relações com o Mercado. Dando início ao item “1” da ordem do dia da AGO, o Sr.Presidente mencionou que o anúncio de que trata o art.133 da Lei 6.404/76, havia sido publicado nos dias 27, 28 e 29/03/2012 no DOESP e DC e que o Relatório da Administração, o Balanço Patrimonial e as respectivas Demonstrações Financeiras e Notas Explicativas, bem como o Parecer dos Auditores Independentes, todos referentes ao exercício social encerrado em 31/12/2011, haviam sido publicados nos jornais DOESP, edição do dia 21/04/2012, pág. 29 e 30, e no DC, edição do dia 21, 22 e 23/04/2012, pág. 22, estando sobre a mesa cópia de todos os aluídos documentos para exame por parte dos acionistas. Esclareceu o Sr. Presidente que as contas da Diretoria Executiva já haviam sido aprovadas pelo Conselho de Administração da Sociedade, com base no parecer dos Auditores Independentes.Após a discussão e votação da matéria, verificou-se que foram aprovadas as contas da administração referentes ao exercício social encerrado em 31/12/2011, lembrando o Sr. Presidente que não seriam distribuídos dividendos e nem juros ao capital próprio aos acionistas por ter acusado o balanço geral da Cia. prejuízo no exercício encerrado em 31/12/2011. Passando ao item “2” da Ordem do Dia, após discussão sobre a matéria foi aprovada a remuneração global anual fixada para o total dos membros do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva de até R$ 120.000,00; e passando-se ao item “3” da Ordem do Dia, e em respeito aos preceitos legais previstos na Instrução CVM nº 308, de 14/05/1999, combinada com a Instrução CVM nº 509, de 16/11/2011, as quais estabelecem a rotatividade obrigatória dos auditores independentes, é aceita pelos acionistas presentes a indicação, feita pela Diretoria, da empresa BLB Auditores Independentes, com código na CVM 10.855, inscrita perante o CNPJ sob o nº 06.096.033/0001-63, e com sede na Cidade de Ribeirão Preto/SP, na Av. Professor João Fiusa, nº 1.901, CEP 14.024-250, restando autorizada sua contratação para os serviços de auditoria externa e independente da Cia. pelos próximos 05 anos, isto é de 2012 a 2016, inclusive. Por fim, franqueou o Sr. Presidente a palavra a quem dela quisesse fazer uso sobre quaisquer outros assuntos de interesse social; e como ninguém se manifestou, foi declarada encerrada a AGO, e lavrada a respectiva ata. SP, 27/04/2012. Luiz Augusto Trindade Presidente da Mesa; Jacinto Gonçalves - Secretário da Mesa. Acionistas Presentes: Luiz Augusto Trindade; Jacinto Gonçalves; Elmo Donizetti Pimenta; Pp. Gible Empreendimentos e Participações Ltda. (Elmo Donizetti Pimenta); e Pp. Bac Cinco Empreendimentos e Participações Ltda. (Elmo Donizetti Pimenta). Procurações e Lista de presença anexas. A presente é cópia fiel do original. SP, 27/04/2012. Luiz Augusto Trindade - Presidente da Mesa; Jacinto Gonçalves - Secretário. Visto do Advogado: Alexandre Palermo Simões OAB/SP nº 95.398.JUCESP nº 292.173/12-0 em 06/07/2012.Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO 63/12 - TOMADA DE PREÇOS 02/12 Objeto: Contratação de empresa especializada para substituição de madeiramento de cobertura por estrutura metálica da Creche Maria Vieira Telles. Decisão da Comissão Permanente de Julgamento de Licitação. Decide pela inabilitação das empresas: Thomaz & Thomaz Automação ME e Andréia de P. F. Oliveira - ME, por descumprimento da exigência contida no item 3.1.2 comprovação da capacidade técnica operacional, do edital, e pela habilitação das empresas A. a Z. Comércio Representação e Serviços Ltda e Ingeniu Comércio e Construção Ltda - ME, por cumprirem regularmente com as exigências editalícias. Fica aberto o prazo recursal estabelecido no art. 109, inc. I, alínea “a”, estando os autos, desde já, com vista franqueada aos interessados. Castilho-SP, 16 de julho de 2012. A Debitar (18.07.12)

Jardim Indústria e Comércio S/A. - CNPJ - 60.676.996/0001-81 Extrato da Ata da AGO, Realizada em 05.06.2012 Data, Hora e Local: 05/06/2012, às 10:30hs., na sede social. Presença: 54,27% dos acionistas. Convocação: publicada no “DOESP” e “Jornal Diário do Comércio”, dias, 22, 23 e 24/05/2012. Mesa: Presidente - Aroldo de Lara Cardoso, Secretário - Arkimenes Torres. Deliberações Aprovadas por Unanimidade: a) Prestação de contas dos administradores, e as demonstrações financeiras do exercício findo em 31.12.2011, e publicado no “DOESP” e “Jornal Diário do Comércio”, em 05/05/2012; b) Tendo sido apontado um prejuízo no resultado do exercício findo em 31.12.2011, foi aprovado que este fosse incorporado a conta de lucros/prejuízos acumulados. c) Outros assuntos de interesse social. Encerramento: Nada mais, lavrou-se a ata. Ass. Aroldo de Lara Cardoso - Diretor Presidente; Arkimenes Torres - Secretário; Aroldo de Lara Cardoso - Acionista. JUCESP nº 297.108/12-8 em 11.07.12. Gisela Simiema Ceschin - Sec. Geral.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 17 de julho de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial:

Requerente: Texpak Indústria de Artefatos de Papéis Ltda. Requerido: Remplari Embalagens Plásticas Ltda. Rua Caetano Pinto, 124 - Brás - 1ª Vara de Falências.

Também foi aprovado o repasse de R$ 45 bilhões do Tesouro Nacional para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a criação de uma agência de garantias financeiras para grandes projetos. Automotivo – Foi aprovada ainda mudança no novo regime automotivo, mas a expectativa é corrigir o problema na regulamentação

Companhia Agrícola Usina de Jacarezinho CNPJ/MF nº 61.231.478/0001-17 – NIRE 35.300.011.350 Ata da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 17/07/2012 1. Data, hora e local: aos 17/07/2012, às 10 hs., na sede social da Companhia Agrícola Usina de Jacarezinho (“Cia.”), situada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Leopoldo Couto de Magalhães, nº 110, Condomínio Edifício JK Tower, conj. 21 e 22, parte, Jd. Paulista. 2. Convocação: Convocação efetuada em conformidade com o art. 124 da Lei nº 6.404/76 (“LSA”), por meio do edital publicado no DOE-SP e no Diário do Comércio nos dias 09, 10 e 11/07/2012. 3. Presenças: Acionistas representando mais de 98% do capital social total e com direito a voto, conforme assinaturas lançadas no Livro de Presença de Acionistas. 4. Mesa: Roberto Oliva de Mesquita – Presidente; Nelson Magalhães Graça – Secretário. 5. Ordem do dia: Apreciação e deliberação a respeito: (i) da emissão, para distribuição pública com esforços restritos de colocação (“Emissão” e “Oferta Restrita”), nos termos da Instrução da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) nº 476, de 16/01/2009, conforme alterada (“Instrução CVM 476”), de até 8.220 debêntures (“Debêntures”) simples, nominativas e escriturais, em série única, não conversíveis em ações, da espécie com garantia real, e contarão ainda com garantia adicional fidejussória, com valor nominal unitário de R$ 10.000,00, totalizando até R$ 82.200.000,00 sendo as Debêntures ofertadas sob o regime de garantia firme de colocação, pelo Banco Itaú BBA S.A (“Coordenador Líder”), pelo Banco Santander (Brasil) S.A. (“Santander”) e, se houver, demais instituições intermediárias que venham a ser contratadas (tais instituições, em conjunto com o Coordenador Líder e o Santander, os “Coordenadores”) e (ii) caso aprovada a Oferta Restrita, delegação de poderes para que os representantes da Cia. definam a quantidade total de Debêntures objeto da Emissão, observado o número máximo aqui definido, nos termos do Art. 59, § 3º da LSA, aprovem os demais termos e condições da escritura de emissão das Debêntures (“Escritura de Emissão”) e do contrato de distribuição a ser celebrado com os Coordenadores (“Contrato de Distribuição”), bem como dos demais documentos relacionados à Emissão, e tomem as providências necessárias à realização da referida Emissão, inclusive, mas não limitado à contratação dos Coordenadores e dos prestadores de serviços relacionados à emissão, negociem e fixem o preço e condições para a respectiva prestação de serviço e assinem os respectivos contratos e eventuais aditamentos, bem como ratificação de todos os atos já praticados relacionados às deliberações acima. 6. Deliberações: instalada a Assembleia, foram tomadas as seguintes deliberações, aprovadas pela unanimidade dos acionistas presentes, sem quaisquer ressalvas: (i) Emissão de Debêntures: Aprovar, em conformidade com o Art. 52 e seguintes da LSA, a 2ª emissão de debêntures da Cia., para distribuição pública, com esforços restritos de colocação, nos termos da Instrução CVM 476, tendo como objeto até 8.220 debêntures simples, nominativas e escriturais, em série única, não conversíveis em ações, da espécie com garantia real, com garantia adicional fidejussória, com valor nominal unitário de R$ 10.000,00, totalizando até R$ 82.200.000,00, sendo as Debêntures ofertadas sob o regime de garantia firme de subscrição, que terão as seguintes principais características e condições: (a) Quantidade de Debêntures e Valor Total da Emissão: serão emitidas até 8.220 Debêntures e o valor total da Emissão das Debêntures, na Data de Emissão (conforme definido abaixo), será de até R$ 82.200.000,00, ficando a Diretoria expressamente autorizada a definir a quantidade total de Debêntures e o valor total da Emissão, observado o número máximo aqui definido, nos termos do Art. 59, § 3º da LSA, ficando expressamente dispensada a realização de nova assembleia geral ou reunião da Diretoria para tal finalidade; (b) Séries: a Emissão será realizada em série única; (c) Data de Emissão das Debêntures: para todos os efeitos legais, a data de emissão das Debêntures será o dia 31/07/2012 (“Data de Emissão”); (d) Valor Nominal Unitário das Debêntures: o valor nominal unitário das Debêntures, na Data de Emissão, será de R$ 10.000,00 (“Valor Nominal Unitário”); (e) Atualização Monetária do Valor Nominal Unitário: não haverá atualização monetária do Valor Nominal Unitário das Debêntures; (f) Forma e Conversibilidade: as Debêntures serão da forma nominativa e escritural e não serão conversíveis em ações de emissão da Cia.; (g) Espécie: as Debêntures serão da espécie com garantia real e contarão com garantia adicional fidejussória. (h) Garantias: para assegurar o cumprimento das obrigações da Cia. decorrentes da Escritura de Emissão, as Debêntures contarão com (i) garantia real na forma de hipoteca de terras de propriedade das sociedades Cia. Canavieira de Jacarezinho e Maringá S.A. Cimento e Ferro-Liga, integrantes do Grupo Maringá, com valor de mercado correspondente a, no mínimo, 125% do valor da Emissão que será determinado por meio de laudo de avaliação; e (ii) fiança integral e solidária prestada por Maringá S.A. Cimento e Ferro Liga e Cia. Canavieira de Jacarezinho, e pelos acionistas Roberto de Oliva Mesquita e Suzana de Oliva Mesquita. (i) Destinação dos Recursos: os recursos obtidos por meio da Emissão serão destinados à liquidação integral (i) das debêntures simples e não conversíveis em ações, objeto da 1ª emissão da Cia. e (ii) de cédulas de crédito Bancário emitidas em favor do(s) Coordenador(es); (j) Data de Vencimento: as Debêntures vencerão 60 meses após a Data de Emissão, ou seja, em 31/07/2017

das novas regras para as montadoras, que entrarão em vigor em 2013. O texto permite a habilitação de empresas que fabricam veículos no exterior, no entanto o governo vai vincular o desconto de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) à compra de autopeças nacionais, impedindo que montadoras estrangeiras sejam beneficiadas se não fizerem compra e investimento no País. Os congressistas também beneficiaram fabricantes de smartphones e notebooks, ao incluí-los na Lei do Bem, e cortaram impostos sobre alimentos da cesta básica e biodiesel. A MP que transfere recursos para o BNDES foi ampliada para incluir aumento de R$ 4 bilhões no capital do Banco do Nordeste (BNB) e de R$ 1 bilhão no do Banco da Amazônia (Basa). Em sessão do Congresso, foi aprovado ainda projeto gerando crédito adicional de R$ 1,355 bilhão para incentivos a exportações. Os recursos vão para o Programa de Financiamento às Exportações (Proex), o Seguro de Crédito à Exportação (SCE), e o Fundo de Garantia às Exportações (FGE). (AE)

(“Data de Vencimento”), ressalvadas as hipóteses de resgate antecipado ou vencimento antecipado; (k) Amortização do Principal: a amortização do Valor Nominal Unitário das Debêntures será realizada em conformidade com as datas e respectivos percentuais indicados no quadro abaixo: Fração do Valor Nominal Datas de Amortização Unitário a ser Amortizado 31 de agosto de 2012 0,7500% 30 de setembro de 2012 0,7500% 31 de outubro de 2012 0,7500% 30 de novembro de 2012 0,7500% 31 de maio de 2013 2,4285% 30 de junho de 2013 2,4285% 31 de julho de 2013 2,4285% 31 de agosto de 2013 2,4285% 30 de setembro de 2013 2,4285% 31 de outubro de 2013 2,4285% 30 de novembro de 2013 2,4285% 31 de maio de 2014 2,8571% 30 de junho de 2014 2,8571% 31 de julho de 2014 2,8571% 30 de agosto de 2014 2,8571% 30 de setembro de 2014 2,8571% 31 de outubro de 2014 2,8571% 30 de novembro de 2014 2,8571% 31 de maio de 2015 3,5714% 30 de junho de 2015 3,5714% 31 de julho de 2015 3,5714% 30 de agosto de 2015 3,5714% 30 de setembro de 2015 3,5714% 31 de outubro de 2015 3,5714% 30 de novembro de 2015 3,5714% 31 de maio de 2016 3,8571% 30 de junho de 2016 3,8571% 31 de julho de 2016 3,8571% 30 de agosto de 2016 3,8571% 30 de setembro de 2016 3,8571% 31 de outubro de 2016 3,8571% 30 de novembro de 2016 3,8571% 31 de maio de 2017 4,0000% 30 de junho de 2017 Saldo do Valor Nominal Unitário (l) Agente Fiduciário da Emissão: Planner Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários . (“Agente Fiduciário”); (m) Resgate Antecipado: A qualquer tempo, a Emissora poderá, a seu critério, realizar uma oferta de resgate antecipado (“Oferta de Resgate Antecipado”) endereçada aos titulares das Debêntures, sem distinção, a fim de resgatar a totalidade ou parte das Debêntures. As condições e procedimentos aplicáveis à Oferta de Resgate Antecipado serão definidas e detalhadas na Escritura de Emissão; (n) Repactuação: as Debêntures não serão objeto de repactuação programada; (o) Remuneração: sobre o Valor Nominal Unitário incidirão juros remuneratórios equivalentes a 100% da variação acumulada das taxas médias diárias dos DI – Depósitos Interfinanceiros de um dia, “over extra-grupo”, expressas na forma percentual ao ano, base 252 dias úteis, calculadas e divulgadas diariamente pela CETIP S.A. – Mercados Organizados (“CETIP”) no informativo diário disponível em sua página na Internet (http://www.cetip.com.br), acrescida de sobretaxa de 4,00% ao ano, base 252 dias úteis (“Remuneração”). A Remuneração será calculada de forma exponencial e cumulativa pro rata temporis, por dias úteis decorridos, desde a Data de Emissão ou do início do último período de capitalização da Remuneração, conforme o caso, e devida ao final de cada período de capitalização. (p) Pagamento da Remuneração: a Remuneração será devida e paga nas mesmas datas de amortização do Valor Nominal Unitário, conforme quadro constante do item “k” acima; (q) Prazo e Forma de Subscrição e Integralização: as Debêntures poderão ser subscritas a qualquer tempo, dentro do prazo de distribuição pública. As Debêntures serão subscritas e integralizadas à vista, pelo Valor Nominal Unitário, acrescido da Remuneração incorrida desde a Data de Emissão até a data da efetiva subscrição e integralização, calculada pro rata temporis. As Debêntures serão integralizadas à vista, em moeda corrente nacional, no ato de subscrição, de acordo com as normas aplicáveis da CETIP; (r) Colocação: as Debêntures serão objeto de distribuição pública, com esforços

C

om a aprovação das medidas provisórias do Plano Brasil Maior, a política industrial do governo Dilma Rousseff, o Ministério das Comunicações pode ganhar uma ferramenta para incentivar as operadoras de telefonia a melhorar a qualidade da internet banda larga ou passar a atender comunidades isoladas e mais carentes: o desconto na taxa de fiscalização. Cobrada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a taxa poderá ser suspensa se as operadoras se comprometerem com projetos considerados estratégicos pelo governo. Em 2011, a agência recolheu R$ 7,9 bilhões com a taxa de fiscalização, que compõe o Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), mas usou menos de R$ 150 milhões, segundo o Ministério das Comunicações. José Gontijo, diretor de Indústria, Ciência e Tecnologia da Pasta, diz que a possibilidade de dar descontos na taxa de fiscalização para estimular operadoras a se engajarem em obras consideradas prioritárias pelo governo foi incluída na MP após negociação com a equipe do ministro Paulo Bernardo. O instrumento foi incluído na MP que cria o regime especial de tributação para o Plano Nacional de Banda Larga, que quer ampliar o número de cidades interligadas em redes de de alta velocidade. O regime corta impostos nas obras e compras de equipamentos ligados ao programa. (AE)

restritos de colocação, com a intermediação dos Coordenadores, sendo ofertadas sob o regime de garantia firme de colocação. (s) Colocação: As Debêntures deverão ser (a) colocadas exclusivamente junto a investidores qualificados, conforme definido no Art. 4º da Instrução CVM 476; e (b) registradas para distribuição no mercado primário e negociação no mercado secundário no SDT – Módulo de Distribuição de Títulos (“SDT”), e no SND – Módulo Nacional de Debêntures (“SND”), respectivamente, ambos administrados e operacionalizados pela CETIP, sendo as negociações liquidadas financeiramente e as Debêntures custodiadas eletronicamente na CETIP; (t) Local de Pagamento: os pagamentos a que os debenturistas fizerem jus serão efetuados pela Cia. no respectivo vencimento utilizando-se dos procedimentos adotados pela CETIP, para as Debêntures que estejam custodiadas eletronicamente na CETIP. As Debêntures que, por solicitação do respectivo debenturista ou outro motivo previsto na regulamentação aplicável, não estiverem custodiadas eletronicamente na CETIP, terão os seus pagamentos realizados pela instituição depositária (utilizando-se os procedimentos por ela adotados) ou na sede da Cia.. (u) Vencimento Antecipado: na hipótese de ocorrência de quaisquer dos eventos de vencimento antecipado a serem previstos na Escritura de Emissão, o Agente Fiduciário deverá declarar antecipadamente vencidas a totalidade das obrigações relativas às Debêntures, independentemente de prévio aviso, interpelação ou notificação judicial ou extrajudicial, e exigir, observados os termos definidos na Escritura de Emissão, o imediato pagamento do Valor Nominal Unitário (ou do Saldo do Valor Nominal Unitário) das Debêntures, acrescido da Remuneração incorrida e não paga, calculada pro rata temporis, além dos demais encargos devidos nos termos da Escritura de Emissão, quando aplicáveis. Os termos das hipóteses de vencimento antecipado constarão da Escritura de Emissão e seguirão padrões de mercado de operações da mesma natureza. (v) Encargos Moratórios: sem prejuízo da Remuneração, ocorrendo impontualidade no pagamento pela Emissora de quaisquer obrigações pecuniárias relativas às Debêntures, os débitos vencidos e não pagos serão acrescidos de juros de mora de 1% ao mês, calculados pro rata temporis, desde a data de inadimplemento até a data do efetivo pagamento, bem como de multa não compensatória de 2% sobre o valor devido, independentemente de aviso, notificação ou interpelação judicial ou extrajudicial (“Encargos Moratórios”); (w) Aquisição Facultativa: a Emissora poderá, a qualquer tempo, observado o disposto no Art. 13 da Instrução CVM 476, adquirir no mercado Debêntures em circulação, desde que observe as regras expedidas pela CVM, devendo tal fato constar do relatório da administração e das demonstrações financeiras da Emissora, observado o disposto no Art. 55, § 3º, da LSA, conforme alterada.As Debêntures objeto deste procedimento poderão (i) ser canceladas; (ii) permanecer em tesouraria da Emissora; ou (iii) ser novamente colocadas no mercado. As Debêntures adquiridas pela Emissora para permanência em tesouraria, nos termos deste item, se e quando recolocadas no mercado, farão jus à mesma remuneração das demais Debêntures que ainda estiverem em circulação; (ii) Delegação de poderes aos representantes da Cia. e ratificação de atos já praticados: Ficam os representantes da Cia. autorizados a (i) contratar os Coordenadores para realizar a distribuição pública, com esforços restritos de colocação, das Debêntures, e fixar-lhes os respectivos honorários; (ii) contratar os prestadores de serviços da Emissão, incluindo, mas não se limitando, ao banco mandatário, Agente Fiduciário, agente escriturador e assessor legal e eventuais outras instituições, e fixar-lhes os respectivos honorários; (iii) negociar, firmar os termos e celebrar todos os instrumentos e praticar todos os atos necessários à efetivação da Emissão e da Oferta Restrita, incluindo, mas não se limitando, à celebração da Escritura de Emissão, do Contrato de Distribuição e os demais contratos de prestação de serviços relacionados à Emissão e à Oferta Restrita; e (iv) definir o número de Debêntures objeto da Emissão, respeitado o limite máximo ora aprovado, nos termos do Art. 59, § 3º da LSA, ficando expressamente dispensada a realização de nova assembleia geral ou reunião da Diretoria para tal finalidade; e (v) praticar todos os atos necessários para efetivar as deliberações aqui consubstanciadas, definir e aprovar o teor dos documentos da Emissão e assinar os documentos necessários à efetivação da Oferta Restrita, inclusive, dentre outros, a publicação e o registro dos documentos de natureza societária perante os órgãos competentes e a tomada das medidas necessárias perante a CETIP ou quaisquer outros órgãos ou autarquias junto aos quais seja necessária a adoção de quaisquer medidas para a implementação da Emissão. Ainda, os acionistas ratificam todos os atos já praticados relacionados às deliberações acima. 7. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, a sessão foi suspensa para lavratura da presente ata, que foi lida, aprovada e assinada por todos, dela se tirando cópias autênticas para os fins legais. Roberto de Oliva Mesquita (Presidente); Nelson Magalhães Graça (Secretário). Acionistas: São Eutiquiano Participações S.A. A presente ata, redigida sob a forma de sumário, nos termos do Art. 130, § 1º, da LSA, é cópia fiel daquela constante do livro de atas de Assembleias Gerais da Cia., ficando autorizado pela unanimidade de acionistas seu registro e publicação. São Paulo (SP), 17/07/2012. (ass.) Mesa: Roberto de Oliva Mesquita – Presidente da Mesa; Nelson Magalhães Graça – Secretário. Acionistas presentes: São Eutiquiano Participações S.A.

Trendbank S/A Banco de Fomento

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: Pregão Eletrônico de Registro de Preços nº 36/00226/12/05 OBJETO: ATA DE REGISTRO DE PREÇO PARA AQUISIÇÃO DE DENSÍMETRO DE BAUMÉ, TERMÔMETRO QUÍMICO DE VIDRO E BALANÇA ELETRÔNICA DIGITAL. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para : ATA DE REGISTRO DE PREÇO PARA AQUISIÇÃO DE DENSÍMETRO DE BAUMÉ, TERMÔMETRO QUÍMICO DE VIDRO E BALANÇA ELETRÔNICA DIGITAL. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 18/07/2012, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 31/07/2012, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 18/07/2012, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO 69/12 - CONCORRÊNCIA 04/12 Acha-se aberta, na Prefeitura do Município de Castilho, Processo Licitatório 69/12, Concorrência 04/12, objetivando a concessão de direito real de uso de 11 (onze) lotes localizados numa área desmembrada do imóvel denominado “Fazenda Paraíso”, localizada na margem da pista leste da Rodovia Marechal Rondon SP - 300, denominada Distrito Industrial Benedito Rodrigues de Matos, relativa à matrícula 29.012, para a implantação, expansão e/ou ampliação de empresas industriais, agroindustriais e comerciais, pelo período de 30 (trinta) anos, prorrogável por igual ou inferior período, a teor da Lei 2.108, de 27 de abril de 2011 e Lei 2.164, de 24 de janeiro de 2012. Tipo: maior oferta. Encerramento: dia 22 de agosto de 2012, às 14 horas. O edital completo será fornecido aos interessados, na Praça da Matriz, 247, na cidade de Castilho, Estado de São Paulo. Maiores informações poderão ser obtidas pelo telefone (18) 3741-9000, ramal 9034. A Debitar (18.07.12)

DECLARAÇÃO À PRAÇA - Comunica-se o extravio dos Livros Mod. 51 e 57, da PMSP da empresa PRIORI REPRESENTAÇÕES SS LTDA. com Inscrição na CCM 9 432 459 0 e CNPJ 57.745.168/0001-43.

CNPJ/MF n.º 48.880.116/0001-99 – NIRE 35.300.194.489 Edital de Convocação Assembleia Geral de Debenturistas Ficam convocados os Senhores Debenturistas da 1ª emissão de debêntures conversíveis em ações, da espécie quirografária, do Trendbank S/A Banco de Fomento (“Debenturistas”, “Debêntures”e “Companhia”, respectivamente), nos termos da CláusulaV do “Instrumento Particular de Escritura da Primeira Emissão de Debêntures Conversíveis em Ações, da Espécie Quirografária, do Trendbank S/A Banco de Fomento”(“Escritura de Emissão”), a reunirem-se em Assembleia Geral de Debenturistas (“Assembleia”), a se realizar, em primeira convocação, no dia 27 de julho de 2012, às 10h00 e, em segunda convocação, se for o caso, no dia 05 de agosto de 2012, às 10h00, na sede social da Companhia, localizada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, n.º 1.993, 3º andar, conjunto 38, Jardim Paulista, CEP 01452-001, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia:(A) a alteração do prazo de subscrição das Debêntures da 1ª emissão da Companhia;e (B) em razão da deliberação a ser tomada nos termos do item “(A)” acima, a autorização para a Companhia celebrar o respectivo aditamento à Escritura de Emissão e quaisquer outros instrumentos necessários para contemplar a deliberação a ser tomada pelos Debenturistas.Instruções Gerais: Poderão participar da Assembléia ora convocada, todos os Debenturistas portadores de Debêntures “em circulação”, as qual se consideram todas as Debêntures emitidas e subscritas da 1ª emissão da Companhia, excluídas aquelas mantidas em tesouraria pela Companhia.Os Debenturistas deverão apresentar-se antes do horário indicado para início da Assembléia, com os seguintes documentos: (i) Pessoas físicas: documento de identidade com foto; (ii) Sociedades: documentos constitutivos da sociedade (contrato social ou estatuto social) que comprovem os poderes dos representantes, certidão de breve relato ou certidão simplificada emitida pela Junta Comercial competente nos 30 (trinta) dias anteriores à data de realização da Assembléia e documento de identidade com foto dos representantes legais da sociedade;e (iii) Fundos de investimento:regulamento do fundo de investimento, estatuto social da instituição administradora ou do gestor do fundo de investimento, instrumento de procuração outorgado pela instituição administradora ou gestor do fundo de investimento aos representantes legais presentes na Assembléia (conforme o caso) e documento de identidade com foto dos representantes legais.Caso não possa estar presente à Assembléia, o Debenturista poderá ser representado por procurador, com poderes específicos para representação na Assembléia, obedecidas as condições legais. Com o objetivo de dar celeridade ao processo e facilitar os trabalhos da Assembléia, o instrumento de mandato pode, a critério do Debenturista, ser depositado na sede da Companhia, anteriormente à data prevista para a realização da Assembléia. Eventuais esclarecimentos que se fizerem necessários poderão ser obtidos na Companhia com o Sr. Francisco Paldolfo, por meio do telefone:(11]) 3039-5925 ou do e-mail chico@trendbank.com.br.São Paulo, 17 de julho de 2012.Trendbank S/A Banco de Fomento - Cesário Ramalho da Silva Filho - Diretor - Nelson Chemin - Diretor. 18,19,20/07/2012

Moinho Água Branca S.A. CNPJ/MF nº 61.157.723/0001-93 – NIRE 35.300.041.330 Extrato da Ata da Assembleia Geral Ordinária de 29 de junho de 2012 Data, hora e local: 29/06/2012, 11 hs., na sede social. Presentes acionista representando mais de 2/3 do capital social com direito de voto. Mesa: Presidente, Dr. José Hlavnicka; Secretário, Sr. Ivan Soldan Salema. Edital de convocação publicado no DOE/SP e D. Comércio de 16, 19 e 20/06/2012: Deliberações tomadas por acionistas representando mais de 97% do capital social com direito de voto: aprovadas as demonstrações financeiras do exercício findo em 31/12/11 publicadas no DOE/SP e D. Comércio de 20/03/2012; destinado o lucro verificado à compensação de prejuízos acumulados; fixada em R$ 60.000,00 anuais a remuneração dos Administradores. Nada mais foi deliberado. São Paulo, 29/06/2012. Acionista presente: Litex Trading Sociedad Anonima. Esta Ata na sua integra foi lavrada no livro próprio e está arquivada na JUCESP sob o nº 296.916/12-2, em sessão de 11/07/2012. Gisela Simiema Cheschin. Secretária Geral.

EAA - Administração e Empreendimentos S.A. CNPJ/MF nº 11.493.109/0001-24 - NIRE 35.300.376.021 Assembleia Geral Extraordinária - Convocação Pelo presente, ficam convidados os Srs. Acionistas da EAA - Administração e Empreendimentos S.A. para se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária no próximo dia 25 (vinte e cinco) de julho de 2012, às 15:00 horas (quinze horas), na sede social, localizada nesta Capital na Rua Inglaterra, nº 563 (Jardim Europa), com a finalidade de tomarem conhecimento e deliberarem sobre a seguinte “ordem do dia”: a. destituição do Diretor sem designação específica, Dr. Ricardo Almeida Blanco, eleito na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária realizada no dia 30 de abril de 2012; b. eleição de seu substituto, para complemento do mandato estatutário, e fixação dos respectivos honorários. São Paulo, 12 de julho de 2012. Ernesto Assad Abdalla Filho - Diretor Presidente


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Esperamos autorização para a abertura de um concurso público para o Cade. Vinícius Marques de Carvalho, presidente do órgão

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Presidente do Cade assume sob nova regra antitruste Vinícius Marques de Carvalho começa o trabalho com a missão de "limpar" estoque de processos antigos José Cruz/Agência Senado – 23/5/12

Carvalho (segundo da esquerda para a direita) responde a perguntas de senadores durante sabatina no último mês de maio.

Rejane Tamoto

N O jovem Carvalho, de apenas 34 anos, é bacharel em Direito e doutor em Direito Comercial pela Universidade de São Paulo. Tem também doutorado em Direito Comparado pela Universidade Paris I (PanthéonSorbonne).

o cargo desde o último dia 29 de maio, o presidente do novo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Vinícius Marques de Carvalho, de 34 anos, toma posse na manhã de hoje no Salão Negro do Ministério da Justiça, em Brasília. Carvalho é o 15º presidente a assumir o Conselho e sua primeira e imediata missão é "limpar" o estoque de 80 processos que correspondem, ainda, à antiga lei do órgão antitruste. A expectativa é de que esses casos sejam julgados nesta quarta-feira, na segunda sessão do órgão, às 14 horas. Na primeira reunião do novo Cade, no início deste mês, foram julgados 104 processos da lei antiga. "Trabalhamos como um tribunal e cada conselheiro coloca um caso em votação se estiver confortável com as informações do processo. Vamos priorizar o julgamento de casos à medida que nossos conselheiros analisem os atos de concentração", diz. Durante a posse, o Cade vai firmar acordo de cooperação com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) que, assim como o órgão antitruste, também deixou de pertencer à Secretaria de Direito Econômico (SDE). O acordo prevê uma troca de informações entre os dois órgãos. Assim, o Cade terá acesso a informações sobre o impacto de fusões e aquisições nos interesses e direitos dos consumidores. O presidente assume junto com a lei do Novo Cade

Atelierr 2 Mari Atelie M arias as

(12.529), que ampliou o raio de ação do Conselho ao exigir das empresas que informem suas operações de atos de concentração (como fusões e aquisições) antes de formalizarem um acordo. Segundo o Cade, o Brasil era um dos poucos países onde as operações podiam ser consumadas antes da análise do órgão. Antes de assumir o Conselho, Carvalho foi secretário da SDE, entre março de 2011 e maio de 2012, e conselheiro do Cade (2008-2011). Especialista em políticas públicas e gestão governamental, o novo presidente é bacharel em Direito e doutor em Direito Comercial pela Universidade de São Paulo, além de doutor em Direito Comparado pela Universidade Paris I (Panthéon-Sorbonne). Nesta entrevista ao Diário do Comércio, ele fala sobre sua expectativa de contratação de novos funcionários para o Cade neste ano e de outros projetos do órgão antitruste para os próximos meses.

Nossa prioridade é eliminar um estoque de casos da lei anterior. Estamos fazendo esforço para julgar os casos simples.

Elisangela e Ednelma Ednelma

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Quais são suas prioridades à frente do Cade? Nossa prioridade é eliminar um estoque de casos antigos da lei anterior. Estamos fazendo um esforço para julgar os casos simples, e já fizemos mais da metade. O objetivo é encerrá-los na segunda sessão (hoje). Tínhamos um estoque de mais ou menos 200 casos. É claro que parte deles não é simples e envolve uma análise pormenorizada do mercado e da própria fusão. Outros são mais simples e vão a julgamento mais rapidamente. O Novo Cade vai fazer estudos setoriais para utilizá-los como instrumento de análise de fusões e aquisições? Os estudos setoriais têm o objetivo de fornecer ao Conselho informações sobre o padrão competitivo de setores da economia. Eles devem servir de instrumento para se analisar fusões e detectar condutas que sejam anticompetitivas. Atualmente, estamos fazendo um estudo setorial piloto a respeito dos frigoríficos. Para que os estudos sejam produzidos com periodicidade, no entanto, precisamos de uma equipe maior. A lei do Novo Cade previa a contratação de mais funcionários. Para quando está prevista? Esperamos autorização do Ministério do Planejamento para a abertura de um concurso público. Estamos dialogando para mostrar a urgência dessa necessidade. O que existe de previsão é que o próximo concurso público que será aberto pelo Ministério terá 50 vagas para o Cade. Esperamos que a autorização e o edital saiam ainda neste ano. Qual o tamanho da equipe do Conselho hoje? Passamos de 50 técnicos, antes da nova lei, para 70. Não é um número pequeno. Para se ter uma ideia, é a mesma quantidade de funcionários da autoridade de defesa da concorrência em Portugal. O número de notificações prévias de atos de concentração tende a diminuir com a nova lei? Sabemos que vai haver uma redução, mas não sabemos de quanto. É cedo para falar em números, porque a lei entrou em vigor

A tendência, a partir de agora, é a melhora da eficiência da análise das operações.

Márcia Kalume/Agência Senado – 22/11/11

mesmo há pouco tempo, no dia 19 de junho. Se eu fizesse uma estimativa de redução de processos com base nos valores para casos antigos, notificados no ano passado, a redução seria de 50% de um total de 720 casos. O número de casos tende a ser menor com a nova lei por causa dos novos limites de valores estabelecidos para que uma operação seja notificada previamente ao Cade? Sim. Achamos melhor estabelecer o valor de R$ 750

104 processos da lei antiga de defesa da concorrência foram julgados na primeira reunião do novo Cade, no início deste mês.

milhões de faturamento para uma empresa, com uma trava de negócio adquirido de R$ 75 milhões de faturamento para a segunda companhia. Fizemos essa mudança porque o limite anterior, de R$ 400 milhões, estava fixado desde 2000, ou seja, ficou 12 anos sem atualização. Se simplesmente aplicássemos a variação do PIB (Produto Interno Bruto) no período ou a inflação, o valor seria de R$ 1 bilhão. As mudanças nos formulários de notificação de operações ao Cade tendem a tornar a análise dos casos mais eficientes? Acredito que sim, mas com algumas diferenças. O formulário de notificação para casos simples é parecido com o pedido na lei antiga. A diferença é que ele tem de ser completamente preenchido para que seja analisado. Antes recebíamos formulários incompletos. Precisávamos pedir mais informações ao longo da análise, o que atrasava o nosso trabalho. A tendência, a partir de agora, com informações suficientes e necessárias, é melhorar a eficiência da análise das operações.

DC 18/07/2012  

Diário do Comércio

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