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Ano 86 - Nº 23.248

Conclusão: 00h10

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, quarta-feira, 17 de novembro de 2010

NOME LIMPO, FELIZ NATAL.

Para muitos papais-noéis, o Natal começa no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Estão sem crédito na praça, o nome na lista de maus pagadores. Com o 13º, eles negociam a dívida e vão se misturar aos milhares de papais-noéis na 25 de Março (página 9). Nos 15 dias de novembro, 4,7% já recuperaram o Natal, mas novos 5,1% o perderam. Página 13

Patrícia Cruz/LUZ

O acerto da dívida da vendedora Solange Ribeiro (foto), R$ 2,1 mil do cartão de crédito em 23 parcelas de R$ 79, com entrada de R$ 277, deixou uma sobra para o Natal.

Suzanne Plunkett/Reuter

Arthur Edwards/Reuters

Carlos Cecconello/Folhapress

SUPER PMDB

HOJE Sol com pancadas de chuva Máxima 26º C. Mínima 14º C.

AMANHÃ Parcialmente nublado Máxima 26º C. Mínima 15º C.

ISSN 1679-2688

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Anel de Lady Di sela casamento real Herdeiro do trono britânico anuncia casamento com a namorada Kate Middleton, presenteada com anel de safira e diamantes que foi de Diana. Logo, pág. 12

De surpresa, lidera megabloco de 4 partidos para isolar PTe forçar Dilma a negociar ministérios. Página 6

Começa a nascer novo governo de São Paulo Alckmin anuncia os primeiros quatro secretários. Página 7


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Dilma está mergulhada desde a primeira hora no burburinho, na algaravia política. Não sem motivo. José Márcio Mendonça

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EU GASTO, TU GASTAS... ELE PAGA.

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ia desses recebi em meu escritório a visita de um marido aflito com os gastos excessivos de sua esposa. O ansioso cônjuge me dizia que já havia até vendido um apartamento para pagar as inúmeras dívidas que sua mulher contraíra com suas cirurgias plásticas e tratamentos estéticos. "Ela é uma gastadeira compulsiva e vai me levar à ruína", lamuriava-se ele. Em desespero de causa, o marido queria saber: "Sou obrigado a pagar as dívidas de minha mulher?". Ele era casado em regime de comunhão parcial de bens, que prevê, entre outras coisas, que em caso de separação ou divórcio os bens adquiridos pelo casal durante o casamento serão divididos entre ambos. E fazia a pergunta final: "Posso mudar de regime para tentar salvar o que resta de nosso patrimônio?" ão é difícil imaginar que, numa época como a de hoje, quando os apelos da beleza a qualquer preço fazem muita gente perder a cabeça e esvaziar os bolsos, esse atormentado marido não está sozinho em suas angústias. Mas, para que a justiça seja feita, não vamos nos apressar em colocar a culpa apenas nas mulheres gastadeiras. Há por aí muitas esposas desesperadas com os gastos compulsivos de seus maridos – talvez não com a estética, mas com sonhos de consumo dos mais variados. Vejamos então o que a lei tem a dizer a toda essa legião de aflitos e aflitas. O regime da comunhão parcial de bens prevê não apenas a divisão dos bens que o casal acumulou na vigência do casamento, mas também das dívidas. Contudo, as dívidas adquiridas por um dos cônjuges só passam a ser responsabilidade dos dois

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se elas tiverem sido contraídas em benefício do casal. Se o marido ou a mulher comprar, por exemplo, um apartamento que passa a ser o lar da família, então obviamente o gasto foi feito a favor de ambos. Mas se a mulher se endividar por causa de cirurgias estéticas, ou se o marido estourar o orçamento familiar por causa de seu hobby de colecionar vinhos de boa safra, então não há como justificar os gastos sob a alegação de beneficiarem o casal. Quem gasta só para si, paga a conta sozinho. questão da mudança do regime de bens é mais complexa. É possível, mas apenas sob determinadas condições. Primeiro, é preciso que tanto o marido quanto a mulher estejam de acordo com a mudança. Segundo, deve-se apresentar ao juiz motivos sólidos e convincentes para justificar o pedido, bem como provar que a mudança de regime não irá prejudicar ninguém. Por fim, como a possibilidade de mudar de regime foi introduzida na legislação pelo novo Código Civil Brasileiro, a rigor só pode pedir a mudança quem se casou a partir de 10 de janeiro de 2002, data em que o novo Código foi publicado, embora nossos Tribunais já estejam acatando pedidos daqueles que se casaram antes. Como se vê, a mudança de regime não é algo tão fácil de se obter – mais um motivo para os solteiros pensarem bem no regime que escolherão ao casar.

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IVONE ZEGER É ADVOGADA, CONSULTORA JURÍDICA EM

DIREITO DE FAMÍLIA E SUCESSÃO, AUTORA DOS LIVROS "HERANÇA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" E "COMO A LEI RESOLVE QUESTÕES DE FAMÍLIA" WWW.PARASABERDIREITO.COM.BR

CELULARES E VOTOS A Caixa Econômica Federal está em final de estudos para distribuir e pagar, via celular, os beneficiários do Bolsa Família. Em primeiro lugar seriam distribuídos às comunidades onde não existe CEF ou bancos privados. Pensei que os beneficiários do Bolsa Família fossem muito pobres e não precisam de celular, preferindo comida.

LUA DE MEL CURTA A

presidente eleita Dilma Rousseff teve de encerrar, muito antes do que normalmente ocorre no Brasil, sua comemoração pela vitória nas eleições de 31 de outubro. Todos os seus antecessores ungidos pelas urnas após a redemocratização de 1985 puderam respirar aliviados por bom tempo – Collor, o mais beneficiado deles, por razões que todo mundo hoje entende e deplora – teve tempo até direito a descanso midiático nas Ilhas Seichelles, com a então primeira dama Roseana. Fernando Henrique respirou, Lula respirou. Dilma está mergulhada desde a primeira hora no burburinho, na algaravia política. Não sem motivo. No campo da política, as circunstâncias da sua eleição, como um apêndice do presidente Lula, e com a imagem de quem tem uma luz próprio muito fraca (pode não corresponder à verdade, somente o tempo dirá – é alvo de pressões por cargos e influências no governo muito superiores às que sofreram Collor, FHC e Lula. Nunca se viu, nesses tempos pós-militares, tantas pressões, tantas candidaturas e autocandidaturas, tantos vetos, tanto jogo sujo para queimar concorrentes como agora. E não há quem a ajude a administrar essas disputas, uma vez que os auxiliares também não estão isentos – cada um está também na sua guerra particular. O conselheiro Lula seria o respiradouro, mas ele também tem visíveis suas preferências e idiossincrasias. Tais demandas podem tirar seiva vital – e tempo precioso – da futura presidente na concepção de soluções mais importantes. Apesar desses aborrecimentos, no entanto, a disputa por sinecuras oficiais, não é, nem de longe, a principal agrura que a presidente eleita já vai enfrentando. Ela se viu obrigada a mergulhar muito cedo na vida real que espera seu início de governo. Vindos de dentro e de fora, acumulam-se sinais de que, se ela não pisar em vários freios de arrumação, outra lua de mel está ameaçada de gorar: a longa felici-

dade geral dos brasileiros com a economia nos últimos anos. Não é coisa para hoje ou amanhã – mas para depois de amanhã, sim. Veja-se que a inflação já não está comportadinha. Veja-se que as contas externas estão com fôlego negativo. Veja-se que a produção industrial voltou a fraquejar. Veja-se, como revelou o jornal Valor Econômico, que o próprio Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior, admite que estamos entrando num processo de desindustrialização. Veja-se que os gastos públicos já não estão bonitinhos.

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ão pequenos sinais, ainda. Porém, as dores pequenas acabam se revelando grandes problemas quando não atacadas aqui e agora. Muitas soluções para tais desafios não podem nem esperar a passagem do bastão, precisam estar prontas para ontem. Lula e Dilma, c o m a g u a rd a d e G u i d o Mantega, devem – ou pelo menos deveriam – ter voltado do G20 , em Seul, com a cabeça inchada de câmbio, do real valorizado. E não será um Sonrisal, ou um chá de boldo, ao gosto dos naturalistas, que fará passar a ressaca. O ponto que se põe para Lula e Dilma – pois até prova em contrário ambos estão no mesmo balaio, para o bem e para o mal, é que não há soluções simpáticas para os desafios postos agora no terreno da economia. Aliás, algumas são bem antipáticas e confrontam com as alegres promessas e juras da campanha eleitoral. Ou bem vai para um lado, ou bem vai para outro.

Beatriz Campos - S. Paulo

As notícias dão conta de que a presidente eleita apoia o aumento de salário dos ministros e congressistas, inclusive o seu, embora tenha sido "discreta" quanto ao seu. Nem precisava, pois o presidente Lula já havia defendido o aumento de salário para presidente, ao choramingar como foi "sacaneado" ao tomar posse em 2003. Vendo os aumentos pretendidos, perguntamos

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA Não vai dar para agradar a todos. Qual o cacife real de Dilma ante seus ávidos aliados e qual o respaldo que ela terá de Lula para bater onde tem de bater?

Nunca se viu, nesses tempos pós-militares, tantas pressões, tantas candidaturas e autocandidaturas, tantos vetos, tanto jogo sujo para queimar concorrentes como agora.

Esta semana, com a decisão sobre o salário mínimo, sobre o aumento dos aposentados que ganham mais do que o mínimo e o início das definições sobre o câmbio, a presidente eleita vai mostrar o tamanho e a dureza – ou maciez – da borduna que levará para o Palácio do Planalto.

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overnar em tempos de bonança externa e com um herança maldita nada maldita é uma coisa. Governar com o mar brusco é outra. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

SALÁRIOS & SALÁRIOS

Além da briga entre as operadoras por mais esta fatia de beneficiários, com tudo pago pelos contribuintes, inclusive o celular, só falta o depósito ser feito com a voz de Dilma dizendo: "O Bolsa Família foi depositado e é doado pela presidente Dilma diretamente para você! Só falta isso para explicitar o "Bolsa Voto".

Nelson Almeida/AFP

IVONE ZEGER

por que as excelências podem ter aumentos tão substantivos, enquanto os comuns mortais têm de mendigar os seus. Neste país de todos ( pela propaganda oficial) uns merecem mais do que outros, embora "uns" trabalhem menos do que os "outros". Este é um país de todos ou de tolos – os pagadores de impostos? Aparecida D. Gaziolla -

- São Bernardo do Campo

SBT A SERVIÇO DO PT? A compra, pela CEF, de 49% do Banco Panamericano por R$ 700 mi, "sem saber" que herdaria uma dívida avaliada em R$ 1.200 bi significa que o governo vai garantir a adesão irrestrita do SBT ao governo do PT. Custou caro, mas eles têm na mão a TV do Baú. Sem falar na TV do bispo, na TV do maridão de Luciana Gimenez etc. Acho que Rafael Palladino, ex-

presidente do banco, primo de Íris Abravanel e um dos responsáveis pela fraude, sob orientação de alguém, pode ter aprontado essa cama de espinhos para Silvio Santos. E com essas e outras emissoras na palma da mão, o PT garante que seu projeto de poder se consolide. Coisa de profissional! Mara Montezuma Assaf - São Paulo

Fundado em 1º de julho de 1924 Presidente Alencar Burti Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto, Antonio Carlos Pela, Arab Chafic Zakka, Carlos Roberto Pinto Monteiro, Claudio Vaz, Edy Luiz Kogut, Gilberto Kassab, Guilherme Afif Domingos, João de Almeida Sampaio Filho, João de Favari, José Maria Chapina Alcazar, Lincoln da Cunha Pereira Filho, Luís Eduardo Schoueri, Luiz Roberto Gonçalves, Moacir Roberto Boscolo, Nelson F. Kheirallah, Roberto Macedo, Roberto Mateus Ordine, Rogério Pinto Coelho Amato, Sérgio Antonio Reze

CONSELHO EDITORIAL Alencar Burti, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo, Márcio Aranha e Rogério Amato Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Kleber Gutierrez, Marcus Lopes, Rejane Aguiar e Tsuli Narimatsu Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Giseli Cabrini e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André Alves, Fátima Lourenço, Fernanda Pressinott, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Patrícia Büll, Paula Cunha, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vanessa Rosal, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Comercial Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações José Gonçalves de Faria Filho (jfilho@acsp.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Globo e Reuters Impressão Diário S. Paulo Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

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APESAR DOS AVANÇOS, HÁ MUITO QUE FAZER PARA O BRASIL SE TORNAR UM PAÍS SEM CARÊNCIAS

pinião

MANUELITO MAGALHÃES JÚNIOR

OS DOIS BRASIS V

ivemos em dois Brasis diferentes. No Brasil real, somos uma nação que derrotou a inflação e que estabeleceu bases sólidas para a economia nos últimos 16 anos, mas que ainda apresenta graves problemas, principalmente na área social. O segundo Brasil é aquele que assistimos pela TV, onde tudo foi criado nos últimos sete anos, como nunca antes na história. Passado o faz-de-conta do horário eleitoral gratuito, é o momento de revisitarmos o mundo real. Houve avanços sim, só que há muito que ser feito para o Brasil se tornar um país sem carências. Quando cotejamos dados e informações do estado de São Paulo com os do País como um todo, surge uma boa amostra do quanto ainda temos para evoluir. A taxa de analfabetismo no meio rural de São Paulo, de acordo com a PNAD 2009 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), está em 11%. Em todo o País, esse índice é de 23%. A mesma pesquisa mostra que, na zona rural brasileira, mais de 20% das pessoas com dez anos ou mais de idade têm menos de um ano de estudo, um dado que contrasta com

o de São Paulo, onde esse percentual é inferior a 10%. Não é por acaso que as escolas estaduais paulistas apresentam bons desempenhos no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica): é campeã no ensino de 5ª a 8ª série e ocupa o segundo lugar entre a 1ª e a 4ª série do ensino fundamental. O rendimento médio mensal da população rural de São Paulo foi, no ano passado, 51% superior ao daquela que mora nas zonas rurais de qualquer outra parte do País. Em 2008, essa diferença era de 41%.

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egundo a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (IBGE, 2008) dos 5.564 municípios brasileiros, 2.495 – ou 45% – não possuíam rede de esgoto. Em São Paulo, entre os 645 municípios, apenas um encontra-se nessa situação. Na área da saúde, outra pesquisa do IBGE, chamada Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) 2010, também apresenta diferenças regionais. A taxa de mortalidade infantil, por exemplo, é um indicador importante das condições ambientais e socioeconômicas de uma população

e, de acordo com IDS, entre 1990 e 2008, a taxa sofreu redução de 47% para 23%, número ainda considerado insatisfatório pela Organização Mundial de Saúde e superior aos de outros países sul-americanos, como Argentina, Colômbia, Uruguai e Chile.

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entro do nosso território, os contrastes permanecem: São Paulo (15%) e Rio Grande do Sul (13,1%) detêm as menores taxas de mortalidade infantil, enqu anto os estados do Norte – com exceção de Roraima – e do Nordeste possuem índices acima dos 20%, chegando a incríveis 34%!

Apenas por este pequeno conjunto podemos verificar que há algo errado com a visão dominante no nível federal, pelo menos em tempo de eleição, e que pode ser resumida na seguinte frase: o Brasil vai muito bem e São Paulo vai mal. No mínimo, trata-se de uma visão estreita e parcial, forjada no fogo da futrica política e sem adesão à realidade. Ao longo dos anos, a história econômica do Estado de São Paulo determinou sua geografia. A atividade econômica estadual está concentrada principalmente na macrometrópole paulista, formada pelas regiões metropolitanas de São Paulo, de

Como a distribuição espacial da atividade econômica é desigual, o desafio é promover um equilíbrio regional, com atenção tanto aos indicadores econômicos como aos sociais.

Campinas e da Baixada Santista, e por cidades do Vale do Paraíba e da região de Sorocaba. Vale destacar que 51% do Produto Interno Bruto do estado se concentram em dez municípios, dos quais seis estão na RMSP (São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo, Santo André, Barueri e Osasco). Os demais são Campinas, São José dos Campos, Sorocaba e Paulínia.

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omo a distribuição espacial da atividade econômica se mostra desigual, o desafio é promover um equilíbrio regional, com atenção não só aos indicadores econômicos, mas também aos indicadores sociais. O IPRS (Índice Paulista de Responsabilidade Social), divulgado pela Fundação SEADE, aponta municípios pobres que apresentam bons indicadores sociais e municípios ricos com indicadores ruins. Fazse necessário entender essa dinâmica e alterá-la por meio de políticas públicas adequadas. Uma ideia que sistematicamente tem sido aventada, mas nunca efetivada, poderia contribuir com esse processo. Trata-se da institucionalização

de uma hierarquia intermediária entre os governos municipais e o governo estadual – uma autoridade metropolitana – que ajudaria no processo de coordenação e articulação dos investimentos e das políticas públicas de caráter não-local, como saúde, habitação, transportes e saneamento, entre outras. Mas essa é uma tarefa que demanda mudança na Constituição e, portanto, depende do esforço do governo federal, razão pela qual não devemos esperar mais do que pouca ação e muitas palavras. Concretamente, e longe do discurso ufanista, o Brasil cresce num ritmo menor do que poderia, a julgar pelo desempenho de países como a Índia e a China. Infelizmente, isso só retarda a superação das nossas desigualdades regionais – sejam elas paulistas ou brasileiras. MANUELITO P. MAGALHÃES JÚNIOR É ECONOMISTA, PRESIDENTE DA EMPLASA (EMPRESA PAULISTA DE PLANEJAMENTO METROPOLITANO S/A). FOI SECRETÁRIO ADJUNTO E TITULAR DE PLANEJAMENTO DA CIDADE DE SÃO PAULO ENTRE 2005 E 2009.

AS DECISÕES DE GEORGE W. BUSH C

ertas experiências são tão valiosas que merecem ser, de algum modo, registradas. Muita gente importante poderia e deveria ter escrito suas memórias não só para compartilhar conhecimento como também esclarecer certos trechos da História. A maioria dos líderes políticos deveria escrevê-las, mas infelizmente poucos fazem isso. No Brasil, então, quase não há político que tenha escrito memórias– provavelmente porque o grau de comprometimento envolvido nos registros colocaria em risco muito mais do que o prestígio do autor. Mas não seria valioso se Romeu Tuma, por exemplo, tivesse escrito e publicado suas memórias? Não é, certamente, o caso de George W. Bush, o presidente que antecedeu Barack Obama na Casa Branca, e que acaba de lançar as suas em livro. A obra se chama Decision Points (ou "Pontos de Decisão", em português; Crown, 512 páginas). Que ninguém tenha dúvida de que o livro venderá como pão quente, ao menos agora: há muita gente com saudades dos tempos de Bush, embora não pareça. Ele pode representar conservadorismo e truculência,

PAULO BRITO mas é disso que gosta grande parte dos americanos que o elegeram para dois mandatos. Bush era executor de uma política do partido Republicano e não foi o autor solitário das decisões que levaram os Estados Unidos até o ponto aonde chegaram – de maior nação do mundo para a maior dúvida (e dívida) do mundo. m dos aspectos mais surpreendentes da obra é que ela é apresentada quase como um livro de administração – no momento, o ex-presidente vem dando entrevistas às principais emissoras de TV, como BBC e CNN, contando como o escreveu. Sua agenda inclui programas como os de Oprah Winfrey (comparecendo na companhia do pai, George Bush, e da sua mãe e exprimeira dama, Barbara Bush), e o do humorista Jay Lenno. O livro, na verdade, faz parte de uma campanha de Bush para restaurar o que ele perdeu (ou parte disso) durante os oito anos de governo – em especial, sua reputação. Uma das histórias mais exemplares sobre as decisões que o ex-presidente tomou refere-se à demissão do secretário de estado Donald Rumsfeld em seu segundo mandato. Mais ou menos no meio desse período, pressionado pela opinião pública a demiti-lo, e com o

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prestígio já baixo e desgastado, resolveu falar do assunto durante uma entrevista coletiva nos jardins da Casa Branca, em que explicou detalhadamente por que o secretário deveria ficar. Ainda arrematou com a frase: "Sou eu quem decide e eu decido pelo que é melhor". Claro que sete meses depois Rumsfeld estava na rua, mas Bush fez o seu papel de líder e mostrou quem mandava ali. Era mais importante mostrar poder do que utilizá-lo. ão se pode dizer que seu governo foi fácil, entre outras coisas por causa dos atentados de 11 de setembro de 2001. Sua eleição no ano 2000, derrotando Al Gore, já havia sido acompanhada de problemas levados à apreciação da Justiça, sem falar na recontagem de votos na Flórida. Mas como tudo pode sempre piorar, Bush decidiu invadir o Iraque, país eleito por ele como base de todo o mal que os EUA viviam. Só esse tema ocupa nada menos do que 50 páginas do livro, mas apesar disso não há nada de novo no que Bush escreveu. Cada uma das decisões virou um capítulo no livro de 512 páginas do ex-presidente, com os nomes de Afeganistão, Células Tronco, mas há outros que caberiam muito bem em livros acadêmicos, como Liderança e Equipe. Espalhadas pelo livro há frases que fazem

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certo sentido nesse contexto, como "Tomar decisões no momento certo é importante para impedir que a organização fique bagunçada". Ou esta: "O primeiro passo na resposta bem sucedida a qualquer crise é planejar a calma". Em muitas, o estilo Bush de falar e pensar é facilmente reconhecível. O que há de mais interessante no livro são certamente as decisões das quais ele se arrependeu. Naturalmente, George W. Bush continua afirmando que estava certo quanto ao mérito delas, mas admite ter falhado na previsão das consequências. Uma dessas foi não ter ido a Louisiana logo após a passagem do furacão Katrina em 2005. Outra, foi o discurso Missão Cumprida, em 1 de maio de 2003, a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln. Nesse discurso, Bush garantia que os grandes combates no Iraque estavam encerrados e que dali em diante tudo seria fácil. Pior ainda: dois meses depois, fez uma declaração desprezando o poder e o perigo dos insurgentes no Iraque. Sua frase sobre o assunto foi do tipo de quem desafia um bando de adolescentes para uma briga: "Pode chamar!", disse ele,

diante da imprensa. Bush também confessa ter se arrependido de indicar para a Suprema Corte a advogada Harriet Miers, nome literalmente apedrejado por aliados e opositores: "Acho que ela teria feito um bom trabalho mas não pensei o suficiente

sobre como sua escolha seria percebida pelos outros", diz ele. A obra sai exatamente uma semana após o presidente Obama sofrer uma forte derrota nas eleições para o Senado, perdendo espaço no Congresso. No mínimo, servirá de lembrete para o fato de que o apoio da população pode evaporar de uma hora para outra . A propósito, já são vendidas em Washington camisetas com a foto de Bush e uma pergunta estampada na parte de baixo dela: "Estão com saudade de mim?". PAULO BRITO É JORNALISTA, GRADUADO EM

ECONOMIA E MESTRE EM

COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

Giba Um

3 Deborah

Secco volta à Playboy em fevereiro pela terceira vez, junto com o lançamento do filme sobre Bruna Surfistinha.

k Péra, péra...Nada de entrar em campo com brinco reluzente na orelha.

MANOI MENEZES // técnico da seleção, a Ronaldinho Gaúcho, no primeiro treino de sua volta ao selecionado brasileiro.

333

MISTURA FINA SE NÃO for para o Ministério da Justiça, José Eduardo Cardozo, que não se candidatou à reeleição para a Câmara Federal, integrando o comitê central da campanha de Dilma, será mais um nome do PT a querer concorrer à prefeitura de São Paulo em 2012. É um sonho antigo, desde os tempos em que ocupava a presidência da Câmara Municipal de São Paulo.

333

CIRCULA na internet aviso sobre a nova tática adotada por bandidos para assaltarem carros em movimento: atiram um ovo no pára-brisa. Nessas horas, importante é não usar o limpador, nem jogar água no pára-brisa. Ovo e água formam uma substância viscosa que consegue tapar a visão em até 90%, obrigando motoristas a parar na rua para tentar limpar – e aí, ser assaltado.

333

Depois de Londres, Daniel Radcliffe (Harry Potter), Emma Watson (Hermione) e Rupert Grint (Ron), todos bem mais velhos, eram as grandes atrações da préestréia do sétimo filme da série Harry Potter e as Relíquias da Morte, no começo da semana, no AliceTully Hall, em Nova York, com a platéia repleta de celebridades, de Sarah Jéssica Parker a Lourdes Maria, filha de Madonna. Essa será a primeira parte do filme de despedida das aventuras do pequeno bruxo: a segunda parte estréia apenas no ano que vem. De cabelos cortados, vestido Calvin Klein decotado nas costas, Emma Watson roubava a cena.

Estréia em Nova York

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Discriminação,não 333 Analistas políticos mais lúcidos (cada vez mais raros no país) acham que Dilma Rousseff pode até querer mais mulheres em postos-chave de seu governo do que homens, só que lembram que o critério maior a ser levado em conta é a competência, antes da saia. De um jeito ou de outro, proliferam na internet indicações de nomes intermediários, por assim dizer, que não admitem ser deixados de lado – o que consideram discriminação. Nesse bloco, formam os travestis Rogéria, Jane di Castro, Salete Campari, Nany People, Isabelita dos Patins e agora, até o cartunista Laerte, que resolveu se vestir de mulher.

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Cabelos longos encaracolados.

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Cabelos longos alisados.

De olho no futuro A fusão DEM-PMDB não sai, fica tudo para o ano que vem, mas quem conhece bem o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, aposta que ele continuará arquitetando forças (incluindo o mesmo PMDB) para sair candidato ao governo de São Paulo em 2014 contra a reeleição de Geraldo Alckmin. Tem mais partidos interessados numa aliança com ele, a partir do PSB, fora outros que compõem a base kassabista na Câmara Municipal. Os tucanos estão em polvorosa e se alguém fala em fidelidade, o prefeito lembra que ninguém foi mais fiel ao PSDB e a José Serra do que ele, durante anos. 333

333 MARCELO de Paulus, exexecutivo do Unibanco, acaba de ser contratado por Ronaldo ex-Fenônemo, para tocar sua empresa 9NINE, voltada para marketing esportivo e entretenimento. Ronaldo tem 45% do capital, a inglesa WPP outros 45% e Marcus Buaiz, 10%.

AINDA no livro Vaudeville, Ricardo Amaral lembra da primeira nudez de Xuxa Meneghel, revelada no Baile das Panteras, que ele organizava no carnaval, nas páginas de Status: “Era rechonchudinha e gostosinha”.

Solução

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Demitidos do Banco Panamericano, Rafael Palladino e Wilson de Aro são sócios do ex-patrão em duas empresas que integram o SBT: a TV Studios Anhanguera e TV Studios Vale do Paraíba. Na TV Anhanguera, Palladino aparece como único sócio de Luis Sandoval, presidente da holding do grupo SS. Dessas empresas, os ex-executivos do banco, que serão processados pela holding , não podem ser demitidos. Formado em Educação Física, Palladino, que foi personal trainer e sempre cuidou do físico, também foi boxeador, há tempos. Na época, gostava de ser chamado Palladino, o Demolidor . Tem até uma certa lógica. 333

A quebra do Lehman Brothers, em setembro de 2008, acabou travando o crédito no mundo, levando bancos brasileiros menores, que se endividavam lá fora para emprestar no país, à insolvência. O Banco Central entrou em cena, liberando depósitos compulsórios para que os maiores absorvessem as carteiras dos menores. No fim de 2008, alguns bancos convocados para limpar a sujeira, alertaram que não podiam assumir tais carteiras: elas continham contratos aprovados sem CPF, falta de endereço para cobrança, renda incompatível com o valor emprestado e outras irregularidades. Era o que podia ser chamado de subprime à brasileira, não de hipotecas (como nos Estados Unidos), mas de crédito de consumo, especialmente carros. Tudo foi constatado – e ocultado. Como o rombo do Panamericano já tem quatro anos, ninguém engole como BC, Caixa e auditorias continuem alegando que não sabiam de nada.

Subprimeà brasileira

Antonio Palocci seria de grande utilidade, nos primeiros tempos do governo Dilma, num cargo muito próximo da presidente eleita: é dessa forma que Lula raciocina e ela até concorda. Só não concorda com a idéia de sua transformação num superministro . Já José Eduardo Dutra, presidente nacional do PT e outros integrantes da cúpula do partido, fazem força para que ele assuma um ministério de maior visibilidade (e menos risco), como a da Saúde, por exemplo. Dessa forma, o partido teria um nome para disputar o governo de São Paulo, em 2014. 333

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DEMOLIDOR

ilha do rei da Hungria, casou-se com o príncipe da Turíngia e teve três filhos. Caridosa com os doentes, foi por isso perseguida. Ao ficar viúva, renunciou a títulos para entrar na Ordem de São Francisco, após encaminhar os filhos e lá morreu, em 1231, após dedicar-se inteiramente a Deus e aos leprosos.

PALOCCI 2014

R S O

333 Em seu livro Vaudeville , Ricardo Amaral fala que o problema de drogas, nas boates dos anos 70 e 80 era muito menor do que hoje em dia, especialmente porque os seguranças ficavam em cima. E lembra que o pessoal chegado na área preferia se reunir em festinhas em vez de ir para a noite. Mesmo assim, sempre alguém ir cheirar pó no banheiro. “Um amigo meu, decorador, dizia: o exaustor do banheiro tem de ser forte o suficiente para tirar o cheiro de maconha, mas não forte demais para não levantar o pó”.

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333

A musa da moto

E U

Outros tempos

Santa Isabel da Hungria

P A U

Quem já viu o visual de Dilma Jane, 83 anos, mãe da presidente eleita, resultado de duas plásticas feitas há anos, cabelos não curtos, sempre maquiada e dona de sorriso farto, além de especial vitalidade, aposta que, em pouco tempo (ela irá morar com a filha no Alvorada, com uma das cinco tias da presidente eleita), ela irá se transformar no que se pode chamar de primeira-mãe . Dilma Jane gosta de falar, não tem inibição em falar em público, gosta também de um ambiente de festa e poderá fazer concorrência a Marcela, jovem mulher do vice eleito Michel Temer, ex-miss e futura vice-primeira-dama .

333

Na partilha do futuro ministério do novo governo, PT e PMDB querem empurrar para os chamados menores que apoiaram a eleição de Dilma, secretarias e ministérios sem grande expressão e com magro orçamento em 2011. Uma das secretarias – com status de ministério – é a da Pesca, que está sendo oferecida ao PSB e ao PCdoB. Os socialistas e os comunistas reagem, argumentando que, em suas fileiras, “ninguém pesca”. E se alguém, ironicamente, lembra que o próprio Lula se intitula pescador, os outros devolvem, dizendo que ele nunca foi socialista e menos ainda comunista . 333

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PRIMEIRA-MÃE

Para pescadores

P C A R A C A F C A O U M O N OT P A F A C A L A N T A ME I S C A L A OU C S ER O T E R S E C O E L U S A

Para quem gosta de fazer contas e comparações: hoje, os valores do Bolsa-Família variam entre R$ 22 a R$ 200. A média nacional está em R$ 140 por mês. Essa quantia é menos do que qualquer ingresso para shows internacionais ou primeiro bloco da platéia de musicais; quase igual a um almoço ou jantar na churrascaria Fogo de Chão (incluindo preço do rodízio, bebidas, sobremesa e 10% de serviço); metade de um sapato feminino numa loja de grife no Shopping Iguatemi ou metade de um biquini (ou menos do que isso) de Adriana Degreas. Já com uma bolsa Hermés Kelly, de crocodilo, dá para distribuir 742 Bolsas-Família (hoje, no Cidade Jardim, custa R$ 104 mil). 333

A modelo, atriz e apresentadora Gianne Albertoni, 29 anos, que ficou no lugar de Ana Hickmann no programa Hoje em Dia e pode ser vista nos cinemas em Muita Calma Nessa Hora, de Felipe Joffily, participou de seriado Mandrake (HBO), comandava o Fox Fashion e depois o E! Fashion Weeks, já fez teatro (Cachorras Quentes) e foi até artista de circo no programa do Fasutão. Agora, apaixonada por motocicletas, está na capa e no recheio da nova revista Riders, alternando body e casaco (aberto) de couro, mais botas até o meio das coxas. Os cliques são de Angelo Pastorello, inspirado em Brigitte Bardot.

17 de Novembro

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Fazendo as contas

MAIS: a atriz revive as travessuras da famosa garota de programa. É o que se pode chamar de unir o agradável ao agradável.

I E MB P MO C P L U V L A N A U R V I L D E MA I D C E B

Fotos: Angelo Pastorello

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gibaum@gibaum.com.br

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Por: José Nassif Neto O antipático à maioria, adquire a...

Brega; pessoa de mau gosto.

Peixe que pode reproduzir em aquário.

Impedir; servir de obstáculo.

Flúor; símbolo químico.

Confusão total.

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NO MOVIMENTADO evento de HG Rio Comicon, o cartunista Laerte, que adotou o chamado cross-dressing e só se veste de mulher, chegou de salto alto, unhas pintadas, batom, bolsa e uma pashmina enrolada no ombro. A namorada dele, Tuca, de jeans, botinha, camisa branca por fora dos jeans, cabelos curtos, de óculos e praticamente sem pintura, comentou: “É meio o estilo Marina”. Referia-se ao tradicional xale sempre usado por Marina Silva.

Doença de pele comum em jovens.

O primeiro de uma série. Jovem; rapaz. Veste, para a mão.

Parte do rio onde se pode passar a pé.

Primeira pessoa do singular.

Tonelada. (abrev.) Instrumento agrícola.

Rosto. 'As', em espanhol. Ali. Marinheiro navegante.

Sem roupa.

Irmã da mãe.

Ruim. Sal derivado de ácido clorídrico.

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Colaboração: Paula Rodrigues,Alexandre Favero

Pedra que O leito de cobre a um rio da sepultura. nascente à foz

Sub-divisão urbana de bairro.

Pedaço de madeira.

Atrai peixes. Norma social.

As do arcoíres são visíveis. Artefatos de porcelana para mesa. Estampilha postal adesiva.

Designativo de aumento.

Quadrúpede bovino jovem.

Possuir. Bulbo de planta que serve de tempero.

Solitário. Sigla do Estado do Espírito Santo.

Reflexo de um som. Hábito; costume.

(1003) 2-só; 3-las; rês (boi novo); vau (local raso de um rio, mar ou lagoa); 4-moço; pacu (peixe sem ossatura); 5-louça; nauta (que sabe navegar); 6-cebola; cafona; 7-cloreto; 9-embaraçar.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

5 PAC 2 Setor de transportes vai receber R$ 109 bilhões

olítica

Já ocupante da Granja do Torto, a presidente eleita e 'mãe' do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) promoveu reunião ontem com os principais coordenadores do programa. Afastada dos projetos por conta da campanha eleitoral, ela aposta no sucesso das obras para alavancar seu governo.

ORÇAMENTO Cada R$ 1,85 de acréscimo ao salário mínimo equivale a um R$ 1 bi

Dilma se atualiza sobre as obras do PAC

André Dusek/AE

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Ao lado, Miriam Belchior, coordenadora-geral do PAC. Abaixo, da esquerda para a direita, o ministro dos Transportes, Paulo Passos , seguido por Antonio Palocci, Helena Chagas e Michel Temer (todos membros da equipe de transição do governo Lula para o governo Dilma. Sergio Lima/Folhapress

Antonio Cruz/ABr

Sergio Lima/Folhapress

Dida Sampaio/AE

epois da viagem a tema rodoviário. Em seguida, Seul para a reunião aparecem os investimentos na do G20 e do des- malha ferroviária: são R$ 46 bicanso com a família lhões. O planejamento inclui no fim de semana em Porto linhas de alta velocidade de Alegre, a presidente eleita Dil- São Paulo-Curitiba, Campinas ma Rousseff recebeu ontem (SP) e Triângulo Mineiro e uma atualização sobre o anda- Campinas (SP) – Belo Horizonmento do Programa de Acele- te (MG). As obras de recuperação, ração do Crescimento (PAC) na área de transportes. Os da- ampliação e modernização em dos foram apresentados pela portos vão consumir R$ 5,1 bicoordenadora-geral do pro- lhões do PAC 2. Os projetos ingrama, Miriam Belchior, e pelo cluem reformas e construção ministro dos Transportes, Pau- nos terminais de passageiros com vistas à Copa de 2014. lo Sérgio Passos. Os aeroportos vão receber Segundo a assessoria da petista, Dilma pediu o encontro R$ 3 bilhões dos recursos do porque deixou o governo no fi- PAC 2. O maior número de nal de março para se dedicar à projetos – são 15 – será voltado p a r a t e r m icampanha e nais de passaprecisava de geiros. O objen o v a s i n f o rtivo é atender mações. ao crescimenO ministro Foi uma reunião to da demanfez um balan[na Granja do Torto] da com prioriço do PAC na para atualizar dade para as área de rodoa presidente ci dad es -se de v i a s e f e r r oda Copa do vias. "Foi uma eleita sobre Mundo de reunião para o PAC na área 2014. atualizar a dos transportes. Transição – presidente soS e g u n d o rebre o PAC na HELENA CHAGAS portagem da área dos transFolha de S. Pauportes", resumiu Helena Chagas, coorde- lo, uma das alternativas discunadora da equipe de comuni- tidas pelo governo de transicação do governo de transição. ção é transferir o PAC da Casa Segundo ela, Dilma deve se Civil para outra pasta. Há três reunir, nos próximos dias, com destinos possíveis: passá-lo outros envolvidos nas obras para o Ministério do Planejado PAC para receber informa- mento, levá-lo para a Secretações setoriais sobre o anda- ria-Geral da Presidência, ou ainda dividir a gestão e o mento das obras. Depois da saída do ministro, acompanhamento do prograDilma permaneceu na Granja ma entre a Casa Civil e a Presido Torto – onde está morando dência da República. Reivindicações – O presidesde domingo – acompanhada do ex-ministro e deputado dente do PT, José Eduardo DuAntonio Palocci (PT-SP) e de tra, e o secretário-geral do partido, José Eduardo Cardozo, Mirian Belchior. Projetos – Os investimen- apresentaram também as detos em transportes do PAC 2 – mandas dos aliados para a divididos entre 2011 e 2014 e composição dos ministérios. pós-2014 – vão priorizar as ro- E, em seguida, fizeram uma dovias. Do montante total re- reunião com o vice-presidente servado para a área (R$ 109 bi- eleito, Michel Temer (PMDBlhões), R$ 50,4 bilhões serão SP) e com Antonio Palocci. (Fodestinados à expansão do sis- lhapress/AE)

Centrais sindicais pressionam por novo mínimo Governo marca reunião, mesmo a contragosto, com centrais sindicais. Impacto nas contas públicas pode comprometer gestão de Dilma Rousseff.

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custa de alguma pressão, foi marcada para amanhã a reunião do governo com as centrais sindicais que dará início aos entendimentos sobre o novo valor do salário mínimo para 2011. A proposta oficial do governo é R$ 540, mas integrantes do Executivo já acenaram com R$ 550, que na prática virou piso das negociações. Os representantes dos trabalhadores vão insistir em R$ 580. Para atendê-los, o governo terá de arranjar mais R$ 12 bilhões para bancar os gastos adicionais Dida Sampaio/AE

da Previdência Social. A distância nas cifras mostra que a discussão vai se alongar, provavelmente até dezembro. Na falta de acordo, a tendência é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente eleita, Dilma Rousseff, sejam chamados a arbitrar o valor. "Eles (os ministros da área econômica) vão levar a questão para o Lula e a Dilma", aposta o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, deputado pelo PDT de São Paulo. O valor terá de ser decidido até o dia 31 de dezem-

bro, pois entrará em vigor no dia 1º de janeiro de 2011. Se até o lá a proposta de Orçamento de 2011 não houver sido aprovada, como é provável, será editada uma Medida Provisória para fixar o novo mínimo. As centrais vão priorizar a discussão do piso salarial, deixando para um segundo momento o debate sobre o reajuste para os aposentados que ganham mais que um salário mínimo. Paulinho disse que defenderá um reajuste equivalente a 80% do concedido ao piso salarial. "Mas vamos deixar

para depois, porque são mais R$ 3 bilhões", disse. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, afirmou que a discussão das aposentadorias ocorrerá em separado. Ontem, a Comissão Mista de Orçamento aprovou o relatório preliminar da proposta orçamentária de 2011. Ele prevê um piso salarial de R$ 540, mas avisa que o valor subirá, após entendimentos entre governo e centrais. O relator da matéria, senador Gim Argello (PTBDF), disse que dá para acomodar um mínimo maior do que R$ 540, mas não muito maior. "Não podemos fazer do Orçamento uma peça de ficção". "Cada R$ 1,85 (acrescido no reajuste do salário mínimo) equivale a um impacto de mais de R$ 1 bilhão no Orçamento Geral da União", assinala. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, esteve na Comissão Mista de Orçamento e reafirmou que o governo in-

Paulo Bernardo insiste nos R$ 540 para o salário mínimo e na regra de reajuste anual pela inflação do ano anterior, acrescida do crescimento do PIB de dois anos atrás.

sistirá nos R$ 540. "O ponto de mais investimentos". O encontro para discutir o partida deve ser o critério que temos hoje", disse. Ele se refere mínimo foi pedido por Paulià regra, ainda não aprovada nho na reunião da Comissão pelo Congresso mas aplicada de Orçamento. "Eu disse que pelo governo, pela qual o míni- eles estão enrolando demais", mo é reajustado a cada ano pe- contou, relatando uma rápida la inflação do ano anterior, conversa de pé de ouvido que acrescida do crescimento do teve com o ministro do PlaneProduto Interno Bruto (PIB) de jamento. A reunião havia sido pedida dois anos atrás. também por Durante a rep resen tanreunião, part e s d a s c e nlamentares do trais, que se PSDB defenAcho que reuniram em deram a prodeveríamos fazer São Paulo com posta do cano ministro da didato do paro contrário: tentar P re v i d ê n c i a , tido, José Serconter gastos Carlos Eduarra, durante a correntes para do Gabas. "Ele campanha abrir espaço para telefonou paeleitoral, de mais investimentos. ra o Paulo Berelevar o míninardo na mimo a R$ 600. PAULO BERNARDO, MINISTRO n h a f re n t e e Rogério Mariacertou a reunho (PSDBRN) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA) nião", contou Artur Henrique. Aposentados – As centrais sugeriram que, para bancar o aumento, o governo deveria querem definir logo o reajusutilizar o dinheiro que estava te do mínimo para só depois reservado a investimentos tratar do aumento dos apomas não foi utilizado, os cha- sentados e pensionistas. O temados "restos a pagar". A ideia mor é de que a exigência da foi atacada por Bernardo. "Sig- Confederação Brasileira de nifica que estaríamos cortando Aposentados e Pensionistas investimentos que estão no pa- (Cobap), de ter o mesmo aupel para transformar em gas- mento do mínimo, atrapalhe tos obrigatórios", disse. "Acho as negociações. Por isso, até o que deveríamos fazer o contrá- momento, os dois assuntos rio: tentar conter gastos cor- vêm sendo tratados separarentes para abrir espaço para damente. (Agências)


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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Queremos mostrar a Dilma o jogo arrumado. Henrique Alves, deputado (RN) e líder do PMDB na Câmara

olítica

Dida Sampaio/AE

PMDB monta blocão para forçar Dilma Grupo formado com cinco legendas pode obrigar presidente Dilma a negociar

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José Eduardo Dutra fica irritado com suposta formação de um blocão no Congresso, liderado pelo PMDB

Dutra: 'Presidente é quem manda' Governo não vai se submeter ao blocão recém-criado, avisa o presidente do PT

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presidente do PT, José Eduardo Dutra, interlocutor junto à presidente eleita, Dilma Rousseff, na equipe de transição de governo e de montagem do ministério junto aos partidos aliados, reagiu com veemência ao tomar conhecimento de que o PMDB, PP, PTB, PR e PSC montaram um bloco parlamentar com 202 deputados. "Pelo que sei, o Brasil tem um regime presidencialista. Quem manda é o presidente. Neste caso, quem vai decidir será a presidente Dilma Rousseff e não blocos partidários", disse Dutra, irritado. "Isso é uma coisa que ocorre lá no Congresso. O governo não vai se submeter a isso". Com o acordo, os partidos ganharam força para reivindicar mais espaço no governo, justamente no momento em que Dutra está empenhado em

negociar com os aliados o quinhão de cada um, já tendo até entregue a Dilma uma listas com os pedidos. Em seguida, e depois de refletir um pouco, Dutra resolveu fazer uma declaração conciliadora. Para ele, os blocos são formados no Congresso porque assim os partidos ficam mais fortes nas comissões e em outros cargos exclusivos da Câmara. "É legítima e natural a formação de blocos entre os partidos aliados no Congresso, porque é uma prerrogativa de cada um deles". E lembrou que está trabalhando duro nas negociações com os partidos, para evitar o surgimento de crises. Dutra afirmou ainda que não foi fechado nenhum acordo com o PMDB para a partilha das presidências da Câmara e do Senado. Pelo sistema de partilhas, PT e PMDB dividi-

DEM descarta possibilidade de fusão

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Executiva do DEM divulgou ontem uma nota para afirmar que descarta qualquer possibilidade de fusão com outros partidos, em especial com PMDB. "O DEM reafirma seu compromisso com a sociedade como força de oposição para os 43 milhões de brasileiros que manifestaram o desejo de que o Brasil tenha outro caminho, dissociado do atual governo", diz a nota, divulgada após reunião em Brasília, a propósito de articulações que estariam sendo feitas nesse sentido por um grupo ligado ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Segundo os democratas, o partido fará de tudo para continuar a crescer com uma candidatura própria à Presidência da República em 2014. "O DEM está voltado, neste momento, à reconstrução de sua unidade interna para garantir um futuro de êxito eleitoral no exercício de uma oposição responsável, atenta e fiscalizadora", finaliza a nota, as-

sinada pelo presidente em exercício, o deputado Onyx Lorenzoni. Barra da saia – Depois de reunião, Lorenzoni afirmou que "os partidos do Brasil têm de ter compostura. O que o PT está fazendo?". O parlamentar também criticou a postura do PSDB durante a eleição presidencial: "O jeito tucano para chegar ao segundo turno foi se agarrar na barra da saia da Marina Silva (PV)". Para Onyx, "fazer oposição é tão nobre quanto fazer parte do governo". Ele argumentou que o DEM "vai continuar defendendo o que as urnas decidiram". Em relação à proposta de incorporação do DEM ao PMDB, atribuída ao prefeito de São Paulo e sua eventual saída do partido, Onyx disse que os comentários sobre o assunto podem ter "uma circunstância especial que se serve para o cenário regional, mas são um desserviço em nível nacional. Isso não se encaixa no que representa o DEM". (Folhapress/AE)

Erenice: adiada (de novo) a investigação

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Casa Civil prorrogou por mais 20 dias a investigação para apurar o envolvimento da ex-ministra Erenice Guerra em tráfico de influência. Publicada hoje no Diário Oficial da União, essa é a segunda prorrogação da comissão, integrada por três servidores de carreira para a investigação iniciada no dia 17 de setembro – data da demissão de Erenice Guerra, após denúncias de que o filho da ex-ministra, Israel Guerra, faria parte de um esquema de tráfico de influência em troca de pagamento de comissão.

Ele teria operado, pelo menos, a concessão de um contrato de R$ 84 milhões para um empresário do setor aéreo com negócios com os Correios. O resultado dos trabalhos da comissão será apresentado ao ministro interino da Casa Civil, Carlos Eduardo Esteves Lima, e caberá a ele decidir o que será feito da investigação. Erenice saiu do cargo depois que uma reportagem da Folha de S. Paulo mostrou que uma empresa de Campinas confirmou a operação de um lobby dentro da própriaCasa Civil.

riam o poder nas duas casas, repetindo acordo feito na Câmara há quatro anos, que permitiu primeiro a eleição de Arlindo Chinaglia (PT-SP) e, posteriormente, a de Michel Temer (PMDB-SP). Estudos – A partir de quinta-feira a equipe de transição de Dilma Rousseff começará a ouvir especialistas em temas que foram tratados durante a campanha. O primeiro encontro para estes estudos tratará da erradicação da pobreza. "Vamos ouvir especialistas do Ipea e da Fundação Getúlio Vargas para ver se é possível erradicar a pobreza e como fazer isso", disse o presidente do PT. Depois, serão feitas rodadas sobre segurança pública e sobre saúde. Dilma Rousseff quer estabelecer o programa de atuação de cada ministério com base nos estudos de especialistas. (AE)

m uma manobra política de surpresa, o PMDB formou um megabloco de deputados na Câmara com outros quatro partidos da base. Conseguiu, com isso, deixar a futura presidente Dilma Rousseff refém do interesse desses partidos na formação do ministério e isolou o PT na disputa por cargos no Legislativo. Juntos, PMDB, PP, PR, PTB e PSC vão somar, no próximo ano, 202 deputados, 55 a menos do que a maioria absoluta dos 513 parlamentares da Casa. O líder do PP na Câmara, deputado João Pizzolatti (SC), nega que seu partido tenha fechado o acordo. Depois do anúncio do blocão, ontem à tarde, a própria presidente eleita teve de entrar em campo e convocou para hoje uma reunião com o vice Michel Temer. Caso a aliança se confirme, Dilma terá, obrigatoriamente, de negociar com o "blocão" para conseguir aprovar projetos de seu interesse e reformas constitucionais no Congresso. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, sequer foi avisado da decisão pelo presidente do PMDB e vice-presidente eleito, Michel Temer, com quem almoçava justamente quando os líderes dos partidos fechavam o "blocão". Se confirmada, a nova formação ameaça as pretensões do PT de ocupar a presidência da Câmara e adotar o revezamento na presidência do Senado com o PMDB.

Não é para confrontar. É para organizar o trabalho nesta Casa e fora dela, na composição do governo. HENRIQUE ALVES (PMDB-RN)

Mesmo na hipótese de formar bloco com o PSB, o PDT e o PCdoB, partidos também da base, os petistas terão uma bancada de 165 deputados, insuficiente para enfrentar o megabloco na disputa e para garantir a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), atualmente nas mãos do PMDB, por onde passam todos os projetos e as propostas de emendas constitucionais. `Jogo arrumado' – A intenção dos partidos foi externada pelo líder do PMDB na Câmara, Henrique Alves (RN). "Queremos mostrar a Dilma o jogo arrumado. Uma coisa é pegar o tabuleiro organizado e outra é deixar a coisa solta, embaralhada. Ninguém quer ser surpreendido com um xequemate. Com o xeque-mate (o partido) faz o quê, sai do jogo?!". O peemedebista reafirmou o desejo de a legenda manter o mesmo tamanho que ocupa hoje no primeiro escalão. O partido comanda os ministérios de Minas e Energia,

Comunicações, Integração Nacional, Saúde, Agricultura e Defesa. "Cada dia a gente escuta que Palocci (Antonio Palocci) vai para as Comunicações, que Padilha (ministro Alexandre Padilha) vai para a Saúde. Só mexe com os nossos (ministérios)?! Queremos evitar problemas para Dilma. Os partidos estão atirando nos outros e dificultando para ela", disse Eduardo Alves. Os líderes desses partidos assumiram o compromisso de atuarem conjuntamente para defenderem seus interesses. Qualquer decisão na formação de governo ou de cargos na Câmara que afete um desses partidos será discutida previamente. "Não é para confrontar. É para organizar o trabalho nesta Casa e fora dela, na composição do governo", completou Alves. O PP quer manter a indicação para o Ministério das Cidades e o PTB, que já ocupou primeiro escalão no governo com o ministro Walfrido Mares Guia (Turismo) e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais), quer recuperar espaço. O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), reagiu à ofensiva. "É deselegante com quem ganhou o governo. Dilma não pode ser pressionada a ter um prato-feito", disse. "Não existe hipótese de a presidente Dilma ser tutelada por qualquer bloco. Ela foi eleita para cumprir a função constitucional de presidente da República". (AE)

Caso Celso Daniel: 1º réu vai a júri amanhã MP quer 30 anos de cadeia para Marcos Roberto Bispo dos Santos, acusado de matar o ex-prefeito de Santo André

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Ministério Público cobra 12 anos de cadeia, no mínimo, e 30, no máximo, para Marcos Roberto Bispo dos Santos, primeiro réu do caso Celso Daniel que vai a júri popular amanhã, no Fórum de Itapecerica da Serra. Ele teve a prisão preventiva decretada na sexta-feira pelo juiz Antonio Augusto Galvão de França Hristov porque não foi localizado pela Justiça, semana passada, na sua casa em São Paulo. Um oficial de Justiça tinha ido ao local entregar a intimação para que comparecesse ao julgamento. A acusação, a cargo do promotor Francisco Cembranelli, vai sustentar aos jurados que o então prefeito de Santo André, do PT, foi vítima de organização criminosa que se apoderava de recursos da administração e que o dinheiro desviado tinha dois destinos inequívocos: contas pessoais de integrantes do grupo e caixa de campanha do partido. "É esta a verdade", assevera o promotor. "Havia um grande esquema de corrupção na prefeitura de Santo André. A morte de Celso Daniel foi encomendada". Daniel foi sequestrado na noite de 18 de janeiro de 2002. Dois dias depois, seu corpo crivado de balas, foi localizado em uma estrada de terra em Itapecerica. O promotor está convencido de que o petista foi eliminado "por um grupo de bandidos perigosos contratados para ação ousada cujo objetivo era garantir a continuidade de vários crimes contra a administração pública". Cembranelli dirá aos jurados que o prefeito "tinha ciência da corrupção e que sua morte foi contratada quando ele ameaçou tomar providências". Contra Bispo pesa a acusação formal de homicídio triplamente qualificado – motivo torpe mediante recompensa,

Paulo Pampolin/Hype

Cembranelli: promotor diz não ter dúvida sobre organização criminosa que atuava em Santo André

utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e agir para garantir delitos contra a administração. "Ele participou da ação, esteve na cena de arrebatamento do prefeito. Bispo conduziu um dos veículos", assegura o promotor. O repasse de dinheiro da corrupção para o PT faz parte do arsenal de argumentos do promotor. "Existem vários processos em Santo André contra essas pessoas que dilapidaram o patrimônio público, desviavam dinheiro para suas contas pessoais", diz. O promotor destaca que "alguns procedimentos falam em desvios de milhões". "Havia um desvio para caixa de campanha e havia desvio bastante grande para contas pessoais". O acusador afirma que quem participou do sequestro e fuzilamento do prefeito "não tinha ligação com os políticos envolvidos no desvio de verba pública". "Eram bandidos experientes que foram contratados em negociação para fazer

Havia um grande esquema de corrupção na prefeitura de Santo André. A morte de Celso Daniel foi encomendada. FRANCISCO CEMBRANELLI

exatamente o que sabiam fazer: praticar um delito grave. Eles receberam uma quantia". O promotor cita ainda Gilberto Carvalho, assessor especial de Lula. Carvalho foi secretário municipal de Santo André e depois, chefe de gabinete na gestão Celso Daniel. "Carvalho faz parte de um contexto. É mencionado por cinco pessoas ouvidas pelo Ministério Público. Todos ali sabiam (da corrupção), até a vítima sabia e isso acontecia com a anuência dele", acusa. Para Cembranelli, o crime teve

mandantes e um deles seria o empresário Sérgio Gomes, o Sombra, que foi segurança e assessor de Celso Daniel. O criminalista Roberto Podval recorreu ao Tribunal de Justiça contra a sentença que manda Sombra a júri popular. Ausência – Não é certo que Marcos Bispo dos Santos se apresente ao fórum. A lei não o obriga a assistir seu próprio julgamento no plenário. "Com ou sem o acusado, o julgamento vai acontecer", avisa Cembranelli. "A orientação é para que Marcos compareça", disse o advogado de defesa Adriano Marreiro dos Santos. A defesa sustentará a negativa de autoria. "Não vou entrar nessa seara de crime político ou crime de mando, não vou dizer que isso está certo ou errado", adianta o advogado. "Seja lá o que foi, direi aos jurados que meu cliente não colaborou para o crime. Na polícia, confessou porque foi torturado". Marcos está condenado a 4 anos e meio de prisão em processo por quadrilha. (AE)


p Alckmin anuncia primeiros secretários DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

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Não é possível criar um tributo isoladamente. A carga fiscal já é alta. Antonio Anastasia, governador reeleito de Minas Gerais (PSDB)

olítica

Governador eleito de São Paulo divulga quatro nomes que estarão à frente das secretarias e, sem citar quais, avisa que "provavelmente algumas serão extintas" Fotos: Jonne Roriz/AE

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Alckmin sugeriu que o PV governador eleito de São Paulo, Ge- deve ter participação no seu r a l d o A l c k m i n novo time e que o provável no(PSDB), anunciou me para a Secretaria do Meio ontem os primeiros quatro no- Ambiente é o do ex-candidato mes que comporão seu secre- ao governo de São Paulo, Fábio tariado na nova gestão à frente Feldmann. Reafirmou que do Palácio dos Bandeirantes, a quer criar a Secretaria de Gespartir de 1º de janeiro de 2011. tão e Desenvolvimento MetroAo lado de integrantes do politano que estudará proposnúcleo duro de seu comitê de tas para o crescimento e o detransição, como os deputados senvolvimento das principais Silvio Torres e Julio Semeghini, regiões metropolitanas do EsAlckmin anunciou Sidney Be- tado. E disse, sem citar quais, raldo para o cargo de secretá- que "provavelmente algumas rio da Casa Civil; o coronel Ad- das secretarias da atual gestão mir Gervásio Moreira para a serão extintas". Secretários – Braço direito Secretaria da Casa Militar; o médico Giovanni Guido Cerri de Alckmin no processo da para a Secretaria Estadual de transição, Sidney Beraldo foi Saúde; e a permanência da escalado para fazer a mediaatual secretária Lina Mara Riz- ção entre as campanhas estadual e federal zo Batisttella do PSDB, grapara a pasta ças ao bom dos Direitos trânsito entre da Pessoa com as diferentes Deficiência. Vamos começar alas dos parti"Vamos coa escalação do dos. Na cammeçar a escapanha deste lação do time time para São ano, diante da para São PauPaulo avançar crise com a relo avançar ainainda mais. O grupo núncia do exda mais", afirdeve ser anunciado g o v e r n a d o r mou o goveraté dezembro. Orestes Quérnador eleito. cia (PMDB), A divulgaGERALDO ALCKMIN que disputaria ção dos nomes uma das vagas só levou cinco minutos. Depois, Alckmin se ao Senado Federal na chapa lidispôs a responder aos jorna- derada pelo PSDB, Beraldo listas. O anúncio dos nomes da abriu mão do posto de suplenequipe econômica não foi feito te do então candidato Aloysio naquele momento, como era Nunes (PSDB-SP), eleito senaesperado. "Não tem correria, o dor, para o PMDB. Com o gesgrupo deve ser anunciado en- to, ficou a promessa de que astre fim de novembro e o come- sumiria posto-chave da nova gestão tucana no Palácio dos ço de dezembro", disse. Alckmin antecipou que on- Bandeirantes. Ex-comandante do Policiatem começaram as negociações de cargos com partidos mento Metropolitano de São aliados. Ele se reuniu com de- Paulo, formado em Direito e putados estaduais e federais Química, o coronel Gervásio é do PPS e disse que a sigla entre- corregedor da PM. Cerri, exgou ao PSDB um conjunto de diretor da Faculdade de Medisugestões para um futuro go- cina da USP, é doutor em Raverno, incluindo propostas na diologia, especialista em ulárea de desenvolvimento. O trassonografia e tumores magovernador eleito afirmou que lignos. E Lina, médica fisiatra, seu novo secretário da Casa Ci- foi diretora do Instituto de Mevil, Sidney Beraldo, foi escala- dicina de Reabilitação do Hosdo para ser o responsável pela pital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. (AE) negociação com os aliados.

Geraldo Alckmin e os novos secretários (ao lado). Abaixo (da esquerda para a direita), os escolhidos: Giovani Guido Cerri, para a Secretaria Estadual de Saúde; Sidney Beraldo, para a Casa Civil; Lina Mara Rizzo Batisttella, para a pasta de Direitos da Pessoa com Deficiência; e Admir Gervásio Moreira, Casa Militar. Entre eles, o único nome que permanece é o da atual secretária Lina.

Anastasia agora 'troca' CPMF por ampla reforma fiscal Governador mineiro ameniza sua posição anterior, dizendo que 'não é possível criar um tributo isoladamente'

O

governador reeleito de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), defendeu ontem uma "ampla reforma fiscal", que estabeleça uma "justiça federativa" no País. Depois de se dizer favorável à instituição de um novo tributo para financiar a saúde, a exemplo da antiga Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), amenizou a posição

anterior, dizendo que "não é possível criar um tributo isoladamente" e que a discussão deve ser feita dentro de uma "reforma tributária grandiosa" – que, segundo ele, precisa tratar também da revisão da Lei Kandir e dos royalties pagos pela exploração mineral. Sua posição em relação à CPMF destoou da manifestada por futuros governadores de oposição. Ontem, ele disse

Cristiano Couto/AE - 04.10.10

Anastasia, antes a favor da CPMF, recua. O tema 'já foi sepultado'.

que o próprio governo federal, "felizmente", recuou do tema, que "já foi sepultado". "A posição nossa tem sido favorável a uma ampla reforma fiscal. Não é possível criar um tributo isoladamente. O governo federal felizmente recuou do tema. O tema está encerrado, felizmente, até porque a carga fiscal já é alta". Lei Kandir e royalties – Anastasia se alinhou à articulação de governadores pelo ressarcimento, por parte do governo federal, de recursos da Lei Kandir, que isentou do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) as exportações de produtos primários e semielaborados. Em Minas, a lei afeta a arrecadação com a exportação de commodities, principalmente do minério de ferro. Numa reforma tributária abrangente, Anastasia indicou que irá se mobilizar por uma proposta de elevação da alíquota da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), espécie de royalties que as mineradoras pagam aos municípios, Estado e União pelo direito de explorar as riquezas minerais. Durante sua gestão, o ex-governador e senador eleito Aécio Neves (PSDB) chegou a cobrar isonomia da compensação com os royalties pagos pela exploração do petróleo. Enquanto os royalties do petróleo

podem chegar a até 10% do faturamento bruto, a CFEM é calculada sobre o valor do faturamento líquido da venda do produto mineral e as alíquotas variam de 0,2% a 3%, de acordo com o tipo de minério a ser explorado. Para o minério de ferro, a alíquota é de 2%. A CFEM e a questão envolvendo a Lei Kandir foram temas da campanha para o governo de Minas e principal bandeira do candidato do PV, José Fernando Aparecido. No 2º turno da eleição presidencial, a presidente eleita Dilma Rousseff se comprometeu, junto a prefeitos mineiros, em promover a revisão do marco regulatório da mineração no Brasil, lembrando a reclamação dos municípios minerários com a baixa arrecadação de royalties. "Iremos rever o marco regulatório da mineração no Brasil, compatibilizando esse marco regulatório com valores e padrões internacionais", afirmou na ocasião. "Defendemos e voltamos a insistir numa ampla reforma tributária no Brasil, onde todas as políticas públicas, como saúde, educação devem ser discutidas e, no caso de Minas, reitero uma preocupação muito grande com a política tributária relativa aos minérios porque nós temos problemas com os royalties, como também no ressarcimento da Lei Kandir", afirmou Anastasia. (AE)

IBGE: 226 mil ainda não têm Bolsa Família

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á pelo menos 226 mil famílias pobres no País com direito a receber benefícios do Bolsa Família, mas ainda sem acesso ao programa de transferência de renda. São pobres cuja existência é indicada por estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas que não são localizados pelas prefeituras municipais, responsáveis pelo cadastramento dos beneficiários do programa. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social, o maior número de vagas está concentrado em São Paulo. São quase 319 mil vagas para jovens no Estado com a mais baixa cobertura no País: 77,93% do número estimado de pobres recebe o benefício, de acordo com o último levantamento da pasta. O resultado do Estado é provocado, em grande parte, pela situação do município de São Paulo, que teria cadastrado menos da metade dos pobres (40,57%) indicados pelos dados do IBGE. A baixa cobertura de São Paulo é compensada, parcialmente, pelos Estados do Nordeste e do Norte. Todos – com exceção de Rondônia – superaram as estimativas do IBGE, cadastraram e

asseguraram o pagamento de benefícios a um número maior de pobres. As duas regiões concentram pouco mais de 60% dos beneficiários do Bolsa-Família. Reajuste – A equipe de transição da presidente eleita, Dilma Rousseff, avalia a concessão de um reajuste acima da inflação para os benefícios do Bolsa Família. De acordo com análise feita no governo, feita durante a campanha ao Planalto, a reposição de pouco mais de 9% da inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), desde o último reajuste, não seria suficiente para começar a tirar do papel a promessa de erradicar a pobreza extrema no País. Em maio de 2009, quando ocorreu reajuste do Bolsa Família, o benefício passou a variar de R$ 22 a R$ 200, dependendo do grau de pobreza e da quantidade de filhos da família. Este ano, o valor ficou congelado por causa das eleições. O projeto de lei do Orçamento da União enviado ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva tampouco prevê reajuste. A decisão agora passará para as mãos de Dilma. Os gastos anuais do programa estão estimados em R$ 13,4 bilhões. (AE)


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SECESSÃO O vice-chanceler Antonio Patriota discursa na ONU sobre plebiscito que pode dividir o Sudão em dois países

AFP

nternacional

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

AFEGANISTÃO Obama e líderes da Otan anunciam, nesta semana, plano para retirada de tropas

St. Petersburg Times/NYT - 06.10.09

Bertrams/CWS/NYTS

Detentos fazem pausa para preces matinais na prisão da base norte-americana de Guantánamo, em Cuba.

Guantánamo passado a limpo Reino Unido indenizará 16 ex-detentos de base norte-americana, em Cuba. Suspeitos de terrorismo acusam agentes britânicos de cúmplices em casos de tortura. ção dos serviços de inteligência. Para estes, uma ida aos tribunais resultaria na possibilidade de exposição de documentos secretos sobre operações antiterrorismo, incluindo os que mostrariam a conivência do país nas chamadas operações de rendição em que o governo dos Estados Unidos usou secretamente aeroportos e bases aéreas ao redor do mundo para transportar e interrogar ilegalmente suspeitos de terrorismo. As torturas não ocorreram necessariamente em Guantánamo. Um dos ex-detentos afirma que foi barbaramente torturado pela Agência Central de Inteligência (CIA) dos EUA, em uma prisão clandestina no Marrocos, antes de ser enviado à base norte-americana em Cuba. "A única alternativa seria um longo processo de litígio num ambiente legal bastante incerto

em que o governo não saberia se poderia defender departamentos responsáveis pela segurança nacional sem expor informações sigilosas. E o custo dos processos seria, no mínimo, US$ 48 milhões", explicou o secretário de Justiça do Reino Unido, Ken Clarke, à Câmara dos Comuns, recusando-se a detalhar que tipo de acordo foi firmado. Em seu pronunciamento, porém, o secretário negou que o acordo com os ex-prisioneiros tenha sido uma admissão de culpabilidade por parte do governo britânico. "Não poderíamos dar início ao inquérito se essas ações judiciais não tivessem sido resolvidas. Nenhuma admissão de culpabilidade foi feita em qualquer dos casos", ressaltou. Tran sp arê nc ia - Embora advogados dos ex-prisioneiros tenham comemorado a deci-

são, grupos de defesa dos direitos humanos disseram-se frustrados por não ver detalhes dos casos revelados publicamente, em especial as alegações de uso de tortura nos interrogatórios, e de que o governo do então primeiro-ministro Tony Blair autorizou a transferência de cidadãos britânicos para Guantánamo apenas com base em suspeitas de relações com a rede Al-Qaeda ou com o Talibã. Em entrevistas na semana passada, o próprio ex-presidente dos EUA George W. Bush reconheceu que autorizou o emprego de algumas técnicas em interrogatórios – as quais muitos consideram torturas, pela Convenção de Genebra – feitos em suspeitos de terrorismo. Bush afirmou que as torturas salvaram vidas. Ele não informou quais conspirações foram descobertas. (Agências)

Ó RBITA AFP - 14.11.2010

O

governo britânico deu o pontapé inicial num processo de mea-culpa ao anunciar que 16 ex-detentos da prisão naval norte-americana da Baía de Guantánamo, em Cuba, receberão indenizações em dinheiro cujo valor conjunto pode atingir cerca de US$ 15 milhões. O grupo alega que agentes britânicos foram cúmplices de torturas aplicadas na cadeia, e inclui cidadãos estrangeiros que deverão ganhar, ainda, o direito de residência no Reino Unido. Em discurso feito ontem durante uma sessão parlamentar, o secretário da Justiça britânico, Kenneth Clarke, justificou a decisão como uma tática para evitar longos e custosos processos judiciais contra o país. No entanto, o governo parece ter agido mais por recomenda-

POR ESCRITO

A

Jornalistas ou espiões? Iirinn/Reuters

O Irã adverte: entrevista com família de mulher condenada à morte por adultério pode levar à prisão.

maior apoio diplomático dos EUA na ONU. Em troca, Israel teria de suspender durante 90 dias as obras em colônias na Cisjordânia ocupada (acima). O vice-primeiro-ministro Dan Meridor disse à rádio do Exército que Netanyahu deseja uma carta que contenha estes pontos, acertados verbalmente com a secretária de Estado norteamericana, Hillary Clinton, na semana passada. (Agências) Kevin Lamarque/Reuters

D

ois alemães presos no Irã quando entrevistavam o filho de uma mulher condenada a ser apedrejada até a morte estão sendo acusados de espionagem, disseram fontes judiciais ontem. O governo do Irã inicialmente acusou os alemães, que entraram no país com vistos de turista, de trabalharem ilegalmente como jornalistas, mas o chefe do Judiciário na província do Azerbaijão Oriental declarou que eles serão processados por espionagem, o que pode resultar em pena de morte. "A acusação de espionagem para os dois cidadãos alemães que vieram ao Irã realizar propaganda e espionagem foi aprovada", disse o juiz Malekajdar Sharifi à agência semioficial de notícias Fars. Os dois alemães foram presos em Tabriz em 10 de outubro e não foram identificados. A dupla entrevistava o filho de Sakineh Mohammadi Ashtiani, que foi condenada à morte por adultério, mas teve a pena suspensa após o caso provocar uma forte reação internacional. Autoridades iranianas dizem que a pena de lapidação foi suspensa, mas que Sakineh ainda pode ser enforcada se condenada por cumplicidade no assassinato de seu marido. Pressão - Os alemães apareceram na TV estatal iraniana na segunda-feira e acusaram Mina Ahadi, uma ativista iraniana pelos direitos humanos que vive exilada na Alemanha, de enganá-los para que eles fossem ao Irã, dizendo que ela ganhou

votação de um plano norte-americano para destravar as negociações de paz entre israelenses e palestinos foi suspensa pelo gabinete de Israel. Agora, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, quer garantias por escrito dos Estados Unidos. Fontes israelenses disseram que o plano inclui uma oferta bilionária de 20 aeronaves F-35 a Israel e a promessa de

BRAVURA – O presidente dos EUA, Barack Obama, entregou ontem a Medalha de Honra ao sargento Salvatore Giunta, em reconhecimento pela bravura dele no Afeganistão. É a primeira vez desde a Guerra do Vietnã que uma pessoa viva recebe a principal condecoração militar norte-americana.

PROPINODUTO ARGENTINO

Em declaração à TV estatal iraniana, um dos alemães não-identificados acusa ativista de enganá-los.

publicidade com o caso. Mina é fundadora do Comitê Internacional contra a Execução e o Apedrejamento, que lançou uma campanha global contra o apedrejamento de Sakineh. A ativista rebateu, dizendo que não os havia enviado ao Irã, mas apenas falou dos riscos e ajudou-os a fazer contatos. Segundo ela, os jornalistas não devem ter sofrido torturas físicas, mas "eles estavam certamente sob pressão psicológica". "Eles estão na prisão há um mês... sem contato com suas fa-

mílias, sem contato por telefone, apenas uma vez diplomatas alemães visitaram esses jornalistas. Eles estão sob pressão", notou. Mina disse não acreditar, porém, que autoridades do Irã tenham batido nos repórteres. Não está claro onde a filmagem foi realizada, mas nela os repórteres pareciam saudáveis. "Eu não estou em nada ofendida pelo que eles disseram. Eu entendo a situação lá", disse ela. Repercussão - A condenação de Sakineh, de apedrejamento por adultério, provo-

cou uma intensa mobilização internacional, em um momento delicado das relações do Irã com o Ocidente por causa da insistência iraniana em manter um programa de enriquecimento de material nuclear, apesar das restrições dos EUA e de seus aliados. Ontem, o Irã iniciou o que disse ser o maior exercício de defesa antiaérea já realizado pelo país "para confrontar possíveis ameaças ao espaço aéreo do Irã e a centros nucleares, muito populosos ou vitais". (Agências)

O

ministro argentino do Planejamento Federal e Obras, Julio de Vido – considerado o braço direito da presidente Cristina Kirchner na área econômica –, é apontado pela oposição como o coordenador de supostas pressões e ofertas a deputados para que apoiassem o orçamento de 2011, debatido na Câmara na semana passada. A líder da Coalizão Cívica, a deputada Elisa Carrió, disse que há suspeitas sobre 12

membros da oposição, que se retiraram repentinamente do plenário antes da votação. A ausência deles, porém, não permitiu a vitória do governo, já que o projeto de lei da presidente foi derrubado, por 117 votos a 112. O deputado governista Carlos Kunkel retrucou as acusações e disse que ocorreu o contrário, já que deputados da oposição "estiveram procurando os 'sobres' (envelopes, gíria para as propinas)". (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

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9 ESQUEMAS Bloqueios de ruas poderão ser adotados também no Bom Retiro.

Fotos de Euler Paixão/Hype

idades

ALTERNATIVAS CET sugere alternativas para quem for de carro à 25 de Março.

Bloqueios da CET delimitam a área de pedestres na rua 25 de Março, entre a Carlos de Souza Nazareth e a Ladeira da Constituição (fotos à direita). Artigos natalinos e roupas têm sido os mais vendidos.

25 de Março se prepara para receber 2 milhões de compradores por dia Até o dia 24 de dezembro, só pedestres circularão pela rua 25 de Março, entre a Carlos de Souza Nazareth e a Constituição. Comércio espera até dois milhões de pessoas/dia no próximo mês. Mariana Missiaggia

D

esde sábado, cones e cavaletes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) bloqueiam a passagem de veículos nas ruas 25 de Março. O objetivo é oferecer segurança e comodidade ao grande público que frequenta esse centro de comércio popular, especialmente nestes dias que antecedem as festas de fim de ano. Em dezembro, a expectativa é receber até dois milhões de compradores por dia. Com a saída dos carros, entram os pedestres e, com eles, um aumento nas vendas estimando em 15% em relação ao ano passado. Na preferência do público, os artigos de decoração natalina. Em seguida, vêm as lojas de vestuário. Acomodação – O interesse da CET não é acabar com a circulação de carros nas vias, mas acomodar o público. Trata-se de uma operação experimental que funcionará das 10h às 17h, de segunda-feira a sábado, até o dia 24 de dezembro. Na região da 25 de Março, o bloqueio acontece entre a rua Carlos de Sousa Nazareth e a Ladeira da Constituição. Como alternativa de acesso, a CET sugere o transporte coletivo. Se o comprador vier de carro da zona leste, a sugestão é pegar a pista local da Radial Leste, a rua da Figueira, o viaduto Antônio Nakashima, a avenida Rangel Pestana e a rua Bittencourt Rodrigues, de modo alcançar o extremo oposto da rua 25 de Março. Para os que vierem de carro das zonas sul e oeste, o acesso deverá ser feito pela ligação leste-oeste, viaduto 31 de Março, rua da Figueira, viaduto Antônio Nakashima, avenida Rangel Pestana, rua Bittencourt Rodrigues (ou rua da Figueira) e rua Maria Domitila. À noite, a 25 de Março fica liberada para circulação de automóveis e para as operações de carga e descarga de mercadorias. A CET sugere que, nos JB Neto/AE

A rede Armarinhos Fernando empregou temporários no início do ano e agora reforçou a equipe para o Natal: boas possibilidades de contratação

dias de semana, as compras sejam feitas até as 13h, embora dê preferência para as compras nos fins de semana. Assim como na região da 25 de Março, os bloqueios operacionais também poderão ocorrer na região da rua Santa Ifigênia e em áreas do Bom Retiro, onde ficam ruas importantes como a José Paulino. Dois milhões – Se gundo Eduardo Ansarah, diretor da União dos Lojistas da 25 de Março e Adjacências (Univinco), de 600 mil a 800 mil pessoas circulam diariamente pela região, um número baixo diante do esperado para o mês que vem. "Os indicadores são positivos e em dezembro atingiremos com tranquilidade dois milhões de pessoas/dia na 25 de Março e região", disse Ansarah. Esse público é originário de diferentes bairros paulistanos, de várias cidades paulistas e de muitos outros estados. Todas essas pessoas se dirigem para um mesmo ponto, apesar

Novo esquema de trânsito vigora das 10h às 17h, de segunda a sábado

de existirem outras alternativas de locais para compras. Para quem for às compras de carro, Ansarah cita como exemplo a oferta de vagas pelos estacionamentos da Praça Fernando Costa. "A região têm doze estacionamentos pouco movimento e com preços interessantes. Ocorre, porém, que boa parte do fluxo segue para o fim da 25 de Março", disse. Estacionamento –No estaGraziar Junior/AE

cionamento São Cristóvão, na rua Carlos de Sousa Nazareth, a primeira hora para automóveis custa R$ 15 e as seguintes, R$ 10. Enquanto isso, na rua Florêncio de Abreu, o Marti Park cobra R$ 8 pela primeira hora e R$ 6 pelas demais. Segundo José Ferreira Filho, caixa do São Cristóvão, a média diária de carros no estabelecimento é de 90. No entanto, há 200 vagas disponíveis. "O movi-

mento ainda está fraco para a época. Pode ser reflexo do preço ou de uma preferência pelo metrô", disse. Por conta do preço alto, nos estacionamentos é mais comum ver carros com placas de outros estados. O comerciante Luiz Paulo Toledo, de 36 anos, veio de Poços de Caldas (MG) para abastecer sua loja de cosméticos. Oito caixas contendo perfumes, cremes e maquiagem foram acomodadas em seu carro. "O jeito foi parar em um estacionamento e gastar R$ 45 por duas horas e meia", disse. Emprego – A boa expectativa em relação às vendas fez com que a contratação de funcionários temporários aumentasse 50%. Ondamar Ferreira, gerente da matriz da rede Armarinhos Fernando, na rua 25 de Março, contratou temporários no início do ano, com a volta às aulas, e já efetivou boa parte deles. Além de dobrar a segurança da loja, nos últimos três meses ele

contratou mais 18 temporários com o objetivo de reforçar o atendimento para as vendas de Natal. "Nada impede que eu contrate estes temporários. Só depende do desempenho deles, porque eu já estou pensando na venda de material escolar do ano que vem", disse Ferreira. Segundo ele, a loja está altamente abastecida, com 10% a mais de mercadorias, e o crescimento das vendas é estimado em 8% em relação ao ano passado. Com seu cesto de compras transbordando, a pequena Pietra Varas de Mendonça, de 5 anos, fez sua primeira compra natalina acompanhada da mãe. "É tudo para a minha árvore de Natal", disse a menina. Ondamar Ferreira apoia o bloqueio de veículos na rua. "Com ele, a 25 de Março vira um calçadão, facilitando a circulação de pessoas com sacolas e caixas. Esse processo deveria vigorar o ano todo", opinou. Camelôs – Enquanto as lojas esvaziam suas prateleiras, os camelôs estão com seus artigos encalhados. Ambulante há 8 anos, Vilma Fernandes de Souza está com bichos de pelúcia e papais noéis parados em sua banca. "Tem dias que não consigo nem o dinheiro do almoço". Na barraca ao lado, Cilene Alexandre vende bolsas e, no fim do ano, investe na comercialização de papais noéis entre R$ 18 e R$ 25. "Até agora, o movimento está bem fraco. No ano passado vendi 10 mil papais noéis. A situação só vai melhorar quando sair o 13º salário", disse a ambulante. Com o número crescente de compradores, o que preocupa é a infraestrutura da gastronomia. Na opinião de Ansarah, o Mercado Municipal de São Paulo, as lojas de fast food e os restaurantes árabes podem não dar conta do público esperado. "Nós já conseguimos inibir muito a criminalidade. Agora, temos de focar na ampliação da gastronomia", disse.

JB Neto/AE

TUMULTO DE CAMELÔS – Na madrugada de ontem, camelôs não cadastrados que atuam na chamada Feirinha da Madrugada, no bairro do Brás, na zona leste da Capital, reivindicaram a utilização de uma área que, segundo eles, havia sido negociada com os demais ambulantes. Houve tumulto e esses camelôs tentaram invadir o espaço para montar suas bancas. A polícia foi chamada e a feirinha ficou fechada por duas horas.


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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

É possível e desejável que haja mais de uma edição por ano do Enem. Fernando Haddad, ministro da Educação

idades

Celso Junior/AE

BOCA COLADA Traficantes colam a boca de empresário em Ribeirão Preto (SP) com cola de secagem rápida.

Ó RBITA

SÃO VITO Demolição do Edifício São Vito deve ser concluída em março do próximo ano.

Helvio Romero/AE

BANDO ROUBA WALMART NA ZONA OESTE

U O ministro da Educação, Fernando Haddad, durante audiência no Senado Federal: instituto que organizou exame foi isento da responsabilidade

Haddad defende mais de uma prova do Enem por ano Para ministro da Educação, repetição da prova evitaria atropelos e permitiria uma melhor organização do exame Wilton Junior/AE - 27/08/2006

A

pós duas edições marcadas por uma série de problemas – vazamento da prova, falhas na encadernação, cabeçalho trocado, batalhas jurídicas –, o ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu ontem que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) seja aplicado mais de uma vez por ano, o que permitiria uma organização com "mais tranquilidade" e "menos atropelos". O comentário foi feito durante audiência da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, em Brasília, que convidou Haddad para dar explicações sobre os equívocos da última edição do Enem. "A saída adequada e já planejada é que se realizem mais edições do Enem por ano. Isso vai mitigar, se não a totalidade, a quase totalidade dos problemas que o Inep (instituto responsável pela organização da prova) enfrenta com falhas, às vezes humanas, às vezes ocorrências que não estão sob a sua responsabilidade", disse. "É possível e desejável que haja mais de uma edição por ano do Enem", afirmou o ministro. Na opinião do ministro, a aplicação de outra prova permitiria que o estudante se inscrevesse e fosse avaliado mais de uma vez. Além disso, os exames poderiam ser diluídos em datas distantes entre si. Nova chance – "Se ele (estudante) participa de uma (prova) e não se dá bem, participa de outra. Em caso de abstenção, tem no seu horizonte uma nova oportunidade." Haveria ainda uma desconcentração nos preparativos, com a redução do número de inscritos por

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militares fizeram buscas pela região, mas o grupo conseguiu fugir. De acordo com o Walmart, foram roubados aparelhos eletroeletrônicos, mas não foram informados detalhes da ação dos criminosos. No início do mês, criminosos assaltaram um hipermercado Extra, localizado na rodovia Raposo Tavares, na zona oeste. Uma pessoa foi presa na ocasião. (Folhapress)

GRANIZO PROVOCA DESTRUIÇÃO NO SUL

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chuva e a queda de granizo em pelo menos 14 municípios do Rio Grande do Sul danificaram cerca de 900 casas e deixaram 227 pessoas desabrigadas desde domingo, segundo a Defesa Civil do estado. As cidades mais afetadas foram Vacaria, São Marcos, Panambi, Floriano Peixoto, Getúlio Vargas, Cerrito, Arroio do Padre, Serafina Correa,

Fontoura Xavier, Erechim, São Francisco de Paula, Gramado, Canela e Santo Antônio da Patrulha. Ontem, os prejuízos ainda eram contabilizados. Em Vacaria, mais de 300 casas foram danificadas. Em Cerrito, foram 200. O granizo provocou prejuízos também na zona rural, danificando áreas de agricultura e pecuária. (Folhapress)

Reinaldo Canato/AE

Pela nova proposta do ministro, estudantes que fossem mal na prova teriam uma segunda chance no ano

edição, observou Haddad. "Penso que teríamos menos atropelos, mais tranquilidade, mais parceiros, mais empresas interessadas em colaborar com o setor público", afirmou. Nos Estados Unidos, disse, aplica-se o SAT (equivalente ao Enem) sete vezes durante o ano. Natureza – Para Haddad, nenhum sistema com a escala atual do Enem está imune a erros técnicos, falhas humanas, "problemas da natureza" ou a combinação das duas coisas. Ele lembrou episódios em que uma árvore, derrubada por um raio, afetou a rede elétrica de um município mineiro, deixando alunos sem energia durante a prova. Em outro caso, um caminhão tombou e caiu numa vala, dificultando o acesso aos malotes com os cadernos. Os dois imprevistos teriam sido contornados. A própria edição 2009 do Enem foi aplicada três vezes, lembrou Haddad. Além da prova original – remarcada após o

episódio do vazamento –, o MEC reaplicou o exame para vítimas de enchentes no Espírito Santo e presidiários. Nos três casos, a Teoria de Resposta ao Item (TRI) permitiu a realização de avaliações diferentes, mas com o mesmo grau de dificuldade, observou o ministro. Erros – Durante a audiência com os senadores, o ministro da Educação admitiu que o Inep tem responsabilidade em parte dos erros verificados no Enem 2010, como a troca do cabeçalho no cartão resposta da prova de sábado, dia 6 de novembro. "Que houve erro, não tenho a menor dúvida, e o Inep vai apurar. Houve um erro interno no Inep, e o Inep está apurando", disse Haddad. O ministro, no entanto, isentou o instituto de responsabilidade no vazamento da prova, em 2009, e nas falhas de impressão deste ano, que foram assumidas pela gráfica RR Donnelley. "Em relação a esses episódios não houve (erro do

Inep), embora tenha caído sobre o Inep um desgaste que não devia ser dele", disse Haddad. Licitação – Sobre a dispensa de licitação na contratação do consórcio Cespe/Cesgranrio, Haddad disse que não conhece "nenhum órgão público federal que não se socorra do Cespe para fazer seus concursos, sempre com dispensa de licitação". Uma das poucas vozes críticas a Haddad durante a audiência veio da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS). "Por que o senhor demorou 48 horas para se pronunciar, minimizou o problema e não assumiu a responsabilidade nem se dirigiu aos estudantes de imediato, nem pediu desculpas?", questionou Marisa. O ministro respondeu que em momento algum minimizou o direito de cada estudante inscrito. "Ao contrário, um único estudante (prejudicado) tem direito igual a todos os demais", completou Fernando Haddad. (AE)

Unicamp modifica formato do vestibular ais de 57 mil estudantes fazem neste domingo a prova da primeira fase do vestibular da Unicamp que, a partir de agora, terá questões de múltipla escolha em vez das tradicionais dissertativas. Serão 48 testes, com quatro alternativas cada um, divididos entre matemática, ciências humanas e artes e ciências da natureza. Para Célio Tasinafo, da Oficina do Estudante, cursinho focado em Unicamp, o formato mudou, mas a essência das questões, não. "A universidade vai continuar

m grupo de homens armados invadiu uma loja do Walmart na madrugada de ontem, na Vila Leopoldina, zona oeste. Ninguém foi preso. O crime aconteceu por volta das 3h30, na avenida Doutor Gastão Vidigal. A assessoria da PM afirmou que a corporação foi acionada, mas os criminosos já tinham fugido quando eles chegaram ao local. Ainda assim, policiais

cobrando interpretação, leitura e capacidade de fazer relações. O que será cobrado continua parecido'', afirmou o professor Tasinafo. Outra grande mudança se refere à redação, já que os candidatos terão de fazer três textos de gêneros diversos. O peso dessa prova na nota final não mudou: a redação continua valendo 50%. Com mais questões e mais textos para escrever, o tempo total do exame aumentou. Serão cinco horas, uma a mais que anteriormente. "A introdução dos testes e os três textos na redação

ajudarão a selecionar melhor os candidatos, principalmente nas carreiras mais concorridas'', justifica Renato Pedrosa, coordenador da Comvest, responsável pelo exame. A segunda fase do vestibular da Unicamp acontece de 16 a 18 de janeiro e continua dissertativa. Ao todo, serão 66 questões. Maratona – Quem se inscreveu para as universidades públicas de São Paulo ainda tem um longo caminho de provas pela frente. Até agora, só foi realizada a primeira fase da Unesp.

Domingo, acontece o exame da Unicamp. Dia 28, é a vez da Fuvest. A Unifesp é a única que ficou para dezembro: a prova será nos dias 16 e 17, quinta e sexta-feira. Quem for aprovado para a segunda fase dos exames só encerra a maratona em 18 de janeiro, quando termina a segunda etapa da Unicamp. A lista só não é maior porque a Universidade Federal de São Carlos substituiu sua seleção pelo Enem, o que ajudou estudantes como Bruno Blanco. "Ainda vou prestar Unicamp e Fuvest.'' (Folhapress)

TEMPO DEVE MELHORAR EM SÃO PAULO

A

nebulosidade diminui e o sol volta a aparecer entre nuvens na região metropolitana de São Paulo a partir de hoje, segundo previsão do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergência), da Prefeitura. As temperaturas também devem subir gradativamente nos próximos dias. Apesar do retorno do sol, a

chance de chuva continua, podendo haver pancadas isoladas entre o fim da tarde e a noite de hoje. Já no restante do Estado as chuvas são esperadas na região norte e no Vale do Paraíba, de acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Os termômetros devem marcar máxima de 26ºC e mínima de 16ºC na Capital. (Folhapress)

ITÁLIA RECEBE CONTÊINER DE COCAÍNA

A

Receita Federal do Brasil informou ontem que o contêiner com uma tonelada de cocaína apreendido no Porto de Gioia Tauro, na Itália, foi embarcado no Porto de Navegantes, em Santa Catarina, e não em Santos, conforme divulgou a polícia italiana no domingo. Segundo o Delegado da Receita Federal em Itajaí (SC), José Carlos de Araújo, o

contêiner onde estavam os mil pacotes escondidos dentro de máquinas agrícolas caiu no canal de conferência verde, por onde passam 95% das cargas de exportação. O verde é o canal expresso, onde não há fiscalização física. Avaliada em US$ 250 milhões, a cocaína estava em um contêiner transportado pelo navio MSC Gemma. (AE)

ATAQUE NO RIO

MORTE NO LITORAL

A

pesar do Comando Militar do Leste negar a participação de militares no atentado contra um estudante que participou da Parada Gay, anteontem, a Polícia Civil do Rio não descartou essa possibilidade. A Polícia enviou um ofício ao Exército solicitando a relação completa dos militares que estavam de serviço no domingo no Forte de Copacabana. (AE)

A

polícia de Caraguatatuba (SP) investiga a morte de Sandro Emerson Queiroz, após confusão num quiosque da praia Martim de Sá, na segunda-feira. Queiroz teria sido morto após atirar em um grupo de turistas que estava no quiosque, deixando sete pessoas feridas. Foi perseguido por um grande número de pessoas e executado a tiros, próximo de sua casa. (AE)


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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

3

11

º

ATENDIMENTO Nos últimos 10 anos, o Cervi atendeu mais de 8,5 mil mulheres.

setor

SEGUNDA A segunda gravidez entre 16 e 19 anos acontece em 60% dos casos.

Enquanto o bebê não chega ONG auxilia mulheres, solteiras ou não, a lidar com uma gravidez indesejada Fotos: Paulo Pampolin/Hype

Kelly Ferreira

O Cervi, que trabalha exclusivamente com grávidas, é extensão do projeto Life International, dos EUA

Arquivo/DC

T

estes de gravidez, a c om p a nh a m en t o p ré - n a t a l , a t e n d imento psicológico e curso para aprender a cuidar de bebês. Estes são apenas alguns dos serviços oferecidos pelo Centro de Reestruturação para a Vida (Cervi), na Barra Funda, para as mulheres que precisam aprender a lidar com uma gravidez indesejada. Criada há 10 anos, motivada principalmente pelo alto índice de abortos realizados no Brasil – e n t re 4 e 5 m ilhões por ano –, a ONG é uma extensão do projeto Life International, que tem sede nos Estados Unidos e atende em 15 países. Atuando diretamente com mulheres, casadas ou não, que enfrentam uma gravidez inesperada, a ONG oferece apoio psicológico, acompanhamento médico, enxovais para os bebês, além de desenvolver um trabalho que eleva a auto-estima da gestante. Voluntários também fazem palestras em escolas públicas e particulares, falando sobre prevenção de gravidez e doenças sexualmente transmissíveis. Nos últimos 10 anos, o Cervi atendeu mais de 8,5 mil mulheres que buscavam orientação psicológica e médica.

Rose Santiago, diretora do Cervi, e Patrícia com Felipe: sozinha, ela teve o apoio da ONG na gravidez. Acima, enxoval que é doado a mães.

Prevenção – "Geralmente as mulheres chegam aqui perdidas, sem saber o que fazer. Pensando até em desistir da gravidez", disse Rose Santiago, diretora da ONG. Após uma primeira conversa, aquelas que decidem dar prosseguimento à gestação são encaminhadas para hospitais conveniados para o pré-natal e participam de aulas sobre os cuidados com o bebê. "Para muitas delas, apenas uma conversa ou um abraço soluciona as dúvidas e os medos. Elas chegam emocionalmente desestruturadas e saem daqui com uma decisão, se serão ou não mães", disse. Na opinião de Rose, a solução para a gravidez inesperada e indesejada é um trabalho sério de prevenção. "Adolescentes e adultos sabem como se prevenir, mas não têm a atenção necessária para fazer essa prevenção. Tanto que a segunda gravidez entre 16 e 19 anos acontece em 60% dos casos", disse. Segundo ela, os

abortos, por sua vez, acontecem mais entre mulheres casadas e de classe média alta. "Aqui não tem história de cinderela. São histórias reais, tristes e, muitas vezes, de abandono", afirmou a diretora do Cervi. Solidão – Uma mulher de 30 anos, a quem chamaremos de Patrícia, mãe de um bebê de 9 meses, a quem daremos o nome de Felipe, foi atendida pela ONG, onde chegou por indicação de uma amiga. "Passei a gravidez inteira sozinha. Meu marido foi embora assim que soube que seria pai. Atravessei um período bem difícil, mas decidi seguir com a gravidez. O atendimento psicológico está sendo primordial na minha recuperação", disse. Muitas mulheres, diante da notícia de uma gravidez não planejada, acabam optando pelo aborto. Uma pesquisa realizada em maio deste ano, financiada pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto de Bioética da Univer-

Por hospitais mais humanos

sidade de Brasília (UnB), entrevistou 2.002 mulheres e revelou que uma em cada sete brasileiras, com até 40 anos, já fez aborto. Esse resultado equivale a 5 milhões de mulheres nesta faixa etária. Entre as mulheres com idades de 18 a 39 anos, 15% das entrevistadas declararam que já fizeram pelo menos um aborto. As mulheres ouvidas pela pesquisa não informaram, porém, a forma com o aborto foi realizado, se estava entre uma das situações permitidas por lei ou não. No ano passado o SUS (Sistema Único de Saúde) realizou 183,6 mil curetagens em decorrência, entre outras causas, de abortos espontâneos ou provocados, a um custo de R$ 37,2 milhões.

S ERVIÇO O Cervi está realizando a campanha do ultrassom. A cada real doado, a ONG ganhará mais um real de uma empresa privada. Além de doações financeiras, a instituição também recebe roupas de bebês e gestantes, fraldas e móveis infantis. Mais informações no telefone 3822-2001.

Prêmio para 'causos' do Estatuto da Criança

Associação Arte Despertar leva atividades a hospitais e comunidades carentes para valorizar o ser humano

A

Fundação Telefônica promove na próxima terça-feira, no Memorial da América Latina, a cerimônia de premiação do 6º Concurso Causos do ECA, que neste ano registrou recorde de inscrições, com 1.196 participantes. Serão premiadas histórias de transformação de vidas, a partir da aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA. Serão concedidos prêmios de R$ 15 mil para cada um dos primeiros colocados de cada categoria; de R$ 10 mil, para os segundos e de R$ 5 mil para os terceiros lugares, além de R$ 10 mil dentro da premiação Júri Popular. Entre

Otavio Valle/Divulgação.

M

Atualmente, em São Paulo, assinha colorida, lápis de cor, o Arte Despertar desenvolve bonecos de es- projetos no InCor (Instituto puma, músicas, do Coração), Santa Casa de som do próprio corpo, leitura e Misericórdia, Hospital Nossa telas de artistas famosos. Estes Senhora de Lourdes, Graacc são alguns dos recursos usa- (Grupo de Apoio à Criança e dos pela Associação Arte Des- ao Adolescente com Câncer) pertar para desenvolver seu e no Icesp (Instituto do Cânprojeto de humanização. Com cer do Estado de São Paulo). um trabalho pioneiro, a insti- Em Guarulhos, na Grande tuição leva atividades a hospi- São Paulo, está presente nos tais e comunidades de baixa h o s p i t a i s m u n i c i p a i s d a renda com o objetivo de valo- Criança e de Urgências. Em rizar o ser humano, a partir de Diadema, no ABC, no Hospiprojetos relacionados a saúde, tal e Maternidade São Lucas. Ainda nos hospitais, a assoinclusão sociocultural e difuciação desensão de conhevolve o projecimento. Ao to Tecnologia longo de 13 Arte Desperanos, já foram Um simples olhar tar, tendo coatendidas pode transformar mo público mais de 300 alvo o profismil pessoas. uma angústia em sional da área Para desenum sorriso da saúde. volver o traREGINA VIDIGAL GUARITA, Com linguabalho, a instiFUNDADORA E DIRETORAg e n s a r t í s t ituição tem PRESIDENTE DA ARTE cas, como múuma equipe DESPERTAR sica e literatum ul ti prof isra – contação sional, formade histórias–, da por psicólogos, pedagogos e arte-edu- o programa visa despertar cadores que fazem a ponte e potencialidades na qualificacriam um vínculo entre o aten- ção das relações humanas. Comunidades – A associadido e a arte. Os projetos desenvolvidos nos ambulató- ção também promove atividarios, brinquedotecas e UTIs de des arte-educativas e cultuhospitais, além de valorizar e rais em comunidades de baixa estimular a identidade e faci- renda a fim de contribuir para litar o acesso à arte e à cultura, a inclusão sociocultural de contribuem para a inclusão crianças e adolescentes. Em sociocultural dos pacientes e Paraisópolis, um dos locais seus acompanhantes, colabo- mais carentes das capital paurando com o processo de recu- lista, o projeto Música em Coperação. Em média, o projeto munidades é realizado há 10 visita os hospitais duas vezes anos. Em Diadema, o foco é a capacitação de educadores. na semana por duas horas.

os vencedores, quatro histórias foram escolhidas para servirem de roteiro para a gravação de curtas-metragens. Livro – Na mesma noite, a fundação lança o livro Causos do ECA: Muitas histórias, um só enredo, que reúne os 21 'causos' finalistas, comentados por personalidades como Heloísa Prieto, Antônio Carlos Gomes da Costa, Aída Monteiro, Irene Rizzini, João Batista da Costa Saraiva, Maria Alice Setubal e Wellington Nogueira. O concurso é promovido anualmente em parceria com a Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi).

Dia especial para portadores de deficiências no Hopi Hari

O Arte-educadores na ala pediátrica do Instituto do Coração, o InCor

"O ambiente de hospital é pesado, dolorido e as pessoas vivem sob tensão. Os arteeducadores vão de leito em leito, sempre com o consentimento do paciente, levando um pouco de alegria. Aos poucos, as pessoas que estão doentes vão se envolvendo, esquecendo as preocupações, a dor, o tratamento e a doen-

ça", disse a fundadora e diretora-presidente da Arte Despertar, Regina Vidigal Guarita. Segundo ela, nada é mais importante do que cuidar e valorizar o indivíduo. "E isso não é difícil. É uma responsabilidade nossa. Um simples olhar pode transformar uma angústia em um sorriso”, afirmou Regina. (KF)

Hopi Hari, parque temático instalado em Vinhedo, realiza terça-feira o seu 9º Dia Especial, quando as portas se abrem exclusivamente para entidades que atendem pessoas com deficiência e previamente cadastradas. São esperadas cerca de 10 mil pessoas e todos receberão passaporte e lanche gratuitamente. "O parque quer fazer a sua parte e trabalha para aprimorar, a cada dia, a acessibilidade deste público a suas atrações", afirmou Armando Pereira Filho, presidente do Hopi Hari.

A edição deste ano terá como padrinhos a deputada estadual Célia Leão e os atletas da Seleção Paraolímpica Brasileira de Natação Andre Brasil e Daniel Dias. O mascote do evento é o personagem Luca, menino cadeirante criado por Maurício de Souza para a Turma da Mônica. Em 2009, o Hopi Hari foi sede do lançamento oficial do Dia Nacional da Pessoa com Deficiência em Parques e Atrações Turísticas. O evento aconteceu em 3 de dezembro e reuniu mais de 8 mil pessoas com deficiência de 82 instituições.


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12 -.LOGO

Logo Logo

Rodrigo Capote/Folhapress

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O cantor e compositor Milton Nascimento foi o grande homenageado da 8ª edição do Troféu Raça Negra

29

SETEMBRO

G RÃ-BRETANHA P ARIS

Casamento real AFP

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O Louvre pede ajuda do público para comprar o quadro "As Três Graças", considerado um tesouro nacional. O museu já conseguiu 3 milhões de euros e tem até janeiro para arrecadar mais 1 milhão para pagar pela pintura a óleo do alemão Lucas Cranach, o Velho, do século XVI.

L EILÃO

O brilho do diamante rosa Um raro diamante cor-de-rosa atingiu valor recorde de US$ 46,16 milhões, em leilão realizado ontem pela Sotheby's, em Genebra. A gema de 24,78 quilates foi arrematada pelo negociante britânico de joias Laurence Graff, informou a casa de leilões. Segundo estimativas anteriores

ao leilão, a expectativa era de que o lance vencedor ficaria entre US$ 27 milhões e US$ 38 milhões. O valor final da pedra também superou com folga o recorde anterior, registrado no leilão do diamante Wittelsbach-Graff, uma joia de 35,56 quilates arrematada, em 2008, por US$ 24,3 milhões.

príncipe britânico William vai se casar com a namorada Kate Middleton no próximo ano, informou o Palácio de Buckingham ontem, pondo fim a meses de especulações sobre os planos de casamento do casal de longa data. William, de 28 anos, é o filho mais velho do príncipe Charles – herdeiro do trono britânico – e da falecida princesa Diana. Ele e Kate Middleton, também de 28 anos e filha de empresários, se conheceram enquanto estavam na universidade. Ele deu à namorada o anel de noivado de sua mãe para que a princesa Diana "não perca a emoção do dia de hoje", disse o príncipe, o segundo na linha sucessória do trono britânico. O jovem casal exibiu o anel de safira azul com diamantes usado por Diana em seu casamento há quase 30 anos. O casamento de Charles e Diana terminou em 1996 e, um ano depois, a princesa morreu em um acidente de carro, em Paris, aos 36 anos. Noivado – William e Kate ficaram noivos quando passavam as férias no Quênia, no mês passado. O casamento será realizado na primavera ou no verão de 2011, em Londres. Atualmente, William está servindo como piloto de helicóptero em operações de busca e resgate da Força Aérea Real. A família real aparentemen-

Fotos: Reuters

te aprova a entrada na família da plebeia Kate, filha de milionários empreendedores. Comentaristas já vinham antecipando este casamento para

o verão de 2011, uma data que evita o ano das Olimpíadas de Londres e a festa dos 60 anos no trono da rainha Elizabeth II, ambos em 2012. (Agências)

Justin Sullivan/AFP

H UMANIDADE

Flamenco, novo patrimônio cultural

I NTERNET

iTunes venderá músicas dos Beatles

Jung Yeon-Je/AFP

T ECNOLOGIA

Papa Bento XVI em alta definição

Festival de Jardins do MAM exibe criações de brasileiros e franceses no Parque do Ibirapuera. Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, portão 3, tel.: 5085-1300. Grátis.

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L OTERIAS Concurso 916 da DUPLA SENA

Segundo sorteio 02

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Primeiro sorteio 36

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Concurso 2448 da QUINA 14

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A TÉ LOGO

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Técnico da seleção argentina de futebol diz que não tem medo de jogo contra o Brasil

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NATALINOS - Pinguins vestidos de Papai Noel desfilam para um grupo de crianças durante evento promocional num parque de diversões em Yongin, ao sul de Seul. Everland, o maior parque da Coreia do Sul, abriu oficialmente a temporada de Natal.

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LETRINHAS - O mais recente livro escrito pelo presidente Barack Obama chegou ontem às livrarias dos EUA. Inspirada nas filhas, Malia e Sasha, a obra chama-se Of Thee I Sing: A Letter to My Daughters ("A Vocês eu Louvo: Uma Carta para Minhas Filhas", em tradução livre).

C A R T A Z

MOSTRA

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venda das músicas na internet, porque teve uma longa disputa sobre direitos de marca com a Apple Inc., fabricante dos computadores Macintosh. A disputa foi resolvida em 2007, quando as empresas concordaram com o uso conjunto do logo e do nome Apple. (AE)

L

A Apple Inc. informou ontem que o seu serviço iTunes venderá músicas dos Beatles. Até agora, o iTunes e outros serviços online seguravam as músicas do grupo, que não eram vendidas na internet. A Apple Corps Ltd., gravadora que gerencia os negócios da banda, resistia à

A espanhola dança flamenca e a dieta do Mediterrâneo foram incorporadas à lista de patrimônios culturais intangíveis da humanidade, mantida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Também foram incorporadas duas tradições chinesas, a acupuntura e a moxabustão – terapia tradicional com ervas. O Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Intangível também adotou na lista a tradição gastronômica francesa de celebrar acontecimentos familiares em torno de uma boa mesa. Até ontem, a lista incluía 166 elementos, oriundos de 77 nações. (AE)

Britânicos fazem primeiro teste com células-tronco para derrame

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Toda a atividade do pontífice agora poderá ser vista em alta definição. Ontem, o Vaticano anunciou a compra de uma unidade móvel de alta definição de 4,5 milhões de euros (US$ 6 milhões), para transmitir nesse formato televisivo as missas, audiências e viagens papais. A atualização técnica é financiada pela organização católica Knights of Columbus e pela televisão do Vaticano. Além disso, a Sony ofereceu um desconto para o cliente. Com a nova tecnologia, o Vaticano pode se manter em dia com a alta tecnologia, que está se convertendo em norma para a difusão em televisões de todo o mundo. Nos últimos tempos, o Vaticano agiu para levar as mensagens do papa Bento XVI ao YouTube, um site que divulga vídeos, além de portais de redes sociais e pela telefonia de última geração. (AE)


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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

e

13 AÇÕES DA GM Montadora elevará sua oferta pública nos EUA para 478 milhões de papéis

conomia

GAFISA Lucro sobe 83% e atinge R$ 116,6 milhões graças a vendas contratadas

Fotos: Patrícia Cruz/ LUZ

O funcionário público Thiago Henrique Traves (abaixo): pendências com cheque especial e com a operadora do aparelho celular.

Nome limpo para voltar às compras

Números mostram que a inadimplência está sob controle, e que as pessoas buscam regularizar sua situação financeira.

Vanessa Rosal

À

s vésperas de um Natal com crescimento de vendas na casa de dois dígitos em relação ao ano anterior, foi dada a largada para que consumidores da Capital quitem dívidas pendentes e, assim, possam ampliar compras neste fim de ano e em 2011. Diversas fontes apontam para o fato de que a inadimplência está sob controle. De acordo com o Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o índice de registros de pessoas que tiveram seu nome negativado pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) subiu 5,1% na primeira quin-

zena de novembro se comparados a igual período de 2009. Por outro lado, o volume de cancelados – ou seja, aqueles que limparam seu nome – avançou 4,7%, favorecidos pela recuperação do crédito, do emprego e da alta na renda. "Além de se preocuparem em pagar dívidas, as pessoas estão antecipando as compras de Natal. O movimento na Rua 25 de Março, no último feriado, exemplifica isso. Os números revelam que a inadimplência está praticamente controlada", disse o economista do IEGV da ACSP Emílio Alfieri. De acordo com uma pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), 57% dos consumidores pretendem utilizar o 13º sa-

lário para limpar o nome. Apesar de o índice ter sofrido queda de 10,94% na comparação com 2009, o coordenador da pesquisa, Miguel Ribeiro de Oliveira, avaliou a retração como positiva. "Isso sinaliza que as pessoas estão com menos pendências financeiras." Além do pagamento de dívidas, 19% dos entrevistados pretendem utilizar parte do salário adicional para compra de presentes; 12% desejam poupar para os gastos do início do ano – como pagamento de impostos, material e matrículas escolares – e 3% planejam destinar a quantia para compra ou reforma de residência. O levantamento feito em outubro ouviu 567 pessoas de todas as classes sociais. Dados da consultoria Equifax indicam ainda que os con-

sumidores paulistanos estão mais preocupados com os cheques sem fundos. Em outubro, foi registrado um volume de 1,4 milhão de cheques devolvidos. O número representa redução de 3,51% em relação a setembro. Comparado a outubro de 2009, o volume foi 28,85% menor. Tendência – Ainda segundo o economista do IEGV, Emilio Alfieri, a redução no nível de inadimplência vem sendo percebida nos últimos três anos. Na primeira quinzena de novembro de 2009 em relação a igual período de 2008, os registros recebidos no cadastro da ACSP caíram 12,6%, enquanto os cancelados cresceram 2,6%. Já na primeira quinzena de novembro de 2008 ante igual período do ano anterior, os registros recebidos subiram 13,8%,

e o s c a n c e l ados, 12,1%. Ou s e j a : f i c a ra m pr ati ca men te igualados. Evento – Para quem não quitou suas pendências, o SCPC realizará em São Paulo, entre 22 de novembro e 22 de dezembro, a campanha "Acertando suas Contas". A iniciativa permitirá que os consumidores negociem suas dívidas em atraso registradas no serviço diretamente com os credores, sob condições especiais e sem intermediários. Entre 22 e 27 de novembro, será montada uma estrutura especial no Pateo do Collegio, centro da Capital, que orientará o cidadão sobre como manter as contas sob controle e poupar.

Chuva ajuda comércio Paula Cunha

A

chuva que prevaleceu nos feriados de Finados e da Proclamação da República evitou que os consumidores da Capital viajassem e dedicassem o período ao consumo. Na primeira quinzena de novembro, as consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que mede as vendas a prazo, cresceram 15,1% em comparação a igual período do ano passado. Já as operações à vista, apuradas pelo SCPC Cheque, avançaram 16,4% nesse intervalo.

Losango libera R$ 1 bi a lojistas

C

om o objetivo de atender a uma maior demanda por crédito gerada pelo período de vendas de fim de ano, a Losango – financeira do banco HSBC – resolveu liberar o mon-

"Os números continuam indicando que poderemos ter vendas de Natal acima das expectativas", disse o presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti. Os feriados também estimularam a visita de compradores de outras cidades a locais como a Rua 25 de Março. Segundo o economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV) da ACSP Emilio Alfieri, outros fatores que colaboraram para o resultado foram a continuidade da expansão do crédito, o otimismo dos consumidores com os rumos da economia e a antecipação das

tante de R$ 1 bilhão a lojistas. Segundo comunicado divulgado ontem pela companhia, a empresa espera, por meio dessa estratégia, aumentar o volume de negócios em 20% em relação ao ano passado. A Losango, que completa 40 anos em 2011, tem parceria com mais de 23 mil lojistas es-

compras de Natal. Ele lembrou também que o dólar baixo contribui para as vendas de itens importados de menor valor. Na avaliação de Alfieri, os números foram positivos. Ele lembrou que houve uma retração sazonal na primeira quinzena de novembro ante os primeiros 15 dias do mês passado, considerada normal em virtude do Dia da Criança. A perda situou-se em 4,6% para para as vendas a prazo (SCPC) e de 1,5% nas operações à vista (SCPC Cheque). O economista acrescentou que, com esse desempenho, as vendas nas festas de fim de ano poderão registrar aumentos de 12% a 15% ante 2009.

palhados pelo Brasil em 2,6 mil municípios. Adquirida pelo Grupo HSBC em 2003, a financeira possui um cadastro de 20 milhões de clientes. Com sede na cidade do Rio de Janeiro, a empresa é líder no segmento de crédito direto ao consumidor, com 21% de participação de mercado. (AE) A vendedora autônoma Solange Ribeiro: muitas parcelas reduzidas.

Movimento grande na sede do SCPC

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pesar do mau tempo, ontem, a procura por informações no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) sobre como sanar dívidas pendentes foi grande. O funcionário público Thiago Henrique Traves d i s s e e s t a r t ra n q u i l o com a situação, embora o valor fosse alto. "Tenho dívidas com o cheque especial e com a operadora do meu celular, totalizando R$ 1,2 mil. Vou usar o meu 13º salário e parte do dinheiro das férias para pagar tudo." Outros pretendem poupar o dinheiro extra de fim de ano. É o caso da vendedora autônoma Solange Ribeiro, que parcelou a dívida de cerca de R$ 2,1 mil do cartão de crédito em 23 parcelas de R$ 79, com entrada de R$ 277. "Preferi negociar com o banco e pagar de pouquinho em pouquinho. Assim, posso usar o dinheiro extra de novembro e dezembro com presentes." Essa também foi a opção do aposentado José Alves de Matos que dividiu um débito de R$ 800 referente à conta telefônica em oito vezes. O problema, segundo ele, surgiu depois de emprestar o número do aparelho fixo para um conhecido. "Como ele não pagou, tive que resolver o caso", disse. (VR)


14 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

COMÉRCIO

quarta-feira, 17 de novembro de 2010


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

e

15 Com certeza as medidas do governo brasileiro estão surtindo efeito para a apreciação do dólar. Guido Mantega, Ministro da Fazenda

conomia

Dólar tem maior alta em dois meses Mantega diz que apreciação do dólar reflete medidas do governo brasileiro, entre elas, os reajustes na alíquota do IOF. Ontem, a moeda fechou em R$ 1,74.

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Fabio Rodrigues Pozzebom/ABR

alta de 2,6% do dólar acumulada na semana passada foi considerada pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega, como um sinal de que as medidas adotadas pelo governo para evitar a apreciação do real estão dando resultado. "Com certeza as medidas estão surtindo efeito, mas não é só isso", afirmou ontem, ao retornar de Seul, onde esteve para o encontro do G20 – grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo. O encontro não resultou em medidas concretas para combater os desequilíbrios externos, apenas avanços modestos para restrição da guerra cambial foram obtidos. Ontem, o dólar comercial oscilou entre a cotação mínima de R$ 1,723 e a máxima de R$ 1,742, para encerrar o expediente na marca de R$ 1,740, a maior taxa auferida pela moeda em dois meses e meio. Mantega tem afirmado que o mundo passa por um processo de guerra cambial, no qual nações desvalorizam artificialmente suas moedas para favorecer a indústria exportadora local, o que acaba prejudicando os outros países, em especial os emergentes, que vêm

Ministro voltou ontem da reunião do G20, que aconteceu em Seul. No encontro, pouco avanço foi obtido na elaboração de medidas contra os desequilíbrios externos

recebendo forte entrada de capital estrangeiro. Para conter a valorização do real ante ao dólar o governo brasileiro vem colocando em prática uma série de medidas. Entre elas, des-

Receita restringe acesso a dados de contribuinte Silvia Pimentel

A

Receita Federal do Brasil (RFB) reviu a norma para disciplinar o acesso de servidores aos dados de contribuintes. Publicada na semana passada, a Portaria nº 2.201 impede o acesso a informações e processos fiscais por estagiários de direito ou servidores que estejam fazendo cursos acadêmicos. O novo texto foi publicado dias depois da regulamentação da Medida Provisória nº 507, também por meio de portaria, que estabelece punições mais duras para servidores envolvidos em vazamento indevido de informações. Pelo novo texto, o banco de dados com informações protegidas por sigilo fiscal só poderá ser aberto por servidores autorizados. Na opinião do consultor do Centro de Orientação Fiscal, Lázaro Rosa da Silva, a medida é sensata e deve trazer maior segurança aos contribuintes. "Não tem sentido o órgão permitir que estagiários, estudantes e funcionários terceirizados tenham acesso a dados sigilosos de

pessoas físicas ou jurídicas", criticou. A alteração do texto ocorreu dias depois, também, de a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) julgá-lo inconstitucional, pelo fato de ampliar o leque para acessos aos sistemas do fisco. Para o presidente da entidade, Ophir Cavalcante, as informações fiscais devem ser preservadas pelas carreiras de Estado. Na publicação do primeira portaria, a Receita alegava que os estagiários de Direito necessitavam consultar processos que continham dados sigilosos, mas nenhum estudante possuía acesso ao banco de dados informatizado no órgão. As portarias não alteram a obrigatoriedade de procuração por instrumento público para que advogados e contabilistas representem seus clientes nas questões envolvendo a Receita. Contribuintes que não possuem certificação digital e quiserem, por exemplo, uma segunda via da declaração do Imposto de Renda ou ingressar num parcelamento de débitos vão arcar, em média, com um custo de R$ 140 por procuração.

Mais prazo para o Simples

A

Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) prorrogou para o dia 15 de dezembro a entrega da Declaração do Simples Nacional relativa à Substituição Tributária e ao Diferencial de Alíquota (STDA). O prazo inicial era 31 de outubro, mas devido a problemas enfrentados pelos contribuintes na hora de transmitir os dados, o fisco decidiu estender a data limite, atendendo a um pedido do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis no Estado de São Paulo (Sescon-SP). Além de um período maior para preparar a de-

claração sem atrasos, o Sescon também solicitou, por meio de ofício encaminhado à Sefaz, uma forma alternativa para a transmissão das informações. Hoje, a declaração é preenchida e enviada de forma online. A ideia é que o documento seja preenchido com o sistema offline e enviado depois, da forma tradicional. A medida impediria que panes no sistema do fisco, como ocorreram recentemente, interferissem no preenchimento da declaração, facilitando o trabalho dos contabilistas. A Sefaz prometeu estudar essa possibilidade. (SP)

taca-se o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente nos investimentos estrangeiros em renda fixa no País, que passou para 6%, além de aumentar o IOF

sobre a margem de garantia para investimento estrangeiro no mercado futuro. Após ajustar o IOF, o Banco Central (BC) também vem comprando dólar. Ontem,

mais uma vez, o BC limitou sua intervenção no mercado de câmbio a somente um leilão de compra, realizado perto das 16 horas, quando aceitou ofertas por R$ 1,740. Nes-

sas operações, a autoridade monetária não informa imediatamente o montante de moeda adquirido. Mas outros fatores pesaram para a apreciação da moeda americana no dia de ontem, em especial o nervosismo do mercado em relação à crise em países europeus. Ontem, a agência europeia de estatísticas, a Eurostat, reportou que o deficit público da Grécia já superou a casa dos 15% do Produto Interno Bruto (PIB) daquele País, acima das projeções da União Europeia (UE). Em Portugal, o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, admitiu que há um "risco elevado" de seu país ter de recorrer a ajuda externa para resolver suas dificuldades econômicas. E na Irlanda, país que reiterou por diversas vezes que não deve pedir auxílio ao Fundo Monetário Internacional (FMI), a oposição afirmou que há uma intervenção da UE "em curso". Apesar do aumento do dólar registrado ontem, a estimativa para a moeda americana ao final deste ano ficou estável em R$ 1,70 e teve uma leve redução para 2011, indo de R$ 1,77 para R$ 1,75, de acordo com o Banco Central. (Agências)

Alimentos puxam inflação em 2010 Banco Central eleva previsão do IPCA para 5,48% e mercado reage com expectativa de juros maiores

O

Hélvio Romero/AE

mercado voltou a elevar a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano. A estimativa, trazida pelo boletim Focus, do Banco Central (BC), foi ampliada de 5,31% para 5,48%. A elevação da inflação já vem se desenhando desde a última semana, quando o IPCA tinha passado de 5,29% para 5,31%. Para 2011, a revisão elevou o índice de 4,99% para 5,05%. O grupo alimentos é apontado como um dos principais responsáveis pela elevação da projeção. "O IPCA vinha apresentando uma piora significativa nas coletas diárias da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com alimentação subindo mais de 2%", comenta Inês Filipa economista responsável pela ICAP Brasil. Ela pondera, entretanto, que o comportamento do grupo alimentos tem de ser olhado com mais cautela, uma vez que há maior volatilidade nesse grupo. Acompanhando a alta na expectativa da inflação, o mercado também elevou a projeção de alta dos juros em 2011, de 11,75% para 12%. Dessa forma, analistas apostam que o juro deve subir 1,25 ponto percentual no decorrer do primeiro ano do governo de Dilma Rousseff. A pesquisa Focus mostra que o ciclo de aperto monetário deve começar em

O grupo alimentos, que tem registrado altas de preços acima de 2%, é o que mais pressiona o IPCA

abril, com um aumento de 0,5 ponto percentual – para 11,25%. Depois, haveria nova elevação idêntica em junho, o que levaria a taxa para 11,75%. O ciclo terminaria em setembro, com aumento menor, de 0,25 ponto, o que levaria o juro para 12% ao ano. Para 2010, foi mantida a expectativa de que o juro não deve sofrer alteração e que, portanto, seguirá no atual patamar de 10,75% anuais na últi-

Balança tem superávit em novembro

A

balança comercial registrou superavit de US$ 896 milhões na segunda semana de novembro, enquanto no mês, o saldo positivo acumulado é de R$ 1,325 bilhão. As exportações somaram US$ 8,840 bilhões no acumulado de novembro, ou US$ 982,2 milhões por dia útil, bem acima da média por dia útil verificada no mesmo período em 2009, que foi de US$ 632,7 milhões. Já as importações atingiram

US$ 7,515 bilhões, ou US$ 835 milhões ao dia dia, número também superior à média por dia útil de compras externas verificada em novembro do ano passado, quando era registrado US$ 602,1 milhões. No acumulado de janeiro a novembro, o superavit comercial é de US$ 15,946 bilhões, ou US$ 73,5 milhõee por dia, cifra quase 30% abaixo da média diária verificada em 2009 para o mesmo período (US$ 103,7 milhões). (Folhapress)

ma decisão do ano, que acontece nos dias 7 e 8 de dezembro. Na mesma pesquisa, a expectativa para a Selic média no decorrer de 2011 foi mantida em 11,59%, ante 11,56% de um mês atrás. Para 2010, a previsão de juro médio seguiu em 10,03%. Essa foi a 12ª semana seguida nesse patamar. O mercado financeiro também elevou mais uma vez a previsão para os Índices Gerais de Preços (IGPs) em 2011.

A mediana das previsões para o IGP-DI no próximo ano teve elevação de 5,18% para 5,26%. Para o IGP-M a expectativa avançou de 5,30% para 5,35%, ante 5,25% de um mês antes. Para 2010, as previsões também avançaram mais uma vez. Para o IGP-DI, a aposta subiu de 9,94% para 10,36% na 10ª elevação consecutiva. Já para o IGP-M, a previsão aumentou de 10,05% para 10,59% na 11ª elevação seguida. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Os negócios feitos no mercado interno favoreceram nosso resultado. José Antonio do Prado Fay, presidente da BRF - Brasil Foods

conomia

Newton Santos/Hype

Lucro do Banco do Brasil sobe 32,7% Instituição se manteve como líder no mercado de crédito, com carteira de R$ 339,8 bilhões.

O

Banco do Brasil anunciou lucro líquido de R$ 2,625 bilhões no terceiro trimestre de 2010, alta de 32,7% em comparação ao terceiro trimestre do ano passado e queda de 3,7% na comparação com o segundo trimestre deste ano. O banco também informou lucro descontando efeitos extraordinários de R$ 2,578 bilhões no terceiro trimestre, alta de 46,1% na comparação com igual período de 2009. O resultado acumulado nos nove primeiros meses deste ano foi de R$ 7,7 bilhões, evolução de 28,5% na comparação com igual intervalo de 2009. A alta do lucro decorre da expansão das operações de crédito, do aumento da receita com prestação de serviços e da contabilização de ganhos atua-

riais do fundo de pensão dos funcionários do BB, a Previ. C r éd i t o – A instituição manteve-se na liderança do mercado de crédito, com uma carteira de R$ 339,8 bilhões e participação de 20% no setor no terceiro trimestre. O volume significa um avanço de 4,1% sobre o trimestre anterior e de 19% nos últimos 12 meses. A meta é atingir a liderança também no segmento de empréstimos a pessoas físicas, onde a instituição ocupa a segunda colocação, informou ontem o vice-presidente de Finanças do banco, Ivan Monteiro. Ele revelou que as movimentações de crédito contribuíram para o lucro da instituição, e acrescentou que, desde a crise financeira de 2008, o desempenho tem sido favorecido pela entrada de novos clientes

– principalmente pela a migração da população de baixa renda para classe média. O crédito às pessoas físicas alcançou R$ 107,4 bilhões no terceiro trimestre deste ano, um aumento de 25,3% nos últimos 12 meses e de 6,2% sobre o segundo trimestre. Esse volume corresponde a 31,6% do total de financiamentos. O crédito consignado lidera o rol de desembolsos à pessoa física, com R$ 42,2 bilhões, uma ampliação de 24,2% nos últimos 12 meses. Já a maior taxa de crescimento se deu nas operações de financiamento imobiliário, que movimentaram R$ 2,5 bilhões: 90,2% a mais. Com a aquisição do Banco Votorantin, o crédito para a compra de veículos deu um salto de 31,4%, somando R$ 25,3 bilhões. De acordo com

o diretor de Crédito do BB, Walter Malieni, deve haver aumento nessa carteira, dadas as projeções otimistas da indústria automotiva no País. O volume concedido às empresas totalizou R$ 140,5 bilhões, 20,1% a mais que em igual trimestre de 2009 e 3,6% superior ao segundo trimestre deste ano. Só o saldo para capital de giro atingiu R$ 72,6 bilhões, montante 25,4% acima do registrado há um ano. Inadimplência – O resultado do balanço financeiro da instituição também indica melhora acima da média nas taxas de inadimplência. Enquanto no Sistema Financeiro Nacional (SFN) a taxa de devedores que atrasaram o pagamento mais de três meses ficou em 3,4%, no Banco do Brasil o índice atingiu 2,7%. (Agências)

Crédito e prestação de serviços puxaram resultados do BB no trimestre

PanAmericano: MP aguarda inquérito. Clayton de Souza/AE

Dificuldades do PanAmericano devem levar à sua venda

sos repassados pelos bancos comerciais , cujo objetivo principal é cobrir depósitos de correntistas. Depois que o MPF receber o inquérito da PF sobre os fatos relativos ao banco, os procuradores podem oferecer ou não denúncia à Justiça. Em caso positivo, o caso passaria a ser analisado também por um magistrado da área criminal. Os procuradores federais responsáveis pelo Procedimento Investigatório Criminal (PIC) têm experiência em casos de repercussão nacional. A procuradora Anamara Osório e Silva trabalhou na apuração da operação Satiagraha, enquanto o procurador Figueiredo atuou no episódio relativo ao crime de vazamento da prova do Enem, em 2009. Meirelles – A Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ) do Senado adiou pa-

O

lucro líquido da Caixa Econômica Federal (CEF) atingiu R$ 748,7 milhões no trimestre de julho a setembro deste ano, equivalente a um recuo de 14,63% em relação aos R$ 877 milhões registrados em igual período do ano passado. No acumulado de janeiro a setembro, o saldo soma R$ 2,4 bilhões, aumento de 18,7% na comparação com igual período de 2009. Os números foram divulgados ontem pela Caixa, que destacou a continuidade do ritmo de crescimento das operações de crédito – que atingiram R$ 51,8 bilhões no terceiro trimestre, evolução comparativa de 9,1%. No ano, essas operações somam R$ 162,8 bilhões até setembro. O aumento em 12 meses é de 45,4%. A Caixa bateu mais um recorde na área de habitação, com financiamentos de R$ 54 bilhões para compra de moradias. Contratou, em nove meses, mais do que os R$ 49 bilhões liberados em todo o ano de 2009. De acordo com o balanço do terceiro trimestre, a Caixa apresentou patrimônio líquido consolidado de R$ 16,3 bilhões no fim de setembro, expansão de 32,4% em relação a igual mês do ano passado. Além disso, o índice de Basileia (mínimo emprestado com recursos próprios) foi de 17,04%

no trimestre. Bem acima do exigível, que é de 11%. Para a presidente da CEF, , Maria Fernanda Ramos Coelho, a expansão da carteira de crédito "expressa o compromisso do banco em democratizar o acesso ao crédito às famílias e empresas, dando continuidade à decisão estratégica de ampliar a participação da Caixa no mercado, com responsabilidade e segurança". Po u p a n ç a – O b a l a n ç o mostra forte captação de poupança no terceiro trimestre, quando a Caixa registrou saldo de R$ 5 bilhões; mais que os R$ 4,2 bilhões contabilizados nos dois trimestres anteriores. Com R$ 9,2 bilhões de captação líquida (depósitos menos retiradas), a instituição mantém a liderança nesse segmento de mercado com 34,25% de participação. Ao final do terceiro trimestre, a Caixa tinha R$ 400,2 bilhões em ativos consolidados. Os demais ativos administrados pela instituição totalizavam R$ 426,6 bilhões, com destaque para R$ 251,9 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e R$ 123,9 bilhões em fundos de investimento. Os valores dos repasses com tributos e encargos sociais da União e estados, Distrito Federal e municípios somaram R$ 894,2 milhões. (ABr)

Brasil Foods festeja fim de embargo Neide Martingo

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coletiva de imprensa da BRF Brasil Foods, realizada ontem na BM&FBovespa, começou com uma boa notícia, segundo o presidente da empresa, José Antonio do Prado Fay. Os Estados Unidos autorizaram as importações de carne suína de Santa Catarina – ou seja, para os norte-americanos o estado está livre da febre aftosa. "A liberação de Santa Catarina pelos EUA é bastante positiva para a companhia, uma das maiores processadoras de aves e suínos do Brasil", disse. Para Fay, outra boa notícia deverá

chegar no ano que vem: a aprovação da fusão da Sadia com a Perdigão pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). "O processo está em análise há dois anos. Não há razão para demorar tanto. A autorização, em 2011, é uma questão de necessidade. Sabemos que o tema é complexo, mas o tempo que passou é mais do que suficiente para analisar todos os detalhes da operação." Ele afirmou, porém, que a finalização do processo atrapalha, mas não paralisa o trabalho da BRF - Brasil Foods. Fay disse que a empresa está negociando com clientes, no exterior, a alta nos preços em dólar, que devem ser

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DC

era de R$ 1,5 bilhão. Isso levou ao socorro do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e provocou a demissão de toda sua diretoria. As dificuldades financeiras do banco devem provocar sua venda no curto prazo. O FGC é formado por recur-

ra o dia 24, quarta-feira da próxima semana, a audiência pública com o presidente do BC, Henrique Meirelles, e a presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Ramos Coelho, sobre a crise no Banco PanAmericano. A audiência estava marcada para hoje mas, a pedido dos convidados, foi adiada. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) já havia convidado Meirelles para participar de reunião também no dia 24, para fazer um balanço trimestral sobre as ações do BC. Com o adiamento da reunião sobre o PanAmericano, CCJ e CAE devem fazer um encontro conjunto para ouvir Meirelles sobre ambos os assuntos. Venda – A presidente da Caixa, que assume nos próximos dias a presidência do Conselho de Administração do PanAmericano, negou ontem a existência de qualquer negociação para a venda do controle acionário da financeira do empresário Silvio Santos para o banco mineiro BMG. "Não temos nenhuma informação de que a holding (Grupo Silvio Santos) teria potenciais interessados ou estaria negociando a venda do banco PanAmericano", disse. No fim do ano passado, a Caixa comprou 49% das ações do PanAmericano. Auditorias contratadas pela Caixa e pelo grupo Silvio Santos não detectaram os problemas na instituição. (AE)

DC

O

s procuradores da República Rodrigo Fraga Leandro de Figueiredo e Anamara Osório Silva, especializados em crimes financeiros, aguardam até o fim da primeira quinzena de dezembro o inquérito aberto pela Polícia Federal na semana passada para apurar as suspeitas de irregularidades envolvendo o rombo de R$ 2,5 bilhões do banco PanAmericano. A PF tem 30 dias para enviar o resultado de suas investigações aos procuradores. Na quinta-feira passada, o MPF instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para apurar as supostas irregularidades que levaram o PanAmericano a apresentar "inconsistências contábeis", segundo o Banco Central (BC), que somavam R$ 2,073 bilhões, quando seu patrimônio

Resultado da Caixa recua no trimestre

entre 10% e 15% maiores. "A companhia vai repassar os aumentos nos custos de produção, principalmente em razão da elevação dos valores internacionais de matéria-prima para a ração animal e também de grãos." Resultado – A empresa registrou lucro líquido de R$ 189,7 milhões no terceiro trimestre deste ano, o que representa uma queda de 10% em comparação a igual período de 2009. O motivo, segundo Fay, foi a apreciação cambial. A receita bruta, porém, teve alta de 7%, assim como o volume vendido, crescimento de 10%. "Os negócios feitos no mercado interno favoreceram o resultado", avaliou.

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

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ECONOMIA/LEGAIS - 17 Com ou sem ganho contábil extra, lucro da TAM foi o melhor resultado em 15 trimestres.

conomia Cathal McNaughton/ Reuters

Europa prepara agora ajuda para Irlanda Socorro financeiro pode chegar a 100 bi de euros

O

s ministros das finanças europeus trabalham em um pacote de socorro para a Irlanda que poderia atingir 100 bilhões de euros. O montante incluiria créditos provenientes da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI), além de um empréstimo bilateral do Reino Unido, grande parceiro comercial. França e Alemanha afirmaram estar prontas a ajudar, mas ressaltaram que o governo daquela nação precisa definir se precisa de auxílio e de qual tipo. O primeiro-ministro da Irlanda, Brian Cowen, afirmou ontem que está preparado para trabalhar com os pares europeus "para normalizar as condições do mercado", mas reiterou que a nação não pediu ajuda financeira. Alguns membros da zona do euro estão pressionando para

Walmart: Brasil é destaque.

O

Brasil foi um dos destaques no balanço divulgado pela rede varejista norteamericana Walmart no terceiro trimestre, encerrado em 31 de outubro. As vendas apuraram crescimento de 12,4%. No conceito mesmas lojas, o aumento das vendas no período foi de 1,2%. O tráfego de clientes nas lojas comparáveis localizadas no País recuou 6,4%, mas o tíquete médio aumentou, em termos reais, 7,6%. Por sua vez, nos Estados Unidos, país no qual fica a sede da rede em Arkansas, as vendas apresentaram queda de 0,1% de julho a setembro. De modo geral, a companhia apurou lucro de US$ 3,4 bilhões, alta de 9,3% na comparação com o mesmo trimestre de 2009. A receita da com-

que seja fechado um acordo no encontro de ministros das finanças que ocorre em Bruxelas até hoje. Eles elaboram um programa de ajuda para estabilizar os bancos irlandeses e as contas públicas e outro, em separado, voltado apenas para as instituições financeiras. O pacote de ajuda aos bancos poderia variar entre 45 bilhões de euros e 50 bilhões de euros, enquanto o mais amplo envolveria recursos de 80 bilhões de euros a 100 bilhões de euros. Em qualquer um deles, o FMI contribuiria com até metade dos recursos e a União Europeia (UE) e o Reino Unido com a outra parte. Os representantes da zona do euro estariam pressionando o Reino Unido para participar da ajuda porque os bancos ingleses seriam os maiores beneficiados de um eventual resgate da Irlanda. O Reino Unido foi criticado

panhia cresceu 2,6%, para US$ 101,9 bilhões. Segundo relatório divulgado ontem, o lucro no mercado internacional aumentou 13,5% para US$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre na comparação com igual período do ano passado. No mercado norte-americano, o ganho operacional da companhia avançou 1,9% no período. A receita líquida da companhia no mercado internacional cresceu 9,3% para US$ 26,9 bilhões no terceiro trimestre

na comparação com igual intervalo de 2009. Além do Brasil, México, China e Japão foram os países com os melhores desempenhos de vendas do grupo, que possui operações na América Central, Chile, Argentina e Reino Unido. Em relação às operações em território nacional, a empresa destacou a posse do novo CEO no Brasil, Marcos Samaha. Ele terá como o desafio de integrar as operações do Nordeste, do Sul e do Sudeste. (AE)

Nos Estados Unidos, vendas recuaram 0,1% de julho a setembro.

DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO Christian Eduardo Adriano Davis, portador do RG nº 22.686.000-0 SSP/ SP e CPF nº 288.919.128-16 e Ricardo de Souza Adenes, portador do RG nº 410.163 SSP/DF e CPF/MF 183.617.141-20. Declaram sua intenção de exercer cargos de administração na CREDIBEL Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. e que preenchem as condições estabelecidas no art. 2º da Resolução 3.041, de 28 de novembro de 2002. Esclarecem que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da data da publicação desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo. BANCO CENTRAL DO BRASIL Departamento de Organização do Sistema Financeiro - DEORF/GTSP2 Av. Paulista, 1804 - 5º andar - São Paulo - SP - CEP 01310-922

NOS TERMOS PROVIMENTO CSM CXC/84, INFORMAMOS QUE NO DIA 16 DE NOVEMBRO DE 2010 NÃO HOUVE PEDIDO DE FALÊNCIA NA COMARCA DA CAPITAL.

por alguns países na União Europeia por recusar-se a tomar parte na principal linha de crédito emergencial da zona do euro, a Linha de Estabilidade Financeira Europeia. Pos si bi li da de s – O líder dos ministros de Finanças da zona do euro, o Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, confirmou a possibilidade do grupo ajudar diretamente os bancos irlandeses. "Os acordos são

Paul J. Richards

PREFEITURA MUNICIPAL DE MOGI MIRIM EXTRATO DO EDITAL DO PREGÃO PRESENCIAL Nº 118/2010 Objeto: Registro de Preços, de serviços de manutenção corretiva e preventiva em veículos da frota municipal, por um período de 12 meses. Data de credenciamento e abertura dos envelopes proposta dia 07/12/2010 às 09:00 horas. Informações: Departamento de Recursos Materiais, à Rua Dr. José Alves, 129, Centro, ou pelos telefones: (19) 3814-1052/1059/1060. Disponibilidade do edital: Diretamente na Divisão de Licitações, mediante o recolhimento de R$ 10,00 (dez reais), conforme guia emitida pelo Setor Competente da PMMM e/ou através do site www.mogimirim.sp.gov.br, sem ônus, até o dia 06/12/2010. Pregoeira EXTRATO DO EDITAL DO PREGÃO PRESENCIAL Nº 119/2010 Objeto: Aquisição e instalação de toldos e persianas destinados aos Departamentos de Educação e Departamento de Administração. Data de credenciamento e abertura dos envelopes proposta dia 03/ 12/2010 às 09:00 horas. Informações: Departamento de Recursos Materiais, à Rua Dr. José Alves, 129, Centro, ou pelos telefones: (19) 3814-1052/1060. Disponibilidade do edital: Diretamente na Divisão de Licitações, mediante o recolhimento de R$ 10,00 (dez reais), conforme guia emitida pelo Setor Competente da PMMM e/ou através do site www.mogimirim.sp.gov.br, sem ônus, até o dia 02/ 12/2010. Pregoeira.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Pacote quer estabilizar instituições financeiras e contas públicas

realizados de tal forma que isso poderia ser feito", disse. Por sua vez, o comissário para Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia, Olli Rehn, admitiu estar preocupado com as divisões dentro da zona do euro sobre como lidar com a crise da dívida soberana. Ele afirmou ainda que está trabalhando com o Banco Central Europeu (BCE) e com o FMI para encontrar uma forma

de lidar com os bancos da Irlanda. "Nós precisamos retomar o sentimento de unidade e determinação e trabalhar para restaurar a estabilidade financeira na área do euro. O problema mais urgente é na Irlanda", comentou Rehn. O presidente do Banco Central da França e membro do conselho do BCE, Christian Noyer, afirmou que houve um retorno das tensões ao mercado financeiro por causa das preocupações com a dívida soberana da Irlanda e de outros países da região. No entanto, ele disse que os problemas são gerenciáveis e que a zona do euro "não está prestes a explodir", disse o executivo. Na avaliação feita por Noyer, a situação na Europa atualmente é mais satisfatória do que durante a crise da dívida da Grécia, ocorrida no início do ano (veja mais na matéria ao lado). Isso porque, atualmente, existem soluções para os países que necessitarem de ajuda financeira. Ele acrescentou que esses mecanismos, como os fundos de emergência da UE são suficientemente amplos e já estão em funcionamento com o objetivo de "dar garantias aos mercados". A autoridade alertou, porém, que o BCE "não possui vocação nem obrigação de lidar com problemas estruturais dos países da zona do euro". Se os governos tomarem as medidas necessárias para corrigirem os desequilíbrios econômicos e organizarem as finanças, os problemas serão solucionados. "Não estamos enfrentando uma situação ingovernável", disse Noyer.

Auxílio à Grécia em xeque

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Grécia está sendo pressionada por credores internacionais para apresentar um plano de mais 4 bilhões de euros em cortes no orçamento do ano que vem. Ontem, o ministro das Finanças da Áustria, Josef Proell, advertiu que Viena não vai liberar a contribuição de 190 milhões de euros para o pacote de resgate da União Europeia (UE) porque os gregos não estariam cumprindo seus compromissos. Anteontem, a Eurostat, agência de estatísticas da UE, elevou a previsão para o déficit da Grécia em 2009. A nova estimativa é de que o déficit, no ano passado, atingiu nível recorde de 15,4% do Produto Interno Bruto (PIB), ante projeção anterior de 13,6%. Para 2010, a previsão é de um saldo negativo de 9,4%, ante 8,1%. Em maio, a Grécia conseguiu evitar por pouco um default de sua dívida ao receber um empréstimo de 110 bilhões de euros liberados pela UE e pelo FMI em troca da adoção de uma série de medidas de austeridade e reformas econômicas. (AE)

TAM lidera em lucratividade

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TA M é a e m p r e s a mais lucrativa entre as companhias de capital aberto do segmento de aviação da América Latina e dos Estados Unidos, segundo levantamento da Economatica feito com dados do terceiro trimestre. A companhia anunciou ontem lucro líquido de R$ 740 milhões entre julho e setembro, alta de 224% na comparação com igual período de 2009. A Gol, que apurou resultado líquido positivo de R$ 110 milhões ante R$ 77,9 milhões, ficou com a oitava posição do ranking(veja quadro) . "Se analisarmos a margem líquida das empresas aéreas encontramos também a TAM no topo da tabela com 25,2%. Ela é calculada dividindo o lucro liquido da empresa pelas receitas no terceiro trimestre", informou a consultoria. Sobre o valor de mercado, a maior empresa da América Latina e dos Estados Unidos, é a Lan Chile com US$ 10,43 bi-

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: TOMADAS DE PREÇOS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de obras: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 05/16505/10/02 - Reforma de prédio escolar - EE CHB Prq. Dourado II - Rua Américo Trufeli, 28 - Ferraz de Vasconcelos - SP - 120 - R$ 46.502,00 - R$ 4.650,00 - 10:30 - 06/12/2010. 05/16506/10/02 - Reforma de prédio escolar - EE César Martinez - Al. Irae, 155 - São Paulo - SP - 150 - R$ 36.999,00 - R$ 3.699,00 - 11:00 - 06/12/2010. 05/16517/10/02 - Reforma de prédio escolar - EE Profª Anesia Sincora - Rua José Bernardo Pinto, 758 - São Paulo SP - 90 - R$ 17.534,00 - R$ 1.753,00 - 11:30 - 06/12/2010. 05/16526/10/02 - Reforma de prédio escolar - EE Des. Luís Ambra - Rua Altolândia, s/nº - São Paulo - SP - 120 - R$ 20.014,00 - R$ 2.001,00 - 14:00 - 06/12/2010. 05/16496/10/02 - Reforma de prédio escolar - EE João Arruda Brasil - Rua Sto. Antonio, 510 - Guararapes - SP - 120 - R$ 26.835,00 - R$ 2.683,00 - 14:30 - 06/12/2010. 05/16499/10/02 - Reforma de prédio escolar - EE Profª Zoraide de Campos Helu - Giovani Paladino, 76 - Jaraguá - São Paulo - SP - 180 - R$ 46.211,00 - R$ 4.621,00 - 15:00 - 06/12/2010. 05/16502/10/02 - Reforma de prédio escolar - EE Prof. Amadeu Olivério - Rua Itauna, 66 - São Bernardo do Campo SP - 90 - R$ 16.430,00 - R$ 1.643,00 - 15:30 - 06/12/2010. 05/16512/10/02 - Reforma de prédio escolar - EE Profª Branca Castro Canto e Melo - Rua Costa Barros, 2.521 - São Paulo - SP - 120 - R$ 24.606,00 - R$ 2.460,00 - 16:00 - 06/12/2010. 05/16515/10/02 - Reforma de prédio escolar - EE Prof. Gastão Strang - Rua Mafalda, 405 - São Paulo - SP - 90 - R$ 16.674,00 - R$ 1.667,00 - 16:30 - 06/12/2010. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI, na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 17/11/2010, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE até às 17:00 horas do dia 02/12/2010, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, o estabelecido no edital. FÁBIO BONINI SIMÕES DE LIMA Presidente

Declaração de Propósito Tarcísio José Massote de Godoy, brasileiro, casado, securitário, RG 554.548/SSP-DF, CPF 316.688.601/04, com domicílio na Avenida Paulista, 1.415, parte, Bela Vista, São Paulo, SP, D E C L A R A sua intenção de exercer cargo de Direção na Bradesco Seguros S.A., CNPJ no 33.055.146/0001-93, e que preenche as condições estabelecidas nos Artigos 3o e 4o da Resolução no 136, de 7 de novembro de 2005. E S C L A R E C E que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais impugnações à presente declaração devem ser comunicadas diretamente à Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, no endereço abaixo, no prazo máximo de quinze dias, contados da data desta publicação, por meio de documento em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que o declarante poderá, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do respectivo processo. Superintendência de Seguros Privados – SUSEP - Departamento de Controle Econômico – DECON - Rua Buenos Aires, 256, Centro, Rio de Janeiro, RJ. São Paulo, SP, 16 de novembro de 2010. a) Tarcísio José Massote de Godoy.

RANKING DE LUCRO TAM US$ 436,8 milhões (BRA) United Continental Holding Inc US$ 387 milhões (EUA) Delta Air Lines US$ 363 milhões (EUA) US Airways US$ 240 milhões (EUA) Southwest Airlines US$ 205 milhões (EUA) AMR US$ 143 milhões (EUA) Lan Chile US$ 86,4 milhões (CHI) Gol US$ 64,9 milhões (BRA) Fonte: Economatica

lhões até o dia 15 de novembro. A Gol fica na quinta colocação (US$ 4,47 bilhões) e a TAM na sexta (US$ 3,65 bilhões). Para os cálculos de lucratividade e margem líquida, a Economatica utilizou os resultados apresentados pela empresas nos órgãos fiscalizadores competentes em cada país, no caso do Brasil a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O lucro foi impulsionado por uma decisão judicial, em

caráter definitivo, que isentou a companhia de destinar 1% da receita para subsidiar a aviação regional. A empresa vinha reservando o valor desde 2000 para o caso de perder a causa. Com a vitória, os recursos foram contabilizados positivamente no balanço. Excluindo esse ganho contábil extra, o lucro líquido da companhia foi de R$ 300,5 milhões, alta de 31,6%. Ainda assim, foi o melhor resultado em 15 trimestres. (Folhapress)

UVCC Administração e Participações S.A. (Em Liquidação) CNPJ (MF) nº 61.594.172/0001-25 - NIRE nº 35.300.314.743 - Edital de Convocação - AGE Ficam convocados os srs. acionistas, a se reunirem em AGE, na Rua Venâncio Ayres, 266, esquina com a Rua Caraíbas, Pompéia, São Paulo - SP, no dia 17/12/2010 às 19hs, em 1ª convocação e às 19hs30min em 2ª convocação, com qualquer número de presentes, a fim de deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: 1- apreciação final das contas, com o rateio do ativo remanescente e encerramento da liquidação e extinção da Sociedade. Outros assuntos de interesse dos sócios. De acordo com o disposto no artigo 133 da Lei 6.404/76, acham-se à disposição dos acionistas na Rua Caraíbas, 208, na cidade de São Paulo, o relatório de administração, cópia das demonstrações financeiras, parecer do Conselho Fiscal e demais documentos pertinentes aos assuntos incluídos na ordem do dia. Maria Antonieta Defina Lima e Silva - Liquidante. (13, 17 e 18/11/2010)

I taut ec S.A. - Grupo IItaut taut ec tautec tautec CNPJ 54.526.082/0001-31 Companhia Aberta NIRE 35300109180 ATA SUM ÁRIA D A REUNIÃ OD OC ONSELHO DE ADMINISTR A Ç ÃO SUMÁRIA DA REUNIÃO DO CONSELHO ADMINISTRA REALIZAD A EM 3 DE NOVEMBRO DE 2010 REALIZADA DATA, HOR A E LLOC OC AL: Em 3.11.2010, às 13:00 horas, na Av. Paulista, 1938, 5º andar, Sala DIR-1, em HORA OCAL: São Paulo (SP). PRESIDENTE: Ricardo Egydio Setubal. QUORUM: A totalidade dos membros eleitos. DELIBER AÇÕES TOM AD AS POR UNANIMID ADE: 1. elevar o número de cargos providos na DELIBERA OMAD ADAS UNANIMIDADE: et or Vic e -P ecutiv o: SILVIO ROBERTO DIREITO PASSOS, Diretoria elegendo Dir Diret etor ice -Prresiden esidentte Ex Executiv ecutivo: brasileiro, casado, administrador, RG-SSP/BA 11.474.738-54, CPF 428.217.031-04, domiciliado em São Paulo (SP), na Rua João Boemer, 254, que atende aos requisitos previstos nos Artigos 146 e 147 da Lei 6.404/76 e na Instrução CVM 367/02, com término de mandato anual coincidente ao dos demais diretores, ou seja, na data de posse dos diretores que vierem a ser eleitos na primeira reunião do Conselho de Administração que suceder a Assembleia Geral de 2011. 2. em decorrência dessa eleição, registrar que a Diretoria da Sociedade passa a ser composta por Diretor Presidente e et or P et or de R elaç ões 7 (sete) Diretores Vice-Presidentes Executivos, a saber: Dir Diret etor Prresiden esidentte e Dir Diret etor Relaç elações com IIn nvestidor es: MÁRIO ANSELONI NETO, brasileiro, casado, engenheiro, RG-SSP/SP 18.137.526estidores: et or es 6, CPF 099.445.508-92, domiciliado em São Paulo (SP), na Av. Paulista, 1938, 5º andar; Dir Diret etor ores Vic e -P ecutiv os: CLÁUDIO VITA FILHO, brasileiro, divorciado, engenheiro, RG-SSP/SP ice -Prresiden esidenttes Ex Executiv ecutivos: 3.751.456, CPF 667.980.518-04, domiciliado em São Paulo (SP), na Av. Paulista, 1938, 13º andar; DENISE DUARTE DAMIANI, brasileira, casada, matemática, RG-SSP/SP 9.058.883, CPF 032.952.62861, domiciliada em São Paulo (SP), na Av. Paulista, 1938, 14º andar; JOÃO BATISTA RIBEIRO, brasileiro, casado, contador, RG-SSP/ES 582.340, CPF 802.836.087-49, domiciliado em São Paulo (SP), na Av. Paulista, 1938, 5º andar; JOSÉ ROBERTO FERRAZ DE CAMPOS, brasileiro, casado, engenheiro, RG-SSP/SP 8.399.073-2, CPF 310.134.146-91, domiciliado em São Paulo (SP), na Av. Paulista, 1938, 14º andar; RICARDO HORÁCIO BLOJ, brasileiro naturalizado, casado, engenheiro, RG-SSP/SP 7.542.119, CPF 088.503.398-10, domiciliado em Jundiaí (SP), na Rua Wilhelm Winter, 301 - Distrito Industrial; WILTON RUAS DA SILVA, brasileiro, casado, engenheiro, RG-SSP/SP 14.315.924, CPF 038.443.878-46, domiciliado em São Paulo (SP), na Av. Paulista, 1938, 17º andar; e SILVIO AMENT O : Nada mais havendo a tratar e ROBERTO DIREITO PASSOS, acima qualificado. ENCERR ENCERRA MENTO ninguém desejando manifestar-se, encerraram-se os trabalhos, lavrando-se esta ata que, lida e aprovada, foi por todos assinada. São Paulo (SP), 3 de novembro de 2010. (aa) Ricardo Egydio Setubal - Presidente; Alfredo Egydio Arruda Villela Filho - Vice-Presidente; Carlos Eduardo de Cápua Corrêa da Fonseca, Chu Tung, Luiz Antonio de Moraes Carvalho, Mário Anseloni Neto, Renato Roberto Cuoco e Rodolfo Villela Marino - Conselheiros; e Olavo Egydio Setubal Júnior - Conselheiro Suplente. A presente é cópia fiel da original lavrada em livro próprio. Secretaria da Fazenda - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob nº 401.290/10-4, em 10.11.2010 (a) Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.


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e Copa do Mundo e de várias oportunidades

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

As obras de infraestrutura permanecem, e formam uma herança olímpica. Evelina Christillin, vice-presidente do Comitê dos Jogos de Inverno de Turim

conomia

Geriane Oliveira

Marcos Mendes/LUZ

P

ara uma Copa do Mundo ser bem-sucedida, é essencial que haja sintonia entre os poderes públicos e privados. A tese é da vice-presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Inverno de Turim (Itália), Evelina Christillin, convidada do 2º Seminário São Paulo de Braços Abertos para a Copa 2014, promovido pela Federação do Comércio de Bens e Serviços de São Paulo (Fecomercio). "Pela minha experiência, a integração política é, antes de tudo, fator fundamental para a organização de uma Copa, que é complexa e exige mobilização em torno de um plano master bem-definido e muito investimento", disse a especialista em evento realizado na semana passada. "O sucesso do evento está ligado à infraestrutura, transferência de conhecimento, tecnologias e sinergia. No nosso caso, chegamos a trabalhar com 23 setores em perfeita sintonia", afirmou a palestrante ao compartilhar a experiência de Turim, que foi cidade-sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006. Conforme o estudo apresentado por Evelina, a metodologia do seu trabalho pode ser

Evento muda imagem de país Brasil deve se planejar para obter os benefícios de Copa e Olimpíada Andrew Gilkes

Evelina: integração é necessária.

um modelo para o evento no Brasil, apesar das especificidades. Ao seu ver, os pontos estratégicos envolvem investimentos em transporte, ampliação da oferta de hotelaria, serviços e segurança, além da mobilização de profissionais e voluntários capacitados e a sintonia entre organizações públicas e privadas. "Tempo não é problema. O grande desafio é executar o plano no prazo respeitando a legislação e o meio ambiente", avaliou. "Aprendemos que as obras permanecem em benefício da população e, junto com o sucesso dos jogos e a visibilidade das marcas, formam uma herança olímpica."

O

s benefícios de se sediar uma Copa do Mundo ou uma Olimpíada são muitos e variados. São tão diversos como gerar crescimento econômico, aumentar o número de turistas que permanecem muito tempo, fornecer um legado de instalações esportivas de nível internacional e criar grandes oportunidades de investimento. E esses eventos tamb é m p o d e m d e s e m p enhar um papel essencial nas percepções sobre o país-sede. Os Jogos Olímpicos de Tóq uio, em 1964, tiveram um papelchave em redefinir a marca do Japão. Da mesma forma, os Jogos Olímpicos de Seul, realizados em 1988, representaram o aparecimento da Coreia do Sul como um país moderno, tecnologicamente brilhante e produtivo. Sydney utilizou os Jogos Olímpicos de 2000 para ajudar a definir melhor seu papel modificado na região da Ásia-Pacífico. E os Jogos Olímpicos de Pequim ajudaram a apresentar a “nova China” ao resto do mundo. O Brasil não precisa da Copa do Mundo nem dos

Salto – O diretor do Centro do Comércio do Estado de São Paulo e membro do Conselho de Desenvolvimento das Cidades da Fecomercio, João Alberto Manaus Corrêa, disse que se esperam 700 mil turistas estrangeiros e 1 milhão de torcedores nacionais para a Copa. Já o diretor de Planejamento e Comunicação do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), Jacinto Fabio Barbosa Correa, defendeu a capacitação de mão de obra. "O Brasil ocupa o 45º lugar no ranking de competitividade no setor de viagens e turismo mundial. Esta é uma oportunidade para dar um salto de qualificação e produtividade em eventos internacionais." Por sua vez, o diretor de Turismo e Entretenimento da São Paulo Turismo (SPTuris), Luiz Sales, ressaltou o fato de que os italianos são mestres em organizar eventos esportivos de grande porte.

Jogos Olímpicos para deixar o mundo mais consciente de sua existência. C o n t u d o, o q u e e s s e s eventos podem fazer é ajudar a moldar as percepções internacionais acerca do papel do País no século 21. De uma perspectiva empresarial, tanto a Austrália quanto a China realizaram programas internacionais de marketing estratégico nos anos anteriores ao Jogos Olímpicos para reposicionar as “credenciais” para negócios de cada país. O programa de legado de Sydney (chamado “Investment 2000”) se voltou ao desenvolvimento de uma maior apreciação do papel cada vez mais importante da Austrália nas “redes de valores” empresariais regionais (ÁsiaPacífico). O programa da China (chamado “China Access 2008”) se centrou em realçar sua reputação, que cresce rapidamente, como um ator importante em muitas indústrias baseadas em tecnologia de ponta, com as das ciências da vida. E esses programas não procuraram mudar apenas percepções. Eles também conseguiram resultados empresar iais bem substanciais em ter-

mos de aumento de comércio e de investimentos, além de numerosas novas parecerias empresariais internacionais. Uma chave para o sucesso desses programas é que eles foram direcionados para os negócios e majoritariamente dirigidos pelo setor privado. Em cada caso, um consórcio de empresas locais se reuniu para ajudar a financiar as iniciativas e a gerar resultados empresarias tangíveis. Houve um reconhecimento claro por essas empresas apoiadoras que os Jogos Olímpicos forneceram uma opor tunidade única em uma geração para se conseguir impactos econômicos significantes e duradouros. Elas a viram como uma oportunidade que não podia ser desperdiçada. Andrew Gilkes, ex-presidente do “Investment 2000” e do “China Access 2008”, visitará o Brasil no final deste mês. Ele estará em São Paulo de 29 de novembro a 3 de dezembro, e aproveitará a ocasião para compartilhar as lições aprendidas com os Jogos Olímpicos de Sydney e de Pequim com integrantes da comunidade empresarial brasileira. TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA

Hotelaria terá nova classificação Sistema evitará comparações entre estabelecimentos de categorias distintas Divulgação

Ricardo Osman

A

avaliação oficial de um estabelecimento hoteleiro – definida há duas décadas pelo número de estrelas – está prestes a mudar. Ela tornou-se ineficiente, uma vez que avalia e compara todos os tipos de empreendimentos de forma igual. Em dezembro deve entrar em vigor a nova metodologia, que preserva a classificação em número de estrelas, mas muda consideravelmente o tipo de avaliação – que será feita por ramo de atividade. A classificação considerará sete segmentos: hotel convencional, hotel histórico, hotel fazenda, flat, cama e café, pousada e resort. As estrelas continuarão como símbolo de melhores instalações, mas um estabelecimento de determinado ramo não será mais comparado com o de outro. Além disso, há uma escala própria em número de estrelas para cada categoria. Avanço – Os estabelecimentos que não conseguirem obter o número mínimo de estrelas para sua categoria serão tidos como hotéis convencionais, em escala que vai de uma a cinco estrelas. Esse é o trunfo do Ministério do Turismo e de setores do ramo hoteleiro, que apoiam a medida, para melhorar o atendimento aos turistas

Pousadas como a Vilarejo não serão mais comparadas a hotéis

nacionais e internacionais durante a Copa de 2014 e para os Jogos Olímpicos de 2016. "A nova classificação é um avanço porque vai avaliar os estabelecimentos de acordo com seus setores e incluirá quesitos atuais e importantes ligados à sustentabilidade do negócio", disse Ricardo Moesch, diretor de Estrutura, Articulação e Ordenamento Turístico do Ministério do Turismo, que coordena o projeto do novo sistema de classificação. O ministério está realizando audiência pública para recolher as últimas sugestões para o novo projeto. A direção da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo (Abih) elogiou a iniciativa. "A nova classificação é algo de que o mercado estava preci-

sando. Teremos agora um padrão internacional", disse Bruno Omori, diretor-executivo da Abih de São Paulo. Informação – O empresário, Gustavo Farinelli Lima Ferreira, proprietário da Pousada Vilarejo, de Gonçalves (MG), sentiu falta de informações sobre o sistema. "A ideia é boa, mas faltam informações sobre a mudança. É importante este novo sistema de classificação no sentido de profissionalizar o setor.", disse. Segundo Ferreira, o ministério deve deixar claro mais para a frente o que diferenciará, por exemplo, uma pousada cinco estrelas de uma quatro estrelas. Ele sugeriu que se faça um levantamento amplo de todo o setor hoteleiro do País. "A classificação e o ranking devem ser um serviço do ministério."

Diário do Comércio  

17 nov 2010

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