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DO GENERAL LESSA PARA O EX-MINISTRO JOBIM

'Você foi um embuste'

O general Luiz Lessa, ex-comandante da Amazônia e do Leste (esq.), foi ainda além, na carta ao ex-ministro da Defesa Nelson Jobim (dir.). Atribui-lhe um "ego avassalador", "arrogância", "prepotência" e "uma psicótica necessidade de se fantasiar de militar, envergando uniformes que não lhe cabiam não apenas por seu tamanho desproporcional, mas, também, pela carência de virtudes básicas". E conclui: "Você foi um embuste". O general Lessa surpreendeu-se com as mensagens recebidas desde que postou a carta na internet. Também saudou o novo ministro da Defesa: "Como no Brasil tudo que está ruim pode ficar ainda pior, vamos ter que aturar o embaixador Amorim, que por longos oito anos deslustrou o Itamaraty". O ex-ministro Jobim ainda não se manifestou. Página 7

Masao Goto Filho/e-SIM-10.06.2008

Ano 87 - Nº 23.438

Cobre assinaturas dos parlamentares e assine você também: www.muco.com.br Conclusão: 23h45

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

A PF também protesta

Jorge Araújo/Folhapress-15.10.2007

R$ 1,40

São Paulo, quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O PERIGOSO VOO DOS ROSSI

Ministro da Agricultura e um filho voaram em jato da Ourofino, empresa de agronegócios. Em nota, Wagner Rossi (PMDB) disse que usou o avião "em raras ocasiões". Ah, bom. Página 5 Adnan Abidi/Reuters

Pressão por uma CPI da Corrupção Quem assinou a lista para a CPI da Corrupção no Congresso? E como você pode ajudar. Página 6

Novo Gandhi faz jejum anticorrupção

PR deixa a base governista

Dnit atropela e libera R$ 31 mi

Ativista indiano Anna Hazare chegou a ser preso em Nova Délhi. Pág. 11

Abre mão de cargos, mas descarta "revanche ou chantagem". Pág. 6

Ignorou parecer e aprovou aditivo para obra "inconsistente". Pág. 6

Epitácio Pessoa/AE

CORRUPTUR

Bloqueio de bens de 18 suspeitos Pedido é do procurador da República. Pág. 6 Sergio Lima/Folhapress

Novais: hoje, o grande dia.

VILA MADALENA UNIDA CONTRA ARRASTÃO HOJE Sol. Nuvens à tarde. Pode garoar à noite. Máxima 27º C. Mínima 16º C.

AMANHÃ Sol. Nebulosidade aumenta à tarde. Máxima 26º C. Mínima 15º C.

ISSN 1679-2688

23438

9 771679 268008

Deserto paulistano A umidade relativa do ar caiu a 18% ontem, levando a Cidade ao estado de alerta – índices inferiores a 30% já são prejudiciais à saúde. Pior: as condições só devem melhorar no fim de semana. Veja como se proteger na pág. 12

Onda de assaltos levou donos de bares e restaurantes a intensificarem sua rede de segurança. Ficam de olho uns nos outros e mantêm contatos telefônicos. A qualquer movimento suspeito no vizinho, acionam a polícia. Pág. 12


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Nas propostas e nos planos de ajuste fiscal não se vê nenhum movimento para corrigir tais distorções. José Márcio Mendonça

pinião

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fato que os tempos são outros e as personalidades diferentes – embora o premiê Berlusconi tenha um quê do ditador Mussolini, apenas com uma truculência antidemocrática menos explícita e menos pose –, mas o país que os dois dirigiram ainda tem hoje, no terreno da política e da administração pública, a mesma propensão à anarquia que tinha nos tempos do ditador parceiro de Hitler. "Não é difícil governar a Itália. É inútil", vaticinou Mussolini, no auge do seu poder, o que Berlusconi parece confirmar ao levar o país, de enormes potencialidades, a uma situação de quase insolvência. Por tudo isso, é até paradoxal que venha agora dessa Itália, de tantas glórias e de tantas trocas de governo, de uma teimosa tendência a não se deixar "governar", lições de busca de organização do caos estatal que bem caberiam no Brasil neste momento. A presidente Dilma Rousseff tem dito ultimamente que um dos pressupostos para o Brasil se sair bem da crise que desponta no horizonte internacional é não fazer concessões na política fiscal, ou seja, ser firme no controle dos gastos públicos. Há, por parte dos críticos, uma grande desconfiança de que a tal austeridade fiscal que o atual governo apregoa estar em andamento, para garantir um superávit primário de 3,1%, sem a mágica de anos passados, esteja mesmo no trilho correto. As razões da desconfiança estão, entre outras coisas, no fato de que a economia feita para pagar juros está até agora baseada mais no aumento de receitas do que no corte efetivo de gastos. Muitas despesas pesadas estão maiores neste ano do que no anterior – como os gastos com pessoal, até agora mais de 10% acima,

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA ministérios, com vistas a chegar ao quadragésimo nos próximos meses, quando o país viveria muito melhor com menos da metade disso. Dos 26 Estados e o Distrito Federal em que se divide a nossa federação, parte considerável vive à mingua. No entanto, pensamos criar novas unidades – duas já estão engatilhadas , com a divisão do Pará, e mais de dez aguardam o aval do Congresso para virem à luz. Só no governo federal há mais de 22 mil cargos de confiança, posição de chefia, boa parte ocupada por apadrinhados políticos sem concurso público. As "assessorias especiais" alastram-se como praga. Na Inglaterra, pobre país rico, essas funções não chegam a 500.

Lição de enxugamento em termos reais, dos realizados no ano passado. No global, o governo não está soltando menos recursos do que soltou em 2010.

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judam a aumentar as desconfianças decisões como a perpetrada ontem pela presidente – assunto, aliás, antecipado aqui há cerca de um mês – de vetar, na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2012, algumas propostas da oposição, cujo objetivo era pôr um pouco mais de disciplina nos gastos oficiais. Os vetos estão no limite de 0,87% do PIB

para o déficit nominal (receitas menos despesas, incluídos os juros) e a obrigação de incluir no Orçamento os gastos com emissão de títulos para financiar projetos via bancos oficiais. Não são bons sinais, claro. Mas, ainda que, ao contrário dessas e de outras inquietantes indicações de vazamentos na político, todo o enxugamento anunciado venha a se realizar, ainda assim o governo estaria apenas enxugando gelo, cortando às vezes em parte essenciais, sem atacar de fato o problema estrutural, que é o

excesso de custo inútil do Estado. E é esta a lição que nos vem do país do qual se diz que governá-lo é inútil. No pacote do primeiro ministro Berlusconi, por qual milagre seja, está de fato uma proposta de corte na carne estatal italiana. Um pequeno exemplo: na estrutura administrativa e política do Estado italiano serão fechadas 1,5 mil prefeituras e 30 governos provinciais, com a eliminação de dez mil cargos públicos e políticos (vereadores, deputados provinciais e apensados) com uma economia de 9 bilhões de euros de for-

ma definitiva. É certo que, no Brasil, a questão municipal não pode ser resolvida desse modo, mas a verdade é que dos mais de 5.600 municípios brasileiros, mais da metade não tem vida financeira própria, não arrecada para garantir sua sobrevivência, com o custo de vereadores, prefeitos, secretários. Mas nunca se levou a sério qualquer tentativa de reduzir esses custos com a criação de consórcio regionais para partilhamento de despesas e coisa tais. Menos ainda se pensou nos enxugamentos possíveis. Temos 39

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as propostas e nos planos de ajuste fiscal não se vê nenhum movimento para corrigir tais distorções. Sacrificam-se investimentos e até melhoria em salários de professores, policiais, médicos, mas não se sacrifica a estrutura político-eleitoral. Enquanto não se atacar esta esfera, com uma reforma para valer no obeso Estado brasileiro, vai sempre faltar dinheiro para o essencial. E a máquina arrecadadora oficial não moderará seu apetite. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

CADÊ O DINHEIRO DE COBAIN? IVONE ZEGER Há dois anos, ou seja, 15 anos após a morte de Cobain, Love percebeu que pelo menos 500 milhões da herança deixada haviam lhe escapado das mãos, simplesmente evaporado, desaparecido! Nós, longe do olimpo do rock, nos perguntamos: como isso é possível? m parte, a resposta quem deu foi a advogada de Courtney Love, Rhonda Holmes, ao contar aos jornais que teriam forjado números do seguro social de Love, Cobain e da filha, e aberto contas bancárias para movimentar a herança. As suspeitas recaem sobre os administradores da herança e gerentes de bancos. A advogada disse que se aproveitaram do fato de Love

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ser dependente de drogas e lhe arrancaram o dinheiro. Ela só foi perceber 15 anos depois porque, enfim, conseguiu vencer o vício. Porém, meses após alardear que foi roubada, a cantora voltou às páginas dos jornais, ao doar US$ 17 mil para um chá beneficente com o ator Adrien Brody, que ganhou o Oscar com o filme O Pianista. Ou seja, há algo muito estranho nisso tudo. Em todo esse imbróglio, o que realmente fica claro é que heranças somem se houver irresponsabilidade ou dívidas. Frances que se cuide. Em geral, dívidas deixam herdeiros frustrados e dão trabalho. No Brasil, o artigo 1792 do Código Civil garante que os herdeiros não respondem por encargos

superiores às forças da herança. Isso significa que dívidas deixadas por quem falece serão pagas na medida em que o patrimônio do falecido for suficiente. Deve-se fazer o inventário para quitar as dívidas pendentes e, mesmo que não haja recursos, pelo menos para que fique publicamente registrada a impossibilidade de pagá-las. Isso facilita caso apareçam outros credores. o caso de haver algum patrimônio, há uma ordem de prioridades. Primeiro, são quitadas as dívidas trabalhistas e os impostos relativos à pessoa física: federais – como o IR e o ITR, Imposto sobre Propriedade Territorial Rural; os estaduais, como o IPVA, e os municipais, como o IPTU. E é aqui que os herdeiros perdem o sono, pois se os recursos não forem suficientes, eles terão de pagar essas pendências do próprio bolso. Daí a justa preocupação da família quando há um único imóvel a inventariar e

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Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

ele é utilizado como residência. No caso das dívidas citadas acima – fiscais e trabalhistas – é bem provável que o imóvel se destine ao pagamento. Se houver mais de um imóvel, penhora-se o de maior valor.

Reprodução

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suspense em torno da herança da cantora inglesa Amy Winehouse, que comentei aqui na semana passada, traz à lembrança o caso de outro ícone do rock, este dos Estados Unidos: Kurt Cobain. Líder e vocalista do grupo Nirvana, Cobain foi casado com Courtney Love, também artista do cenário "underground", da banda Hole. Numa trajetória mórbida emblemática, os dois protagonizaram episódios envolvendo abuso de drogas e suas consequências. Entre os episódios memoráveis, está a luta que o casal teve de travar na Justiça para garantir que a filha, Frances Cobain, nascida em 1992, permanecesse com eles. Na época, a Justiça acabou consentindo a custódia da filha para o casal. E Cobain teria criado Frances se não tivesse se matado, em 1994, com um tiro na testa. Ao morrer, deixou uma herança de cerca de 1,2 bilhão de dólares. Love e a filha Frances pareciam ter o futuro garantido. Mas não foi bem isso o que aconteceu.

iz-se que as dívidas cessam com a morte, mas bem se vê que frases assim são meias verdades. Por outro lado, há dívidas que realmente deixam de existir com a morte, como empréstimos para casa própria. Aliás, isso faz os bancos burocratizarem cada vez mais a contratação de empréstimos pessoais e a impor altas taxas de seguro que fazem brutal diferença nas prestações. Outros credores – instituições ou pessoas físicas– podem se habilitar na sucessão, mas só receberão se sobrarem bens do autor da herança.

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A vida de quem vive abaixo do olimpo tem lá suas responsabilidades. A garota Frances Cobain, já com 20 anos, linda e adorada pelos fãs dos seus pais, parece ter mais juízo e não se fia na herança. Recentemente, ela começou a trabalhar e iniciou a carreira de fotógrafa. IVONE ZEGER É ADVOGADA ESPECIALISTA EM DIREITO DE FAMÍLIA E SUCESSÃO, AUTORA DOS LIVROS

"HERANÇA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" E "FAMÍLIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" - DA MESCLA EDITORIAL WWW.IVONEZEGER.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli, Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

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pinião

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DÓLAR AINDA É O PADRÃO MONETÁRIO DO MUNDO, APESAR DA CRISE NORTE-AMERICANA.

THOMAS L. FRIEDMAN

GLOBALIZAÇÃO DA RAIVA E TECNOLOGIA

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A CRISE, LÁ E CÁ C

om a crise instalada nos mercados internacionais e as bolsas de valores envoltas em movimentos típicos das montanhas russas, me permiti brincar com os amigos, lembrando-lhes como é "exata" a ciência econômica. A brincadeira surgiu como forma de responder à pergunta mais frequente que me fizeram, na semana que passou: "se a economia americana vai mal, como você explica que, para fugir do risco, os agentes econômicos se refugiem em títulos do tesouro americano?" A melhor resposta a esta questão, encontrei num artigo de Luis Fernando Veríssimo, publicado em 7 de agosto, sob o título "Uma saída". Para ele, "fora os falsários, só os americanos podem imprimir dólar". E, se o dólar ainda é o padrão monetário do mundo, isso explica a procura pelos títulos do governo americano. Resolvi ligar para o meu amigo e personagem imaginário, John Smith, para lhe contar sobre a frase do Veríssimo. Encontrei-o de bom humor com a resolução do impasse no Congresso Americano acerca da elevação do teto da dívida americana. Ao mesmo tempo, estava enfurecido com a agência de classificação de risco Standard & Poor's que retirou a graduação de triplo A da economia americana. Tratei logo de descontrair o ambiente, lembrando o discurso do presidente americano, segundo o qual os Estados Unidos jamais deixariam de ser AAA, muito menos por conta de uma agência que, poucos anos atrás, errou feio na classificação de risco do banco de investimentos Lehman Brothers, cuja concordata deu início à crise em 2008, a qual se arrasta até hoje. Mr. Smith, como bom republicano, fez questão de me lembrar que o discurso de Obama não teve ressonância nos mercados mundiais. Segundo ele, a boa notícia veio do Banco Central americano, o Federal Reserve

MANUELITO MAGALHÃES JÚNIOR (FED), que anunciou a manutenção de taxas de juros próximas a zero até 2013, como forma de estimular a economia e os investimentos privados.

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epois dessa intervenção, ele voltou a destilar seu humor americano, algo sarcástico, e pôs-se a comentar as últimas notícias sobre o Brasil e o mundo. Para ele, que tem tropeçado em brasileiros nas suas andanças pelo mundo, o enfraquecimento das economias mais desenvolvidas, ao mesmo tempo em que a nossa atrai capitais estrangeiros, vai provocar o retorno de brasileiros que, no passado, emigraram em busca de oportunidades de emprego, então escassas por aqui. O primeiro sinal disso, para Mr. Smith, seria a queda nas remessas de recursos por parte desses emigrados, que traduz a dificuldade em manter a renda e o emprego lá fora. Fui conferir os números, comparando o primeiro semestre de 2011 com o de 2010: a queda foi de mais de 45%! O velhinho sabe das coisas... Tentei dizer que não estamos tão bem assim, que nossos governantes também estão muito preocupados com os desdobramentos internos da crise. Lem-

brei que o próprio ministro da Fazenda ponderou que este não é o momento para gastos adicionais, até para os aumentos salariais prometidos ao longo da campanha eleitoral do ano passado. Mas Mr. Smith não se deu por vencido: "Qual o quê! O Brasil está com reservas internacionais superando 350 bilhões de dólares, com planos acelerados para investir mais de 30 bilhões de dólares em trens de alta velocidade. Um país com essa capacidade, em um momento turbulento como esse, é um exemplo para nós americanos", disse ele.

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ebati suas afirmações, dizendo que, na verdade, essas reservas custavam algo em torno de 30 bilhões de dólares anuais para serem mantidas, e que, pelo discurso oficial, eram necessárias não apenas para criar um lastro destinado a enfrentar a crise mas, principalmente, para tentar manter o valor do dólar em patamar que não inviabilizasse nossas exportações. Nada disso afetou o bom humor de Mr. Smith, que replicou seus argumentos sobre a invasão verde-amarela nas ruas de Manhattan e os investimentos num meio de transporte como o

O enfraquecimento das economias mais desenvolvidas, enquanto a nossa atrai capitais estrangeiros, fará retornar brasileiros que emigraram em busca de emprego.

trem bala, algo incompreensível para o modelo de sociedade americana. Tentei fazê-lo enxergar que a modelagem do investimento do nosso trem rápido não era estatal, e sim privado. Ao que ele me interrompeu, afirmando (êta velhinho bem informado!) que a maioria dos recursos sairá do BNDES, logo são públicos. E mais: que ele havia lido que o próprio governo ofereceu garantias de que, caso as receitas obtidas pelo operador privado não se mostrassem similares ao que previa o edital, o rombo seria coberto com recursos do tesouro brasileiro.

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ratei de mudar de assunto. O Brasil é mesmo um país complicado para estrangeiro entender. Com tantos problemas emergenciais a serem resolvidos, tantas obras de infraestrutura por fazer, somos um país que discute a implantação da rede 4G e o combate à fome no semi-árido. Às vezes imagino que visão os milhões de Mr. Smith's têm sobre nós. Será que um japonês, ao vera maior agência de classificação de risco japonesa (R&I Japan) elevar nossa nota de crédito para BBB tem noção de como de fato nós somos? Que enquanto eles reconstroem uma rodovia dias após o tsunami, nós ainda caímos em buracos de estradas abertos nas chuvas de seis meses atrás? Exageros de Mr. Smith à parte, estamos melhorando. Mas será que estamos no rumo? Ou a sensação de melhora obstrui a visão do caminho que ainda precisamos trilhar? MANUELITO P. MAGALHÃES JÚNIOR É ECONOMISTA E DIRETOR DA COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO (SABESP). FOI PRESIDENTE DA EMPRESA PAULISTA DE PLANEJAMENTO METROPOLITANO (EMPLASA) E SECRETÁRIO DE PLANEJAMENTO DA CIDADE DE SÃO PAULO.

ondres está em chamas. A Primavera Árabe desencadeia rebeliões populares contra autocratas no mundo árabe. O Verão Israelense leva 250 mil israelenses às ruas, protestando contra a falta de moradia acessível e contra a forma com que o país é dominado hoje por um oligopólio de capitalistas companheiros. De Atenas a Barcelona, as praças europeias estão tomadas por jovens que se manifestam contra o desemprego e a injustiça dos gritantes desequilíbrios de renda, enquanto o raivoso Tea Party surge do nada e estabelece o rumo da política norte-americana. O que está havendo? Existem várias e diferentes razões para essas explosões, mas se elas tiverem um denominador comum, creio que este pode ser encontrado numa das palavras de ordem da revolta da classe média israelense: "Estamos lutando por um futuro acessível". Em todo o mundo, muitas pessoas da classe média e da média-baixa sentem que o "futuro" está fora do alcance delas e querem que seus líderes saibam disso. Por que agora? Tudo começa com o fato de que a globalização e a revolução da tecnologia da informação atingiram um nível totalmente novo. Graças à computação na nuvem, conectividade 3G sem fio, Skype, Facebook, Google, Linkedln, Twitter, iPad e smartphones baratos, com acesso à internet, o mundo passou de conectado para hiperconectado. Essa é a tendência mais importante do mundo atualmente. E é a principal razão pela qual, para ingressar na classe média, agora, é é preciso estudar mais, realizar o trabalho de forma mais inteligente e se adaptar mais rápido do que antes. Toda essa tecnologia e a globalização estão eliminando cada vez mais o trabalho de "rotina" – o tipo de trabalho que já sustentou muito do estilo de vida da classe média. A mistura da globalização com a TI está provocando ganhos gigantescos de produtividade, especialmente em épocas recessivas, quando os empresários estão percebendo que é mais fácil, mais barato e mais necessário do que nunca substituir a mão-deobra por máquinas, computadores, robôs e trabalhadores estrangeiros talentosos.

ntes, era comum que só trabalhadores braçais estrangeiros fossem baratos; agora, gênios estrangeiros baratos estão facilmente disponíveis. Isso explica por que as empresas estão ficando mais ricas e os trabalhadores com capacidades médias mais pobres. Há bons empregos, eles existem, mas exigem mais educação e mais habilidades técnicas. O desemprego ainda continua relativamente baixo para pessoas com nível universitário. Mas conseguir um diploma e transformá-lo em um bom emprego exige mais desafios para todo mundo. É difícil. Reflitam no que a revista The Times publicou em fevereiro último: na pequena Grinnell College, zona rural de Iowa, com 1.600 alunos, "um em cada 10 candidatos analisados para a turma de 2015 vem da China". A reportagem chama a atenção para o fato de que dezenas de outras faculdades e universidades norte-americanas estão observando uma onda parecida. E o texto completava com este fato: metade dos candidatos da China deste ano obteve 800 pontos

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na parte da matemática do SAT (teste de avaliação para se entrar em uma faculdade nos EUA). Não só se exige mais capacidades para conseguir um bom emprego, como também para aqueles que não têm condições de ampliar seus desafios, os governos não podem mais conceder um generoso apoio de assistência social ou crédito barato para ser usado na compra de uma casa por quase nada – o que criava muitas vagas de trabalho braçal na construção e no comércio. Lamentavelmente, nos 50 anos após a Segunda Guerra Mundial, para ser um presidente, prefeito, governador ou reitor de universidade significava, de um modo geral, dar coisas às pessoas. Hoje, significa tirar coisas das pessoas. udo isso está ocorrendo numa época em que a mesma revolução globalização/TI permite agora a globalização da raiva, com todas essas demonstrações inspirando umas às outras. Alguns manifestantes israelenses carregavam um cartaz: "Marche como um egípcio". Embora esses protestos sociais – e suas mutações criminosas de flash-mob como as de Londres – não sejam causados pelas novas tecnologias por si mesmas – são alimentados por elas. A revolução globalização/TI também está "superfortalecendo" os indivíduos, capacitando-os a desafiar as hierarquias e as figuras de autoridade tradicionais – nos negócios, nas ciências, nos governos. Ela também está possibilitando a criação de minorias poderosas e deixando, como nunca, mais difícil governar e mais fácil fazer a políticas das minorias. Consultem o dicionário para Tea Party. Com certeza, uma das imagens icônicas desta época é o retrato do ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak – por três décadas um faraó moderno – sendo arrastado para o tribunal, preso numa jaula com seus dois filhos e julgado por tentar esmagar as manifestações pacíficas de seu povo. Todos os líderes e diretorespresidentes de empresas deveriam refletir sobre essa foto. "A pirâmide do poder está sendo virada de cabeça pra baixo", afirmou Yaron Ezrahi, um teórico político israelense.

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ntão vamos analisar: cada vez mais estamos tirando da classe média o crédito fácil, o trabalho rotineiro, empregos públicos e direitos – numa época em que se precisa de mais capacidades para se conseguir e manter um trabalho decente, numa época em que os cidadãos têm mais acesso aos meios para se organizar, protestar e desafiar as autoridades. E numa época , também, quando essa mesma combinação de globalização e TI está criando salários gigantescos para pessoas com habilidades globais (ou para aqueles que sabem lidar com o sistema e têm acesso a dinheiro, monopólios ou contratos governamentais por serem próximos aos que estão no poder) – ampliando assim as desigualdades de renda e alimentando ainda mais os ressentimentos. Ponham tudo isso junto e teremos a notícia da primeira página de hoje.

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THOMAS L. FRIEDMAN É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES E TRÊS VEZES GANHADOR DO PRÊMIO PULITZER TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA


DIà RIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

17 de agosto

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frei dominicano, nascido JacĂł, aprendeu a bondade e a caridade na famĂ­lia. Conviveu em Roma com SĂŁo Domingos de GusmĂŁo, em 1221. Foi pregador na CracĂłvia, PolĂ´nia, em 1228 e falava contra os prussianos . Nasceu SĂŁo Jacinto em 1221 e faleceu em 1257.

        



  

 

 

   

           



            

  

 

 

 

      

   

  

 







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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

5 AINDA NÃO Em nome de apoio político, o ministro que deveria cair, fica no cargo.

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MAS QUASE Mas Dilma decidiu avançar com a faxina na Agricultura.

Ministro voa no jatinho do agronegócio Sérgio Lima/folhapress - 10/8/11

Wagner Rossi, da Agricultura, diz que "nas raras vezes" em que viajou foi de "carona" no avião da Ourofino, empresa que doou R$ 100 mil para ajudar na eleição do filho, Baleia Rossi. Paulo Pampolim/Hype - 27/6/11

Rossi nega ter favorecido a Ourofino. Ação teria ocorrido antes da sua nomeação e serviria para abrir o mercado a empresas nacionais.

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ministro da Agricultura, Wagner Rossi (PMDB), usou o jatinho de uma empresa de agronegócios para exercer as suas funções na pasta. Segundo reportagem publicada ontem pelo Correio Braziliense, Rossi e um dos seus filhos, o deputado estadual Baleia Rossi (PMDB-SP), viajaram várias vezes em uma aeronave avaliada em US$ 7 milhões. O avião pertence à Ourofino Agronegócios. Carona – Rossi, em nota, disse que usou o jato "em raras ocasiões", como "carona", e negou ter beneficiado a empresa. De acordo com a denúncia, a Ourofino, que foi fundada em 1985 em Ribeirão Preto (SP), cidade onde mora o ministro e a sua família, teria recebido autorizações do governo federal no ramo de patentes e registrou crescimento de 81% devido à inserção da empresa na campanha de vacinação do ministério contra a febre aftosa em 2010. Atualmente, a sua sede fica em Cravinhos (SP), próxima de Ribeirão Preto Na explicação divulgada no site do ministério da Agricultura, Rossi esclarece que o processo de autorização para que a Ourofino pudesse produzir o medicamento Ourovac Aftosa iniciou-se em setembro de

2006. "Antes, portanto, da mi- vacina contra a febre aftosa é o nha gestão à frente da pasta e passaporte para um mercado de minha participação no go- q u e m o v i m e n t a c e r c a d e verno". Segundo o ministro, ao R$ 1 bilhão por ano no Brasil. O ministro comentou ainda longo de quatro anos os procedimentos técnicos que culmi- que até 2009 apenas seis emnaram na autorização para a presas, das quais cinco multifabricação do produto veteri- nacionais, tinham autorização nário "foram cumpridos rigo- do governo para produzir e comercializar a vacina. rosamente". "Emp resas Não era eu – nacionais, coSegundo Rosmo a Ourofino si, "a aprovae a Inova, conção, a liberaUsei o jatinho da seguiram o ção e a licença Ourofino em raras status oficial para abertura para a produda fábrica, por ocasiões, sempre ção do medicaexemplo, como carona e mento veteriocorreram em sem beneficiar nário", desta2009. Nessa a empresa. cou Rossi. "A ocasião, eu decisão, técninão era minisWAGNER ROSSI, MINISTRO DA ca, teve como t ro d a A g r iAGRICULTURA objetivo abrir cultura". Roso mercado". si, acrescenta Além dessas duas, o minisque "diferentemente do que insinua a denúncia do jornal", a tro citou a empresa argentina Ourofino não foi a única com- Biogenesis, que obteve autoripanhia a receber a autoriza- zação para a produção da vacina também em 2009. Ele reforção. "Também a Inova Biotecno- çou que "as três empresas têm logia (MG) recebeu licença do reputação no mercado e cumgoverno, em outubro de 2010, priram todos os pré-requisipara produzir a Aftomune, co- tos, sem privilégios ou tratamo é chamada a vacina contra mento especial", embora soa febre aftosa da empresa", dis- mente no ano passado teria ido se o ministro, reforçando que de "carona" de Brasília a Ribeifoi no mesmo período da licen- rão Preto. Em outra ocasião, ça concedida à Ourofino. A co- viajou no jatinho da Ourofino mercialização para fabricar para Uberaba (MG) para uma

exposição agropecuária. Negócios em família – Segundo o Correio Braziliense, um dos sócios do grupo Ourofino é Ricardo Saud, diretor da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do ministério da Agricultura. A proximidade entre a família de Rossi e a empresa de agronegócio se repete em outros campos. Vídeos institucionais da Ourofino são realizados pela empresa A Ilha Produções, que está atualmente em nome de Paulo Luciano Tenuto Rossi, filho do ministro, e Vanessa da Cunha Rossi, mulher de Baleia, irmão de Paulo Luciano e deputado estadual, que foi contemplado com doação de campanha no valor de R$ 100 mil transferidos pela Ourofino. Na faixa – Em resposta, Baleia também confirmou que já viajou no avião da Ourofino e que a empresa fez doações à sua campanha, "devidamente registradas no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo". Já Ricardo Saud disse que não é mais sócio da subsidiária do grupo, pois o negócio não se viabilizou. A Ourofino afirmou que o assessor especial do ministro não continuou na ficha societária da firma "por falta de recursos" para compor a sociedade. (Agências)

Baleia Rossi confirma doação de campanha e diz que é tudo legal.

Rossi sob pressão; Dilma segura PSDB solicita fitas que podem comprometer o ministro que, por enquanto, fica no cargo, mas os amigos, não. Duda Sampaio/AE - 26/7/11

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PSDB encaminhou ontem ao procuradorgeral da República, Roberto Gurgel, pedido de busca e apreensão no Ministério da Agricultura. A solicitação é para obter as fitas do circuito interno, depois que o exchefe da comissão de licitação do ministério, Israel Leonardo Batista, afirmou que o ministro Wagner Rossi "desarranjou" o setor nomeando pessoas que "vão assinar o que não devem". Batista reafirmou que o lobista Júlio Fróes lhe entregou um envelope com dinheiro dentro do ministério depois da assinatura de um contrato milionário da pasta com a empresa representada pelo lobista. Ele disse que as fitas do circuito interno podem comprovar se Rossi conhece ou não o lobista. De acordo com Batista, o ministro, se permanecer no cargo, vai atrapalhar as investigações. Na representação do PSDB, assinada pelos líderes da Câmara, Duarte Nogueira (SP), e do Senado, Álvaro Dias (PR), "fica evidente que o servidor desmente a versão oficial

Duarte Nogueira, líder dos tucanos na Câmara: versão de funcionário coloca Rossi como participante do esquema de corrupção na Agricultura.

do ministro Rossi e o inclui como partícipe de um grande esquema de corrupção". Mesmo com todas as denúncias de tráfico de influência envolvendo o ministro, a presidente Dilma Rousseff decidiu manter Rossi no cargo para não brigar com o PMDB do vice-presidente Michel Temer, padrinho político de Rossi. Em compensação, a presidente vai impor uma "faxina" nos cargos

atualmente ocupados por amigos do ministro. Essa é a base do acordo de convivência com a base aliada. Segundo assessores, Dilma não quer repetir com o PMDB a "experiência traumática que vive com o PR", retirado do Ministério dos Transportes. Por isso, por enquanto, decidiu manter Rossi para não perder o apoio do PMDB, quase totalmente controlado por Temer.

Cedendo de um lado, mas avançando de outro, Dilma vai tomando algum controle no ministério. Um dos exemplos é a nomeação de José Gerardo Fontelles para a secretaria-executiva no lugar de Milton Ortolan, que pediu demissão no dia 6, logo depois das denúncias de uma suposta ligação sua com Júlio Fróes. Fontelles é um técnico que tem mais de 40 anos de carreira. (AE)

Editoria de arte/Folhapress


p Turismo: pedido de bloqueio de bens

DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A área (Ministério do Turismo) passa por um momento de reavaliação. Pedro Novais, ministro do Turismo

olítica

Sérgio Lima/Folhapress

Procurador defende que medida seja extensiva aos 18 investigados por desvios

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esponsável pela condução do inquérito que investiga o suposto esquema de desvio de recursos públicos do Ministério do Turismo destinados a cursos de qualificação profissional, o procurador da República no Amapá, Celso

Leal, pediu à Justiça Federal o bloqueio dos bens dos investigados pela Operação Voucher, da Polícia Federal (PF). O procurador pede, em medida cautelar apresentada ontem à noite à Justiça Federal, o bloqueio dos bens, a suspensão de todos os convênios do

Wilson Pedrosa/AE - 10.08.11

Celso Leal: medida cautelar apresentada à Justiça Federal

Por uma CPI da Corrupção

M

ais uma frente de luta contra a corrupção no Brasil ganha reforço. É o site CPI da Corrupção Eu Assinei, criado pelo DEM com o propósito de cobrar dos parlamentares ainda não convictos de sua necessidade a instauração de uma Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CMPI), formada por deputados e senadores, para apurar os casos de corrupção que, segundo o site, assolam o País.

Ao acessar o site os internautas podem visualizar os nomes dos deputados e os senadores que já assinaram o manifesto e os parlamentares que ainda não contribuiram com sua assinatura. Há espaço também para a assinatura dos cidadãos que querem aderir à causa e um pedido para que cada um dos brasileiros convençam quem ainda se recusa a contribuir para um Brasil melhor. Reprodução

Logotipo do site: DEM cobra assinaturas dos parlamentares para instalar a comissão

SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS “A Subprefeitura Cidade Ademar, da Prefeitura Municipal de São Paulo, pessoa jurídica de direito público, com sede à Avenida Yervant Kissajikian nº 416 Vila Constância - São Paulo - Capital, com fundamento na Lei Municipal 13.278/2002 e Decreto Municipal 44.279/2003 e Lei Federal 8.666/93, que institui normas para licitações e contratos administrativos, na Lei Federal nº 9.503, de 23/09/97 (Código de Trânsito Brasileiro), que regulamenta os veículos no país, na Lei Federal nº 6.575/78 e no Decreto Municipal nº 51.832/2010, que dispõe sobre o depósito e a venda de veículos apreendidos e removidos pelas Subprefeituras, TORNA PÚBLICO que realizará na data de 01/09/2011, às 11h00, nas dependências de sua sede, licitação, na modalidade Leilão nº 001/SP-AD/2011, para a venda de sucatas de veículos automotores de diversos tipos, apreendidos na jurisdição da Subprefeitura Cidade Ademar - Cidade de São Paulo - SP”.

SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS COMUNICADO Tomada de Preços nº 02/SP-IQ/GAB-ATJ/2011 - Processo Administrativo nº 20110.198.598-0. OBJETO: REVITALIZAÇÃO DE ÁREA MUNICIPAL LOCALIZADA NA RUA ANSELMO RODRIGUES, S/Nº, ITAQUERA, COM A CONSTRUÇÃO DE QUADRA POLIESPORTIVA, QUADRA DE MALHA, VESTIÁRIOS E ADEQUAÇÃO DO CAMPO EXISTENTE, CONFORME MEMORIAL DESCRITIVO - ANEXO I E PLANILHA DE PREÇOS - ANEXO III. A Comissão de Licitações da Subprefeitura de Itaquera, em atenção à legislação vigente, informa que o Edital teve seus itens 2.1.1, 2.1.2.1 e 7.1.4.3.1 alterados, assim como suas datas de abertura da sessão, entrega dos envelopes e vistoria. O Edital retificado poderá ser acessado gratuitamente no site da Prefeitura do Município de São Paulo, no endereço eletrônico: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br/, ou adquirido na sede da Subprefeitura de Itaquera, na Assessoria Técnica Jurídica, à Rua Augusto Carlos Bauman, nº 851 - 2º andar - Itaquera, São Paulo, mediante apresentação de um CD novo ou pagamento do preço público para cópias reprográficas.

Ministério do Turismo com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), bem como dos contratos do instituto com outras empresas que contem com dinheiro público. Leal pede também que os servidores do ministério citados no inquérito por suposto envolvimento no esquema sejam afastados dos cargos até que o inquérito seja julgado. Entre os investigados que podem ter os bens bloqueados a pedido do procurador estão o secretário executivo, Frederico Silva Costa, o secretário nacional de Programas e Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins, e o ex-secretário executivo Mario Moysés. O ministério afastou temporariamente todos os servidores citados na investigação. Por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), os bens do Ibrasi estão bloqueados desde o dia 10. Ad iame nto – A audiência do ministro do Turismo, Pedro Novais, na Câmara, prevista para ontem, foi adiada para hoje. O adiamento aconteceu para que a reunião pudesse ser em conjunto com outras comissões, que também aprovaram o convite a Novais. Uma semana após a PF fazer uma devassa no ministério, o número dois Frederico Costa Silva anunciou ontem que vai se demitir, enquanto Novais confirmava que a área vai passar por um "momento de reavaliação". (Agências)

P, M e G: ministro Novais (à esquerda) adiou para hoje o depoimento sobre denúncias contra a pasta

Dnit passa por cima do corpo técnico

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Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), contrariando parecer de seu próprio corpo técnico, aprovou um aditivo de R$ 31 milhões para uma obra classificada como "inconsistente" e com projeto "virtual" no Paraná. A decisão aumentou em 23% o valor do anel viário de Maringá (PR), cuja construtora é a Sanches Tripoloni, alvo de investigações do Tribunal de Contas da União (TCU) e doadora de campanha para aliados do governo. A empresa também venceu a licitação para construir a segunda parte do contorno. A obra, investigada pelo TCU, é criticada por técnicos, que questionam a sua eficiência. Seu término estava previsto para 2010, mas ela continua inacabada. O parecer do Dnit, assinado por 12 técnicos, aponta dezenas de falhas e inconsistências no projeto e na

execução do contorno. Entre os problemas, estão a contratação de fornecedores distantes até 400 quilômetros do local da obra, a ausência de projeto de desapropriação, a falta de estudos de tráfego consistentes e a opção por determinadas soluções técnicas que implicariam em aumento nos gastos. O parecer, de março de 2010, aponta ainda a falta de justificativas técnicas para a mudança do projeto e o "aumento exorbitante'' da terraplena-

gem, que custou 72% a mais do que o previsto. Três meses depois do parecer, porém, o então diretor de Infraestrutura Rodoviária, Hideraldo Caron, indicado do PT e que foi exonerado no mês passado, decidiu aprovar o aditivo, sob a justificativa de que era "uma ação imprescindível para a conclusão das obras''. O TCU analisa a possibilidade de paralisação do anel viário. Até agora, suspendeu o pagamento de R$ 2,5 milhões. (Folhapress)

PR deixa a base aliada

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ex-ministro dos Transportes e senador Alfredo Nascimento (PR-AM) confirmou ontem, em discurso no Senado, que o partido abria mão de todos os cargos no governo ocupados por indicação de sua bancada. "A partir de

agora, tais espaços ficam à disposição da administração federal", afirmou Nascimento, que também é presidente nacional do PR. Ele disse que o partido não vai fazer "jogo rasteiro" e descartou "revanche ou chantagem" com o Planalto. (Agências)

CNT/Sensus: governo Dilma tem 49% de aprovação Em dezembro de 2010, 69,2% dos entrevistados disseram acreditar que a petista faria um governo ótimo ou bom

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governo Dilma Rousseff é avaliad o c o m o ó t imo/bom por 49,2% dos entrevistados pela pesquisa CNT/Sensus, divulgada hoje. Dos entrevistados, 9,3% classificaram o governo como ruim/péssimo e 37,1% como regular. O desempenho da presidente, no entanto, é aprovado por 70,2% dos entrevistados e desaprovado por 21,1%. Essa é a primeira pesquisa CNT/Sensus divulgada no governo Dilma. Foi feita entre os dias 7 e 12 de agosto em 24 Estados e ouviu 2.000 pessoas. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais. Em dezembro de 2010, 69,2% dos entrevistados pelo instituto disseram acreditar que a petista faria um govern o ó t i m o o u b o m . O u t ro s 17,6% esperavam um governo regular, e 6,4% imaginavam o governo de Dilma como ruim ou péssimo. A composição dos ministérios da petista, praticamente definida no momento da pesq u i s a , f o i a p r o v a d a ( ó t imo/bom) por 45,5% dos entrevistados em dezembro. Continuidade – A pesquisa passada indicou ainda que 65% viam o governo Dilma como continuidade do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Naquele momento, o então presidente Lula registrou índice de avaliação positiva (ótimo/bom) de 83,4% e negativa (ruim/péssimo) de 2,2%. No início do primeiro governo Lula (2003), segundo pesquisas feitas pelo mesmo instituto, a então gestão foi classificada como positiva por 56,6% dos entrevistados em janeiro, por 47,7% em abril e por 46,3% em julho.

Wilson Dias/ABr

Na descida: queda na avaliação da presidente, segundo CNI/Ibope, foi de 73% em abril para 67% em julho.

Datafolha e CNI/Ibope – Pesquisa Datafolha divulgada pela Folha de S.Paulo no início deste mês apontou que Dilma manteve um nível estável de aprovação nos primeiros meses do ano, mesmo após os escândalos de corrupção e as medidas para conter o crédito e a atividade econômica. Realizado entre os dias 2 e 5 de agosto em todo o Brasil, o levantamento feito pelo Datafolha indicou que 48% dos brasileiros com 16 anos ou mais consideram o governo de Dilma como ótimo ou bom. Em junho, o índice era 49% e, em março, 47%. Uma queda na avaliação positiva da presidente foi verificada pelo CNI/Ibope, em pesquisa realizada entre 28 e 31 de julho e divulgada na semana passada. A aprovação pessoal

de Dilma passou de 73% em abril para 67% em julho. Houve uma piora na avaliação tanto o governo como um todo quanto de setores específicos -

70,2

por cento aprovam o desempenho da presidente, enquanto 21,1% desaprovam.

principalmente relacionados à taxa de juros e inflação. A queda foi explicada pela CNI como um "ajuste de expectativas" do eleitor, que costuma sair de uma eleição com

um conceito elevado do candidato eleito. A avaliação da entidade é que o governo da petista ainda mantém uma aprovação "bastante elevada". Ministros – A avaliação negativa dos ministros da presidente Dilma também cresceu, diz a pesquisa. Em agosto deste ano, somente 3,7% dos entrevistados consideram o desempenho de ministros e ministérios como ótimo, contra 16,6% em dezembro do ano passado. O número de pessoas que responderam ao item como "bom" caiu de 28,9% em dezembro, para 20,7% em agosto. As avaliações negativas subiram. O porcentual de entrevistados que qualificam o trabalho dos ministros como "ruim" passou de 3,9% para 13%. A opção "péssimo", subiu de 3,1% para 10,6%. (Agências)


p condenado Kátia: código pode trazer porEx-juiz lavagem de dinheiro insegurança jurídica O DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Por questão ideológica, não concebo trocar carbono por dinheiro, pois o interesse é humanitário. Aldo Rebelo (PCdoB-SP)

olítica

Senadora também ataca interesse de organizações não-governamentais junto a órgãos ambientalistas

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presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEMTO), disse ontem, durante audiência no Senado Federal, que o novo projeto do Código Florestal pode provocar insegurança jurídica para o setor, porque várias questões estão sujeitas à regulamentação por parte do Executivo – como o Programa de Regularização Ambiental, que será definido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) ou pelo Ministério do Meio Ambiente. Na audiência conjunta das comissões de Agricultura, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia, Kátia Abreu afirmou que "o setor produtivo não tem condições de influenciar nas decisões do Conama, uma vez que ocupa apenas oito das 108 vagas do conselho". Segundo ela, as decisões do Conama "não são republicanas, pois as ONGs defendem interesses parciais". Também sobraram críticas à presidente Dilma Rousseff: "Precisamos ter em mente que ninguém está aqui para derrotar ninguém, principalmente a presidente. Não é bom para um setor ou segmento econômico que o governo se contraponha a uma matéria da maior relevância para o País, e com repercussão internacional – não aquela repercussão do que

Moreira Mariz/Agência Senado

Kátia Abreu: "As decisões do Conama não são republicanas, pois as ONGs defendem interesses parciais".

as ONGs vão dizer, mas repercussões comerciais". Já o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do projeto do Código Florestal na Câmara dos Deputados, afirmou que a proposta aprovada é um "pacto possível" para conciliar os interesses dos produtores rurais e o dos ambientalistas. Questionado sobre a questão do pagamento por serviços ambientais, Rebelo disse que é a favor da remuneração pela conservação das florestas, mas criticou o mercado de carbono: "Por uma questão ideológica, eu não concebo trocar carbono por dinheiro, pois o interesse é humanitário".

Setor produtivo não tem condições de influenciar nas decisões do Conama: ocupa apenas oito das 108 vagas do conselho. KÁTIA ABREU Reserva legal – A discussão sobre reserva legal e as áreas de preservação permanentes nas propriedades rurais será reaberta pelos senadores, que durante a audiência apresenta-

ram algumas propostas sobre o tema que vem provocando divergências entre os parlamentares. Uma delas é a flexibilização, de modo que a compensação da reserva legal possa ser feita em outro bioma ou até mesmo em outro estado. Outra proposta a ser apresentada por Kátia Abreu é a que pretende estender a isenção de reserva legal para o limite de até 15 módulos, beneficiando 380 mil proprietários rurais. No cálculo da reserva legal seria descontado o equivalente a 4 módulos. Em uma propriedade de 15 módulos, a reserva legal seria calculada em relação a 11 módulos. (AE)

ex-juiz João Carlos da Rocha Mattos foi condenado a seis anos e seis meses de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro. A decisão do juiz Marcelo Costenaro Cavali, substituto da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, também decretou a perda de uma cobertura no bairro de Higienópolis (centro da capital paulista) e de uma casa no Alto da Boa Vista (na zona sul da cidade). Rocha Mattos ficou conhecido ao ser processado na Operação Anaconda sob acusação de venda de sentenças. Foi preso em 2003 pela PF. A ação policial desarticulou a quadrilha, que envolvia diversos policiais e juízes. Protagonista de um dos maiores escândalos do Judiciário Brasileiro, Rocha Mattos foi condenado, na ocasião, pelos crimes de formação de quadrilha, denunciação caluniosa e abuso de autoridade. Expulsão – O ex-juiz federal perdeu o cargo em 2008. O Tribunal Regional Federal da

3ª Região (São Paulo/Mato Grosso do Sul) o expulsou da magistratura "por conduta incompatível com o que se espera de um juiz federal nos termos da Lei Orgânica da Magistratura". A Justiça determinou contra ele uma pena de 20 anos de prisão. Rocha Mattos chegou a ficar preso por cinco anos em regime fechado e mais dois em semiaberto. Desde abril deste ano, cumpre a sentença em regime aberto. Na decisão da Justiça Federal do dia 10 deste mês e divulgada ontem pelo jornal O Estado de S. Paulo, também foram condenados dois advogados e uma comerciante. Segundo o juiz, os três estavam envolvidos com uma empresa sediada no Uruguai para "ocultar a propriedade dos valores pertencentes a Rocha Mattos". Ele poderá apelar em liberdade e afirmou que ainda não foi intimado oficialmente da decisão e que, certamente, irá recorrer. (Folhapress)

Alan Marques/Folha Imagem

Rocha Mattos: pena de seis anos de prisão. Ele vai recorrer.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

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O senhor nunca entendeu, nunca foi compreendido e aceito pela tropa – por faltar-lhe a alma de Soldado. General Luiz Gonzaga Schroeder Lessa.

olítica

Leonardo Rodrigues/e-Sim - 10.06.08

General a Jobim: "Já foi tarde!" General Luiz Gonzaga Schroeder Lessa diz que gestão dele foi desastrosa Mário Tonocchi

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gestão de Nelson Jobim frente ao Ministério da Defesa f o i d e " e n g a n ações", afirma o general reformado Luiz Gonzaga Schroeder Lessa em carta aberta que circula na Internet desde o último final de semana. No texto, o general faz diversos ataques ao ex-ministro afirmando que ele já "foi tarde". Lessa disse ontem ao Diário do Comércioque escreveu o texto para expressar suas próprias ideias sobre o trabalho de Jobim: "Não posso falar por ninguém nesse tipo de assunto, muito menos pelos militares que estão na ativa. O que me surpreende, no entanto, é o enorme número de mensa-

Por tudo de mal que fez à Nação, enganando-a sobre o real estado das Forças Armadas, já vai tarde. GEN. SCHROEDER LESSA gens de apoio que estou recebendo tanto de civis como de militares". Jobim não foi localizado para falar sobre a carta. "O senhor talvez esperasse adesões e simpatias que não ocorreram, primeiro, pela disciplina castrense e, depois, pelo desgaste acumulado ao longo dos seus trágicos quatro anos de investidura no cargo

Dida Sampaio/AE - 16.10.07

Jobim: para o general, "envergando uniformes que não lhe cabiam".

de ministro da defesa. E como um dia é da caça e outro do caçador, o senhor foi expelido do cargo de forma vergonhosa, ácida, quase sem consideração à sua pessoa, repetindo os atos que tantas vezes praticou com exemplares militares que tiveram, por dever de ofício, a desventura de servir no seu ministério (omiti a palavra comando, porque o senhor nunca os comandou)", diz a carta (leia a í n t e g r a e m w w w. d c o m e rcio.com.br). O general comenta a saída de Jobim do governo. "O desab a f o à re v i s t a P i a u í , g o t a d'água para a sua saída, retrata com fidelidade e até mesmo estupefação o seu ego avassalador, que julgava estar acima de tudo e de todos, a prepotência, a arrogância e a afetada intimidade com os seus colaboradores no trato dos assuntos funcionais, o desconhecimento dos preceitos da ética e do comportamento militar, a psicótica necessidade de se fantasiar de militar, envergando uniformes que não lhe cabiam não apenas por seu tamanho desproporcional, mas, também, pela carência de virtudes básicas, como se um oficial-general se fizesse unicamente pelos uniformes, galões e insígnias que usa, esquecendo que a sua verdadeira autoridade emana dos longos anos de serviços prestados à Nação e da consideração e do respeito que nutre pelos seus camaradas. O senhor, de fato, nunca a entendeu e nunca foi compreendido e aceito pela tropa, por faltarlhe um agregador essencial – a alma de Soldado". Em outro trecho, o general expõe as mazelas das três forças armadas sob o comando do ex-ministro. "A Marinha poderá até apresentar um saldo positivo no seu programa de submarinos, mas a força de superfície está acabada, necessitando de urgente renovação, que

General Lessa: "O senhor (Nelson Jobim) foi expelido do cargo de forma vergonhosa, ácida, quase sem consideração à sua pessoa, repetindo os atos que tantas vezes praticou com militares que tiveram a desventura de servir no seu ministério".

não veio. A Aeronáutica prossegue sonhando com os modernos caças com que lhe acenaram, programa que desafia a paciência e aguarda por mais de 10 anos. O Exército parece ser o que se encontra em pior situação no tocante ao seu equipamento e armamento, na quase totalidade com mais de 50 anos de uso. Nem mesmo o fuzil teve substituto à altura. Evolução tecnológica, praticamente, nenhuma. O crônico problema salarial que, por anos, atormenta e inferioriza os militares, tratados quase como párias, não teve programação que pretendesse amenizálo. A Comissão da Verdade, em face da sua dúbia atitude, é obra inconclusa, que tende a se agravar como perigoso fator desagregador da unidade na-

Algemas: PF rebate presidente

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vice-presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal, Bolivar Steinmetz, rebateu, em nota oficial as queixas da presidente Dilma Rousseff sobre o uso de algemas nos servidores do Ministério do Turismo presos sob suspeita de corrupção pela PF durante a operação Voucher. Para Steinmetz, a indignação dos 'padrinhos políticos', é uma estratégia para "desqualificar a correta atuação da polícia. Prender político ou prote-

gido é mexer em vespeiro." A preocupação da Associação, segundo Bolivar, é diante das diferentes noções de justiça. "De repente, algema em criminosos passa a ser delito maior que desvio de milhões de reais. É uma pena não se ter a mesma indignação diante dos escândalos que acontecem diariamente no País." Deflagrada na última terçafeira, a operação Voucher prendeu 36 suspeitos de desvio de verba do Ministério do Turismo. Todos estão soltos.

Menos ações – Os cortes de gastos feitos pelo governo têm levado à redução das operações da Polícia Federal (PF), entre elas a Arco de Fogo, destinada a combater o desmatamento ilegal na Amazônia. Segundo a Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol), o orçamento do Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal (Fenapol), previsto inicialmente em R$ 479 milhões, foi reduzido em 28%.

Em 2010, a Coordenação de Administração da PF, responsável pelas grandes operações, gastou R$ 6,34 milhões em diárias. Este ano, R$ 489 mil até o momento. Em nota, Steinmetz, disse que a PF está sofrendo com a agenda econômica do governo. "O governo não enxerga a PF como investimento. O maior prejudicado com o contingenciamento na PF é o próprio Estado", diz o presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, Hélio Buchmüller. (Agências)

cional". Lessa também critica o plano de "Estratégia Nacional de Defesa": "Megalômana, sem prazos e recursos financeiros delimitados por específicos programas governamentais, é um documento político para ser usado ou descartado ao sabor das circunstâncias, como atualmente ocorre, quando é vítima dos severos cortes orçamentários impostos às Forças Armadas, que inviabilizam sonhos de modernização. Mal sobram recursos necessários para a sua vida vegetativa". O general também ataca o caos aéreo que Jobim prometeu reverter com a modernização da infraestrutura aeroportuária mas que "só fez crescer e ameaça ficar fora de controle. Você (como gosta de chamar os

seus oficiais-generais) foi um embuste, Jobim. Por tudo de mal que fez à Nação, enganando-a sobre o real estado das Forças Armadas, já vai tarde. Vamos ficar livres das suas baboseiras, das suas palavras ao vento, das suas falácias, das suas pretensões de efetivamente comandar as Forças Armadas, mesmo que para isso tivesse que usurpar os limites constitucionais". E o general critica o ministro da Defesa, Celso Amorim: "Como no Brasil tudo o que está ruim pode ficar ainda pior, vamos ter que aturar o embaixador Amorim. (...) Sem afinidade com as Forças, alheio a seus problemas e necessidades, com notória orientação esquerdista, só o tempo dirá se sua indicação valeu a pena".

Central anuncia apoio a Dilma

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União Geral dos Trab a l h a d o re s ( U G T ) lançou ontem um manifesto contra a corrupção e de apoio à presidente Dilma Rousseff. Segundo o presidente do sindicato, Ricardo Patah, este é o momento certo para o Estado brasileiro avançar sobre a "praga da corrupção" que assola o País. " A U G T, re p re s e n t a n d o mais de mil sindicatos e cerca de 7 milhões de trabalhadores, vem a público manifestar total apoio às iniciativas que visam investigar e punir exemplarmente todos os que se servem de cargos públicos para pro-

mover o desvio dos recursos, que tanta falta fazem nas escolas, hospitais, delegacias e obras de infraestrutura fundamentais para o desenvolvimento nacional", diz a nota. Segundo Patah, este é o clamor do povo brasileiro. "É o que a Nação espera dos agentes do Estado, comprometidos com a realização da faxina, que deve ser feita nos limites do Estado de Direito e do respeito às garantias constitucionais. A UGT apoia a presidente Dilma e todos os órgãos empenhados no resgate da dignidade e da moralidade na gestão dos recursos públicos no Brasil".

'Corrupção cortou aumento dos aposentados'

A

oposição vai aproveitar a decisão do governo de vetar o reajuste dos aposentados e pensionistas do INSS em 2012 para tentar garantir a criação da CPI da Corrupção. O presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN), pediu ontem apoio d o m i n i s t ro P a u l o P a s s o s (Transportes) à investigação com o argumento de que a falta de recursos é devido a desvios nos ministérios. "Se não tivesse havido sobrepreço, aumento de despesas, a presidente talvez não tivesse o constrangimento de vetar aumento para os aposentados. Não quero que Vossa Excelência seja gestor de consequências, o ministro de um festival de irresponsabilida-

des. Na maciota não vai se chegar a lugar nenhum. Estamos propondo uma solução, que é a criação da CPI para apontar responsabilidades". O ministro participa de audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado para falar sobre irregularidades na sua pasta. No último mês, dezenas de pessoas foram afastadas no rastro de denúncias de corrupção nos transportes, incluindo o antecessor de Passos, o senador Alfredo Nascimento (PR-AM). Passos disse que não é correta a "ilação" entre o reajuste dos aposentados e os problemas no setor. "Não posso concordar com isso." Ele nega que o reajuste no valor de obras tocadas pelo ministério seja superfaturamento. Segundo o ministro,

José Cruz/Agência Senado

Agripino Maia: "Se houvesse sobrepreço, aumento de despesas, a presidente talvez não vetasse aumento".

isso se deve a mudança no escopo das obras. A presidente Dilma Rousseff vetou ontem a regra que

previa reajuste acima da inflação, em 2012, para aposentados e pensionistas da Previdência que ganham mais de

um salário mínimo, incluída na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) aprovada pelo Congresso.

'Ossos do ofício' – A presidente Dilma reafirmou ontem seu apoio aos ministros Pedro Novais (Turismo) e Wagner Rossi (Agricultura), que enfrentam acusações de desvios de verbas em suas áreas. Segundo ela, "o presidente tem de combater a corrupção por ossos de ofício". Ela respondeu de maneira rápida aos jornalistas, logo depois de um evento militar. Questionada sobre a possibilidade da liberação das emendas parlamentares superarem o R$ 1 bilhão previsto, a presidente disse apenas que o tema ainda está em discussão. Perguntada se o combate à corrupção era a meta do governo, ela limitou-se a afirmar que os desafio são outros: crescer e distribuir renda. (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

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BRAM - Bradesco Asset Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Empresa da Organização Bradesco CNPJ 62.375.134/0001-44 Sede: Av. Paulista, 1.450 - 6º Andar - Bela Vista - São Paulo - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,

Em 30 de junho, a BRAM possuía sob gestão R$ 216,265 bilhões distribuídos em 546 Fundos de Investimento e 224 Carteiras Administradas, atendendo um total de 624.941 investidores. Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2011, da BRAM – Bradesco Asset No semestre, a BRAM registrou Lucro Líquido de R$ 9,193 milhões, correspondente a R$ 986,16 por lote de mil ações, Patrimônio Líquido de Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (BRAM), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições R$ 218,649 milhões, proporcionando rentabilidade anualizada de 8,59%. autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Agradecemos aos nossos clientes o apoio e confiança e aos nossos funcionários e colaboradores a dedicação ao trabalho. São Paulo, SP, 26 de julho de 2011.

A BRAM, empresa controlada pelo Banco Bradesco BBI S.A., é especializada na gestão de recursos de terceiros de diversos segmentos do mercado, como Varejo, Bradesco Prime, Bradesco Private, Bradesco Empresas, Corporate e Investidores Institucionais.

Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 5) ......... Carteira Própria ............................................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber......................................................................................................................................... Diversos (Nota 6)........................................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 6)........................................................................................................................................... PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 7) ........................................................................................................................... Participações em Coligadas e Controladas:.................................................................................................. - No País........................................................................................................................................................ Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO (Nota 8)................................................................................................................... Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ DIFERIDO (Nota 9) ....................................................................................................................................... Gastos de Organização e Expansão............................................................................................................. Amortização Acumulada ............................................................................................................................... INTANGÍVEL (Nota 10).................................................................................................................................. Ativos Intangíveis........................................................................................................................................... Amortização Acumulada ............................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2011 232.559 53 222.069 222.069 10.437 7.762 2.675 3.144 3.144 3.144 6.037 2.014 1.485 1.485 741 (212) 2.156 5.482 (3.326) 65 263 (198) 1.802 2.378 (576) 241.740

2010 207.954 256 197.046 197.046 10.652 6.833 3.819 2.751 2.751 2.751 7.429 3.107 2.578 2.578 740 (211) 2.054 4.845 (2.791) 117 262 (145) 2.151 2.329 (178) 218.134

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias (Nota 13d) .................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 12a)............................................................................................................. Diversas (Nota 12b).......................................................................................................................................

2011 19.686 19.686 332 9.267 10.087

2010 18.958 18.958 290 9.776 8.892

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 12a)............................................................................................................. Diversas (Nota 12b).......................................................................................................................................

3.405 3.405 3.219 186

1.967 1.967 1.830 137

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País (Nota 13a) ........................................................................................................... Reservas de Lucros (Nota 13c).....................................................................................................................

218.649

197.209

105.000 113.649

97.500 99.709

TOTAL ...........................................................................................................................................................

241.740

218.134

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2011 11.985 11.985 11.985 6.548 41.011 (25.140) (6.069) (3.102) (691) 964 (425) 18.533 18.533 (9.340) 9.193 9.322.059 986,16

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 5b) ......................................................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................................................... OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................................................... Receitas de Prestação de Serviços (Notas 14 e 21)..................................................................................... Despesas de Pessoal (Nota 15) .................................................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 16).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 17) ..................................................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 7a) ............................................................ Outras Receitas Operacionais (Nota 18)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 18)..................................................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................................................... RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 20a e b) ........................................................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................................................... Número de ações (Nota 13a) ........................................................................................................................ Lucro por lote de mil ações em R$ ...............................................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil 2010

Capital Social

8.343 8.343 8.343 12.958 39.627 (18.662) (4.765) (2.916) (84) 453 (695) 21.301 21.301 (8.078) 13.223 9.322.059 1.418,46

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2011 Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social .......................................................

18.533

21.301

Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos:........................................................................................

1.374

746

Despesas com Provisões Cíveis, Fiscais e Trabalhistas .............................................................................

153

328

Depreciações e Amortizações.....................................................................................................................

530

334

Resultado da Equivalência Patrimonial .......................................................................................................

691

84

Lucro Líquido Ajustado antes dos Impostos ...........................................................................................

19.907

22.047

(Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos........................

(7.628)

(6.363)

(Aumento)/Redução em Outros Créditos ....................................................................................................

1.492

(1.738)

(Aumento)/Redução em Relações Interfinanceiras e Interdependências....................................................

299

Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ...............................................................................................

790 (14.290) 570

(1.454) (9.199) 3.293

Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Aquisição de Investimento ...........................................................................................................................

Saldos em 31.12.2009............................................ Lucro Líquido........................................................... Destinações: - Reservas.......................................... - Dividendos Propostos......................

97.500 -

Saldos em 30.6.2010..............................................

97.500

Saldos em 31.12.2010............................................ Aumento de Capital ................................................. Homologação de Aumento de Capital..................... Lucro Líquido........................................................... Destinações: - Reservas.......................................... - Dividendos Propostos......................

97.500 7.500 -

Saldos em 30.6.2011..............................................

105.000

Legal -

7.500 (7.500) -

Estatutárias

5.382 661 -

81.230 12.436 -

6.043

93.666

6.666 459 -

105.378 (7.500) 8.646 -

7.125

106.524

Lucros Acumulados 13.223 (13.097) (126) 9.193 (9.105) (88) -

Totais 184.112 13.223 (126) 197.209 209.544 9.193 (88) 218.649

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2010

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais:

Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos .........................................................................................

Eventos

Reservas de Lucros

Aumento de Capital

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais .....................................................

Capital Realizado

-

(2.662)

Aquisição de Imobilizado de Uso.................................................................................................................

(524)

(255)

Aplicações no Diferido/Intangível.................................................................................................................

(50)

(432)

Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Recebido ................................................................................

44

Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos…………….............................

(530)

Aumento Líquido de Caixa e Equivalentes de Caixa ...............................................................................

40

236 (3.113) 180

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período .......................................................................................

13

76

Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período ..........................................................................................

53

256

Aumento/(Redução) Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa .............................................................

40

180

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Descrição 1 - RECEITAS .................................................................................. 1.1) Intermediação Financeira.................................................. 1.2) Prestação de Serviços....................................................... 1.3) Outras ................................................................................. 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Materiais, Energia e Outros ........................................................ Serviços de Terceiros.................................................................. Comunicações ............................................................................ Serviços técnicos especializados ............................................... Propaganda, promoções e publicidade....................................... Transporte ................................................................................... Processamento de dados ........................................................... Manutenção e conservação de bens .......................................... Sistema financeiro....................................................................... Viagens ....................................................................................... Outras ......................................................................................... 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) .......................................... 4 - DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES ...................................... 5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4) ......................................................................... 6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ...... Resultado de Equivalência Patrimonial....................................... 7 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (5+6).............................. 8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO............................... 8.1) Pessoal ............................................................................... Proventos ............................................................................. Benefícios ............................................................................ FGTS ................................................................................... Outros Encargos .................................................................. 8.2) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federal ................................................................................. Municipal.............................................................................. 8.3) Remuneração de Capitais de Terceiros ........................... Aluguéis ............................................................................... 8.4) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Dividendos ........................................................................... Lucros Retidos .....................................................................

2011 53.535 11.985 41.011 539 (5.071) (139) (800) (843) (684) (693) (185) (820) (118) (10) (488) (291) 48.464 (530) 47.934 (691) (691) 47.243 47.243 22.497 17.626 976 764 3.131 15.085 14.214 871 468 468 9.193 88 9.105

% 113,3 25,4 86,8 1,1 (10,7) (0,3) (1,7) (1,8) (1,4) (1,5) (0,4) (1,7) (0,3) (1,0) (0,6) 102,6 (1,1)

2010 47.728 8.343 39.627 (242) (4.010) (37) (214) (1.149) (479) (712) (119) (711) (70) (9) (388) (122) 43.718 (334)

101,5 (1,5) (1,5) 100,0 100,0 47,6 37,3 2,1 1,6 6,6 31,9 30,1 1,8 1,0 1,0 19,5 0,2 19,3

43.384 (84) (84) 43.300 43.300 16.524 13.191 789 559 1.985 13.132 12.258 874 421 421 13.223 126 13.097

% 110,2 19,3 91,5 (0,6) (9,2) (0,1) (0,5) (2,6) (1,1) (1,6) (0,3) (1,6) (0,2) (0,9) (0,3) 101,0 (0,8) 100,2 (0,2) (0,2) 100,0 100,0 38,2 30,5 1,8 1,3 4,6 30,3 28,3 2,0 1,0 1,0 30,5 0,3 30,2

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL A BRAM – Bradesco Asset Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (BRAM) tem como objetivo praticar operações e atividades atinentes às disposições legais e regulamentares aplicáveis às sociedades da espécie, inclusive a administração de carteira de valores mobiliários por intermédio de carteiras de fundos, clubes de investimentos e outros assemelhados, além da execução de outros serviços ou atividades correlacionados à administração de recursos, podendo, para tal fim, celebrar convênios, bem como comprar e vender participações societárias e participar como sócia ou acionista de outras Sociedades. É parte integrante da Organização Bradesco, sendo suas operações conduzidas de forma integrada a um conjunto de empresas, que atuam nos mercados financeiros e de capitais, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos, e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) e alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN) e do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), quando aplicável. Incluem, estimativas e premissas, tais como a mensuração de provisões para perdas com operações de crédito e de arrendamento mercantil, estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros, provisão para contingências, perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento, ativos não financeiros e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 26 de julho de 2011. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Instituição.

j) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais – fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 11a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 11b e c); e • Obrigações Legais – Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 11b). k) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos (em base “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias incorridos (em base “pro-rata” dia). l) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por:

b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com base no • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior, que são calculadas com base no método linear. 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. Em 30 de junho - R$ mil c) Caixa e equivalentes de caixa 2011 2010 Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... 53 256 aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... 53 256 risco insignificante de mudança a valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. 5) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS d) Títulos e valores mobiliários - Classificação • Títulos para negociação – adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos a) Classificação por categorias e prazos Em 30 de junho - R$ mil dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; 2011 2010 • Títulos disponíveis para venda – que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao Valor de Valor Valor de 1 a 30 31 a 180 181 a 360 Acima de mercado/ de custo Marcação mercado/ Marcação patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e dias dias dias 360 dias contábil (2) atualizado a mercado contábil (2) a mercado • Títulos mantidos até o vencimento – adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São Títulos (1) registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Títulos para negociação: (3) 4.422 10.274 105.652 120.348 120.348 180.449 Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são Letras financeiras do tesouro ........... 1.872 1.872 1.872 6.110 demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de Certificados de depósito bancário .... Letras do tesouro nacional ............... 1.826 1.199 3.025 3.025 2.268 preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são Notas do tesouro nacional................ 78.721 78.721 78.721 baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação Debêntures ....................................... 2.198 1.914 4.112 4.112 8.124 do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. Fundos de Investimentos.................. 101 101 101 95 e) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Letras Financeiras ............................ 13.890 13.890 13.890 Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica Total em 2011 .................................. 80.648 6.620 10.274 124.527 222.069 222.069 “Outros Créditos – Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas é registrada na rubrica “Outras Obrigações – Fiscais e Previdenciárias”. Total em 2010 .................................. 61.841 11.922 46.870 76.413 197.046 Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram (1) As aplicações em cotas de fundos exclusivos de investimento administrados pelo Conglomerado Bradesco, no montante de R$ 208.179 mil (2010 – constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e R$ 197.046 mil), foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, preservando a classificação da categoria dos fundos. análises realizadas pela Administração. Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. (2) Valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; e do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real da pessoa (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante. jurídica optante pelo Regime Tributário de Transição – RTT, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes b) Resultado de títulos e valores mobiliários em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção da Lei nº 11.638/07 estão registrados nos ativos e passivos diferidos Semestres findos em 30 de junho - R$ mil correspondentes. 2011 2010 f) Investimentos Aplicações em fundos de investimento ................................................................................................... 11.985 8.343 Os investimentos em empresas controladas e coligadas com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante, são avaliados pelo Total ........................................................................................................................................................ 11.985 8.343 método de equivalência patrimonial. c) A BRAM não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 30 de junho de 2011 e de 2010. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas e da redução ao valor recuperável 6) OUTROS CRÉDITOS – DIVERSOS (impairment), quando aplicável. Em 30 de junho - R$ mil g) Imobilizado 2011 2010 Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os Créditos tributários (Nota 20c)................................................................................................................. 4.522 5.436 decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a entidade. 488 471 É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil Depósitos em garantia de recursos fiscais.............................................................................................. 604 553 econômica estimada dos bens, sendo: móveis e utensílios e máquinas e equipamentos, sistemas de comunicação e segurança – 10% ao ano, sistemas de Adiantamentos e antecipações salariais ................................................................................................. Devedores diversos ................................................................................................................................. 49 77 processamento de dados 20% ao ano e redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Impostos e contribuições a compensar ................................................................................................... 156 33 h) Intangível Total ........................................................................................................................................................ 5.819 6.570 Corresponde aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade. Compostos por softwares, que estão registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% ao ano), a partir da 7) INVESTIMENTOS data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos, registrados em contas de resultado, sob a rubrica de de softwares são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar “Resultado de Participações em Coligadas e Controladas”. com segurança os custos diretamente atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante sua vida útil estimada, considerando os benefícios econômicos Em 30 de junho - R$ mil futuros gerados. Quantidade Patrimônio de ações Participação Lucro/ Ajuste decorrente i) Redução ao valor recuperável de ativos (Impairment) Capital líquido possuídas no capital (prejuízo) Valor contábil de avaliação (1) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, Social ajustado (em milhares) social (%) ajustado 2011 2010 2011 2010 exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao Empresas valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o 2B Capital S.A. (2) ........................ 6.167 2.971 20.891 50,000 (1.381) 1.485 2.578 (691) (84) seu valor recuperável (apurado: (i) pelo seu potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) pelo valor em uso (1) Ajuste decorrente de avaliação, considera os resultados apurados pelas companhias a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais das investidas calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). não decorrentes de resultado; e Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. (2) Empresa adquirida em maio de 2010. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

...continuação

BRAM - Bradesco Asset Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Empresa da Organização Bradesco CNPJ 62.375.134/0001-44 Sede: Av. Paulista, 1.450 - 6º Andar - Bela Vista - São Paulo - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS b) Composição de Outros Investimentos

17) DESPESAS TRIBUTÁRIAS 2011

Ações e cotas .......................................................................................................................................... Investimentos por incentivos fiscais ........................................................................................................ Certificados de investimentos.................................................................................................................. Outros investimentos ............................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Provisão para perdas em investimentos por incentivos fiscais ....................................................... Total ........................................................................................................................................................

407 218 100 16 741 (212) 529

Em 30 de junho - R$ mil 2010 407 218 100 15 740 (211) 529

8) IMOBILIZADO DE USO Demonstrado ao custo de aquisição. As depreciações são calculadas pelo método linear, com base em taxas anuais que contemplam a vida útil-econômica dos bens. Em 30 de junho - R$ mil Valor residual Custo Taxa Depreciação 2011 2010 Imóveis de uso: - Móveis e equipamentos de uso...................................................... 10% 1.614 (781) 833 647 - Sistema de segurança e comunicação .......................................... 10% 923 (403) 520 598 - Sistema de processamento de dados ............................................ 20% 2.846 (2.142) 704 809 - Imobilizações em curso.................................................................. 99 99 Total em 2011 .................................................................................. 5.482 (3.326) 2.156 Total em 2010 .................................................................................. 4.845 (2.791) 2.054 9) DIFERIDO Os valores registrados no diferido referem-se a gastos com desenvolvimento de logística, e seu valor residual corresponde a R$ 65 mil (2010 – R$ 117 mil), tendo como valor amortizado acumulado R$ 198 mil (2010 – R$ 145 mil). Os valores registrados até 8 de dezembro de 2008 foram mantidos neste grupo até a sua amortização, de acordo com a Carta-Circular BACEN nº 3.357/08, e a partir dessa data passou a ser registrado no ativo intangível. 10) INTANGÍVEL Os gastos com desenvolvimento de sistemas e softwares, com valor residual correspondente a R$ 1.802 mil (2010 – R$ 2.151 mil), tendo amortização acumulada de R$ 576 mil (2010 – R$ 178 mil). 11) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS – FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos Contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Passivos Contingentes classificados como perdas prováveis e Obrigações Legais – Fiscais e Previdenciárias A Instituição é parte em processos judiciais, de natureza trabalhista, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. As provisões foram constituídas levando em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento de normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. II - Obrigações Legais – Provisão para riscos fiscais A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. III - Movimentação das Provisões Em 30 de junho - R$ mil Fiscais e Cíveis Previdenciárias (1) No início do 1º semestre de 2011......................................................................................................... 141 4.377 Atualização Monetária/Constituição ........................................................................................................ 45 109 No final do 1º semestre de 2011 (Nota 12) .......................................................................................... 186 4.486 No final do 1º semestre de 2010 (Nota 12) .......................................................................................... 137 4.276 (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, e se necessário, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. d) Em 30 de junho de 2011 e de 2010, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante.

Contribuição ao COFINS......................................................................................................................... Impostos sobre serviços – ISS................................................................................................................ Contribuição ao PIS................................................................................................................................. Impostos e taxas ..................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 1.905 1.736 871 875 311 282 15 23 3.102 2.916

18) OUTRAS RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS

Dividendos/JCP ....................................................................................................................................... Reversão de outras provisões operacionais............................................................................................ Recuperação de encargos e despesas ................................................................................................... Atualizações monetárias e variações cambiais....................................................................................... Indenizações cíveis ................................................................................................................................. Ressarcimento a clientes ........................................................................................................................ Despesas gerais...................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 83 221 871 47 1 2 (305) (255) (45) (77) (10) (3) (56) (177) 539 (242)

19) TRANSAÇÕES COM O CONTROLADOR E CONTROLADA a) As transações com controlador e controlada são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, e vigentes nas datas das operações, e estão assim representadas: Em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 2011 2010 Ativos Ativos Receitas Receitas (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) Disponibilidades: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 53 256 Dividendos: Banco Bradesco BBI S.A. ................................................................ (332) (290) Aluguel: Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. ...... (188) (178) Serviços prestados: Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários ................ (4) (4) b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é distribuída em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. Para 2011, foi determinado o valor máximo de R$ 7.500 mil (2010 – R$ 3.500 mil) para remuneração dos Administradores (proventos e gratificações) e de R$ 7.500 mil (2010 – R$ 3.500 mil) para custear planos de previdência complementar de contribuição definida. Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Proventos................................................................................................................................................. 1.535 932 Gratificações............................................................................................................................................ 1.101 2.175 Contribuição ao INSS .............................................................................................................................. 593 699 Total ........................................................................................................................................................ 3.229 3.806 Benefícios pós-emprego Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Planos de previdência complementar de contribuição definida............................................................... 1.994 996 Total ........................................................................................................................................................ 1.994 996 A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares.

12) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias 2011 Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... Provisão para riscos fiscais (Nota 11b) ................................................................................................... Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Provisão para impostos e contribuições diferidos (Nota 20c).................................................................. Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas

6.479 4.486 1.376 145 12.486

2011 Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... Provisão para passivos contingentes – cíveis (Nota 11b) ....................................................................... Credores Diversos................................................................................................................................... Obrigações por aquisição de bens e direitos .......................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

9.754 186 273 60 10.273

Em 30 de junho - R$ mil 2010 5.567 4.276 1.625 138 11.606 Em 30 de junho - R$ mil 2010 8.534 137 277 81 9.029

13) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O capital social, no montante de R$ 105.000 mil (2010 – R$ 97.500 mil) totalmente subscrito e integralizado, é composto por 9.322.059 ações ordinárias, nominativas escriturais, sem valor nominal. b) Movimentação do capital social Quantidade de ações R$ mil Em 31 de dezembro de 2010................................................................................................................. 9.322.059 97.500 Aumento de capital com reservas (1) .................................................................................................. 7.500 Em 30 de junho de 2011........................................................................................................................ 9.322.059 105.000 (1) Em Assembleia Geral Extraordinária de 25 de março de 2011, foi deliberado aumentar o capital social em R$ 7.500 mil, elevando-o de R$ 97.500 mil para R$ 105.000 mil, sem emissão de ações, mediante a capitalização do saldo da conta “Reserva de Lucro – Estatutária”, de acordo com o disposto na Lei das Sociedades por Ações. Processo homologado pelo BACEN em 12 de maio de 2011. c) Reservas de Lucros Em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 113.649 99.709 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 7.125 6.043 - Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... 106.524 93.666 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do período, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. d) Dividendos Aos acionistas está assegurado dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, de importância não inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. No semestre, foram provisionados dividendos no montante de R$ 88 mil (2010 – R$ 126 mil), correspondendo a R$ 9,33 (2010 – R$ 13,51) por lote de mil ações. O pagamento dos dividendos do exercício de 2010 está previsto para até 31 de dezembro de 2011, conforme Ata da Diretoria. 14) RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS Apropriadas em resultado pelo montante de R$ 41.011 mil (2010 – R$ 39.627 mil), corresponde às receitas auferidas na gestão de recursos de terceiros, calculado com base em percentual definido em contrato de intermediação de negócios (Nota 21a). 15) DESPESAS DE PESSOAL

Proventos................................................................................................................................................. Encargos sociais ..................................................................................................................................... Benefícios................................................................................................................................................ Treinamento............................................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 17.626 13.191 6.445 4.569 976 789 93 113 25.140 18.662

16) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS

Comunicação........................................................................................................................................... Processamento de dados........................................................................................................................ Propaganda e publicidade....................................................................................................................... Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Aluguéis................................................................................................................................................... Depreciações e amortizações ................................................................................................................. Viagens.................................................................................................................................................... Serviços de terceiros............................................................................................................................... Transportes.............................................................................................................................................. Manutenção e conservação de bens....................................................................................................... Despesas de material.............................................................................................................................. Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 843 1.149 820 711 693 712 684 479 468 421 530 334 488 388 800 214 185 119 118 70 139 37 301 131 6.069 4.765

20) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 18.533 21.301 (7.413) (8.520) (276) (34)

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social............................................................ Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente (1) Participações em coligadas e controladas .............................................................................................. Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Despesas indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis .................................................................... (1.502) (881) Benefício fiscal ........................................................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... (149) 1.357 Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (9.340) (8.078) (1) A alíquota da contribuição social para as empresas financeiras foi elevada para 15%, de acordo com a Lei nº 11.727/08 (Nota 3e). b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Impostos correntes Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... (9.231) (6.653) Impostos diferidos Constituição/(realização) no semestre, sobre adições temporárias........................................................ (109) (1.425) Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (9.340) (8.078) c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social R$ mil Saldo em Saldo em 31.12.2010 Constituição Realização 30.6.2011 Provisão para contingências cíveis .................................................. 56 18 74 Provisão para contingências fiscais ................................................. 1.008 44 1.052 Provisão para desvalorização de títulos e investimentos ................. 89 89 Ágio amortizado ............................................................................... 1.367 684 683 Provisão para participação nos lucros/gratificações ........................ 2.052 2.576 2.052 2.576 Outros............................................................................................... 59 48 59 48 Total dos créditos tributários (Nota 6).......................................... 4.631 2.686 2.795 4.522 Obrigações fiscais diferidas (Nota 12a)............................................ 142 3 145 Crédito tributário liquido das obrigações fiscais diferidas........ 4.489 2.683 2.795 4.377 d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social Em 30 de junho de 2011 - R$ mil Diferenças temporárias Imposto Contribuição de renda social Total 2011........................................................................................................... 325 195 520 2012........................................................................................................... 618 371 989 2013........................................................................................................... 901 541 1.442 2014........................................................................................................... 490 294 784 2015........................................................................................................... 328 197 525 2016........................................................................................................... 164 98 262 Total .......................................................................................................... 2.826 1.696 4.522 A projeção de realização de crédito tributário trata-se de estimativa e não é diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, no montante de R$ 4.112 mil (2010 – R$ 5.092 mil), de diferenças temporárias. 21) OUTRAS INFORMAÇÕES a) A BRAM - Bradesco Asset Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários administra fundos de investimentos em Títulos e Valores Mobiliários, cujos patrimônios líquidos em 30 de junho de 2011, somam R$ 216.265.046 mil (2010 – R$ 183.992.524 mil), cuja receita de taxa de administração desses fundos no período foi de R$ 41.011 mil (2010 – R$ 39.627 mil), registrado em receita de prestação de serviços. b) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis e suas interpretações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • • • • • •

Resolução nº 3.566/08 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); Resolução nº 3.604/08 – Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); Resolução nº 3.750/09 – Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); Resolução nº 3.823/09 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); Resolução nº 3.973/11 – Evento subsequente (CPC 24); e Resolução nº 3.989/11 – Pagamento baseado em Ações (CPC 10).

Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e, nem tampouco, se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva. Com isso ainda não é possível quantificar os impactos contábeis da utilização desses pronunciamentos nas demonstrações contábeis da Instituição.

A DIRETORIA Luiz Filipe Lopes Soares – Contador – CRC 1SP208127/O-5

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores da BRAM – Bradesco Asset Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários São Paulo - SP Examinamos as demonstrações contábeis da BRAM – Bradesco Asset Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (“BRAM”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da BRAM – Bradesco Asset Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários em 30 de junho de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Outros assuntos Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras Demonstração do valor adicionado A administração da BRAM é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração para o semestre findo em 30 de junho de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em Responsabilidade dos auditores independentes relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja Auditoria dos valores correspondentes a 30 de junho de 2010 planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Os valores correspondentes ao semestre findo em 30 de junho de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas auditores independentes que emitiram relatório datado de 27 de julho de 2010, que não continha qualquer modificação. demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante São Paulo, 16 de agosto de 2011 nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da BRAM para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da BRAM. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a KPMG Auditores Independentes Cláudio Rogélio Sertório Zenko Nakassato avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP212059/O-0 Contador CRC 1SP160769/O-0

Chávez é um irmão de lutas e de espírito. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. nternacional Morteza Nikoubazl/Reuters

REZA POR CHÁVEZ

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presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, reza junto aos "milhões de iranianos" no mês do Ramadã pelo seu colega e "irmão de lutas" venezuelano, Hugo Chávez, para que ele se recupere logo do câncer. A Chancelaria venezuelana informou em comunicado sobre a conversa que Chávez teve nesta segunda-feira por telefone com Ahmadinejad. O líder venezuelano (à dir.) atualizou seu colega iraniano (à esq.) "das notícias de sua evolução po-

sitiva" após voltar de Cuba, onde se submeteu a um segundo ciclo de quimioterapia. Ahmadinejad disse ao venezuelano que "neste mês sagrado do Ramadã, suas orações e as de milhões de iranianos" pedem pela rápida recuperação de Chávez, a quem, segundo o documento, "consideram um irmão de lutas e de espírito". Chávez anunciou em junho que tinha sido submetido a uma operação para extrair um tu- Divulgação/R euters - 01/08/ 11 mor e, desde então, está sob tratamento. (EFE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

11 BOLÍVIA Ativistas e ecologistas aderem à marcha contra estrada 'brasileira'

nternacional

REINO UNIDO Justiça condena quatro jovens por uso de Facebook durante distúrbios

NOVO GANDHI Jejum contra a corrupção na Índia Adnan Abidi/Reuters

Prakash Singh/AFP

Manifestantes em Nova Délhi protestam contra a prisão de Hazare (acima), que adotou táticas do herói nacional Mahatma Gandhi (à dir.) para criticar a corrupção no país.

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prisão do ativista indiano Anna Hazare, que planejava uma greve de fome contra a corrupção apesar da proibição das autoridades, desencadeou ontem uma revolta social em toda a Índia e a detenção de mais de 4 mil pessoas. Mais tarde, a polícia ordenou que Hazare fosse libertado, mas ele se recusou a deixar a cadeia e disse que só sairá se puder continuar seu protesto publicamente. Sempre com seu traje de camisa branca, boné branco e óculos semelhantes ao do herói nacional Mahatma Gandhi, Hazare vem arrebanhando a admiração de muitos indianos fartos da corrupção no país, que tem a terceira maior economia da Ásia. Além dos trajes, o ativista de 74 anos copiou táticas de resistência pacífica de Gandhi. Em abril, Hazare fez uma greve de fome de

quatro dias que forçou o governo a redigir um projeto de lei contra a corrupção, o qual criará uma agência anticorrupção. Ele planejava começar ontem outra greve para pressionar por um projeto de lei mais forte, que submetesse todos, inclusive o premiê e o Judiciário, à autoridade da agência. Isso parece ter irritado o governo. O ministro do Interior da Índia, Palaniappan Chidambarma, disse que a polícia impediu o protesto de ontem porque os organizadores se recusaram a limitar o número de participantes e também dos dias em que fariam greve de fome. "Protestos são totalmente autorizados e bemvindos, mas é preciso que eles aconteçam sob condições razoáveis", afirmou. Hazare disse que prosseguiria com a greve de fome de qualquer maneira, mas foi detido na ma-

nhã de ontem em um parque de Nova Délhi. Junto com o veterano seguidor da filosofia de nãoviolência de Gandhi foram presos sete ativistas próximos a ele, entre eles a primeira mulher a chefiar a Polícia indiana, Kiran Bedi. "Não deixem que minha detenção pare o movimento. Esta é a segunda luta da nação pela liberdade. O mundo inteiro sabe como são profundas as raízes da corrupção (na Índia)", disse Hazare à imprensa pouco antes de sua detenção. Milhares de indianos protestaram ontem ao redor do país, com faixas pedindo a "revolução contra a corrupção". A polícia deteve 1.200 manifestantes em Nova Délhi e 3.000 em Mumbai. A maioria foi liberada logo depois. No Estado de Maharasthra, onde Hazare nasceu, centenas de pessoas bloquearam rodovias em protesto.

As prisões chocaram muita gente na Índia, onde há uma ão uç od viva lembrança da pr e R luta de Gandhi contra o regime colonial, muitas vezes com greves de fome e outros protestos não-violentos. "Um homem tem o direito de jejuar. Gandhi jejuou apesar de todos lhe dizerem para não fazer isso ... Nem mesmo o governo (colonial) britânico o impediu", disse o influente advogado e político Ram Jethmalani à emissora CNN IBN. Segundo enquete recente, a maioria dos indianos acredita que seu governo é corrupto (60%) e apoia os ativistas que lutam contra esta praga, profundamente enraizada na Índia. (Agências)

Forças sírias começam a sair de Deir el-Zor

Rebeldes líbios cada vez mais perto da vitória

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Opositores ao regime de Kadafi entram em 'fase decisiva'; faltam apenas 50 quilômetros para a capital Trípoli. Ofensiva - Os rebeldes também relatam avanços rumo a Trípoli pelo sul do país. Após ultrapassar Surman e Gharyan, os opositores de Kadafi chegaram a Sabrata. Na frente leste, os rebeldes comemoraram a tomada de Tawarga, onde se apropriaram de uma grande quantidade de armas abandonadas pelo Exército líbio. "Recuperamos uma quantidade incrível de material e também baterias de lança-mísseis. Deixaram tudo antes de se retirar", declarou Ramy el Misrata, membro do comando rebelde, à agência Efe. Scud - Mas os rebeldes que enfrentam as forças do regime em Brega, também no leste do país, foram alvo na segundafeira de um míssil Scud, segundo autoridades norte-americanas que monitoram por radar e satélite em favor dos rebeldes. O missíl caiu no deserto sem causar danos. Este seria o primeiro disparo desse tipo de míssil, pouco preciso, mas com alto poder de destruição. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) minimizou o uso dos mísseis Scud. Segundo a aliança ocidental, o armamento pode ferir civis, mas tem a mesma chance de mudar o curso militar da guerra como "jogar pratos contra a parede". A Otan disse que o ataque não sugere uma escalada da força, mas sim, é um sinal de desespero crescente do governo, que perdeu posições estratégicas nos últimos dias. (Agências)

Até breve, Sanaa! Líder do Iêmen diz que voltará ao país, com promessas de eleições antecipadas.

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presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, disse que voltará ao país em breve e renovou sua promessa de realizar eleições presidenciais antecipadas. Saleh falou ontem da Arábia Saudita, onde se recupera de ferimentos sofridos em um atentado em junho contra o complexo onde fica o palácio presidencial em Sanaa. Em um discurso transmitido ao vivo para tribos leais a Saleh, ele convidou a oposição a votar a fim de acabar com a crise política no Iêmen, que se arrasta há sete meses. "Vejo vocês logo em Sanaa", disse Saleh. Ele também se disse pronto a passar o poder ao vice-presidente do país se a oposição tirar das ruas os beduínos armados e suspender as manifestações públicas. Saleh, que parecia bem melhor do que em sua última aparição na TV, em um hospital de Riad, atacou os partidos de oposição e os membros de tri-

Yemen TV/AFP

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revolta popular na Líbia contra o ditador Muamar Kadafi completou seis meses ontem, no momento em que as forças rebeldes afirmam ter tomado o controle de cidades estratégicas, deixando cada vez mais isolada a capital Trípoli. Os insurgentes anunciaram ontem ter tomado o controle de Zawiyah, colocando os combatentes a apenas 50 quilômetros de Trípoli. "Nossas forças controlam totalmente Zawiyah, o que vai abrir o caminho para Trípoli. Isso vai permitir que a população local se revolte (contra Kadafi)", disse Mansur Saif AlNasr, enviado do Conselho Nacional de Transição na França, à rádio RFI. "Estamos entrando em uma fase decisiva e em breve vamos libertar todo o sul da Líbia. Esperamos celebrar a vitória final ao mesmo tempo que o fim do Ramadã", afirmou. O mês sagrado muçulmano acaba por volta de 31 de agosto. Se confirmada, a queda de Zawiyah, palco de sangrentos combates desde o início do levante, em fevereiro, seria um importante revés para Kadafi, no poder desde 1969. A tomada da cidade foi negada pelo governo líbio. A cidade de 300 mil habitantes é um importante polo petrolífero e fica a menos de 200 quilômetros da fronteira com a Tunísia, que vinha sendo usada como elo entre o território líbio ainda sob controle governista e o mundo externo.

Em aparição na TV, Saleh parece quase recuperado dos ferimentos.

bos que ficaram do lado deles, tachando-os de "ladrões de estrada" e "oportunistas". "Há um partido político na oposição cujo slogan diz que ele é o partido do Islã. Que Islã? Eles distorceram o Islã", disse Saleh, em referência ao mais importante partido da oposição, o Islah Islâmico. A crise política no país já causou conflitos armados entre as

forças leais ao ditador e membros de tribos que se voltaram contra ele. Há ainda preocupações de que a corrente iemenita da rede terrorista Al-Qaeda vá tirar vantagem dos distúrbios. Em seu discurso, Saleh não fez referência a um possível acordo de transferência de poder, apoiado por Arábia Saudita e EUA, que lhe oferecia imunidade se renunciasse. (Agências)

orças sírias começaram a se retirar da cidade de Deir el-Zor após derrotarem grupos de oposição armados, relatou a agência estatal de notícias ontem. "Unidades das Forças Armadas começaram a sair de Deir elZor depois de terem concluído a missão de se livrar dos grupos terroristas armados na cidade", afirmou a agência. Moradores disseram que as forças do presidente Bashar al-Assad tinham retirado havia vários dias armas e tanques da cidade, situada às margens do Rio Eufrates. Mas veículos blindados de transporte de pessoal, tropas e membros da inteligência continuaram posicionados nas redondezas da cidade, no mesmo padrão observado em outras localidades que foram atacadas por militares e permaneceram sitiadas, relataram os moradores. "Franco-atiradores ainda estão em telhados e o Exército segue invadindo casas de ativistas em Deir el-Zor e nos vilarejos ao redor, de onde as pessoas fugiram", contou Abu Bakr Haj, ativista local. No dia 7 de agosto, militares armados invadiram Deir el-Zor, capital de uma província produtora de petróleo perto da fronteira com o Iraque, após amplos protestos exigindo liberdade política e a saída de Assad do poder. Sob controle - Em Latakia, fortes disparos de metralhadora e de outras armas foram ouvidos ontem pelo quarto dia consecutivo. O número de mortos na cidade portuária chegou a 35 ontem, segundo informaram ativistas no país. O jornal sírio Al-Watan informou ontem que Latakia está "sob controle, especialmente depois de o Exército ter detido dezenas de homens armados durante uma complicada operação". O governo sírio afirma repetidamente que está combatendo "gangues armadas". (Agências)


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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

À ESPERA DE CHUVA São Paulo teve ontem a segunda pior tarde em termos de umidade do ar. Situação de seca deve permanecer até sexta-feira. No fim de semana, chuva.

idades

Na Vila Madalena, restaurantes e bares criam rede antiarrastão Comerciantes se uniram e um vigia o estabelecimento do outro por telefone. Medida ocorreu após onda de assaltos a estabelecimentos na região conhecida pela boemia. Criminosos agora migraram para a zona sul da Capital.

Ivan Ventura

Leandro Moraes/Luz

Umidade do ar chega a 18% e Capital tem clima de quase deserto

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a tentativa de evitar futuros assaltos, os donos de bares e restaurantes na região da Vila Madalena, na zona oeste, criaram uma espécie de comunidade de lojistas contra a recente onda de arrastões na cidade. O objetivo do grupo é observar o comércio vizinho para qualquer movimentação estranha e, em caso de assalto, avisar a polícia. A comunidade já existe na própria Vila Madalena e a estratégia virou uma recomendação da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Um dos exemplos dessa rede de estabelecimentos comerciais contra arrastões foi criada no início do ano na esquina das ruas Wisard e Girassol. Ali, seis bares mantém frequentes contatos telefônicos ao menor sinal de perigo. Um exemplo é o Bar do Betinho. O filho do proprietário, o gerente Ricardo da Costa, de 24 anos, explicou que a comunidade entrou em ação no ano passado, durante a primeira onda de roubos na região. "Mantemos contato entre nós quando aparecem pessoas suspeitas. Nós avisamos para que fiquem de sobreaviso e avisem a polícia, caso ocorra um assalto. Até agora, a comunidade só entrou em ação uma única vez e, mesmo assim, não houve o assalto", disse Costa. O caso aconteceu no início do ano. Dois jovens, cada um com uma lata de cerveja na mão, estavam sentados sobre uma muro baixo ao lado do bar. Para Costa, foi uma atitude suspeita. De repente, os jovens se levantaram, olharam para o interior do bar e comentaram algo ao pé do ouvido. No fim, não houve o roubo. Susto – "Foi nesse momento que eu liguei para os outros restaurantes mais próximos. São seis ao todo. Eles ficaram de olho, mas não aconteceu nada. Foi só um susto", disse. A criação de redes inteligentes de comunicação entre bares e restaurantes é uma das reco-

Folhapress

S Ricardo Costa, do Bar do Betinho: contato quando aparecem suspeitos

mendações de segurança do Economista e Superintendente do IEGV Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP, Marcel Solimeo. "Os comércios vizinhos precisam encontrar uma forma inteligente de comunicação entre eles. Ou, ainda, uma comunicação direta com a polícia", disse. O diretor jurídico da ABRASEL, Percival Maricato, também recomendou a formação de grupos de lojistas. "Os criminosos se aproveitam dos estabelecimentos vulneráveis. Nesses casos, sugerimos câmeras de vigilância, segurança

Os comércios vizinhos precisam encontrar uma forma de comunicação entre eles. Ou, ainda, uma comunicação direta com a polícia MARCEL SOLIMEO profissional e uma iluminação melhor. Pedimos até que os donos combinem com os vizinhos. Eles devem se comunicar o tempo todo", disse. Sobre os recentes casos de assaltos a bares e restaurantes na zona sul, Maricato acredita que, em decorrência do aumento do policiamento após os recentes casos, haverá uma tendência de queda no número de arrastões na cidade, a partir de agora. Migração – Segundo o diretor jurídico da ABRASEL, a atuação de uma ou mais quadrilhas migrou da área central para os bares e restaurantes da zona

sul. "Isso é reflexo dos pedidos de policiamento na região que fizemos à Secretaria de Segurança Pública. O policiamento foi reforçado e os casos cessaram nos Jardins, Pinheiros e Vila Madalena", disse. O funcionário da lanchonete Pira Sanduba, Juvenal Ramos, de 24, confirma o aumento do policiamento na região. Há quatro meses, o estabelecimento, localizado na esquina das ruas Wizard e Harmonia, foi alvo da onda de arrastões no bairro. Os criminosos fugiram tranquilamente. "Eram dois. Eles roubaram clientes nas duas mesas e os R$ 500 do caixa. Dos clientes levaram carteira, celulares, lap tops, cartões e dinheiro. No fim, eles entraram em um Honda Civic e até pararam no farol em frente a lanchonete. Só quando o sinal abriu é que eles fugiram", lembra Ramos. Solimeo espera que a polícia encerre o mais rápido possível a onda de assaltos. Para tanto, ele pede cautela ao comércio para que não entre em confronto com os criminosos. Além disso, ele pede mais policiamento preventivo. Somente isso, segundo ele, afastará o temor dos clientes de frequentarem os estabelecimentos, o que evita o prejuízo do comércio. "A polícia sabe que os criminosos escolhem o crime por temporada. Teve a época da saidinha de banco, do furto de caixa eletrônico. Agora é a vez do comércio, que deve agir com cautela e não se expor demais ante ao perigo. Se a sensação de segurança melhora, o cliente retorna sem medo aos comércio da cidade. É preciso criar essa sensação", disse Solimeo.

ão Paulo entrou em estado de alerta por volta das 14h15 de ontem, depois que a umidade relativa do ar chegou a 18%, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências. Essa foi a segunda pior tarde em termos de umidade relativa do ar na Capital. Nesses condições, a Defesa Civil recomenda que as pessoas evitem exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10h e 16h. Ontem e anteontem, em Brasília, a umidade do ar chegou a 10%, índice semelhante ao do deserto do Saara. Pelo menos até a sextafeira, não há previsão de mudanças nas condições atmosféricas. No fim de semana, porém, o tempo deverá mudar. Há previsão de chuvas e queda significativa das temperaturas na capital paulista e cidades vizinhas. Em São Paulo, a Defesa Civil alertou que as pessoas devem evitar aglomerações em ambientes fechados, umidificar o ambiente por meio de vaporizadores, toalhas molhadas ou recipientes com água. Em caso de ardor nos olhos e narinas, deve-se usar soro fisiológico para umidificar as mucosas. É aconselhável permanecer em locais protegidos do sol, consumir bastante água e procurar andar de carona, já que os veículos colaboram com a poluição. A redução da umidade relativa do ar provoca um aumento nos níveis de dióxido de enxofre e material particulado, o que propicia o surgimento ou agravamento de doenças respiratórias, cardiovasculares e oculares. No País – O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou ontem que permanecem os alertas para o registro de baixa umidade do ar em dez Estados e no Distrito Federal. Os pontos mais críticos são Tocantins, Goiás, Distrito Federal e oeste e norte de Minas Gerais, onde a umidade relativa do ar deve ficar em torno de 20%. O alerta atinge os estados do Pará, Maranhão, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo (exceto no litoral), Piauí, Tocantins, Goiás, Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal. (Agências)

Luiz Guarnieri/AE

Ar seco em São Paulo chegou a 18%, bem próximo ao dos desertos

Raphael Castello/Folhapress

Até sexta-feira não há previsão de mudanças. No fim de semana a temperatura cai e deverá chover


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

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Fotos: L.C.Leite/Luz

2006 A Cia de Teatro Vizinho Legal nasceu no final de 2006.

setor

Tucca busca voluntários para McDia Feliz

O TEATRO MORA AO LADO

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Leandro Oliva e os jovens da Cia de Teatro Vizinho Legal. Os atores são moradores e ex-moradores da comunidade Nova Jaguaré. As apresentações são na sede do projeto.

A Cia de Teatro Vizinho Legal surgiu há cinco anos e já atendeu a mais de 80 jovens de comunidade da zona oeste da capital. As apresentações acontecem na própria casa onde funciona o projeto. Kelly Ferreira

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Cia de Teatro Vizi- la, aos 10 anos, e desde 2008 está nho Legal, criada a na Cia. "Fui fazer teatro na escopartir do Projeto Vi- la por curiosidade e acabei goszinho Legal, que tando. Comecei na Cia de Teanasceu há cinco anos por inicia- tro em 2008. Amo o que eu faço. tiva da Roche Farma Brasil, está Com o Vizinho Legal desenvolmudando a vida de adolescen- vi a expressão, consigo me fates de comunidades carentes. zer entender", disse. Encenada por 20 jovens, moraAndreza garante que ficou dores e ex-moradores da comu- mais responsável e compromenidade Nova Jaguaré, no Ja- tida. "Antes de entrar no projeto guaré, zona oeste de São Paulo, achava que podia fazer tudo soa peça Crescer - Cenas de Fases da zinha, aprendi que não é bem Vida, em cartaz até 30 de outu- assim. Cada ensaio era uma etabro, é uma coletânea de cenas pa construída em conjunto e que retrata o universo jovem não sozinha. É como se fosse um com suas alegrias, dificulda- jogo de futebol, uma orquestra ou uma banda", afirmou. des, medos, desejos e sonhos. Com capacidade para 18 pessoas por sessão, a peça acontece dentro da casa-sede do projeto, com cenas na garagem, no Edemi, acima e à quintal, na sadireita, com la, nos quarAndreza, antes tos, no banheida encenação. ro e até no telhado. Uma diferente experiência teatral com drama e muita comédia. Encenar histórias do dia-a-dia dos jovens já virou rotina na vida de Edemi Júnior e Andreza Rodrigues, ambos de 18 anos. Rotina – Encenar histórias do dia-a-dia dos jovens, por exemplo, já virou rotina na vida de Edemi Júnior e Andreza Rodrigues, ambos de 18 anos. A Cia de Teatro Vizinho Legal entrou por acaso na vida de A coordenação das atividaEdemi. Cursando pedagogia, des de dramaturgia é de Leanele conheceu o projeto em 2010 dro Oliva, gestor de projetos sopor meio de um professor e cio-culturais e contratado pela não parou mais. Já atuou em Roche. "Trabalhar com esses jodois espetáculos. vens é uma experiência única. "Desde que entrei para o São pessoas que querem muprojeto, muita coisa mudou na dar de vida e o meu trabalho, e a minha vida. Hoje, consigo per- parceria da Roche, proporcioceber o valor que tem cada pes- nam essa melhora", disse.

Até no telhado: cena da peça 'Crescer – Cenas de Fases da Vida'.

soa dentro da sociedade", disse. "Não sei se um dia irei seguir só a carreira artística, pois a arte nos proporciona flexibilidade para ser usada em qualquer situação. Pretendo usá-la na educação das minhas crianças", afirmou, referindo-se ao trabalho de educador que exerce na Associação Beneficente Assistencial Aquarela. A estudante de hotelaria Andreza Santos Rodrigues, diferente de Edemi, começou cedo. Subiu aos palcos ainda na esco-

I n d e pe n d ê n c i a – Foi por meio do Projeto Vizinho Legal que um grupo de teatro formado por 30 jovens, com idades entre 10 e 18 anos, recebeu o título de Cia de Teatro Vizinho Legal no final de 2006. Desde então, o grupo realiza a montagem de uma peça ao término do ano para a comunidade do bairro e para os funcionários da empresa, acompanhados de seus familiares. A Cia de Teatro Vizinho Legal participa desde 2007 do

Projeto Conexões (organizado pelo National Theatre de Londres, British Council, Teatro Escola Célia Helena, Colégio São Luís e Cultura Inglesa), que estimula o teatro feito por jovens para jovens e promove o intercâmbio entre escolas públicas, particulares e projetos sociais da cidade de São Paulo. Já são cinco anos ajudando adolescentes carentes do Jaguaré. Ao longo desse tempo produziu 14 peças, com a partic ipação de mais de 80 pessoas. A primeira p e ç a p ro d uz i d a e e n c enada pelo grupo, ainda antes de se constituir com o c o m p anhia teatral, foi Avoar , em 2004, com a p a r t i ci p a ç ã o de 30 jovens e direção de Vladimir Capella. O espetáculo foi a pre s en t ad o no teatro do Colégio Santa Cruz. Até então despretensioso, o projeto passou a existir de fato apenas em 2006. Como ação social, no entanto, o Vizinho Legal está presente no Jaguaré desde 2001. Integração – Para melhor integração, os adolescentes participam de todo o processo: escolha do texto, workshops com o autor, debates e ensaios com dramaturgos e diretores, construção de cenários, figurinos e composição da trilha sonora. Em 2007, o grupo encenou Meio Fio, de Marcelo Rubens Paiva, com direção de Marcello Airoldi, que ficou em cartaz no Teatro Cultura Inglesa, Teatro Municipal de Barueri, Tendal da Lapa, Teatro Vento Forte, Espaço Cultural Grande Otelo, Festival de Teatro de Taquarituba e na escola Deputado Augusto do Amaral. Destaque também para as peças Maledicência, My Face, Uma Professora Muito Maluquinha, O Monstro do Lixo, Lindo de Morrer, A Ópera do Malandro e a mais recente, com temporada prorrogada até o fim de outubro, Crescer - Cenas de Fases da Vida. A Cia de Teatro Vizinho Legal fará o próximo espetáculo, Contos que cantam sobre pousospássaros, de Cláudia Schapira, com direção de Jacqueline Obrigon, no dia 27 de novembro de 2011, no Teatro Cultura Inglesa, em Pinheiros. Pontapé – Para entender como começou a Cia de Teatro Vizinho Legal é preciso voltar um pouco no tempo e relembrar a história do Programa Vizinho Legal, criado pela Roche Far-

Trabalhar com esses jovens é uma experiência única. LEANDRO OLIVA, COORDENADOR DAS ATIVIDADES DE DRAMATURGIA

macêutica, em 2001. O programa, que atende a crianças, adolescentes e gestantes do bairro do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, foi uma iniciativa de funcionários da empresa que queriam oferecer à comunidade atividades culturais, como forma de apoiá-los e ampliar sua visão de futuro. "Foram oferecidas às crianças e jovens aulas de violino, violoncelo, violão, pop-rock, percussão, coral e dança", explicou a gerente de Responsabilidade da Roche Farma Brasil, Rosicler Rodriguez. Em 2002, colaboradores da empresa começaram voluntariamente a dar aulas de futebol para os jovens no campo de futebol da Roche. Em 2003, houve a estruturação como um programa social de fato, incorporando as ações de cultura e esportes. "As primeiras atividades foram voltadas aos cuidados com as gestantes da comunidade. O intuito principal do projeto é integrar as famílias", disse Rosicler. O Programa está dividido em três frentes: saúde, cultura e esporte. Na saúde, o programa chega à comunidade por meio de campa-

nhas de conscientização, orientação e grupos de gestantes. A cultura vem com aulas de teatro, dança, inglês, música, passeios culturais, grupos artísticos, entre eles a Cia de Teatro Vizinho Legal e encaminhamento de jovens para escolas profissionalizantes. Já no esporte são promovidas atividades para práticas saudáveis de recreação e lazer, como aulas de voleibol e futebol para crianças e jovens. "Queremos, entre tantos objetivos, minimizar os efeitos da vulnerabilidade social, p ro p o rc i o n a n d o e s p a ç o s transformadores de aprendizagem, convivência e fortalecimento dos vínculos afetivos", salientou Rosicler. O investimento da Roche para o Programa Vizinho Legal este ano é de R$ 540 mil.

S ERVIÇO Crescer – Cenas de Fases da Vida - Domingos, até 30 de outubro, às 19h, na Casa Vizinho Legal, rua Bartolomeu de Ribeira, 83, no Jaguaré. A entrada é gratuita, mas é preciso reservar com antecedência pelo telefone 3719-5385

A plateia é pequena, 18 pessoas, mas está sempre lotada.

Prêmio pela responsabilidade

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Projeto Vizinho Legal, juntamente com as Campanhas de Conscientização e Prevenção em Saúde realizadas ao longo de 2010, como o Dia Rosa, Procura-C, Juntos contra o Linfoma, todos da Roche, recebeu recentemente o prêmio Top Social, organizado pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVBSP). “É muito importante e gratificante sermos reconhecidos pelo nosso esforço em ajudar

o próximo. Nossas campanhas e projetos visam melhorar o diagnóstico precoce e a saúde dos pacientes, além de interagir com a comunidade na qual pertencemos”, afirmou Rosicler Rodriguez, gerente de Responsabilidade da Roche Farma Brasil. As ações incluem a realização de exames em milhares de pessoas e a difusão de informações relevantes sobre doenças cujo tratamento depende do diagnóstico precoce.

Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer (Tucca) participará pela primeira vez, no dia 27, do McDia Feliz, e precisa de voluntários que ajudem no evento. Os i n te re s s a d o s p o d e r ã o comparecer em um dos restaurantes envolvidos na campanha, incentivando os clientes a optar pelo Big Mac, vendendo produtos personalizados, levando informações sobre a Tucca aos consumidores, ajudando na organização das lojas ou ainda divulgando a campanha. A Tucca é uma ONG que oferece tratamento de excelência a crianças e adolescentes carentes com câncer, sem custos. Em 13 anos de atividade, já tratou mais de 1.500 pacientes, atingindo taxas de cura próximas a 80%, índice 60% acima da média brasileira, i g u a l a d o s omente aos da Europa e dos Estados Unidos. Para mais informações, o site da Tucca é www.tucca.org.br.

Barba do Bem faz doações para o Ayrton Senna

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Gillette lançou a nova etapa da iniciativa social Barba do Bem em parceria com o Instituto Ayrton Senna (IAS). A partir deste mês, a cada barba feita nas barbearias móveis de Gillette, haverá uma doação para que uma criança seja atendida por mês nos programas de alfabetização do IAS. Esta etapa do projeto Barba do Bem deve durar até julho de 2012. Durante este período, a Gillette instalará barbearias móveis nos eventos que apoia, como jogos esportivos, fóruns, festas e o carnaval. Na temporada de inverno, em Campos do Jordão, a Gillette arrecadou R$ 12.270,00 com o projeto.

Cidades já podem solicitar oficinas de artesanato

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Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (Sutaco), autarquia da Secretaria Estadual do Emprego e R e l a ç õ e s d o Tr a b a l h o (Sert), divulgou a lista de artesãos aprovados para ministrar as oficinas e cursos de técnicas artesanais. A partir de agora, as prefeituras, entidades e associações que desejarem receber os cursos devem entrar em contato com a superintendência por meio de email ou ofício. Pela parceria cabe à Sutaco indicar o professor e remunerá-lo, além de oferecer os materiais e equipamentos necessários para o trabalho. Já à entidade, cabe oferecer infraestrutura, local adequado, providenciar os materiais, equipamentos e formar as turmas com número entre 15 e 20 alunos. No total, são mais de 30 técnicas. Entre elas estão bordado, decupagem, crochê, entrelaçamento, moldagem, origami, pintura e tapeçaria. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3241-7330 ou pelo e-mail maugusta@sp.gov.br


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Jason Lee/Reuters

Para dormir abraçadinho

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Túnel criado no interior de um avião Kiev aposentado testa a reação das pessoas a vertigens em Tianjin, China.

www.dcomercio.com.br

As almofadas 'hold me tight' (algo como "abrace-me apertado", em inglês) são para aquelas crianças que não conseguem dormir sozinhas. Têm o tamanho exato para serem agarradas pelos pequenos. Em três versões, a almofada tem tecido de algodão produzido no Peru e enchimento de poliéster. http://bit.ly/r9FV5Z

H ISTÓRIA D ESIGN

Chanel, espiã nazista?

U Trenzinho do café da manhã Um jeito de deixar o café da manhã divertido é servi-lo nesse trem de madeira criado por Reiko Kaneko. http://bit.ly/lZhsDf

ma nova biografia da estilista Coco Chanel, lançada ontem nos EUA, traz uma revelação das mais polêmicas. O livro S le e p in g with the Enemy: Coco Chanel's Secret War ("Dormindo com o Inimigo: a Guerra Secreta de Coco Chanel", numa tradução livre), do jornalista Hal Vaughan, indica que a estilista teria trabalhado como espiã nazista durante a Segunda Guerra Mundial e que conseguiu escapar da prisão e da morte como colaboradora. O livro conta em detalhes como Chanel atuou em missões de

AFP

Chanel em 1944, quando ela estaria a serviço de Hitler

espionagem da inteligência alemã e como escapou da prisão na França depois da guerra. Segundo ele, as atividades de Chanel durante a guerra eram conhecidas, mas nunca foram investigadas a fundo. Entre as revelações do livro estão documentos que comprovam sua relação com os alemães, como o número de agente nazista de Chanel, uma missão que realizou na Espanha, em troca da libertação de um sobrinho detido e sua relação com os maiores líderes do nazismo, como Hermann Goering e Joseph Goebbels, entre outros.

M ÚSICA

Última chamada para o 'Pré-Estreia' A TV Cultura prorrogou para esta sexta-feira, dia 19, o prazo de inscrições do concurso de música clássica Pré-Estreia. Voltado para jovens talentos – cantores e instrumentistas – e considerado um dos maiores concursos do gênero na América Latina, o concurso dará prêmios no valor total de R$ 100 mil. O concurso é dirigido e será apresentado pelo regente, pesquisador e comunicador João Maurício Galindo. As inscrições para o concurso podem ser feitas pelo site abaixo. www.cmais.com.br/ preestreia

Fabio Muzzi/AFP

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Antes do show, o casal reza em um altar para os crocodilos

Cabeça a prêmio

Sukree Sukplang/Reuters

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A artista Kanthida Jantanct e seu companheiro Theerapone Manolai posam para fotos durante a apresentação que realizam no Sriracha Tiger Zoo, a cerca de 120 quilômetros de Bancoc. A coragem de colocar a cabeça em risco, três vezes por dia, 30 dias por mês, rende a cada um dos artistas um salário mensal de US$ 1.000. Cerca de duas mil pessoas assistem ao espetáculo a cada mês.

PÁLIO - participantes do Pálio de Siena passam pela curva Casato. A corrida é uma tradição local desde o século 17 e acontece duas vezes ao ano – em julho e agosto – na Piazza del Campo, no centro da cidade.

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Segundo sorteio 02

ONG propõe reformas à Fifa

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Concurso 994 da DUPLA SENA Primeiro sorteio

C IÊNCIA

F UTEBOL

A Fifa deveria limitar o número de mandatos dos seus dirigentes, criar um órgão independente para analisar denúncias de corrupção e "abraçar a transparência", disse ontem a ONG Transparência Internacional (TI). Segundo a organização, apesar das recentes medidas adotadas, a entidade que comanda o futebol internacional ainda dá a impressão de ser gerida "como uma rede de velhos garotos". A Fifa reagiu prontamente às críticas, emitindo uma nota em que diz: "O presidente da Fifa já declarou publicamente em outubro de 2010

L OTERIAS

que a Fifa irá demonstrar tolerância zero com qualquer forma de corrupção no futebol". A TI disse que o órgão fiscalizado deveria ser composto por pessoas de fora do futebol (estadistas eméritos, empresas e sociedade civil) e de dentro do esporte (inclusive jogadores, dirigentes do futebol feminino, árbitros e torcedores) "A Fifa diz que quer se reformar, mas sucessivos escândalos de suborno levaram a confiança do público na entidade ao seu menor nível histórico", disse Sylvia Schenk, consultora-sênior da TI para os esportes.

C A R T A Z

PORTINARI

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Concurso 2672 da QUINA 09

50 anos no espaço O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) acaba de lançar uma cartilha ilustrada – Conquistar o espaço para cuidar da Terra – sobre sua atuação nas áreas de Ciências Espaciais e Atmosféricas, Engenharia e Tecnologia Espacial, Observação da Terra por Satélites, Meteorologia e Ciência do Sistema Terrestre. Voltada para o público jovem, com projeto gráfico do Magno Studio, textos de Ana Paula Soares e ilustrações de Jean Galvão, a cartilha foi criada em comemoração dos 50 anos de atividade do instituto e está disponível na internet.

http://issuu.com/magnostudio/docs/inpe50anos

A TÉ LOGO

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

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Estudo mostra que as unhas apareceram nos primatas há 55 milhões de anos

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'No Ateliê de Portinari: 1920-45' traz cerca de 90 obras do artista. MAM. Parque do Ibirapuera, portão 3, s/n, tel.: 5085 1300. R$ 5,50.

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Maicon, do Milan, será submetido a cirurgia no joelho no Brasil

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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15 ELÉTRICAS Dilma quer renovar concessões do setor que vencem a partir de 2015

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SECA Cetesb mantém proibida a queima de cana em 124 municípios de SP

Brasil está em situação mais robusta, diz Dilma. A presidente da República afirmou ontem que o País não é uma ilha, mas ressaltou que tem pouco risco de ser contaminado pela crise. E Tombini, líder do Banco Central, se diz pronto para o enfrentamento. Antonio Cruz/ABr

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presidente da República Dilma Rousseff afirmou ontem que, apesar das turbulências internacionais, o Brasil está em uma situação "muito mais robusta" do que em 2008, ano em que estourou a crise financeira. Ela destacou que o País possui mais reservas internacionais, mais depósitos compulsórios e tem programas como o Minha Casa Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2. A presidente reiterou ontem que o País não é uma ilha, mas ressaltou que tem pouco risco de ser contaminado pela crise econômica que atinge principalmente os Estados Unidos e países da Europa. "O Brasil tem baixo risco de contágio. O mundo não desconhece a nossa situação", discursou a chefe do Executivo durante cerimônia de anúncio da criação de quatro universidades, 47 campi e 208 unidades de institutos federais de educação, ciência e tecnologia no Brasil. "Vamos enfrentar a crise da forma mais eficaz de fazê-lo. Que nosso País permaneça no trilho do crescimento responsável", disse a presidente. Dilma declarou que tem certeza de que esse momento de turbulência vai encontrar União, estados e municípios, a Câmara Federal, o Senado e o Judiciário, cada vez mais empenhados em dar respostas firmes e concretas diante desse momento.

B l in d a ge m – "Apesar de não sermos imunes à crise, podemos cada vez mais nos blindar e fazer com que o processo de crescimento signifique necessariamente um processo de elevação da nossa atividade econômica, do número de empregos e das oportunidades", declarou a presidente. Dilma também mencionou que técnicos da Petrobras estão sendo treinados para a exploração da área do Pré-sal e que há uma demanda de setores de alta tecnologia por trabalho qualificado. "Essas empresas apostam no Brasil, sabem que os países em desenvolvimento crescerão pelo menos o dobro do que os países mais ricos. Essa é a oportunidade que nós temos, temos de ter consciência do que significamos hoje no mundo", disse a presidente. Tombini – O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, recebeu ontem um grupo de parlamentares para falar sobre a crise financeira internacional. Aos políticos, Tombini demonstrou tranquilidade com relação aos recentes desdobramentos do noticiário internacional e sinalizou, com indicadores, que o Brasil está preparado para enfrentar a crise. Tombini apresentou a evolução da economia mundial sob a crise financeira e, ao mesmo tempo, mostrou a reação da economia brasileira em temas como a inflação e os juros. "Mesmo com o atual momento internacional de crise, ele

Opinião de analistas do BC diverge do Executivo

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Para Tombini, País está preparado para enfrentar a crise mundial.

(To m bi n i) se mostrou muito confiante. Demonstra otimismo", disse o líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (MG), que participou do encontro. Um dos argumentos do presidente do BC é que, a despeito da crise internacional, o Brasil está mais bem preparado hoje se comparado a 2008. Tombini explicou, por exemplo, que o Brasil segue geran-

do empregos, o que é um dos motores para a economia doméstica continuar aquecida. Entre os parlamentares presentes ao evento, estavam além de Portela, os deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Jovair Arantes (PTB-GO), H e n r i q u e E d u a rd o A l v e s (PMDB-RN), Ratinho Júnior (PSC-PR) e o senador Romero Jucá (PMDB-RR). (Agências)

mais recente turbulência das economias internacionais tomou boa parte do tempo da reunião realizada ontem entre economistas do mercado financeiro e diretores do Banco Central (BC), no Rio de Janeiro. Fontes que participaram do encontro destacaram que os analistas continuam com um grau elevado de incerteza em relação à duração e à intensidade da crise externa e, principalmente, quanto aos efeitos que ela trará para a economia brasileira. "As discussões sobre o cenário externo predominaram durante a reunião, mas grande parte das pessoas está com muitas dúvidas em relação ao que está acontecendo e em relação ao que pode ser visto no Brasil como reflexo", disse um dos economistas presentes no encontro. "Não foram apresentados cenários muito detalhados. Foram apenas algumas opiniões, mas ficou claro que não existe uma grande convicção sobre os reflexos da crise no Brasil", confirmou outro analista que participou da reunião. Revisões – De maneira diferente das reuniões que aconteceram na segunda-feira passada em São Paulo, onde os economistas que conversaram com representantes do

BC mostraram reduções nas projeções de crescimento da economia brasileira para 2011, os analistas presentes no Rio de Janeiro não fizeram grandes revisões para baixo sobre a atividade nacional. "A verdade é que ninguém consegue fazer mudanças importantes de cenário em um ambiente de tantas incertezas. O mais comum é adotar algum viés, que seria de um menor crescimento da economia com um movimento de inflação nem tanto assim", disse um dos participantes do encontro com o BC. Economistas informaram que a reunião foi coordenada pelo diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo. Como de praxe, ele apenas fez uma apresentação inicial e ouviu os representantes do mercado. As reuniões realizadas em São Paulo e na capital fluminense são uma maneira de o BC ouvir de maneira mais próxima as interpretações e análises dos economistas do mercado financeiro sobre o cenário macroeconômico. Tais observações são colhidas e aproveitadas para a elaboração do Relatório Trimestral de Inflação do BC, cuja divulgação deve ocorrer no final do próximo. (AE)

Ernesto Rodrigues/AE

Educação é o caminho para inovar e empreender Estímulos ao empreendedorismo precisam ser ampliados, originados desde o ensino fundamental. Renato Carbonari Ibelli

Nilton Cardin/AE

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xecutivos de multinacionais já perceberam que as inovações surgem cada vez mais nos mercados emergentes. Entretanto, esse potencial de gerar produtos e nichos de consumo sempre vai variar de acordo com o nível de estímulo ao empreendedorismo local. Nesse contexto, o Brasil tem acertado em algumas políticas públicas, ao menos nos últimos anos. Um exemplo é a criação do Empreendedor Individual (EI), que vem estimulando a formalização de empresários desse perfil. Mas para estudiosos do tema e empresários, os estímulos ao empreendedorismo precisam ser bem mais amplos, originados ainda nas escolas, desde o ensino fundamental. Carlos Arruda, professor da Fundação Dom Cabral (FDC), lembra que países europeus elevaram sua capacidade de empreender há muito tempo levando o empreendedorismo a todos os níveis da educação. "Já no Brasil, nem em cursos do ensino superior, como engenharia, discutimos esse tema", disse Arruda ontem, durante a terceira Conferência Anual Internacional, organizada pela FDC, em São Paulo, que discutiu as perspectivas para as economias emergentes.

LUIZA TRAJANO PODE SER MINISTRA DOS PEQUENOS Pequenos têm dificuldade de acesso a recursos financeiros e à tecnologia para crescer.

O professor Reuben Abraham, da Indian School of Business, vai além. Para ele, o estímulo a empreender tem de começar nas escolas, mas deve ser levado também para empresas de pequeno e médio portes. Abraham lembrou que são essas corporações que empregam 90% da mão de obra em economias emergentes, mas geralmente encontram dificuldades para encontrar meios para empreender – nesse caso, no sentido de gerar inovações. "Os pequenos e médios empreendedores ainda sofrem muita interferência dos governos em seus processos, além de terem dificuldade de acesso a recursos financeiros e, consequentemente, à tecnologia para crescer",

Os pequenos e médios empreendedores sofrem muita interferência dos governos em seus processos REUBEN ABRAHAM, DA INDIAN SCHOOL OF BUSINESS apontou o Abraham. Muitas vezes, pela dificuldade de obtenção de crédito no setor financeiro e excesso de questões regulatórias, os empreendedores acabam dependentes de investimentos do próprio setor privado como única alternativa para evoluir.

Bruno Di Leo, gerente-geral da IBM, lembrou que a gigante da informática investe milhões anualmente em companhias de pequeno porte da área de TI (tecnologia de informação) residentes na Índia e na China. "Faz parte dos planos da IBM investir em empresas brasileiras desse segmento", disse Di Leo. Emergentes – O gerentegeral da IBM se diz entusiasta do potencial inovador existente nos países em desenvolvimento. Ele contou que dos nove laboratórios de pesquisa que a IBM tem pelo mundo, quatro estão em nações emergentes. Essa não é uma exclusividade da sua empresa. Di Leo lembrou que a General Electric (GE) buscou inovações na Índia para

A presidente Dilma Rousseff convidou a empresária Luiza Trajano, dona do Magazine Luiza, para comandar a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, cuja criação tramita no Congresso Nacional. A assessoria da empresária, que confirmou o convite, disse que ela ainda está estudando a proposta e não deve se pronunciar. A criação da Secretaria da Micro e Pequena Empresa foi uma promessa de campanha da presidente, que apresentou o projeto da nova pasta em março. Atualmente, as atribuições da pasta estão com o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), comandado por Fernando Pimentel, um dos ministros mais próximos de Dilma. Uma fonte do governo confirmou que Luiza Trajano será a nova ministra. Mas ainda não haveria data para a sua posse, pois a criação da secretaria, com status de ministério, depende de aprovação do Congresso Nacional. (AE)

produzir equipamentos de eletrocardiograma. "Na Índia, um exame de eletrocardiograma não custa mais do que um real, o que cria a necessidade de equipamentos mais simples. A GE foi buscar inovações na Índia para produzir equipamentos de menor custo. E agora está deslocando sua produção de raio-X para lá também", disse. O professor Abraham compartilhou desse raciocínio apontando que, na Índia, uma operação para colocação de

marcapasso custa US$ 1,5 mil, "e é realizada com qualidade dos melhores hospitais do mundo". Para o indiano da Indian School of Business, "isso é resultado de inovações de processo, sendo que elas estão aparecendo nos países em desenvolvimento". Di Leo lembrou ainda que investir em empreendedorismo, na essência, significa investir em capital humano. Desde a formação do conceito de empreender nas escolas até apoiar talentos nas empresas.


16 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

COMÉRCIO

quarta-feira, 17 de agosto de 2011


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

e Agosto quente: vendas sobem 10,7%.

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O crescimento da inadimplência e o quadro internacional de incertezas continuam sugerindo cautela nas previsões sobre a economia. Rogério Amato, presidente da ACSP e da Facesp

conomia

Indicadores do SCPC apontam aumento de dois dígitos nas vendas a prazo nas primeiras semanas do mês, mas subiu também a inadimplência dos consumidores. Milton Mansilha/LUZ

Rejane Tamoto

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os primeiros 15 dias deste mês as vendas a prazo aumentaram 10,7% e as vendas à vista, 12,9%, em relação a igual período do ano passado. O resultado foi influenciado por um dia útil a mais que a primeira quinzena de agosto teve neste ano – 13 dias contra 12 em 2010 – e também pelas comemorações do Dia dos Pais, segundo o indicador do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), administrado pela Boa Vista Serviços (BVS), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que publica este Diário do Comércio. Outro indicador que teve aumento, de 24,9%, foi o da inadimplência superior a 30 dias na primeira quinzena deste mês em comparação a igual período de 2010. As renegociações de crédito – para cancelar registros de inadimplência – cresceram menos, 16,4%, na mesma comparação entre os períodos, o que mostra a continuidade da alta gradual dos atrasos nos pagamentos de compras parceladas. "O crescimento gradativo da inadimplência e o quadro internacional de incertezas continuam sugerindo cautela

na formulação das previsões para o desempenho da economia como um todo para os próximos meses", disse Rogér i o A m a t o , p re s i d e n t e d a ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). Roupas – A busca do consumidor por presentes de valor médio de R$ 90 para a data comemorativa dos pais, além de itens como roupas e calçados nas liquidações de inverno, influenciaram a alta de 12,9% nas vendas à vista, medidas pelo indicador do SCPC Cheque. Na comparação com a primeira quinzena de julho, este tipo de venda cresceu 7,6%. Já as vendas a prazo, geralmente representadas por produtos como móveis e eletrodomésticos, medidas pelo SCPC, cresceram menos, 10,7%, e tiveram um recuo de 4,1% em relação à primeira quinzena de julho. "Esse resultado pode crescer na segunda metade deste mês, por causa das liquidações do setor", afirmou o economista da ACSP, Emílio Alfieri. Segundo ele, as vendas a prazo costumam ser maiores no Dia das Mães, quando a busca por itens para o lar é expressiva e o tíquete médio do consumidor chega a R$ 400. O número de consultas do comércio feitas ao SCPC reflete a demanda. Na quinzena,

elas aumentaram 3,8% para as vendas a prazo e 7,4% para as vendas à vista. EUA – Na avaliação de Alfieri o balanço é positivo diante das medidas que o governo adota desde dezembro para reduzir o consumo e controlar a inflação, como, por exemplo, o aumento do depósito compulsório em operações de crédito e o aumento da taxa básica de juros (Selic), que está em 12,5% ao ano. Há ainda um cenário externo de preocupação, com a crise da dívida dos Estados Unidos e as dificuldades de países da Europa, que devem reduzir o ritmo da economia mundial. "Em razão da crise internacional, que gera incertezas, não vamos fazer projeções para os próximos meses. Se a crise chegar aqui, o impacto será pequeno." Alfieri afirmou, porém, que o aumento da inadimplência superior a 30 dias, em parte, é neutralizado pelo crescimento da taxa de cancelamentos. "Está subindo, mas está estável e é gerada por descontrole de gastos. Enquanto houver emprego, a inadimplência não preocupa porque as renegociações geralmente ocorrem no final do ano, após o pagamento do décimo-terceiro salário. A inadimplência só será preocupante se houver recessão e demissões", disse o economista.

Divulgação

Varejo tem queda na Grande SP

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A gerente Arlete Soares Corrêa: inflação corrói poder de compra.

Estudo da Nielsen aponta desaceleração no consumo Fátima Lourenço

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volume de vendas das 134 categorias de produtos monitoradas pela Nielsen em todo o País cresceu 2,1% no primeiro semestre de 2011, em relação a igual período do ano passado. Mas o percentual mostra movimento de desaceleração nas vendas, desde o início do ano, porque no primeiro semestre de 2010 o indicador nacional ficou em 6,1%. A análise regional do estudo, obtida com exclusividade pelo Diário do Comércio, destaca a Grande São Paulo como a região com a maior desaceleração no crescimento do volume de vendas do semestre. Em 2011, o aumento nas vendas foi de 0,3%, mas entre janeiro e junho de 2010 o indicador acumulou salto de 6,2% na região, afirmou a gerente de Análises Especiais da Nielsen, Arlete Soares Corrêa. Na mesma base de comparação, o interior do Estado de São Paulo repetiu o movimento de retração de consumo já detectado na última versão do estudo. O volume de vendas dessa região, no acumulado no primeiro semestre, ficou negativo em 0,7%, ante 2,6% em igual período do ano passado. Cer vejas – A análise, ainda preliminar, conforme ressalvou Arlete, mostra uma quantidade maior de categorias estáveis no âmbito nacional. Entre elas, as cervejas, refrigerantes e cigarros, "muito representativas para o estudo porque têm grande volume negociado", disse. A inflação, comentou Arlete, corrói o poder compra, especialmente nas classes de poder econômico médio e baixo, re-

sultando em impacto no indicador. O reajuste de preços em categorias com grande volume de vendas (como cigarros há cerca de um ano, e cervejas e refrigerantes mais recentemente) têm efeito imediato sobre o consumo desses produtos. Ainda sobre o desempenho nacional, Arlete observou que, na média, as 134 categorias de produtos analisados pela Nielsen tiveram, no primeiro semestre, repasses de preços alinhados com a inflação oficial (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA). Inflação – No caso da Grande São Paulo, foi observado um repasse de preços acima da inflação oficial, em categorias em que o consumo é sensível ao preço. "Também é preciso lembrar a base forte de comparação e houve Copa do Mundo em 2010", afirmou. Ela lembrou, com base nas pesquisas Nielsen, que o crescimento do volume de vendas na Grande São Paulo era semelhante ao do Brasil. Do ponto de vista macroeconômico, a especialista não vê muita diferença em relação ao cenário nacional. O que chama a atenção, no caso da Grande São Paulo, é o patamar de renda, abaixo da média Brasil, "um dado que ainda precisa ser avaliado com cautela". Além dos produtos com grande peso no estudo (cervejas, refrigerantes e cigarros), há outras categorias, na região, com variação menor de volume. Entre elas, o leite asséptico; óleo e azeite; massa alimentícia; arroz; alimentos para cães; refresco em pó e sabão em barra. No interior, o quadro é semelhante, mas não se vê, na análise do primeiro semestre, repasses de preço acima da inflação.

faturamento das vendas no comércio varejista tradicional da Região Metropolitana de São Paulo fechou o primeiro semestre deste ano com queda de 0,7%, segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). O recuo nas vendas no semestre foi liderado pelos varejistas dos segmentos de bens duráveis: lojas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos (9,4%), de material de construção (8,8%), de móveis e decorações (5,4%), de farmácias e perfumarias (4,4%) e de departamento (3,6%). Entre os segmentos que cresceram estão as lojas de vestuário, tecidos e calçados (4%), supermercados (1,5%) e comércio de veículos automotivos (3,1%). O segundo semestre deste ano deve ser semelhante ao primeiro, segundo comunicado da Fecomercio-SP. (AE)

Banda larga bate recorde de conexões

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número de acessos em banda larga no País chegou a 45,7 milhões em julho, de acordo com balanço da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil). No mês, foram registrados 1,9 milhão de novas conexões de internet rápida, superando em 34% a média mensal deste ano, de 1,4 milhão. Em 2011, já foram ativados 11,2 milhões de novos acessos, segundo a Telebrasil. Com isso, a quantidade de conexões banda larga ao fim de julho deste ano foi 56,72% superior à de igual data de 2010. Quase a metade dos acessos à internet rápida no País se dá por celulares, que chegaram a 22,8 milhões em julho. Já os modems 3G totalizaram 6,9 milhões. Com isso, a banda larga móvel acumula crescimento de 80,1% nos últimos 12 meses, alcançando 29,7 milhões de conexões. Já a banda larga fixa teve expansão de 26,3% no mesmo período. (AE)

Comemorações do Dia dos Pais contribuíram para salto de 12,9% nas vendas à vista, em relação a 2010.

Comércio online rende R$ 8,4 bi

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comércio online brasileiro cresceu 24% no primeiro semestre de 2011 e alcançou um faturamento recorde de R$ 8,4 bilhões, de acordo com os dados da consultoria e-bit divulgados ontem. Até o fim do ano, a expectativa é de que as vendas online atinjam R$ 18,7 bilhões de faturamento – aumento de 18% em relação aos R$ 14,8 bilhões da receita de 2010. O crescimento percentual, porém, é menor do que os 26% atingidos no ano passado. De acordo com Pedro Guasti, diretor-geral da ebit, a baixa tem conexão com o perfil de consumo de 2010, quando a venda de televisores, que têm maior valor, foi impulsionada pela Copa do Mundo. "O aumento da taxa de juros e o cenário de instabilidade motivaram o crescimento menor neste ano, embora as vendas online tenham crescido bastante", disse Guasti.

Eletroeletrônicos – Os eletroeletrônicos foram a categoria mais vendida no comércio online, com 13% do volume total de pedidos. Na segunda posição, vieram os produtos de informática, respondendo por 12% das vendas, seguidos por itens de saúde, beleza e medicamentos. Já a categoria livros, assinaturas de revistas e jornais, que lideraram o ranking em edições anteriores, ficaram em quarto lugar neste primeiro semestre de 2011. Segundo a pesquisa da consultoria e-bit, 61% dos novos entrantes no comércio online tinham renda de até R$ 3 mil. "Estamos presenciando uma consolidação do setor, tendo em vista o grande número de entrantes nesse primeiro semestre, contribuindo para o faturamento do período", afirmou o diretor geral da e-bit, Pedro Guasti. (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Estamos no momento de discutir com setores, recolher sugestões e opiniões. Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

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Crise não vai afetar emprego, garante Lupi.

Ritmo de contratações esfria

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Em dia de anúncio de números menores no saldo de emprego, ministro do Trabalho diz que turbulência não será importada.

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ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse que a atual crise internacional não deverá chegar ao mercado de trabalho brasileiro. De acordo com ele, a turbulência internacional desta vez é especulativa. "A crise não vai ter impacto no Brasil. Acredito que o que tinha que acontecer já aconteceu. Essa crise é de especulação. Tem alguns fatos reais, mas muito é especulação", afirmou Lupi. Para o ministro, diferentemente do que está ocorrendo nos Estados Unidos, a atual situação econômica do Brasil é melhor do que a verificada em anos anteriores e isso fará com que a crise não chegue ao País com tanta intensidade. "O pivô da crise é os Estados Unidos. O poder de consumo do americano está diminuindo. Os americanos têm que tomar algumas medidas para incentivar o consumo. É um comportamento completamente diferente da realidade brasileira", declarou. Lupi disse ainda que o maior problema do Brasil é a forte concorrência com os produtos importados. Para ele, o plano "Brasil Maior" – política de estímulo à indústria– irá ajudar o País a competir com os itens do exterior. Apesar de algumas propostas do plano ainda depende-

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s dados do Cadastro Geral de Emp r e g a d o s e D esempregados (Caged) em julho mostram algum arrefecimento na criação de empregos. "Vinha demorando bastante, mas agora começamos a observar um ritmo mais moderado de contratações, condizente com uma desaceleração mais ampla da atividade econômica", opinou o economista-chefe da gestora Oren Investimentos, Gustavo Mendonça. Os efeitos derivados do mercado de trabalho, acrescentou o analista, começam a ficar mais neutros para a perspectiva de inflação. O Caged está mais condizente com uma taxa de desemprego constante, disse Mendonça. "O que temos de olhar agora é o que será o mercado de trabalho daqui para frente. Parece-me que o cenário que se traça lá fora, com consequências para o País, deve gerar uma desaceleração ainda maior." A percepção do analista é de que o mercado de trabalho vai começar a ajudar a perspectiva de inflação mais ao fim do semestre. "É boa notícia para a inflação algum arrefecimento do mercado de trabalho. Acho que ele já começa a ficar neutro para a inflação." O economista considera que, com a piora no cenário internacional, ficou mais factível a convergência da inflação para os 4,5% do centro da meta em 2012. (AE)

Tel.: (11) 3201-2430

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rem de regulamentação, o ministro acredita que, a partir deste mês, as ações previstas começarão a surtir efeito na geração de emprego. Lupi manteve a projeção de que o Brasil criará 3 milhões de postos formais neste ano, apesar de os resultados de saldo de vagas em julho terem ficado abaixo dos de junho e dos de julho de 2010. "Não foi tão bom quanto gostaríamos que fosse", disse, sem alterar, entretanto, a meta final. No acumulado do ano até julho, o volume de geração de postos de trabalho no âmbito da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) foi de 1.593.527. A projeção futura do ministro abrange os trabalhadores com carteira assinada e todos os servidores públicos. "Mantenho a projeção de geração de 3 milhões de empregos formais. Neste ano, teremos comportamento diferente do visto no ano passado", acrescentou, salientando que em 2010 o Estado não pôde contratar por conta das eleições. "Vamos ter acréscimo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) mais significativa neste ano", previu. Lupi enfatizou também o volume de vagas criadas de 2003 a julho deste ano, com base na Rais e no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). De acordo com o ministério, foram 16.977.969 novas vagas formais. "Estamos chegando perto de 17 milhões de empregos." Em relação aos dados de julho, Lupi atribuiu o número menor a demissões no setor de Educação, por conta de férias escolares. O segmento apresentou 8.289 desligamentos a mais do que contratações. Ele também citou a diminuição do ritmo da indústria do Sul e do Sudeste e do setor do agronegócio. "Foi abaixo do que aconteceu no ano passado, mas não é nada que signifique tendência." Rotatividade – O melhor sinal para avaliar o mercado de trabalho, conforme Lupi, é a rotatividade. Apesar de um saldo mais tímido na geração de vagas de trabalho formais em julho, os números de contratações e demissões foram recordes para o mês. Os números apontam para 1.696.863 admissões em julho e 1.556.300 desligamentos. Lupi previu que os próximos dois meses a serem divulgados pelo Caged serão melhores. "Agosto e setembro serão mais fortes. Tenho certeza absoluta de que agosto superará julho", previu. (Agências)

Jorge Araújo/ Folhapress

Diferença entre contratações e demissões caiu em julho, mostrando tendência de acomodação. Mas governo assegura que números vão crescer.

Saldo de vagas diminui em julho

O

saldo líquido de empregos criados com carteira assinada em julho somou 140.563, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em junho, o resultado foi mais alto, de 215.393 vagas, antes da revisão. Em julho de 2010, o dado equivalente também apontou um saldo maior, de 181.796 novas vagas. O

volume de criação de postos ficou 22,6% menor em julho ante igual mês de 2010. O recorde para o mês foi a criação de 203.218 postos líquidos em julho de 2008. O pior momento mensal de geração de vagas neste ano foi em março, quando o Caged registrou saldo de apenas 92.675 postos de trabalho com carteira assinada. Após a revisão, o número subiu para 112.388. No acumulado do ano até julho, contratações superaram demissões em

1.593.527 postos. Em idêntico período do ano passado, o saldo das efetivações com carteira assinada foi de 1.655.116, sem ajuste. Após a revisão, o número subiu para 1. 856.143, o melhor volume de criação de empregos para o período. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, houve uma redução na criação de empregos da ordem de 14% na comparação com janeiro a julho de 2010. (AE)

Pedro Franca/ Folhapress

Resultado é melhor no interior do País

A

Mantenho a projeção de geração de 3 milhões de empregos formais. Neste ano, teremos comportamento diferente do visto no ano passado. CARLOS LUPI, MINISTRO DO TRABALHO

geração de empregos com carteira assinada foi mais forte no interior do que nas grandes cidades, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em julho, as nove áreas metropolitanas analisadas pelo Caged foram responsáveis pela criação de 52.466 postos de trabalho formais, enquanto o interior das regiões, por 54.407 vagas. Os números refletem a realidade dos Estados da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Apesar de ter sido frequente nos últimos meses, essa tendência deverá se inverter a partir deste mês, segundo o ministro Carlos Lupi, do Trabalho e Emprego. Com as encomendas de Natal, o comércio e a indústria devem voltar a incrementar a atividade nas metrópoles. São Paulo foi a região metropolitana que mais se destacou em julho, tanto no centro urbano (23.340 novos postos) quanto no interior (25.945 vagas). Pesaram mais nos dados os setores de serviços, comércio e construção civil. (AE)

Descartadas mais desonerações

O

ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, descartou ontem a possibilidade de que novos setores da indústria sejam beneficiados por políticas de desoneração tributária. O ministro se reuniu com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que lhe pediu a ampliação para outros setores, igualmente intensivos em mão de obra, dos benefícios já concedidos às indústrias de móveis, confecções, calçados e software. "Ampliar, em princípio, não. Estamos trabalhando só com os quatro que estão incluídos nas medidas provisórias", afirmou Pimentel, após a reunião. "Mas evidentemente pode haver pleitos e, partindo da discussão aqui, nós podemos, quem sabe para o ano que vem, já começar a fazer esses estudos. Mas em princípio não está

prevista nenhuma ampliação." Durante a reunião, Skaf pediu uma "calibragem" das medidas já anunciadas. De acordo com cálculos preliminares da Fiesp, para algumas indústrias, a substituição da tributação de 20% da alíquota do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sobre a folha de pagamento para a de 1,5% sobre o faturamento não teve o efeito desejado. Isso porque, segundo Skaf, algumas empresas terceirizam parte da produção. Ele citou uma confecção que comercializa 100 mil calças por ano, mas produz apenas 30 mil em sua própria fábrica – recebendo parte de outras empresas. "Nesse caso, o faturamento corresponde a 100 mil calças e a folha de pagamento corresponde a uma produção de 30 mil. O faturamento acaba sendo muito maior que o percentual que incidia sobre a folha," explicou Skaf.

Ele pediu que o percentual de tributação que incide sobre o faturamento, de 1,5%, seja reduzido. Pimentel disse que esse tipo de demanda era normal, mas não garantiu a revisão. "Estamos no momento de regulamentação das MPs, de discutir com setores, recolher sugestões e opiniões", afirmou. "Não está definido ainda o formato final de nenhuma das MPs. Vamos agora para Brasília nos reunir com os outros ministérios." Reintegra – O presidente da Fiesp pediu também alteração no Reintegra, que devolve parte do valor exportado às empresas como compensação dos impostos que incidem ao longo da cadeia. Para um percentual definido pelo governo entre 0,5% e 3%, Skaf pediu que a devolução seja fixada em 3%. "Com o dólar a menos de R$ 1,60, menos de 3% ajuda pouco", afirmou. (AE)


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

e Telefônicas poderão operar TV paga conomia

Projeto de lei aprovado ontem pelo Senado determina ainda cotas de programação nacional

F

oi aprovado na noite de ontem pelo plenário do Senado o projeto de lei complementar elaborado na Câmara dos Deputados que regulamenta o setor de TVs por assinatura. O texto abre a possibidade da entrada das operadoras de telefonia nesse mercado. O PLC 116/2010 também estabelece cotas de programação nacional no horário nobre, e dá poder à Agência Nacional do Cinema (Ancine) para regular e fiscalizar o exercício da produção, programação e empacotamento de conteúdos. Além disso, o projeto – que agora seguirá para sanção presidencial – restringe a cidadãos brasileiros, ou que tenham sido naturalizados por um período superior a dez anos, a gestão e direção editorial das empresas desse setor. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, avaliou que a aprovação foi uma boa notícia não só para o governo, que apoiava abertamente a proposta, como para a indústria do entretenimento, uma vez que muitas novas empresas devem passar a atuar no mercado de TV a cabo. "Vai haver uma expansão dos serviços e isso vai baratear os preços", afirmou o ministro. "Além disso, a banda larga de qualidade vai ser muito beneficiada, porque você tem que colocar fibras ópticas, permitindo velo-

cidades acima de cinco megabits por segundo (Mbps)." As novas regras para o mercado de TV a cabo, aprovadas hoje pelo Senado, devem levar à redução dos preços para os assinantes, na avaliação da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil). A entidade considera que medidas como a abertura do mercado às teles e o fim da limitação de capital estrangeiro nessas empresas incentivarão a concorrência no setor. Críticas – Os senadores da oposição criticaram o projeto, por entenderem serem inconstitucionais as alterações do texto às atribuições da Ancine. Segundo eles, as mudanças deveriam ser propostas pelo Executivo, e não por um projeto da Câmara dos Deputados. O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) também se manifestou contra a obrigatoriedade de cota de conteúdo nacional. Ele lembrou que muitos programas produzidos no Brasil são exportados, como as novelas, mas classificou algumas produções nacionais como "lixo". De acordo com ele, o consumidor paga pelo conteúdo oferecido, e assim a exigência de cota nacional seria inconstitucional. "Daqui a pouco vão querer colocar a Voz do Brasil nas TVs pagas", comentou Demóstenes, citando observação feita pelo senador Aloysio Nunes (PSDB-SP). (Agências)

Itacaré Holdings S.A. CNPJ no 09.227.001/0001-48 - NIRE 35.300.349.423 Ata da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 6.7.2011 Data, Hora, Local: Aos 6 dias do mês de julho de 2011, às 16h, na sede social, Cidade de Deus, Prédio Prata, 4o andar, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900. Presença: Compareceu, identificou-se e assinou o Livro de Presença o representante da Scopus Tecnologia Ltda., única acionista da Sociedade. Constituição da Mesa: Presidente: Candido Leonelli; Secretário: Ariovaldo Pereira. Convocação: Dispensada a publicação do Edital de Convocação, de conformidade com o disposto no Parágrafo Quarto do Artigo 124 da Lei no 6.404/76. Ordem do Dia: I) examinar proposta da Diretoria para reformular o Estatuto Social, destacando: a) a mudança da denominação social de Itacaré Holdings S.A. para Scopus Industrial S.A.; b) a alteração do endereço da sede; c) a alteração do objeto social; d) a modificação da composição e estrutura Administrativa; e) a alteração da forma de como a Sociedade se obriga; II) deliberar sobre alterações administrativas na Sociedade. Deliberações: as matérias constantes da ordem do dia foram colocadas em discussão e votação, tendo sido tomadas as seguintes deliberações: I) aprovada, sem qualquer alteração ou ressalva, a proposta da Diretoria, registrada na Reunião daquele Órgão, de 4.7.2011, a seguir transcrita: “Vimos propor reformular o Estatuto Social da Sociedade, destacando: a) a mudança da denominação social da Sociedade de Itacaré Holdings S.A. para Scopus Industrial S.A.; b) a mudança do endereço da sede da Sociedade, de Cidade de Deus, Prédio Prata, 4 o andar, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900 para a Avenida Mutinga, 4.105, 1 o andar, parte, Prédio Novo, Pirituba, São Paulo, SP, CEP 05110-000; c) a alteração do objeto social da Sociedade para: a) fabricação e comercialização de equipamentos para automação bancária e varejo; e b) participação em outras sociedades como cotista ou acionista; d) a modificação da composição e estrutura administrativa da Sociedade; e) a alteração da forma de como a Sociedade se obriga. Se aprovada esta proposta, as redações dos Artigos 1 o, 3o, 5 o, 7o e do Parágrafo Segundo do Artigo 8 o passam a vigorar com as seguintes redações: “Art. 1 o) A Scopus Industrial S.A., doravante chamada Sociedade, rege-se pelo presente Estatuto. Art. 3o) A Sociedade tem sede na Avenida Mutinga, 4.105, 1 o andar, parte, Prédio Novo, Pirituba, Município e Comarca de São Paulo, Estado de São Paulo, CEP 05110-000. Art. 5o ) A Sociedade tem por objetivo: a) fabricação e comercialização de equipamentos para automação bancária e varejo; e b) participação em outras sociedades como cotista ou acionista. Art. 7 o) A Sociedade será administrada por uma Diretoria, eleita pela Assembleia Geral, com mandato de 1 (um) ano, composta de 2 (dois) a 3 (três) membros, sendo 1 (um) Diretor-Presidente e de 1 (um) a 2 (dois) Diretores. Art. 8 o) - Parágrafo Segundo - Ressalvadas as exceções previstas expressamente neste Estatuto, a Sociedade só se obriga mediante assinaturas, em conjunto, de no mínimo 2 (dois) Diretores, devendo 1 (um) deles estar no exercício do cargo de Diretor-Presidente.”; II) registrar, em face da aprovação da modificação na composição e estrutura administrativa da Sociedade, que: a) os senhores Luiz Carlos Trabuco Cappi - Diretor-Presidente; Laércio Albino Cezar, Julio de Siqueira Carvalho de Araujo, Norberto Pinto Barbedo e Domingos Figueiredo de Abreu - Diretores colocaram, a partir desta data, os seus cargos à disposição do controlador, o qual aceitou, consignando-se, nesta oportunidade, agradecimentos pelos serviços prestados durante suas gestões; b) para composição da Diretoria da Sociedade, foram eleitos, com mandato até a Assembleia Geral Ordinária de 2012, os senhores: Diretor-Presidente - Candido Leonelli, brasileiro, casado, bancário, RG 3.734.764/SSP-SP, CPF 375.739.268/04, com domicílio na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900; Diretores - José Afonso Filho, brasileiro, solteiro, físico, RG 3.243.098/SSP-SP, CPF 393.555.438/91; e Marcelo Frontini, brasileiro, casado, engenheiro, RG 14.010.636-4/SSP-SP, CPF 126.724.118/75, ambos com domicílio na Avenida Mutinga, 4.105, 1o andar, parte, Prédio Novo, Pirituba, São Paulo, SP, CEP 05110-000. Os Diretores eleitos neste ato permanecerão em suas funções até que a Ata da Assembleia Geral Ordinária que eleger a Diretoria em 2012 seja arquivada na Junta Comercial do Estado de São Paulo e publicada. Em seguida, os Diretores eleitos, presentes à Assembleia: 1) declararam sob as penas da lei, não estarem impedidos de exercer a administração de sociedade por lei especial, ou condenados a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato, ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública, ou a propriedade; 2) assinaram a presente Ata, que vale como termo de posse, declarando que abrem mão do direito ao recebimento de qualquer valor a título de remuneração enquanto permanecerem no exercício dos respectivos cargos na Sociedade. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o senhor Presidente encerrou os trabalhos, lavrando-se a presente Ata, que lida e achada conforme, foi aprovada por todos os presentes que a subscrevem. aa) Presidente: Candido Leonelli; Secretário: Ariovaldo Pereira; Acionista: Scopus Tecnologia Ltda., por seu Diretor-Presidente, senhor Candido Leonelli; Diretores eleitos: Candido Leonelli - Diretor-Presidente; José Afonso Filho e Marcelo Frontini - Diretores. Declaração: Declaro para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. a) Ariovaldo Pereira Secretário. Certidão - Secretaria da Fazenda - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 323.750/11-4, em 9.8.2011. a) Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 16 de agosto de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Reqte: Fácil Serviços Comerciais Ltda. EPP. Reqdo: Star Representação e Comércio de Artefatos Plásticos Ltda. Praça Dom Luis de Mascarenhas, 40 B – Jardim da Pedreira - 1ª V. de Falências. Reqte: Interest Factoring Fomento Comercial Ltda. Reqdo: Atos Impermeabilização e Pintura Predial Ltda. Av. Nossa Senhora do Sabará, 2.790 - Sala 123 – Vila Emir - 2ª V. de Falências. Reqte: União Brasil Serviços e Eventos Ltda. Reqdo: CC Instrumentos de Medição Ltda. R. Bernardino D’Auria, 308 – Jardim Leonor Mendes de Barros - 1ª V. de Falências.

DIÁRIO DO COMÉRCIO

19 PREFEITURA MUNICIPAL DE ARARAQUARA

Nilux Industrial e Comercial Ltda.-ME torna público que requereu na Cetesb de forma concomitante a Licença Prévia e Licença de Instalação para atividade de indústria e comércio de cosméticos, sita à Rua Vasco Massafeli, 1.091, Jd. Maria Tereza, Cotia/SP.

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAUDE - AVISO DE LICITAÇÃO Acha-se aberto, na Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura do Município de Araraquara, Av. Espanha, nº 188 - 6º andar - Centro - Araraquara - CEP: 14.80l-130 - Fone/Fax nº 3301 1704, o Edital de PREGÃO ELETRÔNICO nº 056/2011, que visa o “Registro de Preço para Materiais de Enfermagem”. A informação dos dados para acesso deve ser obtida no site www.licitacoes-e.com.br ou por e-mail: licitacaosaude@araraquara.sp.gov.br. ABERTURA DAS PROPOSTAS: às 08:30 h do dia 30 de Agosto de 2011. INÍCIO DA SESSÃO DE DISPUTA DE PREÇOS: às 09:30 h do dia 30 de Agosto de 2011. Araraquara, 15 de Agosto de 2011. Maria Regina G. B. Ferreira - Secretária de Saúde

PREFEITURA MUNICIPAL DE ARARAQUARA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAUDE - AVISO DE LICITAÇÃO Acha-se aberto, na Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura do Município de Araraquara, Av. Espanha, nº 188 - 6º andar - Centro - Araraquara - CEP: 14.80l-130 - Fone/Fax nº 3301 1704, o Edital de PREGÃO ELETRÔNICO nº 057/2011, que visa o “Registro de preços para Aquisição de oxigênio medicinal gasoso com acessórios (em cilindros de 1 a 10 m³, com manômetro e fluxômetro) para tratamento médico de clientes e pacientes em situações de urgência e emergência, atendidas pelas unidades de saúde do Município”. A informação dos dados para acesso deve ser obtida no site www.licitacoes-e.com.br ou por e-mail: licitacaosaude@araraquara.sp.gov.br. ABERTURA DAS PROPOSTAS: às 08:30 h do dia 30 de Agosto de 2011. INÍCIO DA SESSÃO DE DISPUTA DE PREÇOS: às 09:30 h do dia 30 de Agosto de 2011 Araraquara, 15 de Agosto de 2011. Maria Regina G. B. Ferreira - Secretária de Saúde

American Life Companhia de Seguros CNPJ/MF nº 67.865.360/0001-27 - NIRE 35.300.52583-3 Ata das Assembleias Gerais Ordinária e Extraordinária realizada em 31/03/2011 Data, Hora e Local: 31/03/2011, 11hs, na sede social da Cia.. Convocação e Publicações: Dispensada a publicação dos anúncios de convocação, tendo em vista a presença dos acionistas representando a totalidade do capital social da Cia., na forma do § 4º do art. 124 da Lei nº 6.404/76, conforme atestam as assinaturas do Livro de Registro de Presença de Acionistas. O Relatório Anual da Administração, as Demonstrações Financeiras e o Parecer dos Auditores Independentes, todos com relação ao exercício social encerrado em 31/12/2010, foram publicados no jornal “Diário do Comércio” e no “Diário Oficial Empresarial do Estado de São Paulo”, nas edições de 25/02/2011, respectivamente nas páginas 47, e 174 a 176. Presenças: Acionistas representando a totalidade do Cap. Social da Cia., conforme atestam as assinaturas do Livro de Registro de Presença de Acionistas. Para os fins e efeitos do art. 134, § 1º, da Lei nº 6.404/1976, registrou-se ainda a presença do Sr. Paulo de Oliveira Medeiros, Diretor da Cia.; e do Dr. Eduardo Braga Perdigão, representante da Ernst & Young Terco Auditores Independentes S.S.. Mesa: Pres.: Pedro Pereira de Freitas; Secr.: Paulo de Oliveira Medeiros. Deliberações: Após exame e discussão, os acionistas presentes, com abstenção dos legalmente impedidos, passaram à deliberação das matérias a serem tratadas. 1 - Em Assembléia Geral Ordinária, os acionistas deliberaram, por unanimidade, sem quaisquer emendas ou ressalvas: 1.1 - Aprovar as contas dos Administradores e as demonstrações financeiras da Cia., relativas ao exercício social encerrado em 31/12/2010, auditadas pela Ernst &Young Terco Auditores Independentes S.A.;1.2 - Considerando que a Cia.obteve, no exercício social encerrado em 31/12/2010, Lucro Líquido de R$ 4.817.741,65, aprovar a proposta da Administração de que os resultados da Cia.sejam distribuídos da seguinte forma: i) ratificar o pagamento de Juros Sobre Capital Próprio, no valor bruto de R$ 1.392.639,11, e o valor líquido de R$ 1.183.743,28, realizado ao longo do exercício de 2010; ii) R$ 240.887,09 para a conta de “Reserva de Lucros - Reserva Legal”; e iii) o restante, no valor de R$ 3.393.111,28, para a conta de “Reserva de Lucros - Reserva de Lucros Acumulados”. 1.3 - Aprovar a fixação do limite para a remuneração global mensal dos Administradores da Cia. para o exercício fiscal findo em 31/12/2011, em R$ 150.000,00, sendo certo que a distribuição deste valor entre os Administradores deverá ser deliberada pela Diretoria Executiva da Cia.. 1.4 - Ratificar as designações de diretores responsáveis perante a Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, da seguinte forma: (a) Paulo de Oliveira Medeiros: diretor designado responsável pelo relacionamento com a SUSEP, diretor designado responsável técnico, diretor responsável pela obrigatoriedade de registro das apólices e endossos de emitidos e dos cosseguros e diretor responsável pelos Controles Internos da Cia., diretor responsável pelo combate à fraude e diretor designado responsável pelo acompanhamento, supervisão e cumprimento das normas e procedimentos de contabilidade e (b) Francisco de Assis Fernandes: diretor designado responsável administrativo-financeiro e diretor designado responsável pelo cumprimento da lei 9.613/98. 1.5 - O Conselho Fiscal não foi instalado, tendo em vista a ausência de solicitação para o seu funcionamento neste exercício social. 2 - Em Assembléia Geral Extraordinária, os acionistas deliberaram, por unanimidade, sem quaisquer emendas ou ressalvas: 2.1. - Aprovar a alteração dos Arts. 18 e 19 do Estatuto Social da Cia., que passarão a viger com a seguinte redação: “Art. 18: Todos os Diretores distribuirão entre si as atribuições sociais que exercerão para garantir o funcionamento regular da Sociedade e representarão, individualmente, a Sociedade ativa ou passivamente, inclusive para receber a citação judicial, prestar depoimento pessoal em juízo ou fora dele, e ainda, perante os órgãos fiscalizadores de suas atividades, ressalvando-se a forma de representação da Sociedade nas atividades e atos mencionados nos § seguintes e na Cláusula 19 deste Estatuto: § 1º: Para a abertura, movimentação e encerramentos de contas bancárias, assinaturas, saques, descontos de cheques ou quaisquer outros títulos de crédito, a Sociedade será representa por dois Diretores, em conjunto, ou por qualquer um dos Diretores, em conjunto com um procurador.§ 2º:O endosso de cheques exclusivamente para depósitos em contas corrente da Sociedade poderá ser feito por um só Diretor ou por um procurador devidamente habilitado. § 3º: Para hipotecar, empenhorar, adquirir, vender, locar ou por qualquer outra forma em que venham ser alienados ou onerados os bens sociais em geral de qualquer natureza, sobretudo imóveis, bem como ainda para contrair empréstimos ou obrigações de natureza financeira, financiamentos, emitir, endossar, avalizar títulos de crédito, desde que estas operações não impliquem em atos de mero favor ou liberdade nem tampouco violem a proibição do Art. 73, do decreto-lei 73/66, a Sociedade será sempre representada em conjunto pelo Diretor Presidente e mais um Diretor, ou ainda pelo Diretor Presidente em conjunto com um procurador. Art. 19: Observados os limites de suas atribuições e poderes, ao Diretor Presidente, em conjunto com outro Diretor, é lícito constituir mandatários da Sociedade, devendo ser especificados nos respectivos instrumentos os atos, poderes ou operações que poderão ser praticados pelo outorgado e a duração do mandato, com exceção do judicial que poderá ser por prazo indeterminado. Entretanto, qualquer Diretor, individualmente, poderá constituir mandatário da Sociedade, com poderes específicos para representação da Sociedade perante entidades públicas para a realização de todo e qualquer ato relacionado à participação da Sociedade em procedimentos licitatórios, de qualquer modalidade.” 2.2 - Em decorrência da deliberação aprovada no Item 2.1, acima, os acionistas da Cia. aprovam a consolidação do Estatuto Social da Cia., que passará a viger conforme o Anexo à presente Ata. Esclarecimentos: Foi autorizada a lavratura da presente ata na forma sumária, nos termos do art. 130, § 1º da Lei 6.404/1976 e a publicação da ata com a omissão das assinaturas dos acionistas, nos termos do art. 130, § 2º, da Lei 6.404/1976. Encerramento, Lavratura, Aprovação e Assinatura da Ata: Nada mais havendo a ser tratado, foi a presente ata lavrada, lida, aprovada e assinada por todos os presentes. Mesa: Pedro Pereira de Freitas - Pres., Paulo de Oliveira Medeiros - Secr.. Acionistas: Pedro Pereira de Freitas, Francisco de Assis Fernandes e Paulo de Oliveira Medeiros. Estatuto Social - Capítulo I - Da Denominação, Sede, Foro, Objeto e Prazo de Duração - Art. 1º: Sob a denominação American Life Cia. de Seguros fica constituída uma Sociedade Anônima que se regerá por este Estatuto e pela legislação vigente aplicável. Art. 2º: A Sociedade tem seu foro na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, e sede nesta, na Rua Minas Gerais, nº 209, térreo, Higienópolis, CEP 01244-011. Art. 3º: A Sociedade tem por objeto a exploração de seguro no ramo Vida e Planos Previdência Privada aberta nas modalidades Pecúlio e Renda, conforme definido na legislação g ç aplicável em vigor g e poderá ainda participar de outras Sociedades na qualidade de Acionistas ou Sócia Quotista. Art. 4º: O prazo de duração da Sociedade é indeterminado. Capítulo II - Do Capital e das Ações - Art. 5º - O Capital Social é de R$ 17.030.746,90 (dezessete milhões, trinta mil, setecentos e quarenta e seis reais e noventa centavos) dividido e representado por 27.114.539 ações ordinárias nominativas, indivisíveis e sem valor nominal. § 1º: Cada ação nominativa corresponderá a um voto das deliberações tomadas em Assembléia Geral. § 2º: A Sociedade poderá emitir cautelas, certificados ou títulos múltiplos de Ações os quais serão sempre assinados por dois Diretores, podendo o custo de sua substituição ser cobrado quando solicitada pelo acionista. Capítulo III - Das Assembléias Gerais - Art. 6º: A Assembléia Geral reunir-se-á em caráter ordinário até 31 de março de cada ano para: 1 - Examinar, discutir e votar para aprovação ou não, o Relatório dos Administradores e as demonstrações financeiras do exercício social; 2 - Deliberação sobre o resultado do exercício e a destinação de seu Lucro Líquido e a distribuição de dividendo; 3 - Eleger, se necessário, os Administradores e os Membros do Conselho Fiscal, quando for o caso, fixando-lhes a remuneração; 4 - Deliberar e aprovar a correção monetária do Capital

Prefeitura do Município da Estância Hidromineral de Águas de São Pedro Tomada de Preços 15/2011 A Prefeitura do Município da Estância Hidromineral de Águas de São Pedro, com sede à Praça Prefeito Geraldo Azevedo, 115, Centro, Águas de São Pedro/SP, torna público, para conhecimento de interessados, que se acha aberta a Tomada de Preços 15/2011, que objetiva a contratação de empresa para prestação de serviços de exames laboratoriais. O edital poderá ser retirado diretamente no endereço supracitado, das 12:00 às 16:30 horas, de segunda a sexta-feira, mediante o recolhimento da taxa de R$ 50,00 (cinquenta reais). Será exigido cadastramento prévio. Não serão enviados editais pelo correio ou por e-mail. Os envelopes com a documentação e a proposta deverão ser protocolados até às 9:30 horas do dia 06/09/2011 sendo que a abertura dos mesmos será neste mesmo dia às 10:00 horas. Águas de São Pedro/SP, 16/08/2011. Paulo César Borges – Prefeito Municipal.

Social e sua destinação. Art. 7º: A Assembléia Geral reunir-se-á extraordinariamente sempre que os interesses sociais assim o exigirem, observadas as disposições legais aplicáveis. Art. 8º: Compete a Assembléia Geral, convocada de acordo com a legislação aplicável em vigor e de acordo com este Estatuto, as atribuições que a lei lhe confere, e será presidida pelo Diretor Presidente, ou na sua falta, por outro acionista escolhido pela Assembléia que por sua vez convidará um dos presentes para Secretário da Mesa. Art. 9º: Os acionistas poderão fazer-se representar nas Assembléias Gerais por procuradores legalmente constituídos. Art. 10: As deliberações da Assembléia Geral serão tomadas por maioria absoluta de votos, não se computando os votos em branco e observada sempre as exceções e os impedimentos legais. Art. 11: Uma vez convocada a Assembléia Geral, ficam suspensas as transferências de ações até que seja realizada a Assembléia ou fique sem efeito a convocação. Capítulo IV - Da Administração - Art. 12: A administração da Sociedade compete à Diretoria Executiva. Seção I - Da Diretoria Executiva - Art. 13: A Diretoria executiva da Sociedade é composta de no mínimo 2 (dois) e no máximo 7 (sete) membros, acionistas ou não, residentes no País, eleitos e destituíveis a qualquer tempo pela Assembléia Geral, com mandato de 03 (três) anos, podendo ser reeleitos, sendo composta de um Diretor Presidente, dois Diretores Vice-Presidentes e os demais Diretores, sem denominação especial.Art. 14: Os Diretores serão investidos em seus cargos, independentemente de qualquer caução, mediante assinatura de Termo de Posse no Livro de Atas de Reunião de Diretoria, após a homologação de sua eleição pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, permanecendo em seus cargos, findo o prazo de mandato até que sejam empossados os novos Diretores eleitos. Art. 15: Em suas ausências e impedimentos, o Diretor Presidente será substituído em suas atribuições por qualquer dos Diretores Vice-Presidentes, ou na falta destes, pelos demais Diretores, conforme deliberação em Reunião de Diretoria acima, e os demais Diretores, em suas ausências ou impedimentos, serão substituídos em suas atribuições por quem o Diretor Presidente designar.Art. 16: Ao Diretor Presidente compete:a) Dirigir os negócios da Sociedade, exercendo todos os poderes conferidos no Estatuto, b) Representar a Sociedade, ativa e passivamente em Juízo ou fora dele; c) Convocar as Assembléias Gerais de acionistas e presidi-las; d) Convocar e presidir as reuniões de Diretoria; e) Indicar os substitutos dos Diretores, nos casos de ausências ou impedimento temporário. Art. 17: A Diretoria tem as atribuições e os poderes que a Lei e o presente Estatuto lhe conferem para, através de qualquer de seus membros, assegurar o pleno e regular funcionamento da Sociedade e a realização de seu objeto social. Art. 18: Todos os Diretores distribuirão entre si as atribuições sociais que exercerão para garantir o funcionamento regular da Sociedade e representarão, dindividualmente, a Sociedade ativa ou passivamente, inclusive para receber a citação judicial, prestar depoimento pessoal em juízo ou fora dele, e ainda, perante os órgãos fiscalizadores de suas atividades, ressalvando-se a forma de representação da Sociedade nas atividades e atos mencionados nos parágrafos seguintes e na Cláusula 19 deste Estatuto: § 1º: Para a abertura, movimentação e encerramentos de contas bancárias, assinaturas, saques, descontos de cheques ou quaisquer outros títulos de crédito, a Sociedade será representada por dois Diretores, em conjunto, ou por qualquer um dos Diretores, em conjunto com um procurador. § 2º: O endosso de cheques exclusivamente para depósitos em contas correntes da Sociedade poderá ser feito por um só Diretor ou por um procurador devidamente habilitado. § 3º: Para hipotecar, empenhorar, adquirir, vender, locar ou por qualquer outra forma em que venham ser alienados ou onerados os bens sociais em geral de qualquer natureza, sobretudo imóveis, bem como ainda para contrair empréstimos ou obrigações de natureza financeira, financiamentos, emitir, endossar, avalizar títulos de crédito, desde que estas operações não impliquem em atos de mero favor ou liberdade nem tampouco violem a proibição do Art. 73, do decreto-lei 73/66, à Sociedade será sempre representada em conjunto pelo Diretor Presidente e mais um Diretor, ou ainda pelo Diretor Presidente em conjunto com um procurador. Art. 19: Observados os limites de suas atribuições e poderes, ao Diretor Presidente, em conjunto com outro Diretor, é lícito constituir mandatários da Sociedade, devendo ser especificados nos respectivos instrumentos os atos, poderes ou operações que poderão ser praticados pelo outorgado e a duração do mandato, com exceção do judicial que poderá ser por prazo indeterminado. Entretanto, qualquer Diretor, individualmente, poderá constituir mandatário da Sociedade, com poderes específicos para representação da Sociedade perante entidades públicas para a realização de todo e qualquer ato relacionado à participação da Sociedade em procedimentos licitatórios, de qualquer modalidade. Art. 20: As reuniões de Diretoria realizar-se-ão com a presença da maioria de seus Membros, cujas decisões e resoluções tomadas por maioria de votos serão lavradas em livro próprio cabendo ao Diretor Presidente, em caso de empate, o voto de qualidade.Capítulo V - do Conselho Fiscal - Art. 21: O Conselho Fiscal será de funcionamento não permanente, sendo sua instalação deliberada pela Assembléia Geral, a pedido de acionistas que representem, no mínimo, 10% (dez por cento) das ações com direito a voto, e cada período de seu funcionamento coincidirá com término da Assembléia Geral Ordinária que o elegeu. § 1º: O Conselho Fiscal será composto de 03 (três) membros e suplentes em igual número, acionistas ou não, que preencham os requisitos legais, eleitos pela Assembléia Geral, devendo exercer o respectivo mandato até realização da AGO que os elegeu, podendo ser reeleitos. § 2º: O Conselho Fiscal, quando em funcionamento, terá as atribuições conferidas em Lei. § 3º: A remuneração dos Membros do Conselho Fiscal, quando em funcionamento, será fixada pela Assembléia Geral que os eleger. Capítulo VI - Do Exercício Social - Demonstrações Financeiras Destinação dos Lucros - Art. 22: O Exercício Social encerrar-se-á em 31 de dezembro de cada ano, quando se procederá ao levantamento das demonstrações financeiras do exercício as quais serão submetidas à AGO, juntamente com a proposta da destinação do Lucro Líquido apurado no exercício. § Único: A Sociedade levantará Balanços Semestrais e poderá proceder à distribuição de dividendos intermediários, observando os limites legais. Art. 23: Do resultado do exercício serão deduzidos, antes de qualquer participação ou constituição de reservas, os prejuízos acumulados, se houver, e a provisão para o imposto sobre a renda.§ 1º: Juntamente com as demonstrações financeira do exercício, a Diretoria apresentará à Assembléia Geral Ordinária proposta sobre a destinação a ser dada ao lucro líquido do exercício. § 2º: Do lucro líquido do exercício, 0,5% (cinco por cento) serão aplicados, antes de qualquer outra destinação na constituição de reserva legal, que não excederá a 20% (vinte por cento) do Capital Social. § 3º: Do saldo remanescente, se houver, antes de qualquer destinação, será distribuído o dividendo de que trata o Art. seguinte.Art. 24: Os acionistas tem direito, a receber dividendos, em cada exercício social, no valor de 25% (vinte e cinco por cento) calculado sobre o resultado do exercício. § 1º: O saldo que remanescer, após o atendimento do disposto neste Art. e no Art. anterior, terá a destinação que for deliberada pela Assembléia Geral por proposta da Diretoria, inclusive atribuir uma participação aos Diretores no lucro da Cia., a qual, entretando, não poderá ser superior a 10% (dez por cento) do lucro líquido da Sociedade, nem ultrapassar a remuneração anual dos referidos membros, prevalecendo o limite que for menor. § 2º: A Diretoria fica autorizada em reunião própria, a declarar, por deliberação da maioria, dividendos intermediários à conta de Lucros Acumulados ou de Reserva de Lucros existentes no último balanço geral anual, de acordo com o disposto no § único do Art. 22 deste Estatuto Social. Art. 25: O dividendo deverá ser pago, salvo deliberação em contrário da Assembléia Geral, no prazo de 60 (sessenta) dias da data em que for declarado. Capítulo VII - Dissolução e Liquidação - Disposições Transitórias - Art. 26: A Sociedade se dissolverá e entrará em liquidação nos casos e formas previstas em Lei. Mesa: Pedro Pereira de Freitas - Pres. e Paulo de Oliveira Medeiros - Secr.. Acionistas: Pedro Pereira de Freitas, Francisco de Assis Fernandes e Paulo de Oliveira Medeiros. Jucesp nº 324.737/11-7, em 10/08/2011. Kátia R. B. de Godoy - Secr. Geral.

ISOLDI S.A. CORRETORA DE VALORES MOBILIÁRIOS Rua São Bento, 365 – 12º andar – São Paulo-SP – Carta Patente: A-67/3388 – CNPJ nº 62.051.263/0001-87 Av. Osmar Cunha, 183 – Bloco A – 10º andar – salas 1001/4 – Florianópolis-SC – Carta Patente: A-75/18 – CNPJ/MF nº 62.051.263/0002-68 Relatório da Administração Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. os balanços patrimoniais, as demonstrações de resultados, as mutações do patrimônio líquido e os fluxos de caixa, referentes aos semestres encerrados em 30 de junho de 2011 e 2010, bem como, parecer dos auditores independentes. A diretoria está à disposição dos Senhores Acionistas para quaisquer informações que julgarem necessárias. São Paulo, 12 de agosto de 2011. A Administração Balanços Patrimoniais em 30 de junho de 2011 e 2010 - (Em milhares de reais) Ativo 2011 2010 Passivo e patrimônio líquido Circulante 27.616 79.964 Disponibilidades 1.988 9.320 Circulante Aplicações interfinanceiras de liquidez 5.023 33.440 Outras obrigações Aplicações no mercado aberto 5.023 33.440 Sociais e Estatutárias Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos 10.785 25.757 Fiscais e previdenciárias Carteira própria 10.785 996 Negociação e intermediação de valores Vinculados à prestação de garantias – 24.761 Outros créditos 9.820 11.412 Diversas Rendas a receber – 38 Negociação e intermediação de valores 100 2.959 Patrimônio Líquido Diversos 9.720 8.415 Capital Despesas antecipadas – 35 Ações ordinárias–país Permanente 3.662 12.572 Investimentos 3.056 11.863 Reservas de capital Imobilizado 606 675 Reservas de lucros Imóveis de uso 780 780 Outras imobilizações de uso 475 484 Ajustes de avaliação patrimonial (-) Depreciações acumuladas (649) (589) Lucros acumulados Diferido – 34 Gastos de organização e expansão – 76 (-) Ações em tesouraria (-) Amortizações acumuladas – (42) Total 31.278 92.536 Total Demonstrações das mutações do patrimônio líquido - (Em milhares de reais) Ajustes de Capital Reservas Reservas Avaliação Lucros Realizado de Capital de Lucro Patrimonial Acumulados 22.070 – 455 1.278 –

Saldos em 1º de janeiro de 2011 Outros eventos: Ajuste ao valor de mercado TVM e Derivativos Lucro líquido do semestre Destinações: Reservas Saldos em 30 de junho de 2011 Mutações no período Saldos em 1º de janeiro de 2010 Dividendos-Lucros Acumulados-ex.2007 Outros eventos: Ajuste ao valor de mercado TVM e Derivativos Atualização de títulos patrimoniais Lucro líquido do semestre Destinações: Reservas Saldos em 30 de junho de 2010 Mutações no período

2011 7.780 7.780 – 38 – 7.742 23.498

2010 60.245 60.245 39.954 619 11.500 8.172 32.291

22.070 – 491 254 683 – 31.278

25.142 1.020 4.559 326 2.390 (1.146) 92.536

Ações em Tesouraria –

Total 23.803

– –

– –

– –

(1.024) –

– 719

– –

(1.024) 719

– 22.070 – 25.142 –

– – – 1.017 –

36 491 36 4.434 –

– 254 (1.024) 1.945 –

(36) 683 683 39.954 (39.954)

– – – (1.146) –

– 23.498 (305) 71.346 (39.954)

– – –

– 3 –

– – –

(1.619) – –

– – 2.515

– – –

(1.619) 3 2.515

– 25.142 –

– 1.020 3

125 4.559 125

– 326 (1.619)

(125) 2.390 (37.564)

– (1.146) –

32.291 (39.055)

Demonstrações de resultados - Semestres findos em 30 de junho de 2011 e 2010 - (Em milhares de reais) 2011 2010 Receitas da intermediação financeira 1.652 5.074 Resultado de operações c/ títulos e valores mobiliários 1.652 5.074 Outras receitas (despesas) operacionais (811) (1.701) Receitas de prestação de serviços 133 2.125 Despesas de pessoal (366) (1.646) Outras despesas administrativas (475) (1.722) Despesas tributárias (117) (460) Outras receitas operacionais 72 18 Outras despesas operacionais (58) (16) Resultado antes da tributação sobre o lucro e participações 841 3.373 Imposto de renda e contribuição social (122) (858) Lucro líquido do semestre 719 2.515 Lucro líquido por ação R$0,18 R$0,45 Demonstração dos fluxos de caixa - Semestres findos em 30 de junho de 2011 e 2010 - (Em milhares de reais) Fluxos de caixa das atividades operacionais 2011 2010 Lucro líquido ajustado (121) 1.801 Lucro líquido antes do IRPJ e CSLL 841 3.373 Ajustes: Depreciação e amortização 62 47 Titulos disponíveis para venda (1.024) (1.619) (Aumento) Diminuição nos subgrupos do ativos operacionais 15.420 1.095 Títulos e valores mobiliários 15.559 (4.331) Outros valores e bens 12 22 Outros créditos (151) 5.404 Aumento (Diminuição) nos subgrupos do passivos operacionais (18.811) 27.600 Instrumentos Financeiros Derivativos – (97) Outras obrigações (18.689) 28.555 IRPJ e CSLL pagos (122) (858) Caixa líq. proveniente das atividades operacionais (3.512) 30.496 Compra de ativo imobilizado (2) (5) Lucros pagos (a pagar) – (39.954) Baixas investimentos 7.399 – Caixa Líq. usado nas atividades de investimento 7.397 (39.959) (Redução) Aumento em equivalentes de caixa 3.885 (9.463) Equivalentes de caixa No início do período 3.126 52.223 No final do período 7.011 42.760 (Redução) Aumento em equivalentes de caixa 3.885 (9.463)

Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis em 30 de junho de 2011 e 2010 - (Em milhares de reais) 2011 2010 1. Contexto operacional - A Sociedade tem por objeto social operar em Bolsa de regulamentações posteriores, nas seguintes categorias: títulos para negociação; 8. Investimentos 2.810 11.439 Valores, de Mercadorias e de Futuros, negociar e distribuir títulos e valores mobi- títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento. Os títulos para Ações da BM&F Bovespa S.A. 207 207 liários, por conta própria ou de terceiros, e exercer a intermediação em operações negociação e disponíveis para venda serão mensalmente ajustados pelos seus Ações da CETIP de câmbio e demais atividades permitidas e regulamentadas pelo Banco Central do valores de mercado, procedendo ao registro da valorização ou desvalorização Títulos da Bolsa de Mercadoria do Rio Grande 178 Brasil - BACEN. Em AGE de 23 de junho de 2010, a totalidade dos acionistas delibe- em contas adequadas de resultado do período e de patrimônio líquido pelo valor do Sul - em liquidação 39 39 raram a transferência para o Escritório Lerosa S.A, de todos os clientes cadastrados líquido dos efeitos tributários, respectivamente. Os títulos mantidos até o venci- Títulos da Bolsa Brasileira de Mercadorias 3.056 11.863 na Corretora. O contrato foi firmado em 12 de julho de 2010. A Isoldi, em 13 de abril de mento serão avaliados pelo seu valor de aquisição acrescido dos rendimentos 2011 protocolizou, no Banco Central do Brasil, pedido de cancelamento da autoriza- auferidos, os quais serão registrados no resultado do período. 6.2 Composição de 9. Patrimônio líquido - 9.1 Capital social - O capital social, em 30 de junho de ção para funcionamento como instituição financeira integrante do sistema financeiro títulos e instrumentos financeiros derivativos 2011, está representado por 3.887.628 ações ordinárias, todas sem valor nominal. nacional (SFN), acatando deliberação da AGE de 5 de abril de 2011. O processo foi Carteira própria: 2011 2010 9.2 Dividendos - Conforme previsto no estatuto social, aos acionistas é asseguhomologado pelo Banco Central do Brasil em 09/08/2011. 2. Apresentação das Títulos de Renda Fixa 3.413 42 rado dividendos mínimo obrigatório à razão de 25% do lucro líquido do exercício demonstrações contábeis - As práticas contábeis adotadas para a contabilização Títulos de renda variável 7.372 954 após a constituição das reservas previstas em Lei. Na AGE de 23 de junho de 2010, das operações e para a elaboração das demonstrações contábeis emanam da Lei Vinculados à prestação de garantias 24.761 foi deliberado que o saldo da conta “Lucros Acumulados” do exercício de 2007 no das Sociedades por Ações, considerando as alterações traduzidas pelas Leis nº 10.785 25.757 valor de R$ 39.954 será creditado ou pago aos acionistas em data a ser definida 11.638/07 e nº 11.941/09, associadas às normas e instruções do Banco Central 6.3 Classificação de títulos e valores mobiliários por categoria em 30 de pela Diretoria, como dividendos. 9.3 Ações em tesouraria - A Diretoria deliberou do Brasil (BACEN), consubstanciadas no Plano Contábil das Instituições do Sis- junho de 2011 autorizar a aquisição de ações da própria instituição, mantendo-as em tesouraria, tema Financeiro Nacional (COSIF). Na elaboração das demonstrações contábeis, Títulos disponíveis para venda: sem redução do capital social; conforme Atas da Diretoria nºs.: 119, 121 e 124 Valor de é necessário utilizar estimativas para contabilizar certos ativos, passivos e outras Descrição de janeiro, abril e setembro de 2005. Foram adquiridas 409.000 ações ordinárias, Custo mercado transações. As demonstrações contábeis incluem, portanto, estimativas referentes Ações pelo valor total de R$ 1.146. 10. Outras despesas administrativas - Esta conta 7.118 7.372 à seleção das vidas úteis do ativo imobilizado, provisões necessárias para passivos Títulos de Renda Fixa é formada basicamente por: Despesas de serviços sistema financeiro R$ 24 (R$ 3.413 3.413 contingentes, determinações de provisões para imposto de renda e outras simila752 em 2010), Despesas de comunicações R$ 37 (R$ 244 em 2010), Serviços de 10.531 10.785 res. Os resultados reais podem apresentar variações em relação às estimativas. Títulos mantidos até o vencimento: terceiros especializados R$ 116 (R$ 169 em 2010), Processamento de dados R$ 3.Principais práticas contábeis - 3.1 Apuração do resultado - As receitas e Descrição 23 (R$ 199 em 2010), Manutenção e conservação de bens R$ 20 (R$ 30 em 2010), Vencimento Custo despesas foram apropriadas pelo regime de competência. 3.2 Aplicações interfi- Letras Financeiras do Tesouro Amortizações/depreciações R$ 61 (R$ 47 em 2010), Promoções relações públicas/ set/2013 1.362 nanceiras de liquidez e títulos e valores mobiliários - Demonstrados ao custo, Certificados de depósito bancário Propaganda publicidade R$ 20 (R$ 20 em 2010), Aluguéis/água/energia R$ 34 (R$ Mar e mai/2014 2.051 acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados ao valor de mercado, quando Os títulos e valores mobiliários foram classificados na categoria disponíveis para 41 em 2010) e Outras despesas administrativas R$ 140 (R$ 220 em 2010). 11. este for menor, mediante constituição de provisão para desvalorização. 3.3 Ativos venda e ajustados pelos seus valores de mercado na data do balanço. O ajuste Partes relacionadas - 11.1 Pessoal-chave da administração - Não ocorreram e passivos circulantes - Demonstrados pelos valores de custo incluindo, quando positivo no montante de R$ 254, obtido entre os valores de custo (R$ 7.118 e de operações com partes relacionadas. 11.2 Remuneração da administração - A aplicável, os rendimentos, encargos e as variações monetárias e cambiais incor- mercado R$ 7.372) foi registrado em conta específica de “Ajuste de Títulos e Valo- remuneração paga aos Administradores da Corretora, como honorários, foi R$ 180 ridas, deduzidos das correspondentes rendas, despesas a apropriar e, quando res Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos” no Patrimônio Líquido pelo (R$ 254 em 2010). 12. Responsabilidades - As responsabilidades mais relevanaplicável, provisões para perdas. 3.4 Negociação e intermediação de valores valor líquido dos efeitos tributários. O valor de custo refere-se ao valor dos títulos tes, registradas em contas de compensação, são as seguintes: - Demonstrada pelo saldo das operações de compra ou venda de títulos, realizados efetivamente desembolsados, acrescidos dos rendimentos auferidos até a data do 2011 2010 junto a Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros , por conta própria e de clientes, balanço, e o valor de mercado, e desses títulos foi obtido por meio de cotações Depositantes de valores em custódia - 1.808.365 pendentes de liquidação dentro dos prazos regulamentares. 3.5 Imobilizado - junto ao mercado, validadas pela comparação com informações fornecidas pela Negociação e intermediação de valores: Demonstrado ao custo, corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995, BM&F Bovespa S/A. Os títulos e valores mobiliários foram classificados na catego- Ações, ativos financeiros e mercadorias e contratados 916.189 combinado com os seguintes aspectos: • A depreciação do imobilizado é calculada ria, mantidos até o vencimento em razão da Administração possuir a intenção e a Clientes-margens depositadas 42.335 pelo método linear, com base em taxas que contemplam a vida útil-econômica dos capacidade financeira para isso, com base em projeções de seu fluxo de caixa, não Contratos: bens: instalações, móveis e equipamentos, 10% a.a.; veículos e equipamentos de prevendo assim, a possibilidade de resgate antecipado dos títulos. 13. Contingências - A Corretora está discutindo judicialmente aspectos relacionaprocessamento de dados, 20% a.a.; edificações, 4% e demais itens, 10% a.a.. 3.6 7. Outros créditos/obrigações dos à incidência de Imposto de Renda sobre o Lucro Líquido – ILL e Contribuição Créditos Obrigações Impostos e contribuições - As provisões para Imposto de Renda, Contribuição 2011 2010 2011 2010 Social sobre o Lucro Líquido e a provisão para contingência foi constituída para o Social, PIS e COFINS foram calculadas às alíquotas de 15% mais adicional, 15% , Rendas a receber 38 – - processo cuja probabilidade de perda foi avaliada como provável, no montante de 0,65% e 4%, respectivamente, considerando para efeito das respectivas bases de Negociação intermediação de valores 100 2.959 - 11.500 R$ 76, devidamente suportado por depósito judicial, como também, a Corretora, cálculo, a legislação pertinente a cada encargo. 3.7 Contingências - Os passivos Diversos 9.720 8.415 8.742 8.172 através de seus assessores jurídicos, está questionando judicialmente a exigência contingentes são reconhecidos quando, baseado na opinião de assessores jurídi- Sociais e estatutárias - 39.954 tributária entendida pela Receita Federal do Brasil, manifestada através da solução cos, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administra- Fiscais e previdenciários 38 619 da consulta nº 10/07 de 26 de outubro de 2007, pela tributação da atualização tiva, gerando uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e 9.820 11.412 7.780 60.245 dos títulos patrimoniais da Bovespa e BM&F, desde sua aquisição até a conversão quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os em ações no processo de desmutualização daquelas Bolsas, ocorrido no segundo ativos contingentes são reconhecidos quando a administração possui total controle 7.1 Negociação e intermediação de valores - Basicamente, correspondem a semestre de 2007. Porém, foi reconhecido o passivo contingente, registrando o da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as valores oriundos de operações com ações realizadas em Bolsas de Valores nos valor calculado na rubrica contábil “outras obrigações”. O valor calculado monta R$ últimos dias dos semestres e liquidados nos primeiros dias dos meses seguintes: 7.607 e, de acordo com os assessores jurídicos esse passivo contingente foi conquais não cabem mais recursos. Créditos Obrigações 4. Disponibilidades 2011 2010 siderado como de possível êxito, todavia, por conservadorismo, a Administração 2011 2010 2011 2010 decidiu pelo provisionamento do valor. 14. Imposto de Renda (IRPJ) e ContribuiCaixa 3 2 Fundo de Garantia p/ Liquid. de Operações 100 1.860 - ção Social (CSLL) - Cálculos dos encargos com imposto de renda e a contribuição Depósito bancário à vista 198 5.757 58 1.729 social incidentes sobre as operações dos períodos: Aplicações em ouro 1.787 3.561 Caixas de Registro e Liquidação - 1.032 9.771 1.988 9.320 Devedores/Credores c/liquid. pendentes 2011 2010 Imposto Contrib. Imposto Contrib. 5. Aplicações interfinanceiras de liquidez 2011 2010 Operações com ativos financeiros e mercadorias a liquidar 9 de Renda Social de Renda Social Revendas a Liquidar: 100 2.959 - 11.500 Resultado antes da tributação 841 841 3.374 3.374 Letras Financeiras do Tesouro – LFT 5.023 33.440 2011 2010 Adições (exclusões) (506) (506) (1.198) (1.198) 5.023 33.440 7.2 Outros créditos - diversos 7.683 7.603 Valor base para tributação 335 335 2.176 2.176 5.1 Caixa e equivalentes de caixa - Caixa e equivalentes de caixa incluem Devedores por depósito em garantia 2.009 792 Alíquotas vigentes dinheiro em caixa, depósitos bancários, investimento de curto prazo de alta liqui- Impostos e contribuições a compensar 11 20 (IRPJ 15% e CSLL 15% 50 50 326 326 dez e com risco insignificante de mudança de valor. Para demonstração de fluxo de Adiantamentos salariais Créditos a receber 17 - Adicional IRPJ 10% 21 206 caixa, foram considerados como caixa e equivalente de caixa os saldos de dispo9.720 8.415 Total 71 50 532 326 nibilidades e aplicações interfinanceiras de liquidez com conversibilidade imediata. 2011 2010 15. Risco operacional - Os riscos inerentes à atividade são analisados e administraCaixa e Equivalente de Caixa 2011 2010 7.3 Outras obrigações - diversas dos diretamente pela Diretoria acompanhando o controle dos fatores de exposição a Disponibilidades 1.988 9.320 Bolsa de Mercadorias do Rio Grande do Sul-BMRS em liquidação 197 riscos de mercado, crédito e institucionais. Aplicações Interfinanceiras de Liquidez 42 283 - Aplicações no Mercado Aberto 5.023 33.440 Despesas com pessoal Diretoria 7.683 7.603 7.011 42.760 Provisões para contingências Geraldo Isoldi de Mello Castanho - Diretor Presidente 17 83 6. Títulos e valores mobiliários - 6.1 Critérios de registro e avaliação contábil Outras Despesas Administrativas 6 Clóvis Joly de Lima Júnior - Diretor Gerente - Os títulos e valores mobiliários devem ser classificados, conforme determinam as Credores Diversos – País 7.742 8.172 Paulo Marcos de Moura - Contador - CRC 1SP 074675/O-1 - CPF 103.738.108-49 Circulares 3.068, de 8 de novembro de 2001 e 3.082 de 30 de janeiro de 2002 e requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria referidas acima apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a Relatório dos Auditores Independentes Aos Administradores e acionistas Isoldi S.A. Corretora de Valores Mobiliários seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que posição patrimonial e financeira da Isoldi S.A. Corretora de Valores Mobiliários em - São Paulo-SP - Examinamos as demonstrações contábeis individuais da Isoldi as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria 30 de junho de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa S.A. Corretora de Valores Mobiliários, que compreendem o balanço patrimonial em envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas 30 de junho de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. no Brasil, aplicáveis às Instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a Brasil. Ênfase - Conforme descrito na nota explicativa 1, em Assembleia Geral assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicati- avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, inde- Extraordinária de 23 de junho de 2010, os acionistas deliberaram pela transferência vas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis pendentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o audi- para outra Instituição Financeira, de todos os clientes cadastrados na Corretora. - A administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apre- tor considera os controles internos relevantes para a elaboração e a adequada Em consequência de deliberação em Assembleia Geral Extraordinária de 5 de abril sentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os pro- de 2011, a Corretora protocolizou, no Banco Central do Brasil, pedido de canceadotadas no Brasil aplicáveis às Instituições autorizadas a funcionar pelo Banco cedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para lamento da autorização para funcionamento como instituição financeira integrante Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários expressar uma opinião sobre a eficácia dos controles internos da Instituição. Uma do sistema financeiro nacional (SFN), homologado por aquele Banco Central em para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção rele- auditoria inclui também a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas 09 de agosto de 2011. 11 de Agosto de 2011 vante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como Alfredo Ferreira Marques Filho auditores independentes - Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Contador sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fun- BDO RCS Auditores Independentes CRC 1SP154 954/O-3 de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas damentar nossa opinião. Opinião - Em nossa opinião, as demonstrações contábeis CRC 2SP 013846/O-1


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Uma hard landing na China atingiria com muita força a América Latina. Augusto de la Torre, chefe do Banco Mundial para a América Latina

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Países querem orçamento na lei Philippe Wojazer/AFP

França e Alemanha sugeriram a criação de um conselho econômico europeu, e propuseram a fixação de uma taxa para operações financeiras.

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Sarkozy e Merkel pediram por mais iniciativas conjuntas. A ausência de um anúncio mais assertivo e os dados da zona do euro derrubaram as bolsas.

a vontade de defender a moeda comum e da "justiça" das opções colocadas. Tax aç ão – Os dois líderes também anunciaram ontem a decisão de criar um imposto comum sobre sociedades em ambos os países, que entrará em vigor a partir de 2013. Em entrevista concedida após a reunião, ambos insistiram que, para melhorar a competitividade, é "indispensável" reforçar a cooperação e que, com essa medida, pretendem dar um primeiro passo. "Conscientes de que os dois países devem dar exemplo, pedimos aos respectivos ministros de Finanças que preparem um imposto comum sobre as sociedades", disse a chanceler. Ambos também afirmaram defender o estabelecimento de uma taxação europeia sobre operações financeiras.

Apesar dos baixos resultados econômicos nos países da zona do euro (leia texto abaixo), Sarkozy e Merkel se mostraram "otimistas", e estimaram que, com as medidas adotadas, estarão avançando por um bom caminho.

Economia da zona do euro pisa no freio

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economia da zona do euro cresceu menos que o previsto no segundo trimestre, pressionada pelo desempenho fraco da Alemanha e pela estagnação da França, segundo dados divulgados ontem. O Produto Interno Bruto (PIB) dos 17 países do euro avançou 0,2% entre abril e junho sobre o trimestre anterior, ante previsão de 0,3% (veja quadro). No primeiro trimestre, a economia se expandiu 0,8%. Comparado ao ano passado, o PIB cresceu 1,7% no segundo trimestre. A desaceleração afetou a maior parte da região, com o crescimento da Alemanha caindo a apenas 0,1% com ajuste sazonal. É a menor taxa em mais de dois anos, ante expansão de 1,3% nos três primeiros meses de 2011. Houve

Criação de eurobônus é rejeitada

T

Brendan McDermid/Reuters

presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, propuseram a instauração de "um verdadeiro governo econômico" na zona do euro, constituído por um conselho de chefes de Estado e de governo com reuniões duas vezes ao ano. Ao apresentarem as conclusões do encontro realizado ontem em Paris para tratar da reforma da governança da zona do euro, os líderes anunciaram seu desejo que o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, assuma a presidência dessa instância. Sarkozy afirmou, durante seu discurso, que nesse encontro, que durou duas horas, foi defendido que os países adotem a chamada "regra de ouro" – um projeto de lei que prevê ancorar na Constituição a obrigação de estabelecer um teto para a dívida. O presidente francês ressaltou também que os ministérios de Finanças dos respectivos países apresentarão em setembro a proposta comum de taxar as transações financeiras, uma medida que Sarkozy disse que para ambos era "prioritária". "Na situação atual há razões objetivas e depois rumores e especulações. Temos a vontade de combater esse fenômeno de maneira total e completa, assim como devolver o conjunto da zona do euro à senda do crescimento", disse. Ele afirmou ainda que as propostas levantadas na reunião de ontem serão levadas hoje a van Rompuy, em consonância com a demanda deste no Eurogrupo em 21 de julho – quando pediu aos países-membros a apresentação de planos concretos. Para o presidente francês, "o crescimento é a chave de tudo" e tanto França como a Alemanha "assumem sua responsabilidade nesta situação complexa e difícil", na qual os dois se comprometem a "caminhar no mesmo ritmo" para defender o crescimento na região. "Estamos conscientes que é um processo progressivo e de longo prazo", acrescentou a chanceler alemã, que reiterou

lentidão também na França. Dados divulgados na semana passada mostraram que a produção da França ficou estagnada no segundo trimestre. O cenário é ruim para os altos devedores da região – especialmente Grécia, Itália, Espanha, Portugal e Irlanda –, onde pouco ou nenhum crescimento significa mais dificuldade para cumprir as metas de redução de déficit. A Espanha, um dos países atacados pelo mercado por seu montante de dívida, cresceu só 0,2%, alimentando preocupações sobre a possibilidade de um retorno à recessão. A expansão foi zero em Portugal, evitando uma contração apenas pela alta das exportações. Crescimento – A diretoragerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine

Lagarde, disse que reduzir a dívida continua prioridade, mas que os países não deveriam descartar estímulos de curto prazo para o emprego e o crescimento. "É preciso se voltar à consolidação de médio prazo e ao apoio de curto prazo para crescimento e empregos. Isso pode parecer contraditório, mas os dois se reforçam", escreveu no Financial Times. Riscos – Em matéria publicada ontem, o The New York Times alertou para o risco de que a desaceleração alemã e a crise na zona do euro contaminem a economia mundial. "Quanto mais tempo o mercado for afetado pela crise da dívida soberana, maior será o dano à economia como um todo", avaliou o economista Lloyd Barton, que presta consultoria à Ernst & Young. (Agências)

Mercados – A ausência da criação do eurobônus (leia texto ao lado) na reunião de Sarkozy e Merkel, somada aos resultados da economia europeia, tiveram efeito sobre os mercados. Em São Paulo, o Ibovespa caiu 0,6%. Na Bolsa

de Londres, o FTSE-100 avançou 0,13%, em Paris, o CAC 40 perdeu 0,25%, e, em Frankfurt, o DAX caiu 0,45%. Em Nova York, o Dow Jones c a i u 0 , 6 7 % , o S & P re c u o u 0,97%, e o Nasdaq encerrou em baixa de 1,24%. (Agências)

Fitch mantém nota

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agência de classificação de risco Fitch reafirmou ontem a nota AAA, atribuída à dívida soberana dos Estados Unidos, com perspectiva estável. "Os pilares principais para o cenário de crédito no país continuam intactos: seu papel crucial no sistema financeiro global e a economia flexível, diversificada e saudável que está em sua base de receita", argumentou a Fitch. No dia 5, a agência Standards & Poor's rebaixou a nota da dívida americana de AAA para AA+ devido aos riscos políticos e ao peso da dívida americana em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Foi a primeira vez que o país perdeu a nota máxima de uma agência de risco. A decisão alimentou um alvoroço nos mercados globais, com quedas generalizadas nas bolsas de valores. As agências de classificação de risco vivem um momento de crise de credibilidade, por não terem conseguido prever os recentes problemas econômicos enfrentados por países como a Itália, Portugal e os EUA. As mais tradicionais são a Fitch, a Standard & Poor's e a Moody's. (Folhapress)

anto o presidente da França, Nicolas Sarkozy, quanto a chanceler alemã, Angela Merkel, se opuseram à criação do eurobônus para enfrentar a crise na zona do euro. "Não acho que os eurobônus pudessem ajudar nesta situação", indicou Merkel. Sarkozy acrescentou que esses títulos, considerados um dos pontos mais radicais por alguns dos membros, posicionariam os países melhor situados "em grave perigo", e não deveriam ser mais que o resultado de "um processo de integração". Ele reconheceu, no entanto que a instabilidade atual "não é boa para o crescimento", e é necessário devolver a confiança com a redução do endividamento dos países-membros. O custo dos eurobônus para a Alemanha pode ser menor do que se pensava, afirmou ontem a edição alemã do Financial Times, citando um estudo do Instituto Kieler para a Economia Mundial. Os eurobônus, se emitidos, reduziriam as taxas de juros pagas por alguns membros da zona do euro e "exigiriam custos muito moderados para a Alemanha" de cerca de 10 bilhões de euros, segundo o pesquisador do instituto Jens Boysen-Hogrefe. Enquanto a Alemanha paga juros de cerca de 2,3% sobre seus títulos com prazo de 10 anos, Itália e Espanha chegaram a pagar mais de 6%. Os eurobônus teriam taxas ao redor de 4,6%, segundo o FT. (Agências)

China reduz expansão

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China deve ter inflação mais alta e crescimento econômico menor no terceiro trimestre, segundo um centro de estudos do governo em relatório publicado ontem do China Securities Journal. A expansão anual deve desacelerar para cerca de 9,2%, ante os 9,5% do segundo trimestre, disse o Centro de Informação Estatal da Comissão de Reforma e Desenvolvimento Econômico. O índice de preços ao consumidor deve subir para 6,2%, ante alta de 5,7% do trimestre anterior, afirmou o centro de estudos, que é parte da principal agência de planejamento do país. "A desaceleração no crescimento econômico difere do declínio que se seguiu à crise (de 2008)", disse o órgão. Especulação – A Administração Estatal Chinesa de Câmbio Estrangeiro (Safe, na sigla em inglês) disse que continuará combatendo a entrada de capital especulativo no país, após identificar 1.865 casos de ingresso irregular de recursos, equivalentes a mais de US$ 16 bilhões em seis meses até junho. Esse volume representa alta de 26,9% ante igual período do ano passado. (AE)

Bird vê riscos à América Latina

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s países da América L a t i n a s e r ã o d u ramente atingidos na eventualidade de a economia da China desacelerar com força e, por conta disso, reduzir suas importações de matériasprimas. A afirmação partiu ontem do chefe do Banco Mundial (Bird) para a América Latina, Augusto de la Torre. Como informou o jornal peruano Gestión, Torre ressaltou em conferência em Lima que o maior risco para a América Latina, neste clima de crise finan-

ceira internacional, é que a economia da China registrasse uma hard landing (ou seja, uma "aterrissagem forçada"). "Isso atingiria com muita força" a região pela sua dependência na exportação de matérias-primas, ressaltou. Ele explicou que, pela primeira vez, todos os produtos que vende e compra a região registram preços altos – e em um ciclo que está sendo excepcionalmente longo. Nesse sentido, o representante do Bird recomendou aos

países latino-americanos economizar e diversificar-se além de seus recursos naturais. Citou, por exemplo, que o "Peru e o Chile construam fundos de economia que podem aliviar uma circunstância global em que os preços das commodities caiam", dado que ambos os países são os principais produtores de cobre na região. "Existe a necessidade da aplicação de políticas que diminuam os choques que poderiam gerar a crise mundial", afirmou Torre. (EFE)

Diário do Comércio  

17 ago 2011

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