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Conclusão: 23h45

Ano 87 - Nº 23.543

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

São Paulo, terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A VER NAVIOS

Zona do euro, fazendo água. A crise na Europa é tamanha que o rebaixamento do rating da França já era esperado pelos investidores. Ontem, foi a vez do Fundo Europeu ser rebaixado. Págs. 11 e 2 Massimo Percossi/EFE

Tudo para que Antonello visse sua Giglio Comandante teria se aproximado da ilha na costa da Toscana (Itália) para homenagear tripulante nascido no local. Número de mortos chega a 6 e o de desaparecidos, a 29. Pág. 9

Minha casa, minha vida, minha eleição.

Varejo: liquidações de duráveis puxam vendas. Números do SCPC indicam crescimento de 5,3% nas vendas a prazo na primeira quinzena e de 2,4% nas à vista. Pág. 13 HOJE

ISSN 1679-2688

23543

Chuvoso durante o dia e à noite. Máxima 24º C. Mínima 18º C.

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Muitas nuvens. Chuva a qualquer hora. Máxima 25º C. Mínima 17º C.

10 dicas para melhorar já o desempenho do seu PC Entre programas de limpeza, backup e recuperação de arquivos, indicamos softwares de ponta. Informática, pág. 17.

Recursos do programa de construção de casas populares – cerca de R$ 25,5 bilhões – entram em cena em ano de eleições municipais. A presidente Dilma pode usar as inaugurações como trunfo eleitoral. Pág. 6


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Já nos habituamos a aceitar passivamente quebra de regras, contratos e tratados por parte de parceiros. Roberto Fendt

pinião

BLOCOS NO INFERNO ASTRAL

PAULO SAAB

O ELDORADO PAULISTANO

Alejandro Pagni/AFP

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o finzinho da semana que passou, duas notícias evidenciaram que os blocos econômicos estão passando por momentos de inferno astral. Refirome ao Mercosul e à zona do euro. No Mercosul, as coisas estão desandando com surpreendente velocidade – isso depois que a área de livre comércio parecia condenada simplesmente ao marasmo. Na semana passada, o governo argentino promoveu um extraordinário, embora não surpreendente, retorno à década de 1950 ao ressuscitar o instituto do similar nacional para controlar as importações. Ao lado disso, e em consequência disso, pretende forçar os fornecedores estrangeiros a se instalarem no país, reforçando as medidas de contenção das importações. É desnecessário elaborar sobre a flagrante incompatibilidade desse tipo de medidas com a adesão a uma área de livre comércio com o Brasil, Uruguai e Paraguai. O esforço inicial, levado a cabo por Brasil e Argentina, e que culminou com a Declaração de Iguaçu, de 30 de Novembro de 1985, tinha mais objetivos políticos que econômicos. Do ponto de vista político, pretendia, por meio da maior integração das economias, desativar as desconfianças militares que vinham do século 19, bem como reforçar o compromisso democrático nos dois países. Com a Ata para Integração Argentina-Brasil, de 20 de julho de 1986, foi criado o Programa de Integração e Cooperação Econômica para reduzir as restrições ao comércio entre os dois países. E, a partir de objetivos alcançáveis, embora inicialmente modestos, foi possível criar uma área de livre comércio que ampliou-se com a adesão do Uruguai e, posteriormente, do Paraguai. É certo que essa área comercial mais livre de entraves não era perfeita, já que um grande número de produtos constava de listas de exceções, para os quais não se aplicavam as decisões liberalizantes do comércio. A despeito dessa incompletude, decidiu-se estabelecer, em 1990, um mercado comum entre Argentina e Brasil, com prazo para instalação definitiva em 31 de dezembro de 1994. Desnecessário dizer que nem abolimos as listas de exceções nem criamos as condições para u m v e rd a d e i ro m e rc a d o c omum. As tendências protecionistas não morreram nos dois países e se exacerbaram a cada crise de balanço de pagamentos. As acusações mútuas de desencontro das políticas macroeconômicas se sucederam ao longo dos anos, já que eram claramente inconsistentes, como ilustrou o episódio no qual o Brasil passou a flutuar o câmbio e a moeda argentina estava fixamente ligada ao dólar americano. O passar dos anos mostrou que, da antiga declaração argentina de que "tudo nos une, nada nos separa", restou somente um

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Cristina Kirchner: ações promovem retorno aos anos 50 e detonam projeto de integração Brasil-Argentina.

ROBERTO FENDT arremedo de projeto de integração. E é esse arremedo que a presidente Cristina Kirchner e seu secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, pretendem agora sepultar.

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que farão as autoridades brasileiras diante das medidas tomadas pelo parceiro argentino? Se a experiência recente servir de guia, haverá apenas uma nota de descontentamento e a formação de comissões de trabalho para "dirimir as diferenças" entre os dois governos. Já

nos habituamos a aceitar passivamente a quebra de regras, contratos e tratados por parte dos nossos parceiros, sejam eles argentinos, equatorianos ou bolivianos.

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a zona do euro os problemas de financiamento das dívidas soberanas tendem a se agravar – não tanto pelo rebaixamento da nota de risco de crédito da França, mas pela progressiva perda de confiança dos financiadores dessas dívidas. Foi um evidente equívoco a principal manchete de um impor-

Da antiga declaração argentina de que "tudo nos une, nada nos separa", restou um arremedo de projeto de integração, que o governo de Cristina Kirchner pretende agora sepultar.

tante jornal brasileiro, no fim de semana, de que a "França 'cai' e Europa fica na mão da Alemanha". As agências classificadoras de risco vêm consistentemente a reboque dos mercados com relação à liquidez e solvência dos emissores de dívidas soberanas. Quem rebaixou a França e a Itália, para ficar com dois dos principais países da zona do euro, foi o mercado, e não as agências.

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udo indica que há muito espaço para um aprofundamento da crise europeia, com uma recessão mais clara a cada dia. Igual parece ser o caminho da Argentina. Ambos padecem do mesmo problema, as dificuldades crescentes de financiamento. A crise do euro foi explicada em parte pela ausência de coordenação das políticas macroeconômicas. Foi falta de coordenação o que permitiu o endividamento desordenado dos países da periferia do euro. A mesma falta de coordenação de políticas macroeconômicas explica também uma parcela do fracasso do Mercosul. Em ambos os casos a conclusão que se impõe é que os objetivos eram ambiciosos demais diante da realidade objetiva dos dois blocos econômicos. É o bater de frente com a realidade que explica o inferno astral em que se encontram o Mercosul e a zona do euro. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

cidade de São Paulo se transformou na megalópole hoje tida como a terceira maior do mundo, numa análise superficial, graças à pujança que sua economia propiciou, baseada nos ciclos do café e da cana de açúcar e na forma da mão de obra e espírito empreendedor de milhares de migrantes e imigrantes que para cá acorreram ao longo dos últimos 150 anos. Este colunista é fruto dessa corrente, desse processo. Neto de avós libaneses, por parte de pai e de mãe, nasceu na Pauliceia, de pai mineiro, pelas andanças do avô paterno Brasil afora, e de mãe paulista, pelo estabelecimento na capital paulista da "lojinha" do avô materno. Tenho, pois, direito de falar das correntes migratórias e imigratórias que buscam o Eldorado paulistano. Vindo de uma delas, aqui nasci, cresci, desenvolvi família, profissão, filhas e neto, todos paulistanos. Houve um tempo, quando ainda criança, em que nos jactávamos – nós os da grande cidade – de que aqui se iniciava a construção de um prédio por dia. Agora deve ser mais de um. Os ciclos econômicos mudaram, vieram a industrialização, o comércio, os serviços, as finanças, tendo sempre, por trás, certamente, os aqui nascidos e os contingentes de recém-chegados de toda parte do Brasil e do mundo, um fenômeno que nunca cessou. São Paulo se tornou tão grande que se degradou em muitos aspectos de organização, civilização e qualidade de vida. Mas ainda é vista como o Eldorado.

cabo de ler a declaração de um imigrante – ainda não regularizado, como milhares de compatriotas seus– vindo ilegalmente do Haiti, em que diz: "Vim com uma mala, cinquenta reais e uma certeza: trabalhar em São Paulo. No Haiti dizem que existe muito emprego aqui. Quero chegar a São Paulo (ele estava em Tabatinga, no Acre) e já começar a ganhar dinheiro". (Aliás, há informações de que os governos do Acre e de Rondônia estão pagando passagens de ônibus para São Paulo aos haitianos). Na frase do cidadão (Jean Francat Cariece, de 31 anos) há todo um mundo contido de fantasias e toda uma realidade em aberto. Esgotada, superlotada, a cidade de São Paulo ainda oferece emprego, uma

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A cidade de São Paulo se tornou tão grande que se degradou em muitos aspectos da organização, civilização até a qualidade de vida. Mas ainda continua vista como o Eldorado.

perspectiva de vida melhor – ainda que seja no estado de pobreza. Surge aí uma questão que se pode observar apenas pelo ângulo prático, sem entrar na questão importante do humanitarismo). A cidade está preparada para isso? Esteve algum dia? Estava pelos idos do final de 1800, início de 1900, quando meus ancestrais por aqui chegaram? inha resposta é: não está. Nunca estará. E a cidade, por sua essência plural, de um modo ou de outro acolherá aqueles que chegarem, lhes abrirá oportunidades, maiores ou menores, mas não terá nem uma política de recebimento

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nem de repulsa pela busca. Os bandeirantes esticaram as divisas paulistas, trouxeram riqueza e espírito desbravador. Isso não morreu, ampliou-se na chegada dos migrantes e imigrantes anteriores, que construíram nossa grandeza, com a modesta contribuição de minha família e de outras milhares, de todas as partes do planeta, assim como nossos problemas pelo planejamento, investimentos e obras aquém da demanda. Nem vou falar de corrupção. São Paulo seguirá sendo vista como Eldorado. Resta rezar para que os novos esperançosos que para cá se dirijam venham com vontade de trabalhar de forma honesta e prosperar. Pois para dedicação ao crime, ao banditismo, à exploração de terceiros, ao parasitar ismo, já temos demais – incrustados na sociedade, na iniciativa privada e no poder público. PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor - Ch e fe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres:Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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OS EGÍPCIOS PRECISAM TRANS CENDER AS DIFERENÇAS IDEOLÓGICAS PARA FAZER UM NOVO PAÍS.

pinião

CAUSAS SAGRADAS É

um impulso natural do ser humano evadir-se da estreiteza da rotina pessoal e familiar para aventurar-se no universo mais amplo da História, onde sente que sua vida se transcende e adquire um "sentido" superior. A maneira mais banal e tosca de fazer isso, acessível até aos medíocres, incapazes e pilantras, é a militância num partido ou numa "causa", isto é, em algum egoísmo grupal embelezado de palavras pomposas como "liberdade", "igualdade", "justiça", "patriotismo", "moralidade" ou "direitos humanos". Essas palavras podem representar algum valor substantivo, mas não quando o indivíduo adquire delas todo o valor que possa ter, em vez de preenchê-las com sua própria substância pessoal. A mais criminosa ilusão da modernidade foi persuadir os homens de que podem enobrecerse mediante a identificação com uma "causa", quando na verdade todas as causas, enquanto nomes de valores abstratos, só adquirem valor concreto pela nobreza dos homens que a representam. O fundo da degradação se atinge quando algumas "causas" são tão valorizadas que parecem infundir virtudes, automaticamente, em qualquer vagabundo, farsante ou bandido que consinta em representá-las. A palavra mesma "virtude" provém do latim vir, viri, que significa "varão", designando que é qualidade própria do ser humano individual e não de ideias gerais abstratas, por mais lindos e atraentes que soem os seus nomes. Não há maior evidência disso do que o próprio cristianismo, o qual, antes de ser um "movimento", uma "causa", uma instituição ou mesmo uma doutrina, foi uma pessoa de carne e osso, a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, da qual, e unicamente da qual, tudo o que veio depois na história da Igreja

OLAVO DE CARVALHO adquire qualquer validação a que possa aspirar. Quando tomada como medida máxima ou única de aferição do bem e do mal, a "causa" adquire o prestígio das coisas sagradas e se torna objeto de alienação idolátrica. Ora, em maior ou menor medida isso acontece com todas, absolutamente todas as causas políticas, sociais e econômicas do mundo moderno, sem exceção. O comunismo, o fascismo, o feminismo, a negritude, o movimento gay, às vezes o próprio liberalismo ou, em escala menor e local, o petismo, não admitem virtude maior que a de aderir à sua causa, nem pecado mais hediondo que o de combatê-la.

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ara os militantes, "bom" é quem está do seu lado, "mau" quem está contra. É um julgamento de última instância, contra o qual não se pode alegar, nem como atenuante, qualquer valor mais universal encarnado numa pessoa concreta. Embora todos esses movimentos sejam historicamente localizados, não fazendo sentido fora de um estrito limite cronológico, os julgamentos

morais baseados neles vêm com uma pretensão de universalidade atemporal, abolindo até mesmo o senso da relatividade cultural: para as feministas enragées, a autoridade do macho é odiosa em qualquer época, mesmo naquelas em que a dureza das condições econômicas, os perigos naturais e a ameaça das guerras constantes tornavam impensável qualquer veleidade de igualitarismo sexual.

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ais ainda: o esforço desenvolvido em público a favor da "causa" é um critério tão absoluto e definitivo de julgamento, que, uma vez atendido, dispensa o indivíduo de praticar na sua vida pessoal as próprias virtudes que o movimento diz representar. Alegar, por exemplo, que Karl Marx instaurou em casa a mais rígida discriminação de classe, excluindo da mesa da família o filho ilegítimo que tivera com a empregada, é considerado um "mero" argumentum ad hominem que nada prova contra o valor excelso da "causa" marxista. Do mesmo modo, o sr. Luiz Mott é louvado por seu combate em favor do casamento gay, embora se gabe de ter ido para a cama com

Quando tomada como medida máxima ou única de aferição do bem e do mal, a "causa" adquire o prestígio das coisas sagradas e se torna objeto de alienação idolátrica.

mais de quinhentos homens, isto é, de não ter o mínimo respeito pela instituição do casamento, seja hetero, seja homo. Mutatis mutandis, as mais óbvias virtudes pessoais do adversário tornam-se irrelevantes ou desprezíveis em comparação com o fato de que ele está "do lado errado". Moralmente falando, Francisco Franco, Charles de Gaule ou Humberto Castelo Branco, homens de uma idoneidade pessoal exemplar, foram infinitamente superiores a Fidel Castro ou Che Guevara, assassinos em série de seus próprios amigos, isto para não falar de Mao Dzedong, estuprador compulsivo. Mas qual comunista admitiria enxergar nesse detalhe

um sinal, mesmo longínquo, de que a nobreza da causa que defende talvez não seja tão absoluta quanto lhe parece? Mesmo as virtudes dos mártires e dos santos nada significam, em comparação com um alto cargo no Partido.

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uando digo que esse fenômeno traduz a sacralização do contingente e do provisório, não estou fazendo figura de linguagem. Mircea Eliade, e na esteira dele praticamente todos os historiadores da religião, definem o "sagrado" como tudo aquilo a que se atribui um valor último, uma autoridade julgadora

soberana e insuperável, imune, por sua vez, a todo julgamento. Na medida em que tomam a adesão ou rejeição à sua causa como critério derradeiro e irrecorrível de julgamento das condutas humanas, os movimentos a que me referi acima se tornam caricaturas grotescas da religião e da moralidade, e por sua simples existência já produzem a degradação moral da espécie humana ao nível da simples criminalidade politicamente oportuna.

OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA

O EGITO ESTÁ SE CONHECENDO Mahmud Hans/ AFP

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stou no Cairo, sentado no comitê eleitoral de Abdel Moneim Aboul Fotouh, o médico que se afastou da Irmandade Muçulmana para concorrer à Presidência do Egito com uma agenda reformista. Enquanto escutava sua equipe – três jovens profissionais egípcios que são voluntários ali – descrever sua estratégia, ocorreu-me este pensamento: conheci mais egípcios interessantes, de todas as crenças políticas, na última semana do que tinha conhecido em 30 anos. Isso não é coincidência. O Egito sob Hosni Mubarak era um país onde só havia uma pessoa com quem falar, uma pessoa que tinha o poder de decidir. Todas as restantes ficavam apenas esperando Godot. E as conversas eram todas em mão única: de cima para baixo. Não é mais assim. Os egípcios estão descobrindo suas próprias vozes novamente e redescobrindo quem são seus vizinhos. De certa forma, estão ficando impressionados. Um líder da Irmandade Muçulmana me contou que ficou totalmente surpreso quando as eleições mostraram quantos muçulmanos salafistas vivem no Egito. Quando os fundamentalistas lhe dizem que não tinham ideia que havia tantos superfundamentalistas, pode-se imaginar o quanto surpreso ficaram os liberais. Os generais egípcios têm ficado atordoados com a quantidade de jovens seculares desarmados que têm estado dispostos a enfrentar as tropas nas ruas para conseguir que o Exército ceda o poder. Na vida egípcia atual há uma espécie de

THOMAS L. FRIEDMAN

Após eleições de novembro, agora é o momento de os egípcios conhecerem a si mesmos e seus vizinhos. "Oh, você mora aqui também?". Quanto mais tempo se passa aqui, mais claro fica que o Egito não teve ainda uma revolução: ele teve um despertar. O mesmo regime militar que governa o Egito desde 1952 ainda está no comando – apenas, um conselho militar substituiu o de Mubarak. Mas essa revolta tirou a tampa dessa sociedade e deixou o oxigênio entrar. Isso, além das recentes eleições parlamentares, possibilitou que todos esses partidos, vozes e pessoas – de todos os cantos da vida egípcia – viessem à tona. Quem quer que se torne o novo presidente do Egito é melhor que se prepare para uma conversa de mão dupla com todas essas forças emergentes. Mas para o Egito ter uma revolução democrática –

uma mudança verdadeira nas estruturas de poder e nas instituições – todos esses partidos recém-fortalecidos terão de encontrar uma forma de trabalhar junt o s p a r a p ro d u z i r u m a n o v a constituição e um novo presidente. Isso não será fácil. s problemas econômicos e sociais que o Egito tem de superar atualmente são estarrecedores. Eles vão exigir que toda a sociedade se uma, mas há divisões e falta de confiança, hoje, entre os novos e os velhos centros de poder – o Exército, a força de segurança, os jovens da Tahrir, os islâmicos, os cristãos. A maioria silenciosa tradicionalista, os liberais seculares – são substanciais. Este país precisa de um retiro de fim de semana para conhecer

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a si mesmo novamente. Não é de surpreender. Todos os autocratas árabes, como Mubarak, comandam os seus países da mesma forma – "como uma rede de proteção de mafiosos", afirma Daniel Brumberg, o codiretor de Estudos de Governança e de Democracia na Universidade Georgetown. Grupos diferentes – minorias étnicas ou religiosas, o setor empresarial, ativistas islâmicos e seculares – eram jogados uns contra os outros e "protegidos" uns dos outros pelo líder que se sentava no topo da pirâmide. Todo mundo tinha medo de todo mundo. A notícia promissora é que a política de verdade apareceu por aqui e alguns egípcios estão trabalhando para erguer as linhas de confiança entre os no-

vos centros de poder. Vejam Take Amr Hamzawy, um liberal secular que foi recentemente eleito para o Parlamento, cujas atividades começam em 23 de janeiro próximo. Ele e outros iniciaram um discreto debate com os partidos islâmicos sobre como cooperar para criar leis que permitam ao Egito crescer novamente e que mostrem como os novos donos do poder conseguem produzir um país melhor. alando sobre os novos membros do Parlamento, Hamzawy afirmou: "Estamos começando a nos apresentar uns aos outros – com estereótipos diferentes e diferentes pacotes de demandas, interesses e restrições. Mas temos uma sociedade esperando. Temos de entregar algo". Segundo ele, "o grande desafio é transcender a polarização das eleições. Não seremos capazes de entregar algo se polarizarmos no Parlamento. Temos de transcender as diferenças ideológicas. De

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perspectiva estritamente liberal, temos cerca de 20%. O campo islâmico político tem cerca de dois terços. Assim nossa tarefa é trabalho para puxar os moderados do campo islâmico político para o centro. Nosso desafio é definir esse novo centro estratégico para o Egito." Hamzawy completou: "Estou impressionado com o comprometimento dos egípcios com seu país. (...) Eu estava concorrendo contra um candidato da Irmandade Muçulmana; tive mais de 800 voluntários e não paguei nem um centavo. Não se trata mais de uma sociedade passiva. É uma sociedade ávida por agir". política egípcia nos últimos 50 anos tem sido em grande parte uma luta entre o Exército e a Irmandade e os dois hoje são suspeitos de terem agendas secretas para se apossar sozinhos do poder. Eu manteria um olhar cauteloso nos dois. Contudo eis o que é novidade: eles não são os únicos com planos para o futuro do Egito e com disposição para realizá-los. De alguma forma, todas essas forças novas e antigas têm de encontrar agora um jeito de compartilhar este país. O Egito desperdiçou muito tempo de seus últimos 30 anos. Ele não tem mais um minuto a perder. Ou, como me alertou a jornalista Lamees El-Hadidi, que viveu tudo isso, sua geração "não quer perder o passado e o futuro"..

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THOMAS L. FRIEDMAN É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES E TRÊS VEZES GANHADOR DO PRÊMIO PULITZER TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA


DIà RIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

GibaUm

3 O homem mais rico do

mundo, Carlos Slim (US$ 63 bilhĂľes) quer montar com Larry King uma sociedade no setor de mĂ­dia.

gibaum@gibaum.com.br

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

3 MAIS:

o mexicano era fã do programa diårio de King na CNN e hå quem aposte que, juntos, poderão lançar um novo canal de notícias.

k Eu queria saber o que fiz de mal para esta cidade, para merecer tanto Olho no silicone ÂŤ

sofrimento por que estou passando.

ANĂ?SIO ABRAĂƒO DAVID // um dos reis do bicho no Rio, patrono da Beija-Flor e preso de novo.

Fotos: BusinessBank



  



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Não Ê apenas Nova York, Miami e Orlando que andam repletas de brasileiros em fÊrias. No Colorado, na cidade de Aspen, a estação de esqui mais famosa dos Estados Unidos, tem hotÊis que apresentam ocupação de mais de 50% de brasileiros e na vizinha Snowmass, milionårios brasileiros chegam a ocupar atÊ quase 70% da lotação dos hotÊis. 333

O último carro da Gaviþes da Fiel, no desfile de carnaval em São Paulo, trarå o ex-presidente Lula no topo (o enredo Ê em sua homenagem). Num patamar ligeiramente abaixo, estarå, com destaque, a ex-primeira-dama Marisa Letícia. E na base, em toda a volta do carro, uma sÊrie de amigos chegados, incluindo-se políticos, deverão formar uma espÊcie de bloco dos torneiros : estarão todos com uniformes de mecânicos. Um convidado jå aceitou: Ê o governador SÊrgio Cabral. 333

Elas: listras horizontais.

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NUMA ÉPOCA em que o governador Geraldo Alckmin decide congelar R$ 784,7 milhþes do orçamento deste ano, a chance de aumentar o orçamento de R$ 180 milhþes para a TV Cultura de São Paulo, que perdeu a pouca audiência que tinha, Ê igual a zero. E Ê tambÊm igual a zero a possibilidade do presidente da Cultura, João Sayad, renunciar a seu mandato no posto, que dura atÊ março do ano que vem.

  

 

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No quarto, com hĂŠrnia EmpresĂĄria e namorada de JoĂŁo Gilberto (tem uma filha de seis anos com ele), Claudia Faissol, 39 anos, conta na revista Alfa porque ele acabou nĂŁo fazendo a turnĂŞ de seu show comemorativo dos 80 anos. “NĂŁo hĂĄ mistĂŠrio: o mĂŠdico disse que JoĂŁo, por questĂľes de saĂşde, nĂŁo pode sair do quartoâ€?. E mais: ele estaria “resfriado e deprimidoâ€?. Claudia espera que ele ainda volte aos palcos em 2012. A propĂłsito: JoĂŁo Gilberto ainda nĂŁo devolveu parte do cachĂŞ adiantado para a turnĂŞ que nĂŁo aconteceu. Quem conhece o contrato, garante que ĂŠ mais de R$ 500 mil. Se nĂŁo devolver atĂŠ o final do mĂŞs, serĂĄ processado. E ainda a saĂşde de JoĂŁo: a ministra Ana de Hollanda estĂĄ informando que ele tem hĂŠrnia e nĂŁo quer operar.

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

   

   

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Elas: listras verticais. SE o governador Tarso Genro, do Rio Grande do Sul, passa fÊrias em Havana, passeando em Cadillac dos anos 50 e tentando reencontrar rumberas dos tempos de Batista, a ministra Ideli Salvatti, das Relaçþes Institucionais, tem todo direito de visitar, nessa folga de começo de ano, a Rússia. E para lå que ela foi com o marido, militar e músico, Jefferson Figueiredo.

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Muitos torneiros

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OS TUCANOS de São Paulo estão com prÊvias marcadas para março. Ou seja, aguardam atÊ fevereiro a chance de JosÊ Serra topar disputar a prefeitura.

 

Esqui tambĂŠm

A cantora Sandy estå debutando sua sensualidade nas påginas de Alfa e acaba de aceitar convite de Daniel Filho para ser protagonista do episódio A reacionåria do Pantanal, na nova sÊrie As Brasileiras, da Globo. Sandy serå uma moça chamada Gabriela, que vive em conflito com a mãe, Olinda, que decidiu morar com outra mulher (serå interpretada por Regina Braga, mulher do mÊdico Drauzio Varella que, por coincidência, no ano passado, assumiu sua bissexualidade). Sandy jå fez uma sÊrie com o irmão Junior e uma novela, Estrela Guia. 333

Sensual e atriz

Solução



A aplicação da toxina botulinica (botox) para fins terapêuticos estå comemorando 20 anos de aplicação pelas agências de saúde do mundo e 12 em procedimentos estÊticos. A maior demanda do botox tem sido alimentada, no Brasil, pela classe mÊdia e pelo desembarque de novas marcas. Hoje, uma aplicação que custava R$ 1,2 mil, sai por R$ 500 e as clínicas parcelam. Em 2010, foram registradas 1,4 milhão de aplicaçþes de botox para fins estÊticos e, no ano passado, o faturamento do segmento deve ter alcançado um bilhão de reais. 333

O DEPUTADO federal Acelino PopĂł Freitas (PRB-BA), 36 anos, voltarĂĄ ao ringue em maio, depois de quase quatro anos, numa tenda armada na praia de Copacabana, contra o jovem pugilista brasileiro Michael Oliveira, 21 anos, invicto como profissional (16 vitĂłrias, 12 por nocaute) PopĂł foi campeĂŁo mundial de superpenas e leves, vai receber R$ 800 mil sob risco de sofrer a terceira derrota de sua carreira, que registra 38 vitĂłrias, 32 por nocaute.



BOTOX, 20 ANOS

NO Sà BADO, a Rede TV! deveria exibir o jogo Roma versus Catania, ao vivo, pelo Campeonato Italiano. Só que, em seu lugar, exibiu Inter versus Milan, do campeonato do ano passado. O telespectador não entendeu nada. É que o sinal da transmissão havia sido cortado pouco antes do jogo por falta de pagamento. E nem a partida de 2011 poderia ter sido exibida. Só que havia um vídeo no arquivo e foi colocado no ar. 333

333

Causa e efeito 333 Nos órgãos encarregados de investigar crimes financeiros, da Policia Federal ao Coaf, a nova preocupação Ê com uma espÊcie de reação coorporativa de juizes diante do relatório do Conselho Nacional de Justiça. O levantamento detectou uma movimentação atípica de R$ 856 milhþes, envolvendo juizes e servidores do Judiciårio. Hå quem aposte que, doravante, juizes de primeira instância não autorizarão quebra de sigilos nas investigaçþes com mais freqßência. Deverão passar a ser muito mais exigentes.

MISTURA FINA

 

O nĂ­vel da conversa de integrantes do BBB vai rolando ladeira abaixo a cada nova edição, o que sĂł faz aumentar o interesse pelo reality show e igualmente sua audiĂŞncia. Logo nas primeiras horas, uma sister (ĂŠ assim que se deve referir Ă s mulheres) chamada Renata, descrevia um suposto pretendente da casa, chamado Jonas: “Ele ĂŠ bonito, mas ĂŠ bom para ser amigo e desfilar de mĂŁo dada no shopping. Ele ĂŠ bom para a sobremesa. Antes dele, tem outrosâ€?. 333

333 Dilma Rousseff pediu ao ministro Fernando Haddad, da Educação, que “ficasse mais um poucoâ€? no posto – e estava atendendo a uma recomendação do ex-presidente Lula. O ex-chefe do Governo tem experiĂŞncia, mesmo pregando o contrĂĄrio, que essa histĂłria de candidato deixar alto posto com muita antecedĂŞncia, pode ser um mau negĂłcio, tanto em visibilidade quanto em doaçþes para a campanha. Nesse caso especifico, hĂĄ um dado a mais: novas pesquisas do PT, em diversas simulaçþes, nĂŁo inspiram a candidatura de Fernando Haddad Ă  prefeitura de SĂŁo Paulo – e Lula sabe que ele nĂŁo ĂŠ uma Dilma. Resumo da Ăłpera: Haddad 2012, na ameaça de ser um barco furado, pode nem sair do estaleiro. E aĂ­, mudam todo o quadro e todas as alternativas para a corrida Ă  sucessĂŁo de Gilberto Kassab.

Barco furado

A Record não chamou ninguÊm de fora para a novela Måscaras , de Lauro CÊsar Muniz. A ordem Ê aproveitar o banco de atores. Mais: à medida em que contratos forem vencendo, a idÊia Ê de não renovação. Agora, a årea de jornalismo tambÊm começa a sofrer cortes e o Jornal da Record, apresentado por Ana Paulo Padrão e Celso Freitas, amarga pequenos índices de audiência (mesmo assim, mais do que o JR News, da Record News, que då traço). 333



SOBREMESA

Noite de prĂŞmios

                                         

                     

Começa hoje a minissÊrie O Brado Retumbante, de Euclydes Marinho, com direção de Ricardo Waddington e quem conhece bastidores da vida pessoal de muitos presidentes brasileiros, acharå trechos visivelmente inspirados em alguns deles, de Getulio Vargas a Fernando Henrique Cardoso, passando atÊ por Jânio Quadros. Mais Fernanda Cândido serå Antonia, doutora em História, que retoma seu casamento com o político Paulo Ventura (Domingos Montagner) só para ajudå-lo a chegar a Presidência. 333

MAIS CORTES



Bradoinspirado

Numa noite em que os grandes vencedores foram George Clooney, Meryl Streep, Martin Scorsese, Kate Winslet (primeira foto à esquerda, usando Jenny Packham) e Madonna (segunda foto, usando um modelo metålico de Reem Acra) foram entregues, no Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles, os prêmios da 69ª edição do Golden Globe aos melhores do cinema e da televisão. No red carpet, habitualmente, um desfile de celebridades usando super-modelos de grifes famosas e jóias: da terceira foto à esquerda para a direita, Charlize Theron, usando um Dior; Lea Michelle ( Glee ), com bordados de Marchesa e a veterana modelo Elle Macpherson, com Zac Posen.. 333

333 A Policia Federal estå investigando como funciona um mercado paralelo e clandestino de cirurgias de implante de silicone no Paraguai e na Bolívia, atravÊs de agentes infiltrados. As informaçþes apontam a realização de mais de 20 mil cirurgias feitas nesses países com material inadequado e especialmente envolvendo pacientes transexuais. Mais: em mais de 50% dos casos, na falta de condiçþes para pagamento das cirurgias, pacientes brasileiros pagariam com serviços de mulas do narcotråfico.



     

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

5 ESTREIA O MST INDEPENDENTE Neste fim de semana, uma dissidência do MST invadiu três fazendas no Pontal do Paranapanema. Mas o ex-líder Rainha continuará preso: o ministro Cezar Peluso (STF) negou pedido de liberdade.

olítica

Dilma estuda corte de gastos neste ano

A

presidente Dilma Rousseff fará a primeira reunião ministerial do ano na próxima semana, com titulares das 38 pastas do governo. Esta será a segunda vez que Dilma reunirá todos os ministros. Em 2011, o encontro só ocorreu uma vez, em 14 de janeiro. Ontem à tarde, a presidente despachou com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, que voltou de férias. Na pauta, corte de despesas no orçamento da União e investimentos para 2012. O Ministério da Fazenda defende um corte drástico nos gastos, na casa de R$ 60 bilhões, para cumprir a meta cheia de superávit primário, de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Mas a presidente ainda quer novos cálculos para preservar os investimentos neste ano de eleições. Aliás, esse será um dos temas de discussão das reuniões setoriais marcadas para esta semana, preparatórias para a reunião com os ministro no dia 23. Reuniões preparatórias – A reunião está programada para a próxima segunda-feira, dia 23. Antes disso, ministros de áreas afins farão encontros setoriais, para adiantar o que será apresentado no encontro geral. As reuniões setoriais devem ocorrer entre esta quinta,

sexta-feira e sábado, de acordo com o Palácio do Planalto. As reuniões prévias entre os ministérios já estão divididas em grupos setoriais com temas como infraestrutura, economia, direitos humanos e políticas sociais. A primeira reunião ministerial do ano deve ser a última com a atual equipe, já que al-

60 bilhões. Esse é o cálculo do corte nos gastos feito pelo Ministério da Fazenda para cumprir a meta de superávit primário, de 3,1% do PIB. guns ministros devem deixar o governo para concorrer às eleições municipais. Entre eles, figura o ministro da Educação, Fernando Haddad, que deve ser candidato em São Paulo, e a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, que deverá concorrer à prefeitura de Vitória. Concessões – O Palácio do Planalto informou que a presi-

dente Dilma assinou, ontem, o decreto que altera as regras para a concessão de emissoras de rádio e televisão. O objetivo dessas alterações é tornar mais rígidos os critérios de escolhas dos concessionários, evitando que empresas ou pessoas físicas sem capacidade econômica e suporte financeiro concorram a uma concessão. Ontem no final da tarde, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, retomou a discussão com a presidente Dilma Roussef sobre a mudança das regras para a licitação de concessões de emissoras à iniciativa privada. Na última sexta-feira, a presidente e o ministro já haviam se reunido para analisar pormenores da nova lei. Mas Dilma – segundo a assessoria do ministro – solicitou novas alterações no texto do decreto, que finalmente foi assinado ontem. Paulo Bernardo afirmou ontem que o objetivo do decreto é tornar as licitações mais transparentes e também mais rigorosas. "No ano passado, recebemos denúncia de que pessoas ganharam licitações sem ter a mínima capacidade financeira para isso", afirmou o ministro. Desde então, os leilões de concessão estavam suspensos. (Agências)

Um apoio à abertura em Cuba

A

ntonio Patriota, o ministro das Relações Exteriores, reuniu-se ontem com o vice-presidente do Conselho de Ministros de Cuba, Marino Murillo Jorge (engenheiro, 50 anos), encarregado pelo presidente cubano, Raúl Castro, de conduzir os ajustes na economia do país. Há cerca de dois anos, o governo cubano toma decisões de abertura da economia para evitar o agravamento da crise interna causada pelo embargo econômico imposto pelos norte-americanos desde 1962. Diplomatas que acompanharam a conversa entre ambos disseram que o cubano fez projeções de longo prazo sobre

a modernização da economia cubana e o futuro do país. Patriota desembarcou no domingo em Havana, a duas semanas da chegada da presidente Dilma Rousseff — ela visitará o país no próximo dia 31. Uma das disposições do governo brasileiro é apoiar as medidas de abertura econômica implementadas pelo presidente cubano e incrementar as parcerias em várias áreas. De Cuba, Dilma seguirá para o Haiti, no dia 1º de fevereiro. O chanceler brasileiro fica em Cuba até hoje, quando pretende se reunir com o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez. A ideia é aumentar a cooperação técni-

ca e científica nos setores de saúde, agricultura e integração regional. Será examinado ainda o acordo para as obras do Porto de Mariel, a 50 km de Havana, que contam com suporte financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O porto é lembrando pelos cubanos como o local de onde partiram vários grupos de imigrantes rumo aos Estados Unidos, nos anos 80. Segundo o Itamaraty, de 2006 a 2010, as relações comerciais Brasil-Cuba cresceram 30%. O salto foi de US$ 376 milhões em 2006, para US$ 488 milhões em 2010. Já 2011 registrou US$ 570 milhões. (ABr)

Epitácio Pessoa/AE - 12/01//2012

Na semana que vem, a presidente fará a primeira e última reunião com a atual equipe de governo, já que pretende trocar ao menos cinco ministros e, no máximo oito.

Dilma assinou ontem decreto que altera normas para a concessão de rádio e televisão

Presidente sanciona lei de investimentos em saúde

C

om 15 vetos, a presidente Dilma Rousseff sancionou ontem a regulamentação da emenda constitucional que fixa os gastos obrigatórios do governo federal, dos estados e dos municípios com o sistema público de saúde. A nova lei define quais ações podem ser contabilizadas como gastos em saúde e prevê punição para quem descumprir as novas regras. Pelo texto aprovado pelo Congresso em dezembro, permanece para a União a regra segundo a qual o governo deve aplicar na saúde o valor empenhado (reservado para gasto) no orçamento anterior, acrescido da variação nominal do PIB (Produto Interno Bruto). Um dos vetos da lei, sugerido pelos ministérios do Planejamento e da Fazenda, retirou

o artigo que prevê "créditos adicionais" para a saúde na hipótese de revisão do valor nominal do PIB. Segundo os ministérios, "a necessidade de constante alteração nos valores a serem destinados à saúde pela União pode gerar instabilidade na gestão fiscal e orçamentária". A proposta terá maior impacto nos cofres dos estados. O percentual obrigatório que eles devem investir é 12% da receita. A partir de agora, não poderão contabilizar como gastos de saúde despesas como o pagamento de aposentadorias e restaurantes populares para atingir o percentual. A expectativa é que para cumprir as novas regras governadores e prefeitos desembolsarão R$ 3 bilhões ao ano. Imposto – Durante a tramitação da lei no Congresso, de-

Alf Ribeiro/AE

Kassab diz que investe entre 19,5% e 20% e se gaba: "A cidade de São Paulo é um exemplo".

Fifa joga novas responsabilidades para o Brasil

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Alckmin e Kassab questionam a Emenda 29

Acordo nada fácil: Ronaldo, Jérome Valcke e ministro Aldo Rebelo.

Ontem, Valcke reforçou que o objetivo da entidade é obter tais garantias. "Desastre natural, segurança no País, isso não pode ser responsabilidade da Fifa, tem que ser do governo". Rebelo, afirmou que o Brasil só vai cumprir o que foi prometido à entidade em 2007 quando o acordo foi firmado – sem dizer se isso inclui responsabilização por desastres naturais. Ingressos – Valcke reclamou da negociação com o País em relação à política de venda de bilhetes para a Copa: "Já ouvi muitas coisas malucas em relação aos ingressos". E afirmou que é preciso discutir quem terá acesso a preços mais bai-

xos dentro da categoria 4, com bilhetes a cerca de US$ 25,00. Ressaltou ser necessário que esse benefício atenda apenas a quem não puder comprar ingressos mais caros. "Uma categoria 4 não pode ser aberta para quem pode pagar pela 3, 2 ou 1. Temos que ter certeza de que não pode pagar mais". A proposta em tramitação no Congresso inclui idosos, estudantes, indígenas e beneficiários de programas sociais nessa categoria. Valcke cobrou uma decisão rápida para a Lei Geral. "Precisamos fazer a lei nascer. Os nove meses já acabaram, esse bebê tem de sair". (AE)

ara o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e para o prefeito Gilberto Kassab, a sanção da Emenda 29, que regulamenta a aplicação de recursos em saúde, não atinge o estado, nem o município que investem no setor mais do que o previsto agora em lei. "Para nós, não altera absolutamente nada. A Emenda 29 é totalmente inócua, não traz nenhum dinheiro novo para a saúde", criticou Alckmin, para quem o governo federal precisa colocar mais dinheiro no setor. A presidente Dilma Rousseff sancionou, com vetos, a regulamentação do dispositivo que define os valores mínimos a serem aplicados na saúde. Segundo o texto sancionado por ela, fica mantido o repasse de 12% do orçamento por parte dos estados e 15%, para municípios. Dilma vetou a proposta que obrigava a União a destinar 10% dos recursos para o setor e manteve o sistema atual de repasses –

Filipe Araújo/AE

P Andre Dusek/AE

Fifa não abrirá mão de ser ressarcida caso algum desastre natural ou problema de segurança afete a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014. Este foi o recado dado ontem pelo secretário-geral da entidade, Jérome Valcke, em entrevista em Brasília, ao lado do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e do representante do Comitê Organizador Local (COL), o ex-jogador Ronaldo. Valcke está no Brasil nesta semana para visitar duas cidadessede, Fortaleza e Salvador, e fazer novas negociações sobre o projeto da Lei Geral da Copa – ainda pendente de votação no Congresso. A discussão sobre responsabilidade civil da União em relação ao evento foi o principal entrave para a votação do projeto em dezembro de 2011. Uma versão do texto, apresentada pelo relator Vicente Cândido (PT-SP) atendia a pedidos da Fifa e determinava que o governo brasileiro deveria responder por danos a bens e pessoas "independente de culpa" e por fatos de "qualquer natureza", inclusive os de "força maior". A proposta uniu governo e oposição contra o texto e a votação ficou para este ano.

putados e senadores derrubaram da proposta a previsão para criar um novo imposto para a saúde, o CSS – Contribuição Social à Saúde. A Câmara já tinha deixado a CSS sem a base de cálculo, na prática inviabilizando a cobrança do novo tributo. Mas o texto como fora aprovado pelos deputados ainda permitiria que um projeto de lei complementar apresentado ao Congresso pudesse instituir a base de cálculo para o imposto. Com as mudanças feitas no Senado, no entanto, a criação de um novo tributo terá que começar do zero. Entre os vetos na lei, cinco fazem referências à CSS. A justificativa é que como o imposto foi retirado no Congresso tais trechos carecem "de qualquer efeito prático". (Agências)

Alckmin: "O problema continua".

investir o valor aplicado em um ano, corrigido pela variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. "Vamos continuar com o grave problema de financiamento da saúde no Brasil", previu Alckmin. O governo paulista, segundo o governador, destina 12,5% de seu orçamento para saúde. Já Kassab diz que investe entre 19,5% e 20% e se gaba: "A cidade de São Paulo é um exemplo".

"A participação federal no SUS vem caindo a cada ano. O governo federal vem saindo do financiamento do SUS. Isso precisa ser evitado. A Emenda 29 passou ao largo desse problema", reclamou Alckmin. Oposição – O líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP), criticou os vetos da presidente Dilma à lei que define os gastos públicos em saúde e os percentuais mínimos que devem ser investidos no setor pela União, estados e municípios. "O descompromisso e a insensibilidade do atual governo com a saúde pública levaram a presidente a vetar dispositivos importantes. Por isso, vamos solicitar que os vetos sejam analisados com urgência, para restabelecer a garantia da aplicação dos recursos à saúde pública, em benefício dos cidadãos brasileiros." Segundo ele, o PSDB "fará gestão junto ao presidente do Congresso para votar esses vetos no início do ano legislativo". (Agências)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A gente tem, em Manguinhos, problemas seríssimos de desmandos. O poder público não está plenamente lá. Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro.

olítica

O fator Minha Casa, Minha Vida nas eleições municipais

Com o programa apresentando resultados significativos, a presidente Dilma Rousseff vai poder viajar pelo Brasil inaugurando obras em zonas eleitorais especificas. Uma tática recorrente entre os governantes.

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prefeito de São Paulo e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, negou ontem qualquer interesse eleitoral na homenagem que fará no dia 25 à presidente Dilma Rousseff e ao governador Geraldo Alckmin. De acordo com Kassab "essa é uma homenagem estabelecida ao longo dos anos", disse o prefeito. "É a cidade de São Paulo e não um partido ou uma gestão que prestam a homenagem." Kassab vem ensaiando uma aproximação com o PT, sem abrir mão das negociações com o PSDB para uma possível aliança na eleição municipal.

A Medalha 25 de Janeiro será entregue a Dilma e a Alckmin nas comemorações do 458º aniversário da capital paulista. A honraria, entregue no ano passado ao ex-vicepresidente José Alencar, é concedida anualmente a personalidades em reconhecimento ao mérito pessoal e aos bons serviços prestados à cidade. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que não pôde receber a medalha no ano passado porque estava no exterior, participará da cerimônia deste ano. Kassab lembrou que, em 2010, foram homenageados o ex-governador José Serra e o ex-presidente Lula. (AE)

SECRETARIA DA SAÚDE COMUNICADO RETIFICAÇÃO DE EDITAL A AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL Comunica aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 235/2011 - Proc. 2011-0.325.655-2 - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA EM PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE GERENCIAMENTO INFORMATIZADO DO ACERVO DE DOCUMENTOS DAS UNIDADES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL INCLUINDO: COLETA, ARQUIVAMENTO, GUARDA, DIGITALIZAÇÃO, DESARQUIVAMENTO E REARQUIVAMENTO PARA CONSULTA E TRANSFERÊNCIA; marcado para o dia 27/01/2012 às 10:00 horas, publicado no DOC dia 14/01/2012 pág. 71, que em, virtude de alteração na CLÁUSULA X - DO PROCEDIMENTO E JULGAMENTO DA LICITAÇÃO: ITEM 10.3.8 e SUBITENS e inclusão de item na CLÁUSULA XV - DO PAGAMENTO, INCLUSÃO DO ITEM 15.7 e SUBITEM 15.7.1 e na MINUTA DE CONTRATO na CLÁUSULA QUARTA – PREÇO, REAJUSTE E FORMA DE PAGAMENTO, INCLUSÃO DO ITEM 4.11 E SUBITEM 4.11.1, solicitamos a retirada de novo Edital com as devidas alterações. O novo edital poderá ser consultado e/ou obtido no site: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br ou no Núcleo de Licitações da Autarquia Hospitalar Municipal, situada na Rua Frei Caneca, 1.398/1.402, - 9º andar - Consolação - São Paulo - SP, das 09:00 às 16:00 horas. A data de abertura do certame e as demais cláusulas e condições permanecem inalteradas.

A construção de casas populares, uma das principais bandeiras do atual governo, está espalhado por mais de dois mil municípios.

Traficantes tomam imóveis do PAC

Marcos Arcoverde/AE -–20/8/2009

S

em a menor cerimônia, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), confirmou ontem que em Manguinhos, zona norte da capital, traficantes estão expulsando proprietários de imóveis construídos por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O governador explicou que os traficantes estão ameaçando recenseadores e manipulando o sorteio de unidades habitacionais na região. "A gente tem lá, em Manguinhos, problema seríssimos de desmandos", afirmou Cabral, reconhecendo que isto vem ocorrendo em função de "o poder público não estar plenamente lá". Ele lembrou que a situação é semelhante ao que acontecia, por exemplo, no Complexo do Alemão e na Rocinha, até a instalação nessas comunidades das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). Embora tenha garantido a instalação de uma UPP em Manguinhos, o governador n ã o d e u u m a p re v i s ã o d e quando isso acontecerá. "Só posso garantir uma UPP, a que iremos instalar amanhã (hoje) no Vidigal", na zona sul. Segundo Cabral, antes da instalação de uma UPP é necessária uma série de ações preliminares e um conceito do qual ele, garantiu, não abre a mão. Trata-se de policiais novos nessas unidades. "É importante que sejam policiais novos, que entrem na corporação em um outro momento de convi-

Sérgio Cabral anunciou a criação da "cidade da Polícia Civil" para reunir todas as especialidades da polícia

vência da polícia com a comunidade", explicou Cabral. Até que o chamado processo de pacificação tenha início, o governador destacou que estão sendo desenvolvidas várias ações de inteligência na região, identificando moradores, criminosos e imóveis incluídos no esquema. Cabral anunciou ainda que, em junho, será instalada a chamada "cidade da Polícia Civil". Essa unidade, que ficará localizada entre Manguinhos e a comunidade do Jacarezinho, vai reunir todas as especialidades da polícia, de acordo com informações de Cabral. "Isso vai, com certeza, contribuir pa-

ra ações efetivas de combate à criminalidade na região", avaliou o governador. As declarações foram dadas depois da inauguração de 192 apartamentos do PAC em Bonsucesso, no Complexo do Alemão, que devem atender a 700 pessoas da comunidade. As unidades, com 42 metros quadrados de área, são divididas em dois quartos, sala, cozinha, banheiro e, em algumas delas, varanda. A empregada doméstica Josefa Ramos da Conceição de Farias empurrava a cadeira de rodas do neto, emocionada por ter sido uma das sorteadas. "Não esperei muito não", afir-

mou. "Achei até que a entrega das chaves não foi demorada". Desde que ouviu a promessa de um novo imóvel, ela aguardou menos de um ano e, agora, já planeja como dividir o novo espaço com o marido, a filha e o neto. A família vai deixar no passado uma casa onde os quatro conviviam espalhados por uma única sala. Segundo Josefa, a casa não era boa. "Estava caindo e com cupim. Bom é este castelo que ganhei", comemorou. Desde o início da construção de unidades habitacionais, pelo PAC, já foram entregues mais de 1,3 mil apartamentos no Complexo do Alemão. (ABr)

PSDB sob ameaça de perder aliados

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ob ameaça de perder o apoio do DEM na eleição deste ano para a prefeitura de São Paulo, o PSDB também poderá ficar sem outro aliado. O PTB articula aliança com o PMDB, do deputado federal Gabriel Chalita, pressionado pelos líderes nacionais da legenda. Um dos entusiastas da aliança com o PMDB é o senador Gim Argello (PTB-DF), ainda mais por ser amigo de Chalita. Outro é o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, que já deu seu aval para discutir uma eventual aliança entre as duas legendas. Para tanto, o PTB quer indicar o vice-prefeito na chapa de Chalita e um dos cotados é o deputado federal Arnaldo Faria de Sá, em seu sexto manda-

Bernardo Coelho/AE – 15/12/2011

Medalhas de Kassab para Dilma e Alckmin

Ed Alves/Folhapress – 16/6/2011

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programa Minha que populariza a imagem da Casa, Minha Vida, presidente", explicou. uma das principais O professor ressaltou que esbandeiras da cam- se tipo de "estratégia" não é nopanha eleitoral da presidente va em política pré-eleitoral. "O Dilma Rousseff, na avaliação fato é recorrente nas políticas do site Contas Abertas, somente governamentais antes de anos neste ano começa a apresentar eleitorais", lembrou. "O exresultados significativos, jus- presidente Fernando Henritamente quando haverá elei- que Cardoso fez isso, o Lula ções municipais. O programa é também fez e, com a Dilma, relevante para as cidades, pois, não seria diferente". de acordo com o governo fedeO programa, apesar de alral, o empreendimento está es- guns problemas administratipalhado por mais de dois mil vos no decorrer do ano passamunicípios. do, em linhas gerais contém A importância política do um apelo popular muito granprograma pode ser medida pe- de. Diversas ações do governo, la aceleração no ritmo de em- inclusive, convergem para sua penhos no final do ano passa- boa aceitação. Uma delas é a redo. Somente entre novembro e cente redução do Imposto sodezembro foram alocados cer- bre Produtos Industrializados ca de R$ 8,5 bilhões em despe- (IPI) da linha branca, como fosas empenhadas, enquanto gão e geladeira. Com a medidurante todo o ano de 2011 fo- da, o governo estimulou a ecoram reservanomia e sinalid o s n o o rç azou que a pom e n t o R $ 11 pulação, além bilhões. Com de ter a sua caNós vamos ver a isso, é provása, pode equipresidente Dilma vel que R$ 12,3 pá-la. bilhões sejam No ano pasviajando pelo revertidos em s a d o , o p r oBrasil inteiro para restos a pagar grama deseminaugurar obras neste ano. bolsou R$ 7,5 em zonas eleitorais b i l h õ e s , d o s Como no orespecíficas. çamento de quais apenas 2012 há previR $ 5 9 8 , 9 m iANTÔNIO FLÁVIO TESTA são de R$ 13,2 lhões foram bilhões, o godespesas iniverno teria cerca de R$ 25,5 bi- ciadas no exercício. O restante lhões para o Minha Casa, Mi- dos recursos (R$ 6,9 bilhões) nha Vida, também chamado foi pago à título de "restos a pade Moradia Digna. A seleção gar" de compromissos assumirealizada em 2011, com recur- dos em anos anteriores. Segundo levantamento do sos orçamentários e de financiamento público, compreen- Contas Abertas, entre 2009 e de 539 projetos a serem execu- 2011, dos R$ 24,6 bilhões que tados por 383 prefeituras e 14 estavam previstos, só R$ 10,6 bilhões foram pagos, aproxigovernos estaduais. Prática comum – Para o cien- madamente 43,3% do total. De tista político da Universidade acordo com o governo, serão de Brasília (UnB), Antônio Flá- investidos R$ 72,5 bilhões até vio Testa, o grande número de 2014. nas ações do programa obras que podem ser imple- que promete contratar dois mimentadas e finalizadas em 2012 lhões de moradias. O governo afirmou que o será favorável ao atual governo. "Nós vamos ver a presiden- programa já contratou a conste Dilma viajando pelo Brasil trução de 1.462.133 moradias inteiro para inaugurar obras em todo o país. De um total de em zonas eleitorais específi- 719.522 concluídas, mais de cas", afirmou Testa. "Outro fato 5 4 0 m i l f o r a m e n t re g u e s . que deve acontecer é o grande Atualmente, 742.611 residêninvestimento em publicidade, cias estão em construção.

Gabriel Chalita tem mantido conversações com o PTB e o DEM

to na Câmara, enquanto Chalita está no primeiro. O PMDB também está mirando o DEM, outro aliado dos tucanos. Com o apoio do vice-presidente da Repúbli-

ca, Michel Temer, o partido negocia o vice em sua chapa. Em troca, o PMDB estaria disposto a apoiar candidaturas do DEM pelo País. A ação tem ainda a simpatia de vários De-

mocratas paulistas. Para líderes do PSDB, a ação dos partidos aliados não incomoda o governador Geraldo Alckmin, pois o tucano é próximo de Chalita, que foi seu secretário de Educação, entre 2003 e 2006. Mas a aliança entre o PTB e o PMDB precisa do aval do deputado estadual, Campos Machado, presidente da sigla em São Paulo. Ele defende o lançamento de candidatura própria, encabeçada por Luiz Fávio Borges D'Urso, presidente da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Mas petebistas lembram que em 2004, Campos Machado, convencido por Jefferson, apoiou Marta Suplicy (PT) apesar de ter sido sempre próximo dos tucanos. (AE)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

7 Magistrados e servidores não costumam ostentar riquezas Carlos Alberto Araújo Drummond, vice-presidente do TRT-RJ.

olítica

Ernesto Rodrigues/AE – 26/12/2011

Presidente do TJ atribui à imprensa desgaste com corregedora do CNJ Ivan Sartori convidou Eliana Calmon para sua posse, no dia 6. E hoje ele se reúne com representantes do Coaf.

O

presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Ivan Sartori, atribuiu ontem à imprensa parte da culpa pelos desentendimentos entre o Judiciário e a corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Nas últimas semanas, a Justiça paulista se tornou o foco do desgaste entre a corregedora Eliana Calmon e alguns juízes, preocupados com suposta quebra de sigilo nas investigações promovidas no estado. "Eu acho que há, em relação à corregedoria e ao Judiciário, uma falta de entendimento, que a imprensa parece que acaba fomentando um pouco, e acaba jogando um contra o outro. Isso está aparecendo muito", disse Sartori, ao deixar ontem o gabinete da ministra Eliana Calmon, corregedora-nacional de Justiça. Ele foi a Brasília para, pessoalmente, num gesto de aproximação, convidá-la para sua posse, marcada para o dia 6 de fevereiro. Embora o desembargador não tenha sido empossado oficialmente no cargo de presidente do Tribunal, desde o iní-

Não há nada que esconder de ambos os lados, e já me pus à disposição. Qualquer dificuldade que houver em São Paulo, estaremos abertos. IVAN SARTORI cio do ano ele está no comando do judiciário paulista. Sartori teria pedido à corregedora nomes e dados das investigações sobre magistrados da corte paulista, mas teve o pedido negado, pois "dados sigilosos só são fornecidos quando formalmente solicitados", segundo a assessoria do CNJ. O presidente do TJSP disse que "às vezes a pessoa está bem intencionada em fazer alguma coisa, investigar, e aí surge uma certa dissonância que a imprensa fomenta e isso se transforma em algo maior do que realmente é". Sartori admitiu que a reunião também tratou da apuração da

corregedoria sobre movimentações financeiras atípicas na magistratura paulista."O que eu quero é que fique tudo muito claro, para que saibamos o que está acontecendo. Eu acho que por ora não há nada contra o Tribunal de São Paulo. Entretanto, vamos verificar", afirmou. Ele informou ainda que haverá uma reunião hoje com representantes do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), para obter mais informações sobre as movimentações financeiras consideradas atípicas feitas por pessoas ligadas ao tribunal. O relatório do Coaf entregue ao CNJ mostrou que se concentra na Justiça de São Paulo, do Rio e da Bahia a maior quantidade de operações identificadas como atípicas pelo órgão de combate à lavagem de dinheiro. "Não há nada que esconder de ambos os lados, e já me pus à disposição. Qualquer dificuldade que houver em São Paulo, estaremos abertos. É um tribunal que se transformou em tribunal transparente, e nós estamos dispostos a fornecer quaisquer informações." (Agências)

Fabio Motta/AE

Ivan Sartori disse que o TJSP é transparente e pode fornecer todas as informações que forem necessárias

Bezerra libera R$ 132 milhões para transposição do S. Francisco

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ministro da Integração Nacional esteve na manhã de ontem, em Sertânia, no Sertão pernambucano, onde assinou ordem de serviço para a retomada das obras do Lote 12. Serão investidos R$ 132 milhões para as obras daquele trecho. Aparentemente longe de toda a turbulência que tomou conta, nas últimas semanas, do Ministério da Integração Nacional, o ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB) voltou seu foco para a Transposição do Rio São Francisco. O ministro Fernando Bezerra Coelho aproveitou sua ida à região para visitar o Lote 11 da Transposição, que teve os trabalhos reiniciados em novembro do ano passado. Atualmente, o trecho emprega 400 trabalhadores. Outra etapa importante das intervenções na Transposição deve ocorrer em fevereiro, quando o Ministério da Integração deverá concluir o processo de licitação do Lote 5. Neste trecho, estão previstas a construção de cinco barragens no Eixo Norte. O projeto emprega, atualmente, 3.900

Dida Sampaio/AE – 12/1/2012

Bezerra: de olho nas águas de PE.

trabalhadores. A expectativa é a de abrir mais duas mil vagas e, em julho, totalizando seis mil operários contratados. De acordo com o Ministério da Integração Nacional, dos 14 lotes da Transposição, cinco ainda continuam paralisados. No final do ano passado, o jornal O Globo denunciou a paralisação de parte da obra e problemas estruturas em alguns de seus pontos. A transposição faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e está orçada em R$ 6,8 bilhões. Desse total, já foram investidos R$ 2,8

bilhões e empenhados R$ 4,3 bilhões. Ainda de acordo com o Ministério, 46% das obras estão concluídas. Segundo Bezerra o projeto de transposição das águas do Rio São Francisco começou o ano de 2012 com suas licenças renovadas e as obras em andamento. De acordo com ele, o Ibama expediu a licença ambiental relativa aos trechos em obras dos eixos Norte e Leste. Com a renovação da licença, o ministério anuncia que vai investir mais R$ 180 milhões em programas ambientais na bacia do Rio São Francisco – para preservação da fauna e da flora, apoio às comunidades indígenas e quilombolas e trabalho de arqueologia. Segundo a assessoria de Bezerra, o ministério já investiu mais de R$ 170 milhões em preservação ambiental, que resultaram em 38 programas determinados pelo Ibama. O Projeto deve beneficiar 12 milhões de pessoas no semiárido nordestino – 700 km de canais e aquedutos que levarão água para cidades de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. (Agências)

Mais recursos contra a seca em SC

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Drummond, vice-presidente do TRT-RJ, surpreso com as denúncias: "Magistrados não ostentam riquezas".

TRT pede esclarecimentos de movimentação financeira ao CNJ

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Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ) encaminhou ontem ofício ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) solicitando esclarecimentos sobre o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Fazenda, que apontou irregularidades em movimentações financeiras atípicas feitas por aquela corte em 2002. De acordo com o vice-presidente do tribunal, desembargador Carlos Alberto Araújo Drummond, só depois de receber as informações oficiais, o TRT-RJ "poderá tomar as providências cabíveis, dentro do processo legal". O desembargador disse que a corte tomou conhecimento pela mídia das 16 movimentações irregulares apuradas pelo Coaf, no total de R$ 282,9 milhões. "Não temos nenhuma notícia pretérita", afirmou. "Desconhecemos o assunto e sequer sabemos do que se trata", disse Drummond, acrescentando que não estava colocando em dúvida

os valores levantados. O vice-presidente do tribunal afirmou que "quero saber o que ocorreu", pois não poderia condenar, "quem quer que seja", previamente. O desembargador reiterou ainda que não tem a menor ideia de quem efetuou as movimentações financeiras por se tratar de objeto de sigilo fiscal. "Seria crime se eu soubesse", garantiu. Embora não tenha ideia de quem fez as movimentações, Drummond afiançou que nesses últimos dez anos não foi percebido "sinal algum de enriquecimento ilícito de qualquer servidor ou magistrado". Para o vice-presidente do tribunal, "magistrados e servidores não costumam ostentar riqueza". Ele informou que o orçamento atual do TRT-RJ é de R$ 1 bilhão, dos quais R$ 900 milhões vão para o pagamento de salários, contratos e serviços. O tribunal tem 4.500 servidores e 134 varas. Drummond disse que, tão logo receba as informações do CNJ, vai punir os responsá-

veis. O vice-presidente do tribunal esclareceu que a lei determina procedimentos específicos de acordo com os culpados. O magistrado, por exemplo, responde perante o tribunal pleno. O servidor perante a administração. O desembargador admitiu que caso o tribunal chegue a um "indício sério", seja magistrado ou servidor, a corregedoria do TRT-RJ vai intervir. Ele até citou uma ação recente da corregedoria em relação a um contador da 24ª Vara do Trabalho, que desviou há dois anos cerca de R$ 850 mil "sob a guarda da União". O servidor foi demitido e o juiz responde a processo disciplinar, além de processo criminal. Para Drummond não há, a princípio, ligação entre as movimentações financeiras irregulares e o incêndio do prédio do tribunal, em 2002. As obras estruturais custaram R$ 15 milhões à União, aos quais se somaram mais R$ 35 milhões para a recuperação da parte hidráulica e elétrica. (ABr)

liberação de novos recursos do governo federal para socorrer municípios atingidos pela seca em Santa Catarina foi anunciada ontem, no município de Chapecó, pelos ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro, e do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence. No total, serão destinados R$ 353 mil para 20 municípios que ainda não haviam recebido recursos liberados no último dia 6, o que eleva para R$ 1.603.322,00 o total repassado para o auxílio no transporte de água, a contratação de serviços para produzir silagem e captação emergencial de água.

Outros R$ 10 milhões sairão de cotas extras de financiamento do programa Juro Zero na Agricultura e Piscicultura do Fundo de Desenvolvimento Rural da Secretaria de Agricultura e da Pesca estadual, a serem aplicados em sistemas de captação e armazenagem da água da chuva e irrigação. Mais verbas dos governos federal e estadual para financiamentos e investimentos na região foram anunciados na mesma solenidade pelos ministros e pelo governador do estado, Raimundo Colombo. Segundo ele, a seca afeta diretamente mais de meio milhão

de pessoas; e os prejuízos na agricultura com a perda da p ro d u ç ã o j á u l t r a p a s s a m R$ 490 milhões. O governo de Santa Catarina também informou ontem que busca negociar com o governo federal a prorrogação do prazo para pagamento das dívidas de crédito rural de agricultores atingidos pela estiagem. O objetivo é obter crédito emergencial para o plantio da safrinha e pastagens de inverno, bem como a formulação de um programa de venda de milho para a produção animal aos agricultores que tiverem necessidade desse produto. (ABr)

Um ataque aos ratos do Senado... (Só aos animais.) OSenado recebeu na manhã de ontem uma equipe do Centro de Controle de Zoonoses do DF, que vistoriou as dependências da Casa, especialmente o subsolo, após uma servidora que calçava sandálias ser mordida no pé por um rato na quarta-feira passada. Ela teve de ser atendida no Serviço Médico do Senado. Apesar de o trabalho preventivo ser intensificado em áreas de maior concentração de documentos, como a biblioteca, todas as dependências da Casa recebem cuidados para evitar a proliferação de animais nocivos à saúde. Essa não é a primeira vez que animais atacam o Senado. Escorpiões são visita constante. Saruês, uma espécie de gambá, viviam em buraco de parede na Casa. Em 2009, abelhas infestavam o gabinete do senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Picaram dois funcionários. (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Essa corrida degenerou para um massacre de ataques negativos e pessoais. Jon Huntsman, ao desistir da disputa à Casa Branca.

nternacional Mohammed Huwais/AFP

Ilhas Malvinas: destino proibido para cruzeiros.

Radda, agora um emirado islâmico.

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Militantes da Al-Qaeda acham novo refúgio no sul do Iêmen

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ilitantes ligados à rede Al-Qaeda decretaram ontem a criação de um "emirado islâmico" na cidade de Radda, no sul do Iêmen, um dia após tomar controle da região e libertar centenas de prisioneiros. A captura da cidade de 400 mil habitantes, a maior da província de Bayda, a cerca de 160 quilômetros ao sul de Sanaa, ressalta a crescente força da AlQaeda no Iêmen. O grupo se aproveita da fraqueza do governo central que luta para conter quase um ano de enormes protestos contra o presidente Ali Abdullah Saleh. A oposição acusa o mandatário, que deve deixar o cargo neste mês segundo um acordo de transferência de poder, de permitir que os militantes tomem a cidade para apoiar suas afirmações de que ele precisa permanecer no cargo para dar segurança ao país contra o crescente poder dos militantes islamitas. "Nós estamos surpresos com o silêncio das forças de segurança", disse o ativista opositor Abel-Rahman al-Rashid, que vive em Radda. "Elas não fizeram nada, o que significa que tudo foi montado para espalhar o caos." Controle - Funcionários de segurança disseram que os militantes formaram um cordão de isolamento ao redor de Radda, impedindo moradores de deixar ou sair da cidade, além de matarem dois soldados e ferirem um terceiro em confrontos com tropas do Exército. Os militantes do grupo Ansar al-Sharia ("Partidários da Sharia", lei islâmica) invadiram a cidade a partir de vários pontos

estratégicos que haviam capturado no final de semana, dentre eles um antigo castelo do qual se vê toda a cidade, prédios governamentais e uma mesquita. Picapes com homens armados e mascarados circulam pelas ruas e os militantes anunciam, por alto-falantes, que a cidade se transformou em um "emirado islâmico". A insegurança se difunde por Radda, depois que os insurgentes invadiram a penitenciária central e libertaram entre 150 e 200 prisioneiros, inclusive um grande número de membros da Al-Qaeda. Segundo agentes de segurança, alguns dos detentos se uniram aos militantes após receberem armas. O ataque de ontem fez com que escolas e lojas de Radda fechassem as portas. "Os homens armados estão por todas as partes. Pode haver combates", disse o comerciante Hussein Abu Ali, que cogita fugir da cidade com a família. A província de Bayda – berço do chefe da Al-Qaeda na Península Arábica, Nasir alWuhayshi – é uma importante rota entre a capital Sanaa e as províncias do sul do país, onde militantes da Al-Qaeda já tomaram boa parte do território da província de Abyan. Militantes islamitas começaram a capturar território na província de Abyan no primeiro semestre do ano passado, solidificando seu controle sobre a cidade de Jaar em abril, antes de tomar a capital da província, Zinjibar, em maio. Forças de segurança iemenitas têm tentado, sem sucesso, expulsá-los do país em confrontos que já deixaram mortos e feridos dos dois lados. (Agências)

Jonathan Ernst/Reuters

Equipe consular da Venezuela deixa Miami

E Obama: empate técnico.

Obama em apuros Chris Keane/Reuters - 14/01/12

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Jim Hollander/EFE

Passageiro observa horário de voos da companhia El Al, no aeroporto.

'Hannibal' encontra seu 'Pesadelo' A guerra virtual no Oriente Médio

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PERSISTÊNCIA – Enquanto o sul do Iêmen é ocupado por militantes da Al-Qaeda, moradores da capital Sanaa realizam protestos diários para pedir que o presidente Ali Abdullah Saleh seja julgado pela morte de centenas de pessoas durante as manifestações contrárias ao regime. Um projeto de lei, que ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento iemenita, concede imunidade ao mandatário, em troca de sua saída do poder (cartaz acima pede: "nenhuma imunidade"). O governo de Saleh já dura 33 anos.

s sites da Bolsa de Tel Aviv, da companhia aérea israelense El Al e do Banco Leumi deixaram de funcionar na manhã de ontem por um suposto ataque de hackers, que se repete quase diariamente desde o início do ano. Os novos ataques ocorreram um dia depois de o grupo islâmico Hamas ter pedido aos hackers palestinos e árabes a "declararem uma guerra eletrônica contra a ocupação israelense". Horas antes de os sites serem

afetados, um hacker identificado como saudita alertou a imprensa israelense de que seria cometido um ataque por um grupo pró-palestino chamado "Pesadelo". Por sua vez, hackers israelenses continuam revidando aos ataques: um hacker conhecido como "Hanibal" divulgou ontem dados de 20 mil usuários árabes do Facebook e ameaçou publicar dados de 10 milhões de clientes de bancos iranianos e sauditas. (EFE)

s autoridades britânicas das Ilhas Malvinas (Falkland) impediram que passageiros de um navio de cruzeiro, o Star Princess, que viaja do Chile ao Brasil, desembarcassem em Port Stanley. Isso levou a uma reclamação da empresa norte-americana Princess Cruises, dona do navio, e do governo argentino ao governo britânico. Muitos dos 3.500 passageiros e tripulantes são argentinos, mas a administração das ilhas afirma que impediu o desembarque porque alguns dos passageiros estão com um vírus estomacal. A Princess Cruises afirmou que a decisão não foi científica e vai contra as políticas internacionais de saúde. A proibição ocorre em meio a um aumento das tensões diplomáticas entre a Argentina e a Grã-Bretanha a respeito da soberania das ilhas. A Argentina está rechaçando a entrada em seus portos de qualquer barco com a bandeira das Malvinas. O país foi seguido nessa medida por Brasil, Chile e Uruguai. Entre os passageiros, além de argentinos, estão brasileiros, chilenos e uruguaios. O cruzeiro navega de Valparaíso, no Chile, ao Rio de Janeiro. Segundo informações da Princess Cruises, um total de 74 passageiros e tripulantes – 2,03% do total de 3.562 pessoas a bordo – tiveram gastroenterite viral. Isso fica abaixo da linha de corte de 3% que o Centro de Controle de Doenças dos EUA considera para declarar um surto, afirmou a empresa em comunicado. (AE)

presidente dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, e o pré-candidato republicano mais bem colocado para disputar a Casa Branca, Mitt Romney, estão praticamente empatados se a eleição fosse hoje, porém o apoio a Obama é mais forte e mais positivo que o de Romney, de acordo com uma pesquisa do canal Fox News divulgada ontem. Segundo o levantamento, 46% dos eleitores votariam em Obama e 45%, em Romney. A vantagem do presidente está dentro da margem de erro, de três pontos porcentuais para mais ou para menos. No entanto, por trás dos números há um contraste: 74% dos eleitores de Obama dizem que vão votar "por ele" e não "contra Romney". Já entre os eleitores do ex-governador de Massachusetts, 58% vão votar "contra Obama" e não "por Romney". Tanto Obama quanto Romney receberam forte apoio de seus partidários: 88% dos democratas apoiam Obama e 86% dos republicanos estão com Romney. A pesquisa foi feita com 906 eleitores registrados, escolhidos aleatoriamente e em todo o país, entre os dias 12 e 14 de janeiro. No geral, mais eleitores confiam na liderança de Obama.

Mitt Romney desponta como a melhor opção dos republicanos Mark Wilson/AFP

Considerado moderado demais, Jon Huntsman desistiu da corrida.

Segundo a pesquisa, 26% estão "muito" confiantes na habilidade de Obama de tomar decisões corretas para o país, ante 16% em relação a Romney. Embora a maioria dos republicanos não confie em Romney por causa de seu passado moderado, eles não têm conseguido estabelecer apoio aos demais candidatos: Newt Gingrich, ex-presidente da Câmara dos Representantes; Ron Paul, deputado do Texas; Rick Santorum, ex-senador

pela Pensilvânia; ou Rick Perry, governador do Texas. Apoi o - A campanha de Romney ganhou impulso ontem, depois que o pré-candidato Jon Huntsman anunciou que desistiu da disputa e declarou apoio ao rival. Considerado o mais moderado candidato republicano, o ex-governador de Utah nunca decolou totalmente: ele terminou em terceiro lugar nas primárias do Estado de New Hampshire, na semana passada. (Agências)

m meio a uma escalada de divergências diplomáticas, a Venezuela convocou ontem sua equipe consular em Miami, dizendo que eles enfrentavam "perigo real, grave e iminente". A medida foi tomada dias após o presidente Hugo Chávez anunciar o fechamento do consulado, como resposta à expulsão da cônsul-geral Livia Acosta, declarada persona non grata pelos Estados Unidos no dia 6. Após indicar que a medida, a qual chamou de "injusta, preocupante e imoral" evidencia "a submissão da agenda de Washington à dos setores políticos extremistas e violentos que atuam no estado da Flórida", o comunicado venezuelano denunciou uma onda de ameaças aos funcionários do consulado. "Desde a propagação dessas infames especulações, a equipe diplomática e consular venezuelana foi alvo de ameaças e intimidações de indivíduos e organizações que o governo dos Estados Unidos protege no estado da Flórida, correndo um perigo real, grave e iminente", sustentou o comunicado. Os EUA não explicaram a expulsão de Livia, mas o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, disse que a medida contra a cônsul-geral foi tomada depois que o canal Univisión transmitiu em dezembro o documentário "A Ameaça Iraniana". Alguns dos entrevistados disseram que as embaixadas do Irã, Cuba e Venezuela haviam participado de um suposto planejamento em 2006 de ataques aos sistemas de várias usinas nucleares nos EUA, além da Casa Branca, o FBI e a CIA. Segundo o comunicado, Washington agiu com base em "acusações sem fundamento divulgadas irresponsavelmente por um canal de televisão mais conhecido por suas novelas do que por sua seriedade jornalística". (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

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Richard Bouhet/AFP

DESESPERO Passageira francesa resgatada do navio Costa Concordia é confortada por uma parente. Há ainda 29 desaparecidos.

idades

Andreas Solaro/AFP

Max Rossi/Reuters

Rebocadores iluminam o navio Costa Concordia, naufragado a apenas 150 metros da terra firme Paolo Rattini/AFP

Os jornais italianos "Corriere della Sera" e "Il Tirreno" circularam ontem com uma história no mínimo curiosa sobre o naufrágio do navio Costa Concordia, sexta-feira, na costa da Toscana, no Mar Tirreno, Itália. A desastrada aproximação do navio da ilha de Giglio teria sido causada por uma homenagem que o comandante Francesco Schettino quis fazer a seu chefe de garçons, Antonello Tievoli, natural da ilha. "Vem ver, Antonello, estamos em Giglio", teria dito o capitão, segundo reportagens dos dois periódicos, pouco antes de se chocar com um grupo de pedras. Ontem, o número de mortos subiu para seis. O de desaparecidos, para 29. A possibilidade de um desastre ambiental ainda não foi descartada.

Comandante é interrogado e levado à prisão

F

À esq., Pier Luigi Foschi, presidente da Costa Cruzeiros. Com as mãos na cabeça, Gianni Onorato, outro dirigente da empresa.

Era para ter sido uma homenagem

"V

em ver, Antonello, estamos em Giglio". A frase pode bem ter sido a última pronunciada pelo comandante Francesco Schettino, antes de seu navio, o Costa Concordia, bater num grupo de rochas e naufragar no mar Tirreno, matando, até agora, seis pessoas. Antonello Tievoli é o chefe dos garçons da embarcação e Giglio, ilha em frente à qual o navio naufragou, é a sua terra natal. Segundo os jornais italianos Corriere della Sera e Il Tirreno, a tragédia na costa da Toscana teve origem numa homenagem, numa surpresa que o capitão Schettino (responsabilizado pelo acidente e preso) quis fazer a seu subordinado. No fundo, o comandante fez um inchino ao garçom Antonello e a Mario Palombo, um ex-comandante do navio. No jargão da marinha italiana inchino, ou "reverência", é a aproximação da nave de um determinado lugar com o propósito de homenagear, dar um presente a um membro da tripulação. Abalado – Segundo o jornal Il Tirreno, Antonello Tievoli, que trabalha há cinco anos no navio de cruzeiro, telefonou para seus pais, que vivem na ilha, para que vissem o barco passar por perto, um gigante do mar de 114 mil toneladas, 291 metros de comprimento, 62 de altura, 11 corredores e capacidade para mais de quatro mil passageiros. Agora, abalado, Antonello não quer falar com mais ninguém. Ele se sente culpado por uma tragédia da qual se tornou protagonista sem querer. "Nunca poderia imaginar que desembarcaria em minha casa", afirmou o chefe dos garçons, pouco

AFP/Sky TV

Max Rossi/Reuters

Acima, passageiros com coletes aguardavam o momento de deixar o navio. À esquerda, mergulhadores que participam das buscas por passageiros mortos ou ainda desaparecidos.

antes de fazer sua opção pelo silêncio. Desaparecidos -A Guarda Costeira da Itália informou na noite de ontem que quatro tripulantes e 25 passageiros do navio Costa Concordia estão desaparecidos. "Há uma hora, recebi o relatório da administração da província de Grosseto, de que 29 pessoas continuam desaparecidas", disse o comandante da Guarda Costeira, Marco Brusco, à televisão italiana. Até então, o número oficial de desaparecidos era de 16 pessoas.

Ambiente – Não bastasse a perda de vidas, o naufrágio do Costa Concordia corre o risco de ser agravado por um desastre ecológico. Ainda estão nos tanques do navio 2.300 toneladas de diesel que podem vazar pelo Mar Tirreno, comprometendo todo o ecossistema da região. O ministro italiano do Meio Ambiente, Corrado Clini, afirmou ontem que o acidente representa "um risco muito alto" para o meio ambiente da ilha de Giglio e "uma intervenção é urgente. O objetivo é evitar que o combustível vaze do navio.

Nós trabalhamos com esta possibilidade", afirmou o ministro. Ontem, contudo, em entrevista coletiva em Gênova, Pier Luigi Foschi, presidente da Costa Cruzeiros, empresa proprietária do navio, afirmou que não há sinais evidentes de vazamento. Foschi disse que há uma "grande quantidade" de diesel ainda nos tanques do navio, que ainda é queimado pelos motores. O presidente da companhia reiterou que pretende oferecer indenização "de acordo com as leis italianas" e recolocação dos passageiros reservados em outras embarcações da companhia. Voltou a afirmar que o acidente aconteceu por falha humana. No domingo,

em nota, a empresa responsabilizou o comandante Francesco Schettino pela tragédia. Foschi disse ainda que o Costa Concordia passou por testes de segurança em 2011 e assim que o resgate e o atendimento dos passageiros estejam concluídos, a prioridade será avaliar os riscos ambientais do acidente. O presidente da companhia disse que o comandante da embarcação terá auxílio jurídico, mas que não pode descartar os evidências de erro humano durante o acidente e que "uma alteração de rota não autorizada" foi executada pouco antes de o navio atingir uma rocha. Buscas –Segundo a emissora britânica BBC, na manhã de ontem os trabalhos de resgate de vítimas do naufrágio foram suspensos devido ao mau tempo e ao aumento da inclinação do navio, movendo-se 9 centímetros na vertical e 1,5 centímetro na horizontal por causa da agitação do mar. O cruzeiro Costa Concordia tinha 4.229 pessoas a bordo. Entre os passageiros, a operadora da viagem informou ao Itamaraty que havia 53 brasileiros, mas que esse número poderia ser maior. Prejuízos – De acordo com o jornal britânico The Financial Times a Carnival, grupo que opera 11 diferentes marcas de linhas de cruzeiros, entre elas a Costa, deve ter US$ 95 milhões de prejuízos devido ao acidente neste ano contábil. Já a BBC revelou que a queda do valor das ações do grupo nas Bolsas já custa US$ 1 bilhão à companhia. As ações da empresa, que estão nas Bolsas de Nova York e Londres, caíram 21% na abertura dos mercados de ontem. (Agências)

rancesco Schettino, comandante do Costa Concordia foi interrogado ontem e levado à prisão de Grosseto, onde deve aguardar uma audiência marcada para a próxima semana. A informação é do jornal italiano Corriere Della Sera. O primeiro oficial do navio, Ciro Ambrósio, também está sob custódia policial. Durante o interrogatório policial de ontem, o comandante disse que a rocha contra a qual o navio da empresa italiana Costa Cruzeiros se chocou não estava indicada nas cartas de navegação usadas no navio. Brasileiros – Dezessete dos 53 passageiros brasileiros que participaram do cruzeiro no navio Costa Concordia desembarcaram na noite de anteontem no aeroporto do Recife. Eles teriam sido orientados a não dar declarações à imprensa. De acordo com a Polícia Federal, o grupo deixou o terminal meia hora após a aterrissagem, pela saída de veículos de carga, à qual os jornalistas não têm acesso. Uma estudante do Recife que também viajava no voo 0011 da companhia TAP Portugal disse ter conversado com uma das mulheres do grupo. "Ela chorava quando lembrava do navio. Contou que a empresa do cruzeiro não deu assistência nenhuma. Apenas entregou 50 euros a cada um", disse Aline Souza, 20 anos. Arranhões – A mesma passageira disse à estudante que ela e os demais 16 brasileiros são da mesma família e vivem no Ceará. Eles perderam bagagem e documentos. Usavam apenas roupas cedidas pela embaixada brasileira na Itália. Chamaram a atenção dos demais passageiros do avião porque exibiam arranhões pelo corpo. Segundo a Polícia Federal, os 17 passageiros brasileiros alegaram muito cansaço e pediram para não desembarcar pelo portão destinado aos voos internacionais. Eles seguiram diretamente para um hotel do Recife, de nome não informado, e ontem seguiram para o Ceará. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10 -.LOGO

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

C OPA 2014

www.dcomercio.com.br

Brasil terá mais responsabilidades A Fifa não abrirá mão de ser ressarcida caso algum desastre natural ou problema de segurança afete a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014. Este foi o recado dado ontem pelo secretário-geral da entidade, Jérome Valcke, em entrevista em Brasília ao lado do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e do representante do Comitê Organizador Local (COL), o exjogador Ronaldo. (AE)

Iluminação atômica

O BJETO

Desenhada pela empresa Veneridesign Studio, esta luminária consegue transformar o horrível em algo belo.

E NEM

http://gizmodo.com/ 5821910/the-nuke-lamp-

Acesso à correção da prova de redação

wants-to-blow-up-yourdesk/galler y/1

P ROJETO

Cores na máquina de escrever O artista Tyree Callahan 'hackeou' uma antiga máquina de escrever. Agora, o objeto imprime cores no lugar das letras. http://boingboing.net/2012/01/16/ typewriter-types-colors.html

C RIAÇÃO

Pequeno Príncipe na prisão O s presos mais perigosos do país terão à disposição, ainda no primeiro semestre, títulos como O Pequeno Príncipe, clássico de Saint Exupery, e 1001 Filmes para Ver Antes de Morrer, de Steven Jay Schneider. Poderão escolher, ainda, a trilogia Crepúsculo, de Stephenie Meyer, e De Malas Prontas, de Danuza Leão.

Beira-Mar – O projeto é do Ministério da Justiça e visa as quatro penitenciárias federais do país. Orçado em R$ 34.170, o programa irá distribuir 816 livros, permitindo que detentos como Fernandinho BeiraMar, condenado a 120 anos, reduzam sua pena. Segundo agentes penitenciários, Beira-Mar, que já passou por duas penitenciárias, é um

"consumidor voraz" de livros. Quando chegou a Mossoró (RN), logo se inscreveu em um projeto da prisão com a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte chamado de "Filosofarte". Diminuía um dia de sua pena a cada três de leitura. O programa foi suspenso em dezembro, mas poderá ser retomado após convênio com a Justiça federal. (Folhapress)

O MEC (Ministério da Educação) informou ontem que a partir deste ano todos os participantes do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) terão acesso à correção da prova de redação, em cumprimento a um acordo firmado com o MPF (Ministério Público Federal) no ano passado. As explicações serão encaminhas à Justiça em resposta a ações do MPF no Ceará e da Defensoria Pública do Rio de Janeiro que solicitaram que todos os estudantes inscritos no último Enem pudessem ter acesso às redações. (Folhapress)

Tobias Schwarz/Reuters

Chinelo verde Passeie pela grama onde quer que você esteja com estes criativos chinelos feitos pela empresa Yashin. Para quem não fica longe da natureza – nem da sintética. http://designyou trust.com/2012/01 /15/kusa-grassflip-flops/

E M

C A R T A Z

TELA L

NO AR E NA ÁGUA - Dançarino do show Fuerza Bruta participa de um ensaio num palco suspenso, transparente e cheio d'água. O grupo vai se apresentar durante os três dias da Bread and Butter, uma das maiores feiras de moda do mundo, em Berlim, Alemanha. O evento começa hoje. A LEMANHA

Exposição apresenta telas de Maurice Prowizur na Galeria de Arte do Clube Hebraica. Rua Hungria, 1.000. Grátis.

Robyn Beck/AFP

GOLDEN GLOBE The Artist, filme francês em preto e branco e praticamente mudo, e Os Descendentes, sobre uma família no Havaí, foram os principais vencedores do Globo de Ouro, recebendo os prêmios de melhor comédia e drama, respectivamente. O longa francês, sem data de estreia no Brasil, ficou também com prêmio de trilha sonora e melhor ator de comédia para Jean Dujardin. Já Os Descendentes, que estreia em 27 de janeiro, recebeu também troféu para George Clooney por melhor ator de drama. Ele concorria por melhor direção por Tudo pelo Poder, mas perdeu para Martin Scorsese e seu A Invenção de Hugo Cabret, sua primeira incursão no 3D. Veja a lista completa dos premiados em www.dcomercio.com.br

Uggi posa com o troféu de melhor comédia

F OTOGRAFIA P OLÍCIA

Crime misterioso em São Paulo

Imagem 'atual' Imagens icônicas foram colorizadas, dando um ar atual às fotos do eterno rebelde argentino Che Guevara (acima), do diretor de cinema britânico Alfred Hitchcock e do físico

alemão Albert Einstein, entre outros. Confira o resultado no site Design You Trust, no link abaixo. http://designyoutr ust.com/2012/ 01/16/recoloured-photos/

A mulher encontrada morta sem os olhos e sem a pele do rosto anteontem, em Mairiporã (Grande SP), saiu sozinha do prédio onde mora, de acordo com imagens de segurança do edifício verificadas pela polícia. Segundo a delegada Cláudia Patrícia Dalvia, a polícia agora busca imagens de câmeras no trajeto feito pela dona de casa, em busca de pistas sobre o crime. Dalvia afirma que o carro da vítima pode ter sido seguido. O corpo de Geralda Lúcia Ferraz Guabiraba, 54, foi encontrado ao lado de seu carro na altura do km 8 da estrada Santa Inês. O local é um ponto de trabalhos religiosos conhecido como Pedra da Macumba. (Folhapress)

Reuters

MERCADO Obra de Joan Miró (de 6 e 9 milhões de libras) é vista na casa de leilões Christie's, em Londres. Segundo especialistas, o mercado de arte vai continuar confiante em 2012, apesar da crise na Europa.

Mein Kampf de volta às bancas O livro de Adolf Hitler Mein Kampf (Minha Luta), banido das livrarias alemãs, em breve estará disponível em bancas de jornal. Um editor britânico disse que publicará trechos do texto na Alemanha. O Estado da Bavária, porém, que detém os direitos autorais da visão nazista sobre a supremacia racial ariana, disse que considera a possibilidade de entrar na Justiça para bloquear a publicação. A republicação da autobiografia do ditador, que expõe sua ambição de tomar vastas áreas de terra no leste da Europa para proporcionar espaço para a chamada raça superior, está proibida na Alemanha, a não ser para estudo acadêmico. O primeiro dos três trechos de 16 páginas do livro será publicado neste mês com uma tiragem de 100 mil cópias. (Reuters) L OTERIAS Concurso 705 da LOTOFÁCIL 03

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11 SHELL E OGX As duas petrolíferas anunciaram ontem mais descobertas na bacia de Santos

conomia

CASINO Varejista francês reclama só agora de desaceleração por conta da crise

Zona do euro luta para não naufragar Mesmo sem abalar mercado, redução de nota da França expõe fragilidades, e pode reduzir investimentos no Brasil. Rejane Tamoto e Renato Carbonari Ibelli

Thomas Coex/AFP Photo

O

rebaixamento da nota da França pela agência classificadora de risco Standard&Poor's (S&P) é só mais uma prova de que a zona do euro passa por uma crise sistêmica e precisa se esforçar mais para não naufragar. Como o mercado já tem essa percepção, ele está previdente em relação a seus efeitos. Isso ajuda a explicar o resultado positivo da BM&F Bovespa alcançado ontem, com alta de 1,37%, no primeiro dia útil após o rebaixamento da nota francesa. O mercado agora aguarda a resposta da França para combater os elevados gastos e déficits públicos que carrega, problemas que levaram a S&P a reavaliar a posição do país. Nesse primeiro momento os investidores ainda parecem otimistas. Ontem, a França fez o primeiro leilão de títulos da sua dívida após ter a nota rebaixada e o resultado foi considerado positivo. Foram vendidos 8,6 bilhões de euros em papéis de curto prazo, valor pretendido pelo governo francês. Para o economista da Asso-

Agência Moody's manteve nota 'AAA' para a França

ciação Comercial de São Paulo (ACSP), Emilio Alfieri, o mercado financeiro já tinha precificado o rebaixamento, o que fez com que os juros dos títulos franceses não subissem. "As agências não avisam mais a piora e sim avalizam o que o mercado já previa", afirmou o economista da ACSP Despesas – Segundo Alfieri, as notas de crédito dos países europeus diminuem de acordo com o aumento de seus déficits nominais – que é a dife-

rença negativa das receitas e despesas, incluindo os gastos com o pagamento de juros da dívida pública (veja quadro). "Todos os países, com exceção da Alemanha, estão com déficit maior que 3%, que é o recomendado pela União Europeia, no tratado de Maastrich", afirmou Alfieri. Acrescenta-se que os papéis de curto prazo leiloados ontem não dão uma percepção clara das tendências do mercado. Segundo o economista Roberto Macedo, caso os investidores percam essa aparente confiança na economia francesa, a tendência é que os papéis franceses percam valor, o que pode refletir na disponibilidade de crédito naquele país. "Os bancos que detém esses papéis acabam restringindo o crédito para se pro-

teger", explicou Macedo. Reflexo no Brasil – Em uma situação dessas, segundo Felipe Queiroz, analista da consultoria Austin Rating, um dos primeiros impactos pode ser a redução dos investimentos franceses diretos no Brasil. De acordo com o Banco Central (BC), a França é o sexto principal país de origem dos investimentos diretos na economia

brasileira, à frente da Alemanha. "Se o problema na economia francesa se agravar, o que pode acontecer é que empresas francesas instaladas aqui redirecionem seus investimentos para recompor eventuais perdas nas matrizes." Mas o principal problema para o Brasil causado por um agravamento da crise francesa – ou dos demais países do blo-

co europeu – seria seus efeitos na China. Grande parte das exportações chinesas é direcionada à zona do euro. O enfraquecimento da economia dessa região afeta diretamente o crescimento da China, que é o principal parceiro comercial brasileiro. "Em um caso de aprofundamento da crise e de recessão, o crescimento do Brasil passaria 2,8% para 1%", estimou Alfieri. Já para Macedo há um lado positivo no rebaixamento da nota francesa. "A Europa parece um doente reticente em receber tratamento, até entender que sua situação realmente é séria. O que pode vir de positivo nisso é que agora as medidas para recuperar a economia europeia podem ser aceleradas", comentou o economista.

Alain Jocard/Reuters

Bolsas reagem bem às novas classificações

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s principais índices das bolsas europeias fecharam em alta ontem, após o governo da França vender com sucesso papéis de sua dívida. Os investidores não se apegaram muito ao fato de a Standard & Poor's ter rebaixado os ratings de crédito de nove nações da zona do euro, incluindo França, Itália e Espanha. O índice paneuropeu Stoxx 600 subiu 0,78%, ou 1,94 ponto, para 251,12 pontos. Os mercados dos Estados Unidos fecharam ontem, por causa do feriado em homenagem à Martin Luther King Jr. Na sexta-feira, as ações europeias terminaram com leve baixa. Ontem, os mercados subiram em sua maioria. "A notícia ruim da semana passada está gerando pouco impacto nos mercados de ações do Reino Unido e na Europa em geral", afirmou Mike Lenhoff, estrategista-chefe da Brewin Dolphin. "Isso pode ser porque a notícia ruim já estava em grande parte contabilizada", afirmou ele. Outra opção é que os mercados estavam fechados em Wall Street e os investidores esperam por boas notícias dos EUA. (AE)

Presidente da França tenta minimizar novo quadro

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presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou ontem em Madri que as novas decisões das agências de qualificação de crédito sobre o país "no fundo, não mudam nada". Na sextafeira, a Standard & Poor's rebaixou a nota do crédito francês. Sarkozy ressaltou que os esforços para tirar a França da crise continuam. "Devemos reduzir os déficits, reduzir os gastos, melhorar a competitividade das nossas economias para retomar o crescimento." A declaração foi feita após a visita do presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy. Pouco antes, o espanhol "deu seu apoio" à ideia do imposto sobre as transações financeiras e chamou o tributo de "cavalo de batalha" do colega francês. A Moody's manteve ontem a nota "AAA" da dívida da França, apesar do rebaixamento da S&P. Choque – O rebaixamento da nota de crédito da França representa um "eletrochoque" para o país, afirmou ontem a principal entidade patronal francesa, a MEDEF. "É um eletrochoque, é o fim de um período, o de 1975 a 2011", declarou Laurence Parisot, presidente

da organização patronal, lembrando que "a França sempre teve a melhor nota possível ['AAA']" desde a sua primeira avaliação há 37 anos feita pela S&P. "É uma questão evidentemente séria, muito séria, porque este rebaixamento pune nossas fraquezas", considerou, ressaltando "o perigo que representa para o país seu nível de endividamento". Os rendimentos dos títulos públicos franceses tiveram ligeira redução ontem, no primeiro teste do apetite do investidor após a França ter perdido o rating "AAA". O Tesouro francês vendeu 8,6 bilhões de euros em papéis de curto prazo, no topo da faixa entre 7,4 bilhões de euros e 8,7 bilhões de euros pretendida pelo gover-

no. A operação atraiu firme demanda pela dívida francesa. O Tesouro vendeu 4,5 bilhões de euros em notas para 12 semanas, com yield de 0,165%, praticamente estável ante a taxa de 0,166% paga no último leilão, em 9 de janeiro. A demanda de investidores foi quase duas vezes maior que a oferta, com proporção de 1,9. O país vendeu ainda 2,2 bilhões de euros em papéis para 25 semanas, com rendimento de 0,281%, comparado com 0,286% no último leilão. Para esse vencimento, a demanda foi 2,053 vezes maior que a oferta. Por fim, foram vendidos o equivalente a 1,9 bilhão de euros em títulos de 51 semanas, com yield de 0,406%, inferior à última taxa. (Reuters)

Nicolas Sarkozy: promessa de reduzir os gastos públicos do país.

S&P reduz avaliação do Fundo Europeu A

Standard & Poor's reduziu a nota de classificação de risco do fundo de resgate da Europa ontem, pouco tempo após ter cortado a nota triplo A de França e Áustria. A agência reduziu a nota do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF, na sigla em inglês) de "AAA" pa-

ra "AA+", o que pode elevar seus custos de empréstimos. O EFSF manterá sua capacidade de emprestar, que é de 440 bilhões de euros, mesmo com o rebaixamento de sua nota de classificação de risco, afirmou o diretor do fundo, Klaus Regling. "O rebaixamento para "AA+" não re-

duzirá a capacidade de empréstimos", reforçou ele. "O fundo tem recursos suficientes para garantir seus compromissos de ajustes de programas no presente o no futuro, até o ESM (Mecanismo Europeu de Estabilidade) se tornar operacional em julho de 2012", acrescentou Regling. (Reuters)

NRF: varejo dos EUA deve desacelerar.

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varejo americano vai desacelerar em 2012, ano em que deverá crescer 3,4% e chegar a US$ 2,53 trilhões. O valor, apresentado ontem pela National Retail Federation (NRF), órgão que monitora o varejo local, é inferior aos já modestos 4,7% de crescimento registrados no ano

passado. Na alta temporada de vendas, concentrada nos meses de novembro e dezembro, foram US$ 472 bilhões movimentados, o que reflete crescimento de 4,1%. Durante o evento anual em Nova York, Matthew Shay, presidente da NRF, pediu união dos varejistas em torno de uma campanha bati-

zada de "Varejo Significa Emprego" (Varejo Means Jobs) que terá o objetivo de mostrar a congressistas, governantes e candidatos à presidência a relevância do setor para a economia. "Precisamos cobrar de Washington mais acordos comerciais que favoreçam nosso setor para expandir para

novos mercados e diminuir impostos cobrados das empresas", disse. Segundo a NRF, o varejo hoje emprega um em cada quatro americanos. Hoje o setor é representado por 3,8 milhões de estabelecimentos e responde por quase um quinto do Produto Interno Bruto (PIB) americano. (Folhapress).


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 17 de janeiro de 2012


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

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13 O consumidor,apesar de otimista, continua priorizando a quitação das dívidas. Rogério Amato, presidente da ACSP

conomia J.F.Diorio/AE

Vendas a prazo têm alta de 5,3% neste início de ano Liquidações de bens duráveis puxaram os negócios na primeira quinzena de janeiro, destaca medição do SCPC Rejane Tamoto mento dos pagamentos", disse o economista da ACSP, Emílio Alfieri. No caso das vendas à vista, o resultado também mostrou o consumidor mais cauteloso na hora de gastar, mesmo pequenos valores. Além disso, segundo Alfieri, o clima não foi favorável, com muitos dias nublados e chuvosos neste início de mês, o que influenciou a saída das peças da coleção Primavera-Verão. Inadimplência – Para o economista da ACSP, um fator que refletiu nas vendas a prazo foi a inadimplência, já que na primeira quinzena deste mês o consumidor priorizou a renegociação e a quitação de dívidas. Os registros de inadimplência cancelados – no carnê, com atraso superior a 30 dias – cresceram 10,9% nos primeiros 15 dias do ano ante igual período de 2011. O número de registros recebidos cresceu 6,5% nesta primeira quinzena.

Consumidor enche lojas, mas continua cauteloso na hora de gastar. Clima instável influenciou saída da coleção Primavera-Verão

Alfieri disse que muitos preferiram utilizar o 13º salário e a renda da participação nos lucros da empresa para reorganizar as contas. Na primeira quinzena de 2011, a inadimplência foi menor: 0,4% de registros recebidos. Mas houve queda de 3,8% nos registros cancelados, o que mostrou que muitos consumidores 'rolaram' os débitos. "Isso não era preocupação, mas agora é. O consumidor ficou mais responsável", destacou Alfieri. Segundo o economista, este ano a inadimplência deve permanecer no mesmo patamar de 2011, mas ainda sob controle. "Se não houver um evento de crédito como o agravamento da crise da zona do Euro, nem recessão e desemprego no Brasil, a

Cheque errado começa a ser devolvido

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partir de fevereiro, os cheques preenchidos erroneamente — com data de 2011 — serão devolvidos pelas instituições financeiras, informou ontem a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Neste mês, os cheques serão compensados normalmente, após verificação pelos bancos. Segundo a Febraban, no início do ano é comum que alguns clientes, por força do hábito, errem na hora de colocar a data,

escrevendo o ano anterior. Para a federação, a decisão de receber os cheques com data errada em janeiro será benéfica para os clientes e reduzirá os impactos dos transtornos nos serviços de compensação dos bancos. Pelas regras de compensação, o prazo para a apresentação do cheque ao banco é de 30 dias a contar da data de emissão, para documentos emitidos na mesma praça do banco sacado, e de 60 dias, para os cheques emitidos em

MPEs faturaram mais

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faturamento real das micro e pequenas empresas paulistas aumentou 6,1% em novembro na comparação com o mesmo mês de 2010, mostra a Pesquisa de Conjuntura do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (SebraeSP) divulgada ontem. Em relação a outubro, em novembro a alta foi de 4,9%. Na comparação entre o acumulado de 2011 até novembro e o mesmo período de 2010, o crescimento foi de 4,3%. O setor de serviços foi o que mostrou maior crescimento em novembro,13,5%, ante o mesmo mês de 2010. "Existem muitos serviços que dependem basicamente da renda do consumidor, além do fato de não existir concorrência internacional nesse mercado", afirmou o consultor do Sebrae-SP Pedro Gonçalves, responsável pela pesquisa. Ele explica que a alta de preços também foi responsável, junto com a demanda, pelo aumento do faturamento dos serviços. "Aparentemente, houve dois movimentos que fizeram o faturamento subir: de aumento da demanda e alta dos preços." O comércio teve alta de 2,3% no mesmo período, diz a pesquisa. O destaque, no entanto, segundo o Sebrae-SP, foram

inadimplência tende a ficar estável. Mas só para um cenário pessimista — e menos provável", afirmou. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br - leia mais na página 14) – que é uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) – apontou um crescimento de 2,88% no período de janeiro a novembro, contra o mesmo período de 2011. "Ele mostrou que a economia deve continuar a crescer moderadamente. Mas também é preciso aguardar o resultado das medidas do governo, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom, que começa hoje e termina amanhã para decidir a taxa básica de juros)", completou.

as micro e pequenas companhias do setor industrial, que registraram avanço de 5% em relação a novembro do ano anterior. "A indústria vinha de quatro meses consecutivos, de junho a setembro, de queda no faturamento real", lembrou Gonçalves. O setor foi prejudicado em 2011 pela concorrência com importados e juros elevados. Além disso, conforme o consultor do Sebrae-SP, os empresários estavam com dúvidas quanto à redução da atividade econômica e deixaram a produção que estava destinada ao fim do ano para iniciar meses mais tarde. "De agosto até novembro, o setor industrial como um todo costuma ser forte. Mas em 2011 esse movimento ficou concentrado em outubro — que mostrou avanço de 3,8% sobre setembro — e novembro, devido à incerteza quanto ao compor tamento do mercado", explicou. Na comparação com outubro, as altas nos faturamentos dos três setores foram de 11,5% para serviços, 1,4% para o comércio e 4,5% para a indústria. A receita total das micro e pequenas companhias paulistas somou em novembro R$ 30,2 bilhões, ou R$ 1,4 bilhão a mais do que a arrecadação do mês de outubro, e R$ 1,7 bilhão acima do verificado no mesmo mês do

ano anterior. Já o faturamento médio por empresa no Estado — há cerca de 1,3 milhão — ficou em R$ 22.758,58. Expectativa — Para 31% dos micro e pequenos empresários ouvidos em dezembro, o faturamento da sua companhia deve aumentar nos próximos seis meses. Na sondagem anterior, feita em novembro, 37% acreditava m n o m e s m o. M e t a d e (50%) dos executivos apostam que o faturamento vai se manter no primeiro semestre de 2012, e outros 7%, que vai piorar. Não souberam responder 12% dos pesquisados. "O empresário vê o movimento razoável do caixa, e a interpretação de que o mercado interno vai puxar as vendas", disse o consultor. Quanto à expectativa para a economia brasileira este ano, 27% dos entrevistados acreditam que ela vai melhorar — ante 30% na pesquisa anterior. Outros 53% acham que vai se manter no mesmo patamar, 9%, que ficará pio, e 11% não souberam responder. O Sebrae-SP realizou a pesquisa de conjuntura com 2.716 companhias paulistas. Ao todo, as micro e pequenas representam 98% das empresas formais do Estado de São Paulo, que empregam 67% da mão de obra do setor privado formal e informal, segundo a entidade. (AE)

outros locais. Mesmo depois desse período, há ainda seis meses para que haja prescrição do cheque. Quando o documento é apresentado após o prazo de prescrição, é devolvido mesmo que haja saldo disponível. A orientação do Banco Central (BC) é que, ao perceber que a data foi colocada incorretamente no cheque, o cliente faça uma observação no verso da folha, mas desta vez com nova assinatura e a data correta. (ABr)

Material escolar varia até 258%

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preço do material escolar pode variar até 258,49% em São Paulo, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Procon-SP. A oscilação máxima é referente a um apontador de lápis retangular com depósito para lascas, que foi encontrado por R$ 1,90 e R$ 0,53 em diferentes estabelecimentos. Foram pesquisados 143 itens pelo órgão entre os dias 19 e 21 de dezembro do ano passado, em dez estabelecimentos distribuídos pelas cinco regiões da cidade de São Paulo. No levantamento anterior, realizado em janeiro de 2011, a maior diferença havia sido constatada no preço de um lápis preto número dois, com 163,16% de oscilação (R$ 1 e R$ 0,38). De acordo com o Procon, a zona leste foi a região que apresentou o maior número de itens, por loja, com preços menores ou iguais aos preços médios obtidos. Em comunicado, o Procon-SP explicou as diferenças entre os valores. "Como os preços dos produtos podem ter variações consideráveis de um estabelecimento para outro, inclusive por ocasião de descontos especiais e promoções, o objetivo principal desta pesquisa é fornecer ao consumidor uma amostra das diferenças de preços que podem ser encontradas no mercado, chamando a atenção para a necessidade da comparação antes da compra", explicou. (Folhapress)

Sacolas gigantes pela cidade Rafael Nardini

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esde ontem, a capital paulistana conta com 11 sacolas reutilizáveis gigantes espalhadas por alguns dos principais pontos da cidade. A ideia é lembrar a população para a substituição das embalagens descartáveis nos supermercados da cidade a partir do dia 25. As esculturas, que ficam nas ruas até 16 de fevereiro, têm mais de quatro metros de altura e foram feitas com material reciclado. A iniciativa de incentivar a substituição das sacolas plásticas foi da Associação Paulista de Supermercados (APAS) e conta com o apoio do governo estadual e da prefeitura. O objetivo é que os supermercados deixem de distribuir sacolas descartáveis para estimular a população a encontrar alternativas de transportar compras. Com isso, entram em cena sacolas retornáveis, antigos carrinhos de feira, caixas de papelão que o próprio mercado doa ou a compra de sacolas biodegradáveis (por R$ 0,19 cada). Confira os locais escolhidos para abrigar sacolas gigantes: Av.Faria Lima com Cardeal Arcoverde; entre Faria Lima e Av.Cidade Jardim; na Paulista com Consolação; nos parques do Povo, Ibirapuera e Villa Lobos; no Vale do Anhangabaú; na Secretaria Estadual do Meio Ambiente; no Largo São Bento, Viaduto do Chá e Praça da Sé.

Divulgação

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s vendas a prazo medidas pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), administrado pela Boa Vista Serviços (BVS), cresceram 5,3% nos primeiros 15 dias deste ano, em comparação com o mesmo período de 2011. Boa parte destas vendas foi impulsionada por liquidações de bens duráveis promovidas pelo varejo. Até o dia 10, por exemplo, o indicador de vendas a prazo atingiu o pico de crescimento no ano, de 7,2%. Nos dias seguintes, porém, ele arrefeceu, enquanto a curva foi oposta nas vendas à vista (medidas pelo SCPC Cheque, também da BVS), que subiram 2,4%. Na primeira semana do ano, as vendas à vista haviam aumentado apenas 0,1%. Pela média das transações à vista e a prazo, o crescimento foi de 3,8%. "O consumidor, apesar de otimista, conforme dados da última pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)/Ipsos, continua mais cauteloso em relação aos gastos, dando prioridade à quitação ou renegociação das dívidas neste início de ano", afirmou Rogério Amato, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). O resultado das vendas no começo de 2012 foi menor do que o apurado no mesmo período do ano passado, quando as operações a prazo cresceram 8,8%, e à vista, 12,3%. "Os números dos negócios a prazo mostram que as liquidações acabaram rápido porque os estoques não eram tão grandes. As transações à vista, por outro lado, começaram a subir no final da quinzena, após o recebi-

Ideia é estimular outras formas de transportar as compras, ao invés de usar sacolinhas plásticas


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Se olharmos o número friamente, se passarmos um filtro nessa série para suavizar um pouco mais o resultado, trata-se de uma economia que está andando de lado. Zeina Latif, economista

conomia

Caem juros para pessoa física e empresa

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s taxas de juros médias para operações de crédito para pessoa física e para empresas voltaram a cair em dezembro na comparação ao mês anterior. A informação é da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Para pessoa física, a taxa média caiu de 6,67% ao mês (117,02% ao ano) em novembro, para 6,58% ao mês (114,84% ao ano) em dezembro. Para pessoa jurídica, passou de 3,99% ao mês (59,92% ao ano) para 3,87% ao mês (57,72% ao ano), na mesma base de comparação. A taxa média para pessoa física é a menor da série histórica da Anefac, iniciada em 1995. Das seis linhas de crédito pesquisadas, apenas uma se manteve estável (cartão de crédito rotativo, em 10,69% ao mês ou 238,3% ao ano). O restante apresentou queda em dezembro. Entre elas, a maior queda foi em empréstimo pessoalfinanceiras (0,22 ponto percentual), cuja taxa média passou de 8,88% ao mês em novembro para 8,66% em dezembro. Também recuaram as taxas de empréstimo pessoalbancos (4,39% para 4,21% no mesmo período), juros do comércio (de 5,46% para 5,36%), cheque especial (de 8,41% ao mês para 8,36%), e CDC-financiamento de automóveis (de 2,2% ao mês em novembro para 2,18% ao mês em dezembro). No caso das operações de crédito envolvendo pessoa jurídica, a taxa média é a menor desde fevereiro de 2011. Todas as três linhas pesquisadas recuaram em dezembro ante novembro. Desconto de duplicatas caiu de 3,14% ao mês para 2,96%, capital de giro foi de 2,67% para 2,52% ao mês, e conta garantida de 6,17% para 6,14% ao mês. (AE)

Economia do País volta a crescer Após três meses de queda, o IBC-Br subiu 1,15% em novembro sobre outubro. Economista classificou fase como "acomodação". Ayrton Vignola/AE

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atividade econômica voltou a crescer em novembro no Brasil, após três meses seguidos de retração. Foi o que informou ontem o índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br), que registrou em novembro expansão de 1,15% na comparação com outubro. O índice dessazonalizado oscilou de 138,6 pontos em outubro para 142,19 pontos em novembro. Nos três meses anteriores, houve retração de 0,5% (outubro), queda de 0,06% (setembro) e baixa de 0,54% (agosto), sempre na comparação com o mês imediatamente anterior. Os números observados – ou seja, sem o ajuste sazonal feito pelo BC – mostram um crescimento de 0,79% em novembro em relação ao mesmo mês de 2010. O resultado é pouco superior ao verificado em outubro (0,69%), mas está abaixo do registrado em todos os outros meses do ano passado. Em agosto e setembro, por exemplo, a expansão havia sido de 3,04% e 1,27% nesta comparação, respectivamente. Nos 12 meses encerrados em novembro do ano passado, a economia brasileira acumulou um crescimento de 3,04%, de acordo com os dados da série ajustada. No acumulado de janeiro a novembro, o crescimento foi de 2,88%, com ajuste. Acomodação – Na avaliação da economista Zeina Latif, a retomada de alta do IBC-Br em novembro não aponta uma tendência clara de crescimento da economia, mas sim que a atividade estaria passando por uma acomodação. "Quando o BC divulgou o dado de outubro, houve uma revisão da série, inclusive aparentemente com uma mudança do padrão de ajuste sazonal. A série, nesse novo ajuste, está se mostrando mais volátil. O índice teve três quedas consecutivas, de intensidade forte, e agora alta, também forte", avaliou. Segundo Zeina, parte da vo-

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ANO XXV ANO XXV

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CENOFISCO Apoio: Cenofisco

ATESTADO DE ANTECEDENTES CRIMINAIS Empresapodeexigiratestadodeantecedentescriminaisnacontratação de funcionários? Saiba mais:[www.empresario.com.br/legislacao]. EMPRESA EM QUE O PIS E O COFINS NÃO É CUMULATIVO, PODE APROVEITAR O CRÉDITO DOS FRETES REFERENTE ÀS COMPRAS E ÀS VENDAS DE MERCADORIAS? O artigo 3º,Inciso IX, da Lei nº 10.833/2002 dispõe que a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, nos casos dos incisos I e II, quando o ônus for suportado pelo vendedor.Frete na compra integra seu custo,pode ser creditado. REFLEXOS CORRESPONDENTES AO DSR Qual a base legal para a Integração da média do reflexo do DSR,horas extras e adicional noturno, no cálculo de férias, 13º salário e AvisoPrévio? Saiba mais acessando:[www.empresario.com.br/legislacao]. FUNCIONÁRIO COMETEU DELITO E JUIZ IMPÔS MANDATO PARA CUMPRIR PENA DE SERVIÇO EDUCATIVO DURANTE O HORÁRIO DE EXPEDIENTE EM CENTRO DE REFERÊNCIA ESPECIALIZADA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL.A EMPRESA É OBRIGADA ACEITAR OU PODE EFETUAR DESCONTO DESTAS HORAS, MESMO APRESENTANDO DECLARAÇÃO? Informamos que inexiste previsão expressa em lei,contudo,entendemos queaempresanãoestáobrigadaaabonaressashoras,bemcomoadescontar,portanto,poderá a empresa deixar de pagar as horas que o empregado encontrar-se no Centro de Referência Especializada da Assistência Social. FALTAS INJUSTIFICADAS Funcionário que está faltando,segundo parentes encontra-se em tratamento químico,pode ser lançado como faltas injustificadas? A empresa pode demitir? Saiba mais:[www.empresario.com.br/legislacao]. FUNCIONÁRIO APOSENTADO QUE TRABALHA RECOLHE INSS Funcionário aposentado não precisa recolher o INSS? Como fazer para restituir o valor recolhido pela empresa e funcionário? Saiba mais acessando: [www.empresario.com.br/legislacao]. QUADRO DE HORÁRIO Filial de uma empresa, com apenas dois colaboradores, é necessário a fixação do horário de trabalho em quadro específico? Saiba mais acessando: [www.empresario.com.br/legislacao]. ORIENTADOR GERENCIAL® A coluna Agenda do Empresário® é leitura obrigatória do Administrador, Advogado, Contador e RH, para a orientação do dia a dia empresarial. Acesse a íntegra das informações:[www.agenda-empresario.com.br]. 3292 9300 www.contabil.com.br

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Controle e administração de tributos • Gerenciamento de recursos humanos • Auditoria legal e tributária • Assessoria e consultoria fiscal, tributária e societária

SOLUÇÕES EM CONTABILIDADE

Redução de IPI: parte da volatilidade do dado de novembro se deve às medidas macroprudenciais do governo.

latilidade do dado de novembro está associada à reversão parcial das medidas macroprudenciais, o que influenciou positivamente a produção de veículos e as vendas no varejo. "Se olharmos o número friamente, se passarmos um filtro

nessa série para suavizar um pouco mais o resultado, tratase de uma economia que está andando de lado", explicou. A economista ressaltou que, da mesma forma não é possível afirmar que as quedas anteriores apontavam desacelera-

Paulista Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros CNPJ/MF nº 10.608.361/0001-79 – NIRE 35300364686 Ata da Assembléia Geral de Constituição de Sociedade Anônima por Subscrição Particular de Capital Aos nove dias do mês de dezembro do ano de 2008, as 10:00 horas, na Av. Brigadeiro Faria Lima n.º 1355 – 2º andar, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, reunidos em Assembléia Geral de Constituição, os Senhores Alvaro AugustoVidigal, brasileiro, empresário, separado consensualmente, RG nº 3.605.386-7 – SSP/SP, CPF nº 039.214.338-00; Homero Amaral Júnior, brasileiro, empresário, casado, RG nº 3.391.786-3 - SSP/SP, CPF nº 027.246.188-15, e Alvaro Augusto de Freitas Vidigal, brasileiro, empresário, casado, RG nº 21.816.499-3 e CPF nº 149.225.838-58, todos com domicílio nesta Capital, na Av.Brigadeiro Faria Lima, 1355 – 3º andar, para deliberar a respeito da constituição da Paulista Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros em organização. Aberto os trabalhos, foram eleitos para presidir e secretariar a Assembléia, respectivamente, os Srs. Alvaro Augusto Vidigal e Homero Amaral Júnior. A Assembléia aprovou por unanimidade, as seguintes deliberações: 1) Comprovar através da Lista de Subscrição do Capital Social, terem sido subscritas, em sua totalidade, as 100.000 (cem mil) ações ordinárias, no valor de R$ 1,00 (um real) cada uma, num total de R$100.000,00 (cem mil reais) com integralização total em moeda corrente nacional, no ato da subscrição; 2) Aprovar o Estatuto Social, que regerá a companhia, que passa a fazer parte integrante desta ata, com o seguinte teor: Capítulo I - Denominação, Sede, Objeto e Duração - Artigo 1º - Sob a denominação de Paulista Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros, reger-se-á esta Sociedade pelo presente Estatuto e, nos casos omissos, pela legislação em vigor, no que lhe for aplicável. Artigo 2º - A Sociedade terá sede e foro na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo. Parágrafo único - Observadas as prescrições legais e regulamentares, a Sociedade poderá abrir e extinguir agências, dependências ou filiais em qualquer ponto do País, por deliberação e critério de sua Diretoria. Artigo 3º - A Sociedade tem por objeto única e exclusivamente a aquisição, mediante cessão de créditos financeiros oriundos de operações praticadas por bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de investimento, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedade de arrendamento mercantil, companhias hipotecárias, associações de poupança e empréstimo e pela Caixa Econômica Federal, na forma da Resolução nº 2.686, de 28/01/2000, do Conselho Monetário Nacional e das normas que vierem a alterá-la, substituí-la ou complementá-la. Parágrafo 1º - A Sociedade poderá negociar com a instituição que lhe ceder créditos a revenda ou permuta dos mesmos por outros créditos. Parágrafo 2º - A Sociedade somente poderá captar recursos: i) no país através da emissão de ações, de debêntures não conversíveis para distribuição pública ou de debêntures não conversíveis subordinadas para distribuição pública ou privada, facultada a subscrição ou a aquisição, nessa última hipótese, exclusivamente pela própria instituição cedente dos créditos que lastreiam as debêntures subordinadas privadas em questão, e ii) no exterior, através da emissão de quaisquer títulos e valores mobiliários. Parágrafo 3º - Sem prejuízo da prestação de garantias por terceiros, o pagamento de rendimentos, a amortização e o resgate dos títulos e valores mobiliários emitidos pela Sociedade serão condicionados à realização dos créditos que lastreiam a emissão dos títulos e valores mobiliários em questão, ressalvado o disposto no Parágrafo 4º. Parágrafo 4º - O instrumento de emissão de títulos e valores mobiliários poderá prever condições para que o correspondente resgate seja efetivado, total ou parcialmente, mediante dação em pagamento: i) dos créditos especificados no correspondente instrumento de emissão não realizados no vencimento, e ii) de bens recebidos pela Sociedade em pagamento total ou parcial dos referidos créditos. Parágrafo 5º - O instrumento de emissão de títulos e valores mobiliários também poderá prever a possibilidade dos créditos que lastreiam a emissão de tais títulos e valores mobiliários a serem cedidos a quaisquer terceiros, inclusive à própria instituição financeira cedente de tais créditos, ao controlador da Sociedade ou a empresas a ele ligadas, antes do pagamento integral das obrigações representadas pelos referidos títulos e valores mobiliários. Parágrafo 6º - A Sociedade poderá ainda emitir títulos e valores mobiliários, inclusive de participação em resultado, destinados exclusivamente ao pagamento pelas cessões de créditos por ela adquiridos.Nesse caso, o resgate dos referidos títulos e valores mobiliários será subordinado ao resgate integral dos demais títulos e valores mobiliários emitidos pela Sociedade com base nos mesmos créditos. Parágrafo 7º - Fica vedada a prática dos seguintes atos até que ocorra o resgate integral dos títulos e valores mobiliários mencionados no Parágrafo 2º acima: i) transferência de controle; ii) redução do capital incorporado, fusão, cisão ou dissolução; iii) cessão dos créditos adquiridos pela Sociedade com recursos de emissão de títulos e valores mobiliários, ou atribuição de qualquer direito sobre os referidos créditos, ao controlador ou a qualquer pessoa a ele ligada, em condições distintas das previstas nos respectivos instrumentos de emissão. Parágrafo 8º - A restrição de que trata o Parágrafo 7º acima não será aplicável nos seguintes casos: i) mediante autorização prévia dos detentores de pelo menos 50% (cinquenta por cento) do valor nominal dos títulos e valores mobiliários emitidos pela Sociedade, reunidos em assembléia convocada e realizada segundo as normas aplicáveis a Assembléias de Debenturistas de companhia aberta, não sendo computados no cálculo do percentual acima referido aos títulos e valores mobiliários detidos pelo controlador da Sociedade ou por sociedade coligada ou submetida a controle comum, e ii) realização da cessão por valor igual ou superior ao valor nominal dos créditos, deduzidos os juros não incorridos e os encargos financeiros incorporados em seu valor nominal sob a forma de desconto, calculados proporcionalmente ao número de dias a decorrer até a data de vencimento de tais créditos.Artigo 4º - A Sociedade terá prazo indeterminado de duração.Capítulo II - Capital Social - Artigo 5º - O Capital Social é de R$ 100.000,00 (cem mil reais), dividido em 100.000 (cem mil) ações ordinárias nominativas, sem valor nominal. Parágrafo 1º - Cada ação ordinária nominativa dará direito a um voto nas deliberações das Assembléias Gerais. Parágrafo 2º - As ações serão indivisíveis perante a Sociedade. Se, no entanto, as ações vierem a pertencer a mais de uma pessoa, designarão estas uma dentre elas para sua representação nas Assembléias Gerais. Capítulo III - Administração - Artigo 6º - A Sociedade será administrada por uma Diretoria composta de, no mínimo, 3 (três) e, no máximo, 7 (sete) diretores, sem designação especial, acionistas ou não, eleitos pela Assembléia Geral.Parágrafo 1º - O mandato da Diretoria será de 1 (um) ano, podendo haver reeleição, permanecendo, entretanto,

Blau Farmacêutica S.A. CNPJ nº 58.430.828/0001-60 em fase de registro na Junta Comercial do Estado de São Paulo, por força ç da transformação ç da Blausiegel Indústria Farmacêutica Ltda. (NIRE 35.207.813.611) Ata de Reunião do Conselho de Administração Realizada no Dia 16 de Novembro de 2011 Aos 16 dias do mês de novembro de 2011, às 15:00 horas, reuniu-se na sede social, situada na Cidade de Cotia, Estado de São Paulo, na Rodovia Raposo Tavares, Km 30,5, nº 2.833, Unidade I, prédio 100, Barro Branco, CEP 06705-030, a totalidade dos membros do Conselho de Administração do Blau Farmacêutica S.A. (“Companhia”), eleitos em assembleia geral realizada nesta data. Considerando a presença da totalidade dos membros do Conselho de Administração, foi dispensada a convocação prévia, nos termos do art. 20, § 1º, do Estatuto Social. Assumiu a presidência dos trabalhos o Sr. Marcelo Rodolfo Hahn, que convidou a mim, Rodolfo Alfredo Gerardo Hahn, para secretariá-lo, ficando assim constituída a mesa. Dando início aos trabalhos, o Sr. Presidente esclareceu que esta reunião tinha como ordem do dia a eleição dos membros da Diretoria da Companhia, com mandato a encerrar-se na Assembleia Geral que apreciar as Demonstrações Financeiras relativas ao exercício social a findar-se em 31 de dezembro de 2012. Colocada a matéria em discussão e posterior votação, foram eleitos para compor a Diretoria da Companhia, por unanimidade: (i) para o cargo de Diretor Presidente o Sr. Marcelo Rodolfo Hahn, brasileiro, separado judicialmente, industrial, portador da Cédula de Identidade RG nº 4.643.000-3 SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob nº 094.057.508-60, residente e domiciliado na Capital do Estado de São Paulo, na Rua São Bráulio, nº 343, Jardim Guedala, CEP 05612-080; (ii) para o cargo de Diretor Financeiro o Sr. Fábio Facciolla Conte Rubino, brasileiro, divorciado, contador, portador da Cédula de Identidade RG nº 6.607.321-2, inscrito no CPF/MF sob nº 029.965.278-52, residente e domiciliado na Capital do Estado de São Paulo, na Rua Edson, 981 Apto. 41, bairro: Campo Belo, CEP 04618-034; (iii) para o cargo de Diretor Comercial o Sr. Fernando Manuel Gouveia de Oliveira, português, administrador, portador da Cédula de Identidade RNE nº 08505.070226/2009-45, inscrito no CPF/MF sob nº 056.644.277-95, residente e domiciliado na Capital do Estado de São Paulo, na Maestro Torquatro Amore, 332, Bloco C, apto. 41, bairro: Jardim Leonor, CEP 05622-050; (iv) para o cargo de Diretor Industrial o Sr. Satoro Tabuchi, brasileiro, casado, farmacêutico, portador da Cédula de Identidade RG nº 5.399.041, inscrito no CPF/MF sob nº 186.634.788-87, residente e domiciliado na Capital do Estado de São Paulo, na Rua Kansas, 583, bairro: Brooklin Novo, CEP 04558-001; (v) para o cargo de Diretor de Novos Negócios o Sr. Roque Martin Gonzalez Ocantos, argentino, casado, administrador, portador da Cédula de Identidade RNE V 440.336-0, inscrito no CPF/MF sob nº 232.160.178-77, residente e domiciliado na Capital do Estado de São Paulo, na Rua Mal. Hastimphilo de Moura, 338, Apto. 3-A, bairro: Vila Suzana, CEP 05641-000; (vi)i para o cargo de Diretor de Garantia da Qualidade a Sra. Eliza Yukie Saito, brasileira, divorciada, farmacêutica, portadora da Cédula de Identidade RG nº 13.288.552-9, inscrita no CPF/MF sob nº 056.908.688-41, residente e domiciliada na cidade de São Bernardo do Campo, Estado de São Paulo, na Rua Valentim Bitolo, nº 15, bairro: Rudge Ramos, CEP 09624-030, e (vii)i para o cargo de Diretor Regulatório a Sra. Gabriela Rodrigues de Araújo Corrêa, brasileira, solteira, farmacêutica, portadora da Cédula de Identidade RG nº 26.839.986-4, inscrita no CPF/MF sob nº 264.001.998-88, residente e domiciliada na Capital do Estado de São Paulo, na Rua Franco Paolantonio, nº 30, apto. 71, CEP 05571-110. Para os fins da legislação em vigor, os Diretores Industrial e de Garantia da Qualidade são indicados para exercer as funções de Diretor Responsável Técnico perante o Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo - CRF/SP em relação ao Prédio 100 da Unidade I da Rodovia Raposo Tavares, Km 30,5, nº 2.833, em que se localiza a sede social, e ao Prédio 200, da Unidade II da Rodovia Raposo Tavares, Km 30,5, nº 2.833, em que se localiza a Filial 4 (Medicamentos) respectivamente. Os Diretores ora eleitos, presentes à reunião, declararam não estar impedidos por lei especial, ou condenados por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato, contra a economia popular, a fé pública ou a propriedade, ou a pena criminal que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos. Os Diretores são empossados em seus cargos nesta data, mediante assinatura do respectivo termo no Livro de Reuniões de Diretoria da Companhia. Nada mais havendo a tratar, foi oferecida a palavra a quem dela quisesse fazer uso e como ninguém se manifestou, foram encerrados os trabalhos e lavrada esta ata, que lida e achada conforme, foi por todos os presentes assinada. Cotia, 16 de novembro de 2011. Esta ata é cópia fiel da original lavrada em livro próprio. Marcelo Rodolfo Hahn - Presidente; Rodolfo Alfredo Gerardo Hahn - Secretário. Conselheiros Presentes: Marcelo Rodolfo Hahn, Rodolfo Alfredo Gerardo Hahn, Alfredo Luiz Borges do Amaral Maluf. JUCESP nº 506.213/11-0 em 21/12/11. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

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TERÇA-FEIRA, 17 DE JANEIRO DE 2012

capital-jan/12

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: CONCORRÊNCIA A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Reforma (Restauro) de Prédio Escolar e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador: CONCORRÊNCIA Nº - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 70/00056/12/01 - EE Cons. Antonio Prado - Rua Vitorino Carmilo, 621 - Cep: 01153-000 - Barra Funda - São Paulo/ SP - 360 - 402,30 - R$ 402.288,00 - R$ 40.228,00 - 09:30 - 17/02/2012. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 18/01/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 50,00 (cinquenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

ção expressiva da economia brasileira, o aumento do IBCBr em novembro também é insuficiente para indicar retomada firme da atividade. Zeina afirmou que mantém sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)

abaixo de 3% em 2011, pois considera que a relação entre o PIB e o IBC-BR diminuiu. Segundo ela, o PIB deve registrar expansão entre 2,8% e 2,9% no período em análise. "Acho possível que novas mudanças estejam por vir. Se você pega a série dessazonalizada do IBC-Br e compara com o PIB, a correlação está menor. Portanto, mais uma razão para não tomar o IBC-Br como única medida tão acurada do PIB", afirmou. A economista disse que o processo de enfraquecimento da atividade ainda não se consolidou. Por isso, espera um primeiro trimestre de 2012 "conservador" no âmbito da atividade econômica "Têm efeitos defasados que não se materializaram sobre a economia. O mercado de trabalho, mesmo com a taxa de desemprego em nível histórico de baixa, continua desacelerando. Além disso, a piora da confiança dos empresários sugere que ainda há dados da indústria que não são tão bons, o que tem impacto nas decisões de investimentos", disse. Para ela, os empresários deverão ficar em compasso de espera neste início de ano. (AE)

os Diretores em seus cargos até a data de posse da nova Diretoria. Parágrafo 2º - Em caso de vaga de qualquer dos cargos da Diretoria, e desde que não atendido o mínimo previsto no Caput do artigo 6º, será convocada Assembléia Geral, no prazo de 7 dias, que elegerá o substituto definitivo, coincidindo o término de seu mandato com o dos demais diretores. Parágrafo 3º - Nos impedimentos, faltas ou ausências temporárias de qualquer um dos Diretores, os remanescentes, indicarão seu respectivo substituto, que deverá, necessariamente, ser também Diretor. Artigo 7º - A remuneração da Diretoria será fixada anualmente pela Assembléia Geral Ordinária que a eleger. Artigo 8º - A Diretoria terá amplos poderes de administração e gestão dos negócios sociais, para a prática de todos os atos e a realização de todas as operações que se relacionarem com o objetivo da Sociedade, e poderá, inclusive, contratar empréstimos renunciar a direitos e transigir, dar caução e bem assim, adquirir, alienar, hipotecar e, de qualquer forma, onerar bens imóveis da Sociedade. Parágrafo 1º - A Sociedade somente poderá assumir quaisquer obrigações mediante assinatura: i) de 2 (dois) diretores em conjunto; ii) de um diretor em conjunto com procurador com expressos e especiais poderes;iii) de 2 (dois) procuradores com expressos e especiais poderes.Parágrafo 2º - Para a outorga de procurações a Sociedade deverá ser representada por, pelo menos, 1 (um) diretor. As procurações outorgadas em nome da Sociedade, exceção das que conferem poderes ad-judicia, deverão especificar os poderes conferidos bem como, conter prazo de validade definido.Na ausência de prazo de validade considerar-se-á como vincenda no dia 31 de dezembro do exercício no qual tenha sido outorgada.Parágrafo 3º - Para alienar, ceder, hipotecar, permutar ou onerar os bens da Sociedade, a Sociedade será representada por 2 (dois) diretores. Artigo 9º - À Diretoria compete representar a Sociedade ativa e passivamente, em juízo e fora dele, zelar pelo cumprimento e execução das normas estatutárias, convocar as Assembléias Gerais, o Conselho Fiscal e seus suplentes, quando necessário, executar as deliberações daqueles órgãos, organizar e apresentar à Assembléia Geral Ordinária o Relatório Anual das Operações da Sociedade. Artigo 10 - A Diretoria se reunirá sempre que os interesses societários o exijam, na sede da sociedade, ou suas dependências. As deliberações serão tomadas, sempre, por maioria absoluta de votos. Capítulo IV - Conselho Fiscal - ARTIGO 11 - A Sociedade terá um Conselho Fiscal, de caráter não permanente, composto de 3 (três) membros efetivos e suplentes em igual número, acionistas ou não, residentes no País, devendo sua eleição e instalação obedecer aos preceitos da legislação pertinente. Parágrafo único - O Conselho Fiscal, quando eleito e instalado, terá a incumbência atribuída por lei e a remuneração de seus membros efetivos será fixada pela Assembléia Geral que o eleger, de acordo com a lei.CapítuloV - Assembléia Geral - Artigo 12 - A Assembléia Geral reunir-se-á, ordinariamente, até o dia 30 de Abril de cada ano, para fins previstos em lei, e extraordinariamente sempre que os interesses o exigirem. Parágrafo 1º - A Assembléia Geral, convocada de acordo com a lei e os estatutos, será presidida por um diretor da Sociedade o qual escolherá dentre os acionistas presentes, um ou mais secretários.Parágrafo 2º - Os acionistas poderão fazer-se representar na Assembléia Geral por outros acionistas, mediante mandato expresso, cujo instrumento ficará em poder da Sociedade. Parágrafo 3º - As deliberações das assembléias, ressalvadas as exceções legais, serão tomadas por maioria de votos dos presentes. Capítulo VI - Exercício Social, Balanços e Lucros - Artigo 13 - O exercício social terá início em 01 de Janeiro e terminará em 31 de dezembro de cada ano. O balanço, obediente a todas as prescrições legais, será levantado em 31 de dezembro de cada ano. Artigo 14 - O lucro líquido do exercício, após dedução de prejuízo de exercícios anteriores, se houver, das provisões usuais e permitidas pela legislação, terá a seguinte destinação: a) 5% (cinco por cento) para constituição do Fundo de Reserva Legal, até o limite de 20% (vinte por cento) do capital social; b) Pagamento de dividendos aos acionistas de, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento); c) O saldo remanescente terá a destinação que lhe der a Assembléia Geral. Parágrafo único - A Diretoria poderá declarar dividendos intermediários, sobre o lucro apurado em balanços semestrais, ou, ainda, sobre lucros acumulados ou reservas de lucros existentes no último balanço semestral. Capítulo VII - Liquidação - Artigo 15 - A Sociedade entrará em liquidação nos casos previstos em lei ou por deliberação da Assembléia Geral. Parágrafo único - Compete à Assembléia Geral estabelecer o modo de liquidação, eleger os liquidantes e um conselho fiscal, que deverá funcionar no período de liquidação. Capítulo VIII - Disposições Finais - Artigo 16 - Fica eleito o foro da Capital do Estado de São Paulo, para dirimir dúvidas ou controvérsias oriundas deste Estatuto. Artigo 17 - Aos casos omissos aplicar-se-ão as disposições da Lei nº 6404, de 15 de dezembro de 1976, bem como outras normas legais que lhe forem aplicáveis. 3) Referendar a declaração do Presidente da Assembléia, de que, preenchidas as formalidades legais, e não havendo oposição de qualquer subscritor, declarou definitivamente constituída a Paulista Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros, com sede na Av. Brigadeiro Faria Lima n.º 1355 – 2º andar, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo; 4) Eleger a Diretoria, com mandato até a Assembléia Geral Ordinária de 2010, que aprovará as contas do exercício de 2009, restando eleitos os Senhores Alvaro Augusto Vidigal, Homero Amaral Júnior e Alvaro Augusto de Freitas Vidigal; 5) Fixar a remuneração dos Diretores em R$ 30.000,00 (trinta mil reais) mensais, competindo a Diretoria distribuir individualmente esta remuneração entre os seus membros, ou decidir pelo não pagamento. 6) Deliberar pela não instalação do Conselho Fiscal, conforme facultado pelo art.161 da lei 6404/76.Os Administradores ora eleitos declaram sob as penas das leis, que não estão incursos em qualquer crime que vede ou impeça de exercer atividade mercantil. Após ter sido inserido os Estatutos na ata, o Senhor Presidente colocou a palavra à disposição de quem dela quisesse fazer uso, diversas pessoas se manifestaram com idéias quanto ao futuro da empresa, sua participação na formação de novos empreendimentos e a esperança de um futuro muito promissor. Nada mais havendo a tratar foi lavrada a presente ata, que após lida foi aprovada e assinada por todos os presentes. (ass.) Acionistas: Alvaro Augusto Vidigal, Homero Amaral Júnior, Alvaro Augusto de Freitas Vidigal, por mim secretário e pelo Sr. Presidente. A presente Ata é cópia fiel da lavrada em livro próprio. Alvaro Augusto Vidigal – Presidente e Homero Amaral Junior - secretário. JUCESP n.º 35300364686 em 24/12/2008. Cristiana S.F. Correa – Secretária Geral.

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 6278/2011 - PREGÃO Nº 033/2011 Objeto: Prestação de serviços com transporte de alunos da Zona Rural do Município RERRATIFICAÇÃO AO EDITAL A Prefeitura de Pereira Barreto leva ao conhecimento de quem possa interessar, que o Processo supra epigrafado sofreu a seguinte rerratificação. a) Passam a fazer parte do anexo I – modelo de proposta comercial, os seguintes itens: LINHA 8B – Período Manhã - Faz. Santa Adélia, Esmeralda, Jamaica à Pereira Barreto, Total Aprox. de 170 Km/Dia, em 01 (um) veículo em boas condições de segurança e uso, com ano não inferior a 1997, equipado com bancos estofados, com capacidade de no mínimo 22 (vinte e dois) passageiros/estudantes sentados. LINHA 8CPeríodo Tarde - Faz. Santa Adélia, Esmeralda, Jamaica à Pereira Barreto, Total Aprox. de 170 Km/Dia, em 01 (um) veículo em boas condições de segurança e uso, com ano não inferior a 1997, equipado com bancos estofados, com capacidade de no mínimo 12 (doze) passageiros/ estudantes sentados. b) Ficam ainda alteradas as quilometragens e capacidade de veículos conforme abaixo: B.1) Na linha 08-A a quilometragem correta é 222km/Dia; B.2) Na linha 04A a capacidade do veículo é de no mínimo 12 passageiros; B.3) Na linha 05 são 02 veículos com capacidade de no mínimo 40 (quarenta) passageiros e outro com capacidade de 15 (quinze) passageiros; B.4) Na linha 08 a capacidade do veículo é de no mínimo 40 (quarenta) passageiros; B.5) Na linha 17 a capacidade do veículo é de 15 (quinze) passageiros; B.6) Na linha 18 capacidade do veículo é de 16 (dezesseis) passageiros; B.7) Na linha 19 a capacidade do veículo é de 16 alunos; c) Fica redesignada para às 09h30min do dia 27 de janeiro de 2012, a sessão pública do Pregão em epígrafe. d) Demais cláusulas, condições e prazos permanecem inalterados. Estância Turística de Pereira Barreto, 16 de janeiro de 2012. Arnaldo Shigueyuki Enomoto - Prefeito

UMA Comércio e Indústria Ltda., CNPJ n° 01.992.702/0002-42 e Inscrição Estadual nº 114.937.696.111, estabelecida na Rua Girassol, nº 273, Vila Madalena, São Paulo/SP, CEP 05433-000, DECLARA para os devidos fins de direito que foi extraviada a máquina de emissão de Cupom Fiscal marca Daruma Automação modelo FS-345 nº fabr. 10359, conforme Boletim de Ocorrência nº 8585/2011 de 06/11/2011 da 14ª D.P. Pinheiros. ADEX EDITORIAL GRÁFICA LTDA.-EPP torna público que recebeu da CETESB a Licença Prévia de Instalação e de Operação nº 45000674, válida até 26/12/2014, para EDIÇÃO DE LIVROS EM GERAL (INCLUSIVE MAPAS E ATLAS, ETC.), à RUA ALMIRANTE MARQUES LEÃO, Nº 408, BELA VISTA, SÃO PAULO/SP.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Blausiegel Indústria e Comércio Ltda. CNPJ nº 58.430.828/0001-60 - NIRE 35.207.813.611 Ata de Assembleia Geral Realizada em 16 de Novembro de 2011 Em 16 de novembro de 2011, às 14:00 horas, foi verificada na sede social da Blausiegel Indústria e Comércio Ltda. (“Sociedade”), m D C m m m localizada no Município de Cotia, Estado de São Paulo, na Rodovia Raposo Tavares, km 30,5, nº 2.833, Unidade I, prédio 100, Bairro Barro m m D m m m m m m Branco, CEP 06705-030, a presença de sócio titular de quotas representativas de 90% (noventa por cento) do capital social, que atendeu a m m D m C m m m m m m edital de convocação publicado no Diário Oficial do Estado e no Diário do Comércio dos dias 5, 8 e 9 de novembro de 2011. Por unanimidade, m m m m m o Sr. Marcelo Rodolfo Hahn foi escolhido para assumir a presidência da reunião. O Presidente escolheu a mim, Fábio Facciolla Conte C m C m D Rubino, para secretariá-lo. Inicialmente, e em cumprimento ao disposto no referido edital de convocação, cuja cópia se achava sobre a mesa m C R H m m condutora dos trabalhos, o Sr. Presidente informou que a assembleia tinha por ordem do dia as seguintes deliberações: (i) transformação da D m m C m Blausiegel Indústria e Comércio Ltda. em sociedade por ações, disciplinada pela Lei nº 6.404/76; (ii) redação do projeto de Estatuto Social; O m C m m m (iii) eleição dos membros do Conselho de Administração; e (iv) fixação da remuneração global anual dos administradores. Colocadas as m D m m C m m matérias em discussão, foram aprovadas pela unanimidade dos presentes e por sócio(s) representando 90% (noventa por cento) do capital C m m m D social as seguintes deliberações: (i) transformação da Sociedade em sociedade por ações sob a denominação de Blau Farmacêutica S.A. m m disciplinada pela Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, que continuará a operar sem solução de continuidade. Em decorrência da D m C m m m m m m D m transformação da Sociedade, ora aprovada, o capital social de R$ 18.500.000,00 (dezoito milhões e quinhentos mil reais), representado por R O m R M m m 18.500.000 (dezoito milhões e quinhentas mil) quotas, com valor nominal de R$ 1,00 (um real) cada, manterá seu valor inalterado e passará C m m m m m R R O O m a ser representado por 18.500.000 (dezoito milhões e quinhentas mil) ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, ações estas R C O m m C m D C m atribuídas aos atuais sócios, na proporção de suas respectivas participações no capital social da Sociedade, conforme detalhado no boletim m C m M C m m de subscrição que integra esta ata como seu Anexo I. Diante do exposto, as ações de emissão da Blau Farmacêutica S.A. passam a ser C m D O m m distribuídas entre os atuais sócios da Sociedade da seguinte forma: Nome: Marcelo Rodolfo Hahn; Joyce Marie Jorge Hahn. Ações: m C m C m m m 16.665.000; 1.850.000. Valor (R$): 16.665.000,00; 1.850.000,00. Participação (%): 90,00%; 10,00%. Total: 18.500.000; 18.500.000,00; m m m m 100,00%. A Blau Farmacêutica S.A. terá sua sede no mesmo endereço em que funcionava a sede da Blausiegel Indústria e Comércio C m m Ltda., mantendo-se inalterado seu objeto social. (ii) deliberada a transformação da Sociedade, nos termos acima indicados, a Assembleia m m m Geral aprovou, por unanimidade, o Estatuto Social da Blau Farmacêutica S.A., que vigorará com a seguinte redação: “Estatuto Social da m m m m m Blau Farmacêutica S.A. - Capítulo I Denominação, Sede, Objeto Social e Duração - Artigo 1º. A Blau Farmacêutica S.A.. é uma m C m D sociedade por ações fechada regida por este Estatuto Social e pelas disposições legais que lhe forem aplicáveis (“Companhia”). Artigo 2º. C m D O m m m A Companhia tem sede na Cidade de Cotia, Estado de São Paulo, na Rodovia Raposo Tavares, Km 30,5, nº 2.833, Unidade I, prédio 100, m m D m m m m Barro Branco, CEP 06705-030. Parágrafo 1º. Por deliberação da Diretoria, poderão ser instaladas, transferidas ou extintas filiais, m m m m m sucursais, escritórios, agências ou representações em qualquer ponto do território nacional ou do exterior. Parágrafo 2º A Companhia tem m m D R C R m CR as seguintes filiais: (i) Filial 1, situada no Município de Cotia, Estado de São Paulo, na Avenida Ivo Mario Isaac Pires, nº 7.602, Bairro Pedras, m U R R m m CEP 06720-480. Para os fins e efeitos da legislação sindical, atribui-se a esta filial parcela do capital social no valor de R$ 3.500.000,00 (três m m m M C G O C m m m milhões e quinhentos mil reais); (ii) Filial 2, situada na Capital do Estado do Estado do Rio de Janeiro, na Avenida das Américas, nº 4.200, C m m m Edifício Paris, ala A, bloco 9, sala 307, Centro Empresarial Barra Shopping, Barra da Tijuca, CEP 22640-102. Para os fins e efeitos da m m m legislação sindical, atribui-se a esta filial parcela do capital social da Companhia no valor de R$ 30.000,00 (trinta mil reais); (iii) Filial 3, M m m m m situada na Capital do Estado de Minas Gerais, na Avenida do Contorno, nº 4.747, sala 1308, Bairro Serra, CEP 30110-090. Para os fins e m m m m m m efeitos da legislação sindical, atribui-se a esta filial parcela do capital social da Companhia no valor de R$ 30.000,00 (trinta mil reais); (iv) Filial 4, situada no Município de Cotia, Estado de São Paulo, na Rodovia Raposo Tavares, km 30,5, nº 2.833, unidade II, prédio 200/300/400, m m m m m m Bairro Barro Branco, CEP 06705-030. Para os fins e efeitos da legislação sindical, atribui-se a esta filial parcela do capital social da m m m m Companhia no valor de R$ 9.500.000,00 (nove milhões e quinhentos mil reais); (v) Filial 5, situada na Capital do Estado do Rio Grande do m Sul, na Avenida Protásio Alves, nº 3.161, conjunto 403, Bairro Petrópolis, CEP 90410-003. Para os fins e efeitos da legislação sindical, C R m m m m m atribui-se a esta filial parcela do capital social da Companhia no valor de R$ 30.000,00 (trinta mil reais); (vi) Filial 6, situada na Capital do m C m C m m Estado do Paraná, na Rua João Bettega, nº 101, Sala 213, Galeria Regional Portão, Bairro Portão, CEP 81070-000. Para os fins e efeitos m m m m da legislação sindical, atribui-se a esta filial parcela do capital social da Companhia no valor de R$ 30.000,00 (trinta mil reais); (vii) Filial 7, C m m m R m situada na Capital do Estado do Ceará, na Rua Tomas Acioli, nº 840, Edifício São Paulo Center, sala 701, CEP 60135-180. Para os fins e m m m m N N efeitos da legislação sindical, atribui-se a esta filial parcela do capital social da Companhia no valor de R$ 30.000,00 (trinta mil reais); m m m m e (viii) Filial 8, situada em Brasília, Distrito Federal, na SRTVS, quadra 701, bloco O, nº 110, sala 699, Edifício Multiempresarial, Asa Sul, C m C m CEP 70340-000. Para os fins e efeitos da legislação sindical, atribui-se a esta filial parcela do capital social da Companhia no valor de m m m m m R$ 30.000,00 (trinta mil reais). Artigo 3º. A Companhia tem por objeto: (i) Unidade I - Prédio 100 - Matriz: comércio atacadista, distribuição, m C m m importação e exportação de medicamentos e drogas de uso humano, produtos farmacêuticos, insumos destinados à produção de m m m medicamentos e matérias-primas, de procedência nacional ou estrangeira; comércio atacadista, distribuição, importação e exportação de m C m D N N D produtos para saúde, incluindo testes diagnósticos, preservativos, artigos de uso médico hospitalar e odontológico; e participação em outras m m C m m sociedades, sediadas no Brasil ou no exterior, na qualidade de sócia, quotista ou acionista, como controladora ou minoritária; (ii) Filial 1: m C m C m industrialização de produtos farmacêuticos, medicamentos e correlatos para uso humano, de materiais para usos médicos, hospitalares, m m D m C m m odontológicos, de artigos de perfumaria e cosméticos, importação, exportação, bem como a comercialização de produtos de procedência C m m m nacional ou estrangeira e a industrialização para terceiros; (iii) Filial 2: escritório administrativo, exclusivamente para contatos de vendedores m m m m m e representantes comerciais; (iv) Filial 3: escritório administrativo, exclusivamente para contatos de vendedores e representantes m m m comerciais; (v) Filial 4: fabricação de medicamentos alopáticos e biológicos para uso humano, incluindo fabricação de especialidades C m C m farmacêuticas (alopáticas e homeopáticas) e matérias-primas; fabricação de produtos para a saúde, materiais médico-hospitalares, m m m m m m odontológicos, artigos de perfumaria e cosméticos, importação, exportação, comercialização e distribuição de produtos de procedência C m D Q m m m m nacional ou estrangeira, incluindo medicamentos e drogas de uso humano, produtos farmacêuticos, insumos destinados à produção de m m m m medicamentos e matérias-primas; fabricação e controle de qualidade para terceiros; pesquisas, desenvolvimento e inovações em insumos, C m m D R C R m incluindo matérias-primas e medicamentos, alopáticos, homeopáticos, biológicos, biofármacos e biotecnológicos; (vi) Filial 5: escritório CR m U R R m m administrativo, exclusivamente para contatos de vendedores e representantes comerciais; (vii) Filial 6: escritório de contato para locação de M m M G equipamentos e veículos (locação não inclusa na lei do leasing); (viii) Filial 7: escritório administrativo, exclusivamente para contatos de m m m m m m vendedores e representantes comerciais; e (ix) Filial 8: escritório administrativo, exclusivamente para contatos de vendedores e C R m m m m representantes comerciais. Artigo 4º. O tempo de duração da Companhia é indeterminado. Capítulo II - Capital Social e Ações m m R C m m m m Artigo 5º. O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é de R$ 18.500.000,00 (dezoito milhões e quinhentos mil reais), dividido em m m 18.500.000 (dezoito milhões e quinhentas mil) ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal. Artigo 6º. A cada ação ordinária m m m m corresponde um voto nas deliberações das Assembleias Gerais da Companhia. Artigo 7º. A Companhia poderá, a qualquer tempo, por m m m deliberação da Assembleia Geral criar classes de ações preferenciais ou aumentar o número de ações preferenciais de classes existentes m C Q m CQ m sem guardar proporção com as demais classes ou com as ações ordinárias, até o limite de 50% (cinqüenta por cento) do total das ações C Q m m m m emitidas, que poderão ser ou não resgatáveis e ter ou não valor nominal. Parágrafo Único. É vedado à Companhia emitir partes m m m m m m m m beneficiárias. Artigo 8º. As ações não serão representadas por cautelas ou títulos múltiplos, presumindo-se sua propriedade pela inscrição m C Q m m do nome do acionista no Livro de Registro de Ações Nominativas da Companhia. Artigo 9º. Nos casos de reembolso de ações previstos em C Q C Q m Q lei, o valor de reembolso das ações corresponderá ao seu valor patrimonial líquido apurado no último balanço aprovado pela assembleia m m m C m D R geral, nos termos do art. 45 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Artigo 10. Para os fins do art. 44, § 6º, da Lei nº 6.404/76, o resgate m m das ações de emissão da Companhia, independentemente de sua espécie e/ou classe, poderá ser aprovado em Assembleia Geral por votos m m m m de acionistas que representem, no mínimo, metade das ações com direito de voto. Artigo 11. O acionista que desejar ceder, transferir ou m m m m alienar suas ações ou direitos de subscrição a quaisquer terceiros, acionistas ou não, a qualquer título, no todo ou em parte, direta ou m m m N indiretamente (“Acionista Notificante”), deverá notificar o outro acionista (“Acionista Notificado”), por escrito, com antecedência mínima de N m m m m 30 (trinta) dias corridos (“Notificação”), para que o Acionista Notificado possa exercer o direito de preferência na aquisição da totalidade das m m m ações ou dos direitos de subscrição ofertados (“Direito de Preferência”). O Direito de Preferência poderá ser exercido apenas de modo pleno, m m m m sobre a totalidade das ações ou direitos de subscrição sobre as quais incidir, sendo assim vedado o seu exercício parcial. Parágrafo 1º m m A Notificação deverá ser enviada com cópia para a Companhia e indicar expressamente (i)i nome, qualificação, informação para contato e m m m endereço do terceiro interessado; (ii)i a quantidade de ações objeto da oferta e o respectivo preço; (iii)i os termos e as condições de m m pagamento; e, (iv) na hipótese de serem pessoas jurídicas os terceiros interessados na aquisição das ações ou direitos de subscrição, m m m m m M C m R M m deverá ser indicado também, na medida da disponibilidade dessa informação, o nome dos respectivos controladores, diretos e indiretos, m m m considerando-se, para tanto, as definições constantes dos artigos 116 e 243, § 2º, da Lei das S.A. Parágrafo 2º Nos 30 (trinta) dias corridos m m m m m seguintes ao recebimento da Notificação referida acima o Acionista Notificado poderá exercer seu Direito de Preferência para aquisição das m m m m ações ou dos direitos de subscrição ofertados mediante o envio de comunicação específica a esse respeito. Caso o Acionista Notificado m m exerça seu Direito de Preferência, a compra e venda deverá ser contratada no prazo máximo de 10 (dez) dias corridos a contar do m C m m m recebimento da comunicação específica referida neste parágrafo. Se a compra e venda não for ultimada neste prazo, o Acionista Notificante m m ficará livre para contratar a venda com o terceiro adquirente. Parágrafo 3º Decorrido o prazo a que se refere o caput deste Artigo 11 sem m m C m que o Acionista Notificado tenha exercido o Direito de Preferência mediante envio de notificação específica ao Acionista Notificante, a venda m m m poderá ser contratada com o terceiro adquirente, nos 90 (noventa) dias corridos subsequentes, nas exatas condições da oferta; decorrido m m m m m m C m m esse prazo sem que tenha sido efetivada a alienação, caso o Acionista Notificante ainda deseje alienar suas ações ou ainda se os termos m m e condições da proposta tiverem sido alterados em relação à proposta original, o Acionista Notificante deverá renovar o procedimento m m m m D m previsto neste Artigo 11. Parágrafo 4º O Direito de Preferência ora disciplinado não se aplica às vendas, cessões, transferências ou A m C m m G alienações pelos acionistas de ações representativas do capital social da Companhia ou direitos de subscrição, ainda que em bloco, quando C m m m m os adquirentes forem sociedades ou entidades controladas diretamente ou indiretamente pelos próprios acionistas. Parágrafo 5º Da mesma C m m m forma, o Direito de Preferência não será aplicável nas hipóteses em que a transferências das ações ou direitos de subscrição de ações m m G m C m C ocorrer em virtude de sucessão causa mortis, doação para descendentes ou partilha de bens em virtude de divórcio, separação judicial ou m m m C m m m extrajudicial ou dissolução de união estável. Parágrafo 6º A cessão, transferência ou alienação de ações e/ou de direitos de subscrição em C m C m m m violação ou infração a este Artigo 11 não será passível de registro nos livros da Companhia e será considerada nula e inválida, não A O C m produzindo qualquer efeito perante a Companhia, os acionistas e perante terceiros. Artigo 12 - Condicionado ao não exercício pleno do m D m m m Direito de Preferência disciplinado no Artigo 11, acima, pelo Acionista Notificado, em quaisquer operações que impliquem a alienação, por D D m m quaisquer acionistas, em conjunto ou individualmente, a quaisquer terceiros, de ações que representem, pelo menos, 51% (cinquenta e um m m m por cento) das ações representativas do capital social da Companhia e/ou de direitos de subscrição, o(s) acionista(s) vendedor(es) terá(ão) C m m D D m m o direito de exigir que os demais acionistas vendam aos eventuais terceiros ofertantes, suas ações representativas do capital social da m m m m m m Companhia e/ou direitos de subscrição, observadas suas respectivas participações no capital social, de modo a atingir o percentual ofertado m m C m pelos eventuais terceiros, sendo assegurado aos demais acionistas o mesmo preço e condições de pagamento e garantias de pagamento R m N m C m m do preço ofertado para cada ação e/ou direito de subscrição de titularidade do acionista vendedor. Parágrafo 1º A obrigação de alienação D m m m m conjunta prevista neste Artigo 12 aplica-se a qualquer tipo de alienação de ações e/ou de direitos de subscrição, direta ou indireta, desde m D que onerosa, incluindo, mas não se limitando às hipóteses de venda, cessão, transferência, permuta, ou conferência ao capital de outra m N m m m C m sociedade que impliquem, em um ou mais atos, a alienação de pelo menos 51% (cinquenta e um por cento) das ações representativas do C m D m capital social da Companhia e/ou de direitos de subscrição detidos pelos acionistas vendedores. Parágrafo 2º Para os efeitos do disposto m m C m D m neste Artigo 12, o(s) acionista(s) vendedor(es) que pretenda(m) alienar quaisquer ações representativas do capital social da Companhia ou N m m m m direitos de subscrição a terceiros, acionistas ou não, deverá(ão) notificar esse fato aos demais acionistas para que procedam a alienação m D m m m C m conjunta de suas ações e/ou direitos de subscrição, respeitadas as respectivas participações no capital social da Companhia, nas mesmas m m condições, preço e forma de pagamento, também servindo, para este fim, a Notificação prevista no Artigo 11, acima, referente ao exercício N C m m D do Direito de Preferência sobre a aquisição de ações e/ou direitos de subscrição de ações. Parágrafo 3º O exercício, pelo(s) acionistas(s) m m m vendedor(es), do direito de exigir o cumprimento efetivo da obrigação de alienação conjunta ora disciplinada, subordina-se ao não-exercício m m A m m do Direito de Preferência pelo Acionista Notificado, correndo, simultaneamente, os prazos para o exercício do Direito de Preferência e para C m D m m C m a subsequente exigência de cumprimento da obrigação de alienação conjunta. Parágrafo 4º A alienação conjunta das ações e/ou direitos m Ú O m de subscrição se efetivará no prazo máximo de 60 (sessenta) dias corridos a contar do término do prazo para o exercício do Direito de m C m D m Preferência previsto no Artigo 11, acima, em dia útil fixado pelo(s) acionista(s) vendedor(es) e pelo terceiro adquirente, mediante a C C A OC m assinatura do competente contrato de compra e venda e dos termos de transferência lavrados nos livros da Companhia. Deverão ser m m m m m m m Ú firmados nessa mesma oportunidade quaisquer outros instrumentos necessários à conclusão da transferência. Parágrafo 5º A obrigação m C m m m G O m de alienação conjunta ora disciplinada não se aplica às vendas, cessões, transferências ou alienações pelos acionistas de ações C m m C m m G m m m representativas do capital social da Companhia e/ou de direitos de subscrição, ainda que em bloco, quando os adquirentes forem C D R A O sociedades ou entidades controladas diretamente ou indiretamente pelos próprios acionistas. Parágrafo 6º Da mesma forma, a obrigação m m m m de alienação conjunta ora disciplinada não será aplicável nas hipóteses em que a transferências das ações ou direitos de subscrição de m D m m ações ocorrer em virtude de sucessão causa mortis, doação para descendentes ou partilha de bens em virtude de divórcio, separação m A m m D judicial ou extrajudicial ou dissolução de união estável. Parágrafo 7º A cessão, transferência ou alienação de ações e/ou de direitos de m m % subscrição em violação ou infração a este Artigo 11 não será passível de registro nos livros da Companhia, e será considerada nula e % inválida, não produzindo qualquer efeito perante a Companhia, os acionistas e perante terceiros. Capítulo III - Assembleias Gerais m m % Artigo 13. A Assembleia Geral reunir-se-á, ordinariamente, em um dos 4 (quatro) meses seguintes ao término do exercício social, e, % m extraordinariamente, sempre que os interesses sociais o exigirem, guardados os preceitos de direito nas respectivas convocações, que m m serão feitas pelo Presidente do Conselho de Administração na forma prevista em lei. Artigo 14. A Assembleia Geral será instalada e R m m presidida por qualquer dos presentes, indicado por acionista(s) que represente(m) a maioria do capital social. No momento da instalação, m O m o presidente escolherá outro dentre os presentes para secretariar os trabalhos da Assembleia Geral. Artigo 15. As deliberações da G m G m m m Assembleia Geral, ressalvadas as exceções previstas em lei ou neste estatuto social, serão tomadas por maioria absoluta de votos, não se O m D m m computando os votos em branco. Parágrafo Único Só poderão exercer o direito de voto na Assembleia Geral, diretamente ou por meio de m m C m OC m m procuradores, os acionistas titulares de ações ordinárias que estejam registradas em seu nome, no livro próprio, na data de realização da G O m O m m m Assembleia. Capítulo IV - Administração da Companhia - Artigo 16. A Companhia será administrada por um Conselho de Administração m m m m e por uma Diretoria, observadas as disposições legais e as deste estatuto social. Parágrafo 1º O mandato dos membros do Conselho de A C m m m R m m m Administração e da Diretoria é unificado, com prazo de 2 (dois) anos, mas, qualquer que seja a data de sua eleição, os respectivos mandatos C m m C m terminarão na data da realização da Assembleia Geral que examinar as contas relativas ao último exercício de suas gestões; mesmo se m % m m vencidos os respectivos mandatos, os Conselheiros de Administração e os Diretores continuarão no exercício de seus cargos até a posse R dos novos titulares. Os membros do Conselho de Administração e da Diretoria poderão ser reeleitos, inclusive por mais de uma vez. m m O R m m m m m Parágrafo 2º A investidura dos Conselheiros de Administração e dos Diretores em seus cargos se dará mediante assinatura de termo de m m m posse no livro de atas de reuniões do Conselho de Administração e/ou da Diretoria, conforme o caso, independentemente de caução. m U m m G Artigo 17. A Assembleia Geral da Companhia fixará os honorários do Conselho de Administração e da Diretoria, em montante global e m m m G anual, competindo ao Conselho de Administração a divisão da remuneração entre os membros do próprio Conselho de Administração e da m R m m Diretoria. Seção I - Conselho de Administração - Artigo 18. O Conselho de Administração será composto por no mínimo 3 (três) e no m m m m m A D máximo 5 (cinco) membros, acionistas ou não, residentes ou não no país, eleitos pela Assembleia Geral. Nos termos da lei, no máximo m m 1/3 (um terço) dos membros do Conselho de Administração poderão ser eleitos para cargos de Diretores. Parágrafo Único - O membro do A D m m Conselho de Administração deve ter reputação ilibada, não podendo ser eleito, salvo dispensa da Assembleia Geral, aquele que (i) ocupar m m m m G m m m cargos em sociedades que possam ser consideradas concorrentes da Companhia; e/ou (ii) tiver ou representar interesse conflitante com os m m interesses da Companhia. Não poderá ser exercido o direito de voto pelo membro do Conselho de Administração caso se configurem, m A m m C m m m supervenientemente, os mesmos fatores de impedimento. Artigo 19. Compete ao Conselho de Administração, além das demais atribuições m m C C m previstas em lei: (i) fixar a orientação geral dos negócios e aprovar o plano anual de negócios e os orçamentos anuais e suas respectivas C m m m m G m m alterações; (ii) eleger e destituir os Diretores da Companhia, fixando as atribuições e estabelecendo o montante dos respectivos honorários, A m C D A C m dentro dos limites globais e anuais fixados pela Assembleia Geral; (iii) fiscalizar a gestão dos Diretores, examinando a qualquer tempo os m m m A m livros e documentos da Companhia e solicitando informações sobre atos da Administração; (iv) manifestar-se sobre o relatório anual da m A N m C m Administração e contas da Diretoria e sobre a proposta de destinação do resultado do exercício; (v) convocar, por seu Presidente, as m m m m m m Assembleia Gerais de acionistas; (vi) escolher e destituir os auditores independentes, observando-se, nessa escolha, o disposto na m m m m m m legislação aplicável, sendo que a auditoria externa deverá reportar-se ao Conselho de Administração; (vii) determinar a auditoria anual das m m m R m C m M m demonstrações contábeis da Companhia; (viii) aprovar proposta para reorganizações envolvendo a Companhia, incluindo transformação, m m m cisão, incorporação (e incorporação de ações) e fusão que envolverem a Companhia, a criação e supressão de controladas ou subsidiárias C m C m O integrais, e a participação da Companhia em outras sociedades, associações ou empreendimentos no País ou exterior; (ix) determinar a m m C C m realização de inspeções, auditoria ou tomada de contas nas subsidiárias, controladas ou coligadas da Companhia; (x) deliberar sobre a m C m O aquisição pela Companhia de ações de sua própria emissão, ou sobre o lançamento de opções de venda e compra referenciadas em ações m m m m m de emissão da Companhia, para manutenção em tesouraria e/ou posterior cancelamento ou alienação; (xi) estabelecer a política geral de C m C m salários e demais políticas gerais de pessoal, incluindo, mas não se limitando a, quaisquer benefícios, bônus, qualquer outro componente m C m m de remuneração e participação nos resultados da Companhia; (xii) autorizar a Companhia a prestar garantias a obrigações de terceiros; e C m m O C (xiii) requerer falência, recuperação judicial ou extrajudicial da Companhia. Artigo 20. O Conselho de Administração reunir-se-á, m m N m m ordinariamente, trimestralmente, conforme agenda de reuniões a ser definida ao início de cada exercício social, e, extraordinariamente sempre que convocado por qualquer membro. A convocação deverá ser feita pessoalmente a cada um dos Conselheiros, por qualquer meio m que permita a comprovação do seu recebimento, e dela deverá constar a ordem do dia dos trabalhos, o horário e o local da reunião. m m Parágrafo 1º. As convocações das reuniões do Conselho de Administração deverão ser feitas com, no mínimo, 3 (três) dias úteis de m m antecedência. Independentemente de convocação, será considerada regular a reunião a que comparecerem ou estiverem representados m m todos os Conselheiros em exercício. Parágrafo 2°. A reunião do Conselho de Administração só poderá ser instalada com a presença da m m maioria de seus membros. Parágrafo 3º. As deliberações serão tomadas por maioria absoluta de votos. Parágrafo 4º. As reuniões do m Conselho de Administração serão presididas por um dos conselheiros eleito pelos presentes e as deliberações constarão de atas lavradas m C m e assinadas no livro próprio. Parágrafo 5º. O Conselheiro ausente poderá ser representado nas reuniões por um de seus pares, seja para m m formação do quorum, seja para votação, e serão admitidos votos por carta, telegrama, telefax ou e-mail, quando recebidos na sede social C m m m m m antes do início da reunião. Artigo 21. Nos impedimentos ou ausências temporárias de qualquer membro do Conselho de Administração, m m m m m C m competirá ao próprio Conselho de Administração designar o seu substituto, dentr m m m m C m C m mm m G m G H m C m m m M R H m m m m G C m m m C RG C M m C m m C m m R mG C R A G H D A D m m m C RG C M C m m D D m C R M m C D C m D D N N D Q D R A B Am M C RG C M N m m D m m C m C R m m m m m D m m m C O C m m D m m m m A m m m C m D m m m m m m m m O C m m C m m m m m m m C m m m G m m m m m m m m m m m R C m D C m C mm m m m m m m m C m m m m m C m m m m m m D m m C m m m m C m m m C m m m m M R H C R M R H C m O m m m O m C M R H R A G H A B Am M C R m m m m m D m D O UC m R G G D m m m

Paulista Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros CNPJ/MF nº 10.608.361/0001-79 – NIRE 35300364686 Ata da Assembléia Geral Extraordinária realizada em 29 de dezembro de 2008 Local:SedeSocial,naAvenidaBrigadeiroFariaLima,1.355-2ºandar-SãoPaulo,às10:00horas.Convocação:Publicaçãodeeditais dispensada, conforme faculta o Artigo 124 Parágrafo 4º da Lei 6404/76, em razão do comparecimento dos acionistas representando a totalidade do Capital Social.Quorum: Acionistas representando a totalidade do Capital Social.Instalação: Instalada pelo Sr.Álvaro Augusto Vidigal. Composição da Mesa: Escolhido o Sr. Álvaro Augusto Vidigal para Presidente da mesa, o qual convidou a mim, Homero Amaral Júnior para Secretário. Ordem do Dia: deliberar sobre a proposta da Diretoria de elevação do capital social de R$ 100.000,00 (cem mil reais) para R$ 2.560.000,00 (dois milhões e quinhentos e sessenta mil, reais) em moeda corrente, mediante a emissão de 2.460.000 (dois milhões e quatrocentas e sessenta mil) ações sem valor nominal, todas ordinárias nominativas, a serem subscritas e integralizadas neste ato pelos acionistas na mesma proporção de sua participação societária.Em decorrência do aumento de capital proposto, o Artigo 5º “caput” do Estatuto Social passaria a ter a seguinte redação: “Artigo 5º - O Capital Social é de R$ 2.560.000,00 (dois milhões e quinhentos e sessenta mil reais), dividido em 2.560.000 (dois milhões e quinhentos e sessenta mil) ações ordinárias nominativas, sem valor nominal. - Deliberações: I): por unanimidade de votos, respeitados os impedimentos de lei, foi aprovado o aumento de capital conforme proposto, passando, em conseqüência, o Artigo 5º “caput” do Estatuto Social a vigorar com a seguinte redação:“Artigo 5º - O Capital Social é de R$ 2.560.000,00 (dois milhões e quinhentos e sessenta mil reais), dividido em 2.560.000 (dois milhões e quinhentos e sessenta mil) ações ordinárias nominativas, sem valor nomina”- Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o Sr. Presidente deu por encerrados os trabalhos, suspendendo antes a sessão, para que se lavrasse a presente ata que depois de lida e aprovada foi assinada por todos os acionistas presentes: (ass.) Alvaro Augusto Vidigal, Homero Amaral Júnior e Alvaro Augusto de Freitas Vidigal, por mim secretário e pelo Sr. Presidente. - A presente ata é cópia fiel da lavrada em livro próprio. JUCESP n.º 387.601/09-0 em 07/10/09. Kátia R. B. de Godoy – Secr. Geral.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Nos termos do provimento CSM CXC/84, informamos que no dia 16/01/2012 não houve pedido de falência na comarca da capital.

Octante Securitizadora S.A. - CNPJ/MF nº 12.139.922/0001-63 - NIRE 35.300.380.517 Ata da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 21/12/2011 1. Data, Hora e Local: Assembleia realizada às 11hs., do dia 21/12/2011, na sede da sociedade, em São Paulo/SP, na R. dos Pinheiros, nº 870, 14º and., conj. 143, Pinheiros. 2. Convocação: conforme previsto no § 4º do art. 124 da Lei nº 6.404/76, foi dispensada a convocação visto estarem presentes sócios representando a totalidade do capital social da Cia.. 3. Presença e Quorum de Instalação: Presentes acionistas representando 100% das ações de emissão da Cia., conforme assinaturas constantes do Livro de Presença de Acionistas. 4. Ordem do Dia: (i) Aumento do capital social da Cia.; (ii) Alterar a redação do caput do Art. 5º do Estatuto Social da Cia.. 5. Mesa: Martha de Sá Pessoa, Presidente do Conselho de Administração da Cia., foi indicada para atuar como Presidente da Assembleia, nos termos do art. 7º, § 2º do Estatuto Social da Cia., e solicitou ao Sr. Laszlo Cerveira Lueska para atuar como Secretário da Assembleia e redigir a ata. 6. Deliberações: Colocadas em discussão as matérias da Ordem do Dia, os acionistas decidiram por unanimidade: (i) Aprovar o aumento do capital social da Cia., de R$ 100.000,00 dividido em 100.000 ações ordinárias, nominativas, sem valor nominal, totalmente subscrito e integralizado, para R$ 134.889,00, mediante a emissão de 34.889 novas ações ordinárias, nominativas, sem valor nominal, em tudo idênticas àquelas já existentes, que neste ato efetua a integralização total do referido aumento de capital com créditos provenientes de adiantamento para futuro aumento de capital, no valor exato de R$ 34.889,00. Referida integralização deve ser documentada e mantida na sede da Cia., tudo conforme boletim de subscrição que segue como anexo I à presente ata; (ii) Alterar o caput do Art. 5º do Estatuto Social, que passa a vigorar com a seguinte nova redação: “Art. 5º: O capital social da Cia., totalmente subscrito e integralizado, é de R$ 134.889,00, representado por 134.889 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal.” (iii) Autorizar a administração da Cia. a publicar a presente ata em forma sumária e tomar todas as medidas necessárias à efetivação das deliberações ora aprovadas. 7. Encerramento: Nada mais a tratar, e como ninguém mais desejasse fazer uso da palavra, a Assembleia foi encerrada às 12hs. do dia 21/12/2011, com a lavratura da presente ata, que, após lida e conferida, foi assinada pelo Presidente e pelo Secretário. A presente ata fica transcrita em igual teor e forma no livro de atas de assembleias gerais. SP, 21/12/2011. Martha de Sá Pessoa - Presidente, Laszlo Cerveira Lueska - Secretário. Acionistas: William Ismael Rozenbaum Trosman, Martha de Sá Pessoa, Fernanda Oliveira Ribeiro Prado de Mello, Laszlo Cerveira Lueska, Sergio Venditti. JUCESP nº 25.479/12-0 em 09.01.12. Gisela Simiema Ceschin - Sec. Geral.

ECONOMIA/LEGAIS - 15 Preserv S.A. CNPJ nº 12.816.824/0001-13 - NIRE 35.300.384.636 Ata da Assembléia Geral Extraordinária Realizada em 16 de Novembro de 2011 1. Data, Horário e Local: 16 de novembro de 2011, às 14:00 horas, na sede social da Preserv S.A. (“Companhia”), situada no Município de Cotia, Estado de São Paulo, na Rua Santa Mônica, nº 870, Parque Industrial San José, CEP 06715-865. 2. Convocação: Publicado nas edições de 5, 8 e 9 de novembro de 2011 do Diário do Comércio e do Diário Oficial do Estado de São Paulo, em conformidade com o disposto no art. 124 da Lei nº 6.404/76. 3. Presença: acionistas representando 90% (noventa por cento) do capital social, conforme assinaturas constantes do Livro de Presença de Acionistas e da lista de presença que integra esta ata (Anexo I - Lista de Presença). 4. Mesa: Roberto Altieri - Presidente. Alfredo Luiz Borges do Amaral Maluf - Secretário. 5. Ordem do Dia: (i) alterar a composição da Diretoria da Companhia, de forma que esta passe a ser integrada por 2 (dois) Diretores, sendo um Diretor Presidente e um Diretor Comercial; (ii) alterar a composição da Diretoria da Companhia; (iii) modificação das regras sobre representação da Companhia e competência dos Diretores, em virtude da alteração mencionada em “i”, acima; e (iv) reformulação e consolidação do estatuto social da Companhia para, entre outras matérias: (a) estabelecer os critérios para a determinação do valor de reembolso das ações, para os fins do art.45, § 1º, da Lei nº 6.404/76;(b) incluir a previsão, no estatuto social, de direito de preferência e de obrigação de venda conjunta no caso de alienação de ações ou direitos de subscrição de ações de emissão da Companhia; (c) criar, para os fins do art. 194 da Lei nº 6.404/76, d incluir autorização para que a Assembléia Geral atribua uma reserva estatutária denominada Reserva para Investimentos e Pesquisas;(d) aos Diretores a participação nos lucros da Companhia, nos termos do art. 152, §§ 1º e 2º, da Lei nº 6.404/76, e (e) disciplinar a forma de solução de litígios e divergências oriundos do estatuto social da Companhia.6.Deliberações: discutidas as matérias integrantes da ordem do dia, os acionistas, por unanimidade de votos e com a abstenção dos legalmente impedidos: (i) aprovaram a alteração da composição da Diretoria da Companhia, que passará ser integrada por 2 (dois) Diretores, sendo um Diretor Presidente e um Diretor Comercial. Em virtude dessa deliberação, o caput do artigo 14 do estatuto social, remunerado para artigo 16 após a reformulação referida em “vi”, abaixo, passará a vigorar com a seguinte redação:“Artigo 16. A Companhia será administrada por uma Diretoria, composta por 2 (dois) Diretores, designados Diretor Presidente e Diretor Comercial, acionistas ou não, residentes no país, eleitos pela Assembléia Geral.” (ii) atribuíram ao atual Diretor da Companhia, Sr. Marcelo Rodolfo Hahn, o cargo de Diretor Presidente da Companhia, com mandato a encerrar-se na Assembléia Geral Ordinária que aprovar as contas do exercício social findo em 31 de dezembro de 2012, conforme eleição realizada em 09 de setembro de 2010; (iii) aprovaram a destituição de Joyce Marie Jorge Hahn do cargo de Diretora da Companhia; (iv) nomearam Alfredo Luiz Borges do Amaral Maluf, brasileiro, casado , portador da Cédula de Identidade RG nº 16.988.494-6, inscrito no CPF/MF sob nº 116.781.158-51, residente e domiciliado na Capital do Estado de São Paulo, na Rua Antonio Aggio, nº 400 apartamento 62 - Jardim Ampliação - CEP 05713-420, para ocupar o cargo de Diretor Comercial da Companhia, com mandato a encerrar-se na Assembléia Geral Ordinária que aprovar as contas do exercício social findo em 31 de dezembro de 2012. (v) aprovaram, em virtude da alteração da composição da Diretoria, as novas regras sobre representação da Companhia e competência dos Diretores, passando o novo Artigo 22 do estatuto social a vigorar com a seguinte redação: “Artigo 22. Observado o disposto nos parágrafos deste artigo, a Companhia considerar-se-á obrigada quando representada:(i) isoladamente pelo Diretor Presidente;(ii) conjuntamente pelo Diretor Presidente e pelo Diretor Comercial;e (iii) por um ou mais procuradores, observados os poderes conferidos no respectivo instrumento de mandato.Parágrafo Único: Os mandatos outorgados pela Companhia deverão especificar os poderes outorgados e, salvo se contiverem a cláusula ad judicia et extra, terão tempo de vigência determinado não superior a 02 (dois) anos; (vi) aprovaram a reformulação e consolidação do estatuto social da Companhia para, entre outras matérias, (a) estabelecer os critérios para a determinação do valor de reembolso das ações, para os fins do art.45, § 1º, da Lei nº 6.404/76;(b) incluir a previsão, no estatuto social, de direito de preferência e de obrigação de venda conjunta no caso de alienação de ações ou direitos de subscrição de ações de emissão da Companhia; (c) criar, para os fins do art. 194 da Lei nº 6.404/76, uma reserva estatutária denominada Reserva para Investimentos e Pesquisas; (d) incluir autorização para que a Assembléia Geral atribua aos Diretores a participação nos lucros da Companhia, nos termos do art. 152, §§ 1º e 2º, da Lei nº 6.404/76 e (e) disciplinar a forma de solução de litígios e divergências oriundos do estatuto social da Companhia.A presente reformulação não resultará na alteração do endereço da sede, do nome empresarial, do objeto social;do valor do capital social;do tempo de duração da Companhia, ou na abertura, encerramento ou transferência de filiais. Em virtude dessa deliberação, o estatuto social da Companhia passará a vigorar com a redação que lhe é conferida no Anexo II a esta ata (“Anexo II - Consolidação do Estatuto Social”). 8. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foram encerrados os trabalhos e suspensa a assembleia pelo tempo necessário à lavratura desta ata em forma de sumário, no livro próprio, na forma do art. 130, §1º, da Lei nº 6.404/76. Reaberta a sessão, esta ata foi lida e achada conforme por todos os presentes. Cotia, 16 de novembro de 2011. Roberto Altieri - Presidente; Alfredo Luiz Borges do Amaral Maluf - Secretário. JUCESP nº 475.204/11-6 em 29/11/2011.Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.Anexo II à ata de Assembleia Geral Extraordinária da Preserv S.A.realizada em 16 de novembro de 2011 - “Estatuto Social da Preserv S.A. - Capítulo I - Denominação, Sede, Objeto Social e Duração - Artigo 1º. A Preserv S.A. é uma sociedade anônima regida por este Estatuto Social e pelas disposições legais que lhe forem aplicáveis (“Companhia”).Artigo 2º.A Companhia tem sede na Cidade de Cotia, Estado de São Paulo, na Rua Santa Mônica, nº 870, Parque Industrial San José, CEP 06715-865. Parágrafo Primeiro. Por deliberação da Diretoria, poderão ser instaladas, transferidas ou extintas filiais, sucursais, escritórios, agências ou representações em qualquer ponto do território nacional ou do exterior. Artigo 3º. A Companhia tem por objeto (a) comercialização, importação e exportação de preservativos e produtos correlatos destinados à higiene íntima e pessoal, (b) investimentos em participações societárias ou financeiras em outras empresas como sócia ou acionista, e (c) prestação de serviços de consultoria comercial, distribuição, representação ou outras formas de comercialização de produtos próprios ou de terceiros dos produtos que estejam ou venham a ser incorporados em seu ramo de atuação ou de seu objeto social. Artigo 4º. O tempo de duração da Companhia é indeterminado. Capítulo II - Capital Social e Ações - Artigo 5º. O capital social, totalmente subscrito e integralizado em moeda corrente nacional, é de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), dividido em 200.000 (duzentas mil) ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal. Artigo 6º. A cada ação ordinária corresponde um voto nas deliberações das Assembléias Gerais da Companhia. Artigo 7º. A Companhia poderá, a qualquer tempo, por deliberação da Assembléia Geral criar classes de ações preferenciais ou aumentar o número de ações preferenciais de classes existentes sem guardar proporção com as demais classes ou com as ações ordinárias, até o limite de 20% (vinte por cento) do total das ações ordinárias emitidas, que poderão ser ou não resgatáveis e ter ou não valor nominal. Parágrafo Único. É vedado à Companhia emitir partes beneficiárias.Artigo 8º. As ações não serão representadas por cautelas ou títulos múltiplos, presumindo-se sua propriedade pela inscrição do nome do acionista no Livro de Registro de Ações Nominativas da Companhia. Artigo 9º. A Companhia deverá realizar, no prazo de 15 (quinze) dias a contar do pedido do acionista, os atos de registro, averbações ou transferências de ações. Artigo 10. Nos casos de reembolso de ações previstos em lei, o valor de reembolso das ações corresponderá ao seu valor econômico, nos termos do art. 45 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Artigo 11. O acionista que desejar ceder, transferir ou alienar suas ações ou direitos de subscrição a quaisquer terceiros, acionistas ou não, a qualquer título, no todo ou em parte, direta ou indiretamente (“Acionista Notificante”), deverá notificar o outro acionista (“Acionista Notificado”), por escrito, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias corridos (“Notificação”), para que o Acionista Notificado possa exercer o direito de preferência na aquisição da totalidade das ações ou dos direitos de subscrição ofertados (“Direito de Preferência”).O Direito de Preferência poderá ser exercido apenas de modo pleno, sobre a totalidade das ações ou direitos de subscrição sobre as quais incidir, sendo assim vedado o seu exercício parcial. Parágrafo 1º. A Notificação deverá ser enviada com cópia para a Companhia e indicar expressamente (i)i nome, qualificação, informação para contato e endereço do terceiro interessado; (ii)i a quantidade de ações objeto da oferta e o respectivo preço; (iii)i os termos e as condições de pagamento; e, (iv) na hipótese de serem pessoas jurídicas os terceiros interessados na aquisição das ações ou direitos de subscrição, deverá ser indicado também, na medida da disponibilidade dessa informação, o nome dos respectivos controladores, diretos e indiretos, considerando-se, para tanto, as definições constantes dos artigos 116 e 243, § 2º, da Lei das S.A..Parágrafo 2º. Nos 30 (trinta) dias corridos seguintes ao recebimento da Notificação referida acima o Acionista Notificado poderá exercer seu Direito de Preferência para aquisição das ações ou dos direitos de subscrição ofertados mediante o envio de comunicação específica a esse respeito.Caso o Acionista Notificado exerça seu Direito de Preferência, a compra e venda deverá ser contratada no prazo máximo de 10 (dez) dias corridos a contar do recebimento da comunicação específica referida neste parágrafo. Se a compra e venda não for ultimada neste prazo, o Acionista Notificante ficará livre para contratar a venda com o terceiro adquirente. Parágrafo 3º. Decorrido o prazo a que se refere o caput deste Artigo 11 sem que o Acionista Notificado tenha exercido o Direito de Preferência mediante envio de notificação específica ao Acionista Notificante, a venda poderá ser contratada com o terceiro adquirente, nos 90 (noventa) dias corridos subsequentes, nas exatas condições da oferta; decorrido esse prazo sem que tenha sido efetivada a alienação, caso o Acionista Notificante ainda deseje alienar suas ações ou ainda se os termos e condições da proposta tiverem sido alterados em relação à proposta original, o Acionista Notificante deverá renovar o procedimento previsto neste Artigo 11. Parágrafo 4º. O Direito de Preferência ora disciplinado não se aplica às vendas, cessões, transferências ou alienações pelos acionistas de ações representativas do capital social da Companhia ou direitos de subscrição, ainda que em bloco, quando os adquirentes forem sociedades ou entidades controladas diretamente ou indiretamente pelos próprios acionistas. Parágrafo 5º. Da mesma forma, o Direito de Preferência não será aplicável nas hipóteses em que a transferências das ações ou direitos de subscrição de ações ocorrer em virtude de sucessão causa mortis, doação para descendentes ou partilha de bens em virtude de divórcio, separação judicial ou extrajudicial ou dissolução de união estável. Parágrafo 6º. A cessão, transferência ou alienação de ações e/ou de direitos de subscrição em violação ou infração a este Artigo 11 não será passível de registro nos livros da Companhia e será considerada nula e inválida, não produzindo qualquer efeito perante a Companhia, os acionistas e perante terceiros. Artigo 12. Condicionado ao não exercício pleno do Direito de Preferência disciplinado no Artigo 11, acima, pelo Acionista Notificado, em quaisquer operações que impliquem a alienação, por quaisquer acionistas, em conjunto ou individualmente, a quaisquer terceiros, de ações que representem, pelo menos, 51% (cinquenta e um por cento) das ações representativas do capital social da Companhia e/ou de direitos de subscrição, o(s) acionista(s) vendedor(es) terá(ão) o direito de exigir que os demais acionistas vendam aos eventuais terceiros ofertantes, suas ações representativas do capital social da Companhia e/ou direitos de subscrição, observadas suas respectivas participações no capital social, de modo a atingir o percentual ofertado pelos eventuais terceiros, sendo assegurado aos demais acionistas o mesmo preço e condições de pagamento e garantias de pagamento do preço ofertado para cada ação e/ou direito de subscrição de titularidade do acionista vendedor. Parágrafo 1º. A obrigação de alienação conjunta prevista neste Artigo 12 aplica-se a qualquer tipo de alienação de ações e/ou de direitos de subscrição, direta ou indireta, desde que onerosa, incluindo, mas não se limitando às hipóteses de venda, cessão, transferência, permuta, ou conferência ao capital de outra sociedade que impliquem, em um ou mais atos, a alienação de pelo menos 51% (cinquenta e um por cento) das ações representativas do capital social da Companhia e/ou de direitos de subscrição detidos pelos acionistas vendedores. Parágrafo 2º. Para os efeitos do disposto neste Artigo 12, o(s) acionista(s) vendedor(es) que pretenda(m) alienar quaisquer ações representativas do capital social da Companhia ou direitos de subscrição a terceiros, acionistas ou não, deverá(ão) notificar esse fato aos demais acionistas para que procedam a alienação conjunta de suas ações e/ou direitos de subscrição, respeitadas as respectivas participações no capital social da Companhia, nas mesmas condições, preço e forma de pagamento, também servindo, para este fim, a Notificação prevista no Artigo 11, acima, referente ao exercício do Direito de Preferência sobre a aquisição de ações e/ou direitos de subscrição de ações. Parágrafo 3º. O exercício, pelo(s) acionistas(s) vendedor(es), do direito de exigir o cumprimento efetivo da obrigação de alienação conjunta ora disciplinada, subordina-se ao não-exercício do Direito de Preferência pelo Acionista Notificado, correndo, simultaneamente, os prazos para o exercício do Direito de Preferência e para a subsequente exigência de cumprimento da obrigação de alienação conjunta. Parágrafo 4º. A alienação conjunta das ações e/ou direitos de subscrição se efetivará no prazo máximo de 60 (sessenta) dias corridos a contar do término do prazo para o exercício do Direito de Preferência previsto no Artigo 11, acima, em dia útil fixado pelo(s) acionista(s) vendedor(es) e pelo terceiro adquirente, mediante a assinatura do competente contrato de compra e venda e dos termos de transferência lavrados nos livros da Companhia. Deverão ser firmados nessa mesma oportunidade quaisquer outros instrumentos necessários à conclusão da transferência. Parágrafo 5º. A obrigação de alienação conjunta ora disciplinada não se aplica às vendas, cessões, transferências ou alienações pelos acionistas de ações representativas do capital social da Companhia e/ou de direitos de subscrição, ainda que em bloco, quando os adquirentes forem sociedades ou entidades controladas diretamente ou indiretamente pelos próprios acionistas. Parágrafo 6ª. Da mesma forma, a obrigação de alienação conjunta ora disciplinada não será aplicável nas hipóteses em que a transferências das ações ou direitos de subscrição de ações ocorrer em virtude de sucessão causa mortis, doação para descendentes ou partilha de bens em virtude de divórcio, separação judicial ou extrajudicial ou dissolução de união estável. Parágrafo 7º. A cessão, transferência ou alienação de ações e/ou de direitos de subscrição em violação ou infração a este Artigo 11 não será passível de registro nos livros da Companhia, e será considerada nula e inválida, não produzindo qualquer efeito perante a Companhia, os acionistas e perante terceiros. Capítulo III - Assembléias Gerais - Artigo 13. A Assembléia Geral reunir-se-á, ordinariamente, em um dos 4 (quatro) meses seguintes ao término do exercício social e, extraordinariamente, sempre que os interesses sociais o exigirem, guardados os preceitos de direito nas respectivas convocações, que serão feitas pelo Diretor Presidente. Artigo 14. A Assembléia Geral será instalada e presidida por qualquer dos presentes, indicado por acionista(s) que represente(m) a maioria do capital social. No momento da instalação, o presidente escolherá outro dentre os presentes para secretariar os trabalhos da Assembléia Geral. Parágrafo Único. A Assembléia Geral realizada com a presença da totalidade dos acionistas será considerada regularmente convocada e instalada, independentemente do cumprimento das formalidades de convocação. Artigo 15. As deliberações da Assembléia Geral, ressalvadas as exceções previstas em lei ou neste Estatuto Social, serão tomadas por maioria absoluta de votos, não se computando os votos em branco. Capítulo IV - Administração da Companhia - Artigo 16. A Companhia será administrada por uma Diretoria, composta por 2 (dois) Diretores, designados Diretor Presidente e Diretor Comercial, acionistas ou não, residentes no país, eleitos pela Assembléia Geral. Parágrafo 1º. O prazo de mandato dos membros da Diretoria é de 2 (dois) anos, mas, qualquer que seja a data de sua eleição, os respectivos mandatos terminarão na data da realização da Assembléia Geral que examinar as contas relativas ao último exercício de suas gestões; mesmo se vencidos os respectivos mandatos, os Diretores continuarão no exercício de seus cargos até a posse dos novos titulares.Os membros da Diretoria poderão ser reeleitos, inclusive por mais de uma vez.Parágrafo 2º. A investidura dos Diretores em seus cargos dar-se-á mediante assinatura de termo de posse no livro de atas de reuniões da Diretoria, independentemente de caução. Artigo 17. A Assembléia Geral da Companhia fixará os honorários da Diretoria, em montante global e anual, competindo à própria Diretoria a divisão da remuneração entre seus membros. Parágrafo Único. A Assembléia Geral poderá, por deliberação de acionistas que representem a maioria absoluta do capital social, atribuir aos Diretores da Companhia, nos exercícios sociais que distribuírem o dividendo mínimo obrigatório previsto no Artigo 26, “b”, deste estatuto social, a participação no lucro da Companhia, desde que o seu total não ultrapasse a remuneração anual dos administradores nem 10% (dez por cento) dos lucros, calculados nos termos do art. 190 da Lei nº 6.404/76, prevalecendo o limite que for menor. Artigo 18. Havendo vacância em cargo da Diretoria, no prazo de até 30 (trinta) dias deverá ser convocada uma Assembléia Geral para provimento do cargo vago, servindo o substituto então eleito até o término do mandato do substituído. Parágrafo Único. Além dos casos de morte ou renúncia, considerar-se-á vago o cargo do Diretor que, sem justa causa, deixar de exercer suas funções por 60 (sessenta) dias consecutivos.Artigo 19. A Diretoria reunir-se-á sempre que convocada pelo Diretor Presidente, com no mínimo 3 (três) dias de antecedência, mediante convocação pessoal dirigida aos outros Diretores, com comprovação do recebimento. As reuniões serão instaladas com a presença da maioria dos Diretores em exercício. Parágrafo 1º. Independentemente de convocação, será considerada regular a reunião a que todos os Diretores comparecerem. Parágrafo 2º. Em todas as reuniões da Diretoria será admitido que o Diretor ausente seja representado por um de seus pares, para formação de quorum de instalação ou de deliberação; e, igualmente, serão admitidos votos por carta, fax ou e-mail, desde que recebidos na sede social até o momento da reunião. Parágrafo 3º. As deliberações da Diretoria serão tomadas por maioria de votos. Em caso de impasse, caberá ao Diretor Presidente o voto de desempate. Artigo 20. Além dos que forem necessários à consecução dos fins sociais e ao regular funcionamento da Companhia, a Diretoria fica investida de poderes para representar a Companhia ativa ou passivamente, em juízo ou fora dele, transigir, renunciar, desistir, firmar compromissos, contrair obrigações, confessar dívidas e fazer acordos, adquirir, alienar e onerar bens móveis e imóveis, observados os dispositivos legais e estatutários pertinentes. Artigo 21. Compete especialmente à Diretoria: a) apresentar à Assembléia Geral o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras previstas em lei, depois de submetidas ao parecer do Conselho Fiscal, se em funcionamento; b) deliberar sobre a instalação, transferência ou extinção de filiais, agências, escritórios ou outras dependências da Companhia;c) fixar a orientação geral dos negócios sociais;d) propor à Assembléia Geral a destinação dos lucros do exercício, observadas as disposições legais e estatutárias pertinentes; e) deliberar sobre o pagamento de juros sobre o capital próprio; e f) representar a Companhia ativa e passivamente, judicial e extra-judicialmente.Artigo 22. Observado o disposto nos parágrafos deste artigo, a Companhia considerar-se-á obrigada quando representada: (i) isoladamente pelo Diretor Presidente; (ii) isoladamente pelo Diretor Comercial, nos atos referidos no parágrafo 1º, abaixo; (iii) conjuntamente pelo Diretor Presidente e pelo Diretor Comercial; ou (iv) por um ou mais procuradores, de acordo com os poderes conferidos no respectivo instrumento de mandato.Parágrafo 1º. A Companhia será representada isoladamente pelo Diretor Comercial exclusivamente nos atos relativos à área comercial da Companhia, tais como assinatura de propostas comerciais, ofertas de preço, contratos de fornecimento, atas de registro de preços, participação em licitações e pregões. Parágrafo 2º. Os mandatos outorgados pela Companhia deverão especificar os poderes outorgados e, salvo se contiverem a cláusula ad judicia et extra, terão tempo de vigência determinado não superior a 02 (dois) anos. Artigo 23. Em operações estranhas aos negócios sociais, é vedado aos Diretores ou a qualquer procurador, em nome da Companhia, conceder fianças e avais, ou contrair obrigações de qualquer natureza. Capítulo V - Conselho Fiscal - Artigo 24. O Conselho Fiscal, de caráter não permanente, será composto por 3 (três) membros efetivos e igual número de suplentes, com as atribuições e nos termos previstos em lei. Parágrafo Único. Cada período de funcionamento do Conselho Fiscal terminará na primeira Assembléia Geral Ordinária após sua instalação. A remuneração dos membros do Conselheiro Fiscal será determinada pela Assembléia Geral que os eleger, observado o limite mínimo estabelecido no artigo 162, § 3º, da Lei nº 6.404/76. Capítulo VI - Exercício Social e Distribuição de Resultados - Artigo 25. O exercício social terá início em 01 de janeiro e terminará no dia 31 de dezembro de cada ano, ocasião em que serão elaboradas as demonstrações financeiras previstas em lei. Artigo 26. Do resultado do exercício, serão deduzidos os prejuízos acumulados e a provisão para o imposto sobre a renda e para a contribuição social sobre o lucro líquido.A seguir, serão determinadas eventuais participações dos administradores nos lucros, nos termos do parágrafo único do artigo 17 deste Estatuto Social e do artigo 190 da Lei 6.404/76.Do lucro líquido apurado após as deduções previstas neste artigo, serão destinados sucessivamente e nesta ordem: a) 5% (cinco por cento) para a constituição de reserva legal, até que esta atinja o valor correspondente a 20% (vinte por cento) do capital social; a constituição da reserva legal poderá ser dispensada no exercício em que o saldo desta reserva, acrescido do montante das reservas de capital, exceder a 30% (trinta por cento) do capital social; b) 25% (vinte e cinco por cento), após a destinação da reserva legal, para distribuição aos acionistas a título de dividendo obrigatório, compensados os dividendos intermediários que tenham sido declarados no curso do exercício e o valor líquido dos juros sobre o capital próprio; e c) o saldo do lucro líquido será destinado para a Reserva para Investimentos e Pesquisas prevista no Artigo 27 deste Estatuto Social ou terá a destinação que a Assembléia Geral determinar, observadas as disposições legais aplicáveis. Parágrafo 1º. Os dividendos serão pagos, salvo deliberação em contrário da Assembléia Geral, no prazo de 60 (sessenta) dias contados da data em que forem declarados e, em qualquer caso, dentro do exercício social. Parágrafo 2º. O dividendo previsto neste Artigo não será obrigatório no exercício social em que a Diretoria informar à Assembléia Geral Ordinária não ser ele compatível com a situação financeira da Companhia. O Conselho Fiscal, se em funcionamento, deverá dar parecer sobre essa informação. Os lucros que assim deixarem de ser distribuídos serão registrados como reserva especial e, se não absorvidos por prejuízos em exercícios subseqüentes, deverão ser pagos como dividendos assim que o permitir a situação financeira da Companhia. Artigo 27. A Companhia terá uma reserva estatutária denominada Reserva para Investimentos e Pesquisas, a qual tem como finalidade assegurar os recursos suficientes para a expansão das atividades e investimentos da Companhia bem como subsidiar as pesquisas para o desenvolvimento e aprimoramento de produtos da Companhia. Parágrafo 1º. Será destinado para a Reserva para Investimentos e Pesquisas até 75% (setenta e cinco por cento) do lucro líquido apurado em cada exercício, após diminuído das importâncias destinadas à reserva legal, reserva para contingências e reserva de incentivos fiscais, e acrescido das reversões destas duas últimas reservas. Parágrafo 2º. O saldo da Reserva para Investimentos e Pesquisas não poderá exceder o capital social, nem isoladamente, nem em conjunto com as demais reservas de lucros, com exceção das reservas para contingências, de incentivos fiscais e de lucros a realizar, conforme disposto no art. 199 da Lei nº 6.404/76. Ultrapassado esse limite, a Assembléia Geral deverá destinar o excesso para distribuição de dividendos aos acionistas, integralização ou aumento do capital social. Ainda que não atingido o limite estabelecido neste parágrafo, a Assembléia Geral poderá, a qualquer tempo, deliberar a distribuição dos valores contabilizados na Reserva para Investimentos e Pesquisas aos acionistas, como dividendos, bem como sua capitalização ou sua aplicação na recompra de ações para manutenção em tesouraria. Artigo 28. A Diretoria poderá, em qualquer periodicidade, levantar balanços intermediários e declarar dividendos à conta de lucros apurados nesses balanços, observadas as restrições legais aplicáveis. Artigo 29. A Diretoria poderá declarar, ad referendum da Assembléia Geral, dividendos intermediários à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral aprovado em Assembléia Geral, bem como poderá determinar o pagamento de juros sobre o capital próprio, imputando-se o valor líquido dos juros pagos ou creditados ao valor do dividendo obrigatório, nos termos do Artigo 26, alínea “b”, supra. Artigo 30. Prescrevem e reverterão em favor da Companhia os dividendos não reclamados em 03 (três) anos, a contar da data em que tenham sido colocados à disposição dos acionistas. Capítulo VII - Liquidação da Companhia - Artigo 31. A Companhia entrará em liquidação nos casos previstos em lei, cabendo à Assembléia Geral determinar o modo de liquidação e nomear o liquidante que deverá atuar nesse período. Capítulo VIII - Disposições Finais - Artigo 32. A Companhia respeitará e obedecerá aos termos de acordos de acionistas que venham a ser arquivados em sua sede. Artigo 33. No caso de sobrevirem litígios ou divergências oriundos deste estatuto social, os acionistas concordam em envidar seus melhores esforços no sentido de dirimi-los de maneira amigável, e de acordo com os princípios de boa-fé.Em não sendo dirimida a controvérsia de forma amigável, a controvérsia deverá ser definitivamente resolvida por meio de arbitragem, a ser instituída e processada de acordo com o Regulamento da Câmara de Mediação e Arbitragem de São Paulo (instituída pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - FIESP). A administração e o desenvolvimento do procedimento arbitral caberá à referida Câmara (“Câmara”).Parágrafo 1º. OTribunal Arbitral será constituído por 3 (três) árbitros, cabendo a cada parte do litígio a escolha de um árbitro titular e respectivo suplente, não necessariamente integrantes do Corpo de Árbitros da Câmara, no prazo de 15 (quinze) dias contados da data do recebimento da notificação enviada pela Câmara. Parágrafo 2º. Os árbitros indicados pelas partes deverão escolher em conjunto o nome do terceiro árbitro, a quem caberá a presidência do Tribunal Arbitral, submetendo seu nome à aprovação da Câmara. Parágrafo 3º. Se quaisquer das partes deixar de indicar árbitro e/ou seu suplente, ao presidente da Câmara caberá fazer essa nomeação.Caso os árbitros indicados pelas partes não cheguem a um acordo quanto à indicação do terceiro árbitro, caberá ainda ao presidente da Câmara proceder à sua nomeação. Parágrafo 4º. O Tribunal Arbitral terá assento na Cidade de São Paulo, utilizando-se a língua portuguesa como idioma oficial para todos os seus atos. Parágrafo 5º. Nos termos do art. 18, da Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996, fica esclarecido que (i)i a Parte que restar vencida pela decisão arbitral não poderão intentar recurso ao Poder Judiciário; e (ii)i a sentença arbitral será definitiva e vinculante para as partes, não estando sujeito à homologação ou a qualquer recurso perante o Poder Judiciário. Parágrafo 6º. As partes desde já reconhecem, para os fins da legislação em vigor, que a sentença arbitral que condenar qualquer das partes a emitir declaração de vontade produzirá todos os efeitos da declaração de vontade não emitida pela parte condenada. Parágrafo 7º. Fica estabelecido que durante a tramitação de arbitragem ou durante a pendência de qualquer litígio entre as partes relacionado a este estatuto social, as partes não estarão autorizadas a cessar ou a se furtar ao cumprimento das obrigações estabelecidas por este estatuto social. Parágrafo 8º. Para dirimir as questões oriundas deste estatuto social de caráter executório ou de caráter urgente surgidas antes da instalação do tribunal arbitral, as partes elegem o Foro da Capital do Estado de São Paulo, renunciando expressamente a qualquer outro, por mais privilegiado que seja. Artigo 34. Aos casos omissos, serão aplicáveis as disposições da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976.”Roberto Altieri - Presidente;Alfredo Luiz Borges do Amaral Maluf - Secretário.


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Os 'banche' (termo italiano para os bancos que surgiu na península e foi exportado para todos os continentes) se fortaleciam junto com a inspiração de Michelangelo, Rafael, Botticelli, Beato Angelico e outros gênios.

conomia

DINHEIRO E BELEZA EM FLORENÇA Exposição no museu italiano do Palazzo Strozzi traz a economia ilustrada e explicada pela arte renascentista Eliana Haberli Fotos: Divulgação

O

moderno sistema bancário nasceu irmanado ao Renascimento, ele também uma espécie de obra de arte, como as que estavam florescendo no século 15 na Europa. Os " b a n c h e " (termo italiano para bancos que surgiu na península e foi exportado para todos os continentes) se fortaleciam junto com a inspiração de Michelangelo, Rafael, Botticelli, Beato Angelico e outros gênios da pintura. Essa intrigante relação entre dinheiro e beleza foi explorada como tema central da exposição "Dinheiro e Beleza: banqueiros, Boticelli e a Fogueira das Vaid ad e s ", no magnífico museu do Palazzo Strozzi, em Florença. A mostra é um luxo de aula econômica – a economia ilustrada e explicada pela arte. Está aberta até o dia 22 deste mês. O pintor Sandro Boticelli, autor de obras primas como a Vênus, de 1482, e "Madonna col bambino, due angeli e san Giovannino", de 1468, é o tema central da mostra e está na capa do catálogo oficial. Sua vida e sua obra representam a tensão entre dinheiro e beleza dos períodos imediatamente posteriores à Idade Média. Em um recorte ampliado da obra "A calúnia", Boticelli é apresentado entre dois caminhos. De um lado, a tentação do lucro e da riqueza. Do outro, a austeridade santa, sem a conspurcação do dinheiro. Entre os dois lados, a tocha do "rogo delle vanitá", a fogueira das vaidades, expressão que se popularizou a partir de Florença, quando o padre fanático Savonarola, em 1497, tomando o poder da rica família dos Médici, mandou queimar publicamente milhares de objetos e obras de arte, muitos de propriedade ou patrocinados pelo mecenato dos Médici. Era a condenação de "cose vane, lascive o disoneste". Um ano mais tarde, ele mesmo, Savonarola, foi sentenciado e queimado na Piazza della Signoria, que permanece quase inalterada até hoje, para encanto dos turistas da capital toscana. Vitória do dinheiro sobre o conceito religioso de santidade? A exposição do Palazzo Strozzi inspira o visitante a refletir sobre esse e outros conceitos monetários e históricos, vivos até hoje. O ponto de partida da mostra é o ano de 1252, quando foi cunhado o primeiro florim de ouro na Zecca (Casa da Moeda) da República de Florença, que se firmava como potência

"O contador e sua mulher": o pintor holandês Marinus van Reymerswaele é um dos que mostram a economia do Renascimento com precisão e beleza. Quadro é de 1540 e pertence ao Museo Nazionale del Bargello.

"A calúnia": Um recorte desse quadro de 1497 – que pertence à galeria Uffizi – , de Sandro Botticelli , o coloca entre as "duas vozes" – da fortuna e da santidade.

"Madonna col bambino, due angeli e san Giovannino": Sandro Botticelli unia nas suas obras, como esta, de 1468 – que pertence à Galleria dell'Accademia –, expressões santas e trajes suntuosos – amostra do que acontecia no norte da Itália na época.

mercantil. Começava a trajetória da moeda mais influente desse e dos dois séculos seguintes, o "dólar" do Renascimento – estampada em 3,5 gramas de ouro de 24 quilates, o lí-

rio de um lado e a imagem de São João Batista, do outro. A moeda foi tão importante que similares dela foram cunhados e oficializados na Alemanha, Inglaterra, França, Países Bai-

xos, Portugal, Suécia, Polônia, Rússia e Aragão. Até o Brasil teve um florim, no tempo da colonização holandesa. Alguns sobrevivem até hoje, como o florim húngaro.

Obras artísticas que vêm tocando a sensibilidade de gerações, assim como objetos e relíquias, são apresentados ao visitante sob luminosidade e temperatura controladas em

uma viagem artística que chega até 17 de maio de 1510, data da morte de Sandro Botticelli. Dois séculos e meio de conflitos e desenvolvimento econômico, arrancando o mundo do escambo da Idade Média e levando-o às modernas bases da economia financeira. Ou, do feudalismo ao pré-capitalismo. Tempos em que Florença oscilava entre a condenação divina da usura e a vontade desenfreada pelo luxo. As obras expostas vieram dos museus do Vaticano, Londres, Nova York, Rotterdam e naturalmente da galeria Uffizi, a mais célebre de Florença – 105 obras-primas, ao lado dos primeiros documentos financeiros com base moderna, papéis e moedas dos séculos 14 e 15 e cartas náuticas da época. A obra de Botticelli é mostrada com todo seu esplendor, com a Madonna ricamente vestida, um detalhe que na verdade já confrontava os preceitos religiosos de austeridade, mas que combinava com o gosto dos mecenas, como os banqueiros. Financiados para produzir arte, os gênios da pintura não deixavam de incluir nelas as vestes e os adereços luxuosos do modo de vida florentino da época. Talvez, por isso, o cenário da Calúnia mostre o rosto do pintor dividido pela angústia entre a austeridade e a vaidade. Ele também foi influenciado pelas ideias de Savonarola e expressou nessa obra que não deixava de temer a fogueira das vaidades. O dueto é montado a partir dos próprios curadores da mostra. Ludovica Sebregondi, autora de Inocografia de Girolamo Savonarola - 1495-1998, originária de um ambiente católico, interpreta as obras primas para o visitante com a ressalva histórica do ambiente vivido pelos artistas da época. O outro curador, Tim Parks, autor de "A Fortuna dos Médici", que se formou em um contexto protestante, considera as obras do ponto de vista jornalístico. E duas maravilhas do Renascimento são altamente jornalísticas – "O contador e sua mulher", pintada pelo holandês Marinus Van Reymerswaele, na qual se pode observar um banqueiro real com sua mulher no local de trabalho. E o famoso "Os usurários", do mesmo autor, em que contadores fazem anotações nos livros de registro, um deles apresentando o olhar malicioso com que essa atividade era caracterizada na época.

A REVOLUÇÃO DO CÂMBIO

F

oram as necessidades comerciais que abriram uma brecha entre as posições antagônicas da religião e do comércio. Para a Igreja Católica, usura era o lucro que vinha de qualquer operação que não fosse a venda direta da produção de mercadorias, somando-se simplesmente custos de matéria-prima e mão de obra. O juro entrava na perigosa lista dos pecados – ele remunerava o tempo entre o empréstimo tomado e o pagamento, e o tempo não podia ser negociado, pertencia a Deus. Mas o comércio prosseguia pujante no Renascimento, descobrindo necessidades e aproximando nações. De Florença saíam mercadorias,

como especiarias, seda e artigos de luxo, para serem vendidas, por exemplo, na Inglaterra, que fornecia lã crua para voltar nos mesmo navios até os portos do norte italiano. Da Escandinávia vinham tecidos, estanho, chumbo e couro. Com o comércio em grande atividade, havia demanda crescente pelo trabalho dos primitivos operadores de câmbio que garantiam a troca entre as moedas diversas. As "lettera di cambio", algumas tão bem conservadas que puderam ser agora expostas em Florença, permitiam que o comerciante entregasse seus florins em Florença e conseguisse moedas de outros pontos e portos, como

libras esterlinas em Londres, para trazer de volta novas mercadorias. Esses documentos embutiam uma taxa de 10% a 20% para cobrir os riscos da empreitada. Os perigos não eram pequenos – intempéries, pirataria no mar, assaltantes na terra. Não era à toa que as letras de câmbio começavam sempre com a frase "Nel nome di Dio e di buona ventura". Pela frase inicial, ou pela complexidade da operação, mal compreendida pela maioria, os documentos escapavam da censura direta dos religiosos e a rede do câmbio se fortaleceu

em pontos geográficos diversos. Escritas à mão, curtas e simples, as letras tornaram-se o instrumento financeiro que revolucionou a atividade bancária. (EH)

Um mercador de Bruges fica devendo dez soldos em Barcelona. Uma "banca" do primeiro local escreve esta "lettera", de 1398, afiançando o pagamento no segundo local, em moeda corrente.


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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

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Programas como Glary Utilities, Recuva ou Back It! prometem recuperar arquivos deletados e realizar uma faxina na sua máquina.

nformática

Faxina no seu PC!

Entre programas de backup, de recuperação de arquivos e de limpeza no sistema do computador, o DC Informática indica 10 softwares que vão melhorar sua máquina e sua produtividade. Tudo para começar bem o ano.

SÉRGIO VINÍCIUS

pagar dados importantes do computador por engano é algo que irrita, e muito, qualquer usuário. A situação se agrava ainda mais se o PC em questão for lento – o que acarretará em maior demora em tentar recuperar o arquivo importante e descobrir que isso é quase impossível. Para minimizar esses problemas do dia a dia (deletar dados importantes sem ter cópias de segurança ou trabalhar com máquinas lentas), desenvolvedores oferecem gratuitamente diversos softwares. Nomes como Glary Utilities, Recuva ou Back It! prometem recuperar arquivos deletados, realizar uma faxina na máquina e torná-la mais esperta ou ainda garantir a realização de backups de forma simples e rápida. O Diário do Comércio avaliou alguns dos principais programas disponíveis na web que podem facilitar a vida de qualquer usuário quando o assunto é cópia de segurança ou apagar arquivos inúteis ou antigos, que podem atravancar o bom andamento da máquina. Ainda foram testados softwares de recuperação de arquivos deletados, que funcionaram bem – embora as condições para reaver dados deletados e seu êxito varie de acordo com itens como tempo de apagamento, sobrescrições, entre outros. Confira os indicados.

A

Back up Back It! http://code.google.com/p/backit/ Programa de backup com interface simples de usar: basta arrastar para a janela do programa o conteúdo a ser copiado. Necessita de Adobe Air (http://get.adobe.com/br/air) para rodar e realizar as cópias de segurança. Cobian Backup http://www.educ.umu.se/~cobian/ cobianbackup.htm Um dos mais famosos programas de cópia de segurança da web. Permite agendar processos de backup, com opções entre diária, semanal ou mensal. Tem suporte a cópias entre vários PCs. Yadis! Backup http://www.codessentials.com/ products/yadisbackup.html Cria cópias de forma extremamente simplificada, sendo necessários poucos

cliques no mouse. Pode realizar o processo em tempo real: assim que os arquivos são modificados, ele os copia. GFI Backup http://www.gfi.com/pages/backupfreeware.asp Com ferramentas avançadas, o software realiza backup e permite que os dados sejam criptografados, aumentando sua segurança contra hackers e invasores. Pode realizar processos de forma automática ou manual. Recuperação de dados Recuva http://www.piriform.com/recuva Programa rastreia o sistema operacional Windows atrás de dados excluídos. Eventualmente (não em 100% das vezes) consegue encontrar informações até em partições ou discos externos formatados, como pen drives. Pandora Recovery http://www.pandorarecovery.com/ download

Programa promete recuperar até mesmo dados excluídos por meio do comando Shift + Delete (que apaga instantaneamente o conteúdo, sem enviar para a Lixeira do Windows). Fácil de usar, pode ser operado com poucos cliques. Recovery ToolBox for CD Free http://www.recoverytoolbox.com/pt/ cd.html Programa que recupera arquivos danificados de CDs e de DVDs. O software promete recuperar dados (como fotos e vídeos) de mídias riscadas ou que o PC não consegue ler naturalmente. File Repair http://www.filerepair1.com/ O fabricante garante que o programa recupera arquivos corrompidos por qualquer motivo. A ideia é que ele abra e "conserte" imagens e documentos que foram danificados e não podem ser lidos ou acessados diretamente pelo PC.

LIMPEZA TOTAL Glary Utilities h tt p :/ / ww w.g l ar y so f t. c om / products/ utilities/glary-utilities/ download/ Completo, o programa faz um "faxinão" no PC: apaga arquivos não usados, arruma falhas de registro, dá cabo a documentos duplicados. De quebra, otimiza memória, desinstala programas e desfragmenta disco. CCleaner http://www.piriform.com/ccleaner Apaga arquivos e dados desnecessários ao sistema. Deleta "porcarias" que estejam no registro do Windows, além de itens como histórico, cookies e documentos. Por vezes, além de tornar o sistema mais rápido, o software ainda conserta problemas que impediam o bom funcionamento da máquina.

GADGETS

SMARTPHONES

ROTEADORES

Este cabe até no bolso ste roteador minúsculo e wireless da TP-Link, TL-WR702N, foi mostrado na feira de eletrônicos de Las Vegas, e é ótimo para profissionais em viagem ou em apresentações, para tablets, smartphones, consoles de games ou outros portáteis sem fio. Seu diferencial é o tamanho, cabe na palma da mão (sem a fonte) e no bolso, sem ocupar espaço. O mini roteador 802.11n tem velocidade de 150 Mbps. Basta plugá-lo num cabo de rede Ethernet e criar uma rede sem fio dentro de um quarto de hotel ou numa sala, por exemplo. Chega ao mercado no segundo trimestre por US$ 40.

O híbrido da Lenovo

n

E

ULTRABOOKS

Windows Phone versão 7.5 Fininhos mais coloridos versão Primavera do ASUS Zenbook UX31 e UX21 deixou mais colorida a elegante família de ultrabooks, lançada no ano passado, agora com as cores Rose Gold e Hot Pink, e mostrada em Las Vegas na CES. Com 9 mm de espessura em sua parte traseira e apenas 3 mm na frontal, o equipamento roda os chips Intel Core i7 e i5, possui unidade de armazenamento sólido SSD, Bluetooth e porta USB 3.0. A ativação da máquina se dá em dois segundos. A bateria dura até 25% mais do que a dos outros ultrabooks, garante a Asus.

A

Lenovo fez vários lançamentos durante a CES 2012, na semana passada, mas um dos destaques foi o IdeaPad Yoga, notebook ultrafino (ultrabook) que se transforma num tablet porque sua tela gira a 360 graus sobre o teclado e pode ser posicionado em pé no formato de tenda, sobre a mesa, ou como prancheta, no colo, se for necessário, já que a tela é touch. O produto mede 16,9 mm de espessura e pesa 1,47 kg, rodando Windows 8. A tela de 13.3 polegadas tem resolução HD+ e é capaz de aceitar todos os dedos ao mesmo tempo. A faixa de preço do IdeaPad Yoga está estimada em US$ 1.200, e ele deve chegar ao mercado ainda neste semestre.

A

Nokia anunciou na CES 2012 o Lumia 900, a terceira versão do smartphone com o sistema operacional Windows Phone, mas que será comercializado exclusivamente nos Estados Unidos pela operadora AT&T. A tela é grande, de 4.3 polegadas, e o equipamento traz câmera de 8 MP frontal com lente de 28 mm e é compatível com a rede veloz LTE (4G). O smartphone roda o processador Snapdragon, da Qualcomm, de 1.4 GHz e a versão 7.5 do Windows para smartphones. A bateria promete autonomia de sete horas de conversação. Ele virá nas cores preta e azul e os preços ainda estão indefinidos.

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Pedidos pela web ou pelo smartphone aumentam o tíquete médio em 20% Felipe Fioravante, sócio e CEO da iFood nformática

Na tela, escolha seu prato favorito. Os pedidos para pizzarias e restaurantes agora podem ser feitos pela web, pelo iPad ou iPhone e, em breve, por meio de celulares Android. BARBARA OLIVEIRA stá ficando cada vez mais fácil pedir comida pelos sistemas delivery, que estão se sofisticando e utilizando tanto a web como os aplicativos para smartphones. A iFood (www.ifood.com.br), especializada em plataformas online de entrega de comida e que atende a mais de 800 restaurantes no País, está lançando sua primeira versão para iPhone e iPad e, em dois meses, terá um aplicativo também para telefones Android. A empresa aposta que esse segmento mobile vai crescer muito e deve superar até as encomendas feitas pelo telefone e pelo computador. Segundo o sócio e CEO da iFood, Felipe Fioravante, tais aplicativos móveis trazem vantagem ao consumidor na hora de escolher a comida a ser entregue em casa porque ele vê a localização do restaurante mais próximo, o cardápio, os preços e a forma de pagamento. "Os pedidos pela web ou pelo smartphone aumentam o tíquete médio em 20%, e as vendas dos estabelecimentos têm crescido mês a mês, se compararmos com as feitas pelo telefone", informa Fioravante. "As fotos e as descrições dos pratos na tela estimulam o cliente a pedir mais itens. O aplicativo da Pizza Hut, por exemplo, já representa 30%

E

das solicitações originadas via internet". A plataforma online (para computadores) existe desde junho do ano passado e está funcionando em 800 restaurantes de São Paulo, Santos, Jundiaí, Rio e Salvador. Fortaleza e Recife serão as próximas contempladas, mas até o final do ano o serviço estará disponível em todas as capitais e Fioravante estima ter dois mil estabelecimentos participando. Entre seus clientes estão a Pizza Hut, KFC, Flying Sushi, Almanara, Antiquarius e Lanchonete da Cidade. O restaurante não precisa se preocupar com a criação do site, pois tudo é feito pela iFood. Uma equipe comercial visita

o local interessado e preenche um cadastro com as informações necessárias para incluí-las no site – localização, fotos do cardápio, tipo de cozinha, preços, promoções, etc. A partir daí, a iFood gerencia os pedidos e os envia para o estabelecimento a cada vez que o consumidor fizer uma escolha pela web ou pelo aplicativo. Essa comanda impressa chega ao restaurante em poucos segundos, por meio de uma maquininha com conexão celular GPRS, e é confirmada pelo funcionário. A confirmação aparece no site. Para o usuário, a navegação é bem fácil e interativa. A iFood cobra uma mensalidade de R$ 79 para manter o site no ar e

fazer esse gerenciamento entre o cliente e o restaurante, e outros 10% sobre o volume negociado pelo estabelecimento. O usuário não paga nada pelo aplicativo, mas precisa se cadastrar para que a comida seja entregue na porta de sua casa. Depois de navegar pelas opções de cardápio e tomar a decisão do que vai querer, o consumidor só precisa definir a forma de pagamento – cheque, dinheiro ou cartão. Um sistema chamado iConnect permite ao usuário ter a certeza da confirmação online pelo restaurante. Essa mesma tecnologia possibilita o agendamento de entregas para o dia e hora preferidos.

Sergio Kulpas sergiokulpas@gmail.com

Pequenos em alta

U

ma reportagem do New York Times aponta uma tendência surpreendente: os consumidores que fazem compras online estão trocando os grandes sites como a Amazon.com por pequenas empresas, por uma variedade de motivos. O ponto principal apontado por esses clientes é que os maiores portais de e-commerce estão imitando maus comportamentos das grandes redes varejistas de cimento e tijolo. As megalojas online são acusadas de ações predatórias contra os pequenos concorrentes, além de práticas trabalhistas e fiscais que despertam a desconfiança do consumidor. Curiosamente, são justamente as melhores estratégias dos grandes sites que despertam esse sentimento negativo. Lojas como a Amazon levaram mais de uma década para atingir um patamar elevado em termos de ofertas, descontos, vantagens, atendimento e entrega – e agora são criticadas por colher os frutos desse longo planejamento. Nos EUA, os maiores varejistas online tiveram um aumento de 19% no faturamento no final de 2011 em comparação ao mesmo período de 2010, enquanto os pequenos sites de varejo tiveram crescimento de apenas 7% – ainda bem acima das lojas do varejo tradicional. Os sites menores estão lutando com suas próprias armas. Alguns não autorizam acesso a aplicativos de comparação de preços, enquanto outros tentam atrair os clientes com brindes personalizados e ofertas que os sites maiores não têm condições para oferecer. Mas o que mais chama a atenção é que muitos consumidores estão rea-

gindo negativamente ao crescimento dos sites de comércio eletrônico, um dos poucos setores de sucesso em tempos de crise financeira. Comparar a Amazon com o Wal-Mart é uma visão no mínimo injusta. Protestos – No entanto a tendência atual é um reflexo da "subrevolução" da classe média dos EUA e alguns países da Europa ocidental. Os protestos contra a elite, contra a faixa de "1%" que seria a causadora e maior beneficiada pelo arrocho financeiro, acabam tendo reflexos inesperados. Um desses ocorre justamente na relação de varejo moderno. As queixas que atingem o Wal-Mart e outras grandes redes de lojas físicas são agora reproduzidas pela nova geração de consumidores. Se os críticos das grandes redes de supermercados ficaram revoltados com o fim das pequenas lojas de bairro, os novos consumidores culpam a Amazon e similares pelo desaparecimento da variedade de lojas de nicho na internet. E esses consumidores são muito mais ativos (e ativistas) que seus antecessores, que seus pais e avós. Enquanto as gerações antigas mal podiam reclamar (no máximo enviando cartas indignadas aos jornais), esses novos consumidores dispõem de uma imensa variedade de canais para ventilarem sua ira. Ao contrário da grande rede de supermercados de tijolo, as megalojas online terão que ouvir com extrema atenção essas reclamações – cada uma. Isso porque cada queixa no mercado online tem o poder de se reproduzir e amplificar centenas ou milhares de vezes através da web, pelas redes sociais, blogs e sites especializados.


DC 17/01/2012  

Diário do Comércio

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