Page 1

Tenho pressa para fazer nosso trabalho. Não para fazer

CHICANA. Está dizendo que estou fazendo chicana? Não estou de brincadeira. Peço que vossa excelência

SE RETRATE NÃO

Nelson Jr./SCO/STF

Carlos Humberto/SCO/STF

imediatamente.

vou me retratar, ministro.

Continua nos próximos capítulos Bate-boca entre os ministros Lewandowski (esq.) e Barbosa antecipa fim de sessão no STF sobre o Mensalão. Pág. 5 Ano 90 - Nº 23.937

Conclusão: 23h45

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Página 4

De volta, o boletim escolar.

EFE

Haddad anuncia mudanças na educação da Cidade: aluno tem de fazer lição de casa e, se não souber a matéria, não passa de ano. É o fim da aprovação automática. Pág. 13

Pró-sírios atacados no front libanês

Mosaab el Shamy/EFE

Bombas voltam a explodir em Beirute, agora pela guerra na Síria, apoiada pelo Hezbollah libanês: 20 mortos. Pág. 10

Entre os mortos, a democracia. Mais de 600 mortos, violência sem fim, o Egito enterra o sonho de se tornar uma democracia. Os islamitas ameaçam uma guerrilha urbana, o exército tem ordem de atirar para matar. O mundo condena o massacre. Págs. 2 e 10 Wesley Alisson/Hype

ACcelular, o telefone sob medida para você. A Associação Comercial lança o ACcelular, telefone corporativo com tarifa zero e grande flexibilidade nos serviços, adianta Othavio Parisi, da ACSP. Veja à pág. 17

Imovision/Divulgação

C4 Lounge, como uma sala de estar. Novo sedã médio da Citröen vem da Argentina para substituir o Pallas. Pág. 23 Divulgação

Quando os chefs se encontram Famosos como Alain Uzan (foto) estão no filme Por que Você Partiu?. Vieram da França e estão felizes no Brasil. Pág. 15

ISSN 1679-2688

23937

9 771679 268008

Divulgação

Safári pelos museus de Pretória São mais de 30 numa bela e arborizada paisagem sul-africana. Turismo. Pág. 24

Milagres de Ribera del Duero É dessa região que nasce o Milcampos Viñas Viejas, preparado com preciosas Tempranillo. Roda do Vinho, pág. 15.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

2

o

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Não era bem a flor que os jovens seculares pretendiam plantar em sua Primavera Árabe. Mas ao vencedor, as batatas. Moisés Rabinovici

pinião

MORTES NO NILO

O

faraó Hosni Mubarak rogava praga contra a Primavera Árabe, em janeiro de 2011. Que fosse uma 11ª, apocalíptica, contando desde o Egito bíblico. E ordenou a seu exército que executasse a maldição. Mas diante das flores brotando democráticas pelas ruas do Cairo e até na aridez do deserto do Sinai, os soldados deram meia volta, volver!, e marcharam, ao contrário, para o palácio, arrancando-o com as raízes de 30 anos de poder ditatorial.

MOISÉS RABINOVICI

Morsi, não pode ir muito além agora. O general com nome de princesa, Sisi, hoje o comandante do Egito, tentou repartir suas responsabilidades com emissários europeus e norteamericanos, mas a Irmandade resistiu: só aceita discutir a reintegração de seu presidente, que foi eleito democraticamente. Nada mais. Para eles, a batalha opõe crentes e nãocrentes. E o temor é de que venham a formar uma guerrilha urbana e o Egito descambe para a guerra civil, como aconteceu na Síria.

O

s jovens egípcios comemoraram o exército que os libertou. Orgulharam-se dele porque, além do mais, seus generais prometiam entregar o poder ao vencedor de eleições democráticas. E assim o fizeram. Assumiu Mohamed Morsi, da Irmandade Muçulmana, saída de uma longa clandestinidade. Não era bem a flor que os jovens seculares pretendiam plantar em sua Primavera Árabe. Mas ao vencedor, as batatas. Junto às batatas, brotaram ervas daninhas. Como Hugo Chávez, na Venezuela, o irmão muçulmano Morsi passou a usar a democracia para implantar uma tirania fundamentalista. A economia, um desastre; o desemprego, crescente; a paz com Israel, tolerada, em troca da enorme ajuda norte-americana; mas as leis islâmicas, sancionadas. Quem poderia imaginar a egípcia de véu, ou burca? Ou o Egito, berço do mundo árabe, extensão da Arábia Saudita? Para piorar, a Al Qaeda se introduziu no Sinai, arregimentando tribos de beduínos e palestinos jihadistas vindos de Gaza. Oásis de armas contra-

bandeadas da Líbia já não eram mais miragem no deserto. E algumas já estão disparando contra Eilat, em Israel.

O

golpe contra Mohamed Morsi, em 3 de julho, não tem comparação com a derrubada do faraó Mubarak. O exército "defensor da democracia" foi promovido, com maciço apoio popular laico, a um "exército com posição política". Num caso, agiu em nome de todos – inclusive dos Irmãos Muçulmanos. Noutro, negou o resultado de uma eleição democrática, da qual era o patrocinador e avalista.

Os jovens liberais da praça Tahir que exigiam a renúncia de Morsi caíram num dilema: incitaram o exército ao golpe, mas não o querem, como agora, com amplos poderes e força bruta. Regrediram à lei

marcial dos 30 anos de Mubarak. Estão sob toque de recolher. São, de certa maneira, cúmplices do massacre da retirada dos Irmãos Muçulmanos das praças ao lado da grande mesquita e da univer-

Os jovens liberais da praça Tahir que exigiam a renúncia de Morsi caíram num dilema: incitaram o exército ao golpe, mas não o querem com amplos poderes e força bruta.

sidade do Cairo, na quarta-feira. Generais estão assumindo os governos de várias cidades, como Alexandria e Ismayilia. Seus 500 mil soldados foram treinados para a guerra contra outros países, não para reprimir protestos.

A

primeira reação do presidente americano, Barack Obama, foi disparar contra os militares. Ele cancelou manobras conjuntas que estavam marcadas para breve. Pode ainda cortar bilhões de dólares em ajuda para rearmamento. Desde que não condenou o golpe contra

O

Egito é o quarto país em que a Primavera Árabe se converteu a Outono. Na Tunísia, onde brotaram jasmins, a divisão política impede a promulgação de uma nova Constituição. A Líbia está ocupada por várias milícias, que só o ditador Muamar Kadafi mantinha comportadas. E a Síria vira ruína com uma guerra civil sangrenta. Daí a conclusão do jornal The New York Times: para os países da Primavera Árabe, a paz é mais difícil do que a Revolução. MOISÉS RABINOVICI É DIRETOR DE REDAÇÃO DO DC

NADA DE SER SÓ COADJUVANTE

J

osé Serra é um dos incentivadores da candidatura do ministro Joaquim Barbosa à Presidência da República. Barbosa agradece a todos que sugerem seu nome para concorrer à sucessão de Dilma Rousseff, mas prefere continuar como presidente do STF. Joaquim Barbosa se notabilizou como relator do mensalão do PT, que acabou por condenar à prisão petistas da cúpula, como José Dirceu e José Genoíno e, também, o operador do sistema, Marcos Valério, o mesmo que elaborou o mensalão do PSDB, que continua engavetado sem qualquer explicação da justiça. Na hipótese de mudar de opinião e decidir ser candidato, Joaquim Barbosa tem sete meses de prazo a mais para se filiar a um partido, devido à sua condição de magistrado. Candidato à presidência, o ministro teria de pertencer a

um partido de ponta, porque a prática ensina que candidato a cargo executivo, no Brasil, que não estiver respaldado por uma forte estrutura partidária, acaba recebendo uma votação ridícula.

S

ão raríssimos os casos de exceção de candidatos que conseguem êxito sem o empurrão decisivo de um partido forte. Uma dessas exceções que

serve de exemplo é o de Fernando Collor, que se elegeu presidente por um partido inexistente, sem qualquer estrutura, o PRN. Mas a eleição de Collor tem uma explicação lógica: ele teve a visão de se candidatar numa época em que a classe média tinha medo de Lula no poder. Só depois que a classe média descobriu que Lula não almoçava nem jantava criancinhas, é que ele se

elegeu presidente duas vezes, e seria uma forte candidato novamente se decidisse concorrer no ano que vem, com possibilidade de se eleger já no 1º turno, como constatou a pesquisa Datafolha publicada domingo.

E

xperiente como é, José Serra sabe que Joaquim Barbosa seria apenas figurante, caso se candidatasse. O ministro

Pedro Ladeira/Folhapress

ganhou fama no STF, mas não ganhou votos suficientes para se eleger presidente. O que o tucano paulista deseja, na verdade, é que a eleição presidencial tenha uma variedade grande de candidatos para forçar a realização do 2º turno.

C

om esse comportamento, Serra dá sinais de que pretende ser candidato pela terceira vez, entendendo que a eleição de 2014 pode ser sua derradeira oportunidade de chegar à presidência, por ter mais de 70 anos. Por isso, ele conversa com dirigentes de outros partidos, já que o PSDB está comprometido

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cesário Ramalho da Silva Edy Luiz Kogut João Bico de Souza José Maria Chapina Alcazar Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Miguel Antonio de Moura Giacummo Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Renato Abucham Roberto Mateus Ordine Roberto Penteado de Camargo Ticoulat Sérgio Belleza Filho Walter Shindi Ilhoshi

EYMAR MASCARO

com a candidatura do senador mineiro Aécio Neves. Outro sinal revelado por Serra que corrobora sua intenção de ser candidato foi o pedido que fez à direção do Ibope para incluir seu nome nas próximas pesquisas, o que já foi feito pelo Datafolha.

D

uas coisas devem acontecer se Serra for candidato: ele vai arrebatar votos de eleitores tucanos, prejudicando sensivelmente Aécio Neves, além de mexer nos índices de intenção de voto dos demais candidatos, como Dilma Rousseff (novamente em ascensão), ou Lula, Marina Silva e Eduardo Campos. Apesar das derrotas que sofreu nas últimas eleições que disputou, Serra ainda é detentor de uma boa reserva de votos. EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Marcus Lopes (mlopes@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editor de Fotografia: Agliberto Lima. Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), Tsuli Narimatsu (tnarimatsu@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Jaime Matos e Sandra Manfredini. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves e Sílvia Pimentel. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

FALE CONOSCO E-mail para Cartas: cartas@dcomercio.com.br E-mail para Pautas: editor@dcomercio.com.br E-mail para Imagens : dcomercio@acsp.com.br E-mail para Assinantes: circulacao@acsp.com.br Publicidade Legal: 3180-3175. Fax 3180-3123 E-mail: legaldc@dcomercio.com.br Publicidade Comercial: 3180-3197, 3180-3983, Fax 3180-3894 Central de Relacionamento e Assinaturas: 3180-3544, 3180-3176 Esta publicação é impressa em papel certificado FSC®, garantia de manejo florestal responsável, pela S.A. O Estado de S. Paulo.

REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911, São Paulo PABX (011) 3180-3737 REDAÇÃO (011) 3180-3449 FAX (011) 3180-3046, (011) 3180-3983 HOME PAGE http://www.acsp.com.br E-MAIL acsp@acsp.com.br


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

o

3

PALÁCIO DO PLANALTO NÃO PODE SEGURAR INDEFINIDAMENTE O REAJUSTE DOS COMBUSTÍVEIS.

pinião

Calibrando as contas Paulo Liebert/Estadão Conteúdo

S

e pudesse, a presidente Dilma Rousseff não autorizaria tão cedo o aumento do óleo diesel e da gasolina, cujo atraso, em relação aos custos da Petrobras e dos preços internacionais dos combustíveis estaria, na média, em cerca de 20%. O objetivo máximo do governo, de olho nas inevitáveis urnas de outubro do ano que vem é, além de não deixar economia continuar patinando como está, garantir que a inflação não saia dos limites (ou meta) informais estabelecidos pelo Planalto. No discurso aberto da presidente Dilma, os preços estão domados e a inflação é descendente, o que significa, segundo a sempre bem informada repórter Cláudia Safattle, do jornal Valor Econômico, segurar o índice de preços medidos pelo IPCA do IBGE este ano abaixo do de 2012 (ou seja, menor que 5,84%) e o de 2014 menor que o de 2013.

O

s efeitos dos reajustes dos derivados de petróleo, pelo seu alcance real num país conduzido a pneus e agora iluminado em parte por termoelétricas e pelos seus efeitos de indução, pesam sempre na formação do processo inflacionário. Ajuste de 20% de uma só vez, então, é explosivo. Porém, o Palácio do Planalto não pode segurar indefinidamente esse ajuste. A Petrobras, sempre muito disciplinada nas mãos de Graça Foster, já deu seu grito de socorro. A empresa está com dificuldade em pagar sozinha a conta de boa parte da política antiinflacionária do ministro da Fazenda, Guido Mantega (ou melhor, da presidente Dilma). Há tempos que a estatal vem se queixando – e revelando no resultado dos balanços os efeitos dessa política sobre sua capacidade de investimento. Em outras ocasiões, ela foi socorrida parcialmente em suas pretensões de ter um preço para os combustíveis ajustados a seus custos. Nas

primeiras vezes em que a situação das contas da Petrobras ficou feia demais, o Ministério da Fazenda diminuiu o valor da CIDE, imposto que incide sobre o custo dos combustíveis, deixando uma folga para a empresa aumentar a gasolina e o diesel nas refinarias sem o reajuste chegar até a bomba. Foi até zerar a CIDE e, então, quatro meses atrás, autorizou um aumento direto, embora bem abaixo do que a estatal pedia.

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA

F

oi um alívio, mas insuficiente e temporário. De lá para cá tivemos a escalada no dólar, o que encareceu mais ainda os custos de produção da companhia. No balanço do primeiro semestre, embora com lucro até superior ao que era esperado pelos analistas, aparece claramente refletida a perda de capacidade da empresa para bancar seus ambiciosos – e necessários – planos de investimentos para os próximos anos. Ainda mais que está chegando a hora de começaram os gastos com o petróleo do pré-sal. Foi a chegada desse momento, com o primeiro leilão de um campo nesta área, o de Libra, marcado para outubro, que certamente fez a Petrobras sair abertamente pedindo aumento dos combustíveis, pela voz de seu diretor financeiro, Almir Barbassa. A corda está no pescoço.

P

elas novas regras dos leilões de poços de petróleo, no modelo de partilha instituído pelo governo Lula e entusiasmada defesa de Dilma Rousseff, então influentíssima ministra da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, a empresa tem a obrigação de participar de todas as disputas de leilões. E é obrigatoriamente a operadora do campo licitado. Isso não fica barato. O preço de Libra, só de entrada para a assinatura do contrato, é de R$ 15 bilhões. Ganhe o consórcio que ganhar o leilão, a Petrobras terá de entrar de

mudança seria a confissão do fracasso de parte do modelo imposto por Dilma e Lula, dando razão aos que diziam ser um erro abandonar o processo anterior, já testado com sucesso. Assim, o governo está apenas calibrando as contas da inflação, com a ajuda do Banco Central, para dizer quanto os combustíveis vão aumentar. Podem também perder a esperança, por um bom tempo, o prefeito Fernando Haddad, de São Paulo, e outros dirigentes municipais que andam sonhando com a volta da Cide dos combustíveis (com a arrecadação do imposto sendo totalmente repassada para as cidades) para segurar o preço dos transportes púbicos. Petrobras está à mingua, enquanto governo segura os preços nas bombas para conter a inflação. cara com R$ 4,5 bilhões. E neste ano, pois o governo conta com o dinheiro para fechar o orçamento de 2013. Por isso, é inevitável um próximo aumento da gasolina e do diesel, a não ser que surja outra contabilidade criativa,

como a adotada para o superávit primário. Já se falava, há algum tempo, na possibilidade de o governo mudar a lei da partilha para reduzir o índice de participação obrigatória da Petrobras e para tirar a obrigação de

a empresa ser a operadora única dos campos licitados. É difícil, porém, mexer na lei em tão pouco tempo para valer ainda para o leilão de Libra, ainda mais com os atritos Dilma-aliados no Congresso. Além do mais, fazer esta

Efeitos dos reajustes dos derivados de petróleo, pelo seu alcance num país conduzido a pneus e iluminado em parte por termoelétricas, têm forte peso no processo inflacionário.

A

Cide só aumentaria o preço dos combustíveis sem ajudar a Petrobrás. O caso do preço dos transportes coletivos terá de se resolvido de outra maneira. Não dá para vestir tantos santos com a mesma roupa. É no que dá recorrer a artifícios de política econômica, como segurar artificialmente o a inflação represando o preço de um ou de outro produto. O momento da verdade sempre chega. E chega mais alto e mais conturbado. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

ESTOU COM A PULGA DENTRO DA ORELHA O

novo Ministro Barroso falou e olha eu aqui arrumando a trouxa pra realizar o sonho que me acalenta as noites há doze longos anos, desde os Idos de Janeiro de 2003, quando a honestidade e a decência foram despejadas do meu país pelo voto livre e direto dos habitantes do então país dos mais de 80%, hoje com um dos seus galhos, o do pudê, pouco superando os 30%. Quis democracia ? Aguenta, custa caro mas vale. Quer tirá-los de lá ? Aprenda com eles, millita, vá às ruas, sobe no caixotinho nas esquinas e praças aos domingos e feriados, como os ativistas de todas as cores políticas e religiosas fazem no Hyde Park. Vote, não anule, não vote em branco. Barroso fez a abertura do seu voto com a análise da necessidade da Reforma Política e uma crítica aos partidecos de aluguel e de revenda de espaços de propaganda, que eu e você assinaríamos.

E

ssa linguagem castiça, "partidecos de aluguel", é minha , pescada na voz rouca das ruas dos Idos de Junho, meio que cheia de rapapés e salamaleques – o povão fala do jeito das Excelências, aquela Velhilíngua data venia, bis in

idem que todo mundo entende. Ele falou a mesma coisa com linguagem chula, dessas que não temos coragem de repetir na frente dos mais velhos nem dos menores. Fiquei hipnotizado na frente da tv financiada em vezes nas Casas Bahia pela Nossa (Deles) Caixa, como se a Tia estivesse comprando também em vezes o meu voto e os da família com a Bolsa TV. Está.

C

omprou o meu e os dos filhos e filhas; as "mina" amamentando cada uma um bebê e outro na barriguinha já saliente, esperando que a Bolsa Parto venha antes da eleição pra comprar mais voto. Vai comprar. Us mano ouviram dizer de uma Bolsa

Prisão e estão esperando pra ver se pinta uma cana, um e outro arrastãozinho e ajudarão a família. A esperança me fez bater palmas sozinho – que figura mais patética; batendo palmas na frente da tv financiada pelo Estado, portanto Estatal, para um Capa Preta que acabei desconfiando de também ser Estatal, nomeado por eles, e o otário aqui sonhando acordado. A esperança tem razões que a própria razão desconhece.

A

paranoia também tem suas razões e estas a razão conhece; vi o ato falho: não deu nome às raposas nem às hienas. Não chamou Caixa Dois de Caixa Dois. Chamou de "Dinheiro Não Contabilizado", figura de Economia criada pelo nosso Milton Friedman, o Doutor Thomaz Bastos, para transformar dinheiro sujo em dinheiro quase limpo. Quem fala Caixa Dois e

Presidente é inimigo; quem fala Dinheiro Não Contabilizado e Presidenta é da cumpanherada. Mais uma: "O Mensalão não foi o maior escândalo brasileiro". Foi. Quis amenizar o tamanho da esbórnia, acho que tentando nos dizer que tudo aquilo não foi tudo isso. Foi.

preencha suas cuecas samba-canção, por serem largas e longas, com maior capacidade de carga.

N NEIL di zóio aberto Ferreira

T

ome outra: "Não existe corrupção do PT, do PSDB, do PMDB; existe corrupção" (tout court). Mal traduzindo o que mal entendi: corrupção é um genérico que todo mundo toma, embora com rótulos diferentes. Nossa Excelência o Ministro Barroso não é "Sua" Excelência, sua, dele. É "Nossa", minha e tua, que o pagamos. E o pegamos em flagrante no delito de fingir não saber que está servindo à Justiça e à Sociedade no Julgamento do Mensalão – os réus mais poderosos e notórios, condenados e sentenciados pelo STF do qual é agora integrante, são do PT. Essa corrupçaõ é a do PT (tout court) e não genérica coisa nenhuma.

A

Tia falou: "Na eleição a gente faz o diabo" (pra ganhar). O Diabo ou o Boto Tucuxi, bis in idem, já fizeram o servicinho deles nas mina, falta apenas a

Tia fazer o dela, confiante em que faremos o nosso no dia eleição. Blz. Quando desando a falar besteira, não há força que me detenha. Então digo eu: esse novo Capa Preta medrou à sombra de uma árvore daninha.

A

resistente raiz dessa árvore daninha que parece indestrutível, da qual o pudê é apenas um galho, é alimentada não com NPK, o composto que enriquece as plantações – Nitrogênio, Fósforo e Cálcio -– mas é estercada com o poderoso embora mal-cheiroso esterco enriquecedor de colheitas não contabilizadas, o NPK -Nota, Pecúnia e Kaskaio. Até onde sei, aquela plêiade não liga a mínima pro cheiro da coisa, desde que seja da cor verdinha e

ão devemos comemorar os magros 30% com que se apresentam nos palanques muito antes do horário permitido pelo TSE, com a cara de pau de 100%. A Nota, a Pecúnia e o Kaskaio já estercaram uma plantação de postes federais, estaduais e municipais, sendo a federala a Principala de Todas as Postas e Postes.

D

estarte, o lulopetismo compra apoio da base aliada, da base que se diz "neutra e, desconfio, da base que usa a máscara de "independente", cuja Chefa, a Santa Caiu na Rede é Peixe, escreveu carta de despedida à seu almo mátero, mandada a quem alegadamente não sabe ler: "Saio da mesma casa, mas fico no mesmo bairro. Chuto que a rua é vizinha daquele duzóio verde, que poderá ser seja lá o que for; outro que foi sem nunca ter sido. 7 de Setembro está aí, há quem queira protestar sem quebrar nem ser Black Bloc. Joaquinzão Maravilha, julgai por nós. NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4

)KDC7O

Há dias, Gal Costa, 67 MAIS: a baiana, sem anos, fazia shows no Rio e no meio de uma música romântica, um gaiato gritou: "Gostosa!"

gibaum@gibaum.com.br

2 “O bom juiz não se influencia. O verdadeiro juiz é o que se blinda.” CARLOS VELLOSO // ex-ministro do Supremo, mandando seu recado no primeiro dia do julgamento dos recursos do mensalão. Fotos: Paula Lima

Quando a conversa envereda pelos lados de Eduardo Cunha, líder do PMDB na Câmara e que atua sempre por conta própria, o vice-presidente Michel Temer costuma dizer: “Ele é indomável”. Não é bem assim: até a cúpula do partido sente-se devedora de Cunha, considerado o maior arrecadador de fundos para as campanhas peemedebistas – e em todos os Estados. E tudo vai para o partido, nada de doações pessoais. Ele tem um mapeamento de todos e quanto receberam graças à sua atuação. O que faz criar uma espécie de bancada pessoal, que vota com ele. E Cunha já se prepara para voltar ao campo: 2014 está chegando.

DOIS BANHEIROS O clã Sarney, hoje, vê seu prestigio e poder nas urnas rolar ladeira abaixo no Maranhão. Em Brasília, José Sarney mantém seu fôlego: antes de ser internado no Sírio-Libanês, conseguiu que o Tesouro Nacional fosse o avalista de um empréstimo de US$ 660 milhões de Merrill Lynch para o governo de Roseana Sarney. Se o Maranhão não pagar, fica espetado na conta da viúva. Agora, seus adversários, espalham outra travessura: Roseana repassou R$ 270 mil para que uma ONG construisse dois banheiros na cidade de Humberto de Campos, onde vivem apenas 30 famílias. Descoberta a história, virou 57 banheiros (até agora, nenhuma obra iniciada).

Contra-ofensiva Valdemar Costa Neto, que ainda controla o PR e que teve seus recursos no processo do mensalão rejeitados (ele foi condenado a sete anos e 10 meses), levou para o partido Tiririca, agora está levando Romário e Neguinho da Beija Flor e quer abrigar o exgovernador do DF, José Roberto Arruda. Aí, o pessoal arrepiou: o deputado Anthony Garotinho (RJ) e os senadores Blairo Maggi (MT), Vicentinho Alves (TO) e Magno Malta (ES) já avisaram que deixarão o partido, caso Arruda entre.

SALIENTE Quem diria: durante seu show no Forte Copacabana, no Rio, Roberto Carlos resolveu falar de sua vida sexual. E disparou: “Eu nunca fui inocente. Nem quando eu nasci. Sexo e amor são bons quando estão juntos, mas separados não são ruins”. Mais: no final, artistas foram cumprimentar Roberto no camarim e todos que conseguem chegar até ele, querem ser fotografados a seu lado. Só que apenas o fotografo oficial dele é que faz as fotos e anota endereço da pessoa. Roberto escolhe a melhor e envia depois. Uma que estava lá era a atriz Lizandra Souto.

Há anos, chamava-se Teatro Experimental do Sesi e com Osmar Rodrigues Cruz foram montados grandes espetáculos: a iniciativa volta agora com o musical A Madrinha Embriagada, adaptado da montagem americana The Drowsy Chaperone, traduzida e dirigida por Miguel Falabella, que adaptou a ação para São Paulo dos anos 20. A produção custou R$ 12 milhões, fica em cartaz no Teatro do Sesi da Avenida Paulista até junho do ano que vem – e é de graça. Na noite de estréia, esta semana, da esquerda para a direita, Suzana Pires, Helô Pinheiro, Mara Carvalho, Angela Dip e Alicinha Cavalcanti.

Musical de graça

No último ano do primeiro mandato de Lula e depois, com ele reeleito, uma empresa de comunicação corporativa, que até hoje tem a conta da Presidência da República, associada a grande companhia do mesmo setor em Londres, conseguiu projetar, usando dos mais diversos expedientes, a imagem do então Chefe do Governo lá fora. Além de uma festa de títulos honoris causa, virou homem do ano das mais diversas publicações do Exterior. Agora, tenta fazer a mesma coisa com Dilma Rousseff, com a popularidade em baixa – e não tem conseguido. Nem mesmo com a publicação de cadernos especiais sustentados por bancos e estatais. Ninguém se anima e a alegação é que o Brasil está estagnado e ameaçado por sua própria política econômica e que Dilma não produz fascínio a investidores. Ao contrário, provoca desconfiança.

Difícil repetir

Tipo pré-campanha Em busca da popularidade perdida, Dilma Rousseff às ministras Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais) que se reunissem com dez ministros e organizassem calendário de visitas deles por todo o país, entregando obras prontas e acelerassem outras. O importante é impedir que prefeitos e governadores acabem se apropriando dessas obras, o que seria de muita utilidade no próximo ano eleitoral. Ao mesmo tempo, Ao mesmo tempo, no mês que vem, grande campanha publicitária será colocada no ar exibindo obras do governo de Dilma.

NOVO PAR Três meses depois de terminar seu casamento de sete anos com Ticiane Pinheiro, o apresentador Roberto Justus, 58 anos, tem nova namorada: ela é Ana Paula Siebert, 25 anos, modelo e que participou (e foi demitida por ele) da sexta edição de O Aprendiz (há mais de três anos). Apesar do novo relacionamento do ex-marido, Ticiane continua morando na casa dele com a filha de quatro anos do casal, Rafaella.

MISTURA FINA NA SEMANA que vem, chega ao Brasil Paul Dempsey, presidente mundial da britânica BBC: quer estabelecer novas parcerias, abrir um escritório no Rio e aumentar o número de produções locais, além de vender conteúdo internacional para os brasileiros.

NO PRIMEIRO semestre deste ano, os gastos dos funcionários públicos com horas extras bateram na casa dos R$ 212 milhões. Os campeões da gastança são os ministérios da Saúde, Fazenda e Agricultura.

A SENADORA Kátia Abreu (TO), vice-presidente do PSD, é contra a possibilidade de José Serra se bandear para seu partido e disputar a Presidência da República. Dependendo, pode até se bandear para o PMDB: tem convite feito pelo vice-presidente Michel Temer.

Maria Casadevall, 26 anos, atriz-revelação da novela Amor à Vida, onde vive Patrícia, que faz par romântico com Michel (Caio Castro), dentro e fora dos estúdios da Globo, já havia avisado que posar nua não é com ela. Agora, contudo, resolveu fazer estratégicas concessões para Playboy, aparecendo sem calcinha, com lingerie transparente e sem abri mão do cigarro. Ela fazia teatro em São Paulo e numa peça do grupo Os Satyros, apareceu toda nua embrulhada em papel-filme. No braço, a tatuagem diz Love me or leave me , canção gravada por Billie Holiday, de quem Maria é fã.

Love me or leave me

Terra arrasada Cotado para coordenar a campanha de reeleição de Dilma Rousseff, o governador Jaques Wagner, da Bahia, que mantém uma relação das melhores com ela (quando passa férias na Base Naval de Aratu é o único que tem entrada livre), vem repetindo que o ex-presidente Lula tem se segurado e que gostaria de “guerrear mais”, só que acha que acabaria respingando na Chefe do Governo. E Wagner também repete que ele não quer sair candidato em 2014: “Só sai se sentir que a terra está arrasada”.

/ IN

Écharpe de seda.

/

'Origem do poder

perder o rebolado, sorriu e emendou rápida, no meio da música: "Muito obrigada. E volte sempre!"

OUT

RONALDINHO Gaúcho deverá acabar com seu estilo dentuço num tratamento na clínica de odontologia do Atlético Mineiro. Fará uma cirurgia de gengiva, colocará facetas de porcelana corrigindo dentes projetados para frente, modificará a cor de todos e com as próteses, diminuirá a distância entre alguns. O resultado poderá surgir dentro de um mês, no mínimo.

A MAIORIA dos grandes bancos, através de seus informes reservados, está prevendo que o dólar alcançará R$ 2,50 até o final do ano. Alguns, contudo, diante da nova pressão de alta, começaram a rever suas profecias, apostando que poderá chegar a R$ 3 em dezembro.

Écharpe de cotton.

Clínica brasileira Vai se chamar Estética Hollywood a primeira clínica do conhecido cirurgião plástico Robert Rey em São Paulo, a ser inaugurada antes do final do ano e que terá tratamentos para rosto e corpo. Ele quer abrir mil unidades em todo o mundo nos próximos cinco anos. Hoje, entre produtos licenciados, cirurgias e apresentações na TV (seu programa é exibido em 172 países), Rey fatura US$ 100 milhões por ano. Agora, acaba de comprar grande apartamento no bairro do Itaim, em São Paulo (sua mansão em Beverly Hills está avaliada em US$ 6 milhões). Detalhe: no ano que vem, ele quer disputar uma cadeira na Câmara Federal.

O ESCRITOR e autor de novelas Walcyr Carrasco está relançando Anjo de Quatro Patas, que conta sua vida com o cachorro Uno, um husky siberiano que ganhou de um irmão num momento doloroso. Entre tantas situações entre ele e Uno, o livro passa também por episódios da vida pessoal e profissional de Carrasco, incluindo relacionamentos íntimos e sua chegada à televisão.

Colaboração:

Paula Rodrigues / Alexandre Favero

sexta-feira, 16 de agosto de 2013


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

5 AÇÃO PROTOCOLADA O governo de SP entrou ontem na Justiça contra a Siemens pedindo o ressarcimento dos danos causados ao patrimônio público pelo suposto cartel em licitações do Metrô e CPTM. O processo foi apresentado pela Procuradoria Geral do Estado e irá correr na 4ª Vara da Fazenda Pública.

olítica

Bate-boca entre ministros encerra sessão de julgamento do Mensalão Discussão entre Barbosa e Lewandowski pôs fim antecipado à sessão de ontem, transferindo o caso do Bispo Rodrigues para a próxima semana.

A

sessão que analisava recursos de quatro dos 25 réus do Mensalão, ontem, acabou com bate-boca entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Foi a segunda sessão de análise dos embargos de declaração. Ontem, o Supremo rejeitou as apelações apresentadas pelos advogados dos ex-deputados Roberto Jefferson, que delatou o esquema da era Lula, entre outros (leia mais abaixo). Na discussão, os ministros Joaquim Barbosa, relator do caso, e Ricardo Lewandowski, revisor, discordaram sobre a lei que deveria ter sido aplicada ao recurso do ex-deputado federal Carlos Rodrigues (ex-PL, atual PR), o Bispo Rodrigues. Durante o julgamento, Barbosa disse que tinha pressa e não estava na corte para fazer "chicana". Ofendido, Lewandowsky pediu que o presidente do STF se retratasse e disse que não estava lá de brincadeira. D e s e nt e n d i m e nt o – O tom se elevou quando Lewandowski se posicionou a favor do Bispo Rodrigues, que alega que, como recebeu dinheiro do esquema em dezembro de 2002, deveria ter a pena calculada com base na legislação em vigor à época e não com base na legislação mais recente. Mas para o relator Joaquim Barbosa, como se trata de uma prática criminal que se estendeu no ano seguinte – o réu teria recebido uma segunda parcela em 2003 –, aplicase uma lei mais recente. "Lewandowsky concordou (na 1ª fase do julgamento) e agora está reformulando. Vossa excelên-

cia mudou de ideia", reclamou Barbosa. "Para isso servem os embargos (recursos). Esse é o momento do julgador se redimir", respondeu Lewandowsky. Para ele, "se o acordo criminoso foi formalizado em 2002, foi neste momento da solicitação da vantagem indevida que o crime de corrupção se configurou. O pagamento revela mero exaurimento." A discussão se estendeu. Ao ouvir do ministro Celso de Mello a sugestão de encerrar o julgamento e deixar o caso do Bispo Rodrigues para a próxima semana, Barbosa reclamou que essa medida retardaria essa segunda fase de análises do Mensalão.

Questionado se tinha pressa, respondeu: "Tenho pressa para fazer nosso trabalho, não para fazer chicana". Lewandowski reagiu imediatamente: "Peço que o senhor se retrate. Está dizendo que estou fazendo chicana? Não estou aqui de brincadeira". E a sessão foi encerrada. O caso do Bispo ficou em suspenso. Deve ser retomado na próxima semana. Recursos – Dos 25 condenados por participação no esquema de corrupção, a mais alta corte do País já rejeitou, em dois dias de julgamento, os recursos de sete condenados, entre eles do deputado Valdemar da Costa Neto (PR-SP) e do

ex-deputado federal Roberto Jefferson, delator do esquema do Mensalão. Ontem, além de Jefferson, os ministros rejeitaram recursos do ex-deputado do PTB Romeu Queiroz e de Simone Vasconcellos, que era funcionária do empresário Marcos Valério de Souza. Histórico – O julgamento do Mensalão é o mais longo da história do STF e consumiu quatro meses em sua primeira fase. Ao condenar 25 réus, a Corte concluiu que houve um esquema de desvio de dinheiro público usado para comprar votos de deputados em favor de apoio ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Neste segundo momento, oito meses depois da condenação dos réus, os ministros estão analisando os embargos declaratórios. Em tese, esse tipo de recurso não pode reverter condenações e serve só para esclarecer pontos obscuros e contradições ou omissões do documento produzido pela Corte que contém o resumo do que foi decidido durante o julgamento, incluindo o tempo de penas e os motivos que levaram à condenação. Na prática, os réus estão usando esses embargos de declaração para tentar reverter a decisão do STF ou aliviar a dosagem das penas. (Folhapress)

Tenho pressa para fazer nosso trabalho, não para fazer chicana. JOAQUIM BARBOSA

Peço que o senhor se retrate. Está dizendo que estou fazendo chicana? Não estou aqui de brincadeira. RICARDO LEWANDOWSKI

Peço que vossa excelência se retrate imediatamente. RICARDO LEWANDOWSKI

Não vou me retratar, ministro. JOAQUIM BARBOSA

Vossa excelência preside uma Casa de tradição multicentenária. RICARDO LEWANDOWSKI

E que vossa excelência não respeita. JOAQUIM BARBOSA

Dirceu pode sair beneficiado se divergência se amplificar Se o recurso do Bispo Rodrigues for aceito pela maioria do tribunal, como Lewandowski defende, será aberta a possibilidade para a revisão da pena de Dirceu.

A

discussão que suspendeu ontem o julgamento do Mensalão pode vir a beneficiar o condenado como mentor do esquema do Mensalão, José Dirceu. Embora os recursos apresentados por Dirceu não tenham sido analisados ontem, eles têm argumento similar ao que provocou o bate-boca público entre os ministros do Supremo. A divergência tem como origem a análise do pedido apresentado pelo exdeputado do PL, Carlos

Rodrigues, que tentou reduzir sua pena com o argumento de que foi punido por lei mais severa do que a que vigorava à epoca do crime. O caso – Ao avaliar o recurso, o ministro Ricardo Lewandowski, que é revisor do processo, considerou que Rodrigues deveria receber punição mais branda pelo crime de corrupção passiva, pelo qual foi condenado a três anos de prisão. Ele recebeu o primeiro pagamento do esquema em 2002, quando a lei previa oito anos de prisão para o crime de corrupção.

No entendimento de Joaquim Barbosa, relator do processo, como Rodrigues recebeu outro pagamento em dezembro de 2003, ele deveria ser punido pela lei aprovada em novembro desse ano e em vigor hoje, que prevê pena de até 12 anos. Se o recurso de Rodrigues for aceito pela maioria do tribunal, abrirá a possibilidade de revisão da pena de José Dirceu. Ao julgar o caso de Dirceu no ano passado, o STF concluiu que o Mensalão

começou a operar na época da morte do ex-presidente do PTB, José Carlos Martinez, em outubro de 2003. Mas um erro cometido por Barbosa induziu o plenário a entender que Martinez morrera em dezembro desse ano, quando já estava em vigor a lei mais rigorosa, usada para definir a pena de Dirceu. Ontem, Barbosa reclamou da demora na análise do recurso de Rodrigues. Segundo ministros, ele e Lewandowski continuaram discutindo nos bastidores, com dedos em riste. (Folhapress)

Queiroz e Simone: embargos rejeitados. rou que ele recebeu R$ 102 mil por meio da SMP&B, agência de Marcos Valério, para apoiar no Congresso projetos de interesse do governo de Lula. Mantida a dosimetria imposta pelos ministros do STF e em razão da pena ter sido inferior a 8 anos de prisão, ele deverá cumprir o regime semiaberto, podendo trabalhar de dia e voltar à noite ao xadrez. Por unanimidade, o STF rejeitou embargo de declaração de Simone Vasconcelos, exdiretora financeira da SMP&B.

Ela foi condenada por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisa a 12 anos e 7 meses de prisão mais pagamento de R$ 374 mil. Em seu voto, o ministro Roberto Barroso disse ter ficado "impressionado" com a pena aplicada a ela. Disse que consideraria incluí-la na condição de ré-colaboradora, mas resolveu seguir o relator porque, segundo ele, aquele não seria o momento correto para essa discussão. (Agências)

Celso Jr/ EC

O

s ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitaram por maioria o pedido para diminuir a pena de Romeu Queiroz, exdeputado pelo PTB de Minas Gerais, ontem, no segundo dia da fase de recursos do julgamento do Mensalão. Queiroz foi condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva a uma pena de 6 anos e 6 meses de prisão, mais pagamento de multa no valor de R$ 858 mil. No julgamento, ano passado, o STF conside-

Queiroz: dosimetria mantida.

A última derrota de Roberto Jefferson

R

esponsável por revelar o maior escândalo do governo Lula, o exdeputado federal Roberto Jefferson (PTB) viu ontem praticamente se extinguirem suas chances de alterar a condenação a mais de sete anos de prisão pela participação no esquema. Os ministros do Supremo rejeitaram por unanimidade o último recurso de Jefferson. O embargo do ex-deputado pedia "perdão judicial" por ter revelado o caso. Em entrevista em 2005, Jefferson relatou a existência de compra de apoio político à primeira gestão de Lula. Ele nega ter feito parte do esquema. Sua defesa também argumentava que a Constituição garante "imunidade" aos votos dos parlamentares. "Os deputados são acusados de corrupção por terem recebido dinheiro para

Wilton Jr/ EC - 05.08.12

Roberto Jefferson: nada feito. votar e não em decorrência do conteúdo de seus votos. A imunidade do voto não significa que se pode comercializar o voto", afirmou Joaquim Barbosa, relator da ação. Jefferson ainda havia pedido a inclusão de Lula no julgamento. Os ministros lembraram que isso já havia sido negado no julgamento anterior. Caso encerrado. (Folhapress)


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

6

Talvez ele (Lula) tenha percebido que não é um mau negócio ter dois candidatos. Márcio França, deputado e presidente do PSB em SP

olítica

Ó RBITA

LERNER CONDENADO A PAGAR R$ 4,3 MI

O

CORPOS À VENDA vereador Eduardo Tuma (PSDB), de São Paulo, líder da Frente Parlamentar Cristã, formada por 16 dos 55 parlamentares da Câmara Municipal, apresentou projeto de lei que proíbe jornais e revistas de veicular anúncios de acompanhantes na capital. Segundo Tuma, os meios de comunicação social que anunciam garotas de programa cometem "crime de rufianismo, que nada mais é que tirar proveito da prostituição alheia". A proposta também visa combater a prostituição infantil, segundo ele. A publicidade de serviços de disque-sexo também pode ser proibida. "O projeto de lei é proposto, justamente, para inibir a prática de crimes relacionados com a prostituição infantil, uma vez que tais anúncios podem e devem envolver pessoas que não são maiores de idade", diz. A bancada dos evangélicos assinou apoio à proposta e deve conseguir aprová-la no plenário em duas votações até o fim de setembro.

TCU reduz salários de servidores acima do teto Órgão manda nivelar os supersalários em R$ 26,7 mil, mas não cobra a devolução do que foi pago a mais.

A

Antonio Costa/ EC

ex-governador do Paraná Jaime Lerner (sem partido, ex-PFL) foi condenado, com mais dois réus, pela 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado a pagar uma indenização de R$ 4,3 milhões (a serem corrigidos) por conta de uma ação de improbidade administrativa. Hoje, o exgovernador está afastado da política. O MP do Paraná ressaltou que ainda cabe recurso nas condenações. Segundo nota do Ministério Público do Paraná, a sentença foi proferida em 1ª instância, "em ação civil pública por ato de improbidade administrativa, que havia absolvido os réus, reconhecendo que o exgovernador, então no exercício do cargo, deferiu o pagamento indevido de indenização no valor de R$ 40 milhões em favor de

O

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Antonio Reis, cessionário de direitos de José Marcos de Almeida Formighieri." Lerner teve suspenso os direitos políticos por 5 anos e está proibido de contratar "com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 5 anos".

DIA DO PMDB

O

Ceará está para aprovar, semana que vem, o Dia do PMDB. Projeto de lei do deputado estadual Danniel Oliveira, sobrinho do senador Eunício Oliveira, presidente estadual do PMDB, tramita na Assembleia Legislativa para criar o Dia do PMDB no Estado. O projeto indica que o Dia do PMDB será comemorado sempre em 24 de março, fundação da sigla em 1966, com o nome de Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

DE OLHO EM SERRA

O

PPS afirmou ontem, em nota, que reiterou o convite ao ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) para que ingresse no partido socialista. Segundo o comunicado, deputados do PPS se reuniram ontem com Serra e discutiram a possibilidade de filiação à legenda. "Serra afirmou que vive um momento interno dentro do PSDB e, por enquanto, não tem uma definição sobre o convite feito pelo PPS", diz a nota.

Sérgio Lima/Folhapress

PANELAÇO DA COZINHA – Donos de restaurantes distribuíram ontem mil marmitas em frente ao prédio do Ministério do Trabalho, em Brasília, como forma de chamar a atenção da sociedade às reivindicações do setor . Cerca de 100 empresas se uniram para organizar a ação e a principal exigência é a desoneração da folha de pagamentos.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÃO Encontra-se aberto no Gabinete, o seguinte pregão: PREGÃO ELETRÔNICO 286/2013-SMS.G, processo 2013-0.178.211-0, destinado ao registro de preço para o fornecimento de SONDA ENDOTRAQUEAL COM BALÃO RADIOPACO, DESCARTÁVEL, ESTÉRIL E CANULA DE TRAQUEOSTOMIA COM BALÃO, DESCARTÁVEL, ESTÉRIL, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 9 horas do dia 28 de agosto de 2013, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAL O edital do pregão acima poderá ser consultado e/ou obtido nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.

Câmara dos Deputados terá que reduzir ao teto constitucional (R$ 26,7 mil) o valor dos salários de todos os servidores que ganham além desse valor. A decisão, tomada na quarta-feira pelo Tribunal de Contas da União (TCU), poupou os servidores de ter que devolver o que receberam a mais nos últimos 5 anos. Em 2010, o Tribunal iniciou uma auditoria na Câmara e no Senado devido aos supersalários dos servidores que continuavam recebendo acima do teto dos servidores públicos que vigora desde 2004. O entendimento da Câmara é que diferentes tipos de remuneração – como salários e gratificações – não se somavam e que só poderia haver abatimento se alguma delas passasse do teto. Isso fazia com que 1.111 pessoas na casa ganhassem acima do teto em 2010.

"Percebe-se, portanto, que anos e a estimativa é que mais a interpretação da Câmara de 3 mil servidores já estivesdos Deputados de excluir da sem com salários acima do tebase de cálculo do teto consti- to. Segundo ele, serão econotucional a retribuição pelo mizados R$ 600 milhões por exercício de ano com a decargo/função cisão do TCU, co mis sio naque também da, consided e te r m in o u rando cada o u t r a s m uremuneração danças nas de forma indigratificações milhões de reais vidual, equidos servidoserão economizados vale a tornar res e investisem efeito gações sobre anualmente depois da d i s p o si t i v o s verbas pagas decisão do TCU de c on st i tu ci oi r r e g u l a rnais e legais, mente e sernivelar os salários de c o n t r a r i a nvidores que acordo com o teto, do, ainda, a n ã o c u mque é de R$ 26,7 mil. j u r i s p r u d ê npriam a carga cia deste Trihorária. bunal e da SuHavia, conprema Corte", afirma o relató- tudo, uma proposta dos técnirio do tribunal. cos do tribunal determinando Segundo o presidente do que os servidores que recebeTCU, Augusto Nardes, o núme- ram acima do teto nos últimos 5 ro só aumentou nos últimos anos tivessem que devolver os

600

valores a mais. Um dos ministros do TCU, Walton Alencar, fez a proposta mais radical, para que a devolução fosse de 5 anos antes do início do processo, ou seja, desde 2005. Mas o relator do processo, ministro Raimundo Carreiro (que é servidor aposentado do Senado), não acatou nenhuma das duas propostas. Entendeu que os servidores não devem devolver os recursos já recebidos e determinou que a Câmara só regularize a situação em 60 dias. A tese de Carreiro foi a vencedora por 4 votos a 3. Acompanharam o relator os ministros Valmir Campello, Aroldo Cedraz e José Jorge. Foram contra Benjamin Zymler, Walton Alencar e Augusto Sherman. A ministra Ana Arraes se declarou impedida. A auditoria na folha do Senado deveria ser votada ontem. Foi retirada de pauta por "problemas técnicos". (Folhapress)

Seguro-desemprego: reajuste pela inflação. Governo barra tentativa de aumentar o valor, mantendo o reajuste segundo variação da inflação.

O

Ministério da Fazenda ganhou a batalha para manter o reajuste do seguro-desemprego só com base na variação da inflação. Em votação ontem realizada pelos integrantes do Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador), o governo derrotou por 9 votos a 7 a proposta defendida pelos trabalhadores de retomar a política de ajuste em vigor até o ano passado, que garantia um aumento real para o valor do benefício. O próprio ministro do Trabalho, Manoel Dias, defendeu, em meados de julho, a suspensão da regra implementada por seu antecessor (Brizola Neto) no início de 2013.

Dias queria retomar o mecanismo de reajuste aplicado ao salário mínimo, que garante a alta do Índice de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação da taxa de crescimento da economia de 2 anos antes. Diante da resistência da Fazenda, o ministro do Trabalho chegou a propor que a regra atual fosse mantida no primeiro semestre deste ano. A regra anterior só voltaria a valer a partir de julho. O próprio representante do ministério do Trabalho votou com a Fazenda. Segundo Sérgio Luiz Leite, representante da Força Sindical no encontro, o governo "jogou pesado, ligou para os conselheiros e botou pressão". Com isso, na

avaliação dele, conseguiu reverter até o apoio do empresariado à proposta. O Codefat é composto por seis representantes dos trabalhadores, seis do governo e seis de entidades empresariais. Dos presentes, três votaram com o governo e um com os trabalhadores, segundo representante da Força Sindical. Regra atual – A regra de reajuste do segurodesemprego que leva em conta a inflação passada e o crescimento da economia deixou de ser usada no início deste ano para os benefícios acima de um salário mínimo (atualmente R$ 678). Em vez disso, o governo passou a reajustar as faixas superiores com base só na

variação de preços registrada pelo INPC. Na prática, uma correção de cerca de 6,2%. Têm direito ao seguro os desempregados, demitidos sem justa causa. Os que trabalharam com carteira assinada entre 6 e 11 meses nos últimos 3 anos têm direito a até três parcelas do seguro. Quem trabalhou de 12 a 23 meses no período pode receber até 4 parcelas. O trabalhador cuja média dos últimos salários anteriores à demissão for de até R$ 1.090,43 tem direito a seguro-desemprego equivalente a 80% da média. Ou seja, quem tiver média de R$ 1.000, receberá R$ 800 de benefício. O seguro não pode ser inferior ao salário-mínimo (R$ 678). (Agências)

PSB expõe, PMDB esconde. Programas no rádio e na televisão divergem. PMDB esconde Sérgio Cabral e PSB tenta alavancar Campos.

A

s inserções estaduais do PSB em São Paulo, que começaram a ser transmitidas ontem em rede nacional de rádio e tevê, pretendem fortalecer a imagem e chancelar a candidatura presidencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. O atual presidente da legenda aparece na maior parte das inserções 'disputando espaço' com membros regionais. "O PSB de São Paulo decidiu ter candidato próprio e nós vamos lutar por isso", é a mensagem que o presidente estadual da legenda, deputado Márcio França (PSB-SP), repete na maioria das inserções. Para França, é natural que Campos espere o momento certo para realmente se lançar candidato, mas não há como negar que "todo mundo que é político tem o sonho de se candidatar a um maior cargo". "Às vezes, ele (Campos) deixa escapar esse sentimento de coração". França avaliou a mudança de postura do ex-presidente Lula, que deixou de lado críticas mais ácidas à possível candidatura de Campos e passou a fazer acenos mais leves: "Antes de julho havia uma esperança maior de a presidente Dilma ser reeleita no 1º turno, mas as coisas mudaram e é muito provável que haja 2º turno. Talvez ele (Lula) tenha percebido que

não é um mau negócio ter 'dois' candidatos." Sem Cabral, nem Pezão – Enquanto o PSB expõe Campos, outro partido da base aliada do governo, o PMDB, decidiu adotar estratégia totalmente oposta em seu programa partidário no Rio de Janeiro. Em razão dos crescentes protestos que pedem a saída do governador Sérgio Cabral (PMDB), a sigla decidiu preservar sua imagem. Não

vai expô-lo nessas inserções. A mesma estratégia é usada para o vice, Luiz Fernando Pezão, pré-candidato ao governo do Estado em 2014. Nas inserções que o partido preparou, as mensagens mostram imagens genéricas do Rio e tentam destacar 'feitos' do governo peemedebista como a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e obras de ampliação de estradas, extensão do metrô,

além de destacar o PAC das Comunidades e o Arco Rodoviário. Um dos vídeos, voltado para a questão da segurança, começa afirmando que "não faz muito tempo parecia impossível ver o Estado enfrentar traficantes e milicianos e melhorar a segurança". A mensagem destaca ainda a redução dos índices de criminalidade no Estado e atribui as conquistas às UPPs. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

7

Banco Bankpar S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 60.419.645/0001-95 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO No semestre, o BANKPAR registrou Prejuízo de R$ 45,611 milhões, Patrimônio Líquido de R$ 27,659 milhões e Ativos Totais de R$ 4,277 bilhões.

Senhores Acionistas,

Osasco, SP, 19 de julho de 2013. Diretoria

Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2013, do Banco Bankpar S.A. (BANKPAR), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 5) ......... Instrumentos Financeiros Derivativos ........................................................................................................... OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 6)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .......................................................................................................... Provisão para Operação de Créditos de Liquidação Duvidosa ..................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 7)........................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS (Nota 8).......................................................................................................... Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 6)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .......................................................................................................... Provisão para Operação de Créditos de Liquidação Duvidosa ..................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 7)........................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS (Nota 8).......................................................................................................... Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 9) ........................................................................................................................... Outros Investimentos..................................................................................................................................... IMOBILIZADO DE USO (Nota 10)................................................................................................................. Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ DIFERIDO (Nota 11) ..................................................................................................................................... Gastos de Organização e Expansão............................................................................................................. Amortização Acumulada ............................................................................................................................... INTANGÍVEL (Nota 12).................................................................................................................................. Outros Ativos Intangíveis............................................................................................................................... Amortização Acumulada Intangível ............................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2013 4.090.067 8.283 3.198 3.198 427.347 668.752 (241.405) 3.611.073 3.716.910 (105.837) 40.166 40.166 184.908 1.455 2.277 (822) 182.635 182.678 (43) 818 818 2.409 1 1 1.145 16.671 (15.526) 1.263 2.064 (801) 4.277.384

2012 3.435.002 5.530 1.664 1.664 343.747 540.557 (196.810) 3.075.224 3.161.287 (86.063) 8.837 8.837 130.999 576 905 (329) 130.423 130.461 (38) 3.278 1 1 2.577 18.328 (15.751) 21 4.085 (4.064) 679 1.203 (524) 3.569.279

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DEPÓSITOS (Nota 13a)................................................................................................................................ Depósitos Interfinanceiros ............................................................................................................................. Depósitos à Vista........................................................................................................................................... INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 5) .......................................................................... Instrumentos Financeiros Derivativos ........................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Cobrança/Arrecad. Tributos e Assemelhados................................................................................................ Fiscais e Previdenciárias (Nota 15a)............................................................................................................. Diversas (Nota 15b).......................................................................................................................................

2013 4.246.663 1.443.015 1.439.235 3.780 5.756 5.756 2.797.892 499 7.754 2.789.639

2012 3.440.121 951.173 947.276 3.897 2.594 2.594 2.486.354 478 3.538 2.482.338

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... DEPÓSITOS (Nota 13a)................................................................................................................................ Depósitos Interfinanceiros ............................................................................................................................. OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 15a)............................................................................................................. Diversas (Nota 15b).......................................................................................................................................

3.062 1.742 1.742 1.320 1.306 14

791 791 670 121

27.659

128.367

318.000 (290.341)

318.000 (189.633)

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 16) ................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Prejuízos Acumulados...................................................................................................................................

TOTAL ...........................................................................................................................................................

4.277.384

3.569.279

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2013

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil 2012

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Operações de Crédito ................................................................................................................................... Resultado de Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 5d) ..................................................................... DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ...................................................................................... Operações de Captações no Mercado (Nota 13b)........................................................................................ Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Nota 6e e f)...................................................................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................................................... OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS................................................................................. Receita de Prestação de Serviços (Nota 17) ................................................................................................ Despesas de Pessoal (Nota 18) .................................................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 19).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 20) ..................................................................................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 21)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 22)..................................................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 23) ............................................................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 25) ................................................................... PREJUÍZO.....................................................................................................................................................

162.553 163.159 (606) 176.193 45.699 130.494 (13.640) (42.221) 4.825 (4.249) (42.140) (11.920) 151.861 (140.598) (55.861) (694) (56.555) 10.944 (45.611)

182.093 182.229 (136) 146.433 42.343 104.090 35.660 (72.521) 3.066 (3.580) (50.907) (55.171) 154.819 (120.748) (36.861) (1.168) (38.029) 6.084 (31.945)

Número de ações (Nota 16a) ........................................................................................................................ Prejuízo por lote de mil ações em R$............................................................................................................

347.487.104 (131,26)

347.487.104 (91,93)

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2013 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro/(Prejuízo) Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social...................................... Ajustes ao Resultado antes dos Impostos: ............................................................................................ Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ....................................................................................... Depreciações e Amortizações ................................................................................................................... Reversões de Provisões Trabalhistas, Cíveis e Fiscais ............................................................................. Perda na Alienação do Imobilizado de Uso ............................................................................................... Lucro Líquido Ajustado antes dos Impostos.......................................................................................... (Aumento)/Redução em Títulos e Valores Mob. e Instrumentos Financeiros Derivativos............................ (Aumento)/Redução em Operações de Crédito........................................................................................... (Aumento)/Redução em Outros Créditos/Outros Valores e Bens................................................................ Aumento/(Redução) em Depósitos.............................................................................................................. Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Alienação de Imobilizado de Uso ................................................................................................................ Aquisição de Imobilizado de Uso................................................................................................................. Aplicações no Intangível.............................................................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos............................................... Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa........................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Redução de Caixa e Equivalentes de Caixa..............................................................................................

2012

(56.555) 128.520 130.494 420 (3.088) 694 71.965 1.852 (159.352) (77.488) 174.464 2.689 (20.546) (6.416)

(38.029) 106.091 104.090 1.091 (258) 1.168 68.062 (1.770) (105.798) 124.964 21.605 (98.668) (12.832) (4.437)

107 (42) (715) (650) (7.066) 15.349 8.283 (7.066)

1 (31) (30) (4.467) 9.997 5.530 (4.467)

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Eventos

Lucros/ (Prejuízos) Acumulados

Capital social

Saldos em 31.12.2011.................................................................................................. Prejuízo .........................................................................................................................

Totais

318.000 -

(157.688) (31.945)

160.312 (31.945)

Saldos em 30.6.2012....................................................................................................

318.000

(189.633)

128.367

Saldos em 31.12.2012.................................................................................................. Prejuízo .........................................................................................................................

318.000 -

(244.730) (45.611)

73.270 (45.611)

Saldos em 30.6.2013....................................................................................................

318.000

(290.341)

27.659

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil Descrição 1 - RECEITAS .................................................................................. 1.1) Intermediação Financeira.................................................. 1.2) Prestação de Serviços....................................................... 1.3) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ........... 1.4) Outras ................................................................................. 2 - DESPESAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA .................... 3 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Materiais, Água, Energia e Outros .............................................. Serviços de Terceiros.................................................................. Comunicações ............................................................................ Serviços do Sistema Financeiro ................................................. Propaganda, Promoções e Publicidade...................................... Serviços Técnicos Especializados .............................................. Processamento de Dados........................................................... Manutenção e Conservação de Bens ......................................... Viagens ....................................................................................... Vigilância e Segurança ............................................................... Transporte ................................................................................... Outras ......................................................................................... 4 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2-3)....................................... 5 - DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES ...................................... 6 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (4-5)........................................................................ 7 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR ....................................... 8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO............................... 8.1) Pessoal ............................................................................... Proventos ............................................................................. Benefícios ............................................................................ FGTS ................................................................................... Outros Encargos .................................................................. 8.2) Remuneração do Governo ................................................ Federais ............................................................................... Municipais ............................................................................ 8.3) Remuneração de Capitais Terceiros................................. Aluguéis ............................................................................... 8.4) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Prejuízo do Semestre ..........................................................

2013 47.453 162.553 4.825 (130.494) 10.569 (45.699) (37.147) (1.741) (10.172) (2.322) (394) (2.596) (3.217) (11.306) (1.731) (854) (846) (1.090) (878) (35.393) (420)

% (132,5) (453,9) (13,5) 364,4 (29,5) 127,6 103,9 4,9 28,4 6,5 1,2 7,3 9,0 31,7 4,8 2,4 2,4 3,0 2,5 98,8 1,2

2012 113.972 182.093 3.066 (104.090) 32.903 (42.343) (46.259) (1.751) (14.297) (2.482) (159) (16.738) (4.148) (2.215) (1.445) (773) (547) (933) (771) 25.370 (1.091)

(35.813) (35.813) (35.813) 3.796 2.363 576 139 718 1.429 1.355 74 4.573 4.573 (45.611) (45.611)

100,0 100,0 100,0 (10,6) (6,6) (1,6) (0,4) (2,0) (4,0) (3,8) (0,2) (12,8) (12,8) 127,4 127,4

24.279 24.279 24.279 3.107 2.461 459 147 40 49.560 49.503 57 3.557 3.557 (31.945) (31.945)

% 469,4 750,0 12,6 (428,7) 135,5 (174,4) (190,5) (7,2) (58,9) (10,2) (0,6) (68,9) (17,1) (9,1) (6,0) (3,2) (2,3) (3,8) (3,2) 104,5 (4,5) 100,0 100,0 100,0 12,8 10,1 1,9 0,6 0,2 204,1 203,9 0,2 14,7 14,7 (131,6) (131,6)

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL O Banco Bankpar S.A. (BANKPAR ou Instituição) é uma instituição financeira, que tem como objeto social a prática de operações ativas, passivas e acessórias inerentes às respectivas carteiras autorizadas (de investimento, e de crédito, financiamento e investimento), inclusive câmbio, de acordo com as disposições legais e regulamentares em vigor, podendo ainda, participar de outras sociedades comerciais ou civis, nacionais ou estrangeiras, como sócia, acionista ou quotista. O BANKPAR é parte integrante da Organização Bradesco, sendo suas atividades conduzidas de forma integrada a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiros e de capitais, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos, e suas informações financeiras devem ser entendidas neste contexto. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam integradamente no mercado financeiro, e certas operações têm a coparticipação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro. Os benefícios dos serviços prestados entre essas instituições e os custos da estrutura operacional e administrativa são absorvidos, segundo a praticabilidade de lhes serem atribuídos, em conjunto ou individualmente. O BANKPAR mantém a exclusividade de emitir os cartões American Express da linha Centurion no Brasil. A linha Centurion inclui os tradicionais cartões Green, Gold e Platinum que apresentam a logomarca American Express Centurion. O direito de exclusividade considera o prazo mínimo de 10 anos, contados a partir de junho de 2006 e permite ao BANKPAR emitir cartões American Express para clientes pessoas físicas e jurídicas e oferecer o programa “Membership Rewards” relativo a esses cartões. A Administração da Instituição deliberará sobre a realização de aumento de capital na próxima Assembleia Geral de Acionistas. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com as alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem, estimativas e premissas, tais como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito; estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de ativos não financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 19 de julho de 2013. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério pro rata dia e calculadas pelo método exponencial. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda. d) Instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos) São classificadas de acordo com a intenção da Administração, na data da contratação da operação, levando-se em consideração se sua finalidade é para proteção contra risco (hedge) ou não. As operações que envolvem instrumentos financeiros derivativos destinam-se a atender às necessidades próprias para administrar a exposição global da Instituição. As valorizações ou desvalorizações são registradas em contas de receitas ou despesas dos respectivos instrumentos financeiros. Os instrumentos financeiros derivativos utilizados para mitigar os riscos decorrentes das exposições às variações no valor de mercado dos ativos e passivos financeiros são considerados como instrumentos de proteção (hedge) e são classificados de acordo com sua natureza em: • Hedge de risco de mercado: os instrumentos financeiros classificados nesta categoria, bem como seus ativos e passivos financeiros relacionados, objeto de hedge, têm seus ganhos e perdas, realizados ou não realizados, registrados em conta de resultado; e • Hedge de fluxo de caixa: os instrumentos financeiros classificados nesta categoria, têm a parcela efetiva das valorizações ou desvalorizações é registrada, líquida dos efeitos tributários, em conta destacada no Patrimônio Líquido. A parcela não efetiva do respectivo hedge é reconhecida diretamente em conta de resultado. e) Operações de crédito, outros créditos com características de concessão de crédito e provisão para créditos de liquidação duvidosa As operações de crédito e outros créditos com características de concessão de crédito são classificadas nos respectivos níveis de risco, observando: (i) os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 2.682/99 do CMN, que requerem a sua classificação de riscos em nove níveis, sendo «AA» (risco mínimo) e «H» (risco máximo) e (ii) a avaliação da Administração quanto ao nível de risco. Essa avaliação, realizada periodicamente, considera a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos e globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. Adicionalmente, também são considerados os períodos de atraso definidos na Resolução nº 2.682/99 do CMN, para atribuição dos níveis de classificação dos clientes da seguinte forma: Período de atraso • de 0 a 14 dias................................................................................................................................................................. • de 15 a 30 dias............................................................................................................................................................... • de 31 a 60 dias............................................................................................................................................................... • de 61 a 90 dias............................................................................................................................................................... • de 91 a 120 dias............................................................................................................................................................. • de 121 a 150 dias........................................................................................................................................................... • de 151 a 180 dias........................................................................................................................................................... • superior a 180 dias.........................................................................................................................................................

Classificação do cliente A B C D E F G H

A atualização (accrual) l das operações vencidas até o 59º dia é contabilizada em receitas de operações de crédito e, a partir do 60º dia, em rendas a apropriar, sendo que o reconhecimento em receitas só ocorrerá quando do seu efetivo recebimento. As operações em atraso classificadas como nível «H» permanecem nessa classificação por seis meses, quando então, são baixadas contra a provisão existente e controladas em contas de compensação por no mínimo cinco anos. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações, que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam controladas em contas de compensação, são classificadas como nível «H», e os eventuais ganhos provenientes da renegociação somente são reconhecidos quando efetivamente recebidos. Quando houver amortização significativa da operação, ou quando novos fatos relevantes justificarem a mudança do nível de risco, poderá ocorrer a reclassificação da operação para categoria de menor risco. A provisão estimada para créditos de liquidação duvidosa é apurada em valor suficiente para cobrir prováveis perdas e leva em consideração as normas e instruções do CMN e do BACEN, associadas às avaliações procedidas pela Administração na determinação dos riscos de crédito. f) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, prejuízo fiscal e base negativa da contribuição social, são registrados na rubrica “Outros créditos - diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas e ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é registrada na rubrica “Outras obrigações - fiscais e previdenciárias”. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Os créditos tributários sobre prejuízo fiscal e base negativa da contribuição social serão realizados de acordo com a geração de lucros tributáveis, observado o limite de 30% do lucro real do período-base. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente com base nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando à alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Os créditos tributários originados em períodos anteriores decorrentes da elevação da alíquota da contribuição social para 15%, são registrados até o limite das obrigações tributárias correspondentes. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não apresentam efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários das mencionadas leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. A composição dos valores de imposto de renda e contribuição social, a demonstração dos seus cálculos, a origem e previsão de realização dos créditos tributários, bem como os valores dos créditos tributários não ativados estão apresentados na Nota 25.

g) Despesas antecipadas São representadas pelas aplicações de recursos em pagamentos antecipados, cujos direitos de benefícios ou prestação de serviços ocorrerão em períodos futuros, sendo registrados no resultado de acordo com o período de competência. Os custos incorridos que estão relacionados com ativos correspondentes, que gerarão receitas em períodos subsequentes, são apropriados ao resultado de acordo com os prazos e montantes dos benefícios esperados e baixados diretamente no resultado, quando os bens e direitos correspondentes já não fizerem parte dos ativos da Instituição ou quando benefícios futuros não são mais esperados. h) Investimentos Outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. i) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a entidade. É demonstrados ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útileconômica estimada dos bens, sendo: instalações, móveis e equipamentos de uso - 10% ao ano e sistemas de processamento de dados - de 20% a 30% ao ano e ajustado por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. j) Diferido Estava registrado ao custo de aquisição ou formação, líquido das respectivas amortizações acumuladas. A amortização do diferido, composto por gastos com desenvolvimentos de programas de processamento de dados, era efetuada a taxa anual de 20%. A partir de 8 de dezembro de 2008 as novas operações passaram a ser registradas no ativo intangível de acordo com a Carta Circular nº 3.357/08 do BACEN. k) Intangível Corresponde aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade. Os ativos intangíveis com vida útil definida são amortizados no decorrer do período estimado do benefício econômico. Compostos por softwares são registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% ao ano), a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustado por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno de softwares são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar com segurança os custos diretamente atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante sua vida útil estimada, considerando os benefícios econômicos futuros gerados. l) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os ativos financeiros e não financeiros são avaliados para verificar se há evidencia objetiva de que tenha ocorrido uma perda no seu valor recuperável. A evidência objetiva de que os ativos financeiros perderam valor pode incluir o não pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, indicações de processo de falência ou mesmo, um declínio significativo ou prolongado do valor do ativo. Uma perda por redução ao valor recuperável (impairment) de um ativo financeiro ou não financeiro é reconhecida no resultado do período se o valor contábil do ativo ou unidade geradora de caixa exceder o seu valor recuperável. m) Depósitos São demonstrados pelos valores das exigibilidades e consideram, quando aplicável, os encargos exigíveis até a data do balanço, reconhecidos em base pro rata dia. n) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas; • Provisões: são constituídas levando em consideração a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. Detalhamento dos processos judiciais, bem como a segregação e movimentação dos valores registrados, por natureza, estão apresentados na Nota 14. o) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias e cambiais, auferidos (em base pro rata dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias e cambiais, incorridos (em base pro rata dia). p) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente que requer ajustes ou divulgações para as demonstrações contábeis encerradas em 30 de junho de 2013. 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 2013 Disponibilidade em moeda nacional........................................................................................................ Disponibilidade em moeda estrangeira ................................................................................................... Total de caixa e equivalentes de caixa ................................................................................................

8.105 178 8.283

Em 30 de junho - R$ mil 2012 5.367 163 5.530

5) INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS O BANKPAR participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos, representados por contratos “a termo”, registrados em contas patrimoniais e de compensação, destinados a atender as necessidades próprias da Instituição. Os instrumentos financeiros derivativos, quando utilizados pelo Banco como instrumentos de “hedge”, destinam-se a protegê-lo contra variações cambiais. Os derivativos geralmente representam compromissos futuros para trocar moedas ou indexadores, ou comprar ou vender outros instrumentos financeiros nos termos e datas especificadas nos contratos. O valor justo dos contratos a termo é determinado com base em cotações de preços de mercado para derivativos negociados em bolsa ou utilizando-se técnicas de modelagem de fluxo de caixa descontado que usam curvas de rendimento, refletindo os fatores de risco adequado. A política de gestão de riscos da Organização Bradesco é fundamentada na utilização de instrumentos financeiros derivativos com o objetivo, predominantemente, de mitigar os riscos decorrentes das operações efetuadas pelo Bradesco e empresas controladas. a) Valor dos instrumentos financeiros derivativos registrados em contas de compensação Em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 Valor Valor Valor Valor global líquido global líquido Contratos a termo Compromissos de compra: - Moeda estrangeira ......................................................................... 170.880 133.872 Compromissos de venda: - Moeda estrangeira ......................................................................... 182.358 11.478 166.253 32.381 Total ................................................................................................. 353.238 11.478 300.125 32.381 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

8

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

...continuação

Banco Bankpar S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 60.419.645/0001-95 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS b) Composição dos instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos), demonstrados pelo seu valor de custo atualizado e valor de mercado c) Contratos a termo - prazos

Valor contábil/ mercado 3.037 161 3.198 529 5.277 5.756

Custo atualizado 3.036 162 3.198 529 5.227 5.756

Compras a termo a receber.............................................................. Vendas a termo a receber ................................................................ Total do Ativo .................................................................................. Compra a termo a pagar .................................................................. Vendas a termo a pagar ................................................................... Total do Passivo .............................................................................

Em 30 de junho - R$ mil

Em 30 de junho - R$ mil 2012 Valor Custo contábil/ atualizado mercado 1.664 1.664 1.664 1.664 2.592 2.592 2 2 2.594 2.594

2013

1 a 30 dias

31 a 60 dias

Acima de 360 dias

2013 2012 Contrato a Termo Compras a termo.............................................................................. 145.779 25.101 170.880 133.872 Vendas a termo ................................................................................ 153.684 28.674 182.358 166.253 Total em 2013 .................................................................................. 299.463 53.775 353.238 Total em 2012 .................................................................................. 238.130 50.933 11.062 300.125 d) Valores de despesas e receitas líquidas No semestre, o resultado das operações com instrumentos financeiros derivativos somou R$ 606 mil (2012 - R$ 136 mil) de despesas. e) Valores globais dos instrumentos financeiros derivativos por local de negociação Registrados na CETIP, os valores globais dos instrumentos financeiros derivativos perfazem o montante de R$ 353.238 mil (2012 - R$ 300.125 mil).

6) OPERAÇÕES DE CRÉDITO, OUTROS CRÉDITOS COM CARACTERÍSTICA DE CONCESSÃO DE CRÉDITO E PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA a) Modalidades e prazos Em 30 de junho - R$ mil 1 a 30 dias 304.407 1.585.454 1.889.861 1.583.218

Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados..................................................... Outros créditos (1)............................................................................... Total em 2013 ..................................................................................... Total em 2012 .....................................................................................

31 a 60 dias 8.283 571.012 579.295 494.407

61 a 90 dias 5.971 390.489 396.460 318.909

Curso normal 181 a 360 Acima de dias 360 dias 11.375 2.047 211.916 1.335 223.291 3.382 167.632 2.068

91 a 180 dias 12.892 528.995 541.887 441.352

Total 2013 (A) 344.975 3.289.201 3.634.176

%

2012 (A) 258.697 2.748.889

9,5 90,5 100,0

% 8,6 91,4

3.007.586

100,0

Em 30 de junho - R$ mil Curso anormal 1 a 30 dias 64.364 64.364 59.525

Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados............................................................. Total em 2013............................................................................................. Total em 2012 .............................................................................................

Parcelas vencidas 61 a 90 dias 29.902 29.902 30.286

31 a 60 dias 47.242 47.242 41.326

91 a 180 dias 70.509 70.509 64.241

181 a 540 dias 108.359 108.359 83.886

Total 2013 (B) 320.376 320.376

%

2012 (B) 279.264

100,0 100,0

% 100,0

279.264

100,0 Em 30 de junho - R$ mil

Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados.................................... Outros créditos (1).............................................................. Total em 2013 .................................................................... Total em 2012 ....................................................................

1 a 30 dias 2.794 2.794 1.825

Curso anormal Parcelas vincendas 61 a 90 91 a 180 dias dias 413 937 413 937 239 549

31 a 60 dias 499 499 347

Total 181 a 360 dias 805 805 474

Acima de 360 dias 230 230 67

2013 (C) 5.678 5.678

% 100,0 100,0

Total geral 2012 (C) 3.501 3.501

% 100,0 -

2013 (A+B+C) 671.029 3.289.201 3.960.230

% 16,9 83,1 100,0

2012 (A+B+C) 541.462 2.748.889

100,0

3.290.351

% 16,5 83,5 100,0

(1) Com característica de concessão de crédito - cartão de crédito. b) Concentração das operações de crédito

c) Setor de atividade econômica 2013

Em 30 de junho - R$ mil 2013 Maior devedor................................................................................... Dez maiores devedores.................................................................... Cinquenta maiores devedores.......................................................... Cem maiores devedores...................................................................

%

2012

9.197 54.665 132.278 178.322

0,2 1,4 3,3 4,5

Setor privado Pessoas físicas................................................................................. Indústria............................................................................................ Comércio .......................................................................................... Intermediários Financeiros ............................................................... Outros Serviços................................................................................ Total .................................................................................................

%

14.751 49.447 110.140 148.489

0,5 1,5 3,4 4,5

%

3.348.493 151.903 135.077 11.078 313.679 3.960.230

2012 84,6 3,8 3,4 0,3 7,9 100,0

Em 30 de junho - R$ mil %

2.824.804 129.941 89.756 10.856 234.994 3.290.351

85,9 4,0 2,7 0,3 7,1 100,0

d) Modalidades e níveis de risco

Operações de crédito AA A B Empréstimos e títulos descontados.................................................... 5.368 185.748 32.861 Outros créditos ................................................................................... 167.688 2.030.361 115.962 Total em 2013 .................................................................................... 173.056 2.216.109 148.823 % ........................................................................................................ 4,4 56,0 3,7 Total em 2012 .................................................................................... 146.094 1.916.729 128.072 % ........................................................................................................ 4,4 58,3 3,9 e) Composição da carteira e da provisão para créditos de liquidação duvidosa das operações de crédito e de outros créditos

C 123.637 877.831 1.001.468 25,3 756.633 23,0

D

E 55.195 40.096 95.291 2,4 71.664 2,2

F 26.931 4.383 31.314 0,8 28.390 0,9

G 27.899 4.023 31.922 0,8 27.772 0,8

28.359 1.904 30.263 0,8 26.220 0,8

Em 30 de junho - R$ mil Total 2013 2012 671.029 541.462 3.289.201 2.748.889 3.960.230 100,0 3.290.351 100,0

H 185.031 46.953 231.984 5,8 188.777 5,7

Em 30 de junho - R$ mil Saldo da carteira Curso normal 173.056 2.216.109 126.446 955.242 3.470.853 63.543 11.779 8.992 5.846 73.163 163.323 3.634.176 91,8 3.007.586 91,4

Níveis de risco AA........................................................................................................ A .......................................................................................................... B .......................................................................................................... C .......................................................................................................... Subtotal .............................................................................................. D .......................................................................................................... E .......................................................................................................... F .......................................................................................................... G.......................................................................................................... H .......................................................................................................... Subtotal .............................................................................................. Total em 2013 ..................................................................................... % ......................................................................................................... Total em 2012 ..................................................................................... % .........................................................................................................

Curso anormal 22.377 46.226 68.603 31.748 19.535 22.930 24.417 158.821 257.451 326.054 8,2 282.765 8,6

Provisão

Total 173.056 2.216.109 148.823 1.001.468 3.539.456 95.291 31.314 31.922 30.263 231.984 420.774 3.960.230 100,0 3.290.351 100,0

f) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa das operações de crédito

Saldo inicial............................................................................................................................................ Constituição........................................................................................................................................... Baixas para prejuízo.............................................................................................................................. Saldo final .............................................................................................................................................. - Provisão específica (1).......................................................................................................................... - Provisão genérica (2) ............................................................................................................................ - Provisão excedente (3).......................................................................................................................... - Recuperação de créditos baixados como prejuízo (4) .......................................................................... - Renegociados .......................................................................................................................................

2013 316.115 130.494 (98.502) 348.107 198.024 132.629 17.454 15.152 116.444

Em 30 de junho - R$ mil 2012 242.370 104.090 (63.220) 283.240 163.432 106.831 12.977 14.346 69.958

(1) Para as operações que apresentem parcelas vencidas há mais de 14 dias; (2) Constituída em razão da classificação do cliente ou da operação e, portanto, não enquadrada no item anterior; (3) A provisão excedente é constituída considerando a experiência da Administração e a expectativa de realização da carteira de créditos, de modo a apurar a provisão total julgada adequada para cobrir os riscos específicos e globais dos créditos, associada à provisão calculada de acordo com a classificação pelos níveis de risco e os respectivos percentuais de provisão estabelecidos como mínimos na Resolução nº 2.682/99 do CMN. A provisão excedente por cliente foi classificada nos níveis de riscos correspondentes (Nota 6e); e (4) Classificadas em receitas de operações de crédito. 7) OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS

Títulos e créditos a receber ..................................................................................................................... - Com característica de concessão de crédito (Nota 6a) ........................................................................ - Sem característica de concessão de crédito......................................................................................... Créditos tributários (Nota 25c)................................................................................................................. Créditos a receber de bancos conveniados ............................................................................................ Operações e valores a receber de terceiros............................................................................................ Devedores diversos - Valores em trânsito ............................................................................................... Rendas a apropriar de cartões................................................................................................................ Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

2013 3.304.356 3.289.201 15.155 233.250 153.482 87.798 69.465 8.320 42.917 3.899.588

Em 30 de junho - R$ mil 2012 2.760.762 2.748.889 11.873 178.328 160.008 131.798 2.635 14.260 43.957 3.291.748

%

Específica 4,4 56,0 3,7 25,3 89,4 2,4 0,8 0,8 0,8 5,8 10,6 100,0 100,0

224 1.387 1.611 3.175 5.860 11.465 17.092 158.821 196.413 198.024 56,9 163.432 57,7

Provisão requerida Genérica 11.069 1.264 28.657 40.990 6.354 3.534 4.496 4.092 73.163 91.639 132.629 38,1 106.831 37,7

Excedente 8.482 8.482 8.972 8.972 17.454 5,0 12.977 4,6

2013 Provisão existente

2012 Provisão existente

11.069 1.488 38.526 51.083 18.501 9.394 15.961 21.184 231.984 297.024 348.107 100,0

% Mínimo requerido

9.583 1.280 29.095 39.958 13.748 8.517 13.886 18.354 188.777 243.282

0,5 1,0 3,0 10,0 30,0 50,0 70,0 100,0

283.240 100,0

c) Passivos contingentes classificados como perdas possíveis A empresa mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e, amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, se necessário, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes avaliados como de risco e perda possível não são reconhecidos contabilmente. Em 30 de junho de 2013, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. 15) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias

4.103 3.639 1.306 12 9.060

Em 30 de junho - R$ mil 2012 363 3.166 671 8 4.208

2013 2.328.245 153.614 187.231 59.912 14.368 8.399 37.884 2.789.653

Em 30 de junho - R$ mil 2012 2.106.729 127.344 155.581 49.082 11.394 11.380 20.949 2.482.459

2013 Provisões para impostos e contribuições sobre o lucro .......................................................................... Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Provisões para impostos e contribuições diferidos (Nota 25c)................................................................ Provisões para riscos fiscais (Nota 14b) ................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas

Contas a pagar a estabelecimentos afiliados.......................................................................................... Contas e valores a pagar a terceiros....................................................................................................... Programa de pontuação - Recompensas Membership Rewards ............................................................ Valores a pagar a Tempo Serviços Ltda. (i) ............................................................................................. Recebimento de titulares de cartões de crédito a processar .................................................................. Provisões Cíveis e Trabalhistas (Nota 14) ............................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

(i) Repasses decorrentes de remuneração de atividades não financeiras relativos à administração dos cartões American Express.

16) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O capital social de R$ 318.000 mil está dividido em 347.487.104 ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal. 8) OUTROS VALORES E BENS - DESPESAS ANTECIPADAS b) Reservas de lucros Correspondem a despesas com comissões de venda de cartão de crédito no montante de R$ 40.984 mil (2012 - R$ 8.837 mil). • Reserva Legal 9) INVESTIMENTO Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do período, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das O investimento de R$ 1 mil refere-se a título patrimonial da CETIP Educacional. reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e 10) IMOBILIZADO DE USO Demonstrado ao custo de aquisição corrigido. As depreciações são calculadas pelo método linear, com base em taxas anuais que contemplam a vida útil • Reserva Estatutária Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% do econômica dos bens. lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. Em 30 de junho - R$ mil Em função do prejuízo apurado no exercício, não houve constituição de reservas. Custo líquido de depreciação c) Dividendos e juros sobre o capital próprio Taxa anual Custo Depreciação 2013 2012 Aos acionistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, que somados não seja inferior a Móveis e equipamentos de uso........................................................ 10% 4.405 (3.537) 868 2.061 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. Fica a Diretoria autorizada a declarar e pagar dividendos intermediários, especialmente Instalações ....................................................................................... 20% 28 (4) 24 semestrais e mensais, utilizando-se das contas de lucros Acumulados ou de Reservas de Lucros existentes, e, podendo ainda, autorizar a distribuição Sistema de processamento de dados .............................................. 20 a 30% 12.238 (11.985) 253 516 de Lucros a título de juros sobre o capital próprio em substituição total ou parcial aos dividendos intermediários, ou, em adição aos mesmos. Não houve Total em 2013 .................................................................................. 16.671 (15.526) 1.145 provisionamento/pagamento de dividendos nos semestres de 2013 e 2012, em razão dos prejuízos acumulados. Total em 2012 .................................................................................. 18.328 (15.751) 2.577 17) RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS 11) DIFERIDO Semestres findos em 30 de junho - R$ mil No 1º semestre de 2012, os valores registrados no diferido referiam-se a gastos com desenvolvimento de logística em implantação, e seu valor residual 2013 2012 somava R$ 21 mil. Comissões por venda de prêmios de seguros ........................................................................................ 4.198 2.664 12) INTANGÍVEL Tarifa de saques ...................................................................................................................................... 470 319 Os valores registrados no intangível referem-se a gastos com desenvolvimento de softwares, e seu valor residual corresponde a R$ 1.263 mil (2012 - Taxas e serviços de cartões .................................................................................................................... 101 11 R$ 679 mil). No semestre, a despesa de amortização correspondeu a R$ 149 mil (2012 - R$ 120 mil). Outras...................................................................................................................................................... 56 72 Total ........................................................................................................................................................ 4.825 3.066 13) CAPTAÇÕES a) Depósitos

Depósitos à vista ..................... Depósitos Interfinanceiros ....... Total em 2013 ......................... Total em 2012 ......................... b) Despesas de captação

18) DESPESAS DE PESSOAL 1 a 30 dias 3.780 8.793 12.573 9.637

31 a 60 dias 9.085 9.085 138.908

61 a 90 dias 6.729 6.729 2.994

91 a 180 dias 1.402.572 1.402.572 794.044

181 a 360 dias 12.056 12.056 5.590

Depósitos interfinanceiros ....................................................................................................................... Fundo garantidor de crédito FGC............................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................

Acima de 360 dias 1.742 1.742 -

2013 45.690 9 45.699

Em 30 de junho - R$ mil Total 2013 2012 3.780 3.897 1.440.977 947.276 1.444.757 951.173 Em 30 de junho - R$ mil 2012 42.343 42.343

14) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente os ativos contingentes. Os valores envolvidos não são significativos para divulgação. b) Provisões classificadas como perdas prováveis O Banco é parte em processos judiciais, de natureza trabalhista, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Na constituição das provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração entende que a provisão constituída é suficiente para atender às perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o desfecho da ação, representado por decisões judiciais, sob os quais não caiba mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando obter indenizações, em especial o pagamento de “horas extras” em razão de interpretação do artigo 224 da Consolidação das Leis do Trabalho. Nos processos em que é exigido depósito judicial para garantia de execução, o valor das provisões trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. Para os demais processos, a provisão é constituída com base no valor médio apurado dos pagamentos efetuados de processos encerrados nos últimos 12 meses. É certo que as horas extras realizadas são controladas por meio do sistema de “ponto eletrônico” e pagas durante o curso normal do contrato de trabalho, de modo que as ações oriundas de ex-funcionários não têm valores relevantes. II - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente por meio de sistema informatizado e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. As questões discutidas nas ações normalmente não constituem eventos capazes de causar impactos representativos no resultado financeiro. A maioria dessas ações envolve Juizado Especial Cível (JEC), no qual os pedidos estão limitados a 40 salários mínimos. Cerca de 50% de todas as causas do JEC são julgadas improcedentes e o valor da condenação imposta corresponde a uma média histórica de apenas 5% dos pleitos indenizatórios. Não existem em curso processos administrativos por descumprimento de normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro. III - Movimentação das provisões Em 30 de junho - R$ mil Fiscais e Trabalhistas Cíveis previdenciárias (1) Saldo no início do semestre................................................................... 11.296 203 Constituições líquidas de reversões .......................................................... (3.247) (10) 12 Atualização monetária ............................................................................... 152 5 Saldo no fim do 1º semestre de 2013 (Nota 15a).................................. 8.201 198 12 Saldo no fim do 1º semestre de 2012 (Nota 15a).................................. 11.277 103 8 (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais.

Proventos................................................................................................................................................. Provisões Trabalhistas............................................................................................................................. Encargos sociais ..................................................................................................................................... Benefícios................................................................................................................................................ Treinamento............................................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 2.363 2.461 715 592 620 576 459 3 40 4.249 3.580

19) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS

Processamento de dados........................................................................................................................ Serviços de terceiros............................................................................................................................... Aluguéis................................................................................................................................................... Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Propaganda, promoções e publicidade ................................................................................................... Comunicações......................................................................................................................................... Materiais, energia e outros ...................................................................................................................... Manutenção e conservação de bens....................................................................................................... Transportes.............................................................................................................................................. Viagens.................................................................................................................................................... Vigilância e segurança ............................................................................................................................ Depreciações e amortizações ................................................................................................................. Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 11.306 2.215 10.172 14.297 4.573 3.557 3.217 4.148 2.596 16.738 2.322 2.482 1.741 1.751 1.731 1.445 1.090 933 854 773 846 547 420 1.091 394 159 878 771 42.140 50.907

20) DESPESAS TRIBUTÁRIAS

Contribuição à COFINS........................................................................................................................... Contribuição ao PIS/PASEP .................................................................................................................... Impostos sobre serviços - ISS................................................................................................................. Impostos e taxas ..................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 10.163 11.011 1.652 1.789 74 57 31 42.314 11.920 55.171

21) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS

Remuneração recebida de estabelecimentos (i) ..................................................................................... Variação Cambial (ii) ............................................................................................................................... Reversão de provisões operacionais....................................................................................................... Recuperação de encargos ...................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 63.114 53.134 68.375 49.439 5.263 6.234 57 41.721 15.052 4.291 151.861 154.819

(i) Referem-se a receitas proveniente da remuneração dos juros descontados, pela antecipação de pagamentos efetuados aos estabelecimentos afiliados aos cartões American Express; e (ii) Variação cambial decorrente das compras efetuadas no exterior pelos associados aos cartões American Express. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

9

...continuação

Banco Bankpar S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 60.419.645/0001-95 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 22) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS

c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 65.725 56.905 22.896 21.445 14.865 7.477 10.878 10.890 5.444 3.447 5.028 4.959 2.677 3.995 13.085 11.630 140.598 120.748

Programa de recompensas - Titulares de cartões American Express .................................................... Royalties .................................................................................................................................................. Comissões............................................................................................................................................... Seguro associados .................................................................................................................................. Encargos ................................................................................................................................................. Impostos sobre importação ..................................................................................................................... Despesa com tecnologia ......................................................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

23) RESULTADO NÃO OPERACIONAL Em 2013 o montante de R$ 694 mil (2012 - R$ 1.168 mil) corresponde ao resultado apurado na baixa de bens do imobilizado. 24) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com o controlador, empresas coligadas e controladas estão assim representadas: Ativos (passivos) 2013 Disponibilidades: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... Instrumentos financeiros derivativos: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... Valores a receber: Tempo Serviços Ltda. (i) ................................................................... Depósitos interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... Valores a pagar: Tempo Serviços Ltda. (i) ................................................................... Bpar Corretagem de Seguros Ltda. (ii)............................................. PTS Viagens e Turismo Ltda. ........................................................... Banco Bradesco Cartões S.A. .........................................................

Ativos (passivos) 2012

5.460

Em 30 de junho - R$ mil Receitas Receitas (despesas) (despesas) 2013 2012

2.019

(2.558)

-

(930)

3.630

(606)

117

(1.440.977)

(947.276)

(59.912) (5.523) (355) (209)

(49.082) (5.369) (286) (238)

(45.690) -

(136) (42.343) -

(i) Valores decorrente de remuneração das atividades não financeiras relativos à administração dos cartões American Express, conforme Instrumento Particular de Constituição de Convênio entre os partícipes, celebrado em 1º de agosto de 2004; e (ii) Valores decorrente de comissões de corretagem proveniente das vendas de prêmios de seguros na base de clientes associados. Nesta operação o Banco é remunerado por comissão de interveniência paga pelo estipulante. b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta aos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. A empresa é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração em instrumento baseado em ações, nos termos do CPC 10 - Pagamento Baseado em Ações, aprovado pela Resolução CMN nº 3.989/11, para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos Conselhos consultivo ou administrativo, fiscal e semelhante, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 25) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15% ........................... Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Efeito do diferencial da alíquota da contribuição social (1) ..................................................................... Despesas e provisões indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis................................................. Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 (56.555) (38.029) 22.622 15.211 (2.917) (8.632) (129) 10.944

(1.955) (7.219) 47 6.084

(1) Refere-se à equalização da alíquota efetiva da contribuição social em relação à alíquota (40%) demonstrada. b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... (27.669) (10.205) Impostos diferidos: Constituição/realização no semestre, sobre adições temporárias .......................................................... 39.434 18.303 Utilização de saldos iniciais de: Base negativa de contribuição social ...................................................................................................... (821) (2.013) Prejuízo fiscal .......................................................................................................................................... (1) Constituição no semestre sobre: Total dos impostos diferidos................................................................................................................ 38.613 16.289 Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ 10.944 6.084

Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................. Programa de recompensa “Membership Rewards”........................... Provisões cíveis................................................................................. Provisões trabalhistas ....................................................................... Ajuste ao valor de mercado no Resultado (instrumentos financeiros derivativos) ...................................................................................... Outros................................................................................................ Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias...... Prejuízo fiscal e base negativa .......................................................... Total dos créditos tributários (Nota 7)........................................... Obrigações fiscais diferidas (Nota 15a) ........................................ Crédito tributário líquido das obrigações fiscais diferidas .........

Saldo em 31.12.2012 113.234 60.860 74 4.138

Constituição (1) 92.398 8.052 4 -

Realização 63.238 2 1.127

R$ mil Saldo em 30.6.2013 142.394 68.912 76 3.011

1.777 11.288 191.371 3.266 194.637 1.665 192.972

336 3.118 103.908 103.908 1.300 102.608

107 64.474 821 65.295 1.659 63.636

2.113 14.299 230.805 2.445 233.250 1.306 231.944

(1) Contempla o crédito tributário relativo à elevação da alíquota de contribuição social para as empresas do segmento financeiro, determinada pela Lei nº 11.727/08. d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal, base negativa de contribuição social e crédito tributário de contribuição social MP nº 2.158-35 Em 30 de junho de 2013 - R$ mil Diferenças Prejuízo fiscal temporárias e base negativa Imposto Contribuição Imposto Contribuição de renda social de renda social Total 2013.................................................................................................. 21.724 9.379 31.103 2014.................................................................................................. 39.376 21.723 1.665 62.764 2015.................................................................................................. 60.129 26.486 86.615 2016.................................................................................................. 22.387 9.691 498 32.576 2017.................................................................................................. 12.798 5.995 282 19.075 2018.................................................................................................. 750 367 1.117 Total ................................................................................................. 157.164 73.641 1.665 780 233.250 A projeção de realização de crédito tributário trata-se de estimativa e não é diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta a R$ 219.594 mil (2012 - R$ 169.101 mil) sendo: R$ 217.287 mil (2012 - R$ 166.097 mil) de diferenças temporárias e R$ 2.307 mil (2012 - R$ 3.004 mil) de prejuízo fiscal e base negativa da contribuição social. e) Obrigações fiscais diferidas A sociedade possui obrigações fiscais diferidas de imposto de renda e contribuição social no montante de R$ 1.306 mil (2012 - R$ 671 mil) relativas à Ajuste a valor de mercado dos títulos de R$ 1.280 mil (2012 - R$ 666 mil) e atualização monetária de depósitos judiciais de R$ 26 mil (2012 - R$ 5 mil). f) Créditos tributários não ativados Em função da Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro - CONSIF contra a Medida Provisória nº 413, de 3 de janeiro de 2008 (convertida em Lei nº 11.727 de 23 de junho de 2008, artigos 17 e 41), os créditos tributários decorrentes da elevação da alíquota da Contribuição Social de 9% para 15% foram registrados até o limite das obrigações tributárias correspondentes. O saldo do crédito tributário relativo à elevação da alíquota da Contribuição Social não constituído monta a R$ 20.876 mil (2012 - R$ 15.105 mil) (Nota 3f). 26) BENEFÍCIOS A EMPREGADOS O BANKPAR é patrocinador de um plano de previdência complementar para seus funcionários e administradores, na modalidade Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL). O PGBL é um plano de previdência do tipo de contribuição definida, que permite acumular recursos financeiros ao longo da carreira profissional do participante mediante contribuições pagas por ele mesmo e pela empresa patrocinadora, sendo os recursos investidos em um FIE (Fundo de Investimento Exclusivo). O PGBL é administrado pela Bradesco Vida e Previdência S.A. e a BRAM - Bradesco Asset Management S.A. DTVM é a responsável pela gestão financeira dos fundos FIEs. As contribuições dos funcionários e administradores do BANKPAR são equivalentes a, no mínimo, 4% do salário. As obrigações atuariais do plano de contribuição definida (PGBL) estão integralmente cobertas pelo patrimônio do FIE correspondente. As despesas com contribuições efetuadas durante o 1º semestre de 2013 totalizaram R$ 66 mil (2012 - R$ 75 mil). Não há provisões adicionais a serem efetuadas. 27) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Gerenciamento de riscos A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos negócios da Organização Bradesco, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. As decisões da Organização Bradesco são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. A Organização Bradesco exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. O BANKPAR como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez, operacional e de capital. b) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis emitiu vários procedimentos contábeis, bem como suas interpretações e orientações, os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10); • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23); e • Resolução nº 4.144/12 - Pronunciamento conceitual Básico (R1). Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva.

A DIRETORIA Edmar Carlos da Silva – Contador – CRC 1SP210689/O-2

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Aos Administradores do Banco Bankpar S.A. Osasco - SP

Examinamos as demonstrações contábeis do Banco Bankpar S.A. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2013 e as Opinião respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Bankpar S.A. em 30 de junho de 2013, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Outros assuntos contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou Demonstração do valor adicionado como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Examinamos também a demonstração do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da administração da Instituição, para o semestre Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui,

p

Médico das estrelas assume saúde do povo David Uip vai dirigir a Secretaria de Saúde de SP. É a aposta do PSDB para fazer frente ao ministro do PT.

o

Osasco, 19 de julho de 2013

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Cláudio Rogélio Sertório Contador CRC 1SP212059/O-0

David Uip é a aposta do Palácio dos Bandeirantes para fazer contraponto às investidas do ministro Alexandre Padilha (Saúde) no Estado.

olítica

infectologista David Uip vai assumir a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. O chefe da pasta, Giovanni Guido Cerri, sucumbiu a uma série de críticas e pediu demissão na tarde de quarta-feira. Uip já havia sido convidado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) para assumir a pasta há cerca de 10 dias, quando o tucano decidiu demitir Cerri. O convite acabou não vingando porque Alckmin desistiu de dispensar o secretário após conversa com ele. Embora tenha sobrevivido, o episódio acabou fragilizando Cerri no governo. Uip assumirá o posto daqui duas semanas. Disse que usará o prazo para pensar em mudanças na equipe. Ele tem um perfil político mais agressivo que o de Cerri e é a aposta do

findo em 30 de junho de 2013, que está sendo apresentada como informação suplementar. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto.

Palácio dos Bandeirantes para fazer contraponto às investidas do ministro Alexandre Padilha (Saúde) no Estado. Padilha é o nome do PT para disputar a eleição estadual contra Alckmin em 2014. David Everson Uip ganhou fama atendendo políticos e celebridades. Já foram seus pacientes a presidente Dilma Rousseff, o senador José Sarney, o ex-governador de São Paulo Mário Covas, a modelo Naomi Campbell e os cantores Fábio Júnior, Netinho e Thiaguinho, entre outros. Hoje, dirige o hospital Emílio Ribas, é professor titular da Faculdade de Medicina do ABC, e faz parte do quadro de profissionais do Sírio Libanês. Entre 2003 e 2008 foi diretor executivo do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Depois dos golpes, prisões e matanças, as emoções estão muito alteradas para serem controladas. Gehad el Haddad, porta-voz da Irmandade Muçulmana.

nternacional Khaled el Fiqi/EFE

Soldados patrulham os arredores da mesquita Al Imam, que fica perto de um dos locais onde os islamitas estavam acampados. Hasan Shaaban/Reuters

DEPOIS DO LUTO VEM A REVOLTA Irmandade Muçulmana convoca para hoje um 'Dia de Fúria, após a morte de ao menos 638 seguidores.

U

m dia depois do massacre que deixou ao menos 638 mortos no Egito, islamitas velaram ontem seus mortos em meio ao agravo da crise política no país. Mas o luto deve durar pouco: a Irmandade Muçulmana convocou seus seguidores para participarem de um "Dia de Fúria" hoje pelas ruas do Cairo. "Vamos protestar todos os dias", disse o professor de inglês Muhammad Gamal, de 31 anos, à Folhapress. "Toda gota de sangue derramada faz mais pessoas virem às ruas." Gehad el Haddad, porta-voz da Irmandade, disse que a raiva dos simpatizantes está "fora de controle". "Depois dos golpes, prisões e matanças que estamos enfrentando, as emoções estão muito alteradas para serem controladas por alguém", disse. Não está claro se os poderosos militares conseguirão conter a ira de milhões de apoiadores do presidente islamita, Mohamed Morsi, deposto em um golpe em 3 de julho. O governo interino declarou estado de emergência por um mês e impôs um toque de recolher noturno. Além disso, a polícia foi orientada a usar munição real para deter ataques a prédios do governo e instalações das forças de segurança. Na quarta-feira, após vários

Amr Abdallah Dalsh/Reuters

megantes das barracas, e soldados desmontavam o palanque que havia no local. Um veículo blindado queimado estava a b an d o na d o n o m e i o da rua. A mesquita Al Imam, na zona nordeste do Cairo, perto de um dos a c a m p a m e ntos, se transformou em um necrotério. Dezenas de corpos envolDentro da mesquita, dor dos parentes das vítimas. vidos em lençois brancos dias de ameaças, as forças do estavam amontoados no chão governo invadiram dois acam- do local. No ar carregado, o pamentos dos partidários de cheiro da putrefação se mistuMorsi no Cairo. Os confrontos se rava com o dos perfumes usaespalharam rapidamente, e dos para disfarçar a podridão. Esses corpos, empilhados ali uma fonte do Ministério da Saúde informou ontem que 638 em decorrência da lotação dos pessoas morreram e mais de necrotérios e hospitais, não en3.994 ficaram feridas no Cairo e traram na contabilidade oficial de mortos, a qual inclui tamem várias outras cidades. A Irmandade defende que o bém mais de 40 policiais. Na praça em frente à mesquinúmero de mortos foi bem superior, sendo que um porta-voz ta, milhares de pessoas estavam reunidas. "O Exército e a chegou a falar em 3 mil. No local onde ficava um dos polícia são uma mão suja!", era acampamentos, garis reco- um dos gritos da multidão. Episódios de violência foram lhiam ontem os restos ainda fu-

registrados ontem pelo país. Um escritório do governo de Giza, ao sul do Cairo, foi atacado e incendiado ontem por simpatizantes da Irmandade. Esse incidente se soma aos relatos de que islamitas atacaram igrejas cristãs, um mosteiro e a sede de uma associação copta ao redor do país. Repercussão - A decisão de dissolver à força as concentrações da Irmandade desafiou os apelos ocidentais por moderação e por uma solução negociada na crise política egípcia. Em nota, o Itamaraty condenou a brutalidade da repressão no Egito e informou que a Embaixada do Brasil no Cairo está atenta à situação da comunidade brasileira e alerta para a insegurança no país. Já o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) apelou a todas as partes no Egito que acabem com a violência e exerçam o máximo controle. O presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou o cancelamento dos exercícios militares conjuntos, previstos para setembro, como reação à repressão. Ele não anunciou o cancelamento da ajuda financeira de US$ 1,5 bilhão que os EUA enviam anualmente ao Egito, mas indicou que "outros passos poderiam ser tomados" se a violência persistir. (Agências)

Ataque perto de prédio do grupo libanês matou ao menos 20 pessoas

HEZBOLLAH O preço por se aliar ao regime sírio

P

elo menos 20 pessoas morreram e outras 200 ficaram feridas ontem após a explosão de um carrobomba no bairro xiita de Beirute, um dos principais bastiões do grupo radical Hezbollah no Líbano. Um grupo desconhecido que se diz aliado aos rebeldes sírios reivindicou a ação. No local do atentado, que ficou em chamas por uma hora depois da explosão, era possível ver restos retorcidos de um veículo. Muitos carros estacionados pegaram fogo. Vários prédios tiveram suas fachadas danificadas, e a TV Al Mayadeen disse que algumas pessoas estavam presas em escombros dentro de apartamentos. A explosão aconteceu perto do complexo Sayyed al Shuhadaa ("mártires"), onde o líder do Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah, costuma discursar a seus seguidores. A explosão, um mês depois

de outro carro-bomba ferir mais de 50 pessoas no mesmo bairro da capital libanesa, ocorreu em um momento de aguda tensão sectária no Líbano por causa da intervenção do Hezbollah contra rebeldes sunitas na guerra civil da vizinha Síria. O atentado foi reivindicado por um vídeo na internet de um grupo chamado Brigadas de Aisha. A entidade, até então desconhecida, diz que é aliado dos rebeldes sírios e pede que os libaneses fiquem longe das regiões controladas pelo Hezbollah. Apesar da divulgação do vídeo, o presidente libanês, Michel Suleiman, culpou Israel pela violência. "O ataque, que afeta todo o Líbano, tem as marcas de Israel, que quer abalar a estabilidade e a resistência do povo libanês, especialmente no sétimo aniversário do fim da guerra de 2006", disse ele, em comunicado. (Agências)

Divulgação/Reuters

Hermanos, novamente.

O

empresário conservador Horacio Cartes assumiu ontem a Presidência do Paraguai, em uma cerimônia que marcou o fim do isolamento regional que o país enfrenta há mais de um ano e que teve como grande ausência a Venezuela. A presidente Dilma Rousseff compareceu à posse e, após reunião na véspera, disse que Cartes possibilitará

um "salto qualitativo" nas relações entre os dois países. O presidente, um dos homens mais ricos do Paraguai, jurou governar pelos próximos cinco anos um dos países mais desiguais do continente, quatro meses depois de ter vencido as eleições com 46% dos votos representando o Partido Colorado, de direita. Em seu discurso de posse,

Cartes ressaltou os esforços feitos por Brasil e Argentina de melhorarem a relação com seu país. Ele citou as presidentes dos dois países, Dilma Rousseff e Cristina Kirchner, e agradeceu as iniciativas que foram tomadas "para construir relações prósperas e positivas em benefício de nossos povos". Cartes disse ainda que seu governo vai apostar no fortalecimento dos organismos regionais e mundiais. O discurso de Cartes e a presença dos líderes da Argentina, Brasil e Uruguai

foram interpretados como gestos de aproximação, após a reincorporação do Paraguai ao Mercosul no mês passado. O país foi suspenso depois de o presidente Fernando Lugo ter sido deposto em junho de 2012, e a Venezuela foi incorporada como sócia plena logo depois. A entrada de Caracas no Mercosul dependia do Paraguai. Cartes, que esperava que a Venezuela não assumisse a Presidência do Mercosul em julho, não convidou o presidente Nicolás Maduro para a cerimônia. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

11

Banco Boavista Interatlântico S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 33.485.541/0001-06 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, No semestre, o Banco Boavista registrou Lucro Líquido de R$ 50,846 milhões, correspondente a R$ 19,79 por lote de mil ações, Patrimônio Líquido Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2013, do Banco Boavista de R$ 2,577 bilhões e Ativos Totais de R$ 2,704 bilhões. Osasco, SP, 19 de julho de 2013. Interatlântico S.A. (Banco Boavista), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações no Mercado Aberto ..................................................................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6) ......... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS........................................................................................................... Transferências Internas de Recursos ............................................................................................................ OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 7)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado............................................................................................................................................... Provisão para Operações de Créditos de Liquidação Duvidosa ................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 8a)......................................................................................................................... Diversos (Nota 8b)......................................................................................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Provisões para Desvalorizações ................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 8b)......................................................................................................................................... PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 9) ........................................................................................................................... Participações em Coligadas e Controladas: - No País........................................................................................................................................................ Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO................................................................................................................................. Móveis e Equipamentos de Uso.................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2013 954.385 3 745.805 19.949 725.856 31.985 23.710 8.275 903

2012 919.049 3 597.436 840 596.596 29.832 22.113 7.719 142 142 2.207

1.003 (100) 175.689 151.579 24.110 68 (68) 444.132 444.132 444.132 1.305.813 1.305.813

2.454 (247) 289.429 257.711 31.718 88 (88) 450.144 450.144 450.144 1.047.639 1.047.634

1.300.709 25.869 (20.765) 2.704.330

1.042.331 27.106 (21.803) 5 5 2.416.832

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias (Nota 12c) .................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 11a)............................................................................................................. Diversas (Nota 11b).......................................................................................................................................

2013 24.765 24.765 3.520 21.110 135

2012 27.707 27.707 2.597 17.992 7.118

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 11a)............................................................................................................. Diversas (Nota 11b).......................................................................................................................................

102.539 102.539 89.526 13.013

123.526 123.526 116.650 6.876

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País (Nota 12a) ........................................................................................................... Reservas de Lucros (Nota 12b)..................................................................................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial...................................................................................................................

2.577.026

2.265.599

1.300.000 1.276.385 641

1.231.000 1.031.836 2.763

TOTAL ...........................................................................................................................................................

2.704.330

2.416.832

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2013 26.712 1.029 25.683 (67) (67) 26.779 31.873 (2.285) (1.432) 39.482 4.910 (8.802) 58.652 6 58.658 (7.812) 50.846

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Operações de Crédito ................................................................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................................................... DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ...................................................................................... Reversão de Créditos de Liquidação Duvidosa (Nota 7f) ............................................................................. RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................................................... OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS................................................................................. Outras Despesas Administrativas (Nota 13).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 14) ..................................................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 9a) ............................................................ Outras Receitas Operacionais (Nota 15)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 16)..................................................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 17) ............................................................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 18) ................................................................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................................................... Número de ações (Nota 12a) ........................................................................................................................ Lucro por lote de mil ações em R$................................................................................................................

2.569.275.469 19,79

2012 28.125 220 27.905 (77) (77) 28.202 34.324 (1.599) (1.520) 42.553 5.505 (10.615) 62.526 62.526 (8.553) 53.973 2.569.275.469 21,01

Reservas de Lucros Legal Estatutárias 61.897 916.479 2.698 50.762 -

Ajustes de Avaliação Patrimonial Coligadas e Próprias Controladas 300 2.463 -

Eventos Saldos em 31.12.2011..................... Ajustes de Avaliação Patrimonial...... Lucro Líquido.................................... Destinações: - Reservas................... - Dividendos Propostos

Capital Social 1.231.000 -

Saldos em 30.6.2012.......................

1.231.000

64.595

967.241

-

2.763

-

2.265.599

Saldos em 31.12.2012.....................

1.231.000

77.881

1.217.141

-

3.113

-

2.529.135

Aumento de Capital .......................... Ajustes de Avaliação Patrimonial...... Lucro Líquido.................................... Destinações: - Reservas................... - Dividendos Propostos

69.000 -

-

(2.472) -

Saldos em 30.6.2013.......................

1.300.000

(32.432) 2.542 47.991

(36.568) 47.821 1.228.394

-

Lucros Acumulados 53.973 (53.460) (513)

50.846 (50.363) (483)

641

-

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil

2013 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ......................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos:...................................................................................... Despesas com Provisões Cíveis e Fiscais ................................................................................................ Constituições/(Reversões) de Provisões para Desvalorização de Bens não de Uso Próprio ................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas......................................................................... Reversão de Créditos de Liquidação Duvidosa ......................................................................................... Outros ........................................................................................................................................................ Lucro Líquido Ajustado ............................................................................................................................ (Aumento)/Redução em Relações Interfinanceiras e Interdependências.................................................. (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez.............................................................. (Aumento)/Redução em Títulos para Negociação ..................................................................................... (Aumento)/Redução em Operações de Crédito......................................................................................... (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens ........................................................... Aumento/(Redução) em Outras Obrigações.............................................................................................. Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos........................................................................................ Caixa Líquido Proveniente/Utilizado das Atividades Operacionais ....................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Alienação de Bens não de Uso Próprio....................................................................................................... Aquisição de Investimentos. ........................................................................................................................ Dividendos Recebidos de Coligadas ........................................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades de Investimentos................................................. Redução de Caixa e Equivalentes de Caixa.............................................................................................. Caixa e Equivalente de Caixa no Início do Período ...................................................................................... Caixa e Equivalente de Caixa no Fim do Período ......................................................................................... Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................

2012

58.658 (39.513) 42 (20) (39.482) (67) 14 19.145 4 (54.474) (1.090) 672 24.168 (9.766) (13.141) (34.482)

62.526 (40.755) 1.875 (42.553) (77) 21.771 (10) (24.961) (1.360) 789 7.639 (11.792) (7.924)

6 (7.660) 33.616 25.962 (8.520)

(7.924)

28.472 19.952 (8.520)

8.767 843 (7.924)

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Descrição 1 - RECEITAS ...................................................................................... 1.1) Intermediação Financeira...................................................... 1.2) Reversão de Créditos de Liquidação Duvidosa.................. 1.3) Outras ..................................................................................... 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS .................................... Comunicações ................................................................................ Serviços Técnicos Especializados .................................................. Propaganda, Promoções e Publicidade.......................................... Transporte ....................................................................................... Contribuição Sindical ...................................................................... Sistema Financeiro ......................................................................... Outras ............................................................................................. 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) .............................................. 4 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE.. 5 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA .......... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas .............. 6 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (4+5).................................. 7 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO................................... 7.1) Impostos, Taxas e Contribuições ......................................... Federal ..................................................................................... 7.2) Remuneração de Capitais Próprios ..................................... Dividendos ............................................................................... Lucros Retidos .........................................................................

2013 22.893 26.712 67 (3.886) (2.285) (10) (2.003) (123) (22) (68) (6) (53) 20.608 20.608 39.482 39.482 60.090 60.090 9.244 9.244 50.846 483 50.363

%

2012 23.092 28.125 77 (5.110) (1.599) (16) (1.368) (145) (13) (21) (18) (18) 21.493 21.493 42.553 42.553 64.046 64.046 10.073 10.073 53.973 513 53.460

38,0 44,5 0,1 (6,6) (3,7) (3,3) (0,2) (0,1) (0,1) 34,3 34,3 65,7 65,7 100,0 100,0 15,4 15,4 84,6 0,8 83,8

Totais 2.209.676 2.463 53.973 (513)

(2.472) 50.846 (483) 2.577.026

% 35,9 43,9 0,1 (8,1) (2,3) (2,1) (0,2) 33,6 33,6 66,4 66,4 100,0 100,0 15,7 15,7 84,3 0,8 83,5

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL O Banco Boavista Interatlântico S.A. (Boavista ou Instituição) é uma instituição financeira múltipla, que tem por objetivo efetuar operações bancárias em geral, inclusive câmbio. O Boavista é parte integrante da Organização Bradesco, sendo suas atividades conduzidas de forma integrada a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiro e de capitais, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos, e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com as alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem, estimativas e premissas, tais como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito; estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de ativos não financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 19 de julho de 2013. 3) PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério pro rata dia e calculadas com base no método exponencial. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pelo Banco para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Títulos e valores mobiliários - classificação • Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; • Títulos disponíveis para venda - são aqueles que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e • Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Não há TVMs classificados nesta categoria. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração.

Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perda/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. i) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os ativos financeiros e não financeiros são avaliados para verificar se há evidência objetiva de que tenha ocorrido uma perda no seu valor recuperável. A evidência objetiva de que os ativos financeiros perderam valor pode incluir o não pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, indicações de processo de falência ou mesmo, um declínio significativo ou prolongado do valor do ativo. Uma perda por redução ao valor recuperável (impairment) de um ativo financeiro ou não financeiro é reconhecida no resultado do período se o valor contábil do ativo ou unidade geradora de caixa exceder o seu valor recuperável. j) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas; • Provisões: são constituídas levando em consideração a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e • Obrigações Legais: provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. Detalhamento dos processos judiciais, bem como a segregação e movimentação dos valores registrados, por natureza, estão apresentados na Nota 10. k) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias, auferidos (em base pro rata dia) e provisão para perdas, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias, incorridos (em base pro rata dia). l) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente que requer ajustes ou divulgações para as demonstrações contábeis encerradas em 30 de junho de 2013. 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 2013 Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) .............................................................................................. Total de caixa e equivalentes de caixa ................................................................................................

3 3 19.949 19.952

Em 30 de junho - R$ mil 2012 3 3 840 843

(1) Referem-se a operações cujo vencimento na data da efetiva aplicação foi igual ou inferior a 90 dias e que apresentem risco insignificante de mudança f) Operações de crédito, outros créditos e provisão para créditos de liquidação duvidosa de valor justo. As operações de crédito e outros créditos com características de concessão de crédito são classificados nos respectivos níveis de risco, observando: (i) os 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 2.682/99 do CMN, que requerem a sua classificação de riscos em nove níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco máximo); e (ii) a avaliação da Administração quanto ao nível de risco. Essa avaliação, realizada periodicamente, considera a conjuntura econômica, a a) Vencimentos experiência passada e os riscos específicos e globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. Adicionalmente, também são considerados Em 30 de junho - R$ mil os períodos de atraso definidos na Resolução nº 2.682/99 do CMN, para atribuição dos níveis de classificação dos clientes da seguinte forma: 1 a 30 91 a 180 Total dias dias 2013 2012 Período de atraso (1) Classificação do cliente Aplicação no mercado aberto: • de 15 a 30 dias................................................................................................................................................................ B Posição bancada ............................................................................ 19.949 19.949 840 • de 31 a 60 dias................................................................................................................................................................ C Notas do tesouro nacional................................................................ 19.949 19.949 840 • de 61 a 90 dias................................................................................................................................................................ D Aplicações em depósitos interfinanceiros .................................. 725.856 725.856 596.596 • de 91 a 120 dias.............................................................................................................................................................. E Total em 2013 .................................................................................. 19.949 725.856 745.805 • de 121 a 150 dias............................................................................................................................................................ F Total em 2012 .................................................................................. 840 596.596 597.436 • de 151 a 180 dias............................................................................................................................................................ G b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez • superior a 180 dias.......................................................................................................................................................... H Classificadas na demonstração do resultado como resultado de operações com títulos e valores mobiliários. (1) Para as operações com prazos a decorrer superior a 36 meses é realizada a contagem em dobro dos períodos em atraso, conforme facultado pela Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Resolução nº 2.682/99 do CMN. 2013 2012 l das operações de crédito vencidas até o 59º dia é contabilizada em receitas e, a partir do 60º dia, em rendas a apropriar, sendo que A atualização (accrual) Rendas de aplicações em operações compromissadas: o reconhecimento em receitas só ocorrerá quando do seu efetivo recebimento. Posição bancada ..................................................................................................................................... 599 283 As operações em atraso classificadas como nível “H” permanecem nessa classificação por seis meses, quando então, são baixadas contra a provisão Subtotal .................................................................................................................................................. 599 283 existente e controladas em contas de compensação por no mínimo cinco anos. Rendas de aplicações em depósitos interfinanceiros ............................................................................. 23.994 26.262 As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações que já haviam sido baixadas contra Total (Nota 6b)........................................................................................................................................ 24.593 26.545 a provisão e que estavam controladas em contas de compensação, são classificadas como nível “H”, e os eventuais ganhos provenientes da renegociação somente são reconhecidos quando efetivamente recebidos. Quando houver amortização significativa da operação, ou quando novos fatos relevantes 6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS justificarem a mudança do nível de risco, poderá ocorrer a reclassificação da operação para categoria de menor risco. a) Classificação por categorias e prazos A provisão estimada para créditos de liquidação duvidosa é apurada em valor suficiente para cobrir prováveis perdas e leva em consideração as normas e Em 30 de junho - R$ mil instruções do CMN e do BACEN, associadas às avaliações realizadas pela Administração na determinação dos riscos de crédito. 2013 2012 g) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Valor de Valor de Marcação Valor de Marcação Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, prejuízo fiscal e base negativa 181 a 360 Acima de mercado/ custo a mercado/ a da contribuição social são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos“, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas é registrada na rubrica “Outras Títulos dias 360 dias contábil (1) atualizado mercado (3) contábil (1) mercado (3) Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. Títulos para negociação (2): Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram Letras Financeiras do Tesouro ......... 19.167 12.818 31.985 31.987 2 29.832 36 constituídos. Os créditos tributários sobre Prejuízo Fiscal e Base Negativa de Contribuição Social serão realizados de acordo com a geração de lucros Total em 2013 .................................. 19.167 12.818 31.985 31.987 2 tributáveis, observado o limite de 30% do lucro real do período-base. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente com base nas expectativas Total em 2012 .................................. 29.832 29.832 36 atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro (1) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. (2) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante; e De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido (3) A marcação a mercado dos títulos para negociação foram registradas em contas de resultado. do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da b) Resultado de títulos e valores mobiliários Semestres findos em 30 de junho - R$ mil adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. 2013 2012 A composição dos valores de imposto de renda e contribuição social, a demonstração dos seus cálculos, a origem e previsão de realização dos créditos tributários, bem como os valores dos créditos tributários não ativados estão apresentados na Nota 19. Receita de aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................. 24.593 26.545 Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ 1.090 1.360 h) Investimentos 25.683 27.905 Os investimentos em controladas e coligadas, com influência significativa ou participação de 20% ou mais do capital votante, são avaliados pelo método de Total ........................................................................................................................................................ c) O Boavista não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 30 de junho de 2013 e de 2012. equivalência patrimonial. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

12

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

...continuação

Banco Boavista Interatlântico S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 33.485.541/0001-06 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 7) OPERAÇÕES DE CRÉDITO, OUTROS CRÉDITOS E PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA a) Composição total das carteiras e prazos Em 30 de junho - R$ mil 1 a 30 dias

Operações de crédito Empréstimos........................................................................................ Total das operações de crédito........................................................ Avais e fianças (1) ............................................................................... Total em 2013 ..................................................................................... Total em 2012 .....................................................................................

31 a 60 dias 222 222 222 208

61 a 90 dias 111 111 111 129

91 a 180 dias 111 111 111 129

380 380 380 537

Curso normal 181 a 360 dias 179 179 179 1.451

Acima de 360 dias

Total 2013

40.672 40.672 38.705

%

1.003 1.003 40.672 41.675

2012 2,4 2,4 97,6 100,0

%

2.454 2.454 38.705

6,0 6,0 94,0

41.159

100,0

(1) Contabilizados em contas de compensação. b) Modalidades e níveis de riscos

f) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa Em 30 de junho - R$ mil Total 2012 % 2.454 100,0

Total Operações de crédito Empréstimos..................................................................................... Total em 2013 .................................................................................. Total em 2012 .................................................................................. c) Concentração das operações de crédito e outros créditos

Maior devedor................................................................................... Dez maiores devedores.................................................................... d) Setor de atividade econômica

D 1.003 1.003 2.454

2013 1.003 1.003

2013 1.003 -

Nível de risco D ....................................................... Total em 2013 .................................. % ...................................................... Total em 2012 .................................. % ......................................................

Total 1.003 1.003 100,0 2.454 100,0

% 100,0 100,0

100,0

Em 30 de junho - R$ mil 2012 % 2.326 94,8 2.454 100,0

% 100,0 -

Em 30 de junho - R$ mil 2012 %

%

Setor privado Indústria............................................................................................ 1.003 Total ................................................................................................. 1.003 e) Composição das operações de crédito e da provisão para créditos de liquidação duvidosa Saldo da carteira

100,0 100,0

2.454

2013

Curso normal 1.003 1.003 100,0 2.454 100,0

%

100,0 100,0

Mínimo requerido % 10,0

2.454 2.454

Requerida Genérica 100 100 100,0 247 100,0

100,0 100,0

Em 30 de junho - R$ mil Provisão Total 2013 2012 100 247 100 100,0 247 100,0

2013 Saldo inicial............................................................................................................................................ Reversão de provisão.............................................................................................................................. Saldo final .............................................................................................................................................. Provisão genérica (1) .............................................................................................................................. Recuperação de créditos baixados como prejuízo (2) ............................................................................

167 (67) 100 100 999

Em 30 de junho - R$ mil 2012 324 (77) 247 247 125

(1) Constituída em razão da classificação do cliente ou da operação; e (2) Registradas em receitas de operações de crédito, como previsto nas normas e instruções do BACEN. No período não ocorreram renegociações de operações de crédito. 8) OUTROS CRÉDITOS a) Rendas a receber Refere-se a dividendos a receber, no montante de R$ 151.579 mil (2012 - R$ 257.711 mil). b) Diversos 2013 186.140 117.553 77.139 58.683 28.607 120 468.242

Tributos antecipados................................................................................................................................ Depósitos para interposição de outros recursos ..................................................................................... Créditos a receber (Nota 20a) (1)............................................................................................................ Depósitos para interposição de recursos fiscais ..................................................................................... Créditos tributários (Nota 19c)................................................................................................................. Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Em 30 de junho - R$ mil 2012 184.064 108.664 92.001 58.761 38.365 7 481.862

(1) Refere-se a Direitos a Receber dos ex-controladores.

9) INVESTIMENTOS a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados em contas de resultado, sob a rubrica de “Resultado de participações em coligadas e controladas”. Em 30 de junho - R$ mil

Empresas Tibre Holdings Ltda. ............................................................................ Cia. Securitizadora de Créditos Financeiros Rubi ............................... Embaúba Holdings Ltda. ..................................................................... Outros Investimentos........................................................................... Total ....................................................................................................

Capital social 218.660 1.028.459 551.937

Patrimônio líquido ajustado 401.881 1.295.170 964.475

Quantidade de ações/cotas possuídas (em milhares) Ações Cotas 194.660 31.268 460.134

Participação no capital social % 100,000000 7,266302 83,367175

Lucro líquido ajustado 13.166 28.159 28.984

Ajuste decorrente de avaliação (1) 2013 2012 13.166 16.056 2.046 3.884 24.095 22.449 175 164 39.482 42.553

Valor contábil 2013 401.881 94.111 804.056 661 1.300.709

2012 368.831 122.951 550.203 346 1.042.331

(1) Os ajustes decorrentes de avaliação consideram os resultados apurados, periodicamente, pelas companhias e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado, quando aplicáveis. b) Composição de outros investimentos Investimentos por incentivos fiscais ........................................................................................................ Títulos patrimoniais ................................................................................................................................. Outros investimentos ............................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Provisão para perdas com investimentos por incentivos fiscais.............................................................. Provisão para perdas em outros investimentos....................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................

2013 14.559 42 11.268 25.869 (10.532) (10.233) (20.765) 5.104

Em 30 de junho - R$ mil 2012 14.559 42 12.505 27.106 (10.532) (11.271) (21.803) 5.303

10) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Provisões classificadas como perdas prováveis e obrigações legais - fiscais e previdenciárias A Instituição é parte em processos judiciais, de natureza cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Na constituição das provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração entende que a provisão constituída é suficiente para atender às perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o desfecho da ação, representado por decisões judiciais, sobre as quais não caiba mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente por meio de sistema informatizado e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento de normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. II - Obrigações legais - provisão para riscos fiscais A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. Essas obrigações legais e as provisões avaliadas como de risco provável, tem acompanhamento regular de suas evoluções nos trâmites do Judiciário, e no decorrer ou no encerramento de cada processo, poderão resultar em condições favoráveis à Instituição, com a reversão das respectivas provisões. III - Movimentação das provisões Em 30 de junho - R$ mil Fiscais e Cíveis previdenciárias (1) Saldo no início do semestre................................................................................................................. 13.272 13.526 Constituições líquidas de reversões e baixas.......................................................................................... (40) Atualização monetária ............................................................................................................................. 82 Pagamentos............................................................................................................................................. (219) Saldo no fim do 1º semestre de 2013 (Nota 11a e 11b)...................................................................... 13.013 13.608 Saldo no fim do 1º semestre de 2012 (Nota 11a e 11b)...................................................................... 13.694 18.962 (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. c) Passivos contingentes classificados como perdas possíveis A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que figura como “autora” ou “ré” e, amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivada, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. d) Em 30 de junho de 2013 e de 2012, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. 11) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias Impostos e contribuições a recolher (1) .................................................................................................. Provisões para riscos fiscais (Nota 10b) ................................................................................................. Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... Provisão para imposto de renda diferido (Nota 19c) ............................................................................... Total ........................................................................................................................................................

2013 90.735 13.608 3.007 3.286 110.636

Em 30 de junho - R$ mil 2012 107.982 18.962 3.484 4.214 134.642

(1) Inclui R$ 90.485 mil referente ao PAES, instituído pela Lei nº 10.684, de 30 de maio de 2003 (Nota 20a). b) Diversas Provisões cíveis (Nota 10b)..................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

2013 13.013 135 13.148

Em 30 de junho - R$ mil 2012 13.694 300 13.994

17) RESULTADO NÃO OPERACIONAL Em 2013, o valor de R$ 6 mil corresponde respectivamente á reversão de R$ 20 mil e perda de R$ 14 mil de bens não de uso próprio. 18) TRANSAÇÕES COM O CONTROLADOR, CONTROLADA E COLIGADAS a) As transações com controlador, empresas controladas e coligadas estão assim representadas: 2013 Ativos (passivos)

Em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 Receitas Receitas (despesas) (despesas)

2012 Ativos (passivos)

Disponibilidades: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 3 3 Aplicações em depósitos interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 725.856 596.596 23.994 26.262 Aplicações no mercado aberto: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 19.949 840 599 283 Dividendos: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (3.520) (2.597) Embaúba Holdings Ltda. .................................................................. 106.031 Tibre Holdings Ltda. ......................................................................... 151.494 151.223 Cia. Securitizadora de Créditos Financeiros Rubi ............................ 276 Outras............................................................................................... 74 100 b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, a ser paga aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. A Instituição é parte integrante da organização Bradesco e seus Administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração em instrumento baseado em ações, nos termos do CPC 10 - Pagamento baseado em Ações, aprovado pela resolução CMN nº 3.989/11, para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos Conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 19) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social............................................................ Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente .... Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em coligadas e controladas .............................................................................................. Despesas indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis .................................................................... Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 58.658 62.526 (23.463) (25.010) 15.793 (898) 756 (7.812)

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social devidos ............................................................................... Impostos diferidos: Constituição/realização no semestre, sobre adições temporárias .......................................................... Utilização de saldos iniciais de: Base negativa de contribuição social ...................................................................................................... Prejuízo fiscal .......................................................................................................................................... Total dos impostos diferidos................................................................................................................ Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos

(5.145) (139) (948) (1.580) (2.667) (7.812)

Saldo em 31.12.2012 Constituição Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ 581 Provisões cíveis................................................................................ 5.309 Provisões fiscais............................................................................... 4.660 33 Provisão para desvalorização de títulos e investimentos ................. 1.444 Provisão para desvalorização de bens não de uso.......................... 35 Outros............................................................................................... 1.828 77 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias..... 13.857 110 Prejuízo fiscal e base negativa ......................................................... 17.417 Total dos créditos tributários (Nota 8b)........................................ 31.274 110 (1) Em 24 de maio de 2013, o BACEN homologou a deliberação para aumento do capital social, no montante de R$ 69.000 mil, sem emissão de Obrigações fiscais diferidas (Nota 11a) ....................................... 4.030 121 ações, mediante a capitalização de parte dos saldos das contas “Reservas de Lucros”, sendo R$ 32.432 mil de Reserva Legal e R$ 36.568 mil Créditos tributários líquidos das obrigações fiscais diferidas .... 27.244 (11) de Reserva Estatutária. d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízos fiscais e base negativa c) Reservas de lucros

12) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O Capital social no montante de R$ 1.300.000 mil (2012 - R$ 1.231.000 mil), totalmente subscrito e integralizado, representado por 2.569.275.469 ações ordinárias, nominativas escriturais sem valor nominal. b) Movimentação do capital social Quantidade de ações R$ mil Saldo inicial em 1.1.2013 ...................................................................................................................... 2.569.275.469 1.231.000 Aumento de capital com reservas - AGO/E de 18/4/2013 (1) ................................................................. 69.000 Saldo final em 30.6.2013 ....................................................................................................................... 2.569.275.469 1.300.000

Reservas de Lucros .............................................................................................................................. Reserva Legal (1) .................................................................................................................................... Reserva Estatutária (2)............................................................................................................................

2013 1.276.385 47.991 1.228.394

Em 30 de junho - R$ mil 2012 1.031.836 64.595 967.241

(1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do período, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. d) Dividendos e juros sobre o capital próprio Aos acionistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, que somados não seja inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. Fica a Diretoria autorizada a declarar e pagar dividendos intermediários, especialmente semestrais e mensais, utilizando-se das contas de Lucros Acumulados ou de Reservas de Lucros existentes, e, podendo ainda, autorizar a distribuição de lucros a título de juros sobre o capital próprio em substituição total ou parcial aos dividendos intermediários, ou, em adição aos mesmos. O cálculo dos dividendos relativos aos semestres findos em 30 de junho, está demonstrado a seguir: R$ mil 2013 2012 Lucro Líquido........................................................................................................................................... 50.846 53.973 (-) Reserva Legal - 5% sobre o lucro....................................................................................................... (2.542) (2.698) Base de cálculo ..................................................................................................................................... 48.304 51.275 Dividendos propostos .............................................................................................................................. 483 513 Percentual em relação ao lucro líquido ajustado ............................................................................... 1,0% 1,0% Valor em reais por lote de mil ações ................................................................................................... 0,19 0,20 13) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Propaganda e publicidade....................................................................................................................... Comunicações......................................................................................................................................... Transportes.............................................................................................................................................. Contribuição sindical ............................................................................................................................... Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 2.003 1.368 123 145 10 16 22 13 68 21 6 18 53 18 2.285 1.599

14) DESPESAS TRIBUTÁRIAS Contribuição ao COFINS......................................................................................................................... Contribuição ao PIS................................................................................................................................. Impostos e taxas ..................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 1.221 1.299 198 211 13 10 1.432 1.520

15) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS Reversão de provisões para riscos fiscais .............................................................................................. Variações monetárias ativas.................................................................................................................... Atualização monetária sobre depósitos................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 120 3.586 4.141 1.204 1.162 202 4.910 5.505

16) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS Juros sobre obrigações ........................................................................................................................... Indenizações cíveis ................................................................................................................................. Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2013 2012 8.789 8.643 1.887 13 85 8.802 10.615

17.021 (899) 335 (8.553)

2013.................................................................................................. 2014.................................................................................................. 2015.................................................................................................. 2016.................................................................................................. 2017.................................................................................................. Total .................................................................................................

Diferenças temporárias Imposto Contribuição de renda social 2.033 1.417 2.745 1.769 3.410 2.017 201 120 4 2 8.393 5.325

Realização 27 104 8 110 249 2.528 2.777 865 1.912

(6.397) 593 (1.031) (1.718) (2.156) (8.553) R$ mil Saldo em 30.6.2013 554 5.205 4.693 1.444 27 1.795 13.718 14.889 28.607 3.286 25.321

Em 30 de junho de 2013 - R$ mil Prejuízo fiscal e base negativa Imposto Contribuição de renda social Total 165 40 3.655 2.356 1.377 8.247 1.933 1.168 8.528 2.633 1.580 4.534 2.403 1.234 3.643 9.490 5.399 28.607

A projeção de realização de crédito tributário trata-se de estimativa e não é diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta a R$ 26.854 mil (2012 R$ 36.055 mil), sendo R$ 13.166 mil (2012 - R$ 16.127 mil) de diferenças temporárias e R$ 13.688 mil (2012 - R$ 19.928 mil) de prejuízo fiscal e base negativa da contribuição social. e) Obrigações fiscais diferidas A sociedade possui obrigações fiscais diferidas de imposto de renda e contribuição social no montante de R$ 3.286 mil (2012 - R$ 4.214 mil) relativa à atualização monetária de depósitos judiciais. 20) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Por força do Instrumento Particular de Contrato de Promessa de Integração Empresarial e Outros Pactos, de 7 de julho de 2000, firmado com o Banco Bradesco S.A., os ex-controladores do Banco Boavista, julgaram oportuno o exercício da opção para aderir ao PAES, objetivando o parcelamento de débitos tributários e previdenciários junto à União, por eles garantidos, os quais vinham sendo questionados nas esferas administrativa e judicial, no montante de R$ 165.340 mil, conforme faculdade instituída pela Lei nº 10.684, de 30 de maio de 2003. Conforme a referida legislação, os valores objeto de parcelamento serão quitados no prazo mínimo de 120 meses e máximo de 180 meses, devidamente atualizados pela TJLP. Os valores atualizados relativos às obrigações fiscais de R$ 90.485 mil (2012 - R$ 107.748 mil) e o respectivo direito a receber dos ex-controladores R$ 77.139 mil (2012 - R$ 92.001 mil), por força do citado instrumento estão, respectivamente, registrados em outras obrigações - fiscais e previdenciárias (Nota 11a) e outros créditos - diversos (Nota 8b). b) Gerenciamento de riscos A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos negócios da Organização Bradesco, motivo de constante aprimoramento desta atividade na busca das melhores práticas. A Organização Bradesco exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, preservando e valorizando o ambiente de decisões colegiadas, desenvolvendo e implementando metodologias, modelos, ferramentas de mensuração e controle. Promove ainda a atualização dos colaboradores em todos os níveis hierárquicos, desde as áreas de negócios até o Conselho de Administração. O processo de gerenciamento permite que os riscos sejam proativamente identificados, mensurados, mitigados, acompanhados e reportados, o que se faz necessário em face da complexidade dos produtos financeiros e do perfil da atividade da Organização Bradesco. O Boavista como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. c) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) emitiu vários procedimentos contábeis, bem como suas interpretações e orientações, os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10); • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23); e • Resolução nº 4.144/12 - Pronunciamento Conceitual Básico (R1). Atualmente, não é possível quantificar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será de forma prospectiva ou retrospectiva.

A DIRETORIA Luiz Filipe Lopes Soares – Contador – CRC 1SP208127/O-5 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

13

...continuação

Banco Boavista Interatlântico S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 33.485.541/0001-06 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores do

também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Banco Boavista Interatlântico S.A. Osasco - SP

Examinamos as demonstrações contábeis do Banco Boavista Interatlântico S.A. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de Opinião 2013 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Boavista Interatlântico S.A. em 30 de junho de 2013, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Outros assuntos contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou Demonstração do valor adicionado como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Examinamos também a demonstração do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o semestre findo em 30 de junho de 2013, que está sendo apresentada como informação suplementar. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja demonstrações contábeis tomadas em conjunto. planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Osasco, 15 de agosto de 2013 Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos Cláudio Rogélio Sertório relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são KPMG Auditores Independentes Contador CRC 1SP212059/O-0 apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, CRC 2SP014428/O-6

c

idades

Haddad muda os rumos da educação Plano de reestruturação desenhado pela Prefeitura prevê revisão da aprovação automática, recuperação nas férias e retorno do boletim com notas, entre outros pontos.

A

Prefeitura de São Paulo anunciou ontem um programa de reforma curricular e administrativa no sistema educacional, com a ampliação e o fortalecimento em todos os níveis de ensino. Entre as mudanças propostas está a divisão dos nove anos do ensino fundamental em três ciclos. A reprovação do aluno também passa a ocorrer caso não haja aproveitamento já nos primeiros anos do ciclo. O Programa Mais Educação São Paulo ainda não está totalmente fechado e, de acordo com o prefeito Fernando Haddad, a Prefeitura conta com sugestões que podem ser feitas por meio do site do projeto. A consulta pública ficará disponível até 15 de setembro. O ensino fundamental será dividido em três ciclos, sendo que atualmente a divisão é em duas etapas. Além de eliminar a aprovação automática, o modelo proposto determina que sejam feitas avaliações bimestrais e a volta dos boletins com notas de 0 a 10, dos relatórios de acompanhamento e da lição de casa. Para os alunos que não obtiverem sucesso nas avaliações haverá uma recuperação intensiva nas férias e no período letivo, além da criação de dependências nos 7º e 8º anos, caso o alu-

Felipe Rau/Estadão Conteúdo

Pedestres agasalhados no Centro: fim de semana será gelado.

Frio mata morador de rua na Cidade Tiradentes

C

no não evolua em determinada disciplina. O objetivo é o de que as mudanças já entrem em vigor em 2014. De acordo com o prefeito, as mudanças contribuem para que os alunos não cheguem aos 8 anos de idade sem estarem plenamente alfabetiza-

dos. “Devido à aprovação automática do atual modelo, 38% dos alunos chegaram ao 4º ano sem saber ler e escrever direito. Ou seja, quase metade das crianças. São Paulo está em 35º lugar no ensino na região metropolitana, que tem 39 municípios”.

De acordo com o prefeito, o acompanhamento do estudante deve ser diário, para que a rede de ensino consiga cobrir as deficiências observadas ao longo do tempo. “Hoje, nós estamos deixando tudo para o final, e aí não tem mais tempo para recuperar”. (ABr)

ACSP discute patrimônio paulista Reunião foi pautada pela importância da preservação do patrimônio histórico e cultural da cidade Mariana Missiaggia

Zé Carlos Barretta/Hype

A

memória de um povo está diretamente relacionada à preservação de seu patrimônio histórico e cultural. O processo de tombamento, no entanto, não garante a materialização dessa memória. Detentoras de um vasto patrimônio histórico, as cidades brasileiras ainda buscam maneiras de manter seus exemplares históricos em pé e conservados. E quando o assunto é preservação, às vezes qualidade é melhor que quantidade. "É preferível valorizar um edifício tombado a tombar uma série de outros espaços que podem ser preteridos. O tombamento não deve ser estático, e sim uma agregação de valor", disse Nádia Somekh, presidente do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) e diretora do Departamento do Patrimônio Histórico (DPH). Nádia e Washington Fajardo, presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (Irph), estiveram no Núcleo de Estudos Urbanos (NEU) do Conselho de Política Urbana (CPU) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na última quartafeira, para discutir o assunto e o que está sendo feito em São

Nádia Somekh, do Conpresp. Paulo e no Rio de Janeiro. O modelo de trabalho aplicado pela presidente do Conpresp em sua gestão será pautado por agilidade, simplificação e qualidade para que os bens históricos ganhem maior importância e reproduzam, de fato, a história da cidade. "É importante articular o diálogo entre o Conpresp, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). Além de aumentar o contato com a Secretaria do Verde e as subprefeituras do município", disse Nádia. De acordo com Nádia, o DPH e o Conpresp passam por um período de reordenação. O objetivo é que o Conpresp comece a aplicar as multas e com esse

subsidio crie um fundo para recuperar os edifícios públicos e privados. O Conselho também pretende reorganizar os fundos provenientes do Fundo de Desenvolvimento Urbano (Fundurb), do Fundo Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural (Funpatri) e do Fundo de Proteção do Patrimônio Cultural e Ambiental Paulistano (Funcap). "Preservação não é apenas sinônimo de tombamento. Tombar é o primeiro passo, que deve ser seguido de restauro e conservação para que tenhamos um patrimônio adequado. Além disso, é preciso que a população use esse patrimônio. A vitalidade irá garantir sua preservação", disse Nádia. A capacitação e a valorização do quadro técnico é outra meta de Nádia. Atualmente, 17 técnicos fazem a avaliação dos edifícios que podem ser tombados. A intenção é aumentar este número e incluir historiadores e arqueólogos

para aprimorar os pareceres dos tombamentos. Para Valter Caldana, diretor da Faculdade de Arquitetura da Universidade Presbiteriana Mackenzie e membro do NEU, os órgãos responsáveis pelo patrimônio de São Paulo estão entrando numa nova fase. "São Paulo está implantando uma política de preservação muito contemporânea. A sociedade paulistana já começa a perceber que essa preservação não é um atraso e sim um desenvolvimento. O poder público tem que montar uma política que confirme isso". No Rio de Janeiro não é diferente. A cidade também possui uma infinidade de imóveis entregues à própria sorte. Na tentativa de recuperá-los, Fajardo explica que, através de editais, o IRPH busca interessados em ocupar os imóveis e entregá-los totalmente reformado após a concessão, que será de dez anos, prorrogáveis pelo mesmo período.

om temperatura de 7°C e sensação térmica próxima de 0°C em São Paulo durante a madrugada, um morador de rua foi encontrado morto nas primeiras horas da manhã de ontem, na Cidade Tiradentes, zona leste, com suspeita de hipotermia. A vítima não foi identificada. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, a sensação térmica ontem ficou, em média, em 5°C, na medição feita no Mirante de Santana, na zona norte.

Hoje, os termômetros devem subir um pouco mais, especialmente na parte da tarde, e a máxima deve ficar em torno de 19°C. As baixas temperaturas, no entanto, devem permanecer no começo e no fim do dia, com mínimas entre 7°C e 8°C. A previsão é que o clima frio se mantenha durante todo o fim de semana na Capital, com pouco sol e a possibilidade de garoa no fim do sábado e do domingo. (Estadão Conteúdo)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

14

c

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

idades Fotos:Reprodução

Sífilis, uma velha doença que volta a provocar medo. Cresce número de casos da doença notificados no Estado de São Paulo. Apesar de ser tratável, doença milenar carrega um forte preconceito, o que dificulta o diagnóstico na população. José Maria dos Santos

U

m mal terrível está crescendo. Mas é fácil vencer. A Secretaria Estadual da Saúde informa que, em seis anos, a sífilis cresceu em mais de 1.000% entre as mulheres grávidas, no Estado de São Paulo. Os números são ameaçadores: entre 2005 e 2011, os casos saltaram de 189 para 3.260, em um universo de 600 mil partos anuais no Estado, sinalizando, obviamente, que a doença está avançando pela sociedade. O lado positivo desse quadro é que o salto se deve ao aumento das notificações. Isso significa que a sífilis – ou boa parte dos casos – estava oculta nas dobras do desconhecimento. À medida em que vêm à luz, propiciam o combate seguro, uma vez que é perfeitamente curável através de remédios que, aliás, são distribuídos gratuitamente em centros de saúde. Até o surgimento do HIV, que ganhou terreno no Brasil em fins dos anos 1980, a sífilis era a mais temida das doenças sexualmente transmissíveis. Perdeu seu posto devido à facilidade de contágio e a rapidez com que a Aids levava à morte. Porém, hoje em dia, com os coquetéis de remédios que permitem aos soropositivos conviver com o vírus sem aquela sombra sinistra sobre a cabeça, a sífilis está voltando a ganhar seu destaque. Na verdade, seus efeitos também são devastadores, particularmente na citada modalidade congênita, aquela transmitida pela mãe durante a gravidez. O bebê enfrentará sérias dificuldades, como ceguei-

ra, surdez, disfunções neurológicas e cardiológicas. Porém, antes que gestantes possam se angustiar à simples evocação dessas possibilidades, é conveniente esclarecer que, mesmo na contaminação intrauterina, o tratamento é 100% eficiente. A maior barreira está na profilaxia para evitar que aquelas coisas aconteçam, conforme revela a médica Luisa Matida, coordenadora do Programa de Transmissão Vertical de

dos. Talvez seja pior, pois os humanos tentam ignorá-la como se isso afastasse o risco. A mulher, por exemplo, foge de exames e da investigação de diagnóstico para não desagradar ao parceiro, que seria colocado sob suspeita, ou pelo temor de descobrir “verdades” com as quais não poderá lidar, sob pena de ameaçar a estabilidade da união. Por sua vez, o homem, conduzido pela conhecida cultura machista, resiste à prevenção

Girolamo Fracastoro, médico e estudioso que identificou a sífilis em 1446. Aids e Sífilis da Secretaria da Saúde. “Há muita dificuldade em fazer o diagnóstico, pois a população brasileira ainda tem muitas reservas e constrangimentos em relação à doença”, alerta a médica. Não se trata apenas do procedimento de fugir da doença, a maneira dos avestruzes que dizem enfiar a cabeça num buraco para se sentirem protegi-

com a mesma resistência irracional com que dribla exames de próstata. “O ideal seria que o futuro pai também participasse do pré-natal pelo menos em duas sessões”, diz a doutora Luisa. Transmissão – Os propagadores da sífilis tem uma afinidade estreita com os da Aids. São os mesmos, não necessariamente nessa ordem: profis-

sionais do sexo, usuários de drogas que compartilham seringas e outros equipamentos injetáveis e os que desprezam preservativos nas relações. Nesse último caso deve se acrescentar o álcool, que é pouco lembrado nesses assuntos. À semelhança de outras drogas, o álcool produz efeitos que anestesiam a lucidez e fazem as pessoas mandar os cuidados às favas. Migrantes – Por fim, e recentemente, descobriu-se um novo vetor cuja abordagem exige muito tato por ser tema melindroso: os migrantes de etnias variadas vindos principalmente do Exterior. Entre eles há um agravante de ordem cultural, que são os hábitos poligâmicos, fatores amplos da propagação. Embora tais conclusões façam parte de pesquisas sérias, portanto, sem qualquer estímulo racista, a médica Luisa Matida tem razão em cercar-se de escrúpulos para apresentá-las. É que a fronteira entre a criação do estigma e a necessidade de informar a sociedade em favor da saúde pública é perigosamente tênue, podendo redundar em preconceitos agressivos. “Nós devemos prestar muita atenção nessas situações e ter maturidade para conduzila, prevenindo ao mesmo tempo os preconceitos, para não perdermos a chance de aplicar a solução de cura, que é tão simples e prática”, diz ela. É curioso observar que as duas doenças sexualmente transmissíveis mais amedrontadoras entre nós sejam tão distantes entre si. Se a Aids começou a se manifestar na segunda metade do século 20, a sífilis deve ter a idade da humanidade.

Imagem reproduz tratamento da doença infecciosa na Idade Média

Há muita dificuldade em fazer o diagnóstico, pois a população ainda tem muitas reservas e constrangimentos em relação à doença. LUISA MATIDA, MÉDICA Sua forma de contágio somente foi identificada no ano de 1446 pelo italiano Girolamo Fracastoro (1478-1553), na esteira do seu pacote de estudos sobre doenças infecciosas. Fracastoro deveria ser uma espécie de gênio da sua época. Tinha aquele sisudo ar de reflexão intelectual que caracteriza as figuras do Renascimento e, como era de praxe no período, além da medicina, dedicava-se à geografia e à li-

teratura. Nesse sentido, escreveu um poema interminável, intitulado em Latim Shyphillis sive morbus gallicus (Sífilis e a Doença Francesa), no qual descreve a doença e a luta de um certo pastor chamado Sífilis para curá-la. Do título da obra pode-se depreender três aspectos: o pobre pastor emprestou seu nome à moléstia, ela era popular no mundo de então e os franceses já tinham fama de dissolutos naquela época. Por coincidência, o poeta Charles Baudelaire (18211867), um dos mais conhecidos sifilíticos, nasceu na França. É instigante imaginar que a doença possa lhe ter inspirado o título da sua principal obra – As Flores do Mal – que constitui uma perfeita metáfora com eventuais consequências das folias do sexo.

Fotos Divulgação

SERÁ QUE FOI?

E

sta fotografia, feita por um fotógrafo amador, foi tirada em 8 de agosto, em São Sebastião, no Litoral Norte. Parece tratar-se de um tornado, cuja diferença de furacões, também conhecidos como ciclones e tufões, está na forma de funil e área bem mais reduzida de ação. Consultado, o INPE descartou a possibilidade de furacão e colocou em dúvida a veracidade da foto. Porém, posteriormente, o exame em minúcias, particularmente nas linhas de bordas dos elementos – recurso recorrente em verificações dessa natureza – não revelou irregularidades. Um coronel aposentado da Polícia Militar, residente na Ilhabela, do outro lado do canal, confirmou que vários moradores presenciaram o fenômeno, cujo desenvolvimento se deu a partir das montanhas, entrando pelo mar. A Climatempo informou que tornados, devido à rapidez e brevidade, não são registrados pelos radares meteorológicos.

OLHA EMBU-GUAÇU AÍ, GENTE!

O

AVES VIAJANTES

C

aso olhássemos de cima o Parque Ecológico do Tietê, como se fosse num sobrevoo de balão, poderíamos identificar um fenômeno interessante que está ocorrendo lá embaixo.

As aves ao redor do lago, entre as quais se destacam belos patos selvagens, não são moradores convencionais. Estão de passagem, obedecendo a leis da natureza e das geografias que lhes impõem os movimentos migratórios. Vão e vêm, fugindo do frio. A bióloga Mirian Sayuri, 27 anos, que está familiarizada com eles por trabalhar no parque, sabe que essas excursões ocorrem duas vezes por ano. Na primeira, em fevereiro, predominam os viajantes que chegam do Hemisfério Norte, particularmente os maçaricos, trazendo ares dos Estados Unidos e Canadá. Na segunda revoada, entre julho e agosto, os espécimes regionais, provenientes inclusive de países vizinhos, são mais

numerosos. O parque lhes serve como estalagem nas suas longas viagens. "Eles param aqui porque encontram alimento e possibilidade de descanso seguro", explica Mirian. De fato, a extensa área de quase 15 mil km² deve oferecer essas condições, pois seus biólogos já registraram ali surpreendentes 185 espécies, entre os fixos e nômades. Mas não é necessariamente o frio que os impulsiona, conforme atesta o comportamento do sabiá-una. Ele chega com sua plumagem preta, também por esses meses, cruzando a Serra do Mar, vindo do litoral, certamente atraído pela disponibilidade de comida, talvez mais escassa no seu ponto de origem por razões sazonais e não pela queda do termômetro. "Há muita comida. Basta ver a quantidade de pés de amora", informa Mirian.

recente anúncio do aeroporto privado na região de Parelheiros, vetado pelo prefeito Fernando Haddad (PT) por alegações ambientais, teve lá sua utilidade: colocou em exposição a cidade de Embu-Guaçu (não confundir com Embu da Artes), 130 mil habitantes, a mais desconhecida da Grande São Paulo, em cuja área de influência iria girar o empreendimento. EmbuGuaçu teve notoriedade apenas uma vez, indesejável, aliás, por que em suas matas o famigerado Roberto Aparecido Cardoso Alves, o "Champinha", liderou o grupo que torturou e matou o casal Liana Friedenbach e Felipe Caffé, em 2003. Na verdade, o aeródromo ficaria em território paulistano, na divisa entre os dois municípios. Embu-Guaçu é uma espécie de 'capital' de importante reserva florestal. Os defensores do aeródromo,

como o vereador Valdomiro Antonio Rodrigues Santos (PSDB) dizem que terreno destinado – área de 3,5 milhões de m² – tem apenas uma exótica e comercial mata de eucaliptos que pode ser removida sem culpas. A interdição pode ser revertida por razões várias, inclusive estratégicas, pois o aeroporto ficaria nas abas do Rodoanel que, com o projeto em andamento do Ferroanel, deveria se transformar num interessante núcleo intermodal de carga. Mas o melhor para os embu-guaçuenses é que, sob as asas das aeronaves de milionários, poderiam florescer condomínios de luxo e estímulos ao ecoturismo, que está na moda.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

15

Clássicos na Cultura

d

cultura

A TV Cultura exibe concerto da Filarmônica Alemã de Bremen, sob a regência de Paavo Järvi. No programa, Sinfonias Nº e Nº 5 de Beethoven. Gravação realizada no dia 2/8 no Teatro Municipal de São Paulo. Clássicos - TV Cultura. Domingo (18). 11h45.

Imovision/Divulgação

MILAGRES DE RIBERA DEL DUERO José Guilherme R. Ferreira

Nova sede do Consejo Regulador de Ribera del Duero, em Roa.

No final do filme, os chefs se reúnem. E se divertem.

Os chefs no Brasil Lúcia Helena de Camargo

P

or que Você Partiu? é o título do documentário que estreia nesta sexta (16). O francês Eric Belhassen entrevistou cinco chefes de cozinha que deixaram a França para comandar cozinhas em restaurantes brasileiros. O documentarista também percorreu mais de 2 mil quilômetros no país de origem, gravando depoimentos de pais, professores e amigos dos entrevistados. Cada um dos chefs aponta o motivo principal que o fez deixar a

França. Emmanuel Bassoleil, do restaurante Skye, diz que saiu da sua terra por gostar de viajar. Erick Jacquin veio porque recebeu uma oferta irrecusável: o empresário Vicenzo Ondei, então proprietário do extinto restaurante Le Coq Hardy, o convidou para fazer um festival de foie gras (fígado de ganso). Depois, ofereceu US$ 7 mil de salário. Ele ficou. Laurent Suaudeau, que já teve restaurantes e hoje comanda uma escola de gastronomia, foi envia-

do pelo chef Paul Bocuse numa missão ao Brasil. Frédéric Monnier veio ao País depois de uma desilusão amorosa. E Alain Uzan, do Sofitel do Rio, queria ganhar mais. Ao final, há a divertida cena dos chef reunidos assistindo ao documentário. Eles, que se consideram embaixadores dos produtos e da cultura francesa no Brasil, fazem piadas uns com os outros e não perdem a oportunidade de espicaçar um pouquinho.

Divulgação

Wagner Schwartz, coreógrafo e intérprete do espetáculo Piranha, em cartaz na Funarte.

POSSIBILIDADES DE VIDA Rita Alves

A

manhã (17) e domingo (18) é dia de o coreógrafo e bailarino Wagner Schwartz subir ao palco da Funarte. O artista exibe o espetáculo Piranha, ganhador do prêmio de Projeto Artístico da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). A performance representa um corpo em reclusão, constituído de movimentos voluntários e involuntários. A dinâmica é acompanhada por

uma série de ruídos digitais. Schwartz elege como temas mais acessíveis em seu trabalho as relações interculturais de um estrangeiro em lugares a serem reconhecidos". "Um estrangeiro afastado de seu bando e experienciando, em exílio cultural, as possibilidades de se viver, sobreviver ou surpreender", explica o artista. O espetáculo Piranha faz parte do Projeto Conexões, na Funarte, e é fruto de uma pesquisa

coreográfica desenvolvida com subsídio do programa Rumos Itaú Cultural Dança 2009/2010.

Complexo Cultural Funarte/SP (Sala Renée Gumiel). Alameda Nothman, 1058, Campos Elíseos. Tel.: 3662-5177. Sábado (17) e domingo (18), 19h. R$ 5 e R$ 2,50 (horário da bilheteria: uma hora antes do início do espetáculo).

Arquivo DC

Mágica percussionista A percussionista escocesa Evelyn Glennie (foto), 48 anos, surda desde os 12, é considerada uma das mais instrumentistas no gênero. Foi para ela que o americano Christopher Rouse compôs A Salvação de Alberich, que será interpretada com a Sinfônica da USP. Regência de Ricardo Bologna. Ainda no programa, obras de Wagner e Brahms. Sala São Paulo. Praça Júlio Prestes. Te.: 3223-3966. Sábado (17). 21h. R$ 13 a R$ 63. (MMJ)

M

ilcampos Viñas Viejas é um vinho vier Zaccagnini e por Mariano Garcia, resde Ribera del Duero, região viní- peitadíssimo ex-enólogo da Veja Sicilia, cola no norte da Espanha, prepa- também entra na seleta lista, como grande rado com uvas Tempranillo colhidas de an- revelação. tigas parreiras, de baixa produção e, por isE temos mais milagres na região. Messo mesmo, garantia de concentração de mo diante do cenário de grave crise econôqualidades. Foi assim que a Bodega La Mi- mica vivida em toda Espanha, os vitivinilagrosa fez um dos seus mágicos serviços. cultores de Ribera del Duero têm motivo O vinho saído daquele terreno xistoso às para comemorar. O número de garrafas margens do Douro, da safra 2010, recebeu produzidas neste primeiro semestre de 94 pontos da Wine Advocate do crítico Ro- 2013 cresceu 3,2% em relação ao mesmo bert Parker, coroando assim o trabalho de período do ano passado. O avanço é mediformiguinha de uma cooperativa surgida do pelo Consejo Regulador de la Denomiem Ribera del Duero em 1962. nación de Origen Ribera del Duero, a entiO Milcampos ganhou a estrada. No Bra- dade que, entre outras tarefas, controla sil, importado pela Grand Cru, alcançou com mão de ferro a qualidade dos vinhos ainda mais visibilidade por meio de sites ali produzidos. O Consejo expediu nos priespecializados em garimpar preciosida- meiros seis meses deste ano 41.156.419 des, como o simpático Sonoma. E, a R$ 55 a etiquetas (que são obrigatoriamente cologarrafa, chegou a ser imbatível na relação das nas garrafas). É o quinto ano consecucusto-benefício, um caro quesito para tivo de avanço, com a expectativa de que o aqueles apreciadores de vinhos que são recorde de 2012, de mais de 70 milhões de simples mortais. La Milagrosa é uma das unidades, seja mais uma vez superado escerca de 250 vinícolas da região que inves- te ano. O Consejo está instalado desde tem em qualidade, caprichando para que seus vinhos não tenham exagerada madeira. Os vinicultores da então predominante Rioja que se cuidem. Durante pelo Trecho roubado do mosaico de Baco, em Baños de Valdearados menos 100 anos, antes de 1980, os vinhos da Bodega março de 2011 numa sede de 4.115 m² em Vega Sicilia eram sinônimo de Ribera del Roa, Burgos, prédio que une o antigo ao Duero, na região autônoma de Castilla y moderno e celebra também este bom moLeón – "um posto avançado de fabricação mento da região. de vinhos finos no meio de campos de beA vitivinicultura da região de Ribera del terrabas", como descreve Jay McInerney. Duero tem raízes na era romana, mas os viAli eles fazem vinhos desde 1846. Os Vega nhedos mais modernos são herança da Sicilia, com seus inigualáveis blends de Idade Média, plantados por monges franuvas locais e francesas, têm, digamos, vi- ceses no monastério cisterciense em Valda própria, como se a região já não fosse buena de Duero. Uma das provas da antitão importante assim. São tidos como os guidade da atividade é um mosaico do sémelhores vinhos de toda Espanha. Hugh culo V, na pequena e tranquila vila Baños Johnson trata-o como o Latour espanhol. de Valdearados, que retrata o Triunfo de BaCultuados em todo mundo, os Vega Sicilia co. Pois parte do mosaico (na reprodução) já nasceram caros – uma garrafa de seu ra- foi levada por ladrões, como se a primeira ro rótulo Unico (safra 2002, com 95 pontos página do grande livro espanhol de vinhos RP) não sai por menos de R$ 500. Mas a ca- tivesse sido rasgada. sa contribuiu, e muito, para despertar e elevar o nível de preocupações de outras José Guilherme R. Ferreira propriedades à sua volta. é membro da Academia Brasileira Hoje, quando se fala em Ribera Del Duede Gastronomia (ABG) e autor ro, além da Vega Sicilia, é inevitável citar o do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens produtor Alejandro Fernandez e sua viníEnogastronômicas cola Pesquera. Na lista de bodegas de ex(Editora Terceiro Nome) celência estão ainda a Dominio de Pingus, Abadia Retuerta e Bodegas Emilio Moro. Já na propriedade de Hermanos Perez Pascua, grandes críticos americanos foram apresentados a vinhos inigualáveis, devidamente acompanhados do mais típico cordero lechal al horno – uma harmonização perfeita para esses tintos espanhóis. A jovem Aalto, vinícola criada em 1999 por Ja-


DIÁRIO DO COMÉRCIO

16

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

RAIO-X DE ASTRONAUTAS Os uniformes dos astronautas da Nasa que participaram da missão Apollo 17, em 1972 – a sexta e última viagem tripulada à lua –, foram submetidas a radiografias para uma exposição. O objetivo era revelar o funcionamento mecânico das roupas, mas o projeto acabou por criar imagens divertidas para fãs da exploração espacial. http://bit.ly/16qkEPk

Logo Logo

Não é cárie, é colônia.

www.dcomercio.com.br

Imagens da propaganda da pasta de dente Maxam em Xangai mostram dentes 'esculpidos' com formas da arquitetura antiga. "Não deixe os germes dominarem", diz o slogan. jwz.org/blog/2013/08/holy-molar/

E NERGIA B IODIVERSIDADE

S UÍÇA

Casa Branca, movida a sol.

Mark Gurney/Smithsonian Institution/Reuters

A

Casa Branca começou a instalar painéis solares na residência da família presidencial nesta semana. A administração Obama fez essa solicitação em 2010, informou The Washington Post. O presidente Barack Obama tinha prometido em outubro de 2010 colocar painéis solares na Casa Branca como um símbolo de seu compromisso

com as energias renováveis. Um funcionário da Casa Branca, que pediu para não ser identificado e é fonte do Washington Post, disse que o projeto é "parte de um recondicionamento energético que procura melhorar a eficiência energética global do edifício". "As melhoras de eficiência energética (da Casa Branca) serão rentabilizadas com a poupança de energia nos pró-

ximos oito anos", indicou a fonte ao jornal. A modernização também inclui a instalação de controles de energia novos em todo o complexo. Esta não é a primeira vez que painéis solares são colocados no teto da Casa Branca. Em 1979, o então presidente Jimmy Carter instalou 32 desses painéis, mas o governo de Ronald Reagan os retirou em 1986. (EFE)

Zurique reinventa o 'drive-in' A cidade de Zurique apresentou ontem um projeto para limitar a prostituição. Os serviços serão prestados em uma via com diversas cabines que funcionarão das 19h às 5h. A área será limitada a clientes com automóveis, e a um cliente por veículo. As cabines terão sistema de alarme.

Gary Hershorn/Reuters

Gato com urso Cientistas divulgaram ontem a descoberta do olinguito (Bassaricyon neblina), pequeno mamífero que parece uma mistura de gato e urso. Originário das

florestas das regiões andinas do Equador e da Colômbia, o olinguito é a primeira espécie de carnívoro descoberta no continente americano em 35 anos.

C HINA

Zoológico 'disfarça' cães Um zoológico causou polêmica na China após ser denunciado por apresentar cachorros "disfarçados" como leões e ratos como répteis exóticos. Segundo a imprensa local, o zoo, situado em Luohe, província de Henan, tinha como principal atração os "leões africanos", que, na verdade, eram mastins tibetanos. O parque

cobrava entrada de US$ 2,45. Um funcionário explicou que os leões de verdade foram enviados para outro zoo para procriarem; outro disse que os cães eram criados junto aos felinos. Autoridades apuraram que o zoológico, situado em parque público, não tinha licença para funcionar e, muito menos, cobrar pela entrada.

T URISMO

L

A DOIS - Yelena Babkini e seu marido Boris, se beijam durante passeio de bicicleta no parque Gorky, em Moscou, logo após a cerimônia de casamento. O parque, um dos mais populares da capital russa, oferece aos noivos a possibilidade de comemorar a união com passeios de bicicleta, roda gigante e skate.

A RTE T ECNOLOGIA

Facebook testa compra por celular

Suas viagens em 3D Flyingfrom.to é um aplicativo para iPhone que registra um mapa de todas as suas viagens aéreas. Esse mapa pode virar escultura. É o que faz o software Ioci, que imprime o mapa em impressora 3D. www.soundplusdesign.com/?p=5691

L OTERIAS Concurso 3266 da QUINA 32

50

57

77

L

14

A artista holandesa Suzan Drummen cria mandalas de pedras, espelhos e metais. A complexidade e o brilho das instalações podem ser alterados por qualquer pessoa que deseje recriar a obra. www.suzandrummen.nl

O Facebook anunciou ontem que começou a realizar testes com um sistema que permite aos usuários pagar suas compras por meio do telefone celular conectado à rede social. Pelo sistema, as pessoas deverão armazenar seus dados bancários no Facebook. A partir daí, ao fazerem compras em sites, os usuários só precisam se identificar como membros da rede social. O aplicativo recuperará de forma automática os dados bancários, bastando, então, concluir a compra.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

e

17 Expansão das MPEs O faturamento das MPEs paulistas cresceu 3,6%, em termos reais, no primeiro semestre em comparação com o mesmo período de 2012.

conomia

Celular na medida para o emprendedor ACSP lança telefone com tarifa zero e grande flexibilidade e coloca o serviço à disposição de seus associados. Até agora, duas mil linhas já foram habilitadas. Renato Carbonari Ibelli

A

Associação Comercial de São Paulo (ACSP) passou a oferecer às empresas associadas o ACcelular, um celular corporativo com tarifa zero e grande flexibilidade nos serviços. Segundo Rogério Amato, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), essa iniciativa "faz parte de uma nova geração de produtos que estão sendo lançados pela entidade voltados às necessidades das empresas, em especial àquelas de menor porte". De acordo com Amato, "o celular permitirá a incorporação de várias ferramentas tecnológicas no futuro", como, por exemplo, pagamentos via telefone. Segundo Othavio Parisi, superintendente comercial da ACSP, a proposta do ACcelular é facilitar e baratear a comunicação entre empresas e fornecedores, criando o que ele chama de “comunidade dos associados”, que estaria interligada pelo celular corporativo. Até agora duas mil linhas foram habilitadas. O serviço está à disposição de associados de todo o Brasil. A ACSP não atua como operadora, mas agrega valor aos produtos das operadoras. Neste primeiro momento, a entidade usa a rede da Vivo. “É como se a ACSP comprasse a matéria-prima da Vivo e depois montasse um produto novo”, explica Parisi. E a entidade montou um produto que atende especificamente as necessidades das empresas. “Cada operadora possui, em média, 70 milhões de clientes. Não há como fazer produtos direcionados aos diferentes públicos agrupados nessa massa. Já a ACSP pode oferecer um serviço exclusivo voltado aos seus associados”, comenta o superintendente. Ligações feita entre um ACcelular e outro não são tarifadas. Além disso, chamadas para outros aparelhos estão sujeitas somente a duas tarifas, a local e a interurbana. Não há, por exemplo, a tarifa d e d e s l o c a m e n t o , o u r o aming, cobrada pelas operado-

Paulo Pampolin/Hype

Fotos: Wesley Alisson/Hype

Amato (esq.) e Parisi (dir., ao alto) explicam as vantagens de que Esteves Jr. (dir.) já desfruta, como o controle dos gastos.

ras quando o usuário sai de seu estado ou de determinada área de cobertura. Além do custo, outra vantagem destacada por Parisi são as ferramentas que acompanham o celular da ACSP. Por meio do Tele Gestor, por exemplo, é possível gerenciar a conta de todos os ACcelulares usados em uma empresa. Por meio de um portal na inter-

net o associado pode monitorar o tempo e o tipo das ligações, seus custos, a minutagem restante para cada aparelho, entre outros detalhes de cada um dos celulares corporativos usados em sua empresa. Conta sem susto – Esse detalhamento todo permite ao cliente controlar a utilização de cada celular usado na em-

presa, podendo, por exemplo, abastecer aparelhos que estejam com a minutagem estourada com o tempo extra disponível em outros da empresa. Isso, por meio da ferramenta Franquia Compartilhada. “A possibilidade de remanejar os minutos de um celular para outro é uma vantagem clara. Mas, no geral, as ferramentas de gerenciamento da conta permitem maior controle dos gastos. É muito difícil estourar o plano contratado”, diz o advogado Antônio Esteves Júnior, que contratou seis ACcelulares para a equipe do seu escritório. Ele conta que agora economiza entre R$ 200 a R$ 250 por mês na conta telefônica. Cada aparelho gasta, em média, R$ 83 mensais. As ferramentas de gestão do celular da ACSP possibilitam ainda que o próprio clien-

te personalize sua conta. Se o pacote de minutos contratado se revelar acima das reais necessidades, o próprio assinante pode alterar seu plano para um pacote menor. Outra vantagem do produto da ACSP, segundo Parisi, é o fato de a própria entidade auditar as contas de telefone em diferentes instâncias, reduzindo as chances de cobranças indevidas, algo comum entre as operadoras de telefone, de acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que apontam que 27% das contas telefônicas apresentam problemas. Esse ponto chamou a atenção do comerciante José Amarante, que possui quatro linhas do ACcelular em sua papelaria. "Não tem susto na conta do telefone. Até agora,

só cobraram pelo plano que contratei. Não tem aquelas cobranças surpresas que sempre aparecem nos boletos das operadoras tradicionais", comenta Amarante. Redução no gasto – Um dos objetivos do produto da ACSP é reduzir os custos para os empresários. “Os serviços oferecidos pelo ACcelular, e o fato de a própria ACSP auditar as contas, permitem às empresas uma redução entre 20% e 30% nos gastos”, diz o superintendente comercial da entidade. Migrar de uma operadora para o serviço oferecido pela A C S P é s i mples, segundo Roberto Rittes, diretor financeiro e d e o p e r ações da Boa V i s t a S e r v iços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). A Boa Vista contratou 350 linhas do ACcelular. " H a v i a o r eceio de eventuais problemas na transição da operadora para o celular corporativo, mas a mudança foi tranquila", diz Rittes. O diretor da Boa Vista destaca ainda as ferramentas de gestão que acompanham o ACcelular. "Controlar os gastos, inclusive aqueles com telefone, é fundamental para as empresas. A possibilidade de gerenciar cada aparelho individualmente ajuda a evitar abusos, com o uso pessoal de um aparelho voltado para tarefas profissionais", comenta Rittes.

S ERVIÇO Mais detalhes sobre o ACcelular podem ser obtidos pelo telefone (11) 3180-3737 ou pelo endereço www.accelular.com.br.

Newton Santos/Hype

Mato Grosso recebe o "Acertando suas contas"

O

lançamento da edição 2013 da campanha nacional "Acertando suas Contas", considerada a maior ação do País para promoção da sustentabilidade do crédito, será realizado de amanhã ao dia 24 em Cuiabá e em mais 17 cidades do Mato Grosso simultaneamente (veja quais em Roteiro). Em parceria com a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Mato Grosso (Facmat), a Boa Vista Serviços (BVS), administradora do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), leva aos mato-grossenses a iniciativa voltada para a renegociação de dívidas e à adesão ao cadastro positivo. O programa chega à região com uma série de novidades. Além da comodidade para os consumidores de receberem atendimento na própria cidade, as associações oferecerão mais apoio às demandas dele. Além da estrutura física, destacarão equipes para apoiar o consumidor na procura do melhor acordo para suas pendências financeiras e oferecerão

oportunidade de adesão ao cadastro positivo. Para o presidente da Facmat, Jonas Alves de Souza, a campanha é uma oportunidade única para o consumidor restabelecer o seu crédito no mercado: "Além da resolução das pendências financeiras, também há foco na educação financeira familiar para evitar a inadimplência no futuro", afirma. Nesta edição, ao consultar o CPF no posto do SCPC, o consumidor receberá relatórios com informações sobre débitos existentes, e será avisado quais empresas participam e as possibilidades de renegociação em condições especiais. Também haverá palestras de orientação e as entidades serão treinadas pelo programa de Educação Financeira da Boa Vista Serviços. O formato da campanha nacional nasceu em 2010 e foi aprimorado para mais cidades no País promoverem negociação de dívidas entre consumidores e empresas em um contexto de educação

financeira. No ano passado, o programa esteve em 15 cidades de sete Estados e seus resultados superaram as expectativas: 500 empresas e bancos participantes e 420 mil famílias orientadas. Apenas na ação de encerramento, realizada no Memorial da América Latina, em São Paulo, no início de dezembro, foram atendidas 120 mil famílias e facilitadas 80 mil renegociações de dívidas. Além disso, foram distribuídas 150 mil cartilhas de orçamento doméstico e realizadas 100 palestras de educação financeira. (DC)

S ERVIÇO Lançamento da campanha nacional "Acertando suas Contas" – Amanhã, às 9h00, na Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá: Rua Galdino Pimentel, 14, 2ª sobreloja – Palácio do Comércio – centro – Cuiabá – MT. A campanha vai até 24/08. Informações: www.boa vistaservicos.com.br, e www. consumidorpositivo.com.br

Na ação de encerramento do ano passado, em dezembro, foram atendidas 120 mil famílias em São Paulo.

Roteiro

C

onfira as cidades mato-grossenses que participarão do programa da BVS:

Aripuanã Barra do Bugre Cáceres Cuiabá Diamantino Campo Novo do Parecis

Campo Verde Colíder Lucas do Rio Verde Guarantã do Norte Nova Mutum Peixoto de Azevedo Pontes e Lacerda Primavera do Oeste Rondonópolis Sinop Sorriso Tangará da Serra


18 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de agosto de 2013


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

e IBC-Br tem recuperação em junho

19

O terceiro trimestre começou ruim, mas temos que levar em consideração que os dados são de julho, o auge do problema político com as manifestações. Luis Otávio de Souza Leal, economista-chefe do banco ABC Brasil

conomia

Marcelo Alves/Folhapress

PIB do segundo trimestre deve ser o mais alto do ano

O

Índice de Atividade alto do ano", comentou. A casa Econômica do Ban- projetava alta de 0,7% no IBCco Central (IBC-Br) Br em junho ante maio, mas o subiu 1,13% em ju- avanço foi de 1,13%. nho em relação ao mês anteNo segundo trimestre, o rior, após registrar queda de IBC-Br subiu 0,89% ante os 1,5% em maio ante abril (dado três meses anteriores, nos revisado), na série com ajuste dados com ajuste sazonal. sazonal. De acordo com dados "Acreditava antes que o pridivulgados ontem, pelo BC, o meiro trimestre seria o mais número passou de 144,80 forte e depois a atividade iria pontos em maio para 146,43 diminuindo, mas acho que o pontos em junho na série des- salto vai ser no segundo trisazonalizada. O IBC-Br serve mestre", diz Leal, que passou como parâmetro para avaliar a projetar alta de 1,1% no PIB o ritmo da economia brasileira do período entre abril e junho. ao longo dos meses. Antes, a expectativa era de Na comparação entres os 1% de expansão. meses de junho de 2013 e de Terceiro – A incógnita a partir 2012, houve expansão de de agora é o terceiro trimes2,35% na série tre. Para o ecosem ajustes sanomista, os dazonais. Na série dos preliminaobservada, jures de julho nho terminou mostram a concom IBC-Br em fiança muito fra144,55 pontos. ca no início do por cento foi O indicador de período. "O terquanto subiu o junho de 2013 ceiro trimestre ante junho de começou ruim, Índice de 2012 ficou abaimas temos que Atividade xo da mediana, levar em consiEconômica do BC deração que os de +2,70% e dentro das predados são de juno 2º trimestre visões (+2,20% lho, o auge do a +3,40%) dos problema polítianalistas do mercado ouvidos co com as manifestações. Do pelo AE-Projeções. mesmo jeito que a popularidaNos 12 meses encerrados de da presidente Dilma atinem junho de 2013, o cresci- giu o ponto mais baixo em jumento foi de 1,94% na série lho e começou a se recuperar sem ajuste. No acumulado do em agosto, o mesmo pode se ano até junho, houve alta de dar com os níveis de confian2,9% (sem ajuste). ça", entende Leal. O resultado de junho do índiMesmo otimista de que um ce de atividade econômica mau resultado em julho será calculado pelo Banco Central um ponto fora da curva, o ecomostra que o Produto Interno nomista admite que o PIB do Bruto (PIB) do País do segundo terceiro trimestre "certamentrimestre deve ser o mais alto te será menor" do que o dos do ano, avalia o economista- três meses anteriores. "Já techefe do banco ABC Brasil, nho visto gente dizendo que Luis Otávio de Souza Leal. "O não descarta um PIB negativo resultado do IBC-Br não altera no terceiro trimestre. Acho ismuito a percepção de PIB do so ainda precipitado, mas de segundo trimestre, mas mos- qualquer maneira há uma intra que deve ser o nível mais dicação de que o PIB do tercei-

0,89

Obras de infraestrutura em São Paulo: a economia do País deve crescer 2,3% neste ano, segundo as principais projeções.

Economistas pessimistas com PIB e inflação

O

pessimismo em relação à recuperação da economia brasileira para este ano e 2014, que pode crescer menos de 2% nestes períodos, deu o tom do encontro entre o diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, e economistas do mercado financeiro na manhã de ontem em São Paulo. "Os economistas apresentaram muitas dúvidas ao diretor e colocaram sub judice a possibilidade de a economia crescer 2% tanto em 2013 quanto em 2014", afirmou um economista que participou das conversas.

ro trimestre pode ser o mais baixo para o ano." A projeção de PIB do segundo trimestre de 1,1% reforça a expectativa do banco de que o crescimento econômico no fechamento do ano chegue a 2,3%. O IBC-Br de junho um pouco acima do previsto pela casa dá folga para um dado ruim no terceiro trimestre. "A não ser que de fato se verifique um PIB negativo no terceiro trimestre, caminhamos para 2,3%." (Agências)

Retrato do pequeno empreendedor Karina Lignelli

O

s empreendedores brasileiros reservam pouco tempo para o lazer e a saúde, e não usam mais que 10% do lucro líquido para consumo próprio. Mas também poucos abrem negócio próprio por falta de opção, e 56% reinvestem os lucros na própria empresa. É o que apontam alguns flashes da 8ª edição da pesquisa "As PMEs que mais crescem no Brasil", realizada pela Deloitte em parceira com a revista Exame PME, divulgada ontem, na Capital paulista, junto com o ranking das 250 pequenas e médias empresas que mais crescem em todo o Brasil – o resultado do levantamento Nessa edição da pesquisa, que teve como tema "O perfil do empreendedor brasileiro", foram realizadas 393 entrevistas entre fevereiro e junho deste ano, que levaram à lista das emergentes mais bem-sucedidas em suas estratégias de crescimento nos últimos três anos (2010 a 2012), com faturamento entre R$ 3 milhões e R$ 300 milhões. "São empresas que cresceram com mais agilidade, flexibilidade e que melhor se ajustaram às condições de mercado", diz Heloísa Helena Montes, sócia da Deloitte. Ranking – Neste ano, quem encabeça o ranking é o Grupo RR, com 12 anos de mercado, focado em recuperação de crédito e que vem crescendo a

uma média de 343% ao ano. Sua estratégia: personalizar o atendimento ao "escutar" o devedor e fazer uma ponte eficiente para facilitar a negociação com o credor. "Isso faz toda a diferença", disse a sócia-fundadora Maristela Rocha Ruiz Cerqueira. No total, a receita líquida das empresas listadas foi de R$ 14 bilhões, juntas elas têm 90,2 mil funcionários e são, em sua maioria, de controle familiar (73%), com maior representatividade no setor de TI, informática e internet (29%) e média de crescimento de 24%.

São empresas que cresceram com mais agilidade e que melhor se ajustaram às condições de mercado. HELOÍSA MONTES, DA DELOITTE Pela análise dos dados financeiros, a visão do dia a dia das PMEs é mais abrangente. Dos 100% de receita líquida, 58,7% vão para impostos e custos de produção. Na comparação entre PMEs e companhias listadas na BM&F Bovespa, em 2012 a margem líquida foi maior nas pequenas, 8,5% ante 6%. O ponto positivo é que as fontes de recursos vêm majoritariamente de reinvestimento dos lucros, com 56% do total.

Perfil – Mas quem é esse empreendedor? Os homens dominam e as mulheres ainda estão de fora desse meio predominantemente masculino, já que apenas 23% trabalham com o cônjuge e/ou são acionistas da empresa. "É algo que deve ser considerado pois, dentro da perspectiva de governança corporativa, é uma prática que pode envolver risco por comprometer a independência da gestão", explica Helena Montes, da Deloitte. Quando se fala em idade e formação, 49 anos é a média da idade do empreendedor, com 85% que têm ensino superior e formação em sua área de atuação e 28% com MBA. Quanto à experiência dos entrevistados, 63% possuem outras empresas, 77% são fundadores – sendo que 46% se tornaram majoritários por herança. Outros 69% tiveram vivência no exterior, e boa parte fez pesquisas e viagens para ver como empresas do seu setor atuam lá fora. E na hora de empreender, quanto antes, melhor: pela pesquisa da Deloitte, 81% abriu o primeiro negócio antes dos 30 anos. A maioria também credita a abertura do negócio a oportunidade (82%), e não por necessidade. O empreendedor brasileiro pode se considerar "bem de vida": pela pesquisa, a renda média mensal dos entrevistados é de R$ 86 mil. Mas quando se fala em aproveitar a renda, os empreendedores se mostram mais contidos.

O Índice de Atividade Econômica do Banco central (IBC-Br) registrou alta de 1,13% em junho, fazendo o segundo trimestre encerrar com aumento de 0,89% em comparação ao primeiro trimestre, conforme o BC. Ainda assim, o mercado mantém o tom de cautela sobre a atividade ainda sem indicações firmes de um bom desempenho esperado para o terceiro trimestre e para o consolidado do ano. Inflação – De acordo com o economista entrevistado, também foi mostrado ao diretor do BC ceticismo com o comportamento futuro da in-

flação mesmo diante da política monetária de elevação da Selic posta em prática. "Foi colocado ao Carlos Hamilton que a inflação está sendo contida de forma artificial pela contenção dos reajustes nos preços administrados e intervenções do governo para segurar alguns aumentos, a exemplo da decisão de segurar a alta dos combustíveis", disse ele. Na segunda-feira, o diretor disse que alta de 0,03% registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em julho representou o melhor momento da inflação no ano, indicando a pos-

sibilidade de variações maiores nos próximos meses. Na ocasião, ele disse que a tendência é de recuo da inflação em períodos de 12 meses. Ao diretor, segundo um outro economista ouvido, também foi passada a avaliação de que o câmbio é um fator de pressão sobre os preços e de que não há visões de que o dólar possa voltar abaixo de R$ 2,25 tão cedo. "Houve consenso de que o câmbio tem sido uma surpresa e há visão geral entre os economistas de que o câmbio não voltará a ficar abaixo de R$ 2,25 e que haverá repasse para os preços." (Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20

e

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Para os consumidores, o clique no anúncio precisa simplesmente valer a pena. Deve ser útil para ele e sua família, algo que usaria ou que o interessa. Valkiria Garré, presidente da Millward Brown

conomia

MOEDA DE TROCA

O

consumidor está cada vez mais exigente, em todo o mundo, inclusive no Brasil. É o que conclui recente pesquisa da Millward Brown, em parceria com a SessionM, empresa americana desenvolvedora de plataformas para a publicidade móvel. De acordo com os dados, menos de 10% dos consumidores são favoráveis à propaganda nos aparelhos celulares e tablets, porcentual que apesar de pequeno representa um crescimento de 2% entre 2009 e 2012. Ainda segundo o estudo, os consumidores querem uma moeda de troca para navegarem pela publicidade. Quando recompensado, o público se torna duas vezes mais propenso a interagir com as marcas. Depois de ver um aplicativo de uma marca, 34% dos usuários recompensados clicaram ou interagiram com um anúncio, em comparação com apenas 15% dos usuários de celulares que não haviam participado de publicidade baseada em recompensa. Receber uma gratificação também melhora a consideração do consumidor. Após visualizar um anúncio, 26% dos usuários recompensados pensaram em comprar a marca, em comparação com 18% dos donos de celulares que não haviam participado de publicidade baseada em recompensa. Mais: esse consumidor não quer ser surpreendido, ou melhor, ter sua privacidade invadida, ele quer escolher o que vai receber. A grande dificuldade das agências está em criar aplicativos que permitam a interatividade, contribuam para a força das

marcas e, mais do que isso: seduzam o consumidor. Nesse casos, a moeda de troca é inevitável. “Para os consumidores, o clique no anúncio precisa simplesmente valer a pena. Segundo os entrevistados, o principal fator para isso é o tempo. Se será útil para ele e sua família, se é algo que usaria ou estaria interessado, se o anúncio é interativo, entre outros fatores”, diz Valkiria Garré, que comanda a Millward Brown. O mercado publicitário, porém, está convencido de que é no Divulgação

ANÚNCIO com recompensa território das novas mídias, como celulares e tablets, que está o futuro. Na rede social Linkedin, que faz sucesso entre executivos, o comandante do poderoso grupo WPP, Sir Martin Sorrell, deixou um recado claro: "Nossa estratégia é simples: novos mercados, novas mídias, investimento em gerenciamento de dados e horizontalidade. Esses quatro objetivos simplesmente refletem as mais significantes tendências no comportamento do cliente e nossa resposta estratégica a eles". O

grupo WPP, dono de marcas do mercado publicitário como Ogilvy, JWT (antiga J. Walter Thompson), Grey e Y&R, está presente em 110 países e emprega 165 mil pessoas em sua constelação. Sorrell disse ainda alimentar expectativas quanto à compra do jornal norte-americano The Washington Post pelo presidente da Amazon, Jeff Bezos. "Vamos ter de esperar para ver como andará o Washington Kindle, tanto comercialmente quanto editorialmente, e se a Amazon vai conseguir transformar o analógico em digital. Mas o ponto é esse: um novo tipo de empresário das mídias chegou ao mercado". A expectativa no mercado editorial é grande. A moeda de troca usada pela Amazon pelo uso do Kindle é o pagamento do acesso 3G (banda larga) em qualquer local por meio dos novos Kindle, que ainda não chegaram ao Brasil e custam em média US$ 300, permitindo acesso inclusive a redes sociais como o Facebook e o Linkedin. O aparelho concorre diretamente com tablets como o iPad da Apple. O alto custo da banda larga no Brasil e a complexa rede de acordos com as operadoras de telefonia celular tem adiado o ingresso dos novos aparelhos por aqui. Mas não desanime: há quem aposte que, até o fim do ano, os novos Kindle estarão no mercado brasileiro e o The Washington Post ampliará ainda mais a sua base de leitores. E no formato jornal, ainda que digital, a publicidade segue o seu curso, sem precisar de moeda de troca – é como se cordialmente pagasse pela informação que você lê. Faz sentido.

Envie informações para esta coluna. E-mail: carlosfranco@revistapublicitta. com.br

BIBLIOTECA VIRTUAL

A

Oi está lançando a Oi Bookstore, biblioteca virtual que permite aos clientes da o p e r a d o r a l e r l ivros no tablet, no celular ou no computador. A pesquisa pelo livro pode ser feita pelo nome OI, agora para ler. do autor, por categoria ou pelo título. Hoje a Oi Bookstore conta com cerca de 2.500 exemplares em seu acervo, subdivididos em 11 categorias: artes, auto-ajuda, biografia, direito, literatura brasileira, medicina e saúde, infanto-juvenil, religião, filosofia, obras gerais e ciências sociais. O cliente paga R$ 3,90 por semana e pode manter em seu acervo pessoal até três livros simultaneamente. O lançamento reforça o conceito “Oi completa você”. Está na hora de a Amazon reagir por aqui.

CORRIDA

GM NA PISTA

A

GM, montadora norte-americana, dona da marca Chevrolet, entra com força na pista do mercado brasileiro. Começa a difundir seu novo posicionamento global "Find New Roads", criado pela Commonwealth, agência da rede McCann que atende exclusivamente a marca. A campanha é a primeira a ser veiculada em mais de 140 países com o objetivo de tornar a marca uma das dez mais citadas do mundo. Vão aparecer carros dos sonhos de muitos brasileiros. Sedução é isso.

GM traz para o Brasil campanha global

BEYONCÉ NOS PALCOS

A

PUMA vem com tênis "devorador"

A

Puma está lançando no Brasil o tênis Mobium Elite, em campanha assinada pela agência Manga e que tem como slogan "Devorador de quilômetros". Vai buscar na mídia digital, especialmente focada para corredores, o impulso para chegar ao público. Também previstas ações nos pontos de venda em São Paulo e Rio de Janeiro, com a presença de instrutores especializados em corrida. A disputa no mercado de tênis é sempre acirrada.

té o dia 4 de setembro, a Pepsi oferece aos fãs a oportunidade de ganhar os tão desejados ingressos para a turnê "The Mrs. Carter Show World Tour", de Beyoncé. Para serem elegíveis ao prêmio, os participantes deverão acessar o endereço http://promo.pepsimundo.com/, fazer o cadastro e escolher a cidade de sua preferência para assistir ao show. Os internautas, então, deverão responder a cinco perguntas sobre a vida de estrela do pop. Cada resposta gera códigos promocionais para concorrer ao sorteio. Em cada cidade, serão sete sortudos: cinco serão premiados com um par de ingressos para a pista normal e outros dois vencedores ganharão bilhetes para a pista premium e uma câmera digital, para registrar que o melhor da vida pode s e r " A G ORA", o novo m o t e d e PEPSI leva para ver Beyoncé Pepsi.

Para a Renner, o crescimento não para. Otimista, a empresa projeta abrir até 30 lojas novas com sua marca neste ano, sem contar as de suas outras bandeiras: mais dez Camicado e dez Youcom.

A

pesar do cenário macroecônomico adverso, a varejista Lojas Renner ainda vê oportunidade de crescimento de vendas, mesmo a um ritmo mais lento, além de oportunidades para ampliar seu comércio eletrônico. As vendas online, que hoje são apenas da marca Renner, podem representar 5% das vendas totais em até sete anos, disse ontem o presidente da companhia, José Galló. O executivo afirmou que a varejista também considera abrir vendas online para as marcas Camicado, de artigos para o lar, e para Youcom, voltada para o público jovem, que até julho se chamava Blue Steel. A companhia também reiterou sua meta de abertura de lojas para o ano. A meta para 2013 é de 25 a 30 Lojas Renner, de 6 a 10 unidades da Camicado e 10 novos pontos de venda da Youcom. A estimativa da Renner é inaugurar 400 lojas da marca até 2021, além de 408 lojas Renner e 125 Camicado. "Temos bastante espaço para crescer o nosso modelo vendas, por meio da expansão da rede e consolidação da marca em todo País", afirmou. Segundo Galló, o cenário macroeconômico adverso tende a prejudicar mais os varejistas menores, com menor capacidade de capitalização ou diferencial competitivo. Na noite de quarta-feira, a Renner informou que registrou lucro líquido de R$ 98 milhões ante R$ 103,5 milhões um ano antes. A média das estimativas obtidas pela Reuters apontava para lucro líquido de R$ 105,6 milhões. Os executivos disseram, ainda, que as lojas Blue Steel que ainda operam sob esta marca devem ser convertidas em Youcom em setembro. "Estamos lançando a marca, jogando conhecimento. Estamos com marketing em cima disso, certamente vamos ter melhoria ainda maior. Para sedimentar nova marca, a gente espera de dois a três anos", disse Galló. A Renner já abriu duas lojas sob a marca Youcom, em São Paulo e Campinas. (Reuters)

Foto André Lemos/Estadão Conteúdo

Mais vendas, mais prejuízo.

A

Loja da Renner: planos de inaugurar mais 408 unidades como esta até 2021.

Magazine Luiza entra nos cosméticos

O

Magazine Luiza anunciou ontem a compra do site Época Cosméticos, de venda online de artigos de beleza, por R$ 13,6 milhões, em uma operação que prevê o pagamento de mais R$ 12 milhões de acordo com o cumprimento de determinadas condições. A Época cresceu 60% nos últimos dois anos, com receita bruta de

R$ 15,9 milhões em 2012. O Magazine Luiza acrescentou que a aquisição reforça a estratégia de expansão e consolidação da companhia "em um segmento que tem margens atrativas, cresce expressivamente e traz fluxo de clientes para o site, dado o ticket médio mais baixo e a maior taxa de recompra". Para a empresa, "a aquisição

representa uma oportunidade de aumento do número de produtos que podem ser vendidos em outros canais, como o 'magazinevocê', a plataforma de comércio nas mídias sociais da companhia". A transação não deve ter custos de integração, sobreposição geográfica ou impacto sobre o quadro de colaboradores. (Reuters)

B2W elevou o prejuízo em 26,7% no segundo trimestre, sobre o mesmo período do ano passado, sob impacto dos resultados financeiros no período. O prejuízo chegou a R$ 49,3 milhões. Controlada pela Lojas Americanas, a empresa foi afetada pelo resultado financeiro, que veio negativo em R$ 115,3 milhões, aumento de 19,7% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. No balanço, a B2W atribuiu o crescimento das despesas financeiras "ao aumento dos descontos concedidos em função do meio de pagamento escolhido", o que estaria "em linha com as práticas de mercado observadas ao longo do período". Fruto da fusão entre a Americanas.com e o Submarino em 2006, a empresa de comércio eletrônico aumentou as vendas líquidas em 22,1% sobre um ano antes, para R$ 1,21 bilhão. A evolução foi parcialmente ofuscada pela alta das despesas operacionais, que subiram 3 2 , 9 % , a R $ 2 5 4 , 8 m ilhões.(Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

e

ECONOMIA/LEGAIS - 21

No Programa Minha Casa Minha Vida, foram contratados R$ 28,5 bilhões, beneficiando 1,5 milhão de pessoas com 378,9 mil unidades. Do balanço da Caixa Econômica Federal

conomia

Caixa festeja os lucros do semestre Com ganho de R$ 3,1 bilhões, Caixa Econômica Federal viu seu lucro aumentar 10,3% no primeiro semestre, um recorde em relação aos últimos anos.

A

Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido de R$ 3,1 bilhões no primeiro semestre de 2013, um crescimento de 10,3%, se comparado ao mesmo período do ano passado, e recorde em relação aos primeiros semestres dos anos anteriores. No segundo trimestre, o lucro líquido foi de R$ 1,8 bilhão, aumento de 39,7% em relação ao primeiro trimestre do ano O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado foi de 26,7% no semestre. As receitas totais atingiram R$ 45,8 bilhões, um aumento de 16,5%, enquanto as receitas com operações de crédito alcançaram R$ 20,8 bilhões, acréscimo de 25,9%. Os ativos totais administra-

dos alcançaram R$ 1,4 trilhão ao final de junho, 28,6% acima do mesmo período de 2012. Desses, R$ 814,3 bilhões representavam os ativos próprios da instituição, alta de 36,7% em 12 meses e de 15,9%, em relação ao total em dezembro de 2012. A inadimplência da Caixa Econômica Federal, considerando os atrasos acima de 90 dias, alcançou 2,27% em junho, melhora de 0,22 ponto porcentual na comparação com março, de 2,34%. Em um ano, porém, o indicador apresentou piora de 0,20 p.p. A melhora na inadimplência da Caixa foi influenciada pelos indicadores da carteira comercial pessoa jurídica e habitação. Nos empréstimos corporativos, o número de calo-

MITSUI & CO. (BRASIL) S.A. CNPJ/MF nº 61.139.697/0001-70 - NIRE. 35.300.172.108 Ata da Assembleia Geral Extraordinária 1. Data e Horário: 26.06.2013 às 10:00 horas. Local: Sede Social na Av. Paulista, 1842 - 23º andar - Cetenco Plaza, Torre Norte, em SP/SP. 2. Convocação e Quórum: Presentes acionistas representando a totalidade do capital social conforme assinaturas constantes do Livro de Presença de Acionistas, dispensada, dessa forma, a publicação de editais de convocação nos termos da faculdade outorgada pelo §4º, do art. 124, da Lei 6404/76. 3. Mesa Diretora: Presidente Shinsuke Fujii; Secretário Kiyoshi Hasegawa. 4. Ordem do Dia: a) eleição do Sr. Kazuhiro Okamoto, de nacionalidade japonesa, casado, do comércio, RNE V921739-O, CPF 236.402.588-51, domiciliado na cidade de SP/SP, com escritório à Av. Paulista, 1842 - 23º andar - CEP 01310-923 para o cargo de Diretor de Departamento; b) eleição do Sr. Kazuki Hama, de nacionalidade japonesa, casado, do comércio, RNE V426297-3, CPF 231.849.028-70, domiciliado na cidade de SP/SP, com escritório à Av. Paulista, 1842, 23º andar, CEP 01310-923 para o cargo de Diretor Supervisor; c) conhecimento do pedido de renúncia do Sr. Masaki Shindo, de nacionalidade japonesa, casado, do comércio, RNE V543515-F, CPF 233.250.088-01, domiciliado na cidade de SP/SP, com escritório à Av. Paulista, 1842 - 23º andar - CEP 01310-923, do cargo de Diretor Supervisor; d) indicação do Sr. Yoshitaka Takada, de nacionalidade japonesa, Passaporte Japonês TG8420215, expedido em 16.01.2006 para ocupar futuramente o cargo de Diretor de Departamento; e) indicação do Sr. Naoya Okajima, de nacionalidade japonesa, Passaporte Japonês TK6185022, expedido em 24.01.2012 para ocupar futuramente o cargo de Diretor Supervisor. 5. Deliberações: foram aprovadas, por unanimidade de votos dos acionistas, as seguintes deliberações: Itens (a) e (b): Eleição do Sr. Kazuhiro Okamoto, acima qualificado, para ocupar o cargo de Diretor de Departamento e do Sr. Kazuki Hama, acima qualificado, para ocupar o cargo de Diretor Supervisor. Os Diretores eleitos nessa sessão, cujo mandato terá a duração igual a dos demais membros da Diretoria, eleita até 31.03.2015, declaram, sob as penas da lei, não estarem incursos em quaisquer impedimentos previstos no art. 38; III, da Lei 6.404/76. A posse nos respectivos cargos, neste ato reconhecida, serão formalizadas com as assinaturas do respectivo termo de investidura no livro próprio; (c) conhecimento do pedido de renúncia do Sr. Masaki Shindo em razão do regresso do mesmo para o Japão, cujo termo de renúncia está em anexo; (d) e (e) foram aprovadas, por unanimidade de votos dos acionistas, a indicação do Sr. Yoshitaka Takada, acima qualificado, para ocupar futuramente o cargo de Diretor de Departamento e do Sr. Naoya Okajima, para ocupar futuramente o cargo de Diretor Supervisor, devendo suas eleições serem efetuadas oportunamente, na forma da lei e das disposições estatutárias. A efetivação do Sr. Yoshitaka Takada e do Sr. Naoya Okajima nos referidos cargos dar-se-ão por deliberação a ser adotada pela respectiva Assembleia Geral dos Acionistas a ser convocada para esse fim, após a legalização de sua permanência no país. Cumprida, assim a ordem do dia e nada mais havendo a ser tratado, o Sr. Presidente declarou suspensa a sessão pelo tempo necessário à lavratura da presente que lida e aprovada, vai assinada por todos os presentes. SP, 26.06.2013. aa) Mitsui & Co., Ltd., pp. Shinsuke Fujii; Mitsui & Co. (U.S.A.), INC., pp. Shinsuke Fujii. Mesa: Shinsuke Fujii, Presidente e Kiyoshi Hasegawa, Secretário. Esta é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. SP, 26.06.2013. Kiyoshi Hasegawa - Secretário. Diretores Eleitos: Kazuhiro Okamoto; Kazuki Hama. JUCESP - Reg. 268.731/13-5 em 24.07.2013. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: TOMADAS DE PREÇOS - TIPO TÉCNICA E PREÇO A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Elaboração de Projeto Executivo e Apresentação de Pasta Técnica Contemplando a Documentação Relativa ao Projeto Técnico de Segurança: TOMADA DE PREÇOS Nº - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 46/00102/13/02 - EE MMDC - Rua Cuiabá, 667 - CEP: 03183-001 - Alto da Mooca - São Paulo-SP - 90/180 - 09:30 – 18/09/2013. 46/00165/13/02 - EE Maria Cardoso Castilho - Rua Jean Carlos Mendes de Campos, 319 - Cep: 14980-000 - Nossa Sra. Aparecida – Sales/SP - 120/210 - 10:00 - 18/09/2013. 46/00351/13/02 - EE Felipe Cardoso - Estrada Doutor Plínio Alves de Moraes, 20 - Cep: 13404-755 - Anhumas – Piracicaba/SP – 120/ 210 - 10:30 – 18/09/2013. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 16/08/2013, na SEDE DA FDE, de segunda a sextafeira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Os invólucros contendo a Proposta Técnica, a Proposta Comercial e os documentos de Habilitação, deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. BARJAS NEGRI - Presidente

UNITASBRASIL – Cooperativa dos Profissionais de Educação em Instituições Públicas e Privadas. CNPJ: 10.517.715/0001-70. Assembléia Geral Ordinária – Assembléia Geral Extraordinária Edital de Convocação A UNITASBRASIL - Cooperativa dos Profissionais Áreas de Educação em Instituições Públicas e Privadas convoca os seus 330 (trezentos e trinta) associados, para comparecerem à Assembleia Geral Ordinária e Extrordinária, que será realizada em sua sede social, na Rua Alameda Santos, 1398 – Conj. 93, CEP: 01418-100 – Jd. Paulista – São Paulo, SP, às oito horas do dia vinte e 23 do corrente mês. Primeiramente, serão deliberados os assuntos da Assembleia Geral Ordinária em primeira convocação às oito horas com 2/3 (dois terços) dos seus associados; em segunda convocação às nove horas, com metade mais um dos seus associados, ou em terceira convocação às dez horas com o mínimo de dez associados, para tratar da seguinte ordem do dia: a) Prestação de contas do órgão de administração, compreendendo o balanço geral do exercício de 2012, das contas de sobras e perdas, parecer do conselho fiscal e do relatório da diretoria, documentos esses que estão à disposição dos associados, em sua sede social; b) Destinação das sobras apuradas no exercício ou rateio das perdas; c) Deliberação sobre o plano de trabalho formulado pela Diretoria para o exercício de 2013; d) Fixação do valor dos honorários, gratificação e cédula de presença dos membros de administração; e) Eleição dos membros do Conselho Fiscal para o exercício 2013. A Assembleia Geral Extraordinária acontecerá tão logo se concluam os trabalhos da Assembleia Geral Ordinária, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: a) Reforma estatutária: da diretoria b) Eleição da nova diretoria c) Assuntos gerais. Observação: Os assuntos deliberados na Assembléia Geral Extraordinária deverão ser aprovados por 2/3 (dois terços) dos presentes pelo menos. São Paulo, 12 de agosto de 2013. ILTON GARCIA DA COSTA - Diretor Administrativo - Financeiro.

Olimpia Projeto Rua do Rocio 86 SPE S.A.

CNPJ Nº 12.356.369/0001-10 - NIRE Nº 35300382498 Extrato da Ata da Assembléia Geral Extraordinária de 26/07/2013 Data, Hora e Local: 26/07/2013, as 12hs, na sede social, R. Rocio nº 86, Vila Olimpia, SP/SP. Mesa: Josef Kryss, Presidente; Antonio Martins Lima, secretário. Presença: 100% do Capital Social. Convocação: através de correspondência (art. 124, da Lei 6.404/76). Deliberações Aprovadas por Unanimidade: Aumento do Capital Social de R$ 82.000.000,00 para R$ 92.000.000,00, com um aumento de R$ 10.000.000,00, mediante a emissão de 10.000.000 de novas Ações ON, sem valor nominal, com preço de emissão de R$ 1,00 cada ação. Aprovada a proposta de subscrição integral das novas ações pelo acionista Carmel Fundo de Investimento em Participações, que irá integralizar as 10.000.000 de novas Ações ON subscritas, sem valor nominal, com preço de emissão de R$ 1,00, totalizando a quantia de R$ 10.000.000,00, em moeda corrente vigente no país no prazo de até 6 meses a contar da realização desta Assembléia e/ ou na medida em que for chamado para tal pela Diretoria. O Capital Social fica assim composto: Capital Social: R$ 92.000.000,00; Subscrito: R$ 92.000.000,00; Integralizado: R$ 82.000.000,00. Ações Emitidas: 92.000.000; Subscrita: 92.000.000; Integralizada: 92.000.000; Classe: ON.Alterar o “caput” do art. 6º do Estatuto Social:“Art. 6º: O Capital Social é de R$ 92.000.000,00, representado por 92.000.000 de ações, todas elas ordinárias e nominativas, sem valor nominal. Encerramento: Nada mais, lavrou-se a ata. SP, 26/07/2013. Josef Kryss - Presidente da Mesa, Antonio Martins Lima - Secretário. JUCESP nº 303.520/13-9, em sessão de 12/08/2013 - Gisela Simiema Ceschin - Sec. Geral.

tes passou de 1,91% em março para 1,76% em junho. Em habitação, o indicador recuou de 1,92% para 1,75%. Em contrapartida, a inadimplência comercial pessoa física piorou em 0,50 p.p., passando de 4,90% em março para 5,14% em junho. Os calotes da carteira comercial tiveram aumento de 0,36 p.p, de 3,32% para 3,33%. Créditos – A Caixa informou que os créditos contratados durante o semestre subiram 46,3% em comparação ao registrado no mesmo período de 2012, para R$ 197,3 bilhões, elevando para R$ 431,3 bilhões o saldo da carteira. O crédito habitacional, cuja carteira atingiu saldo de R$ 238,5 bilhões, cresceu 34,6% nos últimos 12 meses. A Caixa

lidera o mercado, com 69,1%. Os financiamentos imobiliários contratados somaram R$ 66,1 bilhões no primeiro semestre de 2013, evolução de 43,9% em relação ao registrado no mesmo período de 2012. As operações com recursos de poupança (SBPE) totalizaram R$ 30 bilhões, e as com recursos do FGTS, R$ 23 bilhões. No Programa Minha Casa Minha Vida, foram contratados R$ 28,5 bilhões, beneficiando 1,5 milhão de pessoas com 378,9 mil unidades. Desse valor, 58% foram destinados a famílias com renda de até três salários mínimos. Na 9ª edição do Feirão da Casa Própria, o total contratado foi de R$ 14 bilhões, alta de 14,8% sobre os negócios fechados em 2012.(Agências)

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEDRO DE TOLEDO/SP ATOS DA DIRETORA DO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO, ESPORTE E CULTURA DE PEDRO DE TOLEDO DE 23/05/2013 A Diretora do Departamento de Educação, Esporte e Cultura da Prefeitura Municipal de Pedro de Toledo, com base no artigo 37, inciso XVI, da Constituição Federal, parágrafo 3º do artigo 9º da Lei Complementar nº 048, de 21 de dezembro de 2005, expede o seguinte Ato Decisório: Ato Decisório nº 001/2013 - Aline Cristina Corrêa de Paula Tamura, RG nº 30.181.772-8, Professora de Ensino Fundamental, Efetiva, na EMEIEF Bairro das Três Barras, no período da tarde e Professora de Educação Infantil, Carga Suplementar, na EMEIEF Bairro Marianos, período da manhã. Acumulação legal. Ato Decisório nº 002/2013 - Ariane Senni de Lyra, RG nº 30.018.861-4, Professora de Ensino Fundamental, Efetiva, na EMEF Prof. Dirceu Rovari, no período da tarde e Professora de Ensino Fundamental, Carga Suplementar, na EMEF Professor Agnello Leandro Pereira, no período da manhã. Acumulação Legal. Ato Decisório nº 003/2013 - Camila Fernanda Nunes Peixoto, RG nº 43.360.045-7, Professora de Educação Infantil, Efetiva, na EMEI Pica Pau Amarelo, no período da manhã e Professora de Ensino Fundamental – Carga Suplementar, na EMEF Prof. Dirceu Rovari, no período da tarde. Acumulação Legal. Ato Decisório nº 004/2013 - Elizabete Silva, RG nº 25.794.349-3, Diretora do Departamento de Educação de Pedro de Toledo, Comissionada e PEB II, Efetiva, na EE Otaviano Soares Albuquerque, no período da manhã e noite. Acumulação Legal. Ato Decisório nº 005/2013 - Genesi Bitu do Carmo, RG nº 21.253.333-2, Professora de Ensino Fundamental, Efetiva, na EMEIEF José Pereira Soares, no período da manhã e PEB II, Categoria “F”, na EE Otavia no Soares Albuquerque, no período da tarde e noite. Acumulação legal. Ato Decisório nº 006/2013 - Marisa Miguel Morato, RG nº 29.231.758, Professora de Educação Infantil, Efetiva, na EMEI Pica Pau Amarelo, no período da manhã e PEB II, Efetiva na EE de Itariri, no período da tarde. Acumulação legal. Ato Decisório nº 007/2013 - Solange Cristina Pereira, RG nº 27.162.758, Professora de Educação Infantil, Efetiva, na EMEI Pica Pau Amarelo, no período da tarde e PEB II, Efetiva, na EE Otaviano Soares Albuquerque, no período da manhã. Acumulação legal. Pedro de Toledo, 23 de maio de 2013. ELIZABETE SILVA - DIR. DO DEPT. DE EDUCAÇÃO ESPORTE E CULTURA

PREFEITURA MUNICIPAL DE OURINHOS AVISO DE LICITAÇÃO PROCESSO Nº 3.010/2013 - TOMADA DE PREÇOS Nº 06/2013 Objeto: Contratação de empresa para execução de 02 (duas) Academias de Saúde, localizadas nas Unidade de Saúde da Família do Jardim São Jorge e na Unidade de Saúde da Família do Jardim Flórida, na cidade de Ourinhos/SP, conforme projetos, memorial descritivo e orçamento anexo. Data de recebimento dos envelopes: 09/09/2013. Horário limite para recebimento dos envelopes: 09h00 horas. Abertura: 09/09/2013, 09h30 horas. Cadastro até o dia 04/09/2013. Visita Técnica: Agendamento a partir do dia 20/08/2013 a 06/09/2013, no horário das 8h30min às 11h30min, e das 14h30min às 17h30min, devendo o interessado agendá-la com 1 (um) dia de antecedência, por escrito ou através de endereço eletrônico (licitacoes.pmo@ig.com.br). O Edital completo poderá ser retirado na Diretoria de Suprimento, sita à Rua Euclides da Cunha, nº 522, Centro, das 08h00 às 12h00 horas e das 14h00 às 18h00 horas ou maiores informações pelo telefone (14) 3302-6000 ramal 6032 e 6076. Ourinhos, 15 de agosto de 2013. Comissão Permanente de Licitação. ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA – ASF A ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA – ASF torna público que se acha aberto procedimento licitatório de SELEÇÃO DE FORNECEDORES – COLETA DE PREÇO Nº 017/2013, PROCESSO ASF Nº 047/2013, OBJETIVANDO A CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA O FORNECIMENTO DE APARELHO DE ULTRASSOM, INCLUINDO TREINAMENTO E INSTALAÇÃO PARA IMPLANTAÇÃO DA REDE HORA CERTA NO AMA ESPECIALIDADES SOROCABANA E PROFª MARIA CECÍLIA F. DONNAGELO – CRITÉRIO MENOR GLOBAL. O edital na íntegra poderá ser consultado no sítio ASF: www.saudedafamilia.org e ou retirado na sede da Associação, sito à Praça Mal. Cordeiro de Farias, 65 (11) 3154-7050. Informações no endereço eletrônico: licitacoesasf@saudedafamilia.org | Data da Sessão Pública: 27/ 08/2013, às 14h00– Local da Sessão: Associação Saúde da Família, Praça Mal. Cordeiro de Farias, 65 – Higienópolis – São Paulo/SP.

Ata de Assembleia Geral Extraordinária de Acionista 1. Data, hora e local: em 01.08.2013, às 09hs, na sede, em São Paulo/SP. 2. Presença: 100% do capital votante. 3. Convocação: dispensada na forma da Lei. 4. Mesa: Mateus Coutinho de Sá Oliveira (Presidente) e Josedir Barreto dos Santos (Secretário). 5. Ordem do dia / 6. Deliberações: Aprovada a alteração do endereço da filial em Salvador/BA, na R. Humberto de Campos nº 251, para a Av. Luiz Vianna Filho nº 6462, Edifício Wall Street West, Torre B, 11º andar, sala 1102, também em Salvador/BA. Fica alterado o art. 2º, §único, item II, do Estatuto Social da Cia. 7. Encerramento: Nada mais a tratar, a sessão foi suspensa. 8. Assinaturas: Presidente, Mateus Coutinho de Sá Oliveira; Secretário, Josedir Barreto dos Santos. Acionistas: CMP Participações Ltda. e LP Participações Ltda. A presente ata, redigida sob a forma de sumário, nos termos do art. 130, §1º, da LSA, é cópia fiel daquela constante do livro de atas de Assembleias Gerais da Cia. SP, 01.08.2013. Mesa: Mateus Coutinho de Sá Oliveira - Presidente; Josedir

Extrato da Ata da Assembleia Geral Extraordinária em 26.06.2013 Data, Hora, Local: 26.06.2013, 9hs, sede, R. Amauri 255, 5º and., parte, SP/SP. Convocação: Dispensada. Presença: Totalidade do capital social. Mesa: Presidente: Régis Dall’Agnese, Secretário:Thiago Luiz Pereira Rosa Ribeiro. Deliberações Aprovadas: Distribuição de dividendos no valor de R$ 3.244.874,33, referentes a lucros apurados no balanço patrimonial de 31.05.2013, a serem pagos aos acionistas em moeda corrente nacional. Farão jus à Distribuição dos Dividendos os acionistas que possuam ações nesta data. Encerramento: Nada mais, lavrou-se a ata. Régis Dall’Agnese: Presidente,Thiago Luiz Pereira Rosa Ribeiro: Secretário. JUCESP 299.707/13-1 em 06.08.13. Gisela Simiema Ceschin: Sec. Geral.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL

PREFEITURA MUNICIPAL DE BIRIGUI EDITAL Nº 95/2013 – PREGÃO PRESENCIAL Nº 76/2013.

OBJETO:- Registro de preços para contratação de empresa especializada em prestação de serviços para a realização de exames de materiais anatomopatológicos, destinados à Secretaria de Saúde, pelo período de 12 (doze) meses. Data da Abertura -

NOS TERMOS DO PROVIMENTO CSM CXC/84, INFORMAMOS QUE NO DIA 15 DE AGOSTO DE 2013 NÃO HOUVE PEDIDO DE FALÊNCIA NA COMARCA DA CAPITAL.

30/08/2013, às 13:30 horas. Melhores informações poderão ser obtidos junto a Seção de Licitações na Rua Santos Dumont nº 28,

O

ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que o governo não estuda reduzir a participação da Petrobras para menos de 30% nos poços de petróleo do pré-sal ou desobrigar a empresa de ser operadora dos blocos. "Não há a menor possibilidade disso. É uma lei. O Congresso Nacional aprovou uma lei prevendo a participação da Petrobras com 30% e como operadora única, depois de muitos estudos e discussões", afirmou. "Não há o que falar em reduzir de 30% para 20%, 10% ou 5%. Não há. Não há estudo nenhum no governo sobre isso." O ministro disse também

que não há novidade sobre o aumento dos combustíveis. Segundo ele, essa não é a única forma de o governo ajudar a Petrobras. "Haveria ajuda maior do que 30% numa província petrolífera, como não há nenhuma outra no mundo, que é o pré-sal? Isso é uma grande ajuda." Lobão ressaltou que a Petrobras apresentou um lucro superior a R$ 6 bilhões no segundo trimestre e negou que a companhia não tenha recursos para investimentos. "A Petrobras tem condições econômicas e financeiras de cumprir o seu papel, e vai cumprir. Mesmo com o câmbio na posição em que se encontra." (EC)

PREFEITURA MUNICIPAL DE PINDAMONHANGABA EDITAL RESUMIDO PREGÃO Nº 093/2013 A Prefeitura comunica que o PP n° 93/13, que cuida da “Contratação de empresa especializada, para prestação de serviços de assistência técnica e manutenção corretiva, em sistemas de telefonia PABX da marca INTELBRAS, modelo corp 16000, corp 8000, corp 6000, modulare i, VM 3000, 6020 e 4015, sem fornecimento de qualquer peça e/ou componentes da central telefônica pelo período de 12 (doze) meses”, a Autoridade Superior, com base no parecer da Secretaria de Assuntos Jurídicos, nega provimento à impugnação interposta pela empresa E-Max Serviços de Gestão em Telecomunicações Ltda. (proc. ext. 18298 de 11/7/13), dê-se prosseguimento ao processo licitatório e seus devidos procedimentos. Acha-se reaberto este certame com encerramento dia 06/09/13 às 8h30 e abertura às 9h. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. e maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 15 de agosto de 2013. PREGÃO Nº 094/2013 A Prefeitura comunica que o PP n° 94/13, que cuida da “Contratação de empresa especializada, para prestação de serviços de gerenciamento, assistência técnica, manutenção preventiva e corretiva, em um sistema telefônico PABX da marca ERICSSON/AASTRA, modelo MX-One TSW e BP-250, e em todos os aparelhos telefônicos digitais ligados à mesma, bem como Gateways Voip e o sistema de tarifação e suas atualizações, sem fornecimento de qualquer peça e/ou componentes da central telefônica pelo período de 12(doze) meses”, a Autoridade Superior, com base no parecer da Secretaria de Assuntos Jurídicos, nega provimento à impugnação interposta pela empresa E-Max Serviços de Gestão em Telecomunicações Ltda. (proc. ext. 18299 de 11/7/13), dêse prosseguimento ao processo licitatório e seus devidos procedimentos. Acha-se reaberto este certame com encerramento dia 06/09/13 às 14h e abertura às 14h30. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. e maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 15 de agosto de 2013.

Vanguarda Agro S.A. (Companhia de Capital Aberto) CNPJ/MF 05.799.312/0001-20 - NIRE 35.300.380.657 Ata da 13ª Reunião do Conselho de Administração de 31/07/2013 1. Data, Hora e Local: Realizada às 16h do dia 31/07/2013, na Cidade de São Paulo/SP, na Av. Presidente Juscelino Kubitschek nº 1726, 11º andar - Conj. 113, Vila Nova Conceição, CEP 04543-000. 2. Convocação e Presença: Convocação efetuada na forma do art. 17 do Estatuto Social da Cia., reuniram-se os membros do Conselho de Administração da Cia.:Srs.Salo Davi Seibel, Kátia Martins Costa, SilvioTini de Araújo, Carlos Augusto Reis de Athayde Fernandes, Otaviano Olavo Pivetta, Rodrigo Geraldi Arruy e Hélio França Filho.3.Mesa:A Reunião foi presidida pelo Sr.Salo Davi Seibel e secretariada pelo Sr.Carlos Augusto Reis de Athayde Fernandes.4.Ordem do Dia:(i) Aprovar a prestação de garantia pela Vanguarda Agro S.A., na condição de avalista, em Cédula de Crédito Bancário no importe de R$ 17.000.000,00 para aquisição de maquinário e implementos agrícolas junto ao Banco John Deere S.A.; e (ii) Aprovar a prestação de garantia pela Vanguarda Agro S.A., na condição de fiadora de Maeda S.A. Agroindustrial e Vanguarda do Brasil S.A., no Contrato de Constituição de Fiança Solidária no valor de R$ 17.000.000,00 a ser firmado junto a BASF S.A. para aquisição de insumos destinados a Safra 2013/2014. 5. DeliberaçõesTomadas pelos Presentes: (i) Aprovar, por unanimidade, a prestação de garantia pela Vanguarda Agro S.A., na condição de avalista, em Cédula de Crédito Bancário no importe de R$ 17.000.000,00 para aquisição de maquinário e implementos agrícolas junto ao Banco John Deere S.A.;e (ii) Aprovar, por unanimidade, a prestação de garantia pelaVanguarda Agro S.A., na condição de fiadora de Maeda S.A.Agroindustrial eVanguarda do Brasil S.A., no Contrato de Constituição de Fiança Solidária no valor de R$ 17.000.000,00 a ser firmado junto a BASF S.A. para aquisição de insumos destinados a Safra 2013/2014. 6. Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado e inexistindo qualquer outra manifestação, foi encerrada a presente reunião, da qual lavrou-se a presente ata que, lida e aprovada, foi assinada pelos Conselheiros presentes. São Paulo, 31/07/2013. Mesa: Salo Davi Seibel - Presidente. Carlos Augusto Reis de Athayde Fernandes - Secretário. Conselheiros: Salo Davi Seibel, Katia Martins Costa, Silvio Tini de Araújo, Carlos Augusto Reis de Athayde Fernandes, Otaviano Olavo Pivetta, Rodrigo Geraldi Arruy e Helio França Filho. Confere com o original lavrado em livro próprio. JUCESP nº 303.321/13-1 em 12/08/2013. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

Vanguarda Agro S.A. (Companhia de Capital Aberto) CNPJ/MF 05.799.312/0001-20 - NIRE 35.300.380.657 1. Data, Hora e Local: Realizada às 15h do dia 31/07/2013, na Cidade de São Paulo/SP, na Av. Presidente Juscelino Kubitschek nº 1726, 11º andar - Conj.113,Vila Nova Conceição, CEP 04543-000.2.Convocação e Presença: Convocação efetuada na forma do art.17 do Estatuto Social da Cia., reuniram-se os membros do Conselho de Administração da Cia.:Srs.Salo Davi Seibel, Kátia Martins Costa, SilvioTini de Araújo, Carlos Augusto Reis de Athayde Fernandes, Otaviano Olavo Pivetta, Rodrigo Geraldi Arruy e Hélio França Filho. 3. Mesa: A Reunião foi presidida pelo Sr. Salo Davi Seibel e secretariada pelo Sr. Carlos Augusto Reis de Athayde Fernandes. 4. Ordem do Dia: (i) Aprovação de proposta de Hedge Accounting apresentada pela PWC - PricewaterhouseCoopers.5.DeliberaçõesTomadas pelos Presentes:Foi aprovado por unanimidade a implantação da proposta de Hedge Accounting apresentada pela PWC - PricewaterhouseCoopers, devendo a Diretoria Executiva tomar as medidas necessárias para sua implementação, a partir de 1º/08/2013.6. Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado e inexistindo qualquer outra manifestação, foi encerrada a presente reunião, da qual lavrou-se a presente ata que, lida e aprovada, foi assinada pelos Conselheiros presentes. São Paulo, 31/07/2013. Mesa: Salo Davi Seibel - Presidente. Carlos Augusto Reis de Athayde Fernandes Secretário. Conselheiros: Salo Davi Seibel, Katia Martins Costa, Silvio Tini de Araújo, Carlos Augusto Reis de Athayde Fernandes, Otaviano Olavo Pivetta, Rodrigo Geraldi Arruy e Helio França Filho. Confere com o original lavrado em livro próprio. JUCESP nº 303.320/13-8 em 12/08/2013. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

Cyrela Tennessee Empreendimentos Imobiliários S.A.

AVISO DE LICITAÇÃO. MODALIDADE: Pregão Presencial 073/2013, PROCESSO: 566/2013, OBJETO RESUMIDO: Registro de preços de materiais de armarinhos para utilização no programa Guararema Cidade Natal 2013, DATA E HORA DA LICITAÇÃO: 29/08/2013, às 09h00, LOCAL DA LICITAÇÃO: Sala de Licitações do Paço Municipal, na Praça Cel. Brasílio Fonseca, 35, Centro, Guararema – SP. O Edital poderá ser lido e obtido na íntegra no Paço Municipal de Guararema, na Praça Cel. Brasílio Fonseca, 35, Centro, Guararema/SP, no período das 08h30min às 16h00. Os interessados poderão obter o Edital por e-mail, enviando mensagem eletrônica para o endereço licitacao@guararema.sp.gov.br, informando os dados da empresa, a modalidade e o número da licitação. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 4693-8016. MARCIO LUIZ ALVINO DE SOUZA, Prefeito Municipal

Rio Jari SP Participações S.A. - CNPJ/MF nº 13.008.397/0001-00 - NIRE 35.300.387.961 Extrato da Ata de Assembleia Geral Ordinária em 15.01.2013 Data, Hora, Local: 15.01.2013, 9hs, sede social, Av. Brig. Faria Lima 2.277, 6º and., sl. 604, parte, Torre B, Ed. Plaza Iguatemi, SP/SP. Convocação: Dispensada. Presença: Totalidade dos acionistas. Mesa: Rodrigo Lowndes: Presidente, Gustavo Pereira de Freitas Santos: Secretário. Deliberações Aprovadas: (i) As contas de 2011; (ii) Os demonstrativos financeiros de 2011; (iii) Resultado do exercício encerrado em 2011 e destinação do resultado, bem como sua distribuição de dividendos a seguir: a) não existe saldo de Prejuízo Acumulado de Exercícios Anteriores; b) não houve Lucros Distribuídos de Saldo de Exercícios Anteriores; c) o lucro de 2011 foi de R$ 13.881.896,17; d) houve reserva de 5% , para conta Reserva Legal, equivalente a R$ 694.000,00; e) descontada a Reserva Legal, o lucro acumulado de R$ 13.187.896,17, foi destinado da seguinte forma: i) o valor de R$ 1.318.780,14 foi destinado para conta de Dividendos a pagar; ii) o valor de R$ 11.869.116,03, permanecerá no Patrimônio Líquido da Cia. Encerramento: Nada mais. SP, 15.01.13. Rodrigo Lowndes: Presidente, Gustavo Pereira de Freitas Santos: Secretário. JUCESP 301.893/13-5 em 08.08.2013. Gisela Simiema Ceschin: Sec. Geral. RB Capital Realty S.A. - NIRE 35.300.196.589 - CNPJ/MF nº 05.809.287/0001-19

Não muda nada no pré-sal

CNPJ/MF Nº 07.086.915/0001-00 - NIRE 35.300.322.142 Extrato da Ata de Assembleia Geral Extraordinária de 29/05/2013 Data, hora e local: 29/05/2013, às 10hs, na sede social, Av. Engenheiro Roberto Zuccolo, 555, 1º and., sala 1001, parte, SP/SP. Presença: Totalidade do capital social. Convocação: Dispensada. Mesa. Presidente: Rogério Jonas Zylbersztajn, Secretário: Saulo de Tarso Alves de Lara. Deliberações Aprovadas: 1. Redução do capital social em R$ 2.000.000,00, montante considerado excessivo em relação ao objeto, com o cancelamento, proporcional à participação de cada acionista, de 2.000.000 ações ordinárias, sem valor nominal. A título de restituição do valor das ações canceladas, os acionistas farão jus ao recebimento de R$ 2.000.000,00, na proporção de suas respectivas participações no capital social. 2. Autorizar os administradores a assinar os documentos necessários para a restituição dos valores devidos em razão da redução de capital. 3. O capital social passa de R$ 12.973.437,00 para R$ 10.973.437,00, dividido em 10.973.437 ações ON e sem valor nominal, alterando-se o caput do Artigo 5º do Estatuto Social: “Artigo 5º: O capital social da Companhia, totalmente subscrito e integralizado em moeda corrente nacional é de R$ 10.973.437,00, dividido em 10.973.437 ações ordinárias, todas nominativas e sem valor nominal.” Encerramento: Nada mais, lavrou-se a ata. SP, 29/05/2013. Rogério Jonas Zylbersztajn - Presidente, Saulo de Tarso Alves de Lara - Secretário. Bullish Participações S.A David Cherman, Cyrela RJZ Empreendimentos Imobiliários Ltda. - Rogério Jonas Zylbersztajn e Claudio Carvalho de Lima, PDG Realty S.A. Empreendimentos e Participações - Marco Racy Kheirallah e Saulo de Tarso Alves de Lara.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO 65/13 - PREGÃO 41/13 Acha-se aberto, na Prefeitura do Município de Castilho, o Processo Licitatório 65/13, na modalidade de Pregão 41/13, na forma presencial, para a aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs). Data: 30 de agosto de 2013, às 09 horas. O edital, na íntegra, encontra-se à disposição dos interessados na Praça da Matriz, 247, Castilho. Informações complementares serão fornecidas pelo telefone (18) 37419000, ramal 9034 e pelo e-mail: licitacoescastilho@starsnet.com.br A Debitar dia (16.08.13) ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA – ASF A ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA - ASF torna público que se acha aberto procedimento licitatório de SELEÇÃO DE FORNECEDORES - COLETA DE PREÇO Nº 016/2013, PROCESSO ASF Nº 046/ 2013, OBJETIVANDO A CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA O FORNECIMENTO DE SISTEMA DE DENSITOMETRIA ÓSSEA POR RAIOS-X, INCLUINDO TREINAMENTO E INSTALAÇÃO PARA IMPLANTAÇÃO DA REDE HORA CERTA NO AMA ESPECIALIDADES SOROCABANA - CRITÉRIO MENOR PREÇO. O edital na íntegra poderá ser consultado no sítio ASF: www.saudedafamilia.org e ou retirado na sede da Associação, sito à Praça Mal. Cordeiro de Farias, 65 (11) 3154-7050. Informações no endereço eletrônico: licitacoesasf@saudedafamilia.org | Data da Sessão Pública: 27/08/2013, às 09h30. Local da Sessão: Associação Saúde da Família, Praça Mal. Cordeiro de Farias, 65 Higienópolis - São Paulo/SP.

Alfa Rodobus S/A Administração e Participação - CNPJ nº 97.528.044/0001-20 - NIRE nº 35.300.394.054 Extrato da Ata de AGE realizada em 15/12/2011 - Data, Hora, Local: 15/12/11, às 10h, em SP/SP, Av. Eliseu de Almeida, 1408.Convocação: Dispensada (art.124, § 4º, Lei 6.404/76).Presenças: Totalidade do Capital Social.Mesa: Willamys da Silva BezerraPresidente, Ezequiel de Oliveira Cavalcante-Secretário.Ordem do dia: 1. Alteração do nome da sociedade; 2. Alteração do objeto social; 3. Substituição do Diretor de Manutenção; 4. Aprovação das contas, resultados e demonstrações financeiras do exercício encerrado em 31/12/2011;5. Alteração na renumeração fixa da diretoria e Administradores;6.Reforma Estatuária e Consolidação do Estatuto Social da Sociedade; 7. Consolidação dos Boletins de Subscrições totalmente integralizados. Deliberações: Aprovadas todas as proposições da ordem do dia. Encerramento: Nada mais.Willamys da Silva Bezerra (Presidente), Ezequiel de Oliveira Cavalcante (Secretário). Samuel Godoi, OAB/SP 275.568.JUCESP nº 131.474/12-1, em 23/03/2012.Gisela Simiema Ceschin - Sec.Geral.

PREFEITURA MUNICIPAL DA ESTÂNCIA HIDROMINERAL DE ÁGUAS DE SÃO PEDRO TOMADA DE PREÇOS 16/2013 A Prefeitura do Município da Estância Hidromineral de Águas de São Pedro, com sede à Praça Prefeito Geraldo Azevedo, 115, Centro, Águas de São Pedro/SP, torna público, para conhecimento de interessados, que se acha aberta a Tomada de Preços 16/2013, que objetiva a aquisição de materiais de enfermagem, por fornecimento parcelado e a pedido. O edital poderá ser retirado diretamente no endereço supracitado, das 12:00 às 17:00 horas, de segunda a sexta-feira. Será exigido cadastramento prévio. Os envelopes com a documentação e a proposta deverão ser protocolados até as 13:30 horas do dia 05/09/2013, sendo que a abertura dos mesmos será neste mesmo dia às 14:00 horas. Águas de São Pedro/SP, 15/08/2013. Paulo César Borges - Prefeito Municipal.

Centro, ou pelos telefones (018) 3643.6126. O Edital poderá ser lido naquela Seção e retirado gratuitamente no site www.birigui.sp.gov. br., Paulo Roberto Bearari, Prefeito Municipal, Birigui, 15/08/2013.

Duratex S.A.

Companhia Aberta CNPJ. 97.837.181/0001-47 - NIRE 35300154410 CERTIDÃO - JUNTA COMERCIAL RCA de 22.07.2013 “JUCESP sob nº 302.186/13-0, em 09.08.2013. (a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.”

DECLARAÇÃO A PRAÇA A empresa NÚCLEO RECREATIVO PAÇOQUINHA BERÇÁRIO E MATERNAL LTDA. ME, inscrita sob CNPJ nº 64.189.350/0001-20 e CCM nº 9.833.777-7, sediada à Rua Alfredo Pujol, nº 1.009 – Casa 10 – Santana, no município de São Paulo/SP – CEP02017-011, Declara o extravio do talão de notas fiscais série A nº 1351 a 1400.

Auto Posto Oiti 2 Ltda, torna público que requereu da Cetesb a Renovação da Licença de Operação, para Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes, Sito á Rua Oiti, 68-72-72A - Vl.Regente Feijó - São Paulo - SP.

TOULOUSE LAUTREC ESCRITÓRIO DE ARTES LTDA.-ME torna público que solicitou junto à CETESB a Renovação de Licença de Operação para Atividade de DECORAÇÃO, LAPIDAÇÃO, GRAVAÇÃO, ESPELHAÇÃO, BISOTAGEM E OUTROS TRABALHOS EM LOUÇAS, VIDROS, CRISTAIS E LADRILHOS, SERVIÇOS DE, sito à RUA CONSELHEIRO ELIAS DE CARVALHO, 774 - VILA SANTA CATARINA - SÃO PAULO/SP.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

22 -.ECONOMIA/LEGAIS

e

conomia

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

A valorização do câmbio amenizou o ímpeto importador, mas o contínuo aumento do coeficiente de importação reflete a perda da competitividade da indústria nacional. Marcelo Azevedo, economista da CNI

Recorde de importados no consumo industrial Exportações pesam menos no faturamento

A

participação dos importados no consumo industrial bateu recorde de abril a junho, de acordo com a série histórica trimestral da Confederação Nacional da Indústria (CNI) iniciada em 2007. O coeficiente de importação do segundo trimestre atingiu 21,1%, depois de apontar 21% no primeiro trimestre do ano. O dado integra a pesquisa Coeficientes de Abertura Industrial, divulgada ontem. O estudo aponta que a recente alta do câmbio poderá reduzir as importações nos próximos

meses e favorece a recuperação da produção industrial interna. O coeficiente de importação teve seu patamar mais baixo no primeiro trimestre de 2010, quando ficou em 15,9, aponta a série histórica da CNI. Desde então, a trajetória de alta se mantém. O estudo analisa, a partir do segundo trimestre de 2007, os valores de exportações, importações e produção industrial. O trabalho tem parceria com a Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex) e considera o crescimento do coeficiente de pene-

tração das importações em 12 setores da indústria de transformação. "A valorização do câmbio nos últimos meses amenizou o ímpeto importador, mas o contínuo aumento do coeficiente de importação reflete a perda da competitividade da industrial nacional frente a seu concorrente estrangeiro", diz o economista da CNI Marcelo Azevedo. Exportação – A pesquisa da CNI aponta que, além do aumento das importações no consumo doméstico de bens industriais, caiu a participação das exportações no fatu-

ramento das empresas. O coeficiente de exportação registrou 19,2% no segundo trimestre, uma queda de 0,3 ponto porcentual em relação ao primeiro trimestre do ano. Segundo a confederação, a fraca demanda externa pelos produtos brasileiros e a queda dos preços internacionais explicam a perda no coeficiente de exportação no período. No comparativo trimestral, houve queda no coeficiente de exportação em nove setores da indústria, dentre eles: metalurgia máquinas e equipamentos e têxteis. (EC)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

23

Nº 477

DCARR

Na próxima semana, teremos mais um lançamento de caminhões, o terceiro em um mês. Já chegaram modelos da Scania e da Ford. Na segunda-feira, será a vez da Iveco.

CITRÖEN C4 LOUNGE

Ele chega para revolucionar Completo e com preços abaixo dos da concorrência, o C4 Lounge (a partir de R$ 59.990) deve causar um terromoto no mercado. CHICOLELIS

Setembro – O Citröen C4 Lounge, que estará à venda a partir da segunda quinzena de setembro, custa R$ 59.990 em sua versão mais simples, a Origine, com transmissão manual. A Tendance, R$ 62.490, e a Exclusive, R$ 72.490, com câmbio automático de seis velocidades. As três equipadas com motor 2.0 16v, flex, de 151 vc. A versão top, Exclusive Turbo, tem motor de 165 cv, gasolina, faz 0 a 100km/h em 8,8s e 214 km/h de final. É o mais completo da linha,

Fotos: Divulgação

A

política de preços implantada pela Citröen para o seu novo C4 Lounge, que substitui o Pallas, deverá causar um terremoto no segmento de sedans médios. É muito provável que, a partir de agora, as demais concorrentes devam melhorar – em favor do consumidor – suas tabelas de preços. Não apenas os preços deverão favorecer a marca francesa, mas também a qualidade do veículo, fabricado na Argentina (Palomar), que mostrouse um carro confortável para quatro adultos com mais de 1,80 m e que roda muito bem, tanto em retas quanto em curvas, como se verificou em um teste em Mendoza (Argentina), ao longo da Cordilheira dos Andes, por cerca de 250 quilômetros. O silêncio interno impressiona e um dos fatores é o parabrisas acústico, no qual duas lâminas de vidro fazem um "sanduíche" de uma película plástica. Ele é como seu nome – Lounge – uma sala de estar, ampla e confortável.

com teto solar, mais ABS, REF, AFU, ESP, ASR, seis air bags e faróis direcionais, que facilitam o dirigir e garantem mais segurança. Entre os concorrentes, o Toyota Corolla e Honda Civic que, juntos, detêm 40% das vendas do segmento, VW Jetta, Renault Fluence, Peugeot 408 e Ford Focus. Todos com preços acima do C4 Lounge. Francesco Abbruzzezi, presidente da Citröen no Brasil, acredita que, com os atrativos do modelo, somados aos preços estabelecidos, a marca deverá colocar pelo menos 1.500 unidades/mês no mercado, sendo 30% deles do top de linha, o Exclusive Turbo. Abbruzzezi lembra que o modelo é o que mais oferece ao consumidor, em suas três versões. O C4 Lounge Origine 2.0i, 16V, flex manual, por exemplo, vem de fábrica com rodas de liga leve 16", direção eletrohidráulica, faróis de neblina, ABS +

EBD (Distribuidor de Frenagem) + AFU (Auxílio de Frenagem de Urgência), DRL (Day Running Light), arcondicionado com saída no console traseiro, isofix, computador de bordo, entrada USB no console, volante regulável (altura/profundidade), Cruise Control e limitador de velocidade. A versão Tedance pode vir com câmbio manual de cinco marchas, ou automática de seis. A Exclusive vem com o mesmo motor e oferece a mais, por exemplo, o ar-condicionado bizone. A versão top vem com todos os equipamentos, mais o motor turbo, sensor de estacionamento dianteiro, câmera de visão traseira, navegador com tela colorida de 7" e os 165 cv do motor turbo. Com design, conforto e rodar, o carro agrada. Sua frente remete à imagem da linha DS da Citröen e a traseira, aos modelos de segmentos superiores da marca. O rodar é sempre macio e os mais altos não precisam se preocupar com a distância para as pernas. É confortável. Dirigir o Lounge é prazeroso, mesmo na versão não turbinada. Agora é esperar a reação da concorrência. Ou melhor, dos novos preços dela.

CAMINHÕES EXTRAPESADOS

Ford quer a liderança no segmento Norte-americana lança seus primeiros modelos da linha global Cargo, extrapesados com preços (R$ 260.900, o 4x2 e R$ 294.900, o 6x2) para ganhar o mercado

P

rimeira a montar caminhões no Brasil, em 1919, num galpão no bairro do Ipiranga, em São Paulo, a Ford foi a última a entrar no segmento de extrapesados (estradeiros, acima de 47 toneladas), que é o mais competitivo e rentável do setor. Ela trouxe para o Brasil seus modelos à venda na Europa, o Cargo 2042 4x2 e o Cargo 2842 6x2 e aplicou preços considerados altamente competitivos por se colocarem bem abaixo do que o mercado oferece: menos de R$ 300 mil, respectivamente R$ 260.900 e R$ 294.900. Equipados com motor FTP de 10,3 litros, que atende às normas do Proconve P-7 (Euro 5) que regula a emissão de poluentes e oferece 420 cv e torque de 1900 Nm. A caixa de câmbio, automatizada, é ZF ASTronic, de 12 velocidades. Ambos têm o controle automático de tração (ASR) e freios ABS com EDB, que oferecem mais segurança e facilidade ao dirigir. Para os modelos 2842, existe a opção do controle de estabilidade (ESP). Líder? – A meta da Ford é, segundo seu presidente Steven Armstrong, lutar pela liderança do segmento, tendo entre seus

principais concorrentes, modelos extrapesados da Scania, Volvo, Mercedes-Benz e Volkswagen. Hoje, a montadora detém 21,1% do mercado de caminhões, participando de todos os segmentos abaixo de 46 t, iniciando pelo urbano, de 8 t, totalizando 1.350 combinações e acabamento para inúmeros tipos de configuração. E como seus adversários, nesta luta que vai travar nas estradas, os dois modelos Cargo oferecem tecnologia embarcada que ajudam no trabalho do motorista. O freio motor, por exemplo, permite rodar por muito tempo numa estrada sem precisar usar o pedal do freio, incluindo parar totalmente o veículo. Outro item é o controle eletrônico de estabilidade (ESP), opcional para o 2842, com sensores capazes de identificar que o caminhão está saindo do curso, acionando individualmente os freios nas rodas e reduzindo o torque do motor, ajudando o condutor a manter o veículo na pista. O interior da cabine mostra uma preocupação da Ford com o motorista, que ganhou todos os comandos ao alcance de suas mãos, sem o menor esforço e com muito conforto. chicolelis


DIÁRIO DO COMÉRCIO

24

t

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

MANDELA EM PRETÓRIA O ex-presidente está internado há dois meses no hospital MedClinic, na cidade.

urismo

Fotos: Divulgação

Nas fotos acima, vista da cidade envolta em verde e flores; praça do centro histórico; flamingos no Zoológico Nacional, um dos melhores do mundo; e Garden of Remembrance, que relembra o apartheid.

ÁFRICA DE HISTÓRIA Capital administrativa da África do Sul, Pretória abriga mais de 30 museus e monumentos e uma bela paisagem arborizada. À esq., prédios governamentais e as árvores de jacarandá, que florescem na primavera, a partir de setembro. Abaixo e no detalhe, maior monumento da África do Sul, Voortrekker, feito de granito.

Lucia Helena de Camargo

Q

uem pensa em viajar à África do Sul geralmente quer visitar reservas naturais para ver de perto animais selvagens. Mas se o turista tiver também a intenção de entender a história e o contexto político do país, convém passar alguns dias em Pretória, a capital administrativa. Com 2,3 milhões de habitantes, a cidade é mais tranquila, bonita e arborizada do que a vizinha Johanesburgo (que com seus mais de 10 milhões de pessoas é uma versão sul-africana de São Paulo), de onde está distante 48 quilômetros. Chega-se em meia hora de trem ou 40 minutos de carro. Pretória abriga a sede do governo, hoje comandado pelo presidente Jacob Zuma. A cadeira já foi ocupada por Nelson Mandela, líder que livrou a África do Sul do apartheid – a segregação entre negros e brancos. Ele assumiu a presidência em 1994, depois de passar 27 anos preso por ser contrário ao regime. E governou até 1999. Hoje com 95 anos, Mandela está há dois meses internado, em razão de uma pneumonia recorrente, no hospital MedClinic, a algumas quadras dali. O prédios governamentais Union Buildings, no alto da colina, se impõem sobre a paisagem, que fica mais bonita na primavera (iniciada em setembro, como aqui), quando florescem as árvores de jacarandá que circundam o conjunto. Nessa época – chamada de “purple season” –, é comum ver famílias aproveitando a sombra para fazer piqueniques. Curiosidade: as mudas chegaram lá, levadas

do Rio de Janeiro, em 1888. E foram plantadas em mais de 100 parques. A profusão da planta levou a cidade a ganhar o apelido de “capital dos jacarandás”. Já o nome Pretória foi dado em homenagem a Andries Wilhelmus Jacobus Pretorius, herói dos boers – fazendeiros pioneiros que chegaram ao país no século 17, vindos da Holanda. Em 2005, o município teve sua denominação alterada para Tshwane. Porém, sem a

aprovação geral, a mudança não se tornou oficial. Não “pegou”. Em documentos municipais e algumas placas, aparece a nova denominação, mas a maioria continua chamando pelo nome antigo. Pretória possui mais de 30 museus. Vale incluir no roteiro o Natural History Museum e o Cultural Museum. Se sobrar tempo, compre ingressos para um espetáculo no State Theatre. A casa ocupa um quarteirão inteiro e tem cinco salas.

O Voortrekker vale por uma aula de história, além de ser uma espécie de Torre Eiffel de Pretória. Maior monumento da África do Sul (40 metros de altura), pode ser visto de qualquer p o n t o d a c idade. Todo feito de granit o , f o i c o n struído em 1949 em homenagem aos colonizadores da região. Com o tempo, ganhou anexos, como o Garden of Remembrance, que conta a história do apartheid. Zoo – Os amantes de animais devem visitar o Zoológi co Nacional da África do Sul. Inaugurado em 1899, é considerado dos melhores do mundo, reunindo os principais bichos da fauna africana, como leões, rinocerontes, zebras, girafas e elefantes, além de grandes áreas com flamingos

e outras aves. Na hora da fome, o centro histórico é o local no qual se pode encontrar a diversidade de restaurantes e cafés. Se quiser algo típico, prove um "sputnik", que consiste em purê de batatas com linguiça picante. Há oferta de pratos e lanches para todos os gostos e bolsos, desde o barato Kentucky Fried Chicken ou KFC (compra-se uma refeição com o equivalente a R$ 10) até sofisticadas steakhouses onde é possível degustar as ótimas carnes e vinhos sul-africanos. Os fãs de Mandela talvez queiram terminar o roteiro à porta da MedClinic, onde jornalistas do mundo todo, curiosos e simpatizantes permanecem de plantão. Alguns rezam pela recuperação, outros esperam para dar em primeira mão a notícia de sua morte. Mas o líder sul-africano é duro na queda. Na última semana, a família divulgou que seu estado de saúde melhorou. Talvez os plantonistas possam ver uma cena diferente da esperada em setembro: Mandela saindo do hospital para admirar os jacarandás floridos de Pretória.

SOBRE TRILHOS ATÉ A CIDADE DO CABO

P

retória é ponto de partida para uma viagem incrível sobre trilhos. O Blue Train é um hotel cinco-estrelas que corta a África do Sul e leva à Cidade do Cabo. A roupa de cama é de linho 800 fios, há mármore por toda parte, detalhes em ouro nos banheiros e mordomo que lhe serve 24 horas por dia. O percurso de 1.600 quilômetros é feito em 27 horas de puro luxo. A alta temporada, de 1º de setembro a 15 de novembro, é a época que proporciona as melhores vistas da janela, com os campos floridos e muito verde. O pacote, com todas as refeições, custa a partir 16.505 rands (R$ 4.126) por pessoa (em cabine dupla) neste período; e 13.265 rands (R$ 3.316) na baixa estação (janeiro a agosto ou novembro e dezembro). Reservas pelo site www.bluetrain.co.za. (LHC)

De Pretória, o Blue Train leva ao Cabo em 27 horas. Lençóis de linho e mordomo a bordo.

RAIO X Em voo direto, com a South African Airways (SAA, www.flysaa.com), em setembro, a partir de US$ 1.081. ONDE DORMIR Illyria House: www.illyria.co.za. Hotel boutique, com suítes decoradas individualmente. Diárias a partir de 3.450 rands (R$ 862). Kievits Kroon: www.kievitskroon.co.za. Luxuoso, rodeado por jardins, e com restaurante gourmet. A dez minutos de Pretória. A partir de 2.185 rands (R$ 546). Sheraton Pretoria: www.starwoodhotels. com/. Confortável, com vista para os Union Buildings. A partir de 1.100 rands (R$ 275). ONDE COMER Karoo Café: www.karoocafe.co.za. Sanduíches gostosos e comida a preço bom. Come-se bem com R$ 50, incluindo uma taça de vinho. Peça abóbora frita com bacon ou o steak de avestruz. Afro Lounge Kichen Bar: www.afrolounge-kb.webs. Para provar pratos típicos e comer carnes. Experimente os camarões com chilli e a torta de carne de coelho. FAÇA AS MALAS Moeda: rand. Idiomas: inglês, africâner e mais nove línguas oficiais. Visto: não é necessário para turistas brasileiros. Vacina: é obrigatória contra a febre amarela. Recomendase tomar pelo menos dez dias antes. Site www.cve. saude.sp.gov. br/htm/imuni/ posto_ fainter.htm

Diário do Comércio - 16/08/2013  

Ano 90 - Nº 23.937 - sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you