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A presidente Dilma lança o Programa de Investimentos em Logística que prevê R$ 133 bilhões para ferrovias e rodovias, desatando grandes nós de infraestrutura do País. Para Rogério Amato, presidente da ACSP, o pacote de concessões ao setor privado é muito positivo e pode ajudar a melhorar a competitividade da economia brasileira. Págs. 17, 19 e 20

Conclusão: 23h50

Ano 87 - Nº 23.689

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

São Paulo, quinta-feira, 16 de agosto de 2012

R$ 1,40

Fernando Bizerra Jr./EFE

Página 4

E uma santa para ajudar Desembaraçar nossa infraestrutura requer determinação, organização, verba... e fé em Nossa Senhora Desatadora dos Nós. Pág. 19

Marcelo Casal Jr./ABr

Grevistas reforçam as amarras pelo País Centenas de servidores do Judiciário protestaram em Brasília (à dir.) – foi a primeira manifestação da categoria desde o início do julgamento do Mensalão. Em São Paulo, grevistas realizaram assembleia diante do TRE e funcionários do INSS pararam em alguns postos. Até sábado, os policiais rodoviários decidem se aderem à greve. Pág. 8

Valter Campanato/ABr

Mensalão: após nãos, Barbosa puxa a fila. Até Inri Pedidos de impedimento de Barbosa (o relator): não. Desmembramento do processo: não. Inclusão de Lula: não. Terminadas as defesas, começou a fase do voto dos ministros. Barbosa iniciou (com análises preliminares). Tem mais hoje. Págs. 5 a 7 Alan Marques/Folhapress

Assad lembra do povo. Manda caças. Desta vez, bombardeios foram em Azaz e Alepo, com pelo menos 193 mortes, incluindo crianças. E violência da guerra civil se estende ao Líbano. Pág. 14

ISSN 1679-2688

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Cristo entra em cena. E ataca Lula. Catarinense que se diz reencarnação de Jesus Cristo vai ao STF e diz que Lula "se faz de burro para continuar comendo milho". Pág. 7


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O que assegura o salário de Neymar é a sua escassez. Só há um Neymar. Roberto Fendt

pinião

O que o dinheiro não pode comprar? ROBERTO FENDT

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ichael J. Sandel é um conhecido e popular professor de filosofia política na prestigiosa Universidade de Harvard, nos EUA. O professor Sandel veio ao Brasil na semana passada para palestrar sobre sua especialidade – e promover a venda de seus livros, entre os quais está o best-seller O que o dinheiro não compra: os limites morais do mercado. O título do livro já diz tudo: Sandel preocupa-se com o fato de que hoje o dinheiro compra quase tudo, nos Estados Unidos e no mundo, em consequência da globalização do capitalismo. Seu método expositivo é indutivo: ele parte de um grande número de exemplos para defender sua tese de que a expansão do capitalismo está corrompendo a moral e os relacionamentos entre as pessoas, mercantilizando-os. Na Califórnia, por exemplo, é possível a um detento ter uma cela privativa, só para si, ao preço de 90 dólares por pernoite – livrando-se do incômodo de partilhar a cela com estranhos e de todos os inconvenientes que essa promiscuidade traz. Pais interessados em contratar uma "barriga de aluguel" o fazem por oito mil dólares na Índia, preço muito mais em conta que uma correspondente prestadora desse serviço nos EUA. Caçadores, por seu lado, podem comprar um número limitado de licenças de caça do rinoceronte negro, espécie ameaçada de extinção na África do Sul, ao preço de 250 mil dólares por cabeça. Os exemplos não param aí. Por 1.500 dólares anuais ven-

de-se o acesso ao celular de um médico e por valores entre 1.500 e 25.000 dólares é possível comprar uma consulta no mesmo dia com um médico qualificado que oferece esse serviço. Na visita ao Brasil, Sandel deu um pitaco sobre o efeito das perversões do capitalismo no País: "É justo Neymar ganhar R$ 3 milhões por mês para jogar no Santos enquanto um professor do ensino médio ganha R$ 1 mil?" Se o professor Sandel estiver certo, nos EUA e no restante do mundo, o "mercado" está tomando conta de tudo – às vezes dando preço a coisas que não deveriam ser transacionadas, muitas vezes praticando-se um preço absurdo nessas transações. Caberia aos governos, segundo ele, coibir essas perversões e dar a

todos, sem que fosse necessário pagar, tudo o que é essencial à vida – como o acesso ao médico a qualquer tempo.

S

andel está certo? O filósofo político, cientista social e economista Thomas Sowell acha que não. Diz ele que a primeira lição da economia é a noção de escassez: não há nunca meios em quan-

tidade suficiente para satisfazer completamente todos os desejos. E que a primeira lição da política é ignorar a primeira lição da economia – com resultados desastrosos, como estamos assistindo na social-democracia europeia. Não há espaço suficiente nas cadeias para abrigar todos os presos em celas individuais. A pena para os encarcerados é a

Sandel dá uma série de exemplos para defender sua tese de que a expansão do capitalismo está corrompendo a moral e os relacionamentos entre as pessoas, mercantilizando-os.

privação da liberdade, não a convivência em celas superlotadas. Se legal e rentável, o setor privado construirá e operará prisões especiais para os que quiserem pagar por esse conforto. De todo modo, se o professor Sandel visitasse uma penitenciária brasileira, aboliria o primeiro exemplo de seu livro. O que há de errado com uma indiana aceitar ser "barriga de aluguel" a um preço menor do que uma correspondente americana? Deveríamos impedir um contrato voluntário e praticar o protecionismo também nesse campo? E quer queiramos ou não, os médicos estão sujeitos à mesma restrição de horas que todos os demais mortais: se alguém quer passar na frente da fila, deve pagar mais por isso. O que é melhor para as espécies ameaçadas de extin-

ção: impedir a caça por leis que não pegam ou encontrar incentivos à preservação das espécies? Por 250 mil dólares, torna-se um bom negócio reservar terras onde esses animais se reproduzam e os rebanhos sejam mantidos – ao contrário das baleias, que estão lentamente sendo extintas. O que assegura o salário de Neymar é a sua escassez. Só há um Neymar. Cristiano Ronaldo ganha três milhões e meio de dólares por mês, mais que o dobro de Neymar. Jogadores medíocres, pela sua abundância, ganham entre nós entre um e dois salários mínimos.

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original em inglês do livro de Sandel está à venda na Amazon por 16,46 dólares. Nos EUA, um autor iniciante – o que não é o caso de Sandel – ganha 8% do preço de capa por exemplar vendido, o que daria 1,92 dólar por exemplar. Situado nas listas dos best-sellers, se Sandel vendeu 500 mil exemplares terá faturado mais de um milhão de dólares somente com esse livro. Certamente muito mais do que ganha um professor de high school americana por muitos anos de trabalho. Mas Sandel é também escasso e merece o que ganhou. Há mercado para seus livros e gente disposta a pagar para ter acesso a eles. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

O MAIS PESADO QUE O AR: UM ERRO. Reprodução

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arcius Naylor ouviu de mim, calado e aparentemente sem espanto, a verdadeira história da invenção do "mais pesado do que o ar", o avião, pelo brasileiro Santos Dumont muito antes dos irmãos Wright. E quando afinal me calei, após falar na ousadia do Demoiselle dando a volta triunfal à Torre Eifell em Paris, ele se limitou a murmurar, mal tirando o cachimbo apagado da boca: "E daí? Se esses pioneiros atrevidos soubessem no que ia dar a experiência de imitar os pássaros, sem dispor de asas, teriam ido cuidar de outros projetos mais úteis para a humanidade". O que me salvava do desespero, ao discutir certos assuntos com meu companheiro ocasional de bar em Prínceton, era o bom uísque tomado lá com moderação nos finais de tarde. Todos sabiam que com Naylor bastava balançar a cabeça em sinal de concordância

para que ele deixasse de argumentar. O diabo é que naquela semana eu havia lido um artigo em francês no Le Quebecois em que o autor garantia que os irmãos Wright haviam inspirado um "francês", monsieur Dumont, que depois se tinha atribuído a invenção da primeira máquina voadora. E a história tinha ficado atravessada na minha garganta. Argumentei com Naylor que o avião mudara a história do homem no planeta e que o atrevimento de voar tinha levado os humanos à Lua e o levaria um dia até as estrelas. Acho que me empolguei, de modo que se tivesse uma bandeira brasileira ao alcance da mão eu teria me enrolado nela e chegado às vias de fato com aquele cético à minha frente. Mas não, ele tinha mais a dizer e não se fez de rogado. "Os aviões hoje em dia são máquinas de satisfazer a

LUIZ CARLOS LISBOA Santos Dummont e seu "Demoiselle" pressa ansiosa de chegar a algum lugar e de partir de volta, ideia fixa que começou com a invenção e cresceu com o aperfeiçoamento do automóvel."

O

silêncio no bar era absoluto. A surpresa com o tom de briga e a argumentação cerrada daquele homem havia mergulhado o bar em profunda perplexidade. E Naylor continuava, a voz rouca e profunda, seu discurso: "Você paga um

preço enorme por uma passagem porque alega pressa a si mesmo, e em troca perde todo direito ao conforto, à privacidade e à segurança, porque dez mil aviões estão decolando entre mil cidades diferentes das proximidades, e lá vai você a onze mil metros de altura sem saber nada sobre o estado de saúde e o equilíbrio mental de quem está conduzindo o avião. É botar muita confiança no desconhecido". Quis calar o filósofo e perguntei se ele ignorava

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

a tecnologia, o desenvolvimento, a eficiência, e se negava tudo isso só porque os aviões estavam voando cheios? Naylor sentou-se na beira do seu assento, animado com as palavras que lhe ocorriam em cascata: "Tanto risco, tanta simulação de pressa e além de todo perigo a perda completa do conforto. Pense bem antes de responder: conhece alguém que caiba perfeitamente nas poltronas da classe popular dos aviões de carreira? Conhece?".

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omei o que restava no meu copo e meti a mão no bolso para pagar. Estava me sentindo mal ali, mas

ainda não sabia o porquê. Ao perceber meu desconforto, Naylor pisou no acelerador: "Pense nisso: antigamente o pessoal de bordo do avião tentava distrair você do risco de voar, sem ter asas, dando comida, revistas, música. Hoje a procura é garantida e você é abandonado aos seus próprios temores. E na hora das refeições servidas apressadamente a bordo, quem pode abrir a mesinha à frente para comer? O sujeito da poltrona da frente está tirando um cochilo ou tem um problema de coluna, esticou para trás seu encosto e ninguém vai tirá-lo da posição". Aí Naylor voltou ao seu uísque e seu cachimbo apagado, despedindo-se dos ouvintes como se não lhes tivesse cravado um espinho no coração. E arrematou: "Vai para lá com essa história de conquista do mais pesado que o ar, vai". LUIZ CARLOS LISBOA É JORNALISTA E ESCREVE DE PRINCETON, EUA.

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E M P R E S A S A É R E A S C O R TA M P O R T O D O L A D O PA R A B A I X A R S E U S C U S T O S .

pinião

Aviação e o peso das azeitonas

mil por US$ 80 as azeiton ano em s a lad para sa

concorrência entre as empresas aéreas era nula. A Varig, por exemplo, teve o monopólio das linhas internacionais e dominou o mercado interno durante anos. Enquanto isso, o mercado de passagens nos outros países fervia e as tarifas despencavam – novas empresas de transporte a é r e o s u rgiam todos os meses, ofere cendo p a s s ag e n s cada vez m a i s b a r at a s , e n c a ntando os estudantes e os mochileiros de t o d o s o s c o n t in e n t e s , q u e p odiam, finalmente, ir de Londres a Dacar ou de Roma a Túnis gastando pouco mais do que o valor de uma mesada. Mas como as empresas conseguiram fazer isso? O jornalista William J. McGee trouxe grande parte das respostas depois de anos fazendo reportagens no setor da aviação comercial. Elas estão em seu livro Attention All Passengers: The Airlines' Dangerous Descent" ("Atenção todos os passageiros: a Perigosa Descida das Empresas Aéreas", editora Harper, 368 páginas). E o que ele mostra é no mínimo preocupante para quem está habituado a comprar um bilhete e embarcar no próximo voo com destino a qualquer lugar – em muitos dos casos que o autor aborda houve aumento do risco de voar. Operar uma empresa de aviação exige não apenas os aviões, os pilotos e o combustível, mas também o restante das tripulações, as equipes de suporte em terra, as de manutenção (uma para cada espe-

Claro que tudo isso foi arrematado com detalhes que são óbvios até para os passageiros, como a quase ausência de serviço de bordo (há voos em que os comissários servem apenas água mineral) e de várias conveniências que encantavam os viajantes de algumas décadas atrás. P a r a e screver seu livro, McGee e n tr e v i st o u um grande número de p e s s o a s l igadas à aviaç ã o c o m e rcial, como pilotos, agentes da TSA (Transportation Security Administration, a agência responsável pela segurança nos aeroportos e nos aviões), inspetores da Administração Federal de Aviação, membros do poder legislativo e presidentes das maiores empresas. A conclusão a que chegou é que as empresas de transporte aéreo baixaram muito seus padrões em termos de serviços, qualidade e segurança, para manter ou aumentar os lucros de seus acionistas. Não é difícil discordar de vários pontos de vista do autor, mas é inegável que as linhas aéreas que oferecem tarifas de baixo custo estão cortando de tudo, sem parar. No Brasil, quem anunciou cortes, mais recentemente, foi a Gol, que de janeiro a junho deste ano suprimiu cerca de 500 postos de trabalho – a empresa terminou o ano de 2011 com um prejuízo de R$ 751 milhões. Mas isso não é tudo: além de pessoal, a Gol está reduzindo a sua frota e não para de estudar maneiras de reduzir as despesas, entre as quais as de combustível. Até o peso do gelo utilizado no serviço de Reprodução

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iagens são eventos encantadores sob todos os aspectos. São acontecimentos que trazem revelações, encontros e reencontros, conhecimentos, emoções e uma infinidade de outros detalhes que sempre nos atraem e nos marcam. A partir do início do século passado, as viagens de avião se tornaram as mais interessantes por várias razões: primeiro, pela rapidez; segundo, pela possibilidade de ver o mundo de uma perspectiva antes exclusiva dos pássaros; e terceiro, pelo simples deslumbramento que se experimenta ao voar. As empresas aéreas encarregaram-se de enriquecer a experiência dos seus clientes (os passageiros) com o máximo possível em termos de conforto e conveniência – houve época em que um dos pontos fortes da propaganda era a da qualidade das refeições servidas a bordo. A falecida Varig exibia, em certos anúncios impressos, lagostas à thermidor servidas aos passageiros da primeira classe. Para tudo isso havia um preço – passagens entre o Brasil e a Europa ou para os Estados Unidos podiam custar no mínimo US$ 3 mil na classe econômica, dependendo da época, entre outras razões porque a

cialidade), uma área comercial e call centers, sem falar nas equipes que atendem as pessoas nos balcões de todos os aeroportos onde os passageiros embarcam.

É

justamente na organização e na contratação dessas equipes que as empresas andaram conse-

guindo economias que se traduzem nos preços baixos para as passagens. McGee mostra que para chegar a isso elas se utilizaram de recursos como contratar call centers na Índia, subcontratar linhas aéreas regionais para fazer seus voos, mecânicos sem certificação na China, Cingapura, México e El Salvador, por exemplo.

As empresas de transporte aéreo baixaram muito os seus padrões em termos de serviços, qualidade e segurança para manter ou aumentar os lucros de seus acionistas.

PAULO BRITO bordo já esteve nas discussões sobre o assunto – menos peso, menos consumo. Para empresas como essa, que transportam milhões de passageiros todos os anos, certas discussões podem parecer estranhas. É o caso da polêmica que Robert Crandall provocou com seus cortes quando foi presidente da American Airlines, entre 1985 e 1998. Entre outras coisas, ele cortou as azeitonas das saladas. Dita assim, a medida parece ridícula, mas nessa época a American gastava US$ 80 mil, anualmente, em azeitonas para as saladas servidas em seus voos.

S

ó que depois das azeitonas foram-se também as próprias saladas, as entradas e outros pratos. A American acabou colocando-os de volta a bordo, mas cobrando taxa para servi-los (US$ 5 por um kit de salgadinhos, sanduíche misto e refrigerantes). Com um exemplo desses, as outras empresas passaram também a cobrar por quase tudo – dos fones de ouvido aos cobertores. A maioria dos passageiros não se importa muito com isso: os serviços de bordo já viraram motivo de piadas. Mas nenhum de nós vai admitir que tais economias coloquem em risco a segurança e a pontualidade dos voos. PAULO BRITO É JORNALISTA, GRADUADO EM ECONOMIA E MESTRE EM COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA

O QUE HÁ COM A ESQUERDA? S

e analisarmos a partir dos resultados das últimas eleições presidenciais do México, a tendência é irrefutável. Zedillo obteve 48% dos votos; Fox (sem o Partido Verde Ecologista do México, PVEM), 41%; Calderón, 35%; Peña (novamente sem o PVEM), 32%. Se pudéssemos repor para Enrique Peña Nieto (EPN) os 3 pontos dos verdes que, no fundo, pertencem ao Partido Revolucionário Institucional (PRI), de qualquer maneira ele teria obtido 35% – quase a mesma porcentagem de Allende em 1970. Em um país com uma complexidade como a que estamos enfrentando, governar com um mandato tão fraco parece impossível. Além do mais, isso advoga a favor do segundo turno, que não reduz necessariamente a margem de vitória de qualquer candidato, nem garante uma maioria parlamentar para o vencedor, nem elimina a pobreza, nem cura o câncer. E mostra o imperativo de alianças, possivelmente contra a natureza, mas indispensáveis para fazer as reformas de que o país necessita.

JORGE G. CASTAÑEDA Pois bem, pela maneira como as eleições foram realizadas , e pelas reações pós-eleitorais, tudo parece indicar que a única aliança estratégica viável é a do Prian (PRI e Partido da Aliança Nacional, PAN), que pode abarcar desde a construção de coalizões nas Câmaras para conseguir reformas e a aprovação do Orçamento até reformas constitucionais de grande calado. Os programas dos candidatos EPN, Josefina Vázquez Mota (JVM), do PAN, e Gabriel Quadri, do Partido da Nova Aliança, por exemplo, são suficientes para se alcançar transformações fundamentais no país.

Infelizmente, mais uma vez, tudo indica que a esquerda mexicana decidiu se esquivar desse esforço, por excessos, caprichos, medo, timidez ou passividade de muitos de seus aliados. Contudo, o Partido da Revolução Democrática (PRD) poderia somar-se a uma das reformas mais importantes. Refiro-me a proposta de Santiago Levy de criar um sistema universal de proteção social no México que inclua um seguro-desemprego, um seguro-invalidez e aposentadoria para todos.

F

alando com alguns personagens destacados do setor "moderado" da corrente lopezobradorista (de Andrés Manuel López Obrador), fica evidente que não pode haver discordância da esquerda em relação a esse projeto de lei estratégico. Todos sabemos, a esquerda melhor do que ninguém, que a proteção social no México é dos anos 50, e se limita ao setor formalmente empregado da sociedade, excluindo cerca de metade da população. Isso foi remediado, mas com consequências perversas, pelo sistema de

retalhos: Seguro Popular, 70 e mais, Gravidez Saudável, pensão para idosos, etc. Porém a economia informal aumentou (embora o governo Calderón afirme o contrário) e tornou impossível aumentar a produtividade do trabalhador condenados e esse esquema. A divergência entre o que propuseram o PRI e o PAN de um lado e a esquerda de outro está nos mecanismos de financiamento desse projeto tão ambicioso. Levy sabe que isso, conhecendo bem o governo federal, não deve custar mais de 5 pontos do PIB em termos brutos. A quem afirme que o custo poderia ser pelo menos 50% mais caro. O autor também

considera que a única forma de garanti-lo de uma forma econômica, transparente e ativa, é por meio da universalização e do aumento do Imposto de Valor Agregado, pois qualquer outra mecanismo é caro ou insuficiente.

L

ogicamente isso não agrada à esquerda e, como afirmou Juan Ramón de la Fuente faz alguns dias no Clube dos Industriais, por essa perspectiva é muito mais lógico pagar tudo com aumentos no Imposto de Renda e com a eliminação de privilégios para os "ricos". É certo que a diferença entre financiar tudo com o IVA ou tributando os ricos é grande, mas também é certo que técnicos especializados dos três partidos e da burocracia

governamental fazendária poderiam fazer uma mistura de instrumentos de financiamento que seria aceitável para todas as forças políticas. Com um pouco de realismo, pragmatismo e vontade, o México poderia, sim dar um passo adiante. Isso seria conveniente para Peña Nieto, para o PAN e para a esquerda, com exceção de Andrés Manuel López Obrador (AMLO). Sem falar para todos os mexicanos. JORGE G. CASTAÑEDA , EX-SECRETÁRIO DE RELAÇÕES

PÚBLICAS DO MÉXICO, É PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DA CIDADE DE NOVA YORK. SEU LIVRO MAIS RECENTE É “MANANA FOREVER? MEXICO AND THE MEXICANS”. TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA


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GibaUm

3 Lula

fez um esforço e mandou um vídeo de apoio à reeleição de Hugo Chávez para a presidência da Venezuela.

gibaum@gibaum.com.br

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3 MAIS:

nele, destaca: "Sob sua liderança, o povo obteve conquistas extraordinárias que devem ser conservadas e consolidadas."

k A publicidade está muito parecida com o futebol: tem muito famo- Já pode votar so, poucos que fazem gol e muitos que correm para abraçar.

WASHINGTON OLIVETTO // publicitário, comparando as áreas em Playboy. Foto: Paula Lima

333 Os ministros do Supremo já decidiram que Cezar Peluso, que se aposenta, compulsoriamente, dia 3 de setembro, quando completa 70 anos, poderá apresentar seu voto antes da data-limite. Pode até antecipálo depois da leitura do voto do relator Joaquim Barbosa, ou seja, à qualquer momento. Já tem a devida autorização do presidente do STF, Carlos Ayres Brito. Na história recente da Alta Corte, já anteciparam seus votos o ministro Celso de Mello e os ministros aposentados Ellen Gracie, Célio Borja e Sepúlveda Pertence.

HEBE NO SBT Questão de honra 333 Para Lula, se eleger Fernando Haddad em São Paulo é uma questão de honra, sua postura não é diferente no Recife: quer levar à vitoria o petista Humberto Costa e imprimir uma super-derrota ao socialista Geraldo Julio, apoiado pelo governador Eduardo Campos. Lula quer que Dilma Rousseff participe da campanha lá, gravando depoimentos para o horário da TV. Campos, do seu lado, está atendo às ofensivas do bloco petista e, dependendo do que acontecer, está disposto a romper suas relações com o PT.

SEMINOVOS 333 A FAB tem, praticamente, metade de sua frota paralisada e espalhada em todo o país: aviões esperando peças, outros sucateados e terceiros quase aposentados. A Aeronáutica, agora, está conversando com o Planalto e sugerindo que, se não der para adquirir caças novos, poderia ser comprada, a preços acessíveis, uma frota de Mirages usados dos Emirados Árabes.

O ator Otaviano Costa (na primeira foto á esquerda, com sua mulher, a atriz Flávia Alessandra) comandou, esta semana, em São Paulo, leilão beneficente (de objetos de gente famosa), que arrecadou perto de R$ 1 milhão para o Hospital do Câncer de Mato Grosso. O evento ganhou o título de Objetos de Coração e, entre tantos, cederam peças pessoais Ronaldo, Claudia Leite, Anderson Silva, Felipe Massa, Neymar e Ganso, Bernardinho, Murilo Benício e muitos mais. Apoiando a iniciativa e participando do leilão, estavam da segunda foto à esquerda para a direita, Vanessa Giacomo, Mariana Ximenez, Mariana Weickert e Thiago Abravanel que, depois da fama, não perde um evento.

Objetos de Coração

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Quem acompanha os movimentos paredistas em todo o país detecta um novo tipo de grevistas: suas entidades não seguem as cartilhas das confederações sindicais, não querem saber de seus acordos, são mais furiosos. Na greve em torno da hidrelétrica de Belo Monte, integrantes dos piquetes usavam barras de ferro, porretes – e capuzes. Há pouco tempo, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Terraplenagem de Pernambuco fechou um acordo com patrões de reajuste salarial na Justiça do Trabalho. Depois, diretores foram dar a boa notícia para a corporação: acabaram expulsos do canteiro de obras e muitos levaram uma surra. 333

Os novos grevistas

Perdendo o fôlego Mania dos famosos até pouco tempo atrás, o Twitter começa a dar sinais de que perdeu o fôlego. No Brasil, segundo dados da consultoria comScore, o total de usuários únicos de microblog, passou de 12,2 milhões em janeiro deste ano para 10,2 milhões (queda de 16,3%). Já o Facebook apresenta caminho inverso: passou de 37,8 milhões para usuários para 41,8 milhões. Orkut, como se sabe, virou coisa de almanaque.

333

CASO seja condenado, Roberto Jefferson, que denunciou o mensalão, renunciará à presidência nacional, do PTB e já estão cotados para seu lugar o vice Flávio Martinez, do Paraná, irmão do falecido deputado José Carlos Martinez e o secretário-geral, Campos Machado, que, praticamente, é dono do partido em São Paulo.

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A atriz Leona Cavalli, a Zarolha da novela Gabriela , atração do mês que vem de Playboy, está apresentando um trailler de suas intimates na mesma edição onde a capa e recheio é Nathália Rodrigues, a Natasha do Bataclã. No original de Jorge Amado, a personagem de Leona Cavalli chamava-se Risoleta e ganha o apelido de Zarolha porque, na hora do embate, virava os olhos. Na primeira novela Gabriela (1975), sem direito a cenas de nudez, Zarolha era interpretada pela inesquecível Dina Sfat. 333

De virar os olhos

Avião do ex-marido A CPI do Cachoeira quer convidar o senador Wilder Morais (DEM-GO), ex-marido de Andressa Mendonça e muito amigo do contraventor no passado (ele assumiu a vaga de Demóstenes Torres) para contar o que sabe e o que não sabe sobre o funcionamento da organização criminosa. Em conversas gravadas, Cachoeira se refere a Wilder da pior maneira possível, reclamando que ele tinha mais força no governo de Marconi Perilo do que ele. Mais: Wilder, que tem negócios dentro e fora do país, é dono de um jatinho inglês Hawker de 12 pessoas. Os mais gozadores dizem que, se Wilder perdeu um avião (Andressa), não abre mão do outro. 333

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O candidato à prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita, ficou mais do que irritado, em sabatina nesta semana, quando a jornalista Barbara Gancia resolveu apertá-lo, perguntando sobre políticos gays. De inicio, ele pulou fora, mas ela voltou a insistir. Nesse caso especifico, ninguém poderia reclamar que fosse uma ofensiva discriminatória: Barbara Gancia é mais do que assumida.

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NO PRIMEIRO semestre, as vendas de Dorflex somaram R$ 154 milhões, cerca de 5% mais do que em igual período do ano anterior, mantendo o analgésico em primeiro lugar no ranking dos mais vendidos. Em segundo e terceiro lugar, mais dois analgésicos: Torsilax e Neosaldina. No bloco dos levantadores masculinos, permanece à frente Cialis, enquanto as vendas do Viagra continuam despencando. HÁ 24 ANOS, Ciro Gomes começava a ser conhecido nacionalmente quando era prefeito de Fortaleza. Agora, está anunciando que, em 2016, quando seu irmão Cid não será mais governador, disputará, de novo, a prefeitura da cidade.

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NA PAREDE

MISTURA FINA 333

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Beauté milionária Kate Middleton, mulher do príncipe William, gasta cerca de R$ 70 mil por ano para manter a beleza, segundo o Daily Mirror. Só com produtos Karin Herzog, feitos à base de oxigênio, R$ 8 mil por ano. Depois que completou 30 anos, ela compra produtos de esfoliação, limpeza de pele e cremes com vitamina A. Para os cabelos, a duquesa gasta R$ 14 mil anuais no salão Richard Ward, do qual é cliente há muitos anos. Lá, está fazendo um tratamento especial porque descobriu os primeiros fios de cabelos brancos. E mais: gastos com perfumes, R$ 4,5 mil; manicure e pedicure, R$ 9,8 mil e make-up, R$ 3,2 mil.

Antes de viajar para as Ilhas Gregas com a família, Silvio Santos deixou acertado com Hebe Camargo sua ida para o SBT. Se o estado de saúde da apresentadora permitir, ela estreará no Teleton, em novembro. Caso contrário, apenas no ano que vem. Na Rede TV! (ela continua sem receber salários atrasados e participações),estádefinidoque DanielaAlbuquerque,mulher de Amilcare Dallevo, substituirá Hebe no programa das terças-feiras. 333

h IN Maxianéis.

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Anéis pequenos.

Viúva de Elvis Priscilla Presley vem a São Paulo para inaugurar, dia 4 de setembro, no Shopping Eldorado, a mostra Elvis Experience. Ela participará de visitas guiadas para convidados antes da abertura da exposição de 500 itens (documentos, fotos, figurinos e até o famoso carro MG vermelho que aparece no filme Feitiço Havaiano) do cantor, que ficará na cidade até o começo de novembro. Priscilla, mãe de Lisa Marie, ficou casada com Elvis cinco anos (1967 a 1973) e pediu divórcio alegando que ele a traia com inúmeras fãs. É autora do livro Elvis e Eu (1985), sucesso de vendas que virou filme. Priscilla tem 67 anos.

A 3G Capital (Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles), que comprou a rede Burger King no mundo, pagando US$ 4 bilhões (no Brasil, não se vê quaisquer movimentos de aumento do número de lojas), agora estuda a compra das operações da Subway entre nós. A marca pertence à norteamericana Doctors Associates.

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A CPI do Cachoeira deverá ser encerrada em outubro, segundo o pessoal do PT e do PMDB, que festeja a decisão do STJ que não anulou provas da Operação Monte Carlo, abriu processo contra o governador Marconi Perilo e mantém Carlinhos Cachoeira preso. Além disso, Demóstenes Torres foi cassado e agora, o relatório da CPI deverá incluir na organização de Cachoeira quase metade do secretariado de Marconi Perilo. 333

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A CONSULTORIA de Antonio Palocci acaba de ganhar novo e robusto cliente: é a Halliburton, que está interessada em aumentar a venda de serviços e equipamentos para petroleiras instaladas no Brasil. 333

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

5 HORA DO VOTO STF começa a votação. O relator Joaquim Barbosa é o primeiro.

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EXCLUÍDO Ministros rejeitam pedido para incluir Lula entre os réus do Mensalão.

Votação vai começar com Barbosa Relator do processo, o ministro é o primeiro a se manifestar. Ele começou ontem com as análises preliminares. Defesa de réus tentou declarar seu impedimento. Carlos Humberto/SCO/STF

O relator pediu aos demais ministros que representassem contra os advogados na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mas foi voto vencido. A maioria entendeu que os advogados contam com imunidade. Mesmo assim, a proposta provocou novo embate entre Barbosa e o revisor do processo, ministro Ricardo Lewandowski. Barbosa pediu que a OAB om o encerramento fosse comunicada porque nas da apresentação da alegações finais os defensodefesa dos 38 réus res dos réus Enivaldo Quadrada Ação Penal 470, o do e Breno Fischberg alegachamado Mensalão, o plená- ram que ele teria antecipado a rio do Supremo Tribunal Fede- sua posição e que estaria sural (STF) iniciou ontem a fase jeito a pressões midiáticas. destinada aos votos dos mi- "Tais afirmações, para dizer o nistros. O relator Joaquim Bar- mínimo, ultrapassam o princíbosa é o primeiro a votar. Ele pio da deselegância e da falta começou com a análise de de urbanidade e lealdade, que se exige de todos no processo, questões preliminares. Antes, porém, o STF preci- aproximando-se da pura ofensou rejeitar pedido da defesa sa pessoal", reagiu o relator, de réus do processo para que novamente contrariado. Lewandowski, porém, diele fosse declarado impedido. vergiu de se B a r b o s a r eoficiar a OAB, clamou de avocando o "gratuita princípio de agressão", de Não faz parte inviolabilida"d es el eg ândo grau civilizatório de dos advocia" e da "falgados. Foi, ta de lealdaque me encontro então, interde" de Antoproferir as rompido por nio Sérgio Pipalavras que o Barbosa. "Int o m b o , senhor me clusive para Leonardo direcionou. ofender um Avelar e Conjuiz?". O revir a d o A l m e iMINISTRO JOAQUIM BARBOSA sor rebateu da, que acudizendo que o saram o relator de ter atuado "de forma ordenamento jurídico ofereparcial, proferindo decisões cia a ele outras formas de busmidiáticas". Pitombo tentou car reparar a sua honra. "É a ainda se defender, mas não foi honra dessa corte", protestou atendido. Numa delas, disse Barbosa. O revisor manteve a que "não teve intenção de sua posição e foi seguido pela maioria dos ministros. ofender o relator". A discussão acabou se arBarbosa rebateu, ressentido: "Pode não ter agredido a rastando por 40 minutos e mim, mas agrediu à Corte e ao apenas Luiz Fux concordou País. Não faz parte do grau ci- com a posição de Barbosa que, vilizatório que me encontro ao final, protestou. "Lamento proferir as palavras que o se- muito que nós, como brasileinhor me direcionou", afirmou ros, tenhamos que carregar certas taras antropológicas o ministro.

Ministro Joaquim Barbosa: relator se sentiu "agredido" por advogados "deselegantes" e "desleais".

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como essa do bacharelismo. A corte suprema do País diante de agressão contra um dos seus membros entende que isso não tem significação". Ele chegou a ser interferido por Marco Aurélio Mello, que registrou não se sentir ofendido por qualquer dos ataques. Outro pedido de impedimento feito pela defesa de Marcos Valério foi descartado. Os ministros também rejeitaram ainda o desmembramento do processo e anularam o processo contra o réu Carlos Alberto Quaglia por cerceamento de defesa. (Agências) Mais Mensalão nas páginas 6 e 7

STF deixa Lula de fora

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or unanimidade, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) voltaram a negar ontem a questão preliminar apresentada pela defesa de Roberto Jefferson, o delator do Mensalão, para incluir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre os réus, como sustentou o advogado Luiz Francisco Corrêa Barbosa. A decisão já havia sido decidida anteriormente pelo STF. Na segunda-feira, Corrêa Barbosa, durante sua sustentação oral,

questionou a ausência de Lula. "Eu digo: o presidente Lula não só sabia, como ordenou o encadeamento de tudo isso que essa ação penal escrutina", afirmou. “Deixaram o patrão fora. Deixaram não, o procurador-geral Roberto Gurgel, deixou". Os ministros consideraram não haver razão de incluir Lula na denúncia. "É improcedente este pedido", afirmou Joaquim Barbosa. "Mesmo que quiséssemos não poderíamos impor a

inclusão de alguém", afirmou o ministro Ricardo Lewandowski, lembrando que é incumbência da PGR. Desde 2005, quando revelou o esquema, Jefferson diz que o expresidente não sabia. Para o advogado, Lula é safo (esperto). "Não só sabia, como ordenou o desencadeamento de tudo. Aqueles ministros eram executivos dele", numa referência a três exauxiliares, entre eles, José Dirceu. (Agências)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Quando Jefferson disse para Dirceu que ele despertava nele os instintos mais primitivos, é essa prova que querem usar? Advogado Antonio de Almeida Castro, o Kakay.

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Carlos Humberto/Sco/STF

Foi uma longa e custosa campanha política. Todo o dinheiro que receberam tem origem lícita.

Suspense ficou para hoje. Agora, para valer

LUCIANO FELDENS

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uas surpresas num dia que se prenunciava para lá de modorrento no julgamento do Mensalão ontem: a performance do advogado de defesa dos publicitários Duda Mendonça e Zilmar Fernandes, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakai. E a decisão, 9 votos a 2 (os mesmos Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello, também únicos favoráveis à tese de desmembramento do processo levantada por Márcio Thomas Bastos) de iniciar ontem mesmo a leitura do voto do ministro relator Joaquim Barbosa. O advogado foi o show. Numa tática considerada eficiente por alguns analistas, Kakai deixou para seu parceiro a maior parte dos argumentos técnicos da defesa de seus dois patrocinados. Apresentou-se mais como um defensor dos réus de um modo geral e de seu amigo pessoal José Dirceu, em particular, garantindo que o Mensalão não existiu, mesmo sabendo que esta questão não diz nada para a defesa de seus clientes. E assegurou que Dirceu é político de alto coturno. Ao mesmo tempo, acusou pesadamente outro réu, o exdeputado cassado Roberto Jefferson. Desqualificou Jefferson o principal acusador de Dirceu. Advogado consagrado, com trânsito livre nos labirínticos escaninhos da República em Brasília – e há muitos anos, diga-se – fez questão, assim "não querendo mas querendo", questão de alardear essa intimidade, deixando escapar aqui e ali uma historinha. A mais "inocente": o fato de ter sido consultado pelo então presidente Lula so-

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA O advogado Luciano Feldens garantiu que todo dinheiro pago a Duda e a ex-sócia foram dívidas de campanha, reconhecida inclusive pela PGR. bre quem deveria ser nomeado procurador-geral da República. Kakai teria indicado Cláudio Fontelles. Vistas no conjunto, as defesas apresentadas pelos 38 penalistas, umas mais outras menos, tiveram duas faces: os argumentos técnicos, a tentativa de desconstruir os argumentos da acusação e um lado político ao apelar para fatos da vida política, empresarial e até pessoais e sentimentais dos incriminados, questões que não estão postas nem nos autos do processo nem nas denuncias do procurador. E nesse ponto, Kakai, com um tom e um entusiasmo mais próprios para tribunal de júri popular, foi a maior estrela dos defensores até agora. Só rivalizado pelo inútil e um tanto irresponsável barulho feito pelo defensor de Roberto Jefferson. Já o Supremo, quando chamado a se pronunciar, dá mostras de suprema serenidade. Assim, o relator Joaquim Barbosa pode iniciar ontem mesmo o seu voto. O suspense ficou para hoje. Agora é para valer, os prolegômenos ficaram para trás.

Advogado de Duda questiona: 'E Lula?' Defesa do publicitário nega recebimento de dinheiro ilícito e cobra a ausência do ex-presidente entre os réus.

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advogado Luciano F e l d e n s , q u e d efende o publicitário Duda Mendonça e a ex-sócia Zilmar Fernandes, afirmou ontem durante o julgamento do Mensalão, no Supremo Tribunal Federal (STF), que os clientes receberam dinheiro como pagamento do trabalho realizado na campanha eleitoral do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. Aos 11 ministros, o defensor disse que seus clientes "não são mensaleiros" e questionou a ausência de Lula entre os 38 réus do processo. A Procuradoria Geral da República (PGR) acusa Duda Mendonça de receber pagamentos no Brasil e no exterior ordenados por Marcos Valério e realizados pelo Banco Rural no valor de R$ 10,8 milhões, que não teriam sido declarados à época.

Em relação à Zilmar, o Ministério Público diz que ela sacou R$ 1,4 milhões pessoalmente em agências do Banco Rural e que negociou com Valério o recebimento dos recursos pelos serviços prestados ao PT em contas no exterior. "Foi uma longa e custosa campanha política. Todo o dinheiro que receberam tem origem lícita. O próprio procurador reconhece isto ao dizer que Duda e Zilmar receberam o dinheiro em razão de dívidas da campanha", garantiu Feldens. De acordo com o advogado não há critério da PGR na denúncia, uma vez que Lula não

está entre os réus. Para ele, a denúncia "não passa da folha de papel". Feldens diz que não entende "o anticritério, já que meus clientes são agentes privados, têm dívidas a receber, estão fora das quatro paredes do Planalto e são acusados de receber valores ilícitos. Manter conta no exterior não é crime". Segundo a denúncia, D u d a M e nd o n ç a r e c ebeu parte dos quase R$ 11 milhões em uma conta de uma empresa chamada Dusseldorf, em nome do publicitário, que teria sede nas Bahamas. A conta foi aberta em agência internacional do Banco de

Boston. O advogado destacou que Duda Mendonça abriu pessoalmente a conta, mediante apresentação do passaporte e assinatura pessoal. "Quem, objetivando ocultar, aparece?", indagou o criminalista, negando irregularidades na remessa dos recursos. Para Feldens, Duda só se tornou réu no Mensalão pela "forma como recebeu" os recursos. "Se receberam dinheiro limpo, então porque estão na ação? Em razão da forma como receberam os valores. Termina a eleição, o PT sai vitorioso e quem paga Duda e Zilmar? Foram mais de 300 funcionários trabalhando na campanha, viagens, transportes, pesquisas. Duda auxiliava o candidato até mesmo nos debates", relatou. Ele disse que não foi exigência dele receber no exterior, mas sim de quem pagou. (Agências)

Carlos Humberto/SCO/STF

Petista pede mesma pressa para o Mensalão mineiro

O Perseguição: há uma "vontade de acusar" que preocupa, reclama o advogado Kakay, do publicitário Duda Mendonça e da ex-sócia dele.

'Esquema é tese do delator' Para o advogado Antonio de Almeida Castro, Mensalão não existiu: "É a versão de um homem sem palavra".

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advogado Antonio de Almeida Castro, o Kakay, que também fez parte da defesa do publicitário Duda Mendonça e da ex-sócia Zilmar Fernandes, sustentou ontem que o esquema do Mensalão "não existiu" e que "está provado nos autos". Para Kakay, "o que existiu é a tese de defesa do delator, homem sem credibilidade. A palavra dele não vale nada", disse. A defesa de Duda e Zilmar foram as últimas das 38 apresentadas durante o julgamento do Mensalão. Em sua fala, Kakay apostou em uma série de frases de efeitos e ataques diretos ao Ministério Público Federal (MPF) e ao delator.

Segundo ele, a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) "é uma tese de defesa do delator" e presidente do PTB, Roberto Jefferson, criada depois que seu partido foi flagrado em esquema de corrupção nos Correios. "Ele não pode se defender, então ele atacou. Vocês devem lembrar quando Jefferson disse para o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, que ele despertava nele os instintos mais primitivos. É essa prova que vocês querem usar?", Para Kakay, não há provas contra Duda, publicitário da campanha de Lula em 2002, e sua exsócia. "Há uma vontade de acusar que preocupa".

Leandro e Leonardo – Ele ironizou a falta de individualização dos atos dos dois sócios, dizendo que para o MPF os dois pareciam a mesma pessoa. "Até brinquei com o ministro Luiz Fux que achei que os dois fossem uma pessoa só, como Leandro e Leonardo, sem individualizar nenhuma conduta", disse. "É como se não tivesse personalidade, não existisse. O crime do Duda por ter aberto conta lá fora, ela é denunciada. É até uma falta de respeito", completou. Segundo a PGR, os dois cometeram crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta. Duda recebeu R$ 11,2 milhões do va-

lerioduto, sendo que parte foi transferido para contas no exterior. Zilmar teria sacado R$ 1,4 milhão do esquema. O advogado questionou privilégios ao procurador, como o de sentar ao lado dos ministros. "Enquanto o senhor procurador vive nesta Corte, ao advogado resta o nervosismo de, uma vez ou outra, ter a oportunidade de fazer defesa nesta tribuna. Outro dia, um advogado viu o procurador entrando com os ministros no plenário e perguntou: "Ele vota?" E eu tive que explicar que não". E atacou: "O senhor lancha com os ministros. Eu não posso nem pegar minha barrinha de cereal". (AE)

secretário nacional de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR), cobrou nesta quarta-feira a mesma celeridade da Justiça para o julgamento do chamado mensalão mineiro. "O valerioduto de Minas Gerais não foi julgado ainda. O Eduardo Azeredo (atual senador pelo PSDB mineiro) está belo e formoso. Por que está sendo julgado este (o que envolve o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e petistas) e o outro não?", questionou, ontem, da sessão de fotos de Lula com candidatos a prefeito do PT e partidos coligados de cidades com até 150 mil eleitores de São Paulo.

Para o petista, os advogados dos réus estão conseguindo comprovar a tese de caixa 2 e o pagamento de dívidas de campanha com recursos não públicos, sustentados até agora pelas defesas no julgamento que acontece no Supremo Tribunal Federal (STF). "Quem é que consegue provar que houve dinheiro público? Ninguém", considerou. O deputado disse também que Lula não comentou a estratégia de Roberto Jefferson (PTB) de tentar envolver o seu nome no esquema. "O cara pode falar a besteira que quiser. É a estratégia de chamar a atenção para o outro lado", comentou. (AE)

Renato Araújo/Ag. Câmara - 01.08.12

André Vargas, secretário nacional do PT, cobra julgamento.


p Comparação com Jô Soares irrita Gurgel DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

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Procurador, a tua piscina está cheia de ratos, as tuas ideias não correspondem aos fatos. Advogado Luiz Telesca Mota, que defende Anita Leocádia, citando Cazuza.

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Segundo ele, foi uma "brincadeira sem graça" fazer isso bem ali, no Supremo.

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p ro c u r a do r - g er a l da República, Roberto Gurgel, classificou de "brincadeira sem graça" a fala de um advogado dos réus do Mensalão que o comparou ao apresentador Jô Soares durante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Gurgel disse que não tem problemas com a semelhança, mas que não gostou da declaração no contexto do julgamento. Segundo ele, alguns ministros do Supremo ficaram incomodados. "Não achei engraçado. Sempre acho engraçado, mas depois daquela sustentação, achei uma brincadeira sem graça. Não tenho nenhum problema nessa semelhança, até porque o Jô Soares merece toda nossa simpatia, mas no contexto ali

foi inadequado. Alguns ministros também fizeram um certo ar de contrariedade". A declaração foi do advogado Itapuã Messias, responsável pela defesa do ex-secretário do PTB, Emerson Palmieri. Na tribuna do Supremo, ele afirmou que Gurgel, "tem até uma aparência agradável, gentil e que lembra um pouco o jeito do Jô Soares. Um jeito agradável de ser".

Gurgel também comentou os ataques musicais que vem sofrendo depois que citou Chico Buarque para defender a condenação de 36 dos 38 réus. Ontem, o advogado Luiz Telesca Mota, que defende Anita Leocádia, atacou de Cazuza, com a música O tempo não para: "Procurador, a tua piscina está cheia de ratos, as tuas ideias não correspondem aos fatos". Segundo ele, "Chico já deu o que tinha que dar". Ele disse quenão identificou a autoria da música, informação que lhe foi dada pelo presidente do STF, Carlos Ayres Britto. "Não sou muito familiarizado com as músicas de Cazuza. Quando se fala em ratos você fica meio assustado". Ele disse que não aceitava falas mais duras. "Grosserias são inaceitáveis". (Folhapress)

André Borges/Folhapress

Original: o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, na sessão de ontem. Rubens Chaves/Folhapress - 07.04.03

Inri Cristo diz que Lula era o 'comandante do esquema' "Reencarnação de Cristo" apareceu ontem no STF para abençoar os ministros

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nri Cristo, catarinense que se diz a reencarnação de Jesus Cristo, esteve na tarde de ontem no Supremo Tribunal Federal, em Brasília, para se manifestar sobre o julgamento do mensalão, "na condição de eleitor e conselheiro de juristas". Acompanhado de suas assistentes, conhecidas como "inriquetes", Inri Cristo disse que queria "abençoar" os ministros do STF. "Minha intenção é pedir ao Pai que ilumine os juízes". Ele distribuiu um manifesto no qual diz que Lula era "comandante" do esquema de corrupção e "se faz de burro para continuar comendo milho". "O povo brasileiro pode até eleger um ladino, um espertalhão, um falastrão [...] porém, nunca elegeu um pateta", afirma o texto. No início parecia que Inri Cristo não conseguiria ultrapassar as grades que separam o tribunal da Praça dos Três Poderes, onde ele está localizado. "Não posso obrigar ninguém a nada, só posso entrar onde me deixam entrar", dizia o exbancário, acompanhado de seu séquito. "Sou contra, inclusive, a obrigação de votar". Após breve conversa com os seguranças, Cristo foi autorizado a assistir a sessão nas salas separadas para o público e, ao longo do julgamento, poderia passar ao plenário, conforme a disponibilidade de lugares. Ao telefone, um dos seguranças confirmava pelo celular que Inri Cristo não estava de terno, gravata e sapatos sociais, como exige o tribunal, e sim com as habituais longas vestes brancas, a sandália surrada e a coroa de espinhos cenográfica. Questão a ser

Alan Marques/Folhapress

Sósia: o apresentador Jô Soares, cuja semelhança física com Gurgel é sempre comentada.

Bênção: "Minha intenção é pedir ao Pai que ilumine os juízes", diz Inri. resolvida, segundo ele, pelo cerimonial, caso Inri Cristo fosse ao plenário. Não foi necessário: Inri se conformou em ir apenas até a entrada do tribunal. Antes, fez uma parada na estátua da Justiça, escultura de Alfredo Ceschiatti. "Por ser cega, você não pode ver as injustiças, por ser surda, você não pode ouvir o clamor do povo, e por ser muda, não pode interferir junto a meu pai senhor Deus. Já eu posso pedir ao meu pai", pregou, iniciando uma oração. O catarinense dizia ter ido ao Supremo para dar sua opinião sobre o assunto, pedida há sete anos pelos internautas que acompanham seu site. "Estou aqui para manifestar a minha vontade e a do meu pai para

[O ex-presidente Lula] se faz de burro para continuar comendo milho. O povo pode até eleger um ladino, um um falastrão [...] porém, nunca um pateta. INRI CRISTO que se faça Justiça". Que Justiça? "A de Deus, claro! A dos homens falha, sempre falha", respondeu, rindo. Ele negou que pudesse influenciar os votos dos ministros, mas que pediria a Deus que os "iluminasse" na votação. "Todos me ouviram, e quem não me ouviu ouvirá mais tarde". (Folhapress)

Polícia encontra carro do agente Tapajós e arma usada no crime

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Polícia Federal encontrou ontem o carro roubado do agente Willton Tapajós e a arma usada para assassiná-lo. O carro e a arma estavam em Barreiras, na Bahia. A PF prendeu quatro homens suspeitos de matar Tapajós no mês passado, no cemitério Campo da Esperança, em Brasília. Todos faziam parte de um grupo que roubava carros em Brasília e levava para a Bahia. Mesmo

assim, policiais ouvidos pela reportagem ainda não estão convencidos que o caso seja de latrocínio – roubo seguido de morte. Tapajós foi assassinado com dois tiros na cabeça no dia 17 de julho quando visitava o túmulo dos pais. Segundo laudo de balística, ainda preliminar, os tiros foram de revólver calibre 38: um na nuca e outro na têmpora. Tapajós trabalhava na Polícia Federal desde 1987. Seu

último cargo foi no núcleo de inteligência da Superintendência da PF no Distrito Federal, unidade responsável pela Operação Monte Carlo, que prendeu o bicheiro Carlinhos Cachoeira. As investigações da PF não descartam a hipótese de relação entre o assassinato e a Monte Carlo, mas as hipóteses mais fortes, segundo os investigadores, são as de que o caso tem motivos pessoais. (Folhapress)

CONVITE PARA A RODADA DE NEGÓCIOS COM FABRICANTES MALASIANOS


p Grevistas aumentam ainda mais o volume em Brasília DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Dilma vive a angústia de não poder atender o que as pessoas precisam, porque o dinheiro é curto. Ex-presidente Lula

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Passeatas e manifestações de descontentamento entre servidores públicos federais crescem na Esplanada dos Ministérios. Professores, policiais, funcionários do INSS – todos querem aumentos no salário e reivindicam melhores condições de trabalho, mas ainda não há acordo.

Sergio Lima/Folhapress

erca de 300 servidores públicos do poder Judiciário realizam ontem à tarde protesto por reajustes salariais na Praça dos Três Poderes. Na primeira manifestação pública desde o início do julgamento do Mensalão, há duas semanas, os funcionários realizam um intenso buzinaço e empunham faixas em que cobram melhores salários e até um "Fora, Dilma!". Os servidores cobram do presidente do STF, Ayres Britto, que se empenhe em obter o aumento dos vencimentos até o final de agosto, prazo limite para a inclusão no Orçamento da União de propostas de reajustes salariais para categorias do funcionalismo federal. Os representantes dos servidores pretendem entregar uma carta a cada um dos 11 ministros da Corte cobrando aumento nos salários. Argumentam que, desde 2006, a categoria está sem reajuste, enquanto funcionários de outros poderes receberam aumento no período. Se, oficialmente, os servidores do Poder Judiciário da União e do Ministério Público da União estão em greve, na prática a adesão ao movimento é baixa. São Paulo – Cerca de 150 servidores públicos fizeram assembleia em frente ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), ontem. O ato bloqueou a rua Francisca Miquelina, no centro da capital, no início da tarde. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a manifestação contou com trabalhadores da justiça federal, eleitoral e trabalhista. A categoria está em greve desde o último dia 8 e reivindica a aprovação do Projeto de Lei 6613/2009, que prevê atualização do plano de cargos e salários. Segundo a diretora do sindicato, Inês Real de Castro, servidores do Distrito Federal, Santa Catarina, Ba hia e Mato Grosso já acataram a ordem de greve nacional. Mesmo com a greve, há ser-

viços que não devem parar em São Paulo, afirma o Sintrajud, que cita como exemplo apenas atendimentos urgentes à população e audiências. Professores – O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou que a determinação do governo de conceder maiores reajustes a professores com mestrado, doutorado e dedicação exclusiva é "inegociável": "Há um grande estímulo à titulação. Queremos incentivar o crescimento dentro da carreira e a academia é um ambiente de titulação". Segundo ele, dois terços dos docentes, atualmente, têm dedicação exclusiva. Para Mercadante, o governo apresentou a melhor proposta para o setor, que está em greve. "Não conheço proposta melhor para os professores, tanto do setor público quanto do privado, que tenha 25% de reajuste, no mínimo, nos próximos 3 anos, chegando a 44% de reajuste e reduzindo os intervalos da carreira de 17 para 13 níveis. É uma proposta que tem de ser recebida com a importância que tem. É um investimento de R$ 4,3 bilhões que o Estado vai tirar de outras áreas para priorizar os docentes universitários". O professor com título que recebe um salário de até R$ 12 mil pode obter remuneração de R$ 17 mil em três anos. O ministro salientou que o acordo fechado com os professores no ProInfo é o que será remetido ao Orçamento e destacou que o governo vai exigir das universidades a reposição integral das aulas, assim que acabar a greve. INSS – Servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no estado de São Paulo pararam em alguns postos ontem, durante 24 horas, por reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Querem aumento de 22,08% nos salários "congelados há dois anos", reclamam. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência de São Paulo (Sinsprev), 30% dos

Boneco de Dilma ilustra descontentamento dos servidores públicos durante a passeata em Brasília, em protesto contra a falta de uma proposta. Eles querem que o governo negocie.

serviços estão mantidos, como exige a lei. Agentes – O Ministério do Planejamento vai apresentar, na próxima terça-feira, uma contraproposta às reivindicações dos agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal que estão em greve. A remuneração dos agentes, escrivães e papiloscopistas varia de R$ 7 mil a R$ 11 mil. Se for enquadrada no patamar de outras categorias do serviço público federal, o teto pode chegar a R$ 13 mil. Os policiais rodoviários federais decidem, sábado, se aderem à greve dos servidores públicos. (Agências)

Lula defende a presidente contra servidores 'Governo não tem todo dinheiro que a gente, quando está fora, pensa que tem', diz.

CICLO DE DEBATES COM OS CANDIDATOS A PREFEITO DE SÃO PAULO Dia: 20 de agosto de 2012, segunda-feira

SONINHA FRANCINE Coligação “Um sinal verde para São Paulo” PPS – Partido Popular Socialista

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ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa da posição do governo da presidente Dilma Rousseff em relação à greve dos servidores federais, ontem. De acordo com Lula, nem sempre é possível atender a todas as reivindicações do funcionalismo público. "O governo tem de trabalhar com o dinheiro disponível. As pessoas, de vez em quando, precisam compreender que o governo não tem todo o dinheiro que a gente quando está fora pensa que tem. O dinheiro é limitado". Lula reconheceu que a greve é direito dos trabalhadores, mas lembrou que "o governo nem sempre pode atender ao que as pessoas querem."

Segundo Lula, Dilma está sensível às demandas da categoria. "A presidenta Dilma tem sensibilidade. Ela vive a angústia de não poder atender o que as pessoas precisam porque o dinheiro é curto". O ex-presidente ressaltou que além das limitações financeiras, Dilma também tem outras demandas a atender, como de investir em infraestrutura. "Penso que a Dilma tem vontade de atender as pessoas, mas ela tem limitações orçamentárias, ela tem outras coisas para fazer: ela tem investimento em infraestrutura, que é importante para melhorar a vida do povo". Lula afirmou que o governo federal está disposto a dialogar com os grevistas, mas

Dida Sampaio/AE

PMN – Partido da Mobilização Nacional

Local: Associação Comercial de São Paulo - ACSP Rua Boa Vista, 51 - 9º andar - Centro - SP Horário: 17 horas Assista ao vivo no site: www.acsp.com.br (clique no banner WebTV ACSP) Gilberto Carvalho recebe sindicalistas no Palácio do Planalto, Brasília.

ponderou que a prioridade é com os mais pobres. "Dilma quer ajudar as pessoas que não têm salário, é preciso compreender isso". Ele afirmou que a presidente está se esforçando para resolver essas questões e que ela "vai acertar aquilo que puder". O ex-presidente lembrou a crise financeira mundial: "O mundo vive uma crise de grande repercussão, as coisas estão difíceis na Europa e nos Estados Unidos". Encontros em Brasília – Em meio ao cenário turbulento, o secretário-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, recebeu ontem representantes de centrais sindicais no Planalto. Foram dois os encontros. De manhã, Carvalho apresentou os principais pontos do pacote econômico de concessões de rodovias e ferrovias. De tarde, tratou da proposta das centrais para criação do Pneme (Programa Nacional de Estabilização e Manutenção de Empregos no Setor Privado). O programa prevê a criação de um fundo anticrise com o objetivo de manter empregos nas empresas que enfrentam dificuldades em momentos de instabilidade econômica. Os dois encontros foram convocados pelo Palácio do Planalto. (Agências)


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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

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Banco Bradesco BBI S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 06.271.464/0001-19 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, No acumulado do 1º semestre de 2012, o Bradesco BBI assessorou 88 transações em todos os produtos de Investment Banking, totalizando volume Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2012, do Banco Bradesco BBI S.A. de aproximadamente R$ 80,184 bilhões. (Bradesco BBI), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. O Lucro Líquido registrado somou de R$ 250,464 milhões, correspondente a R$ 52,98 por lote de mil ações, Patrimônio Líquido de R$ 7,331 bilhões Banco de Investimento da Organização, o Bradesco BBI é responsável pela originação e execução de fusões e aquisições, e originação, estruturação e Ativos Totais de R$ 7,569 bilhões. e distribuição de operações de renda fixa e renda variável. Agradecemos aos nossos clientes o apoio e confiança e aos nossos funcionários e colaboradores a dedicação ao trabalho. O Bradesco BBI assessora clientes em operações de fusão e aquisição, emissões de ações, estruturação e distribuição de instrumentos de dívidas, incluindo Debêntures, Notas Promissórias, Fundos Imobiliários, Fundos de Investimento em Direitos Creditórios - FIDCs, Certificados de Recebíveis Osasco, SP, 13 de agosto de 2012. Imobiliários - CRIs e Bonds, no Brasil e Exterior, além de operações estruturadas de financiamentos de empresas e financiamento de projetos na modalidade de Project Finance. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES ..................................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5a) .................................................................... Aplicações no Mercado Aberto ..................................................................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTR. FINANC. DERIVATIVOS (Nota 6a)................................... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 6b) ........................................................................................... Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS........................................................................................................... Transferências Internas de Recursos ............................................................................................................ OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 7a)......................................................................................................................... Diversos (Nota 7b)......................................................................................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Provisões para Desvalorizações ................................................................................................................... Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTR. FINANC. DERIVATIVOS (Nota 6a)................................... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 6b) ........................................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 7a)......................................................................................................................... Diversos (Nota 7b)......................................................................................................................................... PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 8a) ......................................................................................................................... Participações em Coligadas e Controladas: - No País........................................................................................................................................................ Outros Investimentos (Nota 8b)..................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO (Nota 9)................................................................................................................... Imóveis de Uso.............................................................................................................................................. Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ DIFERIDO (Nota 10) ..................................................................................................................................... Ágio de Incorporação .................................................................................................................................... Amortização Acumulada ............................................................................................................................... INTANGÍVEL (Nota 11).................................................................................................................................. Ativos Intangíveis........................................................................................................................................... Amortização Acumulada ............................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2012 6.046.772 12 5.322.992 39.514 5.283.478 571.588 444.146 32.144 95.298 1.672 1.672 150.187 31.577 118.610 321 2.630 (2.630) 321 104.103 24.472 19 24.453 79.631 572 79.059 1.418.566 1.300.778

2011 5.609.245 3 4.544.910 150.144 4.394.766 907.060 477.558 12.610 416.892 157.011 38.527 118.484 261 2.603 (2.603) 261 134.484 45.441 19 45.422 89.043 515 88.528 1.385.181 1.169.207

1.075.098 225.986 (306) 2.962 991 4.517 (2.546) 114.695 491.548 (376.853) 131 220 (89) 7.569.441

943.121 226.392 (306) 2.804 991 3.840 (2.027) 213.004 491.548 (278.544) 166 212 (46) 7.128.910

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6b) ........................................................................ Instrumentos Financeiros Derivativos ........................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 13a)............................................................................................................. Diversas (Nota 13b).......................................................................................................................................

2012 208.015 50.083 50.083 157.932 2.619 104.681 50.632

2011 211.026 55.061 55.061 155.965 10.494 100.985 44.486

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6b) ........................................................................ Instrumentos Financeiros Derivativos ........................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 13a)............................................................................................................. Diversas (Nota 13b).......................................................................................................................................

30.849 29.088 29.088 1.761 1.761 -

75.285 70.539 70.539 4.746 2.333 2.413

RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS ............................................................................................... Rendas Antecipadas .....................................................................................................................................

-

80 80

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 14) ................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Reservas de Capital ...................................................................................................................................... Reservas de Lucros (Nota 14b)..................................................................................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial...................................................................................................................

7.330.577

6.842.519

4.537.929 561.662 2.230.579 407

4.537.929 561.662 1.742.386 542

TOTAL ...........................................................................................................................................................

7.569.441

7.128.910

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2012 RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Operações de Crédito ................................................................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6c).......................................................... Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 6c)................................................................... Resultado das Aplicações Compulsórias ...................................................................................................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................................................... OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS................................................................................. Receitas de Prestação de Serviços (Nota 15) .............................................................................................. Despesas de Pessoal (Nota 16) .................................................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 17).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 18) ..................................................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 8a) ............................................................ Outras Receitas Operacionais (Nota 19)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 20)..................................................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 21) ............................................................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 24) ................................................................... LUCRO LÍQUIDO..........................................................................................................................................

247.424 210 248.030 (1.022) 206 247.424 128.673 234.673 (49.401) (30.806) (33.373) 60.315 9.459 (62.194) 376.097 56 376.153 (125.689) 250.464

Número de ações (Nota 14a) ........................................................................................................................ Lucro por lote de mil ações em R$................................................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil 2011

4.727.522.077 52,98

267.646 170 276.945 (9.469) 267.646 72.157 157.549 (42.647) (24.166) (27.552) 54.233 7.939 (53.199) 339.803 (72) 339.731 (116.494) 223.237 4.727.522.077 47,22

Eventos Saldos em 31.12.2010.............

Capital Social 4.537.929

Reservas de Capital 561.662

Reservas de Lucros Legal Estatutárias 83.189 1.438.081

Ajustes de Avaliação Patrimonial Lucros Próprias Controladas Acumulados 582 (65) (68)

Ajustes de Avaliação Patrimonial

-

-

-

-

93

-

25

Lucro Líquido............................

-

-

-

-

-

-

223.237

223.237

Destinações: - Reservas...........

-

-

11.162

209.954

-

-

(221.116)

-

-

-

-

-

-

(2.121)

Propostos.......... Saldos em 30.6.2011...............

4.537.929

561.662

94.351

1.648.035

514

28

-

6.842.519

4.537.929

561.662

106.472

1.876.023

90

(17)

-

7.082.159

Ajustes de Avaliação Patrimonial

-

-

-

-

1

333

-

334

Lucro Líquido............................

-

-

-

-

-

-

250.464

250.464

Destinações: - Reservas...........

-

-

12.523

235.561

-

-

(248.084)

(2.380)

Propostos..........

-

-

-

-

-

-

Saldos em 30.6.2012...............

4.537.929

561.662

118.995

2.111.584

91

316

-

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social .......................................................

376.153

Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos.......................................................................................

(11.872)

339.731 (4.242)

Depreciações e Amortizações ...................................................................................................................

321

261

Amortização de Ágio..................................................................................................................................

49.521

49.521 (54.233)

Resultado de Participações em Coligadas e Controladas.........................................................................

(60.315)

Despesas/(Reversões) de Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais..........................................................

(1.391)

Ganho/Perda na Venda de Bens não de Uso Próprio................................................................................

(45)

-

Outros ........................................................................................................................................................

37

1

208

Lucro Líquido Ajustado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social.......................................

364.281

335.489

(Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez..............................................................

(255.088)

(103.196)

(Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos ......................

27.561

(Aumento)/Redução em Relações Interfinanceiras e Interdependências..................................................

(1.668)

(19)

(Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens ...........................................................

(13.576)

(10.158)

(154)

Aumento/(Redução) em Outras Obrigações..............................................................................................

(18.970)

Aumento/(Redução) em Resultado de Exercícios Futuros ........................................................................

(847)

766

Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos........................................................................................

(191.921)

(150.135)

Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais .....................................................

(90.228)

72.673

(2)

45

80

Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: (Aumento)/Redução em Títulos Disponíveis para Venda........................................................................... Alienação de Imobilizado de Uso...............................................................................................................

1

Aplicação Bens Intangíveis........................................................................................................................

(7)

Alienação de Bens Não de Uso Próprio ....................................................................................................

10

Aquisição de Imobilizado de Uso...............................................................................................................

(497)

Dividendos e Juros s/ Capital Próprio Recebidos......................................................................................

-

Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos...............................................

(54) (428) 4.532

(495)

4.095 -

Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Dividendos Pagos ......................................................................................................................................

(4.351)

Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Financiamentos ...........................................

(4.351)

-

Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................

(95.074)

76.768

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período .......................................................................................

134.600

73.379

Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período ..........................................................................................

39.526

150.147

Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................

(95.074)

76.768

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

-

- Dividendos

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2011

(2.121)

Saldos em 31.12.2011.............

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

2012

-

- Dividendos

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais:

Totais 6.621.378

Descrição 1 - RECEITAS .................................................................................. 1.1) Intermediação Financeira.................................................. 1.2) Prestação de Serviços....................................................... 1.3) Outras ................................................................................. 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Materiais, Água, Energia e Gás .................................................. Serviços de Terceiros.................................................................. Comunicação .............................................................................. Serviços do Sistema Financeiro ................................................. Propaganda, Promoções e Publicidade...................................... Transporte ................................................................................... Processamento de Dados........................................................... Manutenção e Conservação de Bens ......................................... Serviços Técnicos Especializados .............................................. Contribuições Filantrópicas......................................................... Viagens ....................................................................................... Outras ......................................................................................... 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) .......................................... 4 - DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES ...................................... 5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3+4) ........................................................................ 6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ...... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas .......... 7 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (5+6).............................. 8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO............................... 8.1) Pessoal ............................................................................... Proventos ............................................................................. Benefícios ............................................................................ FGTS ................................................................................... Outros Encargos .................................................................. 8.2) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federais ............................................................................... Municipais.. .......................................................................... 8.3) Remuneração de Capitais de Terceiros ........................... Aluguéis ............................................................................... 8.4) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Dividendos ........................................................................... Lucros Retidos .....................................................................

2012 478.939 247.424 234.673 (3.158) (28.249) (185) (22.522) (1.515) (110) (407) (362) (127) (640) (1.981) (400) 450.690 (49.842) 400.848 60.315 60.315 461.163 461.163 45.218 15.466 9.241 1.158 19.353 163.245 151.737 11.508 2.236 2.236 250.464 2.380 248.084

% 103,8 53,6 50,9 (0,7) (6,0) (4,9) (0,3) (0,1) (0,1) (0,1) (0,4) (0,1) 97,8 (10,8)

2011 429.384 267.646 157.549 4.189 (22.559) (261) (17.197) (904) (43) (666) (318) (178) (388) (335) (1.798) (471) 406.825 (49.782)

87,0 13,0 13,0 100,0 100,0 9,8 3,3 2,0 0,3 4,2 35,4 32,9 2,5 0,5 0,5 54,3 0,5 53,8

357.043 54.233 54.233 411.276 411.276 36.891 22.291 5.780 1.267 7.553 149.802 142.041 7.761 1.346 1.346 223.237 2.121 221.116

(2.380) 7.330.577

% 104,4 65,1 38,3 1,0 (5,5) (0,1) (4,2) (0,2) (0,2) (0,1) (0,1) (0,1) (0,4) (0,1) 98,9 (12,1) 86,8 13,2 13,2 100,0 100,0 9,0 5,4 1,4 0,3 1,9 36,4 34,5 1,9 0,3 0,3 54,3 0,5 53,8

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL O Banco Bradesco BBI S.A. (BBI) é uma Instituição financeira, que tem por objetivo a prática de operações ativas, passivas e acessórias inerentes às carteiras autorizadas (comercial, de investimento, de crédito, financiamento e investimento, e de crédito imobiliário), inclusive câmbio e administração de valores mobiliários, de acordo com as disposições legais e regulamentares em vigor. O BBI é parte integrante da Organização Bradesco, sendo suas operações conduzidas de forma integrada a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiros e de capitais, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos e na gestão de riscos, e suas Demonstrações Contábeis devem ser entendidas neste contexto. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As Demonstrações Contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nºs 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nºs 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem, estimativas e premissas, tais como: estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e ativos não financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As Demonstrações Contábeis foram aprovadas pela Administração em 13 de agosto de 2012. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As Demonstrações Contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro rata” dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior, que são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pelo Banco para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Títulos e valores mobiliários - Classificação • Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; • Títulos disponíveis para venda - são aqueles que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e • Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Não há TVMs classificados nesta categoria. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. f) Instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos) São classificados de acordo com a intenção da Administração, na data da contratação da operação, levando-se em conta se sua finalidade é para proteção contra risco (hedge) ou não. As operações que envolvem instrumentos financeiros derivativos destinam-se a atender as necessidades próprias para administrar a exposição global da Instituição, no sentido de administração de suas posições. As valorizações ou desvalorizações são registradas em contas de receitas ou despesas dos respectivos instrumentos financeiros. Os instrumentos financeiros derivativos utilizados para mitigar os riscos decorrentes das exposições às variações no valor de mercado dos ativos e passivos financeiros são considerados como instrumentos de proteção (hedge) e são classificados de acordo com sua natureza em: • Hedge de risco de mercado: os instrumentos financeiros classificados nesta categoria, bem como seus ativos e passivos financeiros relacionados, objeto de hedge, têm seus ganhos e perdas, realizados ou não realizados, registrados em conta de resultado; e

• Hedge de fluxo de caixa: nos instrumentos financeiros classificados nesta categoria, a parcela efetiva das valorizações ou desvalorizações é registrada, líquidas dos efeitos tributários, em conta destacada no Patrimônio Líquido. A parcela não efetiva do respectivo hedge é reconhecida diretamente em conta de resultado. g) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros créditos Diversos”, e as provisões para as obrigações fiscais diferidas sobre ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários e atualização monetária sobre depósitos judiciais são registradas na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos Artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção da Lei nº 11.638/07 estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. h) Despesas antecipadas São representadas pelas aplicações de recursos em pagamentos antecipados, cujos direitos de benefícios ou prestação de serviços ocorrerão em períodos futuros, sendo registrados no resultado de acordo com o princípio da competência. i) Investimentos Os investimentos em empresas controladas e coligadas com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. j) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a entidade. É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil-econômica estimada dos bens, sendo: imóveis de uso - 4% ao ano e móveis e utensílios e máquinas e equipamentos - 10% ao ano e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. k) Diferido Contempla ágio de incorporação, líquido da devida amortização fundamentada em rentabilidade futura da carteira de clientes. A partir de 8 de dezembro de 2008 as novas operações passaram a ser registradas no ativo intangível de acordo com a Carta Circular nº 3.357/08 do BACEN. l) Intangíveis É composto por softwares, que estão registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% ao ano), a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno de softwares são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar com segurança os custos diretamente atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante sua vida útil estimada, considerando os benefícios econômicos futuros gerados. m) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável apurado pelo: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior. Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. n) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 12a); continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

...continuação

Banco Bradesco BBI S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 06.271.464/0001-19 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 12b e 12c); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas Demonstrações Contábeis (Nota 12b). o) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos (em base “pro rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias incorridos (em base “pro rata” dia). p) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das Demonstrações Contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das Demonstrações Contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das Demonstrações Contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para essas Demonstrações Contábeis encerradas em 30 de junho de 2012.

5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ a) Vencimentos Em 30 de junho - R$ mil Total 1 a 30 dias Aplicações no mercado aberto: Posição bancada ............................................................................ Letras do tesouro nacional ............................................................... Notas do tesouro nacional................................................................ Aplicações em depósitos interfinanceiros .................................. Total em 2012 .................................................................................. Total em 2011 ..................................................................................

31 a 180 dias

39.514 39.514 62.731 102.245 150.144

5.220.747 5.220.747 4.394.766

2011

39.514 39.514 5.283.478 5.322.992

150.144 150.144 4.394.766 4.544.910

b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez Classificadas na demonstração de resultado como resultado de operações com títulos e valores mobiliários. Semestres findos em 30 de junho - R$ mil

4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 2012

2012

2012

Em 30 de junho - R$ mil 2011 3 3 150.144 150.147

Rendas de aplicações em operações compromissadas: Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... 12 Posição bancada ..................................................................................................................................... Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... 12 Subtotal .................................................................................................................................................. Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) .............................................................................................. 39.514 Total caixa e equivalentes de caixa ..................................................................................................... 39.526 Rendas de aplicações em depósitos interfinanceiros ............................................................................. (1) Refere-se a operações cujo vencimento, na data da efetiva aplicação, foi igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo. Total (Nota 6c)........................................................................................................................................

2011

4.457 4.457 230.877 235.334

5.781 5.781 233.093 238.874

6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Classificação por categorias e prazos

1 a 30 dias 300.063 299.769 294 148 148 300.211 312.398

Títulos (1) Títulos para negociação (3) ....................................................................... Letras financeiras do tesouro ....................................................................... Cotas de fundos ........................................................................................... Debêntures ................................................................................................... Instrumentos financeiros derivativos....................................................... Títulos disponíveis para venda ................................................................. Ações (4) ...................................................................................................... Debêntures ................................................................................................... Total em 2012 .............................................................................................. Total em 2011 ..............................................................................................

31 a 180 dias 30.628 30.628 19 19 30.647 322.438

181 a 360 dias 1.398 176 1.222 1.398 6.699

Acima de 360 dias 263.804 143.090 96.261 24.453 263.804 310.966

Valor de mercado/ contábil (2) 595.893 143.090 299.769 96.437 56.597 167 148 19 596.060

Em 30 de junho - R$ mil 2011

2012 Valor de custo atualizado 586.309 142.883 299.769 96.935 46.722 15 15 586.324

Marcação a mercado 9.584 207 (498) 9.875 152 148 4 9.736

Valor de mercado/ contábil (2) 951.225 449.112 306.894 137.188 58.031 1.276 1.257 19

Marcação a mercado (3.592) 4 (1.341) (2.255) 857 852 5

952.501

(2.735)

(1) As aplicações em cotas de fundos de investimento administrados pelo Conglomerado Bradesco, foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, preservando a classificação da categoria dos fundos. Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante, exceto os instrumentos financeiros derivativos; e (4) No período não houve perdas não temporárias para os títulos classificados na categoria de disponíveis para venda. b) Instrumentos financeiros derivativos O BBI participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos, registrados em contas patrimoniais e de compensação, que se destinam a atender necessidades próprias para administrar a sua exposição global. Essas operações envolvem uma variedade de derivativos, inclusive swaps de taxas de juros, swaps de moeda, futuros e opções. A política de gestão de riscos da Organização é fundamentada na utilização de instrumentos financeiros derivativos com o objetivo, predominantemente, de mitigar os riscos decorrentes das operações efetuadas pelo Bradesco e empresas controladas. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo, geralmente, baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo pode exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. Para instrumentos financeiros derivativos, cotações de preço de mercado são usadas para determinar o valor justo destes instrumentos. O valor justo dos swaps é determinado utilizando técnicas de modelagem de fluxo de caixa descontado que usam curvas de rendimento, refletindo os fatores de risco adequados. As informações para construir as curvas de rendimento são obtidas, principalmente, na Bolsa de Mercadorias e Futuros - BM&FBOVESPA (BM&FBOVESPA) e no mercado secundário doméstico e internacional. Estas curvas de rendimento são utilizadas para determinar o valor justo dos swaps de moeda, de taxa de juros e swaps com outros fatores de risco. O valor justo dos contratos a termo e de futuros também é determinado com base em cotações de preços de mercado para derivativos negociados em bolsa ou utilizando-se metodologias similares àquelas descritas para swaps. O valor justo das opções é determinado com base em modelos matemáticos, tais como Black & Scholes, usando curvas de rendimento, volatilidades implícitas e o valor justo do ativo correspondente. Os preços atuais de mercado são usados para precificar as volatilidades. Os instrumentos financeiros derivativos no Brasil referem-se, substancialmente, a operações de swap e futuros, sendo registradas na Câmara de Custódia e Liquidação - CETIP (CETIP) e na BM&FBovespa. As operações envolvendo contratos futuros de índices e moedas são efetuadas pela Administração, no sentido de proteção das exposições globais da Instituição. I - Valor dos instrumentos registrados em contas patrimoniais e de compensação Em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Valor global Valor líquido Valor global Valor líquido Contratos futuros Compromissos de venda:.............................................................. 201 158 - Mercado interfinanceiro.................................................................. 201 201 158 158 Contratos de opções Compromissos de compra: ........................................................... 35.180 - Mercado interfinanceiro.................................................................. 35.180 Compromissos de venda:.............................................................. 871.500 - Mercado interfinanceiro.................................................................. 871.500 836.320 Contratos de swap Posição ativa:.................................................................................. 997.088 1.399.469 - Mercado interfinanceiro.................................................................. 561.877 71.593 756.684 111.768 - Prefixados ...................................................................................... 5.608 21 22.510 262 - Moeda estrangeira ......................................................................... 71.954 194.131 - IGP-M ............................................................................................. 72.326 927 132.521 - Outros............................................................................................. 285.323 293.623 Posição passiva:............................................................................. 1.019.662 1.467.037 - Mercado interfinanceiro.................................................................. 490.284 645.006 - Prefixados ...................................................................................... 5.587 22.248 - Moeda estrangeira ......................................................................... 78.427 6.473 283.934 89.803 - IGP-M ............................................................................................. 71.399 132.629 108 - Outros............................................................................................. 373.965 88.642 383.220 89.597 Nos derivativos estão incluídas as operações vencíveis em D+1. II - Composição dos instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos), demonstrada pelo seu valor de custo atualizado e valor de mercado Em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Ajuste a Ajuste a Custo valor de Valor de Custo valor de Valor de atualizado mercado mercado atualizado mercado mercado Ajuste a receber - swap ........................................... 46.722 9.875 56.597 60.905 (2.873) 58.032 Prêmios de opções a exercer .................................. 195 (195) Total do Ativo em 2012.......................................... 46.722 9.875 56.597 Total do Ativo em 2011.......................................... 61.100 (3.068) 58.032 Ajuste a pagar - swap .............................................. (68.427) (10.744) (79.171) (124.202) (1.398) (125.600) Prêmios de opções lançadas .................................. (5.560) 5.560 Total do Passivo em 2012 ..................................... (68.427) (10.744) (79.171) Total do Passivo em 2011 ..................................... (129.762) 4.162 (125.600)

III - Contratos futuros e de swap Em 30 de junho - R$ mil Acima de Total 360 dias 2012 2011 Contratos futuros ..................................................... 201 201 158 Contratos de opções ............................................... 906.680 Contratos de swap................................................... 470.830 21.909 73.149 374.603 940.491 1.341.438 Total em 2012 ......................................................... 470.830 21.909 73.149 374.804 940.692 Total em 2011 ......................................................... 209.752 6.424 1.043.062 989.038 2.248.276 IV - Tipos de margem oferecida em garantia para instrumentos financeiros derivativos, representados basicamente por contratos futuros Em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Títulos públicos Letras financeiras do tesouro .................................................................................................................. 34.700 31.315 Total ........................................................................................................................................................ 34.700 31.315 V - Valores das receitas e das despesas líquidas Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Contratos de swap................................................................................................................................... (1.009) (9.521) Contratos de opções ............................................................................................................................... 49 Contratos futuros ..................................................................................................................................... (13) 3 Total ........................................................................................................................................................ (1.022) (9.469) VI - Valores globais dos instrumentos financeiros derivativos, separados por local de negociação Em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 CETIP (balcão) ........................................................................................................................................ 201 1.341.438 BM&F (bolsa)........................................................................................................................................... 940.491 906.838 Total ........................................................................................................................................................ 940.692 2.248.276 c) Resultado de títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Receita de aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................. 235.334 238.874 Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ 12.688 33.074 Títulos de renda variável ......................................................................................................................... 8 91 Fundos de investimentos......................................................................................................................... 4.906 Subtotal .................................................................................................................................................. 248.030 276.945 Resultado de operações com derivativos................................................................................................ (1.022) (9.469) Total ........................................................................................................................................................ 247.008 267.476 1 a 90 dias

91 a 180 dias

181 a 360 dias

7) OUTROS CRÉDITOS a) Rendas a Receber

Tarifa sobre prestação de serviços.......................................................................................................... Dividendos............................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ b) Diversos

Créditos tributários (Nota 24c)................................................................................................................. Impostos e contribuições a compensar ................................................................................................... Depósitos em garantia de recursos fiscais.............................................................................................. Depósitos em garantia de recursos trabalhistas ..................................................................................... Pagamentos a ressarcir........................................................................................................................... Depósitos em garantia de outros recursos.............................................................................................. Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

2012 25.148 7.001 32.149

Em 30 de junho - R$ mil 2011 30.552 8.490 39.042

2012 123.193 40.924 12.329 11.541 6.097 2.473 1.112 197.669

Em 30 de junho - R$ mil 2011 137.627 36.014 12.908 11.321 5.809 2.429 904 207.012

8) INVESTIMENTOS a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados em contas de resultado, sob a rubrica de “Resultado de Participações em Coligadas e Controladas”

Empresas BEM - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. ................. Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários ................... BRAM Bradesco Asset Management DTVM S.A. .............................. STVD Holdings S.A. ........................................................................... Ágora CTVM S.A. ............................................................................... Total ....................................................................................................

Patrimônio líquido ajustado 19.265 500.002 243.224 1.394.060 308.793

Capital social 8.700 234.000 117.000 912.000 149.000

Quantidade de ações/cotas possuídas (em milhares) Ações Cotas 4.650 485.275 9.322 25.862 10.465 -

Participação no capital social % 99,999 100,000 100,000 0,274 100,000

Lucro líquido ajustado 2.945 33.387 11.006 43.300 12.858

Em 30 de junho - R$ mil Ajuste decorrente de avaliação (1) 2012 2011 2.945 2.074 33.387 27.846 11.006 9.066 119 126 12.858 15.121 60.315 54.233

Valor contábil 2012 19.265 500.002 243.224 3.814 308.793 1.075.098

2011 8.437 428.140 218.649 3.653 284.242 943.121

(1) Ajuste decorrente de avaliação considera os resultados apurados, periodicamente, pelas companhias e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultados, quando aplicáveis. b) Composição de outros investimentos

Investimentos em outras companhias (1)................................................................................................ Títulos patrimoniais ................................................................................................................................. Investimentos por incentivos fiscais ........................................................................................................ Subtotal .................................................................................................................................................. Provisão para perdas .............................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................

2012 225.313 401 272 225.986 (306) 225.680

Em 30 de junho - R$ mil 2011 225.720 400 272 226.392 (306) 226.086

(1) Refere-se, substancialmente, a ações da BM&FBovespa. 9) IMOBILIZADO DE USO

Taxa Imóveis de uso: - Edificações ..................................................................................... - Terrenos.......................................................................................... Instalações, móveis e equipamentos................................................ Sistema de processamento de dados, comunicação e segurança .. Total em 2012 .................................................................................. Total em 2011 ..................................................................................

Custo 4% 10% 20%

961 30 2.966 1.551 5.508 4.831

Depreciação (731) (1.031) (784) (2.546) (2.027)

Em 30 de junho - R$ mil Valor residual 2012 2011 230 30 1.935 767 2.962

268 30 1.717 789

13) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias 6.237 87.530 3.175 9.500 106.442

Em 30 de junho - R$ mil 2011 8.238 83.554 3.080 8.446 103.318

2012 39.362 9.090 2.180 50.632

Em 30 de junho - R$ mil 2011 31.927 13.260 1.712 46.899

2012 Provisão para riscos fiscais (Nota 12b) ................................................................................................... Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... Provisão para impostos e contribuições diferidos (Nota 24c).................................................................. Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas Provisão para pagamentos a efetuar (1) ................................................................................................. Provisões cíveis (Nota 12b)..................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

(1) Inclui Participações nos Lucros e Resultados/Bônus de empregados no montante de R$ 15.613 mil (2011 - R$ 14.715 mil) e Caixa de Assistência e Aposentadoria dos funcionários do Banco do Estado do Maranhão - CAPOF em 30 de junho de 2011 - R$ 720 mil.

14) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O capital social no montante de R$ 4.537.929 mil, totalmente subscrito e integralizado é dividido em 4.727.522.077 ações ordinárias, nominativas escriturais, 2.804 sem valor nominal. b) Reservas de Capital 10) DIFERIDO A reserva de capital refere-se a ágio pago na subscrição de ações. É utilizada para: (i) absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as Representado pelo ágio apurado na aquisição de investimento da Ágora Corretora, correspondentes a rentabilidade futura da carteira de clientes, sendo reservas de lucros; (ii) resgate, reembolso ou compra de ações; (iii) resgate de partes beneficiárias; e (iv) incorporação ao capital social. amortizado em até cinco anos. No período foram amortizados ágios no montante de R$ 49.155 mil (2011 - R$ 49.155 mil). c) Reservas de Lucros Em 30 de junho - R$ mil 11) INTANGÍVEL 2012 2011 Corresponde a Gastos em Desenvolvimento de Software. O valor residual corresponde a R$ 131 mil (2011 - R$ 166 mil) e amortização acumulada de Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 2.230.579 1.742.386 R$ 89 mil (2011 - R$ 46 mil). - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 118.995 94.351 12) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS - Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... 2.111.584 1.648.035 a) Ativos Contingentes (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e b) Provisões classificadas como perdas prováveis e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% A Instituição é parte em processos judiciais, de natureza cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. Na constituição das provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. d) Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Aos acionistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, que somados não seja inferior a A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. Fica a Diretoria autorizada a declarar e pagar dividendos intermediários, especialmente semestrais e mensais, utilizando-se das contas de lucros Acumulados ou de Reservas de Lucros existentes, e, podendo ainda, autorizar a distribuição de as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. lucros a título de juros sobre o capital próprio em substituição total ou parcial aos dividendos intermediários, ou, em adição aos mesmos. I - Processos cíveis O cálculo dos dividendos relativos aos semestres findos em 30 de junho está demonstrado a seguir: São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada como R$ mil provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de 2012 2011 Tribunais. Não existem, em curso, processos administrativos significativos por descumprimento de normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento Lucro Líquido......................................................................................................................................... 250.464 223.237 de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. (-) Reserva Legal - 5% sobre o lucro....................................................................................................... (12.523) (11.162) II - Obrigações Legais - Provisão para riscos fiscais 237.941 212.075 Base de cálculo ....................................................................................................................................... A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não Dividendos propostos .............................................................................................................................. 2.380 2.121 Percentual em relação ao lucro líquido ajustado..................................................................................... 1,0% 1,0% obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. Valor em Reais por lote de mil ações ...................................................................................................... 0,50 0,45 III - Movimentação das Provisões Constituídas R$ mil 15) RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS Fiscais e Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Cíveis Previdenciárias (1) 2012 2011 Colocação underwriting ........................................................................................................................... 120.135 101.332 Saldos no início do 1º semestre de 2012 ............................................................................................ 9.265 8.264 Análise técnica underwriting.................................................................................................................... 53.267 30.674 Atualização monetária ............................................................................................................................. 20 45.140 24.420 Constituições líquidas de reversões ........................................................................................................ 136 (1.547) Análise financeira .................................................................................................................................... 16.131 1.123 Pagamentos............................................................................................................................................. (311) (500) Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 234.673 157.549 Saldos no final do 1º semestre de 2012 (Nota 13).............................................................................. 9.090 6.237 Saldos no final do 1º semestre de 2011 (Nota 13).............................................................................. 13.260 8.238 16) DESPESAS DE PESSOAL Semestres findos em 30 de junho - R$ mil (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. 2012 2011 c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis Proventos................................................................................................................................................. 15.466 22.291 A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” Participação dos empregados nos lucros................................................................................................ 19.212 7.405 e, amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises Benefícios................................................................................................................................................ 9.241 5.780 sobre as tendências jurisprudenciais e efetivada, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto os processos contingentes Encargos sociais ..................................................................................................................................... 5.341 7.023 avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. Treinamentos ........................................................................................................................................... 141 148 d) Em 30 de junho de 2012 e de 2011, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. Total ........................................................................................................................................................ 49.401 42.647 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

11

...continuação

Banco Bradesco BBI S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 06.271.464/0001-19 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 17) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 22.522 17.197 2.236 1.346 1.981 1.798 335 1.515 904 407 666 640 388 362 318 321 261 185 261 127 178 110 43 400 471 30.806 24.166

Serviços de terceiros............................................................................................................................... Aluguel..................................................................................................................................................... Viagens.................................................................................................................................................... Contribuições filantrópicas ...................................................................................................................... Comunicações......................................................................................................................................... Propaganda, promoções e publicidade ................................................................................................... Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Transportes.............................................................................................................................................. Depreciação e amortização..................................................................................................................... Materiais, energias e outros .................................................................................................................... Manutenção e conservação de bens....................................................................................................... Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos Conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 23) BENEFÍCIOS A EMPREGADOS O Bradesco BBI (atual denominação do Banco BEM S.A.) patrocina planos de aposentadoria complementar de benefício definido e de contribuição definida, por meio da Caixa de Assistência e Aposentadoria dos Funcionários do Banco do Estado do Maranhão - Capof. Os recursos garantidores dos planos de previdência são investidos de acordo com a legislação pertinente (títulos públicos e privados, ações de companhias abertas e imóveis). 24) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social

18) DESPESAS TRIBUTÁRIAS

Contribuição à COFINS........................................................................................................................... Impostos sobre serviços - ISS................................................................................................................. Contribuição ao PIS................................................................................................................................. Impostos e taxas ..................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 18.769 17.018 11.508 7.761 3.050 2.766 46 7 33.373 27.552

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15% respectivamente Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em coligadas e controladas .............................................................................................. Despesas indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis .................................................................... Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 4.336 5.956 1.369 363 533 624 1.848 440 579 219 355 714 62 9.459 7.939

Impostos correntes Imposto de renda e contribuição social devido........................................................................................ Impostos diferidos Constituição/Realização, no semestre, sobre adições temporárias ........................................................ Ativação de Créditos Tributários de períodos anteriores: Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos

19) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS

Dividendos/Juros sobre o capital próprio recebidos................................................................................ Variação monetária ativa ......................................................................................................................... Comissões............................................................................................................................................... Reversão de provisão operacional .......................................................................................................... Atualização monetária sobre depósitos vinculados................................................................................. Recuperação de encargos e despesas ................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 20) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 49.521 49.521 6.171 2.824 2.286 136 184 3.542 1.208 62.194 53.199

Amortização de ágio................................................................................................................................ Comissão de Intermediação de operação............................................................................................... Variações monetárias e cambiais............................................................................................................ Despesas com provisões cíveis .............................................................................................................. Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 21) RESULTADO NÃO OPERACIONAL

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 48 44 (37) (116) 45 56 (72)

Rendas de aluguéis................................................................................................................................. Resultado na alienação de valores e bens.............................................................................................. Reversão de provisão para desvalorização de bens e investimentos ..................................................... Total ........................................................................................................................................................ 22) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com o controlador, empresas controladas e coligadas estão assim representadas: 2012 Ativos (passivos)

2011 Ativos (passivos)

Em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Receitas Receitas (despesas) (despesas)

Aplicações em depósitos interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 5.283.478 4.394.766 230.877 233.093 Aplicações no mercado aberto: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 39.514 150.144 4.457 5.781 Instrumentos financeiros derivativos: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (19.016) (60.749) (10.194) (7.123) Prestação de serviços: Bradesco S.A. CTVM........................................................................ (5) (4) Dividendos: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (2.619) (10.294) BRAM Bradesco Asset Management DTVM S.A. ............................ 218 331 Bradesco S.A. CTVM........................................................................ 634 1.119 Miramar Holdings S.A. ..................................................................... 3.052 3.052 Ágora CTVM S.A. ............................................................................ 263 532 Outras coligadas e controladas ........................................................ 99 22 Aluguel: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 48 44 b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. Para 2012, foi determinado o valor máximo de R$ 16.000 mil (2011 - R$ 23.000 mil) para remuneração dos Administradores (proventos e bônus) e de R$ 9.700 mil (2011 - R$ 7.000 mil) para custear planos de previdência complementar de contribuição definida. Benefícios de Curto Prazo a Administradores Em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Proventos................................................................................................................................................. 1.805 2.828 Bônus ...................................................................................................................................................... 7.265 11.018 Contribuição ao INSS .............................................................................................................................. 2.041 3.116 Total ........................................................................................................................................................ 11.111 16.962 Benefícios pós-emprego Em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Planos de previdência complementar de contribuição definida............................................................... 2.607 1.523 Total ........................................................................................................................................................ 2.607 1.523 A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração.

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 376.153 339.731 (150.461) (135.892) 24.126 2.101 (1.455) (125.689)

21.693 (2.369) 74 (116.494)

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 (110.326)

(102.705)

(15.363)

(13.789)

(125.689)

(116.494)

R$ mil Saldo em Saldo em 31.12.2011 Constituição Realização 30.6.2012 Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ 15.705 15.705 Provisões para riscos - cíveis........................................................... 3.534 54 124 3.464 Provisões para riscos - fiscais .......................................................... 3.478 20 831 2.667 Provisão para desvalorização de bens não de uso.......................... 894 11 29 876 Provisão para desvalorização de títulos e investimentos ................. 153 153 Ágio amortizado ............................................................................... 69.201 10.441 58.760 Ajuste a valor de mercado dos títulos para negociação................... 475 475 Outros............................................................................................... 19.178 14.292 18.790 14.680 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias..... 112.143 14.852 30.215 96.780 Contribuição social MP nº 2.158-35 de 24.8.2001 ........................... 26.413 26.413 Total dos créditos tributários (Nota 7b)........................................ 138.556 14.852 30.215 123.193 Obrigações fiscais diferidas (Nota 13a)............................................ 3.914 81 820 3.175 Crédito tributário liquido das obrigações fiscais diferidas........ 134.642 14.771 29.395 120.018 d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social e crédito tributário de contribuição social MP nº 2.158-35. Em 30 de junho de 2012 - R$ mil Diferenças temporárias Imposto de renda Contribuição social Total 19.556 2012........................................................................................................... 13.383 6.173 2013........................................................................................................... 20.168 10.052 30.220 2014........................................................................................................... 18.551 8.816 27.367 2015........................................................................................................... 11.393 7.053 18.446 2016........................................................................................................... 748 443 1.191 Total .......................................................................................................... 64.243 32.537 96.780 Em 30 de junho de 2012 - R$ mil Crédito tributário de contribuição social MP nº 2.158-35 2012 2013 Total Valor.......................................................................................................... 23.908 2.505 26.413 A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, somaram R$ 118.440 mil (2011 R$ 130.018 mil) sendo R$ 92.271 mil (2011 - R$ 104.161 mil) de diferenças temporárias e R$ 26.169 mil (2011 - R$ 25.857 mil) de crédito tributário de contribuição social MP nº 2.158-35. e) Obrigações fiscais diferidas A Sociedade possui obrigações fiscais diferidas de imposto de renda e contribuição social no montante de R$ 3.175 mil (2011 - R$ 3.080 mil) relativas a: Ajuste a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos - R$ 60 mil (2011 - R$ 347 mil) e atualização monetária de depósitos judiciais de R$ 3.115 mil (2011 - R$ 2.733 mil). 25) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Gerenciamento de riscos A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. O BBI como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. b) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis, suas orientações e interpretações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovadas pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10); e • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23). Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva.

A DIRETORIA Daniel José Liberati – Contador – CRC 1SP178435/O-6

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores do Banco Bradesco BBI S.A. Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis do Banco Bradesco BBI S.A. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Bradesco BBI S.A. em 30 de junho de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Outros assuntos contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Demonstrações do valor adicionado Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o semestre Responsabilidade dos auditores independentes findo em 30 de junho de 2012, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas demonstrações foram Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Osasco, 13 de agosto de 2012 Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos Zenko Nakassato José Cláudio Costa relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são KPMG Auditores Independentes Contador CRC 1SP160769/O-0 Contador CRC 1SP167720/O-1 apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, CRC 2SP014428/O-6

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A sociedade está desapontada com a ineficiência e a lentidão da Justiça que promovem prescrição de crimes. Jorge Hage, ministro chefe da CGU.

olítica

'A corrupção ainda nem está enquadrada no Código Penal'

Chico Ferreira/LUZ

Foi o que afirmou a ex-ministra do STF, Ellen Gracie, em seminário em São Paulo. Armando C. Serra Negra

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Instituto Brasileiro d e É t i c a C o n c o rrencial (ETCO), em parceria com o jornal Valor Econômico e representantes do Banco Mundial, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizaram o seminário O Impacto da Corrupção sobre o Desenvolvimento. "O objetivo é provocar um debate sobre o problema, suas consequências para a governabilidade e o que de concreto se tem feito – ou pode ser feito – para combatê-la", disse Roberto Abdenur, presidente da ETCO e ex-embaixador do Brasil em Washington.

Entre ativistas, empresários, advogados, jornalistas e estudantes, cerca de 200 pessoas estiveram no Grand Hyatt Hotel, para ouvir os 13 palestrantes. Lá estavam o ministro chefe da Controladoria Geral da União (CGU) Jorge Hage; o ex-ministro da Fazenda, Marcílio Marques Moreira: a ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie Northfleet; e o professor de Ética e Filosofia da Unicamp, Roberto Romano. Alcançou-se o consenso de que a corrupção acontece, principalmente, pela falta de transparência nos impostos, contas e negócios públicos, e pelo financiamento privado das candidaturas políticas. O lobby de profissionais entre setores público e privado também foi abordado.

"Embora seja uma atividade importante para as relações negociais com o governo, essa área é muito mal vista e incompreendida, precisando ser regulamentada, dando um fim às informações privilegiadas; as empresas se tornam corruptoras porque são dependentes desse modelo político, mas começam a perceber que a erradicação da corrupção otimiza a distribuição de renda, fomentando e diversificação os negócios", apontou Roberto Abdenur. "É disso que trata o Projeto de Lei 6826, que está para ser votado no Congresso desde 2010, possibilitando a rápida punição das empresas corruptoras, em nível nacional, entre muitos outros mecanismos anticorrupção", continuou o relator e deputado federal

Ellen Gracie, que deixou o Supremo no ano passado: reflexão sobre o tema do ponto de vista jurídico. Carlos Zarattini (PT/SP). "A sociedade reconhece cada vez mais a existência e a seriedade do problema, trazido à tona pelos veículos de mídia, mas está deveras desapontada com a ineficiência e lentidão da Justiça, revoltada com os infindáveis dispositivos legais protelatórios, que promovem a prescrição dos crimes antes de julgados", criticou Jorge Hage. "A corrupção ainda nem es-

tá enquadrada no Código Penal", avaliou Ellen Gracie, para espanto geral. Foi apontada, também, a endogenia da corrupção brasileira, com aceitação maior do malfeito pela população, por falta de educação e consequente politização. "O brasileiro comum joga papel na rua, sem perceber que isto é uma autoflagelação e um desserviço à democracia", disse Josmar Verillo, das ONGs Amarribo e Transparência

Internacional. Citando escritores e filósofos históricos, Marques Moreira fechou o encontro lembrando que o primeiro a criar um código de ética e conduta política foi o ex-presidente John Kennedy (191763), cujo sucessor Lyndon Johnson aplicou o conceito de "percepção" parafraseando o imperador romano Julio César (110 a.C.-44 a.C.): "Não basta ao político ser honesto; ele tem que parecer honesto".


DIÁRIO DO COMÉRCIO

12

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

BEM - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 00.066.670/0001-00 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO No semestre, a BEM DTVM registrou Lucro Líquido de R$ 2,945 milhões, Patrimônio Líquido de R$ 19,264 milhões e Ativos Totais de Senhores Cotistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2012, da BEM - Distribuidora de Títulos R$ 21,878 milhões. e Valores Mobiliários Ltda. (BEM DTVM), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Osasco, SP, 13 de agosto de 2012. Atua com alto nível de especialização na administração fiduciária de recursos de terceiros no segmento institucional. No encerramento do 1º semestre de 2012, possuía sob sua gestão R$ 117,730 bilhões, distribuídos em 758 Fundos de Investimentos, atendendo um total de 11.529 cotistas. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 5a) ....... Carteira Própria ............................................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 6a)......................................................................................................................... Diversos (Nota 6b).........................................................................................................................................

2012 21.675 3 17.527 17.527 4.145 1.613 2.532

2011 14.459 4 10.330 10.330 4.125 1.098 3.027

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 6b).........................................................................................................................................

202 202 202

456 456 456

PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS ......................................................................................................................................... Outros Investimentos (Nota 7).......................................................................................................................

1 1 1

21.878

TOTAL ...........................................................................................................................................................

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 9a)............................................................................................................... Diversas (Nota 9b).........................................................................................................................................

2012

2011 2.597 2.597 124 1.596 877

1.644 1.644 20 1.082 542

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 9a)............................................................................................................... Diversas (Nota 9b).........................................................................................................................................

17 17 17

5.241 5.241 5.220 21

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 10) ................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Reservas de Lucros....................................................................................................................................... Ajuste de Avaliação Patrimonial ....................................................................................................................

19.264

8.437

407 407 407

8.700 10.564 -

4.650 3.785 2

15.322

TOTAL ...........................................................................................................................................................

21.878

15.322

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil

2012 RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 5b) ......................................................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................................................... OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS................................................................................. Receitas de Prestação de Serviços (Nota 11) .............................................................................................. Outras Despesas Administrativas (Nota 12).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 13) ..................................................................................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 14)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 14)..................................................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................................................... RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 16) ................................................................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................................................... Número de cotas (Nota 10a) ......................................................................................................................... Lucro por lote de mil cotas em R$.................................................................................................................

2011

783 783 783 4.106 9.118 (3.339) (849) 31 (855) 4.889 4.889 (1.944) 2.945 8.700.000 338,51

509 509 509 2.915 7.046 (2.843) (503) 86 (871) 3.424 3.424 (1.350) 2.074 4.650.000 446,02

Eventos Saldos em 31.12.2010............................................ Ajuste de Avaliação Patrimonial .............................. Lucro Líquido........................................................... Destinações: - Reservas.......................................... - Dividendos Propostos...................... Saldos em 30.6.2011.............................................. Saldos em 31.12.2011............................................ Aumento de Capital com Reservas ......................... Lucro Líquido........................................................... Destinações: - Reservas.......................................... - Dividendos Propostos...................... Saldos em 30.6.2012..............................................

Capital Social 4.650 4.650 4.650 4.050 8.700

Reservas de Lucros Legal Estatutárias 341 1.390 104 1.950 445 3.340 844 10.853 (4.050) 147 2.770 991 9.573

Ajuste de Avaliação Patrimonial Próprias 2 2 -

Lucros Acumulados 2.074 (2.054) (20) 2.945 (2.917) (28) -

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil

2012 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ....................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos....................................................................................... Reversão de Provisões Trabalhistas .......................................................................................................... Lucro Líquido Ajustado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social....................................... (Aumento)/Redução em Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos ................ (Aumento)/Redução em Outros Créditos................................................................................................... Aumento/(Redução) em Outras Obrigações.............................................................................................. Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos........................................................................................ Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Recebidos .............................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos............................................... Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................................................

2011

4.889 (5) (5) 4.884 (2.134) (245) 139 (2.641) 3

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Aumento/(Redução) Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa .............................................................

3.424 3.424 (2.357) 111 91 (1.322) (53)

3

33 33 (20)

3 3

24 4 (20)

ç Descrição _____________________________________________________ 1 - RECEITAS .................................................................................. 1.1) Intermediação Financeira.................................................. 1.2) Prestação de Serviços....................................................... 1.3) Outras ................................................................................. 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Serviços de Terceiros.................................................................. Serviços do Sistema Financeiro ................................................. Publicidade.................................................................................. Serviços Técnicos Especializados .............................................. Outros ......................................................................................... 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) .......................................... 4 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR ....................................... 5 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO............................... 5.1) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federal ................................................................................. Municipal.............................................................................. 5.2) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Dividendos ........................................................................... Lucros Retidos .....................................................................

2012 9.077 783 9.118 (824) (3.339) (3.114) (43) (88) (77) (17) 5.738 5.738 5.738 2.793 2.611 182 2.945 28 2.917

%

2011 6.770 509 7.046 (785) (2.843) (2.615) (83) (89) (30) (26) 3.927 3.927 3.927 1.853 1.712 141 2.074 20 2.054

158,1 13,6 158,9 (14,4) (58,1) (54,3) (0,7) (1,5) (1,3) (0,3) 100,0 100,0 100,0 48,7 45,5 3,2 51,3 0,5 50,8

Totais 6.381 2 2.074 (20) 8.437 16.347 2.945 (28) 19.264

% 172,4 13,0 179,4 (20,0) (72,4) (66,6) (2,1) (2,3) (0,8) (0,6) 100,0 100,0 100,0 47,2 43,6 3,6 52,8 0,5 52,3

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL b) Resultado de títulos e valores mobiliários Semestres findos em 30 de junho - R$ mil A BEM - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (BEM DTVM) é uma Instituição financeira que tem por objetivo efetuar operações de 2012 2011 intermediação no mercado aberto, além de gerir e administrar recursos de terceiros. É parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de seus 783 509 Fundos de investimentos......................................................................................................................... recursos administrativos e tecnológicos, e suas Demonstrações Contábeis devem ser entendidas neste contexto. 783 509 Total ........................................................................................................................................................ 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS c) A BEM DTVM não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 30 de junho de 2012 e de 2011. As Demonstrações Contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, 6) OUTROS CRÉDITOS associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem estimativas e premissas, tais a) Rendas a Receber como: estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável Em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e ativos não Serviços prestados - taxa de administração de fundos........................................................................... 1.613 1.052 financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. 46 Dividendos a receber............................................................................................................................... As Demonstrações Contábeis foram aprovadas pela Administração em 13 de agosto de 2012. 1.613 1.098 Total ........................................................................................................................................................ 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS b) Diversos a) Moeda funcional e de apresentação Em 30 de junho - R$ mil As Demonstrações Contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. 2012 2011 2.429 3.005 Impostos e contribuições a compensar ................................................................................................... b) Apuração do resultado 20 25 O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados Devedores por depósitos em garantia - trabalhistas ............................................................................... 272 51 dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações Crédito tributário (Nota 16c e d) .............................................................................................................. 12 11 com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta Devedores diversos - País....................................................................................................................... 1 1 redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro rata” dia e calculadas com Devedores por depósitos em garantia - fiscais........................................................................................ 390 Títulos e créditos a receber ..................................................................................................................... base no método exponencial. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. 2.734 3.483 Total ........................................................................................................................................................ c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Títulos e valores mobiliários - Classificação • Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo valor de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; • Títulos disponíveis para venda - são aqueles que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e • Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. e) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos”. Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. f) Investimentos Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. g) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável apurado pelo: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior. Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. h) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo, e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 8a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; e • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 8c). i) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias (em base “pro rata” dia) e provisão para perdas, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias incorridos (em base “pro rata” dia). j) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das Demonstrações Contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das Demonstrações Contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das Demonstrações Contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para essas Demonstrações Contábeis encerradas em 30 de junho de 2012. 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 2012 Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... Total de disponibilidades (caixa) .........................................................................................................

3 3

Em 30 de junho - R$ mil 2011 4 4

5) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Classificação por categorias e prazos

Títulos (1) Títulos para negociação (3):.......... Letras financeiras do tesouro ........... Operações compromissadas............ Debêntures ....................................... Certificado de depósito bancário...... Letras do tesouro nacional ............... Notas promissórias........................... Outros............................................... Títulos disponíveis para venda ..... Ações................................................ Total em 2012 .................................. Total em 2011 ..................................

1 a 30 dias 4.446 4.076 370 4.446 3.751

31 a 180 dias 1.800 1.044 110 404 242 1.800 308

181 a 360 dias 2.092 1.951 1 140 2.092 478

Acima de 360 dias 9.189 7.802 118 822 411 36 9.189 5.793

Valor de mercado/ contábil (2) 17.527 10.797 4.187 118 1.366 781 242 36 17.527

2012 Valor de custo Marcação atuaa lizado mercado 17.527 10.797 4.187 118 1.366 781 242 36 17.527 -

Em 30 de junho - R$ mil 2011 Valor de mercado/ Marcação contábil a (2) mercado 10.327 5.599 3.765 89 87 141 646 3 3 3 3 10.330

3

(1) As aplicações em cotas de fundos de investimento foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, preservando a classificação da categoria dos fundos. No encerramento do semestre, os investimentos em fundos exclusivos administrados pelo Conglomerado Bradesco somavam R$ 17.527 mil (2011 - R$ 10.327 mil). Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; e (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante.

7) INVESTIMENTOS - OUTROS INVESTIMENTOS 2012 CETIP - Ações (1) ................................................................................................................................... CETIP - Título patrimonial ....................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

1 1

Em 30 de junho - R$ mil 2011 406 1 407

(1) Em novembro de 2011, foram alienadas as ações da CETIP S.A. 8) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES a) Ativos Contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Provisões classificadas como perdas prováveis e obrigações legais - fiscais e previdenciárias A Instituição é parte em processos judiciais, de natureza trabalhista, decorrentes do curso normal de suas atividades. Na constituição de provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. I - Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando a obter indenizações, em especial o pagamento de “horas extras” em razão de interpretação do artigo 224 da Consolidação das Leis do trabalho. Nos processos em que é exigido depósito judicial para garantia de execução, o valor das contingências trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. II - Movimentação das provisões R$ mil Trabalhistas Saldo no início do 1º semestre de 2012 ....................................................................................................................................... 22 Baixa................................................................................................................................................................................................. (5) Saldo no final do 1º semestre de 2012 ......................................................................................................................................... 17 Saldo no final do 1º semestre de 2011 ......................................................................................................................................... 22 c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e, amparada na opinião dos assessores jurídicos classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivada, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. d) Em 30 de junho de 2012 e de 2011, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. 9) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias 1.467 127 2 1.596

Em 30 de junho - R$ mil 2011 986 5.313 3 6.302

863 17 14 894

Em 30 de junho - R$ mil 2011 530 22 11 563

2012 Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Provisão para Impostos e Contribuições Diferidos (Nota 16c) ................................................................ Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas 2012 Provisões para pagamentos a efetuar..................................................................................................... Provisões trabalhistas (Nota 8b) ............................................................................................................. Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

10) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O capital social, no montante de R$ 8.700 mil (2011 - R$ 4.650 mil), totalmente subscritos e integralizados, é composto por 8.700.000 (2011 - 4.650.000) cotas com valor nominal de R$ 1,00 cada. b) Movimentação do capital social Quantidade de Cotas R$ mil 4.650.000 4.650 Em 31 de dezembro de 2011................................................................................................................. 4.050.000 4.050 Aumento de Capital (1)............................................................................................................................ 8.700.000 8.700 Em 30 de junho de 2012........................................................................................................................ (1) Em 10 de maio de 2012 o BACEN homologou o Instrumento Particular de Alteração do Contrato Social de 9 de abril de 2012, que deliberou o aumento do capital social em R$ 4.050 mil, elevando-o de R$ 4.650 mil para R$ 8.700 mil, mediante a capitalização de parte do saldo da conta “Reservas de Lucros - Estatutária”, com a criação de 4.050.000 cotas, de valor nominal de R$ 1,00 cada, atribuídas ao Sócio-Cotista Banco Bradesco BBI S.A., com a concordância do Sócio-Cotista Banco Bradesco S.A. c) Reservas de Lucros Em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 10.564 3.785 - Reserva Legal (1) ................................................................................................................................. 991 445 - Reserva Estatutária (2)......................................................................................................................... 9.573 3.340 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Instituição, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 80% do Capital Social Integralizado. d) Dividendos e Juros sobre o capital próprio Aos Sócios-Cotistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, que somados não seja inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. Fica a Diretoria autorizada a declarar e pagar dividendos intermediários, especialmente semestrais e mensais, utilizando-se das contas de Reservas de Lucros existentes, e, podendo ainda, autorizar a distribuição de lucros a título de juros sobre o capital próprio em substituição total ou parcial aos dividendos intermediários, ou, em adição aos mesmos. O cálculo dos dividendos relativos aos semestres findos em 30 de junho, está demonstrado a seguir: R$ mil 2012 2011 Lucro Líquido........................................................................................................................................... 2.945 2.074 (-) Reserva Legal - 5% sobre o lucro....................................................................................................... (147) (104) Base de cálculo ..................................................................................................................................... 2.798 1.970 Dividendos propostos .............................................................................................................................. 28 20 Percentual em relação ao lucro líquido ajustado ............................................................................... 1,0% 1,0% Valor em Reais por lote de mil ações .................................................................................................. 3,22 4,30 11) RECEITA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS O valor de R$ 9.118 mil (2011 - R$ 7.046 mil) corresponde à receita auferida na administração de fundos de investimento (Nota 17a). 12) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS Serviços de terceiros............................................................................................................................... Publicidade .............................................................................................................................................. Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Contribuição sindical ............................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 3.114 2.615 88 89 77 30 43 83 12 21 5 5 3.339 2.843 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

13

...continuação

BEM - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 00.066.670/0001-00 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 13) DESPESAS TRIBUTÁRIAS

b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 396 304 182 141 64 49 207 9 849 503

Contribuição à COFINS........................................................................................................................... Imposto sobre serviços - ISS .................................................................................................................. Contribuição ao PIS................................................................................................................................. Impostos e taxas ..................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Impostos correntes Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... Impostos diferidos Constituição/(Realização) no semestre sobre adições temporárias ....................................................... Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos

(1.931)

(1.356)

(13) (1.944)

6 (1.350)

14) OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 31 12 (34) (182) (816) (689) 64 (5) 10 (824) (785)

Reversão de provisões operacionais....................................................................................................... Variações monetárias.............................................................................................................................. Resultado na prestação de serviços de distribuição de cotas, líquida das comissões pagas ................ Juros sobre o capital próprio/Dividendos recebidos................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 15) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com o controlador e coligadas estão assim representadas: 2012 Ativos (passivos)

Em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Receitas Receitas (despesas) (despesas)

2011 Ativos (passivos)

Disponibilidades: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 3 4 Dividendos: Banco Bradesco BBI S.A. ................................................................ (124) (20) b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é distribuída em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. A Instituição é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 16) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente Despesas indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis .................................................................... Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 4.889 3.424 (1.956) (1.370) 8 12 12 (1.944) (1.350)

Saldo em 31.12.2011

Constituição

Provisões trabalhistas ...................................................................... 9 Outras provisões .............................................................................. 276 Total dos créditos tributários (Nota 6b)........................................ 285 Obrigações fiscais diferidas (Nota 9a).............................................. 2 Crédito tributário líquido das obrigações fiscais diferidas........ 283 d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias

Realização

35 35 35

2 46 48 48

R$ mil Saldo em 30.6.2012 7 265 272 2 270

Em 30 de junho de 2012 - R$ mil Diferenças temporárias Imposto Contribuição de renda social Total 2012............................................................................................................................... 2 2 4 2013............................................................................................................................... 67 40 107 2014............................................................................................................................... 67 40 107 2015............................................................................................................................... 32 19 51 2016 (1º sem.) ............................................................................................................... 2 1 3 272 Total (Nota 6b).............................................................................................................. 170 102 A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta a R$ 257 mil (2011 - R$ 46 mil). 17) OUTRAS INFORMAÇÕES a) A BEM - Distribuidora de Títulos e Valores Ltda. administra fundos de investimentos em Títulos e Valores Mobiliários, cujos patrimônios líquidos em 30 de junho de 2012, somaram R$ 117.729.977 mil (2011 - R$ 94.416.685 mil), e a respectiva receita de taxa de administração desses fundos no semestre foi de R$ 9.118 mil (2011 - R$ 7.046 mil), registrada em receita de prestação de serviços. b) Gerenciamento de riscos A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. A BEM DTVM como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. c) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis, suas interpretações e orientações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis as instituições financeiras somente quando aprovadas pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10); e • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23). Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva.

A DIRETORIA Luiz Filipe Lopes Soares – Contador – CRC 1SP208127/O-5

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores da

Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

BEM - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Osasco - SP

Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial Examinamos as demonstrações contábeis da BEM - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (“Instituição”), que compreendem o balanço e financeira da BEM - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. em 30 de junho de 2012, o desempenho de suas operações e s seus fluxos patrimonial em 30 de junho de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. pelo Banco Central do Brasil. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Outros assuntos contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou Demonstrações do valor adicionado como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o semestre findo em 30 de junho de 2012, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas demonstração foi Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas Osasco, 13 de agosto de 2012 demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, Zenko Nakassato também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP160769/O-0 avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.

REINO UNIDO 1 O príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II, volta a ser internado.

nternacional

REINO UNIDO 2 Philip, de 91 anos, teria sofrido uma recaída na infecção que sofre na bexiga.

ISNA/Reuters - 26/08/06

Irã atômico vai às compras na Alemanha Quarteto alemão é preso por vender ilegalmente peças para usina nuclear

Q

uatro homens foram presos na Alemanha, ontem, sob suspeita de fornecerem ilegalmente ao Irã equipamentos para uso em reatores nucleares. Negócios ligados ao setor são proibidos pela Alemanha, por causa das sanções que a União Europeia (UE) mantém ao país persa devido ao seu polêmico programa nuclear. O quarteto foi preso durante uma ampla operação que envolveu 90 policiais, na manhã de ontem, nas cidades de Hamburgo, Oldenburg e Weimar. A promotoria pública alemã identificou os detidos apenas pelo primeiro nome e pela inicial do sobrenome, em respeito a leis locais de privacidade: Kianzad K., Gholamali K., Hamid K. e Rudolf M. Os três primeiros possuem dupla nacionalidade iraniana e alemã. O quarto é alemão. A identidade de um quinto

suspeito não foi revelada. "Acredita-se que os acusados tenham contribuído em 2010 e 2011 para a entrega de válvulas especiais para a construção de um reator de água pesada no Irã, transgredindo o embargo ao Irã", disse a promotoria. O Irã está construindo atualmente um reator de água pesada em Arak, região central do país. Teerã afirma que o reator de plutônio será usado para fins de pesquisa médica. Segundo as autoridades alemãs, os suspeitos sabiam da finalidade das peças. Para contornar a proibição, o quarteto teria alegado que os itens seriam vendidos a empresas com sede na Turquia e no Azerbaijão. Sanções - Junto com os EUA, a Europa está à frente da pressão internacional contra o programa iraniano. Teerã foi alvo de várias rodadas de sanções da

O plano de ataque de Israel

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srael já tem preparado um plano para atacar as instalações nucleares iranianas, que prevê o lançamento de dezenas de mísseis, o assassinato de funcionários de alto escalão do Exército e um ataque cibernético capaz de paralisar totalmente a rede elétrica iraniana. O alerta foi feito ontem pelo blogueiro norte-americano Richard Silverstein, citando uma fonte israelense.

Equipamentos seriam para a construção de um reator de água pesada, como a de Arak, no centro do Irã. FARS/AFP

Divulgação/Reuters - 08/04/08

Família de Roshan quer justiça

Presidente Mahmoud Ahmadinejad alega que usinas têm fins pacíficos

Organização das Nações Unidas (ONU), EUA e UE desde 2006 devido a sua recusa em suspender o enriquecimento de urânio. Dependendo do nível de refinamento, o processo gera combustível para usinas nucleares, assim como para bombas atômicas. Justiça - Já os iranianos também buscam retaliar a comunidade internacional. Familiares dos cientistas nucleares iranianos assassinados nos últimos anos em circunstâncias misteriosas decidiram mover um processo contra Israel,

EUA e Reino Unido por considerarem que há envolvimento desses países nas mortes de seus entes queridos. Rahim Ahmadi Roshan, pai do químico Mostafa Ahmadi Roshan, disse ontem que as famílias pediram ao Poder Judiciário iraniano que leve a demanda aos órgãos internacionais competentes e que os envolvidos sejam levados à justiça. "Nós pedimos o indiciamento do regime sionista e das potências arrogantes", disse Roshan a jornalistas, em referência aos governos israelense,

norte-americano e britânico. O químico iraniano era diretor da unidade de enriquecimento de urânio da usina nuclear de Natanz, na região central do Irã. Ele foi um dos cinco cientistas iranianos assassinados desde 2010. O governo iraniano acusa Israel, EUA e Reino Unido de envolvimento nas mortes. Washington e Londres negaram envolvimento. TelAviv não se pronuncia oficialmente sobre o assunto. Sabotagem - Segundo Teerã, trata-se de uma campanha para sabotar seu programa nu-

clear. Os EUA e aliados suspeitam que o Irã desenvolva em segredo um programa nuclear bélico. O Irã sustenta que seu programa nuclear é civil e tem finalidades pacíficas, como a geração de energia elétrica e o desenvolvimento de isótopos medicinais, estando de acordo com as normas do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, do qual é signatário. Autoridades iranianas dizem fazer parte da campanha de sabotagem a morte e o sequestro de cientistas, a venda de equipamentos defeituosos e a instalação de um vírus de computador que em 2010 interrompeu brevemente as atividades de enriquecimento de urânio por parte do Irã. Ontem, a televisão estatal iraniana levou ao ar imagens do que seriam as confissões feitas por 14 suspeitos de envolvimento nos assassinatos. Os suspeitos admitem terem recebido treinamento em Israel. Em maio, o Irã enforcou Majid Jamali Fashi pelo assassinato do cientista Ali Mohammadi em 2010. Em confissão, Fashi disse ter sido treinado pelo serviço secreto israelense. (Agências)


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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Nós identificamos as duas partes como culpadas de crimes de guerra. Comissão da ONU sobre os direitos humanos para a Síria nternacional Goran Tomasevic/Reuters

Moradores de Azaz procuram por sobreviventes após ataque aéreo

Khaled al-Hariri/Reuters

Chuva de bombas e destruição na Síria Caças do regime de Assad bombardeiam redutos rebeldes em Azaz e Alepo. Já os insurgentes apelam para caminhões-bomba em Damasco. A guerra civil síria se espalha para o Líbano, levando países vizinhos a alertarem seus cidadãos sobre o risco de sequestros.

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aças do governo sírio bombardearam ontem a cidade de Azaz, na província de Alepo e perto da fronteira turca, matando pelo menos 20 pessoas, incluído um bebê e algumas crianças, e deixando dezenas de feridos. Mais cedo, a explosão de um caminhão-bomba em Damasco deixou três feridos perto do hotel que é usado pelos observadores da Organização das Nações Unidas (ONU) na Síria. A violência da guerra civil síria voltou a se espalhar para o vizinho Líbano. Milicianos xiitas que controlam a zona sul de Beirute e o porto de Tiro tomaram 30 sírios como reféns na capital libanesa. Eles disseram que só os libertarão quando insurgentes da Síria, que por sua vez sequestraram xiitas libaneses, libertarem seus cativos. Em Azaz, cidade próxima à fronteira com o Líbano, um médico disse que muitas pessoas ficaram feridas por causa de um ataque aéreo do governo. Várias casas estavam em ruínas e dezenas de homens vasculhavam os escombros à procura de sobreviventes. Um ativista afirmou que pelo menos 30 corpos foram localizados. "Eu vi o avião se aproximar e disparar os mísseis, então tudo se encheu de fumaça", disse Mohammed Fuad, de 18 anos. Mísseis das forças sírias também atingiram um hospital em uma área controlada pelos rebeldes em Alepo, ferindo uma pessoa, afirmou um médico que se identificou como doutor Younes. Em Damasco, um caminhãobomba explodiu próximo ao hotel em que estão hospedados observadores da ONU. Segundo a mídia estatal, três pessoas ficaram feridas, nenhuma delas ligada à ONU. Dois grupos assumiram a autoria conjunta – a Brigada dos Descendentes do Profeta e a

Khalil Hassan/Reuters

A explosão de um caminhão-bomba deixa carros destruídos perto de hotel dos observadores da ONU

EQUADOR Quito: polícia britânica ameaça invadir embaixada em Londres e prender o fundador do WikiLeaks, Julian Assange.

IMIGRAÇÃO Estrangeiros fizeram filas para se legalizar nos EUA, ontem, no dia em que entraram em vigor diretrizes que relaxam as deportações.

Ó RBITA Issei Kato/Reuters

Pichi Chuang/Reuters

Milicianos xiitas libaneses sequestram 20 sírios em Beirute Brigada al Habib al Mustafa. Eles afirmam que o ataque, planejado pelo Exército Livre Sírio, matou 50 soldados, contrariando a versão do governo de que houve apenas três feridos. Membros da oposição afirmaram que houve, ontem, 193 mortes por todo o país. Ajuda externa - O atentado em Damasco é o tipo de ação que só é possível com a ajuda externa, disse o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, presidente da comissão da ONU sobre os direitos humanos para a Síria. "Há a presença do que chamamos de grupos radicais islâmicos estrangeiros, que vêm, por exemplo, do Iraque", revelou o brasileiro. A comissão concluiu ainda

que as forças do governo, as milícias ligadas a Damasco e os grupos rebeldes perpetraram crimes de guerra e contra a humanidade no decorrer do conflito iniciado há 17 meses. Sequestro - No vizinho Líbano, um clã xiita disse ter sequestrado mais de 20 sírios após um integrante ter sido detido em Damasco. O grupo pede a soltura de Hassan al Meqdad, em posse do Exército Livre Sírio. Os rebeldes afirmam que o capturado pertence ao grupo xiita libanês Hezbollah. Devido às ameaças de sequestro, a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar pediram que seus cidadãos abandonem o Líbano. (Agências)

FERIDAS DA GUERRA

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s tensões regionais na Ásia se intensificaram ontem por ocasião do aniversário do final da Segunda Guerra Mundial. O Japão lembrou os 67 anos de sua rendição com uma mensagem de paz (acima à esq.), mas ativistas da China e da Coreia do Sul usaram a ocasião para reivindicar a posse de ilhas disputadas na região (acima, à dir.). A polícia japonesa prendeu 14 ativistas que partiram em direção às ilhas. Cinco chineses foram detidos ao desembarcar nas ilhas, chamadas de Senkaku pelo Japão e de Diaoyu pelos chineses, segundo a Guarda Costeira. A agência chinesa de notícias Xinhua disse que posteriormente nove ativistas foram presos em um barco. Já um grupo de sul-coreanos chegou a outro arquipélago, controlado pela Coreia do Sul, como forma de minimizar a reivindicação japonesa sobre o território. (Agências)

A CERVEJA DE OBAMA

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Casa Branca fabrica sua própria cerveja, que contém mel do jardim cultivado pela primeira-dama, Michelle Obama. Chamada de "White House Honey Ale", a cerveja tem duas variedades, uma forte e outra mais suave. Entre os sortudos que puderam prová-la está o dono de uma cafeteria de Knoxville, em Iowa, que foi presenteado com uma garrafa durante uma parada de Barack Obama pelo Estado norte-americano. O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, diz ter provado Reuters - 17/03/12 somente a variedade mais suave e sustentou que é "bastante refrescante". (EFE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

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15 ECONOMIA Estatísticas mostram que, a cada 9,7 quilômetros pedalados, há uma economia de 1,6 quilo de emissões de dióxido de carbono.

idades Jan Grarup/The New York Times

Ciclista pedala na ciclovia entre Copenhague e Albertslund, inaugurada recentemente: população está trocando o transporte coletivo e os carros pelas "magrelas".

Bicicletas: a lição vem da Dinamarca. Ciclovia de quase 18 quilômetros foi inaugurada ligando o centro de Copenhague aos subúrbios da capital dinamarquesa. Projeto faz parte da "superciclovia". Sally McGrane *

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magine quase 18 quilômetros de uma ciclovia lisinha serpenteando pelo interior. Praticamente sem ser interrompida por estradas ou cruzamentos, ela passa por campos, quintais, pássaros gorjeando, um lago, alguns patos e, a cada 1,5 quilômetro, uma bomba de ar. Para alguns dinamarqueses, é assim que se vai e volta do trabalho. Susan Nielsen, professora de 59 anos, era uma das primeiras pessoas aproveitando a primeira "superciclovia" da Dinamarca numa manhã recente, quase no meio do caminho entre Copenhague e Albertslund, um subúrbio, que é o ponto final da estrada. "Estou muito contente por causa da melhor pavimentação", afirmou Nielsen, levando um par extra de calças na mochila, para vestir depois de 40 minutos de pedalada. Inaugurada em abril, a superciclovia é a primeira das 26 rotas a serem construídas para incentivar mais as pessoas a ir e voltar do trabalho de bicicleta em Copenhague. Mais para ciclovia do que para rodovia, como sugere o nome, ela é fruto de urbanistas procurando formas de aumentar o uso de bicicletas num lugar onde metade dos residentes já pedala todo dia para o trabalho ou a escola. "Nós somos muito bons, mas queremos ficar melhores", disse Brian Hansen, chefe do departamento de planejamento de trânsito de Copenhague. Ele e a equipe viram potencial nos trabalhadores suburbanos, a maioria dos quais se vale de automóveis ou do transporte público para chegar à capital. "Um ciclista típico utiliza a bicicleta por cinco quilômetros", disse Hansen. "Nossa dúvida

era: como fazer as pessoas darem pedaladas mais longas?" Eles decidiram deixar as ciclovias com mais cara de autoestrada. Embora exista uma boa rede de ciclovias ao redor de Copenhague, as regras municipais podem ser inconsistentes, com trechos nos quais o pavimento, iluminação ou a manutenção durante o inverno são inadequados, além de cruzamentos e aberturas inseguras. "Não funciona ter uma ciclovia boa, depois um trecho no meio coberto de neve", declarou Lise Borgstrom Henriksen, porta-voz da secretaria responsável pela superciclovia. "As pessoas não irão utilizá-la." Para o projeto da superciclovia, Copenhague e outras 21 cidades se uniram para garantir que houvesse ciclovias padronizadas e contíguas para a capital em distâncias de até 22,5 quilômetros. "Queremos que as pessoas percebam tais rotas como uma alternativa séria, como tomar o ônibus ou o trem, ou ir de carro", disse Hansen. O plano recebeu um amplo apoio num país cujos legisladores de direita e de esquerda costumam pedalar para o trabalho (ainda que em modelos de bicicleta levemente diferentes). Enquanto pedalava na primeira superciclovia, Marianne Bagge-Petersen relatou estar a caminho de um grupo de apoio a pessoas em busca de emprego. "Eu me sinto bem pedalando. Estou procurando emprego e, se não sair de casa, será um dia muito longo." Benefícios – ARegiãodaCapital da Dinamarca, organismo político responsável por hospitais públicos e pelo desenvolvimento regional, destinou US$ 1,6 milhão ao projeto da superciclovia. "Quando pensamos em hospitais públicos, examinamos com atenção como re-

duzir os custos", disse um conselheiro regional, Lars Gaardhoj, que tinha acabado de pegar os três filhos pequenos numa bicicleta para transporte decorada com elefantes. "Os médicos costumam dizer que o melhor paciente é aquele que nunca se vê. Tudo que pudermos fazer para gerar menos poluição e trânsito resultará em pessoas mais saudáveis e, quem sabe, felizes." Na Dinamarca, graças a medidas como a superciclovia, os trabalhadores escolhem as bicicletas por serem um meio de transporte mais rápido e conveniente. "A questão não é os dinamarqueses serem mais ligados à ecologia", avaliou Gil Penalosa, diretor da 8-80 Ci-

Queremos que as pessoas percebam tais rotas como uma alternativa séria, como tomar o ônibus ou o trem, ou ir de carro. BRIAN HANSEN ties, organização canadense que atua para tornar as cidades mais saudáveis. "Não é porque eles comem algo diferente no café da manhã." Para Lars Gemzo, sócio da Gehl Architects, dentro de Copenhague, pedalar já era a melhor opção para muitos tipos de viagens. "Você sabe que é bobo se quiser fazer de carro uma distância média. Será perda de tempo." Estatísticas dinamarquesas apontam que a cada 9,7 quilômetros pedalados, existe uma economia de 1,6 quilo de emissões de dióxido de carbo-

no e nove centavos de dólar em custos de saúde pública. No entanto, muitos apontam a felicidade como um dos principais benefícios de ir ao trabalho de bicicleta. "Após pedalar por 30 minutos, você passa a se sentir bem consigo mesmo", disse Henrik Dam Kristensen, ministro dos transportes, que apoia as superciclovias. "Você dá mais valor a uma taça de vinho porque fez por merecê-la." Frits Bredal, chefe de comunicação da Federação Dinamarquesa de Ciclistas, alertou que as superciclovias não eram perfeitas. "O ideal seria não existirem sinais vermelhos, elas contarem com pavimento perfeito, nada de buracos e obstáculos, uma rodovia de verdade." Diversas inovações ciclísticas estão sendo testadas em Copenhague. Algumas, como suportes para os pés e tecnologia "onda verde", temporizando os semáforos na hora do rush para se adequar aos ciclistas, já estão funcionando na superciclovia. Outras, como latas de lixo inclinadas para facilitar o acesso e pistas para "conversação", nas quais duas pessoas podem pedalar lado a lado e falar, poderão ser vistas em trajetos de longa distância no futuro. Os usuários da superciclovia também aguardam ansiosamente por variações na "campanha do carma", atualmente em andamento na capital dinamarquesa, pela qual funcionários municipais vão às ruas com caixas de chocolate e presenteiam os ciclistas que aderirem às cinco regras do ciclismo: ser gentil, sinalizar, manter a direita, ultrapassar com cuidado e, em vez de ficar irritado com a buzina da bicicleta, fazer o possível para apreciá-la. Rodrigo Dionisio/AE

TEMPO SECO

A Ó RBITA

CARTEIRA FALSA

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m capitão da Aeronáutica foi preso no interior de São Paulo, anteontem, sob suspeita de utilizar uma carteira de motorista falsificada. O militar, que não teve o nome divulgado, foi abordado na via Dutra. (Folhapress)

umidade relativa do ar caiu para 27% ontem e a Defesa Civil colocou toda a Capital em estado de atenção. De acordo com o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), a cidade não tem registro de chuvas significativas há 28 dias. O tempo deve permanecer seco até a próxima semana. Com umidade abaixo dos 30%, as recomendações são evitar exercícios físicos ao ar livre das 11h às 15h e umidificar o ambiente. (Folhapress)

POUSO – O helicóptero Águia da Polícia Militar pousou ontem na esquina das avenidas São João e Duque de Caxias, para socorrer uma vítima que estava sendo levada ao hospital de ambulância.

A próxima superciclovia vai ligar Copenhague à cidade de Fureso, a noroeste. Nela, a ciclovia atual atravessa uma linda floresta que, infelizmente, é muito escura à noite. No inverno passado, para obedecer aos padrões da superciclovia, Fureso testou iluminação gerada por energia solar. "As pessoas ficaram muito felizes com isso", afirmou Lene Hartmann, líder do projeto climático do município. "Segundo um ciclista, 'é como se os trolls da floresta cuidassem de nós'." Ônibus – Há vários anos, uma moradora de Fureso, Karsten Bruun Hansen, deu início a um "ônibus de bicicleta", pelo qual os ciclistas se encontram e viajam juntos, se revezando para bloquear o vento. (Inspirado numa ideia de Hansen, a prefeitura também criou um ônibus de bicicleta

infantil para as crianças pedalarem até a escola juntas). Hansen, que estima poupar pessoalmente uma tonelada de dióxido de carbono por ano, espera que a superciclovia incentive mais pessoas a pedalar as magrelas. Ole Bondo Christensen, prefeito de Fureso, também anseia pelas melhorias que a superciclovia trará. Christensen, que não possui automóvel, pedala diariamente mais de seis quilômetros para trabalhar. "É minha forma de espairecer. Às vezes tenho novas ideias." Até o fim do verão no Hemisfério Norte, depois que o resto da iluminação alimentada por painéis solares for instalado, o trecho de Fureso da estrada estará pronto para virar superciclovia. * The New York Times News Service/Syndicate

BMC Previdência Privada S.A. CNPJ no 07.622.099/0001-02 - NIRE 35.300.325.770 Grupo Bradesco de Seguros e Previdência Ata das Assembleias Gerais Extraordinária e Ordinária realizadas cumulativamente em 29.3.2012 Data, Hora e Local: Aos 29 dias do mês de março de 2012, às 9h, na sede social, Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900. Quorum: Compareceram, identificaram-se e assinaram o Livro de Presença os representantes da Alvorada Vida S.A., única acionista da Sociedade. Verificou-se também a presença dos senhores Tarcísio José Massote de Godoy, Diretor, e Luciene Teixeira Magalhães, representante da empresa KPMG Auditores Independentes. Mesa: Presidente: Lúcio Flávio Condurú de Oliveira; Secretário: Ivan Luiz Gontijo Júnior. Convocação: Dispensada a convocação por Edital, de conformidade com o disposto no Parágrafo Quarto do Artigo 124 da Lei no 6.404, de 1976. Ordem do Dia: Assembleia Geral Extraordinária: aprovar a alteração da redação do Anexo A da Convenção do Grupo Bradesco de Seguros e Previdência, referente ao rateio das despesas da administração financeira do referido Grupo. Assembleia Geral Ordinária: I) tomar conhecimento do Relatório da Administração, do Parecer Atuarial e do Relatório dos Auditores Independentes, e examinar, discutir e votar as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social findo em 31.12.2011; II) deliberar sobre proposta da Diretoria para destinação do lucro líquido do exercício encerrado em 31.12.2011 e distribuição de dividendos; III) eleger os membros da Diretoria da Sociedade; IV) fixar o montante global anual da remuneração dos Administradores; V) ratificar as seguintes designações de Diretor: de Relações com a SUSEP; responsável pela Área Técnica de Previdência; responsável pelos registros de apólices e endossos emitidos e dos cosseguros aceitos; responsável pelo cumprimento do disposto na Lei no 9.613, de 3.3.1998, que trata dos crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores; responsável pelo acompanhamento, supervisão e cumprimento das normas e procedimentos de contabilidade; responsável administrativo-financeiro; responsável pelos controles internos específicos para a prevenção contra fraudes; VI) designar, perante à SUSEP – Superintendência de Seguros Privados, o Diretor responsável pela implementação de controles internos das atividades da Sociedade. Deliberações: Assembleia Geral Extraordinária: aprovada a alteração da redação do Anexo A da Convenção do Grupo Bradesco de Seguros e Previdência, referente ao rateio das despesas da administração financeira do referido Grupo. A mencionada Convenção consolidada será registrada na Junta Comercial do Estado de São Paulo e ficará arquivada na sede da Sociedade, nos termos da alínea “a” do Parágrafo Primeiro do Artigo 130 da Lei no 6.404/76. Assembleia Geral Ordinária: I) tomaram conhecimento do Relatório da Administração, do Parecer Atuarial e do Relatório dos Auditores Independentes e aprovaram, sem ressalvas, as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social findo em 31.12.2011, de conformidade com a publicação efetivada em 29.2.2012, nos jornais “Diário Oficial do Estado de São Paulo”, páginas 109 a 111 e “Diário do Comércio”, páginas 49 e 50; II) aprovada a proposta da Diretoria registrada na Reunião daquele Órgão, de 24.2.2012, para destinação do lucro líquido do exercício e distribuição de dividendos, conforme segue: “Tendo em vista que esta Sociedade obteve no exercício social encerrado em 31.12.2011 lucro líquido de R$422.121,64, propomos que seja destinado da seguinte forma: R$21.106,08 para a conta “Reserva de Lucros - Reserva Legal”; R$300.761,67 para a conta “Reserva de Lucros - Estatutária”; e R$100.253,89 para pagamento de Dividendos, o qual deverá ser feito até 31.12.2012.”; III) para composição da Diretoria, com mandato de 1 (um) ano, até 29.3.2013, foram reeleitos os senhores: Diretor-Presidente: Lúcio Flávio Condurú de Oliveira, brasileiro, casado, securitário, RG 54.543.372-1/SSP-SP, CPF 236.703.472/91, com domicílio na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP; Diretor Gerente: Ivan Luiz Gontijo Júnior, brasileiro, casado, advogado, OAB/RJ no 44.902, CPF 770.025.397/87, com domicílio na Avenida Paulista, 1.415, parte, Bela Vista, São Paulo, SP; Diretores: Jair de Almeida Lacerda Júnior, brasileiro, casado, securitário, RG 30.784.795-0/SSP-SP, CPF 750.204.247/49; Eugênio Liberatori Velasques, brasileiro, casado, securitário, RG 07.293.428-4/IFP-RJ, CPF 445.999.357/00, ambos com domicílio na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP; Haydewaldo Roberto Chamberlain da Costa, brasileiro, casado, contador, CRC RJ-075823/0-9, CPF 756.039.427/20; e Tarcísio José Massote de Godoy, brasileiro, casado, securitário, RG 554.548/ SSP-DF, CPF 316.688.601/04, ambos com domicílio na Avenida Paulista, 1.415, parte, Bela Vista, São Paulo, SP, sendo que permanecerão em suas funções até que os nomes dos Diretores que forem eleitos em 2013 recebam a homologação da Superintendência de Seguros Privados - SUSEP e seja a Ata arquivada na Junta Comercial e publicada. Os Diretores reeleitos preenchem as condições previstas na Resolução n o 136, de 7.11.2005, da Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, e declararam, sob as penas da lei, que não estão impedidos de exercer a administração de sociedade mercantil em virtude de condenação criminal; IV) fixado o montante global anual da remuneração dos Administradores, no valor de até R$72.000,00 (setenta e dois mil reais), a ser distribuída em Reunião da Diretoria, conforme determina a letra “g” do Artigo 9 o do Estatuto Social; V) ratificadas as seguintes designações de Diretor: senhor Jair de Almeida Lacerda Júnior Relações com a SUSEP; responsável pela Área Técnica de Previdência; e pelos registros de apólices e endossos emitidos e dos cosseguros aceitos; senhor Eugênio Liberatori Velasques responsável pelo cumprimento do disposto na Lei no 9.613, de 3.3.1998, que trata dos crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores; e pelos controles internos específicos para a prevenção contra fraudes; senhor Haydewaldo Roberto Chamberlain da Costa - responsável pelo acompanhamento, supervisão e cumprimento das normas e procedimentos de contabilidade; e responsável administrativo-financeiro; VI) designado o senhor Tarcísio José Massote de Godoy, em substituição ao senhor Marcos Suryan Neto, como Diretor responsável pela implementação de controles internos das atividades da Sociedade. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o senhor Presidente esclareceu que para as deliberações tomadas, o Conselho Fiscal da Companhia não foi ouvido por não se encontrar instalado no período e encerrou os trabalhos, lavrando-se a presente Ata, que lida e achada conforme, foi aprovada por todos os presentes, que a subscrevem. Assinaturas: Presidente: Lúcio Flávio Condurú de Oliveira; Secretário: Ivan Luiz Gontijo Júnior; Administrador: Tarcísio José Massote de Godoy: Acionista: Alvorada Vida S.A., representada por seus procuradores, senhores Carlos Laurindo Barbosa e Johan Albino Ribeiro; Auditora: Luciene Teixeira Magalhães. Declaração: Declaramos para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata original lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. BMC Previdência Privada S.A. aa) Ivan Luiz Gontijo Junior e Tarcísio José Massote de Godoy. Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 333.604/12-0, em 31.7.2012. a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.


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VÊNUS Foto divulgada ontem e feita pelo austronauta russo Gennady Padalka, a partir da Estação Espacial Internacional, mostra Vênus passando diante do Sol em 6 de junho.

MARTE Imagem da cratera Gale, onde pousou o robô explorador Curiosity. A Nasa deve definir nas próximas semanas a rota do robô em solo marciano.

Nasa/EFE EFE

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Embalagem criada pelo designer Naoto Fukasawa para suco de banana. Uma caixinha à prova de dúvidas. http://bit.ly/yjMJHr

F UTEBOL M ÚSICA

3 x 0 na despedida

Rafael Andrade/Folhapress

Mastrangelo Reino/AE

Jonas Ekstromer/Reuters

Neymar em lance com Wilhelmson, da Suécia, durante amistoso.

Pelé, com a rainha Silvia e a princesa Victoria, ontem, antes do jogo.

Morre Altamiro Carrilho O músico, compositor e flautista brasileiro Altamiro Carrilho morreu ontem, aos 87 anos, em uma clínica no Rio de Janeiro, onde estava internado para tratar complicações pulmonares. Carrilho era considerado um dos mestres da música brasileira, produziu mais de 100 discos e 200 canções e se apresentou em mais de 40 países. I NTERNET

Os sucessores do Twitter Os empresários Evan Williams e Biz Stone, criadores do Twitter, criaram duas novas plataformas online de compartilhamento de informações: o Medium e o Branch. No Medium, todos os posts são organizados em coleções temáticas. Os posts

dos vários usuários que forem melhor avaliados pelos outros aparecerão primeiro. O Branch permitirá a usuários do Twitter criar um fórum personalizado, por tópico, e convidar amigos a debater, sem limite de caracteres.

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seleção brasileira derrotou a Suécia por 3 x 0 ontem, quatro dias depois de perder a final olímpica, num amistoso que marcou a despedida do estádio Rasunda, onde o Brasil conquistou seu primeiro título mundial, em 1958. Naquela ocasião, os brasileiros venceram por 5 x 2, com dois gols de Vavá, dois de Pelé e um de Zagallo. Desta vez, os gols foram marcados

pelos atacantes Leandro Damião e Alexandre Pato (dois). "É importante a vitória, porque não conseguimos aquilo que todos esperavam, que era ouro. Tenho certeza que tentamos fazer o máximo possível, mas infelizmente não conseguimos. Agora é trabalhar", disse Pato após o amistoso. Antes da partida, os atletas da decisão de 58 foram homenageados e alguns, incluindo Pelé, que tinha 17 anos naque-

la Copa, estiveram no estádio. Os jogadores do Brasil entraram em campo com uma réplica da camisa usada na época. Pelé, Pepe, Mazzola e Zito tiveram ainda um encontro com a rainha Silvia, que ofereceu um jantar de gala em tributo aos jogadores de 1958. Escalação – Para o amistoso festivo com a Suécia, o técnico Mano Menezes fez quatro alterações em relação ao time que perdeu a final dos Jogos Olím-

picos de Londres para o México, no sábado: entraram Daniel Alves, David Luiz, Paulinho e Ramires nas vagas de Rafael, Juan, Sandro e Marcelo. Na lateral-esquerda, Alex Sandro jogou como titular na vaga deixada por Marcelo, suspenso. A vitória que deverá ter pouco impacto na situação de Mano Menezes, pressionado pelas atuações pouco convincentes da seleção. (Reuters)

Tiago Queiroz/AE

D EBATE A RTE

Encontro literário no Café Girondino No domingo 19 de agosto, a partir das 11h, o escritor Renato Modernell participa de um bate-papo sobre o livro Gird - O Quarto Mago, de sua autoria. O livro está sendo lançado em edição independente, com apoio da Secretaria da Cultura do Estado. A iniciativa tem os objetivos de criar um novo espaço debates de temas literários e artísticos e colaborar na redescoberta do Centro como polo cultural. Café Girondino. R. Boa Vista, 365. tel.: 3229 4574.

L E M

Essa é a matéria prima de Motoi Yamamoto em suas esculturas. www.motoi.biz/english/e_top/e_top.html

L OTERIAS Concurso 1271 da LOTOMANIA

Concurso 782 da LOTOFÁCIL

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CUIDADO - Missionários durante uma ação realizada ontem no Centro de São Paulo, nesta quarta-feira. Eles cortaram o cabelo de moradores de rua da região da Praça da Sé.

Grupo Corpo exibe as coreografias 'Benguelê' e 'Sem Mim' no Teatro Alfa. Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, tel.: 5693-4000. 21h. R$ 40 a R$ 120.

R ECICLAGEM

Um destino para seu velho celular Quem tem em casa celulares, baterias e acessórios que não são mais usados pode se desfazer deles na feira de estágio da USP. Na feira, que termina hoje, há um estande da Oi, feito de materiais recicláveis, onde é possível depositar esse tipo de lixo eletrônico. Todo o material recolhido será encaminhado para reciclagem. A iniciativa faz parte das ações de incentivo a práticas sustentáveis da companhia. A feira é aberta ao público e acontece no estacionamento da Escola Politécnica, das 9h às 19h.


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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

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17 BALANÇOS O lucro das empresas de capital aberto caiu 61,8% no trimestre

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Um programa que promete movimentar o Brasil

PESQUISA 74% dos clientes de bancos mantêm conta onde recebem os salários

Wilson Dias/ABr

Governo Dilma anuncia planos de ampliação e integração de rodovias e ferrovias. Se tudo sair do papel, gargalos nos transportes serão superados.

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governo federal anunciou ontem um pacote de investimentos pesados em rodovias e ferrovias que, se sair do papel como prometido, fará a data do anúncio entrar para a história da logística e do transporte no País. O anúncio do pacote foi feito pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. O programa prevê investimento total de R$ 133 bilhões, sendo que, desses, R$ 79,5 bilhões deverão ser aplicados em cinco anos, e R$ 53 bilhões, investidos entre o quinto e o 20º ano. "Temos a convicção de que a logística eficiente é fundamental para o desenvolvimento", afirmou Passos. "A cadeia de modais de transporte precisa se integrar com as cadeias produtivas no País." Segundo o ministro, o "Programa de Investimentos em Logística: Rodovias e Ferrovias" dá um passo adiante, rumo a uma nova etapa, ao restabelecer a capacidade de planejamento integrado de transportes. Entretanto, o pacote – como o nome destaca – não incluiu os investimentos para reformas e construção de portos e aeroportos no País. Esse anúncio deve ser feito somente no fim do mês. O pacote lançado ontem prevê investimentos de R$ 91 bilhões em ferrovias. A ideia do governo é construir 10 mil quilômetros por meio de concessão para a iniciativa privada. O sistema a ser adotado é o de Parceria Público-Privada (PPP). O governo vai contratar a construção, manutenção e a

operação da ferrovia. A Valec, empresa pública de ferrovias, terá papel fundamental no processo. O ministro explicou que a Valec, em nome do governo, comprará a capacidade integral de ferrovias em todo o País e fará uma oferta pública da capacidade, assegurando o direito de passagem dos trens em todas as malhas, dentro da perspectiva de modicidade tarifária. A estatal venderá parte des-

sa capacidade aos usuários que quiserem transportar cargas, aos operadores independentes e aos concessionários. Estradas – Em relação às rodovias, o objetivo é duplicar 7,5 mil quilômetros por meio

de concessão para a iniciativa privada. Nove lotes de rodovias, informou Passos, serão concedidos à iniciativa privada. "São grandes corredores que se articulam com outras importantes rodovias do Bra-

sil", disse o ministro, citando trechos como a BR 101, na Bahia; BR 262, no Espírito Santo e Minas Gerais; BR 153, em Tocantins e Goiás; BR 050, em Goiás e Minas Gerais e a BR 163, no Mato Grosso. Pedá gio – O ministro dos Transporte destacou que, no caso das rodovias, a seleção do vencedor do processo licitatório se dará pela menor tarifa do pedágio. "Não será cobrada tarifa na área urbana, e os responsáveis somente começarão a cobrar pedágio quando tivermos pelo menos 10% das obras de concessão em suas respectivas áreas de responsabilidade concluídas", afirmou. A aproximação do governo com a iniciativa privada contará com forte aporte de recursos públicos. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiará até 80% dos projetos. Porém, as empresas deverão buscar no banco estatal aproximadamente metade do valor dos empreendimentos, avalia o presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy. Outros 25% viriam de operações financeiras das próprias concessionárias e o restante, da emissão de debêntures de infraestrutura. O financiamento das ferrovias terá juros

Linhas articuladas, do Nordeste ao Sul, deverão escoar mais de 5 milhões de toneladas de grãos e minérios

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Lalo de Almeida/FolhaImagem

Queremos resgatar as ferrovias brasileiras como alternativa de logística para o País. PAULO PASSOS, MINISTRO

Carga pesada: concessão de 2,6 mil quilômetros já está mais avançada em termos de estudos. em Logística, 2,6 mil já estão mais avançados em termos de informações e estudos disponíveis, como o Ferroanel São Paulo trechos Norte e Sul, o relevante acesso ao Porto de Santos, o Lucas do Rio Verde a Uruaçu, Estrela d'Oeste/Panorama/Maracaju e Açailân-

até 1%, carência até cinco anos e amortização até 25 anos. Para as rodovias, os juros serão até 1,5%, carência de até três anos e amortização em 20 anos. Empresa – O ministro Passos anunciou ainda a criação da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) que vem substituir a Empresa de Trem de Alta Velocidade (Etav). O presidente da nova companhia será Bernardo Figueiredo. "A nova empresa vai identificar oportunidades, junto com a iniciativa privada, atuando também com portos, hidrovias e todos os setores que compreendam logística e transportes", disse Passos. Oficialmente, os principais prazos para a duplicação de rodovias e construção de linhas terminam em 2018. Para cumprir o cronograma estabelecido, o governo terá de promover um choque radical na gestão dos projetos. Ainda assim, será difícil obedecer aos prazos. Entre o anúncio de uma concessão e a assinatura do contrato são gastos, em um cálculo otimista, 21 meses, segundo a Abdib. (Agências)

Trem-bala volta com o pacote

Plano prevê corredor ferroviário ministro dos Transportes, Paulo Passos, afirmou ontem que o governo está desenhando uma grande rede ferroviária de alta capacidade. Segundo ele, considerando todos os trechos, o governo vai abrir um grande corredor e poderá escoar mais de 5 milhões de toneladas de grãos e minérios. "Vamos fazer uma articulação por meio de ferrovias modernas entre o Nordeste, o Sul e o Sudeste", disse Passos. "Queremos resgatar as ferrovias brasileiras como alternativa de logística para o País e estamos trabalhando com a perspectiva de que não haja monopólio. A malha será compartilhada e, competitivamente, vai oferecer menores custos de transportes. A redução das tarifas é um dos resultados que se consegue ao fazer melhor uso", disse. O ministro reforçou que a empresa pública Valec, em nome do governo, terá importante função no processo de concessão de construção de ferrovias. Dos 10 mil quilômetros de ferrovias previstos no Programa de Investimentos

O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, ontem em Brasília: promessa de aplicar R$ 79,5 bilhões nos próximos cinco anos.

dia/Vila do Conde. Segundo o cronograma, os estudos devem ser concluídos até dezembro. As audiências públicas serão feitas em janeiro, os editais serão publicados em março, as licitações, em abril, e os contratos serão assinados entre maio e julho.

Os demais segmentos, que configuram 7,4 mil quilômet r o s , s ã o : U r u a ç i u / C o r i nto/Campos; Salvador/Recife; Rio de Janeiro/Campos/Vitória; Belo Horizonte/Salvador; Maracaju/Mafra e São Paulo/Mafra/Rio Grande. Estudos estão em andamento. (AE)

governo relançou ontem, em meio ao anúncio do pacote para ampliar a infraestrutura do País, o projeto do trembala ligando Campinas-São Paulo-Rio de Janeiro e pretende fazer um primeiro leilão do projeto no dia 31 de maio do próximo ano. O diretor-geral em exercício da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), Ivo Borges, assinou o relançamento da consulta pública ao edital do projeto, que será publicado amanhã no Diário Oficial da União. O rascunho do edital estará disponível a partir do dia 23 de agosto para receber sugestões. Depois desse prazo, a ANTT planeja colocar à disposição do mercado o edital final até 31 de dezembro deste ano. Passagens – O primeiro leilão, em maio do próximo ano, será para escolher a empresa que vai fornecer os trens e fazer o transporte de passageiros. Após essa concorrência, o governo ainda precisa realizar outra para escolher a empresa que vai construir e manter a via ferroviária. Pelo modelo proposto, a empresa que vencer o primeiro leilão vai receber os recursos das passagens e pagar uma parte disso ao governo federal. Por sua vez, o governo pegará esse dinheiro da primeira empresa para pagar à segunda, responsável pela construção e manutenção da via. A intenção do governo é fazer o segundo leilão até o fim de 2013 e estar com o trem-bala funcionando entre Campinas e o Rio de Janeiro ao fim de 2018. (Folhapress) Leia mais sobre o pacote de infraestrutura do governo federal nas páginas 19 e 20


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 16 de agosto de 2012


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

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19 Apenas 5% dos 28 mil quilômetros de ferrovias atuais têm menos de 40 anos e, do 1,5 milhão de quilômetros de rodovias, pouco mais de 10% são pavimentados.

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Investir para desatar vários nós Para a presidente Dilma, o governo vai "saldar uma dívida de décadas de atraso em investimentos de logística". E prometeu infraestrutura compatível com o País. Dida Sampaio/AE

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presidente Dilma Rousseff disse que os R$ 133 bilhões de investimentos previstos no Programa de Investimentos em Logística: rodovias e ferrovias, anunciado ontem, são decisivos para desatar vários nós. "Acreditamos que, com os R$ 42 bilhões que vamos aplicar duplicando 7,5 mil quilômetros de rodovias e também com os nossos investimentos de R$ 91 bilhões nas ferrovias, vamos recuperar nossa capacidade. Porque estamos resgatando um modal que por vários motivos esteve paralisado, que é o ferroviário", afirmou. Dilma disse que, com a criação do operador ferroviário independente, o País quer uma logística competitiva, que não tenha donos. "Que haja neutralidade entre quem oferece capacidade e quem transporta a carga. É a Valec (empresa pública de ferrovias) comprando capacidade, portanto, reduzindo o risco do negócio". Dilma avaliou que o Brasil oferece hoje oportunidades "extraordinárias" de investimento. "Digo a investidores que o Brasil tem ótimas oportunidades, com ambiente de estabilidade. As parcerias que estamos propondo são muito atraentes em termos de rentabilidade e risco." Ela declarou que o governo não está se desfazendo de patrimônio público para reduzir dívida ou fazer caixa. "É para beneficiar a população e saldar uma dívida de décadas de atraso em investimentos de logística." Cre scime nto – Segundo a presidente, desde 2003 o Brasil adotou um modelo de de-

As parcerias que estão sendo propostas são muito atraentes em termos de rentabilidade e risco, segundo a presidente Dilma Rousseff.

senvolvimento baseado em crescimento, estabilidade e inclusão social. "Crescemos a ponto de, com tudo que herdamos do passado, nos tornar a sexta economia mundial. E há condições de galgar postos mais avançados nesse ranking de economias desenvolvidas e emergentes", disse. A presidente disse também que o governo preservou a estabilidade econômica e conseguiu combater e derrotar a inflação. E que o País tem uma

situação bastante estável e uma relação dívida/Produto Interno Bruto (PIB) cadente. Destacou que o governo tem zelado pelo rigoroso respeito aos contratos e tem sido disciplinado nos gastos. "Recentemente começamos a buscar juros compatíveis com nossa situação macroeconômica e com a importância de nossa economia, e estamos convergindo para patamares próximos dos internacionais", disse. A presi-

dente afirmou também que o emprego cresceu e que foi assegurada a expansão da renda dos trabalhadores. "Promovemos ascensão de 40 milhões de pessoas para a classe média e estamos reduzindo a miséria." Nova etapa – Para Dilma, o País inicia uma etapa da qual sairá mais rico, forte, moderno e competitivo e que dará à economia o tamanho que ela merece. "Teremos uma infraestrutura compatível com o

tamanho do País", afirmou. Dilma destacou que a criação da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) será fundamental nessa etapa. "Com ela, vamos recuperar a capacidade de planejamento integrado na logística, de projetar a médio e longo prazos um sistema de transportes eficiente e compatível com o desenvolvimento sustentável", disse. "Começamos com rodovias e ferrovias, mas obviamente vamos cuidar de aero-

portos, portos e hidrovias." Dilma disse que o País precisa que seus modais atuem em conjunto, olhando os interesses do setor privado e de toda a população, e integrando as cadeias produtivas, considerando as melhores opções de cada região. "Essa é uma tarefa de Estado que vamos fortalecer em benefícios de nossa economia. Investimento é a palavra-chave para melhorar e expandir nossa infraestrutura logística." (AE)

Marcos Peron/Virtual Photo

O desafio: malha ferroviária defasada e rodovias sobrecarregadas. Renato Carbonari Ibelli

nha para seu segundo centenário. Por não ser atualizada, a malha não acompanhou o decaminho do investi- senvolvimento do Brasil, fimento em infraestru- cando cada vez mais distante tura como forma de in- dos novos polos econômicos, centivar a expansão econômi- como a região Centro-Oeste, ca parece ser o mais adequa- grande produtora de grãos. do. Economistas e Para Manoel Reis, professor empresários esperam essa de logística da Escola de Admiposição do governo há anos, n i s t r a ç ã o d e E m p r e s a s embora as ações nesse senti- (EAESP) da Fundação Getúlio do tenham se mostrado míni- Vargas (FGV), a construção de mas. Agora, se de fato esse pa- 10 mil quilômetros de ferrocote de estímulo vingar, go- vias prevista nos planos anunverno e iniciativa privada te- ciados pelo governo está lonr ã o p e l a f r e n t e o d e s a f i o ge de tornar a malha brasileira gigantesco de corrigir os nós comparável à de países que estruturais que fazem o custo a b r a ç a r a m e s s e m o d a l , a da logística no Brasil ser, por exemplo dos EUA, que posbaixo, equivalente a 10% do suem 280 mil quilômetros de Produto Interno Bruto (PIB). trilhos, ou a Índia, com 70 mil O maior voquilôm etros. l u m e d e r eAinda assim, cursos resersegundo vado pelo goReis, as prioverno para ridades para essa etapa do as ferrovias pacote será foram bem por cento do Produto di rec iona do escolhidas. Interno Bruto (PIB), às ferrovias. "Os investiOs grandes m e n t o s i n ino mínimo, i n v e s t i m e nciais, em 2,6 corresponde, ao tos em trilhos mil quilômecessaram na tros de ferrocusto da logística no década de vias, serão no Brasil com os nós 1970, quantrecho Nortedo setor do o País cheSul, que congou a ter uma sidero a espimalha férrea nha dorsal da de 40 mil quilômetros. A partir malha brasileira, se estendende então, houve uma desmon- do de Belém ao Porto de Santa no modal, reduzindo a ma- tos. Mais do que ampliar a malha aos atuais 28 mil quilôme- lha, esse projeto permite a intros, a mesma extensão de tri- tegração do País", diz. lhos que possui o Japão, um Rodovias – A integração do país 20 vezes menos. Brasil por meio dos vários moAlém de pequena quando dais foi tida como prioridade comparada à extensão terri- pelo ministro dos Transportes, torial do País, a malha ferro- Paulo Passos, ao anunciar os viária brasileira está defasa- investimentos. Hoje, o que se da. Apenas 5% dela é conside- vê é um uso excessivo do morada nova – com menos de 40 dal rodoviário, que responde anos. Grande parte já cami- por mais de 60% do transporte

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Devoção a Nossa Senhora Desatadora dos Nós surgiu na Alemanha

Determinação e fé, para que tudo dê certo.

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esembaraçar os nós da infraestrutura brasileira, como pretende a presidente Dilma Rousseff com o Programa de Investimento em Logística, não será simples. A tarefa requer determinação, organização e, até, fé. Nos próximos dias, Dilma deve receber uma pasta, enviada pelo vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, com a recomendação de que os projetos para resolver os problemas estruturais do País sejam colocados nela e confiados a Nossa Senhora Desatadora dos Nós, de quem o vice-governador é devoto. Afif Domingos já evocou o

auxílio de Nossa Senhora em outras ocasiões, como para desatar os nós da burocracia que atrasa o País ou para que vingasse o programa estadual de Parcerias Público-Privadas (as PPPs). A história de devoção a Nossa Senhora Desatadora dos Nós remonta a 1700, na Alemanha. Àquela época, ficou conhecida uma tela com a imagem da Virgem Maria inspirada em uma meditação realizada por São Irineu, no ano de 202. Ela dizia: "Eva, por sua desobediência, atou o nó da desgraça para o gênero humano; ao contrário, Maria, por sua obediência, o desatou".

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de carga no País. As estradas entraram pelo interior, mas não foram seguidas pelas ferrovias nem pelas hidrovias, que tornariam a logística mais eficiente e barata. A dependência das rodovias não significa que elas tenham sido bem tratadas pelo País. Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), o Brasil possui 1,5 milhão de quilômetros de rodovias, porém, somente 212,6 mil quilômetros, ou pouco mais de 10% do total, são pavimentados. Desse pequeno total asfaltado, conforme a CNT, 69% dele apresenta algum problema de pavimentação, sinalização ou geometria da via. Estradas ruins elevam os gastos com combustível, com manutenção dos caminhões, aumentam o tempo das viagens, provocam acidentes, ou seja, encarece toda a cadeia logística. A Associação Nacio-

nal de Transporte de Carga e Logística (NTC & Logística) estima que a má conservação das estradas encareça em 28% o custo do transporte rodoviário de carga no País. Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), espera que os investimentos para o modal rodoviário, de R$ 42,5 bilhões, sejam concluídos. Vale lembrar que o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), em sua primeira versão, teve apenas 13% das obras previstas de fato realizadas. "O caminho escolhido pelo governo é o correto. Investir em infraestrutura dinamiza a economia e estimula investimentos paralelos, como novas plantas fabris", diz Solimeo. "Resta saber se os recursos realmente serão aplicados e tornar claras as regras para os investimentos do setor privado, que precisa ter garantias", completa .


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e Empresários pedem medidas adicionais É inacreditável que tenhamos a tarifa de energia mais alta do mundo. Eike Batista, do Grupo EBX

conomia

Em reunião com o ministro da Fazenda, empresários ouvem explicações do pacote e reclamam da tributação, da concorrência desleal e do custo da energia elétrica.

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erca de 45 empresários e representantes de associações da indústria e do varejo pediram ontem ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, medidas adicionais para estimular os investimentos e melhorar a competitividade do País durante reunião que durou quase quatro horas. O encontro ocorreu após participarem da solenidade de lançamento de concessões para rodovias e ferrovias. Todos os empresários elogiaram o pacote, que prevê investimentos privados de R$ 133 bilhões nos próximos 25 anos, dos quais R$ 79,5 bilhões serão aplicados nos primeiros cinco anos. Eles, no entanto, reivindicaram a simplificação dos tributos, o combate a práticas comerciais desleais e a redução dos encargos sobre a energia elétrica para eliminar gargalos e ampliar ainda mais os investimentos, não apenas em infraestrutura, mas na geração de empregos. Segundo o presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e das Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, ainda existem diversas restrições ao investimento privado no País. "Para reduzir ainda mais o Custo Brasil, falta financiamento de longo prazo, desoneração do investimento e a melhoria da gestão das instituições do Estado de forma geral", declarou. Godoy, no entanto, ressalta que o governo tem tomado algumas atitudes, como o lançamento de debêntures (títulos privados) para empreendimentos de infraestrutura. O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletroeletrônica (Abinee), Humberto Barbato, citou a guerra fiscal entre os estados como outro entrave aos investimentos da indústria. Segundo ele, a quantidade de ações judiciais no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando

incentivos no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), concedidos pelos governos estaduais, cria insegurança jurídica para os investimentos. "A guerra de ICMS faz com que as empresas parem de construir ou ampliar fábricas. Não se sabe onde é mais interessante investir nem onde se pode obter benefícios", reclamou Barbato. Ele também cita como entrave, para a competitividade da indústria nacional, os encargos sobre a energia elétrica, que é mais cara para as indústrias que para os pequenos consumidores. O presidente da Abinee destacou que Mantega prometeu, durante o encontro, anunciar medidas para essa área em setembro. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, considerou o pacote de concessões imprescindível para melhorar a competitividade dos produtos brasileiros e reduzir o custo da infraestrutura no País. Ele reconheceu que a alta do dólar nos últimos meses reduziu as pressões sobre a indústria nacional, mas advertiu que o governo não pode deixar de combater práticas comerciais desleais provocadas pela crise internacional. Para Andrade, o governo deve intensificar a defesa comercial, combatendo práticas desleais de países que querem exportar produtos com custos baixos para o Brasil. "Com o crescimento na Ásia diminuindo, os concorrentes internacionais querem colocar mais produtos no Brasil. A defesa comercial também precisa ser cuidada", diz. Apesar das recomendações ao governo, Andrade elogiou as medidas recentes para estimular a economia, como a desoneração da folha de pagamento de 15 setores da indústria e a redução dos juros bancários. "Essas ações devem começar a fazer efeito no segundo semestre". (Agências)

Fabio Pozzebom/ ABr

Reunião de quatro horas: Guido Mantega passa a tarde com os maiores empresários do País, logo após o anúncio do pacote de investimentos em rodovias e ferrovias anunciado pelo governo.

Importante é reduzir o 'Custo Brasil' Se efetivamente implementados, os projetos podem reduzir gargalos de infraestrutura e propiciar competitividade. Paulo Pampolim/Hype

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presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, afirmou que o "pacote" de concessões ao setor privado, anunciado ontem pelo governo, "é muito positivo e pode contribuir para melhorar as condições de competitividade da economia brasileira". Amato lembrou que "os gargalos na infraestrutura representam importante componente do "Custo Brasil" e os projetos anunciados, se efetivamente implementados, representarão expressivo avanço, mas precisarão ser complementados com novas concessões nas áreas dos portos, aeroportos, hidrovias e cabotagem, promovendo a modernização da logística dos transportes, o que permitirá ao País explorar com maior eficiência suas condições naturais favoráveis". Rogério Amato considerou que embora a execução dos

Sergio Moraes/ Reuters

Eike Batista e Rogério Amato elogiam pacote de investimentos projetos anunciados tenha um período de maturação para produzir inteiramente seus efeitos positivos, a decisão do governo de engajar o setor privado na expansão da infraestrutura representa importante sinalização para os empresários e contribuirá para a realização de investimentos em outras áreas, na expectativa da aceleração do crescimento da economia que esses projetos propiciarão.

Lula defende concessões

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ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o "Programa de Investimentos em Logística: rodovias e ferrovias", anunciado ontem por sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff. Para o ex-presidente petista, quando a União tem dificuldades em executar obras, é válido passar essa tarefa para a iniciativa privada. "Acho que a presidenta está correta, na medida em que você tem dificuldade orçamentária em fazer obras com o dinheiro da União, se você puder fazer concessão para que os empresários possam durante

um tempo administrar aquilo e depois devolver ao Estado, você tem de fazer a concessão", defendeu. Lula apelou para a motivação dos empresários. "Espero que estejam motivados, que aceitem participar das concessões". Para o ex-presidente, a população não está interessada em saber se a obra foi feita pelo poder público ou privado, o que interessa é o benefício final. "O que o povo deseja, na verdade, são estradas, aeroportos e portos melhores. Tudo que ela (Dilma) puder fazer para melhorar, tem de fazer". (AE)

"Resta esperar que as etapas a serem cumpridas até a efetiva concretização dos projetos sigam o cronograma anunciado, e que as condições constantes das licitações sejam atrativas para os investidores", afirmou. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse ver "positivamente o programa de concessão", mas questionou a ausência de in-

formações sobre o setor elétrico. Ele promete ir à Justiça questionar o governo se for levada a cabo a intenção de renovar as concessões que vencem a partir de 2015. "Se eles prorrogarem ilegalmente, vamos buscar no Poder Judiciário o direito de todos os consumidores", afirmou. "Tem que soltar os leilões." Segundo o empresário Eike Batista, do Grupo EBX, a sociedade vai se beneficiar das concessões porque os empresários farão investimentos em um patrimônio que é do País e depois voltará para as mãos do governo, após 25 anos. Ele elogiou o foco, em vez de estímulo ao consumo para combater a crise. Eike também cobrou uma solução imediata do governo para os contratos do setor elétrico a serem renovados. "É inacreditável que tenhamos a tarifa mais alta do mundo quando 80% da energia é renovável, a água entra por um lado, sai pelo outro e já está tudo pago." (AE/DC)

Especialistas preveem PIB maior em 2013

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programa de concessões de rodovias e ferrovias pode conduzir a taxa de investimento do País, que está em torno de 18% do Produto Interno Bruto (PIB), em direção a 20% do PIB a partir de 2014, segundo o economista Amir Khair. Para ele, esse impulso, no entanto, dependerá do desempenho do setor privado nos projetos e do poder de fiscalização do governo na concretização dos investimentos previstos. "É preciso ver se no contrato haverá transparência e se será possível fazer a fiscalização correta da realização dos investimentos e operação do sistema", disse, reforçando que o governo federal não tem atualmente condições eficientes de monitoramento da realização dos projetos. Retorno – Para o economista-chefe da MCM Consultores Associados, Claudio Adilson, o programa só terá efeito na ati-

vidade a partir dos meses finais de 2013, mas a iniciativa cria condições para elevar o PIB potencial do País em 1,5 ponto percentual, para uma taxa entre 5,5% e 6%. "Vejo o plano com otimismo. Parece uma mudança de foco da política econômica do governo, mas precisamos ver para crer as condições de atratividade para o setor privado", comentou Adilson. Na avaliação dele, muitos investidores locais e estrangeiros estão interessados em projetos, mas a rentabilidade real precisa "girar em torno de 6%". "O ideal é que o retorno do investimento fique entre 6% e 8% em termos reais, senão continuará sendo mais atrativo investir em papéis como NTN-B, que têm retorno real de 4% sem riscos", disse, reforçando que taxas de "no máximo 6%" podem frustrar a expectativa desse programa de concessões. (AE)


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e Concessão de crédito exige mudanças Se não fosse o parcelamento sem juros, seria o cheque pré-datado. Reginaldo Zero, presidente da FIS Global

conomia

Especialistas divergem sobre a manutenção ou não do parcelamento sem juros no cartão que é oferecido ao consumidor em substituição ao cheque pré-datado SXC

Rejane Tamoto

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cenário de economia fraca é uma oportunidade para bancos, adquirentes e lojistas revisarem seus modelos de negócios e políticas de concessão de crédito. Para o presidente do Citibank, Leonel Andrade, é preciso inovar a forma de parcelar o financiamento ao consumo. Durante debate no C4 – Congresso de Cartões e Crédito ao Consumidor , que ocorreu no Centro de Convenções Frei Caneca na manhã de ontem, ele defendeu o fim do parcelamento sem juros (oferecido pelo varejo com essa nomenclatura). O executivo diz que esta forma de pagamento não é sustentável e não beneficia quem paga as compras em dia e arca com uma taxa embutida. Outro argumento é que este tipo de financiamento tiraria liquidez do fluxo de caixa de pequenos e médios empresários, caso eles decidam adotar a estratégia de aumentar o prazo de pagamento ao consumidor. Andrade, que acumula a função de presidente do conselho da Elavon, disse que a empresa espera atingir 8% participação de mercado de adquirência nos próximos dez anos, no qual compete com grandes como Cielo, Redecard e GetNet. "Nossa previsão é encerrar o ano com a instalação de 20 mil máquinas POS no mercado", afirmou. O alongamento do prazo de pagamento foi consenso entre os debatedores do evento,

que lembraram a iniciativa recente do banco Itaú em aumentar o prazo de pagamento de prestações de compras feitas no cartão. A ideia de acabar com o parcelamento sem juros, no entanto, ainda é polêmica. O presidente da FIS Global, Reginaldo Zero, disse que o parcelamento sem juros já é uma tradição no Brasil. “Em 2000, 12% das transações com cartões eram parceladas sem juros. Hoje, esse percentual é de 50%. Se não fosse isso, seria o cheque pré-datado. "A diferença para os bancos é que a transação de compensação de um cheque custa R$ 2, enquanto a eletrônica custa R$ 0,20", afirmou. Zero lembrou que a perspectiva para a indústria de plástico como um todo é positiva para este ano, para a qual estima um crescimento de 15%. "É uma indústria que cresce independentemente da economia. O plástico tira dinheiro de circulação e traz conveniência e segurança", afirmou o executivo. Cadastro positivo – Uma ferramenta que pode ajudar na decisão de conceder mais prazo e menor taxa é o Cadastro Positivo – que classifica quem são os bons pagadores – e aguarda a publicação de um decreto de sua regulamentação. "Para uma empresa mudar a taxa ou o prazo, ela precisará olhar para questões estruturais e buscar inteligência de negócios, como a informação para conhecer o consumidor, gerenciar o nível de risco e medir o retorno", explicou o presidente da Boa Vista Serviços, Dorival Dourado.

BC espera moderação Há 12 anos, apenas 12% das transações com cartões de crédito eram parceladas sem juros. Hoje, esse percentual chegou a 50%.

Bancos perdem o elo com varejo

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e antes as instituições financeiras de grande porte olhavam para o varejo como um canal de distribuição de novos produtos e serviços e, assim, faziam parcerias para emissão de cartões private label ou híbridos (com bandeiras), esta relação tem mudado. De acordo com o diretor da DM Card, Juan Pablo Garcia Agudo, a taxa média de aprovação de crédito do banco para o varejo é de 20%, contra uma média de 50% na DM Card, que em parceria com financeiras faz a gestão de cartões para varejistas de pequeno e médio portes. "Os bancos grandes estão deixando o varejo porque descobriram que muitos dos clientes dos cartões de loja já

são seus correntistas. Nossa taxa de inadimplência é de 3% do total da carteira, que é compensada com juros e retenção do varejista. Hoje, apenas o Banco Fibra está interessado nesse mercado (de cartões para varejistas) e já fez de duas a três aquisições", disseAgudo. Segundo o diretor de economia da Associação Paulista de Supermercados (APAS), Martinho Paiva, a relação entre o varejo e os grandes bancos se desgastou. "As parcerias de longo prazo estão sendo rescindidas. Nem os bancos e nem os varejistas estão tendo seus anseios atendidos", afirmou. Um exemplo de rescisão recente é o do Banco Itaú e Lojas Americanas. Paiva,

que é dono de uma rede de supermercados de pequeno porte, diz que preferiu uma operação própria para seu private label, que responde por 44% do faturamento de seu negócio. "O cartão ainda é uma forma de fidelizar o consumidor no ponto de venda", afirmou Paiva. O presidente do Grupo Leolar, Andrey Rocha, lembrou que o desafio no relacionamento entre varejistas e bancos é o consenso entre ambos sobre a necessidade do varejo de conceder crédito para vender mais produtos com o interesse do banco, que é ter mais clientes para oferecer outros produtos financeiros. Outra necessidade é compor mercado e evitar a concorrência. (RT)

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diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Hamilton Araújo, fez ontem uma projeção de crescimento moderado para o crédito neste e no próximo ano. Ele afirmou que o BC espera que a inadimplência recue nos próximos trimestres e que o seu aumento se deu em função de excessos na contratação de crédito em 2010. No entanto, segundo ele, o comportamento dos bancos mudou na hora de conceder crédito desde 2011, em parte por conta das atuações efetuadas pela autoridade monetária. Na visão dos analistas, disse o diretor do BC, o pior momento do mercado de crédito ficou para trás. O volume de créditos dos bancos dados como perdidos está diminuindo. "Os créditos baixados como prejuízo pelos bancos estão recuando", disse Hamilton. Além disso, ele avalia que a parcela da renda das famílias comprometida com pagamento de dívidas está caindo. A maior parcela da renda comprometida com pagamentos de dívidas ocorreu no segundo semestre de 2011. Para as empresas, Hamilton afirmou que a concessão de crédito continua favorável. Segundo ele, o BC trabalha com a perspectiva de crescimento moderado do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo semestre e um crescimento menor global. (AE)


DIà RIO DO COMÉRCIO

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Depois de um período de grande turbulência midiåtica, uma medida como essa darå mais clareza e transparência ao nosso modelo de serviços ilimitados. Mårio Girasole, vice-presidente da TIM

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Antonio Cruz/ABr

Celular: nova regra sobre ligação deve começar em um mês. Usuårio terå dois minutos para refazer a chamada que caiu, sem pagar outra.

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nova regra que impedirå as teles de cobrar nova chamada quando a ligação cair deve entrar em vigor efetivamente dentro de 30 dias. A estimativa foi apresentada ontem pelo conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicaçþes (Anatel) Marcelo Bechara. O usuårio terå 120 segundos para refazer a chamada que havia caído e todo esse processo serå considerado como uma só ligação. Se-

gundo Bechara, a proposta de mudança deverå entrar em audiência pública hoje. Na pråtica, o usuårio de telefone celular poderå realizar novamente a chamada no caso de a ligação cair, seja qual for o motivo da interrupção. A regra valerå da mesma forma caso a ligação caia por falta de bateria ou por problemas na rede da operadora. "Quando uma pessoa liga para outra em um prazo de dois minutos, não Ê porque quer falar de novo o

2ÂŞ VARA CĂ?VEL DO FORO REGIONAL XI - PINHEIROS EDITAL DE CITAĂ‡ĂƒO. PROCESSO NÂş: 0004965-08.2011.8.26.0011. Classe: Assunto: EXECUĂ‡ĂƒO DE TĂ?TULO EXTRAJUDICIAL - Nota PromissĂłria ExeqĂźente: BANCO BRADESCO S/A. Executado: GRECO’S PIZZARIA E LANCHONETE LTDA ME e outro. EDITAL DE CITAĂ‡ĂƒO - PRAZO DE 20 DIAS. PROCESSO NÂş 0004965-08.2011.8.26.0011. O(A) Doutor(a) Andrea Ferraz Musa, MM. Juiz(a) de Direito da 2ÂŞ Vara CĂ­vel, do Foro Regional XI - Pinheiros, da Comarca de SĂƒO PAULO, do Estado de SĂŁo Paulo, na forma da Lei, etc. FAZ SABER a(o) GRECO’S PIZZARIA E LANCHONETE LTDA ME, CNPJ 10.839.826/0001-00 e REINALDO MURILO BARBOSA, CPF 170.842.258-70, que lhes foi proposta uma AĂ‡ĂƒO DE EXECUĂ‡ĂƒO DE TĂ?TULO EXTRAJUDICIAL por parte de BANCO BRADESCO S/A, alegando em sĂ­ntese: o exequente ĂŠ credor dos executados referente a um saldo devedor da cĂŠdula de crĂŠdito bancĂĄrio emprĂŠstimo capital de giro nÂş 331/3.826.978, tendo como garantia cessĂŁo fiduciĂĄria de recebĂ­veis Visa e Redcard, imitida pela primeira executada. O segundo executado figura como devedor solidĂĄrio. Requer o pagamento do dĂŠbito, acrescido de juros moratĂłrioa de 12% ao ano, despesas processuais e honorĂĄrios advocatĂ­cios. Encontrando-se o rĂŠu em lugar incerto e nĂŁo sabido, foi determinada a sua CITAĂ‡ĂƒO, por EDITAL, para, no prazo de 03 (trĂŞs) dias, pagar(em) a dĂ­vida no valor de R$ 49.948,20 (31/03/2011), que deverĂĄ ser atualizada atĂŠ a data do efetivo pagamento, acrescida dos honorĂĄrios advocatĂ­cios da parte exequente arbitrados em 10% (dez por cento) sobre o valor atualizado do dĂŠbito. Caso o(a,s) executado(a,s) efetue o pagamento no prazo acima assinalado, os honorĂĄrios advocatĂ­cios serĂŁo reduzidos pela metade (art.652-A, parĂĄgrafo Ăşnico, do CĂłdigo de Processo Civil). No prazo para embargos, reconhecendo o crĂŠdito do(a) exequente e comprovando o depĂłsito de 30% (trinta por cento) do valor em execução, inclusive custas e honorĂĄrios de advogado, o(a,s) executado(a,s) poderĂĄ(ĂŁo) requerer autorização do JuĂ­zo para pagar(em) o restante do dĂŠbito em atĂŠ 6 (seis) parcelas mensais, corrigidas pela Tabela PrĂĄtica do Tribunal de Justiça e acrescidas de juros de 1% (um por cento) ao mĂŞs (Art. 745-A do CĂłdigo de Processo Civil). O nĂŁo pagamento de qualquer das prestaçþes implicarĂĄ, de pleno direito, o vencimento das subseqĂźentes e o prosseguimento do processo, com o imediato inĂ­cio dos atos executivos, imposta ao executado multa de 10% (dez por cento) sobre o valor das prestaçþes nĂŁo pagas e vedação Ă oposição de embargos (art. 745-A, § 2Âş, do CĂłdigo de Processo Civil). INTIMAĂ‡ĂƒO dos executados, acerca do arresto que recaiu sobre os seguintes valores: R$ 1.881,56, R$ 928,70, e R$ 356,40, transferidos para as contas n.Âşs. 2300132843851, 2300132843851, 2300132843851, do Banco do Brasil S. A., agĂŞncia 5905-6, que serĂĄ convertido em penhora caso nĂŁo ocorra o pagamento ou parcelamento da dĂ­vida, sem prejuĂ­zo de serem penhorados outros bens, tantos quantos bastem para garantia da execução. O nĂŁo pagamento implicarĂĄ, de pleno direito, com o imediato inĂ­cio dos atos executivos, imposta ao executado multa de 10% (dez por cento) sobre o valor das prestaçþes nĂŁo pagas e vedação Ă  oposição de embargos (art. 745-A, § 2Âş, do CĂłdigo de Processo Civil) com a PENHORA de tantos bens quantos bastem para a satisfação da dĂ­vida. PRAZO PARA EMBARGOS: 15 (quinze) dias, que fluirĂĄ apĂłs o decurso do prazo do presente edital. SerĂĄ o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei, sendo este FĂłrum localizado na Rua JericĂł s/n, Sala A2 e A3, Vila Madalena - CEP 05435-040, Fone: (11) 3815- 0497, SĂŁo Paulo-SP. SĂŁo Paulo, 04 de julho de 2012. 10ÂŞ VARA DE FAZENDA PĂšBLICA EDITAL PARA CONHECIMENTO DE TERCEIROS INTERESSADOS DESAPROPRIAĂ‡ĂƒO LEVANTAMENTO DOS DEPĂ“SITOS EFETUADOS. EDITAL PARA CONHECIMENTO DE TERCEIROS INTERESSADOS, COM PRAZO DE 10 (DEZ) DIAS, expedido nos autos do PROC. NÂş 0045277-31.2010.8.26.0053. O(A) Doutor(a) Kenichi Koyama, MM. Juiz(a) de Direito da 10ÂŞ Vara de Fazenda PĂşblica, do Estado de SĂŁo Paulo, na forma da Lei, etc. FAZ SABER A TERCEIROS INTERESSADOS NA LIDE que o(a) MUNICĂ?PIO DE SĂƒO PAULO move uma Desapropriação - Desapropriação por Utilidade PĂşblica / DL 3.365/1941 de Desapropriação contra HULUSA COMERCIAL E IMĂ“VEIS LTDA., objetivando a desapropriação do imĂłvel, com ĂĄrea de 2.594,83 m² (terreno e benfeitorias), situado na Rua Conselheiro Crispiniano, nÂş 344 e 352 RepĂşblica, declarados de utilidade pĂşblica conforme Decreto Municipal nÂş 51.507, datado de 19.05.10. Para o levantamento dos depĂłsitos efetuados, foi determinada a expedição de edital com o prazo de 10 (dez) dias a contar da publicação no Ă“rgĂŁo Oficial, nos termos e para os fins do Dec. Lei nÂş 3.365/41, o qual, por extrato, serĂĄ afixado e publicado na forma da lei.

Edital de Citação - Prazo de 20 Dias. Processo NÂş 0042321-83.2010.8.26.0007. O Doutor Antonio Marcelo Cunzolo Rimola, MM. Juiz de Direito da 2ÂŞ Vara CĂ­vel, do Foro Regional VII - Itaquera, da Comarca de SĂŁo Paulo, do Estado de SĂŁo Paulo, na forma da Lei, etc. Faz Saber a Montec IndĂşstria e ComĂŠrcio de Calderaria Ltda - EPP, na pessoa de seu repres. legal, e Severino Antonio Barbosa, que HSBC Bank Brasil S/A - Banco MĂşltiplo, ajuizou uma Ação com Procedimento OrdinĂĄrio, objetivando condenar os rĂŠus ao pagamento de R$ 181.811,85, ref. aos contratos Conta Corrente e Giro FĂĄcil nÂşs 3413849826, 3410629076, 3410623370, 3410622799 e 3410598286, acrescido de custas, honorĂĄrios e demais cominaçþes. Estando os reqdos. em lugar ignorado, foi deferida a citação por edital, para que em 15 dias, a fluir apĂłs os 20 dias supra, contestem, sob pena de presumirem-se aceitos os fatos. SerĂĄ o edital, afixado e publicado na forma da lei. (02 e 03) 3URFHVVR Qž   ² (GLWDO GH &LWDomR FRP SUD]R GH  YLQWH GLDV ([FHOHQWtVVLPR D 6HQKRU D 'RXWRU D -XL] D GH GLUHLWR GD Â? 9DUD &tYHO 5HJLRQDO GH 6DQWR $PDUR &RPDUFD GH 6mR 3DXOR (VWDGR GH 6mR 3DXOR QD IRUPD GD OHL HWF )D] 6DEHU D WRGRV TXDQWR R SUHVHQWH HGLWDO YLUHP RX GHOH WLYHU FRQKHFLPHQWR H SRVVD LQWHUHVVDU QRWDGDPHQWH 3$75ĂŒ&,$ *21d$/9(6 '2 1$6&,0(172 ² (33 &13- Qž  H 3$75,&,$ *21d$/9(6 '2 1$6&,0(172 &3)0) Qž   TXH QHVWH MXt]R GH GLUHLWR GD Â? 9DUD &tYHO H UHVSHFWLYR FDUWyULR IRL SURSRVWD SHOR +6%& %$1. %5$6,/ 6$ ² %$1&2 08/7,3/2 D $omR PRQLWyULD IXQGDGD HP &2175$72 '( /,0,7( 527$7,92 '( '(6&2172 '( 7ĂŒ78/26 '( &5e',72 ( 08782 Qž  FHOHEUDGR HQWUH DV SDUWHV HP  GH PDLR GH  ( HVWDQGR HOHV HP OXJDU LQFHUWR H QmR VDELGR IRL GHWHUPLQDGD D FLWDomR SRU HGLWDO 3DUD TXH FKHJXH DR FRQKHFLPHQWR GH WRGRV H QLQJXpP SRVVD DOHJDU LJQRUkQFLD H  HP HVSHFLDO 3$75,&,$ *21d$/9(6 '2 1$6&,0(172 ² (33 &13- Qž  H 3$75,&,$ *21d$/9(6 '2 1$6&,0(172 &3)0) Qž   ILFD GHWHUPLQDGD D FLWDomR SRU HGLWDO SRGHQGR RV UHTXHULGRV QR SUD]R GH  TXLQ]H GLDV SDJDU D LQWHJUDOLGDGH GD GLYLGD RX DSUHVHQWDU HPEDUJRV FRQWDGRV DSyV R GHFXUVR GH  YLQWH GLDV Ƈ

que jå falou, mas porque a ligação caiu", disse o conselheiro. Com a alteração, serão atendidos todos os tipos de planos (de cobrança por chamada ou por minuto) de todas as operadoras. A regra valerå para todos os contratos em vigor, explicou, assim como para planos prÊ e pós pagos. A norma anterior atendia somente os planos båsicos, que hoje são residuais no mercado. "É uma abordagem alinhada com a nova realidade

Para Bechara (dir.), usuĂĄrio quer que a chamada nĂŁo caia e, se cair, ele nĂŁo deve ser penalizado por isso. da oferta massiva de plano", disse o conselheiro. Ele admitiu que tambĂŠm foram considerados resultados de fiscali-

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zação da Anatel na elabora- acesso e de destino, e o tempo ção da proposta. compreendido entre o final da "O que o usuårio quer Ê que chamada e o início da seguinte a chamada não caia e, se cair, for inferior ou igual a 120 seque ele não seja penalizado gundos, devem ser considerapor isso", disse o conselheiro. das como sendo uma única Bechara ressaltou que a Ana- chamada", propþe o novo artitel não focou a medida na eco- go. Segundo Bechara, 120 senomia de digundos Ê um nheiro para o p r a z o s u f ic on su mi do r. ciente para "Queremos retomar a liQuando uma pessoa gação. que o consuliga para outra em midor não teA proposta um prazo de dois n h a p r e j u íterå de paszo", disse. s a r p o r a uminutos, não Ê Conforme diência públiporque quer falar explicou, a c a e p o r o ude novo o que jå i d e i a Ê p r otros ritos denfalou, mas porque a tro da Anatel, mover uma alteração no mas Bechara ligação caiu. regulamento avalia que toMARCELO BECHARA, ANATEL do Serviço da a tramitaM ó v e l P e sção não irå soal. A mudança principal Ê o demorar. Por isso, estima que acrÊscimo do artigo 39-A. "Ca- em um mês a nova regra jå esso haja chamadas sucessivas, tarå em vigor. "As empresas consideradas essas efetua- se preparem. As empresas das entre o mesmo código de vão ter de se ajustar." (AE)

Para TIM, medida desfaz mal-entendidos.

A

29ÂŞ VARA CĂ?VEL - 29Âş OFĂ?CIO CĂ?VEL CITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O. PRAZO 20 DIAS. PROC. NÂş 583.00.2011.109214-6. A DrÂŞ. ValĂŠria Longobardi Maldonado, JuĂ­za de Direito da 29ÂŞ Vara CĂ­vel da Capital, FAZ SABER ao ESPĂ&#x201C;LIO DE ANTONIO CARLOS DE SOUZA VIEIRA, CPF/MF 150.685.798-15 e a KATIA CIBANTOS VIEIRA, CPF/MF 001.906.638-47, que CONDOMĂ?NIO EDIFĂ?CIO MORADA EDUARDO PRADO lhes ajuizou ação de PROCEDIMENTO SUMĂ RIO, para cobrança de R$ 285,33 (a ser atualizada e acrescida das parcelas que se vencerem no decorrer da lide), a tĂ­tulo de despesas condominiais do apto. nÂş 153 bloco A do condomĂ­nio reqte., Ă Alameda Eduardo Prado, 170, Campos ElĂ­sios. Encontrando-se os reqdos. em lugar ignorado, foi determinada a citação por edital, para que no prazo de 15 dias, a fluir apĂłs o prazo de 20 dias supra, contestem o feito, sob pena de presumirem-se verdadeiros os fatos alegados, com a condenação nas cominaçþes pedidas. SĂŁo Paulo, 13 de julho de 2012. EDITAL DE CITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - PRAZO DE 20 DIAS. PROCESSO NÂş 0003907-13.2010.8.26.0008 A Doutora Ana Luiza Queiroz do Prado, MM. Juiza de Direito da 5ÂŞ Vara CĂ­vel, do Foro Regional VIII - TatuapĂŠ, da Comarca de SĂ&#x192;O PAULO, do Estado de SĂŁo Paulo, na forma da Lei, etc.FAZ SABER a Fernando Silva Filho, CPF 656.115.518-15 e Heleni Xavier de Almeida, CPF 072.900.99800, que Rafael Felipe Sette lhes ajuizou ação de Despejo Por Falta de Pagamento Cumulado Com Cobrança, do imĂłvel Ă  Rua Antonio de Jussieu, 80, Jd. Vila Formosa, referente aos alugueis dos meses de dezembro/2009 e janeiro/2010 . Encontrando-se o rĂŠu em lugar ignorado, foi determinada a sua CITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O, por EDITAL, para os atos e termos da ação proposta e para que, no prazo de 15 dias, apĂłs o prazo de 20 dias supra, purguem a mora ou apresentem resposta. NĂŁo sendo contestada a ação, presumir-se-ĂŁo aceitos, pelos rĂŠus, como verdadeiros, os fatos alegados pelo autor. SerĂĄ o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei, sendo este FĂłrum localizado na Rua Santa Maria nÂş 257, Sala 114, TatuapĂŠ CEP 03085- 000, Fone: (11) 2296-4809, SĂŁo Paulo-SP. SĂŁo Paulo, 12 de julho de 2012.

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proposta de regulamento da Agência Nacional de Telecomunicaçþes (Anatel) que darå 120 segundos para que os usuårios de celulares possam refazer ligaçþes que caiam Ê "uma oportunidade para se desfazer mal-entendidos", na avaliação do vicepresidente da TIM, Mårio Girasole. Em entrevista, o executivo afirmou que a companhia nunca lucrou com a queda de chamadas dos planos Infinity. "Depois de um período de grande turbulência midiåtica, uma medida como essa darå mais clareza e transparência ao nosso modelo de serviços ilimitados. Enxergamos como uma oportunidade para limpar a mesa dessas polêmicas", disse Girasole. Na semana passada, o MinistÊrio Público do Paranå divulgou um relatório preliminar de fiscalização da Anatel que apontava que, em apenas um dia, a companhia teria faturado R$ 4,3 milhþes pelo desligamento proposital das ligaçþes de 8,2 milhþes de usuårios. Com o novo regulamento, esse cenårio não voltaria a ocorrer. "Não podemos falar em perda de receita, porque essa questão da queda de chamadas não gera ganhos que possam ter relevância para uma empresa do tamanho da TIM", argumentou o executivo. Girasole voltou a criticar o relatório da Anatel, classificando como "impreciso" e disse que a TIM espera que o julgamento desse processo ocorra o mais råpido possível. O ministro das Comunicaçþes, Paulo

Bernardo, pediu que o órgão regulador apresse a tramitação do caso, que deve ser julgado pelo conselho atÊ outubro. "Jå apresentamos nossa defesa apontando as diversas falhas da fiscalização e, caso seja necessårio, vamos entregar mais anålises e evidências de que a TIM não poderia derrubar chamadas deliberadamente", completou o vicepresidente da companhia. Enquanto o caso não chega ao seu trâmite final, a TIM se propôs a adotar as novas regras antes mesmo da exigência da Anatel, que só deve ser aprovada daqui a um mês. Segundo informe divulgado ontem, a companhia jå irå aplicar na próxima semana os dois minutos de tolerância para a recuperação de ligaçþes em seis Estados do Nordeste. "A medida estå sendo tomada pela agência em função da evolução tecnológica que permite a adaptação råpida das plataformas e por causa do crescimento da oferta dos planos ilimitados. De certa forma, isso tambÊm significa reconhecer que a TIM foi a primeira a oferecer o serviço", avaliou Girasole. O conselheiro da Anatel, Marcelo Bechara, afirmou que a atualização da regra estå alinhada com a nova realidade de oferta massiva desses planos e foi tomada considerando os resultados da fiscalização da agência. "O que o usuårio quer Ê que a chamada não caia e, se cair, que ele não seja penalizado por isso. Queremos que o consumidor não tenha prejuízo", concluiu. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

e Empresas de Eike perdem R$ 24,4 bi em valor A

Ontem, as ações ordinárias da OGX caíram 3,88%, e o Ibovespa se manteve praticamente estável, com variação positiva de 0,18%.

conomia

Companhias do grupo EBX valiam R$ 63 bilhões em dezembro de 2011, mas, em 14 de agosto deste ano, estavam avaliadas em R$ 38,6 bilhões, 38,7% menos. A tendência, segundo o analista da SLW Corretora Pedro Galdi, é que as ações das empresas recuperem a perda de valor de mercado à medida que os projetos apresentem resultado.

VOTORANTIM CIMENTOS S.A. CNPJ/MF Nº 01.637.895/0001-32 - NIRE 35300370554 ATA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, REALIZADA EM 06 DE JUNHO DE 2012. 1. HORÁRIO E LOCAL: às 11h00 (onze horas), na sede social situada na capital do Estado de São Paulo, na Praça Professor José Lannes, nº 40, 9º andar. 2. PRESENÇA: a unanimidade dos acionistas. 3. MESA DIRIGENTE: Walter Schalka, como presidente e Luiz Alberto de Castro Santos, como secretário. 4. CONVOCAÇÃO: Dispensada em virtude da presença da totalidade dos acionistas. 5. ORDEM DO DIA: (i) aprovar a distribuição de dividendos intermediários com base no lucro acumulado contabilizado no balanço patrimonial levantado em 30 de março de 2012, ad referendum da próxima Assembleia Geral Ordinária; (ii) outros assuntos de interesse social. 6. DELIBERAÇÕES: (i) Os acionistas unanimemente aprovam a distribuição de dividendos intermediários, ad referendum da próxima Assembleia Geral Ordinária que deliberará, entre outros, sobre a destinação do resultado do exercício de 2012, com base no lucro acumulado da Companhia contabilizado no balanço patrimonial levantado em 30 de março de 2012, ora aprovado pelos acionistas e cujo documento ficará arquivado na Sociedade, no valor total de R$ 219.009.736,82 (duzentos e dezenove milhões, nove mil, setecentos e trinta e seis reais e oitenta e dois centavos) distribuídos aos acionistas, considerando-se suas participações societárias nesta data, da seguinte forma: R$ 210.198.318,09 (duzentos e dez milhões, cento noventa e oito mil, trezentos e dezoito reais e nove centavos) para a acionista VOTORANTIM INDUSTRIAL S.A., os quais serão pagos pela Companhia em moeda corrente nacional; R$ 6.566.130,91 (seis milhões, quinhentos e sessenta e seis mil, cento e trinta reais e noventa e um centavos) para a acionista INECAP INVESTIMENTOS S.A, os quais serão pagos pela Companhia em moeda corrente nacional; e R$ 2.245.287,82 (dois milhões, duzentos e quarenta e cinco mil, duzentos e oitenta e sete reais e oitenta e dois centavos) para a acionista LATIN AMERICA CEMENT INVESTIMENTS LIMITED, os quais serão pagos pela Companhia em moeda corrente nacional. (ii) Fica a Diretoria da Companhia, na forma de seu Estatuto Social, autorizada a assinar toda documentação necessária e praticar todo e qualquer ato necessário para a efetivação do acima deliberado. 7. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, encerrou-se a sessão da qual se lavrou a presente ata, que lida e aprovada, segue assinada pelos acionistas presentes. São Paulo, 06 de junho de 2012. (a.a.) Walter Schalka, presidente e Luiz Alberto de Castro Santos, secretário. VOTORANTIM INDUSTRIAL S.A.: Alexandre Silva D’Ambrosio e João Carvalho de Miranda, diretores; INECAP INVESTIMENTOS S.A.: Raul Calfat e Gilberto Lara Nogueira, diretores; LATIN AMERICA CEMENT INVESTMENTS LIMITED.: Marcus Olyntho de Camargo Arruda e Nelson Koichi Shimada, diretores. A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 06 de junho de 2012. WALTER SCHALKA - Presidente - LUIZ ALBERTO DE CASTRO SANTOS - Secretário. Arquivado na JUCESP em 05.07.12, sob nº 284.597/12-0. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

TUCSON S.A. CONSULTORIA E ASSESSORIA EMPRESARIAL CNPJ 61.698.056/0001-56 - NIRE 35.300.019.431 ATA DE ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 31 DE MARÇO DE 2009 I) Data: 31 de MARÇO de 2009. II) Local: Sede Social. Rua Maciel Monteiro, 832, Sala 2, Artur Alvim, São Paulo, S.P., CEP. 03566-000. III) Presença: Acionistas representando a totalidade do Capital Social. IV) Forma de Convocação. Dispensadas as formalidades de publicação, conforme faculdade contida no parágrafo 4, do Artigo 124 da Lei 6.404/76. V) Convocação da Mesa. Presidente: Sr. Paulo Andrada - Secretário: Sr. Augusto Andrade Sobrinho. VI) Ordem do Dia. a) Eleição da Diretoria Para o Triênio 2009/2011. b) Outros Assuntos de interesse da sociedade. VII) deliberações. a) Foi deliberada e aprovada a escolha da diretoria para o Triênio 2009 a 2011, elegendo-se para comporem-na os senhores a seguir qualificados devidamente empossados na conformidade com o disposto no art. 149 da Lei 6.404/76. PAULO ANDRADA, brasileiro, casado, maior, engenheiro, portador da Cédula de Identidade RG Nº 5.096.840-3 – SSP-SP, inscrito no CPF (MF) sob nº 911.235.348-53, residente e domiciliado nesta Capital do Estado de São Paulo, à Rua Armindo Guaraná, 110 – Apto. 61 – Tatuapé, CEP. 03335-070; MANOEL JOAQUIM ANDRADE JUNIOR, brasileiro, casado, maior, industrial, portador da Cédula de Identidade RG Nº 3.996.049-SSP-SP, inscrito no CPF sob nº 288.220.308-00, residente e domiciliado nesta Capital do Estado de São Paulo, à Rua Antônio Camardo, 62 - Tatuapé, CEP., 03309-000; AUGUSTO ANDRADE SOBRINHO, brasileiro, casado, maior, industrial, portador da Cédula de Identidade RG Nº 4.378.681 – SSP-SP, residente e domiciliado nesta Capital do Estado de São Paulo, a Rua Tucuna,930, Apto. 122, Perdizes, São Paulo,S.P. - CEP. 05021-010. b) Os diretores estão dispensados de prestar caução e seus mandatos vigorarão validamente até a data da primeira assembléia que se realizará até 31 de março de 2012. c) Os diretores Srs. PAULO ANDRADA , MANOEL JOAQUIM ANDRADE JUNIOR e AUGUSTO ANDRADE SOBRINHO, já qualificados, declaram sob as penas da lei, que não estão impedidos de exercer a administração da sociedade, nem pôr decorrência de Lei especial, nem em virtude de condenação nas hipóteses mencionadas no art. 1011, parágrafo primeiro, do código civil brasileiro (lei 10406/2002). VIII) Quorum de deliberações. As deliberações foram tomadas pôr unanimidade de votos. IX – Encerramento e aprovação da Ata. Esgotada a ordem do dia, os trabalhos foram encerrados, tendo sido lavrada a presente ata na forma prevista no parágrafo primeiro do artigo 130 da Lei 6.404/76, que foi lida, aprovada e assinada pôr todos os presentes a seguir: Sr. Paulo Andrada ( presidente da mesa), Augusto Andrade Sobrinho (secretário da Mesa), os acionistas Porto Santo Empreendimentos Ltda., representada pêlos seus diretores Manoel Joaquim Andrade Júnior, e Antônio de Agostinho; e os acionistas Augusto Andrade Sobrinho, Paulo Andrada, Mauro Andrada, Antonio de Agostinho e Manoel Joaquim Andrade Júnior. X) A presente ata é cópia fiel da transcrita no livro próprio. São Paulo, 31 de Março de 2009. Esta ata foi arquivada na JUCESP sob numero 74.725/12-9 em 15/ 02/2012 – Gisela Simiena Ceschim – Secretaria Geral.

Votorantim Metais S.A. CNPJ/MF n° 18.499.616/0004-67 - NIRE 35.300.34047-7 Assembleia Geral Extraordinária Realizada em 28 de Junho de 2012 1. Data, Horário e Local - Dia 28 de junho de 2012, às 12:00 horas, na sede social da companhia, localizada na Avenida Dr. José Artur Nova, n° 1.309, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, CEP: 08090-000. 2. Convocação Dispensada em virtude da presença da totalidade dos acionistas, de acordo com os termos do parágrafo 4° do Art.124 da Lei n° 6.404/76, conforme alterada (“Lei das S.A.”). 3. Presença - Acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas lançadas no livro “Presença de Acionistas”. 4. Mesa Dirigente - João Bosco Silva, Presidente e Jones Aparecido Belther, Secretário. 5. Deliberações - a) Em virtude da ausência temporária de alguns diretores da companhia, durante o mês de julho de 2012, ficam designados os seguintes substitutos provisórios: i - Em substituição ao Sr. João Bosco Silva, entre o período de 02.07.2012 à 13.07.2012, designa-se o Sr. Ruben Marcus Fernandes, brasileiro, casado, engenheiro metalurgista, portador da cédula de Identidade RG n° M-2.277.466-SSP/MG e do CPF/MF n° 769.976.346-72; ii - Em substituição ao Sr. Paulo Prignolato, entre o período de 28.06.2012 à 20.07.2012, designa-se o Sr. Sérgio Duarte Pinheiro, brasileiro, casado, engenheiro civil, portador da cédula de Identidade R.G.n° 14.122.965-2-SSP/SP e do CPF/MF n° 108.435.178-16;iii - Em substituição ao Sr.José Rodrigues dos Reis, entre o período de 28.06.2012 à 18.07.2012, designa-se o Sr. Jones Aparecido Belther, brasileiro, casado, geólogo, portador da Cédula de Identidade RG n° 20.100.438-0 SSP/SP e do CPF/MF n° 077.835.288-20. Todos acima domiciliados na Praça Ramos de Azevedo, nº 254, 6º andar, Capital do Estado de São Paulo, CEP: 01037-912; b) Aos substitutos provisórios serão conferidos os mesmos poderes trazidos pelo Estatuto Social da Sociedade aos diretores que estarão ausentes; c) Os substitutos temporários declaram, sob as penas da lei, que não estão impedidos de exercer a administração da Sociedade, mesmo que temporariamente, por lei especial ou em virtude de condenação criminal ou por se encontrarem sob os efeitos dela, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, fé pública ou a propriedade. 6. Observações Finais - a) Em todas as deliberações deixaram de votar os legalmente impedidos; b) O Sr. Presidente franqueou o uso da palavra, não havendo, todavia, nenhuma manifestação; c) Os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente, Secretário e demais acionistas presentes. A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 28 de junho de 2012. João Bosco Silva - Presidente; Jones Aparecido Belther - Secretário. JUCESP nº 300.241/12-4 em 12.07.2012.Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

Banco Itaú BBA S.A.

CNPJ 17.298.092/0001-30 NIRE 35300318951 ATA SUMÁRIA DA REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DE 30 DE JUNHO DE 2012 DATA, HORA E LOCAL: Em 30.6.12, às 10h, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 3.400, 4º andar, em São Paulo (SP). PRESIDÊNCIA: Roberto Egydio Setubal. QUORUM: Maioria dos membros. DELIBERAÇÕES TOMADAS POR UNANIMIDADE: 1. Registrado que o Diretor MARCELO DA COSTA LOURENÇO deixou de exercer suas funções a partir desta data. 2. Ratificada a atribuição de responsabilidade pelo Registro de Garantias Sobre Veículos e Imóveis ao diretor ÁLVARO DE ALVARENGA FREIRE PIMENTEL, em atendimento à Resolução 4.088/12 do Conselho Monetário Nacional. ENCERRAMENTO: Encerrados os trabalhos, lavrou-se esta ata que, lida e aprovada por todos, foi assinada. São Paulo (SP), 30 de junho de 2012. (aa) Roberto Egydio Setubal Presidente; Fernão Carlos Botelho Bracher - Vice-Presidente; Antonio Carlos Barbosa de Oliveira, Candido Botelho Bracher, Eduardo Mazzilli de Vassimon, Henri Penchas, João Dionísio Filgueira Barreto Amoêdo e Sérgio Ribeiro da Costa Werlang - Conselheiros. Cópia fiel da original lavrada em livro próprio. JUCESP - Registro nº 345.710/12-5, em 6.8.12. (a) Gisela Simiema Ceschin Secretária Geral.

ASSOCIAÇÃO CIVIL PARQUE ITAPETINGA Secretaria: Rua Artur Bastos 107 - Parque São Domingos - CEP 0512-160 Tel 3902-3701 - São Paulo. E-mail: parque_itapetinga@hotmail.com EDITAL DE CONVOCAÇÃO De conformidade com o capítulo V, artigo 15º do Estatuto da Associação Civil Parque Itapetinga, ficam os senhores associados (Águia Branca I, II e Recanto Serrano I, II) convocados para a Assembleia Geral Ordinária a ser realizada em 1º de Setembro de 2012, em única convocação, às 10h, nas dependências do salão de festas das piscinas do Atibaia Clube de Montanha, Parque das Cascatas, s/nº - Atibaia, São Paulo, para deliberarem sobre: EXPEDIENTE: a) Leitura e aprovação da ata da Assembleia Geral anterior; b) Leitura de papéis encaminhados à mesa; c) Comunicação de assuntos de livre escolha dos oradores. ORDEM DO DIA: 1) Análise e aprovação do balancete de Janeiro a Junho do ano de 2012; 2) Informação sobre a posição de associados inadimplentes; 3) Informação sobre o processo de regularização do Residencial Parque Itapetinga; 4) Ampliação do sistema de abastecimento de água para atender aos nove novos associados que se encontram no Águia I. - Previsão de gastos. 5) Assuntos Gerais. Dada a relevância dos assuntos é indispensável a presença de todos os associados. São Paulo, 15 de Agosto de 2012. Conselho de Administração Sergio Akira Maryama - Secretário.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 15 de agosto de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Osasuna Comercial Importadora Ltda. Requerido: DMA Comércio de Tecidos Ltda. Rua Joli, 355 - Brás - 2ª Vara de Falências. Requerente: Famaza Fomento Mercantil Ltda. Requerido: Dias Silva Portas Rápidas Ltda. EPP. Rua Domingas Galleteri Blotta, 148 – Jardim Santa Cruz - 2ª Vara de Falências. Requerente: Sulina Seguradora S/A – Autofalência. Requerido: Sulina Seguradora S/A – Autofalência. Rua Marquês de Itu, 70 - 2° Andar – Vila Buarque - 1ª Vara de Falências. Requerente: APS Seguradora S/A – Autofalência. Requerido: APS Seguradora S/A – Autofalência. Rua Marquês de Itu, 70 - 2° Andar – Vila Buarque - 1ª Vara de Falências. Requerente: SDB Companhia de Seguros Gerais – Autofalência. Requerido: SDB Companhia de Seguros Gerais - Autofalência. Rua Marquês de Itu, 70 - 2° Andar – Vila Buarque - 1ª Vara de Falências.

ECONOMIA/LEGAIS - 23

s seis empresas do grupo EBX, de Eike Batista, perderam R$ 24,4 bilhões em valor de mercado de janeiro a agosto, de acordo com a consultoria Economática. LLX, MMX, MPX, OGX, OSX e PortX valiam R$ 63 bilhões em dezembro de 2011, porém, em 14 de agosto deste ano, estavam avaliadas em R$ 38,6 bilhões, 38,7% menos. Juntas, as companhias acumularam prejuízo de R$ 1,15

bilhão no primeiro semestre de 2012, superior à perda acumulada em todo o ano passado, de R$ 1,02 bilhão. Apenas no segundo trimestre deste ano, o prejuízo foi de R$ 976,8 milhões, sendo a MMX, de mineração, a que obteve o pior resultado – perda de R$ 392,2 milhões. Em seguida, vem a OGX, com prejuízo R$ 390 milhões. Ontem, após a divulgação do resultado, as ações da petroleira figuraram entre as três maiores quedas da BM&FBovespa. As ações ordinárias caíram 3,88%, em um dia em que o Ibovespa se manteve praticamente estável, com variação positiva de 0,18%. A tendência é que as ações das empresas de Eike recuperem a perda de valor de mercado à medida que os projetos apresentem resultado, se-

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GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: TOMADAS DE PREÇOS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 69/01127/12/02 - Construção de Ambientes Complementares e Reforma (Restauro) de Prédio Escolar - EE Tancredo do Amaral - Av. D. Pedro II, 170 - Cep: 13320-240 - Centro - Salto/SP - 210 - 280,00 - R$ 42.659,00 - R$ 4.265,00 - 09:30 - 03/09/2012. 69/01225/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista - EE Adoniran Barbosa - Rua das Azaleas, 3.403 Cep: 13273-340 - Prq. das Colinas – Valinhos/SP - 150 - R$ 42.240,00 - R$ 4.224,00 - 10:00 - 03/09/2012. 69/01283/12/02 - Reforma de Prédio Escolar - EE Dr. Francisco de P. Abreu Sodré - Rua Profª Maria do Carmo Soares Corrêa Queiroz, 714 - Cep: 17440-000 - Centro - Ubirajara/SP - 210 - 55,71 - R$ 50.970,00 - R$ 5.097,00 - 10:30 - 03/09/2012. 69/01309/12/02 - Construção de Ambientes Complementares e Reforma de Prédio Escolar - EE Dep. Felício Tarabay - Rua José Cândido, 141 - Cep: 19210-000 - Jd. das Acácias - Tarabai/SP - 180 - 50,50 - R$ 109.752,00 - R$ 10.975,00 - 11:00 - 03/09/2012. 73/00141/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédios Escolares - EE Prq. Mikail Rua José Lázaro de Almeida Campos, s/nº - Cep: 07142-580 - Queiroz de Moraes - Guarulhos/SP; EE Prof. Antonio Rosas da Silva Galvão - Rua Zeferino Alves de Oliveira, s/nº - Cep: 07179-260 - Ponte Alta - Guarulhos/SP; EE Prq. Santos Dumont - Rua Olho D‘Agua dos Borges, s/nº - Cep: 07152-160 - Prq. Santos Dumont - Guarulhos/SP - 150 - R$ 106.509,00 - R$ 10.650,00 - 11:30 - 03/09/2012. 73/00144/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédios Escolares - EE Dr. Hélio Motta - Rua Canori, 30 - Cep: 05764-170 - Jd. Olinda - São Paulo/SP; EE Prof. Moacyr de Castro Ferraz - Rua Juan Aldama, 100 - Cep 05752-590 Jd. Umuarama - São Paulo/SP; EE Guiomar Novaes - Rua Leônidas Moreira, 21 - Cep: 04653-180 - Vila Inglesa São Paulo/SP - 150 - R$ 121.265,00 - R$ 12.126,00 - 14:00 - 03/09/2012. 73/00148/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédios Escolares - EE Oliveira Ribeiro Neto - Rua José Ítalo de Camargo, 23 - Cep: 06363-140 - Jd. Sta. Catarina – Carapicuíba/SP; EE Chác. Flórida II Rua Caminho Célio José Paulo, 90 - Cep: 06900-000 - Chácara Flora II - Embu-Guaçu/SP - 150 - R$ 49.243,00 - R$ 4.924,00 - 14:30 - 03/09/2012. 73/00163/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédios Escolares - EE/ETEC João Crispiniano Soares/Maria Augusta Saraiva (Cl Descentr) - Rua Francisco Antunes, 1.078 - Cep: 07040-010 - Vila Augusta Guarulhos/SP; EE Prof. Joaquim Garcia Salvador - Rua Catulo da Paixão Cearense, 242 - Cep: 07194-130 - Jd. América Guarulhos/SP; EE Cap. Avi Sandi Miyake - Av. Juares Tavora, 47 - Cep: 07151-030 - Jd. São João - Guarulhos/SP - 150 - R$ 122.479,00 - R$ 12.247,00 - 15:00 - 03/09/2012. 73/00166/12/02 - Reforma de Prédio Escolar - EE B. Nossa Senhora da Conceição - Rua Oswaldo Barbosa Guimarães, 400 Cep: 06950-000 - Nsa. Sra. da Conceição - Juquitiba/SP - 210 - R$ 57.085,00 - R$ 5.708,00 - 15:30 - 03/09/2012. 73/00211/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédios Escolares - EE Profª Benedita de Oliveira Ale - Rua São Joao Del Rey, 141 - Cep: 07130-180 - Jd. Jovaia – Guarulhos/SP; EE José Marun Atalla - Rua Alberto Sigueyugi Hamaoka, 72 - Cep: 07075-100 - Prq. Continental - Guarulhos/SP - 150 - R$ 65.703,00 - R$ 6.570,00 - 16:00 - 03/09/2012. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 16/08/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

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gundo o analista da SLW Corretora Pedro Galdi. Enquanto isso não acontece, o mercado receia que o grupo EBX decida fechar o capital de outras empresas além da LLX e assim estancar perdas superiores. Procurada, a EBX não comentou a desvalorização das ações do grupo e medidas que possam ser tomadas. O mau desempenho das ações das empresas de Eike foi motivado por uma junção de fatores negativos – metas não cumpridas, a desconfiança de que os projetos não irão atender às expectativas e o mal momento de todo mercado financeiro. Para Galdi, a desconfiança do mercado com os papéis do grupo começou com uma série de revisões dos resultados da OGX, no setor de petróleo e gás natural, que acabou contaminando as

outras empresas. "O quadro não melhorou com a mudança do presidente da OGX. Será preciso mais que isso", disse. Em teleconferência com analistas, a petroleira atribuiu o prejuízo de R$ 543,4 milhões no semestre à despesa financeira líquida de R$ 356 milhões decorrente da variação cambial no período. Além disso, destacou despesas com poços secos ou subcomerciais, de R$ 165 milhões, gastos com exploração, de R$ 136 milhões, e administrativos, R$ 117 milhões. O diretor-financeiro da OGX, Roberto Monteiro, disse que a petroleira investirá US$ 2 bilhões neste ano. O montante cairá para US$ 1,2 bilhão em 2013, por conta da devolução gradual de sondas com contratos vencendo até 2013. (AE)

GDO ÓPTICAS DO BRASIL S/A CNPJ nº.10.795.892/0001-18 - NIRE 35.300.365.429 Ata de Assembléia Geral Ordinária de Acionistas realizada em 24/04/2012 Data, Hora e Local: aos 24 de abril de 2012, às 18:30 horas, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, Rua Gama Cerqueira, 52 - cj. 102, São Paulo/SP, bairro Cambuci - CEP 01539-010. Presença: (a) Felipe Cressoni Gomes, brasileiro, publicitário, solteiro, portador do RG nº 29.522.625-0 e CPF nº 299.709.778-90, residente e domiciliado à R. João Fernandes, 145, apto. 121, Bairro Jardim, Santo André/SP. (b) Natalia Alves Leite, brasileira, empresária, solteira, portadora do RG nº 44.026.943-X e CPF nº 372.318.228-35, residente e domiciliada à R. Lagoa Panema, 540, apto. 64, V. Guilherme, São Paulo/SP, (Ausente). (c) Sérgio Pereira da Silva, brasileiro, consultor óptico, solteiro, portador do RG nº 27.660.860-4 e CPF nº 268.914.638-07, residente e domiciliado à R. Soares de Avelar, 950, Conceição, São Paulo/SP, representado na data por André Luiz Silveira Arantes (qualificado abaixo). (d) Gerson Garbes Galindo, brasileiro, empresário, solteiro, portador do RG n° 11.238.913 e do CPF n° 030.707.408-04, residente e domiciliado à Rua Dr. Carlos Tiago Pereira, 43 - Jardim Saúde/SP. (e) Waldir Valades, brasileiro, empresário, casado, portador do RG nº 3.800.672 e CPF nº 232.378.21853, residente e domiciliado à Rua Inhambu, 964, apto. 82, Moema, São Paulo/SP. (f) Marcelo Flora Stockler Filho, brasileiro, solteiro, portador do RG nº 25.978.055-8 e CPF nº 289.357.618-42, residente e domiciliado à R. Afonso de Freitas, 58, apto. 3, Paraíso, São Paulo/SP, (Ausente). (g) André Luiz da Silveira Arantes, brasileiro, empresário, separado, portador do RG nº 19.101.898-3 e CPF nº 250.436.478-41, residente e domiciliado à Rua João Batista Mendo, 36, apto. 92, Jardim p Avelino, São Paulo/SP. (h) Josué da Silveira Arantes, brasileiro, empresário, casado, p portador do RG nº 4.211.181 e CPF nº 243.342.608-10, residente e domiciliado à Av. Álvaro Ramos, 2.408, Água Raza, São Paulo/SP, representado na data por André Luiz Silveira Arantes (qualificado acima). (i) Tatiana Roque Helene, brasileira, empresária, casada, portadora do RG nº 30.959.666-X e CPF nº 300.564.55844, residente e domiciliada à R. Marcelo Tupinambá, 50, Casa 6, Jardim Paraventi, Guarulhos/SP, representada na data por Dra. Elaine Regiane de Aquino Sena Moreira, brasileira, casada, regularmente inscrita no Quadro da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção de São Paulo, sob o nº 166.981. (j) Marisa Amorim Sardinho Yamamoto, brasileira, empresária, casada, portadora do RG nº 9.219.214-2 e do CPF nº 043.696.688-32, residente e domiciliada à Rua Antonieta Leitão, 247, apto. 41, Freguesia do Ó, São Paulo/SP, (Ausente). (k) Marcelo Spacassassi Morais, brasileiro, empresário, casado, portador do RG nº 20.844.468-3 e do CPF nº 246.570.368-40, residente e domiciliado à Rua Dr. Pelágio Marques, 76, apto. 81, V. Matilde, São Paulo/SP. (l) Ewaldo Fuoco, brasileiro, empresário, casado, portador do RG nº 14.341.973 e do CPF nº 092.261.388-50, residente e domiciliado à Rua Plínio Colas, 278, apto. 74 B, Mandaqui, São Paulo/SP. (m) Wagner Pedreschi, brasileiro, empresário, casado, portador do RG nº 8.894.777-4 e do CPF nº 033.267.458-42, residente e domiciliado à Rua Visconde de Laguna, 44, Mooca, São Paulo/SP, (Ausente). (n) Walter Eidi Fugiwara, brasileiro, empresário, casado, portador do RG nº 15.994.746 e do CPF nº 093.223.56898, residente e domiciliado à R. Ibituruna, 132, apto. 64, Parque Imperial, São Paulo/SP, (Ausente). (o) Maria de Fátima Sardinho Cury, brasileira, empresária, casada, portadora do RG nº 9.219.2142 e do CPF nº 012.910.978-99, residente e domiciliada à Av. Paula Ferreira, 89, apto. 191 F2, Freguesia do Ó, São Paulo/SP, (Ausente). (p) Denise Namur, brasileira, empresária, solteira, portadora do RG 8.372.391-2 e do CPF nº 040.725.568-07, residente e domiciliada à Rua Maranhão, 862, apto. 62, São Caetano do Sul/SP, (Ausente). (q) Ricardo Chinellato Cersósimo, brasileiro, empresário, casado, portador do RG nº 19.566.693 e do CPF nº 126.996.908-05, residente e domiciliado à Rua Serra de Japi, 1.381, Vila Gomes Cardim, São Paulo/SP, representado na data por André Luiz Silveira Arantes (qualificado acima). Todos os presentes assinaram a lista de presença em anexo ou apresentaram procuração conforme o Artigo 17° § 2° do Estatuto Social, totalizando 79,4% (setenta e nove, quatro por cento) dos Acionistas. Mesa: Andre Luiz da Silveira Arantes, Presidente e Waldir Valades, Secretário. Ordem do Dia: (i) Aprovação das Contas do período de 2011 e Balanço Patrimonial encerrado em 31/12/2011; (ii) Aprovar e ratificar todos os atos praticados pela Diretoria; (iii) deliberar sobre demais assuntos necessários; Deliberações Tomadas: colocadas as matérias em discussão e posterior votação, resultaram as mesmas aprovadas por 92% (noventa e dois por cento) dos Acionistas presentes, sem quaisquer ressalvas ou restrições, nos seguintes termos: (i) foi aprovada as contas apresentadas pela Diretoria, sendo que foram apresentados aos acionistas o Balancete Analítico do período de 2011 e o Balanço Patrimonial (i.1) O Balancete Analítico foi descrito detalhadamente pelo contador, o qual explicou quando necessário todas as contas da sociedade. (i.2) O Balanço Patrimonial foi apresentado ao final da explicação, o qual recebeu aprovação de 92% (noventa e dois por cento) dos Acionistas presentes, e consta como Anexo I da presente Ata; (ii) Foi discutido em Assembleia os atos praticados pela Diretoria, os quais foram aprovados por 92% (noventa e dois por cento) dos Acionistas presentes; (iii) Foi aberta a palavra para eventuais questões a serem discutidas entre os acionistas, e não havendo mais nada a ser discutido, foi proposto o encerramento dos trabalhos e suspensa a Assembleia pelo tempo necessário à lavratura desta ata, a qual, após reaberta a sessão, foi lida, achada conforme, aprovada por 92% (noventa e dois por cento) dos Acionistas, e por todos os presentes assinada. São Paulo, 24 de abril de 2012. Andre Luiz da Silveira Arantes - Presidente. Waldir Valades - Secretário.

Companhia Brasileira de Alumínio FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 21/00410/12/05 OBJETO: PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS COM MOTORISTA, SOB O REGIME DE FRETAMENTO EVENTUAL EM ÔNIBUS COM CAPACIDADE DE NO MÍNIMO 44 (QUARENTA E QUATRO) PASSAGEIROS, DESTINADO AO TRANSPORTE DE ALUNOS, PROFESSORES, FUNCIONÁRIOS, DIRIGENTES, PRESTADORES DE SERVIÇOS E COLABORADORES DA REDE ESTADUAL DE ENSINO E DA FDE - FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para: Prestação de serviços de transporte de passageiros com motorista, sob o regime de fretamento eventual em ônibus com capacidade de no mínimo 44 (quarenta e quatro) passageiros, destinado ao transporte de alunos, professores, funcionários, dirigentes, prestadores de serviços e colaboradores da Rede Estadual de Ensino e da FDE - Fundação para o Desenvolvimento da Educação. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 16/08/2012, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 29/08/2012, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 16/08/2012, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: TOMADA DE PREÇOS - TIPO TÉCNICA E PREÇO A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Execução de Projetos: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - SONDAGEM (M) (se houver) - PRAZO (se houver) - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 46/00789/12/02 - Elaboração de Projeto Executivo e Apresentação de Pasta Técnica contemplando a documentação relativa ao Projeto Técnico de Segurança - EE Érico Veríssimo - Rua Portuguesa, 500 - Cep: 07041-050 - Vila Endres - Guarulhos/SP; EE A Hebraíca - Av. Alzira Zarzur, 550 - Cep: 03570-220 - Prq. Savoy City - São Paulo/SP - 90 (Elab. de Proj.) / 180 (Pasta Técnica) - 09:30 - 18/09/2012. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 16/08/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Os invólucros contendo a Proposta Técnica, a Proposta Comercial e os documentos de Habilitação, deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP TERMO DE HOMOLOGAÇÃO E ADJUDICAÇÃO PROCESSO LICITATÓRIO 63/12 - TOMADA DE PREÇOS 02/12 Objeto: Contratação de empresa especializada para substituição de madeiramento de cobertura por estrutura metálica da Creche Maria Vieira Telles. Considerando a regularidade do procedimento, hei por bem, com base no inciso VI, do artigo 43, da Lei Federal nº 8.666/93, de 21/06/1993, Homologar e Adjudicar o item do objeto licitatório, à empresa abaixo delineada: Ingeniu Comércio e Construção Ltda.-ME. Rua Marechal Deodoro da Fonseca, 1.929 - Distrito Comercial II. Dracena/ SP. CNPJ (MF): 10.870.980/0001-37. Valor: R$ 139.687,99 (Cento e trinta e nove mil, seiscentos e oitenta e sete reais e noventa e nove centavos). Castilho - SP, 15 de agosto de 2012. Antonio Carlos Ribeiro. Prefeito. A Debitar (16.08.12) DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO ALSIMAR DA COSTA NESI, portador da cédula de identidade nº 8.709.404 9-SSP/PR e inscrito no CPF/ MF sob o nº 925.137.277-20, DECLARA sua intenção de exercer cargo de administração no BANCO PETRA S.A. e que preenche as condições estabelecidas no art. 2º da Resolução 3.041, de 28 de novembro de 2002. ESCLARECE que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da data da publicação desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo. BANCO CENTRAL DO BRASIL: Deorf – Departamento de Organização do Sistema Financeiro – Gerência Técnica em Curitiba – Rua Carlos Pioli, 133 – Bom Retiro – CEP 80520-170 – Curitiba – Paraná. Telefones: (41) 3313-2981, 3313-2982 e 3313-2980. FAX (41) 3313-2990. Email:gtcur.deorf@bcb.gov.br.

Duratex S.A.

CERTIDÃO - JUNTA COMERCIAL ATA SUMÁRIA DA REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO, REALIZADA EM 26 DE JULHO DE 2012 - 11:00 HORAS “JUCESP sob nº 351.145/12-6, em 10.08.2012. (a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.”

CNPJ/MF nº 61.409.892/0001-73 - NIRE 35.3000.1276-3 Assembleia Geral Extraordinária Realizada em 28 de Junho de 2012 1. Data, Horário e Local - Dia 28 de junho de 2012, às 14:00 horas, na sede social da companhia, localizada na Praça Ramos de Azevedo, n° 254, 3º andar, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, CEP: 01037-912. 2. Convocação - Dispensada em virtude da presença da totalidade dos acionistas, de acordo com os termos do parágrafo 4º do Art. 124 da Lei nº 6.404/76, conforme alterada (“Lei das S.A.”). 3. Presença - Acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas lançadas no livro “Presença de Acionistas”. 4. Mesa Dirigente - João Bosco Silva, Presidente e Jones Aparecido Belther, Secretário. 5. Deliberações - a) Em virtude da ausência temporária de alguns diretores da companhia, durante o mês de julho de 2012, ficam designados os seguintes substitutos provisórios: i - Em substituição ao Sr. João Bosco Silva, entre o período de 02.07.2012 a 13.07.2012, designa-se o Sr. Ruben Marcus Fernandes, brasileiro, casado, engenheiro metalurgista, portador da cédula de Identidade RG nº M-2.277.466-SSP/MG e do CPF/MF nº 769.976.346-72; ii - Em substituição ao Sr. Paulo Prignolato, entre o período de 28.06.2012 a 20.07.2012, designa-se o Sr. Sérgio Duarte Pinheiro, brasileiro, casado, engenheiro civil, portador da cédula de Identidade R.G.nº 14.122.965-2-SSP/SP e do CPF/MF nº 108.435.178-16;iii - Em substituição ao Sr.José Rodrigues dos Reis, entre o período de 28.06.2012 a 18.07.2012, designa-se o Sr. Jones Aparecido Belther, brasileiro, casado, geólogo, portador da Cédula de Identidade RG nº 20.100.438-0 SSP/SP e do CPF/MF nº 077.835.288-20. Todos acima domiciliados na Praça Ramos de Azevedo, nº 254, 6º andar, Capital do Estado de São Paulo, CEP: 01037-912. b) Aos substitutos provisórios serão conferidos os mesmos poderes trazidos pelo Estatuto Social da Sociedade aos diretores que estarão ausentes. c) Os substitutos temporários declaram, sob as penas da lei, que não estão impedidos de exercer a administração da Sociedade, mesmo que temporariamente, por lei especial ou em virtude de condenação criminal ou por se encontrarem sob os efeitos dela, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, fé pública ou a propriedade. 6. Observações Finais - a) Em todas as deliberações deixaram de votar os legalmente impedidos; b) O Sr. Presidente franqueou o uso da palavra, não havendo, todavia, nenhuma manifestação; c) Os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente, Secretário e demais acionistas presentes. A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 28 de junho de 2012. João Bosco Silva - Presidente; Jones Aparecido Belther - Secretário. JUCESP nº 296.851/12-7 em 11/07/2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

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FDE AVISA: Pregão Eletrônico de Registro de Preços nº 36/00224/12/05 OBJETO: Aquisição de Pipetador de 3 vias – Classe 6571 A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para: Aquisição de Pipetador de 3 vias – Classe 6571. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 16/08/2012, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 30/08/2012, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 16/08/2012, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP Tomada de Preços nº 010/2012 - Processo nº 3675/2012 CLASSIFICAÇÃO A Prefeitura de Pereira Barreto leva ao conhecimento de quem possa interessar, que, em decisão exarada na ata de sessão, realizada às 14h30min do dia 14/08/2012, a CPL decidiu por CLASSIFICAR em primeiro lugar com a proposta mais vantajosa a empresa FABEN CONSTRUTORA E ENGENHARIA LTDA. Pereira Barreto, 14 de agosto de 2012. Arnaldo Shigueyuki Enomoto - Prefeito Municipal Blau Farmacêutica S.A.

CNPJ nº 58.430.828/0001-60 - NIRE 35.300.416.406 Comunicado Comunicamos que se encontram à disposição dos senhores acionistas desta Companhia, em sua sede social, sito à Município de Cotia, Estado de São Paulo, na Rodovia Raposo Tavares, Km 30,5, nº 2.833, Unidade I, prédio 100, Bairro Barro Branco, CEP 06705-030, os documentos a que se refere o art. 133 da Lei 6.404/76, ou seja: a) relatório da administração sobre os negócios sociais e os principais fatos administrativos do exercício findo; b) cópia das demonstrações financeiras; e c) proposta da Diretoria sobre a destinação do lucro líquido relativo ao exercício social encerrado em 31/12/2011. Cotia, 14 de agosto de 2012. A Diretoria. (14, 15 e 16/08).

GF3 CONSULTORIA E SERVIÇOS DE INFORMÁTICA LTDA., CNPJ 04.537.127/ 0001-03, por seus sócios, declara extinta a sociedade em 10.08.2012, conforme distrato social. Comunicado de Extravio Energia, Young & Rubicam Brasil Ltda, CNPJ: 03.498.286/0002-56, Inscrição Municipal 29462, Santana do Parnaíba - SP, sito a Calçada Aldebarã, 180 - 2° andar - conj.123 - Alphaville, Santana do Parnaíba - SP, comunica o extravio de dois talões de Notas Fiscais de Serviços série “A” de n° 001 à 100 (em branco e sem uso).

R&L INFORMÁTICA LTDA., CNPJ 00.801.800/0001-01, por seus sócios, declara extinta a sociedade em 23.07.2012, conforme distrato social.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Os serviços de entrega melhoraram, mas estamos longe do patamar desejável. Fabio Abrate, diretor da B2W

conomia Reprodução da internet

Amazon no Brasil movimenta e-commerce

Oferta de imenso catálogo de e-books deve ser um dos trunfos da operação brasileira da gigante norteamericana

Expectativa é de que empresa norte-americana chegue ao Brasil no último trimestre deste ano Renato Carbonari Ibelli

A

chegada da gigante de comércio eletrônico Amazon ao Brasil, prevista para o quarto trimestre deste ano, promete movimentar o varejo online do País. A expectativa é de que a empresa norte-americana de e-commerce inicie suas operações explorando um nicho ainda incipiente por aqui, o de venda de e-books. A partir dessa estratégia inicial, a marca deve ingressar paulatinamente na venda online de bens físicos. Dentro de um cronograma de implantação ainda incerto, outra grande novidade esperada é a estruturação da Amazon Marketplace no Brasil, braço do grupo que opera aos moldes do já conhecido Mercado Livre. Embora a entrada da Amazon no mercado nacional seja dada como certa, a empresa vem adiando seus planos seguidamente. A princípio, as operações começariam em março, foram postergadas para setembro e, agora, de con-

creto se tem apenas a informação de que será em 2012. Na avaliação do diretor da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara-e.net), Gerson Rolim, os adiamentos têm motivos pontuais – estão mais ligados às adaptações a logística de entrega e ao regime tributário do País. "Não há mudança de planos. A Amazon vem para ficar e para ser grande", afirma Rolim. Bom momento – O momento para entrar no Brasil não poderia ser melhor, de acordo com o diretor da Câmara-e.net. O comércio eletrônico brasileiro cresce à taxa de dois dígitos por ano e já representa 60% do faturamento do e-commerce da América Latina. O México, que tem uma economia similar à brasileira, detém apenas 15% desse mercado. "Quanto mais a Amazon demorar para iniciar as operações, mais difícil será a entrada. Esse mercado em crescimento só faz as concorrentes que já estão por aqui ficarem mais fortes."

/6/2009

za/e -SIM – 26

Henrique Manre

A Amazon vem para ficar e para ser grande no mercado brasileiro de comércio eletrônico. GERSON ROLIM, DIRETOR DA CÂMARA-E.NET

Talvez por esse motivo tenha sido tomada a decisão da empresa de iniciar as operações com a venda de e-books, ainda pouco explorada pelas futuras concorrentes nacionais, como as livrarias Saraiva e Cultura. A Amazon tem um catálogo com cerca de um milhão de títulos para e-book. Já o catálogo das lojas que vendem esse formato no Brasil contabiliza 11 mil títulos. "Não

tenho dúvida de que a entrada da Amazon vai aquecer esse mercado, incentivando as editorar brasileiras a investirem mais no e-book”, comenta o diretor da Câmara-e.net. Com os títulos "virtuais", a Amazon, consequentemente, estimulará a venda do Kindle, seu leitor de livros digitais, um caminho natural para a popularização do e-book no País, juntamente com os tablets.

Outro incentivo deve ser dado às vendas de filmes e músicas individuais online, outro segmento de forte atuação da Amazon. A gigante norteamericana possui aproximadamente 20 milhões de músicas, catalogadas e armazenadas em nuvem. Bens físicos – Já a venda virtual de bens físicos da Amazon é esperada para 2013, seguindo a expectativa de entrada

gradual no País, para então concorrer com players mais fortes, como o grupo B2W, que inclui Submarino, Americanas.com e Shoptime. "Não acredito que a Amazon entre oferecendo todos os seus produtos de uma vez. Ela vai trazer uma ou outra categoria de produtos, para então expandir as ofertas", avalia Rolim. Mas o que é certo, e que também promete movimentar o varejo on-line brasileiro, é a abertura da Amazon Marketplace no Brasil, que permite a pequeno lojistas, ou vendedores de ocasião, anunciarem seus produtos novos ou usados pela Internet. Embora não esteja completamente clara a estratégia de entrada da Amazon no País é possível projetar um avanço vigoroso da norte-americana no mercado brasileiro diante das pretensões anunciadas pela empresa, que projeta vender em 2013 quase 5 milhões de produtos por aqui.

Agliberto Lima/DC –29/09/2011

B2W anuncia R$ 1 bilhão de investimentos de 2013 a 2015 Empresa diz querer reforçar áreas de tecnologia, inovação e logística.

A

B2W está confiante de que o plano de investimentos que desenvolveu para os próximos três anos marcará o início de uma nova fase para a companhia, apoiada em crescimento de vendas, começando a deixar para trás os entraves que vêm prejudicando os resultados trimestre a trimestre. A dona dos sites Americanas.com, Submarino e Shoptime anunciou ontem um plano de investimentos de cerca de R$ 1 bilhão para o período de 2013 a 2015, recursos que serão direcionados para tecnologia, inovação e logística. Nesse período, estão previstos dez novos centros de distribuição. Nos últimos dois anos, a empresa investiu para integrar as três plataformas de negócios do grupo, processo que resultou em uma série de problemas operacionais que se refletiram principalmente em atrasos na entrega de produtos. "Após conclusão de uma importante fase de investimentos, estamos prontos para crescer e estar mais próximos dos clientes", afirmou ontem o diretor de Relações com Investidores da B2W, Fabio Abrate, em teleconferência

Embraer vê melhora do mercado dos EUA

A

fabricante brasileira de aeronaves Embraer vê claros sinais de recuperação no mercado de aviação executiva dos Estados Unidos. A demanda mundial por jatos executivos, no entanto, continua estável por causa da incerteza

4,76 por cento foi a queda das ações ordinárias da B2W no pregão de ontem da bolsa de valores. Investidores reagiram mal à perda no 2º trimestre. com analistas, a primeira desde que assumiu o cargo, no início mês. "O plano anunciado hoje (ontem) visa o crescimento de vendas", disse. Abrate destacou que, no primeiro semestre, a companhia viu os índices de reclamações de clientes diminuírem conforme as medições realizadas por diferentes órgãos. No caso do Procon-SP, as reclamações caíram 64% ante igual período do ano passado. "Os serviços de entrega melhoraram, mas estamos longe do patamar que desejamos alcançar", disse. "Nos próximos três anos, queremos avançar na descentralização das mercadorias."

política na Europa e de um grande estoque de aeronaves usadas à venda. As avaliações foram feitas pelo chefe da divisão de jatos executivo da Embraer, Ernest Edwards. "Estamos vendo recuperação, mas ainda é o início desse processo", afirmou o executivo, que ontem participou de uma feira de aviação realizada em São Paulo.

Antes de iniciar os desembolsos para o próximo triênio, a B2W espera investir R$ 90 milhões até o final deste ano, após ter realizado aporte de R$ 180 milhões na primeira metade de 2012. Nos próximos dois meses, serão inaugurados quatro centros de distribuição que, segundo Abrate, "estão na conta" de 2012. Prejuízo – A B2W divulgou ontem que registrou prejuízo líquido maior que o esperado no segundo trimestre deste ano, de R$ 38,9 milhões, elevando as perdas em 86,1% na comparação com igual período do ano passado. A expectativa média de seis analistas do mercado financeiro para a empresa era de um prejuízo de R$ 29,7 milhões nesse intervalo de comparação. Entre abril e junho, a receita líquida da B2W cresceu 1,5% em relação ao segundo trimestre de 2011, para R$ 996,9 milhões. Apesar do anúncio do plano de investimentos até 2015, o mercado desaprovou os resultados da empresa. As ações ordinárias da B2W fecharam com forte queda de 4,76%, enquanto o Ibovespa, principal referência do mercado de ações, subiu 0,18%. (Reuters)

A fabricante de aeronaves entregou 99 jatos privados no ano passado, número que Edwards afirmou ter se tornado "a nova base para a Embraer como fabricante de jatos executivos". Segundo ele, a fatia da Embraer no mercado global de aviação executiva pode crescer até 30% após a companhia começar a entregar seus jatos Legacy de médio porte. (Reuters)

No segundo trimestre, empresa teve prejuízo líquido de R$ 715,1 milhões, quase o dobro do resultado negativo apurado um ano antes.

Com perda recorde, Gol muda para se recuperar em 2012.

A

recuperação nos indicadores da Gol prevista para o segundo semestre deste ano virá de mudanças internas na companhia e não da melhora de fatores externos que levaram a empresa ao pior resultado trimestral desde a sua criação. A segunda maior companhia aérea do País encerrou o intervalo de abril a junho com prejuízo líquido de R$ 715,1 milhões, praticamente o dobro do resultado negativo apurado um ano antes, de R$ 358 milhões. Analistas estimavam, em média, perda de R$ 292 milhões. Os altos custos com combustíveis e a desvalorização do real fizeram a Gol marcar o quinto trimestre consecutivo de prejuízos. A readequação da malha, a consequente redução do número de funcionários e estratégias comerciais para atrair tipos específicos de clientes estão entre as medidas que poderão trazer um alívio à companhia, segundo o presidente, Paulo Sérgio Kakinoff. "No segundo semestre, os indicadores externos não devem melhorar. Há expectativa

Estamos vivendo um momento de volatilidade. É difícil fazer uma previsão de médio e longo prazos. PAULO SÉRGIO KAKINOFF, PRESIDENTE DA GOL de mudança no cenário, mas não no curto prazo", disse. Segundo ele, no segundo trimestre a Gol foi negativamente afetada pelos custos das demissões realizadas na primeira metade do ano, "mas os efeitos positivos na redução de custos veremos no terceiro e no quarto trimestres". No final de junho, a Gol anunciou o plano de reduzir 2,5 mil postos de trabalho em 2012, com cortes, congelamento e não reposição de vagas. A empresa considerou a medida necessária para "adequar-se à nova realidade do mercado, manter seu plano de negócios disciplinado e a sustentabilidade da operação".

"Essas demissões são suficientes para alcançarmos os resultados que projetamos para o ano. O segundo semestre será influenciado por redução de custos e racionalização da malha, com a diminuição do número de voos que gerou grande parte das demissões", explicou Kakinoff. Além disso, o presidente afirmou que no terceiro trimestre, sazonalmente mais fraco para a atração de passageiros de turismo, a Gol deve adotar uma política comercial para conquistar viajantes corporativos. A empresa aérea estuda, ainda, a possibilidade de novos voos internacionais regulares. "Existem estudos em andamento para a malha internacional dentro da característica da Gol, que é a expansão geográfica no do Cone Sul", afirmou o executivo. Apesar da perspectiva positiva para a segunda metade do ano, o presidente da Gol evitou traçar uma projeção para 2013. "Estamos vivendo um momento de extrema volatilidade. É difícil fazer uma previsão de médio e longo prazos", disse Kakinoff. (Reuters)

DC 16/08/2012  

Diário do Comércio