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Conclusão: 23h55 Ano 87 - Nº 23.688

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

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R$ 1,40

São Paulo, quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Marcello Casal Jr./ABr

90 BILHÕES

PARA ATENDER OS GREVISTAS O preço para o fim das greves, calculado pelo governo, aqueceria a economia. Mas, ao mesmo tempo, aumentaria a inflação, a taxa de juros e a dívida pública. Pág. 17

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137,8 BILHÕES PARA SALVAR A ECONOMIA A presidente Dilma lança hoje pacote que prevê investimentos pesados em infraestrutura de transportes. A ordem é que os recursos do governo e também privados sejam gastos até 2014. Pág. 20

Ensino piora. É que tem 'muitas matérias'. Explicação do ministro Aloizio Mercadante para o desempenho do ensino médio. Pág. 16

Defesa de Paulo Rocha no Mensalão diz que ele recebeu Lula e que eles apenas beberam. Págs. 5 e 6

Noite de violência a 120 km de Paris

Nosso santo de farda O PM José Barbosa pode ser canonizado por ato heroico. Pág. 14

Policiais e povo de Amiens em choque por motociclista. Pág. 13 Pascal Rossignol/Reuters

Nelson Jr./STF

'Eles só tomaram uma cachacinha'

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O fato é que há um esforço danado para negar a existência do Mensalão ou para descaracterizá-lo como grave delito. José Márcio Mendonça

pinião

POLÍTICA, FATOS E VERSÕES. J

á ensinavam os sábios políticos brasileiros de antanho, com sabedoria e matreirice em doses duplas, que em política o que vale é a versão, não os fatos. A frase é atribuída ao raposissímo mineiro José Maria Alckmin, ex-deputado, ex-ministro, ex-vice presidente da República, da escola do PSD (Partido Social Democrático) – o original, não a contrafação recentemente inventada pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab. Do velho PSD, o partido de Kassab só tem mesmo a atávica atração pelos palácios governamentais. A autoria, na realidade, está perdida no tempo e no espaço, pode não ser mineira nem brasileira. Porém, tanto aqui como acolá, ela traduz de fato um pouco do mundo real da política. Nem sempre é claro, a versão é que predomina no mundo pão, pão, queijo, queijo, mas às vezes se sobrepõem, sim. E muitas vezes à revelia dos autores das versões, quase sempre os personagens dos fatos, interessados em lustrar histórias que os deixam mal perante seus eleitores, ante a opinião pública. Quando a história penetra no imaginário popular de determinada maneira, tirá-la de lá ou reescrevê-la com novas tintas, mesmo com o gosto da pura realidade, é quase impossível. Bem ensinava um personagem do cineasta John Ford, em um memorável faroeste que levou no Brasil o nome de O Homem que Matou o Facínora ("The man who shot Liberty Valence"): "Quando a

lenda é maior que a realidade, fica-se com a lenda". Esse preâmbulo vem a propósito do julgamento do Mensalão, também cognominado Ação Penal 470. Não se está dizendo que as práticas denunciadas inicialmente por Roberto Jefferson, investigadas numa CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) e pela Polícia Federal (PF), e agora julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), são apenas uma versão. Há fatos já que mostram que alguma estripulia (ou "malfeitorias", como a presidente Dilma Rousseff gosta de classificar certos desvios no mundo público) ocorreu. O fato é que há um esforço danado, de há muito, para negar a existência do dito Mensalão ou para descaracterizálo como grave delito, como um crime contra a administração pública, e enquadrá-lo apenas como uma espécie de contravenção eleitoral, delito de menor monta na legislação brasileira. As defesas dos réus, até agora, têm oscilado entre a negação de tudo ou admissão do mal menor. Ao mesmo tempo, sempre que podem, falam num possível linchamento dos réus, por pressões da opinião pública, insuflada por uma "certa" imprensa.

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al versão não encontra, digamos assim, guarida na realidade. Esclarecedora pesquisa do Instituto DataFolha (já citada em meu comentário especial sobre o julgamento da AP 470 na segunda-feira) indica que o mundo

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA

dos fatos é outro. O que seria para muitas pessoas um assunto de interesse apenas de uma elite, no fundo avançou mais profundamente no coração da sociedade do que se imaginava. E a maioria dos entrevistados está convencida – são 73% de um universo de 2.592 brasileiros pesquisados – de que o Mensalão é mesmo um caso de corrupção. Admita-se, para efeito de raciocínio, que o Mensalão se-

ja a fantasia que alguns dos defensores dos réus apregoam em suas perorações judiciais. Ou que, no máximo, o que aconteceu foi um "inocente" caixa dois, um desvio comum e que já deveria ter sido socialmente absorvido. Cabe então perscrutar as razões que levam o brasileiro, em todos os níveis, a não comprar tais argumentos. Bons entendedores explicam facilmente: a imagem da

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poupado da guerra, que cedo escreveu-lhe o "endereço a sangue" na dos Trinta Anos (1618-1648), nos grandes conflitos que se seguiram, Sucessão Espanhola (1701-1714) e Sete Anos (1756-1763), e nos abalos causados pelas Guerras Napoleônicas (1803-1815) na América do Sul. Se não teve como evitálas, o Brasil foi feliz nas suas conclusões por acordos que construíram estabilidade e desenharam o seu mapa definitivo. No entanto, aquela em que o Brasil se envolveu mais seriamente foi particularmente trágica. Se todas as guerras são desnecessárias, há algumas que são mais desnecessárias do que outras, como a de 1864, deflagrada por Nesse mês comemora-se o Dia do Soldado, que teve em Caxias o maior deles um oligarca

Rodrigo Coca/Fotoarena/AE

resolvida na Guerra da Tríplice Aliança (18641870), a maior da região, pequena porém se comparada às muitas que pontuaram o século 19 e que ditaram o destino de sistemas afetos a dezenas de milhões de pessoas, como a Guerra Civil Americana (18611865) e a Franco-prussiana (1870-1871). O Brasil jamais foi

delirante com o belicismo da corte europeia, que experimentaria o desastre também em 1870. Tão maldita quanto inesperada, essa guerra uniu os grandes rivais, já acomodados em suas divergências, que foram invadidos pelo vizinho menor que buscava reverter a secular mediterraneidade se impondo como ator regional em um Estado criado pelos dois maiores.

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ão incrível e complexa quanto a guerra, sua principal campanha, a do Paraguai (1866-1868), foi travada pelo principal protagonista, o Brasil, não a partir de seu território e com suas tropas inicialmente sob comando estrangeiro. E o Brasil venceu, em toda linha. Muito se pode falar de uma contrafactualidade nos desfechos de Riachuelo (11 de junho de 1865) e Tuiuti (24 de maio de 1866), porém aquilo que os acontecimentos apontam como decisivo para a vitória do Brasil foi

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

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m comentário recente, dissemos neste mesmo espaço que o grande réu deste julgamento no STF é o sistema político, eleitoral e partidário brasileiro. Entretanto, não há sinais de mudan-

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

SÉRGIO PAULO MUNIZ COSTA

NOSSO MAIOR SOLDADO ai trabalhar em vão quem procurar um Estado cuja história não se tenha originado pelas armas, e que hoje delas não disponha, próprias ou de patronos, para assegurar sua soberania. A questão de quem manda aonde e é responsável por quê parece eterna, a ONU que o diga. No Cone Sul desta América a questão foi

atividade política no Brasil, de modo geral, está tão deteriorada, que qualquer informação, degradante para ela, fato ou versão, pega como um rastilho de pólvora.

ças. As eleições municipais caminham pela mesma viciada vereda. E pelas histórias que começam a aparecer, sem o menor pudor. Basta ver que os patrocínios ocultos já estão superando as doações confessadas. Depois não se venha dizer que os fatos são versões. PS – Finalmente apareceu uma voz de peso, a da ministra Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para dizer claramente que caixa dois não é uma coisa normal. Da maneira como o tema está sendo conduzido no julgamento do Mensalão, a prática vai ganhar indulgência plena no Brasil.

a nomeação do Marechal de exército graduado Luís Alves de Lima e Silva como "comandante-emchefe das Forças do Império em operações contra o Paraguai". Aos sessenta e três anos de idade, maduro depois de debelar rebeliões armadas no Maranhão (1840), em Minas Gerais e São Paulo (1842) e no Rio Grande do Sul (1845) e experimentado na Guerra contra Oribe e Rosas (18511852), ele foi nomeado no momento mais crítico da guerra e da campanha, seguido ao revés de Curupaiti, quando o desacordo sobre a continuação das operações militares aliadas colocou em risco a própria Tríplice Aliança. Durante os 27 meses de seu comando, reorganizou as forças do Exército, preservou a Esquadra de uma investida prematura a Humaitá e liderou naturalmente as forças aliadas, desencadeando, a partir de julho de 1867, uma série de operações:

a Marcha de Flanco; a Manobra de Humaitá; o envolvimento de Piquissiri; e a cognominada Dezembrada, até ocupar, já no limite de suas forças físicas, a capital Assunção, em janeiro de 1869, acontecimento que se não encerrou de fato a guerra, decidiu-a e encaminhou seu final.

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ão houve brasileiro que, acumulando tamanhos poderes e responsabilidades, em condições tão dramáticas e difíceis, tanto tenha feito pelo Brasil, a quem a monarquia fez seu único Duque fora da família imperial. Neste mês em que se comemora o Dia do Soldado (dia 25) aniversário do maior deles no País, será útil ao Brasil recuperar o sentido da palavra que até algum tempo atrás se aplicava a todos que, soldados ou não, fossem capazes, disciplinados, honestos e patriotas: Caxias. SÉRGIO PAULO MUNIZ COSTA É HISTORIADOR

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

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NOVO PAC É MAIS UMA TENTATIVA DE ESTIMULAR O INVESTIMENTO E GIRAR A ECONOMIA.

pinião

MELHOR QUE NADA

Rafael Andrade/Folhapress

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o news is a goood n e w s ( e m p o r t uguês, não ter notícias é uma boa notícia) é uma frase comumente atribuída ao rei James I, da Inglaterra, que a utilizou para ilustrar seu pensamento de que era melhor não ter novidades a serem estas ruins. Desde então, vem sendo repetida há séculos por monarcas, presidentes ou outros líderes, a respeito do alívio que é governar em calmaria. A frase se encaixava com perfeição ao momento em que vivíamos nos primeiros quinze dias de agosto, não obstante as turbulências vindas de Brasília, mais precisamente do Supremo Tribunal Federal. E, confesso, era também a espinha dorsal deste artigo. Eu disse "era" porque, repentinamente, seja por necessidade ou para contrabalançar as turbulências daquele que já é considerado o "julgamento do século", o governo federal resolveu anunciar mais um PAC, desta vez um pacote de concessões e parcerias voltadas para a infraestrutura, que já está sendo chamado de "PAC das Privatizações".

O

s detalhes desse pacote ainda estavam sendo finalizados quando escrevia este artigo, mas a ideia é oferecer à iniciativa privada mais de cinco mil quilômetros de rodovias e ao menos oito mil quilômetros de ferrovias. Em um segundo momento, deveremos assistir à concessão de portos e aeroportos. Também se especula quanto à retomada das parcerias público-privadas, as chamadas PPP’s. No total, esse novo PAC de-

MANUELITO MAGALHÃES JÚNIOR

Novo PAC de Dilma virá com um pouco de maquiagem: em vez de privatizações, chamam-se licitações. ve somar possibilidades de investimento na casa dos noventa bilhões de reais. Até o discutível trem bala, ligando Rio de Janeiro a São Paulo e Campinas, deve entrar neste pacote, que tentará dar um fim aos principais gargalos logísticos do País. Se bem sucedido, o PAC reduzirá significativamente o chamado "custo Brasil", além de desonerar o caixa já combalido da União. Duro é acreditar no sucesso, com o histórico que tem a administração federal. Para isso, basta refrescar a memória com a concessão da Régis Bittencourt... No fundo, é mais uma tentativa de estimular o investimen-

to e manter a economia girando e crescendo mais um pouco. Um esforço marcado pelas circunstâncias do nosso baixo crescimento econômico. Embora esteja prometendo também reduzir os impostos sobre energia e sobre a folha

de pagamentos, o fato é que a capacidade do governo conceder novas desonerações pontuais de tributos, em setores que precisam de estímulo fiscal adicional para atrair consumidores para seus produtos, está se esgotando.

Somente o tempo poderá dizer se novas medidas do governo são suficientes diante dos números frios do baixo crescimento e do fantasma das demissões rondando a indústria.

Essa visão é reforçada pelos vetos que o governo já avisou que promoverá às emendas feitas pelo Congresso na MP 563, que ampliou o Programa Brasil Maior. Parlamentares de vários estados e partidos incluíram emendas desonerando diversos setores que não estavam incluídos no pacote de estímulos, mas o governo decidiu-se pelo veto depois de analisar que tais emendas não conseguiriam ser suportadas pelo Tesouro, em especial devido à queda na arrecadação de impostos produzida pela baixa intensidade da economia ao longo do primeiro semestre. Com menos recursos adentrando o caixa do Tesouro, o governo providenciou o réquiem para o seu dogma contrário a concessões e privatizações, transformando-as em uma alternativa real ao caminho de buscar o crescimento da nossa economia na base da redução de tributos e expansão do crédito interno. O PAC das Privatizações chega em cima da hora. Segundo o IBGE, houve redução de 1,2% no número de pessoal

QUANDO A LEI, EM VEZ DE CLAREAR, CONFUNDE. E

m uma situação ideal, as coisas aconteceriam mais ou menos assim. Ao propor uma nova lei - ou mudanças em leis já existentes – o parlamentar primeiro, sairia de seu gabinete e procuraria ter contato direto com a realidade. A ideia é que ele levantasse questões como: de que forma essa realidade será afetada pela nova lei? A mudança é realmente para melhor? Ela atende aos anseios da população? As pessoas que serão mais afetadas por essa lei foram ouvidas? Suas considerações foram levadas em conta? Depois disso, o parlamentar, juntamente com uma equipe técnica, ia identificaria como a nova lei interage com outras já existentes, verificaria seus possíveis desdobramentos a curto, médio e longo prazo e que ajustes deveriam ser feitos para que ela cumpra a função a que se destina – se não for pedir demais–, a função da nova lei deveria ser melhorar alguma coisa. Evidentemente, o resultado dessas pesquisas, debates, reflexões e estudos teria de ser redigido de forma clara e precisa, em bom português, para ser muito bem entendida. Se, mesmo assim, alguma coisa não saísse como deveria, ainda haveria oportunidade de conserto. Afinal, o projeto de lei ou de emenda sempre passa pelo crivo

de comissões da Câmara e do Senado. No Brasil, ao menos, estamos muito longe da situação ideal. Veja-se, por exemplo, o que está acontecendo com a Emenda Constitucional nº 66/2010, que permite a realização do divórcio sem a necessidade da separação prévia. A emenda extinguiu ou não extinguiu a separação judicial? Por incrível que pareça, essa questão básica que a mudança constitucional deveria responder não ficou clara na forma como o texto foi redigido. O texto da emenda diz que o parágrafo 6º do artigo 226 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: "o casamento civil

pode ser dissolvido pelo divórcio". Notem que o verbo "poder" não indica obrigatoriedade, mas possibilidade. Conclusão: para alguns juristas, a emenda não extingue a separação judicial, apenas a torna opcional. Para outros, como a emenda removeu o termo separação judicial que constava originalmente no parágrafo 6º, entende-se que esse procedimento foi extinto.

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ó para complicar um pouco mais, mudou-se a Constituição mas não se mudou o Código Civil. Naturalmente, nossa Carta Magna tem prevalência sobre o Código. Contudo, é o Código que regulamenta uma série de assuntos que

não cabe à Constituição tratar. Para tentar resolver essa confusão, o Projeto de Lei nº 7.661/2010 (PL 7661/10), de autoria do deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA), propõe a revogação de todos os artigos do Código Civil que tratam da separação judicial. Na interpretação do deputado, o instituto da separação judicial foi extinto no Brasil. Mas revogar os artigos que tratam da separação judicial é uma coisa. Regulamentar o divórcio direto é outra. Tudo indica que as dúvidas irão continuar - e novos projetos de lei irão surgir para tentar esclarecê-las. O curioso é que esse vaivém, que consome tempo e recursos,

assalariado ocupado na indústria, no primeiro semestre de 2012. A indústria automobilística, mesmo beneficiada com a redução de impostos, já ameaçava abrir a temporada de demissões e foi impedida "no grito" pelos representantes do governo. É um setor complexo e muito integrado, no qual, para cada vaga fechada em uma montadora, muitas outras se fecham no restante da cadeia produtiva. Como não podia deixar de ser, junto com este novo PAC virá mais um pouco de maquiagem. Nada de falar em concessões, nem privatizações – o que ocorrerá, segundo o dicionário do governo, serão licitações. Pois bem, “troquemos seis por meia dúzia”, para não ser preciso assumir que o discurso para ganhar eleições é diferente do discurso para governar!

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omente o tempo poderá nos dizer se tudo isso é pouco ou suficiente diante dos números frios do baixo crescimento e do fantasma das demissões rondando a indústria. Mas não podemos negar que já é alguma coisa. Melhor que nada! E, de resto, torcer para não se transformar numa comédia, no melhor estilo de Shakespeare – contemporâneo do Rei James I –, Much Ado About Nothing ou, em português, Muito Barulho por Nada. MANUELITO P. MAGALHÃES JÚNIOR É ECONOMISTA E DIRETOR DA

COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO (SABESP). FOI PRESIDENTE DA EMPRESA PAULISTA DE PLANEJAMENTO METROPOLITANO (EMPLASA) E SECRETÁRIO DE PLANEJAMENTO DA CIDADE DE SÃO PAULO.

IVONE ZEGER poderia ter sido evitado se a emenda possuísse uma redação mais precisa e se as alterações no Código Civil tivessem sido feitas concomitantemente. Se toda essa controvérsia envolvendo a interpretação das duas linhas de texto que constituem a mudança constitucional pode atrapalhar quem está se divorciando, um outro caso de lei malfeita teve efeitos ainda piores. Refiro-me à Lei 12.015/2009, cujo objetivo era aumentar a pena do estuprador. Antes de a lei entrar em vigor, obrigar alguém a praticar os chamados atos libidinosos (como sexo anal e oral, entre outros) era considerado atentado violento ao pudor. O estupro só ocorria quando havia conjunção carnal. A nova lei mudou isso, transformando conjunção carnal e os demais atos libidinosos forçados num único crime: o de estupro.

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princípio, a mudança parece sensata e necessária - é absurdo imaginar que um indivíduo que obriga outro a praticar sexo anal, por exemplo, não seja considerado um estuprador. Entretanto, a grande falha da lei é desconsiderar a forma como as penas por estupro e atentado ao pudor eram somadas, o que resultava em penas maiores. Agora esse recurso não é mais possível. Como tudo

isso constitui o mesmo crime – o de estupro – aplica-se uma única pena. Os estupradores agradecem. Um importante princípio do Direito Penal diz que a lei só pode retroagir para beneficiar o réu. Ou seja, se a nova legislação for benéfica para o condenado, ele pode utilizá-la, mesmo para um crime cometido antes de sua promulgação. Resultado: os tribunais têm recebido uma enxurrada de pedidos de revisão criminal e habeas corpus da parte de pessoas que foram condenadas por estupro e atentado violento ao pudor. Elas alegam que, como a nova lei transformou os dois crimes em um, a pena deve ser referente a apenas um crime e, portanto, reduzida. A tese tem sido aceita pelos juízes. Só para resumir o que eu dizia no início deste artigo, numa situação ideal, as coisas deveriam ocorrer assim: as leis seriam feitas para melhorar, e não para bagunçar a vida do cidadão. IVONE ZEGER É ADVOGADA ESPECIALISTA EM DIREITO DE

FAMÍLIA E SUCESSÃO. MEMBRO EFETIVO DA COMISSÃO DE DIREITO DE FAMÍLIA DA OAB/SP É AUTORA DOS LIVROS

"HERANÇA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" E "FAMÍLIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" - DA MESCLA EDITORIAL WWW.IVONEZEGER.COM.BR


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GibaUm

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

3 Pela primeira vez, o telão 3 MAIS: da Times Square, em Nova York, vai transmitir ao vivo a festa Brazilian Day, dia 2 de setembro.

gibaum@gibaum.com.br

até hoje, os únicos eventos que ocupam o superespaço são o Ano Novo e a final do SuperBowl. Esperase 1,5 milhão de pessoas.

k Ele não tem interesse. Há alguns meses, ele falou brincando que, Receita de mulher se a Dilma não quiser, ele sairia, mas foi uma brincadeira.

MARISA LETÍCIA // sobre uma nova candidatura de Lula em 2014, no jornal ABCD Maior. Foto: BusinessNews

333 Washington Olivetto está em Playboy e entre outros assuntos, fala da nova mulher: “Não gosto dessa coisa exagerada: botox pra cacete, silicone pra cacete, saltos altos gigantescos. Esteticamente, o que mais me agrada é uma ostensiva beleza física, aquela coisa chique, com uma pitadinha de vulgaridade. Diria que é uma mulher entre Inês de La Fressange (ex-modelo francesa) e a atriz Penélope Cruz. A Inês tem um blasé e a Penélope tem aquela coisa encantadora de mulher de ponto do ônibus”.

MELHOR JUNTO Dinheiro devolvido Senador cassado e empresário em Brasília, Luiz Estevão está acertando, com aval do Tribunal de Contas da União, a devolução aos cofres públicos do dinheiro desviado na construção do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo. Com juros e correção, a dinheirama estava encostando em R$ 1 bilhão. Só que Estevão está costurando um acordo, através do qual o dinheiro a ser devolvido deve ficar próximo de R$ 600 milhões. Ele tem como pagar – e facilmente: Estevão é dono de nada menos do que 1.255 imóveis que estão bloqueados pela justiça desde o final dos anos 90.

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VOLTA, LULA! 333 Sindicatos ligados à CUT estão dispostos a deflagar uma campanha nacional pedindo que o ex-presidente Lula concorra à Presidência em 2014. Mote: Volta Lula! A maioria lembra que, em seus tempos de Planalto, Lula sempre estava de portas abertas para os sindicalistas. Podia até não atender as reivindicações, mas conversava, ponderava – e certamente, batia nas costas e contava histórias divertidas. Esse gênero não faz a cabeça de Dilma que empurra questões sindicalistas aos ministrosdonúcleodoPlanalto.

A mineira Isis Valverde, 25 anos, a periguete Suelen de Avenida Brasil, está em alta: é a mais acompanhada pelas jovens telespectadoras através da Central Globo de Atendimento, protagoniza nova campanha da Seda (foto maior), seu comercial para Vivara dentro de uma cabine de fotografias (destaque) é dos mais aplaudidos e está na capa da nova edição de Boa Forma (direita), onde revela que malhou muito para melhorar seu bumbum e engrossar as coxas. Mais do que isso, Isis Valverde, na pele de Suelen, já virou até objeto de estudo do antropólogo Roberto DaMatta: “Afinal, quem não gostaria de ser tirado do vasto armário no qual nós, homens, sempre andamos, pela Suelen?”.

Objeto de estudo

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Nove entre dez juristas brasileiros que acompanharam a defesa de Roberto Jefferson, feita pelo advogado Luiz Francisco Corrêa Barbosa, tentando envolver o ex-presidente Lula no escândalo do mensalão, avisam que não é preciso o Supremo Tribunal Federal se mexer para que isso aconteça. Como o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, não denunciou e nem inocentou Lula, basta um procurador de primeiro grau pedir uma investigação contra ele para que seja instaurada: afinal, o ex-presidente não goza mais das vantagens do foro privilegiado. Por outro lado, se já avisou José Maria Marin, da CBF, para não mexer com Andrés Sanches, Lula também já manifestou sua preferência pela manutenção do técnico Mano Menezes. 333

Lula, semforo

333 Dormir sozinho todas as noites incomoda mais os homens (17%) do que as mulheres (10%): é o que mostrou levantamento feito junto aos 2,5 milusuáriossolteirosdositede relacionamento ParPerfeito . Na mesma enquete, elas revelam se ressentir mais (60%) do fato de não ter com quem dividir todos os momentos, bons e ruins do que eles (47%). Mais: a maioria, em ambos os grupos, com 80% e 70% respectivamente, declarou que ainda não encontrou a pessoa certa para um relacionamento sério.

MISTURA FINA A INDÚSTRIA do casamento movimentou no Brasil, no ano passado, R$ 14 bilhões, segundo o IBGE e deverá crescer mais ainda, já que 41% dos 34 milhões de brasileiros solteiros querem se casar em dois anos. Apenas para comparação: a indústria de casamentos movimentou, também no ano passado, nos Estados Unidos, US$ 60 bilhões. 333

333 HÁ DIAS, nos bastidores do julgamento do mensalão, o advogado e ex-ministro José Carlos Dias, 73 anos, pergunta a seu amigo, o advogado e exministro Marcio Thomaz Bastos, 77 anos: “Quer uma pílula de guaraná?” Marcio não aceitou e acabou brincando: “Cuidado que isso pode dar porte de drogas”. E Dias, justificou que estava tomando por não ter conseguido dormir direito na noite anterior. Marcio fingiu que acreditou.

Delúbio, atleta

ANTIGO FEUDO Há quase um mês, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que administra o porto de Santos, está sendo comandada por um presidente interino, Renato Barco. Para o cargo, será escolhido um técnico especialista em portos, embora possa ter apadrinhamento de algum partido. Todas as fichas estão apostadas no PMDB porque, afinal, o vice Michel Temer sempre teve preferência no maior terminal portuário do país. Até Wagner Rossi, exministro da Agricultura, afastado no governo Dilma debaixo de uma série de suspeitas, já presidiu a Codesp.

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333 Na sua 40ª edição, o Festival de Cinema de Gramado faz um esforço e tanto para se manter: até a projeção de 360, de Fernando Meirelles, fora do certame, foi feita com equipamentos obsoletos. Maria Flor (esquerda), de 360 (no elenco, Anthony Hopkins e Jude Law) era a grande atração; Eva Wilma (centro) foi homenageada pela carreira (25 filmes); e Juliana Didone era outra das raras atrizes por lá (direita). Ela está no elenco de Colegas , longa-metragem que conta as aventuras de três jovens portadores da Síndrome de Down.

Esforço de Gramado

Quadras de papel 333 O Brasil tem 33 milhões de estudantes, só que as escolas não colocam força na prática da educação física como apoio pedagógico e para criar nos jovens a cultura do esporte. Pesquisa do Ibope aponta que um terço das escolas da rede pública do país não têm quadra esportiva, nem espaço para que os alunos tenham aulas de educação física. No Orçamento da União deste ano a previsão é que três mil quadras sejam implantadas até dezembro, mas até agora nenhuma foi concluída. Do R$ 1 bilhão autorizado para 2012 na ação “implantação de estruturas esportivas”, foram desembolsados até agora apenas 8,5%.

h IN Louras.

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Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT e um dos artífices do mensalão, está muito entusiasmado com os Jogos Olímpicos de 2016 no Brasil. Ele postou texto em seu blog, esta semana, comemorando as 17 medalhas conquistadas pelo Brasil em Londres: “Começa agora nosso trabalho para realizar uma grande olimpíadas (sic) em 2016 no Rio”. Detalhe: Delúbio nunca praticou nenhum esporte e hoje, menos ainda embora os blogs de humor que usam o mensalão como mote, nos últimos dias, garantam que “ele sempre foi muito bem na corrida ao caixa dois”. 333

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Ruivas.

Estilo Kardashian 333 As irmãs Kourtney, Khloé e Kim Kardashian vão levar sua marca, a Kardashian Kollection, para o mercado internacional: roupas, acessórios, calçados e óculos irão para 13 países, incluindo Reino Unido, Tailândia, Kwait, Turquia e no ano que vem, China, Rússia e Brasil. Atrás da operação está Philip Green, dono da Topshop, cuja primeira loja na América Latina acaba de ser inaugurada no shopping JK Iguatemi. As peças das sensuais irmãs (Kim sempre encabeça essas listas, seu derrière é o mais aplaudido dos Estados Unidos e ela está na capa da nova edição de New York) manterão sua média de preço e estarão nas mais de 200 lojas da rede Dorothy Perkins, também de Philip.

333 A PIADA sobre Neymar mais multiplicada na internet nos últimos dias, especialmente depois da derrota da seleção brasileira para o México: em 2016, ele deveria participar do triatlo. É que Neymar corre, pedala...e nada.

A ATRIZ Leona Cavalli, a Zarolha da novela Gabriela, já terminou sua sessão de fotos para o ensaio que Playboy publicará em setembro. Mesmo assim, há uma ameaça de ser prorrogado de novo (era para sair em agosto e foi Natalia Rodrigues para a capa e recheio), caso Denise Rocha, a advogada e ex-funcionária do Senado, que teve vídeo intimo despejado na rede, assine contrato com a revista. 333

UMA REVISTA semanal de informação prepara a publicação, provavelmente no próximo fim de semana, de farta munição contra o candidato Celso Russomano (PRB) à prefeitura de São Paulo.

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333 BILLY Paul, o famoso cantor de soul americano, intérprete de Me and Mr. Jones, volta ao Brasil, no começo de setembro. Desde o final dos anos 80, ele vem regularmente para cá, para as apresentações em São Paulo e Rio, onde tem público cativo.

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

5 SIMPLES ASSIM Em Brasília e no plenário do STF, defesa de réus do Mensalão trata o uso de caixa 2 como procedimento natural do Brasil.

olítica Andre Borges/Folhapress

Ed Ferreira/AE - 24.08.09

O assessor José Nilson dos Santos tinha tanta intimidade que era chamado por Delúbio Soares de Zé Linguiça. PIERPAOLO BOTTINI, ADVOGADO

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o nono dia do julgam e n t o d o M e n s alão, a Ação Penal 470 que reúne os 38 réus do caso, o advogado João dos Santos Gomes Filho, que representa o ex-líder do PT na Câmara, Paulo Rocha, admitiu ontem que o seu cliente recebeu recursos sacados do Banco Rural, mas destacou que o dinheiro foi usado para pagar dívidas de campanha. O petista é acusado de lavagem de dinheiro. Ele teria recebido R$ 820 mil do valerioduto, suposto esquema operado por Marcos Valério para abastecer o Mensalão. Ele negou que seu cliente tivesse conhecimento de que o dinheiro poderia ter origem ilícita e afirmou que, na reunião no apartamento de Rocha, na qual foi fechado um acordo entre o PT e o PL para as eleições de 2002, ele não realizou ne-

A participação de Paulo Rocha foi ficar ao lado do expresidente Lula. Eles só tomaram uma cachacinha que o Paulo tinha lá. GOMES FILHO, ADVOGADO

João dos Santos Gomes Filho, advogado de Paulo Rocha: dinheiro para dívidas de campanha.

Mensalão, não. 'Só caixa 2'. É o que argumentaram as defesas dos acusados Paulo Rocha e João Magno gociação financeira. De acordo com o advogado, Rocha teria apenas tomado uma cachaça com o ex-presidente Luiz Ignácio Lula da Silva. "Não vamos cometer a pouca urbanidade de entender que uma reunião de coligação política no apartamento funcional de Paulo Rocha com o presidente desse o conhecimento disso tudo. A participação dele foi ficar ao lado do presidente. Eles só tomaram uma cachacinha que o

Paulo tinha lá", contou. Segundo o advogado, Paulo Rocha era presidente do diretório regional do PT no Pará e pediu dinheiro a Delúbio Soares, então tesoureiro do PT, para saldar dívidas da campanha de 2002. Com a anuência de Delúbio, ele indicou a sua secretária no PT paraense Anita Leocádia para receber os recursos e fazer os pagamentos de dívidas de campanha. Para a a defesa, o fato de ter mandado a secretária fazer os

saques mostraria que ele não desconfiava da origem do dinheiro. Ressalta ser um erro do Ministério Público misturar "caixa dois" com lavagem de dinheiro, acusação que é atribuída a Paulo Rocha. De acordo com Gomes Filho, "é uma prática recorrente o uso de caixa dois, é duro falar isso, ainda mais no Supremo Tribunal Federal (STF), mas me parece que isso existe, todos sabem", afirmou. Para ele, seria "estúpido" la-

var dinheiro com saques identificados na boca do caixa. "Paulo é um irrelevante na cadeia causal. Se o dinheiro foi lavado, já chegou limpo no diretório do PT", disse. "Em lugar nenhum do mundo se lava dinheiro na própria conta". Professor Luizinho – Já a defesa do ex-deputado petista Professor Luizinho sustentou que ele não sabia que um assessor seu tinha recebido R$ 20 mil do esquema. Segundo o advogado Pierpaolo Bottini, o assessor José Nilson dos Santos era íntimo de Delúbio e negociou o dinheiro diretamente. "Luizinho sequer sabia dos fatos, então não tem domínio sobre eles", sustentou o advogado, acrescentando que o assessor tinha tanta intimidade que era chamado por Delúbio de "Zé Linguiça". Na defesa do ex-deputado João Magno (PT-MG), o advogado Sebastião Ferreira Reis atribuiu o uso do dinheiro ao caixa 2 de campanha e que o Mensalão não passa de uma "farsa midiática" e que as denúncias do MP são "falaciosas e pífias". João Magno é acusado de ter desviado R$ 360 mil. (Agências) Mais Mensalão na página 6

Paulo Rocha: MP fez confusão ao denunciar lavagem de dinheiro. Para a sua defesa, ele só usou caixa 2. Alan Marques/Folha Imagem - 26.01.06

Professor Luizinho: estratégia do advogado foi jogar a culpa no assessor. Ele mesmo nada sabia. Joedson Alves/AE - 09.02.06

João Magno também saiu pela tangente. Defesa alega que dinheiro era sobra de caixa 2 de campanha.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Se eu soubesse, talvez a história do Brasil fosse escrita de outra maneira. Roberto Jefferson, presidente do PTB.

olítica

José Cruz/ABr - 20.08.03

Para se caracterizar a lavagem de dinheiro, é preciso mais. Não basta uma dúvida, ele tem que ter ciência da origem ilícita.

Em cena, 11 ministros e nenhuma plateia.

ROBERTO GARCIA PAGLIUSO

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epois da introdução de zé linguiças e mequetrefes nos meio dos processos e um desfilar, na palavra dos defensores do réus, de bons moços, ingênuos de não saberem o que se desenrolava em seus olhos e inocentes até de meros caixas dois, muito mais não se deve esperar dessa fase do julgamento do Mensalão. Mesmo faltando ainda três perorações. Dificilmente alguém sacará da cartola alguma novidade, embora entre os causídicos em ação hoje venha a se exibir o badalado advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, defendendo uma das figuras de primeira linha nas denúncias do procurador geral da República, Roberto Gurgel. O jogo está jogado, com todas as teses e estratégias, boa parte julgada competente por entendidos, postas na mesa. O relevante, hoje, se dará com as cortinas do espetáculo fechadas e a presença só dos 11 ministros e assessores qualificados e antes que, amanhã, a cena seja novamente aberta e o ministro Joaquim Barbosa, relator do processo, comece a ler o seu voto. Aliás, sobre eles se especula nos meios forenses de Brasília que estaria lá pelas mil páginas e consumiria 3 dias completos de sessões de 5 horas. O que o presidente da Suprema Corte com seus pares vão decidir é vital para esta fase de votos, absolvições e/ou condenações e, no cabível, aplicação de penas. A AP 470 é extremamente complexa, com seus 38 réus, uma dezena de imputação de crimes, acusações de ações coletivas (co-

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA mo formação de quadrilha) e imputações de responsabilidades cruzadas. O que os ministros vão discutir é como organizar tudo. Se eles votarão em bloco, por exemplo, seguindo os três grandes núcleos em que o procurador juntou os réus – o político, o operacional e o financeiro. Ou o voto será por réu, na ordem da apresentação da defesa. E, dentro desta opção, se cada um dos 11 ministros apresenta seu voto por inteiro, julgando de uma só vez os 38 réus, ou se o julgamento será sequencial com todos analisando a situação de um para só depois passar para o outro. Desta definição se definirá a velocidade que o julgamento tomará a partir de amanhã e estabelecerá se o ministro César Peluso, com aposentadoria marcada para o dia 3 de setembro, votará. Mesmo havendo a possibilidade de antecipação do voto, ele não poderá ser dado antes das manifestações de Joaquim Barbosa e do ministro revisor, Ricardo Lewandowski. Sabe-se que há muita gente boa com medo de Peluso.

Dias admite usar condenação em campanha política

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senador Álvaro Dias lão como caixa 2, um crime (PSDB-PR) disse on- eleitoral, Dias disparou. "Estem que uma eventual tão usando as costas largas condenação dos réus do Men- das campanhas eleitorais pasalão poderá ser um dos mo- ra explicar os desvios dos retes de campanha da oposição cursos. Sabemos que eles fopara suprir a falta de discurso ram destinadas também para contra o governo petista. o enriquecimento ilícito de Dias defende que as provas pessoas", afirmou. apresentadas pelo procuraO senador qualificou o julgador geral da Remento como um pública, Roberto momento históriG u r g e l , n o p r oco, que pode mucesso que está dar os rumos do sendo julgado peQuerem que a País. "Espero que lo Supremo Tribuo julgamento do prova seja um Mensalão, que é nal Federal (STF), documento são suficientes histórico, possa para condenar os ser o marco de escrito e réus. Ele critica a um novo rumo assinado defesa de alguns para o Brasil". pelo dos advogados Um dos 30 criminoso. dos réus que dimembros da Cozem não haver m i s s ã o P a r l aÁLVARO DIAS provas suficienmentar Mista de tes para condeInquérito, a CPI nação. "Querem que a prova do Cachoeira, o senador afirseja um documento escrito e mou que o principal papel da assinado pelo criminoso di- investigação é trazer a público zendo: 'eu desviei dos cofres os fatos que estão sendo inpúblicos tantos reais'", criti- vestigados. "Estamos realicou o senador tucano. zando um esforço para manDias defendeu um julga- ter o mal à luz, para que ele mento técnico, sem influência possa ser identificado, compartidária ou das eleições des- batido e condenado". Mesmo te ano. Com postura crítica em assim, Dias disse que está derelação ao estilo adotado por sanimado com a CPI, com apealguns dos defensores dos nas seis oposicionistas entre réus, que definiram o Mensa- os seus integrantes. (AE)

Defesa diz que denúncia 'não vai dar em nada' A advogado Roberto Garcia Pagliuso, contratado pelo ex-ministro Anderson Adauto, diz estar tranquilo.

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entativas de empurra-empurra e de desqualificar o crime de lavagem de dinheiro tomaram conta ontem das sustentações orais de advogados de réus do processo do Mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado do ex-ministro dos Transportes, Anderson Adauto, que foi acusado de comprar o apoio de deputados do PTB, disse que a denúncia do Ministério Público Federal contra seu cliente não deve dar em nada. "O decreto de falência desta denúncia veio com as alegações finais", disse Roberto Garcia Pagliuso. No mais rápido pronunciamento no STF entre as defesas, o advogado lembrou que o MP acusou Adauto de ter comprado apoio dos ex-deputados federais Romeu Queiroz (ex-PTB-MG) e Roberto Jefferson, atual presidente do PTB. A Procuradoria Geral da República, disse ele, acusou o exministro, à época filiado ao extinto PL, de ter trabalhado para acabar com o rompimento político entre PT e PTB. "Essa

Jefferson nega contradição

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m dia depois de seu advogado, Luiz Francisco Barbosa, acusar o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter ordenado o Mensalão, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, um dos réus no processo, negou ontem estar em contradição com Barbosa. "Sempre afirmei, e reafirmo agora, que o meu sentimento era de que Lula não tinha conhecimento sobre a compra de votos no Congresso", escreveu em seu blog. "Em 2005, testemunhei o que vi e ouvi. Em 2012, Barbosa falou do que pesquisou. Àquela época, eu desconhecia as íntimas ligações do BMG com Lula. Se eu soubesse, talvez a história do Brasil fosse escrita de outra maneira", afirmou. O presidente do PTB também negou que o seu partido tenha participado do Mensalão. (AE)

suposição não está demonstrada em lugar nenhum", rebateu o defensor. "Não houve nenhuma intervenção de Adauto para recompor a relação desses partidos", completou, ao ressaltar que o ex-ministro não tinha trânsito na cúpula das duas legendas. Segundo a defesa, o exministro não teve qualquer contato com Jefferson. Pagliuso disse ainda que Adauto se encontrou com R o m e u Q u e iroz. O colega, de acordo com a defesa, procurou Adauto com um pedido para "fechar as contas de campanha". O exministro disse-lhe apenas para procurar o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, como ele fez. Ou seja, para a defesa, a conversa entre os dois foi apenas um conselho e uma compra de apoio político. O MP acusa Adauto de ter recebido R$ 950 mil. A defesa

admite só R$ 410 mil para quitar dívidas da campanha dele, como despesas com combustível e trio elétrico. O dinheiro, disse, foi sacado pelo ex-chefe de gabinete José Luiz Alves e pelo irmão dele do esquema montado pelo publicitário Marcos Valério. "Não havia nenhum motivo para desconfiar daquela origem do recurso", afirmou. "Para se caracterizar a lavagem de dinheiro, é preciso mais: não basta uma dúvida, ele tem que ter ciência da origem ilícita", ressaltou. Mais processos – Além do Mensalão, o ex-ministro e atual prefeito de Uberaba (MG) está às voltas com uma série de outros problemas judiciais. O agora peemedebista acaba de ser condenado a três anos de prisão em regime aberto por irregularidades em concurso realizado no município, responde ainda a mais

dois processos de improbidade administrativa e a mais um sob acusação de fraudar licitação por meio da qual deveriam ser investidos R$ 20 milhões em recursos federais para compra de medicamentos e equipamentos odontológicos e de enfermagem. O golpe mais recente no peemedebista foi dado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A 2ª Câmara Criminal condenou Adauto por irregularidades ocorridas em um concurso realizado em 2006 para contratação de 152 agentes comunitários de Saúde. Segundo o processo, indicados por vereadores teriam sido classificados mesmo sem a pontuação necessária. O esquema foi denunciado ao Ministério Público Estadual (MPE) pelo ex-secretário de Saúde, Alaor Oliveira Júnior, o que levou a Justiça a cancelar o concurso. Mesmo com todos esses problemas legais, o ex-ministro do Transportes já está planejando disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2014. (AE)

'Resultado pode manchar o governo Lula', diz FHC.

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ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse, ontem, acreditar que, se houver condenação dos réus do Mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), há risco de o episódio manchar os oito anos de governo Lula. "Acho que sim", respondeu diretamente. Ao contrário do que espera para a imagem do legado do ex-presidente Lula, FHC acha que o Mensalão não atinge a presidente Dilma Rousseff. O ex-presidente participou do Seminário Internacional em Busca da Excelência, promovido pelo Fundo Nacional da Qualidade (FNQ), em São Paulo. Após palestra, FHC lembrou que o julgamento do Mensalão não "cola" na popularidade da presidente Dilma Rousseff, que continua em alta. "A razão é óbvia: o povo está achando que ela está direita, contrária às posições antigas do PT". O tucano voltou a dizer que, em sua avaliação, os réus do Mensalão praticaram crimes, mas que não cabe a ele julgálos. "Não sei se devem condenar, não sou juiz". Mas enfatizou que o julgamento é um momento importante para o

País e que, por isso, é preciso que os ministros do STF justifiquem seus votos, seja para condenar, seja para absolver os réus: "Veja a pesquisa (Datafolha). As pessoas estão acompanhando e não acreditam que dê em alguma coisa. É preciso que dê em alguma coisa. Não estou dizendo 'condena todo mundo' ou 'absolve todo mundo'. É preciso que dê em julgamento em que se entendam as razões pelas quais o juiz condenou ou não". Durante sua palestra, o expresidente falou sobre os desafios da educação no País e criticou o projeto que prevê a utilização de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a eduJorge Araújo/Folhapress

cação, por entender que o que é hoje aplicado é suficiente para a rede pública de ensino. O ex-presidente também criticou a política de cotas raciais nas universidades referendada pelo STF. Segundo ele, é preciso um sistema compensatório mas que não crie uma ideologia racista no País. "Nós vamos valorizar o conceito de raça?", questionou. "Divisão baseada em raça não dá bom resultado".(AE)

FHC: "Mensalão não 'cola' na popularidade da presidente porque o povo acha que ela é contrária às posições antigas do PT".


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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

7 Temos que discutir questões de segurança pública, senão vamos ficar debatendo só abortamento. Senador Pedro Taques (PDT-MT).

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CPI quebra os sigilos de Andressa Comissão reconvoca Cachoeira, quer ouvir o empresário Cavendish, os deputados Leréia e Sandes Júnior e outros suspeitos de envolvimento com o bicheiro.

A

Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a CPI do Cachoeira, aprovou ontem a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático (proteção da identificação de usuários de meios eletrônicos) de Andressa Alves Mendonça, mulher do bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, Carlinhos Cachoeira. Andressa esteve na CPI na semana passada e usou o direito de permanecer em silêncio para não se incriminar. Ela é suspeita de chantagear o juiz Alderico Rocha Santos, titular dos processos que investigam as denúncias na 11ª Vara Federal de Goiânia. A CPI aprovou mais 33 requerimentos propondo as quebras dos sigilos bancários, fiscal e de telefone de pessoas e empresas. Acusada de ser "laranja" do esquema de Cachoeira, a empresa Alberto & Pantoja Construções e Transportes é uma das que tiveram os sigilos quebrados. Ainda na sessão de ontem, a comissão aprovou a reconvocação do bicheiro. A data do depoimento ainda não foi definida. Há duas semanas, ele dispensou o advogado Márcio Thomaz Bastos e ainda não tem outro advogado. A esperança dos parlamentares é que, com a mudança da defesa, Cachoeira altere a estratégia do silêncio. Ele sofreu sucessivas derrotas em habeas corpus impetrados na Justiça. A CPI rejeitou a criação de sub-relatorias, que, conforme parlamentares que defendiam a iniciativa, permitiriam agilizar apurações sobre as diferentes linhas de investiga-

ção, como as relações políticas do esquema e as questões que envolvem mais diretamente o jogo ilegal. D e l ta – No próximo dia 28, quem será ouvido é o empresário Fernando Cavendish, expresidente da Delta Construções. A empreiteira é suspeita de envolvimento no esquema criminoso atribuído pela PF a Cachoeira. A construtora concentrou seus negócios no setor rodoviário, mantendo contatos com o governo federal e vários governos estaduais, in-

33 foi o número de requerimentos propondo as quebras dos sigilos bancários, fiscal e de telefone de pessoas e empresas. clusive o do Rio de Janeiro. Em junho, a defesa de Cavendish disse que ele nada tinha a informar à comissão. Na terça-feira, dia 21, a CPI voltará a ouvir os procuradores da República Léa Batista e Daniel Salgado, do Ministério Público Federal em Goiás, responsáveis pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Também ficou definido que, no dia seguinte, será a vez do ex-corregedor-geral da Secretaria de Segurança Pública e Justiça, Aredes Correia Pires, e do presidente da

Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) e ex-tesoureiro da campanha de Marconi Perillo, Jayme Rincón. Rincón já foi convocado duas vezes, mas apresentou atestados médicos e não compareceu. Também Aredes Correia Pires tinha depoimento marcado para ontem, mas não foi localizado pela Polícia Legislativa. Deputado amigo – Requerimento aprovado ontem convida o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) a comparecer à comissão. Ele foi flagrado em conversas interceptadas pela Polícia Federal mantendo diálogos com Cachoeira. Leréia já é alvo de processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. O relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), optou por convite e não convocação, porque Leréia já havia manifestado publicamente o desejo de falar à comissão. A CPI aprovou requerimento de informações do deputado Sandes Júnior (PP-GO), flagrado em escutas telefônicas com Cachoeira. Como Sandes teve rejeitado pedido de abertura de processo por quebra de decoro, o pedido de convocação foi transformado em pedido de informações. Mais de 250 requerimentos não foram sequer postos em votação. Entre eles, o do diretor de Veja em Brasília, Policarpo Júnior; do presidente do grupo editorial Abril, Roberto Civita; do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ou ainda do ex-governador de Goiás, Iris Resende; e do atual, Marconi Perillo. (Agências)

Eduardo Knapp/Folhapress - 18.04.12

Fernando Cavendish: ex-presidente da Delta Construções disse que nada tinha a declarar, mas CPI já marcou data para ouvi-lo.

Código Penal tem temas polêmicos adiados

O

s temas polêmicos incorporados ao anteprojeto do Código de Processo Penal (CPP) serão debatidos no fim dos trabalhos de triagem realizados por uma comissão de senadores. Esse é o encaminhamento a ser dado pelo senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ). Ele quer evitar que em ano eleitoral "temas que sejam bandeiras" possam prejudicar o andamento dos

trabalhos. Eunício deixou claro que dará prioridade ao debate de outros 500 assuntos que fazem parte do código e são de interesse de toda a sociedade, não apenas de um segmento. Fazem parte do grupo de temas polêmicos a proposta de descriminalizar o plantio, compra e porte de drogas para uso próprio; a ampliação das regras para a mulher poder realizar aborto sem que a prática seja considerada crime; ou a criminalização da homofobia.

Oliveira disse que trabalha com "prazo exíguo", daí ter limitado a três as audiências públicas. O prazo para apresentação de emendas parlamentares encerra-se em 5 de setembro. Ele pretende entregar a matéria para votação em plenário ainda este ano. Pedro Taques (PDT-MT), relator do anteprojeto, concorda com Oliveira. "É isso aí, temos que discutir as questões de segurança pública, senão vamos ficar debatendo só o abortamento". (Agências)

Andre Dusek/AE

Comissão de senadores quer evitar que em ano eleitoral "temas que sejam bandeiras" possam prejudicar o andamento dos trabalhos.

Sergio Lima/Folhapress

Andressa Mendonça: mulher de Cachoeira passa a ter contas devassadas pela CPI.


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Um país ser premiado pela sua capacidade, pela sua expertise, pela sua arte. Dilma Rousseff, dirigindo-se aos atletas brasileiros.

olítica

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ervidores de mais de 30 órgãos federais protestam desde ontem pela manhã em frente ao Ministério do Planejamento. O objetivo da manifestação é pressionar o andamento das negociações do movimento grevista com o governo. Os servidores querem reposição de perdas salariais e exigem melhores condições de trabalho. "Espero que o governo nos atenda", disse Carlos Abreu, diretor nacional da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef). "Ameaçar de cortar o ponto é insuficiente para acabar com greve. Podemos negociar os dias parados, mas até agora não foi apresentado nada em relação à isso". Abreu reclama que o governo tem adiado a negociação para fechar a proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA), sem prever o reajuste salarial para os servidores. "Isso é uma estratégia de empurra. Já vimos isso no ano passado". "O governo tem que se abrir. Estamos na luta porque estamos defasados", argumenta Valda Cardozo de Souza, diretora do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal (Sindsep-DF). Cada categoria em greve foi para as ruas com camisas e coletes de cores diferentes, portando faixas e fazendo barulho com apitos, cornetas e fogos de artifício. Os manifestantes estão concentrados nos estacionamentos em frente ao órgão. O protesto não atrapalhou o trânsito no Eixo Monumental, via que corta a Esplanada dos Ministérios. O governo começou ontem as negociações com os servidores federais. O Ministério do Planejamento confirmou que há encontros agendados para discutir a pauta de reivindicações dos setores parados.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Ed Ferreira/AE

FHC apoia endurecimento de Dilma

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Pressão: manifestantes fazem barulho depois de montar acampamento para pleitear diálogo com o Planalto.

Grevistas 'tomam' Esplanada dos Ministérios Servidores de mais de 30 órgãos federais ocupam Brasília para pedir retomada de negociações com o governo Policiais federais – Um grupo de aproximadamente 50 agentes da Polícia Federal também fez uma manifestação ontem pela manhã no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), para chamar a atenção da população para as reivindicações da categoria, que incluem reestruturação salarial

e da carreira. Eles levaram uma coroa de flores e promoveram o enterro simbólico da segurança e do diretor geral da PF, Leandro Coimbra, que, segundo eles, não está defendendo a categoria. Cansaço – Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Paraná, Fernando Vicentine, há descaso do governo federal. "Estamos

cansados de sermos chamados para reuniões que apenas servem para marcar uma nova reunião. Enquanto isso, nós não ganhamos condições de dar segurança e proteger nossas fronteiras nos portos e aeroportos principalmente", reclamou. A Polícia Rodoviária Federal também deve retomar a onda de protestos. No final da ma-

nhã houve manifestação na BR-116, nos km 59 e 95 do Contorno Leste. Nesses locais, todos os carros foram parados para serem vistoriados. Na fronteira com o Paraguai, as pessoas foram paradas para passar pela vigilância dos agentes e também tiveram seus veículos vistoriados em Santa Terezinha, a 15 km de Foz do Iguaçu. (Agências)

ex-presidente Fernando Henrique Cardoso saiu ontem em defesa da postura da presidente Dilma Rousseff em manter resistência às reivindicações dos servidores federais em greve. Em palestra pela manhã em São Paulo, promovida pelo Fundo Nacional da Qualidade (FNQ), FHC lembrou que o governo Dilma enfrenta dificuldades financeiras e que sua situação é distinta do período governado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A presidente Dilma está num momento de dificuldade financeira e fiscal e muita pressão dos funcionários que se habituaram no governo Lula, que tinha mais folga (orçamentária), a receber aumentos", disse o ex-presidente após participar do Seminário Internacional em Busca da Excelência. Para o ex-presidente, por Dilma não ter a mesma condição financeira do seu antecessor, ela foi obrigada a enrijecer com o servidores. "Não vejo como ela não pudesse enrijecer", avaliou FHC. O endurecimento do governo em relação às paralisações também ganhou o apoio dos empresários. Para o presidente da Fiat Brasil, Cledorvino Belini, com a redução de juros, os funcionários públicos viram as chances de impor sua agenda de reivindicação. "Os funcionários públicos perceberam um espaço no orçamento e eles querem conquistar esse espaço, até de forma abusiva", concluiu. Já para o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, o debate em torno das paralisações "uma guerra de reivindicação". "Não é racional, é reivindicatório", disse. (AE)

Fernando Bizerra Jr/EFE

Chalita sonha com filme de Woody Allen em SP

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candidato Gabriel Chalita (PMDB) defendeu ontem, em sabatina promovida pela Fo l h a / U O L , que o cineasta norte-americano Woody Allen produza um de seus filmes tendo como palco a cidade de São Paulo, assim como já fez com Nova York, Paris e Roma. Caso seja eleito, disse, investiria para tornar a produção possível. "A gente vai fazer o polo de cinema da cidade de São Paulo", imagina. "Há toda a possibilidade para isso. São Paulo tem que ter essa visão mais ampla. Eu vi o Eduardo Paes (prefeito do Rio de Janeiro) dizendo que tentará fazer com que Woody Allen não faça o próximo filme em Buenos Aires, mas no Rio. Espero que ele demore para tomar a decisão, porque quero que ele faça em São Paulo". De acordo como o candidato, um gasto com o cineasta de até US$ 30 milhões valeria a pena. "Seria

Renato S. Cerqueira/Folhapress

Nova locação: candidato peemedebista diz que produção custaria "apenas" US$ 30 milhões.

um dinheiro bem gasto porque iria incentivar o cinema nacional". Ele lembrou também que seria possível buscar apoio de empresários para bancar o filme. Depois que deixou de filmar em Nova York, o cineasta tem produzido filmes em cidades que dão verbas para a produção. Má fi as – O candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita, afirmou que hoje que a cidade está dominada por máfias. De acordo com ele, as máfias são maiores do que as mostradas pela imprensa. No entanto, o candidato não soube precisar o tamanho delas, porque "não está na prefeitura". "Não está certo a forma como a cidade está sendo conduzida", disse Chalita. Segundo ele, 80% do comércio em São Paulo é irregular. Ele afirmou que os índices de educação melhoraram quando foi secretário da estadual de Educação entre 2002 e 2006. "Todo processo de melhoria da educação se iniciou nesta gestão". (Folhapress)

De olho no pódio: presidente estende bandeira olípica durante evento de recepção de atletas no Palácio do Planalto.

Dilma espera mais medalhas para o Brasil em 2016

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presidente Dilma Rousseff afirmou ontem, durante evento em que a bandeira olímpica lhe foi apresentada, que o País deve buscar o aumento da quantidade de medalhas durante os Jogos Olímpicos que ocorrerão em 2016 no Rio de Janeiro. A presidente recebeu ontem o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que trazia a bandeira olímpica, acompanhado do governador do estado, Sérgio Cabral, do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, e dos irmãos boxeadores Esquiva e Yamaguchi

Falcão, que ganharam, respectivamente, medalhas de prata e bronze na Olimpíada de Londres. "O Brasil tem um objetivo. Nós queremos elevar o número de medalhas", disse a presidente, citando os irmãos boxeadores como um "exemplo" de luta. Dilma aproveitou para cumprimentar outros atletas brasileiros que ganharam medalhas nos últimos Jogos, embora tenha afirmado que o simples fato de ser qualificado para uma Olimpíada já "é uma grande coisa". Segundo ela, os atletas que subiram nos pódios significam

"uma conquista para o Brasil e essa conquista nós vamos perseguir de forma muito firme na Olimpíada do Rio". A meta estabelecida pelo COB para os Jogos em Londres, de 15 medalhas, foi ultrapassada pela delegação brasileira, que subiu no pódio 17 vezes. Ao elogiar aos medalhistas, a presidente fez questão de não diferenciar medalhas de ouro, prata e bronze. "Estou falando de medalhas olímpicas e não só de ouro, prata e bronze ... um país ser premiado pela sua capacidade, pela sua expertise, pela sua arte", destacou.

O governo vai anunciar nas próximas semanas um plano de investimento no esporte olímpico, ampliando os recursos que já estiveram disponíveis na preparação para Londres-2012, com o objetivo de aumentar o número de medalhas e alcançar a meta do COB de colocar o Brasil entre os 10 primeiros colocados no quadro de medalhas em 2016. A presidente disse que quer "boxear". "Estou tendo as primeiras aulas de boxe. Eu diria que com ótimos professores. Eu não quero boxear pessoas, mas todas as coisas que atrapalham o crescimento do País". (Agências)


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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

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Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 47.509.120/0001-82 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 2º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre encerrado em 30 de junho de 2012, da Bradesco Leasing S.A. Arrendamento Mercantil (Bradesco Leasing), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. O bom desempenho da Empresa está sedimentado na forma de atuação plenamente integrada à Rede de Agências do Banco Bradesco S.A., mantendo estratégias de diversificação dos negócios nos vários segmentos do mercado, bem como implementando acordos operacionais com grandes fabricantes, principalmente nos setores de veículos pesados e de máquinas e equipamentos. No final do semestre, a Bradesco Leasing registrou Lucro Líquido de R$ 334,564 milhões, correspondendo a R$ 14.284,18 por ação e Patrimônio Líquido de R$ 9,633 bilhões, proporcionando rentabilidade anualizada de 7,12% sobre o PL médio. No encerramento do 1º semestre de 2012, o total de Ativos somou R$ 75,973 bilhões, destacando-se R$ 42,558 bilhões em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez, R$ 6,665 bilhões em Operações de Arrendamento Mercantil de Leasing Financeiro, a valor presente. O total de Captações no semestre, estava representado por R$ 61,381 bilhões de Debêntures e R$ 313,559 milhões de FINAME. O saldo do Valor Residual Parcelado ou Antecipado representava R$ 3,339 bilhões.

No semestre, a Bradesco Leasing, em conformidade com a Instrução nº 381/03, da Comissão de Valores Mobiliários, não contratou e nem teve serviços prestados pela KPMG Auditores Independentes não relacionados à auditoria externa, em patamar superior a 5% do total dos honorários relativos a serviços de auditoria externa. Outros serviços prestados pelos auditores externos foram de assistência no atendimento de requerimentos relacionados a assuntos fiscais. A política adotada atende aos princípios que preservam a independência do Auditor, de acordo com critérios internacionalmente aceitos, quais sejam: o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho, nem exercer funções gerenciais no seu cliente ou promover os interesses deste. Resumo da exposição justificativa do Auditor Independente: no entendimento de nossos Auditores Independentes, a prestação dos serviços descritos acima não afeta a independência e nem a objetividade necessárias ao desempenho dos serviços de auditoria externa efetuados na Bradesco Leasing, conforme definições da regulamentação em vigor e da mencionada política. Agradecemos aos nossos clientes o apoio e confiança e aos nossos funcionários e colaboradores a dedicação ao trabalho. Osasco, SP, 20 de julho de 2012. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES ..................................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações no Mercado Aberto ..................................................................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6) ......... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (Nota 7)....................................................................... Operações de Arrendamentos a Receber: - Setor Público ............................................................................................................................................... - Setor Privado............................................................................................................................................... Rendas a Apropriar de Arrendamento Mercantil ........................................................................................... Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa .............................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 8a)......................................................................................................................... Diversos (Nota 8b)......................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Provisões para Desvalorizações ................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (Nota 7)....................................................................... Operações de Arrendamentos a Receber: - Setor Público ............................................................................................................................................... - Setor Privado............................................................................................................................................... Rendas a Apropriar de Arrendamento Mercantil ........................................................................................... Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa .............................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 8b)......................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 9) ........................................................................................................................... Participações em Coligadas: - No País........................................................................................................................................................ Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO (Nota 10)................................................................................................................. Imóveis de Uso.............................................................................................................................................. Reavaliações de Imóveis de Uso .................................................................................................................. Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ IMOBILIZADO DE ARRENDAMENTO (Notas 7h e 10) ................................................................................ Bens Arrendados........................................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ TOTAL ...........................................................................................................................................................

2012 52.572.571 34 29.549.471 24.541.496 5.007.975 22.934.180 22.870.438 63.742 (173.496)

2011 26.360.816 82 24.687.381 14.366.202 10.321.179 1.496.972 1.445.847 51.125 (117.494)

1.379 3.085.259 (2.971.732) (288.402) 207.566 2.903 204.747 (84) 54.816 89.020 (34.204) 13.466.399 13.008.988 13.008.988 (226.152)

7.915 3.146.649 (3.033.089) (238.969) 241.429 3.079 238.430 (80) 52.446 81.351 (28.905) 37.498.986 37.070.361 37.070.361 (211.054)

3.842.746 (3.842.234) (226.664) 683.091 683.227 (136) 472 472 9.934.196 39.324

1.213 4.189.880 (4.190.560) (211.587) 638.990 639.178 (188) 689 689 10.153.557 37.070

32.509 26.394 (19.579) 6.057 11.118 13.939 155 (19.155) 9.888.815 13.980.287 (4.091.472) 75.973.166

29.835 26.814 (19.579) 6.950 11.117 13.939 155 (18.261) 10.109.537 13.766.854 (3.657.317) 74.013.359

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... RECURSOS DE EMISSÃO DE TÍTULOS (Nota 11)..................................................................................... Recursos de Debêntures............................................................................................................................... OBRIGAÇÕES POR REPASSES DO PAÍS - INSTITUIÇÕES OFICIAIS (Nota 12)...................................... FINAME ......................................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 14a)............................................................................................................. Negociação e Intermediação de Valores ....................................................................................................... Diversas (Nota 14b).......................................................................................................................................

2012 2.107.765 136.169 136.169 1.971.596 79.459 568.206 1.323.931

2011 6.718.256 4.175.041 4.175.041 161.592 161.592 2.381.623 429.127 520.527 15 1.431.954

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... RECURSOS DE EMISSÃO DE TÍTULOS (Nota 11)..................................................................................... Recursos de Debêntures............................................................................................................................... OBRIGAÇÕES POR REPASSES DO PAÍS - INSTITUIÇÕES OFICIAIS (Nota 12)...................................... FINAME ......................................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 14a)............................................................................................................. Diversas (Nota 14b).......................................................................................................................................

64.232.181 61.381.350 61.381.350 177.390 177.390 2.673.441 561.098 2.112.343

58.202.378 55.485.085 55.485.085 216.273 216.273 2.501.020 557.784 1.943.236

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 15) ................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Reservas de Lucros....................................................................................................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial...................................................................................................................

9.633.220

9.092.725

7.127.800 2.505.409 11

7.127.800 1.957.776 7.149

TOTAL ...........................................................................................................................................................

75.973.166

74.013.359

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2012

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil 2011

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Operações de Crédito ................................................................................................................................... Operações de Arrendamento Mercantil......................................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................................................... DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ...................................................................................... Operações de Captações no Mercado.......................................................................................................... Operações de Empréstimos e Repasses ...................................................................................................... Operações de Arrendamento Mercantil......................................................................................................... Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Nota 7f e g)...................................................................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................................................... OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS................................................................................. Outras Despesas Administrativas (Nota 16).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 17) ..................................................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 9a) ............................................................ Outras Receitas Operacionais (Nota 18)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 19)..................................................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 20) ............................................................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 22) ................................................................... LUCRO LÍQUIDO..........................................................................................................................................

5.077.920 32.120 1.970.240 3.075.560 4.432.516 2.880.213 10.501 1.526.148 15.654 645.404 (52.339) (16.452) (35.921) 1.231 26.422 (27.619) 593.065 (19.852) 573.213 (238.649) 334.564

5.144.519 30.847 2.112.127 3.001.545 4.410.830 2.750.280 12.192 1.632.225 16.133 733.689 (47.415) (16.704) (40.425) 1.339 94.110 (85.735) 686.274 (17.590) 668.684 (276.078) 392.606

Número de ações (Nota 15a) ........................................................................................................................ Lucro por ação em R$ ...................................................................................................................................

23.422 14.284,18

23.422 16.762,27

Ajustes de Avaliação Patrimonial

Reservas de Lucros Eventos

Capital Social

Saldos em 31.12.2010............................................

7.127.800

108.754

1.549.660

7.012

-

Ajustes de Avaliação Patrimonial.............................

-

-

-

137

-

137

Lucro Líquido...........................................................

-

-

-

-

392.606

392.606

Destinações: - Reservas..........................................

-

19.630

279.732

-

(299.362)

- Dividendos Propostos......................

-

-

-

-

(93.244)

Saldos em 30.6.2011..............................................

7.127.800

128.384

1.829.392

7.149

Saldos em 31.12.2011............................................

7.127.800

157.848

2.092.456

Ajustes de Avaliação Patrimonial.............................

-

-

-

Lucro Líquido...........................................................

-

-

-

-

334.564

Destinações: - Reservas..........................................

-

16.728

238.377

-

(255.105)

- Dividendos Propostos......................

-

-

-

-

(79.459)

Saldos em 30.6.2012..............................................

7.127.800

174.576

2.330.833

11

Legal

Estatutárias

Lucros Acumulados

Próprias

16

-

9.378.120

(5)

-

-

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil

573.213 1.533.785 15.654 1.513.579 7.410 (1.231) (22.337) 7.453 13.257 2.106.998 31.656.249 (21.292.383) (36.391) (1.056) (55.857) (75.887) (197.303) 12.104.370

2011 668.684 1.439.957 16.133 1.621.581 70.457 (1.339) (284.511) 10.681 6.956 (1) 2.108.641 (7.687.883) (97.777) (101.213) (23.401) (1.787) 158.419 (168.670) (5.813.671)

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................

(193) (1.904.720) 478.273 (31.824) 27.527 223 340 (1.430.374)

(1.715.703) (335.883) (2.051.586) 8.902.143

9.097.700 9.097.700 1.853.655

987.814 9.889.957 8.902.143

113 1.853.768 1.853.655

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

2011

(5) 334.564 (79.459) 9.633.220

Descrição

2012

1 - RECEITAS ..................................................................................

5.041.217

827,5

5.119.171

721,9

1.1) Intermediação Financeira..................................................

5.077.920

833,6

5.144.519

% 725,5

1.2) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ...........

(15.654)

(2,6)

(16.133)

1.3) Outras .................................................................................

(21.049)

(3,5)

(9.215)

(1,3)

2 - DESPESAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ....................

(4.416.862)

(725,1)

(4.394.697)

(619,7)

3 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................

(16.005)

(2,5)

(16.257)

(2,3)

Serviços de Terceiros..................................................................

(219)

Apreensão de Bens.....................................................................

(1.405)

(0,2)

(1.848)

(0,3)

Serviços do Sistema Financeiro .................................................

(911)

(0,1)

(719)

(0,1)

Propaganda, Promoções e Publicidade......................................

(376)

(0,1)

(402)

(0,1)

Transportes .................................................................................

(88)

Jurídicas Processuais .................................................................

(2.374)

(0,4)

(3.176)

(0,4)

Emolumentos Judiciais e Cartorários .........................................

(5.129)

(0,8)

(2.817)

(0,4)

Serviços Técnicos Especializados ..............................................

(3.960)

(0,7)

(4.682)

(0,7)

Processamento de Dados...........................................................

(1.433)

(0,2)

(2.178)

(0,3)

Outras .........................................................................................

(110)

4 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2-3)....................................... 3 (1.601.720) 464.717 (28.489) 14.848 (1.150.641)

%

(93.244) 9.092.725

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

2012

8.793.226

-

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ....................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos....................................................................................... Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ....................................................................................... Depreciações e Amortizações ................................................................................................................... Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais .................................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas......................................................................... Superveniência de Depreciação ................................................................................................................ (Ganho)/Perda na Venda de Bens não de Uso Próprio ............................................................................. Provisão para Desvalorização de Bens não de Uso Próprio ..................................................................... Outros ........................................................................................................................................................ Lucro Líquido Ajustado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social....................................... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez.............................................................. (Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos ...................... (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens ........................................................... (Aumento)/Redução em Operações de Arrendamento Mercantil .............................................................. Aumento/(Redução) em Obrigações por Empréstimos e Repasses ......................................................... Aumento/(Redução) em Outras Obrigações.............................................................................................. Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos........................................................................................ Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: (Aumento)/Redução em Títulos Disponíveis para Venda ............................................................................ Aquisição de Imobilizado de Uso e de Arrendamento................................................................................. Alienação de Imobilizado de Uso e de Arrendamento................................................................................. Aquisição de Bens não de Uso Próprio ....................................................................................................... Alienação de Bens não de Uso Próprio....................................................................................................... Alienação de Investimentos ......................................................................................................................... Dividendos Recebidos ................................................................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades de Investimentos............................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Aumento/(Redução) em Recursos de Emissão de Debêntures .................................................................. Dividendos Pagos........................................................................................................................................ Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades de Financiamentos ........................................... Aumento de Caixa e Equivalentes de Caixa .............................................................................................

Totais

5 - DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO ..........................................

608.350 (447)

-

-

99,9 (0,1)

(2,3)

(180)

-

(149)

-

(106) 708.217 (447)

99,9 (0,1)

6 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (4-5) .........................................................................

607.903

99,8

707.770

99,8

7 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ......

1.231

0,2

1.339

0,2

Resultado de Participações em Coligadas e Controladas ..........

1.231

0,2

1.339

0,2

8 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (6+7)..............................

609.134

100,0

709.109

100,0

9 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO...............................

609.134

100,0

709.109

100,0

9.1) Impostos, Taxas e Contribuições .....................................

274.570

45,1

316.503

44,6

Federais ...............................................................................

270.344

44,4

312.289

44,0

Municipais ............................................................................

4.226

0,7

4.214

0,6

9.2) Remuneração de Capitais Próprios .................................

334.564

54,9

392.606

55,4

Dividendos ...........................................................................

79.459

13,0

93.244

13,2

Lucros Retidos .....................................................................

255.105

41,9

299.362

42,2

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL A Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil (Bradesco Leasing) tem como objetivo, exclusivamente, a prática das operações de arrendamento mercantil, sendo observadas as disposições da legislação em vigor. É parte integrante da Organização Bradesco, sendo suas operações conduzidas de modo integrado a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiros e de capitais, utilizando-se dos recursos administrativos e tecnológicos e na gestão de riscos. Suas Demonstrações Contábeis devem ser entendidas neste contexto.

Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração.

2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As Demonstrações Contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), quando aplicável. Incluem, estimativas e premissas, tais como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito e de arrendamento mercantil; estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e ativos não financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As Demonstrações Contábeis foram aprovadas pela Administração em 20 de julho de 2012.

f) Instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos) São classificados de acordo com a intenção da Administração, na data da contratação da operação, levando-se em conta se sua finalidade é para proteção contra riscos (hedge) ou não. As operações que envolvam instrumentos financeiros derivativos destinam-se a atender as necessidades próprias para administrar a exposição global da Instituição, no sentido de administração de suas posições. As valorizações ou desvalorizações são registradas em contas de receitas ou despesas dos respectivos instrumentos financeiros.

3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As Demonstrações Contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro rata” dia e calculadas com base no método exponencial. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. As receitas de arrendamento mercantil são calculadas e apropriadas, mensalmente, pelo valor das contraprestações exigíveis no período (Portaria MF nº 140/84) e considera o ajuste a valor presente das operações de arrendamento mercantil. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Títulos e valores mobiliários - Classificação • Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; • Títulos disponíveis para venda - são aqueles que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos, em contrapartida ao resultado do período e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e • Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período.

g) Operações de arrendamento mercantil A carteira de arrendamento mercantil é constituída por contratos celebrados ao amparo da Portaria nº 140/84, do Ministério da Fazenda, que contém cláusulas de: a) não cancelamento; b) opção de compra; e c) atualização pós-fixada ou prefixada e são contabilizados de acordo com as normas estabelecidas pelo BACEN, conforme segue: I - Arrendamentos a receber Refletem o saldo das contraprestações a receber, atualizadas de acordo com índices e critérios estabelecidos contratualmente. II - Rendas a apropriar de arrendamento mercantil e Valor Residual Garantido (VRG) Registrados pelo valor contratual, em contrapartida às contas retificadoras de Rendas a apropriar de arrendamento mercantil e Valor residual a balancear, ambos apresentados pelas condições pactuadas. O VRG recebido antecipadamente é registrado em Outras Obrigações - Credores por Antecipação do Valor Residual até a data do término contratual. O ajuste a valor presente das contraprestações e do VRG a receber das operações de arrendamento mercantil financeiro é reconhecido como superveniência/insuficiência de depreciação no imobilizado de arrendamento mercantil, objetivando compatibilizar as práticas contábeis. Nas operações que apresentem atraso igual ou superior a sessenta dias, a apropriação ao resultado passa a ocorrer quando do recebimento das parcelas contratuais, de acordo com a Resolução nº 2.682/99 do CMN. III - Imobilizado de arrendamento É registrado pelo custo de aquisição, deduzido das depreciações acumuladas. A depreciação é calculada pelo método linear, com o benefício de redução de 30% na vida útil normal do bem, prevista na legislação vigente. As principais taxas anuais de depreciação utilizadas, base para esta redução, são as seguintes: veículos e afins, 20%; móveis e utensílios, 10%; máquinas e equipamentos, 10%; e outros bens, 10% e 20%. IV - Perdas em arrendamentos Os prejuízos apurados na venda de bens arrendados são diferidos e amortizados pelo prazo remanescente de vida útil normal dos bens, sendo demonstrados juntamente com o Imobilizado de Arrendamento (Nota 7h). V - Superveniência (insuficiência) de depreciação Os registros contábeis das operações de arrendamento mercantil são mantidos conforme exigências legais, específicas para esse tipo de operação. Os procedimentos adotados e sumariados nos itens “II” a “IV” acima diferem das práticas contábeis previstas na legislação societária brasileira, principalmente no que concerne ao regime de competência no registro das receitas e despesas relacionadas aos contratos de arrendamento mercantil. Em consequência, de acordo com a Circular BACEN nº 1.429/89, foi calculado o valor presente das contraprestações em aberto, utilizando-se a taxa interna de retorno de cada contrato, registrando-se uma receita ou despesa de arrendamento mercantil, em contrapartida às rubricas de superveniência ou insuficiência de depreciação, respectivamente, registradas no Ativo Permanente (Nota 7h), com o objetivo de adequar as operações de arrendamento mercantil ao regime de competência. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

...continuação

Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 47.509.120/0001-82 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 2º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS VI - Provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa A provisão estimada para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa é apurada em valor suficiente para cobrir prováveis perdas e leva em conta as normas e instruções do CMN e do BACEN, associadas às avaliações realizadas pela Administração na determinação dos riscos de crédito. As operações de arrendamento mercantil são classificadas nos respectivos níveis de risco, observando: (i) os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 2.682/99 do CMN, que requerem a sua classificação de riscos em nove níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco máximo); e (ii) a avaliação da Administração quanto ao nível de risco. Essa avaliação, realizada periodicamente, considera a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos e globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. Adicionalmente, também são considerados os períodos de atraso definidos na Resolução nº 2.682/99 do CMN, para atribuição dos níveis de classificação dos clientes da seguinte forma: Período de atraso (1) Classificação do cliente • de 15 a 30 dias...................................................................................................................................................................... B • de 31 a 60 dias...................................................................................................................................................................... C • de 61 a 90 dias...................................................................................................................................................................... D • de 91 a 120 dias.................................................................................................................................................................... E • de 121 a 150 dias.................................................................................................................................................................. F • de 151 a 180 dias.................................................................................................................................................................. G • superior a 180 dias................................................................................................................................................................ H (1) Para as operações com prazos a decorrer superior a 36 meses é realizada a contagem em dobro dos períodos de atraso, conforme facultado pela Resolução nº 2.682/99 do CMN. A atualização (accrual) l das operações vencidas até o 59º dia é contabilizada em receitas e, a partir do 60º dia, em rendas a apropriar, sendo que o reconhecimento em receitas só ocorrerá quando do seu efetivo recebimento. As operações em atraso classificadas como nível “H” permanecem nessa classificação por seis meses, quando, então, são baixadas contra a provisão existente e controladas em contas de compensação por no mínimo cinco anos. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam controladas em contas de compensação são classificadas como nível «H», e os eventuais ganhos provenientes da renegociação somente são reconhecidas quando efetivamente recebidos. Quando houver amortização significativa da operação, ou quando novos fatos relevantes justificarem a mudança do nível de risco, poderá ocorrer a reclassificação da operação para categoria de menor risco. h) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos”, e as provisões para as obrigações fiscais diferidas sobre superveniência de depreciação e ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários são registrada na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”, sendo que para a superveniência de depreciação, é aplicada somente a alíquota de imposto de renda. Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Os créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A Contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. i) Despesas antecipadas São representas pelas aplicações de recursos em pagamentos antecipados, cujos direitos de benefícios ou prestação de serviços ocorrerão em períodos futuros. São registrados no resultado de acordo com o princípio da competência. j) Investimentos Os investimentos em empresas controladas e coligadas com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante, são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. k) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a entidade. É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil-econômica estimada dos bens, sendo: imóveis de uso/edificações - 4% ao ano; móveis e utensílios e máquinas e equipamentos - 10% ao ano; sistema de transportes 20% ao ano; e sistemas de processamento de dados - de 20% a 50% ao ano e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. l) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder seu valor recuperável apurado pelo: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior. Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos.

m) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 13a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 13b e c); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas Demonstrações Contábeis (Nota 13b). n) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidas (em base “pro rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias incorridos (em base “pro rata” dia). o) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das Demonstrações Contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das Demonstrações Contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das Demonstrações Contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para essas Demonstrações Contábeis encerradas em 30 de junho de 2012. 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 30 de junho - R$ mil 2011 82 82 1.853.686 1.853.768

2012 Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) .............................................................................................. Total caixa e equivalentes de caixa .....................................................................................................

34 34 9.889.923 9.889.957

(1) Refere-se a operações cujo vencimento na data da efetiva aplicação foi igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo. 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ a) Vencimentos 1 a 30 dias

31 a 60 dias

61 a 90 dias

91 a 180 dias

181 a 360 dias

Aplicações no mercado aberto: Posição bancada ................... 7.403.505 1.298.239 934.191 10.124.753 4.220.694 Debêntures .............................. 4.403.505 1.298.239 934.191 9.740.917 4.220.694 Letras do Tesouro Nacional ..... 3.000.000 Outros...................................... 383.836 Aplicações em depósitos interfinanceiros:................... 5.007.975 Aplicações em depósitos interfinanceiros ...................... 5.007.975 Total em 2012 ......................... 12.411.480 1.298.239 934.191 10.124.753 4.220.694 Total em 2011 ......................... 1.804.164 1.368.817 1.604.560 8.256.697 11.237.285 b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez Classificadas na demonstração de resultado como resultado de operações com títulos e valores mobiliários.

Em 30 de junho - R$ mil Total 2012 2011

Acima de 360 dias

560.114 560.114 -

24.541.496 21.157.660 3.000.000 383.836

14.366.202 14.366.202 -

13.008.988

18.016.963

47.391.540

13.008.988 13.569.102 37.486.219

18.016.963 42.558.459

47.391.540 61.757.742

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Rendas de aplicações em operações compromissadas: Posição bancada ..................................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Rendas de aplicações em depósitos interfinanceiros ............................................................................. Total (Nota 6b)........................................................................................................................................

1.405.757 1.405.757 1.100.488 2.506.245

680.955 680.955 2.242.801 2.923.756

6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Classificação por categoria e prazos

1 a 30 dias 22.635.858 115.854 15.428.159 7.091.845 34 34 22.635.892 1.283.870

Títulos (1) Títulos para negociação (3) .............................................................. Letras financeiras do tesouro .............................................................. Certificados de depósito bancário ....................................................... Debêntures .......................................................................................... Letras do tesouro nacional .................................................................. Notas do tesouro nacional................................................................... Notas promissórias.............................................................................. Outros.................................................................................................. Títulos disponíveis para venda (4)................................................... Ações................................................................................................... Total em 2012 ..................................................................................... Total em 2011 .....................................................................................

31 a 180 dias 32.293 7.247 1.978 4.346 18.722 32.293 7.583

181 a 360 dias 37.504 34.977 2.514 13 37.504 11.767

Acima de 360 dias 228.491 179.064 15.369 2.118 7.374 24.566 228.491 193.752

2012 Valor de custo atualizado 22.934.052 329.801 25.130 4.109 15.435.533 7.091.845 4.346 43.288 16 16 22.934.068

Valor de mercado/ contábil (2) 22.934.146 329.895 25.130 4.109 15.435.533 7.091.845 4.346 43.288 34 34 22.934.180

Em 30 de junho - R$ mil 2011 Valor de mercado/ contábil (2) 1.484.834 188.964 2.144 4.710 1.180.853 92.255 15.908 12.138 12.138

Marcação a mercado 94 94 18 18 112

Marcação a mercado (22) (22) 11.915 11.915

1.496.972

11.893

(1) As aplicações em cotas de fundos de investimento foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, preservando a classificação da categoria dos fundos. No encerramento do período, os investimentos em fundos exclusivos administrados pelo Conglomerado Bradesco somavam R$ 22.870.404 mil (2011 - R$ 1.433.710 mil). Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificações, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante; e (4) Em 2012 não foram realizadas perdas que não temporárias (2011 - R$ 122 mil) para os títulos classificados na categoria de disponíveis para venda. b) Resultado de títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 2.506.245 2.923.756 2.921 4.283 566.394 73.506 3.075.560 3.001.545

Aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................................... Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ Fundos de investimento........................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ c) Instrumentos financeiros derivativos A Bradesco Leasing não possuía posição de instrumentos financeiros derivativos em 30 de junho de 2012 e de 2011. Análise de Sensibilidade - Instrução CVM nº 475/08 Como boa prática de governança de gestão de riscos, a Organização Bradesco possui um processo contínuo de gerenciamento de suas posições, que engloba o controle de todas as posições expostas ao risco de mercado através de medidas condizentes com as melhores práticas internacionais e o Novo Acordo de Capitais - Basileia II. Destacamos, ainda, que as instituições financeiras possuem limites e controles de riscos e alavancagem regulamentados pelo Bacen. As propostas de limites de riscos são validadas em Comitês específicos de negócios e submetidas à aprovação do Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital, observando os limites definidos pelo Conselho de Administração, conforme os objetivos das posições, as quais são segregadas nas seguintes Carteiras: Carteira Trading: consiste em todas as operações com instrumentos financeiros e mercadorias, inclusive derivativos, detidas com intenção de negociação ou destinadas a hedge de outros da carteira de negociação, e que não estejam sujeitas à limitação da sua negociabilidade. As operações detidas com intenção de negociação são aquelas destinadas à revenda, obtenção de benefícios dos movimentos de preços, efetivos ou esperados, ou realização de arbitragem. Carteira Banking: operações não classificadas na Carteira Trading. Consistem nas operações estruturais provenientes das diversas linhas de negócio da Organização e seus eventuais hedges. De acordo com a natureza das suas atividades, a empresa Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil possui em seu portfólio apenas operações Banking e não tem exposição a instrumentos financeiros derivativos. Carteira Banking (1) Jun 2012 Jun 2011 1 2 3 1 2 3 Taxa de Juros Exposições sujeitas a variações de em Reais taxas de juros prefixadas e cupom de taxas de juros (417) (84.986) (164.840) (608) (185.257) (358.623)

Cenário 2: Foram determinados choques de 25% com base no mercado. Por exemplo: no cenário aplicado sobre as posições de 29.06.2012 o Índice Bovespa foi de 40.766 pontos. Para o cenário de juros, a taxa prefixada de 1 ano aplicada nas posições de 29.06.2012 foi de 9,48% a.a. Os cenários para os demais fatores de risco também representaram choque de 25% nas respectivas curvas ou preços. Cenário 3: Foram determinados choques de 50% com base no mercado. Por exemplo: no cenário aplicado sobre as posições de 29.06.2012 o Índice Bovespa foi de 27.127 pontos. Para o cenário de juros, a taxa prefixada de 1 ano aplicada nas posições de 29.06.2012 foi de 11,38% a.a. Os cenários para os demais fatores de risco também representaram choque de 50% nas respectivas curvas ou preços.

7) OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL, OUTROS CRÉDITOS E PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA a) Os contratos de arrendamento mercantil possuem atualização prefixada ou pós-fixada e podem ter as seguintes características: • Arrendamento financeiro, com cláusula de não-cancelamento e opção de compra; e • Arrendamento operacional, com cláusula que possibilita o cancelamento e asseguram ao arrendatário a opção pela aquisição do bem a qualquer momento, pelo valor de mercado. b) Conciliação da composição da carteira de arrendamento financeiro, a valor presente, com os saldos contábeis Em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Arrendamentos financeiros a receber ..................................................................................................... 6.929.384 7.342.679 (-) Rendas a apropriar de arrendamentos financeiros a receber ............................................................ (6.813.966) (7.220.672) Bens arrendados financeiros + perdas em arrendamentos (líquidas)..................................................... 13.980.287 13.755.120 (-) Depreciação acumulada sobre bens arrendados financeiros:............................................................ (4.091.472) (3.647.391) - Depreciações acumuladas............................................................................................................... (7.210.266) (6.519.536) - Superveniência de depreciação....................................................................................................... 3.118.794 2.872.145 (-) Valor residual garantido antecipado (Nota 14b).................................................................................. (3.338.955) (3.258.040) Total do valor presente ......................................................................................................................... 6.665.278 6.971.696 c) Carteiras e prazos Em 30 de junho - R$ mil Curso normal 1 a 30 31 a 60 61 a 90 91 a 180 181 a 360 Acima de Total em Total em Carteira dias dias dias dias dias 360 dias 2012 (A) 2011 (A) Operações de arrendamento mercantil ................................ 340.487 282.366 274.401 782.370 1.335.459 3.073.482 6.088.565 6.499.361 Outros créditos (1)................... 245 243 240 709 1.359 4.550 7.346 8.938 Total em 2012 ......................... 340.732 282.609 274.641 783.079 1.336.818 3.078.032 6.095.911 Renda Variável Exposições sujeitas a variação do Total em 2011 ......................... 370.898 293.320 284.173 821.607 1.389.568 3.348.733 6.508.299 preço de ações (5) (10) (73) (1.819) (3.639) Em 30 de junho - R$ mil Total sem correlação (417) (84.991) (164.850) (681) (187.076) (362.262) Curso anormal Total com correlação (417) (84.986) (164.840) (603) (185.012) (358.137) Parcelas vencidas (1) Valores líquidos de efeitos fiscais 1 a 30 31 a 60 61 a 90 91 a 180 181 a 540 Total em Total em As análises de sensibilidade foram efetuadas a partir dos cenários elaborados para as respectivas datas, sempre considerando as informações de mercado Carteira dias dias dias dias dias 2012 (B) 2011 (B) na época e cenários que afetariam negativamente nossas posições. Operações de arrendamento Cenário 1: Com base nas informações de mercado (BM&FBovespa, Anbima, etc.) foram aplicados choques de 1 ponto base para taxa de juros e 1% de mercantil ......................................... 24.989 20.269 13.794 24.139 17.006 100.197 77.303 variação para preços. Por exemplo: no cenário aplicado sobre as posições de 29.06.2012 o Índice Bovespa foi de 53.811 pontos. Para o cenário Total em 2012 .................................. 24.989 20.269 13.794 24.139 17.006 100.197 de juros, a taxa prefixada de 1 ano aplicada nas posições de 29.06.2012 foi de 7,59% a.a. Total em 2011 .................................. 20.067 15.606 10.737 18.155 12.738 77.303 Em 30 de junho - R$ mil Curso anormal 1 a 30 dias 23.909 23.909 19.443

Carteira Operações de arrendamento mercantil ............................................... Outros créditos (1)............................................................................... Total em 2012 ..................................................................................... Total em 2011 .....................................................................................

Parcelas vincendas 61 a 90 91 a 180 dias dias 21.896 63.326 21.896 63.326 17.554 50.963

31 a 60 dias 22.382 22.382 17.952

181 a 360 dias 108.007 108.007 86.792

Total em 2012 (C) 476.516 476.516

Acima de 360 dias 236.996 236.996 202.328

2011 (C) 395.032 395.032

Total Geral em 2012 2011 (A+B+C) (A+B+C) 6.665.278 6.971.696 7.346 8.938 6.672.624 6.980.634

(1) A rubrica “Outros créditos” compreende devedores por compra de valores e bens. d) Concentração de operações de arrendamento mercantil e outros créditos

Maior devedor................................................................................... Vinte maiores devedores .................................................................. e) Setor de atividade econômica

Setor público................................................................................... Intermediários financeiros ................................................................ Setor privado .................................................................................. Indústria .......................................................................................... Alimentícia e bebidas ....................................................................... Siderúrgica, metalúrgica e mecânica ............................................... Química ............................................................................................ Papel e celulose ............................................................................... Veículos leves e pesados ................................................................. Extração de minerais metálicos e não metálicos ............................. Têxtil e confecções........................................................................... Artigos de borracha e plásticos ........................................................ Eletroeletrônica................................................................................. Móveis e produtos de madeira ......................................................... Autopeças e acessórios ................................................................... Materiais não metálicos.................................................................... Artefatos de couro ............................................................................ Refino de petróleo e produção de álcool.......................................... Edição, impressão e reprodução ...................................................... Demais indústrias .............................................................................

2012 32.405 414.054

%

2012 1.379 1.379 6.671.245 1.239.283 188.232 271.326 65.753 21.255 15.100 96.592 61.563 108.596 51.877 80.691 45.602 87.906 15.746 18.357 85.923 24.764

%

0,5 6,2

Em 30 de junho - R$ mil 2011 % 46.718 0,7 390.599 5,6

100,0 18,6 2,8 4,1 1,0 0,3 0,2 1,4 0,9 1,6 0,8 1,2 0,7 1,3 0,2 0,3 1,4 0,4

Em 30 de junho - R$ mil 2011 % 9.128 0,1 9.128 0,1 6.971.506 99,9 1.247.996 17,9 193.405 2,8 283.440 4,1 67.299 1,0 26.441 0,4 13.833 0,2 86.965 1,2 65.893 0,9 109.469 1,6 37.774 0,5 77.572 1,1 41.216 0,6 86.307 1,2 14.448 0,2 21.165 0,3 96.523 1,4 26.246 0,4

Comércio ......................................................................................... Produtos em lojas especializadas .................................................... Produtos alimentícios, bebidas e fumo............................................. Artigos de uso pessoal e doméstico................................................. Veículos automotores ....................................................................... Vestuário e calçados ........................................................................ Varejistas não especializados .......................................................... Atacadista de mercadorias em geral ................................................ Reparação, peças e acessórios para veículos automotores ............ Resíduos e sucatas .......................................................................... Combustíveis .................................................................................... Produtos agropecuários ................................................................... Intermediário do comércio................................................................ Demais comércios ............................................................................ Intermediários financeiros............................................................. Serviços........................................................................................... Transportes e armazenagens........................................................... Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas Construção civil ................................................................................ Produção e distribuição de eletricidade, gás e água........................ Telecomunicações ............................................................................ Serviços sociais, educação, saúde, defesa e seguridade social...... Atividades associativas, recreativas, culturais e desportivas ........... Atividades jurídicas, contábeis e assessoria empresarial ................ Alojamento e alimentação ................................................................ Demais serviços ............................................................................... Agricultura, pecuária, pesca, silvicultura e exploração florestal Pessoa física................................................................................... Total .................................................................................................

2012 1.427.953 445.734 184.287 62.762 51.582 50.761 135.654 48.852 130.689 108.720 59.085 20.776 60.420 68.631 27.906 3.168.960 1.131.110 687.856 584.575 13.530 16.585 147.400 155.136 223.260 66.040 143.468 105.859 701.284 6.672.624

% 21,4 6,7 2,8 0,9 0,8 0,8 2,0 0,7 2,0 1,6 0,9 0,3 0,9 1,0 0,4 47,5 17,0 10,3 8,8 0,2 0,2 2,2 2,3 3,3 1,0 2,2 1,6 10,5 100,0

Em 30 de junho - R$ mil 2011 % 1.499.535 21,6 464.564 6,9 198.585 2,8 70.123 1,0 61.392 0,9 56.620 0,8 124.816 1,8 51.746 0,7 138.588 2,0 120.750 1,7 66.689 1,0 10.306 0,1 71.713 1,0 63.643 0,9 16.787 0,2 3.193.560 45,7 1.182.896 16,9 691.937 9,9 567.478 8,1 19.513 0,3 18.035 0,3 167.086 2,4 113.119 1,6 199.563 2,9 65.351 0,9 168.582 2,4 96.133 1,4 917.495 13,1 6.980.634 100,0

f) Composição da carteira e da provisão para créditos de liquidação duvidosa por nível de risco Em 30 de junho - R$ mil

Nível de risco AA............................................................................... A ................................................................................. B ................................................................................. C ................................................................................. Subtotal ..................................................................... D ................................................................................. E ................................................................................. F ................................................................................. G................................................................................. H ................................................................................. Subtotal ..................................................................... Total em 2012 ............................................................ % ................................................................................ Total em 2011 ............................................................ % ................................................................................

% Mínimo de provisionamento requerido 0,5 1,0 3,0 10,0 30,0 50,0 70,0 100,0

Carteira Curso normal 85.414 527.811 1.296.617 3.824.855 5.734.697 224.285 34.064 27.094 11.495 64.275 361.213 6.095.910 91,4 6.508.299 93,2

Curso anormal 5.581 127.157 132.738 123.373 53.610 40.403 42.209 184.381 443.976 576.714 8,6 472.335 6,8

Total 85.414 527.811 1.302.198 3.952.012 5.867.435 347.658 87.674 67.497 53.704 248.656 805.189 6.672.624 100,0 6.980.634 100,0

%

Específica Vincendas 3 53 271 3.544 274 3.597 1.332 11.005 2.462 13.621 3.723 16.479 6.093 23.453 53.193 131.187 66.803 195.745 67.077 199.342 13,0 38,7 50.154 161.064 11,2 35,7

Vencidas 1,3 7,9 19,5 59,2 87,9 5.2 1,3 1,0 0,8 3,8 12,1 100,0 -

Provisão Mínima Requerida 2012 Total 2.639 2.639 12.966 13.022 114.746 118.561 130.351 134.222 22.429 34.766 10.219 26.302 13.546 33.748 8.046 37.592 64.276 248.656 118.516 381.064 248.867 515.286 48,3 100,0 239.606 53,1

Genérica

2011 %

Total 0,5 2,5 23,0 26,0 6,7 5,1 6,6 7,3 48,3 74,0 100,0

3.190 12.823 130.103 146.116 24.414 23.093 32.223 30.435 194.543 304.708

450.824 100,0

% 0,7 2,8 28,9 32,4 5,4 5,1 7,1 6,8 43,2 67,6

100,0 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

11

...continuação

Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 47.509.120/0001-82 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 2º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS g) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa 2012 510.438 15.654 (10.806) 515.286 266.419 248.867 32.120 82.764

Saldo inicial............................................................................................................................................ Constituição............................................................................................................................................. Baixas...................................................................................................................................................... Saldo final .............................................................................................................................................. - Provisão específica (1).......................................................................................................................... - Provisão genérica (2) ............................................................................................................................ Recuperação de créditos baixados (3)................................................................................................ Renegociação de créditos no período ................................................................................................

(1) Para as operações que apresentem parcelas vencidas há mais de 14 dias; (2) Constituída em razão da classificação do cliente ou da operação e, portanto, não enquadrada no item anterior; e (3) Registrada em receitas de operações de crédito, como previsto nas normas e instruções do BACEN. h) O imobilizado de arrendamento é composto como segue: 2012 8.357.061 3.846.938 1.629.752 146.536 13.980.287 (7.210.266) 3.118.794 (4.091.472) 9.888.815

Veículos e afins ....................................................................................................................................... Máquinas e equipamentos ...................................................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Perdas em arrendamentos a amortizar (líquida) (Nota 3g - IV) .............................................................. Total de bens arrendados ..................................................................................................................... Depreciação acumulada de bens arrendados......................................................................................... Superveniência de depreciação (Nota 3g -V).......................................................................................... Total da depreciação acumulada ......................................................................................................... Imobilizado de arrendamento...............................................................................................................

Em 30 de junho - R$ mil 2011 442.777 16.133 (8.086) 450.824 211.218 239.606 30.847 68.176

A Bradesco Leasing apurou no período superveniência de depreciação no montante de R$ 12.188 mil (2011 - R$ 274.255 mil) registrada em imobilizado de arrendamento, sendo R$ 10.149 mil (2011 - R$ 10.256 mil) classificada em bens não de uso próprio, em decorrência de reintegração de posse de bens arrendados e R$ 22.337 mil (2011 - R$ 284.511 mil) em resultado do período. 8) OUTROS CRÉDITOS a) Rendas a receber Em 30 de junho - R$ mil 2012 Dividendos............................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

2011 2.903 2.903

3.079 3.079

b) Diversos Em 30 de junho - R$ mil 2011 8.493.222 3.759.074 1.373.311 141.247 13.766.854 (6.529.462) 2.872.145 (3.657.317) 10.109.537

Em 30 de junho - R$ mil 2012 Créditos tributários (Nota 22c)................................................................................................................. Devedores por depósitos em garantia..................................................................................................... Impostos e contribuições a compensar/recuperar................................................................................... Pagamentos a ressarcir........................................................................................................................... Devedores por compra de valores e bens............................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

2011

328.960 457.040 67.531 15.683 7.346 11.234 887.974

324.819 383.994 120.716 15.909 8.938 23.232 877.608

9) INVESTIMENTOS a) Ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos, registrados em contas de resultado, sob a rubrica de “Resultado de participações em coligadas e controladas”. Em 30 de junho - R$ mil

Empresas Aquarius Holdings Ltda. ...................................................................... Serel Participações em Imóveis S.A. .................................................. Total ....................................................................................................

Capital Social 32.658 165.500

Patrimônio Líquido ajustado 62.544 1.170.405

Quantidade de ações/ cotas possuídas (em milhares) Ações Cotas 6.368 257 -

Participação no Capital Social % 19,500 1,781

Lucro Líquido ajustado 1.787 49.573

Valor contábil 2012 2011 12.196 11.423 20.313 18.412 32.509 29.835

Ajuste decorrente de avaliação (1) 2012 2011 348 394 883 945 1.231 1.339

(1) Ajuste decorrente de avaliação considera os resultados apurados, periodicamente, pelas Companhias e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado, quando aplicável. b) Outros investimentos

16) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS

Aplicações por incentivos fiscais ............................................................................................................. Títulos patrimoniais ................................................................................................................................. Outros investimentos ............................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Provisão para perdas em outros investimentos....................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

2012 25.988 3 403 26.394 (19.579) 6.815

Em 30 de junho - R$ mil 2011 25.988 4 822 26.814 (19.579) 7.235

10) IMOBILIZADO DE USO E DE ARRENDAMENTO

Taxa Imóveis de uso: - Terrenos.......................................................................................... - Edificações ..................................................................................... Outras imobilizações de uso ............................................................ Imobilizado de arrendamento ........................................................... Total em 2012 .................................................................................. Total em 2011 ..................................................................................

Custo 4% 20% -

2.714 22.343 155 13.980.287 14.005.499 13.792.065

Depreciação (19.000) (155) (4.091.472) (4.110.627) (3.675.578)

Em 30 de junho - R$ mil Valor residual 2012 2011 2.714 3.343 9.888.815 9.894.872

2.714 4.236 10.109.537

Emolumentos judiciais e cartorários........................................................................................................ Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Jurídicas processuais .............................................................................................................................. Processamento de dados........................................................................................................................ Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ Depreciações e amortizações ................................................................................................................. Propaganda, promoções e publicidade ................................................................................................... Serviços de terceiros............................................................................................................................... Apreensão de bens ................................................................................................................................. Transportes.............................................................................................................................................. Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 17) DESPESAS TRIBUTÁRIAS

COFINS ................................................................................................................................................... 10.116.487 PIS........................................................................................................................................................... ISS........................................................................................................................................................... 11) RECURSOS DE EMISSÃO DE TÍTULOS - DEBÊNTURES A sociedade mantém registros na CVM de emissão para distribuição pública de debêntures escriturais, não conversíveis em ações, da espécie subordinada Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ aos demais credores, remuneradas pela variação dos “Certificados de depósitos interfinanceiros”, conforme segue: Em 30 de junho - R$ mil 18) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS Valor da Valor contábil Emissão operação Vencimento Remuneração 2012 2011 Junho/2002 (*) .................................................................................. 2012 100% CDI 4.175.041 Variações monetárias ativas.................................................................................................................... Fevereiro/2005 (1) ............................................................................ 4.000.000 2025 100% CDI 9.548.834 8.631.578 Reversão de outras despesas operacionais............................................................................................ Fevereiro/2005 (2) ............................................................................ 4.050.000 2025 100% CDI 9.668.195 8.739.472 Aditivos contratuais ................................................................................................................................. Fevereiro/2005 (3) ............................................................................ 8.775.000 2025 100% CDI 20.947.756 18.935.524 Créditos Fiscais (1).................................................................................................................................. Janeiro/2008 (4) ............................................................................... 6.750.000 2028 100% CDI 10.673.565 9.648.267 Outras...................................................................................................................................................... Junho/2011 (5) ................................................................................. 4.750.000 2016 100% CDI 5.271.500 4.765.122 Total ........................................................................................................................................................ Junho/2011 (5) ................................................................................. 4.750.000 2021 100% CDI 5.271.500 4.765.122 (1) Em 2011 refere-se a receitas de impostos a compensar. Total ................................................................................................. 33.075.000 61.381.350 59.660.126 (*) Emissão liquidada em junho de 2012; Sob nº CVM/SRE/PRO/2005/004, em 15 de abril de 2005, foi arquivado na CVM o Primeiro Programa de Distribuição Pública de Debêntures, com prazo de duração de até 2 anos e limite de R$ 10,0 bilhões do qual foram realizadas, até 30 de setembro de 2005, as seguintes emissões: (1) Sob nº CVM/SRE/DEB/2005/017, simples, 40.000.000 (1a emissão), com valor unitário de R$ 100,00, com data de emissão em 1º de fevereiro de 2005, perfazendo o valor total da emissão de R$ 4,0 bilhões com prazo de 20 anos, contando da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures; (2) Sob nº CVM/SRE/DEB/2005/045, simples, 30.000.000 (3a emissão), com a utilização do excedente de 35%, com valor unitário de R$ 100,00, com data de emissão em 1º de fevereiro de 2005, perfazendo o valor total da emissão de R$ 4,05 bilhões, com prazo de 20 anos, contando da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures.

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 26.179 30.213 4.254 4.910 4.226 4.214 1.262 1.088 35.921 40.425 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 21.047 19.111 1.384 856 3.889 4.962 68.965 102 216 26.422 94.110

19) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS

Variações monetárias passivas ............................................................................................................... Outras provisões operacionais (1)........................................................................................................... Indenizações pagas................................................................................................................................. Descontos concedidos ............................................................................................................................ Doações - Lei Rouanet............................................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 5.933 5.154 3.103 68.833 477 14.382 10.234 3.714 10 1.514 27.619 85.735

Resultado na alienação de outros valores e bens................................................................................... Provisão para desvalorização de outros valores e bens ......................................................................... Aluguéis................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 (7.453) (10.681) (13.257) (6.956) 858 47 (19.852) (17.590)

Sob nº CVM/SRE/PRO/2006/003, em 28 de junho de 2006, foi arquivado na CVM o Segundo Programa de Distribuição Pública de Debêntures, com (1) Inclui basicamente provisões para riscos fiscais. prazo de duração de até 2 anos e limite de R$ 10,0 bilhões do qual foi realizada, até 18 de dezembro de 2006 a seguinte emissão: (3) Sob nº CVM/SRE/DEB/2006/024, simples, 65.000.000 (4a emissão), com utilização do excedente de 35%, com valor unitário de R$ 100,00, com data de emissão em 1º de fevereiro de 2005, perfazendo o valor total da emissão de R$ 8,8 bilhões, com prazo de 20 anos, contados da data de emissão, com 20) RESULTADO NÃO OPERACIONAL pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures. Sob nº CVM/SRE/PRO/2008/002, em 17 de janeiro de 2008, foi arquivado na CVM o Terceiro Programa de Distribuição Pública de Debêntures, com prazo de duração de até 2 anos e limite de R$ 10,0 bilhões do qual foi realizada, até 31 de março de 2008 a seguinte emissão: (4) Sob nº CVM/SRE/DEB/2008/003, simples, 50.000.000 (5ª emissão), com utilização do excedente de 35%, com valor unitário de R$ 100,00, com data de emissão em 2 de janeiro de 2008, perfazendo o valor total da emissão de R$ 6,75 bilhões, com prazo de 20 anos, contados da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures.

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 5.129 2.817 3.960 4.682 2.374 3.176 1.433 2.178 911 719 447 447 376 402 219 180 1.405 1.848 88 149 110 106 16.452 16.704

(5) Simples, 190.000.000 (6ª emissão, duas séries, sendo 95.000.000 cada série), com valor unitário de R$ 50,00, com data de emissão em 20 de junho de 21) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS 2011, perfazendo o valor total da emissão de R$ 9,5 bilhões, com prazo de 5 anos a 1ª série e 10 anos a 2ª série, contados da data de emissão, com a) As transações com o controlador e empresas coligadas estão assim representadas: Em 30 de junho - R$ mil pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures. 2012 2011 2012 2011 12) OBRIGAÇÕES POR REPASSES DO PAÍS Ativos Ativos Receitas Receitas Em 30 de junho - R$ mil (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) 1 a 30 31 a 60 61 a 180 181 a 360 1a3 Acima de Disponibilidades: dias dias dias dias anos 3 anos 2012 2011 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 34 82 FINAME ................................... 14.700 12.935 47.634 60.900 137.047 40.343 313.559 377.865 Aplicações em depósitos interfinanceiros: Total em 2012 ......................... 14.700 12.935 47.634 60.900 137.047 40.343 313.559 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 18.016.963 47.391.540 1.100.488 2.242.801 % ............................................. 4,7 4,1 15,2 19,4 43,7 12,9 100,0 Aplicações no mercado aberto: Total em 2011 ......................... 17.214 15.106 55.462 73.810 166.202 50.071 377.865 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 24.541.496 14.366.202 1.405.757 680.955 % ............................................. 4,6 4,0 14,7 19,5 44,0 13,2 100,0 Dividendos: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (79.459) (429.127) 13) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS Outras Coligadas.............................................................................. 2.891 2.871 a) Ativos contingentes Debêntures: Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (61.381.350) (59.660.126) (2.875.165) (2.718.784) b) Provisões classificadas como perdas prováveis e Obrigações legais - fiscais e previdenciárias Aluguel: A Bradesco Leasing é parte em processos judiciais de natureza trabalhista, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 858 47 Na constituição das provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos b) Remuneração do pessoal-chave da Administração anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: A Administração da Bradesco Leasing entende que a provisão constituída é suficiente para atender perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social. as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. A Instituição é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., I - Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando obter indenizações, em especial o pagamento de “horas extras” em razão de interpretação do artigo 224 controlador da Companhia. da Consolidação das Leis do Trabalho. Nos processos em que é exigido depósito judicial para garantia de execução, o valor das provisões trabalhistas é A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. Para os demais processos, a provisão é constituída com base no valor médio Administração. Outras informações apurado dos pagamentos efetuados de processos encerrados nos últimos 12 meses. Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: II - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada a) Diretores e membros dos Conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria de Tribunais. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento das normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. ou da Diretoria Executiva e seus familiares. III - Obrigações legais - Provisão para riscos fiscais A Bradesco Leasing vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente 22) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL provisionados, não obstante, as boas chances de êxito a médio e longo prazos, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social A principal questão é: Semestres findos em 30 de junho - R$ mil CPMF - R$ 104.170 mil (2011 - R$ 99.068 mil) pleiteia, isonomicamente às instituições financeiras, a aplicação da alíquota “zero” de CPMF sobre as 2012 2011 movimentações financeiras típicas de seu objeto social, relacionadas no artigo 3º das Portarias MF nos 06/97 e 134/99, incisos I, XIX e XXVI. Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... 573.213 668.684 IV - Movimentação das provisões Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15% ........................... (229.285) (267.474) Em 30 de junho - R$ mil Efeitos das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Fiscais e Participações em coligadas..................................................................................................................... 492 536 Trabalhistas Cíveis Previdenciárias (1) Despesas indedutíveis líquidas das receitas não tributáveis .................................................................. (13.603) (9.271) Saldos no início do 1º semestre de 2012 .............................................. 498 62.790 218.739 Outros valores ......................................................................................................................................... 3.747 131 Atualização monetária ............................................................................... 5.490 Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (238.649) (276.078) Constituições líquidas de reversões .......................................................... (63) 1.983 b) Composição da conta de resultado do imposto de renda e contribuição social Saldos no final do 1º semestre de 2012 (Nota 14)................................ 435 64.773 224.229 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Saldos no final do 1º semestre de 2011 (Nota 14)................................ 351 58.288 259.283 2012 2011 (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. Impostos correntes: c) Passivos contingentes classificados como perdas possíveis Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... (248.341) (252.662) A Bradesco Leasing mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” Impostos diferidos: ou “ré” e, amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas Constituição/(realização) no semestre, sobre adições temporárias........................................................ 13.279 8.300 análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivada, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos Utilização de saldos iniciais de: contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. Os principais processos com essa classificação relacionam-se Prejuízo fiscal .......................................................................................................................................... (3.587) (31.716) ao ISSQN de empresas de Arrendamento Mercantil, cuja totalidade dos processos corresponde a R$ 974.916 mil (2011 - R$ 385.408 mil), em que se discute Total dos impostos diferidos................................................................................................................ 9.692 (23.416) a exigência do referido tributo por municípios outros que não aqueles onde as empresas estão instaladas para os quais o tributo é recolhido na forma da lei, Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (238.649) (276.078) havendo casos de nulidades formais ocorridas na constituição do crédito tributário. c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos R$ mil 14) OUTRAS OBRIGAÇÕES Saldo em Saldo em a) Fiscais e previdenciárias 31.12.2011 Constituição Realização 30.6.2012 Em 30 de junho - R$ mil Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ 220.776 6.270 9 227.037 2012 2011 Provisões cíveis................................................................................ 23.725 2.659 475 25.909 Provisões fiscais (Nota 13b).................................................................................................................... 224.229 259.283 Provisões fiscais e trabalhistas ........................................................ 54.631 2.198 27 56.802 Provisão para impostos e contribuições diferidos (Nota 22c).................................................................. 835.189 765.600 Provisão para desvalorização de títulos e investimentos ................. 4.877 4.877 Impostos e contribuições sobre o lucro a pagar...................................................................................... 56.780 36.719 Provisão para desvalorização de bens não de uso.......................... 10.169 5.303 2.576 12.896 Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ 13.106 16.709 Outros valores .................................................................................. 1.503 64 1.439 Total ........................................................................................................................................................ 1.129.304 1.078.311 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias..... 315.681 16.430 3.151 328.960 b) Diversas Prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social.................. 3.587 3.587 Em 30 de junho - R$ mil Total dos créditos tributários (Nota 8b)........................................ 319.268 16.430 6.738 328.960 2012 2011 Obrigações fiscais diferidas (Notas 14a e 22e) ........................... 825.704 12.159 2.674 835.189 Credores por antecipação de valor residual (Nota 7b)............................................................................ 3.338.955 3.258.040 Créditos tributários líquidos das obrigações fiscais diferidas .. (506.436) 4.271 4.064 (506.229) Provisões cíveis (Nota 13b)..................................................................................................................... 64.773 58.288 d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e crédito tributário de contribuição social MP nº 2.158-35 Obrigações por aquisição de bens e direitos .......................................................................................... 8.228 21.093 Em 30 de junho de 2012 - R$ mil Provisões trabalhistas (Nota 13b) ........................................................................................................... 435 351 Diferenças temporárias Outras...................................................................................................................................................... 23.883 37.418 Imposto de renda Contribuição social Total Total ........................................................................................................................................................ 3.436.274 3.375.190 2012........................................................................................................... 59.786 35.745 95.531 15) PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2013........................................................................................................... 73.538 42.929 116.467 a) Capital social 2014........................................................................................................... 72.190 42.709 114.899 O capital social, no montante de R$ 7.127.800 mil, totalmente subscrito e integralizado, dividido em 23.422 ações ordinárias, nominativas escriturais, sem 2015........................................................................................................... 1.243 730 1.973 valor nominal. 2016 (1º semestre) .................................................................................... 90 90 b) Reservas de Lucros Total .......................................................................................................... 206.757 122.203 328.960 Em 30 de junho - R$ mil A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculado considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta R$ 317.570 mil 2012 2011 (2011 - R$ 307.268 mil) sendo, R$ 317.570 mil (2011 - R$ 293.760 mil) de diferenças temporárias e (2011 - R$ 13.508 mil) de prejuízo fiscal. Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 2.505.409 1.957.776 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 174.576 128.384 e) Obrigações fiscais diferidas - Reservas Estatutárias (2)...................................................................................................................... 2.330.833 1.829.392 As obrigações fiscais diferidas no montante de R$ 835.189 mil (2011 - R$ 765.600 mil) são relativas à: superveniência de depreciação R$ 779.698 mil (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido (2011 - 718.036 mil), atualização monetária sobre depósitos judiciais R$ 54.456 mil (2011 - R$ 41.551 mil), ajuste a valor de mercado dos títulos e valores das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital mobiliários R$ 130 mil (2011 - R$ 4.841 mil) e reserva de reavaliação R$ 905 mil (2011 - R$ 1.172 mil), respectivamente. ou para compensar prejuízos; e 23) OUTRAS INFORMAÇÕES (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da sociedade, pode ser constituída em 100% a) Conforme previsto no Ofício Circular CVM nº 01/07, a Bradesco Leasing está dispensada de apurar o valor de mercado das operações de arrendamento do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do capital social integralizado. mercantil, os quais encontram-se registrados, a valor presente, de acordo com a Lei nº 6.099/74, substancialmente, como imobilizado de arrendamento. c) Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio O valor contábil dos demais instrumentos financeiros registrados em contas patrimoniais em 30 de junho de 2012 equivale, aproximadamente, ao valor de Aos acionistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, que somados não seja inferior a 25% realização desses instrumentos. do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. Fica a Diretoria autorizada a declarar e pagar dividendos/juros sobre o capital intermediários, especialmente semestrais e mensais, utilizando-se das contas de lucros Acumulados ou de Reservas de Lucros existentes, e, podendo ainda, autorizar a b) O seguro dos bens arrendados está vinculado a cláusulas específicas dos contratos de arrendamento mercantil. Os bens de uso da sociedade estão segurados por montantes suficientes para cobrir eventuais sinistros contra incêndio, responsabilidade civil e riscos diversos. distribuição de lucros a título de juros sobre o capital próprio em substituição total ou parcial aos dividendos intermediários, ou, em adição aos mesmos. c) Gerenciamento de riscos O cálculo dos dividendos relativos aos semestres findos em 30 de junho, está demonstrado a seguir: A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos R$ mil negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. 2012 2011 As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o Lucro Líquido........................................................................................................................................... 334.564 392.606 (-) Reserva Legal - 5% sobre o lucro....................................................................................................... (16.728) (19.630) alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias Base de cálculo ..................................................................................................................................... 317.836 372.976 de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. Dividendos propostos .............................................................................................................................. 79.459 93.244 A Bradesco Leasing como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de Percentual em relação ao lucro líquido ajustado ............................................................................... 25,0% 25,0% crédito, de mercado, de liquidez e operacional. Valor em Reais por lote de mil ações .................................................................................................. 3.392,49 3.981,04 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

...continuação

Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 47.509.120/0001-82 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 2º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS d) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis, suas interpretações e orientações, foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05);

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Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10); e Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23).

Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva.

DIRETORIA

Conselho de Administração Presidente Lázaro de Mello Brandão Vice-Presidente Antônio Bornia

Diretoria

Membros Mário da Silveira Teixeira Júnior Luiz Carlos Trabuco Cappi Carlos Alberto Rodrigues Guilherme Milton Matsumoto

Diretor-Presidente Luiz Carlos Trabuco Cappi

Diretores Vice-Presidentes Julio de Siqueira Carvalho de Araujo Domingos Figueiredo de Abreu José Alcides Munhoz Aurélio Conrado Boni Sérgio Alexandre Figueiredo Clemente Marco Antonio Rossi

Diretor Gerente Luiz Carlos Angelotti

Célio Magalhães Contador – CRC 1SP199295/O-5

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores da Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis da Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

Base para opinião com ressalva A Instituição registra as suas operações e elabora as suas demonstrações contábeis com a observância das diretrizes contábeis estabelecidas pelo Banco Central do Brasil, que requerem o registro do ajuste ao valor presente da carteira de arrendamento mercantil na rubrica “provisão para superveniência ou insuficiência de depreciação”, classificada no ativo permanente, conforme mencionado na Nota Explicativa nº 3.g e 7.b. Essas diretrizes não requerem a reclassificação das operações, que permanecem registradas de acordo com a Lei nº 6.099/74, para as rubricas do ativo circulante e realizável a longo prazo, e rendas ou despesas de arrendamento, mas resultam na apresentação do resultado e do patrimônio líquido, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

Opinião Em nossa opinião, exceto quanto a não reclassificação de saldos mencionada no parágrafo anterior, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil em 30 de junho de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva.

Outros assuntos Demonstrações do valor adicionado Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o semestre findo em 30 de junho de 2012, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Osasco, 20 de julho de 2012

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Cláudio Rogélio Sertório Contador CRC 1SP212059/O-0

EGITO 1 Presidente entrega medalha a ministro da Defesa que afastou no domingo

nternacional

Andre Dala Pola Contador CRC 1SP274007/O-2

EGITO 2 País condena 14 islamitas à morte por ataques de 2011 no Sinai

Goran Tomasevic/Reuters

Dias contados para Assad? Ex-premiê desertor diz que regime sírio está em colapso e controla apenas 30% do país. Já a ONU retorna para levar ajuda humanitária.

O

ex-primeiro-ministro da Síria Riad Hijab, que desertou recentemente e se refugiou na Jordânia, declarou ontem que o regime de Bashar al-Assad está perto de ruir. Segundo ele, o governo está desmoronando "moral, econômica e militarmente" e controla apenas 30% do território do país. Hijab, a figura política de mais alto escalão a deixar o regime, defendeu a união dos opositores no exílio e pediu aos oficiais ainda leais a Assad que se somem à revolução. "A Síria está cheia de autoridades e líderes militares honrados que aguardam uma chance para se juntar à revolução", afirmou ele, durante sua primeira aparição pública após desertar para o lado da oposição na semana passada. "Eu conclamo o Exército a seguir o exemplo dos militares do Egito e da Tunísia: tomem o lado do povo." Ele disse sentir "uma dor na alma" em razão dos ataques do regime contra redutos rebeldes, na medida em que o governo intensifica sua ofensiva militar. Ativistas dizem que mais de 20 mil pessoas foram mortas desde o início do levante popular, que começou em março de 2011. "Eu não tinha poder para interromper a injustiça", lamentou ele, em frente a uma bandeira dos rebeldes. Hijab explicou, além disso, que desertou para ser "um soldado fiel a seu país junto dos revolucionários" e não para buscar um cargo no futuro. Autoridades sírias afirmaram que haviam dispensado Hijab antes de sua fuga, mas ele falou durante a entrevista coletiva em Amã que havia renunciado e desertado para a oposição, referindo-se ao governo de Assad como "inimigo de Deus". "É meu dever lavar as minhas mãos deste regime

corrupto", afirmou. Ele agradeceu países como Arábia Saudita, Catar e Turquia pelo apoio e pediu a eles para que façam mais pela oposição. Sanções - A declaração de Hijab ocorreu no mesmo dia em Rebelde atira contra tropas do governo em Alepo. A oposição diz que mais de 20 mil pessoas foram mortas nos conflitos, que já duram 17 meses. que o Departamento do Tesou- Sana/EFE ro dos Estados Unidos levantou as sanções impostas no mês passado ao ex-premiê. O governo norte-americano justificou que, pelo fato de Hijab não fazer mais parte do governo da Síria, ele não está Atentados matam mais sujeito a congelamento de bens nos EUA. 46 pessoas durante comemorações Irã - Ainda ontem, o secretário de Defesa norte-americano, que marcam fim do Ramadã Leon Panetta, acusou o Irã de formar milícias para lutarem na elo menos 46 pessoas de Kunduz, Hamid Agha, disSíria a favor de Assad. "É óbvio morreram e quase 150 se que o ataque ocorreu no que o Irã está jogando um papel ficaram feridas em dife- momento em que as pesbem mais amplo na Síria, de várentes atentados perpetra- soas faziam compras para a Representante da ONU Valérie Amos (centro) discute ajuda a civis rias maneiras", disse. dos ontem, no sudoeste e no ceia que interrompe o jejum Segundo ele, existem agora norte do Afeganistão, infor- diário dos muçulmanos duprovas de que a Guarda Revolu- afirmou que as sanções ecomaram autoridades locais. rante o mês sagrado do RaO drama humanitário sírio cionária do Irã "tenta desenvol- nômicas impostas a seu país se agravou no último mês, Até o momento, nenhum gru- madã. Pelo menos 36 pesver e treinar uma milícia dentro pela comunidade internacio- com a chegada dos combates po assumiu a autoria dos ata- soas ficaram feridas. da Síria, a qual será capaz de lu- nal só afetam "os cidadãos sí- a Damasco e Alepo, as duas ques no dia mais violento de O dia mais violento do ano tar a favor do regime". 2012 no país. no Afeganistão ocorre aperios inocentes". principais cidades do país. Ajuda- Enquanto isso, a situaNo sudoeste afegão, um tri- nas uma semana depois de a Centenas de sírios chegam Cerca de 2 milhões de pesção humanitária na Síria se diariamente a países vizinhos soas já foram afetadas pela criplo atentado deixou 36 mor- Organização das Nações agrava cada vez mais. A chefe como refugiados, muitos de- se dos últimos 17 meses, e se tos e 110 feridos na cidade de Unidas (ONU) ter divulgado de assuntos humanitários da les feridos ou contando terem estima que haja cerca de 1 miZaranj, capital da província levantamento segundo o Organização das Nações Uni- sido alvejados em regiões lhão de deslocados internos. de Nimroz, que é uma das qual o número de civis mordas (ONU), Valérie Amos, che- fronteiriças, de acordo com o áreas mais tranquilas do país tos em episódios de violênAs estatísticas oficiais elagou ontem à Síria em busca de Alto Comissariado e fica na fronteira com o Irã. cia no país no primeiro seboradas até agora pela ONU um acordo para ampliar a ajuda d a s N a ç õ e s Segundo a polícia local, a mestre de 2012 caiu em reindicam ainda 157 mil refua civis retidos ou desabrigados Unidas para ação envolveu mais de dez lação a 2011. giados registrados na Jorpor causa dos combates entre os Refugiahomens-bomba. Pelo menos "O que nós vimos hoje fodânia, Líbano, Iraque e rebeldes e forças do regime. três deles conseguiram deto- ram novos episódios delibedos (Acnur). Turquia. (Agências) A burocracia e a insegurannar os explosivos que leva- rados de assassinatos em ça dificultam os esforços da vam atados a seus corpos. massa", declarou o general ONU para montar uma operaHoras mais tarde, a explo- John Allen, comandante das ção humanitária significativa. são de uma motocicleta- forças dos Estados Unidos e Durante encontro com aubomba detonada por contro- da Organização do Tratado Majed Jaber/ toridades sírias em Damasco, le remoto em Kunduz, no do Atlântico Norte (Otan) Reuters ela reivindicou que o regime norte do Afeganistão, provo- no Afeganistão. permita o acesso da ajucou a morte de mais dez pesOs ataques coincidem da humanitária às resoas, informou a polícia. A com a gradual retirada das giões mais atingidas autoria do ataque foi atribuí- forças estrangeiras presenpela violência. da por Lal Ahmadzai, porta- tes no país há mais de uma Na capital síria, ela voz da polícia regional, à mi- década. A saída das tropas foi recebida pelo novo lícia Taleban. da Otan está prevista para o primeiro-ministro síO comandante da polícia fim de 2014. (Agências) rio, Wael al Halqi, que Hijab: 'dor na alma' em razão dos ataques das tropas do regime contra rebeldes.

O pior dia de 2012 no Afeganistão

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

13 Essa não é uma violência gratuita. Essa é uma violência que vem da raiva. Sabrina Hadji, moradora de Amiens.

nternacional

MADRUGADA INCENDIÁRIA Confrontos entre jovens da periferia e a polícia no norte da França levantam temores de uma nova onda de violência no país Fotos: Pascal Rossignol/Reuters

Ó RBITA

Divulgação/EFE

ARGENTINA

O Homem observa veículo destruído em bairro de Amiens, identificado como uma das regiões mais problemáticas do país.

WIKILEAKS

O

Jovens revoltados ainda queimaram uma creche e um centro de lazer da prefeitura. Nenhum manifestante foi preso.

Milagre sob escombros

D

uas pessoas foram resgatadas vivas e com boas condições de saúde ontem depois de passar quase 72 horas sob os escombros provocados por dois terremotos no sábado no noroeste do Irã, informou a imprensa local. Ambas estavam nos escombros da própria casa, em um vilarejo ao nordeste de Tabriz, quando foram localizadas pelos cães farej a d o r e s , i nformou a agência Ir na. O estado de saúde das duas pessoas é bom. O governo iraniano che-

Societária, Contábil, Tributário, Certidões, Parcelamentos, Trabalhistas e Recursos Humanos

Contábil

presidente do Equador, Rafael Correa, negou ontem ter tomado uma decisão sobre o pedido de asilo do fundador do site WikiLeaks, Julian Assange (acima, embaixada onde Assange buscou abrigo). Correa disse que tinha previsto falar hoje com seus diplomatas em Londres para tomar uma decisão. A mensagem foi postada no microblog Twitter, rebatendo a informação publicada mais cedo no jornal britânico The Guardian. A reportagem dizia que Assange receberia asilo no Equador, citando fontes anônimas do governo equatoriano. (Folhapress)

Fotos: ISNA/Reuters

Prestamos serviços completos de assessoria:

Assessoria

ex-presidente argentino Fernando de la Rúa (centro) começou a ser julgado ontem em um tribunal do país junto com outros sete réus, acusados de pagarem subornos a senadores para garantir a aprovação de uma reforma trabalhista em 2000. Todos eles negam a versão divulgada pelo exsecretário do Senado Mario Pontaquarto, que afirmou ter recebido US$ 4,3 milhões de suborno. Se for considerado culpado, De la Rúa, que renunciou em 2001, pode ser condenado a seis anos de prisão. (EFE)

Ki Price/Reuters

J

ovens franceses entraram em confronto com a polícia durante a madrugada de ontem, provocando pânico na população ao deixar um rastro de destruição em um bairro da periferia de Amiens, no norte da França. Pelo menos 17 policiais ficaram feridos nos tumultos, que aconteceram durante um protesto contra a morte de um motociclista, em um ressurgimento da agitação urbana que o presidente François Hollande prometeu fazer de tudo para enfrentar. "O Estado tomará as medidas necessárias para combater estes atos violentos", declarou Hollande, acrescentando que a segurança não é uma prioridade, mas uma "obrigação" do Estado. Falando durante uma visita ao sudeste do país, Hollande disse que o Estado irá "mobilizar todos os seus recursos para combater essa violência". "Recursos de segurança têm, infelizmente, diminuído há muitos anos", disse. "Nossa prioridade é a segurança, o que significa que o próximo orçamenA segurança to vai incluir recursos adinão é uma cionais para a prioridade, polícia." mas uma O conflito obrigação aconteceu no do Estado. bairro de A m i e n s FRANÇOIS Nord, um dos HOLLANDE mais violentos da cidade. Na área onde ocorreram os tumultos já foram registrados distúrbios anteriores e a região foi identificada pelo governo como uma das 15 zonas do país onde a segurança precisa melhorar e também como uma das regiões que precisam de mais recursos e verbas para combater o desemprego. De acordo com a polícia local, um grupo de manifestantes provocou os agentes, que tentavam manter a segurança do local após outra série de protestos no bairro no domingo. Segundo as forças de segurança, 17 policiais foram feridos por pedras e tiros de espingarda, enquanto agentes responderam com balas de borracha e gás lacrimogêneo. Após o enfrentamento, foram queimados veículos e um centro de lazer da prefeitura, além de uma creche local. Ninguém foi preso. Os incidentes aconteceram depois de manifestantes e a polícia entrarem em confronto no domingo contra uma abordagem de policiais a um motorista acusado de dirigir de forma perigosa durante o velório de um motociclista de 20 anos. A ação da polícia foi considerada excessiva pelos moradores. "Essa não é uma violência gratuita. Essa é uma violência que vem da raiva. Não somos animais. Nós votamos e pagamos impostos como todo mundo", disse Sabrina Hadji, moradora de Amiens. (Agências)

Fone: (11)

2233-4866

Av. Doutor Francisco Ranieri, 749 Sala 02 - São Paulo/SP

Assessoria como fim, informação como meio w w w. a f a a s s e s s o r i a . c o m . b r

gou a anunciar no domingo o fim das buscas. Hassam Ghadami, diretor da célula de crise ministerial, disse que não havia mais ninguém nos escombros (fotos, vilarejo de Azerbaijão, atingido pelos tremores). Moradores locais, porém, alertam que pessoas ainda estão desaparecidas e muitas outras precisando de ajuda humanitária. (Folhapress)


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PASSOS PARA CANONIZAÇÃO Todo pedido de canonização segue vários passos dentro da Igreja Católica antes de ser aprovado pelo Vaticano.

idades

País pode ter primeiro santo de farda

Soldado da PM pode ser canonizado por ato heróico durante enchente na cidade Valdir Sanches

A

irmã Célia Cadorin foi a principal responsável pela canonização dos dois únicos santos brasileiros, Santa Paulina e São Galvão. A primeira era irmã de caridade, como ela. O segundo, frei. Agora, irmã Célia tem outro candidato a santo. Desta vez, não vem da igreja, mas do quartel. É soldado da Polícia Militar. José Barbosa de Andrade, da PM paulista, não fez milagres, mas morreu como mártir, em 6 de janeiro de 1999. Na tentativa de salvar uma mulher idosa, uma moradora de rua arrastada pelas águas do rio Tamanduateí, engrossadas pelas chuvas, morreu afogado. A mulher salvou-se. O soldado José tinha 33 anos, como Cristo. Mulher e três filhos pequenos. Outras pessoas se preocuparam com a mulher no rio, mas José foi o único que desceu pela parede de concreto da margem, com pedaços de uma cordinha improvisada. Chegou a agarrar o braço da mulher, mas, ao puxá-la, acabou caindo no rio. Então, o cordão de segurança de sua arma enroscou no lixo, e ele foi tragado para o fundo. A moradora de rua acabou salva ao passar sob uma ponte próxima. Desde a infância, José foi pessoa simples, sem apego a bens materiais, pronta a ajudar quem precisasse. Assim é descrito pelo coronel da Polícia Militar Luiz Eduardo Pesce de Arruda, que está pesquisando a vida do soldado, para abastecer irmã Célia. O irmão mais velho de José, o cabo do Corpo de Bombeiros Francisco Paz Neto, tem provas disso. “Um dia cheguei na casa dele e vi que não tinha compra (alimentos).” José já era casado, com três filhos pequenos, mas ainda não estava na PM. “Comprei uma cesta básica e levei para ele.” Mais tarde, Francisco viu que a cesta tinha bem menos alimentos. “Ele ficou com um pouco e distribuiu o restante entre vizinhos necessitados. Eu disse que não achava justo, mas ele era assim mesmo, não adiantava reclamar.” Espelho – Eram nove irmãos. Francisco, o primogênito, depois José. “Ele se espelhava em mim”, diz o bombeiro. Quando este entrou para a Polícia Militar, foi uma questão de tempo para o irmão seguirlhe os passos. Francisco só não imaginava que José chegaria à equipe das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas – Rocam. Mas este era um sonho que José confidenciava a Sandra,

sua mulher (outro era tornarse piloto dos helicópteros Águia, usados para resgate de pessoas e patrulhamento). Resgatar pessoas ia bem com seu jeito. Francisco diz que o irmão era muito preocupado em ajudar as pessoas, muito calmo, educado. E feliz. Mas, por ora, santo “é uma palavra muito forte”, na avaliação de sua filha Amanda Estefani, 17 anos. “Ele era humano e, assim como temos nossos pecados, também tinha os erros dele. Mas eram erros pequenos, meu pai nunca prejudicou ninguém.” Tratava muito bem os filhos, cumpria com seus deveres, “foi um bom pai”. “Tenho muita saudade dele”, completa Amanda. Se vier a ser canonizado, e tornar-se santo, Amanda e seus dois irmãos (Walace, 15 anos, e Wedesley, 24) acharão bem merecido. M i s s a – Mas a felicidade maior talvez seja da mãe deles, Antonia. Católica fervorosa, é ministra da eucaristia na igreja próxima de sua casa, no Grajaú. Francisco diz que há vinte anos ela vai à igreja todos os dias. “Faz suas obrigações de manhã

interessou. Achou que os elementos iniciais, e as circunstâncias da morte, ofereciam argumentação consistente. Mot o – De tudo o que apurou, o diretor concluiu que José só tinha dois defeitos. O primeiro, era ser mau motociclista. Vivia caindo da moto. “Ele era muito censurado pelos colegas, que o chamavam de ‘bração’. Mas, em vez de reagir, como seria normal, respondia apenas: ‘Me desculpem, vou tentar melhorar.’” O outro defeito é que fumava. Mesmo com os conselhos dos amigos, não conseguia largar o cigarro. Arruda diz que ainda é muito cedo para saber se a causa da canonização de José vai prosperar. “Mas acho que há boas chances. Ele teve uma vida excepcional, diferente do homem comum”. Nasceu no Rio de Janeiro, o segundo dos nove filhos de um vigilante da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O pai, quando se aposentou, mudou-se com a família para São Paulo. Queria fugir da violência do Rio. Foram morar na casa de um parente, no Grajaú, na zona sul, perto da Re-

Ao lado, o soldado José Barbosa de Andrade, promovido a cabo após a sua morte. Processo de canonização está em análise pelo cardeal-arcebispo de São Paulo.

e à noite ajuda a missa.” Manual – O coronel Arruda, que estuda a vida de José, é diretor da Escola Superior de Soldados de Pirituba. Foi lá que o candidato a santo se formou, em 1994. Há pouco tempo, o coronel resolveu melhorar o manual de ingresso na PM, distribuído aos alunos. Seriam incluídos relatos da vida de policiais militares que tiveram atuação destacada. O caso de José ganhou grande repercussão na época em que ocorreu. Arruda dedicou-se com muita atenção a ele. Com o trabalho avançado, concluiu que estava ali não só um herói, mas alguém com qualidades de santo. Procurou irmã Célia, a quem conhecia, e relatou-lhe os fatos. A irmã se

presa de Guarapiranga. Os onze num quarto de alvenaria de quatro por quatro metros, sem água e luz. José e Francisco guardavam carros em Santo Amaro, e entregavam o dinheiro ganho à mãe, como está nos estudos de Arruda. Com o tempo, José empregou-se num supermercado. De empacotador, chegou a chefe do setor de frios. Mas só ficou feliz ao entrar para a PM. Seu corpo está no mausoléu da corporação, no Cemitério do Araçá. Na gravação, em sua campa, lê-se Cabo José Barbosa de Andrade. Foi promovido depois da morte. A PM tem informações de que bilhetes são deixados na campa, por visitantes. Mas nenhum deles foi guardado. Em casos

assim, os bilhetes contém pedidos de ajuda de pessoas com problemas. Ou agradecimentos “pela graça alcançada.” Como se faz com os santos. Como postular que o Vaticano canonize o soldado José Barbosa de Andrade, se ele, em vida, não fez nenhum milagre? A irmã Célia Cadorin, da Congregação das Irmãzinhas de Maria Imaculada, especialista nessa prática, sabe a resposta de cor. Martírio – O caso de José não envolve milagre, mas outro valor. “O importante, neste caso, é o martírio”, diz a irmã. “Salvar uma pessoa, dar a vida pelo irmão (seu próximo).” Em outros tempos, o martírio se dava pela fé a Jesus Cristo. Os imperadores matavam os seguidores de Cristo. Hoje há muito menos perseguição, e o martírio é de quem dá a vida pelo seu próximo. “Olha-se muito a caridade.” Cita Santo Agostinho, para dizer: “O que importa no martírio é o porquê, a causa, o motivo pelo qual a pessoa dá a sua vida”, completa a religiosa. No caso de José, essa atitude “era do coração dele”. “A pessoa já traz no coração o sentimento de ajudar o irmão.” A família do soldado herói é gente de fé e simples, “tem uma fé muito bonita”. Irmã Célia acha que é prematuro falar da possibilidade do Vaticano beatificar e depois canonizar José. “Temos que com-

provar e comprovar mais todos os fatos.” Vontade de que José vire santo não falta. “Eu ficaria tão contente se fosse alcançado”, diz a irmã. “É uma causa diferente, um militar jovem. Isso mexe muito com todos nós.” Cita, por fim, um dos versículos que mais gosta. Está em Mateus, capítulo 25, versículo 40: “Tudo o que fizerdes ao menor (ao seu inferior) é a mim que o fazeis”.

É uma causa diferente, um militar jovem. Isso mexe muito com todos nós. IRMÃ CÉLIA CADORIN, RESPONSÁVEL PELA ANÁLISE DA CANONIZAÇÃO DO PM

O trâmite dos documentos, no caso de um policial militar, é explicado pelo tenente-coronel Nilson Carletti, da Escola Superior de Soldados, em Pirituba. A documentação (fatos e sua comprovação) é enviada para o cardeal-arcebispo de São Paulo, D. Odilo Scherer. No momento, o processo de José está em análise por D.Odilo. Em caso de aprovação, o cardeal irá encaminhar para o Vicariato Militar do Brasil, em Brasília. Aqui, um capelão militar a analisa e, se achar suficiente, a encaminha para o Vaticano.

Fotos de Newton Santos/Hype

Mausoléu da Polícia Militar, no Cemitério do Araçá, onde está o túmulo do policial José Barbosa de Andrade: bilhetes de agradecimento.

Santo Antonio, o nosso herói.

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o Brasil já houve o caso não de um policial militar que virou santo, mas de um santo que virou militar. Começou com a invasão dos corsários franceses comandados por JeanFrançois Duclerc, ao Rio de Janeiro, em 1710. A situação estava feia, e o governador Francisco de Castro Morais pediu proteção a Santo Antonio. Os invasores acabaram vencidos de forma surpreendente, fato logo interpretado como milagre, atribuído a Santo Antonio. Como recompensa, o governador nomeou o santo, representado por sua estátua, como capitão de Infantaria, com direito a soldo. O dinheiro ficava com o Convento de Santo Antonio. Em 1810, nas comemorações de cem anos da expulsão dos franceses, D. João VI promoveu o santo a sargento-mor. Santo Antonio, por meio do convento onde estava a sua imagem, recebeu o soldo por dois séculos e um ano. Só em 1911 a verba foi suspensa. (V.S.)


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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

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15 EM DOIS ANOS O objetivo é que o novo projeto comece a operar dentro de dois anos. Para viabilizar a construção serão necessários R$ 10 milhões.

setor

Fotos: Divulgação

Enquanto estão em tratamento médicos, as crianças participam de diversas atividades. A Casa Hope oferece moradia, alimentação, psicologia, terapia ocupacional, educação, transporte, cursos e passeios.

É hora de ampliar a esperança Casa Hope lança o projeto Ampliando Esperança com o objetivo de criar espaço dirigido a adolescentes. Kelly Ferreira

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Casa Hope, considerada uma das mais bem-sucedidas casas de apoio a crianças com câncer da América Latina, implanta um novo projeto: o Ampliando Esperança. O objetivo é criar um espaço, com leitos, específico para os adolescentes a partir dos 15 anos que têm câncer ou passaram por transplantes de medula óssea, rim e fígado. A ideia é oferecer o apoio necessário no período pós alta médica, na fase de controle da doença e quando podem ocorrer os efeitos tardios dos tratamentos. "Percebemos a necessidade de criar um núcleo só para os adolescentes. Primeiro porque, geralmente, eles voltam para a Casa Hope apenas paras fazer o controle da doença. E quando isso acontece perdemos uma vaga que poderia ser destinada a uma criança em tratamento", explicou a presidente da Casa Hope, Cláudia Bonfiglioli. Assim, segundo ela, será possível viabilizar mais atendimentos e priorizar a formação profissional destes jovens, dando maior enfoque à capacitação profissional, preparando-os para uma nova fase da vida, A arrecadação de verba para levar adiante o novo projeto já começou, com o lançamento do evento II Prêmio de Responsabilidade Social da Casa Hope, que acontecerá em 23 de outubro. A meta é arrecadar R$ 1,5 milhão com a venda de patrocínios e de mesas para o jantar. O objetivo é que o novo projeto comece a operar dentro de dois anos. Para viabilizar a construção serão necessários R$ 10 milhões. Novos casos – De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), entre 2012 e 2013, o Brasil deverá ter 518.510 novos casos de câncer, sendo 11.530 casos registrados em crianças e adolescentes. Ainda segundo a entidade, as crianças e jovens precisam de atenção integral e a cura não pode se basear apenas na recuperação biológica, mas também no bem-estar e na qualidade de vida do paciente.

Os pequenos pacientes precisam de atenção integral É justamente nesse concei- Porém, a ausência de suporte to que a Casa Hope se encaixa, pode comprometer toda reinoferecendo apoio biopsicos- tegração”, observou Cláudia. social e educacional às crianO começo - A Casa Hope é ças com câncer e seus respec- uma instituição 100% filantrótivos acompanhantes. Com o pica que oferece apoio biopsiconceito de um lar, todos que cossocial e educacional. Os passam pela instituição rece- pacientes são de baixa renda e bem, além de moradia, ali- procedentes de todo o Brasil. mentação, O s a c o m p acuidados nhantes dos com higiene, doentes em serviços de tratamento Dedico a minha vida também recepsicologia, terapia ocubem o mesmo a este projeto e a pacional, atendimento. satisfação pessoal educação, A i n s t i t u ique tenho minimiza transporte, ção foi fundaqualquer problema da há 16 anos cursos de caque eu imagine ter. p o r C l á u d i a pacitação profissional, Bonfiglioli e CLÁUDIA BONFIGLIOLI, passeios culP a t r í c i a PRESIDENTE DA CASA HOPE. t u r a i s e r eThompson e creativos. hoje tem uma Em muitos casos, o paciente sede própria, construída em permanece durante toda a in- 2009 graças ao apoio de inúfância em tratamento e fica meros parceiros e colaborapor longos períodos na Casa dores. O resultado da abertuHope, apesar da média de hos- ra desta unidade foi o aumenpedagem ser de dois meses. to no número de atendimen"Trata-se de uma tarefa ár- t o s e u m g r a n d e s a l t o e m dua, repleta de aprendizados qualidade nos serviços oferee esperanças, que será a base cidos. No ano passado, a Capara a construção de uma vida s a H o p e r e a l i z o u 2 5 . 1 2 9 digna e com mais qualidade. atendimentos.

Enquanto as crianças e adolescentes estão em tratamento nos hospitais, a Cada Hope oferece moradia, alimentação balanceada e acompanhamento nutricional, medicamentos, vestuário, transporte para hospitais, aeroportos e rodoviárias, serviço social, assistência psicológica, terapia ocupacional, escolarização, recreação dirigida, cursos de capacitação profissional, passeios culturais e recreativos e festas comemorativas. A unidade possui atualmente 212 leitos disponíveis. "Conheci o Hospital do Câncer aos 18 anos e fui convidada a ser voluntária, posto que ocupei por 12 anos. A Casa Hope nasceu dessa experiência. Muitas crianças e famílias de baixa renda vinham de todas as regiões do País para realizar o tratamento em São Paulo e não tinham onde ficar. Idealizei a instituição para auxiliar estas pessoas", disse Cláudia. O início dos trabalhos da Casa Hope aconteceram no bairro de Vila Mariana, na zona sul de São Paulo, para apoiar as crianças e seus acompanhantes que chegavam à cidade para iniciar ou manter o tratamento de combate à doença. "Muito mais que hospedagem, a Casa Hope tinha como missão oferecer um conceito de lar, de moradia", explicou Cláudia. A procura foi tão grande, que logo a instituição precisou de uma sede maior para atender a demanda. Um mutirão e a venda de cotas para empresas garantiram a arrecadação de R$ 1 milhão logo no primeiro dia de lançamento do projeto. No total, foram arrecadados R$ 14 milhões, recursos destinados à construção da sede atual, que aumentou em 33% a a sua capacidade de atendimento e, em três anos, ampliou em quase 60% a quantidade de atendimentos realizados. "É uma luta diária. Dedico a minha vida a este projeto e a satisfação pessoal que tenho todos os dias minimiza qualquer problema que eu imagine ter", disse Cláudia. Para participar e doar qualquer quantia para o projeto Ampliando Esperança é só acessar www.casahope.com.br ou ligar para 0800 9417900.

Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações CNPJ no 61.529.343/0001-32 - NIRE 35.300.053.800 Extrato da Ata da Reunião do Conselho de Administração realizada aos 11 dias do mês de junho de 2012

Aos 11 dias do mês de junho de 2012, às 11h, na sede social, Cidade de Deus, Salão Nobre do 5 o andar do Prédio Vermelho, Vila Yara, Osasco, SP, reuniram-se os Membros do Conselho de Administração, no final assinados, atendendo à convocação feita pelo seu Presidente, senhor Lázaro de Mello Brandão, por meio de cartas expedidas em 1o .6.2012, conforme comprovantes que estavam sobre a mesa, e que ficarão arquivados juntamente com exemplar desta Ata na sede da Sociedade, para os devidos fins de direito. Assumiu a Presidência dos trabalhos o senhor Lázaro de Mello Brandão, que convidou o senhor Antônio Bornia para Secretário. ............................................................................................................................................. 1) de conformidade com o disposto no “caput” do Artigo 13 do Estatuto Social, elegeram os membros que integrarão a Diretoria da Sociedade, tendo sido reeleitos os senhores: DiretorPresidente: Lázaro de Mello Brandão, brasileiro, casado, bancário, RG 1.110.377-2/SSP-SP, CPF 004.637.528/72; Diretor Vice-Presidente: Antônio Bornia, brasileiro, viúvo, bancário, RG 11.323.129/SSP-SP, CPF 003.052.609/44; Diretores: João Aguiar Alvarez, brasileiro, casado, engenheiro agrônomo, RG 6.239.718-7/SSP-SP, CPF 029.533.938/11; senhora Denise Aguiar Alvarez, brasileira, separada consensualmente, educadora, RG 5.700.904-1/ SSP-SP, CPF 032.376.698/65; e senhor Luiz Carlos Trabuco Cappi, brasileiro, casado, bancário, RG 5.284.352-X/SSP-SP, CPF 250.319.028/68, todos com domicílio na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900, os quais: I) terão mandato até a 1 a Reunião do Conselho de Administração que se realizar após a Assembleia Geral Ordinária de 2013, sendo que permanecerão em suas funções até que a Ata da referida Reunião deste Órgão seja arquivada na Junta Comercial e publicada; II) declararam, sob as penas da lei, que não estão impedidos de exercer a administração de sociedade mercantil em virtude de condenação criminal; ............................................................................................................................................. Quorum das Deliberações: unanimidade de votos dos membros presentes. Não havendo mais nada a tratar, a palavra foi colocada ao dispor de quem dela quisesse fazer uso, sem que ninguém se manifestasse. Desse modo, o senhor Presidente deu por encerrados os trabalhos, agradecendo a presença de todos e suspendendo a sessão para lavratura desta Ata. Posteriormente lida, foi aprovada e assinada pelos presentes, registrando-se a ausência do senhor Luiz Carlos Trabuco Cappi e das senhoras Lia Maria Aguiar, Lina Maria Aguiar e Maria Angela Aguiar. aa) Presidente: Lázaro de Mello Brandão; Secretário: Antônio Bornia; Membros: Lázaro de Mello Brandão, Antônio Bornia, Mário da Silveira Teixeira Júnior, João Aguiar Alvarez, Denise Aguiar Alvarez, Carlos Alberto Rodrigues Guilherme, Milton Matsumoto, Julio de Siqueira Carvalho de Araujo, Domingos Figueiredo de Abreu, José Alcides Munhoz, Aurélio Conrado Boni, Sérgio Alexandre Figueiredo Clemente e Marco Antonio Rossi. -.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-. Declaramos que a presente é cópia fiel de trecho da Ata da Reunião do Conselho de Administração realizada em 11 de junho de 2012, lavrada em livro próprio. a) Antônio Bornia - Secretário. Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 345.748/12-8, em 6.8.2012. a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações CNPJ no 61.529.343/0001-32 - NIRE 35.300.053.800 Ata da Reunião Extraordinária da Diretoria realizada em 2.7.2012

Aos 2 dias do mês de julho de 2012, às 11h, na sede social, Cidade de Deus, 4 o andar do Prédio Vermelho, Vila Yara, Osasco, SP, reuniram-se os membros da Diretoria da Sociedade sob a presidência do senhor Lázaro de Mello Brandão. Durante a reunião, os Diretores deliberaram: 1)prever a distribuição aos acionistas da Sociedade de Juros sobre o Capital Próprio Mensais em substituição aos Dividendos Mensais, no período de julho a dezembro/2012, no valor de R$1,2588 por lote de mil ações, beneficiando os acionistas inscritos nos registros da Sociedade nas datas em que forem declarados. O pagamento deverá ser feito no valor líquido de R$1,07, já deduzido o Imposto de Renda na fonte de 15% (quinze por cento), nos termos do Parágrafo Segundo do Artigo 9 o da Lei n o 9.249/95, exceto para os acionistas pessoas jurídicas que estejam dispensados da referida tributação, que receberão pelo valor declarado, no primeiro dia útil dos meses de agosto/2012 a janeiro/2013, por meio de crédito em conta corrente mantida no Banco Bradesco S.A.; 2) pagar aos acionistas da Sociedade, conforme disposições estatutárias e legais, Juros sobre o Capital Próprio Mensais relativos ao mês de julho/2012, no valor de R$1,2588 por lote de mil ações, beneficiando os acionistas que se acharem inscritos nos registros da Sociedade nesta data. O pagamento será feito em 1o .8.2012, no valor líquido de R$1,07, já deduzido o Imposto de Renda na fonte de 15% (quinze por cento), nos termos do Parágrafo Segundo do Artigo 9 o da Lei n o 9.249/95, exceto para os acionistas pessoas jurídicas que estejam dispensados da referida tributação, que receberão pelo valor declarado, por meio de crédito em conta corrente mantida no Banco Bradesco S.A. Os referidos Juros serão computados no cálculo do dividendo mínimo obrigatório do exercício previsto no Estatuto Social, e creditados individualizadamente, a partir desta data, à conta de ações dos acionistas da Sociedade.Nada mais foi tratado, encerrando-se a reunião e lavrando-se esta Ata que os Diretores presentes assinam. aa) Lázaro de Mello Brandão, Antônio Bornia, João Aguiar Alvarez, Denise Aguiar Alvarez e Luiz Carlos Trabuco Cappi. Declaramos para os devidos fins que a presente é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações. aa) Lázaro de Mello Brandão e Antônio Bornia. Certidão: Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob n o 345.750/12-3, em 06.8.2012. a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações CNPJ no 61.529.343/0001-32 - NIRE 35.300.053.800 Ata da Reunião Ordinária da Diretoria realizada em 10.7.2012

Aos 10 dias do mês de julho de 2012, às 11h, na sede social, Cidade de Deus, 4o andar do Prédio Vermelho, Vila Yara, Osasco, SP, reuniram-se os membros da Diretoria da Sociedade sob a presidência do senhor Antônio Bornia, na ausência de seu titular, senhor Lázaro de Mello Brandão, em férias. Durante a reunião, os Diretores deliberaram pagar aos acionistas da Sociedade, conforme disposições estatutárias e legais, Juros sobre o Capital Próprio Intermediários, relativos ao primeiro semestre de 2012, no valor de R$6,420 por lote de mil ações, beneficiando os acionistas que estiverem inscritos nos registros da Sociedade nesta data. O pagamento será feito em 18.7.2012, pelo valor líquido de R$5,457 por lote de mil ações, por meio de crédito em conta corrente mantida no Banco Bradesco S.A., já deduzido o Imposto de Renda na Fonte de 15% (quinze por cento), exceto para os acionistas pessoas jurídicas que estejam dispensados da referida tributação, que receberão pelo valor declarado. Nada mais foi tratado, encerrando-se a reunião e lavrando-se esta Ata que os Diretores presentes assinam. aa) Antônio Bornia, João Aguiar Alvarez, Denise Aguiar Alvarez e Luiz Carlos Trabuco Cappi. Declaramos para os devidos fins que a presente é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações. aa) Lázaro de Mello Brandão e Antônio Bornia. Certidão: Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo Certifico o registro sob no 345.751/12-7, em 6.8.2012. a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Ford T

2 CV

Tintim sobre quatro rodas

Lancia

Quem gosta de carros e de HQ encontra nas páginas de As Aventuras de Tintim um prato cheio. Veja alguns dos muitos modelos que ilustraram a série.

Logo Logo

Jaguar

Arte em grãos de café

www.dcomercio.com.br

Você já deve ter visto bonitas imagens 'desenhadas' na espuma de um cappuccino, mas e arte feita com grãos de café? Confira mais no site. galler yheart.com/2012/ stagger-coffee-bean-ar t

R ESULTADO E M

F LÓRIDA

Educação reprovada

Reuters

A

Píton gigante capturada nos EUA

qualidade do ensino médio piorou no Distrito Federal e em nove Estados brasileiros, aponta o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2011, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). Apesar de a meta nacional ter sido atingida para esta etapa de ensino (3,7), os sistemas estaduais de dez unidades da federação apresentaram índices inferiores aos conferidos

na edição de 2009. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) estipulou uma meta nacional de 5,2 para ser alcançada no ensino médio em 2021. Na comparação Ideb-2011 com Ideb-2009, considerando apenas as redes estaduais, caíram de desempenho Rondônia (-0,4), Acre (-0,2), Pará (-0,2), Paraíba (-0,1), Alagoas (-0,2), Bahia (-0,1), Espírito Santo (-0,1), Paraná (-0,2), Rio

Grande do Sul (-0,2) e o Distrito Federal (-0,1). Segunda melhor do País, a rede estadual de São Paulo ficou com 3,9 em 2011, ante 3,6 em 2009. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, admitiu que o fraco desempenho do ensino médio no Ideb é “um imenso desafio” para o ministério. Segundo ele, os problemas são conhecidos e o governo prepara ações para enfrentá-los. “Um fator claro é a es-

trutura curricular, muito extensa”, disse. “São 13 disciplinas, que chegam a 19 se consideradas as disciplinas complementares. São muitas matérias.” Outro fator é o número elevado de estudantes do ensino médio matriculados no ensino noturno. "O rendimento já é comprometido porque muitos desses alunos trabalham e, com tantas disciplinas, eles ficam desestimulados." (AE)

David Moir/Reuters

Uma píton de 5,6 metros de comprimento, quase 75 quilos e prenha com 87 ovos é a maior cobra capturada até o momento nos Everglades, região de pântanos na Flórida, EUA.

FOTO Mostra Acima Só o Céu exibe imagens da cidade feitas pelo fotógrafo Tatewaki Nio. Centro Universitário Maria Antonia. Rua Maria Antonia, 294, Consolação. Grátis.

R IO

Fogo destrói parte de coleção de arte

V IOLÊNCIA

20º arrastão em condomínios de SP Moradores de seis apartamentos do Edifício Icaraí, no Itaim-Bibi, na zona sul de São Paulo, foram alvo ontem do 20º arrastão em condomínios na capital paulista neste ano. Entre as vítimas estava uma criança de 12 anos. Os cinco criminosos ficaram quase seis horas no prédio. Pegaram dinheiro, joias e notebooks e conseguiram fugir. Na ação, três pessoas levaram coronhadas. (AE)

L

M ÃES DE MAIO

Suspensão no Facebook A página do Movimento Mães de Maio, grupo que luta contra a violência policial, foi suspensa pelo Facebook ontem de manhã, revoltando seguidores e simpatizantes do grupo. Até as 20h, mais de 1,4 mil pessoas compartilharam mensagem que denunciava o fechamento da página, que voltou ao ar no fim da tarde. Procurado, o Facebook afirmou que não comenta casos específicos de usuários. (AE)

APOIO - Mulheres participaram de uma flash mob organizada pela Anistia Internacional ontem na capital escocesa, Edimburgo, em apoio às integrantes da banda punk feminista Pussy Riot, que está sendo julgada por ter entoado uma "oração" contra o presidente russo, Vladimir Putin, em uma catedral.

G @DGET DU JOUR

Uma das mais importantes coleções particulares de arte abrigadas no País, que incluía obras como o quadro Samba (1925), de Emiliano Di Cavalcanti, foi parcialmente destruída na segunda-feira em um incêndio que atingiu a cobertura duplex do marchand e colecionador Jean Boghici, em Copacabana, no Rio. "É uma tragédia gigantesca para a cultura brasileira. Era uma das melhores e mais representativas coleções da primeira metade do século 20", disse Washington Fajardo, secretário de Patrimônio do Rio de Janeiro. (Folhapress)

H IPERSÔNICO Reuters

Um marco da aviação A Nasa e o Pentágono se juntaram para criar o X-51A Waverider, uma aeronave hipersônica que pode chegar a 7.200 km/h. Para testá-lo, o X51A será acoplado à asa de um avião B52 e depois solto a uma altura de 50 mil pés. Após 4 segundos de queda livre, o motor será acionado e ele deve mostrar a que veio.

Seu vinho. Bem guardado. Esta rolha com segredo é uma ótima opção para evitar surpresas, como descobrir que a esposa usou um vinho especial para temperar algum alimento. Para comprar: £ 9,99.

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Segundo sorteio

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Concurso 2969 da QUINA 14

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Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Após oito meses de negociação, Corinthians iguala oferta do Palmeiras e leva o volante Guilherme, da Portuguesa. Museu da Abolição, no Recife, recebe escultura da artista holandesa Marianne Houtkamp apreendida no Aeroporto de Viracopos.

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C A R T A Z

Seleção enfrenta a Suécia hoje num amistoso que já foi festa, virou transtorno e agora é encarado como presente para os jogadores.

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

e

17 BALANÇO Alto custo de combustível dobra prejuízo da Gol no segundo trimestre

conomia

OGX Prejuízo cresce 255,2%, para R$ 398 milhões, no segundo trimestre.

Greves ameaçam as contas do País

Se fosse concedido o aumento pedido no salário do funcionalismo federal, as consequências poderiam ser a alta da inflação, da dívida pública e da taxa de juros. Sílvia Pimentel*

O

governo calcula em R$ 90 bilhões o gasto com servidores públicos em greve, caso atendesse todas as reivindicações salariais. O valor, colocado no mercado, ajudaria a aquecer a morna economia brasileira. O mesmo número, porém, visto por um outro ângulo, poderia fazer um bom estrago. Estão de braços cruzados ou em operação padrão servidores da Polícia Federal (PF), Receita Federal do Brasil (RFB), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e fiscais agropecuários. Segundo a Confederação dos Servidores Federais (Condsef) são 33 setores do funcionalismo público paralisados. Para o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emilio Alfieri, o sinal verde do governo em promover os reajustes pedidos seria favorável para aumentar o consumo. Mas há o risco de mais inflação, o que seria um outro grave problema. Como a arrecadação de impostos está em queda, caso os pedidos fossem atendidos, o governo teria que financiar os reajustes por meio do aumento da dívida pública, o que se traduz em juros maiores e, portanto, uma mudança de rumo na atual política de afrouxamento monetário. A Europa entrou nessa armadilha e hoje sofre as consequências de uma crise sem precedentes. "Lá, como no Brasil, quase todos os governos tinham uma base sindical", comparou. Para Alfieri, o principal pro-

blema é que o governo se transformou em refém da própria base. "Será muito difícil se opor completamente às reivindicações, embora o ideal seja resistir ao máximo às pressões. Ainda mais em um momento de estagnação da economia e lucros cadentes." Segundo cálculos do economista baseados em uma pesquisa sobre salários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o salário médio do funcionalismo público era R$ 2.364,88 em 2010, ante R$ 1.412,41 do setor privado. É uma diferença de quase 70%. "Durante a gestão do presidente Lula, quando a arrecadação batia recordes frequentes, o funcionalismo ganhou reajustes robustos. Acho que o governo atual deveria jogar esses números na mesa de negociação", defende o economista. Tudo indica, diz ele, que a estratégia da presidente Dilma é fazer com que o gasto corrente fique um pouco abaixo das receitas, com sobra para os investimentos. Custo fiscal – Para o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e economista da Tendências Consultoria, Felipe Salto, um reajuste linear seria "o pior do mundos". O custo fiscal seria astronômico, sem contar que muitas categorias têm salários elevados. De forma hipotética, um reajuste real de 4% para os funcionários da União custaria ao governo cerca de R$ 18 bilhões, pelas contas do economista. "É um custo muito alto. Não há espaço para reajustes lineares porque a meta de superávit primário provavelmente não será cumprida em

Marcos Porto/Folhapress

Paralisação de servidores federais causa transtornos nos portos de Santa Catarina. São 33 setores do funcionalismo público paralisados. 2013", analisa. O técnico de planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Mansueto Facundo de Almeida Júnior, lembra que a folha de pagamento do governo federal girava em torno de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) no início dos anos 1990. Essa participação vem caindo e, para 2012, deve fechar em 4,2% do PIB. "O funcionalismo público olha esse dado e acha

que há espaço fiscal para a concessão de aumentos", diz. Segundo ele, com exceção da Previdência, o gasto com pessoal foi o que mais subiu. "O salário inicial de algumas carreiras públicas é de R$ 13 mil", informa (veja ao lado). Para o economista, nesse momento, o governo precisa muito mais preservar o crescimento e investimento público do que conceder aumentos substanciais para servidores, até porque os reajustes de 2008 e 2010 foram razoáveis. *Colaborou Rejane Tamoto

Marcello Casal/ABr

US$ 12 milhões de perdas diárias com a paralisação A

greve dos servidores federais ligados ao comércio exterior – Ministério da Agricultura, Receita Federal do Brasil, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – traz consequências graves para o País, entre elas, prejuízos diários de US$ 12 milhões, disse o presidente em exercício da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. A paralisação também pode acarretar perda de contrato para exportadores brasileiros. O prejuízo é resultado dos cerca de 150 navios que estão

parados nos portos, aguardando liberação para carregar ou descarregar mercadorias e, por isso, gerando perda financeira para exportadores e importadores. Segundo Castro, o custo de US$ 12 milhões é relativo somente ao pagamento de armazenagem, considerando-se o custo médio de US$ 40 mil por navio parado. O dirigente da AEB disse que as estatísticas de comércio exterior estão deturpadas. "A importação está muito baixa, claramente em consequência da greve. Os produtos vêm para o Brasil, mas demoram a ser re-

Servidores federais protestaram ontem em frente à Esplanada dos Ministérios, para pressionar as negociações com o governo.

gistrados como importação. Enquanto isso, as empresas estão pagando armazenagem por essas mercadorias que estão no porto, paradas. Isso tem um custo adicional para as empresas", informou. Na exportação, o presidente da AEB avaliou que o atraso no embarque pode ocasionar multa ou cancelamento do contrato por demora na entrega da mercadoria. Além disso, na ex-

FecomercioSP cobra acordo

A

Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) cobrou em nota ontem o fim das greves que estão em andamento e pediu que o governo federal e os servidores públicos cheguem rapidamente a um acordo para evitar mais prejuízos ao País. Na avaliação da entidade, falta regulamentação para as mobilizações trabalhistas e o Congresso Nacional precisa "suprir uma omissão histórica e criar uma lei ordinária regulando o direito de greve para o setor público", a fim de evitar situações semelhantes no futuro. A entidade afirma não ser contra o direito de greve, mas ressalva que o reajuste de até 56% reivindicado pelos grevistas é "irreal", estando acima da inflação acumulada dos últimos 12

portação, quando se utiliza carta de crédito, ela tem um prazo de validade. "Se eu não consigo embarcar dentro daquele prazo, ela (empresa) deixa de ter garantia de pagamento e o importador vai pagar se quiser pagar", ressaltou. Outro fator negativo que a greve traz é para a imagem do Brasil. Segundo Castro, as greves no País têm sido, ultimamente, muito frequentes e lon-

Alta no custo do frete Rejane Tamoto

meses. Segundo a entidade, o gasto adicional seria de R$ 92 bilhões por ano aos cofres públicos, equivalente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB). Na avaliação da Federação, a paralisação gera prejuízos para a economia nacional ao afetar serviços fundamentais como o armazenamento de produtos nos portos, a liberação de medicamentos importados e o comércio externo, além de prejudicar o policiamento nas fronteiras, a emissão de passaportes e os serviços nos aeroportos brasileiros. "Os congestionamentos nas rodovias federais são outro ponto grave a ser considerado, já que prejudicam as áreas de logística e podem culminar em desabastecimentos pontuais e prejuízos ao comércio", conclui a entidade. (AE)

A

greve dos servidores federais já aumentou o custo do frete para o exportador entre 8% e 10%. O presidente do Grupo Matsuda, Jorge Matsuda, homenageado pela atuação na agricultura, anteontem pela Ordem dos Economistas do Brasil (OEB), disse que não fez os cálculos, mas que o prejuízo foi de milhões de reais. "Qualquer setor que faça greve encarece muito o custo de exportação de grãos. O frete aumentou pois não há caminhões para abastecer as indústrias com matérias-primas", afirmou. Além da greve, Matsuda lembrou que o valor do diesel está subindo pois, com a falta de frete, não há abastecimento e transporte do combustível. "O aumento do preço também reflete nos custos de produção, em equipamentos e maquinários do agronegócio", concluiu.

gas. "Isso cria uma imagem muito negativa". Ele destacou que somente a paralisação dos funcionários da Receita completou 57 dias. "É como se eu estivesse parando a economia. Se nós considerarmos que a Receita é o coração do País, nós estamos com um problema de coração muito sério." O cenário se torna ainda pior em um momento de crise internacional, indicou. Castro

salientou que, enquanto o mundo procura gerar atividade econômica, as greves retardam esse processo. "O que vai acontecer, e já está ocorrendo na Zona Franca de Manaus, é que as empresas começam a parar a produção. Isso tem um impacto negativo porque pode até chegar a ponto de as empresas começarem a demitir, uma vez que não têm produção. É um caso extremo, mas, claramente, cria uma imagem negativa para o País e eleva os custos no mercado interno", explicou Castro. Protestos – Servidores protestaram em frente à Esplanada dos Ministérios, para pressionar as negociações do movimento grevista com o governo. Os fiscais agropecuários se manifestaram contra a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, na última sexta-feira, determinou o fim da greve da categoria. Segundo a AEB, as paralisações da Receita, Anvisa e Ministério da Agricultura foram iniciadas, respectivamente, nos dias 18 de junho, 9 de julho e 6 de agosto deste ano. (Agências)

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18 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 15 de agosto de 2012


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

e Grãos e gasolina pressionam inflação

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Os preços (das carnes) devem ficar mais altos no final do ano. José Antonio Fay, presidente da Brasil Foods

conomia

Especialista prevê onda inflacionária nos preços por conta de choque de oferta de grãos e de hortifrutigranjeiros e de aumento no preço dos combustíveis. Rejane Tamoto

Choque – O segundo fator que contamina a inflação neste ano é o choque de oferta de repique da inflação grãos e de hortifrutigranjeimedida pelo Índice ros, cujos preços sobem em de Preços ao Con- velocidade maior, embora o sumidor Amplo (IP- professor lembre que o efeito CA) – que fechou o mês de ju- é temporário. "Contra isso não lho em 0,43% ante os 0,08% há o que o Banco Central possa de junho – deve ser contami- fazer, porque aumentar a taxa nado por novas altas geradas básica de juros (Selic) não repelo choque de oferta de grãos solveria este problema. É pree de hortifrutigranjeiros, e ain- ciso cautela. O aumento do toda por um possível aumento mate será revertido rapidano preço dos combustíveis. A mente", afirmou o professor. afirmação é do professor da Em médio prazo, há o auFaculdade de Economia, Ad- mento dos preços da soja e do ministração e Contabilidade milho, por causa da seca nos da Universidade de São Paulo Estados Unidos, que devem (FEA-USP) e membro do Con- pressionar derivados desses selho Regional de grãos, farinhas e Economia de São ração animal. Paulo (CoreconCarmo considera SP), Heron do que neste ano o A pior coisa é Carmo. Brasil se benefimanter um Com o cenário ciou, já que o paspreço contido da economia to ficou mais verartificialmente mundial desinflade por causa de na economia. cionário, Carmo um inverno mais prevê que o IPCA chuvoso, o que HERON DO CARMO, feche 2012 no paatenuou a necesPROFESSOR DA USP E tamar de 5% ao sidade de ração MEMBRO DO CORECON-SP ano, acima do tepelo gado. "Essa to da meta de condição de chu4,5% ao ano. "Mas a defasa- va contribuiu para a redução gem no preço dos combustí- do preço do boi, mas foi ruim veis ainda é de 20%. Se neste para os hortifrutigranjeiros. ano os reajustes cobrirem a Estamos em fase de confinadefasagem, podemos ganhar mento de gado e o suíno usa um ponto percentual nessa ração intensivamente. Pode projeção", afirmou. Se por um haver uma pressão adicional, lado traz este efeito negativo, mas nada que faça com que a a alta do combustível é vista inflação apresente descontropelo professor como necessá- le", avaliou. Carmo lembrou ria. "A pior coisa é manter um que os serviços continuam preço contido artificialmente com preços acima do IPCA por na economia. A melhor coisa é causa da demanda alta. "É a Petrobras mudar sua política uma característica de servide preços, fazendo com que o ços demorar a acompanhar a combustível acompanhe os queda. Mas há tendência de seus custos de produção." arrefecimento", disse.

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O coordenador do Conselho de Economia da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Roberto Macedo, lembrou durante discurso no qual recebeu o prêmio "Economista do Ano", pela Ordem dos Advogados do Brasil (OEB), que a conjuntura desinflacionária foi oportuna para buscar uma taxa de juros de equilíbrio mais baixa, e também consistente com a inflação dentro da meta. Ele avaliou, ainda, que os impostos diretos no Brasil funcionam como um spread tributário e que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis ajudou a reduzir estoques das montadoras, ao mesmo tempo que contribuiu na redução do IPCA de junho, mês em que o índice fechou em 0,08%. "Vejo aí um enorme espaço para reduções, não seletivas e temporárias como hoje, mas de alcance mais geral e permanente, que ajudariam na expansão da produção industrial, aliviando eventuais pressões inflacionárias desse movimento", afirmou.

BRF e Marfrig: reajustes.

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s duas maiores produtoras de carnes de frango e suína do País, a Brasil Foods e a Marfrig, reajustarão os preços de seus produtos para compensar o aumento de custos, especialmente a alta

Newton Santos/Hype

PRÊMIO ECONOMISTA DO ANO – O coordenador do Conselho de Economia da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Roberto Macedo (ao centro na foto), recebeu o prêmio "Economista do Ano 2012" na noite de anteontem, no Buffet Rosa Rosarum, em São Paulo, das mãos do presidente da Ordem dos Economistas do Brasil (OEB) e do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP), Manuel Enriquez Garcia (à esquerda). O vice-governador do Estado de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (à direita), participou da cerimônia. "Macedo é um economista com visão política, um exemplo para as novas gerações", disse Guilherme Afif. Roberto Macedo formou-se pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP e é mestre e doutor pela Universidade Harvard. (RT)

nos grãos que servem de ração para os animais, disseram ontem executivos das companhias. O reajuste dos preços neste trimestre será de 5% a 10%, afirmou o presidente da BRF, José Antonio Fay. O mercado internacional de grãos teve preços recordes por conta da seca que afetou as lavouras nos Estados Unidos.

O aumento dos preços das carnes deverá ser mais um desafio a ser enfrentado pelo governo para conter a inflação no País. O executivo da BRF lembrou que o planejamento para as vendas de final de ano teve início em março, e os animais já estão sendo alimentados com grãos a um preço muito mais alto do que no ano passado. O Natal

deve ser mais caro em 2012. "Isto quer dizer que os preços devem ficar mais altos no final do ano", reforçou Fay. Ele afirmou que os aumentos já começam a ser aplicados neste trimestre. "Estamos falando de aumentos entre 5% e 10% com a visão que se tem hoje (de custos). E isto é imediatamente, até o final do ano, a ver", disse. (Reuters)


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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

e Sai hoje pacote de infraestrutura

Não sabemos se haverá a flexibilização da participação do setor privado nos portos. Mário Povia, superintendente de Portos da Antaq

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Presidente Dilma quer investimentos de R$ 137,8 bilhões até 2014 em transportes rodoviários, ferroviários, portos e aeroportos.

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m dia antes de anunciar um pacote de concessão para rodovias e ferrovias, a presidente Dilma Rousseff disse que a infraestrutura de transporte brasileira precisa ser ampliada e modernizada para tornar o Brasil mais competitivo, estimular a economia e gerar empregos. O assunto foi tratado na coluna semanal Conversa com a Presidenta de ontem. Segundo Dilma Rousseff, a orientação é de investir R$ 137,8 bilhões até o ano de 2014 nessas áreas. Em uma segunda etapa, o plano de concessões do governo deve abranger também portos e aeroportos. A intenção é estimular os investimentos por parte da iniciativa privada, na tentativa de acelerar o crescimento da economia brasileira, que sofre com efeitos da crise econômica internacional, e também melhorar a infraestrutura geral do País. Portos – O anúncio do governo sobre investimentos nos portos brasileiros deve ser feito mesmo só no final do mês. "Existe a possibilidade de sair amanhã (hoje), sim, mas preponderantemente o que vimos é que talvez saísse primeiro (os investimentos em) rodovia e ferrovia e talvez portos ficasse para o final do mês", disse o superintendente de Portos da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mário Povia. Segundo ele, o anúncio deve trazer informações do novo marco regulatório do setor, como a questão da participação privada na gestão dos portos, atualmente nas mãos de autoridades públicas. Hoje, praticamente 100% das operações nos portos são privadas, mas os investimentos em infraestrutura e a gestão são feitos pelo setor público. "Não sabemos se haverá a flexibilização da participação do setor privado nesses segmentos, mas há uma ideia do

Deyver Dias/ Press Digital/ AE

Presidente avalia MP 563

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Exportadores temem que novas concessões sigam o modelo que define como vencedor quem oferecer o maior valor de outorga

governo de tornar mais efetiva a participação de investimentos privados no setor portuário", afirmou a jornalistas durante o Santos Export 2012, evento que está sendo realizado no Guarujá. Questionado se isso será definido no anúncio que o governo deve fazer até o final do mês, ele disse acreditar que sim. Licitações – Sobre a licitação dos terminais cujas concessões já venceram ou estão por vencer, a previsão é que serão feitas novas licitações. Mas, por serem muitos terminais, talvez isso ocorra por etapas, em uma solução de "curto prazo". "Como se concentram muitos terminais e fazer essas licitações todas ao mesmo tempo envolve um esforço muito grande para a contratação de estudos e definição da modelagem, é possível que se encontre uma saída de curto prazo, de se fazer isso ao longo de um certo período", afirmou Povia. Mais de 70 terminais devem ser licitados pela União.

Independentemente do modelo que o governo federal definir para as novas concessões no setor portuário, a Antaq se diz pronta. "Se o governo decidir pelas concessões, não é preciso mudança no marco regulatório", declarou ontem o diretor do órgão regulador, Pedro Brito. "Do ponto de vista da Antaq, encarregada da modelagem, estamos prontos. Só esperamos a decisão política do go-

verno", completou Brito. Exportadores, porém, temem que novas concessões sigam o modelo que define como vencedor quem oferecer o maior valor de outorga, a exemplo do leilão dos aeroportos em fevereiro. "Neste caso, quem vai pagar isso é a carga", disse o vice-presidente da Associação Comercial de Santos, Vicente do Valle. Ele sugere o modelo cujo vencedor é quem oferecer a menor

tarifa a ser cobrada, como ocorre atualmente em concessões de rodovias federais. O presidente da entidade também defende mais autonomia para autoridades aeroportuárias. Segundo ele, "deveria ser criada, no marco regulatório, uma lei específica que desse nova condição para portos lidarem com a realidade de mercado". (Agências) Leia artigo de Manuelito Magalhães Júnior na página 3

presidente Dilma Rousseff tem até o dia 1º de setembro para sancionar ou vetar o projeto aprovado pelos deputados e pelos senadores que alterou a medida provisória (MP) 563, da segunda etapa do Plano Brasil Maior. A MP editada em um pacote para tentar aquecer a economia prevê, entre outras medidas, a desoneração da folha de pagamento. A proposta original do governo sofreu alterações durante a votação no Legislativo com a inclusão de outros setores beneficiados. Uma das emendas aprovadas isenta de tributos os alimentos que compõem a cesta básica. A votação da MP foi concluída na semana passada com a aprovação pelo plenário do Senado. O prazo de 15 dias úteis para a presidente sancionar o texto começou a contar ontem. (AE)

Tributos triplicam carro importado

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m resposta à crítica publicada em artigo pela revista Forbes r e ce n t emente, condenando o alto preço dos veículos importados no Brasil, o presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), Flavio Padovan, explicou que os valores finais decorrem da alta carga de impostos. "O jornalista que escreveu isso certamente não conhece a carga tributária que incide sobre o veículo", disse ele. Um veículo hipotético importado por um preço de R$ 100 mil no exterior chega ao consumidor por um valor estimado de R$ 340 mil, ou seja, mais do que o triplo. Grande parte da alta vem da tributação, pois sobre cada carro incidem 35% de Imposto de Importação (II), 3% de despesas aduaneiras, 54% de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), além do Programa da Seguridade Social (PIS)/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e outros 55% de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Dados da Abeiva no cálculo para chegar ao preço hipotético apontam margens de 7,5% às importadoras e outros 10% às concessionárias, que não estão sendo aplicadas, de acordo com o executivo, por conta da crise das importadoras. Desde abril, o governo ampliou a alíquota o IPI sobre os automóveis importados em 30 pontos percentuais e a Abeiva negocia uma cota que possa ser importada com alíquota menor. No artigo da versão online da revista norte-americana, assinada pelo jornalista Kennet Rapoza, a Forbes usa como exemplo um Jeep Grand Cherokee e classifica de "ridículo" o preço de R$ 179 mil pago no Brasil pelo modelo, enquanto nos Estados Unidos o carro sai por cerca de R$ 57 mil. Queda nas vendas – A venda de veículos importados atingiu 10.739 unidades em julho de 2012, queda de 41,5% ante o mesmo mês do ano passado, quando foram comercializadas 18.346 unidades. Em rela-

Eduardo Knapp/ Folha Imagem - 07.04.11

Venda de veículos importados no Brasil em julho caiu 41,5% em relação ao mesmo mês do ano passado ção a junho deste ano, quando foram negociadas 11.202 unidades, as vendas no mês passado recuaram 4,1%. Já nos primeiros sete meses do ano as vendas de veículos importados recuaram 24,9% em relação ao mesmo período de 2011, para 81.710 unidades. "Mais uma vez, ao comparar os dados de desempenho

do setor de importados, em julho, com o comportamento do mercado interno brasileiro, está nítida a influência das altas do IPI e do dólar", afirmou Flavio Padovan. Ele lembrou que apesar da queda de 4,1% no mercado de importados em julho ante junho o mercado total do Brasil cresceu 3,1% no período, em

uma referência às medidas de incentivo do governo aos veículos nacionais. A Abeiva estima que já cortou, desde abril, 5 mil dos 10 mil postos de trabalho previstos para serem fechados nas importadoras e na rede de concessionárias até o final de 2012. Novos cortes devem ocorrer caso o governo não baixe a tributação. (AE)

Abeiva pressiona governo

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Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva) ameaça: cortes de vagas devem ocorrer caso o governo não anuncie um plano de cotas para os importadores com um imposto menor. "Tivemos uma reunião na sexta-feira retrasada e a expectativa é que o novo regime automotivo seja anunciado até o fim deste mês, com regras para o setor em geral e ainda com as medidas para os importados", disse o presidente da Abeiva, Flávio Padovan. Ele repetiu a previsão que faz desde maio, de que o plano de medidas será anunciado até o fim deste mês. Segundo ele, as empresas associadas tinham no começo do ano 880 concessionários

no País e atualmente contam com 737 lojas. O setor tem hoje 35 mil empregados, mas já demitiu 5 mil este ano e deve demitir mais 5 mil até o final de 2012 nas importadoras e na rede de concessionárias. Segundo a entidade, se considerada a alta do dólar em 2012, ante igual período do ano passado, os volumes de vendas deste ano, com queda acumulada de 24,9% nos primeiros sete meses tornam o setor inviável. "Se esse cenário se mantiver, teremos uma queda de 40% nas vendas, já que a queda na média mensal, se comparados o último semestre de 2011 e o primeiro semestre deste ano, foi de 35,7%", explicou Padovan. Ainda segundo o dirigente, o setor de importados re-

presenta apenas 4,1% do total de veículos comercializados no País, e, portanto, não representaria ameaça às montadoras nacionais, com os 95,9% do mercado restante. Após o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para importados em abril, em maio, o governo anunciou a redução do tributo para os nacionais até o dia 31 de agosto. Freio nos investimentos – O presidente da entidade acrescentou também que as associadas que têm planos de construir fábricas no Brasil só devem manter, ou adiar, os projetos após o anúncio do texto final do novo regime automotivo. "Para entrar em campo precisamos saber qual é a regra do jogo", concluiu Padovan. (AE)


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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

e Lucro do Banco do Brasil cai 9,7% no segundo trimestre

O acirramento da concorrência terá impacto sobre o resultado dos bancos. Aldemir Bendine, presidente-executivo do BB

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Recuo foi atribuído ao aumento de provisões para eventuais devedores, mesmo com a taxa de inadimplência estável. Newton Santos/Hype – 16/8/2010

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aumento nas provisões para perdas com calotes, mesmo com a inadimplência estável, pressionou o lucro do segundo trimestre do Banco do Brasil (BB), que acelerou as operações de crédito, tendência que deve pressionar suas margens na segunda metade do ano. A maior instituição financeira da América Latina anunciou ontem que teve lucro líquido de R$ 3,008 bilhões entre abril e junho, uma queda de 9,7% ante igual período do ano passado. A expectativa dos analistas era de um resultado próximo a R$ 2,9 bilhões. O desempenho melhor que o esperado foi explicado em parte pela forte expansão das operações de crédito, seguindo a orientação do governo federal de que os bancos ampliassem a oferta de empréstimos para conter a desaceleração da economia. A carteira de crédito ampliada saltou 7,5% na comparação com o fim de março passado, para R$ 508,18 bilhões. Em 12 meses, o aumento foi de 20,3%. É um ritmo bastante superior ao de seus concorrentes privados, como Itaú e Bradesco, que até reduziram suas previsões para crescimento do crédito em 2012. O BB, a exemplo do também estatal Caixa Econômica Federal, está indo na mão contrária e prevê que pode superar a previsão inicial para alta do seu estoque de financiamentos no ano, de 17% a 21%.

Banco estatal teve o segundo maior lucro entre as grandes instituições financeiras no segundo trimestre, atrás apenas do Bradesco.

"Com certeza, o segundo semestre vai ser melhor do que o primeiro", afirmou o presidente-executivo do BB, Aldemir Bendine. Pelo menos por enquanto, o banco conseguiu manter esse desempenho sem piorar a qualidade da carteira, já que o seu nível de inadimplência no trimestre ficou em 2,15% do total, pouco acima dos 2% de um ano atrás, mas praticamente estável ante os 2,2% do final do primeiro trimestre. De todo modo, o banco elevou em 20,7% o volume de provisões, na comparação anual, para R$ 3,677 bilhões de reais. De acordo com Bendine, o movimento foi pontual

e a tendência para os próximos trimestres é de queda, já que indicadores antecedentes apontam que a inadimplência pode recuar. Retorno – A perspectiva de retorno sobre patrimônio líquido ajustado passou da faixa de 19% a 22% para 17% a 20%. "Vai haver um acirramento da concorrência, o que terá impacto sobre o resultado dos bancos", disse. Além disso, a perspectiva para o crescimento da margem financeira bruta, a diferença entre os juros cobrados dos tomadores de empréstimos e os juros que remuneram depósitos, neste ano caiu de 11% a 15% para 10% a 14%.

Registros de inadimplentes tiveram queda de 4% em julho Segundo a Boa Vista Serviços, tendência é de desaceleração do indicador.

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número de registros novos de inadimplentes em todo o País teve queda de 4% em julho na comparação com o mês anterior, desconsiderando fatores sazonais. O dado foi divulgado ontem pela Boa Vista Serviços, empresa que administra o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). O resultado foi influenciado principalmente pelo varejo, que apresentou forte retração nos registros de inadimplentes. Nos 12 meses encerrados em julho, houve avanço de 12,6% na quantidade de registros na comparação com os 12 meses anteriores a julho de 2011. Em relação a igual mês do ano passado, o indicador apresentou recuo de 4,7%, evidenciando a significativa desaceleração da falta de pagamento quando são consideradas as informações de médio e longo prazos.

12,6 por cento foi a alta dos registros de inadimplentes nos 12 meses anteriores a julho ante os 12 meses encerrados em julho de 2011. A expectativa é de que a melhora nas condições do crédito – influenciada por quedas da taxa básica de juros (Selic) e do spread bancário (diferença entre o custo do banco na captação e o juro repassado ao cliente) e pelo aumento da população com emprego formal nos últimos 12 meses – persista. Assim, o crescimento do

número de inadimplentes deve continuar desacelerando ao longo de 2012. De acordo com a Boa Vista Serviços, o valor médio das dívidas incluídas em julho foi de R$ 1.203, um crescimento de 8,6% em relação a julho de 2011 (dado ajustado por sazonalidade e inflação). O recuo de 4% ante junho no indicador nacional é resultado da retração observada nas quatro maiores regiões do Brasil. A única que apresentou um comportamento distinto foi a Norte, com aumento de 1,1%. A maior queda registrada ocorreu no Centro-Oeste, onde o indicador se retraiu 5,1%. Sudeste apresentou a queda mais suave, de 3,8%. Ao considerar apenas o setor de varejo, observa-se uma queda ainda mais elevada no mês de julho na quantidade de novos registros, com variação negativa de 9%. (DC)

Débitos consomem 42% da renda

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om três dívidas ativas para pagar, as famílias brasileiras comprometem, em média, 42% da renda para quitar débitos. Um dos principais responsáveis por esse endividamento é o uso do cartão de crédito sem o pagamento integral da fatura. Os resultados são de um estudo realizado pela Proteste Associação de Consumidores. De acordo com a entidade, a facilidade de obtenção de crédito, a falta de planejamento familiar e as altas taxas de juros impulsionam o endividamento. Para o levantamento, foram ouvidos 200 famílias que se reconheceram como devedoras, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Foram considerados financiamentos, em-

ECONOMIA - 21

préstimos pessoais, compras parceladas em cartão de crédito, em lojas e por carnês. As famílias que participaram do estudo têm renda média de R$ 2.401 e declararam pagar R$ 1.009,45 – o que equivale a comprometer 42% da renda para pagar os compromissos. Na avaliação da entidade, as instituições financeiras têm grande parte da responsabilidade nesse cenário, por estimular o uso do cartão de crédito, cujas taxas de juros ainda são muito elevadas. O percentual da renda usado para pagar os débitos é ainda maior na classe C – chega 46,36%. Nesse segmento, as dívidas mais comuns são o parcelamento de compras no cartão de crédito, o pagamen-

to dividido de faturas e saques no cartão de crédito. Credores – Entre os dez maiores credores, estão cinco lojas – o que mostra que o crédito para o consumo é ainda um dos mais difundidos – e quatro bancos. No ranking estão os bancos Itaú, Bradesco, Santander e Caixa Econômica Federal; e as redes varejistas Casas Bahia, C&A, Lojas Renner, Leader e Marisa. Pessoas físicas também foram citadas, o que indica que crédito informal também é uma fonte importante de recursos. Segundo o estudo, as famílias com dívidas de maior valor normalmente contratam novos empréstimos de valor menor para tentar quitar o débito principal. (Folhapress)

Se confirmada essa previsão, o banco terá revertido a tendência vista no segundo trimestre, quando a margem bruta do banco avançou 16,4% sobre junho de 2011, para R$ 11,858 bilhões. Apesar da pressão do governo para a redução das taxas de juros do setor bancário, o spread (diferença entre custos de captação e as taxas cobradas do tomador final) de operações de crédito do BB fechou o trimestre em 9,2%, ante 8,6% em igual período de 2011 e 8,9% no primeiro trimestre. Os ativos do banco alcançaram R$ 1,05 trilhão ao fim do primeiro semestre, avanço de 16,3%. (Reuters)

Juros no menor nível desde 1995

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om uma nova redução dos juros em julho, as taxas médias para pessoas físicas e jurídicas ficaram no menor patamar desde 1995, informou ontem a Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Após a quinta redução do ano, as taxas de juros médias para pessoa física ficaram em 6,12% ao mês, enquanto para a pessoa jurídica foram de 3,53% mensais. O coordenador de estudos econômicos da entidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira, atribuiu as reduções "a uma menor inadimplência, assim como à mais recente diminuição da taxa básica de juros (Selic), promovida pelo Banco Central (BC) em 11 de julho". Entre as modalidades de crédito para pessoa física, apenas o cartão de crédito manteve a sua taxa estável – as demais foram reduzidas no mês passado. Os juros caíram A queda na taxa por causa da de juros média para pessoa físiinadimplência ca teve redução menor e do de 0,08 ponto último corte da percentual no taxa Selic p e r í o d o , e nquanto no ano MIGUEL JOSÉ RIBEIRO DE caiu 1,85 ponto OLIVEIRA, DA ANEFAC percentual. Para as empresas, todas linhas de empréstimos tiveram seus custos reduzidos. A taxa de juros média para pessoas jurídicas teve uma redução de 0,06 ponto percentual no mês e caiu 1,06 ponto percentual no ano. Somando todas as reduções da Selic desde dezembro de 2011, houve uma queda de 3 pontos percentuais. A taxa de juros média para pessoa física passou, no mesmo período, de 114,84% ao ano em dezembro de 2011 para 103,97% ao ano em julho de 2012. No caso das pessoas jurídicas, a redução foi de 6,09 pontos percentuais, de 57,72% ao ano em dezembro de 2011 para 51,63% ao ano em julho de 2012. Segundo a Anefac, é provável que as taxas de juros voltem a ser reduzidas nos próximos meses por causa das prováveis reduções da taxa Selic e da redução dos índices de inadimplência. (Folhapress)


DIà RIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O economista da GoOn, Breno Costa, admite que a inadimplência nos cartþes de crÊdito tem relação com as altas taxas cobradas no setor, formando um ciclo vicioso.

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Total de cartþes de crÊdito cresce Alta no número do instrumento de pagamento foi de 132% em sete anos no Brasil. Operaçþes feitas com cartþes em atraso, hå mais de 90 dias, chegam a 29,5%.

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número de cartþes de crÊdito cresceu 132% no Brasil entre 2004 e 2011, fazendo o País ficar à frente de economias como a do Reino Unido, mas o aumento de 12% da inadimplência do brasileiro nos últimos cinco anos preocupa. Os dados foram compilados pela consultoria de crÊdito e cobrança GoOn, que

constatou tambÊm que a inadimplência vai na contramão dos Estados Unidos, onde o número teve diminuição 17%, desde 2007. O último número divulgado pelo Banco Central mostra que, em maio, o número de operaçþes feitas com o cartão de crÊdito em atraso hå mais de 90 dias era de 29,5%. Nos Estados Unidos, onde a esta-

tística leva em conta atrasos de mais de 30 dias, a taxa era de 3,11% em fevereiro. O economista da GoOn Breno Costa acha que a taxa de maus pagadores då sinais de estabilização, mas adverte que não se pode descuidar do índice. "O cenårio estå bom, com emprego, crÊdito e renda. O problema Ê que, mesmo com o cenårio bom, a gente viu

um recente aumento da inadimplência. Se alguma coisa sair dos trilhos, aí sim a gente pode ter problemas maiores." Costa admite que a inadimplência tem relação com as altas taxas cobradas no setor, formando um ciclo vicioso. "Para se romper o ciclo, a grande sacada Ê o crÊdito positivo. É preciso conhecer o histórico do consumidor e, para isso, Ê

necessåria uma mudança de legislação", comenta. Ele explica que a lei atual não permite acesso ao histórico completo do comprador, só identifica os devedores. Ele contesta, porÊm, a afirmação de que os juros cobrados no Brasil são dez vezes superiores aos dos Estados Unidos, dizendo que esta comparação não pode ser feita sem

que particularidades sejam levadas em conta. "São basicamente três pontos: a pråtica do 'parcelado sem juros' onera muito as operadoras; a diferença da taxa båsica de juros Ê grande; e a inadimplência tambÊm Ê alta." O economista afirma que se esses fatores forem descontados, a taxa de juros brasileira Ê quatro vezes maior. (AE)

EDITAL DE CITAĂ‡ĂƒO - PRAZO DE 20 DIAS. PROCESSO NÂş 0003907-13.2010.8.26.0008 A Doutora Ana Luiza Queiroz do Prado, MM. Juiza de Direito da 5ÂŞ Vara CĂ­vel, do Foro Regional VIII - TatuapĂŠ, da Comarca de SĂƒO PAULO, do Estado de SĂŁo Paulo, na forma da Lei, etc.FAZ SABER a Fernando Silva Filho, CPF 656.115.518-15 e Heleni Xavier de Almeida, CPF 072.900.99800, que Rafael Felipe Sette lhes ajuizou ação de Despejo Por Falta de Pagamento Cumulado Com Cobrança, do imĂłvel Ă Rua Antonio de Jussieu, 80, Jd. Vila Formosa, referente aos alugueis dos meses de dezembro/2009 e janeiro/2010 . Encontrando-se o rĂŠu em lugar ignorado, foi determinada a sua CITAĂ‡ĂƒO, por EDITAL, para os atos e termos da ação proposta e para que, no prazo de 15 dias, apĂłs o prazo de 20 dias supra, purguem a mora ou apresentem resposta. NĂŁo sendo contestada a ação, presumir-se-ĂŁo aceitos, pelos rĂŠus, como verdadeiros, os fatos alegados pelo autor. SerĂĄ o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei, sendo este FĂłrum localizado na Rua Santa Maria nÂş 257, Sala 114, TatuapĂŠ CEP 03085- 000, Fone: (11) 2296-4809, SĂŁo Paulo-SP. SĂŁo Paulo, 12 de julho de 2012.

Edital de Citação - Prazo de 20 Dias. Processo NÂş 0042321-83.2010.8.26.0007. O Doutor Antonio Marcelo Cunzolo Rimola, MM. Juiz de Direito da 2ÂŞ Vara CĂ­vel, do Foro Regional VII - Itaquera, da Comarca de SĂŁo Paulo, do Estado de SĂŁo Paulo, na forma da Lei, etc. Faz Saber a Montec IndĂşstria e ComĂŠrcio de Calderaria Ltda - EPP, na pessoa de seu repres. legal, e Severino Antonio Barbosa, que HSBC Bank Brasil S/A - Banco MĂşltiplo, ajuizou uma Ação com Procedimento OrdinĂĄrio, objetivando condenar os rĂŠus ao pagamento de R$ 181.811,85, ref. aos contratos Conta Corrente e Giro FĂĄcil nÂşs 3413849826, 3410629076, 3410623370, 3410622799 e 3410598286, acrescido de custas, honorĂĄrios e demais cominaçþes. Estando os reqdos. em lugar ignorado, foi deferida a citação por edital, para que em 15 dias, a fluir apĂłs os 20 dias supra, contestem, sob pena de presumirem-se aceitos os fatos. SerĂĄ o edital, afixado e publicado na forma da lei. (02 e 03) (GLWDO GH &LWDomR  3UD]R  GLDV 3URF  2UGHP  $ 'UD 0DULD (OL]DEHWK GH 2OLYHLUD %RUWRORWR -Xt]D GH 'LUHLWR GD Â? 9DUD &tYHO GD &RPDUFD %DUXHUL63 )D] 6DEHU D 0XOWLSDSHU GR %UDVLO &RPpUFLR GH 3DSpLV /WGD &13-  H $&(( 0DJH ,QG~VWULD H &RPpUFLR GH 3DSHO 5HFLFODGR /WGD &13- 

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29ÂŞ VARA CĂ?VEL - 29Âş OFĂ?CIO CĂ?VEL CITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O. PRAZO 20 DIAS. PROC. NÂş 583.00.2011.109214-6. A DrÂŞ. ValĂŠria Longobardi Maldonado, JuĂ­za de Direito da 29ÂŞ Vara CĂ­vel da Capital, FAZ SABER ao ESPĂ&#x201C;LIO DE ANTONIO CARLOS DE SOUZA VIEIRA, CPF/MF 150.685.798-15 e a KATIA CIBANTOS VIEIRA, CPF/MF 001.906.638-47, que CONDOMĂ?NIO EDIFĂ?CIO MORADA EDUARDO PRADO lhes ajuizou ação de PROCEDIMENTO SUMĂ RIO, para cobrança de R$ 285,33 (a ser atualizada e acrescida das parcelas que se vencerem no decorrer da lide), a tĂ­tulo de despesas condominiais do apto. nÂş 153 bloco A do condomĂ­nio reqte., Ă Alameda Eduardo Prado, 170, Campos ElĂ­sios. Encontrando-se os reqdos. em lugar ignorado, foi determinada a citação por edital, para que no prazo de 15 dias, a fluir apĂłs o prazo de 20 dias supra, contestem o feito, sob pena de presumirem-se verdadeiros os fatos alegados, com a condenação nas cominaçþes pedidas. SĂŁo Paulo, 13 de julho de 2012.

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 23

e Paraguai deve O ter referendo sobre Mercosul

O presidente do Paraguai, Federico Franco, disse que o referendo poderá ser realizado em 21 de abril de 2013, quando o Paraguai terá eleições presidenciais e gerais.

conomia

Presidente propôs consulta à população para decidir se o país continuará ou não no bloco comercial

J.A.R.S.P.E. Empreendimentos e Participações S.A. (CNPJ em Constituição) Ata da Assembléia Geral de Constituição Realizada em 23 de Abril de 2012 Aos vinte e três dias do mês de abril do ano de 2012, às 12:30 horas, na Rua Pamplona n° 818, 9° andar, conjunto 92, Bairro Jardim Paulista, CEP 01405-001, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, reuniram-se os subscritores da totalidade do capital social da J.A.R.S.P.E. Empreendimentos e Participações S.A., conforme se constatou pelas assinaturas na Lista de Presença e no Boletim de Subscrição. Escolhida por unanimidade, assumiu a Presidência dos trabalhos a Sra. Sueli de Fátima Ferretti, brasileira, solteira, analista, residente e domiciliada na Cidade e Estado de São Paulo, com endereço comercial na Rua Pamplona, 818, 9º andar, conjunto 92, Bairro Jardim Paulista, CEP 01405-001, portadora da cédula de identidade RG nº 7.743.932, expedida pela SSP/SP, inscrita no CPF/MF sob o nº 764.868.778-04, que convidou a mim, Cleber Faria Fernandes, brasileiro, casado, técnico em contabilidade, residente e domiciliado na Cidade e Estado de São Paulo, com endereço comercial na Rua Pamplona, 818, 7º andar, conjunto 71, Bairro Jardim Paulista, CEP 01405-001, portador da cédula de identidade RG nº 23.360.684-1, expedida pela SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o nº 192.212.358-74, para Secretário. Assim composta a mesa, a Sra. Presidente declarou instalada a Assembléia e, iniciando os trabalhos, informou que seu objetivo era constituir a J.A.R.S.P.E. Empreendimentos e Participações S.A., cujo projeto de Estatuto Social e Boletim de Subscrição, devidamente assinados em duplicata por todos os subscritores, encontravam-se sobre a mesa. Declarou, ainda, a Sra. Presidente, que, de conformidade com o Boletim de Subscrição, o capital social subscrito é de R$ 500,00 (quinhentos reais) em moeda corrente do país, dividido em 500 (quinhentas) ações, sendo todas ordinárias nominativas e sem valor nominal. A seguir, foi colocado em discussão o Projeto do Estatuto Social, o qual foi aprovado por unanimidade, declarando a Sra. Presidente constituída a Sociedade, a reger-se segundo o Estatuto Social. J.A.R.S.P.E. Empreendimentos e Participações S.A. - Estatuto Social - Capítulo I - Da Denominação, Sede, Objeto e Duração - Artigo Primeiro: A J.A.R.S.P.E. Empreendimentos e Participações S.A. é uma sociedade anônima que rege-se por este Estatuto Social e pelas demais disposições legais que lhe forem aplicáveis. Artigo Segundo: A Companhia tem sede e foro na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Pamplona n° 818, 9º andar, conjunto 92, Bairro Jardim Paulista, CEP 01405-001, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, podendo abrir filiais, agências ou escritórios por deliberação da diretoria.ArtigoTerceiro:A Companhia tem por objeto social a participação em outras Sociedades, g Artigo Quarto: A Sociedade terá prazo indeterminado de duração.Capítulo II - Do como sócia ou acionista, no país ou no exterior (“holding”). Capital - Artigo Quinto: O capital social é de R$ 500,00 (quinhentos reais), representado por 500 (quinhentas) ações, sendo todas ordinárias nominativas, sem valor nominal, sendo R$ 200,00 (duzentos reais) integralizados e o restante a integralizar no prazo de 12 meses a contar desta assembleia. Parágrafo Primeiro - Cada ação corresponde a um voto nas deliberações sociais. Parágrafo Segundo - As ações provenientes de aumento de capital serão distribuídas entre os acionistas, na forma da lei, no prazo que for fixado pela Assembléia que deliberar sobre o aumento de capital. ParágrafoTerceiro - Mediante aprovação de acionistas representando a maioria do capital social, a Companhia poderá adquirir as próprias ações para efeito de cancelamento ou permanência em tesouraria, sem diminuição do capital social, para posteriormente aliená-las, observadas as normas legais e regulamentares em vigor. Capítulo III - Da Assembléia Geral - Artigo Sexto: AAssembléiaGeralreunir-se-á,ordinariamente,nos4(quatro)primeirosmesesapósoencerramentodoexercíciosocial,e,extraordinariamente, sempre que os interesses sociais o exigirem. Parágrafo Primeiro - A Assembléia Geral será presidida por acionistas ou diretor eleito no ato, que convidará, dentre os diretores ou acionistas presentes, o secretário dos trabalhos.Parágrafo Segundo - As deliberações das Assembléias Gerais Ordinárias e Extraordinárias, ressalvadas as exceções previstas em lei e sem prejuízo do disposto neste Estatuto Social, serão tomadas por maioria absoluta de voto, não computando os votos em branco. Capítulo IV - Da Administração - Artigo Sétimo - A administração da Companhia será exercida por uma diretoria, composta por no mínimo 2 (dois) e no máximo 10 (dez) membros, todos com a designação de diretores, podendo ser acionistas ou não, residentes no país, eleitos anualmente pela Assembléia Geral, permitida a reeleição. Vencido o mandato, os diretores continuarão no exercício de seus cargos, até a posse dos novos eleitos. Parágrafo Primeiro - Os diretores ficam dispensados de prestar caução e seus honorários serão fixados pela Assembléia Geral que os eleger.Parágrafo Segundo - A investidura dos diretores nos cargos far-se-á por termo lavrado no livro próprio.Artigo Oitavo: No caso de impedimento ocasional de um diretor, suas funções serão exercidas por qualquer outro diretor, indicado pelos demais. No caso de vaga, o indicado deverá permanecer no cargo até a eleição e posse do substituto pela Assembléia Geral. Artigo Nono: A diretoria tem amplos poderes de administração e gestão dos negócios sociais, podendo praticar todos os atos necessários para gerenciar a Sociedade e representá-la perante terceiros, em juízo ou fora dele, e perante qualquer autoridade pública e órgãos governamentais federais, estaduais ou municipais; exercer os poderes normais de gerência; assinar documentos, escrituras, contratos e instrumentos de crédito; emitir e endossar cheques; abrir, operar e encerrar contas bancárias; contratar empréstimos, concedendo garantias, adquirir, vender, onerar ou ceder, no todo ou em parte, bens móveis ou imóveis. Artigo Décimo: A representação da Companhia em juízo ou fora dele, assim como a prática de todos os atos referidos no artigo nono competem a qualquer diretor, agindo isoladamente, ou a um ou mais procuradores, na forma indicada nos respectivos instrumentos de mandato. A nomeação de procurador(es) dar-se-á pela assinatura isolada de qualquer diretor, devendo os instrumentos de mandato especificarem os poderes conferidos aos mandatários e serem outorgados com prazo de validade não superior a um ano, exceto em relação às procurações “ad judicia”, as quais poderão ser outorgadas por prazo indeterminado. Parágrafo Único: Dependerão da aprovação de acionistas representando a maioria do capitalsocialaprestaçãodeavais,fiançaseoutrasgarantiasemfavordeterceiros.ArtigoDécimoPrimeiro:Competeàdiretoriasuperintender o andamento dos negócios da Companhia, praticando os atos necessários ao seu regular funcionamento. Capítulo V - Conselho Fiscal Artigo Décimo Segundo: A Companhia terá um Conselho Fiscal, de funcionamento não permanente que, quando instalado, deverá ser composto de, no mínimo, 3 (três) e, no máximo, 5 (cinco) membros efetivos e igual número de suplentes, acionistas ou não. Parágrafo Único - Os membros do Conselho Fiscal serão eleitos pela Assembléia Geral Ordinária para um mandato de 1 (um) ano, permitida a reeleição. Capítulo VI - Disposições Gerais - Artigo Décimo Terceiro: O exercício social da Sociedade coincide com o ano civil, encerrando-se em 31 de dezembro de cada ano. Quando do encerramento do exercício social, a Sociedade preparará um balanço patrimonial e as demais demonstrações financeiras exigidas por Lei. Artigo Décimo Quarto: Os lucros apurados em cada exercício terão o destino que a Assembléia Geral lhes der, conforme recomendação da diretoria, depois de ouvido o Conselho Fiscal, quando em funcionamento, e depois de feitas as deduções determinadas em Lei. Artigo Décimo Quinto: Mediante decisão de acionistas representando a maioria do capital social, a Sociedade poderá preparar balanços intercalares a qualquer momento, a fim de determinar os resultados e distribuir lucros em períodos menores. Artigo Décimo Sexto: A Sociedade distribuirá, como dividendo obrigatório em cada exercício social, o percentual mínimo previsto e ajustado nos termos da legislação aplicável. Artigo Décimo Sétimo: A Sociedade entrará em liquidação nos casos previstos em lei ou por deliberação da Assembléia Geral, com o quorum de acionistas representando a maioria do capital social, a qual determinará a forma de sua liquidação, elegerá os liquidantes e fixará a sua remuneração. Artigo Décimo Oitavo: Qualquer ação entre os acionistas ou deles contra a Companhia, baseada neste estatuto social, será proposta no foro da Comarca de São Paulo, Estado de São Paulo. Em seguida, a Sra. Presidente procedeu à eleição dos membros da diretoria da Sociedade, com mandato até a realização da primeira Assembléia Geral Ordinária, passando a Sociedade a ter os seguintes Diretores, sem designação específica: 1) Sueli de Fátima Ferretti, brasileira, solteira, analista, residente e domiciliada na Cidade e Estado de São Paulo, com endereço comercial na Rua Pamplona, 818, 9º andar, conjunto 92, Bairro Jardim Paulista, CEP 01405-001, portadora da cédula de identidade RG nº 7.743.932, expedida pela SSP/SP, inscrita no CPF/MF sob o nº 764.868.778-04. 2) Cleber Faria Fernandes, brasileiro, casado, técnico em contabilidade, residente e domiciliado na Cidade e Estado de São Paulo, com endereço comercial na Rua Pamplona, 818, 7º andar, conjunto 71, Bairro Jardim Paulista, CEP 01405-001, portador da cédula de identidade RG nº 23.360.684-1, expedida pela SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o nº 192.212.358-74.Os diretores declaram, sob as penas da Lei, que não há nada que os impeça de exercer a atividade mercantil. Com referência à remuneração dos administradores, foi fixada a quantia global de até R$ 1.000,00 (mil reais), a ser distribuída entre os administradores. Nada mais havendo a tratar, a Sra. Presidente declarou encerrados os trabalhos e suspendeu a Assembléia pelo tempo necessário à lavratura da presente ata que, depois de lida e achada conforme, foi aprovada e assinada pelos presentes. (Ass.) Sueli de Fátima Ferretti e Cleber Faria Fernandes. São Paulo, 23 de abril de 2012. Sueli de Fátima Ferretti - Presidente; Cleber Faria Fernandes - Secretário. Visto do Advogado: Renato Dias Pinheiro - OAB/RJ 19.553. JUCESP/NIRE nº 3530043879-5 em 04/06/2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

K.I.K.S.P.E. Empreendimentos e Participações S.A. CNPJ (em constituição) Ata da Assembléia Geral de Constituição Realizada em 23 de Abril de 2012 Aos vinte e três dias do mês de abril do ano de 2012, às 13:00 horas, na Rua Pamplona n° 818, 9° andar, conjunto 92, Bairro Jardim Paulista, CEP 01405-001, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, reuniram-se os subscritores da totalidade do capital social da K.I.K.S.P.E. Empreendimentos e Participações S.A., conforme se constatou pelas assinaturas na Lista de Presença e no Boletim de Subscrição. Escolhida por unanimidade, assumiu a Presidência dos trabalhos a Sra. Sueli de Fátima Ferretti, brasileira, solteira, analista, residente e domiciliada na Cidade e Estado de São Paulo, com endereço comercial na Rua Pamplona, 818, 9º andar, conjunto 92, Bairro Jardim Paulista, CEP 01405-001, portadora da cédula de identidade RG nº 7.743.932, expedida pela SSP/SP, inscrita no CPF/MF sob o nº 764.868.778-04, que convidou a mim, Cleber Faria Fernandes, brasileiro, casado, técnico em contabilidade, residente e domiciliado na Cidade e Estado de São Paulo, com endereço comercial na Rua Pamplona, 818, 7º andar, conjunto 71, Bairro Jardim Paulista, CEP 01405-001, portador da cédula de identidade RG nº 23.360.684-1, expedida pela SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o nº 192.212.358-74, para Secretário. Assim composta a mesa, a Sra. Presidente declarou instalada a Assembléia e, iniciando os trabalhos, informou que seu objetivo era constituir a K.I.K.S.P.E. Empreendimentos e Participações S.A., cujo projeto de Estatuto Social e Boletim de Subscrição, devidamente assinados em duplicata por todos os subscritores, encontravam-se sobre a mesa. Declarou, ainda, a Sra. Presidente, que, de conformidade com o Boletim de Subscrição, o capital social subscrito é de R$ 500,00 (quinhentos reais) em moeda corrente do país, dividido em 500 (quinhentas) ações, sendo todas ordinárias nominativas e sem valor nominal. A seguir, foi colocado em discussão o Projeto do Estatuto Social, o qual foi aprovado por unanimidade, declarando a Sra. Presidente constituída a Sociedade, a reger-se segundo o Estatuto Social. K.I.K.S.P.E. Empreendimentos e Participações S.A. - Estatuto Social - Capítulo I - Da Denominação, Sede, Objeto e Duração: Artigo Primeiro - A K.I.K.S.P.E. Empreendimentos e Participações S.A. é uma sociedade anônima que rege-se por este Estatuto Social e pelas demais disposições legais que lhe forem aplicáveis. Artigo Segundo - A companhia tem sede e foro na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Pamplona n° 818, 9º Andar, conjunto 92, Bairro Jardim Paulista, CEP 01405-001, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, podendo abrir filiais, agências ou escritórios por deliberação da diretoria.ArtigoTerceiro - A Companhia tem por objeto social a participação em outras Sociedades, g Artigo Quarto - A Sociedade terá prazo indeterminado de duração.Capítulo II - Do como sócia ou acionista, no país ou no exterior (“holding”). Capital: Artigo Quinto - O capital social é de R$ 500,00 (quinhentos reais), representado por 500 (quinhentas) ações, sendo todas ordinárias nominativas, sem valor nominal, sendo R$ 200,00 (duzentos reais) integralizados e o restante a integralizar no prazo de 12 meses a contar desta assembleia. Parágrafo Primeiro - Cada ação corresponde a um voto nas deliberações sociais. Parágrafo Segundo - As ações provenientes de aumento de capital serão distribuídas entre os acionistas, na forma da lei, no prazo que for fixado pela Assembléia que deliberar sobre o aumento de capital. Parágrafo Terceiro - Mediante aprovação de acionistas representando a maioria do capital social, a companhia poderá adquirir as próprias ações para efeito de cancelamento ou permanência em tesouraria, sem diminuição do capital social, para posteriormente aliená-las, observadas as normas legais e regulamentares em vigor. Capítulo III - Da Assembléia Geral: Artigo Sexto AAssembléiaGeralreunir-se-á,ordinariamente,nos4(quatro)primeirosmesesapósoencerramentodoexercíciosocial,e,extraordinariamente, sempre que os interesses sociais o exigirem. Parágrafo Primeiro - A Assembléia Geral será presidida por acionistas ou diretor eleito no ato, que convidará, dentre os diretores ou acionistas presentes, o secretário dos trabalhos.Parágrafo Segundo - As deliberações das Assembléias Gerais Ordinárias e Extraordinárias, ressalvadas as exceções previstas em lei e sem prejuízo do disposto neste Estatuto Social, serão tomadas por maioria absoluta de voto, não computando os votos em branco. Capítulo IV - Da Administração: Artigo Sétimo - A administração da Companhia será exercida por uma diretoria, composta por no mínimo 2 (dois) e no máximo 10 (dez) membros, todos com a designação de diretores, podendo ser acionistas ou não, residentes no país, eleitos anualmente pela Assembléia Geral, permitida a reeleição. Vencido o mandato, os diretores continuarão no exercício de seus cargos, até a posse dos novos eleitos. Parágrafo Primeiro - Os diretores ficam dispensados de prestar caução e seus honorários serão fixados pela Assembléia Geral que os eleger.Parágrafo Segundo - A investidura dos diretores nos cargos far-se-á por termo lavrado no livro próprio.Artigo Oitavo - No caso de impedimento ocasional de um diretor, suas funções serão exercidas por qualquer outro diretor, indicado pelos demais. No caso de vaga, o indicado deverá permanecer no cargo até a eleição e posse do substituto pela Assembléia Geral. Artigo Nono - A diretoria tem amplos poderes de administração e gestão dos negócios sociais, podendo praticar todos os atos necessários para gerenciar a Sociedade e representá-la perante terceiros, em juízo ou fora dele, e perante qualquer autoridade pública e órgãos governamentais federais, estaduais ou municipais; exercer os poderes normais de gerência; assinar documentos, escrituras, contratos e instrumentos de crédito; emitir e endossar cheques; abrir, operar e encerrar contas bancárias; contratar empréstimos, concedendo garantias, adquirir, vender, onerar ou ceder, no todo ou em parte, bens móveis ou imóveis. Artigo Décimo A representação da Companhia em juízo ou fora dele, assim como a prática de todos os atos referidos no artigo nono competem a qualquer diretor, agindo isoladamente, ou a um ou mais procuradores, na forma indicada nos respectivos instrumentos de mandato. A nomeação de procurador(es) dar-se-á pela assinatura isolada de qualquer diretor, devendo os instrumentos de mandato especificarem os poderes conferidos aos mandatários e serem outorgados com prazo de validade não superior a um ano, exceto em relação às procurações “ad judicia”, as quais poderão ser outorgadas por prazo indeterminado. Parágrafo Único - Dependerão da aprovação de acionistas representando a maioria do capital social a prestação de avais, fianças e outras garantias em favor de terceiros. Artigo Décimo Primeiro - Compete à diretoria superintender o andamento dos negócios da Companhia, praticando os atos necessários ao seu regular funcionamento. Capítulo V Conselho Fiscal:Artigo Décimo Segundo:A companhia terá um Conselho Fiscal, de funcionamento não permanente que, quando instalado, deverá ser composto de, no mínimo, 3 (três) e, no máximo, 5 (cinco) membros efetivos e igual número de suplentes, acionistas ou não. Parágrafo Único - Os membros do Conselho Fiscal serão eleitos pela Assembléia Geral Ordinária para um mandato de 1 (um) ano, permitida a reeleição.CapítuloVI - Disposições Gerais:Artigo DécimoTerceiro - O exercício social da Sociedade coincide com o ano civil, encerrandose em 31 de dezembro de cada ano.Quando do encerramento do exercício social, a Sociedade preparará um balanço patrimonial e as demais demonstrações financeiras exigidas por Lei.Artigo Décimo Quarto - Os lucros apurados em cada exercício terão o destino que a Assembléia Geral lhes der, conforme recomendação da diretoria, depois de ouvido o Conselho Fiscal, quando em funcionamento, e depois de feitas as deduções determinadas em Lei. Artigo Décimo Quinto - Mediante decisão de acionistas representando a maioria do capital social, a Sociedade poderá preparar balanços intercalares a qualquer momento, a fim de determinar os resultados e distribuir lucros em períodos menores. Artigo Décimo Sexto - A Sociedade distribuirá, como dividendo obrigatório em cada exercício social, o percentual mínimo previsto e ajustado nos termos da legislação aplicável. Artigo Décimo Sétimo - A Sociedade entrará em liquidação nos casos previstos em lei ou por deliberação da Assembléia Geral, com o quorum de acionistas representando a maioria do capital social, a qual determinará a forma de sua liquidação, elegerá os liquidantes e fixará a sua remuneração. Artigo Décimo Oitavo - Qualquer ação entre os acionistas ou deles contra a Companhia, baseada neste estatuto social, será proposta no foro da Comarca de São Paulo, Estado de São Paulo. Em seguida, a Sra. Presidente procedeu à eleição dos membros da diretoria da Sociedade, com mandato até a realização da primeira Assembléia Geral Ordinária, passando a Sociedade a ter os seguintes Diretores, sem designação específica: 1) Sueli de Fátima Ferretti, brasileira, solteira, analista, residente e domiciliada na Cidade e Estado de São Paulo, com endereço comercial na Rua Pamplona, 818, 9º andar, conjunto 92, Bairro Jardim Paulista, CEP 01405-001, portadora da cédula de identidade RG nº 7.743.932, expedida pela SSP/SP, inscrita no CPF/MF sob o nº 764.868.778-04.2) Cleber Faria Fernandes, brasileiro, casado, técnico em contabilidade, residente e domiciliado na Cidade e Estado de São Paulo, com endereço comercial na Rua Pamplona, 818, 7º andar, conjunto 71, Bairro Jardim Paulista, CEP 01405-001, portador da cédula de identidade RG nº 23.360.684-1, expedida pela SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o nº 192.212.358-74. Os diretores declaram, sob as penas da Lei, que não há nada que os impeça de exercer a atividade mercantil. Com referência à remuneração dos administradores, foi fixada a quantia global de até R$ 1.000,00 (mil reais), a ser distribuída entre os administradores. Nada mais havendo a tratar, a Sra. Presidente declarou encerrados os trabalhos e suspendeu a Assembléia pelo tempo necessário à lavratura da presente ata que, depois de lida e achada conforme, foi aprovada e assinada pelos presentes. (Ass.) Sueli de Fátima Ferretti e Cleber Faria Fernandes. São Paulo, 23 de abril de 2012. Sueli de Fátima Ferretti - Presidente; Cleber Faria Fernandes - Secretário. Visto do Advogado: Renato Dias Pinheiro - OAB/RJ 19.553. JUCESP/NIRE nº 3530043876-1 em 04/06/2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 14 de agosto de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Robson Fontes da Costa. Requerido: Presthydro Ambiental Serviços Engenharia, Consultoria, Locação e Comércio de Equipamentos Ltda.- ME. Rua Bartolomeu Bueno, 47 - 1ª Vara de Falências. Requerente: Inpet Brasil Embalagens Plásticas S/A. Requerido: Mamute Indústria e Comércio de Embalagens Plásticas Ltda. Rua Haroldo Piccina, 15 - Jardim Aricanduva - 2ª Vara de Falências. Requerente: Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios Exodus D30. Requerente: Fundo de Investimentos em Direitos Exodus Institucional. Requerido: Nobel Construtora e Edificações Ltda. Rua Professor Brito Machado, 155 - Itaquera - 1ª Vara de Falências.

presidente do Paraguai, Federico Franco, propôs ontem que seu país realize um referendo para que a população decida se deseja continuar a fazer parte do Mercosul ou se deseja deixar definitivamente o bloco comercial. Franco, em declarações ao diário Ultima Hora , de Assunção, disse que o referendo poderá ser realizado em 21 de abril de 2013, quando o Paraguai terá eleições presidenciais e gerais. Franco assumiu a presidência em 22 de junho deste ano, quando o ex-presidente Fernando Lugo foi destituído pelo Congresso em um processo de impeachment. O Paraguai foi suspenso do

Nós estamos com a Organização de Estados Americanos (OEA), onde eles são mais democráticos. FEDERICO FRANCO, PRESIDENTE DO PARAGUAI QUE TOMOU POSSE EM JUNHO PASSADO

Mercosul após a destituição de Lugo. A União de Nações Sulamericanas (Unasul) também suspendeu o país. Franco disse ontem que o Mercosul virou "um

PILAR QUÍMICA DO BRASIL LTDA. - CNPJ nº 55.743.298/0001-11 - NIRE 35.203.588.010 Alteração do Contrato Social para Transformação da Sociedade Limitada Denominada Pilar Química do Brasil Ltda. em Sociedade Anônima sob a Denominação de Pilar Química do Brasil S.A. Pelo presente instrumento particular: I) Mebahel Participações Ltda., sociedade empresária ltda., com sede na Cidade de São Paulo/SP, à R. Fernando de Albuquerque, 31, Conj. 72, Consolação, CEP 01309-030, CNPJ nº 15.198.881/0001-74, com seus atos constitutivos devidamente arquivados na JUCESP sob o NIRE 3522636227-1, neste ato representada por seu administrador Sr. Sérgio Gabriel Comprido, brasileiro, casado, engenheiro, RG nº 18.980.482 SSP/SP, CPF nº 129.587.058-46, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo/ SP, à R. Itapaiuna, 1.800, apto. 82, CEP 05707-001. Única sócia da Pilar Química do Brasil Ltda., sociedade empresária ltda., com sede na Cidade de Araçariguama/SP, na R. Três, lote 05, Quadra D, Bairro Parque Industrial do Ribeirão do Colégio, CEP 18147-000, CNPJ nº 55.743.298/0001-11, com seu Contrato Social devidamente arquivado na JUCESP sob o NIRE 35.203.588.010 (a “Sociedade”), vem celebrar o presente instrumento de alteração contratual para transformação de sociedade ltda. em S.A., nos seguintes termos e condições: 1. Transformar, independentemente de dissolução e liquidação, a Sociedade em S.A., não importando essa transformação em qualquer solução de continuidade, permanecendo em vigor todos os direitos e obrigações sociais, o mesmo patrimônio, a mesma escrituração comercial e fiscal e inalterado o objeto social. 2. Manter inalterada a cifra do capital social da Cia., no valor de R$ 700.000,00, totalmente subscrito e integralizado que, em virtude da transformação, passará a ser representado por 1.000 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, todas de titularidade da única acionista, conforme constante do Anexo I a esta ata, recebendo a única acionista 1 ação ordinária para cada quota que detinha na Sociedade. 3. Alterar a denominação social da Sociedade para “Pilar Química do Brasil Ltda.” que responderá, para todos os fins e efeitos de direito por todo o ativo e o passivo da sociedade ltda. transformada em S.A., nos termos desta ata, a qual reger-se-á pela Lei nº 6.404/76, e demais dispositivos aplicáveis. 4. Aprovar o projeto do Estatuto Social da Cia. que constitui o Anexo II a este instrumento, o qual já inclui as novas disposições acerca do capital social, da denominação social, do Conselho de Administração e Diretoria, e da adoção da arbitragem como mecanismo de solução de conflitos entre os acionistas, bem como outras disposições aplicáveis às sociedades anônimas. 5. Aprovar que a administração da Sociedade competirá a um Conselho de Administração e uma Diretoria. O Conselho de Administração será composto de 3 membros efetivos, acionistas ou não, eleitos pela Assembleia Geral e por ela destituíveis a qualquer tempo, com mandato unificado de 2 anos, permitida a reeleição. A Diretoria será composta por 2 membros, acionistas ou não, denominados diretores sem designação específica, eleitos e destituíveis a qualquer tempo pelo Conselho de Administração, para um mandato de 1 ano, permitida a reeleição, sendo 1 Diretor Executivo e 1 Diretor Financeiro. 5.1. Para compor o Conselho de Administração, são eleitos, neste ato, para o mandato até a AGO que examinar as demonstrações financeiras do exercício social a encerrar-se em 31/12/13, os Srs. (i) Sérgio Gabriel Comprido, brasileiro, casado, engenheiro, RG nº 18.980.482 SSP/SP, CPF nº 129.587.058-46, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo/SP, à R. Itapaiuna, 1.800, apto. 82, CEP 05707-001; (ii) Eliane Brandão Comprido, brasileira, casada, empresária, RG nº 19.757.960-X SSP/SP, CPF/MF nº 097.831.928-17, residente e domiciliada na Cidade de São Paulo/SP, na R. Itapaiuna, 1.800, apto. 82; e (iii) John David Rathbun, cidadão norte-americano, casado, administrador, Passaporte nº 439622865, residente e domiciliado na Cidade de Ohio/EUA, na 8145 Wisteria Drive, Chagrin Falls, CEP 44023. 5.2. Os membros do Conselho de Administração ora eleitos declararam, sob as penas da lei, que não se encontram impedidos, por lei especial, de exercer a administração da Cia., e nem foram condenados ou estão sob efeito de condenação, à pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato; ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade. Dessa forma, os membros do Conselho de Administração ora eleitos ficarão investidos nos cargos para os quais foram indicados, mediante assinatura dos respectivos termos de posse no Livro de Registro de Atas de Reuniões do Conselho de Administração da Cia., sendo certo que a posse do Sr. John David Rathbun, acima qualificado, fica condicionada à constituição de representante legal residente no país, com poderes para receber citação em ações contra ele propostas com base na legislação societária. 6. Os membros da Diretoria da Sociedade serão eleitos em reunião do Conselho de Administração a ser realizada nesta data e tomarão posse mediante assinatura dos respectivos termos de posse no Livro de Registro de Atas de Reuniões da Diretoria da Cia. 7. Fixar a remuneração global anual dos administradores da Cia. em até R$ 1.200.000,00, já incluídos todos os benefícios e verbas de representação, cuja distribuição será realizada pelo Conselho de Administração, observados os critérios fixados no caput do Art. 152, da Lei nº 6.404/76. 8. Determinar que as publicações da Cia., conforme ordenadas pela Lei nº 6.404/76, sejam feitas no DOESP e no Jornal O Dia. 9. Determinar a não instalação do Conselho Fiscal da Cia. para o presente exercício social, conforme faculta o Estatuto Social ora aprovado. 10. Determinar que qualquer conflito ou controvérsia entre os acionistas da Cia., decorrentes da interpretação dos termos do Estatuto Social ora aprovado, deverá ser resolvido por meio de arbitragem, a ser conduzida de acordo com a Lei nº 9.307/96 e com as normas e regulamentos da Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem CIESP/ FIESP, a qual será responsável pela condução do procedimento arbitral. 11. Dar por efetivamente transformada a Cia. em S.A., em razão do cumprimento de todas as formalidades legais, autorizando os administradores à prática dos atos necessários à implementação da referida transformação, incluindo, sem limitação, abertura dos livros sociais e comunicação aos órgãos governamentais. E, por estarem assim justos e contratados, assinam o presente instrumento de Alteração do Contrato Social e Transformação em Sociedade Anônima da Pilar Química do Brasil Ltda., em 3 vias de igual teor e forma, na presença das 2 testemunhas abaixo. Araçariguama, 16/5/12. Sócios/Acionistas: Mebahel Participações Ltda. Advogado: Henrique de Faria Martins - OAB/SP 234.427. JUCESP nº 35.300.442.636 em 26/7/12. Gisela Simiema Ceschin - Secretária-Geral. Anexo I à Alteração do Contrato Social para Transformação da Pilar Química do Brasil Ltda. em S.A. sob a Denominação de Pilar Química do Brasil S.A. Em virtude da transformação da Pilar Química do Brasil Ltda. em S.A. sob a denominação de Pilar Química do Brasil S.A., todas as 1.000 quotas representativas do capital social da Sociedade foram convertidas em 1.000 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal da Sociedade, já totalmente subscritas e integralizadas, as quais foram distribuídas aos acionistas na mesma quantidade e proporção das quotas por eles então possuídas na Sociedade, da seguinte forma: Acionista: Mebahel Participações Ltda. Ações Ordinárias: 1.000. Valor: R$ 700.000,00. Total Ações Ordinárias: 1.000. Total Valor: R$ 700.000,00. Araçariguama, 16/5/12. Sócios/Acionistas: Mebahel Participações Ltda. Anexo II à Alteração do Contrato Social para Transformação da Pilar Química do Brasil Ltda. em S.A. sob a Denominação de Pilar Química do Brasil S.A. - Estatuto Social da Pilar Química do Brasil S.A. Cap. I - Denominação, Sede, Foro, Prazo de Duração e Objeto Social: Art. 1º. A Pilar Química do Brasil S.A. é uma Cia. fechada que se rege por este Estatuto Social e pelas disposições legais que lhe forem aplicáveis. Art. 2º. A Cia. tem por objeto social: a) Comércio, industrialização, importação e exportação de produtos químicos em geral; b) Prestação de serviços, consultoria e assessoria técnica na área química; c) Fabricação, comercialização, importação e exportação de fertilizantes; d) Fabricação, comercialização, importação e exportação de explosivos e acessórios; e) Prestação de serviços de assessoria e planejamento de lavra, desmonte de rocha; e f) Serviços de armazém geral. Art. 3º. A Cia. tem sede e foro na cidade de Araçariguama/SP, na R. Três, lote 05, Quadra D, Bairro Parque Industrial do Ribeirão do Colégio, CEP 18147-000, podendo, mediante deliberação do Conselho de Administração, abrir e fechar filiais, agências ou sucursais, em qualquer outra cidade do País ou exterior, o que fará com observância das normas legais aplicáveis e das disposições constantes deste Estatuto, procedendo com os devidos registros e/ou averbações. Art. 4º. A Cia. tem prazo indeterminado de duração. Cap. II - Do Capital Social e Ações: Art. 5º. O capital social da Cia., totalmente subscrito e integralizado, é de R$ 700.000,00 dividido em 1.000 ações ordinárias, todas nominativas e sem valor nominal. a) Todas as ações da Cia. serão nominativas, facultada adoção da forma escritural, em conta corrente de depósito mantida em nome de seus titulares, junto à instituição financeira aprovada pelo Conselho de Administração, podendo ser cobrada dos acionistas a remuneração de que trata o Art. 35, § 3º, da Lei nº 6.404/76. b) Cada ação representativa do capital social conferirá a seu titular o direito a 1 voto nas deliberações da Assembleia Geral. c) A Cia. não poderá emitir partes beneficiárias. d) No caso de condomínio de ação, os direitos conferidos por esta serão exercidos por seu representante. e) O penhor e a alienação fiduciária de ação, por si só, não impede o acionista de exercer seu direito de voto, salvo estipulação em contrário do contrato. f) O direito de voto nas ações gravadas com usufruto, se não for regulado no ato de constituição do gravame, somente poderá ser exercido mediante prévio acordo entre o proprietário e o usufrutuário. Art. 6º. A não realização, pelo subscritor, do valor subscrito nas condições previstas no boletim ou na chamada fará com que o mesmo fique, de pleno direito, constituído em mora, para fins dos Arts. 106 e 107, da Lei nº 6.404/76, sujeitando-se ao pagamento do valor em atraso corrigido monetariamente de acordo com a variação do IGP-M na menor periodicidade legalmente admitida, além de juros de 12% ao ano, pro rata temporis, e multa correspondente a 10% do valor da prestação em atraso, devidamente atualizada. Cap. III - Das Assembleias Gerais: Art. 7º. A Assembleia Geral reunir-se-á ordinariamente dentro dos 4 primeiros meses após o encerramento do exercício social, para deliberar sobre as matérias previstas no Art. 132, da Lei nº 6.404/76, e, extraordinariamente, sempre que os interesses da Cia. assim o exigirem. §1º. A AGO e a AGE podem ser cumulativamente convocadas e realizadas no mesmo local, data e hora, e instrumentadas em ata única. §2º. A Assembleia Geral será convocada pelo Conselho de Administração ou, ainda, nas hipóteses previstas neste Estatuto Social e no § único do Art. 123 da Lei nº 6.404/1976. §3º. Os documentos pertinentes às matérias a serem deliberadas nas Assembleias Gerais deverão ser colocados à disposição dos acionistas, na sede da Cia., na data da publicação do 1º anúncio de convocação, ressalvadas as hipóteses em que a lei ou a regulamentação vigente exigir sua disponibilização em prazo maior. §4º. A Assembleia Geral será presidida pelo Presidente do Conselho de Administração ou por qualquer outro administrador nomeado pelo Presidente. Na ausência do Presidente, a Assembleia Geral será presidida por pessoa eleita pela maioria dos acionistas presentes. O presidente da Assembleia Geral escolherá um dos presentes para secretariá-la. §5º. Os acionistas poderão ser representados nas Assembleias Gerais por procuradores nomeados na forma do Art. 126, §1º, da Lei nº 6.404/76. Art. 8º. Todas as deliberações da Assembleia Geral serão tomadas por maioria absoluta do capital social da Cia., exceto se quórum maior for exigido nos termos da lei ou deste Estatuto Social. §1º. A Assembleia Geral somente poderá deliberar sobre assuntos da ordem do dia, constantes do respectivo edital de convocação, sendo vedada a aprovação de matérias sob rubrica genérica. §2º. Dos trabalhos e deliberações da Assembleia Geral será lavrada ata, a qual será assinada pelos integrantes da mesa e pelos acionistas presentes. §3º. No caso de empate, prevalecerá a decisão escolhida pelo maior nº de acionistas. Se, ainda assim permanecer o empate, a decisão será tomada através do procedimento arbitral, sempre observado o interesse da Cia. e de acordo com o procedimento previsto neste Estatuto Social. Art. 9º. Além das demais atribuições previstas em lei ou neste Estatuto Social, dependerá do voto afirmativo de 90% das ações com direito a voto da Cia. as seguintes matérias: (i) qualquer alteração no Estatuto Social; (ii) qualquer alteração do objeto social da Cia.; (iii) qualquer alteração de capital, por qualquer meio, incluindo, sem limitação, emissão ou obrigação de emissão de Ações (ou de qualquer outra espécie de Valores Mobiliários); (iv) qualquer redução do capital da Cia. ou uso de reservas de lucros ou de capital; (v) transformação, cisão, incorporação (inclusive incorporação de ações), fusão (bem como grupamento de ações), liquidação e dissolução da Cia.; (vi) emissão de novas ações ou emissão de debêntures conversíveis em ações, ações preferenciais ou quaisquer outros Valores Mobiliários conversíveis em ações da Cia.; (vii) qualquer distribuição de dividendos e/ou juros ou patrimônio líquido em desacordo com a distribuição de dividendos obrigatórios ou distribuição de juros sobre o capital próprio, esta última até o valor dos dividendos obrigatórios e imputada no pagamento destes; (viii) alteração das espécies e classes de ações ou de seus respectivos direitos ou da política de distribuição de dividendos da Cia., incluindo a criação e apuração dos limites de eventuais reservas legais; (ix) suspensão de quaisquer direitos dos Acionistas previstos em Lei e/ou neste Acordo e/ou do Estatuto Social; (x) nomeação dos membros do Conselho de Administração da Cia. e aumento ou redução do nº de membros do Conselho de Administração da Cia.; (xi) aquisição de Ações pela Cia. para serem mantidas em tesouraria, resgate ou qualquer outra forma de pagamento ou reembolso de capital próprio aos Acionistas, exceto se de outra forma previsto neste ato; (xii) autorização aos conselheiros e diretores da Cia. para declarar falência, requerer em juízo recuperação judicial ou homologação de plano de recuperação extrajudicial e cessar a liquidação da Cia.; (xiii) participação em grupo de sociedades, conforme definido no Art. 265 da Lei das Cias por Ações; (xiv) remuneração dos administradores e aprovação de opções de compra, opções phantom, planos de incentivos ou outros planos similares para administradores ou empregados da Cia.; (xv) exercício de quaisquer direitos detidos pela Cia. na qualidade de acionista ou quotista de qualquer subsidiária da Cia. com relação a qualquer matéria considerada de competência dos Acionistas nos termos deste Acordo; (xvi) aprovação de uma oferta pública de ações (IPO); e (xvii) qualquer combinação de negócios, aquisição de qualquer Pessoa, capital ou participação contratual em qualquer Pessoa, joint venture, associação, investimento ou desinvestimento. Art. 11. Os Acordos de Acionistas devidamente registrados na sede da Cia., que disciplinem a compra e venda de ações de sua emissão, a preferência para adquiri-las e o exercício do direito de voto, devem ser observados pela Cia. Cap. IV - Administração: Art. 12. A Cia. será administrada por 1 Conselho de Administração e por 1 Diretoria, na forma da lei e deste Estatuto Social. Seção I: Conselho de Administração: Art. 13. O Conselho de Administração será composto de 3 membros efetivos, acionistas ou não, eleitos pela Assembleia Geral e por ela destituíveis a qualquer tempo, com Vanguarda Agro S.A. - Cia. Aberta - CNPJ/MF nº 05.799.312/0001-20 - NIRE 35.300.380.657 Ata da Assembléia Geral Extraordinária de 19/07/2012 1. Data, Hora e Local da Assembléia: Realizada aos 19/07/2012, às 10h, no Auditório localizado no Mezanino da Cidade de São Paulo/SP, na Av. Pres. Juscelino Kubitschek, nº 1726, CEP: 04543-000. 2. Convocação: Convocação realizada por meio do Edital de 2ª Convocação publicado nos dias 11, 12 e 13/07/2012 no DOESP e no Jornal do Comércio nos moldes do art. 124, § 1º, II da Lei 6.404/76. 3. Presença: De acordo com o art.135 da Lei 6.404/76 foi instalada a AGE realizada em 2ª convocação.Presentes acionistas representando 56,04% do Capital Social, conforme assinaturas constantes no “Livro de Presença de Acionistas”.4. Mesa: Os trabalhos foram presididos pela Sra.Katia Martins Costa e secretariados pelo Sr. Cristiano Soares Rodrigues. 5. Ordem do Dia: (a) reforma do Estatuto Social da Cia. especialmente nas p ç contidas no (a) ( ) Art. 11;; (b) ( ) Art. 12;; (c) ( ) Art. 13 caput, p , § Único e incisos;; ((d)) Art. 14,, § 4º;; ((e)) Art. 15 caput p e § 2º;; ((f)) Art. 16 caput, p , § 1º;; disposições (g) Art. 17 §§ 1º e 3º; (h) Art. 18, incisos e § 1º, além de inclusão dos §§ 3º e 4º; (i) Art. 19 caput e § Único; (j) Exclusão dos §§ 1º, 2º, 3º e 4º do Art. 20; (k) incisos (iii) e (iv) do Art. 21; (l) Art. 23 caput, §§ 1º, 2º, 3º e 4º, além da exclusão do § 5º; (m) Art. 24, caput e exclusão do § 1º; (n) Art. 27, caput e § 2º; (o) Art.32, inciso (iii); e (p) Art.36, caput e § 1º.6. Deliberações: Os acionistas deliberaram, representando 56,04% do Capital q q restrições, ç , o qque se segue: g (a) Aprovar a reforma do Estatuto Social da Cia. nas disposições contidas no (a) Art. 11; Social,, e sem quaisquer (b) Art. 12; (c) Art. 13 caput, § Único e incisos; (d) Art. 14, § 4º; (e) Art. 15 caput e § 2º; (f) Art. 16, § 1º; (g) Art. 17 §§ 1º e 3º; (h) Art. 18, incisos e § 1º, além de inclusão dos §§ 3º e 4º; (i) Art. 19 caput e § Único; (j) Exclusão dos §§ 1º, 2º, 3º e 4º do Art. 20; (k) incisos (iii) e (iv) do Art. 21; (l) Art. 23 caput, §§ 1º, 2º, 3º e 4º, além da exclusão do § 5º; (m) Art. 24, caput e exclusão do § 1º; (n) Art. 27, caput e § 2º; (o) Art. 32, inciso (iii); e (p) Art. 36, caput e § 1º. A versão do Estatuto Social ora reformado encontra-se anexo à presente Ata de AGE realizada em 19/07/2012 e vistada pelos acionistas presentes faz parte integrante e indissociável da presente Ata.7. Atas e Publicações: Foi autorizada pelos acionistas presentes a lavratura da presente ata na forma de sumário, nos termos do art. 130 da Lei nº 6.404/76. 8. Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado, foi encerrada a Assembléia, da qual se lavrou a presente Ata que, lida e aprovada, foi por todos os presentes assinada.São Paulo, 19/07/2012. Confere com o original lavrado em livro próprio. Katia Martins Costa - Presidente. Cristiano Soares Rodrigues - Secretário. JUCESP nº 348.363/12-6 em 09/08/2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

COMPANHIA DE CIMENTO RIBEIRÃO GRANDE CNPJ Nº 27.184.944/0001-12 - NIRE 35300149068 EDITAL DE CONVOCAÇÃO Ficam convocados os senhores acionistas da Companhia de Cimento Ribeirão Grande a se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada na sede social situada no Estado de São Paulo, na Avenida José Cesar de Oliveira, n.º 111 – 8º andar, no dia 20 de agosto de 2012 às 10h00 (dez horas), para deliberarem sobre os assuntos constantes da seguinte Ordem do Dia: I - realização de grupamento de ações da Companhia; II – definição das providências a serem adotadas, com relação a possíveis frações de ações; III – adequação do art. 5º do estatuto social, tendo em vista as modificações ocorridas; IV - outros assuntos. Os acionistas, para se fazerem representar na Assembleia por procurador, deverão depositar na sede da Companhia, com antecedência de cinco dias da data da realização da mesma, o instrumento de mandato com poderes suficientes. Estão à disposição dos interessados os documentos a serem deliberados na AGE. São Paulo, 07 de agosto de 2012. Walter Shalka - Diretor Presidente

clube ideológico de amigos". "Nós estamos com a Organização de Estados Americanos (OEA), onde eles são mais democráticos", disse Franco. Segundo ele, a Unasul "não interessa". O Mercosul, bloco comercial originalmente formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, foi criado pelo Tratado de Assunção em 1991. Após a destituição de Lugo, tanto Mercosul quanto Unasul aplicaram sanções políticas, embora não econômicas, ao Paraguai. Já a OEA não tomou ainda uma postura definitiva sobre a situação política paraguaia. A Venezuela, do presidente Hugo Chàvez, passou a fazer parte do Mercosul. (AE)

mandato unificado de 2 anos, permitida a reeleição. §1º. Os membros do Conselho de Administração tomarão posse mediante a assinatura do termo respectivo, lavrado em livro próprio, e permanecerão em seus cargos até a posse de seus sucessores. §2º. O conselheiro deve ter reputação ilibada, não podendo ser eleito, salvo dispensa da Assembleia Geral, aquele que (i) ocupar cargos em sociedades que possam ser consideradas concorrentes da Cia.; ou (ii) tiver ou representar interesse conflitante com a Cia.; não poderá ser exercido o direito de voto pelo conselheiro caso se configurem, supervenientemente, os mesmos fatores de impedimento. Art. 14. O Conselho de Administração terá 1 presidente, que será eleito, anualmente, pelos acionistas da Cia. em Assembleia Geral. Art. 15. O Conselho de Administração reunir-se-á sempre que necessário, por convocação escrita realizada por qualquer de seus membros, com pelo menos 5 dias de antecedência, podendo ser dispensada em caso de comparecimento ou dispensa, por escrito, de todos os Conselheiros e nos casos em que todos os Conselheiros estejam representados ou tenham enviado seus votos na forma do Art. 16 abaixo. As convocações deverão informar a hora, a data, o local e a ordem do dia da reunião e anexar cópias dos documentos ou propostas a serem apreciados ou discutidos. Art. 16. As reuniões do Conselho de Administração instalar-se-ão e validamente deliberarão pela presença e voto favorável da maioria de seus membros, cabendo a cada conselheiro 1 voto. As reuniões do Conselho de Administração também poderão ser realizadas por teleconferência ou videoconferência, desde que observadas às disposições previstas no §2º deste artigo. §1º. No impedimento ou ausência permanente de qualquer dos conselheiros, havendo suplente, caberá ao Conselho de Administração, a seu critério, efetivá-lo no cargo vago, ou indicar um substituto em caráter permanente para o mesmo cargo; caberá ao novo conselheiro titular, em qualquer caso, completar o mandato do conselheiro impedido ou ausente. §2º. Qualquer conselheiro poderá, nas reuniões do Conselho de Administração: (a) ser representado por seu eventual suplente; (b) ser representado por outro conselheiro, desde que deixe instruções expressas, por escrito, para tanto; ou (c) votar as matérias pessoalmente ou mediante procuração a outro conselheiro, sendo certo que poderão fazê-lo por meio de telefone, videoconferência, fac-símile, correio ou e-mail, contanto que uma cópia da ata da reunião seja assinada e enviada por facsímile ou e-mail na mesma data da reunião e o respectivo original seja posteriormente assinado por todos os conselheiros que comparecerem à referida reunião. §3º. Nas deliberações do Conselho de Administração não assistirá ao presidente o voto de desempate em caso de impasse nas deliberações. Art. 17. Sem prejuízo das demais competências previstas em lei e neste Estatuto Social, as seguintes matérias dependerão do voto unânime dos membros do Conselho de Administração: (i) nomear, eleger, reeleger ou destituir os diretores da Cia. nos termos deste Acordo e outorgar procurações de acordo com o disposto na Cláusula 5 infra; (ii) aprovar o orçamento anual e o plano de negócios anual (Plano de Negócios Anual), bem como suas eventuais alterações; (iii) nomear ou destituir os auditores independentes da Cia.; (iv) aprovar qualquer despesa incorrida ou investimento realizado pela Cia. que (individualmente ou em uma série de atos da mesma natureza realizados durante o mesmo exercício social) exceda R$150.000,00, salvo se tal despesa ou investimento já estiver previsto no Plano de Negócios Anual; (v) aprovar a contratação de quaisquer empréstimos ou outras obrigações de qualquer natureza que envolvam a Cia. como credora ou tomadora, bem como a assinatura de quaisquer contratos, que (individualmente ou em uma série de atos da mesma natureza realizados durante o mesmo exercício social) excedam R$150.000,00, salvo se tais empréstimos, obrigações ou contratos já estiverem previstos no Plano de Negócios Anual; (vi) aprovar a alienação ou instituição de qualquer Gravame sobre ativos relevantes ou locação de ativos relevantes pela Cia., independentemente do valor envolvido na operação; (vii) aprovar a alienação ou instituição de qualquer Gravame sobre qualquer investimento detido pela Cia. em outras Pessoas; (viii) aprovar qualquer operação entre a Cia. e qualquer dos Acionistas ou qualquer das Partes Relacionadas da Cia., exceto os contratos existentes que sejam necessários para o curso normal do Negócio e que estejam em conformidade com as condições normais de mercado, incluindo, sem limitação, o Contrato de Fornecimento e o Contrato de Trabalho, ambos definidos no Contrato de Investimento; (ix) aprovar o desenvolvimento de novos projetos além daqueles relacionados aos compromissos de aporte de capital da Cia.; (x) exercer quaisquer direitos de que a Cia. seja titular na qualidade de acionista ou quotista de qualquer Subsidiária da Cia. com relação a qualquer matéria que seria considerada Deliberação Especial nos termos da Cláusula 3.2 deste Acordo ou matéria de competência do Conselho de Administração nos termos da Cláusula 4.7 deste Acordo; (xi) aprovar a execução de contratos de qualquer natureza que possam restringir a condução dos negócios (por exemplo, obrigações de fazer e não fazer; (xii) aprovar qualquer investimento em derivativos; e (xiii) aprovar quaisquer alterações às políticas contábeis ou modificação do exercício fiscal, exceto aquelas decorrentes de imposição legal. §1º. As decisões do Conselho de Administração constarão de ata que será assinada pelos presentes. §2º. A Diretoria da Cia. não poderá praticar nenhum dos atos indicados neste artigo exceto se previamente aprovados pelo Conselho de Administração. Seção II: Diretoria: Art. 18. A Diretoria será composta por 2 membros, acionistas ou não, denominados diretores sem designação específica, eleitos e destituíveis a qualquer tempo pelo Conselho de Administração, para um mandato de 1 ano, permitida a reeleição, sendo 1 Diretor Executivo e 1 Diretor Financeiro. §1º. Os Diretores serão investidos nos seus cargos mediante assinatura do termo de posse lavrado no “Livro de Atas das Reuniões da Diretoria”, no prazo máximo de 30 dias, sob pena de ineficácia da nomeação. §2º. Ocorrendo a vacância do cargo, por ausência, impedimento definitivo, incapacidade ou renúncia, de qualquer Diretor, será realizada reunião do Conselho de Administração, no prazo máximo de 30 dias após a ocorrência do fato, para eleição do substituto ou declaração da extinção do cargo. §3º. Findo o mandato, os Diretores permanecerão em seus cargos até a investidura dos novos Diretores eleitos. Art. 19. No exercício de suas funções, os Diretores deverão observar os seguintes deveres e responsabilidades, entre outros: (i) atuar com o cuidado e diligência que todo homem ativo e probo costuma empregar na administração dos seus próprios negócios; (ii) exercer suas atribuições para lograr os fins e interesses da Cia.; (iii) não praticar atos de liberalidade às custas da Cia.; (iv) não tomar em empréstimo os recursos ou bens da Cia., ou usá-los em proveito próprio; (v) agir com lealdade à Cia. e aos seus acionistas; (vi) não intervir nas operações e deliberações sociais em que tiver interesse conflitante com o da Cia.; (vii) elaborar, anualmente, o relatório de administração e as demonstrações financeiras do exercício, bem como os balancetes mensais, se solicitados pela Assembleia Geral; (viii) submeter à aprovação do Conselho de Administração os planos de trabalho e orçamento anuais, planos de investimentos e novos programas de expansão da Cia., promovendo a sua execução nos termos aprovados; e (ix) criar ou extinguir cargos, admitir e demitir empregados e fixar os níveis de remuneração pessoal. Art. 20. A Cia. somente poderá ser vinculada a qualquer ato ou obrigação pela assinatura: (i) conjunta de 2 Diretores, sendo 1 deles o Diretor Financeiro; ou (ii) conjunta de 1 Diretor e 1 procurador investido de poderes específicos. As procurações outorgadas pela Cia. deverão, em qualquer hipótese, ser outorgadas por 2 Diretores em conjunto, sendo 1 deles o Diretor Financeiro. § único. Os Diretores não são pessoalmente responsáveis pelas obrigações que contraírem em nome da Cia. e em virtude de ato regular de gestão. Cap. V - Do Conselho Fiscal: Art. 21. O Conselho Fiscal, composto por 3 membros, pessoas naturais, acionistas ou não, e igual número de suplentes, não terá caráter permanente, e só será eleito e instalado pela Assembleia Geral a pedido dos acionistas, nos casos previstos em lei. § único. A remuneração dos membros do Conselho Fiscal será fixada pela Assembleia Geral que os eleger. Art. 22. Os membros do Conselho Fiscal não poderão exercer cargo de administração ou ser empregados da Cia., sendo sua função indelegável. Art. 23. Compete ao Conselho Fiscal, entre outras funções: (i) fiscalizar os atos dos Diretores e verificar o cumprimento dos seus deveres legais e estatutários; (ii) opinar sobre o relatório anual da administração e sobre as propostas da Diretoria relativas à modificação do capital social, planos de investimento ou orçamentos de capital, distribuição de dividendos, transformação, incorporação, fusão ou cisão; (iii) denunciar à Diretoria ou à Assembleia Geral, os erros, fraudes ou crimes que descobrirem, e sugerir providências úteis à Cia.; e (iv) analisar o balancete e demais demonstrações financeiras elaboradas periodicamente pela Cia. e sobre elas opinar. Art. 24. A Diretoria deverá colocar à disposição do Conselho Fiscal, quando formalmente solicitada, todos os documentos e informações necessários para a realização dos trabalhos deste órgão. Cap. VI - Exercício Social e Lucros: Art. 25. O exercício social coincidirá com o ano civil, com início no dia 1º/1 e término em 31/12 de cada ano, quando se procederá ao balanço geral e demonstrações financeiras do exercício. Art. 26. O resultado apurado no exercício financeiro, se negativo, integrará a conta de prejuízos acumulados; e, se positivo, o lucro líquido apurado, após as amortizações definidas em Lei, terá, observadas as disposições do Acordo de Acionistas da Cia. firmado em 16/5/12, a seguinte destinação: (i) 5% para o Fundo de Reserva Legal, até o limite estabelecido em Lei; (ii) 25% como dividendo mínimo obrigatório aos acionistas, ajustado nos termos do Art. 202 da Lei nº 6.404/76. Art. 27. A Cia., por deliberação do Conselho de Administração, poderá (i) levantar balanços semestrais, trimestrais ou mensais, bem como declarar dividendos à conta de lucros apurados nesses balanços; e (ii) declarar dividendos intermediários à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral, os quais poderão ser considerados como antecipação do dividendo mínimo previsto no inciso II do Art. 27. Art. 28. A Diretoria poderá pagar ou creditar, em cada exercício social, ad referendum da AGO que apreciar as demonstrações financeiras relativas ao exercício, juros sobre capital próprio, nos termos da legislação do imposto de renda, sendo imputados ao dividendo obrigatório. Art. 29. Os dividendos atribuídos aos acionistas serão pagos nos prazos da lei, somente incidindo correção monetária e/ou juros se assim for determinado pela Assembleia Geral; e, se não reclamados dentro de três anos contados da publicação do ato que autorizou sua distribuição, prescreverão em favor da Cia. Cap. VII - Liquidação: Art. 30. A Cia. se dissolverá e entrará em liquidação nos casos previstos em lei, cabendo à Assembleia Geral estabelecer o modo de liquidação e eleger o liquidante, ou liquidantes, e o Conselho Fiscal, que deverá funcionar no período de liquidação, fixando-lhes os poderes e remuneração. Cap. VIII - Arbitragem: Art. 31. A Cia. realizará auditoria anual de suas demonstrações financeiras, por meio de auditores independentes devidamente registrados na CVM. Art. 32. Qualquer tipo de controvérsia, litígio, contestação, dúvida ou divergência relacionado direta ou indiretamente ao presente Estatuto Social (doravante denominado um “Conflito”) e envolvendo qualquer um dos acionistas, administradores e membros do Conselho Fiscal deverá ser resolvido por arbitragem, devendo ser conduzido e administrado pela Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem CIESP/FIESP (doravante denominada “Câmara”). Art. 33. A arbitragem deverá ser conduzida de acordo com as normas processuais da Câmara vigentes na ocasião da arbitragem. Art. 34. A arbitragem deverá ser conduzida por uma câmara arbitral formada por três árbitros, os quais terão que estar inscritos na OAB (doravante denominada “Câmara Arbitral”). §1º. A parte requerente deverá nomear 1 árbitro e a parte requerida deverá nomear 1 árbitro. Caso haja mais que uma parte requerente, todas elas, por consentimento mútuo, deverão nomear 1 único árbitro; caso haja mais que uma parte requerida, todas elas, por consentimento mútuo, deverão nomear 1 único árbitro. O 3º árbitro, que atuará como presidente da Câmara Arbitral, deverá ser escolhido por consentimento mútuo dos árbitros nomeados pelas Partes. §2º. Quaisquer omissões, recusas, litígios, dúvidas ou omissões em se chegar a um acordo quanto à nomeação dos árbitros pelas Partes ou quanto à escolha do 3º árbitro deverão ser resolvidos pela Câmara. §3º. Os procedimentos previstos neste artigo também se aplicarão a casos de substituição de um árbitro. Art. 35. A arbitragem deverá ser conduzida no Município de São Paulo, e a Câmara Arbitral poderá designar a prática de atos específicos em outros locais, mediante motivo pertinente. Art. 36. A arbitragem deverá ser conduzida em português. Art. 37. A arbitragem deverá ser de natureza legal, mediante a aplicação das normas e princípios do sistema jurídico da República Federativa do Brasil. Art. 38. A arbitragem deverá ser concluída em 6 meses, período esse que poderá ser prorrogado pela Câmara Arbitral, mediante motivo pertinente. Art. 39. A arbitragem será confidencial. Art. 40. A Câmara Arbitral deverá distribuir entre as partes, de acordo com os critérios de ônus da sucumbência, razoabilidade e proporcionalidade, o pagamento e o reembolso (i) dos tributos e outros valores devidos, pagos ou reembolsados à Câmara, (ii) das taxas e outros valores devidos, pagos ou reembolsados aos árbitros, (iii) das taxas e outros valores devidos, pagos ou reembolsados a especialistas, tradutores, intérpretes, estenotipistas e outros assistentes eventualmente designados pela Câmara Arbitral, (iv) dos honorários advocatícios relativos à perda de ações proferidas pela Câmara Arbitral, e (v) da eventual indenização por litígios de má fé. A Câmara Arbitral não deverá sentenciar nenhuma das partes a pagar ou reembolsar (i) as taxas contratuais ou qualquer outros valores devidos, pagos ou reembolsados pela parte oponente a seus advogados, assistentes técnicos, tradutores, intérpretes ou outros assistentes, e (ii) qualquer outro valor devido, pago ou reembolsado pela parte oponente em relação à arbitragem, como, por exemplo, despesas com cópias, certificações, taxas consulares e viagem. Art. 41. As decisões arbitrais deverão ser definitivas e vinculativas, sem que homologação pelo tribunal seja necessária ou que apelação contra elas seja permitida, à exceção de pedidos de correções e explicações à Câmara Arbitral, conforme previsto no Art. 30 da Lei nº 9.307/96, e de eventual ação de anulação fundamentada no Art. 32 da Lei nº 9.307/96. Art. 42. Antes da instalação da Câmara Arbitral, qualquer uma das Partes poderá solicitar a apresentação de petições ao Poder Judiciário para reparação provisória ou reparação antecipada; ficando acordado que nenhum pedido de reparação provisória ou reparação antecipada ao Poder Judiciário deverá afetar a existência, validade e exequibilidade do compromisso arbitral, tampouco representar uma renúncia no que se refere à necessidade de submeter o Conflito à decisão arbitral. Depois da instalação da Câmara Arbitral, os pedidos de medida cautelar ou tutela antecipada terão que ser apresentados à Câmara Arbitral. Art. 43. Quanto (i) a pedidos de medida cautelar ou tutela antecipada feitos antes da instalação da Câmara Arbitral, (ii) à execução de decisões tomadas pela Câmara Arbitral, incluindo a sentença final e uma eventual sentença parcial, (iii) a uma eventual ação de anulação com base no Art. 32 da Lei nº 9.307/96, e (iv) a Conflitos que, de acordo com a lei brasileira, não possam ser submetidos à decisão arbitral, o Foro da Comarca de São Paulo é escolhido como o único competente, com exclusão de quaisquer outros, por mais especiais ou privilegiados que possam ser. Sócios/Acionistas: Mebahel Participações Ltda.

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CNPJ/MF nº 03.445.349/0001 25 e NIRE 35 3 0017393 7 ATA DA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA Data: 20 de abril de 2012. Horário: 08:00 horas. Local: Sede social, Alameda Santos, 466 - 2º andar - São Paulo (SP). Presença: Totalidade do capital social. MESA: José Elanir de Lima Presidente. Flávio Márcio Passos Barreto - Secretário. Ordem do Dia: 1. tomar as contas dos Administradores, examinar, discutir e votar o Relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras, relativos ao exercício social encerrado em 31.12.2011; 2. deliberar sobre a destinação do prejuízo do exercício; 3. eleger os membros do Conselho de Administração; e 4. fixar as verbas máximas destinadas à remuneração dos integrantes da Diretoria e do Conselho de Administração. Leitura de Documentos: Procedida a leitura do Relatório da Diretoria, do Balanço Patrimonial encerrado em 31 de dezembro de 2011 e das demais peças das Demonstrações Financeiras, cópias autenticadas das quais, de acordo com faculdade prevista na Lei n.º 9.457/97, serão arquivadas na Junta Comercial deste Estado juntamente com a ata desta Assembleia Geral. Tais documentos foram anteriormente encaminhados a todos os acionistas. Deliberações Tomadas por Unanimidade: 1. com abstenção dos interessados, aprovaram as contas dos Administradores, o Relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras, relativos ao exercício social encerrado em 31.12.2011; 2. com abstenção dos interessados deliberou que o prejuízo do exercício seja transferido para a conta “Prejuízos Acumulados”. 3. com abstenção dos interessados, reelegeu para compor o Conselho de Administração, com mandato até a posse dos eleitos na Assembleia Geral Ordinária de 2015: Presidente - Luiz Henrique Souza Lima de Vasconcellos (CPF/MF nº 011.505.96600 - RG nº 5.459.225-SSP-SP), brasileiro, separado judicialmente, economista, domiciliado e residente no Rio de Janeiro-RJ, com endereço comercial na Alameda Santos, 466 - 4º andar, São Paulo - SP; Flávio Márcio Passos Barreto (CPF/MF nº 019.327.998-34 - RG nº 6.036.6382 - SSP-SP), brasileiro, casado, advogado, residente e domiciliado nesta Capital, com endereço comercial na Alameda Santos, 466 - 11º andar e Renato Rubens Rocchi Guedes de Oliveira (CPF/MF nº 008.489.138-68 - RG nº 2.621.464-SSP-SP), brasileiro, casado, empresário, domiciliado e residente nesta Capital, com endereço comercial na Rua Marquês de Paranaguá, 80 - 2º andar; 4. com abstenção dos interessados e atendendo aos preceitos estatutários, fixou em até R$ 5.000,00 (cinco mil reais), anuais, a remuneração global do Conselho de Administração e da Diretoria, nos termos do estatuto social, cabendo ao primeiro desses órgãos deliberar sobre a forma de distribuição dessa verba entre os seus membros e os da Diretoria. Essa verba vigorará a partir de abril corrente, e poderá ser reajustada com base no IGP-M/FGV. Lida e aprovada, vai esta ata assinada pelos presentes. São Paulo, 20 de abril de 2012. Flávio Márcio Passos Barreto - Secretário. José Elanir de Lima Presidente da Mesa. Os Acionistas: p.p.Metropar Administração e Participações Ltda. Flávio Márcio Passos Barreto. Luiz Henrique Souza Lima de Vasconcellos. Renato Rubens Rocchi Guedes de Oliveira. Fernando Concílio Cezar. Vega Net Marketing e Telemarketing S/S Ltda. Renato Rubens R. G. de Oliveira Filho. Manuel Viegas Barbará. Lourenço Augusto Meireles Reis. Calil Neme Neto. José Orlando Leite Cavalcanti. Caio Tácito Giordan da Silva. L.F. Participações Ltda. Luiz Fernando Monteiro de Gouvêa. Esta ata é cópia fiel da original lavrada em livro próprio. José Elanir de Lima Presidente da Mesa. Certidão: Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o número 351.172/12-9 em 10.08.2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

Blau Farmacêutica S.A. CNPJ nº 58.430.828/0001-60 - NIRE 35.300.416.406 Comunicado Comunicamos que se encontram à disposição dos senhores acionistas desta Companhia, em sua sede social, sito à Município de Cotia, Estado de São Paulo, na Rodovia Raposo Tavares, Km 30,5, nº 2.833, Unidade I, prédio 100, Bairro Barro Branco, CEP 06705-030, os documentos a que se refere o art. 133 da Lei 6.404/76, ou seja: a) relatório da administração sobre os negócios sociais e os principais fatos administrativos do exercício findo; b) cópia das demonstrações financeiras; e c) proposta da Diretoria sobre a destinação do lucro líquido relativo ao exercício social encerrado em 31/12/2011. Cotia, 14 de agosto de 2012. A Diretoria. (14, 15 e 16/08).

MS SERVIÇOS DE REPOSIÇÃO DE MERCADORIAS E PRODUTOS AO CONSUMIDOR LTDA. EPP, inscrita no CNPJ sob o nº 00.146.574/0001-72, Inscrição Estadual 117.141.917.116, estabelecida à Rua Desembargador do Vale, 713, na cidade de São Paulo - SP, declara, para os devidos fins, que, na data de 01/04/2012, foram extraviados talão de Nota Fiscal – Faturas de numeração 000001 a 000300, emitidas para venda de produtos.

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Comunicado de Extravio Energia, Young & Rubicam Brasil Ltda, CNPJ: 03.498.286/0002-56, Inscrição Municipal 29462, Santana do Parnaíba - SP, sito a Calçada Aldebarã, 180 - 2° andar - conj.123 - Alphaville, Santana do Parnaíba - SP, comunica o extravio de dois talões de Notas Fiscais de Serviços série “A” de n° 001 à 100 (em branco e sem uso).

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O Produto Interno Bruto (PIB) português caiu 3,3% no segundo trimestre do ano em relação a igual período de 2011.

conomia

Zona do euro exibe retração de 0,2% Apesar do avanço da Alemanha, a economia das 17 nações do bloco monetário contraiu no segundo trimestre deste ano.

A

economia da zona do euro, devastada pela crise, encolheu no segundo trimestre deste ano, depois de ter ficado estável no primeiro, apesar da continuidade do crescimento alemão, o qual economistas dizem que poderá, em breve, acabar. A economia das 17 nações do bloco monetário contraiu 0,2% no segundo trimestre, de acordo com dados divulgados ontem. A Alemanha mostrou expansão de 0,3%, acima das previsões. Economistas dizem que o pior ainda deve estar por vir, a menos que ações decisivas sejam tomadas para combater a crise da dívida do bloco. "O crescimento acabou sendo bastante sólido. Mas essa pode ser a úlO crescimento foi tima notícia positiva probastante sólido. veniente da Essa pode ser a Alemanha última notícia por algum positiva tempo", afirmou Joerg proveniente da Kraemer, do Alemanha. C o m m e r zJOERG KRAEMER, DO bank. "A ecoCOMMERZBANK nomia alemã pode contrair no verão (do Hemisfério Norte). A economia do país está em boa forma estrutural, mas não pode ser dissociada da recessão na zona do euro, além da economia global que também enfraqueceu." Fora a retração nos últimos três meses de 2011, a zona do euro mostrou crescimento muito consistente, embora anêmico, nos últimos três anos, apesar de alguns mem-

Gustau Nacarino/Reuters

Homem protesta com um cartaz no mercado 'Las Ramblas', em Barcelona, na Espanha. O texto diz: "Há fome neste país." A economia espanhola contraiu 0,4% no segundo trimestre deste ano.

bros endividados estarem em recessão por algum tempo. "Foi um pouco melhor do que esperávamos, mas eu acredito, no geral, que isso confirma a ideia de que a zona do euro está em uma fase de recessão", afirmou a economista do ABN AMRO Aline Schuiling. "O que nós vemos é um círculo vicioso de cortes orçamentários, altas taxas de juros na periferia e aumento da dívida soberana", disse ela. Para a França, o segundo trimestre do ano foi o terceiro se-

guido de crescimento zero. O banco central do país já afirmou que espera uma contração pequena no terceiro trimestre. "Esses números não são excelentes, mas ao mesmo tempo a França não está em recessão, enquanto a maioria de seus parceiros europeus estão", afirmou o ministro das Finanças do país, Pierre Moscovici. Os seguros títulos alemães (Bunds) caíram e as ações europeias subiram após os dados levemente melhores que

o esperado da Alemanha e da França. Para os membros do bloco monetário no ápice de sua crise da dívida, o quadro ainda é negativo e, ao passo que suas economias encolhem, assim como as receitas tributárias, fazer cortes de déficit fica mais difícil. Grécia – Dados divulgados na segunda-feira mostraram que as medidas de corte de déficit ajudaram a encolher a economia da Grécia em 6,2% na base anual no segundo trimestre. Economistas dizem

que a retração continuará, à medida que o governo luta para garantir bilhões em cortes adicionais para manter o recebimento dos resgates. Os dados do segundo trimestre da Itália divulgados na semana passada mostraram que a economia retraiu 0,7% na base trimestral, aumentando as dificuldades do governo tecnocrata de Mario Monti. A economia da Espanha encolheu 0,4% em igual período, colocando o país ainda mais em recessão. (Reuters)

Rafael Marchante/Reuters

Em Lisboa, contêineres ficaram acumulados nas docas. Trabalhadores rejeitam mudanças.

Greves contra o governo fecham portos de Portugal

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stivadores entraram em greve ontem nos principais portos de Portugal para protestar contra os planos do governo para alterar as condições de trabalho, uma tentativa de tornar o país, afetado pela recessão, mais competitivo. A greve afetou principalmente os portos de Lisboa, Aveiro, Figueira de Foz, Setúbal e Sines. Em Lisboa, cinco navios cargueiros tiveram suas rotas modificadas para outros destinos e quatro foram forçados a aguardar onde estavam, afirmou a autoridade portuária portuguesa. Os estivadores protestam contra os planos do governo para introduzir contratos temporários que favorecem trabalhadores sem vínculos. As medidas têm a finalidade de

tornar as docas do país mais competitivas, em particular em relação à Espanha. Rejeição – De acordo com a Confederação dos Sindicatos Marítimos e Portuário, que representa cerca de 700 pessoas, os portos foram forçados a interromper totalmente as atividades. "Esse apoio mostra a rejeição total de trabalhadores contra as propostas do governo", afirmou o vice-presidente da confederação, Vitor Dias, à agência de notícias Lusa. "O governo quer se livrar de metade de todos os trabalhadores portuários e substituí-los por pessoas sem qualquer qualificação", acrescentou Dias. Socorro – O desemprego em Portugal, que está implementando políticas de austeridade como parte do pacote de so-

Nos EUA, sobem as vendas no varejo.

A

s vendas no varejo nos Estados Unidos subiram em julho pela primeira vez em quatro meses, ao passo que a demanda cresceu amplamente, desde carros até eletrônicos, em um sinal de que os consumidores po-

corro de 78 bilhões de euros (US$ 96 bilhões) recebido da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI), subiu para um nível recorde de 15% no segundo trimestre, afirmou ontem o Instituto Nacional de Estatísticas. O Produto Interno Bruto (PIB) português caiu 3,3% no segundo trimestre deste ano, em comparação com igual período de 2011, e declinou 1,2% em relação aos três primeiros meses do ano, informou também o instituto nacional de estatísticas. No primeiro trimestre, a economia portuguesa havia tido contração anual de 2,3% e trimestral de 0,1%. O governo prevê que o PIB terá queda de 3% neste ano, depois da contração de 1,6% registrada no ano passado. (AE)

dem guiar um crescimento econômico mais rápido no terceiro trimestre do ano. As vendas no varejo cresceram 0,8% no mês passado, afirmou o Departamento do Comércio. Esse foi o maior ganho desde fevereiro e veio bem acima das expectativas. Economistas esperavam que as vendas varejistas tivessem alta de 0,3%. O relatório alimenta a visão de que a desaceleração do crescimento irá se provar temporária. (Reuters)

DC 15/08/2012  

Diário do Comércio