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Ano 87 - Nº 23.436

Jornal do empreendedor

R$ 1,40 bre Arte so

São Paulo, sábado, domingo e segunda-feira, 13, 14 e 15 de agosto de 2011

ing Kalle S

www.dcomercio.com.br

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Conclusão: 23h50

apress er/Folh

Pacote Corruptur: 15 denunciados e raios X em ministro e deputada.

Leandro Moraes/Luz

Dos 36 presos pela Operação Voucher, 15 serão denunciados à Justiça por peculato e formação de quadrilha. Para o PPS, o ministro do Turismo não pode alegar que nada sabia. Raio X nele, pede o líder Bueno. E o PSol vai ao Conselho de Ética contra a deputada Pelaes. Pág. 5

Cadastro Positivo X juros Dourival Dourado, presidente da BVS, prevê redução nas taxas. Pág. 22

Ariel Molina/Reuters

Deve ser lançado pelo PSD. Pág. 9

Kirchner passa nas primárias 48% dos votos. Pág. 12

Moisés Nascimento/Agif/AE

Paulo Pampolin/Hype

Vera Rita Ferreira, psicanalista e pesquisadora de psicologia econômica, analisa o 'mercado'. Pág. 21

O prefeito de Kassab é Guilherme Afif

Epitácio Pessoa/AE-21.03.2011

Pusemos a crise financeira no divã

Valeu a festa. E a liderança. Num Pacaembu lotado em pleno Dia dos Pais, Timão deixa Ceará empatar (2 a 2), mas segura a ponta graças ao Fla 2 X 2 Figueirense. Na Sub 20, Brasil 4, Espanha 2, nos pênaltis. E os meninos vão pegar o México na semifinal. Esporte Reuters

Iranianos contra a 'selvageria' britânica Paulo Pampolin/Hype

Dia de sol com algumas nuvens. Máxima 26º C. Mínima 14º C.

AMANHÃ Dia de sol com algumas nuvens. Máxima 27º C. Mínima 12º C.

ISSN 1679-2688

23436

9 771679 268008

O jovem leão Yuri e seus amigos da terceira idade Nina, a leoa, está ficando senil. Na pág. 14, temos um asilo com os vovôs do zoo.

Ovos na embaixada e máscara do morto em Londres. Pág. 11

Morteza Nikoubazl/Reuters

HOJE

Do câncer Chávez vai bem. Já da oposição... Oposição quer intervenção na Venezuela, diz Chávez. Pág. 12


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sábado, domingo e segunda-feira, 13, 14 e 15 de agosto de 2011

É preciso acabar com a aberração do número crescente de cargos de assessores de "livre provimento". Delfim Netto

pinião

PAULO SAAB

ONDE MOSTRAR SUA INSATISFAÇÃO

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ara conclamar o leitor a manifestar sua insatisfação ou indignação, escolhi a palavra "insatisfação", para deixar ao próprio leitor sua definição interna, no sentido de estar insatisfeito ou indignado com o "tsunami" de corrupção que assola o País ("onda" já deixou de ser, desde o início da era Lula). Existem claro, os satisfeitos. Acredito que fazem parte do contingente justamente beneficiado pelas melhorias alcançadas graças ao Plano Real e à manutenção, no período Lula, da política econômica iniciada pelo governo FHC. Entre os satisfeitos é lícito imaginar que se encontram os que desconhecem os efeitos danosos a eles próprios, com o comportamento corrupto, indigno, de pessoas que ocupam cargos importantes, eleitos ou designados e aqueles ligados a eles. Ninguém, em sã consciência, mesmo tendo melhorado de vida, sabendo que muitos mais poderiam ter evoluído, e eles próprios terem avanço maior, vai ficar satisfeito ou não-indignado com os corruptos e corruptores que tomaram de assalto os cofres públicos.

UMA REFORMA "POR DENTRO"

A

administração permanente do Estado precisa ser devolvida a um funcionalismo radicalmente profissionalizado, bem preparado e com espírito de corpo para resistir às tentativas de "aparelhamento" pelos governos que se sucedem nos estados, na união e nos municípios. Eventos políticos recentes entre nós reforçam a enorme disfuncionalidade sistêmica que ataca as administrações públicas federal, estadual e municipal, com os votos no Congresso, nas Assembleias e nas Câmaras, obtidos em troca do"aparelhamento" da máquina estatal por apaniguados nem sempre competentes e muito menos honoráveis... Como deveria ser claro, isso não se resolverá com reforma política ou eleitoral e muito menos com a que está sendo proposta: lista fechada e financiamento público das campanhas. Na verdade tal reforma tem tudo para piorar ainda mais a situação no futuro. Primeiro, porque o partido majoritário já terá maior verba pública e ainda mais facilidade para complementála com os recursos da famosa "caixa 2" e, assim, terá maior probabilidade de continuar majoritário.

DELFIM NETTO Segundo, porque os líderes partidários com o domínio da maquina construirão a lista fechada. De acordo com sua importância na formação da maioria, cada um deles terá o valor de um "pré-sal"...

A

solução desse problema grave, que está pondo em perigo as próprias instituições, não está na reforma política. Ele tem que começar a ser enfrentado por uma profunda autorreforma do poder executivo federal, que deveria organizar-se sob a égide de concursos públicos realmente

sérios, transparentes e de acesso universal e promoção exclusivamente pelo mérito.

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número de cargos de livre provimento pelos ministros deve ser restringido ao mínimo. Como é óbvio, ele formulará (com a aprovação do presidente) a "política operacional" do ministério, mas sua execução deverá ser feita aproveitando o capital humano da própria instituição. Um ministro (mesmo jejuno) não precisa mais do que três ou quatro elementos de sua confiança que não sejam,

"Aparelhamento" dos governos em todas as instância é um jogo de cartas marcadas, que nenhuma reforma política pode melhorar. Pior, pode até mesmo piorar a situação.

necessariamente, do próprio corpo funcional do ministério. É preciso acabar com a verdadeira aberração construída com um número crescente de cargos de assessores de "livre provimento". Essa é a forma elegante de designar os "aparelhados pelos partidos" em troca de votos sem nenhum compromisso com a eficiência e a moralidade públicas. Trata-se de mais uma daquelas "jabuticabas" indigestas que vem se construindo lentamente em Brasília e produzindo metástases nos estados e municípios. A reforma na esfera federal poderá estimular as administrações estaduais e municipais a perseguir uma maior produtividade e eficiência nos serviços públicos essenciais, reclamados pela sociedade , justamente irritada com o pobre retorno que lhe dão os pesados impostos que recolhem. Quem quiser ter uma ideia mais clara do nível desse mal estar da "galera", faça de vez em quando um passeio pelos sítios de maior acesso popular na internet. A "classe política" vai ao Paraíso... ANTÔNIO DELFIM NETTO É PROFESSOR EMÉRITO DA FEA-

USP, EX-MINISTRO DA FAZENDA, DA AGRICULTURA E DO PLANEJAMENTO

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

ara conclamar o leitor a manifestar seu descontentamento, publiquei já aqui um modelo de mensagem dirigido a políticos e governantes, para que os leitores demonstrassem seu descontentamento. Informo agora, nesta coluna, os e-mails e telefones das principais casas políticas do Brasil, lembrando também que pelas ferramentas da Internet o leitor interessado encontrará, em uma pesquisa simples, os destinatários a quem desejar escrever. Assim, por exemplo, se sua insatisfação é com o governo federal, pode enviar um e-mail ou telefonar para o Palácio do Planalto ou para os próprios Ministérios. Sempre, claro, enviando cópia para os principais jornais de sua cidade. Se sua revolta for também (um não exclui o outro) com deputados federais e ou senadores, pode dirigir-se à Câmara Federal ou ao Senado da República. O mesmo se dá em relação aos deputados estaduais, devendo o leitor dirigir-se à Assembleia Legislativa de seu estado; no caso dos municípios, à respectiva Câmara Municipal de cada um, ou ao prefeito local. O mesmo vale para o governador ou para os secretários estaduais. Poucos sabem que no Ministério Público existem promotores de justiça e

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O cidadão precisa se fazer ouvir. E a sua insatisfação ou indignação devem ser explicitadas, seja por meio de telefonemas ou de e-mails para os governantes. procuradores que podem e devem receber as denúncias e as manifestações de insatisfação dos cidadãos. Na verdade, não existe o hábito entre nós, brasileiros, de expressar de forma direta e publicamente nosso grau de indignação com aqueles que se aproveitam da burocracia e, sendo corruptos e corruptores, sangram a riqueza nacional em benefício próprio. Essa leniência, complacência, mais os maus exemplos vindos de cima, a começar das mais altas autoridades, criaram no País uma rede de corrupção inusitada. Entranhada no Estado, com ramificações na iniciativa privada podre. uanto mais quietos ficarmos, mais irão nos roubar, ainda que incipientemente se procure combater o problema. Nossas leis são frágeis e quem as faz não tem interesse em mudar. Seriam réus de si próprios mais à frente. Não são todos, mas são muitos. Usando o modelo que publiquei anteriormente, manifeste-se, leitor, a começar pelos endereços abaixo : Congresso Nacional. 1) Senado da República : Fone: (61) 3303-4141 (peça o gabinete do senador com quem deseje falar) ou envie email, por exemplo, para sarney@senador.gov.br. A mesma fórmula pode ser usada para outro senador. 2) Câmara dos Deputados: (61) 3216-0000 (faça como o exemplo acima) ou envie o seu e-mail para dep.marcomaia@camara.gov.br usando a mesma formula para outro deputado federal. Palácio do Planalto 1) Presidência da República : (61) 3411-1200 . Peça para falar com a Presidente, ou Presidenta, no jargão palaciano. Ou então, envie e-mail para gabinete@planalto.gov.br 2) Ministérios : Procure em www.presidencia.gov.br/ ministros/view e escolha para quem quer escrever, entrando no site de cada um. Faça-se ouvir, leitor.

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PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli, Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 13, 14 e 15 de agosto de 2011

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pinião

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APRENDIDAS AS LIÇÕES DA CRISE, QUALQUER GOVERNO PODE RETOMAR O CRESCIMENTO.

CHARLES HOLLAND

É PRECISO APOIAR A LIMPEZA POLÍTICA

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expressão britânica "dama de ferro" é usada de forma carinhosa, quando se admira uma pessoa inteligente e corajosa, que não hesita em tomar decisões difíceis e corretas, mesmo que incomodem os habituados a praticas não republicanas. No Brasil atual, nossa presidente pode ser assim considerada. Antes de assumir a presidência da República, Dilma Rousseff ocupou vários cargos executivos, a partir de 1993. Ela foi secretária de Minas, Energia e Comunicações do Rio Grande do Sul e, sob sua gestão, este foi um dos poucos estados a não sofrer as consequências do racionamento de energia em 2001. O ex-presidente Lula, por ocasião do impasse político decorrente do escândalo do mensalão, em 2005, convocou Dilma para coordenar seus 35 ministros. Ela cuidou da gestão do País e do dia a dia do governo, cobrando performance de ministros e solucionando disputas políticas com mão de ferro. Em muitos aspectos nossa presidente lembra Margaret Thatcher, a primeira-ministra do Reino Unido no início dos anos 1980. Como sempre, a pipa só sobe quando encontra ventos contrários. Logo no inicio da sua gestão, Tatcher enfrentou vários problemas, como as greves oportunistas nas minas de carvão.

A crise em três lições

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recente colapso dos preços das ações não foi um acidente de percurso e não será corrigido por mágica: vemos nele bem mais um sinal da transformação radical das economias ocidentais e da incompreensão, desde 2008, da natureza profunda da recessão nos Estados Unidos e na Europa. O que não se entendeu pode ser explicado em três lições simples, mas definitivas. Para começar, o capital se tornou superabundante por causa dos superávits comerciais da Ásia. Por conseguinte, o valor do dinheiro caiu e cairá mais. Essa tendência é forte: as cotações nas bolsas marcam um novo acordo onde, no futuro, o trabalho se tornará mais lucrativo do que os investimentos. Isso em si não é imoral, mas o bem-estar dos aposentados vivendo do rendimento de suas poupanças será bastante afetado. O tamanho do setor financeiro e sua capacidade de atrair talentos e gratificá-los com remunerações extravagantes serão reduzidos. É o fim de uma época. Segunda lição: uma grande quantidade de serviços e produtos, fabricados nos Estados

GUY SORMAN Unidos e na Europa, está agora disponível na Ásia, com qualidade igual e preço menor. Os originais foram frequentemente copiados (na China), mas também são melhorados na Coreia do Sul, no Japão, em Taiwan. Sem um salto de inovação no Ocidente, um número crescente de empresas será aniquilado pela concorrência. Isso parece que está sendo mal avaliado pelos governos da Europa e dos Estados Unidos. A prioridade lhes escapa. Assim, hoje são precisos três anos nos Estados Unidos para obter uma patente protegendo uma invenção; há dez anos, eram 18 meses. Esses atrasos aberrantes permitem aos concorrentes asiáticos inovar mais rápido que os Estados Unidos ou roubar sua propriedade intelectual. Terceira lição, amplificada pela crise do momento, mas válida em

todas as circunstâncias: os criadores de empresas têm horror à incerteza porque os investimentos privados só se tornam lucrativos a longo prazo. Então fica perigoso, nos Estados Unidos e na Europa, lançar-se em grandes aventuras industriais, já que o nível dos impostos e das contribuições sociais no futuro se tornou imprevisível. Os desacordos partidários em Washington, Paris ou Roma fazem pairar dúvida sobre o preço dos Estados e da previdência social nos próximos dez anos. O endividamento dos Estados, que na Europa, nos Estados Unidos e no Japão se aproxima de um ano de arrecadação (100% do PIB) não é insuperável. Ele assusta os poupadores (chamados também de "mercados financeiros") porque os governos são indecisos. Com

a falta de visibilidade, os empresários preferem recolher as velas a desfraldá-las. Eles têm vantagem para investir na Coreia do Sul, na Índia, na China em vez de no Ocidente. Note-se que o país europeu que melhor superou a crise foi a Alemanha. Certo, por causa de sua tradição de qualidade industrial, mas também porque seus governos, dos dois lados, seguem a mesma política econômica, registrada para o longo prazo, baseada na moderação fiscal e social e na gestão prudente do Estado para sempre. Assim, só estão condenados ao declínio e ao desemprego os países atingidos por cegueira política e imbecilidade política.

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esde que essas três lições da crise sejam identificadas e ensinadas claramente à opinião pública, qualquer governo de direita ou de esquerda será capaz de retomar o pleno emprego e o crescimento. Espera-se apenas que as bolsas não voltem aos preços especulativos e excessivos anteriores a 2008.

ambém na sua época, o general Galtieri, então presidente da Argentina, calculou que os britânicos já eram algo do passado e cutucou com vara curta o povo britânico, invadindo em abril de 1982 as Ilhas Falkland ( que os argentinos chamam Malvinas). Tatcher rapidamente organizou o país para a guerra,

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GUY SORMAN É ECONOMISTA E ESCRITOR FRANCÊS, AUTOR DE O ESTADO MÍNIMO TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA

costurando os apoios necessários. No ápice do conflito, em junho de 1982, vi estampada na 1ª página do principal jornal britânico uma foto de meia página do presidente Galtieri , em trajes de guerra. Ele dizia que em 72 horas os britânicos estariam expulsos das Malvinas. Mas na mesma página, uma nota destacava o Caderno de Cozinha, revelando que Tatcher havia chamado um grupo de jornalistas ingleses para um café da manhã, no qual agradeceu aos produtores de porcos do país, que tinham conseguido criar suínos com muito bacon e pouca gordura. O caderno estava repleto de informes sobre o café , servido pessoalmente pela primeiraministra. Com sutileza, o jornal dava a guerra por terminada, e avaliava que o tópico mais importante do momento era a qualidade do bacon britânico. comportamento da nossa presidente é semelhante ao da dama de ferro britânica, de controlar o seu meio ambiente para obter resultados e buscando persuadir as outras pessoas. Tem perfil para chefe. Não vamos esperar que um louco faça algo como Galtieri para unir os brasileiros para uma grande causa comum. A guerra à ineficiência do governo e à corrupção é um difícil desafio e Dilma está fazendo uma grande faxina, num nível de coragem nunca vista aqui num período democrático. Precisamos dar-lhe apoio, agradecendo as iniciativas para sanear a máquina pública. O momento de apoio e de aplauso é agora.

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CHARLES HOLLAND É CONTADOR, MBA WHARTON EUA, CONSELHEIRO DE COMPANHIAS ABERTAS E FECHADAS, SEM

OS JOVENS E A BEBIDA Luludi/LUZ

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governo do estado de São Paulo anunciou medidas para desestimular o consumo de álcool entre os jovens, pois o problema já atinge a dimensão de saúde pública. O alerta do governador é como a ressonância do que vem dizendo, há anos, o professor Roberto da Matta, antropólogo experiente, profundo conhecedor da realidade brasileira. Lecionando em universidades do Brasil e dos Estados Unidos, pode fazer interessantes comparações. Ele ficou indignado – e quem não ficará? – com a maneira pela qual os jovens brasileiros estão se entregando à bebida. Não é preciso ser antropólogo de notória especialização, nem político, para constatar o que está nas esquinas. Qualquer cidadão, pai de família, educador ou jornalista pode observar a intimidade de muitos jovens com o copo e a garrafa. Mais preocupante ainda é quando sabemos que a cada ano diminui a idade da iniciação na beberagem. Como se sabe, atrás dela virão males e mais males.

DOMINGOS ZAMAGNA Costumo atravessar ao menos duas vezes por dia a rua que ladeia uma grande e tradicional universidade. Às nove da manhã já vejo mesas de bares com dois ou três estudantes com várias latinhas ou garrafas vazias. À noite, então, as cenas são deprimentes.

Excelentes estudos, como os do Instituto Fernand Braudel, vêm mostrando como diminuiu a criminalidade e a vadiagem em municípios que resolveram enfrentar o problema com decisão e com competência. A cidade de Diadema tornou-se um caso emblemático.

bem verdade que o exemplo vem dos adultos. O nosso país está entre os maiores consumidores de álcool do mundo. Não quero ser um desmancha-prazeres, mas estamos vivendo perigosamente. Também nesse setor nos mostramos o país do desperdício: para tratar dos problemas advindos das bebidas alcoólicas o Brasil gasta o dobro do que investe para produzi-las.

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importante que o poder público e as instituições de saúde e educação se unam para achar soluções criativas e eficientes. Mas é preciso, também, que medidas sejam tomadas no seio das famílias. Os pais, que são os primeiros educadores, não deveriam jamais omitir-se. Tivemos um ministro da Cultura que dizia que "cachaça e broa de milho são cultura". Sim, sim, a velha cachaça já adquiriu status

de importante, sofisticada e competitiva grife, até de exportação, desbancando outros velhos destilados. Mas neste caso é melhor ser abstêmio – ou pelo menos bem moderado – e comer mais broa de milho, ler mais livros, praticar esportes, voluntariado, conversar com amigo(a)s etc. uem me lê, e nesse momento me acha aborrecido, talvez seja porque em sua família – graças a Deus! – esse problema não exista. Olhe, contudo, em volta da sua casa, pelo bairro ou pela cidade, e veja como este problema, que pode soar pitoresco e provocar risadas, acaba minando a cidadania e destruindo pessoas e lares. Não sei como serão aplicadas as diretivas do governo de São Paulo, se vão pegar ou não, mas deveríamos não só torcer, e sim colaborar ao máximo para que se reverta esta estrada tão perigosa para os nossos adolescentes e jovens, e suas famílias.

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DOMINGOS ZAMAGNA É JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA

Para tratar dos problemas causados pela bebidas alcoólicas, Brasil gasta o dobro do investido para produzi-las.

VÍNCULOS POLÍTICOS.


DIà RIO DO COMÉRCIO

sĂĄbado, domingo e segunda-feira, 13, 14 e 15 de agosto de 2011

15 de Agosto

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solenidade de hoje lembra como a Mãe de Cristo foi elevada em corpo e alma à glória de Deus em virtude de sua fidelidade à eminente missão da vida terrena. Sua Assunção Ê um Dogma da Igreja proclamada pelo Papa Pio XII, em 1950, na encíclica Constituição de ão unç Ass Festa da Munificentissimus Deus. Nossa Senhora

            

           

   

   



   



  

       

     

  

  

        

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 13, 14 e 15 de agosto de 2011

5 REPRESENTAÇÃO Partidos investem contra ministro do Turismo de deputada do AP

olítica

APRESENTAÇÃO E ministério nega favorecimento à empresa sob suspeição

MPF vai denunciar 15 por desvios no Turismo Wilson Dias/Abr

Todos serão acusados de formação de quadrilha. E o PPS vai entrar com representação contra Pedro Novais Estou mais firme que uma rocha Wagner Rossi, ministro da Agricultura, ao rebater que as denúncias na sua pasta o tenham abalado.

Waldemir Barreto/Agência Senado

Vamos ver quem é que quer a faxina e quem é que quer apenas da boca para fora Senador José Agripino Maia (RN), presidente nacional do DEM, sobre a coleta de assinaturas para instalar a CPI Mista da Corrupção. É claro que daqueles 38 há uma meia dúzia que realmente tem provas contra, mas boa parte não tem. Senador Valdir Raupp (RO), presidente nacional do PMDB, sobre a Operação Voucher da Polícia Federal, que atingiu pessoas indicadas pelo partido no Ministério do Turismo. Trata-se de quadrilha com vínculo regular e estável, com o intuito de desviar dinheiro público. Documento de investigação do Ministério Público Federal para solicitar a prisão preventiva decretada pela Justiça Ou a presidente tem coragem ou não tem. Não pode passar a ideia de que está fazendo uma grande limpeza, quando não está. Isso é simulação, ação secundária. Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB.

Michel Filho/ Agência O Globo

Em matéria de corrupção, o governo está na situação de, como se diz lá no interior, cada enxadada, uma minhoca. Senador Álvaro Dias (PR), líder do PSDB no Senado.

Luiz Alves/Ag. Câmara - 24/2/11

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elo menos 15 pessoas presas pela Polícia Federal na Operação Voucher, incluída a cúpula do Ministério do Turismo, devem ser denunciadas à Justiça pelo Ministério Público Federal (MPF) do Amapá por crimes como formação de quadrilha e peculato. Segundo o G1, elas são suspeitas de envolvimento em desvio de verbas do Ministério do Turismo para capacitação de profissionais no Amapá. Dos 16 que foram presos preventivamente no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), em Macapá, o MPF só tem dúvidas sobre o indício de culpa na esfera criminal em relação ao ex-deputado federal Colbert Martins (PMDB-BA), atual secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo. No entanto, todos os 16, incluindo Colbert, devem responder na esfera civil, por improbidade administrativa. O ex-deputado é citado no inquérito da PF por ter assinado um dos quatro repasses de recursos do Ministério do Turismo para o Instituto de Desenvolvimento e Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). De acordo com a PF, R$ 3 milhões dos R$ 4,4 milhões previstos no convênio com o Ibrasi foram desviados para empresas de fachada. Todos os presos já forma liberados. O MPF prevê que a denúncia será apresentada em cerca de 15 dias. Novais – Quem também deve explicações é o ministro do Turismo, Pedro Novais, pelo menos para a direção do PPS que ontem, em nota, informou que vai apresentar à Procuradoria-Geral da República (PGR) representação contra o ministro, por suposto crime de

Rubens Bueno, líder do PPS, quer que o ministro Pedro Novais explique a sua atuação no episódio.

prevaricação no esquema de desvio de dinheiro. A cúpula do ministério e a direção da ONG Ibrasi foram alvo, na semana passada, da Operação Voucher. No total, 36 pessoas foram presas, incluindo o número dois da pasta, Frederico Costa e Silva, solto na madrugada de ontem, após pagar fiança de R$ 109 mil. De acordo com o PPS, o ministro "foi omisso diante dos indícios de fraudes no convênio". Na ação, o partido vai argumentar que Novais tinha informações sobre esquema de corrupção na pasta e não tomou providência "para estancar o desvio de dinheiro público", segundo o PPS. "O ministro, no mínimo, prevaricou, pois ao ser informado sobre as irregularidades sequer pediu abertura de processo administrativo". Para o líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno (PR) "é preciso

Vai ser muito difícil para o ministro Novais manter a alegação de que não sabia de nada. Vamos apurar a sua conduta. RUBENS BUENO, LÍDER DO PPS apurar a conduta de Novais". Além disso, o líder do PPS destaca que vai ser "muito difícil" o ministro manter "a alegação de que não sabia de nada". Emenda gorda – Também por isso, nesta semana, o PSol já anunciou que vai acionar o Conselho de Ética da Câmara para apurar a participação da deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP) no esquema. Ela foi a autora da emenda que possibilitou o repasse de recursos do governo para o Ibra-

si. De acordo com depoimentos de presos tomados pela PF, a deputada teria ficado com a maior parte dos recursos, o que ela nega. Para entrar com o pedido, o PSol busca apoio do PPS e do PV. Convocação – Já o deputado federal Otávio Leite (PSDBRJ), integrante da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, afirmou que vai apresentar requerimento pedindo a convocação do delegado responsável pela operação, André Moreira Branco dos Santos, para depor. Tr an sp or te s – Amanhã, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, vai comparecer ao Senado para explicar como em pouco tempo os investimentos da pasta saltaram de R$ 58 para R$ 72 bilhões e o número de aditivos saltou 154%. O PR, em protesto, vai se ausentar da audiência. (Ag ências)

Ministério rebate denúncia

De vez em quando eu ouço dizer que há provas robustas, mas onde estão as provas? Michel Temer, vice-presidente da República, sobre a Operação Voucher da PF.

Verbas para o Parque Mutirama foram autorizadas depois de decisão judicial, alega nota do Turismo

O Patrícia Cruz/LUZ

Pega um prédio moderno, meio andar, diz que tá com uma sede em construção, mas por enquanto. Conversa gravada pela Polícia Federal na qual Frederico Silva Costa, secretário-executivo do Ministério do Turismo, orienta o empresário Fabio de Mello a montar uma entidade de fachada para fechar convênio com o governo federal.

Ministério do Turismo rebateu ontem, em nota oficial, denúncia publicada na edição desta semana da revista Época sobre a liberação de recursos para empresa que venceu uma licitação que estava sob investigação do Ministério Público Federal. Na nota, o ministério aponta que as verbas para a revitalização do Parque Mutirama, em Goiânia (GO) – objeto da denúncia da publicação –, foram autorizadas "depois da decisão da 8ª Vara da Justiça Federal, que indeferiu pedido de liminar do Ministério Público Federal". Segundo a reportagem de Época, a Polícia Federal suspeita que a licitação municipal para a reforma do parque foi dirigida para a contratação da empresa Warren. De acordo com a revista, essa escolha ocorreu por conta de "uma relação de amizade" entre o se-

cretário-executivo do ministério, Frederico Silva da Costa, e os donos da Warren. O dinheiro veio do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur). Quando os recursos – cerca de R$ 45 milhões – foram aprovados, Costa era o responsável pelo Prodetur, segundo a revista. Parecer – Na nota, o ministério afirmou que a decisão para a liberação dos recursos foi tomada após parecer do Tribunal de Contas da União (TCU), que "concluiu não ter havido irregularidades no processo de licitação e recomendou acompanhamento da execução das obras". De acordo com o ministério, os recursos foram aprovados "diante da necessidade de novas intervenções para evitar o retrabalho nessas obras já iniciadas na capital de Goiás". A nota aponta que há três convênios com os recursos do

Dida Sampaio/AE - 09.08.11

Fábio Pozzebon/ABr

Os militares sabem mandar e sabem obedecer, isso é uma coisa muito importante. Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência, a respeito da mudança no Ministério da Defesa, com a substituição de Nelson Jobim pelo embaixador Celso Amorim.

Frederico Costa: relação de amizade definiu licitação, diz revista

Prodetur já assinados para a reestruturação do Parque Mutirama. O ministério informou que, dos R$ 55,6 milhões referentes à soma desses três convênios, a pasta é responsável por R$ 45,1 milhões. Desse valor, apenas R$ 9 milhões foram liberados, diz o comunicado.

O ministério enfatizou ainda que não recebeu notificação da Polícia Federal sobre a suposta investigação. Segundo a revista, no entanto, a Polícia Federal abriu inquérito na semana passada, a pedido de procuradores do Ministério Público Federal (AE)

SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS COORDENADORIA GERAL DE LICITAÇÕES PREGÃO Nº: 10/SMSP/COGEL/2011 2011-0.145.839-5 OBJETO: Celebração de Ata de Registro de Preços para prestação de serviços de limpeza de bocas de lobo, através de equipes. Interessado: Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras COMUNICADO Nº 24/SMSP/COGEL/2011 A Coordenadoria Geral de Licitações - COGEL comunica aos licitantes que, a abertura da sessão pública de entrega e abertura das propostas da licitação em referência, que havia sido suspensa “sine-die”, ocorrerá no dia 26 de agosto de 2011, às 10h30min no auditório desta Secretaria, à Rua Líbero Badaró nº 425 33º andar - Centro - São Paulo/SP.

SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS LICITAÇÃO POR TOMADA DE PREÇOS Nº 02/SP-JA/2011 TIPO: MENOR PREÇO GLOBAL PROCESSO Nº 2011-0.171.562-2 A Subprefeitura Jabaquara comunica aos interessados que encontra-se aberta licitação na modalidade TOMADA DE PREÇOS, tipo menor preço global, para CONTRATAÇÃO DE EMPRESA DE ENGENHARIA PARA EXECUÇÃO DE SERVIÇOS E OBRAS DE CONTENÇÃO DE MARGEM DE CÓRREGO EM ÁREA DE RISCO - VIETNÃ - LOCAL: RUA RODOLFO GARCIA/RUA CAPUAVINHA SP-JA. A abertura da sessão pública da Tomada de Preços ocorrerá às 10:30 horas do dia 25/08/2011, no auditório da Subprefeitura Jabaquara, na Avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira, 2.314. Os envelopes deverão ser entregues na Assessoria Jurídica/Licitações e Contratos, até as 10:00 horas do dia 25/08/2011, sendo que a SESSÃO DE ABERTURA será realizada no Auditório da Subprefeitura Jabaquara, no mesmo endereço, às 10:30 horas do mesmo dia, onde serão iniciados os trabalhos de abertura dos envelopes. O Edital da Tomada de Preços poderá ser consultado e/ou obtido no site da Prefeitura do Município de São Paulo, no seguinte endereço: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, ou na Av. Engenheiro Armando de Arruda Pereira, 2.314, Jabaquara, mediante o recolhimento de R$ 0,15 (quinze centavos de real) por folha, através de Guia de Recolhimento que será fornecida pela Assessoria Jurídica/Licitações e Contratos, ou ainda mediante entrega de CD-R em troca de outro com o Edital completo e anexos salvos. Mais informações pelo telefone 3397-3293.


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sábado, domingo e segunda-feira, 13, 14 e 15 de agosto de 2011

A minha renúncia era para ter sido uma articulação. Nunca imaginei que ela seria de fato executada. Jânio Quadros, em depoimento ao neto sobre sua renúncia.

olítica

AE – 28/8/1961

No ar, a Rede da Legalidade. Ou: 12 dias de tensão pela democracia. Dos porões do Palácio Piratini, há 50 anos, Leonel Brizola defendeu, em cadeia de rádio, a Constituição, para que João Goulart assumisse a Presidência. Mário Tonocchi Divulgação

Marco Couto/Divulgação

Barricadas protegem o Palácio Piratini, no Rio Grande do Sul: os esperados ataques nunca ocorreram. AE – 19/8/1961

Hélio Fontoura (acima), secretário particular de Leonel Brizola, lembra que o governador foi contra o parlamentarismo. E o ex-deputado estadual Gubdem Borges Castanheira temeu pela eclosão de uma guerra civil. "Era muita tensão".

muito mobilizado para lembrar a resistência", afirmou o escritor. O livro, de acordo com o autor, é uma "tentativa de recontar a história da legalidade desde a queda do Jânio até a posse do Jango, a partir de toda bibliografia e de entrevistas com remanescentes do movimento", disse. Depoimentos – Aos 35 anos, em 1961, o advogado criminalista Gubdem Borges Castanheira cumpria seu primeiro mandato como deputado estadual do Rio Grande do Sul. Ele se lembra dos momentos de tensão dos 12 dias de funcionamento da Rede da Legalidade, com a possibilidade de bombardeios à sede do governo, de onde Brizola incitava o povo a apoiar a posse de Goulart, ou mesmo da eclosão de uma guerra civil em meio ao impasse político. "Foi um momento tenso, não só da minha parte, como da maioria dos deputados e da população de Porto Alegre. Avisaram que haveria

um bombardeio no Palácio. E nós, que éramos vizinhos do governador, ficamos apreensivos", disse. Ex-deputado estadual pelo PTB, entre 1963 e 1966, e secretário particular de Leonel Brizola por 40 anos, Hélio Fontoura diz que Brizola foi contra a decisão de um grupo de deputados, e mesmo de João Goulart, para acabar com o impasse: a implementação do parlamentarismo, dividindo o poder do presidente com o Legislativo, para que Goulart tomasse posse. "O doutor Brizola sempre foi contra. Nós acreditávamos nessa luta. Achávamos que, se o doutor João Goulart quisesse endurecer, haveria uma luta, haveria morte, mas a Legalidade venceria. Porém, o doutor João Goulart, com aquele seu temperamento, não quis que houvesse um banho de sangue entre seu povo e resolveu aceitar o regime parlamentarista, que deu no que deu", observou.

Lara e Pereio, os autores do hino.

M

orta aos 87 anos, em outubro do ano passado, no Rio de Janeiro, a poeta, jornalista, advogada e professora Lara de Lemos foi a autora, junto com o ator Paulo César Pereio, do Hino da Legalidade, música que abria todas as transmissões da Rede da Legalidade. Ela relatou na imprensa como compôs letra e música. "A oficina de artistas gaúchos funcionava no Teatro de Equipe, que na época pertencia a vários atores, como o Paulo José, o Mario de Almeida, o Paulo César Pereio. O Brizola mandou pedir à oficina um hino para abrir a Rádio da Legalidade. Fiz a toque de caixa, em

cima do joelho, batendo com os dedos em cima de uma mesa, tentando fazer letra com música", contou. Segundo ela, Brizola mudou apenas uma palavra no texto. "Havíamos colocado 'avante companheiros de pé' e ele pediu para colocar 'avante brasileiros de pé'", relatou a professora, que fez a letra em duas horas. Para ouvir o hino, na versão de Beth Carvalho e João Nogueira no disco O Grande Presidente, da gravadora Ideia Livre, de 1989, acesse www.dcomercio.com.br. Tudo legal – A programação oficial dos 50 anos da Rede da Legalidade começou neste mês e vai até outubro. Uma das

principais atividades da Assembleia Legislativa será a sessão especial, no dia 31 de agosto, com a entrega da medalha do Cinquentenário da Legalidade para ex-deputados, descendentes e remanescentes do Movimento de 1961. O PDT, partido de Leonel Brizola, já concluiu a reforma da sede nacional, em Brasília, com a ampliação do auditório e da sala de reunião de encontros, seminários e oficinas, instalação de estúdios de rádio e TV e das plataformas do portal do partido na internet e da radiolegalidade.com.br. Já a Fundação Caminho da Soberania vai doar para Porto Alegre uma estátua de Brizola. (MT)

Leonel Brizola se reúne com políticos e empresários paulistas. Entre eles, Caio de Alcântara Machado.

Maior erro de Jânio foi a sua renúncia

U

m dos fatos mais surpreendentes da história da República, a renúncia de Jânio Quadros, em 25 de agosto de 1961, por pouco não levou o País à guerra civil. Desde então muito se especulou a respeito dos reais motivos da carta que Quadros entregou ao Congresso, pouco depois de ter sido denunciado por seu maior aliado, o governador da Guanabara, Carlos Lacerda. O governador afirmou na TV que o presidente preparava um golpe de Estado, já que enfrentava diversas dificuldades políticas. Uma das explicações mais próximas da realidade estaria no livro publicado em 1996 pelo neto do ex-presidente, Jânio Quadros Neto. Em sete das mais de 300 páginas de Jânio Quadros: Memorial à História do Brasil, o neto reproduz uma entrevista que fez com o

Luciana Prezia/AE – 24/7/2002

O

Estado do Rio Grande do Sul (RS) prepara uma série de comemorações para lembrar os 50 anos da Rede da Legalidade, um movimento encabeçado pelo então governador do estado, Leonel Brizola, pela posse de João Goulart, depois da renúncia do presidente da República Jânio Quadros, em 1961. Militares brasileiros ensaiavam tomar o poder, alegando que a tendência dos políticos seguia para a extrema esquerda. O vice-presidente, Goulart, estava na China quando Quadros entregou a carta de renúncia. Com poderes reduzidos pelo regime parlamentarista adotado na época, Goulart só assumiu a Presidência da República em 7 de setembro do mesmo ano. A Rede da Legalidade atrasou em cerca de quatro anos a implantação do regime militar, que assumiria o poder em 1964. Discursos do porão – Detonada em 25 de agosto de 1961, a Rede, também conhecida como Cadeia ou Movimento da Legalidade, durou 12 dias. Dos porões do Palácio Piratini, em Porto Alegre, Brizola pronunciava os discursos contra o que denominava de golpe. A Rede chegou a reunir em cadeia 104 emissoras de rádio pregando o respeito à Constituição. O movimento permanecia no ar as 24 horas do dia. Teve a participação de jornalistas, radialistas e técnicos de todas as emissoras. O alcance das mensagens foi intenso, com picos de 100% de audiência no Rio Grande do Sul. As transmissões também chegaram a outros estados brasileiros, e nos países vizinhos foram transmitidos boletins noticiosos em inglês, espanhol e até em alemão. Autor do livro Vozes da Legalidade – Política e Imaginário na Era do Rádio, o jornalista e escritor Juremir Machado da Silva crê que as comemorações dos 50 anos da Rede devem ficar mais restritas ao Rio Grande do Sul. "É possível que tenha certo eco também no Rio de Janeiro e nos espaços onde há remanescentes dos brizolistas e partidários do PDT. Agora, aqui no Rio Grande do Sul, realmente está todo mundo

Jânio Quadros Neto: confissões.

avô no mesmo quarto do Hospital Albert Einstein onde o expresidente morreria seis meses depois, em 1992. "A minha renúncia era para ter sido uma articulação. Nunca imaginei que ela seria de fato executada. Renunciei à mi-

nha candidatura à Presidência em 1960 e ela não foi aceita. Voltei com mais fôlego e força. Meu ato de 1961 foi uma estratégia política que não deu certo, uma tentativa de recuperar a governabilidade. Também foi o maior fracasso político da história republicana. O maior erro que já cometi", disse. Bebida - Para o escritor Marcelo Henrique, de Amparo (SP), o ato de Jânio pode ter sido "mais fruto de uma bebedeira". Para ele, "faltou alguém que o trancasse no quarto até que passasse o acesso de apresentar a renúncia", diz o escritor, que lançou no mês passado a segunda edição revista e ampliada do livro Jânio Quadros – Sem Retoque. Segundo o escritor, Quadros queria seguir para São Borja (RS), terra de João Goulart, e de lá marchar para Brasília para fechar o Congresso, com apoio popular. (MT)

Um debate sobre o que eles fizeram

O

Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política (Neamp), do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), realiza no próximo dia 25 um seminário que vai debater as atitudes e as ações de lideranças políticas históricas e con-

temporâneas do Brasil. Entre eles, Jânio da Silva Quadros, que no mesmo dia do evento, há 50 anos, renunciou ao cargo de presidente da República. Além de Jânio, o seminário também vai debater figuras políticas como Getúlio Vargas, os líderes paulistas Adhemar de Barros, Paulo Maluf e Marta Suplicy e as lideranças atuais

da América Latina, como o expresidente Luís Inácio Lula da Silva, e o atual presidente da Venezuela Hugo Chávez. O encontro será realizado no Auditório Professor Dr. Ricardo Hasson Sayeg (sala 100-A, 1 º a n d a r, p ré d i o n o v o d a PUC/SP), na Rua Ministro Godói, 969 (Perdizes), em São Paulo. (MT)


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Bradesco S.A. - Corretora de Títulos e Valores Mobiliários Empresa da Organização Bradesco CNPJ 61.855.045/0001-32 Sede: Av. Paulista, 1.450 - 7º andar - Bela Vista - São Paulo - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2011, da Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (Bradesco Corretora), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Estruturada para atender clientes locais e estrangeiros, a Bradesco Corretora destaca-se como uma das mais atuantes do mercado brasileiro, com significativa participação nos mercados de ações e futuros. Apresentou, no mercado de ações, marcante crescimento em operações pela Internet (Bradesco Home Broker). A Bradesco Corretora oferece a seus clientes um serviço completo de análise de investimento com cobertura dos principais setores e empresas do mercado brasileiro. Nossa equipe de vinte analistas é composta por especialistas setoriais (analistas seniores e assistentes), que divulgam suas opiniões aos clientes de modo equitativo, por meio de relatórios de acompanhamento e guias de ações, com ampla base de projeções e múltiplos de comparação. Além de sua equipe própria de economistas dedicada às demandas específicas dos clientes, focando o mercado de ações, a Corretora conta com análises da equipe de economistas do Banco Bradesco. A Bradesco Corretora também coloca à disposição de seus clientes o Programa Tesouro Direto, que permite ao investidor pessoa física adquirir Títulos Públicos Federais pela Internet, sendo necessário apenas o cadastro no site www.bradesco.com.br, seção Investimentos. Dando continuidade à expansão do Projeto das Salas de Ações, visando uma atuação em todo o território nacional, a Bradesco Corretora inaugurou sua última sala em Londrina/PR, totalizando 22 Salas de Ações em pleno funcionamento. As atividades internacionais, conduzidas por meio das mesas de operações de Nova York e Londres, apresentaram aumento significativo no número de clientes institucionais ativos, configurando um incremento na participação de mercado do Bradesco junto aos investidores globais. Desenvolvemos uma intensa agenda de Road Shows com analistas e com empresas de capital aberto, organizando reuniões com investidores institucionais nos principais centros financeiros dos Estados Unidos e Europa, incluindo Nova York, Boston, Washington, Chicago, Los Angeles, Londres, Edimburgo, Frankfurt, Paris, entre outros.

Em outubro de 2010, a Bradesco Corretora lançou o Bradesco Trading, um ótimo aplicativo para iPhone que possibilita a compra e venda de ações, visualização de cotações, acompanhamento de ordens de compra e venda de ações na BM&FBOVESPA em tempo real, consulta de limite operacional, visualização das melhores ofertas e resumo financeiro. A Bradesco Corretora encerrou o semestre na 15ª posição no ranking acumulado dos mercados da BM&FBOVESPA, dentre as 90 corretoras participantes. A Corretora atendeu no semestre 42.909 investidores e executou 1.103.518 ordens de compra e venda de ações, o que resulta em um volume financeiro de R$ 36,572 bilhões no período. Observamos que os novos investidores demonstram, cada vez mais, interesse em conhecer o mercado de ações e a Internet é o principal e mais prático canal de acesso a este mercado, com menor custo. O Bradesco Home Broker, que permite ao cliente a compra e venda de ações pela Internet, obteve a cifra de R$ 5,530 bilhões em volume negociado no Mercado à Vista da BM&FBOVESPA no semestre, com o total de 2.332.675 ordens recebidas. Destas, 553.301 foram executadas, classificando-se na 14ª posição do ranking anual das corretoras Home Broker nos mercados da BM&FBOVESPA. A base de clientes no semestre totalizou 231.534 internautas, com evolução de 3,88% em relação ao anterior, representando aumento de 8.669 novos cadastros. No acumulado do 1º semestre de 2011, a Bradesco Corretora negociou 6.237.389 contratos nos mercados futuros da BM&FBOVESPA, com volume financeiro de R$ 585,884 bilhões, classificando-se na 14ª posição do ranking financeiro das 65 corretoras participantes. O Lucro Líquido do semestre foi de R$ 27,846 milhões, registrando Patrimônio Líquido de R$ 428,140 milhões, equivalente a 45,89% dos Ativos Totais, que somaram R$ 932,909 milhões. Agradecemos aos nossos clientes pelo apoio e confiança e aos nossos funcionários e colaboradores pela dedicação ao trabalho. São Paulo, SP, 26 de julho de 2011. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5a) .................................................................... Aplicações no Mercado Aberto ..................................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6a) ....... Carteira Própria ............................................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber......................................................................................................................................... Negociação e Intermediação de Valores (Nota 7) ......................................................................................... Diversos (Nota 8)........................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Despesas Antecipadas..................................................................................................................................

2011 631.363 503 230.380 230.380 156.478 156.478 243.903 11.999 225.000 9.152 (2.248) 99 99

2010 537.309 478 117.200 117.200 91.735 91.735 327.896 6.161 316.200 5.535 -

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6a) ....... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber......................................................................................................................................... Diversos (Nota 8)...........................................................................................................................................

262.718 225.910 736 225.174 36.808 36.808

241.184 203.397 54.145 149.252 37.787 2.302 35.485

PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 9) ........................................................................................................................... Participações em Coligadas: - No País........................................................................................................................................................ Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO (Nota 10)................................................................................................................. Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ DIFERIDO (Nota 11) ..................................................................................................................................... Gastos de Organização e Expansão............................................................................................................. Amortização Acumulada ............................................................................................................................... INTANGÍVEL (Nota 12).................................................................................................................................. Ativos Intangíveis........................................................................................................................................... Amortização Acumulada ...............................................................................................................................

38.828 32.297

121.202 116.010

10.605 23.751 (2.059) 3.108 6.547 (3.439) 253 2.447 (2.194) 3.170 3.742 (572)

TOTAL ...........................................................................................................................................................

932.909

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 14a)............................................................................................................. Negociação e Intermediação de Valores (Nota 7) ......................................................................................... Diversas (Nota 14b).......................................................................................................................................

2011 475.131 475.131 1.119 15.733 435.817 22.462

2010 521.077 521.077 63.695 2.287 434.074 21.021

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 14a)............................................................................................................. Diversas (Nota 14b).......................................................................................................................................

29.638 29.638 28.426 1.212

33.777 33.777 33.618 159

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 15) ................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Reservas de Lucros....................................................................................................................................... Ajuste de Avaliação Patrimonial – Títulos Disponíveis para Venda ...............................................................

428.140

344.841

201.000 227.204 (64)

168.000 176.888 (47)

TOTAL ...........................................................................................................................................................

932.909

899.695

90.762 27.307 (2.059) 2.844 5.875 (3.031) 437 2.446 (2.009) 1.911 2.073 (162) 899.695

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2011 31.709 80 31.819 (190)

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Operações de Crédito ................................................................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................................................... Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 6b) .................................................................. DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ...................................................................................... Operações de Empréstimos e Repasses ......................................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil 2010 23.242 5 24.278 (1.041)

469 469

4 4

RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA.......................................................................

31.240

23.238

OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................................................... Receitas de Prestação de Serviços (Nota 16) .............................................................................................. Despesas de Pessoal (Nota 17) .................................................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 18).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 19) ..................................................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas (Nota 9a).................................................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 20)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 21).....................................................................................................

13.514 69.451 (25.078) (27.929) (8.389) 376 7.209 (2.126)

28.903 87.321 (21.588) (28.642) (9.442) 2.708 791 (2.245)

RESULTADO OPERACIONAL .....................................................................................................................

44.754

52.141

RESULTADO NÃO OPERACIONAL ............................................................................................................

(25)

(6)

RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ......................................................................

44.729

52.135

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 23a e b) ...........................................................

(16.883)

(18.441)

LUCRO LÍQUIDO..........................................................................................................................................

27.846

Número de ações (Nota 15a) ........................................................................................................................ Lucro por lote de mil ações em R$ ...............................................................................................................

485.274.572 57,38

Saldos em 31.12.2009.....................

151.000

17.000

Homologação de Aumento de Capital

17.000

(17.000)

Ajuste de Avaliação Patrimonial .......

-

-

Lucros Acumulados

11.352

132.162

37

-

-

-

-

-

-

-

(84)

Totais 311.551 -

-

Lucro Líquido....................................

-

-

-

-

-

33.694

Destinações: - Reservas...................

-

-

1.685

31.689

-

(33.374)

- Dividendos Propostos

-

-

-

-

-

(320)

(84) 33.694 (320)

Saldos em 30.6.2010.......................

168.000

-

13.037

163.851

(47)

-

344.841

Saldos em 31.12.2010.....................

168.000

-

15.851

216.772

(52)

-

400.571

33.000

-

-

-

-

(33.000)

-

-

-

-

-

-

Aumento de Capital ..........................

-

Homologação de Aumento de Capital

33.000

Ajuste de Avaliação Patrimonial .......

-

-

(33.000)

(12)

-

-

-

-

-

-

-

27.846

Destinações: - Reservas...................

-

-

1.392

26.189

-

(27.581)

33.694

- Dividendos Propostos

-

-

-

-

-

(265)

485.274.572 69,43

Saldos em 30.6.2011.......................

201.000

-

17.243

209.961

(64)

-

(12) 27.846 (265) 428.140

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2011

2010

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social .......................................................

44.729

52.135

Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos.......................................................................................

6.930

1.920

Depreciações e Amortizações ...................................................................................................................

590

454

Despesas com Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais ...........................................................................

6.691

4.168

Resultado de Participações em Coligadas ................................................................................................

(376)

(Ganho)/Perda na Venda de Imobilizado ...................................................................................................

25

6

Lucro Líquido Ajustado antes dos Impostos ...........................................................................................

51.659

54.055

(Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos........................

(44.908)

2.877

(Aumento)/Redução em Outros Créditos ....................................................................................................

(8.354)

(82.028)

(Aumento)/Redução em Outros Valores e Bens ..........................................................................................

(3)

Aumento/(Redução) em Relações Interfinanceiras e Interdependências....................................................

(2)

(2.708)

82 -

Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ...............................................................................................

32.208

59.810

Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos .........................................................................................

(24.196)

(29.279)

Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais .....................................................

6.404

5.517

(12.400)

17.396

Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Alienação de Imobilizado de Uso ................................................................................................................

25

Aquisição de Investimentos .........................................................................................................................

(1)

Aquisição de Imobilizado de Uso.................................................................................................................

(345)

Aplicação no Diferido/Intangível ..................................................................................................................

(937)

Dividendos e Juros sobre Capital Próprio Recebidos .................................................................................

584

2 (229) (586) 4.814

Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos...............................................

(13.074)

21.397

Aumento/(Redução) Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa .............................................................

(6.670)

26.914

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período......................................................................................

237.553

90.764

Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período ........................................................................................

230.883

117.678

Aumento/(Redução) Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa .............................................................

Eventos

Ajustes de Avaliação Patrimonial Próprias

Reservas de Lucros Legal Estatutárias

Lucro Líquido....................................

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

(Aumento)/Redução em Títulos Disponíveis para Venda ............................................................................

Capital Social Capital Aumento Realizado de Capital

(6.670)

26.914

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Descrição 1 - Receitas...................................................................................... 1.1) Intermediação Financeira.................................................. 1.2) Prestação de Serviços....................................................... 1.3) Outras ................................................................................. 2 - Despesas de Intermediação Financeira .................................. 3 - Insumos Adquiridos de Terceiros............................................ Serviços do Sistema Financeiro ................................................. Comunicação .............................................................................. Serviços de Terceiros.................................................................. Propaganda, Promoções e Publicidade...................................... Viagens ....................................................................................... Processamento de Dados........................................................... Serviços Técnicos Especializados .............................................. Transporte ................................................................................... Materiais, Energia e Outros ........................................................ Manutenção e Conservação de Bens ......................................... Outras ......................................................................................... 4 - Valor Adicionado Bruto (1-2-3)................................................. 5 - Depreciação e Amortização ..................................................... 6 - Valor Adicionado Líquido Produzido pela Entidade (4-5)...... 7 - Valor Adicionado Recebido em Transferência ........................ Resultado de Equivalência Patrimonial....................................... 8 - Valor Adicionado a Distribuir (6+7).......................................... 9 - Distribuição do Valor Adicionado ............................................ 9.1) Pessoal ............................................................................... Proventos ............................................................................. Benefícios ............................................................................ FGTS ................................................................................... Outros Encargos .................................................................. 9.2) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federais ............................................................................... Municipais ............................................................................ 9.3) Remuneração de Capitais de Terceiros ........................... Aluguéis ............................................................................... 9.4) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Dividendos ........................................................................... Lucros Retidos .....................................................................

2011 106.218 31.709 69.451 5.058 (469) (26.798) (11.731) (8.118) (1.791) (1.282) (1.195) (1.012) (758) (235) (227) (225) (224) 78.951 (590) 78.361 376 376 78.737 78.737 23.121 19.598 1.466 618 1.439 27.229 23.756 3.473 541 541 27.846 265 27.581

% 134,9 40,3 88,2 6,4 (0,6) (34,1) (14,9) (10,3) (2,3) (1,6) (1,5) (1,3) (1,0) (0,3) (0,3) (0,3) (0,3) 100,2 (0,7) 99,5 0,5 0,5 100,0 100,0 29,4 24,9 1,9 0,8 1,8 34,6 30,2 4,4 0,7 0,7 35,3 0,3 35,0

2010 109.103 23.242 87.321 (1.460) (4) (27.564) (11.508) (7.349) (4.814) (474) (707) (906) (819) (158) (281) (345) (203) 81.535 (454) 81.081 2.708 2.708 83.789 83.789 19.711 17.147 1.131 587 846 29.760 25.394 4.366 624 624 33.694 320 33.374

% 130,2 27,7 104,2 (1,7) (32,9) (13,7) (8,8) (5,7) (0,6) (0,8) (1,1) (1,0) (0,2) (0,4) (0,4) (0,2) 97,3 (0,5) 96,8 3,2 3,2 100,0 100,0 23,5 20,4 1,3 0,7 1,1 35,5 30,3 5,2 0,8 0,8 40,2 0,4 39,8

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL A Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (Bradesco CTVM) tem por objetivo principal intermediar operações de ações e de contratos futuros, admitidas às negociações na BM&FBovespa - Bolsa de Mercadorias e Futuros, atuando também na custódia de títulos mobiliários e é parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de recursos administrativos e tecnológicos e suas informações demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto.

Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração.

2) APRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES FINANCEIRAS TRIMESTRAIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN) e do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), quando aplicável. Incluem, estimativas e premissas, tais como a mensuração de provisões para perdas com operações de crédito, estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros, provisão para contingências, perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento, ativos não financeiros e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 26 de julho de 2011.

f) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros créditos - Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas são registrada na rubrica “Outras obrigações - Fiscais e previdenciárias”. Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para as empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes.

3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior, que são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço.

g) Investimentos Os investimentos em empresas controladas e coligadas com influência significativa ou participação de 20% ou mais do capital votante, são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas e da redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável.

h) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os c) Caixa e equivalentes de caixa decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a entidade. Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil-econômica aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem estimada dos bens, sendo: móveis e utensílios, máquinas e equipamentos e benfeitorias em imóveis de terceiros - 10% ao ano; licenciamento de software risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. 20% ao ano e sistemas de processamento de dados - de 20% ao ano e redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez i) Diferido As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao Está registrado ao custo de aquisição ou formação, líquido das respectivas amortizações acumuladas de 20% ao ano, calculadas pelo método linear. custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. A partir de 8 de dezembro de 2008 as novas operações passaram a ser registradas no ativo intangível de acordo com a Carta Circular nº 3.357 do BACEN. e) Títulos e valores mobiliários - classificação • Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos j) Intangível Corresponde aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da Instituição ou exercidos com essa finalidade. dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; • Títulos disponíveis para venda - que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de Composto basicamente por softwares, que são registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% ao ano), aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno de softwares são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e • Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados mensurar com segurança os custos diretamente atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante sua vida útil estimada, considerando os benefícios econômicos futuros gerados. pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

8

sábado, domingo e segunda-feira, 13, 14 e 15 de agosto de 2011

...continuação

Bradesco S.A. - Corretora de Títulos e Valores Mobiliários Empresa da Organização Bradesco CNPJ 61.855.045/0001-32 Sede: Av. Paulista, 1.450 - 7º andar - Bela Vista - São Paulo - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS k) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável (apurado: (i) pelo seu potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) pelo valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. l) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 13a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 13b e c); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 13b). m) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos (em base “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias incorridos (em base “pro-rata” dia). n) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis.

c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudências e efetivadas, e se necessário, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. O principal processo com essa classificação refere-se a autuação fiscal (IRPJ e CSLL) relativa às operações de desmutualização da BM&F e da BOVESPA, as quais, em síntese, consistiram na substituição dos títulos patrimoniais da BM&F e da BOVESPA, que pertenciam à empresa, por ações de emissão dessas entidades. Essa autuação, atualizada até junho/2011, corresponde a R$ 16.537 mil para o IRPJ e R$ 5.953 mil para a CSLL. d) Em 30 de junho de 2011 e de 2010, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. 14) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias

Provisão para riscos fiscais (Nota 13b) ................................................................................................... Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Provisão para imposto de renda e contribuição social diferidos (Nota 23c)............................................ Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas

2011 28.433 12.107 2.127 1.492 44.159

2011 Provisão para pagamentos a efetuar (1) ................................................................................................. 22.364 Provisão para passivos contingentes (Nota 13b) .................................................................................... 1.303 Outros...................................................................................................................................................... 7 Total ........................................................................................................................................................ 23.674 (1) Inclui Participações nos Lucros e Resultados/Bônus de empregados no montante de R$ 16.403 mil (2010 - R$ 14.022 mil).

Em 30 de junho - R$ mil 2010 21.315 12.311 1.928 351 35.905 Em 30 de junho - R$ mil 2010 20.980 200 21.180

15) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O capital social no montante de R$ 201.000 (2010 - R$ 168.000 mil) totalmente subscrito e integralizado, é representado por 485.274.572 ações ordinárias, nominativas escriturais, sem valor nominal. b) Movimentação do capital social Quantidade de ações R$ mil 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 31 de dezembro de 2010.......................................................................................................... 485.274.572 168.000 Em 30 de junho - R$ mil Aumento com Reservas AGE de 28.04.2011 (1) ........................................................................... 33.000 2011 2010 Em 30 de junho de 2011................................................................................................................. 485.274.572 201.000 Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... 503 478 Em 30 de junho de 2010................................................................................................................. 485.274.572 168.000 Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... 503 478 (1) Em Assembleia Geral Extraordinária foi deliberado aumentar o capital social da Instituição no montante de R$ 33.000 mil, elevando-o de R$ 168.000 mil Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) .............................................................................................. 230.380 117.200 para R$ 201.000 mil, sem emissão de ações, mediante a capitalização de parte do saldo registrado contabilmente em “Reserva de Lucros Estatutária”, Total caixa e equivalentes de caixa ..................................................................................................... 230.883 117.678 conforme disposto na Lei das Sociedades por Ações. Processo homologado pelo BACEN em 31 de maio de 2011. (1) Refere-se a operações cujo vencimento na data da efetiva aplicação foi igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de c) Reservas de Lucros valor justo. Em 30 de junho - R$ mil 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ 2011 2010 a) Vencimentos Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 227.204 176.888 Em 30 de junho - R$ mil Reserva Legal (1) .................................................................................................................................... 17.243 13.037 Total Reserva Estatutária (2)............................................................................................................................ 209.961 163.851 1 a 30 dias 2011 2010 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido Aplicação no mercado aberto: das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital Posição bancada ......................................................................................................... 230.380 230.380 117.200 ou para compensar prejuízos; e Letras financeiras do tesouro ........................................................................................ 230.380 230.380 117.200 (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% Total em 2011 ............................................................................................................... 230.380 230.380 do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. Total em 2010 ............................................................................................................... 117.200 117.200 d) Dividendos b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez Aos acionistas está assegurado dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, de importância não inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da Classificadas na demonstração de resultado como resultado de operações com títulos e valores mobiliários. legislação societária. No semestre foram provisionados/declarados dividendos aos acionistas no valor de R$ 265 mil (2010 - R$ 320 mil), correspondendo Semestres findos em 30 de junho - R$ mil a R$ 0,55 (2010 - R$ 0,66), por lote de mil ações. O pagamento dos dividendos do exercício de 2010 foram postergados para o final do exercício de 2011 2011 2010 conforme Ata da Diretoria. Rendas de aplicações em operações compromissadas: 16) RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS Posição bancada (Nota 6b) ..................................................................................................................... 11.411 6.356 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Total ........................................................................................................................................................ 11.411 6.356 2011 2010 6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS Corretagens de operações em bolsa ...................................................................................................... 58.731 77.219 a) Classificação por categoria e prazos Serviços de custódia ............................................................................................................................... 5.624 5.117 Em 30 de junho - R$ mil Comissões de colocações de títulos ....................................................................................................... 455 2.234 2011 2010 Outras...................................................................................................................................................... 4.641 2.751 Total ........................................................................................................................................................ 69.451 87.321 Valor de Valor Valor de 1 a 30 31 a 180 181 a 360 Acima de mercado/ de custo Marcação mercado/ Marcação 17) DESPESAS DE PESSOAL Títulos (1) dias dias dias 360 dias contábil (2) atualizado a mercado contábil (2) a mercado Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Títulos para negociação (3) ........... 56.582 4.650 7.217 87.478 155.927 155.927 91.720 2011 2010 Letras financeiras do tesouro ........... 56.582 3.106 7.217 76.579 143.484 143.484 82.064 Proventos................................................................................................................................................. 19.598 17.147 Letras Financeiras ............................ 9.757 9.757 9.757 Encargos sociais ..................................................................................................................................... 3.990 3.269 Certificados de depósito bancários .. 3.776 Benefícios................................................................................................................................................ 1.466 1.131 Debêntures ....................................... 1.544 1.142 2.686 2.686 5.880 24 41 Títulos disponíveis para venda ..... 551 225.910 226.461 226.568 (107) 203.412 (78) Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 25.078 21.588 Ações................................................ 551 551 556 (5) 15 (1) Letras financeiras do tesouro ........... 225.910 225.910 226.012 (102) 203.397 (77) 18) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS Total em 2011 .................................. 57.133 4.650 7.217 313.388 382.388 382.495 (107) Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Total em 2010 .................................. 15 6.055 31.795 257.267 295.132 (78) 2011 2010 (1) As aplicações em cotas de fundos exclusivos de investimento administrados pelo Conglomerado Bradesco, no montante de R$ 155.927 mil (2010 Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ 11.731 11.508 R$ 91.720 mil), foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, preservando a classificação da categoria dos fundos. Na Comunicação........................................................................................................................................... 8.118 7.349 distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; Serviços de terceiros............................................................................................................................... 1.791 4.814 (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não Propaganda, promoções e publicidade ................................................................................................... 1.282 474 houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificações, modelos Viagens.................................................................................................................................................... 1.195 707 de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo Processamento de dados........................................................................................................................ 1.012 906 atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; Serviços técnicos especializados............................................................................................................ 758 819 (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante; e Amortização e depreciação..................................................................................................................... 590 454 (4) No semestre, não foram realizadas perdas que não temporárias, para os títulos classificados na categoria de disponíveis para venda. Aluguéis................................................................................................................................................... 541 624 b) Resultado de títulos e valores mobiliários Transportes.............................................................................................................................................. 235 158 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Materiais, energia e outros ..................................................................................................................... 227 281 2011 2010 Manutenção e conservação de bens....................................................................................................... 225 345 11.853 8.768 Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... 224 203 Rendas de aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................. 11.411 6.356 Total ........................................................................................................................................................ 27.929 28.642 Fundos de investimentos......................................................................................................................... 7.347 4.087 19) DESPESAS TRIBUTÁRIAS Títulos de renda variável ......................................................................................................................... 1.208 5.150 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Resultados com instrumentos financeiros derivativos............................................................................. (190) (1.041) Outros...................................................................................................................................................... (83) 2011 2010 Total ........................................................................................................................................................ 31.629 23.237 Contribuição ao COFINS......................................................................................................................... 4.218 4.363 3.473 4.366 c) A Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários, não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 30 de junho de Impostos sobre serviços - ISS................................................................................................................. Contribuição ao PIS................................................................................................................................. 685 709 2011 e de 2010. Outras...................................................................................................................................................... 13 4 7) NEGOCIAÇÃO E INTERMEDIAÇÃO DE VALORES Total ........................................................................................................................................................ 8.389 9.442 Os saldos ativos e passivos referem-se às transações efetuadas por conta de clientes nas bolsas de valores e de mercadorias e futuros, cuja liquidação 20) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS financeira é efetuada no mês seguinte, conforme composição demonstrada a seguir: Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Outros Créditos Outras Obrigações 2011 2010 2011 2010 Dividendos/JCP ....................................................................................................................................... 5.402 Variação monetária ativa ......................................................................................................................... 1.716 760 Devedores/credores por conta de liquidação pendente. .................. 157.610 313.269 434.583 299.983 Recuperação de encargos e despesas ................................................................................................... 20 Operações com ativos financeiros e mercadorias a liquidar ............ 49.082 2.673 8 5 Outras...................................................................................................................................................... 91 11 Caixa de registro e liquidação........................................................... 18.308 258 1.222 134.014 Total ........................................................................................................................................................ 7.209 791 Devedores por empréstimos de ações ............................................. 4 72 Totais ............................................................................................... 225.000 316.200 435.817 434.074 21) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS 8) OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 2011 2010 Atualização de impostos e contribuições ................................................................................................ 1.753 1.104 Depósitos para interposição de recursos fiscais ..................................................................................... 29.433 28.535 Variação monetária passiva .................................................................................................................... 64 39 Créditos tributários (Nota 23c)................................................................................................................. 11.367 9.130 Contribuição Lei Rouanet ........................................................................................................................ 815 Títulos e Créditos a Receber................................................................................................................... 3.153 997 Outras...................................................................................................................................................... 309 287 Pagamentos a ressarcir........................................................................................................................... 1.239 1.281 Total ........................................................................................................................................................ 2.126 2.245 Impostos e contribuições a compensar ................................................................................................... 117 424 22) TRANSAÇÕES COM O CONTROLADOR E COLIGADAS Depósitos para interposição de recursos trabalhistas............................................................................. 23 84 a) As transações com controladores, empresas controladas e empresas coligadas, são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as Outros...................................................................................................................................................... 628 569 médias praticadas com terceiros, e vigentes nas datas das operações, e estão assim representadas: Total ........................................................................................................................................................ 45.960 41.020 Em 30 de junho - R$ mil 9) INVESTIMENTOS 2011 2010 2011 2010 a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados em contas de resultado, sob a rubrica Ativos Ativos Receitas Receitas de “Resultado de participações em coligadas”. (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) Em 30 de junho - R$ mil Disponibilidades: Quantidade de ParticiBanco Bradesco S.A. ....................................................................... 503 478 ações/cotas pação Ajuste Aplicações no mercado aberto: Patrimônio possuídas no capital Lucro decorrente de Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 230.380 117.200 11.411 6.356 Capital líquido (em milhares) social líquido Valor contábil avaliação (1) Dividendos: Empresas social ajustado Ações Cotas % ajustado 2011 2010 2011 2010 Banco Bradesco BBI S.A. ................................................................ (1.119) (63.695) Miramar Holdings S.A...... 80.871 2.423 Miramar Holdings S.A. ..................................................................... 9.090 7.128 Marília Reflorestamento STVD Holdings S.A. ........................................................................ 6 5 e Agropecuária Ltda. ..... 1.756 1.965 2 0,542 75 11 10 Serviços prestados a pagar: STVD Holdings S.A. ........ 912.000 1.300.128 77.027 0,815 46.087 10.594 9.881 376 285 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (32) (31) Total ................................ 10.605 90.762 376 2.708 Aluguel: (1) Ajuste decorrente de avaliação: considera os resultados apurados pelas companhias a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais das investidas Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (243) (437) não decorrentes de resultados. Alvorada CCFI S.A. .......................................................................... (188) (178) b) Composição de outros investimentos Rendas de serviços: Em 30 de junho - R$ mil Banco Bradesco BBI S.A. ................................................................ 4 4 2011 2010 BRAM - Bradesco Asset Management S.A. .................................... 4 4 Ações e cotas .......................................................................................................................................... 21.047 24.604 Serviços do sistema financeiro: Investimentos por incentivos fiscais ........................................................................................................ 2.701 2.701 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (217) (233) Títulos patrimoniais ................................................................................................................................. 2 1 b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Obras de arte .......................................................................................................................................... 1 1 Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: Subtotal .................................................................................................................................................. 23.751 27.307 • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definida em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos Provisão para perdas .............................................................................................................................. (2.059) (2.059) membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e Total ........................................................................................................................................................ 21.692 25.248 • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. 10) IMOBILIZADO DE USO Em 30 de junho - R$ mil Para 2011, foi determinado o valor máximo de R$ 4.000 mil para remuneração dos Administradores (proventos e gratificações) e de R$ 2.500 mil para custear Valor residual planos de previdência complementar de contribuição definida. Taxa Custo Depreciação 2011 2010 Benefícios de Curto Prazo a Administradores Imóveis de uso: Em 30 de junho - R$ mil - Móveis e equipamentos de uso/instalações................................... 10% 3.293 (910) 2.383 2.094 2011 2010 - Sistema de processamento de dados ............................................ 20% 2.981 (2.430) 551 213 Proventos................................................................................................................................................. 448 - Sistema de segurança e comunicação .......................................... 10% 273 (99) 174 537 Contribuição ao INSS .............................................................................................................................. 101 Total em 2011 .................................................................................. 6.547 (3.439) 3.108 Total ........................................................................................................................................................ 549 Total em 2010 .................................................................................. 5.875 (3.031) 2.844 Benefícios pós-emprego 11) DIFERIDO Em 30 de junho - R$ mil Os valores registrados no diferido referem-se a gastos com desenvolvimento de logística, e seu valor residual corresponde a R$ 253 mil (2010 - R$ 437 mil). 2011 2010 A amortização acumulada corresponde a R$ 2.194 mil (2010 - R$ 2.009 mil). Planos de previdência complementar de contribuição definida............................................................... 392 Total ........................................................................................................................................................ 392 12) INTANGÍVEL Os valores residuais com gastos de desenvolvimento de softwares correspondem a R$ 2.964 mil (2010 - R$ 1.721 mil) e de aquisição de softwares a A Organização Bradesco não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoalchave da Administração. R$ 206 mil (2010 - R$ 190 mil). A amortização acumulada corresponde a R$ 572 mil (2010 - R$ 162 mil). Outras informações 13) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; a) Ativos Contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria b) Passivos Contingentes classificados como perdas prováveis e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. A Instituição é parte em processos judiciais, de natureza trabalhista e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. As provisões foram constituídas levando em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. ou da Diretoria Executiva e seus familiares. A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender às perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre 23) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social Semestres findos em 30 de junho - R$ mil I - Processos Trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando a obter indenizações, em especial o pagamento de “horas extras”. Nos processos em que é exigido 2011 2010 depósito judicial, o valor das contingências trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... 44.729 52.135 Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15% (1)...................... (17.892) (20.854) II - Processos Cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: 702 900 como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento Despesas e provisões indedutíveis líquidas de receitas tributáveis (2) .................................................. Participações em coligada....................................................................................................................... 150 1.083 de Tribunais. Outros valores ......................................................................................................................................... 157 430 As questões discutidas nas ações normalmente não constituem eventos capazes de causar impacto representativo no resultado financeiro. Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (16.883) (18.441) III - Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não (1) A alíquota da contribuição social para as empresas do segmento financeiro foi elevada para 15%, de acordo com a Lei nº 11.727/08 (Nota 3f); e (2) Contempla o efeito fiscal resultante da adesão ao programa de parcelamento de débitos tributários, com anistia para liquidação de débitos administrados obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. pela Receita Federal do Brasil (RFB) e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), instituído pela Lei nº 11.941/09. IV - Movimentação das Provisões Constituídas b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social Em R$ mil Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Fiscais e 2011 2010 Trabalhistas Cíveis Previdenciárias Impostos correntes No início do 1º semestre de 2011............................................................................... 674 95 22.393 Imposto de renda e contribuição social devido........................................................................................ (18.254) (17.143) Constituições líquidas de reversões .............................................................................. 538 Impostos diferidos Atualização monetária ................................................................................................... 112 6.040 Constituição/Realização no semestre, sobre adições temporárias......................................................... 1.371 (1.298) Pagamentos/baixas ....................................................................................................... (116) Total dos impostos diferidos................................................................................................................ 1.371 (1.298) No final do 1º semestre de 2011 (Nota 14) ................................................................ 1.212 91 28.433 No final do 1º semestre de 2010 (Nota 14) ................................................................ 158 42 21.315 Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (16.883) (18.441) continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 13, 14 e 15 de agosto de 2011

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...continuação

Bradesco S.A. - Corretora de Títulos e Valores Mobiliários Empresa da Organização Bradesco CNPJ 61.855.045/0001-32 Sede: Av. Paulista, 1.450 - 7º andar - Bela Vista - São Paulo - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos R$ mil Saldo em Saldo em 31.12.2010 Constituição Realização 30.6.2011 Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ 860 39 899 Provisão para contingências cíveis .................................................. 1 35 36 Provisão para contingências fiscais ................................................. 1.904 6 1.910 Provisão trabalhista .......................................................................... 353 132 485 Provisão para desvalorização de títulos e investimentos ................. 720 720 Outros............................................................................................... 5.470 5.214 4.055 6.629 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias..... 9.308 5.426 4.055 10.679 Ajuste a valor de mercado de títulos disponíveis para venda .......... 34 36 28 42 Contribuição social - MP nº 2.158-35 de 24.8.2001 ......................... 646 646 Total dos créditos tributários (Nota 8).......................................... 9.988 5.462 4.083 11.367 Obrigações fiscais diferidas (Nota 14a)............................................ 805 687 1.492 Créditos tributários líquidos das obrigações fiscais diferidas.. 9.183 4.775 4.083 9.875 d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias e crédito tributário de contribuição social M.P. nº 2.158-35

2011............................................................................................................................... 2012............................................................................................................................... 2013............................................................................................................................... 2014............................................................................................................................... 2015............................................................................................................................... 2016 (1º semestre) ........................................................................................................ Total .............................................................................................................................

Em 30 de junho de 2011 - R$ mil Diferenças temporárias Imposto Contribuição de renda social Total 1.090 491 1.581 1.606 723 2.329 1.942 769 2.711 874 525 1.399 1.335 801 2.136 327 196 523 7.174 3.505 10.679

Total ........................................................................................................................................................

Em 30 de junho de 2011 - R$ mil Crédito tributário de contribuição social M.P. nº 2.158-35 2014 Total 646 646

A projeção de realização de crédito tributário trata-se de estimativa e não é diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, somaram R$ 10.266 mil (2010 - R$ 8.069 mil), sendo R$ 9.701 mil (2010 - R$ 7.535 mil) de diferenças temporárias e R$ 565 mil (2010 - R$ 534 mil) de crédito tributário de contribuição social M.P. nº 2.158-35. e) Obrigações fiscais diferidas A sociedade possui obrigações fiscais diferidas de imposto de renda e contribuição social no montante de R$ 1.492 mil (2010 - R$ 351 mil) relativas a juros sobre depósitos judiciais. 24) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis e suas interpretações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovadas pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • • • • • •

Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); e Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10).

Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e, nem tampouco, se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva. Com isso ainda não é possível quantificar os impactos contábeis da utilização desses pronunciamentos nas demonstrações contábeis da Instituição.

A DIRETORIA Luiz Filipe Lopes Soares – Contador – CRC 1SP208127/O-5

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores da Bradesco Corretora S.A. – Corretora de Títulos e Valores Mobiliários. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações contábeis da Bradesco Corretora S.A. – Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

Outros assuntos

Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Bradesco Corretora S.A. – Corretora de Títulos e Valores Mobiliários em 30 de junho de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Demonstração do valor adicionado Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração para o semestre findo em 30 de junho de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos Responsabilidade dos auditores independentes procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja Auditoria dos valores correspondentes a 30 de junho de 2010 planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Os valores correspondentes ao semestre findo em 30 de junho de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas auditores independentes que emitiram relatório datado de 27 de julho de 2010, que não continha qualquer modificação. demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante São Paulo, 12 de agosto de 2011 nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a KPMG Auditores Independentes Cláudio Rogélio Sertório André Dala Pola avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP212059/O-0 Contador CRC 1SP214007/O-2

p

O PSDB tem força, capacidade, bons nomes e uma lista de bons serviços prestados. Bruno Covas

olítica

Bruno Covas e a força tucana Pré-candidato à prefeitura de São Paulo, o secretário do Meio Ambiente considera que o PSDB tem condições de ser vitorioso na eleição municipal de 2012. Letícia Moreira/Folhapress – 4/1/2011

Guilherme Calderazzo

B

runo Covas, atual secretário estadual do Meio Ambiente, é mais um pré-candidato que disputa no PSDB a vaga de candidato oficial para concorrer à prefeitura paulistana, em 2012. Com 31 anos, advogado, economista e professor de Direito Constitucional na Faculdade de Direito de Santos, na Baixada Santista, onde nasceu, o secretário iniciou a carreira política aos 19 anos, na Juventude do PSDB, entidade na qual ocupou as presidências municipal, estadual e nacional. Em 2006, elegeu-se pela primeira vez deputado estadual e, em 2010, reelegeu-se para igual posto com quase 240 mil votos, a maior votação no Estado de São Paulo. Em janeiro deste ano, aceitou convite do governador Geraldo Alckmin e assumiu o comando da secretaria responsável pelo ambiente em São Paulo. Em cenário no qual começa a se intensificar a disputa interna no PSDB para a escolha do candidato à prefeitura, na eleição do próximo ano, Bruno Covas já enfrenta outros pré-candidatos na sigla, como os secretários estaduais de Energia José Aníbal, de Cultura Andrea Matarazzo, além do deputado federal Ricardo Trípoli. O nome do ex-governador e ex-prefeito paulistano José Serra tem recebido o apoio público do governador Alckmin para a disputa. No entanto, Serra sinaliza, no momento, que não não tem interesse em participar da eleição. Seja como for, o neto do exgovernador Mário Covas se diz favorável à realização de prévias no partido para a escolha do candidato da legenda à prefeitura. Avalia que a maioria do eleitorado paulistano dará preferência a um candidato a prefeito com perfil no qual se destacam a transparência, a ética e a visão e capacidade administrativas. Segundo Bruno Covas, o PSDB escolherá um candidato a prefeito com esse perfil e, ainda de acordo com ele, o nome na disputa será bem competitivo e terá toda chance de conseguir a vitória. Leia abaixo a íntegra da entrevista.

Diário do Comércio – Quais são as chances de o sr. ser escolhido candidato à Prefeitura de São Paulo, pelo PSDB, na eleição de 2012? Bruno Covas – A imprensa tem noticiado algumas candidaturas, entre elas, a minha. Não me lancei candidato. Sou secretário do Meio Ambiente. O partido ainda não deu início ao processo de discussão. Fará isso no tempo necessário. DC – Há vários peessedebistas interessados nessa disputa. Se for necessário, o sr. considera importante uma prévia interna, para escolha do candidato da sigla? Cov as – Sempre defendi a realização de prévias. Seria um momento importante de reflexão interna e de consolidação de uma candidatura. DC – Na visão do sr., qual o perfil do candidato a prefeito do

O PSDB tem força, capacidade, bons nomes e uma lista de bons serviços prestados. O PSDB irá unido para a eleição municipal. BRUNO COVAS

agrado do paulistano? C o va s – Acredito que alguém com visão e capacidade administrativas, além, evidentemente, de qualidades como ética e transparência. DC – Caso seja escolhido candidato, em que sentido o sr. se considera de acordo com essa expectativa do eleitor? De que modo corresponde a esse perfil? Covas – O partido, caso o exgovernador Serra opte em não ser o candidato, escolherá alguém que corresponda a esse perfil. DC – O PSDB paulistano tem condição de disputar a prefeitura da cidade sem alianças partidárias, em 2012? Caso não tenha, com quais siglas o partido deverá se aliar na disputa? Covas – As alianças partidárias fazem parte do processo democrático. Elas possibili-

tam a ampliação do apoio da população e da implementação de programas. DC – Há possibilidade de o PSDB disputar a Prefeitura, em 2012, sem que o candidato do partido seja cabeça de chapa? Há chance de disputar com um candidato a vice-prefeito? Covas – Não acredito nisso. O PSDB tem total condição de lançar uma candidatura vitoriosa. DC – Qual a vantagem do PSDB na disputa à prefeitura, em comparação com os adversários, em especial do PT e do PMDB, em 2012? O partido mantém-se competitivo na disputa? Covas – O PSDB tem força, capacidade, bons nomes e uma lista de bons serviços prestados. O PSDB irá unido para a eleição municipal. DC – Quais são os principais problemas da cidade de São Paulo? Covas – Posso, como secretário de Estado do Meio Ambiente, listar algumas prioridades da área ambiental, como qualidade do ar e o destino adequado dos resíduos sólidos, educação ambiental, código florestal, ampliação e proteção das unidades de conservação, mudanças climáticas, implementação de política voltada à economia verde, fiscalização e licenciamento ambiental. Posso dizer, com certeza, que o tema ambiental é um tema transversal, em diálogo permanente com todas as demais pastas e ações do governo. DC – Se o sr. disputar a eleição, for o candidato do partido, que propostas apresentará para resolver esses problemas? C o va s – O candidato do PSDB, quando definido, apresentará as propostas do partido para a cidade. DC – O sr. é neto de Mário Covas, um político na História e respeitado no estado e no País. Quais as vantagens e desvantagens políticas de ter Covas no nome? Covas – Não se trata de listar vantagens ou desvantagens. É uma característica , um privilégio, porque foi com ele, e a partir dele, que decidi ser político. Para isso, levei e levo em conta seu maior exemplo: é possível fazer política com ética.

Bruno e o filho Tomás Covas, no dia em que assumiu a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Kassab: disputa em SP ficará entre PSD e PT

O

PSDB não está preparando uma candidatura forte para a disputa das eleições na cidade de São Paulo, na avaliação do prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab. Ele foi eleito ontem o presidente nacional do recém-criado PSD. "Eu não vejo o PSDB preparando uma candidatura com conhecimento da cidade e conhecimento de gestão", afirmou. Ele prevê uma forte disputa entre o seu partido e o PT nas eleições municipais do ano que vem. Kassab afirmou que não há informações indicando sobre a possibilidade de o exgovernador José Serra (PSDB) ou de o senador Aloysio Nunes

(PSDB) saírem como candidatos do partido às eleições de 2012. "Se fossem, teriam o nosso apoio", disse. Entre os nomes cotados para ser o candidato do PSDB na eleição municipal estão José Aníbal, Andrea Matarazzo e Bruno Covas (veja entrevista ao lado). Todos são ligados ao governador Geraldo Alckmin. Sem citar nomes, o prefeito avaliou que os possíveis candidatos do PSDB "terão dificuldades de convencer o eleitor de que serão melhores gestores do que alguém que já está em uma gestão bem avaliada". Para Kassab, o grande adversário do PSD na capital paulista é o PT, que, nos últimos anos governou a cidade em

Dida Sampaio/AE - 12.08.11

Kassab: primeira opção é o atual vice-governador, Guilherme Affif

duas oportunidades, durante a gestão da ex-prefeita Luiza Erundina, na década de 1990, e mais recentemente com a senadora Marta Suplicy. "O PT vem de duas administrações, tem uma base eleitoral que elegeu a presidente Dilma e tem o Lula como cabo eleitoral. Acredito que o PT é um adversário forte, mas vamos mostrar que a nossa administração foi melhor do que a deles", disse Kassab, ressaltando que a gestão da exprefeita Marta Suplicy quebrou a cidade. Como exemplo, citou o aumento da taxa de juros de 6% para 9% da dívida da capital paulista com a União, que está em R$ 46 bilhões. Hoje, a intenção de Kassab é a de lançar como candidato do PSD à prefeitura de São Paulo o atual vice-governador do Estado, Guilherme Affif Domingos, que fundou o partido junto com o prefeito. Caso essa hipótese não se confirme, o político ressaltou que as alternativas são o exsecretário de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo, Francisco Luna, e o atual secretário do Verde e do Meio Ambiente da cidade de São Paulo, Eduardo Jorge. "Com certeza teremos o nosso candidato disputando o segundo turno", previu. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

sábado, domingo e segunda-feira, 13, 14 e 15 de agosto de 2011

Bankpar Arrendamento Mercantil S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 27.098.060/0001-45 Sede: Alameda Rio Negro, 585 - 11º Andar - Conj. 112 - B - Alphaville - Barueri - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,

No semestre, a Bankpar Arrendamento registrou Lucro Líquido de R$ 377 mil, correspondente a R$ 26,90 por lote de mil ações, Patrimônio Líquido

Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2011, da Bankpar Arrendamento de R$ 19,819 milhões e Ativos Totais de R$ 20,925 milhões. Mercantil S.A. (Bankpar Arrendamento), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo

Barueri, SP, 26 de julho de 2011.

Banco Central do Brasil.

Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6) ......... Carteira Própria ............................................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 7)........................................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 7)........................................................................................................................................... PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS ......................................................................................................................................... Outros Investimentos (Nota 8)....................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. TÍTULOS PATRIMONIAIS ............................................................................................................................. Outros............................................................................................................................................................ INTANGÍVEL.................................................................................................................................................. Ativos Intangíveis........................................................................................................................................... Amortização Acumulada ............................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2011 14.978 4 14.158 14.158 816 816 5.536 5.536 5.536 411 407 416 (9) 1 1 3 5 (2) 20.925

2010 13.064 8 12.725 12.725 331 331 6.628 6.628 6.628 412 407 416 (9) 5 5 20.104

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 10a)............................................................................................................. Diversas (Nota 10b).......................................................................................................................................

2011

2010 217 217 9 151 57

166 166 8 93 66

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 10a)............................................................................................................. Diversas (Nota 10b).......................................................................................................................................

889 889 234 655

700 700 700 -

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 11) ................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Reservas de Lucros.......................................................................................................................................

19.819

19.238

9.750 10.069

9.500 9.738

TOTAL ...........................................................................................................................................................

20.925

20.104

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2011

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil Capital Social Capital Aumento Realizado de Capital

2010

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) .........................................................

745 745

537 537

RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA.......................................................................

745

537

OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 12).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 13) ..................................................................................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 14)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 14).....................................................................................................

(149) (134) (37) 44 (22)

31 (135) (38) 220 (16)

RESULTADO OPERACIONAL .....................................................................................................................

596

568

RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ......................................................................

596

568

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 16) ...................................................................

(219)

Eventos

-

-

-

-

-

-

-

413

413

-

-

21

388

(409)

-

-

-

-

(4)

Saldos em 30.6.2009..............................................

9.500

-

867

8.871

-

19.238

Saldos em 31.12.2010............................................

9.500

-

877

9.068

-

19.446

Aumento de Capital .................................................

250

-

-

(155)

Lucro Líquido...........................................................

-

-

-

-

Destinações: - Reservas..........................................

-

-

19

354

(373)

- Dividendos .......................................

-

-

-

-

(4)

Saldos em 30.6.2011..............................................

9.750

-

896

9.173

377

413 14.000.000 29,49

280

Lucro Líquido...........................................................

-

Destinações: - Reservas.......................................... - Dividendos .......................................

(280)

(250)

377

-

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2010

596 596 13.392 (13.959) (44) 10 (28) (33) 33 33 4 4 -

568 (22) (22) 546 (96) (263) (139) (210) (15) (177) (5) 186 181 4 4 8 4

Descrição 1 - RECEITAS ...................................................................................... 1.1) Intermediação Financeira...................................................... 1.2) Outras ..................................................................................... 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS .................................... Propaganda, promoções e publicidade........................................... Serviços técnicos especializados ................................................... Contribuição Sindical ...................................................................... Processamento de dados ............................................................... Outras ............................................................................................. 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) .............................................. 4 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3) 5 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR ........................................... 6 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO................................... 6.1) Remuneração do Governo .................................................... Federais ................................................................................... 6.2) Remuneração de Capitais Próprios ..................................... Dividendos ............................................................................... Lucro Retidos...........................................................................

2011 767 745 22 (134) (84) (30) (10) (8) (2) 633 633 633 633 256 256 377 4 373

%

2010 121,2 117,7 3,5 (21,2) (13,3) (4,7) (1,6) (1,3) (0,3) 100,0 100,0 100,0 100,0 40,5 40,5 59,5 0,6 58,9

(4)

377

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

2011

18.829

-

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ....................................................... Ajustes ao resultado antes dos impostos: ............................................................................................... Constituições/Reversões de Provisões Cíveis............................................................................................. Lucro Líquido Ajustado antes dos Impostos ........................................................................................... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ............................................................... (Aumento)/Redução em Títulos e Valores Mob. e Instrumentos Financeiros Derivativos............................ (Aumento)/Redução em Outros Créditos .................................................................................................... Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................................................... Fluxo de caixa das Atividades de Investimentos: Aplicações no Intangível.............................................................................................................................. Dividendos e Juros sobre Capital Próprio Recebidos ................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos............................................... Aumento Líquido, de Caixa e Equivalentes de Caixa............................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ........................................................................................ Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período ........................................................................................... Aumento/(Redução) Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa ..............................................................

Total

-

14.000.000 26,90

Homologação de Aumento de Capital.....................

280

Lucros Acumulados

Estatutária 8.482

Número de ações (Nota 11a) ........................................................................................................................ Lucro por lote de mil ações em R$ ...............................................................................................................

9.220

Legal 846

LUCRO LÍQUIDO..........................................................................................................................................

Saldos em 31.12.2009............................................

Reserva de Lucros

(4) 19.819

% 741 537 204 (135) (88) (31) (10) (5) (1) 606 606 606 606 193 193 413 4 409

122,3 88,6 33,7 (22,3) (14,5) (5,1) (1,7) (0,8) (0,2) 100,0 100,0 100,0 100,0 31,8 31,8 68,2 0,7 67,5

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL A Bankpar Arrendamento Mercantil S.A. (Bankpar Arrendamento) tem por objeto a prática de todas as operações de arrendamento mercantil, permitidas pela legislação em vigor e pelas normas regulamentares aplicáveis à espécie. É parte integrante da Organização Bradesco, sendo suas operações conduzidas de forma integrada a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiros e de capitais, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos e na gestão de risco, e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam integradamente no mercado financeiro, e certas operações têm a coparticipação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro. Os benefícios dos serviços prestados entre essas instituições e os custos da estrutura operacional e administrativa são absorvidos, segundo a praticabilidade de lhes serem atribuídos, em conjunto ou individualmente. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN) e do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Incluem, estimativas e premissas, tais como a mensuração de provisões para perdas com operações de crédito e de arrendamento mercantil, estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros, provisão para contingências, perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento, ativos não financeiros e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 26 de julho de 2011. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devam ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas pelo método exponencial. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As aplicações interfinanceiras de liquidez são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Títulos e valores mobiliários - classificação Títulos para negociação – adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; Títulos disponíveis para venda – que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzido dos efeitos tributários os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e Títulos mantidos até o vencimento – adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados ao custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda bem como os instrumentos financeiros derivativos são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. f) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros créditos – diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas são registrados na rubrica “Outras obrigações – fiscais e previdenciárias”. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Os créditos tributários sobre prejuízo fiscal serão realizados de acordo com a geração de lucros tributáveis, observado o limite de 30% do lucro real do período-base. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando à alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. g) Investimentos Outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas e da redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. h) Intangíveis Corresponde aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controle dos bens para a entidade. Compostos por softwares, que são registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% ao ano), a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno de softwares são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar com segurança os custos diretamente atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante sua vida útil estimada, considerando os benefícios econômicos futuros gerados. i) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável (apurado: (i) pelo seu potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) pelo valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. j) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais – fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 9a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 9b); e • Obrigações Legais – Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 9b). k) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias e cambiais auferidos (em base “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias e cambiais incorridos (em base “pro-rata” dia). l) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 2011 Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... Total caixa e equivalentes de caixa .....................................................................................................

4 4

Em 30 de junho - R$ mil 2010 8 8

5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ a) Vencimentos No 1º semestre de 2010 estava representado por Aplicações em Depósitos Interfinanceiros, no montante de R$ 12.725 mil, vencíveis de 1 a 30 dias. b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez Classificadas na demonstração de resultado como resultado de operações com títulos e valores mobiliários, no montante de R$ 5 mil (2010 – R$ 531 mil) (Nota 6b).

6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Classificação por categorias e prazos Em 30 de junho - R$ mil 1 a 30 dias 2011 2010 Títulos para negociação: Fundos de investimento (i) ............................................................................................ 14.158 14.158 331 Total em 2011 ............................................................................................................... 14.158 14.158 Total em 2010 ............................................................................................................... 331 331 (i) Representados por aplicações nos fundos de investimento Bradesco Fundo de Investimento Referenciado DI União (fundo aberto). b) Resultado com títulos e valores mobiliários Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................................... 5 531 Fundos de investimentos......................................................................................................................... 740 6 Total ........................................................................................................................................................ 745 537 c) A Bankpar Arrendamento não possuía operações de instrumentos financeiros derivativos em 30 de junho de 2011 e de 2010. 7) OUTROS CRÉDITOS – DIVERSOS 2011 Créditos tributários (Nota 16c)................................................................................................................. Devedores por depósito em garantia....................................................................................................... Impostos e contribuições a compensar ................................................................................................... Impostos e contribuições a recuperar ..................................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

5.814 250 172 18 98 6.352

Em 30 de junho - R$ mil 2010 5.770 607 138 19 94 6.628

8) INVESTIMENTOS O investimento de R$ 407 mil (2010 – R$ 407 mil) refere-se a ações da CETIP S.A. 9) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS – FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente os ativos contingentes. b) Passivos contingentes classificados como perdas prováveis e obrigações legais – fiscais e previdenciárias A Instituição é parte em processos judiciais, de natureza fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. As provisões foram constituídas levando em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender às perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial, é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento de normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. II - Obrigações legais – provisão para riscos fiscais A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. III - Movimentação das provisões constituídas Em R$ mil Fiscais e Cíveis Previdenciárias No início do 1º semestre de 2011......................................................................................................... 2 234 No final do 1º semestre de 2011 (Nota 10) .......................................................................................... 2 234 No final do 1º semestre de 2010 (Nota 10) .......................................................................................... 7 700 10) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias

234 145 6 385

Em 30 de junho - R$ mil 2010 700 88 5 793

541 2 169 712

Em 30 de junho - R$ mil 2010 59 7 66

2011 Provisão para riscos fiscais (Nota 9) ....................................................................................................... Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas 2011 Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... Provisão para passivos contingentes (Nota 9) ........................................................................................ Credores diversos ................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

11) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O capital social no montante de R$ 9.750 mil (2010 – R$ 9.500 mil) está representado por 14.000.000 ações ordinárias, nominativas escriturais, sem valor nominal. Em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 14 de abril de 2011, foi deliberado aumentar o Capital Social em R$ 250 mil, elevando-o de R$ 9.500 mil para R$ 9.750 mil, sem emissão de ações, mediante a capitalização de parte do saldo da conta “Reserva de Lucros - Estatutária”, de acordo com o disposto na Lei das Sociedades por Ações. Processo em fase de homologação pela BACEN. b) Reservas de lucros Em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 10.069 9.738 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 896 867 - Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... 9.173 8.871 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 80% do Capital Social Integralizado. c) Dividendos Aos acionistas está assegurado dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, de importância não inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. No semestre, foram provisionados dividendos no montante de R$ 4 mil (2010 – R$ 4 mil), correspondendo a R$ 0,28 (2010 – R$ 0,28), por lote de mil ações. O pagamento de dividendos do exercício de 2010 foi postergado para o final do exercício de 2011, conforme Ata da Diretoria. 12) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS

Propaganda e publicidade....................................................................................................................... Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Processamento de dados........................................................................................................................ Contribuição sindical ............................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 84 88 30 31 8 5 10 10 2 1 134 135

13) DESPESAS TRIBUTÁRIAS

Contribuição ao COFINS......................................................................................................................... Impostos e taxas ..................................................................................................................................... Contribuição ao PIS................................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 31 23 1 11 5 4 37 38 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 13, 14 e 15 de agosto de 2011

11

...continuação

Bankpar Arrendamento Mercantil S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 27.098.060/0001-45 Sede: Alameda Rio Negro, 585 - 11º Andar - Conj. 112 - B - Alphaville - Barueri - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 14) OUTRAS RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS Reversões de provisões .......................................................................................................................... Variações monetárias .............................................................................................................................. Dividendos/Juros sobre capital próprio ................................................................................................... Provisões para contingências cíveis........................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 2 27 (13) 34 192 (4) (1) (11) 22 204

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010

Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... (172) (121) Impostos diferidos: Realização no semestre sobre adições temporárias............................................................................... (5) (4) Utilização de saldos iniciais de: Prejuízo fiscal .......................................................................................................................................... (42) (30) 15) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS Total dos impostos diferidos................................................................................................................ (47) (34) (219) (155) a) As transações com os controladores são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, e vigentes nas datas das Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ operações, e estão assim representadas: c) Origem dos créditos tributários do imposto de renda e contribuição social diferidos Em 30 de junho - R$ mil R$ mil 2011 2010 2011 2010 Saldo em Saldo em Ativos Ativos Receitas Receitas 31.12.2010 Constituição Realização 30.6.2011 (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) Provisões para contingência cíveis .................................................. 1 1 Disponibilidades: Outros valores .................................................................................. 95 6 11 90 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 4 8 Total dos créditos tributários ........................................................ 96 6 11 91 Aplicações em depósitos interfinanceiros: Prejuízo fiscal ................................................................................... 5.765 42 5.723 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 12.725 5 531 Total dos créditos tributários (Nota 7).......................................... 5.861 6 53 5.814 Dividendos: Banco Bradesco Cartões S.A. ......................................................... (8) (7) d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias e prejuízo fiscal Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (1) (1) Em 30 de junho de 2011 - R$ mil Diferenças temporárias b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: Imposto Contribuição Prejuízo • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, dos de renda social fiscal Total membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e 2011.................................................................................................. 9 5 72 86 • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta aos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários 2012.................................................................................................. 16 10 1.344 1.370 e Administradores da Instituição. 2013.................................................................................................. 16 10 1.445 1.471 A empresa é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., 2014.................................................................................................. 15 10 1.521 1.546 controlador da Companhia. 2015.................................................................................................. 1.341 1.341 A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoalTotal ................................................................................................. 56 35 5.723 5.814 chave da Administração. A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. Outras informações O valor presente dos créditos tributários calculado considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta a R$ 5.215 mil (2010 – Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: R$ 5.099 mil), sendo R$ 84 mil (2010 – R$ 23 mil) de diferenças temporárias e R$ 5.131 mil (2010 – R$ 5.076 mil) de prejuízo fiscal. a) Diretores e membros dos conselhos consultivo ou administrativo, fiscal e semelhante, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; 17) OUTRAS INFORMAÇÕES b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis e suas interpretações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução nº 3.566/08 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); ou da Diretoria Executiva e seus familiares. • Resolução nº 3.604/08 – Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); 16) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL • Resolução nº 3.750/09 – Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social • Resolução nº 3.823/09 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); Semestres findos em 30 de junho - R$ mil • Resolução nº 3.973/11 – Evento subsequente (CPC 24); e 2011 2010 • Resolução nº 3.989/11 – Pagamento baseado em Ações (CPC 10). Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... 596 568 Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e, nem tampouco, se a utilização dos mesmos Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, será de maneira prospectiva ou retrospectiva. Com isso ainda não é possível quantificar os impactos contábeis da utilização desses pronunciamentos nas respectivamente (1) ............................................................................................................................... (238) (227) demonstrações contábeis da Instituição. Receitas não tributáveis .......................................................................................................................... 7 77 Outros valores ......................................................................................................................................... 12 (5) A DIRETORIA Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ (219) (155) Paulo Sérgio Odierna França – Contador – CRC 1SP182495/O-0 (1) A alíquota da contribuição social para as empresas do segmento financeiro foi elevada para 15%, de acordo com a Lei nº 11.727/08 (Nota 3f).

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores do Bankpar Arrendamento Mercantil S.A. Barueri - SP Examinamos as demonstrações contábeis da Bankpar Arrendamento Mercantil S.A. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Bankpar Arrendamento Mercantil S.A. em 30 de junho de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Outros assuntos Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis Demonstração do valor adicionado A administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração para o semestre findo em 30 de contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou junho de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em Responsabilidade dos auditores independentes relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com Auditoria dos valores correspondentes a 30 de junho de 2010 as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja Os valores correspondentes ao semestre findo em 30 de junho de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. auditores independentes que emitiram relatório datado de 27 de julho de 2010, que não continha qualquer modificação. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante São Paulo, 12 de agosto de 2011 nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, Cláudio Rogélio Sertório André Dala Pola também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP212059/O-0 Contador CRC 1SP214007/O-2 avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.

NORUEGA Sem demonstrar remorso, o extremista Anders Behring Breivik voltou ontem à ilha de Utoeya para a reconstituição do massacre que matou 69 pessoas há três semanas.

nternacional Divulgação/Reuters

Repressão de Assad por terra e por mar No mês do Ramadã, os ataques do Exército sírio se intensificaram em todo o país com o objetivo de reduzir a oposição ao regime. O alvo agora é Latakia, principal porto sírio no Mediterrâneo, onde tanques e navios mataram pelo menos 25 pessoas. Nem refugiados palestinos foram poupados. O Exército sírio mostrou ontem que não está disposto a dar trégua aos opositores do regime de Bashar al-Assad através de bombardeios lançados por mar e terra contra a cidade de Latakia (acima, à dir.), no noroeste do país. O Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que pelo menos 25 pessoas morreram em uma ofensiva que empregou navios de guerra e tanques. Explosões podiam ser ouvidas por toda a cidade. "Nós estamos sendo atacados por terra e pelo mar", disse um morador do distrito de al-Ramel, onde está localizado um campo de refugiados palestino. Estima-se que muitas vítimas sejam palestinos. Segundo testemunhas, a artilharia foi intensa, muitas casas foram destruídas e ladrões invadiram lojas e escritórios. "Consigo ver as silhuetas de duas embarcações cinzas. Eles estão atirando e o impacto está chegando em al-Ramel e al-Filistini e nos bairros de al-Shaab", disse uma testemunha à Reuters por telefone de Latakia, onde tanques e veículos armados foram enviados há três meses para reprimir a dissidência contra Assad nos bairros de maioria sunita. "Esse é o ataque mais intenso em Latakia desde o começo da insurgência. Qualquer um que colocar a cabeça para fora da janela corre o risco de levar um tiro. Eles querem eliminar as manifestações uma vez por todas", afirmou. A cada noite, uma média de 20 mil pessoas tem se manifestado para pedir a renúncia de Assad em diferentes áreas da cidade após as orações de Ramadã, conhecidas como "tarawih", disse uma testemunha. Desde o começo do Ramadã, mês do jejum muçulmano, em 1º de agosto, as forças de Assad vêm atacando os principais centros urbanos e as regiões próximas, onde protestos exigindo liberdade política e o fim dos 41 anos do governo da família Assad atraíram multidões, disseram os defensores de direitos humanos. (Agências)

Behrouz Mehri/AFP

Um protesto com sabor de revanche em Teerã Cerca de 200 estudantes realizaram uma manifestação em frente à embaixada britânica na capital do Irã, Teerã, ontem, para protestar contra o que o presidente Mahmoud Ahmadinejad chamou de tratamento "selvagem" dos policiais contra as pessoas envolvidas nos distúrbios ocorridos nas ruas de Londres na semana passada. Observados por cerca de 50 policiais, alguns estudantes atiraram ovos contra o complexo da embaixada e ao final do protesto usaram máscaras de Mark Duggan (à dir.), o homem que foi morto por um tiro de polícia e que desencadeou

os tumultos na Grã-Bretanha. Segundo as autoridades britânicas, 1.414 pessoas foram detidas em Londres, mas esse número ainda pode au-

mentar para 3 mil pessoas, já que as detenções continuam . O Irã tem sido alvo de críticas do Ocidente, incluindo a Grã-Bretanha, por seu histó-

rico em direitos humanos, especialmente após a repressão de manifestações que seguiu a reeleição de Ahmadinejad em 2009. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sábado, domingo e segunda-feira, 13, 14 e 15 de agosto de 2011

Vamos bem, mas, é claro, com muito cuidado. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez. nternacional Divulgação/AFP

Cristina vence primárias. Com folga. Os argentinos votaram ontem em eleições primárias inéditas que confirmaram o favoritismo da presidente Cristina Kirchner (à dir.), candidata à reeleição em 23 de outubro próximo. Com 12,58% dos votos apurados, a presidente obteve 48,76% dos votos, seguida por Ricardo Alfonsín, da Unión para el Desarrollo Social, com 13,28%, e pelo ex-presidente Eduardo Duhalde, da Frente Popular, com 12,13% do total. Antes mesmo do resultado final, a mandatária agradeceu a vitória nas urnas e fez um apelo à unidade de todos os argentinos para garantir a "democracia política e econômica". "Tenho um imenso agradecimento que não me cabe no coração", disse a presidente, que governa desde 2007. Cristina qualificou como um "fato histórico" a realização destas primárias. Ela afirmou que o "acompanhamento da sociedade" conseguido pelo seu partido, o Frente para la Victoria, "é um reconhecimento ao esforço e o que foi conseguido nestes oito anos", desde a chegada ao governo de seu marido e antecessor, Néstor Kirchner, que morreu em outubro de um ataque cardíaco. "Isto que aconteceu hoje também é dele, é dele sobre todas as coisas. Ele está olhando de algum lado, está aqui", afirmou Cristina, emocionada. Segundo a Justiça Eleitoral, houve um comparecimento de 75% dos eleitores, índice semelhante à última eleição, há quatro anos. A oposição, porém, denunciou irregularidades na votação. "Houve furto de cédulas e estamos analisando apresentar no Congresso um projeto de lei que estabelece o uso de cédula única, para evitar essa prática sistemática que ocorre nas eleições", relatou o pré-candidato a deputado da Udeso, Miguel Bazze. As primárias selecionarão candidatos para cargos executivos e legislativos que disputarão as eleições gerais em outubro próximo. São eliminados aqueles que não conseguem um mínimo de 1,5% dos votos. (Agências)

Chávez: o câncer ainda não passou. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou ontem que seu organismo respondeu bem ao segundo ciclo de quimioterapia que recebeu na semana passada, em Cuba, embora tenha advertido que o câncer ainda "não passou". "Não temos certeza ainda se é necessária uma terceira sessão de quimioterapia, depende das avaliações do processo e da evolução do quadro nestes dias", disse Chávez em uma declaração por telefone à emissora estatal VTV. "Meu corpo felizmente assimilou e assimila o tratamento sem nenhuma grande dificuldade, sem graves alterações", acrescentou ele. Chávez afirmou que agora começará a fisioterapia e atividades físicas para recuperar

massa muscular, já que, por causa da doença, passou dos 104 quilos para 86,4 quilos. Golpe - Na entrevista, o mandatário ainda acusou seus opositores de trabalhar para conseguir uma intervenção internacional que o tire do governo. "Estão preparando o cenário para tentar produzir uma intervenção internacional na Venezuela e isso deve ser denunciado agora. E a MUS é a responsável", disse Chávez, que chama o partido opositor Mesa da Unidade Democrática (MUD) de "Mesa dos United States". Segundo ele, a oposição havia enviado uma carta ao Congresso dos EUA reivindicando fundos para apoiar "a transição na Venezuela". (Agências)

Cubadebate/AFP

Chávez (à dir.) se despede de Raúl Castro em Havana. O líder já perdeu mais de 15 quilos desde o início do tratamento contra um câncer em junho.


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INFORME PUBLICITÁRIO - 13

Distrital Norte A Ç Õ E S

R E A L I Z A D A S

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2 0 1 1

Chegou o novo canal de comunicação

Posse da nova diretoria e conselhos da Distrital Norte Local: Clube Esperia

Data: 12/04/2011

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A

posse da nova Diretoria Executiva e Conselhos da ACSP Distrital Norte ocorreu no Clube Esperia, no dia 12/04/2011. A diretoria da distrital ficou assim definida: João Bico de Souza, diretor-superintendente, George Ayoub, diretor 1º vice superintendente, Luis Carlos Eiras, diretor 2º vice superintendente, Kid Marlom, diretor 1º secretário e Paulo Pavan, diretor 2º secretário. Na oportunidade, o presidente da ACSP Rogério Amato também empossou os diretores superintendentes das distritais Centro (José Alarico Rebouças) e Vila Maria (Enio Gomes). João Bico, para sua gestão (2011/2013), conta com o apoio de 70 conselheiros, destes 9 conselheiros são natos. O exdiretor David Fernandes passou a ocupar uma cadeira no Conselho Deliberativo da ACSP.

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Jantar de gala encerra os festejos do aniversário de Santana Local: Clube Esperia Av. Santos Dumont, 1313 No dia 26 de julho, o bairro de Santana completou 229 anos e o jantar realizado no dia 29 encerrou as comemorações. Promovido pela Subprefeitura de Santana/Tucuruvi e Distrital Norte da ACSP, o jantar contou com a presença das principais lideranças da Zona Norte. Os 350 convidados presentes deliciaram-se com um saboroso jantar, se confraternizaram e dançaram ao som dos músicos convidados por Alvaro Gomes (Presidente da Droga Verde). Sergio Teixeira Alves (Subprefeito Local), que se transfere para Pinheiros nos próximos dias, emocionado, agradeceu à homenagem prestada pela Distrital Norte, através do Superintendente João Bico “No próximo dia 08 de agosto, a pedido do prefeito Gilberto Kassab, vou assumir a Subprefeitura de Pinheiros. Acredito que deixei a subprefeitura melhor que a encontrei. Já começo a sentir saudade dos amigos que aqui fiz, mas ao mesmo tempo me sinto feliz para encarar novos desafios”, afirmou o Subprefeito. João Bico agradeceu os trabalhos prestados à região pelo Subprefeito Sergio e deu boas-vindas ao Cel. José Francisco Giannoni que assume : “Sergio, receba esta simbólica homenagem pela excelência de sua

Data: 29/07/2011 administração, que proporcionou uma nova era para nossa região. Sentiremos muita saudade! Boa sorte em seu novo desafio e certamente Pinheiros ganhará muito com esta mudança, e ao amigo Giannoni damos boas-vindas na certeza da continuidade desta maravilhosa parceria entre a ACSP e a Subprefeitura que gera desenvolvimento sustentável para nossa região. Conte sempre conosco.” O secretário adjunto da Coordenação das Subprefeituras, Eugênio Pavicic leu a mensagem do prefeito Kassab: “Quero parabenizar todos os moradores e lideranças locais, que nos ajudam no árduo trabalho de zelar e investir na região. Não posso deixar de saudar a Associação Comercial, parceira de todas as horas, e de me congratular com toda a equipe da Subprefeitura Santana/Tucuruvi, na pessoa do ilustre Subprefeito Cel. Sergio Teixeira Alves, que trabalha todos os dias para manter a qualidade dos serviços prestados à população.” Na oportunidade, foi exibido um vídeo produzido pela TV Mais, mostrando os principais pontos turísticos do bairro e ocorreu o lançamento do Programa Zona Norte em Evidência.

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Nova gestão apresenta projetos para 2011 Local: Sede da Distrital Rua Jovita, 309

Data: 26/05/2011 Horário: 19h45

A nova Diretoria Executiva e Conselhos da Distrital Norte da Associação Comercial de São Paulo, gestão 2011/2013, apresentaram seus projetos para 2011. O evento ocorreu no dia 26/05/2011, no auditório da entidade. Foram definidas algumas realizações: Inauguração do Monumento Marco da Paz, no Parque da Juventude, Homenagem aos policiais, Movimento Viver Bem, Homenagem aos empreendedores de destaque e grande Confraternização de final de ano entre conselheiros e a Subprefeitura Santana/Tucuruvi. Esses eventos ocorrerão entres os meses de setembro e dezembro. Na oportunidade, os conselheiros foram convidados a se engajar nos conselhos da Casa: Política Urbana, Cívico e Cultural, Socioambiental, Comunidades e Entidades e Esporte e Saúde. Nos meses de julho e agosto, serão realizados cursos em parceria com o SEBRAE-Norte.

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Um ano de operação delegada e projetos para a Zona Norte Local: Sede da Distrital Rua Jovita, 309

Data: 16/06/2011 Horário: 19h45

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ais uma vez faltou espaço no auditório da distrital, quando o

Subprefeito de Santana/Tucuruvi, Sergio Teixeira Alves, na noite do dia 16/06, foi recepcionado para falar sobre “Um ano de operação delegada e projetos para a Zona Norte”. O Subprefeito destacou que Santana foi o quarto bairro a receber a operação, mas, devido ao grande sucesso da implantação, se tornou modelo para os demais. Outro aspecto positivo da iniciativa foi a queda nos índices de violência. Assaltos e furtos no Centro Comercial de Santana já não existem. A Operação Delegada foi uma ação conjunta da Prefeitura de São Paulo, Polícia Militar e, no caso da região, a participação fundamental da ACSP-Distrital Norte. Sobre os projetos da região, ressaltou o recapeamento de alguns corredores: Olavo Fontoura, Anita Malfatti e Ramal de Menezes. Dentro do Projeto Florir, irá revitalizar 20 praças e canteiros. As obras maiores, como o prolongamento das Avenidas Engenheiro Caetano Álvares e Brás Leme, estão em tramitação dentro da SEHAB (Secretaria Municipal de Habitação.

A PIRATARIA E O

CRIME ORGANIZADO SEUS PREJUÍZOS PARA A SOCIEDADE Local: Auditório Distrital Norte Rua Jovita, 309

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Data: 05/05/2011

Distrital Norte da ACSP promoveu a

1ª Reunião Ordinária, com o tema A Pirataria e o Crime Organizado - Seus Prejuízos para a Sociedade”, com o promotor, José Carlos Blat. Segundo Dr. Blat, o futuro do país é preocupante se a pirataria e o crime organizado continuarem atuando nas atuais proporções. Exclamou que expressiva parcela da polícia e mesmo do Judiciário tem envolvimento com essas práticas ilícitas, o que sempre resultou em impunidade. Comentou que o bom empresário é um herói: “de um lado o Estado arrecadatório e de outro a indústria da pirataria. A legislação tem que ser mais dura e o Estado mais presente”. Manifestou que cabe a sociedade fazer o seu papel. Disse que a única saída é a luta por uma reforma política verdadeira e a escolha melhor das pessoas que serão eleitas no país. Aproximadamente 110 pessoas prestigiaram o evento

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MACACO SERELEPE Macaco-aranha da testa branca, que brinca serelepe pelo zoo paulistano e, pelo jeitão, parece não temer a "terceira idade" dos animais.

idades

O tempo passa para todos. Não seria diferente com os animais, que também sentem o peso da idade, são obrigados a enfrentar muitas doenças parecidas com as dos humanos e, no fim, morrem, deixando uma legião de companheiros. Recentemente, o zoológico paulistano perdeu vários animais, em decorrência de complicações da idade. Mas muitos também chegam serelepes à velhice.

Ao lado, a águiapescadora, há 39 anos morando no Zoológico de São Paulo. Apesar da idade, ave está bem de saúde. Apu Gomes/Folhapress - 12/07/2011

A jovem girafa Cristal que morreu recentemente, por causa de problemas gástricos, e deixou uma filha pequena.

Marcelo Justo/Folhapress - 11/03/2008

A hipopótamo Teteia: ela tinha gastrite e tumores cancerígenos

Aos 53 anos, sofrimento levou Teteia ao sacrifício

O

que se faz com um corpo de 2,5 toneladas, como o de Teteia, o hipopótamo fêmea que morreu no dia 5, no Zoológico de São Paulo? O esqueleto foi desmontado e poderá ser mandado para o Museu de Zoologia de Taubaté, a 130 quilômetros da Capital. Ainda não está claro se os ossos serão remontados, ou expostos de outra forma. Partes do corpo foram retiradas para fazer a necropsia, que revelou os males que acometiam o animal. O restante foi levado para a usina de compostagem da fazenda que o Zoológico tem em Araçoiaba da Serra, a 123 quilômetros de São Paulo. Na usina, os restos do hipopótamo foram macerados e viraram adubo, como acontece com outros materiais orgânicos. A ação das bactérias

provoca a transformação. A fazenda produz cerca de 1.200 toneladas de alimentos por ano, destinados aos 3.500 animais do zoo. Aos 53 anos, Teteia sofria de gastrite, que provocava muita dor. E insuficiência renal em estado adiantado. Também tinha artrose, desgaste das articulações, como joelhos. A necropsia revelou ainda a existência de tumores cancerígenos. Dias antes da morte, os médicos veterinários a anestesiaram. As veias do punho da pata da frente facilitaram o trabalho. Também fizeram um raio X, com equipamento portátil, levado ao recinto onde o hipopótamo fêmea estava. Quando viram que Teteia perdera toda a qualidade de vida, e estava sofrendo, os médicos resolveram pela eutanásia. (V.S.)

Zoológico: bichos chegam com garra à terceira idade Fotos: Paulo Pampolin/Hype

Valdir Sanches

N

o tempo em que os animais falavam... A s s i m c o m e ç avam muitas histórias antigamente. Se fosse verdade, e nos dias de hoje, a conversa entre os animais da "terceira idade", no Zoológico de São Paulo, certamente seria a mesma dos humanos. Falariam de doença. A doença levou três de seus companheiros de cativeiro, em menos de dois meses. Primeiro foi o leão Esperto, ex-artista de circo. Depois, a jovem girafa Cristal, que deixou uma filha pequena. Por último, no dia 5, a hipopótamo fêmea Teteia, quase um símbolo do zoológico, por estar no local desde 1964. Esperto deixou viúva a leoa Nina. Ela e o jovem Yuri são hoje os dois únicos leões do zoo, sem contar os seis do Zoológico Safári. O falecido tinha 17 anos, o que não é pouco para leões. Eles vivem na natureza por cerca de vinte anos. Há seis meses, os médicos veterinários descobriram que Esperto tinha uma doença renal e, mais tarde, diabetes. No dia 28 de junho foi anestesiado para tirar um Raio-X, por se suspeitar que também estivesse com problema na coluna. Morreu durante o procedimento, apesar de todos os cuidados médicos. Nina, a viúva, já está "entrando na senilidade", no dizer da médica veterinária Carolina Nery, da Divisão Veterinária do Zoológico. O problema de coluna que acometeu seu parceiro é comum nos leões idosos. É o mesmo bico de papagaio (osteofitose) que atinge os humanos. Uma formação óssea que surge perto das articulações das vértebras. Provoca dor e dificulta os movimentos. Abandono – É provável que, no zoo, Yuri e Nina vivam mais tempo do que se estivessem livres, em sua terra natal. Quando velhos, os leões que habitam as savanas da África perdem a capacidade de caçar. Abandonados por seu grupo, morrem de fome. "Aqui damos comidinha (sete quilos de carne), acompanhamento médico e conforto", diz Carolina.

Aqui damos comidinha, acompanhamento médico e conforto. CAROLINA NERY, DA DIVISÃO VETERINÁRIA DO ZOOLÓGICO Se os animais falassem... A camelo Rosângela, que está velhinha, embora não se saiba a sua idade exata, provavelmente se queixaria de dor nas juntas. Com razão. Os exames revelaram que ela tem artrose, degeneração que atinge as articulações, como o joelho. Ur ubu – Seria um bom assunto para conversar com outro idoso, o urubu-rei, que sofre da mesma doença. A expectativa de vida de ambos é longa. A da asiática Rosângela é de 50 anos. A do brasileiro urubu-rei, há 28 anos no zoo, um pouco menos, cerca de 40 anos. Os dois são tratados com um remédio que protege a cartilagem e melhora a articulação. O princípio ativo do medicamento é o mesmo do utilizado por humanos. Os outros idosos do zoológico passam bem, obrigado. A

Yuri, um dos únicos leões vivos do zoológico paulistano. Espécie vive na natureza por cerca de vinte anos.

Urubu-rei: problemas com a artrose nas articulações

Longevidade: pelicanos estão bem de saúde

Camelos também costumam ter problemas de artrose

Urso negro come frutas, ovos e carne, além de doces

irara, um carnívoro de médio porte, tem um probleminha cardíaco. Mas se cuida (ou é cuidada). Toma remédio para o coração, todo dia, como qualquer humano (o medicamento é o mesmo). Vive tranquila. O macaco-aranha de testa branca tem quarenta anos só de zoológico, mas não aparenta, poderiam comentar outros animais, se falassem. Está lépido e saltitante, como são os macacos. Nenhum sintoma de doença. Um dos pelicanos está com 42 anos, e leva todo jeito de chegar aos 50, a idade média de vida dessas aves. Nunca esteve doente. Grandalhão (2,70 metros de uma ponta a outra da asa), se destaca pelo bico comprido, que forma uma bolsa na parte de baixo. Na bolsa ele coloca os peixes que pesca, quando vive na natureza. Até agora, o vovô do zoo não perdeu o apetite. Gosta de peixes grandes, ou de pequenos, se forem bastante. Águia – O grupo da "terceira idade" do zoo se fecha com a águia pescadora, há 39 anos no local. A expectativa de vida da espécie é de 40 a 50 anos. A pescadora leva bem a dela, sem problemas de saúde. Em liberdade, ataca e devora sua presa. Em cativeiro, recebe peixes, mas também camundongos e codornas, necessários para o equilí-

brio de seu metabolismo. Biotério – O zoológico tem um biotério, com ratos, camundongos, porquinhos da índia, codornas, grilos e baratas, destinados a alimentar animais que não prescindem deles – cobras, por exemplo. Em outro extremo está o urso negro, um animal que não dá trabalho para comer. Tem aparência feroz, 2,20 metros de altura e mais de 300 quilos. Mas não é essencialmente carnívoro. O do zoológico, adulto, mas não velho, come frutas, ovos e carne. E gosta de um docinho, como o melado de cana. Os remédios para os animais são colocados na comida. Simples. Mas como fazer procedimentos médicos, nem que seja passar uma pomada num leão marinho? Ou mesmo fazer a bicharada se exercitar? Há um programa que condiciona os animais. O leão-marinho aprendeu a obedecer ao comando do médico para deitarse. Então, o humano pode tocar partes do corpo, para examinálas. Ou passar a pomada. O bicho é obediente porque sabe que, depois, vai ter uma recompensa. Uma porção de comida, por exemplo. Essa prática vem em benefício do próprio animal. Se for preciso prendê-lo, para tratá-lo, ele ficará estressado.

Com a "colaboração" do animal não há estresse. Mas procedimentos como colocar coletor de sangue, por exemplo, só são possíveis com anestesia. E como estimular a atividade dos animais? Vários objetos são colocados no recinto onde vivem. Funcionam como obstáculos a serem vencidos, quando se movem de um lugar a outro. Em outros casos, os animais têm que abrir o recipiente onde está a comida que lhe foi servida. Penetras – O zoológico tem uma população flutuante, formada por visitantes – ou penetras. São urubus, pombas e passarinhos que chegam sem ser convidados, atraídos pelo cenário de muito verde e a comida. Muitos se dão tão bem que viram hóspedes permanentes. Os urubus tomaram uma atitude incrível: mudaram de dieta. Abandonaram a carne em decomposição, seu alimento natural, e passaram a comer a mesma comida de outras aves. "Estão tão saudáveis como nossas aves permanentes", diz a bióloga Inaiá Sedenho. Ela conta que estão pensando em estudar o sistema digestivo desses urubus. É que ele pode ter sofrido diferenças, em relação aos urubus que continuam na dieta habitual de carne decomposta.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

15 Notando o aparecimento de gânglios, a pessoa deve procurar seu médico. Otávio Baiocchi, médico

idades Rubens Chaves/Folhapress-11.07.2011

Movimento quer tirar Pompeia da Lapa Ideia é criar subprefeitura reunindo, além da Pompeia, Água Branca, Perdizes e Sumaré

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entos separatistas km² de área e cerca de 255 mil s o p r a m n a z o n a moradores. oeste da capital Para o Movimento Pompeia paulista. Morado- Independente (MPI), é deres da Pompeia e de Perdizes, mais. "Do jeito que está, a sub hoje submetidos à Subprefei- da Lapa abraça tudo e não retura da Lapa, querem declarar solve nada. Precisamos de um sua indepena dm i ni s tr adência e criar dor para a a Subprefeinossa região, tura da Pomvoltado aos Do jeito que está, peia. Eles ren o s s o s p roclamam que blemas, que a sub da Lapa são discriminão são pouabraça tudo e não nados pela cos", afirma o resolve nada. a t u a l a d m iadvogado Precisamos de um nistração reAntonio administrador para D’Agosto, de gional e ressaltam que 48 anos, que a nossa região" seu bairro encabeça o ANTONIO D’AGOSTO tem riqueza e m o vi m e nt o . problemas Ele acusa a suficientes para ganhar geren- administração da Lapa de não te próprio. A Subprefeitura da tratar todos os bairros com Lapa nega discriminação a mesma atenção. "Quando você moradores e afirma que atua solicita algum serviço e diz que igualmente em todos os distri- é da Pompeia fica relegado a tos que administra, desde o segundo plano." bairro do Jaguaré, na margem Joyce Pedroso, costureira de oeste do Rio Pinheiros, no limi- 25 anos, também acusa os funte com Osasco, até Santa Cecí- cionários da administração lolia, na região central. São 40 cal de "preconceito" em relação

Vista da Lapa (primeiro plano) e Pompeia. O Movimento Pompeia Independente quer o bairro fora da jurisdição da Subprefeitura da Lapa.

aos moradores da Pompeia. "Eles acham que todo mundo que mora na Pompeia tem dinheiro e pode se virar sozinho. Mas não é assim, todo mundo tem de ser atendido igual." D’Agosto distribui panfletos do MPI no comércio local e vai às feiras livres para divulgar a ideia. Em seis meses, diz ter reunido cerca de 3 mil a p o i a d o re s . A p ro p o s t a é aglutinar Água Branca, Pompeia, Perdizes e Sumaré, hoje pertencentes à Subprefeitura da Lapa, e o Sumarezinho, atualmente na Subprefeitura de Pinheiros. "Faltam poda de árvores e coleta de lixo, a reurbanização da Água Branca

Gianecchini: linfoma é potencialmente curável Marisa Folgato

Fábio Guinalz/Folhapress - 20/06/2011

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ator Reynaldo Gianecchini, diagnosticado com linfoma (câncer linfático), já informou em nota que está pronto para lutar contra a doença. Uma luta que deve começar hoje, com a primeira sessão de quimioterapia, no Hospital Sírio-Libanês, onde está internado. No boletim divulgado na sexta-feira, o hospital informou que o estado do ator era bom, mas que não havia ainda uma previsão de alta. Segundo o professor hematologista e coordenador do Ambulatório de Linfomas da Unifesp, Otávio Baiocchi, há dois grandes grupos de linfomas, o de Hodgkin e o não-Hodgkin (caso de Gianecchini). "Dentro desses grupos existem, no total, 48 tipos diferentes, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, com um tratamento específico para cada um deles", explicou o médico. E trouxe uma boa notícia: "Todos os linfomas são potencialmente curáveis com tratamento quimioterápico, radioterápico ou transplante de medula." O que vai direcionar o tratamento é o tipo de linfoma, o estágio da doença e as características do paciente. "Pode ser um processo de poucos meses, ou de alguns anos, dependendo desses fatores." Incidência – A doença pode acometer pessoas de qualquer faixa etária, mas é maior a incidência em adultos e idosos. No caso do ator, de 38 anos, que foi para

Tratamento do ator com linfoma não-Hodgkin deve começar hoje

o hospital com suspeita de faringite e gânglios aumentados no pescoço, exames iniciais e biópsia apontaram tratar-se de linfoma não-Hodkgin. Mas o tipo exato ainda não havia sido revelado pelos médicos até ontem. O resultado ainda depende de exames que estão sendo feitos aqui e nos Estados Unidos. A presidente Dilma Roussef também teve linfoma não-Hodkgin e se tratou no Sírio-Libanês. Ainda não há informações se o tipo diagnosticado no ator é o mesmo de Dilma. Gianecchini fez uma cirurgia de hérnia inguinal há cerca de um mês. Após o procedimento, teve uma reação infecciosa na perna e outra reação alérgica. Falha na defesa – O sistema linfático participa da defesa do organismo, contra, por exemplo, vírus e bactérias. Faz parte do sistema imunológico. O problema ocorre quando esse sistema se prolifera de maneira descontrolada e, por alterações genéticas, moleculares, os linfócitos se tornam malignos. Ocorre um aumento dos gânglios

linfáticos (vulgarmente conhecidos como ínguas). Esses gânglios são particularmente perceptíveis, por exemplo, no pescoço, axilas e virilha. "Os sintomas do linfoma são o aumento dos gânglios, geralmente indolor, queixa de fraqueza, cansaço, perda de peso, febre e sudorese noturna." Podem aparecer juntos ou isolados. Fatores genéticos e ambientais (como exposição à radiação e agrotóxicos) podem influir na manifestação da doença. Mas não há uma causa definida. Outros fatores são histórico de tratamento quimioterápico prévio e doenças com imunodeficiência. Baiocchi alertou para a importância do diagnóstico precoce. "É o grande indicador do sucesso. Notando o aparecimento de gânglios, de febre sem causa aparente, a pessoa deve procurar seu médico." Como as mulheres costumam fazer o auto-exame das mamas, o médico disse que todos deveriam ter por hábito apalpar pescoço, axilas e virilhas para ver se há algo fora do normal.

não sai do papel e vivemos com problemas de enchentes", reclama, lembrando que a região tem shoppings, empresas, hospitais e universidades e traz grande arrecadação para a Prefeitura. Ele afirma que faltam funcionários e veículos na Subprefeitura da Lapa para atender a todos e que uma descentralização administrativa pode ajudar a resolver o problema. Mas a proposta não tem unanimidade nem entre especialistas. O urbanista e ex-vereador Nabil Bonduki acredita que, mais importante do que abrir novas subprefeituras é fazer as atuais funcionarem.

Eles acham que todo mundo que mora na Pompeia tem dinheiro e pode se virar sozinho. Mas não é assim" JOYCE PEDROSO "A Subprefeitura da Lapa é uma das mais estruturadas. Na periferia, por exemplo, elas são muito mais carentes e há mais demandas por requalificação urbana", diz o ex-vereador. "As subprefeituras s surgiram em 2002, na perspectiva de descentralizar os serviços públicos, mas perderam a função original."

A menor da Cidade – A Subprefeitura da Pompeia proposta pelo MPI teria cerca de 10 km² e pouco mais de 100 mil moradores. Com isso, passaria a ser a menor da Cidade – desbancando a do Jabaquara, com os seus 14 km² – e a menos populosa, posto ocupado hoje por Perus, com 148 mil habitantes. (AE)


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facesp regionais

Newton Santos/Hype/Arquivo/DC

Divulgação

A proximidade com universidades e suas pesquisas é um dos fatores que atrai empresas para o Vale. Acima, à direita, o comércio de São José: desenvolvimento deve gerar novos postos de trabalho e mais consumo

André de Almeida

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Andrei Bonamin/Luz/Arquivo/DC

crescimento da economia brasileira e a consequente demanda por novos espaços para a construção ou ampliação de empresas apontam a necessidade de ocupação de terrenos fora da capital, uma vez que a cidade de São Paulo sofre com a escassez de grandes áreas e galpões ou condomínios corporativos e também com a supervalorização dos terrenos para locação. O Interior paulista mostra, atualmente, um grande potencial para investimentos em condomínios industriais e logísticos, com destaque para o Vale do Paraíba, principalmente as cidades de São José dos Campos, Jacareí, Caçapava e Taubaté. A região, localizada no eixo São Paulo – Rio de Janeiro, recebe cada vez mais novos investimentos. Potencial - Segundo estudo realizado pela Herzog Imóveis Industriais e Comerciais, o Estado de São Paulo apresenta um estoque total de aproximadamente 2,8 milhões de metros quadrados de galpões, distribuídos entre a Capital, Grande São Paulo e cidades do Interior em um raio de até 150 quilômetros. O Interior paulista é a fatia que apresenta a maior oferta de empreendimentos com estas características, com 1,6 milhão de metros quadrados de área construída. Ao contrário das últimas décadas, quando a região oeste do Estado apresentou um grande crescim e n t o i n d u strial e corporativo, principalmente ao longo das rodovias Anhanguera, Castello Branco Felipe Cury, e Bandeirantes, agora o Vale do presidente da Associação Paraíba paulist a é a b o l a d a Comercial de São José vez. "Apesar da qualidade reconhecida dessas estradas que interligam a capital com a região de Campinas, a supervalorização de terrenos ao longo dessas vias contribuiu para que o Vale do Paraíba passasse a ser novamente uma excelente alternativa para as empresas", afirma a diretora de Serviços Corporativos da Herzog, Simone Santos. A título de comparação, o valor do metro quadrado para locação na região de Jundiaí, segundo a executiva, custa R$ 25, em média. Em Campinas, esse valor corresponde a cerca de R$ 20, enquanto que nas proximidades de São José dos Campos o preço cai para R$ 15. Outros pontos impor-

A hora e a vez do Vale do Paraíba Região do Interior Paulista se torna mais atraente para investidores: novas empresas e condomínios corporativos estão ocupando as grandes áreas e antigos galpões disponíveis Luciano Coca/Chromafotos/AE/ArquivoDC

Nilton Cardin/AE/Arquivo/DC

A proximidade com a via Dutra (acima) e a perspectiva de ampliação da Tamoios (direita) estão entre os pontos que aumentam o potencial de desenvolvimento da região do Vale do Paraíba

Regras para o sucesso

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m condomínio industrial e logístico de sucesso, de acordo com a empresa Herzog, deve possuir uma série de características. Entre elas estão: fácil acesso por rodovias; terrenos superiores a 30 mil metros quadrados; galpões ou módulos com área útil de mil metros quadrados aproximadamente; pé direito superior a 10 metros; serviços de lanchonete, cafeteria e ambulatório, sistema de segurança eficiente, pátio para manobra de caminhões e bolsões para estacionamento. (AA) Epitácio Pessoa/AE/Arquivo/DC

tantes para a "retomada" da expansão no Vale do Paraíba foram a melhoria das condições de tráfego na rodovia Presidente Dutra, sua localização estratégica e a proximidade de portos e siderúrgicas, além da mão de obra qualificada proporcionada por universidades e centros de pesquisa reconhecidos nacionalmente. Investimentos -De acordo com o estudo, o Vale do Paraíba começou a receber investimentos em condomínios industriais e logísticos de forma mais acentuada a partir do ano passado. Um dos primeiros empreendi-

mentos a se instalar na região, mais especificamente em São José dos Campos, na divisa com Caçapava, foi o Complexo Logístico SJC, com área total de 83,5 mil metros quadrados. A montadora chinesa Chery adquiriu uma área de 1,2 milhão de metros quadrados em Jacareí e deve iniciar a construção de sua fábrica em 2012. Outra chinesa de máquinas pesadas, a Sany – que já está em São José dos Campos – comprou uma nova área de 568 mil metros quadrados na cidade, de frente para a Dutra, e deve começar a obra no mesmo período.

A portuguesa Amob comprou recentemente uma área de 360 mil metros quadrados na região, dos quais destinará 20 mil metros quadrados para a instalação de sua fábrica no Brasil e 70 mil para a construção de um bloco modular para locação especulativa. Já a cidade de Caçapava receberá o Condomínio DVR Caçapava, um moderno empreendimento modular industrial e logístico no local em que funcionava a FujiFilm. O imóvel original foi demolido para receber a nova construção. As obras já estão em andamento.

Disponibilidade - Todos esses investimentos só estão sendo possíveis porque o Vale do Paraíba ainda possui grandes áreas disponíveis para expansão industrial e de condomínios logísticos. Ao todo, são 337 mil metros quadrados de área construída: 47,5 mil em Jacareí, 250 mil em São José dos Campos e 40 mil em Taubaté. Aproximadamente 75% desse espaço são compostos por imóveis antigos, adaptados para o uso em condomínios industriais e logísticos. Estas atividades tiveram início, principalmente, a partir de 2006, quando empresas de grande porte, como Kodak e Ericsson, reduziram suas produções e optaram por transformar seus imóveis em condomínios, alugando os espaços vagos para outras corporações. Para o vice-presidente do Sindicato da Habitação (Secovi) no Interior paulista, Flávio Amary, a possibilidade da construção do trem bala, da duplicação da rodovia dos Tamoios – facilitando a ligação com o porto de São Sebastião –, a construção dos trechos norte e leste do Rodoanel Mário Covas e a vocação universitária, principalmente em São José dos Campos, são alguns dos pontos fortes do Vale do Paraíba para atrair novas empresas. "Trata-se de uma região com grande potencial de crescimento. O desafio será verificar o impacto desse desenvolvimento na qualidade de vida dos moradores dessas cidades", analisa Amary. Apoio - A chegada de novas empresas na região e a construção de novos condomínios industriais e logísticos conta com total apoio do presidente da Associação Comercial e Industrial de São José dos Campos, Felipe Cury. "Não nos surpreende a retomada de investimentos no Vale nos últimos anos. Com isso, o comércio local e regional só tende a se fortalecer, uma vez que novos empregos são gerados e aumenta o poder de compra do consumidor", conclui. Yin Tongyue, presidente da Chery, mostra maquete da fábrica que começa a ser construída no próximo ano


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acsp

PEGADA A conferência, no dia 24, terá como tema a pegada de carbono.

distritais

PARCEIRA A Associação Comercial de São Paulo é parceira no evento.

Lapa cria projeto Nós, Você + 1 Lançamento aconteceu em reunião preparatória para a Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas da Cidade André de Almeida

Fotos: Newton Santos/Hype

A

Distrital Lapa da A s s o c i a ç ã o C omercial de São Paulo (ACSP) realizou, na semana passada, um grande evento voltado para o meio ambiente e sustentabilidade. Dentro da programação houve o lançamento do projeto Nós, Você + 1, idealizado pela distrital. O encontro, no auditório da Associação Paulista de Supermercados (Apas), também se caracterizou como a 9ª Pré-Conferência da 10ª Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas da Cidade de São Paulo, que acontece dia 24 no Memorial da América Latina. A ACSP é uma das parceiras do evento. O tema deste ano da conferência será a Pegada de Carbono. Trata-se de uma forma de medição do impacto que causamos ao meio ambiente, já que o consumo de cada pessoa deixa uma marca, ou seja, uma pegada de carbono, que pode ser calculada por meio da estimativa de emissões de gases, que geram o efeito esEntre as ações propostas pelo tufa, associadas às nossas ati- projeto estão incentivos à recividades cotidianas. clagem, carona solidária, consProjeto - Apresentado pelo trução de prédios sustentáveis e superintendente da Distrital com coberturas verdes, cicloL a p a d a A C S P, D i m i t r i e vias, consumo consciente e preGheorghiu, o Nós, Você + 1 servação ambiental. "Há muitos tem como obanos a entidade jetivo promose preocupa ver ações concom a sustentacretas para os bilidade. É preproblemas urciso ter uma banos de meio economia de ambiente e a baixo carbono e criar novas esa criação de notratégias de vas tecnologias d e s e n v o l v ie oportunidamento baseades. Não adiandas na sustenta nada termos tabilidade e no um comércio menor impacforte se não há to ambiental. qualidade de A proposta é a vida", destacou Dimitrie Gheorghiu, promoção de o v i c e - p re s isuperintendente da Lapa ações nas esfedente da ACSP ras ambiental, e coordenador social e econômica. institucional das Sedes DistriDe acordo com Dimitrie, será tais, Roberto Mateus Ordine. realizado, ao longo dos próxiPalestra - Além da apresenmos anos, um conjunto de tação do projeto, o encontro teve eventos, campanhas e ginca- palestra do médico e membro nas, envolvendo a sociedade do Conselho Consultivo do Inscom certificações, reconheci- tituto de Saúde e Sustentabilimento e premiações. "Inicial- dade, Flávio Vormittag. Entumente, implantaremos o proje- siasta das causas ambientais, o to piloto em 13 bairros da região médico falou sobre as lutas peda Lapa, que abrangem uma las práticas sustentáveis e sobre população de mais de 600 mil a importância da sociedade aspessoas. Já contamos com o sumir o seu papel nesse contexapoio de dezenas de entidades, to. "Temos o direito de viver em associações, moradores, con- um planeta saudável. Talvez o domínios, universidades, im- maior desafio do século XXI seja prensa, instituições bancárias e reduzir a poluição e lidar com as poder público", disse. mudanças climáticas", disse.

O Nós, Você + 1 foi idealizado pela Distrital Lapa e apresentado na semana passada: objetivo é promover ações concretas para os problemas urbanos de meio ambiente

GIr Agendas da Associação e das distritais

Hoje I São Miguel – Às 9h30, 1ª

reunião do Núcleo da Beleza do Projeto Empreender, coordenada pela agente Vilma Lopes Fernandes. Avenida Marechal Tito, 1042. I Tatuapé – Às 19h30, reunião do Núcleo Automotivo do Projeto Empreender, coordenada pela agente Izildinha Franco Farro. Rua Apucarana, 1.388.

Amanhã I Centro – Às 18h30,

O médico propôs algumas ações imediatas, que todos podem assumir, para melhorar a qualidade de vida no planeta. Destacou a importância de reduzir o uso de automóveis, aumentar o uso de bicicletas, praticar caminhadas, gerar eletricidade a partir de fontes renováveis e de baixo carbono e investir na rede metroviária, entre outras medidas. Para os estabelecimentos comerciais, Vormittag ressaltou a importância da coleta seletiva, da associação a cooperativas de catadores, de limitar o uso de embalagens plásticas, de ajudar a recuperar áreas verdes nos bairros, de estimular o uso de transporte público e compartilhado, além de evitar o desperdício de água. "Nesses pontos, a ACSP já está fazendo um excelente trabalho junto a seus associados".

O subprefeito da Lapa, Carlos Fernandes, destacou a importância do evento. "A iniciativa da ACSP mostra que a entidade é moderna e que pensa no futuro", afirmou. Segundo ele, a Prefeitura de São Paulo estará engajada no projeto Nós, Vocês + 1. Para o vereador Gilberto Natalini, idealizador da Conferência Produção Mais Limpa, o evento, no dia 24, será um momento de reflexão sobre temas importantes para todos e de trocas de experiências. "Agradeço à Associação Comercial de São Paulo pela parceria e pelo apoio. Temos certeza que a iniciativa será um sucesso", concluiu. No final do evento, cinco mulheres desfilaram vestidas com roupas feitas a partir de materiais recicláveis, como sacolas, garrafas pet e jornais.

palestra EFD - PIS e Cofins, com Alan A. Silva. Confirmações: 3208-5753 ou dcentro@acsp.com.br. Rua Galvão Bueno, 83.

Quinta I Penha – Às 9h30, curso

Talvez o maior desafio do século XXI seja reduzir a poluição. FLÁVIO VORMITTAG, MEMBRO DO CONSELHO CONSULTIVO DO INSTITUTO DE SAÚDE E SUSTENTABILIDADE

Não adianta nada termos um comércio forte se não há qualidade de vida.

de coral infanto juvenil, realização Conselho da Mulher. Avenida Gabriela Mistral, 199. Informações: penha@acsp.com.br I Penha II – Às 19h30, 7ª edição - homenagem à Maçonaria Penhense com jantar de confraternização. Avenida Condessa Elizabeth Robiano, 2100 (Golden House). Informações: dpenha@acsp.com.br I Mooca – 19h30 – 6ª Reunião Ordinária da Diretoria Executiva e Conselho Diretor para discussão e esclarecimentos sobre a eleição do Cades Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Rua Madre de Deus, 222 .

Sexta I Penha – Às 14h30, curso

de coral infanto juvenil – realização Conselho da Mulher. Avenida Gabriela Mistral, 199. Informações: dpenha@acsp.com.br.

ROBERTO MATEUS ORDINE, COORDENADOR INSTITUCIONAL DAS SEDES DISTRITAIS

Acima, Gilberto Natalini e Roberto Ordine. À esquerda, a Lapa que, com outros bairros da região, estará no projeto piloto voltado para a sustentabilidade. Na foto abaixo, desfile de roupas feitas a partir de materiais recicláveis, como sacolas, garrafas pet e jornais.


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Tumultos olímpicos A piada é cruel, mas os designers britânicos foram ligeiros: recriaram o logotipo das Olimpíadas 2012 em referência aos tumultos em Londres. http://bit.ly/pNpHA8

Lisi Niesner/Reuters

PALÁCIO DE GELO Vista de uma das cavernas do Palácio Natural de Gelo - Natur Eis Palast - na província de Alpes de Zillertal, no Tirol, Áustria. A geleira tem 3.288 metros de altura.

A CIDENTE M ODA

Garota morre no parque

A

adolescente Alessandra Aguilar, de 17 anos, morreu na madrugada de ontem após ser atingida pelo carrinho que se soltou de um brinquedo no parque de diversões Glória Center, que funcionava há duas semanas na Estrada dos Bandeirantes, em Vargem Grande, na zona oeste do Rio Outras oito pessoas ficaram feridas, duas em estado grave. A Polícia Civil instaurou inquérito de homicídio culposo,

em que não há a intenção de matar, e lesão corporal. O acidente ocorreu com o brinquedo "Tufão", formado por uma engrenagem central giratória com braços que sustentam gôndolas. À medida em que a base central gira, os braços sobem, suspendendo os carrinhos no ar. Cerca de duas mil pessoas participavam de uma festa quando, por volta de 2h30, uma das gôndolas do brinquedo se soltou, foi lançada a cerca de 15

metros e atingiu a bilheteria, onde Alessandra tentava comprar um ingresso. No carrinho estariam seis pessoas, mas a capacidade era para somente quatro. "Morreu minha princesa. Ela estava só comprando ingresso para brincar. Pena que minha filha será só uma estatística. Amanhã esse parque sai de lá, vai para outro lugar, solta outro brinquedo, mata outra criança", disse, emocionado, o pai de Alessandra, Carlos Augusto Aguilar. (AE)

F UTEBOL

Filme pornô no meio do jogo Por um acidente técnico, um minuto de vídeo pornográfico foi exibido no sábado na Globo.com, durante a transmissão de Botafogo x América-MG. Segundo comunicado da Globo, que se desculpou, somente assinantes do canal Sexy Hot teriam acesso às imagens. A gafe virou motivo de piada no serviço de microblog Twitter e o assunto ficou entre os trending topics mundiais até o fim da manhã de ontem.

Navesh Chitrakar/Reuters

Brincos geek Os brincos inspirados na Piranha Plant, a plantinha carnívora do Super Mario, fizeram tanto sucesso no site Etsy que o produto está esgotado. A promessa do site é repor o estoque a partir de 1º de setembro. Então, se você curte acessórios geek, anote a data e o link abaixo. http://etsy.me/qRfO4G

D ESIGN

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Tecla a tecla

FESTIVAL - Garota vestida de "vaca sagrada" assiste desfile no festival de Gaijatra, conhecido também como festival da vaca, em Katmandu, no Nepal. Participantes pedem por salvação e paz para familiares que já morreram.

A NTROPOLOGIA F AN FEST

Em busca do passado

O designer africano Maurice Hermès Mbikayi cria esculturas que remetem a questões políticas e sociais do continente africano. O crânio feito de restos de teclados de computador é só um exemplo. Veja mais no site. www.mauricembikayi.com/galler y.html

C A R T A Z

VISUAIS

E M

Mostra 'Os Gigantes da Era do Gelo'. Shopping Anália Franco. Avenida Regente Feijó, 1.739, Tatuapé. Grátis.

Historiadores escavam área onde ficava vila

Antropologistas e historiadores finalmente receberam permissão das autoridades de Nova York para escavarem uma área do Central Park. Foi um avanço numa batalha que já dura décadas. O objetivo é revelar a Reprodução

A TÉ LOGO

história da comunidade afroamericana destruída nos anos 1850 para que o famoso parque em Manhattan fosse construído. As escavações geraram 250 sacos de material, como uma escova de dente feita de osso, que devem manter os estudiosos ocupados por muito tempo. Cerca de 2/3 dos moradores da Vila Sêneca eram afro-americanos; o restante, descendentes europeus, principalmente irlandeses. Embora a cidade tenha compensado os proprietários, os moradores foram forçados a abandonar suas terras, com pagamentos na média de US$ 700 por lote de terreno, montante que historiadores estimam ser abaixo do valor daquelas propriedades na época.

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

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Professora aposentada da PUC morre atropelada em Higienópolis, centro de São Paulo.

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Crianças que não tomaram a segunda dose contra a poliomielite podem buscar postos

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Menores suspeitas de fazer arrastões em São Paulo cumprirão medidas socioeducativas

Assistindo a Copa fora dos estádios O torcedor de São Paulo que quiser assistir às partidas da Copa de 2014 fora dos estádios terá algumas opções interessantes. Apesar de o Comitê Paulista ainda não ter decidido onde será erguida a Fan Fest, espaço oficial da Fifa para exposição de seus patrocinadores e convivência dos torcedores, já se trabalha com outras possibilidades de eventos de exibição pública. Estão cotados o Vale do Anhangabaú, o Parque do Carmo, o Sambódromo, o Pacaembu, o Autódromo de Interlagos, a Represa de Guarapiranga e o Parque do Ibirapuera, entre outros lugares na capital paulista. No fim de setembro, a Fifa fará uma nova visita aos locais sugeridos e a decisão deverá sair até o final deste ano. (AE)


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AGENDA

conomia

O seu consultor financeiro

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Segunda-feira

Quinta-feira

Sexta-feira

Sai resultado da balança comercial na segunda semana de agosto.

Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga resultado de agosto do IGP-10.

Divulgação do IPCA-15 de agosto. A pesquisa do índice é do IBGE.

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Reuters/Tony Gentile/Files

Medo, dúvida: a crise vai durar? Especialistas veem ligação da atual turbulência com problemas de 2008. Solução é imprevisível.

REJANE TAMOTO

U

ma nova crise financeira mundial começou porque existem dúvidas sobre a capacidade dos Estados Unidos de pagarem suas dívidas ou esta é uma turbulência secundária da crise que começou em 2008 com a quebra de bancos? Segundo especialistas, a segunda alternativa responde bem à questão que muitos investidores se fizeram na semana passada, quando as bolsas de todo o mundo operaram com nervosismo e volatilidade – com fortes perdas seguidas de recuperação – diante do temor de recessão nos EUA. Entender um pouco esse processo ajuda os investidores, em especial as pessoas físicas, a pelo menos tentar se proteger de prejuízos, embora o desenrolar da crise seja imprevisível. Na última segunda-feira, a queda de 8,08% do Ibovespa (a maior desde outubro de 2008) dava a impressão de que, de fato, uma nova e grave crise financeira global havia se instalado. A desvalorização se seguiu à notícia de rebaixamento da nota (rating) da dívida norteamericana anunciada na sexta-feira anterior pela agência de classificação de riscos Standard & Poor's. Fato inédito, a nota caiu de AAA para AA+, nível inferior às classificações de países como França e Alemanha. Mas, de acordo com analistas, os problemas fiscais que o governo de Barack Obama enfrenta atualmente ainda são desdobramentos da crise iniciada com a quebra do banco Lehman Brothers, em setembro de 2008. A diferença é que, desta vez, outros fatores tornam o cenário ainda mais turbulento: a briga política entre republicanos e democratas (inflada pela disputa presidencial de 2012) e a situação frágil e ainda sem solução de países da Europa pioram muito o quadro. A origem da crise Na opinião de especialistas em finanças, a crise nos EUA começou no setor privado, com o estouro da bolha de crédito farto para consumidores com alto risco de calote comprarem imóveis, há pouco menos de três anos. O governo usou dinheiro público para socorrer instituições que haviam comprado as dívidas imobiliárias dos consumidores. "É como se o governo tivesse nacionalizado os bancos para, depois, privatizá-los. A consequência disso é que o endividamento que originou a crise ficou na mão do governo", explica o administrador de investimentos Fabio Colombo.

Nos últimos três anos, o crescimento baixo central dos EUA) decidiu manter a taxa básica bastidores da briga política para dificultar a da economia norte-americana e a crise das díde juros entre zero e 0,25% até 2013. candidatura à reeleição de Barack Obama. "Os vidas da Grécia e da Irlanda, que ameaçam a Estados Unidos têm tido gastos excessivos, inNova etapa estabilidade do euro, levantaram a dúvida soclusive com guerras, desde a gestão do ex-prebre as condições de os países desenvolvidos sidente George W. Bush. Isso gerou um déficit O professor do curso de especialização em honrarem seus compromissos fiscais. "Não e esse momento ia chegar. De qualquer forma, Gestão de Operações e Serviços Bancários tem para onde correr. Esses países terão de faas agências de classificação de risco erraram (MBA) na Fundação Vanzolini e sócio-diretor zer programas de austeridade, o que significamuito na última crise", observa. da ADN Investimentos, Carlos Alberto Wirá um crescimento menor de suas economias", Segundo ele, para o Brasil o que interessa é donsck, diz que outra diferença nesta etapa de completa Colombo. E como o mercado acionásaber quanto tempo a economia mundial precrise é que desta vez ela ocorre dentro dos gorio, em tese, funciona com base em expectaticisará para se recuperar. Não será um período vernos não só dos EUA, mas dos países eurovas de crescimento econômico, já há meses as fácil. A crise atinge as finanças do governo norpeus. "A Espanha e a Itália recebem dinheiro bolsas de valores vêm sofrendo baixas. No ano, te-americano, que já enfrenta baixo crescimendo Banco Central Europeu para segurar a ecoo Ibovespa, por exemplo, recua 22,84%. to e índice de desemprego acima de 9%. Na senomia. A Grécia não vai conseguir se reerguer Na avaliação de muitos economistas, a remana passada, em uma tentativa de impulsiocom os dois pacotes aprovados." percussão inicial do rebaixamento dos EUA no nar a atividade, o Federal Reserve (Fed, banco mercado foi exagerada, principalmente por causa dos bastidores de disputa política no período préeleitoral no país. "Essa crise nas bolsas nasceu sem iante de tanta turbulência e "A situação na bolsa pode ficar pior rendimentos por causa da recente alum fundamento claro, expectativa de volatilidade, ainda porque a crise vai durar mais ta da taxa básica de juros (Selic). ocorreu só porque a S&P a recomendação dos espe- tempo. O pequeno investidor que Ainda assim, esse tipo de investidor resolveu rebaixar a nota cialistas é que o investidor que está no tem aversão ao risco deve adotar uma deve ficar atento aos reflexos da desados títulos do governo mercado acionário mantenha o san- postura mais defensiva e pensar me- celeração da economia global na innorte-americano. O progue-frio e não abandone sua estraté- nos em rentabilidade e mais em pro- flação e nos juros do Brasil. Por enblema é político porque os gia. Para quem conseguir segurar a teger o capital. Uma opção é ir para a quanto, não há sinais de que os juros Estados Unidos não deiansiedade ou ainda não está na bolsa, renda fixa", diz o educador financeiro possam baixar, mas isso pode acontexaram de pagar nenhum este pode ser um bom momento para da MoneyFit André Massaro. cer se houver um crescimento menor dos seus credores. Houve comprar a preços baixos ações de emEle alerta os investidores que mi- da economia e redução da pressão incalote de empresas? Não presas que têm boas perspectivas. gram do mercado de ações para o de flacionária. Por isso, o ideal é diversiO que mudou na dívida? Basta que o investidor tenha recursos imóveis. "Os preços estão altos de- ficar a carteira de investimentos em Nada. Isso é uma briga de dos quais não precisará em longo pra- mais e, em situação de crise e incerte- renda fixa, entre pré e pós-fixados. partidos políticos", afirma zo – não menos do que cinco anos. zas na economia, é possível que os A recomendação do diretor do Eao professor de finanças da Quem quiser entrar não pode to- proprietários comecem a vender synvest, Amerson Magalhães, é a forEscola de Administração mar essa decisão pelo simples entu- imóveis. O mercado pode mudar de mação de uma carteira diversificada de Empresas de São Paulo siasmo com os preços baixos ou por- perfil e o investidor pode comprar por de investimentos em títulos do Te(Eaesp), da Fundação Geque o vizinho comprou papéis. É pre- um preço alto e não recuperar esse souro Nacional. "Há papéis indexados túlio Vargas (FGV), Fábio ciso conhecer o mercado financeiro, valor. Só investiria em imóveis por à inflação e aos juros, pré e pós, que Gallo. "O que interessa paas empresas e seus fundamentos e ter meio dos fundos de investimentos podem equilibrar bem os ganhos, ra os investidores é saber um objetivo claro e de longo prazo, imobiliários", afirma o educador. mesmo se houver quedas nos índices quais são o nível da dívida como formar uma aposentadoria e taxas", afirma. Além disso, ele diz e o risco de calote dos paícom os rendimentos, por exemplo. A saída na renda fixa que os custos para investir em títulos ses que enfrentam probleAlém disso, o investidor não deve se do Tesouro são menores do que nos mas fiscais", acrescenta. deixar levar pelo pânico em dias de "Quem é mais conservador e ainda fundos, de 0,3% sobre o valor do innervosismo. A atitude de quem entra se mantém longe das ações deve con- vestimento ao ano, mais 0,1% por O custo das guerras agora deve ser a mesma de um profis- siderar manter aplicações de renda fi- operação de compra. "Algumas corsional de mercado, já que a tendência xa, sejam elas em fundos, Certificados retoras abrem mão da taxa de serviço, Colombo diz que o reé de que a bolsa continue oscilando de Depósito Bancário (CDBs) e títulos que é o caso da Easynvest." Os fundos baixamento da nota talvez muito, ora com grandes perdas, ora do Tesouro Nacional (pelo Tesouro Di- cobram, no mínimo, taxa de adminispassasse despercebido no com períodos de recuperação. reto), que têm proporcionado bons tração de 1% ao ano. (RT) mercado se não fossem os

Momento é para conservadorismo

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20 -.ECONOMIA

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COMÉRCIO

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conomia

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A psicologia por trás do caos Crise evidencia realidade que muitas vezes não queremos ver: somos mais irracionais do que pensamos ao tomar decisões econômicas.

REJANE TAMOTO

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ocê acorda, entra no homebroker e vê suas ações despencando, o índice da bolsa não para de cair e, com medo de ser o único a continuar perdendo, se desfaz dos investimentos. Situações como essa, provavelmente muito comuns na semana passada, já têm descrição "clínica": são conhecidas como comportamento de manada. E é difícil resistir a ele em dias de forte crise no mercado financeiro. Esse é um dos muitos erros cometidos pela maioria das pessoas, até pelas que se consideram muito racionais. Isso acontece por um motivo muito simples: antes de decidir, a mente age pelo impulso da emoção. A explicação é da psicanalista, especialista em psicologia econômica e autora do livro "Decisões Econômicas Você já Parou para Pensar?", Vera Rita de Mello Ferreira. Em entrevista ao Diário do Comércio, ela explica por que o ser humano ainda é tomado pela irracionalidade diante de decisões – das mais simples às mais complexas possíveis. E fala sobre como perceber os erros e tentar evitá-los.

O que é e como evitar o comportamento de manada? É o comportamento que vemos no dia em que a bolsa cai e o caos é geral. O impulso irracional é de ir na direção do grupo e, no caso do investidor, sair correndo e tirar todo o dinheiro. Ele acontece também em dias de muita alta, quando há a manada de entrada. A pessoa fantasia que todo mundo está se dando bem, menos ela – e entra. A sensação é de perda de oportunidade. No Brasil temos um grande problema com o sentimento de perda de oportunidade, fantasiamos que teria sido uma experiência maravilhosa. O investidor perde muito dinheiro com isso

porque compra ações quando o preço está alto e as vende quando está muito baixo. Para fugir dessa situação é preciso fazer um esforço grande. Antes de sair, o investidor tem que parar para pensar se precisa do dinheiro agora e sobre qual era o objetivo com ele. Se não precisa agora e lembrar que ia deixá-lo na bolsa por cinco anos, então respire fundo e fique. O problema é que muita gente não sabe por que está entrando no mercado. A maioria das nossas decisões tomamos por impulso, sem saber direito o porquê. Depois arrumamos uma justificativa, uma desculpa.

Fotos: Paulo Pampolin

As emoções são a matriz ou a raiz dos pensamentos. Por isso, todo pensamento passa primeiro pela emoção, que está com a espécie humana há milhares de anos. VERA RITA FERREIRA, PSICANALISTA, PESQUISADORA DE PSICOLOGIA ECONÔMICA

Por que somos tão suscetíveis às emoções na hora de tomar decisões? As emoções são a matriz ou a raiz dos pensamentos. Por isso, todo pensamento passa primeiro pela emoção, que está com a espécie humana há milhares de anos. Isso foi importante para sobrevivermos, para detectarmos o perigo e corrermos, como os animais fazem. Mas ela não é suficiente para o nosso desenvolvimento. A razão, que fica no lobo pré-frontal do cérebro e é responsável pela linguagem e raciocínio, surgiu no último período da evolução da espécie – e, por isso, é mais precária. Mesmo quem se considera super-racional é assim? Sim. Basta arranhar a superfície para que a parte antiga do cérebro tome conta. Quem diz que é muito racional é porque ainda não teve o seu calo pisado. Se é assim, por que o lado racional é importante para o desenvolvimento? Para ponderar, examinar e conseguir olhar o longo prazo. A longevidade avança cada vez mais e estamos diante de problemas e desafios de que a parte emocional não dá conta. Um exemplo é guardar dinheiro para a aposentadoria – algo que é suave e tranquilo quando se começa a fazer na juventude. Mas o jovem acaba gastando esse recurso com balada, carro e viagens, porque temos o apelo do consumo excessivo. Hoje, ficar sem trocar de celular por mais de um ano parece algo abominável. Entramos na roda do consumo de forma instintiva e automática porque isso casa com nosso lado mais primitivo de funcionar psiquicamente. Deixamos de examinar com cuidado as alternativas, os recursos que temos e os erros que cometemos. A maior parte das pes-

soas cai nos mesmos erros do mesmo jeito repetidamente. No seu livro, a senhora elencou 36 erros que as pessoas cometem em situações cotidianas, também chamados de armadilhas. Por que isso acontece com as decisões econômicas? Costumo dizer que cada um tem seus erros de estimação. Acontece com as decisões econômicas porque quase tudo é uma decisão econômica, que não é relativa só a dinheiro, mas a tudo que é finito: tempo, saúde, esforços, atenção, recursos naturais. Por que as pessoas repetem os erros ou caem nas mesmas armadilhas? A psicologia econômica faz experimentos para mostrar que as pessoas usam pontos de referência irrelevantes para tomar decisões. Minha área de estudo é a psicanálise, que aborda as emoções. Um ponto de convergência entre as duas áreas mostra que a cabeça tem duas maneiras de funcionar. Uma é pelo lado automático, que é guiado pela avaliação afetiva, do gosto ou não gosto. Quando a gente funciona desse jeito não consegue pensar nem enxergar saídas. A pessoa só consegue descarregar o bode que está sentindo. Um exemplo é ficar jogando videogame enquanto se tem um monte de problemas para resolver, inclusive de endividamento. Não adianta nada, só para descarregar a angústia e se entorpecer. Quando funcionamos desse jeito, não conseguimos aprender com a experiência e repetimos os erros; passamos por eles e voltamos a passar sem aprender e sem nos perguntarmos: "Onde é que estou errando aqui?". E qual é o outro jeito de a mente funcionar? O outro jeito é mais trabalhoso e lento porque exige que a pessoa examine tudo com cuidado, para ter uma perspectiva mais isenta. Não se pode ficar tomado pelas questões emocionais. Apesar de um problema estar me dando bode, vou entrar em contato e ouvir o que uma outra pessoa tem a dizer porque pode ser importante para pensar. Outro exemplo: a situação de querer muito

ir a uma balada e ter dinheiro apenas em um investimento programado para a poupança. Decidir não abrir mão desse investimento porque vai ser importante: isso é conviver com o desconforto de pensar que "todos estão se divertindo, menos eu". O melhor sempre é pensar em fazer alguma coisa que seja melhor para você no curto e no longo prazos. Quais são as armadilhas mais comuns a que estamos sujeitos quando se fala em decisões econômicas? Além do comportamento de manada, o grande vilão é o otimismo excessivo. E é preciso cuidado, porque no Brasil se você falar mal de otimismo recebe muitas críticas. Mas não se trata de simplesmente falar mal de otimismo. O problema existe quando ele se descola da realidade e fica exagerado. Nesse caso, a pessoa acha que tudo está sob controle sempre, que tudo vai ser cada vez melhor e que não vão existir obstáculos, nenhum risco ou perigo. Portanto, ela não precisa se preparar para nada. Tudo sempre vai dar certo. Com isso, ela pega mais crédito do que pode, vai se endividando e acha que coelho da Páscoa vai resolver o problema financeiro. Temores exagerados de riscos e perdas também são armadilhas? Sim, são algumas ciladas. Não temos sempre aversão a risco, mas sempre temos aversão a perdas. A aversão a risco aparece quando o contexto em questão é de ganhos. Queremos um pássaro na mão em vez de dois voando. Um experimento clássico está baseado em uma pergunta simples: o que você prefere, ganhar R$ 3 mil agora com certeza ou ter 80% de probabilidade de ganhar R$ 4 mil e 20% de não ganhar nada em algum tempo? Geralmente as pessoas preferem garantir os R$ 3 mil imediatos. Se a pergunta for invertida, o resultado da experiência é bem diferente. "O que você prefere? Ter a certeza de perder R$ 3 mil agora ou, depois de um tempo, 80% de chance de perder R$ 4 mil e 20% de possibilidade de não perder nada?". Nesse caso, as pessoas escolhem a terceira opção, 20%, que é probabilidade baixinha.

Qual a conclusão do experimento? Trata-se da mesma formulação do ponto de vista matemático – só que, na segunda situação, as pessoas têm apetite por risco porque não querem perder. Pela mesma razão que as faz escolher no primeiro caso a opção mais conservadora, as pessoas mudam e ficam com a mais arriscada depois. Não é que temos aversão ao risco ou não; tudo depende do contexto da maneira como a informação foi apresentada. Ficamos muito suscetíveis a detalhes irrelevantes do contexto, de coisas que não deveriam entrar na nossa consideração. Qual é a armadilha que mais ameaça o empresário? Tem uma armadilha para empresário que é muito prejudicial: a falácia dos custos incorridos ou dos custos irrecuperáveis. A pessoa abre loja em um ponto e não dá certo. Ela fica insistindo um tempo, bota dinheiro, vai perdendo e perdendo. Passam-se dois anos e ela pensa "nossa, estou perdendo muito dinheiro, preciso ver qual é o problema". Depois, chega à conclusão que o ponto não dá certo. Melhor seria fechar e abrir em outro lugar ou rever tudo. Mas, às vezes, o empresário se deixa levar pelo fato de que já investiu muito dinheiro no negócio – o que o leva a insistir no erro, no "da-

qui eu não saio". Há casos em que o empresário chega a investir mais, com uma reforma, por exemplo, o que não deve dar tanto resultado. Conclusão: ele não consegue recuperar as perdas e ainda coloca mais dinheiro bom em cima de dinheiro ruim. É comum acontecer com o empresário, que fica apegado a uma ideia e se recusa a dar o braço a torcer. A senhora se considera imune às armadilhas? Não. Eu trabalho com isso há 17 anos e às vezes também caio nas ciladas. Como treinar o cérebro para tomar decisões mais racionais? É preciso ter registros, escrevendo ou gravando. Para essa tarefa, servem celular com gravador, planilhas no computador ou cadernos de anotações. É como se fosse um diário de bordo. Ele deve ter datas para facilitar a lembrança de cada momento. A ideia é que, nesse registro, a pessoa consiga identificar suas inconsistências na hora de tomar decisões, se "pegar no pulo". Depois, é possível rever uma atitude e saber se errou ou acertou. O diário permite à pessoa concluir "nossa, naquele dia eu estava aflito e não tomei uma boa decisão". A ideia desses registros é levar as pessoas a terem mais consciência de seus pensamentos, reações e atitudes econômicas.


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sábado, domingo e segunda-feira, 13, 14 e 15 de agosto de 2011

e Cadastro Positivo deve reduzir os juros Com o Cadastro Positivo, o histórico será avaliado por diferentes empresas. Rubens Sardenberg, economista-chefe da Febraban

conomia

Em seminário na Capital, especialistas afirmam que a adoção do cadastro dos bons pagadores vai baixar as taxas de juros do crédito no prazo de três anos. Leandro Moraes/LUZ

Rejane Tamoto

A

implantação do Cadastro Positivo no Brasil tende a reduzir os juros do crédito no longo prazo, segundo o economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Rubens Sardenberg. "Hoje, os bancos utilizam as informações disponíveis para dar um tratamento diferenciado aos clientes com quem têm bom relacionamento. O que muda para o consumidor é que, com o Cadastro Positivo, seu histórico será avaliado por diferentes empresas e não só pelo banco ou loja com quem ele já tem relacionamento longo", afirmou Sardenberg. O Cadastro Positivo, aprovado pelo governo em junho deste ano, será formado por bancos de dados que só podem ser organizados por birôs de créditos. Eles armazenarão dados financeiros e de pagamentos de consumidores e empresas, desde que autorizados pelos interessados. Com a análise de informações de histórico de pagamentos positivas, que possibilitem a avaliação de que o risco de inadimplência será baixo, por exemplo, as instituições financeiras podem oferecer juros menores ao consumidor. Durante o Seminário de Relacionamento com Clientes (Semarc), promovido pela Febraban, Sardenberg apresentou um estudo, feito com dados do Banco Central (BC),

O economista Rubens Sardenberg (esq.) acompanha apresentação do presidente da Boa Vista Serviços, Dourival Dourado.

que mostra que a inadimplência corresponde a 32% do total do spread bancário bruto, que é a diferença entre a taxa de juros de captação dos bancos e a dos empréstimos. A inadimplência corresponde ao maior peso entre todos os fatores que compõem a taxa. Custos – Segundo o estudo do economista da Febraban, o spread bancário bruto dos bancos foi de 27,9 pontos percentuais em maio. Deste total, 8,97 p.p. correspondem ao risco de inadimplência, 7,8 p.p. à margem líquida, 6,26 p.p. aos impostos, 4,4 p.p. aos custos

administrativos e 0,46 p.p. aos custos direcionados. "É um custo pesado. Toda medida ou reforma que ataque a inadimplência afeta a formação dos spreads no médio prazo. O juro só não cai se houver outras medidas, como o aumento do compulsório", afirmou. Risco – Ele argumentou que os custos que a inadimplência gera, em recuperação judicial e protestos, por exemplo, são altos. O economista comparou os juros do crédito com garantia, que oferece menor risco de inadimplência, e o do sem garantia, de maior risco.

Das operações com garantia, o crédito consignado ofereceu a menor taxa, de 2,09%, em maio, segundo dados do BC, seguido pelo financiamento de veículos, que foi de 2,24%. As taxas mais altas são as das operações sem garantia, como o crédito pessoal (4,29%) e de financiamento de bens de consumo (3,87%), segundo os dados de maio. "Quando observamos as operações de crédito que mais crescem no País percebemos que o consumidor é racional. O crédito consignado e o financiamento de veículos são as operações que

As empresas olhavam só as informações negativas. O Cadastro muda a lógica. DOURIVAL DOURADO, PRESIDENTE DA BVS

mais crescem", disse ele. Segundo dados de maio, o consignado cresceu 38% e a aquisição de bens e leasing, 34%. Lógica – Segundo Dorival Dourado, presidente da Boa Vista Serviços (BVS, da Associação Comercial de São Paulo, que publica este Diário do Comércio), o processo de implementação do Cadastro Positivo na sociedade, com a consequente redução dos juros ao consumidor, durará de dois a três anos. "Até recentemente as empresas olhavam só as in-

formações negativas. O Cadastro muda a lógica porque viabiliza a análise de outros pontos", afirmou. Na opinião de Dourado, os consumidores da nova classe C – muitos deles sem comprovação de renda e sem contas em bancos – podem utilizar o Cadastro Positivo para se inserir no futuro ciclo de taxas de juros menores. "O Cadastro pode ajudar a reduzir o nível de endividamento porque hoje o sistema financeiro empresta muito para as mesmas pessoas", disse.

Cai índice de cheques devolvidos Boa Vista Serviços (BVS) mostra recuo de 5,4% de janeiro a julho, mas avanço em relação a julho de 2010. Masao Goto Filho/e-SIM

Renato Carbonari Ibelli

O

n ú m e ro d e c h eques devolvidos caiu 5,4% entre janeiro e julho deste ano na comparação com o observado em igual período do ano passado. Também houve queda de 0,61% entre junho e julho de 2011. Confrontando o mês de julho deste ano com o de 2010 observa-se aumento de 0,49% nas devoluções de cheques. As informações são da Boa Vista Serviços (BVS), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que publica este Diário do Comércio. É possível verificar que o montante de cheque de pessoas jurídicas devolvidos aumentou 6,48% do início do ano

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SEGUNDA-FEIRA, 15 DE AGOSTO DE 2011

SÓCIO DA EMPRESA PODE TER DIREITO AO RECEBIMENTO DO PLR E COMISSÕES? Informamos que aos sócios não cabe recebimento de PLR tendo em vista ser esta exclusiva de empregados, e também não cabe recebimento de comissão visto que o mesmo é exclusivo para vendedores. MUDANÇA NO QUADRO DE HORÁRIO Empresa pretende alterar o quadro de horário,entrada e saída dos funcionários ao trabalho.Quais são as providências que devem ser tomadas? Saiba mais acessando: [www.empresario.com.br/legislacao]. CONTRATAÇÃO DE AUTÔNOMO InformaçõessobreoprocessodecontrataçãodeautônomoporRPA?Precisa de algum contrato? Saiba mais:[www.empresario.com.br/legislacao].

Com crise, a companhia projeta crescimento de devolução de cheques.

até julho, sempre comparando com igual período de 2010. Com relação aos cheques de pessoas físicas, observou-se redução de 8,62% nas devoluções, pela mesma comparação. Tendo julho deste ano como

U

ma guerra de preços no segundo trimestre derrubou os resultados das principais companhias aéreas brasileiras. Apesar disso, TAM e Gol mostraram otimismo sobre recuperação de tarifas nos próximos meses, e analistas citaram um quadro positivo para as empresas no médio prazo. Enquanto a Gol viu seu lucro do primeiro trimestre se transformar em prejuízo de R$ 358,7 milhões entre abril e junho, a TAM divulgou uma queda de 53% no lucro sobre os três primeiros meses de 2011. A grande semelhança entre as duas é que, embora tenham so-

ALTERAÇÃO NO CONTRATO DE TRABALHO Quandoaempresaefetuaacontrataçãodeumfuncionário,determinando o horário de trabalho. Havendo mudança para outro horário quais os procedimentos determinados em Lei,para considerar legal tal alteração? Saiba mais acessando:[www.empresario.com.br/legislacao]. COMPROVAÇÃO DE BENEFÍCIO Empresa que fornece refeição aos funcionários dentro da própria empresa. A refeição é preparada na empresa. Como demonstrar isso em folha de pagamento ou como comprovar este benefício? Deve obrigatoriamente descontar uma porcentagem do funcionário? Saiba mais acessando a íntegra no site: [www.empresario.com.br/legislacao]. RECEBIMENTO DO VALE-TRANSPORTE Existe alguma distância mínima, onde o empregado possa percorrer a pé e onde a empresa esteja desobrigada a fornecer Vale-Transporte? Saiba mais acessando: [www.empresario.com.br/legislacao]. ORIENTADOR GERENCIAL® A coluna Agenda do Empresário® é leitura obrigatória do Administrador, Advogado, Contador e RH, para a orientação do dia a dia empresarial. Acesse a íntegra das informações:[www.agenda-empresario.com.br].

frido no trimestre com os yields (indicador referencial de preços de passagens aéreas), ambas esperam que o indicador mostre alguma recuperação ainda em 2011. Segundo o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, os yields mostrarão recuperação de 4 a 5% "nos próximos meses ou trimestres. Tenho expectativa de que isso comece a melhorar ainda esse ano", disse. O comentário vai em linha com o colega de Constantino na TAM, Líbano Barroso, para quem o yield da companhia avançará 5% no terceiro trimestre em relação ao segundo. No trimestre passado, o yield da TAM no mer-

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parâmetro, a comparação com igual mês do ano passado mostra que para pessoas jurídicas os cheques devolvidos cresceram 14,9% enquanto que para pessoas físicas houve redução de 3,54% nas devoluções.

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Rigor – Segundo a Boa Vista Serviços, o comportamento dos cheques devolvidos deve sofrer os efeitos da redução da atividade econômica nacional causados pelos problemas externos, o que deve aumentar a devolução de cheques nos próximos meses. Além disso, segundo a BVS, já se observa um maior rigor na concessão de crédito por parte dos intermediários financeiros, o que já aponta um aumento da inadimplência. A empresa da ACSP indica ainda que potenciais baixas na taxa básica de juros (Selic) – estimuladas pelo esfriamento da economia devido ao cenário externo –, serão pequenas, portanto, podem não se refletir sobre os juros nas tomadas de empréstimos.

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53 por cento foi a queda no lucro da TAM entre o 1º e o 2º trimestres deste ano. Já a Gol teve prejuízo de R$ 358,7 milhões. cado doméstico recuou 2,4% sobre os três primeiros meses do ano e 21% ante igual período de 2010. Já a Gol viu quedas de 8,2% e 13,8%, respectivamente.

Segundo o analista de aviação Marcos Mattos, da corretora Ágora, o resultado da empresa "foi pior que as nossas estimativas pessimistas". Entretanto, ele destacou que o programa de recompra de até 10% das ações da empresa, anunciado na última sexta-feira, é um sinal positivo. "Dado que o segundo semestre costuma ter sazonalidade melhor, esperamos uma recuperação dos yields, criando uma proteção no caso da volatilidade do petróleo continuar ou se deteriorar", disseram em relatório os analistas do Bank of America Merrill Lynch, Sara Delfim e Roberto Otero. (Reuters)


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23 Temos que nos preparar para uma crise mais longa dos países avançados. Guido Mantega, ministro da Fazenda

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Bird alerta para 'zona de perigo' Segundo o presidente da instituição, perda de liderança de países-chave cria um ambiente de insegurança para as economias nacionais e para o mercado. Torsten Blackwood/AFP

O

presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick, advertiu ontem que as economias e os mercados enfrentam uma "nova zona de perigo" pela perda de confiança na "liderança econômica de países-chave". Ele referiu-se à combinação de elementos de "fragilidade" já existentes, somados à perda da confiança dos investidores diante da dívida na Europa e dos Estados Unidos. Zoellick pediu ações para devolver a confiança e reflexão em formas de traduzi-la "na confiança dos empresários e dos consumidores". Ele também salientou que a compra de bônus por parte do Banco Central Europeu (BCE) de países do euro com problemas nos

mercados de dívida resolverá os problemas de liquidez, mas considerou que "alguém tem de enfrentar o fundamental". Sobre a China, ele disse ser provável que os resultados recentes da inflação influenciem os legisladores chineses para que o yuan seja valorizado e, desta forma, combater as pressões sobre os preços. União fiscal – O ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, defendeu alguma forma de união fiscal para resolver a crise da dívida da zona do euro. Após mais de um ano de reações paulatinas à crescente crise de débito, alguns economistas e formuladores de políticas estão advogando maiores mudanças na maneira como o bloco monetário funciona. A dis-

Itália anuncia pacote de austeridade

O

primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, anunciou na última sexta-feira um mix de aumento de impostos e cortes de gastos para cumprir as exigências do Banco Central Europeu (BCE) de que o país reequilibre suas finanças públicas. Após dias de críticas pela falta de clareza sobre como pretendia cumprir a meta imposta pelo BCE de reequilibrar o Orçamento em 2013, Berlusconi e o ministro de Finanças, Giulio Tremonti, apresentaram um duro plano de austeridade à frágil economia italiana. "Estamos pessoalmente muito chateados em ter de adotar essas medidas", afirmou Berlusconi após o gabinete ter aprovado o plano. O pacote, aprovado por decreto emergencial, impõe medidas de austeridade que somarão o equivalente a 20 bilhões de euros em 2012 e mais 25,5 bilhões de euros em 2013 em economias, por meio de um misto de cortes de gastos públicos e elevação de impostos, disse o premiê. O plano agora

precisa ser aprovado pelo Parlamento dentro de 60 dias. O tamanho dos cortes ressalta quão longe o governo foi desde que os mercados se voltaram para a Itália no mês passado, colocando o país em um estado de emergência semelhante ao grego que poderia minar os mecanismos de socorro financeiro da zona do euro. O déficit orçamentário italiano vai cair a 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, ante 3,8% neste ano, e será eliminado em 2013, afirmou Tremonto, acrescentando que essas metas são "prudentes". O pacote impôs uma taxação extra de 5% sobre rendas superiores a 90 mil euros e de mais 10% sobre cidadãos que ganham acima de 150 mil euros, bem como um aumento para 20% da alíquota da taxação sobre receitas obtidas com investimentos financeiros, ante os atuais 12,5%. O plano também antecipa de 2020 para 2016 o aumento da idade de aposentadoria para trabalhadoras do setor privado. (Reuters)

Remo Casilli/Reuters

Plano de Tremonti e Berlusconi traz cortes e aumento de impostos

América do Sul quer ampliar fundo anticrise

A

América do Sul alcançou na última sextafeira um acordo para tentar fortalecer um fundo anticrise e a Corporação Andina de Fomento (CAF), que tenta amortecer na região os efeitos de uma crise global que poderia ser duradoura, disseram ministros da Fazenda. As autoridades, reunidas em Buenos Aires, criaram o Conselho Econômico e Financeiro da União de Nações SulAmericanas (Unasul) integrado pelos 12 países da região, e concordaram em trabalhar a fim de aumentar os ativos do Fundo Latino-Americano de Reservas (Flar). O Flar é usado desde a crise de dívida regional da década de 1980 para ajudar os países com problemas e tem investimentos de US$ 3,9 bilhões, segundo dados de seu balanço anual de 2010. "Temos que nos preparar para eventuais agravamentos das crises que possam ocorrer. Temos que nos preparar tam-

bém para uma crise mais longa dos países avançados", advertiu o ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega. Ele revelou que os ministros concordaram que o Flar inicie um "road show". "Estará presente em vários países e irá ao Brasil. Eu conversei agora com a presidente do Flar para que possamos ver quais são as condições para ingressar", acrescentou Mantega. BID – Na reunião também houve críticas ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que, disseram, deveria cumprir o papel de um Fundo Monetário Internacional (FMI) latino-americano. O ministro argentino da Economia, Amado Boudou, disse que também foi discutida a integração das cadeias produtivas regionais para, segundo disse, "redirecionar o comércio dentro da América do Sul", de modo a preservar e criar postos de trabalho nos países da região. (Reuters)

seminação das preocupações do mercado para a França aumentou as apostas na realização de um encontro dos líderes francês e alemão, que até o momento se opuseram a medidas mais radicais. Osborne disse que uma maior integração na economia europeia era a conclusão inevitável do projeto de moeda única. Indagado se a única solução para a saúde da zona do euro é algum tipo de união fiscal, ele declarou à rádio BBC: "A resposta curta é sim". "Fui contra o Reino Unido se unir à moeda única. Achei que a lógica inclemente de ter uma moeda única é que você acaba tendo algo similar a uma política de orçamento única. Não se pode ter um sem o outro", disse o ministro. (Agências)

Para Zoellick, compra de bônus de países em dificuldades pelo Banco Central Europeu seria um paliativo

França planeja redução do déficit

A

França pretende reduzir seu déficit orçamentário em 10 bilhões de euros em 2012, ao mesmo tempo evitando cortes difíceis nos gastos públicos ou um aumento geral de impostos, segundo reportagem publicada ontem pelo jornal francês Le Journal du Dimanche. Pressionado pelos mercados e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) a reduzir seu déficit, o governo apresentará suas

propsotas em 24 de agosto, um mês antes do anúncio do orçamento para 2012. O grosso da receita viria da redução das isenções de juros sobre habitação e território franceses no exterior, informou o jornal. Impôr um imposto adicional aos muito ricos também pode fazer parte dos planos. Entretanto, Sarkozy vai ficar longe das medidas austeras dos britânicos e praticamente descartou cortes nos gastos públi-

Bradesco Vida e Previdência S.A. CNPJ no 51.990.695/0001-37 - NIRE 35.300.006.020 Grupo Bradesco de Seguros e Previdência Ata da 78a Assembleia Geral Extraordinária e 31a Assembleia Geral Ordinária realizadas cumulativamente em 30.3.2011 Data, Hora e Local: Aos 30 dias do mês de março de 2011, às 11h, na sede social, Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900. Quorum: Compareceram, identificaram-se e assinaram o Livro de Presença os representantes da Bradesco Seguros S.A., única acionista da Sociedade. Verificou-se também a presença dos senhores Marcos Suryan Neto, Diretor Gerente, e Edison Arisa Pereira, representante da empresa PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes. Mesa: Presidente: Lúcio Flávio Condurú de Oliveira; Secretário: Ivan Luiz Gontijo Júnior. Convocação: Dispensada a convocação por Edital, de conformidade com o disposto no Parágrafo Quarto do Artigo 124 da Lei n o 6.404, de 1976. Ordem do Dia: Assembleia Geral Extraordinária: Examinar propostas da Diretoria para: a) aumentar o Capital Social no valor de R$620.000.000,00, elevando-o de R$1.480.000.000,00 para R$2.100.000.000,00, sem emissão de ações, mediante capitalização de parte do saldo da conta “Reserva de Lucros – Estatutária”, de acordo com o disposto no Parágrafo Primeiro do Artigo 169 da Lei n o 6.404/76, com a consequente alteração do “caput” do Artigo 6 o do Estatuto Social; b) alterar o Estatuto Social no Artigo 7 o, reduzindo de 4 (quatro) para 3 (três) o número mínimo e de 11 (onze) para 10 (dez) o número máximo de cargos na Diretoria, eliminando o cargo de Diretor Vice-Presidente Executivo, e, por consequência, nos Parágrafos Segundo e Quinto do 8o, Artigo 10 e Inciso “I” do Artigo 13. Assembleia Geral Ordinária: I) tomar conhecimento do Relatório da Administração, do Parecer Atuarial e do Relatório dos Auditores Independentes, e examinar, discutir e votar as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social findo em 31.12.2010; II) deliberar sobre proposta da Diretoria para destinação do lucro líquido do exercício encerrado em 31.12.2010 e distribuição de dividendos; III) eleger os membros da Diretoria da Sociedade; IV) fixar o montante global anual da remuneração dos Administradores; V) ratificar as seguintes designações de Diretor: de Relações com a SUSEP; responsável pela Área Técnica de Vida e Previdência; responsável pelos registros de apólices e endossos emitidos e dos cosseguros aceitos; responsável pelo cumprimento do disposto na Lei n o 9.613, de 3.3.1998, que trata dos crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores; responsável pelo acompanhamento, supervisão e cumprimento das normas e procedimentos de contabilidade; responsável pela implementação de controles internos das atividades da Sociedade; responsável pelos controles internos específicos para a prevenção contra fraudes. VI) designar, perante à SUSEP – Superintendência de Seguros Privados, o Diretor responsável administrativo-financeiro. Deliberações: Assembleia Geral Extraordinária: aprovadas, sem quaisquer alteração ou ressalva, as Propostas da Diretoria, registradas na Reunião daquele Órgão, de 25.3.2011, a seguir transcritas: “I) Aumentar o Capital Social no valor de R$620.000.000,00, elevando-o de R$1.480.000.000,00 para R$2.100.000.000,00, sem emissão de ações, mediante capitalização de parte do saldo da conta “Reserva de Lucros – Estatutária”, de acordo com o disposto no Parágrafo Primeiro do Artigo 169 da Lei no 6.404/76. Se aprovada esta proposta, a redação do Artigo 6o do Estatuto Social passará a ser a seguinte: “Art. 6o) O Capital Social é de R$2.100.000.000,00 (dois bilhões e cem milhões de reais), dividido em 181.570 (cento e oitenta e uma mil, quinhentas e setenta) ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal.”; II) Alterar o Estatuto Social no Artigo 7 o, reduzindo de 4 (quatro) para 3 (três) o número mínimo e de 11 (onze) para 10 (dez) o número máximo de cargos na Diretoria, eliminando o cargo de Diretor Vice-Presidente Executivo, e, por consequência, nos Parágrafos Segundo e Quinto do 8o , Artigo 10 e Inciso “I” do Artigo 13. Se aprovada esta proposta, as redações dos Artigos 7 o, Parágrafos Segundo e Quinto do 8 o, Artigo 10 e Inciso “I” do Artigo13 do Estatuto Social passarão a ser as seguintes: “Art. 7 o) A Sociedade será administrada por uma Diretoria, eleita pela Assembleia Geral, com mandato de 1 (um) ano, composta de 3 (três) a 10 (dez) membros, sendo 1 (um) Diretor-Presidente, de 1 (um) a 2 (dois) Diretores Gerentes e de 1 (um) a 7 (sete) Diretores. Art. 8 o) Parágrafo Segundo – Ressalvadas as exceções previstas expressamente neste Estatuto, a Sociedade só se obriga mediante assinaturas, em conjunto, de no mínimo 2 (dois) Diretores, devendo um deles estar nos cargos de Diretor-Presidente ou Diretor Gerente. Parágrafo Quinto – Em caso de ausência ou impedimento temporário de qualquer Diretor, inclusive do DiretorPresidente, a própria Diretoria escolherá o substituto interino dentre seus membros. Em caso de vaga, a eleição do substituto se fará de acordo com o que dispõe o Artigo 7 o, deste Estatuto. Art. 10) Além das atribuições normais que lhe são conferidas pela lei e por este Estatuto, compete especificamente a cada membro da Diretoria: a) ao Diretor-Presidente, presidir as reuniões da Diretoria, supervisionar e coordenar a ação dos seus membros; b) os Diretores Gerentes, auxiliar o Diretor-Presidente, no desempenho de suas funções e supervisionar as diversas áreas de atividades sociais; c) aos Diretores, colaborar com Diretor-Presidente e Diretores Gerentes no desempenho de suas funções e coordenar e dirigir as atividades das áreas que lhes ficarem afetas. Art. 13) Para exercer o cargo de Diretor é necessário, ainda, que o candidato, na data da eleição, tenha: I. Diretor-Presidente e Diretores Gerentes - menos de 65 (sessenta e cinco) anos de idade.”. Assembleia Geral Ordinária: I) tomaram conhecimento do Relatório da Administração, do Parecer Atuarial e do Relatório dos Auditores Independentes, e aprovaram, sem ressalvas, as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social findo em 31.12.2010, de conformidade com a publicação efetivada em 25.2.2011, no jornal “Diário do Comércio”, páginas 23 a 26; e em 26.2.2011, no jornal “Diário Oficial do Estado de São Paulo”, páginas 19 a 24; II) aprovada a proposta da Diretoria registrada na Reunião daquele Órgão, de 23.2.2011, para destinação do lucro líquido do exercício e distribuição de dividendos, conforme segue: “Tendo em vista que esta Sociedade obteve no exercício social encerrado em 31.12.2010 lucro líquido de R$1.786.995.865,43, propomos que seja destinado da seguinte forma: R$89.349.793,27 para a conta “Reserva de Lucros - Reserva Legal de 2010”; R$1.157.646.072,16 para a conta “Reserva de Lucros - Estatutária de 2010”; R$540.000.000,00 para pagamento de Dividendos, o qual foi feito em 29.12.2010, sendo que R$160.000.000,00 como Juros sobre o Capital Próprio.”; III) para composição da Diretoria, com mandato de 1 (um) ano, até 30.3.2012, foram reeleitos os senhores: Diretor-Presidente: Lúcio Flávio Condurú de Oliveira, brasileiro, divorciado, securitário, RG 1.692.514/SSP-PA, CPF 236.703.472/91, com domicílio na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP; Diretores Gerentes: Ivan Luiz Gontijo Júnior, brasileiro, casado, advogado, Registro no 44.902/OAB, CPF 770.025.397/87; Marcos Suryan Neto, brasileiro, divorciado, securitário, RG 12.925.794/SSP-SP, CPF 014.196.728/51; Diretores: Haydewaldo Roberto Chamberlain da Costa, brasileiro, casado, contador, CRC RJ-075823/0-9, CPF 756.039.427/20, todos com domicílio na Avenida Paulista, 1.415, parte, Bela Vista, São Paulo, SP; Jair de Almeida Lacerda Júnior, brasileiro, casado, securitário, RG 30.784.795-0/SSP-SP, CPF 750.204.247/49; Eugênio Liberatori Velasques, brasileiro, casado, engenheiro, RG 07.293.428-4/IFP-RJ, CPF 445.999.357/00, todos com domicílio na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP; Enrique Adan Y Coello, espanhol, casado, securitário, RNE-W 491.929-4-SE/DPMAF, CPF 037.520.188-28, com domicílio na Avenida Paulista, 1.415, parte, Bela Vista, São Paulo, SP; Adriano Gonçalves Martins, brasileiro, casado, securitário, RG 8.884.436-5/SSP-SP, CPF 006.561.418/67; e Américo Pinto Gomes, brasileiro, casado, securitário, RG 1.346.098-ES/SSP-ES, CPF 749.510.847/91, ambos com domicílio na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP; e eleito Diretor: Tarcísio José Massote de Godoy, brasileiro, casado, securitário, RG 554.548/SSP-DF, CPF 316.688.601/04, com domicílio na Avenida Paulista, 1.415, parte, Bela Vista, São Paulo, SP, sendo que permanecerão em suas funções até que os nomes dos Diretores que forem eleitos em 2012 recebam a homologação da Superintendência de Seguros Privados - SUSEP e seja a Ata arquivada na Junta Comercial e publicada. Os Diretores reeleitos e o eleito preenchem as condições previstas na Resolução n o 136, de 7.11.2005, da Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, e declararam, sob as penas da lei, que não estão impedidos de exercer a administração de sociedade mercantil em virtude de condenação criminal; IV) fixados: a) o montante global anual da remuneração dos Administradores, no valor de até R$11.500.000,00 (onze milhões e quinhentos mil reais), a ser distribuída em Reunião da Diretoria, aos membros da própria Diretoria, conforme determina a letra “g” do Artigo 9o do Estatuto Social; b) a verba de até R$11.500.000,00 (onze milhões e quinhentos mil reais), para custear Plano de Previdência Complementar Aberta destinado aos Administradores e Funcionários da Organização Bradesco; V) ratificadas as seguintes designações de Diretor: senhor Jair de Almeida Lacerda Júnior - Relações com a SUSEP; responsável pela Área Técnica de Vida e Previdência; e responsável pelos registros de apólices e endossos emitidos e dos cosseguros aceitos; senhor Eugênio Liberatori Velasques - responsável pelo cumprimento do disposto na Lei no 9.613, de 3.3.1998, que trata dos crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores; e responsável pelos controles internos específicos para a prevenção contra fraudes; senhor Haydewaldo Roberto Chamberlain da Costa - responsável pelo acompanhamento, supervisão e cumprimento das normas e procedimentos de contabilidade; senhor Marcos Suryan Neto - responsável pela implementação de controles internos das atividades da Sociedade; VI) designado o senhor Haydewaldo Roberto Chamberlain da Costa, em substituição ao senhor Samuel Monteiro dos Santos Júnior, como Diretor responsável administrativo-financeiro. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o senhor Presidente esclareceu que para as deliberações tomadas, o Conselho Fiscal da Companhia não foi ouvido por não se encontrar instalado no período e encerrou os trabalhos, lavrando-se a presente Ata, que lida e achada conforme, foi aprovada por todos os presentes, que a subscrevem. Assinaturas: Presidente: Lúcio Flávio Condurú de Oliveira; Secretário: Ivan Luiz Gontijo Júnior; Administrador: Marcos Suryan Neto: Acionista: Bradesco Seguros S.A., representada por seus procuradores, senhores Carlos Laurindo Barbosa e Johan Albino Ribeiro; Auditor: Edison Arisa Pereira. Declaração: Declaramos para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata original lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. Bradesco Vida e Previdência S.A. aa) Américo Pinto Gomes e Jair de Almeida Lacerda Junior. Certidão - Secretaria da Fazenda - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 322.714/ 11-4, em 8.8.2011. a) Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

cos ou qualquer medida drástica que possa dificultar uma recuperação, já enfraquecida pela crise econômica global. Dados publicados na última sexta-feira mostraram que a economia francesa quase parou no segundo trimestre de 2011, depois de um primeiro trimestre acidentado, levantando dúvidas sobre as previsões oficiais de um crescimento de 2% esse ano e 2,25% em 2012. (Reuters)

Springer S.A. CNPJ nº 92.929.520/0001-00 - Sociedade de Capital Aberto FATO RELEVANTE Springer S.A. em atendimento ao disposto na Instrução CVM nº 358, comunica a seus acionistas e ao mercado em geral que, firmou Acordo de Intenção com a GD Mídea Holding Co. Ltd. sediada na República Popular da China, no intuito de estabelecer condições que ambas as partes devem cumprir para o futuro acordo de venda e compra da totalidade das ações que a Springer S.A. possui em seu Ativo Não Circulante, do capital social da Springer Carrier Ltda. Cotia, 12 de agosto de 2011. MANUEL FERNANDES DOS RAMOS VARANDA - Diretor de Relações com Investidores

CENTRO DE REFERÊNCIA DA SAÚDE DA MULHER AVISO DE ABERTURA DE LICITAÇÃO

Encontra-se aberto, no Centro de Referência da Saúde da Mulher, Pregão Eletrônico nº 175/ 11, destinado à prestação de serviços de Vigilância/Segurança Patrimonial e Eletrônica, do tipo menor preço. A realização da sessão será na data de 25/08/2011, a partir das 09:00 horas, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br - oferta de compras nº 090109000012011OC00235. A Vistoria Técnica deverá ser realizada a partir de 15/08/2011 até o último dia que antecede a data de realização da sessão. Local de Vistoria: Núcleo de Atividades Complementares do C.R.S.M., sito à Av. Brigadeiro Luiz Antônio, 683 - Bela Vista - 2º subsolo - São Paulo - SP, com agendamento prévio pelo telefone: (11) 3248-8100 - Sra. Maria de Fátima, no horário das 09:00 às 16:00 horas. SERVIÇO MUNICIPAL AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – SeMAE ABERTURA DE LICITAÇÃO - AVISO DE EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO Acha-se publicado no portal de compras da Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto, https://compras.empro.com.br/WBC6/, o Pregão Eletrônico SeMAE nº 58/2011, Processo SICOM 3487/2011, objetivando o Registro de Preço para fornecimento de 129.600 (cento e vinte e nove mil e seiscentos) quilos de Cloro Liquefeito acondicionados em cilindros de 900 kg para uso na desinfecção do efluente final (esgoto tratado) da ETE Rio Preto, incluídos serviços de inspeção e manutenção do sistema adutor de cloro liquefeito (manifold) e dos 14 (quatorze) cilindros, de propriedade do SeMAE de São José do Rio Preto. Prazo: 12 meses. O recebimento das propostas dar-se-á até o dia 26.08.2011, às 08h30, e a abertura, a partir das 08h35. O edital, na íntegra, e demais informações encontram-se à disposição dos interessados, no portal de compras. São José do Rio Preto, 12 de agosto de 2011 Alan Sinibaldi Cornachioni – Pregoeiro do SeMAE.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: Comunicado acerca do CREDENCIAMENTO nº 15/00854/11/07 A FDE comunica a prorrogação da data de entrega dos envelopes nº 1, 2 e 3 e, consequentemente, o adiamento da data de abertura do envelope nº 1 do referido certame. A abertura do envelope nº 1 se dará às 10h do dia 18/08/2011 e, portanto, a entrega dos envelopes poderá ser feita até as 9h do mesmo dia. Todas as demais condições do edital estão mantidas, inclusive quanto à data de vencimento das certidões inseridas nos envelopes, que serão consideradas relativamente à data de abertura original, ou seja, 15/08/2011. Por isso, não há necessidade de substituição de documentos de envelopes eventualmente já entregues. Igualmente não serão consideradas divergências de datas entre 15 e 18/08/2011, especialmente no preenchimento do formulário - on line. Explica-se que a decisão pela prorrogação se dá pelo elevado número de instituições de educação profissional em processo de preenchimento do citado formulário.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: TOMADAS DE PREÇOS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 70/00142/11/02 - Reforma de Prédio Escolar - EE Prof. Victor Oliva - Rua Alvilandia, 409 - 05449-070 - Vila Ida - São Paulo/SP - 210 - R$ 114.198,00 - R$ 11.419,00 - 09:30 - 31/08/2011. 70/00146/11/02 - Reforma de Prédio Escolar - EE Profª Zenaide Lopes de Oliveira Godoy - Av. Celso dos Santos, 375 - 04658-240 - Jd. Cupece - São Paulo/SP - 210 - R$ 50.978,00 - R$ 5.097,00 - 10:00 - 31/08/2011. 70/00162/11/02 - Reforma de Prédio Escolar - EE Mto. Callia - Rua Job Vaz do Amaral, 139 - 04812-240 - Jd. Lallo - São Paulo/SP - 150 - R$ 46.690,00 - R$ 4.669,00 - 10:30 - 31/08/2011. 70/00163/11/02 - Reforma de Prédio Escolar - EE Paulo de Abreu - Rua Adilson Soares dos Santos, 70 - 06653-210 - Jd. Julieta - Itapevi/SP - 120 - R$ 17.444,00 - R$ 1.744,00 - 11:00 - 31/08/2011. 70/00164/11/02 - Reforma de Prédio Escolar - EE Prof. João Boemer Jardim - Rua Cristovão Santiago, 50 - 02871040 - Brasilândia - São Paulo/SP - 120 - R$ 24.029,00 - R$ 2.402,00 - 11:30 - 31/08/2011. 70/00168/11/02 - Reforma de Prédios Escolares - EE Prof. Gabriel Ortiz - Av. Amador Bueno da Veiga, 2932 - 03652000 - Vila Esperança - São Paulo/SP - 150; EE Com. Mario Reys - Rua Jeribatuba, 102 - 08250-090 - Itaquera - São Paulo/SP - 120 - R$ 96.128,00 - R$ 9.612,00 - 14:00 - 31/08/2011. 70/00185/11/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista - EE Alfried Theodor Weiszflog - Rua Raimundo dos Reis, s/nº - 07700-000 - Vila Pinheiros - Caieiras/SP; EE Aladino Polon - Av. Pref. Eng. Gino Dartora, s/ nº - 07700-000 - Jd. Nova Era - Caieiras/SP; EMEF Prof. Joaquim Osório de Azevedo - Rua João Dartora, 400 07700-000 - Jd. São Francisco - Caieiras/SP - 150 - R$ 117.251,00 - R$ 11.725,00 - 14:30 - 31/08/2011. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI, na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 15/08/2011, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 12 de agosto de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Reqte: Lunamed Distribuidora de Produtos Médicos Ltda. Reqdo: Hospital e Maternidade Santa Marina Ltda. Av. Santa Catarina, 2.775 – Vila Mascote - 1ª V. de Falências. Reqte: Glasshield Security Products Ltda. Reqdo: Quick Blindagens e Reparações de Autos Ltda. EPP. R. Estevão Baião, 746 – Campo Belo - 2ª V. de Falências. Reqte: Rodi Cobranças Ltda. Reqdo: Vitra Confecções Ltda. ME. R. Francisco Cioffi, 80 – Vila Bertioga - 1ª V. de Falências. Reqte: Prinstarc Instaladora de Ar-Condicionado Ltda. Reqdo: Zarvos Engenharia Ltda. R. Iguatemi, 354 - 4° Andar - Conj. 42 – Itaim Bibi - 2ª V. de Falências. Reqte: Ar Serviços e Cobrança Comercial Ltda. Reqdo: Equipamentos de Controle Comercial Ltda. R. Guaranesia, 900 – Vila Maria - 1ª V. de Falências. Reqte: Comercial Commed Produtos Hospitalares Ltda. Reqdo: Serma Clínicas, Serviços Internos Ambulatoriais e Diagnósticos Ltda. R. Martinico Prado, 26 - 5° Andar Conj. 51 – Vila Buarque - 2ª V. de Falências.


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As pessoas com deficiência visual têm direito de conferir suas contas. Weliton Prado (PT-MG), deputado federal

conomia

Fotos: Douglas Luccena

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ua empresa tem ouvidoria? Se sim, seu cliente sabe de sua existência e já lhe foi explicado como usar esse importante canal de relacionamento? Esses questionamentos têm fundamento. Parte das empresas que mantêm canais de segunda instância de atendimento ao consumidor "esconde" as formas pelas quais se podem chegar a eles, não divulgando e-mails nem tampouco o número do telefone. Para especialistas no assunto, não tornar pública a informação sobre essa esfera de solução pode resultar na perda de cliente. "A ouvidoria é a última instância de solução e evita, inclusive, que o consumidor acione a empresa pelos meios legais, o que, sem dúvida alguma, acaba sendo mais oneroso", disse Roberto Meir, presidente do Grupo Padrão e da Associação Brasileira das Relações Empresa-Cliente (Abrarec). "A ouvidoria é um canal de atendimento individualizado e extremamente necessário para aquelas situações que fogem da alçada do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC)", acrescentou. Outro mito que precisa cair com relação à ouvidoria é sobre o porte da empresa. Não importa se é pequena, média ou grande ou em que segmento atua. Todas podem ter um ouvidor ou criar um departamento específico. "Somente as organizações que têm impregnado em seu DNA o conceito de atender bem a seu cliente sabem da importância de uma ouvidoria

Ouvidorias se abrem para o consumidor Empresas precisam parar de sonegar informação para os seus negócios", disse o presidente da Abrarec. O ouvidor do Sebrae e presidente da Associação Brasileira de Ouvidores (seção São Paulo), Cláudio Montoro Puglisi, vai além ao comentar que o consumidor reserva um olhar de confiança às companhias que têm ouvidoria, mas elas precisam atuar com transparência e trabalhar para melhorar a qualidade do atendimento dispensado a seus clientes. "Transparência é dizer que a empresa tem ouvidoria e o que faz esse departamento. O ouvidor não pode temer as situações nas quais o consumidor não tem razão, e é seu dever explicar e justificar a ele que no pleito apresentado a empresa é quem tem razão." Para tanto, argumentou, o ouvidor preci-

sa necessariamente ter pleno conhecimento do que pode ou não ser feito pela empresa em cada situação, respeitando os processos internos e o que determina a legislação. Custos – Um dos argumentos mais empregado pelas empresas que ainda não criaram ouvidorias é o custo que ela representa. "A ouvidoria ainda é vista como centro de custo, quando é o inverso", declarou Júlio Alves Marques, diretorouvidor do Grupo Bradesco. Para ele, o que deve ser questionado é o quanto se vai deixar de gastar após a instalação dessa instância de atendimento ao consumidor. "Ouvir meu cliente insatisfeito e reverter essa situação geram resultados e não despesas." De acordo com o ouvidor

Lançamento do Guia de Ouvidorias Brasil na Câmara Municipal de São Paulo chamou atenção sobre tema

A ouvidoria é um canal individualizado e necessário para situações que fogem da alçada do SAC. ROBERTO MEIR, DA ABRAREC

do Sebrae, as empresas organizadas sabem quanto custa uma ouvidoria e quanto custa uma reclamação. Segundo Puglisi, com certeza, o segun-

da execução dos serviços. § 2° - Obstam a decadência: I - a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente, que deve ser transmitida de forma inequívoca; II - (Vetado). III - a instauração de inquérito civil, até seu encerramento.

§ 3° - Tratando-se de vício oculto, o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito. Artigo 27 Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo, iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria.

Petshop condenado por negligência U m petshop de Minas Gerais foi condenado em primeira instância a indenizar em R$ 6 mil o dono de uma cadela que sumiu após ter sido deixada para banho. Ela foi encontrada morta dias depois. A decisão é da juíza da 2ª Secretaria do Juizado Especial Cível - Unidade Relações de Consumo, e cabe recurso. O fato ocorreu em 2009 e deixou o dono da cachorra chateado, uma vez que o animal havia sido adotado há três anos e era de estimação. Na ação, o consumidor contou, ainda, que esteve

no estabelecimento e foi intimidado por questionar os fatos ao proprietário, que se declarou advogado e entraria com uma ação na Justiça porque o ocorrido teria sido um acidente alheio à sua vontade. Para a juíza, houve falha na prestação do serviço, cabendo a reparaç ã o. " O d e s a p a r e c imento da cadela, sem qualquer explicação, e o fato de ter sido encontrada morta depois representam pre-

juízo moral que não se confundem com mero aborrecimento". A magistrada considerou "censurável" a conduta do proprietário do petshop, que não procurou "minimizar o problema e não se mostrou preocupado com a falha cometida pela empresa". Esse comportamento ofendeu o Código de Defesa do Consumidor e causou frustração, constrangimento e indignação ao dono da cadela.

Fique por dentro

Deficiente visual terá boleto em braile

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ramita na Câmara dos Deputados o projeto de lei 672/2011, do deputado federal Weliton Prado (PT-MG), cuja proposta é assegurar às pessoas com deficiência visual o direito de receber os boletos de pagamento dos serviços de água, luz, telefone, energia elétrica, gás e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em braile, sem cus-

to adicional. Além das faturas mensais, as empresas deverão publicar em braile os comprovantes anuais de quitação. Caso não cumpra a lei, a empresa ficará sujeita à multa de 30% sobre o valor da última fatura. O valor será revertido em favor do usuário em forma de desconto na fatura posterior. Weliton Prado destacou que

Código de Defesa do Consumidor garante o direito à informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação de quantidade, característica, composição, qualidade e preço, além de adequada e eficaz prestação dos serviços públicos. "As pessoas com deficiência visual têm direito de conferir suas contas."

Angela Crespo é jornalista especializada em consumo. E-mail: doislados@dcomercio.com.br

cioso (Procon ou Justiça), propaga o fato em sua rede social, que tem progressão geométrica. Esses custos, sim, são altíssimos", finalizou.

Novo guia lista contatos

O QUE DIZ O CDC Artigo 26 O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: I - trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviços e de produtos não-duráveis; II - noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviços e de produtos duráveis. § 1° - Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto ou do término

do item é muito mais oneroso, incluindo a exposição da imagem da organização. "O consumidor, além de levar a situação para o conten-

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erca de 300 empresas, de vários portes e localizadas nas mais diferentes cidades brasileiras, estão abrindo os contatos de suas ouvidorias para que seus consumidores e possíveis futuros clientes saibam como falar com essa instância de atendimento. Essas companhias estão relacionadas no Guia de Ouvidorias Brasil, lançado na quinta-feira em evento realizado na Câmara Municipal de São Paulo. O guia é uma iniciativa da Associação Brasileira das Relações Empresa-Cliente (Abrarec), da Associação Brasileira de Ouvidores (ABO), da Prefeitura de São Paulo, Procon-SP, da revista Consumidor Moderno e da Padrão Editorial. Segundo o presidente da editora, Roberto Meir, ele representa um marco na parceria empresa-organismos de defesa do consumidor. "Todas as empresas relacionadas na publicação buscam semear o diálogo de forma transparente, e estão di-

Lúcia: informação é essencial.

zendo a seus clientes que a ouvidoria não é uma extensão do SAC. Sua atuação envolve a mudança de processos e posicionamentos para que outros clientes não enfrentem os mesmos problemas." Direcionado a consumidores, o Guia de Ouvidorias é excelente material para as empresas que ainda têm ouvidorias e querem

entender os princípios, a missão e a importância dessa instância de solução. "O guia vai ajudar a estabelecer na cabeça dos consumidores e das empresas qual a real atividade das ouvidorias, em que momento e como elas podem ajudar, qual o canal de contato com a empresa", ressaltou Júlio Alves Marques, do Bradesco. "Algumas empresas ainda não estão plenamente cientes de que a ouvidoria pode agregar valores", acrescentou Lúcia Faria, ouvidora da Algar Tecnologia e vice-presidente do grupo setorial da Abrarec responsável pelo guia. "A informação é a base para se educar o consumidor." O guia será oferecido a consumidores e empresas na forma impressa (pode ser retirado gratuitamente no Procon-SP, na Abrarec e na ABO, e está encartado na edição de julho/agosto da revista Consumidor Moderno ). A obra também está disponível aos interessados no site www.guiadeouvidorias.com.br .

O QUE É E COMO FUNCIONA Diferença entre SAC e ouvidoria G A ouvidoria é a última instância para a solução administrativa dos conflitos dentro da organização. G A autonomia é um dos seus principais pilares, possibilitando permear dentro da organização com mobilidade e rapidez na busca de resolução junto aos dirigentes. G A ouvidoria mantém seu olhar no coletivo, procurando corrigir eventuais distorções existentes nos processos de trabalho e, dessa forma, evitar que os problemas se tornem recorrentes. G O SAC trabalha de acordo com os processos vigentes da

organização, com padrões de atendimento e soluções predefinidas. G É o responsável por atender, em primeira instância, as demandas relativas a solicitações, dúvidas, críticas, reclamações e elogios, gerando informações para a melhoria dos processos de trabalho. Objetivo da ouvidoria G Ser uma atividade institucional de representação autônoma e independente, de caráter mediador, pedagógico, instrumental e estratégico, que acolhe as manifestações dos cidadãos não solucionadas por outros canais de atendimento, que analisa e atua na busca de soluções, identifica tendências

para recomendar e orientar a organização, fomentando a promoção da melhoria continua do processo de trabalho e a busca de soluções efetivas. Por que instalar uma ouvidoria G Sempre será iniciativa da organização, salvo as exceções que são determinadas por leis ou normas. G A implantação da ouvidoria traz resultados tangíveis, como redução dos custos operacionais, ou intangíveis, voltados para a fidelização e satisfação de seu público, a imagem da organização e o fortalecimento da cidadania. Fonte: Guia de Ouvidorias Brasil


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

25 PALMEIRAS Derrota para o Vasco, no Rio (1 a 0), derruba equipe para o 6º lugar. Pág. 26

sporte

Rodrigo Coca/Folhapress

LÍDER, APESAR DO EMPATE A

Corinthians de Paulinho esteve duas vezes à frente do Ceará, mas acabou cedendo o empate, 2 a 2, no Pacaembu. Ainda assim segue em primeiro, pois o Flamengo também empatou

Os mais ricos puxam a fila Guilherme Carvalho

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VÔLEI FEMININO Brasil derrota Itália e segue invicto no Grand Prix. Pág. 27

orinthians e Flamengo praticamente empatados em primeiro lugar; São Paulo um pouco atrás, seguido de Vasco, Botafogo e Palmeiras. A classificação do Campeonato Brasileiro, após a 16ª rodada, repete quase integralmente a relação dos clubes que lideram a atual divisão de cotas pela transmissão dos jogos. O Botafogo, quinto colocado no campeonato, é o único intruso entre os mais ricos. Empatados em primeiro lugar, com 34 pontos, Corinthians e Flamengo são os únicos que receberam mais de R$ 40 milhões pelos direitos de transmissão de seus jogos do Brasileirão em 2011, segundo levantamento da revista Placar. A diferença entre os dois é mínima: 41,6 milhões para o Flamengo e 40,5 mi para o Corinthians. Logo atrás vem, assim como na tabela do Brasileirão, o São Paulo, que recebeu R$ 36,2 milhões e está com 32 pontos. O Vasco, com 30 pontos, recebeu 32,2 milhões de reais; o Palmeiras, com 27, recebeu 35 milhões. Esses cinco clubes já compunham o grupo que mais dinheiro recebia pelo antigo acordo conjunto do Clube dos Treze. Em 2009 e 2010, Corinthians, Flamengo, São Paulo, Palmeiras e Vasco levaram, cada um, R$ 21 milhões por ano da TV.

É apenas uma coincidência ou a diferença entre os valores recebidos já influencia os resultados? O equilibrado Campeonato Brasileiro pode virar uma competição para poucos favoritos, como ocorre na Europa? Especialistas em gestão esportiva ainda acham cedo para apontar uma relação de causa e efeito, mas acreditam que futuramente será uma nova tendência. "Por enquanto, acredito que esse fato seja apenas uma coincidência, mas a diminuição do grupo dos clubes grandes no Brasil é um processo natural. Ocorreu na Europa e agora deverá acontecer no Brasil. Tradicionalmente, sempre tivemos 12 clubes grandes no futebol nacional, mas, nos próximos anos, creio que esse número cairá para sete ou oito equipes", comenta Amir Somoggi, diretor da área de esporte da BDO RCS e professor de marketing esportivo. "Mais dinheiro gera mais dinheiro, forma-se um círculo virtuoso. Quem investe mais tende a ter um retorno ainda maior", explica Somoggi. Para Marcelo Dória, presidente da Brunoro Sport Business, a atual classificação do Brasileirão pode ser um reflexo até da antiga negociação entre Rede Globo e Clube dos Treze. "Essa divisão do bolo já acontecia anteriormente com o Clube dos Treze. Não é de hoje que existe uma boa diferença entre os que recebem mais e os que

recebem menos. Agora, com as negociações individuais, essa diferença deve até se intensificar. E isso pode, sim, se refletir dentro de campo", explica o gestor. Líderes em arrecadação com direitos para TV, Corinthians e Flamengo foram justamente os clubes que fizeram as contratações mais impactantes do futebol brasileiro em 2011. O Flamengo trouxe Ronaldinho Gaúcho e o Corinthians repatriou Adriano, Liédson e Alex. Desses, apenas Adriano,

contundido, não está atuando nesse campeonato. Também entre os primeiros na divisão de cotas, o São Paulo não fica muito atrás: trouxe Luís Fabiano. Porém, assim como Adriano, o atacante ainda não entrou em campo. E os dois clubes de maior torcida no Brasil podem continuar a dar as cartas nos próximos anos. Pelo novo

acordo com a Rede Globo, Corinthians e Flamengo receberão 84 milhões de reais por ano a partir de 2012. São Paulo, Vasco, Palmeiras e Santos, que está mal no Brasileirão após conquistar os títulos do Campeonato Paulista e da Libertadores, integrarão o segundo grupo cada um receberá R$ 75 mi. Em seguida, estão Cruzeiro, Atlético-MG, Inter, Grêmio, Fluminense e Botafogo, com direito a R$ 55 milhões por ano. Todos esses valores são válidos até 2015. Marcelo Dória, no entanto, não acredita que o futebol brasileiro perderá uma de suas maiores qualidades, o equilíbrio entre os chamados grandes times. "O equilíbrio de forças no futebol brasileiro é algo estabelecido. São clubes com tradição e grandes torcidas. Não vejo nenhuma chance do quadro do futebol brasileiro ficar próximo ao que ocorre na Espanha, por exemplo", diz. No futebol espanhol, um dos mais desiguais do mundo em relação à distribuição de cotas para os times da primeira divisão, Real Madrid e Barcelona levam metade do bolo. Dentro de campo, é difícil não ficarem com o título espanhol. Dos últimos 27 campeonatos, 23 (85%) ficaram com um dos dois. No mesmo período no Brasil, 14 equipes diferentes levantaram a taça e os dois maiores vencedores no período, São Paulo e Corinthians, somam

menos de 34% dos títulos. "O que é melhor, ter dois gigantes internacionalmente e que ganham tudo internamente, ou vários grandes internamente, mas médios fora do país? É uma pergunta difícil, eu mesmo não sei a resposta", pondera Amir Somoggi. Para o consultor, a tendência é que o futebol brasileiro veja uma intensificação dos grandes, mas sempre haverá espaço para o imponderável. "Não dá para levar em conta só os números, o dinheiro, a estrutura. Ano passado, por exemplo, o Fluminense foi campeão, mesmo sendo um clube que investe relativamente pouco no futebol. Sem o imponderável e sem uma forte parceria seria impossível", considera. Paralelamente a um possível novo equilíbrio de forças, os dois especialistas consideram que é importante que os clubes aproveitem o ótimo momento do mercado interno. "O mercado brasileiro está crescendo muito e em breve estará competindo de igual para igual com os campeonatos mais fortes do mundo. Ainda estamos engatinhando no mercado da gestão esportiva, mas já dá para notar um avanço muito grande. Há alguns anos, esse mercado praticamente não existia no Brasil", afirma Marcelo Dória. Confira a tabela do Brasileirão na pág. 26 e leia O parceiro de Fla e Corinthians na pág. 28

pesar de um empate — e graças a outro, já que o Flamengo, seu mais direto perseguidor, também ficou nos 2 a 2 com o Figueirense, em Florianópolis —, o Corinthians permanece em primeiro lugar na acirrada disputa pela liderança do Campeonato Brasileiro. Domingo, no Pacaembu, o time saiu na frente do Ceará, com um gol do volante Paulinho. Sofreu o empate (gol de Osvaldo, para a equipe cearense), mas, logo no minuto seguinte, passou outra vez à frente, com um golaço de Alex: ele acertou o ângulo do goleiro Diego com um fortíssimo chute a longa distância. No segundo tempo, porém, o Corinthians esqueceu o bom futebol no vestiário e acabou castigado com o gol de Rudinei, para o Ceará, já aos 39 minutos do segundo tempo, que decretou o empate por 2 a 2. “O time não teve a competência para fazer o terceiro gol e, num lance de bola parada, levamos o empate”, justificou, durante a entrevista coletiva, o técnico Tite. “Há momentos em que se é superior ao adversário e é preciso traduzir em gols. Precisamos retomar um equilíbrio entre o primeiro e o segundo tempo.” O técnico lamentou ainda a bobeira da defesa nos gols do Ceará. Ele evitou achar culpados, mas viu falta de sintonia no primeiro gol entre a zaga e o goleiro Júlio César, que retornava à equipe após afastamento por contusão. “Talvez tenha faltado uma sintonia fina maior no primeiro gol. Eu não vi direito o lance, porque estava encoberto. Mas depois ele (Júlio César) fez duas boas defesas.” No segundo gol cearense, em bola aérea na cobrança de escanteio, Tite eximiu os zagueiros de culpa: “O momento de marcação de bola aérea não é só do zagueiro, todos têm função”. Para Alex, o time corintiano foi dominado pelo adversário no segundo tempo. “Depois do intervalo, o Ceará conseguiu jogar e nós não conseguimos segurar a bola para buscar o terceiro gol”, disse. Na briga pelo título, o Corinthians teve uma clara queda de rendimento nas últimas rodadas. Em seis jogos, venceu apenas um - 2 a 1 sobre o lanterna América-MG, no Pacaembu. Empatou suas três últimas partidas: 1 a 1 com o AtléticoPR, em Curitiba, 0 a 0 com o Santos, na Vila Belmiro, e, agora, 2 a 2 com o Ceará, jogando em casa. Foram apenas seis pontos conquistados entre os últimos 18 em disputa. Nesse mesmo período, o Flamengo, principal concorrente ao título, venceu quatro vezes e empatou duas, somando 14 pontos. Mantém-se invicto e também no domingo, em Florianópolis, chegou a estar vencendo o Figueirense por 2 a 0 em jogo que terminou 2 a 2. No momento, as duas equipes seguem empatadas em número de pontos (34 cada), mas o Corinthians permanece em vantagem no primeiro critério de desempate (possui 10 vitórias contra 9). A briga entre alvinegros e rubro-negros pela ponta da competição prossegue no meio desta semana. Na quartafeira, o Corinthians vai a Ipatinga enfrentar o Atlético-MG. Na quinta, será a vez do Flamengo receber o Atlético-GO no Engenhão.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sábado, domingo e segunda-feira, 13, 14 e 15 de agosto de 2011

Podem ter certeza de que nas rodadas finais estaremos entre os primeiros.” Rafael, goleiro do Santos

sporte

Rafael Andrade/Folhapress

SÉRIE B

Bernardo, de falta, marca para o Vasco aos 35 minutos do segundo tempo. Alviverde perde o jogo e é ultrapassado na classificação do Brasileiro pelo próprio rival (e também pelo Botafogo)

Diferença mantida

O GOL QUE DERRUBOU O PALMEIRAS V

asco e Palmeiras enf re n t a r a m - s e e m São Januário pela segunda vez em menos de 72 horas (na primeira, na quinta-feira, pela Copa SulAmericana, deu Vasco, 2 a 0). Faltavam dez minutos para o final da partida quando Bernardo, que havia entrado no lugar de Éder Luís, cobrou uma falta com perfeição, no canto direito do goleiro Deola, garantindo a vitória vascaína por 1 a 0. Com o resultado, o Palmeiras caiu para a sexta colocação no Brasileiro, ultrapassado em pontos pelo próprio

Vasco e pelo Botafogo, que no sábado virou o jogo com o América-MG para 4 a 2. As duas equipes iniciaram com algumas mudanças em relação ao último jogo, vencido pelo Vasco por 2 a 0. Como havia prometido após sofrer dois gols em jogadas aéreas, o técnico palmeirense, Luiz Felipe Scolari,deixou seu time mais alto, com as entradas de Dinei e Chico, respectivamente nos lugares de Maikon Leite e do suspenso Marcos Assunção. Valdivia também voltou da seleção chilena e ficou com a vaga de Patrik. Pelo lado do Vas-

co, Felipe ganhou a vaga de Diego Souza na armação, enquanto Éder Luís retornou ao time titular. Desapontado com a nova derrota, o técnico Luiz Felipe Scolari disse que faltou competência ao time. Também enfatizou a necessidade de uma reação o mais rápido possível, sob o risco de ele mesmo ter de deixar o cargo. “Futebol é assim. Detectei um problema e fiz as mudanças, que hoje (domingo) não surtiram efeito. Vou continuar mudando, talvez no próximo jogo. Mas no futebol só há duas

mudanças possíveis: a do técnico trocando jogadores e a dos dirigentes mudando o técnico”, disse Felipão. Ele, no entanto, reiterou em seguida que não pensa em pedir demissão. Sobre o jogo contra o Vasco, Felipão disse que o Palmeiras foi incompetente para concluir as oportunidades de gol que criou. “Não é falta de sorte, é falta de competência. Precisa ter qualidade. Pode ter muita sorte, mas se não trabalhar direito, vai pro brejo”, avaliou o treinador. “Precisamos continuar trabalhando, mostrando como se deve fazer.” Para Feli-

pão, os jogadores precisam aprender ainda a neutralizar as virtudes do adversário. “Foi uma das melhores partidas do Palmeiras. Mas o Vasco tem a bola parada de muita qualidade. E se o adversário tem essa qualidade, a gente precisa aprender, não pode fazer falta na entrada da área.” Na próxima rodada do Brasileirão, o Vasco enfrenta o Avaí fora de casa, na quarta-feira. Na quinta, o Palmeiras recebe o Bahia no Canindé. Pela Copa SulAmericana, as duas equipes voltam a se enfrentar no dia 25 de agosto, em São Paulo.

A

Portuguesa manteve a diferença de quatro pontos sobre a Ponte Preta na liderança da Série B. No sábado, a Lusa fez 3 a 2 no Sport, jogando no Recife, e a Ponte ganhou do Criciúma, 3 a 0, em Campinas. Completam o G-4 o Paraná Clube, que também no sábado fez 1 a 0 no ABC, em Curitiba, e o Náutico, que empatou fora de casa com o Grêmio Barueri (0 a 0). Amanhã tem rodada completa, com destaque para Portuguesa x Vila Nova, no Canindé, Guarani x Paraná, na Fonte Luminosa, em Araraquara, Americana x Sport, em Americana, e Boa x Ponte, em Varginha (MG).

São Paulo e Santos: meta é a recuperação

N

o sábado, o São Paulo só conseguiu empatar com o Atlético-PR, no Morumbi, por 2 a 2, graças a um gol de Rivaldo marcado já no último minuto. O Santos, jogando em Goiânia, foi derrotado pelo Atlético-GO: 2 a 0. No meio da semana, os dois times voltam a campo em busca de recuperação. Na quarta, os santistas recebem o Coritiba na Vila Belmiro, enquanto na quinta o Tricolor vai a Minas enfrentar o América. Deixado na reserva por Adílson Batista, Rivaldo entrou para empatar o jogo, mas apoiou a decisão do comandante, que decidiu poupá-lo. “O Adílson disse que me deixaria no banco pensando nos próximos jogos e eu entendi”, disse o autor do gol salvador, que entrou em campo apenas aos 15 minutos do segundo tempo, quando o jogo ainda estava empatado em 1 a 1. Adílson admitiu que sua ideia era nem utilizar o meia-atacante no jogo de sábado, mas foi obrigado a usá-lo por conta das circunstâncias da partida. Além do mau desempenho da equipe, pesou a pressão das arquibancadas - Rivaldo entrou pouco depois de ter seu nome gritado pela torcida. O empate em casa foi ainda pior quando se pensa que, em caso de vitória, o São Paulo teria tomado a liderança de Corinthians e Fla-

Mário Ângelo/AE

Beto Barata/AE

No sábado, o Tricolor de Rivaldo só empatou com o Atlético-PR, em casa (2 a 2), e o Santos de Neymar perdeu para o Atlético-GO, fora (2 a 0). No meio da semana, ambos jogam para recuperar o terreno perdido

mengo, que no domingo apenas empataram seus jogos. Ta m b é m n o s á b a d o , e m Goiânia, o Santos perdeu novamente (2 a 0 para o AtléticoGO). Mas o técnico Muricy Ramalho se diz menos preocupado com os pontos perdidos no

Brasileirão - já foram 27 dos 42 disputados - do que com a queda de rendimento após o bicampeonato paulista e o título da Libertadores. “A gente vai arrumar o time”, promete Muricy. “Perder jogadores por contusão ou cartão é normal

porque o Campeonato Brasileiro é difícil mesmo. Tivemos resultados ruins no início da competição porque era preciso priorizar a Libertadores, mas agora temos que reconhecer que a equipe vem jogando mal”, completou.

O comandante se recusa a enumerar os motivos que levaram o seu time a perder o brilho, mesmo quando conta com suas duas principais estrelas, o atacante Neymar e o meia Paulo Henrique Ganso, como aconteceu no jogo de sábado. “É difícil explicar. Num momento como este, tudo o que se fala pode parecer desculpa.” Muricy discorda da linha adotada por alguns jogadores, alegando que faltou sorte - o Santos mandou duas vezes a bola na trave do Atlético-GO no segundo tempo, quando o placar já era de 2 a 0 - e que o árbitro Sandro Meira Ricci prejudicou o time ao não marcar um suposto pênalti sofrido por Neymar na etapa inicial. “Não jogamos bem nem no primeiro tempo e só mandamos a bola na trave depois que o Atlético fez 2 a 0 e ficou atrás, administrando o resultado e dando espaço para a gente chegar”, disse o técnico. O zagueiro Edu Dracena cumpriu suspensão pelo terceiro cartão amarelo e volta ao time no jogo contra o Coritiba. O meia Elano também ficou fora da partida em Goiânia por suspensão, mas seu retorno vai depender da recuperação de uma pancada no tornozelo esquerdo. Já o meia Ibson, com uma lesão no músculo adutor da coxa esquerda, deve ficar pelo menos mais uma semana em tratamento médico.

PELO BRASIL

 Série C: no sábado, em

casa, o Marília fez 3 a 2 no Madureira, mas segue em terceiro no Grupo C. O Santo André, penúltimo do Grupo D, folgou.  Série D: o Santa Cruz-PE

venceu o Santa Cruz-RN, 1 a 0, em casa, e assumiu a ponta do Grupo 3.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 13, 14 e 15 de agosto de 2011

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27 Foi um bom teste. É importante passar por dificuldades durante o jogo.” José Roberto Guimarães

sporte

Juan Medina/Reuters

Messi fez um gol e ajudou o Barça a empatar por 2 a 2 com o Real, no primeiro jogo da Supercopa; a volta será na quarta-feira, e jogadores prometem greve para o fim de semana, quando seria a 1ª rodada do Espanhol

DE VOLTA. ATÉ QUANDO? R

eal Madrid e Barcelona fizeram um grande jogo de abertura de temporada na Espanha ontem: muito equilíbrio, lances polêmicos e golaços marcaram o empate por 2 a 2, em Madri, no jogo de ida da Supercopa, que reúne o último campeão espanhol contra o vencedor da Copa do Rei. O jogo de volta será na quarta-feira, em Barcelona, e que a torcida espanhola aproveite bem a chance, pois pode ficar um bom tempo sem futebol. Isso porque os jogadores entraram em greve e prometem não entrar em campo nas duas primeiras rodadas do Campeona-

to Espanhol, que seriam nos próximos fins de semana. A grave crise econômica na Espanha atingiu em cheio os clubes de futebol, e deixou várias equipes de ponta, como o Valencia, sem patrocínio. Outros clubes, como o Zaragoza, estão sem pagar salários desde maio. Os jogadores exigem a criação de um fundo para cobrir os rombos e garantir o pagamento de salários. Para mostrar união, o sindicato dos jogadores anunciou a greve na quinta-feira com a presença de vários astros da seleção espanhola, atual campeã do mundo, entre eles o capitão, o goleiro Casillas, do Real Madrid.

“Não queremos mais dinheiro, apenas que paguem o que devem“, diz o presidente da associação dos jogadores, Luis Rubiales. “A Liga não começará até que não tenhamos um novo acordo coletivo”, endossou Casillas. O valor de salários já atrasados é estimado em mais de 50 milhões de euros (R$ 114 milhões). Endividados, mas com os pagamentos em dia, Real e Barça proporcionaram um belo espetáculo. Ozil abriu o placar para os donos da casa, mas Villa e Messi, ainda no primeiro tempo, viraram a partida. Na etapa final, Xabi Alonso deixou tudo igual.

OUTROS CAMPOS

PELO MUNDO

Manchester começa Inglês com vitória

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tual campeão inglês, o Manchester United começou a temporada 2011/2012 com vitória sobre o West Bromwich por 2 a 1, gols de Rooney e Young. O Chelsea só empatou com o Stoke City, por 0 a 0, assim como outros dois favoritos, o Arsenal (0 a 0 com o Newcastle) e o Liverpool (1 a 1) com o Sunderland. Hoje tem Manchester City x Swansea. O líder até agora é o Bolton, que goleou por 4 a 0 o tradicional Quuen's Park Rangers, de volta à elite nesta temporada.

Alemão só tem dois times com 100%

A

pós duas rodadas no Campeonato Alemão, apenas dois times permanecem com 100% de aproveitamento: os modestos Mainz, que venceu o Freiburg por 2 a 1, e Hannover, que bateu o Nuremberg pelo mesmo placar. O Bayern de Munique venceu a primeira, 1 a 0 sobre o Wolfsburg, gol de Luiz Gustavo, que jogou pela seleção no meio da semana. O “alemão” Cacau também marcou, mas o Stuttgart empatou por 1 a 1 com o Borussia Moechengladbach.

PSG decepciona de novo no Francês

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avorito ao título francês, depois de investimentos milionários feitos por um grupo árabe, o Paris Saint-Germain, treinado pelo brasileiro Leonardo, é a grande decepção neste começo de temporada. Na segunda rodada, o time não passou de um empate por 1 a 1 com o Rennes e segue sem vencer - tem 1 ponto e está em 13º lugar. Quatro times dividem a liderança até agora, com duas vitórias: Toulouse, Montpellier, Saint-Étienne e Caen.

VÔLEI FIVB

Basquete faz ajustes para o Pré-Olímpico

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om uma vitória por 106 a 50 sobre o México, neste sábado, em São Paulo, a seleção brasileira masculina de basquete encerrou mais uma etapa de treinos para o Pré-Olímpico de Mar del Plata, na Argentina, que começa no dia 30. Nesta semana, a equipe do argentino Rúben Magnano faz mais alguns treinos e depois segue para Foz do Iguaçu, onde disputa, a partir do dia 24, um torneio amistoso contra República Dominicana, Porto Rico e Canadá, todos rivais no Pré-Olímpico.

Kanaan sofre acidente espetacular na Indy

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yan Hunter-Reay venceu a etapa de New Hampshire da Fórmula Indy, neste domingo, mas o momento mais espetacular da prova foi a capotagem do brasileiro Tony Kanaan, após um acidente com o sulafricano Tomas Sheckter. Seu carro chegou a ficar parado de cabeça para baixo, mas o piloto nada sofreu, e ainda brincou com o acidente no Twitter, já que seu carro acertou um banheiro químico. O melhor brasileiro da prova foi Vitor Meira, que terminou em 10º lugar.

Djokovic ganha mais uma taça no Canadá

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imparável Novak Djokovic acresceu mais um título a seu currículo, o do Masters 1000 de Montreal, no Canadá, ao derrotar o norte-americano Mardy Fish por 2 a 1 (6/2, 3/6 e 6/4). É a primeira vez que um tenista ganha cinco títulos de Masters 1000 num só ano (e ainda faltam três torneios da série). A vitória da decisão foi a 53ª em 54 partidas no ano, e este foi o nono título em 2011, o 27º da carreira. Nesta semana, ele tenta ampliar a série em Cincinnati (EUA).

Entre as mulheres, quem brilhou foi Serena Williams. Depois de quase um ano sem jogar, por causa de diversos problemas médicos, ela mostrou que tem boas chances de voltar logo ao topo do ranking feminino ao bater, na final do Torneio de Toronto, a australiana Samantha Stosur, por 2 a 0 (6/4 e 6/2). Foi seu segundo título seguido - já acumula uma série invicta de 11 partidas. Com 39 conquistas na carreira, Serena promete dar tudo no US Open, que começa no dia 29, em Nova York.

Vitória sobre a Itália mantém a equipe invicta e na liderança do Grand Prix, ao lado da Rússia, e já classificado para a fase decisiva, em Macau

O Brasil atropela

Christinne Muschi/Reuters

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Brasil fez bonito em mais uma semana do Grand Prix. Neste domingo, venceu a Itália por 3 sets a 1, parciais de 25/23, 24/26, 25/18 e 25/18, e fechou em primeiro lugar na chave disputada em Almaty, no Cazaquistão. Na classificação geral, o time divide a liderança com a Rússia, outra equipe que ainda está invicta, com seis vitórias e seis jogos. Ambos já estão classificados para a fase decisiva, que será em Macau, na China, a partir do dia 24. Antes disso, o Brasil terá mais três partidas pela frente, na Tailândia, contra a seleção da casa e dois rivais tradicionais, a Argentina e Cuba, adversária de sexta-feira, às 4h (de Brasília). A seleção viajaria

hoje para a próxima sede, com o técnico José Roberto Guimarães bastante satisfeito pelo nível do vôlei apresentado até agora. Após o jogo contra a Itália, ele destacou a capacidade de reação da equipe após um momento ruim, no meio do segundo set. “Senti o time preso no início do jogo. O nosso saque e o bloqueio estão funcionando, mas precisamos melhorar os contra-ataques. A Itália é uma equipe que sabe jogar e conta com jogadoras experientes. Foi um bom teste e é importante passar por dificuldades, como no segundo set, quando quase conseguimos virar o marcador”, elogiou o técnico. A ponteira Paula Pequeno se destacou na partida e termi-

nou o jogo como a maior pontuadora, com 15 pontos (14 de ataque e um de saque). Ela acredita que a equipe ainda pode evoluir bastante. “Estou feliz pela vitória. porque é sempre bom vencer um clássico como esse, mas deveríamos ter entrado mais ligadas no jogo. Não aproveitamos os contra-ataques e precisamos melhorar nossa relação entre bloqueio e defesa”, avaliou. A meio-de-rede Fabiana, capitã do time, também espera um crescimento nas próximas partidas. “Estou muito feliz por nossa atuação, porque fomos bem, mas acredito que os próximos jogos servirão para desenvolver nosso jogo.” A série de jogos no Cazaquistão serviu ainda para mo-

tivar a atacante Natália, que, contra a seleção da casa, pôde disputar sua primeira partida completa no Grand Prix, depois de se recuperar de uma cirurgia na canela esquerda, para retirada de um tumor. Ela marcou seis pontos e saiu feliz pela chance. “Foram mais de dois meses de preparação para retornar. Tenho consciência que ainda tenho muito a evoluir, preciso de mais ritmo de jogo, mas é bom estar de volta”, disse a jogadora, que contra a Itália entrou em dois sets, mas não chegou a pontuar. Zé Roberto admite ter muito cuidado com a pupila. “Nós queremos colocá-la para jogar gradativamente. Foi ótimo para a Natália se soltar, ela precisa sentir o clima na quadra.”


DIÁRIO DO COMÉRCIO

28 -.ESPORTE

sábado, domingo e segunda-feira, 13, 14 e 15 de agosto de 2011

FIM DE JOGO

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A 16ª rodada do Brasileiro tem a maior média de gols em 2011: 3,4 por jogo

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Barcelona contrata Cesc Fabregas, que se apresenta nesta segunda-feira

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São Paulo teme perder Ilsinho, que tem contrato só até sexta-feira

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Vídeo em destaque - Iniesta provoca terremotos - www.dcomercio.com.br

www.dcomercio.com.br/esporte/

NEGÓCIOS FENOMENAIS A CULPA É DO FLAMENGO

Fabio Motta/AE

Cesar Greco/Folhapress

 Em São Januário, o Palmeiras é derrotado pelo Vasco por 1 a

0, mas a bronca de Luiz Felipe Scolari é com o Flamengo segundo ele, um dos culpados pela queda de rendimento do seu time no Campeonato Brasileiro: "Depois que eles criaram aquela situação de que o Kleber iria para o Flamengo, mudou bastante o nosso ambiente. A tática do Flamengo gerou uma grande confusão no Palmeiras, dividiu o grupo. Tá tudo dando errado, não adianta ficar justificando. Temos de voltar ao mesmo nível de ambiente e recuperar o foco também". Domingo, 14

DE OLHO NO FUTURO Beto Barata/AE

O parceiro de Fla e Corinthians Cada vez mais bem sucedido como homem de negócios, Ronaldo aumenta o faturamento dos dois clubes

Muricy está preocupado com o Mundial

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situação do Santos, agravada pela derrota para o Atlético Goianiense por 2 a 0, não é nada boa no Campeonato Brasileiro. Embora com dois jogos a menos, o time ainda namora a zona de rebaixamento, mas não é isso que preocupa Muricy Ramalho: "O que

me incomoda mais é que o time não está jogando. Se jogar melhor, consegue os pontos." É outra a preocupação do técnico : "O mau desempenho no Brasileiro pode afetar o Santos numa eventual final do Mundial, diante do Barcelona." Sábado, 13

TÉCNICO ESPANHOL Franko Lee/AFP

D

epois de conquistar os corações corintianos com gols e belas atuações nas temporadas de 2009 e 2010, Ronaldo Nazário passou a atuar como um dos principais promotores dos ambiciosos projetos do clube para os próximos anos. Entre outras atividades, sua agência de marketing esportivo, a 9ine, administra o milionário patrocínio da Hypermarcas e participa da negociações com jogadores para reforçar o time do Corinthians. Partiu do Fenômeno, por exemplo, a iniciativa de contratar Adriano e a tentati-

va de trazer Seedorf. A parceria tem dado tão certo que o presidente Andrés Sanchez, empolgado com os resultados econômicos e com a construção do sonhado estádio corintiano em Itaquera, já sonha em chegar “muito rápido” ao nível do Barcelona, campeão da Liga dos Campeões da Europa e adversário do Santos no Mundial de Clubes. “O Barcelona, se vender tudo que tem, não paga a sua dívida, mas é bem administrado”, disse o dirigente ao jornal Marca Brasil, lembrando que seu sucessor, na presidência do Corinthians, “vai pegar uma dívida

bem maior, mas vai pegar a receita triplicada. E eu peguei a dívida grande e sem receita”. Ronaldo é um dos artífices do aumento das receitas corintianas, para desconsolo da torcida rubro-negra, que sempre o teve como um dos seus até que o craque resolveu jogar em São Paulo. O amor virou mágoa quando, no final de 2008, ele escolheu jogar no Corinthians embora estivesse treinando na Gávea. Nna semana passada, no entanto, as mágoas foram esquecidas pelos dirigentes do Flamengo. Na sexta-feira, graças à agência de Ronaldo, a presidente Patricia

Amorim apresentou a Procter & Gamble como patrocinadora do Fla até o fim da temporada. A empresa das marcas Gillette e Duracell pagará R$ 6,5 milhões pelo contrato - R$ 5,6 milhões para o Flamengo, o restante como comissão da 9ine. A Traffic Sports e o departamento de marketing do Flamengo tentavam um novo patrocinador desde a chegada de Ronaldinho Gaúcho. Gabriela Onofre, diretora de comunicação da Procter & Gamble, encheu a bola do Fenômeno. “Estamos aqui hoje por causa do Ronaldo. Ele nos apresentou este projeto.”

MUNDIAL SUB-20

Brasil pega México na semifinal

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técnico espanhol José Antonio Camacho assume, em Pequim, o comando da seleção chinesa e, ao lado de um dirigente da federação nacional, declara: "Minha comissão técnica e eu estamos orgulhosos de assumir a seleção chinesa. Nosso objetivo é tentar a classificação para a Copa do Mundo no Brasil." Camacho, de 56 anos, vai substituir Gao Hongbo e terá o desafio de melhorar o desempenho da seleção chinesa, que disputou apenas uma Copa do

Mundo, em 2002, e atualmente está em 73º lugar no ranking da Fifa. Como jogador, Camacho disputou mais de 80 partidas pela Espanha, incluindo as edições de 1982 e 86 da Copa do Mundo. Como treinador, dirigiu a seleção espanhola por quatro anos e avançou até as quartas de final do Mundial de 2002, e também o Real Madrid, Rayo Vallecano, Espanyol, Sevilla e Osasuna, na Espanha, e o Benfica, de Portugal.

Pilar Olivares/Reuters

Camacho treina a China para a Copa de 2014

seleção brasileira sub20 garantiu, nos pênaltis, a vaga nas semifinais do Mundial que está sendo disputado na Colômbia. Depois de empatar com a Espanha por 1 a 1 no tempo normal e 2 a 2 na prorrogação, com gols de Willian e Dudu, os brasileiros venceram por 4 a 2 a disputa de pênaltis e agora enfrentarão o México, quarta-feira, pelas semifinais. O México foi a única equipe a vencer no tempo normal seu jogo pelas quartas de final: 3 a 1 na Colômbia. A outra semifinal será França x Portugal. A França venceu a Nigéria por 3 a 2 na prorrogação. Portugal venceu por 5 a 4 a decisão por pênaltis com a Argentina.

Domingo, 14

almanaque

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jogador que aparece na foto ao lado, comemorando seu gol com Mendonça e China, é Renato Sá. Ele entrou para a história do futebol brasileiro como “O Demolidor de Invictos”. Quando ainda jogava pelo Grêmio, já havia sido um dos responsáveis pelo fim da longa invencibilidade botafoguense, ao marcar dois gols na vitória do time gaúcho sobre o carioca por 3 a 0, em 20 de julho de 1978. Menos de um ano depois, em 3 de junho de 1979, Renato Sá era jogador do Botafogo, e fez esse gol, o da vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo, pelo Carioca, que interrompeu uma invencibilidade de 52 jogos do rubro-negro, considerando todos os tipos de competição. Botafogo e Flamengo, aliás, são até hoje os recordistas nacionais dessa invencibilidade absoluta, empatados com 52 partidas cada um..

Celso Unzelte

As maiores séries invictas do Brasileiro

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om os 2 a 2 de ontem diante do Figueirense, em Santa Catarina, o Flamengo chegou a 16 jogos sem derrota no Brasileiro (17, somando-se o 0 a 0 contra o Santos na última rodada do campeonato do ano passado). O Corinthians, entre 2010 e 2011, já havia chegado a 19 jogos invicto. O recordista de invencibilidade na história da competição é o Botafogo, com 42 jogos sem perder (18 em 1977 e 24 em 1978).

O que é melhor: perder ou ficar 50 partidas invicto?” Zagallo, técnico do Botafogo em 1978, justificando o excesso de empates do time. Reprodução/Arquivo Celso Unzelte

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o jogos ficou sem perder o Santa Cruz-PE, segund s colocado no ranking do invictos na história do Brasileiro, também entre m: 1977 e 1978. Depois vê Palmeiras (26 jogos, r entre 1972 e 1973), Inte )e (23, entre 1978 e 1979 Atlético-MG (22, entre 1977 e 1978).

CURTAS

 Walter Abrahão, locutor

esportivo da TV Tupi nas décadas de 1960 e 1970, morreu na segunda passada (8 de agosto), aos 80 anos, vítima de câncer no pulmão.  Há 48 anos, em 15 de

agosto de 1963, o São Paulo goleava o Santos de Pelé por 4 a 1, pelo Campeonato Paulista.

Diário do Comercio  

15 de Agosto de 2011

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