Page 1

Virada do Leão 400 BILHÕES

DLILLC/Corbis

O Impostômetro vira R$ 400 bi hoje, 10 dias antes do que em 2010. Engana-se quem pensa que o Leão está saciado. Ele quer mais. Pág. 15

Ano 86 - Nº 23.353

Virada dos Brics

Alex Ribeiro/DC

Líderes se reúnem na China para discutir reforma no sistema monetário. Querem reduzir a dependência do dólar e dar mais poder às instituições financeiras mundiais. Pág. 13

Conclusão: 23h55

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, sexta-feira, 15 de abril de 2011

Virada cultural Atenção ao trânsito Use o metrô. Se vier à festa de carro, a virada será de humor. Pág. 11

d

cultura

Atenção à festa

Ensaio da ópera Il Plagliacci no Pátio do Colégio (foto).

De ópera a circo. Pág. 29 e especial em dcomercio.com.br

Já é Páscoa À mesa, receitas bíblicas reúnem a família. Págs. 30 e 31 Divulgação

Fabio Goulart

Stratis NR Eurotronic: o gigante gentil

Quando o destino é uma aula de história

DCarro. Página 27

Boa Viagem! Página 28

HOJE Parcialmente nublado Máxima 31º C. Mínima 16º C.

AMANHÃ Sol com pancadas de chuva Máxima 30º C. Mínima 18º C.

ISSN 1679-2688

23353

9 771679 268008

Thomas Friedman e o Jasmim. Página 3

Senado dá partida ao trem-bala. Página 5

Brasil contra força na Líbia. Página 8

Tráfico agora de batom. Página 10


DIÁRIO DO COMÉRCIO

2

o

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Tivesse o BC agido no último trimestre do ano passado, talvez não fosse necessário puxar tanto os juros. Roberto Fendt

pinião

Se não é possível sequer moderar o aumento do crédito e as contas fiscais continuam deficitárias, sobra um único instrumento para conter a alta dos preços: a política monetária.

EYMAR MASCARO

AÉCIO NÃO MORDEU A ISCA

J

E O TEMPO VAI PASSANDO . . .

P

or alguma razão desconhecida, o Banco Central brasileiro (BC) acreditava que a alta dos preços das commodities cederia a partir do mês de fevereiro último. Mas passou fevereiro, passou março, estamos em meados de abril e não há sinais visíveis de que os preços das commodities em geral, e dos alimentos em particular, deva retroceder a curto prazo. Alguns até acreditam que esses preços parem de crescer em maio, mas reconhecem que provavelmente voltem a subir no segundo semestre. Parte da pressão, sem qualquer dúvida, vem de fora. Dois eventos contribuíram para fomentar e alimentar a persistente alta nos preços das commodities. De um lado, a deterioração progressiva e generalizada da qualidade das lideranças nos principais centros da economia mundial. Campeia o mais completo populismo nesses países, com consequências para as políticas econômicas lá praticadas. O exemplo mais gritante é a persistência das mesmas políticas postas em prática, certo ou errado, para fazer frente à ameaça de quebra dos sistemas financeiros das principais economias. Como tenho comentado com frequência nesse espaço, já se passaram dois anos e meio da eclosão da crise e a inundação de liquidez no mercado internacional não dá mostras de retroceder. Em decorrência

ROBERTO FENDT desse mar de liquidez, as taxas de juros reais (descontadas as inflações esperadas pelos agentes econômicos) praticadas nas principais economias persistem em manter-se negativas.

E

m razão disso, junta-se a fome com a vontade de comer: há uma grande perda de confiança nas políticas econômicas (lá fora), as principais moedas (dólar e euro) padecem também de desconfiança, e tudo deságua na busca de um ativo para estacionar-se a riqueza do mundo. Se as taxas de juros reais fossem pelo menos positivas, a busca desenfreada de contratos financeiros lastreados em commodities seria muito menor, com reflexos em menor elevação dos preços dos produtos. Mas com a crescente perda de confiança no dólar e no euro, e com o custo de tomar emprestado a custo zero dinheiro no Japão ou nos EUA para investir em commodities, não há porque imaginar que, de uma hora para outra, os preços desses produtos

parariam de crescer. Deixo para o leitor avaliar se foi ingenuidade ou não do BC imaginar que os preços dos alimentos aqui dentro cederiam e que medidas macroprudenciais, com seu longo período para produzir efeitos, deteriam a inflação. O certo é que o mercado hoje está mais apostado em uma elevação da taxa Selic de 0,5% do que de 0,25%. Tivesse o BC agido no último trimestre do ano passado, talvez hoje não fosse necessário puxar tanto os juros. Mas havia a eleição . . .

M

esmo admitindo que não houve ingenuidade alguma e que os preços das matérias-primas, por alguma razão desconhecida, estacionem, não resolveremos nosso problema inflacionário. As autoridades têm brigado entre si em torno da questão da valorização do real. Mas, aparentemente, há consenso de que a expansão do crédito público é sempre boa, já que não há bate boca algum a respeito. O consenso parece ser

de tal ordem que o crédito público não somente cresce, mas aumenta a um ritmo frenético. Como deter a alta dos preços? Se não é possível sequer moderar o aumento do crédito e as contas fiscais continuam deficitárias, sobra um único instrumento: a política monetária. É claro que ela poderá atuar a conta-gotas, com vem atuando desde o ano passado. Mas a economia tem leis que, à semelhança das leis da física, não podem ser contrariadas por voluntarismos.

A

pressão inflacionária que se nega a ceder vem do excesso interno de demanda e da pressão do aumento da demanda externa por commodities, refletida no contínuo aumento nos preços desses produtos. De pouco vale o BC montar um grupo interministerial para acompanhar a evolução do absolutamente previsível, a aceleração da inflação. Fica-se com a impressão de que o governo considera perdida a batalha contra a inflação neste ano e que decidiu transferir para o ano que vem o retorno dela a níveis mais civilizados. Com isso, perdese também um ano para que a senhora presidente faça baixar os juros a níveis internacionais, como prometeu fazer ao longo dos quatro anos de seu mandato. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

PLEBISCITO SOBRE DESARMAMENTO O assassino de Realengo tem todas as características de um esquizofrênico. Não matou porque o plebiscito realizado no Brasil derrotou a tese do desarmamento. Nada o deteria, tanto que entrou na escola como ex-aluno. Só um detector de metais denunciaria suas intenções. Há que desarmar não os cidadãos comuns, e sim os

traficantes, vigiar as fronteiras e coibir a entrada de armamentos e drogas. Incursões nos morros, com cobertura da TV, nada resolve, só leva os traficantes a mudar de endereço. Clea Correa - São Paulo G

O governo costuma transferir o problema para a população. Desarmamento não é a solução. Sou contra

desarmar a população. Daqui a pouco não teremos mais direito algum. O Brasil tem muitos outros problemas: o próprio governo, arrecadação de multas, salários vergonhosos....

a proibição do comércio de armas de fogo. Isso é tapar o sol com a peneira, como se os bandidos obtivessem suas armas no comércio legal. Só pode ser piada de mau gosto. E o custo Clovis Marques Lima - São Paulo do plebiscito, será pago por G Ora, vejam só: o quem, mesmo? Aparecida Dileide Gaziolla presidente do Senado quer ressuscitar o plebiscito sobre S. Bernardo do Campo

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

osé Serra dispõe ainda de 45 dias para convencer Aécio Neves a aceitar a sugestão de implantar o sistema de rodízio na presidência do PSDB. Serristas querem que Aécio indique alguém do seu grupo para comandar o partido por um ano, cabendo ao próprio Serra escolher também alguém do seu esquema para suceder o aecista no controle do PSDB. Até o momento, o senador mineiro rechaça a ideia do tucano paulista. Pela proposta de Serra, seu indicado estaria na presidência do partido no ano da escolha do candidato ao Planalto. Desconfiado de que Aécio não cederá, Serra fez uma outra sugestão: que o próximo presidente do PSDB seja escolhido por meio de consulta a seus filiados. Também nesse caso, não está havendo acordo. O senador mineiro já preparou o roteiro que deve reconduzir o deputado Sérgio Guerra à presidência do partido para cumprir mais um mandato de dois anos. Aécio Neves tem lá seus motivos para evitar que um serrista tenha voz no próximo comando partidário, principalmente porque Sérgio Guerra já está comprometido com sua candidatura à sucessão de Dilma Rousseff. Aécio não abre mão de ser candidato a presidente, enquanto Serra ainda não aposentou a ideia de ser candidato pela terceira vez. O ex-governador paulista está convencido de que é dono de respeitável eleitorado, que rendeu a ele 44 milhões de votos nas eleições do ano passado. Mas ao perder a eleição para Dilma, Serra encurtou seu espaço no PSDB. á dias, Serra recusou o convite feito pelo governador Geraldo Alckmin para ser candidato a prefeito de São Paulo, no ano que vem. Por isso, resta a ele ser candidato em 2014. Sua ideia fixa é repetir o exemplo de Lula tentando a presidência pela terceira vez. Detalhe: Lula se elegeu pela primeira vez na terceira tentativa. Como Aécio deve fechar a porta para que tente uma nova candidatura, surge entre serristas a hipótese de Serra vir a ser candidato pelo partido que o prefeito Gilberto Kassab está criando, o PSD, sobretudo se a nova legenda encorpar e vir a desfrutar de um bom tempo de campanha na televisão. Por enquanto, não passa pela cabeça de Serra deixar o PSDB. O PSDB vai realizar sua convenção no final do próximo mês e, salvo retoque

H

Apesar das alfinetadas que desferiu contra a presidente Dilma , Aécio não convenceu os tucanos paulistas, que ainda acham que o mineiro vai contemporizar com o PT.

de última hora, Sérgio Guerra deve ser reeleito. s tucanos mineiros não admitiram a hipótese de Serra ser eleito presidente do partido e agora não querem aceitar que um serrista divida com um aecista o comando do PSDB nos próximos dois anos. Sérgio Guerra está forte e até já conseguiu atrair o apoio das maiorias nas bancadas do PSDB na Câmara e Senado. Na semana passada, Aécio Neves debutou no senado, fazendo seu primeiro discurso como oposicionista ao governo de Dilma Rousseff.

O

pesar das alfinetadas que desferiu contra a presidente, Aécio não convenceu os tucanos paulistas, que ainda acham que o mineiro vai contemporizar com o PT. Se depender de Serra, o PSDB fará oposição a Dilma todos os dias e todas as horas. Serra admite que o partido precisa fazer oposição prá valer ao PT, se quiser ter chance nas eleições de 2014. Os tucanos paulistas ficaram assustados com o resultado da pesquisa Ibope, revelando que nos 100 primeiros dias de governo, Dilma alcançou índice de aprovação superior aos índices alcançados pelos expresidentes Lula e Fernando Henrique, no mesmo período. O medo dos tucanos cresce porque desconfiam que Dilma pode subir mais na cotação popular com as viagens internacionais que pretende realizar ainda neste ano.

A

EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes, Rejane Aguiar e Tsuli Narimatsu Redatores: Adriana David, Anna Lucia França, Eliana Haberli ,Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repórteres:Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Geriane Oliveira, Giseli Cabrini , Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vanessa Rosal, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Comercial Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações José Gonçalves de Faria Filho (jfilho@acsp.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Globo e Reuters Impressão Diário S. Paulo Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

FALE CONOSCO E-mail para Cartas: cartas@dcomercio.com.br E-mail para Pautas: editor@dcomercio.com.br E-mail para Imagens : dcomercio@acsp.com.br E-mail para Assinantes: circulacao@acsp.com.br Publicidade Legal: 3244-3175. Fax 3244-3123 E-mail: legaldc@dcomercio.com.br Publicidade Comercial: 3244-3197, 3244-3983, Fax 3244-3894 Central de Relacionamento e Assinaturas: 3244-3544, 3244-3046 , Fax 3244-3355

REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911, São Paulo PABX (011) 3244-3737 REDAÇÃO (011) 3244-3449 FAX (011) 3244-3046, (011) 3244-3123 HOME PAGE http://www.acsp.com.br E-MAIL acsp@acsp.com.br


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 15 de abril de 2011

o

3

SEM UMA LIDERANÇA EXTRAORDINÁRIA, AS TRANSIÇÕES ÁRABES SERÃO MUITO DIFÍCEIS.

pinião

NEIL CHORANDO NA RAMPA

FERREIRA

É PROIBIDO DESISTIR

THOMAS L. FRIEDMAN

M

Rezem, esperem, ou preparem-se Q

uando eu estava no Cairo, durante a revolta egípcia, um dia quis mudar de hotel para ficar mais perto da ação e telefonei para a rede Marriott para ver se eles tinham vaga. Uma egípcia com voz jovial do Setor de Reservas me ofereceu um quarto e perguntou: "Você tem taxa corporativa?". Respondi: "Não sei, mas eu trabalho para o The New York Times". Houve silêncio no telefone por alguns segundos e depois ela disse: "Posso lhe perguntar algo?". Claro, respondi. E ela: "Nós ficaremos bem? Estou preocupada." Anotei mentalmente essa conversa porque a jovem pareceu ser uma pessoa moderna, do tipo que estaria na Praça Tahrir. Agora estamos começando a ver o que podia estar corroendo-a, no Egito e em outros lugares. Vamos começar com a estrutura dos países árabes. Pensem na onda democrática de 1989 na Europa. Lá, praticamente todos os países eram como a Alemanha, uma nação homogênea, menos a Iugoslávia. O mundo árabe é exatamente o oposto. Ali, praticamente todos os países são como a Iugoslávia – menos o Egito, a Tunísia e o Marrocos. Na Europa, quando a mão de ferro do comunismo foi removida, os grandes países, bastante estáveis, com tradição de uma sociedade civil, foram capazes de se movimentar com rapidez e estabilidade para a autogestão – menos a Iugoslávia, um país multiétnico e multirreligioso que explodiu em pedaços. No mundo árabe, quase todos os países são como a Iugoslávia – grupos étnicos, religiosos e tribais reunidos pelas potências colonizadoras – menos o Egito, a Tunísia e o Marrocos, que têm grandes maiorias homogêneas.

Assim, quando se libertam esses países, potencialmente se desencadeia não uma sociedade civil, mas uma guerra civil. Essa é a razão, pela qual por enquanto, as revoluções democráticas árabes provavelmente se encerraram. Elas ocorreram nos dois países onde eram mais capazes de ocorrer porque a sociedade da Tunísia e a do Egito podiam agir unidas como uma família e expulsar o "pai" malvado – o ditador. Daqui em diante, devemos esperar por "evoluções árabes" ou vamos ter guerras civis árabes. Os países mais promissores para a evolução são Marrocos e Jordânia, onde há reis respeitados que, se decidissem, poderiam liderar transições graduais para uma monarquia constitucional.

S

íria, Líbia, Iêmen e Bahrein, países fraturados por divisões tribais, étnicas e religiosas, poderiam ter sido ideais para uma evolução gradual à democracia, mas provavelmente agora é tarde demais. O instinto inicial de seus líderes foi sufocar os manifestantes e o sangue jorrou. Nesses países, atualmente existem tantos rancores mal contidos entre comunidades religiosas e tribos – algumas bastante beneficiadas por suas ditaduras e outras muito brutalizadas por ela –, que mesmo que a mão de ferro do

autoritarismo de alguma forma seja retirada, os conflitos civis facilmente poderiam atropelar as esperanças democráticas. Algo conseguiria evitar isso? Sim, uma liderança extraordinária que insista em enterrar o passado, não em ser enterrado por ele. O mundo árabe precisa desesperadamente de suas versões dos sul-africanos Nelson Mandela e F. W. Klerk – gigantes de comunidades opostas que ficaram acima dos ódios tribais ou sunitas-xiitas e criaram um novo pacto social.

O

povo árabe nos surpreendeu de uma forma heroica. Agora precisamos de alguns líderes que nos surpreendam com bravura e visão. Isso tem faltado há muito tempo. Outra opção é que uma potência estrangeira interfira, como os Estados Unidos fizeram no Iraque e como a União Europeia fez na Europa Oriental, para arbitrar ou orientar uma transição democrática entre as comunidades desconfiadas nesses países fraturados. Mas não vejo ninguém se inscrevendo para esse trabalho. Fora dessas alternativas, teremos o que já temos. Autocratas na Síria, Iêmen, Líbia e Bahrein atirando nos rebeldes, seguindo a lógica tribal de "governe ou morra", cujo significado é: "Ou meu grupo ou tribo está no poder ou eu estou morto". O ingrediente básico de uma

Os países mais promissores para a evolução são Marrocos e Jordânia, onde há reis respeitados que poderiam liderar transições graduais para uma monarquia constitucional.

democracia – um pluralismo verdadeiro em que as pessoas compartilhem um destino comum, ajam como cidadãos e não acreditem que sua minoria tem de estar no poder para estarem seguras ou crescerem – está com estoque baixo em todas essas sociedades. Ele pode aparecer, como o Iraque mostra. Mas leva tempo. Enquanto isso, a Arábia Saudita, com 90% de sunitas e 10% de xiitas, deixou claro que vai se opor a qualquer evolução para uma monarquia constitucional no vizinho Bahrein, onde uma minoria sunita governa uma maioria xiita. A Arábia Saudita não tem nenhuma tradição de pluralismo. Quando dizemos "reforma democrática" para a Arábia Saudita ou Bahrein, poderíamos muito bem estar falando grego. O que seus governantes escutam é "os xiitas tomando o poder dos sunitas". Nada vai ocorrer de uma forma pacífica.

M

esmo no Egito a evolução é difícil. O Exército que está controlando o processo de lá recentemente prendeu um blogueiro importante, Maikel Nabil, por "insultar os militares". Não se confundam sobre onde está meu coração. Ainda acredito que esse movimento democrático árabe era inevitável, necessário e construído na profunda e autêntica busca humana pela liberdade, dignidade e justiça. Mas sem uma liderança extraordinária, as transições árabes serão bem mais difíceis do que na Europa Oriental. Rezem por Alemanhas. Tenham esperanças por Áfricas do Sul. Preparam-se para Iugoslávias. THOMAS L. FRIEDMAN É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES E TRÊS VEZES GANHADOR DO PRÊMIO PULITZER TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA

ensaleiros unidos jamais serão vencidos. Desistiu? Esqueceu? Jogou a toalha? Entregou a rapadura? Eu, quase. É de chorar na rampa, na rua, em casa, quem tem vergonha na cara soluça nos cantos ou em público. Cumpre-se a profecia do cumpanhero Delúbio: "isso (o mensalão) vai virar piada de salão". Virou. Outro profeta, o Cara, agora transmudado em Nostradamus, escreve a primeira linha do seu Livro do Apocalipse ("apocalipse": palavra de origem grega que quer dizer "revelação"). Nela, o Cara nostradameou na maior cara de pau que "o processo (do mensalão, que está no Supremo engavetado pelo ministro Barbosa) se for julgado, só será em 2050". A longo prazo, como se sabe, todos estaremos mortos. Falou depois de parlapatanear, isto é, falar parlapatanices para americanos ouvirem numa reunião promovida pela Microsoft, que tem dinheiro para jogar pela janela e joga, contratando humoristas estrangeiros, como contratou o Cara, para animar uns chatos convescotes. Ao fim da charla, perguntado por jornalistas sobre a Líbia, deu uma de Pelé, que fala dele mesmo na terceira pessoa. Disse: "ninguém chamou o Lulla para mediar o pobrema da Líbia, o Lulla poderia ajudar, mas ninguém chamou..." Uma repórter mais bem informada e insistente – esses jornalistas não têm respeito nem temor reverencial, perguntam tudo à queimaroupa, teve um rompante de PIG (Partido da Imprensa Golpista): "O senhor bem que poderia ajudar, já que disse pessoalmente a Kadafi que ele é seu 'irmão, cumpanhero e Iider', é íntimo dele". Cara não teve dúvidas, metamorfoseou-se, já não é mais o que sempre foi, e rebateu de bate-pronto que "nunca disse isso, nem poderia dizer porque tenho diferenças ideológicas com Kadafi". Entendeu ou quer que eu desenhe? Todo mundo viu o Cara abraçar Kadafi, e fazer essa declaração de amor, tomado de paixão à primeira vista pelo ditador, sentimento que dizem as más Iínguas supostamente poderia ser muito bem explicado pela Marília Gabriela. Fica combinado que afirmo aqui e assino embaixo que não sei o que isso quer dizer, detesto fofocas e nem está mais aqui quem falou, não conheço Kadafi nem a renomada pessoa feminina mencionada, a quem dedico a maior admiração e respeito. (Mas que falam, falam). Para mim, o Cara resolveu voltar a invadir a mídia num momento em que o Poste está sendo venerado pelos "Sem Dias Sem Nada", impondo o que dizem ser um "estilo" comedido, de poucas palavras, em contraste com o antecessor, a quem afirmam que sucedeu e eu, teimoso, afirmo que não sucedeu coi~ nenhuma – o Cara continua sentado na cadeirona e com a faixa tatuada no corpo, de lá não sai mais. Aí, vem o Aécim, dizem que falou umas cinco horas com o plenário lotado e declarou que "está onde sempre esteve".

O

"Minas está onde sempre esteve" foi a invenção da fala mineira, cheia de significados que nada significavam. Era a invenção do "muro".

Quem é antigo como eu lembra da piada que correu o Brasil e ainda está por aí. Nos anos de antanho do século passado, num dos muitos movimentos revolucionários que brotavam no Brasil como cogumelos, um comandante militar prensou o governador de Minas, querendo saber se estava contra ou a favor da revolta armada do momento e perguntou: "Onde está Minas?" Ao que o governador respondeu: "Minas está onde sempre esteve e daqui não arredará pé". Você sabe o que isso queria dizer: absolutamente nada. Mas foi a invenção da fala mineira – sabida, esperta, cheia de significados que não significavam nada. Era a invenção do "muro", da posição nem contra nem a favor, muito antes pelo contrário. uando Aécim afirmou com a solenidade de quem pronunciava palavras que se destinavam a passar para História, "estou onde sempre estive", desisti. Era, Aécim, o sucessor do "Nada", era a "Oposição com Punhos de Renda", a Oposição ansiada, sonhada, forjada e fabricada pela Situação. Não vou me alongar falando do que não vi e portanto não sei, mas tenho aquela certeza que vem da ignorância profunda dos fatos. Com essa Oposição que Aécim nos deu, um "trailer", o Poste, ele sim está onde sempre esteve, o Poste, eu dizia, está com a vida mansa. Só sobrarão os blogs do Augusto Nunes e do Reinaldo Avezedo para a gente respirar, porque o resto, meu caro, está tudo dominado. Há coisa pior? Há sim. Há a tragédia do Rio, o Massacre do Realengo, que este DC descreveu com todos os detalhes. Crianças assassinadas e feridas por um maluco que também morreu. Mas escreva o que eu digo, cedo ou tarde ele terá imitadores. Já aconteceu antes nos Estados Unidos, vai acontecer aqui. O governo vai fazer o que o lullo-petismo sempre fez – propaganda para transformar a tragédia em marquetingue. Será outra "Campanha do Desarmamento"; não caia nessa, você que não caiu na outra. FHC tem razão, nunca fui povão. Sou crasse-mérdia e a Oposição tem que me (re)conquistar. Vargas Llosa também tem razão, sobrou para o Peru escolher no segundo turno "entre o Câncer ou a Aids", entre a FUjimori e o Humala, o lulla deles, assessorado pelo Favre, exMartaxa Relaxa e Goza. "CHINA APOIA PRETENSÕES DO BRASIL NA ONU". (RSRSRS)

Q

NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

Giba Um

3

gibaum@gibaum.com.br

«

k Já fiz de tudo na TV, só não fui recém-nascida.

Um ano e meio depois do episódio do vestido rosa e agora dona de apartamento no ABC, Geisy Arruda, prepara sua volta.

SUSANA VIEIRA // 69 anos, 40 anos de Rede Globo e que interpreta uma mulher de 35 anos na série Lara com Z.

Fotos: Terry Richardson

3

sexta-feira, 15 de abril de 2011

MAIS: será uma das alunas da Escolinha do Gugu, ´que estréia em maio. Ela usará, de novo, um mais curto vestido rosa.

15 de Abril

N

a França do século XVI, Cesar de Bus desejava seguir a carreira militar, mas uma doença o aproximou de Deus e da vida religiosa. Quando foi ordenado sacerdote, aos 38 anos, muitos jovens já o seguiam. É o fundador da Congregação dos Cesar de Bus o) Padres Doutrinários. (Bem-Aventurad

Lula 2012 333 É a nova fantasia eleitoral que domina todos os momentos do ex-presidente Lula: se o exgovernador José Serra decidir disputar a prefeitura de São Paulo, mais uma vez, no ano que vem, o ex-Chefe do Governo lançará sua própria candidatura à sucessão de Gilberto Kassab. E, dentro dessa suposta eventualidade, está aceitando apostas: garante que tritura o tucano na capital paulista.

CONVITE

O ministro Guido Mantega, da Fazenda, que quer modificar o regulamento do CARF - Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, acrescentando tópico que permitirá a “aposentados” ocupar a presidência do órgão, resolveu adiar a publicação da portaria no Diário Oficial da União. Teme ser acusado de mudar as regras do jogo, para emplacar o nome de Otacílio Cartaxo, ex-secretário da Receita Federal e aposentado. Ele comandava a Receita na época da quebra do sigilo fiscal de Verônica Serra e outros, em 2010. O nome mais cotado para a presidência da CARF é o de Antonio Praga, professor e auditor, ex-presidente do Primeiro Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda e da Câmara Superior de Recursos Fiscais. 333

ALMANAQUE A volta do programa A Semana da Presidenta, cujo objetivo é estreitar relações do grupo do ex-deputado Celso Russomano com o Planalto, faz lembrar, além do homônimo de anos atrás, de Silvio Santos (ele exigia que o famoso Lombardi, Luis Lombardi Neto, que morreu em 2009, fosse locutor), também o folclórico Amaral Neto, o Repórter , produzido pelo parlamentar e jornalista, discípulo – quem diria – de Carlos Lacerda, igualmente exibido nos tempos da ditadura militar, pela Rede Globo. Depois, pequenos trechos eram exibidos nos cinemas, à titulo de complemento . 333

Esquire no Brasil Como perdeu o título Vogue no Brasil para a associação Condé Nast-Globo, o publisher Idel Arcuschin, da Carta Editorial, acaba de fechar um contrato para publicar no país Harper’s Bazaar do grupo Hearst, que lança dentro de pouco tempo. Depois, virá House Beautiful , no lugar de Casa Vogue . E está sendo negociada a versão brasileira de Esquire, que é mais complicada. Para quem não sabe: Esquire foi a primeira publicação americana voltada para o público masculino. Era lá que Hugh Heffner trabalhava, quando decidiu lançar Playboy, inicialmente elaborada no quarto do hotel onde Heffner morava. 333

A ESTRELA SOBE 333 Enquanto algumas trombetas tocam a favor do fortalecimento de Guido Mantega, não é bem assim: Dilma sempre quis Luciano Coutinho na Fazenda e Lula começou a pressionar bem cedo pela permanência do italiano . Agora, Guido ficou no Brasil e Dilma levou junto para a China, o secretárioexecutivo do ministério, Nelson Barbosa, por quem tem grande admiração. É Nelson que apresenta para a Chefe do Governo impactos das medidas econômicas. Antes da viagem – e já pensando que Mantega poderia choramingar – e presidente pediu a Nelson que atuasse de forma discreta.

Depois de emplacar Born This Way , há semanas na liderança da revista Billboard (ela compôs depois da morte de Alexander McQueen e acredita que “ele está no céu comandado o mundo da moda como se fossem marionetes”), Lady Gaga lança dia 19 próximo, em plena Semana Santa, seu novo single e vídeo Judas, cercado até agora de muito mistério. Enquanto isso, fotografada pelo polêmico Terry Richardson, aparece na Harper’s Bazaar de maio, na capa e no recheio, cabelos alaranjados, com grande máscara, cercada de clones usando roupas de coral de igreja e até com um figurino onde exibe nada menos do que cinco seios de plástico e uma festa de macarons.

Judas de Lady Gaga

333

333 A Rede Brasil de Televisão (RBTV), que começa a apresentar, a partir de amanhã, o programa A Semana da Presidenta, numa nova versão de antigo programa apresentado, nas tardes de domingos, no SBT, no período da ditadura militar, oficialmente, é do advogado Marcos Tolentino, embora muita gente até aposte que o sócio (majoritário) oculto seja o ex-deputado federal Celso Russomano (PP-SP), que quer se candidatar a prefeito de São Paulo, no ano que vem. A RBTV é quase uma emissora fantasma em termos de audiência. O material será da TV Brasil, pilotada por Tereza Cruvinel que, desde seu lançamento, dá traço. O pessoal da Rede Brasil, por outro lado, negocia com o SBT, para que também transmita A Semana da Presidenta e vai oferecer para outros canais independentes.

Lembrando os militares

MISTURA FINA 333 O PLANALTO prepara novo golpe em cima do ministro Orlando Silva, do Esporte: insatisfeita com a gestão do programa Segundo Tempo, a presidente Dilma Rousseff quer transferi-lo para o Ministério da Educação, comandado por Fernando Haddad

PEGANDO carona na trilha retrô aberta pela série Mad Men, outros produtos estão sendo preparados trazendo de volta o clima da revolução sexual dos anos 60. A ABC deverá começar a gravar uma série sobre as coelhinhas de Playboy e a ABC prepara o piloto de Pan Am, com aventuras e travessuras dos pilotos da antiga companhia dos Estados Unidos, mais as aeromoças da época, escolhidas a dedo e que povoavam a imaginação dos marmanjos daqueles tempos. 333

HÁ DIAS, o francês Le Monde, jornal de esquerda, dedicou grande matéria sobre o Rio de Janeiro, misturando pacificação de favelas com atrações naturais. Agora, o jornal voltou à carga: dedica nova matéria sobre o Rio, desta vez dando o endereço dos locais mais badalados da cidade. Tem até a indicação de um motel, que tem suítes temáticas. Lá, a mais procurada é a voltada para sadomasoquismo, que coloca à disposição dos freqüentadores roupas, máscaras, correntes, quepes e um novo tipo de brinquedinho erótico, descartável. 333

333 Grandes espetáculos, estréias, novos endereços noturnos: São Paulo é uma festa. À esquerda, nos bastidores do Morumbi, depois de ter comandado o show de despedida do U2 da cidade, Bono Vox posa ao lado de Ronaldo exFenômeno, segurando a camiseta do Corinthians; à direita, em meio a empresários e socialites presentes à sessão especial do musical New York New York, no Teatro Bradesco, em benefício de diversas entidades e dentro do evento Páscoa do Bem, a ex-BBB11 Talula Pascoli, que sempre foi a favorita dos mais veteranos.

São Paulo é uma festa

Sem meia O ex-deputado federal Celso Russomano (PP-SP) também está sendo processado pelo engenheiro Paulo Vieira de Sousa, ex-Dersa, nas áreas civil e criminal: no primeiro, o advogado é Fernando Lottemberg; no segundo, é José Luiz de Oliveira, o Juca. Na época do imbroglio de uma jóia (depois, a delegada Nilsa Baptista Scapulatiello foi até afastada por excesso de força e o processo, arquivado), Russomano deu entrevista garantindo ter visto Paulo de Sousa tirando dinheiro da meia. Depois, provou-se que ele estava com sapatos sem meia. Russomano gozava de imunidade: agora, não. 333

h

Praga é o favorito

333 Antes de começar a se movimentar para sair do DEM e mesmo quando já conversava com Michel temer, vicepresidente da República, para se bandear para o PMDB, o prefeito Gilberto Kassab, que continua mantendo excelentes relações com o ex-governador José Serra, recebeu dele um conselho-convite para ingressar nas fileiras do PSDB. A resposta de Kassab foi uma pergunta: “Já pensou?” Depois, resolveu fundar o PSD, cuja intenção é manter boas relações com o governo Dilma.

h IN

Chocolate belga ou suíço.

OUT

333 O HUMORISTA Rafinha Bastos, do CQC, que vem lotando teatros com seu show repleto de piadas cruéis e é dono do Twitter considerado pelo The New York Times “o mais influente do planeta”, não gosta e nem dá risada das piadas de Jô Soares. Ele acha que humoristas devem criar suas próprias, o que não é o caso de Jô. Suas piadas são escritas por redatores e as melhores sacadas correm por conta do médico Max Nunes.

Chocolate (gordura) nacional. O ITAMARATY recebeu sinal verde de Dilma Rousseff para iniciar conversas com o governo de Raul Castro, em Cuba: a próxima viagem internacional da presidente poderá ser para Havana. Lá, cumprirá o ritual de visitar Fidel Castro, tirar fotografia ao lado dele e tudo mais. A Chefe do Governo já avisou que não quer que o assessor internacional Marco Aurélio Garcia fique no meio de qualquer conversa.

333

Guerra das solas O sapateiro Christian Louboutin, cujos produtos são vendidos entre R$ 3 mil e R$ 15 mil no Brasil, está acusando de plágio a grife Saint-Laurent e a marca brasileira Carmen Steffens, que também resolveram pintar de vermelho a sola dos seus sapatos. A milionária brasileira Bethy Lagardère, que acompanha a batalha judicial, garante que Louboutin não é lá muito chegado na história. Philippe de France, Duque de Orleans e irmão caçula do rei Luis XVI, foi quem introduziu a moda de sapatos com sola vermelha. Detalhe: era gay e não entendia só de estilo. Foi soldado e a ele é atribuída a vitória da França sobre William de Orange, em Cassel, em 1677, durante a Guerra da Holanda. 333

Colaboração: Paula Rodrigues,Alexandre Favero

Solução


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 15 de abril de 2011

5 TREM-BALA Empreendimento vai entrar em operação em 2016, na Olimpíada

olítica

CAÇAS A JATO Embraer vai modernizar os aviões F-5 da FAB até 2013

MP do trem-bala é aprovada pelo Senado Governo consegue passar projeto sem alterações. O leilão deverá acontecer no final de julho e as obras terão inicio no ano que vem. PSDB contesta o seu custo Reprodução

O

plenário do Sena- que os recursos disponibilizad o a p r o v o u , n a dos para a construção do tremnoite de quarta-fei- bala equivalem à construção ra, projeto que au- de duas hidrelétricas de Belo toriza a criação da estatal Em- Monte, mais de quatro vezes o presa de Transporte Ferroviá- que foi investido nos aeroporrio de Alta Velocidade S/A, tos nos últimos 10 anos e conque irá oferecer garantias para sumirá mais do que o dobro financiamento de até R$ 20 bi- dos investimentos privados e lhões do Banco Nacional de públicos em ferrovias no Brasil Desenvolvimento Econômico desde 1999. "O gargalo de pase Social (BNDES) ao consórcio sageiros no país não está entre que vencer a licitação para São Paulo e Rio de Janeiro, não construção do trem de alta ve- é esse negócio de pai para filho locidade (TAV), o trem-bala, que está se propondo aqui", que ligará Campinas e São lembrou, referindo-se ao trajePaulo ao Rio de Janeiro. O pro- to previsto para o trem-bala. jeto foi aprovado com 44 votos O debate com a oposição dua favor e 17 contra. rou mais de cinco horas, mas, A base aliada no Senado fi- no fim, o governo conseguiu cou dividida no início das dis- aprovar o projeto sem alteracussões em função do alto va- ções. Como a validade da MP lor a ser investerminaria no domingo, dia tido no proje17, os senadoto, cerca de R$ res ficaram 34 bilhões, dos impedidos de quais o goverO gargalo de alterar o texto. no já garantiu passageiros no país Se o fizessem, R$ 20 bilhões. o prazo extraRelatora da não está entre São polaria antes Medida ProviPaulo e Rio, não é de ser reexasória, a senaesse negócio de pai minada pelos dora Marta para filho que está deputados. A Suplicy (PTse propondo aqui. empresa criaSP) reconheda será vincuceu, durante a ALOYSIO NUNES (PSDB-SP) lada ao Minisleitura do seu tério dos discurso de 13 páginas, que "alguns podem Transportes e deverá planejar questionar a prioridade deste e promover o desenvolvimenprojeto frente à necessidade de to do trem-bala e integrá-lo a investimentos em outras obras outros tipos de transporte. O leilão do trem-bala já foi de transportes." Por isso, para contornar as adiado duas vezes. O primeiro críticas, a senadora recorreu ao foi anunciado em novembro Programa de Aceleração do de 2010 e, o segundo, na semaCrescimento (PAC), que em na passada. Pelo novo cronosua visão também favorece se- grama, as empresas interessatores do país, como moradia, das terão que apresentar suas saneamento ambiental e trans- propostas no dia 11 de julho. O porte urbano. "Portanto, o leilão será no dia 29 de julho. Mesmo com os dois adiatrem-bala não é um projeto isolado, mas parte de grandes in- mentos do prazo de licitação, a vestimentos que visam garan- previsão para o início das tir condições para que nosso obras não mudou. Com isso, país possa fazer frente aos de- está mantida a estimativa de se safios deste século", justificou. iniciar a construção no segunUm dos que contestaram o do semestre de 2012. A meta é investimento foi o senador que estaja concluído para a A l o y s i o N u n e s F e r r e i r a Olimpíada de 2016. Dos 511 (PSDB-SP). O tucano lembrou quilômetros de percurso, 312

serão percorridos em superfície, 108 sobre pontes e 91 quilômetros em túneis. A expectativa é de que, no primeiro ano de funcionamento, 33 milhões de pessoas utilizem o trem-bala, volume que deve chegar, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a 100 milhões em 2044 – último ano da concessão. Agora, o texto segue para sanção presidencial. (Agências)

O expresso do trem-bala deverá fazer o percurso Campinas-São Paulo-Rio de Janeiro em 104 minutos e atingir velocidade próxima de 350 quilômetros por hora.

Embraer vai dar um 'banho eletrônico' nos caças da FAB A entrega dos aparelhos modernizados será feita a partir de 2013

A

Embraer Defesa e Segurança e a Força Aérea Brasileira (FAB) anunciaram ontem a assinatura de contrato para a modernização de 11 caças F-5 adicionais e o fornecimento de mais um simulador de voo dessa aeronave, em continuidade a um acordo estabelecido em 2000. O início das entregas deste segundo grupo de caças modernizados está previsto para 2013. Os valores do serviço não foram divulgados. Os caças F-5 foram fabricados pela norteamericana Northrop na década de 1970. Segundo a Embraer, o modelo é usado tradicionalmente por diversas Divulgação

Os caças F-5 da FAB, construídos na década de 70, serão modernizados pela Embraer e terão mais 15 anos de vida útil.

forças aéreas no mundo. A modernização da frota é necessária para estender a vida útil por mais 15 anos. Estes 11 aviões adicionais, recentemente adquiridos pela FAB, terão a mesma configuração dos 46 iniciais em processo final de atualização. Os caças F-5E (monoposto) e F-5F (biposto) foram incorporados pela FAB a partir da década de 1970. O programa de modernização tem como foco fornecer à aeronave sistema de guerra eletrônica de última geração, novos aviônicos (todos os instrumentos que estão na cabine e instrumentos de voo), sistema de reabastecimento e maior

capacidade operacional. Segundo Orlando Jose Ferreira Neto, vice-presidente comercial da Embraer Defesa e Segurança, a continuidade da modernização da frota e mais um importante exemplo da confiança que a FAB deposita na companhia. "A modernização deste segundo grupo consolida nossa estratégia de prestação deste tipo de serviço", disse. A Embraer Defesa e Segurança, constituída em dezembro de 2010, informa que também está em andamento com a FAB, a revisão e modernização dos 43 caças AMX, fabricados pela empresa no fim da década de 1980. (Folhapress)

E Alckmin aprova o projeto contrariando o tucanato Governador elogia trem-bala enquanto o PSDB vai recorrer ao STF

O

governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), na contra-mão do partido, defendeu ontem a construção do trembala. Durante evento na capital paulista, ele ofereceu ajuda ao governo federal para a obra e destacou ser "extremamente positivo" o empreendimento ser financiado pela iniciativa privada com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES). "Eu defendo a integração dos modais. O que o Estado puder ajudar, o Estado vai ajudar." Alckmin reforçou que o "trem de alta velocidade é positivo, ele é bom e financiado pela iniciativa privada, com recursos do BNDES, é extremamente positivo." O discurso do governador vai na contra-mão do partido. Ontem, o PSDB nacional anunciou que entrará no Sup r e m o Tr i bu n a l Fe d e r a l (STF) com ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra a Medida Provisória (MP) que oferece garantia de até R$ 20 bilhões do BNDES para o consórcio vencedor do trem de alta velocidade. Antes da aprovação da MP no Senado, o líder do PSDB Alvaro Dias (PR) considerou inconstitucional a criação da

Empresa de Transpor tes Ferroviário de Alta Velocidade S/A para gerenciar a obra. O PSDB questiona ainda o alto volume de recursos públicos envolvidos no empreendimento privado. Apesar do apoio, o governador paulista reconheceu que cabe uma avaliação sobre a criação de uma empresa estatal, mas se esquivou de marcar posição sobre o tema. "Cabe uma discussão sobre a criação, ou não, de uma empresa estatal para fazer esse gerenciamento." O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que se encontrou com Alckmin no Palácio dos Bandeirantes, ressaltou o apoio recebido do governador e lembrou que o assunto havia sido discutido com a presidente Dilma Rahel Patrasso/AE

Roussef durante encontro entre o tucano e a petista no início do ano. Segundo Nascimento, os dois adiamentos pelos quais passou o leilão do trem-bala foram causados pela incerteza a respeito do financiamento do BNDES. "Com a autorização, não teremos mais impedimentos." (AE)

O trem-bala é bom e financiado pela iniciativa privada, com recursos do BNDES, é positivo. GERALDO ALCKMIN


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

6

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Os representantes dos consórcios se arvoram de representantes do Estado. Percílio de Souza Lima Neto

olítica

Celso Júnior/AE

BELO MONTE

Conselho denuncia 'ausência de Estado' Para o CCDPH, local é "terra de ninguém" e há na região abuso contra moradores

O

Paulo Pereira da Silva com o ministro Gilberto Carvalho: pedido de normas trabalhistas em obras do PAC.

Dilma cobra banda larga mais rápida. E com mesmo preço Decisão adia entrada em vigor do Plano de Universalização da Telefonia

A

entrada em vigor do Plano Geral de Metas de Universalização da Telefonia (PGMU) foi adiada por causa de uma determinação da presidente Dilma Rousseff para que a velocidade de conexão da internet oferecida no âmbito do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) seja aumentada. O governo negociava com as operadoras a oferta de internet com taxa de transmissão de 600 quilobits por segundo (kbps) por R$ 35 ao mês, podendo cair para a R$ 29,90, com a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Mas a presidente orientou que a velocidade mínima oferecida seja de 1 megabit por segundo (mbps). Um mbps corresponde a 1.000 kbps. "O que a presidente Dilma falou é que nós não podemos ficar neste limite mínimo [de 600 kbps]. Nós temos que fazer a disseminação rápida do

uso da internet, mas, também, temos que nos preparar para dar um salto", disse ontem o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. O relatório final do PGMU, que estabelece as metas que devem ser cumpridas pelas operadoras de telefonia fixa para expansão do sistema, deveria ter sido analisado pela diretoria da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no dia 7 passado, mas a votação foi adiada depois de um pedido de vista do presidente da agência, Ronaldo Sardenberg. Anteontem, a Anatel anunciou o adiamento da data de renovação dos contratos de concessão da telefonia fixa e a entrada em vigor do PGMU para 30 de junho. O prazo previsto inicialmente para as mudanças era 1º de janeiro deste ano, mas a data já tinha sido mudada para 2 de maio. Paulo Bernardo disse que as empresas têm condições de cumprir as exigências do go-

verno e que os investimentos devem ser contínuos, para aumentar a velocidade da conexão de internet de acordo com a demanda. "As pessoas começam a usar a internet e daqui a pouco começam a reclamar da velocidade. Teremos que ter investimentos para ter velocidades compatíveis", disse. Adiantou que a ideia é não permitir a oferta de velocidade de conexão abaixo de 1 mbps. Bernardo lembrou que o governo não vai disponibilizar recursos para as empresas antecipadamente, mas está previsto no acordo que, a cada 18 meses, haverá um acerto de contas entre operadoras e governo. Se as empresas comprovarem prejuízo na operação, serão ressarcidas. Se tiverem lucro, terão que fazer novos investimentos. Segundo o ministro, a Anatel terá de criar mecanismo para verificar a qualidade e a velocidade que será entregue pelas operadoras. (ABr)

OAB apoia fim do sigilo eterno Para Ordem, documentos ultrassecretos impedem conhecimento da História mente sigilosos. É necessário que a sociedade conheça a sua História e, a partir dela, possa corrigi-la e reescrevê-la melhor", disse Cavalcante. Para o presidente da OAB, "não se trata de querer fazer perseguição a quem quer que seja, mas o objetivo é resgate da História do Brasil." O presidente nacional da OAB ainda afirmou que é neDC

O

presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, manifestou ontem apoio à determinação da presidente Dilma Rousseff de pôr fim ao sigilo eterno de documentos ultrassecretos e ainda pediu a instalação da Comissão da Verdade. "Não se pode ter na democracia documentos eterna-

CIMEDAN Cimento - Cal - Argamassa

Rua Francisco Rebelo, 1.041 São Paulo

Fone/Fax: (11) 2917-1848

/ 2917-1220

DISK

Recargas de Jato de Tinta a partir de R$ 15,00 Seu cartucho usado vale $ Dinheiro $

ENTREGA A E RETIRAD

Manutenção de Impressoras

Toner Recargas a partir de R$ 40,00

Fones: (11) 3977-9031 - 2384-7734 Av. Paula Ferreira, nº 1.852 - Pirituba

• SOM PROFISSIONAL • EQUIPAMENTOS DJ • HOME THEATER & CIA • SOM AMBIENTE • SOM AUTOMOTIVO

DC

www.hddcartuchos.com.br

www.omundoequipamentos.com.br TELEVENDAS 11 3334-2444 Rua Santa Efigênia, 226 - Santa Efigênia

cessário contar com critérios para disciplinar o acesso a documentos considerados sigilosos. "Acabamos todos nós, sociedade, ficando reféns da ausência de uma política de resgate da nossa História. Projetos como esse tem o apoio da OAB", disse Cavalcante. Comissão da Verdade – O presidente da OAB pediu que se volte a debater urgentemente a instalação da Comissão da Verdade, em tramitação na Câmara e que tem como objetivo esclarecer fatos da nossa História e exemplos malsucedidos de endurecimento do regime político e de perseguição política no passado. "Essa postura da presidente Dilma Rousseff indica que há total espaço para que essa questão possa ser debatida, de forma franca e ampla, com o governo e o Parlamento. Precisamos avançar e ter coragem para instalar essa Comissão", sustentou Cavalcante. Além da determinação, a presidente Dilma ordenou que a base do governo acelere no Senado a aprovação do projeto de lei de direito de acesso a informações públicas. A ideia é sancionar o texto no máximo até o próximo dia 3 de maio. O projeto de lei que reduz o período de sigilo de documentos secretos já foi aprovado na Câmara dos Deputados e aguarda votação no Senado. Atualmente, os documentos considerados ultrassecretos ficam em sigilo por 30 anos, e o período pode ser renovado sem restrições. Se o projeto for aprovado, o prazo será reduzido para 25 anos, tendo permissão de renovação do período uma única vez. (Agências)

Conselho Nacional de Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), órgão consultivo do governo, apontou uma situação de "ausência absoluta do Estado" no canteiro de obras onde será construída a Usina Belo Monte, na região do Rio Xingu. A obra é um dos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A avaliação foi apresentada na reunião do conselho, na presença da ministra da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), Maria do Rosário. A avaliação foi apresentada pelo conselheiro Percílio de Sousa Lima Neto, vice-presidente do CDDPH, que participou de uma visita ao local. Segundo ele, a missão realizada na região do Alto Xingu constatou que, com a ausência do Estado, funcionários do próprio consórcio se intitulam agentes do governo para coagir moradores a abrirem mão de suas propriedades em nome da construção da obra. "Constatamos ausência absoluta do Estado. É uma terra de ninguém. Há problemas de todas as ordens. Há exploração sexual de crianças, ausência do Estado no atendimento aos segmentos mais básicos. O que constatamos é um flagrante desequilíbrio entre o consórcio e as populações ribeirinhas, as etnias indígenas e outras comunidades tradicionais existentes naquela região", disse o conselheiro. E acrescentou: "Este conselho não pode ignorar esse tratamento chocante. Há pessoas indefesas pedindo a nossa ajuda, e esse é o nosso papel". As denúncias apresentadas pelo conselheiro são as mesmas apresentadas por organizações defensoras de direitos humanos à Comissão Intera-

mericana de Direitos Humanos (CIDH), que resultaram em uma medida cautelar, expedida na semana passada, na qual a Organização dos Estados Americanos (OEA) pede a imediata suspensão do licenciamento da obra da usina. À época, o Ministério das Relações Exteriores afirmou, por meio de nota, ter recebido com "perplexidade" a recomendação e considerou as orientações "precipitadas e injustificáveis". O governo tam-

Constatamos um flagrante desequilíbrio entre o consórcio e as comunidades da região. PERCÍLIO DE SOUSA LIMA NETO, VICE-PRESIDENTE DO CDDPH

bém informou que não abre mão da construção da usina e que pretende acompanhar mais de perto o assunto. De acordo com o conselheiro, o poder político na região vem sendo exercido pelo consórcio Norte Energia, responsável pela obra. "Os representantes dos consórcios, totalmente despreparados, se arvoram de representantes do Estado brasileiro. O que nós constatamos é que as condicionantes não estão sendo cumpridas", destacou Lima Neto. Durante a reunião, um relato feito pelo conselheiro Sadi Pansera, assessor da Ouvidoria Agrária Nacional, órgão do Ministério do Desenvolvimento Agrário, contou a história de um pequeno proprietário que teve sua casa invadida por integrantes do consórcio. "Um trabalhador rural, pai

de família, que vive na região de Terra do Meio, estava em seu horário de almoço. Ele relatou que chegaram na casa dele, não quiseram se sentar, e disserem: ou você assina aqui ou não vai receber nada e será expulso. Ele me questionou: 'que democracia é essa? Como pode, uma pessoa que eu nem conheço, chegar na minha casa, na hora do almoço, e diz o que quer? Quer tomar a minha propriedade onde eu criei meus filhos com todo carinho", contou. Mesmo diante dos relatos, a ministra Maria do Rosário manteve a posição do governo de repúdio ao pedido da Organização dos Estados Americanos (OEA) e afirmou que isso não significa ignorar a necessidade de que o governo precisa garantir o cumprimento das condicionantes. "O governo tem uma posição crítica em relação à comissão [CIDH], mas isso não significa que não tenhamos consciência de que temos que agir na região." Normas – Enquanto o evento acontecia, o presidente da Força Sindical e deputado federal, Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho, se reunia com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, para discutir a formação de uma comissão que envolva trabalhadores, empresários e representantes do governo para normatizar as relações trabalhistas nas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). "Precisamos acabar com a situação de trabalho degradante nas obras do PAC. Não podemos mais permitir que ocorram fatos semelhantes aos que aconteceram nas usinas de Jirau e Santo Antônio", afirmou Paulo Pereira da Silva. (ABr)

LDO: relator classifica decreto do governo como calote Márcio Reinaldo (PP-MG) ainda critica o superávit primário e a lei de licitação

O

deputado Márcio Reinaldo Moreira (PPMG), indicado ontem para relatar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), cobrou a liberação de recursos pelo governo federal para quitar os restos a pagar de anos anteriores. Márcio Reinaldo classificou como "calote" o decreto do governo que cancela o que não for pago até 30 de abril dos restos a pagar que ficaram de 2007 a 2010. Ele também fez críticas à meta de superávit primário do governo federal e se manifestou a favor de critérios mais

flexíveis para licitações. A defesa do não cancelamento dos restos a pagar une parlamentares de governo e da oposição. A maior parte dos recursos nessa situação são de emendas parlamentares já empenhadas. O principal argumento de deputados e de senadores é que muitas das obras já estão em andamento. "Eu me sinto no dever de ajudar a cobrar porque tenho conhecimento da situação lá na ponta, sei o que é faltar R$ 200 ou R$ 300 mil numa obra de água numa cidade do interior.

Andre Dusek/AE

Márcio Reinaldo: discussão se País vai pagar mais juros da dívida ou fazer infraestrutura. Ele também sugere uma Lei de Licitação mais flexível.

Esse cancelamento seria o maior calote da era Lula", diz o relator da LDO. Márcio Reinaldo não descarta tratar do tema na LDO, mas defende que o governo apresente uma proposta concreta para resolver o impasse. Ele sugere que sejam preservadas obras já em andamento e emendas apresentadas para áreas como saúde e educação. "Acreditar que vai pagar tudo eu não acredito, mas é preciso pinçar as obras já começadas, as que já estão quase concluídas e as de saúde, educação." O parlamentar destaca que como já houve empenho é possível que a situação leve a processos contra prefeituras e a União. Ele citou o exemplo de uma cidade do interior do seu estado, Pirapora (MG), que já está 80% concluída e o pagamento ainda não foi realizado. "A empreiteira vai ter que processar a prefeitura, que vai ter que passar isso para a União. Seria um problema muito grande e devemos evitá-lo." Superávit – Para aumentar o investimento público, Márcio Reinaldo defende uma rediscussão do superávit primário, economia que o governo faz para pagamento de juros. "É preciso discutir o superávit: ou pagamos os juros ou fazemos infraestrutura." Defendeu lei mais flexível para as licitações, e contestou decisões que param obras por suspeitas de irregularidades. (AE)


p TSE defende maior clareza na votação DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 15 de abril de 2011

7

Antes de se discutir a reforma política é preciso discutir que democracia queremos. Ricardo Lewandowski, presidente do TSE

olítica

Para o presidente do tribunal, Ricardo Lewandowski, deve haver maior aproximação entre a vontade do eleitor e seu candidato, na hora da consagração do voto Antonio Cruz/ABr

O

Tudo bem: "O brasileiro quer votar, é consciente e quer participar do processo político", conclui o presidente, após analisar levantamento.

Código Florestal: não há consenso ainda Impasse entre ambientalistas e ruralistas continua, mas ministro diz que discussão sobre o texto "progride"

A

reunião que deveria servir para fechar questão dentro do governo em relação ao texto do novo código florestal terminou com a manutenção do impasse entre os setores ambiental e ruralista. Após cerca de uma hora e meia de reunião no gabinete da Vice-Presidência no início da tarde, com a participação dos ministros Antonio Palocci (Casa Civil), Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Wagner Rossi (Agricultura), o único "anúncio" feito pelo ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, foi o de que a redação está "progredindo". "Eu diria que praticamente estamos construindo uma proposta que é consensual no governo", afirmou.

A redação está travada em dois pontos centrais, que são demandas de ambientalistas: uma garantia, a ser explicitada no texto, de veto a qualquer novo desmatamento a partir do novo código, e garantir tratamento diferenciado entre quem promoveu desmatamento no passado e quem preservou a vegetação. Ao sair da reunião, a ministra Izabella Teixeira não quis dar entrevista, mas, perguntada se um consenso havia sido finalmente alcançado, disse apenas: "Claro que sim, olha a minha cara de felicidade". A ministra negou estar sendo irônica. A permanência de conflitos em relação "a um ou outro ponto" foi admitida por Luiz

Sérgio. Nesse sentido, o ministro não descartou a possibilidade de o debate sobre os pontos mais polêmicos serem delegados ao plenário da Câmara, em vez de transferir essa discussão para a redação do projeto. "Pode, no caminhar, termos alguns pontos, que eu tenho muita convicção que se chegar a isso serão poucos pontos, que acabem indo a debate. Mas isso é da vida parlamentar, faz parte do processo", disse o ministro. O ministro das Relações Institucionais admitiu que o governo tem pressa para aprovar o código. Num recuo em relação a declarações dadas nos últimos dias por governistas, Luiz Sérgio disse

Na Abin, Batman e Robin falam português. E errado

P

ara dar dicas de português aos funcionários, entre eles os seus agentes secretos, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) criou um vídeo com o sugestivo nome de "As Aventuras de Batman & Robin", com subtítulo "Curso de Português em Frases – 2". Em 2007, três funcionários da agência encenaram uma esquete adaptada do grupo brasiliense "Os Melhores do Mundo". Os heróis Batman e Robin não dominam completamente a língua portuguesa

na luta contra a Mulher Gato, uma sequestradora que gosta de corrigir os erros gramaticais alheios. O espetáculo foi produzido pela Escola de Inteligência da Abin e a peça gravada em vídeo para uso interno e difundida pelo Núcleo de Educação à Distância da Abin. O método é bem simples. A Mulher Gato corrige os erros do homem morcego e do garoto prodígio que admite que "o português não é o meu forte". A vilã, contudo, também tropeça duas vezes ao pronunciar

a palavra "exigências". O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão da Presidência da República ao qual a Abin está subordinada, destacou que o vídeo foi produzido para "uso interno". E que o "grupo de teatro" foi formado por servidores para o curso de capacitação da agência para a disciplina de língua portuguesa. O GSI assegura que, no momento, "não há grupo de teatro em atividade na Abin." Tudo dito pela assessoria de imprensa. (Folhapress)

que agora o governo trabalha para colocar o código em votação neste "semestre", e não mais até o fim de abril. Bloqueio – Enquanto as discussões aconteciam, o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) bloqueou ontem a BR101 entre os municípios de Joaquim Gomes e Junqueiro, no Estado de Alagoas. A ação tem como objetivo lembrar os 15 anos do massacre de Eldorado do Carajás (PA) e cobrar do governo federal a realização da reforma agrária. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o bloqueio começou por volta das 9h30 e não houve registros de ocorrências. (Agências)

O presidente do TSE disse presidente do Trib u n a l S u p e r i o r ser contrário à ideia de tornar o Eleitoral (TSE), Ri- voto facultativo no Brasil. De c a r d o L e w a n- acordo com ele, atualmente o dowski, defendeu ontem um voto é praticamente facultatisistema mais claro que expres- vo devido à facilidade de o se a vontade do cidadão no eleitor justificar a ausência nas momento do voto. Para ele, urnas. "O voto facultativo já atualmente, com o método existe. Ele [eleitor] pode justifiproporcional, o eleitor vota em car a faltar com muita facilidaum candidato e acaba elegen- de. Se ele não justificar está sujeito a uma multa irrisória. Se do outro. "Mudar por mudar é conti- ele disser que não pode pagar, nuar sem rumo. Antes de se também é dispensado da muldiscutir a reforma política pre- ta. Isso é ou não é o voto faculcisa se discutir que democracia tativo? Apesar dessa facilidaqueremos", disse. "Para forta- de, os cidadãos têm respondilecer nossa democracia preci- do de maneira muita amadusamos idealizar um método recida ao chamamento da que permita que haja maior Justiça Eleitoral e dos políticorrespondência no voto dei- cos", ponderou. D e a c o rd o xado na urna e c o m L e w a no que quer o d o w s k i , m eeleitor", comnos de 20% pletou. O voto facultativo já dos eleitores Durante auexiste. Ele [eleitor] do Brasil não diência públivotaram nas ca na Câmara pode justificar a últimas eleisobre reforma faltar com muita ções. "Isso política, ele facilidade. Se não mostra que o defendeu a justificar, a multa brasileiro decisão do Sué irrisória. quer votar, é premo Tribuconsciente e nal Federal RICARDO LEWANDOWSKI que quer par(STF) em relaticipar do proção à aplicabilidade da Lei da Ficha Lima. cesso político", afirmou. O miEle ponderou aos deputados nistro disse também que aplique qualquer mudança na le- cação do voto facultativo pogislação eleitoral deverá levar d e r i a e n f r a q u e c e r a s em conta o pressuposto consti- instituições, estimularia o detucional da anualidade para sinteresse político e favoreceria as elites. vigência das leis. Lewandowski criticou a "Alterações constitucionais, precedidas ou sucedidas de adoção do sistema eleitoral de consulta popular, deverão le- lista fechada. Para ele, essa var em conta o artigo 16 da prática "perpetua as oligarConstituição Federal", lem- quias". "Como cidadão, penso que isso só deveria ser adotado brou o ministro. De acordo com esse artigo, a quando tivéssemos uma maiolei que alterar o processo elei- ria de partidos ideológicos e toral entrará em vigor na data pragmáticos e que adotassem de sua publicação, não se apli- a participação da militância na cando à eleição que ocorra até elaboração das listas." Quanto à reeleição, Lewanum ano da data de sua vigência. Com base nisso, o STF de- dowski afirmou que 75% das cidiu no mês passado que a Lei cassações de governadores da Ficha Limpa só valerá para ocorreram baseadas no abuso as próximas eleições, ou seja, do poder econômico e político. não poderia impedir que os "Queremos evitar o uso da mácandidatos com ficha suja dis- quina [proibindo a reeleição], putassem o processo eleitoral mas existem mecanismos para isso", disse. (ABr) do ano passado.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

8

sexta-feira, 15 de abril de 2011

nternacional

Reuters

Síria faz novos acenos à oposição...

Brics condenam força na Líbia

O

Chanceler brasileiro diz que não houve diminuição no nível de violência

O

Televisão estatal líbia divulga imagens de Kadafi em nova aparição pública pelas ruas da capital Trípoli

Brasil e as quatro potências emergentes que compõem os Brics expressaram ontem sua apreensão com os ataques aéreos comandados pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Líbia, ao denunciar o uso da força e defender a diplomacia para solução do confronto que dilacera o país africano. A campanha aérea chancelada pela Organização das Nações Unidas (ONU) contra as forças do ditador líbio, Muamar Kadafi, foi um dos assuntos na mesa quando os líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul se reuniram no sul da China ontem. Embora verbalizando sua preocupação com a Líbia, a intensidade dos comentários públicos variou. O anfitrião e presidente Hu Jintao pediu o imediato cessar-fogo, mas a proposta não consta do comunicado final dos líderes, divulgado ontem na cidade de Sanya. Em uníssono, os Brics condenaram os bombardeios. "Compartilhamos o princípio de que a força deve ser evitada", disseram os líderes em comunicado

conjunto. "Temos a visão de que todas as partes deveriam resolver suas diferenças por meios pacíficos e diálogo", disseram. Dos cinco membros dos Brics, a África do Sul foi a única a votar a favor da resolução da ONU que deu sinal verde para o ataque estrangeiro às forças de Kadafi. Os demais países do grupo se abstiveram. Segundo o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, um mês depois da adoção da resolução, não houve diminuição do nível de violência na Líbia. "É questionável se a população civil está mais protegida agora do que antes e há inquietação com os rumos que a crise líbia poderá tomar." Reação - Em resposta, a França insistiu que os ataques aéreos da Otan são realizados em "estrito acordo" com os termos da resolução da ONU. A França e a Grã-Bretanha defendem maior comprometimento da Otan. Mas as duas potências sofreram uma derrota ontem depois que os membros da aliança, reunidos em Berlim, rejeitaram o apelo por uma contribuição mais ativa na campanha bélica em curso na Líbia. (Agências)

Amr Abdallah Dalsh/Reuters

Rebelde segura morteiro em Ajdabiya. Insurgentes alertam para 'massacre' se a Otan não elevar ataques.

Conflito faz uma vítima italiana

... enquanto Bahrein fecha as portas.

O

O

Reuters - 29/10/08

corpo de um ativista humanitário italiano sequestrado na Faixa de Gaza foi encontrado por autoridades horas depois de sua captura, informaram fontes no grupo Hamas ontem. O corpo foi encontrado após a polícia do Hamas ter invadido o local onde Vittorio Arrigoni, de 36 anos, era mantido. Houve troca de tiros entre policiais e sequestradores. Ele foi capturado pelo grupo islâmico Salafi, que pedia a libertação de seu líder. O grupo ainda acusa a Itália de combater países muçulmanos, em referência ao conflito na Líbia. (Agências)

Saul Loeb/AFP

Aliados da Otan resistem aos apelos por uma maior intervenção militar na Líbia

Bahrein ordenou ontem a dissolução de dois partidos xiitas, entre eles o Al Wefaq, o maior do país e que tem liderado os protestos contra a monarquia sunita da família al-Khalifa. Segundo a agência oficial de notícias, o ministro da Justiça tomou "ações legais" para dissolver o Al Wefaq e a Associação de Ação Islâmica "por ameaças à paz". A decisão é parte da repressão do governo contra a oposição xiita, depois de semanas de protestos de opositores contra a família real sunita. Embora sejam 60% da população de cerca de 600 mil pessoas, os xiitas detêm menos direitos que os sunitas. (Agências) DC

Arrigoni foi acusado de difundir 'vícios ocidentais' em Gaza

presidente sírio, Bashar al-Assad, anunciou ontem a nomeação de um novo gabinete e ordenou a libertação de presos detidos durante um mês de protestos sem precedentes, em medidas destinadas a aliviar a tensão antes de novas manifestações previstas para hoje. Segundo a televisão estatal síria, a maioria das pessoas detidas em meio às manifestações será libertada, exceto aquelas envolvidas em "atos criminosos". A emissora não detalhou quantos manifestantes serão libertados nem revelou quantas pessoas foram detidas ao todo. A TV estatal noticiou ainda que o primeiro-ministro Adel Safar formou um novo gabinete, que será encarregado de introduzir as reformas prometidas por Assad, entre elas o levantamento da Lei de Emergência, em vigor desde 1963, uma das demandas da oposição. As mudanças foram interpretadas como uma tentativa do regime para contentar a revolta, que teria deixado 170 mortos, segundo ONGs. Mas as concessões não devem satisfazer os manifestantes que pedem mais liberdade, especialmente porque o gabinete tem pouco poder na Síria. Horas depois dos decretos de Assad, uma manifestação pró-democracia irrompeu em Sweida, reduto dos sírios drusos, segundo testemunhas. (Agências)

VENDENDO SEGURANÇA DESDE 1976

DC

Compra - Venda - Locação - Financiamento romales

Fones:

11

2918 6565 / 2910 9300 Fax: 11 2917 3413

teim ove is@h

otmail.com

Fone/Fax: (11) 2702-1590 • llenaimoveis@gmail.com

Rua José Macedo, 806 - Vila Alpina - São Paulo/SP

Av. Primavera de Caiena, 855 - Pq. Santa Madalena - São Paulo Saúde, Segurança e Meio Ambiente do Trabalho

Braga e Silva - Advogados Associados

DC

Assessoria e Consultoria Jurídica Trabalhista - Cível - Família - Tributário

braga.silva@uol.com.br

Compra, Vende Aluga e Administra se u Imóvel.

Fones: 11 2952 3643 / 2262 2285 / 2991 4349 / 9985 1639 / 9939 9415

Alameda dos Cristais, 78 - Pq. Itatiaia (Cond. Itatiaia) - Mairiporã - SP

A Diretriz vem atuando há mais de 15 anos em todo o território nacional, viabilizando o cumprimento das obrigações legais, monitorando os Riscos Ambientais e a Saúde na empresa, através de profissionais altamente qualificados.

Segurança do Trabalho

Medicina do Trabalho

Fones: (11) 3159-2432 / 3214-4286

www.diretrizocupacional.com.br Rua Cel. Xavier de Toledo, 210 - 4º and. Cj. 43 - São Paulo - SP


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 15 de abril de 2011

9 Chegou a hora (de o primeiro-ministro japonês) decidir se fica ou sai. Sadakazu Tanigaki, da oposição.

nternacional Khaled Abdullah/Reuters

Reuters/Kyodo

Aumenta pressão pela saída de premiê japonês

A

Protestos contra e a favor de Saleh viraram rotina no país. Para hoje, estão previstas novas manifestações.

A paciência no Iêmen se esgotou Oposição rejeita negociação e dá ultimato de duas semanas para a renúncia do presidente Saleh

A

oposição iemenita rejeitou ontem uma oferta para participar de negociações na Arábia Saudita, mediadas por países do Golfo, sobre uma transferência do poder no Iêmen, e definiu um prazo de duas semanas para a renúncia do líder Ali Abdullah Saleh. Os manifestantes prometem novos protestos para o dia de hoje, chamado de "Sexta-feira de Determinação", enquanto simpatizantes do regime organizam a "Sexta-feira do Diálogo". A oposição disse que a oferta de mediação dos países do Golfo, que incluía discussões na capital da Arábia Saudita já neste sábado, não foi suficientemente clara quanto à rapidez de uma transição proposta, mesmo depois de um pedido de esclarecimento ter sido enviado a embaixadores do grupo. "Reiteramos nossa ênfase sobre a necessidade de acelerar o

processo de renúncia de Saleh para o prazo de duas semanas. Por essa razão não iremos a Riad", disse o líder oposicionista Mohammed al-Mutawakkil. Saleh, por sua vez, aceitou em princípio a iniciativa de mediação, mas sem dizer claramente se pretende renunciar. O presidente, que já perdeu o controle de várias províncias, avisou que, se ele for forçado a se afastar antes de ter organizado eleições parlamentares e presidenciais para os próximos 12 meses, o país pode mergulhar em guerra civil e se fragmentar. Ele ainda insiste em controlar qualquer transição, temen-

do uma deposição seguida de processos como ocorreu com seu aliado, o ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, que acabou deposto em 11 de fevereiro, após 18 dias de grandes manifestações. Grupos da oposição iemenita no Parlamento permanecem cautelosos, aparentemente temerosos diante da reação dos manifestantes nas ruas. Já ocorreram mais de 125 mortes em confrontos entre as forças de segurança e manifestantes. Grandes protestos rivais ocorrem todas as sextas-feiras há meses no empobrecido Iêmen, um aliado dos Estados Unidos na luta contra a Al-Qaeda. Em 18 de março, uma sextafeira, 52 pessoas foram mortas a tiros, no que grupos pelos direitos humanos qualificaram como "um aparente ataque coordenado de atiradores de elite em uma área de protestos em Sanaa (a capital)". (Agências)

Philippe Desmazes/AFP

Milicianos simpatizantes de novo presidente espancam homens acusados de saques em Abidjã

Europeia (UE) enReerguendo A União viou ontem analistas à Costa do Marfim para que avaliem as necessidades humania Costa tárias da população, após a crise política vivida do Marfim turbulenta pelo país africano.

Além dos dias que passaram sem o fornecimento de água, luz e sem acesso a alimentos e remédios, a população sofreu com a violência dos combates e há relatos de massacres em diversas cidades. (Folhapress)

AFP - 20/04/10

Prisão para ditador argentino

O

ex-presidente argentino Reynaldo Bignone, de 83 anos, foi condenado ontem à prisão perpétua por crimes contra a humanidade ocorridos na última ditadura (1976-1983). Ele deve cumprir a pena em uma prisão comum.

frágil trégua política no Japão pós-desastre terminou ontem, quando o líder do principal partido de oposição pediu ao impopular primeiro-ministro Naoto Kan que renuncie pela forma como lidou com as calamidades naturais e a crise nuclear no país. "Chegou a hora (de o primeiro-ministro) decidir se fica ou sai", disse Sadakazu Tanigaki, líder do Partido Liberal Democrático. O número oficial de mortos no terremoto seguido de tsunami subiu ontem para 13.439 e o de desaparecidos chega a 14.867, segundo a rede de TV NHK. Engolfado - A agência de notícias Kyodo divulgou ontem uma surpreendente série de fotos que mostra o repórter fotográfico Toya Chiba sendo surpreendido pelo tsunami que atingiu o país em 11 de março (à esq.). Chiba, que trabalha para o jornal Iwate Tokai, fora mandado pelo periódico à região de Kamaishi para registrar a destruição causada pelo megatremor que havia ocorrido momentos antes. O fotógrafo logo se viu em meio às ondas de até 10 metros de altura que assolaram o nordeste japonês em decorrência do terremoto de 9,1 graus – o mais intenso já registrado no Japão. O fotógrafo ainda tentou se agarrar a um telefone público. Mas em segundos o objeto também foi varrido pelas ondas. Sem opções, Chiba teve então de desviar dos carros arrastados. O repórter foi arrastado pelas águas por 30 metros e sobreviveu ao se agarrar em uma corda e subir em uma pilha de carvão. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

c

sexta-feira, 15 de abril de 2011

COMÉRCIO Presença feminina é cada vez mais constante na venda de drogas.

idades

CRACOLÂNDIA Dos seis presos em operação na região da Luz, cinco eram mulheres.

Mulheres já estão na linha de frente do tráfico de drogas Ivan Ventura

J

á faz alguns anos que o universo machista do tráfico de drogas passou a receber um leve toque feminino. Na semana passada, uma operação na Cracolândia, no bairro da Luz, evidenciou mais uma vez a tendência: das seis pessoas presas por tráfico, cinco eram mulheres. A prisão ocorreu na madrugada de quinta-feira para sexta-feira da semana passada. Foi durante uma operação de policiais do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Primeira Delegacia Seccional da Polícia. "Foi uma prisão difícil", lembra o delegado da SIG e responsável pela operação na Cracolândia, Marcos Galli Casseb. Segundo ele, a maior dificuldade dos policiais foi identificar as cinco traficantes em meio a quase 400 usuários de drogas nas ruas. O motivo é bem feminino: a constante troca de roupas. "Elas se mostraram mais detalhistas, mais cuidadosas nas suas ações. Essas mulheres trocavam constantemente de roupa e circulavam nas ruas. Trocavam de blusa justamente para desaparecer no meio de 300 'noias'. Estávamos procurando uma pessoa de blusa branca e gorro, mas, no fim, ela estava com uma roupa totalmente diferente", disse Casseb. Presas, as cinco responderão por tráfico e irão se somar ao crescente número de mulheres presas pelo mesmo motivo. Nos últimos anos, esse toque feminino no comércio ilegal cresce numa proporção superior ao do homem. É o que mostra uma pesquisa realizada pelo Ministério da Justiça. Segundo os dados coletados, a quantidade de mulheres que cumprem pena por tráfico de drogas no Brasil saltou de 5.433 (em 2006) para 13.512 (em 2010). Ou seja, mais do que o dobro em um intervalo de apenas quatro anos. No caso dos homens, houve um aumento de 39.700 para 86.591 presos, no período analisado. Proporcionalmente, o crescimento feminino é superior ao masculino. Os números de São Paulo acompanham essa tendência nacional: 1.655 (em 2006) para 4.534 (em 2010). Varejo – Na opinião de alguns especialistas, as mulheres têm mais atuação no chamado varejo, o mesmo praticado na Cracolândia há vários anos. Esse tipo de comércio, em geral, não é considerado violento. Em São Paulo, por exemplo, a venda da drogas foge do esteriótipo do traficante armado e cercado de comparsas – esse sim, chamado de traficante que atua no atacado. Na Cracolândia, o que mais se vê é o pequeno vendedor de crack. Normalmente, ele circula desarmado entre os "noias" e tem como único propósito a venda do crack – muitas vezes produzido pelo próprio varejista. Nesse caso, a ausência dessa arma de fogo ou da violência funciona como atrativo para a presença mulher. "O tráfico não

É cada vez mais comum a presença de mulheres em posição de comando no tráfico de drogas. Segundo o Ministério da Justiça, a presença feminina mais do que dobrou entre os anos de 2006 e 2010. Segundo especialistas, entre os motivos para a ascensão feminina estão o fato de, na maioria das vezes, não ser um crime violento e o amor nutrido pelo marido, namorado ou familiar traficante, geralmente preso. É comum, na ausência deles, elas assumirem o comando.

Reprodução

Sônia Rossi é conhecida pela violência

"Maria do Pó" ganhou fama com a violência

Ú

nica mulher a figurar na lista dos grandes criminosos do Estado de São Paulo, Sônia Aparecida Rossi, mais conhecida pelo apelido de "Maria do Pó" é um caso raro de traficante

é um crime necessariamente violento. Qualquer um pode exercer, basta disposição. A mulher chama menos atenção da polícia do que o homem e isso é importante", disse Guaracy Minguardi, exsecretário de segurança urbana de Guarulhos e subsecretário nacional de segurança pública. Mulas – O professor de sociologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e membro do laboratório de análise da

atacadista. Considerada violenta, "Maria do Pó" ganhou fama em 1999, após se envolver no sumiço de 340 quilos de cocaína do Instituto Médico-Legal de Campinas. A droga era avaliada em R$ 400 mil. Condenada a mais de 54 anos de prisão, ela fugiu da Penitenciária de Santana, na zona norte da Capital, em março de 2006.

violência do Ministério da Justiça, Ignacio Cano, lembra que a mulher também é essencial no tráfico internacional de drogas na função de "mula". No entanto, ele destaca uma diferença entre o Rio de Janeiro e em São Paulo. Essa diferença afasta a mulher. "A mulher no tráfico internacional é discreta. Sua presença se restringe à função de mula. No Rio, o tráfico local não emprega mulher,

PM morre baleado por ladrões

D

ois policiais militares foram baleados com tiros de fuzil disparados por ocupantes de três carros, na madrugada de ontem. Um deles, o soldado Militão Estevão Xavier, de 35 anos, morreu. Ele levou um tiro na barriga e não resistiu aos ferimentos. O outro soldado, cujo nome não foi revelado, permanecia in-

especialmente por ser uma realidade mais violenta e machista", explicou Cano. Amor – A inserção da mulher na criminalidade ocorre, normalmente, por causa do amor pelo traficante ou a relação de filha e pai com o dono da boca de fumo. "Normalmente, a inserção ocorre após a prisão do namorado ou de um parente. Ela está habituada com aquele ambiente. Com a prisão de um deles, assume o negócio por

ternado ontem à noite no Hospital São Paulo. Por volta das 3h30, os PMs preservavam um veículo incendiado na rua Ribeiro Lacerda, no Bosque da Saúde, zona sul de São Paulo, até a chegada da perícia. A polícia suspeita que os criminosos que atacaram os policiais são os mesmos que, minutos antes, trocaram ti-

entender que não se trata de um ambiente violento. Ela entende que é apenas um comércio, porém ilegal", disse Minguardi. No entanto, há exceções à essa regra. Antes de assumir a SIG do Centro, o delegado Casseb trabalhou em delegacias do interior, como Campinas. Na cidade, ele foi o responsável pela prisão de uma mulher não identificada que comandava todo o comércio ilegal e até a comunidade da Favela 41.

ros com policiais de trânsito na avenida do Cursino, no Jardim da Saúde. Os criminosos foram flagrados pelos policiais no momento que arrombavam caixas eletrônicos do Banco do Brasil. Houve tiroteio e os criminosos fugiram. O caso foi registrado no 16º Distrito Policial da Vila Clementino. Ninguém foi preso. (Agências)

"Ela assumiu o negócio após a prisão do marido. Depois de um tempo percebemos que o movimento do tráfico de drogas não tinha parado. Naquele momento descobrimos que a mulher dele (não identificada) estava comandando o tráfico. Ela é tranquila, super feminina. Porém, comandava homens armados e perigosos, que, aliás, não se incomodavam com a presença da mulher no tráfico", disse o delegado.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 15 de abril de 2011

c

11 Para a CET, melhor alternativa para ver a Virada Cultural é usar o transporte público.

idades

Virada tem esquema especial de trânsito CET vai mobilizar 290 operadores de tráfego para orientar os motoristas. Para a segurança do público, 2.800 policiais militares e 1.500 GCMs estarão em serviço. Mariana Missiaggia

Alex Ribeiro/DC

A

partir das 18h de amanhã até as 18h de domingo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) colocará nas ruas centrais da cidade uma equipe formada por 290 operadores de tráfego. O objetivo é viabilizar um grande esquema alternativo de circulação de veículos para a realização da 7ª edição da Virada Cultural. Para orientar os motoristas, serão utilizados 750 cavaletes, 55 faixas e 20 banners informativos. Na verdade, as primeiras interdições começaram na terça-feira, para a montagem dos palcos. Apesar de toda essa operação, a principal recomendação da CET para quem quiser ver as atrações da Virada é usar o transporte público. Na área da segurança para as mais de 3 milhões de pessoas aguardadas ao longo das 24 horas de espetáculos, 2.800 policiais militares e 1.500 guardas civis metropolitanos serão mobilizados. Ônibus e metrô circularão em horários especiais para atender o público do evento. Quem optar pelo automóvel deverá estar atento a algumas recomendações da CET: não estacionar sobre calçadas, canteiros centrais, em frente a guias rebaixadas ou onde houver canalização com cones e cavaletes. Vale lembrar que estacionamentos particulares não deverão funcionar no fim de semana. Praças de alimentação, banheiros e postos de emergência estarão espalhadas por toda a área do evento, em 13 praças de serviços. Basicamente, segundo a CET, haverá cinco bloqueios

Veja no DCultura os principais destaques da Virada Cultural. Em www.dcomercio.com.br, toda a programação.

Patrícia Cruz/Luz

de trânsito, todos na região central da cidade, com vigência até as 20h30 do domingo. Porém, há exceções. Hoje, por exemplo, a partir das 20h, quatro bloqueios vão impedir a circulação de veículos na pista Centrobairro da avenida Cásper Líbero, entre as ruas Mauá e Washington Luís. A alternativa é seguir pela rua Washington Luís, rua Brigadeiro Tobias, desviar pela avenida Senador Queirós, rua General Couto de Magalhães e Praça da Luz. Também não será permitido circular pela avenida São João entre a rua General Osório e a

Praça Júlio de Mesquita. O desvio no sentido Centro será pelo Largo do Arouche e avenida Dr. Vieira de Carvalho. No sentido bairro, o desvio ocorrerá na praça Dr. Júlio de Mesquita, rua Vitória, rua Conselheiro Nébias e rua General Osório.

Preparativos: no Pátio do Colégio (acima, à esq.), ensaio de coral e orquestra. À esq., faixa da CET informa motoristas sobre esquema de trânsito durante evento.

S ERVIÇO A CET disponibilizou em seu site (www.cetsp.com.br) todas as alternativas de trânsito, com mapas, para a Virada Cultural. Dúvidas poderão ser tiradas pelo telefone 1188 – Fale com a CET. O serviço atende 24 horas por dia. Itamar Miranda/AE-10/05/2001

Fotos: divulgação

Lygia Fagundes Telles: faculdade aos 18 anos, na São Francisco.

ARIANOS REAIS

O O BOEING 747-300 DECOLA...

A

os sábados, o Boeing 747-300 da British Airways, que cumpre o voo 247 de Londres a São Paulo, aterrissa em Cumbica às 5h20. Depois de passar pela faxina de praxe – vocês não imaginam como um avião pode ficar sujo após uma viagem transoceânica – retorna à capital inglesa às 16h15, fazendo o voo 246. No último dia 9 essa rotina foi alterada. Entre o pouso e a decolagem, a aeronave transportou 237 passageiros especiais – de 10 a 18 anos – para uma aventura que certamente lhes trazia a sensação de irem à Terra do Nunca. Tratava-se de uma turma de crianças e jovens carentes para os quais as chances de voar em um avião daqueles era algo extremamente remoto. O Boeing – que tem as cores azul, vermelha e branca da Union Jack, a bandeira do Reino Unido – rolou pela pista de Cumbica por volta da hora do almoço, apontou seu bico para o litoral, sobrevoou a região de Santos e depois tomou o destino do Rio de Janeiro a uma velocidade média de 937 km/h. Cerca de uma hora depois, tocava o trem de aterrissagem no ponto de partida.

Cabine, empolgação e a equipe de voluntários que levou os 237 adolescentes à viagem inesquecível

...LEVANDO CENTENAS DE PESSOAS...

O

comandante Maron Nasar, brasileiro apesar desse nome de sabor sarraceno, conduziu o voo que, apesar da transitoriedade, ganhou, por exigência das normas de aviação, o número DA9121C. Também eram brasileiros a tripulação e os voluntários que se apresentaram para ajudar na excursão. Daniela Bertolini, gerente de marketing da British, estava a bordo. Ela conta que, ao contrário do que se supunha, os passageiros se interessaram mais pelos eventos internos da aeronave do que em olhar pela janela. Aplicavam-se em ouvir as informações do comandante Nasar; manuseavam os equipamentos dos canais de música, sentiam prazer evidente em cumprir as instruções de segurança, como a de atar os cintos. Visitaram a cabine dos pilotos. A viagem foi encerrada com um lanche em terra.

...CARENTES PARA PASSEAR!

E

sta promoção já se tornou uma tradição da companhia inglesa, que a realiza em várias partes do mundo. Aqui na Capital, porém, foi a primeira vez. De agora em diante, deverá ter sequência regular, coincidindo com a implantação da linha Londres-São Paulo, inaugurada em 28 de março. Anteriormente a Cidade era apenas uma escala do voo que terminava em Buenos Aires, circunstância que impedia a disponibilidade do avião. Daniela Bertolini explicou que a iniciativa tem a participação de vários parceiros – no caso de São Paulo foram 36. À British, cabe entrar com o avião e a tripulação. O voo também sugere que o marketing da solidariedade pode conviver perfeitamente com as campanhas publicitárias convencionais, acrescentada a vantagem de que, neste caso, todo mundo é beneficiado.

próximo dia 19, terça-feira, permite traçar um paralelo entre o rei Roberto Carlos e a rainha da literatura brasileira, a escritora Lygia Fagundes Telles. Ele estará completando 70 anos e ela, 88. Em 1941, quando Roberto nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, Lygia, com 18 anos, entrava na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Ali, iria conhecer o professor Goffredo da Silva Telles, com quem se casaria em 1950 e se separaria 10 anos depois, conservando o sobrenome. Em 1963, quando

Roberto lançou seu primeiro sucesso – Splish Splash (gravação original de Bobby Darin) –, ela acabou de escrever Verão no Aquário, seu segundo romance. Em 1965, ano em que o Rei estourou nacionalmente com Quero Que Vá Tudo Pro Inferno, de sua autoria, Lygia criava O Jardim Selvagem, conto que iria compor o belo livro Antes do Baile Verde, lançado em 1970. A astrologia ensina que ambos, como bons arianos, têm muita energia, abraçam as boas causas e são teimosos.

Felipe Denuzzo/e-SIM-23/03/2009

Roberto Carlos: primeiro sucesso nacional aos 22 anos, com Splish Splash


DIÁRIO DO COMÉRCIO

12 -.LOGO

Logo Logo

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Parece um copo de café mas, na verdade, é um recarregador para todos os seus gadgets, e pode ser ligado ao computador ou ao acendedor do carro.

www.dcomercio.com.br

15 ABRIL

Dia Nacional da Conservação do Solo

http://j.mp/hyo1uQ

E SPAÇO T ECNOLOGIA

A Controle remoto de celular A Nokia apresentou o projeto do Nenya, um anel que cria um campo de força magnético capaz de controlar o celular. Girando o anel, você poderia, por exemplo

mudar a estação do rádio ou a música do mp3 do celular. O produto ainda está em desenvolvimento.

imagem ao lado mostra um emaranhado de filamentos gasosos registrados pelo Observatório Espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA) na região de Aquila. Segundo os astrônomos, a imagem fornece evidências de que o surgimento de estrelas estaria relacionado a estrondos sônicos que percorrem toda a Via Láctea. Os filamentos são enormes, se estendem por dezenas de anos-luz através do espaço, e a formação de estrelas

aconteceria na zona mais densa do emaranhado (que aparece em azul na foto) onde os filamentos têm menos energia e o material estelar se concentra. O filamento fotografado contém um aglomerado de cerca de 100 estrelas infantis. Depois de analisarem 90 filamentos, os cientistas concluíram que eles têm praticamente a mesma espessura. Segundo os especialistas, essa observação pode ajudar a desvendar a formação das estrelas e deve alterar todas as teorias atualmente vigentes sobre o tema.

Nasa/ESA/AFP

O som das estrelas

Ben Stansall/AFP

http://j.mp/hbQMoJ

C INEMA Ed Jones/AFP

L

Atriz de filmes adultos japoneses Saori Hara durante uma filmagem. Hara é a estrela da primeira produção erótica em 3D, que estreiou ontem em Hong Kong. O filme tem enredo baseado em um clássico da literatura chinesa.

ENSAIO - A cavalaria real britânica ensaiou ontem o desfile do casamento do príncipe William e Kate Middleton, que acontece no dia 29. Um cavaleiro caiu do cavalo. Segundo o jornal Daily Mail, cada par de botas dos soldados pode levar 50 horas para ser lustrado e cada cavalo passará por banho, escovação dos pelos e polimento dos cascos.

Jamal Saidi/Reuters

I NTERNET

Google começa a gastar e lucro cai

C OPA 2014

Pelé e Cafú na 'força tarefa' da Fifa Pelé, Cafu e Bobby Charlton vão participar de uma força-tarefa criada pela Fifa para melhorar o futebol e as arbitragens até a Copa do Mundo de 2014. A Fifa nomeou ontem os 22 integrantes da comissão, que deve começar a trabalhar em 10 de maio sob comando do ex-jogador e treinador alemão Franz Beckenbauer. "O objetivo da forçatarefa é examinar propostas para melhorar a atratividade do futebol e o controle das partidas em competições de elite, em áreas

como as regras do jogo, arbitragem, regulamentos das competições, futebol feminino, questões médicas e 'jogo limpo'", disse a Fifa em nota. A força-tarefa foi criada como uma resposta da Fifa ao futebol feio e defensivo, especialmente na fase de grupos, e aos erros de arbitragem que marcaram a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Outros exjogadores envolvidos no trabalho incluem o francês Christian Karembeu, o zambiano Kalusha Bwalya e espanhol Fernando Hierro.

L EILÃO

L

Luke MacGregor/Reuters

TRADIÇÃO - Pintinhos coloridos à venda nas ruas de Beirute, no Líbano. A comercialização dos filhotes coloridos artificialmente é uma das tradições locais nas semanas que antecedem a Páscoa.

A NIMAIS

B IOLOGIA Alexander De

mianchuk/R

Vasiliy

euters

v/AFP

Batano

Álbuns de família Três filhotes de tigre siberiano nascidos no zoológico Skazka, na república autônoma da Crimeia, foram apresentados ontem ao serem alimentados com mamadeiras. A espécie está na lista de animais ameaçados de extinção. A TÉ LOGO

No zoológico Leningrado, de São Petersburgo, na Rússia, três filhotes de jaguar também foram apresentados. Apenas um dos filhotes de Agnessa, uma fêmea manchada, e de Rock, um macho negro, tem as características do pai.

Baleias e suas paradas de sucesso Estudo publicado na revista Current Biology mostra que as baleias jubartes (Megaptera novaeangliae) também produzem seus "sucessos musicais" e que as canções mais melosas são as preferidas pela espécie. Segundo o estudo, feito na Austrália, os machos da espécie cantam para atrair as fêmeas e algumas melodias são mais populares e eficazes. Quando uma melodia "pega", grupos diferentes de baleias a reproduzem durante toda a temporada de acasalamento. L OTERIAS Concurso 626 da LOTOFÁCIL 01

02

03

04

05

07

08

09

11

13

17

19

21

23

24

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

L

ANS quer incluir mais 48 procedimentos no rol dos planos de saúde

L

Atacante Vagner Love revela que pediu ao CSKA para voltar ao Flamengo

L

Uma funcionária da casa de leilões Sotheby's observa a estátua "Jovem taitiana", de Paul Gaugin. A peça é avaliada em US$ 15 milhões e será leiloada em Londres em 3 de maio.

O Google reportou ontem lucro inferior às expectativas de Wall Street no primeiro trimestre de 2011, fazendo com que suas ações caíssem mais de 5%. Analistas informaram que a companhia teve uma alta de 54% nas despesas, totalizando US$ 2,84 bilhões, o que comprometeu o aumento de 29% na receita líquida, que foi de US$ 8,58 bilhões. O lucro da companhia no período foi de US$ 2,3 bilhões. O aumento dos custos reflete uma série de gastos, incluindo novas contratações para acelerar o desenvolvimento de produtos. O Google pretende gastar ainda mais e contratar outros 6 mil funcionários este ano, após admitir 2 mil pessoas no último trimestre e elevar salários em cerca de 10% em 1º de janeiro.

São Paulo já traçou estratégia para contratar o uruguaio Diego Forlán

Concurso 2572 da QUINA 16

28

34

64

77


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 15 de abril de 2011

e

13 G20 Mantega diz que falta regulação dos mercados futuros e de derivativos

conomia

Espanha Telefônica prevê demitir 6 mil funcionários em três anos.

Nelson Ching/AFP

Para os líderes, a crise financeira evidenciou as deficiências do sistema, uma situação que exige o aperfeiçoamento por meio de reservas internacionais abrangentes.

Brics querem reforma monetária Líderes de India, Rússia, China, Brasil e, agora, África do Sul se reúnem para discutir a reestruturação do sistema monetário internacional, com maior estabilidade e ampla base global de reservas.

O

grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e, agora, África do Sul – os chamados Brics – se reuniu ontem na China para discutir a reforma do sistema monetário internacional, para que dependa menos do dólar e tenha mais poder nas instituições financeiras globais. Os líderes também pediram uma regulação mais forte dos derivativos de commodities para reduzir a volatilidade dos preços de alimentos e energia, que, segundo eles, impõem novos riscos à recuperação da economia mundial. Em comunicado conjunto, os líderes defenderam que é necessário "um amplo sistema internacional de reserva cambial que dê estabilidade e certeza" – uma crítica velada ao que os Brics veem como uma negligência de Washington às suas responsabilidades monetárias globais. O bloco, entretanto, não tocou na questão da desvalorização do yuan. Wu Hailong, assessor do Ministério das Relações Exteriores da China, disse que os líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul também debateram a composição de uma nova cesta de moedas para os Direitos Especiais de Saque (SDR, da sigla em inglês), uma unidade do Fundo Monetário Internacional (FMI). De acordo com a agência estatal chinesa de notícias Xinhua, a reforma possibilitaria

o estabelecimento de um sistema monetário estável e confiável e com ampla base internacional de reserva. "A crise financeira internacional evidenciou as inadequações e deficiências do modelo existente, apoiamos sua reforma e aperfeiçoamento, por meio de reservas internacionais mais abrangente e capazes de proporcionar estabilidade e segurança", afirmaram os líderes em comunicado. Segundo os Bric, a reforma possibilitaria o estabelecimento de uma ferramenta mais estável e confiável e com ampla base internacional de reserva. "Sublinhamos a necessidade de atenção para os riscos que os altos fluxos de capitais representam para os emergentes. Propomos uma reforma e supervisão regulatória internacional adicional, por meio do fortalecimento da coordenação de políticas, da regulação financeira e de cooperação na supervisão, bem como por meio da promoção de um desenvolvimento consistente dos mercados financeiros globais e dos sistemas bancários", diz o comunicado. O próximo encontro vai ocorrer na Índia no ano que vem. Apesar de não estar na agenda, a presidente Dilma Rousseff enfrenta reclamações por parte de empresários e autoridades sobre o yuan, que tira a competitividade das indústrias brasileiras. (Agências)

China investe US$ 17 bi no País

A

China anunciou investimentos no Brasil na ordem de US$ 17,17 bilhões, em 2010. Desse total, US$ 4,08 bilhões foram em novas aplicações e US$ 13,09 bilhões em operações de aquisição em empresas, conforme o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Segundo o coordenador da Rede Nacional de Informações sobre o Investimento do MDIC, Eduardo Celino, do valor total, US$ 14,34 bilhões estão ligados a petróleo, gás e metais. O que evidencia a estraté-

gia chinesa de garantir auto-fornecimento de matérias-primas. Os investimentos chineses entre 2003 e janeiro de 2011 chegaram a US$ 37,1 bilhões no Brasil, totalizando 86 operações em novos negócios ou fusões e aquisições de empresas. Reservas – O Banco da China afirmou que as reservas internacionais do país aumentaram US$ 197,4 bilhões no primeiro trimestre deste ano, para US$ 3,0447 trilhões. A soma reflete os fluxos de investimento estrangeiro e capital especulativo. (AE)

Acordo prevê linha de crédito Bancos de desenvolvimento do bloco estabelecem linhas mútuas em moeda local e não mais em dólar Nelson Ching/AFP

O

s bancos de desenvolvimento do bloco concordaram, em princípio, em estabelecer linhas de crédito mútuas em moeda local e não em dólares. O pacto foi assinado por líderes de Brasill, Rússia, Índia, China e África do Sul, durante a cúpula do bloco. O Vnesheconom, o banco estatal de desenvolvimento da Rússia, disse que o acordo visa impulsionar o comércio e as relações econômicas entre os países do bloco. Também assinaram o acordo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) do Brasil, Banco de ExportaçãoImportação da Índia, Banco de Desenvolvimento da China e Banco de Desenvolvimento da África do Sul.

Dilma Rousseff cita ainda que a reforma da ONU é 'essencial'

Inclusão – Sobre a questão dos Brics incluírem mais países – a África do Sul juntou-se à cúpula pela primeira vez neste ano –, Wu Hailong, assessor do Ministério das Relações Exteriores da China, afirmou

que não há nada concreto. ONU – Durante a reunião dos Brics, também foi discutida a necessidade de uma reforma da Organização das Nações Unidas. A presidente Dilma Rousseff tratou o assunto como

'essencial'. Os países emergentes criticaram o 'uso da força' em conflitos. Empréstimo – Depois de assinar o acordo, o Banco de Desenvolvimento da China anunciou que pode oferecer até 10 bilhões de yuans em empréstimos para Brasil, Rússia, Índia e África do Sul. Chen Yuan, presidente da instituição, afirmou que os empréstimos, parte dos esforços dos Brics para reduzir o uso do dólar no comércio e no investimento bilaterais, vão se concentrar em grandes projetos em campos de petróleo, gás natural e infraestrutura. "A indicação é para ações existentes, porque normalmente se levam alguns anos para preparar novos projetos." (Agências)

Maior controle de commodities Aly Song/AFP

B

rasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os Brics, reivindicam maior supervisão para os mercados de commodities e para os fluxos de capitais, a fim de que isso estimule o debate com as grandes economias sobre como tratar de tais assuntos. As autoridades representantes do grupo alertaram que os países em desenvolvimento enfrentam riscos causados pela entrada de capital provocada pelas políticas monetárias frouxas das nações desenvolvidas. "Reclamamos maior atenção para os riscos do grande fluxo de capitais nas economias emergentes", disseram os cinco países em um documento conjunto após encontro na cidade de Sanya, no sul da China. Esta é a primeira vez que a África do Sul participa de uma reunião do grupo. "O excesso de volatilidade

Banco do Brasil terá agência na China

O

Grupo reivindica supervisão para os mercados e fluxo de capitais

nos preços das commodities, particularmente nos alimentos e energia, impõe riscos para a recuperação econômica mundial", disse o documento. "A regulação dos mercados derivativos de commodities deve ser, dessa forma, fortalecida para evitar atividades capazes de

desestabilizar os mercados." Os países também mostraram apoio às discussões sobre o aumento da importância do papel dos Direitos Especiais de Saque, um tipo de moeda sintética do FMI, e as discussões sobre alteração de sua fórmula de composição. (AE)

Banco do Brasil vai expandir sua presença na Ásia. Segundo o presidente da instituição, Aldemir Bendine, uma corretora será instalada em Cingapura e o escritório de Xangai será transformado em agência bancária. Bendine integra a comitiva da presidente Dilma Rousseff, que está em visita à China para estreitar relações e incrementar negócios com o país. Atualmente, a presença do BB no continente asiático compreende sete agências no Japão e escritórios de negócios em Seul, na Coreia do Sul, e nas cidades chinesas de Hong Kong e Xangai.


14 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

COMÉRCIO

sexta-feira, 15 de abril de 2011


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 15 de abril de 2011

e

15 A inflação de abril deve absorver o reajuste de 3,54% a 6,01% autorizado pelo governo para os medicamentos com preços controlados.

conomia

Arrecadação tributária alcança R$ 400 bilhões Aumento da receita destinada aos cofres públicos ocorreu com expansão da economia, efeito cascata dos tributos e aprimoramentos na fiscalização tributária. Giseli Cabrini

O

Impostômetro, painel instalado na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), no centro da Capital, atingirá hoje, por volta das 11h20, o montante de R$ 400 bilhões. O valor corresponde a quanto os brasileiros desembolsaram em tributos desde o começo do ano, e se aplica às três esferas de poder: federal, estadual e municipal. A cifra será alcançada dez dias antes em relação ao ano passado. Em 2009, o Impostômetro chegou ao valor em 19 de maio e em 2008, em 20 de

maio. "Com esse desempenho na arrecadação era de se esperar pelo menos duas coisas: que o resultado das contas públicas fosse melhor e que ninguém mais ousasse falar em qualquer tipo de aumento de impostos", disse o presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato. Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), João Eloi Olenike, os números do Impostômetro sinalizam o crescimento consecutivo da

arrecadação. Isso ocorre, basicamente, por três fatores: expansão da economia, efeito cascata dos tributos cobrados no País e aprimoramentos na fiscalização tributária. "A adoção de ferramentas online como a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) tem permitido um melhor monitoramento e controle das informações, além de reduzir a informalidade e inibir práticas de sonegação fiscal." Ainda segundo Olenike, a elevação na carga tributária de bebidas frias (entre elas, cerve-

ja, água e refrigerantes), com o aumento do preço de referência que reflete no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e no Programa de Integração Social e na Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) em março também deve ter colaborado para que os R$ 400 bilhões fossem atingidos antes. "Ainda estamos fechando o cálculo do impacto do aumento para cada produto. Mas, antes dele, do valor pago pelo consumidor final por uma lata de cerveja, 54,8% correspondiam a impostos."

Ele completou. "Em relação às novas elevações do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), elas devem refletir em 30 dias." Vale destacar que, segundo o último relatório da Receita Federal do Brasil (RFB) sobre arrecadação, divulgado em 22 de março, o IOF representava 2,61% do total de receita recolhida no primeiro bimestre de 2011. Ou seja, a menor participação dentre todos. O presidente do IBPT explicou que os aumentos de impostos sobre bebidas e a elevação do IOF deverão ajudar o governo a compensar perdas

com a correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) em 4,5% feita neste ano. Tal visão já havia sido admitida pelo governo quando anunciou as mudanças. H is t ór ic o – Este mês também é especial, pois em 20 de abril de 2005 o Sistema de Acompanhamento das Receitas Tributárias, batizado de Impostômetro, foi inaugurado pelo IBPT e pela ACSP. Além de conferir fisicamente o total de tributos pagos no País, cada cidadão pode fazer isso pela internet (www.impostometro.com.br).

Masao goto Filho/e-SIM

Economistas querem mais juros

O

Banco Central (BC) cursos, José Márcio Camargo. deveria elevar os ju- "Seria importante que o minisros em 0,5 ponto per- tério da Fazenda não se procentual na próxima semana e nuncie mais sobre a adminisrepetir o aumento na reunião tração da política monetária", de junho, para reduzir com vi- disse o ex-presidente do BC e gor o avanço sócio da Conda demanda s u l t o r i a Te nagregada e padências, Gusrar o processo tavo Loyola. A elevação da Selic de deterioraEmbora deção de expectafenda a contié a melhor medida tivas de inflanuidade do para moderar o ção. Essa é a processo de nível de atividade avaliação de aperto monetáJOSÉ MÁRCIO CAMARGO, OPUS r i o p o r p e l o economistas que participaGESTÃO DE RECURSOS E PUC-RJ m e n o s d u a s ram do Semireuniões do nário PerspecC o p o m , C ativas da Economia Brasileira, margo pondera que não sabe realizado pela Tendências qual será a decisão do BC na Consultoria. "O BC precisa próxima semana. "A elevação surpreender a sociedade e ata- da Selic é a melhor medida pacar os ruídos gerados dentro ra moderar o nível de atividado governo sobre a gestão dos de, pois além de atuar no merjuros, que é de responsabilida- cado de crédito, o que modera de exclusiva do Copom",disse o consumo, também age direo professor da PUC-RJ e econo- tamente sobre as expectativas mista da Opus Gestão de Re- de inflação", afirmou. (AE)

Administrados puxam inflação subiram 16% em Curitiba na segunda quinzena de março. Em Goiânia e Belo Horizonte, o serviço deverá ter reajuste de 6% e 7%, respectivamente, nos próximos dias. No interior do Rio, a distribuição de energia elétrica já teve reajuste de 10,5% no meio do mês passado. Na capital fluminense, no início de abril, o metrô subiu 10,7% e os táxis tiveram reajuste de 14% no quilômetro rodado e de 2,3% na bandeirada. A inflação de abril também deve absorver o reajuste de

FIRE FOX FOX

3,54% a 6,01% autorizado pelo governo para os medicamentos com preços controlados. Os produtos farmacêuticos têm um peso de cerca de 3% no cálculo do IPCA. Depois dos alimentos, os transportes têm o maior peso no cálculo do IPCA, o índice oficial de inflação do País, porque está entre os itens que mais consomem o orçamento das famílias. Atualmente, eles têm um peso de cerca de 19%, enquanto o dos alimentos é de pouco mais de 23%. (AE)

Trabalhamos com:

Freio, Suspensão, Injeção Eletrônica, Embreagens, Amortecedores, Motor, Escapamentos e Alinhamento de Direção

Tel.: (11)

Taxa avançou

A

taxa de juros média para pessoa física subiu de 6,73% ao mês em fevereiro para 6,78% ao mês em março, o que indica um aumento de 0,05 ponto percentual, segundo pesquisa divulgada ontem pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). O levantamento apontou

crescimento dos juros médios para as empresas, que passaram de 3,86% ao mês em fevereiro para 3,92% ao mês em março. O coordenador de pesquisas e vicepresidente da Anefac, Miguel de Oliveira, atribui as elevações às medidas implementadas pelo Banco Central (BC) para frear o consumo interno e reduzir a inflação. (AE)

HÉLIO MIZRAHI Advogado Especializado CÍVEL

INVENTÁRIOS

IMOBILIÁRIO

CONTRATOS

2910-7712

11 - 3666-1905

Av. Renata,505 Vl. Formosa - Zona Leste

Alameda Barros, 405 - Higienópolis, São Paulo - SP

DC

DC

Consumidor Amplo (IPCA). O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deve continuar a registrar a pressão do segmento na inflação de abril, pois o reajuste de ônibus urbanos em cidades como Curitiba (13,5%) e Fortaleza (11,11%) entraram em vigor depois do início de março, deixando resíduos para abril. Além disso, outros aumentos autorizados pelo setor público estão previstos para este mês. Em todo o País – As taxas de água e esgoto, por exemplo,

DC

E

nquanto o governo tenta mostrar empenho para controlar a inflação, os reajustes de preços administrados pelo setor público têm exercido influência significativa no aumento do custo de vida. Os aumentos dos valores das tarifas de transporte urbano nas principais regiões metropolitanas ajudaram o grupo transporte a responder sozinho por mais de um quarto da inflação de 2,44% medida no primeiro trimestre do ano pelo Índice Nacional de Preços ao

DC

Os reajustes dos preços administrados pelo setor público devem continuar a puxar o índice de custo de vida no Brasil ao longo do mês de abril.

DC

VIVENDA SUL IMÓVEIS

COLÉGIO

CRECI 19.141-J

Venda, Locação e Administração. Fone s: 11 566 2 12 5661 206

www.vivendasulimoveis.com.br

1 23 /

Av. Rodrigues Villares, 341 - Jd. Iporanga - São Paulo/SP

ALMEIDA SANTOS

Maternal Pré-Escola Fundamental 5894.3528

Rua Bartolomeu dos Santos, 219 - Chácara Santana

ARISMA Viagens em Ônibus de Turismo FERIADO SEMANA SANTA • São Lourenço & Caxambu • Encenação Paixão de Cristo Operadora de Turismo Tel. (11) 3231-2155 www.carismatur.com.br

FINAIS DE SEMANA • Poços de Caldas • Conservatória • Paraty • Barra Bonita


DIÁRIO DO COMÉRCIO

16

e

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A análise dos investimentos para os aeroportos sugere que as obras foram subdimensionadas.

conomia

Nove aeroportos não ficarão prontos para a Copa Segundo estudo do Ipea, de 13 aeroportos brasileiros, só quatro estão com obras de adequação em dia.

Com o crescimento da economia, o movimento de passageiros vai crescer 10% ao ano, chegando a 151,8 milhões de pessoas nos 13 aeroportos da Copa, em 2014. ESTIMATIVA DO IPEA

Crescimento do número de passageiros nos últimos anos levou a taxa de ocupação dos terminais ficar muito superior a 100% Paulo Liebert/ AE

Brasileira de Infraestrutura A e ro p o r t u á r i a ( I n f r a e ro ) R$ 5,6 bilhões para investir nos 13 aeroportos, para aumento de 57,4% na capacidade. Como solução para o possível atraso, o Ipea sugere que o poder público estabeleça procedimentos diferenciados em relação às obras de infraestrutura nos aeroportos, a fim de diminuir a demora na execução das diferentes etapas. O instituto também menciona a participação da iniciativa privada. "A iniciativa privada investe recursos nos demais modais de transporte (rodoviário, ferroviário e aquaviário). Apenas para o setor aeroportuário não há investimentos privados." Superlotação– O estudo do Ipea também traça um panorama dos 20 principais aeroportos brasileiros, independentemente da Copa. A pesquisa ressalta que 14 desses aeroportos já funcionaram acima do limite em 2010. Dos 20 maiores aeroportos do País, apenas três

O setor continua sendo planejado com olho no retrovisor e não para o futuro, critica o documento.

estavam em situação adequada no ano passado, com taxa de ocupação inferior a 80%: Galeão (RJ), Salvador e Recife. Outros três estavam em situação preocupante, com ocupação entre 80% e 100%: Curitiba,

Belém e Santos Dumont (RJ). Em 14 aeroportos a situação é crítica, com taxa de ocupação média de 187,15% em 2010. A pior situação é do aeroporto de Vitória (ocupação de 472%), seguido por Goiânia (391%) e

Florianópolis (243%). Em 2003, o número de passageiros nos 67 aeroportos brasileiros foi de 71,2 milhões. Em 2010, o movimento saltou para 154,3 milhões de usuários, um crescimento de 116,7%. (AE)

Plano para formar mais engenheiros o plano está sendo elaborado pelo Comitê de Engenharia da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ligada ao Ministério da Educação, com a participação da confederação industrial, por meio do programa Inova Engenharia. Dados da confederação mostram que a evasão nos cursos de engenharia é superior a 50%, sendo que a maioria deixa a faculdade nos dois primeiros anos. Para a entida-

de, se a economia brasileira crescer mais de 4,5% ao ano, a oferta desses profissionais no mercado estará insuficiente em menos de dez anos. Brics – O Brasil, informou a CNI, forma menos engenheiros por ano do que a Rússia, a Índia e a China, integrantes do chamado Brics, grupo que também inclui a África do Sul. De acordo com a confederação, o Brasil forma anualmente menos de 40 mil engenheiros, enquanto esse número

Comercial Surimpex Ltda. S

U

I

M

P

NCPRO

R

E

X

chega a 120 mil na Rússia e a 300 mil na Índia. Na China, o total ultrapassa 400 mil. A falta de profissionais pode até comprometer projetos de tecnologia como o anunciado pelo governo na última terçafeira, de investimento da Foxconn no Brasil, no valor de US$ 12 bilhões. Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, o investimento deverá gerar 100 mil empregos, entre eles, vagas para 20 mil engenheiros. (ABr)

www.surimpex.com.br Tel.: (11) 3362-1166 Alameda Barros, 275 - 7º andar Santa Cecília - São Paulo

DC

A

Confederação Nacional da Indústria (CNI) vai lançar o Plano Nacional de Engenharia para reduzir a evasão e para promover o preenchimento de vagas ociosas nos cursos dessa área em instituições públicas e privadas. A ideia é entregar ao governo até o final do mês um conjunto de propostas com o objetivo de aumentar a oferta de engenheiros no mercado. Segundo comunicado divulgado ontem pela entidade,

DESENVOLVENDO SOLUÇÕES

Somos uma empresa brasileira, com quase 20 anos de experiência em exportação e importação, prestação de serviço de representação e intermediação comercial. Representamos produtores brasileiros que não possuem estrutura para exportação e importadores interessados no que há de melhor no Brasil. Principais produtos com os quais trabalhamos: alimentos, filmes e embalagens flexíveis, laminados e stretch, peças de reposição de máquinas e equipamentos para a indústria farmacêutica e para o agronegócio.

* Sonorização * Vídeo * Security (CFTV) * Rede * Informática

Fone/Fax: 11 3333-7044 www.ncproaudio.com.br Rua dos Andradas, 585 - Santa Ifigênia - São Paulo - SP

DC

DC

movimento de passageiros vai crescer em média 10% ao ano, chegando a 151,8 milhões de pessoas nos 13 aeroportos da Copa, durante o ano de 2014. Com as reformas, a capacidade dessas unidades será de 148,7 milhões. Dez aeroportos estariam em situação crítica, com ocupação acima de 100%. "A análise do plano de investimentos para os 13 aeroportos da Copa sugere que as obras foram planejadas com subdimensionamento da demanda futura", diz o documento. "O setor continua sendo planejado com o olho no espelho retrovisor, em vez de se preparar para 40 anos à frente." O instituto lembra que o governo federal assegurou à Empresa

DC

D

os 13 aeroportos brasileiros que receberão investimentos para modernização e aumento de capacidade, com vistas à Copa do Mundo de 2014, nove não ficarão prontos a tempo e um será finalizado no mês em que se inicia o campeonato. A conclusão é do estudo "Aeroportos no Brasil: investimentos recentes, perspectivas e preocupações", divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Com base no tempo médio de uma obra de infraestrutura de grande porte no Brasil e no estágio atual dos trabalhos, o Ipea concluiu que os aeroportos de Manaus, Fortaleza, Brasília, Guarulhos (SP), Salvador, Campinas (SP), Cuiabá, Confins (MG) e Porto Alegre não estariam prontos para a Copa de 2014. As obras do aeroporto de Curitiba podem ficar prontas até junho de 2014, "se tudo der certo." A previsão é até otimista, uma vez que não leva em conta problemas com o Tribunal de Contas da União (TCU), entre outros. Para o Ipea, o aeroporto do Galeão (RJ), em obras, tem situação operacional adequada. As obras do novo aeroporto de Natal não têm previsão de conclusão, conforme dados da Infraero, e a capacidade do terminal de passageiros não foi divulgada. De qualquer forma, segundo o Ipea, um novo aeroporto em Natal não ficaria pronto antes da Copa de 2014. E as obras no aeroporto de Recife se resumem à construção de uma torre de controle. Mesmo se todas as obras forem concluídas até 2014, isso não quer dizer que a aviação civil brasileira voará em céu de brigadeiro. Levando em conta o crescimento da economia brasileira, o Ipea estima que o

Ernesto Rodrigues/ AE

ESPECIALIZADA EM:

Contabilidade Santos Aberturas, Encerramentos, Escrita Fiscal e Aposentadorias. Tel.: (11) 2267-1284

Rua Tito, 49 Vila Romana - SP

Tel.:

11

3872 9494

Rua Baltazar Águila, 229 - Vila Zilda - São Paulo


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Casa de Saúde Santa Rita S/A

Pró Metalurgia S.A.

CNPJ/MF nº 60.882.289/0001-41 Assembléia Geral Ordinária - Edital de Convocação Convocamos os Srs. Acionistas a se reunirem em Assembléia Geral Ordinária, em 26/04/2011, às 16 horas, em sua sede social (Anfiteatro) à Rua Cubatão, 1190, nesta Capital, a fim de deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: 1. Exame, discussão e aprovação do Balanço Patrimonial e demais Demonstrações Financeiras, referentes ao exercício social encerrado em 31/12/2010; 2. Destinação do resultado do exercício; 3. Fixação da remuneração dos membros da Diretoria. São Paulo, 11/4/2011. Dr. Carlos Eduardo Lichtenberger - Diretor Presidente 13, 14 e 15/04/2011

Companhia Aberta CNPJ nº 56.994.924/0001-05 - NIRE 35 300 049 49 7 Edital de Convocação - Assembléia Geral Ordinária Ficam os Srs. Acionistas da Cia., convocados a comparecer à AGO em 29/04/11, 9hs, na sede social, R. Manoel Antonio da Luz, 76 - 1º and. - sl.1 - Santo Amaro - S. Paulo - SP - CEP 04745-030, p/as necessárias deliberações a respeito da seguinte Ordem do Dia: I - AGO: 1. Tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar o Rel. da Administração, Balanço Patrim. e demais Demonstr. Financ. relativos aos exerc. findos em 31/12/10. 2. Eleger ou reeleger os membros do Conselho de Administr. p/o triênio compreendido entre 04/2011 a 04/2014. 3. Fixar a remuneração dos conselheiros e dos Diretores da Cia. SP, 13/04/11. Luiz Augusto Trindade - Dir. Presidente e Dir. de Relações com o Mercado.

José Kalil S/A Participações e Empreendimentos

SEVERO VILLARES PROJETOS E CONSTRUÇÕES S/A

CNPJ/MF nº 60.937.653/0001-23 Convocação de Assembléia Geral Ordinária Ficam convocados os Senhores Acionistas da José Kalil S.A. Participações e Empreendimentos a se reunirem em Assembléia Geral Ordinária, a ser realizada no dia 27 de abril de 2011, às 10 (dez) horas, na sede social, na Rua Professor Cesare Lombroso nº 259, Bairro do Bom Retiro, nesta Capital, para deliberação sobre a seguinte Ordem do Dia: a) Exame, discussão e votação do Relatório da Diretoria, Balanço Patrimonial e Demonstrações Financeiras relativos ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010; b) Deliberação sobre a destinação do lucro líquido do exercício e a distribuição de dividendos; c) Eleição da Diretoria e fixação dos respectivos honorários e deliberação quanto ao Conselho Fiscal; e d) Outros assuntos de interesse social. João Carlos Piccelli – Diretor Presidente. (13, 14 e 15/04/2011)

Brazil Realty - Companhia Securitizadora de Créditos Imobiliários CNPJ/MF Nº 07.119.838/0001-48 - NIRE 35.300.318.323 Assembléia Geral Ordinária - Edital de Convocação São convidados os acionistas, a se reunir em AGO, que será realizada no dia 29/04/2011, às 14hs, na sede social da Cia., na Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 1455, 4º andar, conj. 42, para discutir e deliberar acerca da seguinte ordem do dia: (i) Aprovação do Relatório da administração, as contas da diretoria e as demonstrações financeiras, relativas ao exercício social encerrado em 31/12/2010, aprovados pelo Conselho de Administração em reunião realizada em 28/03/2011; e (ii) Aprovação da destinação do lucro líquido do exercício social encerrado em 31/12/2010 e distribuição de dividendos, aprovadas pelo Conselho de Administração em reunião realizada em 28/03/2011. Informações Gerais: (a) encontram-se à disposição dos acionistas na sede da Cia., e no site da CVM, os documentos relacionados às deliberações previstas neste edital; (b) o acionista deverá apresentar à Cia., com no mínimo 48 horas de antecedência, documento de identidade e/ou atos societários que comprovem a representação legal; e (c) o acionista que desejar ser representado por procurador deverá depositar o respectivo instrumento de mandato, com poderes especiais e reconhecimento de firma, até 48 horas antes da realização da Assembleia. São Paulo, 13/04/2011. Elie Horn - Presidente do Conselho de Administração. (14, 15, 16)

CNPJ (MF) Nº 61.432.472/0001-08 Edital de Convocação – Assembleia Geral Ordinária Convocamos os Srs. Acionistas a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária a ser realizada no dia 06 de maio de 2011, às 10:00 horas, na sede social, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: A) Exame, discussão e votação do relatório da administração, balanço patrimonial e demonstrações financeiras referentes aos exercícios findos em 31/12/2009 e 31/12/2010; B) Eleição da diretoria; C) Outros assuntos de interesse da Sociedade. Aviso: Encontram-se a disposição os documentos elencados no art. 133 da Lei nº 6.404/76. São Paulo, 14/04/2011. Diretoria. 14, 15 e 16/04/2011

Springer S.A. CNPJ nº 92.929.520/0001-00 - NIRE nº 35.300.121.953 - SOCIEDADE DE CAPITAL ABERTO ASSEMBLÉIAS GERAIS ORDINÁRIA E EXTRAORDINÁRIA - EDITAL DE CONVOCAÇÃO São convidados os Senhores Acionistas da Springer S.A. para se reunirem em Assembléias Gerais Ordinária e Extraordinária, que se realizará no dia 29 de abril de 2011 às 11:00 horas, em sua sede social, na Rua Howard Archibald Acheson Junior, 55 – bloco A – 1º andar, na cidade de Cotia, estado de São Paulo, a fim de deliberarem sobre a seguinte “Ordem do Dia”. I - Assembléia Geral Ordinária: a) Exame, discussão e votação das contas do exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, compreendendo o Relatório da Administração, Balanço Patrimonial, Demonstrações Financeiras e Parecer dos Auditores Independentes; b) Deliberar sobre a destinação dos resultados do exercício; c) Eleição dos membros do Conselho de Administração. Na forma do artigo 1º. da Instrução CVM nº 282, de 26/06/1998, o percentual mínimo do capital votante para solicitação de voto múltiplo é de 6%; d) Fixação da remuneração dos administradores da sociedade. II – Assembléia Geral Extraordinária: a) Alteração do número de ações em que se divide o Capital Social, mediante desdobramento, passando de 12.647.103 para 126.471.030 de forma que a cada ação hoje existente seja desdobrada em 10 (dez) ações da mesma espécie e forma com os mesmos direitos estatutários; b) Alteração do Artigo 5º do Estatuto Social, de forma a refletir o novo número de ações do capital social; (*) Nos termos do artigo 5º da Instrução CVM nº 481 de 17/12/ 2009, para serem admitidos nas Assembléias, os Acionistas titulares de ações escriturais ou em custódia deverão estar inscritos nos registros competentes, até 3 (três) dias antes da data marcada para a realização das assembléias gerais. Os acionistas poderão ser representados nas assembléias gerais por procurador constituído há menos de um ano, que seja acionista, administrador da sociedade, advogado ou instituição financeira. Cotia(SP), 13 de abril (14,15,16) de 2011. ROGERIO PINTO COELHO AMATO - Presidente do Conselho de Administração.

ECONOMIA/LEGAIS - 17 Nova Gasômetro S/A CNPJ nº 45.356.466/0001-62 Edital de convocação Ficam convocados os Senhores Acionistas da Nova Gasômetro S/A a reunirem-se em Assembleia Geral Ordinária, a ser realizada na sede social, na rua Chico Pontes, nº 1.500, Vila Guilherme, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, às 15:00 horas, em primeira convocação, e às 15:30 horas, em segunda convocação, do dia 27 de abril de 2011, a fim de discutirem e deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: 1- Exame, discussão e votação das Demonstrações Financeiras e do Parecer dos Auditores Independentes relativos ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2010. 2- Outros assuntos de interesse da sociedade. Aviso - Comunicamos que se encontram à disposição dos Senhores Acionistas, na sede social, os documentos a que se refere o Artigo 133 da Lei nº 6.404, de 15/ 12/1976. São Paulo, 11 de abril de 2011. Nicolau Cury - Presidente do Conselho de Administração.

EAA Administração e Empreendimentos S.A. CNPJ n.º 11.493.109/0001-24 Edital de Convocação - Assembléia Geral Ordinária Ficam os acionistas da EAA Administração e Empreendimentos S.A. (“Companhia”) convocados a se reunirem em Assembléia Geral Ordinária a realizar-se no dia 26.04.2011, às 10:00 horas, na sede social da Companhia, situada na Capital do Estado de São Paulo, na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, n.º 1.364, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: (i) análise, discussão e votação do Relatório da Administração e das Demonstrações Financeiras referentes ao exercício encerrado em 31/12/2010; e (ii) destinação do resultado do exercício. São Paulo, 13 de abril de 2011. Ernesto Assad Abdalla - Diretor Presidente. 15, 16 e 19/04/2011

PARTSIL – EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S/A CNPJ (MF) Nº 61.314.787/0001-50 Edital de Convocação – Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária Convocamos os Srs. Acionistas a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária a ser realizada no dia 05 de maio de 2011, às 10:00 horas, na sede social, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: I - Em Assembleia Geral Ordinária: a) Exame, discussão e votação do relatório da administração, balanço patrimonial e demonstrações financeiras referentes aos exercícios findos em 31/12/2009 e 31/12/2010; b) Eleição dos membros do Conselho de Administração e II - Em Assembleia Geral Extraordinária: Outros assuntos de interesse da Sociedade. Aviso: Encontram-se a disposição os documentos elencados no art. 133 da Lei nº 6.404/76. São Paulo, 14/04/2011. Presidente do Conselho de Administração. 14, 15 e 16/04/2011

Companhia Cacique de Café Solúvel

EAA Administração e Empreendimentos S.A. C.N.P.J. 11.493.109/0001-24 Relatório da Administração Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação dos senhores acionistas o Balanço Patrimonial, a Demonstração do Resultado, a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido e a Demonstração do Fluxo de Caixa da EAA Administração e Empreendimentos S.A., relativos ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2010. O Lucro Líquido de R$ 1.647.575,74, apurado no ano de 2010 tem sua maior contribuição advinda dos rendimentos de aluguéis de seus imóveis disponibilizados operacionalmente, seguido da remuneração de suas aplicações financeiras. A Administração Demonstração do Resultado em 31 de Dezembro de 2010 Balanço Patrimonial Encerrado em 31 de Dezembro de 2010 Ativo 2010 (R$) 2009 (R$) P a s s i v o 2010 (R$) 2010 (R$) 2009 (R$) 7.829.460,52 1.756.448,36 Circulante 2.504.918,67 - Receita Operacional Bruta Circulante 2.756.937,31 4.874.002,29 Disponível (100.628,21) Obrigações Sociais e Tributárias 126.122,63 - (-) Tributos s/ Receita Bruta Caixa/Bancos 31.664,64 (=) Receita Operacional Líquida 2.656.309,10 Contas a Pagar 813.599,09 - (+) Resultado Financeiro Aplicações Financeiras 4.842.337,65 331.451,71 Dividendos a Pagar 1.565.196,95 - (-) Despesas Operacionais 315.955,76 Créditos (886.094,98) Contas a Receber 291.702,76 - Patrimônio Líquido 2.101.665,83 17.191.403,17 7.109.024,38 (=) Resultado Antes do I.R.P.J./C.S.L.L. Impostos a Compensar 24.253,00 (-) I.R.P.J./C.S.L.L. (393.226,96) 17.109.024,38 7.109.024,38 Lucro Antes das Participações Capital Social 2.639.502,47 1.756.448,36 Estoques: Terrenos e Edifícios 1.708.438,87 Capital Social 17.109.024,38 7.109.024,38 (-) Participações Estatutárias 11.866.861,32 5.352.576,02 Não Circulante (60.863,13) 6.511.161,55 Realizável a LP: Mútuos a Receber 1.647.575,74 Reserva de Lucros 82.378,79 - Lucro Líquido do Exercício 5.352.576,02 5.352.576,02 Investimentos: Particip. Societárias Demonstração dos Fluxos de Caixa Reserva Legal 82.378,79 3.123,75 Intangível: Software 2010 (R$) 19.696.321,84 7.109.024,38 Total do Ativo 19.696.321,84 7.109.024,38 Total do Passivo Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Lucro Líquido do Exercício 1.647.575,74 Mutações do Capital Reservas Lucros Resultados Patrimônio Depreciação e Amortização 701,25 Patrimônio Líquido Social Reserva Legal Acumulados Líquido Aumento (Redução) nos Ativos Operacionais: Saldos Vertidos por Cisão em 30/12/2009 7.109.024,38 7.109.024,38 Duplicatas a Receber 7.109.024,38 7.109.024,38 Saldo em 31/12/2009 - R$ Contas a Receber (291.702,76) Saldo Vertido por Cisão em 30/04/2010 10.000.000,00 10.000.000,00 Estoques (883.054,11) Lucro Líquido do Exercício 1.647.575,74 1.647.575,74 Impostos a Compensar (24.253,00) Destinação do Resultado: Aumento (Redução) nos Passivos Operacionais: Reserva Legal 82.378,79 (82.378,79) Obrigações Sociais e Tributárias 126.122,63 Dividendos Propostos (1.565.196,95) (1.565.196,95) 813.599,09 Contas a Pagar 17.109.024,38 82.378,79 17.191.403,17 Saldo em 31/12/2010 - R$ Caixa Gerado pelas Atividades Operacionais 1.388.988,84 Notas Explicativas Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento Apresentação das Demonstrações Financeiras: A elaboração, forma de O intangível engloba os direitos de uso de software e sistemas de controles. Aumento de Intangível (3.825,00) apresentação e conteúdo das Demonstrações Financeiras estão em acordo Estoques: Estão avaliados ao custo médio de aquisição ou construção, o Empréstimos de Mútuos (6.511.161,55) com as disposições da Lei 6404/76 e com as novas práticas contábeis qual não excede ao valor de mercado. Caixa Gerado pelas Atividades de Investimento (6.514.986,55) Composição dos Estoques: introduzidas pelas Leis 11.638/07 e 11.941/09, conforme regulamentadas Variação no Caixa e Equivalentes (5.125.997,71) 1.911.179,63 Saldo Inicial de Disponibilidades Vertida pela Cisão pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Principais Práticas Contábeis. Terreno/Edifício – Parque São Jorge – São Paulo/SP 10.000.000,00 2.661,84 Saldo Final de Disponibilidades Regime de escrituração: É adotado o regime de competência para o registro Terreno – Anápolis/GO 4.874.002,29 725.660,00 Variação no Caixa e Equivalentes das mutações patrimoniais ocorridas no exercício. Ativo e Passivo Terreno/Edifício – Salto/SP (5.125.997,71) 1,00 Circulantes: Os ativos realizáveis e os passivos exigíveis, com prazo até o Edifício-Garagem – Centro – São Paulo/SP Diretoria: Dr. Ernesto Assad Abdalla – Diretor Presidente 2.639.502,47 final do exercício seguinte, são demonstrados como Circulante. Mútuos: Os Total Dr. Luiz Fernando Grespan Renzo – Diretor contratos de mútuos estão apresentados com as atualizações de encargos Capital Social: O Capital Social é de R$ 17.109.024,38, representado por financeiros, baseados em taxas médias praticadas no mercado. Intangível: 42.725 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal.

Décio Rodrigues Téc. Cont. CRC-1SP154196/O-0

Associação Assistêncial de Saúde Suplementar – Cruz Azul Saúde 1 - Política de destinação de lucros / superávits / sobras. - A Cruz Azul Saúde é pessoa jurídica de direito privado, sem fins econômicos, que presta assistência a seus Associados em consonância com o estabelecido na lei, normas e contratos. Assim, o superávit é revertido ao melhoramento contínuo nos atendimentos prestados aos Associados. - 2 - Negócios sociais e principais fatos internos e/ou externos que tiveram influência na “performance” da sociedade/entidade e/ou no resultado do exercício. Preocupado com saúde e bem estar dos Associados, investiu no programa de medicina preventiva, disponibilizando uma equipe multidisciplinar e inaugurando um novo espaço destinado a seus participantes. O sucesso do referido programa e o ingresso de grande número de novos Associados influenciaram positivamente no resultado. - 3 - Reorganizações societárias e/ou alterações de controle direto ou indireto. - Não aplicável. 4 - Perspectivas e planos da administração para o(s) exercício(s) seguinte(s). - Melhora contínua no desempenho econômico-financeiro e ampliação gradativa do quadro associativo.5 - Descrição dos principais investimentos realizados, objetivo, montantes e origens dos recursos alocados, inclusive aqueles voltados aos programas de promoção e

CNPJ nº 03.849.449/0001-17 Relatório da administração prevenção à saúde. Todos os setores da operadora receberam investimentos visando à melhoria e facilitação no atendimento aos Associados, tais como substituição de equipamentos de informática pelos mais modernos com novos “software”, aquisição de leitores de cartão magnético, reforma e ampliação da sede, novo espaço destinado a medicina preventiva, realização de atividades relacionadas aos programas de promoção e prevenção à saúde, etc. num total de R$ 2.148.155 em 2010 e R$ 2.229.609 em 2009. 6 - Reformulações administrativas: descrição das mudanças administrativas e programas de racionalização. Além da distribuição de modernos equipamentos de informática, foi realizada a redistribuição de Colaboradores que melhorou ainda mais o desempenho da operadora sem perder a qualidade. 7 - Direitos dos acionistas e dados de mercado: políticas relativas à distribuição de direitos, desdobramentos e grupamentos; valor patrimonial por ação, negociação e cotação das ações em Bolsa de Valores. - Não aplicável. 8 - Aquisição de debêntures de sua própria emissão. - Não aplicável. - 9 - Recursos humanos: número de empregados no término do exercício atual e dos dois últimos exercícios; turnover nos dois últimos anos; segmentação da mão-de-obra segundo a

Balanços Patrimoniais Levantados em 31 de dezembro de 2010 e de 2009 - Em Reais – R$ Nota 2010 2009 Nota 2010 2009 Ativo explicativa Passivo explicativa Ativo Circulante 25.240.709 19.138.443 Passivo Circulante 7.001.645 5.161.778 Disponível 118.216 104.367 Prov. Técnicas de Oper. de Assist. à Saúde 9 4.363.232 3.607.973 Realizável 25.122.493 19.034.076 Provisão de Risco 9 - 2.091.201 Aplicações vinculadas a prov. técnicas 4 4.039.330 3.741.450 Prov. de Eventos Ocorridos e Não Avisados 9 2.544.837 1.516.772 Aplicações não vinculadas a prov. técnicas 5 20.740.901 14.789.027 Provisão de Eventos a Liquidar 10 1.818.395 807.860 Contraprestações Pecuniárias 6 308.601 463.953 Tributos e Contribuições a Recolher 270.409 233.176 Títulos e créditos a receber 31.727 39.647 Provisões 329.164 307.157 Valores de Bens 1.934 - Débitos diversos 11 2.038.840 205.612 Ativo não Circulante 3.268.401 2.522.834 Passivo não Circulante 534.164 961.997 Realizável a Longo Prazo Exigível a Longo Prazo Valores e Bens 31.714 7.601 Provisões 12 534.164 961.997 Imobilizado 7 1.173.946 1.178.789 Patrimônio Líquido/Patrimonio Social 20.973.301 15.537.502 Imóveis de uso Próprio - Não Hospitalares 766.360 799.988 Patrimônio Social 730.000 730.000 Bens Móveis - Não Hospitalares 334.945 378.801 Superávits acumulados 20.243.301 14.807.502 Outras Imobilizações - Não Hospitalares 72.641 Intangível 8 2.062.741 1.336.444 Total do Ativo 28.509.110 21.661.277 Total do Passivo 28.509.110 21.661.277 Demonstrações das Mutações do Patrimônio Social Para os exercí- 4. Aplicações Vinculadas a Provisões Técnicas cios findos em 31 de dezembro de 2010 e de 2009 - Em Reais – R$ 2010 2009 4.039.330 3.741.450 Fundo Superávit Total Fundo ANS - Caixa Econômica Federal Total 4.039.330 3.741.450 Social Acumulado Saldo em 31 de dezembro de 2008 730.000 10.393.855 11.123.855 5. Aplicações não Vinculadas a Provisões Técnicas 2010 2009 Superávit do Período de 2009 4.413.647 4.413.647 20.740.901 14.789.027 Saldo em 31 de dezembro de 2009 730.000 14.807.502 15.537.502 Títulos de renda fixa privados 20.740.901 14.789.027 Superávit do Período de 2010 5.435.799 5.435.799 Total Saldo em 31 de dezembro de 2010 730.000 20.243.301 20.973.301 6. Créditos de Operações com Planos de Assistência à Saúde 2010 2009 Notas Explicativas das Demonstrações Contábeis Para os exercícios Mensalidades a receber 2.177.010 findos em 31 de dezembro de 2010 e de 2009 - Em reais – R$ (1.785.287) 1. Contexto Operacional - A Associação Assistencial de Saúde Suplemen- Faturamento antecipado tar - Cruz Azul Saúde, é uma pessoa jurídica de direito privado, sem fins Valores em atraso: 244.371 379.644 econômicos, tem por objetivo a operação de planos privados de assistência Até 30 dias 64.230 84.310 à saúde, individuais, familiares e coletivos, através de reembolso de des- De 31 a 60 dias 23.882 26.999 pesas assistenciais a seus associados, nos limites da lei e dos respectivos De 61 a 90 dias Há mais de 90 dias 59.239 77.504 termos de adesão ou contratos, mediante o credenciamento de terceiros 391.722 568.457 legalmente habilitados. 2. Apresentação das Demonstrações Contábeis Total a receber (83.121) (104.504) - As demonstrações contábeis foram elaboradas e estão apresentadas Provisão para perdas sobre créditos 308.601 463.953 em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais Total a receber liquido abrangem a legislação societária brasileira, os pronunciamentos, orienta- As contraprestações a receber de planos individuais com mais de 60 dias de atraso e os demais planos com mais de 90 dias de atraso, foram provições e interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC, e a legislação específica emanada pela Agência Nacional de Saúde sionados como perdas sobre esses créditos. 7. Imobilizado Suplementar. 3. Principais Diretrizes Contábeis - a) Moeda funcional e Taxas 2010 2009 de apresentação - As Demonstrações contábeis estão apresentadas em anuais Deprec. reais, que é a moeda funcional da Entidade. b) Apuração do superávit do deprec. Custo Acum. Total Total exercício - As receitas e despesas são registradas considerando o regime % de competência de exercícios. c) Estimativas contábeis - Na elaboração Descrição das demonstrações contábeis, é necessário utilizar estimativas para con- Imóveis de uso Próprio 4% 840.730 (74.370) 766.360 799.988 tabilizar certos ativos, passivos, e outras transações. As demonstrações Não Hospitalar incluem, portanto, estimativas referentes a provisões, créditos a receber e Bens Móveis 10% a 1.049.805 (714.860) 334.945 378.801 outras similares. Os resultados reais podem apresentar variações em rela- Não Hospitalares 20% ção às estimativas. d) Instrumentos financeiros - Instrumentos financei- Outras Imobilizações ros não-derivativos incluem caixa e equivalentes de caixa, contas a receber Não Hospitalares obras em andamento 72.641 72.641 e outros recebíveis, contas a pagar e outras obrigações. e) Ativos circulan1.963.176 (789.230) 1.173.946 1.178.789 tes e não circulantes - Disponibilidades - caixa e equivalentes de caixa Total 8. Intangível - Os valores registrados em disponibilidades referem-se a saldos bancários Taxas 2010 2009 de livre movimentação e aplicações financeiras de liquidez imediatas com anuais Amort. baixo risco de variação no valor de mercado, e consideradas como equivaAmort. Custo Acum. Total Total lentes de caixa. Aplicações financeiras - São registradas pelos valores % de custo acrescidos dos rendimentos auferidos até as datas dos balanços, Descrição que não excedem o seu valor de mercado ou de realização. Provisão para Direito de Uso 20% 305.169 (244.528) 60.641 98.717 créditos de liquidação duvidosa - As contas a receber são registradas e Software mantidas no balanço pelo valor nominal dos títulos representativos desses Gastos c/Prom.e 50% 3.592.015 (1.589.915) 2.002.100 1.237.728 créditos. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é calculada por Prev.à Saúde 3.897.184 (1.834.443) 2.062.741 1.336.445 valor suficiente para cobrir eventuais perdas desses créditos. Ativo imobi- Total lizado - Correspondem aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos Os gastos incorridos no período de Programas de Promoção da Saúde e destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade Prevenção de Riscos e Doenças, foram contabilizados conforme normas inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios da Instrução Normativa Conjunta 01 da Agência Nacional de Saúde Suplee controles dos bens da entidade. É demonstrado ao custo de aquisição, mentar, e CPC 04 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis. As amortizalíquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método ções foram estimadas de acordo com expectativa de recuperação dos valolinear de acordo com a vida útil-econômica estimada dos bens. Ativo Intan- res aplicados. Essa estimativa de amortização considera 50 % anuais. A gível - Correspondem aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens administração efetuou revisão de avaliação dos valores amortizados, e não incorpóreos destinados à manutenção da entidade ou exercidos com essa foi necessário modificar o critério adotado. Adicionalmente a administração finalidade. Os ativos intangíveis com vida útil definida são geralmente amor- efetuou avaliação de eventuais perdas das aplicações efetuadas, e não foi tizados de forma linear no decorrer de um período estimado de benefício necessário constituir e contabilizar perdas por redução ao valor recuperáeconômico. Redução ao valor recuperável - Não houve indicações de vel de ativos. 9. Provisões Técnicas e Garantias Financeiras - As proviperda de valor do ativo imobilizado, ativo intangível e estoques. Portanto, a sões técnicas foram constituídas conforme normas da Agência Nacional de Entidade não identificou qualquer evidência que justifica a necessidade de Saúde Suplementar. O saldo da provisão de risco em 31 de dezembro de provisão. f) Passivos circulantes e não circulantes - São demonstrados 2009 foi de R$ 2.091.201. Conforme Resolução Normativa 206 atualizada pelos valores conhecidos ou calculáveis acrescidos, quando aplicável, dos pela Resolução Normativa 208 da ANS, a provisão de risco foi revogada a correspondentes encargos, variações monetárias e/ou cambiais incorridas partir do período de 2010. até a data do balanço patrimonial. Quando aplicável os passivos circulantes 10. Provisão de Eventos a Liquidar 2010 2009 e não circulantes são registrados em valor presente, com base em taxas 1.028.075 807.860 de juros que refletem o prazo, a moeda e o risco de cada transação. Provi- Provisão de eventos a liquidar 790.320 – sões - As provisões são reconhecidas, quando a Companhia possui uma Provisão de eventos a liquidar para o SUS 1.818.395 807.860 obrigação legal ou constituída como resultado de um evento passado, e é Total provável que um recurso econômico seja requerido para saldar a obrigação. A Provisão de eventos a liquidar para o SUS foi reconhecido conforme InsAs provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas trução Normativa Conjunta 03 da Agência Nacional de Saúde Suplementar. do risco envolvido. Provisões técnicas de operações de assistência à 11. Débitos Diversos 2010 2009 saúde - As Provisões técnicas foram constituídas conforme normas da Depósitos de beneficiários 1.785.288 Agência Nacional de Saúde Suplementar. Aos administradores da Associação Assistencial de Saúde Suplementar – Cruz Azul Saúde São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras da Associação Assistencial de Saúde Suplementar – Cruz Azul Saúde, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as Demonstrações Financeiras - A Administração da Entidade é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos Auditores Independentes - Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e

Parecer dos Auditores Independentes internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Entidade para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Entidade. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião - Em nossa opinião,

localização geográfica, nível educacional, alocação em funções administrativas e em funções assistenciais; investimentos em treinamento; fundos de seguridade e outros planos sociais; recolhimento de contribuições sociais incidentes sobre a folha de salários e o valor dos benefícios concedidos aos empregados, no término do exercício atual e dos dois últimos exercícios. - O número de Colaboradores nos últimos dois anos manteve-se em 70, com turnover muito baixo. O nível educacional é muito elevado, com 46% dos Colaboradores com curso superior e outros 46% freqüentando. A operadora tem investido na formação profissional, inclusive com a participação dos Colaboradores nos diversos eventos relacionados à área. O pagamento dos salários e o recolhimento dos tributos são feitos rigorosamente em dia e o valor dos benefícios concedidos aos Colaboradores nos dois últimos anos foi de R$ 445.016 (2010) e R$ 418.996 (2009). 10 - Proteção ao meio ambiente: descrição e objetivo dos investimentos efetuados e montante aplicado. - Preocupado com o meio ambiente, periodicamente são realizadas palestras e orientações aos Colaboradores objetivando a conscientização para sua proteção. Demonstração do Resultado Para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e de 2009 - Em Reais – R$ 2010 2009 Contraprest. efet. de Planos de Assist. Saúde 53.579.737 45.903.044 Contraprestações Líquidas 53.575.527 47.898.079 Variação das Provisões Técnicas 1.063.135 (1.051.473) Receita com Adm. de Plano de Assist.à Saúde 49.470 15.349 Trib. Div. de Oper. com Planos de Assist. Saúde (1.108.395) (958.912) Eventos / Sinistros Indenizáveis Líquidos (42.095.003) (35.105.360) Eventos Indenizáveis (42.095.003) (35.105.360) Result. das Oper. - Planos de Assist. Saúde 11.484.734 10.797.683 Resultado Bruto 11.484.734 10.797.683 Despesas de Comercialização (8.670) (7.957) Despesas Administrativas (7.651.748) (7.687.037) Outras Receitas Operacionais 5.608 30.206 Outras Despesas Operacionais (452.909) (538.392) Provisão Para Perda Sobre Crédito (452.909) (538.392) Resultado Financeiro Líquido 2.058.784 1.819.143 Receitas Financeiras 3.003.774 2.607.290 Despesas Financeiras (944.990) (788.147) Resultado Operacional (6.048.935) (6.384.036) Resultado Líquido 5.435.799 4.413.647 Demonstração dos Fluxos de Caixa - DFC Para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e de 2009 - Em Reais – R$ 2010 2009 Atividades Operacionais Recebimento de Planos de Saúde 54.816.392 46.640.657 Outros Recebimentos Operacionais 3.562 Pag. a Fornec./Prestadores de Serv. de Saúde (40.584.643) (31.535.077) Pagamento de Serviços Terceiros (2.245.559) (2.738.850) Pagamento de Tributos (3.201.084) (2.830.669) Pag. de Conting. (Cíveis/Trabalhistas/Tributárias) (707.693) Pagamento de Aluguel (11.049) (22.952) Pagamento de Promoção/Publicidade (63.145) (35.050) Outros Pagamentos Operacionais (2.914.543) (2.771.213) Caixa Líquido das Atividades Operacionais 3.648.214 6.062.714 Atividades de Investimentos Pag. de Aquisição de Ativos Imob. e intangíveis (2.148.155) (3.411.147) Caixa Líq. das Atividades de Investimento (2.148.155) (3.411.147) Atividades de Financiamento Juros de Aplicações Financeiras 2.615.390 2.219.643 Aplicações Financeiras (6.249.755) (4.927.878) Caixa Líq. das Atividades de Financiamento (3.634.365) (2.708.234) Variação Liquida do Caixa 13.849 (56.667) Caixa - Saldo Inicial 104.367 161.034 Caixa - Saldo Final 118.216 104.367 Ativos Livres no Início do Período 14.893.394 11.059.268 Ativos Livres no Final do Período 20.740.901 14.893.394 Aum./(Dim.) nas Aplic. Financ. - Rec. Livres 5.847.507 3.834.126 2010 2009 Obrigações com pessoal 131.820 127.732 Fornecedores 121.732 77.880 Total 2.038.840 205.612 Os depósitos de beneficiários foram reconhecidos conforme Resolução Normativa 206 e Ofício Circular 01/10 da Agência Nacional de Saúde Suplementar. 12. Provisão para Contingências - A entidade possui processos cíveis, trabalhistas e tributários em andamento que envolve responsabilidades contingentes. As provisões para contingências são estabelecidas pela Administração da Entidade, levando-se em consideração a opinião dos assessores jurídicos, por valores considerados nas estimativas de perdas prováveis. Esses valores estão assim demonstrados: 2010 2009 Cíveis 534.164 540.082 Ressarcimento SUS 421.915 Total provisionado 534.164 961.997 Ressarcimento SUS - período de 2010: Reclassificado para provisões técnicas em Eventos a Liquidar, conforme Instrução Normativa Conjunta 03 da Agência Nacional de Saúde Suplementar, conforme nota explicativa 10. Processos cíveis - A Entidade possui processos cíveis, envolvendo risco de perda classificado pela Administração e pelos assessores jurídicos demonstrados da seguinte forma: 2010 2009 Classificação de risco - Provável 534.164 13.721 Classificação de risco - Possível 553.803 534.164 540.082 Embora seja facultativo o reconhecimento de provisões para riscos classificados como “possível”, para o período de 2009, a administração optou em provisionar tais riscos. Porém, para o período de 2010, a administração revisou as estimativas de perdas e julgou não ser necessário provisionar os processos com classificação “possível”, em consonância com as normas de contabilidade. 12. Cobertura de Seguros - A entidade mantém seguros contra incêndios, raios, explosão, tumultos, roubo, furto e vendaval. São contratados por valores considerados suficientes pela Empresa para cobrir eventuais riscos e perdas. João Rogério Felizardo - Diretor Presidente Ernesto de Jesus Herrera - Diretor Financeiro Rogério Barucci - Contador - CRC SP 168.507/O-3 as demonstrações financeiras anteriormente referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Associação Assistencial de Saúde Suplementar – Cruz Azul Saúde, em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às entidades supervisionadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS. Outros assuntos. Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior - Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2009, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente por nós auditados de acordo com as normas de auditoria vigentes por ocasião da emissão do relatório em 11 de fevereiro de 2010, que não conteve nenhuma modificação. São Paulo, 18 de fevereiro de 2011.

Companhia Aberta - CVM nº 00290-9 CNPJ/MF nº 78.588.415/0001-15 - NIRE nº 41.300.047.316 Assembleia Geral Ordinária - Edital de Convocação Ficam convidados os Senhores Acionistas a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária a ser realizada no dia 29 de Abril de 2011, às 10:00 horas, na sede social da Companhia, localizada na Rua Horácio Sabino Coimbra nº 100, Londrina/PR, a fim de deliberar sobre a seguinte ordem do dia: 1) Exame discussão e votação do Relatório de Administração, Demonstrações Financeiras, Notas Explicativas e Parecer dos Auditores Independentes, relativos ao exercício social encerrado em 31/12/2010; 2) Destinação do resultado líquido do exercício - Lucro Líquido do Exercício: R$ 9.148.149,28; (–) Reserva Legal - 5%: (R$ 457.407,46); (+) Realização da Reserva de Reavaliação: R$ 390.416,64; (+) Realização do Ajuste de Avaliação Patrimonial: R$ 1.467.701,68; (–) Dividendos: (R$ 2.637.419,40); (=) Reserva de Retenção de Lucros: R$ 7.911.440,74; 3) Distribuição de Dividendos - Lucro Líquido do Exercício: R$ 9.148.149,28; (–) Reserva Legal - 5%: (R$ 457.407,46); (+) Realização da Reserva de Reavaliação: R$ 390.416,64; (+) Realização do Ajuste de Avaliação Patrimonial: R$ 1.467.701,68; (=) Base para Dividendos: R$ 10.548.860,14; (x) Dividendos Propostos - 25%: R$ 2.637.419,40; Ações Ordinárias 8.316.000 ações x R$ 0,09911: R$ 824.198,76; Ações Preferenciais 16.632.000 ações x R$ 0,10902: R$ 1.813.220,64; 4) Fixação do número e eleição dos membros do Conselho de Administração, com dotação das verbas para honorários. Em atendimento ao artigo 4º da Instrução CVM nº 481/09 e para efeitos do que dispõe a Instrução CVM nº 165/91, alterada pela Instrução n° CVM 282/98, o percentual mínimo de participação no capital votante para requisição da adoção de voto múltiplo na eleição dos membros do Conselho de Administração, na forma da Instrução CVM nº 165/91, alterada pela Instrução CVM nº 282/98, é de 5% (cinco por cento). Os acionistas, seus representantes legais e/ou procuradores para participarem das Assembleias deverão observar as disposições do artigo 126 da Lei nº 6.404/76. Os usuários de custódia fiduciária das Bolsas de Valores deverão apresentar comprovantes emitidos pelas respectivas instituições, conforme Instrução CVM nº 115/90. Os documentos relativos às matérias a serem discutidas na Assembleia Geral Ordinária encontram-se à disposição dos acionistas na sede da Companhia, bem como nos websites da Comissão de Valores Mobiliários (www.cvm.gov.br) e da BM&F Bovespa S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (www.bmfbovespa.com.br), nos termos da Lei das S.As. e do artigo 6º da Instrução CVM nº 481/2009. Londrina/PR, 11 de Abril de 2011 Cesário Coimbra Neto Presidente do Conselho de Administração

S.A. CNPJ 13.788.120/0001-47

Companhia Aberta NIRE 35300323971 Edital de C on vocação Con onv ASSEMBLEIA GER TR AORDINÁRIA GERAL EXTR TRA AL ORDINÁRIA E EX Os Senhores Acionistas da ELEKEIROZ S.A. são convidados a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, que será realizada em 28.04.2011, às 15:00 horas, na sede social, na Rua Dr. Edgardo de Azevedo Soares, 392, Várzea Paulista (SP), a fim de: EM P AUT A ORDINÁRIA: PA UTA 1. tomar conhecimento dos Relatórios da Administração e dos Auditores Independentes e examinar, discutir e deliberar sobre as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social encerrado em 31.12.2010; 2. deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício; 3. eleger os membros do Conselho de Administração para o próximo mandato anual; nos termos das Instruções CVM 165/91 e 282/98, os interessados em requerer a adoção do voto múltiplo nessa eleição deverão representar, no mínimo, 5% do capital votante; 4. deliberar sobre a verba destinada à remuneração dos integrantes do Conselho de Administração e da Diretoria. EM P AUT A EX TR AORDINÁRIA: PA UTA EXTR TRA Examinar proposta do Conselho de Administração sobre: I-A apital Aumen umentto de C Capital umen Elevação do atual capital social, de R$ 220.000.000,00 para R$ 320.000.000,00, mediante capitalização de reservas de capital e de lucros, sem emissão de novas ações. II - Alt er aç ões Esta tutár ias Alter eraç ações Estatutár tutárias Alteração e consolidação do Estatuto Social para: (i) registrar a nova composição do capital social decorrente do item precedente; (ii) aprimorar disposições relativas à composição e reuniões do Conselho de Administração; e (iii) excluir o cargo de Diretor Geral e aprimorar disposições relativas aos poderes, limite etário e substituição dos diretores. Os documentos a serem analisados na Assembleia encontram-se à disposição dos Acionistas no website de relações com investidores da Companhia (www.elekeiroz.com.br), bem como no website da CVM (www.cvm.gov.br) e da BM&FBOVESPA (www.bmfbovespa.com.br). Para exercer seus direitos, os Acionistas deverão comparecer à Assembleia portando documento de identidade e comprovante de depósito das ações emitido pela instituição depositária, contendo a respectiva participação acionária. Os Acionistas podem ser representados na Assembleia por procurador, nos termos do artigo 126 da Lei 6.404/76, desde que o procurador esteja com documento de identidade e os seguintes documentos comprovando a validade da procuração (para documentos produzidos no exterior, a respectiva tradução consularizada e juramentada): a) Pessoas Jurídicas: cópia autenticada do contrato/estatuto social da pessoa jurídica representada, comprovante de eleição dos administradores e a correspondente procuração, com firma reconhecida em cartório; b) Pessoas Físicas: a correspondente procuração, com firma reconhecida em cartório. Várzea Paulista (SP), 11 de abril de 2011. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Rodolfo Villela Marino Presidente

(13/14/15)

S.A. CNPJ 97.837.181/0001-47

Companhia Aberta

NIRE 35300154410

Edital de C on vocação Con onv ASSEMBLEIA GER AL ORDINÁRIA E EX TR AORDINÁRIA GERAL EXTR TRA ATEX S.A. são convidados a se reunirem em Assembleia Geral Os Senhores Acionistas da DUR DURA Ordinária e Extraordinária, que será realizada em 29.04.2011, às 10:00 horas, no auditório da sede social, na Avenida Paulista, 1938 - 5º andar, em São Paulo (SP), a fim de: EM P AUT A ORDINÁRIA: PA UTA 1. tomar conhecimento do Relatório da Administração e do Relatório dos Auditores Independentes e examinar, discutir e deliberar sobre as Demonstrações Financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31.12.2010; 2. deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício; 3. fixar o número de membros titulares e suplentes e eleger os membros do Conselho de Administração para o próximo mandato anual; nos termos das Instruções CVM 165/91 e 282/98, os interessados em requerer a adoção do voto múltiplo nessa eleição deverão representar, no mínimo, 5% do capital social; e 4. deliberar sobre a verba destinada à remuneração dos integrantes do Conselho de Administração e da Diretoria. EM P AUT A EX TR AORDINÁRIA: PA UTA EXTR TRA Examinar proposta do Conselho de Administração sobre: I-A umen om B onificação em A Aumen umentto de C Capital Bonificação Açções apital ccom Elevação do atual capital social, de R$ 1.288.085.331,86 para R$ 1.550.000.000,00, mediante capitalização de reservas de lucros e simultânea bonificação em ações, atribuindo-se aos acionistas 2 (duas) ações novas para cada lote de 10 (dez) ações de que forem titulares na posição final do dia 29.04.2011; II - IInc nc or por ação de Subsidiár ia IIn nteg ncor orpor poração Subsidiária egrral ”) Incorporação da subsidiária integral DRI - RESINAS INDUSTRIAIS S.A. (“DRI (“DRI”) ”), mediante: a) aprovação do Protocolo e Justificação de Incorporação, celebrado pelos diretores da Companhia e pela administração da DRI; b) ratificação da nomeação da empresa especializada ASPR AUDITORES INDEPENDENTES (“ASPR”), com escritório em Santo André (SP), na Rua Gertrudes de Lima, 53, Sobreloja, Centro, para avaliar o valor do patrimônio líquido da DRI a ser incorporado pela Companhia, bem como aprovação do laudo de avaliação do patrimônio líquido da DRI elaborado pela ASPR; c) aprovação da incorporação da DRI pela Companhia, nos termos do Protocolo e Justificação de Incorporação; e d) autorização para que a administração da Companhia pratique todos os atos e firme todos os documentos necessários à implementação e formalização da incorporação. III - Alt er aç ões Esta tutár ias Alter eraç ações Estatutár tutárias Alteração e consolidação do Estatuto Social para ampliar o objeto social (artigo 3º) e registrar a nova composição do capital social (caput do artigo 5º), em decorrência dos itens precedentes. I nf or maç ões G er ais: nfor ormaç mações Ger erais: Os documentos a serem analisados na Assembleia encontram-se à disposição dos Acionistas no website de relações com investidores da Companhia (www.duratex.com.br/ri), bem como no website da CVM (www.cvm.gov.br) e da BM&FBOVESPA (www.bmfbovespa.com.br). Para exercer seus direitos, os Acionistas deverão comparecer à Assembleia portando documento de identidade e comprovante de depósito das ações emitido pela instituição depositária, contendo a respectiva participação acionária. Os Acionistas podem ser representados na Assembleia por procurador, nos termos do artigo 126 da Lei 6.404/76, desde que o procurador esteja com documento de identidade e os seguintes documentos comprovando a validade da procuração (para documentos produzidos no exterior, a respectiva tradução consularizada e juramentada): a) Pessoas Jurídicas: cópia autenticada do contrato/estatuto social da pessoa jurídica representada, comprovante de eleição dos administradores e a correspondente procuração, com firma reconhecida em cartório; b) Pessoas Físicas: a correspondente procuração, com firma reconhecida em cartório. De modo a facilitar os trabalhos na Assembleia, a Companhia sugere que os Acionistas representados por procuradores enviem, com antecedência mínima de 48 horas, cópia dos documentos acima elencados por correio ou portador para: Duratex S.A. - Assuntos Paralegais Av. Paulista nº 1938 - 19º andar - Bela Vista São Paulo-SP - CEP 01310-942 São Paulo (SP), 12 de abril de 2011. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Salo Davi Seibel (14/15/18) Presidente


DIÁRIO DO COMÉRCIO

18

sexta-feira, 15 de abril de 2011

e Rastreamento e eficiência no embarque Há cerca de 200 tecnologias para monitoramento de carga no País e cerca de dez confiáveis. René Ellis Vanzulli, da Total Planning

conomia

Reunião na ACSP mostra como sistemas desenvolvidos originariamente para segurança melhoram processo logístico na viagem e no porto Fotos:Patrícia Cruz/LUZ

Fátima Lourenço

O

Paulo R. Lauand: sonho é controlar toda a rota.

José Cândido Senna: redução de overbooking.

empresa se adapta a qualquer necessidade do cliente, porque há muita tecnologia embarcada no veículo. Distribuída em módulos, desde a cabine até a parte da carga, essa tecnologia permite estabelecer etapas de segurança. Acompanhamento – Além disso, o sistema possibilita controlar todas as etapas de deslocamento da carga. As rotas permitidas e a abertura de portas do veículo são duas das muitas possibilidades de

acompanhamento online do deslocamento da carga. O sistema também pode gerar relatórios para mensurar sua eficiência. A esses benefícios também pode ser adicionado o lacre eletrônico, inclusive nos contêineres. "Eles também podem ser violados (como acontece com lacres mecânicos), mas o fornecedor terá um histórico de todo o processo", compara o empresário. O "sonho", comentou, é o monitoramento porta-a-por-

ta, que ele espera ser possível em breve. Será a Auto Sat, segundo ele, quem trará para o Brasil a tecnologia experimentada no Porto de Nova Jersei (Estados Unidos), de rastreamento total de contêineres, inclusive durante o trajeto dos navios. Em um futuro próximo, René Ellis Vanzulli, diretor da Total Planning, acredita que esses contêineres já embarcados poderão "conversar" com o navio – e a base do cliente –

para, por exemplo, controlar a temperatura, de modo a preservar uma carga com essa necessidade. "Há aproximadamente 200 tecnologias para monitoramento no País e cerca de dez confiáveis", comentou o diretor da Total Planning, René Ellis Vanzulli. Ele apresentou alguns dos recursos do software criado pela empresa (o BPMLog) para "conversar" com as variadas tecnologias de rastreamento implantadas pelas

ACSP pleiteia lugar no Camex Marcos Mendes/LUZ

Embaixador Jadiel Ferreira de Oliveira (à esq.) e Emilio Garófalo Filho

além da secretaria-executiva e alguns comitês, também tem em sua estrutura o Conselho Consultivo do Setor Privado (Conex), com suas reuniões trimestrais. A próxima reunião, informou Garófalo, acontecerá em São Paulo em maio. "Principalmente nesse início de governo estamos dispostos a ouvir propostas e levá-las à Camex", afirmou Garófalo. Ele sugeriu aos empresários que os encaminhamentos sejam pontuais. "Temos que começar a ir para os detalhes, pedir exatamente o que pode ser modificado", disse.

A observação do palestrante decorre da análise feita por ele sobre o mercado chinês. "Nós simplificamos a questão da China como uma questão cambial e de direitos trabalhistas. Eles estão entrando em uma economia de escala fantástica. Mesmo que o câmbio mude e que os salários aumentem, isso não muda. A concorrência que teremos com eles tende a piorar", observou. A Camex, segundo ele, tende a ser a porta de entrada das solicitações dos empresários. No caso de São Paulo, a pauta de 18 sugestões elaborada

pelos conselhos da ACSP elenca, além do pedido de representação junto à Camex, questões como a possibilidade de consolidação de cargas em armazéns não alfandegados; simplificação tributária e rápida devolução dos impostos; facilitação e ampliação de limites da exportação simplificada, via marítima; e intensificação de acordos comerciais com outros países. Alguns dos aspectos relacionados aos pleitos dos empresários foram debatidos durante o encontro. O presidente da Associação Comercial de São Paulo, Rogério Amato, foi representado no evento pelo subcoordenador do CCIC, Robert Schoueri. Este compôs a mesa juntamente com Emilio Garófalo. Na mesa estavam também os coordenadores dos conselhos; a subcoordenadora do Ccomex e superintendente da Distrital de Santo Amaro, Rita de Cassia Campagnoli; o subcoordenador do CCIC, Giolberto Kfouri; e o coordenador do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus), José Cândido Senna. (FL)

Produtos para Jato de Tinta (11)

Produtos para Laser www.

refim

at.com.

DC

DC

www.hzeventos.com.br

PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS INTERNOS E EXTERNOS

O sabor que marca a sua festa

Almoços em empresas

Feiras e congressos

Festas em datas especiais

Especializados em: buffet e casting e em almoço e atendimento com protocolo para autoridades

Comemorações

www.espetinhosdocarmo.com.br Batalha Sport Center - Academia Av. Dr. Bernardino B. F. de Carvalho, 1.350 Vl. Talarico - Fone: 11 2036-9555 centroesportivo@batalha.com.br

C

riar um banco de dados com experiências de iniciativas de sustentabilidade que incentivem as empresas, tanto de capital aberto quanto fechado, a adotar práticas que transformem a sua realidade e agreguem valor ao seu empreendimento. Esse é o objetivo do programa "Em Boa Companhia – Sustentabilidade nas Empresas", plataforma virtual lançada ontem pela Bolsa de Valores, M ercadorias e Futuros (BM&FBovespa) e que apresenta os projetos socioambientais e de responsabilidade social. Atualmente, há 49 participantes com 391 experiências cadastradas no www.bmfboves pa .co m. br . A plataforma virtual tem como objetivo orientar as companhias interessadas em criar planos que integrem as práticas de responsabilidade social à realidade do seu dia a dia. Para Edemir Pinto, diretor-

presidente da BM&FBovespa, a iniciativa faz parte do plano de ampliar as atividades de sustentabilidade, que terá encontros trimestrais entre corporações e especialistas, para orientar empreendedores nas práticas de projetos socioambientais com metas que ultrapassam o assistencialismo e que agreguem valor à sua atividade. Direitos Humanos – Por isso, além do site, que passou por uma reformulação, foram organizadas palestras trimestrais. Foram lançadas as publicações "Associação Profissionalizante", com a história do projeto, e a pesquisa "Direitos Humanos nas Empresas", em parceria com o Instituto Norberto Bobio. Durante o evento, foi realizado o debate "O que a sustentabilidade e o investimento social agregam para as empresas?", que tratou do impacto dos projetos sociais das empresas no dia a dia e a real aplicação dessas práticas no relacionamento com funcionários, parceiros e clientes.

www.hzeventos.com.br

www.batalha.com.br Batalha Serv. Adm. Tele-Atd. Liga Rua Dr. Jaci Barbosa, 116 Vl. Carrão - Fone: 11 2036-9655 ligaesportiva@batalha.com.br

Paula Cunha

br

Churrasco * Coquetel Coquetel com Churrasco

Academia de Futebol A.D. São Caetano Azulão

Incentivos à prática da sustentabilidade

5505-2734

Rua Flórida, 1.386 - Brooklin - São Paulo/SP contato@refimat.com.br

promoções esportivas

transportadoras. "Não é um equipamento para segurança, mas para logística", detalhou. A possibilidade de geração de gráficos para medir performances diversas é imensa, segundo mostrou. Vanzulli mencionou que a Ipiranga ganhou produtividade de 8%, em frota com mil veículos. Com o rastreamento remoto, o posto sabia antecipadamente da necessidade de liberar espaço para o caminhão de abastecimento.

DC

A

A s s o c i a ç ã o C omercial de São Paulo (ACSP) pleiteia inclusão de um representante da entidade no Conselho Consultivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A proposta se alinha a outras 17 sugestões que compõem documento entregue na última quarta-feira ao secretário-executivo do órgão, Emilio Garófalo Filho. O secretário esteve na sede da associação como palestrante convidado para a reunião conjunta do Conselho de Câmaras Internacionais do Comércio (CCIC), coordenado pelo Embaixador Jadiel Ferreira de Oliveira; Conselho de Comércio Exterior (Ccomex); e Conselho Brasileiro das empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras (CECIEx), ambos sob coordenação de Roberto Ticoulat, responsável pela entrega das propostas a Emilio Garófalo Filho. A Camex, explicou o palestrante, é um órgão supraministerial composto por representantes de sete ministérios e,

René Ellis Vanzulli: "conversa" entre tecnologias.

Inaugurações

espetinhosdocarmo@espettinhosdocarmo.com.br Av. Rio das Pedras, 3.628 Jd. Aricanduva - São Paulo - SP

11

2721-7282

Rua Feliciana Panieri Ricco, 42 - Vila Olímpia - Tel.: 11 3044.4146

DC

de se n vo lv i me nt o de uma logística sincronizada com rastreamento da carga, do ponto de origem até o Porto de Santos, com geração de relatórios compartilhados por exportadores e armadores, poderá resgatar a confiabilidade entre esses agentes. Além disso, a implementação da tecnologia poderá reduzir o overbooking, comentou José Cândido Senna, coordenador do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Ele se refere aos desencontros no agendamento para embarque das exportações no porto paulista. A importância do rastreamento de contêineres e carretas nas exportações e importações foi tema da reunião realizada ontem pelo comitê, como mais um encontro dentro do Projeto Porto 24 Horas. Os empresários Paulo Rodrigues Lauand e René Ellis Vanzulli, palestrantes do evento apresentaram as tecnologias disponíveis para implementar o rastreamento. "A segurança na área de transporte foi o que motivou o uso do rastreamento, mas só agora ele está entrando na logística", comentou Lauand, diretor da AutoSat Tecnologia. De acordo com ele, o sistema desenvolvido pela sua


DIà RIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Banco Bradesco BBI S.A.

ECONOMIA/LEGAIS - 19 Companhia TransamĂŠrica de HotĂŠis - SĂŁo Paulo

IF P ar ticipaç þes LLttda. Par articipaç ticipaçþes

CNPJ no 06.271.464/0001-19- NIRE 35.300.335.791 Assembleia Geral Ordinåria Edital de Convocação

CNPJ 86.991.718/0001-02

NIRE 35219024391

O INSTRUMENT EXTR TRA DO INSTRUMENTO PAR ARTICULAR EX TR OP AR TICULAR ATO D ĂƒO POR INC AÇ ĂƒO DE 30.11.2010 EXTINÇ TINĂ‡Ăƒ INCORPOR ORPORA DE EX TINÇ ORPOR Em 30.11.2010, o ITAĂš BBA TRADING S.A. (“IBBATâ€? - CNPJ 52.815.131/0001-20), Ăşnico sĂłcio da IF PARTICIPAÇÕES LTDA. (“IF PARTâ€?) resolveu extinguir a referida sociedade por incorporação da totalidade do seu patrimĂ´nio, com base em laudo de avaliação elaborado pela Moore Stephens Lima Lucchesi Auditores Independentes. Em decorrĂŞncia, a IBBAT sucederĂĄ a IF PART em todos os direitos e ĂƒO : “Secretaria da Fazenda - Junta Comercial do Estado de SĂŁo Paulo: certifico o TID CERTID TIDĂƒ obrigaçþes. CER registro sob nÂş 121.546/11-1, em 31.03.2011 (a) KĂĄtia Regina Bueno de Godoy - SecretĂĄria Geral.â€?

Convidamos os senhores acionistas desta Sociedade a se reunirem em Assembleia Geral Ordinåria a ser realizada no próximo dia 29 de abril de 2011, às 16h, na sede social, Cidade de Deus, PrÊdio Prata, 4o andar, Vila Yara, Osasco, SP, a fim de: I) tomar conhecimento dos Relatórios da Administração e dos Auditores Independentes e examinar, discutir e votar as Demonstraçþes Contåbeis relativas ao exercício social findo em 31.12.2010; II) deliberar sobre proposta da Diretoria para a destinação do lucro líquido do exercício encerrado em 31.12.2010 e distribuição de dividendos; III) eleger os membros da Diretoria da Sociedade; IV) fixar o montante global anual da remuneração dos Administradores. Documentos à Disposição dos Acionistas: este Edital de Convocação e a Proposta da Diretoria encontram-se à disposição dos acionistas na Sede da Sociedade e no Departamento de Açþes e Custódia do Banco Bradesco S.A., Instituição Financeira Depositåria das Açþes da Sociedade, na Cidade de Deus, PrÊdio Amarelo, Vila Yara, Osasco, SP. Cidade de Deus, Osasco, SP, 14 de abril de 2011. Luiz Carlos Trabuco Cappi Diretor-Presidente. 15, 16 e 19.04.2011

Shopping Center Ibirapuera S.A. - CNPJ/MF nÂş 58.579.467/0001-18 Assembleia Geral OrdinĂĄria - Convocação Pelo presente, ficam convidados os Srs. Acionistas da Shopping Center Ibirapuera S.A. para se reunirem em Assembleia Geral OrdinĂĄria no prĂłximo dia 28 (vinte e oito) de abril de 2011, Ă s 09:30 hs (nove horas e trinta minutos), em primeira convocação, no auditĂłrio localizado no Piso C 41/2, com acesso pelo hall dos elevadores nÂşs 5 e 6, do Shopping Center Ibirapuera, na Av. Ibirapuera nÂş 3.103, nesta Capital, com a finalidade de tomarem conhecimento e deliberarem sobre a seguinte “ordem do diaâ€?: a) leitura, discussĂŁo e aprovação do relatĂłrio da administração e demonstraçþes financeiras, acompanhadas de parecer favorĂĄvel do Conselho Fiscal, relativos ao exercĂ­cio social encerrado em 31 de Dezembro de 2010; b) proposta da administração, objetivando o pagamento escalonado dos dividendos provenientes do mesmo exercĂ­cio; c) outros assuntos de interesse social. SĂŁo Paulo, 13 de abril de 2011. Armando de Angelis Filho - Presidente do Conselho de Administração.

DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ESTAT�STICA E ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS - DIEESE CNPJ nº 60.964.996/0001-87

EXTRATO DE CONTRATO - PREGĂƒO ELETRĂ”NICO DIE 06/2011 ESPÉCIE: Contrato de prestação de serviços firmado entre o Departamento Intersindical de EstatĂ­stica e Estudos SocioeconĂ´micos - DIEESE, CNPJ nÂş 60.964.996/0001-87 e RETTEC - Reproduçþes GrĂĄficas, Traduçþes e Ediçþes TĂŠcnico CientĂ­ficas, CNPJ nÂş 62.060.074/0001-70. OBJETO: Contratação de empresa especializada na prestação de serviços grĂĄficos, compreendendo impressĂŁo, com fornecimento de prova da capa, do miolo e do acabamento da publicação Flexibilização e Rotatividade no Mercado de Trabalho, produzida pelo Departamento Intersindical de EstatĂ­stica e Estudos SocioeconĂ´micos - DIEESE, considerando os objetivos do ConvĂŞnio MTE/SPPE/CODEFAT nÂş 003/2007 - TERCEIRO TERMO ADITIVO. MODALIDADE: PregĂŁo EletrĂ´nico nÂş DIE 06/2011. VALOR ESTIMADO: R$ 9.400,00. FONTE DE RECURSOS: ConvĂŞnio MTE/SPPE/CODEFAT nÂş 003/2007 - TERCEIRO TERMO ADITIVO. DATA DA ASSINATURA: 11/04/2011. VIGĂŠNCIA: 30 (trinta) dias. ASSINAM: Pelo DIEESE, CLEMENTE GANZ LĂšCIO, Diretor TĂŠcnico, pela RETTEC, Sr. MICHAEL CHRISTIAN, SĂłcio Diretor. SĂŁo Paulo, 13 de abril de 2011.

PREFEITURA MUNICIPAL DE ANDRADINA DecisĂŁo do Prefeito no Processo LicitatĂłrio 35/2011, PregĂŁo 18/2011, na forma presencial, objetivando a contratação de Instituição Financeira para prestação de serviços bancĂĄrios, com exclusividade, necessĂĄrios ao pagamento dos servidores pĂşblicos da Administração, inclusive dos estagiĂĄrios e contratados temporariamente, em conformidade com o anexo I – termo de referĂŞncia/proposta. Considerando a extensĂŁo e complexidade dos questionamentos suscitados, apresentadas por Banco Santander (Brasil) S/A. – Protocolo 5415/1/2011; resolvo, por bem, adiar “sine dieâ€? a data prevista para a realização do certame. Andradina, 14 de abril de 2011. Jamil Akio Ono - Prefeito

BANCO ITAĂš BBA S.A. CNPJ 17.298.092/0001-30 NIRE 35300318951 O DE 2011 ARÇ ONSELHO DE ADMINISTR AĂ‡ĂƒO DE 17 DE M OC OD A REUNIĂƒ Ă RIA D ATA SUM ARÇO MARÇ ADMINISTRA CONSELHO DO REUNIĂƒO DA SUMĂ RIA AL: Em 17.03.2011, Ă s 9:00 horas, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 3.400, 3Âş andar, em OC A E LLOC DATA, HOR OCAL: HORA SĂŁo Paulo (SP). PRESIDĂŠNCIA: Roberto Egydio Setubal. QUORUM: Totalidade dos membros. ADE: ApĂłs anĂĄlise e discussĂŁo, os Conselheiros deliberaram A POR UNANIMID AD DELIBER AĂ‡ĂƒO TOM UNANIMIDADE: ADA OMAD DELIBERA registrar que o Sr. ANDRÉ EMĂ?LIO KOK NETO renunciou ao cargo de Diretor Executivo da Sociedade, O : Nada mais havendo a AMENT MENTO ENCERRA deixando de exercer suas funçþes a partir de 14.03.2011. ENCERR tratar e ninguĂŠm desejando manifestar-se, encerraram-se os trabalhos, lavrando-se esta ata que, lida e aprovada, foi por todos assinada. SĂŁo Paulo (SP), 17 de março de 2011. (aa) Roberto Egydio Setubal Presidente; FernĂŁo Carlos Botelho Bracher e Pedro Moreira Salles - Vice-- Presidentes; Alfredo Egydio Setubal, Antonio Carlos Barbosa de Oliveira, Candido Botelho Bracher, Eduardo Mazzilli de Vassimon, Henri Penchas, JoĂŁo DionĂ­sio Filgueira Barreto AmoĂŞdo e SĂŠrgio Ribeiro da Costa Werlang Conselheiros. A presente ĂŠ cĂłpia fiel da original lavrada em livro prĂłprio. Secretaria da Fazenda - Junta Comercial do Estado de SĂŁo Paulo - Certifico o registro sob nÂş 134.466/11-1, em 08.04.2011 (a) KĂĄtia Regina Bueno de Godoy - SecretĂĄria Geral.

BOA VISTA SERVIÇOS S.A. ESCOLHA DA COMISSĂƒO A empresa Boa Vista Serviços S.A. comunica aos seus empregados que pretende firmar acordo de Participação nos Lucros ou Resultados. Para tanto, serĂĄ constituĂ­da uma comissĂŁo negociadora composta por 07 (sete) empregados. Destarte, estĂŁo abertas as inscriçþes, atĂŠ o dia 24/04/2011, para os empregados que desejarem integrar a referida comissĂŁo, esclarecendo que as inscriçþes deverĂŁo ser feitas junto Ă Diretoria de GestĂŁo de Talentos na ĂĄrea de Administração de RH, atravĂŠs de formulĂĄrio especĂ­fico. SerĂŁo considerados representantes dos empregados aqueles que se inscreverem dentro do prazo acima, recorrendo-se Ă  eleição, por voto secreto, caso o nĂşmero de inscritos ultrapasse o limite de vagas supramencionado.

VIDIGAL PRADO PARTICIPAÇÕES S/A

CNPJ - 58.134.040/0001-06 Relatório da Diretoria Srs. Acionistas: Em cumprimento às disposiçþes legais e estatutårias submetemos à apreciação de V.Sas., as demonstraçþes do exercício findo em 31/12/2010, compreendendo o Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício, Demonstração do Fluxo de Caixa e Mutaçþes do Patrimônio Líquido. São Paulo, 11 de Abril de 2011. Demonstração do Fluxo de Caixa - (em R$) Balanço Patrimonial em 31 de Dezembro - (em R$) Ativo 2010 2009 Passivo 2010 2009 2010 2009 Saldo de Caixa/Banco Circulante 1.081.006,08 1.010.918,33 no início do exercício 11.202,34 29.986,18 Circulante 815.733,26 3.611,30 Disponível 606.443,91 563.114,63 Atividades Operacionais Fornecedores 3.735,25 - Recebimento de aluguÊis Bancos Conta Movimento 16.335,11 11.202,34 48.618,68 86.632,74 Aplicaçþes Financeiras 590.108,80 551.912,29 Obrigaçþes Fiscais a Recolher (2.160.595,34) (1.380.089,51) 811.998,01 3.611,30 Aplicaçþes Financeiras CrÊditos 474.562,17 447.803,70 Resgate de Aplicaçþes Financeiras 2.163.986,07 659.402,84 Impostos a Recolher 12.185,85 3.611,30 Impostos Federais a Recuperar 249.936,50 252.832,41 Recebimento de emprÊstimo a coligada 42.621,84 723.043,29 Dividendos a Pagar 799.812,16 - Pagamentos Outros CrÊditos a Receber 222.179,54 194.971,29 Despesa do Exercício seguinte 2.446,13 - Não Circulante (33.642,34) (20.413,52) 7.413,04 Impostos, contribuiçþes e taxas Não Circulante 95.596.360,51 100.664.874,63 Serviços de terceiros (72.902,29) (174.187,36) 7.413,04 Seguros Realizåvel a Longo Prazo 7.716.347,37 7.772.082,90 Exigível à Longo Prazo (4.485,19) (4.062,59) EmprÊstimos de Pessoas Ligadas 7.413,04 Tarifas bancårias Aplicaçþes de Renda Variåvel 143.549,28 192.662,40 (635,67) (789,10) EmprÊstimo a Controlada 5.199.888,96 5.197.956,71 Patrimônio Líquido Juros sobre emprÊstimos (381.043,29) 95.861.633,33 101.664.768,62 CrÊditos Tributårios 2.372.909,13 2.381.463,79 Outras Despesas (2.131,16) (10.346,15) Capital 50.000.000,00 50.000.000,00 Caixa Líquido Gerado nas Permanente 87.880.013,14 92.892.791,73 Investimentos 87.880.013,14 92.866.595,23 (19.165,40) (501.852,65) Reservas de Lucros 45.564.242,74 51.485.608,26 Atividades Operacionais Participaçþes Coligadas/Controladas 87.704.047,10 92.856.828,05 Ganhos e Perdas não Realizadas 297.390,59 179.160,36 Atividades de Investimentos Incentivos Fiscais 779,66 779,66 Alienação de Investimento - 65.376.441,45 Participaçþes Acionårias 175.186,38 8.987,52 Aquisição de açþes de controlada (13.478,19) Imobilizado 26.196,50 Recebimento de juros sobre o Edificaçþes 14.124,27 14.124,27 capital próprio e dividendos 24.298,17 6.496.547,00 Veículos 87.634,73 87.634,73 Caixa Líquido Consumido (-) Depreciação (101.759,00) (75.562,50) nas Atividades de Investimentos 24.298,17 71.859.510,26 Total do Ativo 96.677.366,59 101.675.792,96 Total do Passivo 96.677.366,59 101.675.792,96 Atividades de Financiamento Pagamento de Dividendos - (4.051.374,76) Demonstração das Mutaçþes do Patrimônio Líquido - (em R$) Pagamento de emprÊstimo de pessoas ligadas - (1.948.625,24) Histórico Capital Reserva de Lucros Lucros Acumulados Total Pagamento de emprÊstimo bancårio - (65.376.441,45) Saldo em 01/01/2009 50.000.000,00 22.411.080,95 - 72.411.080,95 Caixa Líquido Consumido Lucro Líquido do Exercício 2009 33.680.413,79 33.680.413,79 nas Atividades de Financiamento - (71.376.441,45) Constituição de Reserva Legal 1.684.020,69 (1.684.020,69) Aumento Líquido no Caixa 5.132,77 (18.783,84) Ganhos e Perdas não Realizadas (151.204,12) (151.204,12) Saldo de Caixa/Bancos Dividendos distribuídos (4.275.522,00) - (4.275.522,00) no final do exercício 16.335,11 11.202,34 Constituição de Reserva de Retenção de Lucros 31.845.188,98 (31.845.188,98) Demonstração do Resultado do Exercício - (em R$) Saldo em 31/12/2009 50.000.000,00 51.664.768,62 - 101.664.768,62 Receitas Operacionais 2010 2009 Prejuízo Líquido do Exercício 2010 (5.121.553,36) (5.121.553,36) 53.339,17 15.853,10 Ganhos e Perdas não Realizadas 118.230,23 118.230,23 Receitas com Títulos de Renda Fixa Outras Receitas Operacionais 131.949,24 6.643.589,52 Dividendos distribuídos (799.812,16) (799.812,16) Total das Receitas Operacionais 185.288,41 6.659.442,62 Transferência para Reserva de Retenção de Lucros (5.121.553,36) 5.121.553,36 109.246,44 215.010,27 Saldo em 31/12/2010 50.000.000,00 45.861.633,33 - 95.861.633,33 Despesas Administrativas e Tributårias Depreciação 26.196,50 2.258,35 Notas Explicativas: 1 - As demonstraçþes financeiras foram elabora- social refere-se a veículos e foi calculada à taxa de 20% ao ano. 5 - Do Despesas Financeiras 5.017,26 3.578.464,71 das em consonância com as pråticas contåbeis adotadas no Brasil, de Resultado do Exercício,no montante de (R$ 5.121.553,36), foi totalmen- Total das Despeses Operacionais 140.460,20 3.795.733,33 acordo com a Lei nº 11.638/2007, incluindo as modificaçþes te transferido para reserva de lucros de acordo com a Lei nº11.638/07. 6 Resultado Operacional 44.828,21 2.863.709,29 introduzidas pela Lei nº 11.941/09, que modificaram a Lei nº 6.404/76. 2 - No exercício, foram provisionados dividendos no montante de R$ Resultado da Equivalência Patrimonial (5.129.502,24) 28.156.158,30 - O Capital Social totalmente subscrito Ê representado por 48.473.464 799.812,16, por conta das reservas de lucros. 7 - As referidas Demons- Resultado Não Operacional 279.082,41 Resultado antes dos Impostos (5.084.674,03) 31.298.950,00 açþes ordinårias sem valor nominal. 3 - Avaliação de investimento pelo traçþes Contåbeis não foram auditadas por auditores independentes. Imposto de Renda (27.371,23) 1.751.076,32 mÊtodo de equivalência patrimonial nas Coligadas Marítima Seguros Diretoria Francisco Caiuby Vidigal - Diretor Presidente Contribuição Social (9.508,10) 630.387,47 S.A. corresponde ao valor de R$ 1.692.756,07, ArmazÊns Gerais Santa à lvaro Augusto Vidigal - Diretor Superintendente Lucro Líquido do Exercício (5.121.553,36) 33.680.413,79 Cruz S.A. ao valor de (R$ 6.468.795,13), e Caiuby Vidigal Participaçþes Roberto Caiuby Vidigal - Diretor Lucro/Prejuízo por ação (0,11) 0,69 no valor de (R$ 353.463,18). 4 - A depreciação apropriada no exercício Regivaldo JosÊ Dallemole - Contador - CRC 1SP137234/O-9

Obrascon Huarte Lain S.A. do Brasil CNPJ/MF nÂş 05.539.471/0001-96

Relatório da Diretoria Senhores Acionistas: Em atendimento aos preceitos legais e estatutårios, vimos submeter a aprovação de V.Sas., o Balanço Patrimonial e demais Demonstraçþes Financeiras do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2010 e 2009, ficando essa Diretoria ao vosso inteiro dispor para maiores esclarecimentos. São Paulo-SP, 31 de março de 2011. A Diretoria

Balanços Patrimoniais levantados em 31 de dezembro de 2010 e de 2009 (Expressos em milhares de reais – R$) Nota Ativo explic. Circulante Caixa e equivalentes de Caixa (4) Imposto a recuperar Total do ativo circulante

Total do Ativo

Nota 31/12/2010 31/12/2009 Passivo explic. 31/12/2010 31/12/2009 Circulante 98 7 Contas a pagar com partes 5 5 relacionadas (5) 411 – Outras obrigaçþes a pagar 1 1 103 12 Total do passivo circulante 412 1 (Passivo a descoberto)/ Patrimônio Líquido Capital social (6) 200 200 Reserva de lucros (509) (189) Total do patrimônio líquido (309) 11 Total do Passivo e (Passivo a 12 12 103 Descoberto)/ Patrimônio Líquido 103 As notas explicativas são parte integrante das demonstraçþes financeiras

Demonstraçþes das Mutaçþes do Patrimônio Líquido para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e de 2009 (Expressas em milhares de reais – R$) Capital social Reserva Resultado subscrito de lucros do exercício Saldos em 31 de dezembro de 2008 200 – (151) Prejuízo do exercício – – (38) Saldos em 31 de dezembro de 2009 200 – (189) Prejuízo do exercício – – (320) – (509) Saldos em 31 de dezembro de 2010 200 As notas explicativas são parte integrante das demonstraçþes financeiras

Total do patrimĂ´nio lĂ­quido 49 (38) 11 (320) (309)

Notas Explicativas Ă s Demonstraçþes Financeiras para os exercĂ­cios findos em 31 de dezembro de 2010 e de 2009 (Valores expressos em milhares de reais – R$) 1. Contexto Operacional – A Sociedade foi constituĂ­da em 5 de fevereiro de 2003, tendo como objetivo: a) O estudo, a concessĂŁo, a construção e a exploração de toda espĂŠcie de obras, pĂşblicas ou privadas, sem nenhum tipo de limitação, podendo concorrer para a sua contratação atravĂŠs de concorrĂŞncias, leilĂľes e procedimentos legais que assim forem estabelecidos. b) A aquisição por compra, retomada ou concessĂŁo e a exploração e venda de terrenos, minas, pedreiras, aproveitamento de ĂĄguas, oficinas, indĂşstrias ou atividades de serviços de qualquer tipo ou classe correlatas ao ramo da construção. c) A construção, exploração, limpeza e higienização e venda de todo tipo de moradia, apartamentos, urbanizaçþes, edifĂ­cios e escritĂłrios, utilizando, para tal feito, toda a espĂŠcie de atividades principais, secundĂĄrias ou acessĂłrias que tenham relação com o objeto de construção. Devido ao tĂŠrmino de suas obras no exercĂ­cio de 2004, os empregados da Sociedade foram transferidos para a Obrascon Huarte Lain Brasil S.A. Em 31 de dezembro de 2010 e de 2009, a Sociedade nĂŁo teve atividades operacionais. 2. Base de Preparação – 2.1 Declaração de conformidade: As demonstraçþes financeiras da Sociedade foram originalmente preparadas e estĂŁo apresentadas em conformidade com as prĂĄticas contĂĄbeis adotadas no Brasil (“BR GAAP) e incorporam as alteraçþes trazidas pelas Leis nÂş 11.638/07 e nÂş 11.941/09 e os pronunciamentos emitidos pelo ComitĂŞ de Pronunciamentos ContĂĄbeis, aprovados pelo Conselho Federal de Contabilidade. 2.2 Base de mensuração: As demonstraçþes financeiras foram preparadas com base no custo histĂłrico, exceto se indicado de outra forma. 2.3 Moeda funcional e moeda de apresentação: As demonstraçþes financeiras sĂŁo apresentadas em Reais (R$), que ĂŠ a moeda funcional da Sociedade. Todas as informaçþes financeiras apresentadas em Reais foram arredondadas para milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma. 2.4 Uso de estimativa e julgamento: A preparação das demonstraçþes financeiras de acordo com as normas do CPC que exigem que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de polĂ­ticas contĂĄbeis e os valores reporFelipe Ezquerra Plasencia – Representante Legal

tados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. 3. Principais Pråticas Contåbeis – As políticas contåbeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nessas demonstraçþes financeiras e na preparação do balanço patrimonial. As principais políticas contåbeis adotadas pela Sociedade na elaboração das demonstraçþes financeiras são: 3.1 Instrumentos financeiros ativos: Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancårios, outros investimentos de curto prazo de liquidez imediata em montante conhecido de caixa e sujeito a um insignificante risco de mudança de valor. 3.2 Apuração do resultado: Os resultados das operaçþes estão apurados em conformidade com o regime contåbil de competência de exercício. 4. Caixa e Equivalentes de Caixa 31/12/2010 31/12/2009 Caixa e bancos 48 5 Aplicaçþes financeiras 50 2 7 Total 98 As aplicaçþes financeiras são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor. Essas aplicaçþes financeiras referem-se a operaçþes compromissadas – lastro debêntures. As aplicaçþes são remuneradas entre 99,5% e 100,2% da variação do Certificado de Depósito Interbancårio - CDI em 31 de dezembro de 2010. 5. Partes Relacionadas: Os saldos em 31 de dezembro de 2010 com partes relacionadas estão demonstrados a seguir: Passivo 31/12/2010 Obrascon Huarte Lain Brasil S.A 2 Obrascon Huarte Lain S.A 409 Total 411 6. Patrimônio Líquido: O capital social em 31 de dezembro de 2010 e de 2009 Ê representado por 200.000 açþes no valor unitårio de R$ 1,00. A Obrascon Huarte Lain S.A. (sediada na Espanha) detÊm 100% das açþes. Ao acionista Ê garantido estatutariamente um dividendo mínimo obrigatório de 25% do lucro líquido ajustado nos termos da legislação societåria. Antonio Isaac Issa – Representante Legal

Demonstraçþes dos Resultados para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e de 2009 (Expressas em milhares de reais – R$, exceto lucro por ação que estå expresso em reais) Nota explic. 31/12/2010 31/12/2009 Despesas Operacionais Despesas administrativas (7) (321) (40) Lucro Operacional antes do Resultado Financeiro (321) (40) Resultado Financeiro Receitas financeiras (7) 1 2 Total 1 2 Lucro antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social (320) (38) (38) Prejuízo do Exercício (320) Prejuízo por ação Båsico e Diluído (1,60) (0,19) (*) Não hå resultados abrangentes no exercício corrente e no exercício anterior. As notas explicativas são parte integrante das demonstraçþes financeiras

Demonstraçþes dos Fluxos de Caixa para os exercícios Findos em 31 de dezembro de 2010 e de 2009 (Expressas em milhares de reais – R$) 31/12/2010 31/12/2009 Fluxo de caixa nas atividades operacionais: Prejuízo do exercício (320) (38) Variaçþes dos ativos e passivos operacionais: Partes relacionadas – 6 Outras contas a pagar 411 (4) Caixa líquido gerado nas atividades operacionais 91 (36) Aumento (diminuição) de caixa e equivalente de caixa 91 (36) Caixa e equivalente de caixa no ínicio do exercício 7 43 Caixa e equivalente de caixa no final do exercício 98 7 As notas explicativas são parte integrante das demonstraçþes financeiras 7. Despesas por Natureza: Estão representados por: Despesas das despesas administrativas: Despesas com consultoria e serviços prestados (285) (36) Outras despesas (36) (4) (40) Total das despesas administrativas (321) 8. Instrumentos Financeiros – a) Exposição a riscos cambiais: Em 31 de dezembro de 2010 e de 2009, a Sociedade não apresentava saldo relevante de ativo ou passivo denominado em moeda estrangeira e não detinha instrumentos financeiros derivativos ou outros instrumentos de riscos semelhantes. b) Exposição a riscos de taxas de juros: A Sociedade estå exposta a riscos normais de mercado em decorrência de mudanças nas taxas de juros do CDI sobre seus saldos de aplicaçþes financeiras em reais. c) Concentração de risco de crÊdito: Instrumentos financeiros que potencialmente sujeitam a Sociedade a concentraçþes de risco de crÊdito e, consistem, primariamente, de caixa e bancos, aplicaçþes financeiras e contas a receber. A Sociedade mantÊm contas correntes bancårias e aplicaçþes financeiras com instituiçþes de primeira linha aprovadas pela Administração de acordo com critÊrios objetivos para diversificação de riscos de crÊdito. 9. Aprovação das Demonstraçþes Financeiras – A emissão das demonstraçþes financeiras da Sociedade foi autorizada pela Administração da Sociedade em 30 de março de 2011. Rodney Monteiro Meles – Contador – CRC 1SP 132.178/O-5

RelatĂłrio dos Auditores Independentes sobre as Demonstraçþes Financeiras Aos Diretores e Acionistas da Obrascon Huarte Lain S.A. do Brasil – SĂŁo Paulo – SP Examinamos as demonstraçþes financeiras da Obrascon Huarte Lain S.A. do Brasil (“Sociedadeâ€?), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstraçþes do resultado, das mutaçþes do patrimĂ´nio lĂ­quido e dos fluxos de caixa para o exercĂ­cio findo naquela data, assim como o resumo das principais prĂĄticas contĂĄbeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as Demonstraçþes Financeiras – A Administração da Sociedade ĂŠ responsĂĄvel pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstraçþes financeiras de acordo com as prĂĄticas contĂĄbeis adotadas no Brasil, e pelos controles internos que ela determinou como necessĂĄrios para permitir a elaboração de demonstraçþes financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos Auditores Independentes – Nossa responsabilidade ĂŠ a de expressar uma opiniĂŁo sobre essas demonstraçþes financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigĂŞncias ĂŠticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoĂĄvel de que as demonstraçþes financeiras estĂŁo livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidĂŞncia a respeito dos valores e divulgaçþes apresentados nas demonstraçþes financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas

demonstraçþes financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstraçþes financeiras da Sociedade para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficåcia desses controles internos. Uma auditoria inclui, tambÊm, a avaliação da adequação das pråticas contåbeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contåbeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstraçþes financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida Ê suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião – Em nossa opinião, as demonstraçþes financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Obrascon Huarte Lain S.A. do Brasil em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operaçþes e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as pråticas contåbeis adotadas no Brasil. Informação suplementar – Conforme mencionado na nota explicativa nº 1, a Sociedade não possui atividades operacionais e depende de recursos de partes relacionadas para honrar suas dívidas. Campinas, 30 de março de 2011 Deloitte Touche Tohmatsu Edgar Jabbour Auditores Independentes Contador CRC nº 2SP 011609/O-8 CRC nº 1SP 156465/O-9

CNPJ/MF nº 43.212.943/0001-90 - NIRE 35 3 0000648 8 Edital de Convocação Convidamos os senhores acionistas a se reunirem em Assembleia Geral Ordinåria no dia 29 de abril corrente, às 08:00 horas, na sede social, na Avenida Naçþes Unidas nº 18.591, nesta Capital, a fim de deliberar sobre a seguinte ordem do dia: 1) tomar as contas dos Administradores, examinar, discutir e votar as demonstraçþes financeiras relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2010; 2) deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício; 3) eleger os membros da Diretoria; e 4) fixar o montante global måximo da remuneração dos membros da Diretoria. Os documentos pertinentes à Assembleia encontram-se à disposição dos acionistas na sede da Sociedade. São Paulo, 13 de abril de 2011. Companhia TransamÊrica de HotÊis - SP Nelson Marcelino - Diretor; Clåudio Bonuccelli - Diretor

01 25 (+00' 45+. 5 

02,/( PÂ?   0+4'  VC FG 4GWPKlQ FQ QPUGNJQ FG FOKPKUVTCnlQ TGCNK\CFC GO  FG 0QXGODTQ FG  &CVC *QTC G .QECN QU  FG PQXGODTQ FG  iU  JQTCU PC UGFG FQCPEQ 25 (KPCPEGTCUKN 5 FQTCXCPVG FGPQOKPCFQ ²5QEKGFCFGÂł  NQECNK\CFQ PC 4WC /KIWGN ;WPGU  2ToFKQ  Â? CPFCT RCTVG  KFCFG G 'UVCFQ FG 5lQ 2CWNQ /GUC (ToFoTKE 4QIGT /CWTKEG ;CPPKEM &TQWKP EQOQ 2TGUKFGPVG G ,QUo (TCPEKUEQ )QWXqC 8KGKTC EQOQ 5GETGVhTKQ 2TGUGPnC 1UQPUGNJGKTQU (ToFoTKE 4QIGT /CWTKEG ;CPPKEM &TQWKP G ,QUo (TCPEKUEQ )QWXqC 8KGKTC 1UQPUGNJGKTQU .CWTGPV 2KGTTG /CTKG 6CUVo GGTPCTF 4C[OQPF .GQP &CTTKGWVQTV PlQ EQORCTGEGTCO i 4GWPKlQ PQ GPVCPVQ FGENCTCOUG EKGPVGU FC UWC TGCNK\CnlQ G FCU OCVoTKCU C UGTGO FGNKDGTCFCU 1TFGO FQ &KC  &GNKDGTCT UQDTG C KPFKECnlQ FQ PQXQ &KTGVQT)GTCN FC 5QEKGFCFG  &KUEWVKT UQDTG QWVTQU CUUWPVQU FG KPVGTGUUG FC 5QEKGFCFG &GNKDGTCn|GU (QTCO FGNKDGTCFCU RGNQUQPUGNJGKTQU RTGUGPVGU RQT WPCPKOKFCFG CU UGIWKPVGU OCVoTKCU  WVQTK\CT C NCXTCVWTC FGUVC CVC GO HQTOC FG UWOhTKQ  +PFKECT Q 5T 0WPQ /KIWGN .KOC <KIWG RQTVWIWqU ECUCFQ DCEJCTGN GO FKTGKVQ RGNC 7PKXGTUKFCFG FG .KUDQC  2QTVWICN RQTVCFQT FQ RCUUCRQTVG PÂ? .  KPUETKVQ PQ 2(/( UQD Q PÂ?  EQO GPFGTGnQ EQOGTEKCN PC 4WC /KIWGN ;WPGU  2ToFKQ  Â? CPFCT RCTVG KFCFG G 'UVCFQ FG 5lQ 2CWNQ EQOQ OGODTQ FC &KTGVQTKC FC 5QEKGFCFG RCTC QEWRCT Q ECTIQ FG &KTGVQT)GTCN GO UWDUVKVWKnlQ CQ 5T (ToFoTKE 4QIGT /CWTKEG ;CPPKEM &TQWKP  QPUKIPCT SWG C KPFKECnlQ FG 0WPQ /KIWGN .KOC <KIWG žECTh EQPXQNCFC GO GNGKnlQ RCTC Q ECTIQ EWLQ OCPFCVQ UG GUVGPFGTh CVo C RQUUG FQU SWG HQTGO GNGKVQU PC RTKOGKTC 4GWPKlQ FQ QPUGNJQ FG FOKPKUVTCnlQ FC 5QEKGFCFG SWG UWEGFGT C UUGODNGKC )GTCN 1TFKPhTKC C UGT TGCNK\CFC PQ CPQ FG  FGUFG SWG VGPJCO UKFQ CVGPFKFCU CU UGIWKPVGU EQPFKn|GU C QDVGPnlQ FG UGW XKUVQ FG TGUKFGPVG PQ 2CsU G D EQPEGUUlQ FG FGURCEJQ JQOQNQICVxTKQ FQ CVQ FG GNGKnlQ RGNQCPEQGPVTCN FQTCUKN PQU VGTOQU FCU PQTOCU RQT GNG GOCPCFCU  4GIKUVTCT SWG Q 5T (ToFoTKE 4QIGT /CWTKEG ;CPPKEM &TQWKP RGTOCPGEGTh PQ ECTIQ FG &KTGVQT)GTCN GZGTEGPFQ CU HWPn|GU RCTC CU SWCKU HQK GNGKVQ CVo SWG CU EQPFKn|GU 7946+ UGLCO CVGPFKFCU  &GENCTCT XCIQU QU FGOCKU ECTIQU FC &KTGVQTKC 'PEGTTCOGPVQ 0CFC OCKU JCXGPFQ C VTCVCT HQTCO QU VTCDCNJQU UWURGPUQU RGNQ VGORQ PGEGUUhTKQ i NCXTCVWTC FGUVCVC 4GCDGTVQU QU VTCDCNJQU HQK C RTGUGPVGVC NKFC G CRTQXCFC VGPFQ UKFQ CUUKPCFC RQT VQFQU QU RTGUGPVGU /GUC (ToFoTKE 4QIGT /CWTKEG ;CPPKEM &TQWKP  2TGUKFGPVG ,QUo (TCPEKUEQ )QWXqC 8KGKTC  5GETGVhTKQQPUGNJGKTQU 2TGUGPVGU (ToFoTKE 4QIGT /CWTKEG ;CPPKEM &TQWKP ,QUo (TCPEKUEQ )QWXqC 8KGKTC ,7'52 PÂ?  GO  -hVKC 4GIKPC WGPQ FG )QFQ[  5GETGVhTKC)GTCN

Cooperação â&#x20AC;&#x201C; Cooperativa de Coleta Seletiva e Reciclagem da RegiĂŁo Oeste da Cidade de SĂŁo Paulo Edital de Convocação De acordo com o Estatuto da Cooperação â&#x20AC;&#x201C; Cooperativa Regional de Coleta Seletiva e Reciclagem da RegiĂŁo Oeste da Cidade de SĂŁo Paulo, capĂ­tulo III, artigo sexto; capĂ­tulo IV, do artigo dĂŠcimo quinto ao artigo dĂŠcimo nono, do artigo vigĂŠsimo ao artigo vigĂŠsimo sexto; capĂ­tulo VI, artigo vigĂŠsimo sĂŠtimo; capĂ­tulo VII, artigo vigĂŠsimo novo e artigo trigĂŠsimo; capĂ­tulo IX, artigo trigĂŠsimo oitavo; capĂ­tulo X, do artigo quadragĂŠsimo segundo ao quadragĂŠsimo nono e artigo quinquagĂŠsimo, do Estatuto da CooperAção - Cooperativa Regional de Coleta Seletiva e Reciclagem da RegiĂŁo Oeste, ficam convocado todos (as) Cooperados (as) desta Cooperativa para participarem da Assembleia Geral OrdinĂĄria ser realizada em 30/04/2011 (trinta de abril de dois mil e onze), em primeira convocação Ă s sete horas com 2/3 dos sĂłcios com direito a voto e em segunda convocação Ă s oito horas com 50% dos sĂłcios com direito a voto e em terceira convocação Ă s nove horas com 20% dos sĂłcios com direito a voto, a ser realizada Ă  Rua Froben, 101, Bairro: Vila Leopoldina, MunicĂ­pio de SĂŁo Paulo, conforme pauta abaixo. Pauta: 1) Prestação de contas da Administração, acompanhada do parecer do Conselho Fiscal: 1.1) RelatĂłrio da gestĂŁo; 1.2) Balanço; 1.3) Demonstrativo das sobras apuradas ou perdas decorrentes de insuficiĂŞncia das contribuiçþes na cobertura das despesas, acompanhado de parecer do Conselho Fiscal; 1.4) Recolhimento dos Fundos ObrigatĂłrios; a) O Fundo de Reserva, constituĂ­do de 10% (dez por cento) das Sobras LĂ­quidas do ExercĂ­cio; b) O Fundo de AssistĂŞncia TĂŠcnica Educacional e Social (FATES) destinado Ă  prestação de assistĂŞncia aos associados, constituĂ­do de 5% (cinco por cento) das Sobras LĂ­quidas apuradas no ExercĂ­cio; 1.5) Rateio de Sobras do exercĂ­cio de 2010 entre os cooperados; 2) Regulamentação do Fundo de descanso; 3) Eliminação e admissĂŁo de cooperados (as); 4) DiscussĂŁo e eleição do Conselho Administrativo; 5) DiscussĂŁo e eleição do Conselho Fiscal; 6) Outros assuntos. Atenciosamente, Jacy Cardoso â&#x20AC;&#x201C; Diretora-Presidente; Neilton CĂŠsar Polido â&#x20AC;&#x201C; Diretor-SecretĂĄrio.

Ambev Brasil Bebidas S.A.

CNPJ nÂş 73.082.158/0001-21- NIRE 35.300.391.713 - Companhia Fechada ASSEMBLEIAS GERAIS ORDINĂ RIA E EXTRAORDINĂ RIA EDITAL DE CONVOCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O Ficam convidados os acionistas da Ambev Brasil Bebidas S.A. (â&#x20AC;&#x153;Companhiaâ&#x20AC;?) para se reunirem no dia 29 de abril de 2011, Ă s 10 horas, na sede social da Companhia, localizada na cidade de JaguariĂşna, Estado de SĂŁo Paulo, na Avenida Antarctica, nÂş 1891 (parte), Fazenda Santa Ă&#x161;rsula, em Assembleias Gerais OrdinĂĄria e ExtraordinĂĄria para deliberarem sobre a seguinte ORDEM DO DIA: A) em Assembleia Geral OrdinĂĄria: (i) tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as demonstraçþes financeiras relativas ao exercĂ­cio social encerrado em 31 de dezembro de 2010; (ii) deliberar sobre a destinação do resultado do exercĂ­cio social encerrado em 31 de dezembro de 2010, bem como ratificar as distribuiçþes de dividendos intermediĂĄrios realizadas, deduzidos dos resultados auferidos no ano de 2010; e (iii) ratificar os valores pagos Ă  conta da remuneração global atribuĂ­da aos administradores da Companhia para o exercĂ­cio social encerrado em 31 de dezembro de 2010 e fixar a remuneração global dos administradores para o exercĂ­cio de 2011, B) em Assembleia Geral ExtraordinĂĄria: (i) autorizar qualquer membro da Diretoria da Companhia a criar e encerrar escritĂłrios, filiais, sucursais, estabelecimentos ou representaçþes da Companhia em qualquer parte do territĂłrio nacional ou fora dele; (ii) alteração da denominação de conta para destinação do lucro lĂ­quido do exercĂ­cio de â&#x20AC;&#x153;Conta de Reserva para Aumento de Capitalâ&#x20AC;? para â&#x20AC;&#x153;Reserva de Investimentosâ&#x20AC;?; e (iii) em virtude das deliberaçþes referidas nos itens (i) e (ii) acima, dar nova redação ao parĂĄgrafo Ăşnico do artigo 2Âş e Ă  alĂ­nea â&#x20AC;&#x153;dâ&#x20AC;? do artigo 20 do Estatuto Social da Companhia e proceder Ă  consolidação deste. Informaçþes Gerais: - O acionista ou seu representante legal deverĂĄ comparecer Ă s Assembleias munido de: a) documento que comprove sua identidade; b) o respectivo comprovante de açþes escriturais, expedido pela instituição financeira depositĂĄria; e c) se for o caso, instrumentos de mandato para representação do acionista por procurador, outorgado nos termos do Artigo 126, §1Âş, da Lei n. 6.404/76, conforme alterada. - Solicita-se que os instrumentos de mandato com poderes especiais para representação nas Assembleias Gerais a que se refere o presente edital sejam depositados, na sede da Companhia, no Departamento JurĂ­dico, com antecedĂŞncia de atĂŠ 3 (trĂŞs) dias Ăşteis da data marcada para a realização das assembleias. JaguariĂşna, 15 de Abril de 2011. JoĂŁo MaurĂ­cio Giffoni de Castro Neves. Diretor.

25 (+00' 44'0&/'061 /'406+. 5 

02,/( PÂ?   0+4'  VC FG 4GWPKlQ FQ QPUGNJQ FG FOKPKUVTCnlQ 4GCNK\CFC GO  FG 0QXGODTQ FG  &CVC *QTC G .QECN QU  FG PQXGODTQ FG  iU  JQTCU PC UGFG FQ 25(KPCPEGTTGPFCOGPVQ /GTECPVKN 5 FQTCXCPVG FGPQOKPCFQ ²5QEKGFCFGÂł  NQECNK\CFC PC 4WC /KIWGN ;WPGU  2ToFKQ  Â? CPFCT RCTVG KFCFG G 'UVCFQ FG 5lQ 2CWNQ /GUC (ToFoTKE 4QIGT /CWTKEG ;CPPKEM &TQWKP EQOQ 2TGUKFGPVG G ,QUo (TCPEKUEQ )QWXqC 8KGKTC EQOQ 5GETGVhTKQ 2TGUGPnC 1UQPUGNJGKTQU (ToFoTKE 4QIGT /CWTKEG ;CPPKEM &TQWKP G ,QUo (TCPEKUEQ )QWXqC 8KGKTC 1U QPUGNJGKTQU .CWTGPV 2KGTTG /CTKG 6CUVo GGTPCTF 4C[OQPF .GQP &CTTKGWVQTV PlQ EQORCTGEGTCO i 4GWPKlQ PQ GPVCPVQ FGENCTCOUG EKGPVGU FC UWC TGCNK\CnlQ G FCU OCVoTKCU C UGTGO FGNKDGTCFCU 1TFGO FQ &KC  &GNKDGTCT UQDTG C KPFKECnlQ FQ PQXQ &KTGVQT )GTCN FC 5QEKGFCFG  &KUEWVKT UQDTG QWVTQU CUUWPVQU FG KPVGTGUUG FC 5QEKGFCFG &GNKDGTCn|GU (QTCO FGNKDGTCFCU RGNQUQPUGNJGKTQU RTGUGPVGU RQT WPCPKOKFCFG CU UGIWKPVGU OCVoTKCU  WVQTK\CT C NCXTCVWTC FGUVC CVC GO HQTOC FG UWOhTKQ  +PFKECT Q 5T 0WPQ /KIWGN .KOC <KIWG RQTVWIWqU ECUCFQ DCEJCTGN GO FKTGKVQ RGNC 7PKXGTUKFCFG FG .KUDQC  2QTVWICN RQTVCFQT FQ RCUUCRQTVG PÂ? .  KPUETKVQ PQ2(/( UQD Q PÂ?  EQO GPFGTGnQ EQOGTEKCN PC 4WC /KIWGN ;WPGU  2ToFKQ  Â? CPFCT RCTVG  KFCFG G 'UVCFQ FG 5lQ 2CWNQ EQOQ OGODTQ FC &KTGVQTKC FC 5QEKGFCFG RCTC QEWRCT Q ECTIQ FG &KTGVQT )GTCN GO UWDUVKVWKnlQ CQ 5T (ToFoTKE 4QIGT /CWTKEG ;CPPKEM &TQWKP  QPUKIPCT SWG C KPFKECnlQ FG 0WPQ /KIWGN .KOC <KIWG žECTh EQPXQNCFC GO GNGKnlQ RCTC Q ECTIQ EWLQ OCPFCVQ UG GUVGPFGTh CVo C RQUUG FQU SWG HQTGO GNGKVQU PC RTKOGKTC 4GWPKlQ FQ QPUGNJQ FG FOKPKUVTCnlQ FC 5QEKGFCFG SWG UWEGFGT C UUGODNGKC )GTCN 1TFKPhTKC C UGT TGCNK\CFC PQ CPQ FG  FGUFG SWG VGPJCO UKFQ CVGPFKFCU CU UGIWKPVGU EQPFKn|GU

C QDVGPnlQ FG UGW XKUVQ FG TGUKFGPVG PQ 2CsU G D EQPEGUUlQ FG FGURCEJQ JQOQNQICVxTKQ FQ CVQ FG GNGKnlQ RGNQCPEQ GPVTCN FQTCUKN PQU VGTOQU FCU PQTOCU RQT GNG GOCPCFCU  4GIKUVTCT SWG Q 5T (ToFoTKE 4QIGT /CWTKEG ;CPPKEM &TQWKP RGTOCPGEGTh PQ ECTIQ FG &KTGVQT )GTCN GZGTEGPFQ CU HWPn|GU RCTC CU SWCKU HQK GNGKVQ CVo SWG CU EQPFKn|GU 7946+ UGLCO CVGPFKFCU  &GENCTCT XCIQU QU FGOCKU ECTIQU FC &KTGVQTKC 'PEGTTCOGPVQ 0CFC OCKU JCXGPFQ C VTCVCT HQTCO QU VTCDCNJQU UWURGPUQU RGNQ VGORQ PGEGUUhTKQ i NCXTCVWTC FGUVC VC 4GCDGTVQU QU VTCDCNJQU HQK C RTGUGPVG VC NKFC G CRTQXCFC VGPFQ UKFQ CUUKPCFC RQT VQFQU QU RTGUGPVGU /GUC (ToFoTKE 4QIGT /CWTKEG ;CPPKEM &TQWKP  2TGUKFGPVG ,QUo (TCPEKUEQ )QWXqC 8KGKTC  5GETGVhTKQQPUGNJGKTQU 2TGUGPVGU (ToFoTKE 4QIGT /CWTKEG ;CPPKEM &TQWKP ,QUo (TCPEKUEQ )QWXqC 8KGKTC ,7'52 PÂ?  GO  -hVKC 4GIKPC WGPQ FG )QFQ[  5GETGVhTKC)GTCN

TUTELAR EMPREENDIMENTOS S/A CNPJ nÂş 55.389.399/0001-36 â&#x20AC;&#x201C; NIRE 35.300.376.536 Ata da AssemblĂŠia Geral OrdinĂĄria realizada em 17/02/2011 1. Data e Local: Aos 17 dias do mĂŞs de fevereiro de 2011, Ă s 10,00 hs., na sede social localizada Ă  Rua Rodrigo Vieira, 107, Vila Mariana, em SĂŁo Paulo/SP, CEP 04115-060. 2. Presença: Compareceram, identificaram-se e assinaram o Livro de Presença os acionistas da Sociedade representando a totalidade do capital social. 3. Convocação: Dispensada a publicação do Edital de Convocação, de conformidade com os § 4Âş do artigo 124 e § 4Âş do art. 133, ambos da Lei 6.404/76. 4. Constituição da Mesa: Presidente: JosĂŠ Pereira Fernandes; SecretĂĄrio: JoĂŁo Fernandes dâ&#x20AC;&#x2122;Almeida. 5. Ordem Do Dia: a) Tomar as contas dos Administradores, examinar e votar o RelatĂłrio da Administração, as Demonstraçþes Financeiras e as Notas Explicativas relativos ao exercĂ­cio social findo em 31/12/20010; e, b) Deliberar sobre a proposta da Diretoria para a destinação do lucro lĂ­quido do exercĂ­cio encerrado em 31/12/2010. Deliberaçþes: a) aprovadas por todos os acionistas, sem reservas ou restriçþes as contas dos Administradores, o RelatĂłrio da Administração, as Demonstraçþes Financeiras e as Notas Explicativas relativos ao exercĂ­cio social findo em 31/12/2010, os quais foram publicados em 09/02/2011 nos jornais: DiĂĄrio Oficial do Estado de SĂŁo Paulo, pĂĄg. 121, e DiĂĄrio do ComĂŠrcio, pĂĄg. 21; b) aprovada a Proposta da Diretoria, registrada na reuniĂŁo daquele ĂłrgĂŁo, de 31/01/2011, para a destinação do lucro lĂ­quido do exercĂ­cio encerrado em 31/12/2010, matĂŠria esta previamente apreciada e aprovada pelo Conselho de Administração na reuniĂŁo de 02/02/2011, conforme segue: â&#x20AC;&#x153;Tendo em vista que a Sociedade obteve no exercĂ­cio social encerrado em 31/12/2010 lucro lĂ­quido no valor de R$ 14.871.354,41, propomos que seja destinado da seguinte forma: R$ 743.568,00 para a conta Reserva Legal; R$ 1.127.786,41 para a conta Reserva de Lucros a Distribuir; e, R$ 13.000.000,00 para pagamento de Dividendos, dos quais R$ 9.600.000,00 jĂĄ foram pagos antecipadamente, respectivamente em 13/04/2010 no valor de R$ 3.200.000,00; 12/07/2010 no valor de R$ 3.200.000,00; 13/10/2010 no valor de R$ 3.200.000,00; e o saldo, no valor de R$ 3.400.000,00, foi pago em 11/01/2011â&#x20AC;?. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o senhor Presidente declarou o encerramento dos trabalhos pelo tempo necessĂĄrio Ă  lavratura da presente em livro prĂłprio, a qual, reaberta a sessĂŁo, foi lida, achada conforme, aprovada e assinada por todos os presentes. Ata e Publicação: a presente deverĂĄ ser publicada de forma resumida, nos termos do art. 130 da Lei 6.404/76. Declaração: Declaramos que a presente ĂŠ cĂłpia fiel da Ata lavrada em livro prĂłprio. Jucesp nÂş 124.801/11-0 - KĂĄtia Regina Bueno de Godoy - SecretĂĄria Geral.

I taĂş BBA Trading S.A. CNPJ 52.815.131/0001-20 NIRE 35300095553 ATA SUM Ă RIA D A ASSEMBLEIA GER AL EX TR AORDINĂ RIA, REALIZAD A EM 30 DE NOVEMBRO DE 2010 SUMĂ RIA DA GERAL EXTR TRA REALIZADA DATA, HOR A E LLOC OC AL: Em 30.11.2010, Ă s 15:00 horas, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 3.400, 8Âş andar, HORA OCAL: Itaim Bibi, SĂŁo Paulo (SP). MESA: Candido Botelho Bracher - Presidente. Gilberto Frussa - SecretĂĄrio. QUORUM: Acionista representando a totalidade do capital social. PRESENĂ&#x2021; A: Representante da PRESENĂ&#x2021;A: AL DE C ONVOC AĂ&#x2021;Ă&#x192;O: Dispensada a publicação de Moore Stephens Auditores Independentes. EDIT EDITAL CONVOC ONVOCA AĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES TOM AD AS POR edital, face o disposto no § 4Âş do artigo 124 da Lei 6.404/76. DELIBER DELIBERA OMAD ADAS UNANIMID ADE: Conforme proposto pela Diretoria em reuniĂŁo realizada nesta data: 1. Aprovado o UNANIMIDADE: Protocolo e Justificação de Incorporação (â&#x20AC;&#x153;Protocolo e Justificaçãoâ&#x20AC;?) celebrado em 30.11.2010 entre os AR TICIP AĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES LLTD ĂłrgĂŁos de administração da Companhia e os ĂłrgĂŁos de administração da IF P PAR ARTICIP TICIPA TDA. A., TD A. com sede em SĂŁo Paulo (SP), na Av. Brigadeiro Faria Lima, 3.400, 8Âş andar, Parte, Itaim Bibi, IF P AR T â&#x20AC;?), o qual passa a integrar esta Ata como CNPJ 86.991.718/0001-02 e NIRE 35219024391 (â&#x20AC;&#x153;IF PAR ART Anexo Anex o I. O Protocolo e Justificação estabelece todos os termos e condiçþes da incorporação da IF PAR T pela Companhia (â&#x20AC;&#x153;Incorporaçãoâ&#x20AC;?). 2. Ratificada a nomeação da empresa especializada Moore ART Stephens Auditores Independentes, com sede em SĂŁo Paulo (SP), na Rua Laplace, 96, 10° andar, CNPJ 60.525.706/0001-07 e registrada no Conselho Regional de Contabilidade do Estado de SĂŁo Paulo AR T a ser incorporado sob nÂş 2SP015.045/0-0 (â&#x20AC;&#x153;Moore Stephensâ&#x20AC;?), para avaliar o patrimĂ´nio da IF P PAR ART AR T. 3. pela Companhia, que corresponde Ă  totalidade do investimento detido pela Companhia na IF P PAR ART o IIII), preparado pela Moore Stephens com base no balanço Aprovado o Laudo de Avaliação (Anex Anexo Anex contĂĄbil levantado em 31.10.2010, para fins de avaliação do valor contĂĄbil da totalidade do patrimĂ´nio AR T a ser incorporado pela Companhia. 4. Fica aprovada a incorporação da totalidade do da IF P PAR ART AR T , nos termos do Protocolo e Justificação. 5. Considerando que a patrimĂ´nio lĂ­quido da IF P PAR ART AR T e os efeitos da Incorporação serĂŁo reconhecidos apenas pela Companhia ĂŠ o Ăşnico cotista da IF P PAR ART Companhia, a Incorporação serĂĄ implementada sem aumento de capital e sem a emissĂŁo de novas AR T e, em contrapartida, açþes da Companhia, sendo extinto o investimento da Incorporadora na IF P PAR ART AR T diretamente na contabilidade da Companhia, com mera o registro dos ativos e passivos da IF P PAR ART T para a substituição das expressĂľes contĂĄbeis. 6. Com a versĂŁo da totalidade do patrimĂ´nio da IF P PAR ART AR AR T serĂĄ definitivamente extinta, para todos e quaisquer fins e direitos, sendo que, Companhia, a IF P PAR ART AR T em todos os seus nos termos do Artigo 1.116 da Lei 10.406/2002, a Companhia sucederĂĄ a IF P PAR ART direitos e obrigaçþes. 7. Fica desde jĂĄ autorizada a Diretoria da Companhia, representada na forma de seu Estatuto Social, a praticar todos os atos necessĂĄrios e firmar todos os documentos necessĂĄrios Ă  AR T pela Companhia, conforme previsto na legislação em vigor. efetivação da incorporação da IF P PAR ART CONSELHO FISC AL: NĂŁo houve manifestação do Conselho Fiscal, por nĂŁo se encontrar em FISCAL: AMENT O : Nada mais havendo a tratar e ninguĂŠm desejando manifestar-se, funcionamento. ENCERR ENCERRA MENTO foram encerrados os trabalhos, lavrando-se esta ata que, lida e aprovada, foi assinada pelos presentes. SĂŁo Paulo (SP), 30 de novembro de 2010. (aa) Candido Botelho Bracher - Presidente; Gilberto Frussa SecretĂĄrio. A presente ĂŠ cĂłpia fiel da original lavrada em livro prĂłprio. Secretaria da Fazenda - Junta Comercial do Estado de SĂŁo Paulo - Certifico o registro sob nÂş 121.545/11-8, em 31.03.2011 (a) KĂĄtia Regina Bueno de Godoy - SecretĂĄria Geral.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20 -.ECONOMIA/LEGAIS

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Relatório da Administração Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de Vossas Senhorias, em cumprimento às disposições legais e estatutárias, o Relatório da Administração e as demonstrações contábeis, referentes ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2010, comparados com os do ano-calendário de 2009. • PRINCIPAIS RESULTADOS Após a crise financeira que teve início no final de 2008, o ano de 2010 foi marcado pela consolidação do processo de recuperação da economia mundial e em especial da brasileira. No seguimento de Café Solúvel a valorização excessiva do Real no ano de 2010 (Gráfico 1), conjugado com o aumento de preço de nossa principal commodity (café cru robusta) (Gráfico 2) teve um grande impacto em nossas margens de lucro. Através de medidas internas e dos investimentos em modernização iniciados em 2007, a Companhia obteve um grande salto em produtividade e melhorias de processo, fator preponderante para manutenção de nossos resultados. O Resultado Líquido do Exercício de 2010 foi de R$ 9,1 milhões contra 8,9 milhões em 2009, aumento de 2,2%. O quadro abaixo demonstra o comportamento das exportações brasileiras de café solúvel no ano de 2010: 2010 2009 EXPORTADORES TONELADA % PART. TONELADA % PART. CACIQUE 20.080 27,0% 17.151 26,0% OUTROS 54.154 73,0% 48.741 74,0% TOTAL 74.234 100,0% 65.892 100,0% Fonte: ABICS Como podemos verificar, a Companhia aumentou sua participação no total das exportações brasileiras de 26% em 2009 para 27% em 2010. Enquanto o setor teve um crescimento das exportações na ordem de 12,7%, a Cacique teve um crescimento de 17,07%. O valor total das nossas exportações em 2010 foi de US$ 144,6 milhões, contra US$ 127,4 milhões em 2009, um crescimento de 13,5%.

Balanço Patrimonial |

dez/10

nov/10

set/10

out/10

jul/10

ago/10

jun/10

mai/10

fev/10

abr/10

jan/10

mar/10

US$/ton

Gráfico 2

dez/10

nov/10

set/10

out/10

jul/10

ago/10

jun/10

abr/10

mai/10

fev/10

mar/10

jan/10

Taxa do Dólar

Gráfico 1

1,90 1,85 1,80 1,75 1,70 1,65 1,60 1,55

2.000 1.950 1.900 1.850 1.800 1.750 1.700 1.650 1.600 1.550 1.500 1.450 1.400 1.350 1.300 1.250 1.200

dez/09

LONDON TERMINAL (US$/ton)

DÓLAR

O faturamento de Café Pelé torrado e moído no mercado interno foi de R$169,9 milhões em 2010 contra R$160,5 milhões em 2009, o que significa um incremento de 5,86%. Quando comparamos o volume, esse incremento foi de 12,65%, 20.9 mil toneladas em 2010 contra 18.5 mil toneladas em 2009. Conforme informações da ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café), o mercado cresceu nesse mesmo período 4,00%, conferindo à empresa um crescimento de 3,2 vezes a mais que o mercado. No seguimento de Ráfia retomamos em 2010, a nossa capacidade produtiva para níveis históricos, em função da elevação da demanda. O mercado reagiu de forma mais lenta, não havendo muita margem para recuperação de preços de venda em função dos aumentos de matéria prima. Apesar deste quadro, o seguimento manteve rentabilidade positiva. O mercado de ráfia em 2010, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Fibras Poliolefínicas - AFIPOL apresentou um crescimento de 24% em relação ao ano de 2009, crescemos 16%, atingindo a totalidade da nossa capacidade de produção. • INVESTIMENTOS, PESQUISA E DESENVOLVIMENTO Os investimentos em projetos industriais, pesquisa e desenvolvimento totalizaram em 2010 R$ 20 milhões. Abaixo relacionamos os principais: Em nosso Parque Fabril de Café Solúvel, concluímos a construção de nossa nova unidade de liofilização (Freeze Dried) no valor total de R$ 85,9 milhões. No ano de 2010 foram investidos R$ 8,7 milhões para conclusão deste projeto. O projeto de Armazenagem totalizou R$ 14,7 milhões, sendo que no ano de 2010 investimos R$ 4,5 milhões. O projeto de construção da Subestação de Energia Elétrica para receber energia em 138 mil volts totaliza R$ 10,8 milhões, dos quais já foram consumidos R$ 7,1 milhões, e o restante deverá ser investido no ano de 2011. Com previsão de entrar em operação no final de 2011, este investimento proporcionará redução significativa em nosso custo de energia elétrica. Os investimentos em nossa Unidade de Café Torrado e Moído totalizaram R$ 3,1 milhões. Esses recursos foram empregados em benfeitorias, nas instalações prediais, na aquisição de veículos, na manutenção das linhas produtivas e na aquisição de máquinas e equipamentos. Nosso principal projeto para esta unidade esta sendo a ampliação de nossa linha de envase de café torrado e moído embalado a vácuo, que consumirá recursos na ordem de R$ 6 milhões, devendo entrar em operação em 2011. Em nossa unidade de Embalagens, durante o exercício foram executados vários projetos visando atender as demandas do mercado e a melhora da eficiência operacional de nossa fábrica, dentre os quais destacamos: ampliação da estrutura de armazenagem de matéria prima e de produtos acabados, bem como a área de carga e descarga; implantação de uma linha completa de confecção de big-bags, com investimentos em teares e máquinas de acabamento para início de produção no primeiro semestre de 2011, totalizando R$ 1,1 milhão. • PERSPECTIVAS FUTURAS Com a entrada em operação de nossa nova unidade de liofilização (Freeze Dried), nossa expectativa para os próximos anos é alavancar nossas vendas com um produto que agrega maior qualidade e tecnologia. Continuaremos investindo em modernizações, buscando sempre focar em produtividade e qualidade de nossos produtos para podermos fazer frente a esta valorização excessiva do Real em comparação ao Dólar, política que vem prejudicando as exportações brasileiras de produtos manufaturados. • SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO Mantivemos o nosso Sistema Integrado de Gestão ISO 9001:2008 e o Sistema de Qualidade Alimentar pelo HACCP-Codex Alimentarius. Desde 2008, temos a Certificação Rainforest, cujo foco é a sustentabilidade sócio-ambiental, aliando produção, conservação e desenvolvimento humano. Contamos, ainda, com os Certificados Kosher, Halal, IBD (processamento orgânico), Rostest, Fair Trade (comércio justo) e UTZ. Mantivemos em nosso seguimento de Ráfia o Sistema de Gestão de Qualidade em conformidade com a ISO 9001:2000, bem como o Programa de Boas Práticas de Fabricação (PBPF).

• RECURSOS HUMANOS O Programa de Formação Profissional proporcionou 52.019 horas/homem de treinamento, sendo 36,33% maior que as horas destinadas em 2009, com 9.685 participações nos diversos cursos ministrados. Destas horas, 19,14% destinaram-se exclusivamente ao Treinamento de Segurança do Trabalho representando um aumento de 21,4% em relação ao exercício anterior. Foram concedidas 20 bolsas de estudo. Do investimento em treinamento, 21% proveio da utilização da verba do SENAI e do SESI. Os Programas de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) foram plenamente executados, bem como os Programas de Prevenção de Perdas Auditivas e de Prevenção para Riscos Ergonômicos. Foi aplicada a vacina contra a Gripe Sazonal e também a Gripe A (H1N1) em 77,82% dos colaboradores sendo que não foi registrado nenhum caso da gripe H1N1. Destinação dos Resultados Lucro Líquido Reserva Legal - 5% Realização da Reserva de Reavaliação Realização do Ajuste de Avaliação Patrimonial Dividendos Reserva de Retenção de Lucros

R$ mil 9.148 (458) 390 1.468 (2.637) 7.911

Proposta de Distribuição de Dividendos Lucro Líquido (-) Reserva Legal - 5% (+) Realização da Reserva de Reavaliação (+) Realização do Ajuste de Avaliação Patrimonial Base para Dividendos Dividendos Propostos - 25%

9.148 (458) 390 1.468 10.548 2.637

Dividendos por Ações Ordinárias por mil ações Dividendos por Ações Preferenciais por mil ações

R$ 99,11 R$ 109,02

• RELACIONAMENTO COM AUDITORES INDEPENDENTES Em atenção à Instrução nº 381/03 da Comissão de Valores Mobiliários, informamos que nossos auditores independentes não foram contratados para prestação de serviços, que não aqueles relacionados aos serviços de auditoria externa, atendo-se ao exame das demonstrações contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2010. • AGRADECIMENTOS A Administração da Companhia Cacique agradece aos seus acionistas, clientes, fornecedores, instituições financeiras e consumidores de nossos produtos, pelo apoio e confiança, e em especial aos nossos colaboradores.

Londrina, 16 de março de 2011 A ADMINISTRAÇÃO

em 31 de dezembro de 2010 e 2009

(Em Reais Mil) 2010 286.286 10.370 116.421 47.823 66.433 38.258 1.290 5.613 78 235.304 34.893 13.733 1.051 18.200 1.909

CIRCULANTE Caixa e Equivalentes de Caixa Títulos e Valores Mobiliários Contas a Receber de Clientes Estoques Créditos Fiscais Valores a Receber - Controladas Demais Contas a Receber Despesas do Exercício Seguinte NÃO CIRCULANTE REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Títulos a Receber Depósitos Judiciais Créditos Fiscais Outros Créditos Investimentos Imobilizado Intangível

TOTAL DO ATIVO

ATIVO Controladora Reapresentado 2009 01/01/2009 171.487 259.404 9.910 4.871 4.574 37.137 44.389 56.805 54.789 77.899 52.226 73.846 1.223 481 4.293 8.091 83 274 229.894 205.239 37.121 20.904 15.848 – 1.541 3.134 18.991 17.046 741 724

2010 286.603 10.518 117.423 47.823 66.578 38.566 – 5.617 78 236.641 38.226 14.331 1.986 20.000 1.909

3.559 195.127 1.725

3.555 187.167 2.051

4.698 177.705 1.932

949 195.740 1.726

521.590

401.381

464.643

523.244

Consolidado Reapresentado 2009 01/01/2009 171.550 259.909 10.065 5.055 5.258 37.450 44.389 56.808 54.897 78.007 52.563 74.222 – – 4.295 8.093 83 274 231.892 206.894 41.314 25.676 17.306 1.985 2.476 4.069 20.791 18.898 741 724 949 187.577 2.052

1.181 178.077 1.960

403.442

466.803

CIRCULANTE Fornecedores Empréstimos e Financiamentos Adiantamentos de Clientes Salários e Encargos Sociais Impostos e Contribuições a Recolher Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio a Pagar Dividendos Propostos Valores a Pagar - Controladas Provisão para Férias e Outras Provisão para Imposto de Renda Provisão para Contribuição Social Obrigações para Instrumentos Financeiros Demais Contas a Pagar NÃO CIRCULANTE Instituições Financeiras Provisões para Contingências Impostos Diferidos PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social Realizado Reservas de Reavaliação Reservas de Lucros Ajuste de Avaliação Patrimonial TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Controladora Reapresentado 2010 2009 01/01/2009 264.535 144.532 182.500 10.475 11.316 13.521 233.552 113.518 127.234 4.786 7.465 9.398 1.670 1.430 1.538 1.061 851 943

2010 264.586 10.476 233.552 4.786 1.677 1.071

Consolidado Reapresentado 2009 01/01/2009 144.629 182.547 11.368 13.523 113.518 127.234 7.465 9.398 1.436 1.544 863 958

392 2.637 2 4.719 1.514 583 – 3.144 29.900 13.972 3.793 12.135 227.155 173.000 13.958 24.830 15.367

46 2.209 2 3.698 1.258 466 3 2.270 36.208 19.191 3.722 13.295 220.641 160.000 14.348 29.461 16.832

1.439 1.262 2 3.640 – 108 21.307 2.108 80.095 67.102 5.430 7.563 202.048 147.000 14.738 35.388 4.922

400 2.637 – 4.733 1.522 588 – 3.144 31.503 13.972 5.361 12.170 227.155 173.000 13.958 24.830 15.367

54 2.209 – 3.712 1.263 468 3 2.270 38.172 19.191 5.146 13.835 220.641 160.000 14.348 29.461 16.832

1.439 1.262 – 3.653 – 113 21.307 2.116 82.208 67.102 6.769 8.337 202.048 147.000 14.738 35.388 4.922

521.590

401.381

464.643

523.244

403.442

466.803

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis

Demonstração do Resultado |

Demonstração dos Fluxos de Caixa - Método Indireto | Demonstração dos Fluxos de Caixa - Método Indireto |

em 31 de dezembro de 2010 e 2009

em 31 de dezembro de 2010 e 2009 em 31 de dezembro de 2010 e 2009

(Em milhares de reais) (Em Reais Mil)

(Em Reais Mil) Controladora Reapresentado 2010 2009 432.614 427.593 (356.824) (342.685) 75.790 84.908 (81.493) (71.786) (46.629) (40.557) (25.570) (22.285) (5.404) (5.576) (3.890) (3.368)

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA CUSTO DAS VENDAS LUCRO BRUTO DESPESAS OPERACIONAIS Com Vendas Gerais e Administrativas Honorários da Administração Outras Despesas Operacionais LUCRO (PREJUÍZO) OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO E DAS PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS RESULTADO FINANCEIRO Despesas Financeiras Receitas Financeiras PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS Resultado de Equivalência Patrimonial LUCRO (PREJUÍZO) ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Contribuição Social sobre o Lucro Imposto de Renda Imposto de Renda e C.S.L.L. Diferidos LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO LUCRO LÍQUIDO POR MIL AÇÕES - BÁSICO LUCRO LÍQUIDO POR MIL AÇÕES - DILUÍDO

Consolidado Reapresentado 2010 2009 432.614 429.934 (356.824) (342.908) 75.790 87.026 (81.639) (72.321) (46.628) (40.557) (25.778) (22.464) (5.676) (5.836) (3.557) (3.464)

(5.703)

13.122

(5.849)

14.705

(42.174) 61.156

(65.296) 69.708

(42.231) 61.458

(66.299) 70.066

70

311

13.349 (1.790) (4.850) 2.439 9.148 366,69 441,16

17.845 (853) (2.014) (6.086) 8.892 356,42 372,05

13.378 (1.813) (4.884) 2.467 9.148

18.472 (904) (2.131) (6.545) 8.892

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis

Demonstração do Valor Adicionado |

em 31 de dezembro de 2010 e 2009

(Em Reais Mil) RECEITAS Vendas de Mercadorias, Produtos e Serviços Provisão para Devedores Duvidosos Outras Receitas INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS Matérias-primas Consumidas Custo das Mercadorias e Serviços Vendidos Materiais, Energia, Serviços de Terceiros e Outros Perda/Recuperação de Valores Ativos VALOR ADICIONADO BRUTO RETENÇÕES Depreciação e Amortização VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA Resultado da Equivalência Patrimonial e Dividendos Recebidos de Investimentos Avaliado ao Custo Receitas Financeiras Aluguéis VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO Pessoal e Encargos Sociais Salários e Encargos Honorários da Administração Participação dos Empregados nos Lucros Impostos, Taxas e Contribuições Federais Estaduais Municipais Juros e Aluguéis Dividendos Lucros Retidos

Controladora Reapresentado 2010 2009 472.253 463.602 469.475 462.971 (9) (10) 2.787 641 442.734 398.137 354.488 331.697 14.469 2.960 73.777 63.084 – 396 29.519 65.465 12.265 12.992 12.265 12.992 17.254 52.473 61.236 64.603

Consolidado Reapresentado 2010 2009 472.724 466.178 469.475 465.547 (9) (10) 3.258 641 442.933 398.507 354.488 331.699 14.469 3.183 73.976 63.229 – 396 29.791 67.671 12.288 13.005 12.288 13.005 17.503 54.666 61.468 64.651

71 61.155 10 78.490 78.490

311 64.286 6 117.076 117.076

– 61.458 10 78.971 78.971

1 64.644 6 119.317 119.317

49.859 5.404 1.556

46.334 5.576 251

49.915 5.676 1.559

46.395 5.836 251

(6.269) (26.819) 895 42.858 2.637 8.369

(712) (19.743) 1.028 75.060 2.209 7.073

(6.168) (26.819) 900 42.902 2.637 8.369

211 (19.743) 1.035 76.050 2.209 7.073

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis

Demonstração das Mutações |

2010

Controladora Reapresentado 2009

2010

Consolidado Reapresentado 2009

9.148

8.892

9.148

8.892

12.265 (197) (7.318) 5.983 – (71) (1.095) 3.897 (3.826) – 18.786

12.992 (127) (23.612) 6.159 1.311 (311) 5.732 3.110 (4.819) 11.910 21.237

12.288 (226) (7.318) 5.982 – – (1.599) 4.041 (3.826) – 18.490

13.005 (127) (23.612) 6.159 1.311 – 5.497 3.196 (4.819) 11.910 21.412

(1.319) (11.644) (6.202) – 12.693 6 (6.466)

(3.432) 23.110 32.562 859 23.449 191 76.739

(459) (11.681) (6.520) – 12.787 6 (5.867)

(2.903) 23.110 32.192 859 24.282 191 77.731

(841) 819 7.157 (1.146) (2.079) (6.640) (2.730) 9.590

(2.205) (50) 4.391 (2.217) (23.514) (2.867) (26.462) 71.514

(892) 819 7.104 (1.031) (2.079) (6.697) (2.776) 9.847

(2.155) (49) 4.558 (1.736) (23.514) (3.035) (25.931) 73.212

67 – (19.979) – 277 (111.645) 6.000 (125.280)

1.454 481 (40.495) 786 – – – (37.774)

– – (20.205) – 306 (111.645) 6.000 (125.544)

– 232 (40.546) 813 – – – (39.501)

395.235 1.871 (273.925) – (7.031) – 116.150 460 9.910 10.370

241.668 2.452 (264.154) (59) (7.180) (1.428) (28.701) 5.039 4.871 9.910

395.235 1.871 (273.925) – (7.031) – 116.150 453 10.065 10.518

241.668 2.452 (264.154) (59) (7.180) (1.428) (28.701) 5.010 5.055 10.065

FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS Lucro Líquido do Exercício Ajustes para Reconciliar o Lucro Líquido ao Caixa Líquido Gerado pelas Atividades Operacionais Depreciação, Amortização e Exaustão Lucro na Venda de Imobilizado Variações Monetárias e Cambiais Líquidas Despesas Financeiras de Curto Prazo Despesas Financeiras de Longo Prazo Equivalência Patrimonial Impostos Diferidos Provisão para Contingências Reversão de Provisão para Contingências Ajustes de Avaliação Patrimonial (Aumento) Redução de Ativos Contas a Receber Estoques Títulos e Valores Mobiliários Adiantamento a Funcionários Outros Créditos Despesas Antecipadas Aumento (Redução) de Passivos Fornecedores Obrigações Trabalhistas e Sociais Obrigações Fiscais Outras Obrigações Obrigações e Contingências Imposto de Renda e Contribuição Social CAIXA LÍQUIDO GERADO PELAS ATIVIDADES OPERACIONAIS Atividades de Investimento Baixa no Investimento Lucros/Dividendos Recebidos Aquisições no Imobilizado Baixas no Imobilizado Recebimento da Venda de Bens do Imobilizado Aplicações Financeiras Resgate de Aplicações Financeiras CAIXA GERADO PELAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO Atividades de Financiamento Captações de Curto Prazo Captações de Longo Prazo Pagamentos de Empréstimos - Curto Prazo Pagamentos de Empréstimos - Longo Prazo Pagamento de Juros - Curto Prazo Pagamento de Juros - Longo Prazo CAIXA LÍQUIDO GERADO PELAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Variação Líquida do Caixa Caixa Inicial Caixa Final

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis

Demonstração dos Resultados Abrangentes |

em 31 de dezembro de 2010 e 2009

(Em Reais Mil) RESULTADO DO EXERCÍCIO OUTROS RESULTADOS ABRANGENTES Realização da Reserva de Reavaliação Impostos sobre a Realização da Reserva de Reavaliação Ajustes de Bens do Ativo Imobilizado RESULTADO ABRANGENTE TOTAL As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis

2010 9.148

2009 8.892

591 (201) 1.468 11.006

591 (201) – 9.282

em 31 de dezembro de 2010 e 2009 e 1º de janeiro de 2009

(Em Reais Mil) Reservas de Lucros Descrição SALDOS EM 1º DE JANEIRO DE 2009 - Reapresentado Aumento de Capital: Com Reserva de Retenção de Lucros Outros Resultados Abrangentes Realização da Reserva de Reavaliação (-) Impostos s/ Reserva de Reavaliação Ajuste de Avaliação Patrimonial Avaliações de Instrumentos Financeiros Lucro Líquido do Exercício Destinação do Lucro Líquido Reserva Legal Reserva de Retenção de Lucros Dividendos Propostos SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 Aumento de Capital: Com Reserva de Retenção de Lucros Outros Resultados Abrangentes Realização da Reserva de Reavaliação (-) Impostos s/Reserva de Reavaliação Ajuste de Avaliação Patrimonial Avaliações de Instrumentos Financeiros Ajustes de Bens do Ativo Imobilizado Lucro Líquido do Exercício Destinação do Lucro Líquido Reserva Legal Reserva de Retenção de Lucros Dividendos Propostos SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010

Capital Social Realizado 147.000

Reserva Legal 8.910

Reserva de Retenção de Lucros 26.478

Reservas de Reavaliação 14.738

Ajuste de Avaliação Patrimonial 4.922

13.000

– –

– –

– –

Lucros Acumulados –

(13.000)

– –

(591) 201

– –

591 (201)

– –

– –

– –

– –

11.910 –

– 8.892

11.910 8.892

– – – 160.000

445 – – 9.355

– 6.628 – 20.106

– – – 14.348

– – – 16.832

(445) (6.628) (2.209) –

– – (2.209) 220.641

13.000

(13.000)

– –

– –

– –

(591) 201

– –

591 (201)

– –

– – –

– – –

– – –

– – –

3 (1.468) –

– 1.468 9.148

3 – 9.148

– – – 173.000

458 – – 9.813

– 7.911 – 15.017

– – – 13.958

– – – 15.367

(458) (7.911) (2.637) –

– – (2.637) 227.155

Total 202.048

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis

www.cafepele.com.br

continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 15 de abril de 2011 continuação

Notas Explicativas

Companhia Cacique de Café Solúvel -

|

ECONOMIA/LEGAIS - 21

CNPJ nº 78.588.415/0001-15 - Companhia Aberta - CVM 00290-9

em 31 de dezembro de 2010 e 2009

(Em Reais Mil) 1. CONTEXTO OPERACIONAL

14. IMOBILIZADO

A atividade operacional preponderante da Companhia é a produção de café solúvel, comercializado em quase sua totalidade no mercado externo e, através de suas divisões, Alimentos e Embalagens, diversifica suas operações, com a produção de café torrado e moído e a fabricação de material de embalagem. Além dessas atividades, a Companhia comercializa grãos no mercado externo. Em relação a nossa controlada Cacique Agrícola S.A., os objetivos da sociedade são a exploração da atividade agrícola, agro-industrial, florestamento, reflorestamento, pecuária, haras, atividade imobiliária e exportação de bens e produtos inerentes às suas atividades sociais.

a) Composição - Controladora - 2009

2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS As demonstrações financeiras individuais (da Controladora) foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil que compreendem as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e os pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e são publicadas em conjunto com as demonstrações financeiras consolidadas. 3. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS As demonstrações financeiras consolidadas também foram preparadas e estão sendo apresentadas de acordo com os Padrões Internacionais de Demonstrações Financeiras - International Financial Reporting Standards (IFRS) emitidos pelo International Accounting Standards Board (IASB). As demonstrações financeiras consolidadas da Companhia, que incluem as demonstrações das controladas “Cacique Agrícola S.A. e Cacique S.A.” foram elaboradas de acordo com a Instrução CVM nº 247/96. À partir de 2008, a controlada no exterior Cacique International Ltd., por não se caracterizar como entidade independente de acordo com o CPC 02, teve seus ativos, passivos e resultados integrados às demonstrações financeiras da controladora como qualquer outra filial, agência ou dependência mantida no próprio país. 4. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS (CONTROLADORA) Na elaboração das demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2009, a administração da Companhia não havia antecipado a adoção dos CPCs emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e homologados pelos órgãos reguladores. Após a revisão dos CPCs 27, 37 e 43 e ICPC10 a Companhia verificou a necessidade de remensurar os efeitos produzidos em suas demonstrações financeiras de 2009. Em 25 de janeiro de 2011, a CVM editou a Deliberação CVM nº 656, modificando a Deliberação CVM nº 603/09 e concedendo às companhias abertas prazo adicional para a reapresentação das Informações Trimestrais - ITR de 2010 e 2009, com a plena adoção das normas vigentes em 2010, até a entrega das Informações Trimestrais - ITR referentes ao trimestre a findar em 31 de março de 2011. A administração da Companhia optou pela utilização do prazo adicional e, em observância à obrigatoriedade prevista na Deliberação CVM nº 656/2011, está divulgando uma reconciliação do patrimônio líquido de cada trimestre de 2010 e de 2009, partindo dos valores originalmente apresentados, ajustes apurados e saldos ajustados pela aplicação dos novos CPCs. Estas informações trimestrais foram sujeitas aos procedimentos de revisão especial aplicados pelos auditores independentes da Companhia de acordo com os requerimentos da CVM para informações trimestrais (NPA 06 do Ibracon - Revisão Especial das Informações Trimestrais das Companhias Abertas), incluindo os ajustes decorrentes da adoção das novas práticas contábeis, não tendo sido, portanto, sujeitas aos procedimentos de auditoria. A seguir está apresentada a reconciliação dos saldos de Máquinas e Equipamentos, Impostos Diferidos sobre Reserva de Reavaliação de Terrenos e Patrimônio Líquido apresentados nas Informações Trimestrais da Controladora em março, junho e setembro de 2010, comparativamente a 2009, as quais serão reapresentadas até a data da entrega das Informações Trimestrais do trimestre a findar-se em 31 de março de 2011. 31 de dezembro de 2009 Original Reapresentado Reclassificação Ativo não circulante Imobilizado 170.332 187.167 16.835 Máquinas e equipamentos 28.700 45.535 16.835 Passivo não circulante I.R. Diferido - Reserva de Reavaliação 3.101 5.407 2.306 C.S. Diferido - Reserva de Reavaliação 1.124 1.954 830 Patrimônio líquido Reserva de Reavaliação 17.485 14.349 (3.136) Ajustes de bens do ativo imobilizado – 16.835 16.835 30 de setembro 30 de junho 31 de março 2010 Original A reapresentar Original A reapresentar Original A reapresentar Ativo não circulante Imobilizado 175.829 193.638 173.618 191.479 174.476 191.937 Máquinas e equipamentos 24.202 42.011 25.325 43.186 26.568 44.029 Passivo não circulante I.R. Diferido - Reserva de Reavaliação 2.991 5.297 3.028 5.334 3.065 5.371 C.S. Diferido - Reserva de Reavaliação 1.084 1.914 1.097 1.927 1.110 1.940 Patrimônio líquido Reservas de Reavaliação 17.192 14.056 17.289 14.153 17.387 14.251 Ajustes de bens do ativo imobilizado – 15.734 – 16.101 – 16.468 Lucros/Prejuízos Acumulados 7.217 7.344 2.794 2.502 407 148 30 de setembro 30 de junho 31 de março 2009 Original A reapresentar Original A reapresentar Original A reapresentar Ativo não circulante Imobilizado 161.947 178.161 155.894 171.481 164.123 179.067 Máquinas e equipamentos 30.986 47.200 32.563 48.150 24.383 39.327 Passivo não circulante I.R. Diferido - Reserva de Reavaliação 3.138 5.444 3.176 5.482 3.212 5.518 C.S. Diferido - Reserva de Reavaliação 1.137 1.967 1.150 1.980 1.164 1.994 Patrimônio líquido Reservas de Reavaliação 17.582 14.446 17.680 14.544 17.778 14.642 Ajustes de bens do ativo imobilizado – 16.214 – 15.587 – 14.944 5. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS As políticas contábeis apresentadas a seguir foram aplicadas na preparação das demonstrações financeiras consolidadas e individuais e têm sido aplicadas de maneira consistente em todos os exercícios apresentados. a) Moeda Funcional: A moeda funcional da Companhia é o Real, mesma moeda de preparação e apresentação das demonstrações financeiras. b) Apuração do Resultado: O resultado das operações (receitas, custo e despesa) é apurado em conformidade com o regime de competência dos exercícios. c) Caixa e Equivalentes de Caixa: Incluem os montantes de caixa, fundos disponíveis em contas bancárias de livre movimentação e aplicações financeiras de liquidez imediata e com risco insignificante de seu valor de mercado. d) Títulos e Valores Mobiliários: Encontram-se registrados pelo valor do principal investido, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço. e) Estoques: Estão avaliados ao custo médio de aquisição ou de produção, ao qual não excede ao valor de mercado. f) Investimentos: A participação em sociedades controladas está avaliada pelo método da Equivalência Patrimonial, exceto para a controlada Cacique International Ltd., que passou a ser considerada como filial da Companhia Cacique de Café Solúvel. Os demais investimentos estão avaliados pelo Custo de Aquisição, corrigidos monetariamente até 31 de dezembro de 1995 e, quando aplicável, reduzido para o valor provável de realização. g) Imobilizado: Registrado ao custo de aquisição ou construção, corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995, acrescido da reavaliação parcial dos bens. A depreciação é calculada pelo método linear, com base em taxas que levam em consideração a estimativa de vida útil dos bens. A reserva de reavaliação é realizada em contrapartida da rubrica de lucros acumulados, no patrimônio líquido, na medida em que o ativo correspondente reavaliado é realizado. O imobilizado não supera seu provável valor de recuperação e foi submetido ao impairment test. A Companhia optou por reavaliar os ativos imobilizados pelo custo atribuído (deemed cost) na data de 31/12/2009. Os efeitos do custo atribuído aumentaram o Ativo Imobilizado tendo como contrapartida o Patrimônio Líquido, conforme nota explicativa nº 14. h) Intangível: O ativo intangível compreende os gastos com o registro de marcas e patentes, os sistemas de informática (softwares) e licenças de uso dos mesmos. A amortização dos sistemas de informática é calculada pelo método linear, à taxa mencionada na nota explicativa nº 15 e leva em consideração o tempo de vida útil estimado dos intangíveis. O intangível não supera seu provável valor de recuperação e foi submetido ao impairment test. Os ativos intangíveis com vida útil indefinida e o ágio por expectativa de rentabilidade futura a partir de 1º de janeiro de 2009 não serão amortizados e terão o seu valor recuperável testado anualmente. i) Empréstimos, Financiamentos e Adiantamentos de Contratos de Câmbio: Conforme demonstrado na nota explicativa nº 16, estão atualizados pelos encargos incorridos até a data do fechamento do Exercício. j) Demais Ativos e Passivos Circulantes e a Longo Prazo: Os demais ativos e passivos circulantes e a longo prazo, quando aplicável, são registrados por seus valores de realização ou de liquidação, acrescidos, quando aplicável, dos rendimentos ou encargos incidentes calculados até a data do balanço. k) Utilização de Estimativas Contábeis: A elaboração das demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil requer da administração da Companhia a utilização de estimativas para registro de provisões e apresentação de determinados saldos, sendo que os resultados finais desses eventos podem, eventualmente, divergir dessas estimativas. l) Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro: Os impostos incidentes sobre as vendas são contabilizados de acordo com o regime de competência. O imposto de renda e a contribuição social são registrados com base no lucro tributável e alíquotas vigentes de acordo com o RIR - Regulamento do Imposto de Renda, sendo para o IRPJ 15% mais adicional de 10% aplicável sobre o lucro excedente ao limite estabelecido pela legislação; e para a Contribuição Social 9%.

Taxa Anual de Depreciação Terrenos Edifícios Máquinas e Equipamentos Móveis e Utensílios Computadores e Periféricos Veículos Instalações e Benfeitorias Aparelhos de Comunicação Imobilizado em Curso

Caixa e Contas Bancárias Aplicações Financeiras

Controladora 31/12/2009 9.910 – 9.910

01/01/2009 4.871 – 4.871

31/12/2010 8.421 2.097 10.518

Consolidado 31/12/2009 10.065 – 10.065

Taxa Anual de Depreciação Terrenos Edifícios Máquinas e Equipamentos Móveis e Utensílios Computadores e Periféricos Veículos Instalações e Benfeitorias Aparelhos de Comunicação Imobilizado em Curso

A companhia considera como equivalentes de caixa os saldos de caixa, bancos e aplicações financeiras de liquidez imediata. As aplicações financeiras de curto prazo referem-se a investimentos em Certificado de Depósito Bancário - CDB, são remunerados com base na variação da taxa dos Certificados de Depósitos Interbancários - CDI. 7. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS

Aplicações Pré-Fixadas Operações de Swap Contratos a Termo - Dólar

31/12/2010 116.421 – – 116.421

Controladora 31/12/2009 4.200 374 – 4.574

01/01/2009 29.762 413 6.962 37.137

31/12/2010 117.323 100 – 117.423

Consolidado 31/12/2009 4.852 406 – 5.258

01/01/2009 30.062 426 6.962 37.450

As aplicações em títulos e valores mobiliários referem-se a investimentos em Certificado de Depósito Bancário - CDB, são remunerados com taxas Pré-Fixadas de 11,25 à 12,36% a.a e remuneração de 107 a 110% do CDI com Swap para Pré de 12,10 à 12,37% a.a e são mantidos junto a instituições financeiras de primeira linha. 8. CONTAS A RECEBER 31/12/2010 Contas a Receber No País No Exterior Provisão para Devedores Duvidosos No País

Controladora 31/12/2009

01/01/2009

31/12/2010

Consolidado 31/12/2009

01/01/2009

36.832 11.334 48.166

30.957 13.765 44.722

19.598 37.551 57.149

36.832 11.334 48.166

30.957 13.765 44.722

19.601 37.551 57.152

(343) (343) 47.823

(333) (333) 44.389

(344) (344) 56.805

(343) (343) 47.823

(333) (333) 44.389

(344) (344) 56.808

A companhia tem como procedimento analisar seus títulos vencidos mensalmente, adotando o critério de provisão para crédito de liquidação duvidosa dos títulos que estão vencidos acima de 90 dias ou em processo de recuperação judicial. 9. ESTOQUES

Produtos Acabados Mercadorias para Revenda Produtos em Elaboração Matérias Primas Insumos de Produção Almoxarifado Aplicações para Formação de Estoques Outros Estoques TOTAL

31/12/2010 18.077 1.205 8.925 25.095 8.052 4.736 141 202 66.433

Controladora 31/12/2009 18.992 2.376 11.607 10.202 7.131 4.123 130 228 54.789

01/01/2009 20.991 16.186 6.110 21.585 8.987 3.942

31/12/2010 18.077 1.205 9.049 25.095 8.052 4.736

98 – 77.899

141 223 66.578

Consolidado 31/12/2009 18.992 2.376 11.695 10.202 7.131 4.123 130 248 54.897

01/01/2009 20.991 16.186 6.162 21.585 8.987 3.942 98 56 78.007

10. CRÉDITOS FISCAIS a) Curto Prazo Imposto de Renda a Compensar ICMS a Compensar (-) Provisão de Créditos Fiscais ICMS IPI a Compensar CSLL a Compensar PIS a Recuperar COFINS a Recuperar INSS a Recuperar ISS a Recuperar

31/12/2010 364 26.243 (1.721) 2.167 11 2.033 9.112 48 1 38.258

Controladora 31/12/2009 283 25.649 (2.167) 1.923 29 4.372 22.092 43 2 52.226

01/01/2009 1.636 37.940

31/12/2010 624 26.243

Consolidado 31/12/2009 571 25.649

01/01/2009 1.929 37.940

(1.714) 1.843 819 5.678 27.602 39 3 73.846

(1.721) 2.167 59 2.033 9.112 48 1 38.566

(2.167) 1.923 78 4.372 22.092 43 2 52.563

(1.714) 1.843 902 5.678 27.602 39 3 74.222

01/01/2009 11.433 5.613 – – 17.046

31/12/2010 12.886 3.133 847 3.134 20.000

Consolidado 31/12/2009 11.340 5.138 916 3.397 20.791

01/01/2009 13.285 5.613 – – 18.898

b) Longo Prazo I.R. e C.S.L.L. Diferidos ICMS a Recuperar - Imobilizado PIS a Compensar COFINS a Compensar

31/12/2010 11.088 3.131 847 3.134 18.200

Controladora 31/12/2009 9.542 5.136 916 3.397 18.991

11. ICMS A RECUPERAR - PROCESSO DE TRANSFERÊNCIA A Companhia possui R$ 26.243 mil de créditos de ICMS (R$ 25.649 mil em 2009) e, tendo em vista que a comercialização de seus produtos se concentra no mercado externo, a realização desses créditos dar-se-á, substancialmente, pela transferência a terceiros através do Sistema de Controle de Transferência e Utilização de Créditos Acumulados - SISCRED, mantido pelo Governo do Estado do Paraná. A companhia possui o montante de R$ 10.512 mil (R$ 12.488 mil em 2009), referente a créditos já habilitados e/ou em processo de habilitação junto ao SISCRED, para efeito de efetiva transferência. Em função de que a negociação desses créditos com terceiros se dá mediante concessão de deságio, a administração, adotando medida conservadora na avaliação de seus ativos, mantém provisão para desvalorização sobre o total do crédito de ICMS, no montante de R$ 1.721 mil (R$ 2.167 mil em 2009), considerado suficiente para cobrir eventuais perdas. 12. DEMAIS CONTAS A RECEBER 31/12/2010 Demais Contas a Receber Créditos a Funcionários Depósitos Judiciais Adiantamentos Diversos Créditos com Transferência de ICMS Vale Pedágio Indenizações de Seguros Outros Créditos

670 – 121 4.586 – 123 113 5.613

Controladora 31/12/2009 859 6 121 3.161 3 44 99 4.293

01/01/2009

31/12/2010

861 – 7.082 – 15 103 30 8.091

671 – 122 4.586 – 123 115 5.617

Consolidado 31/12/2009 859 6 121 3.161 3 44 101 4.295

2,5%/ 10% 5%/20% 10%/ 20% 20% 20% 4%/ 20% 20%

01/01/2009 861 – 7.082 – 15 103 32 8.093

13. INVESTIMENTOS Para melhor apresentação entendemos demonstrar antes do quadro das controladas a composição da conta de investimentos pois, dessa forma, os saldos apresentados nessa nota não estão de acordo com o Balanço Patrimonial. Os investimentos em controladas diretas, bem como eventuais transações entre partes relacionadas, são assim demonstrados: Cacique Agrícola S.A. Cacique S.A. PATRIMÔNIO LÍQUIDO 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Capital Social 2.577 2.577 2.577 10 10 10 Ações ou Quotas 1.816.236 1.816.236 1.816.236 1 1 1 Percentual de Participação 100% 100% 100% 100% 100% 100% Patrimônio Líquido 2.673 2.669 2.605 10 10 10 TRANSAÇÕES ENTRE PARTES RELACIONADAS Mútuos Passivos 2 2 2 – – – 2 2 2 – – – INVESTIMENTOS No início do Exercício 2.669 3.581 10.130 10 10 10 Redução de Capital – – (6.000) – – – Dividendos Recebidos – – (59) – – – Dividendos Propostos (66) (1.223) (481) – – – Equivalência Patrimonial 70 311 (9) – – – No Final do Exercício 2.673 2.669 3.581 10 10 10 As operações mercantis com empresas controladas e os saldos patrimoniais foram eliminados na consolidação, conforme mencionado na nota explicativa nº 3. A empresa Cacique S.A.. não teve nenhuma movimentação no exercício de 2010 (idem 2009). De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 02, controladas no exterior, devem ser tratadas como filiais ou como efetivas controladas conforme a essência econômica e não pela forma jurídica. Assim, as entidades que não possuírem corpo administrativo próprio, autonomia administrativa, não contratarem operações próprias, utilizarem a moeda da investidora como sua moeda funcional, e funcionarem , na essência, como extensão das atividades da investidora, devem normalmente ter, para fim de apresentação, seus ativos, passivos e resultados integrados às demonstrações contábeis da matriz no Brasil como qualquer outra filial, agência, sucursal ou dependência mantida no próprio país. Esse é o caso de nossa controlada Cacique International Ltd., que consideramos a partir de 2008, como filial da Companhia Cacique de Café Solúvel.

Custo Atribuído – – 16.835 – – – – – – 16.835

01/01/2009 Líquido 10.991 19.357 41.685 1.049 1.112 1.549 8.095 78 93.789 177.705

Custo 10.991 37.637 192.519 3.260 4.547 4.613 26.039 645 23.909 304.160

Depreciação – (5.701) (77.824) (2.110) (3.714) (3.332) (15.781) (571) – (109.033)

31/12/2010 Líquido 10.991 31.936 114.695 1.150 833 1.281 10.258 74 23.909 195.127

31/12/2009 Líquido 10.991 20.906 45.535 1.114 926 1.390 7.983 71 98.251 187.167

01/01/2009 Líquido 10.991 19.357 41.685 1.049 1.112 1.549 8.095 78 93.789 177.705

c) Movimentação - Controladora - 2010 31/12/2009 Custo 10.991 25.457 115.647 3.084 4.316 4.403 22.338 616 98.251 285.103

Terrenos Edifícios Máquinas e Equipamentos Móveis e Utensílios Computadores e Periféricos Veículos Instalações e Benfeitorias Aparelhos de Comunicação Imobilizado em Curso

Baixas – – (363) (41) (35) (309) (54) (1) (21) (824)

Transferências – 12.180 76.331 76 64 – 3.466 – (92.117) –

31/12/2010 Custo 10.991 37.637 192.519 3.260 4.547 4.613 26.039 645 23.909 304.160

Depreciação – (3.699) (80.153) (1.838) (3.267) (2.652) (12.944) (532) – (172) (105.257)

Custo Atribuído – – 16.835 – – – – – – – 16.835

01/01/2009 Líquido 11.293 19.393 41.686 1.049 1.114 1.553 8.123 77 93.789 – 178.077

31/12/2009 Líquido 11.293 20.939 45.536 1.115 925 1.390 8.007 71 98.301 – 187.577

01/01/2009 Líquido 11.293 19.393 41.686 1.049 1.114 1.553 8.123 77 93.789 – 178.077

Adições – – 904 141 202 519 289 30 17.796 19.881

d) Composição - Consolidado - 2009 Taxa Anual de Depreciação Terrenos Edifícios Máquinas e Equipamentos Móveis e Utensílios Computadores e Periféricos Veículos Instalações e Benfeitorias Aparelhos de Comunicação Imobilizado em Curso Culturas Permanentes

2,5%/ 10% 5%/20% 10%/ 20% 20% 20% 4%/ 20% 20%

Custo 11.293 23.092 105.004 2.887 4.381 4.205 21.067 609 93.789 172 266.499

e) Composição - Consolidado Taxa Anual de Depreciação Terrenos Edifícios Máquinas e Equipamentos Móveis e Utensílios Computadores e Periféricos Veículos Instalações e Benfeitorias Aparelhos de Comunicação Imobilizado em Curso Culturas Permanentes

2,5%/ 10% 5%/20% 10%/ 20% 20% 20% 4%/ 20% 20%

Custo 11.293 37.945 192.597 3.276 4.566 4.687 26.167 659 23.909 136 305.235

Depreciação – (5.798) (77.899) (2.126) (3.733) (3.347) (15.871) (585) – (136) (109.495)

31/12/2010 Líquido 11.293 32.147 114.698 1.150 833 1.340 10.296 74 23.909 – 195.740

f) Movimentação - Consolidado - 2010 31/12/2009 Custo 11.293 25.582 115.724 3.100 4.335 4.460 22.446 630 98.301 172 286.043

Terrenos Edifícios Máquinas e Equipamentos Móveis e Utensílios Computadores e Periféricos Veículos Instalações e Benfeitorias Aparelhos de Comunicação Imobilizado em Curso Culturas Permanentes

Adições – – 904 141 202 591 289 30 17.950 – 20.107

Baixas – – (363) (41) (35) (364) (54) (1) (21) (36) (915)

Transferências – 12.363 76.332 76 64 – 3.486 – (92.321) – –

31/12/2010 Custo 11.293 37.945 192.597 3.276 4.566 4.687 26.167 659 23.909 136 305.235

Em novembro de 2010 foram efetuadas transferências da conta de Imobilizado em Curso para as contas de Edifícios, Máquinas e Equipamentos, Móveis e Utensílios, Computadores e Periféricos e Instalações e Benfeitorias devido ao início das operações da nova fábrica de café solúvel freeze-dried. Saldo do Imobilizado em Curso, inclui gastos destinados a construção de Silos e Subestação de Energia Elétrica. O imobilizado está livre de ônus e/ou garantias, exceto quando atrelado ao seu próprio financiamento. g) Revisão da vida útil: Em 1º de janeiro de 2010, a Companhia revisou a vida útil remanescente dos bens do Ativo Imobilizado. O levantamento foi realizado com base em laudo técnico emitido por empresa especializada. O valor do efeito estimado no resultado do exercício tem como base a posição do cálculo da depreciação atual em 31/12/2010, comparada com a mesma data base deste imobilizado, porém, calculado pela nova vida útil remanescente. Vida útil revisada Variação Vida útil anterior 28.700 45.535 16.835 15. INTANGÍVIEL a) Controlada Taxa Anual de Amortização

01/01/2009 5.055 – 5.055

Depreciação – (3.610) (80.078) (1.822) (3.250) (2.599) (12.863) (518) – (104.740)

b) Composição - Controladora

6. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 31/12/2010 8.273 2.097 10.370

2,5%/ 10% 5%/20% 10%/ 20% 20% 20% 4%/ 20% 20%

Custo 10.991 22.967 104.928 2.871 4.362 4.148 20.958 596 93.789 265.610

Marcas e Patentes Direitos de Uso de Telefone Programas de Informática

20%

Custo 584 – 5.699 6.283

Amortização – – (4.558) (4.558)

31/12/2010 Líquido 584 – 1.141 1.725

31/12/2009 Líquido 584 – 1.467 2.051

01/01/2009 Líquido 584 484 864 1.932

Custo 585 – 5.699 6.284

Amortização – – (4.558) (4.558)

31/12/2010 Líquido 585 – 1.141 1.726

31/12/2009 Líquido 585 – 1.467 2.052

01/01/2009 Líquido 585 511 864 1.960

b) Consolidado Taxa Anual de Amortização Marcas e Patentes Direitos de Uso de Telefone Programas de Informática

20%

16. EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS São representados por captações objetivando o financiamento do capital de giro e estão sujeitos a juros fixos que variam de 2,05 a 7% a.a. e, quando captados em moeda estrangeira, sujeitos a variação cambial do dólar norte-americano, conforme detalhado a seguir: a) Empréstimos de Curto Prazo Controladora Consolidado Encargos 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Moeda Nacional EXIM - BNDES 7% a.a. 111.968 – – 111.968 – – FINAME - Banco do Brasil S.A.. 6% a.a. 1.699 2.369 1.425 1.699 2.369 1.425 Cédula de Crédito Exportação 6,75% a.a. – 20.325 10.058 – 20.325 10.058 Total Moeda Nacional 113.667 22.694 11.483 113.667 22.694 11.483 Moeda Estrangeira Adiantamento de Contrato de Câmbio 2,20%a.a. 111.446 67.080 115.243 111.446 67.080 115.243 Pré -Pagamento de Exportação 2,81%a.a 8.439 23.744 508 8.439 23.744 508 Total Moeda Estrangeira 119.885 90.824 115.751 119.885 90.824 115.751 Total Empréstimos de Curto Prazo 233.552 113.518 127.234 233.552 113.518 127.234 b) Empréstimos de Longo Prazo Controladora Consolidado Encargos 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Moeda Nacional FINAME - Banco do Brasil S.A.. 4,5% a.a. 3.142 2.214 1.305 3.142 2.214 1.305 Total Moeda Nacional 3.142 2.214 1.305 3.142 2.214 1.305 Moeda Estrangeira Pré Pagamento de Exportação 2,05% a Banco Bradesco S.A. 3,05% a.a. 10.830 16.977 65.797 10.830 16.977 65.797 Total Moeda Estrangeira 10.830 16.977 65.797 10.830 16.977 65.797 Total Empréstimos de Longo Prazo 13.972 19.191 67.102 13.972 19.191 67.102 17. ADIANTAMENTO DE CLIENTES 31/12/2010 Adiantamento de Clientes No país No Exterior

1.872 2.914 4.786

Controladora 31/12/2009 1.388 6.077 7.465

01/01/2009

31/12/2010

318 9.080 9.398

1.872 2.914 4.786

Consolidado 31/12/2009 1.388 6.077 7.465

01/01/2009 318 9.080 9.398

18. PROVISÕES PARA CONTINGÊNCIAS A Companhia é parte em processos trabalhistas, tributários e outros assuntos que estão sendo discutidos judicialmente. A empresa constituiu provisões para contingências para cobrir perdas prováveis suficientes de acordo com seus assessores jurídicos e sua administração, conforme abaixo: Controladora Consolidado 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 Trabalhistas 3.586 3.551 3.235 3.586 3.551 3.235 Tributárias e Previdenciárias – – 1.789 1.566 1.422 3.126 Outras 207 171 406 209 173 408 Total 3.793 3.722 5.430 5.361 5.146 6.769 Trabalhistas - Relativas a processos movidos por ex-empregados da Companhia e de prestadoras de serviços. Tributárias e Previdenciárias - Consolidado Execução fiscal por meio da qual a Fazenda Pública de Minas Gerais pleiteia o recebimento de ICMS, multas e atualização monetária decorrente de diferenças nas movimentações de cafés ocorridas em armazéns gerais, no montante de R$ 1.566 mil. Foram efetuados depósitos judiciais classificados no grupo não circulante, para os casos acima. Outras - Representado por ações cíveis em geral. Perda Possível - Existem outros processos avaliados pelos assessores jurídicos como sendo de risco possível, sem mensuração com suficiente segurança, no montante de R$10.662 mil (R$ 6.840 mil em 2009) para os quais nenhuma provisão foi constituída tendo em vista que as práticas contábeis adotadas no Brasil não requerem sua contabilização. 19. INSTRUMENTOS FINANCEIROS Os valores de mercado estimados de ativos e passivos financeiros da Empresa foram determinados por meio de informações disponíveis no mercado e metodologias apropriadas de avaliações. Tais estimativas não indicam, necessariamente, os montantes que poderão ser realizados no mercado de troca corrente. O uso de diferentes metodologias pode ter um efeito material nos valores estimados. A administração dos instrumentos financeiros é efetuada por meio de estratégias operacionais, visando liquidez, rentabilidade e segurança. A política de controle consiste em acompanhamento permanente das taxas contratadas versus as vigentes no mercado. A Empresa não efetua aplicações de caráter especulativo, em derivativos ou quaisquer outros ativos de risco. a) Gerenciamento de riscos: Os principais fatores de mercado que afetam o negócio da Empresa podem ser considerados como: • Risco de crédito: Esses riscos são administrados por normas específicas de aceitação de clientes, análise de crédito e estabelecimento de limites de exposição por cliente, tendo a sua carteira de clientes pulverizada. • Risco cambial: A exposição em 31.12.2010 ao fator de risco de mercado taxa de câmbio é a seguir demonstrada.

Clientes no Exterior Adiantamento de Fornecedores Estrangeiros Adiantamentos de Contratos de Câmbio Pré-Pagamento de Exportação Partes Relacionadas-Cacique International Ltd Adiantamento de Clientes Estrangeiros Seguros sobre Exportações Seguros sobre Importações

US$ 2010 6.805 34 (66.886) (11.565) (2.500) (351) (37) (1) (74.501)

R$ 2010 11.338 57 (111.446) (19.270) (4.165) (585) (62) (1) (124.134)

b) Composição de saldos: Em atendimento à instrução CVM nº 235/95, os saldos contábeis e os valores de mercado dos instrumentos financeiros inclusos no balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 estão identificados a seguir: Controlada Consolidado Saldo Valor de Saldo Valor de contábil mercado contábil mercado (não auditado) (não auditado) Disponibilidades 10.370 10.370 10.518 10.518 Títulos e valores mobiliários 116.421 116.421 117.423 117.423 Contas a receber de clientes 47.823 47.823 47.823 47.823 Empréstimos e financiamentos (233.552) (233.552) (233.552) (233.552) (58.938) (58.938) (57.788) (57.788) c) Critérios, premissas e limitações utilizados no cálculo dos valores de mercado: • Disponibilidades: Os saldos em conta corrente e aplicações financeiras mantidos em bancos têm seus valores de mercado próximos aos saldos contábeis. • Contas a receber: O saldo de contas a receber tem seus valores de mercado próximos aos saldos contábeis pela sua natureza de curto prazo. • Aplicações financeiras: Os saldos de aplicações financeiras mantidos em bancos têm seus valores de mercado próximos aos saldos contábeis. • Empréstimos e financiamentos: Os valores de mercado dos empréstimos e financiamentos e demais instrumentos ativos e passivos em 31 de dezembro de 2010 não diferem substancialmente daqueles registrados nas demonstrações financeiras, conforme descritos na nota explicativa nº 16. 20. INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS De acordo com a Deliberação CVM nº 550 de 17 de outubro de 2008, as empresas de capital aberto terão que apresentar informações sobre instrumentos financeiros derivativos, bem como, quadro demonstrativo de análise de sensibilidade. A política de atuação da empresa no mercado futuro de câmbio, neste momento objetiva fixar preços e/ou margens de parte de suas operações comerciais na área de café solúvel que, no global, conduzam à redução de riscos. Essas operações estão atreladas às vendas realizadas, ou seja, são operações de “hedge” (não especulativas), nas quais todo resultado financeiro positivo ou negativo é contrabalançado por resultado oposto nas receitas. O valor justo das NDF (Non-Deliverable Forward), é fixado pela taxa do DÓLAR PTAX Venda/Compra (Com base nas cotações da BM&FBOVESPA) e no vencimento será utilizada a cotação do dia útil imediatamente anterior ao VENCIMENTO. A perda registrada no dia 04/01/10 referente a liquidação da referida operação foi de R$ 9 e foi contabilizada no patrimônio líquido, no grupo de Ajustes de Avaliação Patrimonial, em virtude da operação objetivar a proteção patrimonial (hedge) de fluxo de caixa. Valor de Efeito Acumulado Contrato a termo Início Vencimento referência Valor justo Valor a pagar US$ mil R$ mil US$ mil R$ mil R$ mil Posição Comprada 01/09/2009 04/01/2010 500 715 500 724 (9) 500 715 500 724 (9) Em 31 de dezembro de 2010 a Companhia não estava operando com instrumentos derivativos financeiros.

www.cafepele.com.br

continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

22 -.ECONOMIA/LEGAIS continuação

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Companhia Cacique de Café Solúvel - CNPJ nº 78.588.415/0001-15 - Companhia Aberta - CVM 00290-9

Notas Explicativas | em 31 de dezembro de 2010 e 2009 (Em Reais Mil) 21. SEGUROS

Básico

A Companhia mantém cobertura de seguros, considerando a natureza da sua atividade, os riscos envolvidos nas suas operações e a orientação de seus consultores de seguros. Os valores contratados são considerados suficientes para cobrir eventuais perdas e estão demonstrados da seguinte forma: Limite Máximo Riscos cobertos Indenização - R$ Incêndio, raio e explosão 182.890 Vendaval, furacão, ciclone, tornado 40.000 Danos elétricos 2.500 Roubo e/ou furto 50 Equipamentos 500 Danos à Fabricação - “Work Damage” 1.000 Movimentação interna de mercadorias 1.000 Despesas com desentulho 2.000 Quebra de máquinas 500 Pequenas obras de engenharia 1.000 22. PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital Social: O Capital Social, integralmente realizado, é representado por 24.948.000 ações, sendo 8.316.000 ordinárias e 16.632.000 preferenciais, sem valor nominal. As preferenciais sem direito a voto, gozam de preferência na distribuição de dividendos, não cumulativos, de 10% superiores às ordinárias. b) Reserva de Reavaliação: Foi realizada de forma voluntária, com base no método do custo de reposição e/ou construção na data da avaliação e constituída em decorrência das reavaliações dos bens imóveis registrados no ativo permanente, e contabilizada com base em laudo de peritos independentes emitido em março de 2005. O efeito no resultado pela depreciação dos bens correspondentes, no exercício de 2010, é de R$ 390. A reavaliação foi realizada pela Setape - Serviços Técnicos de Avaliações do Patrimônio e Engenharia S/C Ltda., nomeada em 29 de abril de 2005 através da 78.ª Assembléia Geral Extraordinária. O laudo fundamentado com critérios de avaliação e elementos de comparação adotados foi aprovado pelos quotistas na mesma AGE que nomeou a empresa avaliadora. O resultado de R$ 9.860 mil, foi incorporado ao ativo reavaliado correspondente, em contrapartida na conta de Reserva de Reavaliação no Patrimônio Líquido. O reconhecimento dos impostos incidentes foi efetuado a débito de conta retificadora da Reserva de Reavaliação e a crédito de Provisão para Imposto de Renda e Contribuição Social, no Passivo Exigível a Longo Prazo. A referida reavaliação não causa efeito na distribuição de dividendos, pois a depreciação gerada pelos bens reavaliados é compensada no Patrimônio Líquido com a realização da reserva correspondente. A realização da reserva de reavaliação, para fins fiscais, ocorrerá na mesma proporção das baixas da depreciação, amortização ou alienação dos bens que a geraram. c) Remuneração aos Acionistas: Aos acionistas é assegurado um dividendo mínimo correspondente a 25% do Lucro Líquido ajustado nos termos do art. 202 da Lei das Sociedades por Ações. No exercício de 2010, a Administração da Companhia está propondo a distribuição de dividendos, a ser submetida à aprovação da Assembléia Geral Extraordinária, conforme segue: 2010 2009 Lucro Líquido 9.148 8.892 Reserva Legal - 5% (458) (445) Realização da Reserva de Reavaliação 390 390 Realização de Ajuste de Avaliação Patrimonial 1.468 – Base para Dividendos 10.548 8.837 Alíquota 25% 25% Dividendos Totais 2.637 2.209 d) Reserva de Retenção de Lucros: Constituída de acordo com o previsto no artigo 196 da Lei nº 6.404/76, os órgãos da administração propõem a retenção de parte dos lucros acumulados, no valor de R$ 7.911 mil, prevista em orçamento de capital a ser submetido à aprovação da Assembléia Geral. e) Ajustes de Avaliação Patrimonial: Os ajustes de avaliação Patrimonial referem-se a: - Ajuste de custo atribuído ao imobilizado: o saldo de R$ 15.367 mil (R$ 16.835 mil em 31/12/2009) teve a movimentação no período no valor de (R$ 1.468 mil), referente a depreciação do custo atribuído ao ativo imobilizado que de acordo com a Interpretação Técnica ICPC 10, no momento da adoção inicial dos Pronunciamentos Técnicos CPC 27 - Ativo Imobilizado, CPC 37 - Adoção Inicial das Normas Internacionais de Contabilidade e CPC 43 - Adoção Inicial dos Pronunciamentos Técnicos CPC 15 a 40, a Administração da Companhia detectou itens do ativo imobilizado em operação, capazes de proporcionar geração de fluxos de caixa futuros, que estavam reconhecidos no balanço por valor inferior ao seu valor justo. - Ajuste de contratos a termo - Dólar: o saldo de (R$ 3) em 31/12/2009 foi liquidado em 04/01/2010 com perda de (R$ 9). No final do exercício de 2010 não houve “Ajustes de contratos a termo - Dólar. f) Lucro por Ação Básico e Diluído: O resultado por ação básico e diluído foram calculados com base no resultado do exercício atribuível aos acionistas controladores e não controladores da Companhia no exercício de 2010 e a respectiva quantidade de ações, comparativamente com o exercício de 2009, conforme quadro abaixo:

Conselho de Administração

Resultado do Exercício Ações Lucro Líquido por mil Ações - Básico

2010 9.148 24.948 366,69

Resultado do Exercício Efeitos potenciais de subscrição de opções de ações Total Ações Lucro Líquido por mil Ações - Diluído

2010 9.148 1.858 11.006 24.948 441,16

2009 8.892 24.948 356,42 Diluído 2009 8.892 390 9.282 24.948 372,05

23. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DIFERIDOS Constituída em consonância com a Deliberação nº 273 de 20 de agosto de 1998 da Comissão de Valores Mobiliários, e em observação às disposições contidas na instrução nº 371 também da CVM, que dispõem sobre o registro contábil do ativo fiscal diferido decorrente de diferenças temporárias e de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, conforme demonstrado abaixo. Nas demonstrações contábeis consolidadas, o valor é maior do que na controladora, devido a existência de imposto de renda e contribuição social diferidos, também, na controlada. Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos Base de Cálculo

Resultado do Exercício

32.610 21.118 9.707 63.435

1.137 148 657 1.942

8.153 – – 8.153

7.016 – – 7.016

8.487 – – 8.487

– 5.259 2.427 7.686

– 5.407 3.084 8.491

– 3.249 – 3.249

32.610 21.118 9.707 63.435

409 54 236 699

2.935 – – 2.935

2.526 – – 2.526

2.946 – – 2.946

– 1.900 874 2.774

– 1.954 1.110 3.064

– 1.177 – 1.177

10.460

11.555

4.426

Imposto de Renda Receitas e despesas que geram reflexos tributários futuros Reavaliação do ativo permanente Receitas de Vendas de Lotes a Prazo Total Contribuição Social Receitas e despesas que geram reflexos tributários futuros Reavaliação do ativo permanente Receitas de Vendas de Lotes a Prazo Total Imposto de Renda e Contribuição Social Total do Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos

Ativo Longo Prazo 31/12/10 31/12/09 01/01/09

2.641

11.088

9.542

11.433

11.088

9.542

11.433

Passivo Longo Prazo 31/12/10 31/12/09 01/01/09

24. RECEITA LÍQUIDA DAS VENDAS Controladora 2010 475.151 (35.987) (6.550) 432.614

Receita Bruta de Vendas Tributos Incidentes sobre vendas Devoluções e Abatimentos Receita Líquida de Vendas

Consolidado 2009 470.676 (34.670) (8.413) 427.593

2010 475.151 (35.987) (6.550) 432.614

2009 473.251 (34.905) (8.412) 429.934

25. INFORMAÇÕES POR SEGMENTO Um segmento operacional é definido como um componente da empresa para a qual haja informação financeira individualizada disponível, que é avaliada de forma regular pelo principal gestor das operações da empresa na tomada de decisão sobre a alocação de recursos para um segmento e na avaliação de seu desempenho. A Companhia atua no segmento alimentício com a produção de café solúvel, comercializado quase sua totalidade no mercado externo e produção de café torrado e embalagem no mercado interno. A produção e comercialização dos produtos por parte da Companhia não contam com apuração ou mensuração de lucros ou prejuízos operacionais individualizados, que sejam regularmente revistos pelo gestor das operações, seja para tomada de decisão de investimentos, seja para avaliar seu desempenho em separado, nem informação financeira individualizada disponível. Dessa forma, tendo em vista que todas as decisões são tomadas com base em relatórios consolidados e que decisões relativas a planejamento estratégico, financeiro, compras, investimentos e aplicações de recursos são feitas em bases consolidadas. A Companhia concluiu que tem somente um segmento passível de reporte.

Diretoria

Contadora

CESÁRIO COIMBRA NETO - Presidente SÉRGIO COIMBRA - Presidente

SÉRGIO COIMBRA - Vice Presidente DANIELA CERQUEIRA CÉSAR COIMBRA - Vice Presidente

CESÁRIO COIMBRA NETO - Diretor Superintendente e de Relações com Investidores

ANTONIO CARLOS APARECIDO RIBEIRO - Conselheiro

ANTONIO PAULINO MARTINS - Diretor de Controladoria

JOÃO DA GRAÇA CRUZ - Conselheiro

JOÃO DA GRAÇA CRUZ - Diretor Industrial

Sandra Cristina da Silva Santos CRC/PR 36.400/O-6

SÉRGIO CÂNDIDO PEREIRA - Conselheiro

Relatório dos Auditores Independentes Aos Administradores e Acionistas da Companhia Cacique de Café Solúvel

Opinião sobre as Demonstrações Financeiras Individuais Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia Cacique de Café Solúvel em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil

Londrina - PR Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Companhia Cacique de Café Solúvel (“Companhia”), identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as Demonstrações Financeiras

Opinião sobre as Demonstrações Financeiras Consolidadas Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada da Companhia Cacique de Café Solúvel em 31 de dezembro de 2010, o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board - IASB e as práticas contábeis adotadas no Brasil.

A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e das demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS), emitidas pelo International Accounting Standards Board - IASB, e de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

Ênfase

Responsabilidades dos Auditores Independentes

Outros Assuntos

Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Examinamos, também, as demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA), referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para as companhias abertas, e como informação suplementar pelas normas IFRS que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto.

Conforme descrito na nota explicativa 2, as demonstrações financeiras individuais foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. No caso da Companhia Cacique de Café Solúvel essas práticas diferem do IFRS, aplicável às demonstrações financeiras separadas, somente no que se refere à avaliação dos investimentos em controladas, coligadas e controladas em conjunto pelo método de equivalência patrimonial, enquanto que para fins de IFRS seria custo ou valor justo.

Londrina, 18 de fevereiro de 2011 BDO AUDITORES INDEPENDENTES - CRC 2SP013439/O-5 “S” PR MARCELLO PALAMARTCHUK - Sócio-Contador CRC 1PR049038/O-9

www.cafepele.com.br

e

Não é nenhuma tragédia, mas nem euforia. O emprego está mais aquietado. Paulo Francini, da Fiesp

conomia

Cai emprego na indústria paulista Empresas se deparam com a dificuldade da taxa de câmbio "agressiva" diz Fiesp. Com isso, o número de contratações recua em relação ao ano passado.

O

nível de emprego na indústria paulista registrou queda de 0,19% em março ante fevereiro, com ajuste sazonal, informou ontem a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Este é o pior resultado da série, iniciada em 2006, para meses de março. Sem o ajuste sazonal, o nível de emprego registrou alta de 0,65%, na mesma base de comparação, o que representa o pior desempenho desde março de 2006, quando o indicador teve alta de 0,52%. Foram criadas 16,5 mil vagas na indústria paulista no mês passado, acumulando a geração de 55,5 mil postos de trabalho no primeiro trimestre deste ano, conforme o levantamento da Fiesp. Na comparação com o primeiro trimestre de 2010, a geração de empregos aumentou somente 2%. "Não é nenhuma tragédia, mas nem euforia. O fato é que o emprego está mais aquietado, andando de lado, assim como a indústria de transformação", comentou Paulo Francini, o diretor do Depecon (Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos) da Fiesp. De acordo com Francini, a indústria tem tido dificuldades para conviver com uma taxa de câmbio "agressiva". "Nossa sensação é de que o desempenho da indústria não está brilhante e as circunstâncias adversas que nos atingem não devem mudar no curto prazo. A taxa de câmbio tem estimulado a entrada de importados no País, o que tem deixado a indústria da transformação nacional um tanto aguada." Ainda de acordo com a federação, foram os segmentos econômicos ligados à produção de açúcar e álcool que capitanearam a geração de empregos, com a criação de 9,6 mil postos de trabalho no mês passado. (Agências)

Tânia Rego/LUZ

Melhor desempenho é do setor sucroalcooleiro

A

desaceleração da atividade industrial se refletiu também na menor quantidade de setores que apresentaram saldo positivo na criação de empregos. Em março deste ano, dos 22 setores que a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divide o universo para fazer a pesquisa, 12 contrataram, sete demitiram e três mantiveram o nível de emprego estável. Em março de 2010 nenhum setor registrou demissões, dois apresentaram estabilidade e 20 contrataram. Francini lembrou que em março de 2010 os setores foram influenciados pelo período de isenções tributárias concedidas para aquecer a atividade econômica depois da crise. Entre os setores, os melhores resultados de emprego foram apresentados pelas áreas relacionadas à indústria sucroalcooleira. O setor de fabricação de coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis registrou alta de 5,7% no nível de emprego em março na comparação com fevereiro, o que significou a criação de 2,543 mil vagas. O setor de produtos alimentícios teve um crescimento de 2,7%, com

Admissões diminuíram 0,19% em março, o pior dado para esse mês desde 2006.

a criação de 9,094 mil postos de trabalho. Também se destacaram setores de veículos automotores (2,227 mil postos) e confecção de artigos de vestuário e acessórios (1,119 mil). O destaque negativo foi a indústria de couro e calçados, que registrou queda de 1,6%, ou 1,035 mil demissões. Nas regiões do estado, os melhores resultados no nível de emprego foram verificados nas cidades de Araçatuba, com crescimento de 4,46%, Sertãozinho (2,91%) e Botucatu (2,85%), todas com grande presença de usinas. As regiões que mais demitiram no mês de março foram Santo André, com queda de 2,3% no nível de emprego, Diadema (-0,66%) e Mogi das Cruzes (-0,59%). Em Santo André, a redução foi motivada por demissões na área de produtos químicos (-3,17%) e produtos de borracha e plástico (-2,67%). Em Diadema, o resultado negativo foi influenciado por produtos de metal (-2,34%) e químicos (-1,91%). Em Mogi das Cruzes, as demissões ocorreram nos setores de produtos têxteis (-17,81%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,13%). (AE)


DIĂ RIO DO COMĂ&#x2030;RCIO

sexta-feira, 15 de abril de 2011

e

ECONOMIA/LEGAIS - 23 As autoridades chinesas pretendem autorizar 41 e nĂŁo somente 25 frigorĂ­ficos brasileiros para exportar carne de frango

conomia

DĂłlar jĂĄ perdeu 5% em 2011

A

cotação do dólar comercial fechou ontem em queda de 0,69%, a R$ 1,58 na venda. Só em abril, a desvalorização da moeda jå Ê de 3,13%. No ano, a perda acumulada no câmbio Ê de 5,16%. A queda foi influenciada pela expectativa de entrada de recursos e por sua tendência inter-

nacional de desvalorização. Os leilþes habituais do Banco Central foram os poucos momentos em que a cotação da divisa interrompeu a trajetória de "ladeira abaixo" na sessão marcada pelo volume bastante fraco de negócios. "O dia foi muito tranquilo. Amanhã (hoje), se continuar tranquilo desse jeito, deve

romper novamente R$ 1,58 e operar em torno de R$ 1,57. Mas nós temos de lembrar que qualquer problema mais forte, como a questão do orçamento nos EUA, ou mesmo o risco nuclear do Japão, essa taxa volta rapidamente para R$ 1,60", sintetiza Glauber Romano, economista da Intercam Corretora.

O dólar comercial foi negociado por R$ 1,580 nas últimas operaçþes de ontem, um decrÊscimo de 0,69% sobre o fechamento anterior. Os preços da moeda oscilaram entre R$ 1,592 e R$ 1,580. O dólar turismo foi vendido por R$ 1,700 e comprado por R$ 1,540 nas casas de câmbio paulistas. (Agências)

CIA. MANUFATUREIRA AUXILIAR

Receita da exportação do frango expande 28%

A

UniĂŁo Brasileira de Avicultura (Ubabef) informou ontem que a exportação de carne de frango no primeiro trimestre de 2011 alcançou 933 mil toneladas, representando aumento de 10,1% em comparação com as 848 mil toneladas de igual perĂ­odo de 2010. Em receita, houve aumento de 28,3%, passando de US$ 1,455 bilhĂŁo nos primeiros trĂŞs meses de 2010, para US$ 1,866 bilhĂŁo neste ano, impulsionado pelo aumento do preço mĂŠdio do produto em 16,6%, com a tonelada negociada a US$ 2,001 mil. Segundo o presidente executivo da entidade, Francisco Turra, o bom desempenho no perĂ­odo foi devido aos dois primeiros meses principalmente, pois março pesou negativamente no resultado do trimestre. No mĂŞs passado, foram vendidas 341,301 mil toneladas, aumento de 3,1% antes as 331 mil toneladas de março de 2010. JĂĄ em receita, a exportação de março cresceu 21,4%, passando de US$ 569,735 milhĂľes, para US$ 691,427 milhĂľes. Mil ho â&#x20AC;&#x201C; Turra ressaltou que as empresas estĂŁo alertando que a produção de carne de frango pode apresentar redução, ainda sem prazo definido, caso o câmbio se mantenha no nĂ­vel atual, ou atĂŠ caia mais. AlĂŠm disso, os altos preços do milho tambĂŠm elevam os custos, tornando inviĂĄvel a produção. "Ontem tivemos uma reuniĂŁo com associadas, de diversos portes, as quais jĂĄ anunciaram que podem fazer isso (cortar a produção) em breve. Disseram que, em princĂ­pio, haverĂĄ uma redução de turno e, para nĂłs, isso se resume em perda de emprego", disse o executivo. Apesar disso, a Ubabef mantĂŠm a projeção de crescimento de 3% a 5% no volume embarcado para 2011, "embora tudo dependa de como ficarĂĄ a questĂŁo do câmbio e do milho". A Ubabef informou nĂşmeros consolidados sobre a exportação de aves (incluindo frangos, perus, patos, gansos, entre outros), ovos e

material genĂŠtico. Sob esse conceito, a exportação totalizou no primeiro trimestre US$ 1,988 bilhĂŁo, representando aumento de 23,61% na comparação com US$ 1,608 bilhĂŁo em igual perĂ­odo de 2010. Em volume, os embarques totalizaram 973,06 mil toneladas, incremento de 7,73%, considerando exportação de 903,28 mil toneladas em 2010. China â&#x20AC;&#x201C; O presidente executivo da UniĂŁo Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, afirmou ontem que a China mostrou a intenção de autorizar mais 41 frigorĂ­ficos brasileiros para exportar carne de frango. "Temos 25 questionĂĄrios prontos de unidades que se candidataram. Foram as que levamos na missĂŁo comercial realizada nessa semana", explicou Turra. "Mas as autoridades chinesas nos disseram que eles pretendem autorizar 41 e nĂŁo somente 25. Pediram para mandarmos o restante dos documentos para fazerem a anĂĄlise e aĂ­ habilitar todos", completou. O executivo esclareceu que, pela complexidade dos questionĂĄrios, nĂŁo houve tempo para preenchimento de maior nĂşmero de documentos. Entretanto, a perspectiva ĂŠ boa com relação aos embarques da carne de frango ao paĂ­s. O mercado chinĂŞs foi aberto em 2009 e atualmente 24 unidades estĂŁo autorizadas a vender para o paĂ­s. Na lista dos 10 maiores importadores da carne de frango brasileira no trimestre, a China apareceu pela primeira vez na 8ÂŞ posição, com embarques de 39,335 mil toneladas no perĂ­odo. Os principais cortes embarcados sĂŁo meio, ponta e asa inteira, alĂŠm dos pĂŠs. JapĂŁo â&#x20AC;&#x201C; Sobre o JapĂŁo, o diretor de mercado da Ubabef, Ricardo Santin, disse que a demanda ĂŠ crescente hoje, em decorrĂŞncia do desastre natural. Somente em março foram vendidas ao mercado japonĂŞs 38,563 mil toneladas de carne de frango, um aumento de 10% a 15% da mĂŠdia histĂłrica mensal. (AE)

Morena Distribuidora de Bebidas S.A.

CNPJ nÂş 03.051.050/0001-96- NIRE 35.300.391.705 - Companhia Fechada ASSEMBLEIAS GERAIS ORDINĂ RIA E EXTRAORDINĂ RIA EDITAL DE CONVOCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O

Ficam convidados os acionistas da Morena Distribuidora de Bebidas S.A. (â&#x20AC;&#x153;Companhiaâ&#x20AC;?) para se reunirem no dia 29 de abril de 2011, Ă s 09 horas, na sede social da Companhia, localizada na cidade de JaguariĂşna, Estado de SĂŁo Paulo, na Avenida Antarctica, nÂş 1891 (parte), Fazenda Santa Ă&#x161;rsula, em Assembleias Gerais OrdinĂĄria e ExtraordinĂĄria para deliberarem sobre a seguinte ORDEM DO DIA: A) em Assembleia Geral OrdinĂĄria: (i) tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as demonstraçþes financeiras relativas ao exercĂ­cio social encerrado em 31 de dezembro de 2010; (ii) deliberar sobre a destinação do resultado do exercĂ­cio social encerrado em 31 de dezembro de 2010; e (iii) ratificar os valores pagos Ă  conta da remuneração global atribuĂ­da aos administradores da Companhia para o exercĂ­cio social encerrado em 31 de dezembro de 2010 e fixar a remuneração global dos administradores para o exercĂ­cio de 2011, e B) em Assembleia Geral ExtraordinĂĄria: (i) autorizar qualquer membro da Diretoria da Companhia a criar e encerrar escritĂłrios, filiais, sucursais, estabelecimentos ou representaçþes da Companhia em qualquer parte do territĂłrio nacional ou fora dele; (ii) alteração da denominação de conta para destinação do lucro lĂ­quido do exercĂ­cio de â&#x20AC;&#x153;Conta de Reserva para Aumento de Capitalâ&#x20AC;? para â&#x20AC;&#x153;Reserva de Investimentosâ&#x20AC;?; e (iii) em virtude das deliberaçþes referidas nos itens (i) e (ii) acima, dar nova redação ao parĂĄgrafo Ăşnico do artigo 2Âş e Ă  alĂ­nea â&#x20AC;&#x153;dâ&#x20AC;? do artigo 20 do Estatuto Social da Companhia e proceder Ă  consolidação deste. Informaçþes Gerais: - O acionista ou seu representante legal deverĂĄ comparecer Ă s Assembleias munido de: a) documento que comprove sua identidade; b) o respectivo comprovante de açþes escriturais, expedido pela instituição financeira depositĂĄria; e c) se for o caso, instrumentos de mandato para representação do acionista por procurador, outorgado nos termos do Artigo 126, §1Âş, da Lei n. 6.404/76, conforme alterada. - Solicita-se que os instrumentos de mandato com poderes especiais para representação nas Assembleias Gerais a que se refere o presente edital sejam depositados, na sede da Companhia, no Departamento JurĂ­dico, com antecedĂŞncia de atĂŠ 3 (trĂŞs) dias Ăşteis da data marcada para a realização das assembleias. JaguariĂşna, 15 de Abril de 2011. JoĂŁo MaurĂ­cio Giffoni de Castro Neves. Diretor Geral.

FALĂ&#x160;NCIA, RECUPERAĂ&#x2021;Ă&#x192;O EXTRAJUDICIAL E RECUPERAĂ&#x2021;Ă&#x192;O JUDICIAL Conforme informação da Distribuição CĂ­vel do Tribunal de Justiça de SĂŁo Paulo, foram ajuizados no dia 14 de abril de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falĂŞncia, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: 5HTXHUHQWH397(&,QGĂ VWULDH&RPĂ&#x2018;UFLRGH3ROĂ&#x2022;PHWURV/WGD5HTXHULGR 2KTQURWOC%QPHGEĂ ÂşQFG%QNEJĂ?GU.VFC(QG/XJDU,QFHUWRHQĂ?R VDELGRÂ?9DUDGH)DOĂ&#x2019;QFLDV 5HTXHUHQWH%DQFR6DIUD6$5HTXHULGR /WPFKCN+PFĂ&#x2022;UVTKCG%QOĂ&#x192;T EKQFG.KPJCU.VFC5XD*RQĂ?DOR)HUQDQGHV-DUGLP)LJXHLUD *UDQGHÂ?9DUDGH)DOĂ&#x2019;QFLDV 5HTXHUHQWH1HZ3URJUHVV)DFWRULQJGH)RPHQWR0HUFDQWLO/WGD5H TXHULGR #/5QNWĂ Ă?GU)TœſECU.VFC/'5XD-RVH2VFDU$EUHX 6DPSDLR-DUGLP$QĂ&#x160;OLD)UDQFRÂ?9DUDGH)DOĂ&#x2019;QFLDV

C.N.P.J. nÂş 96.198.486/0001-93 RELATĂ&#x201C;RIO DA DIRETORIA Senhores Acionistas: Atendendo Ă s disposiçþes legais e estatutĂĄrias, submetemos Ă  apreciação de Vossas Senhorias, o BALANĂ&#x2021;O PATRIMONIAL e demais demonstraçþes financeiras, correspondentes ao exercĂ­cio social encerrado em 31 de Dezembro de 2010, permanecendo Ă  disposição para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessĂĄrios. SĂŁo Paulo, 07 de janeiro de 2011. A Diretoria BALANĂ&#x2021;O PATRIMONIAL ENCERRADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 DEMONSTRAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DO FLUXO DE CAIXA DE 2010 ATIVO (R$) 2010 (R$) 2009 PASSIVO (R$) 2010 (R$) 2009 (R$) 2010 (R$) 2009 Ativo Circulante Passivo Circulante Saldo Inicial 68.037,91 70.768,32 1. DisponĂ­vel 1. Obrigaçþes Diversas Entradas Caixa e Bancos 16.994,94 68.037,91 Obrigaçþes com o Pessoal 12.219,11 11.932,53 Vendas de Produtos e Serviços 359.496,02 2. CrĂŠditos Obrigaçþes PrevidenciĂĄrias 10.670,55 10.667,81 Receitas Financeiras Contas a Receber 9.976,55 15.062,44 Obrigaçþes TributĂĄrias 11.196,63 9.520,61 Vendas do Ativo Permanente 31.705,00 Ativo Circulante 26.971,49 83.100,35 Credores Diversos 1.276.986,29 681.554,06 TransferĂŞncia de Energia ElĂŠtrica 28.950,66 Ativo NĂŁo Circulante Passivo Circulante 1.311.072,58 713.675,01 Operaçþes Diversas 513.085,89 684.695,88 1. DepĂłsitos Judiciais 3.345,68 3.345,68 PatrimĂ´nio LĂ­quido Total 513.085,89 1.104.847,56 2. Investimentos 1. Capital SaĂ­das Em Coligadas 9.022,00 9.022,00 Capital Social Realizado 5.310.000,00 5.310.000,00 3. Imobilizaçþes - TangĂ­veis 2. Reservas de Lucros Fornecedores 23.310,06 (Nota 02) Reserva Legal 115.834,02 115.834,02 Obrigaçþes com o Pessoal 260.972,76 369.355,52 MĂłveis e UtensĂ­lios 11.279,17 11.279,17 Resultados Acumulados (6.693.585,57) (6.039.434,44) Obrigaçþes PrevidenciĂĄrias 127.741,49 61.732,84 Outras Imobilizaçþes 69.715,31 69.715,31 PatrimĂ´nio LĂ­quido (1.267.751,55) (613.600,42) Obrigaçþes TributĂĄrias 91.860,01 148.520,71 80.994,48 80.994,48 Total Geral do Passivo 43.321,03 100.074,59 Operaçþes Diversas 83.554,60 504.658,84 (-) Deprec./Amortiz. Acumuladas (77.012,62) (76.387,92) Total 564.128,86 1.107.577,97 DEMONSTRAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DO RESULTADO DO EXERCĂ?CIO 3.981,86 4.606,56 Saldo Final 16.994,94 68.037,91 (R$) 2010 (R$) 2009 Ativo NĂŁo Circulante 16.349,54 16.974,24 Receita Bruta de Vendas e Serviços 374.558,46 Total Geral do Ativo 43.321,03 100.074,59 (R$) 2010 (R$) 2009 Variação (-) Impostos Incidentes (115.446,48) Ativo NOTAS EXPLICATIVAS (=) Receita Operacional LĂ­quida 259.111,98 Caixa 224,57 868,42 (643,85) 1 - Apresentação das Demonstraçþes Financeiras - A elaboração, (-) Custos dos Produtos e Serviços Bancos 16.770,37 67.169,49 (50.399,12) Vendidos (797.713,23) Total forma de apresentação e conteĂşdo das demonstraçþes financeiras, foram 16.994,94 68.037,91 (51.042,97) (538.601,25) procedidas de acordo com as normas estabelecidas pela Lei 6.404/76, (=) Resultado Bruto DEMONSTRAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DOS LUCROS OU PREJUĂ?ZOS ACUMULADOS Outras Receitas Operacionais 0,12 2,93 alterada pelas Leis nÂşs 11.638/07 e 11.941/09. Despesas Administrativas (538.036,51) (783.195,81) 2 - Imobilizaçþes - TangĂ­veis - Demonstradas ao custo de aquisição, (R$) 2010 (R$) 2009 Despesas TributĂĄrias (22.860,75) (15.331,92) 1 - Saldo no InĂ­cio do ExercĂ­cio observados os seguintes aspectos: - Os investimentos em companhias (6.039.434,44) (4.696.121,19) Despesas Financeiras (93.253,99) (35.161,03) 2 - Resultado LĂ­quido do ExercĂ­cio coligadas sĂŁo avaliados pelo mĂŠtodo de equivalĂŞncia patrimonial. - As (654.151,13) (1.343.313,25) Receitas Financeiras 279,98 depreciaçþes e amortizaçþes sĂŁo calculadas pelo mĂŠtodo linear, Ă s taxas 3 - Saldo no Fim do ExercĂ­cio (6.693.585,57) (6.039.434,44) (654.151,13) (1.372.007,10) que levam em consideração a vida Ăştil econĂ´mica dos bens, segundo Resultado Operacional A DIRETORIA Receitas nĂŁo Operacionais 28.693,85 parâmetros estabelecidos pela legislação tributĂĄria. (654.151,13) (1.343.313,25) 3 - A partir de 01/04/2009, a empresa encerrou suas atividades Resultado antes do Imposto de Renda Alcides Rodrigues - Contador - CRC 1SP047102/O-0 Resultado LĂ­quido do ExercĂ­cio (654.151,13) (1.343.313,25) operacionais, mantendo apenas o setor administrativo.

)XQGDomR (GXFDFLRQDO ,QDFLDQD ´3H 6DEyLD GH 0HGHLURVµ $D -'!('/-)!!!'0? %DODQoRV3DWULPRQLDLVHP GH 'H]HPEUR GH  H  B>    5C     3DVVLYR $WLYR     &LUFXODQWH &LUFXODQWH '-"' '*"* '-!? '"! < 2   -(!' /-?" (""(? (!?'/      @  (4* (!? '/4 (!? %        <  < 0 @ < """ /* /"?? /!"      %      /*/** 1mR &LUFXODQWH > ;   *(-?' '"''-* ([LJtYHO D ORQJR SUD]R 6      *( *" -"( /-'      0 $,7O 1   ?-4( *4(' -4/ **- $              ?4?/   < 1mR &LUFXODQWH     3DWULP{QLRVRFLDO 5HDOL]iYHO D ORQJR SUD]R (!/4? 4(""' 4'* 4'" $  L  %    (-!(? (("' ''!' ?"*!    2+ 1:  .    !? '(* 7RWDO GR 3DVVLYR <  <   ,PRELOL]DGR 'HPRQVWUDomR GDV0XWDo}HVGR 3DWULP{QLR 6RFLDO QRV([HUFtFLRV   )LQGRVHP GH 'H]HPEUR GH  H GH  (P PLOKDUHVGH 5HDLV

,QWDQJtYHO   7RWDO GR $WLYR 3DWULPRQLR 6XSHUiYLW 1RWDV([SOLFDWLYDVjV'HPRQVWUDo}HV)LQDQFHLUDVGRV([HUFtFLRV 6RFLDO GR H[HUFtFLR 7RWDO )LQGRV(P GH 'H]HPEUR GH  H  (P PLOKDUHVGH 5HDLV

6DOGRVHP    127$  &RQWH[WR RSHUDFLRQDO 0  <  >  8 M$ 1       (' B('C 0 :  %M 0 <>8       $   0    2  !!* 0 (("' (("'     <     F < 3   +  6DOGRVHP    !4)!?)'*"/  3       "&  :  +   1 0 0XWDomR GR H[HUF GH        $  N  . +          ;  6DOGRVHP                 @    0 1       (("' B(("'C 0   #                    2  !'! 0 (-!(? (-!(?          #      6DOGRVHP     ;  :    +         0 0XWDomR GR H[HUF GH                <  #    'HPRQVWUDomR GRV)OX[RVGH &DL[D GRV([HUFtFLRV)LQGRVHP   7   <>8  8    $;   >  8   0  GH 'H]HPEUR GH  H  (P PLOKDUHVGH 5HDLV

8$>8  8    >         :  'DVDWLYLGDGHVRSHUDFLRQDLV   0 8>  > #  <  O:    > EPQ  6XSHUiYLWGR H[HUFtFLR          <  0 <>8     ;       'HVS TXH QmRUHSUHVHQWDP PRYWÂ&#x17E; GH FDL[D    #                1 -!? -'?      @         <  #               2 -* """          1  >2   .   9DULDomR GH DWLYRVH SDVVLYRV  

          < 0<>8 #    B  C      B-'!C B(-*C       R     '*?'     5  B  C   ;  ( B''C         !*     '*/(   5  B  C         (? B-*'C   %              @ 5  B  C         4('" B4-*/C        <     ;      # 127$ B5 C     3 B(!?C 44?  (ODERUDomR H DSUHVHQWDomR GDVGHPRQVWUDo}HVFRQWiEHLV 0   0 B5 C          B'"?C '? @   3              B5 C      /! B"!C         O    @        3#     -'4 "?4  ,    @    +   3 @ B5 C     2 +      B/*?!C "?        127$  3ULQFLSDLVSUiWLFDVFRQWiEHLV 0 D 'LVS OtT JHUDGDVSHODVDWLY RSHUDFLRQDLV   $SXUDomR GDVUHFHLWDVH GHVSHVDVA         'DVDWLYLGDGHVGH ,QYHVWLPHQWRV          2+       ; @     B?!4"C B"'/?C       3      3   0 'LVS OtT DSOLF QDVDWLY GH LQYHVWLPHQWR 



                $XPHQWR GDVGLVSRQLELOLGDGHV      #  .    3+   E $WLYRVFLUFXODQWH H 'HPRQVW GDVYDULDo}HVQDVGLVSRQLELOLGDGH UHDOL]iYHO D ORQJR SUD]R  @          +  2+ (!*4-( ?!!(       3  #            2+ ("-!!( (!*4-( #       #        $XPHQWR GDVGLVSRQLELOLGDGHV       .    #                6  ;          #0 127$  ,QWDQJtYHO       3       6      0 7D[D DQXDO GH $PRUWL]DomR               ;    $PRUWL]DomR &XVWR DFXPXODGD /tTXLGR /tTXLGR      @    3 F ,PRELOL]DGR 1  0 'HVFULomR !S  

      ;   @       3 Q #   H 2       >2  4 ;   127$  6DOiULRV HQFDUJRVVRFLDLV          R 0L    G ,QWDQJtYHO 50 'HVFULomR "!4' (-!!

               H 3DVVLYRV <# "" FLUFXODQWH H QmR FLUFXODQWH          8        0 8 '("* '"" 8      3     ;         /(' /!' @    I (VWLPDWLYDVFRQWiEHLV    <   =       0 <= '!''(   @  #            6            @    @   <            3  H    R  127$  &RQWLQJrQFLDV       @         0  <  #             +  0 @  @  #                ;        3      .  6        @   H     >       :  .    2          :  @   0       

                 'HVFULomR ?'"4 !"*'?                @   2 0 3    6 ;  2        3  3  @   2    ''-!*' '!(*4      #     . +  3  3 3         A 'HSyVLWRVMXGLFLDLV 3URYLVmR S FRQWLQJ 5   @  <  >2  %    B<>80<8C 'HVFULomR           +  R  @   0 44*"( 4(4!'   3              3   G     0 8 *?! ?"*! (?! ''//(         ;     +      !*/ 4    @ .  3 H <  127$  $%< -"? 4(? 8 @     &RQWDVDUHFHEHU FLUF HUHDOL]iYHO D ORQJR SUD]R

'' "" !'( 'HVFULomR   8$7     %   /4- /? D

4XRWD SDWURQDO  ,166 <        ,  *4()*? %   $,7O 4?? ?!  .      '/"( '/'" 3        G   $   8  +    '***   ;    * (*   !!(       !!( 2  3        ;   $  #      B-*4C B-'(C          .      #    &LUFXODQWH   1   8   F 18 & !?  . +    @ %    4'* 4'"      .  +  3        10 5HDOL]iYHO D /RQJR 3UD]R        . +    #       6          ;         H ;     >                      0   <    +  /      A BC <  $,7O  #  >   0 :  #         @            0 @                0     +  !!/  !'!       0   R        R         2+  !!"      59 '!?'/ 6  +     #               !'!    ;     3  59 '/!/?          H #          8$0<=E  ;     @     2+    I1  $0 3  BC +    0     +       J E 7UDEDOKLVWDV                 +      +     3  0             3  3               + BC  .  F     @ ;     59 (?! B59 ''//( F > !!*C >      . +   3       ;      .          ;            3           127$  !!*                59 4'     F &30)    3  3 H    2XWUDVFRQWDVDUHFHEHU   $:  %       E   #   'HVFULomR '!4 '/-    < B$%<C 3   +  <   # (')')!!4 1     (!' '( ;  3 2             # !'! #        3 ?/ --(  59 !*/ B59 4- F > !!*C >                3# '/('? <    +  /       0 6     @            +  !!/ H !!4           !!"  127$ ,PRELOL]DGR 7D[D DQXDO GH       59 4"4 G &2),16         . +  <             0 'HSUHFLDomR 'HSUHFLDomR 'HVFULomR $PRUWL]DomR &XVWR DFXPXODGD /tTXLGR /tTXLGR +           <       -?'' -?'' -?''  0 6<8 H ,QGHQL]Do}HV²WHPSR DQWHULRUDR )*76 5  >@ "S /-4"B'*4C (/""* (44'?     +    @        8 @ '!S *''( B"-"!C ""4( //4  +   H , & 4?(*)?*  3   3  ;    #    '!S '?-/ B'4((C *'( ?''?      <  I ,378 >    +    %:  + '!S "'! B'?!C !(! '!""     59 "" B59 !'( F > !!*C    8   $   E+  !S /44 B(4(C !" '/4  7         ;     .   H $3  83   !S *(( B-**!C (" "'/  % +   $  127$  3DWULP{QLR 6RFLDO   <  3  0 O     ?(! ?(! 4(- +    . +    #       K  6  /!/!"!? 3           .      L                 >    $ 

'HPRQVWUDomR GR 6XSHUiYLWGRV([HUFtFLRV)LQGRV HP GH 'H]HPEUR GH  H  (P PLOKDUHVGH 5HDLV

    5HFHLWD RSHUDFLRQDO '''??4 '!"!'! %      (4(' "/?' %   # 4-/! ?/* %   2    '(' '4(!    -!( 4"' 6    



'HGXo}HVGDUHFHLWD B'*--?C B'?-("C O  B?(C B'!'?C #   +;      5HFHLWD OtTXLGD 



'HVSHVDV 5HFHLWDVRSHUDFLRQDLV B"?44'C B"/("C  B("'/-C B('44"C <# '(&      B'/*4C B'"*C     B/"!?C B/"(C $     B-!?C B-'?C 1       B(4/4C B"??C %  B/??C B(--C      B("*"C B((((C    0  . + B'4(-C B'*!4C   2    B4/4C B/*!(C 6    '"((''/"/ 5  @            B'?'C BC 1  ("" *"/? 5     6XSHUiYLWGR H[HUFtFLR 'HPRQVWUDomR GR 9DORU$GLFLRQDGR GRV([HUFtFLRV)LQGRV HP GH 'H]HPEUR GH  H  (P PLOKDUHVGH 5HDLV

  5HFHLWDV   5   '"?/( ''*(? 5   ) #  +;   ''?* **( $  2     B-!C B*C ,QVXPRVDGTXLULGRVGHWHUFHLURV   B0C     $ ))3 4!!/ -?-' B0C    *"* '!!!4 B0C %       "4'4 "'!4 B0C 6       B C  ''-'4"* 9DORUDGLFLRQDGR EUXWR   5HWHQo}HV   B0C 1      -!? -'? 9DORUDGLF OtT SURGX]LGR SHOD LQVWLWXLomR   9DORUDGLFUHFHELGR HPWUDQVIHUrQFLD   5  < ("" *"/?  #    ((* (7RWDO GR YDORUDGLFLRQDGR   'HVWLQDomR GR YDORUDGLFLRQDGR 5    B   C ?'!4-'4* 8   2    @ '(4' '"? 1  '?     2+ (-!(? (("' 7RWDO GHVWLQDGR                                                              127$  *UDWXLGDGHVH DVVLVWrQFLDVR FLDO   )XQGDomR DGHULX DR 3URJUDPD 8QLYHUVLGDGH SDUD 7RGRV 35281,               !!"   #   $  %  & '(  '!)!*)!!"        +  , & ''*!-  '(  .  !!/    0                     1    2+  !'! 3    4*'    '&     *'    & 0     $5678 6       $   3  59 '!('*  8    #     :                3URJUDPD GH %ROVDV GH $VVLVWrQFLD 6RFLDO  ;  3     !'!      59 *("  <  #   #   3URJUDPD (VFROD GD )DPtOLD  =  >    $       2+  !'!            59 ''/ > !'!       3             3  59 *(!4' 6            3  59 (? 127$  2XWUDVGHVSHVDVRSHUDFLRQDLV 'HVFULomR $@     1   R %      : %    : 8    2 1       1    6 

  '' '!*' !( !?/* " -(( (*/ "?-! "!* (!4 !/ '? *-"             6         0       <   (')')!'!   !!*          ;  2            #        127$  6HJXURV    3            0          <                  3   @        @A %HQVVHJXUDGRV 5LVFRVFREHUWRV 0RQWDQWH GD FREHUWXUD 8    4!!!! 8   5  '!!!  127$  ),1(3  )LQDQFLDGRUD GH (VWXGRV H 3URMHWRV GR 0LQLVWpULR GD &LrQFLD H 7HFQRORJLD  > !!4  <     #   0  7   <>8      .    <8>$A BC D  E   >    > %#  !'!4!'?/!! F D6E>% BC 8    , :  %  %    :   !'!4!((-!! F 8,%% 1          . A $WLYR   %DQFRV   !'!4!'?/!! 0 D6E>% 0 0 !'!4!((-!! 0 8,%% ' ' $SOLFDomR )LQDQFHLUD   !'!4!'?/!! F D6E>% 0 "!'!4!((-!! F 8,%% '/4 - $GLDQWÂ&#x17E; D )RUQHFHGRU   !'!4!((-!! F 8,%% ( 0 5HDOL]iYHO D /RQJR 3UD]R   !'!4!'?/!! F D6E>% '4" '* !'!4!((-!! F 8,%% (" '! %HQVGH 7HUFHLURV   !'!4!'?/!! 0 D6E>% ??!'!4!((-!! 0 8,%% ! ' 7RWDO GR $WLYR   3DVVLYR ([LJtYHO D /RQJR 3UD]R !'!4!'?/!! 0 D6E>% !'!4!((-!! 0 8,%% 7RWDO GR 3DVVLYR

    "-! "-! "'/ (* 

'LUHWRULD 5    2     O $       1  @ < ;         (')')!'!          $  $  L     K  59 ""''?- B     C  $  '?  3  !'' 3H 7KHRGRUR 3DXOR 6HYHULQR 3HWHUV 6-  $  'U 5LFDUGR %XDUTXH GH *XVPmR )XQDUL  1 0  $QWRQLR 7KDGHX 6DFFKLWHOOL    5 & '$ '!*((")60 0 $< 4!**?0-?  %        <  >  8 0 I$ :  %J  $  0 $ >2      @   <  >  80  I$ :  %J ;          ('      !'!     @      0 @    L    T 2  2   2+  ;                     2  5HVSRQVDELOLGDGH GD DGPLQLVWUDomR VREUH              <  # 0     ;       @             O       ;                  @        0         3    5HVSRQVDELOLGDGH GRV DXGLWRUHVLQGHSHQGHQWHV   #   2       @       0              

3DUHFHUGRV$XGLWRUHV,QGHSHQGHQWHV    >   ;        2  #  0      ;      . .  2    .          ;     @          7       2                   0

@      @  6       .                       @  0        3                        ;       @   <   .         ;       K      2            <  7        #     0 ;                    3             0     @     .      ;          #       3   

  2SLQLmR  >      @ 0    3   ;                   <  >  8 I$ :  %J  ('      !'!   0      @     T 2  2   2+  ;               O 2XWURV DVVXQWRV  1      0 >2    #         3   2+   ('      !'!  .    #   :   <  >   @ 3        0                    ;                    @     .    $  '?  3  !'' %28&,1+$6 &$0326 &217, $XGLWRUHV,QGHSHQGHQWHV66  5 $ !!//?)60 -RmR 3DXOR $QWRQLR 3RPSHR &RQWL    5 0 '0$ !/4-'')60!


DIÁRIO DO COMÉRCIO

24 -.ECONOMIA/LEGAIS

DEMONSTRAÇÃO DOS DÉFICITS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO – Em Reais

INSTITUTO IRMÃS MISSIONÁRIAS DE NOSSA SENHORA CONSOLADORA CNPJ 60.790.631/0001-83 BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO – Em Reais 2010 2009 Passivo Circulante Contas a pagar 5.375.800 6.787.222 Obrigações trabalhistas 1.048.495 1.170.593 Impostos e contribuições a recolher (52.425) (57.270) Receitas antecipadas 69.868 Outros passivos circulantes 66.839 24.870 405.538 305.430 6.914.115 8.230.846 Patrimônio Social Patrimônio Social 7 561.500 75.000 Reserva de reavaliação 561.500 75.000 Superávit (déficit) do exercício 8 48.662.523 49.961.357 8.a 1.283.762 49.946.285 49.961.357 57.421.901 58.267.203 Total do passivo e patrimônio social

Ativo Nota Circulante Caixa e equivalentes de caixa 4 Anuidades a receber 5 Provisão p/ créditos de liquidação duvidosa Adiantamentos a fornecedores Despesas antecipadas Outros créditos 6 Não Circulante Realizável a Longo Prazo Contas a receber Imobilizado Imobilizado cedido em comodato Total do ativo

Nota Nota 9

11

2010

2009

17.417 196.488 563 642.419 856.887

25.059 385.981 828 646.672 1.357 1.059.898

Saldo em 31 de dezembro de 2008 Incorporação à conta patrimônio social Realização da reserva de reavaliação Déficit do exercício 2009 Em 31 de Dezembro de 2009 Transferência de mantença Incorporação à conta patrimônio social Déficit do exercício 2010 Em 31 de Dezembro de 2010

Reserva de Reavaliação 35.485.520 – (1.019.760) – 34.465.760 – (34.465.760) – –

Receitas Oper. c/ Atividades de Educação Receita de prestação de serviços mensalidades escolares Receita de gratuidades - bolsas de estudo Receita bruta de mensalidades escolares Outras rec. de prest.de serviços escolares Receitas financeiras e patrimoniais Receitas com gratuidades institucionais

12

57.054.099 23.589.446 Despesas Oper. c/ Atividades de Educação Despesas com pessoal 13 - 34.465.760 Despesas administrativas e gerais 14 (489.085) (847.901) Despesas financeiras e bancárias 56.565.014 57.207.305 Despesas fiscais, tributárias e previdenciárias Despesas com gratuidades escolares Despesas com gratuidades institucionais 57.421.901 58.267.203

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO SOCIAL – Em Reais Patrimônio Social 24.745.288 (2.175.603) 1.019.760 – 23.589.445 (153.206) 33.617.859 – 57.054.098

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Superávit (déficit) do exercício (2.175.603) 2.175.603 – (847.901) (847.901) – 847.901 (489.085) (489.085)

Total 58.055.205 – – (847.901) 57.207.305 – – (489.085) 56.718.220

NOTAS EXPLICATIVAS CONSOLIDADAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - EXERCÍCIOS FINDOS EM 31/12/2010 E 2009 - Cifras apresentadas em Reais 1. OBJETIVOS SOCIAIS - O Instituto Irmãs Missionárias de Nossa Senhora 6. OUTROS CRÉDITOS 2010 2009 Consoladora, CNPJ 60.790.631/0001-83, fundado em 03 de março de 1950, é 517 10.376 uma associação civil e religiosa, sem fins econômicos e lucrativos, de natureza Cheques a depositar 30.995 32.648 confessional, beneficente e filantrópica, de caráter educacional e de assistência Aluguéis a receber 37.500 37.500 social, que se rege pelo seu Estatuto Social e pela legislação aplicável. O Instituto Contas a receber – Juraci dos Santos Contas a receber - Quintal Mágico 163.000 é composto pelas seguintes unidades: Créditos de funcionários 72.998 124.414 Instituto Irmãs Missionárias de 4.574 3.182 Nossa Senhora Consoladora - Sede 60.790.631/0001-83 Impostos antecipados 95.953 97.310 Colégio Nossa Senhora Consolata 60.790.631/0002-64 Créditos fiscais e tributários a compensar 405.538 305.430 Casa Jardim Consolata 60.790.631/0003-45 Colégio Cristo Rei 60.790.631/0007-79 7. REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 2010 2009 Casa José Allamano 60.790.631/0011-55 37.500 75.000 Escola Anjo da Guarda 60.790.631/0012-36 Contas a receber – Juraci dos Santos (i) 524.000 – O Instituto tem por finalidade evangelização de pessoas, tendo como instrumento a Contas a receber - Quintal Mágico (ii) 561.500 75.000 educação e assistência social, promovendo, defendendo e protegendo a infância, a Vencto. Nº parcelas Valor adolescência e adultos em consonância com a Lei Orgânica da Assistência Social Descrição 28 de maio de 2012 única 37.500 (LOAS), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e o Estatuto da Juraci dos Santos (i) 36 144.000 Criança e do Adolescente (ECA). Para atendimento das finalidades que trata o Esc. EIEF Quintal Mágico Ltda. (ii) 10 jan 2012 a 10 dez 2014 20 de dezembro de 2012 única 112.000 artigo anterior, o Instituto envida esforços, dentro de suas possibilidades no sentido 20 de dezembro de 2013 única 112.000 de: I - Oferecer e desenvolver a educação básica formada pela educação infantil, 20 de dezembro de 2014 única 156.000 ensino fundamental e médio; II - Promover atividades culturais; III - Oferecer e 524.000 desenvolver a educação para o exercício da cidadania e inclusão social tendo por meio, o ensino, a educação religiosa, moral e cívica; IV - Promover congressos, 8. IMOBILIZADO 2010 cursos, palestras, seminários, simpósios e conferências sobre temas sociais, Taxa média humanos, culturais, científicos, econômicos, políticos e religiosos relevantes de deprec. DepreSaldo para seus destinatários e assistidos e ao país; V - Promover ações de assistência % ao a.a Custo ciação Líquido 2009 social por meio da defesa, da proteção e da promoção de crianças, adolescentes, Imobilizado – 38.589.665 – 38.589.665 39.110.777 jovens, adultos e idosos; VI - Promover ações de proteção e de promoção da Terrenos – 757.874 – 757.874 família; VII - Apoiar instituições beneficentes com objetivos congêneres ou afins, Benfeitorias 4% 11.662.222 (3.066.943) 8.595.278 9.964.758 através de parcerias, promovendo atividades conjuntas e mantendo intercâmbios Imóveis 10% 102.969 (92.673) 10.296 20.683 educacionais, culturais, assistenciais, beneficentes e informativos; VIII - Amparar Instalações e assistir pessoas socialmente excluídas e/ou com vulnerabilidade social, por Máqs. e 10% 251.682 (118.974) 132.708 114.635 meio de auxílio financeiro e/ou material em atendimento, tais como, para com- equipamentos plementação de renda mínima familiar, aquisição de gêneros alimentícios, de Aparelhos de som, 10% 164.664 (99.992) 64.672 83.586 remédios, de roupas, de material escolar, de material didático, de utensílios, de vídeo e imagem 10% 742.619 (484.654) 257.964 353.546 livros, e de pagamento a médicos, dentistas, psicólogos e outros profissionais, Móveis e utensílios 315.108 (286.238) 28.870 16.942 inclusive exames laboratoriais e hospitalares; IX - Promover ações beneficentes, Equips. de informática 20% 20% 365.979 (276.704) 89.275 126.655 filantrópicas no atendimento de seus assistidos e destinatários, na promoção da Veículos 10% 300.258 (164.338) 135.920 169.774 coletividade, do bem comum, no interesse social, com a concessão de gratuidades Outras imobilizações 53.253.039 (4.590.516) 48.662.523 49.961.357 na prestação de seus serviços e na concessão de uso de seus bens móveis e imóveis. O Instituto foi reconhecido como entidade de Utilidade Pública Federal 8.a. Imobilizado cedido em comodato 2010 pelo Decreto nº 60.583, de 11 de abril de 1967, publicado no Diário Oficial da Taxa média de DepreSaldo União de 20 de abril de 1967, declarado de Utilidade Pública Estadual pela Lei nº deprec. % ao a.a Custo ciação Líquido 7.580 de 05 de dezembro de 1962, declarado de Utilidade Pública do Município Imobilizado – 450.000 – 450.000 de São Paulo pelo Decreto nº 8.906 de 30 de julho de 1970.Também, encontra-se Terrenos 4% 1.110.110 (310.831) 799.279 registrado no Conselho Nacional de Assistência Social (C.N.A.S.) pelo Processo nº Imóveis 6.119 (4.283) 1.836 61.925/52 e recadastrado pela Resolução CNAS nº 076/95. 2. BASE DE PREPA- Aparelhos de som, vídeo e imagem 10% 10% 64.592 (42.528) 22.064 RAÇÃO - a. Declaração de conformidade: As demonstrações financeiras foram Móveis e utensílios 10% 35.281 (24.698) 10.583 elaboradas de acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade (BRGAAP), Outras imobilizações 1.666.102 (382.340) 1.283.762 consubstanciadas nos pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e nas disposições aplicáveis às instituições sem fins lucrativos 8.b. A movimentação do imobilizado pode ser assim demonstrada: 2010 2009 e às fundações, expedidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), em 49.961.357 50.698.978 especial a Resolução nº. 877, de 18 de abril de 2000, que aprovou a NBC T 10.19, No início do exercício Aquisições 839.583 289.531 e a Resolução 966 de 16 de maio de 2003, que visam orientar o atendimento (718.986) (744.270) às exigências legais sobre procedimentos contábeis a serem cumpridos pelas Depreciação – (450) pessoas jurídicas de direito privado sem finalidade de lucros, especialmente Ajustes de depreciação (238.740) (348.890) entidades beneficentes de assistência social. b. Base de mensuração: As Alienação/baixas 103.070 66.458 demonstrações financeiras foram preparadas com base no custo histórico. c. Baixas de depreciação 49.946.284 49.961.357 Moeda funcional e moeda de apresentação: As demonstrações financeiras No fim do exercício estão sendo apresentadas em reais, que é a moeda funcional do colégio. d. Uso Imobilizado cedido em comodato refere-se a bens pertencentes ao Colégio Cristo de estimativas e julgamentos: A preparação das demonstrações financeiras de Rei e que encontram-se cedidos em comodato à Fundação L’Hermitage, conforme acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade exige que a Administração determinado no Contrato de Transferência de Mantença, Comodato e Outras faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas Avenças, datado de 06 de novembro de 2009 (descrito na nota explicativa 11.d ). contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os 9. OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS 2010 2009 resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas – 1.478 são revistas de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas Salários e ordenados 196.488 384.504 contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e Provisões trabalhistas 196.488 385.981 em quaisquer períodos futuros afetados. 3. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS - Apuração do superávit: O reconhecimento das receitas e despesas é efetuado 10. PROVISÃO PARA CONTINGÊNCIAS - O Instituto é pólo passivo em ações judiciais e administrativas, decorrentes do curso normal das operações, envolvendo substanem conformidade com o regime contábil de competência de exercício. A receita de serviços prestados é reconhecida no resultado em função da sua realização. cialmente questões previdenciárias e trabalhistas. Respaldada pela representação A receita de doações é reconhecida quando do seu efetivo reconhecimento. Uma de seus assessores jurídicos, os processos existentes em 31 de dezembro de 2010 receita não é reconhecida se há uma incerteza significativa na sua realização. foram classificados como risco de perda possível ou remota, consequentemente Ativos circulantes e não circulantes - a. Caixa e equivalentes de caixa: Caixa nenhuma provisão foi constituída nas demonstrações financeiras do exercício e equivalentes de caixa abrangem saldos bancários de livre movimentação e findo em 31 de dezembro de 2010 de acordo com a Resolução 1.180 do CFC de investimentos financeiros, demonstrados pelo valor da aplicação, acrescidos dos 24 de julho de 2009 que aprova a NBC T 19.7 Provisões, Passivos Contingentes rendimentos correspondentes, apropriados até a data do balanço. b. Anuidades a e Ativos Contingentes, em consonância com os pronunciamentos do Comitê de receber: Estão representadas pelo seu valor original, deduzidas das gratuidades Pronunciamentos Contábeis. 11. PATRIMÔNIO SOCIAL - a. Patrimônio Social: Os concedidas e descontos contratuais. O valor da provisão para créditos de liquidação superávits do Instituto são empregados integralmente nos seus objetivos sociais duvidosa foi constituído de forma a cobrir as perdas estimadas na realização das comentados na Nota Explicativa 1. O Patrimônio Social acumula valores recebidos anuidades escolares na forma da lei. c. Adiantamentos a fornecedores: Refere- de ajustes, consumo do saldo da reserva de reavaliação e parcelas de superávits/ -se a antecipações efetuadas a fornecedores, cujo reconhecimento da despesa déficits de exercícios anteriores. O superávit do exercício será transferido para a ocorrerá em exercício seguinte para apropriação pelo regime de competência. d. conta patrimônio social após aprovação da Assembleia Geral dos Associados, em Despesas antecipadas: Refere-se a pagamento de apólice de seguros e outras conformidade com as exigências legais, estatutárias e de acordo com a Resolução despesas, cujo período de vigência beneficia o exercício seguinte. e. Realizável 877/200 que aprovou a NBC T 10.19 em especial no item 10.19.2.7. b. Dissolução a longo prazo: Refere-se a valores a receber decorrentes de venda de terreno e ou extinção: Na eventual possibilidade de encerramento das atividades do Instituto, imóvel, e estão representadas pelo seu valor nominal. f. Imobilizado: Registrado por meio de anuência de 2/3 (dois terços) de suas associadas em Assembleia Geral, ao custo de aquisição, formação ou construção. As depreciações são calculadas seu patrimônio social será destinado para instituição beneficente de assistência pelo método linear, às taxas mencionadas na Nota Explicativa 8 com base em social, congênere ou afim, dotada de personalidade jurídica, sem fins econômicos taxas que levam em conta o tempo de vida útil estimado dos bens. g. Redução e lucrativos, com sede e atividades preponderantes no Estado de São Paulo, deviao valor recuperável: Um ativo financeiro não mensurado pelo valor justo por damente registrada no Conselho Nacional de Assistência Social (C.N.A.S.), inscrita meio do resultado é avaliado a cada data de apresentação para apurar se há no Conselho Municipal de Assistência Social, preferentemente constituída pelas evidência objetiva de que tenha ocorrido perda no seu valor recuperável. Um Religiosas Professas, Irmãs Missionárias da Consolata, da Igreja Católica Apostólica ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que Romana, conforme decidido pela Assembleia Geral. c. Reserva de reavaliação: No um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo, e que aquele exercício de 2004, foi registrada a reavaliação de bens imóveis, atualizando-os ao evento de perda teve um efeito negativo nos fluxos de caixa futuros projetados valor de mercado, conforme Laudo Técnico de Avaliação Patrimonial, contabilizado que podem ser estimados de uma maneira confiável. Os ativos do imobilizado em contrapartida à reserva de reavaliação do imobilizado (patrimônio líquido). têm o seu valor recuperável, que são testados, no mínimo anualmente, caso haja Consoante facultado pela Lei nº 11.638/2008, o Instituto optou por incorporar indicadores de perda de valor. h. Demais ativos circulantes e não circulantes: o saldo da reserva de reavaliação no exercício de 2010. d. Transferência de Os demais ativos circulantes e não circulantes estão apresentados aos valores mantença: Em decorrência do Contrato de Transferência de Mantença, Comodato de custo, que não excedem o valor de realização. i. Passivos circulantes: Os e Outras Avenças, datado de 06 de novembro de 2009, com efeitos a partir de 01 passivos circulantes são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis de janeiro de 2010, o Instituto Irmãs Missionárias de Nossa Senhora Consoladora, acrescidos, quando aplicável dos correspondentes encargos, variações monetárias transferiu a mantença do Colégio Cristo Rei, bem como cedeu em comodato seu incorridos até a data do balanço patrimonial. O passivo para remuneração de imóvel e respectivas instalações à Fundação L’Hermitage. O comodato teve início funcionários, principalmente relativo aos encargos de férias, é provisionado à em 01 de janeiro de 2010, e terá prazo de 3 (três) anos, sendo automaticamente e medida que vencem os períodos aquisitivos. j. Receitas antecipadas: Refere-se sucessivamente renovado, por igual período, caso não haja manifestação expressa a parcelas de anuidades recebidas antecipadamente neste exercício, registradas de oposição da parte interessada no prazo de 180 (cento e oitenta) dias anteriores no passivo circulante por se tratar de receita do exercício seguinte. k. Provisões: a seu término. Os recebíveis – ativos – e os ônus fiscais, trabalhistas, cíveis, Uma provisão é constituída no balanço, quando possui uma obrigação legal ou comerciais, previdenciários ou outros de qualquer natureza, serão regulados da constituída como resultado de um evento passado, e é provável que um recurso seguinte forma: Os recebíveis referentes à competência contábil do exercício de econômico, seja requerido para saldar a obrigação. As provisões são registradas 2009 e exercícios anteriores, efetivados após 01 de janeiro de 2010, caberão à tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido.l. Patrimônio social: Fundação L’Hermitage que deverá direcioná-los para benfeitorias do imóvel em Representa o patrimônio inicial, acrescido ou reduzido dos superávits/déficits comodato ou a seus acessórios. Os ônus fiscais, trabalhistas, cíveis, comerciais, apurados anualmente desde a data de sua constituição que são empregados previdenciários ou outros de qualquer natureza com fato gerador anterior a 01 integralmente nos objetivos sociais do Instituto, conforme divulgado na nota de janeiro de 2010, conhecidos ou não pelo Instituto, incidentes sobre a unidade mantida, serão de responsabilidade do mesmo, cabendo a responsabilidade da explicativa 1. Fundação sobre os fatos geradores ocorridos a partir de 01 de janeiro de 2010. 4. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 2010 2009 Os funcionários do Colégio Cristo Rei foram transferidos a Fundação a partir de Caixa 32.346 47.918 01 de janeiro de 2010, a qual assume seus salários e encargos a partir de então. Bancos c/ movimento 125.132 141.835 No caso de dispensa, reclamação trabalhista ou outros ônus, o Instituto suportará Bancos c/ poupança 525.609 647.550 proporcionalmente, pelo período ele realizado, tais custos, comprometendo-se ao Aplicações financeiras 4.692.713 5.949.918 imediato ressarcimento a Fundação. Os resultados decorrentes da transferência 5.375.800 6.787.221 de saldos do Colégio Cristo Rei para a Fundação figuram na Demonstração das O Instituto mantém a parcela disponível do superávit dos exercícios aplicados Mutações do Patrimônio Líquido, no montante de R$ 153.206. financeiramente enquanto não reinvestidos em atividades ligadas ao seu objeto social. 12. RECEITAS FINANCEIRAS E PATRIMONIAIS 2010 2009 As aplicações financeiras estão classificadas como caixa e equivalentes de caixa, Da educação 329.383 389.062 por possuir liquidez imediata e pelo fato da administração efetuar resgates rotineiros Rendimentos de aplicações financeiras Aluguéis ativos 295.314 276.130 em conformidade com a necessidade de caixa. 251.799 146.102 Saldo em Saldo em Recuperação de despesas e reembolsos 59.456 63.016 Instituição Modalidade 31/12/2010 31/12/2009 Acréscimos escolares 51.679 5.212 Bco. Caixa Econômica Federal Fundo de Investimentos 194.125 177.653 Donativos em gêneros 23.943 20.794 Banco Itaú Fundo de Investimentos 1.418.425 1.848.437 Outras 1.011.575 900.317 Sicredi Noroeste Fundo de Investimentos – 3.377 1.612.551 2.029.468 Das atividades institucionais de assistência social 159.672 227.575 Banco do Brasil - Sede CDB 514.470 173.162 Rendimentos de aplicações financeiras 95.843 105.489 Bco. Caixa Econômica Federal CDB 410.740 512.789 Aluguéis ativos 150.000 – Banco Bradesco CDB 154.210 480.137 Donativos de pessoas jurídicas 13.145 14.883 Banco Itaú CDB 2.000.743 2.754.362 Outras 418.660 347.947 3.080.163 3.920.451 4.692.713 5.949.918 13. DESPESAS COM PESSOAL 2010 2009 As aplicações financeiras referem-se a: - Fundo de investimento em cotas de fundo Da educação (3.212.356) (3.633.654) de investimentos principal referenciado DI, que acompanha as variações diárias Salários e remunerações (132.022) (100.245) da taxa de juros do CDI ou da taxa SELIC, mediante aplicação de seus recursos Outras remunerações (776.996) (823.714) em cotas de fundos de investimentos e, - Certificados de depósitos bancários Provisões férias e 13º salários (108.136) (111.378) remunerados às taxas que variam entre 100% a 103% do Certificado de Depósito Benefícios (424.809) (369.808) Interbancário CDI, estando aplicados em instituições financeiras de primeira linha, Encargos sociais (12.773) (11.754) como forma de diminuir eventuais riscos de perdas. As aplicações financeiras não Aprendizes (4.667.095) (5.050.554) estão sujeitas à incidência de impostos, devido o Instituto gozar de imunidade de tributos federais. Os rendimentos financeiros referentes essas aplicações são Das atividades institucionais de assistência social Salários e remunerações (288.328) (273.668) reconhecidos mensalmente. Outras remunerações (5.120) (5.166) 5. ANUIDADES A RECEBER (71.010) (60.542) 2010 2009 Provisões férias e 13º salários (23.228) (23.745) Anuidades a receber – do exercício 389.355 518.988 Benefícios (30.882) (26.481) Anuidades a receber – exercícios anteriores 659.140 651.605 Encargos sociais (418.568) (389.602) 1.048.494 1.170.593 14. DESPESAS ADMINISTRATIVAS E GERAIS

Outras receitas / despesas Receitas / despesas transitórias e eventuais Resultado da Atividade de Educação Superávit Do Exercício Receitas Oper. c/ Atividades Institucionais Receitas financeiras e patrimoniais 12 Despesas Oper. c/ Atividades Institucionais Despesas com pessoal 13 Despesas administrativas e gerais 14 Despesas financeiras e bancárias Despesas fiscais, tributárias e previdenciárias Despesas com gratuidades Outras receitas/despesas Receitas/despesas transitórias e eventuais Resultado das Ativ. Institucionais Déficit do Exercício Déficits dos Exercícios

2010

2009

7.181.360 1.655.190 8.836.550 71.049 1.011.575 – 1.082.624 9.919.173

8.061.959 1.786.789 9.848.749 74.936 900.317 348.724 1.323.978 11.172.726

(4.667.095) (1.877.711) (38.089) (5.795) (1.655.190) (77.333) (8.321.213) (10.446)

(5.050.554) (2.401.705) (87.967) (2.440) (1.786.789) (475.309) (9.804.764) 3.562

1.587.513

1.371.524

418.660 418.660

347.947 347.947

(418.568) (389.602) (2.307.623) (1.689.932) (894) (2.409) (57.185) (8.820) (357.840) (371.669) (3.142.110) (2.462.432) 646.851

(104.940)

(2.076.598) (2.219.425) (489.085) (847.901)

Demonstração do fluxo de caixa - Método indireto Exercícios findos em 31 de dezembro – Em Reais 2010 Fluxo de caixa das atividades operacionais Superávit/Déficit do exercício (489.085) Ajustes por: Depreciação / amortização 718.986 Baixa líquida do ativo permanente 135.670 Provisão para créditos de liquidação duvidosa (4.845) Ajuste de exercícios anteriores – Resultado Líquido Ajustado 360.726 Variações nos ativos e passivos: (Aumento) redução em anuidades a receber 122.099 (Aumento) redução em adiantamentos (69.868) (Aumento) redução em despesas antecipadas (41.969) (Aumento) redução em outros créditos (100.108) (Aumento) redução em realizável a longo prazo (486.500) (Redução) aumento em contas a pagar (7.643) (Redução) aumento em obrigações trabalhistas (189.493) (Redução) aumento em imp. e contribuições a recolher (266) (Redução) aumento em receitas antecipadas (4.253) (Redução) aumento em outros passivos circulantes (1.357) (779.358) Caixa líquido proveniente das ativ. operacionais (418.632) Fluxo de caixa das atividades de investimentos Aquisição de imobilizado (839.584) Transferência de mantença (153.206) Caixa líquido usado nas ativ. de investimentos (992.790) Variação do caixa e equivalentes de caixa (1.411.422) Dem. do aum.(red.) do caixa e equiv. de caixa No fim do exercício 5.375.800 No início do exercício 6.787.222 Variação do caixa e equivalentes de caixa (1.411.422)

2009 (847.901) 744.270 282.432 28.513 450 207.764 (212.048) – (2.025) (72.234) (75.000) (4.486) (33.557) 87 (22.630) (3.462) (425.353) (217.589) (289.531) – (289.531) (507.119) 6.787.222 7.294.341 (507.119)

2010 2009 Educação (416.370) (658.217) Prestadores de serviços - PJ (7.420) (31.615) Prestadores de serviços - PF (185.192) (208.227) Utilidades e serviços (37.964) (32.371) Alimentação (15.397) (9.950) Treinamentos/capacitação profissional (12.151) (16.096) Remédios e medicamentos (117.132) (268.875) Despesas com ocupação de imóveis (10.784) (7.145) Despesas com veículos (177.428) (182.211) Seguros (162.417) (235.972) Materiais de consumo (411.420) (431.694) Depreciação (324.037) (319.332) Outras (1.877.711) (2.401.705) Das atividades institucionais de assistência social Prestadores de serviços - PJ (802.308) (418.103) Utilidades e serviços (220.163) (221.682) Locação de bens móveis (21.050) (1.486) Alimentação (122.954) (139.516) Treinamentos/capacitação profissional (52.193) (77.537) Remédios e medicamentos (32.317) (52.288) Despesas com ocupação de imóveis (365.632) (52.105) Despesas com veículos (29.773) (30.431) Seguros (18.149) (26.700) Materiais de consumo (25.587) (24.988) Depreciação (307.565) (312.576) Outras (309.934) (332.519) (2.307.623) (1.689.932) 15. CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - A certificação das entidades beneficentes de assistência social é concedida às pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, reconhecidas como entidades beneficentes de assistência social com a finalidade de prestação de serviços nas áreas de assistência social, saúde e educação e que atendam ao disposto na Lei nº 12.101, de 27 de novembro de 2009, e posterior regulamentação. O Instituto foi registrado no Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS, conforme Processo nº 61.925/52, e recadastrado pela Resolução CNAS nº 076/95, tendo seu Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social original deferido em vinte e nove de novembro de 1966 através do Processo nº 32224/1966. O Instituto teve seu Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS) renovado, julgado o processo nº 71010.004099/2009-94, pelo Ministério da Educação, conforme Portaria nº 280 de 01 de setembro de 2010. O referido certificado é válido de 01 de janeiro de 2010 a 31 de dezembro de 2012. Para obter a certificação ou sua renovação, as entidades beneficentes de educação deverão aplicar anualmente em gratuidade, pelo menos 20% (vinte por cento) da receita anual efetivamente recebida. § 1º - A entidade também deverá oferecer bolsas de estudo nas seguintes proporções: a. No mínimo, uma bolsa de estudo integral para cada 9 (nove) alunos pagantes da educação básica; b. Bolsas parciais de 50% (cinquenta por cento), quando necessário para o alcance do número exigido. A demonstração do percentual atingido em gratuidades pelo Instituto, em 31 de dezembro de 2010, pode ser assim demonstrada: Receitas de mensalidades recebidas no ano 6.790.809 Gratuidades realizadas: - Bolsas de estudos integrais – 100% 766.223 - Bolsas de estudos outros percentuais 579.603 1.345.826 - Ações assistenciais 435.172 Total de gratuidades concedidas 1.780.999 % de Gratuidade aplicada 26,23% Os projetos de ações assistenciais são: Projeto Parceria Casa de Apoio à Criança (HIV) 70.000 Projeto de Apoio à Família 67.641 Projeto Terceira Idade 68.531 Projeto Promoção da Mulher 5.380 Projeto Formação de Cidadão 19.925 Projeto de Promoção Comunidade Indígena 5.695 Convênio Filantrópico – CCNS Aparecida 198.000 435.172 Em 31 de dezembro de 2010, as gratuidades escolares integrais, decorrentes de bolsas de estudos de convenção coletiva totalizam o montante de R$ 309.363. Quadro demonstrativo de bolsas escolares concedidas no exercício de 2010: Assistência Educacional Total Total MatriConv. Sóciode culados 100% 50% Coletiva Educ. Instituc. Atend. Educação Infantil 328 23 16 4 16 1 60 Ensino Fundamental I 337 29 22 17 28 5 101 Ensino Fundamental II 393 34 32 19 32 10 127 Ensino Médio 227 39 16 4 27 6 92 1.285 125 86 44 103 22 380 16. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA/ISENÇÕES USUFRUÍDAS - O Instituto é imune de Impostos e de Contribuições para a Seguridade Social por força do artigo 150, inciso VI, alínea “c” e do § 7º do art. 195, da Constituição Federal, sendo reconhecida como de utilidade pública no âmbito federal e estadual. O Instituto está sob proteção da Adin nº 2028-5, STF, datada de 14/07/1999 que suspendeu os efeitos da Lei nº 9.732/98, que visam limitar a Isenção (Imunidade) das Contribuições à Seguridade Social – INSS. O Instituto, a título de demonstração, vem evidenciando suas contribuições sociais usufruídas com base na Lei 8.212/91, em sua redação primitiva. Esses valores anuais equivalem à Isenção (Imunidade) Usufruída – INSS. 2010 2009 Custo da Isenção Usufruída-INSS- Empresa 885.046 992.689 Custo da Isenção Usufruída-INSS- RAT 44.104 49.318 Custo da Isenção Usufruída-INSS- Terceiros 203.970 227.044 1.133.120 1.269.051 17. COBERTURA DE SEGUROS - O Instituto possuiu cobertura de seguros e riscos diversos para os bens do ativo imobilizado, que foram definidas por orientação de especialistas e levam em consideração a natureza de sua atividade e o grau de risco envolvido. A administração, baseada na orientação desses consultores, considera as coberturas suficientes para cobrir eventuais perdas. 18. INSTRUMENTOS FINANCEIROS - O Instituto opera apenas com instrumentos financeiros não-derivativos que incluem aplicações financeiras, contas a receber e outros recebíveis, caixa e equivalentes de caixa, assim como contas a pagar e outras dívidas, cujos valores são representativos a respectivos valores de mercado.

Ir. Hilda Maria Motter Carbonera CPF 991.437.208-20 Diretora Vice-Presidente Flávia Roberta Mendes Contador CRC 1SP 221432/O-7 CPF 151.267.458-32 Monello Contadores CRC 2SP 014827/O-0

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES Às Administradoras Instituto Irmãs Missionárias de Nossa Senhora Consoladora Examinamos as demonstrações financeiras do Instituto Irmãs Missionárias de Nossa Senhora Consoladora, que compreende o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstrações do déficit, das mutações do patrimônio social e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo as principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras - A administração da Entidade é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude e erro.Responsabilidade dos auditores independentes - Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo

com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causadas por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Entidade para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Entidade. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a

avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.Opinião - Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira Instituto Irmãs Missionárias Nossa Senhora Consoladora em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. São Paulo, 07 de abril de 2011.

LM AUDITORES ASSOCIADOS CRC 2SP018.611/O-8

Mauricio Diácoli CRC 1SP129.562/O-5

e

conomia

Estatal deve reajustar preço do gás em 12%

O

reajuste do gás natural repassado pela Petrobras aos seus consumidores em maio deverá ficar em torno de 12%, calculam fontes do setor. O percentual considera três tipos de reajustes que deverão incidir sobre o combustível no mês de maio. O primeiro deles é o referente ao contrato trimestral que a companhia possui com seus clientes e que prevê o repasse das alterações verificadas em uma cesta de óleos do mercado internacional e que serve de parâmetro. A média dos últimos seis meses desta cesta é repassada a cada três meses. Como considera um período anterior, a tendência é de que tradicionalmente o reajuste fique aquém do preço verificado no momento. Isso faz com que um outro tipo de "ajuste" semestral ocorra sobre os preços do gás nacional e boliviano. Isso deve acontecer também em maio. Já um terceiro indicador, desta vez anual, e incidindo apenas sobre o gás nacional, tem como base o IGP-M dos últimos 12 meses O repasse também acontece em maio. É neste indicador que consiste a maior base do aumento, dizem os consultores, sem querer abrir a base de cálculo. "Na verdade, só teremos um cálculo mais preciso depois do fechamento do preço do petróleo em abril. Qualquer estimativa antes disso é 'chutômetro'", disse o consultor Marco Tavares. Segundo

ele, há alguns outros fatores que podem influenciar para que a companhia puxe para baixo o percentual do repasse. Entre eles, o mais forte é a pressão vinda tanto dos grandes consumidores do gás nacional – que não se conformam em pagar muito mais que o gás boliviano e ameaçam retomar o uso de óleo combustível, bem mais baixo – quanto da própria necessidade da Petrobras de dar vazão ao excedente de gás nacional. A oferta da empresa só cresce com novas áreas produtoras entrando em operação e este ano tem sido chuvoso o bastante para que a previsão de acionamento das térmicas seja menor do que a de anos anteriores. "É uma equação ainda por se resolver e qualquer número que o mercado esteja ditando pode mudar radicalmente. Mas esta mudança deve ocorrer para baixo por conta do cenário atual no mercado interno e também externo", disse outro consultor, que prefere não se identificar. Segundo ele, a exploração do shale gas, ou gás de xisto, no mercado americano contribuiu para que o combustível passasse a ser excedente em todo o mundo, o que derrubou seus preços. "Isso tem que ter seu peso no mercado doméstico, já que o parâmetro é o mercado internacional", disse, destacando que o valor do gás no mercado externo a cada dia se distancia mais do preço do barril de petróleo. (AE)

OGX anuncia descoberta na Bacia de Campos

À

véspera de apresentar o novo relatório com a previsão de suas reservas atualizadas, a OGX, empresa de Petróleo e Gás do empresário Eike Batista, confirmou ontem descoberta importante no bloco BM-C-41, na Bacia de Campos. Apesar de não divulgar os volumes estimados para essa nova reserva, a descoberta é relevante por estar localizada em áreas já desenvolvidas por outras companhias, o que deve facilitar o início de produção. A perfuração na área, que vem sendo chamada de Chimborazo, atingiu a uma profundidade final de 3,755 mil metros, e está localizada a 84 quilômetros da costa do Rio de Janeiro. No próprio bloco BM-C41, a OGX já possui os projetos de Waimea, que entra em produção no segundo semestre e Pipeline. A área está localizada também ao lado de Peregrino, campo da Statoil, que iniciou as operações nesta semana, e de Maromba, campo da Petrobras, previsto para começar a produzir em 2012. A boa notícia, no entanto, foi insuficiente para conter a queda das ações da companhia na Bolsa de Valores de São Paulo. Depois de subir mais de 1%, OGX Petróleo ON fechou em queda de 0,52%, a R$ 19,05. Segundo analistas, a queda está mais atrelada à recuada do dólar do que propriamente à descoberta. Ansioso – Além disso o relatório da consultoria independente DeGolyer & MacNaughton, que será divulgado após o fechamento do mercado hoje, tem deixado o mercado "ansioso". A corretora Socopa, por exemplo recomendou aos seus clientes "atenção" ao relatório. A expectativa é que a nova análise traga luz aos constantes comunicados que a companhia vem fazendo ao mercado sobre suas perfurações especialmente na Bacia de Campos.

No relatório anterior, datado de setembro de 2009, portanto ainda antes da empresa efetuar qualquer perfuração nas áreas adquiridas na 9a Rodada da Agência Nacional do Petróleo (ANP) em 2008, mas já incluindo cinco blocos posteriormente adquiridos em Santos, em um total de 28 áreas, foram certificados recursos potenciais de 6,7 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). O relatório foi feito com base em estudos sísmicos para todos os blocos nas bacia de Santos, Campos e Espírito Santo, mas possuía poucos detalhes das áreas localizadas na bacia do Parnaíba, no Estado do Maranhão. Nesta área, a OGX já divulgou ter encontrado uma jazida com elevado potencial de gás, que, segundo Eike Batista, teria um volume equivalente à metade das reservas bolivianas. À época do relatório, a falta de precisão para a área era gritante. Enquanto a área total dos blocos no Maranhão é de aproximadamente 21,5 mil km2, estavam disponíveis para certificação apenas 1,2 mil km de dados sísmicos adquiridos na década de 80. "Isso pode ser visto como um indício claro de que as reservas deverão ser vistas para cima. Revisão – Porém, uma revisão ainda deverá ser feita com relação às reservas na região Sudeste que, por dificuldades geológicas podem não se mostrar tão viáveis quanto o que se previa anteriormente", avaliou um consultor de instituição financeira, especializado no setor de petróleo. O documento servirá de base para que a OGX reveja os valores que vem cobrando pelos ativos na Bacia de Campos. A companhia quer se desfazer de pelo menos 30% destes ativos para se capitalizar, incluindo parte do bloco em que anunciou a descoberta. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 15 de abril de 2011

e

ECONOMIA/LEGAIS - 25 As vendas do Carrefour cresceram 3,9% no primeiro trimestre de 2011 em comparação com igual período do ano anterior, para 24,7 bilhões de euros.

conomia

Itaú adquire 49% do Banco Carrefour R$ 725 milhões foi o valor da compra da instituição. O Itaú Unibanco espera fortalecer sua atuação no segmento de crédito ao consumo.

O

Itaú Unibanco comunicou ontem ao mercado que firmou com o Carrefour Brasil contrato de compra e venda de ações para aquisição de 49% do Banco CSF S.A. (Banco Carrefour), pelo valor de R$ 725 milhões. O montante foi calculado com a multiplicação do Preço/Lucro de 2010 por 11,6 vezes. O Banco Carrefour é a entidade responsável pela oferta e distribuição, com exclusividade, de produtos e serviços financeiros, securitários e

previdenciários nos canais de distribuição do Carrefour Brasil operados com a bandeira Carrefour (canais eletrônicos e 163 hipermercados e supermercados). A instituição possui atualmente uma base de 7,7 milhões de contas e uma carteira de crédito (valor bruto) no valor de R$ 2,254 bilhões (data-base 31 de dezembro de 2010). De acordo com o comunicado divulgado pelo Itaú, a conclusão da operação depende da aprovação do Banco Central (BC). "O Itaú Unibanco espera, com a

conclusão com essa desta operação, seu operação compromisso com o com o Carrefour mercado Brasil, brasileiro e fortalecer sua com a criação milhões de contas atuação no de valor a integram a base de segmento de longo prazo clientes da instituição para seus crédito ao consumo, acionistas", financeira. A carteira considerando acrescenta o de crédito é de as bemcomunicado. R$ 2,254 bilhões. sucedidas Vendas – experiências As vendas do dos dois Carrefour grupos em cresceram seus respectivos segmentos 3,9% no primeiro trimestre no Brasil", informa a nota. de 2011 em comparação com "O Itaú Unibanco igual período do ano aproveita para reafirmar, anterior, para 24,7 bilhões de

7,7

CENTRO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SÃO VICENTE DE PAULO CNPJ/RFB nº 56.265.580/0001-01 Praça Frederico Ozanan, 158, Moinho Velho, CEP 04.286-010, São Paulo, SP. Balanço Patrimonial encerrado em 31 de dezembro de 2010 e 2009 2010 - R$ 2009 - R$ PASSIVO 11.645.543,60 13.405.199,65 PASSIVO CIRCULANTE 11.236.570,11 13.001.549,78 Obrigações Tributárias, Previdenciárias e Trabalhistas 5.762,46 6.034,90 Provisões Exigíveis 419.143,00 510.911,00 Outras Obrigações a Pagar 10.811.664,65 12.484.603,88 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 380.627,19 375.472,68 Patrimônio Social 460.607,29 459.855,28 (-) Déficits dos Exercícios (138.182,19) (137.956,58) 58.202,09 53.573,98 28.346,30 28.177,19 28.346,30 28.177,19 7.485.193,54 6.782.233,04 7.425.338,98 6.720.554,21 59.854,56 61.678,83 19.130.737,14 20.187.432,69 PASSIVO TOTAL

ATIVO ATIVO CIRCULANTE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Caixa Bancos conta Movimento Bancos conta Aplicação CLIENTES E OUTROS RECEBÍVEIS Anuidades Escolares a Receber (-) Provisão p/ Créditos de Liquidação Duvidosa Outros Créditos OUTROS ATIVOS CIRCULANTES Despesas do exercício seguinte ATIVO NÃO CIRCULANTE Imobilizado Intangível ATIVO TOTAL

2010 - R$ 674.387,13 106.703,04 175.735,16 391.948,93 18.456.350,01 19.596.879,15 (1.140.529,14)

2009 - R$ 590.473,54 87.643,84 228.051,11 274.778,59 19.596.959,15 21.775.889,78 (2.178.930,63)

19.130.737,14

20.187.432,69

Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido em 31 de dezembro de 2010 e 2009 RUBRICAS

PATRIMÔNIO SOCIAL 22.444.507,15 (668.617,37)

DÉFICIT EXERCÍCIO (668.617,37) 668.617,37 (2.178.930,63) (2.178.930,63) 2.178.930,63

TOTAL R$

SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 21.775.889,78 INCORPORAÇÃO DO DÉFICIT DE 2008 0,00 DÉFICIT DO EXERCÍCIO DE 2009 (2.178.930,63) SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 21.775.889,78 19.596.959,15 INCORPORAÇÃO DO DÉFICIT DE 2009 (2.178.930,63) 0,00 AJUSTE DE PERÍODO APURAÇÃO ANTERIORES (80,00) (80,00) DÉFICIT DO EXERCÍCIO DE 2010 (1.140.529,14) (1.140.529,14) SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 19.596.879,15 (1.140.529,14) 18.456.350,01 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis em 31 de dezembro de 2010 e 2009 NOTA 1 CONTEXTO OPERACIONAL - O “CENTRO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SÃO VICENTE DE PAULO”, foi constituído sob a forma de sociedade civil sem fins lucrativos, tendo como objetivo principal a prestação de serviços educacionais na educação infantil, ensino fundamental e médio, e reconhecido como de Utilidade Pública Federal de acordo com o Decreto nº 61.518 de 12.10.1967, Estadual Lei nº 4.919 de 11.11.1958 e Municipal Decreto nº 8.666 de 16.02.1970. NOTA 2 APRESENTAÇÃO E ELABORAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - As demonstrações contábeis foram elaboradas em observância às práticas contábeis adotadas no Brasil, características qualitativas da informação contábil, Resolução Nº 1.121/08 (NBC T 1), que trata da Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis, Resolução Nº 1.185/09 (NBC T 19.27),que trata da Apresentação das Demonstrações Contábeis, Pronunciamentos, as Orientações e as interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), Deliberações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e outras Normas emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e aplicáveis às Entidades sem Fins Lucrativos, e especialmente a Resolução Nº 877 de 2000 que aprovou a NBC T 10.19, alterada pelas Resoluções nºs 926 e 966, que estabelecem critérios e procedimentos específicos de avaliação, de registros dos componentes e variações patrimoniais e de estruturação das demonstrações contábeis, e as informações mínimas a serem divulgadas em nota explicativa das entidades sem finalidade de lucros. NOTA 3 FORMALIDADE DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL (NBC T 2.1) - A entidade mantém um sistema de escrituração uniforme dos seus atos e fatos administrativos, por meio de processo eletrônico. O registro contábil contém o número documento de origem externa ou, na sua falta de identificação dos lançamentos relacionados ao respectivo documento de origem externa ou interna ou na sua falta, em elementos que comprovem ou evidenciem fatos e a prática de atos administrativos. As demonstrações contábeis, incluindo as notas explicativas, elaboradas por disposições legais e estatutárias, serão transcritas no “Diário” da Entidade, e posteriormente registrado no Cartório de Registros de Pessoas Jurídicas. NOTA 4 FORMALIDADE DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL (NBC T 2.2) A documentação contábil da Entidade é composta por todos os documentos, livro, papéis, registros e outras peças, que apóiam ou compõem a escrituração contábil. A documentação contábil é hábil, revestida das características intrínsecas ou extrínsecas essenciais, definidas na legislação,na técnica contábil ou aceitas pelos “usos e costumes”. A entidade mantém em boa ordem a documentação contábil. NOTA 5 PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS ADOTADAS a) Caixa e Equivalentes de Caixa: Conforme determina a Resolução do CFC nº 1.185/09 - Apresentação Demonstrações Contábeis,os valores contabilizados neste sub-grupo representam moeda em caixa e depósitos à vista em conta bancária, bem como recursos que possuem as mesmas características de liquidez de caixa e de disponibilidade imediata ou até 90 (noventa) dias e que estão sujeitos a insignificante risco de mudança de valor; b) Aplicação de Liquidez Imediata: As aplicações financeiras estão demonstradas pelos valores originais aplicados, acrescidos dos rendimentos pró-rata até a data do balanço; c) Anuidades a Receber: Representam as parcelas de anuidades escolares já emitidas, porém não recebidas, acordos firmados com estudantes de parcelas vencidas e cobranças judiciais, assim distribuídas: EXERCÍCIOS SALDOS EM 31.12.2010 - R$ SALDOS EM 31.12.2009 - R$ 2007 101.262,30 2008 98.538,13 112.165,88 2009 117.440,53 246.427,10 2010 244.628,63 SOMA 460.607,29 459.855,28 d) Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa (PCLD): Esta provisão foi constituída em montante considerado suficiente pela administração para suprir as eventuais perdas na realização dos créditos. Esta provisão foi calculada seguindo os critérios estabelecidos pela entidade (média de inadimplência dos últimos três anos), e assim atendendo a NBCT 10.19.2.2 e o Parecer de Orientação da CVM 21/90. e) Provisão para Contingências: As contingências existentes na data de 31/12/2010 e 31/12/2009 correspondem ao montante de R$ 27.542,99 (vinte e sete mil, quinhentos e quarenta e dois reais e noventa e nove centavos) oriundas do aviso de cobrança do INSS nº 31.841.254-3, e foram provisionadas para fazer face ao pagamento de eventual perda do processo nº 98.0530413-2, protocolado em 30/04/1998, perante a Justiça Federal, conforme Parecer Jurídico emitidos pelos advogados. f) Imobilizado: Os ativos imobilizados são registrados pelo custo de aquisição ou construção, deduzido da depreciação calculada pelo método linear com base nas taxas admitidas pela legislação em vigor, e leva em consideração a vida útil e utilização dos bens (Resolução CFC nº 1.177/09 e CPC 27). g) Passivo Circulante e Não Circulante: Os passivos circulantes e não circulantes são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos incorridos até a data do balanço patrimonial. Quando aplicável, os passivos circulantes e não circulantes são registrados com base em taxas de juros que refletem o prazo, a moeda e o risco de cada transação. Provisões - Uma provisão é reconhecida em decorrência de um evento passado que originou um passivo, sendo provável que um recurso econômico possa ser requerido para saldar a obrigação. As provisões são registradas quando julgadas prováveis e com base nas melhores estimativas do risco envolvido. h) Prazos: Os ativos realizáveis e os passivos exigíveis até o encerramento do exercício seguinte são classificados como circulantes. i) Provisão de Férias e Encargos: Foram provisionadas com base nos direitos adquiridos pelos empregados até a data do balanço. j) Provisão de 13º Salário e Encargos: Foram provisionadas com base nos direitos adquiridos pelos empregados e baixadas conforme o pagamento até a data do balanço. k) As Despesas e as Receitas: Estão apropriadas obedecendo ao regime de competência. l) Apuração do Resultado: O resultado foi apurado segundo o Regime de Competência. As receitas de prestação de serviços são mensuradas pelo valor justo (acordado em contrato - valores recebidos ou a receber) e reconhecidas quando for provável que benefícios econômicos futuros fluam para a entidade e assim possam ser confiavelmente mensuradas. Os rendimentos e encargos incidentes sobre os Ativos e Passivos e suas realizações estão reconhecidos no resultado. m) Estimativas contábeis: A elaboração das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil requer que a Administração da Entidade use de julgamento na determinação e no registro de estimativas contábeis. Ativos e Passivos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem o valor residual do Ativo Imobilizado, Provisão para Devedores Duvidosos, Provisão para Contingências e Ativos e Passivos relacionados a benefícios a empregados., A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados, em razão de imprecisões inerentes ao processo da sua determinação. A Entidade revisa as estimativas e as premissas pelo menos anualmente. NOTA 6 OUTROS ATIVOS CIRCULANTES - Este grupo é composto pelos seguros e despesas com manutenções do exercício de 2010, cujo período de vigência beneficia o exercício seguinte e estão representadas pelo seu valor nominal, bem como adiantamentos, valores a recuperar e outros valores a receber das atividades sustentáveis. NOTA 7 ATIVO NÃO CIRCULANTE (IMOBILIZADO E INTANGÍVEL) - Os ativos Imobilizados e Intangíveis são contabilizados pelo custo de aquisição ou construção, deduzidos da depreciação e amortização do período, respectivamente, originando o valor líquido contábil. O valor de recuperação dos bens e direitos do imobilizado e intangível são periodicamente avaliados para que se possa efetuar o registro de perdas potenciais ou uma revisão dos critérios das taxas de depreciação, amortização e exaustão na finalidade de atender a Lei nº 11.638/ 07, Pronunciamento Técnico CPC 04, Pronunciamento Técnico CPC 27, Deliberação CVM nº583/2009, Deliberação CVM nº 644/2010, Resolução do CFC nº 1.177/2009 e Resolução do CFC nº 1.139/08. CONTAS DO ATIVO IMOBILIZADO RUBRICAS % DEPRECIAÇÃO ANUAL 2010 - R$ 2009 - R$ Prédios e Benfeitorias 4,00 7.637.345,81 6.862.672,24 Maquinismos 10,00 191.734,77 119.792,77 Móveis e Utensílios 10,00 986.269,93 941.212,45 Veículos 20,00 320.946,00 269.046,00 Máquinas e Equipamentos p/ Escritório 10,00 244.728,67 239.928,67 Microcomputadores e Acessórios 20,00 520.343,26 504.490,64 Outras imobilizações 10,00 345.496,70 340.420,70 Equipamentos de Imagens e Sons 10,00 459.544,87 398.442,65 (-) Depreciações Acumuladas (3.281.071,03) (2.955.451,91) TOTAL 7.425.338,98 6.720.554,21 CONTAS DO ATIVO INTANGÍVEL RUBRICAS % AMORTIZAÇÃO ANUAL 2010 - R$ 2009 - R$ Softwares 20,00 262.696,76 254.052,76 (-) Amortizações Acumuladas (202.842,20) (192.373,93) TOTAL 59.854,56 61.678,83 NOTA 8 OBRIGAÇÕES A CURTO PRAZO (PASSIVO CIRCULANTE) - Este grupo está composto pelo seu valor nominal, original e representa o saldo credor de fornecedores em geral, obrigações fiscais empregatícias, tributárias e outras obrigações, bem como as provisões sociais. NOTA 9 PATRIMÔNIO LÍQUIDO - O Patrimônio Líquido é apresentado em valores atualizados e compreende o Patrimônio Social, acrescido do resultado do exercício (superávit ou déficit) ocorrido, os bens recebidos através de doações patrimoniais e os ajustes de avaliação patrimonial considerado enquanto não computado no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuído a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação e preço de mercado. NOTA 10 DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA (DFC) - A Demonstração do Fluxo de Caixa foi elaborada em conformidade com a Resolução do Conselho Federal de Contabilidade CFC no 1.125/08 que aprovou a NBC T 3.8 Demonstração dos Fluxos de Caixa e também de acordo com a Resolução no 1.252/2009 que aprovou a NBC T 19.18. O Método na elaboração do Fluxo de Caixa que a Entidade optou foi o Direto. NOTA 11 DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO (DVA) - A Demonstração do Valor Adicionado foi elaborada em conformidade com a Resolução do Conselho Federal de Contabilidade CFC no 1.138/08 que aprovou a NBC T 3.7 - Demonstração do Valor Adicionado e também de acordo com a Resolução 1.152/2009 que aprovou a NBT T 19.18. NOTA 12 SISTEMA DE COMPENSADO Este grupo está previsto na NBC T 2.5 e registra o controle das Gratuidades Concedidas e o Custo das Contribuições Sociais Usufruídas. RUBRICAS 2010 - R$ 2009 - R$ COMPENSAÇÃO ATIVA TOTAL 6.249.480,27 6.197.744,32 GRATUIDADES 5.300.567,31 5.319.133,08 Gratuidades Educacionais Concedidas 5.258.541,12 5.269.054,21 Serviços Assistenciais Concedidos 42.026,19 50.078,87 ISENÇÃO/IMUNIDADE USUFRUÍDA 948.912,96 878.611,24 Isenção Usufruída - Quota Patronal do INSS 948.912,96 878.611,24 COMPENSAÇÃO PASSIVA TOTAL 6.249.480,27 6.197.744,32 GRATUIDADES 5.300.567,31 5.319.133,08 Gratuidades Educacionais Concedidas 5.258.541,12 5.269.054,21 Serviços Assistenciais Concedidos 42.026,19 50,078,87 ISENÇÃO/IMUNIDADE USUFRUÍDA 948.912,96 878,611,24 Isenção Usufruída - Quota Patronal do INSS 948.912,96 878.611,24 NOTA 13 SUBVENÇÕES GOVERNAMENTAIS - São provenientes de convênios firmados com órgãos governamentais, e tem como objetivo principal operacionalizar projetos e atividades pré-determinadas. Periodicamente, a Entidade presta conta de todo o fluxo financeiro e operacional aos órgãos competentes, ficando também toda documentação a disposição para qualquer fiscalização. A Entidade recebeu no ano de 2010 auxílios e subvenções do Poder Público Municipal de São Paulo, demonstradas em contas próprias, e que totalizaram um montante de R$ 1.305.939,86 contabilizadas em receitas assistenciais, para fazer face à manutenção e programação dos Núcleos Sócios Educativos NSE - Vila São João, Cidade Nova e Vila Curuçá, sob sua responsabilidade, sendo integralmente aplicadas nas mesmas,

além de R$ 347.194,81 aplicados com recursos próprios. NOTA 14 DOAÇÕES RECEBIDAS - Eventualmente a Entidade recebe doações de pessoas físicas, jurídicas e cooperadores conforme previsão estatutária. No ano de 2010, a Entidade recebeu R$ 35.200,00 de donativos e contribuições de pessoas físicas, mais R$ 28.467,97 de pessoas jurídicas nacionais e R$ 134.348,75 de pessoas jurídicas internacionais, as quais foram contabilizadas em conta própria, totalizando R$ 198.016,72. NOTA 15 - COBERTURA DE SEGUROS - Para atender medidas preventivas adotadas permanentemente, a Entidade efetua contratação de seguros em valor considerado suficiente para cobertura de eventuais sinistros, definidos pelos Administradores da entidade em função do valor de mercado ou do valor do bem novo, conforme o caso. - NOTA 16 DA CONCESSÃO DOS RECURSOS EM ASSISTÊNCIA EDUCACIONAL E SOCIAL - As aplicações dos recursos em Gratuidades atenderam o que preceitua a Constituição Federal no Art. 195, III, §7º, que concede a isenção da Contribuição Social (INSS) às entidades beneficentes de assistência social que atendem as exigências estabelecidas em lei. A Lei nº 12.101 de 27 DE NOVEMBRO DE 2009 e o Decreto 7.237 de 20 de julho de 2010, para dispor sobre o processo de certificação das entidades beneficentes de assistência social para obtenção da isenção das contribuições para a seguridade social, e dá outras providências. DEMONSTRAÇÃO DAS GRATUIDADES E BENEFICÊNCIAS RUBRICA R$ 2010 - R$ 2010 - % Receitas Educação Infantil 958.527,30 Ensino Fundamental I 2.407.268,80 Ensino Fundamental II 1.939.662,00 Ensino Médio 1.288.143,00 Creche 158.400,00 Núcleo Soc.Educativo 3.946.000,00 Plantão de Dúvidas 1.726,40 10.699.727,50 100,00% (-)Gratuidades Integrais Concedidas (351.408,00) (-)Gratuidades Parciais Concedidas (427.640,00) (-)Gratuidades Integrais Creche (158.400,00) (-)Gratuidades Integrais Núcleo Soc.Educativo (3.946.000,00) (-)Gratuidades Especiais (375.093,12) (+)Subvenções Municipais 1.305.939,86 (+)Anuidades Antecipadas 250.738,28 (-)Inadimplências (244.628,63) 3.946.491,61 36,88% Notas: a) As receitas da Atividade Educacional estão apuradas pelo regime de competência, incluindo-se as inadimplências, os valores considerados incobráveis e o valor dos serviços educacionais gratuitos prestados a alunos. b) Para os exercícios sociais de 2010 e 2009 foram deduzidas da Receita da Atividade Educacional os valores das matrículas canceladas e as gratuidades educacionais concedidas (filantropia) para evitar os efeitos da dupla incidência. c) Excluíram-se também da Receita Base as subvenções municipais e a reversão de provisão. d) A Entidade também se atentou quanto ao atendimento (quando aplicável) da Medida Provisória nº 446, de 7 de novembro de 2008, que dispõe sobre a certificação das entidades beneficentes de assistência social, regula os procedimentos de isenção de contribuições para a seguridade social, e dá outras providências. NOTA 17 ISENÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO À SEGURIDADE SOCIAL - INSS/MPAS - Em vista das alterações constantes da Lei 9.732/98, em vigor desde abril de 1999 foram introduzidas mudanças que visam limitar a Isenção (Imunidade) das contribuições à Seguridade Social - INSS. A Entidade possui Medida Liminar que lhe assegura a situação aplicável à Lei anterior. Entretanto, em se tratando de entidade de fins filantrópicos está Isenta (Imune) da quota patronal de Previdência Social e, ainda, protegida pela liminar concedida na ação direta de inconstitucionalidade (ADIN) nº 2028-5 de 14/07/1999 do STF. A entidade vem calculando suas contribuições sociais usufruídas com base na Lei 8.212/91 em sua redação primitiva. Após análise detida pela Administração e seus consultores jurídicos, o entendimento é que a exigência é inconstitucional, indevida e remota a possibilidade de perda. Portanto, embora esses valores sejam calculáveis, decidiu-se não constituir provisão para esse fim. Esses valores, anuais, equivalem a Isenção (Imunidade) Usufruída - INSS, elencadas nas contas de compensação. RUBRICA/ANOS 2010 2009 Contribuições Sociais (Cota Patronal, Terceiros, SAT, Autônomos, Cooperativas) 948.912,96 878.611,24 Assistência Educacional e Social Concedida 5.300.567,31 5.319.133,08 Valor Aplicado a Maior 4.351.654,35 4.440.521,84 NOTA 18 ATIVIDADES FILANTRÓPICAS - EDUCAÇÕES E ASSISTÊNCIA SOCIAL - A) Os recursos da Entidade foram aplicados em suas finalidades institucionais em conformidade com seu Estatuto Social, demonstrados pelas suas despesas e investimentos patrimoniais. B) A Entidade registra as gratuidades concedidas em suas contas de resultado (receitas e despesas) e também utiliza do grupo Compensado constante da Demonstração das Contas Extra Patrimoniais, para o registro e controle das Gratuidades, do Custo da Isenção (Imunidade) da quota patronal de Previdência Social usufruída e para outros controles de interesse da Entidade, sendo que os valores alocados neste grupo não compõem os Ativos e Passivos da Entidade. C) A Entidade no ano de 2010 concedeu através de seus Projetos Filantrópicos, as seguintes gratuidades, valorizadas em R$ 5.300.567,31, além dos R$ 347.194,81 de recursos próprios aplicados nos Núcleos Sócios Educativos subvencionados parcialmente pela Prefeitura do Município de São Paulo. PROJETOS DESENVOLVIDOS R$ PROJETOS EDUCACIONAIS (13.304 bolsas educacionais) 5.258.541,12 280 bolsas integrais CVP para o ensino infantil, fundamental I e II e médio. 351.408,00 1.837 bolsas parciais CVP para o ensino infantil, fundamental I e II e médio. 427.640,00 396 bolsas integrais para creche maternal, ensino infantil I, ensino infantil II e ensino infantil III. 158.400,00 8.286 bolsas integrais para NSE 3.946.000,00 2.505 Outras bolsas 375.093,12 PROJETOS ASSISTENCIAIS 42.026,19 4.188 pessoas atendidas nos Programas Assistenciais de 2010 42.026,19 TOTAL 5.300.567,31 NOTA 19 PASSIVO CIRCULANTE - ANUIDADES ANTECIPADAS - Para o ano de 2011 as anuidades escolares serão cobradas em 12 parcelas mensais, vencendo-se a primeira em janeiro de 2011, porém, excepcionalmente, houve uma antecipação de anuidade escolar, no valor de R$ 250.738,28 que foi classificada em conta própria no Passivo Circulante, subgrupo Outras Obrigações a Pagar. NOTA 20 IMUNIDADE TRIBUTÁRIA - A ENTIDADE é imune à incidência de impostos por força do art. 150, Inciso VI, alínea ”C” e seu parágrafo 4º e artigo 195, parágrafo 7º da Constituição Federal de 05 de outubro de 1988. NOTA 21 FORMA JURÍDICA CONFORME A LEGISLAÇÃO VIGENTE - A ENTIDADE é uma associação sem fins lucrativos e econômicos regida pelo seu Estatuto Social que contempla os artigos 44 a 61 do Código Civil. NOTA 22 CARACTERÍSTICA DA IMUNIDADE - A Associação é uma instituição educacional e social sem fins lucrativos e econômicos, previsto no artigo 9º do CNT, e por isso imune, no qual usufrui da seguinte característica: A Instituição é regida pela Constituição Federal. NOTA 23 REQUISITOS PARA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA - A Única Lei Complementar que traz requisitos para o gozo da imunidade tributária é o Código Tributário Nacional (CTN). O artigo 14 do Código Tributário Nacional estabelece os requisitos para o gozo da imunidade tributária, esses estão previstos no Estatuto Social da Entidade e seu cumprimento (operacionalização) pode ser comprovado pela sua escrituração contábil (Demonstrações Contábeis, Diário e Razão), no qual transcrevemos: a) Não distribuem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a qualquer título (art.25 do Estatuto Social); b) Aplicam integralmente, no País, os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais (art.26 do Estatuto Social); c) Mantêm a escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegura sua exatidão (art.27 do Estatuto Social); NOTA 24 SEGREGAÇÃO CONTÁBIL POR ÁREA DE ATUAÇÃO - A Entidade atendeu o que está determinado no art.33 da Lei nº 12.101/09 e art. 11 do Decreto nº 7.237/10, elaborou o exercício de 2010 sua escrituração contábil segregada por área de atuação, de modo a evidenciar o seu patrimônio, as suas receitas, os custos e as despesas de cada área de atuação, conforme demonstrativo abaixo: BALANÇO PATRIMONIAL encerrado em 31 de dezembro de 2010 ATIVO ÁREA EDUCACIONAL ÁREA SOCIAL TOTAL ENTIDADE ATIVO CIRCULANTE 11.645.543,60 11.645.543,60 Caixa e Equivalentes de Caixa 11.236.570,11 11.236.570,11 Caixa 5.762,46 5.762,46 Bancos conta Movimento 419.143,00 419.143,00 Bancos conta Aplicação 10.811.664,65 10.811.664,65 Clientes e Outros Recebíveis 380.627,19 380.627,19 Anuidades Escolares Receber 460.607,29 460.607,29 (-)Prov.P/Créd.Liq.Duvidosa (138.182,19) (138.182,19) Outros Créditos 58.202,09 58.202,09 Outros Ativos Circulantes 28.346,30 28.346,30 Despesas exercício seguinte 28.346,30 28.346,30 ATIVO NÃO CIRCULANTE 7.485.193,54 7.485.193,54 Imobilizado 7.425.338,98 7.425.338,98 Bens em uso 7.425.338,98 7.425.338,98 Intangível 59.854,56 59.854,56 Softwares 59.854,56 59.854,56 ATIVO TOTAL 19.130.737,14 19.130.737,14 PASSIVO PASSIVO CIRCULANTE Obrigações Trabalhistas Obrigações Tributárias Provisões Exigíveis Outras Obrigações a Pagar PATRIMÔNIO LÍQUIDO Patrimônio Social (-)Déficit do Exercício PASSIVO TOTAL

ÁREA EDUCACIONAL 640.782,70 71.010,27 10.482,86 167.340,64 391.948,93 18.647.554,29 19.596.879,15 (949.324,86) 19.288.336,99

ÁREA SOCIAL 33.604,43 23.860,61 1.349,30 8.394,52 (191.204,28) (191.204,28) (157.599,85)

TOTAL ENTIDADE 674.387,13 94.870,88 11.832,16 175.735,16 391.948,93 18.456.350,01 19.596.879,15 (1.140.529,14) 19.130.737,14

DEMONSTRAÇÃO DO DÉFICIT DO EXERCÍCIO ENCERRADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 RUBRICAS ÁREA EDUCACIONAL ÁREA SOCIAL Total PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EDUCACIONAIS 10.699.727,50 10.699.727,50 - Gratuidades Concedidas (5.258.541,12) (5.258.541,12) = RECEITA LÍQUIDA PRESTAÇÃO SERVIÇOS 5.441.186,38 5.441.186,38 - Custo dos Serviços Prestados (6.849.390,08) (6.849.390,08) = RESULTADO BRUTO (1.408.203,70) (1.408.203,70) - Despesas Administrativas (1.783.341,87) (1.783.341,87) - Despesas Tributárias (20.929,23) (20.929,23) + Receitas Financeiras 1.077.851,89 1.077.851,89 - Despesas Financeiras (122.327,34) (122.327,34) + Outras Receitas Operacionais 22.670,68 22.670,68 = RESULTADO OPERACIONAL (2.234.279,57) (2.234.279,57) + Outras Receitas 1.284.954,71 1.284.954,71 + Receitas Assistenciais 1.503.956,58 1.503.956,58 - Despesas Assistenciais (1.653.134,67) (1.653.134,67) - Outros Projetos Assistenciais Desenvolvidos (42.026,19) (42.026,19) = DÉFICIT DO EXERCÍCIO (949.324,86) (191.204,28) (1.140.529,14) NOTA 25 DO RESULTADO DO EXERCÍCIO - O déficit do exercício de 2010 será incorporado ao Patrimônio Social em conformidade com as exigências Legais, estatutárias e de acordo com a Resolução 877/2000 que aprovou a NBC T 10.19 em especial no item 10.19.2.7 que descreve que o superávit ou déficit do exercício deve ser registrado na conta Superávit ou Déficit do Exercício enquanto não aprovado pela assembléia dos associados e após a sua aprovação, deve ser transferido para a conta do Patrimônio Social.

euros. O resultado foi puxado especialmente pelo comportamento das vendas no Brasil e na China, que ajudaram a compensar a fraqueza no consumo dos países europeus que ainda sofrem os reflexos da crise econômica internacional. A companhia divulgou que nos três primeiros meses deste ano as vendas no Brasil apresentaram crescimento de 22% em comparação com o primeiro trimestre de 2010, para 3,3 bilhões de euros, enquanto na China o avanço registrado foi de 18%, para 1,6 bilhão de euros. Na França, principal

mercado da rede varejista, as vendas cresceram 1,3%, para 9,9 bilhões euros. Em outros países europeus, no entanto, os resultados foram fracos. Na Espanha, por exemplo, as vendas apresentaram um recuo de 1,5% no primeiro trimestre, enquanto na Itália a queda foi de 8,7%. De acordo com o diretor financeiro do Carrefour, Pierre Bouchut, esses resultados refletem "as tendências adversas de consumo por causa das medidas de austeridade adotadas tanto na Espanha quanto na Itália". (AE)

Demonstração do Déficit do Exercício encerrado em 31 de dezembro de 2010 e 2009 RUBRICAS R$ - 2010 R$ - 2009 PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EDUCACIONAIS 10.699.727,50 9.882.696,63 - Matrículas Canceladas (1.985,72) - Gratuidades Concedidas (5.258.541,12) (5.269.054,21) = RECEITA LÍQUIDA PRESTAÇÃO SERVIÇOS 5.441.186,38 4.611.656,70 - Custo dos Serviços Prestados (6.849.390,08) (6.295.603,98) = RESULTADO BRUTO (1.408.203,70) (1.683.947,28) - Despesas Administrativas (1.783.341,87) (1.651.943,77) - Despesas Tributárias (20.929,23) (16.602,22) + Receitas Financeiras 1.077.851,89 1.184.677,89 - Despesas Financeiras (122.327,34) (203.014,45) + Outras Receitas Operacionais 22.670,68 47.941,76 = RESULTADO OPERACIONAL (2.234.279,57) (2.322.888,07) + Outras Receitas 1.284.954,71 1.149.069,48 - Outras Despesas (688.433,28) + Receitas Assistenciais 1.503.956,58 885.389,70 - Despesas Assistenciais (1.653.134,67) (1.151.989,59) - Outros Projetos Assistenciais Desenvolvidos (42.026,19) (50.078,87) = DÉFICIT DO EXERCÍCIO (1.140.529,14) (2.178.930,63) Demonstração do Fluxo de Caixa das Operações do exercício de 2010 e 2009 pelo Método Direto RUBRICAS 2010 - R$ 2009 - R$ Fluxos de caixa das atividades operacionais Recebimentos de mensalidades escolares do exercício 5.148.188,43 4.219.564,71 Pagamentos dos custos educacionais (5.607.820,65) (5.116.470,33) Caixa gerado pelas operações educacionais (459.632,22) (896.905,62) Pagamentos de despesas gerais (1.413.724,43) (1.268.442,39) Pagamentos de despesas antecipadas (169,11) 1.100,75 Pagamentos de despesas tributárias (21.254,77) (14.816,25) Recebimentos de receitas financeiras 1.028.789,02 1.133.194,23 Pagamentos de despesas financeiras (24.914,51) (12.369,57) Recebimentos de receitas eventuais 96.231,37 22.870,03 Recebimentos de mensalidades escolares de exercícios anteriores 145.222,30 210.772,05 Recebimentos antecipados de mensalidades escolares 106.330,33 135.875,30 Caixa líquido proveniente das atividades operacionais (543.122,02) (688.721,47) Fluxos de caixa das atividades de investimentos Compras de ativo imobilizado (1.030.403,89) (177.317,39) Compras de ativo intangível (8.644,00) (11.690,12) Recebimento pela venda de ativo imobilizado Caixa líquido proveniente das atividades de investimentos (1.039.047,89) (189.007,51) Fluxos de caixa das atividades assistenciais Recebimentos de subvenções municipais 1.305.939,86 761.430,52 Recebimentos de doações de pessoas jurídicas 162.816,72 98.059,18 Recebimentos de doações de pessoas físicas 35.200,00 25.900,00 Pagamentos dos custos assistenciais (1.686.766,34) (1.146.839,61) Caixa líquido proveniente das atividades assistenciais (182.809,76) (261.449,91) Diminuição líquida de caixa e equivalentes de caixa (1.764.979,67) (1.139.178,89) Caixa e equivalentes de caixa no início do período 13.001.549,78 14.140.728,67 Caixa e equivalentes de caixa no fim do período 11.236.570,11 13.001.549,78 Demonstração do Valor Adicionado do Exercício de 2010 e 2009 RUBRICAS 2010 - R$ % 2010 2009 - R$ % 2009 1 - RECEITAS 1.1 - Serviços Educacionais 5.441.186,38 4.611.656,70 1.2 - Outras receitas 407.775,30 371.664,07 1.3 - Provisão para créditos de liquidação duvidosa (138.182,19) (137.956,58) 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS 2.1 - Custo dos serviços prestados (2.488.844,02) (2.128.394,16) 2.2 - Materiais, energia, serviços de terceiros e outros (761.045,10) (1.429.699,30) 2.3 - Custo assistencial (865.484,99) (535.952,82) 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) 1.595.405,38 751.317,91 4 - DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO (336.087,39) (317.081,85) 5 - VALOR ADICIONADO LÍQ. PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4) 1.259.317,99 434.236,06 6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA 6.1 - Subvenções Municipais 1.305.939,86 761.430,52 6.2 - Receitas Financeiras 1.028.789,02 1.133.194,23 6.3 - Donativos e Contribuições de pessoas físicas e jurídicas 198.016,72 123.959,18 7 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6) 3.792.063,59 2.452.819,99 8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO 8.1 - PESSOAL 8.1.1 - Remuneração direta 3.717.755,67 98,04 3.431.835,67 139,90 8.1.2 - Benefícios 19.733,42 0,52 15.751,18 0,65 8.1.3 - F.G.T.S. 324.418,46 8,56 334.234,94 13,63 8.2 - IMPOSTOS, TAXAS E CONTRIBUIÇÕES 8.2.1 - Federais 40.231,58 1,06 34.057,39 1,39 8.2.2 - Municipais 677,36 0,02 1.158,30 0,05 8.3 - REMUNERAÇÃO DE CAPITAIS DE TERCEIROS 8.3.1 - Aluguéis 829.776,24 21,88 814.713,14 33,21 8.4 - REMUNERAÇÃO DE CAPITAIS PRÓPRIOS 8.4.1 - Déficit do exercício (1.140.529,14) (30,08) (2.178.930,63) (88,83) Reconhecemos a exatidão do presente Balanço Patrimonial, da Demonstração do Déficit do Exercício, da Demonstração das Mutações do Patrimônio Social, da Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos, da Demonstração dos Fluxos de Caixa, da Demonstração do Valor Adicionado, e das Notas Explicativas levantados em 31 de dezembro de 2010, totalizando o Ativo e Passivo a importância de R$ 19.130.737,14 (dezenove milhões, cento e trinta mil, setecentos e trinta e sete reais e quatorze centavos) os quais damos por verdadeiro. São Paulo, 31 de dezembro de 2010. FARIDE DUTRA PEREIRA MARIA DE NAZARÉ B. MARQUES DA SILVA CPF: 701.597.187-91 - Presidenta CPF: 327.881.777-04 - Tesoureira ESCRIT. CONT. ANCHIETA LTDA. - CRC nº 2 SP 001.085/0-3 CARLOS JOSÉ DE LIMA CASTRO - Contador CRC n º 1 SP 095.656/O-8 Extrato da Ata de Reunião do Conselho Fiscal Em reunião realizada no dia 10 de março de 2011, os membros do Conselho Fiscal, MARIA APARECIDA CIRICO MACIEL e JOSELITA ANUNCIAÇÃO DE JESUS, em conjunto com a Primeira Tesoureira, RATIFICARAM por unanimidade as contas referentes a 2010 do CENTRO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SÃO VICENTE DE PAULO, o Balanço Patrimonial, a Demonstração dos Déficits do Exercício, a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, a Demonstração do Fluxo de Caixa e a Demonstração do Valor Adicionado, sendo de opinião que as mesmas deverão ser aprovadas pela Assembleia Geral Ordinária. MARIA APARECIDA CIRICO MACIEL CPF 034.808.787-09 Conselheira Fiscal

JOSELITA ANUNCIAÇÃO DE JESUS CPF 583.830.698-04 Conselheira Fiscal

Extrato da Ata da Assembleia Geral Ordinária Reuniram-se em ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA, em segunda convocação, no dia 30 de março de 2011, os representantes do CENTRO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SÃO VICENTE DE PAULO, conforme lista de presença. Discutidas as contas do Ativo e do Passivo, assim como as contas das Demonstrações de Resultado, após o parecer do Conselho Fiscal, afirmando a exatidão da escrita contábil e do Balanço Patrimonial, conforme determina o Art. 68 do Estatuto atual, todos foram aprovados por unanimidade. Ficou aprovado também que o saldo de anuidades escolares a receber, referentes ao ano letivo de 2007, no valor de R$ 98.654,32 (noventa e oito mil, seiscentos e cinquenta e quatro reais e trinta e dois centavos) existentes em 31.12.2010, deverão ser considerados totalmente como inadimplentes. Determinou-se também que o Déficit de 2010, na ordem de R$ 1.140.529,14 (hum milhão, cento e quarenta mil, quinhentos e vinte e nove reais e quatorze centavos), será incorporado ao Patrimônio Social, conforme determina o Art. 71 e Art. 72 do Estatuto do Centro de Assistência Social São Vicente de Paulo. FARIDE DUTRA PEREIRA CPF 701.597.187-91 Presidente da Assembleia

THEREZINHA DE JESUS SANCHEZ GONÇALES CPF 600.549.137-72 Secretária da Assembleia Parecer dos Auditores Independentes

À Diretoria 1) Examinamos as demonstrações contábeis do CENTRO ASSISTÊNCIA SOCIAL SÃO VICENTE DE PAULO, que compreende o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010, e as respectivas Demonstrações do Déficit do Exercício, das Mutações do Patrimônio Líquido, e dos Fluxos de Caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. 2) Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis: A administração da Entidade é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil para Pequenas e Médias Empresas - Pronunciamento Técnico - CPC - PME - Contabilidade Para Pequenas e Médias Empresas, e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. 3) Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. 4) Opinião sobre as demonstrações contábeis: Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do CENTRO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SÃO VICENTE DE PAULO em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis para pequenas e médias empresas. 5) Outros assuntos: Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior: Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2009, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente por nós auditados de acordo com as normas de auditoria vigentes por ocasião da emissão do relatório em 19 de março de 2010, que não conteve nenhuma modificação. Demonstração do valor adicionado: Examinamos também, a demonstração do valor adicionado (DVA), referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, como informação suplementar pelas IFRS que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. São Paulo/SP, 18 de março de 2011. AUDISA AUDITORES ASSOCIADOS CRC/SP 2SP 024298

Carmo Antônio Marino CPF: 001.124.618-91 CT-CRC: 1 SP 053.925/O-4

Alexandre Chiaratti do Nascimento CPF: 147.823.488-19 CRC/SP 187.003/O-0 - CNAI - SP - 1620


DIÁRIO DO COMÉRCIO

26

e

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Banco de Desenvolvimento da China confirmou que a instituição negocia a concessão de novo empréstimo à Petrobras

conomia

BELEZA E GLAMOUR

A

Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) fechou acordo com o Grimaldi Fórum – Mônaco e exibe, entre os dias 5 de maio e 10 de julho, com entrada gratuita, a exposição "Os anos de Grace Kelly, Princesa de Mônaco". Uma das estrelas mais reluzentes de Hollywood e uma das preferidas do genial Alfred Hitchcock, Grace Patricia Kelly, que nasceu em 12 de novembro de 1929 e morreu em uma das curvas de Montecarlo, onde filmara "Ladrão de Casaca", em 14 de setembro de 1982, viveu um verdadeiro conto de fadas. Em 1955, convidada pelo governo da França, a bela loira participa do Festival de Cannes, que fica ao lado de Mônaco, e encanta os olhares do público e do príncipe, que morava ao lado, neste pequeno principado. Um ano depois e muitas cartas de amor, a estrela vencedora do Oscar de melhor atriz de 1954 por "Amar e Sofrer" (The Country Girl) se casa com Rainer III em 1956. Deixa para trás uma carreira de 11 filmes, alguns de grande sucesso, como "Matar ou Morrer", "O Cisne" e "Alta Sociedade" e os três clássicos que fez com Hitchcock: "Disque M para matar", "Janela Indiscreta"e "Ladrão de Casaca", para brilhar nas cortes europeias. Mas Grace Kelly não abandona as amizades do cinema, ao contrário, estas vão emprestar ainda mais glamour ao pequeno principado encravado entre a França e a Itália. Frank Sinatra, Cary Grant, Gregory Peck, o próprio Hitchcock, Peter Ustinov,e Jack Warner, Rudolf Nureyev, Margot Fonteyn, Elizabeth Taylor e Richard Burton, George Balanchine e Marc Chagall passam a ser figuras presen-

tes nas festas monegascas. Com curadoria do atual ministro de Cultura da França, Frédéric Mitterrand, a exposição irá exibir 900 objetos que revisitam a vida dessa diva. Entre eles, fotografias, filmes, vestidos, joias, acessórios, quadros, cartas que escrevia e recebia de amigos como rainha Elizabeth, Greta Garbo, Frank Sinatra, Alfred Hitchcock, Jacqueline Kennedy. Depois dos registros da infância na Filadélfia, o visitante chega a uma Grace Kelly pouco conhecida no Brasil, a que emprestou o rosto à publicidade, no início de carreira até atrair os atentos olhares de Hollywood. Fez comerciais, alguns apresentando sua belíssima silhueta como no que ilustra esta coluna. Outros como os do sabonete Lux destacam a suavidade de sua pele. Mas o visitante irá se surpreender com a capacidade, raríssima nos dias que correm, de Grace Kelly ser notícia e notícia sem escândalos, o que não é fácil em um mundo rodeado de celebridades. A exposição volta ao final ao seu ponto de partida onde a publicidade retoma o seu lugar e Grace Kelly vende os clássicos da alta costura como Dior. O mundo com Grace Kelly sempre foi deslumbrante até em situações-limite como as do filme Janela Indiscreta. Beleza e glamour têm tudo a ver com essa atriz que viveu um conto de fadas fora das grandes telas dos cinemas.

LINHA de colônias, na voz de Ivete Sangalo.

MEGAFESTA PARA MINI INI Cooper, o compacto premium da BMW, completa no mês de abril dois anos no mercado brasileiro. Em 2009, quando foi lançado, o modelo superou as expectativas de vendas: 1.023 unidades foram comercializadas e entregues a clientes. Em 2010, 1.720 carros chegaram às ruas e até o fim de 2011 a projeção aponta um aumento de 30% nas vendas. Para o presidente do BMW Group Brasil, Henning Dornbusch, o sucesso do MINI

M

se traduz em sua aceitação: "O MINI é uma unanimidade. Temos clientes dos 20 aos 60 anos de idade. É difícil encontrar quem não simpatize com o carro", explica Dornbusch.

DEPOIS DO CARNAVAL MODELO da BMW faz sucesso no Brasil

ada passo passeio, o frescor no ar, contagia noite e dia. Deixa o perfume no ar. Água de brisas espalhe o sorriso, amizade deixe no ar, água de brisas espalhe felicidade por onde passar. Passado o carnaval, é com essa letra de música que Ivete Sangalo volta a brilhar, agora na campanha de lançamento da linha de colônias Águas e Brisas da Avon.

C

CAMISETA VIAJANTE líder de mercado Omo, da Unilever, começa nesta semana ousada promoção: Camiseta Viajante Omo. A ideia é que uma única camisa viaje pelo Brasil, seja usada por crianças – brincar faz bem – e lavada fique branca de novo e sem manchas enfrentando todos os desafios. A promoção vai até o dia 21 de junho e

O

Divulgação

EXPOSIÇÃO sobre Grace Kelly traz o charme da realeza de Mônaco a São Paulo

Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revistapublicitta. com.br

dará mais de R$ 1 milhão em prêmios, sendo 60 deles de R$ 10 mil (cartão de débito) e cinco de até R$ 100 mil (em certificado de barra de ouro). Para participar, basta comprar uma embalagem de qualquer produto OMO (com exceção de OMO Líquido Super Concentrado e OMO 10kg), e enviar os códigos via SMS, para o número 80800, ou pela internet, pelo site www.camisetaviajante.com.br. A campanha de lançamento leva a assinatura da agência Neogama.

TRINTINHA Centauro, uma das maiores redes de artigos esportivos da América Latina, comemora 30 anos em abril com uma grande campanha e o sorteio de 30 iPads em 30 dias. Reforçando o DNA da Centauro e mostrando que é uma grande incentivadora de atletas, a comunicação criada pela Salles Chemistri traz a equipe Centauro de tênis formada por Marcelo Melo, André Sá e Bruno Soares e o judoca João Derly. Toda a comunicação destaca o número 30, em celebração aos 30 anos da rede. Corra.

A

SORTEIO de 30 iPads neste mês na festa dos 30 anos da rede de artigos esportivos Centauro

PRODUTOR musical no lugar de vendedor

OBCECADO POR SOM famoso produtor musical do U2, Steven Lillywhite, de passagem por São Paulo divulgou aparelhos da Philips que chegam na próxima semana ao consumidor. Lillywhite, que produziu Oasis e até The Rolling Stones, é o garoto-propaganda (os publicitários adotaram o termo embaixador) da marca para dockings stations, potentes caixas de som para iPhone e iPod. De R$ 300 para atender a emergente classe média brasileira a R$ 2 mil, a nova linha possui quatro modelos.

O

Bruno Domingos/REUTERS

Petrobras no pódio dos lucros Estatal brasileira tornou-se a segunda empresa mais lucrativa das Américas

A

brasileira Petrobras se tornou a segunda empresa mais lucrativa das Américas, segundo levantamento da consultoria Economatica baseado em dados de 2010. Com lucro líquido de US$ 21,120 bilhões no ano passado, a estatal ficou atrás da norte-americana Exxon Mobil, cujo lucro alcançou US$ 30,460 bilhões no período. Líder do ranking em 2009, após uma manobra contábil que alavancou o resultado anual, a General Motors caiu para a 33ª posição do ranking em 2010. Além da Petrobras, o estudo realizado com companhias de capital aberto da América Latina e dos Estados Unidos possui apenas mais uma empresa cuja sede não está em território norte-americano entre as 20 primeiras colocadas da lista: a também brasileira Vale. A mineradora, que em 2009 ocupava apenas a 27ª posição do ranking, encerrou o ano passado no sexto lugar entre as empresas mais lucrativas, c o m re s u l t a d o l í q u i d o d e US$ 18,047 bilhões. Com o salto, a Vale deixa para trás empresas do porte de JP Morgan Chase (sétima), Apple (oitava) e Walmart (nona), entre outras. O ranking das dez empresas mais lucrativas de 2010 é composto ainda por Microsoft (terceira), AT&T (quarta), Chevron Texaco (quinta) e IBM (décima). A pesquisa considerou o resultado de 2.107 companhias, de diversos setores. Na lista das 20 empresas mais lucrativas, destaque para os setores de eletroeletrônicos, petróleo e gás, com cinco e quatro indicações, respectivamente.

Empréstimo – O presidente do Banco de Desenvolvimento da China (BDC), Chen Yuan, confirmou ontem que a instituição negocia a concessão de novo empréstimo à Petrobras, depois dos US$ 10 bilhões anunciados em 2009. "Os dois lados expressaram interesse em continuar sua cooperação", disse Chen, ressaltando que o formato e o valor da linha de crédito estão em discussão. O presidente do BDC ressaltou que tem interesse em financiar outros setores no Brasil, em especial projetos de infraestrutura. No total, o banco concedeu linhas de crédito para empresas brasileiras no valor de US$ 14 bilhões. Segundo Chen, o Brasil é "muito importante" para a estratégia internacional do banco, que planeja abrir em breve um escritório de representação no País. Além do BDC, a Petrobras negocia outro financiamento com o Industrial and Commercial Bank of China (ICBC), o maior banco do mundo em valor de mercado. Com planos de iniciar operações no Brasil, o ICBC manifesta desde o ano passado o desejo de dar financiamento à estatal brasileira, tendo por garantia a receita da exportação de petróleo para a própria China. Chen se reuniu na quartafeira com o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e o diretor financeiro da empresa, Almir Barbassa, para discutir os termos do eventual acordo. O encontro ocorreu em Sanya, no sul da China onde ontem reuniu-se a terceira cúpula de líderes de países do Brics (referência a Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Antes de Sanya, Barbassa esteve em Hong Kong para reuniões técnicas separadas com representantes do BDC e do ICBC. A estatal avalia que precisa de US$ 17 bilhões para financiar seu programa de investimentos, mas ainda não haveria definição dos valores a serem contratados junto aos bancos chineses. A segurança energética é uma das principais preocupações da China, que importa 53% do petróleo que consome. Estudos do próprio governo chinês indicam que o porcentual subirá para 65% até 2020. Dois terços do petróleo importado pela China vêm do Oriente Médio e da África, regiões especialmente sujeitas a turbulências políticas. Daí o interesse do país em diversificar as suas fontes do produto e incluir a importação do Brasil . (AE)

Empresa de exploração de petróleo registrou lucro líquido de US$ 21 bilhões em 2010, valor que só é inferior, nas Américas, ao lucro da Exxon Mobil.

TV digital: avanço na transmissão. Levantamento da Anatel revela que o serviço de TV digital já alcança 46% da população brasileira

O

serviço de TV digital alcança 46% da população brasileira. Levantamento divulgado ontem pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostra que o Brasil possui em operação 102 emissoras com tecnologia digital, que atendem 87,7 milhões de pessoas em 480 municípios , o equivalente a 45,98% da população brasileira. A expectativa, segundo a Anatel, é que a cobertura da Televisão Digital Terrestre no

Brasil seja igual ou superior à cobertura analógica atual antes mesmo de 2016, ano em que está previsto o fim das transmissões analógicas. A partir deste mês, os dados sobre TV Digital poderão ser consultados no portal da Anatel. A agência informou que tem trabalhado na administração do espectro radioelétrico de forma a permitir a convivência entre canais digitais e analógicos, livre de interferências, durante o período de transição entre

as tecnologias. O Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD) foi instituído pelo Decreto n.º 4.901, de 26 de novembro de 2003 e implementado por meio do Decreto n.º 5.820, de 29 de junho de 2006, que estabeleceu as diretrizes para a transição do sistema de transmissão analógica para o de transmissão digital. Em abril de 2011, a Anatel colocará em consulta pública proposta de alterações dos planos básicos de TV Digital

(PBTVD) para o interior dos estados do Amapá, Rondônia, Roraima, Pernambuco, Alagoas e Paraíba. Em maio, serão submetidas à apreciação da sociedade as propostas de alterações do PBTVD para o interior dos estados do Rio Grande do Sul, Pará e Tocantins. Em junho, a agência colocará em consulta pública as propostas de alterações do PBTVD no interior de Sergipe, Bahia, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 15 de abril de 2011

27

Nº 364

DCARR

No dia 28 chegará ao mercado o pequeno chinês Chery QQ, com ar, direção, ABS, EDB, por cerca de R$ 22 mil

MAIS QUE PESADO

Grandalhão A e moderno

Iveco passa a oferecer transmissão automatizada em sua linha de extrapesados com preço a partir de R$ 430 mil

ANDERSON CAVALCANTE

Iveco apresentou, esta semana, uma inovação que passa a fazer parte de sua linha de caminhões extrapesados, o Stralis NR Eurotronic. O grandalhão traz como característica e principal novidade uma moderna transmissão automatizada e única do segmento com 16 marchas. A nova transmissão ZF instalada no Stralis não utiliza embreagem e é acionada por meio de teclas no painel – Drive, Neutro e Ré. O modelo oferece ainda a possibilidade de troca de marchas por meio de uma alavanca atrás do volante e o sistema automatizado garante uma economia de até 7% no consumo de combustível. A nova transmissão está acoplada ao motor Iveco FPT Cursor 13 capaz de gerar 460 cv de potência, entre 1.500 e 1.900 rpm, e torque máximo de 229 kgfm, na faixa de 1.100 a 1.400rpm. O Stralis NR Eurotronic está disponível em três versões: 4x2, 6x2 e 6x4. Outro fator marcante do NR Eurotronic é a maior potência de frenagem do mercado, atingindo até 985 cv, proporcionada pelo freio motor, responsável por 415 cv, e pelo freio auxiliar hidrodinâmico, Intarder (vendido como opcional), que corresponde a mais 570cv. Expectativa – Conforme o diretor Comercial da Iveco, Alcides Cavalcanti, a linha extrapesada Stralis foi lançada em 2005 e desde então já teve mais de 20 mil unidades comercializadas em território brasileiro, em 2010 surgiu a versão NR e a montadora agregou várias novidades e motorizações com 410 cv e 460 cv de potência. “Esperamos vender mais de 3 mil unidades do Stralis NR Eurotronic no Brasil em 2011”. Ainda segundo o executivo, espera-se que 40% da linha Stralis NR comercializada este ano seja com câmbio automatizado e no prazo de três anos o Eurotronic corresponda a 80% da versão. O Iveco Stralis NR Eurotronic já está disponível na rede de concessionários e traz de série cabine-leito, freios ABS e tanques em alumínio com capacidade de até 900 litros e um exclusivo sistema de telemetria, completa e aberta, chamado Frota Fácil. Na versão 4x2 o modelo automatizado custará R$ 430 mil, no 6x2, R$ 457 mil e no 6x4, o modelo será comercializado por R$ 542 mil.

Divulgação

O motorzão, de 460 cavalos, ganhou a nova transmissão e manteve o conforto para quem fica horas ao volante e um tanque para 900 litros.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

28

t

urismo

Flavia Perin

S

sexta-feira, 15 de abril de 2011

, R A J A I V VIVER, R E D N APRE

Fotos: Divulgação

e o ato de viajar em si já significa, muitas vezes, ir ao encontro de novas perspectivas e formas de ver o mundo, imagine fazer uma viagem justamente para ver a fundo uma cultura, filosofia, arte, gastronomia ou históões e destinos, ç a tr a r ria daquele destino, acompanhado a tr s o m Mais do que a de um expert no assunto. Pois este m em roteiros n ta s o p a s interesse vem crescendo entre os ra o d opera brasileiros, à medida que aumentas em história, lis ia c e p s e e d tam, também, as ofertas das chamacompanhia e gastronomia das "viagens de conhecimento". ra u lt u c , a g io , e art A Latitudes, operadora especializada no segmento, trabalha de mãos dadas com a escola Casa do Saber. No menu de itinerários, "Filosofia e cinema na Escandinávia - A geografia da alma em Soren Kierkegaard, Lars Von Trier e Ingmar Bergman", com o especialista Luiz Felipe Pondé, ocorre em junho. "Selamos parcerias com a Pinacoteca do Estado de São Paulo, na viagem 'Arte e Cultura no Peru', e com o Museu da Língua Portuguesa, no roteiro 'Encontro com Fernando Pessoa em Portugal'", diz o diretor da Latitudes, Alexandre Cymbalista. E anuncia o início de suas viagens pelo Brasil. Percebemos que as Há muito para se 'O Brasil holandês no Recife de Nassau', com a professora doutora pessoas não querem mostrar em História Kalina Vanderlei, e 'Café, só conhecer os locais, culturalmente um sabor brasileiro - do cultivo à armas também neste País te da degustação', no interior de São Paulo, junto com o especialista Ensei aprender sobre a ALEXANDRE CYMBALISTA, Neto, são seus dois dos primeiros cultura, sua história. DIRETOR DA LATITUDES produtos. Programas no Rio Negro, para interagir com as comunidades PHILIPPE RACY TAKLA, IDEALIZADOR ribeirinhas, e sobre Machado de AsDO PROJETOCULTURA Filosofia e cinema na Escandinávia (acima) ou cultura do café em São Paulo (no topo)? Quem leva é a Latitudes. sis no Rio de Janeiro, já estão faNas viagens para a Índia, acontece rias. "Se o cliente tem um interesse se de desenvolcom frequência de um aluno levar específico, fazemos uma viagem vimento pela um acompanhante que nunca fez sob medida, 'à la carte'." operadora. "Há ioga e que acaba gostando mais do Os próximos grupos irão à região muito para se que o próprio aluno", revela. da Normandia, na França, com a mostrar cultuZen – Em julho, Rojo levará turis- mestre-cuca Heloisa Bacellar, do ralmente neste tas para vivenciar os ensinamentos restaurante Lá da Venda, e a Israel País", diz. do zenbudismo, da meditação e da com a chef Andrea Kaufmann e a Ar te – I nteioga no Japão, ao lado da monja enóloga Alexandra Corvo. A rota ressados em arCoen. A ideia é passar por cidades francesa, marcada para junho, paste brasileira pocomo Tóquio, Nara e Kioto, incluída sará pela Alta e Baixa Normandia, dem ir a Inhouma visita ao Templo Daiyuzan Sai- onde estão previstas visitas a pomatim, um dos jo-ji, em Kanagawa, onde a monja res, hortas e fazendas dos melhores mais importanrecebeu a transmissão do Darma. produtores de pães, doces, laticítes espaços de Em alguns locais, a hospedagem se nios, frutas, peixes e frutos do mar. arte contempodará em templos budistas, expe- Os gourmands degustarão almoços rânea e paisagisNas viagens à Índia, riência que tornará a viagem ainda e jantares em restaurantes da região mo do País, em acontece muito de mais enriquecedora. e piqueniques e refeições leves em Brumadinho Praticantes de ioga também pofazendas e mercados. um aluno levar um (MG), a 60 quilôdem ir à Índia com os professores TaNa viagem a Israel, programada metros da capiacompanhante que tiana Ribeiro e Fabio Goulart. Neste para setembro e que inclui passeios tal mineira. Em nunca fez ioga e que roteiro organizado pela Soft Travel nas cidades de Tel Aviv e Jerusalém, parceria com a para o mês de setembro, estão preo propósito é explorar a gastronoacaba gostando Fundação Ema vistas visitas à Sivananda Ashrams, mia israelense a partir das origens Klabin, o ProjeMARCOS ROJO, PARCEIRO DA uma das mais tradicionais escolas de seu povo, experimentando alitoCultura, espeRAIDHO TOUR OPERATOR indianas de ioga, e a templos como mentos preparados em quiosques cialista em viBula Maridir, Lótus e Akshardham. A nas ruas e refeições harmonizadas vências culturota será permeada por aulas práti- em renomados restaurantes locais. rais, oferece saícas e teóricas diárias de ioga e ensi- Uma verdadeira jornada para os das regulares na namentos sobre a mitologia hindu e mais exigentes paladares. companhia da shramânica. Apesar de nova, a aposprofessora Deta da Soft Travel vem da experiência Fabio Goulart nise G adelha, de anos com o destino Índia. mestre em PoéViagens gourmets – Com a proticas Visuais peposta de atender pessoas que deselo Programa de jam dar um toque gastronômico à Pós Graduação viagem, Tati Simões e Daniela Hisem Artes Visuais pagnol criaram a Gouté Gourmet da UFRGS. Travel Experience. "Temos produtos O idealizador para vários perfis: desde clientes do ProjetoCul- ProjetoCultura permite ver a arte de Inhotim (MG) com a mestre Denise Gadelha (acima). que querem comer em restaurantes tura, Philippe Racy Takla, mestre em Arqueologia cais visitados, mas também apren- e a religião wicca, passando por pai- estrelados até os que pretendem do Oriente Médio pela USP, acaba de der sobre a cultura do local, o costu- sagens e lugares históricos e místi- ver a produção local, cozinhar com o acompanhar um grupo ao Egito, me dos habitantes, sua história, sua cos junto com o especialista Claudi- chef, visitar mercados e lojinhas de num itinerário guiado que permitiu culinária, ir onde turistas convencio- ney Prieto? A operadora Raidho pro- livros gourmet, almoçar com produum aprofundamento na arte e na nais não vão. Por isso decidimos move este e outros roteiros para a tores de vinho...", conta Daniela. A Gouté também prepara os chahistória antiga e incluiu visitas a mu- montar viagens que são sempre Índia com o PhD em Ciência do Yoga seus, templos, pirâmides, tumbas e acompanhadas por grandes especi- Marcos Rojo. "Nossas viagens são mados roteiros Confiances, organiculturais e turísticas, é um turismo zados de acordo com a especialidacomplexos arqueológicos e arquite- listas em cada assunto", diz Takla. E que tal percorrer Inglaterra e Ircom o objetivo de conhecer deter- de dos chefs, pesquisadores de detônicos. "Percebemos que as pessoas não querem só conhecer os lo- landa para investigar a cultura celta minados aspectos daquela cultura. terminados temas e culturas culiná- Índia: destino de quem quer conhecer os ensinamentos da ioga.

SERVIÇO

Se o cliente tem um interesse específico, fazemos uma viagem sob medida, 'à la carte' DANIELA HISPAGNOL E TATI SIMÕES, DA GOUTÉ

Pela Gouté, o roteiro na Normandia é com a chef Heloisa Bacellar, do restaurante Lá da Venda.

Gouté Travel Experience: tels. (11) 2476-9224 e 2476-9324, www.goute.com.br. 'Confiance Normandia com Helô Bacellar' em 3/6. São 11 dias entre Lyon la Fôret, Beuvrons en Auge, Rouen, Route Du Fromage, Honfleur, Crèvecoeur-en-Auge e Sainte Mére Église, entre outros locais. A partir de 7.380 euros – sem a parte áerea. 'Confiance Israel com Andrea Kauffmann e Alexandra Corvo' em 16/9. Oito dias com visitas em Tel Aviv e Jerusalém. A partir de 6.975 euros – também sem aéreo. Latitudes: tel. (11) 3045-7740, www.latitudes.com.br. Viagem 'O Brasil Holandês no Recife de Nassau com Kalina Vanderlei Silva' será em 28/9. Cinco dias a R$ 3.890 por pessoa, com hospedagem no Beach Class Suites, transfers e tours, algumas refeições, entrada para as atrações e passeio de catamarã – não inclui parte aérea. 'Filosofia e cinema na Escandinávia com Luiz Felipe Pondé' , prevista para 11/6, é de nove noites e sai a 7.200 euros por pessoa. Inclui viagem de Copenhagen a Estocolmo, uma noite de cruzeiro entre Copenhagen e Oslo, voos Oslo/Estocolmo e ida-e-volta entre Estocolmo e Ilha Gotland (Visby) e café da manhã. ProjetoCultura: tels. (11) 2307-0767 e 30815845, www.projetocultura.com.br. Próxima saída da 'Viagem guiada para o Instituto Inhotim (MG)' será em 29/4. Três dias, com

hospedagem na Pousada Fazenda Nova Estância a partir de R$ 1.690 por pessoa em apartamento duplo, com traslados, refeições e visita monitorada – não inclui a parte aérea. Raidho Tour Operator: tel. (11) 3383-1200, www.raidho.com.br. O roteiro 'Inglaterra e Irlanda com Claudiney Prieto' tem partida em 8/7. São sete noites com visitas a Londres, Glastonbury, Condado de Wiltshire, Stonehenge, Avebru, Sillbury Hill, Dublin Kildare, Newgrance, Hills of Tara, Knowth, Dowth, Four Knocks e Condado de Meath. A 3.508 euros por pessoa (partes aérea e terrestre e seguro-viagem). 'Japão: vivendo o zenbudismo com Monja Coen e Marcos Rojo' será em 15/7, com 17 noites passando por Tóquio, Nara, Kioto, Hiroshima, Fukui, Nagoya, Shizuoka, Monte Fuji, Kanagawa, Yokohama, Kamakura, Narita e Istambul. A US$ 4.220 por pessoa (acomodação com café da manhã e quatro dias de hospedagem em templos budistas com café e jantar, além de cartão de assistência). Parte aérea a US$ 2.361, sem as taxas de embarque. Soft Travel: tel. (11) 3017-9999, www.softtravel.com.br. 'Ioga na Índia com os professores Tatiana Ribeiro e Fabio Goulart' em 14/9. O roteiro de 16 noites terá aulas de ioga, visitas à tradicional escola Sivananda Ashrams, a templos e ao Taj Mahal. A partir de US$ 5.989 por pessoa em quarto duplo. Inclui passagem aérea, traslados, hospedagem, entradas aos monumentos, passeios e aulas.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 15 de abril de 2011

d

Virada Cultural

cultura

N

o Sesc, dentro do evento Be[M A]lém das Imagens, o público, orientado por fotógrafos profissionais, será convidado a fazer fotos e enviá-las para a central, que publicará no site da entidade. O Sesc Santo Amaro abriga encontros de grafiteiros e em Santana a programação inclui videogames antigos. Segundo Danilo Miranda, o ritmo de atrações deve continuar ao longo do ano. "Nossa intenção é fazer uma viradinha todos os dias." Danilo Gentili, Marcelo Médici e Rafinha Bastos, e outras duas dezenas de humoristas, fazem seus números no inédito espaço reservado à stand up comedy no Viaduto do Chá. Já o Pateo do Collegio recebe a montagem da ópera Il Plagliacci, com regência do maestro Abel Rocha. "Esta será a Virada do humor e das máscaras", resume José Mauro Gnaspini, diretor da Virada Cultural. A programação completa está no site www.viradacultural.org.

Esta será a Virada Cultural das máscaras, da música e do humor, com ópera ao ar livre, lutadores em praça pública e comediantes. Entre as atrações, Rita Lee, Dominguinhos e Inezita Barroso.

Lúcia Helena de Camargo

P

INEZITA

alcos de comédia, luta livre e ópera na rua são algumas das novidades da 7ª edição da Virada Cultural, que começa às 18h neste sábado (16) e segue 24 horas até domingo. Com orçamento de R$ 8 milhões, o número de atrações vai superar as 800 do ano passado: estão previstas mil apresentações. E para matar a fome do público, não haverá somente barracas de pastel e ambulantes. Serão montadas praças de alimentação no Anhangabaú e na Praça Princesa Isabel, que venderão, entre outras coisas, tapioca e porções de saladas de frutas.

Para que arte?

LEITURAS PELA NOITE 18h - Correspondências latinoamericanas: entre a literatura e as artes plásticas, com Jorge Schwartz. 19h30 - Conversa com Verso, com Consuelo de Paula. 21h - Eros e literatura: O erotismo como manifestação, com André Luiz Barros. 22h30 - Áudio e visual: Multiplicidade e emancipação, com Mário Masetti. Centro Cultural Aúthos Pagano. Rua Tomé de Souza 997, Lapa. Tel.: 3836-4316. 60 lugares. Entrada franca.

Fotos: Divulgação

U

ma novidade desta Virada Cultural é o café literário Leituras pela Noite, promovido pelo Centro Cultural Aúthos Pagano, no Alto da Lapa. Quatro intelectuais e artistas de peso passarão por lá para debater a provocação Pra Que Fazer Arte? Os palestrantes são Jorge Schwartz, diretor do Museu Lazar Segall e professor de letras da USP; Consuelo de Paula, cantora, poeta e compositora; André Luiz Barros, professor de literatura da UNIFESP; Mário Masetti, diretor de teatro, cinema e televisão e diretor artístico da Associação Paulista de Amigos da Arte. Jorge faz uma reflexão sobre o seu singularíssimo itinerário de trabalho: dos estudos de literatura de vanguarda para as artes plásticas. Consuelo lança, simultaneamente, dois livros de poemas: A Poesia dos Descuidos, parceria dela com Lúcia Arrais Morales, e Pátria, de Celina Lucas. Já André Luiz, envereda pelas relações entre literatura e erotismo. Mário, por fim, explora a interpenetração de cinema, teatro e televisão na grande área do audiovisual. A curadoria é dos pesquisadores André Domingues e Pedro Galé.

29

Inezita com Assis Ângelo: para criança ouvir.

Longa extensão da festa André Domingues

I

nezita Barroso, também no espírito da Virada Cultural, apresenta-se às 9h30 (domingo/17) na Estação da Luz, acompanhada pela Orquestra Fervorosa. No Parque, virando o mês. – Neste mês de abril, a programação infantil do Parque da Água Branca está centrada numa menina que, a despeito dos seus 86 anos, continua sensibilizando o Brasil inteiro: a cantora, compositora e folclorista Inezita Barroso. Não se trata de um reconhecimento apenas pela carreira longeva e vitoriosa que teve, mas também pelo papel educativo do seu trabalho, calcado no folclore nacional. A infância da artista, aliás, inspirou o livro infanto-juvenil escrito pelo jornalista e pesquisador Assis Ângelo, A Menina Inezita Barroso, lançado na abertura do evento. É um trabalho que recria os primeiros anos da artista, nascida e crescida na Barra Funda, tendo como pano de fundo uma adaptação livre da história de São Paulo. "Eu fiz esse livro porque considero Inezita a artista mais importante do Brasil. E não só por ser uma grande cantora, mas também pelo conhecimento de estudiosa que ela tem e ensina", diz ele. Estão no livro as brincadeiras de roda, bolinhas de gude, cabra-cega, o futebol de várzea, os piqueniques e as histórias de Monteiro Lobato, lidas debai-

xo dos lençóis. Estão lá, também, algumas passagens memoráveis vividas por Inezita ao lado de grandes personagens da vida paulistana, como Alceu Maynard Araújo, amigo da família. Ainda menina, Inezita chegou a ir ao Parque da Água Branca "na cacunda" de Alceu, tido como um homem sisudo (para os outros, não para ela). Quem via os dois brincando talvez não imaginasse que, ali, estava se formando um elo fundamental para a cultura do país. Afinal, o moço logo seria conhecido como um seríssimo folclorista, enquanto Inezita se estabeleceria, alguns anos mais tarde, como a maior expressão do folclorismo nos meios de comunicação. O livro também registra a admiração muda de Inezita por Mário de Andrade. Na incapacidade de dirigir uma só palavra ao fabuloso professor de música – sim, ela só sabia que ele era um grande músico, nada de literato modernista –, a menina ficava fazendo acrobacias de patins ou bicicleta em frente à sua casa, na Rua Lopes Chaves. Secretamente, ensaiava um início de conversa que nunca realizou: "Seu Mário, como é que se faz uma música?". A pré-história da carreira musical de Inezita também é um bom assunto do livro. Desde a paixão pelas rodas de viola, desfrutadas atentamente em fazendas de parentes, até os teatrinhos

montados na garagem de casa, o impulso artístico sempre se fez presente em sua vida. A decisão final veio aos 15 anos, quando foi assistir a um show de Carmen Miranda no Cassino Atlântico, no Rio de Janeiro. Toda emperequitada para parecer maior de idade, a mocinha ficou maravilhada com o que viu e fez figas nos dedos para, um dia, "ser tão importante e famosa quanto aquela portuguesinha". As histórias de A Menina Inezita estão serão narradas no Parque da Água Branca nos dias 21 e 24 de abril, às 11h, por Gabriella Lois. O mês também tem shows, exposições e oficinas de música e brinquedos. A grande atração, contudo, será a própria Inezita contando histórias e cantando no último dia, em 1° de maio, também às 11h. O professor Alceu, sem dúvida, ficaria orgulhoso em assistir. Violeiros do Parque – Os fãs de Inezita Barroso certamente vão gostar de uma turma que frequenta assiduamente o Parque da Água Branca: o grupo Violeiros do Parque. São pessoas de todas as idades que se reúnem aos sábados e domingos, do final da manhã ao final da tarde, na Casa de Caboclo, para praticar, ouvir e discutir música caipira. Vale a pena conferir o trabalho de dança que estão fazendo com a catira e a chula, duas tradicionalíssimas manifestações do sudeste brasileiro.

Uma boa amostra dele foi dada no dia do lançamento de A Menina Inezita, 2 de abril, quando o grupo, majoritariamente formado por meninos, não se intimidou diante da homenageada e fez uma criativa apresentação. Teve até um corajoso que arriscou misturar em sua coreografia o famoso passo "moon walker", de Michael Jackson. Inezita aplaudiu, emocionada. Homenagem a Inezita Barroso. Parque da Água Branca - Espaço PraLer. Rua Ministro Godoy, 180. Tel.: 2588-5777. Grátis. Contação de histórias: Abigail Conta Mais de Mil, com Gabriella Lois. Dias 21 e 24, às 11h. Oficina: Ciranda de Brinquedos, com Ana Maria Carvalho. Dias 23 e 30, às 11h. Oficina: Ritmos Brasileiros, com Aracá. Dia 16, às 11h. Em seguida show Ritmos Brasileiros, com Aracá. Contação de histórias: Inezita Conta Histórias, com Inezita Barroso. Dia 1 de maio, às 11h.

Nesta edição Roteiro gastrônomico de Páscoa. Estreia de New York, New York no teatro. A arte do grupo de Pina Bausch: o melhor da dança. Homenagem a Cauby Peixoto.

Cinema

D

urante 24 horas, a Virada Cultural mudará a programação de cinemas do centro que exibem filmes pornográficos, levando às telas grandes musicais, produções no estilo catástrofe, suspenses e a mostra com títulos dirigidos por José Mojica Marins, o Zé do Caixão (esta no Cine Windsor). Na sala 1 do Palácio do Cinema, o tema será Cinema para Ver e Dançar, com exibição de Um Dia em Nova York (1949), às 18h; Cabaret (1972), com Liza Minelli (foto) às 20h e Jesus Christo Superstar (2000), às 3h30. O emblemático Hair (1979), passa às 5h30 da madrugada de sábado. A sala 2 sedia Divas na Telona. Abre programação, às 18h do sábado, o filme As Sete Vampiras (1987). Às 8h da manhã de domingo será apresentado Bulesque (2010), que traz Cher e Chistina Aguilera. O encerramento, às 18h do domingo, será com Evita (1996), com a cantora Madonna no papel da argentina Eva Perón. O Cine Olido vai reunir filmes sobre canibais. Cannibal Ferox (1981) será o primeiro, às 18h de sábado. O Silêncio dos Inocentes (1990), com Anthony Hopkins no assustador papel de Anibal Lecter passa às 4h30 da madrugada. E quem aprecia catástrofes na tela grande pode aproveitar a programação do Cine Dom José, que vai exibir, entre outros, O Dia Depois de Amanhã; Cloverfield Monstro e Inferno na Torre.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

30

sexta-feira, 15 de abril de 2011

d

Paulo Pampolin/Hype

cultura

Páscoa com cardápio bíblico: peixe, romã, queijo. E renovação.

Paulo P

ampoli

n/Hyp

e

Pensando nos significados mais profundos da festa, a chef Flávia Mariotto criou receitas inspiradas em citações do Livro Sagrado. Lúcia Helena de Camargo

dler (Melhoramentos, 1986), serviu de base para as receitas. O menu oferece pão de Ezequiel com tahine e pasta picante de queijo de cabra com rabanete (R$ 20). O profeta Ezequiel foi escolhido porque a doutrina pregada por ele tinha por base o lema "é preciso criar para si um coração novo e um espírito novo", tradução do espírito da Páscoa para os cristãos. Será servido bacalhau fres-

co ao molho de maçã e gengibre com endívias grelhadas, amêndoas e azeitonas (R$ 55) e o guisado preferido de Esaú e de seu pai, Isaac. "Fiz algumas adaptações, mas usando ingredientes que existiam antigamente", diz Flávia. Saiba os detalhes do cardápio da Mercearia do Conde na página seguinte, na qual reunimos ainda outras sugestões de restaurantes para a Semana Santa.

Fotos: Divulgação

No prato, bacalhau fresco ao molho de maçã e gengibre com endívias grelhadas; e a sobremesa merengue de figos.

Arquivo DC

P

áscoa é a época de comer bacalhau na Sexta-feira Santa e ovos de chocolate no domingo, certo? Mas não apenas isso. Pensando nos significados mais profundos da festa, a chef Flávia Mariotto, do restaurante Mercearia do Conde, criou um cardápio baseado em citações bíblicas. O livro Receitas Inspiradas da Bíblia, de Naomi Goodman, Robert Marcus e Susan Woolhan-

Mercearia do Conde serve pão inspirado no profeta Ezequiel, que pregava a necessidade de criar, na Páscoa, "um coração novo e um espírito novo". Menu foi inventado pela chef Flávia Mariotto (acima).

Na página seguinte, outras opções de restaurantes para reunir a família. Encomendas no Via Castelli. Sardinhas assadas na Sexta-Feira Santa: Emiliano. Cacau Show: mais de 60 itens em chocolate. Doceria Amor aos Pedaços, recheando a sua colomba pascal. E kit infantil da Chocolat Des Arts: a criançada decora o próprio ovo de Páscoa.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 15 de abril de 2011

31

Arquivo DC

Fotos: Divulgação

Dzi Croquettes e ciclo de óperas de Verdi Regina Ricca

E

N

a Mercearia do Conde você pode também pedir bolinhos de peixe do Sabá (referência à conhecida rainha) ao molho de iogurte com ervas (R$ 22) e magret de pato da rainha persa com nozes, romãs, agrião com gergelim e batatas rústicas (R$ 53). O prato foi servido no banquete oferecido pela rainha Ester ao rei da Persa, Assue. Há o ensopado do Esaú com lentilhas vermelhas (R$ 44), preparado em homenagem a Esaú, que assim como seu pai Isaac, adorava o guisado. Na sobremesa, merengue de figos (R$ 18) ou bolo de Páscoa com sorvete de pistache (R$ 19) , feito com farinha de matzá, o pão sem fermento feito pelos israelitas antes da fuga do Egito. Rua Joaquim Antunes, 217, Jardim Paulistano. Tel.: 3081-7204.

O bacalhau é item onipresente nos cardápios. Ele aparece nos preparos ao forno, à lagareira, com batatas e cebolas, entre outros. Alguns restaurantes oferecem também sardinhas, caso do Emiliano, onde elas chegam à mesa na Sexta-feira Santa com tomate cereja, manjericão e uvas passas. E no brunch de domingo, a casa terá pernil de cordeiro assado e sobremesas como ópera de chocolate gianduia com pistache. Quem comer ali ganha uma mini colomba pascal. O menu da sexta custa R$ 130 por pessoa, sem bebidas ou taxa de serviço. O brunch de domingo sai por R$ 165

por pessoa (mais 12% de serviço) e inclui bebidas não alcóolicas, vinhos branco, tinto e espumante da casa à vontade. Rua Oscar Freire, 384, Jardins. Tel.: 3068-4390. O Via Castelli está aceitando reservas de mesas e encomendas. Em destaque, o bacalhau ao forno (R$ 160 em porção para duas pessoas) e o bacalhau a lagareira (R$ 70 individual e R$ 130 para dois) – posta de peixe gratinada, servida com batatas ao murro. Para o domingo, a sugestão é a costela de javali assada na brasa, com risoto de aspargos verdes e champignons frescos (R$ 68). O bufê de antepastos (35 itens), está incluso. Para encomendar, os preços são por quilo. Há pernil ou palheta de cordeiro acompanhado de brócolis, arroz à grega ou batata sauté por R$ 85. O lombo por R$ 45. E o coelho à caçadora custa R$ 80. Rua Martinico Prado, 341, Higienópolis. Tel.: 3662-2999. O menu do português Trindade oferece sete pratos com bacalhau. Em postas, com batatas ao murro e brócolis (R$ 102); à Proença vem com cebola, alho, ovo, batatas e grão de bico (R$ 104). E desfiado: açorda com alho, coentro, ovo e azeite (R$ 62). E na versão Da côrte, com camarão e espinafre (R$ 70), entre outros. Rua Amauri, 328 Itaim Bibi. Tel.: 3079-4819. No Buffet Bela Sintra, o almoço de Páscoa é sob encomenda. Exemplo de prato que pode ser pedido: bacalhau à Herdade do Esporão com legumes (R$ 990, em porção para dez pessoas). Tel.: 5052-4339. A La Vera Pasta vende massas nos formatos de coelhos e cenouras para alegrar a mesa. Recheada com mussarela de búfala, no tamanho grande, sai a R$ 18 a unidade. O ravióli em formato de coelho, com o mesmo recheio, custa R$ 27,60 o pacote com 500 gramas. A casa prepara ainda pratos como lasanha de bacalhau (R$ 59,80 o quilo); filé mignon com vinho (R$ 80,80 o quilo) e torta de framboesa (R$ 66 o quilo). Rua Canário, 501, Moema. Tel.: 5051-3912.

Bacalhau à Proença: no português Trindade.

Ao lado, ovo de Páscoa decorado com mini macarons da Le Vin Pâtisserie. E massas nos formatos de coelhos e cenouras, recheadas com mussarela de búfala, da La Vera Pasta. Tadeu Brunelli/Divulgação

Que haja chocolate!

N

a data não pode faltar chocolate. Mas que tal colocar a criançada para criar antes de comer? O kit infantil da Chocolat Des Arts traz duas metades de ovos de chocolate belga – ao leite e branco – e acessórios para montagem. Custa R$ 43. Rua Diogo Jácome, 360, Vila Nova Conceição. Tel.: 3044-7431. Quem for a uma das 50 lojas do Amor aos Pedaços também pode decorar sua colombina (800 gramas, R$ 50) usando o kit que contém uma espátula e dois sachês: um de açúcar e outro com o doce bicho de pé ou brigadeiro. Entre as novidades em ovos, está a linha sem açúcar e sem glúten. O ovo Esportista (30 gramas), em chocolate ao leite sem açúcar, é decorado com figuras de coe-

Bufê de sobremesas no brunch do Emiliano

lhos fazendo exercícios, desenhadas com chocolate branco diet. www.amoraospedacos.com.br. A rede Cacau Show traz 60 itens para a Páscoa. Entre as novidades, o ovo Caramelo Crocante (300 gramas), que combina chocolate ao leite com crocante de caramelo e nougat (R$ 26,90). A caixa artesanal (290 gramas), vem com bombons de trufas e coelhinhos de chocolate ao leite e branco, coloridos manualmente (a partir de R$ 29,90). O ovo Dreams, de chocolate ao leite e casca recheada de trufa, ganha dois novos sabores: napolitano, com casca externa ao leite recheada com trufa de morango e casca interna de chocolate branco; e o Dreams Coco. Vendidos a R$ 39,90 cada. Quem procura lembrancinha de Páscoa pode optar pela plaquinha de chocolate ao leite e branco decorada com a mensagem “Feliz Páscoa”, que custa R$ 3,90. www. cacaushow.com.br. E o ovos da Le Vin Pâtisserie são decorados com mini macarons. O ovo macaron branco (R$ 92, com 500 gramas), tem a casca feita com chocolate branco e decorada com pó dourado, enfeitado com macarons de limão siciliano, pistache e frutas vermelhas. Alameda Tietê, 178, Jardins. Tel.: 3063-1094.

HOLANDESES NO LARGO SÃO FRANCISCO Obras de artistas holandeses e vídeos interativos serão projetados na fachada de prédios do Largo São Francisco no sábado (16), a partir das 20h. Grátis.

DC

Lúcia Helena de Camargo

ivo

d

Reserve o lugar ou encomende os pratos. Na sobremesa, não pode faltar chocolate. cultura

qu

Bacalhau, sardinhas e javali na mesa da festa.

Ar

Bacalhau ao forno do Via Castelli: para comer no restaurante ou levar para a casa.

ra um grupo vigoroso de bailarinos, que, nos anos de 1970, armou-se de ironia, deboche e inteligência para expressar suas ideias. Subia ao palco trajando roupas roupas femininas, sapatos de salto alto, mas com as pernas peludas e a barba por fazer. Estamos falando do Dzi Croquettes (acima), que se tornou uma lenda na cena teatral brasileira, mas estava esquecido, até que dois cineastas – Tatiana Issa e Raphael Alvarez – tiraram o grupo do anonimato com um documentário, produzido em 2009, e que será, agora, exibido pela primeira vez na TV, via Canal Brasil, na segunda (25), às 22h, com reprise no sábado (30), às 23h. Dzi Croquettes levou os prêmios de melhor documentário no Festival do Rio (júri e voto popular) e da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (voto popular). Quando tiveram a ideia de produzir o longa, Tatiana Issa e Raphael Alvarez descobriram que não havia documentação sobre o grupo. "Procuramos no Google, e vimos que não havia nada", conta Tatiana. Os únicos registros de apresentações encontrados são de uma TV pública alemã. No Brasil, apenas algumas cenas de entrevistas da rede Globo foram utilizadas. Com 110 minutos, o filme recria a trajetória dos atores/bailarinos, símbolos da contracultura, que surpreenderam o público em espetáculos inspirados na Broadway, no jazz e na bossa-nova. Faziam improvisações e criações coletivas que iam de imitações de Carmen Miranda a pole dancing. A maquiagem também assustava os bons costumes da época: os bailarinos tornavam-se caricaturas bissexuais de Hitler, de Chaplin, de toureiros, secretárias, freiras etc. Em um dos números, apareceram usando tangas e panos, acompanhados pela clássica trilha-sonora do filme 2001 - Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick. "Pareciam borboletas. Eram lindos", lembra Ney Matogrosso em depoimento no filme. O grupo, liderado pelo bailarino Lennie Dale, americano que vivia no Brasil já há alguns anos, é lembrado no filme por outros artistas e amigos, como Liza Minnelli, Gilberto Gil, Nelson Motta, Marília Pêra, Betty Faria, José Possi Neto, Jorge Fernando e Pedro Cardoso. Lennie Dale, porém, não deixou a coisa toda cair apenas no deboche. Com seu profissionalismo, exigiu dos outros 12 integrantes - entre eles os bailarinos Cláudio Gaya, Cláudio Tovar, Ciro Barcelos, Reginaldo de Poli, Bayard Tonelli, Rogério de Poli, Paulo Bacellar, Benedictus Lacerda, Carlinhos Machado e Eloy Simões – o domínio de técnicas de balé clássico, sapateado e canto e deu ao Dzi Croquettes status de vanguarda internacional. Em Paris, o Dzi Croquettes conheceu a consagração internacional. Em 1973 e 1974, fez longas temporadas no Le Palace e chegou até a participar do filme Le Chat et la Souris, de Claude Lelouch. "O Lennie transformou um monte de mocorongos em bailarinos profissionais", aponta um dos antigos integrantes.. Viva Verdi - Verdi (abaixo) é a grande atração das tardes de sábado de abril no canal Film&Arts . Em Ciclo Especial, neste sábado (16), às 18h, tendo como solista Anna Netrebko, a Orquestra Filarmônica de Viena interpreta La Traviata. No próximo sábado (23), no mesmo horário, Placido Domingo transforma-se no velho duque e ex-corsário Simon Boccanegra, que se vê obrigado a enfrentar revoltas e traições num mundo cheio de conflitos e deslealdade. Seu único consolo é o reencontro com sua filha perdida, que permanece a seu lado durante a última parte de sua vida. Com a Orquestra do Teatro Alla Scala de Milão, sob a regência de Daniel Barenboim. No último sábado do mês, dia 30, é a vez de Rolando Villazón protagonizar outra grande ópera de Verdi, Don Carlo, na qual o autor inspirou-se na obra de Schiller que conta a história do Rei Felipe II da Espanha quando este percebe que sua nova esposa, Elisa, não o ama, e que se apaixonou por seu filho anarquista, Don Carlo. A produção de 210 minutos é do Royal Opera House e inclui um elenco internacional.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

32

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Fotos: Newton Santos/Hype

Vinhos de aposta à la D'Artagnan José Guilherme R. Ferreira

Samba e chope no Alemão Armando Serra Negra O samba corre nas cultura veias do músico paulistano Eduardo Gudin, 58 anos de idade. E jorra das rodas de samba de seu bar – o Bar do Alemão – todas as noites. Embora a fama do boteco (e do inigualável filé a parmigiana – R$ 40, p/ 2 pessoas) já esteja gravada na memória da cidade, há mais de 40 anos, quem conta um conto aumenta um ponto. O termo "templo do samba", conferido às melhores casas do gênero, aplicase à excelsa qualidade das apresentações. E não ao imóvel em si, apenas um tabernáculo. Estilo bechamel, próprio dos Alpes, ao pé da escada está a mesinha, em torno da qual a viola, o violão, o atabaque e a percussão embalam a voz notável do cantor João Borba. Entre outros. Couvert artístico R$ 7, durante a semana, e, R$ 10, no fim de semana, não há uma em que Paulo Vanzolini passe em branco, sem dar um abraço no colega. "Quando a gravadora Odeon lançou meu primeiro LP, em 1973, eu o pendurei ali, e ali

d

ficou", aponta Gudin na parede, a capa do disco que leva seu nome. "Na época, o espaço se chamava Bar Alemão, e reunia a boemia da pauliceia; os maiores nomes do samba passaram por aqui", diz. O primeiro dono, Murilo, fechava o bar para estranhos, depois das oito, e só permitia a entrada de fregueses músicos. O dono seguinte, Dagô do Pandeiro, trouxe para o caixa Nelsinho do Cavaco, ambos garantindo uma boa música, sempre incrementada pela visita dos melhores artistas do País. Reuniam-se de Cartola e Nelson Cavaquinho, a Paulinho da Viola e Paulo César Pinheiro – dentre tantas, a mais prolífica parceria de Gudin. "Quando o Dagô morreu, há seis anos, o bar ia fechar; então o

Flávio Chaves me chamou para sócio, e eu aceitei". Com Chaves na administração, ao seu quilométrico currículo de compositor somou-se o de mestre de cerimônias, apoiados pelo simpático diletantismo da promoter Laura Vaz Macia. A música impõe-se de tal modo, que, para conversar, só ao pé do ouvido. Melhor escolher o mezanino. Tacho de frutas da estação, salame pendurado, uma tabuleta sugere levar para casa o molho artesanal do parmigiana (R$ 15) "que diminuiu de preço", outra oferece caprichados bolinhos de feijoada (R$ 22), e ainda caipirinha de kiwi e/ou frutas vermelha (R$ 15). Cerveja, só a Liber, para abstêmios (R$ 4,80), pois o forte da casa é o chope bem tirado (R$ 5,10 / 300 ml). Bituqueira na calçada. Em um díptico a óleo na entrada, a clave de sol da partitura pontua o refrão: "O importante é que a emoção sobreviva!"

O músico Eduardo Gudin pilota o tradicional Bar do Alemão, com apoio dos parceiros Laura Vaz Macina (no centro da foto) e Flávio Chaves (à direita).

O

romancista Alexandre Dumas (1802-1870 ) registrou em suas Memórias Gastronômicas (Jorge Zahar Editor/2005) uma anedota que expõe não só sua pena afiada, mas sua paixão pelas coisas da boa mesa, seus vinhos, e seu tempo. Muito além de Os Três Mosqueteiros e O Conde de Monte Cristo, legou seu Grande Dicionário de Culinária, consumação de um projeto de vida. "Queridos leitores, rogo a Deus que lhes reguarde o apetite, o estômago – e os poupe de fazer literatura..." Ele mesmo um chef de cuisine, Dumas narra um episódio que dá humor aos requintes da sociedade francesa entre 1830 e 1850, em seu caminho para o centro da cena enogastronômica mundial. Conta o escritor, usando "bravatas à la D'Artagnan" (como assinala o tradutor André Telles): certo dia, o visconde de Vieil-Castel, um dos mais finos gourmets de então, desafia seus pares: um homem sozinho é capaz de jantar 500 francos, incluindo, claro, os bons vinhos. Aos muxoxos de incredulidade dos amigos, ele mesmo diz ser capaz da proeza. Escolheu o Café de Paris, o melhor restaurante da época, e passou a organizar o cardápio. Teria duas horas, das 19h às 21h, para a refeição,

vigiada pelos jurados. Começou com 12 dúzias de ostras de Ostende, com meia garrafa do vinho Johannisberg (Riesling do Reinghau, Alemanha). E mais meia para outra rodada de ostras. Depois, uma exótica sopa de ninhos de andorinhas. Seguindo, e fora do cardápio, uma bisteca com maçã. O peixe, um ferra do lago de Genebra, foi um dos manjares do jantar, mais um faisão trufado – aí já estava na segunda garrafa de Bordeaux. E também um guisado de hortulanas (paixão nacional hoje proibida). Para o final, aspargos, petit-pois, abacaxi e morangos, com meia garrafa de Vin de Constance (tradicionalíssimo vinho de sobremesa da África do Sul) e outra meia de Xerez espanhol. Total da conta: 548 francos. Ganhou a aposta e embolsou 6 mil francos. Lição: nunca brinque com os gourmets e restaurateurs de Paris.

José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia (ABG) e autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas (Editora Terceiro Nome)

SACA-ROLHAS A importadora Mistral está lançando em seu site (www.mistral.com.br) a versão online de seus disputados catálogos, com útil ferramenta de busca a partir de palavraschaves. Já estão disponíveis os catálogos 'Outono 2011', 'Seleção Especial Outono 2011' e o que apresenta os produtos 'Riedel'.

Bar do Alemão. Avenida Antártica, 554. Sumaré. Tel: (11) 3879-0070.

As novidades do setor vitivinícola poderão ser conferidas no ExpoVinis Brasil, o maior salão de vinhos da América Latina, de 26 a 28 de abril, no Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte (São Paulo). Informações e credenciamento de visitantes: www.exponor.com.br

Battina Stöb/Divulgação

Cauby, Cauby. Aquiles Rique Reis

O Japão de Pina Bausch

F

ilho de um violonista, Elisário Peixoto, e de tos outros: que sua voz não nos falte, você acalenuma bandolinista, Alice Carvalho; irmão ta a nossa alma a cada dia. Reflexos que somos de você que nos representa das cantoras Andiara e Iracema, de Araquém, o pistonista, e de Moacir, o pianista; primo com seu dom, nós lhes damos hoje algo que não do cantor Ciro Monteiro; sobrinho de Nonô, o pia- são meros escambo ou presente, mas uma retribuinista; tio de Dalmo Medeiros (um filho de Irace- ção por tudo o que de sua voz usufruímos (sem que ma), vocalista do MPB4, e da cantora Adriana Pei- você sequer suspeite, pois de nós nunca soube o xoto, Cauby Peixoto veio ao mundo para brilhar. E rosto nem de nossas almas a aflição). Que seu camarim, Cauby, esteja sempre iluminade tantos brilhos se vestiu que o mundo logo pasdo pelas estrelas das noites cantadas em prosa e sou a ser seu enorme e reverente camarim. Quando ele nasceu, Niterói o recebeu dispos- verso, e pelo sol de cada dia que nos ilumina. Que dos seus espelhos se reflitam imagens to a tê-lo como um filho que vai à vide uma glória eterna, já que você está da, mas ao seu berço sempre volta. no interior da alma de cada brasileiro Dizem (não sei bem ao certo, porque não vi) que Cauby quando veio que pôde conhecê-lo. Inicialmente personificado nas onà luz não chorou, chegou iluminado das do rádio, Cauby Peixoto, que conpor purpurinas, vestido com cetins e cantando Conceição. tinua presente, ainda hoje, em CDs, Paulo Pampolin/ DVDs e livros, ao comemorar seus oiPois foi num fevereiro, mês que Digna Imagem-08-02-2005 é sinônimo de Carnaval, foi num remoto feve- tenta anos de vida, está em meio a uma temporada reiro de um ano que não se mede em luas, mas de enorme sucesso no Bar Brahma, no centro da caem acordes, que Cauby Peixoto Barros veio a pital paulista. Coisa nossa é este grande intérprete que canta melhor a cada noite. nós para nos contagiar com sua voz. Todos nós daríamos agora mesmo mais de um Quando ele cresceu, o Brasil, a quem Niterói o concedeu, fez dele seu ídolo inconteste. Es- milhão para termos sua eterna "Conceição" (o expelhos espalhados pelos quatro cantos reve- traordinário sucesso de Jair Amorim e Dunga) para lavam o rosto de quem cantava para que todos sempre viva em nossos ouvidos e mentes. Saiba, Cauby, que os ídolos não podem fechar o nele se escutassem e se revelassem. E o rádio levava sua voz a quem quisesse ouvir, as revis- camarim onde se vestem e se transmudam naquele tas levavam sua imagem hollywoodiana a que nos permite crer que uma das saídas para nosquem quisesse ver. E não houve quem não vis- sos males é fazer com que o belo pareça ser coisa se ou ouvisse aquele que trouxe consigo o nossa (como se fôssemos todos capazes de fazer dom de fulgurar. Fulgurantes todos nós que igual). Viva para sempre, Cauby Peixoto! ouvimos hoje aquele mesmo Cauby que desde sempre nos acostumamos a ouvir. ReverenAquiles Rique Reis, te ao seu talento, somo meu desejo ao de tanmúsico e vocalista do MPB4.

Sérgio Roveri

P

MISSÃO bonsais. A neve cai insistentemente sobre os bailarinos. A trilha de Ten Chi traz excertos de obras de diversos compositores contemporâneos. A coreógrafa utilizou, também, textos do dramaturgo alemão Bertolt Brecht e do escritor português José Saramago. Com Ten Chi, Pina Bausch encerrou um ciclo que ela batizou de relatos de viagens coreografados

– peças que traziam uma inegável influência dos países em que foram criadas e que resultaram em 15 coproduções. Ten Chi. Pina Bausch Tanztheater Wuppertal. Teatro Alfa. Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722. Tel.: 5693-4000. Sábado (16), segunda (18) e 19 (terça). 21h. Domingo (17). 18h. R$ 60 a R$ 200.

João Caldas

or algumas noites apenas e graças à providencial intervenção da dança, um novo Japão está se revelando diante do público brasileiro. Não um Japão exatamente festivo ou redimido de tragédias recentes, mas ao menos um país em que imagens carregadas de lirismo atiram-se à missão quase impossível de suavizar o impacto de terremotos e tsunamis. Este Japão que poderá ser visto na cidade até a próxima terça (19), é o país que arrebatou primeiro os olhos, e depois os passos, da coreógrafa alemã Pina Bausch e dos 17 bailarinos que integram Ten Chi, espetáculo inédito no Brasil que abre a temporada 2011 de dança do Teatro Alfa. A Pina Bausch Tanztheater Wuppertal, companhia da mitológica coreógrafa que morreu há dois anos, criou a coreografia de Ten Chi em 2004, após uma residência artística de três semanas na cidade japonesa de Saitama. O espetáculo já foi apresentado na Alemanha, França, Japão, Portugal e Estados Unidos. Algum tempo após a estreia, em maio de 2004, a própria Pina Bausch reformulou algumas passagens de Ten Chi, desenhando o contorno que é seguido até hoje. Segundo o coreógrafo Robert Sturm, na companhia desde 1999, depois das alterações propostas por Bausch, decidiu-se que o espetáculo estaria pronto para todo o sempre. Elementos da cultura e da geografia japonesas compõem no palco uma moldura de forte teor sentimental, a começar por uma estrutura gigantesca que lembra o interior de uma baleia. O cenário é decorado com flores de sakura e

Grupo Luz e Ribalta apresenta a peça O Grande Grito (foto), baseada na Missão de Pesquisas Folclóricas, de Mário de Andrade (sexta a sábado às 21h e domingo às 20h, R$ 20). Material ligado à Missão também integra mostra no local. Centro Cultural São Paulo, Rua Vergueiro, 1000.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 15 de abril de 2011

d

33

cultura

O Vinho Inglês e a Grama Inglesa Carlos Celso Orcesi

400

vinícolas produzem vinho na Inglaterra, ao sul, entre Dover o ponto mais próximo ao continente (do outro lado Calais na França através do Canal da Mancha e do Eurotunel), se espalhando na direção sul-oeste até Southampton. Apesar dos milagres da tecnologia, a boa uva precisa de sol, e na 'Terra dos Anglos' o sol brilha em média apenas mil horas por ano. Os enólogos americanos Amerine e Winkler da UCLA desenvolveram em 1944 uma tabela de temperaturas médias diárias de crescimento das cepas. A Escala de Winkler se divide em cinco: a Região I tem menos de 2500 horas de sol/ano, enquanto a Região V tem mais de 4000 horas de sol. Nenhum dos extremos (pouco ou muito sol) é próprio para a cultura da uva. Pois bem, a insolação na Inglaterra é menos da metade do extremo baixo de Winkler! Mas alguns fatores amenizam a

falta de sol. O primeiro é a Corrente do Golfo, que como o nome indica vem do Golfo do México, acompanha a costa leste dos EUA, atravessa o Atlântico bordeando desta vez a costa oeste da Europa (Portugal, França, Inglaterra e Noruega) na direção do Polo Norte. A corrente é uma portentosa massa de água quente de 100 a 200 km. de largura e velocidade de 3,5 km. por hora (um homem andando bem devagar). Embora fugindo do tema vinho vale comparar os 1,6 milhões de m³ da corrente em relação à vazão média do Rio Amazonas, o maior volume do mundo, em torno de 209 mil m³. A Gulf Stream equivale a oito Amazonas. No Mar da Noruega a água quente e salina encontra a água fria do pólo norte, e por ser mais densa desce em direção às profundezas do oceano. E como na natureza nada se perde, leva 500 anos para voltar ao Golfo. Tudo para resumir que a corrente leva calor aos vinhedos ingleses.

Jardins de Stourhead Outro fator é a adaptação de viníferas de amadurecimento rápido, como a Muller-Thurgau alemã e a híbrida Seyval Blanc derivada da Sauvignon, que permitem uma vindima precoce

reduzindo os possíveis malefícios da chuva na época da colheita. E na ilha... chove chuva. Mary e eu pegamos o carro em Heathrow e já sai dirigindo do lado errado, na direção de Oxford,

conhecendo antes o majestoso Palácio de Bleinhein de Sir Winston Churchill em estilo barroco-inglês. Dois dias depois seguimos ao sul para conhecer Stonehenge (o monumento de pedras de 50 toneladas), dando sorte de ver alguns vinhedos próximos a Southampton, uns próximos dos outros como cafezal adensado, entremeados de belos gramados verdes. Eis aí como entra, num texto de vinhos, a grama inglesa. Em qualquer canto, de Salisbury, York, Lake District, inclusive visitando os jardins de Stourhead, até mesmo nas sóbrias Liverpool e Glascow, a GrãBretanha é um imenso jardim. Como nunca perdi o hábito de correr no fim de tarde, pela curva de Durham ou pela zona residencial de Edinburgh, de repente certo dia na Escócia me caiu a ficha. No Inverlochy Castle em Fort Williams (sob o Ben Nevis a mais alta montanha da GrãBretanha) corri por um pasto que se abria à minha frente. Sim, nele

pastavam gordas vacas peludas. Quando pisei senti que o mato era um tapete fofo e felpudo. Daria para correr descalço. Então me caiu a ficha: o pasto inglês já nasce feito. Em função do clima não há buracos, não há mato nem ervas daninhas. Por isso seus campos de futebol são perfeitos: já estão prontos. Os ingleses se dedicam à jardinagem porque lá não tem brachiaria africana a invadir os jardins de São Carlos ou Batatais que no verão brasileiro ninguém vence cortar. E do alto de sua reconhecida empáfia olham os nossos confusos jardins tropicais a dizer: "ooh, eles don't know cuidar de gardens". Mas atenção, temos muito em comum: desviei-me de bostas exatamente iguais às nossas. As mesmas razões geográficas e biológicas que dão origem à perfeição da grama inglesa são as que explicam porque o bom vinho inglês continuará vindo da França, do Chile, da Itália... impor ted.

Guga Melgar/Divulgação

Salazar, uma vida importante. E polêmica. Renato Pompeu isso ter saído de sua baixa condição social e entrado na elite portuguesa, e, até, se atreveu a namorar a filha do grande proprietário de sua região, da qual era tutor, mas teve de despertar para as duras realidades da sociedade portuguesa, ao ver o namoro proibido pela eventual sogra, que, ainda, o demitiu como tutor e proibiu de ver a filha. Embora não tenha se tornado padre, Salazar sempre foi um católico devoto. Desde a adolescência defendia a doutrina social da Igreja, tal como foi definida pelo Papa Leão XIII na encíclica Rerum Novarum, em que o papado se abria para a realidade das condições de vida das classes trabalhadoras na Europa. Assim que se formou, Salazar se tornou professor na própria Universidade de Coimbra e procurou se especializar em economia e finanças. Atuou bastante como jornalista, criticando a política econômica, algo estatizante, do precário governo republicano em Portugal, mas, ao contrário de grande parte dos políticos católicos, não defendia a monarquia. Achava que era indiferente que o governo fosse republicano ou monárquico, desde que respeitasse os direitos da Igreja. Também, nesse início de carreira, Salazar não era contrário à democracia. Defendia, mesmo, os princípios da liberdade, da igualdade e da fraternidade, ao contrário de grande parte dos líderes católicos de então, que tinham horror das premissas da Revolução Francesa. Entretanto, Salazar, igualmente, não se confundia com os progressistas. Achava que a liberdade, a igualdade e a fraternidade, embora desejáveis, eram incompatíveis entre si, e que era preciso um princípio maior, o de Deus, representado pela Igreja Católico, para conciliar as suas exigências disparatadas. Do mesmo modo, Salazar, como professor universitário, nunca foi um pesquisador de verdade; era mais um doutrinário. Jamais fez uma pesquisa de campo e, mesmo como pesquisador teórico, nunca fez grandes trabalhos. Em meados dos anos de 1920, com o agravamento da crise em Portugal, Salazar se tornou, cada vez mais, descrente da democracia, que passou a considerar um regime em que quem mandava era a "multidão" cega, irracional e desordeira. Seu talento como jornalista econômico o havia tornado conhecido nacionalmente. Quando altos oficiais militares deram um golpe que derrubou o governo republicano, o chamaram como ministro das finanças. Quem quiser saber como isso deu origem ao salazarismo da repressão, da censura e das torturas, deve ler o excelente livro de Meneses.

Canções originais, legendas em português. E uma comédia corrosiva.

Nova York SP Sérgio Roveri

N

o congestionado mercado de musicais da Cidade, New York, New York, que entra em cartaz nesta sexta (15), no Teatro Bradesco do Shopping Bourbon, desponta com uma pequena ousadia: todas as canções, inclusive o clássico que dá título ao espetáculo, serão apresentadas nas versões em inglês e com legendas em português. A ideia de preservar as canções no idioma original foi do idealizador do projeto, o maestro Fábio Gomes de Oliveira, com o aval do diretor José Possi Neto. Também ao contrário de outros exemplares do gênero, em que os músicos ficam confinados no fosso da orquestra, New York, New York dá um upgrade e acomoda sua banda de 25 integrantes em uma área nobre do palco - onde eles poderão, em alguns momentos, interagir com o elenco de 16 atores-cantores e com os 13 bailarinos. "Esta disposição da cena é uma maneira que a direção encontrou de valorizar a orquestra, já que o espetáculo se passa nos anos de 1940, no finalzinho da era de ouro da canção americana e das big bands", diz o ator Juan Alba, 46 anos, que, na peça, vive um saxofonista, Johnny Boyle, apaixonado por uma cantora em ascensão, Francine Evans, papel de Alessandra Maestrini. No filme New York, New York, dirigido por Martin Scorsese, em

Fotos: Divulgação

E

nquanto os brasileiros ainda aguardam uma biografia bem documentada do homem que mais influiu nos destinos do País no século XX, os brasileiros e portugueses já contam com Salazar, Biografia Definitiva, do professor universitário português, radicado na Irlanda, Filipe Ribeiro de Meneses, recém-editado pela Leya em primeira edição no Brasil. O livro já conta com quatro edições em Portugal, mas, na verdade, o original foi editado em inglês, nos Estados Unidos, em 2009, e o texto que podemos ler é da tradutora portuguesa Teresa Leal, com numerosos lusismos, apenas adaptado para a acentuação brasileira. O próprio professor Meneses, porém, não considera seu livro uma "biografia definitiva", embora sua obra em português tenha mais de 800 páginas. Tanto que o nome original em inglês, língua na qual escreveu o livro, é Salazar, uma Biografia Política. De todo modo, se trata de um trabalho tanto quanto possível completo e rico. Salazar governou os destinos de Portugal desde 1928, quando assumiu, pela segunda vez, o Ministério das Finanças, até 1968, quando entrou em coma. Assim, Salazar governou Portugal durante 40 anos. Meneses chama a atenção para o fato de que, entre os chamados "grandes ditadores do século XX" no Ocidente, Salazar se destaca por ter sido um professor universitário, situação a que deve sua ascensão política, em comparação com seus semelhantes ligados à violência armada, como, na Itália e na Alemanha, Benito Mussolini e Adolf Hitler, líderes de grupos paramilitares, e, na Espanha, o general Francisco Franco, nenhum deles com formação superior. Salazar nasceu numa família de pequenos proprietários rurais que também mantinha uma hospedaria e, além disso, prestava serviços para a família de grandes proprietários de sua região, o Viseu. Salazar era o sobrenome de sua mãe, de origem espanhola; o sobrenome do pai era Oliveira, mas o registro do filho foi feito segundo as regras em castelhano, sendo ele chamado Antônio de Oliveira Salazar. A família não era tão pobre quanto Salazar deu a entender mais tarde, mas não tinha meios para custear seus estudos secundários numa escola de boa qualidade, de modo que o jovem se tornou seminarista, tendo recebido educação de alto nível. Queria, mesmo, se tornar padre, mas desistiu porque não conseguiu dominar seus impulsos eróticos e teve várias namoradas, sem nunca se ter casado. Entrou sem maiores dificuldades para a Universidade de Coimbra, no curso de direito. Pensava com

1977, Boyle e Francine foram interpretados por Robert de Niro e Liza Minelli. O filme recebeu quatro indicações ao Globo de Ouro. Apesar disso, o espetáculo não é uma transposição do filme para os palcos. Estão preservados em cena as canções e o romance entre saxofonista e cantora, mas o clima agora é outro. A adaptação para o palco fez de New York, New York uma comédia romântica. "Havia no filme um tom mais dramático e uma certa agressividade na relação entre o casal de protagonistas. E isso não é reproduzido na peça", diz Juan

Alba. "Eu vi o filme algumas vezes e a interpretação do De Niro é fenomenal, ele é o cara. Mas eu fiz um Johnny Boyle diferente. O meu é mais carinhoso e apaixonado". A peça é a primeira adaptação teatral do livro New York, New York, do autor americano Earl Mac Rauch, que, também, serviu de base para o filme. "Ao contrário de outros musicais, em que produtores e diretores são obrigados a copiar a receita da Broadway, aqui nós tivemos liberdade total de criação, já que não havia um roteiro prévio a ser

seguido. O espetáculo nasceu a partir de um trabalho coletivo que envolveu a direção e o elenco", diz Alba. "Cada personagem em cena leva a assinatura do ator que o representa. Estamos envolvidos no projeto desde o fim de janeiro". Canções como Sing, Sing, Sing, de Benny Goodman, e The Man I Love, dos irmãos Gershwin, compõem a elegante trilha sonora do caso entre Boyle e Francine. Eles se conheceram nas comemorações pelo fim da Segunda Guerra Mundial e ficaram juntos até o comecinho dos anos 50. Na trama, ele abre mão do sucesso para que ela possa brilhar sozinha como cantora, o que realmente ocorre quando ela grava a canção New York, New York. Quando terminar a temporada do espetáculo, Juan Alba pretende gravar o primeiro CD de sua carreira. Que não trará no repertório, necessariamente, as canções que ele começa a interpretar na noite desta sexta. New York, New York. Sexta (15). Teatro Bradesco. Terceiro piso do Bourbon Shopping. Rua Turiassu, 2100. Tel.: 3670-4141. Quinta. 21h. Sexta. 21h30. Sábado. 17h e 21h. Domingo. 19h. R$ 50 a R$ 170.

Embate perfumado da classe média

A

ntes que algum crítico se apressasse em diagnosticar a principal obsessão da dramaturgia de Yasmina Reza, a própria autora, de 51 anos, nascida em Paris, filha de pai iraniano e mãe húngara, se encarregou de fazê-lo: arranhar o verniz que protege o comportamento da classe média. Graças a isso, Reza tem sido apontada, nas últimas duas décadas, como uma das vozes mais originais do moderno teatro europeu. E, seguramente, uma das autoras mais montadas do mundo: desde o sucesso de Arte, peça que estreou na França em 1995, a obra de Yasmina Reza já foi traduzida para mais de 30 idiomas. Entre eles, o português. Reza é uma habituê dos palcos

paulistas e cariocas. Deus da Carnificina, que entra em cartaz nesta sexta (15), no Teatro Vivo, vem apenas acentuar esta tendência. A montagem brasileira desta comédia de tom corrosivo, que estreou em Zurique, em 2006, traz no elenco os atores Julia Lemmertz, Deborah Evelyn, Paulo Betti e Orã Figueiredo dirigidos por Emilio de Mello. A produção vem de uma temporada de sucesso popular e unanimidade de boas críticas no Rio de Janeiro. Deus da Carnificina (que no Brasil ganhou o dispensável subtítulo Uma Comédia sem Juízo) promove o encontro de dois casais a partir de um motivo aparentemente banal: uma briga

entre seus filhos pequenos. Os garotos se atracaram numa pracinha do bairro e um deles saiu com dois dentes quebrados. Polidos, educados e bemsucedidos na vida, os pais deveriam tirar de letra esta situação. Mas não é exatamente o que ocorre. À medida que o texto avança, a autora vai eliminando o polimento dos personagens, deixando à mostra uma porção quase troglodita da personalidade de cada um deles. Este embate perfumado da classe média, que Yasmina Reza sabe explorar com um misto de delicadeza e crueldade, já ficava evidente em sua primeira peça montada no Brasil, Arte, em que quatro personagens, todos homens, exibiam suas reações

inesperadas na sala de estar de um amigo que havia acabado de comprar um quadro em branco. Em seu trabalho seguinte, Três Versões da Vida, montada no Brasil pelos atores Marco Ricca e Denise Fraga, um interessante quebra-cabeças dramatúrgico era levado ao palco, revelando opiniões distintas dos personagens diante de um mesmo acontecimento. (SR) Deus da Carnificina (Uma Comédia Sem Juízo). Sexta (15). Teatro Vivo. Avenida Doutor Chucri Zaidan, 860. Tel.: 7420-1520. Sexta. 21h30. Sábado. 21h. Domingo. 19h. R$ 50 a R$ 70.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Lua Branca

34

HGLomR   D  t D  O 9HP 9LUDGD&XOWXUD GD ~VLFD P   H G  V D KRU WHDWUR D 6mR P H LQ F  DQoD G PDYDULHGDGH GR HX HVHQWDQ U S FLUFR D  H V  DUWLVWDV RV GH PGLYHUV 3DXOR H  H W Q H P  JUDWXLWD DFLGDGHGH6mR VG D SRQWR RUDGHVV I  H X T À  mR 1 UVmRJDUDQWLGD LYH R eG SUDWRGRPXQG   EU

Y UDVSJR 7HOHFHQWUR X LW H I H U HPXP ZZZS LQWHUQHW 

HD DGH DUDFHVV RGDDFLG LV W F P UH H S  H  6 LVGH 6mRPD

15 abr 2011  

Diário do Comércio

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you