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Lula busca outro poste Depois de Dilma e Haddad, Lula procura terceiro poste: "É chegada a hora de governar SP". Pág. 6

Kassab sai do governo, mas fica no governo.

'Igreja não é ONG', diz papa. No seu primeiro dia como pontífice, Francisco defende a evangelização. E vai ao hotel pagar a conta. Pág. 8

O presidente do PSD disse a Dilma que não pode integrar o governo antes das eleições de 2014. Mas se a presidente quiser Afif Domingos para ministro, ele não vai impedir. Pág. 5 Página 4 Conclusão: 23h55

Dilma quer o Brasil mais inovador. E aposta R$ 32,9 bi.

Colheita de assinaturas A ex-ministra Marina Silva visita mercados em São Paulo: antes dos votos, precisa de assinaturas para formalizar a Rede Sustentabilidade, seu novo partido. Pág. 5

Joel Silva/Folhapress

A fila para limpar o nome, em janeiro e fevereiro, foi 5,9% maior que em 2012. Pág. 20

R$ 1,40

São Paulo, sexta-feira, 15 de março de 2013

No Dia do Consumidor, a Boa Vista Serviços, administradora do SCPC, oferece três meses de consultas pessoais gratuitas para quem se cadastrar no site www.consumidorpositivo.com.br. Pág. 20

Mais de 3,2 milhões não são mais inadimplentes

Jornal do empreendedor

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Ano 87 - Nº 23.831

www.dcomercio.com.br

Só com inovação o Brasil se tornará mais competitivo, concluiu a presidente ao lançar o Plano Inova Empresa. O dinheiro sairá neste ano e em 2014 para financiar pesquisas em agricultura, pecuária, gás, energia, tecnologia, saúde... Pág. 17

Fotos: Divulgação

Newton Santos/Hype

Fim de semana animado por Carlitos. E mais...

73 mil já têm uma feliz Páscoa O número de vagas temporárias no Brasil cresceu 4,1% comparado a 2012. E a perspectiva é de que para 8% o emprego seja permanente. Pág. 15 Divulgação

Christophe Gremiot

ISSN 1679-2688

23831

Cherokee com alma italiana Ícone da indústria norte-americana, o Jeep ganha motor a diesel da Fiat. Pág. 22

9 771679 268008

Marselha em novo porto

Cidade portuária francesa combate a criminalidade com cultura. Boa Viagem, pág. 24

Nos circuito, estreia o filme Qual o Nome do Bebê? (acima). Comédia francesa de bom gosto, que não tem medo até de filosofar um pouco; à francesa, é lógico. A programação de concertos é ampla e variada. Vai da série Clássicos, na TV Cultura, com obras de Liszt (à dir.) em primeiro plano. No Memorial da América Latina, festas para celebrar 24 anos de história: curtas

de Charles Chaplin em vários horários. Mais: quando a fotografia humaniza a vida; canções brasileiras que comovem. E Roda do Vinho. Págs. 12 e 13.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 15 de março de 2013

É uma discussão que nunca avança satisfatoriamente para nenhum dos lados. José Márcio Mendonça

pinião

Reprodução/ "Carnaval", de Carybé

EYMAR MASCARO

O RISCO DE UM VOO CURTO

O

ATRAVESSANDO O SAMBA J

á acelerando o ritmo de suas alegorias reeleitorais, a presidente Dilma Rousseff manobra para retirar das mãos de dois de seus possíveis adversários em 2014 o estandarte com que o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, e o senador de Minas, Aécio Neves, começaram a ensaiar seus blocos pré-presidenciais: a rediscussão do chamado pacto federativo. Palavrões à parte, tratase de debater – e de alterar – a divisão do bolo tributário nacional, bolo sabidamente gordo, balofo, entre o governo federal, os governos estaduais e os governos municipais. É um eterno foco de insatisfação: os estados e municípios dizem que têm recursos de menos e obrigações demais e que são as vítimas mais diretas das cobranças dos cidadãos por mais e melhores serviços públicos. O governo federal, às vezes discretamente, às vezes envergonhadamente, até reconhece a discrepância entre o que cada um tem, mas sempre alega que para ele também o cobertor está muito curto.

É

uma discussão que nunca avança satisfatoriamente para nenhum dos lados. E quando avança, é bom sair de baixo: a somatória dessas forças puxando a corda em sentido contrário umas das outras termina estourando nas costas do mais indefeso: o contribuinte, pois a solução "salomônica" acaba sendo o aumento de impostos. Não é , portanto, sem razão que a carga tributária nacional cresceu cerca de 40% nos últimos 20 anos, tendo passado de menos de 30% no início dos anos 1990 para os quase 37% da atualidade. E, o mais cruel, sem que houvesse a contrapartida de melhores serviços públicos. Aliás, estes só fica-

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA ram mais precários. A defesa de um novo "pacto federativo" com mais ganhos para estados e municípios tem, assim, um grande apelo eleitoral se bem elaborada – principalmente junto aos prefeitos, sempre mendigando por mais recursos, ora em Brasília, ora nas capitais de seus estados – e com os cidadãos nos seus calcanhares cobrando atenção, mesmo quando o assunto não está diretamente afeto a ele. Dói mais é na pele deles: os governadores são mais ou menos inalcançáveis em seus palácios e a presidente é inatingível no Planalto Central, sempre protegida por carros oficiais, seguranças, elevadores privativos, jatinhos e palanques controlados. Mas como Aécio e Campos pegaram o mote, Dilma também resolveu abraçá-lo, não somente para se armar para os palanques como também para proteger os cofres federais: se a campanha empolga um pouquinho, o Congresso não conseguiria resistir a ela. Afinal, também em busca de reeleição, deputados e uma

parte dos senadores ficam ultrassensíveis aos apelos de governadores e prefeitos, maiores influências nos votos que podem reconduzi-los de volta Brasília em 2015.

E

stando todos de acordo, então, de que é preciso rever a divisão dos ovos do cesto dos impostos, entende-se que a situação está praticamente resolvida; seria apenas uma questão de ajustes. Certo? Completamente errado. Como não cabe mais, na teoria e na prática, aumentar impostos para satisfazer os interesses das três partes, a desconfiança é geral. Dilma antecipou-se e anunciou os pontos de seu interesse: a aprovação à unificação das alíquotas do ICMS, um imposto estadual, a revisão dos juros da rolagem da dívida dos e municípios e a criação de dois fundos: um para compensação das mudanças no ICMS e outro de desenvolvimento regional para atender às regiões mais atrasada. Os governadores concordam em tese com as mudanças, embora os do Norte, Nor-

A defesa de um novo "pacto federativo" com mais ganhos para estados e municípios, tem grande apelo eleitoral, em especial junto aos prefeitos, sempre mendigando recursos.

deste e Centro-Oeste divirjam dos do Sul e do Sudeste em relação a aspectos da unificação das alíquotas do ICMS e alguns discordem do timing de implantação da medida. Entretanto, como os governadores estão com os cofres rasos para tudo que querem fazer, desejam muito mais. Boa parte deles esteve em Brasília na quarta-feira para debater o tema no Congresso e deixaram por lá algumas reivindicações das mais indigestas para o governo federal. Eles querem, entre outras coisas, que a mudança no pagamento de suas dívidas seja mais benévola que o oferecido por Brasília. Ou seja, querem pagar menos e ter mais tempo para pagar. Os dirigentes estaduais defendem ainda a inclusão do da Cofins e da CSLL na base de cálculo do Fundo de Participação dos Estados (a arrecadação total desses dois impostos fica hoje com Brasília); o fim do pagamento por parte deles de 1% do Pasep à União; e que o governo federal, quando criar novas despesas obrigatórias para os estados e municípios – como o aumento compulsório dos salários dos professores – mande junto o dinheiro para cobrir os custos. Para completar, no meio de tudo isto ainda existe a confusão criada com os royalties do petróleo, que o sabidão governador de Pernambuco resolveu também abraçar para demonstrar sua liderança e capacidade de negociação e conciliação política. O pacto federativo pode dar realmente um bom samba eleitoral. Mas pode também levar muita gente boa a "atravessar" a melodia no meio da avenida eleitoral. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

tucano Aécio Neves vai precisar de muito fôlego e trabalho na campanha se quiser chegar ao 2º turno da eleição presidencial em 2014 como candidato do PSDB. Além de encontrar dificuldade na conquista de eleitores em São Paulo e Rio, dois dos principais colégios eleitorais do País, ele também não terá facilidade de atrair o eleitorado no Norte e Nordeste, caso a exministra Marina Silva e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, confirmem suas candidaturas. Seu voo pode ser encurtado. É certo que Aécio terá em São Paulo o apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas há dúvida se o senador obterá igual empenho do governador Geraldo Alckmin, mais preocupado com sua reeleição, e de José Serra, pendurado no espaço sem saber o que fazer em 2014.

A

écio sabe que seu partido não é bom de voto no Rio e, para piorar a situação, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes continuam alinhados com o governo de Dilma. São Paulo e Rio somam cerca de 40 milhões do total de 135 milhões de votos no País. Aécio vai iniciar a campanha confiando no apoio de FHC e explorando o mito ainda vivo do avô Tancredo. O que não se sabe é se Fernando Henrique terá a mesma força de Lula para transferir votos para o candidato. Na campanha presidencial de 2010 a cúpula do PSDB evitou que FHC aparecesse em público ao lado de José Serra. O PT, ao contrário do PSDB, faz questão que Lula seja o puxador de votos de seus candidatos. Lula já elegeu, com folga, dois postes: Dilma Rousseff, para a Presidência, e Fernando Haddad para prefeito de São Paulo. Serra seria um bom cabo eleitoral de Aécio em São Paulo, caso se engajasse na campanha sem guardar rancores do passado. Predomina nos partidos a ideia de que Serra vai apoiar Aécio apenas da boca para fora, como fez Aécio em 2010, quando, mesmo sendo governador de Minas, não evitou que Dilma

Aécio iniciará a campanha confiando no apoio de FHC e explorando o mito do avô Tancredo. O que não se sabe é se FHC terá a força de Lula para transferir votos para o candidato.

Rousseff derrotasse o candidato do seu partido nos dois turnos, em seu estado. No caso de Eduardo Campos sair candidato pelo PSB, também a presidente Dilma vai enfrentar dificuldade para repetir a votação de 2010 no Nordeste. Campos está bem avaliado no estado que governa. O Nordeste é rico em votos: são 35 milhões de eleitores. Na eleição passada, Dilma obteve na região cerca de 70% dos votos. O que pode ajudar a presidente é que existe no Nordeste um grande

número de eleitores que vive do Bolsa-Família. Aécio e Dilma vão visitar os estados amparados por FHC e Lula.

A

petista sai em vantagem nas pesquisas: os últimos levantamentos de opinião, por exemplo, revelaram que 70% apoiam seu governo, mas a oposição tem esperança de que a presidente perca pontos junto aos eleitores caso a política econômica continue apresentando um pibinho de 0,9%, como foi o de 2012, diferente do pibão de 4% esperado pelo ministro Guido Mantega. Os partidos entendem que o comportamento da política econômica em 2013 poderá ser determinante nas urnas em 2014. EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editor de Fotografia: Alex Ribeiro. Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Marcus Lopes, Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke e Tsuli Narimatsu. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 15 de março de 2013

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GOVERNADORES E PREFEITOS VIRARAM PEDINTES E DEPENDENTES DA BOA VONTADE DE BRASÍLIA. Kalle Singer/Image Source

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oi muito oportuna a reunião, nesta semana, entre os governadores e os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves, em busca de um amplo entendimento nacional e para que dele resulte o inadiável e novo pacto federativo. A relação republicana entre estados e municípios e o governo federal, princípio elementar da boa convivência democrática e base da administração pública eficiente, vem se deteriorando a passos largos. A concentração dos recursos arrecadados no cofre federal e a cobrança de juros extorsivos das dívidas estaduais e municipais transformaram, ao longo dos anos, governadores e prefeitos em pedintes e dependentes da boa vontade de Brasília. E a União assume o papel de agiota, que manipula as remessas estaduais e municipais a seu bel-prazer e a favor de seus interesses.

RELAÇÃO DETERIORADA BETO RICHA

G

overnadores e prefeitos de todo o Brasil vivem essa realidade que deturpa uma conquista fundamental da sociedade brasileira, o chamado pacto federativo. Quando o governo federal concentra tamanho poder sobre a arrecadação – riqueza produzida pela população brasileira –, inviabiliza o planejamento público nos outros entes da federação e faz cortesia com o chapéu alheio: promove renúncia fiscal para incentivar o setor produtivo com tributos como o IPI, por exemplo, e completa a esperteza ao criar contribuições sociais ao invés de impostos, porque assim está dispensado de compartilhar a arrecadação. Os estados e municípios são prejudicados duas vezes, inclusive pela perda de autonomia. Esse conjunto tem efeito dominó. Hoje, a União concentra 70% da receita nacional. Diante de concentração tão evidente, como governar, ter ações eficientes, otimizar recursos, promover o desenvolvimento e o

bem estar dos cidadãos brasileiros, sem a devida e justa contrapartida ao seu trabalho? As despesas do estado e dos municípios com programas, ações e serviços que são da competência da União consomem uma razoável fatia das suas receitas. As ações e responsabilidades são cada vez maiores, enquanto os repasses federais encolhem. Exemplo disso: há dez anos, 70% da prestação dos serviços básicos de saúde tinham investimentos da União. A situação se inverteu e cabe aos municípios e ao estado bancar essa conta. Hoje, o governo federal só se responsabiliza por 30% dos investimentos em saúde pública. Chegamos a essa situação, depois de ver que, na regulamentação da Emenda 29, que

prevê investimentos mínimos de 12% e 15% em saúde para estados e municípios, o governo federal vetou o artigo que previa investimento mínimo de 10% das receitas por parte da União.

N

esse ano, o Paraná bateu novamente recordes de produção agrícola. Mas a grande contribuição

desse vigoroso setor ao PIB nacional, infelizmente, não faz o Paraná credor de estradas federais que melhorem as condições de escoamento da safra. Lembro outra situação sobre meu estado: os R$ 9 bilhões que o Paraná deve à União diminuem, de cara, 15% da capacidade de endividamento do Estado e se refletem também na Lei de Responsabilidade Fiscal.

As despesas do estado e dos municípios com programas, ações e serviços da competência da União consomem uma boa fatia das suas receitas. E os repasses federais só encolhem.

CHICO PRIMEIRO: TÃO GRACINHA QUE NEM PARECE HERMANO. N ão votei nele, mas gostei. Meu voto obedeceu à orientação de Bento 16, na homilia em que sugeriu à Igreja a penitência pelos pecados, a renovação, a transparência e a abertura de um diálogo mais amplo com a sociedade. Captei a mensagem e votei no africano, que poderia ser um sopro de oxigênio para o Vaticano, assim como o Joaquinzão Barbosa foi para a justiça brasileira. Eu queria um Joaquinzão

Barbosa; seria uma tremenda tacada de marketing, que viraria a Igreja de cabeça pra baixo sem que ela se deslocasse um milímetro sequer de onde sempre esteve. Foi o que Duda Mendonça fez com o engodo "Lulinha Paz e Amor". Como Minas, estaria e ficaria onde estava, sem nunca dali arredar o pé por nada deste mundo. Como Lampedusa escreveu em "Il Gatopardo", é necessário mudar para ficar no mesmo lugar. Um novo Papa tipo Joaquinzão Barbosa seria uma chacoalhada na opinião pública. Despertaria em alguns setores do clero, tipo linha Frei Betto, o nosso Demônio de porta de igreja, esperanças de desvio a bombordo – fim do celibato dos padres, aceitação do aborto e do casamento gay. Sem chance. Ser concedida a uma mulher a possibilidade de ser a Segunda Papisa, nem pensar, em que pese o poder atribuido à Merkel, Hillary, Michelle, La Kirchner, La Roussef e La Bundchen. Não nesta Eternidade, quem sabe em

outras, pouco mais distantes. Em nenhuma das 115 cabeças dos cardeais eleitores, entre as quais incluo a minha, jamais passou um fiapo de intenção de mexer numa política – sim é política – que vem sendo testada há apenas 20 séculos e já tem neguinho aí com a ideia de jerico de mudar tudo. A foto do Osservatore Romano publicada na nossa imprensa, dos cardeais milimetricamente alinhados, como batalhões do exército da Coreia do Norte no funeral do seu líder, sob o teto sem igual no mundo da Capela Sistina, congelou o que parece congelado há 2 mil anos. Quem observa bem, nota que nada há de congelado; o que há nunca parou de se mover, para frente, para trás, para os lados, para cima – nunca para baixo, embora tenha sofrido baixíssimos baixos, de onde se recupera.

A

í, a fumacinha preta. Um ohhh e um frisson no Mundo. Aí, a fumacinha branca. Um ohhh e um frisson no Universo. Numa sociedade de ícones modernosos, permanecem os que tenho o desplante de chamar de clássicos: a Cruz de Cristo, a Estrela de Davi, a Suástica e a Foice e o Martelo. Não me envergonho de acrescentar as fumacinhas preta e a branca. (Uma parte mais

desavergonhada do meu ser atreve-se a acrescentar, entre parênteses e a sottovoce, a maçã mordida da Apple. Corro o risco de Bill Gates dedurar a Deus que coloquei aqui o fruto proibido. Para Gates, seguidor fiel das Escrituras, a maçã mordida é e sempre será o fruto proibido).

A

í, o grand finale. As luzes da sacada estão acesas, abrem-se as cortinas do espetáculo (lembra do cara que narrava futebol com enorme dramaticidade?), aparece lá um dos meus colegas – acho que o mais velhinho, são tantos os mais velhinhos que nem sei mais quem é qual – e com sua voz trêmula, quase d'além túmulo, fala de maneira quase incompreensível: "Habemus Papam" e em seguida pronuncia um nome com sobrenome italiano. Deu zebra. O Papam que habemus é hermano. Ele escolheu o nome de Francisco, como foi

O Paraná devia R$ 5 bilhões. Já pagou R$ 10 bilhões e continua devendo outros R$ 9 bilhões. Os estados brasileiros deviam, em 2010, R$ 430 bilhões de uma dívida original que, em 1998, era de R$ 94 bilhões. Os estados já pagaram R$ 170 bilhões desta dívida, quase 100% do valor original, mas ainda devemos R$ 430 bilhões. Isso significa que os estados têm comprometido de 11% a 15% de sua renda, com o agravante de que cada contrato é diferente.

Q

uando da realização dos contratos, foi usado como índice de referência o IGP-DI. No período de 1998 a 2010, o IGP-DI, mais 6% ao ano, teve um soma de 471% de juros. Se o indexador fosse a Selic, no mesmo período, teríamos 273% e, se usássemos a

taxa da caderneta de poupança, não passaríamos de 170%. Ou seja, a União tem se comportado como um verdadeiro agiota dos estados. As dificuldades são gerais, tanto para estados como para municípios. Junto com governadores e as respectivas bancadas federais estamos na busca de caminhos para recuperar nossa autonomia. A mudança de critérios dos Fundos de Participação dos Estados e Municípios é um deles. Influir na legislação de interesses dos estados é outro caminho. Mas nada disso será viável se a própria União não se convencer que é preciso trocar o papel de agiota pela função republicana, que é seu dever constitucional. BETO RICHA É GOVERNADOR DO PARANÁ PELO PSDB

CARDEAL NEIL FERREIRA informado, assim mesmo, Francisco. Neste momento em que escrevo, há uma tremenda discussão teológica feita na frente da TV, o Concílio da Granja Viana, para decidir se é Francisco ou Francisco I. Nem eu, a bordo das minhas vestes cardinalícias, posso aconselhar uma saída para o impasse. Mas eis que Francisco assume o seu cargo de pastor, humilde (nem parece argentino) pede que os fiéis rezem por ele, sorri, abençoa, reza o Pai Nosso, ganhou a torcida com o olhar, o tom, o gesto, o jeito, demais de simpáticos. A galera tá comendo na mão dele. A Praça de São Pedro, lotada, ora, aplaude, canta; embandeirada, contei uma boa meia-dúzia de bandeiras brasileiras. Uma fiel presente, portadora da mais enorme das enormes bandeiras brasileiras, confessou em confissão cujo sagrado segredo agora partilho só

Captei a mensagem e votei no africano, que poderia ser um sopro de oxigênio para o Vaticano, assim como o Joaquinzão Barbosa foi para a justiça brasileira.

com você na maior confiança, que ali excursionou sob o patrocínio da Petrobras, para ser da claque do candidato brasileiro, um certo Dom Luís 51, para mim total desconhecido. Ela me assegurou que sabia que Dom Luís 51 era "pule de 10" porque tinha trazido todo o conhecimento do Banco do Brasil e da Nossa Caixa para "dar um jeito na situação do Banco do Vaticano". Confesso que dessa missa não sei nem o terço. "Pule de 10", Dom Luís não pagou nem placê. Pela primeira vez aplaudi um hermano numa disputa com a gente.

V

ocê pensa que os musicais e o showbizz são invenções da Broadway e do cinema de Hollywood? Não são. A invenção é da Igreja, que apresenta seu espetáculo e seus figurinos com tanta pompa e circunstância; os americanos são aprendizes esforçados, que contribuiram com a força da mídia. Mas até nisso a Igreja aperta o passo. A escolha de Francisco foi um show com audiência mundial equivalente às do Oscar, dos playoffsf da NBA e do Superbowl. A do próximo Papa vai ganhar até da final da Champions League. NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4

GibaUm

3 Depois

de anos encostada na Record, volta à Globo, em Malhação, a atriz e ex-modelo Silvia Pfeifer, hoje com 55 anos.

gibaum@gibaum.com.br

k “O falecido presidente Hugo Chávez deve ter influenciado

dos céus para que fosse eleito pela primeira vez na história um Papa latino-americano.” NICOLÁS MADURO // presidente interino da Venezuela

Fotos: Paula Lima

3 MAIS:

nessa prolongada ausência - quem diria fazia e vendia brownies. "É uma terapia. A cozinha é uma verdadeira alquimia."

Papa Negro 333 Quem conhece os subterrâneos da Igreja Católica no Brasil é capaz de apostar que, dos cinco cardeais brasileiros que participaram do conclave, quatro não votariam em D. Odilo Scherer, que sofre resistências em algumas arquidioceses do país. Na última eleição para presidente da CNBB, era favorito e acabou perdendo para D. Raymundo Damasceno Assis, arcebispo metropolitano de Aparecida. E em outra eleição anterior, D. Odilo também não havia emplacado.

SUBTERRÂNEOS

Amigo do lado 333 Ao menos 70 dos 117 cardeais reunidos em Roma elegeram o novo Papa Francisco e entre os cinco brasileiros lá, um não escondia, antes mesmo de viajar para Roma, sua preferência pelo cardeal Jorge Mario Bergoglio, da Argentina: era o Cardeal Arcebispo Emérito de São Paulo, D. Claudio Hummes, que cuidou da Congregação do Clero do Vaticano durante anos. Na sacada, quando da primeira aparição do Pontífice, à sua esquerda estava o mesmo D. Claudio Hummes, que deu risada quando ele disse que os cardeais haviam ido buscar um papa “no fim do mundo”.

ALIVIADO 333 A Cúpula do PT ficou aliviadissima com a não eleição de D. Odilo Scherer. Alguns petistas bem-humorados, contudo, acham que com a escolha do argentino, Lula não poderá dizer que foi ele que fez o novopontífice.Detalhe:Gilberto Carvalho não resistiu e contou a história para o próprio Lula. O ex-presidente não achou a menor graça.

Um verdadeiro festival de mulheres bonitas do showbiz e do fashion world enfeitavam a noite de lançamento da nova campanha de jóias da Vivara, esta semana, no Chez MIS, espaço do Museu da Imagem e do Som, em São Paulo e a maioria delas, resolveu optar por modelitos pretos. Da esquerda para a direta, Thalyta Pugliesi; a sempre inspiradora Isabeli Fontana, que não quer falar mais de seus amores; Debora Secco; Sabrina Parlatore, que tem programa no Glitz ; e a Miss Brasil Gabriela Markus. 333

Noite de jóias

333 Se não se mexeu nem mesmo para mandar uma mensagem a Bento 16 quando anunciou sua renúncia, a presidente Dilma Rousseff correu para se congratular com o novo Papa Francisco, por sua eleição. Se fosse o Papa anterior que viesse ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude, em julho, no Rio, Dilma também não estava disposta a comparecer. Agora, como a primeira viagem internacional do Papa Francisco será ao Brasil para o super-evento católico, que deverá reunir mais de 1,5 milhão de fiéis, a Chefe do Governo já movimenta o Itamaraty para um encontro com o Pontífice lá. Já em campanha pela reeleição, ficar bem na foto com o Papa Francisco, pode ser um bom negócio, mesmo sabendo que suas posições não são diferentes de D. Odilo Scherer, que o Planalto acha que não é afinado com as prioridades do governo.

Encontro marcado

Jardim suspenso Se o Edifício Matarazzo, sede da prefeitura de São Paulo, tem na sua cobertura um super-jardim, com direito até a algumas árvores, os vereadores resolveram também ter um jardim suspenso no prédio da Câmara Municipal. A reforma prevê que a cobertura deverá ganhar jardins que, como na prefeitura, poderão ser abertos à visitação, em dias marcados. 333

O DEPUTADO Miro Teixeira (PDT-RJ) acaba de colocar seu nome à disposição do partido para disputar o governo do Rio. Só exige que sejam feitas prévias internas. Ele acha que há espaço para uma candidatura alternativa à do vice-governador Luis Fernando Pezão (PMDB) e à de Lindbergh Farias (PT).

333

Bianca Bin, 22 anos, a vilã Carolina da novela Guerra dos Sexos, é capa e recheio da nova edição de Boa Forma , onde conta que cruel mesmo é a disciplina que precisa ter para manter o corpo, com muito regime e exercícios. Nascida em Jundiaí, interior de São Paulo, é o primeiro papel de Bianca depois de ter protagonizado, na pele, de Açucena, a série Cordel Encantado. Casada com o ator Pedro Brandão, ela empurra para o marido a força para ter conseguido emagrecer seis quilos para a novela. 333

Made in Jundiaí

Outro Bispo 333 Como em outras importantes ocasiões religiosas, incluindo-se visitas de João Paulo II ao Brasil, a rede Record, do bispo Edir Macedo, dedicou mínimos espaços em seus noticiosos desde a renuncia de Bento 16 até a eleição do Papa Francisco. Na Record News, enquanto as emissoras de TV do mundo emendavam a fumaça branca à primeira aparição do Pontífice na sacada, transmitia o julgamento do advogado Misael Bispo de Sousa.

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Eles: calças mais curtas.

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333 Amiga desta coluna estava em Paris, há dias, para ver a semana de moda e foi comprar uma t-shirt mais sofisticada numa loja nos Champs Elysées. Como fundo musical, estava tocando Amor de Chocolate, de Naldo. Trecho do novo hit: “Corpo quente, tô suado/ Vem melar e vem lamber/ Só o cheiro, só o toque/ Já me faz enlouquecer”. Shakespeare perde longe. Mais: Naldo aparece numa entrevista na revista da Gol dizendo que quer ganhar um Grammy e que adotouosobrenome Benny.“Li que benny em hebraico é justo, bendito,abençoado”.

O SAN Lorenzo de Almagro, um dos cinco grandes clubes da Argentina, do qual o Papa Francisco é torcedor (seu pai foi jogador de basquete da agremiação) está em baixa, hoje: ocupa apenas a 12ª posição do torneio oficial. Em seu portal, o clube chamou o novo Pontífice de Papa Corvo, que é o apelido de seus torcedores.

333

A VETERANA roqueira Rita Lee, 65 anos, está preocupada com os cabelos de Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Esta semana, perguntou no Twitter: “É impressão minha ou o tal Feliciano-racistahomofóbico é mulato, faz chapinha e tira sobrancelha. Tá boa santa (sic)?” A famosa expressão “Tá boa santa?” é uma cutucada de Rita Lee, especialmente contra quem se declara inimigo dos homossexuais.

333

OUTRO

MISTURA FINA

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Bate um bolão! Em entrevista a Playboy, Tony Belloto, mistura de musico, escritor e marido (são casados há 23 anos) da atriz Malu Mader, que volta a televisão em Sangue Bom (e depois de longa temporada num spa, onde ganhou um corpo enxuto), acha que, aos 46 anos, se ela receber convite da mesma revista masculina para debutar toda nua, não tem nada contra e até acha que “ela bate um bolão”. No começo dos anos 90, Malu recebeu sucessivos convites para posar nua e sempre recusou.

333 Quem conhece os subterrâneos da Igreja Católica no Brasil é capaz de apostar que, dos cinco cardeais brasileiros que participaram do conclave, quatronãovotariamemD.Odilo Scherer, que sofre resistências em algumas arquidioceses do país. Na última eleição para presidente da CNBB, era favorito e acabou perdendo para D. Raymundo Damasceno Assis, arcebispo metropolitano de Aparecida. E em outra eleição anterior, D. Odilo também não havia emplacado.

OUT

Eles: comprimento clássico.

Cantora da noite 333 Ilze Scamparini, 52 anos, não é apenas a competente correspondente da Globo em Roma: ela também canta em bares italianos, seu repertório é quase todo à base de hits da bossa nova e agora, prepara-se para lançar seu primeiro CD. Quando estava de férias no Brasil, interrompidas com a renúncia de Bento 16, ela acertava detalhes do lançamento do CD por aqui e sua participação numa série de programas da Globo para alavancar. Mais: se muita gente acha que, cinquentona, Ilze já deveria ter cortado um pouco dos cabelos longos demais, ela se defende dizendo que “faz parte do visual de cantora”.

O VETERANO Zagallo acabou celebrando o fato do novo Papa ter sido eleito no dia 13 de um ano que termina em 13. Apesar da coincidência, acha que 13 é um número da sorte “e ele será feliz”. Depois, comentou, bem-humorado, a “derrota verde-amarela”, cujo camisa 10 seria D. Odilo Scherer. “Vamos ter de engolir”.

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333 NESSES dias que antecederam a eleição do novo Papa Francisco, o ex-delegado federal e deputado Protógenes Queiróz (PCdoB-SP), achou da maior importância divulgar nas redes sociais que estava apoiando D. Odilo Scherer para a sucessão do Bento 16.

NÃO ENTROSADA no confinamento e sem nenhum apelo junto aos telespectadores, Kamilla Salgado deixou o insuportável BBB, reclamando: “Não sou porca”. E não é bem assim: comunidades de fãs do reality show só se referiam a ela como Miss Piggy. 333

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

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sexta-feira, 15 de março de 2013

5 SOB NOVA DIREÇÃO O líder do governo paulista na Assembleia Legislativa de São Paulo, Samuel Moreira (PSDB-SP), deve ser eleito hoje o novo presidente da Casa. Ele substituirá o tucano Barros Munhoz, que preside a Assembleia desde 2009.

olítica Dida Sampaio/Estadão Conteúdo-27/02/13

Kassab tira PSD da mão de Dilma

Presidente do partido avisou a presidente que sigla não integrará oficialmente o governo antes da eleição de 2014

Mas Afif deve assumir ministério

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m jantar no Palácio da Alvorada, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, disse anteontem à presidente Dilma Rousseff que seu partido não vai integrar oficialmente o ministério antes da eleição de 2014. "Eu disse a ela, e a presidente compreendeu, que esta era uma decisão definitiva, oficial, e que reflete o desejo majoritário no partido", disse o ex-prefeito na manhã de ontem. Apesar da negativa de integrar formalmente o governo, existe uma brecha que pode levar o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, a assumir a recém-criada pasta da Micro e Pequena Empresa: Dilma pode convidá-lo em caráter "pessoal", pela afinidade que tem com o pessedista e sua experiência no tema do ministério. Kassab tem dito que não poderá "impedir" caso a presidente resolva convidar Afif ou outro filiado do partido nessas condições, mas que isso não mudará a decisão de conservar a independência no Congresso. O ex-prefeito de São Paulo afirmou à presidente que não faria sentido ingressar no governo agora, sendo que o partido foi criado para reunir dissidentes de várias legendas, em sua maioria oriundos da oposição. Ele disse ter a "convicção" de que o partido vai aprovar, nas consultas que tem

promovido às seções estaduais, o apoio à reeleição de Dilma no ano que vem, numa aliança formal em que a petista dê seu quinhão no tempo do horário eleitoral. Segundo essa lógica, seria "natural'' que, em um eventual segundo mandato, o partido integrasse o primeiro escalão. REFORMA ADIADA Na quatra-feira, no fim de um evento no Palácio, Dilma disse que não era o momento de tratar de mudanças na Esplanada dos Ministérios. A aguardada reforma

ministerial que deve ser promovida pelo governo, segundo a presidente, "não é tema desta semana". "Eu não vou valar sobre isso porque não é meu tema essa semana", disse Dilma. Ela prepara uma minireforma

ministerial para acomodar pleitos de partidos como PMDB, PR e PDT, além de incorporar oficialmente à base o PSD. Na noite desta terça, Dilma se reuniu com o vice-presidente Michel Temer para discutir as mudanças, de

olho no palanque da eleição de 2014. O deputado federal Antônio Andrade, presidente do PMDB de Minas Gerais, deve ir para o lugar de Mendes Ribeiro (PMDB-RS) no Ministério da Agricultura.

Limite de servidor? Nem vem.

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governo federal descumpre, desde dezembro de 2009, uma regra estabelecida por ele próprio que limita a nomeação de pessoas não aprovadas em concurso público a, no máximo, 25% dos cargos de confiança de baixo escalão. Pertencem a essa faixa os cargos comissionados DAS-1, DAS-2 e DAS-3, com remuneração de R$ 2.152,46, R$ 2.741,50 e R$ 4 247,06, respectivamente. A última edição do Boletim Estatístico de Pessoal, publicado pela Secretaria de Gestão Pública do Ministério do Planejamento em dezembro, informa que 25,55% dos servidores dessa faixa não são concursados 98 cargos a mais do que o limite estabelecido pelo decreto nº 5.497/2005.

Marina faz coleta para a Rede

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m clima de campanha, a ex-senadora Marina Silva visitou ontem dois mercados municipais em São Paulo. Cumprimentou vendedores, distribuiu adesivos, tomou suco com eleitores e tirou fotos. Não pediu votos, mas assinaturas. Ela deu início a uma maratona de atividades para coletar apoios à Rede Sustentabilidade, partido que pretende formalizar até outubro deste ano para concorrer à Presidência em 2014. Apesar do clima, Marina criticou a antecipação da campanha presidencial e disse que só está focada em discutir o programa do partido. Ela segue em busca das assinaturas em eventos hoje, no interior paulista, e no final de semana, no Rio. A ex-senadora afirmou que os congressistas se valem de "dois pesos e duas medidas" ao defender a aprovação de projeto de lei que restringe o acesso de novos partidos a recursos do fundo partidário e limita o tempo na propaganda gratuita na televisão. "Vemos com preocupação, do ponto de vista da postura democrática. Outros partidos foram criados e para eles não foi colocada essa cláusula de barreira. Estão sendo usados dois pesos e duas medidas conosco". Para Marina, "obviamente" há uma "leitura política" do projeto. Proposta em tramitação no Congresso impede que os deputados que migrem para um partido recém-criado sejam levados em conta no cálculo para a divisão do fundo partidário e da propaganda na televisão, como aconteceu com o PSD do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, beneficiado por ter atraído cerca de 50 deputados federais. De acordo com a regra, quanto mais representantes o partido tem, maior fatia do fundo e mais tempo de propaganda receberá. Marina criticou ainda a "antecipação" da dis-

Ainda não está definido se o atual ministro volta para Câmara ou assume a Secretaria de Assuntos Estratégicos, no lugar de Moreira Franco (PMDB) – que deve ir para o Turismo, hoje sob o comando do PMDB.

Tércio Teixeira/Estadão Conteúdo

Campos dá suas bicadas

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Marina Silva no Mercado Municipal Paulistano: o primeiro de vários eventos da Rede Sustentabilidade. puta presidencial. "Acabamos de ter uma disputa para prefeito e já anteciparam a eleição para presidente. A gente tem que ganhar mais tempo discutindo propostas e ideias do que a engenharia eleitoral". De acordo com ela, as atividades da Rede Sustentabilidade não se incluem na antecipação eleitoral. "Estamos discutindo programa, não estamos participando dessa antecipação", afirmou. Para que o partido seja registrado na Justiça Eleitoral, são necessárias 500 mil assinaturas, colhidas em, pelo menos, nove Estados. Para obter essa quantidade de assinaturas, Marina fará mais dois eventos iguais aos de ontem em São Paulo. Hoje, irá a Araraquara, no in-

terior do Estado, e no final de semana ao Rio. Segundo o deputado Walter Feldman (PSDB), que também participa da fundação do novo partido, a estimativa é que a sigla já tenha obtido de 10% a 15% das assinaturas. Marina disse que enquanto o partido não adquire personalidade jurídica, e portanto não pode receber doações, as atividades estão sendo custeadas pelos próprios fundadores. ELEIÇÃO – Cotada como uma das candidatas à Presidência em 2014, depois de ter conquistado quase 20 milhões de votos nas eleições passadas, ela – entre frutas e legumes – criticou o clima de campanha criado nas últimas semanas pelo PT e PSDB e disse que a sua Rede não vai participar desse processo de antecipação.

governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), aproveitou o encontro com empresários na sede da Confederação Nacional do Comércio, no Rio, para criticar o desempenho da economia e a falta de interesse político para resolver questões de interesse do setor terciário no País. Sem alfinetar explicitamente a política econômica da presidente Dilma Rousseff, o socialista e virtual candidato do PSB à Presidência nas eleições de 2014, afirmou que "é preciso unir os brasileiros" para discutir como fazer a economia voltar a crescer em todos os setores. Campos lamentou que sua proposta de acordo para a questão dos royalties do petróleo tenha sido interpretada como eleitoreira por políticos fluminenses e integrantes do governo federal. Apesar de já ser apontado como candidato, o socialista criticou o que chamou de antecipação do debate eleitoral. Campos foi um dos articuladores da aprovação pelo Congresso Nacional da lei que estabeleceu uma nova distribuição dos royalties do petróleo, inclusive dos campos que já estão em operação. O novo sistema retira receitas de Estados produtores – Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo –, que já anunciaram que vão contestar no Supremo Tribunal Federal (STF) as mudanças no sistema de pagamento das compensações. Na terçafeira, Campos propôs um acordo em reunião com outros governadores em Brasília para tentar evitar que a disputa seja definida pelo Poder Judiciário.


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Passadas as eleições, nosso papel é construir consensos. Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo.

olítica

Leo Martins/Estadão Conteúdo

Alckmin: R$ 2,4 bi em bondades. Para 600 prefeitos, governador apresenta plano de distribuição de caminhões, ambulâncias, compras de terrenos para creches e...

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os moldes do governo federal, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou nesta quinta-feira um "pacote de bondades" aos 645 municípios do Estado, somando um total de R$ 2,4 bilhões em investimentos ao longo de seus últimos dois anos de mandato. Em evento que reúniu, segundo o próprio governo, mais de 600 prefeitos no Memorial da América Latina, Alckmin anunciou a distribuição de caminhões, ambulâncias, compras de terrenos para construção de creches e moradia popular, reformas em postos de saúde, recuperação de estradas vicinais e até uma bolsa para idosos maiores de 80 anos no valor de R$ 100 mensais. Ao lado do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), Alckmin anunciou o pacote defendendo que é preciso trabalhar em conjunto, independentemente das bandeiras partidárias, em benefício da

população. "É para ajudar as prefeituras nesse início, que estão em dificuldade financeira, para poder atender a população", disse o governador, durante discurso. O prefeito petista, por sua vez, louvou a iniciativa do governador tucano em reunir prefeitos e oferecer a possibilidade de interação com o governo estadual. "Passadas as eleições, nosso papel é construir consensos. Quando chegam ao Memorial, os prefeitos recebem um kit com material sobre o programa do governo e circulam entre estandes das secretarias estaduais para se informarem. Todos os benefícios anunciados pelo governador nesta quinta dependem da adesão das prefeituras. Na área da educação, Alckmin ofereceu terrenos para todas as prefeituras para construção de creches e anunciou a compra de ônibus escolares para todos os municípios. Ainda nesta área, o go-

Lula: 'É chegada a hora de governar SP'.

A

pós lançar a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição e de ser acusado de antecipar a disputa eleitoral de 2014, o expresidente Luiz Inácio Lula da Silva virou protagonista das inserções do PT paulista na tevê, onde aparece dizendo que o projeto petista não se esgota e que é chegado o momento de seu partido governar o Estado de São Paulo. "Temos sido o partido que fez mais pelo Brasil. Tá na hora agora da gente ser também o partido a fazer mais por todo o Estado de São Paulo", afirmou Lula. A presidente Dilma também aparece nas inserções, destacando o combate à miséria no País e dizendo que o desenvolvimento pode ser "mais rápido" em São Paulo. Na inserção de 30 segundos que foi ao ar pela primeira vez nesta quarta-feira com o slogan "O partido que mais fez

pelo Brasil vai fazer mais por São Paulo", Lula faz menção à presidente e ao prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, dizendo que "o projeto do PT não se esgota". "A coisa que mais me apaixonava no governo era que quanto mais a gente fazia mais eu via novas coisas para fazer e conseguia realizar. A Dilma me contou que sente o mesmo. Sei que o Fernando Haddad vai sentir isso cada vez mais forte. É por isso que o projeto do PT não se esgota e se renova cada vez mais". Em sua participação, também veiculada nesta quarta, Dilma reforça que o governo continuará a propiciar desenvolvimento e o fim da miséria. "Em São Paulo, isso pode acontecer mais rápido, beneficiando a todos. Nosso governo tem prioridades claras. Diminuir custos e aumentar oportunidades. Por isso, esta-

vernador anunciou a ampliação dos repasses estaduais para merenda escolar: hoje, as escolas recebem R$ 0,25 por aluno e passarão a receber R$ 0,50. E nas escolas de tempo integral, o valor subirá de R$ 0,36 para R$ 2,00.

Todos os municípios que ainda não receberam receberão uma ambulância. GERALDO ALCKMIN SAÚDE – Na saúde, serão investidos R$ 290 milhões para reformas e compras de novos equipamentos para Unidades Básicas de Saúde (UBS). Além disso, Alckmin anunciou a compra de 500 novas ambulâncias para os municípios, com custo total de R$ 50

milhões "Todos os municípios que ainda não receberam terão uma ambulância", afirmou o governador. Na área de acessibilidade, Geraldo Alckmin ofereceu R$ 2 milhões em financiamentos a juros zero aos prefeitos interessados em investir em acessibilidade para deficientes. Já para a área de saneamento básico, o investimento total do governo do Estado será de R$ 126 milhões. No setor de habitação, cidades com menos de 100 mil habitantes receberão recursos do governo estadual para compra de terrenos que servirão para construção de moradias populares da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). Segundo Alckmin, serão liberados a fundo perdido R$ 80 milhões ou R$ 2 mil por unidade habitacional, a serem repassados para as prefeituras comprarem os terrenos. IDH – No campo social, o governador informou aos pre-

feitos que as 100 cidades com menor índice de desenvolvimento humano (IDH) receberão recursos especiais do governo estadual para discutir políticas para melhorar a sua condição. "É para sair da pobreza", afirmou o tucano. Ainda na área social, Alckmin anunciou a ampliação da rede de atendimento dos centros de convivência de idosos e lançou o cartão Amigo do Idoso, voltado para maiores de 80 anos sem nenhuma renda fixa e que passarão agora a receber R$ 100 por mês. Segundo o governador, há aproximadamente 32 mil pessoas que devem ser beneficiadas. No pacote, Alckmin ainda anunciou um programa de recuperação de estradas vicinais de quase R$ 1 bilhão e a distribuição de caminhões para cidades abaixo de 50 mil habitantes, que podem ser para coleta de lixo ou caminhão basculante, conforme a necessidade da prefeitura.

Aumento de prazo para distribuir FPE

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elator do projeto que muda a distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE), o senador Walter Pinheiro (PTBA) vai propor estender até 2017 o prazo para que o Congresso aprove uma nova lei sobre a questão. O aumento do prazo, que no projeto inicial terminaria em 2015, é uma tentativa de viabilizar a aprovação do texto, cuja votação está marcada para terça-feira. Mesmo com a flexibilização do prazo, não ainda há acordo entre os senadores. O texto de Pinheiro mantém os atuais valores do fundo repassados para cada Estado até 2015. O resto do montante do FPE, se houver aumento na arrecadação, seria distribuído segundo dois critérios: a renda per capita familiar do Estado somada ao inverso do tamanho da população.

Vanessa Carvalho/Folhapress - 12/03/13

Mensalão: não adianta recorrer.

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Lula: "Tá na hora da gente ser o partido a fazer mais por todo o Estado". mos baixando a conta de luz, os juros, os impostos e diminuindo o custo da cesta básica". E Dilma se gaba dos feitos do governo federal. "Continuamos a gerar muito emprego e retiramos 22 milhões de brasileiros da miséria, mesmo com a crise internacional" "I ntro mis são" – O governador Geraldo Alckmin reagiu à "incursão" do alto escalão petista na ainda indefinida dis-

puta eleitoral em São Paulo. "Agora é hora de trabalhar", rebateu, após anúncio de um pacote de R$ 2,46 bilhões para prefeituras paulistas. É hora de somar esforços, independentemente de sigla partidária, fazer um grande esforço suprapartidário em benefício da população". Provável candidato à reeleição em 2014, ele diz que não entraria "no ringue da eleição" fora do tempo.

pesar de dizer que qualquer pessoa pode recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos, o presidente do órgão – ligado à OEA (Organização dos Estados Americanos) – o peruano Diego García-Sayán, afirmou que o tribunal internacional não tem poder para rever as sentenças aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal no caso do Mensalão. Ele se encontrou ontem com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. "Qualquer pessoa que considere que seus direitos tenham sido violados pode recorrer ao sistema interamericano. A Corte Interamericana não é um tribunal penal e, portanto, não modifica as penas", afirmou García-Sayán.

Segundo ele, o que a corte fez em processos com violações foi determinar que se revisasse ou reiniciasse o processo: "Não estou dizendo que será feito nesse caso." Ele explicou que ir "ao sistema" não é o mesmo que recorrer. Isso porque, antes de chegar ao tribunal, todo pedido passa por uma análise. "É preciso seguir um procedimento na Comissão Interamericana. Quando esse procedimento é concluído e a comissão considera que foram violados direitos humanos é que se pode chegar à corte." Após a condenação pelo STF, alguns réus do Mensalão cogitaram recorrer à OEA. Os advogados de José Genoino, Marcos Valério e José Roberto Salgado se mostraram favoráveis à manobra.


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Não se pode culpar apenas uma parcela (caso do deputado-pastor) , porque toda ação provoca uma reação. Henrique Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara dos Deputados.

olítica

Desenvolvimento: País estaciona em 85º. O primeiro lugar entre 187 países continua sendo da Noruega e o último, do Niger.

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Índice de Desenvol- mento de aproximadamente cacional no País seja bem mevimento Humano 0,5% em relação ao IDH brasi- lhor: 14,2 anos na escola, per(IDH) do Brasil con- leiro desde 2010 – o último ano dendo só para a Rússia. tinuou a subir du- do ex-presidente Luiz Inácio Na América do Sul, o cenário rante a primeira metade do Lula da Silva (0,726). Mas, no para educação é parecido. O governo Dilma Rousseff, mas mesmo período, China (1,4%), Brasil tem a pior média de em ritmo mais lento do que Índia (1,2%), Rússia (0,7%) e anos passados estudando, quase todos os países dos África do Sul (1,2%), os países mas apresenta um dos melhoBrics e da América do Sul. do grupo de nações em desen- res prognósticos. É o que mostra relatório di- volvimento chamado de Brics, PRAZO – Quando observado vulgado ontem pelo Programa evoluíram mais rapidamente. o longo prazo, o Brasil é um dos das Nações Unidas para o De- Essa melhora não impediu que países com IDH que mais cress e n v o l v i m e n t o Elza Fiúza/ABr ce no mundo. De (Pnud), com dados so1990 a 2012, esse bre o ano passado. crescimento chegou Assim como no relaa 23,7%, o melhor detório anterior, o Brasil sempenho entre os aparece no 85º lugar grandes países da num ranking de 187 América do Sul, perpaíses, dentro de um dendo só para a Guiagrupo considerado de na (26,6%). Mas entre "elevado índice de deos Brics, é bem infesenvolvimento humarior à evolução de Chino". Seu índice é de na (41,2%) e Índia 0,73 – sendo 1 o máxi(35,1%) – diferença Daniela Gomes Pinto, analista do PNUD. mo possível. É um núexplicada em pelos mero parecido com o baixos patamares de da Jamaica, Armênia, Omã e só a Rússia tenha hoje um IDH que saíram esses países. São Vicente e Granadinas. O relatório do Pnud (anual) maior do que o brasileiro – está O IDH é composto de três na 55ª posição. traz também um texto analíelementos: renda, saúde (exQuando comparada com a tico com uma série de elogios pectativa de vida) e educação evolução do índice de países ao desenvolvimento do Bra– o terceiro é dividido entre os da América do Sul e com o Mé- sil e de outros países em deanos de estudo dos adultos e xico nesses dois anos, a brasi- senvolvimento. os anos de estudo esperados leira só ganha de dois países: O governo federal diz que para as crianças. Pnud usa dados desatualizaVenezuela e Paraguai. O primeiro lugar em 2012 No ranking absoluto, o País dos de crianças na escola, o continua sendo da Noruega continua atrás de Peru (77º), que faz a nota no indicador e, (0,955), seguida da Austrália Venezuela (71º), Uruguai (51º), com isso, o País recebe índice (0,938) e dos Estados Unidos Argentina (45º) e Chile (40º). mais baixo. Segundo o MEC (0,937). A última posição é do Dentre os Brics, por exemplo, (Ministério da Educação), as Níger, na África. O IDH é um dos os adultos brasileiros (7,2 anos Nações Unidas não consideram índices mais aceitos para se em média) são mais estudados mais de 4 milhões de crianças medir o grau socioeconômico apenas que os indianos (4,4 que aparecem como estando de um país. O dado divulgado anos em média), ainda que a na pré-escola quando deveontem representa um cresci- perspectiva para o futuro edu- riam ser contadas estudantes.

Parcelamento de precatório é ilegal

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Supremo Tribunal Federal julgou hoje inconstitucional o pagamento parcelado de precatórios em até 15 anos. O tribunal declarou ontem inconstitucional a emenda de 2009 que instituíra um novo regime para pagamento de precatórios – dívidas do poder público resultantes de decisões judiciais. A maioria considerou inconstitucionais dispositivos como realização de leilões de precatórios, correção dos títulos por índices que não recompõem os valores e compensação em caso de dívida do credor com o poder público. Conforme dados do Conselho Nacional de Justiça, os precatórios de Estados e municípios vencidos até o meio do ano passado somavam R$ 94 bilhões. A derrubada da emenda poderá causar problemas nas finanças de Estados e municípios. Antes de ela ser aprovada, havia um caos no sistema de precatórios. Diante da falta de pagamento das dívidas judiciais, credores protocolaram no STF milhares de pedidos de intervenção nos Estados. O Supremo deverá definir se haverá uma modulação do julgamento. Um dos pontos a se resolver é saber o que ocorrerá com os pagamentos já feitos com base na emenda. Autora de uma das ações julgadas pelo STF, a OAB classificava as novas regras como calote.

"A decisão é também uma importante ação preventiva, para que novas emendas de calotes sejam evitadas", disse o presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado. Num julgamento iniciado em 2011 e interrompido por pedido de vista, o STF concluiu que a emenda dos precatórios desrespeitava princípios da Constituição, como os que garantem isonomia e direito adquirido. "Não se pode criar uma carta de alforria para ir superando essas cláusulas pétreas", disse o ministro Luiz Fux. Ele criticou vários pontos da emenda, entre os quais o que estabelecia a possibilidade de leilões por meio dos quais os credores poderiam receber antecipadamente se concordassem em conceder descontos. "Podemos fechar os olhos a essa aberração constitucional? A meu ver, não", afirmou o ministro Marco Aurélio Mello. O presidente do STF, Joaquim Barbosa, disse que o sistema privilegiava a administração irresponsável. No grupo de ministros favoráveis à emenda, estavam Gilmar Mendes e Teori Zavascki."O quadro é de mudança. O Estado de São Paulo tinha um passivo de R$ 19 bilhões em 2009. Esse passivo caiu, em 2012, para R$ 15 bilhões", afirmou Mendes. "Não vejo essa emenda como atingindo qualquer das cláusulas pétreas", disse Zavascki.

Pastor da discórdia busca acordo

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a tentativa de viabilizar Comissão em meio a bate-boca Alves, depois de se encontrar sua permanência à fren- entre parlamentares, palavras com Feliciano e o líder do PSC, te da Comissão de Direi- de ordem, vaias, aplausos e tu- deputado André Moura (SE). tos Humanos e Minorias, o pas- multo. Apesar dos protestos veNa véspera, o presidente da tor e deputado Marco Feliciano ementes, que duram duas se- Câmara recebeu deputados (PSC-SP) se reuniu ontem com o manas, ele insiste em ficar no contrários ao pastor, como Éripresidente da Câmara, Beto Barata/Estadão Conteúdo ka Kokay (PT-DF) e Jean Henrique Eduardo AlWyllys. "Espero que ves (PMDB-RN). Foi penos próximos dias esse dir sua interferência clima venha a ser harpara acabar com clima monizado em um ende confronto de parlatendimento em que tomentares do PT, do dos possam perceber PSol e do PSB com os que o importante para evangélicos. No périesta Casa é a ordem, o plo em busca de apoio, respeito", disse o presiFeliciano também prodente da Câmara. Para curou o líder do goverHenrique Alves, os dois no na Câmara, Arlindo lados – os pró e os conChico Alencar (PSol-RJ) e Feliciano (PSC-SP) Chinaglia (PT-SP), que tra Feliciano – estão erpediu para não envolrados. "Não se pode ver o governo na confusão, e cargo. "Pedi aos grupos repre- culpar apenas uma parcela, até o deputado Chico Alencar sentados ponderação, equilí- porque toda ação provoca uma (PSol-RJ), um dos parlamenta- brio e responsabilidade. Vamos reação e acho que esse radicares contrários ao pastor. aguardar os próximos dias para lismo e esse emocionalismo Acusado de racismo e homo- que isso realmente possa acon- não estão compatíveis com o fobia, Feliciano presidiu an- tecer na comissão, que é muito que a Casa tem o dever de apreteontem a primeira sessão da importante", afirmou Henrique sentar à sociedade."


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Fotos: Osservatore Romano/Reuters

nternacional

'A Igreja Católica não é uma ONG beneficente' Em sua primeira missa, o papa Francisco sinaliza tempos de austeridade e divulga seu lema: caminhar, construir e difundir a palavra de Jesus.

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m seu primeiro dia útil, o papa Francisco mandou ontem diversas mensagens de que defende mudanças na Igreja Católica. Com gestos simbólicos, fez questão de sinalizar tempos de austeridade para a criticada instituição. Na primeira missa, rezada em italiano, o pontífice defendeu que a Igreja "caminhe" e seja "edificada" sobre bases sólidas – uma mensagem bem mais simples do que o denso discurso, em latim, feito por Bento XVI em 2005. Caso contrário, disse ele, a poderosa instituição corre o risco de deixar de ser uma igreja e ser rebaixada a uma mera ONG beneficente. "A nossa vida é um caminho. Quando paramos, alguma coisa está errada", disse Francisco, escolhido para liderar cerca de 1,2 bilhão de fiéis em um momento de crise no catolicismo. O novo papa fez um chamado pela colaboração dos cardeais

Pela manhã, Francisco rezou por orientação em uma basílica de Roma dedicada à Virgem Maria. e estabeleceu uma espécie de lema para a Igreja em seu pontificado: caminhar, construir e difundir a palavra de Jesus. "Nós podemos caminhar o quanto quisermos, podemos construir muitas coisas, mas se não confessarmos (professarmos) Jesus Cristo, a coisa não anda. Nos tornaremos uma ONG beneficente, mas não a igreja", disse ele, sem anotações, em uma missa aos cardeais na Capela Sistina com transmissão pela TV. Ao reforçar o apelo à religiosidade, o pontífice citou uma frase dura do escritor francês Léon Bloy (1846-1917): "Quem não

reza ao Senhor reza ao diabo." "Quando não se confessa Jesus Cristo, se confessa o mundanismo do diabo, do demônio", disse Francisco. Em seguida, ele disse que não adianta ao católico ocupar altos cargos na hierarquia da Igreja, caso ele vire as costas à cruz. A mensagem foi recebida no Vaticano como um aviso de que os religiosos devem zelar pela coerência entre palavras e ação, ou seja, entre o que pregam e o que fazem em suas vidas. Francisco , de 76 anos, terá a missão de devolver credibilidade à Igreja, que enfrentou escândalos de abuso sexual e suspeitas de corrupção durante o pontificado de Bento XVI. Virgem Maria - Antes, Francisco havia deixado discretamente o Vaticano, em um carro simples, para rezar por orientação em uma basílica de Roma dedicada à Virgem Maria. O ex-arcebispo de Buenos Aires, cardeal Jorge Mario Bergoglio, entrou na Basílica de Santa Maria Maior, por uma entrada lateral, pouco depois das 8h locais (4h em Brasília) e deixou o local cerca de 30 minutos mais tarde. Ele havia dito à multidão que estava na Praça de São Pedro, logo após sua eleição, que pretendia rezar para a santa para que "ela olhe por todos em Roma". Agenda - Francisco rezará o Ângelus no próximo domingo da janela do apartamento papal, que tem vista para a Praça de São Pedro. A residência está trancada desde que foi efetivada a renúncia de Bento XVI, em 28 de fevereiro. A missa solene de início de pontificado será realizada em 19 de março, e para a mesma são esperadas delegações oficiais de vários países. A presidente Dilma Rousseff confirmou presença no evento. Brasil - O governo brasileiro comemorou a escolha de Bergoglio por dois motivos: sua identificação com a causa social e o fato de o escolhido não ter sido o brasileiro Odilo Scherer, cotado como um dos favoritos antes do conclave. Scherer é visto como um conservador mais alinhado à ortodoxia de Bento XVI, com quem os governos petistas mantiveram relação fria. Agora, o governo fez questão de reforçar o convite para que o papa participe da Jornada Mundial da Juventude, em julho, no Rio de Janeiro. Português - O monsenhor brasileiro Antônio Luiz Catelan acredita que Francisco não terá problemas para se comunicar com os brasileiros. "O português dele é muito bom. Eu conversei com ele, mas não me lembro das palavras. Disse que o Brasil é um país bonito, um povo alegre. E cantou um trechinho de uma musiquinha brasileira que não vou revelar qual foi. É segredo pontíficio", disse ele, ao contar a conversa que teve com o papa argentino ontem. (Agências)

Em sua homilia de improviso, o papa Francisco falou sobre a necessidade de caminhar com Deus, construir sua igreja e viver na fé.

Jesuítas: em defesa da renovação.

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Um problema mundano: pagar a conta.

O

novo papa demonstrou sua humildade ontem, ao ir pessoalmente ao hotel onde estava hospedado para pegar sua bagagem e pagar a conta, apesar de agora ser oficialmente dono do negócio. Na manhã seguinte a sua eleição, Francisco foi ao hotel Domus Internationalis Paulus VI, onde ele se hospedou nos dias que antecederam o conclave. O padre Pawel RytelAndrianik, que vive no hotel, disse à Reuters que ficou surpreso com a insistência do papa em pagar a conta. "Não acho que ele precise se preocupar com a conta", disse. "A casa faz parte da Igreja, e a Igreja é dele agora". (Agências)

Divulgação/cancaonova.com

NADA MUDOU

E

m suas primeiras horas de pontificado, Francisco chamou a atenção por quebrar o protocolo. Logo após sua eleição, na quarta-feira, ele exibiu humildade ao evitar o uso da limusine papal que o transportaria até o hotel, para, dessa forma, andar no ônibus com outros cardeais. Mais tarde, na janela da Basílica de São Pedro, Bergoglio apareceu para o povo com uma veste branca simples e sem a capa vermelha dos papas. Ele também trocou o crucifixo de ouro, símbolo de opulência, pela cruz de prata que já usava nos tempos de bispo. Ao fim do jantar pela sua eleição, o papa ainda disse aos cardeais que o escolheram: "Deus os perdoe pelo que vocês fizeram." (Agências) Leia mais na página 13

Companhia de Jesus – ordem religiosa à qual o papa Francisco pertence – destacou ontem a proximidade do novo pontífice com os pobres e seu compromisso com a renovação da Igreja Católica. "Todos os jesuítas acompanham com orações este nosso irmão e agradecemos sua generosidade em aceitar a responsabilidade de guiar a Igreja em um momento crucial", disse o superior geral da Companhia de Jesus, o espanhol Adolfo Nicolás, em comunicado. "O nome 'Francisco' nos remete a seu espírito evangelizador de proximidade com os pobres, sua identificação com os mais simples e seu compromisso com a renovação da Igreja", acrescentou. Francisco é o primeiro papa jesuíta da história da Igreja. Fundada em 1539, por Inácio de Loyola, um ex-soldado de família nobre basca, a ordem possui vocação missionária e pedagógica cultural e científica. Os jesuítas, além dos três votos dos religiosos – pobreza, castidade e obediência –, professam um quarto, o de obediência ao papa. (EFE)

Um amor frustrado. E ele virou padre.

J

orge Mario Bergoglio, hoje papa Francisco, poderia ter subido ao altar não como sacerdote, mas como noivo, se seu namoro de infância com Amalia, uma vizinha do bairro de Flores, em Buenos Aires, tivesse prosperado e se sua proposta de casamento não tivesse sido frustrada. "Se não me casar com você, viro padre", disse um dia Bergoglio a Amalia quando tinham apenas 12 anos, segundo a própria. Além do pedido, ela disse que Bergoglio desenhou uma casa, com a seguinte mensagem: "Essa é a casinha que vou comprar quando nos casarmos". Amalia afirmou que o romance não prosperou por causa da oposição dos pais dela. "Não respondi à carta. Meu pai me deu uma surra porque eu me atrevia a ler a carta de um menino e fez todo o possível para nos separar. Depois disso, eu nunca mais o vi", disse. Ela lembrou que Bergoglio era um menino muito correto e que sua mãe era uma "Virgem Maria". Para ela, os dois talvez fossem almas gêmeas. "Quando isso aconteceu com meus pais eu disse a Jorge que não se aproximasse porque meu pai ia me matar". (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 15 de março de 2013

9

Ferrara Participações S.A. CNPJ 09.225.197/0001-31 Sede: Av. Paulista nº 1.450 - São Paulo - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,

Colocamo-nos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. São Paulo, SP, 25 de janeiro de 2013.

Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis da Ferrara Participações

Diretoria

S.A., relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes.

BALANÇO PATRIMONIAL - Em Milhares de Reais ATIVO

2012

CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa (Nota 5)........................................................................................................ Outros Ativos ................................................................................................................................................. Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 11b)........................................................................................ NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... Realizável a Longo Prazo ........................................................................................................................... Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 11b)........................................................................................ Dividendos a Receber (Nota 10) ................................................................................................................... INVESTIMENTOS ......................................................................................................................................... Investimento em Coligadas e Controladas (Nota 6) ...................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2011

435 353 60 22 7.900.197 575.797 4.342 571.455 7.324.400 7.324.400 7.900.632

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

1.192 1.124 59 9 7.298.204 715.129 4.072 711.057 6.583.075 6.583.075 7.299.396

2012

CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Impostos e Contribuições a Recolher (Nota 11c).......................................................................................... Dividendos a Pagar (Nota 7d) ....................................................................................................................... Outras Obrigações ........................................................................................................................................ Provisões....................................................................................................................................................... PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital Social: - De Domiciliados no País (Nota 7a) ............................................................................................................. Reservas de Capital ...................................................................................................................................... Reservas de Lucros (Nota 7c)....................................................................................................................... Ajuste de Avaliação Patrimonial (Nota 6b item 3).......................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2011

7.767 7.674 1 92 7.892.865

15.441 7 15.321 1 112 7.283.955

2.553.290 2.145.524 3.097.257 96.794 7.900.632

2.553.290 2.145.524 2.591.807 (6.666) 7.299.396

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Milhares de Reais

DEMONSTRAÇÕES DO FLUXO DE CAIXA - Em Milhares de Reais Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 2011

RECEITAS OPERACIONAIS ........................................................................................................................

808.231

802.973

Receitas Financeiras (Nota 8) .......................................................................................................................

299

445

Resultado de Equivalência Patrimonial (Nota 6a) .........................................................................................

807.912

802.526

Reversão de Provisões..................................................................................................................................

20

2

DESPESAS OPERACIONAIS ......................................................................................................................

427

186

Despesas Gerais e Administrativas (Nota 9).................................................................................................

427

173

Despesas Financeiras ...................................................................................................................................

-

13

RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ......................................................................

807.804

802.787

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 11) ...................................................................

-

(64)

LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO...............................................................................................................

807.804

802.723

Número de ações ..........................................................................................................................................

148.185.822

148.185.822

Lucro básico por ação (expresso em R$ por ação).......................................................................................

5,45

5,42

Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 2011 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ......................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos:........................................................................................ Resultado de Participações em Coligadas.................................................................................................... Juros, Variações Monetárias e Cambiais, Líquidas....................................................................................... Lucro Líquido Ajustado .............................................................................................................................. (Aumento)/Redução em Outros Ativos .......................................................................................................... Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ................................................................................................. Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ........................................................................................... Caixa Líquido Proveniente das Atividades Operacionais ....................................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Dividendos Recebidos................................................................................................................................... Caixa Líquido Proveniente das Atividades de Investimentos................................................................. Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Dividendos Pagos.......................................................................................................................................... Caixa Líquido Proveniente das Atividades de Financiamentos.............................................................. Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa........................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Exercício ..................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Exercício........................................................................................ Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................................................

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

807.804 (808.199) (807.912) (287) (395) (3) (20) (418)

802.787 (802.906) (802.526) (380) (119) (125) 114 (151) (281)

309.647 309.647

-

(310.000) (310.000) (771) 1.124 353 (771)

(281) 1.405 1.124 (281)

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Milhares de Reais

Eventos Saldos em 31.12.2010.................................................................

Capital Social 2.553.290

Reservas de Capital 2.145.524

Reservas de Lucros

Ajuste de Avaliação Patrimonial Reflexo (Controladas) ............... Lucro Líquido do Exercício ........................................................... Destinações: - Reservas............................................................... - Dividendos Propostos (R$ 51,93 por lote de mil ações) ............................................................

-

-

-

-

-

-

Saldos em 31.12.2011.................................................................

2.553.290

2.145.524

159.723

2.432.084

Destinação de Dividendos com Reservas.................................... Ajuste de Avaliação Patrimonial Reflexo (Controladas) ............... Lucro Líquido do Exercício ........................................................... Destinações: - Reservas............................................................... - Dividendos Propostos (R$ 51,79 por lote de mil ações) ............................................................

-

-

40.390

-

-

-

Saldos em 31.12.2012.................................................................

2.553.290

2.145.524

200.113

Legal 119.587

Estatutária 1.677.123

40.136

754.961

Ajuste de Avalição Patrimonial

Lucros Acumulados 304

(6.970) -

802.723 (795.097)

-

(6.970) 802.723 -

(7.626)

(6.666)

(294.680) 759.740

Totais 6.495.828

-

(7.626)

-

103.460 -

807.804 (800.130)

-

-

(7.674)

2.897.144

96.794

7.283.955 (294.680) 103.460 807.804 (7.674)

-

7.892.865

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Milhares de Reais

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Milhares de Reais

1) CONTEXTO OPERACIONAL Exercícios findos em 31 de dezembro A Ferrara Participações S.A. é uma sociedade que tem por objetivo a administração, locação, compra, venda de bens próprios e participação em 2012 % 2011 % outras sociedades como cotista ou acionista. A Ferrara Participações S.A. é parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de seus recursos GERAÇÃO DO VALOR ADICIONADO administrativos e tecnológicos e suas demonstrações contábeis devem ser analisadas neste contexto. 1 - RECEITAS .................................................................................. 20 2 A autorização para a emissão destas Demonstrações Contábeis foi concedida pela Diretoria em 25 de janeiro de 2013. Outras Receitas .......................................................................... 20 2 2) PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ (385) (134) As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações contábeis estão definidas a seguir. Essas políticas foram aplicadas de modo Serviços de Terceiros.................................................................. (268) (12) consistente nos exercícios apresentados, salvo quando indicado de outra forma. Editais e Publicação.................................................................... (102) (122) Despesas Financeiras................................................................. (15) 2.1) Base de preparação e apresentação das demonstrações contábeis As demonstrações contábeis foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO................................................... (365) (132) (CPC). Elas foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e ajustadas para refletir a mensuração dos ativos ao seu valor justo, 4 - RETENÇÕES .............................................................................. quando aplicável. 5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO ................................................ (365) (132) A preparação de demonstrações contábeis requer o uso de certas estimativas contábeis e também o exercício de julgamento por parte da Administração da 6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ..... 808.211 100,0 802.971 100,0 Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis, conforme Nota 4. Resultado de Equivalência Patrimonial....................................... 807.912 100,0 802.526 100,0 A Companhia adotou a opção prevista no CPC 36 que dispensa a apresentação de demonstrações contábeis consolidadas, quando uma entidade é Receitas Financeiras................................................................... 299 445 controlada de outra entidade que divulga demonstrações contábeis consolidadas e quando acionistas deliberam pela adoção dessa opção. Assim sendo, 7 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR ........................... 807.846 100 802.839 100,0 não estão sendo apresentadas demonstrações contábeis consolidadas. 8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO TOTAL................... 807.846 100 802.839 100,0 2.2) Moeda funcional e de apresentação 8.1) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... 42 103 Os itens incluídos nas demonstrações contábeis são mensurados utilizando-se a moeda do principal ambiente econômico no qual a Companhia atua, que Federais . ............................................................................. 42 103 é o Real (R$). As demonstrações contábeis estão sendo apresentadas em milhares de reais. 8.2) Remuneração de Capitais de Terceiros e Outros............ 13 2.3) Caixa e equivalentes de caixa 8.3) Remuneração de Capitais Próprios ................................. 807.804 100 802.723 100,0 Caixa e equivalentes de caixa são utilizados para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. Assim sendo, incluem disponibilidades em moeda Dividendos ........................................................................... 7.674 1,0 7.626 1,0 nacional e fundos de investimento, cujos vencimentos na data da efetiva aplicação são iguais ou inferiores a 90 dias e apresentem risco insignificante de Lucros Retidos ..................................................................... 800.130 99,0 795.097 99,0 mudança de valor justo, uma vez que são prontamente conversíveis em dinheiro. As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis. 2.4) Ativos Financeiros A Companhia classifica seus ativos financeiros sob a categoria: registrados pelo valor justo por meio do resultado e disponíveis para venda. A classificação DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE - Em Milhares de Reais depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial. Exercícios findos em 31 de dezembro Mensurados a valor justo por meio do resultado 2012 2011 Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado 807.804 802.723 Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como Lucro Líquido do Exercício ........................................................................................................................ tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se a Companhia gerencia tais Outros Componentes do Resultado Abrangente ..................................................................................... 96.794 (6.666) investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos documentada e a estratégia de Ajuste de Avaliação Patrimonial Reflexo ....................................................................................................... 96.794 (6.666) investimentos da Companhia. Os custos da transação, são reconhecidos no resultado como incorridos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo Total do Resultado Abrangente do Exercício ........................................................................................... 904.598 796.057 por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos, os quais levam em consideração qualquer ganho com dividendos, são reconhecidas no resultado do exercício. As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis. Ativos financeiros designados como pelo valor justo através do resultado compreendem instrumentos patrimoniais que de outra forma seriam classificados como disponíveis para venda. 2.12) Reconhecimento da Receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber no curso normal das atividades da Companhia. 2.5) Passivos Financeiros A Companhia classifica os seus passivos financeiros pelo custo amortizado.Tais passivos são inicialmente registrados pelo seu valor justo e subsequentemente A Companhia reconhece a receita quando o seu valor puder ser mensurado com segurança, for provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a mensurados pelo custo amortizado. Incluem, dentre outros, recursos de instituições de crédito e de clientes, recursos de emissão de títulos de dívida e títulos Companhia e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia. de dívidas subordinadas. Receitas Financeiras As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre fundos investidos (incluindo ativos financeiros disponíveis para venda), receita de dividendos 2.6) Determinação do valor justo O valor justo dos ativos financeiros é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de (exceto para os dividendos recebidos de investidas avaliadas por equivalência patrimonial na controladora), ganhos na alienação de ativos financeiros preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de definições de preços, modelos de cotações disponíveis para venda, variações no valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado, ganhos na reavaliação a valor ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. justo de participação preexistente em controlada, ganhos nos instrumentos de hedge que são reconhecidos no resultado e reclassificações de ganhos As aplicações em fundos de investimento são avaliadas com base no valor da cota divulgada pelo Administrador do fundo investido, que reflete o valor de previamente reconhecidos em outros resultados abrangentes. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. A receita mercado dos investimentos que compõem a carteira do respectivo fundo. de dividendos é reconhecida no resultado na data em que o direito do Grupo em receber o pagamento é estabelecido. Os dividendos recebidos de investidas são registradas por equivalência patrimonial e reduzem o valor do investimento. 2.7) Investimento em Coligadas e Controladas Os investimentos em sociedades coligadas e controladas são registrados e avaliados pelo método de equivalência patrimonial, sendo que o resultado é 2.13) Imposto de Renda e Contribuição Social reconhecido como receita (ou despesa) operacional. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%, quando aplicável. A provisão Para efeitos do cálculo da equivalência patrimonial, ganhos ou transações a realizar entre a empresa e suas coligadas e controladas são eliminados na para contribuição social é calculada sobre o lucro antes do imposto de renda, considerando a alíquota de 9%. Foram constituídas provisões para os demais medida da participação da empresa, e perdas não realizadas também são eliminadas, a menos que a transação forneça evidências de perda permanente impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. (impairment) do ativo transferido. A composição dos investimentos em coligadas e controladas estão apresentados na Nota 6. A despesa com imposto de renda é constituída do imposto corrente resultante da aplicação da alíquota adequada ao lucro real do exercício e do imposto 2.8) Redução ao valor recuperável de ativos financeiros diferido proveniente de ativos e passivos fiscais diferidos reconhecidos na demonstração do resultado. Ativos financeiros reconhecidos a custo amortizado Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram Em cada data das demonstrações contábeis, a Companhia avalia se há evidências objetivas de que os ativos financeiros não contabilizados pelo valor justo constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente com base nas expectativas atuais de sua realização, considerando os estudos técnicos por meio do resultado estejam com perda de seu valor contábil. As perdas por redução ao valor recuperável são incorridas quando há evidências objetivas e as análises realizadas pela Administração. que demonstram a ocorrência de uma perda após o reconhecimento inicial do ativo financeiro e que a perda provoque um impacto nos fluxos de caixa futuros De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro do ativo financeiro ou de grupos de ativos financeiros que podem ser estimados de modo confiável. líquido do exercício, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não têm efeitos para fins de apuração do lucro real da 2.9) Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros (impairment) pessoa jurídica pelo Regime Tributário de Transição - RTT, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em Os valores contábeis dos ativos não financeiros, são revistos a cada data de apresentação para apurar se há indicação de perda no valor contábil. Caso 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção da Lei nº 11.638/07 e dos CPCs estão registrados nos ativos e passivos ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é estimado. No caso de ágio e ativos intangíveis com vida útil indefinida, o valor recuperável é diferidos correspondentes. estimado todo ano. 3) GERENCIAMENTO DE RISCOS Uma perda por redução ao valor recuperável é reconhecida se o valor contábil do ativo ou UGC exceder o seu valor recuperável. O valor recuperável de um ativo ou unidade geradora de caixa é o maior entre o valor em uso e o valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o valor A Companhia é parte integrante da Organização Bradesco, sendo que seu gerenciamento de risco é realizado por área técnica especializada da em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados aos seus valores presentes através da taxa de desconto antes de impostos que reflita as Organização, de maneira corporativa e centralizada, sendo um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, desenvolvimento, aferição e diagnóstico condições vigentes de mercado quanto ao período de recuperabilidade do capital e os riscos específicos do ativo ou UGC. Para a finalidade de testar o valor através de modelos, instrumentos e procedimentos vigentes, exigindo alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas, preservando recuperável, os ativos que não podem ser testados individualmente são agrupados ao menor grupo de ativos que gera entrada de caixa de uso contínuo que a integridade e a independência dos processos. são em grande parte independentes dos fluxos de caixa de outros ativos ou grupos de ativos (a “unidade geradora de caixa ou UGC”). Para fins do teste do Nível 1 valor recuperável do ágio, o montante do ágio apurado em uma combinação de negócios é alocado à UGC ou ao grupo de UGCs para o qual o benefício das sinergias da combinação é esperado. Essa alocação reflete o menor nível no qual o ágio é monitorado para fins internos e não é maior que um segmento Preços cotados em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos. Ativos e passivos de Nível 1 incluem títulos de dívida e patrimoniais e contratos de derivativos que são negociados em um mercado ativo, assim como títulos públicos brasileiros que são altamente líquidos e ativamente negociados em operacional determinado de acordo com o CPC 22. Perdas por redução ao valor recuperável são reconhecidas no resultado. Perdas reconhecidas relativas às UGCs são inicialmente alocadas na mercados de balcão. redução de qualquer ágio alocado a esta UGC (ou grupo de UGC), e subsequentemente na redução dos outros ativos desta UGC (ou grupo de UGC) Nível 2 Dados observáveis que não os preços de Nível 1, tais como preços cotados para ativos ou passivos similares; preços cotados em mercados não ativos; ou de maneira pro rata. Uma perda por redução ao valor recuperável relacionada a ágio não é revertida. Quanto a outros ativos, as perdas por impairment são revertidas somente outros dados que são observáveis no mercado ou que possam ser confirmados por dados observáveis de mercado para substancialmente todo o prazo dos na condição em que o valor contábil do ativo não exceda o valor contábil que teria sido apurado, líquido de depreciação ou amortização, caso a perda de ativos ou passivos. Os ativos e passivos de Nível 2 incluem contratos de derivativos cujo valor é determinado usando um modelo de precificação com dados valor não tivesse sido reconhecida anteriormente. que são observáveis no mercado ou que possam ser deduzidos principalmente de ou ser confirmados por dados observáveis de mercado, incluindo mas não limitados a curvas de rendimento, taxas de juros, volatilidades, preços de títulos de dívida e patrimoniais e taxas de câmbio. 2.10) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de Nível 3 acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, sendo: Dados não observáveis que são suportados por pouca ou nenhuma atividade de mercado e que sejam significativos ao valor justo dos ativos e passivos. • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais Os ativos e passivos de Nível 3 geralmente incluem instrumentos financeiros cujo valor é determinado usando modelos de precificação, metodologias de ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo, e pela confirmação da fluxo de caixa descontado, ou técnicas similares, assim como instrumentos para os quais a determinação do valor justo requer julgamento ou estimativa capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, significativos da Administração. Esta categoria geralmente inclui certos títulos emitidos por instituições financeiras e empresas não financeiras e certos são divulgados nas notas explicativas; contratos de derivativos. • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para 4) USO DE ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; Nas Demonstrações Contábeis foram utilizadas algumas estimativas e julgamentos elaborados a fim de quantificar determinados ativos e passivos. Tais • Passivos Contingentes: são utilizados para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não estimativas e julgamentos são continuamente avaliados e baseiam-se em experiência histórica e diversos outros fatores, incluindo expectativas de eventos de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os futuros, considerados razoáveis nas circunstâncias atuais. critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As Determinados ativos, como outros intangíveis e investimentos pelo método da equivalência patrimonial, estão sujeitos à revisão de perda ao valor recuperável obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e (impairment). As despesas com perda ao valor recuperável são registradas quando existem evidências claras de perda ao valor recuperável, ou de não• Obrigações Legais: Provisão para Riscos Fiscais decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, recuperabilidade do custo dos ativos. A avaliação do que constitui perda ao valor recuperável é uma matéria que requer um nível significativo de julgamento. independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. 5) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 2.11) Patrimônio Líquido 2012 2011 a) Lucro por ação 6 7 A Companhia apresenta dados de lucro por ação básico e diluído. O lucro por ação básico é calculado dividindo-se lucro líquido atribuível aos acionistas da Disponibilidades em moeda nacional (1)................................................................................................. 347 1.117 Companhia pela média ponderada das ações ordinárias durante o ano, excluindo a quantidade média das ações ordinárias adquiridas pela Companhia e Fundos de Investimentos Financeiros (2)................................................................................................ Total de Caixa e Equivalentes de Caixa............................................................................................... 353 1.124 mantidas em tesouraria. Não há diferenças entre o lucro básico e diluído, pois não há instrumentos potenciais diluíveis. (1) Refere-se a depósito bancário à vista. b) Dividendos a pagar A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como passivo nas demonstrações contábeis, no período em que a (2) Referem-se a aplicações de renda fixa em Fundos de Investimentos Financeiros, exclusivos a integrantes da Organização Bradesco ou empresas a ele ligadas, que sejam considerados investidores qualificados, administrados pelo Banco Bradesco S.A, no montante de R$ 347 (2011 - R$ 1.117). distribuição é aprovada por eles, ou quando da proposição do dividendo mínimo obrigatório previsto no Estatuto da Companhia. 6) INVESTIMENTOS a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados na conta de Resultado de Equivalência Patrimonial e corresponderam, no exercício, a um resultado positivo de R$ 807.912 (2011 - R$ 802.526). b) A composição dos Investimentos está demonstrada a seguir:

Empresas

Capital Social

Patrimônio Líquido

Resultado

Quantidade de ações possuídas (em milhares)

Ajustado

Ajustado

cotas

Participação no Capital Social - %

Investimentos 2012

Ajuste Decorrente de Avaliação (2) 2011

Elba Holdings Ltda. (1) (3)................................................................... 4.308.182 8.120.727 900.997 3.492.212 81,0600 6.582.661 5.767.600 Tempo Serviços Ltda. (1)..................................................................... 1.575.650 1.849.32 193.384 631.973 40,1087 741.739 815.475 Total .................................................................................................... 7.324.400 6.583.075 (1) Dados relativos a 31.12.2012; (2) Os ajustes decorrentes de avaliação consideram os resultados apurados pela Companhia, a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais da investida não decorrentes de resultado, bem como ajustados na avaliação de práticas Contábeis, quando aplicáveis; e (3) Saldo do ajuste decorrente de Avaliação Patrimonial Reflexa de R$ 96.794 (2011 - (R$ 6.666)).

2012 730.348 77.564 807.912

2011 698.842 103.684 802.526

continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

sexta-feira, 15 de março de 2013

...continuação

Ferrara Participações S.A. CNPJ 09.225.197/0001-31 Sede: Av. Paulista nº 1.450 - São Paulo - SP NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Milhares de Reais 7) PATRIMÔNIO LÍQUIDO

9) DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS

a) Capital Social em Ações O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é dividido em ações nominativo-escriturais, sem valor nominal. Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 Ordinárias................................................................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................

2011

148.185.822 148.185.822

148.185.822 148.185.822

Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 2011 102 122 42 39 268 12 15 427 173

Editais e Publicações .............................................................................................................................. Contribuição Sindical Patronal................................................................................................................. Serviços de Terceiros .............................................................................................................................. Prejuízo com Títulos de Renda Fixa Serviços de Terceiros .................................................................... Total ........................................................................................................................................................

b) Reservas de capital 10) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS A reserva de capital é composta principalmente por ágio pago pelos acionistas na subscrição de ações e ágio de incorporação de empresa. A reserva de capital é utilizada para (i) absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as reservas de lucros; (ii) resgate, reembolso ou compra de ações; (iii) resgate de partes beneficiárias; (iv) incorporação ao capital social; e (v) pagamento de dividendo a ações preferenciais, quando essa vantagem lhes for assegurada.

Em 31 de dezembro 2011 Receitas (despesas)

2012 Ativo (passivo)

Receitas (despesas)

Caixa e Equivalentes de Caixa: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 6 Dividendos a Receber: 2012 2011 Tempo Serviços Ltda. ...................................................................... 737 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 3.097.257 2.591.807 Elba Holdings Ltda. .......................................................................... 570.718 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 200.113 159.723 Dividendos a Pagar: Rubi Holdings Ltda. ......................................................................... 3.845 - Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... 2.897.144 2.432.084 3.829 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido Quixaba Empreendimentos e Participações Ltda. ........................... das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital 11) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL ou para compensar prejuízos; e a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social: (2) Pode ser constituída em 100% a Reserva de Lucros - Estatutária, do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da empresa, até atingir o limite de 80% do Capital Social Integralizado.

Ativo (passivo)

c) Reservas de Lucros

Exercícios findos em 31 de dezembro

d) Dividendos Conforme disposições estatutárias, aos acionistas estão assegurados dividendos que correspondam, no mínimo, a 1% do lucro líquido do exercício, ajustado nos termos da Lei societária. Os cálculos dos dividendos relativos ao exercício de 2012 e 2011 estão demonstrados a seguir: Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 Lucro Líquido do Exercício ........................................................... Reserva Legal .................................................................................. Base de Calculo.............................................................................. Dividendos complementares/provisionados ............................... (1) Percentual dos dividendos aplicado sobre a base de cálculo.

% (1)

807.804 (40.390) 767.414 7.674

2011

% (1)

802.723 (40.136) 762.587 7.626

1,0

1,0

8) RECEITAS FINANCEIRAS LÍQUIDAS Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 Rendimento de Aplicações em Fundos de Investimentos Financeiros ................................................... Juros Passivos......................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

2011 12 287 299

-

7

-

-

113.972 597.085

-

-

7.661 7.660

-

Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 2011 807.804 802.787 (274.653) (272.948)

Resultado antes dos tributos (Imposto de Renda e Contribuição Social)....................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente .... Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em controladas, tributadas nas empresas correspondentes ............................................ 274.690 272.859 Outros...................................................................................................................................................... (37) 25 Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ (64) b) Tributos a Compensar ou a Recuperar Os tributos a compensar ou a recuperar no montante de R$ 4.364 do exercício de 2012 (R$ 4.081 - 2011) referem-se a imposto retido na fonte sobre aplicações financeiras e contribuição social de exercícios anteriores a compensar. c) Impostos e Contribuições a Recolher Impostos e Contribuições a Recolher, no montante de R$ 7 do exercício de 2011, referem-se a Imposto de Renda de R$ 4 e Contribuição Social de R$ 3. 12) OUTRAS INFORMAÇÕES a) A Companhia, em 31 de dezembro de 2012 e 2011, não possuía operações com Instrumentos Financeiros Derivativos. b) Em 31 de dezembro de 2012 e 2011 não há processos com riscos fiscais, cíveis e trabalhistas avaliados como perdas possíveis ou prováveis de natureza relevantes.

52 393 445

A DIRETORIA Silvio José Alves – Contador – CRC – 1SP202567/O-5

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Aos Administradores e acionistas da Ferrara Participações S.A. Osasco - SP

Examinamos as demonstrações contábeis da Ferrara Participações S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de Opinião 2012 e as respectivas demonstrações do resultado e do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. financeira da Ferrara Participações S.A. em 31 de dezembro de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Outros assuntos contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações Demonstrações do valor adicionado contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Companhia, para o exercício Responsabilidade dos auditores independentes findo em 31 de dezembro de 2012, que estão sendo apresentadas como informações suplementares. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Osasco, 12 de março de 2013 Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos Zenko Nakassato relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são KPMG Auditores Independentes Contador CRC 1SP 160769/O-0 apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, CRC 2SP014428/O-6

O ônibus da revolução tem um motorista e um rumo, o socialismo. Nicolás Maduro, candidato presidencial venezuelano. nternacional

NA CHINA, UM NOVO LÍDER. A nova geração comunista chega ao poder. Combater a corrupção está entre as prioridades do presidente Xi Jinping.

O

Congresso chinês formalizou ontem a nomeação de Xi Jinping como o novo presidente do país, concluindo a segunda sucessão sem sobressaltos desde que o Partido Comunista tomou o poder, em 1949. A votação no Congresso Nacional do Povo é vista como formalidade e é o passo final do processo de transição iniciado em novembro passado, quando Xi foi eleito secretáriogeral do Partido Comunista. Xi, de 59 anos, recebeu 2.952 votos favoráveis, um contra e três abstenções. Após o resultado, mostrado na TV, o novo presidente se curvou reverencialmente e apertou as mãos do seu antecessor, Hu Jintao, de 70 anos. O Congresso também confirmou Li Yuanchao como vicepresidente. Ele é visto como um dos mais reformistas entre os principais líderes chineses. Muitos chineses esperam que Xi leve a mudanças em um país que se tornou a segunda maior economia mundial, mas que ainda enfrenta profundas desigualdades, corrupção e destruição ambiental. Desde que assumiu o comando partidário, em novembro passado, Xi priorizou a luta contra a corrupção e promoveu práticas austeras, como proibir comandantes militares de realizarem banquetes regados a bebidas alcoólicas. Na frente externa, os maiores desafios são o comportamento provocativo da aliada Coreia do Norte e as tensões com os Estados Unidos, o Japão e o Sudeste Asiático. Após o anúncio, o presidente dos EUA, Barack Obama, telefonou a Xi para parabenizá-lo. Na conversa, ele abordou temas como segurança cibernética, taxa de câmbio e comércio bilateral, além de ter defendido os direitos de propriedade intelectual. (Agências)

China Daily/Reuters

Tomas Bravo/Reuters

Ainda há filas para ver o caixão de Chávez, que será transferido hoje.

A campanha de Maduro a bordo de um ônibus

Entra o novo, sai o velho: Xi, de 59 anos (à dir.), cumprimenta seu antecessor Hu, de 70 anos, após votação. KCNA/EFE

Para se aproximar dos eleitores, o candidato lembra de seu passado.

E

O Exército norte-coreano realiza exercícios de artilharia em ilha na fronteira com a Coreia do Sul

Agitação no Mar Amarelo

A

s tensões entre as duas Coreias se concentraram ontem na

fronteira marítima. Enquanto o premiê sulcoreano, Chung Hongwon, visitou a ilha de Yeonpyeong, alvo de disputa com Pyongyang

em 2010, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, guiou um exercício de artilharia em uma base próxima ao local. (Estadão)

m campanha, o presidente interino da Venezuela e candidato, Nicolás Maduro, abriu duas frentes: resolveu transformar seu passado de motorista de ônibus em um símbolo de sua ligação com os trabalhadores e estreou um programa de TV, emulando o midiático Hugo Chávez. "O ônibus da revolução tem um motorista e um rumo, o socialismo", disse ele, ao dirigir ônibus levando eleitores que receberam casas em conjunto batizado de Hugo Chávez no Estado de Vargas (norte). Maduro trabalhou como motorista de ônibus entre 1991 e 1998. Ele fundou um novo sindicato da categoria enquanto já fazia parte do movimento político de Chávez. Em Vargas, Maduro lançou o programa "Diálogo Bolivariano", com entrevistas. Não revelou que função terá na atração

Divulgação/Reuters

Maduro lança programa na TV nem a periodicidade dela. A campanha ocorre enquanto se desenrola o velório de Chávez, cujo corpo será trasladado hoje da Academia Militar em Caracas a um museu. Maduro disse na quarta-feira que será "difícil" embalsamar o corpo do líder, porque os preparativos deveriam ter sido feitos logo após a morte. (Folhapress)


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sexta-feira, 15 de março de 2013

c

11 INCLUSÃO Publicitário cria projeto para mapear São Paulo para os deficientes.

idades

Mércia: Mizael é condenado a 20 anos. O advogado Mizael Bispo de Souza foi condenado pela morte da ex-namorada, Mércia Nakashima. O crime ocorreu em 2010. Julgamento foi transmitido ao vivo. Werther Santana/Estadão Conteúdo

O

ex-policial militar e advogado Mizael Bispo de Souza foi condenado ontem a 20 anos de prisão pela morte de sua ex-namorada Mércia Nakashima. O crime ocorreu em maio de 2010, em Nazaré Paulista (SP). O corpo da advogada foi achado dentro de uma represa da cidade. Foi o primeiro julgamento do País a ser transmitido ao vivo. Durante toda a leitura da sentença, Mizael permaneceu com os olhos fechados, de cabeça baixa e chorou ao saber o resultado. A defesa afirmou que vai recorrer. Até o julgamento do recurso, porém, Mizael, que já estava preso, permanecerá em regime fechado. Na sentença, o juiz Leandro Bittencourt Cano, de Guarulhos, na Grande São Paulo, afirmou que Mizael "sabia da licitude da conduta, mas mostrou insensibilidade com a vida humana", ele acrescentou ainda que o crime corresponde a uma "conduta desprezível, que supera o limite do tolerável". O juiz disse ainda que Mércia foi "atraída ardilosamente a uma cilada" e que o crime causou "danos psicológicos e incomensurável aos familiares da jovem". Após a leitura da sentença, a irmã de Mércia, Claudia Nakashima, gritou:

Nelson Antoine/Estadão Conteúdo

À esquerda, Mizael Bispo de Souza chega ao Fórum de Guarulhos para o seu julgamento pela morte de Mércia Nakashima. Ao lado, manifestantes a favor da condenação do ex-policial, em frente ao Fórum.

"Assassino, maldito!". O julgamento de Mizael durou quatro dias no Fórum de Guarulhos e foi marcado pelo forte embate entre a defesa e a acusação. Em alguns momentos, o juiz ordenou a suspensão da transmissão. Ao todo, nove pessoas foram ouvidas, sendo cinco de acusação, três de defesa e um perito arrolado pelo juiz Leandro Cano. O réu foi ouvido anteontem e voltou a negar

participação no crime. Redução – O advogado de defesa, Samir Haddad Jr., afirmou, logo após a leitura da sentença, que o seu cliente é inocente. "Ele (Mizael) é inocente, mas nós vamos recorrer. Ele (o juiz) aumentou a pena baseado em mentiras, o que não pode ocorrer. Essa pena vai cair no mínimo dois anos", afirmou o advogado. Em seu depoimento, Mizael

afirmou que as provas contra ele foram forjadas, e que nunca esteve na represa de Nazaré Paulista, onde o corpo de Mércia Nakashima foi encontrado. "Levaram meu sapato lá (na represa), ou pode ser da minha rua, que é de terra. Juro pela minha filha de onze anos que nunca estive na represa", disse Mizael. No calçado, foi encontrada uma alga compatível com a que existe na re-

presa. "Nunca queiram estar nas mãos da polícia, porque não é fácil", disse o réu. Lesão – Ele também disse que não poderia atirar contra Mércia devido a uma lesão sofrida em 1999, que o fez se aposentar da Polícia Militar. Segundo ele, o problema ocorreu devido a um choque elétrico, que provocou uma deficiência na mão direita. Ele disse ainda que tinha duas armas

TECNOLOGIA

CICLISTA

Google Street View para cadeirantes Mariana Missiaggia

Evandro Monteiro/Hype

Ó RBITA

ACIDENTE

T

raçar uma rota e chegar ao destino final é tarefa fácil nos dias de hoje com a ajuda dos mapas disponíveis na internet. Porém, para os cadeirantes, essa situação não é tão simples assim. Foi pensando nisso que o publicitário Eduardo Battiston, 36 anos, diretor de criação da AgênciaClick Isobar, desenvolveu um projeto para mapear São Paulo para os deficientes. Chamada de Acessibility View, a ideia é criar uma espécie de Google Street View para cadeirantes. Os caminhos serão mapeados a partir do ponto de vista de quem depende de uma cadeira de rodas para ir de um lugar ao outro detalhando quais são os pontos críticos, as melhores ruas e calçadas e assim por diante. Entre os mais de 4.500 concorrentes, Battiston foi o vencedor do Google Creative Sandbox. Para executar seu projeto, ele vai usar uma cadeira com seis câmeras que irão registrar os obstáculos das calçadas e as melhores rotas. O mapeamento também pode receber fotos e endereços de qualquer pessoa que queira contribuir. Basta fotografar o local, indicar a situação do trecho e registrar o endereço. São Paulo será a primeira cidade a ser mapeada.

Um policial morreu e outro ficou gravemente ferido após um caminhão atropelá-los na alça de acesso à Marginal Tietê, próximo à Rodovia Presidente Dutra, na manhã de ontem. (Folhapress)

Eduardo Battiston, idealizador do projeto que irá mapear pontos críticos, ruas e calçadas da cidade. A ideia é ampliar a iniciativa para outras capitais e até para outras cidades do mundo. O projeto, que ainda está no papel, deve começar a ganhar forma em abril. Até o fim do mês, o publicitário embarca rumo à Suíça, onde o Google mantém um dos seus maiores escritórios. "Essa experiência vai me ajudar a definir o escopo do projeto e saber quais serão minhas limitações. Será uma espécie de consultoria", contou Battiston, que acredita que até o fim do ano parte do programa estará no ar. O aplicativo será lançado em três idiomas: português, inglês e espanhol. A ideia é criar um mutirão de cadeirantes e mapear um

bairro por semana. O publicitário ressalta que não apenas os cadeirantes podem contribuir, como também qualquer outra pessoa com uma câmera na mão. "Pode ser uma foto com o celular mesmo, o importante é informar", explicou. Todas as reclamações deverão ser postadas no ícone vermelho, assim como as boas no item verde. Ele também espera que o aplicativo se torne uma ferramenta para a Prefeitura de São Paulo consertar calçadas quebradas e criar rampas de acesso. "Um dos objetivos é que a Prefeitura consulte esse banco de dados em tempo real e melhore a situação desses acessos."

em casa, mas negou que andasse com elas. Fogos – O número de manifestantes a favor da condenação de Mizael foi maior no último dia de julgamento. Antes da sentença, eles soltaram fogos de artifício. Grupos formados por famílias que tiveram parentes vítimas de violência foram prestar solidariedade à família de Mércia Nakashima. (Agências)

Pelo projeto vencedor, o publicitário recebeu R$ 35 mil de incentivo do Google. O dinheiro, no entanto, não é suficiente para a execução total do projeto. Por isso, Battiston não descarta parcerias com a iniciativa privada. Entre as inspirações do publicitário para a criação do Acessibility View estão seu colega de trabalho Fabiano D'agostinho, que é cadeirante, e as crianças da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). "O problema da acessibilidade sempre me chamou a atenção e me sensibilizou. Me questionava muito sobre essa liberdade que sobra em todos e que falta nos cadeirantes", disse.

A Justiça decretou anteontem à noite a prisão preventiva do estudante universitário Alex Siwek, 21, que atropelou o ciclista David Santos de Souza, na Avenida Paulista, no último domingo. A decisão faz com que o estudante continue preso durante o andamento do inquérito, que geralmente é concluído em 30 dias, mas o prazo pode ser prorrogado. (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Fotografias de Boris Kossoy Busca-me, individual de Boris Kossoy, considerado um dos mais importantes teóricos da fotografia no País. Na mostra, 40 imagens recentes, cujo tema é a memória. Galeria Berenice Arvani. Rua Oscar Freire, 540. Jardim Paulista. Tel.: 3082-1927. Segunda a sexta. 10h às 19h30. Grátis.

Fotografando com a alma Moisés Rabinovici Régia Patriota

Imagens clicadas com amor de médica e artista. Um não consciente ao preconceito.

A

doutora Régia Celli Patriota de Sica aponta sua Nikon para a marca suspeita na pele do paciente. Clic. Presa em alta resolução, a imagem será ampliada até revelar o que esconde - nada, ou a perigosa semente de alguma doença. Cic-clic-clic, agora, o foco é outro: 12 crianças com suas mães. A artista Régia Patriota as retratará não para expor as doenças de pele com que todas nasceram. Nem para escondêlas, tão visíveis com suas tatuagens genéticas. Quer simplesmente exibi-las sorrindo, amorosas e meigas, em choque frontal com os preconceitos que as excluem das piscinas e parquinhos, perseguem-nas em escolas, isolam-nas de reuniões sociais e as humilham em público. E não, não: elas não são contagiosas; são injustiçadas. Fotos autocontrastantes: quando Régia clica, seja no consultório ou no estúdio, como dermatologista ou fotógrafa, sua Nikon vira instrumento de cura na luta contra lesões da pele. As escolas de Medicina e a Panamericana de Arte e Design ficaram nela reunidas. Os 16 retratos da exposição "Além da Pele - a beleza da alma e da família", aberta de 21/3 a 29/5, na Pinacoteca da Associação Paulista de Medicina (APM), são o trabalho de conclusão do curso de dois anos de fotografia. Enquanto era feito, nasceu-lhe o desejo de criar uma campanha contra o preconceito aos doentes de pele. Clic, clic, clic… foram mais de

400 cliques desde 2010, agora resumidos nos 16 retratos. Escolhas difíceis para quem se considera "uma perfeccionista". Expor os retratos 60 X 60 cm ao olhar público, porém, demandou uma incrível produção à parte. Foi preciso autorização por escrito de cada um dos pais. Outra, do Conselho Regional de Medicina (SP). E ainda mais duas: a do Ministério Público e a do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo - Vara da Infância e Juventude. Este é o momento de apresentar Rogério e Roseane, irmãos de Régia, ambos presenças fundamentais para a realização de "Além da Pele" porém invisíveis. Foi necessário visitar as 12 famílias das crianças, escolhidas aleatoriamente. E ainda as reunir num cartório para formalizarem as autorizações obrigatórias. Tudo demandou planejamento e logística. E mais, como acrescentam: -- Com um bom toque profissional, a doutora-artista soube ver além das necessidades do outro. Procurou providenciar remédios para quem precisava, marcação de consultas com outros colegas, trazendo para o centro quem se encontrava à margem. São gestos que expressam beleza, para lembrar Dostoievski: "A beleza salvará o mundo". Os especialistas diagnosticarão nos retratos casos de psoríase, dermatite atópica, albinismo, ictiose e epidermólise bolhosa, doenças, em sua maioria, de origem

hereditária. "Régia Patriota é uma fotógrafa que enxerga muito além da superfície", diz a curadora Alícia Peres. "Sua formação em Medicina lhe deu a habilidade de ver o que não necessariamente está na imagem, mas sim no tato, nas entrelinhas e nos sons descompassados do corpo de alguém que lhe pede cuidados. Seria impossível traduzir em palavras o que revelam as fotos, ela ainda acrescenta: "É o olhar… a relação mãe e filho, a delicadeza de um sorriso, a leveza inesperada e a nudez coberta de significados". A artista e a médica parecem realizadas. "Queria que vissem o olhar profundo das crianças, suas expressões, gritos silenciosos por inclusão", diz uma. "Não existe campanha para a maioria das doenças. E elas são deprovidas de acolhimento que poderiam libertá-las da rejeição e dos exílios dolorosos em que se enclausuram", diz a outra. As crianças e suas mães ficarão em muito boa companhia, expostas ao lado de artistas como Tarsila, Ianelli, Bonomi, Segall, Pancetti, Di, Volpi, Tozzi, Ivald Granato, Rebolo, Portinari, Malfatti e Aldemir Martins, entre outros.

Pinacoteca da Associação Paulista de Medicina. Endereço - Av. Brigadeiro Luís Antônio, 278 - Bela Vista - CEP 01318-901 Contato - 55 11- 3188.4304. Email: pinaconteca@apm.org.br Período - De 21/3 até 29/5, de segunda a sexta-feira, das 9h às 22h.

CONCERTO Clássicos na TV. Sinfonia no Municipal. A TV Cultura anuncia a temporada deste ano do programa Clássicos, que já assegurou uma tradição entre os admirados de música erudita. Sábado (16), às 21h30, apresenta concerto da Staatskapelle de Berlim, regida pelo francês Pierre Boulez, com performance do argentino-israelense Daniel Barenboim, que, além de bom pianista, é regente consagrado. No programa, Abertura de Fausto (do alemão Richard Wagner) e Concerto para Piano Nº 2 do húngaro Franz Liszt (foto). Domingo (17), às 16h, 1º episódio do série A Música Sacra- Revolução Gótica. Já

no Teatro Municipal, a Orquestra Experimental de Repertório, integrante dos corpos estáveis do teatro, faz um espetáculo matinal, dirigido pelo regente titular Jamil Maluf. No repertório, a Sinfonia Nº 6 em Lá Maior do austríaco Anton Bruckner, além de duas alegres obras de outro austríaco, Wolfgang Amadeus Mozart: Abertura da ópera o Rapto do Serralho e Concerto Nº 23 em Lá Maior K. 488, com solo do brasileiro José Feghali. Teatro Municipal. Praça Ramos de Azevedo, s/n. Tel.: 3397-0327. Domingo (17). 11h. R$ 10 a R$ 40.

Vinhedos do impossível José Guilherme R. Ferreira

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anzarote, a ilha mais oriental das Canárias, ganhou grande evidência quando lá se "exilou" o escritor José Saramago, em 1991, depois da censura do governo português a seu livro Evangelho segundo Jesus Cristo. Nos Cadernos de Lanzarote, Saramago reuniu escritos da "vida privada" produzidos já na casa de Tías, cercada por um cenário de rochas vulcânicas dos mais áridos. A ilha aprenderia a brindar o Nobel de Literatura, de preferência com seu vinho branco, extremamente mineral, elaborado com a cepa Malvasia de Lanzarote. A vitivinicultura nas Canárias começou no século XV, depois da conquista das ilhas Gran Canaria, Tenerife e La Palma. Com a descoberta da América, a cana de açúcar deu lugar às uvas e ao trigo, para atender desbravadores que dali zarpavam. No século XVI os vinhos das Canárias ganhavam o mundo, chegando com vida à Inglaterra de Shakespeare. Lanzarote foi a última das ilhas do arquipélago a cuidar de suas videiras, a partir de 1737. Mas é lá onde funciona até hoje a mais antiga bodega das Canárias, El Grifo, fundada em 1775. É uma das 17 vinícolas em atividade em Lanzarote, que tiram, literalmente, vinho de pedra. Nas barbas de um dos 250 vulcões de Lanzarote, alguns deles nem tão inativos assim, está a Bodegas Los Bermejos, que tem produzido um vinho tinto de prestígio com a Listán Negro (a versão tinta da uva Palomino, como classifica Jancis Robinson). Além da Listán Negro, da Malvasia (ao nome que os nativos colam a palavra Vulcânica), há boa vinificação a partir das uvas Moscatel, Güal, e a Pedro Ximénez. Os vinicultores da Lanzarote de Saramago sempre enfrentaram os rigores dessa ilha distante da península ibérica e muito

mais vizinha da África – está a 100 quilômetros do Marrocos. Lá quase não chove e os ventos saharianos são insistentes. Suas plantações são conhecidas como "vinhedos do impossível": as videiras são plantadas em buracos escavados como pequenas crateras na rocha vulcânica (3 m de diâmetro por 2,5 m de profundidade). E algumas videiras precisam ainda ser protegidas por um pequeno muro em semicírculo. Essas estruturas são "acolchoadas" com uma capa de cinza vulcânica capaz de reter a única umidade disponível, aquela que vem do oceano. Saramago certamente admirava a bravura desses agricultores em terreno inóspito, assim como fez odes aos socalcos da região do Douro, no seu Portugal, também erguidos com destreza e suor.

Rocio Pelaez/Reuters

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cultura

sexta-feira, 15 de março de 2013

José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia (ABG) e autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas(Editora Terceiro Nome)

Bem-vindo, Tiago Araripe! Aquiles Rique Reis

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le nasceu no Crato, interior do Ceará. Foi para o Recife. Lá, integrando o grupo Nuvem 33, fez-se músico vanguardista. Anos depois rumou para São Paulo. Depois de trabalhar com Tom Zé (poucos são tão vanguarda como TZ) e criar o grupo Papa Poluição, pôs-se ainda mais à frente, desta vez na Lira Paulistana de Itamar Assumpção, Tetê Espíndola, Premeditando o Breque (Premê) e Arrigo Barnabé. Resumidamente, essa é a trajetória do cara que pensou que poderia deixar a música de lado e embarcar no mundo da propaganda. Em 1982 Tiago lançou Cabelos de Sansão, um LP marcante com o qual foi reconhecido por seus pares e por adeptos da vanguarda paulistana. E não s ó : i m p r e s s i o n o u t a mbém corações e mentes nos quais a modernidade latejava, impregnada do fruto tropicalista, e sonhavam em vê-lo frutificar e seguir calando fundo na alma da música popular. Foi em Cabelos de Sansão que Zeca Baleiro ouviu Tiago pela primeira vez - e chapou. Passados trinta anos, dono de uma gravadora, a Candeeiro Records, Zeca relançou em CD o LP. E mais, agora em 2013 lança Baião de Nós, novo álbum de Tiago Araripe. Abro um parêntese: Zeca Baleiro é um grande compositor. Ponto. Entretanto, e talvez por isso mesmo, sua atuação como diretor artístico do selo não tenha o merecido reconhecimento pelo bom trabalho. Graças ao faro apurado e a convicções musicais ímpares, Zeca volta e meia produz discos da maior relevância para a música brasileira. E não pensem que ele faz isso por dinheiro, não. Nem empata. Se bobear, põe

grana do próprio bolso para lançar músicos nos quais acredita. Fecho o parêntese. Em Baião de Nós, Tiago lança doze músicas inéditas, nove só dele, três em parceria com Paulo Costa e duas com Zeca Baleiro. Os arranjos têm a característica da obra que vestem. Misturam sons de órgão (tirados do teclado, que remetem aos anos 1970) com naipe de sopros, bateria, violões de seis, doze e sete cordas, cavaquinho, percussão, guitarras, baixo, gaita, piano, sintetizador, banjo, sampler, acordeom e coro. A voz de Tiago tem personalidade. Diferente, ela empresta aos versos um timbre que os torna também peculiar. Assim é em Feito Beatles (TA): Todos os sonhos repousam no mar/ Em algum açude do sertão/ Memória das águas/ Nas linhas que traçam/ A palma da mão. E também em Canção do Silêncio (TA): A menor distância/ Entre a palavra e o silêncio/ Só o pensamento pode percorrer/ Só o pensamento. Suas composições estão a serviço de um pensador que cria melodias. O ritmo tem de ser o que melhor se mostrar no ato da criação. Não há nada predisposto. Tudo soa natural como é da natureza do compositor assim ser. Um grande exemplo disso é N ós (TA), que no CD aparece em duas faixas, em versão original e atual. A beleza desta e de outras músicas demonstra o talento que tem Tiago Araripe. Um cara que em boa hora volta do silêncio para entoar palavras, e que se atreve a voltar a esse olho do furacão que é mercado discográfico.

Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.


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Meninada de talento

cultura

Europa Filmes/Divulgação

Elenco infantil de primeira encanta em Bugsy Malone-Quando as Metralhadoras Cospem. Hoje, 18h30. Cinemateca. Tel.: 3512-6111.

Memorial em festa

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Valérie Benguigui: no jogo do humor.

Divertido debate à francesa Lúcia Helena de Camargo

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e tempos em tempos aparece uma comédia leve e gostosa sem piadas grosseiras de duplo sentido sexual (como as apreciadas em filmes da linha do brasileiro Se eu Fosse Você) nem apelo ao humor pastelão presente na americana Se Beber, Não Case (que este ano terá o terceiro longa da série). A francesa Qual o Nome do Bebê, estreia desta sexta (15), é filme para quem vê graça em um bom debate. Embora haja a crença de que só é possível filosofar em alemão, o francês se presta muito bem a conversas profundas, pontuadas por dilemas, defesas de prós e contras. A trama é simples e bem construída. O casal Elisabeth (Valérie Benguigui) e Pierre (Charles Berling) recebem amigos para um

jantar. A dona da casa prepara comida marroquina e se bebe vinho (francês, obviamente). Um dos convidados é Vincent (Patrick Bruel), irmão de Elisabeth que aos 40 anos será pai pela primeira vez. O outro comensal é o amigo de infância Claude (Guillaume de Tonquedec). Enquanto esperam por Anna (Judith El Zein), a esposa de Vincent, entabulam uma conversa sobre como se chamará o bebê que nascerá em breve. Depois de um jogo de adivinhações no qual ninguém acerta, o futuro pai dá a dica: "Começa com a letra A". Os presentes apostam em Antoine, Anatolle, Alexander, Alphonse e até Abbas, mas novamente nenhum deles descobre. Quando Vincent revela o nome escolhido, instala-se o caos. Não va-

mos contar aqui para não estragar a surpresa tão bem armada pelo roteiro. Mas daremos uma dica: assim é chamado o personagem central de um romance francês publicado em 1816. A controvérsia iniciada em razão do nome toma corpo à medida que fatos da vida de cada um deles vêm à tona. Seguem-se acusações de lado a lado e os humores ficam exaltados. Os filhos do casal - uma menina de 12 e um menino de quatro anos de idade dormem em seus quartos. Quando as vozes sobem, o garoto acorda, chora, e a mãe vai em seu socorro. Ela lembra então que é sempre ela a fazer esse papel. O pai jamais acude a criança. E se inicia nova rodada de acusações e lavagem de roupa suja.

Se você reparar na movimentação dos personagens, notará que os livros do casal, empilhados por toda a casa, começam a ser folheados aqui e ali pelos convidados ao longo da discussão, numa tradução física do que acontece na arena de debates intelectuais. Dirigido por Alexandre de La Patellière e Matthieu Delaporte, a comédia descamba um pouco depois disso, ficando um tanto séria demais. Mas o final, surpreendente, salva a sessão. Qual O Nome do Bebê? (Le Prénom, 2012, Bélgica / França, 109 minutos). Direção: Alexandre de La Patellière e Matthieu Delaporte. Elenco: Charles Berling, Guillaume De Tonquedec, Judith El Zein, Patrick Bruel. Censura: 12 anos.

Memorial da América Latina celebra 24 anos (a serem completados na segunda, 18) com diversos eventos neste fim de semana. Estão programadas numerosas atrações, todas gratuitas: teatro, circo, música, esporte, cinema. Neste sábado (16), entre outros espetáculos, quem for ao espaço verá teatro itinerante de bonecos (dentro de um ônibus, 10h, 11h30, 15h, 16h); revoada de pipas na Praça do Memorial (11h, 13h); Fanfarra Lyra de Mauá (17h30); grupo de dança típica boliviana (Kaporal San Simón, 18h) e As Meninas do Conto (15h30), reunindo cinco contos populares de diferentes autores como os Irmãos Grimm, foto), criadores, por exemplo, de João e Maria, Branca de Neve e Cinderela. Entre as variedades de domingo (17), haverá charangas (11h), atuação do Palhaço Gelatina interpretando vários personagens (16h), Bumba Meu Boi, com o grupo Cupuaçu (Praça Cívica e Praça da Sombra, 17h); a vida e a obra de Chiquinha Gonzaga na série Mulheres Brasileiras, apresentada pela Cia. de Artes (10h30, 17h). Circo - O Circo Vox realiza funções entre sábado (16) e 5 de maio, com as sessões Se Chove, Não Molha (sábados e domingos, 16h). Cinema Sábado (16), curtas com o mago da comédia Charles Chaplin, o Carlitos (à esq.), às 10h30 e 12h. No domingo (17), Carlitos volta à cena às 10h e 15h. Projeto Novo Memorial - Informações: (11) 99997-2633 e 99656-4585.

Reuters

Reuters

VIVA MARCELO!

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AFP

Argentina: Borges, Che e papa.

Torcedor de carteirinha: o ainda cardeal Bergoglio, associado ao San Lorenzo segura bandeirola do clube.

O PAPA FRANCISCO...

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atólicos não devem se escandalizar caso Sua Santidade, que acaba de assentar no trono de Pedro, seja chamado de corvo – cuervo, em espanhol. É o tratamento carinhoso dado aos torcedores (hinchas) do Club Atlético San Lorenzo de Almagro. O papa Francisco é um deles. Por duas vezes ele tornou pública sua militância. Em 2008, como arcebispo de Buenos Aires, rezou a missa alusiva ao centenário do clube, fundado no bairro de Boedo, ao sul da capital. Em 2001, acenando uma camisa do San Lorenzo, disse que as cores azul e grená a identificavam com Nossa Senhora Auxiliadora, à semelhança do azul e branco da Virgem de Fátima. Justamente por vesti-la, entre 1995 e 97, um brasileiro – Silas – deve ter merecido as emoções do futuro papa. Silas, 47 anos, que despontou no São Paulo na década de 80.

...A ARGENTINA ...

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...E NÓS!

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an Lorenzo – que só alvez a resposta possa ser enconperde em torcida trada em 1868. O escritor Dominpara o Boca Juniors, Rigos Faustino Sarmiento (1811-1888) ver Plate e Independienassumiu a presidência da Argentina te – é a faceta gaiata da para governá-la por seis anos. Deciascensão de Francisco. diu, fazendo um pacto tácito com a poO episódio faz perguntar pulação, abrir os cofres bem fornidos qual a receita da Argencom o dinheiro proveniente da exportina para somar registação da carne, lã e trigo prioritariatros surpreendentes em mente em favor da educação pública termos de América do com qualidade, é essencial destacar. Teatro Colón, entre os melhores do mundo. Sul: cinco prêmios NoDuplicou a quantidade de escolas, bel; presença constante criou mil bibliotecas, importou 85 prono topo dos melhores tenistas do mundo; berço de três fessores dos Estados Unidos para formar quadros, criou mitos do século XX – Jorge Luis Borges (1899-1986), Erinéditos cursos noturnos aos trabalhadores e estimulou nesto Guevara (1928-1967) e Carlos Gardel (1890a migração européia, particularmente a italiana. Em 1935); dono de um teatro, o Colón, situado entre os 10 1869, 12% da população de 18.000.000 habitantes eram mais prestigiosos do planeta, ao lado do Scala (Milão), de fora. O ensino adquiriu tal solidez para suportar as viRoyal Opera House (Londres), Bolshoi (Moscou), La Fecissitudes do país, que o Peronismo ainda não conseguiu nice (Veneza), Metropolitan (Nova York); dois Oscars derrubar a Argentina. Hoje o índice de analfabetismo é de filme estrangeiro – A História Oficial (1985) e O Sede 3% e o de desenvolvimento humano (IDH) promovido gredo dos Seus Olhos (2010)... E agora, o papa, o pripela ONU, de 0,853; A Noruega, 0,956, é a número um. meiro fora da Europa. Por que lá? Nós estamos com 9,1% e 0,718. Reprodução

vereador Gilberto Natalini (PV), 60 anos, teve uma iniciativa justa e pedagógica. Utilizou suas prerrogativas para oferecer a Medalha Anchieta e o diploma de Gratidão da Cidade ao eletricista Marcelo Furlan, 38 anos. No sábado passado, Marcelo morreu afogado ao tentar salvar da forte enxurrada a adolescente Bruna Beatriz Costa Santos, que também pereceu. Ele morava na Rua Vergueiro, Ipiranga. Deixou duas crianças e mantinha a mão e uma corda para resgatar pessoas ali. Salvo engano, é a primeira vez que um herói anônimo ganha a honraria.


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www.dcomercio.com.br

Provocações em carne e osso

Fotógrafo usou pessoas para reproduzir grafites polêmicos de Banksy

A arte provocativa de Banksy recriada por Nick Stern. http://nickstern.com/?galleries=banksy

F UTEBOL R EDES SOCIAIS

Brasil é o 18º do ranking

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Brasil continua com seu pior resultado na história no ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), atrás de Equador, Suíça e Grécia, e apenas seis colocações à frente de Mali. A seleção brasileira está em 18º lugar na lista mensal, enquanto o Mali – que nunca jogou uma Copa do Mundo – está em 24º, após subir uma colocação em relação ao mês anterior. Os dez times da América do Sul permaneceram entre os 50 primeiros colocados do

ranking. A Venezuela, a pior colocada do continente, ocupa a 43ª posição. O Brasil, como sede da Copa do Mundo de 2014, não disputa as eliminatórias para o Mundial e despencou no ranking, uma vez que os amistosos valem menos pontos do que os jogos de competição, no complexo cálculo da Fifa. O Japão é o melhor colocado da Ásia, em 26º lugar, enquanto a Costa do Marfim, em 13º, é o melhor africano e o México, em 15º, aparece como o melhor

colocado da Concacaf. Não houve mudança na liderança, em que a campeã mundial e europeia Espanha permanece no topo, à frente de Alemanha, Argentina, Inglaterra e Itália. Veja os 10 primeiros colocados do ranking deste mês (entre parênteses, a posição da seleção no ranking anterior): 1. (1) Espanha, 2. (2) Alemanha, 3. (3) Argentina, 4. (4) Inglaterra, 5. (5) Itália, 6. (7) Colômbia, 7. (6) Portugal, 8. (8) Holanda, 9. (9) Croácia, 10. (10) Rússia. (Reuters)

Facebook adotará hashtags O Facebook deverá incorporar hashtags em seus posts, assim como fazem os serviços Twitter e Instagram. A novidade foi antecipada ontem pelo jornal norte-americano The Wall Street Journal. A hashtag é uma palavra ou conjunto de palavras que traz o símbolo "#" à frente e facilita a busca por posts que têm conteúdo semelhante. De acordo com o jornal, não há data prevista para a adoção das hashtags na rede social.

Asmaa Waguih/Reuters

D ESIGN

A cadeira do samurai L

A cadeira desenhada por Seo Young Moon tem linhas simples e é uma homenagem aos samurais pelo único detalhe: os pés parecem ter sido atravessados por uma espada. O efeito é conseguido por um recorte especial na madeira dos pés e não afeta a estabilidade do móvel. Segundo o próprio designer, ela aguenta um peso de 150 quilos.

MARKETING GLOBAL - As pirâmides e a esfinge do Egito foram iluminadas com verde ontem em referência ao Dia de São Patrício, dia nacional da Irlanda, comemorado em 17 de março. O departamento irlandês de turismo criou a ação para promover o país em vários pontos do mundo. C ENSURA

China libera acesso a site dos EUA O site IMDb deixou de ser bloqueado na China depois de três anos de censura. Criado pela Amazon, o IMDb é o maior portal sobre cinema, televisão e produções audiovisuais do mundo. Por meio do site, os chineses poderão saber mais sobre filmes que são banidos no país.

http://bit.ly/115vD8U

C IÊNCIA

T ECNOLOGIA

O Google vai aposentar o Google Reader em julho diante da menor procura pelo aplicativo, lançado em 2005 para reunir conteúdo de feeds na internet. "Há duas razões simples para isso: o uso do Google Reader tem diminuído e estamos canalizando toda nossa energia em menos produtos", informou o Google. Usuários e desenvolvedores interessados podem exportar seus dados e assinaturas com o serviço Google Takeout.

A análise de traços de uma partícula elementar descoberta no Grande Colisor de Hádrons (LHC), no semestre passado, "indica fortemente" que é o tão esperado bóson de Higgs, ou a Partícula de Deus, informou ontem o centro de pesquisa física europeu (Cern, na sigla em francês). A partícula ajudaria os cientistas a explicar a origem do universo, mas os pesquisadores afirmam que a descoberta é ainda um passo pequeno e há muito trabalho a ser feito.

L OTERIAS Concurso 3143 da QUINA 19

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Estadão Conteúdo

Google vai desativar Partícula de Deus foi serviço 'Reader' mesmo encontrada

Jim Carrey, ou melhor, pé grande. O ator norte-americano Jim Carrey surpreendeu fãs ao circular ontem pelas ruas de Nova York com um curioso sapato em forma de um pé gigante. A "performance" aconteceu depois de sua participação no programa de David Letterman. O ator usou o mesmo "calçado" na festa pós-Oscar do músico Elton John.

Chão também tem arte São Paulo, Tóquio, Nova York... Já faz algum tempo que as tampas de bueiro foram transformadas em suporte para arte em várias cidades do mundo. Um grupo no Flickr reúne imagens de todas elas. http://bit.ly/YcvgeW

Artes fotografadas em ruas do Japão


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15 AVIAÇÃO A Força Aérea dos Estados Unidos suspendeu a produção do avião Super Tucano pela brasileira Embraer

conomia

Coelho da Páscoa = mais emprego temporário Fotos: Newton Santos/Hype

Varejo tem leve melhora, mas inflação incomoda setor.

Expectativa da associação da categoria é de que empresas efetivem 8% dos trabalhadores contratados para esta época

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Paula Cunha

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coelho da Páscoa traz mais que chocolates às pessoas nesta época do ano. Devem ser criadas 73,3 mil vagas temporárias em todo o País para atender as demandas criadas pela data tanto na indústria quanto no comércio. O número é 4,1% maior que o total de contratações observado na mesma data em 2012. A projeção foi feita pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem). Segundo a entidade, 8% deste contingente têm chance de efetivação neste ano ante 10% observados no ano passado. Cerca de 12,5 mil devem ser jovens que encontraram seu primeiro emprego. Apesar da queda nas percentagens de perspectiva de efetivação, Jismália de Oliveira Alves, presidente da Asserttem, considera os números positivos. Ela ressalta que o contrato temporário tem assumido um papel de inclusão de jovens e de reinserção para aposentados que querem voltar ao mercado de trabalho. Jismália acrescenta que, no caso específico da Páscoa, as contratações começaram em setembro de 2012 nas indústrias para atender a demanda por parte dos consumidores que, estimulados pelo recente crescimento na criação de

Em todo o País, devem ser criadas 73,3 mil vagas temporárias para atender as demandas criadas pela data na indústria e no comércio. postos de trabalho, passaram de embalagens", acrescenta rante o processo de seleção. Assim, para uma parte dos a consumir mais itens que es- Jismália. Neste ano, a expectativa é candidatos foi até possível estão fora da cesta básica. A presidente da Asserttem de que somente o comércio colher o posto temporário lembra que a economia do ca- absorverá 40% dos temporá- mais conveniente às suas excau movimenta por ano apro- rios, ou seja, eles serão efeti- pectativas e necessidades. Funções – No comércio, as ximadamente US$ 450 mi- vados após o contrato de Pásprincipais funções oferecilhões no mercado brasileiro, das devem ser ocupacom a produção de 18 das por mulheres mil toneladas de (cerca de 60%) itens para comenas posições morar a data, de balconista, com destaque Ano Contratações Variação Efetivação 1º emprego d eg u s ta d or , para os 80 mi2010 63.300 5,5% 15% 25% d e m o n s t r alhões de ovos 2011 70.100 10,8% 25% 19,5% dor e reposicom ercial izator. Os requisidos em mais de 2012 70.800 1,1% 10% 18% tos para a con800 mil pontos 2013 73.700 4,1% 8% 17% t r a t a ç ã o i nde venda em toFonte: Associação Brasileira das Empresas de Serviços cluem idade do o País. "O BraTerceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem) mínima de 18 anos, sil é o terceiro e Sindicato das Empresas Prestadoras de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho ensino médio completo, maior produtor Temporário (Sindeprestem). facilidade para lidar com o mundial de cacau e o público, entusiasmo, criativiterceiro maior consumidade e organização. Quanto à dor de ch ocol ate, fi c a ndo atrás somente dos Estados coa. A percentagem é consi- remuneração, ela varia de Unidos e da Alemanha na aqui- derada positiva, mas Jismália R$ 750 a R$ 1,3 mil, com direisição deste alimento. Por isso, ressalta que houve dificulda- to a benefícios como vale-reo período é importante porque de para a contratação da mão feição e transporte, além de estimula a economia e gera de obra necessária neste ano. premiação por desempenho. empregos em diversos ramos Por isso, muitas empresas di- (veja quadro com as perspectida cadeia produtiva, como o minuíram as exigências du- vas de efetivação).

Contratações de temporários e efetivação

Na indústria, os postos oferecidos são os de auxiliar de produção, de expedição e de cozinha, motorista, entregador, promotor de vendas, estoquista e operador de empilhadeira. Os salários oscilam de R$ 800 a R$ 2,2 mil, com direito aos vales-refeição e transporte. A expectativa é de que 53% das posições devem ser preenchidas por homens. De acordo com a Asserttem, os candidatos com experiência anterior têm maior chance de contratação, mas ela não é uma exigência por parte das empresas. Regiões – A região Sudeste é a que registrou o maior número de profissionais contratados em regime temporário neste ano com 38.457 posições, o que equivale a 52,1% do total em todo o País, conforme a associação da categoria. Em seguida, vem a região Sul com 15.506 vagas (21%); a Nordeste, com 10.524 (14,2%); a Centro-Oeste com 15.506 postos (8,39%) e a Norte, com 3.209 ou 4,11%.

Comércio é porta de entrada para jovens

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orta de entrada para os jovens, o comércio oferece oportunidades a quem ainda não tem experiência profissional no ramo. Esse é o caso de Anuska Mabel Santos Silva. Aos 23 anos, ela conseguiu uma posição temporária de vendedora na rede Ofner de chocolates, que reforçou a sua equipe para a Páscoa, principal data comercial para o segmento. A jovem, que já trabalhou em bufês no Estado da Bahia e foi indicada por uma amiga para o cargo, espera ser efetivada após o período de três meses que se

encerrará no dia 31 de março. "Gostei do programa de capacitação da empresa e gostei da experiência no comércio. Quero ficar e me desenvolver neste ramo", diz Anuska.

A vendedora fez um curso de planejamento de projetos em uma organização não governamental baiana que estabelece parceria com outras entidades

semelhantes na África. Ela acaba de voltar de um programa de integração no Zimbábue onde era encarregada da divulgação dos seus programas de desenvolvimento. (PC)

Anuska tem a primeira experiência no varejo e gostaria de continuar na área

s vendas no comércio varejista brasileiro mostraram recuperação no início deste ano, com destaque para equipamento e material para escritório, em mais um sinal de retomada da economia, ao mesmo tempo que mantêm vivas as preocupações com a inflação. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas no varejo registraram alta de 0,6% em janeiro ante dezembro, após caírem 0,4% no último mês do ano passado sobre novembro (conforme dados revisados). "A conjuntura econômica para o comércio ainda é muito favorável com aumento da renda, massa salarial, estabilidade de emprego, preços sob controle, crédito generoso e taxa Selic baixa", disse o economista do IBGE, Reinaldo Pereira. Na comparação com igual mês do ano anterior, houve avanço de 5,9%, ante expectativa do mercado de alta de 5,5%. Segundo o IBGE, seis das oito atividades pesquisadas tiveram resultados positivos no volume de vendas na comparação mensal, com grande destaque para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, com avanço de 18,5%. O segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou crescimento de 1,4% em janeiro, depois de recuar 0,1% em dezembro. Artigos farmacêuticos e perfumaria também melhoraram o desempenho no período. "A inflação mais alta tem sido um fator inibidor de compras em supermercados, mas como há um aumento na renda e estabilidade no emprego isso acaba sendo compensado", destacou Pereira, do IBGE. Impacto – Visto por esse ângulo, ocorre uma desaceleração no movimento do comércio neste início de ano. "Há um impacto negativo da inflação de alimentos sobre o consumo, pois as vendas dos supermercados registraram aumento de apenas 3,3% do volume, embora o faturamento nominal tenha crescido 13,5%, o que explica a desoneração do PIS/Cofins da cesta básica", afirma Rogério Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). "A expectativa para os próximos meses é a de que, além da redução do imposto, os preços dos alimentos venham desacelerar em função da boa safra agrícola", diz Amato. (Agências)


16 -.ECONOMIA

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sexta-feira, 15 de março de 2013


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 15 de março de 2013

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17 Deem credito de confiança ao Brasil, pois, ainda que a aparência seja de tumulto, faz a coisa certa. Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda

conomia

Dilma lança plano de inovação de R$ 32,9 bi Governo quer elevar a competitividade do País com o programa Inova Empresa

Presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Ueslei Marcelino/Reuters

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o anunciar investimentos de R$ 32,9 bilhões em um plano de inovação tecnológica em diversos setores da economia, a presidente Dilma Rousseff disse ontem que o País precisa inovar para elevar sua competitividade. "Inovar é inovar para aumentar a taxa de investimento do nosso País, assegurar que nós sejamos competitivos, e garantir que esse País seja uma nação

desenvolvida de classe média", defendeu a presidente durante cerimônia de lançamento do plano. Os investimentos do Plano Inova Empresa serão feitos neste ano e no próximo, incluindo financiamento de R$ 20,9 bilhões com taxas subsidiadas dados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada

ao Ministério da Ciência, Tecnologia. Segundo o governo, o plano deve receber um aporte de R$ 3,5 bilhões da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que serão destinados a atividades de pesquisa e desenvolvimento do setor. "Eu acredito que nós vamos crescer com todas as medidas que tomamos em busca da competitividade em nosso País, em todos os gargalos que nós tentamos superar

e conseguimos", disse a presidente. "Nós estamos comprometidos com a indústria no Brasil, nós estamos comprometidos com o aumento da taxa de investimento e estamos comprometidos em discutir onde a gente quer chegar", acrescentou, diante de líderes empresariais como o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade. A baixa taxa de investimen-

to no País tem pesado sobre o crescimento da economia, que teve expansão de apenas 0,9% em 2012. Energia – O plano, segundo o Ministério de Ciência e Tecnologia, terá ações estratégicas nos setores de agropecuária e agroindústria, energia, petróleo e gás, saúde, defesa, tecnologia da informação e comunicação e de sustentabilidade. Em seu discurso, a presidente voltou a defender

investimentos em educação. O governo anunciou ainda a criação da Empresa Brasileira para Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que funcionará como uma organização social, com o objetivo de fomentar o processo de cooperação entre empresas nacionais e instituições tecnológicas ou de direito privado sem fins lucrativos, voltados para a pesquisa e desenvolvimento. (Reuters)

Investimento deve ir a 5%

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Luciano Coutinho, presidente do BNDES, fala em recuperação. Ues

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presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, estimou ontem que a taxa de investimento no País, medida pela formação bruta de capital fixo, deve crescer pelo menos 5% em 2013, depois de recuar 4% no ano passado. Essa perspectiva, segundo ele, baseia-se em dados de crescimento dos primeiros meses deste ano, que apontam para uma forte recuperação econômica. Em 2012, a taxa de investimento na economia brasileira recuou para 18,1% do Produto Interno Bruto (PIB). "Nós temos dados agora do primeiro trimestre (deste ano) mostrando forte recuperação dos investimentos. A nossa demanda de consultas está crescendo 50%, o nosso enquadramento de projetos crescendo cerca de 60%, um crescimento muito forte e indicando uma recuperação dos investimentos", disse ele após cerimônia no Palácio do Planalto para o lançamento do plano de inovação tecnológica, que teve a presença de empresários de todo o País. "Eu acredito que em 2013 os investimentos, a formação de capital, crescerá pelo menos 5%, se não mais", adicionou Luciano Coutinho. (Reuters)

Palavra de ordem é 'cautela' Rejane Tamoto

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pesar de ter dado sinais de que os juros podem voltar a subir no futuro, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), não deixou um horizonte de tempo claro de quando fará isso na ata divulgada ontem, documento utilizado pelo mercado para acompanhar os rumos da política monetária. Se nas atas anteriores, o comitê expressava maior preocupação com o crescimento da atividade econômica, desta vez fez um diagnóstico mais crítico sobre a inflação. O economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emilio Alfieri, diz que o Copom reconheceu pela primeira vez que a inflação mais pressionada pode não representar um fenômeno temporário, mas "uma eventual acomodação em patamar mais elevado". Além disso, o comitê, no item 28 da

ata, diz que o cenário recomenda que a política monetária deva ser administrada com "cautela". "Tudo leva a crer que o comitê pode subir os juros, caso o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ultrapasse o teto da meta de 6,5% ao ano", afirma. Alfieri diz acreditar que, antes, deve ser feita uma avaliação do efeito das desonerações fiscais concedidas. "O governo deve agir com política fiscal". Bandeira – A opinião é compartilhada pela economista da Tendências Consultoria, Alessandra Ribeiro. Para ela, a ata deixa como pouco provável uma alta dos juros ao longo dos próximos meses. "Avaliamos que a taxa de juros será o último instrumento utilizado para conter a inflação dentro da banda. Novas desonerações continuam no radar, as quais devem ser suficientes para manter a inflação na banda e em trajetória cadente em relação a 2012", afirma. A avaliação da con-

sultoria é de que o governo dispõe de espaço fiscal para garantir a bandeira política do juro baixo. O professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), Simão Davi Silber, diz que o comunicado traz uma preocupação com os sinais fracos de recuperação da economia e que, por isso, haverá cautela em um possível aumento dos juros. "A produção industrial sobe num mês e cai no outro, há muita volatilidade. O cenário externo continua incerto. Mas não há dúvida de que será preciso elevar a Selic", diz Silber. Para ele, as medidas de desoneração fiscal de itens da cesta básica podem não ser suficientes para segurar os preços dos alimentos. "A maioria deles está sendo reajustado todo mês", lembra. A inflação de alimentos já atingiu 12,49% ao ano, praticamente o dobro do IPCA acumulado em 12 meses até

fevereiro, de 6,31%. O coordenador do Centro de Macroeconomia Aplicada da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP-FGV), Emerson Marçal, diz que o juro terá de subir no mínimo a 0,25 ponto porcentual para criar um efeito sobre as expectativas, já na próxima reunião, que ocorrerá nos dias 16 e 17 de abril. "A desoneração da cesta básica provavelmente vai ajudar o IPCA de março a não estourar o teto da meta. Mas a ata também mostra que as projeções para o IPCA em 2014 pioraram. A inflação alta atrapalha o crescimento da atividade econômica e o planejamento das famílias", diz Marçal. No cenário de tendências para a inflação, o comitê projeta que o preço da tarifa residencial de energia elétrica deve ser reduzido em 15%, ante estimativa de 11% de janeiro. Para o reajuste do preço da gasolina, o BC estima o porcentual de 5% para 2013.

Jorge Gerdau, empresário, esteve ontem em evento do governo.

Delfim elogia Tombini

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ex-ministro da Fazenda Delfim Netto elogiou ontem o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, e disse que a autoridade monetária "não vai se submeter ao cabo de guerra entre os vendedores de papéis do mercado financeiro e o governo e, portanto, subirá a taxa básica de juros (Selic) se achar necessário". A afirmação foi feita em evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham). Indagado se, diante da demonstração clara, na ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), de que a inflação segue sob pressão, o BC não elevaria a Selic na próxima reunião, Delfim ponderou: "É muito melhor para o governo aguardar como a inflação se comportará até o segundo semestre, quando sempre há um recuo, antes de subir a Selic." Para o economista, uma variação, por exemplo, de 0,25 ponto porcentual na Selic traria impactos apenas no setor de serviços, mas mudaria pouco as decisões de investimentos na produção.

"Seria importante apenas para o mercado financeiro. Não tem influência maior no sistema produtivo", emendou Delfim Netto. Ainda segundo o ex-ministro, a esperança é de que o aumento da oferta, principalmente de commodities agrícolas, ocorra até o segundo semestre e controle a inflação sem a necessidade de mudança na taxa básica de juros. "Se aumentar agora a Selic, quando os preços caírem em agosto, um estatístico falará que a baixa foi por causa da decisão (do Copom), o que não será verdade." Delfim elogiou, com ressalvas, a decisão do governo de fazer concessões e ainda de pressionar, por meio dos bancos oficiais, a queda dos juros reais. "Nas concessões o governo faz a coisa certa, mas de maneira equivocada, o que gera ruídos do sistema. Já a baixa na taxa de juros real, essa sim tem efeitos na produção", disse. "Deem credito de confiança ao Brasil, pois, ainda que a aparência seja de tumulto, faz a coisa certa", concluiu. (Estadão Conteúdo)


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No Brasil, foram vendidos 59,5 milhões de telefones celulares em 2012, segundo a consultoria IDC.

conomia

Fotos: Divulgação

FRANCISCANA

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TRADIÇÃO

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ara as mídias tradicionais, uma boa notícia de pesquisa realizada pela KPMG International: o brasileiro é o povo que mais investe no consumo de televisão, rádio, jornais e revistas no mundo. Chega, de acordo com a consultoria, a gastar, na média, US$ 15 mensais, valor duas vezes e meia superior aos gastos com mídia digital, na média de US$ 6 mensais. Os dados integram o estudo Debate Digital 2013 – Emergência do consumidor digital multitarefas que aponta a contradição entre o brasileiro ser o segundo maior usuário de mídias digitais do mundo – perde apenas para os chineses – e ser, ao mesmo tempo, o maior consumidor de mídias tradicionais e o líder no uso de redes sociais. O que se explica pelo fato do crescimento do usuário multitarefas, aquele que faz uso de diferentes plataformas de

comunicação no dia a dia. Esse consumidor mescla a utilização da televisão, do rádio, dos jornais, das revistas e dos livros com as mídias digitais e prevalece nas redes sociais links para veículos tradicionais. A pesquisa aponta também que os brasileiros (62%) estão dispostos a receber publicidade em seus dispositivos móveis ou em seus PCs em troca de conteúdo gratuito. Foram entrevistados nove mil consumidores distribuídos em nove países – Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Espanha, Reino Unido, Austrália, China, Cingapura e Brasil – levando-se em conta populações metropolitanas. Para pesquisadores, a credibilidade dos meios tradicionais é o que tem assegurado o seu consumo. É como um aluno de faculdade que busca na Wikipédia uma informação,

mas tem hoje a consciência da necessidade de confrontála com outra fonte de informação, antes de torná-la realidade em uma dissertação, por exemplo. É isso que dá aos meios tradicionais, como jornais e revistas, a chance de se revigorar, buscando consumidores que querem opinar cada vez mais, mas com a certeza de que se trata de conteúdo de qualidade. Redes sociais como o Facebook são exemplo dessa realidade, o consumidor quer ter cada vez mais relevância na rede, entre o seu ciclo de amigos – medida pelo curtir e pelos comentários ao que coloca no ar, na nuvem digital. Para isso, abre as portas para a publicidade e quer, como demonstra a pesquisa, mídia com credibilidade. Portanto, o queijo e a faca estão nas mãos dos administradores dos grandes veículos. Mãos à obra!

TUDO VERDE

A UM brinde a St. Patrick com Heineken

Heineken lançou campanha digital para celebrar o St. Patrick's Day, tradicional feriado irlandês comemorado no domingo e que leva milhares de pessoas a bares e p u b s . A a ç ã o d e s e n v o l v i d a p e l a W i eden+Kennedy quer provar aos brasileiros que esse é "o melhor dia do ano". E, como Heineken, é verde. Será que a moda pega?

m tempos de Papa Francisco, a Fundação O Pão dos Pobres, de Porto Alegre, lança campanha, assinada pela DM9Sul, em que suas crianças doam a outras os brinquedos de que mais gostam. Dentro da ideia de que é dando que se recebe, a expectativa da fundação é angariar mais e novos recursos. As ações foram filmadas, viraram filmes que emocionam assim como as histórias resultantes deles levadas para a publicidade expressa. Nem importa, se o argentino adotou o nome por conta do Francisco, de Assis, ou o Xavier, jesuíta como ele e fundador da temida Companhia de Jesus, com participação ativa na devastadora conversão de índios na América do Sul. O que importa é a emoção transmitida pelo mote "Todo mundo pode ajudar" a salvar o mundo e a criar dias melhores.

NOVO Papa inspira campanha de doação

AERADO

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Ogilvy assina campanha do chocolate Lacta Bubbly. Lançado em julho de 2012, o produto já conquistou, sem publicidade e segundo o fabricante, 20% do mercado de produtos aerados no Brasil, aqueles que são leves e perfurados, os que os tornam macios. São justamente esses atributos que a campanha vai explorar para que Bubbly possa enfrentar Suflair, da Nestlé, com muito mais vigor. A ver.

LACTA ganha mercado na briga com a Nestlé

CAPITÃES DA BOLA

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Liberty Seguros inicia campanha em torno do patrocínio da Copa das Confederações 2013 e da Copa do Mundo 2014. Criada pela agência Rái é estrelada pelo pentacampeão Cafu, que passa simbolicamente a faixa de capitão da seleção que venceu o torneio de 2002 para os torcedores anônimos que farão a alegria dos estádios. A Liberty investirá R$ 26 milhões na campanha intitulada Capitães, dos quais os canais de televisão aberta abocanharão 35%, as emissoras de televisão fechada (cabo), 25% mesma fatia destinada para a mídia online, enquanto a mídia impressa ficará com modestos 15% e ainda os dividirá com mídia exterior – em São Paulo os outdoors saíram de cena, mas estão na paisagem de várias capitais que irão sediar os jogos.

CAFU: estrela para promover a Liberty Seguros. Envie informações para esta coluna. E-mail: carlosfranco@revistapublicitta. com.br

Luke MacGregor/Reuters

No ano passado, foram vendidos 16 milhões de unidades, de acordo com a consultoria IDC.

Executivo da Apple ataca o Android e a Samsung Stephen Lam/Reuters

Schiller: só 16% dos usuários do Android usam versões recentes.

Brasil vende 78% a mais de smartphones em 2012 A queda nos preços dos aparelhos tem contribuído para a expansão nas vendas

A

s vendas de smartphones no Brasil em 2012 tiveram crescimento de 78% sobre o ano anterior, para 16 milhões de unidades, conforme levantamento da consultoria IDC divulgado ontem. No

mercado como um todo, foram vendidos 59,5 milhões de telefones celulares. Deste total, 43,5 milhões foram de aparelhos comuns, sem aplicativos de dados. De acordo com o IDC, a tendência é que a

participação dos telefones inteligentes no total siga crescendo. A expectativa da consultoria é de que o Brasil seja o quinto maior mercado de smartphones neste ano, atrás de China, Estados Unidos, Reino Unido e Japão. A Índia deve ficar na sexta posição. Para o analista da IDC Leonardo Munin, a principal alavanca para o crescimento dos smartphones no Brasil é a queda nos preços dos aparelhos, tendência que deve se consolidar com os incentivos fiscais para a produção no País. "Além disso, as operadoras estão aumentando o foco na venda deste tipo de aparelho, já que há uma oportunidade na venda de serviços, como por exemplo, pacote de dados", afirmou Munin, em relatório. Em janeiro, o mercado de celulares no Brasil registrou queda de 5% em relação dezembro. No entanto, o segmento de smartphones cresceu aproximadamente 3%, de acordo como a consultoria. (Reuters)

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vice-presidente de marketing da Apple, Phil Schiller, atacou o "fragmentado" Android e a principal usuária do software do Google, a Samsung Electronics, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos da mais nova versão do Galaxy. O ataque do executivo a um concorrente, um evento raro, na véspera da estreia mundial do Galaxy S4 ilustra a dimensão da pressão sobre a empresa que perdeu para a Samsung em 2012 a liderança em smartphones. Schiller disse que pesquisas do próprio Google apontavam que a vasta maioria dos usuários do Android continuava com versões mais antigas do software e que o novo Galaxy pode ser lançado com um sistema operacional criado um ano atrás e que necessitará de atualização. "Com base nos dados deles, apenas 16% dos usuários do Android usam versões com um ano ou menos", afirmou. "Mais de 50% usam software com dois anos ou mais. Uma diferença realmente grande", acrescentou.

Schiller disse que a fragmentação, ou seja, as inúmeras versões diferenciadas do Android existentes no mercado, cria problemas para os usuários. Cada versão atualizada do sistema operacional Android precisa ser testada antes do lançamento para confirmar que funciona com múltiplos aparelhos, e isso desacelera as atualizações. Isso acontece porque alguns fabricantes, a exemplo da Amazon, empregam versões pesadamente adaptadas do Android. "E isso se estende às notícias que estamos ouvindo esta semana de que o Samsung Galaxy S4 chegará às lojas com um sistema operacional com quase um ano de lançado. Os clientes terão de esperar antes de obter uma atualização", disse o executivo. Schiller apontou para múltiplas pesquisas de terceiros que demonstravam que as pessoas que têm aparelhos iOS os usam mais do que donos de Android utilizam esse sistema, e que metade dos usuários do iOS está empregando a mais recente versão do software. (Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 15 de março de 2013

Recovery do Brasil Consultoria S.A. CNPJ/MF nº 05.032.035/0001-26 – NIRE 35.300.388.747 Ata da AGE, realizada em 31 de Dezembro de 2012 (lavrada sob a forma de sumário, de acordo com a autorização contida no § 1º do art. 130 da Lei nº 6.404/76) Data, Horário e Local: 31/12/2012, iniciada às 13hs, na sede da Recovery do Brasil Consultoria S.A. (“Cia.”), localizada em SP/SP, na Av. Paulista nº 1.499, 19º andar, Bela Vista. Ordem do Dia: (i) discutir e deliberar acerca da proposta de incorporação pela Cia. de sua controladora BTGP Recovery Holdings S.A., conforme condições contidas no “Instrumento Particular de Protocolo e Justificação de Incorporação da BTGP Recovery Holdings S.A. pela Recovery do Brasil Consultoria S.A.” (“Protocolo”); (ii) ratificar a nomeação da Empresa Especializada (conforme definido abaixo) previamente contratados por referidas Cia.s para procederem à avaliação do patrimônio líquido da BTGP Recovery Holdings S.A.; (iii) examinar e deliberar acerca do Laudo de Avaliação (conforme definido abaixo) emitidos pela Empresa Especializada; e (iv) deliberar sobre a extinção da BTGP Recovery Holdings S.A., se aprovada a proposta de incorporação. Presença: acionistas representando a totalidade do capital social, conforme se verifica no livro de presença. Presente, também, o Sr. Gelson Amaro, representante da Acal Auditores Independentes S/S, empresa de contabilidade responsável pela elaboração do Laudo de Avaliação abaixo indicada. Composição da Mesa: Sr. Flávio Suchek - Presidente; Sr. Gabriel Fernando Barretti - Secretário. Convocação: dispensada, tendo em vista a presença da totalidade dos acionistas, nos termos do § 4º do art. 124 da Lei nº 6.404, de 15/12/76, conforme alterada (“Lei nº 6.404/76”). Deliberações: foram aprovadas sem qualquer ressalva, por acionistas representando 89,08% do capital social da Cia., as deliberações constantes abaixo. O acionista International Finance Corporation solicitou à mesa que fosse consignada na presente Ata a sua abstenção na votação de todas as matérias constantes na ordem do dia. 1. Aprovaram a proposta de incorporação pela Cia. da BTGP Recovery Holdings S.A., sociedade anônima de capital fechado, com sede na Av. Brigadeiro Faria Lima, 3729, 9º andar, Parte, Itaim Bibi, em SP/SP, CNPJ/MF nº 12.951.878/0001-91, com seus atos constitutivos devidamente arquivados na JUCESP sob o NIRE 35.300.386.949, conforme os termos e condições do Protocolo celebrado pelos administradores da Cia. e da BTGP Recovery Holdings S.A. firmado em 31/12/2012. Referido Protocolo, lido, ratificado e aprovado, o qual estabelece os termos, justificativas e condições gerais da incorporação da BTGP Recovery Holdings S.A. pela Cia., e a consequente extinção da primeira, integra a presente ata como seu Anexo I, sendo dela parte integrante e indissociável. 2. Aprovaram e ratificaram a nomeação e contratação da empresa especializada Acal Auditores Independentes S/S, com sede na Av. Rio Branco, nº 181, s/ 1802, parte Centro, na Cidade do Estado do Rio de Janeiro, registrada no CRC/RJ sob o nº 4.080/O-9, e CNPJ/MF nº 07.377.136/0001-64 (“Empresa Especializada”), previamente contratada pelos administradores das Cia.s envolvidas para proceder à avaliação, a valor contábil na data-base de 30/11/2012, do patrimônio líquido da BTGP Recovery Holdings S.A. a ser incorporado pela Cia., nos termos dos arts. 8º, 223 a 227 da Lei nº 6.404/76, ad referendum da deliberação da presente AGE da Cia., nos termos do respectivo laudo de avaliação contábil elaborado pela Empresa Especializada para tais fins (o “Laudo de Avaliação”). 3. Aprovaram e ratificaram o Laudo de Avaliação elaborado pela Empresa Especializada, que procederam à avaliação do patrimônio líquido da BTGP Recovery Holdings S.A., tendo sido apurado o valor de R$0,00 para o patrimônio líquido da BTGP Recovery Holdings S.A. com base no balanço patrimonial levantado em 30/11/2012. Referido Laudo de Avaliação integra a presente ata como Anexos II, sendo dela parte integrante e indissociável. 4. Em consequência das deliberações anteriores, aprovaram a incorporação, pela Cia., da BTGP Recovery Holdings S.A., nos termos e condições estabelecidos no Protocolo e pelo valor apurado no Laudo de Avaliação, com a consequente extinção da sociedade incorporada, qual seja a BTGP Recovery Holdings S.A., nos termos do art. 227, § 3º, da Lei nº 6.404/76, que será sucedida, em todos os seus direitos e obrigações, pela Cia., com a consequente versão da integralidade do acervo líquido da BTGP Recovery Holdings S.A. para a Cia.. 5. Consignaram que em razão da incorporação da BTGP Recovery Holdings S.A., e conforme estabelecido no Protocolo, as 12.243.485 ações ordinárias nominativas e sem valor nominal da Cia. então detidas pela BTGP Recovery Holdings S.A. serão vertidas para o único acionista da BTGP Recovery Holdings S.A., não havendo, assim, qualquer alteração do capital social da Cia. e qualquer alteração ao Estatuto Social da Cia.; consignaram e ratificaram, ainda, que as eventuais variações patrimoniais da BTGP Recovery Holdings S.A. ocorridas entre a data-base do Laudo de Avaliação e a data de sua efetiva incorporação serão absorvidas pela Cia.. 6. Autorizaram os administradores da Cia. a tomarem todas as providências e praticarem todos os atos que se fizerem necessários à formalização das deliberações aqui aprovadas, incluindo, sem limitação, o arquivamento e publicação dos atos da incorporação nos termos do art. 227, § 3º, da Lei n.º6.404/76. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi lavrada e lida a presente ata que, achada conforme, foi assinada pelos presentes. Assinaturas: Flávio Suchek, Presidente; Gabriel Fernando Barretti, Secretário; Acionistas: Remily S.A.; Kistay S.A., International Finance Corporation e BTGP Recovery Holdings S.A. Certifico que a presente é cópia fiel da ata original lavrada no livro de atas de Assembleias Gerais da Cia.. São Paulo, 31 de dezembro de 2012. Gabriel Fernando Barretti - Secretário. Jucesp nº 70.317/13-6 em 08/02/2013. Gisela Simiema Ceschin-Secretária Geral.

SÃO PAULO TRANSPORTE S/A C.N.P.J. 60.498.417/0001-58 CONCORRÊNCIA Nº 001/2013 AVISO A SÃO PAULO TRANSPORTE S.A. - SPTrans, inscrita no CNPJ-MF sob o nº 60.498.417/000158, comunica que se encontra aberta a licitação, na modalidade de CONCORRÊNCIA, do tipo menor preço, cuja contratação se dará pela forma de execução indireta pelo regime de empreitada por preços unitários, sob nº 001/2013 vinculada ao Processo Administrativo de Licitações e Contratos - PALC nº 2013/0123 e será regida pela Lei Federal nº 8.666, de 21/06/93; Lei Complementar nº 123/06, Leis Municipais nºs 13.278, de 07/01/02, 14.094, de 06/12/05 e 14.145, de 07/04/06 e Decreto Municipal nº 49.511/08, bem como pelas respectivas alterações, normas complementares e demais disposições deste Edital. OBJETO: CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO DO PAVIMENTO DO EIXO VIÁRIO DOS CORREDORES SEGREGADOS E VIÁRIOS ESTRATÉGICOS DO SISTEMA DE TRANSPORTE COLETIVO DA CIDADE DE SÃO PAULO. Entrega dos Envelopes nºs 01 Proposta Comercial; e 02 – Documentos de Habilitação e Abertura do Envelope nº 01 – Proposta Comercial - Data: 16/04/2013, às 10h. Endereço: Rua Boa Vista, 136, 5º andar - Centro – SP. Os interessados poderão obter gratuitamente os arquivos eletrônicos com a íntegra do edital e seus anexos, no site “www.sptrans.com.br”, dentro do link “LICITAÇÕES”. Alternativamente, os mesmos arquivos eletrônicos poderão ser obtidos diretamente na SPTrans, mediante a entrega de um exemplar de CD-ROM do tipo CDR-80, virgem e lacrado. A retirada do edital gravado em CD-ROM será feita na Gerência de Contratações Administrativas – GCA, da Superintendência de Licitações e Contratos da Diretoria de Infraestrutura da SPTrans localizada na Rua Boa Vista, nº 136, 4º andar - Centro - SP, de segunda a sexta-feira, no horário entre 9h e 12h e entre 13h30 e 17h. São Paulo, 14 de março de 2013. Waldomiro Carlos Moreira - Presidência da Comissão Permanente de Licitações

PREFEITURA MUNICIPAL DE IGARATÁ SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE PROCESSO DE SELEÇÃO Nº 01/2013 – PROCESSO ADMINISTRATIVO N° 216/2013 A PREFEITURA MUNICIPAL DE IGARATÁ, através de sua SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE, torna público que fará realizar PROCESSO DE SELEÇÃO aberto às Organizações Sociais qualificadas no Município. OBJETO: gestão, operacionalização e execução das ações e serviços de saúde nas unidades de saúde do Município de Igaratá. RETIRADA DO EDITAL E ANEXOS: a partir do dia 19.03.2013, no Departamento de Licitação da Prefeitura de Igaratá, das 12h às 18h. Os envelopes deverão ser protocolados até as 13h do dia 08/04/2013, no Setor de Protocolos da Prefeitura de Igaratá. A sessão pública para abertura dos envelopes ocorrerá no dia 08.04.2012, às 14h. Valor do Contrato: R$ 1.860.000,00. Vigência: 1 (um) ano. Prefeitura Municipal de Igaratá, 14 de março de 2013. Elzo Elias de Oliveira Souza - Prefeito de Igaratá. Tatiany Pereira Oliveira - Secretária Municipal de Igaratá.

CÂMARA MUNICIPAL DE VALINHOS AVISO DE EDITAL - PREGÃO (PRESENCIAL) N° 005/2013 PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 0036/2013 DIRETORIA REQUISITANTE: Diretoria Administrativa OBJETO: Aquisição de cartuchos para as impressoras HP OFFICE-JET PRO 8100, HP 2460 e HP 1360, conforme edital e anexos. TIPO DE LICITAÇÃO: TIPO - MENOR PREÇO POR ITEM DATA/HORA CREDENCIAMENTO DOS REPRESENTANTES DAS EMPRESAS INTERESSADAS: 02/04/2013, às 09 horas. DATA/HORA DE ABERTURA DA SESSÃO PÚBLICA, COM RECEBIMENTO DOS ENVELOPES COM “PROPOSTAS DE PREÇOS” E “DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO”: 02/04/2013, às 09h30min. LOCAL DA REALIZAÇÃO DA SESSÃO: Câmara Municipal de Valinhos – Rua Ângelo Antônio Schiavinato, nº. 59 Residencial São Luiz, Valinhos/SP, CEP. 13270-470 Pregoeiro: Jair Florêncio de Lima - Equipe de Apoio: André Luiz Rosa, Thiago Militino Rodrigues de Faria, Marcos Fureche e Aparecida de Lourdes Teixeira. LOCAL PARA CONSULTA E FORNECIMENTO DO EDITAL: O Edital na íntegra será fornecido aos interessados a partir de 18/03/2013, na Diretoria Administrativa da Câmara Municipal de Valinhos, Rua Ângelo Antônio Schiavinato, nº. 59 - Residencial São Luiz, Valinhos/SP, no horário das 09 às 16 horas, de segunda à sexta-feira, ou através do E-mail: compras@camaravalinhos.sp.gov.br ou sitio www.camaravalinhos.sp.gov.br.Valinhos, 13/03/2013. LOURIVALDO MESSIAS DE OLIVEIRA - Presidente.

CÂMARA MUNICIPAL DE VALINHOS AVISO DE EDITAL - PREGÃO (PRESENCIAL) N° 04/2013 PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 026/2013 DIRETORIA REQUISITANTE: Diretoria Administrativa OBJETO: Fornecimento parcelado de materiais de escritório em conformidade com o estabelecido no Anexo II – Termo de Referencia. TIPO DE LICITAÇÃO: TIPO - Menor preço por item DATA/HORACredenciamento dos representantes das empresas interessadas: 28/03/2013, às 09 horas. DATA/ HORA DE ABERTURA DA SESSÃO PÚBLICA, COM RECEBIMENTO DOS ENVELOPES COM “PROPOSTAS DE PREÇOS” E “DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO”: 28/03/2013, às 09h30min. LOCAL DA REALIZAÇÃO DA SESSÃO: Câmara Municipal de Valinhos – Rua Ângelo Antônio Schiavinato, nº. 59 - Residencial São Luiz, Valinhos/SP, CEP. 13270-470 Pregoeiro: Marcos Fureche Equipe de Apoio: André Luiz Rosa, Thiago Militino Rodrigues de Faria, Jair Florêncio de Lima e Aparecida de Lourdes Teixeira. LOCAL PARA CONSULTA E FORNECIMENTO DO EDITAL: O Edital na íntegra será fornecido aos interessados a partir de 18/03/2013, na Diretoria Administrativa da Câmara Municipal de Valinhos, Rua Ângelo Antônio Schiavinato, nº. 59 Residencial São Luiz, Valinhos/SP, no horário das 09 às 16 horas, de segunda à sexta-feira, ou através do E-mail: compras@camaravalinhos.sp.gov.br ou sitio www.camaravalinhos.sp.gov.br. Valinhos, 13/03/2013. LOURIVALDO MESSIAS DE OLIVEIRA - Presidente.

PST Energias Renováveis e Participações S/A CNPJ (MF) Nº 08 08.708.672/0001-68 708 672/0001 68 – NIRE Nº 35 35.300.342.798 300 342 798 Ata da Assembléia Gera Extraordinária realizada em 04 de janeiro de 2012 Data,Hora e Local:04/01/2012, 18 hs, sede social.Convocação:Dispensada.Presença: 100%.Mesa: Carlos André Andrioni Salgueiro Lourenço: Presidente e Guilherme Andrioni Salgueiro Lourenço: Secretário. Deliberações Unanimes: Ratificado voto da Cia. proferido na AGE da Santa Luzia Energética S.A., realizada em 28/12/2011 que aprovou: A) Retificação da deliberação tomada no ítem acima da assembleiageralordináriaeextraordináriadaSantaLuziaEnergéticaS.A,realizadaem30/11/2011,às16horas,afimdeexcluiraprovação para rescisão ao contrato de empreitada para fornecimento de materiais e equipamentos, montagem, serviços de engenharia e obras civis, celebrado, em 03/12/2007, entre Santa Luzia Energética S.A.e Construtora Gomes Lourenço Ltda., tendo por objeto a implantação da PCH Santa Luzia Alto, conforme aditado em 28/05/2008, 20/01/2010, 30/11/2010 e 10/07/2011 (Contrato de EPC); B) Ratificação da celebração do 5° Aditamento ao Contrato de EPC, firmado entre Santa Luzia Energética S.A. e Construtora Gomes Lourenço Ltda. em 21/12/2011. Nada mais. São Paulo, 04/01/2012. (aa) Carlos André Andrioni Salgueiro Lourenço: Presidente e Guilherme Andrioni Salgueiro Lourenço:Secretário.Acionistas:Glep Energias Renováveis e Participações S.A.pp.Carlos André Andrioni Salgueiro Lourenço e Guilherme Andrioni Salgueiro Lourenço;José Salgueiro Lourenço, Alice Andreoni Lourenço, Carlos André Andrioni Salgueiro Lourenço, GuilhermeAndrioniSalgueiroLourençoeAnaPaulaLourençodeToledo.CertidãodaJucesp:nº26.380/12-2emsessãode11/01/2012.

ECONOMIA/LEGAIS - 19

Construtora Centenário S.A. Empreendimentos e Participações CNPJ/MF nº 43.382.027/0001-07 Relatório da Diretoria Prezados Senhores :Em atendimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas., o Balanço Patrimonial e demais demonstrações contábeis referentes ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012. Colocamo-nos à inteira disposição dos senhores acionistas para quaisquer esclarecimentos julgados necessários. A Diretoria. Balanços Patrimoniais em 31 dezembro de 2012 e 31 de dezembro de 2011 (Em Reais) Ativo 2012 2011 Passivo Circulante Circulante Disponibilidades 1.828 2.894 Contas a Pagar Contas a Receber – 9.591.435 Salários e Encargos a Pagar Adiant. Futuro Aumento Capital 10.058.616 467.181 Contribuição Social a Recolher Outros Ativos Circulantes 281.417 301.829 Impostos, Taxas e Contribuições 10.341.861 10.363.339 Prov. p/ Contingências Trabalhistas Não Circulante Depósito p/ Defesa de Recursos Investimentos em Controladas Imobilizado Líquido Total do Não Circulante

5.458 912.371.163 724.912 913.101.533

5.458 887.682.279 725.095 888.412.832

Não Circulante Empréstimos de Associadas Impostos a Recolher – REFIS Contas a Pagar Prov. p/ perdas investimentos Total do Não Circulante Patrimônio Líquido Capital Realizado Reserva de Capital Reserva Legal Reserva de Lucros Reserva de Lucros a Realizar

CNPJ/MF nº 01.943.295/0001-00 NIRE 35.300.104.153 Edital de Convocação Ficam os Srs. Acionistas da Itaoca S/A – Administração de Bens convidados a se reunir em AGO, que se realizará no dia 15/04/2013, às 11:00 hs., na Av. Brig. Faria Lima, nº 1.713, 11º and., nesta Capital, a fim de deliberar sobre a seguinte Ordem do Dia: (a) prestação de contas dos administradores, exame, discussão e deliberação sobre as demonstrações financeiras da Cia., relativas ao exercício social encerrado em 31/12/2012; (b) deliberação sobre a destinação do resultado do exercício referido em “1” acima; e (c) fixação do montante da remuneração global da Diretoria para o corrente exercício social. Comunicamos que se encontram à disposição dos Srs. Acionistas, na sede social, os documentos a que se refere o art. 133 da Lei 6.404/76, relativos ao exercício social encerrado em 31/12/2012. São Paulo, 13/03/2013. Maria Virginia Monteiro Machado – Diretora. (14, 15 e 16/03/2013)

Auto Posto Europa Garden Ltda , torna público que requereu da Cetesb a Licença Prévia e de Instalação, para comercio varejista de combustiveis e Lubrificantes .sito à Av Marechal Tito, 7059 - São Miguel Paulista -SP

4.228.141 – 5.169 24.433 462.322 4.720.065

4.085.152 261.113 – 40.894 419.889 4.807.048

2.874.124 – 3.414.911 18.505.016 24.794.051

1.012.348 11.785 5.326.263 18.578.438 24.928.834

106.640.101 7.739 21.328.020 35.098.804 730.854.614 893.929.278 923.443.394

106.640.101 7.739 38.606.238 35.098.804 688.687.407 869.040.289 898.776.171

Demonstração do Resultado para os anos findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Em Reais) 2012 2011 Particip. Result. de Contr/Colig. 24.762.305 16.086.464 Despesas Operacionais Despesas Administrativas (2.725.882) (109.653) Depreciações (183) (366) Outras Rec./Desp. Operacionais 2.970.900 6.694.632 Impostos e Taxas (13.274) (40.254) Receitas(Despesas) Financeiras Líquidas (79.296) (131.060) 152.265 6.413.298 Lucro Antes da Contribuição Social 24.914.570 22.499.762 Prov. p/ Contribuição Social (9.593) – Lucro Após a Contribuição Social 24.904.977 22.499.762 Prov. p/ o Imposto de Renda (15.988) – Lucro do Ano 24.888.989 22.499.762 Lucro por Ação no Ano 7.433,99 6.720,36 As notas explicativas anexas são parte integrante destas demonstrações

912.371.163 887.682.279 24.762.305 16.086.464 de Lucros a Realizar – Evidencia a parcela de lucros ainda não realizada Totais financeiramente. 6. Transações com Partes Relacionadas – Os saldos Constituída provisão para perdas no investimento na controlada Planoar

A) Conselho de Administração e Diretoria José Luís da Cruz – Contador – CRC 1SP 171.690/O-7

Moinho Agua Branca S.A. CNPJ/MF nº 61.157.723/0001-93 Relatorio da Diretoria Srs. Acionistas: Em cumprimento às disposições Legais e Estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas., o Balanço Patrimonial e demais Demonstrações Financeiras correspondentes aos exercícios findos em 31 dedezembro de 2012 e 2011, acompanhadas das Notas Explicativas. A Diretoria encontrase ao inteiro dispor dos Senhores Acionistas para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. São Paulo, 11 de março de 2013. A Diretoria. Balanços Patrimoniais em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Em reais, centavos eliminados) Ativo 2.012 2.011 Passivo e Patrimonio Liquido 2.012 2.011 Circulante Circulante Caixa e equivalentes de caixa 23.950 35.085 Fornecedores 454.682 453.106 Aplicações Financeiras 150.678 Impostos a Recolher 11.435 13.541 Adiantamentos Diversos 3.470 41.300 Provisão Imp. Renda/Contr. Social 420.934 390.325 Impostos a Recuperar 13.466 27.458 Salarios e Encargos 5.125 4.732 Total do Ativo Circulante 40.886 254.521 Total do Passivo Circulante 892.176 861.704 Não Circulante Não Circulante Realizavel a Longo Prazo 7.411.890 7.411.890 Outras Contas 428.156 760.928 Financiamentos Permanente Provisão Imp. Renda/Contr. Social 1.102.736 1.441.784 Investimentos 568.076 568.125 Provisão p/ Contingências 449.731 449.731 Provisão p/ Perdas (511.312) (511.312) Total do Passivo Não Circulante 8.964.357 9.303.405 56.764 56.813 Patrimonio Liquido Imobilizado - custo 17.547.379 17.547.379 Capital Social 30.391.880 30.391.880 (-) Depreciação (9.419.239) (9.048.396) 14.500.000 14.500.000 8.128.140 8.498.983 Ágio na Subscr. Capital 7.997.325 8.358.571 Intangível Líquido 4.769 7.812 Reservas de Reavaliação Prejuizos Acumulados (54.087.023) (53.836.503) Total do Permanente 8.189.673 8.563.608 (1.197.818) (586.052) Total do Não Circulante 8.617.829 9.324.536 Total do Patrimonio Líquido Total do Ativo 8.658.715 9.579.057 Total do Passivo e Patrimonio Liquido 8.658.715 9.579.057 Demonstrações das Mutações do Patrimônio Liquido Findos em 31 de Dezembro de 2012 e 2011 (Em reais, centavos eliminados) Lucros (Prejuizos) Agio na Capital Social Reserva de Reavaliação Acumulados Subscrição de Capital Totais Saldo em 31.12.2010 30.391.880 8.719.816 (58.985.011) 14.500.000 (5.373.315) Realização da Reserva de Reavaliação (361.245) 361.245 Lucro (Prejuizo) do exercicio 4.787.263 - 4.787.263 Saldo em 31.12.2011 30.391.880 8.358.571 (53.836.503) 14.500.000 (586.052) Realização da Reserva de Reavaliação (361.245) 361.245 Lucro (Prejuizo) do exercicio (611.765) (611.765) Saldo em 31.12.2012 30.391.880 7.997.325 (54.087.023) 14.500.000 (1.197.818) Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras em 31/12/2012 1 - Contexto Operacional - A Empresa tem como atividade preponderante - refere-se à licença de uso de softwares, amortizada pelo método linear o aluguel de imóveis e de suas marcas. 2 - Apresentação Das Demons- às taxas que levam em consideração o tempo de vida útil estimado dos trações Contábeis - As demonstrações contábeis foram elaboradas de bens.e) - Imposto de Renda e Contribuição Social - Estão calculados acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais abrangem a levando em consideração a legislação fiscal em vigor. A provisão para o Imlegislação societária, os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpreta- posto de Renda foi calculada a alíquota de 15% sobre os lucros tributáveis, ções emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e aprova- acrescidos de adicional de 10% acima dos limites específicos. A provisão das pelo Conselho federal de Contabilidade (CFC). 3 - Principais Praticas para a Contribuição Social foi calculada a aliquota de 9% sobre o lucro tribuContabeis - a) - Caixa e equivalentes de caixa - incluem depósitos bantável antes do Imposto de Renda, ajustado conforme legislação específica. cários a vista b) - Apuração do Resultado - As Receitas e Despesas são reconhecidas pelo regime de competência. c) - Imobilizado - Registrado ao f) - Patrimônio Líquido - Capital Social - O Capital Social em 31/12/2012 custo de aquisição, formação ou contrução, deduzido de depreciação acu- e 2011 é de R$ 30.391.880 e está representado por 11.358.208.682 ações mulada. A depreciação é calculada pelo método linear às taxas que levam ordinárias e 22.716.417.357 ações preferênciais, nominativas e sem valor em consideração o tempo de vida útil estimado dos bens. O valor residual nominal. Reavaliações Espontâneas: Os saldos existentes nas reservas dos itens do imobilizado é reduzido imediatamente ao seu valor recuperável de reavaliação, classificadas no patrimônio líquido, serão mantidos até a quando o saldo residual exceder o valor recuperável. d) - Ativo intangível sua efetiva realização. Diretoria Ivan Soldan Salema - José Hlavnicka Norimar Prevedello - CRC 1SP 264311/O-0

Demonstrações de Resultados - Exercicios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Em reais, centavos eliminados) 2012 2011 Receita Operacional Bruta 1.000.000 10.000.000 Impostos Incidentes s/Vendas (142.500) (1.425.000) Receita Operacional Líquida 857.500 8.575.000 Custo Lucro Bruto 857.500 8.575.000 Despesas Operacionais Administrativas 2.002.835 4.153.721 Despesas Financeiras 216.486 142.740 Receitas Financeiras (11.800) (11.337) Outras Receitas Operacionais (1.342.484) (2.105.580) Tributarias 143.325 109.981 Depreciação 373.887 373.887 1.382.249 2.663.412 Lucro (Prejuízo) Operacional (524.749) 5.911.588 Receitas (Despesas) Não Operacionais Lucro (Prej.) Antes do Imp. Renda (524.749) 5.911.588 Prov. p/Imp. de Renda Cont. Social (87.016) (1.124.325) Lucro (Prejuizo) Liquido do Exercicio (611.765) 4.787.263 Lucro (Prej.) p/ Lote de Mil Ações (0,018) 0,141 Demonstrações dos Fluxos de Caixa para os Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2012 e de 2011 (Em reais, centavos eliminados) 2.012 2.011 Fluxo de caixa das atividades operacionais Lucro (Prejuizo) antes do imposto de renda e contribuição social (611.765) 4.787.263 Ajustes para conciliar lucro líquido do período com o caixa gerado pelas atividades operacionais: Depreciação 373.887 373.887 Provisões constituídas (revertidas) (237.878) 5.161.150 (Aumento) redução nos ativos operacionais: Impostos e contribuições a compensar 13.992 455.995 Despesas antecipadas e outros ativos 521.280 (315.550) Aumento (redução) nos passivos operacionais: Fornecedores 1.576 (80.754) Obrigações trabalhistas e previdenciárias 393 4.732 Impostos e contribuições a recolher (310.545) (234.527) Outros passivos - (4.956.281) Caixa líquido proveniente nas atividades operacionais (11.182) 34.765 Fluxo de caixa nas atividades de investimentos Recebimento por vendas de ativos permanentes 47 Caixa líq. usado nas atividades de investimento 47 Aumento (redução) líquido de caixa e equivalente de caixa (11.135) 34.765 Caixa e equivalente de caixa no início do período 35.085 320 Caixa e equivalente de caixa no fim do período 23.950 35.085 Aumento (redução) líquido de caixa e equivalente de caixa (11.135) 34.765

ENGINEERING S/A SERVIÇOS TECNICOS - SP C.N.P.J. 62.218.615/0001-46 - NIRE - 35.300.127.625 RELATÓRIO DA DIRETORIA Srs. Acionistas, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Financeiras referentes ao exercício social de 2012, em 11 de janeiro de 2013. BALANCETE LEVANTADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E 2011 (Em R$ 1,00) PASSIVO 2012 2011 ATIVO 2012 2011 CIRCULANTE 1.615.753 1.789.478 CIRCULANTE 6.358.104 5.937.040 Fornecedor/Obrigações Sociais Fiscais 1.170.845 1.697.819 Caixa e Bancos 631.539 495.496 Credores Diversos 444.909 91.659 Aplicações Financeiras 1.908.538 1.847.500 NÃO CIRCULANTE 4.296.389 5.098.368 Contas a Receber 3.471.441 3.450.999 Resultado Exercício Futuro 87.466 2.406.318 Impostos a Recuperar 346.586 143.045 Provisões Diversas 4.208.922 2.692.050 NÃO CIRCULANTE 4.325.198 3.307.683 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 4.771.161 3.136.806 Depósitos Judiciais 138.101 135.701 Capital 2.972.904 2.972.904 Valores Antecipados 3.347.235 3.171.981 Reserva Legal 594.581 290.744 IMOBILIZADO 670.648 779.929 Lucro Distribuido (6.519.699) (269.745) INTANGÍVEL 169.214 Lucro Acumulado 142.902 Total do Ativo 10.683.302 10.024.652 Lucro do Exercício 7.580.472 142.902 Dem. das Mut. Patr. Liq. p/ Exer. Findos em 31/12/11 e 12 (Em R$ 1,00) Total do Passivo 10.683.302 10.024.652 Capital Reserva Lucros Dem. do Result. dos Exerc. (Em R$ 1,00) 2012 2011 Social Lucros/Legal Acumulados Total Receita operacional Líquida 45.796.973 29.251.838 Saldos em 31/12/10 2.972.904 1.637.078 4.609.982 Custos dos Serviços (22.659.518) (18.034.424) Lucro do Exercício 142.902 142.902 Lucro Bruto Operacional 23.137.455 11.217.413 Reservas de Lucros - Despesas Gerais e Administrativas (13.102.329) (8.792.246) Lucros Antecipados (269.745) (269.745) Receitas Financeiras 574.072 236.892 Lucros distribuidos (1.346.334) (1.346.334) Outras Receitas 49.426 Saldos em 31/12/11 2.972.904 290.744 (126.843) 3.136.805 Resultado Antes das Provisões 10.658.623 2.662.060 Lucros distribuidos 303.837 (6.249.953) (5.946.116) Provisão para Contribuição Social (742.318) (670.012) Lucros Antecipados - Provisão para Imposto de Renda (2.031.996) (1.849.145) Lucro em 31/12/12 7.580.472 7.580.472 Resultado Liquido do Exercicio 7.884.309 142.902 Saldo em 31/12/12 2.972.904 594.581 1.203.677 4.771.161 Lucro por ação 14,60 0,26

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: COMUNICADO REF.: Pregão (Eletrônico) de Registro de Preços nº 36/00013/13/05 Objeto AQUISIÇÃO DE SUPORTE PARA TV LCD - RK-05 Por alteração no cadastro do objeto na Bolsa Eletrônica Compras, comunicamos que a sessão de processamento do referido Pregão foi transferida para às 09:30 horas do dia 28/03/2013 e será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 15/03/2013, até o momento anterior ao início da sessão pública.

Companhia Aberta CNPJ nº 56.994.924/0001-05 - NIRE 35.3-0004949.7

Itaoca S/A – Administração de Bens

2011

Demonstração do Fluxo de Caixa – DFC para os anos findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Em Reais) Fluxos de Caixa Originados de: Atividades Operacionais 2012 2011 Total do Ativo 923.443.394 898.776.171 Total do Passivo Resultado do Exercício 24.888.989 22.499.762 As notas explicativas anexas são parte integrante destas demonstrações Ajustes de Reconciliação 183 366 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido para os anos findos em 31 de dezembro de 2012 e 31 de dezembro de 2011 (Em Reais) (+) Depreciação e Amortização (-) Result. Alienação Investimentos – – Capital Reserva Reserva Resultados Reserva de Reserva (24.762.305) (16.086.464) Realizado de Capital Legal Acumulados Lucros a Reazlizar de Lucros Total (-) Result. Equivalência Patrimonial (+/-) Aumento/Redução ctas pagar/Provisões (2.016.829) 160.884 Saldo em 31/12/2010 106.640.101 7.739 37.481.250 – 667.312.633 34.785.732 846.227.455 – (5.458) Ajustes Prejuízos – REFIS – – – – – 313.072 313.072 (+/-) Redução/Aumento em contas a Receber 68.014 (6.525.331) Resultado do Período – – – 22.499.762 – – 22.499.762 (-/+) Aumento/Redução nas Provisões (-) Pagamento de Impostos e Tributos (40.894) (145.898) Outras Reservas – – 1.124.988 (1.124.988) – – – – 3.503 Reserva de Lucros – – – (21.374.774) 21.374.774 – – (+) Atualização do Impostos a rec. Saldo em 31/12/2011 106.640.101 7.739 38.606.238 – 688.687.407 35.098.804 869.040.289 (=) Caixa Líquida Aplicada nas Atividades Operacionais (1.862.842) (98.636) Ajuste Adequação ao Estatuto – – (17.278.218) – 17.278.218 – – Atividades de Resultado do Período – – – 24.888.989 – – 24.888.989 Fluxo de Caixa Originados de: Financiamentos Reserva de Lucros – – – (24.888.989) 24.888.989 – – 1.861.776 96.732 Saldo em 31/12/2012 106.640.101 7.739 21.328.020 – 730.854.614 35.098.804 893.929.278 (+) Emprést./Financ. Tomados (=) Caixa Líq. Gerada pela Ativ. Financ. 1.861.776 96.732 As notas explicativas anexas são parte integrante destas demonstrações Fluxo de Caixa Originados de: Atividades de Notas Explicativas Investimentos – – 1. Contexto Operacional – A sociedade tem por objeto a construção, incor- com empresas associadas são representados por contrato de mútuo, como (+) Aumento nos Investimentos – – poração, comércio e administração de imóveis; administração de empresas, segue: Saldos a Pagar 2012 2011 (=) Caixa Líq. Gerada pela Ativ. Investimento (1.066) (1.904) de bens próprios ou de terceiros; importação ou exportação de equipamen- Cetenco Engenharia S.A. (2.874.124) (1.012.348) Redução no Caixa e Equivalentes tos para seu uso, pertinentes ao serviço que vier a executar; participação (2.874.124) (1.012.348) Caixa e Equivalentes (Início do ano) 2.894 4.798 em outras sociedades. 2. Apresentação Das Demonstrações Contábeis 7. Investimentos Participação em Resultado da Caixa e Equivalentes (Final do ano) 1.828 2.894 As Demonstrações Contábeis foram elaboradas de acordo com as práticas Controladas e Controladas/Coligadas Participação Redução no Caixa e Equivalentes (1.066) (1.904) 2012 2011 2012 2011 contábeis adotadas no Brasil e estão sendo apresentadas de acordo com a Coligadas As notas explicativas anexas são parte integrante destas demonstrações Lei n* 6404/76, Lei das Sociedade por Ações, observando as alterações tra- Cetenco 909.750.482 886.865.072 22.885.410 16.584.351 Participações Ltda. (R$ 4.017.784,47 em 2012 e R$ R$ 4.118.078,34 em zidas pelas Leis n*s 11638/07 e 11941/09 e pelos pronunciamentos técnicos Engenharia S.A. 2011), Marina Porto de Angra Ltda. (R$ 9.748,24 em 2.012 eR$ 5.820,74 emitidos pelo CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis”. 3. Principais Centenor 1.095.048 173.921 921.127 142.693 em 2.011), Minérios Centurião S/A (R$ 14.477.483,58 em 2.012 e Práticas Contábeis – a) Investimentos: As participações em controladas Empreendim. S.A. R$ 14.454.539,13 em 2.011), devido ao Patrimônio Líquido Negativo. e coligadas foram avaliadas pelo método de equivalência patrimonial; b) Cetenco Empreend. 2012 2011 1.524.983 642.635 882.348 (538.474) 8. Imobilizado: Imobilizado: Está registrado ao custo monetariamente corrigido até 1995, e Particip. Ltda 724.912 724.912 650 650 – – Propriedades Imobiliárias sendo depreciado pelo método linear às seguintes taxas anuais: máquinas Porto São Bento Ltda. Máquinas, Equipamentos e Veículos 310.883 310.883 e equipamentos, móveis e utensílios – 10%; veículos, instalações, benfeito- Marina Porto de 1.397.921 1.397.921 – – (3.928) – Móveis, Utensílios e Instalações rias em imóveis de terceiros e outros – 20%. c) Propriedades Imobiliárias: Angra Ltda. Menos Depreciação Acumulada (1.708.804) (1.708.621) – – (22.944) (14.267) As propriedades imobiliárias tiveram seus valores avaliados a valor de mer- Minérios Centurião S.A. 724.912 725.095 cado, de acordo com laudo fundamentado de empresa especializada. 4. Planoar – – 100.292 (87.838) 9. Capital Social: O Capital Social é totalmente nacional e integralizado. Imposto de Renda – O DFC foi preparado pelo método indireto. 5. Reserva Participações Ltda.

Pró Metalurgia S.A.

Del Rey Empreendimentos e Participações S/A CNPJ/MF 59.227.819/0001-39 - NIRE 35300120035 Assembléia Geral Ordinária - Edital de Convocação Ficam os Senhores Acionistas da Del Rey Empreendimentos e Participações S/A., convocados para se reunirem em Assembléia Geral Ordinária, que se realizará às 9:00 horas, no dia 30 de março de 2013, em sua sede social, na Avenida Marginal nº 1234, Cidade Ariston, Carapicuíba, SP, para deliberarem sobre as seguintes matérias constantes da Ordem do Dia: Assembléia Geral Ordinária: a) Apreciação do relatório da administração e exame, discussão e votação das demonstrações financeiras do exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2012; b) Proposta para a destinação do resultado do exercício findo em 31 de dezembro de 2012; c) Eleição dos membros do Conselho Fiscal para o período 2013 a 2014, e fixação de sua remuneração; e d) Exposição sobre o projeto de construção do Shopping Center e bem assim apreciação e deliberação sobre os modelos de financiamento do empreendimento. Carapicuíba, 13 de março de 2013. João Batista Costa - Presidente. (14-15-16)

2012

Pró Metalurgia S.A., comunica que se encontram à disposição dos Senhores Acionistas, na sede da Companhia na Av.Tégula, nº 888, Edifício Topázio, Bloco F, módulo 17, s/1, dentro do CEA (Centro Empresarial Atibaia), no Bairro Ponte Alta, na Cidade de Atibaia, Estado de SP, CEP 12952-820; bem como na página do site da empresa (www.pmet.com.br) o material com os dados e informações da Companhia que será em breve encaminhado para também constar das páginas correspondentes nos sites da CVM - Comissão de Valores Mobiliários (www.cvm.gov.br) e da BM&FBovespa S.A. - Bolsa de Valores (www.bmfbovespa.com.br), contendo os documentos a que se refere o Artigo 133, incisos I a IV, da Lei nº 6.404/76, relativos ao encerramento do exercício social de 2012. São Paulo, 14/03/2013. Pró Metalurgia S.A. Luiz AugustoTrindade - Diretor Presidente e Diretor Relações com Investidores.

Gameloft do Brasil Ltda. CNPJ/MF nº 08.893.971/0001-10 – NIRE 35.221.426.557 Termo de Convocação para Reunião de Sócios-Quotistas Ficam convocados, na forma do Código Civil Brasileiro, os sócios-quotistas da Gameloft do Brasil Ltda., sociedade empresária limitada com sede na R. Girassol n° 927, 1° andar, Vila Madalena, SP/SP (“Sociedade”), para se reunirem em Reunião de Sócios-Quotistas a realizar-se no próximo dia 25/03/2013, às 10hs, na sede social, a fim de deliberarem sobre a seguintes matérias da Ordem do Dia: (i) renúncia do sócio-quotista René Guillermo Labate Beccaglia ao cargo de administrador da Sociedade, e eleição de novo administrador; e (ii) alteração do contrato social da Sociedade para, na forma do art. 1.085 do Código Civil Brasileiro, adotar cláusula de exclusão por justa causa de sócios-quotistas que estiverem pondo em visto a continuidade da empresa em virtude de atos de inegável gravidade; adotar cláusula de arbitragem em substituição a solução judicial de conflitos; e adotar cláusula que faculte a convocação de reuniões de sócios mediante a simples notificação mediante carta registrada ou qualquer outro meio que dê ciência do evento aos sócios. São Paulo, 12 de março de 2013. GAMELOFT S/E. Sócia-quotista majoritária (p.p. Felipe Sartori). (13, 14 e 15/03/2013)

Cetenco Engenharia S.A. CNPJ/MF Nº 61.550.497/0001-06 – NIRE 35.3.00024079 Aviso aos Acionistas

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Comunicamos aos Srs. Acionistas que se encontram à disposição na sede social, Rua Maria Paula, 36 – 8º andar, nesta capital, os documentos de que trata o Artigo 133 da Lei nº 6.404/76, relativos ao exercício encerrado em 2012. São Paulo, 14 de março de 2013. Ass. Conselho de Administração. (15, 16 e 19/03/2013)

Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 14 de março de 2013, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Costeira Transportes e Serviços Ltda. Requerido: Sasil Comercial e Industrial de Petroquímicos Ltda. Rua Barão do Triunfo, 427 – Ed. Next Office - Salas 402, 403 e 404 Brooklin - 1ª Vara de Falências. Requerente: Paupedra Pedreiras, Pavimentações e Construções Ltda. Requerido: Scac Fundações e Estruturas Ltda. Avenida Engenheiro Billings, 2.300 – Jaguaré - 1ª Vara de Falências.

VANGUARDAAGROS/A CNPJ/MF05.799.312/0001-20-NIRE35.300.380.657 (Cia.deCapitalAberto) AVISOAOSACIONISTAS Disponibilidade dos Documentos Previstos no Artigo 133 da Lei nº 6.404/76. Comunicamos aos Senhores Acionistas da Vanguarda Agro S.A. que se encontram à sua disposição, na sede social da Companhia, localizada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Av. Presidente Juscelino Kubistchek n. 1726, cj, CEP. 04543-000, os documentos a que se refere o artigo 133 da Lei nº 6.404/1976, relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2012. São Paulo, 15 de março de 2013. Salo Davi Seibel PresidentedoConselhodeAdministração.

Fluxo de caixa das atividades operacionais Lucro Líquido antes do imposto de Renda e Contr. Social Ajustes: Depreciação Rendas de Investimentos Aumento nas contas a receber de clientes e outros Aumento nas contas a pagar-fornecedores e outros Imposto de Renda e Contribuições pagos Caixa líquido proveniente das atividades operacionais Fluxos de caixa das atividades de investimentos Compras de Ativo Imobilizados Caixa Líquido usado nas atividades de investimentos Fluxo de caixa das atividades de financiamentos Pagamento de lucros Caixa líquido usado nas atividades de financiamentos Caixa e Equivalente de Caixa no Início do Exercício Caixa e Equivalente de Caixa no Final do Exercício Aumento (Redução ) no Caixa e Equivalente a Caixa

2012 10.658.623 247.296 (204.795) 20.442 (526.975) (3.295.331) 6.899.259 (467.544) (467.544) 6.249.954 6.249.954 2.342.996 2.540.077 197.080

NOTAS EXPLICATIVAS 1. As Demonstrações Financeiras foram elaboradas em conformidade com a Lei nº 11.638/07 e Legislação Complementar. 2. O Capital social totalmente integralizado e representado por 540.000 ações sem valor nominal. DIRETORIA Edson Teodoro de Souza - Contador CRC- 1SP120.278-O/8

Banco Itaú BBA S.A.

CNPJ 17.298.092/0001-30 NIRE 35300318951 ATA SUMÁRIA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DE 31 DE JANEIRO DE 2013 DATA, HORA E LOCAL: Em 31.1.13, às 8h, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 3.400, 4º andar, em São Paulo (SP). MESA: Roberto Egydio Setubal - Presidente; Alexsandro Broedel Lopes Secretário. QUORUM: Totalidade do capital social. EDITAL DE CONVOCAÇÃO: Dispensada a publicação conforme art. 124, § 4º, da Lei 6.404/76. DELIBERAÇÕES TOMADAS POR UNANIMIDADE: 1. Encerrado o mandato do Conselheiro SÉRGIO RIBEIRO DA COSTA WERLANG, que deixa de exercer suas funções nesta data. 2. Registrado que o acionista detentor das ações ordinárias classe “A” optou por não prover o cargo vago nesta oportunidade. ENCERRAMENTO: Encerrados os trabalhos, lavrou-se esta ata que, lida e aprovada por todos, foi assinada. São Paulo (SP), 31 de janeiro de 2013. (aa) Roberto Egydio Setubal - Presidente; Alexsandro Broedel Lopes - Secretário. Cópia fiel da original lavrada em livro próprio. JUCESP - Registro nº 91.994/13-5, em 28.2.13. (a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: COMUNICADO Comunicamos que a sessão de processamento do Pregão Eletrônico nº 36/00115/13/05 - Objeto: Aquisição de Kits de Equipamentos para Laboratório de Física, que aconteceria às 09:30 do dia 20/03/2013, foi suspensa a pedido da área solicitante para alteração na Especificação Técnica constante do Edital.

José Kalil S/A Participações e Empreendimentos CNPJ/MF nº 60.937.653/0001-23 Convocação de Assembléia Geral Ordinária Ficam convocados os Senhores Acionistas da José Kalil S/A Participações e Empreendimentos a se reunirem em Assembléia Geral Ordinária, a ser realizada no dia 24 (vinte e quatro) de abril de 2013, às 10 (dez) horas, na sede social, na Rua Professor Cesare Lombroso nº 259, Bairro do Bom Retiro, nesta Capital, para deliberação sobre a seguinte Ordem do Dia: a) Exame, discussão e votação do Relatório da Diretoria, Balanço Patrimonial e Demonstrações Financeiras relativos ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012; b) Deliberação sobre a destinação do lucro líquido do exercício e a distribuição de dividendos; c) Eleição da Diretoria e fixação dos respectivos honorários e deliberação quanto ao Conselho Fiscal; e d) Outros assuntos de interesse social. João Carlos Piccelli – Diretor-Presidente. (13, 14 e 15/03/2013)

Elekeiroz S.A.

Companhia Aberta CNPJ 13.788.120/0001-47 - NIRE 35300323971 CERTIDÃO - JUNTA COMERCIAL RCA de 07.02.2013 “JUCESP - Registro nº 83.715/13-7, em 26.02.2013. (a) Gisela Simiema Ceschin Secretária Geral.”

Duratex S.A.

Companhia Aberta CNPJ.97.837.181/0001-47- NIRE35300154410 CERTIDÕES - JUNTA COMERCIAL - RCA´s de 19.02.2013 e 22.02.2013 - 17:00 horas “JUCESP - Registros nº 83.714/13-3, em 26.02.2013 e nº 101.829/13-9, em 01.03.2013, respectivamente. (a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.”

COOPERATIVA HABITACIONAL POLLI-COOP Convocação de Assembleia Geral Ordinária ERRATA Na convocação para a AGO, em 24/03/2013, publicada neste jornal, na ORDEM DO DIA, além dos itens 1º aprovação de contas no exercício ano 2012 e 2º eleição da Diretoria, faltou incluir TAMBÉM o item 3º Eleição do Conselho Fiscal. Gledson Bulzico – Presidente.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20 -.ECONOMIA/LEGAIS

e

sexta-feira, 15 de março de 2013

Observou-se uma conscientização muito maior dos consumidores em relação às finanças pessoais. Flávio Calife, economista da Boa Vista Serviços

conomia

Mais devedores zerando pendências Em janeiro e fevereiro deste ano, mais de 3,2 milhões de pessoas conseguiram limpar o nome. O número é 5,9% maior do que o mesmo período do ano passado.

O

número de consumidores que limparam o nome nos dois primeiros meses de 2013 aumentou. Dados da Boa Vista Serviços, admistradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) apontam que mais de 3,2 milhões de pessoas deixaram de ser inadimplentes no período. O número foi 5,9% maior em comparação a igual período do ano passado. Essa reação positiva, segundo Flávio Calife, economista da Boa Vista Serviços, teve influência das melhores condições do mercado de trabalho, e da seletividade na concessão de crédito pelas instituições financeiras após levarem um "tombo" de 2011 para 2012 – quando a inadimplência chegou a patamares

de 22%. Ganhos reais da renda e a queda nas taxas de juros também favoreceram. "Com isso, observou-se também uma conscientização muito maior dos consumidores em relação às finanças pessoais", completou. Mesmo assim, o especialista avalia que, assim como a inadimplência deve crescer em um ritmo mais lento, em torno de 2%, o número de pessoas que deixarão de ser inadimplentes também deve se acomodar. "O salário mínimo não vai subir tanto quanto no ano passado, e os juros não devem cair muito mais. A expectativa é de certa estabilidade", finaliza. Novos registros – O número de novos registros de consumidores inadimplentes no País caiu 4,4% em fevereiro, na comparação com janeiro, descontados os efeitos sazonais. Pelos dados da Boa Vista Serviços, houve queda de

5,5% em relação a fevereiro de 2012. Já na comparação dos últimos 12 meses (período de março de 2012 a fevereiro de 2013 contra os 12 meses anteriores), o indicador acumulou alta de 2,1%. Para a empresa, o resultado de fevereiro "manteve a tendência de queda observada no mês anterior, reflexo da continuidade dos impactos positivos das melhores condições do crédito na economia, influenciadas pela queda da taxa básica de juros e spreads bancários, e do aumento da população com vínculo empregatício ao longo de 2012". A empresa avalia que esses fatores vão contribuir para um baixo crescimento do número de inadimplentes em 2013, "fechando o ano com um aumento de aproximadamente 2%". O valor médio das dívidas em fevereiro, de R$ 1.224, foi

1,34% maior do que o registrado em janeiro, com ajustes de sazonalidade e inflação. Todas as regiões tiveram queda na comparação de fevereiro com janeiro, com destaque para o Nordeste (-8,4%). Em relação a fevereiro de 2012, as reduções expressivas ocorreram nas regiões Sudeste (-8,8%) e Sul (-5,6%). Na análise de 12 meses, porém, os resultados se mantiveram positivos em todas as regiões, com destaque para o Centro-Oeste (4,6%) e Sudeste (2,6%). Recuperação de Crédito – O indicador de recuperação de crédito, calculado a partir do número de exclusões dos registros de inadimplentes, cresceu 2,7% em fevereiro ante janeiro, sem os efeitos sazonais. Na comparação com fevereiro de 2012, a alta foi de 4,6% e, em 12 meses, de 10,8%. No Sudeste a alta no mês foi de 5,4%. (Com EC)

Presente para o consumidor

O

consumidor ganhará um benefício especial no seu dia: a Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) oferece três meses grátis do "Plano Comportamental Trimestral do Radar Pessoal"– para quem se cadastrar hoje no site Boa Vista Consumidor Positivo (www.consumidorpositivo.com.br). Atualmente, mais de dois milhões de pessoas já utilizam o serviço – que possibilita o acompanhamento de consultas e outras informações realizadas junto ao seu CPF, avisa por email e SMS qualquer ocorrência que envolva o número do documento, ajudando o consumidor a se prevenir contra golpes e fraudes. "É

Patricia Cruz/ LUZ

Karina Lignelli

Cosenza, da Boa Vista. mais uma ferramenta que ajuda a se tornar um 'Consumidor Positivo'", explica o diretor de marketing da Boa Vista Serviços, Fernando Cosenza, em referência ao Cadastro Positivo (banco de dados com informações financeiras dos bons pagadores, que passou a valer em janeiro deste ano). (KL)

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DIà RIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 15 de março de 2013

e

21 Triplicou o número de lojas de cafÊ no mundo nos últimos dez anos. Andrea Illy, CEO da torrefadora illycaffè

conomia

Estilo de vida O inclui 'bom' cafĂŠ

s países emergentes, liderados por Brasil, Rússia, �ndia, China e à frica do Sul (o bloco Brics), devem representar cerca de 35% do consumo global de cafÊ, em comparação com atuais 20%. O crescimento da classe mÊdia deve ser um dos

Emergentes consumirĂŁo 35% do cafĂŠ global

principais fatores a impulsionar o aumento da participação desses países, conforme avaliação do CEO da torrefadora italiana illycaffè, Andrea Illy. Estima-se que o consumo de cafÊ em 2020 no mundo deva ficar na faixa entre 158,90 milhþes de sacas de 60 kg e

173,60 milhþes de sacas, com mÊdia de 166,10 milhþes de sacas. Em 2012, o consumo estå estimado em 142 milhþes de sacas, segundo a Organização Internacional do CafÊ (OIC). Illy informou que cerca de 1 bilhão de pessoas deverão saltar para o nível de clas-

se mÊdia em países emergentes atÊ 2020. Essa população poderå desfrutar do estilo de vida global, "na qual se inclui a apreciação de um bom cafÊ". Prova disso, Ê que "triplicou o número de lojas de cafÊ no mundo nos últimos dez anos". (Estadão Conteúdo)

Citrosuco S/A AgroindĂşstria CNPJ nÂş 33.010.786/0001-87 - NIRE nÂş 35.300.040.724

Duratex S.A. CNPJ. 97.837.181/0001-47

Companhia Aberta

NIRE 35300154410

ATA SUMĂ RIA DA REUNIĂƒO DO CONSELHO DE ADMINISTRAĂ‡ĂƒO, REALIZADA EM 14 DE FEVEREIRO DE 2013 DATA, HORA E LOCAL: Em 14 de fevereiro de 2013, Ă s 9:00 horas, na Av. Paulista, 1938, 5Âş andar, em SĂŁo Paulo (SP). MESA: Salo Davi Seibel - Presidente; e Carlos Roberto Zanelato - SecretĂĄrio. QUORUM: A totalidade dos membros eleitos com manifestação por email. DELIBERAÇÕES TOMADAS: Os Conselheiros deliberaram, por unanimidade: 1) Aprovar, dentro do limite do capital autorizado previsto no Estatuto Social, a elevação do capital social subscrito e integralizado da Companhia de R$ 1.550.246.871,25 para R$ 1.550.247.008,58, mediante emissĂŁo de 10 novas açþes ordinĂĄrias escriturais, sem valor nominal, subscritas e integralizadas por debenturista que, em 05.02.2013, conforme correspondĂŞncia em poder da Companhia, manifestou a intenção de converter 1 debĂŞnture adquirida nos termos da Escritura Particular da Primeira EmissĂŁo Privada de DebĂŞntures ConversĂ­veis em Açþes OrdinĂĄrias da Companhia, aprovada pela Assembleia Geral ExtraordinĂĄria de 08.02.2012. 1.1) O preço unitĂĄrio de emissĂŁo dessas novas açþes foi fixado em R$ 13,7329651, com base no valor nominal unitĂĄrio das debĂŞntures convertidas, atualizado pelos critĂŠrios fixados na respectiva escritura de emissĂŁo. 2) As açþes emitidas terĂŁo as mesmas caracterĂ­sticas e condiçþes e gozarĂŁo dos mesmos direitos e vantagens estatutariamente atribuĂ­dos Ă s açþes ordinĂĄrias de emissĂŁo da Companhia hoje existentes e participarĂŁo integralmente dos resultados que vierem a ser declarados pela Companhia a partir da data da solicitação da conversĂŁo pelo debenturista, inclusive dividendos e juros sobre o capital prĂłprio. 3) Consoante disposto no § 3Âş do Artigo 171 da Lei 6.404/76, os atuais acionistas da Companhia nĂŁo tĂŞm direito de preferĂŞncia na subscrição desse aumento do capital social. Desta forma, o capital social subscrito e integralizado da Companhia resultou elevado para R$ 1.550.247.008,58, passando a ser dividido em 550.054.081 açþes ordinĂĄrias escriturais, sem valor nominal, devendo oportunamente ser convocada Assembleia Geral para proceder Ă  consequente alteração do Estatuto Social. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar e ninguĂŠm desejando manifestar-se, encerraramse os trabalhos, lavrando-se esta ata que, lida e aprovada, foi por todos assinada. SĂŁo Paulo (SP), 14 de fevereiro de 2013. (aa) Salo Davi Seibel - Presidente; Carlos Roberto Zanelato - SecretĂĄrio; Alfredo Egydio Arruda Villela Filho e Ricardo Egydio Setubal - Vice-Presidentes; Alcides Lopes TĂĄpias, Ă lvaro Antonio Cardoso de Souza, FĂĄbio Schvartsman, Helio Seibel, Olavo Egydio Setubal JĂşnior e Rodolfo Villela Marino - Conselheiros. Certifico ser a presente cĂłpia fiel da original lavrada em livro prĂłprio. SĂŁo paulo (sp), 14 de fevereiro de 2013. (a) Carlos Roberto Zanelato - SecretĂĄrio da ReuniĂŁo. JUCESP - Registro nÂş 102.256/13-5, em 04.03.2013. (a) Gisela Simiema Ceschin - SecretĂĄria Geral.

EMPRESA METROPOLITANA DE TRANSPORTES URBANOS DE SĂƒO PAULO S.A. CNPJ: 58.518.069/0001-91 AVISO DE LICITAĂ‡ĂƒO CONCORRĂŠNCIA EMTU/SP NÂş 002/2013 OBJETO: contratação de empresa especializada para a prestação de serviços tĂŠcnicos de engenharia para a elaboração do Projeto BĂĄsico para a implantação do BRT Metropolitano Perimetral Leste, situado na RegiĂŁo Metropolitana de SĂŁo Paulo – RMSP, atravĂŠs da revisĂŁo do projeto funcional, alĂŠm do Cadastro Individual de Propriedades para Desapropriação e elaboração dos Estudos Ambientais. REALIZAĂ‡ĂƒO DA SESSĂƒO PĂšBLICA: 03.05.2013, Ă s 10h30, no AuditĂłrio do CECOM da EMTU/SP, na Rua Joaquim Casemiro, 290 – Planalto – SĂŁo Bernardo do Campo / SP. O Edital completo estĂĄ disponĂ­vel na Internet, no sĂ­tio www.emtu.sp.gov.br. TambĂŠm poderĂĄ ser retirado gratuitamente, no endereço acima, no Departamento de Compras e Contratos – DCC, das 08h00 Ă s 17h00, mediante a apresentação da mĂ­dia DVD-R (gravĂĄvel), necessĂĄrio para cĂłpia do arquivo atĂŠ 02.05.2013. Os invĂłlucros contendo a proposta tĂŠcnica, proposta de preços e documentos de habilitação deverĂŁo ser entregues no dia 03.05.2013, das 10h00 Ă s 10h30, no AuditĂłrio do CECOM da EMTU/SP. Outras informaçþes poderĂŁo ser obtidas pelos tels.: 11 4341-1196 e 4341-1040 ou e-mail licitacao@emtu.sp.gov.br.

BIU Participaçþes S.A.

CNPJ 08.845.753/0001-00 NIRE 35300341988 ATA SUMĂ RIA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINĂ RIA DE 30 DE NOVEMBRO DE 2012 DATA, HORA E LOCAL: Em 30.11.12, Ă s 14h30, na Rua Benedito AmĂŠrico de Oliveira, PrĂŠdio NovĂ­ssimo, 4Âş andar, em Osasco (SP). MESA: Caio Ibrahim David - Presidente; e Mario Luiz Amabile - SecretĂĄrio. QUORUM: Totalidade do capital social. PRESENÇA: Administradores da Sociedade e representantes da empresa avaliadora PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes. EDITAL DE CONVOCAĂ‡ĂƒO: Dispensada a publicação conforme art. 124, § 4Âş, da Lei 6.404/76. DELIBERAÇÕES TOMADAS POR UNANIMIDADE: I. Aprovar o Protocolo e Instrumento de Justificação de CisĂŁo Total da Sociedade com versĂŁo das Parcelas Cindidas para ITAĂš UNIBANCO S.A., com sede em SĂŁo Paulo (SP), na Praça Alfredo Egydio de Souza Aranha, 100, Torre Olavo Setubal, CNPJ 60.701.190/0001-04 e NIRE 35300023978 (“ItaĂş Unibancoâ€?) e DIBENS LEASING S.A. - ARRENDAMENTO MERCANTIL, com sede em PoĂĄ (SP), na Av. AntĂ´nio Massa, 361, CNPJ 65.654.303/0001-73 e NIRE 35300130707 (“Dibensâ€?), celebrado em 30.11.12 (“Protocoloâ€?), o qual prevĂŞ a cisĂŁo total da Sociedade e a versĂŁo de seu patrimĂ´nio lĂ­quido cindido para o ItaĂş Unibanco e para a Dibens (“Acionistasâ€?), na proporção das participaçþes detidas no capital social da Sociedade. O Protocolo estabelece os termos e as condiçþes gerais da operação pretendida, as suas justificativas e o critĂŠrio de avaliação do acervo da Sociedade a ser vertido para seus Acionistas. II. Ratificar a contratação efetuada pela administração da Sociedade da empresa de avaliação especializada PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes (“PWCâ€?), com sede em SĂŁo Paulo (SP), na Av. Francisco Matarazzo, 1.400, 7Âş andar, Torre Torino, Centro Empresarial Ă gua Branca, CNPJ 61.562.112/0001-20, registrada no Conselho Regional de Contabilidade do Estado de SĂŁo Paulo sob o nÂş 2SP000160/O-5, para avaliação do patrimĂ´nio lĂ­quido da Sociedade a ser vertido para seus Acionistas. III. Aprovar o laudo de avaliação do patrimĂ´nio lĂ­quido da Sociedade elaborado pela PWC, o qual estabelece, com base no valor contĂĄbil de 23.11.12, que o valor do patrimĂ´nio lĂ­quido da Sociedade a ser vertido a seus Acionistas ĂŠ de R$ 1.265.348.332,62 (“Laudo de Avaliaçãoâ€?). IV. Aprovar, de forma definitiva e sem quaisquer ressalvas, a cisĂŁo total da Sociedade, com versĂŁo da totalidade de seu acervo para os Acionistas, na proporção das participaçþes detidas no capital social da Sociedade, e sua consequente extinção, nos termos do Protocolo. Os Acionistas sucederĂŁo a Sociedade na proporção dos direitos e das obrigaçþes decorrentes das parcelas patrimoniais absorvidas pelos incorporadores. V. Autorizar a administração da Sociedade a praticar todos os atos necessĂĄrios Ă  efetivação da cisĂŁo total ora aprovada e sua consequente extinção. DOCUMENTOS ARQUIVADOS: Ficam arquivados na sede da Sociedade o Protocolo e Justificação de CisĂŁo Total e o Laudo de Avaliação preparado pela PWC. CONSELHO FISCAL: NĂŁo houve manifestação por nĂŁo se encontrar em funcionamento. ENCERRAMENTO: Encerrados os trabalhos, lavrou-se esta ata que, lida e aprovada por todos, foi assinada. Osasco (SP), 30 de novembro de 2012. (aa) Caio Ibrahim David - Presidente; e Mario Luiz Amabile SecretĂĄrio. CĂłpia fiel da original lavrada em livro prĂłprio. JUCESP - Registro nÂş 91.329/13-9, em 27.2.13. (a) Gisela Simiema Ceschin - SecretĂĄria Geral.

Itautec S.A. - Grupo Itautec CNPJ 54.526.082/0001-31 Companhia Aberta NIRE 35300109180 ATA SUMĂ RIA DA REUNIĂƒO DO CONSELHO DE ADMINISTRAĂ‡ĂƒO REALIZADA EM 21 DE FEVEREIRO DE 2013 DATA, HORA E LOCAL: Em 21 de fevereiro de 2013, Ă s 17:00 horas, na Av. Paulista, 1938, 5Âş andar, Sala DIR-1, em SĂŁo Paulo (SP). PRESIDENTE: Ricardo Egydio Setubal. QUORUM: A totalidade dos membros efetivos. DELIBERAĂ‡ĂƒO TOMADA POR UNANIMIDADE: Designar o Conselheiro RENATO ROBERTO CUOCO como Coordenador do ComitĂŞ de Pessoas e Governança, em substituição a Luiz Fernando Sanzogo Giorgi, que resignou ao cargo em 7 de fevereiro de 2013. Oportunamente este Conselho designarĂĄ outro membro para compor referido ComitĂŞ. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar e ninguĂŠm desejando manifestar-se, encerraramse os trabalhos, lavrando-se esta ata que, lida e aprovada, foi por todos assinada. SĂŁo Paulo (SP), 21 de fevereiro de 2013. (aa) Ricardo Egydio Setubal - Presidente; Alfredo Egydio Arruda Villela Filho - Vice-Presidente; MĂĄrio Anseloni Neto, Olavo Egydio Setubal JĂşnior, Reinaldo Rubbi, Renato Roberto Cuoco e Rodolfo Villela Marino - Conselheiros. Certifico ser a presente cĂłpia fiel da original lavrada em livro prĂłprio. SĂŁo Paulo (SP), 21 de fevereiro de 2013. (a) Ricardo Egydio Setubal - Presidente do Conselho de Administração. JUCESP - Registro nÂş 83.713/13-0, em 26.02.2013. (a) Gisela Simiema Ceschin - SecretĂĄria Geral.

Citrosuco S/A AgroindĂşstria CNPJ nÂş 33.010.786/0001-87 - NIRE nÂş 35.300.040.724 Dia,Hora e Local:01/11/2012, Ă s 08:30 hs, na sede social da Cia., na R.JoĂŁo Pessoa, 305, na cidade de MatĂŁo-SP.Convocação e Presença: Convocação dispensada nos termos do Art.16 do Estatuto Social desta Cia., em face da presença da totalidade dos membros deste Conselho de Administração.Mesa:Presidente - Claudio ErmĂ­rio de Moraes;SecretĂĄrio - Julio Alvarez Boada.DeliberaçþesTomadas,por unanimidade dos votos dos Conselheiros e sem reservas: Nos termos do Art.18 do Estatuto Social desta Cia.eleger para a Diretoria da Cia.o Sr.Marcos Paolucci Santos Pinto, brasileiro, casado, engenheiro, portador da CĂŠdula de Identidade RG n° 21212775 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob n° 279.918.188-02, com domicĂ­lio na Praça Professor JosĂŠ Lannes, 40, 16° and., conj.161, SĂŁo Paulo/SP, CEP: 04571-100, para o cargo de diretor sem designação especĂ­fica. O Diretor eleito tomarĂĄ posse de seu cargo nesta data e exercerĂĄ seu mandato atĂŠ o encerramento do mandato dos demais Diretores eleitos atravĂŠs da ReuniĂŁo do Conselho de Administração desta Cia. realizada em 30/06/2012, Ă s 18:00 hs e firmarĂĄ o termo de posse no “Livro de Atas de ReuniĂŁo da Diretoriaâ€? onde declararĂĄ, sob as penas da Lei, que nĂŁo estĂĄ impedido de exercer a administração da Cia., por lei especial ou em virtude de condenação criminal ou por se encontrar sob os efeitos dela, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos pĂşblicos ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussĂŁo, peculato, contra a economia popular, a fĂŠ pĂşblica ou a propriedade. Encerramento: Nada mais havendo a tratar e como nenhum dos membros do Conselho de Administração houvesse desejado fazer qualquer pronunciamento, foi lavrada a presente Ata, que lida e achada conforme, foi assinada por todos os presentes. (aa) Claudio ErmĂ­rio de Moraes - Presidente e Julio Alvarez Boada - SecretĂĄrio; Conselheiros: Claudio ErmĂ­rio de Moraes; Maria do RosĂĄrio Fischer; Luis ErmĂ­rio de Moraes; Bianca Helena Fischer de Moraes; Raul Calfat; Ana Luisa Fischer Marcondes Ferraz; JoĂŁo Carvalho de Miranda; Alessandra Fischer de Souza Santos; Eduardo Borges de Andrade Filho; e Renata Fischer Fernandes. Diretor Eleito: Marcos Paolucci Santos Pinto. Certificamos que a presente Ata ĂŠ cĂłpia fiel da original lavrada no livro competente. MatĂŁo-SP, 01/11/2012. Claudio ErmĂ­rio de Moraes - Presidente; Julio Alvarez Boada - SecretĂĄrio. JUCESP nÂş 530.196/12-8 em 07/12/2012. Gisela Simiema Ceschin - SecretĂĄria Geral.

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BTG Pactual Seguradora S.A.

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Anuncie! no DiĂĄrio do ComĂŠrcio

Dia, Hora e Local: 30 de novembro de 2012, Ă s 10:00 horas, na sede social da Companhia, na Rua JoĂŁo Pessoa, 305, na cidade de MatĂŁo-SP. Convocação e Presença: Convocação dispensada nos termos do parĂĄgrafo 4Âş do artigo 124 da Lei nÂş 6.404/76, em face da presença da totalidade dos acionistas da Companhia, conforme se verifica pelas assinaturas no â&#x20AC;&#x153;Livro de Presença de Acionistasâ&#x20AC;?. Mesa: Presidente: Tales Lemos Cubero; SecretĂĄrio: Julio Alvarez Boada. Ordem do Dia: examinar, discutir e deliberar a retificação: (1) da Ata da Assembleia Geral ExtraordinĂĄria da Companhia realizada em 30 de junho de 2012, Ă s 11:00 horas e registrada na JUCESP sob nÂş 325.353/12-8 no dia 30 de julho de 2012 e do respectivo Boletim de Subscrição de Açþes, parte integrante da referida Ata; (2) da Ata da Assembleia Geral ExtraordinĂĄria da Companhia realizada em 30 de junho de 2012, Ă s 14:00 horas e registrada no dia 30 de julho de 2012 sob nÂş 325.357/12-2 na JUCESP, do respectivo Boletim de Subscrição de Açþes e do Protocolo de Justificação de CisĂŁo Parcial da Citrovita Agro Industrial Ltda. ambos parte integrante da referida Ata; (3) da Ata da Assembleia Geral ExtraordinĂĄria da Companhia realizada em 30 de junho de 2012, Ă s 17:30 horas e registrada no dia 30 de julho de 2012 sob nÂş 325.354/12-1 na JUCESP, mediante reforma parcial do Estatuto Social da Companhia; e (4) Em consequĂŞncia dos itens acima, consolidar o Estatuto Social da Companhia. DeliberaçþesTomadas por Unanimidade: colocada a matĂŠria em discussĂŁo e posterior votação, resultaram aprovados, sem quaisquer ressalvas ou restriçþes: (1) No item 2 da Ata da Assembleia Geral ExtraordinĂĄria da Companhia realizada em 30 de junho de 2012, Ă s 11:00 horas e registrada na JUCESP sob nÂş 325.353/12-8 no dia 30 de julho de 2012, consta, por engano, a emissĂŁo de 496.056.683 (quatrocentas e noventa e seis milhĂľes, cinquenta e seis mil, seiscentas e oitenta e trĂŞs) novas açþes ordinĂĄrias nominativas, sem valor nominal, ao preço de emissĂŁo de R$ 2,22 (dois reais e vinte e dois centavos) cada ação. No entanto, o nĂşmero de açþes emitidas deve ser retificado para fazer constar a emissĂŁo de 496.056.684 (quatrocentas e noventa e seis milhĂľes, cinquenta e seis mil, seiscentas e oitenta e quatro) novas açþes ordinĂĄrias nominativas. Em consequĂŞncia da retificação acima, o Boletim de Subscrição de Açþes ĂŠ retificado e fica fazendo parte integrante desta Ata, bem como os itens (2), (3) e (8) da referida Ata da Assembleia Geral ExtraordinĂĄria sĂŁo retificados e passam a vigorar com a seguinte redação: â&#x20AC;&#x153;(2) Em decorrĂŞncia do aumento do Capital Social deliberado no item (1) acima, sĂŁo emitidas 496.056.684 (quatrocentas e noventa e seis milhĂľes, cinquenta e seis mil, seiscentas e oitenta e quatro) novas açþes ordinĂĄrias nominativas, sem valor nominal, ao preço de emissĂŁo de R$ 2,22 (dois reais e vinte e dois centavos) cada ação, fixado nos termos do artigo 170 da Lei nÂş 6.404/76, conforme Boletim de Subscrição anexoâ&#x20AC;?; â&#x20AC;&#x153;(3) Em consequĂŞncia das deliberaçþes acima, o Capital Social desta Companhia passa de R$ 507.015.231,97 (quinhentos e sete milhĂľes, quinze mil, duzentos e trinta e um reais e noventa e sete centavos) totalmente subscrito e integralizado, dividido em 1.499.770.060 (um bilhĂŁo, quatrocentas e noventa e nove milhĂľes, setecentas e setenta mil e sessenta) açþes ordinĂĄrias, todas nominativas e sem valor nominalâ&#x20AC;? para â&#x20AC;&#x153;R$ 1.608.261.069,07 (um bilhĂŁo, seiscentos e oito milhĂľes, duzentos e sessenta e um mil e sessenta e nove reais e sete centavos), divididos em 1.995.826.744 (um bilhĂŁo, novecentas e noventa e cinco milhĂľes, oitocentas e vinte e seis mil, setecentas e quarenta e quatro) açþes ordinĂĄrias, todas nominativas e sem valor nominal, nas seguintes proporçþes: Acionistas - NĂşmero de Açþes OrdinĂĄrias Subscritas no Aumento de Capital - NĂşmero total de Açþes OrdinĂĄrias apĂłs subscrição: Citrosuco International N.V. - 165.898.739 - 1.452.239.464; Maria do RosĂĄrio Fischer - 13.382.925 - 89.818.155; Bianca Helena Fischer de Moraes - 6.611.110 - 44.363.844; Ana Luisa Fischer Marcondes Ferraz - 6.611.110 - 44.363.844; Alessandra Fischer de Souza Santos - 4.156.538 - 27.892.441; Renata Fischer Fernandes - 6.611.110 - 44.363.844; Votorantim Participaçþes S.A. - 292.785.152 292.785.152; Total - 496.056.684 - 1.995.826.744; e â&#x20AC;&#x153;(8) Em decorrĂŞncia da deliberação acima, o caput do Artigo 5Âş do Estatuto Social desta Companhia passa a vigorar com a seguinte redação: â&#x20AC;&#x153;Artigo 5Âş - O capital social, totalmente subscrito, ĂŠ de R$ 1.608.261.069,07 (um bilhĂŁo, seiscentos e oito milhĂľes, duzentos e sessenta e um mil e sessenta e nove reais e sete centavos) dividido em 1.995.826.744 (um bilhĂŁo, novecentas e noventa e cinco milhĂľes, oitocentas e vinte e seis mil, setecentas e quarenta e quatro) açþes ordinĂĄrias, todas nominativas e sem valor nominal, totalmente subscrito e parcialmente integralizadoâ&#x20AC;?. Ficam ratificados todos os demais termos e condiçþes da Ata da Assembleia Geral ExtraordinĂĄria e Boletim de Subscrição de Açþes acima referidos que nĂŁo tenham sido expressamente alterados atravĂŠs desta Ata; (2) no item 5 da Ata da Assembleia Geral ExtraordinĂĄria da Companhia realizada em 30 de junho de 2012, Ă s 14:00 horas e registrada no dia 30 de julho de 2012 sob nÂş 325.357/12-2 na JUCESP e respectivo Boletim de Subscrição de Açþes, o qual novamente ĂŠ emitido e fica fazendo parte integrante desta Ata, consta, por engano, a emissĂŁo de 543.587.280 (quinhentas e quarenta e trĂŞs milhĂľes, quinhentas e oitenta e sete mil, duzentas e oitenta) novas açþes ordinĂĄrias nominativas da Companhia, sem valor nominal ao preço de emissĂŁo de R$ 2,22 (dois reais e vinte e dois centavos) por ação, integralmente subscritas e integralizadas pela Votorantim Participaçþes S.A. sociedade por açþes, com sede na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, na Rua Amauri nÂş 255, 13Âş andar, CEP 01448-000, inscrita no CNPJ/MF sob nÂş 61.082.582/0001-97 e na JUCESP sob NIRE 3530002371-4. No entanto, o nĂşmero de novas açþes subscritas e integralizadas pela Votorantim Participaçþes S.A. deve ser retificado para fazer constar a emissĂŁo de 908.652.184 (novecentas e oito milhĂľes, seiscentas e cinquenta e duas mil, cento e oitenta e quatro) novas açþes. Em consequĂŞncia da retificação acima, o Boletim de Subscrição de Açþes ĂŠ retificado e fica fazendo parte integrante desta Ata, bem como os itens 5 e 6 da referida Ata da AssemblĂŠia Geral ExtraordinĂĄria sĂŁo retificados e passam a vigorar com a seguinte redação: â&#x20AC;&#x153;(5) um aumento de capital social da Companhia, face Ă  incorporação do Acervo LĂ­quido da CisĂŁo ora aprovada, dos atuais R$ 1.608.261.069,07 (um bilhĂŁo, seiscentos e oito milhĂľes, duzentos e sessenta e um mil e sessenta e nove reais e sete centavos) para R$ 2.012.917.174,45 (dois bilhĂľes, doze milhĂľes, novecentos e dezessete mil, cento e setenta e quatro reais e quarenta e cinco centavos), com o aumento efetivo de R$ 404.656.105,38 (quatrocentos e quatro milhĂľes, seiscentos e cinquenta e seis mil, cento e cinco reais e trinta e oito centavos) e consequente emissĂŁo de 908.652.184 (novecentas e oito milhĂľes, seiscentas e cinquenta e duas mil, cento e oitenta e quatro) novas açþes ordinĂĄrias nominativas, sem valor nominal ao preço de emissĂŁo de R$ 2,22 (dois reais e vinte e dois centavos) por ação, fixado de acordo com a perspectiva de rentabilidade desta Companhia nos termos do artigo 170 da Lei nÂş 6.404/76, sendo que o nĂşmero total de açþes da Companhia passa de 1.995.826.744 (um bilhĂŁo, novecentas e noventa e cinco milhĂľes, oitocentas e vinte e seis mil, setecentas e quarenta e quatro) açþes ordinĂĄrias, todas nominativas e sem valor nominal para 2.904.478.928 (dois bilhĂľes, novecentas e quatro milhĂľes, quatrocentas e setenta e oito mil, novecentas e vinte e oito) açþes ordinĂĄrias, todas nominativas e sem valor nominal. Com o expresso consentimento de todos os acionistas da Companhia, as novas açþes ordinĂĄrias oriundas do aumento de capital ora aprovado sĂŁo subscritas e integralizadas por: Votorantim Participaçþes S.A., sociedade por açþes, com sede na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, na Rua Amauri nÂş 255, 13Âş andar, CEP 01448-000, inscrita no CNPJ/MF sob nÂş 61.082.582/0001-97 e na JUCESP sob NIRE 3530002371-4, representada por seus procuradores Sr. Paulo Henrique de Oliveira Santos, brasileiro, casado, engenheiro, portador da cĂŠdula de identidade RG nÂş 7.746.455/SSP-SP, inscrito no CPF/ MF sob nÂş 034.880.428-80 e pelo Sr. Mario Bavaresco JĂşnior, brasileiro, casado, engenheiro quĂ­mico, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 5.409.858/SSP-SP e do CPF/MF nÂş 988.166.758-53, ambos com endereço comercial na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, na Rua Amauri nÂş 255, 13Âş andar, CEP 01448-000, conforme descrito no Boletim de Subscrição, que integra esta ata, para todos os fins de direito, como Anexo IIIâ&#x20AC;?; e â&#x20AC;&#x153;(6) Em decorrĂŞncia da deliberação acima, o caput do Artigo 5Âş do Estatuto Social desta Companhia passa a vigorar com a seguinte redação:â&#x20AC;&#x153;Artigo 5Âş - O capital social ĂŠ de R$ 2.012.917.174,45 (dois bilhĂľes, doze milhĂľes, novecentos e dezessete mil, cento e setenta e quatro reais e quarenta e cinco centavos) dividido em 2.904.478.928 (dois bilhĂľes, novecentas e quatro milhĂľes, quatrocentas e setenta e oito mil, novecentas e vinte e oito) açþes ordinĂĄrias, todas nominativas e sem valor nominal, totalmente subscrito e parcialmente integralizado.â&#x20AC;?. Em decorrĂŞncia do disposto neste item, fica tambĂŠm retificado os subitens 4.3.1, 4.3.2 e 4.3.3 do Protocolo de Justificação de CisĂŁo Parcial da Citrovita Agro Industrial Ltda., parte integrante da Ata da Assembleia Geral ExtraordinĂĄria referida neste item e que em razĂŁo da presente retificação fica fazendo parte integrante desta Ata, para constar o valor total correto das açþes subscritas pela Votorantim Participaçþes S.A., cujos subitens passam a vigorar com a seguinte redação: â&#x20AC;&#x153;4.3.1 - Por outro lado, o capital social da Cindenda serĂĄ aumentado em R$ 404.656.105,38 (quatrocentos e quatro milhĂľes, seiscentos e cinqĂźenta e seis mil, cento e cinco reais e trinta e oito centavos), mediante a emissĂŁo de 908.652.184 (novecentas e oito milhĂľes, seiscentas e cinquenta e duas mil, cento e oitenta e quatro) novas açþes, sem valor nominal, ao preço de emissĂŁo de R$ 2,22 (dois reais e vinte e dois centavos) por ação, fixado de acordo com a perspectiva de rentabilidade desta Companhia nos termos do artigo 170 da Lei nÂş 6.404/76.â&#x20AC;?; 4.3.2 - Nesta data, antes da cisĂŁo parcial, temos o seguinte quadro na Cindenda: Acionistas - Açþes - Valor - Participação: Citrosuco NV - 1.452.239.464 - R$ 1.170.170.753,86 - 72,76%; Votorantim Participaçþes S.A. - 543.587.280 - R$ 480.090.315,22 - 27,24%; Total - 1.995.826.744 - R$ 1.608.261.069,07 - 100%; â&#x20AC;&#x153;4.3.3 ApĂłs a incorporação do Acervo LĂ­quido Cindido, teremos o seguinte quadro na Cindenda:Acionistas - Açþes -Valor - Participação:Citrosuco NV - 1.452.239.464 - R$ 1.006.458.587,22 - 50%;Votorantim Participaçþes S.A. - 1.452.239.464 - R$ 1.006.458.587,22 - 50%; Total 2.904.478.928 - R$ 2.012.917.174,45 - 100%â&#x20AC;?. Ficam ratificados todos os demais termos e condiçþes da Ata da Assembleia Geral ExtraordinĂĄria, do Boletim de Subscrição de Açþes e do Protocolo de Justificação de CisĂŁo Parcial acima referidos que nĂŁo tenham sido expressamente alterados atravĂŠs desta Ata; (3) Tendo em vista os nĂşmeros retificados nos itens 1 e 2 acima, o Estatuto Social da Cia. aprovado pela Assembleia Geral ExtraordinĂĄria realizada em 30 de junho de 2012, Ă s 17:30 horas e registrada no dia 30 de julho de 2012 sob nÂş 325.354/12-1 na JUCESP, deverĂĄ ser parcialmente reformado para refletir o exato nĂşmero de açþes da Cia. que, nesta data, estĂŁo totalmente subscritas e integralizadas. Sendo assim, o caput do Art. 4Âş do Estatuto Social deverĂĄ ser retificado e passa a vigorar com a seguinte nova redação â&#x20AC;&#x153;Artigo 4Âş - O capital social, totalmente subscrito e integralizado ĂŠ de R$ 2.012.917.174,45 (dois bilhĂľes, doze milhĂľes, novecentos e dezessete mil, cento e setenta e quatro reais e quarenta e cinco centavos), dividido em 2.904.478.928 (dois bilhĂľes, novecentas e quatro milhĂľes, quatrocentas e setenta e oito mil, novecentas e vinte e oito) açþes ordinĂĄrias, nominativas e sem valor nominal.â&#x20AC;?; e (4) Finalmente, foi aprovada a consolidação do Estatuto Social da Companhia, passando a fazer parte integrante da presente Ata para todos os fins e efeitos legais como Anexo I. Encerramento: E, nada mais havendo a tratar, nĂŁo tendo comparecido o Conselho Fiscal por nĂŁo se encontrar instalado, foram encerrados os trabalhos, dos quais se lavrou a presente ata que, lida e achada conforme, vai assinada pelos presentes. (aa) Presidente: Tales Lemos Cubero; SecretĂĄrio: Julio Alvarez Boada. Acionistas presentes: (aa) Citrosuco International N.V., neste ato representada por seus diretores Ronaldo Marfori Sampaio e JosĂŠ Lopes CelidĂ´nio; e Votorantim Participaçþes S.A., neste ato representada por seus diretores Paulo Henrique de Oliveira Santos e Mario Bavaresco JĂşnior. Certificamos que a presente Ata ĂŠ cĂłpia fiel da original lavrada no livro competente. MatĂŁo-SP, 30 de novembro de 2012. Tales Lemos Cubero - Presidente; Julio Alvarez Boada - SecretĂĄrio. Acionistas presentes: Citrosuco International N.V. - Ronaldo Marfori Sampaio - Diretor, JosĂŠ Lopes CelidĂ´nio - Diretor; Votorantim Participaçþes S.A. - Paulo Henrique de Oliveira Santos - Procurador, Mario Bavaresco JĂşnior - Procurador. JUCESP nÂş 31.674/13-6 em 21/01/2013. Gisela Simiema Ceschin SecretĂĄria Geral. Anexo I - Estatuto Social Citrosuco S/A AgroindĂşstria CapĂ­tulo I - Da Denominação, Sede, Ob jeto e Duração - Artigo 1Âş - A Citrosuco S/A AgroindĂşstria ĂŠ sociedade anĂ´nima, com prazo de duração indeterminado, que se rege pelo presente Estatuto Social, pelo Acordo de Acionistas (arquivado na sede social) firmado entre seus sĂłcios e pelas disposiçþes legais aplicĂĄveis. Artigo 2Âş - A Companhia tem sede e foro na cidade de MatĂŁo, Estado de SĂŁo Paulo, na Rua JoĂŁo Pessoa n° 305, Centro, CEP 15990-902. ParĂĄgrafo Ă&#x161;nico - A Diretoria poderĂĄ deliberar a criação, transferĂŞncia ou extinção de filiais, agĂŞncias, sucursais, escritĂłrios, depĂłsitos e estabelecimentos de qualquer natureza, em qualquer localidade do paĂ­s ou do exterior. Artigo 3Âş A Companhia tem por objeto a exploração das atividades de produção, armazenagem, transporte, distribuição e comercialização de sucos cĂ­tricos e seus subprodutos, no Brasil, bem como o plantio, cultivo e comercialização de citros e de logĂ­stica relacionada a tais atividades, incluindo, sem que constitua qualquer limitação, as seguintes atividades: 1) exploração industrial, agrĂ­cola, florestamento e reflorestamento em imĂłveis prĂłprios ou de terceiros; 2) produção e comĂŠrcio de frutas em geral, quaisquer produtos alimentĂ­cios, industrializados ou nĂŁo, produtos de origem vegetal; 3) extração de produtos derivados das frutas, inclusive de ĂĄlcool, sua industrialização e comĂŠrcio; 4) importação e exportação dos produtos referidos nos itens anteriores, por conta prĂłpria ou de terceiros; 5) representação de empresas nacionais e/ou estrangeiras; 6) a cessĂŁo de espaço Ăştil em câmaras frigorĂ­ficas, locação de bens mĂłveis, operação de logĂ­stica integrada e comercialização de tais produtos; 7) participação no capital de quaisquer sociedades; 8) locação de imĂłveis; 9) classificação de frutas em geral; 10) armazenagem de produtos; 11) operaçþes portuĂĄrias em geral; 12) representação e agenciamento de empresas de navegação marĂ­tima, nacionais e estrangeiras; 13) prestação de serviços de tratamento de efluentes; 14) prestação de serviços a terceiros relativamente a quaisquer atividades constantes do objeto social; 15) prestação, a terceiros, de serviços rurais de qualquer espĂŠcie ou natureza; 16) produção de mudas; 17) gestĂŁo e/ou administração de sociedades; e 18) produção e comercialização de insumos agrĂ­colas e fertilizantes orgânicos. CapĂ­tulo II Do Capital Social, das Açþes e dos Acionistas - Artigo 4Âş - O capital social, totalmente subscrito e integralizado ĂŠ de R$ 2.012.917.174,45 (dois bilhĂľes, doze milhĂľes, novecentos e dezessete mil, cento e setenta e quatro reais e quarenta e cinco centavos), dividido em 2.904.478.928 (dois bilhĂľes, novecentas e quatro milhĂľes, quatrocentas e setenta e oito mil, novecentas e vinte e oito) açþes ordinĂĄrias, nominativas e sem valor nominal. ParĂĄgrafo Ă&#x161;nico - A Companhia, por solicitação de qualquer acionista, poderĂĄ emitir certificados de açþes, que deverĂŁo ser firmados por 2 (dois) Diretores em conjunto, e deles constar os eventuais Ă´nus e gravames que recaiam sobre as açþes. Artigo 5Âş A Companhia, por deliberação da Assembleia Geral, poderĂĄ adquirir as prĂłprias açþes para manutenção em tesouraria, cancelamento, ou posterior alienação, atĂŠ o montante do saldo de lucros e de reservas disponĂ­veis, exceto a legal, observada a legislação em vigor. Artigo 6Âş Cada ação ordinĂĄria confere direito a um voto nas deliberaçþes das Assembleias Gerais. Artigo 7Âş - Na proporção das açþes que possuĂ­rem em relação ao nĂşmero de açþes em circulação (como tal entendido o total de açþes emitidas menos as em tesouraria), os acionistas terĂŁo preferĂŞncia para subscrição de açþes em aumentos do capital social, que deverĂĄ ser exercido no prazo de 30 (trinta) dias contados da publicação da ata de Assembleia Geral que tiver aprovado o aumento. ParĂĄgrafo Ă&#x161;nico - O subscritor que nĂŁo integralizar as açþes subscritas, nas condiçþes previstas no boletim de subscrição ou na chamada efetuada pela administração, ficarĂĄ de pleno direito constituĂ­do em mora, devendo pagar Ă  Companhia o respectivo valor acrescido de (i) juros moratĂłrios Ă  taxa de 1% (um por cento) ao mĂŞs, (ii) atualização monetĂĄria com base na variação do IGP-M da Fundação GetĂşlio Vargas - ou, em caso de extinção ou impossibilidade de sua aplicação, por qualquer outro Ă­ndice substituto ou que reflita a inflação no paĂ­s - ambos aplicĂĄveis de forma pro rata temporis da data do vencimento da obrigação atĂŠ o seu adimplemento, e (iii) multa de 10% (dez por cento) sobre o valor corrigido da prestação devida. CapĂ­tulo III - Acordos de Acionistas - Artigo 8Âş - Os Acordos de Acionistas que estabeleçam restriçþes para a circulação de açþes da Companhia, e/ou condiçþes para a compra e venda, e/ ou o exercĂ­cio do direito de voto ou do poder de controle, serĂŁo sempre observados pela Companhia, quando devidamente arquivados na sua sede. ParĂĄgrafo Primeiro - As obrigaçþes e responsabilidades resultantes de tal(is) Acordo(s) de Acionistas serĂŁo vĂĄlidas e oponĂ­veis a terceiros tĂŁo logo tenham sido devidamente averbados nos respectivos livros de registro da Companhia e nos certificados de açþes, se emitidos. ParĂĄgrafo Segundo - O presidente da assembleia geral ou do ĂłrgĂŁo colegiado de deliberação da Companhia nĂŁo computarĂĄ o voto proferido com infração de Acordo de Acionistas devidamente arquivado. ParĂĄgrafo Terceiro - A Companhia sĂł registrarĂĄ a transferĂŞncia ou oneração de açþes se forem observadas as disposiçþes pertinentes ao(s) Acordo(s) de Acionistas de que trata este artigo.ParĂĄgrafo Quarto - Em caso de discrepância entre as disposiçþes deste Estatuto Social e as de Acordo(s) de Acionistas arquivado(s) na sede da Companhia, prevalecerĂŁo as disposiçþes do(s) Acordo(s) de Acionistas. CapĂ­tulo IV - Das Assembleias Gerais - Artigo 9Âş - A Assembleia Geral, com as funçþes e atribuiçþes previstas em lei, reunir-se-ĂĄ, ordinariamente, dentro dos 4 (quatro) meses seguintes ao tĂŠrmino do exercĂ­cio social para deliberar sobre as matĂŠrias constantes do artigo 132 da Lei nÂş 6.404/76, e, extraordinariamente, para deliberar sobre qualquer matĂŠria, sempre que os interesses sociais exigirem. ParĂĄgrafo Primeiro - Na forma do art. 123 da Lei nÂş 6.404/76, as Assembleias Gerais serĂŁo convocadas pelo Conselho de Administração, por iniciativa de seu Presidente ou por solicitação escrita de qualquer acionista ou de qualquer membro do Conselho de Administração, devendo a convocação ser efetuada por meio de notificação escrita entregue com pelo menos 8 (oito) dias de antecedĂŞncia, nos termos do artigo 124, § 3Âş, da mesma Lei. ParĂĄgrafo Segundo - Independentemente das formalidades previstas em lei e neste artigo, serĂĄ considerada regular a Assembleia Geral a que comparecerem todos os acionistas. Artigo 10 - As Assembleias Gerais serĂŁo presididas pelo Presidente do Conselho de Administração ou pelo seu substituto, ou na ausĂŞncia de ambos, por um acionista escolhido por maioria de votos dos presentes. Ao Presidente da Assembleia cabe a escolha do SecretĂĄrio. ParĂĄgrafo Ă&#x161;nico - A presença de todos os acionistas serĂĄ exigida para que uma Assembleia Geral seja validamente instalada. Artigo 11 - AlĂŠm de quaisquer outras matĂŠrias previstas em lei, neste Estatuto Social e/ou em Acordo(s) de Acionistas arquivado na sede da Companhia, as matĂŠrias abaixo listadas deverĂŁo ser previamente aprovadas em Assembleia Geral da Companhia, sendo as deliberaçþes tomadas pela unanimidade dos acionistas: (i) alteração do Estatuto Social; (ii) inĂ­cio de qualquer nova atividade nĂŁo compreendida no objeto social; (iii) fusĂŁo, cisĂŁo, transformação ou incorporação, inclusive incorporação de açþes da Companhia, bem como a incorporação de outra sociedade ou de parcela do patrimĂ´nio de outra sociedade, ou das açþes de outra sociedade;(iv) aquisição de participação em outras sociedades, ou constituição de sociedades, no Brasil ou no exterior, bem como autorizar associaçþes ou a celebração de acordos de acionistas ou de sĂłcios; (v) alteração das caracterĂ­sticas, vantagens ou preferĂŞncias conferidas por valores mobiliĂĄrios de sua emissĂŁo; (vi) aumento ou redução de capital social da Companhia; (vii) criação ou emissĂŁo de qualquer nova espĂŠcie ou classe de açþes ou de quaisquer valores mobiliĂĄrios (observado, no que se refere a debĂŞntures, ao disposto no item â&#x20AC;&#x153;xviâ&#x20AC;? abaixo); (viii) amortização, resgate ou aquisição das prĂłprias açþes, para cancelamento, manutenção em tesouraria, bem como a posterior alienação de tais açþes; (ix) abertura de capital ou qualquer outra emissĂŁo ou oferta pĂşblica de valores mobiliĂĄrios; (x) aprovação e/ou alteração de planos de outorga de opção de compra de valores mobiliĂĄrios; (xi) aprovação e/ou alteração da polĂ­tica de distribuição de dividendos; (xii) autorização para a alienação e/ou oneração de açþes do capital social de sociedades controladas ou quaisquer outros valores mobiliĂĄrios emitidos por estas, assim como a subscrição por quaisquer terceiros de açþes ou outros valores mobiliĂĄrios emitidos por qualquer sociedade controlada; (xiii) alienação e/ou disposição de ativos da Companhia, inclusive por meio de conferĂŞncia ao capital de outra sociedade, cujo valor, em uma Ăşnica operação ou em uma sĂŠrie de operaçþes relacionadas, em cada exercĂ­cio social, seja igual ou superior a R$ 100.000.000,00 (cem milhĂľes de reais); (xiv) autorização para (a) a criação de gravames e/ou oneração, a qualquer tĂ­tulo, de ativos da Companhia, e/ou (b) a outorga de fianças, garantias e/ou avais, a qualquer tĂ­tulo, cujo valor, em uma Ăşnica operação ou em uma sĂŠrie de operaçþes relacionadas, em cada exercĂ­cio social, seja igual ou superior a R$ 100.000.000,00 (cem milhĂľes de reais); (xv) autorização para a aquisição de ativos cujo valor, em uma Ăşnica operação ou em uma sĂŠrie de operaçþes relacionadas, em cada exercĂ­cio social, seja igual ou superior a R$ 100.000.000,00 (cem milhĂľes de reais); (xvi) autorização para (a) a celebração de contratos que impliquem assunção de obrigação ou renĂşncia de direitos pela Companhia, incluindo, mas nĂŁo se limitando, a contratos financeiros e de tomada ou concessĂŁo de emprĂŠstimos, e/ou (b) a emissĂŁo de quaisquer instrumentos de crĂŠdito para a captação de recursos pela Companhia, incluindo sem limitação, a emissĂŁo de debĂŞntures, bem como suas condiçþes de emissĂŁo, amortização e resgate; cujo valor, em uma Ăşnica operação ou em uma sĂŠrie de operaçþes relacionadas, em cada exercĂ­cio social, seja igual ou superior a R$ 100.000.000,00 (cem milhĂľes de reais); (xvii) proposta que represente investimento a qualquer tĂ­tulo pela Companhia (excetuadas aplicaçþes financeiras de acordo com polĂ­ticas de investimentos previamente aprovadas), cujo valor, em uma Ăşnica operação ou em uma sĂŠrie de operaçþes relacionadas, em cada exercĂ­cio social, seja igual ou superior a R$ 100.000.000,00 (cem milhĂľes de reais); (xviii) pedido de recuperação judicial, ou extrajudicial, ou dissolução ou liquidação da Companhia, nomeação ou substituição do(s) liquidante(s), assim como o tĂŠrmino da condição de liquidação; (xix) fixação dos limites da remuneração global anual dos administradores; (xx) aprovação das demonstraçþes financeiras anuais; e (xxi) eleição e destituição dos membros do Conselho de Administração. Artigo 12 - O exercĂ­cio do direito de voto e a determinação da orientação de voto da Companhia nas sociedades controladas ou coligadas sobre todas as matĂŠrias que, nos termos da lei, deste Estatuto Social, ou de Acordo(s) de Acionistas arquivado(s) na sede da Companhia, necessitem da aprovação por assembleias gerais e/ou reuniĂľes de sĂłcios, deverĂŁo ser previamente

CNPJ/MF n° 15.437.885/0001-68 â&#x20AC;&#x201C; NIRE n° 35.300.44982-7 Ata de ReuniĂŁo de Diretoria realizada em 01 de Fevereiro de 2013 1. Data, hora e local: ao 01/02/2013, Ă s 10hs, na sede social da BTG Pactual Seguradora S.A., localizada em SP/SP, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 3.729, 9° andar - parte - CEP - 04538-133 (â&#x20AC;&#x2DC;â&#x20AC;&#x2DC;Cia.â&#x20AC;&#x2122;â&#x20AC;&#x2122;). 2. Presença e Convocação: presentes os diretores Sr. AndrĂŠ Marino Gregori, Roberto Balls Sallouti e JoĂŁo Marcello Dantas Leite. 3. Mesa: Sr. AndrĂŠ Marino Gregori (Presidente) e o Sr. Roberto Balls Sallouti (SecretĂĄrio). 4. Ordem do dia: aprovar a alteração de endereço da sede da Cia. localizada em SĂŁo Paulo. 5. Deliberaçþes tomadas por unanimidade de votos e sem quaisquer restriçþes: A Diretoria, no gozo de seus amplos poderes de administração e gestĂŁo dos negĂłcios sociais, a ela atribuĂ­dos por meio do Estatuto Social da Companhia, autoriza a alteração do endereço da sede da Companhia, que passarĂĄ a se localizar na Cidade e Estado de SĂŁo Paulo, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, n° 3.477 - 14° andar - parte - Itaim Bibi - CEP - 04538-133. 6. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, a sessĂŁo foi suspensa para lavratura da presente ata, que foi lida, aprovada por unanimidade e assinada por todos, dela se tirando cĂłpias autĂŞnticas para os fins legais.AndrĂŠ Santos Esteves (Presidente); Marcelo Kalim (SecretĂĄrio).SĂŁo Paulo, 1 de fevereiro de 2013.AndrĂŠ Marino Gregori - Presidente;Roberto Balls Sallouti - SecretĂĄrio. Jucesp nÂş 72.410/13-9 em 15/02/2013.Gisela Simiema Ceschin-SecretĂĄria Geral.

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submetidos Ă  deliberação da Assembleia Geral da Companhia, que decidirĂĄ pelo voto da unanimidade dos acionistas. ParĂĄgrafo Ă&#x161;nico A Companhia poderĂĄ, nos termos do Artigo 25, § 2Âş, deste Estatuto Social, ser representada nas assembleias gerais e/ou reuniĂľes de sĂłcios das sociedades controladas por apenas 1 (um) Diretor ou 1 (um) procurador. CapĂ­tulo V - Da Administração da Companhia - Artigo 13 A administração da Companhia compete ao Conselho de Administração e Ă  Diretoria. ParĂĄgrafo Primeiro - Os membros do Conselho de Administração e da Diretoria estarĂŁo dispensados de prestar caução para exercer os respectivos cargos. ParĂĄgrafo Segundo - A remuneração dos administradores serĂĄ fixada pela Assembleia Geral, que poderĂĄ estipular um montante global anual, cuja distribuição individual serĂĄ definida pelo Conselho de Administração. ParĂĄgrafoTerceiro - Os administradores da Companhia deverĂŁo exercer suas respectivas atribuiçþes sempre no sentido de observar os princĂ­pios adotados neste Estatuto Social e no(s) Acordo(s) de Acionistas arquivados em sua sede, bem como de zelar pela fiel observância das normas legais, regulamentares e contratuais pertinentes Ă s atividades da Companhia e das sociedades controladas. ParĂĄgrafo Quarto - A investidura nos cargos far-se-ĂĄ por termo lavrado em livro prĂłprio, assinado pelo respectivo administrador, dispensada qualquer garantia de gestĂŁo. Os administradores permanecerĂŁo no exercĂ­cio de seus cargos atĂŠ a investidura de seus sucessores. Seção I - Do Conselho de Administração - Artigo 14 - O Conselho de Administração serĂĄ composto por um nĂşmero par de membros, no mĂ­nimo, 8 (oito) e, no mĂĄximo, 12 (doze) membros, acionistas ou nĂŁo, eleitos pela Assembleia Geral, pelo prazo de 2 (dois) anos, podendo ser reeleitos. ParĂĄgrafo Primeiro - Dentre os membros eleitos, um serĂĄ designado pela Assembleia Geral para o cargo de Presidente, e outro para o deVice-Presidente do Conselho de Administração.ParĂĄgrafo Segundo - O membro do Conselho de Administração deverĂĄ ter reputação ilibada, nĂŁo podendo ser eleito, salvo aprovação expressa pela Assembleia Geral, aquele que ocupar cargos em sociedades brasileiras que possam ser consideradas concorrentes da Companhia. ParĂĄgrafo Terceiro - Os acionistas obrigam-se a destituir qualquer Conselheiro que deixar de cumprir as disposiçþes do presente Estatuto e de Acordo(s) de Acionistas arquivado(s) na sede da Companhia, sendo nulas e de nenhum efeito eventuais deliberaçþes que tenham sido tomadas em desacordo com tal orientação, devendo ser promovida nova reuniĂŁo para apreciação da matĂŠria. Artigo 15 - Em caso de ausĂŞncia ou impedimento temporĂĄrio de um dos Conselheiros, os remanescentes escolherĂŁo, entre seus pares, um substituto para assumir as funçþes do ausente ou impedido. Na hipĂłtese de vacância de um dos cargos de Conselheiros, e desde que o nĂşmero de membros em exercĂ­cio seja inferior a 8 (oito), serĂĄ convocada uma Assembleia Geral, no prazo mĂĄximo de 30 (trinta) dias, para a eleição de quantos membros sejam necessĂĄrios para atingir o mĂ­nimo de 8 (oito) membros, o(s) qual(is) exercerĂĄ(ĂŁo) a(s) sua(s) função(Ăľes) atĂŠ o tĂŠrmino do mandato dos demais Conselheiros. Artigo 16 - O Conselho de Administração reunir-se-ĂĄ, ordinariamente, em atĂŠ 30 (trinta) dias apĂłs o encerramento de cada trimestre, e, extraordinariamente, sempre que o interesse social o exigir.ParĂĄgrafo Primeiro As reuniĂľes do Conselho de Administração serĂŁo convocadas por seu Presidente mediante correspondĂŞncia escrita com aviso de recebimento, com antecedĂŞncia mĂ­nima de 15 (quinze) dias, indicando a data, hora e local da reuniĂŁo. Caso o Presidente deixe de promover a convocação de reuniĂŁo do Conselho de Administração requerida por 2 (dois) conselheiros, em atĂŠ 5 (cinco) dias contados do recebimento de tal solicitação, esses mesmos conselheiros poderĂŁo convocar a reuniĂŁo. ParĂĄgrafo Segundo - Caso a convocação de que trata o ParĂĄgrafo Primeiro acima nĂŁo inclua desde logo a ordem do dia, bem como a documentação de suporte relativa a todos os assuntos a serem tratados na reuniĂŁo, os membros do Conselho de Administração deverĂŁo receber tais informaçþes e documentos com pelo menos 8 (oito) dias de antecedĂŞncia da data prevista para a reuniĂŁo.ParĂĄgrafoTerceiro - A convocação serĂĄ dispensada sempre que estiver presente Ă  reuniĂŁo a totalidade dos membros em exercĂ­cio do Conselho de Administração. Artigo 17 - As reuniĂľes do Conselho de Administração serĂŁo realizadas preferencialmente na sede da Companhia e somente serĂŁo validamente instaladas com a presença de pelo menos metade dos Conselheiros indicados por cada acionista. ParĂĄgrafo Primeiro - Obedecidas as orientaçþes de voto que sejam manifestadas pelos sĂłcios nos termos de Acordo(s) de Acionistas arquivado(s) na sede social, as deliberaçþes do Conselho de Administração serĂŁo tomadas pelo voto afirmativo dos membros do Conselho de Administração eleitos por cada um dos acionistas e serĂŁo registradas no livro prĂłprio de atas. Em caso de empate, a matĂŠria serĂĄ considerada como nĂŁo aprovada, ressalvados os casos previstos no(s) Acordo(s) de Acionistas. ParĂĄgrafo Segundo - As reuniĂľes do Conselho de Administração poderĂŁo ser realizadas por conferĂŞncia telefĂ´nica, vĂ­deo conferĂŞncia ou por qualquer outro meio de comunicação que permita a identificação do membro e a comunicação simultânea com todas as demais pessoas presentes Ă  reuniĂŁo. ParĂĄgrafoTerceiro O Conselheiro que nĂŁo puder participar da reuniĂŁo, poderĂĄ apresentar seu voto por escrito, desde que a sua manifestação seja transmitida por telefone, fax, carta registrada endereçada ao Presidente do Conselho, ou correio eletrĂ´nico, antes ou durante a realização da respectiva reuniĂŁo. O Conselheiro que votou por escrito serĂĄ considerado presente Ă  reuniĂŁo, e seu voto serĂĄ considerado vĂĄlido para todos os efeitos legais, e incorporado Ă  ata da referida reuniĂŁo. Artigo 18 - O Conselho de Administração ĂŠ ĂłrgĂŁo de deliberação colegiada, competindo-lhe cumprir as funçþes e atribuiçþes que lhes sĂŁo cometidas pela lei, por este Estatuto Social e por Acordo(s) de Acionistas arquivado(s) na sede da Companhia. ParĂĄgrafo Primeiro - Compete ao Conselho de Administração analisar e aprovar, mediante a aprovação unânime dos Conselheiros presentes Ă  reuniĂŁo: (i) a orientação geral dos negĂłcios; (ii) o Plano de NegĂłcios da Companhia e suas controladas, e o Plano de Performance da Diretoria (vide § 2Âş abaixo) e respectivas alteraçþes; (iii) a criação, quando julgar necessĂĄrio, de comitĂŞs com o objetivo de assessorar o Conselho de Administração, inclusive no acompanhamento das atividades da Companhia, e das sociedades controladas, a fim de proporcionar a anĂĄlise aprofundada de matĂŠrias relevantes e estratĂŠgicas, garantindo informaçþes adequadas e maior qualidade e eficiĂŞncia ao processo decisĂłrio do Conselho de Administração, cabendo aos acionistas indicar os membros de cada comitĂŞ; (iv) eleger e destituir os diretores da Companhia e fixar-lhes as atribuiçþes, observado este Estatuto Social e o(s) Acordo(s) de Acionistas arquivado(s) em sua sede; (v) determinar a orientação do voto da Companhia nas sociedades controladas, ressalvados os casos em que a matĂŠria a ser votada exija a aprovação prĂŠvia da Assembleia Geral da Companhia, nos termos do Artigo 12 deste Estatuto Social; (vi) fiscalizar a gestĂŁo dos diretores da Companhia e das sociedades controladas, examinar, a qualquer tempo, os livros e papĂŠis da Companhia e das sociedades controladas, solicitar informaçþes sobre contratos celebrados ou em vias de celebração, e quaisquer outros atos; (vii) convocar Assembleias Gerais da Companhia quando julgar conveniente ou quando obrigatĂłria em virtude de lei; (viii) manifestar-se previamente sobre o relatĂłrio da administração e as contas da Diretoria da Companhia e das sociedades controladas, bem como sobre as demonstraçþes financeiras de cada exercĂ­cio, e respectivo parecer de auditores, se existente, antes de serem submetidos Ă  deliberação da Assembleia Geral da Companhia; (ix) decidir sobre qualquer matĂŠria submetida para sua deliberação pela Diretoria da Companhia e das sociedades controladas; (x) autorizar a alienação ou disposição de ativos da Companhia ou das sociedades controladas, inclusive por meio de conferĂŞncia ao capital de outra sociedade, cujo valor, em uma Ăşnica operação ou em uma sĂŠrie de operaçþes relacionadas, em cada ExercĂ­cio Social, seja igual ou superior a R$ 20.000.000,00 (vinte milhĂľes de reais) e inferior a R$ 100.000.000,00 (cem milhĂľes de reais); (xi) autorizar, quanto Ă  Companhia ou qualquer das Controladas, (a) a criação de gravames e/ou oneração, a qualquer tĂ­tulo, de ativos, e/ou (b) a outorga de fianças, garantias e/ou avais, a qualquer tĂ­tulo, cujo valor, em uma Ăşnica operação ou em uma sĂŠrie de operaçþes relacionadas, em cada ExercĂ­cio Social, seja igual ou superior a R$ 20.000.000,00 (vinte milhĂľes de reais) e inferior a R$ 100.000.000,00 (cem milhĂľes de reais); (xii) autorizar a aquisição de ativos cujo valor, em uma Ăşnica operação ou em uma sĂŠrie de operaçþes relacionadas, em cada ExercĂ­cio Social, seja igual ou superior a R$ 20.000.000,00 (vinte milhĂľes de reais) e inferior a R$ 100.000.000,00 (cem milhĂľes de reais); (xiii) deliberar sobre proposta que represente investimento a qualquer tĂ­tulo (excetuadas aplicaçþes financeiras de acordo com polĂ­ticas de investimentos previamente aprovadas), cujo valor, em uma Ăşnica operação ou em uma sĂŠrie de operaçþes relacionadas, seja igual ou superior a R$ 20.000.000,00 (vinte milhĂľes de reais) e inferior a R$ 100.000.000,00 (cem milhĂľes de reais); (xiv) autorizar, quanto Ă  Companhia ou qualquer das Controladas, (a) a celebração de contratos que impliquem assunção de obrigação ou renĂşncia de direitos, incluindo, mas nĂŁo se limitando, a contratos financeiros e de tomada ou concessĂŁo de emprĂŠstimos, e/ou (b) a emissĂŁo de quaisquer instrumentos de crĂŠdito para a captação de recursos, incluindo sem limitação, a emissĂŁo de debĂŞntures, bem como suas condiçþes de emissĂŁo, amortização e resgate, cujo valor, em uma Ăşnica operação ou em uma sĂŠrie de operaçþes relacionadas, em cada ExercĂ­cio Social, seja igual ou superior a R$ 20.000.000,00 (vinte milhĂľes de reais) e inferior a R$ 100.000.000,00 (cem milhĂľes de reais); (xv) aprovar a celebração de contratos de qualquer natureza da Companhia e/ou sociedades controladas com acionistas ou sociedades em que os acionistas, seus cĂ´njuges e parentes atĂŠ terceiro grau, sejam sĂłcios controladores ou administradores; e, (xvi) indicar e substituir os auditores independentes da Companhia e das sociedades controladas.ParĂĄgrafo Segundo - As matĂŠrias arroladas no § 1Âş deste Artigo, quando relacionadas Ă s sociedades controladas da Companhia deverĂŁo ser previamente submetidas Ă  aprovação do Conselho de Administração da Companhia, nos termos acima previstos. Os membros do Conselho de Administração da Companhia, apĂłs a deliberação sobre tais matĂŠrias, orientarĂŁo os respectivos Diretores, que farĂŁo cumprir tais decisĂľes quando atuarem perante as sociedades controladas e afiliadas, em assembleias gerais e/ou reuniĂľes de sĂłcios. Artigo 19 - O Conselho de Administração deverĂĄ, ainda, aprovar, em atĂŠ 3 (trĂŞs) meses apĂłs a aprovação ou alteração relevante de cada Plano de NegĂłcios, o â&#x20AC;&#x153;Plano de Performance da Diretoriaâ&#x20AC;?, que serĂĄ o plano de metas de performance mĂ­nima esperada para os negĂłcios da Companhia para o perĂ­odo de gestĂŁo entĂŁo vigente da Diretoria, observando-se as disposiçþes de Acordo(s) de Acionistas arquivado(s) na sede da Companhia. Seção II - Da Diretoria - Artigo 20 - A Diretoria serĂĄ composta de, no mĂ­nimo, 2 (dois) e, no mĂĄximo, 8 (oito) Diretores, eleitos pelo Conselho de Administração, os quais deverĂŁo ser residentes e domiciliados no paĂ­s, com mandato de 2 (dois) anos, permitida a reeleição. Dentre os membros eleitos, 1 (um) serĂĄ designado para ocupar o cargo de Diretor Presidente e os demais nĂŁo terĂŁo designação especĂ­fica.Os Diretores terĂŁo as atribuiçþes que lhes forem fixadas pelo Conselho de Administração.ParĂĄgrafo Primeiro - A eleição da Diretoria deverĂĄ ocorrer atĂŠ 5 (cinco) dias Ăşteis apĂłs a data da Assembleia Geral que eleger os membros do Conselho de Administração, podendo a posse dos eleitos coincidir com o tĂŠrmino do mandato dos seus antecessores. ParĂĄgrafo Segundo - Os Diretores poderĂŁo ser destituĂ­dos a qualquer tempo, mediante deliberação do Conselho de Administração, observando-se o disposto no Acordo de Acionistas. Artigo 21 - Em suas ausĂŞncias e impedimentos, o Diretor Presidente serĂĄ substituĂ­do por qualquer Diretor por ele designado. No caso de ausĂŞncia ou impedimento temporĂĄrio de um dos demais membros da Diretoria, o cargo serĂĄ acumulado por um Diretor designado pela Diretoria. ParĂĄgrafo Primeiro - Ocorrendo vaga, por qualquer motivo, do cargo de Diretor Presidente, o Conselho de Administração, a seu critĂŠrio, poderĂĄ decidir pelo preenchimento da vaga ou pela distribuição das funçþes a um ou mais Diretores remanescentes. ParĂĄgrafo Segundo - No caso de vacância de Diretores que resulte em nĂşmero inferior a 2 (dois) membros, o Conselho de Administração deverĂĄ ser convocado para proceder Ă  eleição de novos Diretores para a Companhia, dentro de 30 (trinta) dias contados da data em que foi verificada a vacância. ParĂĄgrafoTerceiro - O Diretor que for designado nos termos deste artigo exercerĂĄ as suas funçþes pelo prazo restante do mandato do Diretor substituĂ­do, e terĂĄ os poderes, direitos e deveres do mesmo. Artigo 22 - Compete Ă  Diretoria a representação da Companhia e a prĂĄtica de todos os atos necessĂĄrios ou convenientes Ă  consecução do objeto social, ressalvados aqueles para os quais por lei, pelo presente Estatuto Social, ou por Acordo(s) de Acionistas arquivado(s) na sede da Companhia, requeiram prĂŠvia aprovação da Assembleia Geral ou do Conselho de Administração. ParĂĄgrafo Ă&#x161;nico - Os membros da Diretoria terĂŁo amplos poderes de gestĂŁo dos negĂłcios sociais para a prĂĄtica de atos e realização de operaçþes que se relacionem com o objeto da Companhia, devendo sempre (i) zelar pela observância da lei, deste Estatuto Social, bem como princĂ­pios e critĂŠrios de Acordo(s) de Acionistas, comprometendo-se a buscar sempre nĂ­veis elevados de ĂŠtica, segurança, eficiĂŞncia, produtividade e competitividade, e (ii) administrar, gerir e superintender os negĂłcios sociais, de acordo com as deliberaçþes tomadas nas Assembleias Gerais, nas reuniĂľes do Conselho de Administração e nas suas prĂłprias reuniĂľes. Artigo 23 - Compete Ă  Diretoria: I - elaborar em cada exercĂ­cio social o relatĂłrio das atividades, o Balanço Patrimonial e as demais Demonstraçþes Financeiras para apresentação ao Conselho de Administração e Ă  Assembleia Geral; II - deliberar sobre a criação, extinção e transferĂŞncia de filiais, agĂŞncias, sucursais, escritĂłrios, depĂłsitos e estabelecimentos de qualquer natureza, em qualquer localidade do paĂ­s ou do exterior; III - transigir, desistir e renunciar a direitos, observado o que a respeito dispuser o Conselho de Administração; IV - elaborar e submeter Ă  aprovação do Conselho de Administração o â&#x20AC;&#x153;Plano de NegĂłcios da Companhiaâ&#x20AC;? e o â&#x20AC;&#x153;Plano de Performance da Diretoriaâ&#x20AC;?, nos termos previstos neste Estatuto Social e em Acordo(s) de Acionistas arquivado(s) na sede da Companhia.O â&#x20AC;&#x153;Plano de NegĂłcios da Companhia deverĂĄ incluir um orçamento anual, ou compreendendo o perĂ­odo determinado pelo Conselho de Administração, e contemplar todos os elementos do ativo e do passivo da Companhia, inclusive eventuais contingĂŞncias e investimentos que porventura se pretenda realizar no perĂ­odo a que eles se referem; e V - decidir sobre as matĂŠrias que lhe sejam atribuĂ­das por lei, pelo Estatuto Social, pela Assembleia Geral e pelo Conselho de Administração da Companhia. Artigo 24 - Compete exclusivamente ao Diretor Presidente, observadas as orientaçþes e atribuiçþes de cada Diretor que tenham sido fixadas pelo Conselho de Administração, coordenar a atuação dos demais Diretores visando ao bom e eficiente desenvolvimento das atividades da Companhia, cobrando-lhes os resultados conforme previsto no Plano de NegĂłcios da Companhia e no Plano de Performance da Diretoria. Artigo 25 - A Companhia serĂĄ representada ativa e passivamente, em quaisquer atos que criem obrigaçþes ou desonerem terceiros de obrigaçþes, ou responsabilidade, para com a Companhia: (i) por 2 (dois) Diretores em conjunto, podendo um ser o Diretor Presidente, ou (ii) por qualquer membro da Diretoria, em conjunto com um procurador, ou, ainda, (iii) por 2 (dois) procuradores nomeados no mesmo instrumento, na forma prevista neste Estatuto Social. ParĂĄgrafo Primeiro - As procuraçþes outorgadas pela Companhia deverĂŁo ser assinadas por quaisquer 2 (dois) Diretores em conjunto, podendo um ser o Diretor Presidente, especificando-se, de forma clara e precisa, os poderes conferidos e os prazos de duração dos mandatos, que nĂŁo poderĂŁo ultrapassar 1 (um) ano, salvo as procuraçþes outorgadas a advogados para representar a Companhia em processos administrativos ou judiciais, que terĂŁo prazo indeterminado. ParĂĄgrafo Segundo - Para a prĂĄtica de atos que representem interesses da Companhia perante suas sociedades controladas, bem como perante qualquer sociedade na qual a Companhia detenha participação, no Brasil ou no exterior, incluindo- se, mas nĂŁo se limitando Ă  participação em Assembleias Gerais e/ou ReuniĂľes de SĂłcios e assinatura das respectivas atas, a Companhia poderĂĄ ser representada, excepcionalmente, por apenas 1 (um) Diretor, ou apenas 1 (um) procurador, observando-se os requisitos da legislação vigente aplicĂĄvel. ParĂĄgrafo Terceiro - A Companhia pode ser representada isoladamente, por qualquer membro da Diretoria, ou por qualquer procurador devidamente constituĂ­do, sem as formalidades previstas neste artigo, para a assinatura de documentos de simples rotina, correspondĂŞncias, despachos, requerimentos, petiçþes a quaisquer repartiçþes pĂşblicas ou autoridades federais, estaduais ou municipais, bem como autarquias, sociedades pĂşblicas e/ou privadas, bem como para o recebimento de citaçþes e notificaçþes judiciais e para a prestação de depoimento pessoal. Artigo 26 - A Diretoria reunir-se-ĂĄ sempre que necessĂĄrio, devendo ser convocada pelo Diretor Presidente, por iniciativa prĂłpria ou a pedido de qualquer Diretor, com antecedĂŞncia mĂ­nima de 2 (dois) dias Ăşteis. As convocaçþes para as reuniĂľes serĂŁo realizadas por escrito e com comprovante de recebimento. ParĂĄgrafo Primeiro - O quorum de instalação das reuniĂľes de Diretoria ĂŠ o da maioria dos membros em exercĂ­cio, sendo obrigatĂłria a presença do Diretor Presidente ou outro Diretor especialmente nomeado por ele para substituĂ­-lo na reuniĂŁo em que nĂŁo puder comparecer. A convocação serĂĄ dispensada sempre que estiver presente Ă  reuniĂŁo a totalidade dos membros da Diretoria. ParĂĄgrafo Segundo - As deliberaçþes da Diretoria constarĂŁo de atas lavradas no livro prĂłprio. CapĂ­tuloVI - Do Conselho Fiscal - Artigo 27 - O Conselho Fiscal da Companhia, composto de, no mĂ­nimo, 3 (trĂŞs), e no mĂĄximo, a 5 (cinco) membros efetivos e igual nĂşmero de suplentes, funcionarĂĄ em carĂĄter nĂŁo permanente, e, quando instalado, terĂĄ as atribuiçþes previstas em lei. CapĂ­tulo VII - Do ComitĂŞ de Auditoria Artigo 28 - A Companhia terĂĄ um ComitĂŞ de Auditoria, cujo funcionamento serĂĄ permanente, que serĂĄ composto pelo nĂşmero par de membros eleitos anualmente pelo Conselho de Administração, a ser instalado no prazo de 120 (cento e vinte dias) contados da data de publicação deste Estatuto Social, sendo certo que o nĂşmero de membros, as atribuiçþes e o regimento interno serĂŁo aprovados pelo Conselho de Administração da Companhia. CapĂ­tulo VIII - Do ExercĂ­cio Social, das Demonstraçþes Financeiras e dos Lucros - Artigo 29 - O exercĂ­cio social inicia-se em 1Âş de janeiro e terminarĂĄ em 31 de dezembro de cada ano, quando deverĂŁo ser levantadas as demonstraçþes financeiras do exercĂ­cio findo, com observância das obrigaçþes previstas em lei. ParĂĄgrafo Primeiro - O lucro lĂ­quido, apĂłs a dedução dos prejuĂ­zos acumulados, de eventual participação dos empregados no lucro (em bases aprovadas pela Assembleia Geral) e a provisĂŁo para o Imposto sobre a Renda, conforme o art. 189, da Lei nÂş 6.404, de 1976, terĂĄ a seguinte destinação: (i) 5% (cinco por cento) para constituição da Reserva Legal, atĂŠ o limite previsto em lei; (ii) ao menos 25% (vinte e cinco por cento) do lucro lĂ­quido do exercĂ­cio serĂĄ distribuĂ­do como dividendo aos acionistas; e (iii) o saldo remanescente deverĂĄ ser integralmente distribuĂ­do como dividendos, ressalvadas as retençþes previstas em orçamento anual ou plurianual, necessĂĄrias ao atendimento de Planos de NegĂłcios da Companhia. ParĂĄgrafo Segundo - A Assembleia Geral poderĂĄ, desde que nĂŁo haja oposição de qualquer acionista presente, deliberar a distribuição de dividendo inferior ao obrigatĂłrio ou, a retenção de todo o lucro lĂ­quido, conforme disposto no § 3Âş do artigo 202 da Lei nÂş 6.404/76. ParĂĄgrafo Terceiro - A Companhia, por deliberação do Conselho de Administração, poderĂĄ levantar balanços semestrais e declarar dividendos Ă  conta de lucro apurado nesses balanços. O Conselho de Administração poderĂĄ declarar dividendos intermediĂĄrios, Ă  conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no Ăşltimo balanço anual ou semestral. ParĂĄgrafo Quarto - Os dividendos, salvo deliberação em contrĂĄrio da Assembleia Geral, serĂŁo pagos no prazo mĂĄximo de 60 (sessenta) dias contados da data da deliberação de sua distribuição e, em qualquer caso, dentro do exercĂ­cio social. ParĂĄgrafo Quinto - A Companhia poderĂĄ pagar ou creditar juros a tĂ­tulo de remuneração de capital prĂłprio calculados sobre as contas do patrimĂ´nio lĂ­quido, observados a taxa e os limites estabelecidos na legislação fiscal. O valor pago aos acionistas a tĂ­tulo de juros sobre o capital prĂłprio serĂĄ deduzido do valor do dividendo mĂ­nimo obrigatĂłrio. ParĂĄgrafo Sexto - A critĂŠrio da Assembleia Geral, o valor dos juros poderĂĄ ser creditado e pago aos acionistas ou, alternativamente, creditado aos acionistas e, com a concordância destes, posteriormente incorporado ao capital social. ParĂĄgrafo SĂŠtimo - Os dividendos declarados nĂŁo renderĂŁo juros nem serĂŁo corrigidos monetariamente e, se nĂŁo forem reclamados no prazo de 3 (trĂŞs) anos, contado do inĂ­cio do seu pagamento, prescreverĂŁo em favor da Companhia. CapĂ­tulo IX - Da Dissolução, Liquidação, Extinção - Artigo 30 - A Companhia se dissolve, liquida ou extingue nos casos previstos em lei. Artigo 31 - A Assembleia Geral nomearĂĄ o liquidante, fixando-lhe a remuneração. A competĂŞncia, deveres e responsabilidades do liquidante sĂŁo os fixados em lei. CapĂ­tulo X - Das Disposiçþes Gerais Artigo 32 - SĂŁo expressamente vedados, sendo nulos e inoperantes com relação Ă  Companhia, os atos de qualquer administrador, procurador, ou funcionĂĄrio, que a envolverem em obrigaçþes relativas a negĂłcios ou operaçþes estranhos ao objeto social, tais como fianças, avais, endossos ou quaisquer garantias em favor de terceiros, salvo quando expressamente autorizados pelos acionistas e/ou pelo Conselho de Administração, dentro dos limites previstos neste Estatuto Social e em Acordo(s) de Acionistas arquivados na sede da Companhia. Artigo 33 - Todos os valores de limites de competĂŞncia previstos nos Artigos 11 e 18 deste Estatuto Social estĂŁo sujeitos a reajuste anual, com base na variação do IGP-M da Fundação GetĂşlio Vargas e, em caso de extinção ou impossibilidade de aplicação do IGP-M, por qualquer outro Ă­ndice substituto. Artigo 34 - Para fins deste Estatuto Social, â&#x20AC;&#x153;controladasâ&#x20AC;? significam as sociedades que estĂŁo sob o controle direto ou indireto da Companhia, nos termos do art. 243 da Lei 6.404/76, ao passo que â&#x20AC;&#x153;afiliadasâ&#x20AC;? significam toda e qualquer pessoa jurĂ­dica que esteja, direta ou indiretamente, sob o controle das sociedades controladas, localizadas no Brasil ou no exterior. Artigo 35 - Eventuais omissĂľes ou divergĂŞncias deste Estatuto Social serĂŁo resolvidas pelas disposiçþes da Lei n° 6.404/76 e, se necessĂĄrio, os acionistas deverĂŁo, no menor prazo razoĂĄvel, tomar as providĂŞncias necessĂĄrias para realizar Assembleia Geral da Companhia a fim de promover a reforma estatutĂĄria necessĂĄria para eliminar a omissĂŁo, discrepância, divergĂŞncia ou conflito atĂŠ entĂŁo existente. Artigo 36 - Qualquer controvĂŠrsia decorrente da execução ou interpretação das disposiçþes do presente Estatuto Social que nĂŁo seja resolvida amigavelmente no prazo de 30 dias apĂłs um dos acionistas ter notificado o outro acionista sobre a sua existĂŞncia, serĂĄ submetida exclusivamente ao julgamento do Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara de ComĂŠrcio Brasil-CanadĂĄ, de acordo com (i) o seu Regulamento prĂłprio (â&#x20AC;&#x153;Regulamentoâ&#x20AC;?) em vigor na data do pedido de instauração do procedimento arbitral, (ii) o disposto na Lei nÂş 9.307, de 23 de setembro de 1996, conforme venha a ser alterada (â&#x20AC;&#x153;Lei de Arbitragemâ&#x20AC;?), e (iii) o estipulado em Acordo(s) de Acionistas arquivado(s) na sede da Companhia. MatĂŁo-SP, 30 de novembro de 2012. Tales Lemos Cubero - Presidente; Julio Alvarez Boada - SecretĂĄrio.

Citrosuco S/A Agroindústria CNPJ nº 33.010.786/0001-87 - NIRE nº 35.300.040.724 Dia,Hora e Local:01/11/2012, às 08:00 hs, na sede social da Cia., na R.João Pessoa, 305, na cidade de Matão-SP.Convocação e Presença: Convocação dispensada nos termos do Art.16 do Estatuto Social desta Cia., em face da presença da totalidade dos membros deste Conselho de Administração.Mesa:Presidente - Claudio Ermírio de Moraes;Secretårio - Julio Alvarez Boada.DeliberaçþesTomadas,por unanimidade dos votos dos Conselheiros e sem reservas: Aceitar o pedido de renúncia apresentado pelo Sr. Alexandre Iglesias dos Anjos ao cargo de Diretor desta Sociedade, conforme termo de renúncia firmado e apresentado nesta data, bem como registrar os agradecimentos pelos relevantes serviços prestados, dentro do mais alto nível de profissionalismo e com total competência, dedicação e lealdade durante todo o período em que exerceu o cargo de Diretor, e desejar-lhe sucesso nas novas atribuiçþes que vier a assumir. Encerramento: Nada mais havendo a tratar e como nenhum dos membros do Conselho de Administração houvesse desejado fazer qualquer pronunciamento, foi lavrada a presente Ata, que lida e achada conforme, foi assinada por todos os presentes. (aa) Claudio Ermírio de Moraes - Presidente e Julio Alvarez Boada - Secretårio; Conselheiros: Claudio Ermírio de Moraes; Maria do Rosårio Fischer; Luis Ermírio de Moraes; Bianca Helena Fischer de Moraes;Raul Calfat;Ana Luisa Fischer Marcondes Ferraz;João Carvalho de Miranda;Alessandra Fischer de Souza Santos;Eduardo Borges de Andrade Filho; e Renata Fischer Fernandes. Certificamos que a presente Ata Ê cópia fiel da original lavrada no livro competente. Matão-SP, 01/11/2012. Claudio Ermírio de Moraes - Presidente; Julio Alvarez Boada - Secretårio. JUCESP nº 530.184/12-6 em 07/12/2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretåria Geral.

Alcard IndĂşstria Mecânica Ltda. â&#x20AC;&#x201C; EPP torna pĂşblico que requereu na Cetesb a Renovação da Licença de Operação para Fabricação de MĂĄquinas e Aparelhos ElĂŠtricos de Uso Hospitalar, do imĂłvel sito Ă  Rua LiĂŠge, nÂş 54, Vila Vermelha - Cep. 04298-070 - Capital - SĂŁo Paulo.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

22 Nº 456

DCARR

sexta-feira, 15 de março de 2013

"Gol" é o novo livro - autoria de Paulo Cesar Sandler lançado pela Editora Alaúde. A publicação conta a história do Volkswagen que substituiu o Fusca, em 1980, e se transformou no mais vendido da história do setor no Brasil. Para mais informações, entre no site www.alaude.com.br

GRAND CHEROKEE CRD

O Jeep com coração italiano. A diesel. Mais leve e potente (241cv), o motor da italiana Fiat oferece maior performance ao maior dos ícones da indústria norte-americana fora de estrada. Custa R$ 219.900. CHICOLELIS Fotos: Divulgação/Wander Malagrine

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epois de dois anos "sob nova direção" e de seu produto (Dodge Journey) ganhar o distintivo da Fiat na sua grade (Freemont), a norte-americana recebe da europeia o motor diesel, produzido em Cento (Itália) para equipar o maior ícone norte-americano do off-road, o Jeep, modelo Grand Cherokee CRD. E os dois se entenderam direitinho. Por seu peso menor e maior potência, o motor deu mais desenvoltura ao modelo que ficou mais rápido, comparado com o utilizado no mercado dos EUA, e, ao mesmo tempo, mais econômico. Uma bela surpresa para quem gosta do Cherokee.

toneladas. Transporta cinco pessoas e tem capacidade de rebocar até 3,5 t. Pneus comuns - O que surpreende no Cherokee é sua capacidade de transpor obstáculos difíceis, mesmo calçado com pneus comuns, de rua. Lamaçal, subidas com piso de terra ou pedra e grandes valas são vencidos com alguma facilidade. O que leva a imaginar que o veículo é capaz de suplantar maiores dificuldades se equipado com pneus adequados, ou pelo menos de uso misto. No asfalto ele se comporta bem, ainda que, passados os 120 km/h, pela sua altura, "passarinhe" (balança para

Italiano - Sob o capô deste Jeep agora pulsa um VM Motori A 630, V6 3.0 DOHC de 24 válvulas, com 241 cv e torque de de 56 mkgf. O câmbio é automático, de 5 velocidades, com overdrive, de caixa de transferência MP 3022, Quadra-Trac ii, de duas velocidades, controladas eletronicamente. Ele tem tração integral e reduzida, que permite superar obstáculos difíceis, mesmo com pneus de rua. E o novo motor leva o Cherokee aos 202 km/h de final e alcança os primeiros 100 km/h em apenas 8,2 segundos, apesar do seu peso superior a duas

os lados) um pouco. Mas nada grave. É confortável, abriga todos os novos sistemas de segurança, começando pelo ABS e chegando ao controle de descida automático nos trechos fora de estrada. Também oferece conforto de sistemas de mídia de última geração. O preço do novo modelo é R$ 219.900, mas os anteriores, a gasolina, Laredo e Limited, continuarão à venda, respectivamente por R$ 15.900 e R$ 179.900. E tem mais, o Durango

O Durango oferece conforto e segurança para sete ocupantes, em duas versões de acabamento

Alagados, lama, pedras e buracos não inibem o Cherokee a diesel. Ele os supera com facilidade, mesmo sem pneus apropriados.

A Chrysler também apresentou nesta semana o SUV full size, Durango, sob a bandeira Dodge. Transporta sete pessoas, com bom conforto para os ocupantes dos dois últimos bancos. Seu motor de Pentastar V6 DOHSC, de 24 válvulas, rende 286 cv e torque de 35,4 mkgf. O câmbio é de 5 velocidades, automático e tem autonomia de 880 km. O modelo é oferecido em duas versões, a primeira, Crew, custa R$ 179.900 e a top, Citadel, R$ 199.900. Além do conforto de equipamentos eletrônicos e de segurança, com ABS e controle de estabilidade, entre outros, a refrigeração dos bancos, utilíssima nestes dias de calor que ainda nos causam desconforto em nossos carros, mesmo com o ar ligado ao máximo.

DUAS RODAS

TRÊS NOVAS MOTOS NO MERCADO Yamaha, Kawasaki e BMW lançam novas motos. E Valentino Rossi, sete vezes campeão da Moto GP, vem para a festa da menor delas. Fotos: Divulgação

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om a promessa da presença do sete vezes campeão da MotoGP, Valentino Rossi, a Yamaha lança hoje em São Paulo a segunda geração da Factor 150 cilindradas, modelo 2014. A novidade é o lançamento da versão de entrada denominada K1 com preço de R$ 5.390, partida a pedal, freios a tambor e pedaleiras fixas no chassi. As demais versões também sofreram redução de R$ 500 no preço em relação ao modelo 2012/2013. As outras versões são K, E e ED. A K sai por R$ 5.690, com suporte tubular das pedaleiras traseiras fixadas ao chassi a mais que a K1. Já a versão E tem partida elétrica e chega a R$ 6.120. A mais sofisticada é a ED que por R$ 6.490 também tem sistema de freio a disco e rodas em liga-leve além de todos os itens das anteriores. A Yamaha também programou manutenções com preços fixos para os modelos. Kawasaki - A aposta da japonesa é no modelo de média cilindrada. A montadora aposentou a Ninja ZX6R e vai montar no Brasil a recémlançada nos EUA Ninja ZX-6R 636. Além de aumentar a potência, a marca instalou tecnologias na média que somente as superesporti-

vas possuem hoje. A 636 tem o mesmo sistema de freios ABS da Ninja ZX-10R com antitravamento e embreagem do tipo deslizante. Esse sistema tem acionamento do manete mais leve e controle de derrapagem. O controle de tração tem três módulos e dois modos de potência. O Full, com entrega total da potência do motor, e Low Power com potência limitada a 80%. O sistema permite diversas combinações para deixar a moto mais ou menos esportiva. Os preços são de R$ 49.990 sem e R$ 52.990 com ABS. O modelo deve chegar às lojas em abril. BMW - A linha 2013 da BMW F 800 GS chega às lojas com punhos de comando mais ergonômicos, garante a empresa, além de design mais compacto e setas e faróis de LED fumê. A carenagem agora tem aletas menores e três novas cores: marrom metálico, branco alpino e azul cordoba. O ABS é de série. O controle de tração é opcional e a regulagem da altura do assento tem as opções de baixo (850 mm), rallye (920 mm) e comfort (895 mm). O preço do modelo sem opcionais é de R$ 42.900. Mário Tonocchi

Rossi, que já correu no Brasil em categorias inferiores, foi 7 vezes campeão da Moto GP, a F1 sobre duas rodas


sexta-feira, 15 de março de 2013

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DCARR PORSCHE CAYMAN

Chega em abril a 283 km/h O possante vem em duas versões. A esportiva tem motor com 325 cv de potência.

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O modelo Cayman faz 266 km/h e a versão S, 283 km. A diferença de velocidade vai custar R$ 80 mil.

Fotos: Divulgação

ocê já pode escolher seu Porsche Cayman 2013. O modelo de entrada será vendido, a partir de abril, por R$ 319 mil e, a versão S, vai custar R$ 399 mil. Esportivo de dois lugares, tem na versão básica motor de 2.7 litros, 6 cilindros opostos de 2,7 l, com 275 cv, que alcança os 100 km/h em 5,4s. A final é de 266 km/h. Já a versão S vira um foguete com seus 325 cv no motor 3,4 l. Com esta força toda chega aos 283 km/h e faz, de 0 a 100 km/h, em 4,7s, muito próximo de motos de grande cilindrada, mas que pesam pelo menos 1/3 do peso do Cayman. Ambos chegam ao nosso mercado com o chamado Pacote Brasil e equipados com transmissão PDK (Porsche Doppelkupplungsgetriebe) de 7 velocidades, com paddleshift, as chamadas borboletas, colocadas atrás do

volante, para troca manual de marchas. As rodas são de 19 polegadas no Cayman e 20 no Cayman S. No pacote estão também todos os componentes de segurança passiva e ativa, como ABS, controle de tração, air bags e outros mais. O ar-condicionado é automático para motorista e passageiro. Os faróis bi-xenon têm sistema de iluminação dinâmica (PDLS). No modelo básico, os sensores de estacionamento são apenas traseiros e, no Cayman S, também dianteiros. Ambos contam com sistema de midia de geração atual. No design, destacam-se recessos nas portas, que direcionam ar para o motor colocado na traseira. Destaque também para a lâmina do spoiler traseiro, instalada na tampa traseira, ficando mais elevada e acionada em ângulo mais agudo, em comparação, por exemplo, com o equipamento usado no Boxster.


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sexta-feira, 15 de março de 2013 Slovakia Travel/Štefan Kordoš

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urismo

KOSICE, ESLOVÁQUIA ORIENTAL Este ano, Marselha divide o título de Capital Europeia da Cultura com esta cidade, que ostenta belas igrejas, três universidades e um centro histórico.

Fotos: France Keyser/The New York Times

A partir da escolha de Marselha para Capital da Cultura em 2008, a cidade planejou sua recuperação. Orçamento de US$ 135 milhões incluiu a reforma da área do porto e a criação de uma oferta cultural única.

Marselha: do crime à Capital da Cultura 2013. Steven Erlanger e Maia de la Baume*

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arselha, França. Em um prédio aqui, perto do vel h o p o r t o , i m igrantes das colônias, a maioria deles do norte da África, foram banhados, despiolhados e examinados antes de entrar na França. Um tipo de Ilha Ellis francesa, a estrutura estava abandonada havia 40 anos e quase foi demolida em 2009. Agora acaba de ser reabilitada como um museu para uma exposição inaugurada em 1º de março, chamada "Regards de Provence, Mediterranean Reflections" – parte da celebração de Marselha como Capital Europeia da Cultura de 2013. Receber o título, designado pela União Europeia anualmente desde 1985, é quase como ganhar a Olimpíada. Ele dá a Marselha, segunda maior cidade da França, a chance de se transformar, recuperar seu maravilhoso porto para cidadãos comuns e remodelar sua imagem – de lugar de passagem pobre, corrupto e com alta criminalidade, cuja economia caiu com o fim do colonialismo, para um destino turístico atraente com sol, frutos do mar e cultura. Esse é o plano, definitivamente, fazer de Marselha um destino. Com um orçamento estimado em quase US$ 135 milhões, angariado de fundos públicos e privados, os organizadores esperam atrair 2 milhões de visitantes a mais e levantar a economia. "É um choque, um terremoto cultural", disse Jacques Pfister, chefe da câmara de comércio local e diretor da associação que organizou o Marseille-Provence 2013, conhecido como MP2013. "Nós criamos uma oferta cultural única na Europa", disse. "Queremos que as pessoas de Marselha possam resgatar a costa e o antigo porto", o qual já não tem praticamente nenhum carro e passa por um tratamento de beleza multimilionário. A cidade estabeleceu dez novos espaços para atividades culturais, muitos deles reaproveitando prédios velhos ou abandonados, como a estação de saneamento e uma enorme

Acima, Villa Méditerranée, o centro de informações sobre o Mediterrâneo e seus povos; ao lado, Museu das Civilizações da Europa e do Mediterrâneo, que abre em junho; e abaixo, o novo J1.

fábrica de tabaco cercada de paredes grafitadas e exibindo arte contemporânea com temas de imigração e exílio. Construiu também prédios novos maravilhosos. Há o enorme Museu das Civilizações da Europa e do Mediterrâneo, feito de vidro e financiado pelo estado e

com abertura prevista para junho. E o Villa Méditerranée, um centro internacional de troca de informações sobre o Mediterrâneo e seus povos. Pago pelo governo regional, ele fica bem acima da água. Alguns museus estão sendo bem aproveitados, como La

Vieille Charite, uma casa de caridade e hospital no bairro Panier que foi salva alguns anos atrás, transformada em espaço de exposições. Zineb Sedira, fotógrafa e cinegrafista nascida na França, filha de pais argelinos, disse que a cidade estava "tentando acabar com o clichê de Marselha como porta de entrada para o Oriente, para Argélia e para o colonialismo". "Agora Marselha tem a chance de se estabelecer no mapa." O trabalho de Sedira em Marselha, sobre emigração e perda, tem foco no movimento das pessoas pelo Mediterrâneo, o tema principal do ano de Marselha, que vai tentar abraçar o multiculturalismo sem esconder as cicatrizes do colonialismo. Multicultural – Uma cidade com raízes antigas romanas e gregas, fundada em 600 a.C., Marselha tenta compreender as experiências italianas e norte-africanas de seus muitos cidadãos imigrantes. Quase 30% de seus 850 mil moradores são muçulmanos. "Marselha se criou sozinha, pedra sobre pedra, com povos estrangeiros", disse o prefeito de longa data da cidade, Jean-

O título concedido pela União Europeia à segunda maior cidade da França vem com transformação e um calendário de eventos

Claude Gaudin. "Nós fomos privilegiados com a proximidade com os outros países do Magrebe. Somos uma cidade multicultural e vamos continuar assim." Yolande Bacot foi curadora de uma mostra sobre a história e os artefatos das culturas do Mediterrâneo desde os tempos antigos até os modernos, no J1, um depósito enorme ao lado do mar que virou centro de exposições. "A história se reabriu com a Primavera Árabe, e nós queremos confrontar o passado e o presente", disse. Em 2004, o Conselho da Cidade de Marselha decidiu se candidatar a Capital Cultural Europeia de 2013. Ela foi escolhida em setembro de 2008. Nesse período, Marselha fez um esforço quase frenético para arrecadar dinheiro e se preparar para o horário nobre. Celebração – O resultado envolve estabelecimentos aqui e em cidades próximas na Provence, incluindo as mais abastadas Arles e Aix-en-Provence (com seu famoso Musée Granet, que tem uma mostra de 15 artistas de 14 países). A comemoração vai durar um ano, com um ciclo de cerca de 400 performances, exposições e shows, assim como eventos incluindo desfiles de barcos, trilhas guiadas e um festival de rua de cinco dias de comida. Diferentemente da maioria das cidades na França, falta em Marselha uma classe média considerável para apoiar a arte e a cultura. "Aqui, os que fazem sucesso partem", disse Dominique Bluzet, diretor de vários teatros, ao jornal Le Monde. "E por quê? Porque

INGLATERRA

Paris FRANÇA

RAIO X COMO CHEGAR De São Paulo, há voos pela Air France (www.airfrance.com.br) via Paris. A TAM (www.tam.com.br) também tem voos para Paris. De TGV (www.raileurope. com.br/TGV), da capital francesa, são três horas.

ONDE DORMIR O estiloso Mama Shelter (www. mamashelter. com/marseille/) é uma novidade em Marselha, com design do francês Philippe Starck e diárias a partir de 49 euros, em ALEMANHA celebração ao Marseille-Provence 2013. Pela Accor (www. accorhotels.com), confira os hotéis das marcas Ibis, SUÍÇA Sofitel, Novotel, entre outras, na cidade. ITÁLIA

Marselha ESPANHA

não há orgulho pela cidade. Esta cidade não sabe como criar reflexos burgueses para transmiti-los." A região espera um impulso no orgulho civil que perdure, assim como uma economia mais forte e um aumento no turismo similar ao experimentado por Avignon em 2000 e Lille em 2004, depois de terem sido designadas Capitais Culturais Europeias. Com certeza, há críticas pesadas também. Minna Sif, uma romancista de Marselha, filha de pais marroquinos, comparou as festividades a uma "sardinade", prato tradicional mediterrâneo de sardinhas grelhadas, alinhadas e cobertas com azeite. "É difícil para mim", escreveu no jornal Liberation, "ter que me reconhecer nessa 'sardinade', carimbada como a capital da cultura de mente aberta e acolhedora, administrada por uma desordem de vaidosos culturalmente idiotas e formada pelos chamados de incultos e por pessoas ambiciosas com a boca cheia de palavras". *New York Times News Service

PROGRAMAÇÃO E DICAS Pelo site marseillecityof culture.eu/ capitalof-culture.html


DC 15/03/2013