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SP

Comércio pisa no acelerador 6,2% de alta, aponta estudo do IBGE . Pág. 13

A cidade mais cara das Américas E a 10ª mais cara de todo o mundo, à frente de Londres, Paris e Nova York. É isso que aponta estudo da consultoria Mercer . E não fica só nisso. Rio e Brasília estão entre top 40 do planeta, nas 12ª e 33ª posições respectivamente. A campeã? Luanda. Depois, vêm Tóquio, N'Djamena (Chade) e Moscou. Pág. 13

Mario Palhares/AE

Ano 87 - Nº 23.413

Fusão do Pão de Açúcar? Esquece.

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

Abilio Diniz desistiu. Pág. 15 Conclusão: 23H50

www.dcomercio.com.br

São Paulo, quarta-feira, 13 de julho de 2011

Europa já admite moratória grega Ministros das Finanças reconhecem a necessidade e líderes da União Europeia acertam cúpula de emergência. Mercado em sobressalto. Pág. 18

Barack Obama ameaça suspender o seguro social "Pode não haver dinheiro para o pagamento" – se não houver acordo com o Congresso sobre endividamento do governo. Pág. 18. Editorial. Pág. 3

Dida Sampaio/AE

Juca Varella/Folhapress

Pagot nega 'ministério descontrolado' Diretor afastado de órgão dos Transportes (à esq.) depõe no Senado, refuta acusações de superfaturamento e se exime da responsabilidade de decisões isoladas sobre obras. Pág. 5

42 feridos em trens da CPTM na Barra Funda

Governo leva a Copa Fiscalização a cargo da base aliada. Pág. 6

Eram 13h40 quando trem bateu em outro que estava parado na plataforma. Causa ainda será investigada. Pág. 9

No ar, a renúncia de Kadafi. Ditador líbio estaria negociando com a OTAN. Rebeldes festejaram ontem retomada de rota aérea. Pág. 8

HOJE Sol com algumas nuvens. Máxima 27º C. Mínima 13º C.

AMANHÃ

MAX.

ISSN 1679-2688

9 771679 268008

23413

Tiririca e Romário, 'parrrrceiros' nota 10. Os dois deputados novatos não faltaram a nenhuma das sessões. Pág. 7

Ammar Awad/Reuters

Sol com poucas nuvens. Máxima 26º C. Mínima 12º C.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Uma obra orçada em R$ 33 bilhões, dinheiro para fazedor de obra pública não botar nenhum defeito. José Márcio Mendonça

pinião

IVONE ZEGER

NOIVAS MAIS VELHAS E RICAS

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que parecia exceção pode estar virando norma. De acordo com o IBGE, no espaço de uma década, o número de mulheres que se casaram com homens mais jovens cresceu 36%. No mesmo período, a quantidade de mulheres que se casaram com homens mais velhos cresceu apenas 25,3%. A mesma tendência também foi observada nas uniões estáveis. Os levantamentos indicam que, de modo geral, quanto mais velha for a mulher, maior será seu nível social, cultural e financeiro em relação ao marido ou companheiro mais jovem. Segundo as estatísticas, homens casados com mulheres 30 anos mais velhas ganham em média 25% do que elas ganham, e é de se esperar que seja assim. Afinal, por serem mais velhas, essas mulheres tiveram mais tempo para desenvolver-se profissionalmente e consolidar seus patrimônios. er esses números como supostas tentativas de golpes do baú seria injusto e preconceituoso. Afinal, existem dispositivos legais que podem facilmente dissipar esse tipo de suspeita. Um deles é o regime da separação total de bens. Mediante esse regime – que é adotado por meio de um pacto antenupcial (ou prénupcial) firmado antes do casamento –, o patrimônio do casal não se mistura: cada um sai do matrimônio apenas com o que tinha quando entrou. Vale lembrar que, se um ou ambos os cônjuges tiverem mais de 60 anos ao se casarem, o regime da separação de bens não é opcional – é obrigatório. Na união estável, a questão é um pouco mais complicada. Caso a união seja desfeita, cada parceiro tem o direito de ficar com metade dos bens adquiridos na constância do relacionamento – mesmo que não tenha contribuído financeiramente para comprálos. Contudo, é possível fazer um documento, firmado em cartório, estabelecendo quais bens pertencem a quem. À medida que novos bens forem sendo adquiridos durante a

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união, é necessário incluí-los no documento, indicando a quem eles pertencem. Obviamente, o documento só pode ser feito se ambas as partes estiverem de acordo. Transferir o patrimônio para os filhos ou outros parentes não funciona: se esse patrimônio foi adquirido ao longo do relacionamento, o juiz poderá anular a doação. E, é claro, antes que qualquer coisa possa ser reivindicada, é necessário ingressar com um pedido de reconhecimento da união estável – o que exige, entre outras coisas, a apresentação de provas de que o casal mantinha um relacionamento público e duradouro. er a esposa ou companheira mais velha como vítima e o marido ou companheiro mais jovem como predador é um insulto à inteligência das mulheres que optaram por esse tipo de relacionamento – ou que simplesmente se apaixonaram, mas que nem por isso perderam sua capacidade de discernir. Além do mais, informações sobre regimes de casamento e contratos não são úteis apenas para mulheres mais velhas, mas para todos os que se propõem a viver uma relação mais séria, independentemente da idade.

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IVONE ZEGER É ADVOGADA ESPECIALISTA EM DIREITO DE

FAMÍLIA E SUCESSÃO, AUTORA DOS LIVROS "HERANÇA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" E "FAMÍLIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" - DA MESCLA EDITORIAL WWW.IVONEZEGER.COM.BR

CORRUPÇÃO Será que montar um governo com seus ministérios prestigiando a capacidade técnica e ética não custaria muito menos e afugentaria os ladrões de plantão que se elegem só para tirar vantagem do dinheiro

Não apareceu ninguém interessado em ficar com a concessão do trem-bala Campinas-SP-Rio, que era o tal bem leiloado. Quando a esmola é muita, até o santo desconfia.

O número de mulheres que se casaram com homens mais jovens cresceu 36% em uma década. Ver o marido jovem como predador é um insulto a essas mulheres.

do povo? Dilma está gastando seu tempo precioso e seu possível "prestígio" como dirigente só apagando a ira dos traidores da Pátria. Uma vergonha! Leila E. Leitão Perdizes - São Paulo

A LIMONADA QUE VIROU LIMÃO

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governo tinha, segundo o seu reiterado discurso de pelo menos dois anos, um desses "negócios da China" que só o Brasil tem a capacidade de oferecer. Seus detalhes: Uma obra orçada em R$ 33 bilhões, dinheiro para fazedor de obra pública não botar nenhum defeito. E com garantia de faturamento limpo, quase limpinho, porque: – o lado oficial, com uma empresa específica só para o projeto, entraria com R$ 3 bilhões para obras e complementos, tendo como fonte o Tesouro Nacional; – o banco oficial de todos os bons empréstimos, uma espécie de pai, mãe, avô e avó de alguns negócios, financiaria quase 70% do negócio [R$ 20 bilhões] com aqueles jurinhos e aqueles prazões que nenhum brasileiro vacinado e maior mas sem padrinho encontra na praça; – a mesma generosa instituição oficial de fomento ainda garantiria aos interessados mais R$ 5 bilhões em subsídios caso as previsões de receita inicial do negócio não se confirmasse, ficasse abaixo do imaginado. Pois bem, apesar de o governo haver espalhado seus camelôs pelos quatros cantos do planeta apregoando tal pechincha, tal qual um bom slogan tipo "paga um e leva dois", candidatos não apareceram, pelo que se viu pela terceira vez anteontem, ninguém interessado em ficar com a conces-

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA são do trem-bala Campinas-São Paulo-Rio de Janeiro, que era o tal bem leiloado. Ficou-se até com a impressão, como no dito popular, que quando a esmola é muita até o santo desconfia.

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omo se trata de bilhões, não estavam no jogo nenhum santo dado a desconfianças vãs, mas empresas que sabem fazer negócios e ganhar dinheiro, duas coisas absolutamente normais no nosso mundo, desde que honestamente. Qual a razão, então de companhias cujo objetivo é o lucro, terem fugido de tal excelente negócio. Parte do governo, com suas velhas tendências de ver maldade e conspiração em tudo, diz que os possíveis interessados estavam mesmo é interessados em forçar mais subsídios, levar mais vantagens uma vez que o trem-bala virou ponto de honra, símbolo do governo Dilma, assim como uma Transamazônica ou uma Ferrovia do Aço dos tempos dos regimes militares. A realidade era outra, porém. O negócio da China só seria um negócio para mandarim ver e levar

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

mesmo se o governo estivesse disposto a bancar muito mais do que prometia. Os cálculos iniciais dos interessados mostram que a obra deveria custar muito mais que o orçado. O que o governo passou a admitir depois do terceiro fracassado leilão, quando resolveu dividir o projeto em dois. Só seria "lucrativo" para os investidores através da emissão de aditivos em cima de aditivos para corrigir, depois da concessão, uma defasagem de preços.

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trem bala estaria na mesma rota de colizão de boa parte das obras públicas no Brasil, responsável pela mais recente – seguramente não a última – confusão no Ministério dos Transportes, com demissão de quatro funcionários de escol e do próprio ministro. O roteiro é simples: licita-se a obra sem um projeto bem elaborado, consegue-se um "preço camarada" e, depois, quando a obra vai avançando e dificuldades reais ou imaginárias vão surgindo, faz um "aditivo" – popularmente, aumenta-se o preço. Ou, como explicou

com certa caradura (quase escrevi "candura") o senador Blairo Maggi, padrinho da velha turma dos Transportes, é como planejar comprar um carro simples e no meio do caminho ir acrescentando acessórios. Difícil acreditar que com um bom planejamento, quando não se quer fazer as coisas a toque de caixa ou às avessas, os bons técnicos não consigam saber que tipo de carro querem comprar e que acessórios são necessários para que ele cumpra as utilidades que se quer dele. Só improvisação ou ...

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o caso do trem-bala RioSão Paulo vários especialistas alertaram para as falhas do planejamento, a falta de um projeto mais detalhado. O Estadão deste fim de semana mostra que há um amontoado de obras no mesmo rumo, inclusive uma das tops de Lula, a transposição do Rio São Francisco. E está quase tudo no PAC, no qual as portas são sempre um tanto mais abertas. O popular costuma dizer que bom desafio é fazer de um limão uma limonada. O governo costuma já ter a limonada e consegue com ela fazer um limão. Em tempo: Dilma quer ir até o fim no trem-bala. Não seria mais útil antes discutir quais seriam as reais prioridades do transporte no Brasil antes de dar rumo a esse projeto? JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli, Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 13 de julho de 2011

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NOSSO FRACASSO EM CRIAR EMPREGO É UMA ESCOLHA, NÃO UMA NECESSIDADE.

pinião

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Todo mundo sabe que o presidente Barack Obama tentou estimular a economia com um aumento nos gastos do governo e que isso não funcionou. Mas o que todo mundo sabe está errado.

consistia tanto em ajudar famílias necessitadas ou em ajudar governos estaduais e municipais muito pressionados. Esse auxílio pode ter atenuado a recessão, mas não foi o tipo de programa de criação de empregos que poderíamos e deveríamos ter tido. Isso não é uma percepção correta atrasada: alguns de nós alertamos desde o começo que o corte de impostos seria ineficiente e que os gastos propostos eram lamentavelmente inadequados. E assim se provou. Também vale a pena observar isso em outra área na qual o governo poderia ter feito uma grande diferença – ajuda para os proprietários de casa com problemas – quase nada tem sido feito. O programa do governo Obama para alívio para hipotecas não foi para nenhum lugar. Dos US$ 46 bilhões destinados a ajudar as famílias a ficarem com suas casas, menos de US$ 2 bilhões foram realmente gastos.

Não, não podemos? Ou não iremos? ciência econômica básica estava certa. A taxa de juros para título de 10 anos estava em 3,7% quando o The Wall Street lançou o alerta; no final da semana passada, ela estava em 3,03%.

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omo os suspeitos de sempre responderam? Inventando sua própria realidade. Na semana passada, o deputado federal Paul Ryan, o homem por trás do plano do Partido Republicano para desmantelar o Medicare, declarou que nós devemos reduzir drasticamente os gastos do governo "para diminuir a pressão das taxas de juros" – a

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odo mundo gosta de ler notícias sobre o progresso e o desenvolvimento dos países e das populações: mais renda, mais emprego, menos doenças, menos mortalidade, mais conforto, mais felicidade. Pouca gente se lembra de que, ao mesmo tempo em que o mundo do bem progride, o do mal também evolui. O número de ladrões, traficantes, sequestradores e outros malfeitores continua a evoluir em quantidade e sofisticação, em todos os países do mundo. Assim, as máfias de todo o planeta estão se aperfeiçoando cada vez mais, conta o professor Federico Varese em Mafias on the Move: How Organized Crime Conquers New Territories (em português, "Máfias em movimento: como o crime organizado conquista novos territórios", editora Princeton University Press, 288 páginas. Quem tiver familiaridade com a língua inglesa pode ler o primeiro capítulo do livro em http://press.princeton.edu/ chapters/s9344.pdf). Como professor de criminologia e diretor do Instituto Extra-Legal de Governança da Universidade de Oxford, na Inglaterra, Varese estudou organizações

Autor é criminologista

PAUL KRUGMAN

Kevin Lamarque/Reuters

e você ficou chocado com o relatório sobre emprego divulgado na sexta-feira, 8 de julho, se você achava que estávamos indo bem, fomos surpreendidos pelas más notícias, você não estava prestando atenção. O fato é: a economia dos EUA tem estado presa há um ano e meio. Contudo uma passividade destrutiva tomou conta de nosso discurso. Ligue a sua TV e verá alguns intelectuais pedantes declarando que não se pode fazer muito sobre os problemas de curto prazo da economia (lembre-se: esse "curto prazo" agora está em seu quarto ano) e que em vez disso deveríamos nos focar no longo prazo. Isso está piorando a situação. A verdade é que criar empregos numa economia deprimida é algo que o governo podia e deveria estar fazendo. Sim, existem obstáculos políticos gigantescos à ação – particularmente o fato de a Câmara dos Deputados ser controlada por um partido que se beneficia da fraqueza econômica. Mas a paralisia política não deveria se misturar à realidade econômica. Nosso fracasso em criar emprego é uma escolha, não uma necessidade – uma escolha justificada por uma séria de desculpas que sempre estão mudando. – Desculpa número 1: logo ali depois da esquina, há um arcoíris no céu. Lembra-se dos "brotos verdes"? Lembra-se do "verão da recuperação"? As autoridades continuam declarando que a economia está no conserto – e Lucy continua tirando a bola de futebol. Porém essas ilusões de recuperação têm sido uma desculpa para não fazer nada enquanto a crise de emprego infecionava. – Desculpa número 2: medo do mercado de títulos. Há dois anos, o The Wall Street Journal declarou que as taxas de juros das dívidas dos EUA deveriam disparar logo a não ser que Washington parasse de tentar combater a crise econômica. Desde então, alertas sobre o ataque iminente dos "vigilantes dos títulos" têm sido usadas para atacar qualquer gasto na criação de emprego. Mas a ciência econômica básica afirmou que os juros iriam continuar baixos enquanto a economia estivesse deprimida – e a

mesma pressão, eu suponho, que empurrou essas taxas a baixas quase recordes. – Desculpa número 3: é culpa dos trabalhadores.

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desemprego disparou durante a crise financeira e depois dela. Então, parece bizarro afirmar que o verdadeiro problema está com os trabalhadores – que milhões dos norte-americanos que estavam trabalhando quatro anos atrás, mas não estão trabalhando hoje de alguma forma não têm as habilidades das quais a economia necessita. Contudo é isso que se escuta de

muitos intelectuais atualmente. O desemprego alto é "estrutural", dizem eles, e exige soluções de longo prazo (o que significa, na prática, não fazer nada). Pois bem, se realmente houvesse uma incompatibilidade entre os trabalhadores que temos e os trabalhadores dos quais precisamos, os trabalhadores que têm as habilidades certas e assim são capazes de encontrar empregos deveriam estar recebendo grandes aumentos salariais. Não estão. Aliás, a média salarial de fato caiu no mês passado. – Desculpa número 4: nós tentamos estimular a economia, mas não funcionou.

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Todo mundo sabe que o presidente Barack Obama tentou estimular a economia com um enorme aumento nos gastos do governo e que isso não funcionou. Mas o que todo mundo sabe está errado.

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ense nisso: onde estão os grandes projetos de obras do governo? Onde estão os exércitos de funcionários públicos? De fato há meio milhão de funcionários públicos a menos do que quando Obama assumiu. Então o que ocorreu com o estímulo? Grande parte dele consistia em cortar impostos, não em fazer gastos. A maioria da parte restante

ssim vamos resumir: a economia não está consertando a si mesma. Não existem obstáculos reais à ação do governo. Tanto a vigilância dos títulos e o desemprego estrutural só existem na imaginação dos intelectuais. E se o estímulo econômico parece ter fracassado, é porque ele nunca tentou realmente. Ouvindo o que pessoas supostamente sérias dizem sobre a economia, você poderia pensar que o problema era "não, não podemos". Mas a realidade é "não, não iremos". E qualquer intelectual que reforce essa passividade destrutiva é parte do problema. PAUL KRUGMAN É ECONOMISTA, COLUNISTA DO

NEW YORK TIMES E PRÊMIO NOBEL DE ECONOMIA DE 2008 TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA

A EVOLUÇÃO DA MÁFIA criminosas do mundo inteiro, mas concentrou-se mais nas da Rússia, da China, dos Estados Unidos e da Itália. Seus estudos baseiam-se em registros policiais de 1990, e mostraram que as máfias se expandem, sim, mas não exatamente como as tendências da globalização pareciam indicar. Na verdade, quando essas máfias agem em países diferentes dos seus, na maioria das vezes estão em lícitas operações de negócios, como investimentos em bolsas de valores, aplicações imobiliárias e de outros tipos. Como manda a lei do menor esforço, essas organizações procuram o maior conforto possível, praticamente "sem sair de casa", a não ser em último caso. arese não toca na questão dos crimes cibernéticos, cometidos por gangues internacionais, assessoradas por programadores talentosos que buscam roubar senhas bancárias de indivíduos e invadem servidores pelo mundo afora em busca de bancos de dados contendo números de cartões de crédito. Em diversas ocasiões, policiais de vários países descobriram transações envolvendo a venda desses bancos de dados. Mas não há registros de que a máfia esteja agindo na internet em seu estilo clássico, ou seja, dando (e cobrando) proteção a hackers e outros agentes desse meio. Mas não é segredo também que tanto os

qualquer outro status que garantisse sua permanência nos Estados Unidos, eles foram detidos e deportados. Por isso, o ressurgimento deles nos países da América Central parecia uma expansão, mas eles acabaram indo para lá por força das leis do país. e certo modo, quem fez alguma expansão internacional foi a máfia russa, a Solntsevskaya. Com a queda do muro de Berlim e o fim da União Soviética, ela surgiu com grande força – cinco mil membros, que sobrevivem principalmente de extorsão. O que esses mafiosos faziam com grande maestria era cobrar proteção dos empresários, sob a ameaça de queimar suas propriedades ou levar fiscais da receita a vasculhar seus registros contábeis. Uma série de disputas internas e dezenas de assassinatos, no entanto, fizeram com que muitos dos integrantes da Solntsevskaya deixassem o país e fossem para a Itália, talvez em busca de inspiração, mas também para investir em negócios decentes como a exportação de móveis, como demonstraram as agências de segurança internacionais. À discrição demonstrada na Itália, contudo, opõe-se a truculência e exposição dessa máfia na Hungria. Desgarrado da União Soviética, o governo húngaro e a justiça do país não tinham instrumentos suficientes para solucionar disputas em torno de

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mafiosos quanto criminosos de todas as outras categorias estão se sofisticando cada vez mais e utilizando a internet como suporte: até os bicheiros do Brasil já registram as apostas de seus clientes em máquinas como as de cartões de crédito, conectadas aos servidores por meio das redes de celulares 3G ou da própria internet. Quando os mafiosos de Los Angeles começaram a ser

encontrados agindo na Guatemala, a imprensa americana supôs que era um caso de globalização dos negócios, mas não foi isso o que aconteceu. Essa migração foi totalmente forçada – as gangues latinas que agiam na Califórnia durante a década de 80 emigraram porque seus chefes foram expulsos do país. Como não tinham visto de trabalho, residência nem

PAULO BRITO propriedades. Foi esse o grande negócio da máfia, que era paga pelos endinheirados húngaros para proteger ou tomar propriedades. A essa altura, não havia dificuldades sequer para recrutar pessoal, já que uma grande quantidade de militares haviam abandonado o exército vermelho e estavam à procura de trabalho. arese não deixou de dar uma olhada na Ásia, com especial cuidado em Taiwan, em Hong Kong, os pontos mais contaminados pela cultura ocidental. Uma das coisas que aconteceu nesses dois lugares foi que a polícia chinesa acabou expulsando os mafiosos asiáticos para a china continental. Chegando lá, no entanto, eles não encontraram facilidades para levar uma vida criminosa, muito menos no mesmo negócio anterior – a extorsão. Sabe-se que esse é um negócio explorado por policiais, o que tem levado os mafiosos a preferir uma vida mais calma, investindo em hotéis e fábricas.

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PAULO BRITO É JORNALISTA, GRADUADO EM

ECONOMIA E MESTRE EM COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA


DIà RIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 13 de julho de 2011

13 de Julho

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Santa Teresa de s Jesus dos Ande

Solução

eresa de Los Andes Ê a primeira santa chilena. Desde menina, cultivou profundo amor à Eucaristia. Aos 19 anos (1919), ingressou no Mosteiro Carmelita de Los Andes e por suas virtudes e intensa dedicação a Deus chegou à santidade. Morreu de febre tifóide onze meses depois.

                  

             

            

             

 

    

 

      

      



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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 13 de julho de 2011

5 APLAUSO Base aliada deixa a audiência pública de Luiz Antonio Pagot satisfeita

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DECEPÇÃO Já a oposição considerou que diretor do Dnit se contradisse

Lula Marques/Folhapress

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diretor afastado do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transporte (Dnit), Luiz Antonio Pagot, refutou as acusações contra ele de superfaturamento e integração de esquema de propina. Durante audiência pública ontem pela manhã nas Comissões de Infraestrutura (CI) e Fiscalização e Controle do Senado, ele focou seu depoimento em explicações técnicas sobre o funcionamento do órgão. Pagot ressaltou que existe um conselho de administração e um conjunto de diretorias que tomam decisões no Dnit, eximindo-se da responsabilidade de decidir isoladamente sobre a condução das obras. Aparentando tranquilidade e segurança, Pagot explicou que trabalha na direção do Dnit de forma integrada com as diretorias do órgão. "Nós apenas sugerimos, não decidimos", alegou. Ele acrescentou que o fluxo e volume das obras exigem, ao longo da execução, a revisão do orçamento inicial do projeto. "Em função do fluxo e volume (das obras), temos de ampliar o escopo das rodovias", justificou. Pagot citou o exemplo das obras na BR-101 em Santa Catarina, nas quais após as exigências para o licenciamento ambiental da obra, apresentaram elevação do investimento em R$ 1 bilhão. Acompanhe, a seguir, os principais tópicos do depoimento do diretor:

Licitações Pagot acrescentou que o Dnit criou um núcleo de licitações para elaborar os processos em conjunto com os órgãos de fiscalização e controle - Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria Geral da União (CGU). "O Dnit é extremamente fiscalizado e controlado", afirmou, na etapa final da exposição. Segundo ele, com a ajuda do TCU e da CGU, o Dnit criou um padrão de editais que imprimiu agilidade às licitações, cujo prazo médio passou de 12 para quatro meses. Ele ressaltou que antes dessa atuação conjunta com TCU e CGU, havia nove empresas atuando na área de consultoria de projetos, quando hoje há mais de 50. Ele também afirmou que, antes, cerca de 60 empresas conduziam as obras ligadas ao órgão, e hoje, mais de 300 empresas trabalham para dar conta da empreitada.

Paulo Bernardo Em seu depoimento, Pagot também fez a defesa do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Ele negou que Bernardo, quando ministro do Planejamento, tenha feito pedidos a ele para fazer aditamentos em obras do Dnit. Declarações atribuídas a Pagot por seus aliados do PR da-

damente para que o governo aconteça. Não quero ameaçar ninguém".

Homem-bomba, Pagot deu chabu Ao depor no Senado, diretor do Dnit refuta acusações de superfaturamento e propina e frustra oposição vam conta de que o ministro teria feito pedidos ao diretor sobre obras no Paraná. Pagot tratou isso como "invencionice" e "factoide" e defendeu o ministro. "Ele (Paulo Bernardo) nunca me exigiu, nem pediu nada", declarou. O diretor citou o exemplo de uma obra em Maringá, no Paraná. Pagot afirmou que quem fazia pedidos para a obra era o prefeito, Sílvio Barros (PP), e o ex-deputado Ricardo Barros (PP), e não o ministro. O diretor destacou que participava de reuniões com Bernardo da mesma forma como ocorreria com outros ministros dentro do âmbito do comitê gestor do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Pagot descreveu o ministro como "extremamente exigente", assim como sua esposa, Gleisi Hoffmann, atual ministra-chefe da Casa Civil Descompostura Pagot esclareceu aos senadores que está em férias, e não afastado temporariamente do cargo. Em resposta ao senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), ele negou que as cúpulas do Dnit e do Ministério dos Transportes tenham enfrentado uma "descompostura" da presidente Dilma Rousseff. O tucano perguntou se ele confirmava a informação da revista Veja de que Dilma tenha afirmado, em reunião com as cúpulas do Dnit e dos Trans-

portes, que esses órgãos estavam "descontrolados" e que seus gestores "precisavam de babás". O diretor do Dnit respondeu que não acredita em "ministério descontrolado". Ele confirmou a reunião com a presidente, mas ressaltou que as cobranças de Dilma sempre foram respeitosas. "A presidente cobra de maneira veemente o que ela quer ver realizado. Esse é o estilo dela. Ela cobra tudo de forma enérgica e veemente, e exige o cumprimento fiel dos prazos", explicou Pagot. Cobranças Ele admitiu que o Dnit não conseguiu cumprir vários prazos, mas destacou que justificou cada atraso cobrado por Dilma, delimitando até onde ia a responsabilidade do órgão. Dilma, lembrou ele, era ministra da Casa Civil no governo Lula e gerente do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que tem boa parte das obras ligadas ao setor de transportes. Pagot afirmou que no tempo de ministra, a presidente chegou a questionar os preços das obras. "A ministra da Casa civil foi designada pelo presidente Lula para fazer o gerenciamento do Comitê do PAC. Ela comandava com outros ministros que dividiam as responsabilidades em cada área. Além do ministro coordenador da área, todos os órgãos de licenciamento (estavam envolvi-

dos), então, obviamente, lá atrás, ela, como coordenadora, questionou a questão do valor das obras". E completou: "A presidente Dilma sempre agiu e interagiu com os ministros com cobrança, determinação e exigências aos ministros. Ela não foi omissa em momento nenhum". Pagot reconheceu que Dilma, já na Presidência, fez uma reunião com a cúpula dos Transportes para reclamar dos valores. Ele disse que não estranhou a cobrança. "Obviamente, como fazia bastante tempo que a própria presidente não comparecia a uma reunião daquele tamanho

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Roberto Jayme/AE - 05/10/2006

Futuro Ao finalizar sua exposição, Pagot se disse "doido para voltar para a iniciativa privada". "Não sei do meu futuro. Sei de uma coisa: ninguém vai tirar minha capacidade de trabalhar. Eu estou doido para voltar para iniciativa privada. Tenho projetos, mas isso depende da presidente". (Agências)

Blairo Maggi (PR-MT) e Roberto Requião (PMDB-PR) acompanham depoimento: sem surpresas.

Além disse, segundo o presidente do DEM, atuais declarações de Pagot se confrontam com as anteriores po ns abi li daA i n d a a sde conjunta sim, Agripino de diretoria e lembra que as do conselho i nf o r ma ç õe s d e a d m i n i sde Pagot serão tração. checadas pe"O que ele los órgãos de dizia ontem controle. Ele ( se g u nd a - fe iacha que uma ra) ele desfez CPI sobre o cahoje (ontem). so seria mais Se a responsaq u e o r e c oAgripino: insatisfação. bilidade é dimendável, fusa não paremas lamenta ce que há um responsável". que o governo fará de tudo paEle reclamou também que ra evitá-la. Pagot não nominou, como era Já o líder do PSDB, Álvaro esperado, os responsáveis pela Dias (PR), qualificou de "insuposta rede de corrupção es- consistentes" os argumentos truturada no Ministério dos apresentados por Luiz AntoTransportes, transferindo para nio Pagot. "Ele fugiu de resposo Conselho de Administração tas a questões essenciais. O a responsabilidade pela libera- modelo é promíscuo? Há sução das obras. perfaturamento? Quem deter-

Sem ameaças Pagot ainda fez afagos ao governo e disse que eram falsas as informações de que ele poderia envolver novos integrantes do governo nas denúncias de superfaturamento e pagamento de propina no Dnit e no Ministério. "Esse é um governo que admiro, trabalho por ele, que faço empenho para que ele vá para frente. Eu trabalho desespera-

Sigilo fiscal Pagot anunciou que seus sigilos fiscal e bancário estão à disposição das autoridades, que podem investigar sua evolução patrimonial. "O meu sigilo fiscal bancário está aberto. O gerente da minha conta está autorizado a entregar meus extratos dos últimos 20 anos. Minhas declarações estão abertas, a evolução do meu patrimônio também".

Alan Marques/Folhapress

Agripino: 'Ele não foi convincente'

presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), afirmou ontem à tarde que o depoimento do diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, não foi convincente, e que ainda levantou controvérsias em relação às suas declarações dos últimos dias. Agripino chamou a atenção para o fato de que na segunda-feira Pagot atribuiu a um dos diretores do Dnit, Hilderaldo Caron, a responsabilidade sobre as decisões quanto a mudança de escopo e revisão dos orçamentos das obras. Ontem, no entanto, em seu depoimento a senadores, disse que todas as decisões do Dnit são colegiadas, em res-

que foi feita, eu não me surpreendi de ela ter se admirado que algumas obras estavam com o escopo bem superior aos registros iniciais que constavam nos balanços do PAC".

Demissão O diretor-geral do Dnit afirmou que, diante das denúncias do esquema de corrupção, "não houve a figura da demissão" por parte da presidente Dilma aos envolvidos. Segundo ele, houve apenas uma determinação para que os envolvidos fossem afastados. Pagot reforçou que está em férias até o dia 4 de agosto e que ainda responde pelo órgão. "Não teve figura da demissão. Ela (presidente) fez um pedido para que todas as pessoas citadas fossem afastadas. Eu não posso ser afastado. Ou sou demitido ou continuo no cargo e respondo". Pagot afirmou ainda que continua como "gestor do Dnit". Segundo ele, as férias foram programadas em novembro. No entanto, ele chegou a despachar no último dia 4, quando começavam as férias, tendo portarias que foram assinada publicadas no D i á ri o Oficial da União. O Planalto já informou que ele deve ser exonerado no retorno das férias.

minou? Quem comandou, quem participou e quem se beneficiou?", indagou o senador. Base aliada – O depoimento de Pagot produziu repercussão contrária entre os parlamentares da base aliada, satisfeitos por ele ter mantido uma linha técnica e se afastado de questionamentos políticos dos senadores da oposição. Pagot esteve à disposição dos senadores para falar das denúncias de irregularidades no órgão durante mais de cinco horas. "Ele tem conseguido responder a contento as questões", rebateu o líder do PT, Humberto Costa (PE). "A oposição, talvez, não esteja sabendo perguntar, ou não há fatos que justifiquem toda essa celeuma em torno do caso". (AE/ABr)

Bernardo Figueiredo é cotado para a vaga

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ausência dos senadores do PR no depoimento do diretor-geral afastado do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, ao Senado deveu-se às negociações para a escolha de seu substituto, que será indicado pela bancada. Um dos nomes cogitados para o lugar de Pagot é o do mineiro Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Na avaliação do PR, Figueiredo tem três qualidades que agradariam o governo: o perfil técnico adequado ao cargo, o nome livre de envolvimento com irregularidades, e a simpatia da presidente Dilma Rousseff. Antes de assu-

mir a ANTT, Figueiredo trabalhou com Dilma quando ela era ministra-chefe da Casa Civil e coube a ela indicá-lo para o comando da agência reguladora. Ele foi subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil. Ao contrário dos deputados do PR, que ainda defendem a permanência de Pagot no cargo, os senadores já trabalham pela sua substituição, considerando que a presidente Dilma anunciou que Pagot será exonerado assim que voltar das férias. Dos seis senadores em exercício do PR, apenas dois compareceram à audiência pública: Blairo Maggi (MT) e Clésio Andrade (MG), como vice-líder da bancada. (AE)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Eu preferia um deputado (para Transportes), depois um senador, e depois o Passos. Lincoln Portela (MG), líder do PR.

olítica

Celso Junior/AE

Queremos pessoas certas nos lugares certos, com competência, experiência e honorabilidade. PAULO SÉRGIO PASSOS

Passos: troca de pessoas e mudanças Novo ministro defende a redução de aditivos nos contratos, entre várias outras medidas

O Paulo Sérgio Passos: oficializado ontem no Ministério dos Transportes mesmo sem uma nomeação oficial.

Dnit-SP vai às ruas contra corrupção Funcionários querem desfazer, com o protesto, a imagem negativa do órgão, depois da sequência de denúncias Victória Brotto

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ervidores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no estado de São Paulo (Dnit-SP) em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Federal do Estado de São Paulo o Sindsef-SP (Sindsef-SP) protestam hoje em São Paulo contra a corrupção e exigem a reestruturação do órgão, com o fim do apadrinhamento político e da terceirização do setor público. No Dia Nacional de Luta do Dnit, os servidores vão fazer a manifestação às 9h, em frente à sede do Dnit/SP na Vila Maria, zona norte da capital.

Os funcionários querem "refazer a honra do Dnit, que foi maculada com essa sequência de denúncias", afirmou o diretor do Sindicato e servidor do Departamento na capital, And r é Te i x e i r a Hernandes. O órgão foi envolvido nas denúncias sobre um esquema de corrupção no Ministério dos Transportes envolvendo superfaturamento e pagamento de propinas por empreiteiras. Falta de transparência – "Nós queremos refutar o que o ministro (Jorge Hage, sem partido, da Controladoria-Geral da União) disse sobre a corrup-

ção no DNA do Dnit. Nós não somos corruptos, somos funcionários públicos", disse Hernandes. A grande dificuldade, segundo o funcionário do Dnit de São Paulo, é a falta de transparência que decorre das int e r f e rê n c i a s políticas dentro do órgão. " P re c is a m o s de trabalho técnico, e não político". Não é a primeira vez que os servidores do Dnit/SP vão às ruas. Em 2008, a categoria fez greve, exigindo, além de mudanças nas práticas políticas do órgão, maior capacitação profissional e maior investimento em recursos humanos.

Até o fim da tarde de ontem, a superintendência do Dnit em São Paulo não se pronunciou sobre a manifestação, nem sobre as reivindicações. Dia de Luta – Além do protesto em São Paulo, haverá manifestações nas cidades de Brasília, Rio de Janeiro e nos estados de Alagoas, Rio Grande do Sul e Paraná. Em Brasília, o protesto será marcado por uma assembleia em frente ao Dnit e uma caminhada até o Ministério dos Transportes, apoiada por carros de som. A expectativa da diretoria do Sindsef é de adesão total dos 300 funcionários do Dnit no Distrito Federal e dos 50 na capital de São Paulo.

Copa: governistas pilotam obras Base aliada ganha poder de comandar a fiscalização das obras da Copa e as da Olimpíada também Leonardo Prado/Ag. Câmara

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epois de bate-boca e troca de acusações entre deputados da base governista e da oposição, criou-se ontem um grupo de trabalho no Congresso para fiscalizar os investimentos públicos para a Copa-2014 e a Olimpíada-2016. A manobra foi organizada por aliados do Planalto e agradou o PR, partido que é o autor do requerimento de criação desse grupo que estará subordinado à Comissão Mista de Orçamento. Na prática, o grupo vai tirar o poder da oposição de cobrar formalmente do governo explicações sobre o direciona-

mento de verbas. Antes da votação, o deputado Wellington Roberto (PRPB), autor da proposta, reagiu com gritos às críticas apresentadas pelo deputado Domingos Sávio (PSDB-MG). Exaltado, Roberto pediu que se respeitassem os futuros integrantes do grupo de trabalho. Nega que a iniciativa tenha sido pensada para limitar o trabalho da oposição. "Para mim não é um grupo de trabalho, mas um grupo de poder", retruca Sávio, dizendo que não há explicação para mais um grupo dentro de uma comissão que tem como principal função fiscalizar. (Folhapress)

Petrobras assina contrato de R$ 300 mi

Bate-boca: deputado Wellington Roberto diz que a iniciativa não foi pensada para limitar o trabalho da oposição.

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CGU vai investigar Barbosa Comissão foi instaurada apurar denúncias de enriquecimento ilícito de assessor de Alfredo Nascimento

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Controlador ia-Geral da União instaurou, ontem, uma comissão destinada a fazer uma Sindicância Patrimonial para apurar as denúncias de enriquecimento ilícito de Mauro Barbosa, ex-chefe de gabinete do ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento – um dos primeiros demitidos na

crise do setor, desencadeada no fim de semana passado. Mauro Barbosa, que é funcionário de carreira da CGU (analista de finanças e controle, está afastado do órgão há mais de sete anos), tão logo deixou seu cargo no Ministério dos Transportes, tratou de entrar em férias por 30 dias. Ele comunicou sua deci-

Lula Marques/Folhapress

Barbosa: mansão em obras já é avaliada em mais de R$ 4 milhões.

são à Controladoria, a exemplo do que fez o diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot. A comissão tem 30 dias para apurar as denúncias, que podem ser prorrogados por mais 30 dias. Mauro Barbosa é analista de finanças e controle na CGU, mas está afastado do órgão desde 2004. Primeiro, ele foi cedido para a Câmara dos Deputados e, em seguida, para o Dnit e depois, finalmente, para o Ministério dos Transportes. Assim que terminarem as suas férias, ele deverá se apresentar à CGU. Pela legislação, seu chefe imediato poderá afastá-lo por até 120 dias, sem prejuízo financeiro, mas somente depois que se passarem os primeiros 30 dias e a sindicância estiver bem encaminhada é que a CGU tomará uma deci-

m i n i s t r o d o s portes) "até esse momento tem Transportes, Pau- se revelado profissional reslo Sérgio Passos, ponsável, dedicado às tarefas re c é m - o f i c i a l i z a- que dizem respeito ao Dnit" e do no cargo, disse ontem que não ter nesse momento "nevai fazer ajustes para trabalhar nhum registro que possa dedentro das "melhores regras de por contra sua pessoa". E o boato de que o atual diadministração pública". Entre as mudanças, ele enu- retor-geral da ANTT, Bernarmera troca de pessoas no setor, do Figueiredo, assuma o Dnit? modificações de procedimen- Ele diz não ter informação sotos e a redução de aditivos nos bre as próximas nomeações. Irritação – A nomeação de contratos, por meio da adoção do modelo de empreitada glo- Passos deixou a bancada do PR na Câmara insatisfeita. Lidebal nas obras de transporte. O novo ministro disse que já ranças alegam que foram avisados da decidiscute licitar são da presiobras mais dente Dilma "objetivamenRousseff pela te", a partir de Não se deve imprensa, projetos execonfundir gestão apesar de a cutivos, e não ministra Ideli se baseando administrativa de Salvatti (Relaem projetos uma pasta com ções Institubásicos, como os aspectos da cionais) ter diacontece relação política, to, na semana atualmente. isso não se mistura. passada, que o "Os projetos cargo seria inexecutivos dePAULO SÉRGIO PASSOS dicado pelo t a l h a m m ePR. lhor a obra, Deputados do PR se reunievitando reavaliações". Segundo ele, novas contra- ram com o líder Lincoln Portetações não serão necessaria- la (MG) e avaliam que o Palámente do PR. "Queremos pes- cio do Planalto deveria ter feito soas certas nos lugares certos, um gesto público mostrando com competência, experiência estar preocupado com a sigla, e que deveriam ter sido ouvidos e honorabilidade". Questionado sobre a atua- antes da definição de Passos. "Deixei claro que a escolha é ção do deputado Valdemar da Costa Neto, disse que "não se da presidente. Eu preferia um deve confundir gestão admi- deputado (para Transportes), nistrativa de uma pasta com os depois um senador, e depois o aspectos da relação política, Passos. Já que o partido foi inessas coisas não se misturam". formado que poderia fazer a Dnit – Sobre Luiz Antônio indicação (para o Ministério), Pagot, afirmou que o diretor tinha que que ter sido informado Dnit (Departamento Nacio- do, e isso não aconteceu", afirnal de Infraestrutura de Trans- mou Lincoln. (Folhapress/AE)

são em relação ao seu destino. O afastamento normalmente só ocorre em caso de o funcionário atrapalhar as investigações. Mauro Barbosa está construindo uma mansão de 1,4 mil m² no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, avaliada em mais de R$ 4 milhões. Reportagem da revista Veja classifica de "mensalão do Partido da República" denúncias de favorecimento a empreiteiras, superfaturamento em obras e cobrança de comissões no Ministério dos Transpor tes. Segundo a CGU, no Ministério dos Transportes há pelo menos mais 150 processos administrativos disciplinares em andamento. Há ainda mais 18 instaurados pela Controladoria, todos também em andamento. (AE)

Petrobras já assinou o contrato de R$ 300 milhões com a Manchester Serviços Ltda., fruto de uma licitação fraudada em março deste ano. A estatal havia sonegado essa informação até ontem. Por escrito, depois de três dias de questionamento, informou que o contrato foi assinado no dia 1º de julho. A Manchester pertence (em 50%) ao senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. No domingo, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que um diretor da Manchester reuniu-se por mais de três horas

com uma concorrente, a Seebla Engenharia, no dia 30 de março, um dia antes da abertura das propostas. A Petrobras confirmou ainda que, durante o processo licitatório, não revelou o orçamento estimado do contrato às sete empresas que participaram da disputa. "A estimativa não é divulgada em nenhum momento pois poderia balizar outras licitações e ferir os interesses comerciais da companhia", informou. Ou seja, o sigilo do orçamento, como pretende o governo nas licitações da Copa do Mundo, não impede o conluio entre empresas. (AE)

Brizza Cavalcante/Ag. Câmara

Senador Eunício Oliveira: sua empresa fechou contrato com a estatal, mas ele diz que está afastado da gestão desde 1998.


p Tucanos criticam Dilma por inflação e PAC DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 13 de julho de 2011

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A inflação estourou o teto e estamos com juros altíssimos, endividamento da sociedade e baixa capacidade de investimento. Duarte Nogueira (SP), líder do PSDB na Câmara.

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Avaliação dos seis meses de governo feita pelo PSDB aponta perda do poder aquisitivo por força da alta inflacionária. Documento também condena atrasos em obras. Saulo Cruz/Ag. Câmara - 25/04/2011

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Duarte Nogueira: Dilma virou "refém da gastança" do governo Lula, que lhe deixou uma "herança maldita"

PT e PMDB festejam boda com bolo Legendas comemoraram a união com bonecos de Dilma e Temer como um casal blicou uma foto do almoço com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. O topo do bolo trazia dois bonecos (semelhantes aos tradicionais noivinhos dos bolos de casamento), lembrando Dilma e Temer. A foto foi postada com o seguinte comentário de Maia: "Participa de almoço com líderes partidários e comemora a boa relação PTPMDB com a presençaa da ministra Ideli Salvatti". Boicote – Em clara demonstração de incômodo com a escolha do novo titular do Ministério dos Transportes, o comando do PR na Câmara decidiu boicotar o almoço na casa de Teixeira à ministra Ideli Sal-

vatti e demais aliados. "Estou tentando sair daqui (da Câmara) e ir lá", desconversou o líder do PR, Lincoln Portela (MG). Já o deputado Luciano Castro (RR) ironizou: "Não fomos ao almoço porque estamos de regime". A nomeação de Paulo Sérgio Passos para o ministério deixou a bancada do PR na Câmara insatisfeita. O que mais irritou o partido foi a forma de condução do processo. Lideranças alegam que foram avisados da decisão da presidente pela imprensa, apesar de a ministra das Relações Institucionais ter dito, na semana passada, que o cargo seria indicado pelo PR. (Folhapress)

Ed Ferreira/AE

A ministra Ideli Salvatti, o presidente da Câmara Marco Maia e líderes: "Amor à 15ª vista".

R$ 16 bi para a agricultura familiar Ao lançar ontem o plano, Dilma voltou a agradecer "herança bendita" de Lula

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presidente Dilma Rousseff atribuiu ontem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, avanços na política agropecuária nacional e voltou a dizer que recebeu "herança bendita" da gestão anterior. A expressão já havia sido usada pela presidente na segunda-feira, em cerimônia de entrega do Prêmio Anísio Teixeira, em resposta aos que avaliam que ela está se afastando de seu padrinho político. "Eu queria reconhecer em público no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva um grande defensor da agricultura familiar", disse na cerimônia oficial de lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012. "Recebi herança bendita no que se refere a toda política de desenvolvimento familiar e de toda a atividade agropecuária do Brasil". A presidente ressaltou que a agricultura familiar tem sido responsável pela redução da desigualdade social e que a atividade familiar se transforma a cada dia em uma "verdadeira sustentação da qualidade de

O boletim tucano foi baseado em estudo feito por técnicos do partido e, além do PAC, analisa também a inflação, a carga tributária e o atraso nas obras para a Copa do Mundo de 2014. "A inflação estourou o teto e estamos com juros altíssimos, endividamento da sociedade e baixa capacidade de investimento. Temos que sair dessas armadilhas. No caso do governo, sair do discurso para a prática", avaliou Nogueira. Corrupção – O Diário Tucano aborda as crises políticas e os casos de suspeita de corrupção pelos quais passou o governo Dilma nesses seis primeiros meses. A publicação retoma o caso dos aloprados, que coloca em suspeita o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante; as acusações de cobrança de propina no Ministério dos Transportes, que derrubaram Alfredo Nascimento; a crise em torno da queda do ex-ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, que multiplicou por 20 seu patrimônio em quatro anos; e novas falhas detectadas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). (AE)

mostram que Dilma passou o primeiro semestre "refém da gastança promovida pelo governo Lula, que deixou uma verdadeira 'herança maldita' para sua sucessora". O parlamentar ainda questiona a capacidade administrativa da presidente. "A baixa execução do PAC é decorrente de incapacidade gerencial por parte do governo na execução das obras". O balanço que os tucanos fizeram do PAC destaca ainda os atrasos na execução de projetos ligados à saúde. Informa que das 24 unidades orçamentárias do PAC no primeiro semestre a de menor execução foi a da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), com pagamentos autorizados de 0,01% dos R$ 863 milhões previstos. O documento destaca também que não foi realizado, em 2011, nenhum pagamento que seria destinado à construção de unidades básicas de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). "Na campanha, Dilma prometeu construir 500 dessas unidades", relembra o informativo.

Tiririca e Romário, os assíduos Palhaço e ex-jogador estiveram presentes em 100% das sessões na Câmara

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os 513 deputados federais que exercem atualmente o mandato na Câmara dos Deputados, apenas 35 compareceram a 100% das sessões deliberativas no primeiro semestre, de acordo com levantamento feito pelo portal G1, com base em dados de presença em plenário. E entre os deputados com 100% de presença figuram Tiririca (PR-SP) e Romário (PSBRJ). Logo após assumir o mandato, o deputado e ex-jogador Romário foi flagrado jogando futevôlei em uma praia do Rio no mesmo horário de uma sessão na Câmara. Como a sessão não era deliberativa, a presença não era obrigatória. O levantamento considerou apenas as sessões deliberativas – aquelas em que há propostas para serem votadas no plenário. Os dados, obtidos pelo site da Câmara, consideram as sessões de fevereiro, início da legislatura, até 7 de julho, sexta-feira passada. O percentual de 100% de presença vale para o total de sessões em que o deputado estava no exercício do mandato. No caso de suplência, quando um deputado se licencia para assumir um cargo no Executivo, o substituto pode ter contabilizado menos sessões deliberativas do que um deputado veterano. (Agências)

Dorivan Marinho/AE - 29/06/2011

Leonardo Prado/Ag. Câmara - 01/06/2011

Em todas: em seus primeiros mandatos, Tiririca (acima) e Romário estão entre os 35 deputados, dos 513 da Câmara, que compareceram a todas as sessões deliberativas.

Roberto Stuckert/Presidência de República

Patriota enfrenta constrangimento

O Dilma em Francisco Beltrão, no Paraná: relembrando Lula, de novo.

alimentação do povo". "Temos a obrigação de, por meio da agricultura familiar, transformar o brasileiro que está à margem da linha da pobreza em consumidor e produtor. Para ser uma das maiores economias do mundo, o País precisa, do esforço do agricultor familiar". Na cerimônia, promovida em Francisco Beltrão (PR), o governo federal anunciou um pacote de medidas para o setor, como garantia de preços mínimos para a agricultura familiar, aumento do limite de fi-

nanciamento e redução de taxas de juros máxima de investimento. O programa destina um montante de R$ 16 bilhões para o setor, R$ 7,7 bilhões para investimentos e R$ 8,3 bilhões para custeio. Os recursos, segundo o governo federal, já estão disponíveis nas instituições financeiras. Segundo Dilma, a agricultura familiar no Sul do País é um exemplo de como se pode ter na agricultura familiar uma produção que prime pela qualidade e capacidade de elevar a renda dos que dela participam. (AE)

chanceler Antonio Patriota deparou-se ontem, no Departamento de Estado, com a embaraçosa tarefa de consolidar a liderança do Brasil, ao lado dos EUA, na Parceria do Governo Aberto, justamente no momento em que as denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes ocupam o topo da agenda do Planalto. Patriota foi cobrado pela imprensa e respondeu "não haver dificuldade para o País de conciliar os compromissos" de um governo aberto. Ele ponderou que países desenvolvidos "também têm situações de falta de transparência". Para ele, a parceria com os EUA mostra "uma evolução gradual. A secretária de Estado americana, Hillary Clinton e Patriota trocaram elogios ao anunciar uma iniciativa internacional para promover a transparência dos governos no m u n d o . A P a rc e r i a s o b re Transparência Governamental – capitaneada pelo Brasil e

pelos EUA – é o primeiro projeto conjunto de escopo internacional a ser lançado após Dilma Rousseff assumir a Presidência, em janeiro.

Analistas políticos americanos têm se referido a uma melhora nos laços entre Brasil e EUA desde a mudança de governo. (AE/Folhapress) DC

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nquanto o PR ensaia uma rebelião pela perda do Ministério dos Transportes, o PMDB valoriza sua aliança com o governo Dilma. Ontem, o partido deu um elaborado bolo ao PT com as imagens de Dilma Rousseff ao lado do vice-presidente Michel Temer. Além das bandeiras das duas siglas, uma inscrição dizia: "Amor à 15ª vista" (numa referência ao número do PMDB, 15). O mimo foi oferecido ao PT durante um almoço entre líderes oferecido pelo petista Paulo Teixeira (SP). Em seu perfil no Twitter, o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), pu-

s parlamentares do PSDB na Câmara e no Senado criticaram a perda do poder aquisitivo do consumidor com uma inflação em alta nos primeiros seis meses da administração Dilma Rousseff (PT). Edição especial do Diário Tucano, informativo das bancadas tucanas no parlamento, divulgado ontem, destaca que o teto da meta de inflação, de 6,5%, foi rompido em abril quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 6,51%. O documento também detalha o atraso nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e aborda denúncias de corrupção no Executivo federal. O informativo do PSDB faz um balanço do PAC no governo Dilma e aponta que dos R$ 40,2 bilhões reservados ao programa, no Orçamento de 2011, só R$ 1,9 bilhão (3,91%) foram pagos no período, enquanto os restos a pagar somaram R$ 10,6 bilhões, ou 32,2%. O líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP), afirma que esses números

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 13 de julho de 2011

ACIDENTE NUCLEAR Confirmado no Japão consumo de carne contaminada de Fukushima

O que os rebeldes comemoram? França diz que Kadafi está pronto para deixar o poder. Para a oposição líbia, a renúncia tem data marcada: o final do Ramadã.

O primeiro voo do aeródromo de Rhebat foi recebido com festa pelos rebeldes. A região, ao sul de Trípoli, é considerada estratégica para o avanço dos rebeldes até a capital líbia.

Uma perda para Karzai. E para os EUA. AFP - 16/08/09

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polêmico Ahmad Wali Karzai, irmão do presidente do Afeganistão e uma das figuras mais influentes do país, foi assassinado ontem por um assessor, em uma ação tida como um golpe aos esforços de diálogo com o Taleban. O crime deixa um perigoso vácuo político em Kandahar, no sul do país, berço do Taleban e foco dos Estados Unidos em sua campanha militar contra a insurgência. Ahmad Karzai também tinha um papel importante em promover a influência do seu irmão Hamid no sul do Afeganistão, e o presidente agora pode ver sua autoridade ser minada na região. Surpresa - Ahmad Karzai foi morto a tiros em sua casa em Kandahar, enquanto recebia políticos e representantes de tribos locais. Ao final da reunião, um de seus mais próximos colaboradores, Sardar Mohammed, pediu uma conversa reservada em um escritório da casa. Quando estavam a sós, Mohammad, membro de alto escalão do seu aparato de segurança, e que já foi guarda-costas do próprio Hamid, puxou um revólver e disparou contra o peito e a testa de Ahmad Karzai. Ao ouvir os tiros, seguranças entraram na sala e atiraram contra Mohammad, que morreu na hora. Ahmad Karzai morreu en-

Shah Marai/AFP

Assassinato do irmão de líder afegão deixa um perigoso vácuo político em Kandahar, o berço do Taleban.

Polêmico: Ahmad Karzai tinha acesso aos insurgentes e aos EUA.

quanto parentes e convidados tentavam levá-lo ao hospital. Apesar de o Taleban ter assumido a autoria da ação, não está claro se o assassino agiu movido por desavenças pessoais com o chefe ou se atacou sob ordens do grupo insurgente. Articulador - Figura controversa, Ahmad Karzai, que tinha 60 anos, era acusado de ser um dos pilares do tráfico de ópio e da corrupção no Afeganistão,

FÔLEGO – O governo venezuelano mantém sua campanha para mostrar que o presidente Hugo Chávez está em franca recuperação, após passar por duas cirurgias para remover um câncer. Imagens foram veiculadas nos últimos dias mostrando Chávez fazendo alongamentos (foto), conduzindo uma reunião de gabinete e discursando para militares. Ontem, o líder respondeu aos apelos da oposição por mudanças. Segundo ele, a única transição que deve ser acelerada é o avanço para o socialismo.

ao mesmo tempo em que era respeitado pela capacidade de articulação política. Ahmad Karzai era o chefe da Assembleia Legislativa de Kandahar, mas era visto como figura política muito mais poderosa que o governador provincial. Os EUA dependiam dele para a delicada missão de dialogar com o Taleban. Segundo o jornal The New York Times, ele constava na lista de pagamen-

Morte coincide com visita de Sarkozy (à dir.) ao irmão Hamid

to da CIA, a agência de inteligência norte-americana. Adeus - A morte de Ahmad Karzai coincidiu com visita do presidente da França, Nicolas Sarkozy, que anunciou ontem em Cabul planos de retirar um quarto dos cerca de 4.000 soldados franceses até o fim de 2012. A saída de 1.000 militares franceses segue medida semelhante adotada pelo presidente dos EUA, Barack Obama, que

anunciou em junho a aceleração da retirada do contingente norte-americano. Segundo Sarkozy, quase todos os soldados franceses sairão até o fim de 2014. Depois disso, algumas unidades ficariam para treinar forças afegãs. A França participa da missão internacional no Afeganistão desde 2001. Ao menos 64 soldados franceses foram mortos em combates no país. (Agências) Ki Price/AFP

Divulgação/Reuters

E

missários de Muamar Kadafi estão em contato com membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para dizer que o líder líbio está pronto para deixar o poder, disse o governo da França, ontem, no mais recente sinal de uma possível solução negociada para encerrar a crise na Líbia. "Uma solução política é mais do que nunca indispensável e começa a tomar forma", afirmou o primeiro-ministro francês, François Fillon, a uma comissão parlamentar que aprovou ontem a continuidade das operações militares francesas na Líbia. As potências da Otan até agora tinham se centrado firmemente nos ataques aéreos e em apoiar os rebeldes que tentam derrubar Kadafi. Mas, após cinco meses de insurreição e sem nenhum sinal de avanço, a atenção está se voltando para uma solução política. Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, havia dito que os emissários do governo de Kadafi estavam em contato com diversos membros da Otan, embora ele tenha dito que ainda não havia negociações. "Emissários estão nos dizendo que Kadafi está pronto para partir, vamos conversar sobre isso", disse Juppé. "A questão não é mais se Kadafi vai partir, mas quando e como", afirmou o chanceler. "Todos estão em contato com todos. O regime líbio está enviando mensageiros para todos os lugares, para a Turquia, Nova York, Paris", disse Juppé à estação de rádio France Info. "Há contatos, mas nesse ponto não é uma negociação propriamente dita." Não estava claro quão confiável eram as informações dos emissários. Muitos observadores advertem sobre a necessidade de cautela nas conversas vindas do governo líbio, porque as propostas de paz anteriores acabaram em nada. Fontes afirmam que os enviados são assessores próximos a Kadafi que estão em contato com intermediários que falaram diretamente com o presidente francês, Nicolas Sarkozy. Avanço - Ali Tarhouni, ministro das Finanças e do Petróleo dos rebeldes, acredita que a saída de Kadafi está próxima. Segundo ele, um "avanço militar" poderá afastar o ditador ao final do mês do Ramadã, que começa em duas semanas. A declaração foi feita ontem, durante a inauguração de uma pista de pouso que ligará Benghazi, a capital rebelde, a Rhebat, cidade que fica ao sul de Trípoli. Segundo os rebeldes, o aeródromo será fundamental para fornecer suprimentos à região, que se tornou um dos principais campos de batalha dos rebeldes em seu avanço até a capital líbia, ainda controlada por Kadafi. (Agências)

Ammar Awad/Reuters

nternacional

WIKILEAKS Assange recorre a tribunal britânico para impedir sua extradição à Suécia

PRESSÃO – O magnata Rupert Murdoch (foto) foi convidado a comparecer diante de uma comissão parlamentar britânica para prestar esclarecimentos sobre o escândalo dos grampos. A audiência deve ocorrer no próximo dia 19. A repercussão vem prejudicando o império de Murdoch. Além de enfrentar uma queda nas vendas de seus jornais, o empresário também pode ver os seus esforços para comprar a empresa de comunicações BSkyB fracassarem. O Parlamento vota hoje moção pedindo para que ele desista do negócio.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 13 de julho de 2011

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9 FERIDOS Segundo os bombeiros, houve apenas um caso grave no acidente.

idades

OPERAÇÃO Operação dos trens na Linha 7 da CPTM é basicamente manual.

Choque de trens da CPTM: 42 feridos Acidente ocorreu na estação Palmeiras/Barra Funda. Duas composições da Linha 7-Rubi (Francisco Morato-Luz) se chocaram. Causas do acidente serão investigadas. Juca Varella/Folhapress

U

m trem da CPTM na Linha 7 é essencialmente (Companhia manual, com pouca Paulista de Trens automatização e intervenções Metropolitanos) que dependem das ações do bateu por volta das 13h40 de maquinista. É diferente, por ontem na traseira de outro que exemplo, da Linha 4-Amarela estava na plataforma da do metrô, na qual há trem sem movimentada estação condutor. Palmeiras-Barra Funda, na Na CPTM existe um zona oeste da capital paulista. limitador que deve reduzir a O acidente deixou pelo menos velocidade em determinados 42 passageiros feridos – quase trechos, além de sinais na via todos levemente. férrea (como semáforos) para Ele só não foi mais grave indicar a necessidade de porque a composição parada ou de desvios. Modernização – A responsável pela colisão – e companhia que não tem planos de conseguiu modernização parar – estava das linhas, a menos de 20 Queremos saber mas que km/h. Ela é se alguém deu o sofreram de 2010, um aval para ele atrasos e na dos modelos Linha 7 só mais novos de (maquinista) devem ficar trens prosseguir em prontos no comprados direção à estação. final de 2013. pela CPTM. O novo O que foi VALDIR ROSA, DELEGADO sistema pode atingido é permitir um antigo, de controle mais eficiente dos 1976. Ambos rodavam na trens, inclusive para reduzir, Linha 7-Rubi (Francisco com segurança, intervalos e Morato-Luz). distâncias entre eles. A CPTM abriu uma Segundo a CPTM, todos os sindicância para apurar as 20 trens que percorrem a causas. Na prática, pode ter Linha-7 passam por revisões havido tanto uma falha preventivas – cada humana, pela demora para composição é testada uma vez acionar a frenagem, como por semana, pelo menos. uma falha no sistema de As causas do acidente parada do trem ou na na também estão sendo sinalização da via. apuradas pela Polícia Civil, Feridos – Entre os feridos, que encaminhará à perícia houve só um caso mais policial o registrador de delicado, segundo Antônio eventos da cabine do trem Ferraz dos Santos, que trafegava pela linha comandante dos bombeiros. férrea. O aparelho registra Uma mulher sofreu diálogos do maquinista com traumatismo torácico. O operadores. maquinista saiu ileso. "Queremos saber se alguém Passageiros disseram que deu o aval para ele prosseguir houve confusão. em direção à estação", diz o No trecho da batida existe delegado Valdir Rosa, da um controle visual das Delegacia do Metropolitano operações. O condutor do (Delpom), que está cuidando trem é quem deve acionar os do caso. (Agências) freios. A operação dos trens

Vista da linha onde ocorreu o choque de trens da CPTM, no começo da tarde de ontem, na Estação Palmeiras/Barra Funda. Sistema de freios é manual. Juca Varella/Folhapress

Ferido é levado para o hospital. Segundo bombeiros, houve apenas um ferido grave na colisão de composições.

Ernesto Rodrigues/AE

TAM: MPF denuncia três por tragédia

À

s vésperas do quarto aniversário da tragédia do Airbus da TAM, em Congonhas, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia criminal contra Denise Maria Ayres Abreu, ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e contra dois diretores da TAM na época do acidente: Alberto Fajerman (vice-presidente de Operações) e Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro (Segurança de Voo). Os três denunciados pelo procurador da República Rodrigo De Grandis foram

acusados de ter exposto a perigo o Airbus A320, provocando o acidente e a morte de 199 pessoas naquela que é a maior tragédia da história da aviação brasileira. Era 17 de julho de 2007 quando o A320 da TAM, que vinha de Porto Alegre, chegou ao Aeroporto de Congonhas, na zona sul. Chovia e o avião estava com um de seus reversos (parte de seu sistema de freio) desativado. Os pilotos não conseguiram parar o avião, que atravessou a pista e foi bater em um prédio do outro lado da Avenida Washington Luís. A pista do

aeroporto havia sido reformada e liberada havia 20 dias sem o grooving - ranhuras na pista feitas para ajudar a frear os aviões. Denise, que foi afastada do cargo na Anac em meio ao caos aéreo que se seguiu ao acidente, é acusada pelo MPF de agir com imprudência por determinar a liberação da pista de Congonhas sem o grooving. Além disso, ela teria, mesmo sabendo das "péssimas condições de frenagem da pista, notadamente em dias de chuva", defendido a sua liberação no Tribunal Regio-

nal Federal da 3ª Região, que analisava o caso. Caso seja condenada, Denise pode ser condenada a até quatro anos de prisão. Diretores - No caso dos então diretores da TAM, ambos teriam sido negligentes porque teriam permitido que os aviões da TAM pousassem em Congonhas, apesar de terem conhecimento das péssimas condições da pista, "em especial nos dias de chuva". Os dois diretores também teriam sido neglig entes porque , nessas condições, não redirecionaram os aviões da

Rodrigo De Grandis, autor da denúncia: diretores foram imprudentes

empresa para pousar em outros aeroportos. No caso de Castro, ele é ainda acusado de não fiscalizar o comportamento de tripulações e ter deixado, a par-

tir de janeiro de 2007, "de informar aos pilotos da TAM que o procedimento de operação com o reversor desativado da aeronave A320 havia mudado". (AE)

Wilton Junior/AE

TELEFÉRICO – Militares fazem o patrulhamento na Estação Itararé do novo teleférico, no Complexo de Favelas do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro. A nova estação teria sido apedrejada por vândalos, por causa da lotação. A informação foi negada pela Supervia, que opera o equipamento. Segundo a companhia, houve apenas um "incidente" que resultou na quebra de um vidro da estação, inaugurada recentemente.

Ó RBITA

ARMAS NA PERUCHE

A

Polícia Militar interceptou a entrega de armamento de guerra em um barracão da Escola de Samba Unidos do Peruche, ontem. A PM encontrou fuzis e granadas após uma denúncia anônima. Segundo o telefonema, um homem entregaria no local armamentos para membros de uma quadrilha. A Peruche nega relação com a quadrilha e diz que o homem, que conseguiu fugir, era uma colaborador. (Agências)

TURISTA FERIDA

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ma turista francesa está internada na UTI do Hospital Geral de Salvador, depois de ser encontrada ferida na praia de Boipeba. No domingo, Mauro Gomes, o dono da pousada onde a turista de 61 anos estava hospedada, foi avisado que ela estava na praia, inconsciente. Segundo Gomes, ela estava com a orelha decepada e vários ferimentos na cabeça. Ela estava sem a parte de baixo do biquíni. (Folhapress)

POLÍCIA MATA

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os 129 casos de resistência seguida de morte que a Polícia Civil investiga há três meses, foram concluídas 30% das ocorrências. Em apenas uma delas foi considerado que o policial militar não agiu dentro da legitimidade, ou seja, assassinou a vítima. No total, segundo a polícia, 148 pessoas, sendo 8 adolescentes, morreram nesses casos de resistência seguida de morte no período. (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Estou muito satisfeito. Kemil Jarude, morador da Casa do Estudante

idades Fotos: Patrícia Cruz/Luz

Águias da USP cuidam do seu ninho no Centro Aos poucos, Casa do Estudante da Faculdade de Direito do Largo São Francisco está sendo revitalizada pelos moradores. Bruno Faria

À

semelhança de um homem raquítico que carrega o nome de Hércules, a Casa do Estudante da Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP), a julgar pela sua fachada maltratada, também tem um nome inadequado: Ninho das Águias. O prédio está precisando de reforma urgente, que desmente a pompa embutida na sua designação. A Casa fica no número 2044 da Avenida São João, próximo à Praça Marechal Deodoro. O seu recente passado de decadência reforça a má imagem que lhe foi imposta. Não é para menos. Ora estava com superpopulação proveniente de invasões dos sem-teto; ora estava praticamente às moscas, pois seus mo-

radores naturais, os acadêmicos, haviam sido afugentados pela precariedade do lugar. Um vídeo a respeito, transmitido pelo YouTube em 2008, deu a entender que o lugar não tinha mais jeito. A boa notícia é que o alojamento está retornando, aos poucos, aos seus bons dias. Os 18 apartamentos estão regular e adequadamente ocupados, somando cerca de 60 moradores. Não se vê mais o elevador fora de serviço por falta de manutenção. Tampouco há perigo de encontrar lixo atirado nos patamares e famílias de gatos rondando as escadarias. O estudante Kemil Jarude faz parte dessa nova geração de moradores. Veio do Acre e mora lá há oito meses. "Estou muito satisfeito", diz. Kemil repete uma tradição que vem desde 1949, quando a Casa foi inaugurada. Foram mais de 11 anos de cons-

Casa do Estudante da USP, na Avenida São João: prédio continua degradado, mas voltou a ser ocupado pelos estudantes da Faculdade de Direito

trução, pois o Centro Acadêmico XI de Agosto, responsável pela obra e dono do prédio, não tinha recursos para levantar um edifício em prazos convencionais. Doações – Assim, as diretorias daquela época recorreram aos meios que os estudantes sempre buscavam em situações como essas: doações, bailes e exibições do filme "Sempre Te Amei", em 1948. (Naquela época, as empresas de cinema faziam esse tipo de concessão). A Casa começou a nascer em 1936, quando o então presidente do Onze, Cícero Augusto Vieira, apresentou a ideia para beneficiar os estudantes pobres. O primeiro passo era obter um terreno e ele, nesse sentido, foi bater na porta do prefeito Fábio Prado (1934-1938). Em novembro do ano seguinte, cumpridos os trâmites legais, inclusive a

criação de uma lei a respeito, recebeu a escritura da área. Associação – Hoje, superada a fase de penúria, o prédio é administrado por uma Associação de Moradores, presidida pelo gaúcho Filipe Wells, de 25 anos. A associação tem uma renda mensal de R$ 10 mil, proveniente de três fontes: repasse do Fundo Onze de Agosto; a taxa de R$ 50, cobrada de cada morador e o aluguel de duas lojas no térreo. O orçamento é suficiente para os gastos triviais. O elevador, por exemplo, hoje funciona normalmente, assim como o salário do zelador, o "seu" Pedro, está em dia. Mas a pintura da fachada e das paredes internas, e a instalação de duas câmeras de segurança vêm sendo adiadas sucessivamente. O conserto do terraço, orçado em R$ 50 mil, cuja água acumulada da chuva se infiltra pelos apartamentos, também é assunto proibido. Minhocão – Filipe ocupa um quarto no quarto piso que, por ficar na altura do Minhocão, tem vidraça dupla permanentemente fechada para rebater o barulho. E, como os demais moradores, ele cumpre a obrigação de participar da limpeza e manutenção do seu andar. Filipe é uma espécie de veterano do lugar. Chegou a pegar os últimos momentos dos tempos difíceis, dos quais se lembra particularmente de um morador clandestino bizarro, que se intitulava guerrilheiro das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e dizia gostar de resolver as controvérsias a tiros. O morador clandestino faz parte de uma exótica fauna humana que passou por lá nesses 60 anos, atestando o clima de concórdia e de liberdade que sempre predominou no edifício. Não por acaso, nos dias de hoje a Casa abriga uma típica representante dessa prática. Trata-se da alemã Gerda Schröder, 74 anos, que é vizinha do presidente Filipe no quarto andar. Ela está lá desde 1968. Abandonou o curso no quinto ano, poucos meses antes de receber o canudo, mas continuou na casa, contrariando os regulamentos de que alunos formados ou que deixam a faculdade devem se mudar. Gerda sobreviveu fazendo crochê ou costurando para fora. Sua família veio de Thören, pequena vila no norte da Alemanha, para se instalar em Ijuí, no planalto gaúcho. Em certo momento, ainda menina, veio com a mãe, Hildegardt, para São Paulo. O seu apartamento lembra, pela frugalidade, uma espécie de cela conventual. O colchão ralo se apoia sobre um estrado. Há uma pequena mesa e duas estantes com livros e discos. O acervo das prateleiras indica alguma sofisticação nos livros em alemão, inglês, francês, espanhol e italiano, assinados por autores respeitáveis como Simone de Beauvoir (1908-1986). Também há um espelho, junto do qual há um retrato em preto e branco da mãe, uma bela mulher de cabelos escuros. O apartamento de Gerda tam-

Filipe Wells, presidente da Casa: orçamento apertado para as obras

Apesar das melhorias, reformas estruturais no prédio são necessárias

bém sugere que o tempo parou no seu interior. Não se vê televisão ou qualquer outro eletrodoméstico, muito menos computador. Apenas um rádio e a eletricidade dão conta de que a humanidade fez conquistas tecnológicas. O ambiente não está perfeitamente limpo, mas não se pode fazer nenhuma cobrança, pois a catarata faz Gerda enxergar apenas vultos, embora ela receba cuidados permanentes no posto de saúde da Barra Funda. A pro-

pósito, a catarata a obriga a andar se apoiando nas paredes. Temer – Gerda viu o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), e o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) passarem pelo local. Mas sua lembrança mais marcante é da poetisa Orides Fontela (1940-1998), Prêmio Jabuti em 1983 pelo livro Alba. Ambas eram amigas próximas. Pouco conhecida neste presente, no futuro, como ocorreu com tantos outros artistas, Orides terá o seu lugar.


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quarta-feira, 13 de julho de 2011

3 Elas põem a mão na argamassa º

EMPREGOS A nova loja do Sam's Club irá gerar 150 empregos diretos.

setor

11 2,5 MIL Projetos do Instituto Walmart beneficiam 2,5 mil mulheres no País.

Participantes do projeto Mulheres Construindo Autonomia mostram que o canteiro de obras também tem espaço para o sexo feminino Kelly Ferreira

Fotos: Newton Santos/Hype

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a n t e i ro d e o b r a s também é lugar de mulher. O trabalho é pesado, mas Cosmira Souza Nunes, de 38 anos, mãe de quatro filhos, não reclama. Foi assentando paredes de alvenaria que a ex-faxineira entrou no reduto masculino da construção civil. "Cansei de fazer limpeza em casas e decidi mudar de área. O serviço não é pesado. Pesado mesmo é fazer limpeza todos os dias", disse. Ao lado das companheiras de trabalho Margarida Oliveira, de 50 anos, e Helena da Cruz, de 32 anos, integram o time de 163 pedreiras formadas p e l o p ro g r a m a M u l h e re s Construindo Autonomia, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania, por meio de parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, do Governo Federal, que trabalham em uma grande obra da construção civil. Margarida também não se incomoda em fazer um serviço considerado mais masculino. "Queria terminar a minha casa e não tinha dinheiro para pagar um pedreiro. Decidi fazer o curso e trabalhar em obra. Nos fins de semana uso o que aprendi em benefício próprio. Até o fim do ano termino a obra lá de casa", disse. Já Helena da Cruz, encontrou na construção civil a chance que precisava para entrar no mercado de trabalho. "Passei a minha vida fazendo bicos, agora tenho registro em carteira", afirmou.

Margarida, Helena e Cosmira (acima) integram uma equipe de 50 mulheres pedreiras que trabalham na construção do primeiro Sam’s Club no ABC (abaixo). Elas fazem um pouco de tudo: assentamento, acabamento e retirada de entulho. Mais 200 serão contratadas para construção de outras unidades.

O serviço não é pesado. Pesado mesmo é fazer limpeza todos os dias. COSMIRA SOUZA NUNES, 38 ANOS, PEDREIRA

Inédito – A chance de colocarem em prática as técnicas aprendidas no curso, como assentamento de parede, colocação de argamassa e acabamento, veio da contratação de 50 mulheres pedreiras para a construção de uma unidade do Sam’s Club, do grupo Walmart. A primeira loja da rede a ser erguida na região do ABC paulista. Inédito no varejo brasileiro, o Sam’s Club de São Bernardo do Campo, no bairro Anchieta, será também o primeiro construído por mulheres. Até o final do ano, 200 delas serão contratadas em cidades que possuem cursos de formação profissional oferecidos pelas prefeituras locais e que também terão novas lojas da rede. "Estamos bem felizes com o resultado da contratação de mulheres pedreiras. Queremos até ampliar o projeto para outros estados onde o curso também é oferecido. Falta mão-de-obra na construção civil e tem campo para elas", disse a gerente de Relações Institucionais da rede, Mônica Moreira. O salário das mulheres pedreiras gira em torno de R$ 1,1 mil. Sexo oposto – Na obra não existe preconceito. Os homens respeitam o trabalho feminino e procuram atuar em equipe. O mestre de obras Valdomiro Luis da Silva se mostrou satisfeito com o desempenho das suas companheiras. "Elas estão indo muito bem. Em algumas áreas fazem o serviço melhor do que

Queria acabar a minha casa e não tinha dinheiro para o pedreiro. Fiz o curso e logo acabo minha obra. MARGARIDA OLIVEIRA, 50 ANOS, PEDREIRA os homens. É muito mais fácil trabalhar com elas, são mais flexíveis", disse. Joaquim Almeida Neto aproveita a experiência de 10 anos trabalhando como pedreiro para auxiliar as amig a s . " P ro c u ro s e m p re d a r uma dica para melhorar o desempenho na obra. Elas são muito atentas. Acredito que, se quiserem, poderão dominar a área da construção civil", afirmou. Segundo ele, falta mão-de-obra, o que abre uma oportunidade para as mulheres. "De sexo frágil elas não tem nada", disse. A p o st a – O Instituto Walmart investe há cinco anos em programas de geração de renda voltados ao público feminino. O resultado é mais de 2,5 mil mulheres – em conjunto com 25 ONGs – atuando em 32 projetos no Brasil. Um de-

les, realizado com o Centro Brasileiro da Criança e do Adolescente e a Casa de Passagem, gerou o recém-lançado livro Mulheres Gerando Renda, que registra o histórico, os objetivos e também a metodologia do projeto. Dentro do programa de formação para jovens oferecidos pelo Instituto Walmart, intitulado Escola Social do Varejo, as mulheres ocupam 60% das vagas – o que totaliza mais de mil jovens mulheres capacitadas. Além disso, nas salas de treinamento dos centros comunitários mantidos pela empresa mais de 400 mulheres já passaram por capacitação. "Acreditamos que as empresas do futuro serão aquelas que conseguirem atrair e reter esta força de trabalho femini-

Passei a minha vida fazendo bicos, agora tenho registro em carteira. HELENA DA CRUZ, 32 ANOS, PEDREIRA

na, bem como as sociedades mais avançadas serão aquelas mais inclusivas e que irão gerar mais condições para seu pleno desenvolvimento", salienta a vice-presidente de sustentabilidade do Walmart Brasil, Daniela de Fiori. Abertura - O clube de compras de São Bernardo do Campo, que será aberto ao público até o final do ano, vai gerar 150 empregos diretos na cidade, além de 450 indiretos. A loja terá 15 mil metros quadrados de área total construída e 5.800 metros quadrados de área de vendas, além de 228 vagas de estacionamento. Assim como as demais unidades do Walmart, o Sam's Club de São Bernardo será ecoeficiente, com redução no uso de água em 40%, de energia em 25% e na emissão de gases de efeito estufa em 30%. Esta será a 26ª unidade da rede no Brasil. Além da parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social, a companhia também firmou parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, para a seleção de 600 empregados, sendo 150 diretos e 450 indiretos, por meio da Central de Trabalho e Renda do município. O investimento na construção é de R$ 43 milhões.

São Bernardo sai na frente na capacitação

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cidade de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, saiu na frente para oferecer capacitação na área da construção civil para mulheres. O programa Mulheres Construindo Autonomia, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania, em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, do Governo Federal, que teve início em novembro de 2009, já capacitou 163 mulheres, sendo que a última turma se formou em maio deste ano. As alunas receberam certificado de conclusão nos cursos de alvenaria, pintura e texturização. O curso recebeu investimento de R$ 251 mil do Governo Federal e apoio das secretarias de Educação, Habitação e Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo. As participantes tiveram aulas teóricas e práticas sobre as técnicas da construção civil – assentamento de blocos e tijolos, chapisco, reboco, preparação de paredes para pintura, além de acabamentos como assentamento de pisos, azulejos e aplicação de textura e pintura. Também tiveram aulas sobre cidadania e direitos das mulheres, economia solidária, empreendedorismo, cooperativismo e associativismo. Para o segundo semestre as inscrições ainda não foram abertas. Mais informações nos telefones 4126-3764 ou 4127-0866.


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Com 8,5 metros de altura, 'Box', do argentino Pablo Curutchet leva 400 quilos de caixas de papelão e foi escolhida como uma das 14 instalações urbanas mais impressionantes do momento pelo site Neatorama. A obra foi instalada em Córdoba. http://bit.ly/npX2UP

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T ECNOLOGIA E M

C A R T A Z

O e-reader do Google Books

O VISUAIS

Mostra exibe a produção gráfica do artista plástico Glauco Rodrigues na Caixa Cultural. Av. Paulista, 2083. Conjunto Nacional. Grátis.

Google anunciou ontem os frutos de sua mais nova parceria, com a fabricante de eletrônicos iRiver: um e-reader totalmente integrado ao serviço que é hoje, possivelmente, maior acervo de livros digitalizados da web, a plataforma Google Books: o iRiver Story HD. O aparelho permitirá que o usuário acesse diretamente uma base de 3 milhões de títulos gratuitos e "centenas de milhares" de livros à venda, segundo Pratip Banerji, gerente

de produtos do Google Books. No caso de dispositivos com Android, iOS, ou em aparelhos como o Amazon Kindle e o Barnes&Noble Nook, o usuário precisa primeiramente baixar o arquivo e depois transferi-lo para o leitor. "Construímos a plataforma eBooks para ser aberta a editores, varejistas e fabricantes. Empresas como a iRiver podem usar as APIs e serviços do Google Books para conectar seus aparelhos ao catálogo de livros eletrônicos para acesso rápido", disse Banerji.

De acordo com o Google, outros aparelhos compatíveis com o Google eBooks estão a caminho. O e-reader da iRiver será vendido pelo preço sugerido de US$ 139,99 nos EUA. Além do acesso direto ao Google Books, quem comprar o iRiver Story HD poderá fazer o download dos livros diretamente para o aparelho de e-reader e armazenar o arquivo em uma prateleira "nas nuvens". O e-reader também tem teclado QWERTY, tela de seis polegadas e 2GB de memória interna (expansível via cartão).

AFP

Marcio Fernandes/AE

F UTEBOL

Todos querem Carlos Tevez Brasileirão. Mesmo diante da oferta milionária do Corinthians e do desejo declarado do atacante, o Manchester City não deve facilitar a saída de Tevez. Desde o começo do ano, o jogador tem afirmado para pessoas próximas que não deseja permanecer na Inglaterra e até já pediu para ir embora, mas o City não aceitou e decidiu mantê-lo no elenco. A ESPN.com.br, que diz ter ouvido duas fontes no time inglês, afirma que a proposta corinthiana não foi suficiente para seduzir o dono City – o xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan – e foi rejeitada. O site da BBC também diz que a a resposta já é "não". Para embolar esse meio de campo, o Flamengo se manifestou: "Sabemos que o Tevez é um jogador disponível no mercado e podemos tentar contratá-lo, por que não?", questionou ontem o vice-presidente de finanças do clube, Michel Levy, em entrevista à Rádio Globo.

I NTERNET

Chega ao País o site da infidelidade

Berçário animal Quem gosta de animais e zoológicos vai se divertir com o site ZooBorns. O site só divulga fotos e histórias de filhotes nascidos nos zoos mundo afora. A inspiração é o sucesso que alguns animais fizeram quando filhotes, como o urso Knut, do zoo de Berlim. Só no ZooBorns você vê juntos os filhotes de tigre do Zoo de Frankfurt [direita, acima], a raposa do Ártico do Aquário do Pacífico [esquerda] e o bebê de panda vermelho do Cleveland Metroparks Zoo [direita, abaixo]. www.zooborns.com

A STRONOMIA

A voltinha de Netuno Netuno, o planeta gasoso por excelência e o mais distante do Sistema Solar, completou ontem a primeira órbita desde que foi descoberto há 165 anos, quase por acaso, durante pesquisas sobre Urano. Para comemorar, a Nasa criou um site com fotos captadas pelo telescópio Hubble nas quais se pode observar os tons azulados do planeta. http://1.usa.gov/nxkViT

L OTERIAS Concurso 984 da DUPLA SENA Primeiro sorteio 01

A TÉ LOGO

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Pela Copa América, Brasil enfrenta esta noite o Equador, na primeira decisão da era Mano Menezes

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Advogado norte-americano defenderá César Cielo na apelação de condenação por doping

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Segundo sorteio 05

Fifa deve confirmar hoje que abertura da Copa do Mundo de 2014 acontecerá estádio do Corinthians

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www.ohhtel.com

PINCEL VERDE - O artista plástico Eduardo Cobra e sua equipe finalizaram ontem o painel "Welcome to Amazônia" no encontro das avenidas Rebouças e Consolação. A obra faz parte de uma série chamada "Green Pincel", que denuncia as agressões ao meio ambiente.

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Aqueles que desejam manter relações fora do casamento possuem a partir de agora a ajuda de um site especializado em facilitar encontros extraconjugais com discrição. O impulso para a pulada de cerca vem da Ohhtel, uma empresa americana com sede em Las Vegas que abriu um portal no Brasil. "Criamos Ohhtel para homens e mulheres que vivem a rotina de um casamento sem intimidade física, mas que não querem um divórcio", explicou a vice-presidente de operações no país, Lais Ranna, em comunicado. Uma das características do portal é que as mulheres têm acesso gratuito, enquanto os homens podem escolher entre o registro livre de taxas ou o modelo que exige o pagamento de tarifas. A Ohhtel afirma já contar com mais de 1,3 milhões de pessoas registradas no mundo todo. (EFE)

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O Corinthians quer, o Flamengo quer, e o próprio atacante Carlos Tevez disse, referindo-se ao Timão, "se me querem, eu vou". Mesmo assim, parece que um resgate brasileiro do craque argentino, preso por contrato ao inglês Manchester City até 2014, não será tão fácil. Ontem, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, confirmou que o time fez uma proposta oficial de cerca de R$ 90 milhões para trazer Tevez, um queridinho da torcida, de volta para o clube. Mas lembrou que o negócio precisa sair "até domingo", pois a janela de transferências internacionais no futebol brasileiro fecha no dia 20 de julho. Para adquirir 100% dos direitos de Tevez, o Corinthians se compromete a pagar os cerca de R$ 90 milhões em quatro parcelas nos próximos quatro anos, utilizando de 20% a 25% do dinheiro que receberá anualmente pelos direitos de transmissão dos jogos no

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Concurso 2642 da QUINA 22

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13 PERDIGÃO-SADIA Para presidente de comissão da Câmara, Cade aprovará fusão.

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MINERADORA A MMX, de Eike Batista, foi autuada em MG por danos ambientais.

Rodolfo Buhrer/ AE

Na hora de comprar, o que vale mesmo é o valor da prestação, que continua sendo considerada viável pelo consumidor.

Crescimento do comércio não cede Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE mostra alta de 6,2% em maio, ante igual mês de 2010. Fátima Lourenço

A

s medidas adotadas pelo governo desde o final de 2010 para reduzir o ritmo da demanda e inibir a oferta de crédito não retraíram a aquisição de produtos de maior valor agregado (carros, móveis e eletrodomésticos, por exemplo), como se esperava. Esse é o grande destaque da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de maio, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o estudo, o volume de vendas do varejo nacional cresceu 0,6%, na comparação com o mês anterior e 6,2% ante igual período do ano passado. "Os setores que mais cresceram foram exatamente os que

dependem de crédito", apontou um dos coordenadores da PMC, Nilo Lopes. Ele frisou que a situação dos preços foi mais forte que os efeitos das medidas de contenção no desempenho de vendas . Segundo a análise do economista, a forte migração das classes sociais, "com pessoas trazendo demandas reprimidas", impulsiona as vendas. Para esse novo contingente de consumidores, conclui, mais do que o aumento da taxa de juros, o que pesa, na hora de fazer um crediário, é o valor da prestação e em quantas vezes se pode pagar o bem. A situação seria diferente se houvesse redução nos prazos de financiamento. Pressões – Em maio, um dos grandes pesos para baixar o ritmo do crescimento do de-

sempenho do varejo, na comparação com igual período do ano passado, veio dos supermercados. O salto de 1,6% no volume de vendas, ainda que positivo, está muito abaixo dos 10,6% registrados no mês anterior (ante 2010). Vale lembrar, no entanto, que o mês de maio não teve a ajuda do efeito Páscoa do mês anterior. "Os super e hipermercados formam um setor-chave, com peso grande na PMC", justificou Lopes. O aumento do preço dos alimentos, comentou o pesquisador, assustou a população. "Quando isso acontece, o consumidor faz opção por marcas mais baratas." O reajuste dos combustíveis também contribuiu para a desaceleração do crescimento do indicador nacional (de 6,2%), na comparação com o desem-

penho de igual período em 2010. "Até o mês passado (abril de 2011) a demanda pela atividade ainda era positiva", comentou Lopes. Em maio, o volume de vendas recuou 2,1% – único item com resultado negativo naquele mês. Acumulado – Nos primeiros cinco meses de 2011, o volume de vendas do varejo nacional acumulou crescimento de 7,4% e em 12 meses chegou a 9,2%, "positivo, mas abaixo do desempenho de 2010", comparou Lopes. No âmbito regional, a pesquisa mostra que o Amapá foi a única unidade da federação a apresentar resultado negativo (- 8,5% na comparação entre maio 2011 e maio 2010). São Paulo, estado com maior peso no resultado nacional, registrou crescimento de 5,5%.

(ESPM), Ricardo Pastore, ao contrário, aposta em um segundo semestre aquecido. Ele analisa que nos primeiros seis meses de 2011, as medidas de contenção do governo não surtiram efeito na ponta do consumo. "Elas afetaram mais os negócios entre as empresas." Para conter o consumo, segundo sua análise, o governo teria que agir de forma mais rigorosa e por mais tempo. A inflação, na sua opinião, já está estabilizada, "não exerce mais uma pressão tão alta." Ele acredita que o ritmo de crescimento do varejo, especialmente com os não-alimentos, continuará alto, não muito abaixo do desempenho em 2010.

Newton Santos/ Hype

Resultado influenciará Copom

Preços mais altos na cesta básica

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Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), que confirma em maio crescimento de 0,6% no volume físico das vendas do comércio varejista em relação a abril, é mais um indicador que deve convencer o Comitê de Poótica Monetária (Copom) a continuar elevando a taxa de juros. A avaliação é do economista-chefe do Banco do Brasil (BB), Élcio Gomes Rocha. "Em geral, estamos observando que os dados, não só os de vendas, estão vindo em um ritmo mais

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oze entre as 17 capitais brasileiras avaliadas na Pesquisa Nacional da Cesta Básica, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apresentaram alta nos preços dos alimentos essenciais em junho. O destaque do levantamento, divulgado ontem, ficou com Florianópolis: aumento de 4,44%. Goiânia registrou a variação negativa mais expressiva (menos 3,23%). São Paulo teve 0,18% de alta no mês. As cidades que apresentaram aumento nos preços, além de Florianópolis e São Paulo, foram Fortaleza (3,64%), João Pessoa (3,02%), Recife (2,88%), Natal (2,53%), Porto Alegre (2,46%), Manaus (1,94%), Belém (1,31%), Salvador (1,13%), Curitiba (0,43%) e Belo Horizonte (0,34%). Terceira idade – Aperda de força na inflação dos alimentos levou à desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que passou de 2,18% para 1,3% do primeiro para o segundo trimestre deste ano. (AE)

Previsões – Não se espera, de uma maneira geral, que o desempenho do varejo, ao final de 2011, repita o excelente resultado obtido no ano passado. O economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (IEGV/ACSP), Emílio Alfieri, acredita que haverá uma desaceleração do crescimento nos próximos meses, "mas ainda no campo positivo". Em 2010, os indicadores da associação apontaram variação de 10,4% nas vendas a prazo e de 8,1% nas transações à vista. O coordenador do Núcleo de Varejo da Escola Superior de Propaganda e Marketing

Corrida das multinacionais para virem ao Brasil colocou a cidade no grupo das caríssimas

SP, a 10ª cidade mais cara.

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real valorizado e o boom nos preços de imóveis transformaram São Paulo na 10ª cidade mais cara do mundo, superando Londres, Paris e Nova York. Os dados foram publicados ontem pela consultoria Mercer. O desembarque de um grande número de estrangeiros nos últimos anos, contratados por empresas multinacionais, também alimentou o boom nos preços. Já o Rio de Janeiro é a 12ª mais cara do mundo, entre 214 cidades.

O levantamento anual é feito para ajudar empresas multinacionais a decidir onde estabelecer suas bases. O estudo, que estabelece Nova York como base de comparação, avalia custos como roupas, entretenimento, aluguel e carros. Segundo o ranking, a cidade mais cara do mundo é Luanda, na Angola. A guerra civil que destruiu o país por duas décadas fez os poucos imóveis disponíveis ganharem preços astronômicos. A segunda cidade mais ca-

ra do mundo é Tóquio, seguida por N'Djamena, no Chade, que vive uma situação parecida à de Luanda. O quarto lugar é de Moscou, seguida por Genebra, Osaka, Zurique, Cingapura e Hong Kong. "O mercado de aluguel em São Paulo e Rio está muito ativo, com a demanda resultando num aumento contínuo dos preços no último ano", disse a pesquisadora chefe da Mercer, Nathalie Constantin-Métral. "Há uma corrida para se estabelecer no Brasil." (AE)

acelerado do que prevíamos", disse. "Apesar de o Banco Central (BC) ter tomado medidas para desaquecer a economia, as vendas continuam fortes em decorrência da demanda aquecida." Para o economista, o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre deverá fechar próximo de 1%, o que é considerado elevado pelo BC. Por isso, avalia que o BC terá de agir para compensar o crescimento da economia. "Se não, a autoridade monetária não vai conseguir fazer com que a inflação convirja para o centro da meta em 2012." (AE)

Vai sair diferença do INSS

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governo começará a pagar em agosto a diferença devida às pessoas que se aposentaram pelo teto no período entre 5 de abril de 1991 e 1º de janeiro de 2004, anunciou ontem o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves. A medida representará um aumento de R$ 28 milhões na despesa mensal do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Hoje, em reunião da Previdência com o Ministério da Fazenda e a Advocacia-Geral da União (AGU), sairá a decisão dos pagamentos, de R$ 1,693 bilhão, relativos a 131.161 benefí-

cios, dos quais 117.135 continuam ativos. O pagamento será feito para cumprir decisão do Supremo Tr ibunal Federal (STF). Durante o período de mais de 13 anos, o INSS limitou todos os benefícios ao teto fixado na Constituição, mesmo que pela regra de cálculo das aposentadorias a pessoa tivesse direito a valores mais altos. O STF entendeu que, para as pessoas cujo benefício seria, em tese, maior do que o teto, seria dado um reajuste extra, no ano seguinte, equivalente ao novo valor que o teto previdenciário alcançaria. (AE)


14 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

COMÉRCIO

quarta-feira, 13 de julho de 2011


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 13 de julho de 2011

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15 Nas presentes condições, não é factível prosseguir. Península Participações, em comunicado

conomia

Importados vendem menos em junho O resultado negativo do mês passado foi o primeiro do ano. No semestre, as vendas estão positivas, com avanços mensais médios superiores a 13%. Paulo Pampolin/Hype

As montadoras asiáticas responderam pelo maior percentual de vendas de veículos importados no semestre

Anderson Cavalcante

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s vendas de veículos importados caíram pela primeira vez neste ano. A queda foi pequena, de apenas 0,5%, visto que em junho foram comercializadas 19.130 unidades, contra 19.227 de maio. Já na comparação com junho de 2010 houve alta de

147,2%. De fevereiro último, até maio, os aumentos mensais das vendas sempre superaram os 13%. As informações são da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva). A redução experimentada em junho se explica por causa do menor número de dias úteis. A entidade revelou também que as vendas de importados de seus associados subi-

ram 113,1% no primeiro semestre, com 90.343 automóveis emplacados ante 42.387 unidades comercializadas nos seis primeiros meses de 2010. Do total de carros emplacados em 2011 no Brasil, 24,1% são importados. Dos 286.938 veículos vendidos neste ano, 75,9% – ou 217.923 unidades – são nacionais, 49.628 modelos (17,3%) são importados por integrantes da Associação Na-

cional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), ou seja, por montadoras que possuem produção no Brasil. Enquanto isso, as 30 marcas associadas à Abeiva, que não possuem fábricas no Brasil, representaram 6,7% dos veículos importados com a comercialização de 19.130 unidades em 2011. Ainda 257 modelos (0,1%) foram trazidos por importadores independentes,

CNPJ no 61.529.343/0001-32 - NIRE 35.300.053.800 Ata das Assembleias Gerais Ordinária e Extraordinária realizadas cumulativamente em 29.4.2011

Diniz, cuja família é controladora do Pão de Açúcar, encontrou resistências do grupo Casino.

lhão de euros e 800 milhões de euros, respectivamente. "Como reiterado em diversas oportunidades, o pressuposto da eventual participação da BNDESPar nesta operação era o entendimento entre todas as partes envolvidas", afirmou o banco de fomento. O governo brasileiro – que inicialmente incentivou a fusão – passou a adotar uma posição de neutralidade após as manifestações do Casino de que Diniz teria rompido o contrato na Wilkes ao negociar com o Carrefour supostamente sem o consentimento do sócio francês. Apesar de ter suspendido por ora

The Economist

O

presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Fernando Furlan, enviará carta à revista The Economist a respeito de reportagem publicada sobre o órgão antitruste brasileiro. O texto da revista avalia que o sistema de defesa da concorrência do Brasil está "aleijado", sob pressões do governo. A revista exemplifica a posição apontando a disposição do governo em dar R$ 1 bilhões para fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour. No documento, Furlan deve dizer que o Cade não gosta de sofrer pressões em suas decisões e que o órgão não se pronunciará sobre as ações do governo. (AE)

cadas apenas as vendas realizadas durante o mês de junho, a participação da Jac Motors é de 15,5%. depois aparecem a Chery, com 7,8%, a BMW, com 5,6% e a Effa Hafei, com 4,9%. A principal origem dos importados é a Coreia do Sul (41,9%), seguida por China (28%) e Alemanha (8,2%). O veículo mais vendido entre os importados é o Kia Cerato, com 13.393 unidades, que coloca o modelo em segundo lugar nas vendas de sedans médios, ganhando do Honda Civic e Chevrolet Vectra e atrás apenas do Toyota Corolla. Em segundo o Kia Soul, entre os importados, com 9.441 emplacamentos e, em seguida, o Jac J3 com 5.336 carros comercializados no primeiro semestre.

Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações

Felipe Araújo/AE

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empresário Abilio Diniz desistiu ontem do plano de união do Pão de Açúcar e do Carrefour no Brasil, anunciado há duas semanas. A decisão ocorreu no mesmo dia em que o sócio da varejista brasileira, o Casino, se posicionou oficialmente contra o negócio e que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) cancelou seu apoio à operação. O francês Casino, que vinha descrevendo a proposta de fusão como "hostil e ilegal", disse pela manhã que seu Conselho de Administração rejeitou por unanimidade a tentativa de aliança do Pão de Açúcar com seu rival doméstico Carrefour. Em nota, a Península Participações, que representa os interesses da família Diniz, disse à noite reconhecer "que, nas presentes condições, não é factível prosseguir" com a atual proposta de fusão. Diniz, que atualmente divide o controle do Pão de Açúcar com o Casino por meio da holding Wilkes, esteve na reunião do Conselho do sócio francês em Paris, mas não participou da votação. Antes da Península se pronunciar, o BNDES informou que "cancelou o enquadramento" do financiamento à operação de aliança de Pão de Açúcar e Carrefour no país, que criaria uma gigante do varejo nacional com cerca de 27% de market share. Em comunicado separado, a Gama – fundo criado pelo BTG e que apresentou a proposta de associação – disse que a manifestação do Conselho do Casino "nos leva a suspender temporariamente a proposta, com o firme propósito de manter um diálogo aberto". Em 28 de junho, em uma complexa proposta orquestrada por Diniz, a Gama apresentou um plano para unir os ativos do Carrefour no Brasil ao Pão de Açúcar. Estava prevista a participação do BNDESPar, braço de participações do BNDES, e do próprio BTG, com aporte de até 1,7 bi-

Nacho Doce/Reuters

Reviravolta: Diniz desiste de fusão com o Carrefour.

sem associação no Brasil. Com isso, a entidade elevou as projeções de vendas para o acumulado do ano. "A previsão inicial de 165 mil unidades para 2011 já foi revista. Agora projetamos 185 mil unidades, já que, historicamente, o segundo semestre sempre é melhor do que o primeiro. Além disso, várias associadas têm lançamentos programados para os próximos meses", explicou o vice-presidente da Abeiva, Paulo Kakinoff. Origens – As marcas com maior participação no primeiro semestre foram a sul-coreana Kia, com 44,8%, e a chinesa Jac Motors, com 9,5% – vale lembrar que esta iniciou suas vendas apenas na segunda quinzena de março. Se verifi-

a proposta, a Gama reiterou acreditar que "trata-se de oportunidade excepcional para ambos os grupos, oferecendo enorme potencial de crescimento para o Grupo Pão de Açúcar e relevantes ganhos para todos os acionistas, inclusive o Casino". Nessa mesma linha, a Península Participações disse em seu comunicado estar "convencida de que o Conselho de Administração do Casino não analisou devidamente todos os aspectos da proposta". "A decisão unilateral do Casino é, portanto, profundamente lamentável", acrescentou a holding que representa os Diniz. (Reuters)

Cimento

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Procuradoria do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Procade) aprovou o plano de alienação de ativos na área de concreto da Cimentos Tupi feito pela Polimix, que tem a Votorantim como um dos sócios. A operação foi vetada pelo órgão antitruste no início deste ano. O ponto crucial para que a aquisição fosse impedida é a presença de 25% do Grupo Votorantim na estrutura acionária da Polimix. Em casos anteriores, que acabaram aprovados pelo Cade, os conselheiros mostraram preocupação com a possibilidade de o Votorantim usar a Polimix para avançar no mercado. (AE)

Marfrig

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grupo Marfrig informou que as exportações totais do grupo somaram US$ 1,5 bilhão no primeiro semestre. Somente em junho, a receita com vendas externas do grupo totalizou US$ 290,4 milhões. Além da Marfrig, os números contemplam os embarques efetuados pelas outras empresas do grupo, como a Seara, que registrou a maior receita cambial do grupo. No período, as exportações da Seara atingiram US$ 798,2 milhões. Já nos embarques de junho, a Seara também se mantém na liderança entre as empresas do grupo, embarcando US$ 143,8 milhões. (Agências)

Data, Hora, Local: Aos 29 dias do mês de abril de 2011, às 11h, na sede social, Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, Salão Nobre do 5o andar, Prédio Vermelho. Presenças: Compareceram, identificaram-se e assinaram o Livro de Presença acionistas da Sociedade representando mais de dois terços do capital social com direito a voto. Constituição da Mesa: Presidente: Lázaro de Mello Brandão; Secretário: Antônio Bornia. Ordem do Dia: Assembleia Geral Ordinária: I) tomar conhecimento dos Relatórios da Administração e dos Auditores Independentes, e examinar, discutir e votar as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social findo em 31.12.2010; II) deliberar sobre proposta do Conselho de Administração para a destinação do lucro líquido do exercício de 2010 e ratificação da distribuição dos juros sobre o capital próprio e dividendos pagos; III) eleger os membros do Conselho de Administração; IV) fixar o montante global anual da remuneração dos Administradores. Assembleia Geral Extraordinária: examinar proposta do Conselho de Administração para aumentar o Capital Social em R$1.000.000.000,00, elevando-o de R$7.293.000.000,00 para R$8.293.000.000,00, mediante a capitalização do saldo da conta “Reserva de Lucros - Reserva Estatutária para Aumento de Capital de 2006” - R$747.659.507,06; e de parte do saldo da conta “Reserva de Lucros - Reserva Estatutária para Aumento de Capital de 2007” - R$252.340.492,94, sem emissão de ações, de acordo com o Parágrafo Primeiro do Artigo 169 da Lei n o 6.404/76, com a consequente alteração do “caput” do Artigo 5o do Estatuto Social. Publicações Prévias: a) o Aviso a que se refere o Artigo 133 da Lei n o 6.404/76 foi publicado em 25, 26 e 29.3.2011, nos jornais “Diário Oficial do Estado de São Paulo”, respectivamente, páginas 183, 93 e 235; “Diário do Comércio”, páginas 21, 25 e 23; e “Diário da Região”, páginas 2; b) os documentos de que trata o Artigo 133 da Lei no 6.404/76, quais sejam, os Relatórios da Administração e dos Auditores Independentes, e as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social findo em 31.12.2010, foram publicados nos jornais “Diário Oficial do Estado de São Paulo”, em 20.4.2011, páginas 210 a 212; e “Diário do Comércio”, página 11 e 12; c) o Edital de Convocação foi publicado em 16, 19 e 20.4.2011, nos jornais “Diário Oficial do Estado de São Paulo”, respectivamente, páginas 74, 60 e 243; “Diário do Comércio”, respectivamente, páginas 22, 19 e 59; e “Diário da Região”, respectivamente, páginas 2. Leitura de Documentos: todos os documentos citados no item “publicações prévias” e as Propostas do Conselho de Administração foram lidos, colocados sobre a mesa e entregues à apreciação dos acionistas. Deliberações: as matérias constantes da ordem do dia foram colocadas em discussão e votação, tendo sido tomadas as seguintes deliberações: Assembleia Geral Ordinária: I) tomaram conhecimento dos Relatórios da Administração e dos Auditores Independentes, e aprovaram, sem ressalvas, as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social findo em 31.12.2010; II) aprovaram, sem qualquer alteração ou ressalva, a proposta do Conselho de Administração registrada na reunião daquele Órgão, de 11.4.2011, a seguir transcrita: “Proposta do Conselho de Administração para Destinação do lucro líquido do exercício de 2010 e ratificação da distribuição dos juros sobre o capital próprio e dividendos pagos a ser submetida aos acionistas da Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações, em Assembleia Geral Ordinária a ser realizada cumulativamente com a Assembleia Geral Extraordinária, em 29.4.2011, às 11h. Senhores Acionistas, O Conselho de Administração da Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações vem submeter, para exame e deliberação, a seguinte proposta: Tendo em vista que a sociedade obteve no exercício social encerrado em 31.12.2010 lucro líquido de R$2.720.037.996,70, que somado ao ajuste relativo à Lei n o 11.638/2007, no valor de R$237.888.554,70, perfaz o total de R$2.957.926.551,40, propomos: a) destinar o total descrito acima da seguinte forma: · R$147.896.327,57 para a conta “Reserva de Lucros - Legal de 2010”; · R$2.047.057.515,40 para a conta “Reserva de Lucros - Estatutária para Aumento de Capital 2010”; e · R$762.972.708,43 para pagamento de dividendos, dos quais R$695.661.379,42 foram pagos na forma de Juros sobre o Capital Próprio e R$67.311.329,01 como Dividendos; b) a ratificação do referido montante de juros sobre o capital próprio e dividendos distribuídos, considerando que não será proposta à Assembleia nova distribuição de juros sobre o capital próprio/dividendos relativos ao ano de 2010, em razão de já terem sido distribuídos naquele exercício.”; III) para compor o Conselho de Administração da Sociedade: a) reelegeram os senhores: Presidente - Lázaro de Mello Brandão, brasileiro, casado, bancário, RG 1.110.377-2/ SSP-SP, CPF 004.637.528/72; Vice-Presidente - Antônio Bornia, brasileiro, viúvo, bancário, RG 11.323.129/SSP-SP, CPF 003.052.609/44; Membros - Mário da Silveira Teixeira Júnior, brasileiro, casado, bancário, RG 3.076.007-0/SSP-SP, CPF 113.119.598/15; João Aguiar Alvarez, brasileiro, casado, engenheiro agrônomo, RG 6.239.718-7/SSP-SP, CPF 029.533.938/ 11; senhora Denise Aguiar Alvarez, brasileira, separada consensualmente, educadora, RG 5.700.904-1/SSP-SP, CPF 032.376.698/65; senhores Luiz Carlos Trabuco Cappi, brasileiro, casado, bancário, RG 5.284.352/SSP-SP, CPF 250.319.028/68; Carlos Alberto Rodrigues Guilherme, brasileiro, casado, bancário, RG 6.448.545/SSP-SP, CPF 021.698.868/34; Laércio Albino Cezar, brasileiro, casado, bancário, RG 3.555.534/SSP-SP, CPF 064.172.724/00; Julio de Siqueira Carvalho de Araujo, brasileiro, casado, bancário, RG 3.272.499/IFP-RJ, CPF 425.327.017/49; Norberto Pinto Barbedo, brasileiro, divorciado, bancário, RG 4.443.254/SSPSP, CPF 509.392.708/20; Domingos Figueiredo de Abreu, brasileiro, casado, bancário, RG 6.438.883/SSP-SP, CPF 942.909.898/53, senhoras Lia Maria Aguiar, brasileira, divorciada, do lar, RG 1.840.726/SSP-SP, CPF 003.692.768/68; Lina Maria Aguiar, brasileira, separada consensualmente, do lar, RG 1.840.727-4/SSP-SP, CPF 017.080.078/49; e Maria Angela Aguiar, brasileira, separada consensualmente, do lar, RG 10.237.872-1/SSP-SP, CPF 000.548.238/03, todos com domicílio na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP; b) elegeram o senhor Milton Matsumoto, brasileiro, casado, bancário, RG 29.516.917-5/SSP-SP, CPF 081.225.550/04, com domicílio na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900. Os Conselheiros reeleitos e o eleito terão mandato até a Assembleia Geral Ordinária de 2012, e declararam, sob as penas da lei, que não estão impedidos de exercer a administração de sociedade mercantil em virtude de condenação criminal; IV) fixaram o montante global anual da remuneração dos Administradores, no valor de até R$450.000,00, a ser distribuído em reunião do Conselho de Administração, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria. Assembleia Geral Extraordinária: Aprovada, sem qualquer alteração ou ressalva, a proposta do Conselho de Administração registrada na Reunião daquele Órgão, de 11.4.2011, a seguir transcrita: “Proposta do Conselho de Administração para aumento do capital social da Companhia a ser submetida aos acionistas da Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações, em Assembleia Geral Extraordinária a ser realizada cumulativamente com a Assembleia Geral Ordinária, em 29.4.2011, às 11h. Senhores Acionistas, O Conselho de Administração da Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações vem submeter, para exame e deliberação, proposta para aumentar o Capital Social em R$1.000.000.000,00, elevando-o de R$7.293.000.000,00 para R$8.293.000.000,00, mediante a capitalização do saldo da conta “Reserva de Lucros - Reserva Estatutária para Aumento de Capital de 2006” - R$747.659.507,06; e de parte do saldo da conta “Reserva de Lucros - Reserva Estatutária para Aumento de Capital de 2007” - R$252.340.492,94, sem emissão de ações, de acordo com o Parágrafo Primeiro do Artigo 169 da Lei no 6.404/76, com a consequente alteração do “caput” do Artigo 5o do Estatuto Social. Se aprovada esta proposta, a redação do “caput” do Artigo 5 o do Estatuto Social passará a ser a seguinte: “Art. 5o) O Capital Social é de R$8.293.000.000,00 (oito bilhões, duzentos e noventa e três milhões de reais), dividido em 6.646.464.786 (seis bilhões, seiscentas e quarenta e seis milhões, quatrocentas e sessenta e quatro mil, setecentas e oitenta e seis) ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal.”. Quorum das Deliberações: unanimidade de votos dos acionistas presentes, com exceção à matéria constante do item “I” da Assembleia Geral Ordinária, relativa à aprovação de contas, da qual abstiveram-se de votar os legalmente impedidos. Encerramento: lavrada e lida, foi esta Ata aprovada por todos os acionistas presentes e assinada, inclusive pelo representante da empresa KPMG Auditores Independentes, CRC 2SP014428/O-6, senhor Cláudio Rogélio Sertório, Contador CRC 1SP212059/O-0, de acordo com o disposto no Parágrafo Primeiro do Artigo 134 da Lei n o 6.404/76. aa) Presidente: Lázaro de Mello Brandão; Secretário: Antônio Bornia; Acionistas: Lázaro de Mello Brandão, Antônio Bornia, Mário da Silveira Teixeira Júnior, João Aguiar Alvarez, Denise Aguiar Alvarez, Luiz Carlos Trabuco Cappi, Carlos Alberto Rodrigues Guilherme, Milton Matsumoto, Julio de Siqueira Carvalho de Araujo, Norberto Pinto Barbedo, Domingos Figueiredo de Abreu; Fundação Bradesco e Nova Cidade de Deus Participações S.A., por seu DiretorPresidente, senhor Lázaro de Mello Brandão; Auditor: Cláudio Rogélio Sertório. Declaração: Declaramos para os devidos fins que a presente é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações. aa) Lázaro de Mello Brandão e Antônio Bornia. Certidão: Secretaria da Fazenda - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob n o 226.821/11-0, em 13.6.2011. a) Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.


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Antigamente, o consumidor tinha como referência as listas telefônicas. Agora, há a internet. Frederico Hohagen, diretor comercial do Apontador

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Passageiro Vip

Hotelaria não é para amadores Maciej Urbanek/SXC

São Paulo (Secovi-SP), Calfat destaca que nenhum hotel de negócios deveria existir sem atender pelo menos alguns critérios básicos, como localização, acesso, avaliação do entorno, proximidade de pontos de atração, análise da demanda e da concorrência, entre outros. Para cada projeto sob sua responsabilidade, ele só dá sinal verde depois de avaliar a qualidade do produto, o que inclui estudo do mercado, pesquisas e análise de viabilidade econômico-financeira

do empreendimento. No caso da hotelaria, quase sempre isso exige se hospedar de forma anônima em hotéis concorrentes, observando as condições físicas e testando a qualidade dos serviços do empreendimento. Somem-se a isso fatores como taxa de ocupação e diária média, que são pesados durante o extenso procedimento que começa pelo levantamento do mercado, passa por entrevistas com os geradores de demanda dos consumidores e suas necessidades, até concluir o estudo

com recomendações. "Esse trabalho é uma combinação de metodologia e arte", resume Calfat. Nesse exercício, um dos itens mais críticos é a definição do público-alvo do hotel. É que na cidades brasileiras, quando se trata de volume, a maioria dos hóspedes em viagens de negócios geralmente se enquadram na faixa econômica ou supereconômica (algo como uma a duas estrelas, se essa classificação existisse no País). Ao final, o investidor receberá uma estimativa da rentabilidade mensal, a taxa de retorno, a avaliação econômica do negócio e uma projeção do valor patrimonial do hotel após dez anos de operação (diferentemente das habitações e produtos comerciais, os hotéis – desde que bem administrados – têm valorização imobiliária com o tempo). Portanto, para quem não quer ficar com um mico na mão, é bom resistir à tentação de fazer hotel por conta própria. É só repetir o que já é rotina obrigatória nas grandes redes hoteleiras: contratar uma consultoria imobiliária especializada.

Divulgação

P

revisível e melancólica, a cena se repete em vários pontos do Brasil, principalmente no interior do País. Um empresário bem-sucedido em alguma atividade considerada menos nobre resolve diversificar e abrir um hotel de luxo por sua conta e risco. Mais preocupado com status social do que na viabilidade do empreendimento, primeiro ele cria um megaempreendimento, e depois vai atrás dos hóspedes. Algo que não acontece. Com a ocupação bem baixa, desesperado, o empresário procura, então, ajuda profissional para salvar o investimento. Geralmente, não há o que ser feito. Claro que sempre surge um gênio de plantão que sugere transformar o empreendimento em hotel de negócios, de olho também no rico filão dos eventos. Sem qualquer vocação para a atividade, as chances de que o projeto dê errado são imensas. E agora, José – não teria sido melhor primeiro planejar e depois executar? É para evitar situações como essa que os investidores profissionais costumam contratar previamente consultorias imobiliárias especializadas em hotéis como a de Caio Calfat, que já realizou mais de 100 trabalhos em todo o País desde que sua empresa foi fundada, em 1996. Engenheiro civil com mais de 30 anos de atuação e diretor do Sindicato da Habitação de

Luiz Antonio Guimarães

N

ascido em Uberaba, Minas Gerais, formado em Publicidade com pós-graduação em Marketing, o atual diretor de turismo de Campinas, que escolheu para morar há 16 anos, viveu antes em Ribeirão Preto e Rio de Janeiro. "Fiz teatro e fotografia, mas minha paixão pela comunicação foi maior", Luiz revela. Depois de passar pela J.W. Thompson Publicidade e Artplan Rio, ele criou uma agência que, aliada à outra, deu origem à Nanquim-GR1000 Comunicação e Eventos, uma das maiores da região. Eleito em 2008 Presidente da Campinas

Convention & Visitors Bureau, abriu mão do cargo para assumir a sua posição atual. O que Luiz não se conforma é com a indiferença de empresas estatais como a Petrobras e Banco de Brasil que não pagam "room tax", a taxa de turismo cobrada nas diárias, que para ele é tratada como moeda de negociação no preço final, e não como contribuição vital para a operação dessas instituições. "Essa é uma visão míope de quem não entende que turismo é ferramenta estratégica para o desenvolvimento de cidades e regiões", completa ele.

Contatos com o autor pelo e-mail: fabio@steinberg.com.br

Apontador+ agrega produtos e serviços Companhia empresarial de busca na internet amplia opções de espaço para pequenos e médios empreendedores divulgarem espaço Paula Cunha

A expectativa é de que o Apontador+ represente 50% da receita do empreendimento em 2014

Segundo informações de Hohagen, os interessados desembolsam uma taxa mensal inicial de R$ 149, mas que pode

variar conforme o tipo de anúncio que desejam veicular. Seus anúncios serão alojados na página e agrupado por ra-

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mo de atuação. Há, também, um espaço onde o interessado desembolsa R$ 249 e obtém mais visibilidade. DC

da por dez consultores. Eles "montam" a página de acordo com as características dos produtos e serviços oferecidos.

DC

plicou à reportagem do Diário do Comércio que o empreendimento atua no mercado há 11 anos e se concentrava, principalmente, na oferta de mapas e rotas. A partir de 2006, a empresa começou a oferecer conteúdos sobre locais e empreendimentos que ofereciam produtos e serviços. Páginas amarelas – Em função dessa mudança de orientação, a companhia criou mecanismos para aperfeiçoar a comunicação entre usuários e empresários. "Antigamente, o consumidor tinha como referência as listas telefônicas, especialmente as páginas amarelas. Agora, há a internet.", afirmou o diretor. O endereço do novo Apontador, lançado recentemente – o w ww. a po n t a do r + . co m . br –, funciona como um ambiente em que os anúncios podem ser constantemente atualizados por uma equipe técnica forma-

Reprodução

A

pós a transformação da internet em instrumento importante para a expansão do comércio brasileiro, empresas especializadas em serviços, softwares e mecanismos de busca investem significativamente nos pequenos e médios empreendedores. O Apontador, especializado em executar buscas locais com o MapLink, Apontador Trânsito e Apontador Radar, criou no primeiro semestre deste ano o Apontador+, serviço especialmente elaborado para esse público. Há espaços para que floriculturas, restaurantes e escolas de idiomas, entre outros, ofereçam seus produtos e serviços a seus 13 milhões de visitantes por mês. A expectativa é de que o canal represente metade da receita do empreendimento em 2014. Frederico Hohagen, diretor comercial do Apontador, ex-

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 13 de julho de 2011

e

17 A maior queda, segundo pesquisa da Anefac, foi verificada nas linhas de CDC dos bancos. O recuo passou de 2,42% ao mês em maio, para 2,34% em junho.

conomia

Custos do crédito caem, exceto os do cartão.

Sobem juros do cheque especial e do empréstimo

O

juro do cheque especial em julho teve aumento médio de 0,02 ponto percentual em relação a junho, enquanto o do empréstimo pessoal teve elevação de 0,11 ponto percentual. De acordo com pesquisa da Fundação ProconSP com sete bancos, a taxa média do cheque especial foi de

9,55% ao mês, ante 9,53% em junho. Para o empréstimo pessoal, a taxa foi de 5,6% no mês passado para 5,71%, neste. Desde dezembro, o juro do cheque especial acumula alta de 0,43 ponto percentual e o do empréstimo pessoal, de 0,44 ponto percentual. O Procon-SP mostra que três instituições financeiras eleva-

ram as taxas de cheque especial: Banco do Brasil, com aumento de 8,37% para 8,49% ao mês; Bradesco, de 8,85% para 8,87%; e Itaú, de 8,99% em junho para 9,01% em julho. E três bancos elevaram o custo do empréstimo pessoal: Caixa, de 4,95% para 5,45%; Bradesco, de 6,1% para 6,32%; e Itaú, de 6,41% para 6,43% ao mês. (AE)

O

s juros praticados em operações de crédito para consumidores e empresas caíram em junho, indica um levantamento da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Os juros subiram por três meses consecutivos, para ter

EMPRESA MUNICIPAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS – EMPRO

EMPRESA MUNICIPAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS – EMPRO

Aviso de Licitação - Tomada de Preços nº 001/2011 Objeto: Contratação de serviços de telecomunicações para o fornecimento de conectividade IP dedicada e de enlaces de comunicação dedicados para acesso IP à rede Internet Mundial, incluindo equipamento de roteamento, com velocidade de 70Mbps, conforme especificações técnicas do Anexo I, deste Edital. Edital completo na sede da Empro: Av. Romeu Strazzi, 199 – Bairro Vila Sinibaldi, São José do Rio Preto/SP, ou pelo site http://www.empro.com.br – Fone: (17) 3201-1201/1216. Abertura: 1º de agosto de 2011, às 09h30. São José do Rio Preto/SP, 12 de julho de 2011. Cássio Domingos Dosualdo Moreira – Presidente da Comissão Permanente de Licitação.

Pregão Presencial N ° 007/2011 - Errata No item 6.6., do Edital, onde se lê “licitante”, leia-se “licitante vencedora”. São José do Rio Preto/SP, 11 de julho de 2011. Cássio Domingos Dosualdo Moreira - Pregoeiro EGAP n° 2993.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA Comunicado da Comissão Permanente de Licitação no Processo 05/11, Concorrência 01/11, objetivando a contratação de empresa especializada para prestação de serviços de publicidade e marketing para fins de divulgação de projetos, programas, obras, serviços, campanhas e outras ações. Em obediência ao disposto no item 13.13 do edital, a CPL comunica que fará realizar sessão pública no dia 18 de julho de 2011, às 10 horas, na Sala de Licitações do Paço Municipal, sito na Rua Dr. Orensy Rodrigues da Silva n°341, ficando convocada a empresa Entrelinhas Publicidade Ltda. para apresentação dos documentos de habilitação, objetivando a sequência do julgamento do processo supra. Andradina, 12 de julho de 2011. ADILSON DANTAS DA SILVA - PRESIDENTE DA CPJL FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 12 de julho de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Manetoni Distribuidora de Cimento Cal e Prods. Siderúrgicos Ltda. - Requerido: Hidrafer Comércio de Materiais Elétricos Ltda.ME - Rua Augusta nº 710 - 1ª Vara de Falências Requerente: Locar Guindastes e Transportes Intermodais S/A Requerida: Dopler Engenharia Ltda. - Rua Templários n os 561/ 567 - 1ª Vara de Falências Requerente: PS Publicidade e Serviços Ltda. - Requerido: Figueiredo Ferraz Consultoria de Projetos S/A - Avenida Fagundes Filho nº 141 - 9° andar - conjuntos 90 a 99 e 16° andar - 2ª Vara de Falências Recuperação Judicial Requerente: Transportes Panazzolo Ltda. - Requerido: Transportes Panazzolo Ltda. - Est. Mirandas, dos, nº 23 - Jardim Maria Duarte - 2ª Vara de Falências

uma "pausa" em junho: a tendência é de que subam a partir de julho, dado o panorama de aumento da Selic para os próximos meses. A pesquisa aponta que, dentre as sete linhas de crédito para pessoa física, seis tiveram os juros ajustados para baixo, enquanto uma ficou estável. A maior queda foi verificada nas

linhas de Crédito Direto ao Consumidor (CDC) dos bancos (2,42%) ao mês para 2,34% entre maio e junho. O juro médio para os empréstimos feitos no cartão de crédito permaneceram em 10,69% ao mês. Em se tratando das empresas, todas as linhas de crédito pesquisadas pela Anefac mostraram queda. (Folhapress)

A COMPANHIA NITRO QUÍMICA BRASILEIRA torna público que requereu, na CETESB, a Licença Prévia para Fabricação de Produtos Químicos Inorgânicos em seu endereço, à Avenida Dr. José Arthur Nova, 951 – São Miguel Paulista – SP/SP.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA Processo nº 55/11 – Tomada de Preços nº 06/11 OBJETO: Contratação de empresa especializada para execução de obras de engenharia no almoxarifado da Secretaria Municipal da Educação. COMUNICA que fará realizar sessão pública para abertura e julgamento das propostas, relativa ao certame supra, na data de 18 de julho de 2011, às 14 horas, na Sala de Licitações, situada na Rua Dr. Orensy Rodrigues da Silva, 341, nesta cidade. Outras informações pelo telefone (18) 3702-1029. Andradina, 12 de julho de 2011. ADILSON DANTAS DA SILVA - PRESIDENTE DA CPJL

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: COMUNICADO Referente ao Pregão (Eletrônico) de Registro de Preços nº 36/00341/11/05 - Aquisição de Luminárias. Informamos aos licitantes que, abaixo, consta a complementação da especificação técnica, contida no Anexo II do Edital, para os itens 01, 02 e 03. ITEM 1 IL42 - luminária para duas lâmpadas de 32W, com reator embutido no corpo da luminária. - dimensões: Altura - de 60mm a 120mm Largura - de 111mm a 207mm Comprimento - 1240mm ITEM 2 IL44 - luminária para uma lâmpada de 32W, com reator embutido no corpo da luminária. - dimensões: Altura: de 96mm a 106mm Largura: de 163mm a 194mm Comprimento: de 1230mm a 1250mm IL45 - luminária para duas lâmpadas de 32W, com reator embutido no corpo da luminária. - dimensões: Altura: de 96 a 108mm Largura: de 163 a 205mm Comprimento: de 1230 a 1250mm ITEM 3 IL05 - arandela blindada 45º p/ uma lâmpada fluorescente compacta com potência entre 23W e 25W. - dimensões: Projeção máxima horizontal: de 34cm a 38,5cm Projeção máxima vertical: de 23cm a 34 cm

Elo Participações S.A. CNPJ no 09.227.099/0001-33 - NIRE 35.300.349.431 Ata das Assembleias Gerais Ordinária e Extraordinária realizadas cumulativamente em 29.4.2011 Data, Hora, Local: Aos 29 dias do mês de abril de 2011, às 17h30, na sede social, Alameda Rio Negro, 585, Edifício Padauiri, 1 o andar, Lado “B”, parte, Alphaville, Barueri, SP, CEP 06454-000. Presença: Compareceram, identificaram-se e assinaram o Livro de Presença os representantes do Banco Bradesco Cartões S.A., único acionista da Sociedade. Verificou-se também a presença do senhor Domingos Figueiredo de Abreu, Diretor Vice-Presidente Financeiro e Administrativo. Constituição da Mesa: Presidente: Domingos Figueiredo de Abreu; Secretário: Antonio José da Barbara. Convocação: Dispensada a publicação do Edital de Convocação, de conformidade com o disposto no Parágrafo Quarto do Artigo 124 da Lei n o 6.404/76. Ordem do dia: Assembleia Geral Ordinária: - examinar, discutir e votar as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social findo em 31.12.2010; Assembleia Geral Extraordinária: I) examinar propostas da Diretoria para: 1) aumentar o capital social no valor de R$18.403.020,23, elevando-o de R$2.033,11 para R$18.405.053,34, com a emissão de 567.167.367 ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal, ao preço de R$0,032447248, cada uma, com integralização no prazo de até quinze dias úteis, a contar da subscrição, que será realizada na data da Assembleia, com a consequente alteração do “caput” do Artigo 5 o do Estatuto Social; 2) reformular o Estatuto Social da Sociedade, destacando a criação do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal Permanente, procedendo-se em seguida a sua consolidação; II) em consequência da reformulação do Estatuto Social da Sociedade: a) eleger os membros do Conselho de Administração; b) eleger os membros do Conselho Fiscal, nos termos do Artigo 161 da Lei n o 6.404/76; c) fixar o montante global anual da remuneração dos Administradores e do Conselho Fiscal. Deliberações: Assembleia Geral Ordinária: - aprovadas, sem reservas, as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social findo em 31.12.2010, registrando que, tendo em vista a Sociedade se enquadrar no disposto no “caput” e Inciso II do Artigo 294 da Lei no 6.404/76, as referidas Demonstrações Contábeis não foram publicadas e serão levadas a registro juntamente com esta Ata. Assembleia Geral Extraordinária: I) aprovadas, sem qualquer alteração ou ressalva, as Propostas da Diretoria, registradas na Reunião daquele Órgão, de 25.4.2011, a seguir transcritas: “1) Vimos propor o aumento do Capital Social no valor de R$18.403.020,23, elevando-o de R$2.033,11 para R$18.405.053,34, com a emissão de 567.167.367 ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal, ao preço de R$0,032447248, cada uma, com integralização no prazo de até quinze dias úteis, a contar da subscrição, que será realizada na data da Assembleia. O preço de emissão foi fixado com base no valor patrimonial contábil por ação da Sociedade em 31.3.2011. As ações subscritas no referido aumento de capital terão direito a dividendos e/ou juros sobre o capital próprio que vierem a ser declarados a partir da data de aprovação do referido aumento de capital, fazendo jus também, de forma integral, a eventuais vantagens atribuídas às demais ações a partir daquela data. Em consequência, a redação do “caput” do Artigo 5o do Estatuto Social será alterada após completado todo o processo do aumento do capital; 2) reformular o Estatuto Social da Sociedade, destacando a criação do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal Permanente, procedendo-se em seguida a sua consolidação. Se aprovadas as propostas, o Estatuto Social consolidado passa a vigorar da seguinte forma: “Elo Participações S.A. Estatuto Social. Capítulo I - Da Denominação, Sede, Objeto e Duração. Art. 1o) A Elo Participações S.A. é uma Sociedade Anônima regida pelo disposto neste Estatuto e pelas disposições legais aplicáveis, em especial pela Lei n o 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada (“Lei das Sociedades por Ações”). Art. 2o) A Sociedade tem sua sede e foro na Cidade de Barueri, Estado de São Paulo, na Alameda Rio Negro, n o 585, Edifício Padauiri, 1o andar, Lado “B” - Parte, Alphaville, CEP 06454-000, podendo manter filiais, agências ou representações em qualquer localidade do País ou do exterior, mediante resolução da Diretoria Executiva. Art. 3 o ) A Sociedade tem por objeto: a) a participação em outras sociedades, comerciais ou civis, nacionais ou estrangeiras, como sócia, acionista ou quotista; b) a gestão de negócios e ativos de empresas controladas direta ou indiretamente pela Sociedade; c) prestação de serviços relacionados com atividades, transações e operações para empresas controladas, direta ou indiretamente pela Sociedade, bem como a realização de todas e quaisquer atividades conexas ou correlatas, que não sejam privativas de sociedade de prestação de serviços profissionais regulamentadas e que não dependam de autorização governamental específica; d) a prestação de quaisquer serviços administrativos às empresas controladas direta ou indiretamente pela Sociedade; e) o licenciamento de marcas, expressões, domínios e patentes de titularidade da Sociedade. Art. 4o ) O prazo de duração da Sociedade é indeterminado. Capítulo II - Do Capital . Art. 5 o) O Capital Social é de R$18.405.053,34 (dezoito milhões, quatrocentos e cinco mil, cinquenta e três reais e trinta e quatro centavos), subscrito e integralizado, dividido em 567.187.723 (quinhentos e sessenta e sete milhões, cento e oitenta e sete mil, setecentas e vinte e três) ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal. Art. 6o) A ação é indivisível perante a Sociedade, e a cada ação ordinária, nominativaescritural, corresponderá um voto nas deliberações das Assembleias Gerais. Parágrafo Único - Todas as ações da Sociedade são nominativas-escriturais, permanecendo em conta de depósito junto a instituição financeira em nome de seus titulares, sem emissão de certificados, podendo ser cobrado dos acionistas o custo do serviço de transferência da propriedade das referidas ações. Capítulo III - Das Assembleias Gerais. Art. 7 o) A Assembleia Geral reunir-se-á ordinariamente uma vez por ano, nos quatro meses seguintes ao término do ano social, e, extraordinariamente sempre que houver necessidade, sempre com a presença da totalidade dos acionistas. Parágrafo Primeiro - As deliberações da Assembleia Geral são tomadas por maioria de votos dos acionistas presentes, ressalvadas as exceções previstas na Lei das Sociedades por Ações e neste Estatuto Social. Parágrafo Segundo - A Assembleia Geral só pode deliberar sobre assuntos da ordem do dia, constantes do respectivo edital de convocação, ressalvadas as exceções previstas na Lei das Sociedades por Ações. Art. 8 o) As Assembleias Gerais serão presididas pelo Presidente do Conselho de Administração ou pelo seu substituto, ou na ausência de ambos, por um acionista escolhido por maioria de votos dos presentes. Ao Presidente da Assembleia cabe a escolha do Secretário. Art. 9o) Compete à Assembleia Geral, além das demais atribuições previstas em lei, deliberar sobre: a) aumento de capital, redução de capital e/ou qualquer alteração ou reforma do Estatuto Social; b) emissão de debêntures, e/ou de bônus de subscrição de ações, ou qualquer outro instrumento conversível em ou cujo exercício implique no recebimento de ações, resgate amortização de ações da Sociedade e criação e emissão de ações preferenciais; c) transformação, fusão, cisão, incorporação, dissolução, liquidação ou cessação do estado de liquidação, pedido de recuperação judicial e extrajudicial ou autofalência da Sociedade ou qualquer reorganização societária da Sociedade, incluindo a eleição do liquidante e aprovação de suas contas; d) atribuição de bonificações em ações e decisão sobre eventuais grupamentos e desdobramentos de ações; e) destinação do lucro líquido e distribuição de dividendos ou de juros sobre o capital próprio, conforme proposta da administração, ou ratificação das distribuições intermediárias ou intercalares deliberadas pelo Conselho de Administração; f) aumento e redução do número de membros do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal e eleição e destituição dos membros do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal, observado o disposto nos Artigos 11 e 25 do presente Estatuto Social; g) remuneração dos administradores da Sociedade; h) deliberação sobre qualquer matéria que lhe seja submetida pelo Conselho de Administração; i) criação ou outorga de opção de compra e de venda de ações pela Sociedade. Parágrafo Primeiro - O Presidente da Assembleia Geral deve observar e fazer cumprir as disposições dos acordos de acionistas arquivados na sede social, sendo vedada a contagem dos votos proferidos em contrariedade com o conteúdo de tais acordos, nos termos do Artigo 118, Parágrafos Oitavo e Nono da Lei das Sociedades por Ações. Parágrafo Segundo - É vedada à Sociedade a emissão de partes beneficiárias. Capítulo IV - Da Administração. Art. 10) A Sociedade será administrada por um Conselho de Administração e por uma Diretoria Executiva, na forma da lei e deste Estatuto Social. Art. 11) O Conselho de Administração será composto por 8 (oito) membros, sendo todos acionistas, residentes no País, eleitos e destituíveis a qualquer tempo por Assembleia Geral, com mandato de 2 (dois) anos, podendo ser reeleitos. Dentre os eleitos, a mesma Assembleia Geral designará aqueles que ocuparão as funções de Presidente e de Vice-Presidente do Conselho de Administração. Parágrafo Primeiro – Os membros do Conselho de Administração serão investidos em seus cargos mediante assinatura de termo de posse lavrado no “Livro de Atas de Reuniões do Conselho de Administração”, devendo permanecer em exercício até a investidura de seus sucessores. Parágrafo Segundo – A Assembleia Geral fixará o montante global da remuneração dos membros do Conselho de Administração e, este Órgão, em Reunião, distribuirá tal remuneração entre seus membros. Art. 12) Em caso de vaga de qualquer cargo do Conselho de Administração, os demais membros deverão, respeitadas as condições previstas em acordo de acionistas arquivado na sede da Sociedade, nomear um substituto para assumir suas funções, o qual permanecerá no cargo até a primeira Assembleia Geral que ocorrer, quando será eleito novo Conselheiro, que deverá permanecer no cargo até o final do mandato do membro substituído. Parágrafo Primeiro - Ocorrendo a vacância da maioria dos cargos do Conselho de Administração, a Assembleia Geral deverá ser convocada para proceder nova eleição. Parágrafo Segundo – Caso os Conselheiros manifestem seu voto em dissonância com as regras previstas nos acordos de acionistas arquivados na sede social, sua deliberação será considerada ineficaz, nos termos do Artigo 118 da Lei das Sociedades por Ações. Art. 13) O Conselho de Administração da Sociedade reunir-se-á (i) ordinariamente, uma vez por mês; e (ii) extraordinariamente, sempre que convocado por qualquer Conselheiro. As Atas das reuniões serão lavradas em livro próprio. Parágrafo Primeiro – As reuniões serão convocadas com, no mínimo, 5 (cinco) dias úteis de antecedência, mediante carta protocolada com aviso de recebimento endereçado a cada um dos Conselheiros ou por meio eletrônico passível de confirmação de recebimento, da qual constarão (i) a data, hora e local da reunião; (ii) a ordem do dia; e (iii) cópias de todos os documentos e propostas relacionados aos temas constantes da ordem do dia. Parágrafo Segundo – A convocação prevista no Parágrafo anterior será dispensada sempre que estiver presente à reunião a totalidade dos membros em exercício do Conselho de Administração. Nenhum membro do Conselho de Administração recusar-se-á sem motivo a comparecer às reuniões do Conselho de Administração para as quais tiver sido validamente convocado. Será considerado presente o Conselheiro que participar da reunião através de videoconferência, teleconferência, internet ou qualquer outro meio de comunicação que permita conversa entre pessoas em tempo real, desde que tenha sido previamente acordado que a reunião realizar-se-ia por esse meio. Parágrafo Terceiro – As reuniões do Conselho de Administração serão validamente instaladas com a presença de, pelo menos, ¾ (três quartos) de seus membros. Parágrafo Quarto – Fica ainda estabelecido que serão válidos os votos proferidos pelo Conselheiro que forem feitos por por fax, telefone ou qualquer meio eletrônico reconhecido e factível de comprovação. Parágrafo Quinto – Observado o disposto no Artigo 14 abaixo, as deliberações do Conselho de Administração serão aprovadas mediante o voto favorável de pelo menos 5 (cinco) dos membros presentes às reuniões. Art. 14) O Conselho de Administração tem a função primordial de estabelecer as diretrizes fundamentais da política geral da Sociedade, verificar e acompanhar sua execução, cumprindo-lhe especialmente: a) fixar a orientação geral dos negócios da Sociedade; b) fiscalizar a gestão dos Diretores; examinar, a qualquer tempo, os livros, papéis e outros documentos da Sociedade; solicitar informações sobre contratos celebrados, ou em vias de celebração, e sobre quaisquer outros atos; c) convocar a Assembleia Geral quando julgar conveniente ou necessário. Art. 15) Além de outras matérias estabelecidas em lei e neste Estatuto Social da Sociedade, as seguintes matérias serão de competência do Conselho de Administração e sua aprovação dependerá do voto favorável de, pelo menos, ¾ (três quartos) dos membros do Conselho de Administração, no caso 6 (seis) membros: a) aprovação prévia de propostas a serem encaminhadas à Assembleia Geral envolvendo: (i) as matérias indicadas no Artigo 9o deste Estatuto Social; (ii) criação de novas espécies ou classes de ações, ou alterações dos direitos atribuídos às espécies ou classes de ações existentes; (iii) emissão de quaisquer valores mobiliários, no Brasil ou no exterior, para subscrição pública ou privada, pela sociedade; e (iv) pedido de liquidação, dissolução, autofalência, recuperação extrajudicial, recuperação judicial ou evento similar da Sociedade e de suas controladas; b) aprovação de dividendos intermediários ou intercalares; c) aquisição ou alienação de ações representativas do capital social da Sociedade para manutenção em tesouraria e/ou posterior cancelamento ou alienação, bem como a formação de grupos de sociedades e similares e a listagem de quaisquer títulos emitidos pela Sociedade e suas controladas em bolsa de valores ou outro mercado público; d) constituição de subsidiárias da Sociedade; e) outorga de opção de compra ou subscrição de ações da Sociedade, de acordo com o plano aprovado em Assembleia Geral; f) aquisição ou arrendamento de ativos, investimentos de capital (capital expenditures), aquisição de títulos ou valores mobiliários, investimento em participações, aquisição de direitos e obrigações contratuais, bem como a formação de consórcios, associações ou joint-ventures para a realização de projetos, ou, ainda, a assunção de qualquer obrigação ou responsabilidade que envolvam a Sociedade, em uma única operação ou série de operações correlatas, cujo valor ultrapasse R$2.000.000,00 (dois milhões de reais), atualizado anualmente a partir de 1o de outubro de 2010 de acordo com a variação do IGP-M, ou a 1% (um por cento) do patrimônio líquido da Sociedade, o que for maior; g) alienação de ativos (incluindo bens móveis e imóveis), alienação de títulos, valores mobiliários ou investimento em participações, e/ou cessão ou alienação de quaisquer direitos que envolvam a Sociedade, em uma única operação ou série de operações correlatas, cujo valor ultrapasse R$2.000.000,00 (dois milhões de reais), atualizado anualmente a partir de 1o de outubro de 2010 de acordo com a variação do IGP-M, ou a 1% (um por cento) do patrimônio líquido da Sociedade, o que for maior; h) aprovação de qualquer operação, assunção de dívida, negócio, prestação de garantia ou despesa com ativo fixo que implique aumento do endividamento financeiro ou equivalente da Sociedade para um valor que ultrapasse R$2.000.000,00 (dois milhões de reais), atualizado anualmente a partir de 1o de outubro de 2010 de acordo com a variação do IGP-M, ou a 1% (um por cento) do patrimônio líquido da Sociedade; i) constituição de ônus ou gravame sobre qualquer ativo da Sociedade que exceda R$2.000.000,00 (dois milhões de reais), atualizado anualmente a partir de 1o de outubro de 2010 de acordo com a variação do IGP-M, ou a 1% (um por cento) do patrimônio líquido da Sociedade; j) aprovação de qualquer operação de empréstimo, adiantamento ou extensão de crédito para terceiros feitas pela Sociedade; k) negociação, resgate, cancelamento e amortização, pela Sociedade, de valores mobiliários de sua própria emissão, em termos e condições diversos daqueles estabelecidos no momento da emissão; l) escolha, contratação ou substituição dos auditores independentes que terão a responsabilidade pelo trabalho de auditoria das demonstrações financeiras da Sociedade e, quando aplicável, das controladas; m) aprovação das demonstrações financeiras da Sociedade anteriormente à remessa para deliberação da Assembleia Geral da Sociedade; n) aprovação, eleição e destituição dos Diretores da Sociedade, fixação de suas respectivas remunerações, e criação de incentivos com base no desempenho dos Diretores da Sociedade; o) mudança de qualquer tipo de programa de remuneração para empregados, pela Sociedade, incluindo programas de bonificação, participação em resultado e programas de incentivo ou compensação, exceto quando previamente aprovado no orçamento anual para o respectivo exercício social; p) operações e negócios em geral entre qualquer dos acionistas (ou pessoas ligadas aos acionistas) e a Sociedade, os quais, em qualquer hipótese, somente serão permitidos desde que (i) relacionados ao ramo de atividade da Sociedade e ao seu negócio, e (ii) celebrados em caráter

estritamente comutativo e em condições de mercado, com o objetivo precípuo de gerar lucros para a Sociedade; q)aprovação de operações e negócios em geral cuja natureza seja diferente do tipo de operação ou negócio normalmente, ou historicamente, empreendido pela Sociedade; r) aprovação do ajuizamento de processo judicial, ou celebração de acordo ou transação, em nome da Sociedade, que tenham relação com discussão cujo valor exceda R$2.000.000,00 (dois milhões de reais), atualizado anualmente a partir de 1o de outubro de 2010 de acordo com a variação do IGP-M, ou 1% (um por cento) do patrimônio líquido da Sociedade, o que for maior, exceto quando se tratar de processo judicial especificado no orçamento anual aprovado para o respectivo exercício social ou de situação de ameaça à continuidade das operações da Sociedade; s) alienação, venda, cessão, licenciamento ou transferência, a título oneroso ou gratuito, de qualquer direito de propriedade intelectual de titularidade da Sociedade; t) operações e negócios que apresentem ou possam apresentar perdas ou riscos potenciais, ainda que nos períodos mensais ou anuais iniciais, em valor que exceda R$2.000.000,00 (dois milhões de reais), atualizado anualmente a partir de 1o de outubro de 2010 de acordo com a variação do IGP-M, ou 1% (um por cento) do patrimônio líquido da Sociedade, o que for maior; u) assunção de responsabilidades por parte da Sociedade que comprometam a imagem ou imponham riscos aos resultados financeiros da Sociedade, inclusive, mas não se limitando, a doações a entidades de classe, partidos políticos e outras doações ou contribuições do gênero; v) aprovação ou revisão do plano estratégico e orçamento anual da Sociedade; x) autorização de licenciamento de marca de propriedade da Sociedade. Parágrafo Único – As matérias indicadas nos subitens do caput, com relação a quaisquer das subsidiárias detidas direta ou indiretamente de forma integral pela Sociedade que não possuírem Conselho de Administração, e com exceção do item (j) acima, para a instituição financeira controlada pela Sociedade, também serão levadas à apreciação do Conselho de Administração, sujeito ao quórum de aprovação do caput e servirão como orientação da Sociedade para os negócios e atividades das respectivas subsidiárias. Art. 16) O Conselho de Administração poderá instalar um ou mais comitês de assessoramento (“Comitês”). Os Comitês serão órgãos auxiliares à administração da Sociedade com funções técnicas e consultivas. Os Comitês terão por finalidade tornar a atuação dos órgãos de administração da sociedade mais eficiente, de forma a maximizar o valor da Sociedade, respeitadas as melhores práticas de transparência e governança corporativa. Art. 17) A Sociedade terá uma Diretoria Executiva constituída de no mínimo 2 (dois) e no máximo 6 (seis) Diretores, acionistas ou não, mas todos residentes no País e eleitos pelo Conselho de Administração. Dos Diretores, 1 (um) será o Diretor Presidente Executivo, 1 (um) será o Diretor Vice-Presidente Financeiro e Administrativo, 1 (um) será o Diretor Vice-Presidente de Negócios, 1 (um) será o Diretor Vice-Presidente da Área de Risco, e os demais 2 (dois) Diretores não terão designação específica. Os Diretores podem cumular cargos, conforme deliberação do Conselho de Administração. Art. 18) Os Diretores terão prazo de mandato unificado de 2 (dois) anos. Todos os diretores deverão permanecer em exercício até a investidura de seus sucessores, podendo ser reeleitos. Parágrafo Único - A remuneração dos Diretores será estabelecida e paga de acordo com o que for determinado pelo Conselho de Administração que os elegeu. Art. 19) Ocorrendo vacância em cargos da Diretoria Executiva da Sociedade, deverá ser convocada reunião do Conselho de Administração para eleição de membro substituto. O membro substituto deverá permanecer no cargo até o final do mandato do membro substituído. Parágrafo Primeiro - No caso de ausência ou impedimento temporário, o Diretor ausente ou impedido temporariamente indicará, dentre os membros da Diretoria Executiva aquele que o representará. Parágrafo Segundo - Nas hipóteses previstas neste Artigo, de ausência ou impedimento temporário, o representante agirá, inclusive para o efeito de votação em reunião da Diretoria Executiva, por si e pelo representado. Art. 20) A Diretoria Executiva reunir-se-á sempre que necessário, mas pelo menos uma vez por mês. As reuniões serão presididas pelo Diretor-Presidente Executivo ou, na sua ausência, pelo Diretor que na ocasião for escolhido. Parágrafo Primeiro - As reuniões serão sempre convocadas pelo Diretor-Presidente Executivo, ou por quaisquer 2 (dois) Diretores em conjunto. Para que possam se instalar e validamente deliberar, é necessária a presença da maioria dos Diretores que na ocasião estiverem no exercício de seus cargos, ou de dois, se só houver dois diretores em exercício. Parágrafo Segundo - As deliberações da Diretoria Executiva constarão de atas lavradas no livro próprio e serão tomadas por maioria simples de votos. Art. 21) Compete à Diretoria Executiva, ressalvadas as hipóteses previstas neste Estatuto Social de operações que somente possam ser realizadas mediante a prévia deliberação do Conselho de Administração, a administração dos negócios sociais em geral, com amplos poderes de administração e gestão dos negócios sociais para a prática de todos os atos e a realização de todas as operações que se relacionem com o objeto social, incluindo: a) zelar pela observância da lei e deste Estatuto; b) zelar pelo cumprimento das deliberações tomadas nas Assembleias Gerais, nas reuniões do Conselho de Administração e nas suas próprias reuniões; c) administrar, gerir e superintender os negócios sociais; d) emitir e aprovar instruções e regulamentos internos que julgar úteis ou necessários. Art. 22) A representação da Sociedade ativa e passivamente, para firmar contratos e assumir obrigações; abrir e movimentar contas bancárias, podendo, para tanto, emitir e endossar cheques, transigir e firmar compromisso; sacar, emitir, endossar para cobrança, caução e/ou desconto, ou aceitar duplicatas ou quaisquer outros títulos de crédito; e prestar fianças, avais ou outras garantias em operações autorizadas pelo Conselho de Administração, será feita por (i) dois Diretores em conjunto; (ii) um Diretor em conjunto com um procurador, investido de poderes específicos; ou (iii) dois procuradores em conjunto, investidos de poderes específicos. Parágrafo Único - Não obstante o previsto no caput deste Artigo, a Sociedade poderá ser representada por um Diretor, isoladamente, ou um procurador, investido de poderes específicos, nos atos de representação da Sociedade perante qualquer repartição, autarquia ou sociedade de economia mista, federal, estadual ou municipal, desde que não seja para assumir obrigação em nome da sociedade ou exonerar terceiros perante ela. Art. 23) As procurações da Sociedade devem ser assinadas por dois Diretores em conjunto e devem especificar os poderes concedidos e o prazo de validade, que não pode ser superior a um ano, exceto no caso das procurações ad judicia, destinadas à defesa dos interesses da sociedade em juízo ou em procedimentos administrativos, as quais podem ser outorgadas por prazo indeterminado. Art. 24) São expressamente vedados, sendo nulos e inoperantes com relação à Sociedade, os atos de qualquer Diretor, procurador, ou funcionário, que a envolverem em obrigações relativas a negócios ou operações cuja natureza seja diferente do tipo de operação ou negócio normalmente, ou historicamente, empreendido pela Sociedade, tais como fianças, avais, endossos ou quaisquer garantias em favor de terceiros, salvo quando expressamente autorizados pelo Conselho de Administração. Capítulo V – Do Conselho Fiscal. Art. 25) O Conselho Fiscal da Sociedade, que será composto por 4 (quatro) membros efetivos e igual número de suplentes (para casos de impedimentos temporários e vacância), funcionará em caráter permanente e será composto, instalado e remunerado por deliberação da Assembleia Geral em conformidade com a legislação em vigor. Parágrafo Primeiro - A posse dos membros do Conselho Fiscal nos cargos faz-se por termo lavrado em livro próprio, assinado pelo membro empossado. Parágrafo Segundo - O Conselho Fiscal elege seu Presidente na primeira reunião e suas deliberações são sempre tomadas por maioria de votos dos presentes e lavradas em forma de ata no livro próprio, sendo assinadas por todos os presentes. Parágrafo Terceiro – O mandato unificado dos membros do Conselho Fiscal encerra-se na Assembleia Geral Ordinária subsequente à sua eleição. Capítulo VI – Do Exercício Social, Do Balanço e Do Lucro. Art. 26) O exercício social terá início em 1o de janeiro e terminará em 31 de dezembro de cada ano. Art. 27) Ao fim de cada exercício, serão elaboradas as demonstrações financeiras, observadas as disposições legais vigentes. Art. 28) O lucro líquido apurado em cada exercício, após deduções legais, terá a destinação que for determinada pela Assembleia Geral, ouvido o Conselho Fiscal, quando instalado. Parágrafo Primeiro - Aos acionistas é assegurado o direito ao recebimento de um dividendo anual obrigatório não inferior a 25% (vinte e cinco por cento) do lucro líquido do exercício diminuído ou acrescido dos seguintes valores: a) quota destinada à constituição da reserva legal; b) importância destinada à formação de reservas para contingências, e reversão das mesmas reservas formadas em exercícios anteriores; c) lucros a realizar transferidos para a respectiva reserva, e lucros anteriormente registrados nessa reserva que tenham sido realizados no exercício. Parágrafo Segundo - Por proposta da Diretoria Executiva, aprovada pelo Conselho de Administração, ad referendum da Assembleia Geral, pode a Sociedade pagar ou creditar juros aos acionistas, a título de remuneração do capital próprio destes, observada a legislação aplicável. As eventuais importâncias assim desembolsadas podem ser imputadas ao valor do dividendo obrigatório previsto neste Estatuto Social. Capítulo VII – Da Transformação. Art. 29) A Sociedade poderá ser transformada de um tipo em outro, conforme o disposto no artigo 220 da Lei das Sociedades por Ações, mediante deliberação de acionistas representando ¾ (três quartos) do capital social. Capítulo VIII – Da Liquidação. Art. 30) A Sociedade entrará em liquidação nos casos legais, competindo à Assembleia Geral estabelecer a forma de liquidação e nomear o liquidante e o Conselho Fiscal que deverão funcionar no período de liquidação. Capítulo IX – Disposições Gerais. Art. 31) A Sociedade respeitará todas as disposições do Acordo de Acionistas arquivado em sua sede social. Art. 32) Nos casos omissos ou duvidosos aplicar-se-ão as disposições legais vigentes.”. Na sequência dos trabalhos, relativamente a proposta para aumento do capital social, disse o senhor Presidente que: 1) a Diretoria estava autorizada a dar andamento ao processo de aumento do capital, na forma exposta, abrindo a subscrição de ações, sendo o referido aumento subscrito da seguinte forma: a) R$9.203.020,23 (nove milhões, duzentos e três mil, vinte reais e vinte e três centavos), pelo acionista Banco Bradesco Cartões S.A., que por seus representantes legais assinou o respectivo Boletim de Subscrição, subscrevendo 283.630.224 novas ações ordinárias, nominativasescriturais, sem valor nominal, a ser integralizado em até quinze dias úteis, a contar desta data, em moeda corrente nacional; b) R$9.200.000,00 (nove milhões e duzentos mil reais), pelo acionista admitido BB Elo Cartões Participações S.A., CNPJ no 05.105.802/0001-80, com sede no Setor Bancário Sul, Quadra 1, Bloco A, Lote 31, 8o andar, Brasília-DF, que por seus representantes legais, assinou o respectivo Boletim de Subscrição, subscrevendo 283.537.143 novas ações ordinárias nominativas-escriturais, sem valor nominal, a ser integralizado em até quinze dias úteis, a contar desta data em moeda corrente nacional; 2) verificada a subscrição integral e após a integralização do aumento de capital, o “caput” do Artigo 5o do Estatuto Social passará a vigorar com a seguinte redação: “O Capital Social é de R$18.405.053,34 (dezoito milhões, quatrocentos e cinco mil, cinquenta e três reais e trinta e quatro centavos), subscrito e integralizado, dividido em 567.187.723 (quinhentos e sessenta e sete milhões, cento e oitenta e sete mil, setecentas e vinte e três) ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal.”; II) atendendo às disposições do “caput” do Artigo 11 do Estatuto Social, foram eleitos para integrar o Conselho de Administração da Sociedade, com mandato até a Assembleia Geral Ordinária de 2013, os senhores Presidente: Marcelo de Araújo Noronha, brasileiro, casado, bancário, RG 2.062.931/SSP-PE, CPF 360.668.504/15, com domicílio na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP; Vice-Presidente: Paulo Rogério Caffarelli, brasileiro, casado, bancário, RG 3.381.390-2/SSP-PR, CPF 442.887.279/87, com domicílio no Setor Bancário Sul, Quadra 1, Lote 32, Bloco C, 24 o andar, Edifício Sede III, Brasília, DF; Membros: Luiz Carlos Angelotti, brasileiro, casado, bancário, RG 10.473.334/SSP-SP, CPF 058.042.738/25, com domicílio na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP; Cesário Narihito Nakamura, brasileiro, casado, engenheiro, RG 14.130.520-4/SSP-SP, CPF 065.816.148/23; Alexandre Rappaport, brasileiro, casado, bancário, RG 23.102.640-7/SSP-SP, CPF 261.852.188/95, ambos com domicílio na Alameda Rio Negro, 585, 12o andar, Edifício Demini, Alphaville, Barueri, SP, CEP 06454-000; Ivan de Souza Monteiro, brasileiro, casado, bancário, RG 004.834.564-9/ DETRAN-RJ, CPF 667.444.077/91, com domicílio no Setor Bancário Sul, Quadra 1, Lote 32, Bloco C, 24o andar, Edifício Sede III, Brasília, DF; Denilson Gonçalves Molina, brasileiro, casado, bancário, RG 17.520.256/SSP-SP, CPF 079.677.388/29, com domicílio no Setor Bancário Sul, Quadra 1, Lote 31, Bloco A, 8o andar, Edifício Sede I, Brasília, DF; Marcelo Augusto Dutra Labuto, brasileiro, casado, bancário, RG 1.345.836/SSP-DF, CPF 563.238.081/53, com domicílio no Setor Bancário Sul, Quadra 1, Lote 32, Bloco C, 5o andar, Edifício Sede III, Brasília, DF. Os Conselheiros eleitos declararam, sob as penas da lei, que não estão impedidos de exercer a administração de sociedade mercantil em virtude de condenação criminal; III) atendendo às disposições do “caput” do Artigo 25 do Estatuto Social, foram eleitos para compor o Conselho Fiscal de forma permanente, com mandato até a Assembleia Geral Ordinária de 2012, os senhores: Membros Efetivos - Adelar Valentim Dias, brasileiro, casado, bancário, RG MG-14.426.945/SSP-MG; CPF 296.062.179/49, com domicílio no Setor Bancário Sul, Quadra 1, Lote 32, Bloco C, 3o andar, Edifício Sede III, Brasília, DF; Cícero Przendsiuk, brasileiro, casado, bancário, RG 1.699.951/SSPSC, CPF 669.435.159/34, com domicílio no Setor Bancário Sul, Quadra 1, Lote 31, Bloco A, 8o andar, Edifício Sede I, Brasília, DF; Francisco José Pereira Terra, brasileiro, casado, bancário, RG 13.739.154-7/SSP-SP, CPF 111.112.668/24; Mauro Pinto Spaolonzi, brasileiro, casado, bancário, RG 82154818/ SSP-SP, CPF 065.924.198/65, ambos com domicílio na Alameda Rio Negro, 585, 12o andar, Edifício Demini, Alphaville, Barueri, SP; e respectivos Membros Suplentes - Fausto de Andrade Ribeiro, brasileiro, divorciado, bancário, RG 942.1904/SSP-DF; CPF 343.530.971/72, com domicílio no Setor Bancário Sul, Quadra 1, Lote 32, Bloco C, 3o andar, Edifício Sede III, Brasília, DF; Armstrong Luiz de Moura, brasileiro, casado, bancário, RG 5.018.712/SSP-MG; CPF 617.597.916/87, com domicílio no Setor Bancário Sul, Quadra 1, Lote 32, Bloco C, 5o andar, Edifício Sede III, Brasília, DF; Kleber do Espirito Santo, brasileiro, casado, bancário, RG 2204453/SSP-MG, CPF 200.788.206-00, com domicílio na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP; Giancarlo Crema Savi, brasileiro, casado, bancário, RG 16.155.546-9, CPF 542.302.419-68, com domicílio na Alameda Rio Negro, 585, 12o andar, Edifício Demini, Alphaville, Barueri, SP. Os Conselheiros Fiscais indicados preenchem as condições previstas no Artigo 162 da Lei no 6.404/76, e declararam, sob as penas da lei, que não estão impedidos de exercer a administração de sociedade mercantil em virtude de condenação criminal; IV) fixados: a) o montante global anual para remuneração dos administradores no valor de até R$140.000,00 (cento e quarenta mil reais), a ser distribuída em reunião do Conselho de Administração, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determinam os Parágrafos Segundo do Artigo 11 e Único do Artigo 18 do Estatuto Social; b) o valor mensal de R$600,00 (seiscentos reais) a cada Membro Efetivo do Conselho Fiscal, sendo que os Membros Suplentes somente serão remunerados quando em substituição aos Membros Efetivos, nos casos de vacância e ausência ou impedimento temporário. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o senhor Presidente encerrou os trabalhos, lavrando-se a presente Ata, que lida e achada conforme, foi aprovada por todos os presentes que a subscrevem. aa) Presidente: Domingos Figueiredo de Abreu; Secretário: Antonio José da Barbara; Administrador: Domingos Figueiredo de Abreu; Acionista: Banco Bradesco Cartões S.A., por seus Diretores, senhores Norberto Pinto Barbedo e Domingos Figueiredo de Abreu. Declaração: Declaro para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. a) Antonio José da Barbara - Secretário. Certidão - Secretaria da Fazenda - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 227.608/11-2, em 13.6.2011. a) Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 13 de julho de 2011

e Cúpula de emergência para a Grécia Os riscos na UE são sistêmicos e precisam de uma resposta robusta e coerente. Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro de Portugal

conomia

Ministros das Finanças da zona do euro admitem que poderá ser necessário algum tipo de moratória na dívida do país balcânico.

O

s líderes da União Europeia (UE) devem realizar uma cúpula emergencial, depois de os ministros das Finanças da região reconhecerem pela primeira vez que alguma forma de moratória da dívida da Grécia possa ser necessária para reduzir a dívida do país e interromper o contágio de Itália e Espanha. "Haverá uma cúpula extra na sextafeira", disse um diplomata, sugerindo um senso de urgência após os mercados começarem a vender ativos italianos. Mais cedo, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, disse que um segundo pacote de resgate para a Grécia teria de esperar até setembro, depois de os ministros das Finanças da zona do euro terem aceitado que o envolvimento do setor privado provavelmente significaria um default seletivo. O Banco Central Europeu (BCE) se opõe a uma moratória. Mercados – Os temores em torno da Grécia foram fortalecidos na semana passada,

Thierry Roge/Reuters

quando os mercados passaram a reagir mais prontamente à situação na Itália – que busca aprovar um pacote de medidas de austeridade para equilibrar seu orçamento, mas apresenta dificuldades no nível político. Uma das preocupações é se o ministro das Finanças, Giulio Tremonti, deixará o governo. Ontem, as principais bolsas do mundo mantiveram a tendência de baixa, com quedas sendo registradas nos mercados de Londres (1,02%), Paris (0,88%), Frankfurt (0,78%), São Paulo (0,86%) e nos indicadores Dow Jones (0,47%) e Nasdaq (0,74%), em Nova York. No entanto, a volatilidade dos mercados, a reação positiva da Itália e os rumores não confirmados de que o Banco Central Europeu (BCE) estaria comprando títulos da dívida do país deram ontem um leve respiro aos mercados periféricos da Europa. Mas a situação ainda é complicada, sobretudo porque os países europeus não entram em acordo sobre o segundo plano de resgate finan-

Na Itália, Berlusconi se mostra otimista.

T

anto governo quanto oposição se mostraram ontem dispostos a acelerar a aprovação do plano italiano de ajuste de 48 bilhões de euros no Parlamento. Em um novo dia conturbado no mercado financeiro, os representantes dos grupos políticos no Senado concordaram em estabelecer o prazo de até as 12 horas de amanhã para aprovar o plano de austeridade, e assim receber o sinal verde da Câmara dos Deputados antes do final da semana. Pela primeira vez desde que o nervosismo se apoderou dos mercados financeiros em razão da situação combalida da economia italiana, o primeiroministro Sílvio Berlusconi se

manifestou ontem por meio de um comunicado. "Temos a Europa ao nosso lado e podemos contar com inegáveis pontos de apoio. O governo é estável e forte. A maioria governante está coesa e determinada." "Para nós, para a Itália, não é um momento fácil. A crise chega em meio a um forte processo de ajuste das contas públicas que empreendemos há muito tempo e foi reforçado há poucos dias", acrescentou. Ele considerou também que a complicada situação que o país atravessa desde sexta-feira passada é causada por uma "crise de confiança" que afeta não apenas a Itália, mas a toda a União Europeia (UE) e sua moeda comum. (EFE)

Possível saída do ministro das Finanças Giulio Tremonti do governo italiano ainda preocupa os mercados

ceiro à Grécia, especialmente sobre a participação do setor privado – o que gera desconfianças entre os investidores. Espanha – O presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, pediu

uma resposta europeia "firme e rápida" para "devolver a confiança" à zona do euro, após conversar em Madri com o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, sobre a crise da dívida que afeta o

Portugal alerta para 'riscos sistêmicos'

O

primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, disse ontem que a União Europeia (UE) está tomando as medidas corretas para resolver a crise da dívida da zona do euro. No entanto, avaliou que é necessário fazer mais para estabilizar completamente a região. "Sabemos que o trabalho que precisamos fazer em Portugal é pertinente. Mas também parece que, independentemente disso, os riscos diante da UE são sistêmicos e precisam de uma resposta robusta e coerente. Do nosso ponto de vista, as medidas anunciadas podem não ser suficientes para responder à urgência de encontrar uma resposta global",

disse após reunião com o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy. Van Rompuy, por sua vez, disse que os governos dos países da UE estão comprometidos com a solução da crise. "Estou ciente das tensões nos mercados de dívida, mas quero deixar muito claro que há um compromisso muito forte, no nível mais alto, em fazer o que for necessário para salvaguardar a estabilidade financeira." O ministro das Finanças do país, Vítor Gaspar, disse ontem ter "toda a confiança" na capacidade de gestão dos bancos portugueses, e que estes têm tido um comportamento "muito positivo" desde o início da crise global. (Agências)

continente. Em entrevista conjunta, Zapatero fez um apelo aos países "mais poderosos" da UE que tenham senso de responsabilidade diante da alta das tensões nos mercados e das pressões

sobre a dívida de alguns países, como Portugal, Itália e Espanha, em uma nova crise que "só pode ser resolvida por uma resposta europeia". Para Zapatero, o fundo do problema que gera a desconfiança "é a sustentabilidade da dívida da Grécia a longo prazo e o debate aberto em torno da participação do setor privado" no resgate financeiro. "Essas duas questões precisam de um esclarecimento urgente". Ele insistiu que não há razões para que voltem as pressões sobre a Espanha, pois não há nenhum dado novo que as justifique. FMI – O Fundo Monetário Internacional (FMI) e seus sócios europeus ainda não estão prontos para discutir os termos de um segundo resgate para a Grécia, disse ontem a diretora-gerente do organismo, Christine Lagarde. Ela pediu que a Grécia trabalhe mais para enfrentar sua crise de dívida. "Na minha visão, não estamos na etapa de discutir as condições ou termos, extensão ou volume", afirmou Lagarde. (Agências)

Irlanda: Moody's rebaixa a avaliação da dívida.

A

agência de classificação de risco Moody's rebaixou ontem a avaliação da dívida da Irlanda em um degrau, de "Baa3" para "Ba1", nível considerado especulativo, e mantém as perspectivas negativas sobre o país. A agência justificou seu rebaixamento pela "crescente probabilidade" de que o governo de Dublin precise de mais "financiamento oficial" quando terminar em 2013 a ajuda financeira concedida pela União Europeia (UE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) à Irlanda. A Moody's mencionou a possibilidade de que, em consonância com as recentes propostas de governos da UE, seja

necessária a participação dos credores privados como condição prévia para a concessão de ajuda adicional à Irlanda. "A possibilidade de qualquer forma de participação do setor privado no alívio da dívida é negativa para os credores de dívida soberana. Esse é um fator-chave para a Moody's ao avaliar a dívida soberana na zona do euro", indica a nota da agência. Uma missão da UE e do FMI deve divulgar na próxima quinta-feira em Dublin os resultados de sua avaliação trimestral a respeito do cumprimento do Governo irlandês das condições de seu recente resgate financeiro, avaliado em 85 bilhões de euros. (EFE)

Jung-Je/AFP

PROTESTO – Manifestantes tomaram ontem as ruas de Seul, na Coreia do Sul, protestando contra o acordo de livre comércio firmado entre o governo do país e a União Europeia (UE) e os Estados Unidos. No caso da Europa, há a preocupação de que o setor agropecuário sul-coreano poderá sofrer uma concorrência desfavorável com os produtos oriundos do bloco. (Agências)

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Obama: pagamento de seguro social em risco.

O

presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ontem não ter como garantir que os cheques da Seguridade Social sejam emitidos em 3 de agosto se os partidos Democrata e Republicano não chegarem nas próximas semanas a um acordo sobre a questão do limite legal de endividamento do governo. "Não posso garantir que aqueles cheques saiam em 3 de agosto se não tivermos resolvido essa questão. Porque, simplesmente, pode não haver dinheiro nos cofres para fazer isso", afirmou. O limite legal de endividamento de US$ 14,29 trilhões foi

atingido em meados de maio, e o Departamento do Tesouro disse que tem como manter o governo funcionando apenas até 2 de agosto, a não ser que o teto da dívida seja mudado. Nas conversações que estão em andamento, o Partido Republicano, de oposição a Obama, tem condicionado seu apoio à elevação do teto da dívida à aprovação de grandes cortes de gastos. Os democratas querem elevação de impostos para os mais ricos e o fim de algumas isenções fiscais para grandes empresas, além de defenderem a manutenção dos gastos com programas sociais importantes. (AE)


Diário do Comércio