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IBOPE REBAIXA NOTA DE DILMA PMs usaram este boneco de Dilma contra Dilma, ontem, em Brasília

Conclusão: 23h45

Ano 87 - Nº 23.434

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

São Paulo, quinta-feira, 11 de agosto de 2011

PRESIDENTA

De 73%, em março, para 67%, agora, a aprovação de Dilma caiu 6% pontos. E o seu governo, de 56% para 48%. A pesquisa Ibope/CNI foi feita antes dos escândalos na Agricultura e no Turismo. A nota de Dilma, em março, era maior que a de Lula e de FHC no início dos dois mandatos de cada um. Era triplo A. Os "as" começaram a cair com Saúde e carga tributária, reprovadas por 69% dos 2002 entrevistados pela pesquisa, que está detalhada na página 7.

AAA DA FRANÇA NA GUILHOTINA? Em meio a boatos de rebaixamento de rating, governo acelera medidas contra a crise. Pág. 18

BOVESPA SOBE NA CONTRAMÃO Alta de 0,48%. No resto do mundo, bolsas despencam. Wall Street cai mais 4%. Pág. 11 Sérgio Lima/Folhapress

O rei no fundo do fosso

A bola no fundo do poço

Paulo Pampolin/Hype

Bernd Weissbrod/EFE

Alemanha 3 x 2 Brasil. E Mano completa 1 ano à frente da Seleção sem vencer um dos grandes. Pág. 10 Newton Santos/Hype

Yuri começou o dia como sempre no Zoo de SP – reconhecendo seu recinto. Mas encostou o focinho na cerca eletrificada e, na fuga, caiu no fosso de 4 metros. Pág. 9

INCC: vendas do varejo diminuem o ritmo. Crescimento menor, de 5% em julho ante igual período de 2010, reflete as medidas de contenção do crédito. Pág. 13 HOJE Parcialmente nublado. Máxima 22º C. Mínima 10º C.

AMANHÃ Dia ensolarado. Máxima 26º C. Mínima 9º C.

ISSN 1679-2688

23434

9 771679 268008

Câmara e GCM duelam na feirinha Vereadores escalaram o portão da Feira da Madrugada, fechada pela Prefeitura. Queriam reunir-se nela. O portão acabou aberto horas depois, para eles. Visitando-a, saíram, porém, apoiando o seu fechamento. E não só contra a pirataria. Página 9

Senado reduz INSS do MEI de 11% para 5%

Nº 2 do Turismo passou receita de ONG fantasma

Objetivo é estimular empreendedores a formalizarem seus negócios. Texto segue para sanção de Dilma. Pág. 14

Gravações da PF revelam que Frederico Silva Costa ensinou empresário a aplicar golpe contra o ministério. Página 5


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Preocupa o Palácio do Planalto a agenda um tanto perdulária que o Congresso tem em mente. José Márcio Mendonça

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A ONDA QUE VEM PELA FRENTE

ARISTÓTELES DRUMMOND TEA PARTY E OS RUMOS DOS EUA A fase atual é de uma economia quase em colapso, com um presidente despreparado e não identificado com a linha do desenvolvimento econômico sem paternalismo.

H JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA

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política brasileira não se deixa intimidar assim tão facilmente por assuntos que estejam fora de seu radar de preocupações mais imediatas, mesmo que seja uma crise econômica de corte planetário, como as que nesses dias têm levado pânico ao mercado financeiro mundial. Ela tem a sua própria dinâmica, não é de "muito barulho por nada". Assim, ainda não chegaram ao coração partidário nacional as angústias que sopram fortes dos Estados Unidos e da Europa e que já estão levando o incorrigível otimista ministro da Fazenda, Guido Mantega, a admitir incertezas quanto ao futuro imediato da economia brasileira, mesmo estando "bem preparada" para as intempéries. O governo sabe, diferentemente dos tempos da "marolinha", que tem desafios pela frente e que "não dá para ficar brincando", como deixou escapar "anonimamente" um expoente da equipe econômica esta semana. A própria presidente Dilma tentou comover seus aliados com essas advertências, numa reunião marcada de surpresa com o chamado Conselho Político do governo, um fórum que reúne tanta gente – ministros, presidentes de partidos aliados e líderes – que mais parece um minicomício, e que a presidente usa normalmente para agradar os parceiros. Não é fórum de decisões importantes: nesse caso a presidente age quase sempre seletivamente. Com Mantega a tiracolo, com alertas de que temos de ser cautelosos e evitar gastos supérfluos – embora ressalvando que não vai sacrificar o crescimento da economia – a presidente estava em busca da cumplicidade dos parceiros para a necessidade de manter os cofres públicos mais ou menos controlados. Preocupa o Palácio do Planalto a agenda um tanto perdulária que o Congresso tem em mente. E não é a oposição a fonte das ameaças. Com reflexos diretos nas arcas do Tesouro está o aumento dos repasses para a saúde, com a regulamentação da emenda Constitucional 29.

Os líderes governistas foram advertidos de que se não for feito algo para o setor, a base aliada vai votar a proposta até setembro na Câmara. Ela já foi aprovada no Senado e conta com um aval não muito discreto dos governadores estaduais.

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a terça-feira, o governo teve uma demonstração de outro buraco que pode se abrir. com o patrocínio de deputados aliados, representantes de policiais civis e militares e de bombeiros de todo o País acamparam nas dependências da Câmara para exigir a imediata votação de uma emenda constitucional que equipara o salários deles, nos estados, aos das mesmas categorias no Distrito Federal. E é uma mobilização crescente, capaz de assustar os mais empedernidos e dedicados deputados e senadores. Viu-se o

tamanho do problema pela cara assustada do presidente da Câmara, Marco Maia, tentando amenizar o clima por lá. Existe ainda a pressão do funcionalismo federal por novos reajustes e, principalmente, a reivindicação do Judiciário, tida nos bastidores como já quase insuportável, por um aumento geral e em média de cerca de 50% sobre os salários atuais. Dilma pretende que os aliados não se rendam a essas pressões.

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la quer também que os parlamentares aprovem, até o final do ano, a prorrogação por mais quatro anos da Desvinculação das Receitas da União (DRU), na origem Fundo Social de Emergência (FSE). Esse é um mecanismo que permite ao governo gastar aleatoriamente uma parcela de 20% das receitas orçamentárias que devem obrigatoriamente ser destinadas a determinadas áreas, como saúde e

O governo sabe, diferentemente dos tempos da "marolinha", que tem desafios pela frente e que "não dá para ficar brincando" como deixou escapar um expoente da equipe econômica.

educação. É considerada vital para o controle do déficit.

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s setores que têm seus recursos desvinculados não gostam da DRU, nem os parlamentares que são ligados a essas áreas. Todas as prorrogações anteriores da DRU foram complicadas. Mas agora serão ainda mais, porque tanto os defensores da saúde quanto os da educação são contrários. E com uma alegação que pode pegar – a de que o dinheiro é tirado dos setores essenciais e depois vai cobrir aumentos salariais, despesas com viagens e publicidade. Dilma fez o seu papel ontem: tentar jogar nas mãos dos aliados parte da responsabilidade pela imunização da economia brasileira em relação a uma possível contaminação dos ventos gélidos da Europa e dos Estados Unidos. Mas tudo indica que a presidente não comoveu a plateia. Ela parece não ter feito muito sucesso. O que mais os participantes falavam, após o encontro, era sobre a liberação das emendas parlamentares para obras e projetos. A política brasileira tem razões que nenhuma razão é capaz de explicar.

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

á uma histeria nas esquerdas mundiais com o sucesso do programa do grupo de republicanos americanos que querem restaurar o prestígio da grande democracia – o Tea Party. O progresso econômico e social dos EUA foi assentado na liberdade, não só na política, de imprensa, mas em especial iniciativa, no desbravamento e na sólida educação. A baixa presença estatal, a burocracia simplificada e a política fiscal que não permite a informalidade, punindo-a quando identificada, fizeram com que o país tivesse uma grande exportação, de valor agregado, e ainda uma agricultura forte para atender ao mercado interno e externo. Os EUA são grandes produtores de trigo e de milho, com excedentes, e também de etanol, mais caro do que o nosso, mas em grande quantidade e agora usado também na mistura da gasolina. Tudo basicamente nos estados e cidades do interior, longe do elitismo de intelectuais que ainda alimentam o sonho de uma América intervencionista e quase socialista, espalhados por Washington, Nova York , Los Angeles e Boston. O maior presidente do século passado, atestam as pesquisas, foi o republicano Ronald Reagan, que deu a última arrancada para o progresso da grande nação. Depois vieram as mediocridades de Carter e Clinton, passando por Bush, pai e filho – só com o mérito político e a ousadia nos gastos para eliminar a ameaça do Iraque de Saddam Hussein. A fase atual é de uma economia quase em colapso com um presidente despreparado e sem identidade com a linha do desenvolvimento sem paternalismo. E os até há pouco eufóricos liberais esquerdistas americanos estão descobrindo que o povo quer liberdade para trabalhar, menos intervenção do Estado, menos impostos sobre a produção e mais empregos para a mocidade. E que reforça seu apoio às Forças Armadas e à defesa da língua nacional, sob ataque de novos americanos. Defendem sua cultura, como todos deveriam fazer. A verdade é que o mundo andou se iludindo com políticas de distribuir o que não correspondia à realidade na economia. Houve uso irresponsável de recursos e sobretudo do crédito. Gastaram e gastaram, tanto na Europa como nos EUA, sem considerar o que estava ocorrendo na Ásia, onde se passou a se produzir mais e melhor, mais barato, deixando os antigos donos do mundo fragilizados.

Salva-se a Alemanha, que superou os imensos gastos da reunificação com trabalho e austeridade. A Inglaterra também vai saindo do buraco dos anos trabalhistas e da queda na produção de petróleo, mas tendo de usar a força para conter protestos dos que não querem abrir mão dos privilégios recebidos. essas democracias o povo sabe votar, os políticos têm cara e coragem, programas definidos. Venceram os conservadores em Portugal, na Espanha, na Alemanha, na Inglaterra e na Itália.

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os EUA, teremos eleições ano que vem e, se os conservadores encontrarem um bom nome, vencerão facilmente para devolver ao mundo uma liderança generosa, democrática, assumindo sua responsabilidade no combate ao terrorismo e aos que querem fazer do medo a marca de nosso tempo. Nada a temer do que está surgindo nas democracias tradicionais em relação à crise. Na Europa, onde a subversão sobrevive nos agrupamentos de esquerda, a democracia saberá se impor para que as ruas não sejam tomadas pelas minorias inconformadas. Uma coqueluche, como o maio de 1968.

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ARISTÓTELES DRUMMOND É JORNALISTA E VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO RIO DE JANEIRO. ARI.DRUMMOND@YAHOO.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli, Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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pinião

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E S T U D O S R E V E L A M Q U E B E L E Z A T E M F O RT E I N F L U Ê N C I A N O M E R C A D O D E T R A B A L H O .

Newton Santos/Hype

LUIZ OLIVEIRA RIOS

COMO ENCARAR A HORA DO ADEUS

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Feira de produtos de beleza: a cada dia, mulheres e homens cuidam mais da aparência, até para obterem melhores empregos.

Beleza se põe à mesa

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az bem mais de um ano que Daniel Hamermesh estava preparando o lançamento de Beauty Pays: Why Attractive People Are More Successful (em português, "Beleza rende: por que pessoas atraentes têm mais sucesso", editora Princeton University Press, 228 páginas). Economista e professor da Universidade do Texas e da Universidade de Maastrich, na Holanda, há décadas Hamermesh vem estudando as possíveis correlações entre a aparência das pessoas e seu sucesso no mundo profissional. Pouca gente gosta de admitir, mas uma boa aparência sempre fez parte do sucesso profissional e Hamermesh começou a detectar isso em seus estudos sobre economia do trabalho. Até Aristóteles já dizia que uma boa aparência era melhor do que qualquer carta de recomendação. Na verdade, o autor começou estudando outras discriminações no mercado de trabalho quando esse aspecto apareceu. "A beleza tem, sim, influência no mercado de trabalho", disse ele a mim em uma entrevista, um ano atrás. Seu primeiro trabalho sobre esse assunto foi feito por encomenda do governo americano. Ele foi baseado numa pesquisa que classificou as fotos de 4.400 alunos recém-formados de uma faculdade de direito, em categorias que iam do muito feio ao muito bonito. Em períodos combinados com os pesquisadores, os ex-alunos enviavam à faculdade informações sobre seu nível salarial. Foi a partir dessas informações que Hamermesh comprovou a existência de uma correlação que considera forte entre a beleza das pessoas e os rendimentos que elas conseguiam ano após ano. "O fato é cientificamente comprovado: gente bonita ganha melhor. O que estamos estudando, agora, é como isso está ocorrendo em diferentes profissões e também o que produz esses efeitos", disse ele. As constatações da pesquisa de Hamermesh revelam de que modo a sociedade favorece as pessoas

PAULO BRITO bonitas e com boa aparência – não só em relação ao que elas ganham nos seus empregos, mas nos inúmeros benefícios que recebem em todos os aspectos da vida.

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ntre eles, naturalmente, a possibilidade de obter emprego é o que mais se destaca, mas há muitos outros: obter aprovações para empréstimos, negociar esses empréstimos com prazos melhores, ganhar aumentos e promoções, assim como conseguir se casar com gente bonita e educada. Hamermesh explica por que isso acontece e o que significa tanto para os mais bonitos quanto para os que não são. Todos os dias, cada um de nós toma, com o seu corpo e a sua aparência, todos os cuidados ensinados desde que somos bebês: são providências que nos permitem sair de casa e ocupar um lugar na sociedade que está do lado de fora. Sem esses cuidados, simplesmente ninguém será aceito por ela. Não é por outra razão que todos capricham em detalhes como roupas, linguagem, gestos, penteado,

Os estudos de Hamermesh comprovam correlação entre as pessoas atraentes e os ganhos que elas conseguem profissionalmente.

sem falar nos complementos do mundo feminino, que incluem maquiagem e perfumes. Uma das expectativas que temos com tudo isso é que esses cuidados nos abram caminhos para conseguirmos atingir nossos objetivos. É o mesmo impulso que também nos empurra para dietas, cirurgias plásticas, academias e todas as outras estratégias que permitam, a cada um, aproximar-se do modelo que a mídia plantou no imaginário coletivo mundial, e que se supõe seja aceito sem contestações.

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que Hamermesh tem feito com suas pesquisas é tentar medir, quantificar, a vantagem que os profissionais mais atraentes levam em termos de salários, de dinheiro. Ele pesquisa também a existência de variações dessa discriminação em termos de gênero, e também de que forma a aparência é valorizada nas diferentes profissões. É óbvio que em algumas delas a beleza é o cartão de visitas do profissional ou do estabelecimento no qual ele atende seus clientes. Esse é

o caso das academias, clínicas de emagrecimento, consultórios de dermatologistas e assim por diante. Assim como uma clínica de emagrecimento não irá dar emprego a uma recepcionista com sobrepeso, também não confiaremos totalmente num dermatologista que tenha acne. Assim, a beleza acaba sendo a ponta do iceberg de um território de discriminações de toda espécie. Hamermesh avalia se o fato de pagar melhor as pessoas de boa aparência representa discriminação, e, no caso em que isso acontece, quem está discriminando. A pesquisa abordou um aspecto perverso do comportamento humano: o grau de interesse da beleza nos encontros e paqueras, e de que modo isso influencia a busca por companheiros que sejam inteligentes ou ganhem bem. Na opinião dele, faz até sentido que os governantes pensem numa forma de compensar as desvantagens dos que são feios, embora essas pessoas continuem tendo grandes chances de superar as desvantagens por s i mesmas. Seja como for, o problema existe e está comprovado nos números colhidos por Hamermesh em todas as suas pesquisas, desde o início dos anos 70: os benefícios obtidos pelos considerados mais bonitos cresceram mais e mais nos anos seguintes, embora as razões para a discriminação ainda não estejam totalmente claras. Por parte do empregador, elas podem ser subjetivas e estar circunscritas à antropologia, mas também podem muito bem ser objetivas. Por exemplo: os donos dos escritórios de advocacia poderiam simplesmente não querer levar advogados feios para o fórum. Certamente não será fácil descobrir as razões, porque a revelação delas pelos entrevistados de qualquer pesquisa implicará uma declaração de discriminação. E, normalmente ninguém está disposto a fazer isso. PAULO BRITO É JORNALISTA, GRADUADO EM ECONOMIA E MESTRE EM COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA

enho afirmado em várias ocasiões, de viva voz ou na escrita, que nunca gostei da palavra "adeus". O adeus é uma ruptura, quase sempre brusca, entre as pessoas (relações humanas) ou entre as pessoas e suas circunstâncias tempo-espaciais (situacionais). O adeus coloca um ponto final em algo – e isso quase sempre é triste. O adeus só não dói quando encerra uma relação por si mesma já ruim e, logo, é uma forma de sofrimento físico, emocional ou espiritual. Em casos assim, um adeus é até bem-vindo. Fora desse contexto, um adeus é invariavelmente barra pesada. Tudo é cíclico, não obstante nós, humanos, termos a tendência a eternizar os bons momentos. Por isso sofremos muito na hora de dizer o necessário adeus e deixar que algo ou alguém se vá. O curioso é que, racionalmente, sabemos que tudo passa, ou, na linguagem "heracliana" (do filósofo Heráclito, 400 anos A.C): "Não é possível banhar-se duas vezes no mesmo rio". Mas, emocionalmente, amiúde nos negamos a deixar partir o que amamos. Foi sempre assim. É assim. Sempre será assim. Coisa dos seres humanos. O apego insano que temos pelo que nos rodeia é, sem dúvida, a causa primeira do sofrimento na hora do "goodbye". Vejamos alguns exemplos de "adeuses machucatórios": - As crianças crescem e precisam ir embora. Ponto final de um belo ciclo; - Pessoas queridas morrem. Adeus (ou até mais ver?); - A hora de deixar o emprego chegou. Adeus, pessoal!; - O divórcio impôs o adeus. Então, adeus; - É preciso mudar de casa, de bairro, de cidade, de país. Adeus; - É preciso fechar a empresa ou mudar de ramo. Ciclo encerrado; - Alguns amigos são é "amigos da onça!". Adeus, ingratos! Sei lá. Cada um de nós lida de maneira diferente na hora do adeus. Mas que dói pra mamute, ah, dói. erá por isso que Mário Quintana, poeta de fina sensibilidade, cunhou a seguinte máxima: "Por que dizer adeus e partir, se afinal de contas estamos sempre chegando?". É bem provável. E o bom Quintana já disse adeus e foi "morar no andar de cima". Será que alguém está preparado para dizer adeus? Ou, perguntando de outro jeito, é possível a gente se preparar para dizer adeus? O que responder? Quero crer que, em razão de a gente não estar preparado para isso é que , justamente, precisamos aprender a dizer adeus! Mas como? Não sei exatamente como, mas creio que algumas atitudes podem mitigar a hora aziaga do adeus. E quais seriam elas? - Conscientizar-se todos os dias de que tudo é transitório (inclusive – e principalmente – a vida); - Posso e devo gostar

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Dizer adeus e colocar um ponto final em certas situações que nos envolvem são muitas vezes requisitos essenciais para que haja um recomeço.

das coisas, mas sou capaz de viver sem elas e até imagino como será viver sem elas; - Aqueles a quem amo, devo respeito ao maior atributo do genuíno amor: a liberdade. Quem ama possui a coragem de libertar a pessoa amada. obre isto quero me aprofundar um pouco mais. Se amo uma pessoa, como obrigá-la a ficar comigo contra a vontade dela? E há casos ainda mais complexos (eu mesmo já passei por isso); é quando um ente querido, nas etapas finais do processo de morrer, parece querer ouvir a gente dizer: "Vai, pode ir, eu ficarei bem!", para só então exalar o último suspiro e partir para as campinas verdejantes da eternidade.

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ó sei que, dependendo da situação, dizer adeus pode causar simultaneamente tristeza e alegria – a alegria trazida pelo alívio que se sente quando um ponto final encerra um ciclo que precisa ser encerrado. Coisas complexas da vida, que vãs filosofias não explicam. Pois é. Às vezes a vida não nos dá opção, a não ser colocarmos um ponto final em algo – e, quando por esse ou aquele motivo, não conseguimos nós mesmos finalizar algo, é a própria vida que se encarrega de fazê-lo do seu modo. E, convenhamos, o modo da vida de encerrar seus ciclos é quase sempre o mais doloroso. E sem anestesia. Mas quer saber? Dizer adeus e colocar um ponto final em certas situações e circunstâncias que nos envolvem são amiúde requisitos essenciais para um recomeço – até que, uma vez mais, o ciclo se encerre e tudo precise ter de começar de novo. Ou, quem sabe, até que um dia a eternidade possa incorporar o efêmero, e a matéria corruptível (da qual todos nós somos feitos, do pó para o pó) seja revestida da incorruptibilidade prometida há milênios pelo Christos de Nazaré.

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LUIZ OLIVEIRA RIOS É PROFISSIONAL DE MK E VENDAS E COLUNISTA DO

DIÁRIO DO COMÉRCIO. OLIVEIRA.RIOS@HOTMAIL.COM


DIà RIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

11 de Agosto

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Santa Clara de Assis

ilha de uma nobre família italiana de Assis, a jovem Clara abandonou tudo para seguir Jesus radicalmente, depois de conhecer o ideal de pobreza evangÊlica vivido por seu contemporâneo S. Francisco de Assis. É a fundadora da Ordem das Clarissas, de carisma franciscano.

   

Solução

       

  

               

            

        

  





                

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

5 QUADRILHA De acordo com o Ministério Público, grupo tinha vínculo regular e estável.

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CÚPULA E em vez de zelar pelo dinheiro público, atuou em conluio com Ibrasi.

Dida Sampaio/AE

O nº 2 do Turismo ensina a criar empresa de fachada Gravação feita pela PF mostra Frederico Silva Costa orientando Fábio de Mello a dar golpe no ministério

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Polícia Federal revelou ontem que uma gravação feita no dia 20 de julho deste ano mostra o secretárioexecutivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva Costa, orientando o empresário Fábio de Mello a montar uma entidade de fachada para fechar um convênio com o governo. "O importante é a fachada e tem que ser uma coisa moderna, que inspira confiança em relação ao tamanho das coisas que vocês estão fazendo", sugere Costa, de acordo com a PF. Em outro diálogo, Costa dá a seguinte orientação. "Pega um negócio aí pra chamar a atenção, assim, de porte, por três meses. Mas é pra ontem. Que

se alguém aparecer para tirar uma foto lá nos próximos dois dias, as chances são altas", afirmou Costa, segundo a investigação. "Pega um prédio moderno, meio andar, diz que tá com uma sede em construção, mas por enquanto". Frederico e Fábio de Mello foram presos pela Operação Voucher na terça-feira. Mello aparece na investigação como dono da Sinc Recursos Humanos, uma das empresas de fachada que, segundo os autos, recebeu dinheiro do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), ONG fantasma contratada pelo Turismo que gerou a operação da PF. De acordo com o documento

da PF, a conversa começou entre Fábio de Mello e Antônio dos Santos Júnior, assessor de Frederico Silva Costa. É quando, relata a PF, o secretárioexecutivo pega o telefone e começa a orientar o empresário. Para o Ministério Público Federal não há dúvidas do envolvimento no esquema de Silva Costa, de Colbert Martins, secretário nacional de Programas de Desenvolvimento para o Turismo, e de Mário Augusto Lopes Moysés, ex-secretárioexecutivo, também presos pela PF. "Fica evidente a omissão dolosa do Ministério do Turismo", diz parecer do pedido de prisão preventiva aceito. De acordo com o MPF, os contratos com o Ibrasi foram

feitos sem critério objetivo, de forma ilegal. Segundo investigações, o ex-secretário-executivo da pasta, Mário Moysés, direcionou o convênio para o Ibrasi, embora a falta de qualificação técnica fosse "facilmente perceptível". O MPF afirmou ainda que o atual secretário-executivo autorizou o pagamento de R$ 1,3 milhão à entidade com base em nota falsa de prestação de contas. O secretário nacional de Programas e Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins da Silva Filho, liberou a última parcela, de R$ 900 mil. "Tratase de quadrilha com vínculo regular e estável", diz MPF. "Tudo para desviar dinheiro público". (Agências)

Marcelo Brandt/Ag. Câmara - 9/11/2010

Frederico Silva Costa teria autorizado o repasse de R$ 1,3 milhão. Wilson Dias/ABr - 06.10.11

E quem foi preso temporariamente já foi solto

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Colbert Martins foi quem assinou a última parcela, de R$ 900 mil.

Justiça Federal do Amapá liberou ontem 18 presos temporariamente na Operação Voucher da Polícia Federal, deflagrada na terça-feira para combater fraudes no Ministério do Turismo. De acordo com a nota do Ministério Público Federal foram liberados Hellen Luana Barbosa da Silva, Alberto Luchetti Neto, Dante Torelo Matioussi, Gerusa de Almeida Saad, Irene Silva Dias, Paula Gama Ribeiro Leite Saad, Alexandre Ferreira Cardoso, Antonio dos Santos Júnior, Fabiana Lopes de Freitas, Fábio de Mello, Fernando do Nascimento, Eduardo Alves Fayet, Luiz Fernando Ferreira, Uyara Débora Schimidt, David Lorran Silva Teixeira, Merian Guedes de Oliveira, José Luiz Nogueira Marques e Errolflyn de Souza Paixão.

Os 18 que tiveram a prisão preventiva decretada continuam detidos. São eles Frederico Silva Costa, Mário Augusto Lopes Moysés, José Carlos Silva Júnior, Colbert Martins da Silva Filho, Dalmo Antônio Tavares Queiroz, Francisca Regina Magalhães Cavalcante, Freda Azevedo Dias, Gláucia de Fátima Matos, Hugo Leonardo Silva Gomes, Kátia Terezinha Patrício da Silva, Kérima Silva Carvalho, Luciano Paixão Costa, Jorge Kengo Fukuda, Katiana Necchi Vaz Pupo, Maria Helena Necchi, Luiz Gustavo Machado, Sandro Elias Saad e Wladimir Silva Furtado. As prisões ocorreram em São Paulo, Brasília, Curitiva e Macapá. Todos estão no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), onde permanecerão por tempo indeterminado à dispo-

sição da Justiça. A medida busca impedir que os envolvidos, acusados do desvio de R$ 4 milhões do ministério, interfiram nas investigações. O juiz federal Anselmo Gonçalves da Silva, que emitiu os mandados de prisão e busca e apreensão, deixou o caso ontem. (AE)

Mário Moysés: segundo o MPF, em vez de zelar pelos recursos do ministério, ele usou o cargo para direcionar os convênios para o Ibrasi. "Trata-se de quadrilha com vínculo regular e estável", diz MPF. "Tudo para desviar dinheiro público".

Ano VI No 312 | 11 de Agosto de 2011 Próxima Edição: dia 18, quinta-feira

www.sescon.org.br

ENFIM, SIMPLES NACIONAL TERÁ NOVOS TETOS União atende um dos principais pleitos do SESCON-SP, da FENACON e de todo o segmento produtivo brasileiro: o reajuste de 50% dos limites e das faixas de faturamento para ingresso das empresas no sistema simplificado de tributos

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acordo firmado essa semana entre a presidente Dilma Rousseff e a Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas da Câmara dos Deputados deve beneficiar as mais de cinco milhões de organizações optantes e ainda aquelas que agora passam a ter acesso ao regime. “Essa medida deve fomentar significativamente o desenvolvimento do empreendedorismo e aumentar ainda mais o papel já fundamental dos pequenos negócios no País”, comemora o presidente do SESCON-SP, José Maria Chapina Alcazar, lembrando que a entidade, juntamente à FENACON e às demais entidades do Fórum Permanente em Defesa do Empreendedor, participam dos debates em torno do aprimoramento da legislação das MPEs desde a promulgação da Lei Complementar 123/2006. Com a mudança, que deve vir pela apro-

vação do Projeto de Lei Complementar 591/2010, o limite de enquadramento dos empreendedores individuais passará dos atuais R$ 36 mil por ano para R$ 60 mil; das microempresas de R$ 240 mil para R$ 360 mil; e das pequenas empresas de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões. Outras mudanças relevantes também são a permissão para parcelamento de dívida tributária pelas empresas do regime e a extinção da declaração anual do Simples Nacional (DASN). A partir desse aval do governo, a expectativa é que a tramitação do PLP 591/2010 a partir de agora seja mais rápida. “Vamos acompanhar de perto a aprovação do texto, pois o Brasil precisa dessas mudanças”, afirma Chapina Alcazar, enfatizando que o SESCON-SP e todo o empreendedorismo continuarão lutando por mais aprimoramentos não contempladas no pacote.

POSTO DA JUCESP NO SESCON-SP

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a próxima terça-feira, o SESCON-SP recebe em sua sede, na capital paulista, o presidente da Junta Comercial do Estado de São Paulo, José Constantino de Bastos Jr., para a inauguração oficial de um Posto da Jucesp nas instalações da entidade, localizadas à Avenida Tiradentes, 960 (próximas à Estação Armênia do Metrô). Agora, associados e filiados do Sindicato e demais empreendedores têm toda a comodidade e preços diferenciados no atendimento da

Filiado à:

SESCON-SP apoia:

Junta. “Ampliamos mais uma vez nossa gama de serviços para atender as necessidades e facilitar os trâmites para o segmento produtivo”, destaca o presidente do SESCON-SP, José Maria Chapina Alcazar. O Posto da Jucesp na entidade oferece atendimento diferenciado com triagem, vista prévia da documentação e checagem de requisitos pertinentes ao tipo de ato solicitado. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones: (11) 3304-4462/67/68/70/71.

SINDICATO ORIENTA SOBRE AGENDA DE NOTA FISCAL PAULISTANA CURSOS Substituição Tributária - Novas Alterações -

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partir deste mês de agosto, os tomadores de serviços na cidade de São Paulo poderão obter créditos para abater até 100% do IPTU, optar pelo valor em conta corrente e ainda concorrer a prêmios em dinheiro. Os benefícios fazem parte da nova etapa de implantação da Nota Fiscal Paulistana, que desde o último dia 1° passou a ser obrigatória para todo o contribuinte do ISS da capital paulista. Na última semana, o SESCON-SP recebeu em sua sede o subsecretário da Receita Municipal, Ronilson Bezerra Rodrigues, que conduziu palestra sobre as novidades, explicando todos os aspectos que envolvem a NFS-e para um auditório lotado.“O intuito das mudanças é estimular os cidadãos a solicitarem documento fiscal na contratação de serviços, como de cabeleireiros, estacionamentos e academias de ginástica”, destacou. Segundo o presidente do SESCON-SP, José Maria Chapina Alcazar, o Sindicato está unido ao governo na disseminação das vantagens da solicitação da nota fiscal.“Essa é uma iniciativa que visa a cidadania, além de promover a redução da carga tributária individual para contribuintes e não contribuintes”, ressalta o líder setorial.

Decreto 52.665

17 de agosto, das 9h às 18h

Contribuições ao PIS / PASEP e COFINS (Cumulativo e Não Cumulativo)

18 e 19 de agosto, das 9h às 18h

Construção Civil no Âmbito Previdenciário

19 de agosto, das 9h às 18h

DICAS&NOTAS

Fonte: Fiscosoft | www.fiscosoft.com.br

COMÉRCIO EXTERIOR - REINTEGRA MP 540/11 - Os arts. 1º a 3º trataram da instituição do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras, com o objetivo de reintegrar valores referentes a custos tributários residuais nas suas cadeias de produção. O REINTEGRA será aplicado às exportações realizadas até 31.12.2012 e produzirá efeitos após sua regulamentação.

PIS/PASEP E COFINS - CRÉDITOS SOBRE ATIVO IMOBILIZADO MP 540/11 - O art. 4º alterou a regra para apropriação dos créditos de PIS/PASEP e COFINS não cumulativos sobre o ativo imobilizado. Pela nova disposição, as pessoas jurídicas, nas hipóteses de aquisição no mercado interno ou de importação de máquinas e equipamentos novos, adquiridos a partir do dia 3/08/2011, destinados à produção de bens e prestação de serviços, poderão optar pelo desconto dos créditos.

IRPJ - PROGRAMA DE INCLUSÃO DIGITAL - ISENÇÃO MP 540/11 - O art. 11 tratou da isenção de imposto de renda e adicional calculados com base no lucro da Exploração, para as pessoas jurídicas fabricantes de máquinas, equipamentos, instrumentos e dispositivos, baseados em tecnologia digital, voltados para o programa de inclusão digital com projeto aprovado até 31/12/2013 para instalação, ampliação, modernização ou diversificação enquadrado em setores considerados prioritários para o desenvolvimento regional, nas áreas de atuação das extintas Sudene e Sudam.

O subsecretário da Receita Municipal de São Paulo, Ronilson Bezerra Rodrigues, falou da NFS-e para um auditório lotado

Av. Tiradentes, 960 | Luz | São Paulo / SP | CEP: 01102-000 (a 50m da estação Armênia do metrô) Tel.: (11) 3304-4400 | Fax: (11) 3304-4510 Envie sugestões para: espacosescon@sescon.org.br

Fique por dentro dos acontecimentos da semana, não perca a TV SESCON-SP! Todas as quartas-feiras às 22h na TV Aberta nos canais: 09 da NET; 72 e 99 da TVA e 186 da TVA Digital.

SESCON-SP | Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo AESCON-SP | Associação das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo Presidente: José Maria Chapina Alcazar | Gestão: 2010/2012


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Acho que houve abuso de poder do Judiciário e do Ministério Público. Cândido Vaccarezza (PT-SP), líder do governo na Câmara

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PSDB responsabiliza Marta pela corrupção Antonio Cruz/ABr - 17.05.11

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Sob tiroteio: "Os quadros que estão lá, não começaram no governo atual. Eles vêm da Marta", aponta o presidente do PSDB.

Novais é chamado a depor na Câmara Deputados querem ouvir depoimento do ministro do Turismo sobre as irregularidades, fraudes e prisões

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Presidente tucano acusa senadora pelas irregularidades denunciadas no ministério do Turismo. Segundo Sérgio Guerra, tudo começou depois que ela assumiu a pasta.

uas comissões da Câmara aprovaram ontem requerimentos de convite para o ministro do Turismo, Pedro Novais . Deputados querem ouvir explicações sobre suspeitas de irregularidades em convênios firmados pelo ministério, o que levou à prisão, na terça-feira, de 36 pessoas, incluindo o número dois da pasta. Na comissão de Fiscalização Financeira foi aprovado convite também para o ex-titular do ministério, Luis Barretto, além de pedido de explicação sobre a operação da Polícia Federal para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O outro requerimento de convite de Novais foi aprovado na Comissão de Desenvolvimento Econômico. Há ainda pedidos no mesmo sentido na

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr - 20.06.11

Pedro Novais (PMDB-MA): convite para explicar os motivos que levaram a PF a prender 36 pessoas ligadas à sua pasta suspeitas de cometer fraudes em convênios.

Comissão de Turismo, que se reuniu durante à tarde. A aprovação de convite foi possível graças a acordo com o PMDB, partido de Novais. Se-

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO Acha-se aberta na COORDENADORIA DOS NÚCLEOS DE AÇÃO EDUCATIVA, sito Rua: Dr. Diogo de Faria, 1247, no Auditório, 1º andar - Vila Clementino, a licitação na modalidade: PREGÃO PRESENCIAL Nº 27/SME/2011 - 2010-0.290.569-5 - REGISTRO DE PREÇOS PARA AQUISIÇÃO DE KIT DE MATERIAL ESCOLAR - SME/CONAE O credenciamento e os envelopes nº 01 (proposta) e envelopes nº 02 (documentação) deverão ser entregues até às 10:00 horas do dia 24/08/2011, no Auditório, situado na Rua Dr. Diogo de Faria, 1247 - 1º andar - Vila Clementino. O Edital e seus Anexos poderão ser obtidos, até o último dia que anteceder a abertura, mediante recolhimento de guia de arrecadação, ou através da apresentação de CD-ROM gravável no Setor de Licitação - CONAE 151 - sala 318, ou no site http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, bem como, as cópias do Edital estarão expostas no mural do Setor de Licitação.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete: PREGÃO ELETRÔNICO 242/2011-SMS.G, processo 2011-0.190.128-0, destinado ao registro de preços para o FORNECIMENTO de MEDICAMENTOS ESSENCIAIS XI, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 02 de setembro de 2011, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 243/2011-SMS.G, processo 2011-0.190.120-5, destinado ao registro de preços para o FORNECIMENTO de MEDICAMENTOS DIVERSOS X, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 05 de setembro de 2011, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 225/2011-SMS.G, processo 2011-0.160.137-6, destinado ao registro de preços para MEDICAMENTOS DIVERSOS IX, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 12 de setembro de 2011, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAL O edital do pregão acima poderá ser consultado e/ou obtido nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, ou, no gabinete da Secretaria Municipal de Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.

gundo lideres da legenda, o ministro deve participar de audiência conjunta na Câmara na próxima semana. Na terça-feira, deputados do PDT – partido que integra a base aliada – e do PSol protocolaram requerimento para convocar o ministro na Comissão de Defesa do Consumidor. Habeas corpus – A defesa do secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva Costa, disse ontem que as prisões realizadas pela PF durante a Operação Voucher se baseou em uma ordem judicial feita "apenas com presunções". Segundo o advogado Thiago Machado – que também defende o secretário nacional de Programas e Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins da Silva Filho –, não há motivo para manter a prisão dos acusados. Eles foram afastados do ministério. "Contestamos a decisão judicial que ordenou a prisão, que se baseou apenas em presunções que não se confirmaram. Para se ordenar a prisão é preciso fatos concretos". Além de discordar dos motivos da prisão, a defesa argumentou ainda que não há o suposto risco de eliminação de provas, uma vez que a PF já apreendeu documentos durante a operação. Segundo Thiago Machado, a defesa não teve acesso à integra do processo e, por isso, os presos não sabem do que são acusados. "Nossa orientação é para que eles só falem em juízo e exerçam o direito de ficar em silêncio no depoimento à PF, já que não tivemos acesso ao processo e não sabemos do que são acusados". Unidade – As denúncias de

corrupção que levaram ao afastamento de membros de partidos da base por causa de denúncias de corrupção nos ministérios dos Transportes, da Agricultura e, agora, do Turismo não comprometem o apoio e a unidade dos aliados à presidente Dilma Rousseff. Foi o que afirmou ontem o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Sarney fez questão de frisar que no caso do Ministério do Turismo, a questão não é de política, mas de polícia. "Sendo um caso policial, cabe à polícia provar quem são os culpados e quem são os inocentes e tirar a política disso". O ministério do Turismo é da cota do PMDB. Sarney, ao contrário do que disse na terçafeira, descartou, um dia depois, a hipótese de seu partido ter sido atingido pela Operação Voucher. E evitou comentar a ação da Polícia Federal. Mas arriscou dizer que só ao termino das investigações é que se poderá saber "onde teve excesso e onde não teve. O PMDB, como partido, de maneira nenhuma se sente atingido. Acho que a parte política é uma coisa e a policial é outra". Sarney defendeu a forma como a presidente tem lidado com todas as crises que vem surgindo nesses últimos meses de governo. "A presidente Dilma goza de uma confiança do Congresso muito grande. Está fazendo um excelente governo. Está administrando todas as crises com absoluta competência". Depois, ele taxou o sistema judicial brasileiro de muito lento "na parte processual" e afirmou que o Congresso está "procurando modificar" isso. (Agências)

p r e s i d e n t e d o responsabilidade do governo P S D B , S é r g i o do PT e ministra do PT. Tem Guerra, responsa- processos em todos os locais bilizou a senadora que comprovam isso". Guerra disse que o processo Marta Suplicy (PT-SP) pelo suposto esquema de corrupção de corrupção "explodiu" no governo Dilma: "Eu quero sano ministério do Turismo. O tucano disse ontem que as ber quando este governo vai irregularidades na pasta tive- enfrentar processos de corrupram início na gestão a ex-mi- ção de aliados mais poderosos e d o p ró p r i o nistra, que deiPT. As coisas xou a pasta em e s t ã o e x p l o2008 e foi sucedindo nos midida por Luiz Ou a presidente nistérios do Barretto – seu tem coragem, ou Tu r i s m o , d a secretário-exenão tem. Não pode Ag ri cu lt ur a, cutivo no mié passar a ideia de mas quando nistério. c o m e ç a a i n"Os quadros que faz uma vestigação no que estão lá grande limpeza, ministério da n ã o c o m e ç aquando não faz. Agricultura a ram no goverSÉRGIO GUERRA presidente trano atual. Eles ta de proteger o vêm da Marta, sim, e do tempo depois dela. ministro e dizer ele merece Ela tem que explicar isso tam- nossa confiança e está fora da bém. (...) Ela não pode ficar nas linha de fiscalização. Não poestrelas, pensando que foi nas de estar fora, não. Tem de estar na linha de fiscalização", disse estrelas que isso aconteceu". Antes de o atual ministro do Guerra. "Ou a presidente tem Tu r i s m o , P e d r o N o v a i s coragem, ou não tem. Não po(PMDB-MA), assumir o cargo, de é passar a ideia de que está a pasta era ocupada por Barret- fazendo uma grande limpeza, to. Walfrido Mares Guia, indi- quando não está. Isso é simulacado pelo PTB, ocupou o cargo ção, ação secundária". Ontem, na tribuna, Marta no período anterior a Marta. Guerra afirmou que, em Per- disse que se sentiu "indignanambuco, presenciou a libera- da" pela forma como a imprenção de verbas e emendas parla- sa tratou a maneira como ela mentares por meio do Ministé- agiu para não comentar a pririo do Turismo para festas e são de seu ex-chefe de gabinete eventos que, na verdade, nun- e assessor de campanha, Mário ca ocorreram. "Eu próprio pos- Moysés, com outros 34 serviso explicar o que vi no meu es- dores do Turismo. Ela negou tado: 20, 30 festas em que ela que tenha saído do plenário pegou o dinheiro para fazer is- para o banheiro para se esconso e não fez. De repente, festa der. "Fui porque tinha necessivirou prioridade nacional. Sob dade", alegou. (Agências)

Ministro questiona algemas durante Operação Voucher

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ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, questionou ontem a Polícia Federal por ter feito uso de algemas durante a Operação Voucher, que prendeu 35 pessoas na terça-feira. Em ofício enviado à instituição, Cardozo cobrou explicações em "caráter de urgência" e afirmou que, "caso constatada qualquer infração às regras em vigor, determino a abertura imediata dos procedimentos disciplinares cabíveis". O governo não gostou de ver publicada ontem, na Folha de S. Paulo, a foto do secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa, algemado ao chegar a Brasília ao lado de um policial. O Planalto reclamou imediatamente do exagero na condução da operação. Segundo a súmula vinculante nº 11 do Supremo Tribunal Federal (STF), publicada em 2008, o uso de algemas só é permitido quando os presos oferecerem resistência, ou houver possibilidade de fuga, além de risco aos policiais.

A súmula obriga a PF a justificar por escrito porque usou algema: "Só é lícito em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito". O documento prevê ainda que o uso irregular pode ter como pena a responsabilização penal do policial que usou a algema, além da anulação da prisão. O ministro do STF Marco Aurélio Mello criticou, na terça-feira, o uso de algemas na Operação Voucher. Líderes da base aliada na Câmara também reclamaram de abuso de poder do Judiciário no caso das prisões no Ministério do Turismo. Para o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), uma pessoa que está há dois meses no ministério, como Colbert Martins, não pode ser presa sem algum tipo de explicação por convênios firmados em 2009. "Acho que houve abuso de poder do Judiciário e do Ministério Público". (Folhapress) Marcello Casal Jr/ABr - 03.08.11

Cardozo, ministro da Justiça, cobra explicações e se houver infração às regras, vai determinar abertura de procedimentos cabíveis.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

7 48% dos entrevistados consideram o governo ótimo ou bom. Esse número era 56% em março.

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Elza Fiúza/ABr

CNI/Ibope: avaliação do governo Dilma despenca Tanto o desempenho do governo quanto a aprovação da presidente caíram em relação ao último levantamento

A Flávio Castelo Branco: crises foram mencionadas espontaneamente

avaliação favorável em relação ao governo da presidente Dilma Rousseff recuou 8 pontos porcentuais em relação à última pesquisa Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Ibope. O levantamento, divulgado ontem, mostra que 48% dos entrevistados consideram o governo ótimo ou bom. Esse número era 56% na sondagem anterior, realizada em março. O governo é considerado regular ou péssimo por 48% dos entrevistados, ante 32% na pesquisa de março. O nível de aprovação pessoal de Dilma

também caiu acentuadamente: agora, 67% da população aprovam a presidente, ante 73% em março. A pesquisa revela ainda que 25% dos entrevistados desaprovam a presidente, ante 12% na sondagem anterior. A aprovação pessoal de Dilma é maior no Nordeste, com 70% dos entrevistados considerando a presidente boa ou ótima. O menor índice de aprovação é no Sul, onde o porcentual de ótimo ou bom para a presidente Dilma é de 61%. Lula de saia – Para a maioria dos entrevistados, o governo da presidente Dilma tem sido igual ao de seu antecessor Luiz

Conferência aponta para novas soluções ambientais Uma delas é a instalação de oito pontos de coleta de lixo eletrônico em parques na cidade de São Paulo. Mário Tonocchi

Patrícia Cruz/LUZ - 31.08.10

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nstalação permanente de Novidades: oito pontos de coleta de livereador xo eletrônico em parques Gilberto na cidade de São Paulo. LanNatalini çamento de duas cartilhas, chama a uma com orientações para o atenção para descarte correto de medicaas iniciativas mentos fora de uso ou vencidestinadas a dos e como aproveitar melhor o uso da bicicleta na cidade. mudar hábitos Início das discussões para a da população e formatação de um projeto de obter melhores condições lei para a logística reversa no climáticas descarte dos medicamentos vencidos ou fora de uso. Essas devem ser as principais atitudes concretas da décima edição da Conferência de Produção Mais Limpa e dida do impacto das atividaMudanças Climáticas da Ci- des humanas sobre as emisdade de São Paulo, que acon- sões de gases do efeito estufa. tece no dia 24 deste mês, das Ela leva em consideração a 8h30 às 17, no Memorial da quantidade de dióxido de carAmérica Latina. bono equivalente liberada na "A partir da Conferência, a realização de cada atividade. Câmara Municipal vai abrir A medida pode ser aplicada seus próprios pontos de coleta tanto na produção quanto no de lixo eletrônico e de remé- consumo de produtos e atividios fora de uso", disse o ve- dades de empresas e consumireador e presidente da Comis- dores. "A Conferência quer são de Meio Ambiente da Câ- conscientizar as pessoas de mara Municipal de São Paulo, que elas têm responsabilidaGilberto Natalini, organiza- des na geração de poluição", dor da conferência desde sua reforça Natalini. primeira edição. O Instituto CarbonoBrasil Segundo Natalini, para via- de Desenvolvimento Científibilizar a criação dos oito pon- co e Tecnológico tem dicas de tos de coleta de lixo eletrônico, como reduzir suas próprias na Conferência, será assinado emissões como, por exemplo, um convênio entre a Prefeitura comprar veículos com a opção e a Associação das Empresas flex fuel, e de Limpeza abastecer só Pública e Resícom etanol. duos Especiais Também há di(Abrelpe) estacas para o conA Conferência belecendo losumo ambiencal, prazo de talmente resquer conscientizar implantação e ponsável denas pessoas de que como se dará o tro de casa, no elas têm re co lh ime nt o, trabalho e na responsabilidades entre outras vida pessoal. na geração de definições es(Veja em detatabelecidas pelhes as orientapoluição. la Prefeitura. ções para reduGILBERTO NATALINI "Estamos ção da pegada de pedindo à pocarbono pessoal pulação que leve seu lixo ele- e m i n s t i t u t o c a r b o n o b r atrônico à Conferência. So- s il .o rg .b r/ me rc ad o_ de _c armente uma entidade da Zona bono/pegada_de_carbono). Norte de São Paulo já inforOutras edições – As nove mou que vai levar uma tonela- conferências anteriores resulda de equipamentos não mais taram em soluções, com a criautilizados. E tudo será levado ção de leis e projetos voltados para a empresa Silcon Am- para a sustentabilidade. A lei biental, especializada em re- 13.309/02, de Natalini, obriga ciclagem de resíduos tecnoló- o município a utilizar água de gicos", observou o vereador. reuso para a lavagem de loAberto ao público e gratuito, o gradouros públicos e para a irencontro deve ter a participa- rigação de jardins e praças. ção do escritor, jornalista, ex- Com a lei, segundo o vereadeputado e ambientalista Fer- dor, há uma considerável econando Gabeira. nomia de gastos, já que o meTema – O tema da Conferên- tro cúbico de água de reuso cia deste ano é "Pegada de Car- custa R$ 0,48, em comparação bono: nós paulistanos frente às com R$ 10 da mesma quantimudanças climáticas". A de- dade de água potável. signação "Pegada de carbono" Outro projeto define um é oficial e planetária para a me- programa de incentivo ao uso

de tijolo ecológico. O material é produzido com matéria prima reaproveitada de demolições e obras, inserindo a reciclagem na construção civil. Uma das vantagens que oferece é que não precisa ser queimado, o que evita a emissão de poluentes e gases de efeito estufa. Os restos de demolição podem ser aproveitados também para a produção de asfalto ecológico, que é até 40% mais barato. Os debates proporciona-

ram ainda a criação do programa Passeio Livre, de 2005. O programa estabelece normas para a construção e reforma de calçadas para a livre circulação de pedestres. Já a Lei nº 14.723/08 estabelece o aproveitamento de madeira de poda de árvores, prática que já vem sendo adotada por diversas subprefeituras, reduzindo o volume de lixo enviado aos aterros sanitários e as emissões geradas pelo transporte dos resíduos.

Inácio Lula da Silva, mas houve uma queda em relação a essa percepção. Na sondagem divulgada ontem, 57% manifestam essa opinião, ante 64% em março. Em relação à condução da política de juros, 63% dos entrevistados a desaprovam. Em março, esse índice era de 43%. A pesquisa mostrou ainda que 56% dos consultados desaprovam a política de combate à inflação, em comparação com 42% em março. As áreas com maior índice de reprovação foram a saúde e a carga tributária, desaprovados por 69% dos consultados. A pesquisa ouviu 2002 pessoas

entre 28 e 31 de julho. Depreciação histórica – O desempenho da presidente Dilma, em março, superava o índice computado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em março de 2003, no início de seu primeiro mandato. Na época, o levantamento mostrava o governo Lula com aprovação de 51%. No segundo mandato, em março de 2007, o índice de aprovação do governo era de 49%. O tucano Fernando Henrique Cardoso tinha 41% no início de seu governo, em 1995. Ao abrir seu segundo mandato, em março de 1999, FHC tinha 22%. (Agências)


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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

TROCA DE TIROS A Coreia do Norte fez ontem novos disparos que caíram no Mar Amarelo perto da fronteira com a Coreia do Sul, horas depois que os dois exércitos trocaram fogo.

nternacional

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pós quatro dias de saques e vandalismo, o Reino Unido enfrentou ontem uma noite de relativa calma, enquanto a tensão aumentava na cidade de Birmingham, na região central. A morte de três jovens muçulmanos atropelados em meio aos distúrbios elevou a tensão racial na cidade. Muçulmanos e de ascendência paquistanesa, Haroon Jahan, de 21 anos, e os irmãos Shazad Ali, de 30 anos, e Abdul Nasir, de 31 anos, morreram durante a segunda noite de tumultos enquanto tentavam proteger seu bairro dos saqueadores, depois de voltarem das orações do Ramadã em uma mesquita. Eles foram atingidos por um Audi com quatro ocupantes negros, segundo testemunhas. "Eles foram mortos em um ataque racista. Estavam aqui para proteger lojas, sem armas", denunciou Ali Hussain, primo de Jahan. Líderes da comunidade paquistanesa na região afirmam temer possíveis represálias e conflitos raciais se a polícia não for rápida nas investigações. Morte de três muçulmanos durante tumultos em Birmingham alimenta temor de novos choques na Inglaterra Por enquanto, um suspeito foi preso, e o chefe da polícia local, Chris Sims, pediu calma e que as pessoas não pensem em rev a n c h e . D urante todo o dia, o clima era de revolta entre familiares e amigos dos mortos. Relato - Tariq Jahan, pai de umas das Cameron (à dir.) discute crise; Jahan (abaixo) lamenta morte de filho. vítimas, não AFP sabia que seu filho Haroon estava entre os a t ro p e l a d o s quando foi socorrer o grupo. " E s c u t e i o Cansados da violência, londrinos colam mensagens de solidariedade em Peckham. som da batida, corri para o local e vi três pes- sede da Olimpíada de 2012 – tos ontem à noite para dar conNão soas no chão", disse Jahan. "Meu ainda era de tensão. Mas os in- ta do alto número de detidos. permitiremos instinto foi de ajudar as três pes- cidentes se limitavam a escaraAviso - O primeiro-ministro que uma soas. Não sabia quem eram nem muças e confrontos isolados do Reino Unido, David Camecultura do quem tinha sido ferido. Ajudei o entre tropas de choque da po- ron, voltou a afirmar que a pomedo primeiro homem e alguém atrás lícia e grupos de jovens. lícia reprimirá duramente a de mim me disse que meu filho Outras cidades inglesas que violência e os arruaceiros que prevaleça em estava deitado atrás de mim. registraram distúrbios nos últi- provocam os distúrbios. nossas ruas. Então, comecei a fazer RCP (res- mos dias, especialmente na noi"Não permitiremos que uma DAVID CAMERON piração cárdio-pulmonar) no te de terça-feira, caso de Man- cultura do medo prevaleça em meu próprio filho. Meu rosto es- c h e s t e r, L i v e r p o o l e B i r- nossas ruas", apontou o pretava coberto de sangue, minhas mingham, também pareciam miê, que ressaltou a melhoria mãos cobertas de sangue." mais calmas ontem. da situação em Londres consAlerta - Embora a polícia teMais de 1,2 mil pessoas foram tatada na noite de terça-feira. nha alertado muitos moradores detidas por causa da onda de "Precisamos de uma reação, a ficarem em casa enquanto du- distúrbios e saques iniciada no e uma reação está em curso", rarem os motins que tomaram sábado no bairro de Tottenham. disse Cameron, após se reunir conta da Inglaterra desde sába- Em Londres, 820 suspeitos fo- com o Cobra, comitê governado, muitos preferiram ir às ruas ram detidos, dos quais 251 já fo- mental de combate a crises. em 16 mil agentes até 2015. alguns dos próprios envolvipara defender suas casas e lojas, ram acusados formalmente. "Todos os recursos que a políSegundo as autoridades, os dos nos distúrbios dizem que a em parte porque acreditam que Além disso, foram registra- cia precisar ela terá." distúrbios resumem-se à "cri- violência é reflexo da frustraa polícia é incapaz de defendê- das 113 detenções na zona de Isso incluiria o uso de ca- minalidade pura." ção das camadas mais pobres los dos saqueadores. Manchester, 50 em Liverpool, nhões de água contra manifesA indignação popular dian- no país, que tem um dos maioMuitas das lojas das cidades 163 em West Midlands e 109 tantes, uma prática comum dos te dos ataques contra estabele- res índices de desigualdade soinglesas afetadas pela violência delas em Birmingham. britânicos na Irlanda do Norte. cimentos comerciais parece ter cial no mundo desenvolvido. voltaram a fechar suas portas A ministra de Interior britâEconomia - O governo nega reforçado o argumento do go"Eles elevaram tarifas, cortaontem por precaução enquanto nica, Theresa Mai, ordenou a que os tumultos tenham relação verno. Nos saques, muitos ram benefícios para crianças. a polícia londrina recomendou suspensão das folgas de todos com os impopulares cortes de itens supérfluos – televisores, Todo mundo usou isso como a população a ficar em casa e os agentes para poder enfren- gastos públicos, adotados para joias, bebidas e doces – esta- uma chance para desabafar", não transitar nos bairros confli- tar as desordens públicas em fazer frente ao enorme déficit vam sendo levados, e muitos disse à Reuters um homem que tuosos depois do anoitecer. várias cidades da Inglaterra, público. Um relatório publica- pequenos estabelecimentos participou dos incidentes em Mesmo com 16 mil policiais enquanto três tribunais de do no mês passado informou familiares foram atingidos. Hackney, bairro na zona leste nas ruas, o clima em Londres – Londres permaneceram aber- que a força policial será cortada Mas líderes comunitários e de Londres. (Agências) Paul Ellis/Reuters

Chris Helgren/Reuters

Depois do vandalismo, tensão racial à vista.

Ó RBITA

ARGENTINA

A

refinaria da Petrobras na cidade argentina de Bahía Blanca foi fechada após explosão que deixou um morto e um ferido, ocorrida na madrugada de ontem, segundo confirmou a companhia em comunicado. "A refinaria foi paralisada preventivamente, por pedido da Subsecretaria de Meio Ambiente local", diz a nota da Petrobras. Desde as primeiras horas da manhã de ontem, a imprensa argentina já havia publicado as informações sobre a explosão e o fechamento da refinaria. A companhia confirmou o acidente às 8h22 (de Brasília), enquanto o fechamento foi comunicado após o meio-dia. A Petrobras confirmou que a explosão ocorreu fora da área industrial, em uma área de descanso dos trabalhadores. A empresa ainda não informou a causa da explosão na refinaria instalada em Bahía Blanca, localizada ao sul da província de Buenos Aires, distante 689 quilômetros da capital federal. Com uma capacidade de processamento de 30.500 barris/dia, a refinaria também elabora combustíveis, matériaprima para solventes e produtos químicos. (AE)

PARAGUAI

O

governo paraguaio vai liberar o equivalente a cerca de US$ 5 milhões em indenizações a 244 vítimas da ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989). Em média, cada um dos antigos perseguidos políticos receberia aproximadamente US$ 20 mil, mas o valor da indenização varia de um caso para outro. De acordo com a comissão da verdade e da justiça estabelecida pelo Paraguai para apurar os crimes da ditadura Stroessner, 1,5 milhão de pessoas foram exiladas, 15 mil sofreram perseguição e 130 prisioneiros políticos desapareceram. Cerca de 10 mil paraguaios recorreram à justiça em busca de indenização. A maior parte dos processos ainda está em andamento. (AE)

Assad faz mea-culpa. Mas ofensiva continua. Estados Unidos dizem que a Síria estaria melhor sem o ditador. O Itamaraty discorda.

O

presidente da Síria, Bashar al-Assad, admitiu ontem que "alguns erros" foram cometidos pelas forças de segurança sob seu comando durante a repressão aos protestos ocorridos no país ao longo dos últimos meses. A admissão, feita durante encontro com uma missão de diplomatas do Brasil, Índia e África do Sul, não impediu Assad de continuar a repressão contra civis. Tanques foram retirados de Hama, mas paralelamente uma forte ofensiva foi lançada contra Homs, provocando pelo menos 17 mortes.

Youssef Badawi/EFE

Exército sírio retira-se de Hama, mas lança ofensiva contra Homs, onde pelo menos 17 morreram.

Os Estados Unidos endureceram seu discurso ontem ao afirmar que a Síria – onde, segundo ativistas e a ONU, 2 mil manifestantes foram mortos desde o início dos protestos, há três meses – estaria melhor sem Assad. "Estamos acompanhando com horror o que Assad está fazendo com seu próprio povo", disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. No entanto, o chanceler brasileiro, Antonio Patriota, discordou da afirmação e pediu "prudência". "Alternativas ao governo atual podem ser até mais problemáticas", avaliou. "O que

você faz? Tira o Assad e quem assume? O Exército? Outras forças que podem ser mais radicais, mais progressistas? Como (elas) conseguem implementar um plano de reforma?" Ontem, representantes do Brasil, Índia e África do Sul (Ibas) tiveram um encontro em Damasco com Assad e o chanceler sírio, Walid Muallem. "Procuramos dizer que o uso da violência indiscriminada contra populações civis é inaceitável", disse o subsecretário-geral para o Oriente Médio do Itamaraty, Paulo Cordeiro. Segundo declaração do Ibas,

Assad garantiu apoio ao processo de reforma política e reconheceu "alguns erros". Nada mudou - Em Nova York, a secretaria-geral da ONU apresentou um relatório que mostrou não ter havido evolução na Síria desde a aprovação da declaração condenando a violência, há uma semana. "Até o momento morreram 2 mil civis, a vasta maioria desarmados, 3 mil desapareceram, 13 mil permanecem detidos e dezenas de milhares deixaram seus lares", revelou o embaixador adjunto britânico, Philip Parham. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

c

9 ESCADA E JUDÔ Roberto Trípoli, líder do governo na Câmara, subiu em escada para tentar entrar na feira. Já o vereador Aurélio Miguel ameaçou GCM com golpes de judô.

idades Fotos de Newton Santos/Hype

A QUEDA DO REI Fotos de Paulo Pampolin/Hype

O REI

O SUSTO

O vereador Adilson Amadeu sobre o portão da Feirinha da Madrugada: "Eles vão soltar os cachorros. Eles estão loucos para me morder."

Vereadores armam barraco na Feira da Madrugada Parlamentares quiseram invadir o espaço, fechado pela Prefeitura, para fiscalizar ação de Kassab. GCM reagiu. Ivan Ventura O SALTO

A FUGA

A QUEDA

O FOSSO

P

rimeiras horas da manhã no Zoológico de São Paulo. O leão Yuri faz a habitual ronda em torno do seu recinto para reconhecer e marcar seu território. De repente, encosta o focinho na cerca de segurança eletrificada, instalada discretamente ao longo do seu perímetro. O desconforto da descarga ativa seu instinto de fuga, que acaba no fosso em torno do recinto, com cerca de quatro metros de profundidade, de onde foi resgatado. O fotógrafo Paulo Pampolin, do DC, não pôde registrar essa parte, pois foi retirado do local por questões de segurança.

U

m grupo de vereadores da Câmara Municipal de São Paulo foi impedido ontem de entrar na Feira da Madrugada, interditada na semana passada pela Prefeitura, durante uma operação de combate à pirataria. Houve confusão. Em um determinado momento, o vereador Adilson Amadeu (PTB) decidiu escalar o portão de aço que dá acesso ao centro de compras e bater boca com agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM), que policiavam o interior do espaço. A tensão só diminuiu quando finalmente os portões foram abertos para os parlamentares. A decisão de visitar o shopping popular foi tomada minutos antes do início de mais uma reunião da subcomissão da Feira da Madrugada, prevista para acontecer às 11h. No entanto, por causa da ausência de dois representantes da Prefeitura, responsáveis pela administração do espaço, o encontro foi cancelado. Eram eles o coordenador de Abastecimento José Roberto Graziano e o atual gestor de fiscalização da feira, coronel João Roberto Fonseca. "O coronel Fonseca disse que não podia ir, pois estava atarefado com a fiscalização da feira. Então, vamos até lá", disse o presidente da subcomissão, vereador Adilson Amadeu. Assim, três vereadores seguiram em comboio ao Brás. Eram eles: Amadeu, Aurélio Miguel (PR) e José Américo (PT). Por volta das 11h, o grupo chegou à entrada principal do espaço, localizado na rua Monsenhor de Andrade. Ch ama da – Em frente ao portão, cerca de 200 pessoas, muitos deles comerciantes chineses e brasileiros, aguardavam em fila que a Prefeitura cumprisse a promessa de chamá-los para inspeção e abrir seus respectivos espaços. Na semana passada, esses mesmos comerciantes foram surpreendidos por uma operação contra a pirataria, que culminou com o fechamento do espaço. Agora, aos poucos, os donos de boxes estão sendo chamados desde o início da semana para apresentar notas fiscais e outros documentos

Do lado de dentro do imóvel fechado pela Prefeitura, agentes da GCM em formação: cães pastores

O prefeito Gilberto Kassab deverá reabrir a feirinha amanhã

exigidos pela Prefeitura que comprovem a lisura de suas atividades. Até ontem, cerca de 400 boxes foram vistoriados, de um total de 5.700. O prefeito Gilberto Kassab prometeu liberar o espaço até amanhã. Cachorros – Na porta da feirinha, por meio de uma fresta, logo que chegaram os vereadores exigiram a entrada no imóvel e citaram o artigo 23 da Lei Orgânica do Município, que autoriza os membros do Legislativo a fiscalizar o trabalho da Prefeitura. Mesmo assim, o acesso não foi autorizado e aí começou a confusão. Auxiliado por alguns comerciantes, o vereador Amadeu escalou e sentou-se sobre o portão. Em seguida, o que se ouviu foram palavras de ordem na direção dos comandantes da Guarda e dos responsáveis pela fiscalização. Perguntado se entraria no imóvel, Amadeu gritou: "Eles

vão soltar os cachorros. Eles estão loucos para me morder", disse Amadeu. Judô – Outro integrante da subcomissão, o vereador Aurélio Miguel, chegou a ameaçar usar técnicas de judô (e que lhe renderam uma medalha de ouro olímpica) contra um GCM que se recusava a abrir a porta da feirinha. Por volta das 14h, outros vereadores se juntaram ao grupo e engrossaram o coro para que o portão fosse aberto. Até o presidente da Câmara, José Police Neto (sem partido) foi ao local e também foi impedido de entrar no imóvel. O líder de governo no legislativo, Roberto Trípoli (PV), também escalou o portão, mas, para isso, usou uma escada. Enquanto isso, o público de aproximadamente 200 comerciantes e lideranças de vendedores ambulantes do bairro pediam para a abertura do portão aos vereadores.

Alguns, mais exaltados, chegaram a bater no portão e até chegaram a insinuar uma invasão ao imóvel. No entanto, a turma do deixa disso impediu a invasão ao imóvel. Somente por volta das 15h, o grupo de vereadores foi autorizado a entrar no imóvel, por ordem do secretário de Segurança Urbana, Edson Ortega, que foi ao imóvel, porém evitou o público e entrou por uma porta lateral. A ida do secretário se deu após insistentes telefonemas de vereadores ao celular de Ortega. Depois de pouco mais de uma hora, os vereadores deixaram o imóvel com algumas informações, mas descontentes com o que viram em meio aos boxes. "Faltam extintores, os corredores são estreitos. A Prefeitura não deveria liberar o local, pois há uma série de irregularidades", disse o judoca Aurélio Miguel. Adilson Amadeu ainda ressaltou outro problema. "A comissão que fiscaliza os produtos na feira é formada por representantes de grandes marcas de calçados e roupas. Não tem Polícia Federal ou alguém da Receita Federal para acompanhar a fiscalização. Em alguns casos, nem mesmo o dono do box participa da fiscalização, o que é errado", disse o vereador. Na saída, os vereadores convenceram o secretário Ortega a seguir para a Câmara, onde ocorreu uma reunião a portas fechadas. Ao final, Ortega lamentou os desentendimentos.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10 -.LOGO

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

As jogadoras de vôlei Zara Dampney e Shauna Mullin viraram suportes para anúncios. Na parte de trás do biquíni, foram incluídos códigos de Quick Response (QR). Para ver o anúncio, o potencial consumidor só precisa decodificar a imagem com seu smartphone.

Nasa/AFP

Explosão solar

Logo Logo

A agência espacial norteamericana, Nasa, divulgou ontem a foto de uma explosão solar detectada pelo satélite NOAA GOES, do Observatório de Dinâmica Solar (SDO, na sigla em inglês). A foto é de uma tonalidade entre o azul e o verde devido ao tipo de equipamento usado para registro da imagem. Segundo a Nasa, a radiação desse tipo de explosão não chega à Terra e não têm potencial para prejudicar os humanos, mas pode causar interferência nos sinais de comunicação de satélites e de GPS, além de poderem produzir uma aurora boreal visível em latitudes bastante baixas. A explosão foi detectada na região denominada AR11263.

http://bit.ly/qi8pyA

AGOSTO

VISUAIS

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11

Mostra 'Lo-Kaos' traz telas do artista G. Fogaça com visão particular da vida nas grandes cidades. A Hebraica. Rua Hungria 1.000. Grátis.

Dia do Garçom Dia do Pindura

F UTEBOL 1 C IÊNCIA

Mais uma derrota

O fim do 'Boa noite, Cinderela' Dois cientistas da Universidade de Tel Aviv, Fernando Patolsky e Michael Ioffe, criaram um detector de drogas do tipo "boa noite, Cinderela" para bebidas. Semelhante a um palito, acerta em 100% dos casos para as principais drogas do tipo. http://cnet.co/r9d11w

Fifa bane 6 árbitros por corrupção A Comissão Disciplinar da Fifa excluiu ontem de forma definitiva seis árbitros do seu quadro, todos envolvidos em corrupção nos amistosos internacionais entre Bolívia e Letônia e Estônia e Bulgária, disputados na Turquia, em fevereiro. Os árbitros bósnios Sinisa Zrnic, Kenan Bajramovic e Rizah Ridalovic, e os húngaros Kolos Lengyel, János Csák e Krisztián Selmeczi foram acusados de "corrupção passiva" e por "influenciar nos resultados" transgredindo a ética da Fifa. (Efe)

Peter Kneffel/EFE

O

técnico da Seleção, Mano Menezes, disse que a Alemanha "foi a primeira seleção que jogou melhor que o Brasil nos 90 minutos", desde que ele assumiu o cargo. Ontem, em amistoso com a seleção alemã em Stuttgart, o Brasil foi derrotado por 3 a 2. Mano reconheceu um padrão no desempenho da Seleção e disse que, para os jogos contra a Argentina, em 14 e 28 de setembro, "o que é positivo será mantido, e o que é negativo precisa ser modificado". Leia mais no www.dcomercio.com.br.

F UTEBOL 2

Thomas Mueller e André Santos brigando pela posse de bola

Aizar Raldes/AFP

I NTERNET

Anonymous nega ataque ao Facebook Membros do grupo de hackers Anonymous afirmaram ontem que o plano de "destruir" o Facebook em 5 de novembro é uma ação de integrantes dissidentes do grupo hacker, responsável por ataques ao PayPal, Visa e Amazon em defesa do WikiLeaks. Em um vídeo publicado no YouTube, o grupo anunciou o ataque e acusou a rede social de violar a

privacidade dos usuários. "A #OpFacebook está sendo organizada por apenas alguns Anons. Isso não significa que todos os #Anonymous concordam com isso", postou o grupo no Twitter. Por ser uma organização de hackers anônima, que não identifica seus membros, há a possibilidade de outros hackers se identificarem como "Anons".

C ASA

Receita de alho picado Basta pressionar o dente de alho e ele fica picadinho para compor sua receita. A criação desse utensílio doméstico é da empresa britânica Joseph Joseph.

L

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TREM-FANTASMA - Turistas caminham por um cemitério de trens nos arredores de Uyuni, a 550 quilômetros de La Paz, na Bolívia. Uyuni, uma planície de sal com mais de 10 mil metros quadrados, localizada 3.656 metros acima do nível do mar é um dos maiores depósitos de lítio do mundo.

Í NDIA Jagadeesh Nv/EFE

C INEMA

C ELEBRIDADES

Harry Potter: recorde O 'herdeiro' de de arrecadação Charlie Sheen

A TÉ LOGO

L

Não é apenas como protagonista da série Two and a Half Men que o ator Ashton Kutcher tomou o posto de Charlie Sheen. Segundo a revista TV Guide, Kutcher, de 33 anos, também é agora o ator mais bem pago da TV americana. O título também pertencia a Sheen. Kutcher assinou um contrato para receber US$ 700 mil por episódio, meio milhão a menos do que recebia Sheen, demitido após uma briga com os produtores da série.

L

A Warner Bros Pictures anunciou ontem que Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2, oitavo e último episódio da série baseada nos livros de J. K. Rowling, é o filme de maior arrecadação de 2011. Desde a estreia, em julho, o filme arrecadou US$ 344,8 milhões nos EUA e US$ 801,5 milhões no resto do mundo (US$ 1,146 bilhões no total), e é a terceira maior arrecadação da história, atrás de Avatar (US$ 2,782 bilhões) e Titanic (US$ 1,843 bilhões).

Corredores posam na chegada a Bangalore, durante o campeonato de riquixás "Mumbai Xpress 2011". Com participantes de diversos países, a corrida foi iniciada em 30 de julho e terminará amanhã, na chegada das equipes a Chennai.

L OTERIAS Concurso 1165 da LOTOMANIA 05

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Concurso 1308 da MEGA-SENA 07 Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Robô explorador Opportuniy chega à cratera marciana Endeavour Nasa encontra na Lua possíveis restos de nave espacial Lunar Orbiter 2

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Concurso 2667 da QUINA 27

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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11 SABESP Tarifas serão reajustadas em 6,83% para todos os consumidores.

conomia

CONTRAMÃO Ignorando pedidos, TSE aprova reajuste salarial para servidores em 2012

R$ 50 bilhões: de contenção a corte. Governo planeja antecipar aperto nos gastos como estratégia diante da crise internacional. Salários de servidores estão na mira federal.

O

governo pretende transformar em corte efetivo de despesas a contenção de R$ 50 bilhões do Orçamento federal deste ano. A decisão faz parte da estratégia de segurar os gastos para proteger o País dos efeitos da crise financeira internacional. A trava nas despesas, anunciada no início do ano, será seguida à risca, o que pode auxiliar o Banco Central (BC) a cortar juros mais à frente, se necessário. Tradicionalmente, o governo anuncia em fevereiro o corte nas despesas programadas no Orçamento, após aprovação no Congresso. Ao longo dos meses, entretanto, parte do dinheiro contingenciado é liberado, à medida em que a arrecadação de tributos cresce. Neste ano, entretanto, a tradição será rompida. O aperto nos cintos também abrange a contratação de novos funcionários para o governo, que será praticamente paralisada. Servidores que já foram aprovados em concursos públicos ainda podem ser chamados para trabalhar, mas a análise será feita caso a caso. A ideia é convocar os já aprovados em momento bem próximo ao vencimento do concurso, para não onerar a folha mais do que o necessário. Não há previsão de aumento dos cargos de confiança. O racionamento inclui, ainda, viagens e diárias, que serão reduzidas em até 50%, se-

Andre Dusek/ AE

Investimento no Brasil Maior

O

Reuniões em

guindo diretrizes de um decreto da presidente Dilma Rousseff deste ano. A economia terá prioridade sobre políticas públicas, que podem ser prejudicadas ou interrompidas temporariamente em nome do ajuste fiscal. Salários – As negociações salariais com servidores também serão duras. A estratégia traçada é mostrar aos sindicatos que durante os oito anos do governo Luiz Inácio Lula da Silva os servidores tiveram ganhos salariais acima da inflação. Agora, com a perspectiva de desaceleração da economia mundial, é hora de pisar no

Brasilia ciais e o porcentual mínimo de discutem investimento em saúde também devem ficar na prateleira, investimentos mesmo que impliquem mais para estímulo gastos apenas para o Orça- à economia e às empresas, mento dos próximos anos. de um lado, O plano de voo traçado por e contenção Dilma e sua equipe econômica de gastos pode ampliar a margem de manobra do BC caso seja ne- governamentais, do outro. cessário cortar a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 12,5% ao ano. Ao reduzir os gastos, e manter a trajetória de queda da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), está garantida a redução da inflação. (AE) (Leia mais sobre a crise na página 18)

freio. A ordem é aumento zero de salário. Na melhor das hipóteses, o valor seria apenas corrigido pela variação da inflação. O governo sabe da dificuldade em convencer Judiciário e Congresso, mas aposta na compreensão dos sindicatos sobre o novo momento da economia mundial. Diante da atmosfera de tensão com a base aliada, a palavra nos bastidores do governo é "sensibilizar" a coalizão sobre a necessidade de cortar despesas neste ano. As propostas de emendas constitucionais (PECs) que fixam piso nacional para salários de poli-

Médias e grandes querem benefícios fiscais

Crise é nova, mas tudo começou em 2008. Renato Carbonari Ibelli

O

s fundamentos da crise atual são distintos de 2008. Cinc o a n o s a n t e s, o mundo experimentou uma crise de crédito, acarretada pela falta de lastro para os papéis oriundos do mercado imobiliário. Já o problema atual tem caráter fiscal, causado pelo endividamento excessivo de países da zona do euro e pelos Estados Unidos. Porém, embora seja distinta em suas origens, a instabilidade atual dos mercados é, em boa parte, decorrência da crise anterior. Devido à escassez de crédito no mercado norte-americano, originada com a crise de 2008, o governo dos EUA foi obriga-

do a emitir um volume astronômico de títulos públicos para evitar a paralisação de sua economia – esse mesmo movimento foi visto em países europeus, como Grécia, Espanha, França e Itália. Como consequência dessa ação, em maio a dívida pública norte-americana atingiu o limite máximo legal, US$ 14,3 trilhões, o que gerou receio de calote entre os credores do Tio Sam. O problema fiscal dos EUA ficou escancarado depois do embate entre o presidente Barack Obama e o Congresso norte-americano para elevação do teto da dívida, alternativa que permitiu ao governo Obama obter mais empréstimos para pagamentos obrigatórios. Porém, toda essa situação gerou forte receio entre os detento-

res de títulos públicos. E o medo aumentou depois que a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou os EUA do posto de pagador mais confiável que existia. Sílvio Campos Neto, economista da Consultoria Tendências, lembra que muitos dos títulos públicos do governo norte-americano hoje estão nas mãos do setor financeiro. Assim, o receio de calote pode levar os bancos a adotarem novamente uma política de redução da liquidez. Em outras palavras – o mundo voltaria a enfrentar uma crise de crédito. Vale lembrar que os bancos estão carregados com títulos não apenas dos Estados Unidos, mas também de países europeus que enfrentam problemas ainda mais graves. "A dife-

rença é que agora os bancos sabem o tamanho do problema, que é mensurável. Em 2008, o problema era menos claro", diz Neto. "Por esse motivo, podemos esperar que os problemas atuais sejam menos destrutivos que os anteriores." Na crise de 2008 os bancos estavam abarrotados de papéis lastreados no mercado norte-americano de hipoteca. A inadimplência no mercado imobiliário norte-americano disparou e os bancos já não tinham mais condição de estimar o tamanho do estrago. Bancos dependentes desses papeis quebraram e os demais estrangularam o crédito. Assim, a economia dos EUA estagnou, levando o governo a emitir títulos para injetar recursos no mercado.

D

Andre Dusek/AE

Ibovespa teve dia de alta

Tombini: Brasil tem diferencial.

O

pregão de ontem na BMF&Bovespa foi marcado pela forte volatilidade e fechou em alta. O Ibovespa subiu 0,48%, aos 51.395 pontos. A direção foi oposta à dos mercados internacionais, que tiveram dia de queda.

E

A alta final do Ibovespa foi puxada pela melhora de commodities como o petróleo e pela resistência dos investidores em se desfazer dos ativos a qualquer preço. Encerrou na contramão de Wall Street, que tombou mais de 4%. (Agências)

epois de o governo aumentar o teto do faturamento para as empresas se enquadrarem no Supersimples, as médias e grandes empresas querem agora benefícios semelhantes. Representantes da indústria pediram ontem em reunião com o ministro Guido Mantega (Fazenda) a elevação do teto para que as empresas possam declarar Imposto de Renda pelo chamado lucro presumido, em que a lucratividade é determinada por setor e as alíquotas são variáveis. O pedido é que o teto seja elevado de R$ 48 milhões para R$ 78 milhões. As empresas que faturam acima disso declaram o Imposto de Renda pelo lucro real, e pagam alíquota de 25%. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Indústria de Base (Abdib), Paulo Godoy, o limite não é reajustado desde 2003. "É o mesmo movimento (do Supersimples), só que para as médias empresas", disse. O governo elevou em 50% os limites de faturamento das

empresas que estão enquadradas no Supersimples, sistema que permite o pagamento de seis tributos em apenas um único imposto. A mudança, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional, vai permitir que as empresas com aumento de faturamento possam continuar incluídas no programa. O governo enviou na segunda-feira ao Congresso Nacional um substitutivo ao Projeto de Lei Complementar 591/2010 que reajusta esses valores. O texto atualiza a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/2006), criada em 2007. Com esse reajuste, 2 milhões de empresas, atualmente em expansão, poderão continuar com os benefícios do Supersimples, segundo avaliou Bruno Quick, gerente de políticas públicas do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). A expectativa do Ministério da Fazenda é que 30 mil novas empresas entrem no programa. (Folhapress)

BC manterá "mesma toada". DC

dos, o Brasil está na contramão e tem de manter esse caminho. "Temos neste momento que confirmar o nosso diferencial, que hoje é ter uma situação fiscal bem arrumada", disse. "É importante que continuemos nessa toada para que esse diferencial fique cada vez mais marcad o e m re l a ç ã o à e co n o m i a brasileira", acrescentou. (AE)

os de e inte Requ

&

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Negócios

DC

m mais uma demonstração de alinhamento com o Ministério da Fazenda, o presidente do Banco Central (BC) Alexandre Tombini, afirmou ontem que o Brasil tem na política fiscal o seu "grande diferencial" para enfrentar os desdobramentos da crise financeira. Apesar de o lado fiscal ser o maior alvo de críticas do mercado ao governo nos últimos anos, o BC em 2011 tem enfatizado o apoio dessa política no combate à inflação. Tombini foi além – salientou que, em uma crise com origem no descontrole das contas públicas de países avança-

governo estabeleceu como meta elevar os investimentos brasileiros para o equivalente a 22,4% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2014. No ano passado, os investimentos corresponderam a 18,4% do PIB. Ao mesmo tempo, o governo quer ampliar a participação do Brasil no comércio internacional de 1,36%, em 2010, para 1,6%, em 2014. As metas estão incluídas na política industrial, tecnológica e de comércio exterior, batizada de Brasil Maior, anunciada na semana passada. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, explicou na ocasião que as chamadas "macrometas" da política industrial só seriam divulgadas após a aprovação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), formado por 13 ministros, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e 14 representantes do setor produtivo e dos trabalhadores – que fará o acompanhamento das medidas. Mas as dez metas já foram publicadas na cartilha do Brasil Maior divulgada no site oficial da política industrial. Apesar de as medidas ligadas ao setor de telecomunicações não terem sido anunciadas junto com a política industrial, um dos objetivos é ampliar o número de domicílios urbanos com acesso à banda larga para 40 milhões em 2014. O plano prevê a elevação dos gastos em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) de 0,59% do PIB, em 2010, para 0,9% do PIB, em 2014. Também deve aumentar a qualificação de recursos humanos. Para as micro, pequenas e médias, o governo quer ampliar em 50% o número de empresas inovadoras, passando de 37,1 mil, em 2008, para 58 mil, em 2014. (AE)

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12 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

COMÉRCIO

quinta-feira, 11 de agosto de 2011


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

e

13 O volume de registros cancelados cresceu 8,8% em julho, compensando em parte o volume de carnês em atraso.

conomia

Nelson Antoine/AE

Varejo reduz ritmo de expansão em julho O comércio cresceu 5% no mês passado, ante igual período de 2010. No acumulado do ano, 9,4%. Fátima Lourenço

O

v a re j o n a c i o n a l contabilizou crescimento nas vendas de julho, ainda que em ritmo mais lento que o registrado no início de 2011. De acordo com o Índice Nacional SCPC de Crédito ao Consumidor (INCC), a movimentação do comércio cresceu 5% no mês passado, ante igual período de 2010. No acumulado dos primeiros sete meses, o desempenho aumentou a 9,4%. Na comparação mensal, as vendas de julho, "um mês de férias", apresentaram recuo de 4,3%, decorrente especialmente da comparação sobre base alta. "Em junho, houve o Dia dos Namorados e o início do frio, que impulsionam as vendas", explica o economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo (SCPC), Marcel Solimeo. Ele justifica que a desaceleração de julho em relação ao

início do ano reflete os efeitos das medidas de contenção de crédito adotadas pelo Banco Central (BC) no final de 2010. O consumo mais contido, nesse mês, também foi estimulado pelas últimas altas da taxa básica de juros (Selic); elevação do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF); e pela menor expansão fiscal, acrescenta o economista. E s tí m u l os – Solimeo comenta que o desempenho positivo, no entanto, foi beneficiado pelo aumento do emprego e da renda, além da facilidade de crédito e manutenção dos prazos de financiamento. A esses fatores ainda se somariam, segundo sua análise, a queda dos preços dos produtos eletroeletrônicos (estimulada pela valorização do real) e promoções implementadas pelo comércio. A expectativa do economista é que as vendas se mantenham em crescimento, ainda que em ritmo menos acelerado, devido ao efeito cumulati-

Presidente da BM&FBovespa vê violência em intervenções do governo

BM&F se preocupa com os derivativos

O vo das medidas do governo, com seus esperados reflexos sobre o custo do crédito e os prazos de financiamento. Inadimplência – De acordo com o INCC de julho, a inadimplência nacional cresceu 13,9%, na comparação com igual mês de 2010. "Ela está crescendo, mas os números não indicam descontrole. É mais uma consequência do aumento do volume de crédito. Ela cai historicamente entre

novembro e dezembro, quando entra o 13º salário", afirma Solimeo. O volume de registros (de inadimplência) cancelados cresceu 8,8% em julho, compensando em parte o volume de carnês em atraso. O desempenho regional do INCC destaca o Nordeste com o melhor índice de crescimento de vendas em julho (13%); seguido pelo Sudeste (5,4%); Norte (4,2%); Centro-Oeste (1,9%); e a região Sul (0,3%).

Mantega nega impacto de impostos

O

ministro da Fazenda, Guido Mantega, atribuiu, ontem, a nova onda de baixa nas ações da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuro (BM&FBovespa) à crise financeira internacional. O ministro rechaçou a crítica de

analistas de mercado quanto à carga excessiva de impostos aplicada pelo governo brasileiro ao capital estrangeiro. "Não é imposto o que atrapalha a Bolsa hoje, mas a crise financeira internacional", disse Mantega.

A crise internacional que derruba os mercados financeiros tem direcionado toda a atenção de Mantega. Além de participar de sessão na Câmara na segunda-feira sobre o assunto, o ministro participou de reunião do conselho político no Palácio

do Planalto, ontem, e almoçou com a presidente Dilma Rousseff. De acordo com assessores da Presidência, o almoço, após a reunião do conselho político, foi norteado pela crise financeira, e como o Brasil pode ser contagiado. (AE)

presidente da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBovespa), Edemir Pinto, disse ontem que tem assistido as intervenções do governo federal, principalmente em derivativos, com preocupação. "Vejo o pacote de duas semanas atrás com certa violência", afirmou, em evento com a imprensa para apresentação dos resultados do segundo trimestre de 2011. De acordo com Edemir, o pacote dá ao Conselho Monetário Nacional (CMN) "poder de intervenção sem limites, considerando que já temos esses mercados regulados" pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). "Regulação essa que foi exemplo para o mundo em 2008", observou. "O conjunto das medidas eu considero como uma violência grande." BM&FBovespa, Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capital (Anbima) e Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos (Cetip) procuraram o governo para discutir as

questões. Ele disse que "está muito difícil" entender as medidas. "Não só entender, mas como operacionalizar." As entidades têm justamente colocado ao governo essas dificuldades e ao mesmo tempo manifestado as respectivas considerações. Pinto lembrou que o governo busca combater a apreciação do real, mas a operacionalização das medidas anunciada há duas semanas é bastante complexa. O executivo alertou para os riscos na implementação. "A bolsa e a Cetip são agentes arrecadadores desse IOF, mas não temos sistema para isso. A partir dessa situação se desdobram outras atividades." Ele afirmou que, no momento, não foi levada nenhuma proposta ao governo, mas as entidades apostam na sensibilidade do Executivo federal. "Estamos sentido receptividade", disse sem comentar que tipo de receptividade é essa. Pinto crê que as medidas prejudicam não somente o mercado, mas também os exportadores, que já têm procurado a bolsa para conversas sobre custos de hedge. (AE)


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Vamos precisar de matérias-primas. É aí que o Brasil tende a ganhar. Sun Rongmao, cônsul-geral da China no Brasil

conomia Carlos Barria/Reuters

Comércio entre China e Brasil deve crescer em 2011 Apesar da crise mundial, autoridade chinesa acredita na força dos negócios bilaterais e diz que seu país precisa das commodities brasileiras.

custo da mão de obra na China era muito baixo para o desenvolvimento social que buscamos ", disse. Sun Rongmao afirmou ainda que as reclamações dos empresários brasileiros quanto à invasão de produtos importados chineses é natural. Ele lembrou que 60% dos produtos chineses que chegam ao Brasil são peças para maquinário e indústria.

"São produtos que aumentam a competitividade da indústria brasileira", disse ele. A diretora-executiva da Câmara Brasil-China afirmou que o grande diferencial entre a produção brasileira e chinesa está na taxação. Na avaliação dela, a indústria chinesa não precisa repassar encargos trabalhistas e tributos tão altos como os pagos no Brasil. (AE)

Senado reduz o INSS do MEI

O

Senado aprovou ontem medida provisória que reduz a alíquota de contribuição da Previdência Social de 11% para 5% aos chamados microempreendedores individuais que comprovem renda anual de até R$ 36 mil. O texto, que já foi aprovado pela Câmara, segue para sanção da presidente Dilma Rousseff, uma vez que não teve mudanças durante sua tramitação no Senado. O objetivo da redução é estimular pequenos empreendedores a ingressarem no mercado formal de trabalho. Donas de casa – Os parlamentares incluíram no texto o mesmo benefício para donas de casa com renda familiar de até dois salários-mínimos mensais. Elas ficam autorizadas a participar do sistema de contribuição diferenciado. "Pelas regras atuais, as do-

nas de casa tedo salário-míriam de pagar nimo, acrescià Previdência do de juros. 20% do saláAssim, a alírio-mínimo. quota de comEstamos redupleme ntação é a nova alíquota de zindo essa será de 9% pacontribuição da c on tr ib ui çã o r a a s c o n t r ipara 5%. Com buições recoPrevidência Social isso, cerca de lhidas até para o 10 milhões de abril de 2011 e donas de casa de 15% para microempreendedor poderão ser os meses posindividual (MEI) com incluídas no teriores. renda até R$ 36 mil. sistema previDurante a denciário", tramitação no afirmou o seCongresso, nador José Pimentel (PT-CE). também foram incluídos no A MP permite a comple- texto destaques para pessoas mentação da renda se o mi- com deficiência que recebam croempreendedor usar seus o chamado benefício de presrecolhimentos para aposenta- tação continuada. A MP perdoria por tempo de contribui- mite a suspensão temporária ção. A complementação deve do benefício durante o períoocorrer por meio da aplicação do em que forem contratados da diferença entre o percen- formalmente ou realizarem tual pago e 20% sobre o valor estágios remunerados.

5%

Mercado – "Hoje, o benefício é cancelado. Com medo de perdê-lo, muitas pessoas com deficiência preferiam ficar fora do mercado de trabalho formal. Com a mudança, a pessoa pode pedir a suspensão e retornar quando ficar desempregada ou sem renda", declarou Pimentel. Ainda foi aprovada emenda que permite serem dependentes do segurado da previdência os filhos com deficiência intelectual ou mental que sejam considerados relativamente ou totalmente incapazes por declaração judicial. A emenda foi negociada pelo deputado Romário (PSB-RJ), que tem filha com síndrome de down. Também fica permitido pela MP o pagamento de pensão por morte para os dependentes com deficiência intelectual ou mental, mesmo que tenham mais de 21 anos. (Folhapress)

Epitácio Pessoa/AE

MÃO DE OBRA NA CANADE-AÇÚCAR – A indústria paulista de álcool e açúcar respondeu por quase metade dos 120 mil novos postos de trabalho gerados pela indústria da transformação no acumulado de janeiro a julho. A informação é da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Enquanto o nível total de emprego da indústria cresceu 4,64% no ano, o setor de álcool e açúcar avançou 2,48%, ao gerar 55,766 mil empregos no período. Esse ritmo, contudo, já começou a se arrefecer. Em julho, na comparação com junho, o nível de emprego na indústria sucroalcooleira caiu 0,05%, com a dispensa de 1,506 mil trabalhadores (AE ).

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Pac iência – E sob um contexto de real fortalecido ante o dólar, a perspectiva para o setor nos próximos meses vai continuar testando a paciência dos investidores. "A gente tem visto os mercados com dificuldades de manter os preços do aço (...) não me surpreenderia a notícia de nova redução de preços no Brasil, nesse caso, ainda tem espaço para queda maior dos papéis", afirmou a analista Daniella Maia, da corretora Ativa, citando como catalisador dos preços do aço no Brasil novas quedas do dólar ante o real. De janeiro a julho, as ações da empresa Usiminas acumulam queda de 41%, Gerdau tem baixa de 38 % e Companhia Siderúrgica Nacional se desvalorizou em 36 %. (Reuters)

demanda interna por meio de investimentos em infraestrutura e, para isso, vamos precisar de matérias-primas. É aí que o Brasil tende a ganhar", afirmou o cônsul-geral. Ele observou que o custo de produção da China está subindo por conta do aumento no salário dos trabalhadores. "Nós temos de melhorar constantemente e achamos que o

DC

A

s usinas siderúrgicas do Brasil vivem atualmente uma curiosa situação em que a produção do minério de ferro gera mais retorno que operações de produção de aço, que atravessa ciclo de baixa em meio a excesso de capacidade produtiva mundial e fraqueza de importantes mercados consumidores, como Estados Unidos e Europa. Apesar de um mercado consumidor de aço aquecido no Brasil, as usinas convivem há vários trimestres com dificuldades para colocação de preços no País, diante da concorrência de material externo que chega na forma de importação direta ou de produtos que contêm aço, como automóveis, cujas vendas no ano até julho corresponderam a 22% do total.

Porto chinês de Xangai: embarques de máquinas e equipamentos para o País seguem inalterados.

DC

Minério de ferro rende mais do que o aço

Negócios – "Pode, no máximo, haver uma desaceleração desse comércio bilateral, mas a curva dos negócios entre os dois países mostra um aumento crescente e rápido", disse. O cônsul-geral chinês observou que a economia da nação asiática está mudando o seu modelo de produção e desenvolvimento, com estímulos para o mercado interno. Segundo ele, o Brasil pode se beneficiar desse cenário, com a demanda de commodities necessárias para obras de infraestrutura, como estradas, linhas férreas e moradias. "Nós temos de estimular a

Desconto

modities, por parte da China, e máquinas e equipamentos, por parte do Brasil. A representante da Câmara de Comércio ressaltou que não vê uma ruptura da tendência de alta no comércio entre as duas nações, mesmo com a crise internacional. De acordo com Uta Schwiezer, as dificuldades econômicas dos países ricos vão afetar o mercado mundial de commodities, mas, pelo progresso demonstrado pela China – estimulado por investimentos do governo chinês –, o país tende a manter a demanda por produtos primários brasileiros.

Inglês ou Espanhol

O

comércio bilateral entre Brasil e China deve se manter aquecido em 2011, mesmo com a perspectiva de retração da atividade econômica mundial. A opinião é do cônsul-geral da China no Brasil, Sun Rongmao, e da diretora-executiva da Câmara de Com é rc i o B r a s i l - C h i n a , U t a Schwiezer, que participaram ontem do Seminário "ChinaBrazil Trade and Investment", na capital paulista. Na avaliação de Rongmao e de Schwiezer, os dois países têm uma economia interdependente e demandam com-


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

e

15 Há mais de 100 processos no Ministério da Justiça envolvendo problemas de conduta anticoncorrencial.

conomia

Cade: aprovações a todo vapor. Conselho de Defesa Econômica trabalha intensamente e aprova compra do Grupo Carrefour, da Bom Gosto, da Amil e união de empresas de entretenimento.

O

Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou ontem, por unanimidade e sem restrições, a compra pelo Grupo Carrefour de 40% do capital social da Carrefour Promotora de Vendas (CPV), detido pela Cetelem Holding Participações. De acordo com o relator, Marcos Veríssimo, trata-se de um caso simples. O Cade deu o aval também para a compra da Pilar, que fabrica massas, biscoitos, produção de vegetais e condimentos e produtos à base de tomate pela Indústria de Alimentos Bom Gosto. A Bom Gosto, que é detentora da marca Adria, entre outras do ramo, fabrica biscoitos e massas.

Copa do Mundo – Outro negócio que recebeu o "sim" do conselho foi o da criação da joint venture para atuar na área de esporte e entretenimento entre a EBX Holding e a IMG Brasil. A nova empresa pretende participar da Copa das Confederações (2013), da Copa do Mundo (2014) e dos Jogos Olímpicos (2016). "Considerando os eventos que se avizinham, eventos estes de repercussão mundial como a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e as Olimpíadas, percebe-se que a demanda de players nesse mercado tende a um crescimento exponencial, outrossim, um entrante no mercado sob exame representa pouco a nenhum efeito negativo ao ambiente con-

correncial", avaliou o Ministério da Fazenda. Segundo as companhias, a IMG é uma empresa em fase pré-operacional e, por isso, não exerce atividade ou possui faturamento. A joint vent u re p o d e r á a t u a r e m d e z áreas relacionadas a esses eventos, desde a edificação, construção, operação, posse ou financiamento de estádios, consultoria e ações de marketing até representação de personalidades do esporte. F u s õ es – O Cade aprovou também, por unanimidade e sem restrições, a compra da Casa de Saúde e Maternidade São José, em Duque de Caxias (Rio de Janeiro), pela Amil. O relator do caso, Carlos Ragazzo, salientou que não detec-

tou a hipótese de fechamento de mercado, já que há outros planos de saúde e hospitais que podem atuar na área na re g i ã o a v a l i a d a . Vo l t o u a mostrar, no entanto, preocupação com o movimento de fusões e aquisições no setor. "Não há problemas, apesar de algumas sobreposições, por conta da rivalidade", disse o relator Ragazzo. "Seria o caso de ir para o bloco (votação conjunta dos casos de menor relevância). Só não optei por isso por conta da nossa preocupação nessa área de saúde", considerou. Ele acrescentou que, consultando concorrentes e fornecedores, ninguém fez objeção ao negócio da Amil. Nos últimos dias, o Cade tem mostrado atenção especial

Queiroz Galvão Sabiá Empreendimentos Imobiliários S/A

com o volume de operações existentes nesse setor justamente em um momento de ascensão da classe média. Hospitais – Dados da Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça revelam que há mais de 100 processos do setor envolvendo problemas de conduta anticoncorrencial. Por isso, o Cade e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estão fazendo levantamento para mapear a atuação de empresas como planos de saúde, laboratórios e hospitais, entre outras. De posse dos dados, a intenção é fechar o cerco e evitar um crescimento que saia do controle do governo. Para se ter uma ideia, na sessão anterior do Cade, o

conselheiro Ricardo Ruiz estabeleceu que a Amil e a Diagnósticos da América (Dasa) se pronunciassem em 15 dias a respeito de um negócio fechado entre as empresas há um ano. A operação apresentaria problemas concorrenciais e poderia sofrer intervenção do órgão antitruste. O Conselho retirou de pauta ontem outro ato de concentração do setor: a aquisição feita em maio do ano passado pelo Fleury Centro de Procedimentos Médicos Avançados, envolvendo a DI Serviços Médicos e DI Médicos Associados. Nos últimos três anos, o Fleury apresentou ao Cade uma série de aquisições, conforme a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae). (AE)

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 – (Em milhares de reais)

CNPJ nº 08.814.046/0001-56

Notas – – –

Balanços patrimoniais 31 de dezembro de 2010 e de 2009 – (Em milhares de reais) Ativo Ativo circulante Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes Imóveis a comercializar Créditos diversos Despesas com vendas a apropriar Total do ativo circulante

Notas 4 5 6 – –

2010

2009

2.127 29.674 11.596 103 – 43.500

317 18.847 4.618 566 39 24.387

Passivo Passivo circulante Fornecedores Empréstimos e financiamentos Obrigações trabalhistas Obrigações tributárias Contas a pagar Transações com partes relacionadas Dividendos a pagar Total do passivo circulante Passivo não circulante Empréstimos e financiamentos Obrigações tributárias Provisão para garantias Total do passivo não circulante Patrimônio líquido Capital subscrito Capital a integralizar Reserva de lucros

Notas

2010

2009

8 7 – 9 – 10 11

1.101 3.107 50 2.123 – 491 1.013 7.885

245 – 53 1.393 334 6.425 988 9.438

Receitas de venda de imóveis (–) Impostos incidentes (–) Custo dos imóveis (=) Lucro bruto (+/–) Despesas e receitas operacionais: Despesas administrativas e comerciais Despesas tributárias Despesas financeiras Receitas financeiras Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas

2010 19.792 (724) (15.756) 3.312

2009 17.777 (658) (14.111) 3.008

– – – – –

(2.633) (1.898) (23) (5) (202) (18) 309 189 (2) 39 Ativo não circulante (2.551) (1.693) Contas a receber de clientes 5 22 96 (=) Resultado antes do imposto de renda e contribuição social 761 1.315 7 20.196 – (–) Impostos sobre o lucro – diferidos Total do ativo não circulante 22 96 9 (331) (328) 9 1 6 (–) Impostos sobre o lucro – correntes 9 (325) (380) – 417 206 (=) Lucro líquido do exercício 105 607 20.614 212 Lucro por ação 0,001 0,061 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras 11.1 10.000 10.000 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA 11.1 – (110) Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 – (Em milhares de reais) – 5.023 4.943 15.023 14.833 Atividades operacionais 2010 2009 43.522 24.483 Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social Total do ativo 43.522 24.483 Total do passivo e patrimônio líquido 761 1.315 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Ajustes para conciliar o resultado ao caixa gerado pelas atividades operacionais: Provisão para garantias 211 154 Demonstração das mutações do patrimônio líquido - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 – (Em milhares de reais) Impostos diferidos (331) (328) Reserva de lucros Notas Capital subscrito Capital a integralizar Reserva legal Reserva p/ retenção de lucros Lucros acumulados Total Redução (aumento) nos ativos operacionais Contas a receber de clientes (10.753) (10.650) Saldos em 31 de dezembro de 2008 10.000 (510) 246 4.234 – 13.970 Imóveis destinados à venda (6.978) (1.494) Integralização de capital – – 400 – – – 400 Créditos diversos 463 (551) Lucro líquido do exercício – – – – – 607 607 Despesas com vendas a apropriar 39 (33) Destinações: Constituição da reserva legal 11.2 – – 30 – (30) – Aumento (redução) nos passivos operacionais Dividendos 11.3 – – – – (144) (144) Fornecedores 856 215 Retenção de lucros 11.4 – – – 433 (433) – Obrigações trabalhistas (3) 45 Saldos em 31 de dezembro de 2009 10.000 (110) 276 4.667 – 14.833 Obrigações tributárias 725 790 Integralização de capital 11.1 – 110 – – – 110 Contas a pagar (334) 215 Lucro líquido do exercício – – – – – 105 105 Caixa aplicado nas operações (15.344) (10.322) Destinações: Imposto de renda e contribuição social pagos (325) (380) Constituição da reserva legal 11.2 – – 5 – (5) – (15.669) (10.702) Dividendos 11.3 – – – – (25) (25) Caixa líquido aplicado nas atividades operacionais Atividades de fi nanciamento Retenção de lucros 11.4 – – – 75 (75) – Captação de empréstimos e financiamentos 23.303 – Saldos em 31 de dezembro de 2010 10.000 – 281 4.742 – 15.023 Integralização de capital 110 400 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Contas a pagar a partes relacionadas (5.934) 6.425 Notas explicativas às demonstrações financeiras 31 de dezembro de 2010 e 2009 – (Em milhares de reais) Caixa líquido proveniente das atividades de financiamentos 17.479 6.825 Acréscimo (redução) no caixa e equivalentes de caixa 1.810 (3.877) 1. Contexto operacional - A Queiroz Galvão Sabiá Empreendimentos Imobiliários S/A (“Companhia”) racionais ou tecnológicas, que possam indicar deterioração ou perda de seu valor recuperável. Quando iniciou suas atividades em 20 de julho de 2007 e tem por objeto social o planejamento, a promoção e o estas evidências são identificadas, e o valor contábil líquido excede o valor recuperável, é constituída Caixa e equivalentes de caixa desenvolvimento, a venda e a entrega das unidades habitacionais sob o regime de incorporação imobi- provisão para deterioração, ajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável. A principal conta No início do exercício 317 4.194 liária, de um empreendimento denominado Edificio Wish Panamby no terreno situado à Rua Dr. José sujeita à avaliação de recuperabilidade é imóveis a comercializar. 2.7. Passivos circulante e não circuNo final do exercício 2.127 317 Gustavo Busch, antiga Rua 3, composto dos lotes 1 a 24 da quadra M, do loteamento denominado lante - São demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos Acréscimo (redução) no caixa e equivalentes de caixa 1.810 (3.877) Jardim Paraíso do Morumbi, no bairro do Morumbi, na capital do Estado de São Paulo e o recebimento correspondentes encargos e das variações monetárias e/ou cambiais incorridas até a data do balanço. As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras de todas as parcelas decorrentes da alienação das unidades imobiliárias integrantes deste empreendi- 2.8. Ativos e passivos contingentes e obrigações legais - As práticas contábeis para registro e divulmento. A previsão de entrega das unidades imobiliárias do Edifício Wish Panamby é abril de 2011, gação de ativos e passivos contingentes e obrigações legais são as seguintes: (i) Ativos contingentes de Contabilidade (CFC) e o Pronunciamento OCPC01. O recolhimento efetivo destes tributos ocorre em sendo que aproximadamente 95% da obra se encontra executada. 2. Políticas contábeis - As demons- são reconhecidos somente quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, transitadas em prazo equivalente ao do recebimento das parcelas de vendas: trações financeiras para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010 foram elaboradas e apresentadas julgado. Os ativos contingentes com êxitos prováveis são apenas divulgados em nota explicativa; (ii) Pas- 9.1. Correntes 2010 2009 de acordo as práticas contábeis aplicáveis às pequenas e médias empresas (NBC T 19.41). As demons- sivos contingentes são provisionados quando as perdas forem avaliadas como prováveis e os montantes Descrição 26 20 trações financeiras são apresentadas em reais, moeda funcional e de apresentação, e todos os valores envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os passivos contingentes avaliados como de COFINS 6 4 demonstrados em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma. As demonstrações finan- perdas possíveis são apenas divulgados em nota explicativa e os passivos contingentes avaliados como PIS 65 70 ceiras são elaboradas com base em diversas bases de avaliação utilizadas nas estimativas contábeis. de perdas remotas não são provisionados e nem divulgados; e (iii) Obrigações legais são registradas IRPJ 48 37 As estimativas contábeis envolvidas na preparação das demonstrações financeiras são baseadas em como exigíveis, independente da avaliação sobre as probabilidades de êxito, de processos em que CSLL 5 12 fatores objetivos e subjetivos, com base no julgamento da Administração para determinação do valor a Companhia questionou a inconstitucionalidade de tributos. 2.9. Imposto de renda e contribuição ISS 1 5 adequado a ser registrado. Itens significativos sujeitos a estas estimativas e premissas incluem a sele- social sobre o lucro - O imposto de renda das pessoas jurídicas (IRPJ) e a contribuição social sobre o Impostos retidos na fonte 151 148 ção de vidas úteis do ativo imobilizado e de sua recuperabilidade nas operações, avaliação dos ativos lucro líquido (CSLL) são calculados observando os critérios estabelecidos pela legislação fiscal vigente. Subtotal - correntes pelo método de ajuste a valor presente, análise do risco de crédito para determinação de provisões para A Companhia adotou o regime de tributação de lucro presumido, portanto, a base de cálculo do IRPJ 9.2. Diferidas 2010 2009 perdas de clientes, assim como da análise de demais riscos para determinação de outras provisões, é calculada à razão de 8% e a da CSLL à razão de 12% sobre as receitas brutas (100% das recei- Descrição 194 124 inclusive para contingências. A liquidação das transações envolvendo estas estimativas poderá resultar tas financeiras), sobre as quais aplica-se as alíquotas regulares do respectivo imposto ou contribuição PIS diferido COFINS diferida 890 568 (15%, mais adicional de 10% para o IRPJ, e 9% para a CSLL). Este regime de tributação é possível valores divergentes dos registrados nas demonstrações financeiras devido ao tratamento probabilístico 569 354 inerente ao processo de estimativa. A Companhia revisa suas estimativas periodicamente em período para aquelas Companhias cujo faturamento anual, do exercício anterior, tenha sido inferior a R$48.000. IRPJ diferido 320 205 não superior a um ano. 2.1. Resultado de incorporação imobiliária e venda de imóveis - Na apropria- São registrados os efeitos do imposto de renda e da contribuição social considerando-se as diferenças CSLL diferida 1.973 1.251 ção do resultado com incorporação imobiliária e venda de imóveis são observados os procedimentos temporárias de reconhecimento de receitas e despesas para fins contábeis e tributárias, comentado na Subtotal - diferidos 2.124 1.399 estabelecidos pelos Pronunciamentos, Orientações e Interpretações do Comitê de Pronunciamentos nota n° 9. 2.10. Instrumentos financeiros - Os instrumentos financeiros somente são reconhecidos Total geral 2.123 1.393 Contábeis (CPC) inerentes aos contratos de construção e aos contratos de construção do setor imobili- a partir da data em que a Companhia se torna parte das disposições contratuais dos instrumentos Parcela circulante 1 6 ário, especificamente relacionados ao Pronunciamento CPC 17 - Contratos de Construção, à Orientação financeiros. Quando reconhecidos, são inicialmente registrados ao seu valor justo acrescido dos custos Parcela não circulante - OCPC 01 – Entidades de Incorporação Imobiliária, à Interpretação I CPC 02 – Contrato de Construção de transação que sejam diretamente atribuíveis à sua aquisição ou emissão (quando aplicável). Sua 9.3. Composição do IRPJ e da CSLL, correntes e diferidos (no resultado) Corrente do Setor Imobiliário e à Orientação OCPC 04 – Aplicação da Interpretação Técnica ICPC 02 às Entida- mensuração subseqüente ocorre a cada data de balanço de acordo com as regras estabelecidas para 2010 2009 des de Incorporação Imobiliária. Nas vendas de unidades não concluídas de empreendimentos cada tipo de classificação de ativos e passivos financeiros, conforme descrito na Nota Explicativa nº 12. Descrição (124) (126) imobiliários são adotadas as seguintes premissas: • a partir do momento em que o empreendimento 3. Adoção inicial dos pronunciamentos contábeis - Em períodos anteriores, incluindo o exercício CSLL (201) (254) lançado não mais estiver sob os efeitos da correspondente cláusula suspensiva constante em seu me- findo em 31 de dezembro de 2009, a Companhia preparou suas demonstrações financeiras de acordo IRPJ (325) (380) morial de incorporação, é apurado o percentual do custo incorrido das unidades vendidas (incluindo o com as práticas contábeis adotadas no Brasil (BRGAAP). As demonstrações financeiras para o exercício Total terreno), em relação ao seu custo total orçado, sendo esse percentual aplicado sobre a receita das findo em 31 de dezembro de 2010 foram elaboradas e apresentadas de acordo as práticas contábeis Diferido 2010 2009 unidades vendidas, ajustada segundo as condições dos contratos de venda, sendo assim determinado aplicáveis às pequenas e médias empresas (NBC T 19.41). Desta forma, a Companhia preparou suas Descrição (116) (115) o montante das receitas a serem reconhecidas; • os montantes das receitas de vendas apuradas, in- demonstrações financeiras cumprindo as normas previstas nos pronunciamentos para os períodos ini- CSLL (215) (213) cluindo a atualização monetária, líquido das parcelas já recebidas, são contabilizados como contas a ciados após 1º de janeiro de 2010, conforme descrito nas políticas contábeis e aprimorou as divulgações IRPJ (331) (328) receber, ou como adiantamentos de clientes, quando aplicável; • o custo incorrido (incluindo o custo do das demonstrações financeiras findas em 31 de dezembro de 2009, uma vez que não há ajuste derivado Total terreno) correspondente às unidades vendidas é apropriado integralmente ao resultado; • os encargos da aplicação dos novos pronunciamentos contábeis, os quais estão em conformidade com as normas • Os impostos correntes são calculados com base aos critérios fiscais incidentes sobre os recebimentos (caixa). Estes impostos estão registrados no passivo circulante; • Os impostos diferidos calculados de internacionais de contabilidade emitidas pelo International Accounting Standard Board (IASB). financeiros diretamente relacionados aos empreendimentos imobiliários, correspondentes a contas a acordo com a Resolução nº 963/03 do CFC. Estes impostos estão registrados no ativo e sua base de pagar por aquisição de terrenos e as operações de crédito imobiliário, incorridos durante o período de 4. Caixa e equivalentes de caixa - São representados por: 2010 2009 incidência foi o saldo do contas a receber, deduzido do ajuste do AVP. 10. Transações com partes construção, são apropriados ao custo incorrido dos empreendimentos imobiliários e refletidos no resul- Descrição 428 317 relacionadas - Os valores a pagar representam substancialmente contratos de empréstimos na forma tado por ocasião da venda das unidades do empreendimento imobiliário a que foram apropriados. Os Caixa e bancos conta movimento 1.699 - de mútuos com pessoas ligadas. Sobre os empréstimos obtidos não há incidência de encargos finanencargos financeiros das operações de financiamentos cujos recursos não foram aplicados nos empre- Aplicação financeira - Banco do Brasil S/A 2.127 317 ceiros, conforme pactuado entre as partes envolvidas. Os saldos com partes relacionadas estão assim endimentos imobiliários são apropriados ao resultado financeiro quando incorridos, assim como das Total contas a pagar de terrenos e das operações de crédito imobiliário incorridos após a conclusão da cons- As aplicações financeiras da Companhia são substancialmente realizadas em títulos de renda fixa, bus- apresentados: trução dos empreendimentos imobiliários. Nas vendas de unidades concluídas de empreendimentos cando rendimentos atrelados ao CDB (Certificado de Depósito Bancário). O rendimento médio apurado Passivo circulante Descrição 2010 2009 imobiliários, o resultado é apropriado no momento em que a venda é efetivada, independentemente do no exercício de 2010 monta em R$ 24. BV Empreendimentos e Participações – 2.640 prazo de recebimento do valor contratual. 2.2. Despesas comerciais - Os encargos relacionados com 5. Contas a receber de clientes - São representados por: 491 3.785 2010 2009 Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário S/A a comissão de venda em sua maioria são de responsabilidade do adquirente do imóvel, não constituindo Descrição Total 491 6.425 despesa da Companhia. As despesas com propaganda, marketing, promoção e outras atividades corre- Contas a receber do empreendimento em construção 54.119 34.359 11. Patrimônio líquido - 11.1. Capital social - O capital social em 31 de dezembro de 2010 e 2009 é latas relacionadas com cada empreendimento, são apropriadas ao resultado segundo o regime de Parcela apropriada 24.423 15.416 de R$10.000, sendo que o capital subscrito é composto por 10.000.000 ações ordinárias, todas nominacompetência, no momento de sua ocorrência. 2.3. Receitas financeiras - As receitas financeiras são (-) Parcela recebida 29.696 18.943 tivas, sem valor nominal, dos quais 110.000 encontravam-se a integralizar em 2009 e foram totalmente decorrentes, principalmente, de receita com rendimentos de aplicações financeiras, reconhecidas pelo (=) Total 29.674 18.847 integralizadas em 2010. 11.2. Reserva legal - A reserva legal é constituída mediante apropriação de regime de competência. 2.4. Provisões para garantia - A Companhia presta garantias para eventuais Circulante 22 96 5% do lucro líquido do exercício até o limite de 20% do capital social, conforme determina o artigo 193 problemas técnicos de construção que possam surgir nos empreendimentos vendidos, limitado ao perí- Não circulante da Lei nº 6.404/76. 11.3. Dividendos - O estatuto da Companhia assegura um dividendo mínimo anual odo contratual a partir da conclusão das obras. A provisão para garantia sobre os imóveis vendidos é Os valores estão atualizados, conforme cláusulas contratuais, a saber: realizada considerando a melhor estimativa para fazer frente a desembolsos futuros desta natureza. 2.5. • Até a entrega das chaves dos imóveis comercializados, pela variação do Índice Nacional de Constru- correspondente a 25% do lucro líquido, ajustado pelas movimentações patrimoniais das reservas, conforme preconizado pela legislação societária. O saldo a pagar em 31 de dezembro de 2010 e 2009 é ção Civil (INCC); Ativos circulante e não circulante - Caixa e equivalentes de caixa - Incluem caixa, saldos positivos em conta movimento, aplicações financeiras com liquidez imediata (CDB) e com risco insignificante de • Após a entrega das chaves dos imóveis comercializados, pela variação do Índice Geral de Preços ao R$ 1.013 e R$988, respectivamente. 11.4. Reserva para retenção de lucros - Os lucros acumulados para as sociedades por ações precisam ser totalmente destinados. Após as destinações definidas pela mudança de seu valor de mercado. As aplicações financeiras incluídas nos equivalentes de caixa são Mercado (IGP-M), acrescidos de juros de 12% ao ano, apropriado de forma “pro rata temporis”. legislação e pela administração da Companhia, o saldo remanescente é classificado como reserva para classificadas na categoria “Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado”. Contas a receber de 6. Imóveis destinados à venda 2010 2009 retenção de lucros. 12. Instrumentos financeiros - Em 31 de dezembro de 2010 e de 2009, a Compaclientes - São registradas ao valor de contrato, acrescidos de variação monetária em conformidade com Descrição 11.596 4.618 nhia efetuou análise dos seus instrumentos financeiros, conforme demonstrado a seguir: a) Exposição suas respectivas cláusulas de reajuste e líquidos de Ajuste a Valor Presente (AVP) e provisão para Imóvel em construção - Edifício Wish Panamby a riscos de taxas de juros - A Companhia está exposta à taxa de juros flutuantes, principalmente créditos de liquidação duvidosa. Ajuste a Valor Presente (AVP) - Determinados ativos e passivos, rela- 6.1. Composição do imóvel em construção 2010 2009 relacionada à variação do Índice Nacional da Construção Civil (INCC). As taxas de juros nas aplicações tivos a itens monetários e de longo prazo, ou relevante de curto prazo, são ajustados a valor presente, Descrição 11.346 4.462 financeiras são, na sua maioria, vinculadas à variação do Certificado de Depósito Bancário (CDB). Em com base em taxas de desconto, as quais visam refletir as melhores avaliações atuais do mercado, Unidades imobiliárias 250 156 31 de dezembro de 2010 e de 2009, não há contratos vigentes relativos às operações com derivativos quanto ao valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos do ativo e do passivo. Em decorrências das Vagas extras de garagem 11.596 4.618 e “hedge”. b) Concentração de risco de crédito - Instrumentos financeiros que potencialmente sujeianálises foram efetuados ajustes a valor presente nas contas a receber de clientes. A taxa média de Total tam a Companhia a concentrações de risco de crédito consistem primariamente de caixa e bancos e desconto utilizada em 2010 e 2009 foi de 7,95%. Os ativos e passivos são ajustados no registro inicial 7. Empréstimos e financiamentos 2010 2009 aplicações financeiras. A Companhia mantém contas correntes bancárias e aplicações financeiras com da transação, levando em consideração os fluxos de caixa contratuais, a taxa de juros explícita, e em Descrição 23.303 - instituições financeiras aprovadas pela Administração de acordo com os critérios objetivos para diversicertos casos implícita, dos respectivos ativos e passivos, e as taxas praticadas no mercado para transa- Banco do Brasil – Plano Empresário 3.107 - ficação de riscos de crédito. c) Compromissos - A Companhia compromete-se a entregar as unidades ções semelhantes. Subsequentemente, estes juros são realocados nas linhas de despesas e receitas Parcela circulante 20.196 - imobiliárias por construir em troca de terrenos adquiridos, quando aplicável. A Companhia também financeiras, no resultado, exceto pelas receitas da atividade imobiliária cujo tratamento está mencionado Parcela não circulante no item 2.1, por meio da utilização do método da taxa efetiva de juros em relação aos fluxos de caixa O empréstimo firmado junto ao Banco do Brasil tem por objeto o financiamento do empreendimento Jar- assume o compromisso de concluir as unidades vendidas, assim como atender às leis que regem o contratuais. Provisão para créditos de liquidação duvidosa - A Provisão para créditos de liquidação dim Paraíso do Morumbi, incidindo-se encargos financeiros a uma taxa nominal de 10% ao ano e estão setor da construção civil, incluindo a obtenção de licenças das autoridades competentes. d) Valor de duvidosa (PDD) é constituída por valor considerado suficiente para cobrir as perdas estimadas na reali- garantidos pelos próprios bens financiados. A parcela não circulante possui os seguintes vencimentos: mercado de instrumentos financeiros - Os valores de mercado informados em 31 de dezembro de 2010 e de 2009, não refletem mudanças subsequentes na economia, como taxas de juros e alíquotas de 2010 zação dos créditos que não possuem garantia real. Em relação aos recebíveis que possuem garantia Ano impostos e outras variáveis que possam ter efeito sobre sua determinação. O seguinte método e premis6.214 real das unidades imobiliárias vendidas, na medida em que a concessão das correspondentes escrituras 2012 sa foram adotados na determinação do valor de mercado: Caixa e bancos e aplicações financeiras 6.214 ocorre mediante a liquidação e/ou negociação dos créditos a receber dos clientes, a constituição de 2013 - Os valores contábeis informados nos balanços patrimoniais são similares aos valores de mercado, em 6.214 provisão para devedores duvidosos é considerada substancialmente desnecessária. Imóveis a comer- 2014 virtude do curto prazo de vencimento destes instrumentos. Contas a receber de clientes - As contas a 1.554 cializar - Estão avaliados ao custo de aquisição ou de construção, que não excede o valor de mercado. 2015 receber de clientes são avaliadas no momento inicial pelo valor presente e deduzidas da provisão para 20.196 O custo dos imóveis a comercializar inclui gastos incorridos na aquisição do terreno, na construção Total (incluindo fundação, estrutura e acabamento, bem como custos de materiais de construção), custos de 8. Fornecedores - São representados pelo saldo a pagar relativo compra de materiais, equipamentos e créditos de liquidação duvidosa. Partes relacionadas a pagar - Apresentadas ao valor contábil, uma mão de obra própria e terceirizada e custos financeiros diretamente relacionados aos empreendimentos. serviços utilizados nas atividades de incorporação e construção. 9. Obrigações tributárias - O imposto vez que não existem instrumentos similares no mercado 13. Seguros - A Companhia mantém cobertura Demais ativos circulantes e não circulantes - São apresentados pelo valor líquido de realização, in- de renda, a contribuição social, o PIS e a COFINS diferidos foram registrados para refletir os efeitos fis- de seguros em montante considerado suficiente pela Administração para cobrir eventuais riscos sobre cluindo quando aplicável os rendimentos e as variações monetárias incorridas. 2.6. Avaliação do valor cais decorrentes de diferenças temporárias entre a base fiscal, que basicamente determina o momento seus ativos e/ou responsabilidades. As premissas de riscos dadas a sua natureza, não fazem parte do recuperável de ativos (teste de “impairment”) - A Administração revisa anualmente o valor contábil do recolhimento, conforme o recebimento (Instrução Normativa SRF nº 84/79) e a efetiva apropriação do escopo de auditoria das demonstrações financeiras, consequentemente, não foram examinadas por líquido dos ativos, com o objetivo de avaliar eventos ou mudanças nas circunstâncias econômicas, ope- lucro imobiliário (vide Nota nº 2.2.), em conformidade com a Resolução nº 963/03 do Conselho Federal nossos auditores. Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Aos Diretores e Acionistas da Queiroz Galvão Sabiá Empreendimentos Imobiliários S/A Recife - PE Examinamos as demonstrações financeiras da Queiroz Galvão Sabiá Empreendimentos Imobiliários S/A (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis aplicáveis às pequenas e médias empresas (NBC 19.41), com a faculdade conferida pela Resolução CFC no. 1.319/10, descrita na nota explicativa no 2 às demonstrações financeiras, e pelos controles internos que ela (administração) determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria.

Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Queiroz Galvão Sabiá Empreendimentos Imobiliários S/A em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus

fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis aplicáveis às pequenas e médias empresas (NBC T 19.41). Outros assuntos Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior As demonstrações financeiras da Queiroz Galvão Sabiá Empreendimentos Imobiliários S/A referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2009, antes da reapresentação, foram examinadas pela Terco Grant Thornton Auditores Independentes (Terco), entidade separada legalmente da Ernst & Young Auditores Independentes S.S., que emitiu relatório em 15 de fevereiro de 2010 com uma opinião sem modificação sobre essas demonstrações financeiras. Em 1º de outubro de 2010, a Terco foi incorporada pela Ernst & Young Auditores Independentes S.S. Após essa incorporação, a Ernst & Young Auditores Independentes S.S. passou a ser denominada Ernst & Young Terco Auditores Independentes S.S. Salvador, 4 de fevereiro de 2011. Ernst & Young Terco Auditores Independentes S.S. CRC 2SP-015.199/O-6-F-BA

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Componentes do tablet terão que ser 80% nacionais em até dois anos

conomia

Passageiro Vip

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A força que vem do interior

embrando uma criança que cresceu, mas ainda não se conscientizou disto, o interior do Estado de São Paulo ainda olha a Capital paulista em busca de orientação e reconhecimento. Ninguém discute a importância da cidade de São Paulo, quando se trata de negócios. Os fatos e números não deixam dúvida sobre o colosso econômico que a maior metrópole do País representa. Só que junto com a concentração de atividades econômicas, vieram subprodutos indesejáveis, como o trânsito insuportável que se traduz em cruel perda de tempo, os altos custos dos serviços, a impossibilidade de reservas nos hotéis, os aeroportos caóticos, a poluição sonora e atmosférica com a deterioração da qualidade de vida, só para citar alguns fatores mais conhecidos. Por isso, não é bom nem para a cidade nem para o País que essa excessiva centralização de atividades empresariais persista em um só lugar. O potencial para realizar eventos e reuniões de negócios fora da capital é imenso. Há estimativas que o movimento econômico do interior, descontados os 39 municípios da região metropolitana, equivale ao da Capital. Neste contexto, Campinas e seu entorno se destaca como um dos principais polos econômicos do Estado de São Paulo. Com um PIB de R$ 77 bilhões. E que representam

Marcos Peron/Virtual Photo

quase 8% do estado, ali estão instaladas mais de 50 mil empresas, 50 delas subsidiárias das 500 maiores do mundo. Com esses predicados, somado ao luxo de ter o Royal Palm Plaza, eleito anos seguidos como o melhor hotel para eventos e negócios do País, Campinas está habilitada a acolher o setor de viagens de negócios brasileiro, hoje o oitavo maior do mundo. Para atrair esse mercado, Campinas possui privilegiada infraestrutura com excelentes rodovias de acesso e um centro acadêmico de alto nível.

O aeroporto de Viracopos é uma estrela que a cada dia brilha mais e sem falar no setor de cargas, ocupa o 12º lugar do País só em movimento de passageiros. Por lá estiveram no ano passado 5,4 milhões de passageiros, número que deve ser superado em 2011: só até junho foram 3,5 milhões de viajantes. A expansão promete atender 9 milhões de passageiros até 2013. Diante dessas evidências, Campinas e o próprio interior de São Paulo têm os predicados para se tornar a bola da vez. O que falta? "Não traba-

LAN sob investigação antitruste der uma investigação antitruste sobre a união. A chilena PAL apresentou ao Tribunal Constitucional – responsável pelo cumprimento da legislação do país – um recurso de inconstitucionalidade de um acordo da LAN

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m tribunal chileno acolheu ontem uma q u e i x a d a c o m p anhia aérea local PAL Airlines contra a chilena LAN, que aguarda a aprovação de sua fusão com a brasileira TAM, mas disse que não irá suspen-

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com a Fiscalía Nacional Económica para mitigar os efeitos da anunciada fusão no mercado. Entretanto, a PAL havia solicitado a interrupção da investigação de meses de um tribunal antitruste, que está próximo a uma decisão sobre a fusão. A LAN espera que o tribunal se pronuncie neste mês sobre a fusão. Mais cedo, o presidente da TAM, Marco Antonio Bolonha, afirmou que esperava todas as aprovações necessárias para a fusão com a LAN para o primeiro trimestre de 2012. Balanço – A TAM anunciou ontem que teve lucro líquido de R$ 60,3 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo prejuízo líquido de R$ 174,8 milhões em igual período de 2010. Apesar disso, o resultado representou uma queda de 53% sobre os três primeiros meses do ano, quando obteve lucro de R$ 128,8 milhões. A retração é consequência do aumento de custos e redução de preços de tarifas. O lucro operacional (EBIT) foi de R$ 15,6 milhões, com margem de 0,5%, ante R$ 1,4

60,3 milhões de reais foi o lucro da TAM no segundo trimestre deste ano, revertendo prejuízo de R$ 174,8 milhões em igual período de 2010. milhão, com margem de 0,1%, registrado no segundo trimestre do ano passado. Já a receita operacional bruta cresceu 16,5%, para R$ 3,2 bilhões, também na comparação anual, sendo que R$ 2,3 bilhões são das receitas com passageiros, que subiram 8,2%. O yield doméstico, indicador que mede o preço de passagens, recuou 2,4% sobre os três primeiros meses do ano e despencou 21% em relação ao segundo trimestre do ano passado. (Folhapress)

Lau de Oliveira

Divulgação

lhamos nem pensamos em bloco. Campinas não conhece sua força, não identifica seus valores e métricas", comenta Luiz Antonio Guimarães, atual diretor de Turismo da cidade. Ele está habilitado para afirmar isso, como bem-sucedido empresário e ex-presidente do Campinas Convention & Visitors Bureau. "A cidade perde a oportunidade de se posicionar com liderança e como grande destino turístico de lazer, saúde, cultural e negócios – e nesse último pela falta de um Centro de Exposições", conclui. E com razão. Basta dizer que, sem qualquer esforço, a região metropolitana de Campinas recebe cerca de 1,5 milhão de visitantes de negócios por ano. Com esse potencial, não seria hora de não mais se comportar como menino que precisa de aprovação externa, sem a necessidade de buscar apoio na Capital, e sim liderar as decisões de seu interesse dentro do próprio território?

A

presidente do Guarujá Convention & Visitor Bureau e proprietária do hotel Vicino Al Mare, em Guarujá, formou-se em Biologia até que, três anos depois, veio o casamento e a mudança para Santos em 1979. Incentivada pelo marido, graduou-se em Direito e, em paralelo, fundou uma agência de viagens, que mais tarde vendeu. Já picada pela mosca do turismo, em 2003 ela abriu o seu hotel, que dirige junto com o filho Christiano. Daí à Presidência do Guarujá C&VB foi um pulo. "Estou cheia de ideias e vontade de trabalhar", comenta.

Uma das iniciativas de sua gestão foi um acordo de cooperação com o São Paulo C&VB para ações que alavanquem ambos os destinos. Lau quer ampliar os eventos corporativas da cidade, que tem 9 mil leitos e já é o quarto destino turístico que mais cresce na América do Sul. Para isso, ela busca maior profissionalização do setor e a construção do Centro de Convenções de Guarujá. "Temos que preparar a cidade, investindo em equipamentos e capacitação para colher os frutos da prosperidade", ela conclui.

Contatos com o autor pelo e-mail: fabio@steinberg.com.br

Fluxo cambial é positivo em US$ 3,5 bilhões

O

fluxo cambial da primeira semana do mês de agosto terminou positivo em US$ 3,579 bilhões, de acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC). Segundo a instituição, apesar da entrada global dos dólares, o fluxo financeiro registrou saída de recursos. Em agosto até o dia 5, US$ 362 milhões deixaram o País pela conta financeira, resultado de saídas totais de US$ 7,106 bilhões e ingressos de US$ 6,745 bilhões. Na conta comercial, as exportações superaram as importações e o segmento foi responsável pela entrada de US$ 3,94 bilhões. O valor resultou do ingresso de um total de US$ 7,045 bilhões gerado pela venda de produtos e serviços ao exterior e parcialmente reduzida pela saída de US$ 3,114 bilhões pagos pelas importações no

período. Além disso, o BC anunciou que a compra de dólares no mercado à vista aumentou as reservas internacionais em US$ 2,174 bilhões na primeira semana do mês. Houve também o reforço de US$ 403 milhões por operação de compra de moeda norte-americana a termo realizada pela autoridade monetária. (AE)

362 milhões de dólares deixaram o País pela conta financeira em cinco dias, por saídas de US$ 7,106 bilhões e ingressos de US$ 6,745 bilhões.

Em setembro, tablet 20% nacional.

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ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou ontem que os primeiros tablets produzidos no Brasil devem chegar ao mercado ainda em setembro deste ano, com 20% dos componentes com fabricação local. "Não vão faltar tablets e smartphones até o Natal", disse o ministro. Mercadante destacou que o governo fiscalizará a exigência mínima de partes e peças brasileiras nos produtos para que as mercadorias possam usufruir dos incentivos fiscais. "E nos próximos dois anos, a obrigatoriedade subirá de 20% para 80%", acrescentou. O ministro citou também a ampliação do Programa de

Apoio ao Devamos ter um sen volvi menbelo momento Tecnológico t o n a i n d ú sNo Natal vai ter da Indústria t r i a d a c o md e S e m i c o nmuito tablet barato p u t a ç ã o n o d u t o re s ( P aPaís", disse e em todas as dis), que deve Mercadante. opções para o ser publicada Nove comconsumidor. nas próximas panhias já se semanas. i n s c rev e r a m ALOIZIO MERCADANTE, O ministro p a r a p ro d uCIÊNCIA E TECNOLOGIA calcula que os zir tablets no tablets podeBrasil com inrão custar até centivo fiscal 40% menos se os descontos (Samsung, Positivo, Motoroconcedidos pelo governo fe- la, Envision, AIOX, Semp deral e por alguns estados pa- Toshiba, LG, MXT e Sanminara incentivar a produção local SCI) e mais seis estão com pechegarem ao consumidor. "No dido em análise técnica (ItauNatal vai ter muito tablet ba- tec, Foxconn, Teikon Tecnolorato e em todas as opções para gia, Compalead, Ilha Service o consumidor. Acho que nós e Leadership).

Segundo o ministro, o Brasil é o sétimo mercado para computadores e pode ser ainda mais atraente com a inclusão digital na educação. "Queremos levar (o tablet) para a escola pública e fazer como outros países estão fazendo. Taiwan já acabou com o livro didático, só tem livro na biblioteca. O aluno lê toda a bibliografia por meio do tablet que também é um caderno eletrônico. A Coreia, em dois anos, não terá livro didático. É o próximo passo do nosso projeto", disse Mercadante que esta semana esteve no Uruguai onde todos os alunos da rede pública têm um microcomputador portátil e todas as escolas possuem acesso à internet. (Agências)


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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

e Legacy pode ser made in China

Precisamos separar o impacto do câmbio de nossa sólida performance. James Singh, diretor financeiro da Nestlé

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Embraer estuda fabricar modelos do jato em sua unidade em Habin, mas depende de parceria com empresa local.

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e olho no promissor mercado aéreo d a C h i n a , a E mbraer anunciou que pretende produzir os jatos da família Legacy na cidade chinesa de Habin – na qual a companhia já produzia os modelos Embraer 145. No entanto, esse movimento depende ainda de se acertar um acordo com um parceiro local. No entendimento do vicepresidente da Embraer, Marco Túlio Pellegrini, a ideia é iniciar a produção em Habin o mais rápido possível. O executivo não se comprometeu, contudo, com uma data projetada pela empresa para iniciar a fabricação do Legacy 500 e 600 naquela unidade. A instalação resulta de uma parceria firmada em 2001 com a estatal chinesa Aviation Industry Corporation of China (Avic). Demanda – Enquanto a produção local do Legacy não é definida, a China continua sendo um importante mercado para a Embraer. A estima-

tiva da companhia é que o país encomende 500 jatos executivos até 2020, em negócios que devem somar US$ 14 bilhões – mais do que o dobro da demanda projetada para o Brasil nesse período. "A China demanda jatos maiores, com preços mais elevados. Por isso estamos apostando na produção do Legacy no país", afirmou Breno Correa, diretor de vendas e marketing do braço de aviação executiva da Embraer. Pellegrini complementou, avaliando que o mercado chinês continua sendo um dos mais promissores. "A China tem uma demanda reprimida. Hoje existem barreiras, que em algum momento, devem deixar de existir", ponderou. Um possível entrave que pode surgir é a nova política de estímulo à indústria aérea, em fase de elaboração pelo governo de Pequim. Com isso, os fabricantes nacionais seriam os principais beneficiários da expansão da demanda chinesa

O

De acordo com a Embraer, o mercado da China apresenta alta demanda de jatos para os próximos anos.

por jatos regionais, retirando espaço de companhias estrangeiras como a Embraer. Cr is e – Pellegrini afirmou ontem que a companhia não

recebeu nenhum cancelamento de pedidos por conta das turbulências do mercado financeiro verificadas nos últimos dias, acarretadas pelo re-

baixamento do rating do crédito dos Estados Unidos. "Ainda é preciso entender a dinâmica dessa crise e é difícil fazer previsões", disse. (Agências)

Empresa admitiu perdas em razão da valorização do franco suíço, mas avaliou que a volatividade do câmbio não afeta projeções. Fabrice Coffrini/AFP

Nestlé informou ontem ter tido um lucro de 4,7 bilhões de francos suíços (US$ 6,44 bilhões) no primeiro semestre do ano fiscal, queda de 13,77% ante igual período do ano passado. As vendas do primeiro semestre recuaram 12,9%, para 41 bilhões de francos. Sem o efeito do câmbio, as vendas da empresa aumentaram 7,5%, superando a sua meta de longo prazo, de 5% a 6%. Apesar das incertezas econômicas, a companhia manteve a meta de crescimento perto de 6% neste ano. Nos mercados emergentes as vendas da companhia cresceram 13,3%; nos desenvolvidos, 4,4%. A empresa estimou que a pressão provocada pela elevação dos preços de matérias-primas, como açúcar e café, deve diminuir neste segundo semestre, e que

Shopping centers passam por momento de expansão

Nilton Cardin/Folhapress

Nestlé: vendas superam meta e sobem 7,5%.

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Comercialização de produtos em mercados emergentes apresentou alta de 13,3% no primeiro semestre

VEREDA ACABAMENTOS GRÁFICOS LTDA. torna público que solicitou à CETESB a Renovação de Licença de Operação para a atividade de “Serviços gráficos para terceiros não especificados”, localizada à Av. Mandaqui, 195 – Limão, Município de São Paulo.

espera que a oscilação do franco suíço cause menor impacto nos resultados da companhia. A valorização de 13,8% na moeda contribuiu para reduzir o faturamento no primeiro semestre do ano. A valorização do franco suíço reduziu o fluxo de caixa operacional entre 600 milhões e 700 milhões de francos. Mas a companhia elevou sua perspectiva para o ano, dizendo que o crescimento orgânico ficará no lado mais alto do intervalo estimado anteriormente, de 5% a 6%. "Enfrentamos preços recordes nas matérias-primas, volatilidade extrema no câmbio e uma valorização aparentemente interminável no franco suíço", disse o diretor financeiro da companhia, James Singh. "Mas precisamos separar o impacto do câmbio de nossa sólida performance." (AE)

apetite do brasileiro por consumir em shopping centers não dá sinais de se abater, mesmo diante dos temores de recessão nos países desenvolvidos. Essa foi a avaliação feita ontem pelo jornal britânico Financial Times, ao noticiar que a BR Malls, empresa que detém o controle de centros de compras no País, anunciou no início desta semana a compra de 70% do capital da Alvear Participações, que marca presença em quatro shopping centers localizados no Paraná. A operação é avaliada em R$ 791,7 milhões. De acordo com o FT, o cenário econômico positivo do País – que motivou também a australiana Westfield a investir no mercado de shopping centers de Santa Catarina (leia abaixo) – deverá levar a BR Malls a fazer novas aquisições no mercado. "O Brasil tem se mostrado um mercado muito lucrativo, e ainda subaproveitado", avaliou o analista Marcelo Motta, do banco J.P. Morgan, na reportagem.

Australiana desembarca no mercado de Santa Catarina

A

empresa australiana Westifield, líder mundial no setor de shopping centers, anunciou ontem a aquisição de 50% do capital da catarinense Almeida Junior por cerca de R$1,5 bilhão. A finalidade é estabelecer um ponto de expansão para a rede internacional no País, por meio da criação de uma nova companhia – a Westfield Almeida Junior Shopping Centers S.A. É a primeira vez que a Westfield atua em um país que não seja de língua inglesa. A companhia foi estimulada pelo cenário positivo exibido pela economia brasileira, com a tendência de consumo em alta – o contrário do que está sendo observado nos mercados mais maduros. A Almeida Junior é considerada a maior empresa regional do segmento de shopping centers do Brasil, e lidera o mercado de Santa Catarina. (Agências)

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: TOMADAS DE PREÇOS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 69/00286/11/02 - Construção de Ambientes Complementares e Reforma de Prédios Escolares - EE Leonardo Soares Rodrigues - Rua Aroeira, 234 - 06730-000 - Jd. Floresta - Vargem Grande Paulista/SP - 120 - 109,59; EE Prof. Humberto Victorazzo - Rua Aparecida, 2 - 18147-000 - Centro - Araçariguama/SP - 60 - R$ 98.014,00 - R$ 9.801,00 - 09:30 - 29/08/2011. 69/00321/11/02 - Reforma de Prédios Escolares e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador - EE Profª Mirella Pesce Desidere - Rua das Palmeiras, 50 19065-690 - Cohab - Presidente Prudente/SP - 48,71; EE/EM Prof. Placídio Braga Nogueira/Irma Nazarena Zamitt Rua Abílio Nascimento, 1.333 - 19042-000 - Prq. Alvorada - Presidente Prudente/SP - 39,18 - 210 - R$ 119.898,00 - R$ 11.989,00 - 10:00 - 29/08/2011. 69/00322/11/02 - Reforma de Prédios Escolares e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador - EE Profª Maria Luiza Formozinho Ribeiro - Rua Bela, 815 19015-261 - Vila Charlotte - Presidente Prudente/SP - 10,08; EE Prof. Arlindo Fantini - Av. Paulo Marcondes, 50 19025-000 - Jd. Belo Horizonte - Presidente Prudente/SP - 210 - R$ 123.938,00 - R$ 12.393,00 - 10:30 - 29/08/2011. 70/00269/11/02 - Reforma de Prédio Escolar - EE Pref. Rafael Rodrigues Filho - Av. Norte-Sul s/nº - 07000-000 CHB B. dos Pimentas - Guarulhos/SP - 150 - R$ 41.664,00 - R$ 4.166,00 - 11:00 - 29/08/2011. 70/00270/11/02 - Reforma de Prédios Escolares - EE Prof. Alberto Conte - Av. Dr. Mario Lopes Leão, 120 - 04754010 - Sto. Amaro - São Paulo/SP - 180; EE Nossa Senhora Aparecida - Rua Álvaro Fragoso, 734 - 04223-000 - Vila Carioca - São Paulo/SP - 120 - R$ 107.963,00 - R$ 10.796,00 - 11:30 - 29/08/2011. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI, na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 11/08/2011, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, o estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

NOVA GASÔMETRO S/A CNPJ: 45.356.466/0001-62 Assembleia Geral Extraordinária - Convocação Convidamos os acionistas da empresa Nova Gasômetro S/A a reunirem-se em AGE, em 1ª convocação, dia 18/08/2011, às 14h, e em 2ª convocação, às 14h30, na Rua Chico Pontes, 1500, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: 1) Proposta de Rescisão do Instrumento Particular de Compra de Terreno em Permuta por Área Construída no Próprio Local e Outras Avencas firmado aos 16/8/2002, contratado com o Condomínio Apart Hotel Mart Center. 2) Proposta apresentada pela Diretoria Executiva de contratação de Instrumento Particular de Compra de Terreno em Permuta por Área Construída no Próprio Local e Outras Avencas a ser firmado com a empresa Vivenda SPE Mart Center Empreendimento Imobiliário Ltda., relativamente ao imóvel sito à Rua São Quirino, 823, Vila Guilherme, Capital, SP. Gilda Antonietta Orlando Cury - Presidente do Conselho de Administração.

VIDIGAL PRADO PARTICIPAÇÕES S/A CNPJ/MF nº 58.134.040/0001-06 - NIRE 35300063091 Extrato da Ata da AGO realizada em 25/04/2011 Data, hora e local: 25/04/2011, às 10hs, na sede da sociedade. Presença: 100% do capital social. Mesa: Presidente - Sr. Francisco Caiuby Vidigal, Secretário - Sr. Álvaro Augusto Vidigal. Ordem do dia: a) Exame, discussão e votação do relatório da Diretoria, balanço e demonstrações financeiras relativas ao exercício findo em 31/12/2010; b) Destinação do prejuízo apurado no exercício; e c) Outros assuntos de interesse social. Publicações: Demonstrações financeiras relativas ao exercício findo em 31/12/2010 publicadas nos jornais “Diário do Comércio” e “DOESP” do dia 15/04/2011. Deliberações unânimes: a) aprovação do balanço patrimonial e das demais demonstrações financeiras, relativos ao exercício findo em 31/12/2010; e b) aprovação da destinação do prejuízo apurado no exercício findo em 31/12/2010, no valor de R$ 5.121.553,36, para a conta Reserva de Lucros e da distribuição de dividendos aos acionistas no valor de R$ 799.812,16. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, a Ata foi lida e aprovada pelos acionistas presentes. (ass) Francisco Caiuby Vidigal, Álvaro Augusto Vidigal e Roberto Caiuby Vidigal. A publicação está sendo feita em forma de extrato, em conformidade com o disposto no art. 130 § 3º da lei 6.404/76. A ata em seu inteiro teor foi registrada na Jucesp sob o nº 255.583/11-4 em 01/07/2011.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 10 de agosto de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Reqte: Prol Editora Gráfica Ltda. Reqdo: Editora Luxo V.M. Ltda. R. Lino Coutinho, 237 - Apto. 12 – Ipiranga - 2ª V. de Falências. ===============Recuperação Judicial ================ Reqte: Ala do Radio Assessoria em Mídia Ltda. Reqdo: Ala do Radio Assessoria em Mídia Ltda. Av. Rebouças, 353 3° Andar – Cerqueira César 1ª V. de Falências.

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GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: CONCORRÊNCIAS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: CONCORRÊNCIA Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 69/00373/11/01 - Reforma de Prédios Escolares e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevadores - EE Francisco Pessoa - Rua Santina de Souza Oliveti, 160 19064-290 - Ana Jacinta - Presidente Prudente/SP - 172,67; EE Profª Fatima Aparecida Costa Falcon - Rua Altair de Senna, 800 - 19065-350 - Jd. Jequitibas - Presidente Prudente/SP - 101,42 - 210 - R$ 185.870,00 - R$ 18.587,00 - 09:30 - 13/09/2011. 69/00374/11/01 - Reforma de Prédios Escolares e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevadores - EE Cdor. Tannel Abbud - Rua Quintino Bocaiuva, 1.455 19030-000 - Vila Furquim - Presidente Prudente/SP - 129,56; EE Profª Marietta Ferraz de Assumpção - Av. São Paulo, 288 - 19013-430 - Jd. Bela Daria - Presidente Prudente/SP - 14,14; EE Prof. Joel Antonio de Lima Genesio - Rua Artur Jorge Guazzi, 50 - 19065-660 - Jd. São Gabriel - Presidente Prudente/SP - 118,20 - 240 - R$ 276.622,00 - R$ 27.662,00 - 10:00 - 13/09/2011. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 11/08/2011, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 50,00 (cinquenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, o estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

e França prepara medidas contra a crise É preciso manter a cabeça serena e tomar distância dos eventos. François Baroin, ministro francês de Economia e Finanças

conomia

Declarações do Executivo francês foram feitas em dia marcado por rumores de que o país teria seu rating rebaixado por agências

AFP

E

m um dia marcado por rumores sobre o possível rebaixamento do rating da França pelas agências classificadoras de risco, o governo francês anunciou que estudará ao longo deste mês novas medidas para garantir o respeito a suas metas para reduzir o déficit. Isto foi decidido após o encontro sobre a situação econômica e financeira mantido entre os principais membros do Executivo e o presidente, Nicolas Sarkozy, que interrompeu suas férias para este fim. Na reunião, participaram o primeiro-ministro, François Fillon; o ministro das Relações Exteriores, Alain Juppé; o de Economia e Finanças, François Reunião do governo francês discutiu as perspectivas da economia do país e as medidas que podem ser aplicadas para reduzir o déficit Baroin; a titular do departa- dente do banco central da peito a esses objetivos que, se- rior, fixada para 24 de agosto. tras medidas, a reforma da mento de Orçamento e porta- França, Christian Noyer. gundo o Eliseu, serão submeFinanças – Em comunicado previdência realizada em voz do governo, Valérie PéSarkozy pediu aos minis- tidos a uma primeira análise divulgado após o término do 2010 permitiu reforçar "de cresse; o de Assuntos Euro- tros que apresentem novas no próximo dia 17 de agosto e encontro, a Presidência fran- maneira duradoura" a manupeus, Jean Leonetti, e o presi- propostas para garantir o res- adotados em reunião poste- cesa lembrou que, entre ou- tenção das finanças públicas

Itália decide aplicar austeridade por decreto

O

primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, prometeu ontem um decreto de emergência para aprovar as medidas de austeridade acertadas com o Banco Central Europeu (BCE), mas enfrentou oposição de sindicalistas sobre preocupações de que os cortes prejudiquem os cidadãos do país. Berlusconi fez a promessa de aprovar um decreto para as medidas orçamentárias em uma sessão especial do encontro que deverá ocorrer em 18 de agosto, que deverão ter a participação de empresários, líderes sindicais e ministros do governo, segundo uma autoridade governamental. As discussões de ontem visavam acertar medidas de crescimento e encontrar modos de implementar rapidamente parte dos 20 bilhões de euros em cortes de gastos, para permitir que o governo alcance sua nova meta de equilibrar o Orçamento até 2013. Berlusconi concordou na semana passada em acelerar as

medidas orçamentárias aprovadas no mês passado, após forte pressão por parte do BCE e de parceiros europeus, como Alemanha e França. Mas a presidente do maior sindicato trabalhista da Itália (CGIL), Susanna Camusso, disse que o governo não apresentou propostas adequadas e repetiu seu pedido para que as exigências do BCE sobre a redução do déficit sejam levadas a público. "O encontro não correspondeu às expectativas sobre o que é necessário, dada a seriedade dos problemas que temos, e não ofereceu a transparência necessária", disse. "Se o Orçamento de austeridade for suspeito, nós nos mobilizaremos para mudá-lo", afirmou ela a jornalistas. A resposta de Camusso sugere que o governo apresentou poucas propostas concretas, ressaltando as dificuldades que enfrenta conforme precisa escolher opções que vão desde medidas voltadas a pensionistas até uma possível taxação a cidadãos ricos. (Reuters)

no longo prazo, e reafirmou o compromisso para a redução do déficit, que para este ano é previsto em 5,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Na reunião, Sarkozy também comemorou as medidas tomadas pelas autoridades espanholas e italianas, assim como a intervenção do Banco Central Europeu (BCE), considerando-as eficazes para reduzir "de maneira significativa" as taxas de juros sobre a dívida de ambos os países. Além disso, ele destacou que as decisões das instituições europeias e americanas permitiram reduzir as tensões sobre os mercados financeiros. "É preciso manter a cabeça serena e tomar distância dos eventos", indicou o ministro Baroin, para quem a evolução atual endossa a estratégia econômica empreendida no país pelo governo francês. Rating – Baroin ressaltou que a especulação que circulou ontem de que o país estaria prestes a perder o rating AAA é "totalmente infundada". "As três agências (de classificação de risco) confirmaram que não existe risco de rebaixamento do rating francês. Esses rumores são completamente infundados", afirmou um assessor de Baroin. (Agências)

Déficit grego sobe 24,6% até julho

Apple é a mais valiosa

A

gora é oficial: a empresa de informática Apple superou a Exxon e se tornou a empresa mais valiosa do mundo, 14 anos após ter quase pedido falência. Os papéis da companhia fecharam ontem na bolsa de Nova York em queda de 2,8%, mas mesmo assim chegaram ao término do pregão sendo negociadas a US$ 363,69 – o que elevou o valor da empresa a US$ 337 bilhões. A vice-campeã Exxon, que lidera o ranking há seis anos (quando desbancou a GE) agora vale US$ 331 bilhões. Esse movimento já era sentido no pregão de terça-feira, quando a Apple superou por

alguns instantes a Exxon em valor de mercado. No entanto, a companhia de tecnologia voltou a cair antes do fechamento do mercado. Não é a primeira vez que uma empresa de tecnologia ocupou essa cobiçada posição; Microsoft e Cisco já conquistaram, em algum momento, o primeiro lugar. Em reportagem sobre o assunto publicada na sua edição de ontem, o Financial Times avaliou que essa ascensão se deve ao crescimento nos lucros e receitas da Apple. No último trimestre, a companhia teve expansão de 82% nas vendas, graças à alta comercialização de iPads no período.

O

déficit no orçamento da Grécia nos sete meses até julho deste ano aumentou 24,6% em comparação com igual período do ano passado, informou ontem o Ministério de Finanças. Ele cresceu para 15,51 bilhões de euros, ainda abaixo da meta de 16,48 bilhões para o período. A Grécia pretende cortar o déficit geral do governo para cerca de 17 bilhões de euros neste ano, de 24,1 bilhões de euros no ano passado. O montante reflete apenas as contas do governo central, sem incluir as dos governos locais e fundos de seguridade social. Chipre – Logo após a agência classificadora de risco Fitch ter rebaixado o rating do país de A- para BB, o ministro cipriota de Finanças, Kikis Kazamias, anunciou uma série de aumentos de impostos para ajudar a reduzir o déficit. A oposição criticou o governo por não ter adotado mais medidas de cortes nos gastos públicos. (AE)

Larry Downing/Reuters

Obama discute economia com presidente do Fed

A

Casa Branca informou ontem à noite que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reuniu-se com o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Ben Bernanke. Eles debateram as perspectivas da economia norteamericana e a crise da dívida que se abate sobre os países que compõem a zona do euro. Segundo o comunicado, os dois "discutiram a perspectiva para a recuperação e para os empregos, assim como questões fiscais, incluindo a necessidade de lidar com a redução do déficit no longo prazo", além da "situação na Europa". O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, e outros funcionários do governo participaram da reunião. O encontro foi o terceiro entre Obama e Bernanke apenas neste ano, e aconteceu um dia após o Fed ter afirmado que manterá a taxa de juros do país "excepcionalmente baixa" até

meados de 2013, a fim de tentar impulsionar a recuperação da economia dos EUA. O anúncio desapontou os mercados acionários, que esperavam que a autoridade monetária anunciasse o QE3 – ou seja, uma terceira edição do programa de quantitative easing, ou relaxamento quantitativo, com a finalidade de aumentar a liquidez do sistema econômico. O próprio Bernanke havia aberto essa possibilidade há três semanas, quando disse que o Fed estava preparado para adotar as medidas que fossem necessárias para reativar a economia. Uma alternativa ao QE3 seria baixar os juros pagos aos bancos pelas reservas bancárias. O documento divulgado na terçafeira pelo Fomc avaliou que "as condições econômicas" dos EUA devem garantir ainda níveis "excepcionalmente baixos" para os juros dos fundos federais até meados de 2013.

Férias – Obama anunciou ontem que não renunciará às suas férias de verão por causa da crise da dívida e a tempestade nos mercados financeiros. O presidente prevê partir na semana que vem em férias com a família, como faz todos os anos, para Martha's Vineyard – uma ilha exclusiva na costa do Estado de Massachusetts. Em meio à tempestade nos mercados e temores de uma nova recessão, alguns comentaristas pediram que o presidente permanecesse em Washington e convocasse o Congresso, atualmente em recesso, para considerar medidas para a criação de empregos. "Não penso que os norteamericanos tenham reservas sobre o fato de que o presidente passe um pouco de tempo com sua família", declarou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, afirmando que Obama trabalha sem pausa na situação econômica do país. (Agências)

Mesmo com crise, Obama não abrirá mão de suas férias.


Diário do Comércio  

11 ago 2011

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