22 -.ECONOMIA/LEGAIS
DIÁRIO DO COMÉRCIO
terça-feira, 11 de março de 2014
Nossa chuteira foi inspirada no futebol descalço jogado nas praias do Brasil. Torsten Hochstetter, diretor da Puma
Dura disputa entre gigantes do esporte Adidas e Nike, entre outras marcas, anteciparam a Copa e brigam por um mercado de US$ 5 bilhões, que envolve uniformes e equipamentos ligados ao futebol.
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Lar do Futebol A Nike só começou a se envolver fortemente com esse esporte há 20 anos, quando a Copa foi realizada nos EUA. O futebol gera para a marca um faturamento anual em torno de US$ 2 bilhões, e a Nike se diz líder nesse mercado. A empresa com logotipo em forma de asa fornecerá material para 10 dos 32 países participantes da Copa, inclusive o anfitrião Brasil. Superará, assim, a Adidas e a Puma. Trevor Edwards, presidente da marca Nike, disse que as vendas devem ter um aumento excepcional neste ano pelo fato de a Copa acontecer no Brasil, "lar espiritual" do bom futebol. "Não poderíamos estar mais animados com o fato de a Copa ser no Brasil. Isso irá ecoar no mundo todo", afirmou. Na semana passada, a Nike lançou sua nova chuteira Magista, baseada na tecnologia já usada em tênis para basquete e desenvolvida com a ajuda dos jogadores Andrés Iniesta, da seleção espanhola, e Mario Goetze, da Alemanha. Custa US$ 275. Mas há um limite nas inovações, e os novos produtos da Adidas e Puma também usam tecnologia e ideias que não diferem radicalmente da abordagem da Nike. A Adidas já lançou versões coloridas das suas quatro principais chuteiras, batizadas
com o nome "Samba", e em meados de março apresentará sua primeira chuteira "trançada". Hainer disse que a tecnologia tem o potencial para revolucionar como e onde a Adidas fabrica chuteiras. A Puma, que tem sede na mesma cidade que a Adidas, a pequena Herzogenaurach, na Baviera, espera que a Copa marque uma volta à preocupação com o desempenho esportivo, em detrimento da moda. Para isso, a empresa lançou um modelo justo e brilhante, chamado evoPower, na cor laranja com detalhes em amarelo. "Foi inspirada no futebol descalço jogado nas praias do Brasil", disse o executivo Torsten Hochstetter, diretor global de criação da Puma. A tecnologia está sendo usada também no design das camisas. Mais leve A Adidas diz que suas camisas para esta Copa serão 50% mais leves do que em edições anteriores. Oito equipes as vestirão – incluindo Argentina, Alemanha e Espanha, a atual campeã. A Puma lançou na semana passada as camisas que serão usadas por outras oito seleções, incluindo Itália, Suíça e quatro times da África. Com corte justo, elas incorporam tiras destinadas a estimular a musculatura do atleta. "Isso se baseia nas fitas usadas por fisioterapeutas para oferecer compressão e estimulação", disse Hochstetter. Assim como os treinadores, as grifes Divulgação esportivas também adotam várias táticas dentro de campo. A Nike, por exemplo, usou um amistoso do Brasil contra a África do Sul, na semana passada, para apresentar dois novos modelos. No primeiro tempo, a seleção jogou com a tradicional camisa "canarinha", e no segundo tempo entrou de camisa azul. A Adidas salienta a importância das redes sociais na campanha de A Nike Magista foi desenvolvida pelo espanhol Iniesta marketing. Num sinal dos tempos, a Brazuca, bola oficial da Copa, tem sua própria conta no Twitter, oferecendo pensamentos em inglês e português. Por mais estranho que pareça, a bola já tem mais de 100 mil seguidores. (Reuters) A Samba, da Adidas, ganhou novas cores.
Divulgação
altando apenas três meses para a Copa do Mundo, a Adidas e a Nike estão se armando para uma batalha de marketing que em nada ficará a dever à tradicional rivalidade dentro de campo entre nações como Brasil e Argentina. Os dois gigantes do vestuário esportivo dominam um setor, o dos uniformes e equipamentos para futebol, que movimenta mais de US$ 5 bilhões por ano no mundo todo. Seu alvo nessa luta são os torcedores que se inspiram em craques como o argentino Messi, que veste Adidas, e o brasileiro Neymar, que vai de Nike. Patrocinadora da Copa e fabricante de chuteiras desde a década de 1950, a alemã Adidas vê o futebol como seu domínio, e espera não ser superada pela Nike, rival norte-americana maior e mais jovem, que já lidera em outros esportes. "Esqueça tudo o que você pode ter ouvido ou escrito sobre um desempenho fraco da Adidas no futebol em 2013. Estamos liderando esta categoria que é tão próxima do DNA da Adidas", disse na semana passada o executivo-chefe Herbert Hainer. "2014 é um ano do futebol, e será um ano do futebol da Adidas", acrescentou ele, revelando que a meta de faturamento da empresa com artigos futebolístico neste ano é de US$ 2,8 bilhões. Mas Hainer admitiu que a concorrência é feroz, já que as duas marcas dividem entre si mais de 80% do mercado de uniformes e acessórios para o futebol.
Na Heinz, um brasileiro bem pago.
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zaram US$ 151 mil. No início de março, o bilionário americano Warren Buffett afirmou em carta anual a investidores que a compra da Heinz, em que ele é parceiro do fundo 3G Capital, pode servir como um modelo de parceria para futuros negócios. Na transação avaliada em US$ 23 bilhões, a Berkshire Hathaway, holding de Buffett,
entrou como a principal financiadora, e o fundo (formado por brasileiros como Jorge Paulo Lemann) cuida da administração. Para o americano, a aquisição já começa a dar resultados encorajadores. Segundo ele, o lucro neste ano da Heinz será "substancial", mas não deu nenhuma estimativa de valores. (Folhapress)
Não poderíamos estar mais animados com o fato de a Copa ser realizada no Brasil. Isso irá ecoar no mundo todo.
Esqueça o que ouviu sobre o desempenho fraco da Adidas no futebol em 2013. Lideramos a categoria, que está em nosso DNA.
EDWARDS, PRESIDENTE DA NIKE
HAINER, EXECUTIVO DA ADIDAS
Android, do Google, dentro dos relógios.
Facebook vai mudar mais uma vez o design de suas páginas nos navegadores, abandonando a disposição dos posts em duas colunas, para deixá-la mais parecida com os perfis dos usuários. A reforma deve começar a ser feita nesta semana, segundo anúncio da rede social. As publicações passarão a ocupar apenas uma coluna como acontece com o feed de notícias da linha do tempo das "fan pages". À esquerda, estarão informações como número de curtidas, descrição, fotos e vídeos, além de mapas e horários de funcionamento, dependendo do teor da página. Administradores de páginas terão ainda à disposição duas barras fixas, uma ao topo e outra à direita, com ferramentas de gerenciamento e informações relevantes (número de anúncios, total de fãs, alcance de posts e notificações não lidas). Além disso, o Facebook deve lançar um novo recurso chamado "Pages to Watch", que permitirá aos administradores comparar "fan pages" similares. (Folhapress)
Google lançará dentro de duas semanas um pacote de ferramentas para o Android voltado para fabricantes de relógios conectados e outros exemplos de computadores vestíveis, anunciou o executivo responsável pelo sistema e outras plataformas dentro do Google, Sundar Pichai. Pichai falou no festival SXSW Interactive, realizado em Austin, nos EUA. "Queremos criar um conjunto de protocolos pelos quais os desenvolvedores possam trabalhar juntos", disse. "Quando dizemos 'vestíveis', estamos pensando muito mais amplamente." Recentemente, surgiram rumores de que o Google estaria criando, junto com a LG, seu primeiro relógio inteligente. Pichai não comentou sobre a possibilidade de sua empresa estar criando um "smartwatch". O Android é o sistema operacional do Google para tablets e celulares, mas que vem sendo empregado em "smartwatches" (caso do Galaxy Gear, da Samsung). (Folhapress)
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Hees assumiu a Heinz no ano passado; antes comandou o Burger King.
NYT
A nova cara do Facebook
Hélvio Romero/ EC
brasileiro Bernardo Hees, novo presidente-executivo da Heinz, recebeu US$ 9,2 milhões no ano passado da fabricante de alimentos. O executivo, que antes comandou o Burger King, assumiu o novo posto em junho do ano passado, depois que foi finalizada a compra da empresa americana pelo fundo 3G Capital. Esse fundo também adquiriu a rede de fast-food e tem entre seus sócios os brasileiros Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles. Nos ganhos de Hees, a menor parte é formada por salário: foram US$ 562 mil. As opções de ações (US$ 7,3 milhões) representaram o grosso dos ganhos –US$ 1,2 milhão veio de pagamento de incentivos. Outras compensações relacionadas com a mudança dele para Pittsburgh (EUA), onde fica a sede da empresa, totali-
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