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Duas novas faces da proteção ´ ao credito

Ano 86 - Nº 23.287

Conclusão: 23h20

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Newton Santos/Hype

Apresentamos a Boa Vista Serviços O maior banco de dados sobre crédito do Brasil oferece agora proteção dupla: ao consumidor, para ajudá-lo a blindar sua vida financeira contra a inadimplência, e ao vendedor, que ainda neste ano vai contar com 40 a 50 novos produtos para orientar suas decisões. O presidente da Boa Vista Serviços, Dorival Dourado (foto), conta, nas págs. 11 e 13, o rumo inovador que está implantando na nova empresa, fruto da fusão da ACSP e o Fundo de Investimentos TMG Capital.

Zilberman

André Coelho/Ag. O Globo

Chip Somodevilla/AFP

Dilma fala de caças e sonha com foguete

Robin Beck/AFP

Acima, multidão homenageia em Washington vítimas de atentado no Arizona. Justiça mantém acusado preso, sem direito a fiança. Pág. 9

HOJE 23287

Muitas nuvens e chuva a qualquer hora. Máxima 27º C. Mínima 20º C.

AMANHÃ Pancadas de chuva à tarde e à noite. Máxima 30º C. Mínima 20º C.

falar com a presidente e fazer lobby em favor dos caças F18, da americana Boeing. Antes, por telefone, Dilma discutiu com o presidente da Ucrânia uma parceria para o lançamento do foguete Cyclone 4 da base de Alcântara, no Maranhão. Pág. 5

Você ainda vai usar isso tudo Em Las Vegas, novidades que logo estarão à venda. Pág. 16 Divulgação

Divulgação

Dorivan Marinho/Folhapress

O senador John McCain teve de enfrentar o detector de metais para

ISSN 1679-2688

9 771679 268008

Um minuto de silêncio antes da audiência

Informática


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O problema cambial brasileiro persiste, a despeito do que está acontecendo atualmente na China. Roberto Fendt

pinião

PAULO SAAB

BRASIL: SALVE-SE QUEM PUDER

É

preciso mudar muita coisa na vida política brasileira. Fala-se tanto em necessidade de reforma política, mas nenhuma de profundidade sairá enquanto não houver mobilização popular e de mídia a seu favor. A razão é óbvia. Qualquer modificação que se faça na estrutura atual da vida política e partidária vai eliminar privilégios, benefícios e vantagens dos atuais políticos – e são justamente eles os encarregados de propor e de votar as mudanças. Mudanças para serem prejudicados? Jamais. Sem mudança forte nos vícios da legislação atual vamos seguir enfrentando toda sorte de situações que nos ofendem, humilham , agridem. Vão desde a ridícula questão dos privilégios de Lula e seus familiares ao deixar o cargo, até as disputas vorazes dos partidos políticos por cargos do primeiro, segundo, terceiro e até quarto escalões do serviço público. Quem disse que deputado, diretor de departamento, não gostam de nomear ou indicar escriturários ou serventes? Dá prestígio. Dá voto. É preciso acabar com a farra das mordomias generalizadas. Neste ultimo domingo, ao meio dia, subia a Imigrantes um Uno branco da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, com uma família inteira a bordo, sem camisas, voltando do feriado no litoral. Carro público. Citei por citar, pois perto da farra que ocorre com o bem público no Brasil afora, a pobre família (deve ser o motorista que ficou com o carro) é pobre mesmo. De recursos e de mentalidade.

simbologia da tolerância zero, entretanto, deveria prevalecer para todas as funções. Se o presidente da República usa da coisa pública a favor de si e de seus familiares, porque o motorista, que deve ganhar uma merreca, não pode subir a Serra do Mar à custa do contribuinte? Está tudo errado e as pessoas a quem caberia promover a mudança, eliminar vícios e comportamentos incorretos, são suas patrocinadoras e disso se beneficiam. Vejam a outra farra, a da distribuição de canais de televisão e emissoras de rádio a políticos e governantes. Peço ao diligente leitor e ao companheiro sempre alerta da patrulha dos petralhas que apontem um político "importante", em especial do eixo norte-nordeste, que não seja dono de algum meio de comunicação de massa. As mordomias, os salários (elevados de forma ultrajante)

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Nosso políticos formam uma casta a parte, defendendo os interesses de seus amigos e grupos de apoio.

os benefícios indiretos e que se tornam diretos e compõem a renda dos políticos, são incompatíveis com um país como o Brasil. Nosso políticos formam uma casta a parte, aparentemente dedicada a melhorar a vida da população, mas na verdade defendem os interesses econômicos, patrimoniais e financeiros próprios, de seus amigos e grupos de sustentação. Os partidos são falsos propagadores de ideologia. Defendem nomeações, cargos e fazem da distribuição das benesses políticas entre apaniguados e capitães do mato –que lhes buscam os votos dos ignorantes – sua forma de agir, de sobreviver. ão alguns poucos exemplos. Vejam a briga de foice no escuro que PMSB e PT travam por cargos do escalão secundários do governo. Interesse público? É o mesmo que tem conceder a filhos e neto de Lula passaportes de privilégio. O Estado, o governo, tudo que é patrimônio nacional se torna patrimônio de quem vence as eleições em nome de governar para todos. Mentira. Governam para si e seus grupos. Assim tem sido assim será, enquanto a massa eleitoral não discernir entre o certo e o errado, o que é publico e o que é privado. A grande mídia também não irá colaborar muito nesse esclarecimento. Ela também diz que serve seus leitores, telespectadores, ouvintes, quando está servindo aos interesses comerciais da organização. Algumas empresas têm linha editorial, mas outras fingem que têm. Sirva-se , pois, ao generoso de plantão que detém as verbas públicas. Se não for generoso, pau nele, em nome do interesse do leitor. E a pequena mídia só sobrevive porque pinga uma verbinha mensal de cala a boca. Claro que sempre há exceções. Até entre os políticos e governantes. Mas, na maioria das vezes, o Brasil continua um gigantesco caso de salve-se quem puder.

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PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR

A HERANÇA DO MANDARIM CHINÊS

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e o leitor pudesse, da Europa, e sem mais do que com o seu desejo, matar um rico mandarim chinês e herdar a sua fortuna, sem que a vítima sofresse qualquer tipo de dor e o crime jamais fosse descoberto, o leitor o faria? A pergunta não é nova e constitui o chamado "paradoxo do mandarim", formulada em 1802 pelo escritor francês François-René de Chateaubriand. E é também o ponto de partida da pequena novela O mandarim, de Eça de Queirós, publicada em 1880. A história e seu final são previsíveis: o personagem central mata o mandarim, herda a fortuna e acaba por viver amargurado por seu gesto. O crime não compensa. Estariam os Estados Unidos propensos a matar o mandarim chinês? Na reunião do G-20, o secretário do Tesouro dos EUA, Tim Gartner, propôs um teto de 4% do PIB para os saldos em conta corrente das principais nações do planeta. O repto foi aceito pelo vice governador do Banco da China, Yi Gang, que assegurou que a China topava buscar essa meta. Mais que isso, e respondendo às pressões do congresso americano e de seu Executivo, o Banco do Povo da China – o banco central local – vem elevando desde 19 de outubro a taxa de juros básica da economia. Naquela data, a elevação foi de 0,25%, passando de 5,31% para 5,56%. Em resposta, o mercado de lá elevou as demais taxas de juros do país. Alguns analistas interpretam que a elevação das taxas de juros chinesas tem por objetivo responder à política americana de estímulo monetário, conhecida como QE2 (quantitative easing) e amortecer o impacto inflacionário das medidas monetárias dos EUA. A questão é que a China precisa tanto manter elevadas suas taxas de juros como valorizar a sua moeda, o yuan renmimbi. A valorização da moeda chinesa é necessária para reduzir o desequilíbrio externo de sua economia. A manter-se o ritmo de valorização iniciado em setembro último, nos próximos 12 meses o yuan renmimbi valorizará 10%, o suficiente para atender as demandas norte-americanas por uma taxa de câmbio chinesa mais apropriada ao equilíbrio da balança comercial da China. O problema com essa solução é que o yuan renmimbi, por acompanhar a paridade do dólar americano com as demais moedas, está se depreciando com relação ao euro, o yen japonês, o won coreano, o ringitt malaio e o real brasileiro, entre outras moedas. Se a desvalorização da moeda chinesa pode vir a atender às demandas americanas, o ajuste chinês com os EUA se fará à custa de um desajuste com as demais economias. O problema de ajuste será transferido para o restante do mundo, ao atenuar-se o saldo comercial negativo dos EUA e aumentar-se o superavit comercial com os demais países. Além disso, ainda que a China passe a praticar um saldo positivo em conta corrente de 4% do PIB, esse saldo poderá passar de US$ 260 mil milhões em 2011 para US$

ROBERTO FENDT 400 mil milhões em 2015, caso a China continue crescendo às taxas atualmente observadas. E mesmo que o saldo comercial modere seu crescimento, suas aplicações em títulos do Tesouro dos EUA, além dos investimentos chineses por toda parte no mundo, aportarão a seu balanço de pagamentos saldos positivos crescentes advindos das rendas de capital do país. Do ponto de vista macroeconômico, a questão central da economia chinesa é transferir progressivamente sua fonte de crescimento para a demanda interna, em substituição à demanda por suas exportações. Não está assegurado que somente uma modesta valori-

zação do yuan renmimbi com relação ao dólar irá resolver o problema dos desequilíbrios chineses. Os dados sobre os resultados do comércio exterior da China em 2010 indiquem um menor crescimento das exportações e um maior crescimento das importações, reduzindo-se o saldo da balança comercial. É o que prevê a teoria econômica, embora ainda seja cedo para comemorar qualquer resultado. O problema cambial brasileiro persiste, a despeito do que está acontecendo na China. O QE2 americano continua a manter muito líquida a economia mundial e nossa taxa de juros é um imã

irresistível a esses capitais. Agiu bem o Banco Central em tomar medidas complementares para enfrentar o problema. Mas é preciso reconhecer que as medidas são necessárias, porém não suficientes. Há um conjunto de medidas que ainda estão por ser tomadas para atender ao mesmo tempo a necessária redução das taxas de juros e reverter a perigosa valorização da nossa taxa de câmbio.

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uanto às altas taxas de juros, já se repetiu ad nauseam que a origem do problema é o déficit fiscal. Não é preciso elaborar. Quanto ao câmbio, as recentes medidas estão na direção correta e poderão ser complementadas por outras, caso seus efeitos não sejam suficientes. Faltaria então, para assegurar a competitividade de nossas exportações, melhorar a infraestrutura e reduzir o Custo Brasil. Mas isso já é outra história. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

Fundado em 1º de julho de 1924 Presidente Alencar Burti Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto, Antonio Carlos Pela, Arab Chafic Zakka, Carlos Roberto Pinto Monteiro, Claudio Vaz, Edy Luiz Kogut, Gilberto Kassab, Guilherme Afif Domingos, João de Almeida Sampaio Filho, João de Favari, José Maria Chapina Alcazar, Lincoln da Cunha Pereira Filho, Luís Eduardo Schoueri, Luiz Roberto Gonçalves, Moacir Roberto Boscolo, Nelson F. Kheirallah, Roberto Macedo, Roberto Mateus Ordine, Rogério Pinto Coelho Amato, Sérgio Antonio Reze

CONSELHO EDITORIAL Alencar Burti, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo, Márcio Aranha e Rogério Amato Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Kleber Gutierrez, Marcus Lopes, Rejane Aguiar e Tsuli Narimatsu Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Giseli Cabrini e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André Alves, Fátima Lourenço, Fernanda Pressinott, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vanessa Rosal, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Comercial Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações José Gonçalves de Faria Filho (jfilho@acsp.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Globo e Reuters Impressão Diário S. Paulo Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

o Q pinião

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CRESCEM NOS EUA VIOLÊNCIA POLÍTICA E AMEAÇAS A MEMBROS DO CONGRESSO. Shaun Tandon/AFP

uando vocês escutaram as notícias terríveis vindas do Arizona, ficaram muito surpresos ou, de alguma forma, estavam esperando que algo como essa atrocidade ocorresse? Ponham-me na segunda categoria. Eu estava sentindo uma dor no estômago desde os estágios finais da campanha de 2008. Lembro-me da onda de ódio político após a eleição de Bill Clinton em 1992 – um ódio que culminou no atentado a bomba em Oklahoma City. E podia-se ver, simplesmente olhando para as multidões presentes aos comícios de McCain-Palin, que isso estava prestes a ocorrer novamente. O Departamento de Segurança Interna chegou à mesma conclusão. Em abril de 2009, um relatório interno alertou que extremistas de direita estavam surgindo, com um crescente potencial para a violência. Os conservadores criticaram esse relatório. Mas havia, de fato, uma maré crescente de ameaças e vandalismo contra autoridades eleitas, incluindo tanto o juiz John Roll, morto no sábado, quanto a deputada federal Gabrielle Giffords. Qualquer dia desses, alguém estaria prestes a chegar ao próximo nível. E agora alguém chegou. É verdade que o atirador do Arizona aparenta ter problemas mentais. Mas isso não significa que seu ato possa ou deva ser tratado como um caso isolado, não tendo nada a ver com o clima nacional. Na primavera passada, o site Politico.com informou sobre um aumento nas ameaças contra membros do Congresso, que tinham crescido 300%. Um porcentual de pessoas que fazem essas ameaças tem um histórico de doença mental – mas algo sobre a atual situação dos Estados Unidos tem feito com que mais pessoas perturbadas passem a demonstrar sua doença ameaçando, ou até mesmo agindo com violência política. E não há muita dúvida sobre o que mudou. Como Clarence Dupnik, o xerife responsável na investigação sobre os tiros no Arizona, disse, "trata-se da retórica mordaz que escutamos todos os dias no rádio e na TV". A grande maioria das pessoas que escutam essa retórica tóxica para antes da violência, mas algumas, inevitavelmente, cruzam essa linha. É importante ser claro aqui sobre a natureza de nosso mal. Não é uma falta generalizada de "civilidade", o termo favorito dos intelectuais que desejam fechar os olhos para

PAUL KRUGMAN um democrata a Casa Branca, e existe um mercado para qualquer um disposto a aproveitar essa raiva. Mas, mesmo se o ódio for o que muitos gostem de ouvir, isso não significa perdoar aqueles que são cúmplices dessa vontade. Eles deveriam ser renegados por todas as pessoas decentes. Infelizmente, isso não está ocorrendo: os fornecedores do ódio têm sido tratados com respeito, até deferência, pelo establishment do Partido Republicano.

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A deputada Gabrielle Giffords, alvo principal de atentado no Arizona, que reacende a violência política nos Estados Unidos

Uma nova onda de ódio está chegando desavenças políticas fundamentais. A polidez pode ser uma virtude, mas há uma grande diferença entre maus modos e defesas – explícitas ou implícitas, da violência, por exemplo. Insultos não são o mesmo que incitamento. A questão é que há espaço numa democracia para pessoas que ridicularizam e criticam as que discordam dela. Mas não há espaço para a retórica eliminacionista, para sugestões que aqueles que estão do outro lado do

debate devam ser removidos da discussão por quaisquer meios necessários. E é a saturação de nosso discurso político – e especialmente de nossas ondas transmissoras – com uma retórica eliminacionista que está por trás dessa maré crescente de violência. E de onde está vindo essa retórica tóxica? Ela vem, com força total, da direita. É difícil imaginar um democrata membro do Congresso conclamando os eleitores a permanecerem "arma-

dos e violentos" sem serem rejeitados. Mas a deputada federal Michele Machmann, que faz isso, é uma estrela ascendente no Partido Republicano. E existe um grande contraste na mídia. Ouçam Rachel Maddow ou Keith Olbermann, e vão ouvir muitos comentários cáusticos e brincadeiras destinados aos republicanos. Mas não ouvirão piadas sobre atirar em autoridades do governo ou degolar um jornalista do The Washington Post.

Escutem Glenn Beck ou Bill O’Reilly e vocês vão ouvir. É claro, os similares de Beck e O’Reilly estão respondendo à demanda popular. Cidadãos de outras democracias podem se surpreender com o espírito norteamericano, como os esforços de presidentes levemente liberais para ampliar a cobertura de saúde se encontram com gritos de tirania e declarações sobre resistência armada. Contudo, isso é o que ocorre sempre que

omo David Frum, que escrevia discursos para Bush, afirmou, "inicialmente os republicanos pensavam que a Fox trabalhava para nós e agora estamos descobrindo que nós é que trabalhamos para a Fox". O massacre do Arizona vai tornar nosso discurso menos tóxico? Depende dos líderes republicanos. Eles vão aceitar a realidade do que está ocorrendo nos Estados Unidos e tomar uma atitude contra a retórica eliminacionista? Ou vão tentar desconsiderar o massacre, tratando-o como um mero ato de alguém perturbado, e continuar tudo como antes? Se o caso do Arizona provocar alguma autorreflexão verdadeira, ele poderá se mostrar como um ponto de mudança. Se não, a atrocidade de sábado será apenas o começo.

PAUL KRUGMAN É ECONOMISTA, COLUNISTA DO NEW

YORK TIMES E PRÊMIO NOBEL DE ECONOMIA DE 2008 TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA

MAIS ESCADAS PARA OS POBRES C

erca de um ano após o terremoto no Haiti, mais de um milhão de pessoas ainda vivem em barracas – e a reconstrução mal começou, o que é um lembrete útil sobre as limitações da caridade e da ajuda estrangeira. Doações públicas e privadas salvaram vidas no Haiti, não há dúvida. Mas também é verdade que corações comovidos e bem-intencionados tendem a exagerar o impacto de uma ajuda específica em um país. As nações que conseguiram sair da pobreza por si mesmas conseguiram isso, em grande parte, com o comércio, não com a ajuda – que forneceu ao povo empregos e uma escada e não esmolas e um elevador. De um lado, corações de pedra erroneamente desistem da esperança. Eles veem o Haiti – ou a África – como um poço sem fundo, um inferno eterno impenetrável para o progresso. Isso também não corresponde à realidade. Assim, permitam-me levá-los a uma vila no interior do Haiti onde, recentemente, vi um programa assistencial fazendo a diferença – ao ajudar as pessoas a ajudarem a si mesmas. Existem muitas variantes desses programas em todo o mundo, mas esse é administrado pelo Fonkoze, banco agrícola que é uma das mais admiráveis organizações assistenciais atuando no Haiti. Ele foi fundado por um padre católico do local, o reverendo Joseph Philippe,

Thony Belizaire/AFP

os participantes que recrutou uma como Jean têm norte-americana, de mostrar que consultora de conseguem administração, poupar dinheiro Anne Hastings, e investi-lo para gerenciá-lo. inteligentemente Ela foi ao Haiti para ampliar para uma rápida os negócios. visita em 1995 e Os participantes está lá até hoje. também devem Em uma enviar seus filhos encosta no centro à escola e adotar do Haiti, conheci o planejamento Odecile Jean, familiar. Para uma mulher de 35 reduzir a anos com cinco desnutrição, os filhos, de 5 a 15 participantes são anos. Quando obrigados a dar ela ingressou a suas crianças no programa pelo menos duas Fonkoze, refeições quentes nenhuma de suas todos os dias. crianças estava Meus filhos na escola e ela não estavam comigo criava nenhum na viagem ao Haiti animal. A família e olharam com sobrevivia de Ajuda contra fome no Haiti: as pessoas precisam aprender a sustentar-se e à família. interesse a lista bicos. Contudo de obrigações de Jean fixada após 13 meses no programa em sua porta. "Papai" – de 18 meses, Jean ficou observou meu filho de 16 anos radiante ao exibir sua nova – "nem sempre tenho duas vaca, falou sobre seu próspero refeições quentes por dia". negócio com madeira e se mostrou orgulhosa de que eja nos Estados Unidos todos os filhos estavam ou no Haiti, a pobreza na escola. Seu marido, Lionel, às vezes está relacionada revelou a ambição de que a comportamentos todos cheguem à faculdade. serrá-los em toras. É um pudessem vender as frutas autodestrutivos que prendem trabalho duro, mas lucrativo. na feira. Perguntei a Jean ssa transformação começou A família também entrou no as famílias em ciclos qual era o gosto dos ovos de quando o "assistente social" negócio da criação de animais, intermináveis de penúria. Os suas galinhas. Ela me olhou do casal, um jovem haitiano assistentes sociais rompem com uma cabra e um bode, escandalizada: "Não vou rigoroso chamado Pascale esse ciclos, em parte e na atividade avícola, comer esses ovos: vou usá-los Joseph, insistiu que a família garantindo que os lucros sejam começando com quatro para criar mais galinhas", começasse três negócios direcionados à educação pintos recém-nascidos. respondeu-me. separados para que tivesse em vez de ao álcool. Joseph, o Joseph os ajudou a Hastings sorriu uma forma segura de ganhar a assistente social, explicou: "Eu construir cercados e os ensinou quando escutou isso: "Ela vida. Eles discutiram inúmeras digo a eles que cada dia que como cuidar dos animais. Ele pegou o hábito de reinvestir, possibilidades e decidiram o cara sai, bebe e fuma, é mais também os ajudou a plantar o que é ótimo", disse. Em se focar em comprar troncos e um dia que seus filhos não vão 15 mangueiras para que troca da ajuda que recebem,

NICHOLAS D. KRISTOF S

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à escola ou ficam sem comer". Entretanto, as coisas nem sempre funcionam tão facilmente. Em outra vila, conheci no programa uma mãe solteira de 20 anos que tinha deixado os filhotes de cabra morrerem por negligência e que comemorou os seus primeiros lucros comprando um kit de maquiagem. Mas depois de ser advertida pelo assistente social, a jovem conseguiu um jeito de sustentar seus filhos e está animada com as novas possibilidades. que o Haiti precisa antes de tudo, atualmente, é desses tipos de meio de vida para seu povo, não apenas de carregamentos de comida e de roupas. É difícil pensar em um projeto social que seja tão benéfico quanto a decisão da Coca-Cola Company em montar uma indústria de suco de manga no Haiti, sustentando cerca de 25 mil plantadores. O mesmo vale para a decisão de empresas de roupas sul- coreanas em abrir fábricas no Haiti. "Acredito piamente que temos a obrigação moral de lutar contra a pobreza extrema em todo o mundo. Mas, às vezes, a melhor forma de cumprir essa obrigação não é fazer caridade no sentido antiquado de dar esmolas, mas sim ajudar para que pessoas como Jean encontrem sua própria forma de sustentar suas famílias.

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NICHOLAS D. KRISTOF É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES

TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA


DIÁRIO DO COMÉRCIO

Quando Lula, mulher, filhos e netos ocuparam o Forte dos Andradas, no Guarujá, Marcos Lula, filho mais velho do expresidente, despejou no Twitter que “havia saído um solzinho no Guarujá, com direito a banho de mar” e emendou: “São os Lulas voltando a seu habitat normal (risos)”. Depois, quando surgiram as informações sobre os passaportes especiais, voltou ao Twitter, classificando ser tudo “mais uma babaquice do PIG”. Marcos Lula sempre se refere à sigla PIG, que seria “Partido da Imprensa Golpista”. Marcos Lula gosta de criar nomes: é dele o título Los Fubangos para o sítio de Lula no ABC (está sendo limpo e reformado para futuros fins de semana, com direito a pescaria).

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DEVOLTA O Brasil tem, hoje, cerca de 100 revistas dedicadas a nudez, incluindo as voltadas para o público gay . As de maiores vendas são Playboy (média de 200 mil exemplares) e Sexy (pouco abaixo de 100 mil exemplares). Mesmo assim, a Editora Três vai relançar em março a revista Status, a primeiradogêneropublicadano país, mesmo nos tempos de governo militar, com a devida censura. Na época, só podia aparece derrièrre e metade do busto. Nu frontal, nem pensar. Status antecedeu Homem (Abril) que depois virou Playboy, com autorização de Hugh Heffner.

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Toneladas de ração Os mais irônicos acham que se trata dos primeiros passos estratégicos do recém-anunciado PAC de combate à miséria: nesses primeiros dias de janeiro, a Presidência da República acaba de empenhar (reservar em orçamento) R$ 50 mil para a compra de nada menos do que 43 toneladas de alimentos para peixes, pássaros, avestruzes e até bezerros. São animais que estão espalhados pelas propriedades da Presidência, como o Palácio da Alvorada, Granja do Torto e Palácio do Jaburu, residência do vice-presidente. 333

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Lapela: lenço colorido.

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Filho criativo

Está de volta o circo do novo Big Brother Brasil, que, mais uma vez, tem a participação de candidatos bizarros, começando por um administrador, Rodrigo Carvalho, que foi capa de revista gay e esticando por uma produtora bissexual de 29 anos chamada Diana Baisini (esquerda), que vive posando para fotos eróticas onde encarna personagens do cinema (entre tantas, Elle Driver, de Kill Bill). Só que a grande sensação deverá ser mesmo Ariadna Thalia Arantes (direira), transsexual, nascida homem e mulher no documento de identidade, que já posou nua para sites.

O circo de volta

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Lapela: lenço branco.

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Brazilian love Quem acha muito grande a diferença de idade entre o vice-presidente Michel Temer, 70 anos e sua mulher, Marcela, 28 anos, é que não conhece a jovem brasileira Adriana Ferreyr, 26 anos (em 2002, ela atuou na novela Marisol , no SBT e usava o nome de Adriana Ferreira, vivendo a personagem Vanessa ), nova namorada do megainvestigador George Soros, 80 anos. Os dois têm sido vistos circulando por Saint Barthélemy (chique é dizer St. Barths ), ilha no Caribe (é território francês), novo paraíso dos bilionários. Adriana mora em Nova York, formou-se em Direito e trabalha numa empresa de tecnologia. Soros só cuida de sua fortuna, hoje estimada em US$ 14 bilhões. 333

O GABINETE de Segurança Institucional (GST), está contratando empresa de serviços de comissaria aérea para aviões da Presidência durante o ano por R$ 150 mil e mais R$ 3,8 mil para serviços de limpeza e conservação “do escritório regional do departamento de segurança pessoal do presidente” em São Bernardo. Ou seja: o GSI tem um escritório pertinho do ex-chefe e não há sinais de que será desativado. 333

333 NAS próximas semanas, deverá haver a primeira audiência, na Justiça do Trabalho, em São Paulo, do processo que Jacques Glaz, ex-diretor do Club A, de Amaury Jr. (a parte de Amir Slama foi vendida) e suas filhas, Daniele e Vanessa, movem contra o estabelecimento, pedindo reconhecimento de vínculo empregatício e verbas salariais e rescisórias. A advogada é Sarah Hakim, que está pedindo, no conjunto e somatória, R$ 2 milhões.

ALGUNS ficam, outros serão substituídos: a farra das livres nomeações de comissionados (os chamados DAS – Direção e Assessoramento Superior) no novo governo atinge 21.768 cargos, variando entre R$ 10, 6 mil a R$ 21,3 mil de salário mensal. É uma conta que chega a R$ 1 bilhão por ano.

Solução

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MISTURA FINA

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No mês que vem, a cantora e atriz Lana Bittencourt comemora seus 80 anos de idade e começa a festejar desde já: hoje, apresentase no Teatro Rival, no centro velhodoRio,num show que terá comoconvidadoespecialWando, aquele das calcinhas. Lana fez alguns filme com Mazzaroppi e nos anos 50, emplacou dois super-sucessos: a primeira gravação de Se Todos Fossem Iguais a Você , de Tom Jobim e uma versão de Little Darling , sucesso mundial do grupo The Diamonds , onde enfiava um trecho em inglês.

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O acordo feito entre Dilma e Lula para a permanência de Nelson Jobim no Ministério da Defesa acaba em abril. Até lá, Jobim acha que sacramenta a compra dos Rafale franceses, numa operação de R$ 20 bilhões. Dilma gostou da atuação do ministronoepisódio das férias de Lula no Forte dos Andradas, no Guarujá . Agora, o titular da Defesa inicia nova campanha: quer ser embaixador em Paris. 333

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LANA, 80 ANOS

Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha , é o único dos filhos de Lula que gostaria de entrar na política. Uma ala do PT de São Paulo está tentando convencêlo a disputar, já em 2012, uma vaga na Câmara Municipal, no embalo da popularidade do pai. Lulinha é o mesmo da Gamecorp, onde conseguiu poderosos sócios da área de telefonia e que está incursionando na área pecuária, na divisa do Tocantins com Pará, levado pelas mãos supostamente de Carlos Rodemburg, ex-cunhado e sócio de Daniel Dantas. É também o mesmo que vem morando de graça em luxuoso apartamento em São Paulo, com aluguel de R$ 12 mil, pago pelo empresário Jonas Leite Suassuna Filho, da Editora Gol.

Lulinha 2012

EMBAIXADOR

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Se o DEM voltar ao controle de Jorge Bornhausen, em março, não mudará o plano do prefeito Gilberto Kassab de se bandear para o PMDB, mas garantirá que os democratas estarão com os peemedebistas nas eleições para o governo de São Paulo em 2014. E dependendo de acordo que possa ser celebrado com o PT para as eleições à prefeitura de São Paulo, no ano que vem, os três partidos poderão estar unidos para a campanha de Kassab ao Palácio dos Bandeirantes. A entrada de Kassab no PMDB foi fechada pelo vice-presidente Michel Temer, o que poderá significar mais verbas da União. Detalhe: o ex-governador José Serra acompanha tudo de perto. É amigo de Kassab que, a propósito, vem acolhendo na prefeitura, serristas que ficaram de fora do governo Alckmin.

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333 Enquanto Passione chega a seus capítulos finais, com grande audiência e alguns desfechos que começam a irritar os telespectadores, o elenco de Insensato Coração, novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, que estréia na semana que vem no mesmo horário, ganha uma noite especial de apresentação do elenco nos salões do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Os homens, em maioria, estavam mal vestidos e as mulheres capricharam: da esquerda para a direita, Paola Oliveira (era a grande estrela), Deborah Secco e Maria Clara Gueiros, Daniela Sarahyba (fará uma participação especial), Camila Pitanga e Alessandra Martins (não está no elenco e é a titular de Antonio Fagundes).

A noite de Paola

Nem bem assumiu e Dilma Rousseff já determinou a troca do logotipo Brasil – Um país de todos, multicolorido e criado por Duda Mendonça para o governo Lula, para um simples Brasil.gov.br, com as cores da bandeira nacional ao fundo, nos anúncios, papelaria e grandes placas de obras públicas. Esta semana, será feita a foto oficial da presidente, com faixa e sorriso, que deverá ser distribuída às repartições oficiais. O fotógrafo é Roberto Studart, irmão de Ricardo Studard, que acompanhou de perto os oito anos de Lula. Aos amigos que ficaram no governo, Lula mandará uma foto feita por Ricardo – e enquadrada. Quem quiser, pode colocar no gabinete. 333

O

Kassab 2014

Duas fotos

N

Fotos: Paula Lima

E

ra um ermitão penitente originário da Capadócia do século V. Retirado para um deserto perto de Belém, na Terra Santa, atraiu numerosos discípulos que ele reuniu para levarem uma vida cenobítica. O santo também edificou mosteiros, Igrejas e hospitais. Faleceu em 529, aos 105 anos. Santo Teodósio

O

DILMA ROUSSEFF / / a José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, convocado por ela e que pedia quinze minutos para acabar de almoçar.

11 de Janeiro

V

«

k Embrulha e vem comer aqui.

MAIS: na época, virou também uma série de TV de sucesso e um remake na telona, em 2009, foi um fracasso total.

A A R V MO E R T E A D A E L

gibaum@gibaum.com.br

3

O S S O N A

dos anos 80, Fame, de Alan Parker, deverá ser mais um musical americano a ser montado em São Paulo.

U A L I Z A O C A O A R T C R E S T A R J E N O D I U T O E T A T U F O O TA A C P O S T O O A O E S T R I

Giba Um

3 Cult movie

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A T A A V E L A S E I V D U A B T O R MA

4 -.GERAL

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QUEM logo estará de volta a Brasília, integrando-se à equipe de Dilma Rousseff (ele é muito amigo de Antonio Palocci), é o ex-secretario da Receita Federal, Jorge Rachid, afastado pelo ministro Guido Mantega. Hoje, ele está como adido na embaixada em Washington, mas seu mandato termina em abril próximo.

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ESTÃO cotados entre os acionistas da Vale, alguns nomes de conhecidos executivos que poderão substituir Roger Agnelli: Rossano Maranhão (presidente do Banco Safra), Octávio Azevedo (Andrade Gutierrez), Wilson Brumer (Usiminas e ex-presidente da Vale) e Luciano Coutinho (BNDES). E espalha-se também, o que sempre acontece, que Fábio Barbosa, presidente do Conselho Administrativo do Santander, também poderia estar cotado.

Por: José Nassif Neto Mulher como a Marquesa de Santos.

Porcaria.

Modernizar.

Tipo de nó falso dado em chicote.

Corpo celeste.

Fazer grande ruído.

Alvaro Oliveira, radialista.

Vegetal de tronco alto.

Dividido ao meio. Patrão. De manhã.

Acreditar. Atrair para si.

Jumento.

Numeral após o seis. Vestuário próprio.

Sílaba de telégrafo.

Pelada. Tempo entre o nascer e o pôr do sol. 'Sim', em russo. Pedaço de pau. Telefone. (abrev.) Visa um resultado.

Sentir pelo toque.

Trapaça; falcatrua.

Lugar onde se mira.

Pertencente a ti.

Conjunto de hábitos.

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Colaboração: Paula Rodrigues,Alexandre Favero

Fruto da cuieira.

Porção de algodão. Contrapõe; obsta.

Moradia indigena.

Satélite. (abrev.)

Reproduz o som. Consoantes de sansei.

Contrário; inverso. Profissão como a de Chiquinha Gonzaga.

'Ou', em inglês.

(398) 2- só; or; 3-sat; 4-opõe; cote; 6-árvore.

Isolado. Oliveira Andrade, locutor TV.


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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

5 AOS CÉUS Presidente Dilma discute lançar foguete junto com a Ucrânia

olítica

À CAÇA Senador McCain entra no lobby para vender caça dos EUA ao Brasil

Dilma já sonha com o espaço sideral Presidente discute com presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, uma parceria para o lançamento do foguete Cyclone 4 da Base de Alcântara, no Maranhão

A

presidente Dilma desenvolvidas. Em 226 testes Rousseff (PT) rece- de lançamento houve apenas beu ontem um tele- seis falhas, segundo dados da fonema do presi- assessoria do projeto. dente ucraniano, Viktor YanuImigração ucraniana – Yakovich, para lhe felicitar pela nukovich manifestou interesposse e começo de governo. se em vir ao Brasil em maio. Em conversa de cerca de 20 mi- Neste ano, serão comemoranutos, eles discutiram sobre a dos 120 anos da chegada dos parceria na construção do pro- primeiros imigrantes ucraniajeto do foguete Cyclone 4, na nos ao País. O ucraniano tamBase de Alcântara, no Mara- bém a convidou para visitar a nhão, e as relações culturais e Ucrânia, sem uma data definieconômicas entre os países. Na da. O Brasil tem a terceira Ucrânia, os cientistas dispõem maior comunidade ucraniana de tecnologia para a fabricação do mundo. de foguetes, mas não detêm A estimativa é que cerca de 1 centros de lançamentos. milhão de descendentes de Dilma e o ucraniano fala- ucranianos vivam no Brasil, ram, especialmente, sobre a principalmente no Paraná. Até continuidade da parceria entre 1991 a Ucrânia fazia parte da os dois países antiga União na empresa bidas Repúblinacional Alcas Socialistas cântara CycloSoviéticas n e S p a c e (URSS). É um (ACS). Pelo país considetratado entre rado berço milhões de dólares os dois países, cultural. A foi o valor do negócio assinado em Ucrânia é uma outubro de fechado pela Embraer república que 2003, no início segue o sistecom a chinesa do governo ma de goverLula, a Base de no semipresiCDB Leasing para Alcântara pasdencial – tena venda de 10 aviões sou a ser usado presidente comerciais da como base e um primeide operações ro-ministro. para o lançaOs Poderes mento do foguete Cyclone-4, Judiciário, Legislativo e Exeque é um lançador de satélites cutivo são autônomos. Há eleiucraniano. ções diretas para a escolha do Investimentos – O gasto presidente da República e dos brasileiro no projeto, inicial- 450 parlamentares. Mas o premente estimado em R$ 100 mi- sidente e o primeiro-ministro lhões, pode chegar a R$ 1 bi- indicam os governantes das 24 lhão, conforme revelou a Folha províncias. Jatos da Embraer – Ontem, de S. Paulo em setembro de 2010. O foguete ainda não está a Embraer anunciou a venda pronto, assim como o sítio de de 10 aviões comerciais para a chinesa CDB Leasing, em um lançamento em Alcântara. O escritório de engenharia negócio estimado em US$ 400 ucraniano responsável pela milhões a preços de tabela. Segundo comunicado à improdução do foguete é o Yuzhnoye. A série de foguetes Cy- prensa, os jatos modelo Emclone é considerada uma das braer 190 serão usados pela mais bem-sucedidas entre as já China Southern, maior com-

400

Roosewelt Cássio/Folhapress

panhia aérea do país e terceira do mundo. A China Southern opera, desde 2004, seis jatos Embraer de 50 assentos. A primeira entrega do Embraer 190 está prevista para o segundo semestre deste ano. As 10 aeronaves ainda não estavam na carteira de encomendas (backlog) da Embraer, conforme a assessoria de imprensa da companhia. A CDB Leasing é controlada pelo Banco de Desenvolvimento da China. Em dezembro de 2009, a Embraer firmou acordo com outra unidade do banco de fomento chinês, a CLC, para criar oportunidades de financiamento para a venda de aviões Embraer nos mercado internacional. (AE)

Orgulho nacional: jato Embraer 190 com capacidade para 100 passageiros será usado pela China Southern, a maior companhia aérea chinesa e a terceira do mundo

Ricardo Moraes/Reuters

McCain chega ao Brasil para defender caças F-18

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senador republicano John McCain (Arizona) esteve ontem com a presidente Dilma Rousseff e aproveitou para defender a compra, pelo Brasil, dos caças americanos F-18 Super Hornet, da Boeing. Ao senador americano, a presidente informou que a preocupação brasileira é com a transferência de tecnologia, importante para a indústria nacional. "Eu espero [que os caças F-18 sejam escolhidos], porque já foi comprovada a superioridade deles diante de todos os concorrentes. Mas eu não quero influenciar a decisão do governo brasileiro, apenas demonstrar a capacidade do F-18. A decisão, acredito, será tomada com base em méritos", disse ele. Suécia com o Gripen NG, Estados Unidos com o F18 e França com o Rafale disputam a venda das aeronaves à Força Aérea Brasileira, um negócio estimado em US$ 4 bilhões. "Nós conversamos sobre a venda dos caças. Há uma preocupação sobre transferência de tecnologia. Minha intenção é voltar aos Estados Unidos e deixar bem claro ao presidente e ao Congresso que é preciso haver uma transferência completa de tecnologia caso o governo brasileiro decida adquirir os F-18", disse o senador, ao sair do encontro com a presidente no Palácio do Planalto. Acompanhado do seu cole-

ga John Barraso (Wyoming), McCain também esteve no Ministério da Defesa. Mas os dois não ouviram nem de Dilma nem do ministro Nelson Jobim uma data para o anúncio da decisão sobre a compra. A novela da compra dos caças pelo governo brasileiro já se arrasta desde 2007. Por diversas vezes o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve por anunciar a escolha brasileira, mas terminou deixando o problema nas mãos da sua sucessora. A preferência de Lula e do Itamaraty era pelos caças franceses Rafale, por conta da relação diplomática com a França. Os militares, no entanto, preferem fechar o negócio com a sueca Saab, fabricante dos Gripen. O negócio, de US$ 4 bilhões, motivou até mesmo a vinda do presidente francês Nicolas Sarkozy para a última comemoração do 7 de setembro, em Brasília. Visita – Após o encontro, o senador afirmou ainda que Dilma deve visitar os Estados Unidos em março. "Estamos ansiosos para recebê-la", disse. A assessoria da Presidência destacou que a data ainda não está definida. McCain criticou o Irã e disse ter ficado "satisfeito" em saber que Dilma considera uma "barbaridade" o possível apedrejamento da iraniana Sakineh Ashianti, acusada de adultério.(Agências)

Dilma recebe senador John MCCain no Palácio do Planalto: ele diz que deixará claro para o governo norte-americano a preocupação brasileira exposta pela presidente com a transferência de tecnologia do F-18 Super Hornet

Divulgação


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Pela regra, o mínimo seria de R$ 543. Acho que, com negociação, dá para chegar a R$ 550. Senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR)

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Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr - 02.01.11

Patriota organiza estreia da presidente no exterior Depois da Argentina, Dilma visitará os Estados Unidos, a China e a Bulgária

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ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, se reuniu com o colega argentino, Héctor Timerman, ontem, para preparar a agenda da visita que a presidente Dilma Rousseff vai fazer a Argentina, no final do mês Trata-se da primeira viagem ao exterior da presidente Dilma. Os dois chanceleres passaram mais de duas horas reunidos na sede do Ministério de Relações Exteriores do país vizinho, onde discutiram também sobre as agendas bilateral, multilateral e regional, segundo informações do Palácio San Martin. Na semana passada, ao ser consultado sobre as expectativas para o encontro, Timerman comentou que "a reunião com Patriota envolve muito mais que a visita de Dilma, porque, com o Brasil, a Argentina tem um projeto de união que abarca todos os aspectos da vida do ser humano e dos povos, não só uma integração bilateral". Na ocasião, Timerman disse ainda que "Dilma será recebida como uma amiga da Argentina, uma verdadeira representante do povo brasileiro,

Dilma será recebida como uma verdadeira representante do povo brasileiro, uma dirigente da América Latina. HÉCTOR TIMERMAN uma verdadeira dirigente da América Latina". "Com Dilma, vamos trabalhar como fizemos com Lula. O caminho iniciado em 2003 por Néstor Kirchner e Lula é sem retorno, é o modelo de integração que queremos para a Argentina", ressaltou Timerman. A visita da presidente a Argentina deve ser realizada entre os dias 31 de janeiro e 2 de fevereiro, mas a data definitiva estava sendo acertada ontem pelos chanceleres. Após o primeiro encontro entre Patriota e Timerman, o chanceler brasileiro visitou os ministros do Planejamento, Julio De Vido, e da Economia, Amado Boudou. Na agenda dele, está previsto também um almoço oferecido por Timer-

man, no Palácio San Martin, e uma reunião com a presidente Cristina Kirchner. Política externa – O estilo de política externa da presidente Dilma deve ser conhecido em 21 dias. Um dos desafios será a participação na Cúpula América do Sul-Países Árabes (Aspa), em meados de fevereiro, em Lima (Peru). A prioridade do fórum é a aproximação dos líderes das duas regiões – nas áreas política, econômica e cultural. Será a primeira reunião com vários chefes de Estado e de governo em que Dilma participará como presidente. De acordo com assessores, ela pretende caracterizar o discurso político internacional na defesa dos direitos humanos e na superação das desigualdades na área econômica e comercial. A ideia é manter o respeito pelas diferenças culturais, sem deixar de lado o que para o governo brasileiro é fundamental – a preservação dos direitos de trabalhadores, mulheres e crianças. Dilma incluiu na agenda visitas aos Estados Unidos, que deve ocorrer em março, a China, prevista para abril, e a Bulgária, em junho. (ABr/AE)

Núcleo duro estuda crise PT X PMDB Dilma cancela reunião de coordenação política e sua ampliação

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presidente Dilma Rousseff desistiu de ampliar a coordenação política do governo para incluir um representante do PMDB. Ao menos por enquanto, a ideia é manter fechado o núcleo da coordenação para facilitar a conversa neste período de crise entre PT e PMDB

por conta da partilha dos cargos do segundo escalão. A reunião formal da coordenação política de governo, prevista para ontem e cancelada, ocorreu apenas com um grupo mais fechado, que cuida dos litígios entre PMDB e PT. Reunidos com Dilma,só o vice-presidente da República,

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO Acha-se aberta na COORDENADORIA DOS NÚCLEOS DE AÇÃO EDUCATIVA, sito Rua: Dr. Diogo de Faria, 1247, SALA 302, 2º andar - Vila Clementino, a licitação na modalidade PREGÃO PRESENCIAL Nº 01/SME/2011 2009-0.298.443-4 - PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TELEFONIA FIXA COMUTADA - STFC, DESTINADO AO TRÁFEGO DE CHAMADAS LOCAIS E DE LONGA DISTÂNCIA (NACIONAL E INTERNACIONAL) COM FORNECIMENTO DE EQUIPAMENTOS PABX, APARELHOS DIGITAIS E ANALÓGICOS ENTRE AS UNIDADES DA PMSP E A REDE PÚBLICA-SME/CONAE. O credenciamento e os envelopes nº 01 (proposta) e envelopes nº 02 (documentação) deverão ser entregues até às 10:30 horas do dia 27/01/2011, na sala 302, situado na Rua Dr. Diogo de Faria, 1247 - 2º andar - Vila Clementino. O Edital e seus Anexos poderão ser obtidos, até o último dia que anteceder a abertura, mediante recolhimento de guia de arrecadação, ou através da apresentação de CD ROM gravável no Setor de Licitação - CONAE 151 sala 318, ou no site http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, bem como, as cópias do Edital estarão expostas no mural do Setor de Licitação.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÃO Encontram-se aberto no Gabinete: REABERTURA - PREGÃO ELETRÔNICO 374/2010-SMS.G, processo 2010-0.310.685-0, destinado ao registro de preços de COBERTURA DESCARTÁVEL PARA CADÁVER, para a Central de Distribuição de Medicamentos e Correlatos - CDMEC/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço por item. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 10 horas do dia 1º de fevereiro de 2011, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 382/2010-SMS.G, processo 2010-0.226.117-8, destinado ao registro de preço de HIPOCLORITO DE SÓDIO EM SOLUÇÃO COM 25 MG/ ML PARA DESINFECÇÃO DE ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO - FR, para a Central de Distribuição de Medicamentos e Correlatos - CDMEC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura da sessão pública de pregão ocorrerá às 10 horas do dia 28 de janeiro de 2011, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 396/2010-SMS.G, processo 2010-0.340.801-6, destinado ao registro de preços de FRASCO DE DRENAGEM DE TÓRAX, para a Central de Distribuição de Medicamentos e Correlatos - CDMEC/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A abertura da sessão pública de pregão ocorrerá às 09 horas do dia 02 de fevereiro de 2011, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 372/2010-SMS.G, processo 2010-0.310.870-5, destinado ao registro de preços de TIRAS REATIVAS E LANCETAS PARA DETERMINAÇÃO DE GLICEMIA CAPILAR EM PACIENTES INSULINO DEPENDENTES (DOMICILIAR) COM CESSÃO DE EQUIPAMENTOS, para a Central de Distribuição de Medicamentos e Correlatos - CDMEC/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A abertura da sessão pública de pregão ocorrerá às 09 horas do dia 07 de fevereiro de 2011, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão. RETIRADA DO EDITAL O edital do pregão acima poderá ser consultado e/ou obtido nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, www.comprasnet.gov.br, ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo.

Michel Temer, e os ministros da Casa Civil, Antonio Palocci, e das Relações Institucionais, Luiz Sérgio. Eles avaliaram que o tamanho do núcleo duro do governo é o ideal para resolver os problemas mais graves entre os dois maiores parceiros da aliança. Afinal, o PT está bem representado e o PMDB tem o vice, que é presidente licenciado da legenda. Dilma chegou a cogitar a presença do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), no grupo da coordenação, que se reúne semanalmente. A avaliação feita, porém, é a de que incluir outro nome do PMDB, agora, seria abrir um precedente para que todos os demais partidos da base aliada – PSB, PDT, PC do B, PP, PR e PTB, entre outros – reivindicassem um assento no fórum. Neste caso, os ministros e a presidente entenderam que, em vez de se promover uma reunião do núcleo duro, se faria uma assembleia dos governistas. Outro inconveniente de se ampliar a coordenação, hoje restrita aos chamados ministros da Casa, é que PT e PMDB também não querem discutir seus problemas em público. Para o governo, permitir que os dois maiores partidos da coalizão "lavem a roupa suja" diante de outros aliados também não convém, para não alimentar a insatisfação dos demais com a partilha do poder e tumultuar a sucessão na Câmara dos Deputados. Não há veto à participação de outros ministros no colegiado. Quando a agenda envolver um assunto do interesse de um ministério específico, o ministro será chamado ao debate. Está nos planos de Dilma, ainda, a formação de outro grupo mais amplo, com a participação de líderes e presidentes de partidos aliados, para discutir assuntos de interesse no Congresso, como ocorreu no governo Lula. Esses encontros só vão começar depois da eleição dos presidentes da Câmara e do Senado. (AE)

Acerto: novo chanceler Antonio Patriota discute detalhes da primeira viagem da presidente Dilma.

Lupi: Congresso é soberano para decidir sobre mínimo Ministro diz que discussão está aberta e ele próprio defendeu reajuste para R$ 560 Elza Fiúza/ABr - 19.10.10

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ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou ontem que o Congresso Nacional é que vai definir o valor do salário mínimo. Segundo ele, os parlamentares vão discutir a proposta de R$ 540 para o piso nacional e, se alterarem, o governo acatará a decisão. "O Congresso é soberano", disse Lupi em entrevista coletiva durante evento em São Paulo. "O que o Congresso definir nós todos teremos que aceitar, porque é o Congresso que decide". Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia dito que qualquer aumento sobre a proposta de R$ 540 seria vetado pelo Planalto. Lupi, entretanto, retificou que a discussão sobre o salário mínimo está aberta. "A política é uma casa de diálogo. O governo apresentou sua proposta, mas o Congresso tem competência para discutila e fazer emendas". O ministro disse que ele próprio defendeu um reajuste maior. Afirmou que o piso deveria ser de R$ 560, mas que sua proposta foi vencida nas discussões internas do governo. "Eu tinha um projeto de se chegar a R$ 560, mas fui vencido. O governo decidiu por R$ 540 e eu, como sou membro do governo, tenho que acatar a vontade da maioria". No mesmo evento, durante a inauguração do Núcleo de

Voto vencido: proposta pessoal de aumento não foi aceita, diz Lupi

Informação e Apoio aos Trabalhadores Brasileiros Retornados do Exterior, no bairro da Liberdade, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, disse que apresentará uma emenda à medida provisória que reajustou o salário mínimo. A finalidade é alcançar os R$ 580. Presidente da Força Sindical e do mesmo partido de Lupi, Paulinho acredita que o salário mínimo vai ser alterado. "Vai aumentar com certeza", afirmou. Paulinho disse que a emenda será apresentada no dia 2 de fevereiro, logo após o recesso do Congresso. Além dela, o deputado afirmou que apresentará uma proposta de reajuste de 10% para o benefício dos aposentados que ganham mais de um salário mínimo por mês.

A senadora petista Gleisi Hoffmann (PR), esposa do ministro das Comunicações Paulo Bernardo, afirmou que, com a inflação do ano passado, o salário mínimo deveria ser de, pelo menos, R$ 543. "Eu defendo a regra. E considerando isso, o mínimo seria de R$ 543. Acho que, com negociação, dá para chegar a R$ 550". A regra de reajuste do salário mínimo acertada com as centrais sindicais considera a inflação do ano anterior mais o crescimento econômico de dois anos antes, que no caso de 2009 foi negativo. No final do ano passado, o valor saltou de R$ 510 para R$ 540, uma alta de 5,88%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), divulgado pelo IBGE, foi de 6,47% no ano passado. (ABr/AE)

Humberto Costa é favorito para líder do PT no Senado Com 15 senadores, partido tem segunda maior bancada, atrás do PMDB, que tem 19

S

enadores do PT fazem uma pausa no recesso parlamentar para se reunirem, hoje, em Brasília, a partir das 15 horas. Na pauta do encontro, a eleição do novo líder da bancada e a disputa interna pelos cargos na Mesa Diretora e presidências de comissões no Senado. Com 15 senadores, o PT formou a segunda

maior bancada do Senado, atrás apenas do PMDB, com 19 parlamentares. O nome favorito para o cargo é o ex-ministro da Saúde Humberto Costa, eleito por Pernambuco. Se confirmado na liderança, caberá a ele comandar as negociações com os líderes dos demais partidos em torno da distribuição de

Dida Sampaio/20.03.05 - AE

Costa: ex-ministro da Saúde figura como o mais cotado para negociar com outros partidos

cargos da Mesa Diretora e nas comissões permanentes. Praticamente acertado que o PMDB indicará o senador José Sarney (AP) para um quarto mandato na presidência da Casa, caberá ao PT a segunda escolha de cargo na Mesa Diretora. Mas, em vez de a Primeira Secretaria – espécie de "prefeitura" do Senado, responsável pela gestão administrativa e orçamentária da Casa, e que por isso, tende a ser a primeira escolha da segunda maior bancada –, o PT deve optar pela primeira vice-presidência. Os petistas até hoje não digeriram a experiência de ter o tucano Marconi Perillo (GO) no comando das votações, na ausência de Sarney, já que coube ao PSDB a primeira vice-presidência nos últimos dois anos. A orientação do Planalto é que o PT reivindique o segundo posto na hierarquia da Casa, a fim de garantir as votações de interesse do governo nas eventuais ausências de Sarney. Os petistas receiam que, aos 80 anos e com uma saúde debilitada, o peemedebista se mostre mais ausente. (AE)


p Lula espera mais de 1 milhão de mimos

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

7 Muitas das coisas que falamos aqui [no rádio] repercutem na tevê, à noite. Presidente Dilma, que manterá o "Café com o Presidente"

olítica

Lula ga nha selo em sua comem homen orativo agem: circula estamp desde o ilha d em tira gem de ia 1º deste mê s, 900 mil unidad es.

Dez dias depois de deixar o governo, ex-presidente continua sendo presenteado

Passaportes: presidente da Câmara rebate crítica da OAB Marco Maia assinala que outros poderes também são favorecidos com o privilégio

O

presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), criticou ontem a declaração dada pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, sobre a emissão de passaportes diplomáticos para os deputados e seus familiares. Maia afirmou "estranhar" o pedido do presidente da OAB para que os deputados que utilizam o documento para turismo o devolvam, já que, segundo ele, em "outros Poderes acontece a mesma coisa". "Me estranha que o presidente da OAB tenha feito declarações somente sobre a Câmara e não sobre os outros Poderes que gozam exatamente do mesmo benefício. O Brasil tem coisa mais importante para discutir neste momento. É um absurdo ele estar preocupado com uma coisa dessas", disse Maia, ao chegar na Casa. Balanço feito pela segundasecretaria da Câmara, sobre a emissão de passaportes e vistos diplomáticos para deputados e seus familiares, mostra que muitos foram feitos apenas para turismo. No período, foram 1.034 pedidos para emissão de visto, de passaporte diplomático e de revalidações. Desse total, foram 662 pedidos apenas de visto, sendo 577 para turismo. Há também 16 casos de pedidos de visto para estudos e apenas 69 para missão diplomática. Irregularidades – A utilização indevida de vistos e passaportes diplomáticos foi revelada na semana passada pelo jornal Folha de S. Paulo, ao apontar que o Itamaraty deu o documento para dois filhos e um neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dois dias do fim do mandato. Além deles, o bispo da Igreja Universal Romualdo Panceiro Filho também recebeu o benefício, "em caráter excepcional", válido por um ano. Depois da revelação, Marcos Cláudio Lula da Silva, 39 anos, um dos filhos de Lula, anunciou no Twitter que devolverá o documento. E afirmou: "devolvo o antigo também, sem nenhuma escrita nele, branco como chegou". Há uma seção do decreto 5.978/06 que trata do passa-

Leonardo Prado/Ag. Câmara

/Reute

rs

logo depois da conclusão do mandato presidencial. A política de emissão de selo com a estampa de presidente da República está vigente, segundo a estatal, desde 1996, por meio da Portaria 818 do Ministério das Comunicações, segundo a qual chefes de Estado podem ser homenageados em selo postal, em vida, somente após o término de seu mandato ou do conjunto de mandatos consecutivos. A tiragem do selo é de 900 mil exemplares e está sendo vendido a R$ 2 pela loja virtual d o s C o r r e i o s ( w w w . c o rreios.com br/correiosonline) ou pela Agência de Vendas a Distância (c e n t r a l v e n d a s @ c o rreios.com.br). O selo apresenta a foto oficial do segundo mandato do ex-presidente Lula, nos jardins do Palácio do Alvorada. Em segundo plano, a imagem apresenta os arcos do Alvorada, moradia oficial do Presidente da República do Brasil. A arte foi feita sobre fotografia de Ricardo Stuckert, então fotógrafo oficial do Palácio do Planalto. (ABr/AE)

Stuckert

carão armazenados em um depósito e depois serão expostos no instituto que Lula pretende criar. A paixão de Lula por futebol é motivo de vários presentes, como camisetas de times e seleções, bolas e bonés. Entre os presentes recebidos pelo ex-presidente, há de tudo um pouco – de peças de artesanato regional a quadros, cuias de chimarrão, livros, fotos e cartas. Presentes de admiradores e de chefes de Estado e de governo se misturam. Há, inclusive, uma espada de ouro com rubis enviada pelo rei da Arábia Saudita, Abdullah Bin Abdulaziz Al-Saud. Pela Lei 8.394 (dezembro de 1991), os acervos documentais privados do presidente da República são de propriedade do próprio chefe de Estado, inclusive para fins de herança, doação e venda. No caso de venda, a União tem a preferência. No selo – Desde 1º de janeiro está em circulação um selo comemorativo em homenagem ao ex-presidente Lula. Segundo os Correios, o selo postado foi emitido, "como de praxe",

Ricardo

O

ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua recebendo provas de afeto que chegam ao Palácio do Planalto por meio de presentes e cartas enviados de seus admiradores. O transporte dos cerca de 1,4 milhão de presentes recebidos por ele nos oito anos de governo começa a ser organizado agora. O cuidado com as embalagens, principalmente de objetos de arte e joias, exige atenção redobrada dos assessores, incumbidos de incluí-los na mudança. O Departamento de Documentação Histórica do Palácio do Planalto, responsável pela mudança, pretende despachar até a próxima quarta-feira, os 11 caminhões que levarão os pertences do ex-presidente do Palácio do Alvorada para São Bernardo do Campo, em São Paulo, onde Lula mora. O custo do transporte é de R$ 19,4 mil. A empresa responsável foi contratada por meio de licitação e será paga pelos cofres públicos. Inicialmente os presentes fi-

Três novos deputados receberão R$ 100 mil por um mês 'Deputados de verão': menos de 30 dias de trabalho e régia remuneração

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ex-governador do Distrito Federal (DF) Rogério Rosso (PMDB), o ex-deputado Robson Tuma (DEM/SP) e Celcita Rosa (DEM/MT) foram empossados pelo presidente da Câmara, Marco Maia, nas vagas dos titulares nomeados para cargos no Executivo. Cada qual receberá, por um único mês de trabalho, cerca de R$ 100 mil, correspondentes ao salário de R$ 16.500,00, verba de gabinete e ajuda de custo. Na lista de benefícios à disposição dos suplentes estão: verba de R$ 60 mil para contratação de até 25 assessores; R$ 28,5 mil (em média) para montagem e manutenção de escritório nos Estados; R$ 3.000 de auxílio moradia; além do salário de R$ 16,5 mil – total de R$ 107 mil para cada. Rosso, que assumiu na vaga do ex-deputado Tadeu Filippelli (PMDB), vice-governador

Maia contra-argumenta Cavalcante sobre emissão do documento

porte diplomático. O artigo 6º se total de penas – as demisda norma elenca as pessoas sões somam um total de 2.544 que têm direito a esse benefí- casos; outras 247 referem-se a cio. Além do presidente da Re- destituições de cargos em copública, do vice-presidente e missão; e 178 a cassações de dos ex-presidentes, os mem- aposentadorias. bros do Congresso Nacional De acordo com os dados ditambém têm direito ao passa- vulgados pela CGU, só no ano de 2010 foram 521 servidores porte diplomático. A emissão do documento penalizados por práticas ilícitas no exercício para cônjuges e da função. Ou sedependentes é r e g u l a d a , s eja, isso significa um aumento de gundo o decre18,94% em relato, pelo MinistéO Brasil tem rio das Relações ção a 2009, ano coisa mais em que 438 agenExteriores. importante para tes públicos foPunições – discutir. É um Le vant amen to ram expulsos do absurdo ele se serviço. feito pela ConAinda seguntroladoria-Geral preocupar com da União (CGU) do esse levantauma coisa assim. mento, no acumostra que, duMARCO MAIA mulado de 2003 a rante o governo Lula (janeiro de 2010, o principal 2003 e dezembro de 2010), motivo das expulsões foi va2.969 punições expulsivas fo- ler-se do cargo para obtenção ram aplicadas a servidores por de vantagens, o que corresenvolvimento em práticas ilí- pondeu a 1.579 casos (33,48% citas. Segundo esse estudo – do total). que consolida as informações Em seguida, vêm os casos de sobre demissões, destituições improbidade administrativa de cargos comissionados e cas- (933 casos), as situações de resações de aposentadorias apli- cebimento de propina (285) e cadas a servidores públicos do os de lesão aos cofres públicos Poder Executivo Federal, des- (172). (Folhapress/AE)

Dilma, como Lula, fará o Café com Presidente

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programa Café com o Presidente, repaginado e renomeado, deve recomeçar em fins de janeiro ou início de fevereiro. Suspenso desde que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou o cargo, foi rebatizado de Café com a Presidenta – como Dilma Rousseff gosta de ser chamada – no site da presidência na internet. Nenhum programa foi gravado. Com a agenda cheia nesse início de governo, Dilma não conseguiu espaço para as gravações, na sexta-feira à noite ou durante o fim de semana, pois o programa vai ao ar na segunda-feira às 8h da manhã. Lula costumava gravar no domingo à noite, no Palácio do Alvorada, ou em qualquer outro lugar do País ou do mundo – uma equipe da EBC sempre acompanhava o presidente. Dilma avisou que pretende manter o programa, aconselhada por Lula, "porque muitas das coisas que falamos aqui repercutem na tevê, à noite". (AE)

Rodolfo Stuckert/Ag. Câmara

Robson Tuma: um dos três novos deputados de verão. Já são 38.

do DF na chapa do governador Agnelo Queiroz (PT), afirmou que vai doar seu salário para uma instituição de caridade que trate de dependentes químicos e que não fará nomeação alguma este mês. Celcita Rosa ainda vai pensar. E Robson Tuma, que substituirá José Aníbal, nada disse.

Os novos deputados cumprem mandato até 1º de fevereiro, quando a nova bancada eleita assumirá os cargos. Até agora, 38 suplentes assumiram para o "mandato-tampão". A tarefa principal dos "deputados de verão" é concluir o mandato deixado pelos que se afastaram. (AE/Folhapress)


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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

FLORESTA URBANA 1 milhão de árvores estão espalhadas pelas calçadas de São Paulo. E nem todas são espécies nativas.

idades Newton Santos/Hype

Árvores imigrantes invadem São Paulo Sem um manejo responsável, a beleza de espécies não nativas pode gerar prejuízos para a cidade.

Ivan Ventura

A

s chuvas torrenciais de verão não causam apenas os já conhecidos transtornos para o paulistano, como ruas alagadas. Um outro rastro devastador é a queda de árvores. Somente na quartafeira passada foram registradas 14, entre elas a enorme e c e n t e n á r i a f igueira da Rua Duarte da Costa, na Lapa. Além de impedir a passagem de carros, a árvore i nt e rrom p eu , por três horas, a distribuição de energia elétrica na região. Em meio a tantas árvores caídas, a Prefeitura aponta para a existência de espécies denominadas invasoras e exóticas. Não são plantas nativas da flora da cidade e foram inseridas no meio ambiente paulistano pelos mais variados motivos, entre eles o paisagístico.

Sua presença pode ser nociva, pois geralmente ela "rouba" nutrientes essenciais às espécies comuns da nossa fauna. Além disso, algumas dessas invasoras podem não se adaptar e, por isso, morrer antes do tempo. Em São Paulo, a Prefeitura indicou, até agora, a presença de 12 delas. O rol de espécie surgiu em 2009, por iniciativa de engenheiros agrônomos da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente. A mesma lista agora é usada por agrônomos da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras nos trabalhos de poda da copa e até na substituição das árvores invasoras que representam um risco à população. Í nd ia – Na lista aparecem espécies como a palmeira seafóortia, natural da Austrália e presente no Vale do Anhangabaú, no Centro. Há também um tipo de figueira, conhecida como ficus benjamina, comum

A Ficus Benjamina é uma invasora em São Paulo. Sua busca por alimento e água é frenética. Competir com suas raízes é quase impossível.

em países como a Índia, China e Tailândia, que pode ser vista por toda a cidade, inclusive ao longo da margem do Rio Pinheiros. Todas as espécies podem ser encontradas na página da internet da Prefeitura, no www.prefeitura.sp.gov.br. Por enquanto, a quantidade de plantas entre as 12 espécies ainda é um mistério. Sabe-se que existem cerca de 1 milhão de árvores nas calçadas, segundo a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. "Antes esperávamos a árvore crescer e se desenvolver para tomarmos uma providência. Com a publicação de uma recente portaria, as árvores espalhadas pela cidade e de responsabilidade das subprefeituras podem sofrer intervenções de um engenheiro agrônomo, evitando assim um risco futuro, como uma queda", disse Cynthia Bianchi, coo rd e n a d o r a d o p ro g r a m a Identidade Verde, da Prefeitura, responsável pelo levantamento inédito. Segundo Cynthia, o primei-

ro manejo arbóreo ocorreu na Lapa, onde foram extraídas diversas espécies de figueiras incluídas na lista da Prefeitura – curiosamente o mesmo bairro no qual ocorreu a queda na semana passada. As espécies recolhidas foram substituídas por outras menores e não causarão problemas à população. Anhangabaú – A presença dessas plantas nas ruas é mais comum do que a população imagina. Elas estão espalhadas em locais conhecidos, como o Vale do Anhangabaú. O espaço possui uma vasta diversidade de plantas nativas e pelo menos três invasoras. Mas, neste caso, a Prefeitura garante que as espécies estrangeiras não serão retiradas, pois estão adaptadas ao local. Outros lugares da cidade com as mesmas características também não sofrerão intervenção. "Não vamos mexer num projeto paisagístico ou tombado pelo Patrimônio Histórico. Vamos levar em conta aquilo que pode causar prejuízos à população", avaliou Cynthia.

Cynthia Bianchi, do Identidade Verde: evitando danos futuros

Luís Cleber/AE

Guarujá: multa por esgoto na praia

A Praia de Pitangueiras: lotada de banhistas e cheia de esgoto

Sandro Shinoda/Folhapress

Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) foi multada ontem em R$ 303 mil pela prefeitura do Guarujá pela responsabilidade de dois vazamentos na tubulação de esgoto na cidade, que caíram diretamente nas praias de Pitangueiras e Enseada. De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Élio Lopes, os problemas já foram resolvidos, mas a presença do esgoto na

ÁGUA

TÚNEL ALAGADO – Pedestres e passageiros da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) enfrentam um problema de alagamento no túnel subterrâneo que liga a Lapa de cima à Lapa de baixo, na zona oeste da Capital. Para atravessar a passagem, cuja manutenção é criticada pelos usuários, as pessoas são obrigadas a desviar das grandes poças de água que se formam no chão.

água pode "acarretar em problemas de saúde pública, como uma série de doenças de pele, coceiras e agravamento gastrointestinais, inclusive perigo de vida." A data dos vazamentos não foi informada, mas, em nota, a Sabesp afirma que atualmente recebe águas de chuva no município em suas redes de esgoto, o que acarreta saturação do sistema quando há excesso de chuvas.

Mario Ângelo/AE

A empresa diz também que, com as ruas alagadas, parte da população abriu as tampas das redes de esgoto para facilitar o escoamento. "Em alguns casos, essa atitude congestionou pontos da rede de esgoto", afirma a nota. Doença – O Guarujá vive um surto de diarreia de causas desconhecidas. A prefeitura afirma que ainda não trabalha com a possibilidade de o problema ter sido causado

pelo vazamento e que a multa aplicada tem motivação ambiental. Para a prefeitura, a causa mais provável para o surto é a falta de cuidados com a higiene e a ingestão de alimentos estragados. O causador ainda é desconhecido. Nos primeiros cinco dias do ano, foram registrados 700 casos de diarreia, – 140 por dia. O número é três vezes mais alto que o normal. (Folhapress)

FOGO

PROTESTO – A Rodovia Fernão Dias ficou bloqueada ontem à tarde, no sentido Belo Horizonte, na altura de Guarulhos (Grande São Paulo), por conta de uma manifestação. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, moradores de uma favela perto dali protestavam contra a interdição de alguns barracos que foram considerados em situação de risco pela prefeitura de Guarulhos. A lentidão no trânsito chegou a 500 metros.


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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

9 REPRESSÃO Irã proíbe jeans apertado e tatuagem em algumas universidades

nternacional

A FONTE SECOU Assange: WikiLeaks perde mais de US$ 620 mil por semana.

Obama pede união ao país em choque EUA param em homenagem às vítimas da chacina em Arizona; atirador mantém estratégia de silêncio durante audiência no tribunal. Jason Reed/Reuters

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e cabeça baixa e ao lado da primeiradama Michelle, o presidente dos EUA, Barack Obama, liderou ontem, nos jardins da Casa Branca, um minuto de silêncio em memória às vítimas do tiroteio ocorrido no sábado em Tucson, no Arizona, que deixou seis mortos e 14 feridos – entre os quais a deputada democrata Gabrielle Giffords. Similar homenagem foi prestada no Congresso e na Bolsa de Valores de Nova York. Com o país ainda sob o choque do ataque, a atenção dos norte-americanos se concentrou no depoimento de Jared Loughner, de 22 anos, acusado de ser o autor dos disparos, e na difícil recuperação da saúde da deputada, que levou um tiro na cabeça. De cabeça raspada e com um corte sobre o olho direito, Loughner foi representado ontem em uma corte federal do Arizona por Judy Clarke, que também defendeu Ted Kaczynsky – o Unabomber –, condenado pelo atentado de 1995 na cidade de Oklahoma. Na audiência, o juiz perguntou ao jovem se ele compreende que pode pegar prisão perpétua – ou pena de morte – pelo assassinato do juiz federal John Roll, e outras cinco pessoas, incluída uma menina de nove anos. "Sim", respondeu Loughner, que ficará preso sem direito a fiança até uma nova audiência, no próximo dia 24. O acusado manteve sua estratégia de silêncio e não disse uma palavra sobre o massacre desde que foi detido, no sábado passado. No domingo, os promotores apresentaram evidências de que Loughner premeditou os

Reuters

Obama, ao lado de Michelle, liderou um minuto de silêncio às vítimas (à esq.). O suspeito pelo massacre (acima) pode pegar prisão perpétua.

crimes, porque encontraram na casa do suspeito um envelope com frases cortadas, como "eu planejei" e "meu assassinato" e com o nome "Giffords" escrito aleatoriamente. Loughner já havia tentado manter contato com Giffords anteriormente. Documentos dizem que a política enviou

uma carta ao eleitor, agradecendo-o por comparecer a um evento em Tucson em 2007. Recuperação- Enquanto isso, o país acompanhava a difícil recuperação da deputada – em condição estável e já respondendo a estímulos verbais. Os médicos removeram quase a metade do crânio da

deputada, de 40 anos, para evitar danos causados pelo inchaço do cérebro. O neurocirurgião Michael G. Lemole Jr. divulgou que o inchaço pode durar "vários dias". Solidariedade - O líder dos EUA homenageou ontem as vítimas da chacina e evitou entrar no debate sobre se a inflamada

retórica política no país inspirou o ataque, que teve como alvo uma deputada pertencente ao mesmo partido de Obama. "Agora, a principal coisa que estamos fazendo é oferecer nossos pensamentos e orações aos que foram impactados, assegurando que estejamos nos unindo como país", disse. (Agências)

Karim Sahib/AFP

'Espiões de Israel' na mira de Teerã

STF manterá Battisti no Brasil O

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Irã informou ontem que prendeu "espiões e terroristas" ligados ao serviço de inteligência israelense, o Mossad, que teria coordenado o assassinato do cientista nuclear Masoud Ali Mohammadi no ano passado. "Os principais elementos por trás deste crime terrorista (o assassinato) foram detidos e a rede de espiões e terroristas ligada ao regime sionista foi desmantelada", disse o Ministério de Inteligência em comunicado. E m j a n e i ro d e 2 0 1 0 , A l i Mohammadi, um professor de física de partículas da Universidade de Teerã, morreu após um ataque a bomba em frente à sua casa. O Irã responsabilizou um grupo de "mercenários" pagos por Israel e pelos Estados Unidos pelo ataque. "O Mossad... tem algumas bases na Europa e fora deste continente, bem como bases em alguns países vizinhos e as usou para realizar o covarde assassinato de Ali Mohammadi", afirmou o Ministério. O Irã também responsabilizou Israel, EUA e Grã-Bretanha

Em giro pelo Golfo, Hillary tenta convencer vizinhos do Irã a intensificar sanções contra programa nuclear.

pelo ataque contra outros dois cientistas em novembro. Teerã enfrenta sanções da ONU por sua recusa em suspender seu programa nuclear, que, segundo o Ocidente, pode resultar na capacidade de

construir armas atômicas. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, confirmou ontem que as sanções atrasaram o programa nuclear do Irã, dando às grandes potências mais tempo para persuadir

Teerã a mudar de rumo. "Devido a elas (às sanções), o Irã está tendo muito mais dificuldade em concretizar sua ambição nuclear", disse Hillary em Abu Dhabi, onde se encontra em visita oficial. (Agências)

futuro do ex-ativista italiano Cesare Battisti está praticamente definido no Supremo Tribunal Federal (STF). Por maioria de votos, os ministros da Corte decidirão que o tribunal não tem competência para rever o ato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não extraditar Battisti para a Itália. Esse prognóstico foi fundamental para que Lula não deixasse a solução para Dilma Rousseff. Lula não queria ser desautorizado pelo Supremo. Quando emissários do governo voltaram com a informação de que o resultado no STF já estava dado, o expresidente, no último dia de seu mandato, decidiu manter Battisti no Brasil. O tribunal, portanto, deverá julgar que a decisão de Lula encerra a participação do Supremo neste processo. Os ministros lembram que foi o STF quem decidiu que a última

palavra neste assunto caberia ao presidente. O governo contaria com cinco votos dos oito ministros que participarão do julgamento – os ministros Celso de Mello e Dias Toffoli estão impedidos e não julgarão o caso. Demora - O senador Eduardo Suplicy esteve ontem com Battisti na penitenciária da Papuda, em Brasília, onde está preso desde 2007. O senador contou que Battisti reclamou da demora do governo em libertá-lo. Suplicy disse que Battisti voltou a negar ter assassinado quatro pessoas nos anos 1970 em seu país. O senador declarou não ter perguntado o que o exativista fará quando estiver em liberdade, mas disse acreditar que Battisti não constituiu família nos quatro anos em que está no Brasil, mas que ele tem uma namorada, que conheceu na própria Papuda. (Agências)

Divulgação/AFP

CESSAR-FOGO

O Ó RBITA CORRUPÇÃO Tom DeLay, ex-líder republicano na era George W. Bush, é condenado a três anos de prisão por lavagem de dinheiro.

grupo separatista basco ETA anunciou ontem um cessar-fogo "permanente, geral e verificável". O comunicado, feito por três encapuzados em um vídeo enviado ao jornal Gara (foto), poderia encerrar uma campanha de 42 anos de violência. Mas o anúncio não foi recebido com credibilidade. "O comunicado não serve, não vamos abaixar a guarda", disse o primeiroministro espanhol, José Luis Zapatero. O comunicado é visto como estratégia para que o Batasuna – partido político que representava o ETA e que foi posto na ilegalidade em 2002 – possa participar das próximas eleições, em maio. (Agências)

TRANSPARÊNCIA

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premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, surpreendeu seus "amigos" do Facebook ontem ao divulgar o seu contracheque na rede social, revelando um salário líquido de 15 mil shekels (US$ 4.200) por mês. A divulgação ocorre no momento em que autoridades pleiteiam um aumento salarial. Netanyahu disse que decidiu mostrar seu contracheque atendendo a pedidos do público. (Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Wolfgang Langenstrassen/AFP

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Sascha Prehn com sua tigresa Sina em Berkentin, na Alemanha. Após reclamações de vizinhos, ele agora leva o gatinho para passear por ruas menos habitadas...

JANEIRO

10 -.LOGO

11 Nascia, em 1890, Oswald de Andrade, escritor modernista brasileiro.

F UTEBOL C A R T A Z

As construções de Brasília traz obras de arte e cerca de 200 fotografias sobre a capital federal. Galeria de Arte do Sesi. Av. Paulista, 1313. Grátis. C ENSURA

Irã proíbe livros de Paulo Coelho A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, disse ontem no Rio de Janeiro que irá consultar o Ministério das Relações Exteriores para verificar que tipo de medidas o País pode adotar em relação à proibição dos livros do escritor brasileiro Paulo Coelho pelo governo iraniano. O autor, vendido no Irã desde 1998, foi informado na semana passada que está proibido de publicar novos livros no país. Paulo Coelho disse que espera a ajuda do governo brasileiro para solucionar a questão. Ele publicou em seu blog um email enviado por Arash Hejazi, seu

editor no Irã, para informá-lo sobre a decisão do governo do país persa de banir todos os seus livros. O escritor suspeita de um fator que pode ter sido a origem da censura. "Em 2009, eu ajudei Hejazi a deixar o Irã logo depois das eleições", conta. "O mais surreal é que até as edições piratas estão vetadas. Não sei como vão controlar isso." Ele estima ter vendido mais de 6 milhões de livros na República Islâmica. A ministra ficou sabendo do caso ontem pela manhã. "Qualquer tipo de censura é abominável. Precisamos saber como o governo pode se manifestar." (Agências)

Marta, pela 5ª vez, a melhor.

O

atacante argentino Lionel Messi e a brasileira Marta receberam ontem a Bola de Ouro da Fifa como os melhores jogadores de futebol do mundo em 2010. Marta levou o prêmio de melhor do mundo entre as mulheres pela quinta vez consecutiva após ter ajudado o FC Gold Pride a conquistar o título da liga norte-americana em 2010. Messi, que repetiu o feito de 2009, desbancou os companheiros de Barcelona Andrés Iniesta e Xavi para ficar com o prêmio. Os dois concorrentes espanhóis tinham a seu favor o peso do título mundial conquistado com a Espanha na África do Sul, mas Messi levou a melhor apesar da fraca campanha argentina na Copa. Dois jogadores brasileiros entraram na seleção do ano da Fifa: o lateral-direito Maicon e o zagueiro Lúcio, ambos da Inter de Milão. (Reuters)

Fabrice Coffrini/AFP

MOSTRA

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Ajay Verma/Reuters

L AS VEGAS Robyn Beck/AFP

T RÂNSITO

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Depois dos gadgets, tablets, TVs em 3D etc mostrados na maior feira de eletrônicos do mundo, em Las Vegas (EUA), a cidade agora sedia outra exposição cheia de 'brinquedinhos' também. Voltada para a indústria do sexo, a Adult Entertainment Expo tenta se adaptar e sobreviver na era da internet.

NA BOCA DO DRAGÃO - Turistas passeiam de barco durante forte neblina no Lago Sukhana, na cidade de Chandigargh, Índia. País asiático vem enfrentando inverno mais rigoroso que o normal nos primeiros dias do ano.

M AIORIDADE B OATO

Yoshikazu Tsuno/AFP

Facebook nega que irá acabar em 15 de março

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SP quer padronizar e Morre Yates, cineasta reduzir velocidade que dirigiu Bullit. A Prefeitura de São Paulo anunciou ontem o Plano de Ações de Transportes para 2011. Um dos destaques do programa é a construção de um corredor de ônibus na Radial Leste, que ligará a zona leste ao centro. A Prefeitura também quer reduzir e padronizar a velocidade máxima permitida para os veículos nas vias da cidade. De acordo com o secretário municipal de Transportes, Marcelo Cardinale Branco, o objetivo é a redução nas mortes no trânsito. Para este ano, a administração trabalha com uma meta de ter 10% menos pessoas mortas em acidentes. Em 2010, a contabilidade final deve ficar em torno de 1,3 mil vítimas. (Agências)

Não, o Facebook não vai acabar no dia 15 de março. Após um fim de semana cheio de 'zum-zum-zum' sobre o fechamento da mais famosa rede social da internet, a empresa veio a público negar oficialmente a informação. Segundo o boato, o fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckenberg, teria dito que "quer sua antiga vida de volta" e que deseja "colocar um fim a toda esta loucura". O diretor de comunicações corporativa da companhia, Larry Yu, pediu ajuda à rede de TV CNN. "Por favor, nos ajude a colocar um fim nesta bobeira", implorou o executivo. Mesmo assim, teve gente que não acreditou.

O cineasta britânico Peter Yates, conhecido por ter feito Steve McQueen dirigir em alta velocidade pelas ruas de São Francisco num Mustang, morreu aos 81 anos em Londres. Um comunicado da agente de Yates, Judy Daish, disse que ele faleceu no domingo na capital britânica após uma longa doença. Graduado pela Academia Real de Arte Dramática de Londres, Yates criou uma das mais famosas sequências de ação do cinema: a perseguição de carros de Bullit, filme de 1968, que ganhou o Oscar de Melhor Edição e quatro Globos de Ouro: direção, montagem, trilha sonora e ator coadjuvante (Robert Vaughan). (AE)

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Flocos de sabonete na hora de lavar as mãos

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Concurso 599 daLOTOFÁCIL 02

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Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

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Já choveu 72% do previsto para o mês de janeiro na cidade de São Paulo

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O sem-graça sabonete do banheiro vira floquinhos com esta saboneteira.

Jovens japonesas vestindo quimonos posam ao lado do Capitão Gancho na Disneylândia, perto da capital Tóquio. Cerca de 1,240 milhão de pessoas que fazem aniversário de 20 anos este ano comemoraram ontem no Japão o 'Dia do Maioridade'. A data, festejada em todo o país, marca a entrada dos japoneses na idade adulta.

Em protesto, dono abandona carro atingido por árvore na zona oeste da cidade há 28 dias.

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Mais de 3 mil faltam no segundo dia de provas da segunda fase do vestibular da Fuvest

Concurso 2493 da QUINA 02

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

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11 EUROPA Banco Central Europeu (BCE) alerta para alta de fluxos de capital

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PIRATARIA País apreendeu 1,6 milhão de CDs em 2010, 42% a mais que em 2009.

Fotos: Newton Santos/Hype

Para o presidente da BVS, Dorival Dourado, o sucesso do cadastro positivo depende de um processo de aprendizado financeiro da população.

Rede verde e amarela do crédito quer apoiar consumidor Responsável desde dezembro pelo SCPC, a Boa Vista Serviços inicia suas atividades para conduzir o sistema à nova realidade do crédito e consumo no Brasil. O objetivo é reforçar a aproximação com consumidores e empresas. Rejane Tamoto

A

primeira empresa de informações de crédito no Brasil formada a partir de capital nacional, a Boa Vista Serviços (BVS), lançada em dezembro, entra no mercado com o desafio de se aproximar ainda mais do consumidor e das empresas, com a oferta de produtos e serviços inovadores e personalizados. Desafio que se torna maior somado à responsabilidade de manter a excelência no padrão de qualidade que sempre marcou o pioneiro dos serviços de informação de crédito no País ao longo de seus mais de 55 anos de história, o Serviço Nacional de Proteção ao Crédito (SCPC). Fortes investimentos em tecnologia e em capital humano para competir em um mercado onde só existem multinacionais de capital aberto devem ser a marca da Boa Vista para aprimorar o SCPC, o maior banco de dados sobre crédito no Brasil, com informações de mais de 130 milhões de consumidores e empresas. Isso em um cenário de oferta de crédito crescente, com ascensão de milhões de pessoas ao mercado de consumo e rápida evolução tecnológica, que mudaram a cara do varejo brasileiro. A seguir, o presidente da BVS, Dorival Dourado, fala da evolução do crédito, de como o tradicional SCPC estará preparado para ela, das parcerias com o varejo e o consumidor, novos produtos e, claro, do cadastro positivo. A BVS é formada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em sociedade com o Fundo de Investimentos TMG Capital, o Clube dos Dirigentes Lojistas do Rio de Janeiro, a Associação Comercial do Paraná e o Clube dos Dirigentes Lojistas de Porto Alegre, entre outros. Diário do Comércio – O crédito, que cresceu em ritmo acelerado

lário e dívida, a importância dos juros e do financiamento, para ter um desempenho positivo e satisfatório no mercado.

É nosso interesse preservar a proteção ao consumidor. Vamos trabalhar para que a sociedade tenha voz nesse processo.

nos últimos anos, vai parar de crescer? Qual a expectativa para 2011? Dorival Dourado – Nes te ano, a taxa de crescimento do crédito deve reduzir e passar de 20% para cerca de 14%. Até o mercado absorver as regulamentações que visam controlar o consumo e o acesso ao crédito de longo prazo, o País ainda vai passar um bom tempo usufruindo da inércia da economia. A expectativa do varejo é extremamente positiva. O crédito imobiliário está acelerando e deve compensar, em parte, o impacto sobre o crédito direto ao consumidor para automóveis. DC – Qual a perspectiva de crescimento do crédito para a pessoas física e jurídica? DD – Enquanto o governo define regras para conter o crescimento do consumo e do crédito à pessoa física, cria incentivos para que a indústria possa se reaparelhar, expandir seus negócios, se internacionalizar, e atingir um nível de capilaridade maior no interior do Brasil. É uma compensação e, talvez, o valor final do crescimento do crédito, estimado em 14%, seja bastante significativo, com reflexos diferentes entre pessoas física e jurídica. DC – Qual é a tendência para a

pessoa física? DD – A pessoa física passa por uma mudança de comportamento, e a tendência é de crescimento. Mesmo com regras mais restritivas para o uso do cartão, por exemplo, a previsão do mercado é de aumento de 30% nas emissões de plásticos, entre crédito e débito. Ao realizar pagamentos pelos meios eletrônicos, o consumidor muda o hábito de fazer a gestão do seu fluxo de caixa, e de controlar a inadimplência. DC – Qual é o desafio dos birôs de crédito nesse sentido? DD – O grande desafio para os próximos anos é ajudar o consumidor a se posicionar no mercado, a programar sua vida financeira, a entender o impacto da decisão de fazer um empréstimo, a relação entre sa-

DC – Este é um trabalho desenvolvido pelo Movimento de Apoio ao Consumidor (MAC). Ele será intensificado pela Boa Vista Serviços? DD – Sim, sem dúvida. O objetivo é aportar mais conhecimento e informação para se aproximar das entidades de defesa do consumidor. É nosso interesse preservar a proteção ao consumidor. Vamos fazer um trabalho de conscientização para que a sociedade tenha algum tipo de voz nesse processo. O evento Acertando suas Contas é um exemplo nessa área e deve crescer em 2011. Ao viabilizar o trabalho educacional, há maior motivação para o consumo. DC – O cadastro positivo é uma evolução natural dos cadastros negativos? DD – Não, porque a lógica de decisão é inversa. A empresa não vai mais analisar se um determinado consumidor tem condições de receber mais crédito simplesmente porque não tem negativação. A lógica é diferente. DC – E qual é essa lógica? DD – A capacidade de uma pessoa de administrar sua vi-

da creditícia está mais ligada ao comportamento no dia a dia, na pontualidade nos pagamentos e em características de consumo. No cadastro positivo é possível, por meio de modelos estatísticos, estimar a capacidade de consumo de uma residência a partir da despesa c o m e n e rg i a e l é t r i c a , p o r exemplo. Ele considera ainda outros componentes que, estatisticamente, fornecem a probabilidade de um consumidor com mais acesso ao crédito de honrar os pagamentos. Essa avaliação não depende só da taxa de consumo, renda e saldo bancário. É um banco de dados com informações, no qual é possível verificar se o acesso ao crédito faz sentido dentro do hábito de consumo e do comportamento de alguém.

DC – O bom uso desse cadastro depende de tecnologia? DD – Uma coisa é ter a tecnologia que permita o cadastro e outra é a sociedade saber usar as informações. No final da equação tem de existir benefícios como a redução de juros, melhor decisão de concessão de crédito, redução de inadimplência e de fraudes. Se não, o trabalho não foi bem-feito. Eu posso fornecer tecnologia para um cliente com base no cadastro positivo. Mas, se desde a fundação da empresa ele trabalha com a lógica do negativo, terá de reposicionar todo o modelo de negócio. E isso não é feito da noite para o dia. Portanto, não é uma questão só de tecnologia.

DC – As entidades de proteção ao consumidor dizem que o cadastro positivo estimula a invasão da privacidade. Qual a sua opinião a respeito? DD – Não é invasão de privacidade, é autorizado pelo consumidor, como ocorre nos países de primeiro mundo. O cidadão utiliza o cadastro para fazer uma negociação. No Brasil, para que isso ocorra, ainda é preciso uma curva de aprendizado da sociedade. DC – O consumidor brasileiro tem maturidade para usar o cadastro positivo? DD – A sociedade tem de aprender em conjunto a se beneficiar desse modelo de operação. O cadastro positivo não é uma virada de chave. É uma curva de aprendizado que pode levar cinco anos ou mais e envolve o consumidor, o varejo, bancos, financeiras, administradoras de cartões e birôs de informação. É um ecossistema que tem de se equilibrar para fazer um uso inteligente do modelo. Antes disso, é importante o marco regulatório.

O grande desafio para os próximos anos é ajudar o consumidor a se posicionar no mercado, a programar sua vida financeira.

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12 -.ECONOMIA

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COMÉRCIO

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13 Teremos alianças tecnológicas operacionais e de logística para atender melhor. Dorival Dourado, presidente da Boa Vista Serviços

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Investimento prioriza tecnologia e capital humano Empresa absorverá custos novos com impostos e não os repassará aos seus clientes. Serão lançados de 40 a 50 novos produtos ao longo do ano, incluindo soluções para segmentos específicos – como finanças, marketing, saúde e telecomunicações, entre outros.

DC – O cadastro aumentará a segurança para quem concede o crédito? DD – O cadastro positivo possibilita uma qualidade de decisão melhor e reduz a fraude e o risco na tomada de crédito. Com isso, o mercado pode aplicar spreads menores. Hoje, ao trabalhar com a informação negativa, a empresa embute no risco uma incerteza. O mercado vai trabalhar com uma taxa referencial e depois analisar uma flexibilização dessa taxa, considerando as informações positivas de uma determinada pessoa ou empresa. A negociação será feita caso a caso e as políticas de crédito serão definidas por cada companhia. DC – A Boa Vista Serviços está desenhando produtos com o perfil positivo? DD – Sim, podemos oferecer qualquer tipo de operação com o cadastro positivo. Já começamos a discutir o assunto com dois clientes. Nosso diferencial é que vemos esse cadastro como um meio, não um fim. Nosso objetivo é ajudar o cliente a melhorar o processo do negócio, ter mais segurança na tomada de decisão e aumentar o portfólio.

Ampliaremos o portfólio com aplicações e soluções para o cadastro positivo e com produtos customizados para outros segmentos. DC – Esta proximidade e parceria com o cliente é um diferencial da Boa Vista Serviços? DD – Sim. A Boa Vista Serviços herdou da ACSP e do SCPC três características que serão intensificadas. A primeira delas é a proximidade com o varejo. A segunda é estar sempre disposta a discutir uma solução com o cliente, ao desenvolver produtos e serviços sob medida e ser flexível na relação comercial. A terceira é ser coirmã do movimento associativo. São diferenciais com muito significado que, reforçados, serão nossa alavanca de crescimento. DC – Os atuais produtos do SCPC continuam no mercado? DD – Eles serão mantidos e renovados. Vamos ampliar o portfólio com aplicações e soluções para o cadastro positivo e com produtos customizados para outros segmentos da indústria, que hoje não são atendidos pelas empresas de informação de crédito. Vamos comercializar soluções relacionadas ao

tratamento de dados e criar modelos específicos para diferentes segmentos da indústria financeira, de empresas de marketing, de cartões de crédito, de financeiras, de empresas de saúde e de telecomunicações, entre outras. Tudo isso sem perder a proximidade com os clientes atuais. DC – Haverá mudanças nos preços dos produtos? DD – Não. Nós vamos absorver toda a variação de imposto em benefício do cliente. Estamos absorvendo de modo que o cliente não tenha impacto e que possa, em curto espaço de tempo, usufruir dos investimentos e das melhorias que estamos implementando neste momento.

a Renic. Queremos partilhar com a rede nacional os investimentos que estamos fazendo em novos produtos e na melhoria da tecnologia, de forma que os benefícios possam ser usufruídos pelos clientes de nossos parceiros.

A Boa Vista herdou a proximidade com o varejo, a discussão de soluções com o cliente e a atuação com o movimento associativo.

DC – Qual é o objetivo da Boa Vista em rede nacional? DD – Queremos ofertar em conjunto os melhores produtos e, por isso, será mantida a regra da exclusividade regional. Também que-

DC – Quantos novos produtos serão lançados? DD – Isso surgirá no dia a dia com o cliente. Eu diria que vamos ter de 40 a 50 produtos novos ao longo do ano. Muitos estão sendo transformados em serviços. O cliente quer solução end to end, ou seja, que desenvolvamos o desenho e a prestação do serviço do início ao fim. A terceirização de processos é uma tendência e está no nosso mapa. Um exemplo é na área de cartão de crédito. Nós ofere c e m o s u m a solução para o ciclo de aprovação de crédito em um espaço muito curto de tempo. Vamos oferecer ao cliente as ferramentas para que ele tenha flexibilidade de oferta. DC – Qual foi o acordo firmado entre a Boa Vista Serviços e parceiros regionais para prestar serviços em todo o território nacional? DD – Mantivemos e honramos os contratos vigentes com a Rede Nacional de Informações de Crédito (Renic). A relação da Boa Vista Serviços não mudará com os parceiros da rede nacional. Os modelos de negócios vigentes estão sendo respeitados em todos os aspectos. Vamos discutir como rentabilizar melhor os ativos para todos, inclusive para

Executivo é reconhecido no Brasil e no exterior

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leito em 2009 um dos 50 mais importantes Chief Information Officers (CIOs) do mundo pela revista norte-americana InformationWeek por implementar processos de modernização, alinhamento estratégico, governança e gestão, o presidente da Boa Vista Serviços, Dorival Dourado Júnior, de 52 anos, coleciona reconhecimentos. Nos anos de 2005, 2007 e 2008 foi escolhido o profissional de tecnologia da informação (TI) no setor de

remos formar alianças tecnológicas, operacionais e de logística para atender melhor o cliente localizado em outra região do Brasil, com oferta de serviço mais competitivo, de melhor qualidade e inovador. DC – Quais foram as melhorias em tecnologia implementadas pela Boa Vista Serviços? DD – Nosso investimento em tecnologia é o padrão dessa indústria no mundo, em torno de 14% a 18% do faturamento anual. Em 31 de dezembro compramos três equipamentos novos, cada um com capacidade de processamento três vezes maior do que as máquinas atuais. Isso permitirá redefinir nosso modelo de processamento, de modernização e de qualidade no tempo de resposta, com maior capacidade para atendimento de demanda. O tempo de consulta, hoje de menos de um segundo, será reduzido pela metade. Investimos também em infraestrutura e interconexão de rede, em software de diversos tipos, aplicativos, desenvolvimento de programas internos, de inteligência, de segurança e antifraude. DC – Além de tecnologia, a Boa Vista Serviços investiu em capital humano. Fale um pouco sobre esse processo. DD – Um dos fatores de diferenciação da Boa Vista é o investimento em capital intelectual, em pessoas. Estamos fazendo uma empresa de pessoas que pensam, que podem exercer sua criatividade, que têm estilo empreendedor e inovador. Trabalhamos com a visão matricial, com pessoas que entendem de segmentos de mercado e são mais funcionais, e outras de perfil mais tecnológico, que respondem por processamento, tecnologia e softwares estatísticos. Estamos montando times para atuar em cada intersecção de matriz. Mesclamos a experiência de quem sempre trabalhou na indústria de crédito com a de pessoas que fazem o produto para o cliente. Estamos trazendo profissionais que têm também o lado do comprador.

Newton Santos/Hype

Diário do Comércio – Qual a sua opinião sobre o projeto do cadastro positivo ter sido convertido em uma Medida Provisória (MP)? Dorival Dourado – A MP foi um passo, mas não o melhor caminho. É preciso ajustar o equilíbrio entre os diferentes interesses, como a privacidade do cidadão, a isonomia, o processo de decisão, os interesses de entidades econômicas e do governo. Não podemos parar. Temos de nos organizar para encontrar o ponto de equilíbrio e avançar.

finanças pela revista brasileiraInformática Hoje. Antes de assumir o comando da BVS, foi vicepresidente em desenvolvimento de produtos e novas tecnologias e serviços na Serasa Experian, empresa em que esteve por seis anos. Foi o primeiro executivo brasileiro da Serasa chamado a atuar na Experian, nos Estados Unidos. Com base em Nova York, foi responsável por um time de 800 profissionais em

14 países. Nesse período, desenvolveu cerca de 50 produtos para pequenas e médias empresas. Com formação em administração de empresas com ênfase em análise de sistemas pelas Faculdades Associadas de São Paulo e especialização na Fundação Dom Cabral, Dourado é paulistano, casado, tem três filhos e dois netos. Antes da Experian, trabalhou no fundo de Venture Capital antFactory Latin America

do Brasil e passou 20 anos no Grupo Abril. O executivo traz para a BVS experiência sólida em integração de equipes e inovação. "Gosto muito do modelo open innovation, para conectar todos os funcionários em uma rede, com plataforma de discussões entre cliente, fornecedor, universidade e empresas que tenham oferta complementar. É importante escutar as inteligências internas dentro de uma organização", afirma. (RT)

DC – O senhor é adepto do modelo de gestão participativa. Explique como funciona. DD – Sempre acreditei que as pessoas fazem a diferença. Se tiverem espaço para criar, pensar e poder se sentir parte da empresa, elas conseguem realmente ter ideias fantásticas. Estou trazendo a gestão participativa, que funciona com a derrubada de paredes para criar um espaço aberto, em que a privacidade é baixa, mas a dinâmica de discussão é mais próxima. Isso reduz muito o tempo de tomada de decisão. Outro ponto é a redução dos níveis hierárquicos. Quero juntar as pessoas, fazer reuniões e criar grupos de trabalho coletivos. Ninguém é dono da verdade. Acredito muito na construção conjunta do raciocínio e da inteligência. Com o debate e a dinâmica de discussão, criamos os tijolinhos para construir a torre. DC – Haverá contratações? DD – Sim. Temos 520 funcionários e contrataremos – nos próximos quatro meses – mais 80 pessoas para as áreas comercial, de produto e de tecnologia.


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Nesta semana, nos reunimos para escolher um tema e nos dedicar a ele até esgotá-lo. José Maria Chapina Alcazar, Sescon-SP

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Desoneração da folha em pauta Propostas para a redução de custos à empresa existem, porém nenhuma concreta que seja consenso entre as partes envolvidas. Fátima Lourenço

ou tributária acontecerão antes da reforma política. Fracionados – Entre as prodesoneração da fo- postas sobre o tema, há a de relha de pagamento, dução da jornada de trabalho, apontada no dis- que as entidades patronais tracurso da presiden- balharam para não ser aprovate Dilma Rousseff como uma da. "É um gasto grande de das prioridades do seu gover- energia discutir assuntos frano, tende a ganhar espaço na cionados", comenta Chapina. Sob a ótica dos empresários, agenda de empresários e trabalhadores nos próximos me- os custos de contratação de um ses. O assunto é recorrente há empregado crescem (quando incluídos anos e, embora Divulgação itens como féa s p a r t e s e nrias, 13º salávolvidas se porio, dias parasicionem sobre dos e Fundo aspectos gerais de Garantia da questão, do Tempo de não há uma S e r v i ç o proposta con(FGTS), entre creta que conoutros) de temple deman120% a 130% das como reduno caso da inção de custos à dústria; cerca empresa, com de 180% para manutenção a construção da renda do civil; e de 80% trabalhador e a 90% no cogarantia de som é r c i o , c obrevivência da Os dados dos últimos menta o exePrevidência anos mostram uma cutivo. Social. O e c o n o"A legislação geração generosa de mista e vicetrabalhista, de empregos formais presidente 1949, não reflete sem redução de d a A s s o c i amais as necessiencargos. ç ã o C o m e rdades dos temcial de São pos modernos", CARLINDO DE OLIVEIRA, DIEESE P a u l o diz o coordena(ACSP), Rodor do Fórum Permanente em Defesa do Em- berto Macedo, propõe que preendedor e presidente do Sin- primeiro se tire da previdêndicato das Empresas de Servi- cia social a sua componente de ços Contábeis no Estado de São contribuição dos trabalhadoPaulo (Sescon-SP), José Chapi- res. Esses benefícios, explica, na Alcazar. Ele explica que o ór- ficariam por conta do orçagão, formado por entidades em- mento geral da União e coberpresariais e profissionais, discu- tos com seus tributos tradiciotiu vários assuntos em 2010 re- nais, como Imposto de Renda lacionados ao custo Brasil. "Há (IR) e Imposto sobre Produtos muitas reformas a serem feitas. Industrializados (IPI), que Nesta semana, vamos escolher eventualmente teriam suas um tema e nos dedicar a ele até alíquotas aumentadas. "Com isso, seria resgatado o caráter esgotá-lo", afirma. A desoneração da folha de previdenciário do sistema de pagamento é um dos assuntos aposentadorias e pensões em passíveis de ocupar o centro que os trabalhadores particidas discussões, mas o coorde- pam do seu custeio, com alínador do fórum diz que dificil- quotas menores, mas ainda mente as reformas trabalhista sobre a folha de salários", diz.

Letícia Moreira/Folhapress

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Os custos de contratação de um empregado crescem cerca de 180% para a construção civil e, em torno de 120% a 130% no caso da indústria.

Os detalhes que envolvem a questão dependem de consenso entre patrões e empregados. Os representantes dos trabalhadores contestam que os encargos sobre a folha de pagamentos representam mais de 100% do salário paga ao funcionário contratado, explica o técnico do Departamento Intersindical de Esta-

tística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Carlindo Rodrigues de Oliveira. Pelas suas contas, o percentual gira em torno de 25%, considerando 20% de contribuição patronal ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS); 2% de seguro de acidente de trabalho; 2,5% de salário-educação; 0,2% para o Instituto Nacional

de Colonização e Reforma Agrária (Incra); mais as contribuições para o Sistema S. "O Dieese não considera encargos itens como um terço das férias e FGTS. São salários", afirma. "Os dados dos últimos anos mostram uma geração generosa de empregos formais sem que tenha havido redução de encargos. A geração de em-

prego depende mais de ambiente propício para investimento e consumo do que da redução de encargos", diz. O movimento sindical, acrescenta, não é contrário à desoneração da folha, "desde que se mostre quais são as fontes substitutivas para o financiamento dos programas financiados pela folha de pagamento".

MEI deve declarar rendimento Prazo estabelecido pela Receita Federal vai até 31 de janeiro. Documento deverá ser entregue via web. Renato Carbonari Ibelli

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M icro emp reen dedor Individual (MEI) deverá fazer a Declaração Anual de Rendimento de 2010 até o dia 31 de janeiro. Para isso, é preciso acessar o site da Receita Federal do Brasil (w w w . r ec e ita.fazenda.go v.br.), entrar no portal do Simples Nacional e na seção destinada ao MEI. O documento só pode ser entregue pela internet. Caso o empreendedor esteja em atraso com o pagamento de alguma parcela, deve gerar uma nova guia DAS por meio do Portal do Empreendedor, com os valores devidos, somados à mul-

ta e aos juros pelo atraso, para normalizar a situação. A Receita informa que existem 809,75 mil optantes pelo MEI. O Estado de São Paulo concentra o maior número de empreendedores individuais (163,273 mil), seguido por Rio de Janeiro (109,849 mil) e Bahia (78,555 mil). Atividades – A maior parcela dos empreendedores que se formaliza como MEI trabalha no comércio varejista e de vestuário – são 82,8 mil empreendedores. Em seguida, aparecem atividades ligadas à beleza e estética (61,345 mil), alimentação (24,3 mil), armazéns e minimercados (22,6 mil) e confecção sob medida (22,128 mil). O MEI possibilita a formali-

zação de empreendedor autônomo, desde que esse possua receita bruta anual de até R$ 36 mil por ano e tenha apenas um funcionário. A vantagem é a isenção de praticamente todos os tributos. Ele paga somente uma taxa mensal de 11% do salário-mínimo vigente – o que atualmente equivale a R$ 56,10 – a título de contribuição previdenciária ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Além disso, recolhe R$ 1 de Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) ou R$ 5 de Imposto Sobre Serviços (ISS), conforme a atividade. O valor máximo a ser pago é de R$ 62,10, até o próximo ajus-

te do salário-mínimo. O Ser viço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) orienta o MEI por meio do telefone 0800 570 0800. Além desse auxílio, no Portal do Empreendedor (www.portaldoemp re en d ed or . go v .b r) existe uma lista de escritórios de contabilidade por todo o País que presta serviços gratuitos aos empreendedor. O Sebrae informa aos interessados em se cadastrarem como MEI que terão de esperar até 8 de fevereiro. Isso porque o Portal do Empreendedor, onde o cadastramento é realizado, passa por um processo de reconstrução para a inclusão de novas funcionalidades e registros.

Prazo do ativo imobilizado no Sped

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projeto que implementou o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) obriga que, a partir deste mês, as empresas informem eletronicamente, por meio da Escrituração Fiscal Digital (EFD), os bens pertencentes ao ativo imobilizado, a exemplo de máquinas e equipamentos. Caso contrário, não serão gerados créditos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) relativos à aquisição de tais ativos. O controle dos ativos imobilizados deve ser feito no Bloco G da EFD. Ressalta-se que, para o Estado de São Paulo, a entrega do controle é prevista para o dia 25 de cada mês. Assim, para as companhias paulistas, a primeira entrega do controle acontece no dia 25 de fevereiro e deve trazer os ativos imobilizados que a corporação dispunha em janeiro. O consultor José

Godoy, da IOB, consultoria jurídica e tributária, destaca que "apenas geram crédito os ativos destinados à atividade fim da empresa e que estejam em uso". O Sped é resultado do processo de informatização do fisco. Com o sistema, as informações de livros e documentos contábeis e fiscais serão emitidas em formato eletrônico para a Receita Federal do Brasil (RFB). Permite maior controle do fisco sobre as companhias, o que não é necessariamente visto como positivo por todos. Um dos receios dos empresários é que a maior facilidade para cruzar dados trazidos pelo Sped acabará por revelar informações estratégicas das empresas. Pelo cronograma de implantação do Sped, até o final deste ano todos os segmentos serão obrigados a transmitir suas informações fiscais e contábeis pelo sistema digital. (RCI)


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e Mantega fala em guerra comercial

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Moeda subvalorizada da China também distorce o comércio global. Guido Mantega, ministro da Fazenda

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Marcelo Camargo/Folhapress

Ministro adverte sobre as supostas manipulações de taxas de câmbio por países como China e EUA que podem provocar disputas comerciais em todo mundo

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ministro da Fazenda, Guido Mantega, advertiu em uma entrevista publicada nesta segunda-feira pelo diário britânico Financial Times, e reproduzida por diversas agências de notícias, que o mundo está no caminho de uma guerra comercial. Segundo ele, as causas desse choque global seriam as supostas manipulações das taxas de câmbio por países como China, EUA e outros. Mantega afirmou ainda que o Brasil está preparando novas medidas para evitar a valorização ainda maior do real e disse que levantará a questão no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) e do G20, o grupo que reúne as 20 principais economias do mundo. "Isto é uma guerra cambial que está se transformando em uma guerra comercial", disse Mantega, mantido no cargo pela presidente Dilma Rousseff, que tomou posse em janeiro. Segundo ele, a balança comercial brasileira com os Estados Unidos mudou de um superavit anual de cerca de US$ 15 bilhões (R$ 25 bilhões) para um deficit de US$ 6 bilhões (R$ 10 bilhões) por causa dos esforços americanos para reativar sua economia man-

OCDE vê expansão econômica mundial

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expansão da economia global deve ganhar força nos próximos meses, segundo estimativas divulgadas ontem pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). O índice de atividade econômica calculado pela entidade, que tem por objetivo apontar tendências para a economia mundial, subiu de 102,6 pontos em outubro para 102,8 pontos no mês seguinte, contabilizando a terceira alta consecutiva, conforme dados da entidade. O ritmo de expansão do indicador vem crescendo desde setembro. Quatro países, de acordo com a OCDE, se destacam por apresentar "claros sinais de aceleração em suas atividades econômicas". Entre eles estão a China, os Estados Unidos, a França e o Japão. O Brasil chama a atenção por caminhar em direção oposta. O País dá sinais de desaceleração econômica, com o índice de atividade produtiva baixando de 99 pontos em outubro para 98,6 pontos em novembro do ano passado. Já países como a Alemanha, o Canadá, a Itália, o Reino Unido e a Índia permanecem estáveis, conforme dados da OCDE. O indicador da zona do euro apresentou leve variação positiva, ao passar de 103,2 para 103,3 pontos no mês de outubro para o mês de novembro, como foi divulgado pela instituição. (Agências)

Segundo Mantega, a balança comercial brasileira com os EUA mudou de um superavit anual de US$ 15 bilhões para um déficit de US$ 6 bilhões

Real valorizado – Mantega foi a primeira grande autoridade internacional a falar sobre uma suposta guerra cambial, provocada por ações de países ricos para favorecer as exportações com a desvalorização das moedas. Nos últimos dois anos, o real se valorizou 39% em relação ao dólar. O Brasil vem recebendo uma grande quantidade de capital es-

tendo uma quantidade maior de dinheiro em circulação. O que provoca a desvalorização do dólar e o aumento da competitividade de seus produtos de exportação. "A taxa de câmbio é um dos principais motores da política econômica, ainda mais do que a produtividade." Para ele, a moeda "subvalorizada" da China também distorce o comércio global.

trangeiro em busca de altos rendimentos por conta das taxas de juros altas do País, enquanto nas nações ricas essas taxas estão em níveis historicamente baixos. Esse excesso de divisas é apontado com o principal fator por trás da valorização do real e de outras moedas de países emergentes. O Fundo Monetário Internacional (FMI) advertiu em

outubro que alguns países pareciam estar tentando usar suas moedas como "uma arma". A questão também foi discutida durante a última reunião de cúpula dos países do G20, em novembro, na Coreia do Sul, mas não houve um acordo para estabelecer mecanismos para controlar as supostas manipulações cambiais. (Agências)

FSB pode operar derivativo de câmbio

O

s riscos das operações do Fundo Soberano do Brasil (FSB) – liberado oficialmente ontem a operar no mercado de câmbio, inclusive com derivativos – foram minimizados pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Eu considero que fazer operação no mercado de derivativos, principalmente swap, não tem riscos", afirmou o ministro. As operações do Fundo Soberano no mercado de derivativo de câmbio serão similares àquelas realizadas pelo Banco Central com o swap cambial reverso, instrumento que equivale a uma forma de realizar compras no mercado futuro de dólares, aumentando a demanda pela moeda norteamericana e, com isso, valorizando-a ante o real. Mantega lembrou que, quando realizou operações do tipo, o BC ganhou dinheiro. "Aquilo que ganhou superou o que perdeu, então o balanço nos últimos anos, na nossa gestão, é positivo. É claro que qualquer operação tem risco e nós temos de minimizar o risco." O ministro já havia dito na última semana que, de acordo com as

observações do Ministério da Fa- nio aplicado de R$ 18,7 bilhões. zenda no mercado de câmbio, as A retomada das operações, que maiores pressões sobre o dólar não ocorrem há pelo menos um eram vistas no mercado futuro, e ano, foi questionada pelo Tribunão no mercado à vista. Assim, a nal de Contas da União (TCU). resolução desta segunda-feira a "Como havia insegurança jurídirespeito das operações do Fundo ca em relação ao BC atuar no merSoberano incluiu cado de câmbio também a possicom derivativos, bilidade de utilicomo manifeszação de mecatou o TCU, o Minismos de derinistério da Favativos. Questiozenda chamou nado sobre a para si a responbilhões de reais é o trajetória esperasabilidade da patrimônio do Fundo da para a moeda atuação no mernorte-americana cado futuro", coSoberano do Brasil, ante o real, o mimentou o profesque foi liberado nistro foi taxatisor José Márcio vo. "Nós temos Camargo, da ontem para operar certeza de que PUC-Rio no mercado de não haverá uma Na avaliação câmbio. valorização do do economista e re a l , e n t ã o , s e sócio-diretor da não houver valoNGO Corretora rização do real e nós fizermos ope- de Câmbio, Sidnei Nehme, o goração de swap reverso, não have- verno quer atacar na origem os fará perda, pode até haver ganho, tores que promoviam a valorizacomo já houve", afirmou. Não ha- ção excessiva do câmbio, via ajusverá limite para as operações do te fiscal e redução do nível de atiFundo Soberano no mercado de vidade da economia, a fim de câmbio. O fundo tem um patrimô- reduzir os juros no médio prazo.

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De acordo com Nehme, o Poder Executivo quer atacar o movimento especulativo que ocorria até o fim de 2010, quando bancos assumiam elevadas posições vendidas em dólar, forçando a valorização cambial. Estas posições atingiram US$ 16,8 bilhões no fim de dezembro. "A adoção do depósito compulsório para posições vendidas superiores a US$ 3 bilhões foi um aviso do BC: parem com a especulação, pois essa movimentação do câmbio para uma única direção pode acabar logo." Para ele, o governo deve estar muito confiante na estratégia para combater a valorização do câmbio, pois sabe que investidores podem ir na direção contrária e continuar apostando na depreciação do dólar. Segundo Nehme, como há bancos credores da dívida pública interna, que em novembro atingiu R$ 1,574 trilhão, eles podem pressionar pela valorização do câmbio, para ganhar em duas pontas: com a confirmação no mercado à vista de suas apostas de desvalorização do dólar e com os juros recebidos por futuras operações de swap. (Agências)

Sergio Kulpas

sergiokulpas@gmail.com

Celular muda a face do consumo

A

firma de pesquisas IDC acaba de publicar seu estudo Retail Insights (http://www.idc-ri.com/), que entrevistou 1.000 consumidores nos EUA com idade acima de 19 anos para avaliar o comportamento dos compradores com o comércio móvel, hoje e no futuro próximo. Segundo Greg Girard, diretor de estratégias de varejo da IDC, os resultados devem ser um alerta para os varejistas adotarem ações imediatas. Segundo o estudo, o m-commerce está atingindo um patamar de comércio regular nos EUA: 10% dos entrevistados se classificam como "warriors" ("guerreiros") das compras via celular: pessoas hiper-conectadas que fazem uso intensivo das funções de internet de seus smartphones, tablets e outros aparelhos móveis, e que baixam e usam aplicativos especialmente criados para o varejo -- antes, durante e depois da compra. E usam os aparelhos na rua, no automóvel e dentro das lojas.

A segunda categoria é classificada pelo estudo como "mobile shopping wannabes" -- aqueles que ainda não são "warriors", mas pretendem ser no futuro próximo. Esse grupo representa 14% dos consumidores. Eles já usam confortavelmente seus smartphones para pesquisar produtos quando estão fora de casa, e algumas vezes até dentro de lojas. Combinado com os "guerreiros", esses dois grupos representam quase um terço dos consumidores na temporada de fim de ano de 2010. As outras duas categorias de consumidores apontadas na pesquisa são "mobile if I must" (uso mínimo do celular) e "what's mobile" (pessoas que praticamente não usam o celular nas compras). A pesquisa da IDC detectou que adultos jovens, entre 19 e 25 anos, não são líderes isolados nas categorias "warriors" e "wannabes". Na verdade, esses jovens representam 13% dos warriors e 15% dos wannabes. Quase um terço dos "warriors" têm entre 35

e 44 anos, e essa faixa etária representa 25% dos "wannabes". A faixa entre 25 a 34 anos têm a maior representação nessas duas categorias de consumidores móveis. Um dado surpreendente do estudo é que os warriors e wannabes mais jovens não são tão autoconfiantes quanto os mais velhos em relação ao uso de informações via celular nas compras. Quanto mais velho o usuário entrevistado na pesquisa, maior a chance desse consumidor pedir descontos ao vendedor da loja, baseado em ofertas que ele localizou pelo celular. A pesquisa da IDC também investigou o impacto dos principais aplicativos no consumo -- incluindo o Red Laser, o ShopSavvy e o novo aplicativo da Amazon para iPhone e iPod Touch. Segundo a avaliação, os consumidores com esse tipo de aplicativo no smartphone atingem 3,7 pontos de possibilidade (numa escala de 1 a 5) de adiar a compra ou fazer a compra em outra loja, após consultar os dados no celular. Os "war-

riors" e "wannabes" são os mais inclinados a mudar planos de compras quando detectam uma alternativa mais atraente em seus celulares. Esses "guerreiros" e "quase-guerreiros" vão mudar a relação entre lojas e consumidores nos próximos anos. Uma transformação radical causada pela tecnologia: as lojas se transformaram em "caixas de vidro", com o fluxo transparente de informações sobre preços, estoques, promoções e ofertas. Os consumidores mesmo fora do espaço da loja podem visitá-la virtualmente, checando todos os dados importantes através de seus celulares. Dentro da loja, a decisão de compra pode ser influenciada por uma grande variedade de aplicativos ("apps"), criados especialmente para auxiliar nas compras. As lojas tradicionais precisam ficar atentas a essa grande transformação no "arsenal" de seus clientes, e se adaptar para melhor aproveitar essa nova realidade.


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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

nformática Fotos: Reuters

Fotos: Divulgação

A Lenovo apresentou os tablets IdeaPad Slate (à esq.) e LePad (ao lado) – este último pode se transformar em notebook. Já a Samsung apostou suas fichas no laptop Series 9 para rivalizar com o MacBook Air, da Apple (abaixo). A Panasonic demonstrou o protótipo do Viera Tablet.

Em breve, numa loja perto de você Na semana passada, em Las Vegas, os fabricantes de produtos de informática e eletrônicos mostraram novidades que chegarão ao mercado durante este ano

O Eee Pad Transformer (dir.), da Asus, pode se ajustar a um teclado e virar um laptop. Já o novo Streak 7 (abaixo), da Dell, permite acesso imediato a filmes e programas de TV.

ALICE SOSNOWSKI maior evento de eletrônicos do mundo, a CES (Consumer Electronics Show), que aconteceu semana passada em Las Vegas, nos EUA, mostrou que os tablets são uma tendência que veio para ficar. Desde o lançamento do iPad, no ano passado, os fabricantes tentam concorrer com o aparelho da Apple, a empresa ausente mais comentada durante a feira. Eles estão nos estandes da Samsung, LG, HP, Sony, Sharp, Motorola, Asus e trazem inovações. A Lenovo apresentou o IdeaPad Slate, que roda o sistema operacional Windows 7, usa o processador Intel Oak Trail de 1.6 GHz e tem um disco de 32 GB SSD (memória Flash). Já o novo Streak 7, da Dell, é o primeiro tablet 4G do mercado, que permite acesso imediato a conteúdos como filmes, programas de TV, vídeos e widgets, jogos e aplicações do Android Market com conexões 3G, 4G ou Wi-Fi. "Com seu processador dual core, tela touchscreen de alta resolução de 7 polegadas, duplas câmeras, o novo tablet

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Dell Streak aproveita ao máximo o poder inigualável da rede 4G T-Mobile", disse John Thode, vice-presidente do grupo de produtos para mobilidade da Dell. Samsung, Lenovo e Asus também apresentaram versões em que os aparelhos podem funcionar como notebooks. O LePad, da Lenovo, roda com o sistema operacional Android e, acoplado a uma base, pode se transformar em um notebook com Windows 7. Nesta mesma linha, a taiwanesa Asus lançou o Eee Pad Transformer, que pode se ajustar a um teclado QWERTY e virar um laptop completo. O tablet vem com câmeras frontal e traseira e tela touchscreen de 10.1" polegadas. Além do tablet PC 7 Series, que possui um teclado slide (deslizante) e tela de 10,1 polegadas, a coreana Samsung apostou suas fichas em um novo laptop para rivalizar diretamente com o MacBook Air, da Apple. O Samsung 9 series tem tela de 13,3 polegadas, conector para rede local, HDMI e portas USB. De acordo com o fabricante, é o mais leve da categoria, pesan-

do 1,31 Kg. Entre suas especificações estão o processador Intel Core i5 2537M, disco de 128 GB e memória RAM de 4 GB. A empresa não divulgou quando o produto será lançado. Conexão no lar Com o tema "Casa Conectada", a CES 2011 trouxe também novidades em convergência. Depois das telas de alta definição e as TVs 3D, que foram destaque da feira do ano passado, a palavra de ordem agora é conectar televisores e outros aparelhos à internet. A Panasonic demonstrou o protótipo do seu Viera Tablet, que roda Android e pode funcionar como controle remoto ou segunda opção de telas para televisores da mesma fabricante. A indústria também aposta nas novas tecnologias de TVs 3D, que barateiam ou dispensam o uso de óculos para ver imagens tridimensionais. Além disso, câmeras e smartphones foram destaque da exposição que reuniu 3 mil empresas e mais de 120 mil pessoas. Leia mais em www.dcomercio.com.br

PORTÁTEIS

TECNOLOGIA

Lady Gaga hi-tech

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cantora Lady Gaga, garota propaganda da Polaroid, mostrou produtos Grey Label, desenvolvidos em parceria com sua empresa Haus of Gaga. Em destaque, os óculos de sol com câmera e vídeo, que mostram na tela o que está sendo captado. Outra novidade foi uma impressora que se conecta ao celular via Bluetooth e imprime uma imagem em 40 segundos.

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MEMÓRIA

O maior cartão do mundo Iconia é o tablet da Acer Acer ingressou na era dos tablets com o Iconia Tab A500. Ele roda o sistema Android, tem chip Tegra2 com processador duplo, tela de 10.1" e suporta multitoques em até dez pontos diferentes do display. Ao colocar as duas palmas das mãos no painel inferior, o teclado aparece. Ao tocar no centro dela, surge uma interface de mídia. Será comercializado nos EUA pela Verizon ainda neste semestre.

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a CES tudo é superlativo. Este é o caso do cartão SanDisk Extreme Pro, o de maior capacidade do mundo, com 128 GB e taxa de gravação de 100 megabits por segundo. O cartão tem espaço para gravar vídeos em Full HD a 20 MB/s e é apropriado para aplicativos com imagens que exigem muita resolução (Full HD de

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1.920x1.080). Para testar a durabilidade do componente, o Compact Flash, revestido com silicone para aumentar a proteção, foi submetido a impactos, choques, vibrações e umidade. Segundo o fabricante, o já cobiçado cartão será vendido em lojas de todo o mundo no final do primeiro trimestre por US$ 1.499.

GADGETS HARDWARE

Cineminha em casa pelo iPad Cinemin Slice, especial para iPhone e iPad, é um projetor com tecnologia DLP que permite ao usuário ver na parede os filmes, fotos e games armazenados. O equipamento traz portas mini-HDMI e AV para ser conectado a outros aparelhos. Preço: US$ 499

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Chips poderosos para smartphones e carros NVIDIA lançou o chip Tegra2, com CPU Dual Core, desenvolvido para os super smartphones. A NVIDIA anunciou, também, uma parceria com a BMW para colocar nos veículos o sistema iDrive, com gráficos detalhados, visor HD e tempo de resposta mais rápido entre interface e usuário.

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SMARTPHONES

O todo poderoso da Motorola smartphone ATRIX, da Motorola, mais um telefone lançado na CES, tem como principal característica a capacidade de processamento. O chip dual-core de 1 GHz promete ser um dos mais rápidos em um aparelho celular, especialmente na hora de abrir páginas da internet e fazer interações com redes sociais. O novo ATRIX foi projetado também para criação e edição de documentos. O equipamento possui o acessório Laptop Dock, que permite acoplar uma tela e um

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teclado maiores. Com 1 GB de memória RAM, o aparelho traz duas câmeras e um leitor biométrico. A Motorola não divulgou o preço de lançamento. O equipamento chegará aos Estados Unidos no primeiro trimestre. Não há previsão para o Brasil.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

ECONOMIA/LEGAIS - 17

e Açúcar puxa crescimento do setor Os preços do etanol hidratado cobrados nos postos brasileiros subiram em 17 estados e caíram em seis. A maior alta foi em São Paulo.

conomia

Quebra de safra na Índia fez produtores brasileiros aumentarem investimentos. Receita do setor chega a R$ 50 bilhões na safra 2010/2011, com alta de 25%. Sergio Moraes/Reuters

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Isto fez com que várias usisetor sucroalcooleiro do Centro-Sul nas realizassem investimentos brasileiro deve ter- voltados para a expansão da m i n a r a s a f r a produção de açúcar de suas 2010/11 com uma receita re- unidades, caso da Açúcar corde de R$ 50 bilhões. O volu- Guarani e da São Martinho, me é 25% superior aos R$ 40 bi- por exemplo. No Centro-Sul, a lhões verificados na safra safra 2010/11 termina com 2009/10, de acordo com o dire- 45% da cana sendo direcionator-técnico da União da Indús- da para a produção de açúcar, tria de Cana-de-Açúcar (Uni- ante 43,7% da safra anterior. A ca), Antonio de Padua Rodri- sensível migração do mix da gues. Segundo ele, em relação cana para o açúcar não levou, à safra 2008/09, período no contudo, a um aumento signiqual os efeitos da crise finan- ficativo de oferta. "A oferta não ceira mundial foram mais ex- cresceu e os preços permanepressivos, com ganhos de ceram sustentados. Isso deu R$ 33 bilhões, o avanço foi de sustentabilidade e rentabilidade para o setor na safra 51,15%, antes dos impostos. 2010/11 ", disGrande parse o diretor. te dos ganhos Segundo é atribuída ao Padua, os preexcelente deA oferta (mundial) ços do açúcar sempenho não cresceu e os permitiram dos preços do preços se que as empreaçúcar no pesustentaram. Isso sas não ficasríodo analisadeu rentabilidade s e m t ã o d ed o . A s c o t apendentes da ções do propara o setor oferta de etaduto terminabrasileiro. nol para gerar ram a safra em ANTONIO DE PADUA RODRIGUES, caixa, o que leseu maior níDIRETOR DA UNICA vou à formavel em mais de ç ã o d e e s t o30 anos, superando os US$ 0,33 por libra-pe- ques maiores para o período so. Nas duas últimas safras, de entressafra. No período havia a percepção de que os analisado, a receita da agroinpreços do açúcar iam subir em dústria por tonelada de cana função da quebra expressiva subiu de R$ 65,30 em 2008/09 na safra da Índia, na falta de in- para R$ 90 em 2010/11. Os preços recordes do açúvestimentos no setor por causa da crise, e também por necessi- car também auxiliaram o setor dade dos grandes países con- a reduzir sua dívida líquida. sumidores de recomporem Segundo o diretor do Itaú seus estoques estratégicos, BBA, Alexandre Figliolino, a dívida do setor, que atingiu que estavam muito baixos. Casa de Saúde Santa Rita S/A CNPJ/MF nº 60.882.289/0001-41 Assembléia Geral Extraordinária – Edital de Convocação Ficam convocados os Srs. Acionistas a se reunirem em AGE a ser realizada em primeira convocação no dia 20 de janeiro de 2011, às 17 horas, na sua sede social à Rua Cubatão, 1.190, na cidade de São Paulo-SP, a fim de deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: 1. Homologação do aumento do Capital Social de R$ 4.970.800,00 para R$ 5.970.800,00, ou seja, um aumento de R$ 1.000.000,00, através de moeda corrente nacional ou mediante a utilização de créditos em conta corrente, mediante a emissão de 2.500.000 ações ordinárias nominativas sem valor nominal, ao preço de emissão de R$ 0,40 cada uma, valor este estipulado nos estritos termos do disposto no artigo 170, § 1º da Lei 6.476/76. O referido aumento foi deliberado na AGE de 17/12/2010, quando se iniciou o prazo de subscrição e integralização do mesmo, observando-se o direito de preferência dos Senhores Acionistas, conforme disposto no artigo 171,§ 4 da Lei nº 6.404/76. 2. Em conseqüência do item anterior, deliberar a respeito da nova redação do “caput” do artigo 5º do Estatuto Social em vigor. São Paulo, 10 de janeiro de 2011. Dr. Carlos Eduardo Lichtenberger – Diretor Presidente. (11, 12 e 13/01/2011)

Produção de cana-deaçúcar na última safra foi favorecida pelo clima e pela conjuntura internacional de preços .

R$ 86,80 por tonelada de canade-açúcar (ou R$ 42 bilhões) no pico da crise financeira em 2008/09, deve encerrar a safra 2010/11 em torno de R$ 65,72,

cerca de R$ 35,8 bilhões, queda de 15%. "A redução foi provocada pelo maior preço do açúcar e também pelo efeito climático, que reduziu a oferta de ca-

Custo de vida do paulistano subiu 6,91% em 2010

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custo de vida para o paulistano fechou 2010 com alta de 6,91%, de acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgados ontem. Os números mostram que, seguindo a tendência de outros índices já divulgados, o ICV (Índice de Custo de Vida) registrou no ano passado a maior variação desde 2004 – quando a inflação

chegou a 7,7%. O custo de vida na cidade de São Paulo aumentou mais em 2010 para as famílias de menor poder aquisitivo (com renda média de R$ 377,49), para as quais a taxa subiu 7,67%. Entre as famílias de nível intermediário (renda média de R$ 934,17), o aumento foi de 7,44%, enquanto que para aquelas de maior poder aquisitivo (renda média de R$ 2.792,90), a taxa ficou em 6,49%.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS - SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE - PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 003/2011 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 3341/2010 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico nº 003/2011, tendo como objeto o registro dos preços de compressas de gaze, conforme descrição, especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.bb.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8:00 horas do dia 21 de janeiro de 2011 e o início da sessão de disputa de preços será às 10:00 horas do dia 21 de janeiro de 2011. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 10 de janeiro de 2011. Jose Eduardo Simões Martinez - Pregoeiro.

COMPANHIA CIMENTO RIBEIRÃO GRANDE

O grupo Alimentação, com alta de 11,95%, foi o maior responsável pela aceleração da inflação no ano passado. A taxa foi consequência, principalmente, dos aumentos ocorridos nos produtos in natura e semielaborados (16,7%), onde alguns itens tiveram taxas acima de 20%, como ocorreu com feijão (66,57%), carne bovina (37,7%), laranja (25,04%) e frango (alta de 23,82%). Também foi expressivo o

aumento verificado para o subgrupo alimentação fora do domicílio (11,52%), resultado de elevações de 12,06%, para refeição principal e 10,77% os preços de lanches. Três outros grupos também apresentaram variações altas, porém inferiores ao ICV – Habitação (6,68%), Educação e Leitura (5,48%) e Saúde (5,45%). Despesas Pessoais (4,72%) e Transporte (4,25%) tiveram variações menores. (Folhapress)

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: ERRATA Referente ao Pregão (Presencial) de Registro de Preços nº 36/00965/10/05 - Objeto: Aquisição de TV LCD 32” - TV-05. No subitem 7.1.18 do ANEXO I e no Anexo II - Especificações Técnicas do Edital: Onde se lê: Garantia de 24 (vinte e quatro) meses contra defeitos de fabricação. Leia-se: Garantia de 12 (doze) meses contra defeitos de fabricação.

RIO VERDINHO ENERGIA S.A. CAL ITAÚ PARTICIPAÇÕES S/A

CNPJ/MF Nº 27.184.944/0001-12 - NIRE 35.300.149.068 ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 01 DE NOVEMBRO DE 2010 1. DATA, HORÁRIO E LOCAL - Dia 01 de novembro de 2010, às 09:00 horas, na sede social da COMPANHIA CIMENTO RIBEIRÃO GRANDE (“Companhia”), localizada na Avenida José Cesar de Oliveira, nº 111, 8º andar. 2. CONVOCAÇÃO - Dispensada em virtude da presença da acionista CAL ITAÚ PARTICIPAÇÕES S.A. detentora da totalidade das ações representativas do capital social da Companhia . 3. PRESENÇA - CAL ITAÚ PARTICIPAÇÕES S.A., única acionista da Companhia. 4. MESA DIRIGENTE – Walter Schalka, Presidente, e Luiz Alberto de Castro Santos, Secretário. 5. ORDEM DO DIA – A ordem do dia da presente Assembléia Geral Extraordinária compreende a distribuição de dividendos intermediários da Companhia, com base no lucro acumulado contabilizado no balanço patrimonial da Companhia levantado em 31 de outubro de 2010. 6. DELIBERAÇÕES – A CAL ITAÚ PARTICIPAÇÕES S.A. determinou a distribuição de dividendos intermediários, com base no lucro acumulado da Companhia contabilizado no balanço patrimonial da Companhia levantado em 31 de outubro de 2010, que foi neste ato aprovado pela CAL ITAÚ PARTICIPAÇÕES S.A. e arquivado na sede da Companhia, no valor total de R$ 42.523.000,00 (quarenta e dois milhões, quinhentos e vinte e três mil reais). Os dividendos ora distribuídos serão pagos mediante a cessão e transferência, como dação em pagamento, de créditos de diversas origens que a Companhia possui contra a empresa VOTORANTIM CIMENTOS S.A., sociedade anônima com sede na Praça Professor José Lannes, nº 40, 9º andar, Cidade Monções, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, inscrita no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica do Ministério da Fazenda (“CNPJ/ MF”) sob o nº 01.637.895/0001-32, com seu Estatuto Social arquivado na Junta Comercial do Estado de São Paulo (“JUCESP”) sob o NIRE 35.300.370.554, com valor patrimonial de R$ 42.523.000,00 (quarenta e dois milhões, quinhentos e vinte e três mil reais) conforme contabilizado no balanço patrimonial da Companhia de 31 de outubro de 2010. Fica a Diretoria da Companhia, na forma de seu Estatuto Social, autorizada a assinar toda documentação necessária e praticar todo e qualquer ato necessário para a efetivação do acima deliberado. 7. ENCERRAMENTO – a) O Sr. Presidente franqueou o uso da palavra, não havendo, todavia, nenhuma manifestação; b) Os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente, Secretário e demais acionistas, conforme Livro de Presença de Acionistas. São Paulo, 01 de novembro de 2010. (a.a.) Walter Schalka, Presidente; Luiz Alberto de Castro Santos, Secretário. SECRETARIA DA FAZENDA – JUNTA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO – CERTIDÃO – Certifico o Registro sob o nº 428.818/10-9 em 07.12.2010 (a) Kátia Regina Bueno de Godoy, Secretária Geral.

na para moagem", explica. Figliolino ressalta que a alavancagem do setor sucroalcooleiro deve voltar a um patamar próximo do sau-

dável já nesta safra. A alavancagem mede quantas vezes a receita da empresa está comprometida com dívidas. Etanol – Os preços do etanol hidratado cobrados nos postos brasileiros subiram em 17 estados e caíram em seis, na semana passada. Acre, Amapá, Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe tiveram queda. No Pará, Rondônia, Tocantins e no Distrito Federal, os preços permaneceram estáveis, de acordo com dados coletados pela Agência Nacional de Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A maior alta foi registrada em São Paulo, de 1,7%, seguido pela Bahia, com 1,18%. A maior queda foi verificada em Sergipe – 1,55%. Na média de preços do Brasil, a gasolina tornou-se mais competitiva que o etanol. (AE)

CNPJ/MF no. 06.956.836/0001-40 - NIRE 35.300.316.673 ATA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 5 DE NOVEMBRO DE 2010 1. DATA, HORÁRIO E LOCAL - Dia 5 de novembro de 2010, às 17:00 horas, na sede social da CAL ITAÚ PARTICIPAÇÕES S/A (“Companhia”), localizada na Praça Professor José Lannes, 40, 9º andar, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo. 2. CONVOCAÇÃO - Dispensada em virtude da presença da totalidade dos acionistas. 3. PRESENÇA - Acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas lançadas no Livro de Presença de Acionistas. 4. MESA DIRIGENTE – Walter Schalka, Presidente, e Sidney Catania, Secretário. 5. ORDEM DO DIA – A ordem do dia da presente Assembléia Geral Extraordinária compreende a deliberação, por parte dos acionistas, quanto (i) à aprovação da incorporação da Companhia pela VOTORANTIM CIMENTOS S.A., sociedade anônima com sede na Praça Professor José Lannes, nº 40, 9º andar, Cidade Monções, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 01.637.895/0001-32 (“VCSA”); (ii) ao exame, discussão e aprovação do “Protocolo e Justificação de Incorporação”, celebrado em 3 de novembro de 2010 (“Protocolo”), entre a Companhia e a VCSA; (iii) à aprovação da indicação de perito que procedeu à avaliação do patrimônio da Companhia para os fins de sua incorporação pela VCSA; (iv) ao exame, discussão e aprovação do Laudo de Avaliação do acervo líquido da Companhia, o qual se encontra anexo ao Protocolo (“Laudo de Avaliação”). 6. DELIBERAÇÕES – Os acionistas, por unanimidade, aprovaram (i) a incorporação da Companhia pela VCSA; (ii) o Protocolo; (iii) a nomeação do perito que elaborou o Laudo de Avaliação (sendo que os acionistas dispensaram a presença do perito neste ato); e (iv) o Laudo de Avaliação. A Companhia ficará automaticamente extinta na data em que os acionistas da VCSA aprovarem a incorporação da Companhia, em Assembléia Geral Extraordinária. Os acionistas concordaram que não haverá direito de retirada em virtude da presente incorporação. Em conseqüência de tal incorporação, a VCSA passará a suceder a Companhia em todos os direitos e obrigações, a título universal e para todos os fins de direito, sem qualquer solução de continuidade. Foi aprovada a lavratura desta ata na forma de sumário. 7. ENCERRAMENTO – O Presidente franqueou o uso da palavra, e como não houve nenhuma manifestação por parte dos presentes, os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, foi assinada por todos os presentes. São Paulo, 5 de novembro de 2010. (a.a.) Walter Schalka, Presidente; Sidney Catania, Secretário. SECRETARIA DA FAZENDA – JUNTA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO – CERTIDÃO – Certifico o Registro sob o nº 437.779/10-5 em 09.12.2010 (a) Kátia Regina Bueno de Godoy, Secretária Geral.

CNPJ/MF Nº 05.251.990/0001-54 - NIRE 35.300.352.106 ATA DE ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 16 DE NOVEMBRO DE 2010 1. DATA, HORÁRIO E LOCAL - Dia 16 de novembro de 2010, às 09:00 horas, na sede social da Rio Verdinho Energia S.A. (“Companhia”), localizada na Praça Ramos de Azevedo, nº 254, 2º andar, Capital do Estado de São Paulo. 2. CONVOCAÇÃO - Dispensada em virtude da presença da totalidade dos acionistas. 3. PRESENÇA - Acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas lançadas no livro Presença de Acionistas. 4. MESA DIRIGENTE – João Bosco Silva, Presidente, e Paulo Prignolato, Secretário. 5. DELIBERAÇÕES – Foi aprovado o aumento do capital social da Companhia de seu valor atual, qual seja, R$ 150.851.733,13 (cento e cinqüenta milhões, oitocentos e cinqüenta e um mil, setecentos e trinta e três reais e treze centavos), para o valor total de R$ 188.620.451,67 (cento e oitenta e oito milhões, seiscentos e vinte mil, quatrocentos e cinqüenta e um reais e sessenta e sete centavos), resultando em um aumento efetivo de R$ 37.768.718,54 (trinta e sete milhões, setecentos e sessenta e oito mil, setecentos e dezoito reais e cinqüenta e quatro centavos), mediante a emissão de 1.188.443 (um milhão, cento e oitenta e oito mil, quatrocentas e quarenta e três) novas ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, cujo preço por ação, de R$ 31,78 (trinta e um reais e setenta e oito centavos), foi determinado com base no valor patrimonial tendo em vista o balanço patrimonial da Companhia de 31 de outubro de 2010. As ações ora emitidas foram totalmente subscritas e integralizadas pela acionista COMPANHIA BRASILEIRA DE ALUMÍNIO, e o valor total foi por ela integralizado, sendo R$ 37.768.717,00 (trinta e sete milhões, setecentos e sessenta e oito mil, setecentos e dezessete reais) mediante créditos de que é titular contra a Companhia, detidos a título de adiantamento para futuro aumento de capital social, reconhecidos no balancete de 31 de outubro de 2010, e R$ 1,54 (um real e cinqüenta e quatro centavos) em moeda corrente nacional pagos neste ato. Os demais acionistas renunciaram ao direito de preferência para subscrever as ações ora emitidas, bem como ao prazo para o exercício deste direito. A subscrição de ações foi formalizada nos termos do boletim de subscrição, que ficará arquivado na sede da Companhia. Em virtude das deliberações tomadas acima, fica alterada a redação do caput do artigo 5º do Estatuto Social, que passa a vigorar com a seguinte nova redação: “O capital Social é de R$ 188.620.451,67 (cento e oitenta e oito milhões, seiscentos e vinte mil, quatrocentos e cinqüenta e um reais e sessenta e sete centavos), totalmente subscrito e integralizado, dividido em 6.975.219 (seis milhões, novecentas e setenta e cinco mil, duzentas e dezenove) ações ordinárias nominativas, sem valor nominal.”. As demais disposições do Estatuto Social da Companhia não expressamente alterados pelos acionistas restam ratificados e em vigor e efeito conforme os seus termos. 7. ENCERRAMENTO – a) O Sr. Presidente franqueou o uso da palavra, não havendo, todavia, nenhuma manifestação; b) Os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presenta ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente e pelo Secretário. São Paulo, 16 de novembro de 2010. (a.a.) João Bosco Silva, Presidente; Paulo Prignolato, Secretário. SECRETARIA DA FAZENDA – JUNTA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO – CERTIDÃO – Certifico o Registro sob o nº 443.477/10-3 em 14.12.2010 (a) Kátia Regina Bueno de Godoy, Secretária Geral.

ELETROCHER ADMINISTRAÇÃO INVESTIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A.

VOTORANTIM CIMENTOS S.A.

CNPJ/MF Nº 01.637.895/0001-32 - NIRE 35.300.370.554 ATA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 5 DE NOVEMBRO DE 2010 1. DATA, HORÁRIO E LOCAL – Dia 5 de novembro de 2010, às 17:30 horas, na sede social da Votorantim Cimentos S.A. (“Companhia”), localizada na Praça Professor José Lannes, nº 40, 9º andar, Cidade Monções, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo. 2. CONVOCAÇÃO Dispensada em virtude da presença da totalidade dos acionistas. 3. PRESENÇA - Acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas lançadas no Livro de Presença de Acionistas. 4. MESA DIRIGENTE – Walter Schalka, Presidente, e Sidney Catania, Secretário. 5. ORDEM DO DIA – A ordem do dia da presente Assembléia Geral Extraordinária compreende a deliberação, por parte dos acionistas, quanto (i) à aprovação da incorporação da CAL ITAÚ PARTICIPAÇÕES S.A., sociedade anônima com sede na Praça Professor José Lannes, nº 40, 9º andar, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 06.956.836/000140 (“Cal Itaú”) por esta Companhia; (ii) ao exame, discussão e aprovação do “Protocolo e Justificação de Incorporação”, celebrado em 5 de novembro de 2010 (“Protocolo”), entre a Companhia e a Cal Itaú; (iii) à aprovação da indicação de peritos que procederam à avaliação do patrimônio da Cal Itaú para os fins de sua incorporação pela Companhia; (iv) ao exame, discussão e aprovação do Laudo de Avaliação do acervo líquido da Cal Itau, o qual está anexo ao Protocolo (“Laudo de Avaliação”). 6. DELIBERAÇÕES – Os acionistas, por unanimidade, aprovaram (i) a incorporação da Cal Itaú pela Companhia; (ii) o Protocolo; (iii) o perito que elaborou o Laudo de Avaliação (tendo sido dispensada a presença do perito nesta Assembléia por todos os acionistas); e (iv) o Laudo de Avaliação. Os acionistas concordaram que não haverá direito de retirada em virtude da presente incorporação. Uma vez que a Companhia é detentora da totalidade das ações representativas do capital social da Cal Itaú, a incorporação aqui aprovada não irá gerar qualquer acréscimo no capital social da Companhia. Em conseqüência da incorporação da Cal Itaú, a Companhia passa a suceder a Cal Itaú em todos os direitos e obrigações, a título universal e para todos os fins de direito, sem qualquer solução de continuidade. A administração da Companhia fica autorizada a praticar todos os atos necessário para implementar a incorporação ora aprovada, com amplos e gerais poderes para proceder todos os registros, transcrições, averbações ou comunicações que se fizerem necessários de modo a complementar a operação ora aprovada. Foi aprovada a lavratura desta ata na forma de sumário. 7. ENCERRAMENTO – O Presidente franqueou o uso da palavra, e como não houve nenhuma manifestação por parte dos presentes, os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, foi assinada por todos os presentes. São Paulo, 5 de novembro de 2010. (a.a.) Walter Schalka, Presidente; Sidney Catania, Secretário. SECRETARIA DA FAZENDA – JUNTA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO – CERTIDÃO – Certifico o Registro sob o nº 437.780/10-7 em 09.12.2010 (a) Kátia Regina Bueno de Godoy, Secretária Geral.

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CNPJ/MF Nº 01.009.971/0001-65 - NIRE 35.300.144.406 ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 1º DE NOVEMBRO DE 2010 1. DATA, HORÁRIO E LOCAL - Dia 1º de novembro de 2010, às 09:30 horas, na sede social da ELETROCHER ADMINISTRAÇÃO INVESTIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. (“Companhia”), localizada na Praça Professor José Lannes, nº 40, 8º andar, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo. 2. CONVOCAÇÃO - Dispensada em virtude da presença da totalidade dos acionistas. 3. PRESENÇA - Acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas lançadas no livro Presença de Acionistas. 4. MESA DIRIGENTE – Luiz Alberto de Castro Santos, Presidente, e Renato Chieregato, Secretário. 5. ORDEM DO DIA – A ordem do dia da presente Assembléia Geral Extraordinária compreende a deliberação pelos acionistas quanto ao aumento do capital social da Companhia, mediante a emissão pela Companhia de 1.218.270 (um milhão, duzentas e dezoito mil, duzentas e setenta) ações ordinárias nominativas e sem valor nominal, pelo valor total de R$ 1.293.755,64 (um milhão, duzentos e noventa e três mil, setecentos e cinqüenta e cinco reais e sessenta e quatro centavos), com a correspondente alteração ao Estatuto Social da Companhia. 6. DELIBERAÇÕES – (i) Foi aprovado o aumento do capital social da Companhia de seu valor atual, qual seja, R$ 5.953.846,00 (cinco milhões, novecentos e cinqüenta e três mil, oitocentos e quarenta e seis reais), para o valor total de R$ 7.247.601,64 (sete milhões, duzentos e quarenta e sete mil, seiscentos e um reais e sessenta e quatro centavos), resultando em um aumento efetivo no valor total de R$ 1.293.755,64 (um milhão, duzentos e noventa e três mil, setecentos e cinqüenta e cinco reais e sessenta e quatro centavos), mediante a emissão de 1.218.270 (um milhão, duzentas e dezoito mil, duzentas e setenta) ações ordinárias nominativas e sem valor nominal, ao preço de emissão de aproximadamente R$ 1,06 (um real e seis centavos) por ação, determinado conforme os termos do artigo 170, parágrafo 1º, inciso II da Lei nº 6.404/76, conforme alterada, com base no balanço patrimonial da Companhia levantado em 30 de setembro de 2010. A totalidade das novas ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, emitidas neste ato pela Companhia são totalmente subscritas pela acionista ACARIUBA MINERAÇÃO E PARTICIPAÇÃO LTDA., com a expressa anuência dos demais acionistas da Companhia e renúncia aos seus direitos de preferência na subscrição das ações ora emitidas, conforme os termos do boletim de subscrição de ações assinado nesta data e arquivado na sede social da Companhia, e integralizadas mediante a capitalização de créditos detidos por ACARIUBA MINERAÇÃO E PARTICIPAÇÃO LTDA. contra a Companhia, conforme contabilizado nas demonstrações financeiras da Companhia de 31 de outubro de 2010, no valor de R$ 1.293.755,64 (um milhão, duzentos e noventa e três mil, setecentos e cinqüenta e cinco reais e sessenta e quatro centavos). Em virtude do aumento de capital social ora deliberado, fica alterada a redação do caput do artigo 5º do Estatuto Social, que passa a vigorar com a seguinte redação: “O capital social é de R$ 7.247.601,64 (sete milhões, duzentos e quarenta e sete mil, seiscentos e um reais e sessenta e quatro centavos), totalmente subscrito e integralizado, dividido em 6.931.434 (seis milhões, novecentas e trinta e uma mil, quatrocentas e trinta e quatro) ações ordinárias nominativas, sem valor nominal.”. As demais disposições do Estatuto Social da Companhia não expressamente alterados pelos acionistas restam ratificados e em vigor e efeito conforme os seus termos. 7. ENCERRAMENTO – a) O Sr. Presidente franqueou o uso da palavra, não havendo, todavia, nenhuma manifestação; b) Os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente, Secretário e demais acionistas presente, conforme Livro de Presença de Acionistas. São Paulo, 1º de novembro de 2010. (a.a.) Luiz Alberto de Castro Santos, Presidente; Renato Chieregato, Secretário. SECRETARIA DA FAZENDA – JUNTA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO – CERTIDÃO – Certifico o Registro sob o nº 428.872/10-4 em 07.12.2010 (a) Kátia Regina Bueno de Godoy, Secretária Geral.

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NOS TERMOS DO PROVIMENTO CSM CXC/84, INFORMAMOS QUE NO DIA 10 DE JANEIRO DE 2011 NÃO HOUVE PEDIDO DE FALÊNCIA NA COMARCA DA CAPITAL.

VOTORANTIM METAIS NÍQUEL S.A. CNPJ/MF Nº 18.499.616/0004-67 - NIRE 35300340477 ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 30 DE NOVEMBRO DE 2010 1. DATA, HORÁRIO E LOCAL - Dia 30 de novembro de 2010, às 11:00 horas, na sede social nesta Capital, na Avenida Dr. José Artur Nova, nº 1.309, São Miguel Paulista, CEP: 08090-000. 2. CONVOCAÇÃO - Dispensada em virtude da presença da totalidade dos acionistas. 3. PRESENÇA - Acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas lançadas no livro Presença de Acionistas. 4. MESA DIRIGENTE – João Bosco Silva, Presidente, e Paulo Prignolato, Secretário. 5. DELIBERAÇÕES – a) a retificação da quantidade de ações emitidas em virtude do aumento do capital social da Companhia aprovado na Assembléia Geral Extraordinária realizada em 24 de maio de 2010 (“AGE”), para constar que a quantidade correta de ações emitidas é de 493.980 (quatrocentas e noventa e três mil, novecentos e oitenta) ações ordinárias, sem valor nominal, cuja subscritora é a acionista VOTORANTIM INDUSTRIAL S.A. Em decorrência da retificação supra, fica retificado também o boletim de subscrição que foi assinado na AGE supra mencionada, sendo que o subscritor assina o novo boletim de subscrição nesta assembléia, em substituição ao anterior, que ficará arquivado na sede da companhia. As ações subscritas foram integralizadas na forma prevista na acima mencionada AGE, por meio de transferência bancária do montante correspondente a R$ 400.000.000,00 (quatrocentos milhões de reais). Todas as demais deliberações tomadas na AGE permanecem inalteradas; b) o aumento do capital social da Companhia de seu valor atual, qual seja, R$ 1.174.878.641,79 (um bilhão, cento e setenta e quatro milhões, oitocentos e setenta e oito mil, seiscentos e quarenta e um reais e setenta e nove centavos), para o valor total de R$ 1.588.358.257,15 (um bilhão, quinhentos e oitenta e oito milhões, trezentos e cinquenta e oito mil, duzentos e cinquenta e sete reais e quinze centavos), um aumento efetivo no valor total de R$ 413.479.615,36 (quatrocentos e treze milhões, quatrocentos e setenta e nove mil, seiscentos e quinze reais e trinta e seis centavos), mediante a emissão de 468.076 (quatrocentos e sessenta e oito mil e setenta e seis) novas ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, cujo preço por ação, de R$ 883,36 (oitocentos e oitenta e três reais e trinta e seis centavos), foi determinado com base no valor patrimonial tendo em vista o balanço patrimonial da Companhia de 31 de outubro de 2010. As ações ora emitidas foram totalmente subscritas pela acionista VOTORANTIM INDUSTRIAL S.A., e o valor total de R$ 413.479.615,36 (quatrocentos e treze milhões, quatrocentos e setenta e nove mil, seiscentos e quinze reais e trinta e seis centavos) foi por ela integralizado, sendo R$ 413.479.576,21 (quatrocentos e treze milhões, quatrocentos e setenta e nove mil, quinhentos e setenta e seis reais e vinte e um centavos) com créditos de que é titular contra a Companhia, conforme reconhecidos no balancete de 31 de outubro de 2010, e R$ 39,15 (trinta e nove reais e quinze centavos) em moeda corrente nacional pagos neste ato. Os demais acionistas renunciaram ao direito de preferência para subscrever as ações ora emitidas, bem como ao prazo para o exercício deste direito. A subscrição de ações foram formalizadas nos termos do boletim de subscrição, que ficarão arquivados na sede da Companhia. Em virtude das deliberações tomadas acima, fica alterada a redação do artigo 5º do Estatuto Social, que passa a vigorar com a seguinte redação: “Artigo 5º O Capital Social é de R$ 1.588.358.257,15 (um bilhão, quinhentos e oitenta e oito milhões, trezentos e cinquenta e oito mil, duzentos e cinquenta e sete reais e quinze centavos), totalmente subscrito e integralizado, dividido em 1.768.806 (um milhão, setecentas e sessenta e oito mil, oitocentas e seis) ações ordinárias nominativas, sem valor nominal.” As demais disposições do Estatuto Social da Companhia não expressamente alterados pelos acionistas restam ratificadas e em vigor e efeito conforme os seus termos. 6. ENCERRAMENTO – a) O Sr. Presidente franqueou o uso da palavra, não havendo, todavia, nenhuma manifestação; b) Os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente, Secretário e demais acionistas presentes. São Paulo, 30 de novembro de 2010. (a.a.) João Bosco Silva, Presidente; Paulo Prignolato, Secretário; p. Votorantim Industrial S.A. atual denominação de Votorantim Investimentos Industriais S.A., Alexandre Silva D’Ambrósio e João Carvalho de Miranda; p. Votorantim Metais Ltda., João Bosco Silva e Paulo Prignolato; e p. Cia. Nitro Química Brasileira, p. Mário Bavaresco Júnior e Fabio Filippos; acionistas. SECRETARIA DA FAZENDA – JUNTA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO – CERTIDÃO – Certifico o Registro sob o nº 443.474/10-2 em 14.12.2010 (a) Kátia Regina Bueno de Godoy, Secretária Geral.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

As montadoras terão de atender às expectativas tanto dos mercados maduros como daqueles em transformação. Charles Krieck, sócio da KPMG no Brasil para o setor automotivo

conomia Carlos Barria/Reuters

O país asiático deve receber o maior volume de investimentos do setor automotivo, seguido pela vizinha Índia. O Brasil também é considerado atraente para recursos.

Autos: emergentes se destacam. A China seguirá como maior produtor e vendedor de carros até 2015, conforme estudo divulgado pela consultoria KPMG. Vanessa Rosal

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s mercados emergentes devem puxar a produção global de automóveis nos próximos anos, com destaque para veículos híbridos e elétricos. De acordo com pesquisa da consultoria KPMG, a China seguirá como maior produtor e vendedor de carros até 2015, segundo 86% dos entrevistados. O país ainda é considerado o maior alvo dos investimentos no setor, seguido pela Índia, onde 50% dos executivos planejam aumentar os investimentos. O resultado representa um salto em relação a 2010, quando o valor equivalente atingiu 34%. O Brasil também está mais atraente no segmento automotivo e será alvo dos investidores em 2011. Para 41% dos pesquisados, a pretensão é aumentar seus investimentos no setor, ante 22% em 2010. Considerando empresas da região das Américas, este número sobe para 70%. A expectativa é que o Brasil ultrapasse a barreira dos 4 milhões de carros vendidos no País por ano até 2015. No entanto, a participação brasileira no mercado global deve permanecer abaixo dos 10%. Já em relação à China, 42% acreditam que a venda de automóveis para o mercado interno ultrapasse 18 milhões de unidades por ano até 2015. Levando em consideração que algumas fontes publicaram vendas domésticas de 14,7 milhões de unidades janeiro a outubro de 2010, esta pode ser uma expectativa conservadora. O estudo revelou ainda que há um mercado global de duas camadas sobrepostas: enquanto países mais maduros lutam para conviver com o problema da mobilidade urbana em transformação, em regiões promissoras, como na Ásia, existe um esforço mercadológico para oferecer uma variedade de modelos às populações ávidas por maior mobilidade. "Neste sentido, as montadoras terão que agir rapidamente para atender essas expectativas", diz o sócio da KPMG no Brasil para o setor automotivo, Charles Krieck. Enquanto o mundo aguarda veículos elétricos de preço

acessível, soluções de mobilidade são o que alguns entrevistados afirmaram ser fundamental. Apesar de apenas 9% acreditar que essas soluções irão fazer parte de suas estratégias nos próximos anos, algumas montadoras já estão investindo na área. Com a emergência dos serviços de mobilidade, cerca de 80% dos entrevistados disseram que os veículos híbridos e elétricos irão conquistar a maior fatia de crescimento de qualquer categoria de veículos pelos próximos cinco anos. A maioria dos executivos acredita que carros elétricos não terão um preço acessível para o mercado de massa nos próximos cinco anos, mas o investimento nessa categoria é importante. "Quase 90% dos entrevistados estão planejando investir em sistemas híbridos, energia elétrica de baterias ou tecnologias de célula de combustível nos próximos cinco anos", diz Krieck. Mercado brasileiro – O interesse em investir no Brasil é baseado no bom desempenho do País em 2010 e nas perspectivas de bons negócios neste ano. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o mercado brasileiro de veículos produziu 3,64 milhões de unidades em 2010, uma elevação de 14,3% em relação ao ano anterior. Ao longo do ano passado, as vendas somaram 3,52 milhões de automóveis, o que representa um crescimento de 11,9% na comparação com os veículos comercializados em 2009. Segundo o presidente da entidade, Cledorvino Belini, a expectativa para 2011 também é positiva e as recentes medidas adotadas pelo governo para restringir o crédito não devem afetar as montadoras de veículos. "Esperamos dar continuidade ao crescimento do setor, estimulados pelo bom momento econômico do País". Ele disse que o mercado continuará aquecido, mesmo com a decisão do BC de elevar a taxa de depósitos compulsórios dos bancos. "A medida não afetará os consumidores porque tratase de uma decisão para conter a inflação, tendo baixo impacto no financiamento de veículos no longo prazo", finaliza.

Consórcio movimenta R$ 56,9 bi Geriane Oliveira

novembro de 2010, o que representou salto de 29% em relação a igual período de 2009. s vendas de Segundo o presidente consórcios executivo da Abac, Paulo continuam Roberto Rossi, os contratos aquecidas, impulsionadas para a compra de veículos principalmente pelos leves ficaram 21,4% maiores contratos para a aquisição nos 11 meses analisados em de veículos, sobretudo os 2010 ante igual período de leves (que incluem 2009. Ao total, foram 3,3 automóveis de passeio, milhões de consórcios utilitários e motocicletas). destinados a aquisições do Segundo o balanço da Divulgação setor Associação automotivo. O Brasileira de número de Administradoras consorciados de Consórcios contemplados (Abac), entre subiu de 859 janeiro e mil, em 2009, novembro de para 905,9 mil 2010, as novas em 2010, pondo adesões 800 mil carros somaram 1,92 em circulação milhão de no País. unidades, com Segundo alta de 6,1% em Rossi: acesso aos pesquisa do igual período ávidos por consumo. Instituto de do ano anterior. Pesquisa Incluindo essas Econômica Aplicada (Ipea), cotas, o balanço do sistema divulgada pela Abac, de consórcios registrou, até metade dos domicílios novembro, mais de 4 brasileiros entrou em 2011 milhões de consorciados com pelo menos um carro ativos de todos os na garagem. segmentos, com alta de Projeções – Conforme 5,8% ante igual período de Rossi, o setor – que possui 2009. A entidade estima 300 administradoras de que, para este ano, haja um consórcios e gera 50 mil aumento de até 10% no empregos diretos e volume de negócios, que indiretos – deve continuar atingiu a marca de R$ 56,9 contribuindo com o bilhões entre janeiro e

A

aquecimento dos setores automotivos, de imóveis, de eletroeletrônicos e de serviços. "Considerando os últimos balanços dessas indústrias, a expectativa é de atingir de 7% a 10% de crescimento", disse. O ingresso de consumidores provenientes da nova classe média também é outro fator. "O consórcio tem sua origem ligada à indústria automotiva, há 50 anos, e continua a ser uma excelente opção para as famílias programarem seus planejamentos financeiros. Dados da Abac mostram que em cinco décadas o

sistema foi responsável pela viabilização de 10 milhões de veículos em geral. No mercado de sorteios e lances, os contratos de imóveis também estão em alta: 11,4%, seguidos de veículos pesados, com 11,2%. Mas a utilização de consócio no setor de serviços vem despontado significativamente, puxada pelo consumo de viagens, produtos de informática e estética. "Com o crédito cada vez mais acessível, essa população ávida por novas formas de consumo também está aprendendo a fazer poupança e planejamento financeiro."

BNDES financia motor ecológico

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presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou que está negociando com empresas do setor privado o desenvolvimento de um motor ecológico, que possa substituir os motores comuns, reduzindo o nível de poluição produzida por diesel. Uma das alternativas estudadas é a criação de um

novo motor elétrico híbrido. O BNDES entraria como financiador do projeto. A informação foi passada por Coutinho na cerimônia de assinatura de contrato entre o banco e a prefeitura do Rio de Janeiro para a construção de um corredor expresso ligando o Aeroporto Internacional Tom Jobim à Barra. Segundo o presidente do banco, a obra da chamada Transcarioca, que disporá

de R$ 1,2 bilhão de financiamento do banco, criará demanda para que seja desenvolvida o que ele chamou de alternativa ecológica para o sistema de transportes. "Existem empresas importantes do setor privado interessadas em desenvolver em parceria com fabricantes de equipamentos essa alternativa. Esperamos que se consiga criar um equipamento competitivo

dentro do prazo", disse o presidente do BNDES. Coutinho afirmou esperar que todo o projeto possa ser iniciado dentro de três anos. De acordo com ele, a Transcarioca cria uma escala mínima inicial para o desenvolvimento do motor. Ele afirmou que o banco já possui linhas de financiamento de desenvolvimento tecnológico que podem ser usadas para apoiar esse projeto. (AE)


Diário do Comércio  

11 jan 2011

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