Page 1

Lupi vira um cordeiro

O ministro do Trabalho, envolvido em denúncias de corrupção, tratou de negar ter desafiado a presidente – ela não gostou nadinha de saber que ele duvida que possa ser demitido, que só seria "abatido a bala"... Agora, Dilma espera uma retratação formal. Ah! Lupi é lobos em latim. Pág. 5

Agnelo vira um lobo

A PF pediu autorização para apurar se o governador do Distrito Federal, já investigado por supostas irregularidades em sua gestão no Esporte, recebeu propina. Para completar, DEM e PSDB pedem impeachment. "Fui alvo de manobra sórdida", reagiu. Em tempo: agnelo, em latim, é cordeiro. Pág. 6 Ano 87 - Nº 23.496

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Fotomontagem Zilberman

Conclusão: 00h10

Jornal do empreendedor

1 milhão ganham alvarás de Papai Noel Kassab Câmara aprova projeto apoiado por Kassab que permite o funcionamento provisório de comércio ilegal. Pág. 10

Fernando Menezes/Fotoarena/AE

Reuters

Irã atômico opõe Rússia e EUA O racha é visível na ONU. EUA querem mais sanções; Rússia, não. E Ahmadinejad (foto) ameaça Israel. Pág. 9

Neymar é Peixe até a Copa Bruno Fahy/AFP

Renovou com o Santos e vai ganhar R$ 3 milhões por mês. "Sempre falei que queria ficar." Pág. 12

Werther Santana/AE

Sindicalistas protestam diante da bolsa de Bruxelas para exigir medidas do governo contra efeitos da crise

Pedro Ladeira/Frame/AE

Empate adia Ficha Limpa no STF Pedido de vista adia decisão até posse de ministra. Pág. 7 ISSN 1679-2688

23496

9 771679 268008

La Dolce Vita acaba na Itália e no mundo Juros a 7,48% nos bônus do tesouro italiano carregam a Europa, os Estados Unidos e o restante do mundo para a beira do abismo. Pág. 13

Na USP da maioria não tem greve Grevistas minoritários marcaram reunião hoje na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Pág. 11 HOJE Ensolarado, com nebulosidade crescente. Máxima 32º C. Mínima 15º C.

AMANHÃ Pancadas de chuva à tarde e à noite. Máxima 32º C. Mínima 18º C.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

2

o

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Se o projeto for lucrativo, os investidores ganham; se não for, o governo banca. É o capitalismo sem riscos. José Márcio Mendonça

pinião

SAMIR KEEDI

QUANDO VIRÁ A NOSSA PRIMAVERA?

O

Tem sido norma no serviço público fazer licitações em cima apenas de projetos básicos: depois vem a enxurrada de aditivos, corrigindo preços e provocando escândalos.

OS ENROSCOS DO TREM BALA

O

governo federal saltou mais um obstáculo para botar em marcha o trem bala Campinas-São Paulo-Rio, cujas obras, segundo promessa oficial, teriam começado dois anos atrás e poderiam estar concluídas até a Copa de 2014. A Justiça Federal derrubou mais uma liminar contra o leilão e, pelas previsões dos responsáveis, ele acontecerá até fevereiro. Falta completar a nova modelagem do negócio, que se tornou necessária depois que a tentativa anterior de conceder a obra e a exploração do serviço falhou. De lá para cá fizeram-se algumas alterações no modelo de concessão e no modelo de negócios, inicialmente do agrado dos concorrentes. Principalmente na parte em que o governo admitiu assumir ainda maiores riscos financeiros, caso as projeções de rentabilidade não se confirmem. Houve também uma alteração no valor do empreendimento, que oficialmente era avaliado em R$ 33 bilhões e empresas e analistas privados apontavam entre R$ 50 e 55 bilhões. Pelas novas contas brasilienses o custo final será de R$ 40 bilhões, o que aumentará o envolvimento de dinheiro público no projeto. Naquele esquema: se for lucrativo, os investidores privados le-

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA vam o ganho; se não for, o governo (a sociedade) banca. É o chamado capitalismo sem riscos.

O

governo continua a passar longe da discussão, levantada por muitos especialistas, sobre a oportunidade, necessidade e prioridade da obra, num país que tem extraordinários gargalos logísticos, inclusive e principalmente na área de transporte de mercadorias e bens – e que só fazem crescer a cada ano. Este é um equívoco gravíssimo e ampliado pela insistência brasiliense em tocar a obra a toque de caixa: fazer por fazer, como se isso fosse uma questão de honra, de afirmação de autoridade. A própria discrepância entre as avaliações oficiais (mesmo depois de corrigidas) e as particulares é indicativo dessa deformidade gerencial. O desvio, por assim dizer, tem sido insistentemente apontado:

LUPI: UM DESAFIO À PRESIDENTE? Inacreditável o nível dos políticos tupiniquins: o ex-jornaleiro Carlos Roberto Lupi, ex-deputado federal, ex-suplente do senador Saturnino Braga (cuja combinação da divisão do mandato não foi cumprida), ex-secretário municipal de Transportes na gestão Marcello Alencar e secretário estadual na gestão Anthony Garotinho,

terá de fazer novas licitações para tocar a transposição do Rio São Francisco e que não estavam marcadas no projeto original.

presidente do PDT após a morte de Leonel Brizola e ministro do Trabalho e Emprego, é a bola da vez, em virtude das maracutaias ocorridas sob sua gestão. Mas diz que "só sai a bala" em desafio à presidente, e ainda: "Duvido que a Dilma me tire, ela me conhece há 30 anos". Se isto não é ameaça... Aí tem, não? Aparecida D.Gaziolla - S. Paulo

A

necessidade delas, explicou o ministro, foi sendo descoberta no desenvolvimento dos trabalhos. Não deu para fazer um orçamento realista porque não havia um projeto detalhado. E olha que a transposição é falada desde os tempos de D. Pedro II. Tal ausência de "detalhes" vai acarretar um "módico" aumento de 36% no preço originalmente previsto. Assim, não é de estranhar que o Tribunal de Contas da União, no processo de fiscalização que faz por amostragem em obras de responsabilidade do governo federal, tenha encontrado irregularidades consideradas graves em 191 dos 230 projetos fiscalizados neste ano. E tenha sugerido a suspensão de 25 deles. Pelo pente fino passaram apenas obras de grande porte, orçadas originalmente em R$ 36 bilhões. Alguém duvida que, se continuar sendo tocado do jeito que está, em poucos anos o projeto do trem bala vai engrossar essas listas do TCU? JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É

vai-se para uma obra desta envergadura sem haver um projeto de engenharia detalhado, num trecho que oferece grandes armadilhas geológicas.

N

ão é surpresa, porém. Tem sido norma no serviço público fazer licitações de projetos em cima apenas de projetos básicos. Depois, vem a enxurrada de aditivos, corrigindo preços, costumando dar em escândalos como o que meses atrás derrubou toda a diretoria do DNIT e até o ministro dos Transportes na época, hoje o apenas senador Alfredo Nascimento. A pressa de tocar a "obra do século", que Lula pretendia inaugurar antes de sair de Brasília, mas que não fica pronta em menos de quatro anos, também está rendendo tais "frutos". O governo, segundo o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho,

JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

BADERNA NA USP No Brasil quase sempre há um "sindicato" por trás dos "malfeitos". O CONLUTAS – Central Sindical e Popular (aliado a outros baderneiros acostumados a depredar o patrimônio público, como MST, MTL etc.) arrecadou dinheiro para pagar a fiança dos baderneiros da USP. A frustração dos invasores foi a policia ter agido com presteza, sem ninguém se

ferir, embora os "inocentes uspianos" estivessem prontos a recebê-la com coquetéis molotov. O que mais assusta é saber que por trás dessa paspalhice há objetivos políticos: não nos esqueçamos de que há eleições muito próximas. Leila E. Leitão - S.Paulo

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

mundo tem isso não interessa. demonstrado estar Nossa carga tributária aborrecido com cresce continuamente e quase muitas coisas. Os protestos em dobrou em pouco mais de diversos países aumentam a duas décadas. E triplicou em olhos vistos. Começa-se a cerca de seis décadas. No perceber que muitos entanto, o nível de serviços governantes estão oferecidos piorou. Quem preocupados apenas consigo explica? Freud? Chapolin? mesmos e não com o povo e O nível de corrupção seus eleitores. Isso não é novo. cresce continuamente. Ler Muitos deles esquecem-se o noticiário do dia a dia é facilmente – se é que sabem – ter uma extraordinária aula que o povo é seu chefe. Ao de cultura da corrupção, contrário, muitos agem como do desvio de recursos donos do povo. No Brasil isso é públicos. É escândalo sobre uma constante. Não temos escândalo. É corrupção com servidores: só patrões. crescimento geométrico. Nos países árabes o cansaço Não temos incentivo à é com as ditaduras. honestidade nem ao estudo. As eleições, quando Monalisa Lins/AE ocorrem, não são "ortodoxas". Saddam Hussein, no Iraque, vencia as eleições com quase a totalidade dos votos, o que, por melhor que seja o governante, é difícil ocorrer. Alguns resultados já podem ser vistos na Primavera Árabe. Diversos governantes foram escorraçados de Brasil precisa de mais salas de seus palácios. Se é aula e melhor ensino. para melhor, só o tempo dirá. O importante é que o povo criminalidade cresce a participe das mudanças. olhos vistos. A E aqui? Quando começará impunidade é crônica. Os a Primavera Brasileira? problemas de trânsito Certamente há muito para se crescem : nunca se andou protestar. A priori, há que se tanto na contramão de ruas recolocar os governantes em e estradas. Nunca se matou seus devidos lugares, como e assassinou tanto. servidores dos cidadãos O que estará acontecendo brasileiros. Entender que seus com o País? É um constante salários são pagos por cada retrocesso. Tudo que foi um de nós. Com o suor nosso conquistado lá atrás está de cada dia, hora, minuto, sendo perdido. Estamos de segundo. É mais do que volta à barbárie. Mais chegada a hora de se colocar moderna, mas barbárie. os pingos nos "is". Ficamos perplexos ao ver que a cada dia, de alguma educação no Brasil é uma forma, o País está pior. vergonha: os estudantes Assim, nossa expectativa já não sabem ler ou escrever. é que comece a primavera Chegam ao fim do primeiro brasileira – com algumas grau sem saber juntar letras décadas de atraso. Quem ou interpretar textos triviais. sabe os árabes nos ensinem Isso ocorre também nas algo, já que a colônia no universidades. Sermos um Brasil é grande. Bem como a grande país não parece estar europeia, na qual os na pauta do dia. Temos visto protestos foram iniciados tropeços na leitura – não raros com os gregos. Os nem imaginários – de alunos governantes os levaram à de pós-graduação. Até onde bancarrota, e agora exigem chegaremos? sacrifícios extremos. Está É necessário investir certo que a culpa é do povo: pesado na educação. É a única ele deixou. Como também maneira de tirar o País do aqui. Afinal, os governantes buraco em que se meteu nas saem do seio do povo. últimas décadas. Houve Assim, cada povo tem o tempo em que o estudo era governo que o retrata. melhor, mas piorou. Será porque o único pensamento SAMIR KEEDI É PROFESSOR, dos governantes é que é mais BACHAREL EM ECONOMIA, AUTOR fácil lidar com um povo DE VÁRIOS LIVROS EM COMÉRCIO inculto? O Japão e a Coreia EXTERIOR, TRANSPORTE do Sul já mostraram o E LOGÍSTICA, MEMBRO que se pode e se deve DA CCI-PARIS NA REVISÃO DO fazer com a educação. INCOTERMS 2010. Mas no Brasil, certamente , SAMIR@ADUANEIRAS.COM.BR

A

A

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor - Ch e fe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br) Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

FALE CONOSCO E-mail para Cartas: cartas@dcomercio.com.br E-mail para Pautas: editor@dcomercio.com.br E-mail para Imagens : dcomercio@acsp.com.br E-mail para Assinantes: circulacao@acsp.com.br Publicidade Legal: 3244-3175. Fax 3244-3123 E-mail: legaldc@dcomercio.com.br Publicidade Comercial: 3244-3197, 3244-3983, Fax 3244-3894 Central de Relacionamento e Assinaturas: 3244-3544, 3244-3046 , Fax 3244-3355

REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911, São Paulo PABX (011) 3244-3737 REDAÇÃO (011) 3244-3449 FAX (011) 3244-3046, (011) 3244-3123 HOME PAGE http://www.acsp.com.br E-MAIL acsp@acsp.com.br


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

3

o Repensando a pobreza no mundo

P O B R E S PA R E C E M E S TA R D I S P O S T O S A T R O C A R A L I M E N T O S P O R M A I S C O N F O R T O .

pinião

É

mais do que normal alguém pedir dinheiro na rua – isso acontece todos os dias, estejamos em São Paulo, Maceió, Londrina ou Altamira. Tanto faz. Dependendo da cidade, a quantidade de gente pedindo pode ser maior ou menor, mas sempre há alguém com a mão aberta estendida. Às vezes o pedido vem sob a forma de proposta de um serviço que você não pediu nem precisa (como os flanelinhas – os guardadores de carros). E às vezes a pessoa tenta comover-nos com os seus sofrimentos. Quando o pedido é feito por uma criança, costumamos ficar até mais comovidos. Aqui no Brasil, sabemos que muitas vezes o dinheiro não vai só para leite nem pão, mas também para fumo, álcool e drogas. Esse exemplo pode não ser o melhor, mas é uma pista de que a tese de Abhijit Banerjee e Esther Duflo, dois economistas do MIT (Massachusetts Institute of Technology), também pode ser verificada em nosso país. Os estudos deles sobre pobreza mostram que dificilmente os pobres conseguem reservar dinheiro para o que é essencial, fundamental e às vezes vital. Pelo contrário, qualquer recurso extra é gasto em itens que podem trazer prazer imediato, e nem sempre comida. Banerjee e Duflo apresentaram seu trabalho no livro Poor Economics: A Radical Rethinking of the Way to Fight Global Poverty (em português, "Eco-

N

nomia da Pobreza: repensando radicalmente o modo de combater a pobreza global", editora PublicAffairs, 320 páginas). Nos estudos que fizeram, os dois cientistas comprovaram que a escolha dos pobres para consumir o que conseguem obter em termos de renda pode ser bem diferente do que pensam em Washington, Paris e Genebra os economistas de gabinete das organizações de cooperação internacional. Ao escolher a forma de ajudar os pobres, muitas vezes eles estão atirando na codorna e acertando no cachorro – e não é raro utilizarem métodos de avaliação que também erram o alvo. Para começar, os dois cientistas discutem a questão da miséria absoluta em geral e da fome em particular. Uma das ideias que mais influenciam organizações de cooperação internacional é a de que certas populações estão passando fome, diz Banerjee. Claro que isso é verdade entre as multidões de perseguidos que migram entre países ou regiões fugindo de seus agressores. Mas isso não é verdade entre a maioria dos pobres – e os estudos dele e de Esther Duflo comprovaram que os pobres não se comportam como se estivessem passando fome. "Eles parecem estar dispostos a trocar alimentos por conforto – menos comida por uma televisão, por exemplo", acrescenta Banerjee. Estudos e mais estudos, ele acrescenta, comprovam que mes-

o artigo anterior falei do zelo devoto com que a matilha do programa "Roda Viva" defende a honra e o prestígio do movimento comunista, atacando seus inimigos a dentadas e habituando o público a dar por pressuposto que ninguém pode ser anticomunista por motivo moralmente respeitável ou intelectualmente relevante. Nenhuma apologia do comunismo é mais eficaz e penetrante do que essa. Discursar em favor da estatização da economia, argumentar pela teoria da luta de classes, enaltecer o futuro brilhante da humanidade no jardim das delícias do socialismo – nada disso tem a força persuasiva da prática reiterada, tanto mais sedutora quanto mais implícita, de atribuir aos comunistas e seus parceiros o monopólio do bem e da virtude, reduzindo seus adversários e criticos à condição de delinquentes pérfidos movidos por interesses egoístas. A propaganda comunista ostensiva colocaria o seu praticante na difícil contingência de ter de defender o indefensável: o genocídio, a tirania, o trabalho escravo, a miséria. Muito mais prático é contornar o assunto, evitar até mesmo a palavra "comunismo", omitir cuidadosamente as comparações e em vez disso concentrar as baterias no "trabalho do negativo": a demonização constante e sistemática dos inimigos, donde resulta, por irrefreável automatismo mental, a canonização dos amigos, reforçada aqui e ali por alguma louvação discreta e comedida o bastante para não dar impressão de sectarismo. Toda argumentação explícita em favor de alguma ideia ou partido desperta irresistivelmente o impulso da

PAULO BRITO

mo nos níveis mais baixos de renda o consumo se volta na direção do prazer assim que as pessoas têm um mínimo que possam gastar. Em outras palavras, dizem os autores, é como se ao terem a fome saciada os pobres optassem imediatamente pela compra de guloseimas em vez de estocar comida.

U

ma das melhores comprovações dessa tendência está no estudo que eles apresentam sobre fazendeiros e sitiantes no interior do Quênia. Nessa área, as agências de cooperação haviam implantado um programa de venda subsidiada de fertilizantes, e ainda assim a maioria deles não comprava o insumo, por mais que fosse barato. Os que compravam iam muito bem, com rendimento 70% acima da média do restante. Uma pesquisa mostrou que logo após a safra, exatamente quando tinham algum dinheiro, estes últimos escolhiam muitas priorida-

contestação. A devoção tácita e indireta, consagrada em hábito inconsciente, inibe e paralisa a discussão, dando ao objeto de culto aquele poder mágico cuja conquista Antonio Gramsci considerava o objetivo supremo da propaganda comunista: "a autoridade onipresente e invisível de um imperativo categórico, de um mandamento divino". Tal tem sido o objetivo estratégico e a única razão de ser da TV Cultura desde há muitos anos, e especialmente o de um programa cujo nome já é, por si, um dos emblemas consagrados da autobeatificação mitológica da esquerda como vitima santa da maldade direitista. hamarei a essa devoção "fanática"? O termo é inexato. O fanatismo supõe uma crença formal, positiva, declarada. Os homens do "Roda Viva", como em geral os esquerdistas brasileiros, não necessitam de nada disso. O esquerdismo que os unifica, que lhes garante o sprit de corps, não consiste em nenhuma fé, em nenhuma doutrina, em nenhum projeto de sociedade explícito o bastante para poder ser discutido e, eventualmente, impugnado, mas unicamente no ódio ao inimigo – um inimigo que ao mesmo tempo não querem conhecer nem compreender, do qual só querem saber, com seletividade obstinada, o que podem dizer contra ele. No Brasil, a deformidade congênita da "imaginação esquerdista" descrita por Lionel Trilling tornou-se obrigação legal, critério de veracidade na mídia, mandamento número 1 da moral e princípio fundador da educação. No fundo, todo esquerdismo, hoje em dia, é isso e nada mais que isso. Há muito tempo os comandantes do processo já desistiram

des para utilizá-lo. Naquele momento, o fertilizante ainda não estava disponível. E quando chegava, eles já estavam sem dinheiro. Resultado: na safra seguinte eles continuavam marcando passo, sem evoluir na produção. Esse mesmo tipo de comportamento foi observado por Banerjee e Duflo na Indonésia, no Marrocos e na Índia. "As pessoas simplesmente querem viver a vida. Em muitos lugares elas provavelmente estão precisando mais de vitaminas do que de comida", acrescenta Banerjee. Cada um desses detalhes comprova que a economia da pobreza tem aspectos muito sutis. Outro estudo, também no Quênia, registrou a diferença no desenvolvimento de cidadãos que tomaram vermífugos. Simples, mas surpreendente: em 1998, um programa distribuiu vermífugos a crianças numa região no oeste do país, e seu desenvolvimento foi acompanha-

do pelos economistas Michael Kremer e Edward Miguel, da Universidade de Harvard.

D

ez anos depois, eles voltaram ao país e descobriram que essas crianças tiveram melhores índices de frequência nas escolas, melhores notas e, agora adultos, ganham em média 20% mais do que aqueles que não tomaram a medicação – um comprimido que não custa 20 centavos de dólar. Esse tipo de informação mostra que muitos dos programas desenvolvidos pelas agências internacionais estão contaminados por dois males: em primeiro lugar, falta melhor avaliação de sua eficiência; em segundo, quando existe avaliação ela é muitas vezes discutível. É como alguns programas de inclusão digital que pesquisei para minha dissertação de mestrado na PUC de São Paulo. Todos sabemos que o acesso às tecnologias da informação e comunicação pode trans-

formar a vida de uma pessoa, mas nenhum dos programas apresentava uma boa metodologia para medir esses resultados. Assim, tanto nos programas de ajuda aos pobres quanto nesses, a ação pode ser simplesmente um tiro no escuro. PAULO BRITO É JORNALISTA, GRADUADO EM ECONOMIA E MESTRE EM COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA

LIÇÃO TARDIA: O REINO DO ÓDIO (4)

A propaganda comunista coloca o praticante na contingência de defender o indefensável: o genocídio, a tirania, a miséria.

C

de impor ao movimento revolucionário a unidade da vulgata marxista-leninista que dava aos militantes de outrora uns ares de "intelectuais populares" não desprovidos de certa nobreza. oje preferem dirigir as massas na base de slogans e palavras de ordem puramente emocionais, sem um arremedo sequer de conteúdo sociológico ou filosófico. Um marxista às antigas chamaria a isso "irracionalismo", mas racionalismo e irracionalismo só existem no plano da discussão teórica. Esta foi substituída pela engenharia comportamental, e, nessa clave, nada pode ser mais racional que a manipulação científica da irracionalidade alheia. Os arruaceiros de Nova York acreditam combater a alta finança internacional, mas seguem as ordens de George Soros, que é a própria

H

alta finança encarnada, apoiam o governo Obama, que é um pseudópodo de Wall Street, clamam por uma moeda mundial, que é a menina dos olhos da elite bancária globalista, e bradam de ódio a Rupert Murdoch, homem de indústria totalmente alheio a especulações financeiras. Se não têm a menor ideia de contra quê estão lutando, tanto melhor: sua fúria pode ser canalizada contra qualquer alvo que o comando revolucionário escolha. unidade da esquerda militante hoje em dia é simplesmente a do ódio – um ódio que se torna tanto mais radical e intolerante quanto mais vagos e indefinidos os objetos contra os quais se volta e as metas que nominalmente o inspiram. Como explicar, fora dessa perspectiva, o fato de que a esquerda internacional lute, ao mesmo tempo, pelo império do gayzismo e pelo triunfo do

A

mais estrito moralismo islâmico, sem que surja, no seu seio, a mais mínima discussão a respeito, o mais leve sentimento de desconforto ante uma contradição intolerável? aí que se deve buscar também a raiz da facilidade com que uma militância inflada de retórica autobeatificante se acomoda, sem escrúpulo de consciência, aos interesses do narcotráfico e do banditismo organizado em geral. Quando os sentimentos morais prescindem de qualquer deferência para com os dados da realidade e se condensam no puro ódio a um objeto indefinido, é inevitável que já não haja mais distância entre a presunção de santidade e o mergulho na treva mais funda do crime e da maldade. Isso é a esquerda, hoje em dia: a síntese militante das ambições mais altas com os sentimentos mais baixos.

É

OLAVO DE CARVALHO A tensão insolúvel entre os dois pólos traz como consequência incontornável a redução da vida psíquica aos seus mecanismos mais toscos e elementares, o enrijecimento numa atitude de permanente autodefesa paranoica, a produção obsessiva de novos pretextos de ódio e, portanto, a supressão de toda compreensão humana, trocada por uma autopiedade cada vez mais exigente e rancorosa. m muitos países esse fenômeno está limitado às massas militantes, mas, no Brasil, onde a hegemonia esquerdista reina sem contraste, ele se tornou o padrão e a norma da cultura nacional. Eis o motivo pelo qual a lição de Lionel Trilling já não pode ser aprendida nesta parte do mundo. Uma esquerda civilizada, capaz de apreender os sentimentos morais de seus adversários (condição sine qua non da alternância democrática no poder), não tem razão de existir, nem possibilidade de vir a existir, num ambiente onde esses adversários se tornaram tão pequenos e inofensivos que a esquerda não precisa mais compreendê-los: pode inventálos como bem lhe interesse.

E

OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA


DIà RIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

GibaUm

3

gibaum@gibaum.com.br

ÂŤ

k A Dilma me chama de Lupinho.

O prĂŠ-candidato Ă PresidĂŞncia, AĂŠcio Neves, acaba de perder um bonde promocional, onde pegava carona.

CARLOS LUPI // ministro do Trabalho, dizendo ser Ă­ntimo da presidente, que conhece bem desde os tempos em que ela era do PDT.

Fotos: Marcelo Faustini

PUXADORES Em todo o país, os partidos estão se mobilizando para arregimentar muitos de seus grandes nomes políticos que estão sem mandato para disputarem cadeira de vereador nas câmaras municipais das capitais, como forma de puxar votos e reforçar as bancadas. Alguns casos: CÊsar Maia (DEM) e Fernando Gabeira (PV) no Rio; Marco Maciel (DEM) no Recife; Arthur Virgilio (PSDB) em Manaus; Tasso Jereissatti (PSDB) em Fortaleza, só para começo de conversa. Alguns, torcem o nariz, mas os partidos lembram que atÊ a ex-senadora Heloisa Helena, depois de disputar a Presidência pelo PSOL, se elegeu vereadora em Maceió.

Jô Soares lança dia 18 seu livro As Esganadas, no Rio, na Academia Brasileira de Letras. A escolha não Ê de graça: ele vem angariando simpatias na Casa de Machado de Assis porque, quando surgir a próxima vaga, quer disputar a eleição para vestir o fardão. Os acadêmicos não têm a menor dúvida: se Jô vencer, serå o maior imortal da história da Academia. A propósito: Jô no Roda Viva deu dois pontos de audiência, o que para a Cultura Ê quase um recorde. 333

MISTURA FINA 333 NA REUNIĂƒO de pedetistas com o ministro Carlos Lupi, o senador Pedro Taques, do Mato Grosso do Sul, reclamou que “o partido ĂŠ tratado como amante pelo governoâ€?. AĂ­, Miguelina Vecchio, presidente do PDT Mulheres tratou de devolver: “O senhor pode entender muito de direito, mas nĂŁo entende nada de amante, que geralmente ĂŠ mais bem tratada do que a esposaâ€?.

NA MESMA conversa que teve com a presidente Dilma Rousseff, que lhe pediu que desistisse da prefeitura de SĂŁo Paulo e nĂŁo ofereceu nenhum ministĂŠrio em troca, a senadora Marta Suplicy insinuou que gostaria de disputar a presidĂŞncia do Senado, na sucessĂŁo de JosĂŠ Sarney. E queria saber se seria apoiada pelo Planalto. A Chefe do Governo foi curta: “NĂŁo. É um problema dos senadoresâ€?.

NinguĂŠm resiste

Da sÊrie NinguÊm resiste em tirar a roupa que assola o showbiz nacional: agora, Ê a vez de Milena Toscano, a Vanessa da novela Fina Estampa, que ganha capa e recheio da nova edição de Status, que estå em campo brigando com Alfa e GQ. Ela ganhou (e aproveitou) sua primeira grande chance na sÊrie Araguaia, de Walter Negrão e, por enquanto, não estå nem aí para dietas ou muita ginåstica. Em Status , numa das fotos, usa malha colada à pele, provando que não precisa se preocupar com nada. 333

A cantora americana Courtney Love, 47 anos, viĂşva de Kurt Cobain, apresenta-se com sua banda Hole, domingo, no festival SWU, em PaulĂ­nia. Ela confessa ter usado, durante anos, heroĂ­na. Hoje, nos Estados Unidos, garante que “ninguĂŠm mais usa heroĂ­naâ€?. A droga em alta chama-se oxicodona, uma analgĂŠsico duas vezes mais potente que a morfina. E os mais jovens, usam ketamina. TambĂŠm conhecida como cetamina, ĂŠ uma drogra de efeitos anestĂŠsico e hiptonĂłtico, chamada igualmente de “remĂŠdio para cavaloâ€?. Ao ser misturada Ă cocaĂ­na, vira CK, devido as iniciais. Para os mais chegados, Calvin Klein. 333

333

h IN

Colarinho branco com listras.

OUT

Colarinho branco com xadrez.

Bonita em campo Quando foi eleita para seu primeiro mandato como deputada distrital pelo PMN de Brasília (agora, estå no PSD de Gilberto Kassab), a loura de olhos verdes e cabelos longos Celina Leão foi apontada como uma das mais bonitas da nova safra. Agora, aos 33 anos, em meio às batalhas que envolvem denúncias contra Agnelo Queiroz, governador do DF, Celina ganha projeção nacional. Ela foi secretåria de Juventude na gestão Roriz em 2006 e depois, chefe de gabinete de Jaqueline Roriz, filha do ex-governador – e sobreviveu. Celina nasceu em Goiânia, passou por Uberaba e desembarcou em Brasília no Procon-DF. 333

333 COM resultados financeiros muito reduzidos (Ê um dos portais que ainda oferece endereço de e-mail de graça, embora tambÊm tenha a versão paga), o iG, controlado pelos grupos empresariais de SÊrgio Andrade (Andrade Gutierrez) e Carlos Jereissatti (La Fonte/ Iguatemi, sócios da Oi (antiga Telemar), estå à venda.

Solução

   

Outro Calvin Klein

h

Roberto Requião tambÊm resolveu pegar uma carona, no Twitter, na morte do cinegrafista da Band, na favela de Antares, no Rio e recomendou que o ExÊrcito autorizasse jornalistas a usarem coletes capazes de segurar disparos de AR-15, Kalashnikov, M-16, FAL e todas as armas que os traficantes usam. Blogueiros dizem que Requião entende de armas porque ele próprio teria quase um arsenal delas em sua casa no bairro do Bigorrilho, em Curitiba. Outros, depois da exposição de Requião sobre armas, acham que tambÊm jornalistas que se aventurarem a entrevistå-lo deveriam usar proteção.

MAIOR IMORTAL

333

RequiĂŁo em cena 333

O ministro Carlos Lupi vem acumulando delírios: garante que a CNI – Confederação Nacional da Indústria Ê contra ele porque quer recursos federais (atÊ agora destinados às suspeitíssimas ONGs) para programas de formação de mão-de-obra, esquecendo-se que Ê uma iniciativa de Dilma Rousseff e, de outro lado, diz ser perseguido depois que defendeu a implantação do ponto eletrônico. De quebra, Lupi confidencia aos amigos que estå numa fase complicada: agora, teria tido atÊ seus quatro cartþes de crÊdito clonados. Detalhe: ninguÊm acredita.

333

     

Nove entre dez analistas econômicos lúcidos estão trabalhando com a hipótese de crescimento negativo do PIB no último trimestre do ano, ou seja, o de 2011 poderå ficar abaixo de 3%, o que equivale dizer que a crise estå batendo na porta. Mais: nos supermercados, a grande maioriadosprodutoseståsendo remarcada semanalmente. As pesquisas ainda não registraram esses aumentos, mas as donas-de-casa jå estão reclamando.Poroutrolado, esses mesmos supermercados jå registram recuo nas vendas e apostam na recuperação por conta do período das festas de final de ano. 333

333 Quando Silvio Berlusconi anunciou, hĂĄ semanas, sua intenção de lançar um disco, a comparação com Nero foi inevitĂĄvel (tocava lira enquanto Roma ardia num incĂŞndio). Agora, arrumando as malas, os jornais europeus dedicam ao primeiro-ministro italiano grandes matĂŠrias, especialmente em decorrĂŞncia de suas excentricidades durante a crise da dĂ­vida, que podem ser medidas em frases histĂłricas. Algumas delas: “SĂł NapoleĂŁo fez mais do que eu fiz, mas com certeza, sou mais alto do que eleâ€?; “Sou o Jesus Cristo da polĂ­tica, uma vĂ­tima paciente, que tudo suporta, que se sacrifica por todosâ€?; “Mussolini nunca matou uma pessoa. Mussolini enviou pessoas de fĂŠrias para o confinamentoâ€?; “Vou embora deste paĂ­s de m...â€?; e â€œĂ‰ uma bunduda incomivelâ€? (referindo-se Ă chanceler alemĂŁ, Ă‚ngela Merkel).

Outro Nero

Fase negra

 

NEGATIVO

333

Tancredo - A Travessia, de Silvio Tendler, ĂŠ um fracasso. Em duas semanas, menos de dois mil pagantes.

   

             

               

Mesmo enfrentando muito desconforto nesse início de tratamento quimioteråpico, o expresidente Lula não esconde que uma de suas maiores preocupaçþes Ê estar em forma atÊ o carnaval, para desfilar na escola de samba Gaviþes da Fiel, cujo enredo Ê dedicado a ele. Torcendo por sua recuperação, amigos cariocas de outras escolas avisaram a Gaviþes da Fiel, que tratou de repassar para o ex-chefe do governo, que desfilarão na escola paulista em homenagem a ele. Entre outros, os portelenses Zeca Pagodinho, Monarco e Noca da Portela, mais os mangueirenses Beth Carvalho e Nelson Sargento.

333

Na novela Fina Estampa, ela ĂŠ PatrĂ­cia, filha da vilĂŁ Teresa Cristina (Christiane Torloni) e muitas ĂĄguas vĂŁo rolar atĂŠ que ela se case com Antenor (Caio Castro). SĂł que a criadora da personagem, a atriz Adriana Birolli, acaba de posar para um treinamento na nova edição de Guia uma noiva, usando vestidos de noiva assinados por Samuel Cirnansck. “SĂŁo as vantagens da profissĂŁo: fazer alguma coisa sem realmente estar vivendo aquela situação. Por exemplo, poder me vestir de noiva sem estar casando. Ou viver um grande romance atĂŠ a hora que o diretor grita Corta! â€?.

Vestida de noiva

3 MAIS: o documentĂĄrio

333 O ATOR brasileiro Rodrigo Santoro, que vem ganhando espaço no cinema americano, alÊm de ter feito um comercial para Chanel, com Nicole Kidman, estå filmando no deserto do Novo MÊxico as primeiras cenas de The Last Stand, que marcarå a volta de Arnold Schwarzenegger.

O MINISTRO Mendes Ribeiro, da Agricultura, que esteve internado no Sírio-Libanês, em São Paulo, enfrenta um dos piores tipos de câncer (no cÊrebro), que não responde às terapias mais habituais. Por causa disso, o Planalto trabalha com a hipótese de Mendes Ribeiro ser obrigado a renunciar ao cargo, à qualquer momento, por recomendação mÊdica. 333

EM DEZEMBRO, quem vem ao Brasil, pelo terceiro ano consecutivo, Ê o ator Tom Cruise. Chega especialmente para promover o lançamento do filme Missão Impossível – Protocolo Fantasma .

333

Colaboração: Paula Rodrigues

      

               

     

Ala carioca

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

 %  

     )

 )  



   )

4  

':  

      

$       !             

/  )   

  " 

   9

  0       

   



'

      

           

(   )

     !" #

*  +

 ,-.  

    

,!  -

$ &&   

     

$% &  &

7   

 

,      % !5

1 2#    +

 +3 

2# 6     7

*3 

$   5       

,!  %  ; 

8   

   0

<<=># ?: : @%;: " : ) : : AB : C: > : : D ): - 


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

TIROTEIO Dilma cobra explicações sobre imunidade de Carlos Lupi

olítica

No primeiro tiroteio com Dilma, o ministro recuou Keep walking: Lupi não acerta o passo com declarações.

5

A

presidente Dilma Rousseff não gostou nem um pouco das declarações em tom ameaçador do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que disse "duvidar" que ela o demitisse, de que não sairia do cargo "nem na reforma ministerial", marcada para o início do ano, ou ainda que só sairia "abatido a bala e bala bem forte, porque eu sou pesadão". A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, foi incumbida pela presidente de transmitir o puxão de orelhas. Gleisi disse que "houve excessos" e que Lupi e todos os outros ministros deste governo "sabem que quem nomeia e quem demite é a presidente". Gleisi conversou com Lupi em seu gabinete a portas fechadas. Apesar do descontentamento da presidente com o episódio,

BALA PERDIDA Para o ministro Carlos Lupi, as denúncias "vazias" estão superadas

A presidente já avisou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que não gostou das declarações que ele deu para se defender das denúncias de corrupção na sua pasta e exigiu que ele faça uma retratação pública do que o líder do governo no Senado, Romero Jucá, chamou de "excesso de verbalização".

Gleisi atribuiu tudo o que do, Romero Jucá (PMDB-RR), aconteceu "ao clima de estres- classificou as palavras do mise", devido as denúncias que nistro de "excesso de verbaliLupi vem sofrendo. zação" e que as denúncias de Depois dessa conversa, o Pa- corrupção no ministério eslácio do Planalto Celso Júnior/AE - 21.09.11 tão sendo acomespera por uma panhadas pelo retração esclarePlanalto. "Cada cendo e amenium tem o seu eszando as declaratilo e esse não é o ções considerameu", afirmou das destemperaJucá. "Digo isso d a s . P a r a sem querer critiassessores direc a r o m i n i s t ro , tos, Dilma não esapesar de achar condeu a sua irrique houve excestação. Mesmo asso de verbalizasim, ela não preção". Para o líder Dilma, irritada, exige tende tomar do governo, emexplicação. nenhuma atitude bora o ministro neste momento e continua se mantenha no cargo, a sua dando crédito a Lupi em rela- situação não pode ser consição às denúncias, reconhecen- d e r a d a c o n f o r t á v e l . " N edo que não apareceu nada con- nhum ministro ou nenhum tra ele até agora. ministério que se encontre O líder do governo no Sena- sob acusação fica em situação

confortável", disse Jucá. "É claro que a situação precisa de atenção. É preciso que se tome providências, que se investigue as situações e se preste as informações necessárias", afirmou Jucá. "O governo está avaliando a situação dos convênios, todos os convênios denunciados estão sendo investigados", confirmou o líder do governo. "Vamos aguardar o desenrolar dos acontecimentos. Por enquanto, o ministro fica no ministério", garantiu. Lupi negou que tenha desafiado a presidente com as declarações (leia abaixo), mas o tom que ele usou lembrou o exministro do Esporte, Orlando Silva, como "indestrutível", ou o "sólido como uma rocha", do ex-ministro da Agricultura, Wagner Rossi. Ambos caíram 48 horas depois. (Agências)

Lupi: 'Denúncia é assunto superado' O ministro presta hoje esclarecimentos na Câmara, mas considera que já deu todas as respostas solicitadas

Alan Marques/Folhapress - 31.10.11

O

ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que negou ter desafiado a presidente Dilma Rousseff (leia texto acima), vai hoje à Câmara Federal prestar esclarecimentos sobre acusações de irregularidades na pasta. Ontem, parlamentares do governo e da oposição fecharam acordo para retirar da pauta requerimentos de sua convocação. Em troca, Lupi se colocou à disposição para falar na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Casa. Ele negou qualquer envolvimento com as irregularidades e aproveitou para negar também que tenha desafiado a presidente e recebeu apoio, em nota, do seu partido. Ao declarar que só deixaria o governo "abatido por

bala", justificou que usou a ex- se pronunciou. Agora, estou pressão para rebater o que cha- aqui para trabalhar", garantiu. mou de "onda de denuncismo". O ministro reafirmou que a E na onda de negar, o ministro equipe que atua com ele não corejeitou que seja "a bola da vez", bra propina em nome do partiquando muito do, porém não "só se for a bola deu as mesmas s e t e, q u e é a garantias para bola que dá a os demais funEu não sou vitória", explicionários do a bola da vez, cou. Para Lupi, ministério, aleo assunto "está gando que são só se for superado" e tocerca de dez a bola dos os esclaremil. "Não posso sete, que é a cimentos presimpedir que albola que dá tados ao seu guém do vigéa vitória. partido, o PDT, simo escalão, e para a mídia. na ponta, teCARLOS LUPI "A gente deu as nha feito algurespostas que ma coisa erratinha que dar, apresentou os do- da. Se tiver feito, cadeia para o cumentos e o procurador-geral corrupto e para o corruptor". da República, Roberto Gurgel, já Para o ministro a denúncia so-

ou "vazia e irresponsável" e desafiou que apresentem provas que o envolvam "É um instrumento dos covardes, que se escondem atrás do anonimato." Sobre o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou a existência de contratos sem fiscalização, Lupi argumentou que 186 deles não foram disponibilizados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). "O Brasil está dando certo e muita gente não se conforma com isso e quer inventar coisas, mas temos a consciência tranquila". (Folhapress)

Leia mais sobre o ministro Lupi, o governador Agnelo Queiroz e o ex-presidente Lula na p. 6.


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

6

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O PDT vem sendo dilacerado por um grupelho de usurpadores e oportunistas. José Maurício, ex-deputado federal pelo PDT-RJ

olítica

Beto Oliveira/Ag.Câmara - 04.10.11

PDT está 'dominado pelos usurpadores', diz o PDT Um grupo de históricos do partido lança manifesto para defender a sigla e pedir a saída do ministro Lupi

U

André Figueiredo: PDT pode ficar sem Lupi, mas não sai do governo.

m grupo de históricos do PDT engrossou ontem o coro dos que pedem a saída do presidente licenciado do partido, Carlos Lupi, do ministério do Trabalho. Reunidos no Movimento de Resistência Leonel Brizola, encaminharam à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Controladoria Geral da União (CGU) pedidos de investigação sobre denúncias de corrupção na pasta. O p or t u ni s t as – Para José Maurício (RJ), que foi sete vezes deputado federal pelo PDT e se diz o primeiro parlamentar da história da sigla, o movimento "é para preservar o partido que vem sendo dilacerado por um grupelho de usurpadores e oportunistas", afirmou. Na nota, encaminhada à PGR e assinada por cinco mili-

tantes históricos da sigla, eles pi assumiu o ministério não copedem que os fatos sobre o es- nhecia nada do movimento quema de cobrança de propina sindical", disse. "As pessoas do no ministério sejam apurados PDT que ele nomeou são ligacom brevidade para que "se se- das a ele, não são militantes do parem os atos partido". praticados por Apesar das altos servidocontes tações res do ministédos históricos É uma bancada rio das ações do PDT, Lupi sem identificação p o l í t i c a s d econseguiu senvolvidas reunir o apoio com o PDT. pelo PDT". da bancada Foram pegando Eles também p a r a c o n t ium monte manife staram nuar no carde gente para "repúdio a este go. "É uma fazer número. quadro que enbancada sem xovalha nossa i de nt i fi ca çã o VIVALDO BARBOSA imagem e descom o partimerece a nossa do", afirmou história". o ex-deputado Vivaldo BarboSó número – Segundo Fer- sa (RJ). "Foram pegando um nando Bandeira (RJ), ex-depu- monte de gente para fazer nútado estadual e um dos funda- mero", contestou. dores da legenda, "quando LuBase aliada – Já o presidente

nacional em exercício do PDT, André Figueiredo (CE), negou ontem que o partido deixará a base aliado do governo Dilma Rousseff, caso o ministro se afaste do cargo. A declaração expõe uma divisão entre os pedetistas, pois o líder do partido na Câmara, Giovanni Queiroz (PA) já havia dito que se Lupi caísse, o PDT sairia da base do governo. De acordo com Figueiredo, as manifestações a respeito da saída do partido da base aliada foram mal interpretadas. Ele assegurou que o PDT "seguirá firme na base aliada", enquanto puder contribuir com as ações governamentais voltadas para a geração de emprego e renda. Se o Lupi cair ou for afastado, o PDT não entraria na discussão do nome do novo ministro do Trabalho. (AE)

Valter Camparato/ABr - 31.08.11

Agnelo vira alvo da PF e da oposição A polícia pediu autorização do STF para investigar governador. O DEM e o PSDB pedem o seu impeachment.

A

Polícia Federal solicitou ontem autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para investigar se o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), recebeu propina de um lobista, que depositou R$ 5 mil na conta corrente do petista. Já o DEM e o PSDB, partidos de oposição no jogo político de Brasília, protocolaram dois pedidos de impeachment na Câmara Distrital. Dois inquéritos – Caso o STJ autorize a investigação, será o segundo inquérito aberto contra Queiroz. O governador, que já é investigado por irregularidades durante a sua gestão no ministério do Esporte, dessa vez terá que esclarecer alguns episódios durante a sua passagem pela diretoria da Agência Nacional de Vigilãncia Sanitária (Anvisa). A deputada distrital Celina Leão (PSD) apresentou notícia-crime (informações sobre a prática de alguma infração penal, para que adotem as providências legais cabíveis) contra

o governador e entregou o ví- "mais seis ou sete pagamentos deo no qual o lobista Daniel Ta- de R$ 50 mil ou de R$ 100 mil" vares revela como pagou R$ 5 entregues em dinheiro na casa mil em propina para Queiroz do governador. Ele afirmou quando era diretor na Anvisa. que gravou pelo celular uma Coincidência – O governa- entrega de cerca de R$ 70 mil, dor admitiu que recebeu em mas que não tem mais acesso sua conta corpor ter devolrente o dinheivido o aparero de Tavares, lho para a emmas disse que presa. No enfoi pelo pagatanto, depois Fui alvo de mento de um que Celina manobra sórdida, empréstimo mostrou o exmontada por pessoal. No trato de transmesmo dia em ferência de R$ aqueles que não se que o dinheiro 5 mil, Tavares conformam com a caiu, 25 de jagravou outro legitimidade do neiro de 2008, vídeo. Nesse, meu mandato. a empresa disse que é União Quími"amigo de AgAGNELO QUEIROZ ca, para a qual nelo" e confiro "amigo Tavamou que o dires" trabalhava, obteve um cer- nheiro foi um empréstimo, "tal tificado sem o qual não pode- como o governador afirmou". ria participar de licitações nem A gravação foi distribuída registrar medicamentos. pelo líder do PT na Câmara Inimigo, amigo – No vídeo Distrital, Chico Vigilante, que que está com a PF, Tavares afir- se recusou a informar quem mou que o valor era parte do passou o DVD e qual foi a mopagamento de propina para tivação de Tavares. O governaQueiroz, que ainda recebeu dor sustenta que o depoimen-

to do "amigo Tavares" para Celina Leão foi uma farsa. "Fui alvo de manobra sórdida, montada por aqueles que não se conformam com a legitimidade do meu mandato", afirmou. "Alvo de uma farsa fabricada por aqueles que perderam privilégios e o poder". Impeachment – O DEM e o PSDB, partidos de oposição ao governo do PT no Distrito Federal, encaminharam para a presidência da Câmara Distrial dois pedidos de impeachment contra o governador. Além desses dois, há três outros individuais apresentados por Alberto Fraga (presidente regional do DEM), Raimundo Ribeiro (presidente regional em exercício do PSDB) e pelo advogado Rogério Pereira. Aniv ersári o – Apesar dos cinco pedidos de impeachment, o governador lotou ontem uma churrascaria para celebrar seus 53 anos. Ele foi aclamado por mais de 600 aliados, com direito a fogos de artifício e a companhia do petista José Dirceu. (Agências)

Tratamento adia planos de Lula Ao final do primeiro ciclo de quimioterapia, o ex-presidente é visto na janela usando máscara cirúrgica

O

ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu ontem na janela de seu apartamento, em São Bernardo do Campo, usando uma máscara cirúrgica. Diagnosticado com tumor no dia 28 de outubro, ele iniciou o tratamento no dia 31 e concluiu o primeiro ciclo de quimioterapia para se tratar da doença no sábado. Segundo os médicos, há previsão de dois outros ciclos. Na primeira fase do tratamento, uma equipe médica retirou a bolsa de infusão, que levava o quimioterápico ao sangue por meio de um cateter, implantado na clavícula. Lula deve voltar a receber uma nova rodada de medicação no final de novembro. De acordo com a equipe médica, o ex-presidente vem reagindo bem ao tratamento. Mesmo assim, ele teve de adiar os planos de voltar ao trabalho, no Instituto Lula, nesta semana. Na terça-feira, Lula sentiu o primeiro efeito colateral da quimioterapia: a fadiga. E nos próximos dias, deve perceber queda acentuada de cabelo, pois os fios enfraquecem com o tratamento. Segundo os médicos, Lula

Adriano Vizoni/Folhapress

Agnelo Queiroz: governador poderá responder a dois inquéritos

Governador escapa de dar explicações

A

s lideranças dos partidos aliados derrubaram ontem requerimento que convocava o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), a prestar esclarecimentos na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara Federal sobre o seu suposto envolvimento no esquema de desvio de verbas públicas no ministério do Esporte, que ele comandou entre 2003 e 2006, deixando em seu lugar Orlando Silva (PCdoB), demitido do cargo. De autoria dos deputados Onyx Lorenzoni (DEM-RS)

e Fernando Francischini (PSDB-PR), o requerimento foi rejeitado por 10 votos a 6. A pedido do vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filipeli (PMDB), o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) atuou para derrubar o convite. "A Câmara não é lugar para tratar de briga local", argumentou. "Os governistas alegaram que era um problema paroquial para derrubar o requerimento", disse o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP). Ele deve ser investigado na Câmara do DF, na qual a sua base aliada é majoritária. (Folhapress)

Senado revoga voto impresso pela urna

A

Lula continua de repouso, cancelou volta ao trabalho esta semana, mas já tem planos para a que vem.

tolerou bem a primeira sessão de quimioterapia, conseguiu receber a dose completa do tratamento e não sentiu enjoos ou reações mais graves. "Ele teve efeitos mínimos. Só o cansaço, o que é normal. Ele não teve náuseas ou qualquer outro impedimento grave", disse o cirurgião oncológico Luiz Paulo Kowalski. África – Lula deve reaparecer em público na

próxima quarta-feira, dia 16, em seminário com empresários para discutir oportunidades de investimentos na África. Mesmo assim, segundo sua assessoria, vai aguardar até então para avaliar se terá condições de participar dos debates. O desenvolvimento da África é uma das principais bandeiras do Instituto Lula, lançado após a sua saída da Presidência.

O seminário será realizado em parceria com a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e entre os convidados estão o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e o vicepresidente para Infraestrutura do Banco Africano de Desenvolvimento, Bobby Pittman. (Folhapress)

Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) aprovou ontem projeto de lei que revoga a entrada em vigor da impressão do voto da urna eletrônica, a partir das eleições de 2014. O projeto foi votado de forma terminativa, ou seja, sem a necessidade de ir para o plenário. Agora o projeto vai diretamente para a apreciação dos deputados na Câmara. Em 2009, ainda durante o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Executivo havia sancionado a Lei da Reforma Eleitoral, a 12.034/2009, que previa auditoria no voto impresso de 2% das urnas, a partir das eleições de 2014.

O artigo da lei sobre a impressão do voto previa que "após a confirmação final do voto pelo eleitor, a urna eletrônica imprimirá um número único de identificação do voto associado à sua própria assinatura digital", acrescentando que "o voto deverá ser depositado de forma automática, sem contato manual do eleitor, em local previamente lacrado". Após o fim da votação, a Justiça Eleitoral realizará, em audiência pública, auditoria independente do software mediante o sorteio de 2% das urnas eletrônicas de cada Zona Eleitoral. Mas se depender apenas do Senado, a exigência prevista na minirreforma eleitoral não vai vingar. (Agências)


p STF interrompe julgamento da Ficha Limpa DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

7

A presunção de inocência deve ser relativizada para fins eleitorais. Luiz Fux, ministro do STF

olítica

Joaquim Barbosa acata o pedido dos colegas e pede vistas, suspendendo a sessão. Julgamento será retomado com a presença da nova ministra, Rosa Weber Candiota. Alan Marques/Folhapress

O

s ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) retom a r a m o j u l g amento da Lei da Ficha Limpa ontem. Mas a sessão só deu para que o relator, ministro Luiz Fux, fizesse sua exposição do caso e apresentasse seu voto. Em seguida, o ministro Joaquim Barbosa pediu vistas do processo, interrompendo novamente o julgamento. Para evitar o empate já previsto, os ministros combinaram que um deles pediria vistas. A missão coube ao ministro Joaquim Barbosa. Isso livrará a nova ministra, Rosa Maria Weber Candiota da Rosa, indicada nesta semana pela presidente Dilma Rousseff, de ser a última a votar e, no final das contas, ser responsabilizaPedro Ladeira/Frame/AE

Pedro Ladeira/Frame/AE

Joaquim Barbosa (acima, em pé) conversa com colegas durante a sessão. Faixa do lado de fora do STF faz menção ao empenho popular que criou o Ficha Limpa.

Jornalistas barrados em seminário Com receio a críticas, governo veta o acesso da imprensa às discussões sobre a atuação da ONGs Gilberto Carvalho (Secretaria Geral). O seminário vai até sexta-feira, reunindo representantes de ONGs e especialistas brasileiros e estrangeiros para discutir, entre outras coisas, mecanismos de transparência e prestação de contas. A Secretaria Geral da Presidência, que promove o evento, não soube informar o motivo de o seminário passar a ser fechado, após ter sido informado inicialmente que os jornalistas poderiam acompanhar as discussões. De acordo com e-mail enviado pela Secretaria com o

título "aviso de pauta", o evento "marca o início das atividades do grupo de trabalho criado pela presidente Dilma Rousseff para elaborar uma proposta de nova legislação voltada para consolidar e disciplinar as iniciativas de cooperação entre Estado e a sociedade civil". Até mesmo uma equipe da NBR, emissora oficial do governo, estava preparada para acompanhar o seminário no Palácio do Planalto, mas teve de abortar os planos, após a comunicação de que o evento seria fechado à imprensa.

De acordo com a secretaria, o seminário deveria contar com a participação de 90 pessoas. O governo teria custeado as despesas de algumas ONGs, mas a secretaria não soube detalhar a quais nem quantas. Esta não é a primeira vez que o governo fecha suas portas, de última hora, a jornalistas. Em 16 de setembro, eles foram impedidos de registrar a posse do ministro do Turismo, Gastão Vieira, que assumiu o cargo após a sucessão de denúncias envolvendo seu antecessor, Pedro Novais. (Agências)

Dilma promete incentivos a atletas

IImperium web Imobiliária Ltda.

Presidente recebe participantes dos Jogos Pan-Americanos e acena com mais verbas para o Esporte Evaristo SA/AFP

A

presidente Dilma Rousseff prometeu ontem mais incentivo ao esporte brasileiro. Ela recebeu, no Palácio do Planalto, atletas que participaram no mês passado da 16ª edição dos Jogos Pan-Americanos, em Guadalajara, no México. "Vamos não só continuar, como vamos ampliar esse apoio". O chefe da delegação brasileira, Bernard Rajzman, destacou que a conquista das 141 medalhas no México resultou na melhor participação do Brasil em Jogos Pan-Americanos. Os atletas presentearam Dilma com um agasalho da delegação. A presidente parabenizou a todos pelo desempenho nos jogos e falou sobre a expectativa para as Olimpíadas de 2016, no Brasil. "Agradeço a cada um de vocês e tenho certeza de que vocês serão nossa garantia nas Olimpíadas de 2016". "Vamos treinar e nos esforçar ainda mais para representar o Brasil até melhor do que nos Jogos Pan-Americanos", retribuiu a medalhista de ouro

Fone: 11 5058 0306

Creci 20775-J

O serviço que você merece, na empresa em que você confia.

www.imperiumweb.com.br Rua Francisco Dias, 205 - Jardim da Saúde - São Paulo/SP Dilma: "Vamos não só continuar, como vamos ampliar esse apoio. Agradeço e tenho certeza de que vocês serão nossa garantia nas Olimpíadas de 2016".

do atletismo, Rosângela Cristina Oliveira. Também participaram da recepção aos atletas o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Nuzman. O Brasil ficou em terceiro lugar no quadro geral de medalhas, atrás dos Estados Unidos e de Cuba. Um total de 804 pes-

Sousa Lima e Rodrigues Advogados Cível - Família Trabalhista - Previdenciário

(11)

3107-4100 3107-5243

Rua Álvares Penteado, 87 - 2º andar - sala 4 - Centro - São Paulo/SP

ma_moreira@hotmail.com

soas integraram a delegação brasileira, 515 deles, atletas. Programa – Dilma deve gravar nos próximos dias participação no programa partidário do PMDB, que vai ao ar no dia 24 de novembro. O convite foi feito durante almoço entre ela, o vice-presidente Michel Temer, a ministra Ideli Salvatti (Relações Institu-

cionais) e o líder peemedebista na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). O teor da participação da presidente ainda não foi definido. A saúde do ex-presidente Lula foi um dos temas da conversa e, segundo Alves, Dilma também confirmou que visitará o Rio Grande do Norte, em 28 de novembro. (Agências)

DC

N

a esteira dos sucessivos escândalos envolvendo ministros do governo, assessores e convênios firmados com organizações não governamentais (ONGs), o governo federal decidiu, em cima da hora, impedir o acesso da imprensa na cobertura do seminário internacional "Marco regulatório das Organizações da Sociedade Civil", dentro do próprio Palácio do Planalto. A programação do seminário previa, na noite de ontem, a abertura, com realização de coquetel e discurso do ministro

da por eventualmente derrubar os pontos centrais da Lei da Ficha Limpa. Até horas antes da sessão de ontem, ministros ainda discutiam a possibilidade de adiar o julgamento para esperar a posse da nova ministra. Mas Fux insistia em dar seu voto. E deu. Considerou improcedente a ação direta de inconstitucionalidade (Adin) 4578 e parcialmente procedentes as ação declaratória de constitucionalidade (Adc) 29 e 30. Na prática, o voto de Fux libera futuras candidaturas de políticos que renunciaram para fugir de processos de cassação por quebra de decoro, como o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, o deputado Valdemar Costa Neto e os ex-parlamentares Jader Barbalho e Paulo Rocha.

Voto – "A presunção de inocência deve ser relativizada para fins eleitorais", afirmou Fux, ao votar a favor de ações que pedem a declaração da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa. O princípio da presunção de inocência estabelece que ninguém será considerado culpado até uma decisão judicial definitiva e sem chances de recurso. Fux disse que é notório o desejo da população brasileira pela moralização do exercício dos mandatos eletivos no País. A lei é resultado de uma iniciativa popular que obteve o apoio de mais de um milhão de eleitores. Segundo o ministro, "o salutar amadurecimento" recomenda que o STF reveja sua jurisprudência sobre o princípio da presunção de inocência no âmbito eleitoral. Para ele, políticos podem ser considerados inelegíveis por fatos ocorridos antes da lei. Fux defendeu a constitucionalidade do ponto central da Ficha Limpa: a inelegibilidade de políticos condenados em segunda instância ou por órgãos colegiados por crimes contra o patrimônio público, por exemplo. Mas reduz o prazo previsto na legislação. Segundo a lei, o político fica inelegível desde a condenação até oito anos depois do fim do cumprimento da pena. Esse prazo poderia se estender por décadas. Até que o Judiciário julgue todos os recursos contra essa condenação em segunda instância, anos podem se passar. Segundo Fux, o prazo deve começar a contar a partir do dia em que o político foi condenado em segunda instância. Após o pedido de vista, as ações só voltarão a ser julgadas depois da posse da nova ministra. Ela será sabatinada pela Comissão de Constituição e Justiça e passará pela aprovação no plenário do Senado. Jader inelegível – Antes, por 5 votos a 5, empatou o julgamento do recurso do candidato Jader Barbalho (PMDB) no STF. Eleito senador em 2010, Jader foi barrado pela Lei da Ficha Limpa em outubro (2010) por ter renunciado ao mandato no Senado para escapar de um processo de cassação. Ele é suspeito de desvio de recursos do Banpará e da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia. Como o STF já definira que a Ficha Limpa só pode ser aplicada em 2012, Jader quer ser empossado. Mas só saberá se pode depois do voto de Rosa Weber. E talvez só em 2012. (Agências)


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

8

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Esse assunto não se encerra amanhã. Teremos o terceiro turno de votação, que será a decisão do Supremo. Deputado ACM Neto (DEM-BA)

olítica

Sérgio Lima/Folhapress

CÓDIGO FLORESTAL

Sob pressão, governo muda texto Emenda anistia fazendeiros de recuperação das matas às margens dos rios

U

ma pressão de última hora da bancada ruralista fez o governo recuar em mais um ponto do Código Florestal: a recuperação de áreas de preservação permanente (APPs) em margens de rios. Em uma reunião na noite de terça-feira, no ministério do Meio Ambiente, ficou acordado que o senador Luiz Henrique (PMDB-SC), relator do código nas comissões de Agricultura e Ciência e Tecnologia, escreveria uma emenda isentando de recuperar matas ciliares as propriedades que medem de 4 a 15 módulos fiscais. Na Amazônia, propriedades de até 1.500 hectares em rios de até 10 metros de largura poderiam ser beneficiadas. No País, 300 mil fazendeiros poderão receber a anistia.

O "entendimento" permitiu que fossem derrubadas, na votação de ontem, uma emenda d o s e n a d o r A c i r G u rg a c z (PDT-RO) e uma do senador Cassildo Maldaner (PMDBSC), que visavam dispensar todos os proprietários rurais que desmataram até 22 de julho de 2008 de repor florestas em margens de rios. Também caiu uma emenda apresentada pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) que esclarecia que todos os proprietários teriam de recompor matas ciliares. As emendas da bancada ruralista foram propostas mesmo depois de representantes do agronegócio, entre eles a senadora Kátia Abreu (PSD-TO), terem se comprometido com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a aceitarem a

proposta de Luiz Henrique para as APPs. O texto do peemedebista, costurado em conjunto com o governo, previa a consolidação de áreas rurais desmatadas até 2008. Porém, obrigava os proprietários em margens de rios pequenos (até 10 m de largura) a recompor pelo menos 15 metros das matas ciliares. Os ambientalistas não gostaram da redação, que veem como anistia. Argumentam que quem desmatou entre 2001 e 2008 sabia o que estava fazendo – e agora será obrigado a repor apenas metade das APPs – 30 metros. O código segue agora para a comissão de Meio Ambiente. O senador Jorge Viana (PTAC) se comprometeu a acolher a redação "de consenso" de Luiz Henrique. (Folhapress)

Sérgio Lima/Folhapress

No grito: manifestantes protestam no Senado contra o novo Código, que foi modificado ontem. Índios contrários à proposta também se integraram ao grupo e foram contidos pela segurança legislativa.

Para ministra do Meio Ambiente, Senadora deixa sessão escoltada Kátia Abreu (PSD-TO) precisou de segurança para deixar sala no Senado Senado melhorou a proposta "Houve um aperfeiçoamento do texto" do novo Código, avaliou Izabella Teixeira

A

ministra do Meio Ambiente, Izabella Vieira Teixeira, disse ontem que as comissões de Ciência e Tecnologia e de Agricultura do Senado melhoraram a proposta de novo Código Florestal. "Houve um aperfeiçoamento do texto", afirmou, comparando o projeto atual ao texto-base do projeto de lei encaminhado pela Câmara dos Deputados. A proposta foi aprovada na terça-feira, tendo ficado para decisão da Comissão de Meio Ambiente apenas os pontos

mais polêmicos. "Todo mundo quer um código que não leve à anistia de quem desmata ilegalmente; que faça a promoção da floresta; e tenha instrumentos normativos de controle econômico e de gestão modernos e eficientes para valorizar a floresta em pé", disse a ministra, em audiência na Câmara dos Deputados, para tratar dos planos e metas da sua pasta. Na opinião de Izabella Teixeira, um dos méritos do relatório aprovado nas comissões

é separar regras para situações transitórias e permanentes. "Uma coisa é regularizar passivos, outra coisa é tratar da gestão da floresta e da gestão estratégica da biodiversidade". Segundo ela, o projeto também avança porque "fecha brechas" para o desmatamento irregular e mantém os manguezais como área de preservação. Apesar dos elogios, ainda há muitos pontos em aberto que serão votados na Comissão de Meio Ambiente, onde o projeto está é analisado. (ABr)

Rio se mobiliza contra a partilha dos royalties Governador Sérgio Cabral promove hoje um grande ato no centro da cidade

S

ob imposição política, o Cristo Redentor, maior cartão postal do Rio de Janeiro, passou a integrar as manifestações contra a partilha dos royalties do petróleo. Um enorme cartaz colocado aos seus pés antecipava o barulho que as autoridades fluminenses pretendem fazer hoje como parte do movimento Contra a Injustiça, em Defesa do Rio. mostrava. Inconformados com a proposta que tramita no Congresso, políticos e representantes de entidades de classe programaram uma reclamação coletiva. Sob a batuta do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), os manifestantes poderão se deslocar gratuitamente para o centro da cidade em centenas de ônibus e engrossar o coro contra o texto que está sendo debatido no Congresso. Argumentando que se trata de uma decretação de falência do estado, Cabral declarou ponto facultativo e autorizou a antecipação do final do expediente. Mais: dezenas de artistas foram recrutados para se revezarem no palanque. O evento deverá reunir prefeitos e vereadores de todo o estado, além de praticamente todos os deputados estaduais e a bancada federal fluminense, mas apenas os artistas terão direito ao uso do microfone, para discursar e, claro, cantar. Num consenso destinado a impedir que desavenças políticas prejudiquem a manifestação, ficou acertado

que o governador Sérgio Cabral, o deputado Anthony Garotinho, os senadores Marcelo Crivella e Lindbergh Farias e todos os outros políticos presentes só poderão gritar palavras de ordem. O som do evento será por conta de Lulu Santos, do grupo Gospel Diante do Trono, dos pagodeiros do

Sorriso Maroto e do funkeiro Naldo, aquele de Na Veia ("Tira mesa, a cadeira e vem logo pra cá, pode encher teu copo que eu vou te acertar..."). A ideia é chamar a atenção da população para a questão e dar um ar de espontaneidade ao ato, patrocinado ostensivamente com verba pública. (Agências)

Shana Reis/Reuters

Recrutamento: banner em estátua do Cristo convoca a população.

A

senadora Kátia Abreu (PSD-TO), uma das líderes da bancada ruralista na Casa, precisou de escolta para sair da sala do Senado onde foram votadas emendas ao novo Código Florestal, ontem. O grupo de uma dúzia de estudantes que protestou na terça-feira contra a reforma na lei florestal voltou a se manifestar, mesmo com o reforço da segurança do Senado, que não permitiu que o protesto chegasse à porta da plenária. Antes do final da votação, a senadora do Tocantins pediu a palavra. Disse que alguns senadores criticaram (na terçafeira) a segurança do Senado que agrediu um estudante, o que causou o afastamento de um policial. "Mas o que farão para eu sair daqui? Já estão gritando meu nome lá fora". No corredor, gritando, os estudantes repetiam, em coro: "Eu, eu eu, Kátia Abreu não comprou eu! (sic) Mas tem

Ed Ferreira/AE

Proteção: senadora é amparada por seguranças ao sair da reunião.

gente que se vendeu!". O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) tentou fazer as vezes de mediador, e foi conversar com os estudantes para assegurar a eles que as mudanças que pedem na lei de florestas seriam apreciadas na Comissão de Meio Ambiente. Não funcionou. Os manifestantes recomeçaram a gritar

enquanto os senadores saíam da sala. Vários ruralistas passaram despercebidos, como Blairo Maggi (PR-MT) e Waldemir Moka (PMDB-MS). Mas Kátia Abreu, a última a sair, foi perseguida pelo coro de estudantes até o plenário do Senado. Só depois que ela saiu, o protesto se dispersou. (Folhapress)

Base garante aprovação da DRU Atendendo a orientação de Dilma, deputados votam em massa: 369 votos a 44. Dida Sampaio/AE

O

empenho da base aliada do governo, escorado na determinação pessoal da presidente Dilma Rousseff, garantiu o prazo de vigência de quatro anos para a Desvinculação das Receitas da União (DRU), em votação na Câmara. O primeiro turno da proposta seria concluído ontem. A pressa do governo levou o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), a montar uma operação com os partidos da base para finali- Protesto: oposicionistas mostram Constituição em plenário zar a votação do segundo turno da emenda constitu- manter o texto da DRU sem estar comprometida. Esse cional até a madrugada de dificuldades. A oposição assunto não se encerra amaamanhã e, dessa for ma, conseguiu reunir apenas 43 nhã. Teremos o terceiro turcumprir o calendário estabe- votos a favor da redução para no de votação, que será a delecido por Dilma. dois anos da DRU. Eram ne- cisão do Supremo", disse o Ao mesmo tempo, o Sena- cessários 308 votos. Na ma- líder do DEM na Câmara, Ando aprovou a prorrogação da drugada, o projeto foi aprova- tonio Carlos Magalhães NeDRU na Comissão de Cons- do por ampla maioria: 369 to (BA). A expectativa da tituição e Justiça até 2015. votos a 44. oposição era obter, ainda na Com isso, o governo espera A oposição não concordou noite de ontem, uma decisão que a emenda seja aprovada com o rito sumário imposto favorável do Supremo, não na Câmara e no Senado an- pelo governo na tramitação permitindo o rito sumário na tes do recesso parlamentar, da DRU na Câmara. Foi ao votação da emenda. que começa em 23 dezem- Supremo Tribunal Federal A ministra-chefe de Relabro. A DRU, que permite a contestar a quebra de inters- ções Institucionais, Ideli Salpresidente movimentar livre- tício (prazo de cinco ses- vatti, praticamente se mudou mente 20% das receitas or- sões) entre a votação do pri- para a Câmara para evitar çamentárias, será extinta no meiro e do segundo turno da eventuais "cochilos" na base dia 31 de dezembro. proposta pelos deputados. garantir a aprovação da O g o ve r n o c o n s e g u i u "A votação da DRU poderá DRU. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

9 TURQUIA Novo terremoto de 5,7 graus de magnitude mata três pessoas e deixa dezenas soterradas sob escombros no leste do país

nternacional

ECONOMIA Unesco considera fundo de emergência após cortes de EUA e Israel em retaliação à adesão plena dos palestinos na entidade.

Rússia defende o Irã. EUA querem mais sanções. Racha no Conselho de Segurança da ONU expõe dificuldades em adotar novas punições contra Teerã. Fortalecidas com as declarações de apoio russo, as autoridades iranianas não cedem às pressões do Ocidente e ainda ameaçam atacar as instalações nucleares de Israel.

E o programa da bomba continua. Divulgação/Reuters

A divulgação do relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre as ambições nucleares do Irã aprofundou as divergências entre os membros do Conselho de Segurança. Enquanto os Estados Unidos e seus aliados pressionam por novas sanções, a Rússia já manifestou ser contra e advertiu: o dossiê lembra a denúncia sobre as supostas armas de destruição em massa do Iraque, usadas em 2003 como pretexto para invadir o país e que nunca foram encontradas. "Obrigatoriamente lembra a história das armas de destruição em massa do regime de Saddam Hussein, que aparentemente deveria prevenir estas mostras de imprudência", disse o Ministério de Relações Exteriores russo em comunicado. A Rússia opinou que o relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) "não contém dados essencialmente novos". "Trata-se de uma compilação de fatos conhecidos, que tiveram deliberadamente uma ressonância política", declarou. A Rússia deixou clara sua oposição a novas punições. "Qualquer sanção adicional contra o Irã será vista... como um instrumento para a troca do regime no Irã. Essa abordagem é inaceitável", afirmou o vicechanceler Gennady Gatilov à agência Interfax.

Guerra de ovos entre irmãos sírios Mohamed Abd El-Ghany/Reuters

Reação - O discurso russo ecoa as declarações iranianas, que afirmam que o dossiê é "politicamente motivado". Ontem, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse que o país vai manter seu programa nuclear. "Esta nação não recuará nem um pouco de seu caminho", disse ele, em discurso transmitido pela TV, diante de milhares de pessoas na cidade de Shahrekord (foto à esq.). O chefe de Estado-Maior adjunto das Forças Armadas iranianas, o general Masud Jazayeri, ainda ameaçou destruir Israel se o Estado judaico decidir atacar as instalações nucleares do Irã. "O centro (nuclear israelense) de Dimona é o local mais acessível para o qual podemos apontar", advertiu. Obstáculos - Há a preocupação de que, se as potências mundiais não conseguirem se unir para isolar o Irã, Israel ataque o país, deflagrando um conflito no Oriente Médio. Ontem, a França pediu uma sessão especial do Conselho de Segurança, mas a adoção de novas sanções enfrenta obstáculos. Além do veto russo, há ainda as limitações impostas pela crise econômica. Sanções que poderiam ser efetivas, como ao setor petrolífero do Irã, são descartadas diante do risco de uma indesejável disparada nos preços da commodity. (Agências)

Khaled Desouki/AFP

Críticas ao regime cubano. Só no Twitter.

Membro da delegação de oposição síria é atingido por ovos jogados por manifestantes na entrada da sede da Liga Árabe, no Egito.

G

rupos contrários ao governo sírio entraram em confronto ontem, no Egito, refletindo as dificuldades da oposição síria em se organizar para derrubar o presidente Bashar al-Assad e se apresentar como alternativa de confiança ao regime. Cerca de cem manifestantes atiraram ovos contra uma delegação do Comitê de Coordenação Nacional, grupo da oposição liderado por HassamAbdul-Azim, na entrada da sede da Liga Árabe, no Cairo.

Um dos organizadores do protesto disse à agência Efe que se reuniu com a delegação atacada, que "em nenhum momento se mostrou a favor de impedir a adesão da Síria à Liga Árabe". Já o representante da Coordenação da Revolução Síria no Cairo, Ahmed Hamuda, explicou que o grupo representa partidos que não aderiram ao Conselho Nacional Sírio (CNS). O ocorrido reflete a profunda divisão dentro da oposição síria, que ainda não chegou a um acordo sobre questões impor-

tantes sobre como se deve tentar dialogar com o regime. Guerra civil - A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou ontem para o alto risco de que a Síria viva um conflito armado como o da Líbia. A alta comissária para os Direitos Humanos, Navi Pillay, lembrou que mais de 3,5 mil pessoas morreram desde março. Líbano - A tensão também se espalha para além das fronteiras sírias. O presidente do Líbano, Michel Suleiman, confirmou ontem que a Síria colocou

minas em sua fronteira com o país, originando críticas de ativistas e agricultores libaneses, que não podem colher seus produtos por medo de explosões. Segundo Suleiman, o Exército sírio colocou minas para evitar o contrabando de armas e a entrada ilegal de pessoas. Ao jornal Al Liwa, Suleiman ainda disse que Damasco "expressou seu pesar", após as forças sírias terem entrado em território libanês em distintas ocasiões para perseguir os opositores de Assad. (Agências)

As mídias sociais chegaram a um novo patamar em Cuba na terça-feira quando Mariela Castro, filha do presidente Raúl Castro, começou a tuitar e rapidamente se envolveu em uma briga com a blogueira Reuters dissidente Yo a n i S á nchez (foto). Yoani, conhecida por criticar a falta de liberdades no país comunista, deu início à disputa ao enviar tuítes em que dava as boasvindas a Mariela à "pluralidade do Twitter", onde "ninguém pode me calar". "Quando é que nós cubanos sairemos de nossos armários?", perguntou, refe-

rindo-se à campanha de Mariela pelos direitos dos homossexuais, como chefe do Centro Nacional de Educação Sexual de Cuba. "Tolerância é total, ou não é?", tuitou. Após receber tuítes de outros dissidentes, Mariela não se conteve e os chamou de "parasitas deploráveis". "Vocês receberam a ordem de seus e m p re g a d ores para me responder c o n j u n t amente e com as mesmas frases predeterminadas? Sejam criativos", escreveu, refletindo a crença do regime de que os dissidentes trabalham para os EUA. (Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

c

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

MOTORISTA TEM DE ESTAR SÓBRIO Além do bafômetro, valem como comprovante de embriaguez "prova testemunhal, imagens, vídeos ou a produção de quaisquer outras provas em direito admitidas".

idades

Em SP, Câmara aprova alvará provisório Projeto de lei passa em segunda votação e vai à sanção do prefeito Kassab. Medida beneficiará quase um milhão de estabelecimentos comerciais e de serviços. Milton Mansilha/Luz - 12/01/2009

Ivan Ventura

O

s v e re a d o re s d a Câmara Municipal de São Paulo a p r o v a r a m o ntem, em segunda votação, o substitutivo ao projeto de lei 189/10 que cria o chamado auto de licença de funcionamento condicionado na Capital. Em linhas gerais, a proposta cria um alvará provisório, condicionado ao compromisso do comerciante ou do dono de um estabelecimento de serviço de cumprir todas as leis municipais num prazo de até quatro anos. O texto segue agora para a sanção ou veto do prefeito Gilberto Kassab. Pelas declarações do prefeito desde 2008, tudo indica que ele aprovará o projeto. A proposta contempla um dos maiores anseios do comércio: a obtenção do alvará de funcionamento. Estima-se a existência na cidade de quase um milhão de empresas em situação irregular - ou 300 mil imóveis sem alvará. Outro dado: recente levantamento da Prefeitura aponta que 25% dos vetos à concessão do alvará devem-se a problemas com o imóvel. Outros 21%, com a dívida do proprietário com a Prefeitura. A nova lei, se sancionada, vai impor exigências: o texto limita a emissão do alvará provisório para imóveis com até 1.500 metros quadrados de área total. Eles não poderão estar em áreas não autorizadas pela Prefeitura (áreas contaminadas ou de preservação ambiental, apenas para citar alguns exemplos). Além disso, o imóvel não pode ser objeto de ação judicial promovida pela Prefeitura. Outra exigência para a obtenção do alvará: esse compromisso com a Prefeitura será feito por meio de um técnico (engenheiro, por exemplo) que

ACSP acompanhou o assunto do começo e participou dos debates. Haverá tempo para que se procure uma solução definitiva. MARCEL SOLIMEO, ECONOMISTA Vários comércios da cidade chegaram a ser lacrados por problemas ligados à conservação do imóvel e a outras posturas municipais Guilherme Lara Campos/Futura Press - 18/02/2008

Marcos Mendes/Luz - 12/09/2011

Lei dará oportunidade para comerciante se adequar às exigências

ateste o cumprimento da legislação vigente quanto às condições de higiene, segurança de uso e estabilidade e uso seguro do imóvel (habitabilidade). O texto também privilegia o uso do sistema eletrônico para a obtenção do alvará, que já está em funcionamento na cidade, mas que possui poucos adeptos por causa dos impedimentos legais impostos, por exemplo, pelo Código de

Obras, de 1976. Votação - A proposta foi aprovada por 46 votos favoráveis e um contrário - do vereador Carlos Apolinário (DEM). O vereador queria incluir as igrejas no rol das beneficiadas pela emissão do alvará, o que não ocorreu, pelo menos nesse primeiro momento. O vereador Cláudio Fonseca (PPS) apresentou uma emenda que previa a exclusão dos co-

Solimeo, da Associação Comercial de São Paulo: texto é um avanço

merciantes ou donos de estabelecimentos de serviços com dívidas no Cadin (Cadastro Informativo Municipal, uma espécie de banco de dados com os devedores da Prefeitura). O próprio vereador retirou a emenda da votação. O economista e superintendente do Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo

afirmou que a aprovação do projeto de lei é um grande avanço na regularização do comércio estabelecido na cidade. Mas não é o único. "ACSP acompanhou o assunto desde o começo e participou de todos os debates. Não é solução definitiva, mas dá um tempo para que se procure uma solução definitivamente", disse. Segundo o vice-presidente e

coordenador do Conselho de Política Urbana (CPU) da Associação Comercial, Antonio Carlos Pela, a aprovação do projeto pode evitar conhecidos e antigos casos de cobrança de propina. "Os empresários terão fôlego para ficar a mercê do agente fiscal", disse. Ao final da votação, os vereadores aplaudiram a aprovação da proposta, mas reconheceram que ela cria a necessidade de uma revisão das atuais leis municipais voltadas para a obtenção do alvará de funcionamento. Assim, quase todos mantêm o mesmo discurso: é preciso discutir mudanças no Código de Obras, no Plano Diretor e no Zoneamento da cidade. "Para isso, teremos de realizar amplos estudos antes de promover qualquer atualização das leis", afirmou o presidente da Câmara Municipal, José Police Neto. "Eu defendo a proposta do alvará condicionado, mas com a atual legislação sobre imóveis é inviável que todos os comerciantes obtenham um alvará definitivo. Teremos quatro anos para mudar as posturas municipais e, assim, ajudar os comerciantes que necessitam dessas mudanças", defendeu o vereador Chico Macena (PT).

No Senado, tolerância zero com o álcool Nelson Antoine/Arena/AE - 31/07/2011

A

Na Vila Madalena, um protesto contra a morte por atropelamento de um administrador por uma motorista que estaria dirigindo sob efeito de álcool

Comissão de Constituição e Justiça do (CCJ) do Senado aprovou ontem projeto que considera crime dirigir "sob influência de concentração de álcool" e ainda acaba com a obrigatoriedade do teste do bafômetro para comprovar a embriaguez do motorista. Na prática, senadores dizem que fica instituída a "política do álcool zero", mas alguns parlamentares questionam essa interpretação. Atualmente, a chamada "Lei Seca" permite dirigir com até 6 decigramas de álcool por litro de sangue. A proposta também aumenta as penas para quem for flagrado dirigindo alcoolizado (veja arte). O projeto foi aprovado em caráter terminativo e se não receber recurso em cinco dias para ser votado pelo plenário, segue para votação na Câmara. A proposta estabelece que, além do bafômetro, valem como prova de embriaguez do motorista "prova testemunhal, imagens, vídeos ou a produção de quaisquer outras provas em direito admitidas". O projeto gerou polêmica na CCJ. A senadora Marta Suplicy (PT-SP) questionou o fato de o texto prever punição no caso de "qualquer concentração de álcool ou substância psicoativa" no sangue. "E se eu comer um bombom com licor, como fica?" O líder do DEM, Demóstenes Torres (GO), apresentou emenda retirando a expressão "qualquer". "Na prática, é o álcool zero". O Supremo Tribunal Federal

reafirmou, em decisão de 27 de setembro, que beber e dirigir é crime, mesmo quando não há danos a terceiros. De acordo com o artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro, quem conduz veículo com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior ao permitido pode ter pena de seis meses a três anos, multa e suspensão da habilitação. Essa pena permanece para quem dirigir sob efeitos de álcool. Pelo projeto, as penas são mais severas. Quem dirigir alcoolizado e provocar morte estará sujeito de 8 a 16 anos de prisão, além de multa e suspensão, ou proibição de obter a permissão ou a habilitação para dirigir. Se dirigir bêbado e provocar lesão corporal de natureza grave, aplica-se a pena de reclusão, de 6 a 12 anos, além de multa e suspensão da carteira de motorista. Há ainda pena de detenção de 1 ano a 4 anos para quem provocar lesão corporal. Autor do projeto, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), disse que, se aprovadas, a proposta vai mudar a cultura da impunidade no País. "Esperamos diminuir o sentimento de impunidade. Pela morosidade da Justiça em analisar esses casos, a atual punição para quem provoca uma morte no trânsito por causa do álcool acaba sem efeito. Com essa lei não, a prescrição só ocorre em 16 anos". O líder do DEM reforçou o discurso do colega. "O sujeito tem medo da prisão. É claro que vão pensar duas vezes antes de dirigir bêbado". (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

c

11 Temos notado uma constante radicalização. Representante do Centro Acadêmico da FEA, Thomás de Barros

idades

Folhapress

Werther Santana/AE

Anteontem alunos da USP decidiram por greve geral (acima) – estudantes de Letras ratificaram ontem a greve (à dir.). A paralisação, porém, não teve a adesão da maioria das unidades.

USP: professores chamam alunos para a sala de aula

Greve decretada pelos alunos ontem tem baixa adesão. Apenas na FFLCH algumas salas ficaram vazias. Em assembleia, professores da USP decidem apoiar os estudantes contra os conflitos com a PM, mas rejeitam a proposta de paralisação. Hoje haverá ato no Centro.

Werther Santana/AE

N

o dia seguinte à decretação de greve estudantil imediata por uma assembleia realizada na História e Geografia, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) foi a escola com maior adesão à paralisação. Mas apenas algumas aulas foram suspensas. Em outras grandes unidades, como a Escola Politécnica e a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), o dia foi normal. O Centro Acadêmico da FEA e o Centro de Engenharia Elétrica divulgaram notas posicionando-se contra a greve. Na Letras, mais de 250 alunos fizeram uma assembleia pela manhã, na qual a proposta de apoio à paralisação saiu vencedora por 43 votos (148 a 105). Mas eles garantiram que não impedirão a entrada de alunos que queiram assistir às aulas. Na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), uma assembleia com cerca de 400 alunos de Arquitetura decidiu, por maioria, aderir à paralisação. Já o Grêmio Politécnico não se definiu sobre a greve, mas não tem pressa de fazê-lo. A entidade pretende realizar uma assembleia até o fim desta semana ou no começo da próxima. Segundo o diretor do Diretório Central dos Estudantes da USP, João Victor Pavesi de Oliveira, a baixa adesão era esperada. Ele explica que o objetivo era ir às aulas para mobilizar os centros acadêmicos das diferentes faculdades da USP para que se definisse uma estratégia sobre a paralisação. Trabalhadores - Professores e funcionários da USP iniciaram debates sobre as formas de

Invasores pagam fiança e são soltos Ao lado, o prédio da reitoria da Universidade de São Paulo protegido ontem por carros da Polícia Militar. Alunos negam ter ocorrido atos de vandalismo contra o patrimônio público durante os dias de ocupação.

apoio ao movimento dos estudantes. A Associação de Docentes da Universidade (Adusp) decidiu apoiar os alunos no ato que será realizado hoje, mas não aderiu à proposta de greve apresentada por um dos professores. Cerca de 80 docentes, segundo a Adusp, participaram da reunião. Os alunos de diversas faculdades da universidade farão um ato hoje, às 14h, no Largo de São Francisco, no Centro, onde fica a Faculdade de Direito da USP, em desagravo aos cerca de 70 estudantes que ocuparam o prédio da reitoria e foram detidos pela Polícia Militar. Os professores também aprovaram “envidar esforços políticos” junto à Assembleia Legislativa de São Paulo para anistiar estudantes, servidores e professores de processos administrativos e criminais abertos pela ad-

ministração da universidade. O Sindicato dos Trabalhadores (Sintusp) só pretende tomar posição em reunião hoje, ao meio-dia, na sede da entidade. De lá, os servidores prometem seguir e se juntar aos estudantes em uma assembleia na frente do Largo São Francisco. Radicais – Representante do Centro Acadêmico da FEA, Thomás de Barros, de 22 anos, criticou a radicalização da mobilização estudantil e explicou a recomendação passada aos colegas para que não apoiassem a greve. "A gente acha que todo o movimento não tem se pautado pelo diálogo e está estimulando uma polarização muito grande", afirmou. "Temos notado uma constante radicalização, tanto para a direita quanto para a esquerda. E os moderados estão ficando reféns disso." (Agências)

Suposto desaparecido agita as redes sociais

O

suposto desaparecimento de um estudante tumultou as redes sociais ontem. O pai do estudante de história da USP Carlos Henrique Leite Silva afirmou no Facebook que o filho está desaparecido desde a manhã de terça-feira. De acordo com Heitor Cláudio L. Silva, o jovem, que é um dos diretores da UNE (União Nacional dos Estudantes), esteve em uma manifestação na frente da reitoria antes de desaparecer. A UNE não confirmou qualquer sumiço. Em mensagens registradas em sua rede social na

internet, Heitor Cláudio Silva diz que não tinha nenhuma notícia do jovem há mais de 24 horas. Ele se reuniu pela manhã com o deputado estadual Adriano Diogo para decidir o que faria em relação ao desaparecimento. Em seu blog na Veja.com, o jornalista Reinaldo Azevedo informa que o estudante, na verdade, estava tranquilamente na casa de sua mãe. Azevedo questiona a suposta tentativa de acusar a PM, lembrando o porquê do pai entrar em contato com um deputado antes de telefonar para a mãe do garoto. (DC)

Rodrigo Dionisio/AE

Suspeita de bomba para a rua Aurora

U

ma suspeita de bomba dentro de uma loja de artigos eletrônicos na rua Aurora, na região da Santa Ifigênia, no Centro de São Paulo, mobilizou ontem de manhã o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), da Polícia Militar. (foto ao lado) Segundo informações da PM, um homem que chegava para trabalhar, por volta das 8h, encontrou a porta de sua loja arrombada. Ele acionou a polícia, com medo de ter alguém no estabelecimento. Quando os policiais chegaram, identificaram um artefato suspeito de ser explosivo, com o formato cilíndrico e fios. O artefato foi levado para o meio da rua e desmontado por um especialista da PM. Não houve feridos e ninguém foi preso. (Agências)

O

s 73 estudantes que invadiram a reitoria da USP pagaram fiança de R$ 545 e foram liberados do 91º DP. O último aluno preso deixou o local na madrugada de ontem. Cerca de 70 estudantes ficaram na frente da delegacia gritando palav ra s d e o r d e m , c o m o "greve" e "prenderam 73, agora são milhares lutando de uma vez". Cada vez que um aluno preso passava para o Instituto Médico Legal, ao lado da delegacia, era aplaudido pelos manifestantes. Quando os estudantes liberados se reuniam ao grupo, eles exibiam o alvará de soltura enquanto se juntavam ao coro. Uma das alunas soltas, a estudante de Ciências Sociais Maíra Machado, de 29 anos, disse que, no momento da reintegração, os estudantes foram colocados sentados de frente para a parede e de costas para os policiais, e que os PMs separaram os homens das mulheres em duas salas. Afirmou ainda que houve abusos por parte da polícia e que ouviu uma colega gritando em outro ambiente. A coronel da PM Maria Aparecida afirmou que "a reintegração foi pacífica". (AE)

PM faz cerco a líder do tráfico na Rocinha

P

oliciais do Batalhão de Choque e do 23º Batalhão (Leblon) permanecem desde a noite de anteontem nos acessos à favela da Rocinha, na zona sul do Rio. Ontem, a polícia realizou blitze no entorno da comunidade. O objetivo, segundo a corporação, é impedir a fuga de traficantes e do chefe do tráfico de drogas local, Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, 35. A previsão é que a favela seja ocupada nos próximos dias pelo Bope (Batalhão de Operações Especiais) para implantação da 19ª UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do Rio. Por causa da iminente ocupação policial, Nem teria decretado desde a semana passada um toque de recolher para comerciantes e moradores, segundo investigação da Polícia Civil. O traficante também teria limitado a circulação de motociclistas. (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

12 -.LOGO

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Turista flutua no Mar Morto, que concorre com outras 27 localidades ao título de "Nova Maravilha do Mundo". Os vencedores serão conhecidos amanhã.

Nir Elias/Reuters

Logo Logo

Menino-luz e menina-luz, luminárias em madeira maciça criadas pelo designer mexicano Ricardo Garza Marcos.

www.dcomercio.com.br

http://bit.ly/stX7P0

F UTEBOL A RTE

E SPAÇO

O

atacante Neymar anunciou ontem que permanecerá no Santos até 2014, ano da Copa do Mundo no país, após assinar um novo contrato para encerrar as especulações de transferência para a Europa. O contrato também faz de Neymar um dos jogadores mais bem pagos do mundo. Neymar, que já é titular absoluto da seleção brasileira, receberá em torno de R$ 3 milhões (US$ 1,7 milhão) por mês, entre salários e patrocínios. O valor significa cerca de US$ 20,4 milhões por ano. "Estou muito feliz, é mais uma decisão que tomo na minha vida, uma decisão familiar", declarou Neymar. "Houve sim interesse (de outros clubes), mas proposta concretizada o meu pai não deixou eu saber de nada. Sempre falei que queria ficar aqui", acrescentou.

Bélgica e França brigam por Rubens

Maurício de Souza/AE

Pelo Santos, ele fica

AFP

Neymar exibe a camisa do Santos ao renovar seu contrato com o clube até a Copa de 2014. Neymar também é titular da seleção brasileira que buscará o hexa no próximo Mundial.

Estação russa pode cair na Terra Uma falha impediu que a estação espacial russa PhobosGrunt seguisse ontem rumo a Marte e os especialistas têm apenas três dias para tentar recuperar o aparelho, que ficou em órbita terrestre. Caso contrário, a estação poderá cair no solo. A falha pode ter sido causada por um problema mecânico no sistema de orientação da estação ou por um defeito em seus sistemas computacionais. Uma fonte disse, em condições de anonimato, à agência Inter fax, que a Phobos-Grunt ficou na órbita terrestre devido ao funcionamento defeituoso do sistema de comando. Especialistas entrevistados pela agência dizem que são mínimas as chances de recuperação da estação, que pode se manter entre cinco e dez dias, período após o qual cairá na Terra.

Tarso Sarraf/AE

E M

Autoridades belgas registraram ontem uma reclamação para que a França devolva a tela O triunfo de Judas Macabeu, do pintor flamengo Pieter Paul Rubens. A obraprima foi roubada pelas tropas revolucionárias francesas da catedral de Tournai em 1794 e desde 1804 integra o acervo do Museu de Belas Artes de Nantes, na França.

C A R T A Z

DANÇA

C HINA

Dissidente arrecada US$ 1 milhão quanto pelo cartão bancário, segundo Liu. O jornal oficial Global Times publicou nesta quarta uma nota assinada pelo comentarista Shan Renping em sua edição em mandarim na qual sugeria que a campanha de ajuda a Weiwei poderia constituir uma "arrecadação ilegal de fundos" e que o apoio ao artista não representa o sentimento geral do "público chinês".

D ECORAÇÃO

L

Os desafiadores fãs do artista dissidente Ai Weiwei enviaram até ontem mais de US$ 1 milhão para ajudá-lo a pagar uma multa de US$ 2,4 milhões pela suposta evasão de impostos, acusação que seria uma represália por sua oposição ao regime chinês. A multa vence em 15 de novembro. Ao todo, 24.130 pessoas enviaram quantias, tanto pelo Alipay, um sistema de pagamento online,

O PAN, AGORA, É AQUI - Índio se prepara para a 11ª edição dos Jogos dos Povos Indígenas, na Arena Central Ilha Porto Real, em Porto Nacional, a 60 quilômetros de Palmas (TO). O evento reúne 1300 índios de 38 etnias diferentes das Américas.

Festival Contemporâneo de Dança mostra o espetáculo 'Noiva Despedaçada' no Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Álvares Penteado, 112, tel.: 3113-3651. Grátis.

T ECNOLOGIA

As línguas do Twitter

"Você aqui, de novo?" Capachos divertidos para sua porta de entrada, nem todos tão hostis como o da foto, você pode ver no site abaixo. www.jaymug.com

Uma ideia rondava a cabeça do apaixonado por mapas Eric Fischer: descobrir como se distribui o uso dos idiomas pelo Twitter. Da ideia à criação de um software capaz de mostrar em um mapa, com cores diferenciadas para cada língua, essa distribuição, ele levou tempo e trabalhou muito. Mas o resultado pode ser visto em uma série de imagens, da qual extraímos o detalhe ao lado. Os mapas refletem o "estado" do twitter em 14 de outubro deste ano. Veja outros detalhes no Flickr do autor. www.flickr.com/photos/walkingsf

L OTERIAS Concurso 1191 da LOTOMANIA 02

16

17

18

23

24

28

40

45

47

48

54

66

73

75

80

81

87

90

92

Concurso 1335 da MEGA-SENA 03

14

20

22

49

Concurso 2742 da QUINA 15

20

48

75

79

51


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

e

13 EUROPA Incerteza faz encarecer empréstimo entre bancos britânicos

conomia

MERCADO Petróleo fechou em baixa ontem pela primeira vez em seis sessões.

Epicentro da crise migra para a Itália

As obrigações da terra das gôndolas com validade de 10 anos foram refinanciadas, ontem, com juros de 7,48% – naufrágio histórico. A taxa é considerada insustentável no longo prazo. Foi o suficiente para abater os mercados em todo o mundo.

A

demissão anunciad a d o p r i m e i ro ministro da Itália, Silvio Berlusconi, não reduziu ontem a desconfiança dos investidores em relação aos títulos da dívida soberana do país. No dia em que Il Cavaliere anunciou sua retirada da vida política, as obrigações italianas com validade de 10 anos foram refinanciadas nos mercados com juros de 7,48% – recorde histórico, considerado insustentável em longo prazo. Nas bolsas de valores, a crise da Europa não para de gerar perdas: em Milão, a queda chegou a 3,78%. A tensão nos mercados contrariou o discurso de analistas políticos e econômicos, que apostavam na redução da pressão dos investidores depois da demissão de Berlusconi – apontado na União Europeia como a maior fonte de crise na Itália. A realidade, entretanto, se mostrou diferente. Depois de terem fechado em 6,8% na noite de terça-feira, os juros cobrados pelos bônus do tesouro italiano com validade de 10 anos chegaram a 7,6% ao meio dia, recuando a 7,48% ao fim das transações, mesmo com a intervenção do Banco Central Europeu (BCE), que voltou a comprar obrigações, sem porém evitar a elevação. A neurose em relação aos riscos provocados pelo eventual contágio da crise das dívidas pela Itália também derrubou as bolsas de todo o continente. Em Milão, as ações de bancos como o Unicredit caí-

ram quase 7%. Em Frankfurt, o índice DAX fechou em queda de 2,21%, enquanto em Paris e Londres os recuos foram de 2,17% e 1,92%. Além da crise política aberta pela renúncia de Berlusconi, o pessimismo foi causado pela informação de que um eventual socorro da Itália poderia custar ao Fundo Europeu de Estabilidade Financei-

ra (FEEF) e ao Fundo Monetário Internacional (FMI) 1,4 trilhão de euros – dinheiro que os fundos não dispõem. De acordo com Gary Jenkins, da consultoria Evolution Securities, de Londres, o cálculo é baseado nos custos dos pacotes de Grécia, Irlanda e Portugal, além dos programas de compra de dívidas do BCE – tudo somando 512 bilhões de euros.

"Então se deve multiplicar por 2,7 para estimar o custo do socorro da Itália", explicou. Diante da reação dos mercados, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, demonstrou sua preocupação. "Se nós não agirmos juntos, a economia mundial corre o risco de uma espiral de incerteza e instabilidade financeira", afirmou a executiva, advertindo:

"A economia do planeta entrou em uma fase perigosa e incerta". (Leia mais abaixo) Uma das fontes de preocupação na Itália é a falta de definição sobre o sucessor de Berlusconi. Angelino Afano, jurista, dirigente do Partido da Liberdade (PDL) e fiel do premiê demissionário; Mario Monti, ex-comissário europeu e nomeado ontem senador vi-

talício; Giuliano Amato, exprimeiro ministro entre 1992 e 1993 e entre 2000 e 2001 e Gianni Letta, secretário de Estado e membro do gabinete de Berlusconi, são os favoritos. Mas até a noite de ontem não havia nenhuma definição. A situação levou o presidente, Giorgio Napolitano, a pedir agilidade aos líderes políticos, ressaltando que o país precisa recuperar a credibilidade. "A Itália precisa em primeiro lugar recobrar a credibilidade e a confiança como país para nos tirar desse perigoso jogo que pressiona nossa dívida pública e as condições de nossos bancos nos mercados financeiros", alertou. "Isso exige um compromisso imediato e sustentável para a administração de nossa dívida pública." Embora a Itália apresente orçamentos equilibrados há 16 anos, a dívida do país chega a 121% do Produto Interno Bruto (PIB) – ou 1,9 trilhão de euros. Os dois planos de austeridade anunciados até por Berlusconi, em julho, de 47,5 bilhões de euros, e um segundo em setembro, de 54,2 bilhões de euros, não foram suficientes para acalmar os investidores. (AE)

Liu Jin/AFP

Economia global corre perigo de década perdida, diz Lagarde. Em sua primeira visita à Pequim, diretora do FMI defende ação conjunta para evitar agravamento da crise.

A

diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, declarou ontem, na China, que a economia global corre o risco de ter uma "década perdida", de pouco ou nenhum crescimento, e comentou que o continente asiático precisa estar em alerta para lidar com a possibilidade de retração. Em sua primeira visita a Pequim como diretoragerente do FMI, Lagarde observou que, sem uma ação ousada e coordenada, o mundo pode se deparar com um agravamento da instabilidade financeira e com

um possível colapso da demanda. "No fim das contas, nós podemos correr o risco de passar pelo que alguns comentaristas já chamam de década perdida", disse Lagarde a jornalistas na capital chinesa. Ela salientou que as economias asiáticas são relativamente fortes mas "não estão imunes e precisam estar preparadas para uma eventual tempestade". A China "ainda tem espaço para usar a política monetária com o objetivo de restringir o crescimento do crédito, e a política fiscal é a alavanca mais apropriada caso a

economia precise de apoio", disse a diretora-gerente do FMI. "A política fiscal da China está apropriadamente se movendo para trás, a fim de equilibrar", observou Lagarde. "Mas se a perspectiva de crescimento se deteriorar significativamente, ela poderia se tornar a primeira linha de defesa, dados o amplo espaço fiscal e a capacidade de empregar recursos rapidamente", afirmou. Lagarde disse que a China precisa de uma moeda mais forte "em termos efetivos reais", referindo-se à cotação do yuan contra uma cesta de

moedas e ajustada à inflação. Ela acrescentou, porém, que já tem visto algum progresso sobre essa questão. A diretora-gerente do FMI também reconheceu que a China está no "caminho certo" ao mudar a orientação do seu modelo de crescimento econômico para deixá-lo mais voltado à demanda doméstica. Lagarde apontou que a inflação está desacelerando na China. (AE) Para Lagarde, economia asiática é forte mas não está imune à crise.

Louisa Gouliamaki/AFP

Gregos adiam escolha de premiê

A

O primeiro-ministro, George Papandreou, deixa o cargo hoje, após anúncio de substituto. Ontem, em tom de despedida, ele disse que as forças se uniram para manter o país na zona do euro.

lheia à crise que assola a Europa e derruba bolsas de todo o mundo, a Grécia mais uma vez postergou o anúncio de seu novo ministro. Os políticos gregos foram incapazes ontem, pelo terceiro dia consecutivo, de chegar a um acordo para formar um governo de união nacional que aprove as medidas de austeridade associadas ao segundo resgate financeiro internacional, indispensável para evitar a quebra do país. O ainda primeiro-ministro grego, George Papandreou, chegou a afirmar que as legendas tinham pactuado a formação de um novo Executivo, mas a informação acabou se revelando uma impressão do líder, pois a Presidência do país anunciou que a decisão sobre o novo chefe de Governo somente seria tomada hoje. "As forças políticas se uniram para garantir ao povo grego que, nos próximos meses, será feito o

necessário não só para permanecer na zona do euro, mas para honrar o acordo dos dias 26 e 27 de outubro", foi o anúncio de Papandreou, emocionado, no que parecia sua despedida do cargo. Em seguida, o dirigente socialista se reuniu com o presidente da Grécia, Karolos Papoulias; com o líder da oposição, Antonis Samaras, da legenda conservadora Nova Democracia; e com o chefe do partido de extrema-direita LAOS, George Karatzaferis. Os políticos comunistas e a coalizão de esquerda Syriza se negaram a participar do encontro. Nessa reunião, previa-se que Papoulias anunciasse o nome do novo primeiro-ministro e comprovasse que o candidato possuía suficiente apoio no Legislativo. No entanto, as divergências não tardaram a surgir, quando Karatzaferis abandonou a reunião, negando-se a aceitar o presidente do Parlamen-

to, Filippos Petsalnikos (socialista), como novo primeiro-ministro. Segundo o canal de televisão "NET", esse nome também foi rejeitado por deputados do Movimento Socialista Pan-Helênico (Pasok), que o consideram próximo demais de Papandreou, em um gesto que confirma a rejeição política contra o primeiro-ministro. Petsalnikos foi um dos poucos pesos-pesados do Pasok que apoiou abertamente a proposta de Papandreou de realizar um referendo sobre a aplicação do acordo de resgate financeiro, uma ideia que provocou uma revolta interna no partido governista e obrigou o primeiro-ministro a pedir um governo de união nacional. Outro dos candidatos, o ex-vicepresidente do Banco Central Europeu (BCE) Lucas Papademos foi, por sua vez, questionado pela Nova Democracia, que rejeita sua exigência de que o novo governo te-

nha ministros dos dois partidos e esteja ativo até junho, e não até fevereiro, para quando os conservadores querem eleições. Muitos barões conservadores pressionaram Samaras a não apresentar ministros para o novo Executivo, que terá de aplicar duras e impopulares políticas de austeridade para cumprir as condições do acordo estabelecido com a União Europeia (UE) e com o Fundo Monetário Internacional (FMI). "A Nova Democracia não será parte do problema. A responsabilidade de formar o novo governo é do partido que tem a maioria (parlamentar)", declarou Samaras após o anúncio de que as conversas serão retomadas hoje. A incapacidade da classe política para desbloquear a situação foi criticada nos bastidores da UE e do FMI, instituições fiadoras do acordo para evitar que a Grécia se torne vítima de sua própria dívida. (EFE)


14 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 10 de novembro de 2011


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

e

15 O endividamento das famílias cresce, mas o comprometimento da renda tem se mantido estável. Carlos Hamilton Araújo, Banco Central

conomia

BC: País tem fluxo cambial negativo. No mês passado, segundo o Banco Central, saíram mais dólares do que entraram no Brasil. O saldo desfavorável não era visto desde junho deste ano.

A

saída de dólares do Brasil foi maior que a entrada, no mês passado, segundo informou ontem o Banco Central (BC). No período, o saldo negativo ficou em US$ 134 milhões. É a primeira vez que isso ocorre desde junho, quando US$ 2,556 bilhões foram retirados do País. No segmento financeiro (registro de investimentos em títulos, ações, remessas de lucros e dividendos ao exterior, entre outras operações) o resultado negativo chegou a US$ 2,002 bilhões. Já o fluxo comercial (relacionado a operações do comércio exterior) registrou em outubro saldo positivo de US$ 1,868 bilhão. Nos três primeiros dias úteis deste mês, também houve mais saídas do que entrada de dólares. O saldo negativo ficou em US$ 36 milhões, puxado pelo segmento financeiro, com saldo negativo de US$ 233 milhões. O fluxo comercial, no período, ficou positivo em US$ 197 milhões. De janeiro até a primeira semana de novembro, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 68,128 bilhões, contra US$ 22,837 bilhões registrados em igual período de 2010. O segmento financeiro registrou saldo positivo de US$ 28,190 bilhões no acumulado até a primeira semana deste mês. O f l u x o c o m e rc i a l f i c o u e m US$ 39,938 bilhões. Rombo – A dívida dos brasileiros cresceu muito nos últimos anos, mas esse fato não preocupa o BC. Isso porque o aumento da renda dos trabalhadores, financiamentos mais longos e juros um pouco me-

Paulo Pampolin/Hype

Conta no vermelho: no segmento financeiro, que inclui ações e remessa de lucro, o resultado negativo chegou a US$ 2 bilhões.

nores fazem com que o pagamento mensal desses empréstimos siga praticamente estável, próximo de 20% do salário. Levando às últimas consequências a máxima da "parcela que cabe no bolso", as pessoas físicas estão devendo mais, mas continuam pagando parcelas parecidas ao longo dos últimos cinco anos. Dados apresentados pelo diretor de política econômica do BC, Carlos Hamilton

Araújo, mostram que os brasileiros têm, em média, uma dívida total que equivale a 41,3% do salário. Esse valor cresce ininterruptamente desde 2006, quando o total dos empréstimos correspondia a menos de 25% da renda. Ou seja, o endividamento médio dos clientes dos bancos quase dobrou em cinco anos. Apesar disso, brasileiros seguem destinando cerca de um quinto da renda ao paga-

mento mensal dessas dívidas. O último dado disponível mostra que famílias usam todo mês 21,1% do salário para pagar financiamentos. Essa fatia destinada a carnês e boletos está praticamente estável desde 2006, período em que o comprometimento gira em torno de 20%. "Percebe-se que o endividamento das famílias cresce, mas o comprometimento da renda tem se mantido", disse o

diretor do BC em audiência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado sobre o endividamento dos consumidores. Araújo explicou que a dívida total dos brasileiros cresceu, mas as parcelas seguem parecidas proporcionalmente porque o prazo dos financiamentos aumentou e os juros têm caído. Além disso, o aumento de renda também explica os pagamentos mensais parecidos. (Agências)

134 milhões de reais foi o o saldo negativo registrado em outubro, com a saída de dólares do Brasil.

Chico Ferreira/LUZ

Mesa do evento: empresários, dirigentes e representantes do governo mexicano.

Seminário discute potencial das relações entre Brasil e México Paula Cunha

O

Brasil exportou US$ 2,97 bilhões para o México de janeiro a setembro deste ano, e importou mercadorias no valor de US$ 3,55 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior brasileiro. Há quem aposte, porém, que o comércio bilateral entre os dois países pode aumentar consideravelmente, assim como os investimentos brasileiros no México, país vizinho dos Estados Unidos, detentor de expressivo mercado consumidor. Por isso, foi realizado ontem na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), no Centro da Capital, o seminário "México – Parceiro de Negócios e Turismo". Informações – Para Gilberto Kfouri, conselheiro da ACSP e mediador do debate, a troca de informações sobre setores específicos da economia de ambos os países pode ampliar as possibilidades comerciais entre México e Brasil. Eduardo Regazol, presidente da Associação Comercial México Brasil, lembrou no se-

minário que nos últimos anos os mexicanos voltaram-se mais para as relações com os Estados Unidos, em razão da proximidade física e do potencial de consumo norte-americano, e o Brasil, por sua vez, concentrou os negócios nos países do Mercosul. Segundo ele, o México oferece vantagens para as empresas brasileiras, como a proximidade com os Estados Unidos, o baixo custo de mão de obra, inflação controlada e acordos para proteger os investimentos estrangeiros no país. P i sc i n as – A fabricante de piscinas IGVI é um exemplo bem-sucedido. A empresa está no México há um ano e meio e já colhe bons frutos do negócio, segundo seu diretor, Jorge Maia, também presente no evento realizado ontem. Maia afirmou que, no momento, 6% das vendas totais da IGVI já são decorrentes das atividades realizadas no México. "Com a criação do G20, dos quais os dois países fazem parte, é importante que cada um conheça melhor o outro para aproveitar as oportunidades de negócio que surgirem", explicou o cônsul geral do México em São Paulo, José Gerardo

Traslosheros Hernández. Ele lembrou que o Brasil e o México já estabeleceram no Acordo de Complementação Econômica (ACE) cláusulas que regulam as relações entre as respectivas indústrias automotivas (o ACE 55, que reduz impostos também para tratores, ceifadeiras, máquinas agrícolas etc) e para a comercialização de 800 itens que incluem produtos de caça, pesca e insumos. Tu ri smo – A diretora do Conselho de Promoção Turística do México, Diana Pomar, ressaltou no seminário que o setor é de grande importância para seu país. O turismo representa 9% do Produto Interno Bruto (PIB) do México. Cidades mexicanas como Cancún são pontos turísticos reconhecidos em todo o mundo. Por isso, outro objetivo dos mexicanos é atrair mais turistas brasileiros. Dados oficiais indicam que, neste ano, 168 mil brasileiros visitarão o México. Em 2010, o total foi de 117 mil. A meta é chegar a 553 mil em 2018. "São realizados muitos congressos médicos no México e queremos explorar também este segmento", disse Diana.

TODO MUNDO VAI VER OS MAIORES. E TAMBÉM A SUA EMPRESA. Revista do Prêmio Melhores dos Maiores 2011. Anuncie e apareça ao lado dos gigantes mais eficientes do mercado. Agora, todo ano é assim: o mercado inteiro fica esperando para saber quem são os gigantes, que se movem com agilidade e eficiência surpreendentes para seu tamanho. Quer fazer todas essas pessoas olharem também para a sua empresa? É só anunciar na Revista do Prêmio Melhores dos Maiores 2011. São mais de 500 páginas, que trazem os grandes destaques do ano, dos mais diversos setores. Apareça entre eles. Reserve já seu espaço. • Comércio Varejista • Farmácia e Perfumaria • Telecomunicações • Lojas de Departamentos • Supermercados • Petróleo e Gás • Energia Elétrica • Alimentos e Agronegócios • Comércio Atacadista • Veículos e Autopeças • Distribuidores de Veículos • Serviços • Química e Petroquímica • Siderurgia • Mineração • Indústria

Lançamento: 21/11/2011 • Reservas: 10/11/2011 • Entrega do Material: 11/11/2011 Entre em contato com nosso Departamento Comercial.

FTPI Representação Publicidade e Marketing melhoresdosmaiores2011@ftpi.com.br (11) 2178 8700

Diário do Comércio Sônia Oliveira soliveira@acsp.com.br (11) 3244 3029


DIÁRIO DO COMÉRCIO

16

e

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

De janeiro a outubro deste ano, as vendas de carros acumulam alta de 98,3%, com um total de 165.114 importados comercializados.

conomia

Newton Santos/Hype

A associação das empresas importadoras, que reúne 27 marcas, revela que no mês passado 13.264 unidades foram emplacadas, ante 22.569 entregues em setembro.

Veículos: venda de importados cai 41%. As empresas do setor atribuem a redução do número de negócios em outubro, em relação a setembro, ao aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

A

s vendas de veículos importados no País caíram 41,2% em outubro na comparação com setembro, de acordo com dados divulgados ontem pela Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva). As 27 marcas associadas à entidade encerraram o mês passado com 13.264 unidades emplacadas, ante 22.569 entregues em setembro. A queda nas vendas foi atribuída ao aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados. Já na comparação com outubro de 2010, as vendas de importados aumentaram 25,6% em outubro deste ano. De janeiro a outubro deste ano, as vendas acumulam alta de 98,3%, com um total de 165.114 importados comercializados. No mês de outubro, a participação dos importados no total de veículos vendidos no País caiu para 5,03%, ante 7,69% em setembro. De janeiro a outubro, a fatia das associa-

das à Abeiva no mercado interno brasileiro foi de 5,92%. A entidade projeta encerrar o ano de 2011 com 200 mil unidades emplacadas, ou seja, com vendas de 35 mil unidades nos meses de novembro e dezembro. De acordo com a Abeiva, no primeiro momento após a decisão do governo de aumentar o IPI, houve uma corrida às concessionárias de importados, mas as empresas associadas sentiram "duro golpe" no início de outubro. Embora o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha suspendido a aplicação imediata da medida, as empresas não tiveram tempo para se programar, uma vez que o ciclo de importação – que inclui pedido, confirmação do pedido, produção e período de transporte – é de no mínimo 90 dias. Assim, conforme a associação, os próximos veículos pedidos só devem desembarcar ao País na segunda quinzena de janeiro, quando as novas alíquotas de IPI já tiverem entrado em vigor. (AE)

ANO XXV ANO XXV

APOIO:

CENOFISCO Apoio: Cenofisco

O

presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), José Luiz Gandini, disse ontem que haverá falta de carros importados nas concessionárias no mês de dezembro. Ele prevê que a vigência das novas alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para importados, a partir de 16 de dezembro, vai provocar uma corrida às concessionárias até a primeira quinzena do próximo mês. "Historicamente dezembro já é um mês bom de vendas. Sabendo que vai haver aumento de preços, prevejo que haverá uma corrida às lojas. A primeira quinzena de dezembro será uma loucura", afirmou. Segundo o presidente da Abeiva, porém, não haverá veículos suficientes para atender a demanda dos consumidores. De acordo com Gandini, o ciclo de importação – que inclui pedido, confirmação do pedido, produção e período de transporte – é de no mínimo 90 dias. Como a suspensão do IPI só foi decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 20 de outubro, o setor não conseguiu fazer encomendas que chegassem antes da segunda quinzena de janeiro, quando as novas alíquotas já terão entrado em vigor. "Com certeza faltarão veículos. Ninguém conseguiu pedir carros de forma tão rápida", afirmou. (AE)

A

incerteza sobre qual será o impacto do cenário de turbulência internacional na economia brasileira derrubou expectativas de longo prazo de empresários do varejo no mês passado. No curto prazo, entretanto, as empresas do setor continuam otimistas em relação às vendas de Natal, que serão impulsionadas pelo mercado de trabalho ainda favorável. A análise é do economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Aloísio Campelo, sobre a Sondagem Conjuntural do Comércio, divulgada ontem. Campelo informou que, como a pesquisa ainda é recente, com série histórica

QUINTA-FEIRA, 10 DE NOVEMBRO DE 2011

www.orcose.com.br

Abeiva prevê falta de carros em dezembro

Com certeza faltarão veículos. Ninguém conseguiu pedir carros de forma tão rápida. JOSÉ LUIZ GANDINI, PRESIDENTE DA ABEIVA

Varejo: crise externa derruba expectativas.

2010

www.agenda-empresario.com.br

Alf Ribeiro/AE

SÓCIO DA EMPRESA SOLICITOU O SEU DESLIGAMENTO DO CONTRATO. ELE RECEBIA PRÓ-LABORE, DEVE SER CALCULADA A RESCISÃO NORMAL? Informamos o seguinte: Para sócio de empresa não há cálculo e pagamento de verbas rescisórias. Pagamento de verbas rescisórias só é cabível para empregados. RECOLHIMENTO DE GPS EM DUPLICIDADE PARA EMPREGADA DOMÉSTICA EXISTE COMPENSAÇÃO? Informamos que inexiste previsão expressa em lei, porém no caso do empregado doméstico deverá ser solicitada a restituição do valor diretamente na Previdência Social. AUXÍLIO-EDUCAÇÃO Empresa pode conceder para os meus funcionários um Auxílio-Educação para ajuda nas despesas com a Universidade,e,incorporá-lo na FOPAG sem que esse valor caracterize salário In natura e gere encargos? Saiba mais acessando:[www.empresario.com.br/legislacao]. DISPENSA DE FUNCIONÁRIO APOSENTADO A empresa é obrigada a pagar a multa de 50% do FGTS quando ela dispensa sem justa causa o funcionário aposentado, mesmo que ele já tenha sacado o benefiício? Saiba mais acessando a íntegra do conteúdo no site:[www.empresario.com.br/legislacao].

iniciada em março de 2010, o desempenho mensal do Índice de Confiança do Comércio (Icom) ainda apresenta oscilações. Por isso, os resultados trimestrais do indicador são mais confiáveis para mensurar tendências. Segundo o especialista, no trimestre encerrado em outubro, o Icom caiu 3,3% ante igual período do ano passado, derrubado pela piora nas expectativas de negócios nos próximos seis meses. Atualmente, o setor varejista convive com um ambiente de desaceleração "suave" no ritmo de atividade em relação a 2010. O economista observou que, com a piora do cenário

externo, ficou mais difícil para o empresário do varejo tentar antecipar possíveis efeitos negativos na economia brasileira em um horizonte mais longo. Um dos setores que mostraram confiança mais diminuta e pouco otimismo com o futuro foi o de veículos, motos, partes e peças. Somente neste segmento, o Índice de Expectativas (Icom-Ie) caiu 8,5% no trimestre encerrado no mês passado; já o Índice de Situação Atual (Icom-Isa) recuou 10,9%, no mesmo período. No entanto, isso não deve atrapalhar as vendas do Natal deste ano, que devem ser sustentadas por resultados ainda

positivos de massa salarial e renda do trabalhador. Campelo lembrou ainda que, no trimestre até outubro, 67,2% das empresas pesquisadas apostaram em aumento de vendas nos próximos três meses. "Com estes resultados, é de se supor que o comércio ainda vá ter um desempenho razoável neste fim de ano", afirmou. A satisfação com a demanda atual ainda opera em níveis razoáveis Das 1.243 empresas consultadas, a parcela das que a classificam como forte subiu de 20,3% para 20,7% do trimestre encerrado em setembro para o trimestre finalizado em outubro. (AE)

DESCONTAR O AVISO-PRÉVIO Existe alguma lei que proíba a empresa de descontar o aviso-prévio de um funcionário que pediu demissão para entrar em outra empresa? Saiba mais acessando:[www.empresario.com.br/legislacao]. CATEGORIAS DIFERENCIADAS Quais são as categorias profissionais consideradas diferenciadas? Saiba mais acessando: [www.empresario.com.br/legislacao].

w w w. w l l m . co m . b r

Concretizar seus projetos é o nosso negócio.

FÉRIAS COLETIVAS Operíododefériascoletivaspodeserabatidodasfériasnormaisvencidas? Saiba mais acessando:[www.empresario.com.br/legislacao].

11 5595-9500 Av. Jabaquara, 1.909 - 7º andar - São Paulo wllm@wllm.com.br

AGENDA FISCAL® NOVEMBRO/ 11 Informação com orientação sobre os vencimentos do mês de Novembro. Acesse a íntegra no site:[www.agenda-fiscal.com.br].

capital-nov/11

Controle e administração de tributos • Gerenciamento de recursos humanos • Auditoria legal e tributária • Assessoria e consultoria fiscal, tributária e societária

SOLUÇÕES EM CONTABILIDADE

© HÍFEN – todos os direitos reservados

3292 9300 www.contabil.com.br

11

Vende, Aluga e Administra imóveis em toda São Paulo. RESIDENCIAIS

COMERCIAIS

INDUSTRIAIS

5574-0610 Fax: 5083-6386

Fone:

www.fortyimoveis.net e-mail: fortyimoveis@terra.com.br

Rua Dr. Amâncio de Carvalho, 287 • V. Mariana • 04012-090 • S.Paulo - SP


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

e

17

Os Estados Unidos tiveram problemas climáticos. A produção está comprometida em relação à estimativa inicial. Jacqueline Bierhals, Informa Economics FNP

conomia Marcelo Justo/Folhapress

Safra brasileira de grãos deve cair 1,4% em 2012

A

safra brasileira de grãos em 2012 deve ser 1,4% menor que a de 2011, segundo o primeiro prognóstico divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para o ano que vem foi estimada em 157,5 milhões de toneladas. A safra deste ano, que já está praticamente colhida, deve atingir 159,7 milhões de toneladas, 6,8% maior que a safra de 2010, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola. O montante é ainda 0,2% superior ao estimado em setembro, graças a revisões na produção de milho e trigo. A previsão de queda na produção de 2012 após a safra recorde deste ano deve-se, principalmente, às menores previsões para as regiões Norte (redução de 5,7%), Nordeste (queda de 6,7%) e Sul (de 2,8%). No entanto, a área a ser colhida no País deve somar 49,5 milhões de hectares, um aumento de 1,7% em relação a 2011. Entre os seis produtos analisados para a safra de verão, que já começou a ser plantada, apenas o milho 1ª safra registra alta (3,7%) em milhões de hectares relação a 2011. Houve deverá ser a área total previsão de recuo na produção de algodão cultivada com soja herbáceo em caroço (0,3%), no País em 2012. O amendoim em casca 1ª safra (13,3%), arroz em casca número é 0,6% (8,8%), feijão em grão superior ao total do 1ª safra (10,5%) e ano passado. soja em grão (2,9%). "A estimativa menor é só uma questão de cálculo. As culturas estão germinando agora. É muito cedo para saber", disse Mauro Andreazzi, gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE. No caso da queda acentuada do arroz, a justificativa são os baixos preços e a escassez de água nos reservatórios do Rio Grande do Sul, maior estado produtor. A desvalorização da saca de feijão também afetou a cultura, que está sendo substituída pelo milho. Área cultivada – Apesar da previsão menor para a produção de soja no País, a área cultivada com o grão deve aumentar 0,6% em 2012, para 24,2 milhões de hectares. O Mato Grosso, maior produtor nacional de soja, deve ampliar o cultivo em 3,6%, com 6,689 milhões de hectares plantados, e produção esperada de 21,4 milhões de toneladas (2,8% maior que em 2011). Mas há previsão de perdas no Paraná, o segundo maior produtor, onde a área plantada deve cair 3,9%, e a produção deve recuar 8,4%. (AE)

24,2

Colheita de soja em Goiás: exportações brasileiras devem atingir 38 milhões de toneladas, ante 36 milhões de toneladas vendidas pelos EUA.

Brasil é o rei da soja O País vai superar os Estados Unidos como o maior exportador do grão no mundo na safra 2011/2012

O

Brasil superará na t e m p o r a d a 2011/2012 os Estados Unidos como maior exportador de soja do mundo, de acordo com dados divulgados ontem pelo Departamento de Agricultura dos EUA. Segundo o departamento do governo norte-americano, o Brasil exportará na nova temporada 38 milhões de toneladas, ante 36,06 milhões de toneladas dos EUA, que historicamente tem sido o principal exportador mundial. Até o mês passado, o Departamento de Agricultura

projetava exportações do Brasil na temporada de 36,5 milhões de toneladas, ante 37,42 milhões dos EUA. Mas ontem o órgão elevou a estimativa de safra de soja do Brasil para 75 milhões de toneladas , enquanto reduziu a previsão para os EUA, afetado por problemas climáticos. "Isso ocorre porque eles tiveram problemas, a produção de soja deles (EUA) está comprometida em relação à estimativa inicial", explicou a gerente de Agroenergia da consultoria Informa Economics FNP, Jacqueline Bierhals.

Os Estados Unidos são os maiores produtores de soja do mundo, com safra estimada em 2011/2012 em 82,9 milhões de toneladas, ante 90,6 milhões de toneladas na temporada anterior. "Para não afetar o consumo interno (dos EUA) e o abastecimento para a indústria de rações, eles cortam as exportações", afirmou Jacqueline. Na safra passada, o Brasil exportou 29,9 milhões de toneladas, segundo o departamento, enquanto os norteamericanos exportaram 40,8 milhões de toneladas de soja.

O Brasil superou os Estados Unidos como maior exportador de soja do mundo somente uma vez, na temporada 2005/06, quando as exportações dos EUA foram em torno de 25 milhões de toneladas, enquanto os brasileiros exportaram 26 milhões de toneladas. Câmbio – Outro fator que colabora para o Brasil avançar nas exportações globais de soja é o câmbio. "Com a valorização do dólar, a nossa soja acaba ficando mais competitiva. O Brasil ganhou competitividade nesse mercado", destacou Jacqueline. (Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

18 -.ECONOMIA/LEGAIS

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

e Bancos: avaliação de risco em queda. O governo brasileiro é classificado como "apoiador" do sistema bancário, com um histórico de fornecer suporte em períodos de tensão excepcional.

conomia

A Standard & Poor's avaliou que o sistema bancário passou do grupo 5 para o grupo 4, numa escala em que o grupo 1 é o de menor risco e o grupo 10 o de maior.

A

agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) revisou ontem a avaliação de risco da indústria bancária do Brasil. O sistema bancário brasileiro passou do grupo 5 para o grupo 4, numa escala em que o grupo 1 é o de menor risco e o grupo 10 o de maior risco. Outros países no grupo 4 são México, Espanha, Taiwan, Peru e África do Sul. A avaliação de risco econômico foi revisada para 5, de 6, enquanto o risco da indústria foi afirmado em 3. Segundo a S&P, a revisão da avaliação é resultado da mudança na metodologia adotada. A agência afirma que a avaliação de risco econômico 5 reflete a opinião de que o Brasil tem "risco alto" em termos de "resiliência econômica", "risco baixo"

3 é o rating da indústria brasileira. Segundo a S&P, a revisão da avaliação é resultado da mudança na metodologia adotada. em termos de "desequilíbrios econômicos", e "risco alto" em termos de "risco de crédito na economia". "Melhoramentos econômicos e o consenso político em torno de políticas fiscais e monetárias cautelosas aumentaram a flexibilidade que as au-

toridades econômicas brasileiras têm para enfrentar choques externos, como demonstrado durante a crise mundial financeira. Entretanto, apesar dos avanços recentes, a rigidez estrutural do Brasil e a necessidade de aumentar investimentos devem resultar em pressões nos gastos, colocando em risco a performance fiscal e enfraquecendo a capacidade de mitigar o impacto de choques externos", afirma o relatório. A S&P acrescenta que a avaliação do financiamento no sistema bancário brasileiro é de "risco intermediário". A agência aponta que o setor baseia seus financiamentos nos depósitos de clientes locais (perto de 90% como um porcentual dos empréstimos totais), com uma baixa dependência de financiamentos do exterior (abaixo de 4%). (AE)

Punição ao BB por exclusividade na concessão de crédito é mantida

O

Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) manteve a punição ao Banco do Brasil (BB) pela exclusividade na concessão de crédito com desconto em folha de pagamento de servidores públicos. Por decisão unânime, o órgão negou ontem os recursos da instituição financeira em relação ao julgamento ocorrido no fim de agosto, que determinou o cancelamento de todos os contratos do BB de crédito consignado com cláusula de exclusividade e proibiu

a abertura de novos financiamentos nessas condições. A determinação estava em suspenso porque o BB alegou incompetência legal do Cade para julgar a matéria, o que no entendimento do banco estatal só poderia ser analisado no âmbito do Banco Central, por se tratar de um caso envolvendo uma instituição financeira. O órgão de defesa da concorrência também investiga o BB por possível "abuso de poder econômico".

Segundo o conselheiro Marcos Veríssimo, relator do caso, os argumentos do BB não trouxeram novidade à análise do processo e, por isso, não foram acolhidos. Com a decisão mantida, o BB agora deverá de fato suspender os contratos em vigência. Se não o fizer, estará obrigado a pagar multa diária de R$ 1 milhão, a partir da publicação da decisão. Mas a instituição já avisou que irá recorrer novamente e ameaçou levar o caso ao Judiciário. (AE)

Maringá S.A. Cimento e Ferro-Liga CNPJ/MF nº 61.082.988/0001-70 - NIRE 35.300.017.455 Assembleia Geral Extraordinária - Edital de Convocação Ficam os senhores acionistas da Maringá S.A. Cimento e Ferro-Liga (“Companhia”) devidamente p convocados a participarem, em primeira convocação, da Assembleia Geral Extraordinária que se realizará no dia 18 de novembro de 2011, às 16:00 horas, no prédio da sede da Companhia, localizada no Município de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua São Bento, nº 329, no 12º andar, Centro, CEP 01011-902, a fim de deliberarem sobre (a) análise e deliberação sobre proposta de aquisição de ações de emissão da própria Companhia para manutenção em tesouraria. Informações Gerais: Em conformidade com o artigo 135, parágrafo 3º, da Lei nº 6.404/76, encontram-se à disposição dos acionistas, na sede social da Companhia, todos os documentos e informações necessários à deliberação das matérias previstas na ordem do dia. São Paulo, 08 de novembro de 2011. A Diretoria.

COMPANHIA METALÚRGICA PRADA

CNPJ nº 56.993.900/0001-31 Convocação Convocamos os Senhores Acionistas da Companhia Metalúrgica Prada (“Companhia”) a se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária, que deverá se realizar às 10:00 horas do dia 18 de novembro de 2011, na sede social, à Rua Engenheiro Francisco Pita Brito, 138, a fim de deliberar sobre a seguinte ordem do dia: (i) aprovar a homologação do aumento do capital social da Companhia e (ii) aprovar a alteração do Artigo 5º do Estatuto Social da Companhia, de forma a refletir o aumento do capital social. São Paulo, 09 de novembro de 2011 A Diretoria

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 09 de novembro de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: FUNDAÇÃO SABESP DE SEGURIDADE SOCIAL AVISO DE LICITAÇÃO Objeto: Prestação dos Serviços de Gerenciamento de Planos de Assistência Médico-Hospitalar, CP Nº 021/11, tipo menor preço global. Os envelopes deverão ser entregues no dia 12/12/11, às 10h00. Edital completo através do site www.sabesprev.com.br/compras

Requerente: Marina Nery Coelho. Requerido: Senas Comércio e Importação Ltda. Avenida Mateo Bei, 2.200– São Mateus - 2ª Vara de Falências. Requerente: Banco Safra S/A. Requerido: Santa Cruz Confecção de Roupas Ltda. Rua 21 de Abril, 1.467/1.469/ - Brás - 1ª Vara de Falências.


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

DIÁRIO DO COMÉRCIO

ECONOMIA/LEGAIS - 19 BIOCAPITAL PARTICIPAÇÕES S.A.

CNPJ/MF nº 07.814.533/0001-56 - NIRE 35.300.328.302 Ata de Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária realizada em 31 de maio de 2011 Data, Hora e Local: Aos 31 dias do mês de maio de 2011, às 10:30 horas, na sede social da Companhia, na Av. nhia, que passa a vigorar com a seguinte redação: “Artigo 3º - A Companhia tem por objeto social: (a) A represenIndustrial, nº 360, Parte, na Cidade de Charqueada, no Estado de São Paulo. Presença: Acionistas representan- tação comercial, nacional e internacional, podendo importar e exportar matéria prima e produtos acabados, e do 77,19 % do capital social, conforme assinaturas constantes do Livro de Presença de Acionistas. Publicações: logística em geral; (b) A atuação no ramo de produção, armazenamento e distribuição de biocombustíveis, (i) Edital de Convocação da presente assembléia publicado nos dias 16 de maio de 2011, 18 de maio de 2011 e solventes e seus respectivos subprodutos e derivados; (c) O cultivo de áreas destinadas ao plantio de culturas, 20 de maio de 2011, no jornal Diário do Comércio; e (ii) Demonstrações Financeiras de 2010 publicadas no dia na qualidade de proprietária ou arrendatária, desde que relacionados com a produção e distribuição de 09 de maio de 2011 no jornal Diário do Comércio. Composição da Mesa: Sr. Roberto Jaime Engels - Presidente; biocombustíveis, solventes e seus respectivos subprodutos e derivados; (d) A comercialização, compra e venda, Sr. Marcos Roberto Sponton - Secretário. Ordem do Dia: (i) apreciação das contas dos administradores, exame, distribuição, importação e exportação de graxas e lubrificantes; (e) A participação em outras sociedades comerdiscussão e votação das demonstrações financeiras referentes ao exercício social findo em 31 de dezembro de ciais ou civis, como sócio ou acionista, bem como a compra e venda de bens, móveis ou imóveis, no País e/ou no 2010; (ii) deliberação sobre a proposta de destinação do resultado do exercício de 2010; (iii) atualização do limite exterior, desde que relacionados com a produção e distribuição de biocombustíveis, solventes e seus respectivos de valor da remuneração global dos administradores da Companhia; (iv) eleição dos membros do Conselho de subprodutos e derivados; (f) A fabricação e comercialização de produtos químicos para defensivos agrícolas e Administração da Companhia; (v) alteração do objeto social da companhia e, conseqüentemente, alterar o Artigo insumos químicos para diversas indústrias; (g) A prestação de serviços de consultoria, no ramo químico e de 3º do Estatuto Social da Companhia; (vi) alteração da sede da companhia e, conseqüentemente, alterar o Artigo biocombustíveis, desenvolvimento de matérias primas, análise de produtos e intermediação de negócios; (vi) a 2º do Estatuto Social da Companhia; (vii) deliberação sobre os estudos feitos e os motivos da não separação da alteração da sede da Companhia para Avenida Industrial nº 360, Bairro Bela Vista, na Cidade de Charqueada, subsidiária Biosol da Biocapital; e (viii) apresentar a situação operacional e financeira da empresa e deliberar Estado de São Paulo, CEP: 13.515-000 e, conseqüentemente, o Artigo 2º do Estatuto Social da Companhia, que sobre as potenciais alternativas para saneamento financeiro. Deliberações: Os acionistas presentes delibera- passa a vigorar com a seguinte redação: “Artigo 2º - A Companhia tem sede e foro na Cidade de Charqueada, ram, por unanimidade, sem reservas ou ressalvas, abstendo-se de votar os legalmente impedidos: (i) A Estado de São Paulo, na Avenida Industrial nº 360, Bairro Bela Vista, CEP 13.515-000, podendo instalar e aprovação do Relatório da Administração e das Demonstrações Financeiras referentes ao exercício findo em 31 encerrar filiais, agências, depósitos, escritórios, representações e quaisquer outros estabelecimentos no País de dezembro de 2010, as quais foram devidamente publicadas na forma da Lei; (ii) A destinação do resultado do ou no exterior, por deliberação do Conselho de Administração; (vii) a explicação - restou decidida pela manuexercício de 2010, no montante de R$ 202.068,99 (duzentos e dois mil, sessenta e oito reais e noventa e nove tenção da Biocapital no quadro societário da empresa Biosol até o momento; (viii) apresentada a situação centavos), conforme consta das Demonstrações Financeiras do exercício social encerrado em 31 de dezembro operacional e financeira e que foram aprovadas todas as iniciativas sendo tomadas pela Diretoria, com atende 2010 será destinado para amortização de parte do saldo de prejuízos acumulados; (iii) A fixação do valor da ção especial na venda de ativos que a empresa não utiliza no seu processo atual de produção de biodiesel, remuneração global anual dos administradores da Companhia, em até R$ 2.400.000,00 (dois milhões e quatro- assim como a venda da Biosol Agroindústria SA, sendo que uma eventual proposta deverá ser submetida a centos mil reais), observadas as metas estabelecidas pela Administração, para o exercício social de 2011, nos uma AGE para a sua apreciação e aprovação. Na data, nenhum acionista se mostrou interessado na possibilitermos do Artigo 11, “ii” do Estatuto Social da Companhia; (iv) a reeleição, para um mandato de 02 (dois) anos, dade de capitalizar a Companhia, mas foi aprovado a possibilidade de capitalização de dívidas ou aportes, por os seguintes membros para compor o Conselho de Administração da Companhia: (a) Roberto Jaime Engels, um valor pre-money de R$71/ação, por um prazo máximo de 120 dias a partir da presente data. Encerramenbrasileiro, casado, empresário, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, Brasil, to: Nada mais havendo a tratar, e como nenhum dos presentes quisesse fazer uso da palavra, foram com escritório na Rua Pamplona, n.º 1.018, 4º andar, CEP 01405-001, portador do RG nº 37.853.000-3 SSP/SP encerrados os trabalhos, lavrando-se a presente ata na forma de sumário, conforme o disposto no parágrafo 1º e inscrito no CPF/MF sob o nº 154.105.658-27, como Presidente do Conselho de Administração; e (b) Henri de do Artigo 130 da Lei n.º 6.404/76, a qual foi lida, achada conforme e assinada. a) Mesa: Roberto Jaime Engels Kerchove de Denterghem, belga, casado, engenheiro, portador do documento de identidade para estrangeiro, - Presidente; Marcos Roberto Sponton – Secretário. Acionistas: (a) Marina Lagreca; (b) Los Manantiales S.A. R.N.E. n° W595366-W, inscrito no CPF/MF sob o n.º 811.370.368-34, residente e domiciliado na Cidade de São Com. Fin. Y de Bienes Racíes, p.p. Roberto Jaime Engels; (c) Jacques Louis Arthur de Montalembert p.p. Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Báculo, nº 44, CEP 04748-050; e (c) Jacques Louis Arthur de Roberto Jaime Engels; (d) Henri de Kerchove de Denterghem; (e) Eduardo Schimmelpfeng da Costa Coelho; Montalembert, francês, casado, empresário, portador do Passaporte nº 99RE18439, inscrito no CPF/MF sob (f) William Engels p.p. Roberto Jaime Engels; (g) Nicolas Brunswig p.p. Roberto Jaime Engels (h) Société nº 232.932.658-04, residente e domiciliado na Cidade de Buenos Aires, Argentina, na Rua Cerrito 1370, 7º an- Financière des Sucres S.A., p.p. Henri de Kerchove de Denterghem; (i) Maroun Tabet; (j) Roberto Jaime dar, CEP 1010, ambos como Conselheiros efetivos. Os conselheiros ora eleitos declararão, sob as penas da lei, Engels; (k) Blue Legacy Holding Corp. p.p. Ricardo Magalhães; (l) Credicomm Consultoria Ltda. p.p. Hirochi que cumprem todos os requisitos previstos no art. 147 da Lei nº 6.404/76 para a sua investidura como membros Akabane; (m) Andrew John Pacey; (n) Jadir Teixeira Barbosa; e (o) Roberto Luis Menezes Cabral p.p. do Conselho de Administração da Companhia e tomarão posse em seus cargos mediante a assinatura dos res- Antonio Vilemar Magalhães. Certifico que a presente é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. Charqueada, pectivos Termos de Posse lavrados no Livro de Atas de Reuniões do Conselho de Administração da Companhia; 31 de Maio de 2011. Marcos Roberto Sponton - Secretário. Arquivado na JUCESP em 08/09/2011, sob (v) a alteração do objeto social da Companhia e, conseqüentemente, o Artigo 3º do Estatuto Social da Compa- nº 362.304/11-7. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

Fischer S/A - Comércio, Indústria e Agricultura CNPJ nº 33.010.786/0001-87 - NIRE nº 35.300.040.724 Extrato da Ata da Assembleia Geral Extraordinária Realizada em 14/10/2011 Dia, Hora e Local: 14/10/2011, às 08:00 hs., na R: João Pessoa, 305, em Matão (SP). Convocação e Presença: Convocação dispensada nos termos do § 4º do art. 124 da Lei nº 6.404/76, em face da presença da totalidade dos acionistas da Cia. Mesa: Presidenta: Maria do Rosário Fischer; Secretário: Julio Alvarez Boada. Ordem do Dia/Deliberações: Por unanimidade e sem reservas: Retificar o “Memorial Descritivo dos bens imóveis e respectivas benfeitorias” constante do acervo da Fischer Fraiburgo Agrícola Ltda., NIRE nº 42.200.731.534, empresa incorporada por esta Sociedade através da AGE realizada em 31/12/2006, às 20:00 hs., cuja Ata foi devidamente arquivada na JUCESP sob o nº 195.230/07-3. A retificação ora realizada tem como fim específico a inclusão de um imóvel e adequação do valor atribuído a um dos imóveis relacionados no referido Memorial Descritivo, sem que ocorra qualquer alteração do valor total do ativo imobilizado da incorporada Fischer Fraiburgo Agrícola Ltda. O imóvel incluído está identificado no Memorial Descritivo sob o nº 107, conf. anexo Laudo de Avaliação e respectivos anexos emitido em 30/09/2011 e assinado pelos mesmos avaliadores indicados na AGE de 31/12/2006 acima mencionada, cujo Laudo de Avaliação e anexos fazem parte integrante e indissociável da presente Ata, para todos os fins e efeitos legais. Ficam ratificadas todas as demais cláusulas e condições do mencionado Laudo de Avaliação e respectivos anexos que não tenham sido alterados através desta Assembléia Geral Extraordinária. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foram encerrados os trabalhos, dos quais se lavrou, a presente ata que, lida e achada conforme, vai assinada pelos presentes, não tendo comparecido o Conselho Fiscal por não encontra-se instalado. (aa) Presidenta: Maria do Rosário Fischer; Secretário: Julio Alvarez Boada. Acionistas presentes: (aa) Citrosuco International N.V., neste ato representada por seus diretores José Lopes Celidônio e Tales Lemos Cubero; Maria do Rosário Fischer; Bianca Helena Fischer de Moraes; Ana Luisa Fischer Marcondes Ferraz; Alessandra Fischer de Souza Santos; e Renata Fischer Fernandes. Certificamos que a presente Ata é cópia fiel da original lavrada no livro competente. Matão (SP), 14/10/2011. Maria do Rosário Fischer Presidente; Julio Alvarez Boada - Secretário. JUCESP nº 432.259/11-9 em 31/10/2011. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

Banco Bradesco Financiamentos S.A. CNPJ no 07.207.996/0001-50 - NIRE 35.300.113.420 Ata da Reunião da Diretoria realizada em 5.10.2011 Aos 5 dias do mês de outubro de 2011, às 9h45, na sede social, Cidade de Deus, Prédio Prata, 4 o andar, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900, reuniram-se os membros da Diretoria sob a presidência do senhor Luiz Carlos Trabuco Cappi. Ausente o senhor Laércio Albino Cezar, em férias e Domingos Figueiredo de Abreu, em viagem ao Exterior. Durante a reunião, os Diretores registraram o pedido de renúncia ao cargo de Diretor Vice-Presidente da Sociedade, formulado pelo senhor Norberto Pinto Barbedo, em carta desta data, cuja transcrição foi dispensada, a qual será levada a registro juntamente com esta Ata, consignando-se, nesta oportunidade, agradecimentos pelos serviços prestados durante sua gestão. Nada mais foi tratado, encerrando-se a reunião e lavrando-se esta Ata, que os Diretores presentes assinam. aa) Luiz Carlos Trabuco Cappi, Julio de Siqueira Carvalho de Araujo, Ademir Cossiello e Fernando de Araújo Perrelli Junior. Declaramos para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. Banco Bradesco Financiamentos S.A. aa) Julio de Siqueira Carvalho de Araujo e Domingos Figueiredo de Abreu. Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo Certifico o registro sob número 438.023/11-0, em 1 o.11.2011. a) Kátia Regina Bueno de Godoy Secretária Geral.

Fischer S/A - Agroindústria CNPJ nº 52.311.529/0001-20 - NIRE nº 35.300.021.703 Ata da Reunião do Conselho de Administração Realizada em 29/09/2011 Dia, Hora e Local: 29/09/2011, às 11:00 hs, na sede social, na R: João Pessoa, 305, na cidade de Matão (SP). Presença: Presente a totalidade dos membros deste Conselho de Administração. Mesa Dirigente: Maria do Rosário Fischer - Presidenta e Sérgio Adriano Gomes Machado - Secretário. Ordem do Dia: Prestação de garantia em favor da Fischer S.A. - Comércio, Indústria e Agricultura. Deliberações Tomadas, por Unanimidade dos Votos dos Conselheiros e s/Reservas: Nos termos do art. 23 do Estatuto Social desta Sociedade: (i) autorizar a prestação de garantia no “Export Financing Agreement” a ser firmado pela Fischer S.A. - Comércio, Indústria e Agricultura, inscrita no CNPJ sob nº 33.010.786/0001-87 c/o Standard Chartered Bank (Agência de New York, United States), no valor principal de US$ 30,000,000.00 a ser acrescido de juros e correções previstas no referido “Export Financing Agreement”; e (ii) em consequência, ficam os membros da diretoria, na forma do Estatuto Social desta Sociedade, autorizados a promover todos os atos necessários p/a efetivação da deliberação ora aprovada, inclusive assinar o “Export Financing Agreement”, eventuais aditivos, e outros documentos necessários. Encerramento: Nada mais havendo a tratar e como nenhum dos membros do Conselho de Administração houvesse desejado fazer qualquer pronunciamento, foi lavrada a presente Ata, que lida e achada conforme, foi assinada por todos os presentes. (aa) Maria do Rosário Fischer Presidenta e Sérgio Adriano Gomes Machado - Secretário; Maria do Rosário Fischer; Bianca Helena Fischer de Moraes; Ana Luisa Fischer Marcondes Ferraz; Alessandra Fischer de Souza Santos; e Renata Fischer Fernandes. Certificamos que a presente Ata é cópia fiel da original lavrada no livro competente. Matão (SP), 29/09/2011. Maria do Rosário Fischer - Presidenta; Sérgio Adriano Gomes Machado - Secretário. JUCESP nº 429.912/11-0 em 25/10/2011. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

EDITAL PARA CONHECIMENTO DE TERCEIROS, EXPEDIDO NOS AUTOS DE INTERDIÇÃO DE BRIGITTE REGINA KIALKA, REQUERIDO POR BENNO FRANZ KIALKA Processo nº 0128690-66.2008.8.26.0002 O(A) Dr(a). Silvana Malandrino Mollo, MM. Juiz(a) de Direito da 2ª Vara da Família e Sucessões do Foro Regional II - Santo Amaro, Comarca de São Paulo do Estado de São Paulo, na forma da lei, etc., FAZ SABER aos que o presente edital virem ou dele conhecimento tiverem que, por sentença proferida em 27 de julho de 2011, foi decretada a INTERDIÇÃO de Brigitte Regina Kialka, declarando-o(a) absolutamente incapaz de exercer pessoalmente os atos da vida civil e nomeado(a) como CURADOR(A), em caráter DEFINITIVO, o(a) Sr(a). Benno Franz Kialka. O presente edital será publicado por três vezes, com intervalo de dez dias, e afixado na forma da lei. Nada mais. Dado e passado na cidade de São Paulo em 03 de outubro de 2011.

Banco Bankpar S.A. CNPJ no 60.419.645/0001-95 - NIRE 35.300.021.355 Ata da Reunião da Diretoria realizada em 6.10.2011 Aos 6 dias do mês de outubro de 2011, às 10h50, na sede social, Cidade de Deus, Prédio Prata, 4o andar, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900, reuniram-se os membros da Diretoria sob a presidência do senhor Luiz Carlos Trabuco Cappi. Durante a reunião, os Diretores deliberaram: 1) registrar o pedido de renúncia ao cargo de Diretor Vice-Presidente da Sociedade, formulado pelo senhor Norberto Pinto Barbedo, em carta de 5.10.2011, cuja transcrição foi dispensada, a qual será levada a registro juntamente com esta Ata, consignando-se, nesta oportunidade, agradecimentos pelos serviços prestados durante sua gestão;............................... .................................................................................................................................................................................................................................................................... Nada mais foi tratado, encerrando-se a reunião e lavrando-se esta Ata, que os Diretores presentes assinam. aa) Luiz Carlos Trabuco Cappi, Julio de Siqueira Carvalho de Araujo, Domingos Figueiredo de Abreu, Marcos Bader e Vinicius Urias Favarão. Declaramos que a presente é cópia fiel de trecho da Ata da Reunião da Diretoria, realizada em 6 de outubro de 2011, lavrada em livro próprio. Banco Bankpar S.A. aa) Julio de Siqueira Carvalho de Araujo e Domingos Figueiredo de Abreu. Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 433.104/11-9, em 1 o.11.2011. a) Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

Bankpar Arrendamento Mercantil S.A. CNPJ no 27.098.060/0001-45 - NIRE 35.300.151.372 Ata da Reunião da Diretoria realizada em 6.10.2011

Fischer S/A - Comércio, Indústria e Agricultura CNPJ nº 33.010.786/0001-87 - NIRE nº 35.300.040.724 Ata da Reunião do Conselho de Administração Realizada em 14/10/2011 Dia, Hora e Local: 14/10/2011, às 10:00 hs., na R: João Pessoa, 305, na cidade de Matão-SP. Presença: Presente a totalidade dos membros deste Conselho de Administração. Mesa Dirigente: Maria do Rosário Fischer - Presidenta e Julio Alvarez Boada - Secretário. Ordem do Dia: Abertura de filial. Deliberações Tomadas, por Unanimidade dos Votos dos Diretores e sem Reservas: Nos termos do Estatuto Social desta Sociedade: (i) Aprovar a abertura da filial denominada “Depósito Terceiros Bebedouro” na R: Lucas Evangelista, nº 1, p Bairro Centro, Município de Bebedouro (SP), CEP 14700-425. Atividade: Depósito de mercadorias p/terceiros, exceto armazéns gerais e guarda-móveis; (ii) Atribuir, para efeitos legais, o Capital de R$ 1.000,00 p/a filial ora aberta; e (iii) Autorizar a Diretoria a praticar todos os atos necessários a fim de que sejam efetivadas as deliberações acima aprovadas. Encerramento: Nada mais havendo a tratar e como nenhum dos membros do Conselho de Administração houvesse desejado fazer qualquer pronunciamento, foi lavrada a presente Ata, que lida e achada conforme, foi assinada por todos os presentes. (aa) Maria do Rosário Fischer - Presidenta e Julio Alvarez Boada Secretário; Maria do Rosário Fischer; Bianca Helena Fischer de Moraes; Ana Luisa Fischer Marcondes Ferraz; Alessandra Fischer de Souza Santos; e Renata Fischer Fernandes. Certificamos que a presente Ata é cópia fiel da original lavrada no livro competente. Matão (SP), 14/10/2011. Maria do Rosário Fischer - Presidenta; Julio Alvarez Boada - Secretário. JUCESP nº 432.292/11-1 em 31/10/2011. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretário Geral.

TF INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MODAS LTDA., inscrita no CNPJ /MF sob o nº 45.899.606/0011-10, I.E. n° 112.919.715.117, estabelecida na Av. Ibirapuera, nº 3103, Loja M-042, Indianópolis, CEP 04029-200 - São Paulo - SP, por seu representante legal, DECLARA, sob as penas da lei, que extraviou os formulários série 3, modelo 1, AIDF 182178846907, nº 173.706 a 174.000, não utilizados pelo contribuinte, e os formulários série D, modelo Bloco, AIDF 1394, nºS 7001 a 7703, emitidos pelo contribuinte e 7704 a 10.000, em branco e não utilizados, ambos relativos à mesma AIDF.

Aos 6 dias do mês de outubro de 2011, às 8h15, na sede social, Alameda Rio Negro, 585, 11o andar, conjunto 112-B, Barueri, SP, CEP 06454-000, reuniram-se os membros da Diretoria sob a presidência do senhor Luiz Carlos Trabuco Cappi. Ausente o senhor Laércio Albino Cezar, em férias. Durante a reunião, os Diretores deliberaram: 1) registrar o pedido de renúncia ao cargo de Diretor da Sociedade, formulado pelo senhor Norberto Pinto Barbedo, em carta de 5.10.2011, cuja transcrição foi dispensada, a qual será levada a registro juntamente com esta Ata, consignando-se, nesta oportunidade, agradecimentos pelos serviços prestados durante sua gestão;.................................................................................................................................. ............................................................................................................................................ Nada mais foi tratado, encerrando-se a reunião e lavrando-se esta Ata, que os Diretores presentes assinam. aa) Luiz Carlos Trabuco Cappi, Julio de Siqueira Carvalho de Araujo e Domingos Figueiredo de Abreu. Declaramos que a presente é cópia fiel de trecho da Ata da Reunião da Diretoria, realizada em 6 de outubro de 2011, lavrada em livro próprio. Bankpar Arrendamento Mercantil S.A. aa) Julio de Siqueira Carvalho de Araujo e Domingos Figueiredo de Abreu. Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 433.105/11-2, em 1 o.11.2011. a) Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

TF INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MODAS LTDA., inscrita no CNPJ /MF sob o nº 45.899.606/0006-53, I.E. n° 112.186.480.110, estabelecida na Av. Brigadeiro Faria Lima, nº 2232, Loja X84, Jd. Paulistano, CEP 01451-000 - São Paulo - SP, por seu representante legal, DECLARA, sob as penas da lei, que extraviou os formulários série D, modelo Bloco, AIDF 232, nos 001 a 1248 emitidos pelo contribuinte, e os formulários em branco 1249 a 1500 não utilizados pelo contribuinte, ambos relativos à mesma AIDF.

TF INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MODAS LTDA., inscrita no CNPJ /MF sob nº 45.899.606/040-55, I.E. n° 113.583.818.112, estabelecida na Av. Roque Petroni Júnior, 1089, Jardim das Acácias, CEP 04707000, por seu representante legal, DECLARA, sob as penas da lei, que extraviou os formulários série 3, modelo 1, AIDF 182178846907, nos 178.001 a 178344, emitidos e em branco, bem como o formulário série 4, modelo 1, AIDF 82765, nº 128.778, não utilizado pelo contribuinte.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: COMUNICADO Comunicamos o cancelamento das Concorrências nos 70/00506/11/01, 70/00490/11/01, 70/00534/11/01, 70/ 00542/11/01, 70/00571/11/01 e 70/00589/11/01, por conter erro no edital.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20

e

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

No Estado de São Paulo, o Ministério Público ofereceu denúncia de sonegação fiscal contra 97 empresas e 150 pessoas – a maior parte ligada ao setor de distribuição de combustíveis.

conomia

Bando roubava cartões nos Correios A Quadrilha desviava plásticos de dois centros de triagem da estatal, comprava a crédito após desbloqueio e clonava. Prejuízo alcança ao menos R$ 4 milhões.

gentes da Polícia Federal de São Paulo cumpriram ontem 42 mandados de prisão e 58 mandados de busca e apreensão em municípios da Grande São Paulo e interior do Estado contra uma quadrilha que desviava cartões de crédito de dois centros de triagem dos Correios e os utilizava após desbloqueio fraudulento. De acordo com a PF, a quadrilha causou um prejuízo estimado em R$ 4 milhões somente com o desvio de cartões da Caixa Econômica Federal (CEF), de janeiro de 2010 até outubro de 2011. Esse valor pode triplicar, caso sejam computadas as fraudes realizadas com cartões de outros bancos. A quadrilha também fazia a clonagem de cartões de crédito e de débito e atuava na falsificação de cheques. Os investigados fazem compras, transferências bancárias e pagamentos de boletos bancários com os cartões subtraídos dos Correios e com outros cartões clonados. A Operação Crédito Fácil foi feita por 250 policiais que cumpriram os mandados expedidos pela 1ª Vara Federal Criminal da Capital paulista, Itapetininga e Limeira, estas duas no interior de São Paulo. A Justiça Federal decretou o bloqueio de ativos financeiros e veículos dos envolvidos. (AE)

Marcio Fernandes/AE

Material apreendido na Operação Crédito Fácil chega à Superintendência da Polícia Federal, em SP: ação cumpriu 42 mandados de prisão e 58 mandados de busca e apreensão.

Sonegação fiscal: operação denuncia esquema de R$ 1,5 bi. Crimes foram apontados por trabalho conjunto das secretarias da Fazenda e Ministério Público. Ação foi realizada ontem em 16 Estados e Distrito Federal. Sérgio Castro/AE

U

Combustíveis: um dos principais objetivos da operação foi o combate a irregularidades no recolhimento de tributos por parte de distribuidoras.

ma operação conjunta das secretarias da Fazenda de 16 Estados e do Distrito Federal e das representações do Ministério Público, realizada ontem, resultou na denúncia de R$ 1,5 bilhão em crimes de sonegação fiscal. Nas ações geradas a partir de uma investigação que teve início em abril deste ano, foram denunciadas 473 empresas e 765 pessoas – cujos nomes não foram revelados. Responsável por coordenar a operação, o Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas não tinha, até então, informações sobre mandatos de prisão expedidos nos Estados. A maior parte dos crimes se refere à sonegação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de serviços ICMS. Ao todo, os investigadores apuraram R$ 16,4 bilhões em multas e outras representações fiscais de crimes de sonegação que não foram ainda alvo de denúncia. Um dos principais objetivos da operação foi o combate a ir-

regularidades no recolhimento de tributos por parte de distribuidoras de combustíveis, segundo Osvaldo Trigueiro do Vale Filho, presidente do grupo e procurador-geral da Paraíba. O Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas é vinculado ao Conselho Nacional de Procuradores-Gerais. Em São Paulo, o Ministério Público ofereceu denúncia contra 97 empresas e 150 pessoas – a maior parte também ligado ao setor de distribuição de combustíveis. Para Vale Filho, o "grande problema" desse tipo de operação é que o "retorno" dos tributos sonegados é "muito tímido". Menos de 10% do total devido, diz, voltam para os cofres públicos. A operação foi realizada nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Ceará, Paraná, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Amapá, Paraíba, Amazonas, Pará, Sergipe, Minas Gerais, Bahia, além do Distrito Federal. (Folhapress)

Tiago Queiroz/AE

Prejuízo em São Paulo soma quase R$ 12 bilhões

M

ais de 6,5 mil representações penais por crimes de sonegação fiscal, no valor de R$ 11,8 bilhões, foram encaminhadas ao Ministério Público de São Paulo, que participou da megaoperação contra fraude fiscal deflagrada em quase todo o País ontem. Os débitos constituídos de ofício ou declarados e não recolhidos por setores em sistema de substituição tributária no ano de 2011 somam créditos não pagos no valor total de R$ 11.826.469.913,58. O MP, após análise, determinará a abertura de inquérito policial contra os sócios das empresas e demais pessoas que participaram das infrações para responderem pelo crime de sonegação fiscal. A operação foi feita pela Secretaria da Fazenda do Estado, em 60 cidades de São Paulo e na Capital paulista. Combustíveis – As equipes de fiscalização realizaram também a coleta de amostras de combustíveis de

104 postos em todo o Estado. O material será enviado para o laboratório da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para análise. A força-tarefa efetuou também a cassação da inscrição estadual de 18 estabelecimentos por venda de combustível adulterado, seis por falta de renovação da inscrição estadual, dois por não localização e relacrou dois postos que funcionavam com liminar e tiveram a ordem judicial revogada. No município de Diadema, foram retiradas as bombas de um posto que, apesar de ter a inscrição estadual cassada, havia rompido os lacres e retomado ilegalmente a venda de combustíveis. As ações envolveram, além do setor de combustíveis, a fiscalização de 48 estabelecimentos de comércio popular e a verificação da regularidade de carga e descarga de mercadorias em 37 shopping centers de vários municípios do Estado. (AE)

Hidrelétrica de Itaipu: para a Aneel, consumidor não deve pagar pela ineficiência da distribuidora de energia.

Setor de energia elevará investimentos

A

mudança dos parâmetros que balizarão os reajustes das contas de energia nos próximos anos, que exigem mais eficiência e mais qualidade das distribuidoras, deve elevar em 37,5% os investimentos anuais das empresas do setor. A avaliação é do diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hübner.

"Os técnicos da agência mostraram que as empresas investiram cerca de R$ 8 bilhões em 2010. Fazendo as contas para o nível médio de eficiência do terceiro ciclo, chegamos a R$ 11 bilhões, sem computar o fator de qualidade", afirmou Hübner. Para ele, se a distribuidora não é eficiente, não é o consumidor que tem de pagar por isso. Ao aplicar o novo indicador

criado pela Aneel, que faz uma ligação direta entre qualidade e preço da tarifa, esse nível de investimentos pode subir ainda mais, se a distribuidora se enquadrar no nível máximo de qualidade. "Considerando o indicador, elas podem comportar investimentos de até R$ 14 bilhões, quase o dobro do ano passado", disse Julião Coelho, um dos diretores da Aneel. (AE)

DC 10/11/2011  

Diário do Comércio

Advertisement