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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 6, 7 e 8 de abril de 2013
5 ELEIÇÃO MICARETA 16 municípios que tiveram as eleições de outubro anuladas pela Justiça Eleitoral escolheram ontem seus prefeitos. Em São Paulo, houve pleito em Eldorado, onde Eduardo Fouquet (PMDB) venceu.
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Agora, PSC colhe os louros da discórdia. Reprodução
Caso do pastor da discórdia Marcos Feliciano acaba projetando o partido, que já fala em Presidência.
Malu agora é minha esposa, minha família, minha inspiração pra cantar. Daniela Mercury, no Instagram, ao "sair do armário" e declarar sua união com a também baiana Malu Verçosa.
Cris Fraga/Estadão Conteúdo
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mbalado na polêmica em torno do deputado pastor Marco Feliciano (SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, o PSC ganhou visibilidade e faz planos para sair da sombra de seu maior aliado, o PMDB. Tradicional coadjuvante nas alianças capitaneadas pelos peemedebistas, o PSC já fala em lançar candidato próprio à sucessão da presidente Dilma Rousseff em 2014. A candidatura faz parte da estratégia do partido de ampliar as bancadas federais e eleger, pelo menos, um governador. Internamente, Feliciano e o vice-presidente e homem forte do PSC, pastor Everaldo Pereira, disputam a vaga de candidato. "A decisão é que teremos candidatura própria à presidência da República. Ser inteligente é fazer o que outros inteligentes fizeram. E o PT foi inteligente em fazer o Lula ser candidato à Presidência três vezes, antes de ganhar a eleição, diz Everaldo." Cauteloso, ele desconversa ao ser questionado sobre a própria candidatura: "Sou soldado do PSC, que é um partido democrático. Todos os que quiserem podem disputar". Embora o nome de Everaldo seja referendado pelas principais lideranças, Marco Feliciano, acusado de racismo e homofobia, também colocou seu nome à disposição do partido. Em uma reunião de presidentes de diretórios em Salvador no ano passado, ele se entusiasmou. Declarou que conhece bem o Brasil, já que percorre todo o País em suas pregações a milhares de pessoas. Por isso, teria condições de impulsionar a candidatura. Recentemente, seus apoiadores passaram a estimular a ideia nas redes sociais.
O que move o governo em todas as áreas é a lógica da reeleição. Senador Aécio Neves (PSDB-MG). Aécio é um dos homens públicos que eu diria vocacionado para servir ao nosso País. Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo . Werther Santana/Estadão Conteúdo
Nós e os movimentos sociais não vamos parar de avançar no Brasil e de construir políticas de direitos humanos por causa do deputado Feliciano. Maria do Rosário Nunes, ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, contra a permanência do deputado pastor Marco Feliciano (PSCSP) à frente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Da mesma forma que o acusado é obrigado a comparecer para prestar seu depoimento, a lei processual penal também lhe garante a tranquilidade para prestar esse depoimento. Quero garantir a tranquilidade do interrogando. Ricardo Lewandowski, ministro do STF, ao decidir que o depoimento do pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) será fechado. Felipe Sampáio/STF
Marcos de Paula/Estadão Conteúdo
PROTESTOS DA VEZ – As manifestações contra o deputado -pastor Marcos Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias continuaram neste fim de semana. Ontem à tarde, em São Paulo (acima) a concentração reuniu os manifestantes na Av. Paulista e Consolação. No Rio de Janeiro (ao lado), mais de 1,2 mil pessoas – como o deputado Jean Wyllys e a atriz Luana Piovani – com cartazes, faixas e bandeiras, desfilaram pela praia de Copacabana ontem de manhã.
Mesmo assim, aliados e companheiros de partido defendem que o deputado aproveite o destaque e volte à Câmara com uma votação estrondosa. "Do jeito que conheço o meio evangélico, o Feliciano se elege com mais de um milhão de votos no ano que vem e traz com ele uns três deputados", afirmou o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ).
A pretensão do PSC em ter candidatura própria é calcada na trajetória do partido que, em 10 anos, passou de sigla nanica a emergente. Com apenas um deputado federal em 2003, o PSC começou a crescer depois que o ex-governador Anthony Garotinho (PR-RJ) resolveu usar a sigla como satélite de eventual candidatura sua à Presidência da República, em 2006.
A escalada do PSC se traduz em cifrões. O fundo aumentou 800 vezes nesses 10 anos. Em 2003, com somente um deputado, a sigla recebia R$ 12,7 mil em recursos federais. Em 2012, arrecadou um total de R$ 10,7 milhões. O PSC tem 380 mil filiados e, embora a maioria da bancada seja egressa da Assembleia de Deus, lideranças da sigla refutam a pecha de partido evangélico.
Reforma política é 'moderada'
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pesar de não haver acordo sobre vários pontos a serem votados amanhã, a proposta de reforma entrará em votação no plenário da Câmara. O relator da matéria, deputado Henrique Fontana (PT-RS), disse que preparou um relatório "moderado." "O meu relatório visa a fazer de forma moderada para poder reformar, porque se fosse radicalizar na reforma me isolo e não aprovo." Para a votação os líderes indicaram cinco pontos importantes para a reforma, mas não há acordo no mérito da matéria. Os temas são: financiamento
Não é criando novas cortes que se resolverá o problema de excesso de trabalho. Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, a respeito da PEC que cria tribunais regionais federais em BH, Salvador, Curitiba e Manaus.
Valter Campanato/ABr
Acusações foram feitas, e até podem continuar a ser feitas, e nada foi provado. César Borges, novo ministro dos Transportes. Deus ama aquele que dá com alegria e foi isso que eu fiz. Paulo Sérgio Passos, ministro interino dos Transportes, citando a Bíblia ao deixar o cargo.
Entre os temas a serem apreciados estão duas propostas de emenda à Constituição (PECs) e um projeto de lei. As PECs tratam do fim das coligações proporcionais e da coincidência das eleições de vereadores, prefeitos, deputados estaduais, distritais e federais, senador, governador e presidente da República. Pela proposta, os eleitos nas eleições municipais de 2016 terão mandato de 6 anos, em vez de 4, para que em 2022 possam ser realizadas eleições gerais em todos os níveis. O projeto de lei prevê o financiamento público
exclusivo das campanhas eleitorais e modificações de regras do sistema eleitoral. Como estratégia para tentar viabilizar a aprovação da mudanças, Fontana sugeriu que seja votado primeiro o projeto de lei. "É importante começar pelo projeto de lei, primeiramente, pelo quórum. Com 257 votos se aprova um projeto de lei. Segundo, que ao aprovar o projeto de lei ou rejeitá-lo parcialmente, abre-se uma fase de votação de emendas", explicou. "Votado o texto principal do projeto de lei podemos ter a votação de 10, 15, 20 emendas, uma por uma."
Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo
Dilma e a mulher de Lula
No que se refere à população, nós somos bemsucedidos. Nós não vemos saque, não há nenhuma parte da população, que nós saibamos, que esteja passando fome e que tenha de fazer ações para preservar a própria sobrevivência. Presidente Dilma Rousseff, em reunião do conselho deliberativo da Sudene, em Fortaleza.
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ED Ferreira/Estadão Conteúdo
A nossa visão é a de simplificar e reduzir a cobrança de encargos. Carlos Sampaio (SP), líder do PSDB na Câmara dos Deputados.
público de campanha; fim das coligações, coincidência das eleições; ampliação da participação popular na apresentação de projetos e a instituição da lista flexível e candidatos. "O maior desejo que tenho e o convite que faço à sociedade brasileira e aos meus colegas do Parlamento é que possamos votar a matéria. Não sei se as minhas propostas vão ser aprovadas ou rejeitadas, mas é muito importante que cada parlamentar e cada partido possa se posicionar perante à sociedade e dizer qual sua opinião sobre cada um dos temas", disse Fontana.
presidente Dilma Rousseff saiu discreta e sigilosamente de Brasília na noite de sábado para comemorar os 63 anos de Marisa Letícia em São Paulo. Dilma e cinco ministros participaram da festa surpresa que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva armou para a mulher no Rodeio, Jardins. A presidente chegou em um Ômega prata, carro não oficial, por volta das 21h30 e ficou lá umas duas horas. O trajeto Brasília-SP foi em avião presidencial. Foi aplaudida ao entrar no salão e cumprimen-
tou um por um antes de se sentar entre Lula e Marisa. Entrou e foi embora pela porta dos fundos, perto da meia-noite. A festa reuniu 90 pessoas – acomodadas em 15 mesas – e entrou na madrugada regada a picanha e doses de whisky. Lá estavam os ministros Edison Lobão (Minas e Energia), Marta Suplicy (Cultura), Alexandre Padilha (Saúde), Mercadante e Guido Mantega (Fazenda), o prefeito Fernando Haddad e família, o cabeleireiro Wanderley Nunes, o médico do casal, Roberto Kalil. A lista foi feita por Lula.
Dilma viajou sigilosamente para a festa surpresa de Marisa, sábado.