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SURPRESAS! Sempre vermelho, logotipo do cubano Granma saiu de luto por Chávez. E o seu DC no mundo, via Reuters.

MORTO, MAS VIVO.

Chávez vive! – entoava a multidão. "Até sempre, comandante" – despediase. Morto, a ser enterrado amanhã, ainda está vivo: é venerado, como se o chavismo fosse religião. Querem-no imortalizar na tumba que Chávez fez para o herói Bolívar.

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

São Paulo, quinta-feira, 7 de março de 2013

Paulo Whitaker/Reuters

O amigo Ahmadinejad profetizou em carta que Chávez ressuscitará com Jesus e o messiânico 12º Íman do Islã. O sírio Assad diz que perdeu um amigo, mas não pode ir ao enterro.

Um filho de Cuba morreu

Conclusão: 23h55

Ano 87 - Nº 23.825

www.dcomercio.com.br

Ressurreição, com Jesus.

"Prócer de Nuestra América", "reencarnação de Bolívar", "filho de Cuba" – os cubanos se esmeraram no adeus a Chávez, que os abastecia com 100 mil barris de petróleo/dia. Havana vive agora a incerteza.

Lula e Dilma vão ao enterro O ex e a presidente partem hoje para Caracas. Dilma seguiu a agonia de Chávez por telefone. E Lula foi sempre seu companheiro generoso e fiel. O Brasil decretou luto oficial.

Página 4 Thiago Teixeira/EC/23/01/2010

Dirceu pede autorização ao STF

Chorão: fim dos dias de luta e de glória.

Jorge Dan Lopez/Reuters

Líder da banda Charlie Brown Jr. é achado morto em São Paulo. Enterro será hoje, em Santos. Pág. 14

José Dirceu, condenado a 10 anos e 10 meses de prisão no julgamento do mensalão, pediu autorização ao Supremo para ir ao funeral. Resposta será divulgada hoje, informa Joaquim Barbosa. Págs. 2, 12 e 13.

Leão devora R$ 300 bi e coelho da Páscoa Impostômetro alcança R$ 300 bilhões hoje à meia-noite. Leão não perdoa bacalhau, ovo de chocolate, colomba pascal... As mordidas do bicho, pág. 26 Cristiane Mattos/Futura Press/Estadão Conteúdo

Esquar tejada, Eliza foi entregue aos cães. Goleiro Bruno acusa seu amigo Bola de ter assassinado a ex-amante, mas diz que não foi o mandante. Pág. 14

Selic mantida a 7,25% Governo aposta no arrefecimento da inflação. Pág. 26 ISSN 1679-2688

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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O novo presidente enfrentará desafios que o carisma de Chávez impedia virarem ameaças ao poder. Roberto Fendt

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NOSSA POSIÇÃO

A MULHER NA ECONOMIA E NA SOCIEDADE

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instituição de 8 de março como o Dia Internacional da Mulher, pela Unesco, em 1977, visava a chamar a atenção para o importante papel por ela desempenhado na economia e na sociedade e para a discriminação existente em muitos países. A razão da escolha da data é controversa, mas seguramente havia motivos para a preocupação das Nações Unidas com a situação feminina em diversas nações, embora seja inegável que ocorreram muitos avanços na luta das mesmas pela igualdade de direitos e o fim da discriminação. Houve grande progresso no Brasil nesse sentido, apesar de ainda estarmos longe do ideal da igualdade. Observa-se expressivo avanço da presença feminina na política, nos negócios, no mercado de trabalho, na cultura, nas artes e em muitos outros campos de atividade, não apenas em termos quantitativos, como no aspecto qualitativo, isto é, da importância das funções exercidas – como a Presidência da República. No campo empresarial, é cada vez mais marcante a participação da mulher, o que pode ser constatado pela pesquisa do GEM sobre a criação de novos empreendimentos no Brasil,

mostrando que em 2012 as empreendedoras atinge, segundo o IBGE, 40,4% do total de emrespondiam por 45,3% dos negócios no País e pregados do setor privado. Também é signique a participação delas cresce a cada ano, de- ficativo o número de mulheres que ocupam vendo brevemente superar os homens na cria- cargos executivos e administrativos, embora seja ainda muito inferior à participação femição de novas empresas. A pesquisa revela ainda que elas apresentam nina nas empresas, e apesar de sua maior escolaridade. maior grau de escolaridade, o que assegura Ao reconhecer o importante studo da consulmelhores condições papel da mulher na economia, toria internaciopara a gestão das emnal Bozz & Compresas, levando sua não podemos ignorar que ainda pany revela que o Brabeleza e delicadeza– há desigualdades e situações de sil ocupa a 46ª posição além dos valores do lar no tocante à participae da família– para o precariedade, exigindo uma ção de mulheres em mundo dos negócios, política mais efetiva de apoio. posições administratitornando-o mais huvas e executivas, conmano e respeitável. forme pesquisa realizada em 128 países. o mercado de trabalho também apreÉ importante destacar que elas continuam sentam crescente a participação, pois conquistando espaços no mundo empresarial embora representem 53,7% da popu- brasileiro, provocando mudança na cultura lação ativa, respondem por 45,4% do total de que ainda explica a desigualdade existente. trabalhadores. Vale destacar que além de Estudo do Banco Mundial, de 2012, aponta crescer mais fortemente do que a participa- que o aumento do emprego feminino na Améção masculina, observa-se o aumento de sua rica Latina, incluindo o Brasil, contribuiu para formalização no mercado de trabalho, a qual uma redução de cerca de 30% da pobreza nos

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países pesquisados. Destaca ainda que essa participação teve impacto importante para "blindar" as famílias na crise de 2008/09, quando o desemprego cresceu significativamente. Deve-se destacar que, no caso do Brasil, a forte queda da taxa de natalidade e a manutenção dos jovens por mais tempo estudando vem provocando escassez de mão de obra e pressionando os salários, o que exigirá não apenas aumento da produtividade, como maior presença feminina no mercado de trabalho. Ao reconhecer o importante papel da mulher na economia, não podemos, no entanto, ignorar que, em muitos casos, existe não apenas desigualdade mas situações de extrema precariedade, estando a exigir uma política mais efetiva de apoio.

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evemos comemorar o Dia Internacional da Mulher não apenas pelo seu importante papel na sociedade e na vida de cada um de nós, mas como um desafio para continuar a lutar para que seus direitos sejam efetivamente reconhecidos e elas possam ocupar a posição que merecem em todos os campos da atividade humana.

A VENEZUELA SEM CHÁVEZ D

isse o colunista Iñaki Gabilondo, do jornal espanhol El País: "Tudo em torno de Chávez sempre foi e sempre será extremo". Nas últimas semanas, alguns na Venezuela diziam que ele deveria ser canonizado e outros que deveria levar um tiro. E tudo o que vier a ocorrer no futuro, no país, terá como pano de fundo a figura de Chávez. O vice-presidente Nicolas Maduro assume temporariamente a chefia do Executivo. O ministro das relações exteriores, Elias Jaua, anunciou eleições no prazo de 30 dias. O mais provável é que não ocorram surpresas, com a vitória de Maduro, o herdeiro do agora canonizado líder do bolivarianismo. A oposição chavista, dividida e desorganizada como sempre foi durante o período de Chávez no poder, tem pouca chance de eleger o sucessor. E as diferenças que ocorrem entre os chavistas dificilmente impedirão Maduro de concorrer e eleger-se. A curto prazo, portanto, salvo eventos imprevisíveis, o quadro está traçado. A médio prazo a situação é mais difícil. Maduro enfrentará o desafio de manter unido o chavismo e de conviver com a oposição. Em vida, Hugo Chávez conseguiu polarizar a sociedade venezuelana, não havendo indiferentes à sua atuação política: na Venezuela, era-se próChávez ou contra Chávez. Com relação às políticas, a posição de Chávez foi também sempre extrema. Na economia, apostou tudo

ROBERTO FENDT

no petróleo – 85% da receita de divisas do país vêm deste produto. Todos os seus outros projetos, como a produção de cimento e de alumínio, fracassaram. Até para comer o povo venezuelano depende das importações de alimentos, tendo como importante fornecedor a Colômbia, sua "inimiga" e vizinha.

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uis a deusa romana Fortuna, que regia a sorte, que os últimos anos fossem de alta consistente do preço do petróleo no mercado internacional. E foi com os recursos do petróleo que Chávez levou adiante uma política

interna populista com assistencialista, que fez ele o herói nacional e assegurou sua popularidade. Foi também o dinheiro do petróleo que permitiu sua projeção internacional em países economicamente tão díspares como Argentina e Cuba, ou tão semelhantes como Honduras e Equador. O que ocorrerá com o expansionismo do Socialismo do Século 21 em boa parte da América Latina e o protagonismo de Chávez no cenário internacional? Como se comportará o exército, sem o comandante Chávez? Se a polarização foi sua

marca política interna, no cenário externo seu governo não foi desprovido de ambiguidades. Seu antiamericanismo não o impediu de ter nos EUA o principal mercado para o petróleo venezuelano.

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decisão do último dia cinco de expulsar dois diplomatas americanos e de acusar os EUA por todas as mazelas da saúde do falecido presidente não é parte dessa ambiguidade: expressa tão somente a decisão de Maduro de fortalecer-se internamente junto aos bolsões mais radicais da política venezuelana.

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

Eleito, o novo presidente enfrentará desafios que o carisma de Chávez impedia se transformarem em ameaças ao poder. A criminalidade no país é mais alta que a nossa e a inflação está nas nuvens. A recente e correta desvalorização do peso venezuelano jogará mais lenha na fogueira inflacionária. Aí residem os riscos. O saudoso Mário Henrique Simonsen costumava dizer que "a inflação aleija, mas o câmbio mata". A frase pode ser invertida na atual conjuntura venezuelana. Sem carisma não será fácil tratar das mazelas que assolam a Venezuela.

Maduro terá de administrar as facções que mantiveram no poder o chavismo e enfrentar uma oposição que o considerará um alvo mais fácil do que o falecido presidente. O novo governante terá necessariamente de ser mais pragmático e menos performático que seu antecessor. A trinta dias das eleições, pode-se desde já apontar os perdedores: os aliados do bolivarianismo, notavelmente os irmãos Castro, o presidente equatoriano Rafael Correa, a presidente argentina Cristina Kirchner. Ficará também órfão todo o restante do nacionalpopulismo assistencialista na América Latina.

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az pouco mais de cinco anos, o rei Juan Carlos de Espanha interrompeu Chávez em uma de suas perorações com a frase que percorreu o mundo: "Por que não te calas?" A morte calou Chávez. Resta saber se calará também o chavismo bolivariano, essa irrupção de populismo nacionalista que, de tempos em tempos, como uma Fênix, brota de novo das cinzas de nossa sofrida latino-américa. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

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MÉXICO ASSINOU 44 ACORDOS DE LIVRE COMÉRCIO E DISPUTA DE NOVO SEU LUGAR AO SOl.

O MÉXICO RESSURGE

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a Índia, as pessoas me perguntam sobre a China e, na China, me perguntam sobre a Índia: qual país se tornará a potência econômica dominante no século 21? Agora já tenho a resposta: o México. Impossível? Bem, o México tem apenas 110 milhões de pessoas para rivalizar com a China ou a Índia em influência econômica global. Mas eis aqui o que aprendi em uma visita ao centro industrial e de inovação do México em Monterrey. Tudo o que você leu sobre o México é verdade: cartéis de drogas, sindicatos do crime, corrupção do governo e frágil aplicação da lei prejudicam a nação. Mas isso é só a metade da história. Algo aconteceu aqui no México. É como se os mexicanos, subconscientemente, tivessem decidido que a violência relacionada às drogas é uma condição com a qual devem conviver e que devem combater, mas que não mais os define. O México assinou 44 acordos de livre comércio (mais do que qualquer outro país no mundo), o que de acordo com o jornal Financial Times é mais que o dobro da China e quatro vezes mais que o Brasil. O México também aumentou exponencialmente o número de engenheiros e trabalhadores qualificados formados em suas escolas.

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omando-se isso com as grandes descobertas de gás natural barato, e com os custos salariais e do transporte subindo na China, não é surpresa que o México esteja retomando da Ásia a participação do mercado industrial e atraindo mais investimento mundial do que nunca da indústria automotiva, aeroespacial e de utensílios domésticos. "Atualmente, o México exporta mais produtos industrializados que o restante da América Latina em conjunto", disse o Financial Times em 19 de setembro de 2012. "A Chrysler, por exemplo, está utilizando o México como base para fornecer alguns de

Reprodução

E é, em especial quando empresas americanas estão se expandindo para cá – uma razão pela qual o México cresceu no ano passado 3,9 %– e os investimentos estrangeiros diretos alcançaram altas históricas. "Há vinte anos, muitas empresas mexicanas não eram mundiais", disse Blanca Trevino, presidente e fundadora da Softtek, um dos provedores de informação e tecnologia líderes no México. Eles se concentraram no mercado interno e na mão de obra barata para os Estados Unidos. "Hoje, entendemos que temos de concorrer mundialmente" e isso significa "nos tornarmos eficientes. Temos u m c e n t r o d e d e s e n v o l v imento de software em Wuxi, na China, mas somos mais eficientes agora em fazer o mesmo negócio em Aguascalientes (México), do que em nosso centro em Wuxi".

O seus Fiats 500 para o mercado chinês." O que mais me impressionou em Monterrey, no entanto, foram as inúmeras empresas em formação que estão surgindo da população jovem do México – 50 por cento da população do país tem menos de 29 anos – graças às ferramentas de inovação de fonte aberta e à computação em nuvem. "O México não desperdiçou sua crise", assinalou Patrick Kane Zambrano, diretor do Centro de Integração do Cidadão, referindo-se ao fato de que, quando as empresas mexicanas perderam espaço para a China nos anos 90, não tiveram escolha senão se tornarem mais produtivas.

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website de Zambrano personifica o zelo da juventude daqui para usar a tecnologia tanto para inovar quanto para estimular o ativismo social. O centro

THOMAS L. FRIEDMAN reúne mensagens do Twitter, provenientes dos cidadãos, acerca de tudo, desde lâmpadas quebradas da iluminação pública até "situações de risco", e as projeta em tempo real em um aplicativo telefônico do mapa de Monterrey – que avisa aos moradores quais ruas evitar, alerta a polícia sobre tiros, e conta em dias e horas em quanto tempo as autoridades resolvem os problemas. "Ele aciona pontos de pressão para forçar a mudança", disse o presidente do centro, Bernardo Bichara. "Se um cidadão sente que não é impotente, ele pode ambicionar

mais mudanças. Em primeiro lugar, a Internet democratizou o comércio; depois democratizou os meios de comunicação e agora está democratizando a democracia." Se o secretário de Estado John Kerry , dos EUA, estiver procurando um novo programa, ele deve se concentrar em forjar uma integração mais íntima com o México, em vez de bater a cabeça contra as rochas de Israel, da Palestina, do Afeganistão ou da Síria. Uma melhor integração da industrialização e proeza do México com os Estados Unidos é uma situação de ganho mútuo. Torna as empresas

americanas mais lucrativas e competitivas, de forma que possam se expandir domesticamente e no exterior, dá aos mexicanos um motivo para ficarem em casa e reduz a violência. Os Estados Unidos movimentam 1,5 bilhão de dólares por dia em negócios com o México e gastam 1 bilhão por dia no Afeganistão. Isso não é inteligente.

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recisamos de uma visão mais nuançada do México. Enquanto visitava o Centro de Agrobiotecnologia em Monterrey Tech, seu diretor, Guy Cardineau, cientista do Arizona, contou-me :"Em 2011, meu genro voltou de uma missão militar no Afeganistão e conversamos sobre ele vir nos visitar no Natal. Mas ele disse que não podia vir por causa da recomendação do Departamento de Estado acerca de viagens para cá. Achei isso muito irônico".

México ainda tem muitos problemas de gestão para consertar, mas o interessante é que, após 15 anos de paralisia política, os três principais partidos políticos do país acabaram de assinar "um grande acordo", conhecido como a "Aliança para o México", sob a administração do novo presidente, Enrique Peña Nieto. O objetivo é trabalhar em conjunto na luta contra os grandes monopólios da energia, das telecomunicações e do ensino, que atrasaram o país. Se tiverem sucesso, talvez o México ensine algo aos americanos sobre democracia. Os mexicanos começaram a refletir sobre os Estados Unidos ultimamente, disse Bichara, do Centro de Integração do Cidadão. "Sempre achamos que nossos partidos deveriam se comportar como nos EUA – isso acabou. Sempre achamos que nosso governo deveria funcionar como nos EUA – isso acabou." THOMAS L. FRIEDMAN É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES. THE NEW YORK TIMES NEWS SERVICE/SYNDICATE

Albari Rosa/AE

PORTOS, AVANÇOS E RETROCESSOS. E

eis que, uma vez mais, voltamos à questão portuária. Todos sabem o que vem acontecendo nessa área, que tem sido muito judiada. Não que ela não tenha avançado nas últimas duas décadas: isso ocorreu, com a abertura da economia de 1990. Na esteira desta, recebemos a abertura portuária ( antes tarde do que nunca). A segunda grande abertura após a histórica, de 1808. Naturalmente, esta é muito mais importante, seja pelas circunstâncias em que se deu, quanto pelo que representa em termos econômicos ao País. Foi econômica e não política, de interesses escusos. Já dissemos que devemos a abertura não a Dom João 6º, mas a Napoleão Bonaparte. Caso não houvesse ameaça de conquista, a corte portuguesa não teria se transferido para o Brasil. E não teria aquiescido aos "apelos" ingleses para abertura dos portos. Desta feita, foi compreendido que o País precisava se abrir ao mundo.

SAMIR KEEDI Claro que não podemos considerar que o Brasil é uma economia aberta; longe disso. É muito fechada. Apenas, com mais oportunidades se levada a sério. Quando se verifica que representamos 1,3% do comércio mundial, tudo que podemos fazer é chorar. E ao perceber que nossa corrente de comércio exterior, com exportação e importação em conjunto, não chega a 20% do nosso PIB , só resta, uma vez mais, chorar.

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comércio mundial representa cerca de 50% do PIB mundial, de pouco mais de 70 trilhões de dólares. Seria justo que

tivéssemos uma representatividade bem maior, ao menos igual ao de nossa população, PIB e território, de mais ou menos 3% das mundiais. Assim, vê-se que não há coerência alguma nos números do país. Isso é muito fácil de explicar. Temos a mais alta carga tributária do planeta. Juros idem. Investimento irrisório, bem aquém do mínimo necessário. Tudo conforme números que já colocamos em diversos artigos. O custo Brasil é insuportável por essas coisas e muito mais.

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emos, como se sabe, a pior matriz de transportes do planeta. O Fórum Econômico Mundial, em 2011, nos colocou na humilhante 104ª posição geral entre 142 países analisados. Somos o 91º colocado em ferrovias, 110º em rodovias, 122º em aerovias e 130º em portos. Antes que alguém diga que exageramos – já que se são 142 países não somos o último – vamos explicar. Há 200 países no mundo (ainda bem que nem todos foram analisados). Como

consideramos que deve haver – entre os ricos, os que estão chegando lá e os que também querem chegar – cerca de 50 a 70 países que contam de fato, que fazem a diferença, então estamos muito além do último.

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sta é uma situação inaceitável para um país como o nosso, que é sucesso em muitas áreas, com trabalhadores versáteis – se lhes derem educação e treinamento adequados – e que tem, fisicamente, tudo que um país precisa para se desenvolver e atingir o ápice do sucesso. No entanto, nada é feito para isso. Na questão portuária, avançamos relativamente bem no início da década de 1990. Mas, ao longo do período, tivemos várias ameaças de retrocesso, instalando o medo, permanente, na iniciativa privada, aquela que investe e que deseja avançar. Recentemente recebemos pela proa nova investida do poder público quanto a portos. E, a menos que estejamos enganados, sob a pele de cordeiro da atual

Medida Provisória sobre o assunto vem um enorme lobo, para reconquistar a incompetência e tentar destruir os avanços alcançados. Se estivermos certos, a revogação da Lei 8.630/93 – que não era nenhum primor, mas suficiente à época – pode custar um preço muito alto ao País, o qual não sabemos se poderá ser pago. E o mal feito não estará sozinho, mas juntamente com muitos outros que estão destruindo o Brasil, pouco a pouco, em módicas prestações a perder de vista. A iniciativa privada precisa reagir urgentemente para evitar danos futuros. É preciso evitar a intenção

escamoteada sobre a liquidação do Ogmo – Órgão Gestor de Mão de Obra. Este filme é fartamente conhecido e muito reprisado, a toda hora e em todos os canais.

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retrocesso parece inevitável a esta altura do campeonato, considerando o governo e o poder dos sindicatos e trabalhadores junto a este. E nem é preciso explicar muito, pois que as coisas no Brasil, atualmente, são auto-explicáveis. SAMIR KEEDI É ECONOMISTA, CONSULTOR E PROFESSOR DA ADUANEIRAS .SAMIR@ADUANEIRAS.COM.BR


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GibaUm

3 Bruna Marquezine namora 3 MAIS: Paula Morais, nova Neymar e Thaissa Carvalho circula com Daniel Alves. E elas odeiam ser chamadas de Maria Chuteira.

gibaum@gibaum.com.br

titular de Ronaldo Nazário também não gosta da comparação: "Até porque ele já pendurou as chuteiras."

k “Alguns de nós podem cometer erros e quando cometer, tem que ser Olho no Sul julgado, como todos têm que ser julgados. Errou tem que ser punido”

LULA // numa recaída, discursando sobre corrupção na política. Fotos: Paula Lima

Fora Marin! Depois do movimento Fora Renan , com 1,6 milhão de assinaturas, já entregue ao Congresso, começa a crescer o Fora Marin, recém-lançado, mas já com mais de 30 mil assinaturas e uma das últimas é de Chico Buarque. O Fora Marin é uma iniciativa do Instituto Vladimir Herzog, presidido por Ivo, filho do jornalista torturado e morto em dependências da ditadura militar. O presidente da CBF é acusado de ter atiçado a repressão contra Herzog. Agora, também Romário está metralhando Marin e o grupo Tortura Nunca Mais acaba de aderir ao movimento. 333

"EU NÃO DISSE?" 333 E nem foi um comentário do ministro Ricardo Lewandowski: outro colega de Joaquim Barbosa, tão logo soube do incidente entre o presidente do Supremo com o jornalista de O Estado de S. Paulo, com direito à expressão Palhaço!,nãoresistiu.Etripudiou em cima: “Eu não disse?” Há tempos, esse mesmo ministro, que já se desentendeu com Barbosanoplenário,dizia,nos corredores do Supremo, que “em algum momento, o poder faria mal a ele”. Outros ministros ficaram consternados com o episódio e a nota distribuída, depois, no mesmo dia, não teve o efeito esperado: era na terceira pessoa.

Na seqüência dos projetos Cenas de um Ator e Cenas de um Autor, a atriz Leona Cavalli (primeira foto à esquerda, no camarim) comandou a estréia de Cenas de um Diretor, no Solar do Botafogo, no Rio, conversando com Marcos Schechtaman, diretor do Salve Jorge. Na platéia, da segunda foto à esquerda para a direita, entre tantas, Tolia Meirelles, a Wanda da novela (cada vez que ela apanha, aumenta a audiência); Emanuelle Araujo (ela vai entrevistar Mauro Mendonça Filho); Babi Xavier, em rara aparição; e Cristiana Oliveira, também do elenco da história de Gloria Perez. 333

Novo projeto

O vice Nicolás Maduro, da Venezuela, que assume para convocar eleições, acusou os Estados Unidos de terem causado o câncer de Hugo Chávez. Ou seja: jamais terá o carisma e a força de Chávez – e é pouco inteligente. Afinal, esse ódio da Venezuela contra os Estados Unidos é mais para inglês ver. Os dois países têm uma corrente de comércio de US$ 56 bilhões. Em 2011, quase a metade de toda exportação venezuelana teve como destino os Estados Unidos e quase 30% da importação veio de lá. Já o Brasil tem superávit comercial grande com a Venezuela: no ano passado, US$ 5 bilhões exportados contra US$ 1 bilhão de importação. Mais: todas as grandes empreiteiras brasileiras trabalham na Venezuela em obras que somam US$ 3 bilhões por ano. 333

O outro lado

Desde que a reeleição foi instituída no Brasil, em 1998, nenhum governador gaucho conseguiu se reeleger: ano que vem, Tarso Genro vai tentar e sem chance de aliança entre PT e PMDB. Dilma tem um ministro do PMDB gaucho, Mendes Ribeiro, da Agricultura, mas a ala do partido lá faz oposição a Tarso e vai lançar a candidatura do ex-governador Germano Rigotto. O PP gaucho, também da base dilmista, deverá lançar o nome da senadora Ana Amélia e o PSB deverá ir de Beto Albuquerque, líder do partido na Câmara e um dos articuladores da campanha de Eduardo Campos.

333

BARRACO A advogada Regina Mansur, integrante de Mulheres Ricas 2 , está processando Val Marchiori, que também está no reality show porque foi chamada de “múmia” por ela. Mansur alega que é “preconceito de idade conforme o artigo 140 do Código Penal, com agravante no parágrafo 3 do mesmo artigo”. E Val havia mandado uma notificação extra-judicial para ela, alegando que teria sido chamada de “prostituta de Luxo”. Regina garante que jamais faria isso. 333

MISTURA FINA 333 MARADONA rouba a cena em Madri, deixando-se fotografar, aos beijos, na arquibancada do estádio do Santiago Bernardeu, com sua jovem namorada Rocio Oliva. Ela é jogadora de futebol do River Plate e tem 30 anos menos do que ele. Maradona está com 52 anos de idade.

AMANHÃ, na Livraria Cultura, em São Paulo (e dia 10, na Livraria da Travessa, no Shopping Leblon, no Rio), o diretor e autor Gerald Thomas lança dois livros: Gerald Thomas – Arranhando a Superfície, que terá até desenhos dele e Gerald Thomas – Cidadão do Mundo, uma biografia assinada pelo ator Edi Botelho, que trabalhou com Thomas durante dez anos na Companhia de Ópera Seca. 333

A VIDA e a carreira de Gloria Estefan (e sua trajetória de Cuba para os Estados Unidos) serão transformadas em novo musical da Broadway, com o título Do That Conga. Para o papel de Gloria, concorrem Thalia, que os brasileiros verão de novo SBT na terceira reexibição de Rosalinda, e Jennifer Lopez. 333

Titãs no ataque

AGORAVAI Depois da aquisição da Heinz e da expansão da Burger King, Jorge Paulo Lemann e seus sócios da 3G Capital, querem cuidar melhor das Lojas Americanas. Os investimentos para este ano poderão chegar a R$ 600 milhões, executando plano de expansão traçado há mais de três anos. Na área de comercio eletrônico, a Americanas até vão bem, o que não acontece nas lojas, onde tudo é empilhado, há pouca variedade de produtos e grande espaço é dedicado a chocolates e cadernos escolares. Até a Blockbuster, que funciona dentro de algumas lojas, encolheu. 333

333 Marjorie Estiano, a Laura da novela Lado a Lado, comemora hoje 31 anos de idade e está feliz da vida com seu lado mulherão, que exibe na capa e recheio da revista Corpo a Corpo, resultado de novos hábitos alimentares, esteira e hoje, corridas de 40 minutos, duas vezes por semana, percorrendo sete quilômetros. Dos tempos de fast-food e lanches gordurosos, nem gosta de pensar: hoje, refeições corretas, balanceadas e até lanchinhos de casa para intervalos das gravações.

Marjorie, mulherão

Pegando carona 333 Aproveitando o desgaste de Gabriel Chalita, o presidente da Fiesp e pré-candidato ao governo de São Paulo, Paulo Skaf (PMDB-SP) volta a exibir seu comercial onde garante que “nós baixamos as tarifas de energia elétrica” e lança recursos para que qualquer brasileiro pegue sua nova conta, faça cálculos e veja se está pagando menos ou não. E também o vice-presidente Michel Temer aparece em outro comercial dizendo que “nós estamos acabando com a miséria no Brasil”. Ou seja: ele e Dilma.

h IN Cinza.

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O ministro Alexandre Padilha, da Saúde, foi assistir, há dias, o show dos Titãs em Brasília e, à certa altura, Paulo Miklos sapecou do palco: “Nós queremos saber quando as penas serão cumprida”. Padilha encolheu na cadeira e mais tarde, o grupo voltou ao ataque com a música Vossa Excelência . A letra diz: “Estão nas mangas dos senhores ministros, nas capas dos senhores magistrados, nas golas dos senhores deputados... Senhores, senhores, f. da p.! Bandido! Corrupto! Ladrão!” E o ministro ficou na dele, só se retirando no final do show. 333

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333 MAIS de cinco mil jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas já se credenciaram na Santa Sé para acompanhar o conclave. Além de 600 credenciais permanentes, o Vaticano emitiu 4.432 temporárias. Os jornalistas representam 1.004 veículos editoriais de 65 países, em 24 idiomas diferentes.

333 OS MARQUETEIROS da campanha de Eduardo Campos à Presidência deverram ser, unidos em nova empresa, Duda Mendonça e Antonio Lavareda.

Marrom. A REVISTA do Financial Times acaba de publicar matéria fazendo paralelo entre a nova classe brasileira, a novela Avenida Brasil e a força da Rede Globo, chamada de “fábrica de fantasia” no texto. Até descreve o Projac, citando “200 escritores, 150 diretores e 560 atores contratados”. Mais adiante, aponta o ex-presidente Lula como “o porta-bandeira da nova classe C”. 333

De Lincoln a Lula 333 Enquanto José Genoino compra livros de biografia de Abraham Lincoln e distribui aos companheiros (há dados que comprovariam que o americano comprou votos para aprovar a abolição da escravatura), o jornalista, escritor (é dele Meu Nome Não é Johnny e Giane) e titular de Narcisa Tamborindeguy, Guilherme Fiúza, faz comparações entre ele e o ex-presidente brasileiro, garantindo que “Lula é melhor”. E explica: “Lincoln jamais seria capaz de eleger uma Dilma e, depois de um governo inoperante, preguiçoso, fisiológico, perdulário, destruidor das instituições com tarifas mentirosas e contabilidade idem, se encaminhasse para reelegê-la”.

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

quinta-feira, 7 de março de 2013


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 7 de março de 2013

5 EX DE DILMA NO PDT O ex-deputado estadual gaúcho Carlos Araújo, ex-marido da presidente Dilma Rousseff, assinou a ficha de filiação do PDT do Rio Grande do Sul ontem. Araújo, 75, estava fora da política partidária havia 13 anos, quando deixou a sigla.

olítica Alan Marques/Folhapress

Royalties: do Congresso para o STF? Parlamentares nervosos discursaram horas pró e contra vetos de Dilma. Às 23h24 veio ordem: votar.

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té o fechamento desta edição, parlamentares votavam no Congresso Nacional sobre os vetos da presidente Dilma Rousseff ao projeto que muda a distribuição das verbas dos royalties do petróleo. Tudo indicava que os vetos seriam derrubados, já que, após muitas discussões, 347 parlamentares votaram pelo fim do debate e o início da votação – ao contrário da posição dos Estados produtores de petróleo, que pretendiam adiar a votação novamente. Nesse momento, às 23h24, líderes partidários passaram a orientar suas bancadas. Como era de se esperar, a sessão começou tensa. Ao abrir os trabalhos, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ameaçou suspendê-la. Por vários minutos, não conseguiu falar diante dos gritos de deputados e senadores favoráveis e contrários ao veto. A votação deveria ter ocorrido na noite de anteontem, mas por um erro do Executivo na publicação da MP, o Congresso adiou a sessão por um dia. Ontem, durante todo dia, parlamentares dos Estados produtores questionaram os procedimentos da tramitação, mas Renan manteve a sessão, como havia prometido de tarde. O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) chegou a tomar o microfone de Renan para pedir a palavra em uma "questão de ordem". As bancadas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, Estados confrontantes com plataformas marítimas (os chamados Estados produtores), prometiam usar todas as brechas do regimento do Congresso para cancelar a sessão. Os dois Estados perderão recursos se o veto for mesmo derrubado. Cientes da derrota, a estratégia de recursos ao Judiciário está pronta. Os governos e as assembleias legislativas de Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo vão entrar com Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adins) contra a nova fórmula de rateio dos royalties e pedirão uma liminar suspendendo os repasses. Em jogada combinada, parlamentares entrarão com mandados de segurança pedindo que os novos critérios não sejam observados até o julgamento das Adins.

"Acho que como esse é um assunto importante e que prejudica diretamente os Estados, o Supremo vai decidir rápido", disse o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão. Contraponto – Para fazer um contraponto a Garotinho, o deputado Toninho Pinheiro (PDTMG) postou-se em frente à tribuna do Congresso levantando uma placa com dizeres contrários à manutenção do veto. Na placa, distribuída aos congressistas contrários ao veto, lia-se: "Não ao veto. Royalties para todos. Essa luta é de todos nós!". Não satisfeito, o grupo também distribuiu camisetas, na cor laranja, para serem usadas na a votação pelos parlamentares que querem a derrubada do veto – ou seja, a maioria da Casa. Rio de Janeiro e Espírito Santo têm o apoio apenas de parte da bancada de São Paulo, que também recebe maior fatia da verba dos royalties do petróleo atualmente. Os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Ricardo Ferraço (PMDB-ES) apresentaram pedidos para tentar suspender a sessão. Os dois ainda ingressaram hoje com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar anular a votação, mas a decisão do tribunal deve ser tomada somente hoje. Lindbergh disse que a Casa deveria ter votado pedido de urgência para botar o veto em votação, já que existem mais de 3.000 vetos na pauta do Legislativo. Renan negou o pedido. Argumentou que cabe ao presidente do Congresso definir as matérias que entram na pauta. "A pauta é competência da Presidência do Congresso. O Supremo já decidiu que o Congresso não precisa seguir a ordem cronológica para a análise de vetos", afirmou Renan. Segundo cálculos da bancada do Rio de Janeiro, o Estado vai deixar de arrecadar, só neste ano, R$ 3,1 bilhões com os royalties se o veto for realmente derrubado. As novas regras de partilha dos royalties foram aprovadas no final do ano passado pelo Congresso, mas parte do texto foi vetado pela presidente. AGU – A expectativa dos produtores é obter um parecer favorável da Advocacia Geral da União (AGU) nos mesmo moldes da justificativa

Rodrigo Silveira/Estadão Conteúdo

do veto presidencial. Parlamentares também pretendem insistir em mandados de segurança questionando o trâmite da votação do veto, mas admitem que estes instrumentos tem menos chance de sucesso. As estimativas dos representantes de Estados e municípios não produtores é que a mudança poderá trazer um incremento de mais de R$ 7 bilhões em seus orçamentos. Esses recursos, quase integralmente, seriam destinados aos produtores pelas regras atuais. Passado – A disputa sobre os royalties começou em 2009, no debate sobre o marco regulatório para a exploração do petróleo do pré-sal. No ano seguinte foi aprovada a chamada emenda Ibsen Pinheiro, que dividia todos os recursos, inclusive os do pós-sal, entre todos os Estados e municípios de acordo com os critérios dos fundos de participação. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a emenda. Em 2012, o Congresso aprovou um texto que busca congelar as receitas dos produtores em

Acima, o deputado Anthony Garotinho, que chegou a tomar o microfone de Renan Calheiros para pedir a palavra em uma "questão de ordem". Abaixo, protesto em defesa dos royalties, em Campos dos Goytacazes (RJ), fechou a BR 101 nos dois sentidos.

patamares de 2010 e dividir o restante. A presidente Dilma vetou. Optou pela aplicação dos novos porcentuais de distribuição só para contratos futuros. É este veto que foi colocado em votação. No projeto, há um trecho que terá de ser alterado futuramente porque os porcentuais adotados a partir de 2017 somam 101% devido a um erro no projeto. Ao longo de todo o dia de ontem, a bancada fluminense tentou uma última cartada para impedir a votação. Eles fizeram chegar à ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, uma proposta de que a União fizesse uma antecipação de receitas para os não produtores com base nos recursos que eles terão direito a receber quando os novos campos de petróleo a serem licitados entrarem em funcionamento. No final do dia, a ministra Ideli foi categórica em reunião com representantes do Rio ao dizer que "a bola está com o Congresso", repetindo o que a presidente Dilma Rousseff tinha afirmado na véspera.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 7 de março de 2013

O Bolsa Família assinado pelo presidente Lula, na verdade, incorporava os programas criados pelo presidente FHC. Senador Aécio Neves (PSDB-MG).

olítica

Dilma reúne tucanos. No ninho dela. André Dusek/Estadão Conteúdo

Presidente Dilma com governadores e prefeitos no Palácio do Planalto: no momento em que é criticada por tucanos, ela os reúne e responde, inclusive a Aécio Neves – ainda que indiretamente.

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presidente Dilma Rousseff se reuniu ontem com mais de vinte governadores, no Palácio do Planalto, para falar sobre pavimentação, saneamento e mobilidade do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Lá estavam os tucanos Geraldo Alckmin, (SP), Antonio Augusto Anastasia (MG) e Marconi Perillo (GO). Ela afirmou que destinar as receitas dos royalties do petróleo e das participações especiais para a educação é "condição" para que o País mude de patamar. A presidente defendeu a valorização dos professores e pediu que governadores e prefeitos dêem "status" a esses profissionais: "Educação não é o terreno, não é a construção, não é o equipamento. É isso, mas é sobretudo salário de professor. É professor capacitado. É esse Pais dar outra vez status para professor. Nenhum governador, nenhum prefeito vai dar status para professor com o orçamento que nós temos. Vamos colocar os pingos nos is. Não dá." Ao sair da reunião, Dilma foi questionada sobre a possibilidade de o Congresso derrubar seus vetos à lei que prevê novas regras para distribuição dos royalties do petróleo entre os Estados. "Eu vetei, agora está nas mãos do Congresso", respondeu a presidente. Números – No encontro, Dilma falou sobre a distribuição de quase R$ 33 bilhões do PAC a Estados e municípios sele-

cionados pelo Ministério das Malabarismo – O encontro se Cidades. O montante faz parte dá num momento em que a do total de R$ 70 bilhões anun- presidente está sendo criticaciados em 2010. da pelo PSDB, que se diz pronDesse total, R$ 7,95 bilhões to para o embate, e até por serão destinados à mobilida- aliados prestes a se posicionade urbana para municípios rem como alternativa ao gocom população de 250 a 700 verno em 2014. Diante da visímil habitantes. Para pavimen- vel antecipação da disputa tação e qualificação de vias ur- eleitoral, Dilma tem tentado banas, R$ 8,2 bilhões e para se aproximar de empresários, saneamento, R$ 16,8 bilhões. movimentos sociais e sindiAécio – Sem citar nomes, ela cais e, agora, de políticos. rebateu críticas recentes feiO PSDB se prepara para distas por lideranças do PSDB, putar o Palácio com Dilma. Aéencabeçadas cio admitiu p r i n c i p a lsua candidamente pelo t u r a a o P l asenador Aénalto e tamTodo mundo acha cio Neves bém disse es(MG) que, esque o Bolsa Família tar pronto pasa semana, ra o confronto a gente faz na disse que o com o PT. canetada. O Bolsa governo acaO governaprecisou de arte e bou com a mid o r d e P e rengenho. Precisou séria "por denambuco, creto". de vontade política. E d u a r d o "Todo mun C a m p o s PRESIDENTE DILMA do acha que o (PSB), potenBolsa Família cial candidaa gente faz na canetada. O Bol- to à presidência em 2014, sa Família precisou de arte e também foi ouvir o anúncio de engenho. Precisou de vontade Dilma. Saiu sem dar entrevispolítica", rebateu ela. tas à imprensa. Aécio retrucou prontamenApesar de se dizer aliado de te: "Vi na declaração da presi- Dilma, Campos vem se posidente uma insistência em di- cionando contra o governo em zer que o Bolsa Família não foi questões pontuais e atraindo feito em uma canetada. Certa- neoaliados como a Força Sinmente não foi em uma caneta- dical. Ontem, em Brasília, ele da. Foi um decreto presiden- teve encontros reservados cial. E não custa refrescar a com políticos e prefeitos do memória dos brasileiros, de- PSB, do PDT e até do PSDB. creto assinado pelo presidenEm sintonia com o presidente Lula, que, na verdade, in- te da central sindical, o depucorporava os programas cria- tado Paulo Pereira da Silva dos pelo presidente FHC." (PDT-SP), Campos passou a

defender mudanças na Medida Provisória dos Portos, uma das principais propostas da presidente no setor de infraestrutura e que depende de aprovação no Congresso. Reeleição– Depois que o expresidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou Dilma à reeleição em 2014, Dilma tem incorporado cada dia mais o papel de candidata. Tem feito discursos mais longos e falado mais de improviso em vez de ler como de costume. Recados e respostas à oposição ocupam mais espaço em suas falas. Anteontem, em encontro de trabalhadores rurais, Dilma falou por mais de uma hora, fez promessas, tirou fotos e distribuiu beijos e abraços. Prometeu acelerar a reforma agrária, garantiu crédito e anunciou que o governo vai lançar um programa para ajudar os trabalhadores que perderam suas galinhas e as sementes a recuperar a criação e plantação. Em troca, ganhou aplausos e gritos. De olho em 2014, Dilma tem intensificado também o diálogo com outros movimentos sociais e com as centrais sindicais. Ela quer ser vista como uma líder mais popular e menos "tecnocrata". Ontem ainda, ela recebeu centrais sindicais e sua pauta de reivindicações. E, nas agendas oficiais, tem aberto espaço para os sindicalistas. Já recebeu dirigentes da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e da UGT (União Geral dos Trabalhadores).

Alckmin: País caro antes de se tornar rico.

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governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, afirmou que a longa desaceleração econômica e a crescente inflação no Brasil dão ao PSDB uma chance maior de derrotar a presidente Dilma Rousseff, do PT, nas eleições do ano que vem. "O Brasil se tornou caro antes de se tornar rico", disse, em entrevista a jornalistas estrangeiros. Segundo ele, isso ocorreu porque as medidas do governo para impulsionar o consumo e a demanda não foram seguidas por políticas para melhorar a competitividade e modernizar a economia. O resultado inclui preços mais altos e crescimento fraco. Sobre a candidatura do ex-governador de Minas Gerais, o tucano Aécio Neves, comentou: "O processo de sucessão no Brasil está se movendo muito rapidamente e isso é um erro". Mas observou que será complicado derrotar Dilma, cuja aprovação popular tem beirado os 60%. E acrescentou que apoiará o senador à Presidência. Alckmin ressaltou que o Brasil tem "muitos partidos políticos e poucas vozes".

Já a jornalistas brasileiros, depois de comemorar a obtenção de financiamentos da ordem de R$ 3,3 bilhões para construir um veículo leve sobre trilhos (VLT) na Baixada Santista e um corredor de ônibus na região metropolitana de São Paulo, além de R$ 2,7 bilhões só para água e esgoto, Alckmin evitou fazer críticas a Dilma – e à postura de usar seus discursos para rebater os tucanos. "Eu vi um discurso federativo, falando da importância da cooperação entre os entes federados". E emendou: "O debate eleitoral está longe ainda. Eu sempre defendo que campanha deva ser curta, senão você diminui o governo. Um ano pra eleição é um século. Um ano e meio é um século e meio." Alckmin insistiu em falar de saneamento básico. Disse que o governo não estava recebendo nenhum recurso do Orçamento Geral da União, tentando provar que o governo federal (apesar de alardear a distribuição de R$ 33 bilhões), no caso de São Paulo, nada era simplesmente dado, "tudo é empréstimo". Mas reconheceu: "Mas o financiamento é muito bem-vindo"

Pedro Ladeira/Estadão Conteúdo

Centrais marcham até Barbosa e Dilma em Brasília

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7ª Marcha das Centrais Sindicais e dos Movimentos Sociais, ontem de manhã, em Brasília, reuniu 50 mil pessoas, segundo os organizadores. A Polícia Militar estimou em 25 mil os sindicalistas. Representantes das entidades foram recebidos pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, em audiência para apresentação de pautas de interesse dos trabalhadores. Segundo os dirigentes, é a primeira vez que um chefe da Suprema Corte recebe sindicalistas. A reunião foi articulada pelo presidente da Força Sindical, deputado federal Paulinho da Força (PDT-SP). O encontro faz parte da agenda de autoridades dos Três Poderes. Segundo os sindicalistas, não houve abordagem de assunto específico. Só a entrega de pautas de interesse dos trabalhadores – como redução da

jornada de trabalho ou fim do fator previdenciário. Eles garantiram que não trataram da medida provisória dos portos, que irá regulamentar o setor, embora acreditem que o assunto deva parar no Supremo, caso o Executivo insista na pauta. Depois, os dirigentes estiveram com a presidente Dilma Rousseff. Ela assegurou aos trabalhadores: "Nós vamos ter crescimento econômico no País. Tenho convicção disso". Dilma aproveitou para se queixar aos trabalhadores de uma crítica que eles estão fazendo a ela, em relação ao superávit. "Você apanha porque tem cachorro e porque não tem cachorro", disse ela, lembrando que, em janeiro, foi acusada de fazer uma engenhosidade para reduzir o superávit. E agora, prosseguiu, novas críticas das centrais dizendo que o superávit está muito grande.

Milhares de manifestantes marcharam pela defesa de temas como redução da jornada de trabalho ou fim do fator previdenciário, entre outros.


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quinta-feira, 7 de março de 2013

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Banco Bradescard S.A. (anteriormente denominado Banco Ibi S.A. - Banco Múltiplo) Empresa da Organização Bradesco CNPJ 04.184.779/0001-01 Sede: Alameda Rio Negro, 585 - 15º Andar - Parte - Bloco D - Alphaville Industrial - Barueri - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Integrante das empresas da Organização Bradesco, o Banco Bradescard, no segmento de cartões, fortalece o financiamento do consumo por meio

Senhores Acionistas,

Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2012, do Banco Bradescard S.A., de diversas parcerias com redes de varejo. (anteriormente denominado Banco IBi S.A. - Banco Múltiplo), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas No exercício, o Banco Bradescard registrou Lucro Líquido de R$ 160,496 milhões, correspondente a R$ 42,90 por lote de mil ações, Patrimônio a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Líquido de R$ 2,552 bilhões e Ativos Totais de R$ 6,386 bilhões. O Banco Bradescard atua no mercado de serviços financeiros, com destaque no crédito ao consumo por meio da emissão e gestão de cartões de Agradecemos o apoio e confiança dos nossos clientes e parceiros comerciais e o trabalho dedicado dos nossos funcionários e demais colaboradores. crédito private label, cartões de crédito das bandeiras MasterCard e Visa, e produtos de crédito pessoal. A segmentação de mercado reúne clientes de um mesmo perfil, com foco na qualidade do relacionamento, o que possibilita atendimento diferenciado e ganhos crescentes de produtividade e rapidez, produzindo, ainda, maior flexibilidade e competitividade na execução da estratégia de negócios, dimensionando as operações, em termos de qualidade e especialização.

Barueri, SP, 25 de janeiro de 2013. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações no Mercado Aberto ..................................................................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS ............................................................................................................... Créditos Vinculados....................................................................................................................................... Correspondentes ........................................................................................................................................... OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 7)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .......................................................................................................... Provisão para Operações de Créditos de Liquidação Duvidosa ................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 8a)......................................................................................................................... Diversos (Nota 8b)......................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS (Nota 9).......................................................................................................... Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 7)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .......................................................................................................... Provisão para Operações de Créditos de Liquidação Duvidosa ................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 8b)......................................................................................................................................... OUTROS VALORES E BENS (Nota 9).......................................................................................................... Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 10) ......................................................................................................................... Participações em Coligadas e Controladas: - No País........................................................................................................................................................ Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO (Nota 11)................................................................................................................. Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ DIFERIDO (Nota 12) ..................................................................................................................................... Gastos de Organização e Expansão............................................................................................................. Amortização Acumulada ............................................................................................................................... INTANGÍVEL (Nota 12).................................................................................................................................. Ativos Intangíveis........................................................................................................................................... Amortização Acumulada ............................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2012 4.968.234 481 822.007 103.726 718.281 43.584 4.205 39.379 1.777.085 2.504.396 (727.311) 2.272.575 75 2.400.170 (127.670) 52.502 9.921 42.581 1.263.339 160.681 170.443 (9.762) 1.093.439 1.093.439 9.219 9.219 154.145 48.016

2011 4.522.575 668 803.075 148.974 654.101 31.300 9.362 21.938 1.794.435 2.538.802 (744.367) 1.886.863 253 1.983.610 (97.000) 6.234 6.138 96 1.077.892 158.776 170.361 (11.585) 906.580 906.580 12.536 12.536 177.290 31.148

48.016 1.192 (1.192) 6.986 31.627 (24.641) 64.480 346.749 (282.269) 34.663 84.116 (49.453) 6.385.718

31.148 1.192 (1.192) 9.882 31.229 (21.347) 85.562 346.749 (261.187) 50.698 83.600 (32.902) 5.777.757

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DEPÓSITOS (Nota 13).................................................................................................................................. Depósitos à Vista........................................................................................................................................... Depósitos Interfinanceiros ............................................................................................................................. Depósitos a Prazo ......................................................................................................................................... RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS ............................................................................................................... Correspondentes ........................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 15a)............................................................................................................. Diversas (Nota 15b).......................................................................................................................................

2012 2.742.723 32.319 28.297 4.022 22.277 22.277 2.688.127 952 1.525 76.185 2.609.465

2011 2.596.733 42.514 39.256 178 3.080 12.988 12.988 2.541.231 1.488 146.044 2.393.699

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... DEPÓSITOS (Nota 13).................................................................................................................................. Depósitos Interfinanceiros ............................................................................................................................. Depósitos a Prazo ......................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 15a)............................................................................................................. Diversas (Nota15b)........................................................................................................................................

887.951 27.240 27.240 860.711 763.824 96.887

642.059 29.194 29.194 612.865 612.865 -

RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS ............................................................................................... RECEITAS DE EXERCÍCIOS FUTUROS...................................................................................................... Rendas Antecipadas .....................................................................................................................................

203.499 203.499 203.499

146.391 146.391 146.391

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 16) ................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Reservas de Lucros.......................................................................................................................................

2.551.545

2.392.574

2.366.832 184.713

2.366.832 25.742

TOTAL ...........................................................................................................................................................

6.385.718

5.777.757

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................ Operações de Crédito ................................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................... Resultado de Câmbio .................................................................................................... Resultado das Aplicações Compulsórias ...................................................................... Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros.................................. DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ...................................................... Operações de Captações no Mercado (Nota 13b)........................................................ Resultado das Operações de Câmbio........................................................................... Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Nota 7f)............................................ RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................... OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................... Receitas de Prestação de Serviços (Nota 17) .............................................................. Rendas de Tarifas Bancárias (Nota 17)......................................................................... Despesas de Pessoal (Nota 18) .................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 19).................................................................. Despesas Tributárias (Nota 20) ..................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 10a) .......................... Outras Receitas Operacionais (Nota 21)....................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 22)..................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 23) ............................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 25) ................................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................... Número de ações (Nota 16a) ........................................................................................ Lucro por lote de mil ações em R$................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil

2º Semestre 2012 931.109 878.445 26.841 454 25.369 (389.575) (1.176) (16) (388.383) 541.534 (460.750) 250.423 20.379 (17.222) (416.372) (65.888) 6.090 106.119 (344.279) 80.784 (385) 80.399 (37.323) 43.076 3.741.307.886 11,51

Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 2011 1.889.454 2.033.096 1.776.934 1.847.139 56.977 109.981 18 1.273 1.638 54.252 74.338 (750.209) (732.396) (2.520) (3.478) 42 (747.689) (728.960) 1.139.245 1.300.700 (855.364) (873.690) 471.703 414.869 38.856 22.695 (32.123) (52.901) (804.934) (682.152) (127.440) (123.174) 16.943 26.601 173.245 169.929 (591.614) (649.557) 283.881 427.010 (434) (11.654) 283.447 415.356 (122.951) (172.799) 160.496 242.557 3.741.307.886 3.741.307.886 42,90 64,83

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

80.399

283.447

415.356

388.383

747.689

728.960

Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos: Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa......................................................... Depreciações e Amortizações.....................................................................................

9.971

19.889

36.584

Constituições de Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais ..........................................

63.550

137.760

38.328

Resultado de Participações em Coligadas e Controladas...........................................

(6.090)

(16.943)

(26.601)

Amortização de Ágio ...................................................................................................

9.699

21.082

11.330

Outros ..........................................................................................................................

381

381

9.393

Lucro Líquido Ajustado antes dos Impostos ...........................................................

546.293

1.193.305

1.213.350

(Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ...............................

(148.445)

(Aumento)/Redução em Relações Interfinanceiras e Interdependências....................

1.016

(64.201)

209.407

(2.995)

(23.394)

(Aumento)/Redução em Operações de Crédito...........................................................

(325.764)

(701.574)

(690.889)

(Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens.............................

(531.773)

(588.221)

(490.940)

(Aumento)/Redução em Depósitos..............................................................................

(13.668)

(12.149)

Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ...............................................................

529.575

328.263

4.463 243.569

Aumento/(Redução) em Resultados de Exercícios Futuros ........................................

40.415

57.109

146.391

Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos .........................................................

(73.411)

(253.907)

(215.742)

Caixa Líquido Proveniente/Utilizado das Atividades Operacionais .......................

24.238

(44.370)

396.215

Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Aquisição de Imobilizado de Uso.................................................................................

(508)

(1.000)

(4.682)

Aplicações no Diferido/Intangível.................................................................................

(324)

(339)

(15.011)

253

11.290

Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Recebidos ..............................................

253

Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades de Investimentos.................

(579)

22.976

Lucros Acumulados

119.071

Totais

Saldos em 30.6.2012.............................................................................

2.366.832

Lucro Líquido..........................................................................................

-

-

-

Destinações: - Reservas.........................................................................

-

2.154

40.512

(42.666)

- Dividendos Propostos.....................................................

-

-

-

(410)

Saldos em 31.12.2012...........................................................................

2.366.832

25.130

159.583

-

2.551.545

Saldos em 31.12.2010...........................................................................

2.366.832

4.978

93.629

-

2.465.439

Pagamento de Dividendos com Reservas..............................................

-

-

Lucro Líquido..........................................................................................

-

-

-

Destinações: - Reservas.........................................................................

-

12.127

8.637

(20.764)

- Dividendos Pagos ...........................................................

-

-

-

(221.793)

Saldos em 31.12.2011...........................................................................

2.366.832

17.105

8.637

Lucro Líquido..........................................................................................

-

-

-

Destinações: - Reservas.........................................................................

-

8.025

150.946

(158.971)

- Dividendos Propostos.....................................................

-

-

-

(1.525)

Saldos em 31.12.2012...........................................................................

2.366.832

25.130

159.583

(93.629)

-

2.508.879

43.076

43.076

242.557

(410)

(93.629) 242.557 (221.793)

-

2.392.574

160.496

160.496

-

(1.525) 2.551.545

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 2011

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social .........................

Reservas de Lucros Legal Estatutárias

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - Em Reais mil 2º Semestre 2012

Capital Social

Eventos

(1.086)

(8.403)

Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento: Dividendos Pagos........................................................................................................

-

-

(316.368)

Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades de Financiamento................

-

-

(316.368)

Aumento/(Redução), de Caixa e Equivalentes de Caixa ..........................................

23.659

(45.456)

71.444

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período .......................................................

80.548

149.663

78.219

Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período ..........................................................

104.207

104.207

149.663

Aumento/(Redução) Líquido, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................

23.659

(45.456)

71.444

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Descrição 1 - RECEITAS ......................................................... 1.1) Intermediação Financeira......................... 1.2) Prestação de Serviços.............................. 1.3) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa .................................................. 1.4) Outras ........................................................ 2 - DESPESAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ................................................... 3 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ....... Materiais, Energia e Outros ............................... Serviços de Terceiros......................................... Comunicações ................................................... Serviços do Sistema Financeiro ........................ Propaganda, Promoções e Publicidade............. Transporte .......................................................... Processamento de Dados.................................. Contribuições Filantrópicas................................ Manutenção e Conservação de Bens ................ Arrendamento de Bens ...................................... Viagens .............................................................. Outras ................................................................ 4 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2-3).............. 5 - DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO ................. 6 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (4-5) .................................... 7 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ........................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas ...................................................... 8 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (6+7)..... 9 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO...... 9.1) Pessoal ...................................................... Proventos .................................................... Benefícios ................................................... FGTS .......................................................... Outros Encargos ......................................... 9.2) Impostos, Taxas e Contribuições ............ Federais ...................................................... Municipais ................................................... 9.3) Remuneração de Capitais de Terceiros.... Aluguéis ...................................................... 9.4) Remuneração de Capitais Próprios ........ Dividendos .................................................. Lucros Retidos no Período..........................

2º Semestre 2012 % 584.682 355,4 931.109 565,9 270.802 164,6

Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 % 2011 1.254.603 281,3 1.261.748 1.889.454 423,7 2.033.096 510.559 114,5 437.564

% 212,2 341,9 73,6

(388.383) (228.846)

(236,0) (139,1)

(747.689) (397.721)

(167,7) (89,2)

(728.960) (479.952)

(122,6) (80,7)

(1.192) (405.363) (4.098) (129.935) (89.808) (54.549) (11.161) (10.301) (49.247) (3.400) (276) (677) (271) (51.640) 178.127 (19.670)

(0,7) (246,4) (2,5) (78,9) (54,6) (33,1) (6,8) (6,3) (29,9) (2,1) (0,2) (0,4) (0,2) (31,4) 108,3 (12,0)

(2.520) (782.116) (14.397) (282.576) (171.009) (112.112) (19.770) (19.828) (97.150) (3.700) (700) (1.541) (638) (58.695) 469.967 (40.971)

(0,6) (175,3) (3,2) (63,5) (38,3) (25,1) (4,4) (4,4) (21,8) (0,8) (0,2) (0,3) (0,1) (13,2) 105,4 (9,2)

(3.436) (642.337) (33.031) (190.744) (142.258) (100.298) (14.905) (21.891) (68.566) (2.616) (882) (1.653) (898) (64.595) 615.975 (47.914)

(0,6) (108,1) (5,6) (32,1) (23,9) (16,9) (2,5) (3,7) (11,5) (0,4) (0,1) (0,3) (0,2) (10,9) 103,5 (8,0)

158.457

96,3

428.996

96,2

568.061

95,5

6.090

3,7

16.943

3,8

26.601

4,5

6.090 164.547 164.547 14.845 8.357 2.259 684 3.545 105.588 100.670 4.918 1.038 1.038 43.076 410 42.666

3,7 100,0 100,0 9,1 5,1 1,4 0,4 2,2 64,2 61,2 3,0 0,6 0,6 26,1 0,2 25,9

16.943 445.939 445.939 27.507 16.436 4.961 1.359 4.751 255.007 245.709 9.298 2.929 2.929 160.496 1.525 158.971

3,8 100,0 100,0 6,2 3,7 1,1 0,3 1,1 57,2 55,1 2,1 0,7 0,7 35,9 0,3 35,6

26.601 594.662 594.662 45.017 28.412 7.442 3.074 6.089 303.857 295.855 8.002 3.231 3.231 242.557 221.793 20.764

4,5 100,0 100,0 7,6 4,8 1,3 0,5 1,0 51,1 49,8 1,3 0,5 0,5 40,8 37,3 3,5

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 1) CONTEXTO OPERACIONAL O Banco Bradescard S.A. (Bradescard ou Instituição) está autorizado a operar com a carteira comercial e de crédito, financiamento e investimento, de acordo com as disposições legais e regulamentares em vigor. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam integradamente no mercado financeiro, e certas operações têm a co-participação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro. Os benefícios dos serviços prestados entre essas instituições e os custos da estrutura operacional e administrativa são absorvidos, segundo a praticabilidade de lhes serem atribuídos, em conjunto ou individualmente. É parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se dos recursos administrativos e tecnológicos e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. A Assembleia Geral Extraordinária de 16 de abril de 2012, aprovou a alteração da denominação da sociedade, de Banco IBi S.A. - Banco Múltiplo para Banco Bradescard S.A., homologado pelo Banco Central em 14.06.2012. A Ata sumária da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 24.08.2012, aprovou a alteração de endereço da sede da sociedade de Alameda Rio Negro, 585, Edifício Padauari, Bloco B, 4º andar, Alphaville, Barueri, SP, para Alameda Rio Negro, 585, 15º, parte, Bloco D, Edifício Jauaperi, Alphaville Industrial, Barueri, SP. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem, estimativas e premissas, tais como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito; estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de ativos não financeiros e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 25 de janeiro de 2013. 3) PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério pro rata dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior, que são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Operações de crédito e provisão para créditos de liquidação duvidosa As operações de crédito e outros créditos com características de concessão de crédito são classificadas nos respectivos níveis de risco, observando: (i) os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 2.682/99 do CMN, que requerem a sua classificação de riscos em nove níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco máximo); e (ii) a avaliação da Administração quanto ao nível de risco. Essa avaliação, realizada periodicamente, considera a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos e globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. Adicionalmente, também são considerados os períodos de atraso definidos na Resolução nº 2.682/99 do CMN, para atribuição dos níveis de classificação dos clientes, da seguinte forma: Período de atraso (1) • de 15 a 30 dias................................................................................................................................................................ • de 31 a 60 dias................................................................................................................................................................ • de 61 a 90 dias................................................................................................................................................................ • de 91 a 120 dias.............................................................................................................................................................. • de 121 a 150 dias............................................................................................................................................................ • de 151 a 180 dias............................................................................................................................................................ • superior a 180 dias..........................................................................................................................................................

Classificação do cliente B C D E F G H

(1) Para as operações com prazos a decorrer superior a 36 meses é realizada a contagem em dobro dos períodos de atraso, conforme facultado pela Resolução nº 2.682/99 do CMN.

A atualização (accrual) l das operações de crédito vencidas até o 59º dia é contabilizada em receitas e a partir do 60º dia, em rendas a apropriar, sendo que o reconhecimento em receitas só ocorrerá quando do seu efetivo recebimento. As operações em atraso classificadas como nível “H” permanecem nessa classificação por seis meses, quando, então, são baixadas contra a provisão existente e controladas em contas de compensação por no mínimo cinco anos. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam controladas em contas de compensação são classificadas como nível “H” e os eventuais ganhos provenientes da renegociação somente são reconhecidas quando efetivamente recebidos. Quando houver amortização significativa da operação ou quando novos fatos relevantes justificarem a mudança do nível de risco, poderá ocorrer a reclassificação da operação para categoria de menor risco. A provisão estimada para créditos de liquidação duvidosa é apurada em valor suficiente para cobrir prováveis perdas e levam em conta as normas e instruções do CMN e do BACEN, associadas às avaliações realizadas pela Administração, na determinação dos riscos de crédito. f) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos”, e as provisões para as obrigações fiscais diferidas e ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários são registradas na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. g) Despesas antecipadas São representadas pelas aplicações de recursos em pagamentos antecipados, cujos direitos de benefícios ou prestação de serviços ocorrerão em períodos futuros, sendo registradas no resultado de acordo com o princípio da competência. Os custos incorridos que estão relacionados com ativos correspondentes, que gerarão receitas em períodos subsequentes, são apropriados ao resultado de acordo com os prazos e montantes dos benefícios esperados e baixados diretamente no resultado, quando os bens e direitos correspondentes já não fizerem parte dos ativos da Instituição ou os benefícios futuros esperados não puderem ser realizados. h) Investimentos Os investimentos em empresas controladas e coligadas com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante, são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. i) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a Instituição. É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil-econômica estimada dos bens, sendo: sistema de comunicação, instalações e móveis e equipamentos de uso - 10% ao ano; sistemas de processamento de dados - de 20% ao ano e ajustado por redução ao valor recuperável - impairment, quando aplicável. j) Ativo diferido Está registrado ao custo de aquisição ou formação, líquido das respectivas amortizações acumuladas, calculadas pelo método linear. São compostos por: • Rentabilidade futura/Ágio de incorporação São registrados e amortizados, quando aplicável, em um período no qual o ativo deverá contribuir, direta ou indiretamente, para o fluxo de caixa futuro e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável: e • Softwares São registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% a 50% ao ano), a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. A partir de 8 de dezembro de 2008 as novas operações passaram a ser registradas no ativo intangível de acordo com a Carta Circular nº 3.357/08 do BACEN. k) Ativo intangível Corresponde aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

8

quinta-feira, 7 de março de 2013

...continuação

Banco Bradescard S.A. (anteriormente denominado Banco Ibi S.A. - Banco Múltiplo) Empresa da Organização Bradesco CNPJ 04.184.779/0001-01 Sede: Alameda Rio Negro, 585 - 15º Andar - Parte - Bloco D - Alphaville Industrial - Barueri - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil É composto por: • Software São registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% a 50% ao ano), a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno de softwares são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar com segurança os custos diretamente atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante sua vida útil estimada, considerando os benefícios econômicos futuros gerados. l) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos, no mínimo, anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder seu valor recuperável apurado pelo: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior. Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. m) Depósitos São demonstrados pelos valores de exigibilidades e consideram, quando aplicável, os encargos exigíveis até a data do balanço, reconhecidos em base pro rata dia. n) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 14a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 14b e c); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 14b). o) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias, auferidos (em base pro rata dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias, incorridos (em base pro rata dia). p) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente que requer ajustes ou divulgações para as demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2012.

4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 106 250 375 418 481 668 103.726 148.995 104.207 149.663

2012 Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... Disponibilidades em moeda estrangeira ................................................................................................. Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) .............................................................................................. Total caixa e equivalentes de caixa .....................................................................................................

(1) Refere-se a operações cujo vencimento na data efetiva aplicação foi igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo. 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ a) Composição e prazos 1 a 30 dias Aplicações no mercado aberto: Posição bancada (1) ....................................................................... Letras do tesouro nacional ............................................................... Aplicações em depósitos interfinanceiros: ................................. Aplicações em depósitos interfinanceiros ........................................ Total em 2012 .................................................................................. Total em 2011 ..................................................................................

31 a 180 dias

103.726 103.726 718.281 718.281 822.007 148.974

Em 31 de dezembro - R$ mil Total 2012 2011

181 a 360 dias

652.295

1.806

103.726 103.726 718.281 718.281 822.007

148.974 148.974 654.101 654.101 803.075

(1) Prazo dos papéis que estão lastreando as operações. b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2012 2011 10.741 15.718 10.741 15.718 45.120 93.453 55.861 109.171

Posição bancada ..................................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Depósitos interfinanceiros ....................................................................................................................... Total (Nota 6b)........................................................................................................................................

6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Em 31 de dezembro de 2012 e de 2011, o Banco Bradescard não possuía operações de Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos. b) Resultado de títulos e valores mobiliários Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2012 2011 Aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................................... 55.861 109.171 Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ 1.116 810 Total ........................................................................................................................................................ 56.977 109.981

7) OPERAÇÕES DE CRÉDITO, OUTROS CRÉDITOS COM CARACTERÍSTICA DE CONCESSÃO DE CRÉDITO E PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA a) Modalidades e prazos Em 31 de dezembro - R$ mil 1 a 30 dias 290.905 465.555 756.460 693.767

Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados..................................................... Outros créditos (1)............................................................................... Total em 2012 ..................................................................................... Total em 2011 .....................................................................................

31 a 60 dias 868.370 619.902 1.488.272 1.373.971

61 a 90 dias 99.978 330.053 430.031 427.287

Curso normal 181 a 360 dias 196.445 192.045 388.490 317.907

91 a 180 dias 226.759 453.521 680.280 594.413

Acima de 360 dias 168.072 306 168.378 167.471

Total em 2012 (A) 1.850.529 2.061.382 3.911.911

Total em 2011 (A) 1.886.152 1.688.664

% 47,3 52,7 100,0

% 52,8 47,2

3.574.816

100,0

Em 31 de dezembro - R$ mil

1 a 30 dias 58.386 58.386 67.306

Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados..................................................... Total em 2012 ..................................................................................... Total em 2011 .....................................................................................

31 a 60 dias 75.701 75.701 67.451

61 a 90 dias 73.825 73.825 70.826

Curso anormal Parcelas vencidas 181 a 540 dias 366.314 366.314 374.937

91 a 180 dias 222.307 222.307 209.226

Total em 2012 (B) 796.533 796.533

Total em 2011 (B) 789.746

% 100,0 100,0

% 100,0

789.746

100,0

Em 31 de dezembro - R$ mil

1 a 30 dias 6.324 6.324 6.979

Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados............................ Outros créditos (1)...................................................... Total em 2012 ............................................................ Total em 2011 ............................................................

31 a 60 dias 4.977 4.977 5.419

Curso anormal Parcelas vincendas 61 a 90 91 a 180 dias dias 3.557 6.485 3.557 6.485 4.214 7.746

Total em 181 a 360 dias 3.996 3.996 5.797

Acima de 360 dias 2.372 2.372 3.110

2012 (C) 27.711 27.711

%

2011 (C) 33.265 -

100,0 100,0

2012 (A+B+C) 2.674.773 2.061.382 4.736.155

% 100,0 -

33.265

Total Geral em 2011 % (A+B+C) 56,5 2.709.163 43,5 1.688.664 100,0 4.397.827

100,0

% 61,6 38,4 100,0

(1) A rubrica “Outros créditos” compreende operações com cartão de crédito. b) Modalidades e níveis de risco Em 31 de dezembro - R$ mil Operações de crédito AA A Empréstimos e títulos descontados............................ 1.632.502 Outros créditos ........................................................... 2 1.867.398 Total geral em 2012 .................................................. 2 3.499.900 % ................................................................................ 73,9 Total geral em 2011 .................................................. 4 3.151.950 % ................................................................................ 71,7 c) Composição da carteira e da provisão para créditos de liquidação duvidosa por nível de risco

B

C 110.561 35.841 146.402 3,1 139.569 3,2

87.849 26.751 114.600 2,4 127.908 2,9

D

E

89.107 14.077 103.184 2,2 125.900 2,9

82.377 9.295 91.672 1,9 89.189 2,0

Níveis de risco F 78.237 7.704 85.941 1,8 78.956 1,8

G

H 521.739 93.535 615.274 13,0 611.323 13,9

72.401 6.779 79.180 1,7 73.028 1,6

2012 2.674.773 2.061.382 4.736.155 100,0

%

2011 2.709.163 1.688.664

56,5 43,5 100,0

% 61,6 38,4

4.397.827 100,0

100,0

Em 31 de dezembro - R$ mil

Nível de Risco AA............................................................................... A ................................................................................. B ................................................................................. C ................................................................................. Subtotal ..................................................................... D ................................................................................. E ................................................................................. F ................................................................................. G................................................................................. H ................................................................................. Subtotal ..................................................................... Total em 2012 ............................................................ % ................................................................................ Total em 2011 ............................................................ % ................................................................................

% Mínimo de provisionamento requerido 0,0 0,5 1,0 3,0

Provisão Carteira Curso normal

Curso anormal

2 3.499.900 67.137 82.980 3.650.019 37.745 19.742 15.125 12.587 176.693 261.892 3.911.911 82,6 3.574.816 81,3

10,0 30,0 50,0 70,0 100,0

2012 Total

47.463 63.422 110.885 65.439 71.930 70.816 66.593 438.581 713.359 824.244 17,4 823.011 18,7

%

2 3.499.900 114.600 146.402 3.760.904 103.184 91.672 85.941 79.180 615.274 975.251 4.736.155 100,0 4.397.827 100,0

73,9 2,4 3,1 79,4 2,2 1,9 1,8 1,7 13,0 20,6 100,0

d) Concentração de operações de crédito e outros créditos

Específica Vencidas Vincendas 429 45 1.767 136 2.196 181 6.156 388 20.608 971 34.206 1.202 45.342 1.273 431.252 7.329 537.564 11.163 539.760 11.344 62,5 1,3 543.867 13.287 63,8 1,5

Genérica 17.500 671 2.489 20.660 3.775 5.922 7.563 8.811 176.693 202.764 223.424 25,8 205.338 24,1

2011 Excedente

Total

106 210 10.172 10.488 20.583 18.287 17.144 23.713 79.727 90.215 10,4 90.460 10,6

%

17.606 1.355 14.564 33.525 30.902 45.788 60.115 79.139 615.274 831.218 864.743 100,0

2012

%

3.586 8.075 8.697 9.891 11.450

2011 0,1 0,2 0,2 0,2 0,2

%

114.723 131.158 132.177 133.440 134.973

2,6 3,0 3,0 3,0 3,0

e) Setor de atividade econômica Em 31 de dezembro - R$ mil 2012 Setor privado .................................................................................. Indústria .......................................................................................... Têxtil e confecções........................................................................... Alimentícias e bebidas...................................................................... Moveis e produtos de madeira ......................................................... Demais indústrias ............................................................................. Comércio ......................................................................................... Artigos de uso pessoal e doméstico................................................. Varejista não especializado .............................................................. Vestuário e calçados ........................................................................ Produtos em lojas especializadas .................................................... Produtos alimentícios, bebidas e fumo............................................. Demais comércios ............................................................................ Intermediários financeiros............................................................. Serviços........................................................................................... Transportes e armazenagens........................................................... Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços ..................................... Atividades associativas, recreativas e culturais................................ Alojamento e alimentação ................................................................ Demais serviços ............................................................................... Pessoa física................................................................................... Total .................................................................................................

%

15.742 1.531 13.884 31.157 37.705 44.549 55.229 72.990 611.322 821.795

1,9 0,2 1,7 3,8 4,4 5,2 6,5 8,5 71,6 96,2

852.952 100,0

100,0

f) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa Em 31 de dezembro - R$ mil

Maior devedor................................................................................... Dez maiores devedores.................................................................... Vinte maiores devedores .................................................................. Cinquenta maiores devedores.......................................................... Cem maiores devedores...................................................................

Total 2,0 0,2 1,7 3,9 3,6 5,3 6,9 9,1 71,2 96,1 100,0

%

4.736.155 6.616 6.582 20 2 12 1.010 1 676 111 48 142 32 203 5 47 2 118 31 4.728.326 4.736.155

2011 100,0 0,1 0,1 99,9 100,0

%

4.397.827 8.454 8.402 1 1 51 117.643 2.446 114.928 51 171 47 5.366 770 452 141 6 124 47 4.265.594 4.397.827

100,0 0,2 0,2 2,7 0,1 2,6 0,1 97,0 100,0

Saldo inicial............................................................................................................................................ Constituição........................................................................................................................................... Baixas para prejuízo.............................................................................................................................. Saldo final .............................................................................................................................................. - Provisão específica (1).......................................................................................................................... - Provisão genérica (2) ............................................................................................................................ - Excedente (3) ........................................................................................................................................ Recuperação de créditos baixados como prejuízo (4) ...................................................................... Renegociação de créditos no exercício ..............................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2012 2011 852.952 766.275 747.689 728.960 (735.898) (642.283) 864.743 852.952 551.104 557.154 223.424 205.338 90.215 90.460 191.191 154.663 509.969 596.115

(1) Para as operações que apresentem parcelas vencidas há mais de 14 dias; (2) Constituída em razão da classificação do cliente ou da operação e, portanto, não enquadrada no item anterior; (3) A provisão excedente é constituída considerando a experiência da Administração e a expectativa de realização da carteira de créditos, de modo a apurar a provisão total julgada adequada para cobrir os riscos específicos e globais dos créditos, associada à provisão calculada de acordo com a classificação pelos níveis de risco e os respectivos percentuais de provisão estabelecidos como mínimos na Resolução nº 2.682/99 do CMN. A provisão excedente por cliente foi classificada nos níveis de riscos correspondentes (Nota 7c); e (4) Classificados em receitas de operação de crédito. 8) OUTROS CRÉDITOS a) Rendas a receber Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 75 253 75 253

2012 Dividendos............................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ b) Diversos

Operações com cartão de crédito ........................................................................................................... Créditos tributários (Nota 25c)................................................................................................................. Devedores por depósitos em garantia..................................................................................................... Impostos e contribuições a compensar/recuperar................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2012 2011 2.061.382 1.688.664 544.073 485.925 762.614 614.374 35.999 17.917 89.541 83.310 3.493.609 2.890.190

9) OUTROS VALORES E BENS

Despesas antecipadas - parcerias .......................................................................................................... Material em estoque ................................................................................................................................ Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2012 2011 51.800 6.669 9.921 6.138 5.963 61.721 18.770

10) INVESTIMENTOS a) Ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos, registrados em contas de resultado, sob a rubrica de “Resultado de participações em coligadas” Em 31 de dezembro - R$ mil Patrimônio líquido ajustado

Capital social Empresas Ibi Corretora (2) ................................................................................... Imagra Imob. Agrícola (3) .................................................................... Total ....................................................................................................

111.701

133.880

Quantidade de ações/ cotas possuídas (em milhares) Ações Cotas 40.124

Participação no Capital social %

Lucro líquido ajustado

Valor contábil 2012

35,921

23.172

2011 31.148 31.148

48.016 48.016

Ajuste decorrente de avaliação (1) 2012 2011 8.976 26.601 7.967 16.943 26.601

(1) Ajuste decorrente de avaliação: considera os resultados apurados, periodicamente, pelas Companhias e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado, quando aplicáveis; (2) Alienação de participação societária em 31.5.2012; e (3) Aquisição de participação societária em 31.5.2012. b) Outros investimentos

Aplicações por incentivos fiscais ............................................................................................................. Subtotal .................................................................................................................................................. Provisão para perdas em outros investimentos....................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2012 2011 1.192 1.192 1.192 1.192 (1.192) (1.192) -

11) IMOBILIZADO DE USO

Instalações ............................................................................................. Móveis, Máquinas e equipamentos ........................................................ Sistema de processamento de dados .................................................... Sistema de comunicação ....................................................................... Total em 2012 ........................................................................................ Total em 2011 ........................................................................................

Taxa 10% 10% 20% 10%

Custo 137 3.841 27.241 408 31.627 31.229

Depreciação (29) (2.493) (21.727) (392) (24.641) (21.347)

Em 31 de dezembro - R$ mil Custo Líquido de Depreciação 2012 2011 108 181 1.348 1.711 5.514 7.946 16 44 6.986 9.882

12) DIFERIDO E INTANGÍVEL a) Diferido (1)

Software (1) ............................................................................................ Ágio de Incorporação (1) (2)................................................................... Total geral em 2012 .............................................................................. Total geral em 2011 ..............................................................................

Taxa 20% a 50% 10 anos

Custo 132.809 213.940 346.749 346.749

Amortização (129.698) (152.571) (282.269) (261.187)

Em 31 de dezembro - R$ mil Custo Líquido de Amortização 2012 2011 3.111 12.863 61.369 72.699 64.480 85.562

b) Ativos intangíveis Os ativos intangíveis adquiridos são compostos por:

Software (2) ............................................................................................ Total geral em 2012 .............................................................................. Total geral em 2011 ..............................................................................

Taxa (1) 20% a 50%

Custo 84.116 84.116 83.600

Amortização (49.453) (49.453) (32.902)

Em 31 de dezembro - R$ mil Custo Líquido de Amortização 2012 2011 34.663 50.698 34.663 50.698

(1) A amortização dos ativos intangíveis é efetuada no decorrer de um período estimado de benefício econômico e contabilizada como outras despesas administrativas e outras despesas operacionais, quando aplicável; e (2) Software adquiridos e/ou desenvolvidos por empresas especializadas. 13) DEPÓSITOS a) Composição Em 31 de dezembro - R$ mil 1 a 30 dias Depósitos: - À Vista ............................................ 28.297 - A Prazo........................................... 176 - Interfinanceiro................................. Total em 2012 .................................. 28.473 % ...................................................... 47,8 Total em 2011 .................................. 39.437 % ...................................................... 55,0 b) Despesas com operações de captação do mercado

31 a 180 dias 1.138 1.138 1,9 996 1,4

181 a 360 dias 2.707 2.707 4,6 2.081 2,9

De 1 a 3 anos 27.227 27.227 45,7 29.080 40,6

Depósitos interfinanceiros ....................................................................................................................... (1) Os valores registrados até 8 de dezembro de 2008 foram mantidos neste grupo até sua amortização, de acordo com a Carta-Circular BACEN Depósitos a Prazo ................................................................................................................................... nº 3.357/08; e Contribuição ao FGC............................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ (2) Ágio na aquisição da Gopic Participações Ltda.

Acima de 3 anos 14 14 114 0,1

2012 28.297 31.262 59.559 100,0

2011 39.256 32.274 178

71.708 100,0

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2012 2011 10 541 2.407 2.828 103 109 2.520 3.478 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 7 de março de 2013

9

...continuação

Banco Bradescard S.A. (anteriormente denominado Banco Ibi S.A. - Banco Múltiplo) Empresa da Organização Bradesco CNPJ 04.184.779/0001-01 Sede: Alameda Rio Negro, 585 - 15º Andar - Parte - Bloco D - Alphaville Industrial - Barueri - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 14) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Provisões, classificadas como perdas prováveis e Obrigações legais - fiscais e previdenciárias A instituição é parte em processos judiciais, de natureza trabalhista, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Na constituição das provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração do Banco entende que a provisão constituída é suficiente para atender perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando a obter indenizações, em especial, o pagamento de “horas extras” em razão de interpretação do artigo 244 da Consolidação das Leis do Trabalho. Nos processos em que é exigido depósito judicial para garantia de execução, o valor das provisões trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. Para os demais processos, a provisão é constituída com base no valor médio apurado dos pagamentos efetuados de processos encerrados nos últimos 12 meses. II - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. As questões discutidas nas ações normalmente não constituem eventos capazes de causar impactos representativos no resultado financeiro. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento das normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. O montante provisionado representa a avaliação da Administração dos prováveis insucessos em ações cíveis, com base nos valores atualizados dos processos judiciais já sentenciados e a média dos pagamentos efetuados nos últimos 12 meses, corrigidos monetariamente. III - Obrigações legais - provisão para riscos fiscais A instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados, não obstante, as boas chances de êxito a médio e longo prazos, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. A principal questão são: PIS e COFINS - R$ 703.438 mil (2011 - R$ 570.008 mil), pleiteia calcular e recolher as referidas contribuições sobre as receitas de prestação de serviços (faturamento), afastando a aplicabilidade da Lei nº 9.718/98 que determina o cálculo dessas contribuições sobre a totalidade das receitas auferidas, inclusive as financeiras. No tocante à COFINS, pleiteia também, o direito de recolher tal contribuição utilizando a alíquota de 2% ao invés de 4% conforme previsto no artigo 18 da Lei nº 10.684/03. IV - Movimentação das provisões Em 31 de dezembro - R$ mil Fiscais e Trabalhistas Cíveis Previdenciárias (1) Saldo no início do exercício ....................................................................................... 8.045 87.224 629.170 Atualização monetária ................................................................................................... 1.048 11.227 47.644 Constituições líquidas de reversões .............................................................................. (314) (10.343) 88.499 Saldo no final do exercício (Nota 14a)....................................................................... 8.779 88.108 765.313 (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivada, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. O principal processo com esta classificação refere-se à dedução de despesas nas bases de cálculo do IRPJ e da CSLL e à compensação de saldos negativos apurados em anos anteriores, no valor total de R$ 90.886 mil (2011 - R$ 70.508 mil). 15) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias Provisão para riscos - fiscais (Nota 14b)................................................................................................. Provisão para impostos e contribuições diferidos (Nota 25c).................................................................. Impostos e contribuições sobre o lucro a pagar...................................................................................... Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas Operações com cartão de crédito ........................................................................................................... Provisão para riscos - cíveis e trabalhistas (Nota 14b) ........................................................................... Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... Valores a pagar - sociedades ligadas...................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2012 2011 765.313 629.170 33.850 15.752 34.571 107.770 6.275 6.217 840.009 758.909 Em 31 de dezembro - R$ mil 2012 2011 2.506.681 2.216.074 96.887 95.269 9.340 12.575 7.034 14.233 86.410 55.548 2.706.352 2.393.699

16) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O capital social, no montante de R$ 2.366.832 mil, totalmente subscrito e integralizado, dividido em 3.741.307.886 ações nominativas escriturais. b) Composição do capital social em ações Em 31 de dezembro 2012 2011 Ordinárias................................................................................................................................................ 1.870.653.943 1.870.653.943 Preferenciais............................................................................................................................................ 1.870.653.943 1.870.653.943 Total ........................................................................................................................................................ 3.741.307.886 3.741.307.886 c) Reservas de Lucros Em 31 de dezembro - R$ mil 2012 2011 Reservas de lucros................................................................................................................................ 184.713 25.742 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 25.130 17.105 - Reservas Estatutárias (2)...................................................................................................................... 159.583 8.637

22) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS

Parcerias ................................................................................................................................................. Despesas com provisões para passivos contingentes ............................................................................ Pagamento de indenizações ................................................................................................................... Descontos concedidos em renegociações .............................................................................................. Comissões............................................................................................................................................... Perdas operacionais ................................................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2012 2011 288.707 257.371 6.608 127.435 169.939 107.782 46.336 39.469 24.053 21.971 27.963 31.820 28.008 63.709 591.614 649.557

23) RESULTADO NÃO OPERACIONAL

Outras despesas não operacionais ......................................................................................................... Perda na venda de bem do permanente ................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2012 2011 (434) (11.654) (434) (11.654)

24) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com controlador, empresas controladas e coligadas estão assim representadas: 2012 Ativos (passivos)

2011 Ativos (passivos)

Em 31 de dezembro - R$ mil 2012 2011 Receitas Receitas (despesas) (despesas)

Depósitos à Vista: Ibi Corretora de Seguros Ltda. ........................................................ (2) (97) Ibi Promotora .................................................................................... (6) (1.021) Depósito Interfinanceiro: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (382) Aplicações no mercado aberto: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 103.726 148.974 10.741 15.718 Aplicações em Depósitos Interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 716.476 652.295 45.022 93.447 Dividendos a receber/(pagar): Bradesco Cartões............................................................................. (1.525) Imagra imobiliária Agrícola Ltda. ..................................................... 76 Ibi Corretora de Seguros Ltda. ........................................................ 253 Valores a receber/(pagar): Ibi Corretora de Seguros Ltda. ........................................................ (473) (496) Ibi Promotora .................................................................................... 2.277 (789) Ibi México ......................................................................................... 2.936 994 Serviço do Sistema Financeiro: Ibi promotora .................................................................................... (11.102) (19.426) Outras: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 673 1.499 Ibi Promotora .................................................................................... (45.337) (47.691) Ibi México ......................................................................................... 8.910 (8.916) b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, a ser paga aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. A Instituição é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração em instrumento baseado em ações, nos termos do CPC 10 - Pagamento baseado em Ações, aprovado pela resolução CMN nº 3.989/11, para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 25) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social............................................................ Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15% ........................... Efeito no cálculo dos tributos: Participações em coligadas e Controladas ............................................................................................. Despesas indedutíveis líquidas das receitas não tributáveis .................................................................. Efeito do diferencial da alíquota da contribuição social........................................................................... Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ b) Composição da conta de resultado do imposto de renda e contribuição social

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2012 2011 283.447 415.356 (113.378) (166.142) 6.777 (20.428) 4.078 (122.951)

10.640 (17.646) 13.605 (13.256) (172.799)

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2012 2011 Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... (181.099) (279.786) (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital Impostos diferidos: Constituição/realização no exercício, sobre adições temporárias........................................................... 58.148 106.987 ou para compensar prejuízos; e (122.951) (172.799) (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da sociedade, pode ser constituída em 100% Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do capital social integralizado. c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos R$ mil d) Dividendos e juros sobre capital próprio Saldo em Saldo em Aos acionistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, que somados não seja inferior a 31.12.2011 Constituição Realização 31.12.2012 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. Fica a Diretoria autorizada a declarar e pagar dividendos intermediários, especialmente semestrais e mensais, utilizando-se das contas de lucros Acumulados ou de Reservas de Lucros existentes, e, podendo ainda, autorizar a distribuição de Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ 217.837 239.339 217.837 239.339 lucros a título de juros sobre o capital próprio em substituição total ou parcial aos dividendos intermediários, ou, em adição aos mesmos. Provisões cíveis................................................................................ 34.890 353 35.243 O cálculo dos dividendos relativos aos exercícios findos em 31 de dezembro, está demonstrado a seguir: Provisões fiscais............................................................................... 197.713 53.401 251.114 R$ mil Provisões trabalhistas ...................................................................... 3.218 294 3.512 2012 2011 Provisão para perdas com incentivos fiscais.................................... 179 179 Lucro Líquido........................................................................................................................................... 160.496 242.557 Ajuste a valor de mercado dos títulos para negociação................... 986 986 (-) Reserva Legal - 5% sobre o lucro....................................................................................................... (8.025) (12.127) Ágio amortizado ............................................................................... 1.579 1.104 1.579 1.104 Base de cálculo ..................................................................................................................................... 152.471 230.430 Outras Provisões .............................................................................. 29.523 1.532 17.473 13.582 Dividendos propostos sobre o lucro do exercício (1)............................................................................... 1.525 221.793 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias Percentual em relação ao lucro líquido ajustado ............................................................................... 1,0% 96,2% (Nota 8b) ........................................................................................ 485.925 296.023 237.875 544.073 Valor em Reais por lote de mil ações .................................................................................................. 0,41 59,28 Obrigações fiscais diferidas (Nota 14a) ....................................... 15.752 18.098 33.850 Crédito tributário líquido das obrigações fiscais diferidas ........ 470.173 277.925 237.875 510.223 (1) No exercício de 2011, foram pagos aos acionistas dividendos no montante de R$ 315.422 mil, sendo: R$ 93.629 mil da Reserva de Lucros Estatutária de 2010 e R$ 221.793 mil por conta do resultado do exercício apurado em 2011, conforme Ata de Reunião da Diretoria realizada em d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias 29.12.2011. Nesta data, também foram pagos os dividendos do exercício de 2010 no montante de R$ 946 mil. Em 31 de dezembro de 2012 - R$ mil Diferenças temporárias 17) RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS E RECEITAS DE TARIFAS BANCÁRIAS Imposto Contribuição Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil de renda social Total 2012 2011 2013............................................................................................................................... 95.759 50.414 146.173 Anuidades................................................................................................................................................ 280.377 186.936 2014............................................................................................................................... 113.672 57.612 171.284 Tarifas ...................................................................................................................................................... 42.631 67.747 2015............................................................................................................................... 149.297 71.887 221.184 Comissão................................................................................................................................................. 180.367 175.320 2016............................................................................................................................... 1.698 1.018 2.716 Outras...................................................................................................................................................... 7.184 7.561 2017............................................................................................................................... 1.698 1.018 2.716 Total ........................................................................................................................................................ 510.559 437.564 Total .............................................................................................................................. 362.124 181.949 544.073 18) DESPESAS DE PESSOAL A projeção de realização de crédito tributário trata-se de estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta a R$ 518.303 mil 2012 2011 (2011 - R$ 456.264 mil) de diferenças temporárias. Proventos................................................................................................................................................. 16.436 28.412 e) Obrigações fiscais diferidas Encargos sociais ..................................................................................................................................... 5.975 10.958 A sociedade possui obrigações fiscais diferidas de imposto de renda e contribuição social no montante de R$ 33.850 mil (2011 - R$ 15.752 mil) Participação dos empregados no lucro ................................................................................................... 4.100 5.151 relativo à atualização monetária de depósitos judiciais PIS/COFINS. Benefícios................................................................................................................................................ 4.961 7.442 Provisões trabalhistas ............................................................................................................................. Treinamento............................................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................

44 607 32.123

594 344 52.901

19) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS Serviços de terceiros............................................................................................................................... Comunicações......................................................................................................................................... Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ Processamentos de dados ...................................................................................................................... Depreciações e amortizações ................................................................................................................. Materiais e energia .................................................................................................................................. Transporte ............................................................................................................................................... Propaganda, promoções e publicidade ................................................................................................... Aluguéis e Arrendamento de bens .......................................................................................................... Contribuições Filantrópicas ..................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2012 2011 282.576 209.539 171.009 142.258 112.112 100.298 97.150 68.566 19.889 36.584 14.397 33.031 19.828 21.891 19.770 14.905 4.470 4.884 3.700 2.616 60.033 47.580 804.934 682.152

20) DESPESAS TRIBUTÁRIAS COFINS ................................................................................................................................................... PIS........................................................................................................................................................... ISS........................................................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2012 2011 92.365 91.081 15.063 14.820 9.297 8.002 10.715 9.271 127.440 123.174

21) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS Reversão de provisões cíveis e trabalhistas............................................................................................ Recuperação de encargos e despesas ................................................................................................... Reversão de despesas operacionais....................................................................................................... Variação monetária ativa sobre impostos................................................................................................ Custo de emissão de cartões de créditos ............................................................................................... Diferimento dos custos de emissão de cartões de crédito...................................................................... Resultado com parceria........................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2012 2011 7.108 104.130 8.942 1.024 16.397 47.611 32.969 43.121 7.215 34.252 3.929 31.187 5.289 173.245 169.929

26) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Plano de previdência privada O Banco Bradescard é patrocinador de um plano de previdência complementar para seus funcionários e administradores, na modalidade Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL). O PGBL é um plano de previdência do tipo de contribuição definida, que permite acumular recursos financeiros ao longo da carreira profissional do participante mediante contribuições pagas por ele mesmo e pela empresa patrocinadora, sendo os recursos investidos em um FIE (Fundo de Investimento Exclusivo). O PGBL é administrado pela Bradesco Vida e Previdência S.A. e a BRAM - Bradesco Asset Management S.A. DTVM é a responsável pela gestão financeira dos fundos FIEs. As contribuições dos funcionários e administradores do Bradescard são equivalentes a, no mínimo, 4% do salário. As obrigações atuariais do plano de contribuição definida (PGBL) estão integralmente cobertas pelo patrimônio do FIE correspondente. As despesas com contribuições efetuadas durante o exercício de 2012 totalizaram R$ 1.061 mil (2011 - R$ 1.824 mil). b) Gerenciamento de riscos A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos negócios da Organização Bradesco, motivo de constante aprimoramento desta atividade na busca das melhores práticas. A Organização Bradesco exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, preservando e valorizando o ambiente de decisões colegiadas, desenvolvendo e implementando metodologias, modelos, ferramentas de mensuração e controle. Promove ainda a atualização dos colaboradores em todos os níveis hierárquicos, desde as áreas de negócios até o Conselho de Administração. O processo de gerenciamento permite que os riscos sejam proativamente identificados, mensurados, mitigados, acompanhados e reportados, o que se faz necessário em face da complexidade dos produtos financeiros e do perfil da atividade da Organização Bradesco. O Banco Bradescard, como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. c) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) emitiu alguns pronunciamentos contábeis, suas interpretações e orientações, os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10); • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23); e • Resolução nº 4.144/12 - Pronunciamento Conceitual Básico (R1). Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva.

A DIRETORIA Célio Magalhães – Contador – CRC 1SP199295/O-5

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores do Banco Bradescard S.A. Barueri - SP

também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Examinamos as demonstrações contábeis do Banco Bradescard S.A. - Banco Múltiplo (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de Opinião dezembro de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre e exercício Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Bradescard S.A. - Banco Múltiplo em 31 de dezembro de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. semestre e exercício findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis Banco Central do Brasil. A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela Outros assuntos determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada Demonstração do valor adicionado por fraude ou erro. Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaboradas sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o semestre e exercício findos em 31 de dezembro de 2012, que estão sendo apresentadas como informações suplementares. Essas demonstrações foram submetidas Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são KPMG Auditores Independentes apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, CRC 2SP014428/O-6

Osasco, 05 de março de 2013

Cláudio Rogélio Sertório Contador CRC 1SP212059/O-0


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

quinta-feira, 7 de março de 2013

BEC - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 07.299.480/0001-82 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Cotistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012, da BEC - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (BEC DTVM), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

No exercício, a BEC DTVM registrou Lucro Líquido de R$ 1,751 milhão, Patrimônio Líquido de R$ 39,314 milhões e Ativos Totais de R$ 40,413 milhões. Osasco, SP, 25 de janeiro de 2013. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO

2012

2011

PASSIVO

2012

2011

CIRCULANTE ...............................................................................................................................................

40.412

38.839

CIRCULANTE ...............................................................................................................................................

1.099

1.295

DISPONIBILIDADES (Nota 4) .......................................................................................................................

47

9

OUTRAS OBRIGAÇÕES ..............................................................................................................................

1.099

1.295

TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTR. FINANC. DERIVATIVOS (Nota 5).....................................

40.319

38.808

Sociais e Estatutárias (Nota 9d) ....................................................................................................................

16

78

Carteira Própria .............................................................................................................................................

40.319

38.808

Fiscais e Previdenciárias (Nota 8a)...............................................................................................................

984

1.106

OUTROS CRÉDITOS....................................................................................................................................

46

22

Diversas (Nota 8b).........................................................................................................................................

99

111

Diversos (Nota 6)...........................................................................................................................................

46

22 39.314

37.579

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO.................................................................................................................

-

35

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................

OUTROS CRÉDITOS....................................................................................................................................

-

35

Capital:

Diversos (Nota 6)...........................................................................................................................................

-

35

- De Domiciliados no País (Nota 9a) .............................................................................................................

20.000

16.500

PERMANENTE .............................................................................................................................................

1

-

Reservas de Lucros (Nota 9b).......................................................................................................................

19.314

21.079

INVESTIMENTOS .........................................................................................................................................

1

-

TOTAL ...........................................................................................................................................................

40.413

38.874

Outros Investimentos.....................................................................................................................................

2

2

Provisões para Perdas ..................................................................................................................................

(1)

(2)

TOTAL ...........................................................................................................................................................

40.413

38.874

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil

2º Semestre 2012 RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ............................................................. Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 5b) .............................. RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA............................................ OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ........................................................ Outras Despesas Administrativas (Nota 10)....................................................................... Despesas Tributárias (Nota 11) .......................................................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 12)............................................................................ Outras Despesas Operacionais (Nota 12).......................................................................... RESULTADO OPERACIONAL .......................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 15b)............................................................... RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ........................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 15) ........................................ LUCRO LÍQUIDO...............................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 2011

1.423 1.423 1.423 (151) (75) (73) (3) 1.272 1.272 (503) 769

Número de cotas (Nota 9a) ................................................................................................ Lucro por lote de mil cotas em R$......................................................................................

3.253 3.253 3.253 (364) (195) (175) 28 (22) 2.889 2.889 (1.138) 1.751

20.000.000 38,45

3.532 3.532 3.532 (332) (209) (185) 77 (15) 3.200 10.483 13.683 (5.442) 8.241

20.000.000 87,56

16.500.000 499,45

Eventos Saldos em 30.6.2012............................................................................. Lucro Líquido.......................................................................................... Destinações: - Reservas......................................................................... - Dividendos Propostos.....................................................

Capital Social 20.000 -

Reservas de Lucros Legal Estatutárias 1.755 16.797 39 723 -

Saldos em 31.12.2012...........................................................................

20.000

1.794

17.520

15.000 1.500 -

1.294 412 -

13.122 (1.500) 7.751 19.373

Saldos em 31.12.2011...........................................................................

16.500

1.706

Aumento de Capital com Reservas ........................................................ Lucro Líquido.......................................................................................... Destinações: - Reservas......................................................................... - Dividendos Propostos.....................................................

3.500 -

88 -

Saldos em 31.12.2012...........................................................................

20.000

1.794

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ............................ Ganho na Alienação de Investimento ............................................................................. Lucro Líquido Ajustado antes dos Impostos............................................................... (Aumento)/Redução em Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos..................................................................................................................... (Aumento)/Redução em Outros Créditos........................................................................ Aumento/(Redução) em Outras Obrigações................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos............................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais .......................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Aplicação de Investimentos .............................................................................................. Alienação de Investimentos .............................................................................................. Dividendos Recebidos ...................................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades de Investimentos.................... Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Dividendos Pagos............................................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos.................... Aumento de Caixa e Equivalentes de Caixa ..................................................................

2012

Descrição 1 - RECEITAS .........................................................

2011

1.272 1.272

2.889 2.889

13.683 (10.483) 3.200

(1.088) (1) 7 (72) 118

(1.511) 6 (14) (1.254) 116

(8.496) (56) 22 (5.199) (10.529)

1.1) Intermediação Financeira.........................

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ............................................................ Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período ............................................................... Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa .................................

-

(1) 10.483 64 10.546

1.423

-

39.314 29.416 8.241 (78) 37.579

1.751 (1.735) (16) -

Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 % 2011 3.259 106,4 14.077

105,8

Totais 38.552 769 (7)

1.751 (16) 39.314

% 101,5

3.253

106,2

3.532

25,5

6

0,2

10.545

76,0

1.2) Outras ........................................................

(3)

(0,2)

2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS .......

(75)

(5,6)

(195)

(6,4)

(209)

(1,5)

Serviços do sistema financeiro ..........................

(6)

(0,5)

(12)

(0,5)

(17)

(0,1)

Propaganda, promoções e publicidade..............

(53)

(3,9)

(137)

(4,5)

(146)

(1,1)

(14)

(0,5)

(12)

(0,1)

(32)

(0,9)

(34)

Contribuição sindical patronal ............................

-

Serviços técnicos especializados ...................... 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) .................

-

2º Semestre 2012 % 1.420 105,6

8.241 (8.163) (78)

17.520

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro

-

(3.500) 1.647 -

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

2012

769 (762) (7)

Saldos em 31.12.2010........................................................................... Aumento de Capital com Reservas ........................................................ Lucro Líquido.......................................................................................... Destinações: - Reservas......................................................................... - Dividendos Propostos.....................................................

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

2º Semestre

Lucros Acumulados

(16)

(1,2)

(0,2)

1.345

100,0

3.064

100,0

13.868

100,0 100,0

4 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE.............................................

1.345

100,0

3.064

100,0

13.868

5 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR ..............

1.345

100,0

3.064

100,0

13.868

100,0

6 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO......

1.345

100,0

3.064

100,0

13.868

100,0

(78) (78) 40

(78) (78) 38

(15) (15) 2

6.1) Impostos, Taxas e Contribuições ............

576

42,8

1.313

42,9

5.627

40,6

Federal ........................................................

576

42,8

1.313

42,9

5.627

40,6

7 47 40

9 47 38

7 9 2

6.2) Remuneração de Capitais Próprios .......

769

57,2

1.751

57,1

8.241

59,4

Dividendos Propostos .................................

7

0,5

16

0,5

78

0,5

Lucros Retidos ............................................

762

56,7

1.735

56,6

8.163

58,9

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de A BEC - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (BEC DTVM ou Instituição) é uma instituição financeira que tem por objetivo efetuar operações precificações, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de intermediação no mercado aberto, além de gerir e administrar recursos de terceiros. É parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de seus de investimento, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; e recursos administrativos e tecnológicos, e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS b) Resultado de títulos e valores mobiliários As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nºs 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nºs 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, 2012 2011 associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem, estimativas e premissas, Fundos de investimento.................................................................................................................. 3.253 3.532 tais como: estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor Total ............................................................................................................................................... 3.253 3.532 recuperável (impairment) de ativos não financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas c) A BEC DTVM não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 31 de dezembro de 2012 e de 2011. estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 25 de janeiro de 2013. 6) OUTROS CRÉDITOS 3) PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério pro rata dia e calculadas com base no método exponencial. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda. d) Títulos e valores mobiliários - Classificação • Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; • Títulos disponíveis para venda - são aqueles que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzido dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetivas realização; e • Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. e) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos”. Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. f) Investimentos Outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. g) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável apurado pelo: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior. Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. h) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 7a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 7b); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. i) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos (em base pro rata dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias incorridos (em base pro rata dia). j) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente que requerem ajustes ou divulgações para as demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2012. 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 2012 Disponibilidades em moeda nacional ............................................................................................. Total de disponibilidades (caixa) ................................................................................................ Total caixa e equivalentes de caixa ............................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 9 9 9

47 47 47

5) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Classificação por categorias e prazos 2012

Títulos (1) Títulos para negociação: (3) Certificados de depósitos bancários ... Debêntures .......................................... Letras do tesouro nacional .................. Letras financeiras do tesouro .............. Operações compromissadas............... Notas promissórias.............................. Outros.................................................. Total em 2012 ..................................... Total em 2011 .....................................

1 a 30 dias 11.465 11.465 11.713

31 a 180 dias

181 a 360 dias

302 101 4.173 4.576 280

666 30 239 733 1.668 4.020

Acima de 360 dias 1.104 1.865 905 13.535 5.201 22.610 22.795

Valor de mercado/ Valor de contábil custo (2) atualizado 2.072 1.895 1.006 17.947 11.465 5.934 40.319

2.072 1.895 1.006 17.947 11.465 5.934 40.319

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 Valor de Marcação mercado/ Marcação a contábil a mercado (2) mercado -

1.370 285 823 20.244 11.708 244 4.134

-

38.808

-

(1) As aplicações em cotas de fundos de investimento foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, preservando a classificação da categoria dos fundos. No encerramento do exercício, os investimentos em fundos exclusivos administrados pelo Conglomerado Bradesco somavam R$ 40.319 mil (2011 - R$ 38.808 mil) Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil;

2012 Créditos tributários (1) .................................................................................................................... Impostos e contribuições a compensar .......................................................................................... Total ...............................................................................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 40 44 6 13 46 57

(1) Sobre adições temporárias 7) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos Contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a instituição figura como “autora” ou “ré” e, amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. c) Em 31 de dezembro de 2012 e de 2011, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. 8) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias 2012 Impostos e contribuições sobre lucros a pagar .............................................................................. Impostos e contribuições a recolher............................................................................................... Total ............................................................................................................................................... b) Diversas Refere-se à provisão para pagamentos a efetuar, no montante de R$ 99 mil (2011 - R$ 111 mil).

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 973 1.088 11 18 984 1.106

9) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O capital social no montante de R$ 20.000 mil (2011 - R$ 16.500 mil) totalmente subscrito e integralizado, é composto por 20.000.000 (2011 - 16.500.000) de cotas, com valor nominal de R$ 1,00 cada. b) Movimentação do Capital Social Quantidade de Cotas R$ mil Em 31 de dezembro de 2011........................................................................................................ 16.500.000 16.500 Aumento de Capital (1)................................................................................................................... 3.500.000 3.500 Em 31 de dezembro de 2012........................................................................................................ 20.000.000 20.000 (1) Em 10 de maio de 2012 o BACEN homologou o Instrumento Particular de Alteração do Contrato Social de 9 de abril de 2012, que deliberou o aumento do capital social em R$ 3.500 mil, elevando-o de R$ 16.500 mil para R$ 20.000 mil, mediante a capitalização de parte do saldo da conta “Reservas de Lucros - Estatutária”, com a criação de 3.500.000 cotas, de valor nominal de R$ 1,00 cada, atribuindo-as à Sócia-Cotista Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A., com a concordância do Sócio-Cotista Banco Bradesco S.A. c) Reservas de Lucros Em 31 de dezembro - R$ mil 2012 2011 Reservas de Lucros ..................................................................................................................... 19.314 21.079 - Reserva Legal (1)......................................................................................................................... 1.794 1.706 - Reserva Estatutária (2) ................................................................................................................ 17.520 19.373 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 80% do Capital Social Integralizado. d) Dividendos e Juros sobre Capital Próprio Aos Sócios-Cotistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, que somados não seja inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. Fica a Diretoria autorizada a declarar e pagar dividendos intermediários, especialmente semestrais e mensais, utilizando-se das contas de Reservas de Lucros existentes, e, podendo ainda, autorizar a distribuição de lucros a título de juros sobre o capital próprio em substituição total ou parcial aos dividendos intermediários, ou, em adição aos mesmos. O cálculo dos dividendos relativos aos exercícios findos em 31 de dezembro, está demonstrado a seguir: R$ mil 2012 2011 Lucro Líquido.................................................................................................................................. 1.751 8.241 (-) Reserva Legal - 5% sobre o lucro.............................................................................................. (88) (412) Base de cálculo ............................................................................................................................ 1.663 7.829 Dividendos propostos ..................................................................................................................... 16 78 Percentual em relação ao lucro líquido ajustado ...................................................................... 1,0% 1,0% Valor em Reais por lote de mil cotas .......................................................................................... 0,80 4,73 10) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS

Serviços do sistema financeiro....................................................................................................... Obrigações sociais - contribuição sindical...................................................................................... Propaganda e publicidade.............................................................................................................. Serviços técnicos especializados................................................................................................... Total ...............................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2012 2011 12 17 14 12 137 146 32 34 195 209

11) DESPESAS TRIBUTÁRIAS

Contribuição à COFINS.................................................................................................................. Contribuição ao PIS........................................................................................................................ Despesas com impostos e taxas.................................................................................................... Total ...............................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2012 2011 130 143 21 23 24 19 175 185

12) OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS

Atualizações de impostos e contribuições...................................................................................... Reversões de provisões ................................................................................................................. Dividendos/JCP recebidos ............................................................................................................. Outras............................................................................................................................................. Total ...............................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2012 2011 (19) (15) 28 11 65 (3) 1 6 62

13) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com o controlador e empresa coligada estão assim representadas: 2012 Ativos (passivos) Disponibilidades: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... Dividendos: Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. ......

Em 31 de dezembro - R$ mil 2012 2011 Receitas Receitas (despesas) (despesas)

2011 Ativos (passivos)

47

9

-

-

(16)

(78)

-

continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 7 de março de 2013

11

...continuação

BEC - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 07.299.480/0001-82 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Reunião dos Sócios-Cotistas é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, a ser paga aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. A Instituição é parte integrante da organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração em instrumento baseado em ações, nos termos do CPC 10 - Pagamento Baseado em Ações, aprovado pela Resolução CMN nº 3.989/11, para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos Conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau;

15) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Gerenciamento de riscos A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos negócios da Organização Bradesco, motivo de constante aprimoramento desta atividade na busca das melhores práticas. A Organização Bradesco exerce o controle corporativo dos riscos de modo integrado e independente, preservando e valorizando o ambiente de decisões colegiadas, desenvolvendo e implementando metodologias, modelos, ferramentas de mensuração e controle. Promove ainda a atualização dos colaboradores em todos os níveis hierárquicos, desde as áreas de negócios até o Conselho de Administração. O processo de gerenciamento permite que os riscos sejam proativamente identificados, mensurados, mitigados, acompanhados e reportados, o que se faz necessário em face da complexidade dos produtos financeiros e do perfil da atividade da Organização Bradesco. A BEC DTVM como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. b) O Resultado não Operacional de 2011, refere-se ao lucro apurado na alienação das ações da CETIP S.A.

c) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) emitiu alguns procedimentos contábeis, suas interpretações e orientações, os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); ou da Diretoria Executiva e seus familiares. Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); 14) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social Resolução nº 3.973/11 - Evento Subsequente (CPC 24); Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil Resolução nº 3.989/11 - Pagamento Baseado em Ações (CPC 10); Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23); e 2012 2011 Resolução nº 4.144/12 - Pronunciamento Conceitual Básico (R1). Resultado antes do imposto de renda e contribuição social .......................................................... 2.889 13.683 Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente ........................................................................................................................... (1.156) (5.473) de maneira prospectiva ou retrospectiva. Despesas indedutíveis líquidas das receitas não tributáveis ......................................................... 7 A DIRETORIA Outros valores ................................................................................................................................ 18 24 Imposto de renda e contribuição social do exercício ............................................................... (1.138) (5.442) Célio Magalhães – Contador – CRC 1SP199295/O-5 b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Aos Administradores da BEC Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Osasco - SP

Opinião Examinamos as demonstrações contábeis da BEC Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e em 31 de dezembro de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre e financeira da BEC Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. em 31 de dezembro de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos exercício findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. de caixa para o semestre e exercício findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis funcionar pelo Banco Central do Brasil. A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Outros assuntos contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou Demonstração do valor adicionado como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaboradas sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o semestre Responsabilidade dos auditores independentes e exercício findos em 31 de dezembro de 2012, que estão sendo apresentadas como informações suplementares. Essas demonstrações foram submetidas Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Osasco, 05 de março de 2013 Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são KPMG Auditores Independentes Zenko Nakassato apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP160769/O-0

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Minha família tem matriz africana, não sou racista. Marco Feliciano (PSC-SP) , o deputado-pastor.

olítica

Lula Marques/Folhapress

Pastor da discórdia: confusão e adiamento. O deputado e pastor evangélico já externou opiniões consideradas homofóbicas e racistas. Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

Protestos e tumultos impediram a ratificação do nome do o deputado e pastor evangélico Marco Feliciano (mais à dir.), do PSCSP, para presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Nova tentativa deve ocorrer hoje, a portas fechadas. PSC sabia que essa indicação era polêmica", disse Dutra. Em seu Twitter, a assessoria Feliciano afirmou que ele saiu da sessão com "lágrimas nos olhos", escoltado por seguranças e quase agredido. Em 2011, Feliciano

Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

I

ndicado pelo seu partido para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o deputado e pastor evangélico Marco Feliciano (PSC-SP) não conseguiu ter o nome ratificado no cargo. A eleição para a mesa diretora do colegiado foi adiada após confusão. "Vou procurar o presidente da Casa e o líder do PT para colocar a questão. Não tenho condições de fazer a eleição com a comissão nesta situação", disse o deputado Domingos Dutra (PT-MA), que presidia a sessão. A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara deve voltar a se reunir hoje, às 9h30, para eleger o novo presidente do colegiado. O presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), informou que a reunião, no entanto, será fechada. O adiamento de ontem ocorreu após pedidos dos deputados Chico Alencar (PSOL-RJ) e Érica Kokay (PT-DF), ex-presidente da mesma comissão. Os dois protestaram contra a indicação de Feliciano, que já externou opiniões consideradas homofóbicas e racistas. "O

declarou no Twitter que os "africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé". Depois, disse que foi mal compreendido: "Minha família tem matriz africana, não sou racista". "Foi infelizmente distorcido esse assunto como isso acontece

com todas as pessoas. Nunca tive origem de racista, foi só aquela citação e os ativistas fizeram isso virar uma bola de neve." O pastor diz que não é homofóbico, mas afirma ser contra o ato sexual entre pessoas do mesmo sexo.

A indicação de Feliciano para a comissão pelo PSC já tinha sido repudiada no final de semana pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, que publicou nota de protesto .

O papel da comissão é receber e investigar denúncias de violações de direitos humanos e discutir e votar propostas na área. E é o presidente da comissão quem determina a pauta dos projetos que devem ser votados.

Alan Marques/Folhapress

Chalita, o investigado, presidente de comissão.

E

Gabriel Chalita na Comissão de Educação da Câmados Deputados, que agora preside.

leito ontem novo presidente da Comissão de Educação da Câmara, o deputado Gabriel Chalita (PMDB- SP) foi confrontado sobre as denúncia de corrupção investigada pelo Ministério Público Estadual. As investigações partem de quatro depoimentos de um analista de sistemas que diz ter sido assessor informal de Chalita na época em que ele foi secretário estadual da Educação (2002 a 2006). O Ministério Público Estadual abriu 11 inquéritos para investigar o peemedebista por suspeita de corrupção, enriquecimento ilícito e superfaturamento de contratos públicos. Na sessão de ontem no cole-

giado, a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) disse que se sentia "carente" de explicações e que a ocasião servira como uma oportunidade para Chalita dar "boas notícias". O peemedebista se defendeu das acusações em tom de desabafo e disse ser vítima de movimento político originado na disputa pela prefeitura de São Paulo. "A injustiça dói. Eu sempre fui professor de ética e quando ensinava Aristóteles dizia isso. Nada mais doloroso que injustiças." "Esse denunciante já deu 10 versões diferentes sobre essa história. Quando as pessoas dizem que há 11 inquéritos no Ministério Púbico a maior parte não é inquérito,

mas procedimentos preparatório para o inquérito." O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, confirmou que começou a analisar material enviado pelo MP envolvendo Chalita por suspeita de corrupção, enriquecimento ilícito e superfaturamento. Sem dar detalhes, Gurgel disse que pode descartar parte das acusações. CCJ – O deputado Décio Lima (PT-SC) foi eleito presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A CCJ é a mais importante comissão da Casa. Por ela são analisados os aspectos constitucionais, legais jurídicos e regimentais das propostas em tramitação na Câmara.


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quinta-feira, 7 de março de 2013

Reuters

SOLIDARIEDADE Da Organização das Nações Unidas ao El Salvador (foto), simpatizantes prestaram homenagens a Chávez.

nternacional Jorge Dan Lopez/Reuters

Maré vermelha se despede de Hugo Chávez Cortejo fúnebre pelas ruas de Caracas reuniu milhares de simpatizantes. Aliados querem enterrar o líder ao lado de Bolívar.

A

Homenagens ao líder bolivariano ao redor do mundo

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emetov/R

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L

Embaixada venezuelana em Moscou recebeu flores e cartazes (acima). Em Cuba, bandeiras a meio mastro marcam luto por Chávez (à esq.).

Adriano Lima/Brazil Photo Press/Estadão

EFE

íderes mundiais expressaram ontem pesar pela morte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e diversos deles confirmaram presença no velório do líder. Autoridades brasileiras também devem comparecer ao ato: a presidente Dilma Rousseff e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem embarcar hoje a Caracas. Já o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu aguarda autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). Condenado a dez anos e dez meses de prisão no julgamento do mensalão, Dirceu foi proibido de deixar o país. Em seu pedido ao STF, Dirceu alega que tinha uma relação próxima a Chávez e se comprometeu a retornar 24 horas após a cerimônia fúnebre. A assessoria do presidente do STF, Joaquim Barbosa, informou que a decisão será divulgada hoje. Já o governo cubano convocou para hoje eventos em homenagem a líder venezuelano. Em editorial no jornal Granma, o regime agradeceu o apoio de Chávez e expressou sua "eterna lealdade" à memória e legado do presidente. A deputada Mariela Castro, filha do presidente cubano, Raúl Castro, comparou a morte de Chávez com a do guerrilheiro argentino-cubano Ernesto Che Guevara. "Chávez realmente é um grande exemplo para as novas gerações", disse ela ao canal Telesur. (Agências)

Um cartaz em homenagem ao líder venezuelano foi colocado na entrada de um teatro na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo. Dilma e Lula viajam hoje a Caracas.

s ruas de Caracas s e t i n g iram de vermelho, ontem, durante a passagem do caixão do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, acompanhado por um mar de fervorosos seguidores em seu percurso do hospital à Academia Militar de Caracas, onde foi instalada uma capela. O cortejo fúnebre de Chávez, que morreu na terça-feira, aos 58 anos por causa de um câncer, foi acompanhado por milhares de pessoas que se postaram ao longo dos 6,3 quilômetros de um trajeto que levou mais de cinco horas e foi liderado pelo vice-presidente, Nicolás Maduro, e pelo presidente da Bolívia, Evo Morales. A saída do Hospital Militar de Caracas, para onde foi levado o chefe de Estado no dia 18 de fevereiro em seu retorno de Cuba após permanecer internado mais de dois meses na ilha, foi transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão. Milhares de venezuelanos choraram em frente aos televisores e ao verem a passagem do caixão, como inicialmente fez de maneira desconsolada a mãe de Chávez, Elena, na saída do hospital. O carro fúnebre com o caixão de Chávez coberto com a bandeira da Venezuela avançou pelas ruas do centro de Caracas de forma cerimoniosa, em meio a uma maré vermelha que lhe mandou beijos e lhe prometeu fidelidade e amor eterno, sob um sol inclemente. Militantes entoavam trechos do hino nacional venezuelano e o grito "Uh! Ah! Chávez não se vá!", popularizado nos 14 anos de chavismo, ganhou uma variação "Uh!, Ih!, Chávez está aqui". Antes de chegar à Academia, o veículo atravessou em seu último trecho o passeio de Los Próceres, que faz parte do complexo Fuerte Tiuna, onde também está a Academia Militar, e onde Chávez muitas vezes realizou diversos atos militares. Os atos fúnebres começaram com o retumbar dos canhões a cada hora em todos os destacamentos e embarcações militares, desde que na manhã de ontem foram disparadas 21 salvas em memória do comandante-em-chefe. Descanso - Ontem, alguns chavistas sugeriram que o corpo do presidente seja sepultado no Panteão Nacional,

Divulgação/EFE

Multidão cantou o hino nacional e fez juras de fidelidade e amor eterno Mariana Bazo/Reuters

Militantes carregaram bandeiras de Chávez e de Simón Bolívar Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Maduro e presidente da Assembleia, Diosdado Caballo, dizem adeus. em Caracas, onde está o túmulo de Simón Bolívar, principal líder da independência e herói político de Chávez. A possibilidade foi elogiada pelo ministro da Defesa, que admitiu a possibilidade de abrir uma exceção ao que permite a Constituição. A Carta Magna estabelece que tal honra está reservada a "venezuelanos e venezuelanas ilustres que tenham prestado serviços eminentes à República após 25 anos de seu falecimento". O ministro de Relações Exteriores venezuelano, Elías Jaua, disse que o funeral pre-

visto para a sexta-feira terá a presença de "cerca de dez chefes de Estado". Os presidentes de Argentina, Cristina Kirchner; Uruguai, José Mujica, e Bolívia, Evo Morales, foram os primeiros a chegar à Venezuela para acompanhar o funeral. A presidente Dilma Rousseff deve chegar hoje. Paz - Ao comentar a situação no país, o comandante do Comando Estratégico Operacional, general Wilmer Barrientos, confirmou que "há paz em todo o território nacional" e indicou que "não foi registrado nenhum fato de violência". (Agências)

EUA QUEREM FAZER AS PAZES Como gesto de reaproximação, delegação deve ser enviada ao enterro.

O

s Estados Unidos expressaram ontem disposição de normalizar as relações com a Venezuela após a morte do presidente Hugo Chávez, apesar da expulsão de dois adidos militares de sua embaixada em Caracas na terça-feira. Um funcionário do Departamento de Estado norte-americano assegurou ontem a jornalistas que "este é um momento muito difícil para os venezuelanos", e não escondeu a "espe-

rança" dos EUA que as eleições "sejam realizadas de acordo com a Constituição venezuelana e com os documentos regionais como a Carta Democrática Interamericana". O funcionário, que pediu anonimato, indicou à EFE que a expulsão dos adidos de sua embaixada em Caracas não significa que a Venezuela tenha abandonado sua intenção de normalizar as relações com os EUA, e mostrou sua disposição em continuar o processo.

Em um aparente gesto conciliatório, Washington deve enviar esta semana uma delegação ao funeral de Chávez. Detalhes sobre a composição da delegação ainda serão anunciados pela Casa Branca. A Embaixada dos Estados Unidos em Caracas está sem embaixador desde 2010, quando Chávez rejeitou uma nomeação de Washington. Isso levou o país a revogar a acreditação do embaixador venezuelano. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 7 de março de 2013

13 O conclave não é um congresso ou um sínodo, onde precisamos dar o máximo de informações. Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano.

nternacional

Síria: ONU entra na linha de fogo. Mantenedores da paz são capturados por rebeldes nas Colinas de Golã Social Media Website/Reuters

A

Imagem de vídeo mostra rebelde diante de veículo da ONU "Se esta retirada não acontecer nas próximas 24 horas, consideraremos estes homens como reféns." A ONU informou que todos os oficiais capturados são de origem filipina e que uma equipe foi enviada ao local para negociar a libertação dos observadores. Já em Bruxelas, o chefe do Estado-Maior do Exército rebelde sírio, general Salim

Idris, pediu que a comunidade internacional apoie o grupo com armas e munições, para que as forças rebeldes possam resistir aos ataques do regime de Assad. A ONU estima que mais de 70 mil pessoas já morreram e um milhão buscou refúgio em outros países em decorrência do levante sírio, que teve início em março de 2011. (Agências)

ção pós-Chávez irá ocorrer. Chávez recebeu o diagnóstico de câncer em junho de 2011, mas, ao longo do tratamento, manteve detalhes da doença em segredo. Ele sofreu três operações entre junho de 2011 e fevereiro de 2012, além de quimioterapia e radioterapia, mas o câncer sempre voltava. As cirurgias e a maior parte dos tratamentos foram realizadas em Cuba. Então, no dia 8 de dezembro, dois meses após vencer a reeleição, Chávez chocou a nação com o anúncio de que precisaria de mais uma cirurgia. A quarta operação ocorreu no dia 11 de dezembro, em Havana. Em seguida, assessores disseram que o procedimento

Morte de Chávez deixa uma nação dividida havia sido complexo. Aos poucos, informaram o país a respeito de complicações: primeiro, um sangramento, e depois, uma grave infecção pulmonar. Após a cirurgia de dezembro, ele não foi mais visto em público e sua voz se calou. Conforme passavam as semanas, aumentavam as tensões e a situação ficava mais bizarra. Autoridades se esforçavam para passar a imagem de que tudo seguia normalmente, fugindo do questionamento sobre o vácuo deixado por Chávez. Ao mesmo tempo, o país enfrentava uma economia afligida pela inflação e pela falta de produtos básicos. No dia 18 de fevereiro, as autoridades informaram que Chávez havia retornado a Caracas. Ele chegou discretamente e foi instalado em um hospital. Durante quase uma década e meia, Chávez construiu um movimento político e um governo centrado em sua personalidade carismática. Foi ele quem tomou a maior

parte das decisões e dominou todos os aspectos da vida pública, inspirando uma devoção quase religiosa entre seus apoiadores e ânimos igualmente exaltados entre seus oponentes. Conforme dizem seus seguidores: "Com Chávez, tudo; sem Chávez, nada". Mas, sem Chávez, isso acaba deixando sua revolução em uma situação precária. "Em regimes tão personalistas, toda a base se enfraquece no momento em que a pessoa na qual todo o sistema se baseia sai de cena, uma vez que não há mais nada para suportálo além da própria figura do líder", afirmou Javier Corrales, professor de Ciências Políticas do Amherst College. A morte de Chávez pode fornecer uma oportunidade para a oposição, que nunca foi capaz de derrotá-lo. Capriles perdeu por 11 pontos percentuais para Chávez em outubro, mas já venceu dois importantes apoiadores de Chávez em eleições para o governo do estado de Miranda. E Maduro está longe de ter a conexão visceral com as massas empobrecidas. Mas analistas acreditam que ele receberá apoio do público no caso de uma eleição realizada logo após a morte de Chávez. Mesmo que Maduro vença, ele pode enfrentar problemas junto aos chavistas ao ampliar os objetivos socialistas e afastar a resistência de uma oposição com força renovada. O novo mandato de seis anos de Chávez começou no dia 10 de janeiro, com o presidente em Havana. Autoridades prometeram que a posse seria realizada mais tarde, quando ele já estivesse recuperado. Mas a recuperação nunca se tornou realidade e ao invés de uma festa de posse, os seguidores de Chávez terão de planejar um funeral. *The New York Times News Service/Syndicate

Lalo de Almeida/Folhapress Lalo de Almeida/Folhapress

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e g u nd o o governo venezuelano, o presidente Hugo Chávez morreu na terça-feira, após uma longa batalha contra o câncer, deixando uma nação dividida e à beira de uma crise política que se tornou ainda mais grave após semanas de silêncio, ausência e sofrimento em hospitais de Havana e Caracas. A partida de Chávez do país que comandou por 14 anos lança dúvidas sobre o futuro da revolução socialista que iniciou. Ela altera o equilíbrio político da Venezuela, o quarto maior fornecedor de petróleo dos Estados Unidos, e da América Latina, onde Chávez liderava um grupo de países que buscava diminuir a influência norteamericana na região. Chávez mudou a Venezuela de forma profunda, dando mais voz e poder a milhões de pessoas pobres, que se sentiam marginalizadas e excluídas. Porém, o governo de Chávez também ampliou as divisões sociais. Sua morte certamente trará mais mudanças e muitas incertezas, à medida que o país tenta encontrar uma maneira de se tornar independente de sua figura centralizadora. Com a morte do presidente, a Constituição afirma que "devem ser realizadas novas eleições" em 30 dias, e que o vicepresidente deve assumir o poder enquanto isso. A eleição provavelmente será disputada entre Nicolás Maduro, designado por Chávez como seu sucessor político, e Henrique Capriles, um jovem governador que concorreu contra Chávez nas eleições de outubro. Contudo, em vista da doença de Chávez, houve uma série de debates acalorados nos últimos meses sobre a forma de interpretar a Constituição e é impossível prever como a transi-

Reuters

William Neuman*

Mastrangelo Reino/Frame/EC

O futuro incerto da Venezuela

Divulgação/Reuters

Maurizio Brambatti/EFE

escalada da guerra civil na Síria entra em seu terceiro ano e já tem contabilizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) a marca de um milhão de refugiados que buscam proteção em outros países. A situação é tão complexa que a mesma oposição que enviou ontem um representante a Bruxelas para pedir ajuda para combater as tropas do presidente Bashar al-Assad, capturou mantenedores da paz que trabalham para a ONU nas Colinas de Golã, território sírio ocupado por Israel. Um grupo que se autointitula Brigada Abu Kayed alFaleh Mártires Yarmouk divulgou um vídeo dizendo que os oficiais serão mantidos "até a retirada das forças de Assad das proximidades da cidade de Jamlah".

Cardeais são recepcionados por ventania ao chegar no Vaticano (à esq.). Estufa será usada para queimar as cédulas dos votos do conclave (acima).

O conclave não é um 'talk show'

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rritados com a publicação de reportaLista negra - Em meio a um impasse entre gens com críticas ao Vaticano, os carcardeais que querem iniciar o conclave radeais que participarão do conclave baipidamente, e aqueles que preferem discuxaram ontem uma lei do silêncio e se comtir os escândalos sexuais e suspeitas de prometeram a não dar mais entrevistas corrupção antes da eleição, uma associaaté a escolha do novo papa. ção norte-americana de vítimas de abusos A medida evidenciou o mal-estar na Igresexuais por padres pedófilos publicou onja e abriu uma crise com os 11 cardeais dos tem uma lista negra de 12 possíveis candiEstados Unidos, que vinham cobrando datos a papa. mais transparência no tratamento de esA Rede de Sobreviventes Abusados por cândalos de abuso sexual e corrupção que Padres (Snap, na siga em inglês) citou os mancham a imagem da Santa Sé. seguintes cardeais: Leonardo Sandri, da Nos primeiros dois dias de reuniões préArgentina; George Pell, da Austrália; Marc Ouellet, do Canadá; Timothy Dolan, conclave, os norte-americanos deram enSean O'Malley e Donald Wuerl, dos EUA; trevistas e defenderam políticas para punir Peter Turkson, de Gana; Oscar Rodríguez religiosos acusados de irregularidades. Os Maradiaga, de Honduras; Tarsicio Bertoencontros reproduziam clima de "talk ne e Angelo Scola, da Itália; Norberto Rishow", com direito a piadas. vera Carrear, do México; e Dominik Duka, Ontem, eles foram forçados a cancelar da República Checa. uma entrevista coletiva e divulgaram nota Segundo a organização, esses cardeais em tom de protesto velado contra a mordanão enfrentaram com suficiente rigor os ça. O texto diz que "os cardeais dos EUA casos de abusos sexuais cometidos por têm compromisso com a transparência", clérigos contra menores. (Agências) sugerindo que o Vaticano não segue os mesmos princípios. A nota acrescenta Cidade de Deus - Companhia Comercial de que os norte-ameriParticipações canos transmitiram CNPJ no 61.529.343/0001-32 - NIRE 35.300.053.800 Assembleia Geral Extraordinária apenas "visões geEdital de Convocação rais" dos encontros, Convidamos os senhores acionistas da Sociedade a se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 18 de março de 2013, às 11h, na sede social, Cidade de sem desrespeitar as Deus, Vila Yara, Osasco, SP, Salão Nobre do 5 andar, Prédio Vermelho, a fim de: a) homologar o aumento do Capital Social deliberado na Assembleia Geral Extraordinária realizada em 7.1.2013, normas de sigilo sono valor de R$616.300.000,00, elevando-o de R$9.700.000.000,00 para R$10.316.300.000,00, mediante a subscrição de 185.632.530 novas ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor bre o processo de nominal; b) alterar o “caput” do Artigo 5 do Estatuto Social, em decorrência do aumento do Capital sucessão do papa Social. Cidade de Deus, Osasco, SP, 4 de março de 2013. Lázaro de Mello Brandão - Presidente do Conselho de Administração. 5,6 e 7.3.2013 emérito Bento XVI. o

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CONFISSÃO O goleiro Bruno admitiu ter sido beneficiado pela morte de Eliza.

idades Thiago Teixeira/Estadão Conteúdo - 23/01/2010

Silêncio no mundo da música

Morre Chorão, líder da banda Charlie Brown Jr.

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cantor Alexandre Magno Abrão, o Chorão, de 42 anos, líder da banda Charlie Brown Jr. foi encontrado morto, na madrugada de ontem, em seu apartamento na Rua Morás, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Ele estava caído, de bruços, próximo da bancada da cozinha. A principal hipótese para a morte é overdose de drogas ou remédios. O enterro será hoje, em Santos. No local foram encontradas garrafas e latas de vinho, cerveja e energético, além de pequena quantidade de uma substância branca que, segundo os policiais, aparenta ser cocaína. A substância estava sobre uma bancada e ao lado de um canudo feito com uma folha de cheque enrolada – usado normalmente para aspirar cocaína. O local estava totalmente destruído e sujo. Um laudo conclusivo do Instituto Médico-Legal (IML) sobre o caso só deve ser divulgado em 15 dias. A polícia ainda investiga as circunstâncias da morte. Show – A empresa Time for Fun informou que os ingressos para o show de 6 de abril, no Credicard Hall, em São Paulo, serão reembolsados. O evento marcaria os 20 anos do Charlie Brown Jr. O futuro da banda é incerto. Com Chorão, ela deixa 11 álbuns e vendeu cerca de 5 milhões de discos. Ganhou prêmios Grammys, VMBs e outras inúmeras distinções. Como líder (mais dono do que líder) do grupo, Chorão projetou-se como um grande artista do en-

tretenimento e notável fazedor de hits, ao mesmo tempo em que cortejava a imagem do rock star clássico, temperamental e difícil. Vindo da cena do skate amador paulistano (mudou-se para Santos ainda adolescente), o cantor montou a banda no momento certo, crescendo na orfandade dos Mamonas Assassinas, de quem herdou a irreverência. Sua reputação atravessava fronteiras. Na página oficial no Facebook, o grupo americano Guns N’Roses postou ontem a mensagem: "Chorando a perda de nosso irmão brasileiro. Descanse em paz, Chorão. Esta Don't Cry vai para você." A apresentadora Sônia Abrão, prima de Chorão, afirmou que ele se sentia sozinho e descarta a hipótese de suicídio. "A última vez que a gente se sentou para conversar, ele queria mais a família perto. Foi há seis meses, quando o meu pai morreu, irmão do pai dele", afirmou Sônia. Chorão se separou da mulher, com quem teve um relacionamento de 15 anos, há seis meses. Drogas – De acordo com testemunhas, Chorão chegou ao apartamento na segunda-feira e não saiu mais do local. A polícia acredita que a morte tenha ocorrido de segunda para terça-feira, devido ao estado que o corpo foi encontrado. Segundo o delegado Itagiba Franco, o cantor estava com a mão machucada e as marcas de sangue no apartamento provavelmente eram desse ferimento. (Agências)

Alexandre Magno Abrão, o Chorão, no Festival de Verão de 2010: morte pode ter sido por overdose.

CASO BRUNO Samuel Costa/Estadão Conteúdo

Goleiro abre o jogo sobre morte de Eliza Amigos e familiares do cantor estiveram no IML em busca de notícias

ÁLCOOL LÍQUIDO A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a suspensão da venda do álcool líquido usado principalmente para limpeza e acendimento de churrasqueiras. A Anvisa tenta impedir o comércio do produto no País há 11 anos. O principal objetivo da medida é reduzir o número de acidentes e queimaduras geradas pelo álcool líquido com

Ó RBITA alto poder inflamável. Em 2010, ocorreram 152 mortes e 2.761 internações hospitalares na faixa de 0 a 14 anos por exposição a fumaça, fogo ou chamas provocadas por substância inflamável. (Estadão Conteúdo)

Carlos Eduardo Cardoso/Estadão Conteúdo

RIO SUBMERSO – As mais de duas horas de chuva torrencial, na noite de anteontem, resultaram em quatro mortes e muitos problemas, como árvores caídas, falta de energia e o Maracanã inundado.

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goleiro Bruno que responde a outros Fernandes admitiu processos por assassinato, ontem que sua exinclusive com ocultação de amante Eliza Samudio, de 24 cadáver, como é o caso de anos, foi assassinada e teve o Eliza, morta em 10 de junho corpo esquartejado e jogado de 2010 e cujo corpo nunca para cães comerem pelo exfoi encontrado. policial civil Marcos Aparecido Bruno foi preso no mês dos Santos, o Bola. seguinte, mas até então Durante seu depoimento negava a morte da exno julgamento que é amante, que exigia dinheiro realizado desde segundado jogador por causa do filho feira no Fórum que tiveram e de Contagem, que hoje está na região com a mãe da metropolitana vítima, Sônia Cadê Eliza? Pelo de Belo Fátima de amor de Deus, o que Moura, que Horizonte, o jogador alegou acompanhou vocês fizeram com que não tinha ela? Perguntei a ele todo o conhecimento (Macarrão) por que depoimento prévio do sentada atrás fez isso. Não tinha crime e que a do réu. necessidade. execução da Macarrão jovem foi também havia BRUNO, NO SEU DEPOIMENTO tramada pelo confessado seu braço que Eliza foi direito e amigo de infância assassinada durante Luiz Henrique Ferreira julgamento realizado em Romão, o Macarrão. novembro, mas afirmou que Porém, o réu assumiu que Bruno foi o mandante do se beneficiou da morte e que crime, assim como do poderia ter evitado que ela sequestro e cárcere privado ocorresse. "Não sabia, não da jovem. mandei, mas aceitei", disse o "Cadê Eliza? Pelo amor de goleiro, referindo-se ao Deus, o que vocês fizeram assassinato. com ela?" alegou ter dito o O atleta foi o primeiro dos goleiro a Macarrão e a seu nove acusados do caso a primo Jorge Luiz Lisboa Rosa, acusar nominalmente Bola, ao vê-los voltando para o sítio

O goleiro Bruno Fernandes durante seu depoimento, ontem, em Minas. em Esmeraldas com o filho de Eliza no colo, mas sem a mãe. "Perguntei a ele (Macarrão) por que fez isso. Não tinha necessidade", declarou o goleiro. "A menina estava demais. Estava atrapalhando nossos planos, nossos projetos", teria respondido Macarrão, segundo o depoimento do jogador, que era capitão do time do Flamengo e tinha proposta para atuar em uma equipe da Europa quando Eliza foi morta. Pena – A estratégia do goleiro, além de tentar se livrar da acusação de ter planejado e ordenado a execução do crime, é conseguir uma redução da pena como ocorreu com Macarrão, que foi condenado a 15 anos de prisão, sendo 12 em regime fechado. Pelo Código Penal, uma acusação de homicídio

triplamente qualificado como deste caso pode render até 30 anos de cadeia aos réus. Quando relatou os últimos momentos de Eliza, Bruno interrompeu o depoimento várias vezes chorando e disse ter ficado "desesperado" e "com medo de tudo que aconteceu". O resto do tempo ele permaneceu de cabeça baixa e, por orientação do advogado Lúcio Adolfo da Silva, em silêncio. Bruno disse que se sentia muito incomodado com as investidas de Eliza Samudio contra ele, por meio da imprensa, motivo de muitas discussões entre eles. Por isso, ele disse que deixou de conversar com a ex-amante e contratou o amigo Macarrão para cuidar das suas finanças e também da relação conflituosa com Eliza. (Agências)


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Sessão tripla no CCBB A Câmara 36 de Shaolin (1978). Artes marciais. 14h. Amor à Queima-Roupa (1993). Uma história de amor violenta. Clássico de Tony Scott. Com Patricia Arquette e Dennis Hopper. 17h30. Oliver Stone dirige Juliette Lewis e Robert Downey Jr. em Assassinos por Natureza (1996). 20h. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Álvares Penteado, 112. Tel.: 3113-3652. www.cultur-e.com.br. R$ 4.

Fotos: Divulgação

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Senhorita Júlia: antecipação do jogo do poder.

E Strindberg criou a mulher Sérgio Roveri

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m Senhorita Júlia, peça escrita em 1888, o dramaturgo sueco antecipa o jogo de poder entre os sexos e a emancipação feminina que marcariam o século XX. Senhorita Júlia, personagem nascida em 1888 da imaginação do dramaturgo sueco August Strindberg (1849-1912) é reconhecida até hoje como uma das precursoras do feminismo, ao menos no teatro, e também como uma das primeiras vozes a se erguer contra a rigidez do sistema patriarcal - um comportamento que, estranhamente, causava perplexidade ao próprio autor, que reconhecia em Júlia uma quantidade preocupante de características masculinas. Alguns estudiosos da obra de Strindberg chegam a afirmar que o autor assumia ter criado um ser híbrido, tamanha a obsessão do personagem em eliminar as diferenças entre homens e mulheres, no campo social e também no sexo. Polêmicas à parte, Senhorita Júlia atravessou o século XX - e alcança o XXI - como um clássico inquestionável, uma das peças mais significativas do que se convencionou chamar de teatro moderno. Uma nova leitura desta peça pode ser vista a partir desta sexta (8), no Teatro Viga, em montagem dirigida por Eduardo Tolentino, do Grupo

Tapa. A montagem do Tapa, que traz no elenco os atores Anna Cecília Junqueira, Augusto Zacchi e Paloma Galasso, preserva tudo que o texto tem de naturalismo, mas abre espaço para um ambiente onírico, um cenário em que elementos do sonho se entrelaçam com a realidade proposta pelo autor.

Strindberg: visionário. "Senhorita Júlia toca em uma série de questões fundamentais de nossas vidas, como poder, sexo, morte e preconceito", diz a atriz Anna Cecília Junqueira. "O poder entre um homem e uma mulher, entre uma patroa e um criado, o poder nas relações sociais. O sexo também é visto como instrumento de manipulação desse poder. Junto com tudo isso, Strindberg

também fala do preconceito, não aquele determinado pelas classes, mas aquele que carregamos dentro de nós mesmos". A peça mostra o envolvimento de Júlia (Junqueira), jovem de família nobre, com Jean (Augusto Zacchi), criado da fazenda de seu pai, um conde. O romance, se é que se pode chamar assim o embate que se trava entre os dois personagens, é acompanhado de perto pela cozinheira Cristina (Paloma Galasso). Os diálogos entre o criado e a cozinheira revelam detalhes do relacionamento de Júlia com seu antigo noivo - que se rompeu em grande parte por causa de algumas práticas estranhas da jovem, como as tentativas de dominar o rapaz por meio do chicote. Literalmente. "Eu acredito que, de forma genial, em Senhorita Júlia Strindberg antecipa a mulher contemporânea com todas as suas questões e dúvidas sobre seu papel no mundo", diz a atriz. "Ele coloca em pauta as dúvidas e os medos que nós mulheres trazemos conosco a partir do momento que o nosso papel começa a se igualar ao do homem, e vice versa.

divertido seminário sobre vida a dois, conduzido há oito meses pela atriz Tania Bondezan, mudou de endereço. Agora a peça Como Ter Sexo a Vida Toda com a Mesma Pessoa, protagonizada por ela, está em temporada popular no Teatro Santo Agostinho. A peça, criada por Mónica Salvador e dirigida por Odilon Wagner, é apresentada em forma de seminário. O tema, abordado pela sexóloga Annetta Poché (Tania Bondezan), trata sobre a arte de conviver a dois, especialmente sobre como ter sexo a vida toda com a mesma pessoa. Na atual temporada, mais pessoas podem ser beneficiadas com a técnica revolucionária da personagem. "Saí de um teatro de 200 lugares e entrei num teatro de 700. É preciso ter uma outra embocadura porque agora estou falando para um teatro enorme", conta Tania. "A peça já tinha provado para a gente, mesmo sendo feita em teatros menores, que ela tinha um poder de comunicação muito grande e é isso que a gente está comprovando agora." Segundo a atriz, a identificação da plateia com certas situações retratadas na história é evidente. "Em

A vida a dois. Na dor e no riso. Rita Alves algumas partes são onde mais as pessoas se encontram. Elas se veem na peça o tempo todo, porque a melhor forma, pelo menos em parte, de você solucionar seus problemas é rir deles." A chegada do primeiro filho é um dos assuntos abordadas pela sexóloga. As diversas etapas do casamento também não ficaram de fora. A cada cinco anos, elas ganham um nome especial. "Essas fases começam muito engraçadinhas e terminam de uma maneira terrível, com a fase do decaimento e

CHORÃO NA CULTURA TV Cultura homenageia Chorão, vocalista da banda Charlie Brown Jr, no próximo domingo: é uma reprise do programa Ensaio, gravado com a banda em 2009. O vocalista conversa com o apresentador Fernando Faro sobre música, cinema e compartilha momentos de sua história. Domingo (10), 23h.

Senhorita Júlia. Sexta (8). Viga Espaço Cênico. Rua Capote Valente, 1323. Tel.: 3801-1843. De terça a quinta e aos sábados. 21h. Sexta. 21h30 Domingo. 19h. R$ 20 a R$ 40. Censura: 14 anos.

Lúcia Helena de Camargo

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Carol Peres/Divulgação

Manjar com calda de damasco: Restaurante Quattrino.

Sopa fria de beterraba: Restaurante AK Vila. passar cardápios com saladinha, frango e fruta", afirma. Entre os cardápios honestos desta edição está o servido pelo Quattrino, da chef Mary Nigri. No almoço, para a entrada escolha entre a salada que leva mix de folhas verdes, fios de cenoura, gorgonzola, nozes e molho de queijo ou salada Ceasar. Para prato principal, há paillard com fettuccine, gnocchi Primaverille ou picadinho. O paillard de filé tem feito sucesso, assim como o delicioso picadinho, servido com feijão preto. Para sobremesa, as opções são sorvete com farofa e calda de chocolate, pudim de

coco ou salada de frutas. No jantar, peça carpaccio com rúcula ou ceviche de pescada; depois, penne ao pesto com lulas ou truta grelhada ao molho de ervas com amêndoas e risoto de aspargos frescos ou ainda escalopinho de mignon ao funghi e batata soutê. Adoce com manjar de coco com calda de damascos, banana flambada com sorvete ou frutas da estação. E no AK Vila, sempre ótimo, o menu tem ceviche de peixe e lulas com romã e batata doce grelhada ou borcht com latkes (sopa fria de beterraba com bolinhos fritos de batata ralada)

Teatro Santo Agostinho. Rua Apeninos, 118, Liberdade (Metrô Vergueiro). Informações da bilheteria: 3209-4858. Sexta às 21h30. Sábado às 20h. Domingo às 19h. Sextas e domingos: R$ 40. Sábados: R$ 50. Censura: 16 anos.

Tania Bondezan: "a plateia se identifica".

12 vezes São Paulo Restaurant Week São Paulo Restaurant Week chega à 12ª edição com a expectativa de receber 450 mil clientes até o final do evento, que segue até o dia 14. Participam 260 restaurantes, com menus que incluem entrada, prato principal e sobremesa, ao preço de R$ 34,90 no almoço e R$ 47,90 no jantar. Mais R$ 1 destinado ao instituto Ayrton Senna ou à Apae. Se no começo o objetivo de donos de restaurantes era oferecer amostras de sua cozinha e conquistar clientela, sem visar lucro, agora isso mudou. "Lucro não é pecado. E se o restaurante perde dinheiro, algo está sendo feito da maneira errada", diz Emerson Silveira, presidente da empresa organizadora, a Restaurant Week Brasil. "Com o cardápio a R$ 34,90, o custo total não pode passar de R$ 12", indica. Na outra ponta do espectro havia as casas que chegavam a servir um combinado de custo módico, para maximar seus lucros. Isso também é condenado pelo organizador. "Não deixo

a da putrefação. As pessoas dão muita risada, elas se encontram muito." Segundo o diretor Odilon Wagner, a peça não é um besteirol. "Ela trata de temas interessantes, mas de uma maneira brincalhona e isso ajuda as pessoas a assimilarem mais as coisas porque a sexualidade ainda é um tabu", diz. "A peça foi baseada em estudos reais de sexólogos. Uma das reflexões que ela faz é sobre a falta de liberdade que a gente tem em relação ao prazer. A única manifestação que todas as culturas aceitam igualmente é a da dor. Gritar de dor, tudo bem. Gemer de prazer, por exemplo, não pode."

na entrada para prato principal, risoto de cordeiro com hortelã, coalhada e cebola frita ou costelinha de porco e abóbora grelhados, sobre polenta de quirela e manteiga de sálvia ou espaguete al limone com (ou sem) presunto de Parma. Para sobremesa, escondidinho de goiabada caseira e requeijão ou pudim de leite com doce de leite e flor de sal.

AK Vila. Rua Fradique Coutinho, 1240. Vila Madalena. Tel.: 3231-4497. Quattrino. Rua Oscar Freire, 506. Pinheiros. Tel.: 3068-0319. www.restaurantweek.com.br


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quinta-feira, 7 de março de 2013

INVENÇÕES ESTRANHAS

Rádio no chapéu Criado em 1931, este dispositivo que conecta um rádio ao chapéu pode ter sido o precursor do antigo walkman e até mesmo dos atuais MP3 players.

Na neve Imagens de invenções como está máscara para neve constam do acervo holandês Nationaal Archief. Mais no link abaixo. http://bit.ly/fJ1Pv

Sempre quentinho Maiô estilo barril Feitos de madeira, esses maiôs criados em 1929 deveriam facilitar o nado.

Bicicleta anfíbia

A invenção acima é de 1932: um casaco com dispositivo elétrico para manter aquecidos os guardas de trânsito nos EUA. A energia dos casacos seria proveniente de tomadas espalhadas pelas ruas.

Invenção divulgada em Paris em 1932.

A RTE

E UA www.dcomercio.com.br

Dois anos de pizza grátis

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artista espanhol Domingo Zapata doou US$ 100 mil (a pr ox im ad am ente R$ 196 mil) em pizzas para famílias necessitadas de Nova York após vender vários de seus quadros à proprietária de um restaurante, informou ontem o jornal "The New York Post. O pintor, conhecido por suas amizades com celebridades como Pamela Anderson e Sofia Vergara, vendeu algumas

C OPA 2014

Valcke aprova o Mineirão

de suas obras por US$ 100 mil a Sasha Berg, proprietária do estabelecimento Garlic Pizza, em Manhattan. Ao invés de aceitar o pagamento com dinheiro, Zapata pediu que o valor fosse entregue em forma de pizzas à "Bowery Mission", uma associação que desde 1879 ajuda nova-iorquinos sem lar e que precisam de alimentos. Segundo o jornal, estes US$ 100 mil permitirão proporcionar comida às famílias neces-

sitadas durante um período de dois anos. Zapata, de 39 anos e natural de Mallorca, vive atualmente no bairro de East Village, em Manhattan, e seu trabalho é conhecido por misturar técnicas como collage ou graffiti. O espanhol apareceu em repetidas ocasiões na imprensa americana por rumores de ter relacionamentos com algumas celebridades como Scarlet Johanson, Karen Sierra e Lindsay Lohan.

Milhões de botões O artista Augusto Esquivel reinventa objetos usando apenas centenas de botões e linha de costura. http://bit.ly/ZciGfM

F UTEBOL Franck Robichon/EFE

O secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke, declarou ontem que está satisfeito com a conclusão das obras do Mineirão, em Belo Horizonte, uma das sedes da Copa das Confederações e da Copa do Mundo de 2014. Após a visita técnica da Fifa ao principal estádio de Minas Gerais, o dirigente disse que a maior preocupação da Fifa é com estádios que não ficam prontos a tempo de receber eventos-teste. M ODA

C ÉU

Cometa pode ser visto até dia 15 O cometa Pan-Starrs pode ser visto no céu pelos brasileiros até o dia 15 de março. Para ver a pedra de gelo gigante basta olhar para o oeste, usando um pequeno binóculo ou telescópio, durante o por do sol, em especial por volta das 19h30. O dia 12 será o de maior visibilidade do cometa: ele aparecerá por cerca de 30 minutos depois do por do sol, próximo à Lua.

Messi, o pé de ouro. Uma réplica em ouro do pé esquerdo do jogador argentino Lionel Messi, do Barcelona, baseada na forma ao lado, será vendida por cerca de R$ 10 milhões na rede de joias "Ginza Tanaka", de Tóquio. T ECNOLOGIA

A STRONOMIA

Yves Herman/Reuters

Sem cair do salto O modelo aramado e de salto alto da foto é criação da grife Dolce and Gabanna para o outono de 2013. Apesar da altura, o estilo anabela vasado garante o equilíbrio.

Objeto criado por Dan Yeffetlamp da companhia belga Materialise, que possui a maior impressora 3D da Europa para manufaturar objetos e itens de uso médico.

L OTERIAS Concurso 876 da LOTOFÁCIL 03

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Alta tecnologia de olho no céu

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Concurso 1474 da MEGA-SENA 11

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No Canadá, marca-passo cerebral é testado contra a anorexia Chuva alaga Maracanã e visita de comissão da Fifa é cancelada

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Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

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A TÉ LOGO

Kate Middleton teria insinuado que está esperando uma menina

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Imagem acima, registrada pela sonda Cassini, da Nasa, mostra o amanhecer em Saturno. O planeta Vênus aparece na foto como um minúsculo ponto de luz. Na imagem ao lado, fotografia em alta resolução do Sol, que integra uma série feita por Alan Friedman com um telescópio superpotente. Veja mais fotos de Saturno e do Sol nos links. http://bit.ly/14kDLUW http://bit.ly/13GSclS

Alan Friedman registra fotos diárias do Sol a partir de seu quintal, em Buffalo, Nova York.


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17 AREZZO&CO Lucro cresce 18% e companhia de calçados pretende abrir 53 lojas

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FRANGO Exportação da carne recua 5% no primeiro bimestre deste ano

Microempreendedor Individual, uma realidade brasileira. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que a figura do Microempreendedor Individual (MEI), criada em dezembro de 2008, já está consolidada no Brasil favorecendo a formalização e o emprego. Renato Carbonari Ibelli

Newton Santos/Hype

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studo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que a figura do Microempreendedor Individual (MEI) se consolidou no País como instrumento indutor da formalização. O MEI é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário. Entre os critérios analisados para embasar o estudo foi destacada a evolução ao acesso à previdência entre os trabalhadores autônomos e o avanço da inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) após implantação da política do MEI em dezembro de 2008. Para Marcelo Neri, presidente do Ipea, "o MEI tornou-se um regime vigoroso, que avançou como forte instrumento de atração para o mercado de trabalho". O levantamento do Ipea não buscou fontes diretamente ligadas ao programa do Microempreendedor Individual, mas sim dados adjacentes, como a Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (Pnad). Com essa sistemática, Neri diz que foi possível acompanhar os MEIs, e os candidatos ao regime diferenciado, ao longo do tempo.

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2,6 milhões de Microempreendedores Individuais estão registrados no País, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento. que facilita a abertura de conta bancária, pedido de empréstimos e a emissão de notas fiscais. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior mostram que existem hoje no País cerca de 2,6 milhões de MEIs. A expectativa é de que o número supere o das micro e pequenas empresas, que hoje somam 4 milhões. Entre os MEIs, o maior contingente está no comércio varejista e de vestuário. (RCI)

MARCELO NERI, DO IPEA

MEIs lideram aberturas de negócios

Mais benefícios, menos impostos. acesso à previdência com baixo ônus foi um dos estímulos oferecidos pela Lei Complementar n° 128, de dezembro de 2008, que criou a figura do MEI. Este empreendedor paga mensalmente até R$ 39,90, o que lhe garante acesso, além da aposentadoria, ao auxílio maternidade e auxílio doença, entre outros. O recolhimento do MEI junto ao Fisco é baixo comparado ao valor pago em outros regimes tributários. Isso porque o microempreendedor é isento de tributos federais. O MEI caracteriza-se por um trabalhador autônomo, mas que pode ter até um funcionário. Para se enquadrar como Microempreendedor Individual é necessário faturar, no máximo, até R$ 60 mil por ano e não ter participação em outra empresa como sócio ou titular. O MEI é inscrito no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o

busca pelo CNPJ era baixa entre quem trabalhava por conta própria antes de 2009. O Ipea também encontrou o que chamou de um "possível panorama ambíguo" da política do MEI. Segundo o instituto, ela pode ter interferido na escolha ocupacional, levando empresas pequenas a diminuírem de tamanho para aproveitar as vantagens do MEI. Este fenômeno, segundo o estudo, é mais evidente entre pequenos empreendedores, com até cinco funcionários, segmento no qual foi observada migração acentuada entre 2009 e 2011. O Ipea pondera, porém, que esse movimento de redução de tamanho já era observado em 2008, antes do MEI ser criado. Neri diz ainda que o aumento do teto para enquadramento como MEI no ano passado pode estar revertendo esta migração. Em 2012 o limite de faturamento anual para enquadramento foi ampliado de R$ 36 mil para R$ 60 mil, justamente com o intuito de permitir que empresas cresçam de porte sem perder os benefícios do regime. "Percebemos que após a mudança do teto houve reversão desse movimento", diz o presidente.

O MEI tornou-se um regime vigoroso, um forte instrumento de atração para o mercado de trabalho.

Tasso Marcelo/Estadão Conteúdo

Costureira Edna dos Anjos Souza: uma das primeiras a manifestar interesse no regime diferenciado.

Foi possível observar que, entre o ano de 2009 – início na prática dos MEIs – até o ano de 2011, o acesso à previdência social cresceu 33,5% entre os autônomos e 23,9% entre empregadores com um empregado – categoria que pode ser e n q u a d r a d a c o m o d e m icroempreendedor. Esse porcentual está acima do observado para outras categorias de empresas, que avançaram 8,6% no geral. O Ipea verificou que o acesso ao CNPJ, em igual período de comparação, avançou 11,2% entre os autônomos e 12,8% entre empregadores que possuem um funcionário. Já entre outras categorias de empregadores o avanço no período foi de 7,8%. A discrepância entre o avanço do acesso à previdência e ao CNPJ não foi explicada pelo estudo. Os dados mostram que a evolução da formalização pelo critério CNPJ foi seguida de perto por outras categorias de empresas. Mas a vantagem do MEI é ampliada quando comparados os números de antes da criação deste regime diferenciado e aqueles de 2011. Nesta comparação observase vantagem para os autônomos. Segundo o Ipea porque a

O

s Microempreededores Individuais (MEIs) puxaram as aberturas de empresas no Estado de São Paulo ao longo de 2012. Segundo a Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), um total de 464 mil empresas foram constituídas no ano passado, crescimento de 5% em relação aos 438 mil empreendimentos criados em 2011. Do total de empresas abertas em 2012, cerca de 60% (275 mil), foram MEIs. De acordo com o secretário em exercício de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado, Luiz Carlos Quadrelli, o aumento no número de adesões ao MEI é resultado das oportunidades

que o programa trouxe para os trabalhadores que atuavam na informalidade. "Agora esses empreendedores passaram a ter melhores condições para desempenhar suas atividades, com direito a todos os benefícios

previstos em lei", afirma. Para o presidente da Jucesp, José Constantino de Bastos Jr., o cenário poderá ter variações nos balanços futuros. "Registros de Microempreendedores Individuais deverão se estabilizar no longo prazo, abrindo caminho para transformações em modelos que permitam a ampliação do porte empresarial", diz. Entre as atividades que mais constituíram empresas no ano passado no estado, a maior fatia pode ser enquadrada como MEI (veja quadro ao lado). A atividade econômica que mais constituiu empresa foi a voltada ao comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios. Neste segmento foram abertas 33,9 mil empresas no Estado de São Paulo em 2012. (RCI)


18 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e

19 O fim do compartilhamento de voos entre TAM e Trip será feito de forma gradativa, até o final de 2014.

conomia

Passageiro Vip

Incentivo não é para qualquer um

SXC

ria isto com um neurocirurgião ou apenas com um médico competente? E se esse segundo médico fosse o maior especialista do mundo em... dermatologia? Claro que não". Quem faz essa analogia é José Marques, profissional experiente no tema e dirigente da Boa Nova Eventos e Incentivos. Ele explica que situação parecida ocorre com empresas que até podem ser competentes em viagens corporativas, mas sem possuir uma divisão focada em

incentivos. O mesmo acontece com operadoras, experientes mas despreparadas no tema. Elas dão com os seus burros n'água ao atuar nesta categoria repleta de melindres e peculiaridades. Uma viagem de incentivo é essencialmente uma forma de construir ou estreitar relacionamentos, ampliar comprometimentos, ou alavancar valores entre empresas e seus públicos – como colaboradores, parceiros de negócios, distribuidores e clien-

tes. A química funciona bem quando são atingidos ao mesmo tempo objetivos do patrocinador e expectativas dos participantes. Por isso, a formulação não pode ser relegada a amadores. Exige planejamento criterioso e avaliação de fatores que vão da escolha do destino, duração, período do ano, adequação à verba, experiência dos participantes em viagens, atingimento de objetivos. Agências que trabalham com incentivo conhecem bem os meandros de viagens de incentivos, e não permitem aos seus clientes corporativos entrar em frias. Como propor a retirada dos melhores profissionais de vendas da linha de frente no mês de dezembro, quando são mais necessários. Situações equivocadas ocorrem com frequência assustadora, onde não faltam erros de percepção. "Muitas empresas compram pacotes turísticos pensando que estão oferecendo viagem de incentivo. Elas até podem pensar que estão dando um prêmio, só que os participantes as consideram uma conquista pessoal", conclui Marques.

Ronaldo Jenkins

Divulgação

A

cena se repete com o mesmo desfecho desastroso. Uma empresa decide premiar os melhores de seu time de vendas, ou motivar fornecedores, ou reconhecer clientes, com uma viagem combinada com evento. Até aí, ótimo. O problema começa quando ela deixa tudo nas mãos de sua agência de viagens de confiança, nem sempre preparada para a missão, pois acha que o assunto pode ser tratado no mesmo saco de gatos que classifica genericamente de "viagens". Há situações piores. A empresa decide replicar uma viagem que um dos diretores se encantou, esquecendo que há destinos, hotéis, restaurantes que funcionam bem para uma pessoa, mas nem sempre para grupos. A verdade é que viagem de lazer é uma coisa e a de incentivos, outra. Dinâmicas diferentes, a primeira é um passeio informal para turistas descompromissados. Já a segunda é uma ferramenta motivacional que tem objetivos claros para atingir metas de negócios, e que pode variar em função do perfil do grupo. A agência sem viés para incentivos até se esforça, mas sem especialização para atividade tão complexa, promove um festival involuntário de erros. Assim, ela joga no ralo suas boas intenções e recursos corporativos. "Se você fosse se submeter a uma cirurgia no cérebro, fa-

O

diretor de Segurança e Operações de Voo da ABEAR, associação que reúne as principais companhias aéreas brasileiras, Ronaldo Jenkins, é carioca. Iniciou a carreira na Aeronáutica, onde em 1969 se formou como oficial aviador. "A experiência profissional mais emocionante foi o meu primeiro voo solo num velho Fokker", recorda. Já atuou nos dois lados do balcão, tanto no governo, através do extinto DAC, como em empresa, como Comandante da VARIG. Mestre em Ciências Aeroespaciais e professor universitário, Jenkins é es-

pecializado em investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos. Além de 15 mil horas de voo como piloto de linha aérea, já conduziu mais de 500 investigações de acidentes. Na função atual, apoia a operação das empresas aéreas, interagindo com a agência reguladora, aeroportos e controle do espaço aéreo. "As aéreas do Brasil estão entre as melhores do mundo. Nos últimos seis anos, foram t r a n s p o r t a d o s 4 0 0 m ilhões de passageiros com 3,5 milhões de decolagens, sem acidentes com perda de vida", comenta.

Contatos com o autor pelo e-mail: fabio@steinberg.com.br

Aprovada fusão da Azul com a Trip União das empresas cria a terceira maior companhia do mercado brasileiro de aviação

Fluxo cambial é negativo em US$ 105 mi

Divulgação

A

Rejane Tamoto*

P

ara um setor que passa por um processo de consolidação, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou ontem a fusão entre as empresas Azul e Trip Linhas Aéreas – que passam a ser a terceira maior companhia de aviação do Brasil. O tribunal do Cade considerou que, juntas, Azul e Trip têm melhores condições de concorrer no mercado nacional de aviação civil com as líderes TAM e GOL. A aprovação, no entanto, ocorreu com restrições. A condição do tribunal para aceitar a fusão entre as empresas foi a assinatura de um Termo de Compromisso de Desempenho (TCD), por meio do qual o Cade determinou o fim do acordo de compartilhamento de voos (codeshare) que a Trip possui com a TAM. O fim do compartilhamento de voos entre TAM e Trip será feito de forma gradativa, até o final de 2014. Na primeira etapa, a Trip deixará de comprar assentos da TAM e os passageiros serão transportados pela Azul. Assim, a Azul absorverá os passageiros que seriam direcionados à TAM. Em uma segunda fase, somente a TAM comprará assentos da Trip, no entanto essa relação comercial se encerrará até o ano que vem.

A Trip deixará de comprar assentos da TAM e os passageiros serão transportados pela Azul

De acordo com o Cade, o fim do codeshare – acordo que permitia que a Trip vendesse assentos disponíveis em voos da TAM e vice-versa – era necessário para que as duas empresas se tornassem, de fato, concorrentes. O conselheiro relator do caso, Ricardo Ruiz, disse que uma percentagem relevante do faturamento da Trip era resultado da articulação com a TAM, o que restringia a concorrência, pois as duas companhias operavam de forma associada em várias rotas. "A Trip não concorria efetivamente com a TAM, mas este

cenário muda com o encerramento do codeshare. Com a aprovação da operação nos termos colocados pelo Cade, as três empresas (Azul Trip, Gol e TAM) passam a competir entre si em todas as rotas do Brasil", afirmou Ruiz. "A fusão resulta em uma empresa com maior capacidade de contestar companhias líderes", completou. Segundo o conselheiro, a ociosidade de assentos nos voos no mercado nacional era elevada, de 28%, no momento da fusão entre Trip e Azul no ano passado. "Atualmente, essa ociosidade caiu para

21%. Gol e TAM estão diminuindo assentos, enquanto Trip, Azul e Avianca aumentam a oferta. Há uma tensão concorrencial explícita entre empresas líderes e não líderes", completou. A união foi anunciada em maio do ano passado. Na ocasião, as companhias informaram que o acordo não envolve desembolso de dinheiro, e que os atuais sócios da Azul terão 66% da holding e o restante ficará com os acionistas da Trip. De acordo com o dado mais recente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), as

duas companhias tinham participação de 16,4% no mercado doméstico no mês de janeiro deste ano. S lo t s – O documento TCD também impõe às empresas associadas o compromisso de usar com intensidade de, no mínimo, 85% de seus horários de pousos e decolagens (slots) no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A obrigação vale apenas para o aeroporto fluminense, que não possui infraestrutura disponível atualmente para comportar a entrada de outra companhia aérea. A exigência quanto à eficiência no aeroporto Santos Dumont começa a valer dentro de 30 dias e será medida trimestralmente. Caso seja descumprida, um par de slots das empresas associadas será devolvido à ANAC para redistribuição. (*Com agências)

saída de dólares do País superou a entrada em US$ 105 milhões em fevereiro, informou ontem o Banco Central (BC). Na área financeira, que inclui investimentos estrangeiros e remessas de lucros, o saldo ficou negativo em US$ 795 milhões no período. O número é a diferença entre a entrada de um total de US$ 26,796 bilhões e a saída de US$ 27,591 bilhões. As operações comerciais, por outro lado, mostraram ingresso líquida de US$ 690 milhões no mês passado. Os embarques somaram US$ 15,61 bilhões, e as importações, US$ 14,92 bilhões. Entre os dias 25 e 28, o fluxo ficou p o s i t i v o e m U S $ 2 , 7 3 5 b ilhões, sendo US$ 1,15 bilhão no financeiro e US$ 1,585 bilhão no comercial. O BC informou que os bancos fecharam fevereiro com uma posição vendida de US$ 8,521 bilhões no mercado de câmbio. No encerramento de janeiro, estavam vendidos em US$ 8,577 bilhões. No final de dezembro, estavam vendidos em US$ 6,069 bilhões. Estar "vendido", no jargão do mercado financeiro, representa expectativa de queda do preço da moeda. Estar "comprado", por outro lado, significa aposta de que a cotação do dólar pode subir. Ao ter a moeda em caixa, é possível lucrar com uma eventual alta da moeda. (Estadão Conteúdo)


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20 -.ECONOMIA/LEGAIS

quinta-feira, 7 de março de 2013

e CNI defende MP dos portos

Os portuários ameaçam fazer uma paralisação de 24 horas no dia 19 nos portos do País caso o governo não recue em alguns pontos da MP 595/2012.

conomia

A regulação de novas regras traria mais competitividade e geraria empregos, na opinião da confederação.

O

presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga, pediu mais desonerações de impostos e defendeu as novas regras de regulação dos portos no País. "Para a indústria, é fundamental a aprovação da medida provisória dos portos, pois ela vai aumentar a competitividade e gerar 321 mil empregos", declarou o presidente da CNI. O representante da indústria fez essas avaliações ontem ao ministro da Fazenda, Guido Mantega. Para o presidente da CNI, a indústria deve ter um crescimento de 3,5% neste ano. Mas, para que essa expansão se efetive, o setor propõe novas medidas para aumentar sua competitividade. Além da aprovação da MP dos Portos, o setor também considera "fundamental" aprovar as mudanças no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços

(ICMS), que acabaria com a chamada "guerra dos portos". Um projeto enviado pelo governo está em tramitação no Senado. A proposta reduz para 4% as alíquotas interestaduais do imposto e acaba com a margem utilizada por alguns Estados para conceder incentivos tributários para atrair empresas. Greve – Os portuários são contra a MP dos Portos (595/2012) e ameaçam fazer uma paralisação de 24 horas no dia 19 em todos os portos do País caso o governo não recue em alguns pontos. A "greve preventiva" foi anunciada ontem no Senado pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, presidente da Força Sindical. Os trabalhadores apontaram riscos de privatização, redução dos postos de trabalho, achatamento salarial e perda de direitos e cobram mudanças no texto da medida provisória. O presidente da Fetaport,

É impossível a União suportar investimentos portuários que o Brasil exige para se tornar competitivo. FRANCISCO JOSÉ NOGUEIRA, FETAPORT entidade que representa os trabalhadores vinculados celetistas nos portos, Francisco José Nogueira, disse que a MP 595/2012 é positiva, mas cobrou cautela para não "desorganizar" a infraestrutura portuária estabelecida há 20 anos pela Lei 8.630/1993, absorvida pela medida provisória em debate. "É impossível a União suportar investimentos portuários que o Brasil exige para se tornar competitivo. Abrir os portos à iniciativa privada e ampliar a eficiência dos portos

organizados e privados é uma coisa inadiável", afirmou. A MP 595 estabelece que a exploração indireta do porto organizado e das instalações portuárias nele localizadas ocorrerá mediante concessão e arrendamento de bem público. As instalações portuárias localizadas fora da área do porto organizado serão exploradas mediante autorização. A medida determina também que os serviços serão outorgados a pessoa jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco. De son era çõ es – Segundo a CNI, também foi pedido para que os setores de transportes e de saúde sejam incluídos na desoneração da folha de pagamentos. Para o presidente da confederação, há questões nas duas áreas que ainda não foram resolvidas, como a situação dos caminhoneiros e dos prestadores de serviço na área de saúde. (Agências)

Mais mulheres estão trabalhando

O

número de mulheres que trabalham aumentou para 56,1% em 2012. No ano anterior, esse total era de 55,4%. Já no caso dos homens, o indicador ficou praticamente estável. Passou de 71,3% em 2011 para 71,5% no ano passado. Os dados foram divulgados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos) ontem. A taxa de desemprego total feminina permaneceu estável em 12,5%, após oito anos consecutivos de redução. Segundo o Dieese, a taxa ficou estável porque o número de postos de trabalho criados foi equivalente ao número de mulheres que entraram no mercado de trabalho. Para os homens, a taxa de desemprego aumentou de 8,6% para 9,4%, entre 2011 e 2012.

A geração de oportunidades de trabalhos foi mais intensa para as mulheres do que para os homens. Entre as mulheres, cresceu o número de ocupações principalmente nos Serviços. Carteira assinada – A formalização das relações de trabalho continuou se ampliando para ambos os sexos, mas de forma mais intensa para as mulheres, em especial nas ocupações com carteira de trabalho no setor privado. Entre os homens, essa expansão deve-se ao pequeno aumento do contingente com carteira assinada no setor privado. O crescimento do contingente de trabalhadores com vínculos formais aumentou o rendimento médio real por hora tanto para as mulheres (5,8%) quanto para os homens (5,2%). (Folhapress)


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quinta-feira, 7 de março de 2013

e PIB da zona do euro recua 0,6%

ECONOMIA/LEGAIS - 21

Na comparação com o último trimestre de 2011, o PBI registrou contração de 0,9%.

conomia

No último trimestre de 2012, a evolução do Produto Interno Bruto dos países da moeda comum apontou o agravamento da recessão no grupo.

A

queda do investimento empresarial e a relutância dos consumidores em gastar até mesmo no Natal prejudicaram a economia da zona do euro nos últimos três meses de 2012, o que autoridades esperam que tenha sinalizado o pior da recessão do bloco. A produção econômica

dos 17 países que compartilham o euro caiu 0,6% no quarto trimestre de 2012 na comparação com os três meses anteriores, informou ontem a agência de estatísticas da União Europeia (UE), Eurostat, confirmando a leitura preliminar e a maior queda trimestral em ano de contração. Na comparação com o mes-

mo trimestre do ano anterior, o Produto Interno Bruto registrou contração de 0,9% no quarto trimestre de 2012. Como esperado, a zona do euro encerrou o ano em sua segunda recessão desde 2009, uma realidade já bem conhecida para milhões de europeus que sofrem com o desemprego e com a crise. (Reuters)

PREFEITURA MUNICIPAL DE ANDRADINA

A Comissão Permanente de Julgamento de Licitação torna público o resultado do julgamento da documentação referente ao Processo Licitatório nº 16/2013, Chamada Pública 02/2013, que tem como objeto o credenciamento de empresa jornalística qualificada para a prestação de serviços nas atividades de mídia impressa (jornal), mídia digital e mídia eletrônica (rádios AM e FM), para divulgação de campanhas, programas, obras, serviços da Administração Municipal. Após ánalise da documentação a CPJL deliberou na forma constante da tabela abaixo: Credenciada Não credenciada Motivação do Empresa para os itens para os itens não credenciamento Maria de Fátima Oyo Oliveira - ME – 01 e 04 Item 4.3.1 – certidão negativa da Faz. Municipal Item 4.3.2 – certidão negativa INSS Item 4.3.1 – certidão negativa da Faz. Municipal Silva Leal Agência de Publicidade Ltda. – 04 Item 4.3.2 – certidão negativa INSS Item 4.3.3 – certidão negativa FGTS Editora Folha de Notícias Ltda. - ME 01 – Editora Gráfica Dorival Donizete Barbosa Ltda. - EPP 01 e 04 02 e 03 Atividade incompatível com o objeto do item. Editora Clube Ltda. - ME 01 – – Editora Dinâmica S/C Ltda. - ME 01 – – José Carlos Bossolan - ME – 01 e 04 Item 4.3.2 – certidão negativa INSS Visão Assessoria de Comunicação Ltda. – 01, 02, 03 e 04 Item 4.3.3 – certidão FGTS Proposta não indica o item que deseja ser credenciado

Melissa Caroline Gonçalves Baleroni Oquiucci - ME 01 e 04 – – Som Três Radiodifusão Ltda. - ME 02 – – Rádio Cidade Andradina Ltda. - ME 02 – – Rádio Andradina Ltda. - ME 03 – – Flavia Regina de Avelar Gomes 01 – – Dorivaldo de Oliveira Bernardo - ME – 01 e 04 Item 4.3.1 – certidão negativa da Faz.Federal Maria das Graças Paulino Garcia 01 – – As empresas enquadradas como Microempresas ou Empresas de Pequeno Porte poderão fazer uso do benefício previsto no art. 43 da Lei Complementar 123/06, devendo proceder à sua regularização fiscal, no prazo de 02 dias úteis contado da data da publicação desta decisão. Andradina/SP, 26 de fevereiro de 2013. Paulo Henrique Bernardoni Caldas – Presidente da CPJL. (republicado por conter incorreções)

OAS S.A. CNPJ/MF nº 14.811.848/0001-05 - NIRE nº 35.3.0038001-1 SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL FECHADO 1. Data, hora e local: aos 27/02/2013, às 10hs, na sede social da OAS S.A., sociedade anônima de capital fechado com sede na Av. Angélica, nºs 2.330/2.346/2.364, 9º andar, sala 904, Consolação, São Paulo/SP, que é o seu foro, registrada na Junta Comercial do Estado de São Paulo - JUCESP, NIRE nº 35.3.0038001-1, CNPJ/MF sob o nº 14.811.848/0001-05 (“Companhia”).2. Presença: acionistas representando 100% (cem por cento) do capital votante da Companhia, conforme se verifica pelas assinaturas lançadas no Livro de Presença de Acionistas. 3. Convocação: dispensada a publicação dos editais de convocação na forma do artigo 124, § 4º, da Lei nº 6.404/76 (“LSA”), tendo em vista a presença da totalidade dos acionistas da Companhia, conforme assinaturas constantes do Livro de Presença de Acionistas.4. Mesa: Cesar de Araújo Mata Pires (Presidente) e José Adelmário Pinheiro Filho (Secretário). 5.Ordem do dia:apreciação e deliberação a respeito:(i) da emissão, para distribuição pública com esforços restritos de colocação, nos termos da Instrução da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) nº 476, de 16/01/2009, conforme alterada (“Instrução CVM 476”), de até 15.000 (quinze mil) debêntures simples, nominativas e escriturais, em série única, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, sem emissão de cautelas ou certificados (“Debêntures”), com garantia fidejussória adicional a ser prestada pela CONSTRUTORA OAS S.A., sociedade anônima, com sede na SP/SP, na Av. Angélica, n°s 2.330/2.346/2.364, 7º andar, sala 720, CNPJ/MF sob nº 14.310.577/0001-04, com inscrição perante a Junta Comercial do Estado de São Paulo sob o nº 35.300.447.239 (“Fiadora”), todas com valor nominal unitário de R$10.000,00, totalizando até R$150.000.000,00, na Data da Emissão (conforme definido abaixo), sob o regime de melhores esforços de colocação (“Oferta Restrita”), pelo Banco Itaú BBA S.A. (“Coordenador Líder”), e (ii) delegação de poderes para que a Diretoria da Companhia tome as providências necessárias à realização da referida emissão, inclusive, mas não limitado à contratação do Coordenador Líder, agente fiduciário e demais prestadores de serviços relacionados à emissão, negocie e fixe o preço e condições para a respectiva prestação de serviço e assine os respectivos contratos e todos os demais documentos da Oferta Restrita, de modo a refletir os termos aqui aprovados. 6. Deliberações: instalada a Assembleia, foram tomadas as seguintes deliberações, aprovadas pelos acionistas detentores de 100% do capital social da Companhia, sem quaisquer ressalvas: (i) EMISSÃO DE DEBÊNTURES: Aprovada, em conformidade com o artigo 52 e seguintes da LSA, a 6ª (sexta) emissão de debêntures da Companhia, para distribuição pública, com esforços restritos de colocação, nos termos da Instrução CVM 476, tendo como objeto até 15.000 Debêntures simples, nominativas e escriturais, em série única, da espécie quirografária, com garantia fidejussória adicional, não conversíveis em ações da Companhia, com valor nominal unitário de R$10.000,00, totalizando até R$150.000.000,00 na Data de Emissão (conforme definido abaixo), a serem colocadas pelo Coordenador Líder, sob o regime de melhores esforços de colocação, as quais terão as seguintes principais características e condições: (a)ValorTotal da Emissão: o valor total da emissão das Debêntures será de até R$150.000.000,00 (cento e cinquenta milhões de reais), na Data de Emissão; (b) Prazo de Colocação; Colocação Parcial: o Coordenador Líder realizará a distribuição pública das Debêntures no prazo a ser definido no contrato de distribuição (“Prazo de Colocação”). Caso, no contexto da Oferta Restrita, não sejam subscritas ao menos 7.000 Debêntures dentro do Prazo de Colocação, a Oferta Restrita será cancelada pela Companhia, e os valores eventualmente integralizados devolvidos aos respectivos subscritores, sem qualquer acréscimo ou correção monetária. (c) Quantidade de Debêntures: serão emitidas até 15.000 Debêntures. A definição da quantidade efetiva de Debêntures objeto da Emissão dependerá do número de Debêntures colocadas no contexto da Oferta Restrita, ficando os representantes da Companhia autorizados a aditar a Escritura de Emissão (conforme definido abaixo) para refletir tal quantidade, observado o limite máximo ora aprovado, independentemente da realização de nova assembleia geral ou reunião de diretoria;(d) Número da Emissão: a emissão das Debêntures representa a 6ª emissão de Debêntures da Companhia (“Emissão”), sendo, no entanto, a sua 5ª emissão para distribuição pública; (e) Séries: a Emissão será realizada em série única; (f) Destinação dos Recursos: os recursos obtidos por meio da Emissão serão destinados ao refinanciamento de dívidas da Companhia e/ou da Fiadora, e, o que sobejar, para fins de reforço de capital de giro da Companhia e/ou Fiadora; (g) Agente Fiduciário da Emissão: Pentágono S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (“Agente Fiduciário”); (h) Colocação: as Debêntures serão objeto de distribuição pública com esforços restritos de colocação, de acordo com os procedimentos descritos na Instrução CVM 476, destinadas exclusivamente a Investidores Qualificados (conforme definidos abaixo), com a intermediação do Coordenador Líder, que efetuará a distribuição sob regime de melhores esforços de colocação, nos termos a serem previstos no contrato de distribuição das Debêntures, observado o disposto na letra (b) acima;(i) Data de Emissão das Debêntures: para todos os efeitos legais, a data de emissão das Debêntures será 08/03/2013 (“Data de Emissão”); (j) Valor Nominal Unitário das Debêntures: o valor nominal unitário das Debêntures, na Data de Emissão, será de R$10.000,00 (“Valor Nominal Unitário”); (k) Forma e Comprovação deTitularidade: as Debêntures serão emitidas sob a forma nominativa, escritural, sem emissão de cautelas ou certificados. Para todos os fins de direito, a titularidade das Debêntures será comprovada por meio de extrato da conta de depósito emitido pelo escriturador mandatário a ser contratado pela Companhia e, adicionalmente, para as Debêntures custodiadas eletronicamente no CETIP 21 (conforme definido abaixo), será expedido extrato pela CETIP (conforme definido abaixo) em nome dos Debenturistas (conforme definidos abaixo), que igualmente servirá de comprovante de titularidade de tais Debêntures;(l) Conversibilidade: as Debêntures não serão conversíveis em ações de emissão da Companhia; (m) Espécie: as Debêntures serão da espécie quirografária e contarão com garantia fidejussória adicional a ser prestada pela Fiadora; (n) Preço de Subscrição e Forma de Subscrição e Integralização: as Debêntures serão subscritas peloValor Nominal Unitário, acrescido da Remuneração (conforme definido abaixo) incorrida desde a Data de Emissão até a data da efetiva subscrição e integralização, calculada pro rata temporis, utilizando-se 8 casas decimais, sem arredondamento. As Debêntures serão integralizadas em moeda corrente nacional, à vista, por meio do MDA (conforme definido abaixo), de acordo com os procedimentos adotados pela CETIP; (o) Data de

Vencimento: as Debêntures terão prazo de vigência de 12 meses contados da Data de Emissão, vencendo-se, portanto em 08/03/2014 (“Data de Vencimento”); (p) Amortização do Valor Nominal Unitário: a amortização do Valor Nominal Unitário das Debêntures será realizada em uma única parcela devida na Data de Vencimento; (q) Atualização Monetária: o Valor Nominal Unitário das Debêntures não será atualizado monetariamente; (r) Remuneração: as Debêntures farão jus à remuneração equivalente a 100% da variação acumulada das taxas médias diárias dos DI - Depósitos Interfinanceiros de um dia, “over extra-grupo”, expressas na forma percentual ao ano, base 252 dias úteis, calculadas e divulgadas diariamente pela CETIP S.A. - Mercados Organizados (“CETIP”) no informativo diário disponível em sua página na Internet (http://www.cetip.com.br) (“Taxa DI-Over”), r acrescida de sobretaxa de 1,50% ao ano, base 252 (duzentos e cinquenta e dois) dias úteis (“Remuneração”). A Remuneração será calculada de forma exponencial e cumulativa, pro rata temporis por dias úteis decorridos, incidentes sobre o saldo do Valor Nominal Unitário das Debêntures, desde a Data de Emissão até a Data de Vencimento ou data do vencimento antecipado das Debêntures, observada a fórmula a ser prevista na Escritura de Emissão; (s) Pagamento da Remuneração: a Remuneração será paga em uma única parcela, a qual será devida na Data de Vencimento, ou, ainda, na data do eventual vencimento antecipado das Debêntures em razão da ocorrência de um dos eventos de vencimento antecipado a serem previstos na Escritura de Emissão; (t) Repactuação: as Debêntures não serão objeto de repactuação programada;(u) Resgate Antecipado: as Debêntures não serão objeto de resgate antecipado; (v) Vencimento Antecipado: observadas as disposições da Escritura de Emissão, o Agente Fiduciário, na qualidade de representante dos titulares das Debêntures (“Debenturistas”), deverá declarar antecipadamente vencidas todas as obrigações e exigir o imediato pagamento, pela Companhia, doValor Nominal Unitário das Debêntures em circulação, acrescido da Remuneração, calculada pro rata temporis, desde a Data de Emissão até a data do seu efetivo pagamento, e encargos moratórios, na hipótese de ocorrência de quaisquer dos eventos a serem definidos na Escritura de Emissão; (w) Multa e Juros Moratórios: ocorrendo impontualidade no pagamento, pela Companhia, de qualquer quantia devida aos titulares de Debêntures, os débitos em atraso vencidos e não pagos pela Companhia ficarão, desde a data da inadimplência até a data do efetivo pagamento, sem prejuízo do pagamento da Remuneração, sujeitos a, independentemente de aviso, notificação ou interpelação judicial ou extrajudicial (i) multa convencional, irredutível e não compensatória, de 2% e (ii) juros moratórios à razão de 1% ao mês ou fração, ambos incidentes sobre as quantias em atraso (“Encargos Moratórios”);(x) Local de Pagamento:os pagamentos a que os Debenturistas fizerem jus serão efetuados pela Companhia utilizando-se dos procedimentos adotados pela CETIP para as Debêntures que estejam custodiadas eletronicamente na CETIP. As Debêntures que, por solicitação do respectivo Debenturista ou outro motivo previsto na regulamentação aplicável, não estiverem custodiadas eletronicamente na CETIP, terão os seus pagamentos realizados pelo escriturador mandatário nomeado na Escritura de Emissão ou na sede da Companhia; e (y) Prorrogação dos Prazos: considerar-se-ão prorrogados os prazos referentes ao pagamento de qualquer obrigação a ser prevista na Escritura de Emissão, até o primeiro dia útil subsequente, se o vencimento coincidir com dia em que não haja expediente bancário na Cidade de São Paulo, sem nenhum acréscimo aos valores a serem pagos, ressalvados os casos cujos pagamentos devam ser realizados através da CETIP, hipótese em que somente haverá prorrogação quando a data de pagamento coincidir com feriado nacional, sábado ou domingo; (z) Garantias: como garantia do fiel e pontual pagamento de todas as obrigações, principal e acessórias, incluindo Encargos Moratórios, a serem assumidas pela Companhia na escritura de emissão das Debêntures (“Escritura de Emissão”) e demais documentos relacionados à Oferta Restrita, a Fiadora prestará, em favor dos Debenturistas, garantia fidejussória; e (aa) Registro para Distribuição e Negociação: as Debêntures serão registradas (i) para distribuição no mercado primário por meio do MDA - Módulo de Distribuição de Ativos (“MDA”), administrado e operacionalizado pela CETIP, sendo a distribuição liquidada financeiramente por meio da CETIP; e (ii) para negociação no mercado secundário por meio do Módulo CETIP 21 - Títulos e Valores Mobiliários (“CETIP 21”), ambos administrados e operacionalizados pela CETIP, sendo as negociações liquidadas financeiramente e as Debêntures custodiadas eletronicamente na CETIP.As Debêntures somente poderão ser negociadas entre investidores qualificados, conforme definidos no artigo 109 da Instrução CVM nº 409, de 18/08/2004, conforme alterada (“Instrução CVM 409”) e nos termos do artigo 4º da Instrução CVM 476 (“Investidores Qualificados”), nos mercados regulamentados de valores mobiliários e após decorridos 90 dias de sua respectiva subscrição ou aquisição por Investidores Qualificados, condicionado ao cumprimento pela Companhia do artigo 17 da Instrução CVM 476. (ii) DELEGAÇÃO DE PODERES AOS DIRETORES DA COMPANHIA: Ficam os diretores da Companhia autorizados a (i) contratar o Coordenador Líder para realizar a distribuição pública, com esforços restritos de colocação, das Debêntures;(ii) contratar os prestadores de serviços da Emissão, incluindo, mas não se limitando, ao banco liquidante e escriturador mandatário da Emissão, Agente Fiduciário, assessores legais e agência classificadora de risco da Emissão; e (iii) negociar, firmar os termos e celebrar todos os instrumentos e praticar todos os atos necessários à efetivação da Emissão e da Oferta Restrita, incluindo, mas não se limitando, à celebração da Escritura de Emissão, do contrato de distribuição das Debêntures e os demais contratos de prestação de serviços. 7. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, a sessão foi suspensa para lavratura da presente ata, que foi lida, aprovada e assinada por todos, dela se tirando cópias autênticas para os fins legais.Cesar de Araújo Mata Pires (Presidente);José Adelmário Pinheiro Filho (Secretário); Acionistas presentes: CMP Participações Ltda., p/ Cesar de Araújo Mata Pires; e LP Participações e Engenharia Ltda., p/ José Adelmário Pinheiro Filho. A presente ata, redigida sob a forma de sumário, nos termos do artigo 130, parágrafo 1º, da LSA, é cópia fiel daquela constante do livro de atas de Assembleias Gerais da Companhia, ficando autorizado pela unanimidade de acionistas seu registro e publicação. São Paulo (SP), 27/02/2013. Mesa: Cesar de Araújo Mata Pires - Presidente da Mesa; José Adelmário Pinheiro Filho - Secretário.Acionistas presentes: CMP PARTICIPAÇÕES LTDA.: Cesar de Araújo Mata Pires; LP PARTICIPAÇÕES E ENGENHARIA LTDA.: José Adelmário Pinheiro Filho.

Santa Rosa Energia e Participações S/A CNPJ (MF) nº 10.750.301/0001-96 Demonstrações Financeiras (Em Reais) Srs. Acionistas: Conforme determinação legal e estatutária apresentamos Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2010. Balanço Patrimonial em 31/12/2010 e 2009 Demonstração dos Fluxos de Caixa 31/12/2010 e 2009 Ativo 31/12/2010 31/12/2009 Das atividades operacionais 31/12/2010 31/12/2009 Ativo circul. / Caixa e equiv. de caixa 114.921 165.144 Prejuízo líquido do exercício (96.851) (226.993) Outros créditos 2.905 796 Mudança nos ativ. e passivos / Outros créditos (2.109) (796) Total do ativo circulante 117.826 165.940 Fornecedores (59.143) 59.611 Ativo não circul. / Intangível 1.115.165 57.783 Obrigações trabalhistas e tributárias 189 32 Total do ativo não circulante 1.115.165 57.783 (61.063) 58.847 Total do ativo 1.232.991 223.723 Das ativ. de invest. /Acréscimo em intangíveis (1.057.382) (57.783) Passivo e Patrimônio Líquido 31/12/2010 31/12/2009 Caixa líq. aplicado nas ativ. de investimentos (1.057.382) (57.783) Passivo circulante / Fornecedores 468 59.611 Das ativ. de financiamentos com acionistas Obrigações trabalhistas e tributárias 221 32 Integralização de capital 1.000 Total do passivo circulante 689 59.643 Recursos para futuro aumento de capital 1.165.073 390.073 Patrimônio líquido / Capital social 1.000 1.000 Cx. líq. gerado pelas ativ.de financ. c/ acionist. 1.165.073 390.073 Recursos para futuro aumento de capital 1.555.146 390.073 Aumento líq. de caixa e equiv. de caixa (50.223) 165.144 Prejuízos acumulados (323.844) (226.993) Caixa e equiv. de caixa / No início do exerc. 165.144 Total do patrimônio líquido 1.232.302 164.080 No final do exercício 114.921 165.144 Total do passivo e patrimônio líquido 1.232.991 223.723 Aumento líquido de caixa e equiv. de caixa (50.223) 165.144 A Diretoria

William Ramos - Contador CRC/SP 244336/O-1

COMPANHIA METALÚRGICA PRADA

Eudmarco S.A. Serviços e Comércio Internacional CNPJ/MF nº 58.138.058/0001-86 - NIRE nº 35.300.012.178 Ata de Assembleia Geral Extraordinária Data/Hora/Local: 01/11/2012, às 17h00, à Av. Dr. Cardoso de Melo, 1470, conj. 1007, 10º andar, S. Paulo/SP. Presença: Totalidade do Capital Social. Mesa: Francisco Cassiani Filho, presidente; e Harumi Ono, Secretária. Ordem do Dia/Deliberações: “Aprovadas, por unanimidade” (i) o recebimento da renúncia do Sr. Jersé Passos Cerqueira, RG nº 19.535.647 SSP/SP e CPF/MF nº 100.081.418/19, que deixou de ocupar o cargo de Diretor Presidente, conforme carta de renúncia recebida nesta data. Desta forma, a sociedade passará a ser administrada pelo Sr. Segundo João Modolin, brasileiro, RG nº 2.040.082 SSP/SP e CPF/MF nº 030.999.898-00, eleito em AGO, realizada em 20/04/2012, que passará a exercer o cargo de Diretor Presidente; e (ii) a alteração dos artigos do Capítulo de Administração que passarão a vigorar c/ a seguinte redação: Cap. III - Da Administração Social: Art. 7º - A sociedade será administrada por um Diretor Presidente, eleito pelos acionistas em Assembleia Geral, c/ mandato de 3 anos, admitida a reeleição. Art. 8º - A sociedade será representada e obrigar-se-á (a) pela assinatura individual do Administrador Presidente; ou (b) pela assinatura conjunta de 02 Procuradores, devidamente constituídos de acordo c/ o disposto no § 1º abaixo. § 1º - As procurações outorgadas em nome da sociedade terão prazo de validade determinado e serão assinadas pelo Administrador Presidente, c/ exceção daquelas outorgadas a advogados para a representação da sociedade c/ relação a processos administrativos e judiciais, as quais poderão ser outorgadas por prazo indeterminado e podendo ser assinadas individualmente por um Procurador. § 2º - Os Procuradores nomeados poderão representar a sociedade isoladamente p/ prática dos seguintes atos: (i) representar a sociedade perante a Justiça do Trabalho, em quaisquer de suas instâncias, bem como perante quaisquer órgãos, departamentos ou representantes dos Governos Federal, Estadual e Municipal, incluindo a Secretaria da Receita Federal e demais autoridades fiscais federais, estaduais e municipais, podendo assinar correspondência em geral e bancária; e (ii) outorgar procurações a advogados, para representação da sociedade em procedimentos judiciais e administrativos. Art. 9º - São matérias de competência exclusiva da Assembleia Geral: a) Aumento ou redução de capital social; b) Venda, aquisição ou transferência de qualquer participação societária em qualquer sociedade, ou a venda, a aquisição, ou a locação de ativos significativos ou a constituição de subsidiárias; c) Eleição ou Destituição de administradores; d) Transformação de sociedade: Deliberação sobre transformação, fusão, incorporação e cisão da companhia; e) Distribuição de dividendos; f) Falência e Recuperação Judicial: Autorização para administradores confessar falência e pedir recuperação judicial; g) Liquidação: Dissolução da companhia ou cessação do estado de liquidação; h) Aquisição, permuta, transferência ou alienação por qualquer forma, ou hipoteca ou ônus de qualquer espécie, de bens imóveis da sociedade de valor superior R$ 1.000.000,00; i) Constituição de ônus reais e prestação de garantias a sociedades controladas, coligadas ou subsidiárias, de valor superior a R$2.000.000,00; j) Constituição de ônus reais e prestação de garantias a terceiros, de valor superior a R$1.000.000,00; e k) Contratos financeiros: Assunção de dívidas e contratação de empréstimos, financiamentos ou adiantamentos, de qualquer espécie e/ou quaisquer contratos bancários de valor superior a R$3.000.000,00.” Encerramento: Formalidades legais foram devidamente arquivadas e registradas na JUCESP nº 72.897/13-2 em 18.02.2013. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

CNPJ nº 56.993.900/0001-31 - NIRE 35.3.0004858.0 Ata de Assembleia Geral Extraordinária Realizada em 14 de Dezembro de 2012 Local e hora: na sede da companhia, na Rua Engenheiro Francisco Pita Brito, 138, às 14h. Quorum: acionistas presentes representando 99,9997% do capital votante da Companhia, conforme assinaturas no Livro de Presença de Acionistas. Mesa: Sr. Enéas Garcia Diniz, Presidente e Claudia Maria Sarti, Secretária.Convocação: conforme publicações (i) no “Diário Oficial do Estado de São Paulo”, edições de 07, 08 e 11 de dezembro de 2012, nas páginas 17, 15 e 15, respectivamente, e (ii) no “Diário do Comércio”, edições de 07, 08 e 11 de dezembro de 2012, nas páginas 19, 19 e 19, respectivamente. Ordem do Dia: (i) Aprovar a homologação do aumento do capital social da Companhia e (ii) aprovar a alteração do Artigo 5º do Estatuto Social da Companhia, de forma a refletir o aumento do capital social. Deliberações: por unanimidade, observadas as restrições legais ao exercício do direito de voto e sem qualquer reserva, ressalva, oposição ou protesto dos presentes, foram tomadas as seguintes deliberações: (i) aprovada a homologação do aumento do capital social da Companhia, nos termos da deliberação aprovada em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 28 de setembro de 2012, no valor de R$ 31.500.033,46 (trinta e um milhões, quinhentos mil, trinta e três reais e quarenta e seis centavos), mediante a emissão de 790.862 (setecentas e noventa mil, oitocentas e sessenta e duas) ações ordinárias nominativas e sem valor nominal, ao preço unitário de emissão de R$ 39,83 (trinta e nove reais e oitenta e três centavos) por ação. O preço de emissão foi fixado com base no valor do patrimônio líquido da ação, nos termos do art. 170, § 1º, inciso II, da Lei nº 6.404/76. Em vista da renúncia ao direito de preferência na subscrição de referidas novas ações pelos outros acionistas, dada a ausência de manifestação de qualquer outro acionista no prazo para o exercício do respectivo direito de preferência, a acionista Companhia Siderúrgica Nacional, neste ato, subscreve e integraliza as 790.862 (setecentas e noventa mil, oitocentas e sessenta e duas) ações, mediante (i) a capitalização de Adiantamentos para Futuro Aumento de Capital (AFAC) no valor global de R$ 31.500.000,00 (trinta e um milhões e quinhentos mil) que a acionista detém na Companhia, e (ii) o pagamento em dinheiro, do valor de R$ 33,46 (trinta e três reais e quarenta e seis centavos), conforme Boletim de Subscrição anexo a esta ata.(ii) Em decorrência da deliberação acima, o capital social da Companhia passa de R$685.408.892,64 (seiscentos e oitenta e cinco milhões, quatrocentos e oito mil, oitocentos e noventa e dois reais e sessenta e quatro centavos) para R$716.908.926,10 (setecentos e dezesseis milhões, novecentos e oito mil, novecentos e vinte e seis reais e dez centavos), passando o Artigo 5º do Estatuto Social da Companhia a viger com a seguinte redação: “Art.5º - O capital social da Companhia, totalmente subscrito e integralizado, é de R$716.908.926,10 (setecentos e dezesseis milhões, novecentos e oito mil, novecentos e vinte e seis reais e dez centavos), dividido em 4.668.791 (quatro milhões, seiscentas e sessenta e oito mil, setecentos e noventa e uma) ações ordinárias nominativas e sem valor nominal.” Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a presente Assembleia Geral Extraordinária, cuja ata, após lida e achada conforme, foi assinada por todos os presentes. Anexos: Boletim de Subscrição - Documentos: ficaram arquivados na sede da companhia: 1. publicações das convocações de acionistas; 2. documentos comprobatórios dos representantes dos acionistas. Assinaturas: Enéas Garcia Diniz, Presidente; Claudia Maria Sarti, Secretária. Acionistas: Companhia Siderúrgica Nacional (representada por Enéas Garcia Diniz), Enéas Garcia Diniz e JoséTaragano.A presente ata, redigida sob a forma de sumário, conforme faculta o art. 130, § 1º, da Lei nº 6.404/76, é cópia fiel daquela lançada no Livro de Atas de Assembleias Gerais da Companhia, ficando autorizada a sua publicação. São Paulo, 14 de dezembro de 2012. Claudia Maria Sarti - Secretária. JUCESP nº 70.241/13-2 em 08/02/2013. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

VOTORANTIM PARTICIPAÇÕES S.A.

M&M Participações S/A CNPJ 10.258.074/0001-86 – NIRE 35300360109 Ata de Assembléia Geral Extraordinária de 10/07/10 Data, horário e local: 10/07/10, 9hs, sede social; Presenças: Totalidade; Mesa: Presidente-Thomaz Simões de Lima; Secretária-Denise Ramires Simões de Lima; Resoluções: (i) - Aprovação do aumento do capital com utilização de reservas; (ii) - Alteração do caput do art. 5º do estatuto social da Cia.. O Presidente declarou instalada a assembléia geral e, inicialmente, discorreu sobre a finalidade da assembléia que é a necessidade de aumentar o capital social e alterar o estatuto social da Cia. neste quesito, o que foi devidamente aprovado pela totalidade dos presentes. Assim o capital social fica aumentado de R$ 8.526.256,55, para R$ 8.529.989,99, com a utilização de R$ 3.733,64, referente a utilização da Reserva de avaliação de investimento em controlada, mantendo a mesma quantidade de ações. Por este motivo, o art.5º do estatuto social da Cia. passa a ter a seguinte redação: Art. 5º O capital social é de R$ 8.529.989,99, totalmente subscrito e integralizado e dividido em 8.529.989 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal. Nada mais. Assinam: Thomaz Simões de Lima, presidente da reunião; Denise Ramires Simões de Lima, secretária dos trabalhos e demais acionistas presentes. Catanduva/SP, 10/07/10. Thomaz Simões de Lima-Pres. dos Trabalhos; Denise Ramires Simões de Lima-Secr. dos Trabalhos. Thomaz Simões de Lima-acionista; Denise Ramires Simões de Lima-acionista; Marcelo Ramires Simões de lima-acionista; Mariana Ramires Simões de Lima - acionista. Jucesp nº 81.565/13-6 em 22/02/2013. Gisela Simiema Ceschin-Secretária Geral.

M&M Participações S/A CNPJ 10.258.074/0001-86 – NIRE 35300360109 Ata de Assembléia Geral Extraordinária de 10/11/09 Data, horário e local: 10/11/09, 9hs, sede social; Presenças: Totalidade; Mesa: Pres.-Thomaz Simões de Lima; Secr.Denise Ramires Simões de Lima; Resoluções: (i)-Aprovação do aumento do capital com utilização de reservas; (ii)Alteração do caput do art. 5º do estatuto social da Cia.. O Presidente declarou instalada a assembléia geral e, inicialmente, discorreu sobre a finalidade da assembléia que é a necessidade de aumentar o capital social e alterar o estatuto social da Cia. neste quesito, o que foi devidamente aprovado pela totalidade dos presentes. Assim o capital social fica aumentado de R$ 1.258.000,00, para R$ 8.526.256,55, com a utilização de R$ 7.268.256,35, referente a utilização da Reserva de avaliação de investimento em controlada mantendo a mesma quantidade de ações. Por este motivo, o art. 5º do estatuto social da Cia. passa a ter a seguinte redação: Art. 5º O capital social é de R$ 8.526.256,55, totalmente subscrito e integralizado e dividido em 8.526.256 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal. Nada mais. Assinam: Thomaz Simões de Lima, presidente da reunião; Denise Ramires Simões de Lima, secretária dos trabalhos e demais acionistas presentes. Catanduva/SP, 10/11/09. Thomaz Simões de Lima-Pres. dos Trabalhos; Denise Ramires Simões de Lima-Secr. dos Trabalhos. Thomaz Simões de Lima-acionista; Denise Ramires Simões de Lima-acionista; Marcelo Ramires Simões de lima-acionista; Mariana Ramires Simões de Lima-acionista. Jucesp nº 81.566/13-0 em 22/02/2013. Gisela Simiema Ceschin-Secretária Geral.

CARDOSO COMÉRCIO, INDÚSTRIA E SERVIÇOS DE PUXADORES LTDA. - ME torna público que solicitou junto à CETESB a Renovação de Licença de Operação p/ a atividade de “Laças e Puxadores metálicos sem tratamento superficial, fabricação de, sita à ESTR. TENENTE JOSÉ MARIA DA CUNHA, 274 - JD. RECORD, município de TABOÃO DA SERRA/SP.

CNPJ/MF Nº 61.082.582/0001-97 - NIRE Nº 35.3.0002371.4 ATA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, REALIZADA EM 31 DE JANEIRO DE 2013 1. DATA, HORÁRIO E LOCAL - Dia 31 de janeiro de 2013, às 9:00 horas, na sede social, na Rua Amauri, nº 255, 10º andar, nesta Capital. 2. CONVOCAÇÃO - Dispensada em virtude da presença da totalidade dos acionistas. 3. PRESENÇA - Acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas lançadas no livro “Presença de Acionistas”. 4. MESA DIRIGENTE – José Roberto Ermírio de Moraes, Presidente; Antonio J. Ferreira Custódio, Secretário. 5. ORDEM DO DIA - Aprovar a distribuição de dividendos adicionais no valor de R$ 201.700.000,00 (duzentos e um milhões e setecentos mil reais). 6. DELIBERAÇÕES – a) Foi aprovada a distribuição de dividendos adicionais à acionista HEJOASSU ADMINISTRAÇÃO S/A no valor de R$ 201.700.000,00 (duzentos e um milhões e setecentos mil reais), relativos de parte do saldo da conta de “Lucros Acumulados” de exercícios anteriores, a serem pagos a partir da data da presente deliberação. b) Fica a Diretoria, na forma do Estatuto Social, autorizada a assinar todos os documentos e tomar as providências necessárias ao cumprimento da presente deliberação. 7. OBSERVAÇÕES FINAIS - a) O Sr. Presidente franqueou o uso da palavra, não havendo, todavia, nenhuma manifestação; b) Os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente, Secretário e demais acionistas presentes. (a.a.) José Roberto Ermírio de Moraes, Presidente; Antonio J. Ferreira Custódio, Secretário; p. Hejoassu Administração S.A., Antonio J. Ferreira Custódio e Nelson Koichi Shimada, acionista. A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 31 de janeiro de 2013. SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA – JUNTA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO – CERTIDÃO – Certifico o Registro sob o nº 91.954/13-7 em 28.02.2013 (a) Gisela Simiema Ceschin, Secretária Geral.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA EXTRATO DA 3ª PRORROGAÇÃO CONTRATUAL. PROCESSO Nº 107/11 – TOMADA DE PREÇOS Nº 16/11. Objeto: Contratação de empresa especializada para execução de pavimentação asfáltica, tipo CBUQ e execução de guias e sarjetas referente ao contrato de repasse 0336262-78/2010/ Ministério do Turismo. Contratante: Prefeitura do Município de Andradina; Contratado: Scamatti & Seller Infra-Estrutura Ltda. Fica ajustado entre as partes que o prazo de vigência do contrato será prorrogado até o dia 05 de maio de 2013. As demais cláusulas e condições dos contratos supra permanecem inalteradas. Data: 04 de março de 2013. JAMIL AKIO ONO – Prefeito. COMUNICADO Empresa Diana Paolucci S/A Ind. e Comércio, situada na Cidade de São Paulo, à Rua Dom Bosco, nº 704, Bairro Mooca, CEP: 03105-020, com inscrição estadual sob nº 149.532.958.113, inscrita no CNPJ/MF sob nº 60.715.703/0004-70, comunica o extravio de 01 (um) talão de Notas Fiscais, modelo 01, de nº 01 ao nº 1000, aidf 160201149907, todas em branco.

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Demonstração do Resultado em 31/12/2010 e 2009 Despesas operacionais: 31/12/2010 31/12/2009 Despesas adm., comerciais e gerais (98.466) (232.697) Despesas financeiras (587) (135) Receitas financeiras 2.202 5.839 (96.851) (226.993) Prej. antes da prov. p/ o IR. e CS. (96.851) (226.993) Prejuízo líquido do exercício (96.851) (226.993) Prejuízo por ação (1.000 ações) (96,851) (226,993) Demonstração Mutações Patrimônio Líquido em 31/12/2010 e 2009 Cap. Prej. Recursos p/ fut. Total do p p q social acumul. aumento cap. patr. líq. Constituição cap. 15/1/09 1.000 1.000 Prej. líquido do exercício - (226.993) - (226.993) Recursos fut. aum. cap. 390.073 390.073 ( ) Saldos em 31/12/2009 1.000 (226.993) 390.073 164.080 Prej. líquido do exercício (96.851) - (96.851) Recursos fut. aum. cap. 1.165.073 1.165.073 Saldos em 31/12/2010 1.000 (323.844) 1.555.146 1.232.302 Nota Explicativa: Balanço e Demonstrações conforme Lei nº 6.404/76.

COMPANHIA METALÚRGICA PRADA

CNPJ nº 56.993.900/0001-31 - NIRE 35-3.0004858.0 Ata de Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária Realizada em 28 de Setembro de 2012 Data, local e hora: Aos 28 dias do mês de setembro de 2012, na sede da Companhia, à Rua Engenheiro Francisco Pita Brito, 138, às 10:00 horas. Quorum: Acionistas presentes representando 99,99% do capital votante da Companhia, conforme assinaturas no Livro de Presença de Acionistas. Mesa: Sr. Enéas Garcia Diniz, Presidente e Claudia Maria Sarti, Secretária. Convocação: Conforme publicações nas edições de 19, 20, e 21 de setembro de 2012 do “Diário Oficial do Estado de São Paulo”, páginas 16, 25 e 33, respectivamente e nas edições de 19, 20 e 21 de setembro de 2012 do “Diário do Comércio”, nas páginas 21, 17 e 17, respectivamente. Ordem do Dia: Em Assembleia Geral Ordinária: (i) tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as Demonstrações Financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011; (ii) deliberar sobre a destinação do resultado do exercício; e (iii) fixar a remuneração anual global dos administradores. Em Assembleia Geral Extraordinária: (i) aprovar o aumento do capital social da Companhia; e (ii) aprovar a alteração do artigo 12 do Estatuto Social da Companhia. Deliberações: Por unanimidade, observadas as restrições legais ao exercício do direito de voto e sem qualquer reserva, ressalva, oposição ou protesto dos presentes, abstendo-se de votar os legalmente impedidos, foram adotadas as seguintes deliberações: Em Assembleia Geral Ordinária: (i) Aprovadas as Demonstrações Financeiras e o Relatório da Administração relativo ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011, publicados em 21 de junho de 2012 no “Diário Oficial do Estado de São Paulo”, página 16, e no “Diário do Comércio”, página 23. (ii) Aprovada a alocação do prejuízo apurado no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011, no valor de R$ 208.735.589,44 (duzentos e oito milhões, setecentos trinta e cinco mil, quinhentos oitenta e nove reais e quarenta e quatro centavos) na Conta de Prejuízos Acumulados. (iii) Aprovada a remuneração anual global dos administradores no montante de até R$360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) para o exercício social de 2012. Em Assembleia Geral Extraordinária: (i) Aprovado o aumento do capital social da Companhia, nos seguintes termos: a.Valor do Aumento: R$ 31.500.033,46 (trinta e um milhões, quinhentos mil, trinta e três reais e quarenta e seis centavos). b. Número de Ações: 790.862 (setecentos e noventa mil, oitocentos e sessenta e duas) ações ordinárias nominativas e sem valor nominal. c. Preço de Emissão: R$ 39,83 (trinta e nove reais e oitenta e três centavos) por ação. O preço de emissão foi fixado com base no valor do patrimônio líquido da ação, nos termos do art. 170, § 1º, inciso II, da Lei nº 6.404/76. d. Subscrição: observado o direito de preferência dos acionistas da Companhia, as ações emitidas serão subscritas pela acionista Companhia Siderúrgica Nacional (“CSN”). e. Integralização: a integralização do aumento ora aprovado será efetuada mediante (i) a capitalização de Adiantamentos para Futuro Aumento de Capital (AFAC) realizados pela acionista CSN, no valor de R$ 31.500.000,00 (trinta e um milhões e quinhentos mil reais), e (ii) a integralização em dinheiro, do valor de R$ 33,46 (trinta e três reais e quarenta e seis centavos). (ii) Tendo em vista a emissão de ações ora aprovada, os acionistas deliberaram pela abertura de prazo para exercício de direito de preferência, em observância aos termos do art. 171 da Lei nº 6.404/76, devendo ser publicado, por 3 (três) dias, anúncio nos seguintes termos: (a) o eventual exercício de direito de preferência somente será aceito pela Companhia mediante integralização das ações subscritas à vista, em dinheiro ou com créditos líquidos e exigíveis detidos pelo acionista subscritor contra a Companhia, (b) a importância paga pelos acionistas que exercerem o direito de preferência será entregue à Companhia Siderúrgica Nacional nos termos do § 2º, do art. 171, da Lei nº 6.404/76, (c) a intenção de exercício de direito de preferência deverá ser comunicada à Companhia, por escrito, no prazo de 30 dias a contar da data da primeira publicação do Aviso aos Acionistas e (d) o silêncio de qualquer acionista, decorrido o prazo aqui estabelecido, será entendido como renúncia ao direito de preferência. (iii) Os acionistas solicitaram à administração da Companhia que tome todas as providências necessárias à efetivação das deliberações acima, em especial (a) arquivamento perante o Registro Público de Empresas Mercantis e publicação da ata desta Assembleia Geral; (b) publicação de Aviso aos Acionistas, contendo prazo e condições para exercício de direito de preferência, nos termos do item acima e (c) publicação de convocação de nova Assembleia Geral Extraordinária da Companhia para fins de homologação do aumento de capital ora aprovado, ocasião em que deverá ser assinado boletim de subscrição pelos acionistas subscritores da emissão de ações e modificado o Estatuto Social da Companhia, também para refletir o aumento de capital ora aprovado.(iv) Aprovada a alteração do artigo 12 do Estatuto Social da Companhia, a fim de excluir a necessidade dos membros do Conselho de Administração serem acionistas da Companhia, passando referido artigo a viger com a seguinte redação: Art. 12 - O Conselho de Administração será composto por 3 (três) a 6 (seis) membros, eleitos pela Assembleia Geral, com prazo de gestão de 3 (três) anos, permitida a reeleição, sendo um deles indicado para o cargo de Presidente e outro para o de Vice-Presidente. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a presente Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, cuja ata, após lida e achada conforme, foi assinada por todos os presentes. Documentos: Ficaram arquivados na sede da Companhia, rubricados pela Mesa: 1. publicações das convocações de acionistas; 2. relatório, balanço patrimonial e demais demonstrações financeiras relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011. Assinaturas: Enéas Garcia Diniz, Presidente; Claudia Maria Sarti, Secretária. Acionistas: Companhia Siderúrgica Nacional (representada por Enéas Garcia Diniz), Enéas Garcia Diniz e JoséTaragano.A presente ata é redigida sob a forma de sumário, conforme faculta o art. 130, § 1º, da Lei nº 6.404/76, ficando autorizada a sua publicação. Atesto que esta é uma cópia fiel da ata lançada no livro de Atas de Assembleias Gerais da Companhia. São Paulo, 28 de setembro de 2012. Claudia Maria Sarti - Secretária. JUCESP nº 499.695/12-4 em 14/11/2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

PREFEITURA MUNICIPAL DE PINDAMONHANGABA EDITAL RESUMIDO PREGÃO Nº 015/2013 A Prefeitura torna público que se acha aberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PP nº 15/13, referente à “Contratação de empresa especializada em prestação de cobertura securitária para os veículos oficiais da frota municipal pelo período de 12 (doze) meses”, com encerramento dia 19/03/13, às 8h, e abertura às 8h30. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. Maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 06 de março de 2013. PREGÃO Nº 016/2013 A Prefeitura torna público que se acha aberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PP nº 16/13, referente à “Aquisição de materiais diversos a serem utilizados pela Subprefeitura de Moreira César”, com encerramento dia 19/03/ 13, às 14h, e abertura às 14h30. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. Maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 06 de março de 2013.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL NOS TERMOS DO PROVIMENTO CSM CXC/84, INFORMAMOS QUE NO DIA 06 DE MARÇO DE 2013 NÃO HOUVE PEDIDO DE FALÊNCIA NA COMARCA DA CAPITAL.

Fone: 11 3180 3175


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25 O diesel movimenta a economia... A agricultura é fortemente impactada. Alisio Vaz, presidente do Sindicom

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Aumento do diesel vai gerar alta entre 1,25% e 5% nos fretes A falta de caminhões para escoar a safra recorde de grãos, a nova Lei dos Caminhoneiros e a alta anterior do diesel já haviam elevado os fretes.

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novo reajuste de 5% no preço do óleo diesel nas refinarias anunciado na última terça-feira pela Petrobras, que já havia elevado o combustível em 5,4% no fim de janeiro, levou analistas, empresas e entidades a refazer os cálculos para determinar o impacto de alta que a medida pode ter no custo do frete no País, tanto no setor agropecuário quanto no industrial. Estudos iniciais de várias instituições apontam para elevações que variam de 1,25% a 5%, o que significaria um repasse integral do aumento. A Confederação Nacional do Transporte (CNT) projeta que o reajuste do preço do diesel vai provocar um impacto médio de 1,25% sobre o valor do frete. "É sempre uma pressão inflacionária, já que 60% do transporte de carga no País é sobre rodovias", afirmou o presidente da entidade, Clésio Andrade. Já a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, (NTC&Logística) estima que o custo do frete pode ficar em média 1,46% maior. Agronegócio – A Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) prevê que a alta do diesel pode representar um aumento no mesmo nível para o frete. "É possível que seja repassado (o porcentual de) 5% ou mais, porque o mercado está aquecido", disse Robson Mafiolletti, assessor técnico da Ocepar. Com a falta de caminhões para escoamento da safra, a nova Lei dos Caminhoneiros e a alta anterior no combustível, os fretes no Paraná já estão mais altos do que no ano passado.

Alf Ribeiro/ Folhapress

Cerca de 60% do transporte de cargas no Brasil é feito por caminhões. O diesel é o combustível mais utilizado no Brasil. Para Mafiolletti, o produtor só não tem reclamado mais da elevação dos custos do frete porque os preços dos grãos estão em níveis mais elevados do que no ano anterior. "Mas, com certeza, estão resultando em menor receita", disse, fazendo referência a uma redução dos ganhos por conta do aumento desse custo. "A Lei dos Caminhoneiros não vai mudar, o preço do diesel também não", afirmou, com a pro-

jeção de que, mesmo com demanda menor por transportes no segundo semestre, o preço do frete não vai recuar ao nível de 2012. A Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) calcula que os dois reajustes de preços do óleo diesel nas refinarias devem provocar aumento de 1% no custo de produção das principais lavouras do Estado. Segundo o superintendente da entidade,

Seneri Paludo, o impacto no cenário atual de preços da soja não chega a ser preocupante, mas os produtores devem "deixar as barbas de molho", pois o impacto do combustível será grande no caso de retração das cotações da oleaginosa. Ele lembra que a margem histórica de ganho na soja é de 10% a 15%. Paludo observou que a alta de preços do diesel também afeta as margens dos produto-

res devido aos maiores gastos com o frete, tanto na compra dos insumos como no escoamento até os portos. Apesar das projeções de alta, Luiz Camilo Beneti, pesquisador da Esalq-Log - Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial, disse que motoristas autônomos podem absorver o aumento do diesel em busca de competitividade, oferecendo fretes mais baixos. (Estadão Conteúdo)

ALL já vai repassar parte do reajuste

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América Latina Logística (ALL) deve repassar de imediato parte do reajuste no preço do diesel anunciado pela Petrobras na terçafeira, afirmou o diretor de relações com investidores da empresa, Rodrigo Campos. "Repassamos 40% do aumento do diesel para contratos imediatamente, da mesma forma quando cai. Se tem 10% de aumento, repassamos 4%", afirmou o executivo em teleconferência com analistas. Segundo ele, a companhia vê positivamente o plano de concessão de ferrovias do governo, mas prefere atuar como uma operadora de serviços do que como construtora de vias férreas. "Vemos com bons olhos toda essa iniciativa do governo de construir ferrovias. Agora, quando a olhamos para novas concessões, a gente se vê mais como operador do que como construtor de ferrovias", afirmou. Concessões – A ALL já construiu ferrovias e mais recentemente concluiu o projeto de expansão ferroviária de Alto Araguaia a Rondonópolis, no Mato Grosso, mas prefere atuar como operadora. "Nesse modelo, dada a escala da ALL, acho que devemos ser competitivos como operador. Vemos oportunidade mais como operador de transporte do que concessionário", destacou Campos. A ALL encerrou o quarto trimestre com prejuízo de R$ 20,5 milhões, ante perdas de R$ 32,5 milhões um ano antes. (Agências)

Clayton de Souza/ Estadão Conteúdo

O repasse do aumento do diesel nas refinarias para os postos de combustível será diluído porque o diesel tem uma mistura de 5% de biodiesel.

Qual vai ser o repasse, afinal? Para o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes será menor do que 5%

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s custos maiores com o diesel terão impacto na economia, especialmente para a agricultura, avaliou ontem o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom). Mas o preço do combustível na bomba não deve ultrapassar o reajuste realizado pela Petrobras. "Os preços são livres, mas estimamos que o repasse seja inferior a 5%", afirmou o presidente do Sindicom, Alisio Vaz, preferindo não fazer projeção de quanto seria o reajuste nos postos, até como forma de evitar alguma meta de reajuste para o setor. Segundo ele, o repasse imediato é menor porque o diesel tem uma mistura de biodiesel,

de 5%, que dilui em parte o reajuste. Além disso, existem as margens dos postos, das distribuidoras, que também interferem no valor vendido na bomba. "Isso (eventual projeção de alta) pode ser visto como uma indução, só digo que o reflexo é inferior ao índice na refinaria, existem parcelas no preço que não sofrem o reajuste, certamente o índice será inferior", afirmou ele. Segundo Vaz, o reajuste anunciado na terça-feira pegou o setor de surpresa, até porque foi o quarto registrado desde junho do ano passado. No final de janeiro, a Petrobras anunciou uma alta de 5,4% no diesel. Em 2012, a estatal promoveu dois reajustes

no combustível: um de 6%, em julho, e outro de quase 4%, em junho. "Ninguém esperava tão cedo, pouco depois do reajuste de janeiro", afirmou. A alta nos custos deverá impactar empresas de transporte de passageiros, de cargas, a geração elétrica – já que algumas centrais termelétricas usam diesel– e especialmente a agricultura, que utiliza o combustível em todas as etapas, da preparação do solo até a colheita e o transporte da mercadoria. "O diesel movimenta a economia... A agricultura é fortemente impactada", disse ele, ponderando que os custos dos agricultores, que deverão colher uma safra recorde no País este ano, certamente vão subir.

Agricultores preocupados – O produtor Valter Rech está prestes a colher 550 hectares de soja. Ele calcula que vai gastar cerca de 800 litros de diesel por dia no auge dos trabalhos de campo, ao longo das próximas semanas. "Em janeiro eu paguei R$ 1,91 (por litro de diesel). Agora está R$ 2,11", disse ele, sem incluir no cálculo o novo aumento. "O produtor vai ter dificuldade de assimilar esses 10 ou 12% de aumento que estão vindo por aí. Esse é o momento de segurar custo", avaliou João Carlos Di Domenico, presidente da Coopercam, uma pequena cooperativa agrícola de Campos Novos, município conhecido como "celeiro catarinense". (Agências)

Ibovespa tem maior alta em 7 meses, puxada por Petrobras.

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inesperado reajuste no preço do diesel impulsionou as ações da Petrobras e patrocinou o forte avanço do principal índice acionário da Bovespa ontem, colocando fim a uma sequência de três pregões de perdas. O Ibovespa fechou em alta de 3,56%, a 57.940 pontos. Foi o maior ganho diário desde 27 de julho de 2012, quando o índice subiu 4,72%. O giro financeiro da sessão foi de R$ 9,21 bilhões, acima da média diária – só as ações da Petrobras responderam por mais de um quarto do volume total negociado na bolsa. "Como nos velhos tempos, Petrobras levou o mercado como um todo para cima", disse o gerente de renda variável da corretora H.Commcor, Ariovaldo Santos. "Mas ainda é muito cedo para falar numa reversão de tendência para o mercado." A ação ordinária da Petrobras saltou 15,16 %, a R$ 16,41 – foi a maior alta diária do papel desde 10 de março de 1999. A preferencial subiu 9%, a R$ 18,05, na maior valorização diária de fechamento desde 10 de dezembro de 2008. A disparada dos papéis ocorreu após a estatal surpreender o mercado com um reajuste de 5% no preço do diesel nas refinarias, motivando diversos analistas a revisar para cima suas estimativas para a petrolífera. Mesmo com o aumento, o óleo diesel nas refinarias do

Brasil ainda está cerca de 14% mais barato do que o vendido no mercado norte-americano, enquanto a gasolina mantém uma defasagem de 16,5%, de acordo com o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). "Vemos a decisão do governo federal como positiva para a Petrobras, não só do ponto de vista de lucro por ação e fluxo de caixa, mas também como prova da sua preocupação em relação à capacidade da Petrobras de executar com sucesso seu plano de investimento de US$ 236 bilhões aprovado para 2012-2016", analisou o banco de investimentos Goldman Sachs em relatório ao mercado. "Isso (aumento do diesel) foi um catalisador para motivar um ajuste nos preços das ações, que ainda estão muito aquém do que a Petrobras poderia estar valendo", disse o sócio-diretor da AZ Investimentos Ricardo Zeno, no Rio de Janeiro. Até o fechamento da véspera, a ordinária da Petrobras perdia 27,11% no acumulado do ano, enquanto a preferencial tinha queda de 15,16%. Segundo operadores, o otimismo com Petrobras pegou boa parte do mercado apostando na queda da bolsa, o que motivou fortes compras de ações para zerar posições "vendidas". Nesse cenário, a preferencial da mineradora Vale saltou 5,97%, a R$ 35,83, e a ordinária da OGX teve alta de 5,04%, a R$ 2,92. (Reuters)


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Dados do IBPT mostram que a carga tributária sobre o PIB aumentou em 2012, apesar das desonerações fiscais. Rogério Amato, presidente da ACSP e da Facesp

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Leão devora R$ 300 bi

BC mantém Selic a 7,25% ao ano

À meia-noite de hoje, o Impostômetro da ACSP atinge a marca seis dias antes na comparação com 2012 Rejane Tamoto

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ntes mesmo do "coelho da Páscoa" chegar, o Leão está p r e s t e s a a b o c anhar R$ 300 bilhões. A marca será atingida à meia-noite de hoje no painel do Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O valor corresponde a todos os impostos federais, estaduais e municipais que o brasileiro pagou desde o primeiro dia deste ano. Para se ter uma ideia, o Impostômetro da ACSP alcançou o valor de R$ 300 bilhões no dia 14 de março de 2012, ou seja, seis dias mais tarde no ano passado. A três semanas da Páscoa, o Diário do Comércio mostra os impostos embutidos nos principais produtos e serviços consumidos nesta época. Quem compra bacalhau importado, por exemplo, paga 43,78% do valor em tributos. Páscoa mais pesada – E se a receita para o domingo de Páscoa for acompanhada de um bom vinho, vem mais uma mordida, de 54,73% sobre o valor do produto. O tradicional ovo de Páscoa embute em seu preço 38,53% de tributos. E nem o coelho de pelúcia das crianças escapa: quase um terço do seu valor, 29,92% é composto por tributos. Para o presidente da ACSP e da Federação das Associa-

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ções Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, embora o Produto Interno Bruto (PIB) não tenha crescido tanto no ano passado, a carga tributária sobre o PIB aumentou.

“Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostram que a carga tributária sobre o PIB aumentou em 2012, apesar das desonerações fiscais. Este ano, com o maior

crescimento da economia e a redução das desonerações é provável que tenhamos um novo aumento da carga, caso não haja alguma medida do governo para reduzir a tributação”, afirma Amato.

Poupança: captação recorde para o mês.

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s depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em R$ 2,32 bilhões em fevereiro, novo recorde para o mês na série iniciada em 1995, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados ontem. Em janeiro, a captação havia sido de R$ 2,3 bilhões. O resultado positivo de R$ 4,62 bilhões no

Banco Central (BC) A decisão confirmou a m a n t e v e o n t e m , principal aposta de econoem decisão unâni- mistas, que ganhou mais me, o juro básico da econo- força após a divulgação do mia brasileira, a taxa Selic, fraco desempenho da ecoem 7,25% ao ano. Foi a ter- nomia brasileira no ano ceira reunião seguida do passado – com expansão Comitê de Política Monetá- de 0,9% em 2012, abaixo ria (Copom) em que a taxa – das estimativas. Além do que está no menor nível da Produto Interno Bruto (PIB) história – foi mantida. fraco, pressões políticas do O último corte, de 7,5% governo por juros baixos para 7,25%, ocorreu em também foram apontadas outubro de 2012. Desde por especialistas para jusagosto de 2011, a Selic caiu tificar a manutenção da Se5,25 pontos percentuais, lic no patamar atual, apeem dez quedas consecuti- sar da alta da inflação. vas. "O comitê irá acompa"Prevalece no governo a nhar a evoluvisão de que a ção do cenáinflação irá rio macroecoretomar a nômico até queda no sesua próxima g u n d o s ereunião, para m e s t r e , então definir quando se espor cento ao mês os próximos pera que os é a taxa média de e f e i t o s d a passos na sua estratégia de d e s v a l o r i z ajuros cobrados a política moção do real pessoas físicas netária", in(em relação ao formou o BC. dólar) percam em janeiro Com a Selic força", diz Luem 7,25%, a ciano Rostagtaxa média de juros a pes- no, estrategista-chefe do soas físicas em janeiro fi- Banco WestLB do Brasil. cou em 88,61% ao ano "A presidente Dilma já (5,43%/ mês). discursou em público a fa"Entendemos que a deci- vor da manutenção do juro são de manter a Selic inal- por um longo período de terada foi correta, pois em- tempo", acrescenta Elad bora a inflação esteja pres- Revi, da Spinelli Corretora. sionada, os indicadores Um aumento de juros, mostram que o nível de ati- porém, caso a inflação não vidade ainda está fraco. ceda, não é descartado. Entendemos que o comba- Thais Zara, economistate à inflação deve se basear chefe da Rosenberg & Asmais na política fiscal do sociados, acredita que a que nas taxas de juros, pa- Selic suba 0,25 ponto perra não prejudicar não ape- centual na próxima reunas o consumo, mas sobre- nião, em abril. tudo os investimentos ”, Samy Dana, professor da diz Rogério Amato, presi- Fundação Getulio Vargas dente da Associação Co- (FGV), concorda. "A inflam e r c i a l d e S ã o P a u l o ção neste ano deve ficar (ACSP) e da Federação das em 5,8%, bem próxima do Associações Comerciais do teto da meta estipulada peEstado de São Paulo (Fa- lo governo, que é de 6,5%." cesp). (Folhapress)

primeiro bimestre do ano também é recorde. O saldo total de depósitos na poupança fechou o mês passado em R$ 505 bilhões. O resultado de fevereiro é a diferença entre depósitos de R$ 97,717 bilhões e saques de R$ 95,396 bilhões. Os dois indicadores cresceram em relação a fevereiro de 2012, mas caíram na comparação com janeiro de 2013.

Dólar –O dólar negociado no mercado à vista – que é utilizado como referência para as negociações no mercado financeiro – fechou ontem com leve queda de 0,04%, para R$ 1,966 na venda. A moeda oscilou dentro de uma faixa estreita durante boa parte do dia, sensível a fluxos cambiais pontuais e de olho em possíveis intervenções do BC.

Variações mais amplas também foram contidas pela cautela dos investidores antes da decisão da autoridade monetária sobre a taxa básica de juros. Investidores têm evitado fazer grandes apostas na divisa dos EUA devido à perspectiva de que o BC possa intervir para segurar grandes variações. (Agências)

Empresários esperam melhora

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s condições para o crescimento da economia brasileira são melhores este ano do que em 2012 e a expansão deverá ser amparada pelo consumo das famílias, disseram ontem representantes de entidades patronais após reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, afirmou haver otimismo baseado na perspectiva aquecida para o mercado de trabalho. "O crescimento este ano vai ser baseado em consumo porque a massa salarial e a renda estão crescendo, o desemprego está baixo e crédito está alto", disse, citando que essa

O crescimento este ano vai ser baseado em consumo porque a massa salarial e a renda estão crescendo. ROBSON ANDRADE, PRESIDENTE DA CNI avaliação foi consensual no encontro. A expectativa da CNI é de um crescimento econômico de 3,5% este ano, em sintonia com a perspectiva do ministro Mantega que trabalha com um cenário de 3 a 4% de expansão

do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013. Apesar do otimismo, Robson Andrade disse que para atingir esse crescimento o governo precisa ampliar as desonerações tributárias, flexibilizar o mercado de trabalho, regulamentar a terceirização e investir em infraestrutura. Pressão – A senadora Katia Abreu (PSD-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura, disse que o ministro cobrou empenho dos congressistas para aprovar proposta que propõe a unificação e redução das alíquotas interestaduais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS). "O ICMS é uma preocupação do governo para melhorar a competitividade da economia", disse Kátia. Questionada se o encontro serviu para o ministro vender otimismo aos empresários, a senadora rebateu: "Ninguém aqui é imaturo." Além de CNI e CNA, Guido Mantega recebeu também representantes da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Confederação Nacional do Comércio (CNC), Confederação Nacional do Transporte (CNT) e Confederação Nacional da Saúde (CNS) para discutir sobre o crescimento sustentável brasileiro. No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) do País cresceu apenas 0,9%, apesar de inúmeras medidas de estímulo adotadas pelo governo, como as desonerações em folha. Em 2011, o crescimento foi de 2,7%. (Reuters)

IGP-DI sobe 0,20 % em fevereiro

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Índice Geral de PreçosDisponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,20% em fevereiro, ante elevação de 0,31% em janeiro, em meio à desaceleração dos preços no varejo, informou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumula alta em 12 meses de 8,24%, ante avanço de 8,11% nos 12 meses até janeiro. Os preços dos produtos agropecuários vêm registrando deflação no atacado no início deste ano, embora esse ritmo de queda tenha perdido força no IGP-DI de fevereiro. As preocupações com a inflação alimentam debates sobre a possibilidade de a Selic –atualmente na mínima histórica de 7,25% ao ano – ser elevada ainda no primeiro semestre. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI) registrou inflação de 0,09% em fevereiro, após não apresentar variação me janeiro. O índice calcula as variações de preços de bens agropecuários e industriais nas transações em nível de produtor e responde por 60% do IGP-DI. A alta dos produtos industriais desacelerou a 0,31%, ante 0,67%. (Reuters)

DC 07/0/2013  

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