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Jornal do empreendedor

R$ 1,40

São Paulo, sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Cerco à ilha de escravidão cubana no Brasil Pedro Ladeira/Folhapress

O PROCURADOR

O DEM Partido quer ação coletiva que garanta a todos os médicos cubanos o salário integral de R$ 10 mil pago pelo governo brasileiro a médicos de outras nacionalidades.

Conclusão: 23h50

Ano 90 - Nº 24.058

www.dcomercio.com.br

Ante o contrato exposto pela refugiada Ramona, concluiu o procurador Sebastião Caixeta: o tratamento aos cubanos viola a lei no Brasil.

A refugiada Ramona Rodríguez (foto) escapou da ilha brasileira em que 7.400 médicos cubanos são mantidos escravos de Havana, em desafio à Constituição do Brasil e a acordos internacionais. Um procurador quer isonomia para o Mais Médicos, que paga a maior parte dos salários para Cuba. O MP do Trabalho e o DEM buscam a solução, uma Lei Áurea. Pág. 5

Ramona? Que Ramona? O assunto foi sumariamente ignorado no jornal cubano, que exaltou os rumos do Mais Médicos.

FOI UM RAIO! Enquanto o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Hermes Chipp, diz que um raio é possível causa do apagão, a presidente Dilma reafirma: é preciso um sistema à prova de raios. Pág. 17

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Divulgação Sony Pictures/Divulgação

Volks em nova era com novo carro de motor 1.0 e três cilindros. Pág. 21 Dave Yoder/NYT

PIZZOLATO QUER A ITÁLIA Vai pedir prisão domiciliar. Pág. 7

Arte, humor. Na tela, na música.

OS TURISTAS TAMBÉM

Jennifer Lawrence e Amy Adms (foto), belas, densas, são o elo dramático que sustenta o show de Christian Bale e Bradley Cooper em Trapaça, o filme de hoje.

San Marino é como uma pérola na Bota. Boa Viagem. Pág. 22

São Paulo vai ter de sambar sem abadás

Página 4

ISSN 1679-2688

24058

9 771679 268008

Arquivo DC

Decreto de Haddad proíbe também cordas que separem trio elétrico do público. Afinal, o Carnaval é um "conjunto de manifestações voluntárias, não hierarquizadas, de cunho festivo e sem caráter competitivo". Pág. 9

A rolha de cortiça respira!

Há 50 anos, os Beatles pousavam na América. Para uma conquista eterna. Pág. 11

As corticeiras de Portugal combatem os fungos e retomam mercados do Novo Mundo ocupados pela rolha sintética (acima). Pág. 11


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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Alguns movimentos sociais não escondem sua tristeza; o MST precisou ser acalmado esta semana pelo PT. José Márcio Mendonça

A ONDA É TIRAR

Joel Rodrigues/Estadão Conteúdo

VOTO DE PEDRA s candidaturas presidenciais de Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) devem crescer e ganhar pontos nas pesquisas quando Lula, Fernando Henrique e Marina Silva começarem a fazer a campanha e a "vender" a melhor imagem dos candidatos na televisão. A dúvida que ainda rondava o PSB era sobre o tititi de que Marina poderia substituir Campos na cabeça de chapa, caso continuasse alcançando o dobro do índice de intenção de voto do conquistado pelo governador pernambucano. Parece, no entanto, que ao lançar seu projeto de governo, Eduardo Campos se fixou como candidato presidencial do partido, com a difícil missão de apear Dilma Rousseff do poder.

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A falta de tato político da presidente Dilma está lhe valendo muitas críticas – vindas dos próprios petistas.

DILMA NA BERLINDA á não é segredo para ninguém o desgosto, o desconforto, do núcleo político duro do PT com a presidente Dilma Rousseff e, por tabela com o prefeito Fernando Haddad. O assunto já vazou até em almoços em que estavam presentes pessoas deste acampamento, embora sejam simpáticas do petismo e de confiança. Por núcleo político duro do PT entenda-se o grupo que se forma em torno do ex-presidente Lula, nas franjas do Instituto Lula, e composto basicamente de petistas históricos. Não confundir com o núcleo político duro do Palácio do Planalto nem com o (ainda em formação) núcleo político duro da reeleição. Lula é a presença superior nesses dois últimos, como consultor e palavra decisiva no Palácio do Planalto e como principal mentor da reeleição.

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razão principal da queixa não é, propriamente, a respeito das políticas oficiais e da condução do governo, apesar de haver também restrições pontuais neste ponto. É por isso que, como já aconteceu em meados de 2013, voltaram a circular nos ares da capital da República insinuações para a substituição imediata do ministro da Fazenda Guido Mantega pelo ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. A ida de Meirelles para o posto teria, segundo seus defensores, duas vantagens: (1)

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daria um sinal para os agentes econômicos privados, empresários, mercado financeiro interno e externo de que as promessas de austeridade fiscal de Dilma dos últimos tempos vão ser cumpridas; (2) permitiria mudanças no rumo da política econômica, hoje criticada até por alguns economistas conselheiros (ou que já o foram) da presidente. barulho que não deve render, mas há a fumaç a , e n g ro s s a d a p e l a presença de Aloizio Mercadante na estratégica Casa Civil. Brasília inteira sabe que Mercadante estava no movimento pró-Meirelles de 2012. É óbvio que se teme que um reversão na economia prejudica governo e aliados na urna. Contudo, a razão principal das criticas à presidente Dilma é mesmo a sua "total"(esta é a expressão usada em certas rodas) falta de tato político. Coisa que já era sabida há muito, que incomodava, porém não irritava tanto. Falta de tato no trato com os políticos, os

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JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA

partidos, os sindicatos, os movimentos sociais e o mundo empresarial e financeiro de um modo geral. Quando vieram os idos de junho passado, um pouco assustada e um pouco acuada, Dilma faz movimentos de aproximação, com todos esses parceiros e parecia ter tomado gosto (ou pelo menos se rendido à necessidade) pela coisa. prevalência de um ambiente de mal estar mais ou menos generalizado, aqui e lá fora, em diversas camadas, mostra que não funcionou para valer (se ele aconteceu mesmo ou foi apenas fachada) o abrandamento político da presidente. Os par-

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A razão principal das criticas à presidente Dilma é mesmo a sua total falta de tato no trato com os políticos, os partidos, os sindicatos, os movimentos sociais e os empresários.

ula mostrou nas últimas eleições que é capaz de tirar votos da cartola, sem ser mágico, como ficou evidenciado ao eleger candidatospostes que lançou por livre e espontânea vontade, sem dar satisfações ao partido, levando Dilma Rousseff à presidência e Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo.Já Fernando Henrique não teve a oportunidade de revelar se ainda tem pique para alavancar os candidatos tucanos, porque foi “congelado” nas eleições de presidente e prefeito da capital paulista pelo candidato José Serra. Nas duas oportunidades, os corneteiros do PSDB convenceram Serra a "esconder" FHC do eleitorado, com o argumento de que o expresidente atravessava uma fase de impopularidade, que mais tirava do que dava votos ao candidato.

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tidos estão de um modo geral insatisfeitos – o guloso PMDB mais do que todos – e a novela da reforma ministerial está cheia de ruídos perigosos para a campanha. Alguns movimentos sociais não escondem mais sua tristeza; o MST , por exemplo, precisou ser acalmado esta semana pelo PT. Com os empresários não é diferente. De público – com raras exceções – elogiam, dão votos de confiança, todavia, na prática, preferem esperar para ver. O mercado financeiro e as bolsas, onde o dinheiro dá o seu recado, está uma montanha russa, mas com tendência a apontar movimentos mais para baixo que para cima. Repetindo o que foi dito aqui em outro comentário, este pessoal está cada vez mais como São Tomé, com tinturas de São Francisco: quer ver para crer e só entrega depois de receber (no caso, sinais confiáveis de uma política fiscal mais austera e mais segura). ula, nosso animal político mais brilhante, sabe que um clima desses, mesmo que não aconteça nenhum desastre, não é o melhor para quem vai disputar uma reeleição. A questão é como mudar, e em prazo curto, uma personalidade forte como a da presidente.

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arina Silva, por sua vez, vai estrear como puxadora de voto do candidato socialista. É uma missão espinhosa para a ex-ministra, porque Eduardo Campos segura a lanterninha entre os candidatos nas pesquisas. Fernando Henrique deve insistir na tese de que Aécio Neves tem obrigação de vencer os adversários em pelo menos dois dos três principais colégios eleitorais do País - São Paulo, Minas e Rio, pela ordem- se quiser se eleger presidente da República. As três regiões somam mais de 55 milhões de votos, quase a metade do total de

É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

CRISE ENERGÉTICA?

O prefeito Haddad usou a queima de ônibus para responsabilizar a PM e, por tabela, o governador Alckmin, alegando que é competência do Estado garantir a ordem e o direito dos cidadãos de ir e vir. Até onde sei a Guarda Civil Municipal foi criada para colaborar na segurança dos cidadãos , na proteção de bens e serviços quando for necessário! Desconhecimento ou má fé do prefeito?

As autoridades do PT já ensaiam a dança da chuva à vista da estiagem que jogou a níveis "preocupantes" os reservatórios das hidrelétricas, além do stress com o sistema de geração e transmissão de energia, devido ao calor acima da média Afinal, após as críticas à questão energética no período tucano, esperava-se que não se repetisse a crise energética do ano 2000.

Marithza Ruiz- SP

Marina Silva vai estrear como puxadora de voto do candidato socialista. É uma missão espinhosa para a ex-ministra, porque Eduardo Campos segura a lanterninha entre os candidatos .

eleitores : 132 milhões. Pela lógica, o candidato tucano será o mais votado em seu estado, Minas. Mas é duvidoso que Aécio seja o mais votado também em São Paulo, apesar do apoio do governador Geraldo Alckmin, do esforço de FHC e do suposto empenho do arredio José Serra.Ganhar em São Paulo, com seus 32 milhões de eleitores, é essenciall para qualquer candidato. á no Rio, o PSDB costuma levar uma surra de votos do PT. O Rio cataloga 10 milhões de eleitores. Os tucanos não devem esquecer que Aécio Neves era governador de Minas, em 2010, quando Dilma Rousseff venceu José Serra no seu estado, nos dois turnos.

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JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA

ÔNIBUS: O PAPEL DA GCM

EYMAR MASCARO

Sílvio Natal- SP

Também Alckmin já era governador paulista em 2012, quando Lula "plantou" um segundo poste, desta vez, "iluminando" a Praça do Patriarca, sede da Prefeitura, elegendo Fernando Haddad sucessor de Gilberto Kassab. O que deixa o tucanato de cabelo em pé é que o problema da (in) segurança pública em São Paulo compromete o prestígio de Geraldo Alckmin, podendo refletir-se na campanha de Aécio no estado. EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cesário Ramalho da Silva Edy Luiz Kogut João Bico de Souza José Maria Chapina Alcazar Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Miguel Antonio de Moura Giacummo Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Renato Abucham Roberto Mateus Ordine Roberto Penteado de Camargo Ticoulat Sérgio Belleza Filho Walter Shindi Ilhoshi

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Marcus Lopes (mlopes@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), Tsuli Narimatsu (tnarimatsu@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Jaime Matos e Sandra Manfredini. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli e Sílvia Pimentel. Editor de Fotografia: Agliberto Lima. Arte e Diagramação: José dos Santos Coelho (Editor), André Max, Evana Clicia Lisbôa Sutilo, Gerônimo Luna Junior, Hedilberto Monserrat Junior, Lino Fernandes, Paulo Zilberman e Sidnei Dourado. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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POLÍTICO


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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

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DIREITA DES MAT ERI AL IZO U-S E POR COMPLETO E ATUALMENTE NÃO TEM SUBSTANCIALIDADE.

Para que serve a direita? SXC

s dados da situação são bastante claros. Quando o mesmo governo que prepara, estimula e financia arruaças emite um decreto que lhe permite usar as Forças Armadas para reprimi-las, e quando, ao mesmo tempo, as autoridades e os arruaceiros se acusam mutuamente de "direitistas", está na hora de o cidadão avisado lembrar-se, caso já os conheça, dos versos de Antonio Machado: "A distinguir me paro las voces de los ecos, y escucho solamente, entre las voces, una." Essa voz única é a da esquerda nacional – o único movimento político que existe, o único que tem um projeto, ainda que confuso, e os meios de ação para executálo. A "direita", de tanto esvaziar-se ideologicamente, de tanto renunciar a toda identid a d e p ró p r i a , d e t a n t o s e amoldar servilmente aos valores, critérios e conveniências de seus inimigos, parece ter alcançado finalmente o seu ideal: desmaterializouse por completo e atualmente não tem mais substancialidade que a de um mero nome feio, um xingamento usado nas discussões internas da esquerda.

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ssa condição só não equivale à perfeita inexistência porque esse nome feio tem uma função histórica a cumprir, e a tem cumprido de maneira exemplar. Sem ele, a esquerda, que domina praticamente sem oposição o Estado, a cultura, a mídia, a educação e a mente da sociedade, tendo mesmo a seus pés todos os antigos oligarcas regionais que um dia personificaram a "direita", não teria como explicar para si mesma e para a opinião pública por que ainda não conseguiu, com tantos recursos e defrontando-se com tão pouca ou nula resistência organi-

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zada, criar neste país o paraíso de paz e de prosperidade socialistas que ela promete há sete décadas. Não teria como explicar os setenta mil homicídios anuais, a distribuição orgiástica de favores milionários aos altos funcionários e amigos do governo, a corr u p ç ã o a mpliada até à escala do indescritível, o c re s c i m e n t o galopante do consumo de drogas, a desordem e o medo generalizados, os horrores e abjeções da educação nacional e o endividamento monstro de um povo a quem todos os dias se diz que não deve se preocupar, porque tem todas as contas pagas (ver no endereço h t t p :/ / d i n h e i r op u b l i c o . bl o g f olh a. uo l. com .b r/ 20 13/ 08 /3 1/ juros - da-divida- consomem-tanto -dinheiro-publico-quanto -aeducacao/). is a função histórica que cabe à palavra "direita". Direi que é a de um bode expiatório? Não, porque para sacrificar um bode expiatório é preciso um bode, não apenas a palavra que o designa. Na medida em que xingam uma à outra de direitistas, a

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esquerda "de cima" e a esquerda "de baixo" – personificadas simbolicamente pela presidente Dilma Rousseff e pelos black blocks –, sem sacrificar nada mais que um verbete de dicionário, se absolvem e se isentam da obrigação de enxergar a miséria e a vergonha que, em nome de um socialismo que nem sabem dizer qual seja, têm espalhado por toda parte. O que quer que ambas façam de errado, de torpe, de criminoso, vai para a conta de

A esquerda é a única força realmente existente na vida nacional. O único papel histórico da "direita" nos dias atuais é ser o nome do mal e isentar de culpas aqueles que o praticam.

uma "direita" que, não existindo, também nada paga pelos crimes que lhe imputam.

a burguesia. Ela existe e, como dizia Marx, tem interesses objetivos a defender. O fato de que essa classe só se relacione com as autoridades na base dos afagos e beijinhos, de que portanto veja com horror a mera sugestão de combatê-lo no campo político, deve, nesse quadro, ser negligenciado para que se possa proclamar, com o sr. Leonardo Boff, que "os atores da direita estão bem posicionados institucionalmente e politicamente" e que para desalojá-los é preciso dar todo apoio à sra. Dilma Rousseff – ou, com o deputado psolista Ivan Valente, que pela mesmíssima razão é preciso denunciar a presidente como uma reencarnação do general Médici. As duas hipóteses funcionam igualmente bem: a única força política existente se absolve dos seus pecados, e a inexistente, é claro, também nada paga por eles.

as o apelo a essa prestidigitação vocabular não funcionaria, não teria credibilidade nem mesmo para esses artistas do auto-engano que são os militantes de esquerda, se não houvesse no quadro nacional algumas coisas que, sem ser a direita política, podem fazer as vezes dela "ad hoc". A primeira dessas coisas é

segunda coisa que se parece vagamente com uma direita política são os jornalistas e blogueiros que criticam ao mesmo tempo o governo e os arruaceiros, a esquerda oficial e a oficiosa. Sem nenhuma conexão partidária, sem subsídios de qualquer espécie e sem nenhum plano nem mesmo hipotético de tomada do poder,

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OLAVO DE CARVALHO

eles são uma oposição meramente cultural, sem meios nem desejo de ação política. Mas, como dizem o que pensam, e o que pensam ecoa alguma insatisfação popular difusa, é claro que as duas esquerdas apontam neles a arma polêmica do interesse capitalista e advertem que são "uma ameaça às liberdades civis". Dessa maneira a esquerda governante é dispensada de explicar sua aliança promíscua com a burguesia, a esquerda arruaceira dispensada de explicar sua aliança promiscua com o governo, e a burguesia assegurada de que tudo o que faça de ruim em parceria com o governo será debitado na conta de jornalistas sem um tostão furado no bolso, que desprezam tanto a ela quanto ao governo. icam assim tranqüilizadas as consciências esquerdistas de cima e de baixo, bem como as de seus aliados burgueses, felizes de que aqueles que não a representam de maneira alguma sejam apontados como seus representantes e castigados no lugar dela sob esse pretexto. Esse é o único papel histórico da "direita" hoje em dia: ser o nome do mal e isentar de culpas aqueles que o praticam. A indústria brasileira de alucinógenos verbais é uma das maravilhas da tecnologia moderna.

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OLAVO DE CARVALHO É JORNALISTA, ENSAÍSTA E PROF. DE FILOSOFIA

TOMBA MAIS UM HERÓI MENSALEIRO ste é um texto de ficção. Qualquer semelhança com situações e personagens da vida real talvez não seja mera coincidência; podem estar relacionados de alguma maneira com a vida real. Não garanto; nada é o que parece. Não acredite em tudo que lê, principalmente naquilo que escrevo. Só um pouquinho até peço que acredite, mas não exagere; deixe o exagero por minha conta, que nisso sou PhD Maxima Cum Laude. O fato de ficção que mais me impressionou nesta semana, e a todos que têm vergonha na cara (como milhões de pessoas que existem, como nunca antes "neçepaíz";, só na eleição de 2010 somamos mais de 44 milhões), é que o fugido guerrilheiro das

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Reprodução

forças populares da República Democrática Popular Sindical Mensaleira, cumpanhero Pizzolato, tombou no exílio forçado na Itália. le vivia no auge da sua luta em prol da emergência econômica dos emergentes cumpanheros, principalmente a emergência econômica dele mesmo, flanando em Roma – das escadarias da Piazza d´Espagna, emendando o passeio pela Via Del Corso, com um pit stop naquele café que é tido como o mais antigo da cidade, aberto por um grego há mais ou menos uns 200 anos, para olhar, com uma xícara de algum café raro na mão, no outro lado da rua, a fila de cumpanheras dus cumpanheros, pra entrar na loja Prada e

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comprar bolsas de mais de 10 mil euros pra cima. epois, um almoço ligeiro na Piazza Navona, tida como a mais bela do mundo, em frente da riquíssima Embaixada do Brasil, desprezada pela Miss Piggy quando foi assistira à posse do Papa Chico de Deus. Para esconder-se na Toscana, nem pensar: só o Claudio Carsughi, que mora lá e trabalha na Jovem Pan. Cidadezinhas de nada, cheias de estátuas de homens pelados e igrejas cheias de túmulos de papas e um certo desconhecido Nicolò Machevelli. Isso sem contar com aquela casinha (térrea ?) que abriga quase 300 retratos da Madona Co´l Bambino, imagine só que chatice, parede por parede cheias da mesma coisa. Teria dito em Roma: "Conte comigo fora dessa".

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as tem a farmácia secular em que Hannibal Cannibal Lecter adquiria a fragrância com que perfumava suas cartas para a Clarice, do FBI. Pizzolato não tinha tempo para essas besteiras porque a luta proletária é ação em tempo integral. A emergência dele,

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que teve o heroísmo testemunhado e alardeado pelo portador de semelhante munição para a Revolução Democrática Popular Sindicalista, foi o recebimento de um saco de supermercado cheio de dinheiro confiscado das forças direitistas decadentes, imediatamente transferido para suas burras pessoais, e culminou na compra de um apartamento de luxo na zona sul do Rio de Janeiro, para servir de aparelho de sua (dele) propriedade. O fato é ficção porque se for extraditado pela direita decadente que domina a Itália, será imediatamente solto pelas autoridades sindicalistas, paulatinamente investidas de poder cada dia mais poderoso, mas ainda não Populares Democráticas – você não perde por esperar. assassino revolucionário italiano Cesare Battisti foi condenado a ser devolvido à direita decadente da Itália pelo ainda quase independente STF, que depois da injusta condenação dos mensaleiros, naquele julgamento de exceção, está cada vez mais cumpanhero; a Câmara Federal e o Senado já são cumpanheros, alegadamente comprados e pagos pelas fortunas

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Mensaleiras. Pizzolato, o gravatinha borboleta ex-diretor do Banco do Brasil, tombou quando vivia clandestino Itália, com documentos falsos e dinheiro suspeito. Lutava pelas forças populares de um Brasil tão necessitadas de heróis, condenados pela direita decadente em julgamento de exceção. ará companhia aos guerrilheiros tipo Dirceu e Genoíno, no Panteão da Glória Nacional. Torço para que a Itália seja mesmo tão direitista e decadente como os populares democratas sindicalistas a acusam de ser. Que fique por lá para curtir uma cana mais do que heroica. Ele foi condenado por ter, revolucionariamente, expropriado milhões de reais do Visanet, ou em benefício do partido político ao qual pertence ou dele mesmo, ou mezzo a mezzo –mezzo aliche mezzo mussarela. Já foi sentenciado; que se cumpra a sentença do "Julgamento de Exceção" a que foi injustamente submetido. O Julgamento foi de "Exceção" mesmo, houve a exceção de um – Oi zum zum zum tá faltando um.

NEIL suando em bicas Ferreira

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uei em bicas pra terminar este texto, mas o calorão eu sei do que se trata: culpa do FHC. Atrasei barbaridade o envio

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deste texto para redação porque o Apagão de energia que castigou 11 Estados e 6 milhões de pessoas e rondou a minha casa, sei também do que se trata: culpa do FHC. Só não puseram nas costas do FHC as escapadelas noturnas de moto da Miss Piggy, emulando François Hollande, que li no Augusto Nunes ou Reinaldo Azevedo – ou outro jornalista que respeito e acredito, mas que li, li. arem o mundo pro FHC descer e descansar o lombo um pouquinho de tanta chibatada injusta, agora que supostamente está em lua de mel. Se ele não descansara pra suar a camisa, o partido dele vai tomar uma sova braba daqui a pouco, em outubro; Deus nos livre e guarde, amém Jesus todos nós.

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NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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O enredo da mangueira MAIS: a carnavalesca Rosa é Um Conto Potiguar: Natal na Copa do Mundo, onde cabe tudo, até homenagem a Parada Gay.

gibaum@gibaum.com.br

2 “Envelhecer é uma tragédia. De que adianta cabeça boa, se o corpo está caindo? De que adianta mente ótima e b... caída?”

LUCIANA GIMENEZ // 44 anos, preocupada com o avanço de sua idade. Fotos: Inez Lamsweerde & Vinoodh Matadin

Unindo forças O vereador Ricardo Young, ex-PV e hoje no PPS, será candidato ao governo de São Paulo e poderá ganhar uma aliança do PSB e do grupo Rede Sustentabilidade. Ou seja: teria Eduardo Campos e Marina Silva, ex-companheira do PV, em seu palanque. O staff de Geraldo Alckmin perderia o apoio dos socialistas. Só que pesquisas internas do PSDB indicam que maior número de candidatos ao governo paulista acabaria beneficiando Geraldo Alckmin.

APOSENTADO O nome de Henrique Pizzolato surgiu no escândalo do mensalão em junho de 2005 quando a secretária de Marcos Valério, Fernando Karina Somaggio (hoje, ela mora num sitio no interior de São Paulo), o mencionou em depoimento no Conselho de Ética. Garantiu que ele era muito chegado ao publicitário mentor do esquema. Depois, antecipando sua queda, em julho do mesmo ano, pediu sua aposentadoria no Banco do Brasil. De lá para cá, recebe pontualmente, seu beneficio.

Gisele Bündchen é capa e recheio (em ensaio com dose de sensualidade) da revista bimestral Porter, do e-commerce Net-a-porter, que chega às bancas internacionais. Na chamada de capa, a história de modelo brasileira é anunciada: A Vida Privada de uma Mulher de US$ 300 milhões. É a primeira edição física da loja virtual e as leitoras poderão tirar fotos das roupas e acessórios que gostar e um aplicativo a levará direto ao site de compras. O ecommerce já é famoso por sua revista digital lançada em 2000.

Sempre Gisele

O pedido de asilo da médica cubana Ramona Matos Rodriguez, do programa Mais Médicos, pode se transformar em poderosa arma da oposição na campanha presidencial. Ela argumenta que foi vitima de “trabalho escravo no Brasil”, apresentando contrato assinado com a Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Médicos, na contramão do discurso do governo petista, que sempre afirmou que o contrato tinha a intermediação da Organização Mundial da Saúde. Ramona sente-se enganada: nunca lhe disseram que os demais médicos ganhariam R$ 10 mil mensais. Para ela, eram US$ 400 aqui e mais US$ 600 quando retornasse.

Trabalho escravo

Quem ajudou O jantar que acontecerá hoje em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, organizado pelo usineiro Maurílio Biaggi, que convocou empresários da região para conhecerem melhor o candidato Alexandre Padilha, teve uma ajuda e tanto: com discrição, quem telefonou para os poderosos da região foi o exministro Antonio Palocci, que já foi prefeito da cidade. Palocci não estará presente, Lula estará lá e quer que Biaggi aceite ser vice de Padilha na corrida ao governo de São Paulo.

A revista Junior, dedicada ao público gay, acaba de eleger o modelo e repórter do TV Fama, Franklin David, como o homem mais sexy do Brasil. Na enquete promovida pela publicação, ele venceu o ator Caio Castro por uma diferença de apenas 0,3% dos votos. Na lista também figuravam nomes como Cauã Reymond, Mateus Solano, Malvino Salvador e outros tantos. Detalhe: o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, teve quatro votos.

Família unida A família Tatto quer aumentar sua participação na política. Conta com dois vereadores em São Paulo, Arselino e Jair, além de um deputado estadual, Enio. Deputado federal e muito ligado a Marta Suplicy, Jilmar Tatto ocupa a Secretaria de Transportes do prefeito Fernando Haddad e virou expert em transito. Ele deve permanecer no cargo e outro irmão, Nilson Tatto, deve sair candidato à Câmara Federal.

Exportando golpes Matéria do jornal argentino La Nación (já dedicou outras ao mesmo assunto) fala sobre a onda de assaltos e golpes que cresce a cada dia especialmente em Buenos Aires e que “já fazem parte do cotidiano dos brasileiros de São Paulo e Rio de Janeiro”. No começo, eram apenas os punguistas, que atuavam nas plataformas de metrô; depois, começaram os furtos de bolsas de mulheres nas ruas da cidade, mais ainda em artérias movimentadas como a famosa Calle Florida. Agora, novidade são os telefonemas simulando seqüestro de algum parente – e que, na realidade, são fictícios. E o La Nación não resiste: “São novos golpes exportados pelo Brasil”.

Área de tradição O endereço que o presidente francês François Hollande elegeu para encontrar sua amante, a atriz Julie Gayet, na Rue du Cirque, em Paris, não é novidade no mundo das aventuras sexuais dos governantes. A revelação está no livro A Saga dos Amantes , do historiador Jean des Cars. Era ali que, em 1848, o então presidente Napoleão, que se tornaria o imperador Napoleão III, fazia de tudo com sua amante, a milionária inglesa (e também atriz) Miss Howard. O livro de Jean já está na quarta edição, poucas semanas depois de ter sido lançado.

TROCA-TROCA Como a ministra Maria do Rosário, de Direitos Humanos, deve deixar o cargo para concorrer, no Rio Grande do Sul, a uma cadeira na Câmara Federal, até se cogitou o nome de Ideli Salvatti para seu posto. Agora, contudo, o nome da ministra Eleonora Menicucci (Mulheres) ganha maior fôlego para o lugar. Ela é amiga de Dilma, esteve presa com ela no presídio Tiradentes, em 1971 e foi sua colega de faculdade em Belo Horizonte. É totalmente a favor do aborto.

MISTURA FINA DILMA Rousseff afastou o general Gonçalves Dias, chefe de segurança pessoal de Lula em 2012, mas poderá chamá-lo de volta. Ficou muito assustada com protestos quando chegava à Arena das Dunas, em Natal. Os carros da comitiva foram apedrejados e os manifestantes chegaram muito perto dos veículos.

A DEMORA do presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, em assinar a ordem de prisão de João Paulo Cunha, fez com que o mensaleiro desse prejuízo dos cofres públicos de R$ 32,2 mil só em janeiro. É a soma do salário de deputado (R$ 26,7 mil), mais R$ 5,5 mil usados de verba de gabinete. E enquanto Cunha não renunciar ou for cassado, continuará recebendo seus vencimentos da Câmara Federal.

AS NOVAS pesquisas do Ibope para a Presidência da República incluirão o nome do vice-presidente do PSC, pastor Everaldo Pereira. Carlos Augusto Montenegro, dono do instituto, acredita que, mesmo nanico, o partido com o evangélico pode surpreender nas urnas.

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BEM-AMADO

Eles estão debutando na capa de revistas e, seguindo a tendência, aparecem com pouca roupa, dando receitas de seu bom físico e em publicações voltadas para saúde. Juliana Paiva, 20 anos (esquerda), está Boa Forma e é a mocinha de Além do horizonte: malha, gosta de staud up paddle e agora, está adorando remar. Já Camila Camargo, 28 anos, filha de Zezé di Camargo e irmão de Wanessa, está em Corpo a Corpo e estreando na Globo em Em Família: “Já tentei tudo e continuo fazendo tudo: o que vale é o equilíbrio”.

Primeira capa

Magalhães criou num carro um efeito especial: homens entram, de repente, num armário e saem travestidos.

/ IN

Muitas pérolas.

TAMBÉM André Ramos e Bruno Chateaubriand, juntos há 16 anos, resolveram oficializar a união, mês que vem: a cerimônia será no 6º andar do Copacabana Palace e festa depois, na Gávea.

OUT

Poucas pérolas.

Contra feudo Pecuaristas de Goiás e regiões vizinhas estão se unindo para enfrentar a ação quase predatória que João Batista, o Junior Friboi, vem utilizando para comprar todas as cabeça de gado e acabar ditando o preço da carne no Brasil, especialmente no Centro-Oeste. Junior não esconde que usará todo o poder financeiro do grupo para se eleger governador de Goiás. Os pecuaristas denunciam a tentativa da família de “criar um feudo” na região. A propósito: o ator Tony Ramos acaba de renovar ser contrato com a Friboi, com o mesmo cachê do primeiro, ou seja, R$ 3 milhões. E Junior Friboi está em terceiro lugar nas pesquisas.

A BRIGADERIA, um fenômeno na área de guloseimas tipicamente brasileiro, vai abrir sua primeira filial em Miami e até o final do ano, abre mais uma, em Nova York. Cada docinho, com cara de Brasil, custa R$ 4 e os sabores são os mais surpreendentes.

QUEM diria: na gravação de seu programa de culinária no canal Fox, esta semana, Palmirinha Onofre, 82 anos, pediu um selinho ao convidado Alexandre Frota. Ele foi apanhado de surpresa, mas não recusou: tascou um beijo nela. Palmirinha foi às alturas.

Colaboração:

Paula Rodrigues / Alexandre Favero

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014


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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

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MP pode 'revolucionar' o Mais Médicos Ministério Público do Trabalho quer garantir que médicos cubanos recebam o salário integral e promete levar a questão até as mais altas instâncias da Justiça epois da revelação do caso da médica cubana Ramona Rodriguez e de visitas a alguns Estados, o procurador do Ministério Público do Trabalho, Sebastião Caixeta, garante que não faltam provas de que o programa Mais Médicos institui uma relação de trabalho – e, não, uma bolsa de especialização – e defende que é necessário equiparar o salário dos médicos cubanos ao dos demais profissionais (R$ 10 mil mensais). Caixeta deve finalizar, ainda este mês, o inquérito civil que investiga as relações de trabalho no Mais Médicos, apontando para a necessidade de correção do programa caso não seja possível por entendimentos extrajudiciais, avisa que a polêmica deverá chegar à Justiça. "Vamos exigir que [os médicos cubanos] recebam os valores [pagos aos demais médicos, R$ 10 mil mensais], inclusive os atrasados", afirma o procurador. Paralelamente, o DEM vai entrar com uma representação no Ministério Público do Tr a b a l h o s u g e r i n d o q u e uma ação coletiva garantindo que todos os médicos cubanos que integram o programa Mais Médicos recebam integralmente a bolsa de R$10 mil paga pelo governo brasileiro a médicos estrangeiros de outras nacionalidades. Atualmente, 7.400 médicos cubanos foram selecionados para o programa. A indicação é que os cubanos recebem apenas 10% do valor da bolsa.

D

cumento bancário de um mé- radoria-Geral do Trabalho padico cubano indicando o depó- trocine uma ação coletiva a sito de US$ 400 em sua conta, todos os médicos cubanos que o que seria, segundo explica- estão sendo tratados de forma do por Ramona, a parte do sa- desigual, desumana e desreslário que Cuba paga aos médi- peitosa", avisa. Segundo os oposicionistas, cos no Brasil – outros US$ 600 seriam depositados só no caso de Ramona, ela ter i a d i re i t o a em uma conreceber pelo ta em Cuba. menos R$ 36 "Não há mil. Orientamais o que Não há mais o d a p e l a a sdiscutir em que discutir em sessoria jurítermos de dica do DEM, p r o v a " , d etermos de prova. A fende o prolegislação brasileira a médica reivindicará curador. prevalece à cubana. também res"A legislaSEBASTIÃO CAIXETA, s a rc i m e n t o ção brasileira PROCURADOR DO MINISTÉRIO por danos prevalece à morais. "O cubana. Não PÚBLICO DO TRABALHO Brasil terá de v a i t e r n eresponder nhum contrato que se sobreponha à nossa por dano moral não só à médilegislação", diz o deputado ca cubana, mas a todos os cubanos", diz Caiado. Ronaldo Caiado (DEM-GO). Procurada sobre uma evenO líder do DEM, Mendonça Filho, afirma que a ação do par- tual ação de Ramona contra o tido vai cobrar ainda o ressar- governo, a Advocacia-Geral cimento retroativo dos cuba- da União (AGU) afirmou que, nos. "Vamos pedir que a Procu- como ainda não há uma ação

Sidney Lins Jr. / Agência Liderança

"Vamos pedir que a ProcuradoriaGeral do Trabalho patrocine uma ação coletiva a todos os médicos cubanos que estão sendo tratados de forma desigual, desumana e desrespeitosa", avisou o líder do DEM, Mendonça Filho. concreta, caso em que a AGU atuaria, a reportagem deveria procurar o Ministério da Saúde. A Saúde ainda não se manifestou sobre a prometida ação trabalhista. Na quarta-feira, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, fez um duro ataque à oposição diante do pedido de refúgio da

médica. Para ele, a oposição está fazendo uma "exploração política" do episódio e tentou "boicotar o quanto pode" a realização do programa. Na edição de ontem do jornal cubano Granma nenhuma linha sobre Ramona Rodriguez, apenas a exaltação ao programa Mais Médicos.

Ramona vai trabalhar em associação m dia após pedir refúgio ao governo brasileiro, a médica cubana Ramona Matos Rodriguez, de 51 anos, que a b a n d o n o u o p ro g r a m a Mais Médicos, recebeu e aceitou uma oferta de emprego da Associação Médica Brasileira (AMB) que tem lutado contra o desrespeito à legislação trabalhista brasileira no programa de saúde do governo Dilma. Ela deve começar a trabalhar na área administrativa da entidade na próxima segunda-feira. Além da associação, Ramona também havia recebido uma proposta para trabalhar na Federação Nacional dos Médicos enquanto aguardava uma decisão sobre o seu futuro no País. A AMB divulgou uma nota afirmando ainda que ajudará a profissional a revalidar o diploma médico, oferecendo até mesmo capacitação, se este for o desejo dela. "A AMB também está à disposição para dar apoio humanitário e garantir acesso a todos os instrumentos políticos e legais para viabilização do asilo político aos profissionais cubanos que estão atuando no Brasil", informou. "Agora tenho a oportunidade de trabalhar e de ter um emprego normal. Estou muito feliz porque agora sou livre", disse Ramona Rodriguez.

U

DIREITOS TRABALHISTAS Segundo o procurador, o contrato de trabalho apresentado pela cubana Ramona e inspeções feitas em diferentes cidades não deixam dúvidas de que os profissionais do Mais Médicos têm configurada uma relação de trabalho com o governo brasileiro. Assim, diz, devem ter cobertos direitos trabalhistas como o 13º salário, FGTS e ter garantida a isonomia. Caixeta afirma ter visto do-

Ilha iniciou preparação em 2012 Cubana que abandonou o Mais Médicos revela que foi treinada para vir ao Brasil em 2012, seis meses antes do anúncio por Dilma. Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

médica cubana que abandonou o programa Mais Médicos, Ramona Rodriguez, revelou ontem que já se preparava para trabalhar no Brasil desde o fim de 2012, quando o governo cubano divulgou o programa brasileiro no País. No entanto, a presidente Dilma Rousseff só anunciou o Mais Médicos cerca de seis meses depois. A médica informou que fez dois cursos de preparação na ilha de Fidel. O primeiro, de português, foi realizado em novembro de 2012. O segundo, foi cursado em fevereiro de 2013. Era um curso de preparação para colaborar com o Brasil, tendo sido aprovada com a avaliação "bom". O curso teve duração de 224 horas. Segundo Ramona, um brasileiro foi enviado à Cuba para ministrar um curso. No início da discussão sobre o programa Mais Médicos, o governo brasileiro negou que a intenção seria priorizar a vinda de profissionais cubanos para atuar no interior do País. A medida provisória que criou o programa foi editada em julho de 2013 e só foi aprovada pelo Congresso em setembro.

Ramona está hospedada na casa do deputado Abelardo Lupion (DEM-PR). A oposição reage às críticas de que a cubana teria pedido visto na Embaixada dos Estados Unidos porque tem um namorado em Miami. "O que estamos discutindo é muito mais grave", rebate Mendonça. (Agências)

uma conta em Cuba. Este valor só poderá ser sacado quando os profissionais retornarem ao país. Enquanto isso, profissionais de outros países recebem salário de R$ 10 mil.

A

Mendonça Filho (DEM-PE): "Não tem como distinguir um médico cubano de um espanhol". CONTRATO SÓ NA VÉSPERA Ramona contou que o governo cubano, por meio do Ministério da Saúde Pública do país, fez o convite e parte do treinamento para o trabalho em 2012, mas só informou as condições e o salário três dias antes do embarque para o Brasil. "Eles diziam que não tinham autorização para falar

sobre isso (pagamentos)", disse a médica. Segundo ela, o contrato com as condições de pagamento e regras só foi apresentado na véspera do embarque, em 27 de setembro de 2013. Nenhum outro documento sobre o Mais Médicos foi apresentado . "Não temos internet em Cuba. O governo vendia o progra-

ma como algo muito interessante, mas depois ficamos sabendo que o interessante não era para nós", afirmou. REMUNERAÇÃO Sua fala é uma referência aos valores repassados aos médicos cubanos que recebem US$ 400 por mês no Brasil e outros US$ 600 são depositados em

ACORDO SUSPEITO O contrato de trabalho dela chama a atenção por ter sido assinado com a Sociedade Mercantil Comercializadora de Serviços de Médicos Cubano. Isso porque a vinda dos médicos cubanos para o Brasil é intermediada pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), que recebe os recursos do governo brasileiro e os transfere para Cuba mensalmente. Além de R$ 10 mil por médico, há ainda o pagamento de outros gastos à Opas, incluindo taxa de administração e outros custos. Ramona disse se sentir enganada por Cuba. Clínica-geral, chegou ao País em outubro e atuava em um posto de saúde de Pacajá, uma pequena cidade no Pará. Ela diz ter decidido deixar o Mais Médicos ao descobrir que o valor de R$ 10 mil pago pelo governo brasileiro a outros médicos estrangeiros era muito superior ao que ela recebia. (Folhapress)

ACOLHIMENTO Indagado sobre o caso, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, disse que o Brasil tem que "se aparelhar melhor para acolher pessoas que pedem abrigo no País". Segundo ele, o governo vem observando um aumento do número de pedidos de permanência de estrangeiros e a estrutura de acolhimento tem que ser aperfeiçoada. Ele disse que apesar de reconhecer que o caso de Ramona tem que ser resolvido pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça, "o Brasil tem tradição de acolhimento". "É como no caso dos haitianos que entram, sem documentos, em busca de refúgio. Para eles, é dado o direito de entrar, viver e trabalhar no Brasil enquanto o processo é examinado pelo Conare", declarou o ministro. (Agências)


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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Quem está na tevê emprestando sua imagem a uma peça publicitária é o ex-jogador de futebol, isto fica muito claro. Romário, deputado federal (PSB - RJ)

REFORMA MINISTERIAL

Patrícia

PTB segue PMDB e abre mão de indicar nome

I

O PTB abre mão da indicação. Não foi chamado oficialmente mas, se for, não vai indicar. BENITO GAMA, PRESIDENTE

A bancada do PMDB cansou desse processo que tem que indicar, que não tem que indicar, que vai tirar, que vai dar ministério.

NACIONAL DO PARTIDO

DEPUTADO EDUARDO CUNHA

a candidatura à reeleição da presidente Dilma. O dirigente, que atualmente ocupa o cargo de vice-presidente de governo do Banco do Brasil, deve deixar o posto nos próximos dias para se dedicar à candidatura à Câmara dos Deputados pela Bahia. Este é o segundo gesto de "desembarque" tomado por um partido da base aliada nas últimas 24h. Na quarta-feira, integrantes da bancada do PMDB da

PSC desiste de Direitos Humanos bancada evangélica na Câmara dos Deputados desistiu de lutar pelo comando da Comissão de Direitos Humanos na Casa, que em 2013 foi presidida pelo deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP). O motivo é que o PT já sinalizou que pretende reocupar a presidência da comissão, que em 2013 provocou polêmica com projetos apresentados por Feliciano, apontados como de caráter homofóbico. O PT, porém, terá de enfrentar o deputado Jair Bolsonaro (PPRJ), que manifestou interesse em presidir a comissão. Além do interesse do PT em

A

reocupar o posto – o partido tem preferência em indicar nomes por ser a maior bancada da Casa – outro motivo para a desistência da bancada evangélica é que a cúpula da Casa pretende desmembrar a comissão de Turismo e Desporto em duas, o que possibilita que o PSC presida uma comissão. "É bom que o PT esse ano dê prioridade a essa comissão. O ano passado não deu", disse o líder do PSC, André Moura. Mas não revelou se o PSC prefere PT ou PP no comando. "Se for o PT, vamos respeitar a indicação do PT, mesmo alguém contrário ao Feliciano. Se recair ao PP, vamos apoiar a indicação do Bolsonaro". (EC)

Câmara aprovaram um documento em que "deixam à disposição" da presidente Dilma a indicação dos nomes que irão integrar os ministérios. Durante o encontro, que durou cerca de três horas, realizado em um dos plenários da Casa, vários deputados foram ao microfone se queixar do tratamento dado pela presidente à bancada. "Neste momento o que nós decidimos é que a bancada do PMDB na Câmara cansou des-

assou praticamente em branco no mercado financeiro a indicação do vice-presidente do Banco do Brasil Paulo Rogério Caffarelli para o segundo posto mais importante do Ministério da Fazenda. Ele assumirá o cargo de secretário-executivo do ministro Guido Mantega visando melhorar a comunicação entre mercado e setor privado. Operadores e analistas elogiaram a iniciativa, mas afirmam desconhecer a ele e o que ele pensa sobre a política econômica, o que pode não ajudar muito a melhorar a troca de informações com o mercado financeiro. Caffarelli é graduado em direito e funcionário de carreira

P

O

do banco estatal. E é um ilustre desconhecido nas mesas de operação financeira. "Como veio da área de crédito do Banco do Brasil, ele pode conhecer empresas, mas, para o mercado, o diálogo não muda muito", disse o sócio de uma gestora de recursos. Para analistas, mais do que ao mensageiro, os ouvidos do mercado estão atentos às mensagens. Delas, a mais esperada é a economia que o governo deve fazer em suas despesas este ano. O anúncio é aguardado para a semana que vem. Agências de classificação de risco e analistas esperam que o governo modere gastos, para evitar um rebaixamento da nota de crédito do País.

NA TRILHA DAS DOAÇÕES Oprocurador-geral da República, Rodrigo Janot, e a procuradora Carolina Medeiros, analisam pedidos para começar investigação sobre as "vaquinhas" pela internet, de José Genoino e de partido Delúbio Soares , que arrecadaram R$ 700 mil e R$ 1 milhão.

PSDB tenta acordo com PSB para mirar PT interlocutores que não vai "perder tempo" discutindo alianças com o PSB onde não for possível viabilizá-las. Em contrapartida, as duas siglas vão evitar os ataques diretos para mirar no PT e na candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Em São Paulo, Aécio não vê danos à candidatura de Alckmin se o PSB lançar candidato próprio. Marina defende candidatura própria do PSB-Rede em São Paulo, especialmente de seus aliados Walter Feldman, deputado, ou do vereador Ricardo Young (PPS). Campos se vê no dilema de apoiar Marina ou agradar França. Ontem, Alckmin se recusou comentar as declarações do ex-ministro da saúde e précandidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes, Alexandre Padilha, de que o PCC seria "uma criação dos 20 anos de governo do PSDB". "Eleição, só no segundo semestre, depois das convenções. Debate eleitoral tem sua hora", disse o governador. Padilha havia dito que "nestes 20 anos, o que nós vimos foi a criação do PCC, em vez de o PSDB criar uma política de segurança, uma polícia mais presente, mais próxima da população, com ações cada vez mais inteligentes. (Agências)

se processo de cargos, que tem que indicar, que não tem que indicar, que vai tirar, que vai dar ministério. Não vamos aceitar esse tipo de discussão", afirmou o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ). Um dos objetivos centrais da presidente Dilma Rousseff com a reforma ministerial é ampliar sua aliança para disputar a reeleição neste ano, mas as primeiras negociações semearam mais tensão do que união entre os aliados, e as dificuldades para expandir a base governista aumentam a cada dia. Além de questões políticas, Dilma tem dificuldade em atrair nomes de peso para pastas como a do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Novos ministros assumem os postos apenas por meses e dificilmente conseguem imprimir suas marcas na administração pública. (Agências)

Afif descarta deixar cargo atual para ocupar MDIC a lista dos cotados para assumir o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o atual ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Afif Domingos, diz que pretende continuar no atual posto. Ao ser indagado sobre a possibilidade de mudança de pasta, Afif brincou fazendo referência à sigla do Ministério do Desenvolvimento: "Não Midica isso". Afif assumiu a pasta da Micro e Pequena Empresa em maio do ano passado logo que a pasta foi criada

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pela presidente Dilma Rousseff para acomodar o PSD no governo. "Há um jogo de encaixe de peças na reforma ministerial, mas não está nos meus planos deixar a Secretaria da Micro e Pequena Empresa. Tenho um ano pesado de trabalho pela frente e se eu aceitasse iria interrompêlo". Quanto a uma possível indicação para o ministério de um outro nome do PSD, Afif respondeu: "Parece que a solução do MDIC não vai passar por uma questão partidária. Busca-se um perfil que tenha uma interlocução com o empresariado". (EC)

Caffarelli, no 2º posto importante.

SUCESSÃO ESTADUAL

comando do PSDB já admite enfrentar o PSB na disputa pelo governo de São Paulo mesmo que o partido não desembarque do governo Geraldo Alckmin. Com a resistência da exsenadora Marina Silva (PSB) de que seu partido fique ao lado dos tucanos nas eleições para o governo estadual, a cúpula do PSDB negocia nos bastidores um acordo de "convivência" sem ataques mútuos entre os candidatos e o compromisso de apoio no segundo turno. A fórmula não agrada Alckmin, que preferia o aliado Márcio França (PSB) na sua chapa como vice-governador. Líderes do PSDB afirmam, porém, que a solução se tornou a mais "viável" diante do impasse dentro do PSB. Pré-candidato do PSDB à Presidência, o senador Aécio Neves (MG) disse a

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Afif: "Não está nos meus planos deixar a Secretaria da Micro e Pequena Empresa".

O partido, que não foi convocado oficialmente, tinha Benito Gama entre os cotados para o Turismo. ntegrantes da Executiva Nacional do PTB decidiram ontem que não indicarão nome para compor o governo da presidente Dilma Rousseff na reforma ministerial deste ano. Essa decisão ocorre um dia depois de o PMDB da Câmara dos Deputados se rebelar contra o Palácio do Planalto e, em documento, tomar a mesma iniciativa. "O PTB abre mão da indicação. Não foi chamado oficialmente mas, se for, não vai indicar", disse o presidente nacional do partido, Benito Gama. Na dança das cadeiras da Esplanada dos Ministérios, ele estava cotado para assumir o Ministério do Turismo. Segundo Gama, a decisão foi tomada após consulta por telefone com outros integrantes da Executiva Nacional do PTB. Apesar de abrir mão da indicação, Gama afirma que a legenda continuará apoiando

Cruz/LU

A iniciativa poderia contribuir ainda para esfriar o consumo e ajudar o Banco Central a controlar a inflação e evitar aumentos dos juros. Além da sinalização, porém, o mercado quer saber como o governo ajustará suas contas, diante de um crescimento econômico ainda baixo e que tende a deprimir a arrecadação de impostos. Manobras recentes para fechar as contas deixaram analistas desconfiados. "Se chamaram o Caffarelli na esperança de que ele vá convencer o mercado, estão perdendo tempo. A essa altura, mesmo que ele seja muito competente, a demanda por mudanças passa por muito mais do que trocar a secreta-

.Ó..RBITA

JOÃO PAULO QUER TRABALHAR Preso desde terça-feira, na Papuda, o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) já seguiu o exemplo de mensaleiros como Delúbio Soares e pediu autorização à Vara de Execuções Penais para, durante o dia, sair da prisão e ir à Câmara – trabalhar. Reprodução

REDE ARQUIVADO

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processo de criação da Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva, foi definitivamente para o arquivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme o andamento do caso, ocorreu o que é chamado nos meios jurídicos de trânsito em julgado, ou seja, quando uma decisão torna-se definitiva e não pode ser mais mudada. Ontem, foi determinado o encaminhamento do processo para o Arquivo Central do TSE. Em outubro de 2013, o plenário do TSE havia rejeitado o pedido de registro da Rede.

IDENTIFICAÇÃO

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ntecipando-se ao projeto do governo federal de criar um banco nacional de impressões digitais que permita a identificação eletrônica de cada cidadão, o governo de São Paulo lançou ontem um novo modelo de RG que terá, entre outras, a coleta informatizada das impressões digitais. Os dados biométricos ficarão armazenados num banco pelo sistema Afis (Sistema Automático de Identificação de Impressões Digitais). Sistema semelhante já existe em Estados como Rondônia, MS e RS.

ria-executiva", disse Sérgio Vale, economista-chefe da consultoria MB Associados. Ontem, no dia seguinte à notícia, a Bolsa subiu 2,39% e o dólar à vista recuou 0,69%, (R$ 2,385). Operadores atribuem a maré positiva a um movimento global de otimismo com os EUA e a alta de das ações de empresas de energia. "A nomeação é neutra. A intenção do governo é melhorar seu relacionamento com o mercado financeiro, mas isso não vai acontecer dessa forma. Só diante de resultados concretos e medidas efetivas, o mercado só passará a ver melhor o governo", disse Júlio Hegedus, economista-chefe da consultoria Lopes Filho. (Folhapress)

DIRCEUZINHO

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Romário abre precedente inédito na Câmara

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rincipal estrela da seleção brasileira tetracampeã do mundo em 1994, o ex-atacante Romário, deputado federal a partir de 2011, é desde o final do mês passado garoto-propaganda da cerveja Devassa. O contrato (valores desconhecidos) constitui fato no mínimo raro em Brasília, o de um político que aceita estrelar a campanha publicitária de uma empresa. Dos vários funcionários e órgãos técnicos da Câmara consultados nos últimos dias, nenhum disse ter registro de precedente. Romário é o principal nome do PSB no Rio de Janeiro e é cotado para disputar o Senado este ano. Eleito com mais de 147 mil votos em 2010, a sexta maior do Estado, ele aparece em duas

propagandas da cerveja na tevê jogando pelada nas praias do Rio. A área técnica da Câmara afirmou que, a princípio, não há impedimento legal em um deputado virar garoto propaganda de uma empresa particular, embora a Comissão de Constituição e Justiça da Casa, que nunca analisou caso similar, possa ter posição diversa. Romário afirmou que sua atuação como deputado não está "em negociação". "Quem está na tevê emprestando sua imagem a uma peça publicitária é o ex-jogador de futebol, um campeão mundial que integra o imaginário popular brasileiro, isto fica muito claro na campanha", alega ele. O caso promete novos capítulos.

ilho do ex-ministro José Dirceu, o principal condenado no processo do Mensalão, o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) pode virar réu pelo crime de ter feito boca de urna na eleição de 2010. Os ministros vão decidir se recebem denúncia do Ministério Público. O MP denunciou Zeca Dirceu por ter afixado adesivos que indicavam o então candidato a deputado. O MP sustenta que ele cumprimentou eleitores e mesários, alto, no local de votação, conduta que caracterizaria boca de urna.

STF PRESCRIÇÃO

O

Supremo Tribunal Federal (STF) extinguiu um inquérito contra o presidente do PR, senador Alfredo Nascimento (AM). O ministro Teori Zavascki, acatou parecer da Procuradoria-Geral da República segundo o qual o parlamentar não poderia ser punido porque ocorreu a prescrição do inquérito. Alfredo Nascimento era alvo de investigação por suposta prática de crime de responsabilidade na época em que o ex-ministro de Dilma foi prefeito de Manaus (AM).


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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

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Pizzolato é um cidadão preso provisoriamente para fins de extradição. Francesco Fallica, diretor da divisão de cooperação internacional da polícia italiana

Extradição de Pizzolato só depende da Itália Em questões de extradição, costuma prevalecer o princípio da reciprocidade. ela primeira vez, uma autoridade italiana admitiu que existem brechas para extraditar Henrique Pizzolato ao Brasil, apesar dele ter dupla cidadania. Foragido desde novembro do ano passado, o ex-diretor do Banco do Brasil condenado no processo do Mensalão foi preso na manhã de quarta-feira na Itália. "Existe um tratado bilateral com o Brasil que permite que se extradite o cidadão com dupla nacionalidade. Ele é um cidadão preso provisoriamente para fins de extradição", disse o diretor da divisão de cooperação internacional da polícia italiana, Francesco Fallica. Com a prisão de Pizzolato, começou a correr o prazo de 40 dias para que o Brasil encaminhe à Itália um pedido oficial de extradição. Segundo Fallica, o caso passará à esfera judicial que vai

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As leis italianas não proíbem a extradição, por isso, caso exista concordância do governo requerido, poderia ser realizada. MARCO AURÉLIO MELLO (STF)

decidir o mérito do pedido brasileiro e, em caso positivo, a decisão final caberá ao Ministério da Justiça italiano. A ação correrá na Corte de Apelação de Bolonha, que tem jurisdição sobre Modena, onde Pizzolato está preso. NÃO MAIS DA ITÁLIA O diretor do Instituto de Relações Internacionais da USP, Pedro Dallari, considera que

as chances de extradição de Pizzolato são remotas, já que Constituição do Brasil veda a extradição de seus cidadãos e pelo princípio da reciprocidade a Itália deve adotar a mesma postura baseando no polêmico caso do terrorista italiano Cesare Battisti. Para o ministro do Supremo Tribunal Federal , Marco Aurélio Mello, as leis italianas não proíbem a extradição, por isso, caso exista concordância do governo requerido, ela poderia sim ser realizada. Pizzolato deve responder na Itália por uso de documento falso. No momento de sua prisão, os "carabinieri" encontraram cerca de uma dezena de documentos pessoais em seu nome e em nome de Celso Pizzolato, o irmão dele morto em 1978 em um acidente. Um dos documentos era uma carteira de motorista emitida na Espanha. (Agências)

Pizzolato deseja ficar na Itália e alegará que não há perigo de fugir Defesa vai pedir para que ele aguarde o processo de extradição em liberdade Jamil Chade/Estadão Conteúdo

Justiça italiana vai decidir hoje, em Bolonha, se o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato poderá esperar em liberdade ou não pela decisão do processo de extradição. Segundo o advogado de Pizzolato, Lorenzo Bergami, seu cliente deve rejeitar uma volta voluntária ao Brasil. Diante da corte, vai defender a tese de que não há o perigo de fuga e que Pizzolato poderia esperar a tramitação do processo em liberdade ou em prisão domiciliar. Condenado a 12 anos e 7 meses de prisão por envolvimento no Mensalão, Pizzolato deixou o Brasil para evitar a condenação. Desde novembro era considerado foragido. Ele foi para Itália, país onde tem segunda cidadania. Bergami contou que esteve ontem com o ex-diretor, preso desde quarta-feira em uma penitenciária de Modena. Segundo ele, o brasileiro está "visivelmente abatido" e insiste na tese de que é inocente e de que não pretende voltar tão cedo ao Brasil. No Mensalão, Pizzolato foi acusado de liberar irregularmente o repasse de R$ 73 milhões da Visanet para a agência de publicidade de Marcos Valério. Foi condenado por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e peculato.

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Penitenciária de Modena, onde Pizzolato já está preso. 'NÃO VOLTO' A partir da recusa de Pizzolato de voltar voluntariamente ao Brasil, a Justiça italiana deve iniciar o exame da extradição um processo que pode levar, pelo menos, seis meses. O objetivo do ex-diretor do BB é conseguir autorização para aguardar a decisão em prisão domiciliar, com uso de bracelete eletrônico, para monitoramento judicial. A solicitação para extradição precisa ser formalizada pelo Supremo Tribunal Federal e será analisada por um procurador de Bolonha. Pizzolato também vai responder, à Justiça italiana, a processo por falsidade ideológica por uso de documentos falsos apreendidos com ele

durante a sua prisão em nome de um irmão dele morto há. Se condenado, pode pegar até 3 anos de prisão. VERGONHA AO PT Líder do PT na Câmara, o deputado federal Vicentinho (SP) disse ontem que a situação de Pizzolato provocou um "sentimento de vergonha e constrangimento" dentro do PT. "A postura requer uma profunda investigação. Ninguém fugiu. João Paulo Cunha (deputado) e José Genoino (ex-presidente do PT) não saíram de casa, não fugiram. Apesar de Pizzolato ser militante, não podemos compactuar com essa postura", afirmou o líder. "Se alguém foge, é porque fez algo errado". (EC/Folhapress)

Dilma anuncia vagas para cursos destinados a presidiários Preocupada com a atual situação carcerária no País, ela promete saídas. Márcio Fernandes/Estadão Conteúdo

presidente Dilma Rousseff afirmou ontem, pelo Twitter, que o governo federal vai oferecer, no 1º semestre deste ano, 32 mil vagas em cursos de capacitação para presos e ex-presidiários, por meio do programa Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). As vagas do Pronatec ao sistema penitenciário já haviam sido anunciadas no ano passado – quando foram previstas 55 mil vagas para todo o ano de 2014. "Serão distribuídas por todo o País vagas em mais de 600 cursos, ajudando a dar melhor perspectiva de vida para quem deixa a prisão. Investir na educação da população carcerária é fundamental para facilitar o retorno dessas pessoas à vida em sociedade", publicou a presidente. Na ocasião do anúncio, em fevereiro de 2013, foi explicado que os cursos seriam prioritariamente destinados aos presos do regime semiaberto – caso dos petistas José Dirceu e Delúbio Soares, do Mensalão. Dirceu e Delúbio também começaram um curso de direito constitucional por correspondência na Papuda, oferecido por uma entidade privada. Já o Pronatec oferece diversos cursos técnicos e tem entre seu públicoalvo, entre outros, os beneficiários do Bolsa Família. (Folhapress)

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Detentos na Casa de Detenção do Complexo de Pedrinhas (MA)

Pedrinhas: mais uma rebelião. m princípio de motim terminou com detentos feridos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (MA). A rebelião, que começou na manhã de ontem, ocorreu nos presídios São Luís 1 e 2. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Administração Penitenciária do Maranhão, a Polícia Militar e a Força Nacional precisaram intervir para controlar o motim. Alguns detentos tiveram ferimentos leves e foram atendidos no ambulatório do complexo. Segundo a polícia, o movimento é uma reação ao trabalho de revista diário e

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mais criterioso que está sendo realizado nos estabelecimentos penais de São Luís. O sistema carcerário do Maranhão vive uma crise que culminou com a morte de 66 presos. Só na penitenciária de Pedrinhas, 63 foram mortos. O assunto foi criticado por organismos internacionais como a Organização dos Estados Americanos. A Procuradoria Geral ainda estuda se pedirá intervenção federal no sistema penitenciário sob gestão de Roseana Sarney (PMDB). (Folhapress)


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PRISIONEIRO DE GUERRA Militantes do Taleban afegão divulgam vídeo em que afirmam ter capturado 'Colonel', um cachorro do Exército dos EUA.

PERIGO NO AR Ministério da Saúde iraniano investiga se sinais para bloquear TV estrangeira podem causar câncer e abortos espontâneos

Mian Khursheed/Reuters

Taleban: de coração aberto. Governo do Paquistão e grupo insurgente iniciam conversas de paz egociadores do governo do Paquistão e do Taleban reuniramse por mais de três horas em Islamabad, ontem, na primeira rodada de encontros com o objetivo de pôr fim a um conflito de sete anos. Os insurgentes lutam para derrubar o governo central e estabelecer um rígido governo islâmico, mas o primeiroministro Nawaz Sharif acredita que o movimento está pronto para negociar a paz e

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interromper os confrontos. Irfan Siddiqui, chefe da delegação do governo, exaltou a reunião, dizendo que os representantes do grupo insurgente "reagiram acima das expectativas". "Eles ouviram nossas preocupações e disseram suas preocupações com o coração aberto", explicou Siddiqui aos repórteres. "Nós compartilhamos a mesma meta, de tornar este país pacífico, de acordo com os ensi-

namentos islâmicos." Maulana Sami-ul-Haq, representante do movimento, disse que haverá uma discussão entre as lideranças e que uma nova reunião será marcada depois disso. O diálogo acontece num momento em que aumentam os ataques no Paquistão. Segundo um recente relatório, no ano passado houve mais de 1,7 mil atentados no país 61% deles perpetrados pelo Taleban e aliados. (Agências)

Siddiqui (à esq.), do governo, e Ul-Haq, do Taleban, negociam fim de sete anos de conflito no Paquistão.

Mais uma dor de cabeça para Cristina Kirchner

Gleb Garanich/Reuters

Promotoria argentina quer interrogar vice-presidente do país por corrupção David Fernández/EFE - 04/02/14

Promotoria argentina pediu à Justiça ontem que o vice-presidente do país, Amado Boudou, seja convocado para interrogatório em um caso onde é investigado por suspeitas de atos de corrupção. Esta é a primeira vez que a Justiça do país convoca um vicepresidente no exercício da função para prestar depoimento em inquérito. Além de Boudou, o promotor público federal Jorge Di Lello pediu a convocação do titular da Administração Pública Federal de Rendas Públicas (Afip), Ricardo Echegaray, equivalente à Receita Federal. O suposto envolvimento do vice-presidente no caso denominado "Ciccone" e o interrogatório acentuam a fragilidade enfrentada pelo governo da presidente Cristina Kirchner, em meio à queda de popularidade e da desconfiança sobre os rumos do país, além da crise cambial, somada à inflação elevada. O escândalo envolvendo Boudou estourou em janeiro de 2012, quando a Justiça começou a investigar irregularidades na venda de uma gráfica de impressão de dinheiro, placas e passaportes, chamada "Ciccone Calcográfica", para o fundo administrado por um amigo de infância do vicepresidente, Alejandro Vanderbroele. Após a venda, a gráfica passou a chamar-se Companhia de Valores Sul-americana S.A, e fechou milionário contrato com a Casa da Moeda para imprimir 410 milhões em notas de 100 pesos. Vandebroele foi apontado pela ex-esposa Laura Muñoz como testa-de-ferro de Boudou na aquisição da ex-Ciccone. Ela decidiu revelar a trama por medo das ameaças do empresário. Conforme declarações à Justiça, seu ex-marido comprou a empresa que estava em falência com a ajuda de Boudou, quando era ministro de Economia durante o primeiro mandato de Cristina Kirchner. A manobra teria começado em julho de 2010, quando Ricardo Echegaray solicit o u à J u s t i ç a C o m e rc i a l a falência da companhia. O pedido foi aceito em agosto do mesmo ano. Na ocasião, a Casa da Moeda só tinha capacidade instalada para imprimir 55% da demanda de dinheiro do país e o

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Ucraniana caminha em frente à polícia antidistúrbios que protege o Parlamento em Kiev

Não no quintal da Rússia! Assessor de Putin adverte EUA por armar 'rebeldes' na Ucrânia m importante assessor do Kremlin acusou os Estados Unidos, ontem, de armarem os "rebeldes" ucranianos e alertou que poderia haver uma intervenção russa para manter a segurança na Ucrânia. A advertência foi feita no mesmo dia em que a subsecretária de Estado norte-americana para Assuntos Europeus, Victoria Nuland, reuniu-se com o presidente ucraniano, Viktor Yanukovich. Sergei Glazyev, assessor do presidente Vladimir Putin e com responsabilidade nas relações com a Ucrânia, afirmou que a "interferência" norteamericana descumpria um tratado de 1994, segundo o qual Washington e Moscou garantiriam juntos a segurança e a soberania da Ucrânia depois que Kiev se desfez do arsenal nuclear da era soviética.

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Patrimônio de Boudou cresceu 69% entre 2009 e 2010 Banco Central teve que encomendar à Casa da Moeda do Brasil a impressão de 13 milhões de notas de 100 pesos. Em setembro de 2010, a Afip pediu a suspensão da falência da companhia. E, imediatamente depois, foi adquirida pelo fundo de investimento The Old Fund S.A, cuja cara visível é de Vandebroele. Nos últimos anos, o Ministério Público conseguiu reunir provas para imputar a Boudou delitos de "negociações incompatíveis com a função pública e enriquecimento ilícito". De 2009 para 2010, seu patrimônio aumentou 69%. O promotor sustenta que Boudou utilizou o cargo de ministro de Economia para beneficiar os acionistas da gráfica.

Di Lello convocou ainda toda a família Ciccone, que vendeu a empresa ao fundo do amigo de Boudou, além de outros envolvidos na causa. O juiz Ariel Lijo não tem um prazo para responder à solicitação da Promotoria. Após a divulgação do pedido de interrogatório para Boudou, a oposição voltou a atacá-lo e a pedir sua renúncia. "Boudou é um delinquente, mas não menos que os demais de seu partido", afirmou nas redes sociais a deputada Elisa Carrió, da UNEN. A opositora previu que Boudou, que também ocupa o cargo de presidente do Senado argentino, renunciará "no final de fevereiro ou no início de março". (Agências)

Batata frita sem ketchup conta no Twitter do McDonald's da Argentina sofreu uma enxurrada de reclamações de clientes. Motivo: falta ketchup nas lanchonetes. Segundo o jornal El Clarín, o produto viria do Chile e não estaria chegando devido às restrições do governo.

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Os característicos comentários duros do assessor, na véspera de um esperado encontro entre Putin e Yanukovich, na abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, podem aumentar as tensões com Washington e na própria Ucrânia. Questionado pelo jornal ucraniano Ko mmersant se a Rússia poderia "ativamente intervir" se a crise ucraniana piorar, Glazyev citou o Memorando de Budapeste de 1994: "De acordo com o documento, a Rússia e os EUA são os que garantem a soberania e a integridade territorial da Ucrânia e são obrigados a intervir quando conflitos dessa natureza acontecem". "E o que os norte-americanos estão fazendo agora, unilateralmente interferindo nos assuntos internos da Ucrânia,

é o descumprimento claro do tratado. O acordo é por garantias e ação coletivas." Por sua vez, o presidente ucraniano disse à emissária norte-americana que só por meio de diálogos e de um compromisso comum será possível encerrar a crise. Ele reiterou seu compromisso com uma reforma constitucional, embora rejeite que as mudanças sejam introduzidas pela 'via rápida', pulando o regulamento estipulado pela própria Carta Magna, como pretende a oposição. Os protestos começaram em novembro após a Ucrânia rejeitar um acordo com a União Europeia em troca de ajuda financeira de Moscou. Os confrontos dividiram as potências, com a UE e os EUA do lado da oposição e a Rússia apoiando o governo. (Agências)

Turquia no mundo do 'Big Brother' Parlamento amplia controle da internet pelo governo Osman Orsal/Reuters

Turquia está Com a medida, as opep re s t e s a s e radoras devem bloquear uma página até quatro t ra ns f orma r em um buraco negro horas após receberem a dentro do mapa ordem da Diretoria de Telecomunicações, órgão mundial da internet, temem os internauque fiscaliza a internet. tas, depois que foi Antes, um site só podia aprovada, na noite ser proibido depois de uma decisão judicial, o de quarta-feira, uma nova lei de controle que levava 24 horas. de conteúdos que As empresas também Site poderá ser bloqueado sem decisão judicial não desmerece o terão que guardar por "Big Brother" imaginado por "Pensamos que com os pro- dois anos os históricos de inGeorge Orwell. testos pacíficos tínhamos con- ternet de seus usuários. Isto não era o que se espera- seguido ampliar as liberdaO governo diz que o objetivo va o ativista Gürkan Özturan des", lembra Özturan em con- é garantir a privacidade dos quando, em 2010, o governo versa com à agência Efe, "mas internautas. Mas a oposição turco, o mesmo que agora agora será muito pior". acredita que o Executivo teme aprovou a lei que põe o país no A lei, que passará pela san- que a internet tenha se transmesmo patamar de China ou ção do presidente Abdullah formado em uma plataforma Irã, levantou a proibição do Gül, autoriza o governo a blo- para divulgar vídeos de minisYouTube e renunciou uma lei quear qualquer site sem pedir tros envolvidos em casos de de controle após protestos. corrupção. (Agências) autorização à Justiça.

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CARNAVAL 2014

Blocos abrem a folia paulistana Grupos mais famosos esperam receber até 20 mil foliões nas ruas de São Paulo. Folia vai até dia 3 de março e acontece nos quatro cantos da Cidade. Mariana Missiaggia repare-se. A folia précarnaval já começou e os desfiles acontecem até o dia 4 de março. São mais de 48 blocos de rua e cordões pelos quatro cantos da Cidade. Os grandes blocos que participam do Carnaval de rua de São Paulo esperam receber até o dobro de foliões em relação ao ano passado. "Ano passado foi um marco para o Carnaval de rua da Cidade, com muitos blocos nas ruas e em várias regiões. Neste ano, nossa expectativa é que vai bombar ainda mais", acredita Silvia Lopes, do Nois Trupica Mais Não Cai, que espera reunir 10 mil pessoas, o dobro de 2013. Amanhã, o concurso de marchinhas, realizado pelo bloco no Centro Cultural Rio Verde, na Vila Madalena, vai premiar três canções por melhor letra, intérprete e menção honrosa. As marchinhas escolhidas serão tocadas durante o desfile do bloco, dia 23. No dia 28, os integrantes do tradicional Acadêmicos do Baixo Augusta vão se concentrar na Rua Marquês de Paranaguá, na Consolação, e desfilarão até a Praça Roosevelt com o tema paz e amor. Além de reunir 15 mil pessoas, o Baixo Augusta é o bloco independente que irá reunir o maior número de artis-

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tas, como as cantoras Pitty e Tulipa Ruiz, e as atrizes Marisa Orth e Alessandra Negrini. O Esfarrapados, um dos mais antigos de São Paulo, de 1947, aguarda mais de 20 mil foliões nas ruas do Bixiga, no dia 3 de março. Comemorando a 24º edição, o Pholia na Luz, maior evento pré-carnaval de rua de São Paulo, vai trazer 15 agremiações para as ruas da região da Luz, no Centro, entre os dias 22 e 23. A novidade deste ano será a apresentação do Bloco Fuzuê SP, no encerramento do primeiro dia (22), que virá com uma participação especial – a bateria da escola de samba da Mocidade Independente de Padre Miguel, do Rio. O evento deve reunir dez mil pessoas. A Prefeitura cadastrou os blocos para regulamentar a folia e também oferecer subsídio da taxa cobrada pela Companhia de Engenharia de Tráfego, inclusão no plano de comunicação municipal, banheiros químicos, sinalização, grades de proteção e ambulâncias. “É difícil ter um número exato de blocos, bandas e cordões que saem, pois há muitos. Por isso, essa organização é bemvinda, desde que não interfira na essência do carnaval de rua”, diz Cândido José de Souza Neto, presidente da Associação das Bandas Carnavalescas de São Paulo.

Haddad proíbe uso de abadás e cordas nos blocos de São Paulo

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Enredos CEP Conhecidos como CEP, os enredos sobre Cidade, Estado ou País vão vir com força neste ano. A Vai-Vai terá como tema Paulínia, com o enredo: "Nas chamas da VaiVai, 50 anos de Paulínia". A cidade de Foz do Iguaçu será o tema da Tom Maior: "Foz do Iguaçu, destino do mundo! A sinfonia das águas em Tom Maior". Já a Imperador do Ipiranga vai sambar para São Caetano: "Os quatro deuses encantados sobre a benção de São Caetano". A Mocidade Alegre, atual b i - c a m p e ã d o c a rn a v a l paulistano, terá como enredo: "Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar" e, sob essa ótica, vai visitar vários locais: da fé de baianos às religiões de judeus e muçulmanos, que virão lado a lado no desfile.

Ingressos à venda Neste ano, a Liga Independente das Escolas de Samba optou por comercializar diretamente os ingressos das arquibancadas e camarotes, sem empresas intermediárias. Os preços for a m m a n t i d o s . Pa r a o desfile do Grupo Especial, sexta-feira, (28/2) e sábado (1/3), os preços das arquibancadas partem de R$ 9 0 , 0 0 . Pa r a o G r u p o d e Acesso, no domingo, (2 de março), as arquibancadas custam a partir de R$ 30. Mais preços, mapas de localização e compra online e m w w w . i n g r e s s o s l igasp.com.br/como -comprar.asp

Ensaios Técnicos Neste final de semana acontecem os ensaios técnicos gerais no Sambódromo, com entrada franca. Hoje: Camisa Verde e Branco (22h). Amanhã: Morro da Casa Verde (19h), Mocidade Alegre (20h), Unidos de Vila Maria (21h), Rosas de Ouro (22h), Nenê de Vila Matilde (23h) e Leandro de Itaquera (0h). Domingo: Tom Maior (18h), Imperador do Ipiranga (19h), Acadê-

Bloco Pilantragi, em Perdizes, que desfilou na semana passada.

se constitua em elemento condicionante à participação", estabelece o artigo 3º do decreto municipal. A medida vai na contramão de cidades como Salvador, que há anos tem o Carnaval de rua segregado por cordas e abadás. O decreto também criou uma comissão intersecretarial para tratar do Carnaval de rua da cidade. A ideia é estabelecer um "permanente diálogo com os responsáveis pelos blocos e assemelhados, assim como moradores e comerciantes eventualmente envolvidos ou interessados". A comissão ainda pretende fazer um planejamento detalhado dos eventos para "minimizar os impactos nas áreas em que ocorrerem, maximizando seu proveito comunitário". Diversas secretarias compõem a comissão, como a de Segurança Urbana, Direitos Humanos e Cidadania, Saúde e Transporte. (Folhapress)

micos do Tatuapé (20h) e Colorado do Brás (21h). Sambódromo do Anhembi: Avenida Olavo Fontoura, 1209 – Metrô Santana. Informações: 2853-4555.

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Daniela Souza/Estadão Conteúdo

s blocos carnavalescos de São Paulo não poderão ter abadás ou cordas que separem o trio elétrico do público. As diretrizes para a folia na Cidade foram publicadas na edição de ontem do "Diário Oficial" do município. Segundo o decreto assinado pelo prefeito Fernando Haddad (PT), a justificativa para a não segregação dos foliões é de que o Carnaval é um "conjunto de manifestações voluntárias, n ão hierarquizadas, de cunho festivo e sem caráter competitivo". "Tratando-se de ocupação temporária de bens públicos, nas manifestações do Carnaval de Rua não poderão ser utilizadas cordas, correntes, grades e outros meios de segregação do espaço que inibam a livre circulação do público, permitindo-se o uso de vestuário distintivo que apenas identifique o respectivo grupo, sem que

partir de hoje e toda sexta-feira até o Carnaval, os leitores do Diário do Comércio receberão todas as informações da festa de Momo.

Epitácio Pessoa/Estadão Conteúdo

Usuário testa a internet grátis inaugurada ontem no Mercadão

Mercadão de SP: pastel, mortadela e internet grátis. m testes desde o fim de janeiro, a conexão gratuita à internet no Mercado Municipal de São Paulo, no Centro, foi lançada ontem. Além do Mercadão, outros dois pontos da Capital já contam com o serviço: o Pátio do Colégio, no Centro, e a Praça Dilva Gomes Martins, em Artur Alvim, na zona leste. O vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e as praças Benedito Calixto, em Pinheiros, e Fortunato da Silveira, em São Miguel Paulista, serão os próximos pontos a receber o Projeto Praças Digitais. A Prefeitura espera implementar 120 pontos de internet wi-fi livres, a maioria na zona leste

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da Capital. A velocidade da conexão será de 512 quilobits e não é necessário fazer cadastro prévio do internauta para acessar. Serão gastos com o projeto R$ 9,2 milhões, anualmente - R$ 6,4 mil é o custo médio de cada Praça Digital por mês. Quem estava no Mercado ontem testou a rede de Wi-Fi. A administradora Camila Cavalhero, 41, não conseguiu acessar a rede de conexão. "Pode ser por causa do meu aparelho de celular, não sei", disse. Já o marido, o médico Marco Cavalheiro, 50, conseguiu acessar rapidamente. "No meu celular, o sinal é excelente." (Estadão Conteúdo)

Bodas de Prata da Velha Guarda A Mocidade Alegre comemora os 25 anos de fundação da Velha Guarda da Morada do Samba neste domingo, dia 9, em sua quadra, a partir das 18h. Além dos sambas da escola vão ser lembradas as antigas marchinhas de carnaval, com presença de todos os setores da escola. Ingressos à venda por R$ 15. Nova quadra da Mocidade Alegre: Rua Samaritá, 1020 Bairro do Limão. Telefone: (11) 3857-7525 e 38573611. Site: www.mocidadealegre.com.br


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Prefeitura interrompe o Clube Escola Secretaria diz que programa será reformulado, para dobrar o número de atendidos, e garante que modalidades como tênis e polo aquático não deixarão de existir. Alexandre Rezende/Folhapress

Juliana Resende *

Trabalhador (PET), juntamente com o marido, Antonio Soares Veiga Neto, 46, e o filho ÉriPrefeitura de São co Major Veiga, 16, que comePaulo interrompeu çou há três anos no Clube Estemporariamente o cola e hoje joga também pela Clube Escola, pro- Federação Paulista de Tênis. grama de recreação e lazer “Os professores eram superpara toda a população, que qualificados e conseguiam aproveitava para fazer aulas equilibrar o nível do grupo, gratuitas de esportes em seus bastante heterogêneo", lamenta Simone. equipamentos esportivos. A Seme garante que modaO projeto, criado em maio de 2007, durante a gestão do l i d a d e s c o m o t ê n i s e p o l o ex-prefeito Gilberto Kassab aquático "não deixarão de (PSD) pelo deputado federal existir" e que mais lutas, como Walter Feldman (PSDB), então boxe e jiu-jitsu, serão incluídas Secretário Municipal de Es- no programa. Além disso, o portes, Lazer e Recreação, projeto passará de 50 para atendeu 15 mil pessoas, entre 100 Clubes da Comunidade (CDCs), que crianças, agora terão adolescentes d e a d m i n i se adultos, em trar eles pró2013. O que vier prios as ativiPa r a e s t e dificilmente será tão dades. ano, a PrefeiCusto – Setura promete bom quanto o que já o Instigundo que o prograestava tuto Patrícia m a s e r á r eimplementado com Medrado, formulado, sucesso que forneceu v i s a n d o d obrar o númeMARIANA FERRAZ KASTRUP, MORA- aulas de tênis entre outras ro de atendiDORA DO PACAEMBU modalidades dos pelas atiaos centros, o vidades. Em 30 de dezembro do ano custo médio para aulas, coorpassado, os contratos dos denação, administração e forconvênios dos prestadores de necimento de material foi de serviço do Clube Escola com a R$ 636 mil em 2013. Cerca de Secretaria de Esportes, Lazer 550 alunos foram atendidos e Recreação (Seme) vence- nas aulas de tênis. "O que vier dificilmente será ram. "Não serão realizadas renovações automáticas", infor- tão bom quanto o que já estama a assessoria de imprensa va implementado com sucesda Seme, afirmando que no- so", acredita Mariana Ferraz vos editais darão continuida- Kastrup, 40, moradora do Pade ao programa até "fevereiro caembu, cujo filho fazia tênis no Clube Escola do estádio. ou março". "Estamos muito decepcio- "Pagamos IPTU de R$ 9 mil por nados", diz Simone Adriana ano e era a única coisa que Major Veiga, 44, ex-aluna de usávamos do governo. Estatênis no Parque Esportivo do mos muito chateados."

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Equipe olímpica de boxe feminino do Reino Unido treinando com a seleção brasileira em um Clube Escola Um abaixo-assinado com cerca de 500 assinaturas pedindo a continuidade do programa foi entregue pelo presidente da Associação Viva Pacaembu, Rodrigo Mauro, ao prefeito Fernando Haddad (PT) e ao secretário municipal de Esportes, Celso Jatene. "O Pacaembu pode ser até privatizado e eles não comentaram nada sobre o Clube Escola", diz Mauro. “Um mês antes do término do contrato recebemos uma carta avisando que o convênio não seria renovado”, diz Patrícia Medrado, cujo instituto está no Clube Escola desde sua implementação. Além do tênis, também havia aulas de futebol, futsal, ginástica, capoterapia (capoeira adaptada para terceira idade) e ginástica artística. O Instituto Patrícia Medrado

atendeu 24 centros esportivos municipais no primeiro e segundo anos, 6 unidades no terceiro ano, e 5 do quarto ano em diante: Pacaembu (Zona Oeste), PET (Zona Leste), Bolsa D’Água (Zona Sul), Basileia (Zona Norte) e Cidade Santa Bárbara (Zona Leste). No total, o convênio do Instituto Patrícia Medrado custava à Seme R$ 1.094.794,55. Edi tais – A Seme prometia para o final de janeiro a publicação de editais para centros de administração direta como o Pacaembu e o PET, contemplando atividades esportivas e culturais como tênis, poloaquático e dança de salão – e garantindo a sua retomada. Ricardo Vasconcelos e Dilane Machado de Vasconcelos, pais de Pedro, aluno de tênis no Pacaembu, escreveram uma carta ao secretário de Es-

portes, Carlos Jatene, e ao prefeito Haddad, em que cobraram justificativas à interrupção do Clube Escola e contratação de novos professores. "Por que (o programa) não pôde ser mantido até que se faça outra licitação, a fim de que os alunos possam usufruir desse direito custeado pelo dinheiro do contribuinte durante as férias, e por que projetos que estão dando certo têm de ser extintos?", questionaram. "A resposta da Prefeitura à carta foi vaga e burocrática", afirmaram. Pedro, de 19 anos, conta que o tênis o beneficiou socialmente, além de melhorar sua saúde, graças à atividade física. "Emagreci 16 quilos nos quase três anos que fiz aulas – que só paravam por duas semanas no fim do ano", conta. Pedro não tem condição de

pagar aulas particulares e criou um grupo no Facebook pela continuidade do Clube Escola. "Gostamos do nosso professor e queremos que ele continue", diz, referindo-se a Paulo Arcuri. do Instituto Patrícia Medrado. Procurado pela reportagem, Erik Seegerer, coorden a d o r d o p ro j e t o d e p o l o aquático Oficina da Piscina, cujo contrato com o Clube Escola também data do início do programa e foi encerrado, preferiu não comentar a decisão da Prefeitura pela descontinuidade. Seleção – Atleta da seleção brasileira tetra-campeão sulamericano e três vezes vicecampeão de Jogos Pan-Americanos, Seegerer criou o projeto para “expandir e disseminar a prática da modalidade para além dos clubes particulares e, assim, possibilitar que crianças de todas as faixas econômicas tivessem acesso a esse esporte”. “Após um mapeamento das piscinas públicas, criou-se um modelo de ensino, em que a modalidade é a ferramenta para o aprendizado de objetivos pedagógicos e de inclusão social”, diz o site do Oficina da Piscina, que teve origem com o Clube Escola. Agora, seu futuro é incerto. A Seme argumenta que “um dos diferenciais dos chamamentos públicos do Programa Clube Escola para 2014 é a descentralização”. Além disso, diz que o número de modalidades vai aumentar, assim como os usuários. Nas artes marciais dez modalidades serão oferecidas, “aumentando de 2 para 7 mil atendidos”. * Especial para o DC

L.C.Leite/Luz-23/08/12

Divulgação

Dona Maria com seus exames e a carta que propiciou o 'milagre'

mbora ainda não saiba, o papa Francisco deu seu primeiro passo em direção a uma futura e possível santificação. Por seu intermédio, Dona Maria Terso de Oliveira, 50 anos, funcionária de uma empresa de limpeza, mãe de sete filhos e moradora no Parque do Engenho, periferia da Zona Sul, teve, de um dia para o outro, seus exames marcados no Sistema Unificado de Saúde (SUS) após quase dois anos de inútil mobilização. Sua via sacra, para usar expressão familiar à Sua Santidade, começou em 2012 com insuportáveis cólicas menstruais que a levavam mensalmente ao hospital de Campo Limpo. Exames feitos em convênio de saúde indicaram cirurgia para remover miomas. Posteriormente, nesse sentido, recorreu ao SUS, iniciando o longo período de expectativa. Em outubro

passado, inspirada em procedimento postal bem sucedido de um menino, ela escreveu ao papa pedindo seu auxílio, preenchendo frente e verso de uma folha de caderno grande. Amigos e vizinhos empreenderam demorada pesquisa para levantar o endereço, sem saber que poderiam obtê-lo com facilidade por meio da Nunciatura Apostólica. Nesse ínterim, coincidiu que cerca de 10 dias atrás, o SUS convocou-a a se apresentar na Unidade de Saúde Básica (UBS) do Parque do Engenho. Certamente, tra-

tava-se dos ansiados exames pré-operatórios. Mas o atendente abafou suas esperanças ao anunciar, agora com data marcada, um novo e longo tempo de espera. O marido, que a acompanhava, lembrou que a missiva papal estava na sua bolsa e apresentou-a ao rapaz. Foi como se estendesse um inexorável Royal Straight Flush–a mais poderosa combinação do pôquer – numa mesa de jogo. O documento foi lido atentamente, xerox foram tiradas, consultas feitas e, no dia seguinte, tudo estava acertado. No entanto, apoiando-se no exemplo de São Tomé, santo que gosta das certezas definitivas, Dona Maria postou sua carta para a Santa Sé na quinta feira. Ela é católica e devota de Nossa Senhora Aparecida. Quando sobra um dinheirinho, Dona Maria se junta a uma dessas excursões dominicais para homenageá-la na sua basílica.

Luca Galuzzi/Divulgação

Max Rossi/Reuters

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OS DOIS CALORES DE TOCO

O PRIMEIRO MILAGRE DE FRANCISCO

olhado de suor em virtude dos 34°C que desceram sobre a cidade anteontem, Antonio "Toco" Lenzi, 47 anos, estava com a cabeça no deserto de Saara. No quesito calor, era lá que gostaria de estar. Antes que alguém o suponha estar trocando seis por meia dúzia, inclusive com desvantagem, uma vez que o termômetro chega rotineiramente aos 50°C naquelas areias, é preciso esclarecer que sua opção não é absurda. Habituado, há muitos anos, a trabalhar no deserto como guia turístico de expedições obviamente aventurosas – aliás, encontra-se em São Paulo justamente para preparar a temporada do ano –, ele sabe que o calor saariano, apesar de mais elevado, é perfeitamente suportável por se tratar de clima seco. "É suficiente usar roupas de algodão

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para proteger a pele. A temperatura do corpo é mantida razoavelmente. No clima úmido de São Paulo, ao contrário, temperaturas altas provocam desconforto e até indisposições". A explicação de Toco decifra um enigma para nós, leigos, que nos espantamos em ver aquelas pessoas caminhando no deserto como se estivessem à beira-mar. "Além disso", ensina Toco, "se a temperatura estiver em 50°C ao sol, cai pela metade, quase em torno de 20°C, à sombra. É bem melhor." À noite, a situação tor-

na-se mais favorável. Enquanto paulistanos dormem com ar-condicionado ligado ou ventiladores zumbindo, no Saara cai um frio que pode chegar aos graus negativos, facilitando o sono. Também é surpreendente ouvi-lo dizer que não é necessário beber água a toda hora como ocorre nos picos dos nossos verões. "Às vezes eu passo um dia com 200 ml de água", diz ele, desfazendo ligeiramente a aura de singularidade que cerca os camelos. O espírito aventureiro de Toco não se restringe ao Saara. Seu currículo é vastíssimo a respeito. Só para vocês tiverem uma ideia: já acompanhou o navegador Amyr Klink e o sertanista Sidney Possuelo em peripécias inimagináveis. É uma espécie de Indiana Jones sem chicote ou inimigos a abater.


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Teatro no Itaú Cultural A peça O Homem Que Amava Quadros, inspirada em obra de Stephen Michael King, fica em cartaz sábado (8) e domingo (9). Itaú Cultural. Av. Paulista, 149. Sessões às 18h. Grátis.

Fotos: Corteceria Amorim

A rolha nossa de cada dia CHINA esde 2005, o consumo de vinhos não para de crescer na China. Os chineses já ultrapassaram franceses e italianos no consumo de vinhos tintos, mostram números da Vinexpo, uma grande feira de negócios de vinho que terá seu evento asiático em Hong Kong, em maio (na foto, um dos cartazes). Mais de 155 milhões de caixas de 12 garrafas foram vendidas na China em 2013, contra 150 milhões na França.

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e-BOOK

he World Atlas of Wine, de Hugh Johnson e Jancis Robinson, já na 7ª edição, é obra de referência de quem aprecia vinhos e gosta de estudá-los. Foi atualizado para incluir temas como mudanças climáticas. No Brasil, é publicado pela Nova Fronteira. Pois a obra ganhou versão eletrônica, que não é simples adaptação da obra parruda. No i-Pad, o desfile de fotografias é completado com um show de mapas interativos.

quele performático funeral em Nova York, de 25% do mercado –, deve estar rindo à toa com a organizado pelo vinicultor californiano anunciada "ressurreição" de Corky. Amorim recoRandall Grahm, entrou para a história dos nhece que erraram ao dispender muita energia na vinhos e da arte. No caixão, Monsieur Thierry Bou"guerra de relações públicas" no final dos anos chon (brincadeira com a palavra francesa para sa1990 e pouca no ataque ao TCA, mas diz que já corca-rolhas, tire-bouchon). Ao lado do finado, a crítica reram atrás do prejuízo investindo pesado em pesinglesa Jancis Robinson exclamando: Oh, Corky, quisa e inovação. O controle de qualidade é feito Oh, Corky, para um "corpo" todo feito de rolha envolvendo os parceiros, desde a colheita. As ins(cork, em inglês), escultura do descolado artista talações foram completamente reformadas, os Wes Modes. A revista Wine Spectator aderiu à brinpellets de madeira, aposentados. A parte da corticadeira e publicou um obituário: Thierry Bouchon ça próxima às raízes da planta, mais vulneráveis (1585-2002), conhecido pelos amigos como Coraos fungos, agora são descartadas. A presença ky, teria morrido depois de uma longa doenmínima de TCA é detectada por refinaça, sendo a toxina 2,4,6-Tricloroanisol dos exames com técnicas de cromato(TCA) a responsável por sua partida. grafia, levando as peças contaminaTCA é o composto resultante do fundas a eficientes escaldamentos profigo que ataca a cortiça e acaba estraláticos. "Agora a batalha da indústria gando e comprometendo os vinhos, mal de rolhas é para reconquistar o coraNomacorc: que atingiu seu pico nas últimas décadas do ção dos consumidores", disse Amoplástico verde século 20. Quem não passou por um vinho rim ao jornalista Tom Cannnavan. do Brasil. bouchonné, com seu aroma de papel molhado ou Todas essas providências têm levado à repapelão mofado, levante a mão. Algumas pesquitomada do mercado. Os vinicultores também gossas mostram que até 6% das garrafas produzidas taram da uniformização e da classificação dos tiem todo mundo foram contaminadas e descartapos de rolha, com redução das variações de quadas nos piores momentos da "praga". As viúvas de lidade de vinhos de uma mesma safra guardado Corky, principalmente as do Novo Mundo, partisob as mesmas condições. A vinícola australiana ram com razão e sem compaixão para novos relaRusden, no Barossa Valley, acaba de deixar as cionamentos, com rolhas sintéticas (e até coloriscrewcaps de lado, de volta às rolhas de cortiça. das) e screwcaps (vedantes de rosca, em alumíAmorim comemora porque os maiores mercados nio). concorrentes estão justamente na Austrália, Nova Carlos de Jesus Amorim, diretor de marketing e Zelândia e África do Sul. Na Nova Zelândia, somencomunicação da Corticeira Amorim – líder mundial te 30% das garrafas levam rolhas de cortiça. A Cordas rolhas naturais em parceria com 600 produtoticeira Amorim tem apoiado movimentos de retorres portugueses, a maioria do Alentejo, detentor no à rolha natural em vários mercados-chave, co-

A

Corticeira no Alentejo: recuperação da imagem. mo no Reino Unido. O site da empresa informa que "a icônica cave sul-africana Klein Constantia anunciou um retorno à rolha natural no seu Sauvignon Blanc premium, o Perdeblokke Sauvignan Blanc e a vinícola Rutherford, sediada no Vale do Napa, abdicou da utilização de vedantes de plástico devido a problemas técnicos e de sustentabilidade". Os contendores (fabricantes de rolhas naturais e os de vedantes sintéticos) não estão mais em debate sangrento, batalhas que renderam até um clássico com tiradas shakespereanas To Cork or Not to Cork, de George Taber. Todos apostam na força da inovação. A líder das rolhas sintéticas, a Nomacorc, acaba de firmar uma parceria com a brasileira Brasken para o fornecimento do plástico à base de etanol da cana-de-açúcar. O Polietileno I'm Green garante pontos de sustentabilidade à empresa, já que contribui para reduzir a emissão dos gases do efeito estufa. Mas os fabricantes dos polímeros já entram na defensiva: dizem que suas rolhas apresentam o mesmo desempenho das de cortiça, que permitem a entrada controlada de oxigênio. E não têm, absolutamente, TCA.

José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia e autor de Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas (Editora Terceiro Nome) Sony Pictures/Divulgação

BEATLES A descoberta da América Ana Barella á exatamente meio século, John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Star desembarcavam no Aeroporto Internacional John F Kennedy. Dois dias depois, se apresentaram no programa de televisão americano, The Ed Sullivan Show. E ao tocarem os hits Can´t Buy Me Love, Twist and Shout, She Loves You, I Wanna Hold Your Hand e Please Please Me, seduziram um país inteiro, desencadendo a Beatlemanía. Naquele dia, eles bateram todos os recordes de audiência da época: 73 milhões de americanos assistiram ao Fab Four pela televisão. Dois meses depois da histórica apresentação, já estavam com cinco canções no topo da tabela da Billboard. E logo depois, com 14 músicas. Somente a canção I Wanna Hold Your Hand vendeu 250 mil cópias, isso em apenas três dias. Durante esses cinquenta anos, os Beatles foram inspiração para diversas gerações. Não só no ambito musical, mas comportamental

mcanções", explica. E completa: "Eram um quarteto com muita personalidade, e midiáticos. Paul, o bonitinho; John, o intelectual; George, o espiritualista e Ringo, um verdadeiro palhaço". Brocchi também tenta desvendar porque o Fab Four ainda conquista. "É inacreditável como ainda são atuais. Além disto, eles conseguem trazer personalidade para canções que não são de sua autoria, como Twist and Shout", explica. O beatlemaníaco também conta que esse encantamento vai muito além das canções. Explica que cada membro da banda tem uma história pessoal muito forte e única, pois cada um teve experiências pessoais muito distintas: John, na política; Paul, na familiar, George, na espiritual e Ringo, nas festas.

Bradley Cooper. Christian Bale: irresistíveis picaretas.

CINEMA A cor do $$$ Lúcia Helena de Camargo

Os Beatles tocando no programa que alavancaria verdadeira histeria das fã.

Para escutar, curtir ao vivo, e vestir. Os cinquenta anos do início da beatlemanía podem ser celebrados pelos fãs de diferentes modos. Seja escutando suas canções, indo à shows covers ao vivo, ou comprando produtos licenciados. O DCultura fez uma

seleção de como aproveitar esta data. A rádio online AccuRadio (www.accuradio.com), disponibilizou um especial dos Beatles nos EUA, com versões originais das músicas. É só

acessar e celebrar! Já no SESC Bom Retiro, a festa acontecerá nos dias 13 e 27 de fevereiro, às 18h, nos shows da banda Beatles Jazz, que faz versões jazzísticas das músicas do grupo. É de graça.

Beatles na cabeça. E nos pés. Essa é a ideia da nova linha de tênis da marca Vans, que criou modelos inspirados no filme Yellow Submarine, do quarteto de Liverpool.

aseado em uma história real, Trapaça (American Hustle, 2013, EUA, 138 minutos), dirigido por David O. Russell, é uma divertida história sobre malandros e picaretas. Christian Bale, fora de forma (engordou 18 quilos para fazer o personagem, em mais uma de suas grandes transformações), ostenta uma barriguinha e uma peruca ridícula. Ele vive o golpista Irving Rosenfeld. Ao conhecer Sydney Prosser (Amy Adams), as trapaças ficam mais elaboradas, com a moça assumindo a “persona” de uma lady britânica. Eles vão um pouco longe demais e são pegos pelo agente do FBI (Bradley Cooper) cujas intenções acabam investidas de exagerada ambição. Em determinado ponto, o desafio é entender quem está enganando quem, até o novelo ser deslindado. A mulher de Irving, Rosalyn (Jennifer Lawrence), de início apenas uma caipira entretida em armar o cabelo com laquê e pintar as unhas, se revela parte importante da trama. Na edição 2014 do Oscar, Trapaça concorre a dez prêmios: melhor filme, diretor, ator (Bale), atriz (Adams), ator coadjuvante (Cooper), atriz coadjuvante (Lawrence), além de roteiro original, edição, direção de arte e figurino. Curiosamente, não concorre na categoria maquiagem e cabelo, área na qual o filme se esmera, ao retratar toda a, digamos, exuberância dos penteados dos anos de 1970.

B Fotos: Arquivo DC

H

e cultural. Com suas canções, mudaram a música pop que conhecemos hoje. O dia 9 de fevereiro foi apenas um teaser da chamada invasão britânca na música americana. Para Eduardo Bocchi, beatlemaníaco assumido e professor do curso, Beatles: História, Arte e Legado, lecionado na Puc Rio, a impressão que os Beatles causaram nesta apresentação foi a de encantamento: "As músicas eram alegres e tinham raízes típicamente americanas. E eles tinham um ar infantil, mas bem humorado. Os jovens se identificavam com esta postura irreverente. Além disto, diferentemente dos outros artistas da época, eles escreviam suas próprias


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Prédios feitos de céu "Buildings Made of Sky" é projeto do artista Peter Wegner, graduado pela Universidade de Yale. Suas fotografias desenham prédios no céu, no recorte de grandes edifícios. www.lensculture.com/peter-wegner

.O..LIMPÍADA

.V..IDA ANIMAL

Sochi: a imprensa reclama. A

Alexander Demianchuck/Reuters

cerimônia de abertura da Olimpíada de Inverno de Sochi, na Rússia, acontece hoje. Mas, na véspera da solenidade, a cidade-sede ainda tinha problemas. Principalmente para os profissionais da mídia. "Meu hotel não tem internet, nem água quente, nem cortina, nem móveis. Bem, três das quatro lâmpadas estão funcionando", disse no Twitter o jornalista canadense Jian Ghomeshi, destacqeo para cobertura. "A CNN reservou 11 quartos em um hotel para a mídia em Sochi há cinco meses. Nós estamos aqui há um dia e apenas um quarto está disponível", escreveu o jornalista Harry Reekie, da CNN, em seu Twitter. No resort de Rosa Khutor, na vila de Esto Sadok, onde

Flagrados em perfeita convivência: um cão recosta a cabeça no carneirinho, outro cachorrão cuida de pintinhos, enquanto o gato é cercado de pequenos amorosos roedores.

Atletas dos EUA, em exibição ontem. vão acontecer várias provas, operários ainda trabalham em reformas de prédios que vão receber jornalistas. O jornal americano Washington Post destaca em seu site que há lixo espalhado pelos cantos das ruas próximas ao Parque Olímpico, onde

atletas vão se hospedar e participar de competições. Uma conta no Twitter foi criada com o nome "Sochi Problems" : já tem mais de 62 mil seguidores. Reúne fotos e depoimentos dos principais problemas encontrados na cidade. (Folhapress)

.L..EILÃO

Recorde por obra de Picasso Acasa de leilões Sotheby's, em Londres, vendeu, ontem, o quadro Composition au Minotaure, de Pablo Picasso, pelo valor de 10,4 milhões de libras (cerca de R$ 40,8 milhões), o preço mais alto já alcançado por uma obra em papel do artista, conforme informa o jornal El País, da Espanha. A peça, uma aguada de 50,2 por 65,2 cm, pertencia à coleção do marchand Jan Krugier, e data de maio 1936, véspera da Guerra Civil na espanhola. O preço inicial da obra era 1,8 milhão de libras (cerca de R$ 7,06 milhões) e a casa havia estimado um máximo de 2,5 milhões de libras (R$ 9,8 milhões) por ela.

Doce convivência

www.boredpanda.com

.L..EILÃO

Vendida a Harley do papa Francisco

s

Estes animais, em convivência para lá de pacífica, vivem juntos no Rocky Ridge Refuge, no estado de Arkansas (EUA). O refúgio foi criado há 20 anos por Janice Wolf para ajudar animais selvagens e domésticos carentes de cuidados médicos.

RODIN NA PAREDE - Um novo mural do grafiteiro Eduardo Kobra, em São Paulo, começa a repercutir em sites de design. Este é baseado na escultura O Pensador, de Rodin.

GREGAS E ELÁSTICAS

.L..ITERATURA

Luzes em Charlie Chaplin

Uma moto Harley Davidson do papa Francisco, um presente ao pontífice dado pelo dono da mítica marca de motocicletas, foi arrematada ontem, em Paris, por 210 mil euros (cerca de R$ 683 mil). Os euros auferidos no leilão serão destinados à associação Caritas Roma. A moto, uma Dyna Super Glide Custom 2013 de 1.585 cc, leva a assinatura do papa no depósito de combustível. (EFE)

.L..OTERIAS Concurso 3410 da QUINA

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O artista chinês Li Hongbo tem alterado o classicismo de esculturas gregas,

dando elasticidade aos modelos até então parados no tempo. Uma série delas está exposta

na galeria Klein Sun, em Nova York. www.funofar t.com/li-hongbosflexible-sculptures/

O único romance de Charles Chaplin, "Footlights", que serviu de inspiração para o filme "Luzes da Ribalta", será publicado mais de 60 anos depois que o ator e diretor de cinema britânico o escreveu, em 1948. As várias partes da obra, em forma de manuscritos e roteiros datilografados, permaneciam nos arquivos Chaplin da Cinemateca de Bolonha, na Itália, encarregada de digitalizar todos os trabalhos do cineasta e que agora publicará o romance. (EFE)


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Transparência Fotos de Tina Cezaretti/Hype

Saindo na frente: Waldir Mascara, da Papelaria Rosário, e Jussara, da Gata & Sapato.

na nota já A partir de junho a discriminação dos impostos na nota fiscal será obrigatória. Mas não fique de cabelos em pé. O processo é simples e quase sem custos. Karina Lignelli a Papelaria Rosário, no Centro, o sistema está funcionando e não gerou custo extra. Já na loja de calçados e acessórios femininos Gata & Sapato, no mesmo bairro, apesar de dúvidas pontuais, o software já está em fase de testes. Mas nem todos são como eles: o Imposto na Nota, uma iniciativa da Associação C o m e rc i a l d e S ã o Pa u l o (ACSP) e do movimento "De Olho no Imposto" – que garante transparência de informações ao contribuinte na hora da compra – ainda é alvo de dúvidas por parte dos comerciantes e demais empresários. O projeto Imposto na Nota virou lei e determina que notas e cupons fiscais informem ao consumidor o valor aproximado dos tributos que incidem sobre produtos e serviços em todo o País. A complexidade do cálculo, possíveis custos extras de implantação ou até receio de influenciar a apuração dos impostos que recolhem (como o Simples) têm feito essa adaptação ser mais lenta. Mas a discriminação do imposto no valor total da nota fiscal se torna-

N

rá obrigatória a partir de junho deste ano. Exemplo de demora vem do setor de papelarias, onde a maioria é formada por pequenas e médias empresas. Segundo Antônio Martins Nogueira, presidente do Simpa-SP (sindicato do setor), há dúvida se as diferenças tributárias entre a grande variedade de produtos vão impactar os estabelecimentos. "Estudamos fazer essa implantação em grupo já que o custo pode ser menor, e para que exista padronização", explica. Mas tudo é mais simples do que se imagina: segundo Othon de Andrade Filho, diretor de Inteligência do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), parceiro da ACSP na iniciativa, além de não ser necessário contador para se adaptar à legislação, o instituto desenvolveu o IBPTax – sistema que lista os impostos federais, estaduais e municipais de mais de 100 de milhões de itens. e está disponível para download gratuito em seu site (veja entrevista abaixo). Quanto ao custo de implantação do software, empresas que emitem nota ou cupom fiscal eletrônico podem tê-lo ou não, dependendo do con-

trato com o fornecedor de softwares ou da terceirização do serviço, explica. "Cada caso é um caso, mas o que estamos vendo é que na maioria não há custo, ou ele é diminuto", diz o especialista, que lembra que o IBPT e a Associação Brasileira de Automação Comercial (Afrac) criaram um manual para orientar o desenvolvedor de sistemas a fazer a integração. Hoje, o IBPT disponibiliza a carga tributária média nacional, mas está trabalhando para disponibilizar em breve o Imposto na Nota por estado.

"Assim que isso ocorrer, ficarão evidentes as disparidades tributárias nesse âmbito", completa Andrade Filho. Última hora – Pelo levantamento do IBPT, por enquanto apenas 8,7% dos 16 milhões de estabelecimentos do Brasil implantaram o sistema, sendo que a maioria está em São Paulo (31,7%). Nesse último caso se encaixa a Papelaria Rosário, que tem contrato de manutenção de softwares e solicitou a atualização – sem custo por esse motivo – assim que a lei começou a vigorar, segundo o responsável Waldir

Mascara. "Já mudamos para não ter que fazer depois a toque de caixa", conta. Mas, segundo ele, será preciso reforçar o trabalho de educação do consumidor, já que muitos não reparam na mudança. "Quando entenderem esse trabalho de moralização dos tributos, começarão a questionar. Aí vai ser igual ao CPF na nota", acredita. Já Jussara Lupoli, proprietária da Gata & Sapato, procurou se informar bastante antes de implantar o Imposto na Nota, pois temia que a mudança de sistemática afetasse os esto-

ques ou o cálculo do Simples. Para ela, apesar da importância da nova lei, só consumidores mais conscientes atentam para isso. "(O imposto) Não é empecilho para comprar. Não importa se o produto tem 30% de carga tributária, mas se ele é mais barato. O jeito é fazer nossa parte sem esperar acontecer, já que o governo mesmo só pensa em ser nosso sócio", afirma. Marcel Solimeo, economista-chefe da ACSP, diz que três coisas explicam a demora no mercado: o costume de "deixar tudo para a última hora", a expectativa dos comerciantes pela regulamentação, "para não ter que fazer antes e depois mudar", e o desconhecimento, mesmo. "Tudo foi feito de forma a facilitar as informações para o empreendedor e está implícito nos termos da lei, que está nos mínimos detalhes para que seja atendida sem atropelos", afirma. Para Rogério Amato, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), como tudo o mais, o Imposto na Nota é um processo. "(A adaptação) está mais devagar do que gostaríamos, mas é inexorável. Continuaremos a fazer esse trabalho de conscientização para acontecer de vez, já que não representa maiores custos e é uma mudança que traz mais vantagens do que desvantagens para a sociedade", finaliza.

Respostas para as principais dúvidas onfira as respostas às dúvidas sobre o Imposto na Nota elaboradas por Othon de Andrade Filho, diretor de Inteligência do IBPT:

adaptações com funcionários próprios de TI, por isso cada caso é um caso. O que temos percebido é que, na maioria dos casos, ou não há custo ou o custo é diminuto.

Só os empreendimentos varejistas têm que se adaptar à lei 12.741/2012? Não. Atacadistas, indústria, agronegócio e autônomos que emitem documentos fiscais também. Se há relação de consumo é necessário informar a carga tributária ao consumidor na nota fiscal. A exceção é se a nota emitida tiver finalidade diversa de venda ao consumidor, como amostra grátis, remessa para conserto e venda de insumos para industrialização, por exemplo.

No caso do arquivo que contém carga tributária aproximada de todos os produtos e serviços, fornecido pelo IBPT (o IBPTax), há algum custo para a empresa? R – Não há qualquer custo em relação ao fornecimento dessas informações oferecidas pelo IBPT ao Movimento de Olho no Imposto. Nem mesmo o Manual de Integração é cobrado. Porém, é facultativo utilizar os números disponibilizados pelo IBPT, caso outra entidade forneça.

C

Há algum custo de implantação do sistema do Imposto na Nota? Empresas que emitem nota ou cupom fiscal eletrônico poderão ter ou não custo. Depende do contrato com a fornecedora do software. Há empresas que pagam mensalidade a esse fornecedor, onde está inclusa a atualização de sistemas para atendimento da legislação fiscal e comercial. Há outras que possuem software próprio e precisam terceirizar essas mudanças, ou fazer

Fale mais sobre o IBPTax e como as empresas podem adaptá-lo ao Imposto na Nota. O arquivo é para ser usado pelo software de automação comercial, disponível no site do IBPT (www.ibpt.org.br). Através desse arquivo, padronizado em layout universal para uso em qualquer software, o emissor de nota ou cupom fiscal identifica a carga tributária aproximada, através da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) ou NBS (Nomenclatura Brasileira de Serviços),

ou dos códigos da lei complementar 116. Essas informações já são usadas pelo empresário, por isso não há necessidade de novo cadastro ou trabalho operacional. Uma vez adotado o IBPTax, o sistema deve receber atualizações a cada seis meses, conforme previsto em lei e de acordo com o cronograma do IBPT, em junho e dezembro de cada ano. Cada sistema possui características próprias, de modo que a atualização pode ocorrer pela internet, por meio de pendrive ou CD-ROM. É possível que a implantação seja feita em grupo, por empresas de menor porte, mas que comercializam grande variedade de itens? O problema da carga tributária já foi resolvido. Agora a questão é de software, não de grupo de trabalho. Se o software tiver sido atualizado, já está tudo pronto. O padrão de automação e o arquivo que contém a tributação é gratuito. Recomendamos que as empresas assistam à palestra online que se encontra no site do IBPT. A entidade está à disposição para dar palestras em associações e sindicatos e orientar empresários. É muito simples colocar o imposto na nota fiscal. Em razão da complexa legislação tributária,

muitas entidades e empresas têm medo. Mas quem tentou implantar, conseguiu. E no caso dos pequenos lojistas que ainda emitem NF manualmente ou não têm computador? Recomenda-se a informatização por questão de profissionalização do negócio. Se a loja vende uma quantidade reduzida de tipos de produtos ou presta poucos serviços, vale a pena ter uma lista para ajudar a preencher esse dado na nota fiscal manualmente. Vale lembrar que no site do IBPT é possível encontrar/consultar a relação da carga tributária de produtos e serviços. Quando a empresa está no Simples Nacional, pagando percentual reduzido, ainda assim deve destacar carga tributária maior na nota fiscal quando informada na NCM (como 35%, por exemplo)? Sim, deve informar a alíquota que está na tabela IBPTax do IBPT. Embora as empresas do Simples Nacional paguem percentual reduzido de tributo sobre a venda, não fazem jus ao crédito tributário de etapas anteriores. Ou seja, se a empresa pagou 18% de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestações de Ser-

viços (ICMS) + 15% de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) + 1,65% de Programa de Integração Social (PIS) + 7,6% de Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), esses impostos da etapa anterior pagos pelas mercadorias ficam embutidos no preço. A essa carga já paga ainda é acrescido o imposto do Simples Nacional, que pode chegar a até mais 12% sobre a venda do consumidor. Se a empresa não pagar impostos na venda, por ter sido objeto de substituição tributária (caso de combustíveis, bebidas, cigarro), o sistema faz o cálculo total normalmente de acordo com a NCM/NBS ou LC 116? O IBPT já leva em conta diversos fatores de ponderação para obter os percentuais que oferece. Por exemplo, em relação ao IPI, é descontado o valor agregado da indústria ao consumidor e, deste modo, o usuário da tabela IBPTax do IBPT não precisa se preocupar com cálculos. O sistema faz automaticamente a correlação dos tributos do IBPTax com a tabela com seu cadastro de produtos e serviços – desde que a NCM esteja adequadamente parametrizada para o produto.


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Temos uma necessidade muito grande de manter nossas exportações Luiz Moan, presidente da Anfavea.

Embraer leva R$ 1, 4 bilhão do BNDES Empréstimo financiará desenvolvimento dos projetos do avião executivo de médio porte Legacy 500 e da segunda geração da família de jatos comerciais E-Jets Divulgação/Embraer

BNDES aprovou ontem empréstimo de R$ 1, 4 bilhão à Embraer, empresa tradicionalmente apoiada pelo banco de fomento. Os recursos serão aplicados em inovação tecnológica, no desenvolvimento dos projetos do Legacy 500, avião executivo de médio porte e da segunda geração da família de jatos comerciais E-Jets. Boa parte do apoio virá por meio do Programa BNDES de Sustentação do Investimento, o BNDES PSI, linha especial de crédito voltado para a aquisição de bens de capital e inovação. Em alguns casos, dependendo do escopo do financiamento e do risco da empresa que tomou o empréstimo, as taxas de juros do programa são negativas, ou seja, abaixo da inflação. O banco, porém, não divulgou inicialmente as condições do financiamento à Embraer. "O projeto, a ser desenvolvido predominantemente na planta industrial de São José dos Campos (SP), está em linha com a prioridade do BNDES de incentivar investimentos em inovação, que permitam melhorar a produtividade e aumentar a competitividade das empresas brasileiras nos mercados interno e internacional", diz o banco, em nota. Segundo o BNDES, os novos modelos das aeronaves terão redução no consumo de combustível, nas emissões de gases, nível de ruído e custo de manutenção. (Folhapress)

O

Segunda geração dos E-jets: "em linha com a prioridade do BNDES de incentivar investimentos em inovação", segundo o banco.

Argentina freia mercado de carros volume recorde de veículos vendidos em janeiro não foi suficiente para sustentar uma retomada mais firme da atividade nas montadoras. A produção do setor recuou 18,7% em relação a janeiro do ano passado e avançou 2,9% sobre dezembro. Os dados foram divulgados hoje pela Anfavea (associação das montadoras). As vendas do primeiro mês do ano – 312,6 mil unidades, recorde para período – cresceram 0,4%, em comparação a 2013. Foram impulsionadas pela desova estoque de unidades com Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido, faturadas no ano passado e por campanhas de promoção. As previsões para o ano são

O

de crescimento modesto de produção e de vendas, devido à restrição do crédito, crescimento menor da renda das famílias e baixa confiança, somando-se ainda aos feriados da Copa. Para a produção, além de um mercado interno morno, há ainda uma perspectiva de piora nas exportações, que, no ano passado, ajudaram a garantir um avanço recorde da produção apesar da retração nas vendas internas. As vendas externas caíram 28,9% em janeiro, para 25,8 mil unidades. A causa principal são as barreiras impostas pelo governo argentino – corte de até 27,5% na compra de importados para conter a deterioração das reservas.

A Argentina é o principal parceiro comercial das fábricas brasileiras do setor: compra nove de cada dez carros exportados pelo Brasil. O país vive uma crise cambial e adotou, em dezembro, medidas de restrição Segundo Luiz Moan, presidente da Anfavea, o governo brasileiro finaliza propostas para contornar as barreiras. "Estamos na expectativa e na busca de uma solução o mais rápido possível. Temos uma necessidade muito grande de manter nossas exportações", afirmou. Para Moan, há chances de entendimento, já que o s d o i s m e rc a d o s t e m u m acordo de integração produtiva e não apenas comercial. (Folhapress)

O governo brasileiro examina "com lupa" a nova Farm Bill – lei agrícola norte-americana – para verificar se está de acordo com os interesses do setor do algodão do Brasil, que venceu uma disputa na Organizaç ã o M u n d i a l d o C o m é rc i o (OMC) obtendo o direito de retaliar os Estados Unidos por conta de subsídios considerados ilegais. Os ministérios das Relações Exteriores, da Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior estão envolvidos na análise da nova legislação. A informação foi passada ontem pelo ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado – primeira reunião do gênero a que comparece desde que assumiu a chefia do Itamaraty. O Brasil anunciou em dezembro consultas públicas para avaliar possível retaliação contra os EUA por conta da interrupção no ano passado de pagamentos aos produtores brasileiros de algodão, como compensação pelas perdas geradas pelos subsídios concedidos a produtores norteamericanos.

Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

Governo analisa lei agrícola dos EUA

Figueiredo: "O que nos interessa é resolver a questão". Os pagamentos de quase US$ 150 milhões por ano, acertados entre os dois países, deveriam ter sido mantidos até a aprovação de uma lei agrícola dos EUA que atendesse aos interesses brasileiros. O ministro disse que o representante comercial dos EUA, Michael Froman, teria assegurado, em encontro na semana passada, que nova a lei atenderá a demandas brasileiras. "Temos obviamente uma autorização da OMC (Organização Mundial do Comércio) de retaliação. Mas, claro, não é isso que nos interessa necessariamente. O que nos interessa é resolver a questão, re-

solver a pendência, de modo a atender os interesses dos produtores brasileiros. Todas as possibilidades estão sobre a mesa”, disse. O chanceler falou também aos senadores sobre o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. Reconheceu dificuldades no processo, mas demonstrou otimismo, graças à "evolução sensível" do empresariado nacional sobre a importância do acordo e minimizou desentendimentos com a Argentina. "Todo processo de integração tem dificuldades, mas essas dificuldades são sanadas", afirmou. (Agências)


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A japonesa Sony anuncia corte de 5 mil postos de trabalho e US$ 988 milhões ao ano em custos fixos no longo prazo

Fotos: Divulgação

publicidade brasileira movimentou R$ 112,6 bilhões em 2013. É o que revela a pesquisa "Ibope Media", apontando um crescimento de 18,6% em relação a 2012. A Copa das Confederações e as promoções antecipadas para a Copa do Mundo de 2014 explicam o movimento. Entre os anunciantes, o destaque fica para a Unilever que, depois de 11 anos, volta a ocupar o topo do ranking, com a então líder Casas Bahia assumindo a segunda posição. Apesar da dança das cadeiras, a agência de Roberto Justus, a Y&R, que tem a conta da rede de varejo de Samuel Klein continua no topo. Em segundo lugar entre as agências, aparece a Borghi/Lowe, que era a quinta em 2012. A Ogilvy se manteve como terceira do ranking de agências, seguida de AlmapBBDO, WMcCann, Publicis, Africa, JWT, Havas Worldwide e F/Nazca S&S. Entre os produtos da Unilever que p a s s a r a m a g anhar maior projeção está Dove que, com a campanha da Ogilvy "Beleza real e natural", tem feito enorme sucesso. Ao colocar em todas as peças da campanha, inclusive no material de ponto de venda, mulheres comuns, do dia a HYPERMARCAS, dia, atraiu simpatia e empa tia. do Biotônico É exatamente a Fontoura: fórmula que o no7º lugar. velista Manoel Carlos, o Maneco, promete colocar no elenco da novela global “Em família...”. É que as pessoas andam cansadas de mentiras e qualquer menina sabe que não basta uma sandália para ela virar Gisele Bündchen, então, o mundo real, tem seu apelo. O baianinho da Casas Bahia também promete driblar neste ano, marcando gols para a rede líder do varejo. A Y&R ainda tem a conta, mas pode perder parte, é uma disputa acirrada e a bola está em campo. Nessa página ilustrada pelos produ-

RECKITT Benckiser: investiu pesado para anunciar itens de limpeza.

BOLO GIGANTE AMBEV investiu R$ 1,75 bilhão em marcas como Brahma, Skol e Antarctica.

A

O baianinho da Casas Bahia deve continuar brilhando

CAIXA: alegria para a população da classe C.

APESAR de ser a maior empresa brasileira, ficou apenas na sexta posição entre os anunciantes.

BELEZA real e natural: linha Dove ganhou maior projeção entre os produtos da Unilever.

OITAVA colocada entre os anunciante: Volkswagen.

tos e redes que colocaram fermento no gigante bolo publicitário, a Unilever tem ainda entre muitos outros produtos Omo, Axe, Hellmann’s e Kibon. A grande surpresa fica por conta do terceiro anunciante do Brasil em 2013: o Grupo Genomma. Esse grupo farmacêutico, dono das marcas Asepxia, Cicatricure e Goicoechea para espinhas, rugas e varizes, decidiu jogar pesado no mercado para conquistar o consumidor de classe C, que começa a dar seus “rol ez in ho s” no mundo do consumo. Esses produtos tornam-se, assim, parceiros de seus usuários. Deu resultado. Já na quarta posição ficou a AmBev, com investimento de R$ 1,75 bilhão para sustentar marcas como Brahma, Skol e Antarctica. Na quinta posição, ficou a Caixa, onde programas de moradia, móveis e eletrodomésticos populares fizeram a alegria das classes ascendentes. A Petrobras, apesar do aniversário de 60 anos, que teve no passado a campanha “O petróleo é nosso” como marco, ocupou apenas em sexto lugar no ranking de anunciantes, embora seja a maior empresa brasileira. A Hypermarcas aparece em sétimo, investindo pesado em marcas como Doril, Benegrip, Biotônico Fontoura, Zero-Cal e Adocyl. A oitava posição foi da Volkswagen, seguida de Vivo e Reckitt Benckiser, a dona de produtos de limpeza como Veja. Entre os meios de comunicação, TV ficou com a maior fatia do bolo, de 53%, uma queda suave de mero ponto percentual em relação a 2012. O jornal impresso passou de uma fatia de 18% para 16% e as revistas de 8% para 6%, ficando pela primeira vez abaixo do investimento publicitário em internet, de 7%. Sinal dos tempos e de que o público está mais exigente, embora as campanhas nem tanto. A classe C agora já chegou, isso muda muito. O ano que começa é decisivo. Vamos acompanhar.

A operadora Vivo foi a nona anunciante no Brasil em 2013

Envie informações para esta coluna. E-mail: carlosfranco@revista publicitta.com.br

Apple inaugura primeira loja oficial no Rio

Sony diz adeus aos PCs e fica com televisores Sony aumentou os esforços para recuperar as deficitárias operações com eletrônicos, optando pela saída do grupo da área de computadores pessoais e pela separação da unidade de TVs. O conglomerado japonês espera grandes perdas neste ano. A empresa informou ontem que a reestruturação cortará 5 mil postos de

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trabalho e 100 bilhões de ienes (US$ 988 milhões) ao ano em custos fixos no longo prazo. Os prejuízos com televisores têm atrapalhado os esforços da Sony de competir com gigantes como Apple e Samsung. A companhia, como esperado nos últimos dias, anunciou que a divisão de PCs Vaio vai ser vendida para o fundo de investimento Japan

Industrial Partners, que vai criar uma companhia separada para assumir as operações da marca. A Sony, inicialmente, manterá 5% de participação na nova empresa. Enquanto isso, a divisão de televisores será separada do grupo até julho. Com custos de reestruturação subindo ao mesmo tempo em que os negócios principais da empresa com celulares e entretenimento doméstico ficam abaixo das expectativas, a Sony anunciou que espera prejuízo líquido de 110 bilhões de ienes (US$ 1,1 bilhão) no ano fiscal que se encerra em março. Puxada por um forte desempenho em sua unidade de serviços financeiros no trimestre de outubro a dezembro, a Sony divulgou um lucro operacional de 90,3 bilhões de ienes no trimestre. Porém, com negócios principais como smartphones, PCs, TVs e áudio mais fracos que o esperado nos primeiros nove meses do ano fiscal, a Sony cortou a estimativa de lucro operacional para o ano de 170 bilhões para 80 bilhões de ienes. (Reuters)

Abertura será dia 15 e local foi escolhido por eventos esportivos primeira loja oficial da Apple no Brasil abrirá suas portas no próximo dia 15 de fevereiro. A Apple Store brasileira vai funcionar no shopping de luxo Village Mall, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O projeto da loja no Brasil foi confirmado em novembro de 2012. A abertura está programada para as 11 horas e, de acordo com email promocional enviado pela empresa a usuários, os primeiros 1.500 clientes que visitarem a loja vão ganhar uma camiseta comemorativa. O país é o 15º a ter uma Apple Store, o primeiro na América Latina. Há 422 Apple Store no mundo, segundo informações de dezembro do ano passado. Em entrevista ao jornal "O Globo", Peter Oppenheimer, vice-presidente sênior e diretor financeiro da Apple, esclareceu o motivo pelo qual a

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empresa escolheu a cidade do Rio de Janeiro, e não a capital paulista, para receber a primeira sede física da Apple Store do país. "O Rio é uma cidade incrível e queremos que a loja esteja funcionando a tempo da realização da Copa do Mundo da FIFA e, mais adiante, da Olimpíada em 2016." Atribui-se à Apple ter chacoalhado o setor do varejo de eletrônicos com suas lojas repletas de vendedores e de produtos expostos à manipula-

ção dos visitantes. Em 2012, o faturamento por empregado das Apple Store nos Estados Unidos era de aproximadamente US$ 1 milhão. Em lojas da Apple, é possível ter assessoria gratuita e suporte técnico para os produtos da empresa. O usuário marca um horário por meio do site e é atendido por um funcionário de forma exclusiva, podendo realizar reparos ou trocar o produto. O programa é chamado One to One e tem um custo de R$ 249 ao ano. Na loja oficial, o cliente também pode optar por adquirir serviços de configuração para o Mac comprado no local e treinamento de uso. A Apple Store vai oferecer periodicamente workshops gratuitos sobre os principais recursos dos produtos da Apple com duração de uma hora. Eles serão gratuitos, mas vão exigir reserva, que pode ser feita com a sua Apple ID. (Folhapress)


ECONOMIA/LEGAIS - 17

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Não há nenhuma linha de transmissão operando fora do limite Hermes Chipp, diretor-geral do ONS

A presidente não tolera raios Dilma rejeita a hipótese levantada por Hermes Chipp, diretor do órgão que coordena o sistema elétrico, segundo a qual uma descarga pode ter causado o apagão. presidente Dilma Rousseff reafirmou ontem que o sistema elétrico brasileiro precisa ser à prova de raios, depois que o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, apontou uma descarga elétrica como possível causa do apagão desta semana. Um grupo técnico começou a estudar o que teria provocado os dois curto-circuitos em linhas de transmissão que levaram a um apagão de energia em diversos Estados do país na terça-feira, e um relatório conclu-

A

sivo deve ficar pronto em até 15 dias. "Uma das hipóteses é descarga elétrica", disse o diretorgeral do ONS ao ser abordado por jornalistas quando saía da sede da autarquia. No fim da tarde, o ministro da Comunicação Social, Thomas Traumann, disse a jornalistas que a presidente Dilma reafirmou sua declaração de 27 de dezembro de 2012 de que "o sistema elétrico brasileiro necessariamente precisa ser à prova de raios". "O Brasil é um dos países de maior quantidade de raios do

SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE SOROCABA O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Sorocaba comunica que se acha aberto, o Pregão Eletrônico nº 02/2014 - Processo nº 11.892/2013, destinado a aquisição de tubo de ferro fundido dúctil, SESSÃO PÚBLICA dia 21/02/2014 às 10:00 horas. Informações pelo site www.licitações-e. com.br, pelos tel. (15) 3224-5810/5811/5812/5813/ 5814/5815/ 58165817/5819/5821/5822/5823/ 5824/5825 e 5826, ou pessoalmente na Av. Pereira da Silva, nº 1.285, no Setor de Licitação e Contratos. Sorocaba, 06 de fevereiro de 2014. Érica Aparecida de Menezes Ribeiro - Pregoeira

SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE SOROCABA O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Sorocaba comunica que se acha aberto, o Pregão Eletrônico nº 05/2014 - Processo nº 12.028/2013, destinado a aquisição de ladrilho padrão oficial, SESSÃO PÚBLICA dia 21/02/2014 às 11:00 horas. Informações pelo site www.licitações-e.com.br, pelos tel. (15) 3224-5810/5811/5812/5813/ 5814/5815/ 58165817/5819/5821/5822/5823/ 5824/5825 e 5826, ou pessoalmente na Av. Pereira da Silva, nº 1.285, no Setor de Licitação e Contratos. Sorocaba, 06 de fevereiro de 2014. Ivan Flores Vieira - Pregoeiro

SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO

mundo, o sistema elétrico brasileiro foi montado para ser à prova de descargas elétricas, com uma gigantesca rede de para-raios", afirmou o ministro. "Se raios foram realmente responsáveis pela queda no fornecimento de energia na última terça-feira, cabe ao ONS apurar se os operadores estão mantendo adequadamente sua rede de pararaios." Há informações de que descargas elétricas foram detectadas perto de uma das linhas afetadas pelo curto-circuito. "Os técnicos estão fazendo

uma releitura dos equipamentos, para saber se a causa foi um raio", disse Chipp.Mais uma vez, ele descartou a possibilidade de falha humana ou mecânica para o apagão dessa semana. "Mas pode ser que o curto tenha sido provocado por outros fenômenos. Falha humana está descartada". Consumo- A demanda por energia no País atingiu novo pico ontem, um dia após o apagão que atingiu 13 estados. Em todo o Brasil, a demanda máxima atingiu 85.708 MW, às 15h41, 1,6% acima dos 84.331 MW registrados na últi-

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PEDRO/SP

TOMADA DE PREÇOS 01/2014 A Prefeitura do Município da Estância Hidromineral de Águas de São Pedro, com sede à Praça Prefeito Geraldo Azevedo, 115, Centro, Águas de São Pedro/SP, torna público, para conhecimento de interessados, que se acha aberta a TOMADA DE PREÇOS 01/2014, que objetiva a contratação de empresa de engenharia para executar obras e serviços de construção de uma Unidade Básica de Saúde – Porte III, por empreitada e preço global, com fornecimento de materiais, mão de obra e equipamentos necessários. O edital e anexos poderão ser retirados diretamente no endereço supracitado, das 12:00 às 16:00 horas, de segunda a sexta-feira, mediante o recolhimento da taxa de R$ 100,00. Será exigido cadastramento prévio, visita técnica e caução de participação. Os envelopes com a documentação e a proposta financeira deverão ser protocolados até as 13:30 horas do dia 11/03/2014 sendo que a abertura dos mesmos será neste mesmo dia às 14:00 horas. Águas de São Pedro/SP, 06 de fevereiro de 2014. Paulo César Borges - Prefeito Municipal.

Ministério da Defesa

AVISO DE LICITAÇÃO Pregão Eletrônico nº 6/2014 Objeto: Registro Formal de Preços relativos à aquisição de material permanente para atendimento das necessidades da Agência Nacional de Aviação Civil ANAC, de acordo com as quantidades, especificações e localidades, conforme especificações detalhadas constantes do Termo de Referência - Anexo “A” do edital, e ainda, de acordo com o disposto nos Anexos, para contratações futuras. Edital: 07/02/2014 de 09h00 às 12h00 e de 14h00 às 17h59. Entrega das Propostas: a partir de 07/02/2014. Abertura das Propostas: 19/02/2014 às 10h00 no www.comprasnet.gov.br Gisele Aparecida Gonçalves de Oliveira Pregoeira

AVISO DE LICITAÇÃO. MODALIDADE: Pregão Presencial 09/2014, PROCESSO: 17/2014, OBJETO RESUMIDO: REGISTRO DE PREÇOS DE MATERIAIS DE LIMPEZA, DATA E HORA DA LICITAÇÃO: 20/02/2014 as 9h00, LOCAL DA LICITAÇÃO: Sala de Licitações do Paço Municipal, na Praça Cel. Brasílio Fonseca, 35, Centro, Guararema – SP. O Edital poderá ser lido e obtido na íntegra no Paço Municipal de Guararema, no período das 08h30min às 16h00. Os interessados poderão obter o Edital por e-mail, enviando mensagem eletrônica para o endereço licitacao@guararema.sp.gov.br, informando os dados da empresa, a modalidade e o número da licitação. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 4693-8016. MARCIO LUIZ ALVINO DE SOUZA, Prefeito Municipal.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 6 de fevereiro de 2014, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Companhia Distribuidora de Alumínio S/A - Requerido: Redweb Soluções em Metais Ltda. - Rua Marcial, 184 - Mooca - 2ª Vara de Falências Requerente: Brazil Consult Assessoria e Planejamento Ltda. Requerido: Itacaré Ville I Desenvolvimento Imobiliário SPE Ltda. - Rua Ramos Batista, 444 - 12º Andar - Vila Olimpia - 1ª Vara de Falências

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PEDRO/SP

EMPRESA METROPOLITANA DE TRANSPORTES URBANOS DE SÃO PAULO S.A. CNPJ: 58.518.069/0001-91 AVISO DE LICITAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO EMTU/SP Nº 006/2014 OBJETO: Contratação de empresa especializada para prestação de serviços de operação de coberturas de riscos em plano de seguro de pessoas. REALIZAÇÃO DA SESSÃO PÚBLICA: 21.02.2014, às 10 horas, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br. O edital está disponível na Internet, nos sítios: www.emtu.sp.gov.br, www.e-negociospublicos.com.br, www.bec.sp.gov.br e www.bec.fazenda.sp.gov.br. Outras informações poderão ser obtidas pelos tels.: 11 4341-1196 ou 4341-1040.

Fibam Companhia Industrial

SEAC-SP Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação no Estado de São Paulo Pelo presente edital, ficam os associados quites e em pleno gozo de seus direitos sindicais, convocados para a Assembleia Geral Extraordinária, a realizar-se em 1ª Convocação no dia 24 de fevereiro de 2014, na sede social situada à Av. República do Líbano, 1.204 - Jd. Paulista-SP, às 16h00, e 2ª Convocação às 16h30min. Discutir e deliberar sobre a seguinte ordem do dia: a) Criação de uma comissão com poderes para aprovar a implantação do SESMT - COLETIVO OU SESMT COMUM no segmento de asseio e conservação junto com a FEMACO e demais entidades sindicais profissionais do mesmo segmento com a finalidade de firmar termo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho 2014. b) Assuntos Gerais. São Paulo, 06 de fevereiro de 2014 Rui Monteiro Marques - Presidente

CNPJ 61.410.395/0001-95 - Companhia Aberta Ata da Reunião do Conselho de Administração de 24 de Janeiro de 2014 Às 14h de vinte e quatro de janeiro de 2014, na sede social de Fibam Companhia Industrial, na Av. Humberto de Alencar Castelo Branco, 39, São Bernardo do Campo/SP, reuniram-se sob a direção do presidente do conselho, seus Conselheiros de Administração. O Sr. presidente esclareceu que o objetivo da reunião era a eleição da diretoria, cujo mandato se expira. Por unanimidade foram eleitos pelo período de dois anos, válido a partir de 1º/2/14: Diretor-Presidente, também com funções de Relações com o Mercado, Sr. Paolo Paperini, brasileiro, casado, engenheiro, portador do RG SSP/SP nº 4.681.615 e CPF nº 513.883.088-00; Diretor Vice-Presidente, Sr. Ricardo Athos Paperini, brasileiro, solteiro, engenheiro, portador do RG SSP/SP nº 2.981.261 e do CPF nº 033.087.328-82; e Diretor Industrial, Sr. Ricardo Brunger Paperini, brasileiro, solteiro, engenheiro, portador do RG SSP/SP nº 35.521.345-X e do CPF nº 291.190.928-30. Todos residentes e domiciliados na Cidade de São Paulo/SP. Todos com os honorários atuais e sempre dentro dos limites xados pela Assembleia Geral Extraordinária de 30/4/96. Os diretores ora eleitos declaram não estarem incursos em penalidades de Lei que os impeçam de exercer a atividade mercantil. Os cargos vagos serão acumulados pelo Diretor-Presidente. Em seguida lavrou-se esta ata que após lida e conferida, foi assinada. Paolo Paperini, Presidente do Conselho; Raul Erico Alberto Gollmann, Conselheiro; Marco Antonio Souza Cauduro, Conselheiro. A presente ata é cópia el da ata lavrada em livro próprio. São Bernardo do Campo, 24 de janeiro de 2014 - Fibam Companhia Industrial. Paolo Paperini - Presidente do Conselho de Administração. JUCESP nº 51.421/14-8 em 5/2/14. Gisela Simiema Ceschin - Secretária-Geral.

Cyrela Milão Empreendimentos Imobiliários S.A.

PREFEITURA MUNICIPAL DE TAUBATÉ/SP AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL

Sul do País registrados na primeira semana de fevereiro vieram antes do que o ONS previa. Segundo ata de reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico realizada em dezembro, representantes do operador informaram esperar picos de carga na região para a segunda quinzena do mês. O apagão da tarde de terçafeira atingiu entre 5 milhões e 6 milhões de pessoas, segundo o ONS, em várias regiões do país e tumultuou o trânsito de metrópoles como São Paulo e Rio. (Agências).

TOMADA DE PREÇOS 02/2014 A Prefeitura do Município da Estância Hidromineral de Águas de São Pedro, com sede à Praça Prefeito Geraldo Azevedo, 115, Centro, Águas de São Pedro/SP, torna público, para conhecimento de interessados, que se acha aberta a TOMADA DE PREÇOS 02/2014, que objetiva a contratação de empresa de engenharia para executar obras e serviços de urbanização da entrada do parque Dr. Octávio de Moura Andrade, por empreitada e preço global, com fornecimento de materiais, mão de obra e equipamentos necessários. O edital e anexos poderão ser retirados diretamente no endereço supracitado, das 12:00 às 16:00 horas, de segunda a sexta-feira, mediante o recolhimento da taxa de R$ 100,00. Será exigido cadastramento prévio, visita técnica e caução de participação. Os envelopes com a documentação e a proposta financeira deverão ser protocolados até as 13:30 horas do dia 13/03/2014 sendo que a abertura dos mesmos será neste mesmo dia às 14:00 horas. Águas de São Pedro/SP, 06 de fevereiro 2014. Paulo César Borges - Prefeito Municipal,

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA

EXTRATO DE ADITAMENTO CONTRATUAL. PROCESSO nº 43/13 – Dispensa nº 04/13. Objeto: Prestação dos serviços técnicos de informática relativos à cessão de informações do banco de dados do DETRAN para o processamento de multas de trânsito referentes ao município de Andradina/SP. Contratado: COMPANHIA DE PROCESSAMENTO DE DADOS DO ESTADO DE SÃO PAULO – PRODESP. Fica ajustado entre as partes que o contrato em vigor será aditado no valor de R$ 4.174,20 (Quatro mil, cento e setenta e quatro reais e vinte centavos). As demais cláusulas e condições do contrato permanecem inalteradas. Data: 06 de fevereiro de 2014. JAMIL AKIO ONO - Prefeito.

C.N.P.J. nº 62.812.524/0001-34

EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO Nº. 20/2014 PROCESSO N°. 3139/2013 OBJETO: Aquisição de equipamentos para execução através de método não destrutível, de mudança/substituição de ligações de água antigas, em material galvanizado, conforme edital. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites www.bb.com.br e www.saaesaocarlos.com.br - opção licitações. Abertura das propostas às 09h00min do dia 21/02/2014 e o início da sessão de disputa às 15h00min do dia 21/02/2014 (horário de Brasília). Marcel Rodrigo dos Santos - Pregoeiro São Carlos, 06 de fevereiro de 2014. Gerência de Finanças e Suprimentos.

ma segunda-feira. No Sudeste/Centro Oeste, houve também novo pico, de 51.187 MW, também às 15h40, comparativamente a 50.854 MW também registrado na segunda. O Sul, que havia batido recorde de consumo três minutos antes do apagão, na terça-feira, com 17.412 MW, atingiu novo patamar máximo ontem também, de 17.771 MW. As informações são do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que atribuiu os picos às elevadas temperaturas. Os recordes de consumo no

CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 01/14 A Prefeitura Municipal de Taubaté, pela Presidência da Comissão Permanente de Licitações e com base na Lei Federal nº 8.666/93 e suas alterações, torna público aos interessados, que se acha aberta: Concorrência Pública nº 01/14 – Construção de uma Unidade Básica de Saúde Porte III no loteamento Parque 3 Marias, com vencimento às 08h30 do dia 12.03.14. O Edital completo encontra-se disponível no Departamento de Compras, no horário das 08h às 12h e das 14h às 18h, podendo ser adquirido mediante recibo original de depósito do Banco Santander, Agência 0056 - Conta-corrente nº 45000273-2, no valor de R$ 52,00 (Cinquenta e Dois Reais) cada edital ou gratuitamente no site desta Prefeitura www.taubate.sp.gov.br. Taubaté, 06 de fevereiro de 2014. Solange de Faria Santos – p/ Presidente C.P.L.

CNPJ/MF nº 07.273.971/0001-54 - NIRE 35.300.325.834 Extrato da Ata de Assembleia Geral Extraordinária no dia 30.12.2013 Data, hora e local. 30.12.2013, 10hs, na sede social, Av. Engenheiro Roberto Zuccolo, 555, 1º and, sl. 1.001, parte, SP/SP. Convocação: Dispensadas. Presença: Totalidade do capital social. Mesa: Presidente: Claudio Carvalho de Lima, Secretário: Rafael Novellino. Deliberações Aprovadas: 1. Redução do capital social em R$ 2.500.000,00, considerados excessivos em relação ao objeto, com o cancelamento de 2.500.000 ações ordinárias, todas nominativas e sem valor nominal, sendo 1.250.000 ações ordinárias Classe A de titularidade da acionista Cyrela RJZ Empreendimentos Imobiliários Ltda. e 1.250.000 ações ordinárias Classe B de titularidade da acionista PDG Realty S.A. Empreendimentos e Participações, as quais receberão o valor da redução em moeda corrente do país, a título de restituição do valor das ações canceladas, passando o capital social de R$ 5.315.344,00 para R$ 2.815.344,00, dividido em 2.815.344 ações ordinárias, todas nominativas e sem valor nominal, sendo 1.407.672 ações ordinárias Classe A e 1.407.672 ações ordinárias Classe B.. 2. Autorizar os administradores a assinar todos os documentos necessários para a restituição dos valores devidos em razão da redução, após o quê, os acionistas arquivarão a presente ata consignando o novo valor do capital social. 3. Alteração do caput do art. 5º do Estatuto: “Art. 5°. O capital social da Cia., totalmente subscrito e integralizado em moeda corrente nacional é de R$ 2.815.344,00, dividido em 2.815.344 ações ordinárias, todas nominativas e sem valor nominal, sendo 1.407.672 ações ordinárias Classe A e 1.407.672 ações ordinárias Classe B.”. 4. Não houve manifestação do Conselho Fiscal, por não estar em funcionamento. Encerramento: Nada mais, lavrou-se a ata. São Paulo, 30.12.2013. Claudio Carvalho de Lima - Presidente, Rafael Novellino - Secretário; Cyrela RJZ Empreendimentos Imobiliários Ltda., Claudio Carvalho de Lima e Rafael Novellino; PDG Realty S.A. Empreendimentos e Participações p.p Roberta Giraldes Frizzo e p.p Natalia Maria Fernandes Pires.

OAS S.A. CNPJ/MF nº 14.811.848/0001-05 - NIRE 35.3.0038001-1 Ata da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 30 de dezembro de 2013 1. Data, hora e local: Em 30/12/2013, às 9h, na sede da Cia., localizada na Av. Angélica, 2.330/2.346/2.364, 9ºA, Sala 904, adquirir, onerar e alienar bens móveis, inclusive os integrantes do ativo permanente, prestar garantias a obrigações próprias e Consolação, CEP 01228-200, SP/SP. 2. Convocação e Presença: Convocação dispensada nos termos do art. 124, §4º, da Lei prestar quaisquer garantias a obrigações de terceiros, observado o disposto neste Estatuto Social; (v) aprovar, no âmbito de sua 6.404/1976 (“LSA”), em virtude da presença de acionistas representando a totalidade do capital social. 3. Mesa: Presidente: Cesar alçada, os critérios relativos aos cargos e salários e ao regime disciplinar dos empregados da Cia.; (vi) elaborar e apresentar ao de Araújo Mata Pires; Secretário: Mateus Coutinho de Sá Oliveira. 4. Ordem do Dia e Deliberações Tomadas: Discutidas as final de cada exercício social as Demonstrações Financeiras, na forma da LSA, instruídas com o Parecer dos Auditores Indepenmatérias constantes da ordem do dia, foram tomadas, por unanimidade, as seguintes deliberações: 4.1. Criar um novo cargo de dentes, para apreciação do Conselho Fiscal, se instalado, e aprovação pela AG; (vii) elaborar o orçamento da Cia.; (viii) instalar Diretor de Governança Corporativa na Diretoria Executiva da Cia., com as seguintes atribuições: (i) Propor aos acionistas políticas escritórios de representação da Cia. em locais de interesse para os negócios sociais, quando necessário; (ix) aprovar normas, ree ações que assegurem o alinhamento da gestão, atividades e processos decisórios das empresas do grupo OAS às melhores gimentos e manuais da Cia., dando sempre conhecimento à AG; (x) representar da Cia., ativa e passivamente, em juízo ou fora práticas de Governança Corporativa; (ii) Coordenar, dirigir e supervisionar o trabalho de discussão e desenvolvimento de projetos dele, perante quaisquer terceiros e repartições públicas federais, estaduais ou municipais, bem como a praticar todos os atos nede governança corporativa; e (iii) Recomendar aos acionistas ações e políticas a serem adotadas para aprimoramento do processo cessários ou convenientes à administração dos negócios sociais, respeitados os limites previstos em lei ou no presente Estatuto de governança corporativa do grupo OAS. 4.2. Em razão da deliberação acima, alterar o caput dos art. 7º, e os §1º, §3º e §4º do Social. §Único. São expressamente vedados, sendo nulos e inoperantes em relação à Cia., os atos de qualquer dos sócios, Direart. 8º e incluir o art. 12 no Estatuto Social da Cia. nos termos do Estatuto Social abaixo consolidado. 4.3. Eleger para o cargo de tores ou procuradores da Cia. que a envolverem em obrigações relativas a negócios ou transações estranhas ao seu objeto social. Diretora de Governança Corporativa, com mandato iniciando em 01/01/2014 e findando na AGO a realizar-se em 2016, a Sra. Art. 10 - Compete ao Diretor Financeiro e de Relação com Investidores, dentre outras atribuições que lhe venham a ser estabeleMaria Beatriz Lira Gomes Ferraz, brasileira, casada, advogada, portadora da carteira de identidade RG nº 26.610.538-2, SSP/ cidas: (i) dirigir, coordenar e controlar as atividades de natureza financeira da Cia., tanto de captação como de aplicação de recurSP, CPF/MF nº 272.376.328-50, com domicílio para fins do §2º, do Art. 149 da LSA, na Av. Angélica, 2.346, 9ºA, Consolação, SP/ sos; (ii) coordenar e supervisionar a gestão corporativa das informações gerenciais referentes a metas de vendas, rentabilidade, SP, CEP 01228-200; 4.4. Conhecer a renúncia do atual Diretor Financeiro e de Relação com Investidores da Cia., Sr. Mateus orçamento, fluxo de caixa, conta corrente e indicadores econômico-financeiros da Cia. e de suas sociedades controladas; (iii) gerir Coutinho de Sá Oliveira, que permanecerá em seu cargo até 31/12/2013; 4.5. Em virtude da renúncia acima, eleger para o cargo as contas bancárias e determinar movimentação financeira das contas bancárias da Cia. e supervisionar estas operações em rede Diretor Financeiro e de Relações com Investidores, com mandato iniciando em 01/01/2014 e findando na AGO a realizar-se em lação às suas sociedades controladas; (iv) gerir as atividades de tesouraria da Cia. e de suas sociedades controladas; (v) aprovar 2016, o Sr. Josedir Barreto dos Santos, brasileiro, casado, advogado, portador da carteira de identidade RG nº 09074788-75, pagamentos e elaborar o orçamento, o fluxo de caixa, a planilha de rentabilidade e de controle de conta corrente da Cia.; (vi) plaSSP/BA, CPF/MF nº 837.873.725-04, com domicílio, para fins do art. 149, §2º da LSA, na Av. Angélica, 2.346, 9ºA, Consolação, nejar e viabilizar operações com moedas estrangeiras, para a Cia. e suas sociedades controladas; (vii) obter, controlar e resgatar SP/SP, CEP 01228-200; 4.6. Assim, a partir de 01/01/2014, a Diretoria da Cia. ficará composta pelos seguintes Diretores, com cauções junto às instituições financeiras; (viii) planejar, orientar e supervisionar a execução de planejamentos financeiro-tributámandato unificado até AGO a realizar-se em 2016: (i) Josedir Barreto dos Santos, brasileiro, casado, advogado, portador da rios; (ix) analisar, contratar e controlar empréstimos e financiamentos da Cia. e de suas sociedades controladas; (x) promover o carteira de identidade RG nº 09074788-75, SSP/BA, CPF/MF nº 837.873.725-04, ora eleito como Diretor Financeiro e de Relações relacionamento com instituições financeiras e com o mercado financeiro em geral; (xi) garantir aos acionistas o acesso às inforcom Investidores; (ii) Maria Beatriz Lira Gomes Ferraz, brasileira, casada, advogada, portadora da carteira de identidade RG nº mações de maneira democrática, transparente e precisa, inclusive prover informações sobre o desempenho e os resultados da 26.610.538-2, SSP/SP, CPF/MF nº 272.376.328-50, como ora eleita Diretora de Governança Corporativa; e (iii) Agenor Xavier Cia.; (xii) prestar informações aos investidores e, se for o caso, ao mercado; e (xiii) desempenhar as demais atividades relacionaValadares, brasileiro, casado, advogado, portador da carteira de identidade RG nº 00921509,-34 SSP/BA, CPF/MF nº das à sua área de atuação. Art. 11 - Compete ao Diretor Jurídico, dentre outras atribuições que lhe venham a ser estabelecidas: 050.898.245-98, eleito como Diretor Jurídico na AGEO realizada em 30/04/2013; todos com domicílio, para fins do art. 149, §2º (i) dirigir, planejar e coordenar as atividades jurídicas da Cia.; (ii) assessorar a Cia. nos aspectos jurídicos, estudando e interpretanda LSA, na Av. Angélica, 2.346, 9ºA, Consolação, SP/SP, CEP 01228-200. 4.7. Os Diretores ora eleitos tomarão posse mediante a do textos legais, leis, jurisprudências e demais documentos legais, com o fim de otimizar as atividades da Cia. e aplicá-los em assinatura de termo de posse lavrado no Livro de Atas de Reunião de Diretoria da Cia., dentro do prazo legal, onde deverão prestar benefício dos interesses sociais; (iii) orientar o corpo de advogados sob sua responsabilidade em questões jurídicas; e (iv) coordeas declarações de desimpedimento, dispensada a garantia de gestão. 4.8. Diante das alterações dispostas acima, promover a nar a contratação de advogados e escritórios de advocacia para a defesa dos interesses da Cia., podendo, para tanto, mas não se reforma do estatuto social da Cia., que passará a vigorar com a redação que consta no Anexo I da presente ata. 5. Encerramento: limitado a, assinar contratos de honorários e outorgar procuração “ad judicia”. Art. 12 - Compete ao Diretor de Governança CorApós lavrada, lida e aprovada, a presente ata foi assinada pelos presentes. 6. Assinaturas: Cesar de Araújo Mata Pires (Presiden- porativa, dentre outras atribuições que lhe venham a ser estabelecidas: (i) Propor aos acionistas políticas e ações que assegurem te); Mateus Coutinho de Sá Oliveira (Secretário); CMP Participações Ltda. (Acionista); LP Participações e Engenharia Ltda. (Acionis- o alinhamento da gestão, atividades e processos decisórios das empresas do grupo OAS às melhores práticas de Governança ta).Confere com o original lavrado em livro próprio. São Paulo, 30/12/2013. Mateus Coutinho de Sá Oliveira - Secretário da Corporativa; (ii) Coordenar, dirigir e supervisionar o trabalho de discussão e desenvolvimento de projetos de governança corporaMesa. JUCESP nº 32.062/14-0 em 21/01/14. Gisela S. Ceschin. Secr.-Geral. Estatuto Social - Cap. I - Denominação, Duração, tiva; e (iii) Recomendar aos acionistas ações e políticas a serem adotadas para aprimoramento do processo de governança corpoSede, Filiais e Objeto Social - Art. 1º - A OAS S.A. (“Cia.”) é uma sociedade por ações, regida pelo presente Estatuto Social e rativa do grupo OAS. Art. 13 - Observadas as exceções contidas no presente Estatuto Social, inclusive nos §s Segundo e Terceiro pelas disposições legais que lhes forem aplicáveis, especialmente Lei nº 6.404/76, e suas alterações posteriores (“LSA”), vigoran- abaixo, os atos e operações de administração dos negócios sociais que importem responsabilidade ou obrigação para a Cia. ou que do por prazo indeterminado. Art. 2º - A Cia. tem sua sede e foro na Av. Angélica nºs 2.330/2.346/2.364, 9ºA, sala 904, B. Conso- a exonerem de obrigações para com terceiros, poderão ser praticados, por (i) qualquer Diretor isoladamente; ou (ii) 01 procurador, lação, CEP 01228-200, SP/SP, local onde funciona o seu escritório administrativo, podendo abrir filiais, escritórios e representações observado quanto à nomeação de procuradores o disposto no §1º deste Artigo. §1º: A Cia. poderá, através de assinatura de 01 em qualquer localidade do país ou do exterior, mediante deliberação da Diretoria. §Único: A Cia. mantém filiais nas seguintes lo- Diretor - ou de 02 Diretores conjuntamente, se para os fins dispostos no §Segundo abaixo, constituir procuradores, outorgandocalidades: (i) na Cidade e Estado do Rio de Janeiro, com endereço na Praia de Botafogo, 440, 19ºA, bairro Botafogo, CEP 22250- -lhes, por prazo determinado não superior a 02 anos, poderes específicos de administração, exceto os poderes da cláusula “ad 040, CNPJ/MF nº 14.811.848/0003-77, NIRE 33.9.0060969-6; (ii) na Cidade de Salvador/BA, com endereço na Av. Luiz Vianna judicia” ou para a defesa dos interesses da Cia. em processos administrativos, que poderão ser outorgados por prazo indeterminaFilho, 6462, Ed. Wall Street West, Torre B, 11ºA, sala 1102, CEP 41730-101, CNPJ/MF nº 14.811.848/0006-10, NIRE do. §2º: Fica estabelecido, que, os atos abaixo elencados dependerão da assinatura conjunta de: (a) 02 Diretores; (b) 01 Diretor e 29.9.0070069-1; (iii) na Cidade de Goiânia/GO, com endereço na Al. do Botafogo, 553, Quadra 62, Lote 159, Setor Central, CEP 01 procurador, nos limites dos poderes que lhe forem conferidos; ou (c) 02 procuradores, nos limites dos poderes que lhes forem 74030-020, CNPJ/MF nº 14.811.848/0010-04, NIRE 52.9.0056365-9; (iv) na Cidade de Fortaleza/CE, com endereço na Av. Prof. conferidos: (i) representação da Cia. perante instituições financeiras, realizando todo e qualquer ato referente a movimentação de Gomes de Matos, 648, Loja 204, Bom Futuro, CEP 60416-392, CNPJ/MF n° 14.811.848/0009-62, NIRE 23.9.0036924-7; (v) na suas contas correntes e aplicações financeiras; (ii) celebração de contratos de empréstimo, financiamento, derivativo, cessão de Cidade de Belo Horizonte/MG, com endereço na Av. Brasil, 1.483, 15ºA, sala 1503/1504, parte “A”, Funcionários, CEP 30140-003, crédito e todo e qualquer contrato financeiro e respectivas garantias; (iii) emissão e endosso de duplicatas para efeito de desconCNPJ/MF nº 14.811.848/0011-87, NIRE 31.9.0199872-4; (vi) na Cidade de Porto AlegreRS, com endereço na Av. Padre Leopol- to, caução ou cobrança, assinatura de borderôs, recebimento e quitação em duplicatas de emissão da Cia.; (iv) concessão de aval do Brentano, 110, sala 01, Humaitá, Porto Alegre/RS, CEP 90250-590, CNPJ/MF nº 14.811.848/0013-49, NIRE 43.9.0154657-2; e/ou fiança, inclusive cartas de crédito, de fiança bancária e seguro garantia, exceto fianças concedidas em contratos de locação, (vii) na Cidade de Maceió/AL, com endereço na Av. Dr. Antônio Gouveia, 61, sala 704, Ed. Ocean Tower, Pajuçara, CEP 57030-170, nas quais será permitida a representação isolada por qualquer Diretor; (v) representação da Cia. perante agentes do sistema finanCNPJ/MF nº 14.811.848/0014-20, NIRE 27.9.0032483-2; (viii) na Cidade de Londrina/PR, com endereço na Av. Juscelino Kubitschek, 3.900, sala 1, V. Penterich, CEP 86010-540, CNPJ/MF nº 14.811.848/0015-00, NIRE 41.9.0125560-6; (ix) na Cidade de ceiro de habitação; (vi) aquisição, oneração e/ou alienação de cotas ou ações de sociedades em que a Cia. ou sociedades de seu Belém/PA, com endereço na R. Bernal do Couto, 362, Umarizal, CEP 66055-080, CNPJ/MF nº 14.811.848/0017-72, NIRE grupo econômico participe, com a finalidade de garantir financiamento de seus projetos ou empréstimos corporativos; (vii) aliena15.9.0037560-7; e (x) na Cidade e Estado de São Paulo, com endereço na Av. Eliseu de Almeida nºs 1.650/1.836, Instituto de ção, aquisição e/ou oneração de imóveis em nome da Cia., com a finalidade de garantir financiamento de projetos ou empréstimos Previdência, CEP 05533-000, CNPJ/MF nº 14.811.848/0016-91, NIRE 35.9.0435685-9. Art. 3º - A Cia. tem por objetivo social corporativos. §Terceiro: A prática dos seguintes atos depende da aprovação prévia e por escrito dos acionistas representando a a: (i) exploração da atividade de engenharia civil e da indústria de construção civil e pesada, inclusive gerenciamento e execução maioria do capital social: (i) a alienação, aquisição e/ou oneração de imóveis, exceto com a finalidade de garantir financiamento de de projetos e obras; (ii) importação e exportação em geral; (iii) compra e venda de materiais, máquinas e equipamentos; (iv) projetos ou empréstimos corporativos; (ii) a alienação, aquisição e/ou oneração de participação societária, exceto com a finalidade compra e venda de imóveis sem corretagem; (v) locação de bens móveis; (vi) aproveitamento e exploração de jazidas minerais; de garantir financiamento aos projetos em que a Cia. ou sociedades de seu grupo econômico participe, direta ou indiretamente, (vii) serviços de dragagem e transporte/navegação marítima, fluvial e lacustre; (viii) manutenção e montagem industrial, instala- como sócia ou acionista; (iii) a concessão de aval, fiança e dação de bens em garantia para negócios estranhos ao objeto social, ções e montagens elétricas, eletrônicas, eletromecânicas e mecânicas; (ix) realização ou condução de atividades de pesquisa, ou para sociedades nas quais a Cia. não participe, direta ou indiretamente, como sócia ou acionista; (iv) a celebração de acordos projeto, desenvolvimento, industrialização, prestação dos serviços de tecnologia industrial básica, assistência técnica e transferên- de acionistas, quotistas e/ou de investimentos; (v) a orientação do voto da Cia. nas sociedades em que a Cia. participe quanto às cia de tecnologia, produção, reparo, conservação, revisão, conversão, modernização ou manutenção de Produto Estratégico de matérias constantes do presente §e do Artigo 18 abaixo; e (vi) a aprovação pela Cia. das matérias constantes do presente §e do Defesa no País, consoante definição da Lei nº 12.598/12, incluídas a venda e a revenda somente quando integradas às atividades Art. 18 abaixo em relação às sociedades em que a Cia. participe. Cap. VI - Conselho Fiscal - Art. 14 - O Conselho Fiscal somenindustriais supracitadas; e (x) participação como sócia ou acionista de outras sociedades no Brasil e no Exterior de qualquer ramo, te será instalado nos exercícios sociais em que for convocado mediante deliberação dos acionistas, conforme previsto em Lei. Art. podendo inclusive, constituir e participar em consórcio de empresas e abrir novos estabelecimentos, sucursais e filiais em qualquer 15 - O Conselho Fiscal, quando instalado, será composto por no mínimo 03 e no máximo 05 membros e por igual número de sulocalidade do Território Nacional e no Exterior. Cap. II - Capital Social e Ações - Art. 4º - O capital subscrito é de R$ plentes, eleitos pela AG de Acionistas, sendo permitida a reeleição, com as atribuições e prazos de mandato previstos em Lei. §1º: 500.000.000,00, dividido em 500.000.000 de ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, totalmente integralizadas em A remuneração dos membros do Conselho Fiscal será estabelecida pela AG de Acionistas que os eleger. §Segundo: Aplica-se ao moeda corrente nacional. Art. 5º - Às ações da Cia. são assegurados os direitos que a Lei confere às ações de cada espécie. §1º: Conselho Fiscal, quanto às normas de eleição, requisitos, impedimentos, investidura, obrigações, deveres e responsabilidades o Cada ação ordinária dá direito a um voto nas deliberações das Assembleias Gerais. §2º: A Cia., nos termos da Lei, poderá adquirir que dispõe a LSA, arts. 161 a 165, seus §s, incisos e alíneas. Cap. VII - Assembleias Gerais - Art. 16 - Respeitada a legislação ações de sua emissão, para cancelamento ou manutenção em tesouraria para posterior alienação, mediante autorização da AG. em vigor, a AG será convocada na seguinte ordem: (i) por qualquer dos Diretores; ou (ii) pelas pessoas legalmente habilitadas nos §3º: A Cia. poderá contratar, com instituição credenciada para serviços de agente emissor de certificados, a escrituração e guarda termos da LSA. §1º: Os trabalhos da AG serão dirigidos por mesa composta de presidente e secretário, escolhidos pelos acionistas dos livros de registro e transferência de ações. Cap. III - Da Administração - Art. 6º - A Cia. será administrada por uma Diretoria presentes. §2º: As Assembleias serão realizadas e as deliberações serão tomadas com base nos quoruns previstos na legislação Executiva, com os poderes conferidos em Lei e por este Estatuto Social, sendo ativa e passivamente representada nos termos do em vigor. Art. 17 - As Assembleias Gerais serão realizadas: (i) ordinariamente e anualmente, com a finalidade prevista no art. 132 Art. 13 do presente Estatuto. §1º: A remuneração da Diretoria Executiva será fixada anualmente pela AG. §2º: Os membros da da LSA, nos quatro primeiros meses subsequentes ao encerramento do exercício social; e; (ii) extraordinariamente, sempre que os Diretoria Executiva tomarão posse na forma do que dispõe o artigo 149 da LSA, tendo os requisitos, impedimentos, deveres, obri- interesses sociais o exigirem. §Único: O conjunto de acionistas e grupos de acionistas estrangeiros não podem exercer em cada gações e responsabilidades contempladas na mesma Lei, arts. 145 a 158, dispensando-se a constituição de caução em garantia AG número de votos superior a 2/3 do total de votos que puderem ser exercidos pelos acionistas brasileiros presentes. Art. 18 das gestões. Art. 7º - A Diretoria Executiva é composta por 03 Diretores, residentes no País, eleitos e destituíveis, a qualquer Compete à AG, além de outras matérias indicadas na lei ou neste Estatuto Social: (i) a reforma do presente Estatuto Social; (ii) a tempo, pela AG, com mandato de 03 anos, permitida a reeleição, com as designações seguintes: Diretor Financeiro e de Relação eleição e destituição de administradores da Cia.; (iii) a fixação e alteração da remuneração dos administradores e dos critérios de com Investidores, Diretor Jurídico e Diretor de Governança Corporativa. §1º: Ao final de seus mandatos, os Diretores permanecerão participação nos lucros da Cia.; (iv) a aprovação de contas e das demonstrações financeiras; (v) a emissão de debêntures; (vi) a em seus cargos até a posse dos novos Diretores. §2º: Em caso de vacância ou impedimento definitivo de cargo da Diretoria, o avaliação de bens que o acionista concorrer para formação do capital social; (vii) a transformação, fusão, incorporação e cisão da substituto será eleito pela AG e exercerá, quando for o caso, as funções pelo tempo que faltar ao Diretor substituído. Cap. IV - Cia.; (viii) a declaração ou pedido de falência, recuperação judicial ou extrajudicial, dissolução, liquidação ou cessação do estado Funcionamento da Diretoria Executiva - Art. 8º - A Diretoria Executiva reunir-se-á, sempre que os interesses sociais o exigirem, de liquidação da Cia., (ix) a destinação do lucro líquido e distribuição de dividendos; (x) a alteração das características, direitos ou e as reuniões serão convocadas por qualquer Diretor, mediante convocação escrita - através de carta, correio eletrônico ou outro vantagens das ações existentes e criação e emissão de outras classes ou espécies de ações; e (xi) a redução do dividendo obrimeio de comunicação com comprovante de recebimento - contendo, além do local data e hora da reunião, a ordem do dia. As gatório. Cap. VIII - Exercício Social, Lucros e Dividendos - Art. 19 - O exercício social terá inicio em 01 de janeiro e terminará convocações deverão, sempre que possível, encaminhar as propostas ou documentos a serem discutidos ou apreciados. §1º: As em 31 de dezembro de cada ano, findo o qual serão elaborados o balanço geral e as demonstrações financeiras exigidas em lei. reuniões da Diretoria serão instaladas com a presença da maioria de seus membros em exercício, sendo o presidente da reunião Art. 20 - Do resultado do exercício apurado na forma da legislação em vigor serão deduzidos os prejuízos acumulados, se houver, escolhido entre os presentes. Considera-se presente à reunião o Diretor que estiver, na ocasião, (i) participando da reunião por e a provisão para o Imposto de Renda. Art. 21 - Após procedidas as deduções referidas no Artigo anterior, a AG poderá atribuir aos conferência telefônica, vídeo conferência ou qualquer outro meio de comunicação que permita a identificação do Diretor e a comu- administradores e funcionários uma participação sobre os lucros remanescentes respeitadas as lotações legais. Art. 22 - O saldo, nicação simultânea com as demais pessoas presentes à reunião, ou (ii) que tiver enviado seu voto por escrito; ficando o presiden- após deduzidas as participações no resultado, configurará o lucro liquido do exercício, que será objeto de proposta à AG, e terá a te da reunião investido dos poderes para assinar a respectiva ata da Reunião da Diretoria em nome do Diretor que não esteja seguinte destinação: (i) 5% para a constituição de Reserva Legal, que não excederá 20% do Capital Social; (ii) formação de Represente fisicamente. §2º: As reuniões da Diretoria serão realizadas, preferencialmente, na sede da Cia.. §3º: As deliberações da servas para Contingências, caso haja necessidade; (iii) constituição de Reservas de Lucro a Realizar, se for o caso, na forma preDiretoria Executiva serão tomadas mediante o voto favorável da maioria dos seus membros. §4º: Em se verificando qualquer im- vista pela legislação; (iv) pagamento de dividendos anuais obrigatórios de, no mínimo 25% sobre o lucro liquido do exercício, passe entre os Diretores, a matéria objeto da discussão e impasse será levada à deliberação da AG, que decidirá em última instân- ajustado na forma da lei de acordo com as deduções previstas nos itens (i), (ii) e (iii) acima; e (v) a AG resolverá sobre o destino do cia sobre o assunto. §5º: Todas as deliberações da Diretoria constarão de atas lavradas no respectivo livro de atas de reuniões da saldo remanescente do lucro líquido do exercício. Art. 23 - A Cia. poderá levantar balanços mensais e sobre eles decidir sobre o Diretoria e assinadas pelos membros da Diretoria que estiverem presentes, observado o disposto no final do §1º acima. Cap. V - pagamento de dividendos. §Único: A Diretoria Executiva poderá declarar dividendos intermediários à conta de reserva de lucros Competência dos Diretores e Representação - Art. 9º - Compete aos Diretores, nos limites de suas respectivas atribuições: (i) verificada no Balanço. Cap. IX - Liquidação - Art. 24 - A Cia. entrará em liquidação nos casos previstos em Lei, competindo à AG propor à AG as diretrizes fundamentais, dentro dos objetivos e metas da Cia., para exame e deliberação; (ii) assegurar o bom an- eleger o liquidante e os membros do Conselho Fiscal que deverão funcionar no período da liquidação, fixando-lhes a remuneração. damento dos negócios sociais, decidir e praticar todos os atos necessários à realização do objeto da Cia., desde que não sejam da Cap. X - Das Disposições Gerais - Art. 25 - A Cia. é regida pela legislação brasileira aplicável às sociedades anônimas, pelas competência exclusiva da AG e também não necessitem de prévia aprovação na forma deste Estatuto; (iii) promover convênios e disposições contidas no presente Estatuto Social e pelo Acordo de Acionistas celebrado pelos sócios. Confere com o original lavracontratar, dentro dos fins da Cia., com pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado, nacionais ou estrangeiras; (iv) do em livro próprio. SP, 30/12/2013. Mateus Coutinho de Sá Oliveira - Secretário da Mesa.


18 -.ECONOMIA/LEGAIS

Janeiro mais fraco para depósitos na poupança Depósitos superam saques em R$ 1,744 bi

DIÁRIO DO COMÉRCIO

s depósitos na caderneta de poupança superaram os resgates (a chamada captação líquida) em R$ 1,744 bilhão em janeiro, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados ontem. O valor é 24% menor que o registrado em janeiro de 2013 (R$ 2,3 bilhões). Em relação a dezembro, quando o resultado foi de R$ 11,202 bilhões, a queda foi ainda maior: 84%. Esse é o 23º mês seguido em que os depósitos ultrapassaram os saques na caderneta. De acordo com o BC, em janeiro, os depósitos na poupan-

O

ça ficaram em R$ 127,673 bilhões, enquanto as retiradas foram de R$ 125,929 bilhões. Com o resultado do mês passado, o saldo total da poupança chegou a R$ 602,794 bilhões, em comparação com R$ 597,943 bilhões no fim do ano passado. Em 2013, a captação líquida da caderneta ficou em R$ 71,048 bilhões, desempenho recorde anual na série histórica iniciada em 1995. Apesar da captação líquida menor, com a Selic no nível atual (10,5% ao ano), a poupança retoma vantagem sobre o rendimento médio de

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

fundos de renda fixa que havia sido parcialmente perdida na última elevação da taxa, em novembro de 2013, para 10% ao ano. Só ganham sempre da poupança, independentemente do prazo de resgate, os fundos com taxa de administração de até 0,5% ao ano. Esses produtos costumam exigir aplicação mínima de R$ 50 mil. No cenário de aumento de juros, os títulos pós-fixados, que acompanham a variação de um índice, como a Selic, são mais vantajosos. "Para o investidor conservador, os títulos atrelados à Selic são inte-

ressantes. As taxas que esses papéis pagam acompanham a elevação da Selic. Com o aumento, ele vai ganhar um juro maior do que o que ganhava antes", diz Michael Viriato, professor do Insper, instituto de ensino e pesquisa. E a poupança só deve ser considerada uma reserva de emergência, afirma o professor do Insper. "Pela rentabilidade, o investidor já tem alternativas tão seguras quanto a poupança e que rendem mais. Não há razão para investir nesse tipo de aplicação, além de manter uma reserva de fácil acesso", diz. (Folhapress)


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014 ALIMENTOS ANNIKA LTDA.-ME, CNPJ 04.522.534/0001-39, I.E. 116.204.126.112, estabelecida na Av. Cruzeiro do Sul, 1.100, Lj 2.011, Santana, CEP: 03033-020, São Paulo, SP, comunica o extravio dos Equipamentos de ECFs (cupom fiscal), Modelo: NCR – ECF-IF 02-01, Fab: 00512001501, Versão 2.02, Autorização ECF 100587186 e Máquina Modelo NCR – ECFIF 02-01, Fab: 00512001587, Versão 2.02, Autorização ECF 101870876, conforme Boletim de Ocorrência nº 69/2014 de 05/02/2014 , não se responsabilizando pelo uso indevido de tais equipamentos.

Prefeitura Municipal de São Sebastião da Grama Pregão Presencial 05/2014 José Francisco Martha, Prefeito Municipal de São Sebastião da Grama, leva ao conhecimento aos credenciados no certame licitatório Pregão 05/2014, objeto: Aquisição de equipamentos e Materias permanentes, bem como ao público em geral que a fase de lances ocorrerá dia 19/02/2014, às 09:30 horas, na Prefeitura Municipal de São Sebastião da Grama. Maiores informações poderão ser obtidas pelo Tel. (0XX19) 3646 9951, ou pelo e-mail: licitacao@ssgrama.sp.gov.br São Sebastião da Grama, 05 de fevereiro de 2014. José Francisco Martha Prefeito Municipal

A empresa INVERSORA BRASILEIRA AERONÁUTICA S.A., inscrita no CNPJ nº 61.358.065/000106, vem COMUNICAR o EXTRAVIO, dos seguintes documentos: Livro de Registro de Ações Nominativas, Livro de Transferência de Ações de Partes Beneficiárias Nominativa, Livro de Presença dos Acionistas, Livro de Atas das Reuniões do Conselho de Administração e Livro de Atas e Pareceres do Conselho Fiscal. São Paulo, 29 de janeiro de 2014. (05, 06 e 07/02/2014) A empresa ICOA INDÚSTRIA DE COMPONENTES AEROESPACIAIS S.A., inscrita no CNPJ nº 60.426.186/0001-77, vem COMUNICAR o EXTRAVIO, dos seguintes documentos: Livro de Registro de Ações Nominativas, Livro de Transferência de Ações de Partes Beneficiárias Nominativa, Livro de Presença dos Acionistas, Livro de Atas das Reuniões do Conselho de Administração e Livro de Atas e Pareceres do Conselho Fiscal. São José dos Campos, 29 de janeiro de 2014. (05, 06 e 07/02/2014) INVERSORA BRASILEIRA AERONÁUTICA S.A. CNPJ nº 61.358.065/0001-06 EDITAL DE CONVOCAÇÃO – 3ª ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Ficam convocados os senhores acionistas da INVERSORA BRASILEIRA AERONÁUTICA S.A., a comparecerem à Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 17 de março de 2014 às 11h00min horas (PRIMEIRA CONVOCAÇÃO) e, às 16h00min horas (SEGUNDA CONVOCAÇÃO), na sede social, sita à Avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini nº 801, 4º Andar, São Paulo SP, a fim de deliberarem sobre: a) Diminuição de Ações Subscritas; b) Subscrição de novos Acionistas; c) Exclusão de acionistas, por ter endereço incerto e ignorado; d) Adequação ao Novo Código Civil de 2002; e) Atualização dos dados cadastrais junto a JUCESP e todos os órgãos pertinentes; f) Atualização monetária do capital social subscrito; g) Eleição de nova diretoria; h) Alteração de endereço; i) Alteração do estatuto social; j) Aprovação e alteração de outros atos complementares de interesse da sociedade. São Paulo, 26 de janeiro de 2014. (05, 06 e 07/02/2014)

Companhia Mutual de Seguros CNPJ 75.170.191/0001-39 - NIRE 35300333047 Ficam convocados os Senhores Acionistas da Companhia Mutual de Seguros a se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada em 10.02.2014, às 11h, na sede social, localizada na Avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini, nº 1.681, 4º andar, Cidade das Monções, nesta Capital, para deliberarem sobre as seguintes matérias constantes da Ordem do Dia: 1 - Chamada de aumento do capital social no valor de R$ 8.000.000,00, mediante a emissão de 8.000.000 ações ordinárias, nominativas, ao preço unitário de R$ 1,00, a serem integralizadas mediante capitalização de créditos, espécie ou bens; 2 - Fixação do prazo de exercício do direito de preferência aos acionistas ausentes, na proporção do número de ações que possuírem em 03.02.2014; 3 - Outros assuntos de interesse da Sociedade. São Paulo, 29.01.2014. Maurício Tadeu Di Giorgio - Diretor-Presidente.

ABAPA SECURITIZADORA S.A. CNPJ/MF 19.560.224/0001-86 - NIRE 353.004.618-19 Ata da 1ª (Primeira) Assembléia Geral Extraordinária Data, Hora e Local: Aos 03 dias do mês de fevereiro do ano de 2014, às 14:00 horas, na sede social localizada à Rua do Grito, n.º 387, sala 114, Ipiranga, CEP:04.217-000, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo.Convocação: sendo dispensada a convocação, nos termos do Parágrafo 4º, do Artigo 124, da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, face a presença confirmada de todos os acionistas. Presença: reuniram-se os acionistas da sociedade, representando a totalidade do capital social da Abapa Securitizadora S.A.: Guia Asset Participações Ltda., representada neste ato por seu sócio administrador, José Antonio Floresi Guizardi; Luciane Lorenzeti Bordon e Antonio de Souza Baroni e Elias Navarro. Para presidir a Assembleia foi eleito por unanimidade o Sr. Antonio de Souza Baroni, que aceitando a incumbência convidou a mim, Elias Navarro para secretariá-lo, no que aceitei, assim se constituindo a mesa e dando-se início aos trabalhos.Ordem do Dia: I - Aprovar o Aumento do Capital Social; II - Análise da proposta da Diretoria da Sociedade para emissão de debêntures privada e Fixação das características das debêntures a serem emitidas e autorização para a Diretoria da Sociedade e celebrar a respectiva Escritura de Emissão;e III- Outros assuntos de interesse da sociedade.Deliberações:I - Os acionistas, com base no Capital Social no valor de R$ 1.000,00 (mil reais), representado por 1.000 (mil) ações ordinárias nominativas, no valor de R$ 1,00 (um real) cada uma, totalmente subscritas e integralizadas, decidem aumentar o Capital Social da sociedade, que passará para R$ 999.000,00 (novecentos e noventa e nove mil reais), que será representado por 499.500 (quatrocentos e noventa e nove mil e quinhentas) ações ordinárias nominativas com direito a voto com valor nominal de R$ 1,00 (um real) cada, e 499.500 (quatrocentos e noventa e nove mil e quinhentas) ações preferenciais com valor nominal de R$ 1,00 (um real) cada, cujo aumento no valor de R$ 999.000,00 (novecentos e noventa e nove mil reais), em moeda corrente e legal do país, a integralizar no prazo de 96 (noventa e seis) meses, a partir desta data, conforme boletim de subscrição anexo.O presente aumento restou aprovado pelos acionistas, dando assim nova redação, o caput do Art. 5º do Estatuto Social, passando a ser o capital social de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), que será representado por 500.000 (quinhentas mil) ações ordinárias nominativas com direito a voto com valor nominal de R$ 1,00 (um real) cada, e 500.000 (quinhentas mil) ações preferenciais com valor nominal de R$ 1,00 (um real) cada, permanecendo inalterados todos os seus parágrafos.II - O Sr.Presidente pôs em votação a análise da proposta da diretoria para emissão de 2.000 (duas mil) debêntures simples, no montante de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais), ao valor unitário de R$ 1.000,00 (mil reais) cada uma, sendo aprovada pelos acionistas por unanimidade a referida emissão tendo as seguintes características:1) Quantidade de Debêntures a serem Emitidas:Será emitido um total de 2.000 (duas mil) debêntures simples.2) Número de Séries: A emissão será realizada em 01 (uma) série.3) Modo e Prazo para Subscrição e Integralização: 3.1) As debêntures serão integralizadas no prazo de 96 (noventa e seis) meses, em moeda corrente ou em créditos possuídos pelos subscritores contra a emissora, no ato da subscrição, nos termos do Contrato de Promessa de Cessão e Aquisição de Direitos Creditórios e outras Avenças. 3.2) As debêntures deverão ser subscritas no prazo máximo de 96 (noventa e seis) meses, contados a partir de 28 de fevereiro de 2014.4) Data de Início da Emissão: Para todos os efeitos legais, a data de início da emissão das debêntures será 28 de fevereiro de 2014. 5)Valor Nominal Unitário eValorTotal da Emissão: Na data de início da emissão prevista no item 4, as debênturesrepresentativasdestaemissãoterãoovalornominalunitáriodeR$1.000,00(milreais),perfazendoomontantedeR$2.000.000,00 (dois milhões de reais).A emissão será realizada em 01 (uma) série, sendo que o número de Debêntures a ser alocado a cada série será definidodeacordocomademandapelasdebêntures.6)Forma:Asdebênturesterãoaformanominativa,nãoendossável.7)Modalidade: Simples, não conversíveis em ações. 8) Espécie: As debêntures serão da espécie subordinada. 9) Vencimento das Debêntures: As debêntures desta emissão vencerão no prazo 120 (centro e vinte) meses, contado a partir da data de emissão estabelecida no item 4, ou seja, vencerão em 28 de fevereiro de 2024 data em que a Emissora deverá pagar ao(s) debenturista(s) o respectivo valor nominal, devidamente atualizado de acordo com o estabelecido no item 12. 10) Colocação: O lançamento das debêntures será privado, sem a intermediação de Instituição Financeira. 11) Preço de Integralização: O preço unitário para integralização das debêntures desta emissão deverá ter o seu valor nominal fixado em R$ 1.000,00 (mil reais), atualizado na forma prevista no item 12, calculados a partir de 28 de fevereiro de 2014 até as datas das respectivas integralizações.12) Base de Remuneração: a) A base de remuneração do valor unitário das Debêntures será de 0,5% (zero vírgula cinco por cento), expressa na forma de percentual ao mês, base 30 (trinta) dias. 13) Dos Pagamentos:Os pagamentos a que fizerem jus os debenturistas serão efetuados pela Emissora preferencialmente através de depósito em conta(s) corrente(s) bancária(s) em nome do(s) debenturista(s), a ser indicada(s) pelo(s) mesmo(s).14) Juros Moratórios:Ocorrendo impontualidade no pagamento de qualquer quantia devida aos debenturistas, os débitos em atraso ficarão sujeitos a juros de mora de 1,0% (um por cento) ao mês e multa não compensatória de 2% (dois por cento) sobre o valor do débito, além da remuneração tal como estabelecido no item 12, calculados desde a data de inadimplência até a data do efetivo pagamento, independente de aviso, notificação ou interpelação judicial ou extrajudicial. 15) Aquisição Facultativa: A Emissora poderá a qualquer tempo adquirir debêntures desta emissão que estejam em circulação, por preço não superior ao de seu valor nominal atualizado na forma prevista no item 12, observado o disposto no parágrafo 2º, do art.55 da Lei nº 6.404 de 15 de dezembro de 1976, as debêntures objeto deste procedimento poderão ser novamente colocadas em circulação.16)Vencimento Antecipado: Declarar-se-á antecipadamente vencidas todas as obrigações objeto da emissão de que trata o presente instrumento e exigir o imediato pagamento pela Emissora do valor nominal atualizado, acrescido de juros remuneratórios até a data do efetivo pagamento, na ocorrência dos seguintes fatos: 16.1) protesto legítimo e reiterado de títulos contra a Emissora, cujo valor global ultrapasse R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), salvo se o protesto tiver sido efetuado por erro ou má fé de terceiro, desde que validamente comprovado pela Emissora, se for cancelado ou ainda se forem prestadas garantias, em qualquer hipótese, no prazo máximo de 3 (três) dias de sua ocorrência; 16.2) pedido recuperação judicial ou extrajudicial formulado pela Emissora; 16.3) decretação de falência da Emissora; 16.4) falta de cumprimento, pela Emissora de qualquer obrigação prevista na Escritura de Emissão, desde que não sanada em 30 (trinta) dias, contados a partir da data do recebimento do aviso escrito que lhe for enviado; ou 16.5) vencimento antecipado de qualquer dívida da EMISSORA, previstas na Escritura de Emissão.17) Publicidade: Todos os atos societários e decisões decorrentes desta emissão que de qualquer forma vierem a envolver interesses dos debenturistas deverão ser veiculados na forma de avisos, em jornais de grande circulação.18) Decadência dos Direitos aos Debenturistas:Os direitos a juros moratórios decaem na hipótese de não comparecimento para recebimento pelos debenturistas desta emissão, dos valores correspondentes a quaisquer das obrigações pecuniárias da Emissora, nas datas previstas na Escritura de Emissão ou em comunicado previamente publicado.Em cumprimento ao item III da Ordem do Dia o Sr.Presidente ofereceu a palavra aos presentes para tratarem de assuntos de interesse social e, como ninguém se manifestou, os trabalhos foram suspensos pelo tempo necessário à lavratura da presente Ata. Reabertos os trabalhos, esta Ata foi lida e, de forma unânime, aprovada e assinada pelos presentes, que autorizaram sua publicação sem as suas assinaturas, conforme Artigo 130, Parágrafo Segundo, da Lei 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Na qualidade de Presidente e Secretária da Assembléia, declaramos que a presente é cópia fiel da Ata original lavrada no livro próprio, São Paulo, 03 de fevereiro de 2014. (a.a.) - Antonio de Souza Baroni - Presidente, Elias Navarro - Secretário. Antonio de Souza Baroni-Presidente de Mesa e Acionista, Elias Navarro-Secretário e Acionista, Guia Asset Participações Ltda.-Acionista e Luciane Lorenzeti Bordon-Acionista.

ECONOMIA/LEGAIS - 19

DIÁRIO DO COMÉRCIO ALBERTI SERVIÇOS DE INFORMÁTICA LTDA., CNPJ nº 02.421.694/0001-66, Rua Comodoro, 144 - Jd. Santa Tereza, Embu das Artes/ SP, por seus sócios, DECLARA extinta a sociedade em 11/12/2013, conforme distrato social.

DIGITAL FLEX LTDA. – EPP, torna público que requereu na CETESB a renovação da licença de Operação para atividade de serviços de confecção de Fotolitos, Clicheria e pré-impressão. Sita à Rua Aracajú nº 80 - Núcleo Residencial Célia Motta – Barueri/ SP.

Odebrecht TransPort S.A. CNPJ/MF nº 12.251.483/0001-86 – NIRE 35.300.381.548

Ata de Assembleia Geral Extraordinária Data, hora e local: Em 26 de dezembro de 2013, às 10 horas, na sede da Companhia, localizada na Avenida das Nações Unidas, nº 4.777, 5º andar – Sala 08, Alto de Pinheiros, São Paulo/SP, CEP 05477-000. Presença: Acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas lançadas no Livro de Presença de Acionistas. Convocação: Dispensada a publicação de Edital de Convocação, conforme disposto no Artigo 124, § 4º, da Lei nº 6.404/76, conforme alterada (“Lei das S.A.”). Mesa: Paulo Henyan Yue Cesena, Presidente; Graziela Galli Ferreira Barioni, Secretária. Ordem do dia: (i) Deliberar sobre a homologação do aumento do capital social da Companhia; (ii) Aprovar a alteração do endereço da sede social da Companhia; (iii) Reformar o estatuto social da Companhia, de forma a adequá-lo à nova composição acionária da Odebrecht TransPort S.A.; e (iv) Aprovar a manutenção da atual composição do Conselho de Administração da Odebrecht TransPort S.A.. Deliberações: Iniciados os trabalhos, os acionistas deliberaram, por unanimidade, lavrar a presente ata sob a forma de sumário, nos termos do artigo 130, parágrafo 1º da Lei das S.A., ressalvado o direito de apresentação de manifestações de voto e protestos, os quais serão rubricados pela Mesa e ficarão arquivados na sede da Companhia. Em seguida, os acionistas passaram ao exame do item (i) da ordem do dia tendo aprovada, por unanimidade, a homologação do aumento de capital social da Companhia, no valor de R$ 1.428.571.464,59 (um bilhão e quatrocentos e vinte oito milhões, quinhentos e setenta e um mil, quatrocentos e sessenta e quatro reais e cinquenta e nove centavos), mediante a emissão, para subscrição particular, de 32.525.276 (trinta e dois milhões quinhentas e vinte e cinco mil duzentas e setenta e seis) ações ordinárias, todas nominativas e sem valor nominal. Dessa formal, o capital social da Companhia passou de R$ 182.141.540,00 (cento e oitenta e dois milhões, cento e quarenta e um mil, quinhentos e quarenta reais), divididos em 182.141.540 (cento e oitenta e dois milhões, cento e quarenta e um mil, quinhentas e quarenta) ações ordinárias, todas nominativas e sem valor nominal, para R$ 1.610.713.004,59 (um bilhão, seiscentos e dez milhões, setecentos e treze mil e quatro reais e cinquenta e nove centavos), dividido em 214.666.816 (duzentos e quatorze milhões, seiscentas e sessenta e seis mil, oitocentas e dezesseis) ações ordinárias, todas nominativas e sem valor nominal. As ações ordinárias ora emitidas farão jus aos mesmos direitos assegurados às atuais ações ordinárias de emissão da Companhia, sendo assegurado a tais ações direito ao recebimento de dividendos integrais da Companhia relativos aos exercícios em que esta auferir lucros passíveis de distribuição. Em razão da deliberação acima, o caput do Artigo 4º do estatuto social da Companhia passará a vigorar com a seguinte redação: “Artigo 4º – O capital social é de R$ 1.610.713.004,59 (um bilhão, seiscentos e dez milhões, setecentos e treze mil e quatro reais e cinquenta e nove centavos), dividido em 214.666.816 (duzentos e quatorze milhões, seiscentas e sessenta e seis mil, oitocentas e dezesseis) ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal.” Colocado em votação o item (ii) da ordem do dia, os acionistas aprovaram, por unanimidade, a alteração do endereço da sede social da Companhia da Avenida das Nações Unidas, nº 4.777, 5º andar – Sala 08, Alto de Pinheiros, São Paulo/SP, CEP 05477-000, para Rua Lemos Monteiro, 120, 8º andar, Parte A, Butantã, CEP 05501-050. Em razão da deliberação acima, o caput do Artigo 1º do estatuto social da Companhia passará a vigorar com a seguinte redação: “Artigo 1º – A ODEBRECHT TRANSPORT S.A. (a “Companhia”), é uma sociedade anônima, com sede e foro na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, localizada na Rua Lemos Monteiro, 120, 8º andar, Parte A, Butantã, CEP 05501-050, que se regerá por este Estatuto e pela legislação que lhe for aplicável.” No que se refere ao item (iii) da ordem do dia, os acionistas presentes aprovaram, por unanimidade, a reforma do estatuto social da Companhia, de forma a adequá-lo à nova composição acionária da Odebrecht TransPort S.A. Dessa forma, o estatuto social da Companhia passará a vigorar com a redação constante do Anexo I a esta ata. Por fim, com relação ao disposto no item (iv) da ordem do dia, tendo em vista que o BNDESPAR não indicou membro para compor o Conselho de Administração da Odebrecht TransPort S.A. os atuais membros titulares e suplentes do mesmo foram mantidos em seus cargos. Cumpre registrar que posteriormente haverá uma nova Assembleia Geral Extraordinária da Companhia para deliberar sobre a composição do Conselho de Administração da Odebrecht TransPort S.A.. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a Assembleia, lavrandose a presente ata que, após lida e aprovada, foi assinada por todos os presentes. São Paulo, 26 de dezembro de 2013. Mesa: Paulo Henyan Yue Cesena; Presidente; Graziela Galli Ferreira Barioni, Secretária. Acionistas presentes: Odebrecht S.A. e Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FI-FGTS. Certifico que este extrato confere com a ata, lavrada em livro próprio, da Assembleia Geral Extraordinária da Odebrecht Transport S.A. realizada em 26 de dezembro de 2013. São Paulo, 26 de dezembro de 2013. Graziela Galli Ferreira Barioni, Secretária. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o nº 28.157/14-0, em 17/01/2014. Gisela Simiema Ceschin, Secretária-Geral. Anexo I à Ata de Assembleia Geral Extraordinária da Odebrecht TransPort S.A., realizada em 26 de dezembro de 2013. Novo Estatuto Social da Companhia – Estatuto Social da ODEBRECHT TRANSPORT S.A. – Capítulo I – Nome, Sede, Objetivo e Duração. Artigo 1º – A ODEBRECHT TRANSPORT S.A. (a “Companhia”), é uma sociedade anônima, com sede e foro na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, localizada na Rua Lemos Monteiro, 120, 8º andar, Parte A, Butantã, CEP 05501-050, que se regerá por este Estatuto e pela legislação que lhe for aplicável. Parágrafo Único – A Companhia, mediante ato de sua Diretoria, pode abrir filiais, agências e escritórios, em qualquer parte do território brasileiro ou no exterior. Artigo 2º – A Companhia tem por objeto social: (i) a participação em consórcios ou no capital de sociedades que se proponham a desenvolver projetos, investir ou de fato operar ativos relacionados ao setor de infraestrutura de transporte e logística, incluindo rodovias, ferrovias, hidrovias, metrô, dutos, portos, aeroportos, infraestrutura urbana, mobiliário urbano, estacionamentos de veículos, meios de pagamento, estações aduaneiras interior, portos secos e/ou centros logístico industrial aduaneiros; (ii) a operação de quaisquer desses ativos de infraestrutura, celebrando contratos de concessão de serviços públicos, projetos de parcerias público-privadas ou empreendimentos privados, atuando na cobrança dos serviços prestados, implantação, estudos ambientais ou outros, operação e manutenção do empreendimento, concessão ou parceria, podendo prestar serviços de consultoria, gestão e/ou supervisão no âmbito de tais atividades; e (iii) participar de consórcios ou de sociedades que explorem, direta ou indiretamente, quaisquer das atividades descritas nos itens (i) e (ii) acima. Parágrafo Único – A Companhia poderá exercer as atividades de seu objeto social no país ou no exterior, seja diretamente ou através de subsidiárias, ou através de participação em consórcios ou no capital de outras sociedades. Artigo 3º - O tempo de duração da Companhia é indeterminado. Capítulo II - Capital e Ações. Artigo 4º – O capital social é de R$ 1.611.141.540 (um bilhão, seiscentos e onze milhões, cento e quarenta e um mil, quinhentos e quarenta reais), dividido em 214.676.573 (duzentos e quatorze milhões, seiscentas e setenta e seis mil, quinhentas e setenta e três) ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal. Parágrafo 1º – Cada ação dará direito a um voto nas deliberações da Assembleia Geral. Parágrafo 2º – A Companhia não poderá emitir quaisquer valores mobiliários que não ações ordinárias, exceto se aprovado por acionistas representando a maioria do capital social. Artigo 5º – A subscrição e a integralização das ações obedecerão aos seguintes critérios: (a) a importância mínima de realização inicial das ações que forem subscritas será aquela estabelecida em lei; (b) o prazo para integralização das ações subscritas será fixado pelo Conselho de Administração por ocasião de cada chamada de capital; e (c) a integralização de ações com bens, que não sejam créditos em moeda corrente, dependerá de aprovação da Assembleia Geral. Artigo 6º – Os acionistas terão preferência na subscrição de novas ações da Companhia na proporção da sua participação no capital social. Parágrafo Único – O prazo para exercício do direito de preferência será de 30 (trinta) dias. Capítulo III - Órgãos Permanentes da Companhia. Artigo 7º – São órgãos permanentes da Companhia: (a) a Assembleia Geral; (b) o Conselho de Administração; e (c) a Diretoria. Capítulo IV - Assembleia Geral. Artigo 8º – A Assembleia Geral se reunirá, ordinariamente, nos 04 (quatro) primeiros meses que se seguirem ao término de cada exercício social, a fim de que sejam discutidos os assuntos previstos em lei e, extraordinariamente, sempre que os interesses da Companhia o exigirem. Parágrafo Primeiro – A Assembleia Geral será convocada pelo Presidente do Conselho de Administração ou na forma da lei e presidida pelo acionista indicado entre os presentes que, por sua vez, deverá indicar, dentre estes, o Secretário. Parágrafo Segundo – A convocação para a Assembleia Geral se fará pela imprensa, observadas as disposições legais. Independentemente das formalidades de convocação, será considerada regular a Assembleia Geral a que comparecerem todos os acionistas. Artigo 9º – O acionista poderá fazer representar-se por procurador, respeitadas as disposições da lei. Artigo 10 – Depois de assinarem o Livro de Presença, os acionistas escolherão o Presidente e o Secretário, os quais dirigirão os trabalhos da Assembleia Geral. Artigo 11 – Compete à Assembleia Geral, além do quanto previsto na Lei das S.A., deliberar sobre: a) abertura de capital da Companhia e/ou IPO da Companhia; b) início ou término de dissolução, falência, liquidação, recuperação judicial ou extrajudicial da Companhia ou de qualquer sociedade controlada; c) avaliação e aprovação prévia de programas de outorga de opção de compra ou subscrição de ações aos administradores e/ou funcionários da Companhia, ou, ainda, aos administradores e/ou funcionários de suas controladas, que representem mais de 4% (quatro por cento) do capital social total da Companhia; d) redução de capital da Companhia; e) fusão, transformação, cisão ou incorporação (inclusive de ações) da Companhia, incorporação (inclusive de ações) pela Companhia ou qualquer reorganização societária com efeito equivalente envolvendo a Companhia; f) resgate de ações da Companhia, conforme proposta do Conselho de Administração; g) participação da Companhia em grupos de sociedades, conforme artigo 265 da Lei das S.A.; h) emissão de debêntures conversíveis em ações, ações preferenciais ou de quaisquer outros títulos conversíveis em ações da Companhia; e i) destituição de membros do Conselho de Administração da Companhia. Parágrafo Único – As deliberações da Assembleia Geral, ressalvadas as exceções previstas em lei, no presente Estatuto Social e em eventuais acordos de acionistas, serão tomadas por maioria simples de votos. Capítulo V - Conselho de Administração. Artigo 12 – O Conselho de Administração da Companhia é composto por até 11 (onze) membros e respectivos suplentes, sendo 1 (um) Presidente e 1 (um) Vice-Presidente, eleitos pela Assembleia Geral da Companhia, com mandato unificado de 1 (um) ano, sendo permitida a reeleição. Artigo 13 – O Conselho de Administração elegerá, entre seus membros, o seu Presidente e Vice-Presidente. Artigo 14 – Os membros do Conselho de Administração serão empossados mediante assinatura de termo de posse lavrado no Livro de Atas de Reuniões do Conselho de Administração e permanecerão em seus cargos até a posse de seus substitutos. Artigo 15 – Os membros do Conselho de Administração exercerão suas funções até a eleição e posse de seus substitutos, a não ser em caso de renúncia durante o prazo de mandato. Artigo 16 – Em suas ausências ou impedimentos temporários, os membros do Conselho de Administração, inclusive seu Presidente, serão substituídos pelos seus respectivos suplentes. Na ausência ou impedimento temporário do Presidente e de seu suplente, o Presidente indicará, entre os demais membros do Conselho de Administração, quem o substituirá mediante representação na presidência do Conselho de Administração. Artigo 17 – No caso de vacância, será convocada a Assembleia Geral, dentro de 30 (trinta) dias, para eleger o titular que deverá cumprir o restante do mandato do substituído. Artigo 18 – O Conselho de Administração se reunirá ordinariamente, no mínimo, a cada 03 (três) meses e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo Presidente, seu suplente ou por quaisquer 02 (dois) de seus membros. Parágrafo 1º – Ressalvado o disposto em acordo de acionistas arquivado na sede da Companhia, entre o dia da convocação e o dia da realização da reunião extraordinária do Conselho de Administração, correrão, no mínimo, 12 (doze) dias-calendário, a menos que a maioria de seus membros em exercício do Conselho de Administração fixe prazo menor, porém não inferior a 48 (quarenta e oito) horas. Parágrafo 2º – O Conselho de Administração somente deliberará com a presença da maioria de seus membros em exercício, admitida a representação de qualquer Conselheiro por qualquer membro titular ou suplente do Conselho de Administração por ele indicado, e as deliberações serão tomadas por maioria de votos dos Conselheiros presentes à reunião, ressalvado o disposto em Acordo de Acionistas eventualmente existente e arquivado na sede da Companhia. Artigo 19 – A remuneração global anual dos administradores da Companhia será fixada pela Assembleia Geral, cabendo ao Conselho de Administração a sua individualização. Artigo 20 – Compete ao Conselho de Administração: (i) aprovar políticas de aplicação geral da Companhia; (ii) aprovar a macroestrutura organizacional da Companhia; (iii) eleger e destituir o Diretor-Presidente e os demais Diretores da Companhia, estes últimos mediante proposição do Diretor-Presidente, e fixar-lhes as respectivas remunerações, observado o limite geral estabelecido pela Assembleia Geral; (iv) fixar a orientação geral para negócios da Companhia; (v) aprovar ou alterar o Programa de Ação da Companhia, a Política de Transações com Partes Relacionadas, o Regimento Interno do Comitê de Transações Estratégicas com Partes Relacionadas, a Política de Remuneração do Conselho de Administração ou a Política de Assuntos Financeiros e Investimentos; (vi) acompanhar o desempenho do Diretor-Presidente e equipe na execução do Plano de Negócios da Companhia; (vii) submeter à Assembleia Geral propostas sobre fusão, cisão, incorporação envolvendo a Companhia, ou sua dissolução, e reforma estatutária; (viii) decidir sobre a constituição de outras sociedades, bem como a aquisição, pela Companhia ou por quaisquer de suas subsidiárias, de participações em outras sociedades; (ix) autorizar a celebração de acordo de acionistas pelas sociedades controladas; (x) decidir sobre a aquisição ou resgate de ações da própria Companhia, para manutenção em tesouraria ou cancelamento, bem como a respectiva alienação, observadas as disposições legais e as normas editadas pela Comissão de Valores Mobiliários; (xi) decidir sobre a concessão de garantias, de qualquer valor, a quaisquer terceiros que não sejam sociedades investidas da Companhia, bem como sobre a concessão de garantias a suas sociedades investidas em valores superiores ao que vier a ser fixado pelo Conselho de Administração como competência da Diretoria, em reunião específica, ou em percentual superior à participação detida pela Companhia em tais sociedades investidas; (xii) escolher e destituir auditores independentes da Companhia; (xiii) fixar os limites dentro dos quais os Diretores poderão, sem a prévia autorização do Conselho de Administração, contratar empréstimos ou financiamentos, no país ou no exterior; (xiv) propor à Assembleia Geral a contratação de empréstimos e/ou capitalização, quando efetuados através de emissão de títulos mobiliários conversíveis em capital da Companhia; (xv) deliberar sobre a assunção de obrigações em contratos de financiamento e/ou empréstimos que imponham restrições à distribuição de dividendos ou à disponibilidade de ações da Companhia; (xvi) deliberar sobre a contratação de operações financeiras que contenham cláusula prevendo vencimento antecipado da dívida da Companhia em caso de inadimplemento de obrigação de terceiros; (xvii) manifestar-se sobre as demonstrações financeiras e relatórios da administração ao final de cada exercício social, bem como sobre a proposta de distribuição do lucro líquido apurado e destinação de resultados e reservas; (xviii) aprovar a realização de investimentos de valor superior ao que vier a ser fixado pelo Conselho de Administração como competência da Diretoria, em reunião específica; (xix) decidir sobre a alienação, cessão ou oneração de bens do ativo não circulante ou alienação, cessão ou oneração de participações em sociedades investidas, exceto no âmbito de operações de financiamento, quando o valor da operação ultrapassar de forma isolada ou agregada, em um mesmo exercício fiscal ou em um período de 12 meses, valor superior ao que vier a ser fixado pelo Conselho de Administração; (xx) aprovar a aquisição de bens e contratação de serviços de qualquer natureza fora do curso normal dos negócios; (xxi) decidir sobre qualquer contrato ou transação entre a Companhia ou qualquer de suas sociedades investidas, de um lado, e, de outro, seu acionista controlador, qualquer pessoa que, direta ou indiretamente, controle, seja controlada por, esteja sob controle comum ou esteja sob influência significativa do acionista controlador, ou qualquer administrador, membro do Conselho de Administração, diretores ou parentes até 2º (segundo) grau do acionista controlador ou de qualquer das pessoas referidas nesta alínea (xxi), desde que tal contrato ou transação envolva valor superior, de forma isolada ou agregada, a R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais) (considerado o ato isoladamente ou um conjunto de atos de mesma natureza e realizados num mesmo exercício social, ou no período de 12 meses, entre as mesmas partes); (xxii) aprovar o Regimento de Funcionamento do Conselho de Administração; (xxiii) autorizar a convocação, pelo Presidente do Conselho de Administração, de Assembleia Geral da Companhia; (xxiv) aprovar as matérias no âmbito das sociedades controladas e coligadas da Companhia que devam ser submetidas à aprovação do Conselho de Administração da Companhia; (xxv) alteração relevante nas políticas contábeis e práticas de divulgação de informações da Companhia, exceto quando exigido por lei ou pelos princípios contábeis geralmente aceitos no Brasil; (xxvi) decidir sobre a concessão de empréstimos a terceiros que não sejam uma sociedade investida da Companhia; (xxvii) deliberar sobre reestruturações societárias, inclusive operações de incorporação, incorporação de ações, fusão, cisão ou transformação, em que qualquer das controladas da Companhia seja parte; (xxviii) apreciar a realização, por parte da Companhia, de operações estranhas ao seu objeto social; (xxix) propor o aumento de capital à Assembleia Geral, quando conveniente; e (xxxi) aprovar de qualquer novo investimento pela Companhia ou por qualquer de suas controladas que não desenvolvam atividades operacionais, caso tal investimento implique o descumprimento de qualquer dos indicadores estabelecidos pelo Conselho de Administração ou em acordo de acionistas arquivado na sede da Companhia; (xxxii) caso qualquer dos indicadores mencionados na alínea (xxxi) acima seja descumprido e enquanto perdurar tal descumprimento, a aprovação ou realização de qualquer ato que implique saída de caixa da companhia ou de suas controladas que não desenvolvam atividades operacionais, excetuados: (i) os pagamentos ordinários referentes às despesas gerais e administrativas e de serviço de dívida (inclusive pagamento de juros e principal) da companhia ou de suas controladas, e (ii) pagamentos referentes a compromissos de investimento anteriormente assumidos por tais sociedades. Artigo 21 – Ao Presidente do Conselho de Administração, observado o disposto no Regimento de Funcionamento do Conselho de Administração, compete: a) convocar e dirigir as reuniões do Conselho de Administração; e b) convocar a Assembleia Geral, desde que autorizado pelo Conselho de Administração. Artigo 22 – Ao suplente do Presidente ou, na sua ausência, a quem o Presidente indicar na forma do art. 16, compete substituir o Presidente em suas ausências e impedimentos mediante representação e, ainda, em caso de vacância, ocupar o cargo de Presidente até a eleição de novo titular. Capítulo VI – Diretoria. Artigo 23 – A Diretoria é composta de, no mínimo, 3 (três) e, no máximo, 9 (nove) membros, sendo um Diretor-Presidente e os demais Diretores sem designação específica, eleitos pelo Conselho de Administração. Artigo 24 – O mandato da Diretoria será de até 02 (dois) anos, permitida a reeleição. Parágrafo 1º – Os Diretores serão investidos nos seus cargos mediante assinatura de termo de posse lavrado no Livro de Atas de Reuniões da Diretoria. Parágrafo 2o – Os Diretores permanecerão em seus cargos, no exercício pleno de seus poderes, até a posse de seus substitutos. Artigo 25 – Nas ausências e impedimentos de qualquer dos Diretores, caberá ao Diretor-Presidente a indicação de seu substituto, entre os demais Diretores. Parágrafo Único – O Diretor-Presidente poderá indicar, dentre os demais Diretores, seu substituto temporário em caso de ausências temporárias e impedimentos. Artigo 26 – Ocorrendo vacância no cargo de Diretor, caberá ao Conselho de Administração eleger o substituto que exercerá o cargo pelo período remanescente do mandato. Caso a Diretoria seja composta de 07 (sete) ou mais membros, será facultado ao Conselho de Administração preencher ou não o cargo vago. Artigo 27 – Compete à Diretoria: a) a prática de todos os atos necessários ao funcionamento da Companhia, exceto os que, por lei ou por este Estatuto, sejam atribuição de outros órgãos; e b) elaborar o relatório anual da administração, as demonstrações financeiras e a proposta de destinação de resultado do exercício, a serem submetidas ao Conselho de Administração e à Assembleia Geral. Artigo 28 – Compete ao Diretor-Presidente: a) propor ao Conselho de Administração a macroestrutura organizacional da Companhia; b) definir o âmbito de responsabilidade e coordenar a atuação dos Diretores na execução do Programa de Ação do Diretor-Presidente para a Companhia que deve incluir, dentre outros itens, os objetivos empresariais e estratégicos de curto, médio e longo prazo e os orçamentos anuais e plurianuais da Companhia, e acompanhar a sua execução; c) representar a Companhia ativa e passivamente, em juízo ou fora dele, sem prejuízo do disposto no Artigo 30 deste Estatuto; e d) convocar e presidir as reuniões da Diretoria. Artigo 29 – É facultado à Companhia nomear procuradores, devendo o instrumento respectivo ser assinado por 02 (dois) membros da Diretoria. Parágrafo Único - As procurações deverão conter poderes específicos e, com exceção daquelas outorgadas a advogados para representação da Companhia em processos judiciais ou administrativos, terão prazo de validade limitado a, no máximo, 01 (um) ano. Artigo 30 – Com as exceções constantes neste Estatuto, a Companhia só será obrigada pela assinatura conjunta de: a) 02 (dois) Diretores; ou b) 01 (um) Diretor e 01 (um) Procurador ou 02 (dois) Procuradores com poderes específicos conferidos na forma do Artigo 29 deste Estatuto. Parágrafo 1o – Poderão ser assinados apenas por 01 (um) Diretor, ou por 01 (um) dos Procuradores nomeados na forma deste Estatuto Social, os seguintes atos: a) endosso de cheques e ordens de pagamento para depósito bancário na conta da Companhia; b) autorização para movimentação da conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço; c) registro e emissão de documentos relacionados a assuntos trabalhistas, fiscais e alfandegários; e d) recebimento de quaisquer importâncias devidas, assinando os recibos e dando quitação. Parágrafo 2º – Em casos especiais poderão ser outorgados a 1 (um) só Diretor ou Procurador, poderes expressos para a prática de atos especificados nos respectivos instrumentos, respeitada a regra do Artigo 29 deste Estatuto. Artigo 31 – A Diretoria se reunirá quando convocada pelo Diretor-Presidente. Parágrafo Único - A Diretoria poderá reunir-se com a presença de, no mínimo, a metade dos seus membros em exercício, sendo um deles o Diretor-Presidente ou seu substituto, na forma do Artigo 25, parágrafo único. Artigo 32 – É vedado à Diretoria: a) contrair empréstimos em instituições que não sejam bancos que integrem a rede bancária oficial ou privada, no país ou no exterior, salvo mediante autorização expressa do Conselho de Administração; e b) a prática de atos de qualquer natureza relativa a negócios ou operações estranhas aos objetivos sociais, tais como a prestação de garantias a obrigações de terceiros, exceto às sociedades investidas da Companhia ou se autorizado expressamente pelo Conselho de Administração. Capítulo VII – Comitê de Partes Relacionadas. Artigo 33 – A Companhia terá um Comitê de Partes Relacionadas de funcionamento permanente, composto por 3 (três) membros do Conselho de Administração da Companhia. Parágrafo 1º – As atribuições e funcionamento do Comitê de Partes Relacionadas obedecerão ao disposto na Política de Transações com Partes Relacionadas e em seu Regimento Interno. Capítulo VIII - Conselho Fiscal. Artigo 34 – O Conselho Fiscal, composto de, no mínimo, 3 (três) e, no máximo, 5 (cinco) membros e seus respectivos suplentes, eleitos pela Assembleia Geral, funcionará de forma não permanente, na forma da lei. Artigo 35 – O mandato do Conselho Fiscal será de 1 (um) ano, permitida a reeleição, sendo que a eleição deverá acontecer sempre por ocasião da Assembleia Geral Ordinária. Parágrafo Único - O Conselho Fiscal deverá adotar um Regimento próprio no qual serão estabelecidos procedimentos sobre suas atribuições. Artigo 36 – Os membros do Conselho Fiscal terão a remuneração que lhe for estabelecida pela Assembleia que os eleger, observado, a respeito, o que dispuser a lei. Capítulo IX - Exercício Social, Demonstrações Financeiras e Distribuição de Lucros. Artigo 37 – O exercício social se inicia em 1º de janeiro e termina em 31 de dezembro de cada ano. Artigo 38 – Ao fim de cada exercício social, será levantado o balanço patrimonial e preparadas as demais demonstrações financeiras exigidas por lei. Parágrafo 1º – Do resultado do exercício, após as deduções dos prejuízos acumulados e das provisões para o Imposto de Renda, serão deduzidas, observados os limites legais, as participações dos Administradores e Empregados da Companhia, se e quando deliberado pela Assembleia Geral, nos limites e formas previstos em lei. Parágrafo 2º – Do lucro líquido do exercício, aplicar-se-ão 5% (cinco por cento) na constituição da Reserva Legal, que não excederá de 20% (vinte por cento) do Capital Social, observado o disposto no parágrafo 1º do artigo 193 da Lei das S.A. Parágrafo 3º – Do lucro líquido ajustado, nos termos do artigo 202, inciso I, alínea “a”, da Lei das S.A., destinar-se-ão: (i) Aos acionistas um dividendo obrigatório não inferior a 25% (vinte e cinco por cento); e (ii) À Reserva de Realização de Investimentos um percentual de até 75% (setenta e cinco por cento), observado o limite previsto no artigo 199 da Lei das S.A. Parágrafo 4º – Fica facultado à Companhia o levantamento de balanços trimestrais e/ou semestrais; havendo lucro em tais balanços e no balanço anual, poderá haver distribuição de dividendos, observadas as disposições da lei, por deliberação prévia do Conselho de Administração, vedada a distribuição “ad-referendum” pela Diretoria. Parágrafo 5º – O Conselho de Administração poderá declarar dividendos intermediários à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral. Parágrafo 6º – A Companhia, por deliberação do Conselho de Administração, poderá pagar juros sobre o capital próprio aos seus acionistas, nos termos do artigo 9º, parágrafo 7º da Lei nº 9.249/95 e legislação pertinente, imputando-se o valor dos juros pagos ou creditados ao valor do dividendo obrigatório. Artigo 39 – Os dividendos e os juros sobre o capital próprio de que trata o parágrafo 6º do Artigo 37, atribuídos aos acionistas não renderão juros e, se não reclamados após 03 (três) anos a contar da data do início de pagamento de cada dividendo ou juros sobre o capital próprio, prescreverão em favor da Companhia. Capítulo X - Acordos de Acionistas. Artigo 40 – A Companhia observará possíveis e eventuais acordos de acionistas que sejam arquivados em sua sede, na forma do Artigo 118 da Lei das S.A., sendo expressamente vedado aos integrantes da mesa diretora (incluindo o presidente) da Assembleia Geral ou do Conselho de Administração acatar declaração de voto de qualquer acionista signatário de acordo de acionistas, devidamente arquivado na sede social, que for proferida em desacordo com o que tiver sido ajustado no referido acordo. Parágrafo Único – As obrigações e responsabilidades resultantes de eventuais acordos serão válidas e obrigarão terceiros tão logo tais acordos tenham sido devidamente averbados nos livros de registro da Companhia. Os administradores da Companhia zelarão pela observância desses acordos e o Presidente da Assembleia Geral ou das reuniões do Conselho de Administração, conforme o caso, deverão agir de acordo com o estabelecido em lei. Capitulo XI – Arbitragem. Artigo 41 – Com exceção das controvérsias referentes a obrigações que comportem, desde logo, execução judicial, todas as demais controvérsias resultantes deste Estatuto Social e suas disposições, da Lei das S.A. e demais normas aplicáveis à companhia, envolvendo a Companhia, seus acionistas, Administradores e membros do Conselho Fiscal, incluindo quaisquer questões relacionadas à existência, validade, eficácia ou adimplemento contratual deverão ser, obrigatória, exclusiva e definitivamente, submetidas à arbitragem a ser administrada pela Câmara de Arbitragem do Mercado da BM&FBOVESPA (“Câmara de Arbitragem”), de acordo com o Regulamento de Arbitragem da Câmara de Arbitragem (“Regulamento de Arbitragem”), exceto pelos prazos, que serão contados em triplo. Artigo 42 – O tribunal arbitral (“Tribunal Arbitral”) será constituído por 03 (três) árbitros, sendo 01 (um) deles indicado pela(s) requerente(s), outro indicado pela(s) requerida(s) e o terceiro, que será o presidente do Tribunal Arbitral, indicado pelos 02 (dois) árbitros nomeados pelas partes. Caso estes não cheguem a um consenso quanto ao terceiro árbitro, caberá ao Presidente da Câmara de Arbitragem nomeá-lo. O presidente do Tribunal Arbitral pode ou não ser membro do corpo de árbitros da Câmara de Arbitragem. Artigo 43 – Na hipótese de litisconsórcio, as partes litisconsortes deverão, de comum acordo, indicar um árbitro para compor o Tribunal Arbitral, mantendo-se a indicação dos outros dois árbitros em conformidade com o artigo 42 supra. Na hipótese de os litisconsortes não entrarem em acordo com relação à indicação do árbitro que deve ser por eles indicado no prazo de 15 (quinze) dias a partir da notificação da Câmara de Arbitragem solicitando a nomeação do árbitro pelos litisconsortes, caberá ao Presidente da Câmara de Arbitragem nomeá-lo, na forma do Regulamento de Arbitragem, mantendo-se a indicação dos outros dois árbitros em conformidade com o artigo 42 e o presente artigo 43. Na hipótese de procedimentos arbitrais envolvendo três ou mais partes com interesses distintos entre si, em que estas não possam ser reunidas em blocos de requerentes e requeridas, tornando inviável a formação de litisconsórcio, os 03 (três) árbitros serão selecionados e indicados pelo Presidente da Câmara de Arbitragem, na forma do Regulamento de Arbitragem. Artigo 44 – Além dos impedimentos previstos no Regulamento de Arbitragem, nenhum árbitro designado de acordo com esta cláusula compromissória poderá ser funcionário, representante ou ex-funcionário de qualquer das partes ou de qualquer pessoa a ela ligada direta ou indiretamente, ou de proprietário de uma das partes ou de alguma pessoa a ele ligada direta ou indiretamente. Artigo 45 – A arbitragem terá sede na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo. Artigo 46 – O idioma oficial para todos os atos da arbitragem ora convencionada será o português, sendo aplicáveis as leis da República Federativa do Brasil. O Tribunal Arbitral não poderá recorrer à equidade para resolução de controvérsias a ele submetidas. Artigo 47 – As partes declaram ter tomado conhecimento do Regulamento de Arbitragem, tendo concordado com todas as disposições ali contidas. O Regulamento de Arbitragem, conforme vigente nesta data, e as disposições da Lei n.º 9.307, de 23 de setembro de 1996, conforme alterada (“Lei de Arbitragem”), integram este Estatuto Social no que lhe for aplicável. Artigo 48 – O procedimento arbitral prosseguirá à revelia de qualquer das partes, nos termos previstos no Regulamento de Arbitragem. Artigo 49 – A decisão arbitral será definitiva, irrecorrível e vinculará as partes, seus sucessores e cessionários, que se comprometem a cumpri-la espontaneamente e renunciam expressamente a qualquer forma de recurso, ressalvado o pedido de correção de erro material ou de esclarecimento de obscuridade, dúvida, contradição ou omissão da sentença arbitral, conforme previsto no art. 30 da Lei de Arbitragem, ressalvando-se, ainda, o disposto no Artigo 51, e o exercício de boa-fé da ação de nulidade estabelecida no art. 33 da Lei de Arbitragem. Se necessária, a execução da decisão arbitral poderá se dar em qualquer juízo que tenha jurisdição ou que tenha competência sobre as partes e seus bens. Artigo 50 – A Parte que, sem respaldo jurídico, frustrar ou impedir a instauração do Tribunal Arbitral, seja por não adotar as providências necessárias dentro do prazo devido, seja por forçar a outra parte a adotar as medidas previstas no art. 7º da Lei de Arbitragem, ou, ainda, por não cumprir todos os termos da sentença arbitral, arcará com a multa não compensatória equivalente a R$ 10.000,00 (dez mil reais) por dia de atraso, aplicável, conforme o caso, a partir (a) da data em que o Tribunal Arbitral deveria ter sido instaurado; ou, ainda, (b) da data designada para cumprimento das disposições da sentença arbitral, sem prejuízo das determinações e penalidades constantes de tal sentença. As Partes reconhecem que a multa ora prevista não será aplicável nas hipóteses previstas no Artigo 51. Artigo 51 – Os custos, despesas e honorários incorridos com o procedimento arbitral serão rateados entre as Partes em proporções iguais, até a decisão final sobre a controvérsia a ser proferida pela Câmara de Arbitragem. Proferida a decisão final, a parte vencida deverá ressarcir, todos os custos, despesas e honorários incorridos pela outra parte, atualizados monetariamente com base na variação acumulada do IGP-M/FGV, calculado pro rata dies para o período compreendido entre a data em que os referidos custos, despesas e honorários tiverem sido incorridos pela parte vencedora e a data em que o ressarcimento for efetivamente realizado e ainda, se for o caso, acrescidos de juros de 1% (um por cento) ao mês, calculados pro rata dies entre a data da divulgação do laudo arbitral e a data em que o ressarcimento for efetivamente realizado. Caso a vitória de uma parte seja parcial, ambas arcarão com os custos, despesas e honorários incorridos, na proporção de sua derrota, conforme decidido na sentença arbitral. Os honorários contratuais não poderão ser objeto de ressarcimento pela parte contrária. Artigo 52 - Sem prejuízo da validade desta cláusula compromissória, as Partes elegem, com a exclusão de quaisquer outros, o foro da Justiça Federal da Seção Judiciária de São Paulo, Estado de São Paulo, Brasil, quando e se necessário, para fins exclusivos de: (a) execução de obrigações que comportem, desde logo, execução judicial; (b) obtenção de medidas coercitivas ou procedimentos acautelatórios de natureza preventiva, provisória ou permanente, como garantia ao procedimento arbitral antes da constituição do Tribunal Arbitral, sendo certo que após a sua constituição, caberá aos árbitros manter, revogar ou modificar tais medidas anteriormente requeridas ao Poder Judiciário; ou (c) obtenção de medidas de caráter mandamental e de execução específica, sendo certo que, atingida a providência mandamental ou de execução específica perseguida, restituir-se-á ao Tribunal Arbitral a ser constituído a plena e exclusiva competência para decidir acerca de toda e qualquer questão que tenha dado ensejo ao pleito mandamental ou de execução específica, podendo manter, revogar ou modificar tais medidas anteriormente requeridas ao Poder Judiciário. O ajuizamento de qualquer medida nos termos previstos neste Artigo não importa em renúncia à cláusula compromissória ou aos limites da jurisdição do Tribunal Arbitral. Artigo 53 - Antes da constituição do Tribunal Arbitral, o Presidente da Câmara de Arbitragem poderá consolidar procedimentos arbitrais que tenham causa de pedir ou objeto comuns, nos termos do Regulamento de Arbitragem. Após a sua constituição, o Tribunal Arbitral fica desde já autorizado a decidir sobre questões que se relacionem com este Estatuto Social, mas cujas obrigações constem de outros instrumentos, podendo, conforme o caso, proceder à consolidação de procedimentos de arbitragem que tenham sido instaurados posteriormente com fundamento nesses instrumentos. A competência para reunião de procedimentos caberá ao Tribunal Arbitral que for constituído primeiramente, o qual deverá, ao decidir sobre a conveniência da consolidação, levar em consideração que: (i) a nova disputa possua questões de fato ou de direito em comum com a disputa pendente; (ii) nenhuma das partes da nova disputa ou da disputa pendente sejam prejudicadas; e (iii) a consolidação na circunstância não resulte em atrasos injustificados para a disputa pendente. Qualquer determinação de consolidação será vinculante às partes envolvidas nos procedimentos em questão. Artigo 54 – As Partes concordam que a arbitragem deverá ser mantida em confidencialidade e seus elementos (incluindo-se, sem limitação, as alegações das partes, provas, laudos e outras manifestações de terceiros e quaisquer outros documentos apresentados ou trocados no curso do procedimento arbitral) somente serão revelados ao Tribunal Arbitral, às partes, aos seus advogados e a qualquer pessoa necessária ao desenvolvimento da arbitragem, exceto se a divulgação for exigida para cumprimento das obrigações impostas por Lei ou por qualquer autoridade reguladora, bem como para eventuais medidas judiciais nos termos da Lei de Arbitragem, execução do laudo arbitral, medidas coercitivas ou procedimento cautelar. Capítulo XII - Disposições Gerais. Artigo 55 – A Companhia se dissolverá nos casos previstos em lei. Parágrafo Único – Em caso de dissolução extrajudicial da Companhia, compete à Assembleia Geral determinar o modo de liquidação, eleger o liquidante e o Conselho Fiscal para funcionar durante a fase de liquidação. Artigo 56 – Os casos omissos neste Estatuto serão resolvidos pela Assembleia Geral e regulados de acordo com o que preceitua a Lei das S.A..


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O Google está mostrando que a Internet das Coisas não é uma tendência passageira Jason Johnson, da August. Daniel Rosembaum/The New York Times

Jenna Wortham* casa do futuro – completa, com ajudantes robóticos e eletrodomésticos automatizados – é tema recorrente na ficção científica, mas o mundo da tecnologia está determinado a transformá-la em realidade. Em breve, qualquer coisa entre produtos para o jardim e acessórios para o banheiro será controlada por um simples toque no smartphone. Antes de colocar o pé em casa, o morador poderá desligar o sistema de segurança, ligar o chuveiro ou pré-aquecer o forno. O conceito de colocar sensores em objetos do dia a dia e conectá-los à internet, chamado de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), está cozinhando em fogo baixo há muitos anos. Entretanto, o anúncio em janeiro de que o Google pagou três bilhões de dólares pela Nest, fabricante de eletrodomésticos que podem ser conectados à internet, colocou uma espécie de selo de qualidade nesse mercado nascente. "O Google está mostrando que a Internet das Coisas não é uma tendência passageira", afirma Jason Johnson, executivo-chefe da August, fabricante de fechaduras inteligentes controladas por um aplicativo para smartphones. "Esse é um setor legítimo e eu estou empolgado com o fato de que grandes empresas o estejam levando a sério". Até o momento, muitos dos maiores avanços foram feitos por empresas pequenas. A SmartThings, startup de Washington, D.C., vende um kit de pequenos sensores que monitoram os níveis de umidade e detectam movimentos. A Canary, de Nova York, conta seu principal executivo, Adam Sager, trabalha com um sistema de segurança por vídeo que envia alertas ao notar mudança drástica na temperatura, na qualidade do ar, nos movimentos. E, conforme sugere o acordo com o Google, grandes empresas já estão se posicionando para também se tornarem parte desse cenário crescente. Muitas empresas de TV a cabo, incluindo a Time Warner Cable e a AT&T, oferecem sistemas domiciliares conectados que incluem eletrodomésticos e lâmpadas. Até mesmo a rede varejista Staples vende produtos como lâmpadas que são controladas por um aplicativo para smartphones. A Apple, que não quis fazer comentários, também parece ter algum interesse na área. O sistema AirPlay da empresa permite que o iPhone se transforme em controle remoto, por exemplo. Além disso, a empresa criou patentes de softwares que controlam aparelhos secundários, o que poderia incluir uma série de produtos domésticos.

A

Nova onda Capitalistas de risco também estão pegando essa onda e investiram quase US$ 500 milhões em produtos conectados e empresas do setor, desde o início de 2012. A motivação por trás de todos esses produtos é óbvia: o mercado global para produtos domésticos conectados pode chegar a US$ 40 bilhões nos próximos cinco a sete anos, afirma Gene Munster, analista da Piper Jaffray.

Hawkinson, da SmartThings e Sager, da Canary (foto abaixo): muitos dos maiores avanços foram feitos por empresas pequenas como as deles.

Coisas demais para a internet das coisas A promessa da nova tecnologia que permitirá a montagem da casa do futuro atrai investidores, mas ainda levanta muitas dúvidas.

Porém, há mais que dinheiro em jogo. Trata-se da chance de conseguir um lugar na nova onda tecnológica e, possivelmente, se tornar um nome familiar entre os produtos para o consumidor, talvez o equivalente à nova geração da Apple ou da General Electric. Todavia, para que isso seja possível, cada um dos novos competidores precisa superar uma série de dificuldades para atrair a atenção no mercado instável dos consumidores. Parte considerável do entusiasmo inicial em relação a o s p ro d u t o s c o n e c t a d o s com a internet foi direcionada aos artigos que podem ser "vestidos", como relógios inteligentes ou sensores para a prática esportiva. Esses aparelhos muitas vezes acompanham os níveis de atividade física ou medem os sinais de saúde, exibindo batimentos cardíacos ou níveis de pressão sanguínea. Contudo, à medida que as capacidades aumentam e os preços caem, as possibilidades para aparelhos inteligentes também se expandem para outras áreas. Agora, existe uma demanda para os produtos em questão. Um dos problemas a resolver é que custa caro criar uma casa conectada. Ao menos por enquanto, os produtos "inteligentes" custam muitas vezes mais que os tradicionais. Por exemplo, o detector de fumaça e monóxido de carbono da Nest custa US$ 129 dólares, muito à frente de similares a US$ 40 dólares ou menos. A

Nest estima que o termostato de US$ 249 seja seu produto mais popular, mas ele está presente em menos de 1% das casas americanas. Muitas pessoas também relutam com a possibilidade de adicionar mais aplicativos e serviços digitais a suas vidas. Além disso, muitos dos produtos que já estão no mercado não são plenamente compatíveis, já que muitas empresas brigam para se tornar o serviço dominante. Isso sem falar nos dados que são gerados por muitos desses aparelhos – um grande número de informações. Alguns usuários podem achar que os alertas e notificações frequentes são sufocantes ou difíceis de entender.

Uma boa chance Ainda assim, muitas empresas acreditam que a gama ampla de produtos e a riqueza dos dados possíveis sejam um bom argumento de vendas e que, com o tempo, os consumidores irão superar isso. A ideia de digitalizar determinadas partes da vida pessoal "atraiu um movimento de pessoas que gostam de criar métricas para todas as coisas e analisar cada aspecto de suas vidas para melhorá-la", afirma Cédric Hutchings, executivo-chefe da Withings, fabricante de produtos médicos e monitores de sono conectados à internet. A Withings é uma sociedade limitada e não compartilha dados sobre vendas, mas seus

fundadores afirmam que ela tem "crescido rapidamente nos últimos cinco anos". Aparelhos inteligentes também precisam enfrentar temores acerca de segurança e privacidade. Um hacker poderia, teoricamente, alvejar uma fechadura inteligente ou um sistema doméstico de segurança, por exemplo, e muitas questões foram levantadas acerca dos dados coletados pelos produtos e que podem ser utilizados pelas empresas que os fabricam. A August, a empresa que está trabalhando para criar as fechaduras inteligentes, não fará envios até ter certeza de que o sistema está completamente livre de falhas. Embora a empresa diga que dezenas Benjamin Norman/The New York Times

de milhares de pessoas fizeram pedidos, ela está retardando o lançamento do sistema para uma rodada de testes vigorosos feita por pesquisadores de segurança, que buscarão falhas de segurança no software. Apesar de todas as dúvidas, a indústria de tecnologia continua confiante acerca das possibilidades. A compra feita pelo Google deixou isso claro, e o acordo deixou arrepiados empresários e iniciantes que concorrem – a maioria longe dos holofotes – por um espaço no mercado crescente. "Este é o ano da virada", diz Alex Hawkinson, fundador e executivo-chefe da SmartThings. "Uma afirmação tão contundente quanto essa por parte das grandes empresas de tecnologia faz todo mundo começar a pensar sobre o espaço. Os grandes nomes estão começando a acordar para a oportunidade e é provável que ela se acelere". E n t re t a n t o , H a w k i n s o n afirmou que embora a novidade da compra feita pelo Google o tenha deixado igualmente animado e perplexo, ele acredita que tem uma boa chance, assim como qualquer outro empreendedor. "O Google nasceu por conta do conhecimento, não da IBM. E quando a onda era social, foi a vez do Facebook, não do Google. Portanto, temos isso a nosso favor e precisamos ver como as coisas se desenrolam". *The New York Times

Pela África, a IBM começa a montar seu supercomputador. IBM começou a instalar ontem o "Projeto Lucy", seu sistema de supercomputador Watson em Nairobi, Quênia, dizendo que ele ajudará a lidar com obstáculos ao desenvolvimento da África tão diversos quanto diagnósticos médicos, coleta de dados econômicos e pesquisa

A

de comércio eletrônico. O sistema utiliza inteligência artificial e pode analisar rapidamente grandes quantidades de dados e entender linguagem humana o bastante para conseguir manter conversas sofisticadas. Ele venceu humanos no programa de perguntas e respostas da TV

"Jeopardy", em 2011. Segundo a maior fornecedora de serviços de tecnologia do mundo, o Projeto Lucy – nome que homenageia o fóssil humano mais antigo já descoberto, encontrado no leste da África – levará dez anos e custará US$ 100 milhões. "Acredito que impulsionará

toda uma era de inovação para os empreendedores aqui", disse a presidente-executiva da IBM, Ginni Rometty, para representantes. A tecnologia permitirá que as partes mais empobrecidas da África "pulem" estágios de desenvolvimento que não conseguiram alcançar por

serem muito caros. Será como a disseminação dos celulares, que se espalharam pelo continente em locais onde não existia virtualmente qualquer linha terrestre, compara Michel Bézy, um professor de tecnologia baseado em Ruanda que ajudou a desenvolver o sistema Watson. (Reuters)


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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

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Nº 502

Uma Volkswagen eufórica com o

up!

Não há outra forma para expressar o momento vivido pela montadora com a chegada do up!. Parece mesmo o surgimento de uma nova era para a empresa.

Um carro agradável de ver e de andar. A falta da grade pode causar estranheza, mas é por pouco tempo. Dentro, conforto para quatro, mas pode levar 5 pessoas. Ele é a aposta da VW para um crescimento ainda maior.

CHICOLELIS

up! (assim mesmo, com minúsculas e exclamação) representa o que o presidente da Volkswagen no Brasil, Thomas Schmall, classifica de a "nova era da empresa no País". E o entusiasmo demonstrado por toda a diretoria da montadora no lançamento do novo carro não deixa dúvidas quanto a isto. O up! transformou a vida da alemã por aqui. A apresentação mostrou uma grande festa, totalmente fora dos padrões da VW. Carros percorriam uma pista desenvolvida em um enorme galpão, que foi transformado em uma cidade, com seus pontos de comércio. Atrás dos carros, uma espécie de passeata, com todos os tipos de pessoas, como grupos de jovens, personagens de Guerra nas Estrelas, famílias. Tudo ao som de músicas movimentadas. Algo nunca visto em lançamentos da marca. E o carro mostrou-se digno da festa, com seu design moderno, desenvolvido pelo brasileiro Marco Pavone, e um motor 1.0 de três cilindros capaz de se igualar aos 1.4 do mercado, com a vantagem de ser mais econômico que seus concorrentes. Um detalhe em seu estilo é que ele não apresenta uma grade frontal como todas as mar-

O

cas – incluindo a VW – mostram nos seus modelos. Ele repete o mesmo tipo de frente do Renault Twingo, Honda Civic e outros dos anos 90. Sem grade aparente. O MOTOR – O propulsor é flex, com 75 cv usando gasolina e 82 cv com etanol. A rotação é a mesma para ambos, 6.250 rpm. Equipado

com sistema e-flex, dispensa o tanquinho de partida a frio. E, de acordo com a marca, é o carro flex mais econômico do Brasil, com consumo de 13,2 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada, no modelo com ar e direção assistida. Este motor é o mesmo que equipa o Fox, da mesma VW, lançado em meados do ano passado. Entre-

tanto, tanto a performance quando o consumo do up! se justificam pelo menor peso do carro (910 kg) e sua excelente aerodinâmica. Ele oferece seis versões, que custam de R$ 26.900, o take up! com duas portas (o quatro portas, R$ 28.900), a R$ 39.390 do black up!, white up! e red up!, todos apenas com quatro portas. No total, são 46 combinações de cores e acabamentos, incluindo seis tipos de bancos e 10 cores externas. E todos, como manda a legislação, com air-bags e ABS.

problemas, ele é dois centímetros mais alto.

DIFERENTE DO EUROPEU – O nosso up! é diferente do modelo que vem fazendo sucesso na Alemanha, França, Itália e outros 50 países pelo mundo. Ele é maior – 3,60 m (6,5 cm) de comprimento, permitindo que seu porta-malas tenha capacidade para 285 litros, 30% mais em relação ao vendido em outros países. E o porta-malas tem uma sobre-tampa, útil para esconder objetos dos "amigos do alheio". Outra diferença é que a tampa traseira aqui tem a metade em aço, enquanto lá fora é toda de vidro. Aqui, o carro é para cinco pessoas, e na Europa, quatro. Mas ele não aumentou na largura. No tanque de combustível, 50 litros ao invés dos 35 litros do europeu. Aqui, em razão das más condições das nossas vias e para evitar

MAIS QUE O 1.4 – Quando os engenheiros da VW anunciaram que a performance do up! com seu motor 1.0 era melhor que a maioria dos modelos 1.4, muita gente torO motor 1.0, três cilindros, ceu o nariz. Mas, 40 kg mais leve e mais andando no novo econômico que um quatro c a rro , c o m s e u cilindros, tem melhor peso reduzido, foi performance que muito 1.4. possível confirmar a afirmação. Com direção eletromecânica, ele é extremamente agradável de conduzir e o motor responde bem nos momentos de ultrapassagens, mesmo com o ar-condicionado ligado.

SEGURANÇA: O CAMPEÃO – O up! é o primeiro carro 1.0 fabricado no Brasil que recebeu cinco estrelas para os ocupantes da frente e quatro estrelas para as crianças instaladas no banco traseiro, segundo resultados do crash test do Latin NCAP, organização que avalia a segurança dos veículos.

COMPACTOS

Mais um conceito do Ford Ka. Agora com 4 portas. A Ford apresentou nesta semana a versão sedan do conceito do compacto Ka, que deverá chegar ao mercado em maio. primeira versão do conceito Ka foi apresentada no ano passado, na versão hatch (cinco portas), e agora a Ford mostrou, ainda sem nenhum componente – apenas carroceria –, o modelo quatro portas. Ambos deverão ser lançados ainda neste primeiro semestre. Steven Armstrong,

A

presidente da Ford América do Sul, justifica o surgimento do novo carro pelo crescimento das vendas no segmento. Segundo ele, o mercado de compactos responde por 60% das vendas de carros no Brasil, sendo o modelo quatro portas responsável isoladamente por 20% do total nacional.

Armstrong destacou também que, ao lançar os dois modelos, a Ford estará antecipando em um ano o seu plano de colocar o Brasil como integrante do projeto Ford de globalização, que deveria ocorrer somente em 2015. Ou seja, todos os modelos aqui vendidos serão encontrados em outros países do mundo,

como a Índia, por exemplo, que teve apresentação do carro também nesta semana, no salão do automóvel em Nova Déli. O Motor será um três cilindros? A Ford não informou qual motor será colocado no novo Ka, mas especula-se que haveria uma versão com propulsor

de três cilindros que a marca vem desenvolvendo no seu centro de pesquisas. Se não confirmada esta informação, o carro seria impulsionado por um 1.6. A certeza é que haverá uma versão 1.0, que representa um alto índice de vendas no segmento. Ainda que a Ford não tenha revelado o Ka quatro

portas por dentro, fotos mostram que seu espaço interno responderá pelo conforto para seus ocupantes. Uma novidade no carro é o My Ford Dock, segundo a fábrica, uma maneira inédita de usar, guardar e recarregar aparelhos de celular, MP3 e GPS integrados ao sistema de conectividade.


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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

TURISMO EM ALTA República de San Marino soma 32 mil habitantes e quase 2 milhões de visitantes por ano. Fotos: Dave Yoder/The New York Times Service

San Marino, o minúsculo vizinho da Itália. O país montanhoso de apenas 62 quilômetros quadrados, próximo da costa do Mar Adriático, desperta para o turismo.

Evan Rail* s picos recortados dos Apeninos? Vertiginosos. O Adriático? De azul-celeste ao turquesa. A cozinha farta da Emilia-Romagna? Deliciosa como sempre. A descrição pode parecer a de férias ideais na Itália. Mas se você estiver desfrutando o cenário maravilhoso e um ótimo sangiovese na minúscula República de San Marino, não comece a falar no quanto adora viajar à Itália. "Nós somos pequenos, mas somos um Estado – um Estado completamente independente", disse Sabrina Giancecchi, samarinesa que trabalha no escritório de turismo do país, quando perguntei a ela sobre a relação de San Marino com o vizinho tão maior, com o qual compartilha o idioma e boa parte da história. "Até os primeiros anos do século passado, era muito difícil chegar aqui, principalmente no inverno, então nós ficávamos muito isolados. Hoje as coisas estão bem diferentes." O turismo agora é um grande negócio para San Marino, um país montanhoso de apenas 62 quilômetros quadrados cercado p e l a s r egiões italianas da Emil ia - Ro ma gna e Marche, a poucos quilômetros da costa do Mar Adriático. Embora os cidadãos de San Marino somem perto de 32 mil habitantes, com outros 17 mil vivendo no exterior, o número de visitantes ao país se aproxima de 2 milhões por ano. A capital, a Cidade de San Marino, sofre claramente com o excesso de lojas de suvenires. Mas por baixo das bugigangas, os viajantes descobrem a beleza real e a personalidade peculiar de um país minúsculo. Como parte de uma viagem maior à Emilia-Romagna, passei alguns dias buscando a autenticidade em San Marino. Em parte tinha vindo visitar um amigo italiano, Daniele, que se mudou para lá para viver com a namorada, Lucia. Decidi, porém, explorar a região por con-

O

ta própria antes de encontrálos. Minhas primeiras paradas foram nas três antigas torres de vigia que definem a paisagem de San Marino, e sobem acima do pico mais alto dos Apeninos no país, o Monte Titano. Em uma tarde de tempestade e neve, caminhei pelos antigos baluartes, entrando na primeira torre de vigia, chamada Guaita, e subi várias escadas de mão de madeira e escadarias raquíticas até chegar ao nível superior. Daquele pequeno cômodo, 19 janelas davam vista a todas as direções, com o azul do Adriático e o litoral de Rimini claramente visíveis a leste. Logo abaixo eu via várias

Acima, Guaita, uma das torres de vigia que definem a paisagem do pequeno país; ao lado, as lojas na turística Cidade de Marino.

Uma praça sobre o Monte Titano (acima); e espadas no Museu de Armas Antigas em Cesta (à esq.).

das nove cidades do país, conhecidas como "castelli" (castelos). O que ficou ainda mais óbvio daquela altura era o que havia garantido a independência de San Marino ao longo dos séculos: a própria gravidade. Esta, e muitas armas; eu encontrei exemplares maravilhosos na segunda torre, Cesta, e seu Museu de Armas Antigas. História - Depois de ficar boquiaberto com a coleção de alabardas, martelos de guerra e estojos cheios com pistolas para duelo e espadas, eu me

dirigi ao Museu do Estado para ver exposições da história primitiva do país, incluindo o recentemente restaurado tesouro de Domagnano, impressionante coleção de joias provavelmente usadas por mulheres nobres da corte de Teodorico, o Grande, rei dos ostrogodos, que viveu a pouca distância da costa do Adriático. Em outra parede, um escudo de armas esculpido em pedra tirado dos portões da cidade do século 14 mostrava as três torres de vigia e a antiga divisa: "libertà" (liberdade). Segundo a tradição, a busca por liberdade religiosa levou originalmente à fundação do

FAÇAS AS MALAS ONE DORMIR Hotel Joli: Viale Federico D’Urbino 36, hoteljoli.sm. Recém-renovado, fora dos portões da antiga Cidade de San Marino. Diárias em torno de 100 euros. Hotel Cesare: Via Salita alla Rocca 7,

país, quando um perseguido talhador de pedras cristão, San Marino, se instalou no Monte Titano em 301, dando à nação a reivindicação de república mais antiga do mundo. Desde então, as coisas foram modernizadas, mas o sistema de governo praticamente não foi alterado nos últimos 800 anos. O país tem dois chefes de Estado – ambos conhecidos como "capitães regentes" – e seu Parlamento é eleito exatamente como na Idade Média. No dia seguinte, visitei Borgo Maggiore, antiga cidade alcançável pelo teleférico que sobe e desce o Monte Titano. Ao contrário da turística Cidade de San Marino, esta não tinha turistas nem lojas para turistas. Descobri velhos bairros charmosos, deslizei por minúsculas vielas entre casas de pedra, fotografei exemplares do Fiat 500, com qualidade de museu, estacionados na praça do mercado, e disse "buon-

hotelcesare.com. No coração da Cidade de San Marino, quartos estilosos e ótimo restaurante. Diárias a partir de 100 euros. ONDE COMER Hostaria da Lino: Piazza Grande 47, hostariadalino.com. No Borgo

giorno" a muitas velhinhas – "zdore" no dialeto local. À medida que o meio-dia se aproximava, comecei a ficar com fome. Um carteiro recomendou um restaurante próximo, o Hostaria da Lino, e alguns minutos depois eu estava sentado. A firme e macia "strozzapreti", espécie de massa trançada, era feita no restaurante, chegando com molho de tomate amanteigado com muita rúcula fresca e pedações de queijo Grana Padano. Junto com a pasta, um pratão de bife "tagliata" coberto com cogumelos aromáticos, e abençoei o carteiro de todo o meu coração. Quando encontrei Daniele e Lucia, San Marino já começara a parecer um lugar delicioso, mas levemente estranho. O que dizer de um país cujo Grande Prêmio de Fórmula 1 – o GP de San Marino – acontece em um país estrangeiro, bem

O "strozzapreti" da Hostaria da Lino.

Maggiore, serve deliciosa massa feita na casa. Cacao: XXV Marzo 12, cacaoilristorantino.com. Em Domagnano, pizza artesanal e receitas clássicas da Romagna.

como sua regata anual? Um país cujos selos valem apenas para endereços domésticos? E tem a questão da locomoção. Para ver além da Cidade de San Marino, dá para pegar ônibus locais que rodam o país, conhecidos como linhas "domésticas". Ou se precisar ir a um dos “castelli” distantes, também pega-se um ônibus "internacional" que segue até Rimini, Itália, a menos de 16 quilômetros dali. Contei algumas de minhas observações a Daniele quando o vi no dia seguinte, trabalhando na cozinha da minúscula pizzaria e restaurante de Lucia, chamado Cacao, em castello de Domagnano. "San Marino é um lugar estranho", ele respondeu sorrindo. "Nem sei dizer se existe mesmo." As velhinhas em Borgo Maggiore eram reais, bem como os panoramas, a velha fortaleza de pedra sobre o Monte Titano e o “passatelli” que Lucia então colocava à minha frente – tiras macias de massa fresca com alcachofra e pedaços macios de peixe do Adriático –, um melhores pratos que comi durante a viagem inteira. Daniele traduziu o que eu disse para um freguês na mesa ao lado. O homem integrava o Parlamento de San Marino e queria saber o que um estrangeiro pensava de sua terra natal. Em outro país, encontrar um parlamentar em uma pizzaria de bairro não seria impossível, só incomum. Já na minúscula República de San Marino, onde mais ele iria? * New York Times News Service


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