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Ano 87 - Nº 23.908

Conclusão: 23h45

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

Surpresas do 9 de Julho

R$ 1,40

Das reuniões clandestinas no Hotel D'Oeste ao valente trem blindado – o 'boitatá'. Págs. 8 e 9

São Paulo, sexta-feira, 5 julho de 2013

Joel Rodrigues/Estadão Conteúdo

É da FAB? Quero um avião para Trancoso. O presidente do Senado, que usou avião oficial para ir ao casamento da filha de líder do PMDB na cidade baiana no último dia 15, vai repor os gastos aos cofres públicos? "Claro que não." E emendou: "Fui convidado como presidente do Senado, fui cumprir um compromisso como presidente do Senado". Pág. 6 Enquanto o senador Renan batia o pé, o deputado Chico Alencar apresentava projeto de lei disciplinando uso de aviões da FAB.

Surge uma Mata Hari para Snowden Belíssima ex-espiã russa pediu o ex-técnico da CIA em casamento, via Twitter. Ele continua no aeroporto de Moscou. Pág. 10

O plebiscito orgulhosamente apresenta... O vice Michel Temer reconheceu: é impossível realizar a consulta sobre reforma política até outubro. Dilma não gostou e, 5 horas depois, ele distribuiu nota para "reafirmar" que "o governo mantém a posição de que o ideal é a realização do plebiscito em data que altere o sistema político-eleitoral já nas eleições de 2014". Pág. 5

Jogos de horas marcadas

Protestos nas estradas: cinco mortes. Caminhoneiro morto com pedrada no RS e 4 mortes em colisão com carreta parada na BA. Pág. 11

Transpor te andaria com mais tributos Sugestões para a melhoria do sistema de transporte público em todo País são do Ipea. Pág. 15

Militares mandam e desmandam no Egito. Decifre-os ou devoram-te.

Há quem se encontre para aventuras de tabuleiro. Pág. 12

Newton Santos/Hype

Irmandade Muçulmana denuncia prisão de 300 e promete para hoje uma "Sexta-feira da Rejeição" ao golpe contra Morsi. Pág .10

Operação Tequila Ford traz New Fiesta Sedan do México, bonito e completíssimo. Pág. 27 Divulgação

FOZ

Nané Lavander

FIM DE SEMANA No pequeno jardim cultivado por Mandela enquanto estava preso floresceram preciosas sementes da "árvore de uvas". Daí, uma bela história contada pela Roda do Vinho. Histórias fantásticas atraem as crianças ao teatro em férias: O Flautista Hamelin (esq.) as espera. Já a magia do cinema propõe um jogo sedutor em Truque de Mestre, filme que entra em cartaz na Cidade. Leia, deguste, divirta-se, aplauda. Pág. 13

Passeio noturno de observação das cataratas de Foz do Iguaçu é imperdível. Boa Viagem. Pág. 28 ISSN 1679-2688

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Página 4

9 771679 268008


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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o

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Vivemos atualmente no Brasil a era de um novo peleguismo, somente mais light . José Márcio Mendonça

pinião

Briza Cavalcante/Ag.Camara-27/09/2011

EYMAR MASCARO

CAMPANHA EM BANHO-MARIA

A

Paulinho da Força Sindical: representante do oportunismo sindicalista, juntamente com a Cut e outras entidades que aproveitam o momento.

Oportunismo sindical

F

ora as festivas comemorações de 1º de Maio, Dia do Trabalho, em São Paulo principalmente, com muito show, sorteio e pouca política, e uma ou outra ação mais esporádica, pontual, de algum sindicato – quase nunca das centrais sindicais, que dizem congregar a totalidade dos trabalhadores brasileiros – o movimento sindical no Brasil tem andado um tanto quanto ausente dos debates com a sociedade e também das ruas. Tem agido mais nos bastidores brasilienses, como lobbies no Congresso e nos ministérios, além de bravatas e ameaças, nas quais é imbatível campeão o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP). Duas razões, por dizer assim, "amansaram" o sindicalismo brasileiro nos últimos anos. A primeira é de cunho social: com os trabalhadores ganhando mais, com o desemprego contido e com o colchão criado pelos programas de inclusão dos últimos anos, especialmente a partir do governo Lula, reduziram-se claramente as propensões dos assalariados em protestar a fazer greve. Há tempos, por exemplo, a maioria das categorias profissionais consegue reajustes salariais médio acima da inflação, sem enfrentar grandes obstáculos.

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA trabalhadores. Esta benesse vai representar para as centrais algo em torno de R$ 150 milhões este ano.

tado, com gloriosas exceções. Vivemos atualmente a era de um novo peleguismo, apenas mais light .

C

gora, de repente, as centrais estão anunciando uma greve geral para a quinta-feira que vem, dia 11, para reivindicar que o governo e o Congresso atendam a antigas reivindicações dos sindicalistas, a respeito das quais a Câmara e o Senado manifestam total desinteresse e o Palácio do Planalto nem quer ouvir falar. Entre outras coisas, estão a redução da jornada de trabalho no Brasil de 44 horas para 40 horas semanais e o fim do fator previdenciário, mecanismo adotado ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, para retardar a idade de aposentadoria dos trabalhadores e dar algum alívio aos cofres da Previdência Social. Puro oportunismo da CUT, da Força Sindical e das outras

om os cofres cheios, as centrais, como se dizia antigamente, se "aburguesaram". Substituíram o velho espírito de luta pela luta para montar sindicatos a rodo pelo País, uma vez que os recursos do Imposto Sindical são distribuídos proporcionalmente ao número de filiados de cada entidade. Para não dizer que não falavam de flores, os comandantes das centrais sindicais mantiveram seu tradicional dia de luta em Brasília, cada vez mais esvaziado pelo pouco interesse de seus próprios organizadores. Eles começaram a se aproximar muito dos "pelegos" do sindicalismo dos tempos de Getúlio Vargas e até o surgimento do novo sindicalismo no ABC, com Lula: sempre com o "rabo preso" ao Es-

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outra razão para a apatia das centrais sindicais foi basicamente financeira: o enorme regalo que elas receberam do então presidente Lula, que dedicou a ela 10% da parcela que o governo recebia (20% no total) do Imposto Sindical para aplicar em programas de treinamento de

A

Força Sindical e CUT, escanteadas e ignoradas pelas passeatas, utilizam o ambiente criado para respirar, retomar um certo protagonismo político e tirar algumas vantagens.

centrais menos votadas, que em tempos normais nem se entendem muito, cada qual rezando por uma cartilha política. Por que não fizeram nada antes, uma vez que as reivindicações são mais velhas que a Sé de Braga?

S

imples assim: mais afeitas aos palácios do que às ruas, escanteadas e ignoradas pelas passeatas dos últimos trinta dias, as centrais utilizam o ambiente criado para tentar respirar, botar a cabeça de fora e retomar um certo protagonismo político e tirar algumas vantagens. Aproveitam-se da fraqueza política e do atarantamento da presidente Dilma Rousseff neste instante e da disposição do Congresso Nacional de fazer qualquer coisa, no mais deslavado populismo, para também ficar em sintonia com os manifestantes populares. É o mesmo oportunismo exibido agora pelos líderes dos movimentos dos caminhoneiros, que estão paralisando estradas pelo País afora. É bem provável que CUT, Força Sindical e companhia bela quebrem a cara na próxima quinta-feira. Pode até ser que parem algumas áreas essenciais nos grandes centros, provocando transtornos e tumultos, mas não devem ir muito além disso. Dificilmente vão conseguir paralisar boa parte dos serviços e da produção no País, como sonham. Quem nasceu para pelego não tem pedigree para líder – pelego sempre será. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cesário Ramalho da Silva Edy Luiz Kogut João Bico de Souza José Maria Chapina Alcazar Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Miguel Antonio de Moura Giacummo Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Renato Abucham Roberto Mateus Ordine Roberto Penteado de Camargo Ticoulat Sérgio Belleza Filho Walter Shindi Ilhoshi

queda de Dilma Rousseff na pesquisa Datafolha serviu para colocar mais uma minhoca na cabeça de José Serra, que pensa seriamente em trocar de partido para se candidatar outra vez à presidência da República. No PSDB, ele perdeu a legenda para Aécio Neves. O tucano paulista se animou porque os adversários da presidente não cresceram como deviam, mesmo embalados pelas manifestações populares. Pela pesquisa, a eleição seria decidida hoje no 2º turno por duas mulheres: a própria Dilma, que tem 30% de intenção de voto contra 23% de Marina Silva. Aécio Neves ficou em terceiro lugar com 17% e, Eduardo Campos, foi a 7%. Apesar de derrotado nas últimas eleições que disputou, Serra ainda seria um adversário difícil para a candidata do PT. Murmúrios já surgiram nas rodas petistas, alimentando a tese de que se Dilma cair mais, nas próximas pesquisas, o PT pode lançar Lula. Na hipótese de Serra ser candidato, a candidatura de Aécio Neves vira pó, porque o tucano paulista avançaria sobre os votos do PSDB. Mas lideranças tucanas não acreditam que Serra deixe o partido que ajudou a criar.

A

preocupação do PSDB nos últimos dias foi a de aproveitar as manifestações de protestos aos políticos para montar um esquema de ocupação de espaços preciosos nos veículos de comunicação, aliando-se à imprensa que tem criticado diariamente a presidente Dilma Rousseff. Os tucanos tem comparecido aos principais programas de entrevistas nas emissoras de rádio e televisão e ganharam mais espaço nos jornais, que levaram os petistas a ironizar que o PSDB virou pauteiro da grande imprensa. As manifestações populares que ocorrem em quase todo o País serviram para paralisar a

campanha presidencial. Os pré-candidatos temem pedir o voto do homem na rua e ser hostilizados. O eleitor protesta contra todos os políticos e partidos, por entender que a classe política brasileira é corrupta , Há dias, Aécio Neves cancelou inesperadamente a visita que faria ao Nordeste, uma região que precisa ser conquistada porque concentra 35 milhões de votos, e Dilma Rousseff deixou de comparecer ao jogo final da Copa das Confederações, no Maracanã, para não ser vaiada novamente.

A

paralisação da campanha prejudica mais os candidatos a presidente e aos

governos estaduais que estão atrás nas pesquisas. Eles precisam crescer e isso só é possível se estiverem "amarrados" na campanha. Os candidatos que estão com índices de intenção de voto baixos nas pesquisas esperam pelo fim das manifestações para voltar a viajar pelo País, mas os que estão bem situados na preferência dos eleitores torcem para que a ebulição nas ruas se prolonguem por mais tempo, mas sem o vandalismo que tem provocado confrontos com a polícia, deixando um saldo negativo de pessoas feridas de ambos os lados. O governador de Minas, que é do PSDB, Antonio Anastásia, por exemplo, chegou a recorrer a tropas federais para proteger não só o seu palácio como outros monumentos históricos de Belo Horizonte que são ameaçados de depredação pelos vândalos que se infiltram nos movimentos pacíficos. EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Marcus Lopes (mlopes@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editor de Fotografia: Agliberto Lima. Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), Tsuli Narimatsu (tnarimatsu@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Jaime Matos e Sandra Manfredini. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves e Sílvia Pimentel. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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sexta-feira, 5 de julho de 2013

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o COMO REDUZIR A CORRUPÇÃO pinião

TODOS RECLAMAM DOS SERVIÇOS DO GOVERNO, MAS CLAMAM POR MAIS GOVERNO.

A

grande maioria das pessoas que está nas ruas Brasil afora parece composta de gente muito insatisfeita com a fortuna de impostos que paga para a União, estados e municípios, sem que tenha desses governos uma contrapartida minimamente decente. É gente que está cansada de ver seu dinheiro escorrer pelos ralos da corrupção, da ineficiência e do clientelismo, sem que lhe dê qualquer retorno em termos de serviços de qualidade. Enfim, é gente que não aguenta mais assistir a políticos e burocratas gastando dinheiro público sem critério ou em proveito próprio. Na verdade, a percepção da sociedade é de que a corrupção e o mau uso do dinheiro público têm crescido de forma geométrica. Para alguns isso pode até causar algum espanto, principalmente àqueles que se deixaram engambelar pelo esdrúxulo discurso pretérito do PT, pautado num suposto monopólio da ética na condução dos assuntos públicos. Já para aqueles que não acreditam em Papai Noel e procuram avaliar a realidade em função do raciocínio lógico e isento de paixões, o "mar de lama" em que nos encontramos não chega a ser nenhuma novidade.

JOÃO LUIZ MAUAD verdadeira ojeriza pela iniciativa privada, sem se dar conta de que esse modelo que aí está favorece enormemente algumas elites empresariais, cujas estratégias para maximização dos lucros deixam de estar voltadas para a satisfação do consumidor e passam a priorizar certas "relações sociais" espúrias com políticos e servidores públicos. Trata-se daquela perniciosa "parceria público-privada", tão comum por essas bandas, cuja atuação funesta não cessa de impor prejuízos ao país.

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onge disso. E não porque os partidos atualmente no poder sejam muito diferente de todos os outros, ou que os homens que militam na administração pública tenham se tornado piores de uma hora para outra. A explicação é muito mais simples e singela e não deve ser buscada em fatores sociológicos, políticos ou psicológicos, mas estatísticos: quanto

C

hico Primeiro completa neste dia 07/07 apenas 3 meses desde que foi empossado C.E.O da maior organização que conheço, e já promoveu uma quase revolução nunca antes vista nesse Universo, num sistema milenar de comando, aquisição, manutenção, multiplicação, administração e faturamento de riquezas incontáveis, sob a vigilância e proteção de Dogmas inexpugnáveis – como, por exemplo, a Lei do Silêncio

maior for o grau de intervencionismo do Estado e quanto mais inchada for a máquina pública – principalmente em

(não é Dogma mas é). A Lei do Silêncio começa no confessionário e é obedecida há dois milênios. De peso semelhante, há a Hierarquia: o Chefão Lá de Cima manda sem discussão. Lúcifer discutiu e foi precipitado nos quintos dos infernos. Nestas últimas semanas Chico Primeiro fez uma faxina rigorosa e verdadeira no Banco do Vaticano; faxina que não foi de empurrar sujeira pra debaixo do tapete. O Papa

países ainda carentes de instituições sólidas –, mais propício será o ambiente para a proliferação da bandalheira e

maiores as chances de que ela venha a ocorrer. Os defensores do intervencionismo costumam nutrir

articulista Alceu Garcia definiu muito bem essa questão quando escreveu: "A exata compreensão da natureza da gestão estatal e da gestão privada é obscurecida por alguns falsos paradoxos. É que a empresa privada, embora movida pelo interesse particular, é obrigada pela própria essência da ordem de mercado a prestar os melhores serviços possíveis ao público; já a administração estatal, malgrado nominalmente dedicada ao interesse comum, acaba infalivelmente como biombo para os ganhos privados imorais dos grupos que as controlam (políticos, funcionários, fornecedores privilegiados). Adam Smith percebeu e enunciou tudo isso há mais de duzentos anos e jamais foi refutado. A realidade está aí para quem quiser ver além da neblina ideológica."

Chega a ser impressionante a extrema sintonia verificada entre o índice de liberdade econômica, publicado anualmente pela Heritage Foundation (www.heritage.org) e o ranking da corrupção publicado pela Transparency Int'l (www.transp arency.org). Contrariamente ao que pensam os idólatras do Estado obeso, salta aos olhos a relação existente entre intervencionismo e corrupção.

E

is, portanto, o lado pitoresco, tragicômico, desses movimentos de rua. Todos reclamam dos péssimos serviços do governo, mas, ao mesmo tempo, clamam por mais governo. Diogo Mainardi disse certa vez que "o brasileiro não gosta dos políticos, mas insiste em entregar a eles a administração das suas empresas". Nada mais verdadeiro. Vou repetir pela enésima vez: a maneira mais eficiente, lógica e econômica de se combater o câncer da "corrupção" e do mau uso dos recursos públicos, que tantos prejuízos causam às nações, notadamente às subdesenvolvidas, é através da redução do tamanho do Estado, bem como da sua influência no ambiente econômico. Pena que a molecada não vá me ouvir... JOÃO LUIZ MAUAD É EMPRESÁRIO E COLUNISTA DO SITE WWW.MIDIAAMAIS.COM.BR

PADRÃO É CHICO PRIMEIRO, NÃO FELIPÃO. não pode mentir, o pecado da mentira é grave – não sei se mortal, mas o ato de contrição é dos mais brabos.

H

ouve manchetes de louvação no mundo inteiro por sua ação anticorrupção, mas só apareceram depois do feito ter sido feito, não antes. Não era só marquetagem, embora contivesse uma bela dose de marquetagem. Não se ouviu falar por aqui de faxina semelhante, rigorosa e verdadeira, embora tenhamos ouvido falar e lido manchetes que ocuparam a imprensa como notícia verdadeira, que nunca aconteceu – a Mãe de Todas as Faxinas, entidade fantasma antes e depois das manchetes. Se o Banco do Vaticano fosse aqui, estaria de cara limpa como o Banco do Brasil, a Nossa Caixa ("nossa" uma pinoia, deles), o Banco Central, o BNDES, o BMG, o Banco Rural; vai dizendo aí só os que você sabe, dá umas 20 linhas.

B

ento XVI, o ex, deixou-lhe a penosa herança de recuperar a imagem da Igreja, desgastada por inomináveis acontecimentos leigos no seu seio e ele, com modéstia e correção, foi à luta para tentar colocar as coisas no lugar. Parece

estar conseguindo e parecer é o que importa nesse momento dramático da vida da sua empresa – e de qualquer outra – segundo os usos e costumes da sociedade em que vivemos. É aí onde reside a importância dos marqueteros nas equipes de bicheiros, escolas de samba, Papas e especialmente de Presidentas da República; incluam-se aí a Divina Roussef e La loca de Buenos Aires. "Imagery is all, Reality is nothing".

T

udo o que o que Chico Primeiro fez virou manchete como consequência do feito; tudo o que a Divina Roussef não fez virou manchetes laudatórias antes e depois dos feitos não feitos. O marquetero da Divina Dilma, seu 40º e mais importante Ministro, que atua como indiscutível Premiê, só perde para o Lula em poder sobre a Presidenta; manda mais do que o seu cabeleireiro e do que Mercadante, o aloprado falsificador de dossiês, seu atual Espírito Santo de orelha. Dou cartão vermelho ao Felipão, retirando-o da posição para a qual eu mesmo o escalei. Esta humilde coluna estaria sendo acompanhada pelos os altos escalões da marquetagem da Divina, que repete algumas das besteiras com que maltrato este nobre

espaço e a paciente paciência de alguns leitores de boa vontade.

N

a noite de domingo passado, 30/06, minutos depois da apresentação do show de música, dança e teatro, exibido ao Brasil e ao Mundo pelo incomparável Cirque de Soleil felipanesco, no belíssimo e superfaturadíssimo Palco do Maracanã, escrevi uma antevisão nostradâmica: "Felipão livrou a cara da Dilma" e a prece "Presidenta Padrão Felipão", "Governo Padrão Felipão". A música ficou a cargo do entusiasmo esfuziante de um backing vocal Acappella de umas 70 mil vozes, cantando desde o nosso festejado "Virundum" (Ôvirundum Impiranga...), com criativos breques recheados de altos elogios aos árbitros e aos espanhóis. A dança foi proporcionada pelos espanhóis, catados em peladas dominicais numa improvável ensemble, com aparência de desconhecidos e até inimigos uns dos outros, incapazes de juntos realizarem sequer um número de "tablao". Mas não cometeram deslize algum ao dançarem em bloco o aplaudidissímo Ooolê...! Ooolê...! Ooolê...!

O

teatro premiou Neymar como o Melhor do Último Show, na Categoria Mergulho Triplo Carpado sem plataforma. Foi o mais

NEIL FUTIBOLÓLOGO

FERREIRA rápido a buscar o perfume da grama com seu primeiro mergulho aos 30 segundos do primeiro tempo. "O poeta é um fingidor/ Finge tão completamente/ Que chega a fingir que é dor/ A dor que deveras sente". Neymar é o poeta da bola; rola e grita até quando uma sombra passa por ele. O prêmio desse teatro é ambicionado por atores que se jogam ao chão e rolam aos gritos como se tivessem fratura exposta.

N

a noite da segunda feira, 01/07, após reunião com 37 dos 39 Ministros – o Premiê não foi– a marquetagem da Divina Dilma empurrou a nova manchete dos jornais da noite nas tevês e da manhã do dia seguinte nos jornais: "Governo Padrão Felipão", mais uma vez exibindo o não feito como feito. Não ouviram a voz rouca dos fatos. Mesmo depois do show no Maracanã, o Padrão Felipão não chega nem nas sandálias do Padrão Chico Primeiro depois do show no Banco do Vaticano. NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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O Sindifisco concluiu que MAIS: a dinheirama poderia a cobrança de IPVA de jatinhos, helicópteros e lanchas geraria receita anual de R$ 2,6 bilhões.

gibaum@gibaum.com.br

2 “Eles tinham aprendido a comer um bife e estavam tirando o bife deles! Começaram a brigar para não perder o bife!”

LULA // associando os protestos de hoje com a greve dos metalúrgicos de 1978. Fotos: BusinessNews

ser investida em transporte público. Na Câmara, tramita uma PEC e contra ela, forte lobby dos donos magoados.

Contra a moda A classe artística brasileira está se mobilizando para impedir a inclusão da Moda na Lei de Incentivo à Cultura, o que significaria 100% de isenção fiscal se entrasse no artigo 18 na Lei Rouanet. Os artistas apostam que, se o lobby do pessoal da Moda, sair vitorioso, áreas como teatro, dança, canto, literatura e até circo perderão patrocínios. Além disso, consideram as fashion weeks já repletas de apoio comercial – e sem nenhum incentivo cultural.

FENÔMENO Culpa da noiva Se Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara, requisita avião da FAB para assistir jogo do Brasil com noiva e amigos, já é mais do que comprometedor, o que mais irritou o Planalto foi ele ter almoçado no Rio com o prefeito Eduardo Alves e o pré-candidato à Presidência, Aécio Neves, enquanto aliado do governo. Mais: Henrique apóia a proposta de redução de ministérios e é o terceiro na linha de sucessão na Presidência da República (há semanas, a propósito, já sentiu a emoção de sentar no trono). Há quem diga, à propósito, que Henrique queria apenas fazer bonito com a noiva Laurita Arruda,

SÓ PELOS O canal americano Comedy Central, só de humor (é retransmitido no Brasil na TV por assinatura), decidiu fazer piada em cima das movimentações de rua no Brasil, nesses dias. O humorista Stephen Colbert fez uma sátira dos protestos, parodiando comentaristas de telejornais daqui. Depois, emendou: “Pessoal, eu não entendo. Estamos falando de Brasil, o lugar mais alegre da Terra. A única coisa com que os brasileiros se irritam é com seus pelos púbicos” (alusão à depilação à brasileira, que faz sucesso nos Estados Unidos).

Nesses dias, numa variante do título do livro de Ernest Hemingway, Paris é uma festa de moda , por conta do lançamento das coleções de outono-inverno das grandes grifes na Paris Fashion Week, com todos os criadores, sem deixar o clima de féerie, preocupados em apresentar modelos mais vendáveis. Europa e Estados Unidos atravessam complicados momentos econômicos. E todos lá: Giambattista Valli, Dior, Martin Margiela, Elie Saab, Jean-Paul Gaultier, Armani Privé e outros. Nas primeiras fileiras dos desfiles, entre tantas, da primeira foto à direita para a esquerda, Uma Thurman, a it girl Olivia Palermo, Vanessa Paradis, ex-Johnny Deep, Jennifer Lawrence (será capa de Vogue de setembro) e Salma Hayek.

Paris é uma festa

Quem trabalhou e conviveu diariamente com Eike Batista em seus tempos de glória, quando repetia que seus negócios “eram à prova de idiotas”, garante que ele nunca tirou proveito dos bilhões conseguidos no mercado (no internacional, emitiu bônus em duas operações num total de US$ 3,6 bilhões com vencimentos em 2018 e 2022). Para a maioria, sonhava alto e arriscava demais, até quando não era preciso. E para quem não embarcava em seus riscos, não se cansava de dizer: “Vocês todos são calça curta. Bermudão!”

Sigam-me os bons!

Em menos de 24 horas, no iTunes Brasil, Anitta (Bonus Track Version) , da funkeira Anitta, conseguiu subir ao topo do ranking depois de seu lançamento, superando rapidamente nomes como Vanessa da Mata e a ex-The Voice Ellen Oléria. E também está em primeiro lugar no bloco das faixas mais vendidas na loja online brasileira da Apple. No YouTube, este ano seu clipe Show das Poderosas, já teve 30 milhões de visualizações.

MISTURA FINA SÃO tantos e continuam crescendo os arrastões em restaurantes em São Paulo que a Polícia Militar está distribuindo, através de associações de bairros, uma mini-cartilha chamada Dicas de Segurança para clientes e proprietários. Para clientes, além de recomendar algumas ações preventivas diante da possibilidade de assalto, lembra ainda que é melhor não deixar bolsas penduradas no encosto das cadeiras “para não facilitar furtos”.

ALEX Waldemar Zornig, ex-diretor Financeiro e de Relação com Investidores da Oi, teria enviado e-mail para todos os funcionários da empresa denunciando desvio de dinheiro e até compra de conselheiros da Anatel. Ele não assume a autoria e o caso está sendo investigado pela polícia.

O LÍDER do PT na Câmara, deputado José Guimarães, do Ceará, foi conversar com Dilma Rousseff para relatar como andava a base aliada. De cara, a presidente perguntou: “O que o seu partido anda aprontando comigo desta vez?” E Guimarães, rápido: “Nosso partido está solidário à senhora e prestando apoio irrestrito”.

Dia 17 de agosto, Juiz de Fora abriga a 36ª edição do concurso Miss Brasil Gay que, a propósito, está enfrentando uma rebelião de candidatas de São Paulo, Rio, Tocantins e Rio Grande do Norte. A organização do concurso está cobrando mil reais a título de inscrição e as moças consideram a taxa alta porque já têm de arcar com despesas de viagem e figurinos. O concurso, muito criticado nos últimos anos, é considerado uma das pioneiras manifestações da comunidade gay no país. E agora, dá filhotes: a Drag Queen Mais Bonita do Brasil , Miss Plus Size Gay e outros.

DOSE DUPLA Quem viver, verá: está mais do que formada, no Congresso Nacional, a união entre PT, partido da presidente e PMDB, maior partido da base aliada, contra Dilma Rousseff, nessa ação de plebiscito e – quem diria – até mesmo em futuros rounds na Câmara e no Senado. Quando alguém insinuou que a inclusão da extinção do “voto secreto” nas casas legislativas objetivava que, se aprovado, permitiria visão total de Dilma em cima de quem estava ou não a seu favor, veterano congressistas reagiu: “Ela não conhece os caminhos do Congresso”.

95 quilos de rock

Truques capilares Nesses dias, em Brasília, em meio a grupo de artistas que apóiam o projeto de lei que muda regras de arrecadação em direitos autorais, alguns veteranos recorriam a truques capilares para disfarçar suas cabeleiras sensivelmente reduzidas. A famosa franja de Roberto Carlos, 72 anos, hoje é composta de poucos e compridos fios (ele fez implante de cabelos, há muitos anos) e Caetano Veloso, 70 anos, espalha tudo o que tem no topo (e não é muito) e joga para a frente. Já Erasmo Carlos, 72 anos, conformado, deixa crescer dos lados e atrás. Em cima, não dá mais.

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Rebelião gay

Lésbica, defensora dos direitos dos homossexuais, 32 anos e 95 quilos, Beth Ditto estará se apresentando em São Paulo, no próximo dia 27, no HSBC Arena, com sua banda The Gossip, iniciando sua turnê de agosto pela América do Sul. Ela não usa desodorante, nem depila axilas (“Acho que os punks normalmente fedem”) e quando criança, comeu esquilos. “No Arkansas, onde nasci, estranho é comer lulas”. Beth escreve a coluna G2, todas as sextas-feiras, no britânico The Guardian, vive transformando seu visual e acaba de fazer um ensaio para a revista Curve.

/ IN

OUT

Marcelo Adnet.

Tatá Werneck.

Entrando no ringue O ex-governador José Serra, que já avisou que “não vai se aposentar da vida publica” porque é contra “aposentadoria prematura”, com muita discrição, está mesmo arrumando as malas para ingressar no novo partido resultante da fusão do PPS com o PMN. No MD, presidido por seu amigo Roberto Freire, Serra acabará surpreendendo: se não for candidato a presidente da República (ele anda entusiasmado com as pesquisa onde aparece à frente de Aécio Neves), disputará o governo de São Paulo. O MD já teria pesquisas indicando que Serra venceria Geraldo Alckmin. Se a alternativa for mesmo São Paulo, abrirá palanque no estado para Eduardo Campos.

HÁ DIAS, na conversa que teve com ministros na Granja do Torto, quando se referiu a Aguinaldo Ribeiro, ministro das Cidades (ele é do PP da Paraíba), a presidente Dilma acabou trocando seu nome para Aguinaldo Silva. Esse é o autor de novelas e gay assumido. Depois, a Chefe do Governo acabou corrigindo. Ele nem estranha mais: até colegas de outros ministérios fazem a mesma confusão.

PARA quem nem imagina: na Jornada Mundial da Juventude, este mês, no Rio, em seis dias de missas, deverão ser distribuídas nada menos do que 4,5 milhões de hóstias entre brasileiros que participarão do evento, mais 1,5 milhão de peregrinos de fora. O Papa Francisco, que tem Twitter (seu antecessor, o Papa Emérito Bento 16, em suas últimas semanas no Vaticano, tentou usar a mesma ferramenta), já alcançou mais de sete milhões de seguidores no mundo e continua vendo esse número aumentar.

Colaboração:

Paula Rodrigues / Alexandre Favero

sexta-feira, 5 de julho de 2013


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 5 de julho de 2013

5 PT DECIDE Executiva afirma total apoio à presidente Dilma, aos cinco pactos propostos e ao plebiscito sobre reforma política e para que algumas modificações sejam válidas em 2014.

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VAIVÉM DE TEMER IRRITA O PLANALTO O vice-presidente Michel Temer informou oficialmente que seria impossível o plebiscito valer para a próxima eleição, mas horas depois voltou atrás.

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pós reconhecer que era "impossível" realizar plebiscito sobre uma reforma política até outubro deste ano para que as regras possam valer para as eleições do ano que vem, o vice-presidente da República, Michel Temer, provocou a ira da presidente Dilma Rousseff e viu-se obrigado a recuar em suas declarações. Cerca de cinco horas depois de afirmar que não haveria tempo para a consulta, Temer distribuiu nota na qual "reafirma" que o governo "mantém a posição de que o ideal é a realização do plebiscito em data que altere o sistema político-eleitoral já nas eleições de 2014". Nesse clima de vaivém, e diante das crescentes reações no Congresso, tanto da base aliada quanto da oposição pelo adiamento do debate sobre a reforma política, o governo começou a procurar saídas para que sua proposta encontre alguma tábua de salvação. O Palácio do Planalto decidiu se aliar à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para apoiar sua proposta de mudanças nas regras eleitorais, para fazêlas valer já, o que, na sua avaliação, seria o atendimento ao clamor das ruas.

Nuno Guimarães/EC

mudanças de qualquer jeito, seja via plebiscito, seja via emenda popular. RACHA A posição de Temer contra o plebiscito já, no entanto, refletia a insatisfação dos partidos da base aliada, inclusive o PMDB, do vice-presidente. Essa posição ficou clara, mais uma vez, na reunião realizada ontem pela manhã, convocada por Temer, no Palácio do Jaburu, que contou com a presença do ministro da Justiça, o petista José Eduardo Cardozo, um dos defensores da bandeira do plebiscito já. A reunião era para tentar convencer os parlamentares a ajudar o Planalto. Mas Temer e Cardozo, que estavam ainda acompanhados da ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e do ministro da Educação, Aloysio Mercadante, não obtiveram sucesso na missão determinada pela presidente.

O governo já sabia da reação do Congresso. Dilma já tinha ouvido pessoalmente queixas na semana passada. Mas pediu ajuda a Temer para tentar convencer os parlamentares e acabou por ouvir uma negativa generalizada à tese da reforma política via plebiscito para 2014 pelos deputados, de novo. À noite, Dilma telefonou para Temer para continuarem a dialogar, esclarecendo os problemas e pontos divergentes do dia. "Não há mais condições e, vocês sabem disso, de fazer qualquer consulta antes de outubro. E, não havendo condições temporais para fazer essa consulta, qualquer reforma que venha só se aplicará para as próximas eleições, e não para esta (2014)", afirmou Temer, na entrevista no final da manhã, ao lado do ministro da Justiça. Questionado se estava claro para o governo que não haveria tempo suficiente para

viabilizar um plebiscito que alterasse já as regras do sistema político, Temer respondeu: "A esta altura, embora fosse desejável, temporalmente é impossível. O TSE muito adequadamente fixou um prazo de 70 dias (para o processo logístico do plebiscito) a partir dos temas apresentados, imagine se isso durar duas, três semanas, mais 70 dias, já chegamos ao mês de outubro e a partir daí já entra o princípio da anualidade, não é possível aplicar em 2014. O que é inexorável tem de ser aceito." IRRITAÇÃO As declarações de Temer causaram mal-estar no Palácio do Planalto e irritaram profundamente a presidente, que cumpria agenda em Salvador. Horas depois, a assessoria da Vice-Presidência da República emitiu a nota mantendo a posição "de que o ideal é a realização do plebiscito em data que altere o sistema político-

eleitoral já nas eleições de 2014". De acordo com o texto, a declaração de Temer sobre o plebiscito "relatou a opinião de alguns líderes da base governista na Câmara, em função dos prazos indicados pelo TSE para a consulta popular". Temer deve se reunir na próxima semana com líderes da base no Senado na tentativa de buscar mais apoio para a realização do plebiscito. (Estadão Conteúdo)

JOSÉ EDUARDO CARDOZO

Na medida em que se vota a reforma e se quer ouvir a sociedade, a única maneira é o referendo. RENAN CALHEIROS

Dilma confia na sagacidade do povo Presidente ressalta que fez uma sugestão ao Congresso e que não tem como promover essa consulta

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MICHEL TEMER

Reafirmo o compromisso deste governo, anunciado pela presidente Dilma (...) com uma reforma política.

OAB O entendimento do governo é que propostas de iniciativa popular – como a que a OAB apresentou – têm sempre uma tramitação muito rápida no Congresso, devido à pressão que recebem. Dilma mandou emissários conversarem com o presidente da OAB, Marcus Vinícius Coêlho, oferecendo apoio à sua proposta de reforma política. A presidente começou a pensar nesta estratégia quando viu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enterrou sua ideia, ao falar da exiguidade do prazo para realizar o plebiscito. Sendo assim, Dilma quer aproveitar a onda de indignação das ruas para conseguir as

presidente Dilma Rousseff disse ontem, mesmo dia em que seu governo balançou sobre realizar o plebiscito da reforma política com validade para 2014, que a proposta era apenas uma "sugestão" ao Congresso. "Como o Executivo federal não pode fazer essa consulta, porque, pela Constituição, quem faz essa consulta é o Parlamento, a Câmara e o Senado, nós encaminhamos uma sugestão pedindo ao Congresso

A esta altura, embora desejável, temporalmente é impossível realizar o plebiscito para 2014.

Nacional que convocasse esse plebiscito", afirmou a presidente durante evento em Salvador, enfatizando a palavra "sugestão". SAGACIDADE Dilma disse considerar que a população não terá problemas de entendimento para responder a perguntas em uma eventual consulta. "Não sou daqueles que acreditam que o povo não é capaz de entender (o plebisci to ) porque as perguntas são complicadas", afirmou,

dizendo acreditar na "inteligência, esperteza e sagacidade do povo brasileiro". Ao final do discurso de 43 minutos, Dilma citou a proposta do governo de acelerar a contratação de médicos estrangeiros para suprir carências em regiões remotas do País, e fez menção aos protestos organizados pela classe médica nesta semana contra a proposta. "Essa questão dos médicos é um grande esforço que temos que fazer e conto com o apoio de vocês, porque já

Lúcio Távora/A Tarde/EC

Pepe Vargas, Dilma e Jacques Wagner em anúncio de medidas contra a seca, em Salvador (BA).

escutei bastante e, dentro das nossas possibilidades, vamos respondê-las", disse a presidente. Segundo Dilma, o governo federal fará o pagamento do salário, da alimentação e da residência do médico que for transferido para trabalhar em regiões remotas. A presidente falou em "oportunidade de transformar de forma acelerada" o País. "É agora que nós temos que fazer. Cada um de nós deve dar o melhor de si." Seca - A primeira aparição pública da presidente Dilma após as vaias na abertura da Copa das Confederações, há 19 dias, em Brasília, contou com uma plateia formada por movimentos sociais do PT. O Plano Safra Semiárido é o primeiro plano do governo federal voltado especificamente para o Nordeste. Serão R$ 7 bilhões de financiamentos no período 2013 e 2014. Desse total , R$ 4 bilhões são para produtores familiares e R$ 3 bilhões para médios e grandes A presidente fez ainda a entrega de 323 máquinas retroescavadeiras e motoniveladoras a 269 municípios baianos, além de ônibus escolares do Programa Caminho da Escola. (Folhapress)

Oposição aponta 'fim antecipado do governo'

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oposição acusou Líder do PSDB no Senado, ontem o governo de Aloysio Nunes Ferreira (SP) "fracasso" ao admitir disse que o governo publicamente que não terá tinha a intenção de desviar condições de viabilizar o os focos dos reais plebiscito sobre a reforma problemas do País ao política para valer em 2014. sugerir o plebiscito. Presidente do PSDB, o "É um retumbante senador Aécio Neves (MG) fracasso da presidente disse que o plebiscito sobre Dilma, que tirou esse a reforma política "já coelho da cartola para nasceu morto", por isso o desviar o povo de seus reais governo agora problemas sem consultar a reconhece que Dida Sampaio/ EC Justiça a realização Eleitoral e a da consulta Constituição", popular seria afirmou. "inviável". Para o Ao comentar presidente do a declaração DEM, José do viceAgripino Maia presidente (RN), o viceMichel Temer presidente de que a sempre reforma reconheceu Aécio diz que proposta é política nos um verdadeiro engodo proposta no bastidores plebiscito poderá não valer que a realização do para 2014, o tucano disse plebiscito é inviável. que a proposta era um "Essa tese de plebiscito, verdadeiro "engodo". a essa altura, acabou. Os "O que estamos líderes governistas já assistindo, infelizmente entenderam que foi para o Brasil, é o fim entregue ao Congresso a antecipado de um governo tarefa de gastar R$ 500 que não consegue dar milhões para votar respostas, não consegue ilegalmente uma coisa que mostrar efetivamente que não ia ter eficácia para o tem disposição", afirmou. País", disse. (Folhapress)


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Claro que não (vou pagar).

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Renan Calheiros, presidente do Senado (PMDB-AL)

Renan: avião da FAB para ir a casamento é legal. Senador diz que não pagará o valor das passagens do voo da FAB que usou com a mulher para a Bahia

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presidente do Sen a d o , R e n a n C alheiros (PMDB-AL), afirmou ontem que não vai devolver aos cofres públicos os recursos pelo uso de avião oficial para ir ao casamento da filha do líder do PMDB na Casa, Eduardo Braga (AM), no dia 15 de junho. "Claro que não", respondeu. Ao longo do dia, nenhum senador o questionou diretamente sobre o uso da aeronave. Renan Calheiros justificou que, quando se vale de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para viajar, o faz por ter direito a "transporte de representação". Segundo ele, o presidente do Senado, o presidente da República e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) gozam desse direito por serem chefes de poder. A viagem a Trancoso, na Bahia, para o casamento da filha de Braga, foi revelada pelo jornal Folha de S. Paulo. "Não é a meu juízo (o uso do avião da FAB). É a legislação. A representação é diferente, é

um transporte de representa- se é "ético", "de bom tom" ou ção, de chefe de poder. Fui atende ao "clamor das ruas" convidado como presidente esse tipo de uso. do Senado, fui cumprir um Em nota oficial divulgada compromisso como presiden- após a entrevista, a assessoria te do Senado", disse ele, na de imprensa de Renan sustensaída da Comissão de Rela- ta que, com base no Decreto ções Exteriores, após cicero- 4.244 de 2002 e na Constituinear o minisção, o "Estatro do Desendo determina volvi mento, que seja asFernando Pisegurado aos Não é a meu juízo. mentel, que p re s i de n te s É a legislação. participava d o s t r ê s P ode audiência deres transA representação no colegiado. porte e segué diferente, é um Questionarança". O textransporte de do sobre o to do decreto, representação, de motivo pelo contudo, circhefe de poder. qual o casacunscreve o mento não a t e n d im e n t o RENAN CALHEIROS, SENADOR constava da dos pedidos a a g e n d a o f it r ê s h i p ó t ecial, Renan respondeu que a ses: motivo de segurança e legislação não faz essa obriga- emergência médica ou viação. "Isso não é pré-condi- gens de serviço e deslocação". Ele disse que voou acom- mentos para o local de resipanhado de sua mulher. dência permanente. Durante o trajeto entre a coNo Senado, nenhum parlamissão e seu gabinete, Renan mentar quis tocar no assunto. ficou calado em todas as oca- O único senador a comentar o siões quando foi questionado uso do avião da FAB em plená-

rio foi João Capiberibe (PSBAP). Sem a presença de Renan, o socialista disse que encaminharia um ofício ao ministro Jorge Hage, da Controladoria Geral da União, a fim de adotar medidas com o Comando da Aeronáutica para dar transparência aos voos. Ele defendeu que o destino, os passageiros e os custos desses voos sejam informados. "Eu não uso sequer carro oficial", disse o Capiberibe, que é contra esse tipo de carona. Ainda esta semana, o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), se viu obrigado a devolver aos cofres públicos aproximadamente R$ 7 mil para cobrir os gastos de transporte de seis familiares e da noiva em avião da FAB para viajar de Natal para o Rio de Janeiro a fim de ver a final da Copa das Confederações no domingo passado, no Rio de Janeiro. Em princípio, o deputado tentou negar a existência de irregularidade, mas acabou reconhecendo o erro e pagou o voo. (Estadão Conteúdo)

Projetos para disciplinar o uso oficial dos jatos

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deputado Chico Alencar (PSol-RJ) apresentou na manhã de ontem um projeto de lei disciplinando o uso de jatinhos da Força Aérea Brasileiro (FAB) por autoridades. O presidente da Câmara, Henrique Alves e do Senado, Renan Calheiros, foram acusados de utilizar o transporte irregularmente. Alves quitou a dívida. Renan negou-se a fazê-lo. O projeto de Alencar traz duas novidades: proíbe o transporte de "pessoas estranhas ao motivo da viagem" e determina a máxima transparência no uso desse transporte. "Deverá ser amplamente divulgada, inclusive no Portal de Transparência do Governo Federal, a relação de solicitações de viagens em aeronave do Comando da Aeronáutica, devendo constar a data da viagem, o motivo declinado pela autoridade e a lista de passageiros." Alencar lembra que já em 2007 fez um pedido de informações ao comando

STJ segue Vaticano e anula matrimônio A anulação automática do casamento pelo STJ, após declaração de nulidade no Tribunal Eclesiástico Interdiocesano, abre polêmica.

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presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Felix Fischer, homologou sentença do Tribunal de Assinatura Apostólica, do Vaticano, sobre declaração de nulidade de matrimônio de um casal brasileiro, com base no Acordo BrasilSanta Sé, relativo ao Estatuto Jurídico na Igreja Católica no País, promulgado em 2010. "É a primeira vez que isso ocorre e a grande novidade é que, como o casamento foi considerado nulo pela Igreja, marido e mulher passaram a ser solteiros, e não divorciados, como seria se tivessem conseguido a anulação pela lei civil", disse o canonista Edson Luiz Sampel, doutor em Direito Canônico e ex-juiz do Tribunal Eclesiástico da Arquidiocese de São Paulo. Como o processo correu sob sigilo judicial, o STJ não revelou a identidade das partes. Apenas afirmou que o marido acusou a mulher de pedofilia, ao pedir a declaração de nulidade no Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Vitória, cuja sentença foi confirmada em segunda instância pelo Tribunal da Arquidiocese de Aparecida (SP). Ao homologar a decisão do órgão superior da Santa Sé, que é considerada sentença estrangeira e tem valor legal no País, Fischer afirmou que o

pedido não ofende a soberania nacional, a ordem pública e os bons costumes. De acordo com o artigo 12 do Acordo Brasil-Santa Sé, o casamento celebrado em conformidade com a lei canônica atende às exigências do Direito brasileiro e produzirá efeitos civis. O Código de Direito Canônico, promulgado em 1983, exige que, para ser válida e permitir novo casamento, a declaração de nulidade deve ser dada por, pelo menos, dois tribunais. O primeiro tribunal que aprovar a declaração de

nulidade é obrigado a encaminhar o processo a um segundo tribunal no prazo de 20 dias. Cabe ao Vaticano confirmar a sentença. A Igreja não anula o casamento, para ela indissolúvel, mas reconhece a nulidade de um matrimônio que nunca existiu. As causas são muitas e quase nunca se alega apenas uma no processo. Uma hipótese comum nos tribunais eclesiásticos, diz Sampel, é "a exclusão do bem da fidelidade, quando um dos nubentes foi sempre infiel, tendo tido ou-

tros parceiros sexuais desde o namoro". Algumas causas de nulidade podem ser exclusivamente canônicas, mas outras são relevantes também para o Direito Civil. Um exemplo, segundo o canonista, é a coação irresistível, como uma ameaça de morte, que torna o casamento nulo tanto pelo Direito Civil como pelo Eclesiástico. Outro exemplo seria o noivo não ter idade mínima de 16 anos. "Resta saber se a Justiça brasileira homologará somente as sentenças em que a nuli-

dade provier de causas concomitantemente relevantes para o Direito Civil e para o Direito Canônico ou de causas de nulidade exclusivamente canônicas", diz Sampel. Para ele, a tendência é o STJ homologar todas as decisões do Vaticano, contanto que não firam a soberania nacional, a ordem pública e os bons costumes. Esta é também a opinião do advogado Hugo Sarubbi Cysneiros, de Brasília, que já atuou em mais de 30 processos de homologação de sentença estrangeira. (Folhapress)

A imposição da fé à Justiça

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aceitação pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) de uma decisão da Santa Sé é polêmica entre especialistas de Direito Civil. O debate é se os ministros feriram o princípio do Estado laico e se a anulação vale a pena mesmo depois da criação do divórcio direto, em 2010. O advogado Luiz Edson Fachin, especialista em Direito de Família, não considera que a anulação homologada seja impor a fé à Justiça brasileira. Ele entende que, perante a comunidade internacional, o

Vaticano tem status de Estado e, por isso, o Judiciário deve reconhecer a jurisdição em outros países, sejam monoteístas ou não. "Isso foi, a rigor, fruto de um acordo entre dois Estados – a decisão foi tomada por um Estado, à luz de seus valores e seu ordenamento jurídico." O presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família, Rodrigo da Cunha Pereira, diz que a decisão do STJ "deu uma validade a uma lei canônica". "É meio hipocrisia (da Igreja). Já que não existe divórcio, a gente anula o ca-

samento. É uma maneira de tampar o sol com a peneira. Do ponto de vista psicanalítico, está desresponsabilizando o sujeito, pois aquilo é uma negação da realidade." O advogado Paulo Lins e Silva, especialista em Direito de Família, não vê muitas vantagens na anulação religiosa, uma vez que uma emenda constitucional prevê o divórcio direto. "Eu recebo apenas um caso por ano de partes interessadas em anulação. Esse processo demora até dois anos. Um divórcio é muito mais rápido e tem qua-

se os mesmos efeitos". Em compensação, o juiz leigo do Tribunal Eclesiástico da Arquidiocese de Campinas, Leandro Nagliate, afirma que analisou cerca de 400 casos de anulação em dez anos na função. "Na maioria dos casos, é feita uma triagem e só entram os processos que têm fundamento." Na Justiça, num divórcio, as partes podem requerer pensão e partilha de bens. Na anulação, se um dos cônjuge não tem culpa da nulidade, ele pode pedir todos os direitos. (EC)

da Aeronáutica sobre o uso dos jatinhos. "A resposta foi totalmente insuficiente. Como você disse, essa caixa preta só acaba por força de lei. Quem sabe o 'mico' dos presidentes, e a confissão de erro do Henrique Alves, combinadas com a impaciência das ruas, acabe de vez com esses ‘voos da alegria’?", escreveu. Transparência - Já o senador João Capiberibe (PSB-AP), autor da lei que determina a transparência de informações financeiras em todos os municípios brasileiros, encaminhou um ofício à Advocacia-Geral da União pedindo uma fiscalização dos portais de transparência da administração federal. Equipe visitou o portal de transparência da FAB e constatou que realmente não há transparência dos dados de uso dos jatinhos. Capiberibe vai apresentar também um projeto de lei disciplinando a transparência no uso dos jatos. (EC)

Senado volta atrás no voto secreto

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epois de ser aprovado por votação simbólica na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o projeto que determina o fim do voto secreto no Legislativo para todas as modalidades em que ele é previsto na Constituição será afrouxado quando for apreciado pelo plenário do Senado, na próxima semana. A proposta deve manter o sigilo das opiniões dos parlamentares sobre vetos e indicações de algumas autoridades. A matéria, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), permite que todos saibam como os parlamentares votaram nas seguintes hipóteses: impeachment de presidentes da República, indicações de autoridades e de chefes de missões diplomáticas; exoneração do procurador-geral da República antes do fim do mandato; apreciação de vetos presidenciais a projetos aprovados pelo Congresso. A proposta, se for aprovada, ainda tem de seguir para a Câmara dos Deputados. Por lá os deputados já aprovaram um projeto mais enxuto, que prevê abertura do voto apenas em cassação de mandato. Admite-se no Congresso que há dificuldades para montar um acordo. Mas é certo que a proposta será mantida e votada em 10 dias. (EC)


p Empresas serão punidas por corrupção DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Hoje as mesmas empresas envolvidas diretamente na Operação Vampiro continuam a vender para o governo. Humberto Costa, senador (PT-PE)

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Projeto de autoria do governo, aprovado pelo Senado, responsabiliza pessoa jurídica por crime contra a administração pública. Segue agora para sanção de Dilma.

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Senado aprovou ontem, por meio de votação simbólica, projeto do governo que prevê o pagamento de multa para empresas que praticam crimes de corrupção contra a administração pública nacional ou estrangeira. Como já foi aprovado na Câmara dos Deputados, o PLC 39/2013 segue agora para sanção presidencial. Dependendo da gravidade do delito, a multa poderá varia entre 0,1% a 20% do faturamento bruto anual da empresa. Caso a aplicação da multa de 0,1% a 20% do faturamento não seja possível, a pessoa jurídica pode ser penalizada com uma multa que varia entre R$ 6 mil e R$ 60 milhões.

ABRANGÊNCIA Ficam enquadrados na lei crimes como oferecer vantagem indevida à administração pública, financiar a prática de ato ilícito, fraudar contrato de licitação ou impedir a realização de processo licitatório e criar, de modo fraudulento, pessoa jurídica para participar

de licitação ou celebrar contrato administrativo. Há também sanções que vão da perda de bens ou suspensão parcial da manutenção das atividades da empresa até a sua dissolução compulsória. As organizações também podem ficar impedidas de receber incentivos ou empréstimos de entidades públicas por período entre um e cinco anos. O texto altera a legislação atual de modo a permitir que pessoas jurídicas sofram punição independentemente da natureza do vínculo entre quem pratica o ato e a pessoa jurídica que se beneficia. Atualmente, só a pessoa física está sujeita a penas; a empresa, no máximo, fica impedida de contratar com o governo.

RECOMENDAÇÃO O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), relator da matéria no Plenário, disse que, além de atender recomendação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o projeto valoriza a

imagem brasileira no cenário internacional. "Com uma lei anticorrupção as empresas internacionais teriam incentivos renovados para direcionar seus investimentos ao Brasil, posto que o ambiente negocial do país estaria revestido de maior transparência e segurança jurídica", afirmou. SOLUÇÃO O senador Humberto Costa (PT-PE) lembrou que o projeto pode evitar situações como a ocorrida no período em que ele foi ministro da saúde (2003-2005), durante a chamada Operação Vampiro. Mesmo com a identificação das empresas que vendiam hemoderivados ao Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de licitações fraudulentas, nenhuma foi indiciada. "Hoje as mesmas empresas envolvidas diretamente naquelas ações de corrupção continuam a vender para o governo", observou. O senador Pedro Taques (PDT-MT), autor do projeto que tornou hediondo o crime de corrupção (PLS 204/2011),

Assessor tem R$ 100 mil roubados

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Polícia Civil do Distrito Federal vai investigar a origem dos R$ 100 mil roubados de um assessor de confiança do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB-RN). O inquérito instaurado pela Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos apura um assalto ocorrido em 13 de junho. Segundo o relato do assessor Wellington Ferreira da

Costa, dois assaltantes bateram em seu carro, se identificaram como policiais civis e levaram, além da maleta com a quantia, um iPad e um iPhone, que foram abandonados. A polícia já descobriu que o dinheiro havia sido sacado três dias antes e considera provável que os assaltantes soubessem que o funcionário carregava aquela quantia. "Todos os elementos do delito

serão apurados", informou o delegado-chefe da delegacia especializada, Fernando César Costa. "A gente não tem tradição de roubo dessa monta. É coisa muito rara", afirmou o diretor-geral da Polícia Civil, Jorge Luiz Xavier. O objetivo da investigação, segundo ele, é desvendar o roubo, e não o porquê de o assessor estar com R$ 100 mil na mala do carro. (Estadão Conteúdo)

Arthur Monteiro/ Ag. Senado

Os chamados representantes do povo não recebem parcelas do poder político supremo. São delegados do povo. EDUARDO SUPLICY, SENADOR

Suplicy tenta ressuscitar o recall de políticos

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proposta de referendo revocatório de mandatos eletivos – conhecido como recall – foi defendida ontem pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP) em pronunciamento no Senado Federal . Na avaliação do parlamentar, as recentes manifestações populares têm revelado grande insatisfação com o afastamento entre os eleitores e seus representantes. "A soberania popular não pode jamais ser alienada ou transferida, sob pena de desaparecer. Os chamados representantes do povo não recebem, ainda que minimamente, parcelas do poder político supremo, mas exercem suas atribuições como delegados do povo soberano, perante o qual devem prestar contas de sua gestão", afirmou. PROPOSTA É DE 2005 Eduardo Suplicy lembrou que, em 2005, apresentou Proposta de Emenda à Constituição (PEC 73/05) instituindo o recall para os mandatos de presidente, senador e deputa-

do federal. O parlamentar citou a doutrina da ciência política e vários artigos da Constituição para ressaltar a relação de confiança que o eleitor deposita no mandatário. " Essa proposta, que de há muito já deveria ter sido considerada, dá mais força ao po-

Essa proposta, que já deveria ter sido considerada, dá mais força ao povo, para que possa cobrar de seus representantes. IDEM vo, para que, de forma organizada, possa cobrar de seus representantes o cumprimento das promessas de campanha, pois caso não o façam, a sociedade tem o direito de pedir de volta os mandatos, para concedê-los a novos representantes políticos, mais sin-

tonizados com a vontade popular ", disse ele. EXPERIÊNCIAS O senador petista chamou a atenção para os Estados Unidos, onde o recall chegou a ser usado para a substituição do governador da Califórnia, e para a Venezuela, onde o então presidente Hugo Chávez teve seu mandato confirmado por referendo. Suplicy disse que no Brasil várias das primeiras Constituições estaduais republicanas haviam instituído a revogação popular de mandatos. A proposta conta com o apio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). "O recall de políticos é uma bandeira antiga da OAB e nós precisamos retomar agora o debate público sobre este importante tema", afirmou Marcus Vinicius Furtado, presidente nacional da OAB. “Precisamos aproveitar este momento de reflexão e de solicitação da sociedade brasileira, que está a pedir a reforma política", completou o senador. (Agências)

aprovado na semana passada, destacou a responsabilidade objetiva das pessoas jurídicas contemplada na lei anticorrupção. "O Ministério Público, junto com a Controladoria Geral da

União (CGU), precisará comprovar apenas o fato, o resultado e o nexo causal. Isto em uma investigação, em ação penal, é muito significativo." Para a senadora Kátia Abreu (PSD-TO), seria importante

que o projeto previsse punição ao empreiteiro ganhador de licitações que não tem estrutura para realizar a obra e vende a oportunidade para o segundo colocado com um preço elevado. (Agências)

Polícia prende políticos em RO Acusados se defendem dizendo que a operação é de natureza política

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ma operação policial realizada ontem, em Rondônia, resultou no afastamento do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de suas funções e na prisão de seu filho e de três vereadores da capital. Eles são suspeitos de comandar uma organização criminosa que traficava drogas e aplicava golpes em financeiras e operadoras de cartão de crédito. O grupo atuava em nove Estados, tem patrimônio estimado em R$ 33 milhões em imóveis e veículos, e tinha acesso a vantagens obtidas ilegalmente com o poder público, segundo a polícia. Os vereadores presos pela Operação Apocalipse são Marcelo Reis (PV) – o mais votado de 2012 e apresentador de programa policial de TV – Eduardo Rodrigues (PV) e Jair Montes (PTC). O quarto preso é Roberto Rivelino Guedes, filho do presidente da Assembleia, Hermínio Coelho (sem partido). O Tribunal de Justiça afastou o presidente da assembleia e mais quatro deputados estaduais das funções legislativas por 15 dias, em razão das suspeitas levantadas pela Polícia Civil de que eles participassem da quadrilha. Também houve prisões de empresários e servidores públicos. A polícia não havia divulgado um balanço dos detidos até o final da tarde. Segundo a polícia, o inquérito tem cerca de 5 mil páginas. Foram realizadas mais de 70 mil interceptações telefônicas de 125

pessoas investigadas. Todos os políticos presos fazem oposição ao governador do Estado, Confúcio Moura (PMDB). A operação ocorreu sete dias após a prisão do deputado estadual Marcos Donadon (PMDB-RO), condenado pelo desvio de verbas da Assembleia Legislativa há 14 anos. Marcos, que é aliado do governador, teve o gabinete destituído e processo de cassação aberto por Hermínio Coelho. Outro lado - Para o presidente da Assembleia, a operação policial foi uma retaliação. "Estão tentando incriminar, manchar minha vida política e pública. Eu denunciei vários escândalos de corrupção no governo e agora querem tirar meu poder no tapetão. Eles não prenderam ninguém do (governo do) Estado", disse Coelho. Ele também apresentou documentos onde o Ministério Público se posiciona contra os mandados de busca e apreensão e ao afastamento de deputados durante a operação. O secretário de Segurança do Estado, Marcelo Bessa, negou que a operação tenha conotação política. "Fizemos tudo dentro da lei e com base jurídica. Nem o governador, nem eu temos nada pessoal contra os presos", disse. Nelson Canedo, advogado dos três vereadores presos, do presidente da Assembleia e de seu filho, não comentou as prisões porque "ainda não teve acesso ao inquérito e a operação é política". (Agências)


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Fotos: Reprodução

Segredos da Revolução de 1932 E os paralelos com as manifestações de hoje. José Maria dos Santos

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Cartaz de convocação: voluntários de todas as regiões e classes sociais responderam ao chamado (abaixo).

auditório do Centro cionários – evidentemente de Integração Em- clandestino – ainda na fase presa-Escola (CIEE), conspiratória foram as paredes da Rua Tabapuã, foi do extinto Hotel D'Oeste, datapalco, ontem de manhã, de do de 1887, situado no Largo uma cena sugestiva: aplausos São Bento, onde agora funciosonoros à Revolução Constitu- na uma loja da Droga Raia. Do cionalista de 1932 alguns deci- mesmo modo, as pessoas prebéis mais altos do que o habi- sentes ontem no auditório, ao tual. Na verdade, as palmas passar diante do Colégio Madre eram previsíveis, pois se trata- Cabrini, na Chácara do Carvava de uma celebração à memó- lho, deverão lembrar que ali, ria do movimento, que está onde se instalava a sede da 2ª chegando ao 81º aniversário. Região Militar, foi dada a ordem Convém lembrar, como asse- do levante, exatamente às gurava o escritor Nelson Rodri- 23h30, no dia 9 de julho de gues, que o brasileiro, entre ou- 1932, um sábado. tras motivações, também ovaO relato do coronel Pesce Arciona por solidariedade. Po- ruda sobre as intimidades do rém, a animação da plateia célebre trem blindado mereceparecia ter alguma consonân- ria constar em qualquer antolocia com o clima da expectativa gia que aborde a ciência militar entusiasmada que vem mar- com alguma ponta de humor. Fotos: Divulgação cando a atual onda de manifestações do País – descontando-se, é claro, os atos de vandalismo e os oportunistas de sempre – por sua vez identificada com os generosos propósitos de oito décadas atrás. Esta afinidade entre o s d o i s m omentos foi bem destacada por Rogério Amato, presidente da Associação Comercial de CIEE: aplausos ao movimento de 32 e a Rogério São Paulo Amato, que recebeu a medalha Hernâni Donato. (ACSP) (veja íntegra do discurso na página ao lado). Salvo Eram seis composições consengano, a ACSP tornou-se a pri- truídas artesanalmente pelo meira instituição de classe a se corpo de bombeiros da Capital, manifestar consistentemente que avançavam noite adentro sobre os fatos que estamos as- sobre território inimigo, estasistindo nas ruas, em contra- cionavam junto às trincheiras partida aos votos de simpatia. adversárias, cavadas estrateAlém de Rogério Amato, a gicamente ao longo dos trilhos, mesa da sessão comemorativa acendiam poderosos holofotes estava formada pelo ex-gover- sobre elas, ao mesmo tempo nador Laudo Natel; o vereador em que faziam deslizar suas José Américo Dias (PT), presi- chapas blindadas para abrir fodente da Câmara Municipal de go e se retirar. Tudo muito rápiSão Paulo; tenente-coronel Jo- do. Essa maneira de operar, assé Luiz Marques, representante sociada aos faróis potentes e o do IV Comando Aéreo; Luiz encadeamento sinuoso dos vaGonzaga Bertelli, presidente do gões valeu-lhe, por parte das CIEE, que a dirigia, e o coronel tropas de Getúlio, o apelido de Luiz Eduardo Pesce Arruda, da "boitatá", alusão à gigantesca Polícia Militar – estes últimos, serpente do nosso folclore, especializados no assunto. Era pronunciado com respeito e tenatural, portanto, que, com a mor. Contudo, provavelmente presença de ambos, episódios a descrição mais emocionante pouco conhecidos da chamada de toda a Revolução tenha se "guerra paulista" e até mesmo dado na manhã de sete de seinéditos para a maioria dos tembro de 1932, no já lendário brasileiros, se destacassem túnel da Mantiqueira, que, denos seus respectivos pronun- vido à importância estratégica, ciamentos. Foi possível sa- estava sendo disputado palmo ber, por exemplo, por meio a palmo por rebeldes e legalisde Bertelli, que o principal tas. À certa altura, desassomponto de reunião dos revolu- brado, um sargento paulista saiu da proteção de seu abrigo carregando uma bandeira do Brasil. Era um alvo perfeito, podia ser abatido facilmente. Mas ninguém atirou. O sargento improvisou um mastro junto à uma árvore, e, ao preparar-se para hastear o pavilhão, um corneteiro se apresentou e soprou no seu clarim a conhecida "marcha batida", toque próprio dessa cerimônia. "Então, os adversários se levantaram e ficaram a descoberto para homenagear a nossa bandeira", conO trem blindado (acima) e o famoso túnel da resistência. cluiu o coronel Arruda.


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Fotos: Reprodução

Carlos de Souza Nazareth (acima) presidente da ACSP em 1932, liderou as entidades paulistas em suas campanhas pela restauração do regime constitucional

Anéis e medalhas (acima) eram vendidos para arrecadar recursos. ACSP operou para a aquisição dos capacetes de aço dos soldados paulistas

Associações Comerciais e o Movimento Constitucionalista

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umprimento o CIEE, pela iniciativa de realizar o Seminário sobre a Revolução Constitucionalista de 1932, que deve servir não apenas para homenagear todos aqueles que participaram desse Movimento, como para que se possam tirar ensinamentos das causas que o provocaram, e que levaram à ampla mobilização do povo paulista em defesa de seus valores e ideais. Associo-me também à homenagem a Hernâni Donato, que foi não apenas um historiador que muito contribuiu para a divulgação da história de São Paulo, como foi jornalista, professor, escritor e roteirista e tradutor que deu grande contribuição à cultura brasileira e participante atuante da Associação Comercial de São Paulo durante anos, com nosso saudoso e querido João de Scantimburgo. Como os oradores que me antecederam expuseram com grande brilho as causas, a evolução e as consequências da Revolução Constitucionalista de 32, vou me limitar a ressaltar a contribuição que as associações comerciais paulistas deram ao Movimento, destacando alguns aspectos que marcaram a história das entidades e de seus dirigentes. A título de curiosidade, gostaria de citar outro acontecimento em um 9 de julho, o de 1924, quando um grupo de militares que se rebelaram contra o governo central ocupou o Palácio de Campos Elíseos, obrigando o governador Carlos de Campos a transferir a sede de governo para Guaiuna, na região da Penha. O caos que se instalou na cidade, com combate entre os revoltosos e as tropas legalistas, provocou onda de saques ao comércio e grande insegurança para a população. O presidente da ACSP, José Carlos de Macedo Soares, junto com o prefeito Firmiano Pinto, mantido no cargo pelos rebeldes, procuraram normalizar a vida da cidade, tentando assegurar o abastecimento e criando uma guarda municipal, sendo obrigados, para tanto, a manter contatos com os chefes militares que ocupavam a capital. Após vários dias de conflito, como as tropas rebeldes não tinham mais condições de resistir, propuseram a realização de um armistício, para o que contaram com o apoio do presidente da Associação que, com isso, pretendia evitar que São Paulo fosse bombardeado pelas forças federais. A proposta não foi aceita e São Paulo sofreu pesado bombardeio, que levou o pânico à população. Incapazes de resistir ao forte ataque, os revoltosos resolveram abandonar a Capital em direção ao interior. Por sua atuação durante o período da ocupação visando proteger a cidade e as atividades econômicas, Macedo Soares foi preso e exilado.

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enciono esse episódio porque ele mostra que as associações comerciais não apenas congregam os empresários na defesa de interesses econômicos, mas são entidades profundamente inseridas em suas comunidades e participam da vida política, econômica e social de suas cidades. Defendem princípios e valores que condicionam suas atuações, o que explica a atuação em episódios como os de 1924 e 1932. As Associações Comerciais do Estado de São

ROGÉRIO AMATO Paulo foram partícipes atuantes do Movimento Constitucionalista porque este lutava pelos valores que sempre nortearam sua atuação. Em manifesto divulgado em 17 de fevereiro de 1932, as entidades paulistas, lideradas pela Associação Comercial de São Paulo, presidida então por Carlos de Souza Nazareth, pediam "a restauração do regime constitucional, mediante a decretação imediata de uma nova lei eleitoral que assegure a moralidade e a verdade do sufrágio e consequente convocação de uma Constituinte em moldes liberais, de acordo com o sentimento público, com as tradições nacionais e com o grau de adiantamento da civilização brasileira".

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mbora já houvesse uma grande mobilização no Estado contra o autoritarismo e intervencionismo do governo federal, Carlos de Souza Nazareth tentou estabelecer dialogo com o presidente Getúlio Vargas para normalizar a vida política e econômica de São Paulo, solicitando que fosse concedida autonomia ao interventor nomeado, Pedro de Toledo, que contava com a simpatia e apoio da população, solicitando liberdade para que ele pudesse nomear secretários de sua escolha para resolver os problemas do Estado. Alertava que "a interinidade dos auxiliares demissionários do interventor, enfraquecendo a ação do poder público justamente num momento em que se faz necessária enérgica repressão da perturbação da ordem, está sendo aproveitada por agitadores, que estão exercendo sua atividade perturbadora do trabalho industrial, obrigando fábricas a parar e insuflando movimentos grevistas, destinados a enfraquecer o governo". Getúlio Vargas respondeu acusando o recebimento do telegrama, mas não adotando nenhuma das medidas reclamadas, o que levou a ASCP em 23 de maio, a conclamar o comércio a cerrar suas portas e a suspender suas transações por 24 horas "se não tiverem sido satisfeitas as legítimas aspirações do povo paulista". A partir daí não havia mais como dialogar com o governo central e todo apoio foi carreado para Pedro de Toledo, que em 16 de junho visitou a ACSP com todo seu Secretariado. Apesar dessa constatação, ao ser homenageado em 18 de junho pela Liga Paulista PróConstituinte, Carlos de Souza Nazareth, que na presidência da ACSP se tornou o grande líder das classes empresarias em um momento dramático da vida do Estado, afirmou que " deveria partir de São Paulo o grande gesto de paz, a palavra de transigência e de concórdia para maior grandeza do Brasil", em uma última tentativa de busca da conciliação nacional. Comprovada a inutilidade dos esforços, no entanto, engajou a associação decididamen-

te em favor da Revolução, não se limitando apenas à mobilização da população, mas trabalhando de forma efetiva na arrecadação de recursos, no alistamento de voluntários, e na organização da logística. A ACSP coordenou ainda a Campanha Ouro para o Bem de São Paulo, que visava arrecadar fundos para financiar a luta dos paulistas pela Constituição. As associações comerciais, por sua vez, se tornaram postos de alistamentos de voluntários e centro de coleta de donativos, além de colaborarem na logística do suprimento das tropas. São Paulo foi derrotado no campo de batalha e por sua atuação à frente da Associação, e das entidades que apoiaram o Movimento, Carlos de Souza Nazareth foi levado à pri-

são no Rio de Janeiro, e posteriormente deportado, junto com Júlio Mesquita Filho e outros líderes paulistas. Nazareth, em carta a seus companheiros da ACSP, afirmou que "chamei exclusivamente a mim, toda e qualquer responsabilidade que pudesse caber às classes conservadoras pela atitude que assumiram durante a Revolução. Estou mais firme do que nunca. Para felicidade do nosso país e o bom nome da nossa classe, suportarei todos os castigos que o governo julgue por bem aplicar. Juro que não desmerecerei o mandato que me confiaram os amigos."

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pesar da derrota militar, São Paulo acabou vencedor no campo das ideias, pois em 1934 foi promulgada a nova Constituição que, infelizmente, teve vida curta como sabemos. Mas para a ACSP esse fato foi a comprovação de que a entidade estava no caminho correto e Carlos de Souza Nazareth teve o reconhecimento da população paulista sendo eleito deputado constituinte por ter "combatido o bom combate. O clima que se seguiu ao fim da Revolução era de muita tensão e exaltação dos ânimos, o que levou a ACSP a se dirigir à população aconselhando "maior calma e serenidade neste momento, a fim de que a ordem pública seja assegurada, como o exigem os altos interesses do nosso estado e do Brasil e formulam votos para que serenem as paixões e se desarmem os espíritos, a fim de que o país possa ser pa-

cificado para retomar o ritmo normal de sua vida de trabalho". Apelava "à heroica população de São Paulo que se abstenha no atual momento de qualquer manifestação pública, mantendo-se em atitude de inteira calma". Ressaltava ainda que " os bons paulistas se lembrem que maus elementos desejavam a todo transe perturbar a ordem, tirando disso partido em favor de suas insidiosas campanhas". (Qualquer semelhança como o momento atual é mera coincidência.)

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omo gestora da Campanha "Ouro para o bem de São Paulo" a ACSP destinou as doações que sobraram ao fim do conflito, para a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, que construiu um edifício com esses recursos. Essa instituição apresentou depois à entidade um minucioso relatório de tudo o que havia sido encaminhado, com a devida avaliação das peças e o seu registro, brindando a entidade em 12 de outubro de 1934 com uma barra de ouro e uma de prata, feita com donativos da campanha e que se encontram guardadas na Biblioteca e Centro de Memória da Associação. Cabe neste momento de grande ebulição política e social do país, evocar os mesmos ideais e o mesmo espírito de luta que levaram ao 9 de julho, que continuam a nortear a atuação das associações comerciais, quando novos obstáculos se colocam não apenas para a livre iniciativa e o desenvolvimento nacional, mas em que o próprio sistema democrático enfrenta sérios desafios. Os valores tradicionais da nacionalidade, ética, moral, patriotismo, família, respeito à lei e à ordem, são sistematicamente atacados de forma insidiosa por todos os meios. A liberdade, base do empreendedorismo e da realização pessoal, se vê cada vez mais cerceada por leis intervencionistas e pela atuação de órgãos públicos que limitam não apenas a liberdade de ação das empresas, mas, inclusive a dos cidadãos. A liberdade de informação e de opinião é permanentemente ameaçada por aqueles que querem exercer o poder sem restrições. O direito de propriedade é atacado não apenas por grupos travest i d o s d e " m o v i m e n t o s s ociais", como por organizações não governamentais, muitas delas estrangeiras que, a pretexto de proteção ao meio ambiente, defesa dos índios e outros, pressionam por restrições cada vez maiores ao setor rural, que vem sendo o grande sustentáculo da balança comercial brasileira. Preservar o legado cívico daqueles que combateram nas diversas trincheiras em 1932 nos obriga a lutar contra as ameaças aos valores que nortearam a atuação das associações comerciais do estado há mais de um século, para que o Brasil possa continuar sua trajetória de desenvolvimento político, econômico e social. ROGÉRIO AMATO É PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO E DA FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO.


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DIÁLOGO Coreias concordam em negociar reabertura de parque industrial

nternacional Steve Crisp/Reuters

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pesar de as Forças Armadas do Egito terem garantido que não tomariam medidas arbitrárias contra qualquer grupo político, a Irmandade Muçulmana denunciou sofrer perseguição após a queda do presidente Mohammed Morsi na quarta-feira. Haveria, segundo relatos, ordens de prisão para 300 integrantes do grupo islamita. Ciente dos riscos da polarização social, o novo presidente interino, o juiz Adly Mansour, usou seu discurso de posse ontem para pedir diálogo. A Irmandade, organização à qual Morsi é ligado, recusa a transição política e denuncia um golpe de Estado. O grupo convocou para hoje uma "Sexta-Feira da Rejeição" após a principal prece islâmica da semana, em um primeiro teste acerca do apoio remanescente ao presidente deposto pelo Exército na quarta-feira. O primeiro presidente eleito democraticamente no Egito foi retirado do poder pelo Exército após milhões terem ido às ruas, durante a semana, pedir por eleições antecipadas. Nas horas que se seguiram ao golpe, forças de segurança detiveram Morsi e o impediram de sair do país por "insulto ao Poder Judiciário". Em discurso recente, ele havia acusado magistrados de serem

Helicópteros militares com bandeiras egípcias sobrevoam a emblemática praça Tahrir, no Cairo, onde manifestantes se reuniram por vários dias para pedir a queda de Morsi.

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sh/Reute

Mansour promete 'corrigir e consertar' a revolução

resquícios do regime do ex-ditador Hosni Mubarak. Além de Morsi, ao menos oito islamitas estão detidos pelo Exército. As autoridades também emitiram ordens de prisão para outros 300 integrantes do grupo. Parte da liderança estaria incomunicável. "É um golpe militar", disse Gehad el-Haddad, porta-voz da Irmandade Muçulmana. "O fato de ter um rosto civil não torna a situação melhor." A Promotoria ainda pediu, ontem, a prisão do guia espiritual da entidade, Mohamed Badie, e de seu vice, Khairat alShater. Eles são acusados pelos militares de incitar a violência. "O Exército quer desmontar a máquina política da Irmandade porque tem medo de que nós sejamos eleitos de novo, caso participemos da eleição", disse o porta-voz. Em comunicado no Facebook, o porta-voz das Forças Armadas afirmou que o direito de protesto será garantido, desde que as manifestações não ameacem a segurança nacional. O coronel Ahmed Mohammed Ali ainda pediu à população que não ataque diretórios da Irmandade para evitar "um ciclo infindável de represálias". Convite - Mais cedo, o presidente do Tribunal Constitucional, Adly Mansour, foi empossado presidente interino do Egito. Em seu primeiro discurso, ele fez um aceno pacífico ao grupo islamita. "A Irmandade Muçulmana é parte deste povo e está convidada a participar da construção da nação, já que ninguém será excluído, e se eles responderem ao convite serão bem-vindos", afirmou. Segundo o decreto militar que consolidou o golpe, Mansour deverá servir como líder até que um presidente civil seja eleito. Não se sabe, porém, a data do pleito. (Agências)

Dia de reza, rejeição e reconciliação. Após a queda do presidente Mohammed Morsi, a Irmandade Muçulmana promove uma sexta-feira de protestos para denunciar o golpe de Estado. O Exército diz aceitar atos 'pacíficos', enquanto o novo presidente pede diálogo.

LIBERDADE À EUROPA! Ao lado de líderes da Unasul, Morales denuncia 'intimidação' dos EUA.

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presidente da Bolívia, Evo Morales, acusou ontem os Estados Unidos de usarem o caso do exagente da CIA Edward Snowden para constranger a ele e outros líderes latinoamericanos e considerou que não foram suficientes os pedidos de desculpas dos países europeus que fecharam o espaço aéreo quando ele voltava de uma visita à Rússia. Para Morales, a atitude de Portugal, Itália, Espanha e França foi uma provocação à América Latina. A intenção, segundo ele, era "intimidar, calar, assustar". Morales afirmou que estuda fechar a embaixada norteamericana e conclamou as nações europeias a "se libertarem" dos EUA. Depois de uma escala em Viena e a revista do avião, os países liberaram seu espaço aéreo. A suspeita era que a aeronave estaria transportando Snowden, responsável por re-

David Mercado/Reuters

Ó RBITA

'QUER CASAR COMIGO?'

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ex-espiã russa Anna Chapman, que ficou famosa depois de ser deportada dos EUA em 2010, pediu em casamento ontem o ex-técnico da CIA E d w a r d Snowden, que está no aeroporto de Moscou desde o dia 23 de junho. "Snowden, casa comigo?", postou Anna no Twitter. "NSA (Agência Nacional de Inteligência), você cuidará de nossos filhos?", pergunta a ruiva em outra m e ns a g em , r ef e ri nd o -s e ao órgão dos EUA responsável pelo programa de monitoramento de internet e telefonia divulgado por Snowden. Anna, que hoje é apresentadora de televisão, retornou à Rússia em 2010, junto com outros dez agentes, depois da maior troca de espiões s euter ter/R com os EUA desde o fim as Pe Thom da Guerra Fria. (EFE)

O 'BIG BROTHER' FRANCÊS

O Morales, Maduro e Correa (da esq. à dir.) indignados pela humilhação. velar um esquema de espionagem do governo dos EUA. O incidente atraiu o apoio de líderes da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), que se reuniram ontem em Cochabamba, na Bolívia. Além de Morales, estiveram presentes os presidentes Nicolás Maduro, da Venezuela; Ra-

fael Correa, do Equador; Cristina Kirchner, da Argentina; José Mujica, do Uruguai e Dési Bouterse, do Suriname. O Brasil foi representado pelo assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia. Líderes do Chile, Colômbia e Peru não participaram do ato. (Agências)

governo da França mantém um amplo esquema de espionagem usado para interceptar, sem autorização judicial, ligações telefônicas e mensagens na internet, afirmou ontem o jornal Le Monde. O diário comparou a estrutura ao Prism, sistema de vigilância dos Estados Unidos revelada pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden. Assim como no caso norte-americano, os procedimentos não se centram no

conteúdo, mas nos "metadados", ou seja, quem contata quem. No caso da internet, do fax e mensagens de texto, há a possibilidade de ver o conteúdo. A revelação constrange o governo do presidente François Hollande, que havia protestado contra a coleta de dados realizada pelos EUA. Na lei francesa, há um vácuo que permite o armazenamento de dados, já que não há regulação nem proibição do tema. (Agências)

Reprodução - 19/10/10

allah Dal

Amr Abd

ESTADOS UNIDOS Estátua da Liberdade é reaberta após oito meses de reforma


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Caminhoneiros: 5 mortos em protestos.

Na Bahia, quatro pessoas morreram na colisão entre uma van e uma carreta parada. No Rio Grande do Sul, caminhoneiro foi agredido por manifestantes e morreu.

Dárcio Nunes/Estadão Conteúdo

Paulista: uma avenida, muitas passeatas.

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ela segunda vez em menos de três horas, a avenida Paulista foi palco de um protesto ontem. Policiais militares da reserva, investigadores da Polícia Civil, metalúrgicos e agentes penitenciários marcharam pela avenida e chegaram a bloquear o tráfego de veículos nos dois sentidos da via. A avenida Paulista só foi completamente liberada por volta das 17 horas. Por volta das 15h30, o grupo de policiais chegou ao vão livre do Masp, onde fez um protesto e começou a se dispersar. Entretanto, a via ainda tinha algumas faixas bloqueadas porque outro grupo de cerca de 50 manifestantes interditou a via para pedir a reabertura da Feira da Madrugada, na região central da cidade. Mais cedo, uma manifestação de bancários e metalúrgicos também interditou uma faixa da Paulista. O maior ato foi composto por cerca de 300 policiais civis e militares da reserva, além de agentes penitenciários. Policiais militares são proibidos de fazer greves e manifestações e, por isso, muitas vezes são representados por familiares e policiais da reserva. Durante a manhã, os manifestantes participaram de uma assembleia na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, na Liberdade, região central da cidade. Eles reivindicam: reajuste dos salários das categorias, redução da quantidade de carreiras na Polícia Civil, contratação de mais agentes pe-

Metalúrgicos fizeram protesto ontem na Avenida Paulista: via é palco predileto dos manifestantes. Marcos Bezerra/Estadão Conteúdo

do município de Cândido Sales, no sul da Bahia, quatro pessoas morreram na colisão entre uma carreta e uma van. A colisão ocorreu ontem por volta das 5h30, segundo a Polícia Rodoviária Federal. De acordo com os primeiros relatos colhidos pelos agentes, ainda no local da colisão, a van seguia com dez passageiros do município de Gavião, no centro-norte baiano, em direção a São Paulo. Nas proximidades do bloqueio feito por caminhoneiros no km 900 da rodovia, o motorista teria tentado seguir pelo acostamento, para não atrasar a viagem, e não conseguiu frear antes da colisão com uma carreta que estava parada na fila. Segundo a PRF, havia neblina na região. "O acidente ocorreu por causa da manifestação dos caminhoneiros. Estava escuro e tinha neblina. O motorista da van não conseguiu parar", informou a policial rodoviária Darline Chagas. O motorista da carreta não se machucou. Ele foi levado para a delegacia local para prestar depoimento. E n ce r r a me n t o – Após três dias de protestos, caminhoneiros em diversos estados do País decidiram encerrar a paralisação nacional ontem. Apenas a Bahia teve estradas interditadas, mas também foram liberadas no final da tarde. (Agências)

Marcelo Frame/Estadão Conteúdo

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s protestos de caminhoneiros que i n t e r d i t a m r o d ovias do País desde segunda-feira deixaram, entre a noite de anteontem e a manhã de ontem, cinco mortos em dois estados: Bahia e Rio Grande do Sul. Por volta das 20h de anteontem, o caminhoneiro Renato Lange Kranlow, 44 anos, morreu após ser atingido por uma pedra no pescoço, na BR-116, próximo ao local onde havia um protesto, em Camaquã, a 129 quilômetros de Porto Alegre. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o caminhoneiro seguia de Pelotas para Porto Alegre quando foi obrigado a parar em um posto de combustíveis, onde foi agredido com um soco no rosto por um manifestante. Com o rosto ferido, Kranlow pediu ajuda à PRF para buscar atendimento em um hospital. Quando deixava o local acompanhado à distância pela PRF, o caminhão foi atingido por uma pedra que atravessou o para-brisa e acertou o pescoço do motorista. Segundo a PRF, mesmo ferido o motorista conseguiu reduzir a velocidade e parar o caminhão. Os policiais rodoviários solicitaram socorro aos bombeiros, mas quando eles chegaram o motorista já estava morto. O corpo foi levado ao IML (Instituto Médico Legal) de Camaquã. Bahia – Na BR-116, na altura

Após reunião na Liberdade, policiais e agentes penitenciários também foram para a Paulista protestar. nitenciários e diminuição na lotação das penitenciárias. Durante a assembleia, o deputado estadual Olímpio Gomes (PDT), major da reserva da PM, afirmou que o governador Geraldo Alckmin queria receber o grupo ainda ontem. No entanto, os policiais e agentes rechaçaram a ideia. Eles alegaram que o convite

era uma estratégia para "desmobilizar o movimento". "Conseguimos uma vitória. Tivemos a sinalização que seremos recebidos. Agora, eles (governo) precisam atender às reivindicações", disse João Batista Rebouças, presidente do Sindicato dos Investigadores do Estado de São Paulo.

Bahia: van seguia pelo acostamento da BR-116 para não atrasar viagem.

Feriado: bloqueios de rodovias podem prejudicar quem for viajar. Alessandro Torres/Estadão Conteúdo

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uem viajar no feriado do Dia da Revolução Constitucionalista de 1932, que será comemorado na terça-feira, correrá o risco de encontrar bloqueios em algumas rodovias. Embora as manifestações dos caminhoneiros contra os pedágios tenham dado uma trégua em São Paulo, outros grupos têm incluído a paralisação de estradas em ações de protesto, como ocorreu ontem no acesso ao Aeroporto de Viracopos, em Campinas, quando um grupo de moradores da região pediu melhorias no seu bairro. Não há manifestações programadas em rodovias paulistas, mas os manifestantes costumam agir de surpresa. Nas estradas concedidas à iniciativa privada, as concessionárias pedem que os viajantes consultem os serviços de atendimento antes de pegar a estrada. Já na rodovia, é preciso observar os painéis de mensagens que trazem informações em tempo real. Os alvos preferidos dos manifestantes são as vias de acesso ao Porto de Santos, que também levam ao litoral. A concessionária Ecovias orienta os motoristas para acompanhar a situação das rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes pela internet. As Rodovias Anhanguera e Bandeirantes, que dão acesso

Moradores bloquearam rodovia que dá acesso ao Aeroporto de Viracopos, em Campinas: atenção no feriado. ao interior, devem receber 830 mil automóveis, com concentração de tráfego entre 15h e 20h hoje e das 9h às 14h amanhã. Os motoristas precisam estar atentos às obras de terceira faixa e marginais na Anhanguera, na região de Campinas, e da quinta faixa na Bandeirantes, entre a Capital e Jundiaí, pois as obras não serão interrompidas. Nas rodovias do Corredor D. Pedro, que receberão 590 mil veículos no feriado prolongado, a cobrança de pedágio

continua suspensa no pedágio do km 195 da Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332), destruído durante uma manifestação na quarta-feira. De acordo com a concessionária Rota das Bandeiras, as cabines e equipamentos queimados terão de ser substituídos e ainda não há prazo para a volta da cobrança. A Rodovia Raposo Tavares está em obras de duplicação do km 116 ao 158, entre Araçoiaba da Serra e Itapetininga – o trecho deve receber 54 mil

veículos. O acesso aos bairros Cercado e Jundiacanga, no km 122, sentido oeste, está interditado. Os motoristas devem usar o retorno no km 129. Régis – Na Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), principal ligação entre a Capital e o sul do País, os viajantes encontrarão cinco pontes com tráfego em apenas uma faixa de rolamento. Os locais estão sinalizados, mas podem acontecer congestionamentos na região da Serra do Cafezal, entre Juquitiba e Miracatu. (Estadão Conteúdo)

Fogo – Cerca de 40 moradores incendiaram um ônibus na noite de ontem durante um protesto no bairro Jardim Bartira, na zona leste de São Paulo. O grupo protestava para pedir mais segurança e melhoria na sinalização de trânsito na região, após um atropelamento ocorrido na semana passada. (Agências)


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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Comecei com jogos simples e nacionais até os 15 anos. João Bosco, sobre os jogos de tabuleiro

idades Fotos: Newton Santos/Hype

Pular uma casa no tabuleiro ainda não saiu de moda Em plena era dos videogames, grupo se reúne para disputar os tradicionais jogos de tabuleiro. Partidas chegam a durar várias horas e novos temas são criados. Mariana Missiaggia

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m meio a tantas tecnologias, ainda há quem dedique horas aos tradicionais jogos de tabuleiro, aqueles de plástico e papelão. Em São Paulo, um grupo de 40 pessoas se reúne pelo menos duas vezes por mês para jogar, conhecer novas aquisições dos colegas e dividir conhecimento sobre o assunto. Eles se encontram no primeiro sábado do mês, em Moema, na zona sul, e no segundo domingo do mês, no Centro. Na última disputa, no mês passado, a reunião começou às 11h e foi até as 5h do domingo. O encontro funciona da seguinte maneira: quem chega vai deixando os jogos que trouxe à disposição de todos. Assim, rapidamente dezenas de pilhas de caixas vão se formando e escondendo mesas e cadeiras. Em média, cada jogador leva cinco jogos. Escolhido o jogo e formado o grupo, a partida começa sem hora para acabar. "Essa reunião é interessante porque testamos novos jogos e, se gostarmos, compramos. Não me considero um colecionador. Tenho apenas o que realmente me interessa, cerca de 60 jogos. Com o tempo esse número pode aumentar ou diminuir", diz o dramaturgo Paulo Santoro,

de 40 anos. Criador – Amante dos tabuleiros há quatro anos, além de comprar Santoro também troca e vende os jogos pela internet. De jogador, ele tornou-se criador. Ano passado, desenvolveu seu

Essa reunião é interessante porque testamos novos jogos e, se gostarmos, compramos. PAULO SANTORO, DRAMATURGO

próprio jogo chamado Deterrence, cujo tema é a Guerra Fria, e foi elaborado para dois jogadores. Santoro pretende lançar outro título ainda este ano com um tema mafioso.

Segundo ele, os jogos nacionais começaram a ganhar qualidade, mas ainda estão longe de serem os mais interessantes. Desse modo, o caminho para ter acesso aos novos títulos é importar. Santoro importa jogos desde 2009 e gasta, em média, R$ 120 por jogo, com o valor dos impostos. Os preferidos são aqueles com pouca sorte e muita estratégia, que surgiram especialmente na Alemanha e se espalharam pela Europa. Clássicos, como War e Bando Imobiliário, nem são citados por serem considerados longos e monótonos. Para atrair os jovens jogadores, há lançamentos baseados em séries, como Guerra dos Tronos e The Walking Dead. Os destaques da nova geração de jogos são títulos pouco conhecidos no Brasil, como Puerto Rico e Ticket to Ride. Por meio das miniaturas eles encarnam personagens, ganham poderes, ficam milionários e se deixam levar pela imaginação. Também são simuladas batalhas, audiências, plantações, governam países e por aí vai. Os jogos de tabuleiro ainda não atingem tantos jogadores quanto os videogames, mas têm um público dedicado. João Bosco, 43 anos, funcionário público, leva esse consumo a sério. Seu acervo reúne 460 jogos, colecionados desde os dez

Jogadores disputam partida de tabuleiro durante encontro mensal em Moema: criação de novos jogos. anos. "Comecei com jogos simples e nacionais até os 15 anos. Depois disso, comprava muito eventualmente. Mas, depois dos 30 anos, voltei com tudo e agora chego a comprar quatro jogos por

mês. Cada jogo sai por um custo médio de R$ 120. Mas o valor varia de acordo com os impostos cobrados no Brasil, por isso sempre vale a pena comprar mais de um", afirma. O preferido de Bosco é o jogo

"Vinhos", de autoria do português Vital Lacerda. O próximo encontro acontecerá no sábado, dia 6, a partir das 11h na lanchonete Bob's – Avenida dos Bandeirantes, 3245.

Ventura: pensão baixa é um dos problemas.

Reprodução

Reprodução

"JÁ CANSEI DESSES FANTASMAS"

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Acima, a capa do jornal A Bola. Ao lado, representação da batalha de AlcácerQuibir

NA VITÓRIA DO BRASIL, UMA...

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vitória do Brasil sobre a Espanha permitiu aos editores do jornal "A Bola", de Lisboa, que se coloca entre os melhores periódicos esportivos do mundo, empreender, na edição da segunda-feira passada, uma vingança sutil e secular contra os vizinhos ibéricos. Certamente traduziram, a julgar pelo ressentimento histórico que volta e meia vem à tona, o sentimento da nação portuguesa. "Super-Brasil esmaga Armada Invencível", gritava a chamada de capa. A referência náutica remete ao constrangedor episódio em que o rei espanhol Filipe II armou, em 1588, uma gigantesca esquadra para aniquilar a Inglaterra. Eram 130 navios tripulados por 8 mil marinheiros, transportando 18 mil soldados. Eles eram chefiados pelo Duque de Medina-Sidonia, aliás, o fidalgo Juan Alonzo Perez de Guzmán y Orosco, cuja nau-capitânea intitulada São Martinho tinha procedência portuguesa, assim como mais 14 embarcações. Porém, a força poderosa, conhecida como Invencível Armada e batizada pelos hispânicos como "Grande y Felicíssima Armada" deu com os burros n'água. Foi rechaçada pelos ingleses na Batalha de Gravelines, no Canal da Mancha. No regresso em fuga, o que restava dela foi destroçado por uma tempestade.

desabafo é do Coronel Mário Ventura, presidente da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC. Metrópole - O senhor repete frequentemente que a Revolução de 1932 tem sempre três assombrações a rondála. Quem são esses fantasmas? Coronel Mário Fonseca Ventura - Essas assombrações são as seguintes: a exígua pensão dada às viúvas de ex-combatentes, todas em idade extremamente avançada e, justamente por causa disso, necessitadas de variados cuidados referentes à saúde e à própria sobrevivência. A segunda assombração é a restauração do Obelisco aos heróis de 1932, erguido no Ibirapuera. A terceira alma penada é a mudança de nome do Túnel Nove de Julho. Desde sua inauguração, em 1938, ele se chamava Nove de Julho. Na gestão Marta Suplicy, o nome foi mudado para Daher Elias Cutait, um eminente médico. Nada temos contra ele, ao contrário. Merece ser homenageado. Mas de outra forma. Metrópole – Por que o senhor chama os três problemas de assombrações? Ventura – Porque o tempo vai passando e eles não são resolvidos. Eu já cansei de pedir. As viúvas recebem cerca de setecentos reais. A restauração do Obelisco está rolando há anos. No caso do túnel, um juiz de primeira instância decidiu pela volta do nome original. Mas agora o processo está há mais de seis anos em segunda instância.

...ALFINETADA DE 425 ANOS

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a ocasião, Portugal estava sob domínio da Espanha, devido à União Ibérica (1580-1640). Quem prestou atenção nas aulas de História no ensino médio, deve lembrar que, após a morte do rei Dom Sebastião na batalha de Alcácer-Quibir (1578), o trono português ficou vago, pois o jovem monarca, 24 anos, não deixou herdeiros. Seu tio, o Cardeal Henrique de Évora, filho de Dom Manuel, o Venturoso aquele que mandou Cabral para cá - foi improvisado sob o título de Henrique II. Ao pressentir sua morte, que se deu em 1580, e temendo que o reino ficasse à deriva, ele criou o Conselho de Governadores do Reino de Portugal, destinado a nomear seu sucessor. Apresentaram-se três sobrinhos: o príncipe Antônio, a princesa Catarina e o citado Filipe II. O conselho optou pelo último, aumentando a suspeita de que era controlado pelos espanhóis. Os portugueses jamais engoliram a União Ibérica. Referem-se ao período com desprezo. O procedimento dos jornalistas de "A Bola" confirma esse desdém que vem se perpetuando através dos séculos. À semelhança dos elefantes, os lusitanos não esquecem.


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Divulgação

Criação coletiva. E ecológica.

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cultura

Exposição O Mundo Cabe Aqui - Arte Sustentável exibe obras feitas com materiais descartáveis, criadas por crianças de 7 a 12 anos. Ao lado, corujas feitas com tiras de jornais, miçangas, tintas coloridas e cola. Sesc Carmo. Rua do Carmo, 147, Centro, tel.: 3111-7000. Grátis.

UVAS DO JARDIM DE MANDELA

Rita Alves

H

José Guilherme R. Ferreira

João Caldas

na peça O Buraco do Muro. O trio é apaixonado por tecnologia e avesso à leitura. Mas isso dura pouco, até eles receberem, via celular, avisos sobre um tesouro escondido atrás de um muro. Depois de atravessarem por um buraco da parede, a turma se depara com objetos velhos e livros. Fim da jornada? Não. As pistas indicam que ao ler os clássicos presentes ali, eles vão achar outras valiosas sugestões para encontrar o tesouro. Classificação indicativa: 6 anos.

Gary Cameron/Reuters

maior crueldade cometida, disputado na Escola de Maldades. A adaptação fica em cartaz até o dia 24 e tem classificação indicativa de 3 anos. Os fãs das obras dos Irmãos Grimm (C in de re l a e Ch ap eu zi nh o Vermelho) devem ir ao festival na quinta, 16h, dia em que O Flautista de Hamelin, adaptação dos Irmãos Grimm, está em cartaz. A produção fala de uma terrível praga de ratos que arrasa a população de Hamelin, na Alemanha, em 1284. Quem resolve acabar com os roedores em troca de dinheiro é um flautista misterioso que se dispõe a fazer o serviço em troca de dinheiro. Depois da missão cumprida, a surpresa: o músico não é pago e decide se vingar. Classificação indicativa: 4 anos. Na sexta os miniespectadores vão conhecer outras três crianças

Obama na cela de Mandela: visão da parreira.

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Teatro Folha. Shopping Pátio Higienópolis. Av. Higienópolis, 618, terraço. Tel.: 3823-2323. Segunda a sexta, às 16h. Sábado e domingo, às 16h e às 17h40. R$ 30 Televendas: (11) 3823-2737 www.teatrofolha.com.br Temporada até 28 de julho.

João Mussolin

istórias com príncipes, princesas, bruxas, amigos, internet. A oferta do Festival de Férias no Teatro Folha é ampla para a criançada que está de folga da escola. Durante todo o mês de julho, o público poderá aproveitar a programação da 19ª edição do festival, vendo clássicos e peças premiadas. Uma delas é O Príncipe da D i n am a r c a (foto), livre adaptação para o universo infantil do original escrito por Shakespeare entre 1599 e 1601. A peça mostra de maneira divertida como Hamlet recebe a visita do fantasma do pai, que ressurge com sede de vingança. Classificação indicativa: 6 anos. Outro clássico presente no festival é A Bela Adormecida. A montagem traz a história da princesa Aurora, vítima de uma maldição feita por uma fada cruel por não ter sido convidada pelo rei para uma festança no castelo. Quando a princesinha completa 15 anos e dá uma festa, cai em sono profundo. Só um beijo de seu verdadeiro amor poderá acordá-la. A Bela Adormecida é apresentada ao público mirim com muito humor, sem deixar de lado a sintonia com o mundo atual. Terça é o dia de assisti-la, sempre às 16h. Classificação indicativa: 3 anos. Quem preferir ir ao teatro na quarta, às 16h, vai conhecer A Bruxinha que Era Boa, adaptação da peça de Maria Clara Machado. A montagem exibe no palco o cotidiano de um bondosa garota que convive com colegas dispostas a ganhar o prêmio pela

Paris Filmes/Divulgação

DANÇA - O Balé da Cidade e a Orquestra Sinfônica Municipal comemoram os 100 anos de A Sagração da Primavera, de Igor Stravinsky e Vaslav Nijinsky. Teatro Municipal. Praça Ramos de Azevedo, s/nº, Centro. Tel.: 3397-0300. Sexta (5) e sábado (6), 20h. Domingo (7), 11h (sem a orquestra) e 18h. De R$ 20 a R$ 60.

O show dos quatro cavaleiros Lúcia Helena de Camargo

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uatro mágicos, atraídos pela curiosidade de uma carta de tarô deixada em cada um de seus palcos, se reúnem e montam um número único. O show não é apenas peculiar na forma, diferente de tudo o que já foi visto antes, mas possui um objetivo além da apresentação. É o mote de Truque de Mestre (Now You See Me, 2013, EUA, 116 minutos). Chamados de The Four Horsemen (Os Quatro Cavaleiros), Daniel Atlas (Jesse

Eisenberg, na foto), Henley (Isla Fisher), Merritt McKinney (Woody Harrelson) e Jack Wilder (Dave Franco) lotam teatros apresentando espetáculos nos quais distribuem altas quantias de dinheiro ao público. Para conseguir o feito, roubam bancos em tempo real, sem sair do palco. Seja com mágica ou dinamites, roubar um banco é crime. Assim, o ato torna o quarteto procurado pela polícia e o agente do FBI Dylan Hobbs (Mark Ruffalo)

se coloca em seu encalço. O grupo não se intimida e anuncia que fará assaltos ainda mais audaciosos. Nos bastidores, age por conta própria Thaddeus Bradley (Morgan Freeman), que tenciona desmistificar os truques dos mágicos. Quando vierem à tona as reais intenções, o espectador vai ligar os pontos e entender a ironia do título na versão original em inglês: Now You See Mee (Agora você me vê).

ontam que os olhos de Nelson Mandela se acenderam e logo aquele peculiar sorriso se agigantou quando recebeu, pouco depois de seu aniversário de 94 anos, a meia garrafa de The Parable. Mais ainda quando soube de toda empreitada para sua produção. Um ou dois goles de vinho doce era uma prática diária de Mandela às refeições, relata Joanne Gibson em artigo na The World of Fine Wines. Mas o daquela garrafa tinha um gosto muito diferente. O The Parable, afinal, era uma inédita homenagem a Mandela: tinha sido produzido com as uvas colhidas do jardim que ele próprio plantou na ilha Robben, a prisão de segurança máxima onde ficou encarcerado por quase duas décadas. Mandela havia revelado na sua autobiografia Longa Caminhada Até a Liberdade, que logo que chegou a Robben, ilha que fica a 11 quilômetros de Cape Town, tratou de pedir às autoridades permissão para plantar e cuidar de um pequeno jardim num dos pátios da prisão. Muito vento e pouca chuva eram um grande desafio, mas conseguiu colher naquele terroir inóspito pequenos tomates, pimentões e cebolas. Foi também ali, naquele restrito pedaço de terra, que Mandela escondeu outra semente – justamente os manuscritos de seu livro. Quando em 1982 foi transferido de prisão,de Robben para Pollsmoor, Mandela deixou o jardim por conta do amigo Elias Motsoaledi, como ele um dos grandes nomes do ativismo anti-Apartheid. Foi quando as sementes da "árvore de uvas" floresceram. Joanne Gibson conta que, durante uma visita turística à ilha, em 2005, o vinicultor sul-africano Philip Jonker e sua mulher depararam-se com as antigas parreiras, que cresciam "selvagemente" em diversos pontos da prisão. Nascia ali a ideia de produzir com uvas daquelas plantas um vinho em homenagem aos líderes políticos que cuidaram daquele "vinhedo" durante anos. Jonker, da vinícola Weltevrede, em Robertson Valley, primeiro venceu os obstáculos burocráticos, deixando claro que não havia na iniciativa nenhuma intenção de lucro próprio. Depois, venceu os problemas agrícolas. Numa primeira viagem

de reconhecimento, em 2008, funcionários da sua vinícola identificaram no total sete parreiras. Ficaram abismados como elas puderam sobreviver ali, num terreno de conchas quebradas, com os fortes ventos do Cabo das Tormentas. Em outra visita de trabalho, foi a vez de podá-las. Em 2010, apareceram os primeiros cachos. Eram 94 no total, contou Jonker, mas nenhum deles sobrou diante da fúria de pássaros do oceano. Na safra seguinte, foram 228 cachos, protegidos com redes, mas todos eles também foram devorados pelos pássaros. A safra usada no The Parable é resultado da colheita de 2012. Foram pesados 180 quilos de uvas colhidas em Robben e cuidadosamente transportadas para as instalações da Weltevedre, a 200 quilômetros dali. Jonker comemorou ainda o fato do vinho ser lançado justamente nos 100 anos da fundação da ANC (sigla em inglês do Congresso Nacional Africano), em 1912, o partido político de Mandela. Além do The Parable, as uvas, de variedades ainda não identificadas, renderam o The Manuscript,feito no tradicional Méthode Cap Classique Brut (o espumante sul-africano). Além de Mandela, receberam a garrafa de 375 ml, o professor Jakes Gerwed, chairman da Fundação Mandela Rodhes, Ahmed Kathrada, chairman do Museu de Robben, e o presidente americano Barack Obama. Restaram só 13 meia-garrafas, que serão vendidas futuramente em leilões para arrecadar fundos para caridade. Circulou o mundo na semana passada uma fotografia de Obama visitando a cela onde Mandela esteve confinado. Da pequena janela, Obama tinha a visão do pátio e também do pequeno e florescente jardim plantado por Mandela. O nome de Mandela está ligado aos vinhos também por meio da vinícola House of Mandela, fundada por suas filhas em 2010. Há quem critique a iniciativa pela exagerada exploração da imagem de Mandela. Apelação na mesma linha da grife de familares, exoticamente batizada com o nome da autobiografia de Mandela.

José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia (ABG) e autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas (Editora Terceiro Nome)


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Logo Logo www.dcomercio.com.br

Orca Ondas sonoras são codificadas como círculos por computação.

Matemática do som O artista Mark Fischer é dessas poucas pessoas que conseguem ver matemática nos sons. Ou vice-versa. E para mostrar que está certo transformou os sons dos animais em imagens. O registro sonoro das "vozes" de baleias, corujas, golfinhos e pássaros foi submetido a um software que as transforma em padrões numéricos e, depois, em imagens. Pomba

Coruja

Golfinho

http://aguasonic.com/

T ECNOLOGIA F OTOGRAFIA

C IBERCRIMES

Android: vulnerável.

Srdjan Zivulovic/Reuters

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m alerta divulgado ontem pela empresa de segurança Bluebox informa que foi descoberta uma falha nos dispositivos que usam sistema Android que pode afetar 99% dos aparelhos que utilizam versões mais antigas do sistema. Todos os detalhes da falha serão revelados pela empresa no fim deste mês, em uma conferência em Las Vegas, mas o Google foi comunicado sobre o problema em fevereiro. A Bluebox divulgou que a falha afeta a "chave mestra" da versão 1.6 do Android e

Pinhole Elvis Halilovic criou câmeras pinhole de madeira, que registram imagens sem a necessidade de lentes. Morador de Lopatnik, na Eslovênia, ele recorreu à internet para conseguir recursos para transformar sua ideia em negócio.

permite que arquivos maliciosos se disfarcem de aplicativos verificados para roubar os dados dos usuários. Essa falha possibilita a qualquer hacker modificar o código do sistema sem quebrar a assinatura criptográfica usada na autenticação dos aparelhos. Esse tipo de vulnerabilidade permite que hackers acessem remotamente os dados do usuário, roubem essas informações e até mesmo controlem funções dos dispositivos móveis, como envio de mensagens e ligações telefônicas. Tudo

isso sem despertar suspeitas, pois os arquivos maliciosos parecem legítimos. A Bluebox informou ainda que, apesar de a falha existir, não foram registrados ataques aos dispositivos com essa versão do Android. E disse também que para que os aplicativos maliciosos sejam instalados, o usuário teria de baixá-los de um link ou e-mail falsos ou com origem fora da loja do Google Play. Os aparelhos da série Galaxy S4, da Samsung, não apresentam o problema, mas os mais antigos, que não são mais atualizados pelo Google podem ser afetados.

UE terá sanções mais duras Parlamentares da União Europeia concordaram ontem em endurecer sanções penais em todo o bloco contra ataques cibernéticos, especialmente aqueles que incluem prejuízos à infraestrutura nacional e sequestro de computadores para roubar dados confidenciais. A decisão determina sentenças máximas nacionais de pelo menos dois anos de prisão por tentativa de acessar ilegalmente sistemas de informação.

Gonzalo Fuentes/Reuters

T URISMO

Viagem espacial será realidade em 5 anos O fundador da empresa Space Tourism Society, John Spencer, disse ontem que a exploração econômica da órbita terrestre e dos corpos celestes próximos como destino turístico é inevitável e deve se tornar viável nos próximos cinco anos. Segundo ele, o que ainda não foi estabelecido é como a expansão humana pelo sistema solar será administrada, mas já é possível afirmar que em meia década já será moda, entre

os mais ricos, experimentar a gravidade zero e tirar fotos da Terra em voos das empresas Virgin Galactic ou da SpaceX. Além disso, diz ele, uma estação orbital de uso turístico será construída pela Bigelow Aerospace. "Daqui a seis ou sete anos teremos o primeiro hotel no espaço com capacidade para 40 pessoas. Na próxima década, retornaremos à Lua e cinco anos mais tarde um hotel será construído lá", garantiu o empresário.

A RTE

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MELODIA EM MOVIMENTO - A cantora chinesa Li Yugang foi uma das celebridades a desfilar ontem um dos modelos da coleção outono-inverno 2013/2014 do estilista Laurence Xu durante a semana de alta costura de Paris.

M ANDELA Siphiwe Sibeko/Reuters

Sites são contra vigilância dos EUA

Lolita

Woody Allen

Audrey Hepburn

Sherlock Holmes

Elton John

Sites como WordPress, Boing Boing e Reddit se juntaram ontem, dia da Independência dos EUA, em apoio aos protestos contra a vigilância do governo às atividades de usuários na internet. Várias cidades do país estão em campanha para "Restaurar o Quarto", referência à 4ª Emenda da Constituição dos EUA, que protege os cidadãos contra busca e apreensão ilegais.

Olhares famosos Steve McQueen

L OTERIAS óculos que viraram marca registrada de famosos da vida real e da ficção. http://bit.ly/14zAWCw

Concurso 3230 da QUINA

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O designer italiano Federico Mauro mostrou que um par de óculos pode dizer quase tudo sobre personagens históricos e fictícios. Na série Famous Eyeglasses, ele retrata os

P RIVACIDADE

Camisa da seleção brasileira assinada e com votos de recuperação a Nelson Mandela foi entregue ontem ao centro de memória que leva o nome do líder sul-africano, em Joanesburgo. O governo do país disse ontem que Mandela não está em estado vegetativo, e que seu quadro é crítico, mas estável.

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15 MAIS POUPANÇA A caderneta captou R$ 9,5 bilhões líquidos em junho, um recorde.

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BRF NA CHINA A empresa definirá os detalhes do projeto chinês até o fim do ano

Como fazer o transporte andar Ipea traz sugestões para melhorar o sistema público. Cada vez mais ineficiente e caro: nos últimos 13 anos, as tarifas dos ônibus urbanos aumentaram 70% no País. Renato Carbonari Ibelli

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esmo sob o risco de soar um tanto antipático, pois fala na criação de tributos – num momento em que a palavra de ordem é desoneração e imposto é palavrão – o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) resolveu formular propostas para tentar resolver um problema antigo e pivô de boa parte da agitação política atual: o caótico transporte público. De maneira geral, as propostas giram em torno da abertura do leque de fontes de financiamento do transporte. Hoje, no Brasil, a operação é quase que totalmente dependente da arrecadação tarifária. Em outras palavras, é o usuário que banca o sistema. Há exceções, como a da Região Metropolitana de São Paulo, onde subvenções oriundas das arrecadações municipal e estadual cobrem cerca de 20% dos custos do sistema. Ainda assim, o Ipea destaca que esse financiamento atrelado ao orçamento é pequeno comparado ao que se vê em outros países. Na Europa, por exemplo, em média, mais da metade das fontes de financiamento são outras que não

as tarifas. Essas cobrem 46% dos custos do sistema em Berlim, 44% em Madrid, 40% em Paris e 26% em Praga. Tributo na folha – Ont em, Carlos Henrique de Carvalho, técnico de planejamento e pesquisa do instituto, alinhou essas propostas em entrevista coletiva concedida em Brasília. Uma das sugestões apresentadas pelo Ipea é a criação de um tributo sobre a folha de pagamento das empresas, vinculado ao financiamento do serviço de ônibus urbano, cujas tarifas aumentaram 70% nos últimos 13 anos, de acordo com o Instituto. A proposta é baseada na Taux du Versement Transport (Taxa de Contribuição para o Transporte) paga por todas as empresas da França com mais de nove trabalhadores contratados. A medida se justifica, diz Carvalho, porque as empresas teriam benefícios indiretos. “Quando a rede de transporte ganha qualidade, o desempenho dos trabalhadores melhora”, afirma. A existência do vale transporte não significa obstáculo a nova tributação sobre a folha, ele defende. “O vale transporte ajuda a uma pequena parcela dos trabalhadores, aquela de menor renda. O auxílio não exclui um financiamento

Rivaldo Gomes/Folhapress

Para compensar a queda de 20% na demanda e as perdas com o trânsito difícil, sugestões convergem para a diversificação de fontes de financiamento. Hoje, o usuário banca o sistema.

mais abrangente”, disse. Carvalho admite que aumentar o encargo sobre a folha de pagamento vai contra as medidas de desoneração baixadas recentemente pelo governo federal, por isso sugere a criação de mecanismos que livrem da cobrança empresas menores e aquelas que fazem uso intensivo de mão de obra.

Outra frente do Ipea sugere que o usuário de veículo particular ajude a pagar o transporte público. Essa proposta é abrangente: inclui a criação de pedágio urbano e de sobretaxa ao combustível e o aumento do valor dos estacionamentos públicos (Zona Azul). Pede também a elevação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de residências com vagas de garagem ou de empreendimentos que geram tráfego de veículos e possuem grandes estacionamentos, como os shoppings. Segundo o Ipea, os congestionamentos causados por carros particulares também contribuíram para elevação da tarifa de ônibus nos últimos anos, pois quanto maior o tempo de viagem, maior o consumo de combustível e desgaste dos componentes do ônibus. Segundo o instituto, a tarifa de ônibus na cidade de São Paulo poderia ser 25% menor sem os congestionamentos. “Não digo que o usuário de automóvel é que vai pagar a conta. Ele apenas devolveria ao usuário do transporte público os benefícios que teve ao longo dos anos”, disse Carvalho. Queda na demanda – Dos pro-

prietários de veículos, que já pagam tributos, o Ipea não quer mais. Propõe apenas que parte daqueles impostos que eles já pagam por ter carro seja vinculada a melhorias do transporte público. Isso porque a migração de usuários de transporte público para o carro próprio – propiciada pelo aumento do poder aquisitivo das classes de renda mais baixa – contribuiu para a queda de 20% da demanda por viagens de ônibus de 2000 para cá. E essa queda é uma das causas principais para aquele aumento de 70% no preço das tarifas de ônibus no País nos últimos 13 anos. Enquanto a demanda caiu, os custos para as empresas de transporte aumentaram, em especial com combustível. O diesel valorizou 129% acima da inflação entre 2000 e 2012. Com o aumento, o combustível, que pesava 10% no custos das tarifas de ônibus, passou a representar 30%. Como, grosseiramente, a fórmula usada para calcular as tarifas de ônibus é obtida dividindo-se o custo médio por quilômetro rodado pelo número médio de passageiros transportado, quanto menor o

número de passageiros, maior será a tarifa. “A dependência da receita tarifária não permite margem para manter estabilizado o nível atual do serviço, quanto mais melhorálo”, disse Carvalho. Apoio oficial – Outra fonte alternativa de financiamento do sistema de transporte público indicada pelo Ipea aponta para a ajuda oficial no sentido de reduzir os custos das empresas do setor. O governo federal já ajudou, ao editar a Medida Provisória 617, que isenta as empresas de transporte público da incidência do PIS e da Cofins. Essa política federal, argumenta Carvalho, agora teria de ser acompanhada de contrapartidas dos municípios – responsáveis diretos pelo transporte público – e também dos estados. Pela proposta do Instituto, os municípios desonerariam o Imposto Sobre Serviços (ISS) das empresas de transporte público e os estados, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o diesel usado exclusivamente por estas empresas. Os impostos e taxas têm peso de até 10% do custo da tarifa do transporte.

Semestre recordista para veículos caminhões, ônibus e máquinas agrícolas – e isso é bom sinal não apenas para a indústria. "São bens de capital, que significam o aumento do investimento na economia, o que nos leva a manter o otimismo", afirma. Moan classificou ainda como "absolutamente esperada" a queda de 9,8% observada nas vendas de veículos em junho sobre junho de 2012, cenário que deve seguir ao menos até agosto "Entre junho e agosto do ano passado, o volume de vendas foi alto, em função da redução do IPI ocorrida em 2012", disse. Nas exportações, o setor automotivo também teve boa presença no primeiro semestre, movimentando US$ 7,9 bilhões, 7,2% acima dos seis primeiros meses de 2012, considerando autoveículos – automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus – e máquinas agrícolas. Só em autoveículos, as vendas somaram 266.154 unidades, com o valor US$ de US$ 6,22 bilhões, alta de 18,1% e 7,9% respectivamente sobre igual período de 2012. O presidente da Anfavea atribui o crescimento "expressivo" de

A produção cresceu 18,1%; as vendas, 4,8%; as exportações, 7,2% em valor, comparadas com o primeiro semestre de 2012.

Rodrigo Paiva/Folhapress

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indústria automobilística brasileira fechou muito bem o primeiro semestre do ano: a produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus – 1,86 milhão de unidades – cresceu robustos 18,1% sobre os seis primeiros meses de 2012. Os emplacamentos, que retratam as vendas, chegaram a 1,8 milhão de unidades, 4,8% a mais que em igual período de 2012. Os dados, divulgados ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram ainda que o resultado do mês passado – 320.823 veículos – mesmo abaixo (-7,8%) do registrado em maio, avançou 15,5% ante junho de 2012. Esses números de produção e de vendas são recordes históricos para uma primeira metade do ano, de acordo com a Anfavea. Os recordes anteriores ocorreram em 2011, com marcas de 1,71 milhão de veículos produzidos e 1,73 milhão emplacados. Segundo o presidente da entidade, Luiz Moan, os bons resultados foram puxados pelo crescimento expressivo na produção e vendas de

7,2% da receita à expansão dos mercados compradores e não à melhoria da competitividade do setor. Motos – Também ontem, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) revisou as previsões de crescimento de 3,7% na produção e de 2,4% nas vendas de motocicletas em 2013 sobre 2012, para estabilidade. Sem o crescimento esperado, a

produção de motos deve ficar em 1,7 milhão de unidades e as vendas aos encerrarão 2013 em 1,6 milhão. Acordo – O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, anunciou ontem que o acordo automotivo com a Argentina só acaba em junho de 2014. "Temos mais um ano de prazo. Nesse período, vamos buscar o melhor acordo", disse, ao contar que os ministérios e o Itamaraty acordo têm trabalhado para

melhorar os termos do acerto. Segundo Pimentel, a indústria automobilística brasileira não tem queixa ou restrição ao formato do acordo e quer que ele prossiga. A renovação, prosseguiu, é uma oportunidade para que os dois países avancem para a integração produtiva efetiva. O ministro disse também que o processo de globalização da indústria é uma realidade e remar contra essa corrente seria "tolice".(Estadão Conteúdo)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Eike deixou investidores animados sobre o potencial do Brasil, que era real, mas como o Brasil, Eike falhou em entregar. Alexandre Barros, fundador da Early Warning, uma consultoria de risco político

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Eike, um império que se dissolve no ar. Empresário anuncia saída da presidência do Conselho de Administração da MPX, empresa de energia e a mais promissora do grupo. Mercado acompanha com apreensão tentativa de reestruturar empresas.

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grupo EBX de Eike Batista, que já foi um conglomerado industrial com grandes ambições, começou a desmoronar definitivamente ontem, sendo a mais nova vítima do boom de uma década do setor de commodities a sofrer uma parada brusca. Eike, fundador e força vital por traz do grupo de petróleo, energia, portos, navios e mineração, que nomeou todas as suas companhias com um "X" para simbolizar "multiplicação de riqueza", saiu da presidência do Conselho de Administração da MPX, empresa de energia e a mais promissora do grupo. A companhia de geração de eletricidade também será renomeada até outubro para se posicionar como fora do grupo EBX, disseram executivos da MPX em teleconferência realizada ontem.

O movimento tira Eike da MPX num momento em que o valor do seu império, que já foi avaliado em cerca de US$ 60 bilhões, desintegra-se. Uma vez considerado o homem mais rico do Brasil, a participação pessoal de Eike na EBX diminuiu em mais de US$ 20 bilhões no último ano, enquanto as promessas de poços de petróleo, portos, plantas de geração de energia e navios falharam em se materializar. Aç ões – A maior parte das ações das empresas do EBX está agora quase sem valor, a dívida é negociada a níveis que sugerem default e investidores líderes questionam a promessa de Eike de investir mais. Com a economia do Brasil em dificuldade, a fraqueza da moeda e a demanda chinesa – força condutora por traz do boom do Brasil na última década – diminuindo, investidores têm pouco apetite por

60 bilhões de dólares foi a avaliação de todo o grupo de Eike, mas o empresário perdeu mais de US$ 20 bilhões de sua par ticipação. novos investimentos. Apuro – "O apuro de Eike é como o do Brasil, um sinal de que não podemos mais ignorar o apuro do Brasil", disse Alexandre Barros, fundador da Early Warning, uma consultoria de risco político baseada em Brasília. "Eike deixou investidores animados sobre o potencial do Brasil, que era

real, mas como o Brasil, Eike falhou em entregar." A saída de Eike Batista ocorre depois que a MPX cancelou uma oferta de ações de cerca de R$ 1,2 bilhão. A oferta se tornou insustentável com a deterioração das condições de mercado, disse a companhia em documento arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A recomendação para o cancelamento da oferta pública partiu do banco BTG Pactual, que tem atuado como assessor financeiro do grupo EBX, de Eike. Em vez disso, a MPX vai promover um aumento de capital de R$ 800 milhões com ações ao preço de R$ 6,45 por papel, em uma operação privada na qual Eike, parceiro da alemã E.ON, e o BTG Pactual poderão participar. Para Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de In-

fraestrutura (Cbie), a saída de Eike Batista da MPX e ganhos de ações de várias empresas do grupo EBX ontem mostram que investidores consideram que a ruptura da EBX pode ser a melhor forma de proteger os investimentos. "Eles têm que fazer alguma coisa e fazer algo rápido para isolar as diferentes partes do grupo da reação contra Eike, de forma que Eike e a EBX possam ter espaço para cessar a deterioração e reestruturar o grupo", disse Pires. Petróleo – A produção de petróleo e gás da OGX, de Eike Batista, recuperou-se em junho deste ano quando atingiu 23 mil barris de óleo equivalente, informou a empresa ontem. Em maio a petroleira havia produzido 18,2 mil boe/dia. Em abril, a produção chegou a ser ainda menor, atingindo 13,9 mil boe/dia. (Agências)

Marcos de Paula/EC

Indústria terá menor avanço neste ano, diz CNI. Projeção de expansão do PIB industrial baixou para 1%, ante previsão de 2,6%.

J

uros e inflação em alta, consumo em baixa e perda de dinamismo do mercado de trabalho levaram a Confederação Nacional da Indústria (CNI) a prever ontem queda na indústria extrativa e baixa expansão da indústria da transformação e da construção civil neste ano. A entidade reduziu a sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País neste ano para 2%, ante 3,2% previsto em abril. A piora decorre também de incertezas na economia dos Estados Unidos e da menor expansão na China. A projeção de expansão do PIB industrial passou para 1% em 2013, ante previsão divulgada em abril de 2,6%. As novas previsões indicam alta de 1,5% da indústria de transformação, queda de 1,3% na indústria extrativa e avanço de 1% da construção civil, sendo que não está descartada uma estagnação deste subsetor. Ao apresentar esse quadro insatisfatório, o gerenteexecutivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, disse que as

ações implementadas pelo governo não foram suficientes para aquecer a economia e o setor fabril. Desoneração – Entre as iniciativas adotadas pelo governo constam a desoneração da folha de pagamento para vários segmentos e a redução de tributos vinculados ao consumo.

2 por cento foi o recuo da produção industrial brasileira em maio passado frente a abril. Queda maior foi na produção de bens de capital. "As medidas adotadas não foram potentes o suficiente para reverter quadro de dificuldade competitiva. As medidas foram adequadas em termos de diagnóstico, mas precisam de mais

Itaci Batista/EC

Construção civil: desempenho inferior diante de juros altos e inflação.

intensidade ou celeridade", disse Castelo Branco. Para a CNI, a desvalorização do real vai ajudar o setor, mas isso levará tempo para surtir efeito diante da oscilação da taxa de câmbio. Contratos – "A volatilidade vai continuar persistindo e não devemos voltar ao câmbio do início do ano, ainda assim essas oscilações prejudicam a formação de preços no fechamento dos contratos", comentou Castelo Branco. A Confederação Nacional da Indústria elevou a sua previsão de taxa de câmbio média em dezembro deste ano para R$ 2,18 por dólar, ante estimativa anterior de R$ 2,00 por dólar. A CNI vê melhora dos investimentos com a indicação de uma alta de 5,1% na formação bruta de capital fixo ante 4% previsto anteriormente. Mas a perspectiva para o consumo das famílias brasileiras foi reduzida para 2,3%, ante 3,5%. Mercado de trabalho – O gerente-executivo de Política Econômica da CNI cita como fatores de redução do consumo a perda de dinamismo do mercado de trabalho brasileiro e o maior comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas. No documento divulgado, a entidade projeta que a Selic fechará 2013 em 9,5% ao ano e que a inflação em 6%, ante estimativa anterior de 5,7%. Perspectiva – A piora da perspectiva de crescimento do País feita pela CNI para este ano segue em linha com o rebaixamento de projeções feitas pelo governo federal e pelo mercado diante dos sinais incertos de recuperação mais firme da atividade e após a expansão de apenas 0,6% no primeiro trimestre. O fraco desempenho do setor industrial segue como um dos entraves ao maior ritmo de crescimento, com indicadores antecedentes evidenciando essa fragilidade. Em maio passado, a produção industrial brasileira recuou 2% frente a abril, em um resultado pior que o esperado influenciado pela queda na produção de bens de capital. (Reuters)

Governo define em R$ 15 bilhões o bônus que empresas terão de oferecer na exploração da área

Leilão do pré-sal está definido

O

bônus de assinatura de R$ 15 bilhões estabelecido ontem pelo governo para o primeiro leilão do pré-sal ficou acima do esperado pela indústria petrolífera, avaliou representante da indústria, e pode acarretar em uma participação menor da União no óleo produzido. A primeira rodada de licitações de blocos do pré-sal, sob o regime de partilha, que será realizada em 22 de outubro, vai exigir que o vencedor ofereça à União, além do bônus, uma participação de pelo menos 40% do petróleo produzido, de acordo com resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) publicada ontem o Diário Oficial da União. "Com relação ao número que a gente tinha escutado do governo, posso dizer que foi uma surpresa, escutávamos R$ 10 bilhões para o bônus. Foi uma surpresa o acréscimo de 50% em relação ao que era falado", disse o coordenador do Comitê de Relações do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), Flávio Rodrigues. "Não existe mágica para rodar um modelo econômico. Se colocar isso no fluxo de caixa, vai ter que compensar em alguma outra variável, seja no 'profit oil' (óleo partilhado com o governo) e em vários outros parâmetros", acrescentou Rodrigues, do IBP. Quanto maior o bônus estabelecido, menor deve ser o retorno para o governo em forma de partilha de óleo, avaliou recentemente um diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Maior reserva – O governo separou a área de Libra, a maior reserva de petróleo já descoberta no Brasil, para leiloar nesta primeira rodada do

pré-sal. A expectativa da ANP é que o leilão tenha a participação de grandes empresas, atuando em consórcios. O valor do bônus reforçará o

caixa do Tesouro este ano e deve ajudar o governo a realizar um superávit primário equivalente a 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB). (Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

18

e

sexta-feira, 5 de julho de 2013

O ambiente macro é uma das barreiras. Mas depois de um período de queda vem o de elevação. É preciso estar preparado. Ricardo Florence, presidente do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI)

conomia

CLASSE C NA VEIA

M

iami é fonte de atração de emergentes brasileiros. As praias nem de longe têm a beleza das do litoral brasileiro, mas lá não são elas o que importam, mas a proximidade com Orlando e a Disney e, sobretudo, os shoppings, em particular os outlets, centros de consumo focados na classe média baixa americana, que faz a alegria da classe média alta e até altíssima brasileira. Compram em ambientes como Sawgrass, em Fort Lauderdalle, de tudo, especialmente eletroeletrônicos. Resultado: a partir de agora, muitos brasileiros, face ao impulso dos consumidores de classe C, D e E, vão poder contar com a presença de outlets nas proximidades das grandes cidades. Pesquisa do IBOPE Inteligência prevê que serão inaugurados 33 outlets no Brasil até 2019. A Premium Outlet Brasil pretende inaugurar 12 unidades até 2019. Já a consultoria imobiliária Jones Lang La Salle, em parceria com diferentes construtoras, planeja abrir outros nove até 2016, enquanto a General Shopping deve lançar mais sete empreendimentos desse tipo até o próximo ano. Ainda em 2013, novos outlets devem ser inaugurados no Brasil. Na rodovia Castelo Branco, em São Paulo, dois estão sendo construídos com

apenas 15 km de distância entre eles: o Catarina Fashion Shopping, da JHSF, e o Castelo Premium Outlets, da BRMalls em parceria com o Simon Property Group. Também devem abrir as portas neste ano o Outlet Premium Rio, o Outlet Premium Salvador e o Casa Outlet, em Cotia (SP), este último especializado em decoração. A mania de outlets surgiu nos Estados Unidos da década de 1930, quando as empresas vendo que o interesse de consumidores em comprar mercadorias com pequenos defeitos extrapolava os funcionários que as adquiriam em condições facilitadas. Nos Estados Unidos, Europa e Ásia, são 400 os empreendimentos existentes, reunindo 20 mil lojas. No Brasil, temos apenas dois outlets, o Premium São Paulo, inaugurado em 2009, em Itupeva (SP), e o Outlet Premium Brasília, em Alexânia (GO). Como as classes C, D e E querem continuar comprando, mas a preços menores, a expansão é mais que natural. Nos Estados Unidos, esses templos do consumo atendem justamente esse público. O varejo de rua, especialmente o popular, deve ficar atento, em breve os concorrentes vão começar a se instalar em rodovias, oferecendo também lazer. Todos querem paparicar os novos consumidores. É classe C na veia.

NOVO SORVETE

A

OVOMALTINE na casquinha

partir deste mês, o McDonald's começa a vender em sua rede de lanchonetes a casquinha de Ovomaltine. Desenvolvido exclusivamente pelo time do Brasil, o produto pretende ser mais uma opção para os consumidores nos sabores chocolate, baunilha e mista. Entre pesquisa de mercado, elaboração da fórmula e negociação, o projeto da Casquinha Ovomaltine levou um ano de estudos para chegar aos restaurantes. Serão produzidos 1,5 milhão de unidades por mês.

REALITY show de trabalhadores temporários

IRADOS

A

gência de empregos temporários irados atraiu quase 4 mil candidatos de todo o Brasil em 25 dias de seleção para atuar em atividades em ascensão. Halls, marca de balas da Mondelez Brasil, pretende ampliar os vínculos com o consumidor jovem. Paulo Galiza, André Cotia, Rodrigo Taveira, Adriana Lomonaco e Fernando Sales foram os escolhidos para executar, respectivamente, as vagas de VJ no programa Top 10 da MTV, Assistente social em Vaga Humanitária, Degustador de cerveja, Cliente Oculto e Assistente de Estilista. Todo será filmado em forma de reality show.

#vempracá

Fotos: Divulgação

C

UM show de anúncios de itens eletrônicos

HIGH TECH

O

Pontofrio realiza neste mês uma campanha focada 100% em produtos de tecnologia. Os últimos lançamentos na área de informática – notebooks, computadores e tablets – , além de TV's e celulares estão reunidos nas mais de 390 lojas da rede distribuídas no país. A TecnoShow vai até o dia 30 e conta com amplo reforço de mídia, que inclui anúncios impressos, folhetos exclusivos e filmes para TV. A campanha leva a assinatura da agência Y&R, de Roberto Justus.

SANGUE pra salvar vidas

Envie informações para esta coluna. E-mail: carlosfranco@revistapublicitta. com.br

om o mote Nesta manifestação todo mundo quer ver sangue! #vempracá, a agência Rae, MP convoca os paulistanos para o quinto ano consecutivo da sua tradicional Campanha de Doação de Sangue. A ação voluntária será realizada, neste sábado, no Hemocentro do Hospital São Paulo, das 8h às 13h. Segundo informações levantadas pela Rae, MP, nos últimos quatro anos de campanha idealizada pela agência foram coletados mais de 120 litros de sangue e mais de 200 vidas foram salvas.

Clayton de Souza/Estadão Conteúdo

Abertura de capital das pequenas está muito distante Empresários ouvidos em estudo da Deloitte consideram que atualmente o ingresso no mercado acionário tem elevados custos e muitas exigências. Rejane Tamoto

E

m um momento em que a janela para a abertura de capital parece fechada, as pequenas e médias empresas podem aproveitar para se preparar para uma futura entrada no mercado acionário. Esta é a opinião de Bruce Mescher, sócio-líder de Global IFRS and Offerings Services (GIOS) da Deloitte, que apresentou ontem os resultados de um estudo sobre a opinião de empresários a respeito de entraves e benefícios para a abertura de capital, durante o 15º Encontro Nacional de Relações com os Investidores promovido pela Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) e pelo Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI). "O ambiente macro é uma das barreiras. Mas, após um período de queda, vem o de alta. É preciso estar preparado", disse Ricardo Florence, presidente do IBRI. No evento,

Veja propostas da Bolsa e entidades para facilitar IPOs

a BM&FBovespa divulgou propostas para facilitar a abertura de capital por empresas de menor porte (leia abaixo). Pelo estudo, 62% dos entrevistados acham que o IPO (Initial Public Offering ou Oferta Pública Inicial de Ações) é inacessível para pequenas e médias empresas. Para 93% delas, o processo de abertura de capital não é simples e tem barreiras em termos de custos, impostos e exigências para listagem. Dos pesquisados, 45% informaram interesse de abrir capital, mas 37% das empresas não fazem um planejamento de captação de recursos de longo prazo. Mescher, da Deloitte, disse que os principais objetivos dos entrevistados ao captar recursos são investir em tecnologia (25%) e em novos produtos (22%). A maioria deles usam fontes tradicionais de captação, como empréstimos (53%) e financiamentos bancários (32%). A percepção de 69% deles é que a população desconhece o mercado acio-

*O foco é atrair empresas com valor de mercado de até R$ 700 milhões e receita líquida de até R$ 500 milhões, com qualidade na gestão e boas práticas de governança corporativa. É requisito captar para o caixa e investimentos produtivos.

nário e seus riscos. Este aspecto cultural tem peso para que este perfil de empresa não tenha interesse em abrir capital. "Há empresários que não querem abrir mão do controle da companhia e sabem que não estão preparados para isso. Para eles, é mais fácil tomar recursos no banco, pois não serão questionados sobre suas decisões de gestão", disse Mescher. Assim, 20% dos empresários reconhecem que falta maturidade para acessar o mercado de capitais. O elevado custo de um processo de IPO – que pode chegar a 15% do valor de captação, foi apontado como um entrave por 13% deles. Quanto mais cedo a companhia se prepara, menor é o custo que ela vai ter. Para Cesar Lucas, sócio da PwC, boa parte dos desembolsos não são apenas para despesas do IPO e sim investimentos para a empresa abrir capital. O levantamento da Deloitte ouviu 73 companhias com faturamento de até R$ 1 bilhão.

*Para estimular a demanda pelos papéis, a sugestão é criar fundos de investimento em ações que invistam em PMEs. Os cotistas terão redução ou isenção de Imposto de Renda (IR) sobre ganho de capital.

Esteves, do BTG Pactual: "perda da oportunidade de ver o Brasil mudar de patamar de crescimento".

Brasileiro quer padrão Chile

A

s recentes manifestações nas ruas das principais capitais do País são consequência do aumento da classe média, que quer um padrão de vida cada vez melhor. "O jovem brasileiro quer o padrão Chile: corrupção zero, educação e baixa inflação. A qualidade de vida subiu e a ambição também. O chileno, por outro lado, quer ser suíço", afirmou André Esteves, CEO do BTG Pactual. Sem conceder entrevista sobre a OGX, ele ministrou, ontem, palestra de encerramento do 15º Encontro Nacional de Relações com Investidores, evento promovido pela Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) e Ins-

*Aumento do limite de investimento dos planos de previdência privada em ações de empresas pequenas e médias de 49% para 100%. * Isenção de IR sobre ganho de capital para os investidores individuais que

tituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI). Embora considere as manifestações positivas, ele disse que elas resultaram em mais conferências telefônicas com os investidores estrangeiros. "Nas TVs internacionais, aparecem as imagens do Brasil, seguidas pelas da Turquia e do Egito. O investidor, que está distante, quer entender o contexto brasileiro", afirmou. Esteves disse que o Brasil não passa por problemas de fundamentos. "Não há mau humor em relação à solvência porque temos menor endividamento histórico. Alguns dizem que a inflação está teimosamente fora da meta, mas está dentro do intervalo de to-

adquirirem ações de PMEs em IPOs, ofertas subsequentes ou já negociadas na Bolsa, por um período de até cinco anos. *Para as empresas, a proposta é de corte de custo e simplificação do processo de IPO, com revisão dos

lerância de 6,5%. Não é fotografia complicada. Acho que o desencantamento do investidor e tem a ver com a perda da oportunidade de ver o Brasil mudar de patamar de crescimento", afirmou. O banqueiro disse que havia uma esperança de ver um Brasil pujante, com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4% neste ano, percentual que depois foi revisado para 2,5%. Isso depois de uma expansão econômica de 1,9% no ano passado. O mau humor, completa, já estava refletido na Bolsa, que piorou com a expectativa de aumento de juros nos Estados Unidos. "É um momento desafiador para todos nós", afirmou. (RT)

valores da tabela da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e de taxas da BM&FBOVESPA e o fim da publicação dos documentos em meios de comunicação. *Redução do custo de manutenção da companhia aberta. (RT)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 5 de julho de 2013

ECONOMIA/LEGAIS - 19

ETH BIO PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ: 08.842.690/0001-38

Senhores acionistas: Atendendo determinações legais e estatutárias, apresentamos as demonstrações financeiras condensadas do exercício findo em 31/03/2013 e 31/03/2012, acompanhadas das principais notas explicativas. As demonstrações financeiras na íntegra estão disponíveis na sede da Companhia. São Paulo, 05 de julho de 2013.

Demonstração do Resultado do Exercício - Exercícios Findos em 31 de Março ATIVO Circulante Caixa e equivalentes de caixa.......................... Aplicações financeiras...................................... Contas a receber de clientes............................ Estoques........................................................... Tributos a recuperar.......................................... Partes relacionadas.......................................... Despesas antecipadas ..................................... Operações com derivativos .............................. Outros créditos .................................................

Nota

Controladora 2013 2012 62.273 84.224 754 – 5.645 389.893 55 16.650 492 559.986

181.406 7.806 1.456 – 6.811 5.238 – – 152 202.869

Não circulante Aplicações financeiras...................................... – – Estoques........................................................... – – Tributos a recuperar.......................................... 72 280 Imposto de renda e contribuição social diferidos................................................ 10 (c) 117.935 128.124 Depósitos judiciais............................................ 22 22 Ativos mantidos para venda ............................. – – Partes relacionadas.......................................... 1.231.869 1.163.851 Outros créditos ................................................. – – 1.349.898 1.292.277 Investimentos em sociedades controladas....... 5 (b) 31.256 688.308 Imobilizado ....................................................... 6 714 943 Ativos biológicos............................................... 7 – – Intangível .......................................................... 8 167.458 143.228 1.549.326 2.124.756

Total do ativo.....................................................

Consolidado 2013 2012 420.578 242.154 92.375 13.516 89.503 82.058 792.378 624.085 197.356 223.621 42 – 10.525 6.565 16.650 8.583 50.892 15.812 1.670.299 1.216.394 7.410 114.982 341.982

3.535 132.156 265.580

219.383 256.058 8.628 8.383 2.225 2.352 49.370 31.657 9.794 3.995 753.774 703.716 26.871 11.373 5.613.613 5.422.748 2.425.213 2.005.999 473.606 452.032 9.293.077 8.595.868

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Nota Passivo circulante Fornecedores ............................................ Empréstimos e financiamentos ................. 9 Salários e encargos................................... Tributos a recolher ..................................... Tributos parcelados ................................... Adiantamentos de clientes ........................ Partes relacionadas................................... Operações com derivativos ....................... Outros débitos ........................................... Não circulante Partes relacionadas..................................... Empréstimos e financiamentos ................... 9 Tributos parcelados ..................................... Imposto de renda e contribuição social diferidos........................................... 10 (b) Provisão para contingências ....................... Provisão para perdas em investimentos...... 5 (c) Outros débitos .............................................

Total do passivo............................................. Patrimônio líquido ....................................... Capital social ............................................... Reserva de capital....................................... Adiantamento futuro aumento de capital..... Ajuste de avaliação patrimonial................... Prejuízos acumulados ................................. Patrimônio líquido antes da participação dos não controladores........ Participação dos não controladores ............ Total do patrimônio líquido............................. 2.109.312 2.327.625 10.963.376 9.812.262 Total do passivo e do patrimônio líquido.. As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras

Controladora 2013 2012

Consolidado 2013 2012

547 453.143 797 367 – – 7.130 – – 461.984

6.175 186.034 79 31 – – 33.235 4.207 – 229.761

288.767 2.690.796 80.728 23.394 477 50.054 13.710 6.353 2.772 3.157.051

275.203 1.676.954 65.715 28.235 1.536 6.394 15.442 18.440 36.289 2.124.208

150.713 868.488 –

72.508 744.506 –

105.423 7.834.967 1.446

103.705 6.426.262 1.111

– 49.154 – 8.587 172.627 – – 10.086 989.641 8.009.663 1.219.402 11.166.714

57.040 20.938 – 9.429 6.618.485 8.742.693

– – 725.369 – 1.744.570 2.206.554

11 2.189.392 1.884.937 2.189.392 1.884.937 301.472 301.472 301.472 301.472 – 304.455 – 304.455 8.894 (7.604) 8.894 (7.604) (2.597.000) (1.375.037) (2.597.000) (1.375.037) (97.242) – (97.242) 2.109.312

1.108.223 (97.242) – (106.096) 1.108.223 (203.338) 2.327.625 10.963.376

1.108.223 (38.654) 1.069.569 9.812.262

Consolidado Ajuste Adiantamento Total do patrimônio Participação Total do para futuro líquido antes dos dos não patrimônio Capital Reserva de avaliação Prejuízos líquido social de capital patrimonial aumento de capital acumulados não controladores controladores Saldos em 31 de março de 2011 ................................................................................ 1.884.937 301.472 (7.194) 210.000 (618.337) 1.770.878 1.854 1.772.732 Adiantamento para futuro aumento de capital............................................................... – – – 94.455 – 94.455 – 94.455 Resultado abrangente: Operações com derivativos ........................................................................................... – – (410) – – (410) – (410) Ganho (perda) de participação em controladas, líquidos.............................................. – – – – 296 296 (859) (563) Prejuízo do exercício ..................................................................................................... – – – – (756.996) (756.996) (39.649) (796.645) Saldos em 31 de março de 2012 ................................................................................ 1.884.937 301.472 (7.604) 304.455 (1.375.037) 1.108.223 (38.654) 1.069.569 Aumento de capital........................................................................................................ 304.455 – – (304.455) – – – – Resultado abrangente: Operações com derivativos ........................................................................................... – – 21.457 – – 21.457 – 21.457 Ganho (perda) de participação em controladas, líquidos.............................................. – – (4.959) – 4.959 – 450 450 Prejuízo do exercício ..................................................................................................... – – – – (1.226.922) (1.226.922) (67.892) (1.294.814) Saldos em 31 de março de 2013 ................................................................................ 2.189.392 301.472 8.894 – (2.597.000) (97.242) (106.096) (203.338) As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras

Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras em 31 de Março de 2013 1. Informações gerais: (a) Anteriormente denominada ETH Bioenergia S.A. teve em 15 de abril de 2010, sua razão social alterada para ETH Bio Participações S.A. (“ETH Bio Par”) ou (“Companhia”). Em setembro de 2010 seu exercício social foi alterado para encerramento em 31 de março de cada ano. Dessa forma, as demonstrações financeiras do exercício social findo em 31 de março de 2011 contemplam onze meses de operação. A Companhia é parte integrante do grupo de empresas controladas pela Organização Odebrecht no setor de bioenergia a partir de cana-de-açúcar e tem como atividade preponderante, a participação em empresas que atuam no setor sucroalcooleiro a partir da cana-de-açúcar, bem como exerce a atividade de “trading” dessas empresas, comercializando, principalmente, açúcar, álcool e derivados de cana-de-açúcar, além de energia elétrica a partir da biomassa. A Companhia poderá exercer as atividades de seu objeto social no país ou no exterior, seja diretamente, ou através de suas subsidiárias operacionais. (b) A ETH Bio Par, por intermédio de suas controladas diretas possui 9 unidades operacionais nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, sendo que as unidades de Água Emendada e Costa Rica foram inauguradas no final de 2011. Suas controladas têm capacidade de moagem instalada de 34,7 milhões toneladas de cana ano, tendo sido processada 18,9 milhões na safra 12/13 (12,7 na Safra 11/12). (c) Desde 2007, houve destinação de recursos para aquisições de empresas e construções de unidades operacionais controladas diretamente pela Companhia. Paralelamente, quebras recentes de safra decorrentes de fatores climáticos desfavoráveis e a ausência de majoração do preço da gasolina, que impacta diretamente os preços do etanol hidratado e etanol anidro, ocasionaram impacto significativo nas margens dos produtos. Como consequência dos fatores citados anteriormente, há um desequilíbrio no capital circulante líquido da Companhia e suas controladas que, em 31 de março de 2013, apresentam excesso de passivos circulantes sobre ativos circulantes, consolidados, no montante de R$ 1.486.752. Esse cenário vem sendo monitorado e deverá ser revertido durante os próximos anos em função de: (i) aumento substancial do volume de moagem em decorrência das expansões e implementações das novas usinas e da ampliação do canavial, além dos ganhos de produtividade previstos já como resultado da evolução dos processos agrícolas, utilização de novos implementos/equipamentos e aceleração da curva de aprendizado; (ii) redução do volume de investimentos industriais, uma vez que as últimas usinas entraram em operação no final de 2011; (iii) melhora substancial da margem bruta em função de redução de custos agrícolas, otimização de rotas para corte, carregamento e transportes de cana e diluição da estrutura de custos fixos dado o maior volume de moagem; (iv) aumento dos preços da gasolina, diminuindo a defasagem de preço entre a Gasolina A (Brasileira) com a Gasolina Internacional; (v) alteração no percentual de mistura do etanol na gasolina, passando de 20,00% para 25,00% e (vi) incentivos concedidos pelo governo federal ao setor, através de redução da carga tributária e acesso a linhas de financiamento mais acessíveis e com custo mais baixo para investimentos na operação, especialmente para formação e manutenção do canavial. Todos os eventos descritos anteriormente impactam positivamente a geração de caixa operacional futura, possibilitando um equilíbrio maior entre ativos e passivos circulantes. Até a data de emissão das presentes demonstrações financeiras, a companhia e suas controladas já haviam captado R$ 864 milhões em operações de crédito rural, recebíveis e capital giro, entre outras. A emissão dessas demonstrações financeiras consolidada da Companhia foi autorizada pela Administração em 05 de julho de 2013. 2. Apresentação das demonstrações contábeis: As demonstrações contábeis foram elaboradas em observância com as disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações e nos pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs). Alguns agrupamentos de contas foram alterados no balanço patrimonial, e em notas explicativas para melhor apresentação e classificação, foram refletidas de forma comparativa com 2012 para preservar a comparação entre os exercícios. Cabe ressaltar que essas alterações não resultaram em mudança significativa nos saldos dos grupos, tampouco nos totais gerais. 2.1 Resumo das principais práticas contábeis: As principais práticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão definidas abaixo. Essas práticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados, salvo disposição em contrário. 2.2 Base de preparação: As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e ativos financeiros disponíveis para venda, ativos e passivos financeiros (inclusive instrumentos derivativos) e ativos biológicos mensurados ao valor justo. Além disso, a sua preparação requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração no processo de aplicação das práticas contábeis da Companhia e suas controladas. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras consolidadas, estão divulgadas na Nota 3. As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram preparadas e estão sendo apresentadas conjuntamente, conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs). 2.3 Consolidação: (a) Demonstrações financeiras consolidadas: As seguintes práticas contábeis são aplicadas na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas. (i) Controladas: Controladas são todas as entidades nas quais a Companhia possui, direta ou indiretamente, o poder de governança nas políticas financeiras e operacionais com objetivo de auferir benefícios de suas atividades e nas quais normalmente há uma participação societária superior a 50%. A existência e o efeito de potenciais direitos de voto são levados em consideração na determinação do controle, nos casos aplicáveis. As demonstrações contábeis das controladas são incluídas nas demonstrações consolidadas a partir da data em que tem início o controle até a data em que este deixa de existir. A Companhia e suas controladas utilizam o método de contabilização da aquisição para registrar as combinações de negócios. Os saldos dos ativos e passivos incorridos e instrumentos patrimoniais emitidos pela Companhia são transferidos para a aquisição de uma controlada a valor justo. Os saldos transferidos incluem o valor justo de algum ativo ou passivo resultante de um contrato de contraprestação contingente quando aplicável. Custos relacionados com aquisição são contabilizados no resultado do período conforme incorridos. Os ativos identificáveis adquiridos e os passivos e passivos contingentes assumidos em uma combinação de negócios são mensurados inicialmente pelos valores justos na data da aquisição. A participação dos acionistas não controladores, que é determinada em cada aquisição realizada, é reconhecida, pelo seu valor justo ou pela parcela proporcional da participação desses não controladores no valor justo de ativos líquidos, conforme a respectiva combinação de neg��cios. O excesso dos ativos e passivos transferidos e do valor justo na data da aquisição de qualquer participação patrimonial anterior na empresa adquirida em relação ao valor justo da participação da Companhia ou de suas controladas no grupo de ativos líquil Nas aquisições em que se atribui valor dos identificáveis adquiridos é registrada como ágio (goodwill). justo aos acionistas não controladores, a determinação do ágio inclui também o valor de qualquer participação não controladora na empresa adquirida, e o ágio é determinado considerando a participação da Companhia ou suas controladas e dos não controladores. Quando os ativos e passivos transferidos de valor menor que o valor justo dos ativos líquidos da empresa adquirida, a diferença é reconhecida diretamente na demonstração do resultado do período. Transações, saldos e ganhos não realizados em operações com e entre as empresas controladas são eliminados. As políticas contábeis das controladas são alteradas, quando necessário, para assegurar a consistência com as políticas adotadas pela controladora. (ii) Entidades consolidadas: As demonstrações financeiras consolidadas abrangem as da Companhia e de suas controladas, nas quais são mantidas diretas e indiretas, as seguintes participações acionárias, diretas e indiretas em 31 de março de 2013 e 2012: Sede (País/UF) 2013 2012 Controladas diretas Agro Energia Santa Luzia S.A. (“Santa Luzia”) ...................................... Brasil/MS 100,00% 100,00% Brenco Companhia Brasileira de Energia Renovável (“Brenco”)............ Brasil 100,00% 100,00% Centro Sul Transportadora Dutoviária Ltda. (“Centro Sul”)..................... Brasil/SP 100,00% 100,00% Destilaria Alcídia S.A. (“DASA”).............................................................. Brasil/SP 93,33% 93,33% ETH Bioeletricidade S.A. ........................................................................ Brasil/SP 100,00% 100,00% Odebrecht Agroindustrial International Corp. (“ODB Int.”) ...................... IVB 100,00% 100,00% Pontal Agropecuária S.A. (“Pontal”)........................................................ Brasil/SP 100,00% 100,00% Rio Claro Agropecuária S.A. (“Rio Claro”)..............................................Brasil/GO 84,25% 84,25% Usina Conquista do Pontal (“UCP”)........................................................ Brasil/SP 80,00% 80,00% Usina Eldorado S.A. (“Eldorado”) ........................................................... Brasil/MS 100,00% 100,00% Controlada indireta Brenco Trading Company Ltd. (“Brenco Trading) .................................... Bahamas – 100,00% As atividades das controladas diretas e indiretas são como segue: ETH Bioeletricidade: tem como objeto social a produção de energia elétrica através da biomassa, atualmente encontra-se em fase não operacional. DASA, Eldorado e UCP: tem como atividades principais o cultivo e industrialização de cana-de-açúcar para produção e comercialização no mercado interno e externo de etanol e açúcar VHP (“Very High Polarization”), além da cogeração de energia elétrica a partir da biomassa. A controlada UCP iniciou a produção de açúcar VHP em abril de 2012. Pontal: tem por objeto social o cultivo e industrialização de cana-de-açúcar para produção e comercialização no mercado interno e externo de etanol e açúcar VHP, além da cogeração de energia elétrica a partir da biomassa, podendo ainda participar em outras empresas. Atualmente encontra-se em fase não operacional. Rio Claro, Santa Luzia e Brenco: tem como atividades principais o cultivo e industrialização de cana-de-açúcar para produção e comercialização no mercado interno e externo de etanol, além da cogeração de energia elétrica a partir da biomassa. ODB International: Off shore localizada nas Ilhas Virgens Britânicas (“IVB”), que tem como atividade principal a revenda de açúcar e etanol das controladas operacionais da Companhia no mercado externo. Teve sua razão social alterada em novembro de 2012 de Malden Orveseas Corp. para ETH International Corp. e em março 2013 alterou para Odebrecht Agroindustrial International Corp.. Centro Sul: tem por objeto social a prestação de serviço de transporte de combustíveis, incluindo, mas não se limitando, alcoóis e derivados de petróleo, tais como gasolina e diesel, por meio de poliduto. Atualmente encontra-se em fase não operacional. Brenco Trading Ltd.: Off shore localizada em Bahamas foi constituída em novembro de 2007 e dissolvida em maio de 2012. (b) Demonstrações financeiras individuais: Nas demonstrações financeiras individuais, as controladas são contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial. 2.4 Conversão de moeda estrangeira: (a) Moeda funcional e moeda de apresentação: Os itens incluídos nas demonstrações financeiras da Companhia e cada uma de suas controladas são mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico no qual as empresas atuam (“moeda funcional”). As demonstrações financeiras individuais e consolidadas estão apresentadas em Reais “R$”, que é a moeda funcional e, também, a moeda de apresentação da Companhia e suas controladas. (b) Transações e saldos: As operações com moedas estrangeiras são convertidas para a moeda funcional, utilizando as taxas de câmbio vigentes nas datas das transações ou da avaliação, na qual os itens são remensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidação dessas transações e da conversão pelas taxas de câmbio do final do exercício, referentes a ativos e passivos monetários em moedas estrangeiras, são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto quando diferidos no patrimônio como operações de hedge de fluxo de caixa. Os ganhos e as perdas cambiais relacionados com empréstimos e financiamentos são registrados na demonstração do resultado nas despesas financeiras nas rubricas, “Juros passivos, Variação cambial passiva e Variação monetária passiva”, os rendimentos de caixa e equivalentes de caixa são registrados na demonstração do resultado nas receitas financeiras nas rubricas, “Rendimento com aplicações financeiras”. 2.5 Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais de três meses, ou menos, e com risco insignificante de mudança de valor. Quando aplicável, caixa e equivalentes de caixa são apresentados líquidos dos saldos tomados em contas garantidas nas demonstrações de fluxo de caixa. As contas garantidas, quando utilizadas, são demonstradas no balanço patrimonial como “Empréstimos e financiamentos”, no passivo circulante. 2.6 Ativos financeiros: 2.6.1 Classificação: A Companhia e suas controladas classificam seus ativos financeiros, no reconhecimento inicial, sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado, empréstimos e recebíveis e disponíveis para venda. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. (a) Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado: Os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são ativos financeiros mantidos para negociação. Um ativo financeiro é classificado nessa categoria se foi adquirido, principalmente, para fins de venda no curto prazo. Os derivativos também são categorizados como mantidos para negociação, a menos que tenham sido designados como instrumentos de hedge. Os ativos dessa categoria são classificados como ativos circulantes. (b) Empréstimos e recebíveis: Os empréstimos e recebíveis são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, que não são cotados em um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a doze meses após a data de emissão do balanço (estes são classificados como ativos não circulantes). Os empréstimos e recebíveis da Companhia e suas controladas compreendem “Caixa e equivalentes de caixa” e “Contas a receber de clientes, de partes relacionadas e demais contas a receber”. (c) Ativos financeiros disponíveis para venda: Os ativos financeiros disponíveis para venda são aqueles que não são classificados em nenhuma outra categoria e não são derivativos. Eles são

incluídos em ativos não circulantes, a menos que a Administração pretenda alienar o investimento em até 12 meses após a data do balanço. 2.6.2 Reconhecimento e mensuração: As compras e as vendas regulares de ativos financeiros são reconhecidas na data de negociação, data na qual a Companhia e suas controladas se comprometem a comprar ou vender o ativo. Os investimentos são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transação para todos os ativos financeiros não classificados como ao valor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros ao valor justo por meio de resultado são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transação são debitados à demonstração do resultado. Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos tenham vencido ou tenham sido transferidos; neste último caso, desde que a Companhia tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os benefícios da propriedade. Os ativos financeiros disponíveis para venda e os ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são, subsequentemente, contabilizados pelo valor justo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa efetiva de juros. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são apresentados na demonstração do resultado como “Ajuste a valor de mercado”. Quando os títulos classificados como disponíveis para venda são vendidos ou sofrem perda (impairment), os ajustes acumulados do valor justo, reconhecidos no patrimônio, são incluídos na demonstração do resultado como “Ganhos e perdas de títulos de investimento”. Os juros de títulos disponíveis para venda, calculados pelo método da taxa efetiva de juros, são reconhecidos na demonstração do resultado como parte de outras receitas. A Companhia e suas controladas avaliam, na data do balanço, se há evidência objetiva de perda (impairment) em um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros. Se houver alguma dessas evidências para os ativos financeiros disponíveis para venda, a perda cumulativa - mensurada como a diferença entre o custo de aquisição e o valor justo atual, menos qualquer perda por impairment desse ativo financeiro previamente reconhecido no resultado - é retirada do patrimônio e reconhecida na demonstração do resultado. As perdas por impairment reconhecidas na demonstração do resultado de instrumentos de patrimônio líquido não são revertidas por meio da demonstração do resultado. 2.6.3 Compensação de instrumentos financeiros: Ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido é reportado no balanço patrimonial quando há um direito legalmente aplicável de compensar os valores reconhecidos e há uma intenção de liquidá-los numa base líquida, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 2.6.4 Impairment de ativos financeiros: Para os ativos mensurados ao custo amortizado, a Companhia e suas controladas avaliam no encerramento do balanço se há evidência objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e os prejuízos de impairment são incorridos somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. Os critérios que a Companhia e suas controladas usam para determinar se há evidência objetiva de uma perda por impairment incluem: (i) dificuldade financeira relevante do emissor ou devedor; (ii) uma quebra de contrato, como inadimplência ou mora no pagamento dos juros ou principal; (iii) a Companhia e suas controladas, por razões econômicas ou jurídicas relativas à dificuldade financeira do tomador de empréstimo, garantem ao tomador uma concessão que o credor não consideraria; (iv) torna-se provável que o tomador declare falência ou outra reorganização financeira; (v) o desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro devido às dificuldades financeiras; ou (vi) dados observáveis indicando que há uma redução mensurável nos futuros fluxos de caixa estimados a partir de uma carteira de ativos financeiros desde o reconhecimento inicial daqueles ativos, embora a diminuição não possa ainda ser identificada com os ativos financeiros individuais na carteira, incluindo: • mudanças adversas na situação do pagamento dos tomadores de empréstimo na carteira; e • condições econômicas nacionais ou locais que se correlacionam com as inadimplências sobre os ativos na carteira. O montante do prejuízo é mensurado como a diferença entre o valor contábil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo os prejuízos de crédito futuro que não foram incorridos) descontados à taxa de juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor contábil do ativo é reduzido e o valor do prejuízo é reconhecido na demonstração do resultado. Se um empréstimo ou investimento mantido até o vencimento tiver uma taxa de juros variável, a taxa de desconto para medir uma perda por impairment é a atual taxa efetiva de juros determinada de acordo com o contrato. Como um expediente prático, a Companhia e suas controladas podem mensurar o impairment com base no valor justo de um instrumento utilizando um preço de mercado observável. Se, num período subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente com um evento que ocorreu após o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classificação de crédito do devedor), a reversão da perda por impairment reconhecida anteriormente será reconhecida na demonstração do resultado. 2.7 Instrumentos financeiros derivativos e atividades de hedge: Inicialmente, os derivativos são reconhecidos pelo valor justo na data em que um contrato de derivativos é celebrado e são, subsequentemente, remensurados ao seu valor justo. O método para reconhecer o ganho ou a perda resultante depende do fato do derivativo ser designado ou não como um instrumento de hedge. Sendo este caso, o método depende da natureza do item que está sendo protegido por hedge. A Companhia designa certos derivativos como: • hedge do valor justo de ativos ou passivos reconhecidos ou de um compromisso firme (hedge de valor justo); ou • hedge de um risco específico associado a um ativo ou passivo reconhecido ou uma operação prevista altamente provável (hedge de fluxo de caixa). A Companhia e suas controladas documentam, no início da operação, a relação entre os instrumentos de hedge e os itens protegidos por hedge, assim como os objetivos da gestão de risco e a estratégia para a realização de várias operações de hedge. A Companhia e suas controladas também documentam sua avaliação, tanto no início do hedge como de forma contínua, de que os derivativos usados nas operações de hedge são altamente eficazes na compensação de variações no valor justo ou nos fluxos de caixa dos itens protegidos por hedge. O valor justo total de um derivativo de hedge é classificado como ativo ou passivo não circulante, quando o vencimento remanescente do item protegido por hedge for superior a doze meses, e como ativo ou passivo circulante, quando o vencimento remanescente do item protegido por hedge for inferior a doze meses. Os derivativos de negociação são classificados como ativo ou passivo circulante. Para propósito de hedge, as controladas diretas ou indiretas da Companhia, amparam-se nas políticas de Gestão de Riscos de Mercado do grupo Odebrecht Agroindustrial classificando os derivativos aplicáveis como hedge de fluxo de caixa. As controladas consideram altamente efetivos os instrumentos que compensem entre 80% e 125% da mudança no preço do item para o qual a proteção foi contratada. Conforme as políticas de hedge, periodicamente são realizados testes com o objetivo de comprovar a efetividade das operações. (a) Hedge de valor justo: As variações no valor justo de derivativos designados e qualificados como hedge de valor justo são registradas na demonstração do resultado, com quaisquer variações no valor justo do ativo ou passivo protegido por hedge que são atribuíveis ao risco “hedgeado”. A Companhia e suas controladas só aplicam a contabilização de hedge de valor justo para se proteger contra o risco de juros fixos de empréstimos. O ganho ou perda relacionado com a parcela efetiva de swap de taxa de juros de proteção contra empréstimos com taxas fixas, o ganho ou perda relacionado com a parcela não efetiva e as variações no valor justo dos empréstimos com taxas fixas protegidas por hedge, atribuíveis ao risco de taxa de juros, são reconhecidas no resultado financeiro do exercício. Se o hedge não mais atender aos critérios de contabilização do hedge, o ajuste no valor contábil de um item protegido por hedge, para o qual o método de taxa efetiva de juros é utilizado, é amortizado no resultado durante o período até o vencimento. (b) Hedge de fluxo de caixa: A parcela efetiva das variações no valor justo de derivativos designados e qualificados como hedge de fluxo de caixa é reconhecida no patrimônio. O ganho ou perda relacionado com a parcela não efetiva é imediatamente reconhecido no resultado financeiro do exercício como “Perdas ou ganhos nos derivativos não designados para hedge”. Os valores acumulados no patrimônio são realizados na demonstração do resultado nos períodos em que o item protegido por hedge afetar o resultado (por exemplo, quando ocorrer a venda prevista que é protegida por hedge). O ganho ou perda relacionado com a parcela efetiva do swap de taxa de juros que protege os empréstimos com taxas variáveis, e o ganho ou perda relacionado com a parcela não efetiva é reconhecido como resultado financeiro do exercício. Quando um instrumento de hedge prescreve ou é vendido, ou quando um hedge não atende mais aos critérios de contabilização de hedge, todo ganho ou toda perda cumulativa existente no patrimônio naquele momento permanece no patrimônio e é reconhecido quando a operação prevista é finalmente reconhecida na demonstração do resultado. Quando não se espera mais que uma operação prevista ocorra, o ganho ou a perda que havia sido apresentado no patrimônio líquido é imediatamente transferido para o resultado financeiro do exercício. (c) Derivativos mensurados ao valor justo por meio do resultado: Certos instrumentos derivativos não se qualificam para a contabilização de hedge. As variações no valor justo de qualquer um desses instrumentos derivativos são reconhecidas imediatamente como resultado financeiro do exercício. 2.8 Contas a receber de clientes: As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber pela venda de mercadorias no decurso normal das atividades da Companhia e de suas controladas. Se o prazo de recebimento é equivalente a um ano ou menos, as contas a receber são classificadas no ativo circulante. Caso contrário, e se aplicável estão apresentadas no ativo não circulante. Inicialmente, são reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método da taxa efetiva de juros menos a provisão para crédito de liquidação duvidosa. Na prática são normalmente reconhecidas ao valor faturado, ajustado pela provisão para impairment, se necessária. 2.9 Estoques: Os estoques são demonstrados ao custo médio das compras, produção ou pelos valores dos adiantamentos efetuados, inferior aos custos de reposição ou aos valores de realização. Os gastos com manutenção e a depreciação de máquinas e equipamentos agrícolas e industriais, incorridos no período de entressafra, são registrados nos Estoques e apropriados ao custo de produção de cada produto no decorrer da próxima safra. 2.10 Ativos não circulantes mantidos para venda: Os ativos não circulantes são classificados como ativos mantidos para venda quando seu valor contábil for recuperável, principalmente, por meio de uma venda e quando essa venda for praticamente certa. Estes são avaliados pelo menor valor entre o valor contábil e o valor justo, menos os custos de venda, se o valor contábil será recuperado, principalmente, por meio de uma operação de venda, e não pelo uso contínuo. 2.11 Depósitos judiciais: Os depósitos são atualizados monetariamente e apresentados como dedução do valor do correspondente passivo constituído, se aplicável, quando não houver possibilidade de resgate, a menos que ocorra desfecho favorável da questão para a Companhia e suas controladas. Não havendo passivo constituído, os depósitos judiciais são apresentados no ativo não circulante. 2.12 Demais ativos: Os demais ativos são apresentados pelo valor de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidas ou, no caso de despesas antecipadas, ao custo. 2.13 Ativos intangíveis: (a) Ágio: l é representado pela diferença positiva entre o valor pago e/ou a pagar pela aquisição O ágio (goodwill) de um negócio e o montante líquido do valor justo dos ativos e passivos da controlada adquirida. O ágio contabilizado nas controladas antes de 31 de março de 2009, ou seja, antes das novas práticas contábeis, é representado pela diferença entre o valor pago e o patrimônio líquido contábil da empresa adquirida. O ágio de aquisições de controladas é registrado como “Ativo intangível”. Caso seja apurado deságio, o montante é registrado como ganho no resultado do período, na data de aquisição da empresa. O ágio é testado anualmente para verificar sua recuperabilidade (teste de impairment) e contabilizado pelo seu valor de custo menos as perdas acumuladas por impairment. Perdas por impairment reconhecidas sobre ágio não são revertidas. Os ganhos e as perdas da alienação de uma entidade incluem o valor contábil do ágio relacionado com a entidade vendida. O ágio é alocado às Unidades Geradoras de Caixa (UGCs), ou grupo de UGCs, para fins de teste de impairment, dependendo do benefíciario da combinação de negócios da qual o ágio se originou. (b) Softwares: São capitalizados com base nos custos incorridos para adquiri-los e fazer com que estejam prontos para serem utilizados. Esses custos são amortizados pelo período de vida útil estimado do software. Os custos associados à manutenção de softwares são reconhecidos como despesa, conforme incorridos, e os de desenvolvimento que são diretamente atribuíveis ao projeto e aos testes de produtos de software identificáveis e exclusivos, controlados pela Companhia e suas controladas, são reconhecidos como ativos intangíveis quando os seguintes critérios são atendidos: • É tecnicamente viável concluir o software para que ele esteja disponível para uso. • A Administração pretende concluir o software e usá-lo ou vendê-lo. • O software pode ser vendido ou usado. • Pode-se demonstrar que é provável que o software gerará benefícios econômicos futuros. • Estão disponíveis adequados recursos técnicos, financeiros e outros recursos para concluir o desenvolvimento e para usar ou vender o software. • O gasto atribuível ao software durante seu desenvolvimento pode ser mensurado com segurança. Os custos diretamente atribuíveis, que são capitalizados como parte do software, incluem os custos com integrantes alocados no projeto e despesas diretamente aplicáveis ao desenvolvimento do software. Também são capitalizados os custos de financiamento atribuíveis ao projeto, incorridos durante o período de desenvolvimento do software. Outros gastos de desenvolvimento que não atendam a esses critérios são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento de software reconhecidos como ativos são amortizados em período não superior a dez anos. (c) Direito de uso de linhas de transmissão: As linhas de transmissão de energia foram construídas e doadas às transmissoras e serão utilizadas pelas controladas pelo período previsto em contrato, não inferior a quinze anos, que é base para realização da amortização do direito de uso dessas linhas. 2.14 Imobilizado: As terras compreendem as propriedades rurais onde são cultivadas as lavouras de cana-de-açúcar (ativo biológico - Nota 2.15) e onde estão instaladas as unidades fabris e administrativas das controladas, não são depreciadas. Edifícios e benfeitorias correspondem, substancialmente, às construções dos prédios da indústria, da sede administrativa e de outras benfeitorias em

Receita líquida................................................ Valor justo dos ativos biológicos..................... Custo dos produtos vendidos ......................... Lucro (prejuízo) bruto .................................... Despesas com vendas ................................... Despesas administrativas............................... Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas ......................................................... Lucro (prejuízo) operacional ......................... Participação nos resultados de controlada..... Provisão para perdas em investimentos......... Receitas financeiras ....................................... Despesas financeiras ..................................... Prejuízo antes do imposto de renda e da contribuição social............................... Imposto de renda e contribuição social diferidos Prejuízo do exercício...................................... Atribuível a: Acionistas da Companhia............................... Participação dos não controladores ...............

Nota 12 7

Controladora Consolidado 2013 2012 2013 2012 1.983 936 2.005.879 1.449.092 – – 103.449 78.971 – – (2.320.507) (1.388.283) 1.983 936 (211.179) 139.780 (43) 161 (82.302) (38.512) (6.171) 1.359 (201.526) (219.983) 4 – 120.647 (4.227) 2.456 (374.360) (824.665) (504.806) – (399.593) (232.616) – 31.559 78.219 186.016 (28.640) (99.576) (1.087.657)

(15.305) (134.020) – – 124.156 (714.704)

(1.225.566) (756.323) (1.276.001) (1.356) (673) (18.813) (1.226.922) (756.996) (1.294.814)

(724.568) (72.077) (796.645)

(1.226.922) (67.892) (1.294.814)

(756.996) (39.649) (796.645)

Prejuízo básico e diluído por ação - em reais.. 11 (e) (0,5972) (0,3758) As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras

Demonstração dos Fluxos de Caixa Controladora Consolidado 2013 2012 2013 2012 Fluxo de caixa das atividades operacionais Prejuízo do exercício antes do imposto de renda e da contribuição social......................................... (1.225.566) (756.323) (1.276.001) (724.568) Ajustes Ajuste a valor de mercado, líquido ......................... 2.446 – 2.446 3.747 Ajuste a valor presente........................................... – – (11.923) (838) Depreciação e amortização (inclui colheita de ativos biológicos) ..................... 2.255 2.307 842.455 419.265 Perdas cambiais e monetárias, líquidas................. 143.103 61.148 891.821 642.899 Valor justo dos ativos biológicos............................. – – (103.449) (78.971) Resultado de participações societárias.................. 657.052 504.806 – – Provisão para perdas com investimento................. 552.742 232.616 – – Provisões diversas – – 2 19.513 Provisão para ajuste a valor de mercado dos estoques .. – – 8.020 (6.225) 133 – 19.980 17.547 Valor residual de ativo imobilizado baixado............ 132.165 44.555 373.351 292.370 Variações nos ativos e passivos Aplicações financeiras.............................................. (78.864) 15.198 (85.179) 17.669 Contas a receber de clientes.................................... 702 (1.087) (9.416) (17.783) Estoques................................................................... – – (50.623) (137.868) Tributos a recuperar.................................................. 1.374 (4.811) (50.136) (148.995) Operações com derivativos, líquidos........................ 11.652 1.668 12.357 1.670 Ativos mantidos para venda ..................................... – – 127 – Depósitos judiciais.................................................... – 1 (245) 5.733 Despesas antecipadas ............................................. (55) 15 (3.960) (1.377) Debêntures ............................................................... – (381.057) – – Outros créditos ......................................................... (339) 62 (40.879) (314) Fornecedores ........................................................... (5.628) 4.172 18.185 6.440 Salários e encargos.................................................. 718 79 15.013 17.870 Tributos a recolher .................................................... 336 13 (4.841) 957 Tributos parcelados .................................................. – – (725) (1.818) Provisão para contingências .................................... – – (10.391) (10.547) Adiantamento de clientes ......................................... – – 43.660 (944) (25) – (41.466) (28.371) Outros débitos .......................................................... Caixa (aplicado nas) gerado pelas operações....... 62.036 (321.192) 164.832 (5.308) (64.635) (17.987) (260.919) (197.394) Juros pagos ................................................................ Caixa líquido aplicado nas (2.599) (339.179) (96.087) (202.702) atividades operacionais......................................... Fluxo de caixa das atividades de investimentos Empréstimos concedidos a controladas..................... (400.573) (474.972) (17.769) (52.588) Aumento de investimento ........................................... – – (15.498) – Aquisições de imobilizado .......................................... – (50) (519.482) (1.401.493) Aquisições de intangível............................................. (26.387) – (29.467) (1.056) – – (954.373) (873.397) Plantio e tratos culturais de ativos biológicos ............. Caixa líquido (aplicado nas) gerado pelas atividades de investimentos .................................................... (426.960) (475.022) (1.536.589) (2.328.534) Fluxo de caixa das atividades de financiamentos Captações de empréstimos e financiamentos............ 1.388.963 1.066.629 5.035.605 3.500.875 Captações de acionistas (aumento de capital)........... – 94.455 – 94.455 Amortização de empréstimo e financiamentos principal .................................................................... (1.078.537) (179.250) (3.224.505) (1.095.538) Caixa líquido (aplicado nas) gerado pelas atividades de financiamentos .................................................. 310.426 981.834 1.811.100 2.499.792 Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa, líquidos ............................. (119.133) 167.633 178.424 (31.444) Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 181.406 13.773 242.154 273.598 62.273 181.406 420.578 242.154 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras imóveis rurais. As máquinas e equipamentos agrícolas correspondem, substancialmente, aos custos de aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas utilizados nas atividades de plantio, tratos culturais e colheita. Os bens do ativo imobilizado são demonstrados pelo valor reavaliado até 31 de dezembro de 2002, para as controladas DASA e Pontal, e pelo custo histórico para as demais controladas, deduzida a depreciação acumulada. Conforme facultado pela Lei nº 11.638/07 e pelo Pronunciamento CPC 13 “Adoção Inicial da Lei nº 11.638/07”. Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídos é baixado. Todos os outros reparos e manutenções são lançados em contrapartida ao resultado do exercício, quando incorridos, exceto quando ocorridos no período de entressafra, quando são classificados em Estoques e apropriados ao custo de produção durante a próxima safra. Os valores residuais e a vida útil dos ativos são revisados e ajustados, se apropriado, ao final de cada exercício. O valor contábil de um ativo é imediatamente baixado para seu valor recuperável se o valor contábil do ativo for maior do que seu valor recuperável estimado (Nota 2.16). Ganhos e perdas em alienações são determinados pela comparação dos valores de alienação com o valor contábil e são incluídos no resultado. Quando os ativos reavaliados são vendidos, os valores incluídos na reserva de reavaliação são transferidos para lucros (prejuízos) acumulados. Os custos dos juros sobre recursos tomados para financiar a construção de ativos ou determinados projetos, qualificáveis, são capitalizados durante o período necessário para executar e preparar o ativo ou projeto para o uso pretendido. 2.15 Ativo biológico: Os ativos biológicos compreendem o plantio e cultivo de lavouras de cana-de-açúcar, que serão utilizadas como matéria-prima na produção de açúcar e etanol. O ciclo produtivo da cana-de-açúcar tem em média cinco anos após o seu primeiro corte. Os ativos biológicos são mensurados ao seu valor justo. As premissas significativas utilizadas na determinação do valor justo dos ativos biológicos estão demonstradas na Nota 7. O valor justo dos ativos biológicos é determinado no reconhecimento dos ativos e na data-base das demonstrações financeiras. O ganho ou perda na variação do valor justo dos ativos biológicos é determinado pela diferença entre o valor justo no início e final do período, sendo registrado no resultado na rubrica “Valor justo dos ativos biológicos”. 2.16 Impairment de ativos não financeiros: Os ativos que têm uma vida útil indefinida, como o ágio, não estão sujeitos à amortização e são testados anualmente para a verificação de impairment. Os ativos que estão sujeitos à amortização são revisados para a verificação de impairment sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. Uma perda por impairment é reconhecida pelo valor ao qual o valor contábil do ativo excede seu valor recuperável. Este último é o valor mais alto entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o seu valor em uso. Para fins de avaliação do impairment, os ativos são agrupados nos níveis mais baixos para os quais existam fluxos de caixa identificáveis (UGCs). Os ativos não financeiros, exceto o ágio, que tenham sofrido impairment, são revisados periodicamente para a análise de uma possível reversão do impairment. 2.17 Contas a pagar aos fornecedores: As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negócios, sendo classificadas no passivo circulante se o pagamento for devido no período de até 12 meses (ou no ciclo operacional normal dos negócios, ainda que mais longo). Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. Elas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de juros. Na prática, considerando o curto prazo de vencimento, são normalmente reconhecidas ao valor da fatura correspondente. 2.18 Empréstimos e financiamentos: Os empréstimos e financiamento são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquido dos custos incorridos na transação e são, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferença entre os valores captados (líquidos dos custos da transação) e o valor de liquidação é reconhecida na demonstração do resultado durante o período em que os empréstimos e financiamentos estejam em aberto, utilizando o método da taxa efetiva de juros. As taxas pagas no estabelecimento do empréstimo e/ou financiamento são reconhecidas como custo da transação, uma vez que seja provável que uma parte ou toda a dívida seja sacada. Nesse caso, a taxa é diferida até que a liquidação ocorra. Quando não houver evidências da probabilidade de liquidação de parte ou da totalidade da dívida, a taxa é capitalizada como um pagamento antecipado de serviços de liquidez e amortizada durante o período do empréstimo e/ou financiamento ao qual se relaciona. Instrumentos financeiros, inclusive debêntures, que são obrigatoriamente resgatáveis em uma data específica são classificadas como passivo. A remuneração sobre as debêntures é reconhecida na demonstração do resultado como despesa financeira. Os empréstimos e financiamentos são classificados como passivo circulante, a menos que a Companhia e suas controladas tenham um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por período superior a 12 meses após a data do balanço. 2.19. Provisões: As provisões para ações judiciais (trabalhistas, cíveis e tributárias) são reconhecidas quando a Companhia e suas controladas tem uma obrigação presente como resultado de eventos passados, é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação; e o valor tiver sido estimado com segurança. As provisões não são reconhecidas com relação às perdas operacionais futuras. Quando houver uma série de obrigações similares, a probabilidade de liquidá-las é determinada, levando-se em consideração a classe de obrigações como um todo. Uma provisão é reconhecida mesmo que a probabilidade de liquidação relacionada com qualquer item individual incluído na mesma classe de obrigações seja pequena. As provisões são mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessários para liquidar a obrigação, usando uma taxa antes de impostos, a qual reflita as avaliações atuais de mercado do valor temporal do dinheiro e dos riscos específicos da obrigação. O aumento da obrigação em decorrência da passagem do tempo é reconhecido como despesa financeira. 2.20. Imposto de renda e contribuição social: O imposto de renda e contribuição social correntes, são calculados com base na legislação vigente, na data do balanço em que a Companhia e suas controladas geram lucro tributável. O imposto de renda e contribuição social diferidos são calculados sobre os prejuízos fiscais e base negativa acumulados e as correspondentes diferenças temporárias entre as bases de cálculo do imposto sobre ativos e passivos e os valores contábeis das demonstrações financeiras. As alíquotas atuais desses impostos são de 25% para o imposto de renda e 9% para a contribuição social. Estes impostos diferidos ativos são reconhecidos na extensão em que seja provável que os lucros futuros tributáveis sejam suficientes para compensar os créditos fiscais advindos das diferenças temporárias e/ou prejuízos fiscais e bases negativas, de acordo com projeções de resultados elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos que podem, portanto, sofrer alterações. Em função da promulgação da Lei 11.638/2007 e consequente introdução do Regime Tributário de Transição (RTT), a Companhia e suas controladas passaram a reconhecer imposto de renda e contribuição social diferido sobre as diferenças entre os critérios fiscais e contábeis. Esses impostos diferidos são reconhecidos na demonstração de resultado do exercício, exceto quando estiverem relacionados com itens registrados diretamente no patrimônio líquido. Os impostos de renda diferidos ativos e passivos são apresentados pelo líquido no balanço quando há o direito legal e a intenção de compensá-los quando da apuração dos tributos correntes, em geral relacionado com a mesma entidade legal e mesma autoridade fiscal. 2.21. Benefícios a empregados: Participação nos lucros: A Companhia e suas controladas reconhecem um passivo e uma despesa de participação nos resultados com base em uma regra que leva em conta o lucro atribuível aos acionistas após certos ajustes. Adicionalmente, uma provisão é constituída quando há uma obrigação contratual ou uma prática passada que criou uma obrigação não formalizada. 2.22. Reconhecimento de receita: (a) Venda de produtos: A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização de produtos no curso normal das atividades da Companhia e de suas controladas. É apresentada líquida de impostos, fretes, devoluções, abatimentos e descontos, bem como das eliminações das vendas entre empresas da Companhia no caso do consolidado. A Companhia e suas controladas reconhecem a receita quando o valor pode ser mensurado com segurança; quando é provável que fluirão benefícios econômicos futuros decorrentes da transação e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades. A Companhia e suas controladas baseiam suas estimativas em resultados históricos, levando em consideração o tipo de cliente, o tipo de transação e as especificações de cada venda. (b) Receita financeira: A receita financeira é reconhecida conforme o prazo decorrido, usando o método da taxa efetiva de juros. Quando uma perda (impairment) é identificada em relação a um contas a receber, reduz-se o valor contábil para seu valor recuperável, que corresponde ao fluxo de caixa futuro estimado, descontado à taxa efetiva de juros original do instrumento. Subsequentemente, à medida que o tempo passa, os juros são incorporados às contas a receber, em contrapartida de receita financeira, que é calculada pela mesma taxa efetiva de juros utilizada para apurar o valor recuperável, ou seja, a taxa original das contas a receber. 2.23. Arrendamentos: A classificação dos contratos de arrendamento mercantil é realizada no momento da sua contratação. Os arrendamentos nos quais uma parcela significativa dos riscos e benefícios da propriedade é retida pelo arrendador são classificados como arrendamento mercantil operacional. Os pagamentos efetuados para arrendamentos operacionais são registrados como despesa do exercício pelo método linear, durante o período de arrendamento, sendo os juros registrados como resultado financeiro. A classificação do arrendamento mercantil financeiro depende da essência da transação. Seguem abaixo alguns exemplos de situações que, individualmente ou em conjunto, levariam normalmente a que um arrendamento mercantil fosse classificado como financeiro, são: (a) O contrato de arrendamento mercantil transfere a propriedade do ativo para o arrendatário no fim do prazo do arrendamento mercantil; (b) O arrendatário tem a opção de comprar o ativo por um preço que se espera seja significativamente mais baixo do que o valor justo à data em que a opção se torne exercível de forma que, no início do arrendamento mercantil, seja razoavelmente certo que a opção será exercida; (c) O prazo do arrendamento mercantil refere-se à maior parte da vida econômica do ativo, mesmo que a propriedade não seja transferida; (d) No início do arrendamento mercantil, o valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento totaliza substancialmente o valor do ativo arrendado; e (e) Os ativos arrendados são de natureza especializada de tal forma que apenas o arrendatário pode usá-los sem grandes modificações. Cada parcela paga do arrendamento é alocada, parte ao passivo e parte aos encargos financeiros, para que, dessa forma, seja obtida uma taxa constante sobre o saldo da dívida em aberto. Os juros são reconhecidos na demonstração do resultado na rubrica “Despesas financeiras” durante o período do arrendamento, para produzir uma taxa periódica constante de juros sobre o saldo remanescente do passivo para cada exercício. O imobilizado adquirido por meio de arrendamento mercantil financeiro é depreciado durante a vida útil do ativo. 2.24. Outras receitas operacionais, líquidas: Referem-se, em 2013, substancialmente, a ressarcimento da Aneel por contratos de energia elétrica registrado no resultado.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20 -.ECONOMIA/LEGAIS

sexta-feira, 5 de julho de 2013

continuação 3. Estimativas e julgamentos contábeis críticos: As estimativas e os julgamentos contábeis são continuamente avaliados e baseiam-se na experiência histórica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoáveis para as circunstâncias. Com base em premissas, a Companhia e suas controladas fazem estimativas com relação ao futuro. Por definição, as estimativas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contábeis de ativos e passivos para o próximo exercício, estão contempladas como segue: (a) Valor justo dos ativos biológicos: O valor justo dos ativos biológicos é determinado por meio da aplicação de premissas estabelecidas em modelos de fluxos de caixa descontados como mencionado na Nota 7. (b) Perda (impairment) estimada do ágio: Anualmente, a Companhia e suas controladas testam a recuperabilidade dos ágios (teste de impairment), de acordo com a política contábil apresentada na Nota 2.13 (a). (c) Imposto de renda, contribuição social e outros impostos: A Companhia reconhece ativos e passivos diferidos com base nas diferenças entre o valor contábil apresentado nas demonstrações contábeis e a base tributária dos ativos e passivos utilizando as alíquotas em vigor. A Companhia revisa regularmente os impostos diferidos ativos em termos de possibilidade de recuperação, considerando-se o lucro histórico gerado e o lucro tributável futuro projetado, de acordo com estudo de viabilidade técnica. (d) Valor justo de derivativos e outros instrumentos financeiros: O valor justo de instrumentos financeiros que não são negociados em mercados ativos é determinado mediante o uso de técnicas de avaliação. A Companhia e suas controladas usam seu julgamento para escolher diversos métodos e definir premissas que se baseiam principalmente nas condições de mercado existentes na data do balanço. É utilizado a análise do fluxo de caixa descontado para cálculo de valor justo de diversos ativos financeiros disponíveis para venda, não negociados em mercados ativos. (e) Revisão da vida útil recuperável do ativo imobilizado: A capacidade de recuperação dos ativos que são utilizados nas atividades da Companhia e suas controladas é avaliada sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil de um ativo ou grupo de ativos pode não ser recuperável com base em fluxos de caixa futuros. Se o valor contábil destes ativos for superior ao seu valor recuperável, o valor líquido é ajustado e sua vida útil readequada para novos patamares. (f) Provisão para contingências: A Companhia e suas controladas são parte em processos trabalhistas, cíveis e tributários que se encontram em instâncias diversas. As provisões para contingências, constituídas para fazer face a potenciais perdas decorrentes dos processos em curso, são estabelecidas e atualizadas com base na avaliação da Administração, fundamentada na opinião de seus assessores legais e requerem elevado grau de julgamento sobre as matérias envolvidas. 4. Gestão de risco financeiro: 4.1. Fatores de risco financeiro: As controladas da Companhia realizam operações com instrumentos financeiros objetivando a proteção dos riscos de mercado decorrentes das variações do preço do açúcar internacional, do etanol, da taxa de câmbio e das taxas de juros internacionais. A atividade de gestão de riscos é regida por uma Política formal de Gestão de Riscos Financeiros devidamente aprovada pelo Conselho de Administração e sob a responsabilidade do Comitê de Gestão de Riscos, que é composto por responsáveis das principais áreas envolvidas com o processo, como finanças (inclui área de gestão de riscos), comercial e operações. A Política define todas as características das atividades de gestão de risco, estabelecendo relatórios e sistemas de controle para o acompanhamento de riscos, metodologias para cálculo da exposição, limites, critérios para tomada de risco de contraparte e de liquidez e instrumentos financeiros aprovados para negociação. O objetivo da Gestão de Riscos é a proteção do fluxo de caixa visando, através da redução da volatilidade com instrumentos derivativos, regular as principais exposições de riscos comerciais e financeiros oriundos da operação. Para isso, os instrumentos derivativos são utilizados apenas em posições contrárias à exposição operacional. Para as exposições relativas às operações de commodities agrícolas e taxa de juros, a estratégia se baseia na tomada de posições de instrumentos financeiros derivativos, cujos prazos de vencimento são de 24 meses e até o final do contrato, respectivamente. Os instrumentos financeiros derivativos aprovados para gerenciar esses riscos incluem contratos de Opções, Futuros, Non Deliverable Forward (NDFs). A utilização desses instrumentos está sujeita a análises profundas sobre precificação, cotação competitiva, impacto contábil e outras técnicas de acompanhamento, principalmente modelos matemáticos adotados para o monitoramento contínuo das exposições e outras metodologias de gestão de risco, como “Value at Risk” e “Cash Flow at Risk”. Os contratos derivativos são monitorados e avaliados diariamente e tem sua estratégia ajustada de acordo com as condições de mercado. Os derivativos podem ser utilizados para modificar o retorno das operações conforme julgamento sobre as condições mais adequadas, procurando igualar os direitos advindos das obrigações representadas pelas operações contratadas. A contratação de instrumentos financeiros derivativos visando às modificações do retorno de suas operações é realizada para um montante não superior ao da aplicação ou compromisso subjacente. Não são realizadas posições alavancadas ou especulativas com derivativos. As variações periódicas do valor justo dos derivativos são reconhecidas como receita ou despesa financeira no mesmo período em que ocorrem, exceto quando o derivativo for designado e qualificado como hedge para fins contábeis na data da operação. Derivativos podem ser designados como hedge para aplicação de Hedge Accounting conforme Deliberação CVM no 604. A designação não é obrigatória mas, em geral, as operações com derivativos são designados como hedge quando a aplicação de Hedge Accounting proporcionar melhorias relevantes na demonstração dos efeitos compensatórios dos derivativos sobre variações dos itens objeto de hedge. Para determinar o valor justo estimado dos derivativos, as controladas utilizam cotações de operações semelhantes ou informações públicas disponíveis no mercado financeiro bem como metodologias de avaliação geralmente aceitas e praticadas pelas contrapartes que não sofrem alterações de critério sem razão relevante. As estimativas não garantem, necessariamente, que tais operações possam ser realizadas no mercado aos valores indicados. O uso de diferentes informações de mercado e/ou metodologias de avaliação pode ter um efeito relevante no montante do valor estimado de mercado. (a) Risco de mercado: (i) Risco cambial: As controladas estão expostas à variação cambial relativa a valores a receber resultante de receitas de exportação e custos de importação operacionais, que são administradas, quando necessário e conforme premissas estabelecidas na Política de Gestão de Riscos Financeiros, por meio de estratégia de hedge com contratos de NDFs, e fluxos de pagamentos de dívidas que são protegidos através de contratos de swaps. Todas as operações são efetuadas com instituições financeiras de primeira linha. Para a proteção de seus resultados operacionais, as controladas concluíram, através de modelos estatísticos, que os derivativos contratados são altamente correlacionados com a variação da taxa cambial do real frente ao dólar estadunidense, de forma a fornecer proteção contra as variações de taxa de câmbio que impactam seu fluxo de caixa. As controladas classificam esses derivativos de câmbio como “Hedge de Fluxo de Caixa” para efeito de contabilização,apresentando a valor justo no Ativo ou no Passivo e reconhecendo as variações de valor de justo dos hedges efetivos no Patrimônio Líquido, na rubrica “Ajuste de Avaliação Patrimonial” (AAP) para reconhecimento subsequente ao resultado no mesmo período em que ocorrer o reconhecimento das operações “hedgeadas”. As controg a variação ladas reconhecem no resultado financeiro, na rubrica “Porção inefetiva de hedge accounting”, de valor justo das operações de hedge não consideradas altamente efetivas. A efetividade das operações de hedges é estimada por métodos estatísticos de correlação ou pela proporção da variação das operações, que é compensada pela variação do valor justo de mercado dos derivativos. O valor justo das NDFs é estimado com base no fluxo de caixa descontado das operações. Em 31 de março de 2013, as controladas da Companhia reconheceram perdas de R$ 36 registrado como despesas financeiras na rubrica “Liquidação de termo de câmbio” (R$ 1.003 - 2012 “registrado como receitas financeiras”) originados de transações de hedge de taxa de câmbio relacionadas a contratos de hedge cambial já liquidados (R$ 1.411 - 2012 “registrado como receita no resultado operacional”). Em 31 de março de 2013 e 2012, a Companhia e suas controladas não possuíam contratos de hedge de câmbio em aberto e não possuíam resultado registrado no patrimônio líquido. (ii) Risco do fluxo de caixa ou valor justo associado com taxa de juros: As controladas estão expostas ao risco de que uma variação de taxas de juros flutuantes resulte em um aumento na sua despesa financeira com pagamentos de juros futuros. A dívida em moeda nacional está sujeita, principalmente, à variação da TJLP, das taxas pré-fixadas em reais, e da variação do CDI diário, compensado por aplicações em CDB. A dívida em moeda estrangeira em taxas flutuantes está sujeita principalmente à flutuação da LIBOR. Em 31 de março de 2013, as controladas possuem instrumentos financeiros derivativos para gerenciar riscos de oscilação na taxa de juros de dívidas em moeda estrangeira, através de contratos de Swap Amortizing, negociados com instituições financeiras de primeira linha. Tais instrumentos foram classificados como hedge de fluxo de caixa, e, portanto, as variações do valor justo de mercado desses instrumentos são registradas no patrimônio líquido até a data em que os fluxos de caixa (objeto de hedge) gerem impacto no resultado. Segue abaixo quadro de valor justo das operações registrados por vencimento na rubrica “operações com derivativos” no passivo circulante. Valor justo (em milhares de R$) Até 1 até 3 até 5 até Nocional (mil) Ponta ativa Ponta passiva 1 ano 3 anos 5 anos 7 anos Total USD 20.000 ......... Libor de 6 meses Pré-fixado 3,92% 1.309 1.847 655 31 3.842 USD 13.333 ......... Libor de 6 meses Pré-fixado 3,23% 630 260 – – 890 USD 60.000 ......... Libor de 6 meses Pré-fixado 1,08% 629 935 20 – 1.584 6.316 Em 31 de março de 2013, as perdas não realizadas com transações de hedge de taxa de juros para eventos futuros, mensurados como efetivos e registrados no patrimônio líquido das controladas totalizam R$ 5.242 (R$ 5.661 - 2012). Este saldo é continuamente reconhecido no resultado conforme a dívida é apropriada. No exercício findo em 31 de março de 2013, a apropriação totalizou R$ 3.621 (R$ 4.225 2012) ambos registrados como despesa financeira na rubrica “Liquidação de hedge de taxa de juros, P e o impacto no caixa de suas controladas foi de R$ 3.455 (R$ 4.182 - 2012) substancialmente SWAP”, (pagamento). Durante o mesmo período não houve reconhecimento de resultado financeiro na rubrica “Porção inefetiva de hedge accounting” g (R$ 52 - 2012 “registrado como despesa financeira na rubrica g Para contratos de swap não designados para hedge accounting, “Porção inefetiva de hedge accounting”). as controladas da Companhia reconheceram no mesmo período, ganhos financeiros de R$ 500 na rubrica “Liquidação de hedge de taxa de juros, substancialmente SWAP”. P Em 31 de março de 2013, o valor justo destas operações estava registrado no passivo circulante: Valor justo (em milhares de R$) Nocional Até 1 até 3 até 5 até (mil) Ponta ativa Ponta passiva 1 ano 3 anos 5 anos 7 anos Total BRL 250.000............................. Taxa fixa 9,21% 132,50% CDI 37 – – – 37 37 (iii) Risco de Preços de Açúcar: As controladas estão expostas à variação do preço do açúcar no mercado internacional relativo, principalmente, às receitas operacionais provenientes da venda do produto. A variação do preço de açúcar é gerenciada ativamente por meio de contratos futuros e de opções de Sugar #11 na bolsa de mercadorias futuras de Nova Iorque - NYBOT (ICE-NY). O Comitê de Gestão de Risco acredita que os derivativos utilizados são altamente correlacionados com a variação de preço dos produtos, o que torna os derivativos de Sugar #11 eficazes na compensação das flutuações dos preços do açúcar, de forma a fornecer proteção a quedas de preços no valor de referência de suas receitas. O valor justo dos derivativos de Sugar #11 é estimado com base em informações públicas disponíveis no mercado financeiro. A maioria dos derivativos de açúcar é classificado como “Hedge de fluxo de caixa” para efeito de contabilização. Para as operações assim classificadas, as variações de valor justo dos hedges efetivos são registrados no Patrimônio líquido, na rubrica de “Ajuste de Avaliação Patrimonial”, para posterior reconhecimento no resultado no mesmo período em que as operações “hedgeadas” são realizadas. A variação de valor justo das operações de hedge não consideradas altamente efetivas é reconhecida no resultado financeiro, na rubrica de “Perdas nos derivativos não designados para hedge”. A efetividade das operações de hedge é estimada por métodos estatísticos de correlação ou pela proporção da variação das operações que é compensada pela variação do valor justo de mercado de derivativos. No período de 12 meses findo em 31 de março de 2013 os instrumentos financeiros derivativos classificados como “Hedge de fluxo de caixa” avaliados como efetivos foram contabilizados como receita, no resultado operacional, no montante de R$ 5.202 (R$ 9.951 - 2012 “registrado como despesa no resultado operacional”). Em 31 de março de 2013, as transações designadas como hedge de açúcar, em aberto, para vencimentos em períodos futuros, possuem o valor justo positivo de R$ 16.085 (R$ 5.477 - 2012 “possuem valor negativo), tendo como contrapartida ganhos (2012 - perdas) , não realizados mensurados como efetivos e registrados no patrimônio líquido no total de R$ 25.057 (R$ 5.477 - 2012). Adicionalmente, devido a atrasos em embarques designados como objeto de hedge, permanecem represados no patrimônio líquido ganhos de R$ 920 (R$ 7 - 2012 “registrados como perdas”), mesmo tendo, até 31 de março de 2013, sido liquidados financeiramente. No mesmo período houve um reconhecimento de R$ 39 como receita financeiras na rubrica “Porção g (R$ 6 - 2012 “registrado como despesa financeira”). Para os instrumentos inefetiva de hedge accounting”, derivativos não designados para Hedge Accounting, as controladas da Companhia reconheceram, no período de 12 meses findo em 31 de março de 2013, ganhos líquidos no montante de R$ 7.923 (R$ 3.478 - 2012) com futuros e opções, registrados nas receitas financeiras, na rubrica “Ganhos nos derivativos não designados para hedge”. A composição do valor justo dos contratos em aberto de açúcar em 31 de março de 2013 está apresentada conforme o prazo de impacto financeiro previsto a seguir: Vencimento da tela Mai/13 Jul/13 Out/13 Mar/14 Total Derivativos designados para hedge futuros Valor justo dos futuros vendidos.................................................. 1.598 8.826 5.254 407 16.085 Derivativos não designados para hedge futuros Valor justo dos futuros vendidos.................................................. 350 – – 215 565 1.948 8.826 5.254 622 16.650 (iv) Risco de Preço de Etanol: As controladas estão expostas à flutuação do preço do etanol no mercado interno relativo às receitas operacionais de venda do produto. A proteção da exposição à variação do preço de etanol, quando necessário, é feita por meio de contratos futuros de Etanol Hidratado na bolsa de mercadorias futuras da BM&FBovespa. O Comitê de Riscos acredita que os derivativos de Etanol são eficazes para a proteção de suas receitas atreladas à flutuação do preço do etanol. São utilizadas fontes públicas no mercado financeiro para a mensuração do valor justo dos derivativos. No período de 12 meses findo em 31 de março de 2013, as controladas da Companhia reconheceram perdas no resultado operacional no montante de R$ 807 referente à transações de hedge de preço de etanol. No mesmo período, foram reconhecidos perdas de R$ 926 com futuros, registrado nas despesas financeiras na rubrica “Ganhos com derivativos não designados para hedge”. Em 31 de março de 2012 o resultado das operações com derivativos designados para hedge e considerados como efetivos foi contabilizado como receita, no resultado operacional no montante de R$ 2.066. Durante esse exercício, foram reconhecidas perdas de R$ 38 (R$ 62 - 2012. “registrado como receita”) no resultado financeiro na rubrica “Porção Inefetiva de hedge accounting”. g Em 31 de março de 2013, a Companhia e suas controladas não possuíam contratos em aberto e não possuíam resultado represado no patrimônio liquido. (b) Risco de crédito: Risco de crédito com contrapartes são gerados por depósitos e ingressos em instrumentos financeiros derivativos com bancos e instituições financeiras. As controladas da Companhia gerem seus riscos de crédito efetuando operações apenas com instituições de primeira linha e que possuem ratings fornecidos por agências internacionais como Fitch Rating, Standard & Poor’s e Moody’s Investor e devidamente aprovadas pelo Conselho de Administração através da Política de Gestão de Riscos. Caso ocorram mudanças de perspectivas quanto ao risco de crédito das instituições financeiras, as operações a serem contratadas ou em andamento deverão ser objeto de aprovação no Comitê de Risco. Operações realizadas na bolsa de mercadorias de Nova Iorque - NYBOT (ICE-NY) e na bolsa de mercadorias de São Paulo - BM&FBovespa são consideradas como operações cujo risco de contraparte é aceito pelas controladas. (c) Risco de liquidez: É o risco das controladas da Companhia não disporem de recursos líquidos suficientes para honrar seus compromissos financeiros, em decorrência de descasamento de prazo ou de volume entre os recebimentos e pagamentos previstos. Para administrar a liquidez do caixa em moeda nacional e estrangeira, são estabelecidas premissas de desembolsos e recebimentos futuros, sendo monitoradas constantemente pela área financeira. (d) Análise de sensibilidade: Foram selecionados os três riscos de mercado que mais podem afetar o valor justo dos instrumentos financeiros detidos: a) juros internacionais (Libor); b) preços de commodities (Sugar #11 e Etanol BM&F); c) a taxa de câmbio Dólar-Real. Para efeito da análise de sensibilidade, as exposições aos riscos de mercado são apresentadas como se fossem variáveis independentes, ou seja, a variação de um risco de mercado não reflete na variação de outro risco de mercado que, a princípio, poderiam ser indiretamente influenciadas por ela. Em conformidade com a Instrução CVM nº 475, três cenários foram analisados, sendo um provável e dois que possam representar efeitos adversos para os instrumentos financeiros, principalmente os derivativos. A Administração entende que o cenário de 31 de março de 2013 pode ser considerado como provável e, na elaboração dos cenários adversos, foi considerado apenas o impacto das variáveis sobre os instrumentos financeiros, incluindo derivativos, e não o impacto global nas suas operações. Dado que a exposição cambial é gerenciada em base líquida, efeitos adversos verificados com uma possível alta do Dólar contra o Real podem ser compensados por efeitos opostos nos resultados operacionais. Análise de sensibilidade: 31 de março de 2013 Cenário Swaps de taxa de juros hedge de fluxo de caixa Ativo Passivo Nocional Risco 25% 50% Swap de taxa fixa para flutuante – 6.316 US$ 93.333 Queda de Libor (523) (1.048) Alta do US$/R$ (1.579) (3.158) Swap de taxa flutuante para Fixa.. – 37 BRL 250.000 Alta do CDI (300) (596) Futuro de commodity hedge de fluxo de caixa Futuro de sugar #11 ................ 16.650 – 377.614 ton Alta do sugar #11 (75.237) (150.473) 16.650 6.353 (e) Componentes de AAP decorrentes de operações de hedge: Considerando a participação no Patrimônio Líquido das controladas, os derivativos designados para Hedge Accounting geraram saldos finais de AAP, no patrimônio líquido. Esses foram considerados de forma reflexa no patrimônio líquido da controladora, líquidos de impostos.

5. Investimentos em sociedades controladas: (a) Informações sobre os investimentos: Quantidade de ações ou cotas possuídas Participação Lucro líquido/(prejuízo) Patrimônio líquido/ no capital social do exercício (Passivo a descoberto) 2013 2012 Ações ON (a) Ações PN (b) Cotas Total Total 2013 2012 2013 2012 2013 2012 (i) Investimentos indiretos Brenco Trading Company Ltd.(*) ................ – – 30.000 30.000 30.000 100,00 100,00 24 – – 101 (ii) Investimentos diretos Brenco Brasil .............................................. 1.254.231.968 – – 1.254.231.968 1.165.903.834 100,00 100,00 (605.061) (369.798) (93.786) 511.275 Centro Sul................................................... – – 6.150.000 6.150.000 6.150.000 100,00 100,00 – (6.147) 3 3 DASA.......................................................... 235.979 87.045 – 323.024 323.024 93,33 93,33 (116.484) (59.082) (179.559) (63.516) Eldorado ..................................................... 194.328.034 – – 194.328.034 193.416.180 100,00 100,00 (86.900) (103.506) (40.318) 46.852 ODB INT...................................................... 6.650.000 – – 6.650.000 6.650.000 100,00 100,00 (3.716) 2.321 (1.706) 2.010 ETH Bioeletricidade.................................... 10.000 – – 10.000 10.000 100,00 100,00 (138) – (128) 10 Pontal.......................................................... 61.664.003 34.310 – 61.698.313 61.698.313 100,00 100,00 (4.423) (2.048) 18.563 22.982 Rio Claro..................................................... 142.348.599 – – 142.348.599 142.348.599 84,25 84,25 (236.668) (163.050) (370.469) (133.801) Santa Luzia................................................. 140.266.522 – – 140.266.522 122.237.536 100,00 100,00 (124.570) (25.642) (19.393) 105.176 UCP ............................................................ 55.527.107 – – 55.527.107 55.527.107 80,00 80,00 (114.250) (50.138) (137.480) (25.339) (*) Empresa extinta em maio de 2012; (a) Ações ON - Ações Ordinárias Nominativas; (b) Ações PN - Ações Preferenciais Nominativas. (b) Movimentação dos investimentos: Controladora Consolidado Santa Brenco Centro ETH CTC Centro de Luzia Pontal ODB Int. Brasil Sul Bioeletricidade Tecnologia Canavieira Eldorado 2013 2012 2013 2012 Saldo inicial....................................................................................... 46.853 105.177 22.980 2.010 511.275 3 10 – 688.308 1.257.060 11.373 11.373 AAP - Derivativos................................................................................ – – – – – – – – – 2.961 – – Equivalência patrimonial..................................................................... – – (4.419) – – – – – (4.419) (504.806) – – Transferência da provisão de perda de investimento ......................... (46.853) (105.177) – (2.010) (511.275) – (10) – (665.325) (66.596) – – Transferência para perdas de investimento ........................................ – – – – – – – – – (311) – – Participações em outras sociedades.................................................. – – – – – – – 12.692 12.692 – 15.498 – Saldo final ......................................................................................... – – 18.561 – – 3 – 12.692 31.256 688.308 26.871 11.373 (c) Movimentação de perda para investimentos: Dasa ODB Int. Rio Claro UCP SL Eldorado Bioeletricidade Brenco Total Saldo Inicial............................................................................ (51.835) – (107.237) (13.555) – – – – (172.627) Transferência de Investimentos ............................................... – 2.010 – – 105.177 46.853 10 511.275 665.325 AAP derivativos ....................................................................... 357 – – 1.687 – (271) – – 1.773 Constituição de provisão para perda de investimentos ........... (108.660) (3.716) (199.395) (91.400) (124.570) (86.900) (138) (605.061) (1.219.840) Saldo final .............................................................................. (160.138) (1.706) (306.632) (103.268) (19.393) (40.318) (128) (93.786) (725.369) 6. Imobilizado: (a) Composição: Consolidado % Taxas médias anuais de depreciação 2013 2012 Depreciação acumulada Custo Líquido Líquido Equipamentos e instalações industriais ................................................................................................................................................ 3.994.743 (501.398) 3.493.345 3.437.049 6,07 Edifícios e benfeitorias ............................................................................................................................................................... 1.277.742 (94.310) 1.183.432 949.990 5,27 Máquinas e equipamentos agrícolas.......................................................................................................................................... 467.889 (127.926) 339.963 274.221 12,67 Benfeitorias em imóveis de terceiros.......................................................................................................................................... 234.221 (26.208) 208.013 145.716 6 Construções em andamento (i) .................................................................................................................................................. 113.218 – 113.218 322.929 Terras.......................................................................................................................................................................................... 91.678 – 91.678 92.545 Veículos ...................................................................................................................................................................................... 133.438 (66.293) 67.145 53.040 18,68 Móveis e utensílios ..................................................................................................................................................................... 44.110 (10.241) 33.869 39.046 11,98 Equipamentos de informática ..................................................................................................................................................... 18.404 (7.498) 10.906 8.499 12,94 Peças sobressalentes................................................................................................................................................................. 153 – 153 2.914 Arrendamento mercantil Posto de combustível ............................................................................................................................................................... – – – 7.655 Adiantamentos a fornecedores (ii).............................................................................................................................................. 71.891 – 71.891 89.144 6.447.487 (833.874) 5.613.613 5.422.748 (i) Em 2013, referem-se principalmente as obras de construção e montagem executadas nas áreas administrativas, agrícolas e industriais das controladas da Companhia, adequação as normas regulamentadoras, expansões para plena capacidade de moagem, finalização para capacidade plena de cogeração (energia elétrica), ampliações das fertirrigações (adutoras de vinhaça), irrigações e afins. (ii) Os adiantamentos a fornecedores referem-se, principalmente, a contratos mantidos com empresas fornecedoras dos equipamentos necessários as montagens e ampliações mencionadas no item acima. Adicionalmente incluímos nesta linha o saldo de juros capitalizados no montante de R$ 2.971 (2012 - R$ 6.359) Nota 2.14. (b) Movimentação do imobilizado: Baixas de Transferências adiantamentos para intangível 2012 Adições Baixas Transferências Depreciação 2013 Equipamentos e instalações industriais ................................................................. 3.437.049 66.752 (1.022) – 185.596 – (195.030) 3.493.345 Edifícios e benfeitorias .......................................................................................... 949.990 40.425 (2.085) – 223.118 – (28.016) 1.183.432 Máquinas e equipamentos agrícolas...................................................................... 274.221 93.842 (3.037) – 22.520 – (47.583) 339.963 Benfeitorias em imóveis de terceiros...................................................................... 145.716 56.691 – – 21.663 – (16.057) 208.013 Construções em andamento ................................................................................. 322.929 195.996 (3.358) (5.804) (396.465) (80) – 113.218 Terras...................................................................................................................... 92.545 – (706) – (161) – – 91.678 Veículos .................................................................................................................. 53.040 23.520 (1.362) – 5.514 – (13.567) 67.145 Móveis e utensílios ................................................................................................. 39.046 3.158 (6) – (3.898) – (4.431) 33.869 Equipamentos de informática ................................................................................ 8.499 3.008 (27) – 1.698 (93) (2.179) 10.906 Peças sobressalentes............................................................................................. 2.914 7 – – (2.768) – – 153 Arrendamento mercantil Posto de combustível .......................................................................................... 7.655 – – – (5.881) – (1.774) – Adiantamentos a fornecedores............................................................................... 89.144 103.836 (8.377) (61.776) (50.936) – – 71.891 5.422.748 587.235 (19.980) (67.580) – (173) (308.637) 5.613.613 Baixas de Transferências adiantamentos para intangível 2011 Adições Baixas Transferências Depreciação 2012 Equipamentos e instalações industriais ............................................................... 1.993.224 4.030 (433) – 1.580.488 – (140.260) 3.437.049 Edifícios e benfeitorias ......................................................................................... 633.183 496 (124) – 337.949 – (21.514) 949.990 Máquinas e equipamentos agrícolas.................................................................... 166.251 128.223 (3.345) – 17.163 – (34.071) 274.221 Benfeitorias em imóveis de terceiros.................................................................... 50.781 100.663 (148) – 1.996 – (7.576) 145.716 Construções em andamento ................................................................................ 662.257 1.019.155 (9.482) – (1.349.001) – – 322.929 Terras.................................................................................................................... 92.384 – – – 161 – – 92.545 Veículos ................................................................................................................ 39.587 17.789 (1.176) – 10.366 – (13.526) 53.040 Móveis e utensílios ............................................................................................... 11.464 12.044 (69) – 18.187 – (2.580) 39.046 Equipamentos de informática ............................................................................... 8.296 600 (510) – 1.840 – (1.727) 8.499 Peças sobressalentes........................................................................................... 2.414 637 (2.262) – 2.125 – – 2.914 Arrendamento mercantil Posto de combustível ......................................................................................... – 7.655 – – – – – 7.655 Adiantamentos a fornecedores............................................................................. 531.383 179.035 – – (621.274) – – 89.144 4.191.224 1.470.327 (17.549) – – – (221.254) 5.422.748 (c) Outras informações: Certos itens do ativo imobilizado estão dados em garantia de operações de empréstimos e financiamentos conforme mencionado na Nota 9. 7. Ativo biológico: Em 31 de março de 2013, as controladas indiretas da Companhia possuíam 340.825 hectares de lavouras de cana-de-açúcar, localizadas nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, as quais foram mensuradas pelo seu valor justo em função de já estarem formadas e prontas para a colheita. O cultivo da cana-de-açúcar é iniciado pelo plantio de mudas em terras próprias e de terceiros e o primeiro corte ocorre após doze ou dezoito meses do plantio, quando a cana é cortada e a raiz (cana soca) continua no solo. Após cada corte, a cana soca cresce novamente. O ciclo tem, em média, cinco anos (safras). As lavouras plantadas, porém ainda não formadas e prontas para o primeiro corte, são classificadas no grupo do ativo biológico como lavoura em formação e não integram a base para o cálculo do valor justo, sendo registradas pelo custo acumulado de preparo, plantio e tratos culturais da cana planta, que se aproxima do valor justo. Em 31 de março de 2013, as controladas da Companhia possuíam 14.038 hectares de lavouras ainda em formação (estágio de preparo de solo, plantio ou trato-cana planta). Principais premissas utilizadas na mensuração do valor justo: O valor justo das lavouras formadas de cana-de-açúcar foi determinado utilizando-se a metodologia de fluxo de caixa descontado, considerando as seguintes principais premissas: (i) Entradas de caixa obtidas através de cálculos que consideram: (i) produtividade futura da cana-de-açúcar, durante seu ciclo estimado de vida, que usualmente é de 5 anos (safras), medida em tonelada; (ii) nível de concentração de açúcar (Açúcar total recuperável (“ATR”) esperado para as safras futuras); (iii) valor do ATR por tonelada de cana, calculado conforme metodologia do CONSECANA (Conselho dos produtores de cana-de-açúcar, açúcar e álcool do Estado de São Paulo), que leva em consideração o mix de produção, no mercado, de açúcar e etanol (hidratado e anidro) e os preços futuros esperados para cada um destes produtos); e (ii) Saídas de caixa representadas pela estimativa de: (i) custos necessários para que ocorra a transformação biológica da cana-de-açúcar (tratos culturais da cana soca); (ii) custos com corte, carregamento e transporte (CCT); (iii) custos de capital (aluguel das terras e de máquinas e equipamentos); e (iv) impostos incidentes sobre o fluxo de caixa positivo. Com base na estimativa de receitas e custos, determina-se o fluxo de caixa a ser gerado em cada ano, considerando-se uma taxa de desconto que objetiva definir o valor presente dos ativos biológicos. As variações no valor justo são registradas como ativo biológico no ativo não circulante tendo como contrapartida “Valor justo dos ativos biológicos” na demonstração do resultado. A amortização das variações do valor justo dos ativos biológicos é realizada de acordo com a colheita da cana-de-açúcar e proporcionalmente a produtividade esperada nas safras. O modelo e as premissas utilizadas na determinação do valor justo representam a melhor estimativa da Administração na data das demonstrações financeiras, sendo revisados trimestralmente e, se necessário, ajustados. (a) Composição: Consolidado 2013 2012 Baixas por colheita acumulada Custo Líquido Líquido Lavoura de cana-de-açúcar........................ 2.739.111 (820.140) 1.918.971 1.554.334 Lavoura em formação (i)............................. 255.309 – 255.309 242.101 Variação no valor justo ............................... 389.325 (138.392) 250.933 209.564 3.383.745 (958.532) 2.425.213 2.005.999 (b) Movimentação do ativo biológico: 31 de Baixas por 31 de março reforma março Transfe- Amortide 2012 Adições rência zação (Resultado) de 2013 Lavoura de cana-de-açúcar......... 1.554.334 330.862 610.304 (566.481) (10.048) 1.918.971 Lavoura em formação (i).............. 242.101 623.512 (610.304) – – 255.309 Variação no valor justo ................ 209.564 103.449 – (64.581) 2.501 250.933 2.005.999 1.057.823 – (631.062) (7.547) 2.425.213 31 de Baixas por 31 de março reforma março Transfe- Amortide 2011 Adições rência zação (Resultado) de 2012 Lavoura de cana-de-açúcar........ 1.021.315 163.722 672.313 (303.016) – 1.554.334 Lavoura em formação (i)............. 241.445 672.969 (672.313) – – 242.101 Variação no valor justo ............... 155.430 78.971 – (24.837) – 209.564 1.418.190 915.662 – (327.853) – 2.005.999 (i) As lavouras em formação devido a sua pouca transformação biológica, são mensuradas pelo custo de formação que se aproxima de seu valor justo. 8. Intangível: (a) Composição: Controladora 2013 2012 % Taxas médias anuais de Amortização amortização acumulada Custo Líquido Líquido Ágio sobre investimentos........... 136.062 – 136.062 136.062 Direito de uso:............................ Software .................................. 10.889 (5.779) 5.110 7.166 20 Software em desenvolvimento 26.286 – 26.286 – 173.237 (5.779) 167.458 143.228

Consolidado 2013 2012 Custo Ágio sobre investimentos........... 352.695 Ativo fiscal ................................. 67.405 Direito de uso: Linha de transmissão ................ 18.411 Software .................................. 25.564 Software em desenvolvimento 26.286 Licenças ambientais .................. 4.161 494.522 (b) Movimentação do intangível

Amortização acumulada – –

Líquido 352.695 67.405

(2.618) (15.598) – (2.700) (20.916)

15.793 9.966 26.286 1.461 473.606

Líquido 352.695 67.405

% Taxas médias anuais de amortização

16.917 13.664 – 1.351 452.032 Transferência 2012 Adições Amortização do imobilizado

Ágio na aquisição de investimentos (i) Eldorado ................................................. 165.139 DASA...................................................... 95.900 UCP ........................................................ 31.033 Pontal...................................................... 37.457 Rio Claro................................................. 9.131 Central Energética Água Emendada ...... 9.545 Santa Luzia............................................. 4.490 352.695 Átivo fiscal (ii) DASA...................................................... 46.714 UCP ........................................................ 15.987 Rio Claro................................................. 4.704 67.405 Direito de uso: Software em desenvolvimento (iii).......... – Linha de transmissão ............................. 16.917 Software ................................................. 13.664 Licenças ambientais ................................. 1.351 31.932 452.032

6,66 20 50 2013

– – – – – – – –

– – – – – – – –

– 165.139 – 95.900 – 31.033 – 37.457 – 9.131 – 9.545 – 4.490 – 352.695

– – – –

– – – –

– – – –

26.286 – 2.381 633 29.300 29.300 Amor2011 Adições tização

46.714 15.987 4.704 67.405

– (1.124) (6.253) (523) (7.900) (7.900)

– 26.286 – 15.793 174 9.966 – 1.461 174 53.506 174 473.606 Transferência Baixas do imobilizado 2012

Ágio na aquisição de investimentos (i) Eldorado ............................................. 165.139 – – – – 165.139 DASA.................................................. 95.900 – – – – 95.900 UCP .................................................... 31.033 – – – – 31.033 Pontal.................................................. 37.457 – – – – 37.457 Rio Claro............................................. 9.131 – – – – 9.131 Central Energética Água Emendada .. 9.545 – – – – 9.545 Santa Luzia......................................... 4.490 – – – – 4.490 352.695 – – – – 352.695 Átivo fiscal (ii) DASA.................................................. 46.714 – – – – 46.714 UCP .................................................... 15.987 – – – – 15.987 Rio Claro............................................. 4.704 – – – – 4.704 67.405 – – – – 67.405 Direito de uso: Linha de transmissão ......................... 18.020 18 (1.121) – – 16.917 Software ............................................. 15.269 813 (2.635) (110) 327 13.664 Licenças ambientais ............................. 2.540 10 (1.199) – – 1.351 35.829 841 (4.955) (110) 327 31.932 455.929 841 (4.955) (110) 327 452.032 (i) Os ágios provenientes de investimentos consolidados apresentados no ativo intangível são fundamentados em rentabilidade futura e tem sua recuperabilidade testada anualmente, conforme mencionado na Nota 2.13 (a). (ii) Ativo fiscal refere-se a parcela de benefício econômico do ágio fundamentado em expectativa de rentabilidade futura apurado quando da aquisição das companhias por sua ex-controladora ETH Participações S.A. Posteriormente, as companhias incorporaram de forma reversa parcela do acervo líquido da ETH Participações S.A., mantendo em seus ativos apenas a parcela passível de aproveitamento fiscal. (iii) Referente a gastos incorridos para implementação do software ERP para todas as empresas do Grupo Odebrecht Agroindustrial com início de utilização em abril de 2013.

9. Empréstimos e financiamentos: Modalidade Moeda nacional Finem:

Média do encargos financeiros anuais

TJLP + juros de2,92% Linhas de 4,90% UMBNDES + encargos da cesta de moedas + juros de 3,46% (–) Custo de transação ......................

Controladora 2013 2012

2013

Consolidado 2012 Garantia

– –

– 3.564.477 – 484.039

Alienação fiduciária do bem e fiança da controlada ou da 3.241.613 controladora 430.796

– – –

– 447.630 – (24.499) – 4.471.647

377.713 (19.544) 4.030.578

Linhas de crédito: Linha de crédito - bancos comerciais Capital de giro sindicalizado.............. Linha de crédito - capital de giro ....... Nota de crédito à exportação ............ Crédito rural....................................... Linha de crédito - recebíveis .............

Juros de 107,90% do CDI TJLP + juros de 5,00% Juros de 140,54% do CDI Juros de 109,49%; e outra linha de juros de 13,50% Juros de 8,04% Juros de 105,00% do CDI

– – 50.904 – – –

– – 171.032 – – –

905.177 787.449 436.457 426.406 366.547 320.000

– 711.613 561.792 343.539 152.090 –

FCO ................................................... Finame............................................... Cessão de recebíveis ........................ Arrendamento mercantil .................... (–) AVP do arrendamento mercantil Refinanciamento PESA ..................... Crédito direto ao consumidor ............

Juros de 8,50% TJLP + juros de 4,26%; e outra linha juros de 6,29% Juros de 9,60%

– – – – – – –

– – – – – – –

159.154 156.357 90.612 11.573 (1.398) 10.095 950

194.168 123.567 285.431 9.378 (1.723) 12.153 –

TJLP + juros de 2,32% Juros de 10,04% Linhas com atualização pelo INPC e linhas Capital de giro ................................... atualizadas pelo IGPM + juros de 9,20%

Debêntures ........................................ Selic + 2,50% (–) Custo de transação ......................

CDCA e CPR-F ................................. Juros de 129,40% do CDI; e outras linhas de 9,52% (–) Custo de transação ...................... PESA - Saldo contratual.................... IGPM + juros de 8,50% até 9,96% (–) Ajuste a valor presente ................ (–) Aplicações em CTN ..................... IGPM + juros de 12,00% Total moeda nacional ...................... Moeda estrangeira Variação cambial e juros: Adiantamento de contrato de câmbio/CCE .................................. Linhas de 6,58% Pré-pagamento de exportação (“PPE”) Financiamento de investimentos ....... Notas de crédito à exportação........... Resolução 2770................................. Financiamento de importação .......... (–) Custo de transação PPE............. Total moeda estrangeira .................

Libor + juros de 3,10% Libor + juros de 2,60% Libor + juros de 2,00% Juros de 6,43% Linhas de 5,03%

Passivo circulante Passivo não circulante

179

820.920 – 820.920

744.506 – 744.506

820.920 (18) 820.902

426.736 (25) 426.711 – – – – 1.298.535

– 699.608 – (1.175) – 698.433 – 163.777 – (79.142) – (66.661) – 17.974 915.538 9.678.514

529.702

– – 230.823 – – 40.875 – – 27.082 23.096 15.002 23.097 – – – – – (4.330) 23.096 15.002 847.249 1.321.631 930.540 10.525.763 (453.143) (186.034) (2.690.796) 868.488 744.506 7.834.967

Aval da controlada, fiança da controladora, penhor de lavoura e cessão de direitos creditórios Fiança da controlada Aval da controlada Aval da controlada ou aval da controladora Aval da controlada e da controladora e penhor de lavoura Aval da controladora, penhor de lavoura e alienação fiduciária do bem Alienação fiduciária do bem, fiança da controladora e da controlada Aval da controlada e cessão de recebíveis Fiança da controlada Alienação fiduciária do bem e aval da controlada

169 744.506 Fiança da controladora (18) 744.488 Aval da controlada, cessão fiduciária de contrato de etanol e aplicação 397.689 financeira (474) 397.215 140.984 Hipotecas, penhoras e cessão de créditos (67.219) (55.087) 18.678 7.583.136 Aval da controlada, penhor de lavoura e cessão fiduciária de contrato 135.279 comercial Fiança da Odebrecht S.A., aval da controlada, penhor de ações e penhor 288.926 da lavoura 36.959 Aval da Odebrecht S.A. 36.744 Aval da Odebrecht S.A. 15.001 Aval da controladora 13.575 (6.404) 520.080 8.103.216 (1.676.954) 6.426.262

Legenda: BNDES: Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico; CDI: Certificado de Depósito Interbancário; CTN: Certificado do Tesouro Nacional; IGPM: Índice Geral de Preços do Mercado; INPC: Índice Nacional de Preços ao Consumidor; LIBOR: London Interbank Offered Rate; PESA: Programa Especial de Saneamento de Ativos; TJLP: Taxa de Juros de Longo Prazo; UMBNDES: Unidade Monetária do BNDES. Os montantes registrados no passivo não circulante têm a seguinte composição, por ano de vencimento:


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 5 de julho de 2013

ECONOMIA/LEGAIS - 21

continuação

2013......................................................................................................... 2014......................................................................................................... 2015......................................................................................................... 2016......................................................................................................... 2017......................................................................................................... 2018 a 2025.............................................................................................

2013 – 2.982.084 1.556.969 524.616 551.569 2.219.729 7.834.967

Consolidado 2012 1.306.891 1.362.196 829.488 482.397 440.581 2.004.709 6.426.262

10. Imposto de renda e contribuição social diferidos: (a) Composição: Créditos:

Consolidado Imposto de renda Contribuição social Descrição 2013 2012 2013 2012 Prejuízos fiscais e bases negativas................................... 2.944.529 1.559.687 2.962.556 1.566.193 Diferenças temporárias: Ajustes 11.638/2007 Despesas diferidas - fase pré-operacional ...................... 350.882 400.886 350.882 400.886 Ajuste AVP plano PESA .................................................. 79.141 67.219 79.141 67.219 Variação do valor justo do ativo biológico........................ 34.951 54.513 34.951 54.513 Outros ajustes ................................................................. 233.626 172.254 233.626 172.254 Ágios.................................................................................. 321.202 321.202 321.202 321.202 Provisões diversas............................................................. 132.427 10.582 132.427 10.582 4.096.758 2.586.343 4.114.785 2.592.849 Potencial crédito tributário ................................................. 1.024.190 646.586 370.331 233.357 Crédito tributário não registrado ........................................ (769.239) (392.567) (278.548) (141.910) 254.950 254.019 91.782 91.447 Débitos: Diferenças temporárias: Ajustes 11.638/2007: Variação do valor justo do ativo biológico.......................... 285.884 264.078 285.884 264.078 Ajuste AVP plano PESA .................................................... 79.141 67.219 79.141 67.219 Amortização de ágio.......................................................... 123.810 – 123.810 – Outros ajustes ................................................................. 30.291 99.428 30.291 99.428 519.126 467.296 519.126 467.296 Débitos diferidos totais ...................................................... 129.782 107.681 46.721 38.765 O imposto de renda e a contribuição social diferidos sobre prejuízos fiscais e bases negativas de contribuição social acumulados e diferenças temporárias são reconhecidos contabilmente levando-se em consideração a análise de lucros tributáveis futuros, fundamentada em estudos elaborados com base em premissas internas e externas e em atuais cenários macroeconômicos e comerciais aprovados pela Administração da Companhia e de suas controladas. Portanto, os créditos tributários diferidos limitam-se aos valores cuja compensação está amparada por projeções de lucros tributáveis futuros, descontados ao seu valor presente, preparados pela Administração da Companhia, considerando-se inclusive, quando aplicável, a limitação de compensação de prejuízos fiscais em até 30% do lucro tributável, além dos benefícios fiscais de isenção e redução do imposto. Luiz de Mendonça - Diretor Presidente

Celso Luiz Tavares Ferreira Genésio Lemos Couto

(b) Os impostos diferidos de ativos e passivos foram atribuídos da seguinte forma: Créditos Débitos 2013 2012 2013 2012 Prejuízo fiscal e base negativa a compensar ........ 70.530 48.664 – – Diferenças temporárias: Ajustes 11.638/2007: Despesas diferidas - fase pré-operacional .......... 119.299 136.300 – – Ajuste AVP plano PESA ...................................... 26.909 22.855 26.909 22.855 Variação do valor justo do ativo biológico............ 11.883 18.535 97.201 89.786 Outros ajustes ..................................................... 8.902 9.902 52.393 33.806 Provisão de equidade (Ágio) ................................. 109.209 109.209 – – 346.732 345.465 176.503 146.447 (c) Por entidade jurídica, líquidos - consolidado Créditos Débitos 2013 2012 Entidade 2013 2012 2013 2012 Ativo Passivo Ativo Passivo Bio Par.......................... 127.496 128.124 (9.560) – 117.936 – 128.124 – Eldorado ....................... 50.998 28.987 (36.670) (36.796) 14.328 – – (7.809) DASA............................ 34.170 31.073 (49.381) (46.560) – (15.211) – (15.487) Pontal............................ 5.513 4.752 (5.513) (4.752) – – – – Rio Claro....................... 23.906 32.751 (75) – 23.831 – 32.751 – UCP .............................. 8.300 10.577 (13.256) (17.967) – (4.956) – (7.390) Santa Luzia................... 11.334 13.127 (40.321) (39.479) – (28.987) – (26.352) Brenco .......................... 85.015 96.074 (21.727) (893) 63.288 – 95.183 – 346.732 345.465 (176.503) (146.447) 219.383 (49.154) 256.058 (57.040) (d) Movimentação dos tributos diferidos durante o ano: Reconhecida no Reconhecida 2012 patrimônio líquido no resultado 2013 Diferenças temporárias: Ajustes 11.638/2007: Despesas diferidas - fase pré-operacional ..... 136.300 – (17.001) 119.299 Variação do valor justo do ativo biológico....... (71.251) – (14.067) (85.318) Outros ajustes ................................................ 2.751 (9.976) (1.142) (8.367) Prejuízo fiscal ................................................... 48.664 – 21.866 70.530 Amortização do ágio......................................... (26.655) – (8.469) (35.124) Provisão da equidade (Ágio) ............................ 109.209 – – 109.209 199.018 (9.976) (18.813) 170.229 Reconhecida no Reconhecida 2011 patrimônio líquido no resultado 2012 Diferenças temporárias: Ajustes 11.638/2007: Despesas diferidas - fase pré-operacional ..... 158.322 – (22.022) 136.300 Variação do valor justo do ativo biológico....... (52.846) – (18.405) (71.251) Outros ajustes ................................................ 57.190 (780) (31.650) 24.760 Provisão da equidade (Ágio) ............................ 109.209 – – 109.209 271.875 (780) (72.077) 199.018 (e) Regime Tributário de Transição: Para fins de apuração do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido dos exercícios fiscais de 2009 e de 2008, a Companhia e suas controladas optaram pelo RTT, que permite à pessoa jurídica eliminar os efeitos contábeis da Lei nº 11.638/07 e da MP nº 449/08, convertida na Lei nº 11.941/09, por meio de registros no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR) ou de controles auxiliares, sem qualquer modificação da escrituração mercantil. A partir de 2010, por ser obrigatório, a Companhia e suas controladas vem adotando as mesmas práticas tributárias de 2008 e de 2009, uma vez que o RTT terá vigência até a entrada em vigor de lei que discipline os efeitos fiscais dos novos métodos contábeis, buscando a neutralidade tributária. Hélio Baptista Novaes Luciano Dequech

Luis Fernando Sartini Felli Marcelo Mancini Stella

Sociedade por Ações de Capital Fechado CNPJ/MF nº 14.811.848/0001-05 - NIRE nº 35.3.0038001-1

CNPJ 58.851.775/0001-50

Premium Tamboré Empreendimentos Ltda. CNPJ Nº 09.127.238/0001-57 - NIRE 35221555080 ATA DE REUNIÃO DOS SÓCIOS QUOTISTAS DATA, HORA E LOCAL: 25/06/2013 - 14:00 hrs – São Paulo/SP – Aos vinte e cinco dias de junho de 2013, às quatorze horas, na sede social da empresa, situada na Rua Afonso Sardinha, 95 - Sala 104 B - Lapa - São Paulo - SP - CEP 05076-000. PRESENÇA: Sócios representando 100% (cem por cento) do capital social. COMPOSIÇÃO DA MESA: Mauro Piccolotto Dottori – Presidente; Ricardo Katz de Castro – Secretário. PUBLICAÇÕES: dispensadas, tendo em vista a presença de 100% (cem por cento) dos sócios. ORDEM DO DIA: (i) Aprovar a redução de capital de R$ 42.971.889,00 (quarenta e dois milhões, novecentos e setenta e um mil, oitocentos e oitenta e nove reais), para R$ 10.000,00 (dez mil reais), com o cancelamento de 42.961.889 (quarenta e dois milhões, novecentas e sessenta e uma mil, oitocentas e oitenta nove) quotas no valor nominal de R$ 1,00 (hum real) cada, nos termos do artigo 1.082, inciso II do Código Civil – excesso de capital. (ii) Aprovar a devolução do capital reduzido aos sócios, na proporção de suas respectivas participações no capital nos seguintes valores: R$ 21.287.616,00 (vinte e um milhões, duzentos e oitenta e sete mil, seiscentos e dezesseis reais) à sócia MPD ENGENHARIA LTDA, R$ 21.287.616,00 (vinte e um milhões, duzentos e oitenta e sete mil, seiscentos e dezesseis reais) à sócia FKC PARTICIPAÇÕES LTDA, e R$ 386.657,00 (trezentos e oitenta e seis mil, seiscentos e cinquenta e sete reais) ao sócio MAURO SANTI (iii) Autorização para publicação do extrato da presente ata, em observância ao estabelecido no artigo 1.084 do Código Civil. DELIBERAÇÕES: Postos em discussão e votação, foi aprovado por unanimidade, sem reservas e restrições, o acima proposto, nos termos da ordem do dia. ASSINATURAS dos sócios: MPD Engenharia Ltda., representada por Mauro Piccolotto Dottori, FKC Participações Ltda., representada por Ricardo Katz de Castro e Mauro Santi - Sócio. São Paulo, 25 de junho de 2013. Mauro Piccolotto Dottori - Presidente; Ricardo Katz de Castro - Secretário; MPD Engenharia Ltda. - Mauro Piccolotto Dottori; FKC Participações Ltda. - Ricardo Katz de Castro; Mauro Santi QUADRA U2 EMPREENDIMENTOS LTDA. CNPJ Nº 09.000.470/0001-20 - NIRE 35221531946 ATA DE REUNIÃO DOS SÓCIOS QUOTISTAS DATA, HORA E LOCAL: 25/06/2013 às 10:00 hrs – São Paulo/SP – Aos vinte e cinco dias de junho de 2013, às dez horas, na sede social da empresa, situada na Rua Afonso Sardinha, 95 - Sala 104-A - Lapa - São Paulo/SP - CEP 05076-000. PRESENÇA: Sócios representando 100% (cem por cento) do capital social. COMPOSIÇÃO DA MESA: Mauro Piccolotto Dottori – Presidente; Milton Corrêa Meyer Filho – Secretário. PUBLICAÇÕES: dispensadas, tendo em vista a presença de 100% (cem por cento) dos sócios. ORDEM DO DIA: (i) Aprovar a redução de capital de R$ 2.338.890,00 (dois milhões, trezentos e trinta e oito mil, oitocentos e noventa reais), para R$ 10.000,00 (dez mil reais), com o cancelamento de 2.328.890 (dois milhões, trezentos e vinte e oito mil, oitocentos e noventa) quotas no valor nominal de R$ 1,00 (um real) cada uma, nos termos do artigo 1.082, inciso II do Código Civil – excesso de capital. (ii) Devolução do capital reduzido aos sócios, na proporção de suas respectivas participações no capital nos seguintes valores: R$ 2.307.930,00 (dois milhões, trezentos e sete mil, novecentos e trinta reais) à Sócia MPD Engenharia Ltda., R$ 16.768,00 (dezesseis mil, setecentos e sessenta e oito reais) ao Sócio Mauro Piccolotto Dottori e R$ 4.192,00 (quatro mil, cento e noventa e dois reais) ao Sócio Milton Corrêa Meyer Filho. (iii) Autorização para publicação do extrato da presente ata, em observância ao estabelecido no artigo 1.084 do Código Civil. DELIBERAÇÕES: Postos em discussão e votação, foi aprovado por unanimidade, sem reservas e restrições, o acima proposto, nos termos da ordem do dia. ASSINATURAS dos sócios: MPD Engenharia Ltda., representada por Mauro Piccolotto Dottori, Mauro Piccolotto Dottori – Sócio e Milton Corrêa Meyer Filho – Sócio. São Paulo, 25 de junho de 2013. Mauro Piccolotto Dottori - Presidente; Milton Corrêa Meyer Filho - Secretário; MPD Engenharia Ltda. - Mauro Piccolotto Dottori; Milton Corrêa Meyer Filho - Sócio; Mauro Piccolotto Dottori - Sócio PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO Nº 049/2013/SMS-PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 1296/2013/SMS Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico nº 049/ 2013/SMS, tendo como objeto a aquisição de veículos, para serem utilizados pelas Unidades de Saúde da Prefeitura Municipal de São Carlos/Secretaria Municipal de Saúde, conforme características, especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 30 de julho de 2013, e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas do dia 30 de julho de 2013. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 04 de julho de 2013. Aline Lattaro Lazari - Autoridade Competente

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO Nº 047/2013/SMS-PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 732/2013/SMS Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico nº 047/ 2013/SMS, tendo como objeto o registro dos preços de medicamentos para uso em pacientes atendidos nas unidades de saúde do município, constantes da Relação Municipal de Medicamentos (REMUME), conforme características, especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 29 de julho de 2013, e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas do dia 29 de julho de 2013. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 04 de julho de 2013. Aline Lattaro Lazari - Autoridade Competente

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 04 de julho de 2013, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Rafael Scrivani. Requerido: Prodotti Laboratório Farmacêutico Ltda. Avenida João Dias, 1084 – Santo Amaro - 1ª Vara de Falências. Requerente: Hikari Indústria e Comércio Ltda. Requerido: Makro Atacadista S/A. Rua Carlos Lisdegno Carlucci, 519 – Butantã - 2ª Vara de Falências. Requerente: Fundo de Investimento em Direitos Creditórios não Padronizados Multissetorial Multiplo NP. Requerido: Uei Telecomunicações Ltda. Rua Matias Aires, 402 - 5° Andar - Conjunto 52-A – Consolação - 2ª Vara de Falências.

Ana Cristina Rodrigues de Andrade CRC nº 1SP 141776/O-2, CPF nº 030.091.728-77

OAS S.A.

Itaú BBA Participações S.A.

NIRE 35300119398 ATA SUMÁRIA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA E ORDINÁRIA DE 30 DE ABRIL DE 2013 DATA, HORA E LOCAL: Em 30.4.13, às 14h20, na Praça Alfredo Egydio de Souza Aranha, 100, Torre Conceição, 7º andar, em São Paulo (SP). MESA: Caio Ibrahim David - Presidente; e Alexsandro Broedel Lopes - Secretário. QUORUM: Totalidade do capital social. PRESENÇA LEGAL: Administradores da Sociedade e representantes da PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes. EDITAL DE CONVOCAÇÃO: Dispensada a publicação conforme art. 124, § 4º, da Lei 6.404/76. AVISO AOS ACIONISTAS: Dispensada a publicação conforme faculta o art. 133, § 5º, da Lei 6.404/76. DELIBERAÇÕES TOMADAS: I. Em pauta extraordinária: 1. Reformar o Estatuto Social objetivando, dentre outros assuntos: (i) alterar o número de cargos que compõe a Diretoria, que passará a ser de 2 a 15 Diretores, alterar as disciplinas relativas à competência, poderes, condições para eleição, remuneração e representação e ampliar o prazo de mandato da Diretoria, de anual para trienal; (ii) ampliar as finalidades da reserva especial e alterar as fontes para composição dessa reserva; (iii) reduzir o dividendo mínimo obrigatório de 25% para 1% do lucro líquido apurado no exercício; e (iv) proceder às necessárias adaptações e aprimoramentos redacionais. 2. Consolidado o Estatuto Social que, consignando as alterações ora deliberadas, passa a se redigir na forma rubricada pelos presentes. II. Em pauta ordinária: 1. Aprovadas as Contas dos Administradores, o Balanço Patrimonial, as demais Demonstrações Financeiras e os Relatórios da Administração e dos Auditores Independentes, relativos ao exercício social encerrado em 31.12.12, publicados em 28.3.13 no “Diário do Comércio” (pp. 19 e 20) e no “Diário Oficial do Estado de São Paulo”(pp. 79 e 80). 2. Aprovada a destinação do lucro líquido do exercício de 2012, no valor total de R$ 3.456.534,92, da seguinte forma: a) R$ 172.826,75 para a conta de Reserva Legal; b) R$ 770.708,17 para a conta de Reserva Estatutária; e c) R$ 2.513.000,00 por conta do dividendo obrigatório de 2012, pagos na forma de juros sobre o capital próprio, conforme deliberação tomada em Reunião da Diretoria de 28.12.12, ora ratificada, com retenção de 15% de imposto de renda na fonte, resultando em juros líquidos de R$ 2.136.050,00. 3. Aprovada, ainda, a reversão dos dividendos provisionados em 31.12.12, no valor de R$ 2.858.570,06, para a conta de Reserva Estatutária. 4. Reeleitos CAIO IBRAHIM DAVID e OTTAVIO ALDO RONCO e eleitos ALEXSANDRO BROEDEL LOPES e MARIO LUIZ AMABILE, todos ao cargo de Diretor e adiante qualificados, para o próximo mandato trienal que vigorará até a posse dos eleitos na Assembleia Geral Ordinária de 2016, passando a Diretoria a ser composta da seguinte forma: DIRETORIA - Diretores: ALEXSANDRO BROEDEL LOPES, brasileiro, casado, contador, RG-SSP/ES 1.215.567, CPF 031.212.717-09, domiciliado em São Paulo (SP), na Praça Alfredo Egydio de Souza Aranha, 100, Torre Eudoro Villela, Piso Zero, CEP 04344-902; CAIO IBRAHIM DAVID, brasileiro, casado, engenheiro, RG-SSP/SP 12.470.390-2, CPF 101.398.578-85, domiciliado em São Paulo (SP), na Praça Alfredo Egydio de Souza Aranha, 100, Torre Eudoro Villela, Piso Zero, CEP 04344-902; MARIO LUIZ AMABILE, brasileiro, casado, contador, RG-SSP/SP 11.460.083, CPF 843.210.248-20, domiciliado em São Paulo (SP), na Praça Alfredo Egydio de Souza Aranha, 100, Torre Eudoro Villela, Piso Zero, CEP 04344-902; e OTTAVIO ALDO RONCO, italiano, casado, contador, RNE-SE/DPMAF/DPF/W-700.567-D, CPF 899.601.498-20, domiciliado em São Paulo (SP), na Av. Brigadeiro Luís Antônio, 1.827, Torre B, 20º andar, CEP 01317-002. 5. Registrada a apresentação, pelos eleitos, dos documentos comprobatórios do atendimento das condições prévias de elegibilidade previstas nos arts. 146 e 147 da Lei 6.404/76. 6. Roberto Egydio Setubal, não reeleito nesta oportunidade, deixa seu cargo nesta data. 7. Fixada em até R$ 36.000,00 a verba anual e global de remuneração para a Diretoria, relativa ao exercício de 2013, reajustada de acordo com a política de remuneração adotada pela Sociedade e que será atribuída aos seus membros, na forma que vier a ser deliberada pela Diretoria. O valor para remuneração aprovado poderá ser pago em moeda corrente nacional, em ações do Itaú Unibanco Holding S.A. ou em outra forma que a administração considerar conveniente. CONSELHO FISCAL: Não houve manifestação por não se encontrar em funcionamento. DOCUMENTOS ARQUIVADOS NA SEDE: Balanço Patrimonial e demais Demonstrações Financeiras; Relatório da Administração e dos Auditores Independentes; e declaração de desimpedimento dos administradores. ENCERRAMENTO: Encerrados os trabalhos, lavrou-se esta ata que, lida e aprovada por todos, foi assinada. São Paulo (SP), 30 de abril de 2013. (aa) Caio Ibrahim David - Presidente; e Alexsandro Broedel Lopes - Secretário. Cópia fiel da original lavrada em livro próprio. JUCESP - Registro nº 238.684/13-1, em 27.6.13. (a) Gisela Simiema Ceschin Secretária Geral.

11. Patrimônio líquido: (a) Capital social: Em 31 de março de 2013, o capital social da Companhia passou de R$1.884.937,composto por 4.996.696.427 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal para R$ 2.189.392, divididos em 2.054.606.021 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, conforme aumento de capital no montante de R$ 304.455 aprovado em Assembleia Geral Extraordinária de 27 de março de 2013. Em 3 de maio de 2009, foi aprovado em Assembleia Geral Extraordinária aumento de capital de R$ 64.545, dos quais 43.030 foi efetuado pela Odebrecht S.A. e R$ 21.515 pela Sojitz Corporation. Em 5 de janeiro de 2010, o capital social da Companhia foi aumentado em R$ 217.698. As acionistas Sojitz Corporation e Sojitz Brasil S.A., não participaram do referido aumento, do qual foi efetuado pela Construtora Norberto Odebrecht S.A. Em Função desse evento houve uma diluição na participação do Grupo Sojitz no capital, que passou de 33,33% para 25,65%. Em 15 de abril de 2010, em conexão com a Associação de Ativos, o capital social da Companhia e a reserva de ágio na subscrição foram aumentados em R$ 659.728 e R$ 241.533, respectivamente. Concluída a referida Associação de Ativos, foi constituída provisão para custos com a referida transação, no montante de R$ 22.858 que, devido à sua natureza, foi registrada a débito da reserva de ágio. Devido essa reorganização societária, a Companhia passou a ser controlada pela ETH BIO. Assim, durante o exercício de 2010, houve aumentos de capital que totalizaram R$ 941.971, conforme acima mencionados. (b) Ajuste de avaliação patrimonial: Criada pela Lei 11.638/07, com o objetivo de registrar os valores pertencentes ao patrimônio líquido que não transitaram pelo resultado do período. O impacto destes valores no resultado ocorrerá quando da sua efetiva realização. Em 31 de março de 2012 e 2011, correspondem, basicamente, a resultado de valorização a mercado de operações com derivativos, líquida dos efeitos de imposto de renda e contribuição social. (c) Reserva de lucros: Legal - calculada na base de 5% do lucro líquido do período, antes de qualquer destinação e não excederá a 20% do capital social, nos termos da Lei n° 6.404/76. Lucros a realizar - reserva constituída para absorver os lucros não realizados e que serão base para distribuição de dividendos, quando de sua realização ou para absorção de prejuízos. (d) Destinação do resultado: De acordo com o estatuto social da Companhia, o resultado do exercício encerra-se em 31 de março de cada ano, após a dedução dos prejuízos acumulados e da provisão para o imposto de renda e da contribuição social, serão deduzidas, observados os limites legais, as participações nos lucros eventualmente concedidas aos seus administradores por deliberação da Assembleia Geral Ordinária, que somente aprovará a distribuição de tais participações após assegurado o pagamento dos dividendos mínimos, não inferiores a 25% do lucro líquido, após a dedução da reserva legal. (e) Resultado por ação: De acordo com o CPC 41 - “Resultado por ação”, a tabela abaixo reconcilia o prejuízo do exercício com os valores usados para calcular o prejuízo por ação básico e diluído: 2013 2012 Prejuízo do exercício atribuível aos acionistas da Companhia.................... (1.226.922) (756.996) Média ponderada de ações em circulação.................................................. 2.054.606 2.014.281 Prejuízo básico e diluído por ação .............................................................. (0,5972) (0,3758) 12. Receita bruta e líquida: 2013 2012 Receitas brutas Mercado interno ............................................................................................ 1.722.630 1.471.897 Mercado externo............................................................................................ 592.240 172.845 Ganhos (perda) nas operações de hedge pelo embarque............................ 4.395 (6.474) Outras receitas .............................................................................................. 5.480 99.144 2.324.745 1.737.412 Tributos sobre vendas.................................................................................... (186.234) (213.018) Fretes sobre vendas ...................................................................................... (126.747) (70.599) Devoluções .................................................................................................... (5.885) (4.703) Receitas líquidas ......................................................................................... 2.005.879 1.449.092

1. Data, hora e local: aos 03 (três) dias do mês de julho de 2013, às 10 horas, na sede social da OAS S.A., sociedade por ações de capital fechado com sede na Avenida Angélica, nº 2.330/2.346/2.364, 9º andar, sala 904, bairro Consolação, CEP 01228-200, na cidade de São Paulo, no estado de São Paulo, que é o seu foro, registrada na Junta Comercial do Estado de São Paulo (“JUCESP”), sob o NIRE nº 35.3.0038001-1, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 14.811.848/0001-05 (“Companhia”). 2. Presença: acionistas representando 100% (cem por cento) do capital votante da Companhia, conforme se verifica pelas assinaturas lançadas no Livro de Presença de Acionistas. 3. Convocação: dispensada a publicação dos editais de convocação na forma do artigo 124, parágrafo 4º, da Lei nº 6.404/76 (“Lei das Sociedades por Ações”), tendo em vista a presença da totalidade dos acionistas da Companhia, conforme assinaturas constantes do Livro de Presença de Acionistas. 4. Mesa: Cesar de Araújo Mata Pires (Presidente) e José Adelmário Pinheiro Filho (Secretário). 5. Ordem do dia: apreciação e deliberação a respeito: (i) da emissão, para distribuição pública com esforços restritos de colocação, nos termos da Instrução da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) nº 476, de 16 de janeiro de 2009, conforme alterada (“Instrução CVM 476”), de até 69.470 (sessenta e nove mil, quatrocentos e setenta) debêntures simples, nominativas e escriturais, em 2 séries, não conversíveis em ações, da espécie com garantia real, sem emissão de cautelas ou certificados (“Debêntures”), das quais 34.735 (trinta e quatro mil, setecentos e trinta e cinco) Debêntures serão da 1ª Série (conforme definida abaixo), e 34.735 (trinta e quatro mil, setecentos e trinta e cinco) Debêntures serão da 2ª Série, todas com valor nominal unitário de R$10.000 (dez mil reais), totalizando até R$694.470.000,00 (seiscentos e noventa e quatro milhões, quatrocentos e setenta mil reais), na Data da Emissão (conforme definido abaixo) (“Emissão”), sob o regime de melhores esforços de colocação (“Oferta Restrita”), pela HSBC Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.(“Coordenador Líder”);(ii) da aprovação, em garantia das Debêntures, para que a Companhia, na qualidade de cedente fiduciária, e o Agente Fiduciário (conforme definido abaixo), na qualidade de representante dos titulares da Debêntures (“Debenturistas”), celebrarem, nos termos do artigo 66-B da Lei nº 4.728, de 14 de julho de 1965, conforme alterada, e dos artigos 18 a 20 da Lei nº 9.514, de 20 de novembro de 1997, conforme alterada, o Instrumento Particular de Cessão Fiduciária de Direitos sobre Conta Vinculada das Debêntures (“Contrato de Cessão Fiduciária”), por meio do qual serão cedidos fiduciariamente todos os direitos, atuais ou futuros, detidos ou a serem detidos pela Companhia perante o Banco Bradesco S.A., instituição financeira com sede na Cidade de Osasco, Estado de São Paulo, na Cidade de Deus, Avenida Yara, s/nº, Prédio Amarelo, 2º andar, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 60.746.948/0001-12 (“Banco Depositário”), decorrentes de recursos depositados ou a serem depositados na conta indicada no Contrato de Cessão Fiduciária, de titularidade da Companhia junto ao Banco Depositário (“Direitos Cedidos”, “Conta Vinculada” e “Cessão Fiduciária”, respectivamente); e (iii) delegação de poderes para que a Diretoria da Companhia tome as providências necessárias à realização da referida Emissão, inclusive, mas não limitado à contratação do Coordenador Líder, Agente Fiduciário (conforme definido abaixo) e demais prestadores de serviços relacionados à Emissão, negocie e fixe o preço e condições para a respectiva prestação de serviço e assine os respectivos contratos e todos os demais documentos da Oferta Restrita, de modo a refletir os termos aqui aprovados. 6. Deliberações: instalada a Assembleia, foram tomadas as seguintes deliberações, aprovadas pelos acionistas detentores de 100% (cem por cento) do capital social da Companhia, sem quaisquer ressalvas: (i) Emissão de Debêntures: Aprovada, em conformidade com o artigo 52 e seguintes da Lei das Sociedades por Ações, a 8ª (oitava) emissão de debêntures da Companhia, para distribuição pública, com esforços restritos de colocação, nos termos da Instrução CVM 476, tendo como objeto até 69.470 (sessenta e nove mil, quatrocentos e setenta mil) Debêntures simples, nominativas e escriturais, em 2 (duas) séries, da espécie com garantia real, não conversíveis em ações da Companhia, das quais 34.735 (trinta e quatro mil, setecentos e vinte e cinco) Debêntures serão da 1ª Série (conforme definida abaixo), e 34.735 (trinta e quatro mil, setecentos e trinta e cinco) Debêntures serão da 2ª Série (conforme definida abaixo), todas com valor nominal unitário de R$10.000 (dez mil reais), totalizando até R$694.470.000,00 (seiscentos e noventa e quatro milhões, quatrocentos e setenta mil reais) na Data de Emissão (conforme definida abaixo), a serem colocadas pelo Coordenador Líder, sob o regime de melhores esforços de colocação, nos termos do Instrumento Particular de Escritura da 8ª Emissão de Debêntures Simples, Não Conversíveis em Ações, da Espécie com Garantia Real, em 2 Séries, para Distribuição Pública, com Esforços Restritos de Colocação, da OAS S.A. (“Escritura de Emissão”), as quais terão as seguintes principais características e condições: (a) Valor Total da Emissão: o valor total da emissão das Debêntures será de até R$694.470.000,00 (seiscentos e noventa e quatro milhões, quatrocentos e setenta mil reais), na Data de Emissão (conforme definido abaixo);(b) Prazo de Colocação;Colocação Parcial: o Coordenador Líder realizará a distribuição pública das Debêntures, sob regime de melhores esforços, no prazo a ser definido no contrato de distribuição (“Prazo de Colocação”). Caso, no contexto da Oferta Restrita, não sejam subscritas a totalidade das Debêntures dentro do Prazo de Colocação, a Oferta Restrita será cancelada pela Companhia, e os valores eventualmente integralizados devolvidos aos respectivos titulares da Debêntures, sem qualquer acréscimo ou correção monetária. (c) Plano de Colocação: O Coordenador Líder organizará a colocação, com esforços restritos, das Debêntures perante os Investidores Qualificados (conforme definido abaixo), em atendimento aos procedimentos descritos na Instrução CVM 476, o qual será fixado mediante atendimento dos seguintes termos e condições (“Plano de Colocação”): (i) Com o acompanhamento da Companhia, o Coordenador Líder realizará a coleta de intenção de investimentos junto a Investidores Qualificados (conforme definido abaixo) para verificação da demanda das Debêntures da 1ª Série, em observância às disposições de ofertas públicas com esforços restritos de colocação da Instrução CVM 476 g . O resultado do Procedimento de Bookbuilding será ratificado por meio de aditamento a Escritura de Emissão; (“Procedimento de Bookbuilding”) (ii) não será permitida a busca de investidores por meio de lojas, escritórios ou estabelecimentos abertos ao público, ou com a utilização de serviços públicos de comunicação, como a imprensa, o rádio, a televisão e páginas abertas ao público na rede mundial de computadores; (iii) o público alvo da Oferta Restrita será composto por investidores qualificados, conforme definidos no artigo 109 da Instrução CVM nº 409, de 18 de agosto de 2004, conforme alterada (“Instrução CVM 409”) e nos termos do artigo 4º da Instrução CVM 476 (“Investidores Qualificados”); e (iv) nos termos da Instrução CVM 476, todos os fundos de investimento serão considerados Investidores Qualificados, ainda que se destinem a investidores não qualificados. (d) Quantidade de Debêntures: Serão emitidas até 69.470 (sessenta e nove mil, quatrocentos e setenta) Debêntures, das quais 34.735 (trinta e quatro mil, setecentos e trinta e cinco) serão da 1ª Série (conforme definida abaixo) e 34.735 (trinta e quatro mil, setecentos e trinta e cinco) Debêntures serão da 2ª Série (conforme definida abaixo); (e) Número da Emissão: a emissão das Debêntures representa a 8ª (oitava) emissão de Debêntures da Companhia, sendo, no entanto, a sua 7ª (sétima) emissão para distribuição pública; (f) Séries: a Emissão será realizada em 2 (duas) séries (“1ª Série”, “2ª Série” e, quando em conjunto designadas “Séries”), sendo as Debêntures objeto da Oferta Restrita distribuídas no âmbito da 1ª Série doravante denominadas “Debêntures da 1ª Série”, e as Debêntures objeto da Oferta Restrita distribuídas no âmbito da 2ª Série doravante denominadas “Debêntures da 2ª Série”, e, as Debêntures da 1ª Série e as Debêntures da 2ª Série, em conjunto, doravante denominadas Debêntures; (g) Destinação dos Recursos: Nos termos do artigo 1º da Lei nº 12.431/11, os recursos obtidos por meio da Emissão serão aplicados nos projetos de investimento Arena Grêmio, Arena Fonte Nova, Arena Dunas, Saneamento de Araçatuba e Estaleiro Enseada do Paraguaçu, conforme descritos na Escritura de Emissão (“Projetos de Investimento”); (h) Procedimento Simplificado de Alocação de Recursos. Nos termos do artigo 1º, inciso VI, da Lei 12.431/11 (conforme definido abaixo), a Companhia compromete-se a alocar os recursos captados nesta Emissão no pagamento futuro ou no reembolso de gastos, despesas ou dívidas relacionados aos Projetos de Investimento.Os recursos captados por meio desta Emissão serão alocados nos Projetos de Investimento de acordo com o procedimento simplificado descrito na Escritura de Emissão (“Procedimento Simplificado”);(i) Agente Fiduciário da Emissão: Pentágono S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (“Agente Fiduciário”); (j) Colocação: as Debêntures serão objeto de distribuição pública com esforços restritos de colocação, de acordo com os procedimentos descritos na Instrução CVM 476, destinadas exclusivamente a Investidores Qualificados (conforme definidos abaixo), com a intermediação do Coordenador Líder, que efetuará a distribuição sob regime de melhores esforços de colocação, nos termos a serem previstos no contrato de distribuição das Debêntures, observado o disposto na letra (b) acima; (k) Data de Emissão das Debêntures: para todos os efeitos legais, a data de emissão das Debêntures será o dia 11 de julho de 2013 (“Data de Emissão”); (l) Valor Nominal Unitário das Debêntures: o valor nominal unitário das Debêntures, na Data de Emissão, será de R$10.000 (dez mil reais) (“Valor Nominal Unitário”); (m) Forma e Comprovação de Titularidade: as Debêntures serão emitidas sob a forma nominativa, escritural, sem emissão de cautelas ou certificados. Para todos os fins de direito, a titularidade das Debêntures será comprovada por meio de extrato da conta de depósito emitido pelo escriturador mandatário a ser contratado pela Companhia e, adicionalmente, para as Debêntures custodiadas eletronicamente no CETIP 21 (conforme definido abaixo), será expedido extrato pela CETIP (conforme definido abaixo) em nome dos Debenturistas (conforme definidos abaixo), que igualmente servirá de comprovante de titularidade de tais Debêntures; (n) Conversibilidade: as Debêntures não serão conversíveis em ações de emissão da Companhia ou de qualquer outra companhia; (o) Espécie: as Debêntures serão da espécie com garantia real, nos termos do artigo 58, caput, da Lei das Sociedades por Ações, representada pela Cessão Fiduciária. (p) Debêntures de Investimento: Esta Emissão se enquadra nos termos do artigo 1º da Lei nº 12.431, de 24 de junho de 2011, conforme alterada (“Lei 12.431/11”), possuindo as Debêntures todas as características necessárias para atender os requisitos previstos na referida lei;(q) Preço de Subscrição e Forma de Subscrição e Integralização: as Debêntures serão subscritas peloValor Nominal Unitário, acrescida da respectiva Remuneração calculada desde a Data da Primeira Integralização, e integralizadas em moeda corrente nacional, à vista, no ato da subscrição (“Data de Integralização”), por meio do MDA (conforme definido abaixo), de acordo com os procedimentos de liquidação adotados pela CETIP; (r) Data de Vencimento: sem prejuízo do disposto na Escritura de Emissão, o prazo de vencimento das Debêntures da 1ª Série ocorrerá em 21 de julho de 2024 (“Data de Vencimento das Debêntures da 1ª Série”). O prazo de vencimento das Debêntures da 2ª Série ocorrerá em 21 de outubro de 2024 (“Data de Vencimento das Debêntures da 2ª Série” e, em conjunto com a Data de Vencimento das Debêntures da 1ª Série, “Data de Vencimento”). Na Data de Vencimento, a Companhia procederá ao pagamento de todas as Debêntures em circulação no mercado, excluídas as Debêntures que a Companhia possuir em tesouraria, ou que sejam de propriedade de seus acionistas controladores ou de qualquer de suas subsidiárias ou coligadas, bem como dos respectivos diretores ou conselheiros e respectivos cônjuges (“Debêntures em Circulação”) pelo saldo de seu Valor Nominal Unitário, acrescido da respectiva Remuneração (conforme definida abaixo), calculada nos termos da Escritura de Emissão; (s) Amortização doValor Nominal Unitário: a amortização do Valor Nominal Unitário das Debêntures da 1ª Série será realizada integralmente em uma única parcela devida na Data de Vencimento das Debêntures da 1ª Série, ressalvada a hipótese de aquisição antecipada facultativa, ou de declaração de vencimento antecipado das Debêntures da 1ª Série, conforme previstas na Escritura de Emissão. A amortização do Valor Nominal Unitário das Debêntures da 2ª Série será realizada integralmente em uma única parcela devida na Data de Vencimento das Debêntures da 2ª Série, ressalvada a hipótese de aquisição antecipada facultativa, ou de declaração de vencimento antecipado das Debêntures da 2ª Série, conforme previstas na Escritura de Emissão; (t) Atualização Monetária: O Valor Nominal Unitário das Debêntures não será atualizado monetariamente; (u) Remuneração: as Debêntures da 1ª Série farão jus à remuneração equivalente a uma taxa prefixada, correspondente a um determinado percentual ao ano, a ser definido de acordo com o Procedimento de Bookbuilding, limitado à taxa máxima de 12,00% (doze por cento) ao ano, base 360 (trezentos e sessenta) Dias Corridos (“Remuneração da 1ª Série”). As Debêntures da 2ª Série farão jus à remuneração equivalente a uma taxa prefixada, correspondente a um determinado percentual ao ano, a ser definido de acordo com o Procedimento de Bookbuilding, limitado à taxa máxima de 12,00% (doze por cento) ao ano, base 360 (trezentos e sessenta) Dias Corridos (“Remuneração da 2ª Série” e, em conjunto com a Remuneração da 1ª Série, Remuneração”). A Remuneração será calculada de forma linear e cumulativa, pro rata temporis por Dias Corridos decorridos, incidentes sobre o saldo do Valor Nominal Unitário das Debêntures, desde a Data da Primeira Integralização até a respectiva Data de Vencimento ou data do vencimento antecipado das Debêntures, conforme o caso, observada a fórmula a ser prevista na Escritura de Emissão; (v) Pagamento da Remuneração: O pagamento da Remuneração será realizado semestralmente, (i) a partir de 21 de janeiro de 2014 para as Debêntures da 1ª Série e a partir de 21 de abril de 2014 para as Debêntures da 2ª Série (ou em período superior, com relação ao primeiro Período de Capitalização e inferior, com relação ao último Período de Capitalização), sendo o primeiro pagamento devido em 21 de janeiro de 2014 para as Debêntures da 1ª Série e em 21 de abril de 2014 para as Debêntures da 2ª Série e, o último, na respectiva Data de Vencimento (cada uma, uma “Data de Pagamento da Remuneração”, respectivamente). O período de capitalização da Remuneração é o intervalo de tempo que se inicia na Data da Primeira Integralização das Debêntures (inclusive), no caso do primeiro Período de Capitalização, ou na Data de Pagamento da Remuneração imediatamente anterior, no caso dos demais Períodos de Capitalização (inclusive), e termina na Data de Pagamento da Remuneração correspondente ao respectivo período (exclusive) ou na Data de Vencimento, no caso do último Período de Capitalização (exclusive) (“Período de Capitalização”); (w) Repactuação: as Debêntures não serão objeto de repactuação programada; (x) Resgate Antecipado: É vedada a

Itaiquara Alimentos S.A. CNPJ 72.111.321/0001-74 Assembléia Geral Ordinária Edital de Convocação Ficam convocados os Srs. Acionistas p/ a realização de AGO dia 19/7/13, às 10hs na sede, na Fazenda Itaiquara, Município de Tapiratiba/SP, p/ apreciar e deliberar s/ a seguinte ordem do dia: 1. Prestação de contas dos administradores, exame, discussão e votação das demonstrações financeiras relativas ao exercício social findo em 31/12/11 e 31/12/12; 2. Destinação do Resultado do Exercício; 3. Eleição dos membros do Cons. de Administração p/ próximo triênio e fixação de seus honorários. 4. Eleição dos membros do Cons. Fiscal e seus suplentes, caso decidida a sua instalação p/ o novo exercício; 5. Outros assuntos de interesse social. Estão à disposição dos srs. acionistas, na sede social, os documentos da Administração a que se refere o art. 133, da Lei 6404/76, juntamente c/ os seguintes documentos: a) Relatório da administração; b) Demonstrações financeiras; c) Parecer dos auditores independentes; d) Parecer do Cons. fiscal. Tapiratiba, 04/7/13. Joaquim Augusto Bravo Caldeira - Pres. do Cons. de Administração. (04, 05 e 06/07/2013)

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO Nº 039/2013/SMS-PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 722/2013/SMS Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico nº 039/ 2013/SMS, tendo como objeto registro dos preços de medicamentos para uso em pacientes atendidos nas unidades de saúde do município, constantes da Relação Municipal de Medicamentos (REMUME), conforme características, especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 22 de julho de 2013 e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas do dia 22 de julho de 2013. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 01 de julho de 2013. Aline Lattaro Lazari - Autoridade Competente

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO Nº 044/2013/SMS-PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 3494/2012/SMS Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico nº 044/ 2013/SMS, tendo como objeto a contratação de empresa especializada para realização de exames de diagnose em otorrinolaringologia, para atender às necessidades dos usuários do Sistema Único de Saúde - SUS, atendidos nas Unidades de saúde do Município de São Carlos, conforme características, especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 24 de julho de 2013, e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas do dia 24 de julho de 2013. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 04 de julho de 2013. Aline Lattaro Lazari - Autoridade Competente

liquidação antecipada das Debêntures por meio de resgate ou pré-pagamento facultativo ou obrigatório, salvo na forma que vier a ser regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional (“CMN”), em conformidade com as prescrições constantes do artigo 1º, parágrafo 1º, inciso II, da Lei 12.431/11. (y) Vencimento Antecipado: Observadas as disposições da Escritura de Emissão, e desde que não contrariada a regulamentação do CMN e as disposições do artigo 1º, parágrafo 1º inciso II, da Lei 12.431/11, o Agente Fiduciário, na qualidade de representante dos Debenturistas, deverá declarar antecipadamente vencidas todas as obrigações constantes da Escritura de Emissão e exigir o imediato pagamento, pela Companhia, do Valor Nominal Unitário das Debêntures em Circulação, acrescido da respectiva Remuneração e, ainda, dos Encargos Moratórios, nos termos da Escritura de Emissão, na ocorrência das seguintes hipóteses (“Eventos de Vencimento Antecipado”): (i) não pagamento, pela Companhia, do Valor Nominal Unitário, da Remuneração e/ou de qualquer obrigação pecuniária relativa às Debêntures prevista na Escritura de Emissão, nas respectivas datas de vencimento; (ii) descumprimento, pela Companhia, de qualquer obrigação não pecuniária prevista na Escritura de Emissão, que (a) não seja devidamente sanada no prazo de cura específico; ou (b) em não havendo prazo de cura específico, não seja devidamente sanada no prazo de 7 (sete) dias úteis da notificação à Companhia da ocorrência do descumprimento; (iii) ocorrência de qualquer das hipóteses mencionadas nos artigos 333 e 1.425 do Código Civil brasileiro; (iv) anulação, nulidade, inexequibilidade ou questionamento, pela Companhia e/ou pelos seus acionistas acerca da Escritura de Emissão; (v) liquidação, dissolução ou extinção da Companhia; (vi) apresentação de proposta de recuperação judicial ou extrajudicial, de autofalência ou decretação de falência da Companhia, pedido de falência, desde que não elidido no prazo legal, ou, ainda, de qualquer procedimento análogo que venha a ser criado por lei, requerido pela Companhia; (vii) se a Companhia propuser plano de recuperação extrajudicial a qualquer credor ou classe de credores, independentemente de ter sido requerida ou obtida homologação judicial do referido plano; ou se a Companhia ingressar em juízo com requerimento de recuperação judicial, independentemente de deferimento do processamento da recuperação ou de sua concessão pelo juiz competente;(viii) transformação da Companhia em sociedade limitada, nos termos dos artigos 220 a 222 da Lei das Sociedades por Ações; (ix) inadimplemento, não sanado no respectivo prazo de cura estabelecido no contrato inadimplido, de qualquer obrigação pecuniária da Companhia, cujo valor individual ou agregado, seja igual ou superior a R$20.000.000,00 (vinte milhões de reais) ou o equivalente em outras moedas; (x) declaração de vencimento antecipado de qualquer dívida e/ou obrigação assumidas pela Companhia, cujo valor, individual ou agregado, seja igual ou superior a R$20.000.000,00 (vinte milhões de reais) ou o equivalente em outras moedas; (xi) protesto de títulos contra a Companhia, no mercado local ou internacional, cujo valor, individual ou agregado, seja igual ou superior a R$20.000.000,00 (vinte milhões de reais) ou o equivalente em outras moedas, exceto se, no prazo de até 15 (quinze) dias contados do referido protesto, (a) for validamente comprovado pela Companhia que o respectivo protesto foi efetuado por erro ou má-fé de terceiros; (b) o protesto for cancelado ou sustado; ou (c) tiver sua exigibilidade suspensa por decisão judicial; (xii) não cumprimento de uma ou mais sentenças arbitrais ou decisões judiciais transitadas em julgado contra a Companhia, incluindo execuções fiscais, cujo valor individual ou agregado, seja igual ou superior a R$20.000.000,00 (vinte milhões de reais) ou o equivalente em outras moedas; (xiii) realização de redução de capital social, resgate ou amortização de ações ou quotas, conforme aplicável, da Companhia, ou ainda, reembolso de ações ou quotas, conforme aplicável, de acionistas ou sócios da Companhia, nos termos do artigo 45 da Lei das Sociedades por Ações, que representem mais de 10% (dez por cento) do patrimônio líquido (conforme a última demonstração financeira auditada da Companhia disponível quando da ocorrência do evento, conforme aplicável), exceto para absorção de prejuízos contábeis constantes das demonstrações financeiras da Companhia e/ou em razão de alterações nas práticas contábeis brasileiras; (xiv) autuações por órgãos governamentais, de caráter fiscal, ambiental ou de defesa da concorrência, entre outros, de valor individual ou agregado superior a R$20.000.000,00 (vinte milhões de reais), exceto se no prazo de até 15 (quinze) dias contatos das respectivas autuações ou no prazo de resposta determinado no âmbito das autuações, o que for maior, as autuações (a) forem contestadas no prazo legal; (b) tiverem sido efetuadas por erro ou má-fé, desde que validamente comprovado pela Companhia, ou (c) forem canceladas ou pagas pela Companhia; (xv) alteração ou modificação do objeto social da Companhia, para alterar substancialmente ou excluir as atividades atualmente desenvolvidas; (xvi) mudança ou transferência, a qualquer título, do controle societário da Companhia, direta ou indiretamente, de forma que seus atuais acionistas (a) passem a possuir menos de 50% (cinquenta por cento) mais 1 (uma) ação do capital votante da Companhia; ou (b) deixem por qualquer motivo de exercer o controle societário efetivo da Companhia, nos termos da regulamentação em vigor; (xvii) cisão, fusão, incorporação da Companhia por outra companhia ou qualquer forma de reorganização societária, inclusive incorporação de ações, envolvendo a Companhia, sem a prévia e expressa aprovação dos Debenturistas, observado o quorum de deliberação estabelecido na Escritura de Emissão, exceto (i) incorporação pela Companhia de quaisquer de suas subsidiárias (desde que o objeto de tais subsidiárias limite-se à prática de atividades regulares da Companhia, conforme o caso); e (ii) cisão da Companhia, desde que não importe em redução do patrimônio líquido da sociedade cindida em percentual superior a 20% (vinte por cento), individualmente ou em uma série de transações, respeitadas as disposições do artigo 231 e seu parágrafo 1º da Lei das Sociedades por Ações; (xviii) quaisquer declarações e garantias prestadas pela Companhia no âmbito da Oferta Restrita sejam comprovadamente falsas, incorretas, incompletas ou enganosas; (xix) excetuando eventuais obrigações que gozem de preferência por força de lei, se a Companhia preferir outras obrigações de pagar, em detrimento do cumprimento das obrigações presentes na Escritura de Emissão; (xx) transferência ou qualquer forma de cessão ou promessa de cessão a terceiros, no todo ou em parte, pela Companhia, das obrigações assumidas na Escritura de Emissão, sem a prévia anuência dos Debenturistas representando 90% (noventa por cento) das Debêntures em Circulação, manifestada em Assembleia Geral de Debenturistas especialmente convocada para esse fim; (xxi) não renovação, cancelamento, revogação ou suspensão das autorizações, licenças, inclusive as ambientais, relevantes para o regular exercício das atividades desenvolvidas pela Companhia; (xxii) descumprimento da obrigação de destinar os recursos captados por meio das Debêntures conforme estabelecido acima; (xxiii) no caso de invalidade, nulidade ou inexequibilidade da Escritura de Emissão ou de quaisquer dos Documentos da Oferta Restrita, não sanada(s) no prazo de 5 (cinco) dias úteis, contados da data de ciência da invalidade, nulidade ou inexequibilidade;(xxiv) a existência, validade ou exequibilidade de quaisquer dos Documentos da Oferta Restrita seja objeto de questionamento judicial pela Companhia, perante juízo brasileiro ou internacional; e (xxv) não observância, pela Companhia, da relação entre Dívida Líquida e Ativo Total menor ou igual a 60% (sessenta por cento), calculada ao final de cada exercício social, com base nas informações financeiras consolidadas da Companhia. Para os fins da alínea XXV acima, considera-se como: “Dívida Líquida”: A somatória da rubrica de empréstimos, financiamentos e debêntures no passivo circulante e não circulante, acrescida da rubrica de operações com derivativos do passivo circulante e não circulante, bem como qualquer outra rubrica que se refira à dívida onerosa que venha a ser criada, excluídas as rubricas: caixa, bancos, aplicações financeiras, títulos e valores mobiliários e operações com derivativos do ativo circulante e não circulante, com base em valores extraídos da demonstração financeira consolidada anual, auditada pela PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes, Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes, Ernst &Young Terco Auditores Independentes S/S ou KPMG Auditores Independentes, apurados segundo as normas contábeis aplicáveis; e “Ativo Total”: O ativo total apurado no balanço patrimonial, reportado nas demonstrações financeiras consolidadas anuais da Companhia, auditadas pela PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes, Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes, Ernst &YoungTerco Auditores Independentes S/S ou KPMG Auditores Independentes, apurados segundo as normas contábeis aplicáveis. (z) Aquisição Facultativa: É vedada a recompra das Debêntures em Circulação pela Companhia e/ou suas partes relacionadas, nos 2 (dois) primeiros anos contados a partir da Data de Emissão, adquirir as Debêntures em Circulação, nos termos do artigo 1º, parágrafo 1º, da Lei nº 12.431/11. Após este prazo de 2 (dois) anos, nos termos do artigo 55, parágrafo 3º, da Lei das Sociedades por Ações, é facultado à Companhia e/ou suas partes relacionadas, a seu exclusivo critério e a qualquer tempo, adquirir as Debêntures em Circulação (i) por valor igual ou inferior ao Valor Nominal Unitário, desde que tal fato conste do relatório da administração e de suas demonstrações financeiras; ou (ii) por valor superior ao Valor Nominal Unitário, desde que observadas as regras expedidas pela CVM. As Debêntures adquiridas pela Companhia poderão, a critério da Companhia, permanecer em tesouraria ou ser novamente colocadas no mercado. As Debêntures adquiridas pela Companhia para permanência em tesouraria nos termos da Escritura de Emissão, se e quando recolocadas no mercado, farão jus à mesma Remuneração aplicável às demais Debêntures em Circulação. Alternativamente, as Debêntures adquiridas pela Companhia, nos termos da Escritura de Emissão, poderão ser canceladas, na forma que vier a ser regulamentada pelo CMN, em conformidade com as prescrições constantes do artigo 1º, parágrafo 1º, inciso II, da Lei 12.431/11;(aa) Multa e Juros Moratórios: ocorrendo impontualidade no pagamento, pela Companhia, de qualquer quantia devida aos titulares de Debêntures, os débitos em atraso vencidos e não pagos pela Companhia ficarão, desde a data da inadimplência até a data do efetivo pagamento, sem prejuízo do pagamento da Remuneração, sujeitos a, independentemente de aviso, notificação ou interpelação judicial ou extrajudicial (i) multa convencional, irredutível e não compensatória, de 2% (dois por cento) e (ii) juros moratórios à razão de 1% (um por cento) ao mês ou fração, ambos incidentes sobre as quantias em atraso (“Encargos Moratórios”); (bb) Local de Pagamento: os pagamentos a que os Debenturistas fizerem jus serão efetuados pela Companhia utilizando-se dos procedimentos adotados pela CETIP para as Debêntures que estejam custodiadas eletronicamente na CETIP. As Debêntures que, por solicitação do respectivo Debenturista ou outro motivo previsto na regulamentação aplicável, não estiverem custodiadas eletronicamente na CETIP, terão os seus pagamentos realizados pelo escriturador mandatário nomeado na Escritura de Emissão ou na sede da Companhia; (cc) Prorrogação dos Prazos: considerar-se-ão prorrogados os prazos referentes ao pagamento de qualquer obrigação a ser prevista na Escritura de Emissão, até o primeiro dia útil subsequente, se o vencimento coincidir com dia em que não haja expediente bancário na cidade de São Paulo, sem nenhum acréscimo aos valores a serem pagos, ressalvados os casos cujos pagamentos devam ser realizados através da CETIP, hipótese em que somente haverá prorrogação quando a data de pagamento coincidir com feriado nacional, sábado ou domingo; (dd) Garantias: as obrigações assumidas pela Companhia com relação às Debêntures, nos termos da Escritura de Emissão, contarão com garantia real representada pela Cessão Fiduciária dos Direitos Creditórios, nos termos do artigo 66-B da Lei nº 4.728, de 14 de julho de 1965, conforme alterada, dos artigos 18 a 20 da Lei nº 9.514, de 20 de novembro de 1997, conforme alterada, e das disposições do Código Civil Brasileiro, no que for aplicável; e (ee) Registro para Distribuição e Negociação: as Debêntures serão registradas (i) para distribuição no mercado primário por meio do MDA - Módulo de Distribuição de Ativos (“MDA”), administrado e operacionalizado pela CETIP, sendo a distribuição liquidada financeiramente por meio da CETIP; e (ii) para negociação no mercado secundário por meio do Módulo CETIP 21 - Títulos e Valores Mobiliários (“CETIP 21”), ambos administrados e operacionalizados pela CETIP, sendo as negociações liquidadas financeiramente e as Debêntures custodiadas eletronicamente na CETIP. As Debêntures somente poderão ser negociadas entre Investidores Qualificados, nos mercados regulamentados de valores mobiliários e após decorridos 90 (noventa) dias de sua respectiva subscrição ou aquisição por Investidores Qualificados, nos termos do artigo 13 da Instrução CVM 476, condicionado ainda ao cumprimento pela Companhia do artigo 17 da Instrução CVM 476.(ii) Garantia das Debêntures:Aprovada a outorga de garantia em cumprimento às obrigações assumidas pela Companhia no âmbito da Emissão, em favor dos Debenturistas, a ser representada pela Cessão Fiduciária dos Direitos Cedidos, nos termos do artigo 66-B da Lei nº 4.728, de 14 de julho de 1965, conforme alterada, dos artigos 18 a 20 da Lei nº 9.514, de 20 de novembro de 1997, conforme alterada, e das disposições do Código Civil Brasileiro, no que for aplicável. (iii) Delegação de Poderes aos Diretores da Companhia: Ficam os diretores da Companhia autorizados a (i) contratar o Coordenador Líder para realizar a distribuição pública, com esforços restritos de colocação, das Debêntures;(ii) contratar os prestadores de serviços da Emissão, incluindo, mas não se limitando, ao banco liquidante e escriturador mandatário da Emissão, Agente Fiduciário e assessores legais; e (iii) negociar, firmar os termos e celebrar todos os instrumentos e praticar todos os atos necessários à efetivação da Emissão e da Oferta Restrita, incluindo, mas não se limitando, à celebração da Escritura de Emissão, do contrato de distribuição das Debêntures e os demais contratos de prestação de serviços. 7. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, a sessão foi suspensa para lavratura da presente ata, que foi lida, aprovada e assinada por todos, dela se tirando cópias autênticas para os fins legais.Cesar de Araújo Mata Pires (Presidente); José Adelmário Pinheiro Filho (Secretário); Acionistas presentes: CMP Participações Ltda., p/Cesar de Araújo Mata Pires; e LP Participações e Engenharia Ltda., p/José Adelmário Pinheiro Filho. A presente ata, redigida sob a forma de sumário, nos termos do artigo 130, parágrafo 1º, da Lei das Sociedades por Ações, é cópia fiel daquela constante do livro de atas de Assembleias Gerais da Companhia, ficando autorizado pela unanimidade de acionistas seu registro e publicação.São Paulo (SP), 03 de julho de 2013.Mesa: Cesar de Araújo Mata Pires - Presidente da Mesa;José Adelmário Pinheiro Filho - Secretário.Acionistas presentes:CMP Participações Ltda. - Cesar de Araújo Mata Pires; LP Participações e Engenharia Ltda. - José Adelmário Pinheiro Filho.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO Nº 041/2013/SMS-PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 237/2013/SMS Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico nº 041/ 2013/SMS, tendo como objeto o registro de preço de medicamentos da Relação de Medicamentos da Divisão de Assistência Farmacêutica (DAF), para uso dos pacientes atendidos em Processo Judicial, Autorizados e Não Padronizados, conforme características, especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 23 de julho de 2013 e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas do dia 23 de julho de 2013. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 01 de julho de 2013. Aline Lattaro Lazari - Autoridade Competente

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO Nº 040/2013/SMS-PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 729/2013/SMS Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico nº 040/ 2013/SMS, tendo como objeto o registro de preço de medicamentos da Relação de Medicamentos da Divisão de Assistência Farmacêutica (DAF), para uso dos pacientes atendidos em Processo Judicial, Autorizados e Não Padronizados, conforme características, especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 22 de julho de 2013 e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas do dia 22 de julho de 2013. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 01 de julho de 2013. Aline Lattaro Lazari - Autoridade Competente

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO Nº 042/2013/SMS-PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 3613/2013/SMS Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico nº 042/ 2013/SMS, tendo como objeto o registro de preço de medicamentos da Relação de Medicamentos da Divisão de Assistência Farmacêutica (DAF), para uso dos pacientes atendidos em Processo Judicial, Autorizados e Não Padronizados, conforme características, especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 23 de julho de 2013 e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas do dia 23 de julho de 2013. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 01 de julho de 2013. Aline Lattaro Lazari - Autoridade Competente


22 -.ECONOMIA/LEGAIS

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 5 de julho de 2013


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 5 de julho de 2013

ECONOMIA/LEGAIS - 23

BRENCO - COMPANHIA BRASILEIRA DE ENERGIA RENOVÁVEL CNPJ: 08.070.566/0001-00

Senhores Acionistas: Atendendo determinações legais e estatutárias, apresentamos as demonstrações financeiras condensadas do exercício findo em 31/03/2013 e 31/03/2012, acompanhadas das principais notas explicativas. As demonstrações financeiras na íntegra estão disponíveis na sede da Companhia. São Paulo, 05 de julho de 2013 ATIVO Nota Circulante Caixa e equivalentes de caixa......................... Contas a receber de clientes........................... Estoques.......................................................... Tributos a recuperar......................................... Partes relacionadas......................................... Outros créditos ................................................ Não circulante Realizável a longo prazo Estoques ....................................................... Tributos a recuperar....................................... Imposto de renda e contribuição social diferidos............................................. Depósitos judiciais......................................... Outros créditos ..............................................

2013

2012

162.616 25.329 353.075 65.197 5.352 9.431 621.000

4.077 33.379 234.687 95.441 8.014 5.830 381.428

73.429 153.583

107.938 100.985

9(a)

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Nota (PASSIVO A DESCOBERTO) Circulante Fornecedores ................................................ Empréstimos e financiamentos ..................... 8 Salários e encargos....................................... Tributos a recolher ......................................... Partes relacionadas....................................... Operações com derivativos ........................... Outros débitos ............................................... Não circulante Empréstimos e financiamentos ..................... Provisão para contingências ......................... Partes relacionadas....................................... Outros débitos ...............................................

8

2013

2012

84.583 1.146.122 30.837 8.578 5.884 37 23.605 1.299.646

140.577 356.000 24.429 13.810 12.443 357 1.202 548.819

3.895.861 3.423.288 16.533 23.014 185 105.817 8.426 8.301 3.921.005 3.560.420 5.220.675 4.109.239

63.289 95.184 19.435 11.117 6.548 – Total do passivo............................................... 316.284 315.224 Patrimônio líquido (passivo a descoberto) 10 Investimentos .................................................. 706 100 Capital social ................................................. 1.263.840 1.165.796 Imobilizado ...................................................... 5 3.120.061 3.063.727 Adiantamento para futuro aumento de capital – 98.044 Ativos biológicos.............................................. 6 1.056.494 844.499 Prejuízos acumulados ................................... (1.357.626) (752.565) Intangível ......................................................... 7 12.320 15.536 Total do patrimônio líquido (passivo a descoberto) (93.786) 511.275 4.505.865 4.239.086 Total do passivo e do patrimônio líquido Total do ativo.................................................... 5.126.865 4.620.514 (passivo a descoberto) ............................... 5.126.865 4.620.514 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras Adiantamento para futuro Prejuízos Total do patrimônio líquido aumento de capital acumulados (passivo a descoberto) Capital social Saldos em 31 de março de 2011 ............................................ 1.165.796 98.044 (402.794) 861.046 Prejuízo do exercício ............................................................... – – (349.771) (349.771) Saldos em 31 de março de 2012 ............................................ 1.165.796 98.044 (752.565) 511.275 Integralização de capital.......................................................... 98.044 (98.044) – – Prejuízo do exercício ............................................................... – – (605.061) (605.061) Saldos em 31 de março de 2013 ............................................ 1.263.840 – (1.357.626) (93.786) Nos exercícios findos em 31 de março de 2013 e de 2012, não houve transações envolvendo o resultado abrangente e, portanto, a demonstração financeira do resultado abrangente não está sendo apresentada. As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras

1. Informações gerais: Constituída em 15 de fevereiro de 2006, a BRENCO Companhia Brasileira de Energia Renovável (“Companhia”), com sede em São Paulo e unidades de produção na região Centro-Oeste, tem por objeto social a produção, importação, exportação e comercialização de produtos de agricultura e de pecuária em geral, especialmente a cultura, industrialização e comercialização da cana-de-açúcar para produção de etanol e derivados. A Companhia é controlada integral da ETH Bio Participações S.A. (“ETH BIOPAR”). A Companhia apresentou capital circulante líquido negativo de R$ 678.646 em 31 de março de 2013. Esse cenário vem sendo controlado e deverá ser revertido durante os próximos anos em função de: (i) aumento substancial do volume de moagem em decorrência das implementações das novas usinas e da ampliação do canavial, além dos ganhos de produtividade previstos já como resultado da evolução dos processos agrícolas, utilização de novos implementos/equipamentos e aceleração da curva de aprendizado; (ii) redução do volume de investimentos industriais, uma vez que as últimas usinas entraram em operação no final de 2011; (iii) melhora substancial da margem bruta em função de redução de custos agrícolas, otimização de rotas para corte, carregamento e transportes de cana e diluição da estrutura de custos fixos dado o maior volume de moagem; (iv) aumento dos preços da gasolina, diminuindo a defasagem de preço entre a Gasolina A (Brasileira) com a Gasolina Internacional; (v) alteração no percentual de mistura do etanol na gasolina, passando de 20,00% para 25,00% e (vi) incentivos concedidos pelo governo federal ao setor, através de redução da carga tributária e acesso a linhas de financiamento mais acessíveis e com custo mais baixo para investimentos na operação, especialmente para formação e manutenção do canavial. Todos os eventos descritos anteriormente impactam positivamente a geração de caixa operacional futura, possibilitando um equilíbrio maior entre ativos e passivos circulantes. A emissão dessas demonstrações financeiras da Companhia foi autorizada pelo Conselho de Administração em 5 de julho de 2013. 2. Resumo das principais práticas contábeis: As principais práticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão definidas abaixo. Essas práticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados, salvo disposição em contrário. 2.1 Base de preparação: As demonstrações financeiras foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e ativos financeiros disponíveis para venda e ativos e passivos financeiros (inclusive instrumentos derivativos) mensurados ao valor justo. Além disso, a sua preparação requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração no processo de aplicação dessas práticas. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras, estão divulgadas na Nota 3. As demonstrações financeiras foram preparadas e estão sendo apresentadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs). 2.2 Conversão de moeda estrangeira: (a) Moeda funcional e moeda de apresentação: Os itens incluídos nas demonstrações financeiras são mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico (Reais (R$)), no qual a Companhia atua (“sua moeda funcional”). (b) Transações e saldos: As operações com moedas estrangeiras são convertidas para a moeda funcional, utilizando as taxas de câmbio vigentes nas datas das transações ou da avaliação, na qual os itens são remensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidação dessas transações e da conversão pelas taxas de câmbio do final do exercício, referentes a ativos e passivos monetários em moedas estrangeiras, são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto quando diferidos no patrimônio líquido como operações de hedge de fluxo de caixa. Os ganhos e as perdas cambiais relacionados com empréstimos e financiamentos são registrados na demonstração do resultado nas Despesas Financeiras nas rubricas, “Juros passivos, Variação cambial passiva e Variação monetária passiva”, os rendimentos de caixa e equivalentes de caixa são registrados na demonstração do resultado nas Receitas Financeiras na rubrica, “Rendimento com aplicações financeiras”. 2.3 Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais de três meses, ou menos, e com risco insignificante de mudança de valor. Quando aplicável, caixa e equivalentes de caixa são apresentados líquidos dos saldos tomados em contas garantias nas demonstrações de fluxo de caixa. As contas garantias, quando utilizadas, são demonstradas no balanço patrimonial como “Empréstimos e financiamentos”, no passivo circulante. 2.4 Ativos financeiros: 2.4.1 Classificação: A Companhia classifica seus ativos financeiros, no reconhecimento inicial, sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado e empréstimos e recebíveis. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. (a) Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado: Os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são ativos financeiros mantidos para negociação. Um ativo financeiro é classificado nessa categoria se foi adquirido, principalmente, para fins de venda no curto prazo. Os derivativos também são categorizados como mantidos para negociação, a menos que tenham sido designados como instrumentos de hedge. Os ativos dessa categoria são classificados como ativos circulantes. (b) Empréstimos e recebíveis: Os empréstimos e recebíveis são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, que não são cotados em um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data de emissão do balanço (estes são classificados como ativos não circulantes). Os empréstimos e recebíveis da Companhia compreendem “Caixa e equivalentes de caixa” e “Contas a receber de clientes, de partes relacionadas e demais contas a receber” (Notas 2.3 e 2.6). 2.4.2 Reconhecimento e mensuração: As compras e as vendas regulares de ativos financeiros são reconhecidas na data de negociação - data na qual a Companhia se compromete a comprar ou vender o ativo. Os investimentos são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transação para todos os ativos financeiros não classificados como ao valor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros ao valor justo por meio de resultado são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transação são debitados à demonstração do resultado. Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos tenham vencido ou tenham sido transferidos; neste último caso, desde que a Companhia tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os benefícios da propriedade. Os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são, subsequentemente, contabilizados pelo valor justo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa efetiva de juros. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são apresentados na demonstração do resultado como “Ajuste a valor de mercado”. A Companhia avalia, na data do balanço, se há evidência objetiva de perda (impairment) em um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros. As perdas por impairment reconhecidas na demonstração do resultado de instrumentos de patrimônio líquido não são revertidas por meio da demonstração do resultado. 2.4.3 Compensação de instrumentos financeiros: Ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido é reportado no balanço patrimonial quando há um direito legalmente aplicável de compensar os valores reconhecidos e há uma intenção de liquidá-los numa base líquida, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 2.4.4 Impairment de ativos financeiros: Para os ativos mensurados ao custo amortizado, a Companhia avalia no encerramento do balanço se há evidência objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e os prejuízos de impairment são incorridos somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. Os critérios que a Companhia usa para determinar se há evidência objetiva de uma perda por impairment incluem: (i) dificuldade financeira relevante do emissor ou devedor; (ii) uma quebra de contrato, como inadimplência ou mora no pagamento dos juros ou principal; (iii) a Companhia, por razões econômicas ou jurídicas relativas à dificuldade financeira do tomador de empréstimo, garante ao tomador uma concessão que o credor não consideraria; (iv) tornase provável que o tomador declare falência ou outra reorganização financeira; (v) o desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro devido às dificuldades financeiras; ou (vi) dados observáveis indicando que há uma redução mensurável nos futuros fluxos de caixa estimados a partir de uma carteira de ativos financeiros desde o reconhecimento inicial daqueles ativos, embora a diminuição não possa ainda ser identificada com os ativos financeiros individuais na carteira, incluindo: • mudanças adversas na situação do pagamento dos tomadores de empréstimo na carteira; e • condições econômicas nacionais ou locais que se correlacionam com as inadimplências sobre os ativos na carteira. O montante do prejuízo é mensurado como a diferença entre o valor contábil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo os prejuízos de crédito futuro que não foram incorridos) descontados à taxa de juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor contábil do ativo é reduzido e o valor do prejuízo é reconhecido na demonstração do resultado. Se um empréstimo ou investimento mantido até o vencimento tiver uma taxa de juros variável, a taxa de desconto para medir uma perda por impairment é a atual taxa efetiva de juros determinada de acordo com o contrato. Como um expediente prático, a Companhia pode mensurar o impairment com base no valor justo de um instrumento utilizando um preço de mercado observável. Se, num exercício subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente com um evento que ocorreu após o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classificação de crédito do devedor), a reversão da perda por impairment reconhecida anteriormente será reconhecida na demonstração do resultado. 2.5 Instrumentos financeiros derivativos e atividades de hedge: Inicialmente, os derivativos são reconhecidos pelo valor justo na data em que um contrato de derivativos é celebrado e são, subsequentemente, remensurados ao seu valor justo. O método para reconhecer o ganho ou a perda resultante depende do fato do derivativo ser designado ou não como um instrumento de hedge. Sendo este caso, o método depende da natureza do item que está sendo protegido por hedge. A Companhia designa certos derivativos como: • hedge do valor justo de ativos ou passivos reconhecidos ou de um compromisso firme (hedge de valor justo); ou • hedge de um risco específico associado a um ativo ou passivo reconhecido ou uma operação prevista altamente provável (hedge de fluxo de caixa). A Companhia documenta, no início da operação, a relação entre os instrumentos de hedge e os itens protegidos por hedge, assim como os objetivos da gestão de risco e a estratégia para a realização de várias operações de hedge. A Companhia também documenta sua avaliação, tanto no início do hedge como de forma contínua, de que os derivativos usados nas operações de hedge são altamente eficazes na compensação de variações no valor justo ou nos fluxos de caixa dos itens protegidos por hedge. O valor justo total de um derivativo de hedge é classificado como ativo ou passivo não circulante, quando o vencimento remanescente do item protegido por hedge for superior a doze meses, e quando inferior como ativo ou passivo circulante. Os derivativos de negociação são classificados como ativo ou passivo circulante. Para propósito de hedge, a Companhia, ampara-se nas suas políticas de Gestão de Risco de Mercado do Grupo Odebrecht Agroindustrial, classificando os derivativos aplicáveis como hedge de fluxo de caixa. A Companhia considera altamente efetivos os instrumentos que compensem entre 80% e 125% da mudança no preço do item para o qual a proteção foi contratada. Conforme as políticas de hedge da Companhia, periodicamente são realizados testes com o objetivo de comprovar a efetividade das operações. (a) Hedge de valor justo: As variações no valor justo de derivativos designados e qualificados como hedge de valor justo são

registradas na demonstração do resultado, com quaisquer variações no valor justo do ativo ou passivo protegido por hedge que são atribuíveis ao risco “hedgeado”. A Companhia só aplica a contabilização de hedge de valor justo para se proteger contra o risco de juros fixos de empréstimos. O ganho ou perda relacionado com a parcela efetiva de swap de taxa de juros de proteção contra empréstimos com taxas fixas, o ganho ou perda relacionado com a parcela não efetiva e as variações no valor justo dos empréstimos com taxas fixas protegidas por hedge, atribuíveis ao risco de taxa de juros, são reconhecidas no resultado financeiro do exercício. Se o hedge não mais atender aos critérios de contabilização do hedge, o ajuste no valor contábil de um item protegido por hedge, para o qual o método de taxa efetiva de juros é utilizado, é amortizado no resultado durante o exercício até o vencimento. (b) Hedge de fluxo de caixa: A parcela efetiva das variações no valor justo de derivativos designados e qualificados como hedge de fluxo de caixa é reconhecida no patrimônio. O ganho ou perda relacionado com a parcela não efetiva é imediatamente reconhecido no resultado financeiro do exercício como “Ganhos ou perdas nos derivativos não designados para hedge”. Os valores acumulados no patrimônio são realizados na demonstração do resultado nos exercícios em que o item protegido por hedge afetar o resultado (por exemplo, quando ocorrer a venda prevista que é protegida por hedge). O ganho ou perda relacionado com a parcela efetiva do swap de taxa de juros que protege os empréstimos com taxas variáveis e o ganho ou perda relacionado com a parcela não efetiva é reconhecido na demonstração do resultado financeiro do exercício. Quando um instrumento de hedge prescreve ou é vendido, ou quando um hedge não atende mais aos critérios de contabilização de hedge, todo ganho ou toda perda cumulativa existente no patrimônio naquele momento permanece no patrimônio e é reconhecido quando a operação prevista é finalmente reconhecida na demonstração do resultado. Quando não se espera mais que uma operação prevista ocorra, o ganho ou a perda que havia sido apresentado no patrimônio é imediatamente transferido para o resultado financeiro do exercício. (c) Derivativos mensurados ao valor justo por meio do resultado: Certos instrumentos derivativos não se qualificam para a contabilização de hedge. As variações no valor justo de qualquer um desses instrumentos derivativos são reconhecidas imediatamente como resultado financeiro do exercício. 2.6 Contas a receber de clientes: As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber de clientes pela venda de mercadorias no decurso normal das atividades da Companhia. Se o prazo de recebimento é equivalente a um ano ou menos, as contas a receber são classificadas no ativo circulante. Caso contrário, e se aplicável estão apresentadas no ativo não circulante. Inicialmente, são reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método da taxa efetiva de juros menos a provisão para créditos de liquidação duvidosa (impairment). Na prática são normalmente reconhecidas ao valor faturado, ajustado pela provisão para impairment, se necessária. 2.7 Estoques: Os estoques são demonstrados ao custo médio das compras, produção ou pelos valores dos adiantamentos efetuados, inferior aos custos de reposição ou aos valores de realização. Os gastos com manutenção e a depreciação de equipamentos agrícolas e do parque industrial, incorridos no período de entressafra, são registrados nos Estoques e apropriados ao custo de produção de cada produto no decorrer da próxima safra. 2.8 Depósitos judiciais: Os depósitos são atualizados monetariamente e apresentados no ativo não circulante da Companhia. Em determinados casos existem provisões correspondentes constituídas no passivo não circulante. 2.9 Demais ativos: Os demais ativos são apresentados pelo valor de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidas ou, no caso de despesas do exercício seguinte, ao custo. 2.10 Ativos intangíveis: (a) Ágio: O ágio l é representado pela diferença positiva entre o valor pago e/ou a (goodwill) pagar pela aquisição de um negócio e o montante líquido do valor justo dos ativos e passivos da controlada adquirida. O ágio registrado pela Companhia, foi gerado antes de 31 de dezembro de 2009, ou seja, antes das novas práticas contábeis, sendo representado pela diferença entre o valor pago e o patrimônio líquido da empresa adquirida. O ágio é testado anualmente para verificar perdas (impairment) e contabilizado pelo seu valor de custo menos as perdas acumuladas por impairment. Perdas por impairment reconhecidas sobre ágio não são revertidas. Os ganhos e as perdas da alienação de uma controlada incluem o valor contábil do ágio relacionado com a empresa vendida. O ágio é alocado às Unidades Geradoras de Caixa (“UGCs”), ou grupo de UGCs, para fins de teste de impairment, dependendo do benefício da combinação de negócios da qual se originou. (b) Softwares: São capitalizados com base nos custos incorridos para adquiri-los e prepará-los para utilização. Esses custos são amortizados pelo período de vida útil estimado do software. Os custos associados à manutenção de softwares são reconhecidos como despesa, conforme incorridos, e os de desenvolvimento que são diretamente atribuíveis ao projeto e aos testes de produtos de software identificáveis e exclusivos, controlados pela Companhia, são reconhecidos como ativos intangíveis quando os seguintes critérios são atendidos: • É tecnicamente viável concluir o software para que ele esteja disponível para uso. • A Administração pretende concluir o software e usá-lo ou vendê-lo. • O software pode ser vendido ou usado. • Pode-se demonstrar que é provável que o software gerará benefícios econômicos futuros. • Estão disponíveis adequados recursos técnicos, financeiros e outros recursos para concluir o desenvolvimento e para usar ou vender o software. • O gasto atribuível ao software durante seu desenvolvimento pode ser mensurado com segurança. Os custos diretamente atribuíveis, que são capitalizados como parte do software, incluem os custos com integrantes alocados no projeto e despesas diretamente aplicáveis ao desenvolvimento do software. Também são capitalizados os custos de financiamento atribuíveis ao projeto, incorridos durante o período de desenvolvimento do software. Outros gastos de desenvolvimento que não atendam a esses critérios são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento de software reconhecidos como ativos são amortizados em período não superior a dez anos. 2.11 Imobilizado: As terras compreendem as propriedades rurais onde são cultivadas as lavouras de cana-de-açúcar (ativo biológico - Nota 2.12) e onde estão instaladas as unidades fabris e administrativas, e não são depreciadas. Edifícios e benfeitorias correspondem, substancialmente, às construções dos prédios da indústria, da sede administrativa e de outras benfeitorias em imóveis rurais. As máquinas e equipamentos agrícolas correspondem, substancialmente, aos custos de aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas utilizados nas atividades agrícolas de plantio, tratos culturais e colheita. Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídos é baixado. Todos os outros reparos e manutenções são lançados em contrapartida ao resultado do exercício, quando incorridos, exceto quando ocorridos no período de entressafra, quando são classificados em Estoques e apropriados ao custo de produção durante a próxima safra. Os valores residuais e a vida útil dos ativos são revisados e ajustados, se apropriado, ao final de cada exercício. O valor contábil de um ativo é imediatamente baixado para seu valor recuperável se o valor contábil do ativo for maior do que seu valor recuperável estimado (Nota 2.13). Ganhos e perdas em alienações são determinados pela comparação dos valores de alienação com o valor contábil e são incluídos no resultado. Os custos dos juros sobre empréstimos e financiamentos tomados para financiar a construção de ativos qualificáveis são capitalizados durante o período necessário para executar e preparar o ativo para o uso pretendido. 2.12 Ativos biológicos: Os ativos biológicos compreendem o plantio e cultivo de lavouras de cana-de-açúcar, que serão utilizadas como matéria-prima na produção de açúcar e etanol. O ciclo produtivo da cana-de-açúcar tem em média cinco anos após o seu primeiro corte. Os ativos biológicos são mensurados ao seu valor justo. As premissas significativas utilizadas na determinação do valor justo dos ativos biológicos estão demonstradas na Nota 6. O valor justo dos ativos biológicos é determinado no reconhecimento dos ativos e na data-base das demonstrações financeiras. O ganho ou perda na variação do valor justo dos ativos biológicos é determinado pela diferença entre o valor justo no início e final do exercício, sendo registrado no resultado do exercício na rubrica “Valor justo dos ativos biológicos”. 2.13 Impairment de ativos não financeiros: Os ativos que têm uma vida útil indefinida, como o ágio, não estão sujeitos à amortização e são testados anualmente para a verificação de impairment. Os ativos que estão sujeitos à amortização são revisados para a verificação de impairment sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. Uma perda por impairment é reconhecida pelo valor ao qual o valor contábil do ativo excede seu valor recuperável. Este último é o valor mais alto entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o seu valor em uso. Para fins de avaliação do impairment, os ativos são agrupados nos níveis mais baixos para os quais existam fluxos de caixa identificáveis (UGCs). Os ativos não financeiros, exceto o ágio, que tenham sofrido impairment, são revisados periodicamente para a análise de uma possível reversão do impairment. 2.14 Contas a pagar aos fornecedores: As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negócios, sendo classificadas no passivo circulante se o pagamento for devido no período de até 12 meses (ou no ciclo operacional normal dos negócios, ainda que mais longo). Caso contrário, são apresentadas como passivo não circulante. Elas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de juros. Na prática, considerando o curto prazo de vencimento, são normalmente reconhecidas ao valor da fatura correspondente. 2.15 Empréstimos e financiamentos: Os empréstimos e financiamentos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquido dos custos incorridos na transação e são, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferença entre os valores captados (líquidos dos custos da transação) e o valor de liquidação é reconhecida na demonstração do resultado durante o período em que os empréstimos e financiamentos estejam em aberto, utilizando o método da taxa efetiva de juros. Instrumentos financeiros, inclusive debêntures, que são obrigatoriamente resgatáveis em uma data específica são classificadas como passivo. A remuneração sobre as debêntures é reconhecida na demonstração do resultado como despesa financeira. As taxas pagas no estabelecimento do empréstimo e/ou financiamento são reconhecidas como custo da transação, uma vez que seja provável que uma parte ou toda a dívida seja sacada. Nesse caso, a taxa é diferida até que a liquidação ocorra. Quando não houver evidências da probabilidade de liquidação de parte ou da totalidade da dívida, a taxa é capitalizada como um pagamento antecipado de serviços de liquidez e amortizada durante o período do empréstimo e/ou financiamento ao qual se relaciona. Os empréstimos e financiamentos são classificados como passivo circulante, a menos que a Companhia tenha um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data do balanço. 2.16 Provisões: As provisões para ações judiciais (trabalhistas e cíveis) são reconhecidas quando: a Companhia tem uma obrigação presente como resultado de eventos passados; é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação; e o valor tiver sido estimado com segurança. As provisões não são reconhecidas com relação às perdas operacionais futuras. Quando houver uma série de obrigações similares, a probabilidade de liquidá-las é determinada, levando-se em consideração a classe de obrigações como um todo. Uma provisão é reconhecida mesmo que a probabilidade de liquidação relacionada com qualquer item individual incluído na mesma classe de obrigações seja pequena. As provisões são mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessários para liquidar a obrigação, usando uma taxa antes de impostos, a qual reflita as avaliações atuais de mercado do valor temporal do dinheiro e dos riscos específicos da obrigação. O aumento da obrigação em decorrência da passagem do tempo é reconhecido como despesa financeira. 2.17 Imposto de renda e contribuição social: O imposto de renda e contribuição social

Operações Nota 2013 Receita líquida.................................................. 11 614.114 Valor justo dos ativos biológicos....................... 6(b) 71.874 Custo dos produtos vendidos ........................... (871.829) Prejuízo bruto ................................................... (185.841) Despesas com vendas ..................................... (17.947) Despesas administrativas................................. (72.623) Outras receitas operacionais, líquidas ............. 127.709 Prejuízo operacional ........................................ (148.702) Receitas financeiras ......................................... 63.213 Despesas financeiras ....................................... (487.701) Participação no resultado de controladas ........ 24 Prejuízo antes do imposto de renda e da contribuição social......................................... (573.166) Imposto de renda e contribuição social diferidos (31.895) Prejuízo do exercício........................................ (605.061) Prejuízo básico e diluído por ação - Em reais 10(c) (482,42) As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras

2012 381.050 (31.825) (459.362) (110.137) (11.697) (80.118) 102.010 (99.942) 10.802 (278.237) – (367.377) 17.606 (349.771) (300,00)

corrente são calculados com base na legislação vigente, na data do balanço em que a Companhia gera lucro tributável. O imposto de renda e contribuição social diferidos são calculados sobre os prejuízos fiscais e base negativa acumulados e as correspondentes diferenças temporárias entre as bases de cálculo do imposto sobre ativos e passivos e os valores contábeis das demonstrações financeiras. As alíquotas atuais desses impostos são de 25% para o imposto de renda e 9% para a contribuição social. Os créditos tributários são reconhecidos na extensão em que seja provável que os lucros futuros tributáveis sejam suficientes para compensá-los, advindos das diferenças temporárias e/ou prejuízos fiscais e bases negativas, de acordo com projeções de resultados elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos que podem, portanto, sofrer alterações. Em função da promulgação da Lei nº 11.638/2007 e consequente introdução do Regime Tributário de Transição (RTT), a Companhia passou a reconhecer imposto de renda e contribuição social diferido sobre as diferenças entre os critérios fiscais e contábeis. Esses impostos diferidos são reconhecidos na demonstração de resultado do exercício. Os impostos de renda diferidos ativos e passivos são apresentados pelo líquido no balanço quando há o direito legal e a intenção de compensá-los quando da apuração dos tributos correntes, em geral relacionado com a mesma entidade legal e mesma autoridade fiscal. 2.18 Benefícios a empregados: Participação nos lucros: A Companhia reconhece um passivo e uma despesa de participação nos resultados com base em uma regra que leva em conta o lucro atribuível aos acionistas da Companhia após certos ajustes. Adicionalmente, uma provisão é constituída quando há uma obrigação contratual ou uma prática passada que criou uma obrigação não formalizada. 2.19 Reconhecimento de receita: (a) Venda de produtos: A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização de produtos no curso normal das atividades da Companhia. A receita é apresentada líquida de impostos, fretes, devoluções, abatimentos e descontos. A Companhia reconhece a receita quando o valor pode ser mensurado com segurança; quando é provável que fluirão benefícios econômicos futuros decorrentes da transação e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades. A Companhia baseia-se em suas estimativas e em resultados históricos, levando em consideração o tipo de cliente, o tipo de transação e as especificações de cada venda. (b) Receita financeira: A receita financeira é reconhecida conforme o prazo decorrido, usando o método da taxa efetiva de juros. Quando uma perda (impairment) é identificada em relação a um contas a receber reduz-se o valor contábil para seu valor recuperável, que corresponde ao fluxo de caixa futuro estimado, descontado à taxa efetiva de juros original do instrumento. Subsequentemente, à medida que o tempo passa, os juros são incorporados às contas a receber, em contrapartida de receita financeira, que é calculada pela mesma taxa efetiva de juros utilizada para apurar o valor recuperável, ou seja, a taxa original do contas a receber. 2.20 Arrendamentos: A classificação dos contratos de arrendamento mercantil é realizada no momento da sua contratação. Os arrendamentos nos quais uma parcela significativa dos riscos e benefícios da propriedade é retida pelo arrendador são classificados como arrendamento mercantil operacional. Os pagamentos efetuados para arrendamentos operacionais são registrados como despesa do exercício pelo método linear, durante o período de arrendamento, sendo os juros registrados como resultado financeiro. A classificação do arrendamento mercantil financeiro depende da ess��ncia da transação. Seguem abaixo alguns exemplos de situações que, individualmente ou em conjunto, levariam normalmente a que um arrendamento mercantil fosse classificado como financeiro: (a) O contrato de arrendamento mercantil transfere a propriedade do ativo para o arrendatário no fim do prazo do arrendamento mercantil; (b) O arrendatário tem a opção de comprar o ativo por um preço que se espera seja significativamente mais baixo do que o valor justo à data em que a opção se torne exercível de forma que, no início do arrendamento mercantil, seja razoavelmente certo que a opção será exercida; (c) O prazo de arrendamento mercantil refere-se à maior parte da vida econômica do ativo mesmo que a propriedade não seja transferida; (d) No início do arrendamento mercantil, o valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil totaliza pelo menos substancialmente todo o valor do ativo arrendado; e (e) Os ativos arrendados são de natureza especializada de tal forma que apenas o arrendatário pode usá-los sem grandes modificações. Cada parcela paga do arrendamento é alocada, parte ao passivo e parte aos encargos financeiros, para que, dessa forma, seja obtida uma taxa constante sobre o saldo da dívida em aberto. Os juros são reconhecidos na demonstração do resultado na rubrica “Despesas financeiras” durante o período do arrendamento, para produzir uma taxa periódica constante de juros sobre o saldo remanescente do passivo para cada exercício. O imobilizado adquirido por meio de arrendamento mercantil financeiro é depreciado durante a vida útil do ativo. 2.21 Outras receitas operacionais, líquidas: Referem-se, substancialmente, a ressarcimentos relacionados aos contratos de energia elétrica registrados no resultado. 3. Estimativas e julgamentos contábeis críticos: As estimativas e os julgamentos contábeis são continuamente avaliados e baseiam-se na experiência histórica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoáveis para as circunstâncias. Com base em premissas, a Companhia faz estimativas com relação ao futuro. Por definição, as estimativas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contábeis de ativos e passivos para o próximo exercício, estão contempladas abaixo: (a) Valor justo dos ativos biológicos: O valor justo dos ativos biológicos é determinado por meio da aplicação de premissas estabelecidas em modelos de fluxos de caixa descontados como mencionado na Nota 6. (b) Perda (impairment) estimada do ágio: Anualmente, a Companhia testa a recuperabilidade do ágio (teste de impairment), de acordo com a prolítica contábil apresentada na Nota 2.10 (a). (c) Imposto de renda e contribuição social: A Companhia reconhece ativos e passivos diferidos com base nas diferenças entre o valor contábil apresentado nas demonstrações financeiras e a base tributária dos ativos e passivos utilizando as alíquotas em vigor. A Companhia revisa regularmente os impostos diferidos ativos em termos de possibilidade de recuperação, considerandose o lucro histórico gerado e o lucro tributável futuro projetado, de acordo com estudo de viabilidade técnica. (d) Valor justo de derivativos e outros instrumentos financeiros: O valor justo de instrumentos financeiros que não são negociados em mercados ativos é determinado mediante o uso de técnicas de avaliação. A Companhia usa seu julgamento para escolher diversos métodos e definir premissas que se baseiam principalmente nas condições de mercado existentes na data do balanço. É utilizada a análise do fluxo de caixa descontado para cálculo de valor justo de diversos ativos financeiros disponíveis para venda, não negociados em mercados ativos. (e) Revisão da vida útil recuperável do ativo imobilizado: A capacidade de recuperação dos ativos que são utilizados nas atividades da Companhia é avaliada sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil de um ativo ou grupo de ativos pode não ser recuperável com base em fluxos de caixa futuros. Se o valor contábil destes ativos for superior ao seu valor recuperável, o valor líquido é ajustado e sua vida útil readequada para novos patamares. (f) Provisão para contingências: A Companhia é parte envolvida em processos trabalhistas e cíveis que se encontram em instâncias diversas. As provisões para contingências, constituídas para fazer face a potenciais perdas decorrentes dos processos em curso, são estabelecidas e atualizadas com base na avaliação da Administração, fundamentada na opinião de seus assessores legais e requerem elevado grau de julgamento sobre as matérias envolvidas. 4. Gestão de risco financeiro: 4.1 Fatores de risco financeiro: O Grupo ODB Agro realiza, por intermédio da ETH Bio Par, operações com instrumentos financeiros objetivando a proteção dos riscos de mercado decorrentes das variações do etanol, da taxa de câmbio e das taxas de juros internacionais, de todas as empresas do Grupo, incluindo a Companhia. Os principais riscos que a Companhia pretende reduzir são a variação do real frente ao dólar estadunidense, a variação do preço internacional do açúcar, a variação do preço (b) Movimentação do imobilizado Equipamentos e instalações industriais ................................... Edifícios e benfeitorias .............................................................. Construções em andamento ..................................................... Terras......................................................................................... Máquinas e equipamentos agrícolas......................................... Benfeitorias em imóveis de terceiros......................................... Veículos ..................................................................................... Móveis e utensílios .................................................................... Equipamentos de informática .................................................... Adiantamentos a fornecedores..................................................

Equipamentos e instalações industriais .................................... Edifícios e benfeitorias .............................................................. Máquinas e equipamentos agrícolas......................................... Benfeitorias em imóveis de terceiros......................................... Terras......................................................................................... Construções em andamento ..................................................... Veículos ..................................................................................... Móveis e utensílios .................................................................... Equipamentos de informática .................................................... Adiantamentos a fornecedores..................................................

Fluxo de caixa das atividades operacionais 2013 2012 Prejuízo do exercício antes do imposto de renda e da contribuição social......................... (573.166) (367.377) Ajustes Depreciação e amortização (inclui ativo biológico) 358.338 166.972 Valor justo dos ativos biológicos............................. (71.874) 31.825 Provisão para contingências .................................. (6.481) 2.080 Provisão para créditos de liquidação duvidosa ...... (419) 5.778 Provisão para ajuste a valor de mercado dos estoques ........................................................ 7.673 6.943 Valor residual do ativo imobilizado baixado............ 1.796 3.958 Despesas financeiras e perdas cambiais, líquidas 394.070 334.036 109.937 184.215 Variações nos ativos e passivos Contas a receber de clientes.................................. 8.469 (20.127) Estoques ................................................................ (21.544) (155.617) Tributos a recuperar................................................ (22.354) (86.577) Outros créditos ....................................................... (10.150) (276) Fornecedores ......................................................... (55.994) 49.476 Salários e encargos sociais.................................... 6.408 9.145 Tributos a recolher .................................................. (5.232) 1.466 Depósitos judiciais.................................................. (8.318) (4.688) Operações com derivativos .................................... (320) – Outros débitos ........................................................ 22.527 (4.605) Caixa gerado pelas (aplicado nas) operações....... 20.429 (27.588) Juros pagos .............................................................. (75.114) (46.206) Caixa líquido aplicado nas atividades operacionais (54.685) (73.794) Fluxo de caixa das atividades de investimentos Aquisições do imobilizado ........................................ (227.496) (1.044.243) Aquisições do intangível........................................... (603) (2.401) Plantio e tratos culturais de ativos biológicos........... (392.418) (367.056) Aumento de investimentos ....................................... (606) – Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos .................................................... (621.123) (1.413.700) Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Captações de empréstimos e financiamentos.......... 1.936.090 1.351.756 Amortização de empréstimos e financiamentos principal ................................................................. (995.214) (183.420) Amortização (captação) de empréstimos com controladora.................................................... (109.529) 113.815 Caixa líquido gerado pelas atividades de financiamentos .................................................. 831.347 1.282.151 Aumento (diminuição) líquido de caixa e equivalentes de caixa, líquidos .......................... 158.539 (205.343) Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 4.077 209.420 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 162.616 4.077 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras do etanol e a variação das taxas de juros flutuantes, considerando a exposição inerente à captação de recursos em moeda estrangeira e às vendas ao mercado externo. A atividade de gestão de riscos é regida por uma Política formal de Gestão de Riscos Financeiros devidamente aprovada pelo Conselho de Administração e sob a responsabilidade do Comitê de Gestão de Riscos, que é composto por responsáveis das principais áreas envolvidas com o processo, como finanças e comercial. A Política define todas as características das atividades de gestão de risco, estabelecendo relatórios e sistemas de controle para o acompanhamento, metodologias para cálculo da exposição, limites, critérios para tomada de risco de contraparte e de liquidez, e instrumentos financeiros aprovados para negociação. O objetivo da gestão de riscos do Grupo é a proteção do fluxo de caixa da Companhia visando, através da redução da volatilidade com instrumentos derivativos, regular as principais exposições de riscos comerciais e financeiros oriundos da operação. Para isso, os instrumentos derivativos são utilizados apenas em posições contrárias à exposição operacional da Companhia. Para as exposições relativas às operações de commodities agrícolas e taxa de juros, a estratégia do Grupo se baseia na tomada de posições de instrumentos financeiros derivativos, cujos prazos de vencimento são de 24 meses e até o final do contrato, respectivamente. Os instrumentos financeiros derivativos aprovados para gerenciar esses riscos incluem contratos de Opções, Futuros, NDFs - Non-Deliverable Forward e Swaps. A utilização desses instrumentos está sujeita a análises profundas sobre precificação, cotação competitiva, impacto contábil e outras técnicas de acompanhamento, principalmente modelos matemáticos adotados para o monitoramento contínuo das exposições e outras metodologias de gestão de risco, como “Value at Risk” e “Cash Flow at Risk”. O Grupo monitora e avalia seus contratos derivativos diariamente e ajusta a sua estratégia de acordo com as condições de mercado. O Grupo pode utilizar derivativos para modificar o retorno de suas operações conforme seu julgamento sobre as condições mais adequadas, procurando igualar os direitos que terá em virtude do derivativo às obrigações representadas pelas operações contratadas. A contratação de instrumentos financeiros derivativos visando às modificações do retorno de suas operações é realizada para um montante não superior ao da aplicação ou compromisso subjacente. O Grupo não efetua posições alavancadas ou especulativas com derivativos. (a) Risco de mercado: Risco do fluxo de caixa ou valor justo associado com taxa de juros: A Companhia está exposta ao risco de que uma variação de taxas de juros flutuantes resulte em um aumento na sua despesa financeira com pagamentos de juros futuros. A dívida em moeda nacional está sujeita principalmente à variação da taxa de juros de longo prazo TJLP, das taxas pré-fixadas em reais, e da variação do CDI diário, compensado por aplicações em CDB. A dívida em moeda estrangeira em taxas flutuantes está sujeita principalmente à flutuação da LIBOR. Para contratos de swap não designados para hedge accounting, a Companhia reconheceu no mesmo período, ganhos financeiras de R$ 393 (perdas de R$ 357 em 2012) na rubrica “Liquidação de hedge de taxa de juros, substancialmente SWAP”. (b) Risco de crédito: Risco de crédito com contrapartes são gerados por depósitos e ingressos em instrumentos financeiros derivativos com bancos e instituições financeiras. A Companhia gere seus riscos de crédito efetuando operações apenas com instituições de primeira linha e que possuem ratings fornecidos por agência internacionais como Fitch Rating, Standard & Poor’s e Moody’s Investor e devidamente aprovadas pelo Conselho de Administração através da Política de Gestão de Riscos. Caso ocorram mudanças de perspectivas quanto ao risco de crédito das instituições financeiras, as operações a serem contratadas ou em andamento deverão ser objeto de aprovação no Comitê de Risco. (c) Risco de liquidez: É o risco da Companhia não dispor de recursos líquidos suficientes para honrar seus compromissos financeiros, em decorrência de descasamento de prazo ou de volume entre os recebimentos e pagamentos previstos. Para administrar a liquidez do caixa em moeda nacional e estrangeira, são estabelecidas premissas de desembolsos e recebimentos futuros, sendo monitoradas constantemente pela área financeira. 5. Imobilizado: (a) Composição 2013 2012 % Taxas Depremédias ciação anuais de depreacumuCusto ciação lada Líquido Líquido Equipamentos e instalações industriais.. 2.404.803 (203.261) 2.201.542 2.212.366 5,43 Edifícios e benfeitorias .............. 542.178 (25.654) 516.524 463.484 5,27 Máquinas e equipamentos agrícolas ..... 188.317 (74.099) 114.218 107.842 18,58 Benfeitorias em imóveis de terceiros ...... 130.356 (14.244) 116.112 88.842 Terras......................... 76.397 – 76.396 76.396 Construções em andamento (i) .......... 36.089 – 36.089 65.264 Veículos ..................... 69.069 (38.373) 30.696 20.827 23,00 Móveis e utensílios .... 19.092 (4.730) 14.362 16.736 10,03 Equipamentos de informática ............... 8.039 (4.231) 3.808 3.561 20,00 Adiantamentos a 10.314 – 10.314 8.409 fornecedores (ii)....... 3.484.653 (364.592) 3.120.061 3.063.727 (i) Na Safra 12/13, referem-se, principalmente, às obras de construção e montagem executadas nas áreas administrativas, agrícolas e industriais da Companhia, adequação às normas regulamentadoras, expansões para plena capacidade de moagem, finalização para capacidade plena da cogeração (energia elétrica), ampliações das fertirrigações (adutoras de vinhaça), irrigação e afins. (ii) Referem-se, principalmente, a contratos mantidos com empresas fornecedoras dos equipamentos necessários as montagens e ampliações do parque industrial.

Saldo em 31 de março de 2012 2.212.366 463.484 65.264 76.396 107.842 88.842 20.827 16.736 3.561 8.409 3.063.727 Saldo em 31 de março de 2011 1.000.229 225.493 44.439 25.249 76.396 93.162 9.220 7.016 3.473 646.886 2.131.563

(c) Outras informações: Certos itens do imobilizado estão dados em garantia de operações de empréstimos e financiamentos conforme mencionado na Nota 8. 6. Ativos biológicos: Em 31 de março de 2013, a Companhia possuía aproximadamente 130.000 hectares de lavouras de cana-de-açúcar, localizadas nos Estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, as quais foram mensuradas pelo seu valor justo, em função de já estarem formadas e prontas para a colheita. O cultivo da cana-de-açúcar é iniciado pelo plantio de mudas em terras próprias e de terceiros e o primeiro corte ocorre após doze ou dezoito meses do plantio, quando a cana é cortada e a raiz (cana soca) continua no solo. Após cada corte, a cana soca cresce novamente. O ciclo tem, em média, cinco anos (safras). As lavouras que ainda não estão formadas e ou prontas para o primeiro corte, são classificadas no grupo dos ativos biológicos como lavoura em formação e não integram a base para o cálculo do valor justo, sendo registradas pelo custo acumulado de preparo, plantio e tratos culturais da cana planta, que se aproxima do valor justo. Em 31 de março de 2013, a Companhia possuía 5.629 hectares de lavouras ainda em formação (estágio de preparo de solo, plantio ou trato-cana planta). Principais premissas utilizadas na mensuração do valor justo: O valor justo das lavouras formadas de cana-de-açúcar foi determinado utilizando-se uma metodologia de fluxo de caixa descontado, considerando as seguintes principais premissas: (i) Entradas de caixa obtidas através de cálculos que consideram: (i) produtividade futura da cana-de-açúcar, durante seu ciclo estimado de vida, que usualmente é de 5 anos (safras), medida em tonelada; (ii) nível de concentração de açúcar (Açúcar Total Recuperável - “ATR”) esperado para as safras futuras; (iii) valor do ATR por tonelada de cana, calculado conforme metodologia do CONSECANA (Conselho dos produtores de cana-de-açúcar, açúcar e álcool do Estado de São Paulo), que leva em consideração o mix de produção, no mercado, de açúcar e etanol e os preços futuros esperados para cada um destes produtos; e (ii) Saídas de caixa representadas pela estimativa de: (i) custos necessários para que ocorra a transformação biológica da cana-de-açúcar (tratos culturais da cana soca); (ii) custos com corte, carregamento e transporte (CCT); (iii) custos de capital (aluguel das terras e de máquinas e equipamentos); e (iv) impostos incidentes sobre o fluxo de caixa positivo. Com base na estimativa de receitas e custos, determina-se o fluxo de caixa a ser gerado em cada ano, considerando-se uma taxa de desconto que objetiva definir o valor presente dos ativos biológicos. As variações no valor justo são registradas como ativos biológicos no ativo não circulante tendo como contra partida “Valor justo dos ativos biológicos” na demonstração do resultado. A amortização das variações do valor justo dos ativos biológicos é realizada de acordo com a colheita da cana-de-açúcar e proporcionalmente à produtividade esperada nas safras. O modelo e as premissas utilizadas na determinação do valor justo representam a melhor estimativa da Administração na data das demonstrações financeiras, sendo revisadas trimestralmente e, se necessário, ajustadas. (a) Composição 2013 2012 Baixa por colheita Custo acumulada Líquido Líquido Lavoura de cana-de-açúcar..... 1.141.913 (299.745) 842.168 671.045 Lavoura em formação.............. 150.627 – 150.627 170.833 88.802 (25.103) 63.699 2.621 Variação no valor justo ............ 1.381.342 (324.847) 1.056.494 844.499

Adições 43.246 14.901 83.032 – 33.355 33.093 16.344 2.131 1.397 2.862 230.361

Baixas (770) (169) – – (762) – (88) (6) (3) – (1.797)

Transferências 58.261 49.896 (112.207) – 2.784 3.088 1.569 (2.458) 24 (957) –

Depreciação (111.562) (11.588) – – (29.001) (8.911) (7.956) (2.041) (1.171) – (172.230)

Adições 843 490 70.490 31.087 – 919.453 10.854 10.969 57 – 1.044.243

Baixas (116) – (1.202) (147) – (1.621) (203) (68) (490) – (3.847)

Transferências 1.277.374 244.977 14.583 36.067 – (945.730) 9.608 8 1.590 (638.477) –

Depreciação (65.964) (7.476) (20.468) (3.414) – – (8.652) (1.189) (1.069) – (108.232)

(b) Movimentação 31 de março de 2012

AdiTransções ferência

Saldo em 31 de março de 2013 2.201.542 516.524 36.089 76.396 114.218 116.112 30.696 14.362 3.808 10.314 3.120.061 Saldo em 31 de março de 2012 2.212.366 463.484 107.842 88.842 76.396 65.264 20.827 16.736 3.561 8.409 3.063.727

Baixas por reforma Amorti- (Resulzação tado)

31 de março de 2013

Lavoura de cana-de-açúcar 671.045 143.207 269.417 (238.839) (2.662) 842.168 Lavoura em formação........... 170.833 249.211 (269.417) – – 150.627 Variação no 2.621 71.874 – (11.623) 827 63.699 valor justo ........ 844.499 464.292 – (250.462) (1.835) 1.056.494 Baixas por re1º de 31 de forma Adi- Transfe- Amorti- (Resulabril março ções rência zação tado) de 2012 de 2011 Lavoura de cana-de-açúcar 413.320 32.017 329.590 (103.882) – 671.045 Lavoura em formação.......... 165.384 335.039 (329.590) – – 170.833 Variação no – 2.802 – 2.621 valor justo ........ 31.644 (31.825) 610.348 335.231 – (101.080) – 844.499 7. Intangível: (a) Composição Intangível 2013 2012 % Taxas Amortimédias zação anuais de amoracumuCusto lada Líquido Líquido tização Ágio sobre investimentos (*)..... 9.545 – 9.545 9.545 Direito de uso: Software ................................. 11.955 (9.180) 2.775 5.991 20,00 21.500 (9.180) 12.320 15.536 31 de 31 de (b) Movimentação Amorti- março março de 2012 Adições Baixas zação de 2013 Ágio sobre investimentos (*).... 9.545 – – – 9.545 Direito de uso: Software ................................ 5.991 603 – (3.819) 2.775 15.536 603 – (3.819) 12.320 31 de 31 de Amorti- março março de 2011 Adições Baixas zação de 2012 Ágio sobre investimentos (*).... 9.545 – – – 9.545 Direito de uso: Software ................................ 5.692 2.401 (111) (1.991) 5.991 15.237 2.401 (111) (1.991) 15.536 (*) Os ágios provenientes de investimentos apresentados no ativo intangível são fundamentados em rentabilidade futura e tem sua recuperabilidade testada anualmente, conforme mencionado na Nota 2.10 (a).


DIÁRIO DO COMÉRCIO

24 -.ECONOMIA/LEGAIS 8. Empréstimos e financiamentos Modalidade Encargos financeiros anuais Moeda nacional Finem....................................... TJLP + juros de 2,71% a 10,25% a.a.

2013 1.854.297

UMBNDES + encargos da cesta de moedas + juros de 3,11% a 4,00% Juros de 4,50%

361.789 90.766 (8.381) 2.298.471 787.449

(–) Custo de transação ............ Capital de giro sindicalizado... TJLP + juros de 5,00% Linha de crédito - recebíveis ... Linhas com juros de 125,00% a 139,45% do CDI, linhas com juros de CDI + 0,38% a.m. Linha de crédito - bancos Linhas com juros de 105,00% comerciais ............................. a 114,40% do CDI Linha de crédito - capital de giro Linhas com juros de 141,71% do CDI

320.000 302.387 166.634

Finame..................................... Linhas com TJLP + juros de 2,80% a 8,00% e linhas de 5,50% a 11,40% FCO ......................................... Juros de 8,50% a.a.

98.171 84.231

Crédito rural............................. Linhas com juros de 5,50% a 8,10% Arrendamento mercantil .......... (–) Ajuste a valor presente ...... Crédito direto ao consumidor .. Linha de juros a 10,04%

65.761 1.674 (203) 668 1.826.772 619.653

CDCA e CPR-F ....................... Linhas de juros de 9,21% a 11,71% Custos da transação................

(466) 619.187 297.552 5.041.982 (1.146.122) 3.895.861

Debêntures .............................. Selic + 2,50% Total moeda nacional............... Passivo circulante.................. Passivo não circulante...........

Legenda: CDI - Certificado de Depósito Interbancário; TJLP - Taxa de Juros de Longo registrados no passivo não circulante têm a seguinte composição, por ano de vencimento:

Hélio Baptista Novaes

sexta-feira, 5 de julho de 2013

2013 2012 – 730.145 1.281.990 816.615 855.827 349.678 2.077.781 Alienação fiduciária do bem e fiança da Odebrecht 277.030 226.990 Agroindustrial S.A. 271.227 226.735 – 1.209.787 1.073.126 3.895.861 3.423.288 – 9. Imposto de renda e contribuição social diferidos: (a) Composição (5.773) Créditos Imposto de renda Contribuição social 2.072.008 Descrição 2013 2012 2013 2012 711.613 Fiança da controladora e da Odebrecht Prejuízos fiscais e bases negativas .................................. 1.039.698 430.619 1.045.980 430.619 Agroindustrial S.A. Diferenças temporárias: 245.966 Aval da controladora Ajustes 11.638/2007 Despesas diferidas – Aval da controladora e da Odebrecht S.A., penhor fase pré-operacional............... 249.680 282.574 249.680 282.574 de lavoura e cessão de direitos creditórios Outros ajustes .......................... 364 – 364 – – Aval da controladora e da Odebrecht Provisões diversas...................... 79.812 (23.086) 79.812 (23.086) Agroindustrial S.A. 1.369.554 690.107 1.375.836 690.107 79.942 Alienação fiduciária do bem e fiança Potencial de crédito tributário ..... 342.388 172.527 123.825 62.110 Crédito tributário não registrado (279.878) (101.884) (101.321) (36.678) da controladora Créditos tributários 99.474 Aval da controladora e da Odebrecht Agroindustrial S.A., registrados .............................. 62.511 70.643 22.504 25.432 penhor de lavoura e alienação fiduciária do bem Débitos Imposto de renda Contribuição social – Aval da controladora e penhor de lavoura Descrição 2013 2012 2013 2012 – Diferenças temporárias: – Ajustes 11.638/2007 – Alienação fiduciária do bem e aval da controlada Variação do valor justo 1.136.996 do ativo biológico.................... 63.699 2.621 63.699 2.621 300.430 Aval da Odebrecht Agroindustrial S.A., cessão fiduOutros ajustes .......................... 203 – 203 – ciária de contratos de etanol e aplicação financeira Débitos tributários registrados 15.975 655 5.751 236 Créditos tributários, líquidos... 46.536 69.988 16.753 25.196 – 300.430 O imposto de renda e a contribuição social diferidos sobre prejuízos fiscais e 269.855 Fiança da Odebrecht S.A. bases negativas de contribuição social acumulados e diferenças temporárias 3.779.288 são reconhecidos contabilmente levando-se em consideração a análise de (356.000) lucros tributáveis futuros, fundamentada em estudos elaborados com base 3.423.288 em premissas internas e externas e em atuais cenários macroeconômicos e Prazo; UMBNDES - Unidade Monetária BNDES. Os montantes comerciais aprovados pela Administração da Companhia. Desta forma, os créditos tributários diferidos limitam-se aos valores cuja compensação 2013.......................................................................... 2014.......................................................................... 2015.......................................................................... 2016.......................................................................... 2017.......................................................................... 2018 a 2022..............................................................

2012 Garantia

Fabiano José Zillo

Celso Luiz Tavares Ferreira

Luciano Dequech

Luis Fernando Sartini Felli

Tutóia Empreendimento Imobiliário S.A. CNPJ/MF 07.015.125/0001-34 Demonstrações Financeiras - Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 (Valores expressos em Reais sem centavos) Balanços Patrimoniais Demonstrações de Resultados Ativo Nota 2009 2008 Passivo Nota 2009 2008 Nota 2009 2008 Circulante: Circulante: Receita bruta de vendas 4 70.476 205.265 Caixa e equivalentes de caixa Fornecedores 19.268 25.457 Receita de venda de imóveis – 5.341.482 Contas a receber de clientes 5 583.817 1.523.053 Impostos e contribuições a recolher 8.810 41.823 Deduções da receita bruta: Impostos a compensar 767 – Impostos diferidos 7 39.291 102.501 Impostos incidentes sobre as receitas 2.875 (174.892) 819 819 – 826.967 (34.260) (17.557) Outros créditos Dividendos a pagar Cancelamento de vendas Total do ativo circulante Total do passivo circulante 655.879 1.729.137 67.369 996.748 (31.385) (192.449) Receita líquida de vendas (31.385) 5.149.033 Não circulante: Não circulante: – (3.669.244) Realizável a longo prazo: Custo dos imóveis vendidos Exigível a longo prazo: 739.985 1.607.457 49.801 108.182 Lucro bruto (31.385) 1.479.789 Contas a receber de clientes 5 Impostos diferidos Total do ativo não circulante Total do passivo não circulante 739.985 1.607.457 49.801 108.182 (Despesas) Receitas operacionais: Administrativas (201.454) (738.669) Patrimônio líquido: – (257.854) Capital social 6.a 400.000 400.000 Comerciais 878.694 1.831.664 Lucro operacional antes do Reserva de lucros 6.b Total do patrimônio líquido resultado financeiro (232.839) 483.266 1.278.694 2.231.664 1.395.864 3.336.594 1.395.864 3.336.594 Resultado financeiro líquido: 492.970 Total do ativo 8 198.916 Total do passivo As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Lucro (prejuízo) antes do imposto de renda e da contribuição social (33.923) 976.236 Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido Imposto de renda e contribuição social: Reserva de lucros Imposto de renda 12.066 (89.815) Capital Reserva Retenção Reserva Lucros/Prejuízos (2.080) (59.454) Contribuição social Nota Total social de ágio de lucros legal acumulados (23.937) 826.967 400.000 4.761.000 72.693 80.000 2.381.271 7.694.964 Lucro (prejuízo) líquido do exercício Saldos em 31 de dezembro de 2007 (0,06) 2,07 Lucro líquido do exercício – – – – 826.967 826.967 Lucro (prejuízo) por ação do capital social As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Reversão de reserva legal – – (72.693) – – (72.693) Dividendos propostos – – – – (826.967) (826.967) Demonstrações dos Fluxos de Caixa - Método Indireto Dividendos pagos – – – – (2.381.271) (2.381.271) 2009 2008 – (3.009.336) – – – (3.009.336) Fluxos de caixa atividades operacionais Resgate de ações 400.000 1.751.664 – 80.000 – 2.231.664 Saldos em 31 de dezembro de 2008 Lucro (prejuízo) líquido do exercício (23.937) 826.967 Prejuízo líquido do exercício – – – – (23.937) (23.937) Variações nos ativos e passivos – (929.033) – – – (929.033) Distribuições pagas 6b Aumento (redução) em contas a receber 1.806.707 2.761.129 Saldos em 31 de dezembro de 2009 400.000 822.631 – 80.000 (23.937) 1.278.694 Aumento (redução) nos estoques – 2.501.412 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Aumento (redução) em outros créditos – 178.891 Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras Aumento (redução) em impostos a compensar (767) – 1. Contexto operacional: A Tutóia Empreendimento Imobiliário S.A. (“So- constituída como resultado de um evento passado, e é provável que um reAumento (redução) em fornecedores (6.188) (354.634) ciedade”) foi constituída em 1º de julho de 2004 e tem por objeto a incorpo- curso econômico seja requerido para saldar a obrigação. São acrescidos, ração, a comercialização e a construção de imóveis destinados à venda, quando aplicável, dos correspondentes encargos e das variações monetáAumento (redução) em tendo como propósito específico desenvolver o empreendimento imobiliário rias ou cambiais incorridos. As provisões são registradas tendo como base adiantamento de clientes – (778.442) situado à Rua Tutóia, 469, no bairro de Vila Mariana, na capital do estado de as melhores estimativas do risco envolvido. g. Imposto de renda e contriAumento (redução) em terrenos a pagar – (849.791) São Paulo, sendo que em 15 de janeiro de 2008, a sociedade finalizou a buição social: A Companhia é optante do regime de lucro presumido, o Aumento (redução) em impostos construção do empreendimento. 2. Apresentação das demonstrações fi- qual é aplicável às sociedades cujo faturamento anual do exercício imediae contribuições a pagar (33.013) (172.539) nanceiras: As demonstrações financeiras foram elaboradas com base nas tamente anterior tenha sido inferior a R$ 48 milhões. Nesse contexto, a base Aumento (redução) em impostos diferidos (121.591) (185.523) práticas contábeis emanadas da Lei das Sociedades por Ações - Lei nº de cálculo do imposto de renda e a contribuição social são calculadas à ra- Disponibilidades líquidas geradas pelas 6.404/76 alteradas pela Lei nº 11.638/07, Medida Provisória nº 449/08 e zão de 8% e 12% respectivamente, sobre as receitas brutas (100% quando (aplicadas nas) atividades operacionais 1.621.211 3.927.470 pelas normas estabelecidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). for proveniente de receitas financeiras), sobre as quais se aplicam as alíquo- Fluxos de caixa das atividades 3. Principais práticas contábeis adotadas: a. Resultado: i. Incorporação tas regulares dos respectivos impostos e contribuição. Os impostos passivos de investimentos imobiliária: A Companhia aplicou as Resoluções nº 963/03 e nº 1.154/09 do diferidos decorrem de diferenças temporárias, originadas dos efeitos das Distribuição de lucros (929.033) (5.463.300) Conselho Federal de Contabilidade, que estabelece critérios específicos diferenças entre práticas contábeis e tributárias para a apuração do resultaDistribuições pagas (826.967) (1.217.000) para avaliação, registro de variações patrimoniais e apresentação das de- do de incorporação e venda de imóveis e foram constituídos em conformidamonstrações financeiras para entidades imobiliárias. Esses critérios estão de com a NBC T 19.1.2 Imposto Diferido. h. Resultado por ações: É calcu- Disponibilidades líquidas geradas pelas (aplicadas nas) atividades de investimentos (1.756.000) (6.680.300) basicamente apresentados de forma resumida, a seguir: Nas vendas de lado com base nas quantidades de ações existentes nas datas de Aumento (redução) no caixa e unidades concluídas, o resultado é apropriado no momento em que a venda encerramento dos exercícios. equivalentes de caixa (134.789) (2.752.831) é efetivada, independentemente do prazo de recebimento do valor contratu- 4. Caixa e equivalentes de caixa: 2009 2008 al. Os juros prefixados, decorrentes das vendas das unidades concluídas Caixa – 4.600 Demonstração do aumento (redução) no caixa e equivalentes de caixa dos empreendimentos imobiliários, são apropriados ao resultado, observan- Bancos 70.476 80.081 No início do exercício 205.265 2.958.096 do-se o regime de competência, independentemente de seu recebimento. Aplicações financeiras – 120.584 No fim do exercício 70.476 205.265 Nas vendas de unidades não concluídas, o resultado é apropriado da se70.476 205.265 guinte forma: • O custo incorrido das unidades vendidas é apropriado inte- 5. Contas a receber de clientes: 134.789 2.752.831 2009 2008 gralmente ao resultado; • É apurado o percentual do custo incorrido das Clientes por incorporação de imóveis (a) 1.323.802 3.130.510 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras unidades vendidas, incluindo o terreno, em relação ao seu custo total orça- Parcela do circulante 583.817 1.523.053 do lucro líquido do exercício ajustado na forma do art. 202 da Lei nº 6.404/76 do, sendo esse percentual aplicado sobre a receita das unidades vendidas Parcela do não circulante 739.985 1.607.457 e deduzido das destinações determinadas pela Assembleia Geral. Por força e ajustada segundo as condições dos contratos de venda; e os montantes (a) Os valores relativos a clientes por incorporação de imóveis estão atualida receita de venda apurados, incluindo a atualização monetária contratual, zados conforme cláusulas contratuais, como seguem: • Até a entrega das do apurado prejuízo no exercício de 2009, o resultado será levado à conta líquidos das parcelas já recebidas, são contabilizados como contas a rece- chaves dos imóveis comercializados, pela variação do Índice Nacional de de “Prejuízos Acumulados” da Companhia, sem qualquer destinação a título ber, ou como adiantamentos de clientes, quando excedentes aos valores Construção Civil - INCC. • Após a entrega das chaves dos imóveis comercia- de dividendos. 2009 2008 recebidos. ii. Despesas comerciais: As despesas com vendas incluem pro- lizados, pela variação do Índice Geral de Preços de Mercado - IGP-M, com 7. Resultado financeiro 1.526 44.576 paganda, publicidade e promoção, sendo apropriadas ao resultado no mes- juros de 12% ao ano (tabela “Price”). Não existe inadimplência na carteira de Rendimentos de aplicações financeiras 208.311 521.236 mo período em que incorrem (veiculação). Normalmente, as comissões so- clientes, e não há registro de perdas em virtude das garantias contratuais, Variação monetária de contas a receber de clientes (4.253) (59.751) bre vendas das unidades imobiliárias são encargos pertencentes ao motivo pelo qual não é constituída provisão para perdas com clientes, e está Juros passivos (6.668) (13.091) adquirente do imóvel, e não constituem receita ou despesa da Companhia. assim composto no ativo não circulante: 2009 Outros 198.916 492.970 Quando este encargo é arcado pela Companhia, a apropriação ao resultado 2010 583.817 se dá conforme descrito na Nota nº 3.a. b. Caixa e equivalentes de caixa: 2011 351.672 8. Provisão para contingências: A Companhia não registrou no exercício Incluem caixa, saldos positivos em conta movimento, aplicações financeiras 2012 308.780 qualquer provisão para demandas judiciais, tendo em vista que, com base resgatáveis a qualquer prazo e com risco insignificante de mudança de seu Após 2012 79.533 em assessores legais, não possui contingências judiciais com avaliação de valor de mercado. As aplicações financeiras são registradas ao valor de cus1.323.802 risco de perda provável. 9. Seguros: A Sociedade mantém cobertura de to, acrescido dos rendimentos proporcionalmente auferidos até as datas de 6. Patrimônio líquido: a. Capital social: O capital social em 31 de dezem- seguros para o empreendimento em montantes considerados suficientes encerramento dos exercícios. c. Contas a receber de clientes: São de- bro de 2009 é de R$ 400.000, composto por 400.000 ações ordinárias nomi- pela Administração para cobrir eventuais riscos sobre seu ativo e/ou responmonstrados ao custo, acrescidos de juros e variação monetária, líquidos de nativas, sem valor nominal. b. Reservas: Reserva legal - É constituída em sabilidade 10. Eventos subsequentes: Novos pronunciamentos, interajuste a valor presente. O contas a receber de promitentes (circulante e não 5% do lucro líquido anual, até 20% do capital social, totalizando em 31 de pretações e orientações emitidos e não adotados: Dentro do processo circulante) são provenientes das vendas de unidades dos empreendimentos dezembro de 2009 o valor de R$ 80.000. Reserva de ágio - Em 29 de no- de convergência das práticas contábeis adotadas no Brasil para as normas residenciais e são apresentadas aos valores presentes e de realização, re- vembro de 2004, os acionistas aprovaram o aumento do capital social em internacionais de relatórios financeiros (IFRS) diversos pronunciamentos, conhecidos de acordo com o critério descrito na Nota Explicativa nº 3.a. A R$ 300.000, com a emissão de 300.000 ações ordinárias nominativas, sem interpretações e orientações foram emitidos durante o ano de 2009 com provisão para créditos de liquidação duvidosa, quando aplicável, é constitu- valor nominal, que foram subscritas e integralizadas pelo valor unitário de aplicação mandatória para os exercícios encerrados a partir de dezembro ída pela Administração da Companhia quando não há mais perspectiva de R$ 16,87, sendo R$ 1,00 a título de integralização de capital e R$ 15,87 a de 2010 e para as demonstrações financeiras de 2009 a serem divulgadas realização. d. Ativos circulantes e não circulantes: Os ativos circulantes e título de ágio, o que ocasionou na constituição da reserva de ágio no mon- em conjunto com as demonstrações de 2010 para fins de comparação. não circulantes são registrados pelos seus valores de aquisição e, quando tante de R$ 4.761.000. Durante o exercício de 2008 foi aprovado pelos acioA Empresa está em processo de avaliação dos potenciais efeitos relativos a aplicável, são reduzidos, mediante provisão, aos seus valores prováveis de nistas a reversão de R$ 3.009.336 da Reserva de ágio para a conta de Luesses pronunciamentos, interpretações e orientações, os quais poderão ter realização. e. Avaliação do valor recuperável de ativos: A Administração cros acumulados, sendo que por meio de ato societário posterior foram impacto relevante nas demonstrações financeiras relativas ao exercício finrevisa anualmente o valor contábil líquido dos ativos com o objetivo de ava- devidamente distribuídos esses lucros. Durante o exercício de 2009 foi aprodo em 31 de dezembro de 2009 a serem apresentadas comparativamente liar eventos ou mudanças nas circunstâncias econômicas, operacionais ou vado pelos acionistas a distribuição do montante de R$ 1.751.664 registrado tecnológicas, que possam indicar deterioração ou perda de seu valor recu- na conta de reservas de ágio como resgate de ações a serem pagos de às demonstrações financeiras relativas ao exercício a findar-se em 31 de perável. Quando tais evidências são identificadas, é constituída provisão acordo com a disponibilidade de caixa da sociedade. No exercício de 2009 dezembro de 2010, bem como sobre os próximos exercícios. para deterioração ajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável. foram pagos o montante de R$ 929.033 restando um saldo nesta conta de f. Passivos circulantes e não circulantes: Uma provisão é reconhecida no R$ 822.631. c. Distribuição de dividendos: O estatuto social determina a balanço patrimonial quando a Companhia possui uma obrigação legal ou distribuição de um dividendo anual mínimo de 25% (vinte e cinco por cento)

está amparada por projeções de lucros tributáveis futuros, descontados ao seu valor presente, preparados pela Administração da Companhia, considerando-se inclusive, quando aplicável, a limitação de compensação de prejuízos fiscais em até 30% do lucro tributável, além dos benefícios fiscais de isenção e redução do imposto. 10. Passivo a descoberto (patrimônio líquido): (a) Capital social: Em 27 de março de 2013, foi aprovado aumento de capital de R$ 98.044, através de capitalização do saldo de Antecipação para Futuro Aumento de Capital (AFAC) divididos em 88.328 novas ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, pelo preço de emissão de R$ 1,11. O capital social passou de R$ 1.165.796 para R$ 1.263.840, e o total de ações passou de 1.165.904 para 1.254.232 ações ordinárias normativas, sem valor nominal. (b) Destinação do resultado: De acordo com o estatuto social da Companhia, do resultado do exercício, após a dedução dos prejuízos acumulados e da provisão para o imposto de renda e da contribuição social, serão deduzidas, observados os limites legais, as participações nos lucros eventualmente concedidas aos seus administradores por deliberação da Assembleia Geral Ordinária, que somente aprovará a distribuição de tais participações após assegurado o pagamento dos dividendos mínimos, não inferior a 25% do lucro líquido, após deduzida a reserva legal. (c) Resultado por ação: De acordo com o CPC 41 “Resultado por ação”, a tabela abaixo reconcilia o prejuízo do exercício com os valores usados para calcular o prejuízo por ação básico e diluído: 2013 2012 Prejuízo do exercício atribuível aos acionistas da Companhia ........................................................ (605.061) (349.771) Média ponderada de ações em circulação............... 1.254.232 1.165.904 Prejuízo básico e diluído por ação - em reais ......... (482,42) (300,00) 11. Receita bruta e líquida 2013 2012 Receita bruta Mercado interno ..................................................... 685.464 442.743 Outras receitas ....................................................... 1.002 – 686.466 442.743 Tributos sobre vendas ............................................ (41.698) (42.224) Fretes sobre vendas .............................................. (28.624) (17.851) Devoluções ............................................................ (2.030) (1.618) Receita líquida ........................................................ 614.114 381.050

Sergio Aureliano Monteiro - CRC: 1SP254795/O-8

Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos Sociedade Anônima de Capital Aberto CNPJ/MF nº 17.167.412/0001-13 - NIRE 35 3 0004818 1 Ata das Assembleias Gerais Ordinária e Extraordinária Data: 25 de abril de 2013. Horário: 10:15 horas, Assembleia Geral Ordinária e, em seguida, Assembleia Geral Extraordinária. Local: Sede social, Alameda Santos, 466 - 1º andar, São Paulo - SP. Presença: 1) acionistas titulares de ações ordinárias representando mais de dois terços do capital social com direito de voto; 2) administradores da Sociedade, representantes do Conselho Fiscal e o Sr.Alberto Spilborghs Neto, CRC 1SP167455/O-0, representante da KPMG Auditores Independentes. Mesa: Paulo Guilherme Monteiro Lobato Ribeiro Presidente. Christophe Yvan François Cadier - Secretário. José Elanir de Lima - Secretário. Ordem do Dia: Em Assembleia Geral Ordinária: 1. Examinar, discutir e votar o Relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras (BRGAAP e IFRS), o Relatório dos Auditores Independentes, o Parecer do Conselho Fiscal e o Resumo do Relatório do Comitê de Auditoria, todos relativos ao exercício social encerrado em 31/12/2012; 2. deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e ratificar as distribuições de juros sobre o capital próprio relativas ao 1º e 2º semestres de 2012; 3. examinar, discutir e votar a verba máxima destinada à remuneração dos Administradores para o exercício de 2013, conforme proposta do Comitê de Remuneração; e 4. se assim deliberado, instalar o Conselho Fiscal, eleger seus membros efetivos e suplentes e fixar suas remunerações.Em Assembleia Geral Extraordinária: Tomar conhecimento e deliberar sobre a Proposta da Diretoria, com pareceres favoráveis do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal, para aumentar o capital social em R$ 34.000.000,00 (trinta e quatro milhões de reais), sem emissão de ações, mediante a capitalização de igual valor a ser retirado da conta “Reserva para Aumento de Capital”, para eliminar seu excesso, e aprovar a correspondente reforma estatutária. Publicações: 1. Demonstrações Financeiras, Notas Explicativas, Relatórios da Administração e dos Auditores Independentes, Parecer do Conselho Fiscal e Resumo do Relatório do Comitê de Auditoria, relativos ao exercício social encerrado em 31/12/2012:Diário Oficial do Estado de São Paulo e Diário do Comércio, edições de 14/03/2013; 2. Editais de Convocação: Diário Oficial do Estado de São Paulo e Diário do Comércio, edições de 26/03/2013, 27/03/2013 e 28/03/2013.Leitura de Documentos:Todos os documentos citados acima, incluindo as Publicações, a Proposta da Diretoria e os pareceres favoráveis do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal, foram lidos e colocados sobre a mesa, à disposição dos acionistas. Destacou-se ainda que, além das publicações nos jornais antes referidos, foi efetuada a publicação tempestiva, por meio dos sítios da Comissão deValores Mobiliários e do Conglomerado Alfa na Internet, das informações sobre a Sociedade exigidas pelas Instruções CVM nºs 480 e 481. Deliberações Tomadas: Em Assembleia Geral Ordinária: Após análise e discussão, os acionistas, com abstenção dos legalmente impedidos, deliberaram por unanimidade: 1. aprovar o Relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras com base nos padrões contábeis exigidos pelo Banco Central do Brasil (BRGAAP) e também aquelas com base nos padrões contábeis internacionais (IFRS), o Parecer do Conselho Fiscal, o Relatório dos Auditores Independentes e o Resumo do Relatório do Comitê de Auditoria, ficando assim aprovadas as contas dos Administradores relativas ao exercício social encerrado em 31/12/2012; 2. homologar a destinação do lucro líquido do exercício, já refletida nas demonstrações financeiras, sendo a importância de R$ 4.718.254,17 (quatro milhões setecentos e dezoito mil duzentos e cinquenta e quatro reais e dezessete centavos) para Reserva Legal e o saldo remanescente do lucro líquido, de R$ 89.646.829,25 (oitenta e nove milhões seiscentos e quarenta e seis mil oitocentos e vinte e nove reais e vinte e cinco centavos) para Reservas Estatutárias, a saber: R$ 56.951.930,30 (cinquenta e seis milhões novecentos e cinquenta e um mil novecentos e trinta reais e trinta centavos) para Reserva para Aumento de Capital e R$ 6.327.992,22 (seis milhões trezentos e vinte e sete mil novecentos e noventa e dois reais e vinte e dois centavos) para Reserva Especial para Dividendos, bem como ratificar o pagamento de juros sobre o capital próprio, no montante de R$ 26.366.906,73 (vinte e seis milhões trezentos e sessenta e seis mil novecentos e seis reais e setenta e três centavos) já distribuídos, relativos ao 1º e 2º semestres de 2012 e imputados ao valor do dividendo obrigatório de 2012; 3. fixar em até R$ 640.000,00 (seiscentos e quarenta mil reais), em média mensal, livre do imposto de renda na fonte, a verba máxima para remuneração global do Conselho de Administração e da Diretoria, nos termos do Estatuto Social e de acordo com a proposta do Comitê de Remuneração, cabendo ao Conselho de Administração deliberar sobre a forma de distribuição dessa verba entre os seus membros e os da Diretoria.Essa verba vigorará a partir de Maio de 2013, inclusive, e poderá ser reajustada com base na combinação dos índices IPC-A/IBGE e IGP-M/FGV. Poderá a Sociedade proporcionar, aos seus administradores, transporte individual e, ainda, para alguns, serviços de segurança, a critério do Conselho de Administração, conforme Política de Remuneração dos Administradores;4.instalar o Conselho Fiscal, considerando que, pelo Estatuto Social, seu funcionamento não é permanente, bem como eleger os seus membros com mandato até a Assembleia Geral Ordinária de 2014. 4.1 O acionista Luiz Alves Paes de Barros, na qualidade de acionista e também de representante de outros titulares de ações preferenciais sem direito a voto, manifestou sua intenção de eleger um Conselheiro em votação em separado, excluído o acionista controlador, tendo desta forma sido reeleito, como membro Efetivo o Sr. Paulo Caio Ferraz de Sampaio (CPF/MF nº 694.546.208-00 e RG n° 5.312.732 - SSP/SP), brasileiro, casado, engenheiro civil, residente e domiciliado em São Paulo - SP, com endereço comercial na Av. Brigadeiro Faria Lima, 1982, 6° andar - conjunto 603, Pinheiros, e como respectivo Suplente o Sr. Luiz Henrique Coelho da Rocha (CPF/MF nº 003.233.657-87 - RG nº 6.900.119 - SSP-SP), brasileiro, casado, engenheiro civil, residente e domiciliado em São Paulo - SP, na Rua da Consolação, 3726 - apto.141.4.2.A seguir, os demais acionistas com direito a voto reelegeram os seguintes Conselheiros, a saber, como membros Efetivos:os Srs. Flamarion Josué Nunes (CPF/MF nº 042.448.188-04 - RG nº 4.234.938 SSP-SP), brasileiro, casado, advogado, residente e domiciliado em São Paulo - SP, na Rua Agnaldo Manuel dos Santos, 270 - apto.41, e Luiz Gonzaga Ramos Schubert (CPF/MF nº 080.501.128-53 - RG 2.560.033-SSP-SP), brasileiro, casado, advogado, residente e domiciliado em São Paulo (SP), na Alameda Jaú, 88 - apto. 114; e, como respectivos Suplentes: os Srs. Wilson Roberto Bodani Fellin (CPF/MF nº 052.488.418-87 e RG nº 3.340.391-SSP-SP), brasileiro, casado, advogado, residente e domiciliado em São Paulo, SP, na Rua Oscar Freire, 1549, apto. 134, e Carlos Fernandes (CPF/MF 011.397.206-78, RG nº M - 104.937 - SSP - MG), brasileiro, casado, aposentado, residente e domiciliado em São Paulo - SP, na Rua Pamplona, 391 - apto.124.4.3.Os acionistas deliberaram ainda que cada membro efetivo do Conselho Fiscal, quando em exercício, receberá a remuneração mensal mínima prevista em lei, e para cada membro suplente a remuneração será de R$ 1.600,00 (um mil e seiscentos reais) mensais.4.4. Os membros do Conselho Fiscal ora eleitos não estão incursos em crime algum que vede a exploração de atividade empresarial, nos moldes do Código Civil, artigo 1011 - § 1º. DeliberaçõesTomadas: Em Assembleia Geral Extraordinária: Após análise e discussão, os acionistas, por unanimidade, deliberaram aprovar o aumento do capital social em R$ 34.000.000,00 (trinta e quatro milhões de reais), sem emissão de novas ações, elevando-o de R$ 297.000.000,00 (duzentos e noventa e sete milhões de reais) para R$ 331.000.000,00 (trezentos e trinta e um milhões de reais), mediante incorporação de igual valor a ser retirado da conta “Reservas Estatutárias - Reserva para Aumento de Capital”, visando eliminar o excesso a que se refere o parágrafo 3º do artigo 29 do Estatuto Social, tal como indicado na proposta da Diretoria e nos pareceres do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal, reformando o artigo 5º, “caput” do Estatuto Social, que passa a ser assim redigido: “Artigo 5º - O capital social é de R$ 331.000.000,00 (trezentos e trinta e um milhões de reais), dividido em 105.765.903 (cento e cinco milhões, setecentos e sessenta e cinco mil, novecentos e três) ações escriturais, sem valor nominal, das quais 59.439.005 (cinquenta e nove milhões, quatrocentos e trinta e nove mil e cinco) ordinárias e 46.326.898 (quarenta e seis milhões, trezentos e vinte e seis mil, oitocentos e noventa e oito) preferenciais, inconversíveis em ordinárias”.Finalizando os trabalhos, a Assembleia deliberou, por unanimidade, publicar a ata deste conclave, nos termos dos parágrafos primeiro e segundo do artigo 130 da Lei de Sociedades por Ações. Lida e aprovada, vai esta assinada pelos presentes. São Paulo, 25 de abril de 2013. Paulo Guilherme Monteiro Lobato Ribeiro - Presidente da Mesa. Christophe Yvan François Cadier Secretário. José Elanir de Lima - Secretário. Certidão: Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o número: 249.063/13-0 em 01/07/2013.Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

FUTURA 1 EMPREENDIMENTOS LTDA. CNPJ Nº 10.616.447/0001-43 - NIRE 35.223.006.393 ATA DE REUNIÃO DOS SÓCIOS QUOTISTAS DATA, HORA E LOCAL: 25/06/2013 às 10:00 hrs – São Paulo/SP – Aos vinte e cinco dias de junho de 2013, às dez horas, na sede social da empresa, situada na Rua Afonso Sardinha, 95 - Sala 104 - Lapa - São Paulo/SP - CEP 05076-000. PRESENÇA: Sócios representando 100% (cem por cento) do capital social. COMPOSIÇÃO DA MESA: Mauro Piccolotto Dottori – Presidente; Marco Antônio Colombini – Secretário. PUBLICAÇÕES: dispensadas, tendo em vista a presença de 100% (cem por cento) dos sócios. ORDEM DO DIA: (i) Aprovar a redução de capital de R$ 5.467.881,00 (cinco milhões, quatrocentos e sessenta e sete mil, oitocentos e oitenta e um reais), para R$ 10.000,00 (dez mil reais), com o cancelamento de 5.457.881 (cinco milhões, quatrocentos e cinquenta e sete mil, oitocentos e oitenta e uma) quotas no valor nominal de R$ 1,00 (um real) cada, nos termos do artigo 1.082, inciso II do Código Civil – excesso de capital. (ii) Devolução do capital reduzido aos sócios, na proporção de suas respectivas participações no capital nos seguintes valores: R$ 4.038.945,00 (quatro milhões, trinta e oito mil, novecentos e quarenta e cinco reais) à Sócia MPD Engenharia Ltda., R$ 1.091.454,00 (um milhão, noventa e um mil, quatrocentos e cinquenta e quatro reais) à Sócia Engenharia Marco Ltda. e R$ 327.482,00 (trezentos e vinte e sete mil, quatrocentos e oitenta e dois reais) ao Sócio Mauro Santi. (iii) Autorização para publicação do extrato da presente ata, em observância ao estabelecido no artigo 1.084 do Código Civil. DELIBERAÇÕES: Postos em discussão e votação, foi aprovado por unanimidade, sem reservas e restrições, o acima proposto, nos termos da ordem do dia. ASSINATURAS dos sócios: MPD Engenharia Ltda., representada por Mauro Piccolotto Dottori, Engenharia Marco Ltda., representada por Marco Antônio Colombini e Guilherme Colombini, e Mauro Santi - Sócio. São Paulo, 25 de junho de 2013. Mauro Piccolotto Dottori - Presidente; Marco Antônio Colombini - Secretário; MPD Engenharia Ltda. - Mauro Piccolotto Dottori; Engenharia Marco Ltda. - Marco Antônio Colombini / Guilherme Colombini; Mauro Santi

Rogerio Aparecido da Silva Barbosa - CRC 1 SP 228983/O-5

SPX FLOW TECHNOLOGY DO BRASIL IND. COM. LTDA CNPJ Nº 59.105.833/0001-60 - Rua João Daprat, 231 - São Bernardo do Campo - SP Demonstrações Financeiras BALANÇO PATRIMONIAL FINDO 31 DE DEZEMBRO DE 2012 DEMONSTRACÃO DE RESULTADO Ativo R$ Passivo R$ DO PERÍODO DE 01 JANEIRO A 31 DE DEZEMBRO 2012 Circulante 3.256.061,41 Circulante 26.352.557,03 Receita Operacional Bruta Caixa e Bancos 3.246.284,53 Fornecedor Nacionais 5.969.829,53 Venda de Nacionais e Exportação 75.826.390,77 Aplicação Financeira 9.776,88 Fornecedor Grupo 6.642.917,48 Venda do Grupo 1.219.437,95 Realizável 21.321.598,30 Adiantamento de Clientes 7.539.859,87 Clientes Nacionais 16.179.864,73 Impostos Incidentes s/Vendas (13.742.806,08) Obrigações Fiscais e Enc. Sociais 894.239,60 Receita Operacional Líquida Clientes Grupo 1.848.513,54 63.303.022,64 Exigibilidades e Provisões 5.305.710,55 Custo das Merc. e Serviços (-) PDD (567.456,85) Adiantamento Fornecedores 1.036.383,93 Total do Passivo Circulante 26.352.557,03 Custos das Mercadorias (40.903.699,21) Impostos a Compensar 2.824.292,95 Não Circulante 16.418.000,00 Lucro Bruto 22.399.323,43 Estoque 14.522.974,06 Empréstimo a Longo Prazo 16.418.000,00 Despesas de Vendas (781.156,66) Matéria Prima 2.451.608,45 Total do Passivo Não Circulante 16.418.000,00 Produtos em Proc. de Fabricação 3.012.412,26 Despesas Administrativas (30.062.274,14) Produtos Acabados 10.532.983,00 Patrimônio Líquido Lucro Operacional (8.444.107,37) Capital Social 40.583.771,52 (-) Prov. Obsolecência (1.474.029,65) Despesas/Receitas Financeiras 1.062.868,99 Total do Ativo Circulante 39.100.633,77 40.583.771,52 Variação Cambial (1.373.382,70) Não Circulante 34.185.706,09 Resultados Acumulados (10.068.018,69) Lucro antes dos Impostos (8.754.621,08) Imobilizado 4.532.610,44 Reserva de Reavaliações 10.588.744,00 Impostos s/ Receita (1.182.333,42) Terrenos, Prédios e Instalações 5.960.773,57 Prejuízo do Exercício (332,49) Máquinas e Equipamentos e Móveis 5.316.414,10 Transferência para Patrimônio Líquido 9.936.622,01 Prejuízos Acumulados (20.656.430,20) Equipamentos de Proc. Dados 1.178.790,29 Lucro Liquido do Exercício (332,49) 30.515.752,83 (-) Depreciações Acumuladas (7.923.367,52) Total do Patrimônio Líquido DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS Empréstimos 11.584.681,90 DO PERÍODO DE 01 JANEIRO A 31 DE DEZEMBRO 2012 Empréstimos Concedidos 11.584.681,90 Investimentos 5.654.010,37 Saldo no Início do Exercício (11.492.632,98) Participações em Empresas do Grupo 5.654.010,37 Lucro do Exercício (332,49) Outros Realizáveis Merger 12.170.133,00 Saldo Final do Exercício (11.492.965,47) Avaliação Incorp. Vlr. Mercado 12.170.133,00 Reconhecemos a exatidão desta demonstração Outros Ativos 244.270,38 Implantação de Sistemas 483.480,97 David L. Thompson - CPF 229.400.488-43 - Diretor (-) Amortização de Sistemas Implantados (239.210,59) Lucas de Oliveira - CPF 082.867.218-02 - Contador 1SP 207.698/O-0 73.286.309,86 Total do Ativo 73.286.339,86 Total do Passivo

Passaporte Brasil S.A.

Passaporte Brasil S.A.

CNPJ/MF nº 03.445.349/0001-25 e NIRE 35 3 0017393 7

CNPJ/MF nº 03.445.349/0001-25 - NIRE 35 3 0017393 7

Data: 30 de abril de 2013. Horário: 08:00 horas. Local: Sede social, Alameda Santos, 466 - 2º andar - São Paulo (SP). Presença: Totalidade do capital social. Mesa: José Elanir de Lima - Presidente. Flávio Márcio Passos Barreto - Secretário. Ordem do Dia: 1. Examinar, discutir e votar as contas dos Administradores, o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras relativos ao exercício social encerrado em 31.12.2012 e 2. Deliberar sobre a destinação do prejuízo do exercício. Leitura de Documentos: Procedida a leitura do Relatório da Diretoria, do Balanço Patrimonial e das demais peças das Demonstrações Financeiras do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012, cópias autenticadas das quais, de acordo com faculdade prevista na Lei nº 9.457/97, serão arquivadas na Junta Comercial deste Estado juntamente com a ata desta Assembleia Geral. Tais documentos foram anteriormente encaminhados a todos os acionistas. Deliberações Tomadas por Unanimidade: Com abstenção dos interessados, os acionistas: 1. aprovaram as contas dos Administradores, o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras relativos ao exercício social encerrado em 31.12.2012; 2. deliberaram que o prejuízo do exercício seja transferido para a conta “Prejuízos Acumulados”. Lida e aprovada, vai esta ata assinada pelos presentes. São Paulo, 30 de abril de 2013. Flávio Márcio Passos Barreto - Secretário. José Elanir de Lima - Presidente da Mesa. Os Acionistas: Metropar - Administração e Participações Ltda. a.a.) ChristopheYvan François Cadier. Flávio Márcio Passos Barreto. Flávio Márcio Passos Barreto. Luiz Henrique S. L. de Vasconcellos. Renato Rubens R. Guedes de Oliveira. Fernando Concílio Cezar. Vega Net Marketing e Telemarketing S/S Ltda. a.a.) Renato Rubens R.G.de Oliveira Filho.ManuelViegas Barbará.Lourenço Augusto Meireles Reis.Calil Neme Neto.José Orlando Leite Cavalcanti.Caio Tácito Giordan da Silva.L.F.Participações Ltda.a.) Luiz Fernando Monteiro de Gouvêa.Esta ata é cópia fiel da original lavrada em livro próprio. Flávio Márcio Passos Barreto - Secretário.Certidão: Junta Comercial do Estado de São Paulo.Certifico o registro sob o número:248.595/13-1 em 28/06/2013. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

Data: 30 de abril de 2013. Horário: 09:30 horas. Local: Sede Social, Alameda Santos, nº 466 - 2º andar - Cerqueira César - São Paulo-SP. 1.Reuniu-seoConselhodeAdministraçãoda PassaporteBrasilS.A.,presentesseusmembrosinfra-assinados.2.OssenhoresConselheiros, segundo os preceitos legais e estatutários, resolveram, por unanimidade, reeleger para Diretores os Srs. José Elanir de Lima (CPF/MF nº 000.701.906-82, RG nº M-164.409-SSP-MG), brasileiro, casado, advogado, residente e domiciliado em São Paulo - SP, com escritório em São Paulo - SP, na Alameda Santos, 466 - 9º andar e Luiz Henrique Souza Lima de Vasconcellos (CPF/MF nº 011.505.966-00 - RG nº 5.459.225-SSP-SP), brasileiro, separado judicialmente, economista, residente e domiciliado no Rio de Janeiro-RJ, com escritório em São Paulo - SP, na Alameda Santos, 466, 4º andar. 3. O prazo de mandato da Diretoria é de 1 (um) ano e se estenderá até a posse dos eleitos na primeira Reunião do Conselho de Administração que se realizar após a Assembleia Geral Ordinária de 2014. 4. Os Diretores preenchem as condições prévias de elegibilidade previstas nos artigos 146 e 147 da Lei nº 6.404/76 e não estão incursos em crime algum que vede a exploração de atividade empresarial.Nada mais a tratar, foi encerrada a reunião, da qual se lavrou esta ata que, lida e achada conforme, vai por todos assinada.São Paulo, 30 de abril de 2013.Luiz Henrique Souza Lima de Vasconcellos - Presidente do Conselho de Administração.Flávio Márcio Passos Barreto - Conselheiro. Renato Rubens R. G. de Oliveira - Conselheiro. Esta ata é cópia fiel da original lavrada em livro próprio. José Elanir de Lima - Diretor. Certidão: Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o número: 249.814/13-4 em 02/07/2013. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

Caio-Induscar - Indústria e Comércio de Carrocerias Ltda. CNPJ/MF nº 02.907.841/0001-02 – NIRE 35.216.683.326 Reunião de Sócios Informamos que em 22/05/2013 a Caio-Induscar Indústria e Comércio de Carrocerias Ltda., com sede na Cidade de Botucatu, Estado de São Paulo, na Rodovia Marechal Rondon, km 252,2, Zona Industrial, CEP 18603-970, Inscrição Estadual nº. 224.154.932.110, deliberou a Cisão parcial com versão de parcela de seu patrimônio para a empresa GRE Empreendimentos Imobiliários Ltda., CNPJ/MF sob o nº 17.557.742/000115. Havendo com isto uma redução de capital no montante de R$ 42.172.000,00.

Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. CNPJ/MF nº 62.178.421/0001-64 - NIRE 35 3 0001529 1 Ata de Reunião de Diretoria Data: 26 de abril de 2013. Horário: 15:00 horas. Local: sede social, Alameda Santos, 466, 6º andar, parte, São Paulo - SP. Pauta: Designação do Ouvidor da Sociedade. Reuniu-se a Diretoria da Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A., presentes seus membros infra-assinados. Na ocasião, os senhores diretores resolveram, nos termos do parágrafo 2º do Artigo 11 do Estatuto Social, renovar a designação do Sr.Osmir Contri (CPF/MF nº 306.728.998-68 - RG nº 6.236.171 - SSP-SP), brasileiro, casado, bancário, residente e domiciliado em Sorocaba - SP, com endereço comercial na Alameda Santos, 466 - 9º andar, São Paulo - SP, como Ouvidor da Sociedade, com mandato até 30 de abril de 2014. Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a reunião e lavrada esta ata, que vai assinada pelos presentes.São Paulo, 26 de abril de 2013.Antonio César Santos Costa - Diretor.José Elanir de Lima - Diretor.Esta ata é cópia fiel da original lavrada em livro próprio. Antonio César Santos Costa - Diretor. José Elanir de Lima - Diretor. Certidão: Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o número: 248.594/13-8 em 28/06/2013. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

APM Investimentos e Participações Ltda.

NIRE 35.219.223.431 - CNPJ/MF nº. 03.881.282/0001-71 Reunião de Sócios Em 15/06/2013 a APM INVESTIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA., com sede na Cidade de São Paulo, na Avenida das Nações Unidas, n° 12.901, Bloco C, Torre Oeste, Centro Empresarial Nações Unidas – CENU, CEP: 04578-000, Brooklin Novo (Cindida), deliberou a Cisão parcial com versão de parcela de seu patrimônio para as empresas Sines Investimentos Ltda. (CNPJ/MF sob o no. 16.665.367/0001-64); Tondela Investimentos Ltda. (CNPJ/MF sob o no. 16.560.108/0001-79) e Viseu Investimentos Ltda. (CNPJ/MF sob o no. 16.665.372/0001-77), aumentando em R$ 400.000,00 o capital de cada uma das três favorecidas. Pecuaria Serramar Ltda.,estabelecida a R. Deputado Vicente Penido, 255, 7º, Vila Maria/SP, Cep 02064-120, CNPJ/MF nº 03.938.233/0001-28 Inscrição Estadual nº 115.943.120.111, declara à praça em geral que foram extraviados os seguintes Documentos: Nota Fiscais Modelo 1 sem série: de 410001 a 430000; Livros Registro de Saida, Entrada, Apuração ICMS e Modelo 6, Livro Registro de Inventário, Livro Diário Geral do periodo de 01/2004 a 12/2011. (03, 04 e 05/07/2013)

Schenck Process Equipamentos Industriais Ltda. torna público que requereu na CETESB a Renovação da Licença de Operação p/ fabricação de Máquinas e Equipamento de uso geral, sito à Rua Arnaldo Magniccaro, nº 500 - Bairro Jurubatuba, São Paulo/SP.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 5 de julho de 2013

PREFEITURA MUNICIPAL DE PINDAMONHANGABA

EDITAL RESUMIDO PREGÃO Nº 099/2013 A Prefeitura torna público que se acha aberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PP nº 99/13, que cuida da “Aquisição de material de enfermagem (filmes, fixador e revelador)”, com encerramento dia 22/07/2013, às 8h30, e abertura às 9h. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. e maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 04 de julho de 2013. PREGÃO Nº 105/2013 A Prefeitura torna público que se acha aberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PP nº 105/13, que cuida da “Contratação de empresa especializada para locação de 1.200 horas de trator sobre esteias com lâmina frontal, modelo D6 ou similar, a ser utilizado pela Secretaria de Obras e Serviços”, com encerramento dia 22/07/ 2013, às 10h30, e abertura às 11h. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. e maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 04 de julho de 2013. PREGÃO (REGISTRO DE PREÇOS) Nº 100/2013 A Prefeitura torna público que se acha aberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PPRP nº 100/13, que cuida da “Contratação de empresa especializada na prestação de serviços de acesso a solução integrada de colaboração e comunicação corporativa baseada em nuvem, incluindo suporte técnico, implantação e treinamento”, com encerramento dia 23/07/2013 às 8h30 e abertura às 9h. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. e maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 04 de julho de 2013. PREGÃO (REGISTRO DE PREÇOS) Nº 110/2013 A Prefeitura torna público que se acha aberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PPRP nº 110/13, que cuida da “Aquisição de gêneros alimentícios estocáveis para alimentação escolar”, com encerramento dia 22/07/2013, às 14h30, e abertura às 15h. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. e maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 04 de julho de 2013. EDITAL RESUMIDO PREGÃO (REGISTRO DE PREÇOS) Nº 111/2013 A Prefeitura torna público que se acha aberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PPRP nº 111/13, que cuida da “Aquisição de gêneros alimentícios perecíveis, carnes para alimentação escolar”, com encerramento dia 23/07/2013, às 14h30, e abertura às 15h. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. e maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 04 de julho de 2013. ALD Automotive S/A CNPJ/MF Nº 07.563.781/0001-71 – NIRE 35.300.445.287 Ata de Assembléia Geral Ordinária 1. Data, Hora e Local: Dia 03/04/2013, às 14:00 hs, na sede da Sociedade, localizada na Avenida Paulista, nº 392 e 402, 7º e 8º andares, CEP 01310-000, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo. 2. Acionistas Presentes: A totalidade dos acionistas da ALD Automotive S/A (“Sociedade”), com sede e foro na cidade e Estado de São Paulo, na Avenida Paulista, nº 392 e 402, 7º e 8º andares, Bela Vista, CEP: 01310-000, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 07.563.781/0001-71, quais sejam: I. ALD International SAS & Co. KG, sociedade devidamente existente e constituída de acordo com as leis da Alemanha, registrada no Registro de Comércio de Hamburgo sob o nº HRA 104831, com sede social na Nedderfeld, 95 – 22529, Hamburgo, Alemanha, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 07.578.266/0001-65; e, II. ALD International S. A., sociedade devidamente constituída de acordo com as leis da França, registrada no Registro de Comércio e Sociedades de Nanterre sob o nº 417 689 395, com sede social na 17, cours Valmy-92987, La Defense, França, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 07.578.265/0001-10.3. Representação: Os acionistas citados e qualificados no item anterior são representados, neste ato, na forma do art. 126, §1º, Lei Federal 6.404/1976, pelo seu advogado e procurador, Dr. Felipe Andres Acevedo Ibañez, brasileiro, casado, advogado, portador do documento de identidade OAB/SP nº 206.339 e inscrito no CPF/MF sob nº 291.245.388-76, residente e domiciliado na Avenida Paulista, nº 402, 7º andar, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, Brasil, conforme instrumento de procuração anexo. 4. Mesa: Os acionistas presentes, por unanimidade, elegeram como Presidente da mesa o Sr. Pascal FrançoisVitantonio francês, divorciado, administrador, titular da cédula de identidade RNE nº V476768-Y e inscrito no CPF/MF sob o n° 743.254.181.72, domiciliado na Avenida Paulista, n. 402, 8º andar, Bela Vista, CEP: 01310-000, que por sua vez convidou o Sr.Felipe Andres Acevedo Ibañez, qualificado no item 3 desta ata, para secretariá-lo. 5. Publicações: Dispensada a publicação do Edital de Convocação da presente assembléia, nos termos do art. 17, §3º do Estatuto Social e do art. 124, § 4º da Lei Federal 6.404/1976; e (ii) Demonstrações Financeiras publicadas no DOESP e no Diário Comercial.6. Ordem do Dia: Dando início aos trabalhos, o Sr.Presidente informou que a presente assembléia tinha por finalidade deliberar sobre as seguintes matérias: (a) tomar as contas apresentadas pelos administradores; (b) examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras do exercício social encerrado em 31/12/2012; (c) decidir sobre a destinação do lucro líquido referente ao exercício social de 2012; e (d) decidir sobre a distribuição de dividendos. 7. Deliberações tomadas pela totalidade dos Acionistas presentes: 7.1 Foram examinados, discutidos e aprovados, sem ressalvas ou emendas, pela unanimidade de votos dos presentes, as contas apresentadas pela administração, o balanço patrimonial e as demonstrações financeiras da Sociedade, referentes ao exercício social encerrado em 31/12/2012. 7.2 Foi aprovada, pela unanimidade de votos dos presentes e sem ressalvas, a proposta de destinação do lucro líquido da Companhia, no montante de R$ 10.503.720,85, após as deduções legais para Provisão de Imposto de Renda e Contribuições Sociais, da seguinte forma: (a) R$ 525.186,04 para constituição da reserva legal; e (b) R$ 9.978.534,81 para reinvestimento na própria Sociedade, tendo em vista que os acionistas, de comum acordo, decidiram que o lucro líquido apurado no exercício social de 2012 não será distribuído entre eles. 8. Encerramento: O Presidente da mesa concedeu a palavra aos acionistas para que dela fizessem uso. Não havendo nenhuma manifestação, o Sr. Presidente declarou suspensos os trabalhos pelo prazo necessário à lavratura da presente Ata, que depois de lida e aprovada, foi devidamente assinada pelos acionistas presentes e pelos integrantes da mesa.São Paulo, 03/04/2013.Pascal François Vitantonio-Presidente da Mesa. Felipe Andres Acevedo Ibañez-Secretário da Mesa. ALD International S.A.-p.p. Felipe Andres Acevedo Ibañez; ALD International SAS. & Co. KG-p.p. Felipe Andres Acevedo Ibañez. Jucesp nº 210.970/13-3 em 04/06/2013.Gisela Simiema Ceschin-Secretária Geral.

Locar Guindastes e Transportes Intermodais S.A. CNPJ/MF nº 43.368.422/0001-27 - NIRE 35.300.377.095 Ata da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 01/4/2013 Data,HoraeLocal:01/4/2013, 11hs,nasede.ConvocaçãoePresença:Dispensada,diantedapresençadosacionistasrepresentando a totalidade. Mesa: Presidente: Julio Eduardo Simões e Secretário: Carlos Marchesi. Deliberações: I. Aceitar o pedido de renúncia formulado pela Sra.Marina Simões ao cargo de DiretoraVice-Presidente Comercial da Cia.;II. Aprovar, em ato contínuo, a nomeação do Sr.José Henrique Bravo Alves, RG nº 90.000.958-0 SECC/RJ e CPF/MF nº 638.986.597-04, para o cargo de Dir.Vice-Presidente Comercial,commandatoaté10.08.2015,ficandoaDiretoriacompostadaseguinteforma:CargoOcupantePrazoMandatoDir.Presidente Sr. Julio Eduardo Simões 10/08/2015 Diretor Vice-Presidente Comercial Sr. José Henrique Bravo Alves 10/08/2015 Diretor Vice-Presidente Operacional e de Manutenção Sr.Julio Eduardo Simões (cumulação) 10/08/2015 Diretor Vice-Presidente Administrativo e Financeiro Sr. Julio Eduardo Simões (cumulação) 10/08/2015. III. Aprovar, finalmente, a alteração do art. 17 do Estatuto Social, o qual passa a vigorar acrescido de dois novos §§ (5º e 6º) e com a seguinte nova redação: “Art. 17-O exercício social corresponde ao ano civil e se inicia em 1º/01 e se encerra em 31/12 de cada ano. Ao final de cada exercício social a Diretoria fará elaborar o balanço Patrimonial e as demais demonstrações financeiras exigidas em lei. § 1º-Fará parte das demonstrações financeiras do exercício, a proposta da administração sobre a destinação a ser dada ao lucro líquido, com observância do disposto na lei e neste Estatuto.§ 2º-A Cia.poderá levantar balanços semestrais e declarar dividendos à conta de lucro apurado nesses balanços.A Diretoria poderá declarar dividendos intermediários, à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral. § 3º-A Cia. poderá determinar a distribuição de juros oriundos de remuneração sobre o capital próprio para fins do disposto do art. 9º da Lei n° 9.249/95. § 4º-A Cia. possui uma reserva estatutária de lucros para investimentos da Cia. (“Reserva de Lucros”), que terá a finalidade de garantir à Cia. disponibilidade de caixa para a realização de investimentos, implantação de melhorias e/ou aquisição de bens de capital relacionados às atividades operacionais da Cia., evitando-se assim os custos financeiros de captação e os impactos destes na lucratividade da Cia., observado o seguinte: a) O saldo na conta Reserva de Lucros não poderá ultrapassar o valor do capital social da Cia.; b) Anualmente, os acionistas, reunidos em assembleia geral ordinária, definirão a parcela do lucro líquido da Cia. que deverá ser destinada à conta Reserva de Lucros; c) O valor da parcela do lucro líquido destinada à conta Reserva de Lucros deverá obedecer a 2 critérios: (i) equilíbrio do fluxo de caixa da Cia.; e (ii) necessidade de investimentos da Cia., segundo seu plano de negócios. § 5º-Após deduções previstas em lei, a Assembleia Geral decidirá sobre a destinação dos lucros, estabelecendo-se, como dividendo mínimo obrigatório, o equivalente a 5% do lucro líquido do exercício, ajustado na forma da lei. § 6º-A Assembleia Geral poderá, desde que não haja oposição de qualquer acionista presente, deliberar a distribuição de dividendo inferior ao obrigatório, ou a retenção de todo o lucro líquido.” Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o Senhor Presidente suspendeu os trabalhos pelo tempo necessário à lavratura desta ata. Reaberta a sessão, a ata foi lida e aprovada pelos presentes, que a subscreveram. Assinaturas: Julio Eduardo Simões (presidente da mesa e acionista), Carlos Marchesi (secretário), Maria Fernanda Simões, Julio Eduardo Simões Filho e Marina Simões. Guarulhos, 01/4/2013. Julio Eduardo Simões-Presidente e Carlos Marchesi-Secretário. Jucesp nº 238.657/13-9 em 27/6/2013. Gisela S. Ceschin-Secretária Geral.

OAS Defesa S.A. CNPJ/MF Nº 15.806.518/0001-94 – NIRE 35.3.0043925-2 Termo de Renúncia Neste ato e na melhor forma de direito, o Sr. José Adelmário Pinheiro Filho, brasileiro, casado, engenheiro civil, portador da carteira de identidade profissional nº 8.004-D, emitida pelo CREA-BA e da cédula de identidade Rg nº 918.407-40 – SSP/BA, inscrito no CPF/MF sob o nº 078.105.635-72, residente e domiciliado na Cidade de Salvador, Estado da Bahia, na Avenida Oceânica nº 1.545, apto. 204, Ondina, CEP 40170-010, expressamente renuncia, em caráter irrevogável e irretratável, ao cargo de Diretor Vice-Presidente da OAS Defesa S.A., com sede na Cidade e Estado de São Paulo, na Avenida Angélica nº 2.330/2.346/2.364, 9º andar, sala 907, Consolação, CEP 01228-200, inscrita no CNPJ/MF sob o n° 15.806.518/0001-94 (“Companhia”), permanecendo no cargo até o dia 1 de maio de 2013, outorgando à Companhia, seus acionistas e demais administradores a mais ampla, geral, plena, irrevogável e irretratável quitação, para nada mais reclamar e/ou pretender, a qualquer tempo e/ou a qualquer título, em juízo ou fora dele, com relação ao período em que ocupou tal cargo na administração da Companhia. São Paulo, 24 de abril de 2013. José Adelmário Pinheiro Filho. Jucesp nº 249.889/13-4 em 02/07/2013. Gisela Simiema Ceschin-Secretária Geral.

OAS Empreendimentos S.A. CNPJ/MF nº 06.324.922/0001-30 – NIRE 35.3.0036333-7 Ata da AGE realizada em 14 de Junho de 2013 1. Data, hora e local: No dia 14/06/2013, às 12hs, na sede da Cia, em SP/SP, na Av. Angélica nº 2.248, 8º and., Consolação. 2. Convocação e Presença: Convocação dispensada em face da presença da totalidade dos acionistas, conforme assinaturas no Livro de Presença dos Acionistas. 3. Mesa: Presidente: Carmine De Siervi Neto; Secretário: Adriano Claudio Pires Ribeiro. 4. Ordem do Dia e DeliberaçõesTomadas:Instalada a Assembleia, foi tomada a seguinte deliberação, aprovada pela unanimidade de acionistas:aprovar a reforma do Estatuto Social da Companhia, de forma a adaptá-lo às práticas de governança estipuladas no §4º do art.2º da Instrução CVM nº 391, de 16/07/2003 e modificações posteriores. 4.1. Diante da deliberação acima, promover a reforma do Estatuto Social da Cia., alterando os Capítulos II, III, VIII, acrescentando os Capítulos IX e XI e, ao final, renumerando o Estatuto Social, que passará a vigorar com a redação que consta no Anexo I da presente ata. 5. Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado, foi encerrada a assembleia geral, da qual a presente ata lavrada, lida, assinada e aprovada por todos os presentes.6.Assinaturas:Presidente, Carmine De Siervi Neto; Secretário, Adriano Claudio Pires Ribeiro. Acionista: OAS S.A. SP, 14/06/2013. Carmine De Siervi Neto - Presidente; Adriano Claudio Pires Ribeiro - Secretário. Jucesp nº 237.812/13-7 em 25/06/2013. Gisela Simiema Ceschin-Secretária Geral.

Locar Guindastes e Transportes Intermodais S.A. CNPJ/MF nº 43.368.422/0001-27 - NIRE 35.300.377.095 Ata da Assembleia Geral Ordinária realizada em 30 de abril de 2013 Data, Hora e Local: 30/4/13, 10hs, na sede. Convocação e Presença: Dispensada, diante da presença dos acionistas representando a totalidade. Publicação: Demonst. Financeiras publicadas dia 18/4/13, Diário do Comércio, pág. 24, e no DOESP, na pág. 54. Mesa: Presidente: Julio Eduardo Simões e Secretário: Carlos Marchesi. Deliberações: I. Aprovar, sem ressalvas, as contas da administração e as demonstrações financeiras da Cia., acompanhadas do parecer dos auditores independentes, referentes ao exercício social findo em 31/12/12; e II. Aprovar a proposta de destinação do resultado da Cia. apurado no exercício social findo em 31/12/12 no valor de R$29.101.535,22, com a retenção de todo o lucro líquido, sendo: (a) R$1.455.076,76 para constituição da reserva legal; e (b) R$27.646.458,46 para a conta de reserva de lucros. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o Sr. Presidente suspendeu os trabalhos pelo tempo necessário à lavratura desta ata. Reaberta a sessão, a ata foi lida e aprovada pelos presentes, que a subscreveram. Assinaturas: Julio Eduardo Simões (presidente da mesa e acionista), Carlos Marchesi (secretário), Maria Fernanda Simões, Julio Eduardo Simões Filho e Marina Simões. Guarulhos, 30/4/13. Julio Eduardo Simões-Pres. e Carlos Marchesi-Secr.. Jucesp nº 239.017/13-4 em 27/6/13. Gisela S. C.-Secr. Geral.

Comercial Lima Figueiredo S. A CNPJ Nº 72.111.370/0001-07 Assembléia Geral Ordinária Edital de Convocação Ficam convocados os Srs. Acionistas p/ realização de AGO dia 18/7/13, 10hs na sede, na Fazenda Itaiquara, Município de Tapiratiba/SP, p/ apreciar e deliberar s/ a seguinte ordem do dia: 1. Prestação de contas dos administradores, exame, discussão e votação das demonstrações financeiras relativas ao exercício social findo em 31/12/11 e 31/12/12; 2. Destinação do Resultado do Exercício; 3. Eleição dos membros da Diretoria p/ o próximo triênio e fixação de seus honorários. 4. Eleição dos membros do Cons. Fiscal e seus suplentes, caso decidida a sua instalação p/ o novo exercício. Estão à disposição dos Srs. acionistas, na sede, os documentos da Administração a que se refere o art.133, da Lei 6404/76.Tapiratiba, 5/7/13. A Diretoria. (05, 06 e 11/07/2013)

Multilabel do Brasil S.A. CNPJ/MF 01.110.138/0001-06 Relatório da Diretoria Srs. Acionistas: Para apreciação e deliberação, apresentamos a V.Sas. as demonstrações contábeis relativas aos exercicios findos em 31/12/2011 e 2010, preparado de acordo com disposições da legislação societária. A Empresa continua firmemente investindo na modernização dos seus processos de gestão, mediante desenvolvimento de seus recursos estratégicos e na informatização dos sistemas e nos programas de qualidade total integrados. A perspectiva de novos negócios são fatos relevantes para o próximo exercício, razão pela qual estamos confiantes que a Empresa voltará a apresentar bons resultados no período, em linha com os objetivos estratégicos da Multilabel do Brasil S.A. Balanços patrimoniais findos em 31 de dezembro - Em reais Demonstrações do resultado findos em 31 de dezembro - Em reais 2011 2010 Ativo Circulante 2011 2010 Passivo e Patrimônio Líquido Circulante 2011 2010 Receita bruta de produtos Receita bruta de produtos 12.373.282 11.390.794 Caixa e Bancos 918 4.909 Fornecedores 1.117.738 898.362 (2.619.038) (2.470.243) Aplicações financeiras 535.182 864.670 Emprestimos e financiamentos - Impostos sobre vendas 9.754.244 8.920.551 Contas a receber–clientes 2.027.744 810.647 Adiantamentos de clientes 15.351 Receita Líquida de Produtos (6.409.217) (5.782.674) Impostos a recuperar 408.369 132.475 Impostos e contribuições correntes 377.706 117.917 Custo dos produtos Adiantamentos a fornecedores . 61.286 - Salários e encargos sociais 3.345.027 3.137.877 210.294 109.679 Lucro Bruto Estoque 686.408 1.051.324 Provisões Trabalhistas 4.050 9.695 Receitas (Despesas) Operacionais Despesas Antecipadas 6.057 3.051 Despesas Administrativas (864.899) (689.469) 1.709.788 1.151.004 3.725.964 2.867.076 Despesas Gerais (1.372.452) (1.365.871) Patrimônio Líquido Ativo Não Circulante Despesas Tributárias (24.469) (24.596) 50.000 50.000 Imobilizado 1.664.766 1.771.737 Capital social Variações Cambiais (5.608) 2.428.752 2.288.864 (-) Depreciação . (1.238.267) (1.185.022) Reservas de lucros Despesas Financeiras (100.882) (45.858) - Depreciação e Amortização Intangivel . 36.077 36.077 Prejuízos acumulados (183.577) (188.292) 2.478.752 2.338.864 Receitas Financeiras 462.576 622.792 62.520 78.824 4.188.540 3.489.868 Lucro Operacional Total do Ativo 4.188.540 3.489.868 Total do Passivo e do Patrimônio Líquido 855.660 902.615 Notas Explicativas da admnistação as demonstações financeiras em 31 de dezembro - Em reais Lucro antes da CSLL e do IRPJ 855.660 902.615 1. Contexto Operacional: A Sociedade tem por objetivo principal a indus- taxas mencionadas na nota 4, considerando-se a duração econômica dos CSLL e IRPJ (371.417) (353.473) trialização de produtos nacionais (rótulos para embalagens). 2. Principais bens. d) Os Passivos Circulante e Exigível a Longo Prazo são demonstra- Lucro Líquido do Exercício 484.243 549.142 práticas contábeis: As práticas contábeis adotadas para o registro das dos por valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos quando aplicável dos Demonstr. das Mutações do Patr. Líq. em 31/12/10 e 31/12/11-(Em Reais ) operações e para a elaboração das demonstrações financeiras emanam correspondentes encargos e variações cambiais incorridos até as datas de Capital Lucros das Sociedades por Ações. O balanço patrimonial está demonstrado de encerramento dos exercícios. 3. Estoques: Materia-Prima, Tintas e VerniHistórico realizado Aculmulados Total acordo com o regime de competência. a) As Receitas e as Despesas são zes; 686.408. Saldo em 31/12/2009 50.000 1.863.833 1.913.833 apropriadas de acordo com o regime de competência. b) Os Estoques são 4. Imobilizado: p ç Taxa de depreciação: 535.852 535.852 demonstrados ao custo de aquisiçao inferior aos custos de reposição ou Moveis e Utensilios 84.260 Deprec. Acumul. (62.347) Ajustes de Exercícios Anteriores: 871.041 871.041 aos valores de custos de realização. c) O Imobilizado está demonstrado ao Maquinas e Equipamentos 1.562.367 Deprec. Acumul. (1.175.088) Lucro Líquido do Exercício: 2010 (981.862) (981.862) custo de aquisição corrigido monetáriamente até 31 de dezembro de 1995 Equipamentos de Informatica 16.008 Deprec. Acumul. (530) Dividendos distribuídos e deduzido das respectivas depreciações calculadas pelo método linear, as Instalações 2.130 Deprec. Acumul. (301) Saldo em 31/12/2010 50.000 2.288.864 2.338.864 Lucro Líquido do Exercício: 2011 484.244 484.244 Diretor Contador Dividendos Distribuídos (344.355) (344.355) José Carlos Drager Shiguenori Kanno Diretoria: Saldo em 31/12/2011 50.000 2.428.752 2.478.752 CPF: 895.852.838-91 CPF: 313.161.668-72 - CRC–1SP 118.661/O-5

SÃO PAULO TRANSPORTE S/A CNPJ nº 60.498.417/0001-58 ATA Nº CA/007/13 ATA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA SÃO PAULO TRANSPORTE S/A, REALIZADA EM 10 DE JUNHO DE 2013. Aos dez dias do mês de junho de dois mil e treze, na sede da São Paulo Transporte S/A, na Rua Boa Vista n.º 236, 8º andar, na Capital de São Paulo, com início às 9 horas, realizou-se reunião extraordinária do Conselho de Administração, com a presença dos Conselheiros que esta subscrevem. Abrindo os trabalhos, foi registrado que a finalidade precípua e o único ponto de pauta da reunião é a alteração na composição da Diretoria Executiva da SPTrans. Na sequência, foi comunicada a destituição do Senhor Ronilson Bezerra Rodrigues do cargo de Diretor. Apreciada a matéria, deliberou o Conselho de Administração, com base no artigo 11, inciso II do Estatuto Social e de acordo com as orientações da acionista majoritária, a Prefeitura do Município de São Paulo, eleger para o cargo de Diretor o Senhor Salvador George Donizeti Khuriyeh, brasileiro, maior, separado judicialmente, Engenheiro Civil, residente e domiciliado nesta capital, portador da Cédula de Identidade RG nº 6.847.430-1 e inscrito no C.P.F. sob o nº 019.480.428-35, mantendo-se os demais Diretores. Dessa forma, a Diretoria Executiva passa a ser composta pelo Senhor Jilmar Augustinho Tatto – Diretor Presidente e pelos Senhores Adauto Farias, Almir Chiarato Dias, Ana Odila de Paiva Souza, José Evaldo Gonçalo, Salvador George Donizeti Khuriyeh e Francisco Ernesto Graminholli, esse último por representar na Diretoria os empregados da Empresa, pelos quais foi escolhido por meio de eleição referendada pelos acionistas, nos termos da Lei Municipal nº 10.731, de 06.06.1989. Considerando que a atual Diretoria foi eleita com mandato até 20 de abril de 2015, o mandato do novo Diretor será de 10 de junho de 2013 até 20 de abril de 2015, em face do parágrafo 3º do artigo 150 da Lei nº 6.404, de 15.12.1976. Nada mais havendo a ser tratado, foi encerrada a reunião, sendo lavrada a presente ata, que lida e achada conforme, é assinada a seguir pelos Conselheiros presentes.(aa) JILMAR AUGUSTINHO TATTO – Presidente do Conselho - ANTONIO DONATO MADORMO – CARLOS GALEÃO CAMACHO – GERSON LUIS BITTENCOURT – JOÃO CARLOS DE OLIVEIRA SILVA – MAGALI SERAVALLI ROMBOLI – VERA SOELI MION SALLES. A presente é cópia fiel e autêntica da Ata da Reunião Extraordinária do Conselho de Administração da São Paulo Transporte S/A, realizada em 10 de junho de 2013, lavrada às folhas 194, do Livro de Atas nº 07 do Conselho de Administração da São Paulo Transporte S/A. Jucesp Nº 249.263/13-0 em 01/07/13. Gisela Simiema Ceschin – Secretária Geral

Solví Participações S.A. - CNPJ/MF nº 02.886.838/0001-50 - NIRE 35.300.158.903 Ata da Assembléia Geral Ordinária Realizada em 30/04/2013 I - Data, Hora e Local: Às 17hs, do dia 30/04/2013, na R. Bela Cintra, nº 967, conjuntos 101 e 102, na Capital do Estado de São Paulo, CEP 01415-000. II - Convocação e Presença: Dispensada a publicação de edital de convocação, foi verificado e constatado o comparecimento de acionistas representando a totalidade do capital social, na forma do art. 124, § 4º da Lei 6.404/76. III - Mesa Diretora: Presidente: Carlos Leal Villa; Secretário: Celso Pedroso. IV - Ordem do Dia: (a) Discutir e aprovar as Demonstrações Contábeis da Cia. referente ao exercício encerrado em 31.12.2012; tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras; (b) Deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e a distribuição de dividendos; (c) Deliberar sobre a instalação do Conselho Fiscal; e (d) Eleição de membros da Diretoria. V - Deliberações: Iniciados os trabalhos, foi aprovada a lavratura da presente ata na forma sumária, nos termos do art. 130, § 1º da Lei 6.404/76, e considerada regular a Assembléia, na forma do art. 124 § 4º, da mesma lei. Passou-se, então, à análise da ordem do dia, tendo sido verificadas as seguintes deliberações, todas tomadas por unanimidade de votos, abstendo-se de votar os legalmente impedidos, nos termos do art. 134, § 1º, da Lei 6.404/76: (a) Foi aprovado, na íntegra, o relatório da diretoria, que já havia sido anteriormente distribuído aos acionistas compreendendo as seguintes Demonstrações Contábeis relativas ao exercício encerrado em 31.12.2012: Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado, Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido e Demonstração do Fluxo de Caixa, publicadas nos jornais “Diário do Comércio” e no “DOESP”, ambos de edição desta data de 27.04.2013. (b) Foi deliberado que do lucro do exercício no montante de R$ 46.977.172,00, 25%, correspondente a R$ 11.157.148,00, depois de deduzida a reserva legal de 5%, serão distribuídos a título de dividendos mínimos estatutários. O saldo remanescente, equivalente a R$ 33.471.235,00, será destinado à conta de reserva de retenção de lucros no patrimônio líquido. (c) Deliberou-se pela não instalação do Conselho Fiscal, conforme facultado pela Lei das Sociedades por Ações. (d) Deliberou-se, por fim, pela eleição dos Diretores a seguir qualificados, todos com mandatos até a realização da AGO, a qual deliberará sobre as demonstrações financeiras relativas ao exercício social a ser encerrado em 31.12.2014: • Diretor Presidente: Carlos Leal Villa, brasileiro, casado, engenheiro civil, RG nº 1.085.368-58 SSP/BA e CPF/MF nº 112.163.365-04, residente na Capital e Estado de São Paulo, com escritório na R. Bela Cintra, nº 967, 10º and., Consolação, CEP: 01415000, São Paulo. • Diretor Financeiro: Celso Pedroso, brasileiro, casado, engenheiro de produção, RG nº 8.412.514-7 SSP/SP e CPF/MF nº 052.993.138-96, residente na Capital e Estado de São Paulo, com escritório na R. Bela Cintra, nº 967, 10º andar, Consolação, CEP: 01415-000, São Paulo; e • Diretor de Desenvolvimento Organizacional e Gestão de Pessoas: Delmas Abreu Penteado, brasileiro, casado, engenheiro mecânico, RG nº 13.129.693- SSP/SP e CPF/MF nº 017.762.159-15, residente na Capital e Estado de São Paulo, com escritório na R. Bela Cintra, nº 967, 10º and., Consolação, CEP: 01415-000, São Paulo. Os Diretores ora eleitos, chamados à reunião logo após a eleição, declaram não estarem legalmente impedidos de assumir os respectivos cargos, nem estarem condenados a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos, ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato, ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade. VI - Encerramento: O Sr. Presidente determinou a suspensão da Assembléia pelo tempo necessário à lavratura da presente ata. Reabertos os trabalhos, foi a presente lida aos acionistas, que a aprovaram e assinam o livro respectivo, tendo sido autenticados todos os documentos apresentados, que ficarão arquivados na sede da Companhia para os fins de direito. VII - Aprovação e Assinatura da Ata: Lavrada e lida, foi a presente ata aprovada por unanimidade e assinada pelos membros da mesa e pelos acionistas presentes, como segue. Mesa: Presidente - Carlos Leal Villa; Secretário - Celso Pedroso. Acionistas presentes: (aa) SOLVÍ ENVIRONNEMENT, representada por Carlos Leal Villa; (aa) CARLOS LEAL VILLA. Certidão: A presente ata confere com o original lavrado em livro próprio. São Paulo, 30/04/2013. Acionistas: Solví Environnement - p.p. Carlos Leal Villa; Carlos Leal Villa - Acionista e Presidente da Mesa; Celso Pedroso - Secretário da Mesa. Diretores: Carlos Leal Villa - Diretor Presidente; Celso Pedroso - Diretor Financeiro; Delmas Abreu Penteado - Diretor de Desenvolvimento Organizacional e Gestão de Pessoas. JUCESP 212.555/13-3 em 07.06.13. Gisela Simiema Ceschin - Sec. Geral.

EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES – EBSERH

TTM Participações S/A

AVISO DE AUDIÊNCIA PÚBLICA Nº 03/2013 A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares-EBSERH/MEC, com sede no Setor Comercial Sul - SCS, Quadra 09, Lote C, Edifício Parque Cidade Corporate, Torre C, 1º andar, CEP: 70308-200 - Brasília/DF, Telefone: (61) 3255-8900, inscrita no CNPJ sob o nº 15.126.437.0001-43, em conformidade com o que dispõe o artigo p g 39 da Lei Federal nº 8.666/93, torna público que realizará AUDIÊNCIA PÚBLICA, objetivando a compra de Medicamentos Antineoplásicos e Adjuvantes, e convida fabricantes, importadores, distribuidores e demais interessados. A Audiência nº 03/2013 objetiva conhecer as características técnicas, mercadológicas, entre outras, para os referidos insumos, em todo o território nacional, e ainda tornar pública as condições para a referida contratação a todos os interessados. A abertura da sessão pública está marcada para o dia 18 de julho de 2013 das 10h30 às 16h30 horas, no seguinte endereço: Setor Comercial Sul - SCS, Quadra 09, Lote C, Edifício Parque Cidade Corporate, Torre C, 2º andar, CEP: 70308-200 - Brasília/DF, Telefone: (61) 3255-8934 ou 3255-8295. O Termo de Referência e demais informações estarão à disposição dos interessados no endereço http://www.ebserh.mec.gov.br. WALMIR GOMES DE SOUSA Diretor Administrativo Financeiro

CNPJ/MF nº 09.409.536/0001-30 – NIRE 35.300.351.401 Ata de Assembléia Geral Ordinária realizada em 30 de maio de 2013 I. Data, Horário e Local: 30/05/2013, às 9 hs., na Sede Social da Cia., na Rua Deputado Vicente Penido, 255, Mezanino, São Paulo-SP. II. Convocação: Dispensada a publicação de Editais de Convocação, conforme faculdade prevista no art. 124, § 4º, da Lei nº 6.404/76 (“Lei das S.A.”). III. Mesa: Presidente – Thadeu Luciano Marcondes Penido; Secretário – Julio Cezar Alves. IV. Presença: Reuniu-se a Assembleia Geral da TTM Participações S/A (“Cia.”) na data, hora e local acima mencionados, com a presença dos acionistas representando a totalidade do capital social da Cia., conforme assinatura constante do Livro de Presença de Acionistas. V. Ordem do Dia: Deliberar sobre: 1) As contas dos Administradores, apreciar, votar e aprovar o relatório da administração e as demonstrações financeiras referentes ao exercício findo em 31/12/2012; 2) A aprovação da destinação do lucro líquido do exercício findo em 31/12/2012; e 3) A reeleição dos membros da Diretoria. VI. Deliberações: Instalada a Assembleia e feita a leitura da Ordem do Dia, os acionistas, por unanimidade de votos e sem quaisquer restrições, deliberaram: 1) Aprovar as contas dos Administradores, bem como o relatório da administração e as demonstrações financeiras relativas ao exercício findo em 31/12/2012, os quais foram publicados nos jornais “DOE-SP” e “Diario do Comércio”, ambos na edição de 29/05/2013; 2) Aprovar a destinação do lucro líquido do exercício findo em 31/12/2012, no valor de R$ 418.918,48, deduzida a reserva legal de R$ 20.945,92, perfazendo o saldo remanescente de R$ 397.972,56, o qual será destinado à conta de Reserva de Retenção de Lucros; e 3) Reeleger os membros da Diretoria, com mandato até 30/04/2016, ficando assim constituída: Diretor Presidente – Thadeu Luciano Marcondes Penido, portador do RG nº 3.837.244-7-SSP/SP e do CPF/MF nº 006.249.538-07; Diretores Vice-Presidentes – Arthur Lopes Ribeiro Penido, portador do RG 26.789.0000-X e do CPF/MF nº 350.180.778-32, e Matheus Lopes Ribeiro Penido, portador do RG nº 22.976.024-7 e do CPF/MF nº 222.496.628-86; todos com escritório na Rua Deputado Vicente Penido, 255, 7º andar, São Paulo/SP. VII. Lavratura e Leitura da Ata: Oferecida a palavra a quem dela quisesse fazer uso. Ninguém se manifestando, foi suspensa a reunião pelo tempo necessário à lavratura desta ata, a qual foi lida, achada conforme, aprovada e assinada por todos os presentes. São Paulo, 30/05/2013. (ass.) Thadeu Luciano Marcondes Penido – Presidente; Julio Cezar Alves – Secretário. Acionistas: Thadeu Luciano Marcondes Penido, Arthur Lopes Ribeiro Penido e Matheus Lopes Ribeiro Penido. JUCESP nº 233.045/13-2 em 24/06/2013. Gisela Simiema Ceschin – Secretária Geral.

CÂMARA MUNICIPAL DE VALINHOS

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEDRO DE TOLEDO/SP

PROCESSO Nº 843/2013 PREGÃO PRESENCIAL Nº 08/2013 (NOVA DATA) A presente licitação tem por objeto o Registro de Preços de Contratação de Empresa Especializada para fornecimento, de forma contínua, de Combustíveis (Gasolina, Álcool Hidratado e Diesel Comum), conforme anexo I, a serem fornecidos no município de Pedro de Toledo, para abastecer os veículos oficiais da frota Municipal, quando deles o município tiver necessidade. Recebimento do Credenciamento: 19/07/2013 às 08h30min. Recebimento dos Envelopes Proposta, Documentação de Declaração de pleno atendimento aos requisitos de habilitação durante o credenciamento: 10/07/2013 às 08h30min. O edital em inteiro teor encontra-se à disposição dos interessados, gratuitamente através do site: www.pedrodetoledo.sp.gov.br ou mediante pagamento de taxa no Depto de Compras/Licitações da Prefeitura Municipal de Pedro de Toledo, de 2ª a 6ª feira das 09h às 11h30min e das 13h às 16h, na Av. Coronel Raimundo Vasconcelos, 230 – Centro, mediante pagamento. Informações poderão ser obtidas no endereço acima ou pelo telefone (13) 3419-7000. Pedro de Toledo, 28 de Junho de 2013. Sergio Yasushi Miyashiro - Prefeito Municipal

POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO GRUPAMENTO DE RADIOPATRULHA AÉREA “JOÃO NEGRÃO” PREGÃO ELETRÔNICO Nº GRPAe - 005/140/13 - PROCESSO Nº GRPAe - 046/140/13 Encontra-se aberto no Grupamento de Radiopatrulha Aérea “João Negrão” (GRPAe), Pregão Eletrônico nº GRPAe-005/140/13, Registro de Preço nº GRPAe-001/140/13, do tipo Menor Preço, a ser realizado por intermédio do sistema eletrônico de contratações denominado “Bolsa Eletrônica de Compras do Governo do Estado de São Paulo - Sistema BEC/SP”, com utilização de recursos de tecnologia da informação, denominada Pregão Eletrônico, do tipo Menor Preço por Item - Processo nº GRPAe-046/140/13, objetivando a Constituição de Sistema de Registro de Preços para Compra de combustíveis aeronáuticos relacionados no Anexo 1. A data de abertura da sessão está prevista para 22 de julho de 2013, às 09:00h. Para maiores informações, a Seção de Finanças coloca-se à disposição, em horário comercial, de segunda a sexta-feira, bem como para esclarecimento de eventuais dúvidas. As informações estarão disponíveis no sítio www.e-negociospublicos.com.br. Tel.: (11) 2221-7299; ramais 1836 a 1838.

OAS Defesa S.A. CNPJ/MF Nº 15.806.518/0001-94 – NIRE 35.3.0043925-2 Termo de Renúncia Neste ato e na melhor forma de direito, o Sr. Cesar de Araújo Mata Pires, brasileiro, casado, engenheiro civil, portador da carteira de identidade profissional nº 8.745-D, emitida pelo CREA-BA e da cédula de identidade RG nº 611.452 – SSP/BA, inscrito no CPF/MF sob o nº 056.377.245-04, residente e domiciliado na Cidade de Salvador, Estado da Bahia, na Rua Waldemar Falcão nº 759, apto. 502, Brotas, CEP 40296-710, expressamente renuncia, em caráter irrevogável e irretratável, ao cargo de Diretor Presidente da OAS Defesa S.A., com sede na Cidade e Estado de São Paulo, na Avenida Angélica nº 2.330/2.346/2.364, 9º andar, sala 907, Consolação, CEP 01228-200, inscrita no CNPJ/MF sob o n° 15.806.518/0001-94 (“Companhia”), permanecendo no cargo até o dia 1 de maio de 2013, outorgando à Companhia, seus acionistas e demais administradores a mais ampla, geral, plena, irrevogável e irretratável quitação, para nada mais reclamar e/ou pretender, a qualquer tempo e/ou a qualquer título, em juízo ou fora dele, com relação ao período em que ocupou tal cargo na administração da Companhia. São Paulo, 24 de abril de 2013. Cesar de Araújo Mata Pires - Jucesp nº 239.982/13-7 em 28/06/2013. Gisela Simiema Ceschin-Secretária Geral.

AVISO DE LICITAÇÃO PREGÃO PRESENCIAL N° 17/2013 TIPO MENOR PREÇO GLOBAL OBJETO: AQUISIÇÃO E INSTALAÇÃO DE PERSIANAS. Credenciamento: 22/07/13 às 09h. Abertura da sessão pública: 22/07/13 às 09h30min. Local: Câmara Municipal de Valinhos - Rua Ângelo Antônio Schiavinato, n.º 59, Residencial São Luiz, Valinhos/SP, CEP 13270-470 Consulta e fornecimento do edital: Será fornecido aos interessados a partir de 05/07/2013, na Diretoria Administrativa da Câmara Municipal de Valinhos, no endereço citado acima, no horário das 09 às 17 horas, de segunda à sexta-feira, pelo site

www.camaravalinhos.sp.gov.br ou pelo e-mail compras@

camaravalinhos.sp.gov.br. Valinhos, 05 de julho de 2013. LOURIVALDO MESSIAS DE OLIVEIRA. Presidente.

SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE SOROCABA O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Sorocaba comunica que foi considerada vencedora da Tomada de Preços nº 01/2013 - Processo nº 295/2013-SAAE, destinada à contratação de empresa de engenharia especializada para ampliação da capacidade do sistema elétrico da Estação de Tratamento de Água do Cerrado, com substituição de quatro transformadores, quadro de distribuição geral, painéis de acionamento de bombas, com fornecimento de condutores e componentes de proteção, a licitante Rumo Comércio, Montagem e Serviços Técnicos Ltda.-EPP Comunica ainda, que o prazo para interposição de recurso é de 05 (cinco) dias úteis, contados a partir da presente data. Comissão Especial de Licitações - Maria Eloise Benette (Presidente).

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEDRO DE TOLEDO/SP

PROCESSO Nº 871/2013 PREGÃO PRESENCIAL Nº 09/2013 (NOVA DATA) A presente licitação tem por objeto o Registro de Preços de Contratação de Empresa para locação de equipamentos para manutenção de Estradas Vicinais e Aterro Sanitário conforme anexo I quando deles o município tiver necessidade. Recebimento do Credenciamento: 19/07/2013 às 13h30min. Recebimento dos Envelopes Proposta, Documentação de Declaração de pleno atendimento aos requisitos de habilitação durante o credenciamento: 10/07/2013 às 13h30min. O edital em inteiro teor encontra-se à disposição dos interessados, gratuitamente através do site: www.pedrodetoledo.sp.gov.br ou mediante pagamento de taxa no Depto de Compras/Licitações da Prefeitura Municipal de Pedro de Toledo, de 2ª a 6ª feira das 09h às 11h30min e das 13h às 16h, na Av. Coronel Raimundo Vasconcelos, 230 – Centro, mediante pagamento. Informações poderão ser obtidas no endereço acima ou pelo telefone (13) 3419-7000. Pedro de Toledo, 28 de Junho de 2013. Sergio Yasushi Miyashiro - Prefeito Municipal.

Solví Participações S.A. CNPJ/MF nº 02.886.838/0001-50 NIRE 35.300.158.903 - Cia. Fechada Ata da Assembleia Geral Extraordinária em 28/05/2013 às 09hs CERTIDÃO: Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Certifico o registro na Junta Comercial do Estado de São Paulo - sob nº 212.311/13-0 em 06.06.2013. Gisela Simiema Ceschin - Sec. Geral.

Transportes Arambari S.A. CNPJ nº 45.043.056/0001-61 Assembléia Geral Ordinária Edital de Convocação Ficam convocados os Srs. Acionistas p/ a realização de AGO dia 18/7/13, às 13hs na sede, situada na Fazenda Itaiquara, Município de Tapiratiba/SP, p/ apreciar e deliberar sobre a seguinte ordem do dia: a) Leitura, discussão e votação do Relatório da Diretoria, Balanço Patrimonial e Demonstrações Financeiras relacionadas com o exercício findo em 31/12/11 e findo 31/12/12; b) Destinação do resultado do exercício; c) Eleição dos membros da Diretoria p/ o próximo mandato. d) Eleição dos membros do Conselho Fiscal e seus suplentes, caso decidida a sua instalação. Estão à disposição dos senhores acionistas, na sede social, os documentos da Administração a que se refere o art. 133, da Lei 6404/76. Tapiratiba, 5/7/13. A Diretoria. (05, 06 e 11/07/2013)

British Airways PLC CNPJ: 50.710.730/0001-54 Demonstrações Financeiras Balanço Patrimonial Em 31 de Dezembro - Em Reais 2011 Ativo/Circulante 2011 Passivo/Circulante 292.772,18 Disponibilidades 893.776,09 Fornecedores 82.719,15 Clientes 2.002.174,68 Impostos e Contribuições 18.637,99 Impostos a Recuperar 105.076,88 Agentes a Reembolsar 11.286,88 Adiantamentos 42.289,33 Empréstimo Consignado 8,20 Valores a Recuperar 5.648,67 Outras Contas a Pagar 6.388.827,11 Outros Circulantes 6.200,68 Casa Matriz 6.794.251,51 Total Circulante 3.055.166,33 Total Circulante 6.794.251,51 Não Circulante/Realizável A Longo Prazo/Proc. Judiciais 3.540.897,44 Total do Passivo Imobilizado 198.187,74 Demonstração de Resultado em 31 De Dezembro - Em Reais Total não Circulante 3.739.085,18 Despesas Operacionais 2011 Total do Ativo 6.794.251,51 Despesas Administrativas 16.169.917,88 São Paulo, 31 de Dezembro de 2011 • José Antonio de Pádua Coimbra - Representante Legal • Antonio Carlos Costa - Contador - CRC 1SP220084/O-7

ECONOMIA/LEGAIS - 25

British Airways PLC Demonstração de Resultado em 31 De Dezembro - Em Reais Despesas c/Pessoal 12.525.049,19 Encargos Sociais 3.855.187,42 Comissões 11.178.702,23 Tarifas Aeroportuárias 16.536.262,89 Despesas Aeroporto 764.207,52 Indenizações 1.886.688,16 Hospedagens 6.947.068,13 Transporte de Passageiros/Cargas 375.745,40 Taxas de Agentes 105.316,37 Outras Despesas Locais 59.935,14 Despesas Financeiras 10.298,15 Outras Despesas/Receitas Op./Reembolso de Despesas 70.414.378,48 Resultado Líquido do Exercício

CNPJ: 50.710.730/0001-54 Demonstrações Financeiras Balanço Patrimonial Em 31 de Dezembro - Em Reais 2012 Ativo/Circulante 2012 Passivo/Circulante 310.580,48 Disponibilidades 246.434,78 Fornecedores 76.897,84 Clientes 2.240.241,91 Impostos e Contribuições 8.274,00 Impostos a Recuperar 109.808,38 Agentes a Reembolsar 12.908,54 Adiantamentos 11.770,22 Empréstimo Consignado 42,94 Valores a Recuperar – Outras Contas a Pagar 5.175.128,18 Outros Circulantes 30.460,86 Casa Matriz Total Circulante 5.583.831,98 Total Circulante 2.638.716,15 5.583.831,98 Não Circulante/Realizável a Longo Prazo/Proc. Judiciais 2.630.677,09 Total do Passivo Imobilizado 314.438,74 Demonstração de Resultado Em 31 de Dezembro 2012- Em Reais Total Não Circulante 2.945.115,83 Despesas Operacionais/Despesas Administrativas 19.167.412,52 Total do Ativo 5.583.831,98 Despesas c/Pessoal 14.278.663,17 São Paulo, 31 de Dezembro de 2012 • José Antonio de Pádua Coimbra - Representante Legal • Antonio Carlos Costa - Contador - CRC 1SP220084/O-7

Demonstração de Resultado Em 31 de Dezembro 2012- Em Reais Encargos Sociais 4.573.207,88 Comissões 8.489.832,11 Tarifas Aeroportuárias 22.427.135,38 Despesas Aeroporto 870.454,79 Indenizações 1.553.538,92 Hospedagens 9.698.714,39 Transporte de Passageiros/Cargas 330.282,99 Taxas de Agentes 68.163,44 Outras Despesas Locais 338,63 Despesas Financeiras 12.309,92 81.470.054,14 Outras Despesas/Receitas Op./Reembolso de Despesas 81.470.054,14 Resultado Líquido do Exercício –


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O plano 2030 é para 4 usinas nucleares e acho que temos que olhar e reavaliar, até por conta do acidente de Fukushima, no Japão. Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

conomia Robson Fernandes/EC

Itaipu em plena produção, mas projetos de usinas hidrelétricas com grandes reservatórios no País foram deixados de lado nos últimos anos.

O

Brasil enfrenta um paradoxo ambiental ao rechaçar a construção de novas hidrelétricas com grandes reservatórios e conviver com a possibilidade de trazer de volta à matriz energética novas usinas à carvão, disse ontem o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. "Se tivesse mais reservatório poderíamos deixar o carvão de lado. Mas, se hoje é difícil fazer usina sem reservatório, imagina com reservatório", disse Tolmasquim a jornalistas. "É um paradoxo ambiental que representa a escolha feita pela sociedade. O sinal que vem hoje é de resistência à geração hidrelétrica", acrescentou ele. Por restrições ambientais, os projetos de usinas hidrelétricas com grandes reservató-

EPE critica resistência às hidreléticas Para o presidente da Empresa de Pesquisa Energética é um paradoxo aceitar novas usinas à carvão. rios foram deixados de lado nos últimos anos. Para evitar polêmicas e transtornos comuns a esse tipo de empreendimento – como alagamento e desapropriações de longa extensões de terras, muitas vezes indígenas –, o governo brasileiro migrou para projetos de usinas à fio d'água, isto é, aquelas sem reservatórios de acumulação de água. No leilão A-5 deste ano, que contrata energia a ser entregue a partir de 2018, está prevista a participação de energia térmica à carvão, tipo de

Em época de chuva, térmicas desligadas.

A

decisão do governo federal de desligar usinas térmicas movidas a óleo e a diesel vai demandar mais geração das hidrelétricas do Brasil, disse o diretorgeral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp ontem. Durante o período seco, até o mês de novembro, serão consumidos o equivalente a 1,5% do nível dos reservatórios das hídricas brasileiras mensalmente para compensar o desligamento das térmicas. "Com a paralisação, a utilização dos reservatórios vai ser de perto de 8% até novembro", declarou Chipp a jornalistas em evento de energia realizado ontem. O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu, na última quarta-feira, pelo desligamento de 34 térmicas movidas a óleo (diesel e combustível), diante da melhora no nível dos reservatórios das hidrelétricas. A maioria delas estava ligada desde o mês de outubro. As térmicas a óleo tem um custo mais alto e são mais poluentes. Recentemente, o governo

federal já tinha optado por desligar outras cinco usinas. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o ONS, as térmicas desligadas representavam um terço da geração térmica, mas custavam dois terços do total. A economia com o desligamento dessas usinas é de R$ 1,4 bilhão ao mês. O diretor-geral do ONS disse que, se houver necessidade, as térmicas podem ser religadas. "Se a hidrologia reverter, voltamos com elas por ordem de mérito, aos poucos, e onerando o mínimo possível o consumidor", destacou Chipp. "Mas se o período úmido for antecipado e começar a chover no Sudeste como foi em 2011, a gente desliga parte das térmicas a gás ou até todas", acrescentou o diretor-geral. Informações do ONS mostram que os reservatórios do sistema Sudeste/Centro-Oeste registram nível de armazenamento de 63,71% atualmente. As hidrelétricas da região Sul estão com níveis de estoque de água de 82%. No Norte, estão em 93,5% e, na região Nordeste, em 46,2%. (Reuters)

geração mais poluente e que, no passado, já foi muito condenada pelos ambientalistas. As usinas à carvão não entram em um leilão promovido pelo governo desde 2008. O presidente da EPE ressaltou que "torce" para que a oferta de gás natural aumente no País no próximos anos para que a geração térmica com esse combustível volte a ganhar espaço na matriz e, consequentemente, afaste a fontes mais poluentes. "O ideal para o Brasil é expandir com térmicas à gás e

não a carvão, por questões ambientais. O setor elétrico torce para que o leilão da ANP mude esse cenário", disse Tolmasquim. No momento, o gás disponível é caro e, no caso do pré-sal, está sendo usado prioritariamente na injeção dos poços para aumentar a vazão e produção de petróleo. Além disso, o gás do pré-sal se encontra a longa distância da costa o que torna o produto ainda mais caro. "O carvão volta porque o gás não está competitivo. O GNL também está caro",

disse Tolmasquim. O GNL, gás natural liquefeito, que seria outra alternativa para as térmicas à gás, também está com preços altos no mercado internacional. O Brasil importa o GNL de vários mercados e a Petrobras estima trazer só esse ano 60 cargas para atender o mercado. Em novembro, a ANP realizará o primeiro leilão de gás não convencional com a perspectiva de empresas poderem encontrar gás em terra, ou seja, a custo menor e mais perto dos centros de consu-

mo. "Se acharmos gás em terra o ideal é fazer térmica em ciclo combinado na boca do poço para jogar direto do sistema elétrico. Já temos um bom exemplo no Maranhão", disse o secretário de Planejamento de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho. Usinas nucleares – O presidente da EPE disse ainda que o governo está reavaliando a construção de ao menos quatro usinas nucleares até 2030. O compromisso está inscrito no Plano Nacional de Energia 2030, mas o governo já está elaborando um plano mais amplo até 2050. "O plano 2030 é para 4 usinas e acho que temos que olhar e reavaliar até por conta do acidente de Fukushima, no Japão. O tempo fica apertado até 2030", disse Tolmasquim. (Reuters)

Preços de alimentos caem, diz FAO. No Brasil, valor da cesta básica teve retração em dez das 18 capitais em que o Dieese realiza pesquisa.

O

s preços globais dos alimentos caíram 1% em junho por conta da melhora nas perspectivas de oferta, disse a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) ontem, elevando as estimativas para as produções de trigo e milho na nova temporada. Os preços dos alimentos dispararam durante o verão de 2012 por causa de uma seca histórica nos Estados Unidos, mas perspectivas de uma recuperação na oferta mundial de grãos e previsões de clima favorável estão agora pressionando os mercados. O índice de preços da FAO que mede as mudanças de preços para uma cesta de cereais, oleaginosas, laticínios, carnes e açúcar recuou pelo segundo mês consecutivo, para 211,3 pontos em junho, menor nível desde fevereiro. "As perspectivas das safras

m e n s a l m e nsão melhores te a Pesquisa do que havíaNacional da m o s a n t e c iCesta Básica pado no mês t i v e r a m r epassado, encuo nos prequanto a depor cento foi a ç o s . É o s em a n d a r eretração registrada no gundo mês cuou", disse o seguido em economista valor da cesta básica que há predosênior da na Capital paulista mínio de queFAO, Abdolreda no valor da z a A b b a sno mês de junho, cesta básica. sian. conforme As maiores A FAO eledivulgado ontem. retrações fov o u a p r e v iram registrasão para a das no Rio de produção mundial de trigo em 2013/14 Janeiro (-3,55%) e Vitória (em 2 milhões de toneladas, 3,14%). As altas ocorreram para 704 milhões e a de milho em oito capitais, entre as para 972 milhões de tonela- quais se destacam Aracaju das, ante a previsão de 963 mi- (3,05%) e Brasília (2,87%). A capital paulista – apesar lhões de junho. Cesta básica – No Brasil, dez da queda de preços da cesta das 18 capitais em que o De- básica no último mês (-0,46%) partamento Intersindical de – continuou a ser a localidade Estatística e Estudos Socioe- com o maior valor para o conconômicos (Dieese) realiza junto de produtos essenciais

0,46

(R$ 340,46). Depois aparecem Porto Alegre (R$ 329,16) e Manaus (R$ 316,29). Já Aracaju (R$ 248,07) e Salvador (R$ 260,20) tiveram os menores valores médios. Segundo o Dieese, com base no custo apurado para a cesta de São Paulo, o salário mínimo necessário, que pela legislação deve ser capaz de suprir as despesas de um trabalhador e sua família, deveria ter sido de R$ 2.860,21, ou , 4,22 vezes o mínimo em vigor, de R$ 678. Em maio, a estimativa do Dieese apontava que o mínimo necessário era maior: equivalia a R$ 2.873,56 ou 4,24 vezes o piso vigente. No acumulado do ano até junho, as 18 capitais avaliadas apresentaram alta nos preços. A mais expressiva foi registrada em Aracaju (21,57%). O menor aumento foi verificado em Florianópolis (6%). (Agências)

Ralph Orlowski/Reuters

BCE vai segurar taxa de juros

A

política do Banco Central Europeu (BCE) é de manter as taxas de juros nos níveis atuais, ou mais baixos, por um período prolongado de tempo, afirmou ontem o presidente do BCE, Mario Draghi. Essa fala foi recebida por analistas como a orientação mais clara dada até agora aos mercados financeiros sobre as taxas futuras. "O Conselho Diretor espera

que as taxas de juros do BCE permaneçam nos níveis atuais ou mais baixos por período prolongado de tempo", explicou Draghi durante coletiva de imprensa. Antes da fala do presidente, o BCE manteve sua taxa de juros em mínima recorde de 0,50%. O banco também manteve sua taxa de depósito em zero e fixou a taxa de empréstimo em 1%. (Reuters)

Draghi: fala recebida como uma orientação clara sobre taxas futuras.


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Nº 471

DCARR FORD FIESTA SEDAN

CIVIC LXS 2014

Uma beleza de carro. E completo. O sedã vem do México para causar barulho no segmento. Fotos: divulgação

Mantendo a credibilidade O

Civic 2014 não recebeu nenhuma alteração importante em relação ao modelo 2013, mas continua um carro estável, confiável e está mais caro para a atual versão, em razão de alguns incrementos. Mesmo sem alterações, o painel digital em dois níveis, que apresenta uma profusão de cores entre o azul e o verde, continua bonito. Avaliamos a versão de entrada, a LXS 1.8 Flex, que traz como novidades a conexão bluetooth, chave-canivete e forração na tampa do porta-malas. Ela tem duas vertentes, manual com seis marchas e automática com cinco. O carro continua divertido de dirigir e está mais econômico . A montadora encurtou as relações das quarta e quinta para que a sexta marcha fosse um "super overdrive". Nesse momento, o sistema permite que o veículo rode em rotações baixas, com consumo reduzido. O sedã médio da Honda é confortável, espaçoso, com reações firmes e precisas nas curvas e retomadas de aceleração. O LXS é equipado com o motor i-VTEC 1.8 Flex que gera 140 cv com etanol e 139 cv com gasolina. O sistema de partida a frio continua o convencional

com subtanque de gasolina que precisa ser constantemente abastecido. O pacote básico inclui ainda air bags frontais, freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD. O ar-condicionado é digital e automático, painel digital em dois níveis com computador de bordo, direção elétrica com ajuste de altura e profundidade, câmera de ré e retrovisores com regulagem elétrica. O Civic mais simples custa R$ 66.690 com câmbio manual de seis marchas e R$ 69.990 com automático (cinco velocidades). A versão intermediária, LXR 2.0, R$ 74.200 e o top de linha, EXR AT 2.0, R$ 83.800. Ambos são automáticos. As versões intermediárias e top apresentam como grande novidade a extinção do subtanque de gasolina para partidas a frio. Todas as demais têm ainda o botão ECON, introduzido na linha 2012, que aciona um sistema de economia de combustível. O Civic intermediário LXR e o top EXR ganharam novo motor 2.0 Flex. É o mesmo do utilitário CR-V que não aceita etanol. O 2.0 gera 150/155 cv de potência para transmissão automática de cinco velocidades nos dois modelos. (Mário Tonocchi)

SUPER TÉNÉRÉ 1200

Para qualquer lugar. Com todo conforto.

N

o confortável banco da big-trail aventureira XT 1200 Super Ténéré, a impressão é que você pode ir para qualquer lugar. E é essa mesma a proposta da Yamaha ao trazer de volta para o Brasil a nova versão da cultuada Super Ténéré 750 dos anos 90. O novo modelo é robusto, confortável para piloto e garupa e, principalmente, seguro levando-se em conta o pacote de tecnologia adicionado à versão. Na estrada, ou na terra, o acelerador eletrônico oferece respostas suaves e precisas para um motor que conta com dois mapas: o modo Sport, para uma pilotagem agressiva, e o Touring, para passeios com tranquilidade. A Super Ténéré 1200 tem controle de tração. Na pista, o sistema pode deixar a moto

mais preguiçosa nas saídas de curva no asfalto. Na terra, a tecnologia ajuda muito evitando derrapagens da roda traseira com piso sem aderência. Isso se a ideia não é se divertir na pista off-road ou em trilhas do interior. A montadora diz que o sistema tem três níveis de atuação: modo normal, que atua em qualquer situação em que for detectada uma derrapagem da roda traseira; outro que tem efeito retardado e permite escapadas de traseira em uma pilotagem off-road mais radical; e, finalmente, o modo desligado que desabilita totalmente o sistema. O tanque é para 23 litros de gasolina. A transmissão final é por eixo-cardã e o peso em ordem de marcha, de 261 kg. Preço: R$ 61.000. (Mário Tonocchi)

Reestilizado, o Ford New Fiesta Sedan, cujo visual remete aos cupês esportivos, volta a ser importado. Os preços partem de R$ 49.990. CHICOLELIS

J

á faz algum tempo que os designers das montadoras conseguiram melhorar as traseiras dos modelos hatches para transformálos em sedãs. Quem lembra das modificações realizadas pelo setor, quase sem exceções, lá pelos idos dos anos 80, há de concordar: era tudo muito feio. Como se, simplesmente, pegassem uma traseira qualquer e soldassem no hatch. A coisa foi evoluindo até chegar neste belíssimo exemplar do Ford Fiesta, agora também sedã, com uma traseira harmoniosa que o coloca entre os mais belos carros do mercado, rivalizando até com modelos de segmentos superiores. Como argumentam os representantes da montadora: desenho remete aos cupês esportivos. Ele faz parte do programa de globalização da Ford, que estará concretizado em 2015. Vindo do México, ele chega ao mercado neste início do segundo semestre, nas versões SE e Titanium, custando entre R$ 49.990 e R$ 58.990, com transmissões manuais e PowerShift (um câmbio automatizado de dupla embreagem) em ambas. A Ford aposta no sucesso do seu novo modelo, a exemplo do que vem acontecendo com a versão hatch, que assumiu a liderança no segmento, com motores acima de 1.0, tendo

vendido cerca de 10 mil unidades desde seu lançamento em abril último. Mini Fusion – O lançamento no Brasil ocorre ao mesmo tempo que nos EUA. Aqui, como lá, o carro é chamado de Mini Fusion, se enquadrando como Premium. O nosso motor, em alumínio, com duplo comando de válvulas variável, 1.6 Sigma TiVTC, oferece 130cv, com álcool, e 125, com gasolina. A transmissão ma-

km/l e 13,9 km/l, respectivamente. Com a manual, uma pequena melhora: 8,0 km/l (etanol) e 11,2 km/l (gasolina) na cidade, e 9,7 km/l e 14,1 km/l. Atinge 190 km/h de máxima com etanol e, com o mesmo combustível, vai de 0 a 100 km/h em 12,1s. Para parar, o Fiesta Sedan tem sistema de freio ABS, além de estabilidade de tração que atua junto com sensores nas rodas, barra de direção

nual tem cinco velocidades e a PowerShift vem com seis. No porta-malas, 465 litros para a bagagem. A versão top, Titanium, ganhou rodas em liga leve, aro 16. Flex, o motor tem tecnologia que dispensa o uso do conhecido "tanquinho" para partida a frio. No quesito consumo, a Ford informa que a versão PowerShift faz 7,9 km/l com etanol e 11,4 km/l com gasolina na cidade. Na estrada, 9,9

e carroceria para corrigir a trajetória do veículo em situações críticas que podem ocorrer em pista molhada, freadas ou manobras de emergência (ESC e TCS). Ele tem ainda assistente de partida em rampa que segura o carro por 3 segundos, dando tempo ao motorista para dar a partida. Por dentro – A Ford montou um cockpit, como no modelo hatch, para o motorista se sentir confortável dirigindo o

sedã. Bancos e volante em couro no Titanium que tem sete air bags (um deles para o joelho do motorista), contra dois do SE. O sistema multimídia aparece nos dois, com SYNC, que tem comando de voz no nosso idioma, que dá acesso ao celular e transforma mensagens de texto em voz. Tem USB, iPod e seis altofalantes. O volante tem ajuste de altura e profundidade. A chave MyKey permite ao dono do carro programar a velocidade máxima, volume do som e impedir que outro motorista desligue os sistemas de assistência (segurança ativa). A garantia é de 3 anos e as revisões têm preço fixo até os 60 mil quilômetros. O seguro, com uma seguradora ligada à Ford, custa R$ 2.100, e é feito sem necessidade do perfil, que em muitos casos encarece o serviço. Concorrente é Honda – A Ford admite que seu maior concorrente é o Honda City, mas aponta o seu produto como mais completo e, ainda assim, com preço menor que o japonês, que custa R$ 60.450, contra os R$ 58.990 do top Titanium com câmbio PowerShift. Os preços do Fiesta sedan partem de R$49.990 na versão SE manual, e com a transmissão PowerShift , R$53.640. O Titanium, R$55.340 com câmbio manual e R$58.990 com PowerShift. É este último que a Ford acredita que vá ser o mais vendido.


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t

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Pára-quedismo: novidade no destino. A empresa Skydive Foz (www.skydivefoz.com) lançou saltos de pára-quedas para turistas em Foz do Iguaçu. A operação é diária a partir da pista de pouso da estância Hércules, localizada próxima à Usina de Itaipú.

urismo

FOZ AO LUAR

O passeio noturno de observação das cataratas é um dos programas inesquecíveis numa viagem de férias a Foz do Iguaçu.

Divulgação

Arco-íris surge sobre as águas na lua cheia. Fotos: Antonella Salem

Antonella Salem

AVES OU COMPRAS?

É

noite de lua cheia em Foz do Iguaçu, no Paraná, e o grupo parte para o passeio rumo às passarelas de observação das cataratas. Anderson Moraes, o guia, dá as orientações básicas aos aventureiros. Todos devem se manter juntos, lanternas em punho. Afinal, estamos dentro do Parque Nacional do Iguaçu e é possível, sim, encontrar animais selvagens. "Já vimos onças por aqui", diz o guia, e a adrenalina sobe. A guarda ambiental acompanha de carro e a pé o tour que dura cerca de uma hora e todos andam tranquilos ao luar. Uma caminhada leve de 500 metros e chega-se ao primeiro deque onde já é possível vislumbrar e sentir os respingos da Garganta do Diabo – a maior das 19 grandes cachoeiras de uma coleção de 275 quedas que se estendem por cinco quilômetros em um cânion gigante sobre o Rio Iguaçu. A Garganta tem mais de 80 metros de altura e 150 m de largura, mas o que impressiona o olhar neste momento é o arco-íris que se forma sobre as águas e que faz jus à foto deslumbrante que vimos no prospecto do passeio. Nem sinal dos quatis, espécie mamífera vista por todas as partes à luz do dia. "Estão dormindo", diz Moraes. Os mais corajosos então descem rumo às passarelas principais e não se importam de se molhar bastante. Crianças inclusive, todos encharcados e felizes. A experiência é mágica e revigorante, difícil de registrar com a câmera fotográfica. O passeio noturno da lua cheia (ou Luau das Cataratas) é um dos programas mais cobiçados pelos turistas que visitam Foz do Iguaçu, mas, claro, é preciso agendar a viagem com o calendário lunar em mente. Há saídas do centro de visitantes organizadas pela empresa Cataratas do Iguaçu com jantar no Restaurante Porto Canoas (datas e horários variam de

S

Quatis são vistos à luz do dia na trilha às passarelas de observação das quedas. E parede de escalada no espaço da empresa Cânion do Iguaçu.

Divulgação

FAÇAS AS MALAS Hotel das Cataratas: www.hoteldas cataratas.com.br/. Diárias para casal a partir de R$ 790, com café da manhã, em julho. Passeio da Lua Cheia exclusivo aos hóspedes custa R$ 35 por pessoa. O hotel tem uma agência de turismo que organiza os passeios – seja o concorrido Macuco Safari ou a visita ao lado da Argentina. Mais hotéis em Foz: o site www.hotelemfoz.com/ mostra a diversidade de opções de hospedagem e preços. Parque Nacional do Iguaçu: para quem não

Único hotel dentro do parque nacional, o Hotel das Cataratas, de estilo colonial, foi recuperado pelo grupo Orient-Express.

estiver hospedado lá dentro, a visitação ocorre diariamente (inclusive domingos e feriados) das 9h às 17h. Ingressos custam R$ 25,10 para adultos brasileiros e R$ 7,50 para crianças (de 2 a 11 anos) e idosos. Luau das Cataratas: reservas e informações pelo tel. (45) 3521-4443, www.cataratasdoiguacu.com.br. Próximas datas, 26/7, 23/8, 20/9, 19/10, 16/11 e 19/12. Cânion Iguaçu: www.campodedesafios.com.br. Parque das Aves: Avenida das Cataratas, BR-469, km 17.1, Foz do Iguaçu.

acordo com a lua e as condições meteorológicas). Hóspedes do Hotel das Cataratas, o único dentro do parque nacional, têm o privilégio de sair a pé com o guia antes ou depois do jantar, já que as quedas estão literalmente no seu "quintal". Hóspedes também têm a oportunidade de visitar o parque sem as multidões, antes de sua abertura, no início da manhã, e depois que fecha, às 17h. Com guia ou mesmo por conta própria, é possível percorrer os 1.200 metros de trilha a partir do hotel sem esbarrar em ninguém e curtir o visual de um dos deques à vontade. Mas a orientação é voltar antes do anoitecer, sem esquecer que o quintal é um parque nacional que abrange 185 mil hectares de reserva florestal e com apenas 0,3% de sua extensão abertos a visitantes. Ver o pôrdo-sol da janela do quarto ou do terraço do bar, bebericando uma caipirinha, com as ca-

Usina de Itaipú: informações sobre a visitação no www.turismoitaipu.com.br/ Parque Nacional Iguazú: tudo sobre o lado argentino no www.iguazuargentina.com/ Duty Free Shop Puerto Iguazú: www.dutyfreeshoppuertoiguazu.com. Cassino: no Iguazu Grand Resort Spa & Casino, www.iguazugrandhotel.com/pr. Documentos: além de RG, para visitar Argentina e Paraguai, crianças que não estiverem acompanhadas de pai e mãe precisam de Autorização de Viagem para o Exterior de Menor Brasileiro.

choeiras como pano de fundo, pode ser inesquecível. Elegante e superconfortável, o Hotel das Cataratas, com 54 anos de funcionamento, está desde 2007 s o b a a d m inistração do grupo internacional O r i e n t - E xpress, que injetou US$ 60 milhões na reforma da construção colonial. Os quartos dão para as cataratas, o jardim ou a floresta tropical, há dois restaurantes (um deles com vista para as quedas), spa e duas piscinas. A rede está investindo mais US$ 9 milhões no parque nacional, em ações como a implementação de uma ciclovia. A agência do hotel, Iguassu Experiences, organiza todos os passeios individuais. Aventura – Há muito para explorar no parque, esteja ou não hospedado lá dentro. Além de seguir os caminhos que levam aos deques e passarelas de observação das quedas, há a trilha do Poço Preto (9 km), que pode ser feita a pé, de jipe ou bike. Vale a pena também aventurar-se com a empresa Cânion Iguaçu, que mantém um espaço na mata onde crianças iniciam-

ão diversos os passeios fora dos limites do Parque Nacional das Cataratas. O lado argentino, por exemplo, onde se tem uma perspectiva diferente das quedas, e Itaipú, que permite até uma visita noturna, também na lua cheia. Mas se for escolher um e estiver acompanhado de crianças, a opção certa será o Parque das Aves. Situado próximo da entrada do Parque Nacional do Iguaçu, o local é um viveiro gigante que abriga mais de 900 aves raras de 150 espécies e é possível interagir com muitas delas. Já para quem não abre mão de compras, o Duty Free Shop de Puerto Iguazú tem perfumes, bebidas, brinquedos e roupas de grifes, como Ralph Lauren, com descontos. Fãs de cassino podem, ainda, arriscar a sorte no Iguazu Grand Resort Spa & Casino, na Argentina. (AS)

Antonella Salem

se nos esportes radicais em parede de escalada e tirolesa. Rapel, escalada, rafting e arvorismo são outras atividades praticadas na natureza. Mas o mais concorrido dos passeios é o Macuco Safari, que começa com um tour de jipe na floresta e tem seu ponto alto ao embarcar no barco rumo às quedas conhecidas como Três Mosqueteiros. Todos se molham muito e um dos guias tira as fotos, que estão à venda na saída. Não é um brinquedo da Disney, tudo real e emocionante! Tanto quanto o voo de helicóptero sobre as cataratas e o parque e, se quiser, sobre as três fronteiras (Brasil, Argentina e Paraguai) e a Usina de Itaipú. A viagem a Foz você nunca esquece.


Diário do Comércio - 05/07/2013