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Os dois principais réus do Banco Rural no Mensalão, a ex-presidente Kátia Rabello e o ex-vice-presidente José Roberto Salgado, foram condenados ontem por gestão fraudulenta tanto pelo ministro relator Joaquim Barbosa como pelo ministro revisor Ricardo Lewandowski. Ayanna Tenório, também ex-vice-presidente, e Vinícius Samarane, atual vice, também são culpados pelas fraudes, segundo o relator. Para ele, os empréstimos do Rural à agência do publicitário Marcos Valério, de R$ 29 milhões, se assemelhavam a "negócio de pai para filho". O PT levou R$ 3 milhões. Págs. 6 e 7 Ano 87 - Nº 23.702

Conclusão: 00h05

Jornal do empreendedor

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São Paulo, terça-feira, 4 de setembro de 2012

Página 4

Rafael Brito/Futura Press/AE

Produto Interno Brutal: somos o menor dos Brics e dos latinos. A sequência de quedas do PIB, que o deixou ontem a 1,64%, faz do Brasil o lanterninha do crescimento ante Rússia, Índia e China, e atrás do Chile, Venezuela e México. Em 2013, o PIB irá a 4,5%. Pág. 13

Piolho: 1.140 desabrigados, três feridos. As chamas destruíram 290 dos 700 barracos da Favela do Morro do Piolho, na zona sul, ontem à tarde. 70 bombeiros trabalharam durante três horas para conter o incêndio, que teria começado num lixão. Pág. 11 L.C.Leite/LUZ

A tecnologia democratiza o lançamento de autores. Caíram na rede os e-books e os livros impressos por demanda. Informática, pág. 21

O PECADO DO RESTAURADOR DE CRISTO Não é tão grave como a restauração de Ecce Homo, mas a obra Nascimento de Cristo, na igreja da Consolação, foi danificada pelo espanhol Carlos Díaz, que ainda assinou a pintura. Pág. 11

Marcos Bezerra/Futura Press/AE

Candidatos trocam farpas O segundo debate entre os concorrentes à Prefeitura de SP teve Soninha cutucando Haddad por causa de Maluf, Chalita e Serra se chamando de mentirosos, Russomanno querendo saber de onde o petista vai tirar dinheiro para o bilhete mensal... Pág. 9 e www.dcomercio.com.br

ISSN 1679-2688

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9 771679 268008


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 4 de setembro de 2012

A política fiscal expansionista não produziu ainda efeitos positivos sobre o crescimento. Roberto Fendt

pinião

Um dilema para a economia Stan Honda/AFP

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os poucos, ao longo dos últimos doze meses, vai se completando o que parece ser uma nova política econômica do governo, agora visível com nitidez. Essa política é distinta das anteriores. A política econômica do presidente Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, estava calcada em um tripé formado pelo regime de câmbio flutuante, pelo compromisso com o superavit fiscal e com o regime de meta de inflação. Pelo menos em seu primeiro mandato e até a queda do ministro Antonio Palocci, o presidente Lula manteve a política econômica de seu antecessor. A partir daí, os contornos da política econômica foram se tornando menos nítidos, culminando com a explosão inflacionária herdada pela atual presidente. Como tudo na vida, as melhores políticas econômicas têm também efeitos colaterais indesejados. Para garantir que a inflação ficasse próxima do centro da meta, durante o governo de FHC a taxa Selic foi mantida em patamar muito superior ao do mercado internacional. A entrada de capitais daí decorrente, em um regime de câmbio flutuante puro, valorizou excessivamente o real, penalizando as exportações e o crescimento do PIB – embora a valorização do real tenha contribuído para reduzir o preço dos produtos importados e ajudado no combate à inflação. A política econômica da presidente Rousseff também está calcada em um tripé: taxa de juros real (descontada a inflação) baixa, câmbio semifixo e expansão fiscal para

Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

ROBERTO FENDT

Fernando Henrique e Dilma Rousseff: mesmo as melhores políticas econômicas têm efeitos colaterais. sustentar o consumo e incentivar o investimento. Em um ambiente de semiestagnação mundial, esta nova política tem produzido resultados positivos. A paralisia do crescimento nos EUA, a recessão n-0.2pta Europa e a desaceleração do crescimento na China levaram a uma queda nos preços das principais commodities de exportação do País, dando uma grande contribuição para manter a inflação onde está – acima da média da meta, porém sem ultrapassar o teto, como ocorreu em boa parte de 2011. A progressiva redução da Selic pode não ter contribuído para uma queda acentuada dos spreads bancários e nas taxas de juros pagas pelos

consumidores. A composição desses spreads é matéria de viva discussão, onde aparecem em lados opostos os que apontam a tributação e a inadimplência, e a rentabilidade dos bancos, como seus principais determinantes.

D

e qualquer forma, a queda de cinco pontos percentuais na Selic terá ao longo do tempo um efeito expressivo sobre os juros pagos na rolagem da dívida pública. A expectativa do governo, a se verificar posteriormente, é que ela compense, em parte, os incentivos fiscais e creditícios seletivos que fazem parte do lado fiscal da nova política. Finalmente, o BC tem atuado no sentido de manter a taxa

de câmbio em uma faixa estreita de flutuação. Essa faixa, que parece permitir que ele flutue entre R$ 1,99 e R$ 2,07, tem produzido um câmbio médio de R$ 2,03 nos últimos quatro meses. Como na política econômica de FHC, também a sua contrapartida no governo da presidente Dilma Rousseff não é isenta de efeitos colaterais – e de riscos. A política fiscal expansionista não produziu ainda efeitos positivos sobre o crescimento. O crescimento no primeiro semestre mostra o pior desempenho desde o primeiro semestre de 2009, quando ocorreram os efeitos da "marolinha" da crise financeira iniciada em setembro de 2008. Ainda que ocorra uma

melhora acentuada no último trimestre do ano, o PIB deve crescer em 2013 bem abaixo de 2%.

A

sucessão de pacotes de incentivos fiscais e a m u d a n ç a d e p a t amar da taxa de câmbio, se não produziram ainda efeitos mais sérios sobre o aumento do IPCA – que norteia a meta de inflação – vêm deteriorando as expectativas dos agentes econômicos para a alta dos preços em 2013. O aumento do saldo dos empréstimos potencializa os efeitos expansionistas dos incentivos fiscais. As operações de crédito do sistema financeiro ao setor privado cresceram 17% nos últimos doze meses encerrados em junho,

com o PIB crescendo em torno de 2% no mesmo período. A nova política econômica do governo tem seus riscos. Paradoxalmente, o grande risco reside em uma retomada da economia mundial. Nessa circunstância, provavelmente os preços das commodities voltariam a elevar-se, com duas consequências para nossa economia: contribuiriam para retomar o crescimento com o maior volume exportado com melhores preços; mas impactaria a inflação, pelo efeito da alta dos preços externos diante de uma taxa de câmbio praticamente fixa em torno de R$ 2,03 por dólar.

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aso sobrevenha o cenário mais que desejado de recuperação da economia internacional, estará posto um dilema para a política econômica: ou se permite a valorização do real para conter a inflação, como no primeiro governo FHC, ou se retoma o aumento da taxa Selic – o que contradiria o esforço de sua redução nos últimos doze meses. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

A CAMINHO DO BICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA SÉRGIO N Newton Santos/Hype

o final do século passado, Estados Unidos e França souberam aprender com as comemorações dos 200 anos de suas Revoluções, encontrando convergências que dinamizaram suas sociedades e confirmaram a importância dos acontecimentos de 1776 e de 1789. Os americanos superaram uma "falta de autoconfiança não característica da nação" (The New York Times) e reiteraram a confiança em seu sistema e valores. Os franceses concluíram o repensamento da Revolução Francesa, dela fazendo "a grande parturiente da legitimidade moderna, a fonte épica de nossa tradição democrática" (Merquior). O Brasil, a dez anos do bicentenário de sua Independência, tem material e desafios suficientes para fazer o mesmo com sua História. Colosso continental que emergiu independente e unificado há 190 anos, o Brasil é caso único na história política das nações, especificidade explicada

país mais antigo do que estamos acostumados a pensar, com uma cultura definitivamente mestiça, espontânea e sincrética. Além de trazer nova vida à colônia, a transferência para o Brasil da sede do Império português em 1808 lhe deu uma base de poder inédita, a mais próxima da profecia do Quinto Império. Só mesmo a Independência ou Morte, de Pedro Américo. cegueira do nacionalismo, no caso o que dominou as Cortes pelas origens da sua portuguesas originadas da formação e dinâmica da Revolução do Porto (1820) sua evolução. Nas origens, para desconhecer a robustez pela coincidência do do desenvolvimento histórico adventício miscigenador brasileiro. Em menos de com o autóctone de um dois anos, entre a adesão tronco linguístico de D. João 6º ao sistema predominante na geografia constitucional (fevereiro de não dissociadora. Na 1821) e o Grito no Ipiranga dinâmica, por um processo (7 de setembro de 1822), de fronteira movido a o Brasil assumiu seu adaptação e aculturamento. destino, encaminhado pelo Assim, o Brasil seria um

patriotismo de José Bonifácio, pela sensibilidade da Princesa Leopoldina e pela coragem de D. Pedro. São essas as raízes que condicionam a evolução política do Brasil desde a Independência e dão solidez à sua nacionalidade, as mesmas que, no entanto, colocam formidáveis desafios ao seu desenvolvimento. Sim, por que o Brasil se fez grande e autônomo sem ser protagonista dos grandes acontecimentos que marcaram o Ocidente desde o século 18, parecendo-lhe natural que assim fosse. Afastado dos grandes fluxos de capital, trabalho e bens que cruzaram o Atlântico Norte, o Brasil se voltou para si próprio, direcionando as energias de seus sonhos e projetos para a integração e articulação de seu vasto interior. Em meados do século 20 ficou claro que nos faltava conhecimento e capital – humano e financeiro – para a empreitada e foi-se buscar no exterior os seus sucedâneos. Dos muitos esforços dispendidos, apenas um, depois de 150 anos, foi

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

capaz de alterar profundamente a paisagem do interior do país, integrar vastas porções de seu território e gerar a riqueza muitas vezes multiplicada que foi primordial para a transformação do Brasil numa potência econômica: a expansão da agricultura.

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o momento em que se esgotava o modelo de substituição das importações e com ele o nosso sonho da industrialização, frustrado pelas modificações estruturais da Revolução Tecnológica e da Informação, (a terceira que perdíamos) faltou-nos, sem dúvida, constatar que a fortuna e o revés que experimentávamos eram faces da mesma moeda: o conhecimento. Hoje, falta-nos muito mais. Reconhecida a diferença entre crescimento e desenvolvimento econômico, falta assumir que a engenharia social centrada nas transferências de renda é acessória na modificação do quadro de desigualdade social que vige no País. Numa conjuntura mundial na qual

P. MUNIZ COSTA

o PIB se mostra menos relevante para aferir o grau de desenvolvimento das sociedades – político, econômico, social e humano – cabe perguntar se, quando e como vamos enfrentar a questão que causa consternação às melhores mesas de seminários e congressos no país: a transformação do Brasil numa sociedade baseada no conhecimento. Se uma nação é o resultado do que ela entende como sua História, ela será o que for ensinado pelas lições que desta souber extrair. Dez anos é tempo suficiente para se preparar mais do que uma festa. SÉRGIO PAULO MUNIZ COSTA É HISTORIADOR

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 4 de setembro de 2012

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POLÍTICA UNE-SE AO TEATRO NO PREPARO E ARRUMAÇÃO DE CENA DOS CANDIDATOS.

pinião

O teatro abraça a política Divulgação

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o teatro, a imitação da vida nasceu do gênio de Ésquilo e de Sófocles, na Grécia, por volta de 520 a.C. Naqueles dias, o palco já era o divã geral onde os subterrâneos da alma humana podiam ser revirados com os sentimentos de vingança e de culpa, e aliviados com a tolerância e a cumplicidade dos deuses no Olimpo. Nas peças de fundo político, o disfarce e o bom mocismo das histórias edificantes visaram, durante uns bons séculos, a conversão dos maus e enraivecidos, enquanto as passagens eram temperadas com doses de caridade, santidade e regeneração. De tal modo que o bem e o mal eram adaptados ao gosto das plateias, que em todos os tempos só pediram alívio para as suas fraquezas. O bom sujeito e o homem honrado nunca foram personagens de sucesso nos palcos, mas na vida política esses maus eram rejeitados porque ameaçavam o homem comum das plateias. Hoje, sobretudo onde a teledramaturgia reina como um ramo evolutivo da arte dos clássicos gregos, as coisas se mesclaram e a política abraçou-se ao teatro no que respeita às artes de preparo e arrumação de cena. O meteur en scene e o life couch passaram dos bastidores às salas do poder e agora eles não só aconselham e fazem a maquiagem, como ensinam os gestos, recomendam os olhares, explicam a função do sorriso e detalham as contrações do espanto. Quem assistiu na tevê mundial à convenção nacional do Partido Republicano em Tampa, na Flórida, teve apenas uma amostra do que vai ver no resto da campanha e na vida política americana nos próximos anos. Os homens públicos agora podem ser esculpidos pela psicologia, pela linguística, pela linguagem gestual, pela ioga, pela psicoterapia cognitiva e por mais engenhos e

truques que a ciência está permitindo, mas não necessariamente endossando. O ator e o homem público são hoje a massa crítica desses novos alquimistas, discípulos refinados de Mary Shelley que criou Frankenstein inspirada no Prometeu mitológico que roubou o fogo do Olimpo para dá-lo ao homem. Mas o moderno Prometeu é um fingidor habilíssimo, que declama Fernando Pessoa como um hino, falando de si como um poeta: "O poeta é um fingidor. Finge tão completamente/ Que chega a fingir que é dor / A dor que deveras sente".

LUIZ CARLOS LISBOA dela. Alex balança a cabeça confirmando: "Não ensino ninguém a ser hipócrita. Simplesmente faço nascer em meu paciente uma disposição de tolerância, de flexibilidade, estimulando gestos e fazendo nascer nele a naturalidade".

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m estudioso dessas nuances da natureza humana é Alex Weissman, que vive em Pennington, Nova Jersey, há quatro décadas e nunca leu Fernando Pessoa. Contudo, ele sabe bastante sobre a reconstrução possível do ser humano desejado pelas gentes, o homem público ideal, fingidor politizado, vencedor de eleições. Alex é um life couch, um conselheiro, um adviser, um mentor de homens públicos, de candidatos que exigem bons resultados porque investiram fortunas numa imagem à qual aspiram, sem ainda possuí-la. Esse é o especialista que vai salvar esses homens daquilo que mais temem: o poço escuro do esquecimento público. "No meu trabalho, não me interesso pela mensagem política dos candidatos", diz ele, com serenidade, "mas apenas pela maneira como eles comunicam qualquer coisa para os seus alvos, isto é, eleitores". Enquanto Alex fala com algumas visitas e com jornalistas no estúdio de sua casa, os olhos dos presentes não se desprendem dele. O homem é grande, tem mãos enormes, mas sua fala é mansa e ele faz longas pausas entre uma frase e outra. Todos imaginam que ele deve ter cuidado bem da própria imagem.

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Em My Fair Lady, florista aprende a se comportar como uma dama. Políticos também retocam a imagem.

"Vocês se lembram do musical My Fair Lady, baseado no Pigmaleão de Bernard Shaw?", começa Alex. "Era a história da mudança fundamental de uma mulher, uma florista de rua em Londres. Um professor de linguística apostou com um outro especialista que seria capaz de transformá-la numa grande dama apenas com a modificação básica de sua linguagem e dos seus gestos. Nosso trabalho tem de ser

mantido em segredo e esse é o motivo pelo qual nunca nos tornamos populares – embora fiquemos conhecidos por quem maneja o dinheiro num país como os Estados Unidos". Alguém alude a um certo candidato desistente, famoso por sua franqueza, e deseja saber se ele foi trabalhado por Alex. "Não identificamos nunca nossos clientes; acabei de falar nisso. Mas um político rude e pesadão, como você diz, pode

ser reconstruído com extraordinário sucesso." Além da varanda, um sol poente pintava de alaranjado o muro da casa vizinha. Um figurinista conhecido perguntou se era possível transformar, por exemplo, uma mulher magra e agressiva, dominada por ideias radicais e preocupações étnicas, numa criatura adorável capaz de elogiar a paciência de outros ou admitir que alguém faz um trabalho melhor que o

m riso abafado percorre o estúdio. "Fazer nascer não é o contrário de natural?", pergunto eu mesmo, enquanto o riso se espalha. O silêncio que se segue me parece prolongado de propósito. Aí vem a resposta, partida de um Alex que já nos convenceu de que não tem pressa – certamente porque deve estar com a razão: "Imagine um ator que está terrivelmente tenso no momento em que vai entrar em cena. Sabe que está tenso e agora não há nada a fazer – exceto representar. Então ele decide fazer o papel mais difícil no momento, o de estar descontraído, entendendo que, para esse personagem, não há nada na vida pela qual valha a pena ficar tenso ou sequer sofrer". Alex suspira e continua: "O ator avança em cena, ainda tenso, mas como está imbuído do papel de indiferente, ele se comporta como tal, e relaxa aos poucos, e domina a cena com a sua indiferença e apatia". O estúdio fica alguns segundos em silêncio e a seguir todos começam a sorrir. "É disso que estou falando", diz Alex Weissman, fechando sua pasta e se levantando para sair. LUIZ CARLOS LISBOA É JORNAISTA E ESCREVE DE PRINCETON, EUA ALGUTE22@GMAIL.COM

O QUE OCULTA A SOMBRA DE HUITZILAC? A

lém das invenções e das bobagens que aparecem aqui e ali na imprensa mexicana, o que se diz sobe o massacre em Huitzilac (no estado de Morelos), é a regra de ouro no trabalho de inteligência: o que sabemos, o que pensamos e o que não sabemos. O que sabemos: dois funcionários da embaixada dos Estados Unidos, acompanhados por um fuzileiro naval mexicano, foram recentemente baleados por um número indeterminado de policiais federais; os norte-americanos e seu acompanhante fuzileiro naval viajavam em um automóvel com placa diplomática; os norteamericanos eram da CIA; 12 policiais federais mexicanos se encontram detidos e acusados, aparentemente, de abuso de autoridade. Esses são os dados crus de que dispomos até agora. O que não sabemos? O que pensamos? O que não sabemos: o que faziam os dois funcionários da CIA em uma "quebrada" em Morelos, que levava a um suposto campo de treinamento da Marinha? O que fazia o capitão de fragata que os acompanhava? Era um tradutor, um contato ou os estava guiando? Os federais que disparam contra a

caminhonete agiram assim porque ficaram confusos, pois esta não parou ao ser interceptada? Ou atiraram exatamente porque se tratava de um veículo com placa diplomática, ocupado por funcionários da inteligência dos Estados Unidos? Os "agentes da CIA" eram somente instrutores de tiro? Eram assessores com funções mais complexas? Iam "visitar" o campo de tiro?

JORGE G. CASTAÑEDA

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bviamente é uma imbecilidade perguntar se há agentes da CIA no México. É claro que sim. Pelo menos desde a época do legendário Winston Scott, que chegou ao México no final dos anos 50. Pensar outra coisa é demagogia ou idiotice. O que pensar? Duas hipóteses distintas, embora complementares, parecem ser a esta altura as sensatas. Por um lado, é claro que o governo Calderón fez acordos com o governo dos

Estados Unidos, primeiro com Bush, e depois com Obama, de cooperação contra o crime organizado e/ou o narcotráfico, com um alcance muitíssimo maior do que o que existia antes de 2006. Essa cooperação inclui, provavelmente, trocas de informações, escutas telefônicas, aviões

sem tripulantes, presença norte-americana em centros militares de inteligência mexicanos e, possivelmente, acompanhamento de equipes mexicanas em missões ultrassensíveis. Não há certeza sobre nada disso, além de não ser comprovável. Creio que é factível. Nada mais.

Por outro lado, porém, é evidente – como sugeriu o The New York Times há alguns dias – que alguns agentes de elite da Polícia Federal, da Secretaria da Defesa Nacional e da Secretaria da Marinha, que receberam capacitação – supostamente de excelência – nos Estados Unidos, passaram para o outro lado, como os Zetas fizeram há 15 anos. Trata-se do custo inevitável de uma guerra, em minha opinião, aberrante, mas com resultados inevitáveis. Não há como criar corpos de elites no seio das Forças Armadas ou civis mexicanas nem de construir uma Polícia Federal de grande envergadura sem apoio externo. No mundo real, não há maior apoio externo para o México do que o dos Estados Unidos. E é cem vezes mais econômico ter apoio norte-americano dentro do México do que enviar os mexicanos para

se formar ou aperfeiçoar seu treinamento nos Estados Unidos. Compreendo muito bem que o governo Calderón não tenha desejado explicar tudo isso, embora tivesse sido perfeitamente defensável dentro de sua estratégia equivocada (mas dentro da realidade), do combate ao narcotráfico. O problema é pensar que, como tantas outras coisas, a começar pelos números do Instituto Nacional de Estatística e Geografia local (Inegi) e indo até as apreensões de maconha, heroína e metanfetaminas no México, nunca se saberá a verdade.

O

episódio de Huitzilac não é o da sombra do caudilho, porém mais uma vez essa ousadia da Polícia Federal mostra os riscos dessa política pública. Eu discordo completamente da estratégia de Calderón. Mas entendo que recorra à ajuda dos Estados Unidos: sem esse apoio, tal estratégia seria inviável. A pergunta é: por que não divulga o fato, ou por que o esconde?. JORGE G. CASTAÑEDA, EX-SECRETÁRIO DE RELAÇÕES PÚBLICAS DO MÉXICO, É PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DE NOVA YORK. SEU LIVRO MAIS RECENTE É "MANANA FOREVER? MEXICO AND THE MEXICANS". TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA


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GibaUm

3 Quem

diria: a nova cirurgia plástica na mais íntima região da mulher começa a virar moda entre São Paulo e Rio.

gibaum@gibaum.com.br

k O camelo é um cavalo desenhado por um comitê.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

3 MAIS:

chama-se ninfoplastia, tira excessos, embeleza a área, é dolorida no pós-operatório, mas depois, é uma alegria total.

Bloco brasiliense

WASHINGTON OLIVETTO // publicitário, dizendo que faz campanha política por não ter de agüentar comitês. Foto: Terry Richardson

333 Onze juristas – todos os ex-presidentes do Supremo e atualmente aposentados – estão acompanhando pela televisão o julgamento dos mensaleiros. A maioria (oito deles) preferiu ficar morando em Brasília e apenas três voltaram a seus estados de origem: Neri da Silveira no Rio Grande do Sul, Sydney Sanchez em São Paulo e Ellen Gracie, no Rio. Agora, o bloco brasiliense ganha novo integrante: Cezar Peluso ficará morando lá.

EM ALTA

333 Em rodas intimas, o expresidente Lula teria dito que se sente traído pelos primeiros resultados do julgamento do mensalão. Dos 11 ministros que fazem esse capítulo da história brasileira, dando exemplos às cortes dos países vizinhos especialmente, só três não foram nomeados pelo expresidente petista ou por Dilma Rousseff: Celso de Mello (Sarney), Marco Aurélio Mello (Collor) e Gilmar Mendes (FHC). Até o final do ano, Dilma deverá nomear mais dois, para as vagas de Cezar Peluso e Ayres Britto. Mais: desde a proclamação da República, o Supremo já teve 32 ministros nascidos no Rio de Janeiro, Minas teve 30, São Paulo, 24 e Rio Grande do Sul, outros 17.

40 ANOS 333 A cantora Maria Alcina, 63 anos, que está excursionado pelo país com o show 100 Anos do Rei do Baião, em homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga, vai lançar antes do final do ano um CD/ DVD comemorando seus 40 anos de carreira. Ela foi revelada em 1972 defendendo Fio Maravilha, de Jorge Bem, no Festival da Canção. Foi a favorita de Chacrinha muito anos, depois sumiu e voltou em 2009 com Maria Alcina , Confete e Serpentina , premiado. No YouTube, uma das músicas mais procuradas da cantora, pelos jovens, é Eu Dei , composição de Ary Barroso (1938) e grande sucesso de Carmen Miranda.

Todo mundo tem 333 Carlos Heitor Cony, 86 anos, agora cadeirante (o câncer linfático que o acomete há onze anos afetou suas pernas), vai relançar Memorial do Exílio (Bloch Editores, 1982), agora com o título JK e a Ditadura (Objetiva), sobre Juscelino Kubitschek. No meio de tudo, uma revelação: JK pintava os cabelos e mentia a idade. Cony continua viajando, faz palestras e como cadeirante, já foi a Nova York há pouco tempo. E sobre sua doença: “Todo mundo tem um. A Hebe, a Ana Maria Braga, todos os líderes do Cone Sul, Lula, Fidel, Hugo Chávez e Cristina Kirchner”.

MEDITAÇÃO 333 O ministro Ayres Britto é vegetariano, há mais de vinte anos. Todas as manhãs, antes do sol nascer, faz meditação. Depois, caminhadas. É adepto do Ohjo, filosofo indiano. Um de seus ensinamentos: “A alimentação não vegetariana, é uma das causas básicas de toda a sociedade estar em uma luta praticamente continua. Ela o torna insensível, duro como uma rocha e cria violência em você”: Agora, tem novo desafio pela frente: quer virar vegano. São os que ficam impedidos de comer qualquer alimento de origem animal, desde leite e seus derivados e ovos.

O polêmico fotógrafo Terry Richardson (no destaque) e a cantora Lady Gaga, que estará em São Paulo em novembro, são mais do que amigos. No ano passado, ele lançou um livro com 350 fotos dela, feitas no período em que acompanhou sua turnê. E como continuam se vendo e viajando juntos, Richardson vai clicando Lady Gaga em fotos inusitadas, clima descontraído, sem maquiagem e mesmo sem sutiã. Na semana passada, em Estocolmo, mais fotos, postadas no Terry Richardson Diary, onde ela faz caras e bocas, verdadeiras acrobacias na cama e até empresta seus cabelos para fazer uma franja nele (destaque). 333

Lady Gaga na intimidade

Para quem tem a memória curta: nas eleições de 2010, o então presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff participaram de grande comício em Osasco, onde a principal liderança do PT, João Paulo Cunha, que acaba de ser condenado pelo Supremo, disputava a reeleição na Câmara Federal. Trechos do apoio de Lula: “Tem um companheiro que, toda vez que a gente puder ajudá-lo, a gente tem que ajudar: o companheiro João Paulo Cunha, por tudo o que ele sofreu” e “O João Paulo é um extraordinário companheiro, um extraordinário deputado. Portando, votem em João Paulo para deputado federal”. Trecho de depoimento de Dilma: “João Paulo, toda sorte do mundo para ti, você merece, você é um guerreiro. Sorte! E tenho certeza que você será um grande deputado”. Vídeos dos depoimentos começam a inundar a internet. 333

Outros tempos

MISTURA FINA À PROPÓSITO de nota dada na coluna sobre jantar na casa de Fernando Morais, há dias, de José Dirceu e sua namorada Evanise, o escritor e jornalista, que prepara biografia de Lula, envia educado e-mail: “De fato, o Dirceu jantou na minha casa na semana passada, mas não chorou. Aliás, nem se falou de política, nem de julgamento, só de bacalhau e internet”.

333

O LIVRO A Queda, de Diogo Mainardi, sobre a paralisia cerebral de seu filho, é o novo campeão de vendas das livrarias no bloco de não ficção. No de ficção, vai se mantendo Cinqüenta tons de cinza, E.J. James. 333

O EMPRESÁRIO Naji Nahas, plenamente recuperado de sua cirurgia do coração, quer investir no Uruguai, país que conhece bem. Planeja o lançamento de um condomínio de luxo, só para brasileiros, numa grande área no sul do país vizinho. Lá, as atrações deverão ser caça, pesca e esqui na neve.

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333 Ela começou com quinze anos de idade na Rede Globo, numa novela onde interpretava a filha (sofria de bulimia) de Débora Evelyn: agora, aos 21 anos, Pérola Faria, que está no elenco de Rebeldes, na Record, quer mostrar que cresceu o suficiente e que virou uma mulher que já pode tirar a roupa em revista masculina. Ela é a atração na próxima edição de Status , num ensaio assinado por Mauricio Nanhas. “Sou leonina, mas não sou brava, nem mandona. Aos homens, sei dar ordens, como quem pede um favor”. Precoce, essa pérola.

Pérola precoce

Pote de ouro 333 Quem não acreditar, é só acessar o Google. Um festival de histórias da deputada Nice Lobão, mulher do senador e ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, que já descobriu seu pote de ouro. Só no ano passado, tirou 82 licenças médicas e dos 101 dias trabalhados na Câmara, apareceu apenas em 19. Mesmo licenciada e afastada, continua recebendo vencimentos em média de R$ 100 mil, mais R$ 470 mil em verbas diversas, o que equivaleria, para quem trabalhou apenas 19 dias no ano passado, a cerca de R$ 88 mil por dia trabalhado. Na internet, tem até correntes contra Nice Lobão.

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Balanço do Supremo

333 Depois de ser atração na última Bienal do Livro, em São Paulo, onde chegou a participar atédedebates,BrunaSurfistinha, ou Raquel Pacheco, seu nome verdadeiro, protagonizou novo debate – e agora sobre prostituição – no programa de Roberto Justus. Na pauta, benefícios que a legalização do trabalho traria aos envolvidos, mulheres e homens. Poderiam ter carteira assinada, INSS, aposentadoria e demais benefícios da legislação trabalhista. A tese era plenamente apoiada por Oscar Maroni, do Bahamas que, contudo, acha que elas deveriam ser autônomas . De quebra, estava lá Gabriela Leite, criadora da Daspu.

h IN Macarons.

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Bem-casados.

Paulo, o gladiador Em seu depoimento na CPI, Paulo Vieira de Souza, ex-Dersa, arrancou risadas quando fez comparações com o Iron man e até o Batman. Lá, acabou lavando a alma: agora, está enviando aos amigos um bilhete onde conta que se preparou durante muito tempo para falar tudo o que queria no Congresso. “Foi como um gladiador se preparando para entrar na arena”. E diz que, acima de tudo, queria ter a oportunidade de falar “para esse auditório nacional” e devia isso à suas filhas. Comandou obras de R$ 13 bilhões, já abriu seu sigilo bancário e fiscal, não tem uma gravação que o comprometa, nunca alguém citou intermediários e ele vem ganhando todos os processos contra seus detratores. 333

NÃO CONVIDEM para o mesmo jantar o ex-senador Arthur Virgilio, candidato do PSDB à prefeitura de Manaus e o governador Geraldo Alckmin: tudo por causa do final de incentivos fiscais do pólo industrial do Amazonas.

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NA CIDADE de São Paulo, o número de motocicletas está chegando a 950 mil. No Brasil, no ano passado, foram vendidas 2 milhões de motos e o país já é o quinto mercado do mundo. Dados do Hospital das Clínicas indicam que 35% dos motociclistas que chegam ao hospital acidentados apresentam ter consumido bebida alcoólica ou drogas.

333

QUEM diria, nesses dias, na saída de um aeroporto nos Estados Unidos, o cantor Seal falou ao site americano TMZ e acusou sua ex-mulher Heidi Klum, modelo e apresentadora de TV, de tê-lo traído com o guarda-costas da família. Seal reclama que ela nem esperou a separação. Eles romperam em janeiro, depois de sete anos e o divorcio só saiu em abril. 333

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

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ACUSAÇÃO Dois ministros e a mesma sentença: cúpula do Rural é culpada.

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DEFESA Para os advogados, clientes inocentes e ministros do STF, errados.

Ed Ferreira/AE - 22.09.05

Beto Barata/AE - 17.06.12

Márcio Fernandes/AE - 17.03.2008

Reprodução

Kátia Rabello: dona do banco.

José Roberto Salgado: ex-vice presidente.

Ayanna Tenório: ex-vice-presidente.

Vinicius Samarane: atual vice-presidente do Rural.

Relator e revisor apontam fraude no Rural Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski analisaram o núcleo financeiro do Mensalão e chegaram à mesma conclusão: que houve gestão fraudulenta. Beto Barata/AE

Mensalão

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Nelson Jr./SCO/STF - 22.08.12

Desta vez, os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski (ao lado) não apresentaram contraponto em seus votos. Estão de acordo.

Defesa prepara último trunfo

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cúpula do Banco Rural, virtualmente condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), planeja entregar à Corte ainda hoje seu último trunfo: um memorial recheado de "mantras" para tentar abalar pontos decisivos da acusação. Para a defesa, "o banco não era uma arapuca" e o "laudo da Polícia Federal é prova de que os empréstimos não foram fictícios", disse José Carlos Dias, criminalista que defende Kátia Rabello. A defesa vai atribuir ao relator Joaquim Barbosa "erros fáticos importantes", que também teriam sido cometidos pela Procuradoria Geral da República na denúncia do Mensalão. "Esses mesmos erros do relator foram fortemente cometidos pela acusação, que inovou, veio em alegações fi-

nais surpreendendo a defesa com vários pontos que nunca tinha mencionado", reagiu Márcio Thomaz Bastos, defensor do ex-vice-presidente do Beto Barata/AE

José Carlos Dias, exministro da Justiça e advogado de Kátia Rabello: recurso ao STF para mostrar que o Rural "não era arapuca".

Rural, José Roberto Salgado. Além de Bastos e Dias, dois ex-ministros da Justiça, o advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, ex-secretário de

Justiça de São Paulo, que defende Ayanna Tenório, ex-vice-presidente, disse que os fatos atribuídos a ela ocorreram antes da sua posse. (Agências)

ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo do M e n s a l ã o n o S upremo Tribunal Federal (STF), seguiu o relator Joaquim Barbosa e votou ontem pela condenação de Kátia Rabello e José Roberto Salgado, respectivamente ex-presidente e exvice-presidente do Banco Rural, por gestão fraudulenta de instituição financeira. Ayanna Tenório, ex-vicepresidente, e Vinicius Samarane, atual vice-presidente, também foram condenados pelo relator em gestão fraudulenta, crime que pode resultar em prisão de 3 a 12 anos. Lewandowski ainda não analisou as acusações a Ayanna e Samarane, o que será feito com a retomada do julgamento, na sessão de amanhã. Operações ilegais – A Procuradoria Geral da República (PGR) denunciou o grupo porque Kátia e os outros três diretores realizaram 19 operações ilegais com valores que correspondiam a 10% da linha de crédito do Banco Rural. De acordo com a PGR, a instituição financeira disponibilizou R$ 3 milhões para o PT e outros R$ 29 milhões para as agências de Marcos Valério, por meio de empréstimos fraudulentos, para financiar o Valerioduto, que teria sido usado para comprar o apoio de parlamentares aliados durante o primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Os quatro são acusados ainda de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e, com

exceção de Ayanna, de evasão de divisas. O revisor e relator votaram apenas no que diz respeito à gestão fraudulenta, deixando para outro item de seus votos o parecer sobre os demais crimes. A exemplo de Barbosa, o revisor considerou que os empréstimos foram fraudulentos. "Não apenas as concessões dos empréstimos, aqui tratados, e suas sucessivas renovações, em total desacordo com as mais comezinhas normas de prudência bancária, como também o reiterado mascaramento da classificação de riscos, caracterizam a saciedade de gestão fraudulenta de instituição financeira", resumiu Lewandowski. Pai para filho – Na avaliação do revisor, havia estreito relacionamento dos diretores do banco com Marcos Valério. "Os empréstimos se assemelharam mais como um negócio de pai para filho", afirmou. O revisor observou que a DNA de Marcos Valério havia dado prejuízo ao banco pouco antes das novas operações. Em 2000, o prejuízo baixado foi de R$ 13 milhões e a dívida foi liquidada após acordo de R$ 2 milhões, em 2003. Mesmo assim, segundo Lewandowski, o Rural fez novas destinações para as empresas de Marcos Valério que totalizaram R$ 29 milhões. O revisor destacou ainda que os novos empréstimos eram renovados a cada 90 dias exatamente para evitar reclassificação de risco e inclusão das operações em caráter de inadimplência. Lewandowski disse que no caso do empréstimo concedido ao PT, de R$ 3 milhões, as fraudes foram "análogas". "Alguns desses empréstimos eram tratados como doações, visto que foram constantemente renovados sem que o banco se resguardasse da inadimplência e sem que um centavo fosse saldado nas sucessivas renovações". (Agências)

A bailarina que virou banqueira. E 'dançou'.

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ma sucessão de tragédias na vida de Kátia Rabello levou a exbailarina a tornar-se a principal executiva do Banco Rural. Nesta função, acabou acusada de comandar o núcleo financeiro do Mensalão, embora entenda tanto de finanças quanto os banqueiros de dança clássica. De acordo com o site 247, em 1999, uma queda de helicóptero matou Júnia Rabello, uma das duas filhas do empresário Sabino Rabello, que fundou o Rural na década de 50, graças à amizade de sua família com Juscelino Kubitschek. A morte de Júnia fez com

que Kátia, que só ia ao Rural para acompanhar patrocínios culturais, tomasse pé da situação. Mas o comando foi confiado a José Augusto Dumont. Habilidoso, e com amplo trânsito na política, foi ele quem concedeu os empréstimos ao PT e às empresas de Marcos Valério. Faleceu em 2004, num acidente de carro. A gestão foi, então, confiada a João Heraldo Lima, mas com a morte de Sabino, em 2005, Kátia assumiu de vez o papel de banqueira. Ontem, a figura querida na sociedade mineira foi apontada como chefe de uma quadrilha.


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7 César Asfor Rocha era o ministro mais antigo do tribunal e o único da sua história que ocupou todos os cargos destinados aos integrantes daquela Corte.

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Carlos Humberto/SCO/STF

Advogados terão que gastar o latim

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s advogados de defesa dos réus do chamado núcleo financeiro do Mensalão, entre os quais se destacam os ex-ministros da Justiça Marcio Thomaz Bastos e José Carlos Dias, terão de gastar o seu melhor latim nos novos memoriais que pretendem entregar ao Supremo Tribunal Federal para convencer os outros oito ministros, que ainda precisam votar nesta fatia em que foi partido o julgamento, que seus clientes são inocentes ou pelo menos cometeram um crime de menor monta, sujeito a pena mais leve. Tanto o relator do processo, Joaquim Barbosa, cujos sinais de que iria condenar os acusados foram dados na quinta-feira, como o revisor Ricardo Lewandowski, sobre o qual havia algumas dúvidas que iria adotar, foram extremamente minuciosos em seus votos e impenitentes. Barbosa já condenou os quatro réus, enquanto Lewandowski deixou dois para amanhã, por gestão fraudulenta. A expectativa da defesa era de que punição fosse por gestão perdulária, um crime menor. Mas os empréstimos do Banco Rural às empresas de Marcos Valério foram classificados como fictícios. Barbosa chegou dizer que os dirigentes da instituição utilizaram métodos típicos de uma quadrilha organizada. Após o tom dos dois, considerado por muitos analistas como bem fundamentados, dificilmente a turma do Rural se livrará desta condenação pela maioria dos próximos votantes. Eles ainda voltarão em outro momento, numa nova fatia, sob novas acusações, a de

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA Nova composição: desembargadores já disputam as vagas abertas na mais importante corte do País. formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Um detalhe interessante do voto de Lewandowski foi o de que ele, na preliminar, seguiu a tese de outros colegas na votação da fatia anterior, que ele não havia abordado: as provas nas fases anteriores à do Judiciário, ou seja, repetindo-se, os julgados pode se socorrer sim no que foi levantado pela CPI e pela Policia Federal. Agora, apenas o ministro Dias Toffoli está contra ela. Tais posições, obviamente, complicam a situação da defesa, daí a apresentação de novos memoriais aos ministros para explicar aspectos da defesa e rebater alegações de votos já definidos. Um outro detalhe: embora seus casos não estivessem na mesa ontem, os empréstimos considerados falsos pelos ministros Lewandowski e Barbosa envolvem também dois dos réus do chamado núcleo político do Mensalão: José Genoino e Delúbio Soares. Votos nesse ponto podem dar indicações de como os ministros vão julgar os políticos do processo.

STF terá 3 novos ministros nos próximos meses Presidente Dilma já estuda nomes para substituir Cezar Peluso, Celso de Mello e Carlos Ayres Britto no Supremo.

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três meses do fim do ano, a presidente Dilma Rousseff se prepara para escolher três novos ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF). Além da vaga deixada por Cezar Peluso, que se aposentou no último dia 31 compulsoriamente, sairão da Corte Suprema o atual presidente Carlos Ayres Britto, que completa 70 anos em 18 de novembro, e Celso de Mello, que anunciou que antecipará sua aposentadoria de 2015 para 2012. Até o fim do seu mandato, Dilma terá indicado quatro ministros do STF. A primeira foi Rosa Maria Weber, que assumiu em novembro de 2011. Tradicionalmente, a escolha dos substitutos para a Corte Suprema é feita pessoalmente pelo presidente da República, embora receba listas com sugestões, e o

nome passe por sabatina no Senado. O desafio da presidente é aliar as n e c e s s i d ades da Corte c o m o s n om e s a p r esentados e os perfis que devem ser substituídos. O substituto de Peluso, por exemplo, terá pela frente o desafio de assumir a cadeira deixada por aquele que é apontado como um dos mais rigorosos em termos técnicos. Ayres Britto é considerado o ministro do equilíbrio e da conciliação. Simpático à imprensa, o atual presidente costuma ser didático e paciente nas suas explicações aos jornalistas e também mescla seus vo-

tos com poesia e filosofia. Nomeado pelo então presidente José Sarney em 1989, Celso de Mello é o ministro que está há mais tempo na Corte Suprema – 23 anos. É conhecido por seus votos longos, mas claros e detalhados. É considerado um progressista e liberal. Disputa – Com o afago do ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), dois desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo fazem campanha para sucessão de Peluso. Amigos do ministro, os desembargadores Marco Antônio Marques da Silva e Neves de Amorim entraram em cam-

Mensalão

panha por uma vaga na corte. Cardozo é um dos conselheiros da presidente para a indicação do novo ministro. Já os governadores Jaques Wagner (Bahia) e Marcelo Déda (Sergipe) defendem a nomeação de um nordestino para o STF, já que o presidente do tribunal é o sergipano Carlos Ayres Britto. A reportagem apurou que os dois pretendem propor a Dilma o nome da tributarista Mary Elbe Queiroz. Perfil discreto – Segundo interlocutores da presidente, no entanto, Dilma procura candidatos com perfil discreto para as vagas que deverá preencher na Corte. A exuberância exibida pelos ministros do STF no julgamento do Mensalão levaram a presidente a optar pela discrição como um dos principais pré-requisitos para o tribunal. (Agências)

Antonio Cruz/ABr - 25.06.09

Dilma troca Comissão de Ética Ela nomeou três novos integrantes e vetou a recondução de dois conselheiros que estavam sem mandato.

D Asfor Rocha: único ministro da história do STJ que ocupou todos os cargos destinados aos integrantes daquela Corte. Aposentadoria abre vaga para um integrante do MP.

César Asfor Rocha pede aposentadoria do STJ

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ministro César Asfor Rocha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) apresentou ontem o seu pedido de aposentadoria. Rocha era o mais antigo do tribunal e o único ministro da história do STJ que ocupou todos os cargos destinados aos integrantes daquela Corte. Aos 64 anos, o cearense já foi presidente do STJ, da Turma Nacional de Uniformização das Decisões dos Juizados Especiais Federais, do Fórum Nacional de Corregedores da Justiça Federal e da Comissão Nacional Permanente dos Juizados Especiais Federais.

Asfor Rocha atuou também como corregedor nacional de Justiça, coordenador-geral da Justiça Federal, ministro do Tribunal Superior Eleitoral e corregedor-geral da Justiça Eleitoral. Presidiu também o Tribunal da Cidadania e deu prioridade à modernização da estrutura, à racionalização das condutas e à agilização dos julgamentos. Atualmente, ocupava o cargo de diretor-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados. O pedido de aposentadoria abre vaga a um membro do Ministério Público. (ABr)

epois de censurar o trabalho da Comissão de Ética Pública, a presidente Dilma Rousseff oficializou ontem a troca de integrantes do colegiado. Foram escolhidos Antônio Modesto da Silveira e os advogados Marcello Alencar de Araújo e Mauro de Azevedo Menezes. Com a sua decisão, Dilma deixou de reconduzir três conselheiros que tinham terminado o mandato, o que vinha impedindo o funcionamento da comissão. Composto por sete integrantes, o colegiado só pode funcionar com o mínimo de quatro votos. Entre os vetados estão os conselheiros Marília Muricy, que recomendou a demissão

Wilson Dias/ABr

do ex-ministro do Trabalho, to ilícito quando era prefeito Carlos Luppi (PDT-RJ), no ano de Belo Horizonte. passado, e Fábio Coutinho, Novos integrantes – Especiaq u e c o m a nlista em direidou a investit o a d m i n i sgação contra trativo, Maro então excello Alencar Vou cumprir o ministro da de Araújo foi que manda a Casa Civil, p ro c u ra d or A n t o n i o P ageral do DisConstituição: zelar locci, que trito Federal pela moralidade e a c a b o u r ede 1995 a impessoalidade nunciando. 1998, levado no trato da Coutinho p e l o g o v e rcoisa pública. também denador Cristofendeu a peMARCELLO ALENCAR DE ARAÚJO v a m B u a rna de adverque, na épotência ao mica o senador nistro Fernando Pimentel, do do PDT era filiado ao PT. AraúDesenvolvimento, Indústria e jo, além da carreira de defenComércio, acusado de tráfico sor, acumula a função de sócio de influência e enriquecimen- do escritório do advogado Sig-

maringa Seixas, pai do ex-deputado Luiz Carlos Sigmaringa Seixa (PT). Apesar das amizades, disse que nunca foi filiado ao PT ou qualquer outro partido político. Araújo disse que vai cumprir rigorosamente o que manda a Constituição: "Zelar pela moralidade e impessoalidade no trato da coisa pública". Ex-militante do PCB, Modesto da Silveira ganhou menção honrosa do projeto Tortura Nunca Mais como "defensor incansável" de vítimas da ditadura. Ele elegeu-se deputado federal em 1978 pelo MDB, filiando-se depois ao PMDB e ajudou a redigir a lei da anistia. Por sua militância, acabou preso e torturado pelo DOI-Codi de São Paulo. Com a desintegração do PCB em 1992 e a transformação do seu núcleo majoritário em PPS, preferiu ficar sem filiação desde então. Mauro Menezes comanda a Dilma Rousseff banca Alino & Roberto Advomudou os gados, com escritórios em integrantes da Brasília e Salvador (BA) e um Comissão de cartel de 19 mil processos em Ética Pública. andamento. O portfólio da Marília Muricy empresa relaciona entre os e Fábio clientes pessoas e organizaCoutinho estão ções com demandas jurídicas de saída. em áreas como a trabalhista, Decisões administrativa, sindical, pretomadas videnciária e consumidor. Em por eles diversas causas, a União é pardesagradaram. te interessada. Entra na vaga do advogado Roberto Caldas, aliado do Planalto. (AE)


p Justiça de Jersey rejeita recurso de Maluf DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Antes, os ativos eram apreendidos e perdiam o valor. Agora, têm a garantia da correção monetária. Ricardo Saadi, diretor do DRCI.

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Corte da ilha não aceitou, mais uma vez, os argumentos "cínicos" dos advogados da família para adiar julgamento sobre destino do dinheiro retido no paraíso fiscal. Reinaldo Ferrigno/Ag. Câmara - 18.10.11

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Paulo Maluf: deputado teria administrado contas no exterior, o que ele sempre negou, segundo documentos liberados .

CPI DO CACHOEIRA

Leréia comunica: não falará hoje. Deputado alega que tinha compromissos já marcados. Quem deve comparecer é Teixeira Jorge, da Delta.

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deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), que tinha depoimento marcado hoje na CPI, enviou correspondência à comissão no fim da tarde de ontem comunicando que não poderá comparecer. A secretaria da CPI informou que Leréia alegou compromissos pessoais assumidos anteriormente . O deputado pode deixar de ir à CPI, porque foi convidado como testemunha, e não convocado. Ainda segundo a secretaria da CPI, ele se colocou à disposição para comparecer à CPI em nova data. Sugeriu o dia 18 de setembro. Leréia é suspeito de envolvimento com os negócios do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Segundo a PF, ele mantinha relação próxima com o contraventor e, conforme gravações de escutas telefônicas, recebeu a senha do cartão de crédito do bicheiro. Em maio, o próprio Leréia afirmou em plenário da Câmara que era amigo do bicheiro e, naquela ocasião,

Brizza Cavalcante/Ag. Câmara - 02.03.11

Leréia deveria depor na comissão, mas alegou que não poderá ir. Munido de habeas corpus, permaneceria em silêncio. E seria dispensado logo a seguir.

falou de sua disposição de comparecer à CPI. "Quero comunicar a esta Casa que tomei a decisão de manifestar oficialmente ao presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo, ao nobre relator, o deputado Odair Cunha, o meu interesse em ir imediatamente à CPMI para que eu possa dar minhas explicações a respeito do que tem sido noticiado pela imprensa". A assessoria de imprensa

do presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), informou que está mantido para hoje o outro depoimento do dia, de André Teixeira Jorge, funcionário da Construtora Delta. Segundo a PF, a evolução patrimonial e as movimentações financeiras de Jorge são incompatíveis com os rendimentos declarados. A polícia suspeita que ele tenha sido usado como "laranja" pelo grupo.

A Delta aparece nas investigações da PF como um dos braços empresariais do grupo de Cachoeira. A empresa é suspeita de ter recebido dinheiro de empresas fantasmas ligadas ao esquema do contraventor. Jorge obteve habeas corpus do STF, concedido pela ministra Rosa Weber. Deve ser liberado por Vital do Rêgo assim que comunicar à comissão que pretende ficar mudo. (Agências)

Promotor elogia punições na nova lei

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promotor Arthur Lemos Júnior, do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), elogiou ontem a ampliação das punições aos condenados pela nova lei contra a lavagem de dinheiro, a 12.638/2012. Durante seminário sobre o tema organizado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o promotor do Grupo Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos citou o ganho em eficiência da nova legislação, como, por exemplo, a punição de terceiros envolvidos nesse tipo de crime. "A nova redação tirou o elemento subjetivo direto e admitiu o dolo eventual. Isso facilitou a investigação de doleiros, agências autorizadas a operar câmbio e até lojas de carros", afirmou. "Um exemplo de quando a nova lei não existia foi a absolvição dos donos da loja que venderam os veículos aos assaltantes do Banco Central de Fortaleza (CE)", completou o promotor.

Lemos Júnior citou também a concessão, pelo juiz, da colaboração ou delação premiada a um réu a qualquer tempo, até mesmo após o fim do processo, como outro avanço na nova legislação. "Isso significa que, após a condenação, ele poderá fazer jus ao direito de delação premiada", explicou. Finalmente, o promotor mencionou ainda outros pontos positivos dessa nova lei, como o sequestro de bens oriundos da lavagem de dinheiro que já estejam com terceiros, ou ainda a autorização judicial para a venda antecipada de bens envolvidos no crime antes do fim do processo. Lemos Júnior considerou como "um reconhecimento do que há muito tempo deveria ocorrer", a liberação facilitada de dados dos investigados, ao Ministério Público, que só ocorreu com a nova lei. "É preciso que operador de direito tenha acesso à informação e que seja responsável pelo dado que possui", completou o promotor. (AE)

s a d v o g a d o s d e te tornou a rejeitar, em 28 de Paulo Maluf sofre- agosto. Os advogados de Maram uma derrota luf insistiam em alterar alguna Justiça de Jer- mas respostas dadas no prosey: a Corte Real da ilha rejei- cesso, 2 anos depois de entretou mais uma tentativa de gues ao juiz, o que atrasaria o adiar o julgamento em relação andamento do caso. ao destino do dinheiro que esPara a corte, "as explicataria congelado em contas no ções que os advogados de Maparaíso fiscal. luf queriam incluir poderiam Para a corte, a iniciativa dos ter sido dadas durante as auadvogados de Maluf de apre- diências". O eles pretendiam sentar um recurso era "tático" incluir, segundo os documene seus membros concordam tos da Corte, seriam "declaracom a versão dos advogados ções legais do advogado P.G. da prefeitura de São Paulo de de M. Lopes". O jurista, ainda que os argumentos para pedir de acordo com a Corte, seria o adiamento seriam "cínicos". sócio do escritório Leite Tosto Há cerca de um mês, a Corte e Barros Advogados, repreconcluiu as audiências em tor- sentante de Maluf no Brasil. no do caso aberto pela prefei'Sem sucesso' – No mais retura de São Paulo para reaver cente documento, a corte de o dinheiro que Maluf teria des- Jersey relembra que, já em viado das obras da Avenida 2009, o mesmo Lopes tentou Águas Espraiadas e que esta- "sem sucesso desafiar a jurisria no paraíso fiscal. dição da corte". O fato provaO julgamento ria que ele já copermitiu que, penhecia o dossiê. la primeira vez Outra tentativa em uma década, da defesa de Madocumentos fosluf foi a de provar As sem liberados que a prefeitura explicações provando assim de São Paulo não poderiam ter que a família Mapoderia ser parte sido dadas luf administrou do processo. Isso durante as contas no extep o r q u e , s e a lrior, o que ele guém teve algum audiências. sempre negou. prejuízo com o DOCUMENTO DA O jornal O Estadesvio de dinheiCORTE DE JERSEY do de S. Paulo r ero, esse alguém velou na época, seria a Empresa com exclusividaMunicipal de Urde, detalhes dessa gestão e o banização (Emurb), não a Prefato de que os advogados de feitura. defesa admitiram que Paulo "Diante da falta de explicaMaluf era beneficiário dessas ção para essa tentativa de úlcontas e que seu filho Flávio, timo minuto de mudar sua poera diretor de uma das empre- sição original em relação à sas para onde o dinheiro era Emurb, não é difícil de ver porenviado. que os advogados da acusaA decisão deve ser tomada ção convidam a Corte a connos próximos meses. Enquan- cluir que o pedido não é mais to isso, a corte tem sido obri- que uma tentativa cínica de gada a se pronunciar sobre as impedir o julgamento", sententativas dos advogados de tenciaram os juízes, que susMaluf de impedir que a deci- tentam a tese de que a iniciasão seja anunciada tiva foi tomada por "motivos Táticas – Em decisão tomada táticos". em 22 de agosto e divulgada "Por todos esses motivos, os agora, a corte revela como os pedidos (de inclusão de novas advogados do ex-prefeito ten- informações) foram recusataram, já em 4 de julho, incluir dos", conclui o documento. novos elementos ao processo Nas próximas semanas, a e, assim, pedir adiamento da Corte deve se pronunciar a audiência. O pedido foi rejeita- respeito do dinheiro do exdo. Os advogados de Maluf prefeito na ilha e informar se voltaram a insistir na tese de os recursos devem ou não volapelar da decisão, o que a cor- tar aos cofres paulistas. (AE)

País só recupera 0,06% dos recursos bloqueados

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Brasil conseguiu reaver apenas US$ 2,1 milhões, ou 0,06% dos US$ 3 bilhões bloqueados no exterior em processos de evasão de divisas desde 2003, quando se criou o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça. Para o diretor do órgão, o delegado da Polícia Federal Ricardo Saadi, a principal causa da repatriação do dinheiro é a lentidão da Justiça no Brasil: "Os órgãos responsáveis nesses países até fazem os bloqueios, mas só devolvem o dinheiro quando o processo é finalizado no Brasil, o que demora muito". Segundo ele, diante da demora dos processos, muitos acusados conseguem inclusive o desbloqueio de bens, após pressão aos países para onde o dinheiro foi enviado. "O país prefere desbloquear os recursos a correr o risco de ser processado, no futuro, pelo acusado, caso ele

seja absolvido no Brasil", justificou Saadi. Para ele, como o DRCI foi criado há menos de uma década, muitos processos com pedido de bloqueio de bens no exterior já caminham para o final, o que aumenta a possibilidade de recuperar recursos. Ele criticou a tramitação no Congresso Nacional do projeto de lei que visa perdoar (pune só com multas) os que têm bens e ativos no exterior sem declaração. "A grande maioria são de atividades ilícitas, tráfico de armas e de drogas". Para Saadi, um dos maiores avanços na nova lei contra a lavagem de dinheiro (a 12.638/2012) é a chance da alienação antecipada de bens envolvidos nesse tipo de crime no País com a venda e o depósito dos recursos em conta judicial. "Até então, os ativos eram apreendidos e perdiam o valor até o final do processo, que dura anos e anos. Agora, os valores estão garantidos com a correção monetária".(AE)


p Debate: candidatos trocam acusações. DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Quando decidi me candidatar, essa foi a opção. Vou ganhar a prefeitura e governar todo o mandato. José Serra, candidato tucano à prefeitura paulistana.

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Na primeira parte do programa, o que prevaleceu foram as desavenças entre os partidos políticos. São Paulo ficou um pouco de lado, quase que esquecida. Moacyr Lopes Júnior/Folhapress

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Candidatos a prefeito de São Paulo: formulação do programa privilegiou quem tinha mais desenvoltura entre os debatedores.

s principais candidatos à Prefeitura de São Paulo – Celso Russomanno (PRB), José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT), Gabriel Chalita (PMDB), Soninha Francine (PPS), Paulinho da Força (PDT), Carlos Gianazzi (PSol) e Levy Fidélix (PRTB) – se enfrentaram ontem pela segunda vez em debate Folha/RedeTV! mediado pelo jornalista Kennedy Alencar. Acompanhados de seus padrinhos políticos e marqueteiros, eles foram apresentados pela emissora e desde que chegaram passaram a antecipar o tom do confronto, que começou tarde – 22h45. O primeiro bloco, que destacamos nesta edição, mostrou

Soninha Francine cobrando de Fernando Haddad a aliança com Paulo Maluf. O candidato do PT saiu pela tangente, destacando que as alianças são com partidos. Houve ainda o embate entre Chalita e Serra, que chamou o tucano de mentiroso e que "não tem nada a apresentar". Gianazzi, do PSol, aproveitou para apontar que os demais candidatos à prefeitura, de uma forma ou de outra, estão ligados a grandes escândalos. Dirigiu-se diretamente a Paulinho da Força Sindical, a José Serra e ao PT. Russomano criticou a proposta de Haddad do bilhete mensal para o transporte público. (Veja a cobertura completa no www.dcomercio.com.br.)

Mister Shadow/AE

Depois da TV, Marta entra na campanha de rua de Haddad. Senadora anunciou que no dia 17 começa a pedir votos nas ruas para o petista

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Mudança: preterida pelo ex-presidente Lula, Marta foi convencida por ele a se engajar na disputa.

Medo de renúncia afasta eleitor, admite Serra. Tucano acusa adversários de falarem sobre a sua saída antecipada até em ônibus

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candidato José Serra (PSDB) acusa os adversários de fazerem campanha nos ônibus de São Paulo para dizer a passageiros que o tucano deixará novamente a Prefeitura, caso seja eleito. Ele afirmou não ter provas. "Mas que tem, tem", disse. E ainda afirmou que seus eleitores tradicionais têm dito que não votarão nele por crer que ele não cumprirá o mandato. Segundo Serra, o tema "se espalhou, inclusive nos bairros onde a gente sempre ganha". "Tem muita gente que vota em mim que diz ‘eu gosto de você, mas você vai sair novamente para presidente, então vou votar em outra pessoa. Se fosse para presidente, até votaria em você’", afirmou o candidato em um evento com a juventude tucana na zona sul de São Paulo. As mais recentes pesquisas de intenção de votos mostram que, em um mês, o tucano caiu da faixa dos 30% para 20%. Ataques – Sobre a suposta campanha nos coletivos paulistanos, o tucano declarou: "Tem adversários que têm capilaridade suficiente para jogar gente em ônibus para dizer ‘o Serra vai largar’".

Tem adversários que têm capilaridade suficiente para jogar gente em ônibus para dizer: 'o Serra vai largar'. JOSÉ SERRA Questionado sobre quem estaria por trás da campanha, Serra respondeu: "Outros interessados. Não é apenas de uma candidatura, não". O tucano, porém, frisou não ter provas do fato. "Como nós não tiramos fotografia e não gravamos, não dá pra documentar. Não posso ir além de dizer que já ouvi isso". O tucano pediu aos eleitores do PSDB e seus aliados que explicassem às pessoas com dúvidas sobre as intenções dele que desta vez cumprirá integralmente o mandato. "Quando decidi me candidatar a prefeito, essa foi a opção. Vou ganhar a prefeitura e governar durante todo o mandato". Serra, no entanto, não escondeu que ainda cogita outros voos. "Se eu for muito

bem, depois do mandato, quem sabe o que a vida vai reservar? Mas esses 4 anos a gente vai levar direitinho". O candidato sustentou que seu gesto de deixar a Prefeitura "de alguma forma foi aprovado", e justificou a afirmação dizendo que teve mais votos na capital quando concorreu ao governo do Estado em 2006 do que tivera na eleição de 2004. "Estou me permitindo dizer essas coisas porque estamos numa batalha eleitoral", justificou o candidato, que fez as declarações ao final da conversa com a juventude tucana sem que tivesse sido perguntado sobre o assunto. Questionado se sentia necessidade de explicar a sua saída da Prefeitura, o tucano mirou a imprensa. "A imprensa só me pergunta isso desde antes de eu sair candidato". Ele também sustentou que "inimigos" já tentaram montar "armadilhas" contra ele em outras campanhas. Para Serra, a "mais notória" foi o chamado "dossiê dos aloprados" que, segundo ele, foi "organizado" pelo ministro Aloizio Mercadante (PT), candidato ao governo do estado em 2006. (Agências)

m dos principais cabos eleitorais do PT em São Paulo, a senadora Marta Suplicy (PT-SP), escolheu o dia 17 deste mês para começar a fazer campanha nas ruas em prol do candidato petista à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. "Vou entrar com tudo. Temos oito comícios para fazer, começando no dia 17 (deste mês)", informou. A senadora não disse onde serão esses comícios, mas que passou a manhã de ontem gravando programas de Had-

dad que serão exibidos no horário eleitoral gratuito. Ela também não antecipou quando é que eles irão ao ar. "Já sei, mas não posso dizer. Começa essa semana". As declarações foram dadas na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), onde ela apresentou projeto de mudança nas regras do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Marta foi questionada sobre o andamento do processo do Mensalão, que já condenou o deputado petista João Paulo

Cunha por corrupção. Indagada a comentar o fato, disse apenas: "Estou acompanhando como todo brasileiro". O assunto é tratado com reservas por outros candidatos do partido nessas eleições. Depois de se reunir com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ontem, em São Paulo, o candidato à reeleição em São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, disse que o julgamento não está afetando o desempenho do partido. "Na avaliação que fizemos, a influência é zero". (AE)

Policiais federais continuam em greve. E protestam. Eles não aceitam o reajuste de R$ 15,8% oferecido aos servidores pelo governo

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pesar de cerca de 250 mil funcionários públicos terem encerrado ontem greve de aproximadamente dois meses, alguma s c a t eg o r ias ainda mantêm a paralisação, segundo a Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef). Agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal (PF) não aceitaram o aumento de 15,8%, proposto pelo governo, e fizeram manifestação na frente da sede da Polícia Federal, em Brasília. Os funcionários da PF argumentam que o aumento de 15,8% não repõe as perdas da categoria, sem reajuste salarial desde 2006. Durante o protesto, os manifestantes hastearam bandeiras do movimento com o lema "SOS para a Polícia Federal" e mantiveram a decisão de continuar a greve por tempo indeterminado. Os funcionários paralisados pretendiam marchar até o

Não entramos em greve por salário e sim por uma necessidade de reestruturação, que o governo não se dispõe a fazer. NILTON MENDES Ministério da Justiça, mas o ato foi cancelado. Eles pedem reestruturação da carreira, com aumento do salário inicial de R$ 7,5 mil para R$ 11 mil, segundo o Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal (Sindipol-DF). O sindicato também informa que 30% dos servidores da PF estão trabalhando normalmente, e que não tem estimativas de quantos estão parados. São Paulo – Agentes também fizeram manifestação em frente ao prédio da Supe-

rintendência da Polícia Federal na capital paulista. Mas além de hastear a bandeira do movimento, simbolicamente queimaram diplomas para mostrar que a categoria tem nível superior, mas não recebe salário correspondente. Segundo o diretor financeiro do Sindicato dos Servidores da Polícia Federal do Estado de São Paulo, Nilton Mendes, o ato foi para chamar atenção para a reestruturação da carreira. "O governo disse que o prazo para as negociações se encerrou, mas não entramos em greve por causa de salário e sim por uma necessidade de reestruturação, que o governo não se manifesta no sentido de fazer". Mendes ressaltou que a adesão nunca é grande nos estados. "Quando o governo decidiu cortar o ponto dos grevistas, os servidores ficaram mais inclinados a participar".(Agências)

Leo Franco/Futura Press/AE

Amauri Nehn/Brazil Photo Press/

Queixa: candidato tucano diz que não tem provas, mas garante que grupos espalham o boato de que ele não cumpriria o mandato, se eleito.

Fogo: agentes queimam simbolicamente seus diplomas durante manifestação em São Paulo.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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EFE

nternacional

terça-feira, 4 de setembro de 2012

ÁFRICA DO SUL Quatro pessoas foram feridas em conflito entre policiais e mineiros, ontem, em uma mina de ouro de propriedade de um sobrinho do presidente Jacob Zuma e de um neto do ex-presidente Nelson Mandela.

UM RAP PELA PAZ As Farc lançam vídeo musical no qual reconhecem diálogo com governo, mas criticam o presidente Santos. Nem o Brasil é poupado na rima.

E

m um país onde a música está presente em todos os aspectos da vida, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) celebraram ontem a abertura de um diálogo de paz com o governo do país ao ritmo de rap. Munidos com instrumentos musicais, guerrilheiros fardados aparecem em um vídeo no qual aproveitam para criticar o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, os Estados Unidos e até o Brasil. Apesar do tom irônico, o líder da guerrilha, Rodrigo Londoño, disse que as Farc iniciam um diálogo de paz sem rancores nem arrogância, em uma atitude que poderá facilitar a negociação para pôr fim ao conflito de quase 50 anos. Conhecido como Timochenko ou Timoleón Jiménez, Londoño aparece no início das imagens em um pronunciamento. "Chegamos à mesa de diálogo sem rancores nem arrogâncias", afirmou ele em vídeo publicado ontem. Após o pronunciamento, o chamado "Vídeo pela Paz" mostra um grupo de guerrilheiros fazendo um rap em uma área de floresta. Na música, chamam o preChegamos sidente Santos à mesa de de "pedante e burguês" que diálogo viu a necessisem dade de pedir a rancor Cuba que menem die os diálogos arrogância. de paz. "Vou para TIMOCHENKO Havana, desta vez para conversar com o burguês que nos procurava e não pôde nos terrotar. Vou para Havana, desta vez para conversar com aquele que me acusava de mentir sobre a paz. Vou para a Havana, sabem com que emoção vou conversar sobre a sorte da minha nação." Na letra, os jovens criticam o Brasil por vender ao governo colombiano os aviões militares Super Tucanos, da Embraer. A Colômbia tem 25 aviões do tipo, um dos trunfos dos militares, pela adaptação ao combate na selva. Os Estados Unidos também são lembrados por seu apoio no chamado Plano Colômbia, no qual US$ 8 bilhões foram transferidos a Bogotá para a luta antidroga e anti-Farc. O vídeo termina com os guerrilheiros mudando de roupa, vestindo trajes civis e carregando malas, supostamente para viajar para Cuba. Diálogo - Na semana passada, o presidente Juan Manuel Santos confirmou a aproximação com as Farc, depois que o canal de televisão internacional Telesur e outros meios informarem sobre o encontro entre as partes em Havana. Em discurso ao país, Santos disse que "se desenvolveram conversas iniciais com as Farc para buscar o fim do conflito", sem dar mais informações. As Farc pegaram em armas em 1964 e possuem 8.500 combatentes, segundo números oficiais. Começou como uma guerrilha com cunho ideológico, vinculada à esquerda radical, mas se tornou em um dos principais grupos associados ao narcotráfico. Acordo - Segundo documento que mostra o acordo, as negociações começarão em outubro, na Noruega, e depois serão transferidas para Havana, onde serão desenvolvidas. As conversas de paz terão o apoio dos governos de Cuba e da Noruega, em ambos casos como "fiadores", e da Venezuela e Chile como "observadores". (Agências)

Divulgação/Reuters

O líder da guerrilha colombiana, Rodrigo Londoño, ou Timochenko, confirma negociação preliminar com governo de Bogotá para encerrar quase cinco décadas de conflito armado. Divulgação/EFE

VENEZUELA Oposição acusa Chávez de "presentear" outros países com quase US$ 170 bilhões

Ó RBITA Arshad Arbab/EFE

Vestidos com uniforme e camisetas com a imagem de Che Guevara, guerrilheiros cantam rap de protesto.

CONSULADO DOS EUA SOB ATAQUE

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elo menos duas pessoas morreram e 19 ficaram feridas ontem por causa de um ataque suicida contra um veículo oficial do governo dos Estados Unidos, na cidade de Peshawar, no noroeste do Paquistão. A embaixada dos EUA divulgou que dois norte-americanos que trabalham no consulado do país ficaram feridos, assim como dois funcionários paquistaneses. O terrorista acertou o veí-

Jim Young/Reuters

culo blindado após ele ter deixado o consulado norteamericano. O carro-bomba continha 110 kg de explosivos, afirmou o policial paquistanês Abdul Haq. Bombeiros foram vistos retirando o veículo que estava destruído e contorcido pela explosão (acima). Nenhum grupo assumiu a responsabilidade imediata pelo atentado que deixou uma grande cratera em uma rua movimentada. (Agências)

Youssef Boudial/Reuters

A primeira-dama é um dos destaques da convenção democrata, que começa hoje em Charlotte.

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primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, é uma das estrelas da convenção do partido Democrata que começa hoje, em Charlotte, na Carolina do Norte, com a missão de garantir a permanência de Barack Obama na Casa Branca. Popular entre os norteamericanos, Michelle buscará alavancar a reeleição do marido em um momento em que o governo enfrenta dificuldades para engrenar a recuperação da economia dos EUA. A expectativa é que os democratas reforcem a ideia resumida em uma frase e que está se transformando em uma espécie de mantra entre

MICHELLE A vez dos democratas os partidários de Obama: "Osama bin Laden está morto e a General Motors está viva". Restando pouco mais de dois meses para a eleição, o desafio é convencer o eleitor norte-americano de que Obama tem ideias melhores para "restaurar a promessa do sonho americano". Mesmo quando a taxa de desemprego encontra-se em 8,3%. Além da primeira-dama, a

primeira noite da convenção terá a participação do ex-presidente Jimmy Carter, que fará sua aparição em vídeo. No segundo dia da convenção, será a vez do ex-presidente Bill Clinton discursar aos delegados democratas. Na quinta-feira, último dia da reunião, o candidato à vicepresidência, Joe Biden, fará seu discurso, um pouco antes do de Obama. (Agências)

SÍRIA: CHUVA DE BOMBAS.

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aças do governo sírio bombardearam ontem a cidade de AlBab, no norte da Síria, matando pelo menos 19 pessoas, informaram ativistas. Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos e os Comitês de Coordenação Locais, os bombardeios, combates e lutas deixaram mais de 100 pessoas mortas na Síria ontem. Nos últimos meses, os rebeldes conquistaram o con-

trole de várias cidades no norte do país, ao longo da fronteira com a Turquia. Agora, estes locais estão sendo bombardeados pelo regime de Bashar al-Assad (acima, a cidade de Azaz). Um vídeo filmado após o ataque em Al-Bab mostra homens revirando destroços em busca de sobreviventes. Desde o início da revolta, há 17 meses, mais de 23 mil pessoas foram mortas, segundo opositores. (Agências)


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terça-feira, 4 de setembro de 2012

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MAIS UM Segundo os bombeiros, 32 incêndios em favelas de São Paulo já foram registrados em 2012. No ano passado foram 79 incêndios.

idades Reprodução

O 'Ecce Homo' em três fases: original, deteriorado e 'restaurado'. A assinatura de Oscar Pereira da Silva em sua obra danificada

Reprodução

A restauradora que só tinha boa vontade

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e boa vontade Cecília Jimenez, 80 anos, estava cheia ao assumir a restauração do Ecce Homo de Elías García Martínez, no Santuário Nossa Senhora da Misericórdia, em Borja, região de Zaragoza, Espanha. Faltoulhe, porém, o talento dos verdadeiros restauradores. Por isso, a obra do século 19 foi arruinada. Em agosto, as imagens de um Cristo muti-

O 'Nascimento de Cristo', de Oscar Pereira da Silva: manchas cinzas.

Cecília Jimenez, 'restauradora'. lado correu o mundo. "Não fiz nada secretamente. O padre sabia", defendeu-se Cecília, pouco antes de entrar em depressão. (C.O.)

Na mesma obra, a assinatura de Carlos M. Ferreirós Díaz.

Na igreja da Consolação, uma restauração polêmica.

Ela aconteceu há 28 anos, mas até hoje é um mistério. O fato é que a obra Nascimento de Cristo, de Oscar Pereira da Silva, restaurada pelo espanhol Carlos M. Ferreirós Díaz, foi danificada. Não apenas isso, o nome do restaurador foi assinado sobre a pintura. Agora, uma nova restauração será feita.

Fotos de L.C.Leite/Luz

Ivan Ventura

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os últimos dias, a internet foi invadida por incontáveis piadas alusivas a uma restauração desastrosa feita na Espanha por Cecília Jimenez, de 80 anos, no Ecce Homo do Santuário Nossa Senhora da Misericórdia de Borja, próximo a Zaragoza. Quase três décadas antes de dona Cecília se aventurar no universo da restauração de obras de arte, um conterrâneo seu assombrou não o mundo, mas pelo menos os fieis frequentadores da igreja da Consolação, no centro de São Paulo. Seu nome: Carlos M. Ferreirós Díaz, um legítimo restaurador. Mesmo assim, em 1984 ele foi apontado como o responsável por danos em parte da obra Nascimento de Cristo, de Oscar Pereira da Silva, pintada numa das paredes do templo. E não foi só isso. O restaurador espanhol teria assinado seu nome na obra alheia. Poluição - O Nascimento de Cristo faz parte de um conjunto de seis quadros do artista brasileiro, expostos na igreja da Consolação, que também guarda obras de Benedito Calixto. A necessidade de restaurar as pinturas do templo, em especial as de Pereira da Silva, surgiu no início dos anos 1980 em razão dos estragos produzidos pelos poluentes dos carros que passam pela rua da Consolação. Concerto - Em 1984, veio a decisão de restaurar as obras de Pereira da Silva. Para tanto, parte do dinheiro necessário foi obtida por meio de um concerto realizado no interior da igreja, no dia 29 de agosto daquele ano. Cada ingresso custou três mil cruzeiros, a moeda da época. O jornal O Estado de S. Paulo noticiou a apresentação. Com os recursos arrecadados, a igreja deu início aos trabalhos e trouxe da Espanha o restaurador Ferreirós Díaz para realizar a limpeza da obra (retirar fuligem e outras impurezas) e, finalmente, protegê-la com verniz. Não se sabe ao certo quanto tempo durou a restauração, mas ela foi concluída ainda em 1984. Após o trabalho, o restaurador espanhol voltou para sua terra natal.

A poluição deteriorou boa parte das pinturas na igreja da Consolação.

A igreja da Consolação, na região central de São Paulo: em reforma.

Em obras, interior da igreja pode levar até dez anos para ficar pronto.

Incêndio destrói favela na zona sul Johnny de Franco/Futura Press/AE

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Chamas consomem barracos na favela do Buraco Quente, na zona sul: fogo deixou 1,1 mil desabrigados

m incêndio ocorrido ontem deixou cerca de 1.140 pessoas desabrigadas e três feridas. Um adolescente de 15 anos teve queimaduras de primeiro e segundo graus na face e nas mãos, uma gestante se sentiu mal e um homem caiu do telhado e foi levado ao hospital com fratura na perna. Segundo o tenente-coronel José Luís Borges, o fogo destruiu 290 dos 700 barracos da Favela Sônia Ribeiro, conhecida como Morro do Piolho, na zona sul. Foram mobilizadas 22 viaturas do Corpo de Bombeiros, num total de 70 homens que trabalharam com a comunidade por 3 horas no combate ao fogo e na retirada de material inflamável. Os bombeiros suspeitam de que o fogo tenha se iniciado em um lixão localizado dentro da favela. (AE)

Assinatura - Em São Paulo, uma paróquia inteira ficou indignada. E não era para menos: em vez de criar uma capa protetora para a obra de Pereira da Silva, o verniz usado pelo restaurador fez surgirem várias manchas acinzentadas na parte inferior da pintura. Mais: do lado oposto ao da assinatura do artista, na parte inferior da imagem, à direita, foi escrito em tinta preta, em espanhol, a data e o nome do restaurador. Há quem credite a ousadia da assinatura ao próprio Figueirós Díaz. Outros, porém, dizem que a assinatura teria sido feita por um padre inconformado com a péssima qualidade da restauração. Para esclarecer os fatos, ontem a reportagem do DC entrou em contato com o setor de imprensa da Arquidiocese de São Paulo, que não respondeu a um pedido de entrevista até o fechamento desta edição. Cautela - O restaurador carioca Mauro Bandeira está há 20 anos no ramo e já recuperou obras de Di Cavalcanti, Cândido Portinari e Aldemir Martins, entre outras. Cauteloso, ele afirma que somente uma investigação in loco poderá apontar a verdadeira causa das manchas na obra de Oscar Pereira da Silva. "É preciso verificar a umidade do ar, a tinta usada, a fuligem e outras coisas. Há várias hipóteses para explicar as manchas na pintura. Agora, sobre a assinatura, se ela realmente ocorreu, é um absurdo completo. Isso vai de encontro a tudo que eu aprendi no ramo da restauração. Pelo menos no Brasil, isso não é aceito", disse Bandeira. "Nunca ouvi uma história de um restaurador que tenha se sobreposto ao artista. No máximo, alguns restauradores colocam uma placa no verso da obra. Nunca na própria tela", disse. Novo restauro - Seja como for, a boa notícia é que o Nascimento de Cristo será submetido a uma nova restauração, a exemplo do que vem ocorrendo em todo o interior da igreja. O altar lateral, à direita, já está pronto. O próximo passo será o restauro do teto da igreja. No ano passado estimava-se que todo o trabalho de recuperação do templo deve durar dez anos.


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Logo Logo

APPLE ART

www.dcomercio.com.br

O site Design You Trust fez uma seleção de peças da chamada "apple art", que consiste em utilizar maçãs como matéria-prima de esculturas como as que aparecem acima. Vale esculpir, recortar, fatiar e até usar manipulação de imagens para transformar a fruta em algo que, pelo menos para os especialistas na técnica, pode ser chamado de "obra de arte". http://designyoutrust.com

I NTERNET

D ESIGN

Predispostas ao vício

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m estudo realizado pela Universidade de Bonn, na Alemanha, e divulgado ontem pelo jornal britânico Daily Mail aponta que as mulheres estariam mais predispostas a desenvolver o vício em internet, especialmente no uso das redes sociais e de sites de compras. O estudo também indica que o que muitas pessoas desvalorizam como "fingimento ou fruto da imaginação" é uma dependência real. Para o estudo foram entrevistadas 843 pessoas. As pessoas foram

ESTOFADOS Banquinhos criados pelo designer estoniano Martin Saar são inspirados nos botões de quatro furos. http://bit.ly/TPFV9M

questionadas sobre a frequência, tempo de acesso e hábitos relativos à internet. Do total de entrevistados, 132 foram diagnosticados como dependentes da internet, a maioria mulheres. Entre os pensamentos descritos pelas pessoas diagnosticadas como dependentes estão a crença de que seu bem-estar ficaria comprometido se elas fossem impedidas de se conectar à rede e o fato de o dia todo pensarem na internet. Os especialistas acreditam na possibilidade de que o vício possa estar relacionado a alguma variação genética

que seria mais frequente em pessoas do sexo feminino. Ainda segundo os pesquisadores, essa variação genética seria também encontrada em pessoas com propensão à depressão ou que desenvolvem outras formas de dependência, como tabagismo. De acordo com o responsável pela pesquisa, Christian Montag, esse estudo deve ajudar a compreender por que algumas pessoas são mais vulneráveis ao vício em internet do que outras e, assim, encontrar terapias eficazes para esses casos.

Garfield de laranja Esta escultura, um gatinho feito com laranja e que, justamente por isso, e pelo formato rechonchudo, lembra o personagem Garfield, de Jim Davis, está sendo reproduzida por diversos sites na internet. O criador é desconhecido, mas a imagem conquistou os fãs do gato comilão e preguiçoso. http://bit.ly/PXvO6a

C ASA

C IÊNCIA M ODA

Alzheimer pode ter cura Pesquisadores do Lerner Research Institute and Anesthesiology Institute, de Cleveland, Ohio, nos EUA, anunciaram que podem ter descoberto um tratamento capaz de inverter os efeitos do mal de Alzheimer. os médicos batizaram de MDA7 uma nova droga usada para tratar de dores neurológicas em pacientes de quimioterapia. Segundo o

Fotos: Andrea Comas/Reuters

site News Medical, em testes de laboratório com ratos, a droga teria apresentado a capacidade de regenerar algumas das funções cerebrais afetadas pela doença, interagindo com receptores do cérebro. O tratamento não apenas limitaria a evolução da doença como seria capaz de reparou funções como memória e aprendizado.

Vaso eletrônico Smartpots, uma criação da empresa estoniana Click and Grow, é um kit com vaso eletrônico, nutrientes, sementes e software. O aparelho controla todas as necessidades da planta, não é preciso nem regá-la.

B IODIVERSIDADE

Salvando vidas

http://bit.ly/PzKrb6

G AMES

Nauro Júnior/Agência RBS/AE

Freddie Mercury no Angry Birds

Pinguins tratados pela Universidade Federal do Rio Grande (Furg). Devido a esse trabalho, a universidade gaúcha foi escolhida como sede do 2º Congresso Latino-Americano de Recuperação da Fauna Marinha, que acontece nesta semana. C ELEBRIDADES E M

Primavera e Verão 2013

Imagens dos desfiles de criações das estilistas Dolores Cortes e Guillermina Baeza durante a temporada Primavera/Verão 2013 da semana de moda Mercedes-Benz. Os desfiles aconteceram ontem em Madri, Espanha.

C A R T A Z

Personalidade do ano: Rafael Nadal.

L OTERIAS

M ÚSICA Mostra 'Extremo do Chile' apresenta fotos de Johnny Mazzili. Reserva Cultural. Av. Paulista, 900, térreo. Grátis.

A TÉ LOGO

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

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Jovem de 15 anos é condenado em julgamento do 'assassinato do Facebook'

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Vendas de livro sobre morte de Bin Laden passam '50 Tons' na Amazon

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Por problemas no site, o resultado do concurso 800 da LOTOFÁCIL não foi divulgado. Para obter os números sorteados visite: www.caixa.gov.br

www.facebook.com/Queen

CHILE

O tenista Rafael Nadal foi eleito a "personalidade do ano" pela edição espanhola da revista Vanity Fair. Nadal receberá o prêmio no dia 17 de setembro e foi escolhido por sua trajetória esportiva e pelo trabalho da Fundação Rafa Nadal.

A página da banda Queen no Facebook anunciou que Freddie Mercury virará um personagem honorário do game Angry Birds. A novidade faz parte das atividades da Freddie For a Day, iniciativa que homenageia o cantor no dia do seu nascimento, 5 de setembro, e que arrecada fundos para a luta contra a aids. O cantor será um "angry bird" por um dia. Camisetas com a estampa do personagem inspirado no cantor serão vendidas em edição limitada.

Países pobres tentarão limitar o acesso dos países ricos a crédito de carbono

Legião de Honra para McCartney O presidente da França, François Hollande, vai entregar no sábado a condecoração máxima do país, a Legião de Honra, ao músico britânico Paul McCartney. A Legião de Honra, criada em 1802 por Napoleão Bonaparte. A Legião de Honra, tem três graus: cavaleiro, oficial e comandante. McCartney será declarado oficial. O homenageado precisa comprar a medalha de um joalheiro autorizado, a preços que variam de 169 a 700 euros.


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terça-feira, 4 de setembro de 2012

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13 GREVE Fiscais agropecuários voltam a trabalhar após acordo

conomia

SOJA Céleres estima safra 2012/13 do Brasil em 78,1 milhões de toneladas

Mercado reduz previsão do PIB mais uma vez Projeção do boletim Focus aponta crescimento do País de apenas 1,64% neste ano. Na semana passada, estimativa era de 1,73%.

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mercado reduziu a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) pela quinta semana e já aposta em um crescimento de apenas 1,64% neste ano, de acordo com divulgação do boletim Focus, do Banco Central (BC), de ontem. Na semana passada, a previsão era de 1,73%. Para 2013, a aposta se manteve em 4,5%, acima dos 4,4% verificados há quatro semanas. A projeção para o setor industrial em 2012 piorou novamente, de um resultado negativo de 1,55% para uma retração de 1,78%. Para 2013, economistas preveem ritmo maior, com avanço industrial de 4,5%, projeção que se manteve. Um mês antes, a pesquisa apontava estimativa de queda de 0,69% neste ano e alta de 4,4% no próximo ano. Analistas mantiveram ainda a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 35,25% em 2012 e em 34% em 2013. Há quatro semanas, as projeções estavam em, respectivamente, 35,40% e 34% do PIB para cada um dos dois anos. Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o crescimento do PIB no segundo trimestre foi de 0,4%, ante o primeiro trimestre – cujo o crescimento foi revisado para 0,1%. O resultado ficou levemente abaixo da expectativa do mercado, de alta de 0,5%. O Banco Central espera crescimento do País de

Eduardo Nicolau/AE

2,5% no ano, enquanto o governo calcula avanço de 3%. Selic – Os economistas consultados no boletim Focus mantiveram a previsão de que o Comitê de Política Monetária (Copom) vai cortar os juros dos atuais 7,5% para 7,25% na reunião de outubro deste ano. Segundo a pesquisa, os juros ficam nesse patamar até março de 2013. Sobem para 7,5% em abril e são mantidos nesse percentual nas reuniões de maio e julho, mesmas previsões do levantamento da semana passada. O mercado financeiro fez um ajuste marginal na projeção de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2013, que passou de 5,5% para 5,51%. Há um mês, estava em 5,5%. A projeção de alta da inflação para os próximos 12 meses subiu de 5,64% para 5,65%, conforme a estimativa suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, a projeção estava em 5,58%. A previsão para 2012 subiu pela oitava semana consecutiva, passando agora de 5,19% para 5,2%. Há quatro semanas, estava em 5%. Dólar – A projeção para o valor do dólar no final de 2012 e de 2013 se mantém em R$ 2 nas estimativas dos analistas consultados na pesquisa. Para o fim de setembro, as expectativas são de um dólar pouco acima desse patamar, em R$ 2,02. Na mesma pesquisa, o mercado financeiro manteve a previsão de taxa média de câmbio em 2012 em R$ 1,94. Para 2013, a projeção subiu de

A queda no desempenho da indústria brasileira projetada para este ano é de 1,78%, segundo a pesquisa Focus.

R$ 1,99 para R$ 2. Há um mês, a pesquisa apontava que a expectativa de dólar médio estava em R$ 1,94 em 2012 e em R$ 1,97 no próximo ano. Contas externas – O mercado financeiro elevou a previsão de déficit em transações correntes em 2012 de US$ 58,71 bilhões para US$ 58,8 bilhões. Há um mês, estava em US$ 59,63 bilhões. Na mesma pesquisa, a estimativa de superávit comercial em 2012 subiu de US$ 18 bilhões para US$ 18,04 bilhões. Economistas mantiveram, no entanto, a projeção para 2013

Indústria em retração pelo quinto mês seguido

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m meio ao recuo da produ- a taxa de declínio foi a mais fraca ção e do volume de novos desde março. negócios, o setor indusCerca de 5% das empresas retrial brasileiro mostrou contra- lataram uma redução na entração pelo quinto mês seguido em da de novos trabalhos proveagosto. O ritmo, entretanto, foi nientes do exterior, citando a menos intenso, voltando ao ní- fraqueza da economia mundial. vel registrado em abril e maio, Acompanhando esse cenário, de acordo com a pesquisa Índice o nível de emprego no setor inde Gerentes de Compras de Pro- dustrial também recuou pelo dução Industrial (PMI) divulgada quinto mês seguido, sendo que ontem. 6% das empresas reduziram Em agosto, o PMI, compilado pessoal em relação a julho, ante pelo instituto Markit, alcançou 3% que contrataram. Mesmo as49,3, ante 48,7 em julho e 48,5 sim, a taxa de redução foi a mais em junho. Apefraca em três sar da melhora meses. no indicador, ele I n s u m os – As permanece empresas relaabaixo da marca taram a alta de de 50 que sepapreços de transra contração de porte, de produpor cento das expansão. "Os tos alimentícios dados de agosto e do aço. Além empresas relataram indicaram uma ao instituto Markit que disso, a taxa de deterioração inflação de prereduziram pessoal em ço de insumos m a r g i n a l a p enas nas condiigualou em agosto (em relação a ç õ e s d e n e g óagosto o recorjulho). Do total, 3% cios do setor inde de 14 meses. contrataram. dustrial do BraSegundo o sil", informou o Markit, as eminstituto. presas repassaDe acordo com a pesquisa, vá- ram aos clientes parte da alta rias empresas citaram os preços dos custos de insumos, elevanelevados de venda como motivo do os seus preços de venda, senpara a diminuição das novas en- do que a taxa de crescimento em comendas. agosto foi a mais rápida desde O volume de novos pedidos abril de 2011. para exportação também caiu A indústria continua mostranao longo do mês de agosto, em do mau desempenho, com reuma tendência observada des- cuo de 2,5% na economia no pede abril do ano passado. Porém, ríodo. (Reuters)

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em US$ 15 bilhões. Há quatro semanas, as previsões eram de US$ 17,6 bilhões e US$ 13,7 bilhões, respectivamente. A pesquisa mostrou ainda que as estimativas para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado ao setor produtivo, ficaram em US$ 55 bilhões em 2012 pela décima semana. O boletim Focus é elaborado pelo BC a partir de consultas feitas a instituições financeiras e expressa como o mercado percebe, semanalmente, o comportamento da economia brasileira. (Agências)

Brasil é lanterninha no crescimento dentro do Bric Sílvia Pimentel

C

om a letargia da economia brasileira no segundo trimestre – dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na última sexta-feira mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) subiu 0,5% no segundo trimestre deste ano ante igual trimestre de 2011 –, o Brasil foi o que menos cresceu entre os países do grupo Bric. A expansão do País ficou atrás da Rússia (4%), Índia (5,5%) e China (7,6%), conforme um levantamento da Austin Rasting. A média de crescimento do Bric foi de 4,8%. Excluindo o Brasil, o percentual aumenta para 5,7%. O Brasil também teve o menor desempenho econômico entre os principais países da América Latina. No segundo trimestre, o Chile apresentou crescimento de 5,5%, a Venezuela, de 5,4% e o México, de 4,1%. De acordo com o levantamento, de modo geral, os países com resultado pior que o Brasil no segundo trimestre estão concentrados na Europa. Até a economia norte-americana está melhor posicionada, com avanço de 2,3% no segundo trimestre, na comparação com igual período de 2011. Para o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emilio Alfieri, haverá uma retomada da

economia a partir do segundo semestre, mas não será suficiente para reverter o baixo aumento de 0,6% no primeiro semestre. "O ano 2012 está praticamente perdido. Em análise mais realista, o PIB deverá fechar o ano com expansão de 1,5%, abaixo do crescimento de 2,7% do ano passado", prevê. Na opinião do economista, nesse ritmo, o Brasil deverá perder para a Inglaterra a sexta posição no ranking das maiores economias, conforme já previsto pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). O economista da ACSP enumera quatro fatores correlacionados para

explicar o fraco resultado econômico brasileiro, apesar de todas as medidas adotadas pelo governo para estimular a economia. A Europa continua em recessão, sem perspectivas de melhora em seus indicadores no curto prazo. A China, por sua vez, é afetada com a crise europeia porque é a

maior exportadora para aquele mercado. A desaceleração econômica da China, maior parceira comercial do Brasil, já vem afetando as vendas brasileiras de minério de ferro. "E a Argentina, além de estar com a economia desacelerando, vem adotando medidas protecionistas contra o Brasil no setor de linha branca, afetando a indústria brasileira, que já vem apresentando há algum tempo indicadores negativos", completa. Além desses fatores, a recente alta da inadimplência gera cautela no consumidor e no mercado. No acumulado de janeiro a julho, o índice chegou a 7,4%, ante 6,5% registrados em igual período do ano passado. "Não chegamos ao recorde de 2009, de 8,5%, mas os últimos resultados mostram aumento da inadimplência", diz Alfieri. Para o professor da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas (EEFGV-SP), Emerson Marçal, o resultado do PIB era esperado porque o comportamento da indústria, dos investimentos e das exportações foram bem negativos no período. "No segundo semestre, o setor externo, ainda sob o efeito da crise econômica internacional, deve contribuir para reduzir o crescimento do PIB", afirma. Para o próximo ano, o economista acredita que as medidas de estímulos fiscais e monetários feitas recentemente devem gerar efeitos positivos sobre a atividade econômica.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 4 de setembro de 2012


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terça-feira, 4 de setembro de 2012

e

15 A queda nas vendas seria maior, não fossem as farmácias e as lojas de variedades. Emílio Alfieri, economista da ACSP

conomia Letícia Moreira/Folhapress

Vendas patinam na Capital paulista Endividado, paulistano preferiu quitar as contas a ir às compras em agosto. Fátima Lourenço

A

movimentação do varejo paulistano permaneceu moderada no mês de agosto, apontou balanço divulgado ontem pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). De acordo com o estudo, as vendas a prazo cresceram 3,2% na comparação com igual mês de 2011. Já as transações à vista recuaram 0,3% na mesma base de comparação. O efeito negativo só não foi maior graças ao consumo crescente, junto às farmácias, de produtos de higiene e beleza. Os indicadores refletem a análise de uma amostra de dados de clientes da Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).

"O ritmo de vendas moderado da capital decorre, em parte, de São Paulo ser um polo comercial maduro, ao contrário de cidades médias e outras regiões, que têm maiores taxas de crescimento por serem emergentes", analisou o presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato. De acordo com o balanço divulgado pela ACSP, o Indicador de Movimento do Comércio a Prazo (IMC/ SCPC) foi favorecido, nessa comparação anual, pela desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e pelo crescimento do crédito. O recuo no Indicador de Movimento de Cheques

Compras de itens de higiene e beleza destoaram da procura morna por outros bens, o que ajudou a reduzir a queda nas vendas em São Paulo. Zé Carlos Barretta/Hype

(ICH/SCPC Cheque, parâmetro para as transações à vista) decorre dos efeitos do calor fora de hora sobre as vendas de roupas e calçados da coleção de outono-inverno. "A queda seria maior, não fossem as farmácias (com vendas de produtos de higiene e beleza) e as lojas de variedades (utilidades domésticas e até eletroportáteis)", afirmou o economista Emílio Alfieri, do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV), responsável pela elaboração do balanço. Segundo sua análise geral, o paulistano priorizou o pagamento de dívidas, em vez de ir às compras. Inadimplência – No mês de agosto, o Indicador de Registro de Inadimplentes (IRI) cresceu 2,6%, na comparação com igual período do ano passado, enquanto o Indicador de Recuperação de Crédito (IRC) saltou 2,8% na mesma relação entre períodos. Os dados, segundo análise do presidente da ACSP e da Facesp, sugerem que a inadimplência se estabilizou, "com ligeira propensão à baixa". Na comparação de agosto

O ritmo de vendas moderado decorre, em parte, de São Paulo ser um polo comercial já maduro. ROGÉRIO AMATO, PRESIDENTE DA ACSP E DA FACESP

com o mês anterior, o alto índice de crescimento das novas dívidas em atraso (medido pelo IRI) reflete a sazonalidade decorrente das vendas associadas ao Dia das Mães. É semelhante à movimentação que se observa alguns meses após o final do ano, período de vendas intensas. "O Dia das Mães é considerado o segun-

Inflação avança em agosto pressionada por alimentos Karime Xavier/Folhapress

O

Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) fechou o mês de agosto com inflação de 0,44%, o dobro da taxa registrada na última apuração de julho. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pelo levantamento, o indicador acumula alta de 3,52% no ano e de 5,69% nos últimos 12 meses. "Agosto veio acima do esperado porque os alimentos sofreram um choque de oferta e houve repasse da quebra de safra de soja nos Estados Unidos para o varejo. Subiram na alimentação itens como óleo de soja, suínos, aves e bovinos", afirmou o economista André Braz, da FGV. A maior taxa foi registrada pela classe de despesas alimentação, que teve aceleração de preços ao passar de 1,07% para 1,09%, impulsionado pela carne bovina, que apresentou taxa de 0,62% no encerramento de agosto, contrastando com a queda de 0,20% registrado na quadrissemana anterior. "Acho que em setembro o IPC-S deve ficar no mesmo patamar de agosto, na casa de 0,40%. O movimento de repasse de atacado para o varejo ainda não se esgotou", disse o economista. "O vestuário já aponta para alta com a mudança de coleção e os in natura ainda estão num nível alto apesar de ter desacelerado", comentou Braz.

A carne bovina ficou entre os itens que mais pressionaram os preços em agosto, com alta de 0,62%. Além do grupo Alimentação, apresentaram taxa mais alta no final de agosto sobre o índice do último dia 22 as classes de despesas Saúde e Cuidados Pessoais (0,46% para 0,49%), Educação, Leitura e Recreação (0,47% para 0,51%) e Habitação (0,32% para 0,47%), este último impulsionado pelo aluguel residencial, que pulou de 0,27% para 0,42% no período. Por outro lado, as classes de despesa Transportes e Vestuário registraram deflação (queda de preço) de 0,04% e de 0,57%, respectivamente. Dois grupos apresentaram desaceleração de preços da

terceira para a quarta quadrissemana de agosto. Comunicação variou 0,10% no encerramento do mês, ante alta de 0,29% registrado na leitura anterior, por causa da desaceleração de preços dos pacotes de telefonia fixa e internet (0,64% para 0,18%). Despesas Diversas passou de taxa de 0,24% para 0,20% na mesma base de comparação, com destaque para o item alimento para animais domésticos (-0,01% para -0,30%). Completam a lista dos itens que mais pressionaram o IPC-S da quarta quadrissemana de agosto alimentos preparados e congelados de ave (de

7,01% na terceira quadrissemana pulou para 7,77%), taxa de água e esgoto residencial (de 1,15% para 1,62%), batata-inglesa (de 4,40% para 14,95%) e plano e seguro de saúde, que se manteve estável em 0,60%. Os itens que mais contribuíram para uma pressão de baixa foram feijão carioca (-8,84% para -9,07%), automóvel usado (-2,31% para 0,68%), blusa feminina (-2,05% para -1,74%), mamão papaia (-5,74% para -6,12%) e agasalho masculino (-7,98% para -9,60%). A próxima apuração do IPC-S será feita no dia 10 de setembro. (Agências)

do Natal para o comércio", justificou Alfieri. A recuperação do crédito (IRC), no mesmo período, avançou 16,4%. Segundo o economista, em agosto de 2011 (ante julho do mesmo ano), o IRI cresceu 20,8% e o IRC, 24,1%. Em 2010, os indicadores cresceram, respectivamente, 16,1% e 16,5%. Já em 2009, a inadim-

plência de agosto, em patamar bem menor, reflete o movimento de vendas de um Dia das Mães sob impacto da crise econômica internacional, comparou Alfieri. Em agosto de 2009 ante julho, os novos registros de carnês em atraso cresceram em torno de 5% e a regularização das dívidas, na casa de 6%.

Defasagem da tabela do IR onera a classe média

L

evantamento feito pela consultoria Ernst & Young Terco aponta a classe média como a que mais sofre com a defasagem na correção da tabela do Imposto de Renda (IR), que acumula variação de 34,17% de 1998 a 2011, de acordo com a companhia. O estudo mostrou que um trabalhador que tinha como base de cálculo mensal para o IR, em 1998, R$ 1.801, era tributado à alíquota de 27,5%. Assim, pagava, mensalmente, R$ 135,28 de imposto. Com os valores atualizados até o ano passado, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), esse

mesmo trabalhador ganharia R$ 4.465,01 e pagaria de IR, mensalmente, R$ 471,35. No entanto, se os valores da tabela tivessem sido corrigidos pela inflação do período, ele pagaria 44% a menos em 2012, já que incidiria a alíquota de 22,5%: R$ 263,81. "Percentualmente, o maior impacto ocorre para quem tem a base de cálculo entre R$ 1,7 mil e R$ 4,1 mil. Acima disso, o impacto é reduzido. Quem ganhava R$ 40 mil, por exemplo, em 1998 teria menos de 1% de redução de imposto de renda ", comentou o Carlos Martins, sócio da consultoria. (Folhapress)


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e Bolsa cria índice de fundo imobiliário A meta do governo para as exportações neste ano não vai ser atingida. Alessandro Teixeira, secretário-executivo do MDIC

conomia

Ifix, que reúne 44 dos 80 fundos de investimento imobiliário registrados no País, serve de referência para esse mercado. No primeiro dia, indicador subiu 0,7%. Silvia Zamboni/Folhapress – 23/10/07

Rejane Tamoto

Indicador de governança

O

desempenho dos fundos imobiliários (conhecidos como FIIs, aqueles que repassam aos cotistas rendimentos vindos da locação de imóveis comerciais, residenciais e galpões) no Brasil agora passa a ser medido pelo Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (Ifix), lançado ontem pela BM&FBovespa. O índice é composto pelas cotas dos 44 FIIs mais negociados na bolsa e no mercado de balcão, de um total de 80 registrados. O critério para a formação da carteira do Ifix levou em conta a liquidez das cotas e a ponderação pelo valor de mercado (número de cotas emitidas multiplicado pela última cotação). Entre outros fatores, para entrar no indicador um fundo precisa ter cotas negociadas em ao menos 60% dos pregões do período de referência da carteira, que será revista a cada quatro meses. Expansão – O Ifix deve se tornar referência para o acompanhamento da indústria de fundos imobiliários, que tem crescido em ritmo acelerado. O presidente da Câmara Consultiva do Mercado Imobiliário da BM&FBovespa, Rodrigo Machado, destacou que o cenário de juros mais baixos e inflação razoavelmente sob controle ajuda a explicar o sucesso. Nos mercados de bolsa e de balcão, o volume mensal de negociação dos FIIs saltou de R$ 89,3 milhões em agosto de 2011 para R$ 293,6 milhões no mês passado. Nos oito primeiros meses deste ano, o giro atingiu R$ 1,6 bilhão – o que representa mais de 80% do re-

A

Fundo imobiliário proprietário do Shopping Pátio Higienópolis é um dos 44 que fazem parte da primeira carteira do Ifix divulgada pela bolsa. sultado de 2011 (R$ 912 milhões). O número de investidores na bolsa cresceu 35% neste ano, para 47,8 mil, sendo 99% pessoas físicas. Segundo a BM&FBovespa, o Ifix subiu 50,6% de 30 de dezembro de 2010 a 31 de agosto deste ano, ante perdas de 17,7% do Ibovespa (índice que reúne as ações mais negociadas) no período. "Desempenho passado não reflete o futuro, mas o novo índice é um bom referencial", afirmou o gerente de produtos OTC da BM&FBovespa, Paulo Cirulli. "Queremos criar subíndices, porque há muitos produtos di-

ferentes e a segmentação pode facilitar a busca do investidor por um fundo mais adequado a seu perfil." ETFs – Também está em discussão entre a BM&FBovespa, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Receita Federal a criação de Exchange Traded Funds (ETFs, ou fundos de índices) para o Ifix. De acordo com Cirulli, será preciso criar uma regra específica, já que o investidor pessoa física tem isenção de Imposto de Renda (IR) ao investir em um fundo imobiliário. Ao comprar uma cota de ETF, no entanto, ele deve pagar IR sobre rendi-

mentos. "Vamos batalhar para que o ETF do Ifix tenha regras próprias para o investidor", disse o executivo. Os FIIs oferecem ao investidor um rendimento mensal de acordo com o seu volume de cotas e as regras do prospecto. Os ganhos podem vir de aluguéis de variados tipos de imóveis, desde lojas de um shopping até conjuntos de edifícios comerciais. Os fundos são de condomínio fechado e têm prazo indeterminado, mas quem quiser sair do investimento pode negociar as cotas nos mercados secundário de balcão e de bolsa.

"A liquidez dos fundos imobiliários aumentou, assim como a quantidade desse produto. Em geral, há mais compradores do que vendedores. Muitos permanecem no fundo", informou Cirulli. Ele explicou que isso ocorre porque o FII tem regras de negociação de renda variável, mas carrega características de renda fixa, por ter volatilidade muito menor do que uma ação. No entanto, carrega o risco do mercado imobiliário, ou seja, da taxa de vacância e de renegociação de contratos, por exemplo, que podem afetar o rendimento do investidor.

BM&FBovespa iniciou ontem o cálculo e a divulgação, em tempo real, do Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada - Novo Mercado (IGNM). Segundo a bolsa, o índice foi criado para oferecer ao mercado e aos administradores de recursos um indicador específico do desempenho das empresas integrantes do Novo Mercado, que têm o mais elevado padrão de governança corporativa. A carteira do IGNM é composta pelas 127 ações emitidas por empresas negociadas no Novo Mercado e será reavaliada a cada quatro meses, da mesma forma que os demais índices da BM&FBovespa. O IGNM acumula valorização de 54,4% desde dezembro de 2006, início da base histórica calculada pela BM&FBovespa. No mesmo período, o Índice de Governança Corporativa (IGC), formado pelas empresas de Novo Mercado, Nível 1 e Nível 2, acumula alta de 40,2% e o Ibovespa (principal referência do mercado), ganhos de 28,3%. (AE)

Dirceu Portugal/AE

País longe da meta de exportações

D Produtores nacionais exportaram 2,76 milhões de toneladas do grão

Venda de milho do Brasil é recorde para agosto

O

Brasil exportou um recorde de 2,76 milhões de toneladas de milho em agosto, com exportadores tentando escoar uma safra sem precedentes em meio a altos preços no mercado internacional e boa demanda externa, após a quebra na safra dos Estados Unidos, o maior produtor e exportador global. O recorde anterior da exportação mensal havia sido registrado em setembro de 2010, quando o Brasil exportou 1,93 milhão de toneladas. Em julho, as exportações do cereal já tinham sido relativamente altas, em 1,7 milhão de toneladas. Em agosto do ano passado, elas somaram 1,52 milhão de toneladas. No acumulado do ano até agosto, as exportações de milho do Brasil somam 6,26 milhões de toneladas, após o País ter embarcado baixos volumes no primeiro semestre. As exportações de soja, por sua vez, recuaram para 2,43 milhões de toneladas em agosto, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, ante 4,12 milhões em julho e 3,69 milhões de toneladas em agosto do ano passado. Os exportadores de grãos se concentraram nos embarques de milho, após a soja disponível para exportação estar

cada vez mais escassa, depois de grandes vendas na primeira metade do ano. Estimativa – De acordo com a consultoria Céleres, o Brasil deverá colher 76,44 milhões de toneladas de milho na temporada 2012/13, um volume recorde. A produção terá crescimento de 10,8% sobre 2011/12, que foi calculada em 69 milhões de toneladas. "Apesar da valorização dos preços do milho no mercado disponível em relação ao mês anterior, a intenção do produtor continua a mesma, em virtude da também valorização da soja, o que ainda mantém a superioridade da soja em relação ao milho", disse a Céleres em nota. A consultoria prevê redução no plantio da safra de verão, mas trabalha com a expectativa de incremento na segunda safra do cereal em 2012/13. A área total é estimada em 16,15 milhões de hectares, alta de 2,8% ante o ciclo anterior. O ganho na produção ocorrerá devido à maior colheita em cada hectare. A produtividade foi vista com um crescimento de 7,7% na safra 2012/12 ante a passada, atingindo agora 4,73 toneladas por hectare. O plantio da safra 2012/13 está prestes a começar no País. (Reuters)

istante ainda US$ 100 bilhões da meta de exportação fixada para este ano, o governo brasileiro desistiu do objetivo de vender no mercado externo US$ 264 bilhões em produtos e culpou a crise internacional pelo recuo. "A meta não vai ser atingida", admitiu o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira. Um novo parâmetro para 2012 deve ser traçado, mas o secretário argumentou que é preciso aguardar o desfecho da greve de órgãos que interferem no comércio exterior para se ter um quadro real do que foi vendido até o momento pelo País. A "briga" do MDIC será manter o nível recorde das exportações do ano passado, de US$ 256 bilhões. Apesar do recuo, a avaliação do secretário é de que o impacto da turbulência sobre as exportações brasileiras este ano tem sido mais leve do que o verificado no primeiro momento da crise, em 2008 e 2009. Prova disso, segundo ele, foi o superávit comercial de US$ 3,2 bilhões de agosto.

Ricardo Nogueira/Folhapress – 1/12/10

Saldo da balança foi de US$ 3,2 bilhões em agosto. Superávit seria maior sem a greve dos servidores. O resultado foi o segundo melhor para o mês, só perdendo para 2011, que foi recorde. O saldo do mês passado também foi o maior do ano até agora. Até então, o superávit mais expressivo era o de maio, de US$ 3 bilhões. A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, salientou que o saldo positivo de agosto poderia ter sido melhor caso a greve de servidores já tivesse

terminado. No ano, o saldo da balança comercial está em US$ 13,2 bilhões, um terço menor do que o verificado em igual período de 2011. EUA são destaque – A retomada das vendas para os Estados Unidos foi vista como um sinal importante por Teixeira. "O crescimento era maior no começo do ano. A despeito da retomada, o valor ainda não é o esperado", co-

mentou. Vale destacar que, nos primeiros meses do ano, o Brasil chegou a vender mais para os EUA do que para a China, seu principal parceiro comercial. Entre os grandes players mundiais, o Brasil só conseguiu registrar expansão das vendas nos primeiros oito meses de 2012 para esse país. Com isso, a participação dos EUA nas exportações passou de 9,9% para 11,6%. (AE)

Custo da construção sobe 0,14%

O

Custo Unitário Básico (CUB) da construção no Estado de São Paulo teve leve alta de 0,14% em agosto na comparação com julho. Calculado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o CUB é o índice oficial que reflete a variação dos custos do setor para a utilização nos reajustes dos contratos de obras.

No mês passado, os custos das construtoras com materiais subiram 0,33% ante julho, enquanto os custos com mão de obra e as despesas administrativas (basicamente salários dos engenheiros) ficaram estáveis em igual base de comparação. A média ponderada entre os três itens resultou na variação de 0,14% do CUB representativo da construção paulista no período, que correspondeu a

R$ 1.019,77 por metro quadrado construído. No acumulado de 2012 até agosto, o CUB apresenta alta de 6,77%, com elevação de 9,67% nos custos com mão de obra, avanço de 3% nos custos com materiais e acréscimo de 7,68% nas despesas administrativas das empresas. Nos 12 meses anteriores a agosto, a variação do CUB é de 7,06%. No mês passado, dois dos 41 insumos da construção

pesquisados aumentaram acima do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para o mês, que subiu 1,43%. Entre os itens que tiveram os maiores reajustes ficaram disjuntor tripolar 70 A (1,60%), placa de gesso para forro sem colocação (1,56%), granito polido para piso 40x40 cm (1,37%), óleo diesel (0,95%), aço CA-50 10mm (0,94%) e brita 2 (0,78%). (AE)


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ECONOMIA/LEGAIS - 17

COMPANHIA DE CIMENTO RIBEIRÃO GRANDE CNPJ/MF nº 27.184.944/0001-12

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Financeiras relativas aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, compostas pelo Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado, Demonstrações dos Fluxos de Caixa, Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido e das Notas Explicativas. Queremos agradecer aos nossos clientes, fornecedores e prestadores de serviços, pelo apoio e cooperação e a confiança em nós depositada, e em especial aos nossos colaboradores, pelo empenho apresentado. São Paulo, 04 de setembro de 2012. A Diretoria.

Demonstrações dos resultados dos exercícios findos em 31 de dezembro Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

Balanços patrimoniais em 31 de dezembro - Em milhares de reais Ativo

Nota

Circulante Caixa e equivalentes de caixa Aplicações financeiras Contas a receber de clientes Estoques Tributos a recuperar Adiantamentos a fornecedores Demais contas a receber

6 7 8 9

Não circulante Realizável a longo prazo Partes relacionadas Imposto de renda e contribuição social diferidos Outros ativos

Investimentos Imobilizado Intangível

10 14 (b)

11 12 13

Total do ativo

2011

2010

134 45.984 16.082 11.947 1.138 2.091 995 78.371

57 17.878 18.348 13.064 3.915 2.635 759 56.656

Passivo e patrimônio líquido Circulante Fornecedores Salários e encargos sociais Imposto de renda e contribuição social Tributos a recolher Impostos e contribuições parcelados Dividendos a pagar Aquisição de participação societária a pagar Demais contas a pagar

Nota

26.492 7.459 377 34.328

133.364 189.802 128.461 469.750

132.715 177.243 78.506 422.792

Patrimônio líquido Capital social Reserva de capital Reserva de lucros Ajuste de avaliação patrimonial

548.121

479.448

Total do passivo e patrimônio líquido

2010

10.002 2.679 17.525 25.819 4.706 14.038 20.700 1.067 96.536

10.496 2.274 16.734 24.114 4.345 12.058 84.595 886 155.502

25.526 42.965 5.000 19.114 52.000 16.325 160.930

26.970 44.365 5.000 18.915 15.413 110.663

157.264 901 63.563 68.927 290.655 548.121

122.000 901 12.820 77.562 213.283 479.448

15 17 11

Não circulante Impostos e contribuições parcelados Imposto de renda e contribuição social diferidos Partes relacionadas Provisões Aquisição de participação societária a pagar Provisão para descomissionamento de minas

8.206 9.474 443 18.123

2011

17 14 (b) 10 16 11

18 (a) 18 (c)

Nota 19

Receita líquida Custo dos produtos vendidos Lucro bruto Despesas operacionais Com vendas Gerais e administrativas Outras receitas operacionais, líquidas

20

Lucro operacional antes das participações societárias e do resultado financeiro Resultado de participações societárias Equivalência patrimonial Resultado financeiro Receitas financeiras Despesas financeiras Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social Imposto de renda e contribuição social Correntes Diferidos Lucro líquido do exercício Lucro básico e diluído por lote de mil (em reais)

11 23

2011 236.950 (142.848) 94.102

2010 220.754 (128.224) 92.530

(13.035) (2.292) 3.502 (11.825)

(12.900) (6.365) 5.232 (14.033)

82.277

78.497

1.207

(111)

3.689 (9.625) 77.548

7.256 (21.494) 64.148

(29.432) 3.415 51.531 0,99

(26.199) 6.230 44.179 0,85

14 (a)

Não houve resultados abrangentes nos exercícios divulgados, portanto a “Demonstração dos resultados abrangentes” não está sendo apresentada.

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações das mutações do patrimônio líquido dos exercícios findos em 31 de dezembro Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

Demonstrações dos fluxos de caixa dos exercícios findos em 31 de dezembro Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

Nota Em 31 de dezembro de 2009 Realização e ajustes da reserva de reavaliação Lucro líquido do exercício Destinação do lucro líquido do exercício Constituição de reserva legal Dividendos propostos (R$ 0,27 por mil ações) Retenção de lucros Em 31 de dezembro de 2010 Aumento de capital Realização e ajustes da reserva de reavaliação Lucro líquido do exercício Destinação do lucro líquido do exercício Constituição de reserva legal Reversão de dividendos prescritos Dividendos propostos (R$ 0,09 por mil ações) Retenção de lucros Em 31 de dezembro de 2011

Capital social 122.000

Reserva de capital 901

Reservas de lucros Legal Retenção 1.566 963

18 (c)

18 (b) 18 (d)

Prejuízos acumulados

Ajustes de avaliação patrimonial 86.197 (8.635)

8.635 44.179

2.209

122.000 35.264

901

3.775

213.283 35.264

(8.635)

8.635 51.531

2.577

901

6.352

51.531

(2.577) 4.615 (14.038) (48.166)

18 (d) 157.264

(42.523)

77.562

18 (c)

18 (b)

44.179

(2.209) (42.523) (8.082)

8.082 9.045

48.166 57.211

Nota

Total 211.627

4.615 (14.038)

68.927

290.655

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2011 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma 1. Contexto operacional: A Companhia de Cimento Ribeirão Grande (“Companhia”) é uma sociedade anônima de capital fechado, com sede em São Paulo - SP e pertence à Votorantim Cimentos S.A.. A Companhia tem como atividades preponderantes a mineração de calcário em geral, em jazidas existentes em suas propriedades ou arrendadas, a industrialização e a comercialização de cimento, argamassa, cal, calcário, concreto, seus derivados e similares e a participação em outras sociedades, atuando principalmente na Região Sudeste do Brasil, com base em sua fábrica em Ribeirão Grande - SP, com capacidade anual de produção de cimento de aproximadamente 1 milhão de toneladas. A Companhia faz parte do Grupo Votorantim e opera de forma integrada, utilizando-se das mesmas políticas de gestão de riscos e de negócios. 2. Apresentação das demonstrações financeiras e resumo das principais políticas contábeis: A emissão dessas demonstrações financeiras foi aprovada pela Administração da Companhia em 20 de julho de 2012. 2.1. Base de apresentação: (a) Demonstrações financeiras individuais: As demonstrações financeiras foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor. Os ativos e passivos financeiros classificados como mensurados ao valor justo por meio do resultado são mensurados ao valor justo. A preparação das demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis da Companhia. As áreas que requerem maior nível de julgamento e apresentam maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras, estão descritas na Nota 3. A Companhia não está apresentando a demonstração do resultado abrangente, considerando que não ocorreram transações que gerassem resultados abrangentes nos exercícios apresentados. (b) Demonstrações financeiras consolidadas: A Companhia não está apresentando demonstrações financeiras consolidadas, considerando que sua controladora, Votorantim Cimentos S.A., já disponibilizou ao público suas demonstrações financeiras consolidadas, em 3 de abril de 2012, no Diário Oficial do Estado de São Paulo. 2.2. Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor, bem como as contas garantidas. 2.3. Ativos financeiros: 2.3.1. Classificação: A Companhia classifica seus ativos financeiros nas seguintes categorias: mantidos para negociação e empréstimos e recebíveis. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administração determina a classificação de seus ativos financeiros no seu reconhecimento inicial. (a) Mantidos para negociação: Os ativos financeiros mantidos para negociação têm como característica a sua negociação ativa e frequente nos mercados financeiros. Esses ativos são mensurados por seu valor justo, e suas variações são reconhecidas no resultado do exercício, na rubrica “Resultado financeiro líquido”. Os ativos dessa categoria são classificados como ativos circulantes. (b) Empréstimos e recebíveis: Os empréstimos e recebíveis são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis não cotados em mercado ativo. São apresentados como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data do balanço (estes são classificados como ativos não circulantes). Os empréstimos e os recebíveis são atualizados de acordo com a taxa efetiva da respectiva transação. Compreende-se como taxa efetiva aquela fixada nos contratos e ajustada pelos respectivos custos de cada transação. Os empréstimos e recebíveis da Companhia compreendem principalmente “contas a receber de clientes” e “demais contas a receber”. 2.3.2. Reconhecimento e mensuração: As compras e as vendas regulares de ativos financeiros são reconhecidas na data de negociação - data na qual a Companhia se compromete a comprar ou vender o ativo. Os investimentos são inicialmente reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transação para todos os ativos financeiros não mensurados ao valor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio de resultado, quando existentes, são inicialmente reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transação são debitados à demonstração do resultado. Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos vencem ou são transferidos; neste último caso, desde que tenha transferido significativamente todos os riscos e os benefícios da propriedade. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mantidos para negociação são apresentados na demonstração do resultado em “Resultado financeiro líquido” no exercício em que ocorrem. O valor justo dos investimentos com cotação pública se baseia nos preços atuais de mercado. Para os ativos financeiros sem mercado ativo, a Companhia estabelece o valor justo por meio de técnicas de avaliação. Essas técnicas podem incluir a comparação com operações recentes contratadas com terceiros, a referência a outros instrumentos que são substancialmente similares, a análise de fluxos de caixa descontados e os modelos de precificação de opções. 2.3.3. Compensação de instrumentos financeiros: Ativos e passivos financeiros somente são compensados, e o valor líquido reportado no balanço patrimonial, quando há um direito legalmente aplicável de compensar os valores reconhecidos e há intenção de liquidá-los numa base líquida, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 2.4. Contas a receber de clientes: As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber de clientes pela venda de produtos ou prestação de serviços no curso normal das atividades da Companhia. Se o prazo de recebimento é equivalente a um ano ou menos, as contas a receber são classificadas no ativo circulante. Caso contrário, são apresentadas no ativo não circulante. As contas a receber são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método da taxa de juros efetiva menos a provisão para créditos de liquidação duvidosa (“PDD” ” 2.5. Estoques: Os estoques são apresentados pelo menor valor entre o custo e o valor ou “impairment”). líquido realizável. O custo é determinado pelo método do custo médio ponderado. O custo dos produtos acabados e dos produtos em elaboração compreende matérias-primas, mão de obra direta, outros custos diretos e indiretos de produção. O valor líquido realizável é o preço de venda estimado para o curso normal dos negócios, deduzidos os custos de execução e as despesas de venda. 2.6. Imposto de renda e contribuição social corrente e diferido: As despesas de imposto de renda e contribuição social do período compreendem o imposto e a contribuição social corrente e diferidos. Os impostos sobre a renda são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto na proporção em que estiverem relacionados com itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido ou no resultado abrangente. Nesse caso, o imposto também é reconhecido no patrimônio líquido ou no resultado abrangente. O encargo de imposto de renda e contribuição social corrente e diferido são calculados com base nas leis tributárias promulgadas, ou substancialmente promulgadas, na data do balanço. A administração avalia, periodicamente, as posições assumidas nas apurações de impostos sobre a renda com relação às situações em que a regulamentação fiscal aplicável dá margem a interpretações. Estabelece provisões, quando apropriado, com base nos valores estimados de pagamento às autoridades fiscais. O imposto de renda e a contribuição social diferido ativo são reconhecidos somente na proporção da probabilidade de que lucro tributável futuro esteja disponível e contra o qual as diferenças temporárias possam ser usadas. 2.7. Investimentos: Os investimentos mantidos em controladas são contabilizados pelo método de equivalência patrimonial. A parte da Companhia no lucro ou prejuízo do período da investida é reconhecida no resultado do exercício. As distribuições das investidas reduzem o valor contábil do investimento. 2.8. Imobilizado: O imobilizado é demonstrado pelo custo histórico de aquisição ou de construção menos depreciação acumulada. O custo histórico também inclui os custos de financiamento relacionados com a aquisição / construção de ativos qualificados. Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídos é baixado. Reparos e manutenção são apropriados ao resultado durante o período em que são incorridos. O custo das principais reformas é acrescido ao valor contábil do ativo quando os benefícios econômicos futuros ultrapassam o padrão de desempenho inicialmente estimado para o ativo em questão. As reformas são depreciadas ao longo da vida útil econômica restante do ativo relacionado. Os terrenos não são depreciados. A depreciação de outros ativos é calculada usando-se o método linear para alocar seus custos ou seus valores residuais durante a vida útil estimada, como segue: - Edificações 25 - 28 anos - Máquinas 10 - 15 anos - Veículos 3 - 5 anos - Móveis, utensílios e equipamentos 10 anos Os valores residuais e a vida útil dos ativos são revisados e ajustados, se apropriado, ao fim de cada exercício. O valor contábil de um ativo é imediatamente baixado para seu valor recuperável quando o valor contábil do ativo é maior do que seu valor recuperável estimado. Os ganhos e as perdas de alienações são determinados pela comparação do valor de venda com o valor contábil e são reconhecidos em “Outras receitas operacionais, líquidas” na demonstração do resultado. A Companhia não tem ativos de longo prazo que espera abandonar ou alienar e que exigiriam a constituição de provisão para obrigações por descontinuação de ativos. 2.9. Ativos intangíveis: Direitos sobre recursos naturais - Quando da comprovação efetiva da viabilidade econômica da exploração comercial de determinada jazida, os correspondentes gastos com estudos e pesquisas minerais e os gastos de remoção de estéril incorridos, a partir dessa comprovação, são capitalizados como custos de formação de mina. Os custos com a aquisição de direitos de exploração de minas são capitalizados e amortizados usando-se o método linear ao longo das vidas úteis, ou, quando aplicável, com base na exaustão de minas. Após o início da fase produtiva da mina, esses gastos são amortizados e tratados como custo de produção. 2.10. Combinação de negócios e ágio fundamentado pela expectativa de rentabilidade futura (“Goodwill”): A Companhia utiliza o método de aquisição para contabilização de transações classificadas como combinação de negócios. A contraprestação transferida para a aquisição de uma controlada é o valor justo dos ativos transferidos, passivos incorridos e instrumentos patrimoniais. A contraprestação transferida inclui o valor justo de algum ativo ou passivo resultante de um contrato de contraprestação contingente, quando aplicável. Custos relacionados com aquisição são contabilizados no resultado do exercício conforme incorridos. Os ativos identificáveis adquiridos e os passivos assumidos em uma combinação de negócios são mensurados inicialmente pelos valores justos na data da aquisição. A Companhia reconhece a participação não controladora na adquirida, tanto pelo seu valor justo como pela parcela proporcional da participação não controladora no valor justo de ativos líquidos da adquirida. A mensuração da participação não controladora a ser reconhecida é determinada em cada aquisição realizada. O excesso da contraprestação transferida e do valor justo na data da aquisição de qualquer participação patrimonial anterior na adquirida em relação ao valor justo da participação do grupo de ativos líquidos identificáveis adquiridos é registrado como ágio (goodwill). Nas aquisições em que a Companhia atribui valor justo aos não controladores, à determinação do ágio inclui também o valor de qualquer participação não controladora na adquirida, e o ágio é determinado de acordo com a participação da Companhia e dos não controladores. Quando a contraprestação transferida for menor que o valor justo dos ativos líquidos da controlada adquirida, a diferença será reconhecida diretamente na demonstração do resultado do exercício. O goodwill é apresentado no subgrupo de Investimentos, não sofre amortização e é submetido anualmente ao teste anual de avaliação do valor recuperável (impairment). 2.11. Impairment dos ativos não financeiros: Os ativos que têm vida útil indefinida, como o ágio, não estão sujeitos à amortização e são testados anualmente para identificar eventual necessidade de redução ao valor recuperável (impairment). Os ativos que estão sujeitos à depreciação / amortização são revisados para a verificação de impairment sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indiquem que o valor contábil pode não ser recuperável. Uma perda por impairment é reconhecida pelo valor em que o valor contábil do ativo excede seu valor recuperável. Este último é o valor mais alto entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o valor em uso. Para fins de avaliação do impairment, os ativos são agrupados nos níveis mais baixos para os quais existam fluxos de caixa identificáveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa - UGC). Os ativos não financeiros, exceto o ágio, que tenham sofrido impairment, são revisados, para a análise de uma possível reversão do impairment, na data do balanço. 2.12. Fornecedores: Fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulantes quando o pagamento é devido no período de até um ano. Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. 2.13. Provisões:

As provisões para custos de reestruturação e ações judiciais são reconhecidas quando: (i) a Companhia tem uma obrigação presente ou não formalizada como resultado de eventos passados; (ii) é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação; e (iii) o valor puder ser estimado com segurança. As provisões não incluem as perdas operacionais futuras. Quando houver uma série de obrigações similares, a probabilidade de liquidá-las é determinada levando-se em consideração a classe de obrigações como um todo. Uma provisão é reconhecida mesmo que seja pequena a probabilidade de liquidação relacionada com qualquer item individual incluído na mesma classe de obrigações. As provisões são mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessários para liquidar a obrigação, usando uma taxa antes do imposto, a qual reflita as avaliações atuais do mercado do valor temporal do dinheiro e dos riscos específicos da obrigação. O aumento da obrigação em decorrência da passagem do tempo é reconhecido como despesa financeira. 2.14. Passivos ambientais: Os gastos representativos futuros de fechamento de mina decorrentes do encerramento das atividades estão registrados como obrigação com desmobilização de ativo. As obrigações consistem principalmente em custos associados com encerramento das atividades. O custo de desmobilização de ativo, equivalente ao valor presente da obrigação (passivo), está capitalizado como parte do valor contábil ao ativo sendo depreciado pelo período de vida útil do ativo. A parcela do passivo está registrada pelo valor presente pelo mesmo prazo da desmobilização. Esses passivos estão contabilizados em “Provisão para descomissionamento de minas”. 2.15. Ajuste a valor presente de ativos e passivos: Quando relevantes, ativos e passivos foram ajustados a valor presente. O valor presente é calculado com base na taxa efetiva de juros aplicável. A referida taxa é compatível com a natureza, o prazo e os riscos de transações similares em condições de mercado. 2.16. Capital social: As ações ordinárias e preferenciais são classificadas no patrimônio líquido. Os custos incrementais diretamente atribuíveis à emissão de novas ações ou opções são demonstrados no patrimônio líquido como uma dedução do valor captado, líquida de impostos. 2.17. Reconhecimento da receita: A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização de produtos e serviços no curso normal das atividades da Companhia. A receita é apresentada líquida dos impostos, das devoluções e dos abatimentos. A Companhia reconhece a receita quando: (i) o valor da receita pode ser mensurado com segurança; (ii) há probabilidade de benefícios econômicos futuros fluírem para a entidade; e (iii) critérios específicos tenham sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia, conforme descrição a seguir. O valor da receita não será considerado mensurável com segurança até que todas as condições relacionadas com a venda tenham sido resolvidas. A Companhia baseia suas estimativas em resultados históricos, levando em consideração o tipo de cliente, o tipo de transação e as especificações de cada venda. (a) Venda de produtos: As vendas são feitas à vista ou a prazo, em períodos de, no máximo, 35 dias. Essas vendas são reconhecidas, em geral, quando os produtos são entregues ao transportador e a propriedade da carga, bem como seus riscos são transferidos ao cliente. Se surgirem circunstâncias que possam alterar as estimativas originais de receitas, custos ou extensão do prazo para conclusão, as estimativas iniciais serão revisadas. Essas revisões podem resultar em aumentos ou reduções das receitas ou custos estimados e estão refletidas no resultado no período em que a Administração tomou conhecimento das circunstâncias que originaram a revisão. (b) Receita financeira: A receita financeira é reconhecida conforme o prazo decorrido, usando o método da taxa de juros efetiva, e é reconhecida à medida que há expectativa de realização. 2.18. Distribuição de dividendos: A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como um passivo nas demonstrações financeiras ao fim do exercício, com base no estatuto social. Qualquer valor acima do mínimo obrigatório somente é provisionado quando for aprovado pelos acionistas, em Assembleia Geral. 3. Estimativas e premissas contábeis críticas: Com base em premissas, a Companhia faz estimativas com relação ao futuro. Por definição, as estimativas e julgamentos contábeis são continuamente avaliados e baseiam-se na experiência histórica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoáveis para as circunstâncias. As estimativas contábeis raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contábeis de ativos e passivos para o próximo exercício social, estão contempladas a seguir: (a) Passivos: A Companhia é parte envolvida em processos trabalhistas, cíveis e tributários que se encontram em instâncias diversas. As provisões, constituídas para fazer face a potenciais perdas decorrentes dos processos em curso, são estabelecidas e atualizadas com base na avaliação da Administração, fundamentada na opinião de seus assessores legais e requerem elevado grau de julgamento sobre as matérias envolvidas (Nota 16). 4. Gestão de risco financeiro: 4.1. Fatores de risco financeiro: As atividades da Companhia a expõem a diversos riscos financeiros, a saber: (a) risco de mercado (moeda e taxa de juros); (b) risco de crédito; e (c) risco de liquidez. Os produtos vendidos pela Companhia são predominantemente denominados em reais. O processo de gestão de riscos de mercado tem por objetivo a proteção do fluxo de caixa da Companhia contra eventos adversos de mercado tais como preços e taxas de juros. A governança e as macrodiretrizes desse processo estão definidas na Política de gestão de riscos de mercado. A Política de gestão de riscos de mercado é complementada por outras políticas, que estabelecem diretrizes e normas para: (i) Gestão de exposição a taxa de juros, (ii) Gestão de riscos de emissores e contrapartes e (iii) Gestão de liquidez e endividamento financeiro. (a) Risco de mercado: Risco com taxa de juros - Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia não apresenta transações de empréstimos e financiamentos e as aplicações financeiras estão indexadas por juros variáveis, portanto o seu risco de valor justo associado a taxas de juros é minimizado. A Política de gestão de exposição a taxas de juros praticada pelo Grupo estabelece diretrizes e normas para a proteção contra oscilações de taxas de juros que impactam o fluxo de caixa da Companhia. As exposições a cada indexador de taxa de juros (principalmente CDI, LIBOR e TJLP) são projetadas até o fim da vigência dos ativos e passivos atrelados a tais indexadores. (b) Risco de crédito: A Companhia possui aplicações financeiras de liquidez imediata tendo como contraparte instituições financeiras que apresentam ratings de crédito superiores a “A”, por consequência minimizando o risco. No caso do risco de crédito decorrente de exposições de crédito a clientes, a Companhia avalia a qualidade do crédito do cliente, levando em consideração sua posição financeira, experiência passada e outros fatores e, adicionalmente, define limites individuais de crédito, os quais são regularmente monitorados. A Companhia reconhece provisão para deterioração do saldo a receber de clientes, sempre que necessário. A provisão para deterioração do saldo de contas a receber é registrada em quantia considerada suficiente para cobrir todas as perdas prováveis quando da execução das contas a receber de clientes e é incluída nas despesas de vendas (Nota 7). (c) Risco de liquidez: O risco de liquidez é gerenciado de acordo com a Política de Gestão de Liquidez e Endividamento, visando garantir recursos líquidos suficientes para honrar os compromissos financeiros da Companhia no prazo e sem custo adicional. O principal instrumento de medição e monitoramento da liquidez é a projeção de fluxo de caixa, observando-se um prazo mínimo de 12 meses de projeção a partir da data de referência. A tabela abaixo analisa os principais passivos financeiros da Companhia, por faixas de vencimento, correspondentes ao período remanescente no balanço patrimonial até a data contratual do vencimento. Os valores divulgados na tabela são os fluxos de caixa não descontados contratados. Em 31 de dezembro de 2011 Fornecedores Aquisição de participações societárias a pagar Em 31 de dezembro de 2010 Fornecedores Aquisição de participações societárias a pagar 5. Instrumentos financeiros por categoria

Até um ano 10.002 20.700

52.000

10.496 84.595

Nota 31 de dezembro de 2011 Ativos, conforme o balanço patrimonial Contas a receber de clientes Ativos financeiros mantidos para negociação Caixa e equivalentes de caixa Partes relacionadas

Acima de um ano

7 6 10

Empréstimos e recebíveis 16.082

45.984 134 8.206 24.422 Nota

31 de dezembro de 2011 Passivos, conforme o balanço patrimonial Fornecedores Partes relacionadas Aquisição de participação societária a pagar

Ativos mantidos para negociação

45.984

10.002 5.000 72.700 87.702

10. Partes relacionadas: (a) Composição Adiantamentos diversos 2011 2010

162 1

Circulante Não circulante

16 (b) 7

12 (a) 13 (a)

2010 64.148

18.759 112 (1.207)

18.928 111

(2.578) (26) 912

(11.694) (17) (66) 1.318

2.043 2.878 98.441

12.641 1.744 87.113

(28.106) 2.292 1.117 2.777 18.286 (303) 544 (494) 405 1.705 (1.083) 79 95.660 (28.641) 67.019

32.249 (5.413) 356 (1.910) (20.238) (127) (2.346) 3.095 (127) (7.303) 24.797 263 110.410 (29.381) 81.029

(13.938) (23.989) (57.396) 558 (94.765)

(15.040) (10.260) (13.246) (38.546)

35.264 (7.441) 27.823 77 57 134

(42.523) (42.523) (40) 97 57

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

Nota 31 de dezembro de 2010 Ativos, conforme o balanço patrimonial Contas a receber de clientes Ativos financeiros mantidos para negociação Caixa e equivalentes de caixa Partes relacionadas

Empréstimos e recebíveis

7 6

Ativos mantidos para negociação

Total

18.348

18.348 17.878 57 26.492 62.775

17.878 57 26.492 44.897

10

Nota 31 de dezembro de 2010 Passivos, conforme o balanço patrimonial Fornecedores Partes relacionadas Aquisição de participação societária a pagar

17.878

Outros passivos financeiros

10.496 5.000 84.595 100.091

9 11

6. Aplicações financeiras Ativos financeiros mantidos para negociação Fundos DI (Depósitos interfinanceiros)

2011

2010

45.984 45.984

17.878 17.878

As aplicações em Fundo DI apresentam remuneração média correspondente a aproximadamente 100% do CDI. O Fundo DI exclusivo é controlado pela Votorantim Participações S.A., sendo administrado pela tesouraria corporativa, razão pela qual a consolidação é efetuada nas demonstrações financeiras da holding do Grupo. Em 31 de dezembro de 2011, esses ativos financeiros estão mensurados ao valor justo e foram classificados no nível 2 da hierarquia do valor justo, conforme determina o CPC 38. 7. Contas a receber de clientes 2011 2010 Clientes 11.486 9.872 Partes relacionadas 6.330 10.236 Provisão para créditos de liquidação duvidosa (1.734) (1.760) 16.082 18.348 As contas a receber não possuem caráter de financiamento e estão avaliadas e registradas inicialmente pelo valor justo. Em 31 de dezembro de 2011, as contas a receber de R$ 15.106 (2010 – R$ 16.402) estavam totalmente adimplentes. Em 31 de dezembro de 2011, as contas a receber de clientes no valor de R$ 976 (2010 - R$ 1.946) encontram-se vencidas, mas não impaired. Essas contas referem-se a uma série de clientes independentes que não tem histórico de inadimplência recente. A análise de vencimentos dessas contas a receber está apresentada abaixo: 2011 2010 Até 3 meses 740 1.603 De 3 a 6 meses 236 343 976 1.946 Em 31 de dezembro de 2011, as contas a receber de clientes no total de R$ 1.734 (2010 - R$ 1.760) estavam impaired e provisionadas. Segundo avaliação, uma parcela das contas a receber deve ser recuperada. Todos esses saldos estão vencidos há mais de quatro meses. As movimentações na provisão para impairment de contas a receber de clientes da Companhia são as seguintes: 2011 2010 Saldo no início do exercício (1.760) (1.826) Provisão para créditos de liquidação duvidosa (39) Contas a receber de clientes baixados como incobráveis 65 66 Saldo no final do exercício (1.734) (1.760) A constituição e a baixa da provisão para contas a receber impaired foram registradas no resultado do exercício como “Despesas com vendas”. Os valores debitados à conta de provisão são geralmente baixados quando não há expectativa de recuperação dos recursos. A venda para os 60 maiores clientes da Companhia representa 25% do total de vendas, minimizando o risco de crédito pela extensa base de clientes e pelos procedimentos de controle, que incluem o monitoramento de limites de crédito desses clientes. 8. Estoques 2011 2010 Produtos acabados 3.311 2.533 Produtos em elaboração 2.850 4.643 Matérias-primas 1.172 1.584 Materiais auxiliares e de consumo 3.944 4.244 Estoques em trânsito 670 60 11.947 13.064 Nas respectivas datas-bases, a Companhia não mantinha estoques dados como penhor de garantia de passivos. 9. Tributos a recuperar 2011 2010 Imposto de renda e contribuição social 719 Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços - ICMS sobre ativo imobilizado 718 666 Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços - ICMS 21 104 Imposto sobre produtos industrializados - IPI 747 1.889 Outros impostos 818 1.486 4.196 Circulante (1.138) (3.915) Não circulante (Outros ativos) 348 281 Os créditos de imposto de renda e contribuição social referem-se a antecipações que serão compensadas com os mesmos tributos e contribuições incidentes sobre os resultados futuros. Os créditos do ICMS são resultantes da compra de ativos fixos (com prazo de realização de 48 parcelas mensais) e da aquisição de produtos consumíveis. Sua realização decorre da própria operação da Companhia.

Contas a receber de clientes 2011 2010

61 61

Fornecedores 2011 2010

Dividendos a receber 2011 2010

Mútuos ativos 2011

10.123 113

6.330 6.330

2010

5

11.009

8.201 8.206

10.714 4.769 26.492

557

8.206

26.492

Receitas 2011 2010

Demonstrações de resultados Despesas Resultado financeiro 2011 2010 2011 2010

Mútuos passivos 2011 2010

Dividendos a pagar 2011 2010 7.441

2.488

2.488 2.488

557 557

10.236 10.236

14.038

1.208 1.208

11 (b)

2011 77.548

60 1

163 163

1.208

12 e 13

Variações nos ativos e passivos Aplicações financeiras Contas a receber de clientes Estoques Tributos a recuperar Partes relacionadas Outros ativos Adiantamentos a fornecedores Fornecedores Salários e encargos sociais Tributos a recolher Impostos e contribuições parcelados Demais contas a pagar Caixa proveniente das operações Imposto de renda e contribuição social pagos Caixa líquido proveniente das atividades operacionais Fluxos de caixa das atividades de investimentos Aquisição de participação societária a pagar Aquisição de bens do ativo imobilizado Aumento do intangível Recebimento de dividendos Caixa líquido utilizado nas atividades de investimentos Fluxos de caixa das atividades de financiamento Aumento de capital Dividendos pagos Caixa líquido gerado (utilizado) nas atividades de financiamentos Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício

6.330

Circulante Não circulante

Sociedades acionistas Votorantim Cimentos S.A. Sociedades Ligadas Votorantim Cimentos S.A. Polimix Concretos Ltda. Banco Votorantim S.A. Concrerocha Comércio de Concretos e Rochas Ltda. CJ Mineração Ltda. Mineração Marulis Ltda. Outras partes relacionadas

16.082 45.984 134 8.206 70.406

Outros passivos financeiros

10 11

Sociedades Ligadas Votorantim Cimentos S.A. Polimix Concreto Ltda. Mineração Marulis Ltda. Tijuca Sociedade de Mineração Tijuca Ltda. Concrerocha Comércio de Concretos e Rochas Ltda. CJ Mineração Ltda.

Total

Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social Ajustes para reconciliar o lucro ao caixa gerado Depreciação, amortização e exaustão Baixa de ativo não circulante Resultado de participações societárias Alteração no valor justo da contraprestação de combinação de negócios Provisão para contingências e obrigações tributárias Provisão para créditos de liquidação duvidosa Provisão para descomissionamento de minas Realização do ajuste ao valor presente de contas a pagar na aquisição de participação societária Juros, variações monetárias

137.535 735

5.000

5.000

5.000

5.000

5.000

5.000

14.038 14.038

4.617 12.058 12.058

138.270

105.884 2.630

108.514

34.584

34.584

30.796

30.796

(670)

1.487

4.227 632

2.198 1.489 440

4.189

15 5.629

Os produtos foram vendidos com base nas tabelas de preço interno das empresas. Os contratos de mútuos ativos são remunerados a taxas contratuais de 1,5% ao mês. Continua»»»


DIÁRIO DO COMÉRCIO

18 -.ECONOMIA/LEGAIS

terça-feira, 4 de setembro de 2012

COMPANHIA DE CIMENTO RIBEIRÃO GRANDE CNPJ/MF nº 27.184.944/0001-12

Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2011 - Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

»»»Continuação

b) Remuneração do pessoal chave da administração: As despesas com remuneração dos executivos e administradores da Companhia, incluindo todos os benefícios, são resumidas conforme a seguir: 2011 2010 1.605 1.269 364 551 159 76 2.128 1.895

(b) Movimentação do montante de contingências provisionado

2011 2010 Saldo inicial 21.197 19.470 Adições 1.964 Baixas/reversões (4.542) (17) Atualizações monetárias 2.878 1.744 Os benefícios incluem remuneração fixa (salários e honorários, férias e 13º salário), encargos sociais (contribuições para a seguridade social – INSS, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e programa Saldo final 21.497 21.197 de remunerações variáveis). As baixas correspondem a processos que foram liquidados por pagamento da execução e por arquiva11. Investimentos: (a) Composição Resultado de mento, quando o objeto em discussão foi julgado improcedente.Os principais processos passivos em 31 Informações em 31 de dezembro de 2011 equivalência patrimonial Saldo de investimentos de dezembro de 2011 são os seguintes: • Tributários - referem-se ao abatimento do ICMS da base de cálPercentual de culo do PIS/COFINS - R$ 13.393, PIS/COFINS - R$ 1.787 e IRPJ/CSLL - R$ 1.181. • Trabalhistas - consistem, principalmente, em reclamações movidas por ex-empregados e terceiros, cujos pleitos envolvem Patrimônio Resultado participação líquido do exercício Votante Total 2011 2010 2011 2010 pagamento de verbas rescisórias, adicionais por insalubridade e periculosidade, horas extras. Incluem ainda ações cíveis referentes a pedidos de indenização de ex-empregados ou terceiros por supostas Investimentos avaliados por equivalência patrimonial Tijuca Sociedade de Mineração Tijuca Ltda. 2.589 (706) 100 100 (706) 2.491 3.197 doenças ocupacionais, acidentes de trabalho, danos materiais e morais. • Cíveis - as principais ações estão relacionadas a reclamações sobre danos materiais e morais. (c) Processos com probabilidade de PPGP Participações Ltda. (i) 7.316 100 100 3.078 7.316 perdas consideradas como possíveis: A Companhia está se defendendo em diversos outros procesCJ Mineração Ltda. (ii) 34 8.656 95 95 (1.165) (111) 32 1.754 sos tributários e cíveis com probabilidade de perda, avaliada como possível, conforme abaixo detalhado: 1.207 (111) 9.839 4.951 2011 2010 Ágios e mais valia de ativos Tributárias 8.410 7.903 CJ Mineração Ltda. 15.641 15.641 Cíveis 112 25 PPGP Participações Ltda. 107.884 112.123 8.522 7.928 123.525 127.764 Total dos investimentos 133.364 132.715 Os principais processos tributários e cíveis classificados como possíveis referem-se a discussões sobre o recolhimento de impostos e contribuições destinadas a: ICMS - R$ 4.625, PIS e COFINS - R$ 3.785. (i) PPGP Participações Ltda. (atual denominação da Santa Ana Participações Ltda.) - Em 5 de janeiro de 2009, a Companhia assinou o “Instrumento particular de compromisso de venda e compra de quotas 17. Impostos e contribuições parcelados: Em novembro de 2009, a Companhia aderiu ao Programa e outras avenças” e adquiriu o controle dessa empresa pelo montante de R$ 112.123, equivalente a 100% de participação que foi efetivada em 2011 e apurada em conformidade com o CPC 15 - Combinação de de Recuperação Fiscal, instituído pela Lei nº 11.941/09, cujo objetivo é regularizar os passivos fiscais por negócios. A PPGP é detentora dos direitos minerários que futuramente serão explorados por unidade de cimentos com a construção de uma fábrica. (ii) CJ Mineração Ltda. - Em 5 de janeiro de 2009, através meio de um sistema especial de pagamento e de parcelamento de obrigações fiscais e previdenciárias. do “Instrumento particular de compromisso de venda e compra de quotas e outras avenças”, a Companhia adquiriu 95% das quotas da CJ Mineração Ltda., pelo montante de R$ 19.113, sendo R$ 8.000 pagos Em 28 de junho de 2011, a Companhia efetuou a consolidação dos débitos no Programa de Recuperaantecipadamente em 2008. Como evento subsequente a essas demonstrações, em maio de 2012, as partes celebraram documentos finais ajustando detalhes sobre essa operação, sem contudo alterar o valor ção Fiscal, cumprindo de fato todas as formalidades previstas na legislação, sendo os débitos incluídos, das condições iniciais ajustadas. aqueles oriundos substancialmente de: - Falta de recolhimento de PIS, COFINS e IPI, multas diversas, (b) Movimentação dos investimentos DCOMPS não homologadas pela RFB, IRPJ e diferença de alíquota da COFINS. Apresentamos a seguir 2011 2010 um resumo dos valores definitivos incluídos no programa, bem como os benefícios obtidos: Saldo inicial 132.715 132.826 Equivalência patrimonial 1.207 (111) Detalhamento do débito Total dos débitos atualizados incluídos no REFIS 39.495 Dividendos recebidos (558) Benefício por redução de multas de juros (10.361) Saldo final 133.364 132.715 Outros parcelamentos 3.882 (c) Teste do ágio para verificação de “impairment” - A Companhia avaliou em 31 de dezembro de 2011 a recuperação do valor contábil dos ágios, utilizando o modelo de fluxo de caixa descontado para cada Total do débito 33.016 UGC. O processo de estimativa do valor envolve a utilização de premissas, julgamentos e estimativas sobre os fluxos de caixa futuros e representa a melhor estimativa. O teste de recuperação dos ativos não Pagamentos realizados desde a adesão (2.784) resultou na necessidade de reconhecimento de perdas por redução do valor recuperável para os ágios nessa data. Esses cálculos usam projeções de fluxo de caixa, antes do cálculo do imposto de renda e da Saldo do débito em 31 de dezembro de 2011 30.232 contribuição social, baseadas em orçamentos financeiros aprovados pela Administração para um período de cinco anos. Os valores referentes aos fluxos de caixa posteriores ao período de cinco anos foram Circulante 4.706 extrapolados com base nas taxas de crescimento estimadas apresentadas a seguir. A taxa de crescimento não excede a taxa de crescimento média de longo prazo do setor de atuação de cada UGC. Não circulante 25.526 12. Imobilizado: (a) Movimentação e composição 18. Patrimônio líquido: (a) Capital social: O capital social, totalmente subscrito e integralizado, está Edifícios e Máquinas, equipamentos e representado por 73.392.149 (2010 - 52.003.360) ações ordinárias e 104.006.703 ações preferenciais, Terrenos benfeitorias instalações Obras em andamento Outros Total sem valor nominal. As ações preferenciais, sem direito a voto, têm prioridade no reembolso de capital, Saldos em 31 de dezembro de 2009 6.300 85.046 82.413 3.786 7.841 185.386 no caso de liquidação da Companhia. (b) Reserva legal e de retenção de lucros: A reserva legal é Aquisições 220 2.907 7.133 10.260 constituída anualmente como destinação de 5% do lucro líquido do exercício e não pode ultrapassar Depreciação (11.485) (6.041) (877) (18.403) 20% do capital social. Sua finalidade é assegurar a integridade do capital social. Ela poderá ser utilizada Saldos em 31 de dezembro de 2010 6.300 73.561 76.592 6.693 14.097 177.243 somente para compensar prejuízo e aumentar o capital. A reserva de retenção de lucros refere-se à retenção do saldo remanescente de lucros acumulados, a fim de atender ao projeto de crescimento dos Custo 6.300 121.928 160.604 6.693 23.698 319.223 negócios estabelecido no plano de investimentos. (c) Ajuste de avaliação patrimonial: A Companhia Depreciação acumulada (48.367) (84.012) (9.601) (141.980) reconhece nesta rubrica os saldos da reserva de reavaliação. O efeito acumulado será revertido, quando Valor residual 6.300 73.561 76.592 6.693 14.097 177.243 aplicável, para o resultado através da depreciação dos bens reavaliados ou através da alienação do Aquisições 17.470 1.516 4.864 139 23.989 imobilizado. (d) Dividendos: Os dividendos são calculados de acordo com estatuto da Companhia e em Transferências entre contas patrimoniais 7.000 (1.567) (7.000) (1.567) consonância com a Lei das Sociedades por Ações. O cálculo dos dividendos, em 31 de dezembro, pode Baixas (112) (112) ser assim demonstrado: 2011 2010 Depreciação (2.846) (6.103) (802) (9.751) 51.531 44.179 Saldos em 31 de dezembro de 2011 30.770 70.715 72.005 9.990 6.322 189.802 Lucro líquido do exercício Reserva legal (2.577) (2.209) Custo 30.770 124.112 162.121 9.990 16.725 343.718 Base de cálculo dos dividendos 48.954 41.970 Depreciação acumulada (53.397) (90.116) (10.403) (153.916) Dividendos mínimos conforme estatuto (25%) (12.239) (10.493) Valor residual 30.770 70.715 72.005 9.990 6.322 189.802 Dividendos complementares (1.799) (32.030) Total dos dividendos propostos (14.038) (42.523) Taxas anuais médias de depreciação % 4 7 0,09 0,27 As depreciações em 31 de dezembro de 2011, no montante de R$ 9.198 (2010 - R$ 17.746), foram alocadas ao custo de produção e o montante de R$ 553, em 31 de dezembro de 2011 (2010 - R$ 657), foi Dividendos por ação - R$ alocado como despesas operacionais. Não existem operações de leasing financeiro em 31 de dezembro de 2011 e de 2010. (b) Revisão do ajuste da vida útil estimada: A Companhia periodicamente revisa a 19. Receita líquida 2011 2010 vida útil econômica estimada do seu ativo imobilizado para fins de cálculo da depreciação, bem como para determinar o valor residual dos itens do imobilizado. (c) Principais obras em andamento Receita bruta 2011 2010 Vendas de produtos 316.636 302.696 Coprocessamento Resíduo Sólido 7.900 700 Impostos sobre vendas e outras deduções (79.686) (81.942) Sistema de dosagem do coque 850 700 236.950 220.754 8.750 1.400 13. Intangível: (a) Composição e movimentação 20. Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas 2011 2010 Direito de Benfeitorias para exploração de Descomissionamento 3.756 11.694 exploração minerária jazida de minério de minas Softwares Total Ganho por mudança no valor justo da contraprestação da combinação de negócios (5.062) Saldos em 31 de dezembro de 2009 29.220 23.771 12.708 85 65.784 Inclusão de débitos no Programa REFIS Aquisições 22.209 3 22.212 Despesas não dedutíveis 15 (264) Amortização (496) (8.639) (326) (29) (9.490) Outras despesas operacionais (269) (1.136) Saldos em 31 de dezembro de 2010 28.724 37.341 12.382 59 78.506 3.502 5.232 Custo 31.844 80.535 13.034 644 126.057 21. Despesas por natureza 2011 2010 Amortização acumulada (3.120) (43.194) (652) (585) (47.551) (1.015) 949 Valor residual 28.724 37.341 12.382 59 78.506 Variações nos estoques de produtos acabados e produtos em elaboração Matérias-primas, insumos e materiais de consumo 64.843 55.422 Aquisições 37.115 20.281 57.396 Depreciação, amortização e exaustão 18.759 18.928 Transferências entre contas patrimoniais 1.567 1.567 Energia elétrica 22.760 19.130 Amortização (736) (7.918) (326) (28) (9.008) Despesas de benefícios a empregados 18.803 17.669 Saldos em 31 de dezembro de 2011 65.103 51.271 12.056 31 128.461 Materiais e serviços para manutenção 14.893 14.205 7.148 6.653 Custo 68.959 102.383 13.034 644 185.020 Despesa de transporte Doações 38 4.467 Amortização acumulada (3.856) (51.112) (978) (613) (56.559) 3.713 3.521 Valor residual 65.103 51.271 12.056 31 128.461 Combustíveis e lubrificantes Serviços de terceiros 2.269 1.612 Taxas anuais de amortização % 3 20 3 20 Despesas com locação 1.621 1.553 Serviços de auditoria e consultoria 646 878 A Companhia adquiriu direito de exploração de jazidas no valor de R$ 37.115, denominadas 2011 2010 Outras despesas 3.697 2.502 Mina Cal e Mina 1, e constituiu gastos com viabilização da Jazida Limeira, principalmente relacionados à remoção e transporte de estéril, no valor de R$ 17.239, os quais são amortiza- Passivo Custo total das vendas, custos de distribuição e despesas administrativas 158.175 147.489 dos por um prazo de cinco anos. O montante de amortização correspondente a R$ 8.980 em 31 de Diferenças temporárias 22. Despesas de benefício a empregados dezembro de 2011 (2010 - R$ 9.461) foi registrado como custo dos produtos vendidos, o montante de IR/CS diferidos sobre reserva de reavaliação 33.502 37.950 2011 2010 R$ 28 (2010 - R$ 29) foi registrado como despesas operacionais. A jazida de calcário tem uma vida útil Ajuste de vida útil do imobilizado (depreciação) 9.079 6.031 Salários e adicionais 9.249 9.026 estimada de 40 anos e sua exploração está sendo realizada em 8 fases de 5 anos cada. 14. Imposto de Outros 384 384 Encargos sociais 3.470 3.107 renda e contribuição social diferido: A Companhia utiliza a sistemática do lucro real, calcula e registra 42.965 44.365 seus impostos com base nas alíquotas efetivas vigentes na data de elaboração das demonstrações Benefícios sociais 6.084 5.536 financeiras. Os créditos tributários diferidos de imposto de renda e contribuição social são decorrentes 15. Tributos a Recolher 18.803 17.669 diferenças temporárias referentes: (a) tributação sobre reserva de reavaliação e (b) diferenças tempo2011 2010 23. Resultado financeiro líquido rárias surgidas na aplicação das novas normas contábeis. A movimentação líquida da conta de imposto Programa de Integração Social - PIS 575 656 2011 2010 de renda diferido é a seguinte: (a) Reconciliação da despesa de IRPJ e CSLL - Os valores de imposto Contribuição para o Financiamento da Seguridade COFINS 19.888 18.172 de renda e contribuição social demonstrados no resultado em 31 de dezembro apresentam a seguinte Receitas Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços - ICMS 2.576 2.633 reconciliação com base na alíquota nominal brasileira: Juros sobre mútuo com partes relacionadas 3.431 2.780 2.653 2011 2010 Outros impostos Rendimento de aplicação financeira 3.266 3.067 25.819 24.114 Lucro antes do imposto de renda, da contribuição social 77.548 64.148 Outras receitas financeiras 423 758 Alíquotas nominais 34% 34% 16. Provisões: A Companhia é parte envolvida em processos trabalhistas, cíveis, tributários e outros em 3.689 7.256 IRPJ e CSLL calculados às alíquotas nominais 26.366 21.810 andamento, e está discutindo essas questões tanto na esfera administrativa como na judicial. Quando Despesas Ajustes para apuração do IRPJ e da CSLL efetivos aplicável, foram efetuados depósitos judiciais para fazer frente à parte dessas obrigações. As provisões Juros sobre mútuo com partes relacionadas (952) Equivalência patrimonial (410) 38 para as eventuais perdas consideradas prováveis decorrentes de passivos contingentes são estimadas Despesas de juros com ajustes a valor presente (2.043) (13.767) Outras adições (exclusões) permanentes líquidas 61 (1.879) e atualizadas pela Administração, amparadas na opinião de seus consultores legais. Os passivos continJuros parcelamento REFIS (2.832) gentes classificados como de perdas possíveis não são reconhecidos contabilmente, sendo divulgados IRPJ e CSLL apurados 26.017 19.969 Juros passivos (6.214) (2.487) nas notas explicativas. Os passivos contingentes classificados como remotos não são provisionados Correntes 29.432 26.199 Atualização monetária das contingências (225) (1.744) nem divulgados. No que se refere a processos judiciais de contestação de legalidade ou constitucionaliDiferidos (3.415) (6.230) Imposto sobre operações financeiras (482) dade de obrigação tributária, eles têm seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações IRPJ e CSLL no resultado 26.017 19.969 financeiras, independentemente da probabilidade de sucesso dos processos judiciais em andamento. Os Outras despesas financeiras (191) (182) (9.625) (21.494) (b) Composição dos saldos de impostos diferidos - A origem do imposto de renda e da contribuição saldos das obrigações tributárias e provisões para passivos contingentes registradas contabilmente são (5.936) (14.238) apresentados a seguir: social diferidos está a seguir apresentada: (a) Composição dos saldos 24. Seguros: A Companhia adota a prática de contratar cobertura de seguros para seus estoques e 2011 2010 2011 2010 bens do ativo imobilizado na modalidade de seguros de riscos operacionais. Esses seguros, cujos limites Ativo Depósitos Montante Total Depósitos Montante Total de indenização são de R$ 425.718, para incêndio, raio, explosões, roubo, danos elétricos e vendaval e Diferenças temporárias judiciais provisionado líquido judiciais provisionado líquido R$ 78.440 para cobertura de sua frota de veículos não cobrem a totalidade dos ativos da Companhia. A Provisões para contingências 7.309 7.207 1.653 (17.740) (16.087) 1.226 (14.347) (13.121) administração entende, entretanto, que em função do baixo risco que envolve sua operação como um Ajuste de depreciação de itens de manutenção no imobilizado 277 252 Tributários todo, a cobertura existente é suficiente para atender suas necessidades. 25. Eventos subsequentes: Trabalhistas 686 (3.610) (2.924) 1.056 (6.736) (5.680) Depreciação descomissionamento de mina 169 Em 11 de maio de 2012, a Companhia celebrou novo Instrumento particular de transação e outras avenCíveis e Descomissionamento de mina - ARO 1.283 ças para ratificar a operação de aquisição de quotas da PPGP Participações Ltda. (atual denominação outros 44 (147) (103) (114) (114) da Santa Ana Participações Ltda. e CJ Mineração Ltda., sem porém alterar o valor das condições iniciais Outras 436 2.383 (21.497) (19.114) 2.282 (21.197) (18.915) ajustadas (Nota 11). 9.474 7.459 Salários e adicionais Encargos sociais Benefícios sociais

Diretoria:

Marcos Roberto Farias Lobo

Luiz Alberto de Castro Santos

Contador: Eduardo Pires de Campos - CRC 1SP 176062/O-2

Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Aos Administradores e Acionistas da Companhia de Cimento Ribeirão Grande: Examinamos as demonstrações financeiras da Companhia de Cimento Ribeirão Grande (“Companhia”) que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras: A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção

de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os e realiza transações com sua controladora e outras partes relacionadas em montantes significativos em procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de relação à sua posição patrimonial e financeira e aos resultados de suas operações. Nossa opinião não distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou por está ressalvada em relação a esse assunto. erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos São Paulo, 25 de julho de 2012 de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião: PricewaterhouseCoopers Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos Auditores Independentes os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia de Cimento Ribeirão Grande CRC 2SP000160/O-5 em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exerMario Miguel Tomaz Tannhauser Junior cício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase: Chamamos Contador CRC 1SP217245/O-8 atenção para a Nota 10 às demonstrações financeiras, que descreve que a Companhia mantém saldos

e Pão de Açúcar substitui o alto comando A companhia reafirma seu compromisso com elevados padrões de governança. Vitor Fagá, diretor de Relações Corporativas e de Relações com Investidores.

conomia

Com 52,5% do capital votante e 70,4% da Wilkes, o sócio francês Casino promove ampla reestruturação e troca executivos do Grupo Pão de Açúcar.

A

Companhia Brasileira de Distribuição – CBD (Grupo Pão de Açúcar) anunciou o desligamento dos executivos Caio Mattar, vice-presidente de Negócios Especializados e presidente do Conselho de Administração da Nova Pontocom; Hugo Bethlem, vice-presidente de Relações Corporativas; e Sylvia Leão, vice-presidente de Gestão de Gente. Ainda conforme a empresa, a área de Negócios Especializados será reorganizada. Ale-

Felipe Rau/AE

xandre Vasconcellos permanecerá como CEO do GPA Malls & Properties. Os negócios de Drogarias e Postos de Combustível serão transferidos para a Divisão de Varejo, sob responsabilidade de José Roberto Tambasco, vice-presidente de Negócios do Varejo. Ramatis Rodrigues, vicepresidente de Estratégia Comercial, Marketing, Supply Chain e TI, será indicado à presidência do conselho de administração de Nova Pontocom, enquanto Vitor Fagá assume a

diretoria executiva de Relações Corporativas, mantendo-se também à frente da área de Relações com Investidores. Além disso, a área de Gestão de Gente ficará interinamente sob responsabilidade de Enéas Pestana, CEO. "A companhia reafirma seu compromisso com elevados padrões de governança corporativa e reitera que possui uma sólida estrutura de capital, com gestão profissional", disse a empresa, em comunicado assinado por Vitor Fagá.

O Grupo Pão de Açúcar passou a ser controlado exclusivamente pelo grupo francês Casino em 22 de junho. Antes, o controle era compartilhado entre o Casino e Abilio Diniz. No último dia 23, o grupo francês adquiriu um milhão de ações com direito a voto da Wilkes, holding controladora do Pão de Açúcar, em sequência ao exercício da primeira opção de venda da família Diniz. O Casino detém 52,5% do capital votante e 70,4% do capital total da Wilkes. (AE)

Pão de Açúcar troca executivos e reestrutura unidades de negócios


DIà RIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 4 de setembro de 2012

e

19 A Gol quer ter um resultado melhor, por mais que perca mercado. Nelson Riet, consultor

conomia

Gol perde participação de mercado Depois de conquistar a liderança entre as companhias aÊreas, a Gol decide reduzir a oferta de voos para manter a rentabilidade e interromper prejuízos.

A

Nacho Doce/Reuters

Gol estå perdendo força na disputa por participação de mercado. A aÊrea viu seu market share cair pelo terceiro mês seguido em julho. Contando com a fatia da Webjet, comprada no ano passado, a empresa registrou a quarta queda consecutiva. Desde a aquisição da empresa de baixo custo, a participação conjunta da Gol vinha superando a da TAM em todos os meses, à exceção de janeiro. Em junho e julho, porÊm, voltou a ficar atrås, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Para especialistas do setor, o movimento mostra que a empresa estå mais focada em tentar voltar à rentabilidade, depois de amargar prejuízos em 2011 e no primeiro semestre deste ano, do que em buscar a liderança. "A Gol quer ter um resultado melhor, por mais que perca participação de mercado", disse o consultor Nelson Riet. Para tentar voltar a ter números positivos, as companhias aÊreas têm diminuído a

oferta, depois de um 2011 com excesso de assentos no mercado. Na TAM a redução para este ano deve ser de entre 2% e 3%, enquanto que na Gol pode chegar a 4%. A estimativa da consultoria Bain & Company Ê de que hoje exista um excesso de oferta de 10% a 15% no segmento domÊstico, montante que levaria de um a dois anos para ser absorvido pelo mercado. Isso Ê resultado da alta do dólar para perto de R$ 2 e do preço do barril de petróleo, que tornaram as passagens mais caras. Com bilhetes mais salgados para o consumidor, a demanda cai e as empresas ficam com parte dos assentos oferecidos vazios. A procura por voos neste ano tambÊm foi afetada pela desaceleração da economia brasileira. "Se o Produto Interno Bruto (PIB) voltar a crescer, o excesso de oferta existente serå absorvido entre um ano e um ano e meio. Caso se mantenha crescendo a taxas muito baixas, como neste ano, o mercado leva mais tempo para absorver o excesso de ofer-

ta", afirmou o consultor AndrÊ Castellini. A redução da oferta Ê feita justamente para evitar que os aviþes decolem com baixa ocupação. Esse movimento, porÊm, pode ser perigoso para as companhias aÊreas por abrir a possibilidade de migração de passageiros para as concorrentes. "Quando você corta um voo, um passageiro que iria embarcar nele tende a ir para o concorrente", disse um especialista que pediu para não ser identificado. Na avaliação de Riet, a Gol estå em situação sensível. Para ele, os ajustes indicam um possível aumento da participação da sócia norte-americana Delta no capital da Gol ou atÊ mesmo a venda da empresa para um outro investidor ou companhia aÊrea. "Ainda não estå muito claro qual o plano da empresa", afirmou. (AE)

Especialistas do setor aÊreo dizem que a Gol estå mais preocupada em buscar rentabilidade do que participação de mercado

Brasilprev sob nova direção

R

icardo Flores serå o novo presidente da Brasilprev, a empresa de previdência complementar do Banco do Brasil (BB). Seu nome foi confirmado ontem pela empresa. Flores, que Ê ex-presidente da Previ, o fundo de pensão dos funcionårios do BB, irå substituir SÊrgio Rosa, que deixou a empresa em maio. O executivo teve longa carreira no BB, onde começou a trabalhar como aprendiz e chegou à vice-presidência de CrÊdito, Controladoria e Risco Global. De junho de 2010 a junho de 2012 esteve à frente da Previ, que administra um patrimônio de R$ 155 bilhþes. A Brasilprev Ê uma das maiores empresas de previdência complementar aberta no Brasil, com R$ 58,6 bilhþes em ativos sob gestão e 1,47 milhão de clientes. No primeiro semestre teve lucro líquido de R$ 241,3 milhþes. (AE)

J.R. Feldmann Participaçþes Ltda.

Yakot Participaçþes S.A.

Yakot Participaçþes S.A.

CNPJ/MF nÂş 00.371.487/0001-19 Ata de ReuniĂŁo ExtraordinĂĄria de SĂłcios realizada em 19 de julho de 2012 Data, hora e local: Aos 19/07/2012, Ă s 16 hs., na sede social. Comparecimento: Reuniu-se a totalidade dos sĂłcios da Sociedade, a saber: (i) InĂŞs Helena Reingenheim, RG nÂş 3.254.516 SSP/SP e CPF/MF nÂş 418.795.118-00; e (ii) Richard Edinger, passaporte nÂş YA339089 e CPF/MF nÂş 233.403.118-62, neste ato representado por sua procuradora, Sra. Diva Maria Batista Martins Ramalho, RG nÂş 8.399.150-5 SSP/SP e CPF/MF nÂş 050.446.548-17, conforme instrumento de Procuração anexo. Convocação: Dispensadas as formalidades de convocação nos termos do art. 1072, § 2Âş, do CĂłdigo Civil. Mesa: Os trabalhos foram presididos pela Sra. InĂŞs Helena Reingenheim e secretariados pela Sra. Diva Maria Batista Martins Ramalho, ambas acima qualificadas. Ordem do Dia: (i) distribuição da reserva de lucros da Sociedade; (ii) redução do capital social da Sociedade no valor de R$ 162.000,00, com o consequente cancelamento de 16.200 quotas com valor nominal de R$ 10,00 cada uma, por julgĂĄ-lo excessivo em relação ao objeto da Sociedade, conforme facultado pelo Art. 1.082, inciso II, da Lei nÂş 10.406/2002, conforme alterada; e (iii) a consequente alteração da ClĂĄusula 4ÂŞ do Contrato Social da Sociedade. Deliberaçþes tomadas por unanimidade de votos: Instalada a ReuniĂŁo e procedida a leitura da Ordem do Dia, foram tomadas as seguintes deliberaçþes, por unanimidade de votos e sem quaisquer ressalvas: 1.1. Tendo em vista que a conta de Reserva de Lucros Acumulados da Sociedade corresponde Ă  quantia de R$ 665.162,95, ĂŠ aprovada a distribuição de R$ 333.892,80 em favor do sĂłcio Sr. Richard Edinger, de forma desproporcional Ă  participação dos sĂłcios no capital social (aproximadamente 50,2%), mediante a entrega de 4.291 açþes ordinĂĄrias detidas pela Sociedade no ColĂŠgio Brasil Europa S.A., sociedade por açþes, inscrita perante a JUCESP sob o NIRE 35.300.057.244 e no CNPJ/MF nÂş 60.758.513/0001-98 (“ColĂŠgio Brasil Europaâ€?). 1.2. ApĂłs, ĂŠ aprovada a redução do capital social da Sociedade em R$ 162.000,00, passando o capital social de R$ 324.000,00 para R$ 162.000,00, com base no Art. 1.082, inciso II da Lei nÂş 10.406/02, por ser excessivo para a consecução de seu objetivo social, com o consequente cancelamento de 16.200 quotas da Sociedade com valor nominal de R$ 10,00 cada uma, todas as quotas canceladas de titularidade de Richard Edinger, que neste ato se retira do quadro de sĂłcios da Sociedade, mediante a entrega de 1.073 açþes ordinĂĄrias e 382 açþes preferenciais todas do ColĂŠgio Brasil Europa, que correspondem a R$ 113.250,50 e o pagamento de R$ 48.749,50, mediante depĂłsito em moeda corrente nacional na conta corrente do sĂłcio retirante, conforme oportunamente informada Ă  Sociedade. 1.3. Em virtude da deliberação no item 1.2 acima, a sĂłcia InĂŞs Helena Reingenheim, agora detentora da totalidade do capital social da Sociedade, compromete-se a recompor a pluralidade de sĂłcios no prazo de 180 dias contados da assinatura do presente instrumento, nos termos do Art. 1.033, inc. IV, do CĂłdigo Civil Brasileiro. 1.4. Em atendimento ao disposto no Art. 1.084, §1Âş da Lei nÂş 10.406/02, a redução do capital ora aprovada somente serĂĄ efetiva depois de transcorridos 90 dias contados da data da publicação desta Ata. A Sociedade efetuarĂĄ o pagamento ao sĂłcio Richard Edinger pelas quotas ora canceladas imediatamente apĂłs decorridos 90 dias da publicação desta Ata, nos termos acima aprovados. 1.5. Uma vez que a redução de capital da Sociedade tratada nesta Ata passe a surtir efeitos, o caput da ClĂĄusula 4ÂŞ do Contrato Social da Sociedade passarĂĄ a vigorar com a seguinte nova redação: “ClĂĄusula 4ÂŞ. O capital social, totalmente subscrito e integralizado em moeda corrente nacional, ĂŠ de R$ 162.000,00, dividido em 16.200 quotas, com valor nominal de R$ 10,00 cada uma, todas de titularidade de InĂŞs Helena Reingenheim.â€? As demais disposiçþes do Contrato Social da Sociedade nĂŁo alteradas neste ato permanecerĂŁo inalteradas e em vigor em conformidade com os seus termos. 1.6. Fica a Administração da Sociedade, na forma de seu Contrato Social, autorizada a providenciar e assinar toda documentação necessĂĄria para efetivação do acima deliberado, incluindo, mas nĂŁo se limitando, a assinatura do Livro de TransferĂŞncia de Açþes Nominativas do ColĂŠgio Brasil Europa. Disposiçþes finais: Por fim, a Administração da Sociedade foi autorizada a promover o arquivamento da presente Ata perante o registro competente. Lavratura e Assinatura: Nada mais havendo a ser tratado, foi encerrada a reuniĂŁo, da qual se lavrou a presente Ata que, lida e achada conforme, foi por todos os presentes assinada em 3 vias de igual teor e forma. SĂŁo Paulo, 19/07/2012. SĂłcios: (ass.) InĂŞs Helena Reingenheim; Richard Edinger p. p. Diva Maria Batista Martins Ramalho. Mesa: InĂŞs Helena Reingenheim – Presidente; Diva Maria Batista Martins Ramalho – SecretĂĄria. Visto da Advogada: MĂ´nica Scuro – OAB/SP nÂş 294.744.

(em organização) Ata da Assembleia Geral de Constituição da Sociedade por Açþes Yakot Participaçþes S.A. Realizada em 28 de Maio de 2012 1. Data, Hora e Local: Realizada no dia 28 de maio de 2012, Ă s 10:00 horas, no local da sede social da Companhia, localizada Ă  Rua Oscar Freire, nÂş 379, cj. 82, na cidade de SĂŁo Paulo, estado de SĂŁo Paulo. 2. Presença: Presentes os fundadores e subscritores, representantes da totalidade do capital social inicial da Companhia, a saber: (i) Gem Investments America, LLC, sociedade constituĂ­da de acordo com as leis dos Estados Unidos da AmĂŠrica, com sede na Cidade de Nova York, Estado de Nova York, na 590 Madison Avenue, 27Âş andar, 10022, inscrita no CNPJ/MF sob nÂş 15.460.032/0001-47, neste ato representada por seu procurador Diego Carreiro Mesa, brasileiro, solteiro, empresĂĄrio, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 30.244.119-0 - SSP/SP e inscrito no Cadastro Nacional da Pessoa FĂ­sica no MinistĂŠrio da Fazenda (“CPF/MFâ€?) sob o nÂş 297.886.318-86, domiciliado na Cidade de SĂŁo Paulo, estado de SĂŁo Paulo, na Rua Fernando de Albuquerque, nÂş 31, 7Âş andar, nos termos do instrumento de mandato Anexo III. (ii) Peter Egon de Svastich, norte-americano, casado, empresĂĄrio, portador do passaporte americano nÂş 422076603, inscrito no CPF/MF sob o nÂş 033.385.337-72, residente e domiciliado na Cidade de Nova York, Estado de Nova York, na 721, Fifth Avenue, 35C, 10022, neste ato representado por seu procurador Diego Carreiro Mesa, conforme qualificado no item (i) acima, nos termos do instrumento de mandato Anexo IV. 3. Convocação: Dispensada, tendo em vista a presença da totalidade dos acionistas fundadores. 4. Mesa: Presidente: Peter Egon de Svastich (por Diego Carreiro Mesa). SecretĂĄria: Vanessa Carreiro Mesa. 5. Ordem do Dia: O Presidente declarou instalada a Assembleia e informou que, como jĂĄ era do conhecimento de todos, tinha a mesma por finalidade (i) a constituição de uma sociedade por açþes, nos termos da Lei n° 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e posteriores alteraçþes (“Lei das Sociedades por Açþesâ€?), sob a denominação de Yakot Participaçþes S.A. (em organização), na forma do projeto de Estatuto Social trazido Ă  mesa (“Companhiaâ€?); (ii) eleição dos membros do Conselho de Administração da Companhia. 6. Deliberaçþes: Passou-se, entĂŁo, Ă  leitura e discussĂŁo do projeto de Estatuto Social, o qual foi aprovado por unanimidade dos presentes e anexado, em sua Ă­ntegra, Ă  Ata desta Assembleia como seu Anexo V. 6.1. Informou o Presidente que tambĂŠm fora trazido Ă  mesa o Boletim de Subscrição das açþes representativas do capital social, o qual foi assinado pelos Acionistas fundadores, que subscreveram e integralizaram em moeda corrente nacional a totalidade do capital da Companhia, no valor de R$ 1.000,00 (hum mil reais), representado por 1.000 (hum mil) açþes ordinĂĄrias, todas nominativas e sem valor nominal, emitidas pelo valor de R$ 1,00 (hum real) cada uma, conforme descrito no Boletim de Subscrição, que passa a fazer parte integrante da presente Ata como seu Anexo I. Os comprovantes de integralização do capital social encontram-se anexos a esta Ata como Anexo II. 6.2. Atendidos os requisitos preliminares exigidos nos termos do Art. 80 da Lei das Sociedades por Açþes, o Presidente declarou constituĂ­da a Companhia de pleno direito. 6.3. Passou-se, a seguir, nos termos do Estatuto Social, Ă  eleição dos membros do Conselho de Administração, tendo sido eleitos, por unanimidade pelos Acionistas fundadores, para o cargo de Conselheiros (a) Peter Egon de Svastich, jĂĄ qualificado no item 2 (ii) acima, para o cargo de Presidente do Conselho de Administração; (b) Marcelo Duarte, brasileiro, solteiro, empresĂĄrio, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 06.584.368-2 IFP/RJ e inscrito no CPF/MF sob o nÂş 688.187.187-20, domiciliado na Cidade de SĂŁo Paulo, estado de SĂŁo Paulo, na Rua Fernando de Albuquerque, nÂş 31, 7Âş andar; e (c) Vanessa Carreiro Mesa, brasileira, casada, empresĂĄria, portadora da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 28.006.192-4 e inscrita no CPF/MF sob o nÂş 250.663.418-54, domiciliada na Cidade de SĂŁo Paulo, estado de SĂŁo Paulo, na Rua Fernando de Albuquerque, nÂş 31, 7Âş andar. 6.3.1. Os Conselheiros sĂŁo ora eleitos para um mandato de 2 (dois) anos, permanecendo nos respectivos cargos atĂŠ a realização da Assembleia Geral OrdinĂĄria da Companhia que examinarĂĄ as contas do exercĂ­cio de 2014 e elegerĂĄ os novos Conselheiros, ou atĂŠ que sejam substituĂ­dos por deliberação da assembleia geral de acionistas. 6.3.2. Os Administradores da Companhia farĂŁo jus a remuneração global anual de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), cabendo ao Conselho de Administração definir a remuneração dos membros da Diretoria. 6.4. Os membros do Conselho aceitaram os cargos para os quais foram eleitos, tomando posse por meio da assinatura dos respectivos termos de posse, lavrados no Livro de Atas das ReuniĂľes do Conselho de Administração, afirmando expressamente, sob as penas da lei, que nĂŁo estĂŁo impedidos, por lei especial, de exercer a administração da Companhia, e nem condenados ou sob efeitos de condenação a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos pĂşblicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussĂŁo, peculato; ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrĂŞncia, contra as relaçþes de consumo, a fĂŠ pĂşblica ou a propriedade. 6.5. O Presidente, por fim, esclareceu que os Conselheiros ora eleitos, ficam incumbidos de realizar reuniĂŁo para a eleição dos membros da Diretoria. 7. Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado, foram encerrados os trabalhos e foi lavrada a presente ata, a qual foi lida, aprovada e assinada por todos os presentes. Acionistas presentes: Gem Investments America, LLC (por Diego Carreiro Mesa), e Peter Egon de Svastich (por Diego Carreiro Mesa). Confere com o original lavrado em livro prĂłprio. SĂŁo Paulo, 28 de maio de 2012. Mesa: Peter Egon de Svastich (por Diego Carreiro Mesa) - Presidente, Vanessa Carreiro Mesa - SecretĂĄria. Acionistas: Gem Investments America, LLC - Por: Diego Carreiro Mesa, Peter Egon de Svastich - Por: Diego Carreiro Mesa. Conselheiros Eleitos: Peter Egon de Svastich - Por: Diego Carreiro Mesa, Marcelo Duarte, Vanessa Carreiro Mesa. Advogado ResponsĂĄvel: Erik F. Oioli - OAB/SP nÂş 215.505. JUCESP/NIRE nÂş 3530043910-4 em 18/06/2012. Gisela Simiema Ceschin - SecretĂĄria Geral.

CNPJ/MF nÂş 15.797.736/0001-00 - NIRE nÂş 35.300.439.104 Ata da Assembleia Geral ExtraordinĂĄria Realizada em 28 de Junho de 2012 1. Data, Hora e Local: Realizada em 28 de junho de 2012, Ă s 10 horas, no local da sede social da Yakot Participaçþes S.A., sociedade por açþes inscrita no Cadastro Nacional da Pessoa JurĂ­dica do MinistĂŠrio da Fazenda (CNPJ/MF) sob nÂş 15.797.736/0001-00, com seus atos constitutivos registrados na Junta Comercial do Estado de SĂŁo Paulo sob NIRE 35.300.439.104, localizada na Rua Oscar Freire, nÂş 379, cj. 82, no MunicĂ­pio de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo (“Companhiaâ€?). 2. Convocação: Dispensada, nos termos do Artigo 124, § 4Âş da Lei nÂş 6.404, de 15 de dezembro de 1976 (“Lei das S.A.â€?), tendo em vista a presença da totalidade dos acionistas. 3. Presença: Acionistas representando 100% (cem por cento) do capital social, conforme assinaturas constantes no Livro de Presença de Acionistas. 4. Mesa: Presidente: Peter Egon de Svastich (por Diego Carreiro Mesa). SecretĂĄria: Vanessa Carreiro Mesa. 5.Ordem do Dia: Apreciar e deliberar acerca das seguintes matĂŠrias: (i) a abertura de capital da Companhia e a submissĂŁo do pedido de registro de emissor, na categoria “Aâ€?, perante a ComissĂŁo de Valores MobiliĂĄrios (“CVMâ€?), nos termos da Instrução CVM nÂş 480/2009; (ii) a submissĂŁo do pedido de registro da Companhia perante a BM&FBOVESPA S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (“BM&FBOVESPAâ€?), em seu segmento tradicional; (iii) a alteração do Estatuto Social para estabelecer que as açþes da Companhia passarĂŁo a ser escriturais e serĂŁo mantidas em nome de seus titulares em conta de depĂłsito junto Ă  instituição financeira autorizada pela ComissĂŁo de Valores MobiliĂĄrios e indicada pela Diretoria da Companhia; e (iv) a autorização para que a Companhia, seus Diretores e membros de seu Conselho de Administração possam praticar todos os atos necessĂĄrios para o implemento das decisĂľes eventualmente tomadas nesta Assembleia. 6. Deliberaçþes: ApĂłs exame e discussĂŁo das matĂŠrias constantes da ordem do dia, os acionistas decidiram, por unanimidade de votos e sem quaisquer restriçþes: 6.1 Aprovar a abertura de capital da Companhia, bem como a submissĂŁo de pedido de registro, perante a CVM, de emissor na categoria “Aâ€?, nos termos da Instrução CVM nÂş 480/2009. 6.2 Aprovar a submissĂŁo do pedido de registro da Companhia perante a BM&FBOVESPA S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (“BM&FBOVESPAâ€?), em seu segmento tradicional. 6.3 Aprovar que todas as açþes da Companhia passarĂŁo a ser escriturais e serĂŁo mantidas em nome de seus titulares em conta de depĂłsito junto Ă  instituição financeira autorizada pela ComissĂŁo de Valores MobiliĂĄrios e indicada pela Diretoria da Companhia; 6.3.1 Em virtude da deliberação tomada no item 6.3, acima, o CapĂ­tulo 3Âş do Estatuto Social da Companhia terĂĄ sua ClĂĄusula 3.1 alterada e passarĂĄ a constar com uma nova ClĂĄusula 3.4, renumerando-se as seguintes, conforme segue: “ CapĂ­tulo III - Capital Social - 3.1 O capital social da Companhia ĂŠ de R$ 1.000,00 (mil reais), dividido em 1.000 (mil) açþes ordinĂĄrias, nominativas, escriturais e sem valor nominal. 3.2 O capital social da Companhia poderĂĄ ser aumentado, por deliberação do Conselho de Administração, atĂŠ o valor de R$ 100.000.000,00 (cento milhĂľes de reais), mediante a emissĂŁo de açþes ordinĂĄrias e sem valor nominal, independentemente de reforma estatutĂĄria. O Conselho de Administração fixarĂĄ as condiçþes da emissĂŁo, inclusive preço e prazo de integralização. Os acionistas sempre terĂŁo direito de preferĂŞncia, exceto nas hipĂłteses de aumento de capital nos termos do artigo 172 da Lei das Sociedades por Açþes, e do item 3.2.1 abaixo. 3.2.1 Por deliberação do Conselho de Administração, a Companhia poderĂĄ, dentro do limite de capital autorizado e respeitado o plano de opção de compra e/ou subscrição de açþes aprovado pela Assembleia Geral, outorgar opção de compra e/ou subscrição de açþes a seus administradores, empregados ou pessoas naturais que prestem serviços Ă  Companhia ou a sociedade sob seu controle. 3.3 Cada ação ordinĂĄria confere aos seus titulares direito a um voto nas deliberaçþes das Assembleias Gerais da Companhia e direito a participação nos lucros da Companhia, bem como os demais direitos previstos em lei. 3.3.1 Para fins deste Estatuto Social, o termo “Açþes em Circulaçãoâ€? significa todas as açþes emitidas pela Companhia, excetuadas (i) açþes detidas pelo Acionista Controlador ou por Pessoas Ligadas a ele, (ii) açþes detidas por administradores da Companhia e (iii) aquelas em tesouraria. 3.3.2 Para fins do presente Estatuto Social, e independentemente da definição de Acionista Controlador prevista na regulamentação do Novo Mercado da BM&FBOVESPA S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (“BM&FBOVESPAâ€?), o termo “Acionista Controladorâ€? significa a pessoa fĂ­sica ou jurĂ­dica, fundo ou universalidade de fato ou de direito ou o grupo de pessoas vinculadas por acordo de voto, ou sob controle comum, direto ou indireto que: (i) seja titular de direitos de sĂłcio que lhe assegurem, de modo permanente, a maioria dos votos nas deliberaçþes da Assembleia Geral e o poder de eleger a maioria dos administradores da Companhia; e (ii) use efetivamente seu poder para dirigir as atividades sociais e orientar o funcionamento dos ĂłrgĂŁos da Companhia. 3.3.3 Para os fins do presente Estatuto Social, “Pessoa Ligadaâ€? significa (i) em relação a uma determinada pessoa fĂ­sica (“Pessoa FĂ­sicaâ€?), (a) qualquer sociedade direta ou indiretamente controlada por essa Pessoa FĂ­sica, incluindo aquelas em que a referida Pessoa FĂ­sica participe do bloco de controle com terceiros, (b) qualquer outra pessoa fĂ­sica que seja parente da Pessoa FĂ­sica atĂŠ o segundo grau, ou (c) cĂ´njuge ou companheira (o) da Pessoa FĂ­sica; ou (ii) em relação a uma determinada pessoa jurĂ­dica (“Pessoa JurĂ­dicaâ€?), (a) qualquer outra sociedade direta ou indiretamente controlada por essa Pessoa JurĂ­dica, incluindo aquelas em que a referida Pessoa JurĂ­dica participe do bloco de controle com terceiros, (b) qualquer sociedade que, direta ou indiretamente, seja controlada pelo controlador, direto ou indireto, da Pessoa JurĂ­dica, (c) qualquer outra pessoa, fĂ­sica ou jurĂ­dica, que, direta ou indiretamente, controle a Pessoa JurĂ­dica ou (d) os administradores da Pessoa JurĂ­dica ou de seu controlador. 3.4 Todas as açþes da Companhia serĂŁo escriturais e serĂŁo mantidas em nome de seus titulares em conta de depĂłsito junto Ă  instituição financeira autorizada pela ComissĂŁo de Valores MobiliĂĄrios e indicada pela Diretoria. Observados os limites mĂĄximos fixados pela ComissĂŁo de Valores MobiliĂĄrios, a remuneração de que trata o parĂĄgrafo 3Âş, do artigo 35, da Lei nÂş 6.404/76 serĂĄ cobrada pela instituição depositĂĄria diretamente dos acionistas. 3.5 Os acionistas dissidentes de deliberação da Assembleia Geral, nas hipĂłteses previstas na legislação, tĂŞm direito de retirada da Companhia, sendo que o montante a ser pago pela Companhia a tĂ­tulo de reembolso deverĂĄ corresponder ao valor patrimonial contĂĄbil de tais açþes apurado em balancete levantado no Ăşltimo dia do mĂŞs imediatamente anterior Ă  data da deliberação que motivou o exercĂ­cio do direito de retirada. 3.6 A Companhia nĂŁo poderĂĄ emitir açþes preferenciais ou partes beneficiĂĄrias.â€? 6.4. Autorizar a Companhia, seus Diretores e membros de seu Conselho de Administração a praticar todos os atos necessĂĄrios para o implemento das decisĂľes tomadas nesta Assembleia. 7. Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado, foram encerrados os trabalhos e foi lavrada a presente ata, a qual foi lida, aprovada e assinada por todos os presentes. Acionistas presentes: Gem Investments America, LLC - (por Diego Carreiro Mesa), e Peter Egon de Svastich (por Diego Carreiro Mesa). Confere com o original lavrado em livro prĂłprio. SĂŁo Paulo, 28 de junho de 2012. Mesa: Peter Egon de Svastich - (por Diego Carreiro Mesa) - Presidente. Vanessa Carreiro Mesa - SecretĂĄria. Acionistas: Gem Investments America, LLC - Por: Diego Carreiro Mesa. Peter Egon de Svastich Por: Diego Carreiro Mesa. JUCESP nÂş 313.594/12-0 em 20/07/2012. Gisela Simiema Ceschin - SecretĂĄria Geral.

Jurumirim EnergĂŠtica S.A. CNPJ (MF) nÂş 08.435.154/0001-18 – NIRE nÂş 35.300.335.4 Ata da AssemblĂŠia Geral ExtraordinĂĄria realizada em 03 de julho de 2012 Data, Hora e Local: 3/7/2012, 10 hs, sede social. Convocação: Dispensada. Presença: Totalidade. Mesa: Carlos AndrĂŠ Andrioni Salgueiro Lourenço, Presidente e Guilherme Andrioni Salgueiro Lourenço, SecretĂĄrio. Deliberaçþes Unânimes: A) Aprovado, relatĂłrio administração, balanço patrimonial e demonstraçþes financeiras exercĂ­cio findo 31/12/2011. B) Eleita, mandato 2 anos, Diretoria: Diretores s/ designação especĂ­fica: Carlos AndrĂŠ Andrioni Salgueiro Lourenço, RG 8.416.962 SSP/SP e CPF 051.771.428-09, Guilherme Andrioni Salgueiro Lourenço, RG 8.417.069 SSP/SP e CPF 066.537.858-07 e Ana Paula Lourenço de Toledo, RG 8.417.068-2 SSP/SP e CPF 113.029.858-25. C) Fixada remuneração global anual da diretoria em R$10.000,00 distribuĂ­da de comum acordo entre diretores. D) Aprovadas novas redaçþes: Art. 9Âş: (letra “tâ€?): Aprovar contratação e substituição pela Cia de sua empresa de auditoria independente, que deverĂĄ ser sempre uma empresa de 1ÂŞ linha devidamente registrada perante CVM. Art. 13: Diretoria composta por 3 diretores, s/ designação especĂ­fica, acionistas ou nĂŁo, residentes no paĂ­s, eleitos pela assemblĂŠia, e por esta destituĂ­veis a qualquer tempo, p/ mandato de 2 anos, permitida reeleição. Art. 17: Representação da Cia, em juĂ­zo ou fora dele, ativa ou passivamente, perante quaisquer terceiros e repartiçþes pĂşblicas federais, estaduais e municipais, bem como assinatura de quaisquer documentos ou prĂĄtica de atos que importem em responsabilidade ou obrigação p/ Cia, serĂĄ realizada desta forma: a) por 2 Diretores agindo em conjunto; b) por 1 Diretor em conjunto c/ 1 procurador da Cia c/ poderes especĂ­ficos p/ prĂĄtica do ato, observado disposto no art. 18. c) por 1 procurador, desde que esteja ele investido de expressos e especiais poderes p/ prĂĄtica do ato, observado disposto no art. 18. Art. 18: Para o fim de representação da Cia em juĂ­zo e perante repartiçþes pĂşblicas federais, estaduais ou municipais a Cia poderĂĄ ser representada por procurador(es). Procuraçþes outorgadas em nome da Cia serĂŁo sempre por 2 Diretores, devendo especificar poderes conferidos e, c/ exceção daquelas p/ fins judiciais, terĂŁo perĂ­odo de validade de, no mĂĄximo, 1 ano. Encerramento: Lavrada, lida, aprovada e assinada no inteiro teor. (aa) Carlos AndrĂŠ Andrioni Salgueiro Lourenço: Presidente e Guilherme Andrioni Salgueiro Lourenço: SecretĂĄrio. Acionistas: JosĂŠ Salgueiro Lourenço, Alice Andreoni Lourenço, Carlos AndrĂŠ Andrioni Salgueiro Lourenço, Guilherme Andrioni Salgueiro Lourenço, Ana Paula Lourenço de Toledo e Glep Energias RenovĂĄveis e Participaçþes S/A, pp. Carlos AndrĂŠ Andrioni Salgueiro Lourenço e Ernesto Albrecht Filho. CertidĂŁo da Jucesp: nÂş 346.011/12-7 em sessĂŁo de 07/08/2012.

FILAG DO BRASIL COMÉRCIO E IMPORTAĂ‡ĂƒO DE COSMÉTICOS S.A. CNPJ/MF nÂş 12.446.467/0001-49 - NIRE 35.300.385.519 Edital de Convocação - Assembleia Geral OrdinĂĄria e ExtraordinĂĄria Ficam convocados os acionistas da Filag do Brasil ComĂŠrcio e Importação de CosmĂŠticos S.A. (“Companhiaâ€?), para reunirem-se em Assembleia Geral OrdinĂĄria e ExtraordinĂĄria, no dia 10 de setembro de 2012, Ă s 16h, na sede social da Companhia, localizada na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, na Avenida General Furtado do Nascimento, 740, cj. 24, Alto de Pinheiro, CEP 05465-070, para deliberar a respeito da seguinte ordem do dia: Em Assembleia Geral OrdinĂĄria - (i) tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as demonstraçþes ďŹ nanceiras, referentes ao exercĂ­cio social encerrado em 31.12.2011, devidamente publicadas nos jornais “DiĂĄrio OďŹ cial do Estado de SĂŁo Pauloâ€? e “DiĂĄrio do ComĂŠrcioâ€?. (ii) a destinação do resultado apurado no exercĂ­cio social encerrado em 31.12.2011; e (iii) eleger os membros da Diretoria da Companhia. Em Assembleia Geral ExtraordinĂĄria - (i) aprovar e ratiďŹ car a celebração de contratos de mĂştuo pela Companhia, nos termos do artigo 20, alĂ­nea “eâ€? do Estatuto Social da Companhia. (ii) ratiďŹ car a celebração de contrato de prestação de serviços pela Companhia. Participação nos trabalhos: Em conformidade com o art. 126, inciso I da Lei 6.404/76, para participar da Assembleia Geral OrdinĂĄria e ExtraordinĂĄria, os acionistas ou seus respectivos representantes deverĂŁo comparecer munidos dos documentos hĂĄbeis de sua identidade. Representação: Os senhores acionistas poderĂŁo ser representados na Assembleia Geral OrdinĂĄria e ExtraordinĂĄria por procurador constituĂ­do hĂĄ menos de um ano, que seja acionista, administrador da companhia ou advogado, em consonância com o art. 126, § 1.Âş da Lei 6.404/76. Nesse caso, para ďŹ ns de melhor organização da Assembleia Geral OrdinĂĄria e ExtraordinĂĄria, a Companhia recomenda aos Senhores Acionistas que depositem na Companhia, com antecedĂŞncia de 72 horas contadas da data da realização da Assembleia Geral OrdinĂĄria e ExtraordinĂĄria o instrumento de procuração, devidamente regularizado na forma da lei. Informaçþes Gerais: Os documentos relativos Ă s matĂŠrias a serem discutidas na Assembleia Geral OrdinĂĄria e ExtraordinĂĄria encontram-se Ă  disposição dos Senhores Acionistas na sede da Companhia. SĂŁo Paulo, 31/08/2012. Carlos Zetune - Diretor; Wilson Soderi Jr. - Diretor.

BFB INVEST FOMENTO MERCANTIL LTDA. CNPJ Nº 10.685.539/0001-85 Extrato da Ata de Reunião dos Sócios realizada em 08 de maio de 2012 Em reunião realizada em 08 de maio de 2012, às 10:00 horas, na sede da sociedade, sita à Avenida Nove de Julho nº 4865, Conjunto 21 – Jardim Paulista - São Paulo - SP CEP 01406-200; decidiram os sócios, representando a totalidade do Capital Social, reduzir o Capital de R$ 2.000.000,00 para R$ 10.000,00. A presente redução Ê feita de conformidade com o art. 1082, inciso II, da Lei 10.406 de 10 de janeiro de 2002. São Paulo, 08 de maio de 2012.

Yakot Participaçþes S.A. (em organização) Ata da Reunião do Conselho de Administração Realizada em 28 de Maio de 2012 1. Data, Horårio e Local: Realizada no dia 28 de maio de 2012, às 10:30 horas, no local da sede social da Companhia, localizada no Município de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Oscar Freire, nº 379, cj. 82. 2. Convocação e Presença: Dispensada a convocação, tendo em vista a presença de todos os membros efetivos do Conselho de Administração da Companhia. 3. Mesa: Assumiu a presidência dos trabalhos o Sr. Peter Egon de Svastich (por Diego Carreiro Mesa), que escolheu o Sr. Diego Carreiro Mesa para secretariå-lo. 4. Ordem do Dia: Deliberar sobre (i) a eleição dos membros da Diretoria da Companhia; (ii) ficar a remuneração anual da Diretoria. 5. Deliberaçþes: Instalada a Reunião, após a discussão das matÊrias da ordem do dia, os membros do Conselho de Administração da Companhia deliberaram, por unanimidade de votos e sem quaisquer restriçþes: 5.1 Eleger para compor a Diretoria da Companhia, com mandato de 3 (três) anos (i) como Diretor Presidente e Diretor de Relaçþes com Investidores, Diego Carreira Mesa, brasileiro, solteiro, empresårio, portador da CÊdula de Identidade RG nº 30244119 SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o nº 297.886.318-86, residente e domiciliado no Município de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Fernando de Albuquerque, nº 31, 7º andar e (ii) como Diretor Financeiro, Marcelo Duarte, brasileiro, solteiro, empresårio, portador da CÊdula de Identidade RG nº 06.584.368-2 IFP/RJ, inscrito no CPF/MF sob o nº 688.187.187-20, residente e domiciliado no Município de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Fernando de Albuquerque, nº 31, 7º andar. 5.2 A remuneração global dos Diretores serå de R$ 24.000,00 (vinte e quatro mil reais) ao ano. 5.3 Os Diretores eleitos tomam posse dos respectivos cargos da Diretoria da Companhia, conforme termos de posse lavrados no Livro de Registro de Atas de Reuniþes de Diretoria da Companhia, e declaram, neste ato, não estarem impedidos de exercer a administração da Companhia, por lei especial ou em virtude de condenação criminal, ou por se encontrarem sob os efeitos dela, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos, ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato, ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra normas de defesa da concorrência, contra as relaçþes de consumo, fÊ pública, ou a propriedade. 6. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o Sr. Presidente deu por encerrados e concluídos os trabalhos. Em seguida, suspendeu a sessão pelo tempo necessårio à lavratura da presente ata sob forma de sumårio. Reaberta a sessão, foi esta ata lida, aprovada e por todos os presentes assinada. Mesa: Peter Egon de Svastich (por Diego Carreiro Mesa) - Presidente; Diego Carreiro Mesa - Secretårio. Conselheiros: Marcelo Duarte; Adilson da Silva e Peter de Svastich. Confere com a original lavrada em livro próprio. São Paulo, 28 de maio de 2012. Diego Carreiro Mesa. JUCESP nº 256.345/12-0 em 18/06/2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretåria Geral.

EDITAL DE POSSE NÂş 04312012 A Junta Comercial do Estado de SĂŁo Paulo torna pĂşblica que a “TMS GALDINO TRANSPORTES LTDA - EPPâ€? NERE: 3522631512-5, com sede Ă Rua Francisco Ceara Barbosa, 260 - ChĂĄcara Campos dos Amarais - Campinas - Estado de SĂŁo Paulo, neste ato representada por seu procurador o Sr. Davi Honorato de Oliveira Santos, portador do RG nÂş 3.933.822 SSP/SP e do CPF nÂş 300.309.9148-53, brasileiro, casado, contabilista e administrador de empresas, estabelecido nesta Capital, Ă  Rua Lavradio, 406 - Barra Funda - Capital, conforme procuração anexa ao documento protocolado na JUCESP sob o nÂş 1057998/12-6 e registrado sob o nÂş 0229227/12-0, em 29/05/2012, para os efeitos do art. 1°, paragrafo 2°, do Decreto Federal nÂş 1102, de 21 de novembro de 1903. Preliminarmente, foi verificado que a referida empresa jĂĄ havia apresentado para ficarem arquivados no Serviço de Fiscalização os seguintes documentos: Regulamento Interno, Tarifa RemuneratĂłria, Laudo TĂŠcnico de Vistoria, Memorial Descritivo e procuração, para sua unidade SEDE; termo de nomeação de Fiel DepositĂĄrio nomeando o Senhor Gilberto Galdino de Souza, podador do RG nÂş MG2.990.965 SSP/MG e do CPF/MF nÂş 486.277.476-87, brasileiro, solteiro, empresĂĄrio, residente e domiciliado Ă  Rua Ariosvaldo Calegari, 700 - Jardim Viel - Campinas - Estado de SĂŁo Paulo, conforme documentos protocolados na JUCESP sob o nÂş 1057997/12-2 e registrado sob o nÂş 0229228/12-4, em 29/05/2012 e finalmente sob os protocolados/JUCESP nÂşs 1059311/12-4 e 1059312/12-8, registrados sob os nÂşs 0285602/12-3 e 0285603/12-7, em 03/07/2012, que arquivou as publicaçþes nos jornais “DiĂĄrio Oficial da UniĂŁoâ€? datado de 22/06/2012 e jornal “Jornal Corporativoâ€? datado de 21/06/ 2012, que publicaram o referido regulamento e tarifa, para a empresa acima descrita, nos termos do Decreto Federal n° 1102, de 21/11/1903. ApĂłs o que, a mesma empresa, por seu representante jĂĄ mencionado, prestou o solene compromisso de bem servir como empresa de armazĂŠns gerais, observando sempre, inteiramente, a legislação aplicĂĄvel Ă  atividade e nunca deixando de cumprir todos os deveres de fiel depositĂĄrio dos gĂŞneros e mercadorias que vierem a receber. Divulga ainda que a referida empresa esta apta a iniciar as operaçþes e serviços de armazĂŠns gerais, nos termos da legislação em vigor, uma vez que, nesta data, por seu representante, assinou o termo de responsabilidade como fiel depositĂĄrio dos gĂŠneros e mercadorias que vier a receber conforme constou do termo de posse registrado as folhas 150, do livro nÂş 18. Secretaria Geral, em 19 de julho de 2012. - Gisela Simiema Ceschin - SecretĂĄria GeraI - Marta JordĂŁo de Souza - Diretora do Serviço de Fiscalização substituta.

BANCO MERCANTIL DO BRASIL S. A. CNPJ - 17.184.037/0001-10 FATO RELEVANTE - AVISO AOS ACIONISTAS APROVAĂ‡ĂƒO DO AUMENTO DE CAPITAL PAGAMENTO DE JUROS SOBRE CAPITAL PRĂ“PRIO A TĂ?TULO DE DIVIDENDOS O BANCO MERCANTIL DO BRASIL S.A. atravĂŠs de seu diretor de relaçþes com investidores, informa aos acionistas e ao mercado que, implementando a condição estabelecida no art. 10, X, da Lei 4.595/64, o Banco Central do Brasil, atravĂŠs do OfĂ­cio 7.883/2012-BCB/ Deorf/GTBHO, datado de 30 de agosto de 2012 e recebido nesta data, aprovou o aumento do Capital Social do Banco, no montante de R$ 85.200.000,00, mediante emissĂŁo de 7.100.000 açþes preferenciais, deliberado pela AGE de 27 de fevereiro de 2012 e homologado pela AGE de 09 de julho de 2012. Informa, ainda, que, nos termos da deliberação tomada pela AGE de 27 de fevereiro de 2012, as açþes preferenciais subscritas em decorrĂŞncia do citado aumento de capital, as quais possuem caracterĂ­sticas idĂŞnticas Ă s das açþes existentes, serĂŁo creditadas aos seus titulares atĂŠ o dia 10 de setembro de 2012. Informa, por derradeiro, que, nos termos da deliberação tomada pela AGE de 27 de fevereiro de 2012, os acionistas cadastrados em nossos registros, com base na posição acionĂĄria em 10/08/2012 (data do Aviso aos Acionistas para pagamento de juros sobre capital prĂłprio a tĂ­tulo de dividendos relativo ao 1Âş Semestre de 2012, conforme Comunicado ao Mercado na mesma data), titulares das açþes preferenciais subscritas no referido aumento de capital, farĂŁo jus a juros sobre capital prĂłprio, pro rata temporis, a tĂ­tulo de dividendos, no valor bruto de R$ 0,237212 por ação preferencial, sobre o qual incidirĂĄ o Imposto de Renda na Fonte Ă  alĂ­quota de 15%, perfazendo um valor lĂ­quido de R$ 0,2016302 por ação preferencial. O pagamento dos Juros serĂĄ realizado no dia 11 de setembro de 2012. Para o acionista correntista do Banco, o crĂŠdito serĂĄ efetuado em conta movimento em 11 de setembro de 2012. Os demais acionistas receberĂŁo correspondĂŞncia explicativa em seu domicĂ­lio, devendo dirigir-se Ă  agĂŞncia indicada, munidos de identificação, para recebimento do benefĂ­cio atravĂŠs de “Guia de Pagamentoâ€?. Belo Horizonte, 31 de agosto de 2012. BANCO MERCANTIL DO BRASIL S.A. Roberto Godoy Assumpção - Diretor de Relaçþes com Investidores.

Advansys S/A CNPJ/MF N° 06.866.952/0001-79 – NIRE 35.300.314.255 Ata da AssemblÊia Geral Extraordinåria realizada 01/09/2009 A AGE da Advansys S/A, instalada com a presença de acionistas representando a totalidade do capital social, presidida pelo Sr. JosÊ Geraldo Siqueira Vantine, a secretåria pelo Sr. Daniel Veneziane Vantine, Realizou-se às 17hs dia 01/09/09, a R. Joaquim de Moura Candelåria, n° 178 – Jd de Moura Candelåria, n° 178 - Jd Esplanada II - em São JosÊ dos Campos/SP. Em conformidade com a ordem do dia para cumprimento do disposto no art. 8° do Estatuto Social, foi deliberado, por unanimidade de votos a reeileção pelo período de mais 03 anos, dos Srs. JosÊ Geraldo Siqueira Vantine e Daniel Veneziani Vantine, para a ocupação dos cargos de Diretor Geral e de Diretor Financeiro respectivamente. Não havendo outros itens a serem discutidos e ou aprovados e não havendo qualquer outra manisfestação dos acionistas presentes, o Diretor Geral determinou a suspensão da AssemblÊia para lavratura da presente ata pelo secretårio, concluída a lavratura, e após proceder à sua leitura aos paresentes, aprovaram a ata e a subscreveram. Nada mais havendo a deliberar o Diretor deu por encerrada a AssemblÊia, São JosÊ dos Campos 01/09/09. a) JosÊ Geraldo Siqueira Vantine. Presidente da mesa e acionista; b) Daniel Veneziani, secretårio e acionista. São JosÊ dos Campos, 01/09/09. Acionistas: JosÊ Geraldo Siqueira Vantine e Daniel Veneziani Vantine. Jucesp nº 89.510/10-0 em 15/03/2010. Kåtia Regina Bueno de Godoy - Secretåria Geral

Yakot Participaçþes S.A.

A empresa FLEXSIL SISTEMA SUL BRASILEIRO DE TRANSPORTES, ARMAZENAGENS E DISTRIBUIĂ‡ĂƒO LTDA., CNPJ nÂş 08.642.771/0003-56, CCM 3.626.419-9, declara o extravio das Notas Fiscais de Serviços, SĂŠrie A, nĂşmeros 361 a 424, totalizando 63 notas, todas em branco, conforme AIDF nÂş 000205, autorizada em 05/2007, referente a confecção da numeração de 000.001 a 001.000, da Pref. de SĂŁo Paulo.

CNPJ/MF nÂş 15.797.736/0001-00 - NIRE nÂş 35.300.439.104 Ata da ReuniĂŁo do Conselho de Administração Realizada em 28 de Junho de 2012 1. Data, HorĂĄrio e Local: Realizada em 28 de junho de 2012, Ă s 11 horas, na sede social da Yakot Participaçþes S.A., sociedade por açþes inscrita no Cadastro Nacional da Pessoa JurĂ­dica do MinistĂŠrio da Fazenda (CNPJ/MF) sob nÂş 15.797.736/0001-00, com seus atos constitutivos registrados na Junta Comercial do Estado de SĂŁo Paulo sob NIRE 35.300.439.104, localizada no MunicĂ­pio de SĂŁo Paulo, Estado SĂŁo Paulo, na Rua Oscar Freire, nÂş 379, Cj. 82 (“Companhiaâ€?). 2. Convocação e Presença: Dispensada a convocação, tendo em vista a presença de todos os membros efetivos do Conselho de Administração da Companhia. 3. Mesa: Presidente: Peter Egon de Svastich (por Diego Carreiro Mesa). SecretĂĄrio: Diego Carreiro Mesa. 4. Ordem do Dia: Apreciar e deliberar acerca das seguintes matĂŠrias: (i) eleger e deliberar sobre as atribuiçþes do Diretor de Relaçþes com Investidores da Companhia; e (ii) aprovar a PolĂ­tica de Divulgação de Ato ou Fato Relevante, nos termos do Artigo 16 da Instrução CVM nÂş 358/2002. 5. Deliberaçþes Tomadas: Instalada a ReuniĂŁo, os Conselheiros aprovaram, por unanimidade de votos e sem quaisquer restriçþes, em decorrĂŞncia da Assembleia Geral ExtraordinĂĄria da Companhia realizada nesta data, que aprovou a abertura de capital da Companhia e a submissĂŁo do pedido de registro de emissor, na categoria “Aâ€?, perante a ComissĂŁo de Valores MobiliĂĄrios (“CVMâ€?): 5.1. a eleição do Sr. Diego Carreiro Mesa, brasileiro, solteiro, empresĂĄrio, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 30.244.119-0 (SSP/SP) e inscrito no Cadastro Nacional da Pessoa FĂ­sica no MinistĂŠrio da Fazenda (“CPF/MFâ€?) sob o nÂş 297.886.318-86, domiciliado no MunicĂ­pio de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, na Rua Fernando de Albuquerque, nÂş 31, 7Âş andar, como Diretor de Relaçþes com Investidores da Companhia, passando a ser titular de todas as incumbĂŞncias relativas ao seu cargo, nos termos do artigo 44 da Instrução CVM nÂş 480/2009. 5.2. a PolĂ­tica de Divulgação de Ato ou Fato Relevante, descrita no Anexo I Ă  presente ata. 6. Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado, o Sr. Presidente deu por encerrada a reuniĂŁo, da qual se lavra a presente ata que, depois de lida e achada conforme, foi por todos assinada. Mesa: Presidente: Peter Egon de Svastich (por Diego Carreiro Mesa); SecretĂĄrio: Diego Carreiro Mesa. Conselheiros: Marcelo Duarte; Wanessa Carreiro Mesa e Peter Egon de Svastich. Confere com a original lavrada em livro prĂłprio. SĂŁo Paulo, 28 de junho de 2012. Peter Egon de Svastich - Por: Diego Carreiro Mesa - Presidente, Diego Carreiro Mesa - SecretĂĄrio. JUCESP nÂş 313.595/12-4 em 20/07/2012. Gisela Simiema Ceschin - SecretĂĄria Geral.

Reqte:LDB Transportes de Cargas Ltda - Redo: Remplari Embalagens PlĂĄsticas Ltda. - R. Caetano Pinto, 126 - BrĂĄs - 01ÂŞ V. de FalĂŞncias

Centro Automotivo Carioca da Gema Ltda , torna público que requereu da Cetesb a Licença PrÊvia, para comercio varejista de combustiveis e lubrificantes sito à Avenida Helio Pellegrino, 777 - Vila Nova Conceição - São Paulo-SP

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP

Reqte: Antonio Macena Ferreira - Reqdo: Consid Construçþes PrÊfabricadas Ltda. - R. do Piemonteses, 207 - Jardim do Lago - 02ª V. de Falências



COOPCEO COOPERATIVA DE COMODITES AGR�COLAS Edital de Convocação para Constituição da COOPCEO Cooperativa de Comodites e Outros Os membros da Comissão Organizadora convocam para Constituição da COOPCEO Cooperativa de Comodites e Outros. Com sede à Rua Couraça, 328 - Jardim das Rosas, CEP 03909-140 - SP, a realizarse no dia 14/09/2012, às 15:00 horas, em primeira, segunda e última convocação respectivamente, para deliberar sobre a seguinte ordem do dia: 1. Constituição da Coopceo Cooperativa de Comodites e outros. 2. Eleição dos membros do Conselho de administração. 3. Leitura e discussão do Estatuto Social. 4. Outros assuntos não deliberativos. São Paulo, 03 de setembro de 2012. Gilmar Antonio Rosa Dias.

FALĂŠNCIA, RECUPERAĂ‡ĂƒO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAĂ‡ĂƒO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição CĂ­vel do Tribunal de Justiça de SĂŁo Paulo, foram ajuizados no dia 03 de setembro de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falĂŞncia, recuperação extrajudicial e recuperação judicial:

Reqte: Banco Indusval S/A - Reqdo: Sanzil Ltda. - R. Tenente Sotomano, 50 – Jardim Brasil (Zona Norte) - 01ª V. Falências

Recuperação Judicial Reqte: Rapec Distribuidora de Autopeças Ltda. - Reqdo: Rapec Distribuidora de Autopeças Ltda. - R. Curagirú, 140 - Vila Guilhermina - 01ª de Falências

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PROCESSO LICITATÓRIO 52/12 - CONCORRÊNCIA 03/12 Comunicado da Comissão Permanente de Julgamento de Licitaçþes, da Prefeitura do Município de Castilho. Tendo por objeto a contratação de empresa para execução de obras de construção de um Centro Comunitårio no Re-assentamento Jupiå, relativo ao Contrato de Repasse nº 010/10, celebrado com a Caixa Econômica Federal e a CESP - Companhia EnergÊtica de São Paulo. Comunica a realização de Sessão Pública de Abertura e Julgamento das Propostas Financeiras, no dia 10 de setembro de 2012, às 14 horas, na sede da Prefeitura, sita na Praça da Matriz, 247, nesta cidade. A Debitar (04.09.12)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20 -.ECONOMIA/LEGAIS

terça-feira, 4 de setembro de 2012

e Alemanha: sinal de contração.

Não está claro como uma intervenção do BCE será realizada. Luis de Guindos, ministro de Finanças da Espanha

conomia

Setor industrial alemão encolheu pelo sexto mês consecutivo em agosto, segundo o Índice de Gerentes de Compras (PMI).

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setor industrial da Alemanha teve contração pelo sexto mês consecutivo em agosto, apesar de menos rapidamente do que no mês anterior. As empresas receberam menos encomendas do exterior por causa dos problemas na zona do euro e da demanda global mais fraca. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) do instituto Markit divulgado ontem subiu para 44,7 em agosto, ante 43 em julho, o primeiro aumento na base mensal desde janeiro, mas continuou bem abaixo da marca de 50 que separa crescimento de recuo. "A pesquisa de agosto sugere que a retração na produção industrial da Alemanha diminuiu desde julho, mas o setor continua caminhando para o desempenho trimestral mais fraco em pouco mais de três anos", afirmou o economista do Markit Tim Moore. A leitura do PMI é a mais recente de uma série de dados decepcionantes da maior economia da Europa, onde o sentimento dos empresários e investidores tem piorado e as

O

Michael Dalder/Reuters

exportações, encomendas industriais e vendas no varejo caíram. Embora a economia alemã tenha apresentado um desempenho sólido nos primeiros três meses do ano, o crescimento desacelerou para 0,3% no segundo trimestre. A produção industrial, que tem caído desde abril, subiu marginalmente da mínima de 39 meses registrada em julho, mas ainda apontou para uma queda na produção durante agosto, diante de uma forte queda na produção de produtos intermediários. Justiça – A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, esteve ontem em festival folclórico em Abensberg, na região sul do país, onde tomou cerveja. Apesar da descontração aparente, Merkel não está livre de preocupações. Na semana que vem a Corte Constitucional alemã terá o destino da zona do euro em suas mãos, quando decide se o crucial fundo de resgate financeiro pode ser ativado. Uma decisão negativa pode tumultuar o bloco monetário de 17 nações, incitando pânico nos mercados de títulos por aumentar as

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, esteve ontem em festival folclórico da região sul do país. Apesar da cena descontraída, ela enfrenta preocupações: corte alemã vai avaliar se o fundo de resgate pode ser ativado.

dúvidas sobre mais resgates de países endividados. O sinal verde para o Mecanismo Europeu de Estabilização Financei-

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ANUNCIE NO DC 3180 3175

Andaluzia pede 1 bilhão de euros

ra (ESM, na sigla em inglês) e para o pacto de disciplina orçamentário será decidido no próximo dia 12. (Agências)

governo da região espanhola da Andaluzia pediu uma antecipação de 1 bilhão de euros dos fundos regulares fornecidos pelo governo central, afirmou ontem uma porta-voz do governo andaluz. A Andaluzia também considera se pedirá ajuda de um novo mecanismo de financiamento que Madri está criando para auxiliar as regiões em dificuldades do país. Altamente endividadas, as regiões encontram dificuldades cada vez maiores de acesso aos mercados financeiros e até para a obtenção de crédito bancário. Segundo o jornal El País, a Catalunha, uma das regiões mais ricas da Espanha, necessita de financiamento urgente e poderá pedir um empréstimo-ponte se o resgate não sair em setembro. Na semana passada, a Catalunha anunciou que pedirá 5,023 bilhões de euros em assistência financeira do novo programa de Madri. As regiões de Valência e Múrcia já pediram auxílio do programa, conhecido como FLA. A Espanha ainda está esperando uma oferta detalhada de ajuda do Banco Central Europeu (BCE) e não tomará qualquer decisão sobre um possível pedido de mais assistência antes de conhecer quais serão as condições para isso, afirmou o ministro de Finanças espanhol, Luis de Guindos. "Não está claro como uma intervenção do BCE será realizada", disse Guindos. (AE)

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4ª Vara Cível do Foro Regional da Lapa/SP 4º Ofício Cível. Edital de Citação – Prazo de 30 dias. Processo 0124474-90.2007.8.26.0004(004.07.124474-8). O Dr. Renato Guanaes Simões Thomsen, Juiz de Direito da 4ª Vara Cível do Foro Regional da Lapa/SP, na forma da Lei, etc... Faz Saber a Luciano Sanches CPF: 136.583.398-45, que Ouro Branco Distribuidora de Artigos de Armarinhos Ltda. CNPJ: 05.639.311/0001-19 ajuizou Ação Monitória objetivando o recebimento de R$ 27.913,69 (Outubro/2007), referente ao não pagamento de 04 cheques emitidos pelo requerido e sacados contra Banco Bradesco S.A. Estando o requerido em lugar ignorado, foi deferida a citação por edital, para que em 15 dias, a fluir após os 30 dias supra, pague o valor supra devidamente corrigido, que o tornará isento das custas e honorários advocatícios ou no mesmo prazo, ofereça embargos, sob pena de conversão do mandado de citação em mandado de execução (art.1102c, parágrafo 1º do CPC). Será o presente edital, afixado e publicado na forma da lei. São Paulo, 12/07/2012.

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1ª Vara Cível da Comarca de Suzano-SP. Citação. Prazo 20 dias. Proc. 606.01.2006.007730-0 (1139/06). O Dr. Iberê de Castro Dias, Juiz de Direito da 1ª Vara Cível da Comarca de Suzano-SP, na forma da lei, etc. Faz saber a Jéssica Silveira da Fonseca, RG 30.533.534-0 SSP/SP, CPF 331.727.328-35, em local ignorado, que pelo presente edital, expedido nos autos da ação de Busca e Apreensão, convertida em ação de Depósito, que lhe move Banco do Brasil S/A, citada fica para no prazo de 05 dias, a fluir após os 20 dias supra, entregar uma caminhonete importada Toyota Hilux, cabine dupla, ano 2001/2002, diesel, placa DGK 8981, Renavam 774940972, chassi 8AJ33LNL02910, depositá-la em juízo ou consignar o equivalente em dinheiro, de forma atualizada, ou querendo, no mesmo prazo, contestar a ação, sob pena de se presumirem verdadeiros os fatos alegados. Será o edital, afixado e publicado na forma da lei. Suzano, 14/08/2012.

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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AUTOPUBLICAÇÃO É possível publicar livros sem custos. Mas a venda é mais difícil para novatos.

nformática

Web, fábrica de escritores. A tecnologia democratizou a publicação de livros – impressos ou e-books. Mas o sucesso de vendas vai depender do esforço de marketing de cada um – ou sorte. ALAN FINDER, DO NEW YORK TIMES publicados. "Deixamos isso claro para nossos autores". Algumas pessoas não têm problema com isso; elas querem apenas imprimir 50 ou 100 cópias de uma biografia ou um histórico familiar a um custo relativamente baixo. Mas outras continuam sonhando alto. Na autopublicação assistida, as empresas se concentram principalmente na produção de livros em brochura e capa dura. Elas oferecem muitos serviços, separadamente e em pacotes, incluind o d i a g r a m ação, edição de t e x t o , r e v is ã o , m a r k eting, relações públicas, promoção

em redes sociais e até mesmo estratégias de otimização que levem os sistemas de busca a um livro específico. Com a ascensão dos e-books, praticamente todos os escritores autopublicados também fazem edições digitais, e muitos mantêm suas próprias livrarias na Internet. No Lulu, por exemplo, você não precisa pagar nada adiantado. Cada vez que um livro impresso é vendido, você recebe 80% dos rendimentos, além do custo de fabricação do livro. Por US$ 450, o Lulu oferece um pacote de edição de livros que tenham mais do 7.500 palavras (isto é, a maioria dos livros). O Lulu disponibiliza um designer para criar uma capa de livro por US$ 130, e fornece uma série de serviços, como design, edição e formatação, a partir de US$ 729, chegando até a US$ 4.949. SEU LIVRO NA AMAZON

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No CreateSpace, uma divisão da Amazon, o processo de produção de um livro impresso é semelhante. Você entra no site, inscreve-se em uma conta e segue os passos para preparar um livro impresso para publicação. Se o seu livro for vendido via Amazon, você recebe 60% dos rendimentos, menos o custo de impressão. Os serviços opcionais incluem a revisão, que começa em US$ 120, e a conversão de um arquivo de impressão em um ebook para Kindle, por US$ 69. Serviços relativamente semelhantes podem ser encontrados em muitos outros sites, incluindo Aventine Press; Self Publishing Inc.; Hillcrest Media; e iUniverse, Xlib r i s e A uthorHouse, marcas de propriedade da Author Solutions – comprada pel a e d i t o r a P e nguin por US$ 116 milhões.

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"De muitas maneiras, lembra uma espécie de Velho Oeste – as pessoas inovadoras podem fazer coisas extraordinárias", disse Mark Levine, cujo próprio livro autopublicado, "The Fine Print of Self-Publishing" ("A autopublicação trocada em miúdos", em tradução livre), já está em sua quarta edição. A publicação digital e impressão sob demanda reduziram significativamente o custo de produção de livros. O crescimento fenomenal de ereaders e tablets expandiu enormemente o mercado de ebooks, que podem ser autopu-

Tons de Cinza", que começou como uma obra autopublicada, antes de virar best-seller.) Ainda assim, uma grande maioria dos livros autopublicados "não vende muitas cópias", disse Mark Coker, fundador e executivo-chefe da Smashwords, um serviço simples e direto que se concentra em ebooks auto-

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OPORTUNIDADE PARA INOVAÇÃO

blicados com pouco ou nenhum custo. Os escritores que se autopublicam tendem a controlar melhor os direitos de seus livros, a definir o preço de venda e a receber uma porcentagem maior. Entretanto, uma coisa não mudou: a maioria dos livros autopublicados vende menos de 100 ou 150 cópias, segundo muitos autores e executivos de empresas de autopublicação. Há sucessos que fogem ao padrão, com certeza, e alguns escritores podem g a n h a r d in h e i r o s i mplesmente vendendo seus e-books a preç o s b a ix o s . A lg u n s l iv r o s a u t o p ublicados atraem tanta atenção que uma editora tradicion a l , e v e ntualmente, pode comprar os seus direitos. (Talvez você já tenha ouvido falar do romance "Cinquenta

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ão muito tempo atrás, um aspirante a escritor de livros rejeitado por editoras tradicionais tinha apenas uma alternativa: bancar a própria publicação. Por cinco mil ou 10 mil dólares, às vezes muito mais, ele conseguiria que seu manuscrito fosse editado e publicado, desde que concordasse em comprar muitas cópias, geralmente pelo menos alguns milhares. Os livros normalmente acabavam na garagem. A tecnologia digital mudou tudo isso. Um escritor recusado por editoras tradicionais – ou mesmo que esteja evitando trabalhar com elas – agora tem uma série de opções. Entre elas, a autopublicação de um manuscrito em formato de e-book; a autopublicação por meio de empresas que imprimem sob demanda, dentro de um esquema em que um livro em brochura ou capa dura são impressos a cada vez que são comprados; e a compra de uma variedade de serviços, desde a edição e o design até o marketing e a publicidade, junto a empresas de autopublicação assistida.

Como 'vender o peixe'

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parte mais difícil da autopublicação é chamar atenção para o livro. Cerca de 350 mil livros físicos novos foram publicados em 2011, e entre 150 mil e 200 mil deles foram produzidos por empresas de autopublicação, disse Kelly Gallagher, vicepresidente da empresa Bowker Market Research, que realiza uma pesquisa anual sobre novos livros. A qualidade dos livros autopublicados varia muito, "e as pessoas não sabem o que é bom e o que não é", disse David Carnoy, editorexecutivo da CNET.com, que publica notícias e análises de novas tecnologias. Carnoy autopublicou um romance, "Knife Music" ("Música Afiada", em tradução livre), em 2008. Ele vendeu cópias suficientes para que uma editora tradicional viesse a adquirir a obra. Seguem algumas sugestões dele para que você venda o seu livro: elabore uma campanha de marketing criativa; experimente uma nova tática por dia; e estude as estratégias utilizadas por autoeditores e imite-as. "O principal fator contra o qual você tem que lutar para vender o seu livro é o fato das pessoas não o conhecerem", disse ele.

n TEVÊS

GADGETS

Imagens em Ultra Definição

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Egberto Nogueira/Divulgação

m dos destaques da IFA 2012, feira de tecnologia realizada na semana passada em Berlim, foi o lançamento da TV 3D da LG em Ultra Definição (UD), de 84 polegadas. Oferece imagens de 8 milhões de pixels e uma resolução quatro vezes superior (3840x2160) às das atuais TVs Full HD. Outra inovação é a função Resolution Upscaler Plus, que reproduz com riqueza de detalhes imagens de discos rígidos e conteúdos de websites criados pelo usuário. Lançamento previsto para este mês.

AUTOMAÇÃO

Atendimento high tech

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Bradesco inaugurou, na semana passada, dentro do Shopping JK Iguatemi, o espaço Next que simula uma agência do futuro. Algumas das inovações serão adotadas em breve, adiantou Luca Cavalcanti, diretor de canais digitais. Destacam-se a sala para videoconferência – com paredes de vidro que ficam foscas para manterem a privacidade da reunião e um ATM com leitura biométrica que permite serviços sem a necessidade do cartão e com a entrega do dinheiro na lateral.

Projetor de bolso

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Aiptek, representada no Brasil pela Coletek, anunciou o lançamento do MobileCinema i20, um projetor de vídeos, fotos e imagens, para uso em dispositivos móveis da Apple (iPhones 3G, 4 e 4S, iPod e iPads 1,2 e 3). O aparelho projeta simultaneamente qualquer tipo de imagem ou vídeo para até 50 polegadas de tamanho. Basta conectar o aparelho ao dispositivo da Apple e obter imagens, apresentações e vídeos na parede. Com tecnologia LED R.G.B., custa R$ R$ 816,91.

APLICATIVOS

O garçom é seu smartphone

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ara facilitar a vida dos clientes em restaurantes, foi lançado o aplicativo Tabber, com o qual eles podem acessar o cardápio, fazer pedidos e controlar sua conta diretamente de seus smartphones. O Tabber também permitirá em breve ao usuário fazer o pagamento através do seu próprio aparelho, sem depender do garçom para isso. Para utilizá-lo, o usuário se cadastra em www.tabber.com.br e passará a ter as informações de todos os estabelecimentos disponíveis com o sistema.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Aprendi sobre como criar a mágica que existe ao redor de vários produtos Isabel Pesce nformática

Lições de uma empreendedora Divulgação

No mundo do Vale do Silício (EUA), dominado por homens, a brasileira Isabel Pesce conseguiu destaque e escreveu um livro sobre o triunfo. FERNANDO PORTO

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Vale do Silício não é próspero apenas para talentos do sexo masculino, apesar dos estrondosos sucessos de Eduardo Saverin (ex-sócio de Mark Zuckerberg) e Mike Krieger (aquele que ganhou "apenas" US$ 100 milhões com o aplicativo Instagram). Sim, porque há espaço na terra de Steve Jobs para jovens brasileiras inteligentes e audaciosas, com o mais puro espírito empreendedor. Isabel Pesce, a Bel, é um ótimo exemplo de que o talento feminino está presente por lá. Aos 24 anos, já é dona de sua própria empresa na meca da tecnologia. E essa bela história é contada por ela no livro "A menina do Vale", que pode ser baixado gratuitamente pela web. Engana-se quem acha prematuro uma garota dessa idade dar lições de empreendedorismo. Um preconceito semelhante a de quem não apostou nos personagens citados no início desse texto. Com a velocidade das coisas que ocorrem no mercado tecnológico, quem sabe em questão de dias sua nova empresa, a Lemon – que criou um aplicativo para administração financeira mais inteligente – não seja alvo de outra disputa bilionária? Mas para chegar a essa sonhada condição de empreendedora de potencial, Bel

Bel: sucesso nos estudos do MIT e trabalhando no Google e na Microsoft

Pesce "ralou" para passar e se sobressair no MIT (Massachusetts Institute of Technology), além de mostrar seu talento em empregos na Microsoft e no Google. "Na Microsoft, fiz parte do Office Labs, um setor que se dedica a inovações relacionadas à produtividade. Lá, aos 19 anos, tive a chance de liderar uma equipe e administrar projetos do começo ao fim. Foi uma experiência fenomenal. Alguns anos depois, trabalhei no Google, no setor de pesquisas para inovar os sistemas por trás do Google

Translate. Aprendi muito sobre como criar a mágica que existe ao redor de vários produtos que usamos no dia a dia." Convenhamos, não é pouca coisa. ÍDOLOS INSPIRADORES Pessoas que a inspiraram? Claro que Bel Pesce, como profissional da área, cita Steve Jobs. Mas não fica apenas no mundo geek de ídolos. Junta ainda a determinação do imortal piloto Ayrton Senna e a habilidade de lidar com pessoas

de Sílvio Santos. Do apresentador, disse que procura assimilar também a capacidade de se manter humilde, mesmo após chegar ao topo. Bel mostra essa mesma humildade ao sugerir outros livros para leitura que falam sobre o assunto de empreendedorismo, como: "Startup", de Jessica Livingston, "Startup Brasil", de Pedro Melo e "Four Steps To The Epiphany", de Steve Blank. Ou seja, demonstra que não adquiriu empreendedorismo do nada; pesquisou muito e aprendeu com outros autores

antes de ousar escrever o livro de suas experiências. Cita também seus blogs favoritos que falam de empreendedorismo no exterior - Mashable, GigaOm, TechCrunch, VentureBeat, TheNextWeb – e os brasileiros Startupi, Webholic, Inovação e Negócios. São 84 páginas que passam voando pela leveza e pelos valores exaltados – humildade, liberdade criativa, compartilhamento de dificuldades, valorização de equipe... No final, fica uma certeza: essa menina do Vale foi - e vai mais - longe.

S ERVIÇO "A Menina do Vale Como o empreendedorismo pode mudar sua vida", de 84 páginas. Download gratuito do livro no site http://www.amenina dovale.com

DC 04/09/2012  

Diário do Comércio