Page 1

Ano 87 - Nº 23.450

Conclusão: 23h55

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, sexta-feira, 2 de setembro de 2011

PRIMEIRO GOL CONTRA DA COPA Há 8 meses, o Ministério dos Esportes decidiu dar R$ 6,2 milhões aos cartolas do 'famoso' Sindafebol para que cadastrassem torcidas com vistas à Copa. Até agora, nada. Mas o ministério mantém o negócio. E os cartolas pedem prorrogação. Pág. 5

Zilberman

Absolvição de Jaqueline enche Valdemar de esperanças

O ex-ministro Zé Dirceu na negativa: 'Conspirador, eu?'

Defesa do deputado, suspeito de tráfico de influência nos Transportes e de cobrar propina, está convicta de que ele será absolvido como a colega. Pág. 6

Seria como dizer que "não sou corintiano", afirma na TV o deputado cassado, apontado pelo STF como chefe do Mensalão, negando acusações de Veja. Pág. 6

Philippe Wojazer/Reuters

Luludi/LUZ

d

cultura

Renata Ribeiro/DC

Líbia: um país, muitas capitais.

Arquivo DC

Com Trípoli sob controle dos rebeldes, o sumido ditador Kadafi resolveu que Sirte (sua cidade natal) é a nova capital. Mas a atual e verdadeira capital está em Paris, onde líderes mundiais discutem o futuro líbio. Acima, Hillary corre ao encontro de Sarkozy. Pág. 7

Manaus é a diva no palco da floresta Na capital do Amazonas, o show é também cultural, como a visita ao teatro do século 19 (foto). Boa Viagem, pág. 18 Marcos Arcoverde/AE

Divulgação

HOJE Parcialmente nublado Máxima 17º C. Mínima 6º C.

AMANHÃ Pacialmente nublado Máxima 17º C. Mínima 6º C. ISSN 1679-2688

23450

9 771679 268008

Novo Picanto mostra as suas garras Inspirado num tigre, modelo da Kia chega na versão flex. Pág. 17

E

ste domingo será especial no já animado Pateo do Collegio. Às 10h, missa solene, com bênção do órgão da Capela Beato José de Anchieta. Em seguida, às 11h, recital com intérpretes-virtuoses: belo convite para um fervoroso convivio religioso-artístico na Cidade. Na vitrine de shows, Nana Caymmi e vozes búlgaras dão o espetáculo. Mais: ciclo de filmes clássicos (na foto, Liz Taylor); Beatriz Segall no palco; a máfia em Cuba. E Roda do Vinho.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

2

o

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O efeito conjunto das medidas macroprudenciais e dos juros estratosféricos é o de um tiro no pé. Roberto Fendt

pinião

E AGORA, JOSÉ?

S

E

ó se recorre a Carlos Drummond de Andrade em momentos de grande perplexidade. E perplexidade com as medidas do governo foi o que se viu na reação imediata dos analistas e do mercado à sequência de anúncios e decisões nas áreas fiscal e monetária. Vamos aos fatos. Na semana que passou, o governo, primeiro, deu a entender que o ajuste fiscal precederia a redução da taxa básica de juros. Essa ideia, de todo coerente, baseava-se na noção correta de que reduzir pressões inflacionárias apenas com juros altos não daria conta do recado. Pior, porque além de não ser suficiente, os juros altos desincentivam o consumo de bens duráveis e do investimento empresarial. O efeito conjunto das medidas macroprudenciais e dos juros estratosféricos, pelos padrões internacionais atuais, é o de um tiro no pé. As pressões de demanda não estavam cedendo e a economia caminhava para a desaceleração em 2012. É verdade que no início dessa semana o próprio governo começou a relativizar o ponto de vista de que a queda nos juros esperaria o ajuste fiscal. Mas nada indicava as surpresas que viriam na quartafeira. Elas ocorreram simultaneamente com o envio da proposta de lei orçamentária do Executivo ao Congresso e com o resultado da reunião do Copom.

P

ara quem esperava um orçamento enxuto, o que se viu foi justamente o oposto. Depois de dizer que decidira aumentar a meta do superávit fiscal em R$ 10 bilhões neste ano e de manter no próximo uma política fiscal austera, a proposta de orçamento do governo vai justamente na direção oposta. Todos sabemos que o orçamento brasileiro não é impositivo, isto é, não manda que o governo gaste o que está previsto, mas que possa contingenciar parte das despesas na execução orçamentária. Portanto, não deveriam assustar ninguém as inferências que se poderiam fazer com base nos pressupostos do orçamento para 2012. Isso não fosse o fato de que o orçamento será contingenciado, para que a retórica de austeridade faça sentido a inflação de 2012 deveria superar 15,9%, que é o percentual previsto no orçamen-

EYMAR MASCARO

m seu comunicado após a reunião, o Copom apontou que o corte decorreu tanto do cenário internacional em deterioração como da desaceleração da atividade econômica interna. Dessas duas hipóteses, uma é duvidosa quanto à novidade de seus efeitos e a outra é inconsistente com o crescimento projetado das receitas tributárias no orçamento de 2012. Não se está correndo risco algum de que o mundo desenvolvido possa cair em uma nova recessão em 2012 porque, simplesmente, esses países não saíram ainda da recessão iniciada em 2008. O risco que corre a economia internacional é de manter-se estagnada por um período de tempo mais longo do que o usual após uma grande desaceleração. Esse ponto de vista é exposto por analistas da melhor qualidade, como Kenneth Rogoff e Martin Wolf. Não é por aí que se justifica a queda abrupta e forte da taxa Selic. Justamente porque o corte da taxa básica de juros foi abrupto e forte, não há como imaginar que a economia está caminhando para um crescimento nominal de 12,8% em 2012.

ROBERTO FENDT to para a expansão das despesas primárias da União. Adicionemse outros a esse fato, como a ausência de previsão de reajuste salarial para a maioria das carreiras do serviço público. É difícil imaginar que o Congresso não emende essa disposição do orçamento. Por outro lado, estaria implícito um crescimento

expressivo em 2012, ou do PIB ou da carga tributária, para que faça sentido o crescimento orçado de 12,8% das receitas primárias. Esse pressuposto choca-se também com outra decisão, usada como base para a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), de reduzir a Selic em meio ponto percentual.

Para quem esperava um orçamento enxuto, o que se viu foi justamente o oposto. Então, para que serviu a retórica da austeridade fiscal em 2012 alardeada nesta semana?

É

claro, isso exceto se a redução da Selic e a expansão fiscal desaguarem em uma forte aceleração da inflação em 2012, o que certamente não é a intenção do governo. Para completar, a senhora ministra do Planejamento apontou que tem a intenção de manter a meta de superávit primário de R$ 139,8 bilhões em 2012, sem descontar integralmente da meta as despesas com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do total orçado. Diante do exposto e da redução da taxa Selic já ocorrida na reunião do Copom desta semana, só é possível concluir que o orçamento não será integralmente executado em 2012, como ocorre todos os anos. Quanto das despesas nele inscritas será executado só será sabido no próximo ano, depois da edição do decreto presidencial, contingenciando as despesas em 2012. Se é verdade que é sempre assim, fica no ar a questão: para que serviu a retórica da austeridade fiscal em 2012, alardeada aos quatro ventos nesta semana? ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

CÓDIGO FLORESTAL E AGRONEGÓCIO

O CASO BANCOOP

Sobre a matéria "Senadores se articulam pelo adiamento" (do Código Florestal) o relatório do senador Luiz Henrique é um texto de alto nivel, que aborda os aspectos constitucionais com muita competência. Todas as inconstitucionalidades contidas no texto e, diga-se de passagem, colocadas pela assessoria do MMA na negociação com o deputado Aldo Rebelo, foram abordadas com detalhes técnicos acompanhados de jurisprudência dos nossos tribunais superiores. Do ponto de vista do Direito é uma peça de qualidade e, a prevalecer o

Finalmente um crime de graves proporções está sendo desvendado em detalhes, graças ao trabalho do M. P. de São Paulo. Atos cometidos por uma quadrilha lesaram milhares de mutuários da Cooperativa Habitacional dos Bancários de S. Paulo (Bancoop). Entidade criada em 1996 por um núcleo do PT ligado ao Sindicato dos Bancários, teve toda a cúpula denunciada criminalmente, atribuindo-se a seus principais dirigentes crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e desvios estimados em R$ 100 milhões. Parte do dinheiro teria financiado campanhas

bom senso. deverá ser aprovado pela Comissão. Os tais ambientalistas estão lutando contra a vontade do povo, contra os interesses da Nação e, por incrível que possa parecer, contra o meio ambiente – é apenas a favor de quem deseja diminuir a produção agrícola brasileira, isto é, nossos competidores norte-americanos e europeus. Basta abrir sites de ONGs do meio oeste americano e algumas europeias e lá esta escrito que estão apoiando (leia-se enviando recursos) para o lobby no Congresso Nacional, visando reduzir a nossa área agricultável. Antônio Sodré - São Paulo

do PT e/ou desviado dos cooperados para empresas dos diretores da entidade. A casa própria é sonho de todo ser humano; sua segurança, sua estabilidade, parte importante da existência. Que desumanidade destruir estes sonhos, apoderando-se de recursos que as pessoas levaram uma vida para juntar! Punição exemplar para os culpados é o mínimo a exigir, já que não se poderá ressarcir os prejudicados por todo o sofrimento pelo qual passaram ao longo desse tempo. Eliana França Leme - São Paulo

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

SERRA FOGE DO FOGO AMIGO

D

ilma Rousseff já conquistou os tucanos Fernando Henrique Cardoso e Geraldo Alckmin, mas está difícil atrair um gesto amistoso dos líderes do PSDB na Câmara e Senado, Duarte Nogueira e Álvaro Dias. Mas quem não está mesmo gostando do beija-mão que envolve FHC, Alckmin e Dilma é José Serra, que ainda alimenta um fio de esperança de que pode ser outra vez candidato ao Planalto em 2014, apesar de saber que seu partido bate bumbo por Aécio Neves. E mais: Serra enxerga na aproximação de Alckmin à presidente um jogo eleitoral, desconfiando que o governador pensa em se candidatar a presidente em 2018, sobretudo se conseguir a reeleição em 2014. Por isso, Alckmin adota a política da não-agressão. FHC e Geraldo Alckmin – e agora também Aécio Neves – são favoráveis a que as bancadas do PSDB na Câmara e Senado apoiem a faxina que Dilma promove nos ministérios que estão envolvidos com casos de corrupção. FHC vai além, colocando-se contrário à criação cada vez mais difícil da CPI da Corrupção. O ex-presidente acha que Dilma já está afastando os implicados em irregularidades e enaltece as investigações que o Ministério Público e Polícia Federal promovem nos setores que são objetos de denúncias. Serra não é o único político de expressão a desconfiar da aproximação de tucanos à presidente: também no PT existe quem prefira esperar pelos desdobramentos futuros para aprovar ou não a política conciliadora de Dilma.

L

ula, por exemplo, é um deles. O expresidente tem evitado dar opinião sobre os passos atuais de sua sucessora. Ele fica na moita porque espera por 2014, sabendo que pode sobrar para ele uma nova candidatura ao Planalto. Assim que a mídia exibiu com destaque o último encontro de FHC, Alckmin e Dilma, os principais líderes da oposição no Congresso jogaram na rua a ideia de que entidades da sociedade civil deveriam pressionar os parlamentares governistas nas suas bases eleitorais, forçando-os a assinar o requerimento convocando a CPI da Corrupção. Os aliados do governo, contudo, evitam que a oposição consiga o número mínimo de assinaturas de deputados (171) e senadores (27) para criar a CPI. Os serristas acham curioso

Serra não é o único a desconfiar da aproximação de tucanos à presidente: no PT também há quem não aprove a política conciliadora da presidente Dilma.

o posicionamento de Aécio Neves diante das denúncias de corrupção no governo e sobre o entrosamento de Dilma, FHC e Alckmin. Apesar de ter decidido apoiar a faxina de Dilma Rousseff, o senador, para os serristas, faz jus à fama dos políticos de Minas, que preferem o silêncio para ver como as coisas terminam.

A

écio é, no momento, o candidato favorito no seu partido para concorrer com o PT nas eleições presidenciais de 2014. Como vai exercer o mandato de senador até 2018, o mineiro tem dito que nada tem a perder, caso venha a ser derrotado na eleição presidencial. Faltando três anos para as eleições, o senador continua disputando espaço no PSDB com Serra.

Enquanto o ex-governador paulista deposita a esperança nos 44 milhões de votos que recebeu em 2010 para pavimentar mais uma candidatura, Aécio defende a tese de que tem mais aptidão para receber o apoio de mais partidos. Aécio diz também que a hora de Minas chegou. Certo de que será o candidato tucano, o senador deseja que o PSDB invista desde já nos redutos eleitorais em que Dilma foi bem votada. Para Aécio, os tucanos não podem permitir que o PT volte a "comprar" votos através de programas sociais bem sucedidos eleitoralmente, como o Bolsa Família. Aécio se inspira no avô, Tancredo Neves, adotando a política da boa vizinhança no Congresso, sabendo que Lula e Dilma continuam arrancando bons índices de aceitação nas pesquisas. EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi to r -Che fe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli, Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

FALE CONOSCO E-mail para Cartas: cartas@dcomercio.com.br E-mail para Pautas: editor@dcomercio.com.br E-mail para Imagens : dcomercio@acsp.com.br E-mail para Assinantes: circulacao@acsp.com.br Publicidade Legal: 3244-3175. Fax 3244-3123 E-mail: legaldc@dcomercio.com.br Publicidade Comercial: 3244-3197, 3244-3983, Fax 3244-3894 Central de Relacionamento e Assinaturas: 3244-3544, 3244-3046 , Fax 3244-3355

REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911, São Paulo PABX (011) 3244-3737 REDAÇÃO (011) 3244-3449 FAX (011) 3244-3046, (011) 3244-3123 HOME PAGE http://www.acsp.com.br E-MAIL acsp@acsp.com.br


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

o

3

A LÍBIA PODE SER VISTA COMO UM MODELO DE INTERVENÇÃO MILITAR HUMANITÁRIA.

pinião

Obrigado, Estados Unidos! Carl de Souza/AFP

O

s norte-americanos geralmente não são heróis no mundo árabe, mas nas comemorações incessantes que estão ocorrendo aqui em Trípoli, a capital da Líbia, tenho encontrado pessoas comuns que, quando descobrem de onde venho, repetem fervorosamente variantes da mesma frase: "Obrigado, Estados Unidos!". Enquanto eu voltava da Praça Verde (agora rebatizado de "Praça dos Mártires"), em direção ao meu hotel, na manhã desta quarta-feira, um carro coberto com a vitoriosa bandeira líbia parou e me ofereceu uma carona. "Eu só quero que você se sinta bem-vindo aqui", explicou o motorista, Sufian al-Gariani, um vendedor de 21 anos. Ele ficou radiante quando soube de onde eu era e declarou: "Obrigado norte-americanos; obrigado, presidente Obama". O trabalho duro está apenas começando e certamente será um desafio hercúleo unir as divisões tribais e alimentar uma democracia em um país onde toda a sociedade civil foi esmagada. A experiência líbia ainda pode fracassar. Mas vamos saborear um momento histórico. Foi uma rara intervenção militar por motivos humanitários e ela foi um sucesso. Pelo menos até agora. O presidente Barack Obama assumiu um grande risco político, evitou um massacre e ajudou a derrubar um regime abominável. Para mim, a lição não é que deveríamos nos intrometer na Síria ou no Iêmen – acho que não deveríamos –, mas que em algumas raras ocasiões a força militar consegue melhoria dos direitos humanos. Até agora a Líbia tem sido um modelo dessa intervenção.

F

ui de carro da Tunísia para Trípoli e as estradas, em certos locais , ainda são inseguras. Rebeldes nervosos – às vezes soldados crianças – frequentemente tomam conta de pontos de checagem. E há filas

enormes para comprar gasolina. Contudo houve um enorme progresso nos últimos dias. Mais estradas e lojas estão abertas. E Trípoli, agora, se sente razoavelmente segura. A maior ameaça, no momento, não vem das milícias próKadafi, mas dos rebeldes disparando suas armas automáticas para o ar em comemoração. O mais extraordinário é que quase não tem havido saques e houve pouca retaliação visível contra as famílias dos seguidores de Moammar Kadafi. As pessoas pegaram lançadores de granadas dos arsenais, sim, mas não se aproveitaram de lojas ou residências (com raras exceções, como as casas da família Kadafi).

O

pró-americanismo agora é onipresente. Eu fiquei particularmente emocionado com um soldado rebelde perto de Zuwarah, no Oeste do país, que me perguntou se a cidade de Nova York estava bem. Quando olhei para ele, confuso, explicou: "Irene, o furacão". E perguntou como ele poderia ajudar. "Sem os Estados Unidos, não estaríamos aqui", disse-me Ismael Taweel, um empresário, enquanto estava na Praça dos Mártires , com um grande sorriso no rosto. "Espero que haja relações mais estreitas entre a Líbia e os Estados Unidos agora", completou. Esse é um refrão comum: os líbios estão de fato famintos para reingressar novamente no mundo. Belgassim Ali, um engenheiro de petróleo, afirmou: "Agradeço aos Estados Unidos pela atitude de proteger o meu povo". Sem os Estados Unidos, completou, "não estaríamos celebrando, estaríamos em um cemitério". Eu informei a ele que muitos norte-americanos criticaram Obama por causa da intervenção na Líbia, com o argumento que os Estados Unidos deveriam primeiro resolver seus problemas econômicos. Ele me olhou com tristeza e disse: "Vamos devolver o dinheiro

Na Praça dos Mártires, em Trípoli, a população comemora a vitória dos rebeldes. E os americanos, ali, são vistos com bons olhos. ter substituído as dúvidas iniciais. Ela é compartilhada com a grande admiração pelos outros apoios estrangeiros, como os de Catar, Tunísia, França e Grã-Bretanha.

NICHOLAS D. KRISTOF

N de vocês, somos um país rico". Ele também afirmou que sem o apoio militar norte-americano, um número enorme de líbios teria sido massacrado – e isso era algo muito importante, ressaltou. Alguns líbios me disseram que inicialmente desconfiaram da intervenção norte-americana, temendo que ela pudesse transformar a Líbia em algo como o Iraque, dilacerado pela guerra. E Hai-

them Ahmed, um estudante de 24 anos, com ferimentos de bala na barriga e no braço, contestava que a intervenção tenha sido basicamente humanitária: "Eles (os EUA) não fizeram isso por nós, fizeram pelo petróleo". Mas após uma breve respiração, ele completou: "Eu amo tanto os Estados Unidos, é a terra da liberdade". Essa cordialidade em relação aos Estados Unidos parece

ós, norte-americanos, vimos intervenções militares serem malsucedidas – ainda estamos chamuscados pelo Vietnã e pelo Iraque – e é preciso cautela, pois o fim da história líbia ainda está para ser escrito. Não podemos evitar todas as atrocidades – e existem argumentos legítimos para se investir mais na construção de um país em nosso próprio território do que no estrangeiro. De qualquer maneira, nosso uso de força inevitavelmente será inconsistente. Contudo, para mim, a Líbia é um lembrete de que às vezes é pos-

CHUTARAM O BALDE DA "FAXINEIRA" C

hutaram o balde dela e quebraram a vassoura, que não tem mais serventia nem para ela montar e sair voando pelas noites de Brasília. A derrota fragorosa da faxina “vitoriosa” foi o tirombaço certeiro no pézão da madama. Não foi disparado pela oposição amansada; foi pelo dito "fogo amigo". (Amigo uma pinoia; se é fogo, não é amigo ). "Faxina, ora a faxina"; "A lei, ora a lei". Filhota do ditador Getúlio Vargas, confirmada pelos exames de DNA da maior confiança feitos até no Programa do Ratinho ("Us mano pédi / as mina dá / depois vai no Ratinho / pedí DNA..."), a palavra de ordem "A lei, ora a lei...", pegou; nada sofreu mais violências do que a

lei na ditadura Vargas. Agora, em pleno mandato da presidenta, temos a nova palavra de ordem: "Faxina, ora a faxina...", que também pegou. "Faxina" foi o primeiro grande achado do marqueteiro chapa-branca João Santana, que trabalha para o Poste vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, pago com a grana dos impostos pagos por nosotros.

É

mais um "Cargo de Confiança", cuja produção bateu recordes nunca antes vistos "nestepaíz"; fala-se que são Vinte Mil, já ouvi Duzentos Mil e até Duzentos e Vinte Mil, todos nos bolsos dos petistas de carteirinha, a maioria nos bolsos de ex-metalúrgicos do ABC, enricados com toda a justiça pelo duro que dão nas boquinhas federais,

estaduais e municipais. Santana deve valer em euros o quanto pesa, embora tenha trabalhado só um dia em oito meses – nesse dia, num mágico insight, produziu sua obra-prima, a "Faxina", que de genial que era, saiu pela culatra. Nada destrói mais rapidamente um mau produto do que uma boa campanha de propaganda. A boa campanha desperta a atenção de todos, que percebem na hora a enganação a que estavam sendo submetidos. Assim foi com a "faxina", percebeu-se que não passava de puro vento, daí o tiro no pé. Vamos pular a "indenização" e as caronas nos jatinhos, em que a ministra Gleisi "Narizinho" Hoffmann meteu seu narizinho, e a gorda grana que a Jaqueline enfiou na bolsona Prada. Como legítima ficha suja que é, Jaqueline viu tudo ser deixado como dantes no quartel de Abrantes pelos seus cúmplices da Câmara Federal.

D

eixemos de lado o que é troco e fixemonos no que é "real money", muitos milhões para cima. Lembro o mau cheiro que exalou quando abriram-se as gavetas das salonas do Palácio do Planalto e da Esplanada dos Ministérios neste ano da (des)graça de 2011. Mermão Paloffi, ex-Casa Civil, como Erenice e Dirceu, o "Poderoso Chefão" segundo a Veja, ministro da cota do Cara, despencou quando a imprensa revelou a montanha de dinheiro que levou

sível usar instrumentos militares para promover causas humanitárias. Nesse caso, tivemos apoio internacional e local. A diferença com a Síria e com o Iêmen é que os líbios, majoritariamente, apoiaram nossa intervenção militar multilateral; já a maioria dos sírios e dos iemenitas, não. A questão da intervenção humanitária é uma das mais complicadas em política externa e vai surgir novamente. Da próxima vez, vamos nos lembrar da missão na Líbia: É melhor, ainda que incongruentemente, salvar algumas vidas, do que congruentemente não salvar nenhuma.

NICHOLAS D. KRISTOF É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA

NEIL VEJO A ENGANAÇÃO

FERREIRA como assessor de misteriosas empresas. Foi um escândalo e tanto. Como neste país do lullopetismo o escândalo de amanhã só serve para fazer esquecer o de hoje, e os de anteontem já foram encobertos pelas brumas do passado distante, as sujeiradas de Alfredo Nascimento, cota do Cara e exTransportes, e de Wagner Rossi, cota do marido da Marcela e ex-Agricultura, serviram um para o esquecimento do outro e os dois para o esquecimento do escândalo do Mermão Paloffi.

O

véinho ministro do Turismo é a bola da vez. Quero o endereço do médico dele, pois com mais de oitent´anos o de cujus deu uma festança num motel e mandou a conta pra nóis tudo pagá, pois foi paga com dinheiro público, et pour cause, ele sim é o "homem incomum", cota do Sarney – que o Cara, por motivos que desconheço, quem sabe os mesmos do véinho, batizou de "homem incomum". Esse e o ministro das Cidades, que corre o risco de ser mandado para outra freguesia, assumem seus lugares na fila dos escândalos que podem "apagar" da lembrança os que animam a nossa vida hoje. Quando a fedentina chegou a incomodar até as narinas do Poste, Santana deu à luz a "Faxina". Toda movimentação de troca de ministros era a limpeza ética, moral, que estaria sendo feita. Até FHC caiu na esparrela.

Na mesma manhã do mesmo dia a palavra "faxina", plantada sem dúvida pelo Planalto, dominou as manchetes dos jornais, rádios e tevês e blogs na internet. A "faxina" passou a existir tout court ,mesmo sem existir; tome uma talagada de um princípio da comunicação: "Se a Globo deu, aconteceu", mas beba com moderação.

C

omo pontificou McLuhan, "se o mito atinge a mídia, passa a ser real, ainda que não tenha nenhum contato com a realidade". A "faxina" nunca foi faxina, era só a troca das moscas, o material que as atrai continuava o mesmo. Ao trocar as moscas e começar a construir a imagem de "faxineira", o Poste assustou a base alugada. Aí o Cara zuniu outra palavra de ordem: "Num si pode deixá us aliado pê da vida..." A "faxina" ética, moral, virou imediamente "Faxina da Miséria", remendo marquetero do puro, do legítimo, do escocês. Como a "faxina moral, ética" faxinava a moral e a ética para baixo do tapete, a "Faxina da Miséria" vai faxinar a miséria para baixo do tapete, tentando escondê-la dos olhos dos otários como eu e você e da mídia estrangeira "inocente". Será outro "Fome Zero". Não caio nessa nem que a vaca tussa. QUANDO MANTEGA FALA "REFORMA FISCAL", ESCUTE "AUMENTO DE IMPOSTOS". NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO


DIà RIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Solução

                

             

          

          

 

 

   



  



  



4 -.GERAL

      ! /

  #       

    

  

  

&   4       

    +     ,    !  %    

8   "     

) ! 

" %

#%

 

 

. $ "     

   



   

   $' !   ! 5 

7 "     "    (       

 

0 1 ,"*  2     

   $         

$ $ & 

   '(

1     , -

  !      

3     

    ! 

.  ,' -

) *  ! 

   0 ! 

 %

      "      ,229:- ; &  9*  < = > 

6  !  

   , -


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

5 VERBA Sindicato ganha R$ 6,2 milhões para cadastrar torcidas organizadas.

olítica

CARÊNCIA Enquanto isso, alunos cobram de Dilma recursos para a educação.

Marcos de Paula/AE

Governo vai manter convênio suspeito Ministério do Esporte repassa R$ 6,2 milhões ao obscuro Sindafebol para cadastramento das torcidas organizadas. Mas oito meses depois do acordo, nada saiu do papel e tudo será mantido.

O

ministério do Esporte vai insistir no convênio de R$ 6,2 milhões com o obscuro Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e suas Entidades Estaduais de Administração e Ligas (Sindafebol) para um duvidoso projeto da Copa do Mundo que, apesar da liberação do dinheiro há mais de quatro meses, ainda não saiu do papel. Após reunião de duas horas, ontem, o secretário nacional de futebol do ministério, Alcino Reis, e o presidente do Sindafebol, Mustafá Contursi, ex-dirigente do Palmeiras, adotaram o mesmo discurso. Está tudo dentro do planejado no contrato assinado no dia 31 de dezembro para o cadastramento de torcidas organizadas. "O convênio foi assinado, celebrado e está mantido", garantiu Reis, oito meses após o acordo com os cartolas. Já Contursi, ciente do fracasso até agora, avisou que deve pedir a prorrogação do prazo estipulado no contrato que, oficialmente, termina em março de 2012. "Nós temos o direito de requerer", afirmou, ao admitir que falta experiência ao sindicato para tocar o projeto. Contursi fez questão de avisar que a entidade também tem a sua parcela de contribuição no convênio. Ele só não mencionou que o valor é de 2% sobre o convênio. Ou seja, a contrapartida seria de R$ 126 mil. O acordo entre o ministério e o sindicato foi realizado num prazo célere e todo o dinheiro,

de acordo com o Portal da Transparência do governo, foi liberado no dia 11 de abril. E até hoje nada andou. Para fechar o contrato com a entidade, o ministério do Esporte optou pela modalidade "convênio", que é assinado sem licitação. Por esse modelo, o governo repassa os recursos a uma entidade, responsável então pela contratação de prestadores de serviços, seguindo práticas semelhantes às adotadas pelos ministérios da Cultura e do Turismo, alvo de suspeitas de desvios de recursos e não execução de metas. Para Reis, "o convênio não foi para escapar da licitação, mas um instrumento previsto na legislação brasileira". Principal articulador do acordo, o secretário do ministério saiu em defesa do Sindafebol ao dizer que cabe a entidade de dirigentes decidir quando vai começar a executar o contrato de cadastramento das torcidas. "Nós consideramos que para ter sucesso no cadastramento era necessário envolver esse público", disse Reis. "Portanto, nada mais correto do que fazer o convênio com seu sindicato representativo". Para justificar a demora, os dois se apegam a um projeto-piloto em Curitiba. "Após a conclusão desse piloto, a gente pode iniciar a execução do convênio", afirmou Reis. O projeto não usaria recursos do contrato e seria acompanhado apenas pelo sindicato. Dados não oficiais indicam que haveria no Brasil 475 torcidas organizadas. (AE)

Monalisa Lins/AE

Mustafá Contursi vai pedir prorrogação do prazo: "Nós temos direito".

Separados por grades, manifestantes fizeram barulho durante todo o tempo em que Dilma esteve na Bienal Internacional do Livro.

Vaias, gritos, protestos. São alunos recepcionando Dilma Apoiados por professores, servidores e por seus pais, estudantes cobraram mais verbas para a educação

U

m grupo de estudantes do ensino médio e de escolas técnicas federais, professores, servidores e até pais de alunos fez um barulhento protesto ontem, durante solenidade de abertura da 15ª Bienal Internacional do Livro, que teve a presença da presidente Dilma Rousseff. A manifestação durou quase três horas e chegou a reunir 400 pessoas na entrada do pavilhão cinco do Riocentro, na zona oeste da cidade. Os manifestantes foram mantidos a cem metros do auditório onde estava a presidente. Quando as portas eram abertas, era possível ouvir os gritos com pedidos de melhores salários para professores e servidores e mais verbas para a educação. Ainda durante a

solenidade, o frases estamgrupo se dispadas em faip e r s o u , d exas abertas peA greve continua, pois de ser inlos manifesDilma a culpa é sua. tantes. Muitas formado que uma comissão UMA DAS FRASES DOS CARTAZES bandeiras de d e m a n i f e ssindicatos de EXIBIDOS PELOS ESTUDANTES, tantes tinha siprofessores e ONTEM, NO RIO, ENQUANTO do recebida servidores poA PRESIDENTE PARTICIPAVA pelo ministro diam ser visDA SOLENIDADE DE da Educação, t a s , m a s n eABERTURA DA BIENAL Fernando nhuma da INTERNACIONAL DO LIVRO Haddad. União Nacio"Ele nos renal dos Estucebeu, mas infelizmente não dantes (UNE) ou da União Braavançamos nada", lamentou a sileira dos Estudantes Secunprofessora Pâmella Passos, do daristas (UBES). comando de greve de profesQuando a manifestação cosores e técnicos da rede de es- meçou, por volta das 14h30, a colas técnicas federais do Rio segurança da Presidência da de Janeiro. República foi reforçada e os "A greve continua, Dilma a agentes que estavam dentro culpa é sua" e "Ei Dilma, cadê a do auditório foram deslocados educação?" eram algumas das para a entrada do pavilhão 5.

O PT quer prévias. Lula, nem pensar Defensor da candidatura de Haddad, ex-presidente diz que "luta do PT contra o PT" é incompreensível para o eleitor

P

ressionada por pré-candidatos às eleições de 2012, a cúpula do PT deverá desidratar as mudanças mais radicais previstas no anteprojeto de reforma do estatuto do partido. O principal recuo vai ocorrer na proposta que prega o endurecimento dos critérios para a realização de prévias. Diante do impasse, a tendência do 4º Congresso do PT, que começa hoje e vai até domingo, é diminuir as exigências para restringir as prévias, tradicional mecanismo de escolha dos candidatos, com voto dos filiados.

Em reunião marcada para hoje, as três correntes que detêm a hegemonia no PT (Construindo um Novo Brasil, Partido de Lutas e de Massas e Novos Rumos) tentarão se unificar e encontrar um meio termo para evitar que disputas na seara petista deixem sequelas na campanha eleitoral. Agora, a ideia é que, para se habilitar à prévia, o pré-candidato tenha o apoio de 20% do total de votantes no último Processo de Eleição Direta (PED). Instituído em 2001, o PED é o instrumento pelo qual os filiados escolhem as dire-

ções partidárias em âmbito nacional, estadual e municipal. Mágoas – Seja qual for a decisão, porém, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continuará trabalhando para barrar as prévias nas principais capitais, em 2012. Seu argumento é o de que a luta "do PT contra o PT" é incompreensível para o eleitor, deixa um rastro de mágoas na campanha e pode surtir efeito contrário, beneficiando o adversário. Em São Paulo, Lula quer uma "cara nova" para enfrentar o PSDB do governador Geraldo Alckmin, o PSD do pre-

Andre Dusek/AE

PSD cumpre exigências para ser partido nacional

O

Partido Social Democrático (PSD) anunciou ontem que conseguiu nove registros estaduais e, com isso, superou todas as exigências legais para a sua criação em âmbito nacional, embora falte a manifestação final do Tribunal Superior Eleitoral. Os registros obtidos até agora foram, pela ordem, nos estados de Santa Catarina, Goiás, Piauí, Rio Grande do Norte, Tocantins, Paraná, Rondônia, Rio de Janeiro e Acre. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, presidente

Ao perceber que os estudantes não pareciam dispostos a deixar o local, as fitas que isolavam a área foram substituídas por grades de ferro. Os alunos conseguiram evitar a entrada de muitos convidados, mas depois acabaram abrindo espaço para que chegassem ao auditório. Alheia à confusão, Dilma discursou e visitou alguns estandes da bienal, em outro pavilhão. No discurso, a presidente anunciou o lançamento do programa de livro popular e pediu sugestões a escritores e editores para o projeto. A ideia é que até o fim do ano sejam oferecidos livros por R$ 10 aos leitores de baixa renda: "Nosso País precisa de estradas, pontes, plataformas, escolas, hospitais, bibliotecas". (AE)

nacional do PSD, agradeceu aos mais de 600 mil eleitores brasileiros pelo apoio recebido, embora o número de assinaturas comprovadas tenha chegado a 581 mil. "O PSD nasce da vontade e do esforço desses brasileiros de todas as regiões. Mas certamente ainda obteremos registros em muitos outros estados", disse Kassab. O presidente do PSD reafirmou que os registros colocaram "por terra" a última argumentação dos adversários, que tentaram "inviabilizar o PSD". (AE) Divergência: enquanto parte da legenda defende escolha interna, outra prefere candidatura definida.

feito Gilberto Kassab e o PMDB do vice-presidente Michel Temer. Confiante em seu plano para ultrapassar os 30% de votos do PT na capital paulista, ele já prepara a estrutura da campanha do ministro da Educação, Fernando Haddad, à Prefeitura, e espera a desistência da senadora Marta Suplicy (PT-SP). Ex-prefeita de 2001 a 2004, Marta trava uma luta pela indicação do PT à cadeira de Kassab. À espera – Há ainda as précandidaturas dos deputados Jilmar Tatto e Carlos Zarattini, que eram do grupo de Marta e se descolaram, e do senador Eduardo Suplicy. Se não houver acordo até novembro ou as regras para as prévias não ficarem mais rígidas, qualquer um deles pode querer bater chapa com Haddad. Coordenada pelo deputado Ricardo Berzoini, ex-presidente do PT, a comissão encarregada de preparar as emendas referentes à reforma do estatuto chegou a propor que, para se inscrever, o pré-candidato tivesse apoio de 30% dos delegados ou 20% dos filiados – o dobro exigido atualmente em caso de eleição municipal. "A prévia é um instrumento legítimo, mas precisa ser mediado", ponderou o senador Walter Pinheiro (PT-BA). "Não pode ser mecanismo de briga de correntes, senão a sociedade entende que nem o PT quer o PT". (AE)


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

6

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Não conheço uma democracia que não tenha voto secreto. Determinadas questões são de consciência, sem pressão. Cândido Vaccarezza , líder do governo na Câmara

olítica

PT deve aprovar moção de desagravo a Dirceu

C

O 4º Congresso do partido receberá, neste domingo, um manifesto de apoio ao ex-ministro José Dirceu, após acusações da revista Veja de que ele conspira contra o governo Dilma em um hotel de Brasília. Há o temor, na legenda, de que a solidariedade a Dirceu predomine sobre outros temas mais importantes.

Antônio Chahestian/Divulgação

onvocado para debater a reforma do estatuto do PT, o 4º Congresso do partido receberá, neste domingo, moção de desagravo ao ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. O texto será apresentado por um grupo de petistas como "solidariedade" a ele. Réu no processo do mensalão, o exministro foi definido em reportagem da revista última edição de Ve j a , como chefe de uma "conspiração" contra o governo Dilma Rousseff. Embora sem se referir a Dirceu, a resolução política do 4º Congresso – que começa hoje e vai até domingo, em Brasília – aproveitará o episódio para defender o marco regulatório da mídia e que o partido chama de "democratização das comunicações". Dilma pediu ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que não deixe passar, no projeto de regulamentação do setor, qualquer referência ao "controle" do conteúdo da imprensa. "Eu não considero esdrúxula essa moção de solidariedade a José Dirceu", disse ontem o presidente do PT, deputado Rui Falcão, pouco antes de abrir a reunião da Executiva Nacional do partido. A revista acusou Dirceu de tramar contra o governo Dilma Rousseff em um hotel de Brasília. Dirceu, de sua parte, acusa o repórter da de tentar invadir seu quarto de hotel quando estava ausente. O hotel registrou boletim de ocorrência, mas a revista nega a acusação. "A matéria da Vej a foi um exemplo de jornalismo marrom da pior qualidade e ficamos todos indignados", co-

mentou Falcão. "Aliás, é uma constante dessa publicação produzir esse tipo de matéria". Ele afirmou que o PT não se furtará a criticar o "jornalismo partidário, parcial, que distorce fatos para caluniar e muitas vezes beira a ilegalidade". Apesar do comentário, ele – que é jornalista – fez questão de destacar que esse não será o tema principal do encontro. Falcão contou que o texto final do evento trará apoio à reforma política como forma de combater a corrupção. Sobre a política de alianças para as eleições municipais de 2012, disse que a posição do partido será encarar PSDB, DEM e PPS como adversários. Não incluiu o PSD no grupo. Criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, com quem o PT sempre antagonizou, o PSD vem flertando com o governo federal. Receio – Na reunião, os petistas vão examinar propostas que restringem as prévias para escolha dos candidatos às eleições e também um novo modelo de sustentação financeira do partido. Mas um grupo no PT teme que o desagravo a Dirceu acabe dominando o encontro. "O PT é sistematicamente vítima da Veja, mas o grande debate deve ser o da política econômica e internacional", disse o secretário de Comunicação do partido, deputado André Vargas (PT-PR). Para Rocha, é impossível controlar manifestações espontâneas. "A direção do PT não está organizando qualquer desagravo. Mas num encontro de 2 mil pessoas aparecem variados instintos, muitos deles de cobra". (Agências)

SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS SUBPREFEITURA ARICANDUVA/FORMOSA/CARRÃO COORDENADORIA DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS COMISSÃO ESPECIAL DE LICITAÇÕES

Acha-se aberta licitação na modalidade de PREGÃO PRESENCIAL 05/SP-AF/2011 - proc. 2010.0.349.888-0 - tipo menor preço - Contratação de empresa para prestação de serviços de engenharia com mão de obra especializada, com disponibilização de equipamentos e ferramental, para manutenção continuada, das bombas dos sistemas de drenagem e eletromecânicos de quatro reservatórios, (denominados piscininhas) localizados ao longo da Avenida Aricanduva, na região da SP/AF, pelo prazo de 12 (doze) meses, renováveis, as empresas interessadas deverão vistoriar o local. A abertura da sessão pública do pregão ocorrerá às 09hs00 do dia 19/09/2011. O edital poderá ser consultado e/ou obtido no site da Subprefeitura Aricanduva/Formosa/Carrão, no seguinte endereço: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br ou no edifício sede da Subprefeitura Aricanduva - Coordenadoria de Administração e Finanças - Pregão, sito a Rua Eponina, 82 - andar térreo - CEP 03426-010 - São Paulo, mediante a entrega de um dispositivo de armazenamento (disquete virgem de 3 1/2” de alta densidade, pen drive e Mídia/CD) ou o recolhimento de taxa.

SECRETARIA DA SAÚDE COORDENADORIA REGIONAL DE SAÚDE CENTRO OESTE - CRSCO Abertura de Licitação Encontra-se aberta na Coordenadoria Regional de Saúde Centro Oeste licitação na modalidade PREGÃO PRESENCIAL, do tipo menor preço global mensal. Processo nº 2011-0.218.000-5, destinado à contratação de empresa especializada em serviço de nutrição transportada para as unidades desta Coordenadoria, de acordo com as especificações do Anexo I do Edital. A sessão pública de pregão ocorrerá às 14:00 horas do dia 15 de setembro de 2011, na Rua Dr. Renato Paes de Barros nº 77 - 6º andar - Itaim Bibi - São Paulo - CEP 04530-000. Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao Pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão. O edital do pregão poderá ser consultado e/ou obtido pelo site da PMSP, no endereço: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, ou na Coordenadoria Regional de Saúde Centro Oeste, local de realização do pregão, na Rua Dr. Renato Paes de Barros nº 77 - Itaim Bibi - São Paulo - CEP 04530-000 - 2º andar Assistência Jurídica São Paulo/SP, mediante a Guia de Recolhimento.

SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS PREGÃO ELETRÔNICO n° 14/SMSP/COGEL/2011 PROCESSO: 2010-0.316.633-0 DATA DA REALIZAÇÃO: 19/09/2011 HORÁRIO: a partir das 15:00 horas LOCAL: www.comprasnet.gov.br. A PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, pela Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras - SMSP torna público que, na data, horário e local acima assinalados, fará realizar licitação na modalidade de PREGÃO ELETRÔNICO, DO TIPO MENOR PREÇO GLOBAL, em conformidade com as disposições deste edital e respectivos anexos. OBJETO O presente pregão tem por objeto a celebração de Ata de Registro de Preços para fornecimento de blocos de concreto simples, de vedação, sem função estrutural à Prefeitura do Município de São Paulo, cujas características, especificações técnicas e condições de fornecimento encontram-se descritas no ANEXO I. EDITAL DE LICITAÇÃO, DO ACESSO A INFORMAÇÕES E IMPUGNAÇÃO DO EDITAL As informações relativas ao presente certame deverão ser formuladas por escrito e dirigidas ao Presidente da Comissão Permanente de Licitação, na Coordenadoria Geral de Licitações - COGEL (Rua Líbero Badaró, 425 - 37º andar, Centro São Paulo - SP) ou pelo Fax: (11) 3241-3957, até às 17h00min do segundo dia útil imediatamente anterior àquele marcado para a abertura do certame. Eventuais impugnações ao Edital deverão ser dirigidas ao Presidente da Comissão de Licitação, e protocolizados nos dias úteis no horário das 10h00 às 16h00, na Rua Líbero Badaró, 425 - 37º andar - Centro - São Paulo - SP. O recebimento da impugnação está condicionado à comprovação do recolhimento dos emolumentos devidos em agência bancária. A impugnação deve ser protocolada em até 02 (dois) dias úteis antes da data marcada para a abertura da sessão, conforme legislação vigente. Edital juntamente com seus Anexos, estarão ainda disponíveis no sítio eletrônico da Prefeitura do Município de São Paulo, endereço http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br e www.comprasnet.gov.br.

Zé Dirceu: réu no processo do mensalão, o ex-ministro será defendido no encontro por um grupo que protesta contra a reportagem.

Ex-ministro nega governo paralelo Na TV, José Dirceu disse que falar em conspiração contra Dilma seria o mesmo que dizer que ele não é corintiano Guilherme Calderazzo

E

m entrevista ao Jornal Record News, da Rede Record, ontem à noite, o exministro e deputado cassado José Dirceu negou o teor de reportagem da revista Veja, desta semana, que o apontou como um político superpoderoso no

PT e no governo e, ainda, criador de um gabinete paralelo, em Brasília, usado para desestabilizar a gestão da presidenta Dilma Rousseff. Segundo Dirceu, dizer que ele é contra Dilma "é como afirmar que não sou corintiano". Para ele, a reportagem é "um absurdo". Dirceu ainda se posicionou a favor dos movimentos contra

a corrupção e criticou o sistema político presidencialista brasileiro. Para ele, apenas as reformas política e administrativa vão garantir as mudanças exigidas pela sociedade. "As reformas serão feitas só com a pressão da sociedade". O ex-ministro disse que, pela experiência e por ser uma liderança no PT, é procurado

por muitos políticos, até da oposição, para trocar ideias e avaliar a conjuntura política. "Não há nada de errado nisso". Segundo Dirceu, a reportagem da Veja conseguiu fotos dele com parlamentares e integrantes do governo de forma ilegal. "O caso é apurado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Veremos o desfecho."

Caso Jaqueline anima Valdemar Após absolvição da deputada flagrada em vídeo recebendo dinheiro, defesa de deputado já está tranquila Patricia Santos/AE - 01.10.11

A

absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) – flagrada em vídeo recebendo dinheiro do esquema de corrupção do "mensalão do DEM" – por larga margem de votos tranquilizou a defesa de outro parlamentar cuja conduta está sendo analisada pelo Conselho de Ética e Decoro da Câmara. Ao contrário de 2005, quando renunciou para fugir da cassação, Valdemar da Costa Neto (PR-SP) pode ser absolvido já no início do processo. No dia 14 de setembro, o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) apresentará seu parecer preliminar. Independentemente de sua posição, a expectativa é a de que o processo seja arquivado. Valdemar foi levado ao Conselho de Ética por PSol e PPS, que reuniram denúncias veiculadas pela imprensa apontando sua participação em reuniões no Ministério dos Transportes nas quais se pedia propina a empresários para a liberação de recursos. Consta também no pedido de investigação um vídeo no qual Valdemar negocia a liberação de recursos do ministério para que o deputado Davi Alves Silva Júnior ingressasse no PR. A representação traz um trecho de entrevista de Valdemar a uma rádio de Mogi das Cruzes, na qual ele diz "querer" diretoria de um banco público para ajudar aliados a liberar verbas. Um aditamento incluiu à investigação a denúncia de fraudes na "Feira da Madrugada" em São Paulo. Voto Aberto – O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), declarouse, ontem, "radicalmente contra" o voto aberto em processos que votam a cassação de mandato parlamentar.

Antonio Cruz/ABr

Valdemar (acima) deve ser absolvido e Vacarezza (ao lado) se diz "radicalmente contra" voto aberto em cassação de mandato.

Para Vaccarezza, o voto secreto possibilita ao deputado não ceder a eventuais pressões em sessões. Como a sessão em que parlamentares votaram pela absolvição de Jaqueline. "Não serão os meus eleitores que irão me pressionar, você não tem controle. Se fossem, eu acho correto. Mas serão aqueles que poderão ter mais acesso ao debate na sociedade". O líder afirmou ser "radicalmente contra" voto aberto para demais questões, como análises de vetos de projetos na Câmara: "Não conheço uma democracia do mundo que não tenha voto secreto. (...) Tem de-

terminadas questões que são questões de consciência, livre de pressão". Dive rgênci as – O líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Teixeira (SP), está estudando um projeto para que a análise de processos de cassação de mandato de deputados passe a ser de competência do Supremo Tribunal Federal, não mais responsabilidade da Casa: "Os deputados convi-

vem o dia todo, 24 horas, fica difícil um julgamento". Para alguns parlamentares, o voto secreto e o "espírito de corpo" da Câmara contribuíram para a preservação do mandato de Jaqueline. "Não houve mobilização pública sobre a questão, e o Congresso tem poderoso espírito de corpo", afirmou o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

7 IRAQUE Agosto é o primeiro mês sem baixas entre soldados norte-americanos

nternacional

CHILE Estudantes promovem beijaço em protesto contra o governo

DIVIDINDO OS LUCROS N

o dia em que se completaram 42 anos do golpe de Estado que levou Muamar Kadafi ao poder, líderes mundiais concordaram em liberar US$ 15 bilhões para que o governo provisório da Líbia restaure serviços vitais e comece a reconstruir o país, assolado por seis meses de guerra civil. As potências, porém, advertiram que a luta para estabilizar o país magrebino ainda não acabou e afirmaram que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) continuará as operações de bombardeio o quanto for necessário para proteger os civis líbios, mesmo após a derrocada do regime de Kadafi. "Nós já nos comprometemos a liberar verbas da Líbia do passado para financiar o desenvolvimento da Líbia do futuro", disse o presidente da França e anfitrião do encontro, Nicolas Sarkozy. Por causa de sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) a Kadafi, bilhões de dólares do patrimônio líbio no exterior estavam congelados nos últimos meses. Em seu primeiro pronunciamento ao mundo desde que as forças rebeldes tomaram Trípoli e expulsaram Kadafi, os líderes do Conselho Nacional de Transição (CNT) agradeceram o apoio das potências ocidentais e conclamaram os líbios a uma transição pacífica. Mustafa Abdel Jalil, chefe do CNT, disse às delegações de cerca de 60 países e organizações internacionais que a Líbia não irá decepcioná-los. "O mundo apostou nos líbios, e os líbios demonstraram sua coragem e realizaram o seu sonho", disse ele. A secretária de Estado norteamericana, Hillary Clinton, defendeu que as sanções da ONU sejam suspensas de maneira responsável, e que o CNT tenha direito a um assento na organização. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou que a comunidade internacional vai manter seu apoio ao CNT, pois não pode "se dar ao luxo de ter um Estado falido e pária às portas da Europa". Petróleo - O Ocidente está preocupado em evitar os erros cometidos no Iraque, e o foco da apertada pauta da conferência de três horas foi a reconstrução política e econômica da Líbia. Mas, nos bastidores, já começou a disputa pelas lucrativas oportunidades nos setores de petróleo, energia e infraestrutura. Antes do evento, o chanceler

francês, Alain Juppé, disse que a prioridade é ajudar a Líbia em suas necessidades humanitárias e na retomada do abastecimento de energia e combustível, mas que as oportunidades de investimento também serão muito disputadas. "Vocês sabem que esta operação na Líbia custou muito. É também um investimento no futuro, porque uma Líbia democrática é um país que irá se desenvolver, oferecendo estabilidade, segurança e desenvolvimento para a região", disse ele à rádio RTL. Rússia, China e Brasil, que foram contra a intervenção da Otan a favor dos rebeldes, mas também têm interesse em obter contratos numa Líbia estável, enviaram delegações à conferência de Paris. Ontem, Moscou reconheceu oficialmente o CNT como autoridade legítima da Líbia. A mudança de postura possivelmente está relacionada ao risco de o país perder bilhões de dólares na venda de armas e contratos de energia na Líbia. É que os rebeldes disseram que darão prioridade aos países que os têm ajudado na derrubada de Kadafi. Prazo ampliado - Em uma clara aposta por uma solução pacífica, os rebeldes líbios ampliaram ontem em uma semana o prazo dado até o dia 3 de setembro para uma rendição das forças do líder Muamar Kadafi em Sirte, cidade natal do ditador. Um oficial das forças rebeldes, que se identificou como Hamza, disse à Agência Efe que elas receberam instruções de um conselheiro do presidente do CNT, Mustafa Abdel Jalil, para prorrogar o ultimato dado aos partidários de Kadafi em Sirte, situada a 370 quilômetros a leste da capital Trípoli. Após a queda de Trípoli, muitos partidários de Kadafi foram para Sirte, que se transformou no local mais importante em poder das forças leais ao ditador. Em entrevista à Agência Efe, o chefe de Justiça do comitê local do CNT em Benghazi, Jamal Benhur, negou as afirmações de um dos filhos de Kadafi, Saif al Islam, de que as forças de seu pai em Sirte dispunham de 20 mil combatentes. Ele estimou que na cidade natal do foragido líder não há mais de 2 mil homens armados. "É preciso lembrar que na grande batalha de Brega as forças de Kadafi contaram com 3 mil membros; não é possível que haja 20 mil em Sirte", acrescentou. (Agências)

Patrick Kovarik/AFP

Rebeldes líbios recebem US$ 15 bilhões do patrimônio congelado do regime de Kadafi, enquanto potências mundiais disputam contratos de petróleo.

Governantes e enviados de 63 países e organizações internacionais discutem o futuro da Líbia em conferência sediada em Paris Mahmud Turkia/AFP

Para o Brasil, a ordem é de cautela.

A

Vivo ou morto: imagens em posto de controle em Trípoli mostram possíveis disfarces de Kadafi.

'Deixem a Líbia queimar' Acuado por rebeldes que tomaram a capital, Trípoli, o ditador líbio, Muamar Kadafi, declarou ontem que seguirá lutando pelo controle do país. Em mensagens de aúdio divulgadas pela TV síria Al-Rai, Kadafi declarou Sirte – sua cidade natal e último foco de resistência do regime – a nova capital do país. "Nós lutaremos contra eles em todos os lugares... Nós vamos queimar o chão debaixo dos pés deles", ameaçou. "Se eles querem uma longa batalha, ela será longa. Se a Líbia queimar, quem a governará? Deixem a Líbia queimar", disse Kadafi. (Agencias)

pesar de ter participado do encontro em Paris dos chamados "Países Amigos da Líbia", o Brasil vai esperar pela Organização das Nações Unidas (ONU) para reconhecer o Conselho Nacional de Transição (CNT) como representante legal do país. Por meio de nota, o Itamaraty afirmou ainda que caberá ao comitê de Credenciais da ONU definir quem assumirá a representação do país nas Nações Unidas. A decisão de não reconhecer ainda o CNT foi discutida e aprovada pela presidente Dilma Rousseff e não deve ser mudada antes da Assembleia Geral da ONU, no final do mês. Reticente desde o início com o encontro, o Brasil também mostrou desconfiança com outros mecanismos para discutir a reconstrução líbia. A base da reunião chamada pela França é o interesse europeu nos contratos para reconstrução e os milhões de barris de petróleo a serem explorados na Líbia. O Brasil também tem interesse na reconstrução, mas especialmente na manutenção dos contratos das empresas brasileiras que, apesar dos contatos que vêm sendo feitos com os rebeldes, não estão ainda garantidos. (Agências)

Claudia Schemberi/site oficial Roberto Carlos

Protegido pelo povo. E pelo YouTube.

F

Em encontro descontraído, Roberto Carlos canta para Shimon Peres.

Emoções: o Rei e o Prêmio Nobel da Paz.

A

paz mundial obteve ontem um ilustre representante. Em visita a Jerusalém, onde realizará um show na semana que vem, o cantor Roberto Carlos se encontrou ontem

com o presidente de Israel, Shimon Peres, a quem desejou, em hebraico, "paz para nós e para o mundo". Descontraído, o Prêmio Nobel da Paz retribuiu ao elogiar a voz do cantor brasileiro, que "chegou aqui em Jerusalém antes de seu corpo". A pedido do líder israelense, Roberto Carlos cantou trechos de "Emoções" e de "Amor y más amor". (Agências)

YouTube/AFP

Procurador-geral de Hama renuncia em protesto contra repressão do regime sírio orças sírias ocuparam casas em Hama, ontem, pelo segundo dia consecutivo, disseram moradores, e o procurador-geral da cidade, Adnan Bakkour, declarou em vídeo no YouTube que estava renunciando ao cargo em protesto contra a repressão às manifestações pró-democracia. A decisão representa a deserção do mais alto integrante do regime. A agência de notícias estatal informou ontem que "terroristas" haviam sequestrado Bakkour e o forçaram a fazer a gravação, mas ele negou esse O procurador-geral de Hama, Adnan Bakkour, renuncia em vídeo. dado em um segundo vídeo. O agora ex-procurador diz no o ministro do Interior, Moham- à sua gangue", disse Bakkour no vídeo que as forças de seguran- med Shaar, liderou a ofensiva e primeiro vídeo. No segundo víça mataram 72 prisioneiros em disse que autoridades o instruí- deo, ele nega que tenha sido sejulho e outros 420 durante o ram a culpar grupos armados questrado e diz que dará mais cerco militar a Hama, a principal pelos assassinatos. detalhes quando deixar a Síria, o cidade da província de mesmo "Eu estou renunciando ao que deve acontecer em breve. nome, em agosto. Segundo ele, meu cargo no regime de Assad e "Eu estou sob a proteção dos re-

beldes e do povo", disse ele. Os dois vídeos foram colocados na internet na noite de quarta-feira, enquanto forças de segurança invadiam casas e faziam prisões em Hama. Moradores de Hama disseram que a polícia e milicianos ocuparam casas durante a noite nos bairros de Al Sabouniya e Al Marabet. Na noite anterior, soldados escoltados por tanques haviam detido dezenas de pessoas em dois outros bairros. Sanções - A secretária norteamericana de Estado, Hillary Clinton, fez um apelo ontem para que mais sanções sejam impostas contra o regime sírio. "A transição da Síria para a democracia já começou. É hora de o presidente Assad reconhecer isso e deixar o cargo, e então o povo sírio pode decidir seu próprio futuro", disse. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

8

c

sexta-feira, 2 de setembro de 2011 L.C.Leite/Luz - 05/05/2010

MOBILIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Rogério Amato, destacou a importância da mobilização da sociedade na busca de uma cidade melhor para todos.

idades

A Associação Comercial de São Paulo deu início ontem a uma série de eventos intitulados "Diálogos Urbanos", cujo objetivo é discutir os principais problemas da cidade e encaminhar suas soluções. Ontem, durante a primeira edição do encontro, foi apresentada pesquisa da Toledo & Associados mostrando que 49% dos paulistanos identificam a violência como o principal problema a ser atacado pelas autoridades. Ao mesmo tempo, 70% dos entrevistados disseram gostar da cidade em função da oportunidades de emprego, oferta de serviços e comércio.

Epitácio Pessoa/AE - 17/11/2010

Henrique Manzera/e-SIM - 25/05/2009

A edução também é uma preocupação importante para os paulistanos Masao Goto Filho/e-SIM - 09/12/2009

A segurança pública é tema central nas discussões sobre a cidade de São Paulo, segundo pesquisa

Transporte e trânsito congestionado complicam a vida na cidade

Violência, o maior temor do paulistano Ivan Ventura

P

esquisa inédita encomendada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e outras sete entidades da sociedade civil aponta que quase a metade dos paulistanos vê a violência urbana como o maior problema da Capital. O tema foi citado por 49% dos 606 entrevistados da pesquisa feita em julho pela Toledo & Associados (veja arte). Curiosamente, 70% dos paulistanos estão "muito" ou "apenas satisfeitos" com a vida que levam na metrópole e apontam como maior atrativo a oportunidade de emprego e a oferta de comércio e serviços. A pesquisa foi exibida ontem para dezenas de entidades da sociedade civil, durante o primeiro encontro denominado Diálogos Urbanos, na ACSP. A proposta do evento é discutir e buscar soluções para os grandes temas de interesse da cidade. Violência – Nesta primeira edição do encontro, os convidados foram apresentados aos dados da pesquisa "Diálogos Urbanos: preocupação da cidade e as relações urbanas". Realizada em julho, a pesquisa ouviu 606 pessoas de cinco diferentes classes presentes na cidade. Entre os maiores problemas, além da violência, a pesquisa aponta, em ordem decrescente, a saúde (9%), o trânsito (9%), o transporte público (7%), a educação (6%), as enchentes (5%), a poluição (3%) e a falta de habitação (2%). Apesar dos vários problemas urbanos levantados pela pesquisa, 70% dos entrevistados estão muito ou apenas satisfeito com a vida na Capital, sendo que a oferta de emprego (32%) é o principal motor desses sentimentos. Em segundo lugar, a população apontou a oferta de serviços e de comércio (18%) como outro atrativo importante da cidade. Avaliação - A Toledo & Associados pediu que os entrevistados dessem notas de 1 a 5 para alguns temas e questões presentes na cidade de São Paulo. A maior nota média foi de 4,6 pontos, dada ao tema "cultura acessível", seguido de lazer (4,4), oportunidades de emprego (4,4), entre outros. As duas notas mais baixas foram dadas ao trânsito (2,3) e à poluição (2,2). A pesquisa anunciada on-

Paulo Pampolin/Hype

tem na ACSP serviu de base para o primeiro debate entre as várias entidades presentes à primeira edição do evento Diálogos Urbanos. O presidente da ACSP, Rogério Amato, foi o primeiro a falar sobre a importância da mobilização de uma sociedade na busca de uma cidade melhor para todos. Para tanto, ele lembrou a tragédia ocorrida recentemente em Fukushima, no Japão. Mobilização – " As so la da por um tsunami e por vazamentos nucleares em março deste ano, Fukushima mostrou uma recuperação fabulosa". Ainda usando o Japão como exemplo, Amato defendeu a mobilização dos paulistanos para a resolução dos problemas da cidade. "A Associação Comercial de São Paulo pode mostrar o seu poder de liderança, como ocorreu na Revolução de 1932", disse. Em seguida, as dezenas de participantes discutiram diversos temas e que serão esmiuçadas no decorrer das próximas reuniões. O promotor de Habitação e Urbanismo do Ministério Público estadual, Mario Augusto Vicente Malaquias, defendeu a presença popular nos debates sobre a cidade. Segundo ele, por exemplo, a população não tem o hábito de participar das audiências públicas que antecedem a aprovação de uma lei na Câmara Municipal de São Paulo. Falta informação e estímulo. "Falta participação social nesses debates. Talvez por desinformação ou por outras questões, a sociedade não entra nesse debate. A audiência pública não atende os princípios populares", disse o promotor Malaquias. Já o arquiteto e pesquisador do Instituto Polis, Kazuo Nakano, defendeu a otimização do uso e ocupação do solo na cidade. "Nosso modelo é do século 19. A cidade é pensada prédio a prédio, sendo que o ideal é pensá-la como um todo. Algo parecido aconteceu em Curitiba, por exemplo", afirmou Nakano. Para o vice-presidente e coordenador do Conselho de Política Urbana (CPU) da ACSP, Antonio Carlos Pela, o debate ocorrido ontem apenas amplia uma prática feita há anos na Associação Comercial de São Paulo, em especial na CPU. "Aqui sempre discutimos proposições reais e fazemos nossas colocações. Há anos fazemos isso", disse.

Câmeras vão proteger os pedestres

A

Rogério Amato, presidente da ACSP, e João Cretana, do Secovi, durante a primeira edição dos Diálogos Urbanos

campanha de proteção ao pedestre na capital paulista, que ontem foi ampliada para oito regiões da cidade, vai ganhar reforço na fiscalização das câmeras de monitoramento de trânsito. Atualmente, apenas agentes da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e policiais participam da fiscalização. Foram 6.746 multas entre 8 e 27 de agosto. Com as câmeras, as centrais de monitoramento passarão a fiscalizar o respeito dos motoristas à faixa de pedestres. São 240 pontos monitorados por câmeras na cidade, mas nem todos os equipamentos têm definição suficiente para identificar o infrator. A CET está fazendo testes para checar os locais que poderão contar com o recurso. Até agora, seis cruzamentos movimentados já passaram pelos testes: ruas da Consolação e Maria Antonia, no Centro; avenidas Cruzeiro do Sul e Zaki Narchi, na zona norte; avenidas Celso Garcia e Salim Farah Maluf, na zona leste; alameda dos Maracatins e avenida Iraí; rua Vieira de Morais e avenida Santo Amaro; e viaduto Santa Generosa e rua Correia Dias, todos na zona sul. Na primeira fase da ampliação da campanha para fora do Centro, agentes e monitores vão apenas orientar os motoristas. As multas começam somente no dia 19 de setembro. Ampliação – As novas regiões abrangidas pela campanha são: largo 13 de Maio, Brás, Penha, Vila Maria, Jardim Paulista, Sapopemba, Itaquera e São Miguel. Segundo levantamento da CET feito em 35 cruzamentos que já fazem parte da campanha, houve redução de 61% nos casos de atropelamento entre maio e agosto deste ano, em comparação com o mesmo período de 2010. As penalidades são de até R$ 191,53 e sete pontos na carteira de habilitação. (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

c

9 Greve em serviço essencial é chantagem. Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo

idades

Fotos: Ayrton Vignola/AE

Trabalhadores do Serviço Funerário protestam contra os baixos salários da categoria. Velórios e enterros na cidade estão sendo prejudicados por causa da greve.

Luiz Guarnieri/A

E

TJ ordena a volta dos coveiros Servidores municipais, porém, decidiram ontem, em assembleia, manter a greve até pelo menos segunda-feira

O

Tribunal de Justiça de São Paulo determinou ontem que os funcionários do Serviço Funerário devem voltar imediatamente ao trabalho e estabeleceu multa diária de R$ 60 mil em caso de descumprimento. A decisão liminar (provisória) é do desembargador David Haddad e cabe recurso. Contudo, os funcionários da administração municipal de São Paulo decidiram permanecer em greve pelo menos até a manhã da próxima segunda-feira. A paralisação entrou no seu terceiro dia e a decisão foi tomada em assembleia com representantes do Sindsep (Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de SP). Segundo o sindicato, 90% dos funcionários do Serviço Funerário estão parados, principalmente os do transporte e os responsáveis pelos sepultamentos. O Sindsep diz ainda que a paralisação atingiu 100% dos funcionários da Secretaria Municipal do Verde e Meio

Ambiente, pelo menos sete hospitais, quase todas as subprefeituras e parcialmente as secretarias de Finanças, Habitação e Saúde. O sindicato reúne, além dos funcionários do Serviço Funerário e da Saúde, trabalhadores do Iprem (Instituto de Previdência Municipal) e de autarquias municipais, que também aderiram à paralisação. Ontem, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, disse que será implacável com os grevistas do Serviço Funerário do município. De acordo com ele, já foi pedida a substituição dos trabalhadores que estão parados, a realização de novos concursos e a autorização para contratações emergenciais. Medidas – "Greve em serviço essencial é chantagem e a Prefeitura não aceita chantagem. Fui eleito pela população para adotar medidas, quando necessárias, duras. Seremos duros, seremos implacáveis, porque é inadmissível a greve de um serviço como esse", disse Kassab.

Durante a assembleia, Irene Batista de Paula, presidente do Sindsep, criticou a declaração do prefeito. "Se o prefeito for radicalizar mais do que já radicalizou, pagando esse salário, então a gente visualiza um sistema de governo com repressão", afirmou a sindicalista. Ontem de manhã, representantes do Sindsep (Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo) fizeram um protesto em frente à Prefeitura, na região central. Os trabalhadores reivindicam aumento salarial de 39,79%, extensão de gratificações a todos os funcionários, plano de carreira e melhores condições de trabalho. Após reunião com a Prefeitura, anteontem, foi proposto um reajuste de 11% para funcionários da saúde, mas outras categorias não foram incluídas. Gratificações – O funcionalismo afirma receber piso de R$ 440. Parte dos funcionários do nível básico, ainda de acordo com o sindicato, recebeu gratifi-

cações não incorporadas que elevaram o salário a R$ 630. Essa medida, porém, só teria beneficiado 2 mil trabalhadores de um total de 25 mil. A greve provoca filas de corpos no SVO (Serviço de Verificação de Óbito) e atrasos em velórios e enterros, já que o transporte dos cadáveres foi interrompido. A Prefeitura convocou a Guarda Civil Metropolitana para fazer o serviço de maneira emergencial. Funerário – Na última vez que o Serviço Funerário parou, em junho, motoristas, atendentes e sepultadores aderiram à greve, atrasando enterros e velórios na cidade. Os funcionários afirmam que as negociações salariais com o governo não avançaram desde então. As agências funerárias afirmam que os serviços de remoção dos corpos e sepultamento estão parados desde terça, mas que o atendimento é feito normalmente. Em diversos cemitérios foram convocados guardas civis e faxineiros para a realização dos enterros.

Segundo dados da Secretaria de Planejamento, o Serviço Funerário tem 1.366 servidores ativos. Ele é responsável pelos cemitérios e faz o transporte dos corpos de hospitais e prédios do IML (Instituto Médico Legal) para as funerárias e velórios. A Secretaria Municipal de Serviços confirma que ocorreram atrasos e que há déficit de funcionários, mas diz que os serviços estão sendo realizados. O órgão nega que tenha havido prejuízos para a população. Reforço– Em nota, a Prefeitura diz que o atendimento durante a greve dos trabalhadores do serviço funerário ocorre com reforço da Guarda Civil Municipal, que cuida do transporte, e funcionários terceirizados. O órgão também afirma que "considera inadmissível e repudia a paralisação parcial dos

Servidores municipais protestam em frente à Prefeitura, no Centro

servidores do Serviço Funerário, que é considerada ilegal pela Justiça, por tratar-se de serviço essencial à população". A Prefeitura afirma ainda que concedeu aumento de mais de 15% sobre o piso salarial, que passou de R$ 545 para R$ 630, já somados os abonos, para os servidores com jornada de 40 horas. E que concedeu gratificações que complementam o salário base dos funcionários. (Folhapress)

Fotos: Jung Yeon-Je/APF

POR QUE ELA É ASSIM? Metrópole - Por que Fabiana Murer ganhou a medalha de ouro no salto com vara? Edson Luques Bindilatti - Porque ela é uma das atletas mais técnicas do planeta. É por isso que nós treinamos muito as posturas. A corrida com o joelho alto define o salto alto e rápido. Para mantê-los assim, ela precisa avançar com o tronco reto, do contrário os joelhos abaixam e reduzem aquele potencial. Imagine a dificuldade em manter essa concentração empunhando a vara ao mesmo tempo. Esta situação fica dramática no momento de iniciar o salto. Metrópole - Por quê? Bindilatti - A atleta deve encaixar a ponteira da vara naquilo que chamamos de caixa, que é uma pequena rampa metálica instalada 20centímetros abaixo da superfície, com 10 de largura, e promover a elevação do salto. Nesse ponto há outro desafio para a capacidade técnica do atleta, que é a de sentir o momento certo de fazer o giro para se colocar de cabeça para baixo. Isso é essencial. Metrópole - E como esse momento é percebido?

Bindilatti - A referência é sentir que a vara não envergará mais. Então a vara é empurrada para a frente e o giro é feito. E nesse ponto a atleta precisa se preocupar com os braços, que podem esbarrar e derrubar o sarrafo. Os braços devem ficar o mais próximo possível do corpo e na linha dele. Metrópole - Mas como é possível pensar em tudo isso ao mesmo tempo, naqueles dois minutos de salto? Bindilatti - É por isso que existem campeões. E olha que nós estamos dando uma rápida pincelada no cenário todo. A presença de vento, prin-

cipalmente nos treinamentos, é outro capítulo. É muito difícil estabelecer parâmetros. Nós tivemos muitos problemas na fase do início do ano em São Caetano do Sul. Só melhorou na Europa. Metrópole - O calçado de uma saltadora com vara é semelhante ao dos corredores? Bindilatti - Não. Trata-se de uma sapatilha com o solado mais reforçado, pois o impacto do passo no solo em busca da impulsão é muito forte e calçado inadequado pode gerar contusões. Os fundistas têm sapatilhas mais leves. Metrópole - Qual é a velocidade média de corrida de Fabiana nos 45 metros da pista? Bindilatti - Em torno de 25 km/h. Metrópole - Qual é a média de horas/dia de treinamento da Fabiana? Bindilatti - Três horas de manhã e três à tarde, sete dias por semana. (Edson Luques Bindilatti, 32 anos, professor de Educação Física, técnicoassistente* de Fabiana Murer). * O técnico e marido de Fabiana, Élson Miranda, encontra-se na Europa.

DO BAMBU E DOS RIOS...

É

possível que o salto com vara seja a mais machista das modalidades olímpicas. Se os homens foram aceitos já em 1898, quando tivemos os primeiros jogos dos Kim Jae-Hwan/AFP tempos modernos, realizados em Atenas, as mulheres somente tiveram espaço recentemente, em Sidney, no ano de 2000. É de espantar que o Barão Pierre de Coubertin (1863-1937), responsável pela referida reintrodução das Olimpíadas, sempre tão cavalheiresco conforme ensinam suas máximas, não tenha atentado para esse detalhe. Em todo caso, a modalidade poderia perfeitamente fazer parte das competições da época do filósofo Platão, por ser conhecida na Grécia Antiga. Sua origem é prosaica. Nasceu do hábito, e da necessidade, de as pessoas pularem rios utilizando um bambu como alavanca.

... AO OURO E À FIBRA

A

s primeiras varas, imitando os puladores de rios, eram de bambu. Ou de madeira. Evoluíram para o alumínio e hoje são construídas com materiais sofisticados, como fibra de vidro ou fibra de carbono. Elas não têm um tamanho específico – variam conforme a altura do salto, indicando, portanto, que cada atleta carrega o seu próprio conjunto. Até 1960, os competidores davam com as costas numa ameaçadora superfície de areia, cuja natural apreensão interferia na performance. De lá para cá melhorou bastante, uma vez que passaram a cair, relaxados, em colchões macios. A campineira Fabiana Murer, 30 anos, ganhou a medalha de ouro no Mundial de Atletismo que está sendo promovido em Daegu, na Coréia do Norte.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10 -.LOGO

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Logo Logo

M EMÓRIA

www.dcomercio.com.br

11 de setembro

S UÉCIA

Um botão de aeronave, usado para chamar comissários do voo 93 da United, achado na Pensilvânia. Fotos: Win McNamee/AFP

Arte em praça pública Feita de telhas e madeira de demolição, esta escultura gigante criada por Florentijn Hofman foi instalada na praça central de Örebro, na Suécia. A montagem contou com a ajuda voluntária de 25 artesãos locais.

Águia Vermelha A Força Aérea da China fez ontem uma demonstração aérea em Changchun, na província de Jilin. Neste ano, o orçamento do país para defesa receberá um "reforço" de 12,7%, passando ao equivalente a US$ 91,7 bilhões. O país enfrenta alguns conflitos em áreas de fronteiras.

http://bit.ly/qhxoRs

A RTE

O encontro da música com o design O músico Rutger Zuydervelt e o designer Gerco Hiddink se juntaram para criar um projeto sonoro chamado Bridges ("Pontes"). A ideia da dupla: convidar oito músicos conhecidos por seu talento na improvisação para "reagir" às formas de quatro pontes holandesas, produzindo e registrando sons sobre, sob e próximo das pontes. Além de ser

Medalhas comemorativas "fundidas" pelo calor do fogo durante os ataques terroristas.

um estudo sobre improviso, o projeto pretendia documentar a acústica dessas estruturas e do espaço que as circunda. Cada participante criou sua improvisação sozinho, sem a colaboração ou intervenção de outros músicos. O resultado será lançado em um álbum, mas parte das criações pode ser conhecida no site abaixo. http://bit.ly/pg9SHK

Benjamin Myers/Reuters

Identificação de um cão farejador. Essas e outras peças integram uma exposição em Washington sobre os 10 anos dos ataques de 11 de setembro.

AFP

I NTERNET

Facebook, o alvo perfeito

R

elatório mensal do fornecedor de software Eset aponta que o Facebook é o alvo mais vulnerável a ataques hackers. Em relatório divulgado ontem, o Eset informa que "apesar da rede social ter melhorado a privacidade e a segurança dos usuários, as medidas adotadas continuam insuficientes" para evitar ataques. A primeira ameaça enfrentada pelo Facebook se deu pelo

comunicado emitido pelo grupo de hackers Anonymous, em que era anunciado um suposto ataque ao Facebook para o dia 5 de novembro. Alguns usuários, preocupados, seguiram dicas de segurança do grupo e acabaram instalando aplicativos nocivos a seus perfis. A segunda grande ameaça enfrentada pelos usuários do Facebook foi o lançamento de um vídeo que continha vários botões "Like" ("Curtir") que, ao

serem clicados, instalavam aplicativos prejudiciais. O Anonymous também promoveu diversos ataques ao Ministério da Defesa líbio, como forma de denúncia aos crimes do líder Muammar Kadafi, bem como ao site da empresa BlackBerry, após a divulgação de que a companhia iria ceder os registros de conversas de seus usuários para que a polícia identificasse os instigadores dos tumultos de Londres. (EFE)

L OTERIAS Concurso 666 da LOTOMANIA 01

02

04

06

07

11

12

14

15

16

18

20

21

24

25

Concurso 2686 da QUINA 04

20

28

60

78

Gleb Garanich/Reuters

E CONOMIA

H ISTÓRIA

Rio, agora, atrai muitos negócios

Café de Borges e Cortázar, ameaçado

A revista britânica The Economist publicou, em sua edição de ontem, uma reportagem mostrando que multinacionais e investidores privados estão optando pelo Rio de Janeiro para realizar seus negócios e sediar seus escritórios. Um dos motivos: com as atividades crescentes na área de petróleo e gás, é melhor estar próximo dos parceiros em tempo integral, em vez de pegar uma ponte aérea a cada transação. Ainda assim, diz a revista, São Paulo é a cidade "do dinheiro". Mas a "Cidade da Garoa" não bate o glamour da "Cidade Maravilhosa".

O fechamento do Café Richmond, que já foi frequentado por grandes nomes da literatura, como Antoine de Saint-Exupéry, Jorge Luis Borges, Julio Cortázar e Graham Greene, virou polêmica na Argentina. O café deverá ser transformado em uma loja da Nike e a decisão causou a revolta dos fãs de literatura. Localizado no centro de Buenos Aires, o café foi fechado, de surpresa, na madrugada de 14 de agosto, um domingo. A Nike Argentina disse "nada saber desta decisão", sem desmentir a intenção de instalar uma loja no lugar do café.

A TÉ LOGO

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

L

Desfalques obrigam Tite a mexer no Corinthians

L

Renato Gaúcho anuncia sua saída do Atlético-PR

Relíquias do Velho Oeste Uma coleção de "arame farpado" é inusitada? Talvez, mas muitos colecionadores dos EUA se dedicam a essas peças, que contam a história do Velho Oeste. Veja outras fotos no site. http://bit.ly/oDFENT

L

L

Facebook prepara serviço de música com parceiros MASCOTE - Cãozinho da raça Bichon Frisé vestido com uma "camiseta" da equipe de futebol Shakhtar, de Donetsk, na Ucrânia. A loja oficial do time decidiu criar uma linha de produtos para animais de estimação, ampliando a lista de artigos oferecidos para os torcedores.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

11

eDilma: crescer para enfrentar crise. PRÉ-SAL Começa na semana que vem a extração de gás natural no campo de Lula

conomia

MONTADORAS Apesar da crise, GM vende 18% a mais em agosto nos EUA.

Presidente justificou a queda da Selic, negou a interferência do Planalto e avaliou que o Brasil deve aproveitar oportunidades geradas por turbulências externas. Roberto Stuckert Filho/PR

A

presidente Dilma Rousseff justificou ontem o corte de 0,5 ponto porcentual da taxa básica de juros, a Selic, realizado na quarta-feira pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). A medida surpreendeu o mercado e gerou muitas críticas, com o argumento de que o Brasil tem de crescer para enfrentar a atual crise. Em entrevista às rádios Itatiaia e Congonhas, de Minas Gerais, a presidente comentou a decisão, dizendo que falava em nome do governo federal. "O Copom fala pelo Copom, eu falo em nome do governo federal", disse, rebatendo as críticas de a redução dos juros ter sido fruto de pressão política do Planalto. "Nós, do governo federal, olhamos essa conjuntura e chegamos a três conclusões: A primeira é de que o Brasil, para enfrentar essa crise, tem de crescer, tem de continuar investindo, criando emprego, consumindo, plantando e colhendo os frutos da nossa agricultura, produzindo na nossa indústria, investindo em infraestrutura e fazendo programas sociais." Ela frisou que, desde antes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, houve uma opção das autoridades

Presidente garantiu que o governo federal manterá seus programas sociais e os estímulos para sustentar a expansão da economia

"por uma relação de autonomia entre o governo e o BC". Ao comentar os três pontos que estão sendo levados em conta pelo governo na avaliação da atual crise, Dilma citou o segundo: "O Brasil tem de

olhar qual é a característica dessa crise, que é o chamado presente de grego, no sentido moderno da palavra – a quebra dos países porque absorveram dívida privada, é a crise fiscal dos países. E a terceira

coisa é que hoje nós somos um País que apresenta um potencial de crescimento e uma situação que é muito precificada no mercado interno que vamos aproveitar, pois toda crise é uma oportunidade."

Ao citar os três pontos, Dilma continuou: "Somando tudo isso, o governo mantém os investimentos, os programas sociais e estimula a economia a crescer. Mas o governo tem de dar o exemplo de austeri-

Efeito do corte é pequeno e demorado

Mantega nega interferência no BC Elza Fiúza/ABr

O

ministro da Fazenda, Guido Mantega, rechaçou ontem a avaliação de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) teria sofrido pressão política do Palácio do Planalto para cortar, na quarta-feira, a taxa básica de juros (a Selic) de 12,5% para 12% ao ano. "Isso é bobagem. O Copom não sofre pressão política", afirmou ontem, ao deixar o prédio do Ministério da Fazenda, em Brasília, para embarcar para São Paulo. "O que eles (os integrantes do Comitê) fizeram é muito positivo, e o que vale é a avaliação deles. É melhor esperar a ata do Copom que eles explicam aquilo que foi feito", disse. Independência – Nesse mesmo tom, o líder do governo na Câmara, deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP), também negou ontem qualquer interferência da Presidência sobre a redução da Selic. Na sua avaliação, o BC deu uma demonstração de grande independência ao optar pela redução dos juros.

Para o ministro da Fazenda, a avaliação de que o Copom teria sofrido pressões do Planalto "é uma bobagem".

"Quem quer viver de especulação ficou incomodado", afirmou, completando que as críticas sobre a decisão tomada ontem pelo BC partem da "banca", ou seja, de quem ganha com os juros altos. Vaccarezza considerou "ridículo" falar de falta de independência do BC nessa decisão. Ele disse ainda que, assim como ocorria no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, também na gestão Dilma Rousseff o BC não sofre

interferências. O líder afirmou que há, no Brasil, condições macroeconômicas para a queda de juros. Ele citou a estabilidade financeira do País, com uma posição fiscal confortável, como fator que permite o aumento de superávit primário. Vaccarezza citou também como fatores para a queda dos juros o controle da expectativa de aumento da inflação e sinais de redução da atividade econômica, com a

meta de crescimento caindo de 4,5% para 4%. Tendência – O líder do governo na Câmara disse ainda que, se mantidas as condições macroeconômicas, a expectativa é que a autoridade monetária continue reduzindo os juros. "O BC mostrou o rumo do que serão as próximas reuniões", declarou. Vaccarezza disse também que quem defende taxas altas de juros "ou é louco, ou tem interesses grandes em jogo". (AE)

Quem perde com a queda dos juros

O

corte inesperado de 0,5 ponto nos juros do governo, que só uma minoria no mercado antecipava, trouxe prejuízos a empresas de crédito, bancos, redes varejistas, seguradoras, fundos de pensão e demais companhias que precisam gerenciar o dinheiro próprio e dos clientes. Só na BM&FBovespa – praça que reúne quem quer se proteger desse risco com juros, com quem especula com a variação de cenários e de taxas – viu-se ontem R$ 2,11 bilhões trocarem de mãos. O dinheiro equivale aos ajustes que os investidores tiveram de levar à bolsa para se adaptar ao novo cenário. Os negócios com contratos de juros de diferentes prazos (outubro de 2011 a janeiro de 2021) saltaram 61% ontem, le-

vando o volume – cujo risco foi coberto de R$ 320,4 bilhões – para R$ 517,8 bilhões. Dos desavisados que tiveram de se ajustar ao novo cenário, 46% estavam nos contratos com vencimento em outubro, o de prazo mais curto, que costuma ser mais previsível e demanda pouca proteção. Para outubro, a previsão dos juros desceu de 12,29% para 11,9%. Aposta – "Deve ter tido muito sangue na bolsa. Esse corte nos juros custou muito caro para muita gente. Uns poucos ganhadores apostaram contra quase todos. Precisa ter muita fé para fazer uma aposta dessas", disse o consultor Milton Wagner, da Wagner Investimentos. Segundo Márcio Cardoso, diretor da corretora Título, os que mais perderam ontem foram os bancos e os fun-

dos agressivos, que fazem o papel de especulador ao oferecer hedge [proteção] às empresas, com base nos estudos de seus economistas. "Ficou aquela sensação de que o Banco Central (BC) não é mais quem dita as regras, como na época do Henrique Meirelles", disse Cardoso. Além das perdas pontuais, a mudança nos juros tornou imprevisível a conduta do BC nos próximos meses. De um dia para o outro, bancos que esperavam pelo primeiro corte na taxa de juros só em janeiro passaram a prever que a taxa do governo caia para 10% ainda neste ano. Após a redução dos juros básicos da economia para 12% ao ano, alguns economistas acreditam que a inflação poderá se elevar em 2011 e 2012. (Folhapress)

Deve ter tido muito sangue na Bolsa de Valores. Esse corte nos juros custou muito caro para muita gente. MILTON WAGNER, DA WAGNER INVESTIMENTOS

dade no que não se referir a investimentos e gasto com programas sociais". E citou o novo aumento do superávit em R$ 10 bilhões. Turbulências – A presidente disse também que o governo não trabalha com a hipótese de que esta crise dure pouco tempo: "Não é uma crise que vai durar um ano ou alguns meses, a tendência é de ser uma crise de longa duração, de dois para mais anos. Assim sendo, temos de nos fortalecer economicamente, melhorar a gestão publica, aumentar a nossa relação de melhoria do gasto e fazer o seguinte: tirar disso todas as oportunidades para que o Brasil transforme o efeito dessa crise a seu favor." Dilma ainda comparou a atuação do governo com o que o presidente Lula fez em 2008: "(Vamos fazer) aquilo que fizemos em 2008. Não podemos olhar a crise com temor, mas com ousadia e cautela. O Brasil não tem porque sofrer as consequências da crise. Temos R$ 420 bilhões dentro BC, e até US$ 350 bilhões em reservas." A presidente concedeu a entrevista às rádios antes de participar da cerimônia de inauguração do Complexo Siderúrgico da Vallourec & Sumitomo Tubos do Brasil (VSB), na Usina Jeceaba. (AE)

O

impacto da queda da taxa básica de juros, a Selic, para a chamada economia real deverá ainda levar algum tempo. Segundo a opinião de especialistas no assunto, apesar de a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) ter sido uma surprese para o mercado em geral, os efeitos sobre o consumo não deverão ser imediatos. "Não tem um impacto tão grande nos juros ao consumidor final. A questão é um pouco mais psicológica", afirmou ao site de notícias Infomoney o professor de economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Gilberto Caetano. Ele observou ainda que o efeito da decisão do Copom leva tempo. "No campo das aplicações financeiras, o impacto é mais imediato. Mas, na ponta do crediário, se acontecer alguma redução, demora cerca de 30 a 60 dias", disse. Da mesma forma, o especialista da MoneyFit, Antonio De Julio, também minimizou o

impacto da queda da Selic. "O spread (diferença entre os juros cobrados pelos bancos e o que pagam aos clientes) ainda é muito alto. Então, um corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juro resulta em um corte do mesmo tamanho na taxa anual de juros do cartão de crédito. A diferença é que a Selic é de 12% ao ano, enquanto os juros do cartão ultrapassam os 200% ao ano", ponderou. Crédito – A redução da Selic terá pouco efeito no crédito, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Para a entidade, "existe um deslocamento muito grande entre a Selic e as taxas cobradas do consumidor". Pelas projeções efetuadas pela Anefac, a redução da Selic fará a taxa média de juros cobrada no comércio cair de 94,49% ao ano para 93,61% ao ano. Já a taxa média de juros para o financiamento de automóveis deverá passar dos atuais 32,46% para 31,84% ao ano. (Agências)

Presidente defende recursos à saúde

A

presidente Dilma Rousseff buscou ontem deixar claro que a saúde precisa de mais recursos, mas que o simples retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF) não seria adequado. "Eu acho errado a CPMF porque destinaram para a saúde? Não. Por que o povo tem bronca da CPMF? Porque o dinheiro não foi para a saúde, foi um erro. A saúde não vai melhorar se não fizermos investimentos, e tem que dizer de onde sai. Para o Brasil virar país desenvolvido, temos que dizer a verdade para o povo. Eu acho que a saúde precisa de mais dinheiro."

Ela afirmou que o governo não vê problema em aprovar a emenda 29 – que estabelece limites de gastos para a saúde. O Planalto tem sido pressionado pelos partidos aliados para aprovar o texto. O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vacarezza (PT-SP), a f i r m o u q u e o re t o r n o d a CPMF pode ser uma opção ao custeio de novos gastos da saúde em razão da emenda 29. A presidente admitiu que, mesmo se aprovada, a iniciativa não deverá solucionar os problemas do setor. "Em geral, a emenda 29 mantém o atual padrão da saúde, ela não resolve. Vamos ter de discutir de forma séria como é que se faz um investimento maior", afirmou. (Agências)


12 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

COMÉRCIO

sexta-feira, 2 de setembro de 2011


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

e

13 O comprometimento da renda no Brasil é maior do que no Chile, que é de 15%. Mauricio Molan, economista do Banco Santander

conomia

Fotos: Newton Santos/ Hype

Mais critério na concessão de crédito Lojistas e demais empresários devem se preparar para a desaceleração que está chegando ao País Rejane Tamoto

A

redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), além do anúncio de aumento da meta de superávit primário para este ano sinalizou que o Brasil está se preparando para a desaceleração da economia das potências globais e, nesse cenário, a palavra-chave para quem concede crédito ao consumidor é disciplina. O momento é de gerenciar o portfólio de risco de crédito de forma sustentável. O tema foi discutido na manhã de ontem na palestra seguida de debates "O Risco do Crescimento do Crédito ao Consumo", durante a programação do Congresso de Cartões e Crédito ao Consumidor (C4), em São Paulo. Um dos participantes, o diretor de produtos da Boa Vista Serviços (BVS, da Associação Comercial de São Paulo que publica este Diário do Comérci o), Leonardo Soares, disse que as perspectivas para o crédito são positivas neste ano,

mas o cenário econômico global ainda vai exigir que o governo faça o dever de casa. "A ação de política monetária demora três meses para surtir efeito na economia. A redução da taxa e mais os cortes fiscais feitos geram um clima de realinhamento da trajetória dos juros. Será preciso ver como a crise vai impactar nossas exportações para a China." C on s ci ê nc i a – Segundo o superintendente-executivo de cobrança da Losango, Augusto Mello, o risco global chega ao Brasil e, mesmo que esses efeitos não sejam conhecidos, os empresários devem fazer modelos de negócios e de rentabilidade de seus produtos sem metas exageradas. "É importante conceder crédito do tamanho do consumidor, de forma consciente e sustentável", disse Mello. Ele afirmou que a Losango recebe 800 mil propostas mensais de crédito direto ao consumidor (CDC), modalidade da qual tem 24% de participação do mercado. Por meio de um sistema de credit score, 93% das respostas 'sim' ou 'não' são dadas em até

40% da renda está comprometida

A

ciamentos quando há aumento de juros, pois está acostumado a contratar parcelas que cabem no bolso, por prazos mais longos, sem se importar com os juros. "Com a decisão de ontem, o Banco Central sinaliza que a taxa de juros tende a cair, o que diminuirá sua carga sobre as prestações no futuro", afirmou Matias. O professor da FEA diz que as empresas precisam se preparar para o crescimento do mercado de crédito. A estimativa é que esse estoque alcance 48% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano. Com os próximos eventos da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Brasil, o impacto deve ser de R$ 183 bilhões na economia brasileira, o que deve fazer o consumo das famílias saltar em R$ 5 bilhões. "Nesse processo, a sustentabilidade é a educação financeira. A sociedade precisará fazer orçamentos e conhecer os riscos", diz. (RT)

LEONARDO SOARES, DA BVS

oito segundos. Mello diz que a principal dificuldade é convencer os 23 mil lojistas a cuidarem do risco, oferecendo ao cliente produtos e serviços de valor agregado (como a garantia estendida, por exemplo) adequados ao orçamento. Para isso, a empresa faz um treinamento on line e com certificação. Depois, avalia os resultados de cada loja para definir uma taxa de juros diferenciada a ser cobrada por cada

ponto de venda. A loja que melhor gerencia os riscos e divide os ganhos e perdas com o banco tende a ter uma taxa menor para oferecer ao consumidor. Cadastro positivo – Segundo o superintendente da Losango, a implementação do Cadastro Positivo já vem sendo estudada pelos bancos e deve contribuir para reduzir os juros ao consumidor. Soares, da BVS, disse que a empresa está ajudando a implementar o conceito no Brasil, o que deve levar de dois a três anos. "O Cadastro Positivo aguarda regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN). A sociedade deve se organizar para conseguir a redução nas taxas. Será um instrumento importante para quem não tem como comprovar renda ou não tem carteira assinada", afirmou.

Augusto Mello, da Losango: lojistas precisam cuidar do risco da inadimplência com produtos adequados.

Avanço morno do varejo em agosto Depois do Dia dos Pais, vendas de vestuário desaceleraram, de acordo com o acompanhamento da ACSP. Paula Cunha

A

s vendas a prazo registraram crescimento de 4,4% em agosto frente a igual mês do ano passado beneficiadas pelo acréscimo de um dia útil, na avaliação da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), divulgada ontem. Ante o mês anterior, o avanço foi menos expressivo, de 1,5%, em razão do recuo das vendas após o Dia dos Pais e pelas oscilações climáticas, que contribuíram para desestimular o início da venda de vestuário da coleção primaveraverão. Rogério Amato, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), mostrou que o momento econômico justifica a decisão recente do Banco Central (BC). "O enfraquecimento das vendas no bimestre julho-agosto é mais um dado que mostra que BC está atento aos reflexos da crise externa na nossa econo-

mia, que tem também um efeito de amortecer a alta de preços no mercado interno", afirmou. Na quarta-feira, o BC determinou corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juro, situando-a em 12%. Foi a primeira redução desde 2009. O resultado do comportamento no varejo foi obtido por meio da análise dos dados da empresa da ACSP, Boa Vista Serviços (BVS), que edita este Diário do Comércio, e administra o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Destacando a diminuição do ritmo das vendas, o economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV), Emílio Alfieri, lembrou que do dia 1 até o dia 28 de agosto, em comparação com igual período do ano passado, houve o mesmo total de dias úteis e esse período registrou elevação de apenas 1,2% no levantamento do SCPC (que mede as vendas a prazo) e recuo de 0,6% no do SCPC Cheque, que representa as vendas à vista. Na avaliação de Alfieri,

quanto não houver aumento no desemprego", explicou. Perspectivas – Para os próximos meses, o economista do IEGV afirma que é preciso analisar o cenário internacional com cautela, pois há indícios de que a crise econômica externa poderá se prolongar pelos próximos dois anos. "Apesar disso, deve-se ressaltar que atualmente não se trabalha com um cenário de pânico como o de setembro de 2008. Nas atuais condições, as vendas internas brasileiras devem continuar mornas até o final do ano. Um fator positivo que nos distancia do que ocorreu há três anos é que o nosso BC agiu agora mais rapidamente diante das agitações externas. Na crise de 2008, a instituição demorou cerca de três meses para começar a baixar as taxas de juros, que só começaram a cair em janeiro de 2009. Desta vez, o BC está mais atento e já sinalizou que agirá mais rapidamente caso seja necessário. Isso tranquiliza o setor produtivo", concluiu.

houve uma retração nas vendas em função dos fatores citados, e uma alta no risco de aumento da inadimplência do consumidor. Entretanto, para o economista, os números não apontam descontrole. Os registros recebidos (pagamentos em atraso) apresentaram elevação de 17,7% em agosto frente a igual mês do ano anterior. E os cancelados (débitos quitados) cresceram 17,4% na mesma base de comparação (leia quadro). "Isso sinaliza que a inadimplência tende a permanecer em um patamar alto mas sob controle, en-

DC

redução da Selic não deve aumentar a concessão de crédito, mas tende a aliviar o comprometimento da renda do brasileiro com as dívidas ao longo do tempo. O economista do Banco Santander, Mauricio Molan, diz que o brasileiro compromete 25% de sua renda com o crédito bancário. "É um dado preocupante porque o comprometimento da renda no Brasil é maior do que no Chile, que é de 15%", afirma o economista. De acordo com a consultoria LCA, o total de dívidas comprometia 40% da renda dos brasileiros em maio. Os juros correspondiam a 14% desse total. Já o professor de finanças da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) de Ribeirão Preto, Alberto Borges Matias, lembra que o brasileiro não deixa de tomar empréstimos e finan-

O cadastro positivo será importante para quem não tem como comprovar renda ou não tem carteira assinada.

Comércio ainda segue confiante

C

om o emprego e a renda em alta, o comércio mantém o humor positivo, mesmo com a perspectiva de uma economia mais desaquecida nos próximos meses. A análise é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que divulgou ontem alta de 1,6% no Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) em agosto. Embora o indicador tenha sido mais fraco do

que o apurado em julho (2,8%), a entidade classificou o desempenho como positivo, graças às boas respostas quanto ao cenário atual. Em termos históricos, o patamar do Icec em agosto continua elevado, e se situou em 129,3 pontos, acima dos 127,3 pontos em julho. Entre os três subindicadores que integram o Icec, o Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec) subiu 2,1% em agosto, favorecido por

boas avaliações quanto à economia e ao setor varejista. Foi o subíndice que mais contribuiu para a manutenção do resultado de alta do Icec em agosto. Já o Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (Ieec) subiu 1,3% em agosto. Isso porque as expectativas dos comerciantes permanecem favoráveis graças à economia ainda relativamente aquecida. A entidade lembrou que, com a proximidade do final do ano, a confiança dos

empresários quanto ao futuro tende a aumentar devido à perspectiva das vendas de Natal. Além disso, os comerciantes ainda não sentiram os efeitos negativos da desaceleração da economia mundial em razão da alta demanda doméstica. Por fim, o terceiro subindicador componente, o Índice de Investimentos do Empresário do Comércio (Iiec) também avançou, com alta de 1,5%. (AE)

os de e inte Requ

20 an Conforto!

Visite nosso site e verifique nossas acomodações.

www.asturiasmotel.com.br

Fone: 11 3816-6689

asturias@asturiasmotel.com.br Avenida Nações Unidas, 7.715 - Pinheiros - São Paulo/SP


DIÁRIO DO COMÉRCIO

14

e

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Estima-se que 700 mil empresas do Brasil usem o sistema eletrônico de ponto.

conomia

Facesp contra a portaria do relógio de ponto

ICMS para MPEs é mantido

Entidade entra com representação para rever exigências do sistema de marcação de horas trabalhadas

Sílvia Pimentel

Luiz Prado/LUZ

Renato Carbonari Ibelli

A

A

Entrada em vigor da portaria foi revogada pela terceira vez e deve começar a valer em 3 de outubro

GASTÃO DE TOLEDO, ADVOGADO demandarão a troca constante das bobinas de papel para impressão dos registros dos funcionários. Para Toledo, apenas por meio de uma lei – caminho que permitiria um melhor debate entre as partes sujeitas a ela – é que mudanças dessa monta poderiam ser implementadas. Estima-se que 700 mil empresas do País usem o sistema eletrônico de ponto. A ACSP e a Facesp estudam o melhor meio (mandado de segurança ou ação ordinária) de ajuizar a representação contra a Portaria.

2010

www.agenda-empresario.com.br

ANO XXV ANO XXV

APOIO:

CENOFISCO Apoio: Cenofisco

SEXTA-FEIRA, 02 DE SETEMBRO DE 2011

www.orcose.com.br

Esquema no Galeão gera prejuízo de R$ 148 milhões

A portaria vai além de instruções. Ela cria encargos e obrigações para o empregador.

GRATIFICAÇÃO PAGA UMA ÚNICA VEZ Efetuei o pagamento do evento gratificação evento uma vez somente para um colaborador,esta verba incide no cálculo de média para as férias? Saiba mais: [www.empresario.com.br/legislacao]. POR DETERMINAÇÃO JUDICIAL UMA EMPRESA DEVERÁ FAZER A RESCISÃO CONTRATUAL DE FUNCIONÁRIO, SEM JUSTA CAUSA, PARA QUE ESSE RECEBA O FGTS E O SEGURO DESEMPREGO. PORÉM AS VERBAS RESCISÓRIAS, INCLUSIVE A MULTA DOS 40% DO FGTS JÁ FORAM QUITADOS NO ACORDO JUDICIAL. COMO PROCEDER COM ESSA RESCISÃO SEM AUTOMATICAMENTE GERAR UMA GRRF? Se já houve o pagamento das verbas rescisórias diretamente ao empregado não deverá ocorrer a informação em GRRF,apenas SEFIP.

Wilton Júnior/AE

A

Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal do Brasil (RFB) descobriram um esquema que causou um prejuízo de R$ 148 milhões em mercadorias que entraram no País sem pagamento de tributos. A operação Voo Livre cumpre 39 mandados de busca e apreensão em empresas e residências no Rio de Janeiro. Ao todo são 22 indiciados, sendo 12 servidores da Receita Federal, três policiais federais e sete pessoas, entre funcionários de companhias que prestam serviço no aeroporto do Galeão e empresários. Todos beneficiaram empresas e pessoas trazendo mercadorias dos Estados Unidos ao Brasil, sem o pagamento de impostos. Os policiais também davam um atendimento VIP a empresários que chegavam ao País sem que fossem fiscalizados pela alfândega. O Ministério Público

PAGAMENTO DA 1ª PARCELA DO 13º SALÁRIO Quais são os procedimentos básicos que a empresa deverá observar, para o pagamento da 1ª parcela do 13º salário? Saiba mais acessando a íntegra no site: [www.empresario.com.br/legislacao].

O

RECEBIMENTO DO SALÁRIO FAMÍLIA Empresa deve solicitar no ato da admissão o comprovante de frequência escolar a partir de 07 anos de idade,em função do salário famí-

lia? Saiba mais acessando: [www.empresario.com.br/legislacao]. FÉRIAS PROPORCIONAIS Férias proporcionais na rescisão de contrato como pedido de demissão com menos de um ano de trabalho? Existe previsão legal? Saiba mais: [www.empresario.com.br/legislacao]. CONTRATADO COMO AUTÔNOMO Autônomo é obrigado a enviar SEFIP? Caso ele esteja recebendo parcela dosegurodesempregoeleperdeessebenefícioaosercontratadocomo autônomo? Saiba mais:[www.empresario.com.br/legislacao]. AGENDA FISCAL® SETEMBRO/ 11 Informação com orientação sobre os vencimentos do mês de Setembro. Acesse a íntegra no site:[www.agenda-fiscal.com.br].

prazo para adesão ao Programa de Parcelamento Incentivado (PPI) da Prefeitura de São Paulo, para promover a regularização de dívidas com o município, foi prorrogado. Agora, os contribuintes da Capital paulista têm até o dia 30 de setembro de 2011 para parcelar as suas dívidas de Imposto sobre Propriedade Territorial e Urbana (IPTU), Imposto sobre Serviços (ISS), Taxa de Lixo e Taxa de Fiscalização de Estabelecimentos (TFE).

CASA CRUZ

capital-set/11

Controle e administração de tributos • Gerenciamento de recursos humanos • Auditoria legal e tributária • Assessoria e consultoria fiscal, tributária e societária

SOLUÇÕES EM CONTABILIDADE

© HÍFEN – todos os direitos reservados

FERRAMENTAS

3292 9300 www.contabil.com.br

denunciou duas servidoras da Receita Federal e mais 15 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema. As servidoras do setor alfandegário do aeroporto são acusadas de receber vantagens indevidas para liberar bagagens com mercadorias estrangeiras sem a cobrança do imposto. Sem prisão – O Superintendente Adjunto da Receita Federal do Rio de Janeiro, Marcus Vinícius Vidal Pontes afirmou ontem que os servidores continuam no aeroporto, exercendo funções

diferentes. De acordo com informações da PF, ninguém foi preso durante a operação. O delegado de Polícia Federal e coordenador da Operação Voo Livre, Marcelo Freitas, informou que três policiais federais foram transferidos para outras funções e vão responder processos administrativos. Entre os servidores, dois pediram aposentadoria, cinco foram remanejados e outros cinco continuam no aeroporto do Galeão, em funções diferentes. (Agências)

Novo prazo para adesão ao PPI é 30 de setembro

EMPREGADA AFASTADA POR LICENÇA-MATERNIDADE Como fica a compensação na GPS para a empresa que efetua o pagamento do 13º salário à empregada afastada por licençamaternidade? Saiba mais: [www.empresario.com.br/legislacao].

11

Marcus Pontes, da Receita (esq) e Marcelo Freitas, da PF: Free Way.

As multas de postura como PSIU, falta de muro, passeio e limpeza, dentre outras, referentes a ocorrências até 31 de dezembro de 2009 também podem ser saldadas no PPI. Dentre os benefícios do Programa está a redução de 75% da multa e desconto de 100% dos juros, no caso de pagamento em parcela única, e redução de 50% da multa e desconto de 100% dos juros, no caso de pagamento parcelado. As opções de parcelamento variam. O contribuinte pode DC

A s s o c i a ç ã o C omercial de São Paulo (ACSP) e a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) entrarão com uma representação contra a Portaria n° 1.510/09, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que estabelece uma série de exigências para o uso do relógio de ponto eletrônico nas empresas. Segundo o advogado Gastão de Toledo, que representa ambas entidades nessa ação, as determinações do MTE não poderiam ser apresentadas por meio de uma portaria – mas sim por intermédio de uma lei –, o que as torna ilegais. A polêmica portaria deveria ter entrado em vigor ontem, mas teve seu prazo limite prorrogado para o dia 3 de outubro. É a terceira vez que o prazo é ampliado. As determinações farão com que as empresas que possuam mais de dez funcionários, e que adotarem a opção eletrônica de registro, adquiram modelos de relógios de ponto que permitam a impressão das marcações realizadas pelos empregados, entre outras obrigações. De acordo com Toledo, as determinações do MTE extrapolam aquilo que a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) orienta a respeito do tema. "O que a CLT diz é que o Ministério irá instruir sobre o uso do relógio de ponto. Mas o que a portaria apresenta vai além de instruções, ela cria encargos e obrigações para o empregador", diz o advogado. Além do ônus da compra dos novos relógios eletrônicos, que custam, em média, R$ 5 mil, há os gastos com a manutenção dos equipamentos, que

(11) 2215-5422 / 5244 / 5499

www.CASACRUZFERRAMENTAS.com.br vendas@casacruzferramentas.com.br

QUÍMICOS: Marcador Industrial, Pasta Ajuste e Trava Rosca; CORTE: Bedame, Bits, Serra Circular, Fresa, Macho, Broca; MANUAL: Lima, Algarismo/Alfabeto Chapa; ABRASIVOS: Rebolos, Pedras, Discos e MUITO MAIS.

Rua Silva Bueno, 2.719 - Ipiranga

Corneta

parcelar sua dívida em até 12 parcelas, iguais e sucessivas, com juros de até 1% ao mês, de acordo com a tabela Price, ou em até 120 parcelas, reajustadas pela taxa básica de juros da economia, a Selic. A adesão ao PPI deve ser feita pelo site: w w w. p re f ei t ura.sp.gov.br/ppi. O acesso é realizado mediante uma senha de segurança. Para cadastrála, basta acessar o site www.prefeitura.sp.gov.br/ppi e seguir as instruções disponíveis na opção Senha Web.

proposta que atualiza os limites do Simples Nacional e aperfeiçoa outros pontos da Lei Geral da Micro e Pequena E m p re s a f o i a p ro v a d a n a quarta-feira pela Câmara dos Deputados sem alterações na cobrança do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços ( ICMS) via substituição tributária. O assunto será ainda discutido no Senado, mas dificilmente o segmento ficará livre dessa tributação. O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) se opõe ao texto elaborado pelos deputados da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa, que excluía as empresas dessa obrigação. "Foi construído um consenso em torno do projeto do governo, que contempla os itens principais do aperfeiçoamento do Simples Nacional, como a atualização das tabelas", disse o deputado Guilherme Campos (DEM-SP). Ele ressaltou não ser contra a substituição tributária. "Mas é preciso encontrar uma saída para que não prejudique as micro e pequenas empresas", ressaltou. Categorias – Além do fim da substituição tributária, ficou fora do texto a permissão para a entrada de novas categorias econômicas no Simples. Para o gerente de Políticas Públicas do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae), Bruno Quick, é preciso que os dois temas se mantenham na pauta. Ele avaliou que o reajuste em 50% do teto da receita bruta anual das micro e pequenas empresas deve beneficiar mais de 5 milhões de empresas. O texto aumenta de R$ 36 mil para R$ 60 mil o limite de faturamento do Empreendedor Individual (EI) e ajusta em 50% as tabelas de tributação, incluindo o teto máximo, que passa de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões para as pequenas empresas, e de R$ 240 mil para R$ 360 mil para microempresas. O projeto também prevê o parcelamento automático de débitos tributários das optantes do Simples Nacional, com prazo de 60 meses. Nesse caso, calcula-se que a medida beneficiará perto de 500 mil pequenos negócios, que corriam risco de serem excluídos por deverem à Receita Federal. Outro ponto importante que obteve consenso foi "a separação" do faturamento das empresas exportadoras (mercados interno e externo). Elas terão um limite extra, podendo ultrapassar o teto do Simples sem serem excluídas. Avanço – Para o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, a aprovação representa um avanço, embora existam muito pontos a serem aperfeiçoados. "Cumprimentamos os participantes da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa, e particularmente ao deputado Guilherme Campos pelo empenho no aperfeiçoamento da Lei Geral. Estou certo de que a Frente continuará trabalhando para aprimorar outros pontos do Simples", disse.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

e

15 O corte dos gastos públicos fez com que os Estados Unidos reduzissem o déficit federal deste ano a US$ 1,3 trilhão, ou 8,8% do PIB.

conomia

Robyn Beck/AFP

EUA reduzem projeções do PIB

O

Escritório de Orçamento da Casa Branca (OMB) revisou para baixo suas previsões de crescimento da economia dos Estados Unidos, que agora são de 1,7% e 2,6% para 2011 e 2012, respectivamente. O órgão também previu que o

desemprego se manterá em torno de 9% nos dois anos. Os dados pertencem à revisão das previsões econômicas feitas no meio do ano, e representam uma notável redução em relação às previsões de fevereiro, quando o crescimento do Produto Inter-

no Bruto (PIB) era estimado em 2,7% e 3,5% respectivamente. O documento cita como causas da queda o aumento dos preços do petróleo, a crise da economia europeia e a frágil recuperação do mercado imobiliário nos EUA. O desemprego deve se manter em 9,1% em 2011. Para 2012, a previsão é de um índice de 9%, e a mudança será pequena até 2013, quando se prevê uma taxa de 8,5%. Esta é uma das principais preocupações dos norte-

americanos, e tema central da próxima visita do presidente Barack Obama ao Congresso. O dado positivo do relatório é que a administração Obama conseguiu reduzir o déficit federal deste ano a US$ 1,3 trilhão (equivalente a 8,8% do PIB), frente aos US$ 1,65 trilhão estimado previamente. Em 2012, o déficit deve representar um índice de 6,1% do PIB. Um dos motivos para esse recuo é a redução dos gastos públicos. (EFE)

Desemprego deverá ficar em torno de 9% em 2011 e 2012

INDÚSTRIA E COMÉRCIO METALÚRGICA ATLAS S.A. CNPJ/MF. Nº 61.075.404/0001-39 - NIRE 35.3.0010404.8 ATA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, REALIZADA EM 30 DE JUNHO DE 2011 1. DATA, HORÁRIO E LOCAL - Dia 30 de junho de 2011, às 8:30 horas, na sede social, Av. José César de Oliveira, nº 111, 3º andar, Capital do Estado de São Paulo. 2. CONVOCAÇÃO - Dispensada em virtude da presença da totalidade dos acionistas. 3. PRESENÇA - Acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas lançadas no livro “Presença de Acionistas”. 4. MESA DIRIGENTE – Paulo Roberto Pisauro, Presidente e Olair Adalberto Martins, Secretário. 5. DELIBERAÇÕES EXTRAORDINÁRIAS – Os acionistas da Companhia aprovam, por maioria de votos: I) A redução do capital social da Companhia, com cancelamento de ações e o pagamento do preço correspondente, de acordo com os seguintes termos e condições: a) Justificativa: a redução do capital social se dá com base nos Artigos 173 e 174 da Lei nº 6.404/76, por ser considerado excessivo para o recebimento de mútuos e duplicatas a receber; b) Montante do capital a ser reduzido: R$ 22.394.741,12 (vinte e dois milhões, trezentos e noventa e quatro mil, setecentos e quarenta e um reais e doze centavos); c) Preço por ação: o valor patrimonial por ação sujeita à redução de capital é de R$ 0,18 (dezoito centavos), conforme o balanço patrimonial da Companhia levantado em 31 de dezembro de 2010; d) Quantidade de ações a serem canceladas: 124.215.104 (cento e vinte e quatro milhões, duzentos e quinze mil e cento e quatro) ações ordinárias sem valor nominal de emissão da Companhia, todas elas detidas pela acionista COMPANHIA BRASILEIRA DE ALUMÍNIO, uma vez que os demais acionistas da Companhia presentes à Assembléia Geral Extraordinária não manifestaram seu interesse de participar da redução do capital social da Companhia, ora deliberada; e) Efetividade da Redução de Capital: em atendimento ao disposto nos Artigos 173 e 174 da Lei nº 6.404/76, a redução do capital ora aprovada somente será efetiva depois de transcorridos 60 (sessenta) dias contados da data da publicação desta; f) Prazo e Pagamento: a Companhia efetuará o pagamento à acionista Companhia Brasileira de Alumínio pelas ações ora canceladas dentro do prazo de 5 (cinco) dias depois de decorrido o prazo previsto no item “e” acima, mediante o pagamento pela Companhia, em moeda corrente nacional, do valor total de R$ 22.394.741,12 (vinte e dois milhões, trezentos e noventa e quatro mil, setecentos e quarenta e um reais e doze centavos). II) Em virtude da deliberação acima, os acionistas da Companhia decidiram alterar o Artigo 5º do Estatuto Social da Companhia, que passará a vigorar, uma vez que a redução de capital social ora deliberada torne-se efetiva, conforme os termos do item “e” acima, com a seguinte nova redação: “Artigo 5º - O capital social subscrito é de R$ 41.492.362,76 (quarenta e um milhões, quatrocentos e noventa e dois mil, trezentos e sessenta e dois reais e setenta e seis centavos), dividido em 272.625.435 (duzentos e setenta e dois milhões, seiscentos e vinte e cinco mil e quatrocentos e trinta e cinco) ações ordinárias, sem valor nominal, obrigatoriamente nominativas”. 6. OBSERVAÇÕES FINAIS - a) Em todas as deliberações deixaram de votar os legalmente impedidos; b) O Sr. Presidente franqueou o uso da palavra, não havendo, todavia, nenhuma manifestação; c) Os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente, Secretário e demais acionistas presentes. São Paulo, 30 de junho de 2011. (a.a.) Paulo Roberto Pisauro, Presidente e Olair Adalberto Martins, Secretário; p. Cia. Brasileira de Alumínio, João Bosco Silva e Paulo Prignolato e, Maria Helena Moraes Scripilliti, Acionistas. SECRETARIA DA FAZENDA – JUNTA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO – CERTIDÃO – Certifico o Registro sob o nº 334.683/11-7 em 24.08.2011 (a) Kátia Regina Bueno de Godoy, Secretária Geral.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: TOMADAS DE PREÇOS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 69/00297/11/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédio Escolar - EE Profª Maria Tereza Guimarães de Angelo - Rua Pirassununga, 235 - CEP: 13323-023 - Jd Marilia - Salto-SP - 150 - R$ 40.601,00 - R$ 4.060,00 - 14:20 - 20/09/2011. 69/00317/11/02 - Reforma de Prédio Escolar - EE Prof José Antônio Coutinho Condino - Rua A, 1.477 - CEP: 12226838 - Mato Dentro - São José dos Campos-SP - 180 - R$ 50.271,00 - R$ 5.027,00 - 14:40 - 20/09/2011. 69/00331/11/02 - Reforma de Prédio Escolar - EE Dr Jose Maria dos Reis - Rua Prudente de Morais, 60 - CEP: 16260-000 - Centro - Coroados-SP - 120 - R$ 24.576,00 - R$ 2.457,00 - 15:00 - 20/09/2011. 69/00335/11/02 - Reforma de Prédio Escolar - EE Iraldo Antônio Martins de Toledo - Rua Pedro Antônio Gomes, 502 - CEP: 17760-000 - Centro - Inúbia Paulista-SP - 180 - R$ 49.623,00 - R$ 4.962,00 - 15:20 - 20/09/2011. 69/00336/11/02 - Reforma de Prédio Escolar - EE Voluntário Carmo Turano - Rua Felício Bottino, 707 - CEP: 15895000 - Centro - Cedral-SP - 120 - R$ 63.670,00 - R$ 6.367,00 - 15:40 - 20/09/2011. 69/00368/11/02 - Construção de Ambientes Complementares e Reforma de Prédio Escolar - EE Prof Francisco Purita - Rua do Rosário, 118 - Cep: 15103-000 - Centro - Ipiguá-SP - 120 - 83,43 - R$ 65.322,00 - R$ 6.532,00 - 16:00 20/09/2011. 69/00372/11/02 - Reforma de Prédio Escolar - EE/EMEF Profª Maria Pilar Ortega Garcia/Criança Feliz - Rua Seis, S/ Nº - CEP: 15773-000 - Centro - Nova Canaã Paulista-SP - 120 - R$ 34.101,00 - R$ 3.410,00 - 16:20 - 20/09/2011. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 02/09/2011, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 36/00499/11/05 OBJETO: AQUISIÇÃO DE MATERIAL ESCOLAR - MOCHILA ESCOLAR. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Aquisição de Material Escolar - Mochila Escolar. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 02/09/2011, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luis, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 16/09/2011, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer rigorosamente ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 02/09/2011, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

OPINIÃO S/A

CNPJ 03.729.970/0001-10 - NIRE 35.300.196.392 Edital de Convocação - AGO Ficam convocados os acionistas a se reunirem em AGO, a ser realizada às 9hs do dia 08.09.11, na sede social, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: a) aprovação de contas do exercício findo em 31.12.10 e destinação dos resultados; b) remuneração da Diretoria; e c) outros assuntos de interesse social. São Paulo, 31.08.11. A Diretoria. (31/08, 01 e 02/09)

SIFRA S/A

CNPJ 04.455.612/0001-20 - NIRE 35.300.184.904 Edital de Convocação - AGO Ficam convocados os acionistas a se reunirem em AGO, a ser realizada às 10hs do dia 08.09.11, na sede social, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: a) aprovação de contas do exercício findo em 31.12.10 e destinação dos resultados; b) remuneração da Diretoria; e c) outros assuntos de interesse social. São Paulo, 31.08.11. A Diretoria. (31/08, 01 e 02/09)

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 01 de setembro de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Risel Combustíveis Ltda. Requerido: Sustentare Serviços Ambientais S/A. Rua Verbo Divino, 1.661, conjunto 22 - 2ª Vara de Falências. Requerente: Nakashima Pinturas Ltda. Reqdo: IMD Indústria Metalúrgica Ltda. Rua Clodomiro Amazonas, 503 - 1ª Vara de Falências

Quer falar com 26.000 empresários de uma só vez?

PUBLICIDADE Fone: 11 3244-3852 Fax: 11 3244-3894

O Jornal do Empreendedor

Odebrecht Plantas Industriais e Participações S.A.

AQUAPOLO AMBIENTAL S.A. NIRE 35300374614 – CNPJ Nº 11.399.666/0001-80

NIRE 3530035179-7 – CNPJ/MF Nº 09.334.075/0001-83

ATA DE ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA Dia, hora e local: Em 29 de abril de 2011, às 08:30 horas, na sede da Companhia, localizada na Avenida Rebouças, nº 3.970, 32º andar, parte, Pinheiros, São Paulo, SP, CEP 05402-920. Publicações: Relatório da Administração, Balanço Patrimonial e as demais Demonstrações Financeiras, referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, publicados no “Diário Oficial do Estado de São Paulo” e no “Valor Econômico” (Regional SP), ambos na edição de 28 de abril de 2011. Presenças: Acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas constantes no Livro de Presença de Acionistas. Convocação: Dispensada a publicação de Editais de Convocação, na forma do artigo 124, § 4º, da Lei nº 6.404/76. Mesa: Márcio Faria da Silva, Presidente; Camila Macedo Oliveira Bissolotti, Secretária. Deliberações: 1) Aprovada a lavratura da presente ata na forma sumária, conforme faculta o artigo 130, § 1º, da Lei nº 6.404/76; 2) Aprovado o Relatório da Administração, Balanço Patrimonial e as demais Demonstrações Financeiras referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010; 3) Aprovada a absorção do lucro líquido do exercício findo em 31 de dezembro de 2010, no valor total de R$ 660.413,01 (seiscentos e sessenta mil, quatrocentos e treze reais e um centavo) pelos prejuízos acumulados de exercícios anteriores; 4) Aprovada a reeleição dos membros da Diretoria da Companhia, todos com mandato até a Assembleia Geral Ordinária a ser realizada em 2013. A composição da Diretoria é a seguinte: A) Diretor Presidente – Márcio Faria da Silva, brasileiro, casado, engenheiro civil, inscrito no CPF/MF sob o nº 293.670.006-00, portador da carteira de identidade RG nº M-162.775 SSP/ MG, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Avenida Rebouças, nº 3.970, 32º andar, Pinheiros, São Paulo, SP; B) Diretor – Fernando Sampaio Barbosa, brasileiro, casado, engenheiro civil, inscrito no CPF/MF sob o nº 106.563.085-91, portador da carteira de identidade RG nº 984073-76 SSP/BA, residente e domiciliado na Cidade de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, com endereço comercial na Avenida Pasteur, nº 110, 7º andar, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ; C) Diretor – Guilherme Pacheco de Britto, brasileiro, solteiro, advogado, inscrito no CPF/ MF sob o nº 035.285.477-40, portador da carteira de identidade RG nº 10204672-9 SSP/RJ, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Avenida Rebouças, nº 3.970, 32º andar, Pinheiros, São Paulo, SP; D) Diretor – Jayme Gomes da Fonseca Júnior, brasileiro, casado, administrador de empresas, inscrito no CPF/MF sob o nº 350.606.895-49, portador da carteira de identidade RG nº 53.157.000-9 SSP/SP, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Avenida Rebouças, nº 3.970, 28º andar, Pinheiros, São Paulo, SP; E) Diretor – Paulo Oliveira Lacerda de Melo, brasileiro, casado, engenheiro civil, inscrito no CPF/MF sob o nº 069.488.394-87, portador da carteira de identidade RG nº 762.473 SSP/PE, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Avenida Rebouças, nº 3.970, 32º andar, Pinheiros, São Paulo, SP; F) Diretor – Renato Augusto Rodrigues, brasileiro, casado, engenheiro, inscrito no CPF/MF sob o nº 189.041.656-87, portador da carteira de identidade RG nº 4.353.069-2 SSP/SP, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Avenida Rebouças, nº 3.970, 31º andar, Pinheiros, São Paulo, SP; G) Diretor – Roberto Lopes Pontes Simões, brasileiro, casado, engenheiro mecânico, inscrito no CPF/MF sob o nº 141.330.245-91, portador da carteira de identidade RG nº 839142 SSP/BA, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Avenida Rebouças, nº 3.970, 27º andar, Pinheiros, São Paulo, SP; H) Diretor – Rogério Santos de Araújo, brasileiro, casado, engenheiro, inscrito no CPF/MF sob o nº 159.916.527-91, portador da carteira de identidade RG nº 3102738-6 IFP/RJ, residente e domiciliado na Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, com endereço comercial na Praia de Botafogo, nº 300, 10º andar, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ; e I) Diretor – Saulo Vinicius Rocha Silveira, brasileiro, casado, engenheiro, inscrito no CPF/MF sob o nº 315.590.006-78, portador da carteira de identidade RG nº M-214.108 SSP/MG, residente e domiciliado na Cidade de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, com endereço comercial na Avenida Paulista, nº 1.106, 14º andar, Bela Vista, São Paulo, SP; e 5) Fixado o montante de R$ 700.000,00 (setecentos mil reais), como limite global da remuneração anual dos Administradores da Companhia durante o corrente exercício social. Declaração de desimpedimento: Os Diretores ora eleitos tomam posse de imediato e mediante a lavratura e assinatura de termo de posse no Livro de Atas de Reuniões da Diretoria e declaram sob as penas da lei que não estão impedidos de exercerem a administração da Companhia por lei especial; em virtude de condenação que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato, ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, fé pública, ou a propriedade, enquanto perdurarem os efeitos da condenação. Quorum das deliberações: Todas as deliberações foram aprovadas por unanimidade, sem reserva ou restrições. Conselho Fiscal: Não há Conselho Fiscal permanente, nem foi instalado no presente exercício. Documentos arquivados: Foram arquivados os documentos referidos nesta ata, após numerados e seguidamente autenticados pelos membros da Mesa. Após lida e aprovada por unanimidade, a presente ata foi assinada por todos os presentes. São Paulo, 29 de abril de 2011. Mesa: Márcio Faria da Silva, Presidente; Camila Macedo Oliveira Bissolotti, Secretária. Acionistas: Construtora Norberto Odebrecht S.A. e Belgrávia Empreendimentos Imobiliários S.A. Certifico e dou fé que esta ata é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. Camila Macedo Oliveira Bissolotti, Secretária.  Secretaria da Fazenda. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o número 208.763/11-9, em 03.06.11. Kátia Regina Bueno de Godoy, Secretária Geral.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 36/00496/11/05 OBJETO: AQUISIÇÃO DE MATERIAL ESCOLAR – KIT ESCOLAR. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para: Aquisição de Material Escolar – Kit Escolar. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 02/09/2011, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luis, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 16/09/2011, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer rigorosamente ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 02/09/2011, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

Ata de Assembleia Geral Extraordinária Dia, hora e local: 26 de agosto de 2011, às 11:00 horas, na sede social da Companhia, localizada na Avenida Almirante Delamare, nº 3.000, área 1, Heliópolis, Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, CEP 04230-000. Convocação: Dispensada a publicação de Editais de Convocação, na forma do artigo 124, § 4º, e do artigo 133, § 4º, da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada (“Lei das S.A.”). Presença: Acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas constantes no Livro de Presença de Acionistas. Mesa: Luiz Fernando de Castro Santos, Presidente; Simone Eliza Martins Pereira Sahade, Secretária. Ordem do dia: deliberar sobre: (i) a emissão privada, pela Companhia, de debêntures simples, não conversíveis em ações, em série única, da espécie com garantia real representada por cessão fiduciária de direitos creditórios e alienação fiduciária de ações da Companhia, no montante total de R$ 326.732.000,00 (trezentos e vinte e seis milhões, setecentos e trinta e dois mil reais) (“Emissão”); e (ii) a concessão de autorização aos Diretores da Companhia para realizar todos e quaisquer atos ou procedimentos necessários à Emissão. Deliberações: os acionistas da Companhia aprovaram, por unanimidade: (i) autorizar a lavratura da presente ata na forma de sumário dos fatos ocorridos, conforme faculta o artigo 130, § 1º, da Lei das S.A.; (ii) aprovar, nos termos do artigo 59 da Lei nº 6.404/76, a Emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, em série única, da espécie com garantia real representada por cessão fiduciária de direitos creditórios e alienação fiduciária de ações da Companhia, nos termos do “Instrumento Particular de Escritura da 1ª Emissão Privada de Debêntures Simples, Não Conversíveis em Ações, em Série Única, da Espécie com Garantia Real representada por Cessão Fiduciária de Direitos Creditórios e Alienação Fiduciária de Ações da Aquapolo Ambiental S.A.” a ser celebrado entre a Companhia, na qualidade de Emissora, e Planner Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., como Agente Fiduciário (“Escritura de Emissão”), com as seguintes características básicas (“Debêntures”): (ii.1) valor total da Emissão – R$ 326.732.000,00 (trezentos e vinte e seis milhões, setecentos e trinta e dois mil reais) (“Valor Total da Emissão”) na Data de Emissão (conforme definida abaixo); (ii.2) quantidade e número de séries – 326.732 (trezentas e vinte e seis mil, setecentas e trinta e duas) Debêntures, em uma única série; (ii.3) valor nominal unitário – R$ 1.000,00 (um mil reais) cada uma, na Data de Emissão (conforme definida abaixo); (ii.4) data da emissão – para todos os efeitos legais, a data da Emissão será a data de assinatura da Escritura de Emissão, conforme deverá ser definida no item 5.1.7 da Escritura de Emissão (“Data da Emissão”); (ii.5) amortização – a amortização das Debêntures será realizada em 189 (cento e oitenta e nove) parcelas mensais e sucessivas a partir de 1º de dezembro de 2013; (ii.6) forma e tipo – as Debêntures serão simples, nominativas, escriturais, sem emissão de cautelas ou certificados das Debêntures pela Companhia, nos termos do art. 63, § 2º, da Lei nº 6.404/76; (ii.7) conversibilidade – as Debêntures não serão conversíveis em ações de emissão da Companhia; (ii.8) subscrição e integralização – a subscrição e a integralização da totalidade das Debêntures dar-se-á pelo Valor Total da Emissão, sendo que a formalização da subscrição das Debêntures dar-se-á mediante assinatura dos respectivos boletins de subscrição, e a integralização das Debêntures dar-se-á mediante pagamento à vista, em moeda corrente nacional, na Conta de Liquidação, conforme abaixo definido; (ii.9) espécie – as Debêntures serão emitidas com garantia real representada pela alienação fiduciária da totalidade das ações da Companhia e pela cessão fiduciária de direitos creditórios; (ii.10) remuneração e atualização – as Debêntures farão jus a uma remuneração que contemplará juros remuneratórios, que consistem na variação acumulada da Taxa Referencial (“TR”; no plural “TRs”), divulgada pelo Banco Central do Brasil (“BACEN”), calculado pro rata temporis, por dias úteis, capitalizado de sobretaxa de 8,75% (oito inteiros e setenta e cinco centésimos por cento) ao ano (“Spread”), incidentes sobre o saldo não amortizado do valor nominal unitário, calculados, por dias úteis, com base em um ano de 252 (duzentos e cinquenta e dois) dias úteis, incidentes desde a data da integralização, até o final do período de capitalização correspondente. A remuneração será paga mensalmente, a partir de 01 de fevereiro de 2013 até 01 de agosto de 2029. O valor nominal unitário de cada Debênture não será atualizado; (ii.11) garantias reais – as garantias reais do cumprimento das obrigações previstas na Escritura de Emissão serão constituídas por meio de celebração de contrato de alienação fiduciária de ações de emissão da Companhia (“Contrato de Alienação Fiduciária de Ações”) e contrato de cessão fiduciária, por meio do qual o pagamento das Debêntures será garantido pelas seguintes garantias reais: (i) cessão fiduciária dos direitos creditórios da Companhia sobre os recebíveis provenientes do Contrato de Fornecimento de Água Industrial, celebrado em 30 de setembro de 2009, conforme aditado, entre a Quattor Química S.A., Quattor Petroquímica S.A. e Quattor Participação S.A., conforme aditado (“Contrato de Fornecimento”); (ii) cessão fiduciária dos eventuais direitos de crédito decorrentes do Contrato de EPC e do Contrato de Fornecimento de Água Alternativa Secundária, este último celebrado entre a Companhia e a SABESP em 1º de dezembro de 2010, conforme aditado (“Contrato de Água”), incluindo mas não se limitando a eventuais indenizações e penalidades recebidas pela Companhia de sua respectiva contraparte nos respectivos contratos; (iii) cessão fiduciária dos recursos depositados nas contas-correntes mantidas sob a titularidade da Companhia, onde serão depositados: (a) o valor referente à integralização das Debêntures (“Conta de Liquidação”); (b) os pagamentos decorrentes do Contrato de Fornecimento (“Conta Centralizadora”); e (c) os valores de garantia (“Conta Reserva”), bem como aplicações financeiras permitidas (“Investimentos Permitidos”); e (iv) cessão fiduciária dos direitos da Companhia como beneficiária/segurada das apólices de seguro objeto do Contrato de EPC, bem como de eventuais indenizações e outros valores pagos sob o mesmo (“Contrato de Cessão Fiduciária” e, em conjunto com o Contrato de Alienação Fiduciária de Ações, “Contratos de Garantia”); (iii) as acionistas representando a totalidade do capital social da Companhia renunciam, neste ato, expressamente aos seus respectivos direitos de preferência na subscrição das Debêntures; (iv) foi também aprovada a autorização à Diretoria da Companhia para praticar todos os atos necessários ou convenientes à efetivação da Emissão ora aprovada, bem como ficam ratificados os atos praticados pela Diretoria da Companhia até esta data e relativos aos procedimentos preparatórios à Emissão das Debêntures. Encerramento: Após lida e aprovada por unanimidade, a presente ata foi assinada por todos os presentes. São Paulo, 26 de agosto de 2011. Mesa: Luiz Fernando de Castro Santos, Presidente; Simone Eliza Martins Pereira Sahade, Secretária. Acionistas: Luiz Fernando de Castro Santos e Ticiana Vaz Sampaio Marianetti pela acionista Foz do Brasil S.A. e Dilma Seli Pena e Paulo Massato Yoshimoto pela acionista Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – SABESP. Certifico e dou fé que esta ata é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. Simone Eliza Martins Pereira Sahade, Secretária.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 063/2011 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 2371/2011 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico nº 063/ 2011, tendo como objeto o registro de preços de medicamentos não padronizados, para atender processos autorizados, incluindo demandas administrativas para Defensoria Pública e processos judiciais, conforme especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas darse-ão até às 8 horas do dia 15 de setembro de 2011, e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas do dia 15 de setembro de 2011. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 01 de setembro de 2011. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS

DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ESTATÍSTICA E ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS - DIEESE

CNPJ nº 60.964.996/0001-87 AVISO DE LICITAÇÃO Objeto: Contratação de empresa para o desenvolvimento de um aplicativo multimídia a partir de um conteúdo (PDF de uma publicação) fornecido pelo DIEESE para a produção de 3.000 (três mil) CD-ROM do Anuário do Trabalho e da Qualificação Profissional do Rio de Janeiro para atender as necessidades do Convênio MTE/SPPE/CODEFAT nº 003/2007 e Termo Aditivo. Modalidade: PREGÃO ELETRÔNICO. Tipo: Menor Preço. Recebimento das Propostas: Das 09:00 (nove horas) do dia 02/09/2011 até às 18:00 (dezoito horas) do dia 14/09/2011, horários de Brasília. Início da Sessão Pública de Disputa de Preços: 15:00 (quinze horas) do dia 15/09/2011. Referência de Tempo: Horário de Brasília. Endereço Eletrônico: www.terceiropregao.com.br. Edital: DIE10/2011, disponível a partir de: 02/09/2011. Informações: contato@terceiropregao.com.br . Fone: (11) 3262-3291. São Paulo, 02 de setembro de 2011.

DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ESTATÍSTICA E ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS - DIEESE

CNPJ nº 60.964.996/0001-87 AVISO DE LICITAÇÃO Objeto: Contratação de empresa para prestação de serviços gráficos, compreendendo impressão de 3 mil exemplares, com fornecimento de prova de capa, do miolo, do acabamento do Anuário do Trabalho e da Qualificação Profissional do Estado do Rio de Janeiro para atender as necessidades do Convênio MTE/SPPE/CODEFAT nº 003/2007 e Termo Aditivo. Modalidade: PREGÃO ELETRÔNICO. Tipo: Menor Preço. Recebimento das Propostas: Das 09:00 (nove horas) do dia 02/09/2011 até às 18:00 (dezoito horas) do dia 14/09/2011, horários de Brasília. Início da Sessão Pública de Disputa de Preços: 14:00 (quatorze horas) do dia 15/09/2011. Referência de Tempo: Horário de Brasília. Endereço Eletrônico: www.terceiropregao.com.br. Edital: DIE09/2011, disponível a partir de: 02/09/2011. Informações: contato@terceiropregao.com.br . Fone: (11) 3262-3291. São Paulo, 02 de setembro de 2011.

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 064/2011 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 2372/2011 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico nº 064/ 2011, tendo como objeto o registro de preços de medicamentos não padronizados, para atender processos autorizados, incluindo demandas administrativas para Defensoria Pública e processos judiciais, conforme especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas darse-ão até às 8 horas do dia 16 de setembro de 2011, e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas do dia 16 de setembro de 2011. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 01 de setembro de 2011. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 065/2011 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 2373/2011 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico nº 065/ 2011, tendo como objeto o registro de preços de medicamentos não padronizados, para atender processos autorizados, incluindo demandas administrativas para Defensoria Pública e processos judiciais, conforme especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas darse-ão até às 8 horas do dia 19 de setembro de 2011, e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas do dia 19 de setembro de 2011. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 01 de setembro de 2011. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 066/2011 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 2374/2011 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico nº 066/ 2011, tendo como objeto o registro de preços de medicamentos não padronizados, para atender processos autorizados, incluindo demandas administrativas para Defensoria Pública e processos judiciais, conforme especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas darse-ão até às 8 horas do dia 20 de setembro de 2011, e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas do dia 20 de setembro de 2011. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 01 de setembro de 2011. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira

InBev Participações Societárias S.A. CNPJ/MF n° 07.526.557/0001-00 - NIRE 35.300.368.941 - Companhia Fechada ATA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 8 DE AGOSTO DE 2011 1. Data, Hora e Local: Aos 8 dias do mês de agosto de 2011, às 15:00 horas, na sede social da Companhia, localizada na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Dr. Renato Paes de Barros, 1.017, 3º andar (parte), Itaim Bibi. 2. Convocação e Presença: Convocação dispensada face à presença de acionistas representando a totalidade do capital social da Companhia, conforme assinaturas constantes do Livro de Presença de Acionistas da Companhia. 3. Mesa: Presidente: Sílvio José Morais; Secretária: Daniela Rodrigues. 4. Deliberações tomadas por unanimidade de votos e sem quaisquer ressalvas: 4.1. Registrar que a ata que se refere a esta Assembleia Geral Extraordinária será lavrada em forma de sumário, nos termos do §1º do art. 130 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. 4.2. Sujeito à posterior aprovação dos debenturistas representando 100% das debêntures em circulação (“Debenturistas”), emitidas nos termos da Escritura Particular de Emissão de Debêntures Simples, Subordinadas, Não Conversíveis em Ações da Segunda Emissão da Companhia (“Debêntures”), datada de 8 de dezembro de 2010 e registrada perante JUCESP sob nº ED000636-1/000 (“Escritura da 2ª Emissão”), aprovar o resgate antecipado facultativo da totalidade das Debêntures, a qualquer tempo a partir da presente data, mediante o pagamento dos valores devidos, calculados nos termos da Escritura da 2ª Emissão, bem como eventuais comissões a serem negociadas. Fica a Diretoria autorizada a praticar todos os atos e tomar todas as providências necessárias à formalização e efetivação do referido resgate. 4.3. Em virtude do resgate antecipado contemplar a totalidade das debêntures objeto da 2ª Emissão, ratificar, sujeito também à ratificação pelos Debenturistas, a dispensa de qualquer aditamento à Escritura da 2ª Emissão. 5. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi a presente ata lavrada, e depois lida, aprovada e assinada pelos membros da Mesa e pelos acionistas presentes. Assinaturas: Sílvio José Morais - Presidente. Daniela Rodrigues - Secretária. Acionistas: Interbrew International B.V., p.p. Sílvio José Morais; Sílvio José Morais. Certifico que a presente confere com o original lavrado no livro próprio. Daniela Rodrigues - Secretária. JUCESP nº 340.362/11-0, Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

16

e

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O nosso comércio exterior está crescendo a taxas acima do comércio mundial. Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior

conomia

Divulgação

FINA ESTAMPA agência Mood, que se notabiliza pelas criativas campanhas de Devassa, assina as peças do Morumbi Shopping que saúdam a chegada da primavera em São Paulo. São lindas. As imagens da cidade ganham novos contornos, com linda modelo de bicicleta carregando flores. Para quem gosta, aproxima-se o tempo das azaleias em flor em Sampa. A publicidade floresce.

A

POPULARIZAÇÃO

A

Procter & Gamble, gigante americana, dona de marcas líderes do mercado global, sempre tentou se popularizar no Brasil. Agora, em um novo e articulado esforço de marketing escala Ana Maria Braga, Faustão, Angelica e Luciano Huck como embaixadores de suas marcas. Angelica fará as ações de merchandising de Hipoglós e Pampers. Ela é mãe, é bonita e esses produtos passam de geração em geração, já Huck vai responder por ações de OralB e Gillette. Ana Maria Braga fica responsável por difundir a linha de produtos Olay, recém lançada para cuidados da pele. Fausto Silva, o Faustão, segue com a promoção "Avião do Faustão", que envolve todos os produtos. E, é claro, Gisele Bündchen continuará à frente de Pantene que, ela garante, deixam suas madeixas sedosas. A agência Africa de Nizan Guanaes rege a tentativa. Há 23 anos no Brasil, a Procter & Gamble comprou linhas de produtos de antigos laboratórios que fazem sucesso no mercado há décadas como Hipoglós. Também tem a linha Vick. Mas cometeu alguns erros que entraram para o anedotário da publicidade. Três deles merecem registro. Comprou a marca Phytoervas, que Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revista publicitta. com.br

fazia sucesso no mundo fashion, promovendo o que foi a origem do São Paulo Fashion Week, mas decidiu ampliar a distribuição do produto e levou os xampus para as gôndolas dos supermercados. O consumidor médio achou caro e o consumidor de alta renda, achou barato. O produto perdeu o glamour e o seu público. A Procter & Gamble não satisfeita cometeu outro erro. O sabonete Phebo, com embalagem atoalhada e caixinhas de madeira para presentes, conquistava os lares, era motivo de orgulho ter em casa, para as visitas. Resultado: a Procter & Gamble mais uma vez quis ganhar escala e popularizar a marca. O sabonete virou, na linguagem popular, a chamada carne de vaca, aquela de segunda, não o filé de primeira. Outro erro, corrigido depois, foi o lançamento de Ariel, o sabão em pó com o qual a multinacional responde pela liderança no mercado americano. Lá sabão em pó que se preserve é verde, mas aqui é azul, herança da pedra anil com a qual se clareava a roupa. Omo deu uma surra em Ariel, que ganhou depois cores azuis. Nesse esforço, a Procter & Gamble virou P&G. E é debaixo dessas duas letrinhas que quer colocar as suas 24 marcas, algumas sinônimo de categoria como Gillette e a própria Hipoglós. O faturamento de R$ 3 bilhões no ano passado deu gás novo à empresa. E com a linha Wella, a de cabelos, ela aproveita para trabalhar novos produtos. A classe C, é claro, está na mira.

PRIMAVERA na

cidade de São

PÃO E PROPAGANDA empresa espanhola Publipan entra no mercado brasileiro explorando uma mídia diferente com a qual começa a conquistar grandes anunciantes: o saquinho de pão. Isso mesmo: a rede distribui gratuitamente a panificadoras (as padarias e confeitarias) os saquinhos de pão com propaganda e 100% ecológicos, recicláveis em substituição às amaldiçoadas sacolas plásticas. Em São Paulo, alguns estabelecimentos começam a entrar no alvo da Publipan com propaganda da Net Combo. Não deixa de ser uma ideia simples e que faz sucesso.

A

SAQUINHO de papel, 100% reciclável.

Paulo

FORÇA VERDE

TOMATE MANIA agência Talent, do grupo europeu Publicis, lança campanha neste fim de semana com promoção da Cargill para os produtos atomatados das marcas Pomarola, Elefante, Tarantella e Pomodoro. A promoção válida a partir de hoje até o dia 15 de novembro vai premiar os consumidores com uma casa, carros (sorteios mensais), um cupom de R$ 1 mil por 12 meses para compras, além de utensílios domésticos. Os consumidores precisam, para participar, guardar as embalagens e cadastrar os códigos de barras das mesmas no endereço eletrônico da promoção (www.tomatemania.com.br). A Cargill quer com isso aumentar as vendas dos produtos e também torná-los mais difundidos. A campanha criada pela Talent reforça a ideia de "Tomate Mania", mostrando o uso em diferentes e inusitadas situações.

A

SORTEIO de casa e carros na promoção das marcas Pomarola, Elefante, Tarantella e Pomodoro.

s consumidores entraram nas redes sociais e reclamaram do fim de um produto: o Halls sabor uva verde. A empresa viu o movimento ganhar força. Então decidiu relançar o que havia retirado das gôndolas e vai emprestar aos rótulos a cara desses saudosistas. Os interessados podem fazer suas campanhas, tecendo loas ao produto, na página www.halls.com.br/uvaverde. Tem gosto para tudo e as redes sociais começam a pautar as empresas e alguns casos as empresas começam a pautar a rede. O fato é que o produto está de volta.

O INDISPENSÁVEIS AlmapBBDO assina nova leva de anúncios de Havaianas para promover a linha Slim das sandálias mais famosas do mercado. Nas peças, veiculadas a partir deste mês, as sandálias são transformadas em acessórios femininos, como lenços, saias, bolsas e leques. Tudo para mostrar que além de versáteis, as Havaianas são indispensáveis para o visual do dia a dia e que é chique usá-las. E, é claro, como dizia o velho comercial, não soltam as tiras, não deformam e não têm cheiro.

A

PEDIDOS via rede social

Venda de automóveis e comerciais leves sobe 7%

Balança tem superávit de US$ 3,8 bi em agosto A Segundo ministério, exportações do País aumentaram 7% e no ano podem chegar a US$ 257 bilhões.

A

balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,873 bilhões em agosto, resultado de exportações de US$ 26,158 bilhões e importações de US$ 22,285 bilhões, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A média diária das vendas externas foi de US$ 1,137 bilhão, o que significa uma alta de 30,1% em relação a agosto de 2010 e de 7,3% ante julho deste ano. A média diária das importações somou US$ 968,9 milhões, alta de 26,6% ante agosto de 2010 e de 6,4% em relação a julho deste ano. Diante destes dados, o ministério anunciou ontem a elevação da meta de exportação do País neste ano para US$ 257 bilhões. A meta anunciada no início do ano era de US$ 228 bilhões, mas já tinha sido elevada para US$ 245 bilhões. No acumulado em 12 meses encerrado em agosto, as exportações já somam US$ 242,5 bilhões. Expectativa – O secretário executivo do ministério, Alessandro Teixeira, informou ontem que a expectativa para o superávit comercial em 2011 é de US$ 27 bilhões. Esta é a primeira vez que o ministério faz uma previsão de saldo. "Não é meta. Essa é a nossa expectativa", ressaltou. Teixeira destacou que o crescimento das exportações neste ano será de 27,3% em relação ao ano passado, até então o melhor ano de vendas externas brasileiras. A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, afirmou que agosto foi o melhor

Dirceu Portugal/AE

Commodities, como o milho, impulsionam as vendas do País para o exterior. Governo afirma que crescimento das exportações será de 27,3% neste ano, em relação a 2010. Saldo da balança deverá ser de US$ 27 bilhões no ano.

mês para o comércio exterior brasileiro, com recorde de exportações e importações. Mercado – "O nosso comércio exterior está crescendo a taxas acima do comércio mundial, o que faz com que o Brasil ganhe mercado. Estamos falando do melhor mês de agosto do comércio exterior do Brasil", disse Tatiana. Segundo o MDIC, as exportações mun-

diais crescem em um ritmo de 18% ao ano. Acumulado – No acumulado do ano, o saldo positivo da balança comercial brasileira é de US$ 19,959 bilhões, com média diária de US$ 118,8 milhões, o que representa um crescimento no superávit de 70,8% em relação aos primeiros oito meses do ano passado. Já as exportações do País no

acumulado de janeiro a agosto deste ano somaram exatos US$ 166,713 bilhões, com média diária de US$ 992,3 milhões, alta de 31,4% ante janeiro a agosto de 2010. As importações do País totalizam no ano US$ 146,754 bilhões, com média diária de US$ 873,5 milhões, o que representa aumento de 27,4% ante igual período de 2010. (AE)

s vendas totais de automóveis e comerciais leves novos no Brasil em agosto subiram 6,9% em relação a julho, mas em termos de licenciamentos diários o movimento do mês passado apresentou leve redução, disse ontem uma fonte da indústria com conhecimento dos dados. Os licenciamentos de automóveis e comerciais leves em agosto somaram 307.870 unidades, o que corresponde a uma média por dia útil de 13.385 veículos, ligeiramente abaixo da média de 13.714 unidades de julho. Agosto teve 23 dias úteis de vendas, dois dias a mais que julho. Os dados indicam acomodação do setor, que no início do ano chegou a registrar índices de crescimento mensal de vendas de dois dígitos. En ti da de – A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) estima um crescimento de vendas em 2011 de 5%, para 3,69 milhões de unidades. A expectativa da Federação

Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) é de alta de 5,9 % nas vendas de automóveis e comerciais leves. No acumulado de janeiro a agosto, as vendas de automóveis e comerciais leves somam 2,234 milhões de unidades, em uma expansão de 7,5% sobre um ano antes. A Fiat encerrou o mês passado com vendas de automóveis e comerciais leves de 67.330 unidades, praticamente estável ante as 67.385 unidades de julho. A alemã Volkswagen registrou licenciamentos de 64.783 veículos em agosto, alta de 10% sobre o volume vendido no mês anterior. As empresas General Motors e Ford apuraram vendas de 55.923 e de 28.063 unidades em agosto, crescimentos de 8,4 e 6,8%, respectivamente, segundo informou a fonte. Já a francesa Renault teve licenciamentos de 17.622 automóveis e comerciais leves no mês passado, após 16.233 unidades em julho. (Reuters)

Chineses compram parte da CBMM

O

chinês Citic Group se associou aos produtores de aço inoxidável Taiyuan Iron and Steel e Baosteel para comprar 15% da produtora nacional do minério nióbio, a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), por US$ 1,95 bilhão, divulgou ontem a agência oficial de notícias da China, Xinhua. A companhia é a maior produtora mundial de nióbio, metal usado para a produção de aço inoxidável, em tomógrafos

de ressonância magnética e na indústria aeronáutica nas ligas das turbinas. Minas – A CBMM pertence ao grupo Moreira Salles, e tem minas de extração em Minas Gerais e subsidiárias na Ásia, Europa e nos Estados Unidos. O Brasil detém 98% das reservas do minério nióbio e 91% de toda a produção mundial. Um consórcio de companhias japonesas e sul-coreanas já tinha comprado 15% da CBMM em março deste ano, por US$ 1,8 bilhão. (Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

VEÍCULOS - 17

Nº 382

DCARR

O Evos Concept será mostrado no Salão Internacional de Frankfurt 2011. O vice-presidente de design, J. Mays, garante que ele é como outros modelos da marca: "Gostosos de dirigir, de alta qualidade e incrivelmente bonitos". Bem, pelo menos é o que ele diz.

LANÇAMENTO

VELOCIDADE

O pequeno felino coreano

AMG, A ESTRELA VOADORA Linha esportiva da Mercedes mostra seus cavalos de força

A

pequena e bem traçada pista na fazenda Capuava, em Indaiatuba (SP), palco de testes de diversas marcas nos últimos tempos, recebeu nesta semana uma visita especial. A MercedesBenz realizou ali o 1° AMG Performance Tour, exclusivo para convidados, que aceleraram os superesportivos C 63 AMG, SLS AMG, E 63 AMG, G 55 AMG, ML 63 AMG, SLK 55 AMG e S 63 AMG. Todos puderam explorar os principais atributos dos modelos, cada um deles transmitindo novas e diferentes sensações.

Kia Picanto chega com preços entre R$ 34.900 e R$ 44.900 ANDERSON CAVALCANTE

C

om visual mais moderno, motor flex e opção de transmissão automática, o novo Kia Picanto chega ao Brasil em sua segunda geração. O pequeno coreano foi totalmente remodelado, ficou mais atraente e com várias opções de acabamento e transmissão. A versão básica, com câmbio manual, chega com ar-condicionado, direção elétrica, CD Player/MP3 com conexão para iPod e entrada USB, rodas de liga leve, trio elétrico, air bag duplo, retrovisores com acionamento elétrico, revestimento em couro no volante e na alavanca de câmbio e aceitando tanto etanol como gasolina. Mesmo com tantas novidades, sua versão de entrada passa a custar R$ 34.900, R$ 1 mil mais cara que a geração anterior, ao contrário do que ocorre com os recentes lançamentos das nacionais que, após o início da "invasão" dos tigres asiáticos no setor, passaram a diminuir os preços dos novos modelos. O visual ousado do hatchback chama a atenção desde a dianteira, com a nova grade frontal e o sistema de lanternas e faróis lembrando olhos. Com isso, a marca jura que a frente do Picanto, assim como a identidade visual de seus outros novos modelos, foi inspirada na fa-

ce de um tigre. As linhas que envolvem o compacto dão ainda maior esportividade ao modelo, culminando em uma traseira também bem desenhada e que completa um visual jovial e harmônico. Sob o capô, o Kia Picanto é equipado com um motor 3 cilindros, 1.0 litro, 12 válvulas CVVT, que atinge até 80 cv (a 6.200 rpm) e torque de 10,2 kgmf (a 4.500 rpm). São 16 cavalos a mais que a geração anterior. Entretanto, mesmo assim, com a transmissão mecânica ou a automática, ambas de 5 velocidades, o pequeno coreano fica lento em ultrapassagens ou retomadas. No caso da segunda, a falta de fôlego fica ainda mais perceptível. Mas, levando-se em conta que o compacto tem um espírito totalmente voltado para a área urbana, este é um quesito que não deve

pesar contra. Segundo testes de bancada da marca, ele é capaz de fazer 15 km/l com gasolina e 9 km/l com álcool na versão mecânica ou, ainda, 14 km/l e 8 km/l, na automática. Mas deve-se lembrar que testes de bancada podem desenvolver valores bastante diferentes de uma condução nas ruas. Para compensar, além de ser muito bem recheado de acessórios e equipamentos, o Picanto proporciona uma condução ágil e competente, o que deve causar inveja a modelos grandalhões, até mesmo aos da Kia. As versões top de linha trazem ainda teto solar, air bags de cortina e lateral, iluminação de espelho no para-sol, faróis dianteiros e traseiros em LED e ABS, podendo custar até R$ 44.900 com a transmissão automática.

AMG - A empresa foi criada em 1967 como preparadora de carros para alta performance e competição, sem vínculo com montadoras. Depois de muito sucesso nas pistas, em 2001 a montadora alemã a adquiriu. Em 2006, a AMG passou a ser uma marca do grupo Mercedes-Benz.(AC)

VW SPACE CROSS

COM VISUAL AVENTUREIRO

Divulgação

A SW entra na família Cross da Volkswagen por R$ 57.900 A mudança do design foi total

EXPOSIÇÃO

MOTOS PERSONALIZADAS Designers americanos mostrarão seus trabalhos no Brasil

V

Delícia - Três alemães trazidos da AMG Driving Academy transmitiam técnicas de direção esportiva e defensiva. E o carro no qual mais nos deliciamos com o pé direito foi o CLS 63 AMG, lançamento da marca no evento. Na saída dos boxes, o primeiro comando de um dos instrutores, que estava em uma C63 AMG, vem pelo rádio, recomendando cuidado ao entrar na pista: “One, two... quick, quick, can begin to accelerate”. E obedecemos a ordem de ir mais rápido e acelerar. Largando do meio da reta, logo estávamos contornando a primeira curva. Cones colocados nos pontos corretos ajudaram a encontrar a tangente mais curta. Assim fica fácil. No meio da sinuosidade, novo comando para acelerar; curvas menos fechadas pela frente; um trecho que mais parece exercício de slalom. Aí fica fácil sentir como o CLS se encarrega de corrigir errinhos de condução. Seguimos para uma pequena subida

onde é necessário reduzir marchas com a ajuda das borboletas atrás do volante, o ronco do motor aumenta até a próxima curva, um trecho de descida, curva, os pneus gritam no asfalto; pequena reta; curva rápida e entramos forte na reta dos boxes. Impossível verificar no velocímetro a velocidade alcançada. Neste ponto as únicas "distrações" permitidas são o conta-giros, que nos esforçamos para acompanhar, o ruído do motor, e as marcações da pista. Sensacional! Depois de três voltas consecutivas, retornamos aos boxes. Coração acelerado, mãos suadas e vontade de começar tudo novamente. Só depois de algum tempo a mente começa a trabalhar em ritmo normal e, aí sim, podemos comparar o desempenho de cada modelo. Um simples detalhe, pois todos têm características positivas e muita potência. Mas a CLS 63 AMG é que surpreende com seu motor AMG V8 Biturbo de 557 cv, sua transmissão esportiva de sete marchas e o volante com uma “pega” impressionante. Suspensão, direção e freios respondem rápido e prontamente, sem sustos. O preço pode assustar: US$ 268 mil ou R$ 460 mil.

ocê é fã do Brad Pitt ou do George Clooney? Não? Também vale o Keanu Reeves ou muitas outras celebridades "hollywoodianas" que têm motos especialmente customizadas por designers norte-americanos. Muitos deles estarão no Brasil no dia 23 de outubro exibindo seus trabalhos no evento de motos de luxo da América Latina, que será realizado pela primeira vez no Brasil, o Two Wheels Brazil. A inciativa é do empresário Rodolfo Patrocínio, "apaixonado por motos clássicas". Até o ex-guitarrista do Guns N’ Roses, que também adora motos, Gilby Clarke, virá para um show exclusivo. Serão aproximadamente 35 motos, cerca da metade vinda dos Estados Unidos e outras do Brasil, incluindo algumas da Polícia Militar do Estado, restauradas. Algumas das máquinas, vindas da Califórnia, avaliadas em mais de U$ 180 mil, estarão expostas para “harlistas” de carteirinha admirarem. A expectativa é que mais de 2 mil pessoas compareçam ao evento. A exposição acontecerá na Local: Arena Morumbi – Avenida Giovanni Gronchi, 4000 Morumbi e o ingresso vai custar R$ 65, podendo ser adquirido no local ou, antecipadamente, pelo site www.net.tickets.com.br, buscando o Two Wheels Brazil.

A

s novidades não são radicais, mas o lançamento deve atingir em cheio o público fã da Volkswagen SpaceFox e que queria um visual um pouco mais esportivo e jovial. A versão aventureira da station-wagon Space Cross chega com suspensão elevada, pneus de uso misto, acabamento diferenciado e um bom pacote de itens tecnológicos. A partir de R$ 57.990, na versão com câmbio manual, e R$ 60.690, com transmissão automatizada IMotion, o Space Cross ganhou itens tecnológicos como computador de bordo com sete funções, espelho retrovisor interno eletrônico, faróis com acendimento automático, sensor de chuva, retrovisor externo com função tilt down e sensor de estacionamento traseiro. Também de série, trio elétrico, ar-condicionado, direção hidráulica, air bags dianteiros e freio ABS. Mais alta - A suspensão teve acréscimo na altura de 33 mm na dianteira e 35 mm na traseira, em comparação à do SpaceFox, além disso a suspensão foi recalibrada para atingir melhores resultados. O comportamento da perua não mudou, mas com is-

so ela ganha um pouco de folga para ultrapassar pequenos obstáculos como pedras, valetas e buracos. A mudança visual externa se resume à parte inferior em todo o contorno do carro, em plástico preto, unindo para-choques, estribos, para-lamas e frisos laterais. Nem mesmo o recurso do estepe instalado na tampa do porta-malas foi utilizado, segundo a marca por motivos funcionais. Internamente, o principal destaque fica para o porta-malas com capacidade para 430 litros de bagagens que pode ser ampliado, deslizando os bancos traseiros para frente, atingindo até 527 litros. O motor continua sendo o 1.6 Flex com 101 cv e 15,4 kgfm de torque, com gasolina, e 104 cv e 15,6 kgfm de torque com etanol. Com câmbio manual, o Space Cross vai de 0 a 100 km/h em 11,5s, álcool, e em 11,8s, gasolina. Com a transmissão I-Motion são 12s, e 12,3s, respectivamente. Segundo a Volkswagen, o consumo médio, na cidade/estrada, nas duas configurações de câmbio, é de 13,8 quilômetros com um litro de gasolina e 9,3 quilômetros com um litro de etanol.(AC)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

18 -.TURISMO

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

tMANAUS: CULTURA AMAZÔNICA. A SECA De julho a novembro na Amazônia, as águas começam a baixar e surgem as praias fluviais

urismo

Um passeio pela capital do Amazonas revela construções históricas e os costumes e paisagens da selva. Fotos: Renata Ribeiro

Custodio Coimbra/Ag. O Globo

Teatro Amazonas (acima), construção de 1896, tem programação quase o ano todo. Encontro das Águas (à esq.) é outro programa imperdível e inclui o contato com comunidades locais.

Renata Ribeiro

A

o visitar a capital do Amazonas, na região Norte brasileira, o turista passa a conhecer os costumes de uma cidade encravada no coração da floresta. Manaus, que significa, "mãe dos deuses", foi fundada em 1669, sob o comando do capitão Francisco da Mota Falcão. Situada na confluência dos Rios Negro e Solimões, é conhecida pelo seu potencial turístico e o rico patrimônio histórico e cultural. Em um passeio pela cidade, são visíveis as obras que visam a recepcionar os visitantes que estarão na região em 2014, durante a Copa do Mundo. Sua reurbanização se mostra mais evidente nas construções de casas de alto padrão em algumas avenidas. Durante o city tour, com duração de três horas, o roteiro é enriquecedor e essencial para se conhecer a preservação e a história de Manaus. O programa tem início com a visitação de um dos principais pontos do turismo nacional e patrimônio cultural arquitetônico do Estado: o Teatro Amazonas. Após 15 anos de construção, erguido com material importado – ferro da Inglaterra, bronze da Bélgica e cristais de Murano, da Itália –, o teatro foi inaugurado em 31 de dezembro de 1896 e possui capacidade para 701 lugares entre plateia e camarotes. Com telhas vitrificadas e 36 mil peças em cerâmica, sua cúpula nas cores verde, amarela e azul faz referência à bandeira brasileira e pode ser vista de longe pelas embarcações que chegam a Manaus. Anualmente, o teatro apresenta o famoso Festival de Ópera, que ocorre nos meses de maio e junho, mas há programação durante o ano inteiro. Em julho, acolhe o Festival Amazonas de Jazz, seguido, em agosto, pelo Festival Amazonas de Dança. Em setembro é a vez do Festival Amazonas de Música e, em novembro, o Amazonas Film Festival. Outra visita importante, o Centro Cultural Largo São Sebastião foi revitalizado em 2004 e se tornou um lugar para o entretenimento e o lazer, onde é possível participar de atividades como dança, teatro, arte plásticas e até passeio de charrete. Lá, o turista também desfruta de tradicionais bares e restaurantes, nos quais são servidos pratos regionais, como a caldeirada de tucunaré. E que tal ir ao Museu do Índio? Mantido pela Congregação das Irmãs Salesianas de

Nos passeios pelos rios e lagos (acima e à esq.), há restaurantes flutuantes e o encontro com gigantes exemplares de vitória-régia, planta aquática que chega a ter dois metros de diâmetro.

O HOTEL TROPICAL Manaus, é um dos maiores da história indígena. O local exibe diversas peças produzidas por tribos da Amazônia, que vão desde utensílios domésticos a instrumentos musicais, além de informações sobre missões religiosas, costumes e cultura de diversas tribos brasileiras. Encontro das Águas – Depois da imersão na cultura e história locais, é impossível ir a Manaus e não ver o Encontro das Águas. De barco, a aproximadamente 40 minutos do porto, o fenômeno do encontro das águas barrentas do Rio Solimões com as águas escuras do Rio Negro é uma das atrações mais famosas da região. As águas correm lado a lado,

sem se misturar, por uma extensão de mais de oito quilômetros. A separação deve-se à diferença de densidade, temperatura e velocidade das águas dos rios. No Lago Janauari, após almoçar no Restaurante Flutuante Valdecy, com boa comida e uma feirinha de artesanato, o turista parte para o passeio de canoa pelos igapós (floresta alagada), realizado somente na época da cheia (de dezembro a junho). Durante o tour, a atenção é voltada para a vitória-régia, planta aquática cujo tamanho pode chegar a dois metros de diâmetro com bordas elevadas em até dez centímetros. Suas grandes e perfumadas flores surgem apenas no verão e duram 48 horas. No primeiro dia da floração elas são brancas e no segundo, da polinização, se tornam rosas. No período da seca (entre julho e novembro), quando descem as águas, o passeio de canoa é substituído por caminhadas na selva e a atração nessa época: as lindas "prainhas" fluviais. O programa termina com um inesquecível pôr-do-sol sobre as águas do Rio Negro. Viagem a convite do Hotel Tropical

RAIO X COMO CHEGAR A partir de São Paulo, a TAM e a Gol (www.tam.com.br e www.voegol.com.br) voam para Manaus direto. Ida-e-volta a partir de R$ 1.092 e R$ 1.779,80, respectivamente. Partindo de Viracopos, pela Azul

(www.voeazul.com.br), R$ 1.489,90. FAÇA AS MALAS Vacina: não é obrigatória a vacina contra febre amarela, porém é recomendada. Mais informações no www.cve.saude.sp.gov.br. O que levar: roupas leves e

confortáveis, calçados ou tenis fechados, protetor solar, repelente, chapéu e mochila. Quando ir: a Amazônia é um destino para ir em qualquer época do ano. As praias surgem entre julho e novembro, durante a seca. Na cheia (entre dezembro e

junho), a chance de explorar a floresta alagada em canoas. Passeios: desde city tour (R$ 100 por pessoa) até Encontro das Águas (R$ 135) e focagem de jacaré (R$ 250), pela Fontur, tels. (92) 3658-3052 e 3658-3438, www.fontur.com.br

Ó

tima opção para quem deseja o contato com a natureza sem sair da cidade é o Tropical Hotel Manaus, em Ponte Negra, a 16 km do centro. O luxuoso e tradicional resort, inaugurado em 1976, mescla exotismo e conforto, abrangendo um píer com vista para o Rio Negro e um zoo certificado pelo IBAMA. "Estou aqui para divulgar a fauna amazônica", avisa a bióloga Dayse ao explicar que o local abriga animais ameaçados de extinção, como onça pintada, aves, macacos e capivaras. O complexo possui quadras poliesportivas, pista de cooper, bicicletas para passeios pela propriedade e uma área para a prática de arco-e-flecha. No pátio encontra-se uma agência de viagem e mais 16 lojas. O Tropikid's "Amigos da Floresta" oferece brincadeiras educativas com personagens da selva. Há, ainda, uma boate onde os notívagos podem terminar a noite e dois restaurantes: o Karu Grill e

o Coffee-Shop Tucano, com pratos da culinária brasileira. Todas as quintas-feiras o hotel prepara uma festa para os hóspedes, com bufê regional e apresentação do Show Boi Bumbá, que reúne toda a cultura e tradição amazonenses. Novidades não faltam no Tropical. As 594 acomodações de alto padrão, divididas por modalidades, algumas com vista para a floresta, estão sendo modernizadas. Possuem ar-condicionado, internet sem fio e, em breve, não terão mais carpetes e contarão com novos modelos de televisores. Outra boa-nova

é a exposição 'Design Tropical da Amazônia', até dezembro no resort, sobre o legado de especialistas, cientistas e naturalistas que percorreram a região para pesquisar. E o Espaço Beleza, que oferece tratamentos para o cabelo e o corpo. As massagens e terapias estéticas podem ser feitas no quarto. (RR) Tropical Manaus: tels. (92) 2123-5000 e 0800/7012670, www.tropicalmanaus.com.br. Diárias a partir de R$ 463 por pessoa, com meia pensão e cortesia para duas crianças de até 12 anos no mesmo apartamento dos pais. No zoo do complexo, a bióloga Dayse fala sobre a fauna da região. As acomodações do hotel (acima) estão sendo modernizadas.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

LAZER - 19

d

Marcos Arcoverde/AE

cultura

De volta ao palco. em três shows em São Paulo.

Nana, o acalanto clássico. André Domingues

N

a vida ou na música de Nana Caymmi, toda felicidade parece estar cercada de um oceano de tristeza. Os shows que apresenta neste final de semana, no Sesc Pinheiros, fazem parte de um momento verdadeiramente consagrador, cheio de conquistas expressivas, mas posterior a um período muito difícil. Foi quando esteve um pouco afastada da música para cuidar de seus pais

idosos, Dorival e Stella, e, depois, para superar a perda quase simultânea dos dois. Felizmente, a volta de Nana à carreira foi segura, com um ótimo disco, Sem Poupar Coração, e shows lotados, efusivamente elogiados pela crítica. Coroando a boa fase, veio, ainda, o bonito documentário Nana Caymmi em Rio Sonata, do diretor francosuiço Georges Gachot. Nele, a cantora deu um longo depoimento so-

bre o seu universo romântico, tendo como cenário um Rio de Janeiro nebuloso, de ventos e mares revoltos. O repertório dos show s atua is de Nana, feitos com o pianista Cristovão Bastos, o violonista João Lyra, o baterista Jurim Moreira e o contrabaixista Jorge Helder, baseia-se no disco Sem Poupar Coraç ão . Estão no roteiro preciosidades como a faixa-título "Sem Poupar Coração", parceria do irmão

Dori com Paulo César Pinheiro, e Contradições, de Cristóvão Bastos e Aldir Blanc. Toda novidade ali, porém, deve ser relativizada. Afinal, são peças novas como criação, mas nascidas na melhor tradição do que Nana sempre cantou, harmonizando-se bem com canções m a r c a n t e s d e s e u p a s s a d o, a exemplo de Resposta ao Tempo, Saudade de Amar e Acalanto, que também fazem parte dos shows.

É de se espantar o quanto as apresentações de Nana Caymmi, com seus boleros e sambas-canções, têm pouco a ver com as chamadas novidades da MPB. Seu canto escuro, que desliza sobre as notas, ora com precisão milimétrica, ora apenas sugerindo a altura pretendida, também não encontra pares em nada do cenário atual. Nana, assim como o pai, Dorival Caymmi, já parece viver descolada

das circunstâncias do tempo, da flutuação das modas. É clássica. Deixa a impressão de que vai estar sempre aí, vigorosa, atemporal. Nana Caymmi. Teatro Paulo Autran. Sesc Pinheiros. Rua Paes Leme, 195. Tel.: 3095-9400. Sexta (2). Sábado (3). 21h Domingo (4). 18h. R$ 32.

SWING

Revival inglês de bom gosto

O Sons enigmáticos As cores e os perfumes das rosas do vale do Rio Tundza representavam uma das maiores belezas da Bulgária, até que, do final dos anos de 1980 para cá, as vozes das mulheres passaram a lhes fazer uma pesada concorrência. Tudo por conta da súbita descoberta do coro O Mistério das Vozes Búlgaras, que se apresenta neste final de semana em São Paulo. Aquela reunião afinadíssima de aldeãs do pequeno país balcânico foi uma coqueluche entre o público de música étnica do Hemisfério Norte. Logo surgiram os discos, que venderam milhares de cópias, e as camponesascantoras (algumas, até, cultivadoras de rosas) passaram a excursionar pelo mundo. O grande segredo das búlgaras está no seu saboroso exotismo. Tudo, ali, segue uma lógica diferente da tradição clássica. Em função de a Bulgária estar situada entre o ocidente e o oriente, num ponto de encontro entre povos diversos, sua música se firmou sobre modos e escalas de afinação muito particular, diferentes tanto da Europa quanto do Oriente Médio. O canto, em si, também é bastante particular: sempre feito à capela (sem acompanhamento instrumental), cheio de melismas e arabismos e com uma sonoridade especial, de timbre muito aberto e ligeiramente metálico. Tem nele, ainda, uma interessante preferência por usar o registro agudo, mas sem recorrer ao falsete, o que cria uma sonoridade lancinante, vagamente semelhante ao que se chamava de "coro de lavadeiras" por aqui. A incrível riqueza da musicalidade popular, contudo, não basta para se chegar ao resultado de O Mistério das Vozes Búlgaras. Há, ali, um trabalho meticuloso de lapidação vocal, atualmente comandado pela regente Dora Hristova, para que o coro tenha homogeneidade e precisão. As cantoras são rigorosamente selecionadas

entre o povo, em aldeias que vão dos Bálcãs ao Mar Negro, e posteriormente submetidas a um extenso período de estudos para se aprimorarem. A sonoridade final, assim, não é bem o que se pode chamar de música folclórica, mas uma elaboração sofisticada dessa base. A distância de O Mistério das Vozes Búlgaras dos grupos folclóricos convencionais também se nota pelo repertório que executa. Além de diversas peças da tradição oral, profanas ou religiosas, o coro encara composições feitas sob medida por autores eruditos da Bulgária, a exemplo de Nikolay Kauffman e Tzenko Minkin. É parte de um intercâmbio iniciado ainda nos anos de 1950, quando o coro se formou na Rádio e Televisão Estatal da Bulgária por iniciativa do compositor Philip Koutev. Sob a euforia dos primeiros anos de revolução socialista, Koutev liderou um grande movimento de composição para formações típicas, donde resultou essa espécie curiosa de folclore-erudito. Hoje em dia, O Mistério das Vozes Búlgaras já não depende do nacionalismo estatal em que se formou para sobreviver. Seu canto circula em discos, em concertos, em encontros com personalidades do calibre de Paul Simon e Bob McFerrin ou até mesmo na trilha de um joguinho de videogame, Alone in the Dark. É, enfim, um patrimônio do mundo. Já não precisa ser búlgaro para escutar e aproveitar; basta ser humano. (AD) O Mistério das Vozes Búlgaras. Teatro Alfa. Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722. Tel.: 56934000.Sábado (3). 21h. Domingo (4). 17h. R$ 200 a R$ 250. No dia 3, o concerto é beneficente. Os ingressos devem ser adquiridos pelo telefone 3868-4394.

verdade que muito dessa pluralidade de referências acaba sendo moldada e domesticada pela fluência do pop, algo que se percebe em boa parte das músicas mais conhecidas da banda, a exemplo de Surrender, Am I the Same Girl e Fooled by a Smile. Não dá para negar, contudo, que passe bem longe da banda a ideia de se repetir à exaustão uma fórmula de sucesso qualquer. Nas melodias, nas harmonias ou nos arranjos do Swing Out Sister há um trabalho inteligente e criativo. Fica fácil notar, ali, que os anos 80, afinal, não foram a cultura pasteurizada e autocentrada que muitos deram a entender. (AD) Swing Out Sister, HSBC Brasil. R. Bragança Paulista, 1281. Tel.: 4003-1212. Sexta (3), 22h. R$ 90 a 300.

Fotos: Arquivo DC

BÚLGARAS

persistente fenômeno de revisão do pop nacional e internacional dos anos 80 tem feito voltar à tona uma série de artistas que só sobreviviam como nomes dispersos em coletâneas de época. É um fenômeno interessante. Principalmente quando a atenção recai sobre uma banda de qualidade, como a inglesa Swing Out Sister, que toca neste sábado (3) no HSBC Brasil. É um grupo que merece ser lembrado por algo mais do que o hit Breakout, bastante tocado nas rádios daqui em 1987, quando fez parte da trilha telenovela Sassaricando. O grupo, atualmente formado apenas pelo tecladista Andy Connell e pela vocalista Corinne Drewery - o baterista e co-fundador Martin Jackson saiu ainda nos primeiros anos -, traz traços importantes da diversidade inglesa de seu tempo, sobretudo por seus laços com o fusion e a black music americana, além de intercâmbios ocasionais com a música latina. É

Swing Out Sister: pop bem elaborado.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20 -.LAZER

sexta-feira, 2 de setembro de 2011 Luludi/LUZ

É

fã da junção de arte e tecnologia? Aproveite o fim de semana para visitar o Memorial da América Latina. O local abriga a partir desta sexta (2) a 2ª Mostra 3M de Arte Digital, com obras de artistas de diversas partes do mundo. Quem assina a curadoria do evento é o editor da Taschen, o brasileiro Julius Wiedemann, responsável por apresentar ao público brasileiro uma arte digital mais conceitual e interativa. Os trabalhos, criados por 10 artistas atuantes no universo digital, convergem em diversas mídias: vídeo, computador, celular, cinema. Foram feitos por nomes como Jaqueline Steck, Chris Sugrue, Mark Napier e Rafael Rozendaal. E prepare-se para momentos divertidos, pois algumas obras só se revelam com a interação do visitante. Um deles foi inventado pela americana Chris Sugrue. É a instalação Delicate Bounderies, cujo objetivo é discutir a ideia de que o mundo dentro de dispositivos digitais possa se mover em direção ao mundo físico. Como? Mostrando pequeninas bolhas de luz passeando pela tela de um computador em direção ao corpo humano (foto). Outra americana, a artista Jaqueline Steck, também criou uma maneira de brincar com a percepção do visitante. Para experimentar é só procurar por seu trabalho, uma gigante barra de ouro intitulada Look of Love e espiar pelo seu orifício. A primeira imagem será a de uma nota de dinheiro, mas a cada piscada notas e música aparecem em versões diferentes. O curador também incluiu artistas brasileiros, entre eles o mineiro Paulo Barcelos. Ele é o autor da obra Colors Movement, uma espécie de espelho mágico. Para vê-la funcionando basta prestar atenção em quem passa ou fica na frente dela. A ação produz, por meio de cores, um espectro do visitante. Os estudantes paulistas Fernando Visockis e Thiago Parizi, e a videoartista Mileza Szafir também participam da mostra, graças à seleção feita por um júri formado por Giselle Beiguelman, Marcelo Tas, Heloisa Buarque de Hollanda, Luli Radfahrer e Gil Giardelli. Os estudantes, integrantes do PirarucuDuo, exibem o vídeo Awkward_Lines e a videoartista a obra YouToRemix teste#02: Bike CMapping @ YouTube[Mix]. Já o mineiro Leonardo Freitas recebeu menção honrosa pela ilustração digital TypophagyProject. E para quem quiser se preparar para a aventura tecnológica antes do início da exposição, anote. Neste sexta (2), às 19h, o curador Julius Wiedemann e o artista Paulo Barcelos apresentam uma palestra às 19h no local.

d

cultura

Tecnologia a um palmo de distância Exposição apresenta obras interativas criadas por artistas do mundo todo

O instrumento de todas as vozes

Rita Alves

R

eserve na agenda o próximo domingo (4). O compromisso especial do fim de semana acontece no centro da Cidade, no Pátio do Colégio. É lá que, a partir das 10h, acontecerá na Capela Beato José de Anchieta a Missa Solene e Benção do Órgão, presidida pelo Padre Carlos Alberto Contieri. Na sequência, às 11h30, os visitantes também poderão acompanhar um recital comandado por Felipe Bernardo, organista titular da capela. O evento terá a participação de dois solistas convidados: Jean William (tenor) e Agatha Fernanda F. Gallo (trompete). Ainda fará parte do recital a Schola Cantorum do Pateo do Collegio e os músicos Alexandre Miquelino, Ana Raquel Rodrigues, Bruno Malatrasi, Fernando Meli, Flávio Fachini, Matheus Lino, Paolo Pani, Pedro Soares, Rafaela Martins, Raquel Gillio, Simone Pessoa e Talita Takeda. O Padre Contieri explica que o evento de inauguração do órgão se dá em razão da reforma feita no instrumento. "Foram acrescentados 187 tubos, além dos registros da vox celeste e do oboé. Agora, no total, ele tem aproximadamente 1000 tubos". Agora ampliado e restaurado, o órgão é uma peça italiana da marca Tamburini, construído em 1950, instalado no local desde 2002. Antes, pertencia à Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, no bairro do Bom Retiro, e chegou a permanecer até 1999 na Igreja de Nossa Senhora Aparecida, sediada em São Caetano do Sul. O organista Felipe conta que além da capela Anchieta, outros locais, como o Teatro Municipal, a Universidade Federal do Rio de Janeiro e o Vaticano, possuem instrumentos da mesma marca. "Agora, depois da ampliação, ele está com 15 registros. Quanto mais registros, mais possibilidades." Segundo Felipe, o instrumento é pequeno, mas soa muito bem em razão do tamanho da igreja. "Claro que existem órgãos maiores aqui em

Memorial da América Latina. Galeria Marta Traba. Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda. Terça a domingo, das 09h às 18h. Palestra dia 2 de setembro, às 19h. Até 2 de outubro. Grátis.

D

os primeiros contatos dos índios com os europeus (1530) ao dia a dia dos escravos nos engenhos (1574). Da guerra pelo açúcar (1645) à cobiça pelo ouro (1719). A Guerra do Paraguai (1866), o Estado Novo (1942) e finalmente a construção de Brasília (1958) completam alguns períodos cruciais da História do País que vão saltar dos livros, documentos ou das salas de aula diretamente para o formato audiovisual, em uma série inédita que será levada ao ar desta segunda (5) a sexta (9), e, na semana seguinte, novamente de segunda (12) a sexta (16), sempre às 22h, na TV Brasil. Histórias do Brasil é uma iniciativa educativa que vai ganhar a tela da TV graças a uma parceria entre a Conspiração Filmes, a Film Works e a Revista de História da Biblioteca Nacional (RHBN). Lançada em 2005, a Revista de História da Biblioteca Nacional é especializada em História do Brasil e traz, a cada mês, reportagens e artigos assinados historiadores e sociólogos. A ideia da série partiu da produtora Catarina Poiares Baptista, que queria mostrar ao grande público momentos

São Paulo, como o do Mosteiro de São Bento e o da Catedral da Sé. Mas aqui no Centro, que eu saiba, só os do Pátio do Colégio e o do Mosteiro de São Bento funcionam, pois têm uma atividade organística em que o órgão é usado na liturgia." O programa do recital de domingo inclui peças já estudadas há tempos por Felipe e outras aprendidas este ano, durante o curso de órgão do Departamento de Música da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). "Estou ensaiando o repertório junto com o coro há cerca de dois ou três meses para ficar bem caprichado." Quem deve acompanhar o resultado de tanta dedicação é o público especial das missas de

domingo, além dos convidados. Felipe conta que, durante a semana, a maioria dos visitantes é formada por trabalhadores do Centro e turistas. "É um público mais rotativo", diz. "Aos domingos isso também acontece, mas há também a comunidade. A maioria das pessoas que vem aqui aos domingos, vem todos os domingos. São frequentadores do Pátio. Todo mundo se conhece, se cumprimenta, tem amizade. E como o Padre Contieri tem um cuidado muito especial com a liturgia, que é diferenciada, existe um padrão de qualidade. Ele tem profissionais formados e bem instruídos à frente, tudo para fazer uma liturgia digna." (RA)

Luludi/LUZ

Contando História. E educando. Regina Ricca Fotos: Divulgação

definidores da história brasileira mesclando ficção e documentário. A Conspiração criou o formato do programa e designou o diretor Arthur Fontes para dar vida à missão. Uma equipe da RHBN se encarregou da pesquisa histórica, sob a coordenação de Luciano Figueiredo, editor da publicação, e os roteirista Renato Fagundes e Leandro Assis se encarregaram dos textos. A série terá dez docudramas de 25 minutos cada um. Os acontecimentos históricos serão, por sua, vez analisados por professores e historiadores que fazem parte ou foram indicados pelo Conselho Editorial da RHBN, acadêmicos conhecidos como Alberto da Costa e Silva, Eduardo Viveiros de Castro, Mary Del Priore e Lilia Schwarcz. Na parte de dramatização, Histórias do Brasil contará com atores como Antônio Pompeu, Paulo Reis e Pedro Brício. Além das entrevistas, o dia a dia e os costumes das pessoas na época também será mostrado em cada episódio da série, filmada no segundo semestre de 2010 nas cidades do Rio de Janeiro e de Paraty. No primeiro capítulo, denominado Antes do Brasil –

projeto na Conspiração, logo me interessei em conduzi-lo. Espero que o nicho de documentários históricos, bem acabados, sérios, sem precisar serem chatos, esteja apenas começando no Brasil. Temos muitas histórias boas para contar, e existe um interesse muito grande em conhecê-las.

Capítulo Leituras Perigosas, da série Histórias do Brasil. Cabo Frio, 1530, um grupo de índios, acreditando tratar-se de um francês, captura o alemão Franz Hassen. E como os franceses são considerados inimigos da tribo, o alemão poderá ser devorado pelos índios. A única saída para Franz Hassen é convencer Pero Dias, um português ganancioso que vive entre os índios, a desfazer a confusão. “Nossa intenção foi a de produzir uma série tanto com rigor tanto histórico quanto estético, raros em nossa TV. Um programa educativo, mas num

formato absolutamente original, e com o aval dos melhores historiadores do País”, revela o diretor Arthur Fontes. A seguir trechos da entrevista que Arthur Fontes concedeu com exclusividade ao D C. O sucesso de vendas de livros sobre a História do Brasil pesou na ideia de levar o tema ao formato audiovisual? De forma alguma. Sempre fui fã dos programas históricos da BBC, e um interessado no assunto. Quando surgiu esse

A narrativa se mantém fiel aos acontecimentos reais desses períodos históricos abordados? Extremamente fiel. Cada episódio de ficção, assim que o roteiro ficava pronto, era submetido aos historiadores especialistas no período daquele episódio. Eles foram minuciosos, e respeitamos todas as observações dos especialistas. Normalmente mandávamos um roteiro de dez a 12 páginas, e recebíamos de volta um relatório de mais de 30 páginas só de comentários. Desde como eram os cachimbos fumados pelos escravos durante a ocupação holandesa até detalhes do roteiro que tiveram que ser mudados, pois não correspondiam com a realidade daquele período. De que forma a dramatização pode ajudar em uma melhor

compreensão do público sobre os acontecimentos da nossa história? Eu acredito que a ficção tem o poder de nos transportar até a época em que estamos tratando. Uma coisa é ouvir um especialista explicando o que nós comíamos em determinado período, outra, mais impactante, é mostrar, em imagens, que até o final do século 19 os brasileiros, todos, ainda comiam com a mão, sem talheres, mesmo nas casas e fazendas mais abastadas. De todos os temas abordados, qual o que demandou maior esforço de produção e por quê? Acho que o maior esforço foi ter de tratar de tantas épocas diferentes ao mesmo tempo. O departamento de figurino teve de pesquisar dez épocas diferentes, eu tive que escolher o elenco de dez histórias diversas, em dez locações, todas fiéis a sua época. O episódio dos Bandeirantes, por exemplo, foi todo filmado na selva, com chuva e mosquitos. Os atores não conseguiam andar descalços por causa dos espinhos no chão das trilhas. Deu pra ver que a vida deles não era nada fácil.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

J

LAZER - 21

Divulgação

d Fotos: Divulgação

cultura

Conversando com Mamãe: Beatriz Segall e Herson Capri colocam o papo em dia.

A crise e a redescoberta do afeto

aime é um homem bem empregado, que vive em uma confortável casa na companhia da mulher Dorita, dos dois filhos e da sogra. Reserva alguns minutos do dia, todos os dias, para manter uma conversa amigável, mas ao mesmo tempo fria, com Mamá, a mãe que, após a morte do marido, vive sozinha no apartamento que ganhou do filho. A vida rotineira e desapaixonada de Jaime ganha um solavanco

Sérgio Roveri quando ele perde o emprego e, encurralado por dívidas e por um padrão social que não consegue mais sustentar, vê-se obrigado a vender o apartamento da mãe e convidá-la a ir morar com ele. Escrita pelo dramaturgo e diretor Santiago Carlos Oves, esta história foi vista no cinema na produção argentina Conversando com Mamãe, de 2004. A versão para o teatro, que conservou o mesmo título do filme, reduziu o

número de personagens e lapidou a redescoberta do afeto entre mãe e filho em tempos de crise, estreia nesta sexta-feira (2), no Teatro Folha, com Beatriz Segall e Herson Capri no elenco. "É uma peça de fácil identificação porque ela fala de relações familiares que nós todos conhecemos", diz Capri. "Embora os conflitos estejam centrados nos personagens da mãe e do filho, há espaço para que sogra, netos e esposa façam partes

da trama, às vezes de maneira engraçada, outras vezes de maneira emocionante". A adaptação do filme para o teatro foi feita pelo dramaturgo catalão Jordi Galceran, 47, autor da peça O Método, uma espécie de reality show cruel sobre candidatos na disputa por uma vaga de emprego (a montagem brasileira deste texto reuniu os atores Lázaro Ramos e Thaís Araújo). A direção do espetáculo é de Susana Garcia,

mulher de Herson Capri, que há alguns anos trocou a medicina pelos palcos. Em cena, os diálogos entre mãe e filho passam de um coloquialismo inocente para algumas situações reveladoras, como o motivo pelo qual Mamá se recusa a sair do apartamento: aos 82 anos, ela está recomeçando a vida ao lado de um novo namorado. "A peça mostra a transformação desta mãe que, de

mulher simplória e dependente do marido, evoluiu para uma senhora independente e observadora", diz Beatriz Segall. Conversando com Mamãe. estreia nesta sexta (2). Teatro Folha. Segundo Piso do Shopping Pátio Higienópolis. Tel.: 3823-2323. Sexta. 21h30. Sábado. 20h e 22h. Domingo. 19h30. R$ 50 a R$ 70.

Passos aventureiros

O

aventureiro Mr. Hulot ainda inspira muita gente a criar. Um exemplo? A Cia. Nova dança 4. O grupo, fundado há 15 anos pela diretora de dança e teatro Cristiane Paoli Quito, apresenta até o dia 25 deste mês a coreografia Tráfego. O

espetáculo, inspirado no personagem do cineasta francês Jacques Tati, mostra sete bailarinos (Alex Ratton Sanchez, Cristiano Karnas, Diogo Granato, Érika Moura, Gisele Calazans, Lívia Seixas e Tica Lemos) com roupas coloridas em solos, duos e

Em busca de um casamento

movimentos em conjunto, ao som de pop e jazz. Sesc Pompeia. Rua Clélia, 93, tel.: 3871-7700. Sábados, 21h e domingos, 19h. R$ 20. Do dia 3 ao dia 25.

O

público do Teatro São Pedro tem um belo programa neste fim de semana: a ópera Don Pasquale, de Gaetano Donizetti. A obra conta a história de um velho rico e solteirão em busca de casamento. Entre os cantores estão a soprano Rosana Lamosa (foto) e o tenor Fernando Portari. Teatro São Pedro. Rua Barra Funda, 171, Barra Funda, tel.: 3667-0499. Sexta (2), 20h. Domingo (4), 17h. R$ 30.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

22 -.LAZER

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Chilenos de raiz

d

cultura

José Guilherme R. Ferreira

Terrine de patê de campanha do Chez Fabrice, servida com salada verde.

À sua espera, levezas pouco comuns. Lúcia Helena de Camargo

minutos para ficar pronto, é o airado suflê. Um dos melhores lugares para comê-lo é o Bistrot Marcel, que este mês integra o Festival de Clássicos Franceses. O bistrô possui na sua cozinha funcionários do antigo restaurante Marcel do centro da cidade, fundado em 1955 pelo Sr. Marcel Aurieres. Para entrada, a sugestão é sopa de cebola. Entre os pratos principais há suflê de camarão com queijo e champignon. Para sobremesa, mantenha a linha com a pera cozida ao vinho Beaujolais com (ou sem?) sorvete de creme. Terrine - Se a pedida é por algo um pouco mais suculento, mas ainda sem pesar no estômago, vá de terrine de patê de campanha

nquanto a terrível Phylloxera destruiu vinhedos em toda Europa nos anos 1860, as parreiras do Chile mantiveram-se saudáveis e produtivas. O ataque às raízes da vitis vinifera começou na França, avançou pela Europa e "escapou" também para a África do Sul, Austrália e Nova Zelândia. Esses países deram a volta por cima plantando suas mudas em raízes americanas. Estas raízes são resistentes ao minúsculo inseto nativo da América e a técnica não cria híbridos nem interferem na qualidade original das uvas. Um dos livros mais interessantes e recomendados sobre os solavancos da viticultura nesses anos da Phylloxera é The Botanist and the Vintner – How Wine was Safe for the World, do jornalista Christy Campbell (Alonquin Books os Chapel Hill/2005). Essa qualidade dos parreirais chilenos – a de conservar raízes intactas préPhylloxera de pelo menos 100 anos antes da

(R$ 11,50) do Chez Fabrice. O restaurante é das mais convidativas casas surgidas na Cidade nos últimos anos. Pequeno, simpático, pratica preços justos e serve ótima comida genuinamente francesa. Integra o evento Restaurant Week, que vai do dia 5 ao 18, com almoço a R$ 31,90 e jantar a R$ 43,90 incluindo entrada, prato principal e sobremesa. A terrine é uma das entradas do evento. As outras duas são crepe de espinafre e salada do Chef, que consiste em mix de folhas com aspargos, tomates cerejas e azeite de ervas. Para manter a dieta, peça no prato principal filé de truta com amêndoas e manteiga. E salada de frutas de sobremesa.

José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia (ABG) e autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas (Editora Terceiro Nome)

Os três mosqueteiros

Chez Fabrice. Rua Mourato Coelho, 1140.

Aquiles Rique Reis

Vila Madalena. Tel.: 3032-4227. Josephine Bistrô. Rua Jacques Félix, 253. Vila Nova Conceição. Tel.: 3842-5891.

G

Le Bistrot Marcel. Rua Hans Oersted, 119. Brooklin. Tel.: 5505-2438. Spadaccino. Rua Mourato Coelho, 126. Pinheiros. Tel.: 3032-8605.

Stocata, do Spadaccino: alfaces e torradinhas com queijo de cabra.

Luna Garcia/Divulgação

Fotos: Divulgação

Suflê do Bistrot Marcel, que integra o Festival de Clássicos Franceses. E a salada Lode do Josephine.

praga – é bandeira evidente nos rótulos e material publicitário da vinícola Root 1, que colhe suas frutas nos vales do Colchágua e Casablanca. A Root 1 também aposta em médotos de produção sustentável e pratica série de replantios na região. O enólogo Felipe Tosso faz um Cabernet Sauvignon concentrado que é a marca dos vinhos do Colchágua. Do mesmo vale sai o seu Carmenère, "a uva perdida de Bordeaux" redescoberta no Chile em 1994. A Pinot Noir nasce em Casablanca, beneficiando-se do intenso sol e das tardes frias da região de Tapihue.

www.root1wine.com

Gladstone Campos/Divulgação

F

az frio, depois calor, em seguida muda de novo a temperatura na Cidade. Se seu humor pede comidas diferentes a depender do clima, trazemos aqui algumas sugestões. Mas veja: nada de sair do restaurante empanturrado, pesado de tanto comer torresmo. A ideia é se alimentar de modo leve e saudável, sem abrir mão do sabor. Saladas - Algumas entradas valem por prato principal, como as saladas do Spadaccino. A Stocata – R$ 21 a pequena e R$ 28 a grande – é feita com alfaces americana frisê e roxa e torradinhas de queijo de cabra. A salada de rúcula (R$ 18, pequena e R$ 25, grande) leva folhas de rúcula, lascas de parmesão e presunto cru. No Josephine Bistrô também pode-se comer saladas caprichadas. A Lode leva carpaccio de pera, rúcula, presunto de Parma, tomate cereja ao molho de iogurte. Custa R$ 34,90. A Córsega II é feita com carpaccio de salmão defumado e folhas, com molho próprio (R$ 36,90). E a Gênova é composta de folhas verdes, fundo de alcachofra, lâminas de salmão defumado, gergelim e tomate seco, ao molho de vinagre balsâmico, também vendida a R$ 36,90. Sanduíches - Se preferir um sanduíche, a pedida leve pode ser um Napoleão II – salmão defumado, cream cheese, alface, limão e pimenta do reino ou Turim (cream cheese, atum, tomate fresco e cenoura), ambos a R$ 31,90, preferencialmente montados no pão de folha ou integral light. Para manter a leveza, convém recusar o acompanhamento de batata chips. Suflê - Um prato quente que chega à mesa envolto em expectativa, já que demora longos

E

uinga e Chico Buarque são compositores atemporais, suas músicas estão entre as que se perenizarão, cada vez mais, ao longo da história. Graças a seus talentos incontestes, são amados e tidos, pela grande maioria, como modelos musicais; mas são também contestados, há quem os veja como passadistas. O pianista e compositor Antonio Adolfo aderiu àqueles que distinguem a importância dos dois. E ao dedicar seu novo disco a uma parte de suas obras, Antonio avaliza seus talentos. Ao homenageá-los lançando Chora Baião (Antonio Adolfo Music), ele lança um novo olhar sobre eles. E para melhor assim ser, lá está sua musicalidade latente nas onze faixas do CD: cinco músicas do Guinga, sendo duas só dele e três em parcerias com Buarque, Celso Viáfora e Aldir Blanc; três do Chico e três do próprio Antonio Adolfo. Para realizar o trabalho, foi arregimentado um time de larga experiência e de alta qualidade: Leo Amuedo (guitarra), Jorge Helder (baixo), Rafael Barata (bateria), Marcos Suzano (percussão) e Carol Saboya (vocais), além do irrepreensível piano do dono do pedaço. Ao privilegiar os ritmos que dão título ao CD (o choro e o baião – gêneros nos quais Guinga e Buarque são mestres), ele faz com que o conjunto tenha uma unidade que só faz aguçar o prazer de ouvi-lo. A guitarra de Amuedo é movida a concisão: os solos são exemplos do menos que é muito mais. Seu intermezzo em Dá o Pé, Loro (Guinga), modelo de como a técnica e a emoção podem e devem andar juntas, eleva-o a uma categoria ímpar em seu ofício.

O baixo de Jorge Helder traz a segurança de que todo grupo carece para se fazer mais suingado e coeso. Basta ouvir Morro Dois Irmãos (Chico Buarque) e sacar a justeza da pegada do cara. A percussão de Marcos Suzano, principalmente quando ele está ao pandeiro, impregna de brasilidade até samba de roda composto e tocado por dinamarqueses (com todo o respeito a eles, claro!). Para não dizerem que minto, lá estão ele e o pandeiro, brilhantes, em Di Menor (Guinga e Celso Viáfora). A bateria de Rafael Barata soa com a precisão dos grandes bateristas. Sua leve levada nos pratos, sem deixar que o som se espalhe em demasia em Gota D'Água (Chico Buarque), atesta isso. Carol Saboya participa cantando Você, Você (Guinga e Chico Buarque). Sua voz, de afinação cristalina, está bem avivada pelo piano paterno que a acompanha como se a levasse pela mão num passeio à beira-mar. E tem tudo isso e muito mais. Pule de dez, tinha tudo para dar certo um CD no qual Antonio Adolfo se dispôs a juntar seu talento ao de Chico e Guinga. Deu! Discaço! Pois, convenhamos, som contemporâneo é a melodia rica que emoldura a harmonia iluminada por versos e/ou por instrumentos; som moderno é o talento que se revitaliza a cada acorde. Modernos e contemporâneos são Chico, Guinga e Antonio, eles que estarão sempre um passo à frente da modernidade de fancaria, sempre um compasso adiante do modismo de mercado. Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.

DANÇA No domingo (4), os grupos Lehakat Shalom e Lehakat Hakotzrim apresentam o espetáculo Rokdim be Yachad, com danças tradicionais do folclore judaico. Na Hebraica. Teatro Arthur Rubinstein. Rua Hungria, 1000. Tel.: 3818-8888. 12h. Grátis.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

d

LAZER - 23

cultura

Brunello ou Sangiovese di Montalcino Carlos Celso Orcesi

A

cidade é Montalcino mas a uva será Brunello? Visitei Montalcino duas vezes. Na primeira chovia, fazia frio e neblina. Para aquecer os ossos degustei um brunello vertido na taça, mal vi gente na rua e segui na direção de Volterra. Em 2009 voltei à Toscana e bem ao contrário não havia uma nuvem no céu. Pude então perceber a geografia, a estrada dando voltas pela colina até a cidade a 250 metros de altura. No planalto por detrás os vinhedos se espalham no solo galestro (argila e rocha). A história da uva moreninha (de "bruna", o contrário de "bionda" ou loira) é curiosa. Foi desenvolvida durante décadas, no século XVIII por Clemente Santi. Sua filha se casou com Jacopo Biondi, e o filho Ferruccio Biondi Santi intensificou o cruzamento

centenário em 1988 foi aberto o riserva 1891 que mereceu 100 pontos da Decanter. Tenho dois em minha adega: 1987 e 1998 este comprado na última viagem. Estará chegada a hora de abrir o primeiro. Como escrever sobre vinhos se não os bebo? Em minha adega devo ter algo como cem garrafas: Casanova di Nieri, Angelini, Val di Suga, Campolargo, Castelo di Banfi e Fattoria dei Barbi. Não os abro antes de dez anos, o que significa mante-los quietos por pelo menos cinco. Isto porque o Brunello apenas vem a mercado cinco anos depois de colhido. Dorme em barricas. Em 2011 estamos comprando a safra 2005. O tempo passou e a ciência em parte voltou atrás. Segundo a genética, apesar do esforço de gerações, não há uma uva nova, apenas a velha sangiovese

e a seleção dos clones da Sangiovese, a uva tradicional da Toscana, inclusive superando o desafio da 'phyloxera', praga que devastou os vinhedos europeus no século XIX. Todo o vinhedo de "Il Greppo" foi replantado entre 1900 e 1910, com base no clone padrão. Em 1932, uma "Comissão Interministerial" qualificou de brunello a uva da região de Montalcino. Acreditando ter obtido nova uva, Ferruccio espalhou seu clone para cinco ou seis produtores, de modo a configurar regionalização. A tradição de clonagem continua. Franco Biondi Santi realizou nova seleção durante cinco anos (1970), com a colaboração da Universidade de Florença. O BBS-11 foi escolhido para replantio das parreiras. Ninguém adquire um BBS para tomar antes de 15 anos. No

selecionada. A tipagem de DNA apenas reconhece que os clones da sangiovese grosso produzem melhores vinhos do que a piccolo sangiovese comum. Como solucionar a dúvida? Vá a Montalcino e experimente a zuppe di faggiolo (sopa de feijão à moda de Montalcino) da Taberna dei Barbi. Peça em seguida um penne rigate al Brunello ou uma grigliata mista de porco com feijão tondini. De sobremesa panna cotta alla vaniglia com salsa ai frutti di Bosco (frutas do bosque). Se v. não tem tempo ou dinheiro para viajar não importa; basta fechar os olhos e imaginar. Vinho não é apenas ciência, tem também conteúdo de sonho. É por isso que insisto em chamar de brunello os clones morenos da velha sangiovese.

Chope no hangar. Com vista para decolagens.

A festividade sinistra da Havana de Batista

N

Renato Pompeu

o livro Noturno de Havana - Como a Máfia conquistou Cuba e a perdeu para a Revolução, lançado pela Seoman, o jornalista americano T.J. English defende a tese de que o crime organizado nos Estados Unidos começou a se organizar em Havana, ainda antes da Segunda Guerra Mundial. Eram os anos dourados em que Havana era uma festa, interrompida frequentemente por tiroteios sangrentos, mas que não assustavam os turistas americanos que afluíam em massa para a então chamada "Paris do Caribe". Durante a Segunda Guerra, tinha havido uma espécie de trégua entre as autoridades americanas e os grandes gângsteres, que colaboraram, por suas ligações na Europa e particularmente na Itália e na Sicília, e também por seu controle sobre o porto de Nova York, com o esforço bélico e de inteligência dos Aliados contra o Eixo nazifascista. Na nova situação, bandidos como o famoso Meyer Lansky procuraram refúgio em Havana, em conluio com o governo de Fulgencio Batista. A Máfia controlava os cassinos e a prostituição em Cuba, sem ser incomodada pelo governo cubano. A noite em Havana era muito mais que uma criança, em meio a dançarinas esculturais de rumba, aos sons estridentes e harmôni-

cos da orquestra de Pérez Prado, aos shows de Frank Sinatra, Ginger Rogers e Desi Arnaz. Os hotéis e os cassinos eram de uma beleza arquitetônica e de um luxo até então desconhecidos, e a paisagem urbana do jogo era muito m a i s a g r a d á v e l d o q u e, p o r exemplo, a tão famosa do Principado de Mônaco. Se Meyer Lansky, ajudado por Frank Luciano - os dois já haviam colaborado na transformação de Las Vegas de uma cidadezinha poeirenta do deserto num centro luxuoso de cassinos - foi o pioneiro na jogatina consentida em Havana, o grande organizador do crime em Havana foi Santo Trafficante, que tinha experiência na sua Flórida natal da cultura hispânica do Caribe. A noite festiva de Havana era animada por ninguém menos do que George Raft, Marlon Brando, Nat King Cole, enfim, eram anos que muitos americanos lembram como dourados. Na verdade, as ligações de Lansky e Luciano com Batista, "el mulato lindo", datavam já de 1933, ano em que o dirigente cubano emergiu como o principal comandante militar em Cuba. Logo depois Luciano foi preso nos Estados Unidos como o líder de uma rede de prostituição em território americano. No fim dos anos 1930, Lansky foi procurado pela Marinha americana para coordenar a contraespionagem no porto

de Nova York, sujeito a sabotagens por agentes nazistas e fascistas infiltrados nas colônias alemã e italiana da grande cidade. Lansky concordou, com a condição de que Luciano fosse libertado. Livre, Luciano passou pela Europa e em seguida se radicou em Havana, coordenando a instauração do controle dos cassinos e da prostituição em Cuba, tal como tinha sido planejado por Lansky em conluio com Batista, então, meados dos anos 1940, presidente de Cuba. Os Estados Unidos ameaçaram interromper a exportação de remédios para Cuba e, finalmente, conseguiram a extradição de Luciano, mas Lansky já era amigo íntimo de Batista e continuou dirigindo a operação dos cassinos. Batista estava então, a partir de 1944, quando terminou seu mandato presidencial, radicado nos Estados Unidos, mas continuava controlando os militares em Cuba e facilitando a vida da Máfia no país. Em 1952, sem chances de ser reeleito presidente, mas controlando além dos militares também o rádio e a imprensa, Batista comandou um golpe e assumiu de novo o poder em Cuba. Brilhavam ainda mais os anos dourados da Máfia em Havana, em meio a belas músicas, belas mulheres e um luxo de daiquiris. Havia cenas como uma reencenação de Lady Godiva - uma dançarina de corpo lindíssimo desfilou de carro aberto pelos

bairros de luxo de Havana vestida apenas de uma capa de chuva transparente. Era uma grande festa, assistida de longe pelos cubanos comuns impedidos de participar dela, humilhados pelo domínio de estrangeiros milionários sobre seu país e que passavam por dificuldades materiais extremas. Um jovem advogado, Fidel Castro, indignou-se com o golpe de 1952 e meses depois liderou um ataque armado contra um quartel de província, em Moncada, dando início ao que passou à história como a Revolução Cubana. Esse ataque foi derrotado e Castro foi preso, mas depois de solto se radicou no México, a partir de onde organizou a guerra de guerrilhas que o levaria ao poder em janeiro de 1959. Seus guerrilheiros invadiram e saquearam os cassinos e os hotéis luxuosos; no início do regime de Castro, a população miserável de Havana melhorou suas condições de vida. Mas, na noite de Havana, a festa dos anos dourados deu início a uma ressaca que durou décadas, com as músicas "lascivas" sendo proibidas pelos líderes revolucionários. Foi o fim da Máfia em Havana, nesse meticuloso e bem pesquisado relato de English.

Newton Santos/Hype

Armando Serra Negra

O

tradicional Bar Brahma aterrissou no Campo de Marte, desembarcando uma filial no Aeroclube de São Paulo. Para quem gosta de aviões, a escala é obrigatória. As instalações do aeroporto mais antigo de São Paulo, inaugurado em 1920, há muito abrigava salas de aula, briefing, simulador de vôo por instrumento (IFR), salão de festas, e um boteco para pilotos e alunos entornarem umas e outras após as aulas. Era um local despojado, que permitia ver as aeronaves manobrando, decolando e aterrissando, durante papos intermináveis de manicacas (novatos) e pilotos veteranos. O Aeroclube construiu um novo prédio, a uma centena de metros do velho, cedido ao Bar Brahma que o transformou em novo hangar, para barris de chope (R$ 5,50), pessoal animado, serviço cortês, e moçada no esquenta da balada. No check-in, um amplo deck de madeira, mesinhas protegidas pelas copas das árvores, um grande painel de ladrinhos exibe uma foto P&B estampada, teco-tecos do aeroclube perfilados. Privilegiada área de fumantes, o tom bucólico quebrado pelo vai e vem dos automóveis na avenida (valet service, R$ 15). Uma vitrina com souvenires do Bar Brahma é a primeira que te vê... À sua direita, as da lojinha do Aeroclube oferecem camisetas, broches e material didático, além de um copo comemorativo dos 81 anos que a escola (R$ 7) acaba de fazer. Duas hélices dão passagem a outras, ao pequeno museu que vale um pouso. Entre as muitas

fotos, a de Anésia Pinheiro Machado (1902-1999), a primeira mulher a brevetar no Brasil, Edu Chaves (1887-1975), pioneiro da ponte aérea São Paulo – Rio de Janeiro – Buenos Aires, e de exalunas, como Tereza Paz, que hoje rasgam os céus nos grandes jatos comerciais. Troféus, medalhas, antigos manuais, e instrumentos aeronáuticos completam a visita. O pé direito do salão do bar foi a 12 metros de altura, cobertura côncava de metal confere a atmosfera. Um Piper Cherokee branco e vermelho, prefixo PT-DPN, abre as asas, sobrevoando uma área de 500 m², muitas mesas, boa pista de dança, palco para bandas turbinadas de samba e sertanejo – de quarta-feira a sábado (couvert sob consulta). Lotação: 800 passageiros. Menu: porções de batata frita (R$ 16,50), filé aperitivo (R$ 31,90), isca de peixe (R$ 36,90), águas e refris (R$ 3,80), caipirinha e caipirosca (R$ 16,50). Outro terraço abre para o aeroporto, emprestando ao bar um pouco de saudosismo: aeronaves indo e vindo, um belo panorama da cidade e seus arranha-céus ao fundo. Reserve desde já seu bilhete para o domingo de 23 de outubro, quando a Esquadrilha da Fumaça fará seu show anual de acrobacia aérea, comemorando o Dia do Aviador. E lembre-se: se beber não pilote! Bar Brahma Aeroclube. Av. Olavo Fontoura, 650. Campo de Marte. Santana. Tel.: 2089-1131. www.barbrahmasp.com

Fotos: Arquivo DC

LÚDICO

Newton Santos/Hype

Culpado ou inocente? Musical infantojuvenil As Feiosas convida público a tomar decisão em tribunal. Texto de Marilia Toledo e direção de Mauricio Moraes. Conjunto Nacional. Av. Paulista, 2073. Sábados e Domingos, 15h. 60 minutos. Recomendado para maiores de 8 anos. R$ 30.

Bar Brahma Aeroclube: música, moçada no esquenta da balada e tom bucólico quebrado pelos carros na avenida.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

24 -.LAZER

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

d

A

cultura

EM

N

Paris Filmes/Divulgação

CI

Ricardo Darín é Roberto, metódico argentino que acaba tendo que abrigar em sua casa o chinês perdido Jun.

Homens de poucas palavras Lúcia Helena de Camargo

N

ão é o enredo mais original do mundo: um estranho que aparece e acaba mudando para sempre o modo de viver de outra pessoa. É o que traz Um Conto Chinês, uma das boas estreias desta sexta (2). Só que o filme vale a pena não apenas pela história singela, mas principalmente pela maneira como ela é contada. E também pela atuação impecável de Ricardo Darín, protagonista também de Abutres; O Filho da Noiva e do ganhador do Oscar de Filme Estrangeiro em 2010, O Segredo dos Seus Olhos, entre outros. Ignacio Huang também não faz feio. O cidadão chinês Jun (Huang), perdido em Buenos Aires, é vítima

de um roubo. Roberto (Darín), dono de uma loja de ferragens, acaba defendendo o oriental e, de certa maneira, o adota. Solitário, Roberto é extremamente metódico. Vai dormir todo santo dia às onze horas da noite, aconteça o que acontecer. Ele pode estar no melhor capítulo do livro ou envolto em pensamentos essenciais. Quando o rádiorelógio marca 23h, ele apaga a luz e cai no sono. A disciplina auto-imposta é acompanhada por manias, muitas manias. Como acontece nesses casos, ele desenvolve, por exemplo, um gosto obsessivo por coleções. É colecionador contumaz de traquitanas variadas – latas de

cerveja, miniaturas, bibelôs de vidro etc. Jun vai morar com Roberto. O argentino não fala chinês e o chinês também não sabe patavina de espanhol. Usam mímicas para estabelecer comunicação. Sem muito sucesso, já que Roberto segue exasperado por ter que dividir sua casa. Além de se sentir invadido, tem claras dificuldades em se relacionar com qualquer outro ser. Ainda mais com mulheres. Mari (Muriel Santa Ana) gosta dele. E é correspondida. Mas daí a dar um passo em relação a ela é outra história... O chinês procura na capital argentina seu único parente vivo e contará para isso apenas com a ajuda desse portenho razinza. E da embaixada da China, para onde é

levado por Roberto. Jun passa ajudar nos serviços da loja e da casa do comerciante, revelando diferenças culturais e de percepção do mundo. Uma das coleções mais curiosas de Roberto é a de recortes de jornais com notícias bizarras. Não, nada de contatos com seres extraterrestres. Ele aprecia estranhos acontecimentos reais publicados pela imprensa, como um atropelamento seguido de invasão a uma barbearia, em algum país do leste europeu, que resulta, entre outras coisas, em um corte de cabelo desvairado. Ou a vaca que cai de um avião sobre um barco de passeio. Ficamos sabendo que a origem da coleção, no entanto, remonta a acontecimentos não

muito engraçados. E o longa aproveita para dar uma pincelada nos sentimentos – talvez nunca completamente resolvidos – dos argentinos em relação à Guerra das Malvinas (ou Falklands). Mais de seis centenas de soldados argentinos (649, precisamente) morreram, sem conseguir retomar o arquipélago austral, que voltou às mãos do Reino Unido. Em determinado momento o personagem de Darín comenta com tristeza que o conflito foi "um combate desigual". O longa, que fez bilheteria na casa de um milhão de pessoas nos cinemas argentinos, tem roteiro e direção de Sebastián Borensztein. Vendido como comédia, vai muito além da graça rasgada das

pequenas piadas e ironias. O mérito maior talvez esteja na forma econômica e minimalista com que apresenta a trajetória desses dois homens tão diferentes. Ambos de bom caráter, mas sem muita habilidade em se comunicar, vão descobrindo meios de dizer sem usar palavras. E aí a atuação dois dois atores conquista o espectador de maneira serena, sem atropelos. Um belo filme. Um Conto Chinês (Un Cuento Chino, Argentina, Espanha, 2011, 93 minutos). Direção: Sebastián Borensztein. Com Ricardo Darín, Ignacio Huang, Muriel Santa Ana, Javier Pinto, Julia Castelló Agulló, Enric Cambray.

Fotos: Divulgação

TERROR – Para lembrar o ataque ao World Trade Center, ocorrido há dez anos, dicas de filmes que retratam a tragédia de 11 de setembro. Fotos: Divulgação e Arquivo DC

Nicolas Cage vive bombeiro que trabalhou nos resgates.

Voo 93: passageiros teriam derrubado o avião voluntariamente.

O ataque às Torres Gêmeas: feridas jamais cicatrizadas.

A

uma semana de se completarem dez anos do ataque ao World Trade Center, naquela manhã de 11 de setembro de 2001, relembramos alguns filmes que abordam a tragédia. Um dos que contam essa história de maneira plural é justamente 11 de Setembro, cujo título original é a data 11'09''01. Com um total de 135 minutos, reúne onze curtas dirigidos por Amos Gitai (segmento Israel); Alejandro González-Iñárritu (México); Youssef Chahine (Egito); Shohei Imamura (Japão); Claude Lelouch (França); Ken Loach (Reino Unido); Samira Makhmalbaf (Irã); Mira Nair (Índia); Idrissa Ouedraogo (Burkina-Faso); Sean Penn (Estados Unidos) e Danis Tanovic (BósniaHerzegovina). Lançado na França em 2002, mostra várias facetas da questão, em pequenas doses de reflexão. Está retratada a arrogância americana em querer impor seus usos e costumes a outros povos, há episódios melancólicos, como o que saiu da lavra do mexicano Alejandro Iñárritu e outros irônicos, como o dirigido Sean Pean. O documentário Fahrenheit 11 de Setembro (Fahrenheit 9/11), de 2004, do sempre polêmico Michael Moore, procura investigar como os Estados Unidos se transformaram em alvo de terroristas. Aproveita para cutucar atos da família Bush que podem ter influenciado esse estado de coisas. Voo 93 (United 93), do diretor Paul Greengrass, viria em 2006, com uma versão do que teria acontecido com o terceiro avião, aquele destinado a cair sobre a Casa Branca ou outro prédio oficial na capital americana, Washington. Os passageiros, que se comunicaram com parentes e amigos usando celulares e os telefones de suas poltronas, teriam derrubado o avião de propósito, para evitar a queda sobre um edifício oficial. Difícil de crer, mas em todo o caso, exemplo de heroísmo que fica bem no cinema. Também em 2006, Oliver Stone filmou As Torres Gêmeas (World Trade Center), drama que narra os fatídicos acontecimentos sob a perspectiva de bombeiros, com Nicolas Cage no papel principal. Ainda falta o filme definitivo sobre o ataque, no entanto. Talvez possa ser feito depois de passado mais tempo do episódio, diferente de qualquer outro acontecido antes ou depois. Dez anos podem não ter sido suficientes para cicatrizar as feridas. (LHC)

Sinfonia de Paris: Gene Kelly e Leslie Caron dançam pela capital francesa.

CLÁSSICOS O mestre dos musicais

M

úsica e dança em grandes produções de Hollywood era o que fazia melhor o americano Vincente Minnelli (1903-1986). O diretor de clássicos como Deus Sabe Quanto Amei (Some Came Running, 1958, com Frank Sinatra, Dean Martin e Shirley MacLane) ganha a retrospectiva Cinema de Música e Drama , com 15 obras, que serão mostradas no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) até o dia 11. Além dos longas, exibidos no formato 35 mm, acontecem debates e workshops sobre

esse cineasta nascido em Chicago e particularmente ativo em Hollywood nas décadas de 1940, 50 e 60. Entre os destaques da programação estão Sinfonia de Paris (1951), com Gene Kelly, Leslie Caron e Oscar Levant, vencedor de seis prêmios Oscar, incluindo melhor filme, assim como Gigi (1958), com Leslie Caron e Maurice Chevalier; A Lenda dos Beijos Perdidos (Brigadoon, 1954), também com Gene Kelly, acompanhado da parceira de dança Cyd Charisse.

Há o drama Sede de Viver (Lust for Life, 1956), cinebiografia do pintor Vincent Van Gogh, interpretado com categoria por Kirk Douglas (foto). O ator está ainda em Assim Estava Escrito (The Bad and the Beautiful, 1952), este vencedor de cinco premiações no Oscar, incluindo melhor atriz coadjuvante para Gloria Grahame. Vincente Minnelli dirigiu Judy Garland, com quem se casou e teve a filha Liza Minnelli, em Agora Seremos Felizes (Meet me in St. Louis, 1944); O Pirata (The Pirate, 1948), no qual ela contracena com Gene Kelly, entre outras produções. Outro clássico imperdível é Adeus às Ilusões (The Sandpiper, 1965), vencedor do Oscar de melhor canção original (The Shadow of Your Smile), com Elizabeth Taylor, Richard Burton, Eva Marie Saint e Charles Bronson no elenco. Com curadoria de Luiz Carlos Oliveira Jr., a mostra será apresentada depois no Rio de Janeiro, até o dia 25. (LHC) Cinema de Música e Drama. CCBB-SP. Rua Álvares Penteado 112, Centro. Tel.: 3113-3651. R$ 4. bb.com.br/cultura

Diario do Comercio 02-09-2011  

02 set 2011

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you