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Estrelas do PT não participam de

O BRASIL QUE DEU CERTO Fábio Guinalz/Estadão Conteúdo

São Paulo, quarta-feira e quinta-feira, 1 e 2 de maio de 2013

ESTRELANDO Fernando Henrique Cardoso José Sarney Fernando Collor de Mello Delfim Netto Pedro Malan Gustavo Franco Henrique Meirelles Maílson da Nóbrega. (Pág. 22)

Condenado Dirceu quer Barbosa fora do Mensalão O ex-todo-poderoso-ministro da Casa Civil, condenado a mais de 10 anos de prisão no processo do Mensalão, tenta afastar seu "algoz" do caso. Longe de alegar inocência, sua defesa acusa o relator, Joaquim Barbosa, de "contradições, omissões e supressões inadmissíveis" e pede a reforma do acórdão. Tudo para livrar a estrela petista da cadeia. Pág. 5 Leandro Martins/Estadão Conteúdo

Júlio Costa/Futura Press/ Estadão Conteúdo

'Salva de palmas para Barbosa' O pedido foi feito por Paulinho da Força (à esq.) na festa do Dia do Trabalhador ao dizer que o ministro do STF é dos poucos que têm coragem de enfrentar as pressões do governo. Pág. 6

www.dcomercio.com.br

1º de Maio Aécio Neves, provável candidato tucano a presidente, ganhou palanque na festa das centrais sindicais em São Paulo. Os organizadores dispararam: desta vez a presidente Dilma não teve "coragem" de participar. Págs. 6 e 7

Nelson Antoine/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Conclusão: 23h40

Ano 87 - Nº 23.863

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

A economia do Brasil colonial até hoje é tema do filme de que participam 3 ex-presidentes, mas foi boicotado por Lula, Dilma, Palocci e Mantega, ausentes de O Brasil que Deu Certo. E Agora?, embora convidados. A ideia foi de Maílson da Nóbrega; o filme, de Louise Sottomaior (à dir.).

AZEDUME CANAVIAL

Reuters

NO

Alex Ribeiro/DC

O pacote federal de estímulo aos produtores de etanol está valendo desde ontem. De acordo com especialistas, as medidas vão no rumo certo, mas são insuficientes para "abastecer" o setor – metade das 300 usinas do País passa por dificuldades e pelo menos 11 devem deixar de operar neste ano. Pág. 13

Boston: mais três presos. Página 4

Dois deles, do Cazaquistão, estão na foto acima ao lado do terrorista Dzhokhar Tsarnaev (à dir.). Um americano também teria colaborado. Pág. 8

ISSN 1679-2688

23863

9 771679 268008


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira e quinta-feira, 1 e 2 de maio de 2013

Este é o espaço que as religiões deveriam criar, alimentar e fruir. É dessa religião que precisamos. Domingos Zamagna

pinião

NOSSA POSIÇÃO

Uma importante decisão do BC

A

s associações comerciais – não apenas as de São Paulo, mas também de diversos outros Estados – são há muitos anos procuradas por empresários que, inadvertidamente, pagaram boletos de "entidades" com nomes semelhantes ao de instituições tradicionais, na certeza de que os débitos por eles cobrados eram de fato devidos. Como o empresário brasileiro é normalmente submetido ao pagamento de numerosas taxas e contribuições compulsórias, e como os boletos eram emitidos por bancos conhecidos, inclusive estatais, e se referiam, aparentemente, a entidades conhecidas, ele era comumente induzido ao pagamento dos mesmos. Até os MEI – Micro Empreendedores Individuais – vinham sendo vítimas desse engano, pagando valores indevidos que,

muitas vezes, superavam aquilo que eram obrigados a pagar para se formalizar. A q u e l e s q u e p o s t e r i o rmente se davam conta do engano e procuravam reaver os valores pagos não obtinham qualquer sucesso, uma vez que tais entidades, apesar de terem existência legal, por serem registradas em Cartório, regra geral não existiam efetivamente – ou pelo menos não propiciavam o ressarcimento pedido.

S

e considerarmos que eram emitidos milhares de boletos por cada uma dessas "entidades", e que os valores eram bastante elevados – mesmo que o percentual dos que pagavam fosse baixo – isso representava uma receita bastante significativa. Tanto é assim que muitas delas adotaram essa prática há muito tempo .

A luta das associações con- porque estes alegavam nada tra tais "entidades" tem sido poder fazer, já que tais "entip e r m a n e n t e , n ã o a p e n a s dades" tinham registro e eram orientando os empresários clientes das agências, não no sentido de pagarem so- dispondo o sistema financeiro mente os boletos correspon- de qualquer meio para recudentes à efetisar a emissão va prestação dos boletos. de um serviço Em abril desCircular do ou a uma filiate ano, porém, Banco Central pode ção voluntária o Banco Cena uma organifinalmente resolver o t r a l e d i t o u a zação, como Circular 3.656/ problema com as também divul13 , que insti"entidades" que g a n d o o a stuiu uma nova cobram taxas de sunto pela immodalidade de prensa, fazenboleto bancáempresários do contatos rio, que se apliindevidamente. com o Banco ca à " oferta de Central, recorprodutos e serr e n d o a o M iviços, proposnistério Público ou até mes- ta de contrato civil ou convite mo à Justiça. Foi conseguido para associação previamente algum sucesso no fechamen- levado ao conhecimento do to de algumas delas – que vol- consumidor" . A emissão e tavam com nova fachada. apresentação do boleto de Os contatos com os bancos proposta estão condicionadas também não surtiam efeito, "à manifestação prévia, pelo

pagador, de sua vontade de receber aquele boleto". O boleto deverá ter dizeres que assegurem ao pagador, "com clareza, precisão e objetividade", que se refere a uma oferta de produto ou serviço, ou convite para se associar a alguma entidade, e que seu pagamento é facultativo e não dará causa a protesto ou cobranças judiciais ou extrajudiciais e nem à inclusão em cadastros de restrição ao crédito. O pagamento do boleto significa sua aceitação.

C

abe agora às associações comerciais divulgarem ao máximo, junto aos empresário, essa Circular e verificar se o objetivo pretendido pelo Banco Central, de diferenciar claramente o boleto que se refere à venda de um bem ou uma prestação de serviço daquele que oferece alguma coisa ou busca uma

filiação ou contribuição. Em caso de constatarem práticas que visem a burlar o objetivo da Circular, devem comunicar o fato imediatamente à Facesp para as providências que se fizerem necessárias. Mais importante, porém, é que as entidades aproveitem esta oportunidade para realizar uma ampla campanha para angariar novos associados, mostrando aos empresários que, além de oferecer serviços, elas são atuantes junto ao poder público para promover o desenvolvimento de suas cidades e o fortalecimento do empreendedorismo local. É preciso também que divulguem a luta permanente em defesa da livre inciativa, contra o excesso de burocracia, pela redução da carga tributária e pela transparência fiscal, tanto dos impostos como dos gastos públicos.

Ettori Ferrari/Reuters

O ARCEBISPO

EO RABINO C ostumo dizer aos meus alunos universitários que se quiserem saber quais são os verdadeiros problemas do nosso País, basta fazer o levantamento dos temas sobre os quais se calam a maioria das diversas confissões religiosas. Pode parecer crítica exacerbada, mas, sem querer promover reducionismos, de uma religião não ociosa temos o direito de esperar a canalização de suas energias para o debate e as proposições que ajudem a solucionar os substanciais problemas de um povo.

M

uitas vezes, na verdade quase sempre, quando sintonizamos vários programas de televisão ou de rádio, e até mesmo quando os ouvimos nos púlpitos, temos a impressão de que os líderes religiosos estão falando para outros planetas, para um mundo de faz de conta. Ora, se for para elas reproduzirem o marasmo, a incompetência, o desperdício e o deboche da maioria dos políticos, seria melhor que elas, e também eles, nem sequer existissem. Mas já que existem, que pelo menos fizessem severa autocrítica, e se transformassem para melhor. Tal como alguns partidos políticos, nem toda religião está à altura de prestar um serviço de valor

DOMINGOS ZAMAGNA ao povo. Algumas prestam mesmo é um desserviço.

A

o ler o primeiro livro sobre o cardeal Jorge Bergoglio, hoje papa Francisco, líder de 1,2 bilhão de católicos, publicado no Brasil, Sobre o Céu e a Terra (Ed. Paralela/Schwarcz, original argentino de 2010), constato, com grande satisfação, que o ideário cultural, teológico e pastoral deste religioso é de grande envergadura. Ele trata de assuntos realmente importantes, tais como política, pobreza, dinheiro, poder, ciência. Não evita temas polêmicos, por exemplo: aborto, eutanásia, união civil entre pessoas do mesmo sexo. E não se omite em abordar aspectos fundamentais da natureza humana: o mal, a culpa, a velhice, a morte, família, afetividade, ideologias, solidariedade etc.

O papa Francisco recebeu na terça-feira o presidente de Israel, Shimon Peres, em um encontro privado no Vaticano. Este livro, porém, não contém somente as ideias do cardeal. Ele traz também o pensamento de outro líder religioso, o rabino-mor de Buenos Aires, Abraham Skorka, 15 anos mais jovem que o arcebispo. Ambos tiveram, antes de seus estudos teológicos (levados até ao nível de doutoramento e de verdadeira erudição), formação científica e filosófica. Certamente esse lastro cultural os ajudou a desenvolver raciocínios vigorosos, realísticos e ao mesmo tempo respeitosos

para com o leitor, dentro de uma pluralidade de mundivisões.

O

que é mais importante: não se trata de pensamentos apenas paralelos. Um dos valores da obra está no seu caráter dialógico. O arcebispo e o rabino – incrivelmente livres dentro de seus universos sócio-religiosos – realmente se mostram amantes e praticantes do diálogo. Mantendo-se cada qual muito cristalino em suas convicções, aliás condição básica para um verdadeiro diálogo, e porque sabem

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cesário Ramalho da Silva Edy Luiz Kogut João Bico de Souza José Maria Chapina Alcazar Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Miguel Antonio de Moura Giacummo Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Renato Abucham Roberto Mateus Ordine Roberto Penteado de Camargo Ticoulat Sérgio Belleza Filho Walter Shindi Ilhoshi

demolir as barreiras e contornar as resistências provindas do pré-julgamento, atingem as similitudes que os tornam amigos e irmãos.

É

um maravilhoso testemunho da cultura do encontro! Este é o espaço que as religiões deveriam criar, alimentar, amadurecer e fruir. É dessa religião que precisamos. Mais do que competição entre si, a cultura do encontro pode ajudar os povos a superarem divergências históricas, vaidades comezinhas,

intolerâncias, inoperâncias. Somente o diálogo promove o conhecimento; o conhecimento conduz à aproximação, ao afeto, à amizade, à fraternidade. E tudo isso se torna um convite à ação benfazeja, ao trabalho sem dispersão de esforços, à missão de testemunhar os valores testados e aprovados, embora sempre historicamente corrigidos e aprimorados, pelas milenares tradições do judeo-cristianismo. DOMINGOS ZAMAGNA É JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA.

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editor de Fotografia: Agliberto Lima. Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), Tsuli Narimatsu (tnarimatsu@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Marcus Lopes, Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Jaime Matos e Sandra Manfredini. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves e Sílvia Pimentel. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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pinião

O P RO B L EM A DA GUERRA FISCAL ENTRE OS ESTADOS ESTÁ LONGE DE SER RESOLVIDO.

Nada é tão ruim que não possa ficar pior

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odos os especialistas sabem que temos um precário modelo de tributação do consumo – possivelmente o mais complexo do mundo. Nele, tem especial destaque as distorções provocadas pela guerra fiscal do ICMS, que decorre de uma combinação de fatores que vão desde a renúncia do governo federal à indispensável tarefa de coordenação de um imposto de vocação nacional até o fracasso das políticas de desenvolvimento regional, daí passando à obsolescência das sanções às entidades que concedem benefícios em desacordo com as regras estabelecidas pela Lei Complementar nº 24, de 1975. Ao exacerbar-se, a guerra fiscal gerou um confronto aberto entre os que não admitem a competição fiscal lí-

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cita e os que proclamam a necessidade de concessão de benefícios fiscais sem qualquer restrição. As intervenções do Judiciário, invariavelmente declarando a inconstitucionalidade da guerra fiscal, foram sempre respondidas com mudanças formais na lei impugnada, preservados os meios para dar curso às concessões ilícitas. Para reverter esse quadro, o governo federal apresentou vários projetos.

A

guerra dos portos, consistindo em inacreditáveis benefícios à importação, foi enfrentada pela Resolução nº 13, do Senado. Essa via, contudo, afrontou o preceito constitucional que remete à lei complementar (art. 155, § 2º, inciso XII, letra g) o disciplinamento das conces-

sões e revogações de benefícios no âmbito do ICMS. O recurso à Resolução representou, além disso, um flagrante desvio de finalidade da competência do Senado, porquanto a fixação das alíquotas interestaduais daquele imposto pretende tão somente proceder à partilha horizontal de rendas. Ao reduzir a 4% as alíquotas das operações interestaduais subsequentes à importação de mercadorias, a Resolução admitiu casuísticas exceções, a exemplo das mercadorias com conteúdo local superior a 40%, as sem similar nacional, as destinadas às indústrias de automação, informática e TV digital, as importadas pela Zona Franca de Manaus e o gás natural importado. A indeterminação dos conceitos e as extravagâncias dos

EVERARDO MACIEL Projeto de Resolução para "uniformizar" alíquotas interestaduais é o mais complexo modelo já concebido pela mente humana. requisitos estão promovendo um festival de liminares, sem falar das acumulações de créditos de dificílima liquidez.

P

ara os demais casos de guerra fiscal foram propostas medidas que incluem um projeto de lei comp l e m e n t a r , a b r i n d o e x c eções ao requisito da unanimidade, a "uniformização" das alíquotas interestaduais do ICMS e a criação de fundos para compensar as perdas dos entes federativos. O projeto de lei complementar pretende suspender, até 31.12.2013, a exigência de unanimidade nas decisões dos secretários da Fazenda, reduzindo o quórum para 3/5, a fim de permitir a convalidação de benefícios concedidos ilegalmente, desconhecendo completamente a vedação

constitucional de a União conceder isenções de tributos estaduais (art. 151, inciso III) e o requisito de aprovação por lei estadual específica que regule exclusivamente a matéria (art. 150, § 6º). A regra, de resto, inviabilizará investimentos futuros, que não lograrão, assim, concorrer com empreendimentos incentivados. O projeto de Resolução visando a "uniformizar" as alíquotas interestaduais, em relação à matéria, é o mais complexo modelo já concebido pela mente humana. Afora o longo processo de redução das alíquotas, o projeto é pródigo em exceções: Zona Franca de Manaus, Áreas de Livre Comércio, gás natural, transporte aéreo, produtos agropecuários, situações alcançadas pela malsinada Re-

solução nº 13 e mercadorias sujeitas a um enigmático "processo produtivo básico" a ser aprovado pela União (sic). Assim, as duas alíquotas atuais se converterão em várias, a pretexto de "uniformização"!

I

sto posto, a guerra fiscal continuará, por ausência de sanções legais; a tributação ficará mais complexa e mais créditos se acumularão. E ao contribuinte restará pagar uma conta superior a R$ 400 bilhões, que serão destinados aos fundos compensatórios, nos próximos 20 anos. A despeito das evidências, sou cético quanto à possibilidade de elaborar-se algo pior. EVERARDO MACIEL É CONSULTOR TRIBUTÁRIO, EX-SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL (1995-2012).

DE NOVO ÀS VOLTAS COM OS JUROS E

lá vamos nós, uma vez mais. Bastou a inflação dar mais uma subida para o governo apelar para a taxa de juros. E tome subida. E não será a última; certamente teremos algumas mais, sempre prejudicando o investimento, que já é pequeno (cerca de 18% do PIB ao ano entre 1995 e 2012). Quanto mais alta a taxa de juros, menor a chance de investimento direto. Um país só cresce com ele e não apenas com o consumo, como acreditam nossos míopes governantes e economistas. E tome pacotinhos sobre pacotinhos de estímulo.

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ma economia vive de muitas outras coisas além da taxa de juros. De outras políticas mais eficientes. Mais polêmicas ou menos, não importa. Economia é assunto polêmico mesmo, tanto para quem entende muito, pouco ou nada do assunto. Nesta última condição temos, infelizmente, a quase totalidade da população tupiniquim. Uma pena. Nem parece que estamos na era da informação – e já há algumas décadas – e que ela é abundante. Vendo as taxas de juros no mundo, vemos o quão fora de órbita estamos. Como já dissemos

outras vezes, o Brasil parece não fazer parte do planeta Terra.

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taxa de juros no mundo é negativa há anos. O Japão tem taxa zero há muitos anos; idem os EUA, de zero a 0,25%. A União Europeia tem taxa abaixo de 1%. A inflação deles não é zero, mas nem por isso a inflação sai do controle. Por qual motivo ela é baixa e negativa? Para que o dinheiro custe pouco e incentive o investimento. E, sendo o caso, incentive o consumo também, quando este é baixo e precisa ser incentivado. Por que razão então precisamos ser os campeões dos juros? Nunca teremos investimento dessa maneira, e nunca cresceremos. A prova é a nossa economia. Basta ver que nos últimos 32 anos tivemos crescimento merreca, na média de 2,5% ao ano – enquanto os juros, na média, sempre estiveram bem acima da inflação. E já atingiram absurdos 400% em relação à inflação, há poucos anos. O governo precisa ter pessoas,

economistas, técnicos, que entendam como fazer o País crescer. Como trabalhar para os brasileiros. Precisa entender que política econômica é muito mais do que juros. Em especial sua elevação. A economia tem muitos itens a serem mexidos. E, bem mexidos em seu conjunto, podem fazer o controle da inflação e o crescimento.

A

inflação depende não apenas de controle de consumo, mas também de aumento de consumo. Com ele, e com políticas adequadas, a economia de escala faz seu trabalho de

redução de custos. Porém, para termos mais produção e economia de escala, é necessário haver investimento e, para isso, dinheiro mais barato. Aumento de consumo como o governo vem fazendo, com péssimas políticas, e pontuais, não adianta. A inflação continuará fora de controle. Não adianta reduzir impostos em alguns produtos ou setores. Isso é política paliativa, e da pior qualidade. Além de diferenciar e tratar com privilégios determinados setores. Isso provoca consumo temporário, mas

não aumento ideal de produção – que, para isso, precisa de investimento.

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pós tanta redução de IPI, agora temos a mudança do recolhimento das empresas ao INSS, sob a desculpa de que, recolhendo menos, a empresa estará melhor. Balela! Desconfiamos, como reclamaram certos setores, que pagarão ainda mais. Ou seja, o governo ataca de lobo em pele de cordeiro, de novo. O que precisamos é uma baixa geral da carga tributária. Para todos. Uma carga tributária decente, como no resto do mundo. O excelente bem estar dos EUA e do Japão é feito com cargas bem abaixo de 30% do PIB. Há que trabalhar com prazos de venda, por exemplo. Nenhuma economia suporta bem estar, crescimento, trânsito, com carros vendidos em tantas prestações que o veículo acaba antes delas. Controle dos gastos do governo? Nem pensar. A cada

SAMIR KEEDI ano, a carga tributária sobe e o brasileiro fica mais pobre. O consumo é sustentado em parte pelas bolsas esmolas, tirando dos brasileiros que trabalham para dar aos que não trabalham. E tentam nos convencer de que temos pleno emprego. Se assim é, porque temos 60 milhões de pessoas nesse programa?

E

nquanto isso, nossa infraestrutura está dilacerada, com a pior matriz de transporte do mundo e o custo Brasil sempre subindo, na contramão do necessário. Em vez de bolsa esmola de algumas dezenas de reais, deveríamos empregar o brasileiro na infraestrutura. A inflação brasileira, é preciso entender, não é de demanda, mas de custos. Apenas isso, e simples assim. SAMIR KEEDI É BACHAREL EM ECONOMIA, CONSULTOR, PROFESSOR E AUTOR DE VÁRIOS LIVROS EM COMÉRCIO EXTERIOR. SAMIR@MULTIEDITORAS.COM.BR


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Depois das histórias que MAIS: está contratando antecederam sua nomeação para o Supremo, o ministro Luiz Fux quer dar um trato na imagem.

gibaum@gibaum.com.br

2 “Já fui chamada de piranha e gostosa, pela torcida e por jogador. Hoje sou respeitada.”

ANA PAULA OLIVEIRA // ex-bandeirinha, que apitou o jogo-teste do novo Maracanã.

Fotos: BusinessNews

empresa carioca para ajudá-lo nas relações com a mídia e recuperação do que foi abalado.

Festa sindical Do governo Lula para cá, foram criados no Brasil mais de dois mil novos sindicatos, o que dá uma média de quase 260 por ano. A maioria nasce de olho na arrecadação da contribuição obrigatória que, em 2011, gerou R$ 2,4 bilhões em receitas. Hoje, o país tem 15 mil sindicatos e mais de três mil nunca participaram de uma negociação coletiva de salários. O levantamento é do Ministério do Trabalho.

VICE, NÃO Há dias, chamado de “vicegovernador”noRio,José Mariano Beltrame, secretário da Segurança Pública, emendou: “Eu não sou vascaíno para querer ser vice”. Até gora, ele não bateu o martelo para figurar como candidato a vicegovernador do Rio, na chapa de Luiz Fernando Pezão. É que estuda convite do governador Eduardo Campos, que quer montar seu palanque no Rio: o socialista gostaria que Beltrame concorresse pelo PSB ao governo carioca.

Dedo de Lula O Banco do Brasil não aceitava as garantias dadas pelo Corinthians para liberar financiamento de R$ 400 milhões para obras de conclusão do Itaquerão. O clube – e a Odebrecht que vinha bancando tudo – penou por um ano e meio e agora, está tudo com a Caixa Econômica Federal, que será o agente repassador de dinheirama. Detalhe: o esquema foi resolvido com a entrada em cena do corintiano e expresidente Lula, o mesmo que arrumou patrocínio de R$ 31 milhões também da Caixa para o timão – e com um único telefonema.

BONS DE ONDA De 8 a 19 de maio, acontece o capítulo brasileiro do Billabong 2013, na praia da Barra e no Arpoador, com participação dos melhores surfistas do mundo. Entre eles, o atual campeão Joel Parkinson e o vice Kelly Slater. Será a única passagem dos atletas pela América do Sul este ano. Para quem tem memória curta: Slater namorou a modelo brasileira Gisele Bündchen e vai conhecer o Projeto Prancha Ecológica. É uma ONG de Garopaba, em Santa Catarina, que confecciona pranchas a partir de garrafas pet.

A supermodelo dinamarquesa Helena Christensen, 42 anos de idade, está comemorando 25 anos de carreira, a maioria deles nos anos 90, junto com Linda Evangelista, Cindy Crawford, Claudia Schiffer e outras que formavam a elite de modelagem na época. Para comemorar, Helena é capa e recheio da Elle brasileira, fotografada por Karl Lagerfeld (à esquerda), enquanto estrela o lançamento da nova coleção de lingerie da Triumph (centro), com certo toque do glamour dos anos 50. De quebra, exibe mais o corpo (direita), para garantir a grande forma.

25 anos de glória

No alto comando do PSB, garante-se que o partido não oficializará a candidatura de Eduardo Campos ao Planalto este ano, malgrado pedido do diretório do Ceará. Em dezembro, contudo, haverá um congresso nacional dos socialistas que deverão aclamar o governador de Pernambuco. Oficialização mesmo, só no ano que vem. Esse cronograma pode precipitar a saída dos irmãos Cid e Ciro Gomes do PSB: defendem apoio a reeleição de Dilma e estão conversando com outros partidos, entre eles o PRB, de Edir Macedo e o PSD, de Gilberto Kassab. Por outro lado, José Serra, que quer mais tempo para atrapalhar a candidatura Aécio Neves, só irá para o MD – Mobilização Democrática em setembro, prazo máximo para concorrer em 2014 pelo novo partido.

Nada de anistia

DILMA gostaria que o coordenador de sua campanha à reeleição fosse o ministro Aloizio Mercadante; já a cúpula do PT bate o pé e quer o governador Jaques Wagner, da Bahia, nessa posição. Há meses, Lula havia dito que ele seria o coordenador, mas achou que dá muito trabalho.

SEM HOLOFOTE A presidente Dilma Rousseff ainda não se encantou com nenhum dos nomes de pretendentes à vaga de Ayres Brito no Supremo. Além de respeito nos círculos políticos, idoneidade e serenidade, a Chefe do Governo procura um ministro “que não se deslumbre, não se encante com as luzes da ribalta, não persiga holofotes e, definitivamente, não seja arrogante”, conforme descrição de um de seus assessores. Segundo um dos ministros chegados a Dilma, “esse leque de atributos está cada vez mais difícil de ser encontrado nos dias atuais”.

A ARQUIDIOCESE do Rio ganhou sinal verde do Ministério das Comunicações para instalar cinco rádios provisórias em Copacabana e Guaratiba, onde acontecerá a super-missa celebrada pelo Papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude. Também um canal provisório de TV em HD será instalado no Rio pela Rede Vida, para transmitir ao vivo todas as atividades do encontro religioso.

Amanhã, na Livraria Saraiva do Shopping Morumbi, em São Paulo, Nigella Lawson, grande cozinheira que tem diversos livros publicados e seu programa de culinária transmitido para vários países (no Brasil, pela GNT), lançará seu novo livro Na Cozinha com Nigella. Participará de alguns programas de TV e depois, cumpre compromissos semelhantes no Rio de Janeiro. Bonita, que sempre deixa desabotoada sua blusa e se orgulha de fazer o gênero gostosona, (acaba de emagrecer quatro quilos) já dedicou muitos programas à arte de atacar a geladeira com elegância e no meio da madrugada.

Geladeira de madrugada

Nhá Chica Sábado, na cidade mineira de Baependi, com direito a participação de romeiros de todos os cantos do país, acontece a festa pela beatificação de Nhá Chica. São esperadas mais de 200 caravanas, cerca de 400 padres e 40 bispos. A prefeitura vai montar três praças de alimentação para atender 50 mil pessoas e como não há hotel para todo mundo, muitas casas abrigarão romeiros e outros dormirão em ginásios ou tendas armadas. Nhá Chica, cujo nome de batismo é Francisca de Paula de Jesus, mineira de Baependi, nasceu em 1810 e morreu em 1895.

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A Globo já decidiu que naming rights de estádios de futebol poderão até ser citadas na programação. Contudo, as restrições serão muitas e mesmo assim, uma verba deverá ser destinada à emissora. A Allianz (seu nome definitivo deverá ser Allianz Parque, sem mencionar os nomes Palestra ou Palmeiras) e a Itaipava compraram o direito de dar seus nomes às arenas Palestra e Fonte Nova. Contudo só deverão aparecer em inserções antes do jogos. Repórteres, narradores e comentaristas serão proibidos de falar o nome das marcas nas partidas. Detalhe: grandes jornais pensam em fazer a mesma coisa em suas páginas de esportes.

VAL Marchiori, ex-Mulheres Ricas, está procurando um ghost writerr: enquanto não volta à TV quer transformar em livro suas histórias de vida, desde a infância pobre no Paraná até os dias de hoje. Não esconderá nada, nem como foi sua primeira vez.

Só pagando

MISTURA FINA

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OUT

PARA QUEM tem memória curta: esse mesmo deputado federal Nazareno Fonteles (PTPI), autor da PEC limitando os poderes do Supremo Tribunal Federal, apresentou em 2004, projeto limitando no máximo a R$ 8,5 mil os salários de todos os brasileiros – e passando o excedente ao governo.

O CANAL Mix TV tem uma nova diretora de programação, Fernanda Guimarães (entrou no lugar de Cris Lobo) que, em sua primeira semana de trabalho, acabou com os programas de Karina Bacchi, Maryeva Oliveira, que ficou famosa por namorar o tenista Guga Kuerten e Letícia Wiermann, filha de José Luiz Datena.

Terninhos.

Vestidos.

O JOGADOR Neymar é o novo contratado da My Star Autograph, empresa que vende autógrafos personalizados de grandes esportistas em fotos pela internet. A companhia também vende autógrafos dos jogadores de futebol Lionel Messi e Cristiano Ronaldo e dos tenistas David Ferrer e Rafael Nadal.

Movida à cachaça Na semana passada, num episódio da série The Big Bang Theory, exibido na TV americana (no Brasil, pela Warner), a cachaça brasileira 51 aparece numa cena na cozinha da personagem Penny (Kaley Cuoco). O episódio foi visto por cerca de 15 milhões de americanos e deverá chegar ao Brasil no segundo semestre. Foi uma ação de merchandising da Companhia Müller de Bebidas, que fabrica o aguardente há décadas e que vem exportando seu produto para Estados Unidos e Europa. A propósito: Hugh Heffner assiste a série e já fez generosas ofertas para ter Kaley Cuoco em suas páginas.

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

quarta-feira e quinta-feira, 1 e 2 de maio de 2013


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira e quinta-feira, 1 e 2 de maio de 2013

5 CAPAS PARA A COPA O governador do DF suspendeu a compra de 17 mil capas de chuva, no valor de R$ 5,35 milhões, pela PM. Detalhe: em Brasília quase não chove.

olítica

Dirceu quer tirar Joaquim Barbosa do julgamento

Valério pede a revisão do acórdão

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Alega que ministro cometeu 'omissões inadmissíveis' no caso do Mensalão

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ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), condenado a 10 anos e 10 meses de prisão por corrupção ativa e formação de quadrilha no processo do Mensalão, pediu o afastamento de seu algoz, o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), da relatoria dos autos da ação penal 470 e a redistribuição do processo para outro ministro da Corte. Em recurso de embargos de declaração, protocolado ontem no STF, a defesa de Dirceu partiu para uma estratégia mais ousada e agressiva desde que o processo começou a ser julgado, em agosto de 2012. A defesa solicita a reforma do acórdão do Mensalão, atribuindo ao relator, Barbosa, "contradições, omissões e supressões inadmissíveis". "A supressão das manifestações dos ministros prejudicou imensamente a compreensão do acórdão, inviabilizando a plena ciência da fundamentação adotada pelos julgadores da causa", sustenta a defesa, subscrita pelos criminalistas José Luís Oliveira Lima, Rodrigo Dall'Acqua e Ana Carolina Piovesana.

A defesa pede a redução da pena-base pelo crime de formação de quadrilha sob o argumento de que é contraditória e ilegal. Alega "grave prejuízo causado pelas supressões" e justifica: "O acórdão foi contraditório ao exacerbar a pena duas vezes pelo mesmo fundamento. Tal contradição

Há no processo testemunhas que indicam que Dirceu "dedicou a vida à defesa da democracia". JOSÉ LUÍS DE OLIVEIRA LIMA, ADVOGADO DE DEFESA

é inadmissível e viola entendimento do STF." A defesa também atribui a Barbosa contradição na fixação da pena a Dirceu pelo crime de corrupção ativa. Dirceu pede que sejam concedidos efeitos infringentes aos embargos de declaração, com "a consequente e necessária redução da pena base". No recurso, o advogado men-

ciona o voto do relator Barbosa, seguido da maioria dos ministros. Para ele, o voto do relator foi "omisso". "O voto foi omisso uma vez que diversas testemunhas na ação penal revelam a existência de dados concretos sobre a personalidade e conduta social do embargante", diz o recurso do advogado José Luís de Oliveira Lima. Segundo ele, há no processo declarações de testemunhas que indicam que Dirceu "dedicou a vida à defesa da democracia". O prazo final para a apresentação de recursos pelos réus termina hoje. Ontem ainda, Marcos Valério e Simone Vasconcelos já haviam apresentado recursos ao Supremo. De acordo com a defesa, o STF não deveria ter condenado Dirceu por concurso material de delitos (somando penas por dois crimes). A defesa alega que, pelos votos dos ministros, houve concurso formal e que só deveria ser aplicada a pena por um dos crimes, escolhendo o mais grave. Também defende que o acórdão suprimiu falas do julgamento, prejudicando a compreensão dos votos. Foram retiradas 1,3 mil falas dos

ministros Celso de Mello e Luiz Fux. "A supressão das manifestações fere o princípio constitucional das fundamentações das decisões judiciais. (...) Diante do exposto requerse que seja sanada a omissão apontada, publicando-se a transcrição das manifestações dos ministros que foram indevidamente canceladas". Para a defesa, a retirada das falas impede "plena publicidade de todos os fundamentos que sustentaram o acórdão". Diz o advogado que , o acórdão foi "contraditório" ao apresentar os argumentos para a valoração das penas. O argumento de que Dirceu teve "papel proeminente" aumentou a pena.

Pena – A fixação da punição considera três elementos: pena-base, agravantes e atenuantes, e causas de aumento e diminuição. Segundo Oliveira Lima, o STF considerou o papel de Dirceu tanto como agravante como para causa de aumento da pena. "Restou claro que o voto (do relator) que aplicou a pena ao embargante pelo crime de formação de quadrilha incorreu em contradição ao valorar a mesma circunstância em duas oportunidades (...). A fixação da pena é exercício jurisdicional que exige análise de circunstâncias diversas em três fases distintas, vedada a dupla valoração." (Agências)

empresário Marcos Valério, condenado a mais de 40 anos de prisão por operar o esquema do Mensalão, entrou com recurso parecido ontem no STF no qual pede a anulação da decisão final do julgamento (acórdão) e questiona pontos da decisão dos ministros. Segundo o advogado dele, Marcelo Leonardo, a "pressão da mídia" e reclamações públicas do presidente do Supremo Joaquim Barbosa – para que os colegas agilizassem a revisão de seus votos – levaram o tribunal a editar um acórdão omisso e obscuro. "Lamentavelmente, em virtude da pressão da mídia pela rápida publicação do acórdão embargado e das repetidas manifestações nos meios de comunicação do senhor presidente e relator a reclamar dos demais senhores ministros a rápida revisão dos seus votos e de suas intervenções no julgamento, o acórdão publicado, apesar de ter 8.405 folhas, revela-se rico em omissões que tornam padecedor de obscuridade a justificar esses embargos declaratórios", diz o advogado. (Folhapress)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira e quinta-feira, 1 e 2 de maio de 2013

Como no governo Hitler, tentam controlar o movimento sindical, o Congresso, a imprensa e agora o STF. Paulinho da Força, deputado (PDT-SP)

olítica

Júlio Costa/Estadão Conteúdo

Levi Bianco /Brazil Photo Press/ Folhapress

Tem gente de coragem, como o nosso Joaquim Barbosa e o nosso Gilmar Mendes. Gilmar, Joaquim, continuem firmes! Festa do 1º de Maio em SP reúne sindicalistas, políticos e o povo. Só faltou Dilma. Paulinho da Força (à direita) criticou a ausência.

PAULO PEREIRA DA SILVA

Palmas para Barbosa e Gilmar Na festa do Dia do Trabalhador, promovida pelas centrais sindicais, Paulinho pede força para que Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes continuem firmes.

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urante a festa do gina 7). Além do caráter polítiDia do Trabalhador c o , o e v e n t o c o n t o u c o m promovida por cen- shows de artistas como Fertrais sindicais, o de- nando & Sorocaba, Leonardo, p u t a d o P a u l i n h o d a F o r ç a Belo e Oswaldo Montenegro. (PDT-SP) pediu, ontem, uma salva de palmas aos ministros DILMA SEM CORAGEM do Supremo Tribunal Federal Irritado com o governo, (STF) Joaquim Barbosa e Gil- Paulinho destacou a ausênmar Mendes. cia da presidente Dilma nas "Felizmente tem gente de comemorações do 1º de Maio coragem, coe a acusou de mo o nosso n ã o t e r c o r aJ o a q u i m B a rgem de partibosa, nosso cipar (leia mais Nossa insatisfação ao lado). G i l m a r M e ndes, a quem Ainda em com o governo é na quero pedir seu discurso, tentativa de uma salva de Paulinho da controlar tudo... palmas por ter Força aproveio Congresso, tido coragem tou para critia imprensa, de enfrentar car o governo essa RepúbliDilma e sua reo Supremo. ca que tenta lação com a PAULINHO DA FORÇA c o n t r o l a r t uclasse trabado. Gilmar, lhadora. Joaquim, continuem firmes!" "O governo Lula tinha todo A cidade recebeu dois even- um atendimento aos trabalhatos ontem. O primeiro foi de dores. O governo Dilma tem manhã na Praça Campo de Ba- uma relação com o setor pagatelle e foi organizado pela tronal. Veja o caso da PreviForça Sindical. Já no Centro da dência. No ano passado, a Dilcidade, no Vale do Anhanga- ma desonerou a folha em R$ baú, a Central Única dos Tra- 18 bilhões. Enquanto isso, nós balhadores (CUT) reuniu sindi- estamos reivindicando o fim calistas durante a tarde. do fator previdenciário que O ato, promovido pela Força custaria R$ 3 bilhões. Fica Sindical, UGT, CGTB e Nova muito claro de que lado está o Central, também contou com governo Dilma." a presença do senador Aécio Neves (PSDB-MG), provável MONITORAMENTO candidato na disputa eleitoral Paulinho também voltou a do ano que vem (leia mais na pá- provocar o governo ao citar as

denúncias de monitoramento de sindicalistas pela Abin (agência de inteligência do governo) no Porto de Suape, em Pernambuco. "Nossa insatisfação com o governo é na tentativa de controlar tudo. Fizemos um movimento nos portos, mandaram a Abin, como tinha no governo Hitler, controlar o movimento sindical. Controlar o Congresso Nacional, controlar a imprensa livre e agora tentam controlar o Supremo." Durante todo o início do ato político, quando os principais representantes das centrais sindicais saudavam o público, Aécio ficou em primeiro plano, no centro do palco. Os petistas Fernando Haddad, prefeito da capital paulista, e Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República, ficaram atrás da primeira linha de oradores, sem aparecer para o grande público.

res. "O governo sabe que é preciso o diálogo para construir o futuro", disse durante seu discurso na festa do Dia do Trabalhador.

CAMPOS REPRESENTADO O líder do PSB no Senado, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que representou o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) na festa, citou as preocupações do governador com a seca no Nordeste, com a inflação e com medidas "que restringem a democracia". Ele justificou a ausência de Campos, presidente do PSB, dizendo que trazia um abraço do governador, "que neste momento está celebrando o Dia do Trabalhador no sertão de Pernambuco, com aqueles trabalhadores que estão vivendo um momento difícil em função da seca que assola o Nordeste." Campos confirmara sua presença no evento, mas muLACUNA dou de ideia no Dilma, que começo da separticipou do mana. Desde o evento em início do ano, 2010, quando ele tem mantiA presidente era candidata Dilma está lutando do agenda inà Presidência, tensa fora do como uma leoa avisou que não Estado, para para não deixar participaria do se tornar mais que a inflação ato este ano. conhecido em Foi represenoutras regiões corrompa tada pelo mido País. os salários. nistro Gilberto Ele abordou GILBERTO CARVALHO Carvalho. o tema da inflaEm discurso, ção, apesar de Carvalho afirmou que o gover- seu partido fazer parte da base no tem hoje um diálogo "ma- aliada do governo. "Precisamos duro, sério, tenso e indepen- conter a inflação, o controle da dente" com a classe trabalha- inflação foi uma conquista da dora. "A presidente Dilma está população brasileira. Portanto lutando como uma leoa para não podemos descuidar, pornão deixar que a inflação cor- que a volta da inflação retira o rompa os salários", reafirmou poder de compra dos trabalhaele, que já tinha usado a ex- dores". pressão na festa promovida Rollemberg mencionou ainpela Força Sindical, na parte da "preocupação com medida manhã. das que restringem a demoDestacando dados econô- cracia do nosso País", como o micos, como taxa de desem- apoio do Planalto ao projeto prego baixa e os 86% de cate- que dificulta a criação de nogorias de trabalhadores que vos partidos. Disse que o PSB tiveram reajustes acima da in- não apoia a proposta aprovaflação, Carvalho disse que os da pela Comissão de Constinúmeros refletem uma políti- tuição e Justiçada Câmara que ca de 10 anos. "É resultado de submete as decisões do Suuma política voltada para o premo Tribunal Federal (STF) trabalhador." O representan- ao Congresso e é contra a PEC te de Dilma afirmou que o go- que tira o poder de investigaverno "não se esconde" dos ção do Ministério Público. debates com os trabalhado- (Agências)

Cris Faga/Estadão Conteúdo

Acusada, presidente se defende em cadeia de rádio e tevê.

Dilma na berlinda

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m atrito com o governo, o deputado Paulinho da Força (PDT-SP) justificou ontem a ausência da presidente Dilma Rousseff nas comemorações do 1º de Maio em São Paulo afirmando que ela não tem coragem de participar do ato, promovido pelas centrais sindicais. "Nosso problema com o governo é que nós entregamos em 2010, aqui nesse palco, quando ela teve coragem de pedir voto, uma pauta à presidente Dilma. Lamentavelmente, ela me atendeu nesse período duas vezes. Não teve mais coragem de voltar aqui porque só atende empresários", disse o deputado ao público que compareceu ao evento. Dilma na tevê – A presidente, por sua vez, aproveitou seu discurso em comemoração ao Dia do Trabalhador, em rede de rádio e tevê, para se defender e dizer que a luta contra a inflação "é constante, imutável, permanente". Ela também afirmou que vai privilegiar como nunca a educação, "o instrumento que mais amplia o emprego e o salário." Para tanto, vai continuar insistindo para que todos os royalties, participações especiais do petróleo e recursos do pré-sal sejam usados na educação. E afirmou que

acaba de assinar projeto de lei prevendo o repasse do dinheiro para o setor. Dilma sugeriu que os brasileiros façam pressão sobre governos, empresas, Igrejas e sindicatos para que trabalhem mais em prol da educação. E que "incentivem o deputado e seu senador" para que eles votem a favor do projeto que destina à educação toda a verba proveniente do petróleo. "Somente assim poderemos gritar, em uma só voz, uma nova marca de fé e amor para nosso País. Poderemos gritar, do fundo do nosso coração: Brasil, pátria educadora". Enaltecendo os 10 anos de governo do PT, Dilma lembrou que, nesse período, foram criados 19,3 milhões de empregos com carteira assinada, e o salário-mínimo cresceu mais de 70% em termos reais "Somente nos dois anos do meu governo foram criados 3,9 milhões de novos empregos." A presidente afirmou que os direitos trabalhistas estão avançando e que as dívidas sociais histórias estão sendo resgatadas. E, como exemplo, ela apontou para a recente aprovação da emenda constitucional que estende os direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) aos trabalhadores domésticos. (Agências)


p Aécio pede governo para trabalhadores DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira e quinta-feira, 1 e 2 de maio de 2013

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Respeito a posição da Força, mas não acho que a reindexação seja um instrumento de controle da inflação. Aécio Neves, senador (PMDB-MG)

olítica

Senador mineiro aproveita comemoração de ontem para dizer que é contra indexação de salários e ainda responsabiliza a presidente Dilma por inflação

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ara uma vasta plateia de trabalhadores, o senador tucano Aécio Neves (MG) fez discurso pedindo um governo que não converse só com o empresariado. "É preciso que tenhamos um governo que não tenha apenas pauta permanente com o empresariado, mas também com os trabalhadores", disse o tucano, com um tom crítico em relação ao governo petista da presidente Dilma Rousseff. Em cima do palco na festa de comemoração do 1º de Maio, na praça Campo de Bagatelle, zona norte da cidade, Aécio afirmou que o País "não pode se contentar com pouco". "O Brasil vem avançando e vem crescendo não por obra de um governo ou partido político, mas por seus trabalhadores." Durante todo o início do ato político, quando os principais representantes das centrais sindicais saudavam o público, Aécio ficou em primeiro plano, no centro do palco. Os petistas Fernando Haddad, prefeito da capital, e Gilberto Carvalho, secretário-

Nelson Antoine/Estadão Conteúdo

geral da Presidência da República, ficaram atrás da primeira linha de oradores e não apareciam para o público. Aécio disse que todas as conquistas dos últimos anos só foram possíveis porque "tempo atrás um grupo de homens públicos debelou a infla-

Vamos, sem radicalismo, sem dividir um país em dois, construir um País mais justo. AÉCIO NEVES ção", referindo-se ao lançamento do Plano Real, criado no governo Itamar Franco, em 1994, que abriu caminho para a primeira eleição do tucano Fernando Henrique Cardoso. O tema da inflação foi levado à plateia não só por Aécio, como também pelos dirigentes de centrais sindicais.

Cotado para ser o candidato do PSDB para enfrentar Dilma Rousseff em 2014 nas eleições presidenciais, Aécio vem criticando a política econômica petista e costuma ressaltar que os méritos do governo do PT são heranças da gestão do ex-presidente FHC. O senador mineiro defendeu a liberdade e a democracia e disse que estará vigilante sempre que quiserem "atacálas". Ele mencionou a tentativa de cercear o poder do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Congresso, o poder de investigação do Ministério Público e a criação de partidos. "Vamos, sem radicalismo, sem dividir um país em dois, construir um País mais justo." Aécio afirmou ser contra a proposta de criar um mecanismo de indexação dos salários dos trabalhadores, mas criticou a gestão petista pela ideia voltar a ser discutida. A proposta é uma das bandeiras da Força Sindical, comandada pelo deputado Paulinho (PDT-SP), que defende a realização de uma campanha para instituir reajustes trimes-

Aécio Neves e o lançamento do Plano Real: "Tempo atrás um grupo de homens públicos debelou a inflação." trais aos salários, atrelados à inflação. "Esse tema volta à discussão exatamente porque o governo do PT vem perdendo o controle sobre a inflação. Várias propostas vão surgir, inclusive essa da Força. Não é a minha, eu não sou a fa-

vor da indexação. Respeito a posição da Força, mas, como disse aqui, não acho que a reindexação seja um instrumento de controle da inflação. O governo precisaria ter uma política fiscal. O que assistimos foi uma flexibilização da-

queles pilares macroeconômicos herdados do governo FHC, que eram as questões do câmbio flutuante, metas de inflação, superávit primário, com a grande maquiagem que o governo vem fazendo", afirmou Aécio. (Agências)

Moacyr Lopes Junior/ Folhapress

Haddad sugere volta de Lula

D Haddad fala sobre o retorno de Lula: "Em 2018, por que não?".

iante de uma faixa levantada por sindicalistas com a frase "Volta Lula. Eu era feliz e sabia", o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), falou da possibilidade de Luiz Inácio Lula da Silva voltar à Presidência. "Quem sabe um dia Lula volte à Presidência. Ele está bem de saúde", disse o petista, ao iniciar discurso para os traba-

lhadores que participavam da festa do Dia do Trabalhador organizada pela Força Sindical, na praça Campo de Bagatelle, na zona norte da capital. Questionado na saída do evento, o prefeito afirmou que disse isso pois viu a manifestação à sua frente. E completou: "Em 2018, por que não?". O secretário-geral da Presidência da República, Gilberto

Carvalho, indagado sobre o mesmo tema, respondeu que os apelos de "volta, Lula" são naturais, mas que o PT e o expresidente estão firmes apoiando a presidente Dilma. Já o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, disse que seria bom se Lula voltasse à Presidência, pois ninguém quer a continuidade da presidente Dilma

Rousseff. Apesar de o PDT fazer parte da base aliada, Paulinho é um crítico contumaz do governo Dilma. No início da festa, chegou a dizer que o governo da presidente não atende aos trabalhadores. Haddad aproveitou o evento para anunciar o aumento do piso dos servidores municipais em 79,8% a partir desta quartafeira. (Estadão Conteúdo)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

8 BOSTON 1 Washington Post: 70% dos norte-americanos são a favor da pena de morte para Dzhokhar.

BOSTON 2 Pew Center: 36% dos norte-americanos veem ligação entre ataques e problema de imigração.

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nternacional

quarta-feira e quinta-feira, 1 e 2 de maio de 2013

Reproduç

Site da Crickett, especializada em rifles para crianças.

Atenção, pais: arma não é brinquedo. Menino de cinco anos mata irmã com rifle que ganhou de presente

Amigo que ajuda terror também vai preso Três colegas de universidade de suspeito de atentado em Boston são acusados de mentir e obstruir a Justiça

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cusados de ligação com um dos suspeitos do atentado terrorista na Maratona de Boston, que matou três pessoas e feriu outras 260 no último dia 15, três novos suspeitos foram presos e indiciados ontem por obstrução da Justiça e mentir para a polícia. Os novos acusados eram colegas de universidade de Dzhokhar Tsarnaev, de 19 anos, que já foi formalmente acusado de ter colocado as bombas perto da linha de chegada da corrida, junto com seu irmão Tamerlan, de 26 anos, que morreu dias depois durante confronto com a polícia. Nascidos no Cazaquistão, Azamat Tazhayakov e Dias Kadyrbayev, ambos de 19 anos, foram indiciados por "conspiração para a obstrução da Justiça e destruição de provas". Eles são acusados de terem ido ao dormitório de Dzhokhar, checheno naturalizado norte-americano, e jogado fora uma mochila com explosivos e um laptop que pertenciam a ele. Eles estavam acompanhados por um terceiro jovem, o norte-americano Robel Phillipos, de 19 anos – também indiciado, sob a acusação de mentir à polícia federal norte-americana (FBI, na sigla em inglês). Os cazaques podem pegar até cinco anos de prisão e uma multa de US$ 250 mil. Já o norteamericano pode ter uma pena de até oito anos de prisão e uma multa com o mesmo valor. Tazhayakov e Kadyrbayev foram detidos no dia 20 de abril por suposta violação de seus vistos de estudante. Os três faziam engenharia na mesma Universidade de Massachusetts-Dartmouth onde Dzhokhar estudava. Amigos - De acordo com as autoridades, os três indiciados foram ao quarto de

vk.com/Reuters

Tazhayakov (à esq.) e Kadyrbayev aparecem com Dzhokhar Tsarnaev (à dir.) em foto tirada em Nova York

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m menino de cinco anos atirou acidentalmente e matou sua irmã de dois anos, usando um rifle que ganhou de presente no ano passado, segundo autoridades em Cumberland, no Estado de Kentucky, nos Estados Unidos. A garota foi atingida por uma bala no tórax. A mãe das crianças encontrava-se no local quando aconteceu o acidente, na tarde de terçafeira. Ela estava na varanda da casa quando ouviu o disparo, segundo o médico legista Gary White. O rifle estava ao alcance do garoto e, segundo a autoridade, a família não sabia que o rifle estava carregado. A arma é da marca Crickett, empresa especializada em fabricar

armas para menores sob o slogan "Meu primeiro rifle". O site da empresa tem fotos de crianças praticando tiro e caçando pássaros e veados, e diz comercializar "armas de qualidade para os jovens norte-americanos". Em 2008, a empresa produziu 60 mil armas para crianças entre rifles e pistolas que são vendidos em cores chamativas. Ainda não se sabe se haverá algum tipo de punição à família. Apesar de acidental, a morte traz à tona o debate sobre o controle de armas, que divide opiniões nos EUA. Enquanto muitas regiões urbanas trabalham para manter as armas fora do alcance dos jovens, não é raro que, em áreas rurais, crianças ganhem armamentos para praticar tiro e caça. (Agências)

Deputado opositor Julio Borges: segunda agressão em 15 dias.

David Mercado/Reuters

Dzhokhar depois que o FBI divulgou as imagens dos supostos autores do atentado. Tiraram dali uma mochila com explosivos abertos e sem pólvora, um tubo de vaselina e folhas de papel com lições da faculdade. A seguir, o trio foi a um lixão próximo na cidade de New Bedford para se desfazer desses materiais. Kadyrbayev afirmou durante os interrogatórios que havia destruído os pertences de Dzhokhar "para ajudar seu amigo a evitar problemas". A mochila foi recolhida por um caminhão de lixo, mas foi recuperada pelo FBI em um lixão, segundo o inquérito. Já Phillipos mudou sua versão: primeiro, ele disse às autoridades nunca ter estado no dormitório de Dzhokhar. Em outro interrogatório, porém, o norte-americano admitiu que esteve lá para pegar a mochila do colega. (Agências)

Carlos Garcia Rawlins/Reuters - 30/04/13

Um olho roxo bem calculado A culpa é da oposição, diz presidente da Venezuela.

O Evo Morales expulsa agência Usaid do país, alegando interferência.

Fora, ianques! Adeus, dólares.

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eguindo sua tradição de anunciar decisões de cunho nacionalista no dia 1º de Maio, o presidente da Bolívia, Evo Morales, disse ontem que expulsará a agência de cooperação internacional norte-americana (Usaid, na sigla em inglês) do país, sob a alegação de "tentativa de minar seu governo de esquerda". Para Evo, a agência trabalhava com "fins políticos e não sociais", e "manipulava dirigentes, usando companheiros com esmolas". "Decidimos expulsar a Usaid da Bolívia, que vá embora da

Bolívia", disse ele em seu discurso do Dia do Trabalho. Em resposta, o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Patrick Ventrell, lamentou "profundamente" a decisão e assegurou que os programas da Usaid "ajudavam a melhorar as vidas de bolivianos comuns", por isso "os mais feridos pela decisão serão os bolivianos". Desde sua chegada à Bolívia, em 1964, a Usaid investiu cerca de US$ 2 bilhões em projetos de educação, desenvolvimento econômico, saúde, agricultura e meio ambiente. (Agências)

presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou ontem a oposição de ter orquestrado os atos de violência registrados na sessão da Assembleia Nacional na terça-feira. Para os chavistas, o incidente foi uma "montagem" dos parlamentares opositores. "A direita calculou a provocação", disse Maduro. "Chegaram com uns aparatos chamados de 'paralyzer' para jogá-los na cara dos deputados revolucionários." Segundo o presidente, há uma foto de um deputado do Primero Justiça – partido do candidato à Presidência derrotado Henrique Capriles – arremessando uma cadeira. A oposição afirma que a pancadaria foi iniciada pelos chavistas, depois que os opositores protestaram contra a proibição de falarem no plenário até que reconheçam Maduro como presidente. Eles afirmam que sete de seus parlamentares foram feridos. O deputado opositor Julio Borges foi agredido no momento em que, ao lado de

outros parlamentares, tentou exibir um cartaz escrito "golpe ao Parlamento". Após as agressões, Borges denunciou que havia guardacostas armados na sessão. Posteriormente, o deputado opositor apareceu na televisão com o rosto bastante machucado e um olho roxo. "Lamento os golpes que deram em Borges, mas depois ele se colocou como um palhaço na TV. Ele teria que pedir a paz, porque ele iniciou a confusão", afirmou Maduro. O presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, também culpou os opositores pela "montagem". "O fato de o deputado Julio Borges ter recebido um golpe não significa que ele não tenha sido agressor", disse Cabello, à TV estatal VTV. A agressão contra os opositores foi a segunda registrada nos últimos 15 dias. No último dia 16, o deputado William Dávila levou um golpe de microfone na cabeça, pelo qual teve que levar 16 pontos, enquanto Borges também foi agredido. (Agências)


quarta-feira e quinta-feira, 1 e 2 de maio de 2013

DIÁRIO DO COMÉRCIO

9 Nunca houve um 1º de Maio com mais razões para sair às ruas. Candido Mendes, líder da central sindical espanhola UGT.

nternacional

INDIGNAÇÃO MUNDIAL NAS RUAS Protestos contra a austeridade na Europa e a insegurança no trabalho na Ásia marcam o Dia do Trabalho Enrique De La Osa/Reuters Toby Melville/Reuters

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ilhares de trabalhadores de todo o mundo reivindicaram ontem, Dia Internacional do Trabalho, a ampliação de seus direitos, caso da Ásia, e políticas que incentivem a criação de novos empregos, no caso do Ocidente. Segundo as últimas estatísticas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), existem mais de 197 milhões de desempregados ao redor do mundo, índice que representa 5,9% da força de trabalho. No Sudeste Asiático, onde está a mão de obra mais barata do planeta apesar do aumento real do salário mínimo nos últimos anos, milhares de pessoas protestaram para pedir melhores condições de trabalho. Em Bangladesh, milhares de pessoas protestaram nas ruas da capital Daca para exigir a condenação dos donos das unidades de confecção do prédio que desabou na semana passada e provocou a morte de pelo menos 402 pessoas. Na Europa, os trabalhadores atingidos pela perda de poder aquisitivo e pelo desemprego recorde realizaram protestos na esperança de convencer os governos da zona do euro a abrandarem as políticas de austeridade e adotarem mais medidas de estímulo ao crescimento. (Agências)

CUBA – Centenas de milhares de cubanos lotaram a praça da Revolução, em Havana, para um desfile que teve como principal homenageado o ex-líder venezuelano Hugo Chávez, morto em março deste ano. O "melhor amigo" dos cubanos tinha Fidel Castro como padrinho político. Com petróleo e dinheiro, ele ajudou a economia cubana a se recuperar da ruína financeira causada pelo fim da União Soviética, em 1991. Juan Medina/Reuters

INGLATERRA – Manifestantes reuniram-se em Trafalgar Square, na região central de Londres, para protestar contra as políticas de austeridade do premiê conservador David Cameron. O desemprego britânico chega a 7,9% e o consumo está em níveis mínimos. Murad Sezer/Reuters

/Reuters

Yannis Behrakis

Uma greve geral e protestos contra a alemã Angela Merkel foram a resposta dos gregos contra a recessão.

TURQUIA – A decisão das autoridades de proibir a tradicional celebração do Dia do Trabalho na praça Taksim, em Istambul, resultou em confrontos entre policiais e manifestantes. Pelo menos 30 pessoas ficaram feridas, incluindo sete agentes de segurança e dois jornalistas.

ESPANHA – Milhares de pessoas saíram às ruas de Madri, ocupando totalmente a Gran Via, importante avenida comercial da cidade. Os manifestantes levavam bandeiras e cartazes com dizeres como "a austeridade arruína e mata" ou "reformas são roubo". A economia espanhola encolhe há sete trimestres consecutivos, e o desemprego atinge o nível recorde de 27% da população ativa, ou 6,2 milhões de pessoas.


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quarta-feira e quinta-feira, 1 e 2 de maio de 2013 Fernando Vivas

/A Tarde

idades

Aviação: no feriado, os problemas foram em terra. Acidentes ocorreram nos aeroportos de Viracopos e Cumbica. Em Salvador, van tombou com tripulantes. lho e Emprego e do Ministério Público embargaram mais de metade da obra. Aos poucos, a s c o n s t r uções foram aut orizad as, conforme a segurança. Os feridos no acidente ocorrido ant e o n t e m f oram encaminhados para o Hospital Municipal Mário Gatti e para o Pronto Socorro do São José. Cinco viaturas do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) foram chamadas para auxiliar no socorro às vítimas. O consórcio Construtor de Viracopos informou que vai apurar as causas do acidente. Fiscais do Ministério Público do Trabalho Pedro Amatuzzi/Folhapress

A

cidentes em aeroportos ou envolvendo funcionários de companhias aéreas marcaram o feriado do Dia do Trabalho em Campinas, São Paulo e Salvador. No interior paulista, um acidente nas obras do novo terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Viracopos deixou 14 funcionários feridos anteontem à noite. Por volta das 19 horas, o andaime onde os funcionários estavam concretando uma viga da segunda laje do pier C caiu. Segundo o Consórcio Construtor de Viracopos, nenhum corre risco de vida, mas pelo menos um deles permanecia internado ontem à noite em estado grave. Foi o segundo acidente em poucas semanas. Em 22 de março, um funcionário que trabalhava em um poço de escavação morreu soterrado e outro sofreu escoriações. Na ocasião, fiscais do Ministério do Traba-

Acima, tripulante da TAM é socorrida após acidente com a van em que ela viajava com colegas. Ao lado, queda em Viracopos. fiscalizaram a obra e interditaram parcialmente o local. As obras de modernização e ampliação de Viracopos vão elevar a capacidade do aeroporto de 9 milhões de passageiros para 14 milhões de passageiros ao ano, até 2014. A conclusão do novo terminal, onde trabalham 3,5 mil trabalhado-

res, é considerada estratégica para a Copa do Mundo – Campinas é subsede da Copa e deve abrigar uma das seleções. Cumbica – Outro acidente grave ocorreu ontem no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos na Grande São Paulo. Um funcionário da TAM Linhas Aéreas morreu. Segundo a em-

presa, o homem fazia a manutenção de um equipamento de rampa do aeroporto quando se acidentou. Os detalhes da ocorrência e o nome do funcionário não foram divulgados até ontem à noite. Em nota, a TAM disse que está apurando as causas do acidente e está "prestando toda a assistência

necessária aos familiares." Bahia – Outro acidente envolvendo a TAM ocorreu em Salvador, na Bahia. Uma van que prestava serviços para a companhia aérea tombou na Avenida Paralela ao transportar tripulantes que embarcar i a m n o v o o 3 1 4 5 ( S a l v ador/Rio), ontem. As vítimas foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Três pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para hospitais da região. (Agências)

Ricardo Moraes/Reuters

Ciclistas fazem manifestação no Rio

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Protesto contra a morte de ciclista mobilizou a zona sul do Rio. Manifestantes ocuparam a Avenida Vieira Souto e pintaram uma bicicleta de branco.

m grupo de ciclistas fez uma manifestação na manhã de ontem na zona sul do Rio de Janeiro. Os manifestantes pintaram uma bicicleta de branco e a deixaram na esquina da avenida Vieira Souto com a rua Henrique Dumont, em Ipanema, local onde o triatleta Pedro Nikolay, 31, morreu após ser atropelado anteontem. Eles também deixaram várias bicicletas na via. Na ocasião, Nikolay participava de um treinamento que reunia cerca de 20 atletas, por volta das 5h50, quando foi atingido por um ônibus. A vítima chegou a ser socorrida em um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos do acidente e morreu. Ontem, por volta das 6h30, mais um triatleta foi atropelado por um carro na capital fluminense. Alberto da Silveira

Júnior, de 40 anos, foi atingido na avenida Radial Oeste, altura da Praça da Bandeira, zona norte do Rio. Testemunhas disseram à polícia que o motorista não prestou socorro. Júnior foi levado pelos bombeiros para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro da capital fluminense. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ele sofreu uma fratura no tornozelo e algumas escoriações, mas passa bem e receberia alta ainda ontem. Produtora – Este é o terceiro caso de ciclistas atropelados no Rio de Janeiro nos meses de abril e maio. No dia 1º de abril, a ciclista e produtora do programa "Amor e Sexo" da TV Globo, Gisela Matta, morreu após ser atropelada por um ônibus na esquina das ruas General San Martin e Bartolomeu Mitre, no Leblon, zona sul. (Folhapress)

Haddad: o que fazer com o Pacaembu? Inauguração das novas arenas do Corinthians e do Palmeiras deve reduzir a demanda do estádio municipal

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prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse ontem que a Prefeitura estuda uma nova forma de uso para o Estádio do Pacaembu após a inauguração das novas arenas que serão as casas do Palmeiras e do Corinthians, nos próximos anos. Haddad não deu detalhes sobre o que será feito com o estádio municipal, mas deu alguns exemplos dos tipos de eventos que ele poderá receber, quando a demanda por jogos de futebol diminuir. Uma das propostas levantadas ainda na gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) era que o estádio fosse reformado para ter proteção acústica e menos lugares. Isso viabilizaria a realização de shows musicais, que foram vetados há alguns anos após vários protestos de moradores da região. "Nós vamos ter que usar este ano para repensar. Não vamos esperar a inauguração das novas arenas para começar a pensar em um uso que se harmonize com os moradores do Pacaembu e que, de alguma maneira, projete um futuro novo para esse equipamento que é muito simbólico na cidade de

Rubens Chaves/Folhapress

nosso risco é que ele degrade, e nós não podemos admitir isso", disse ontem o prefeito. Haddad foi ao estádio participar da abertura da 11ª edição dos Jogos da Cidade, competição de esporte amador que neste ano terá a participação de 800 times de futebol e outras Estádio do Pacaembu pode receber novos tipos de eventos, como torneios de artes marciais 500 equipes de vôlei, hanSão Paulo", disse Haddad. Jatene informou ainda que debol, basquete e futsal. Os jogos acontecem até deA nova forma de uso do está- existe a possibilidade do estádio está sendo analisada pelo dio municipal abrigar eventos zembro. A primeira etapa da secretário municipal de Es- como o UFC, de artes marciais. competição é regional, dividiportes, Celso Jatene (PTB). O "Não queremos fazer de manei- da entre as 31 subprefeituras. secretário afirmou que enca- ra desorganizada, queremos Em seguida, os campeões disminhou ao prefeito um projeto combinar com o bairro e, ao putam a fase municipal. O prede R$ 400 milhões para mo- mesmo tempo, combinar com feito disse que espera realizar dernizar o Pacaembu, com a a cidade um novo uso. São Pau- a maior edição do evento em participação da iniciativa pri- lo vai ter o Morumbi, a arena do 2014, aproveitando a Copa do vada. O estádio é tombado pe- Palmeiras e a do Corinthians. É Mundo no Brasil para promolos órgãos de defesa do patri- muita coisa. Então, se o Pa- v e r o e s p o r t e n a c i d a d e . mônio histórico. caembu não for repensado, o (Folhapress)

Ó RBITA

PEDIU A PRISÃO

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pós discutir com a mãe por ter chegado ontem de madrugada em casa, o operário Mauro Silva Primo, de 19 anos, arrombou um banco, furtou dinheiro dos caixas e esperou a chegada da Polícia Militar. Sua intenção era ser preso para encontrar com o pai, que está detido num presídio estadual em Iacri (SP).

LATROCÍNIO

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m empresário foi morto na noite de anteontem com um tiro na barriga durante um assalto na zona norte. Fernando Guerreiro Abdalla, 29, era dono de uma academia no Jardim Maristela. Ele teria se negado a deitar no chão durante o assalto e os bandidos, que estavam em uma moto, atiraram. (Folhapress) Alessandro Valle/Folhapress

PRAIA DE PAULISTANO – Quem ficou na cidade aproveitou o feriado de 1.º de Maio, ontem, para passear e nadar na Represa Billings, na região sul da Grande São Paulo.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira e quinta-feira, 1 e 2 de maio de 2013

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Encontro com autores e ideias

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cultura

Os escritores Luiz Bras (ex-Nelson de Oliveira) e Ivana Arruda Leite conversam com o público sobre literatura que surge nos blogues e redes sociais. Biblioteca de São Paulo-Parque da Juventude. Avenida Cruzeiro do Sul, 2630. Sábado (4), 11h. Grátis.

Inscreva o seu samba

Divulgação

Já estão abertas as inscrições para a 2ª edição da São Paulo Expo Samba, maior concurso de composições do gênero. Os interessados têm até o dia 10 de maio para se inscrever gratuitamente, com no máximo dois sambas, no site www.g1.com.br/ saopauloexposamba. A edição deste ano oferece 1.103 vagas e o vencedor da melhor composição, escolhido entre as cinco melhores, receberá o prêmio de R$ 35 mil. As semifinais e as finais da Exposamba acontecerão no Sesc Pompeia com shows de nomes consagrados do samba.

Cia. Pessoal do Faroeste: Homem não Entra.

Faroeste paulistano Sérgio Roveri

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os seus quinze anos de carreira, o grupo teatral paulistano Cia. Pessoal do Faroeste passou os últimos treze empenhado em apropriarse de fatos da história recente da Cidade - principalmente aqueles que tiveram como cenário a região da Estação da Luz, onde o grupo mantém sua sede - para levá-los ao palco por meio de uma leitura contemporânea e por vezes politizada, na qual a ficção, muito mais do que preencher possíveis hiatos da história oficial, mostra-se mais interessada em atualizá-la e apontar seus paralelos com os dias atuais. O mais recente trabalho da Cia, o faroeste Homem Não Entra, em cartaz a partir de sábado (4), traz como ponto de partida um episódio ocorrido no final de dezembro de 1953, quando São Paulo tinha a prefeitura nas mãos de Jânio

Quadros, enquanto Lucas Nogueira Garcez respondia pelo governo estadual. No dia 30 daquele mês, Garcez, a pedido de Jânio, assinou um decreto que pôs fim à chamada "zona de confinamento" que desde a década de 1930 ocupava principalmente duas ruas do Bairro do Bom Retiro - a Itaboca e a Aimorés. Com a decisão do governo, cerca de mil prostitutas viramse, da noite para o dia, sem seu local de trabalho. Após o choque inicial causado por esta espécie de demissão em massa da categoria, as prostitutas se transferiram para os pequenos hotéis e as então chamadas casas de cômodo da região vizinha à estação de Luz, nas avenidas Duque de Caxias, Cásper Líbero e São João, dando origem à famosa Boca do Lixo paulistana, que também entraria em declínio a partir da década de 60. E foi

justamente sobre este fenômeno migratório que a Cia. Pessoal do Faroeste se debruçou para criar seu mais recente espetáculo. Em cena, agora, aquela região decadente e conhecida pela presença dos usuários de crack ganha contornos típicos do Velho Oeste americano, ao menos na ficção, para sediar a história do faroeste urbano Homem Não Entra. A peça, dirigida por Paulo Faria e escrita por ele em parceria com Rodrigo Pereira, se passa justamente no dia em que Jânio fechou os prostíbulos do Bom Retiro. A prostituta Brigitte (papel da atriz Mel Lisboa) recorre à ajuda do pistoleiro Django (José Roberto Jardim) para dar um basta à era de violência e corrupção mantida pelo velho xerife Mardock. O texto da peça faz uma aproximação histórica entre o massacre dos índios durante a

conquista do Oeste americano, a expulsão das prostitutas do bairro do Bom Retiro em 1953 e a atual implantação do projeto urbanístico batizado de Nova Luz, que pretende, ao reformular a região da cracolândia, remover dali os usuários de droga. Para mergulhar de vez o público no clima de terra de ninguém tão típico dos faroestes, o espetáculo aos sábados começa às 23h, a chamada sessão maldita. Como contraponto, há a sessão bendita, às 17h do domingo, que termina uma hora depois, junto com o repicar dos sinos de uma igreja das proximidades.

BI COMPANHIA SECURITIZADORA DE CRÉDITOS IMOBILIÁRIOS

CNPJ/MF nº 07.112.325/0001-05 AVISO AOS TITULARES DA 3ª EMISSÃO DE CERTIFICADOS DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS Comunicamos aos Senhores Titulares da 3ª Emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários da BI COMPANHIA SECURITIZADORA DE CRÉDITOS IMOBILIÁRIOS que o Relatório Anual do Agente Fiduciário relativo ao Exercício Social de 2012 está disponível na sede do Agente Fiduciário e nos locais indicados no artigo 12, inciso XVIII da Instrução CVM nº 28/83. Rio de Janeiro, 30 de abril de 2013 GDC Partners Serviços Fiduciários DTVM Ltda. Agente Fiduciário

AVISO AOS DEBENTURISTAS

Comunicamos aos senhores investidores das emissões de Debêntures a seguir listadas que o Relatório Anual do Agente Fiduciário, relativo ao Exercício Social de 2012, está disponível na sede do Agente Fiduciário e nos demais locais indicados no artigo 12, inciso XVIII da Instrução CVM nº 28/83. Título: Debêntures Emissora Nº da emissão Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Título: Certificados de Recebíveis Imobiliários Emissora BI Companhia Securitizadora de Créditos Imobiliários

6ª Nº da emissão 3ª

Rio de Janeiro, 30 de abril de 2013 GDC Partners Serviços Fiduciários DTVM Ltda. Agente Fiduciário

Homem Não Entra. Sábado (4). sede da Cia. Pessoal do Faroeste. Rua do Triunfo, 305, próximo ao metrô Luz. Tel.: 3362-8883. Sábado. 23h. Domingo. 17h. Pague quando puder.

Fato Relevante Ata da Reunião Extraordinária no 277, de 29.4.2013, do Conselho de Administração da Bradespar S.A. CNPJ n o 03.847.461/0001-92 - NIRE 35.300.178.360

Fotos: Mauro Holanda/Divulgação

Aos 29 dias do mês de abril de 2013, às 18h, na sede social, Avenida Paulista, 1.450, 9 o andar, Cerqueira César, São Paulo, SP, reuniram-se os membros do Conselho de Administração da Sociedade, sob a presidência do senhor Lázaro de Mello Brandão. Durante a reunião, os Conselheiros:

· Aprovaram a proposta da Diretoria, registrada em Reunião de 28.2.2013, para pagamento aos acionistas da Sociedade da Primeira Parcela da Remuneração Anual Mínima, no valor equivalente a US$100,000,000.00, com um valor adicional de US$10,000,000.00, perfazendo o total de US$110,000,000.00, que corresponde ao montante de R$220.011.000,00, considerando a cotação do dólar de venda (Ptax-Opção 5), divulgada pelo Banco Central do Brasil em 26.4.2013, dia útil anterior à reunião do Conselho de Administração, cujo pagamento será feito em 15.5.2013, beneficiando os acionistas inscritos nos registros da Sociedade nesta data (29.4.2013), sendo:

Lasanha à bolonhesa

a) R$130.000.000,00 como Juros sobre o Capital Próprio, sendo R$0,349227262 por ação ordinária e R$0,384149988 por ação preferencial. O pagamento será feito pelo valor líquido de R$0,296843173 e R$0,326527490, respectivamente, já deduzido o Imposto de Renda na Fonte de 15% (quinze por cento), exceto para os acionistas pessoas jurídicas que estejam dispensados da referida tributação, que receberão pelo valor declarado;

Attuale Ristorante: sem a pressa do fast food.

b) R$90.011.000,00 como Dividendos, sendo R$0,241802270 por ação ordinária e R$0,265982497 por ação preferencial, não havendo retenção de Imposto de Renda na Fonte, nos termos do Artigo 10 da Lei no 9.249/95;

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Uma vila italiana no Morumbi

· Os Juros e os Dividendos relativos às ações custodiadas na BM&FBOVESPA S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros serão pagos à referida BM&FBOVESPA, que os repassará aos acionistas titulares por intermédio dos Agentes de Custódia.

Lúcia Helena de Camargo

· A partir de 30.4.2013 as ações passam a ser negociadas ex-dividendos/juros sobre o capital próprio.

comodidade da localização dentro do shopping, mas sem a pressa da fast food. E com cozinha, de inspiração italiana, aberta o dia inteiro, das 10h às 22h, sem interrupção dos serviços à tarde. Assim funciona o Attuale Ristorante e Caffè, inaugurado há quatro meses no Morumbi Shopping. A decoração ambienta o comensal em uma vila italiana, com bancos de madeira em tons de rosa, verde e amarelo, tijolinhos aparentes nas paredes e revestimentos em madeira para acentuar o clima aconchegante. O cardápio foi criado por Samuele Oliva, ex-comandante da cozinha do Terraço Itália. Para começar, escolha uma salada, como a Contadina, que

leva mix de folhas verdes, agrião, tomate, cenoura, salame, queijo minas, crutons e azeitonas verdes, no molho italiano; ou a Pollo, preparada à base de folhas, parmesão e peito de frango. E ainda carpaccio de carne ou salmão. Os preços dessa seção são todos na faixa dos R$ 25. Depois, talvez vá bem uma massa artesanal, como o ravióli de mussarela de búfala com molho de tomate e manjericão (R$ 29,50); canelone de ricota e espinafre gratinado com molho branco e parmesão (R$ 29,50); lasanha à bolonhesa (R$ 32) ou um polpetone com fetuccine ao molho branco (R$ 33), entre outras pastas. O Attuale vira ponto de encontro na happy hour. À mesa, aparecem paninis como o

Ciabatta Alla Veneta, que leva berinjela e abobrinha grelhadas e queijo minas no pão ciabata (R$ 22,90). No copo, que tal um vinho? O restaurante possui a máquina italiana Enomatic, que permite dispor de grande variedade de rótulos vendidos por taça. A carta traz rótulos italianos, portugueses, argentinos e sul africanos.

Para adoçar o final, escolha uma sobremesa entre cheesecake, petit gateu de limão siciliano ou parfait de chocolate branco e coco. Preços entre R$ 9 e R$ 16.

Attuale. Avenida Roque Petroni Jr, 1089. Shopping Morumbi. Tel.: 5189-6685.

·

Os juros e os dividendos ora aprovados serão computados no cálculo dos dividendos obrigatórios do exercício em curso previsto no Estatuto Social.

Em seguida, disse o senhor Presidente que: I. a Diretoria estava autorizada a tomar todas as providências necessárias para que os referidos Juros e Dividendos sejam creditados individualizadamente, a partir desta data, à conta de ações dos acionistas na Sociedade; II. os pagamentos observarão os seguintes critérios: a) crédito na conta corrente bancária informada pelo acionista; b) os acionistas que não informarem os dados bancários ou não mantiverem conta corrente em Instituição Financeira deverão se apresentar na Agência Bradesco de sua preferência munidos de documento de identificação e do “Aviso Para Recebimento de Proventos de Ações Escriturais”, a ser enviado via Correio àqueles com endereço atualizado nos registros da Sociedade; c) para os acionistas cujas contas correntes indicadas estejam paralisadas, o valor dos Juros e Dividendos deverá ser mantido à disposição na Sociedade, o mesmo ocorrendo no caso daqueles em que nos registros não conste o número do CPF ou CNPJ, até que satisfaçam a exigência legal. Nada mais foi tratado, encerrando-se a reunião e lavrando-se esta Ata, que os Conselheiros presentes assinam. aa) Lázaro de Mello Brandão, Antônio Bornia, Mário da Silveira Teixeira Júnior, João Aguiar Alvarez, Denise Aguiar Alvarez, Luiz Carlos Trabuco Cappi, Carlos Alberto Rodrigues Guilherme e Milton Matsumoto.

Polpetone com fetuccine ao molho branco


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quarta-feira e quinta-feira, 1 e 2 de maio de 2013

www.dcomercio.com.br

Beleza retocada A fotógrafa Natalia Pipkina aposta em imagens em alta definição e nos retoques para adicionar brilho e cor em suas imagens de editoriais de moda. Mais fotos no site. http://wlasna.foto.no/

Seis airbags A campanha da agência LewLara (TBWA Brasil) para o novo Nissan Sentra com seis airbags ganhou destaque no site Design You Trust. A campanha retrata pessoas como peças de porcelana – numa produção da empresa Illusion – para mostrar como a vida humana é frágil e merece segurança extra. http://bit.ly/ZSmiEr

F UTEBOL M ODA

Bayern, vitória histórica. O Cem dias com a mesma camisa

Bayern de Munique passou com facilidade para a primeira final da Liga dos Campeões entre dois clubes alemães ao derrotar o Barcelona por 3 a 0 no estádio Nou Camp ontem com um resultado consolidado de 7 a 0 nos dois confrontos. O mais recente campeão da liga alemã já tinha aberto

grande vantagem ao vencer por 4 a 0 na Alemanha na semana passada e já não havia mais caminho de volta para os espanhóis quando Arjen Robben acertou o gol de Victor Valdes aos 49 minutos do primeiro tempo. A derrota do Barça foi concluída mais tarde quando Gerard Piqué fez gol contra e Tho-

mas Müeller – que marcou duas vezes na partida de ida, na semana passada – anotou o terceiro para o Bayern. O Barcelona, que como o Bayern estava em busca do quinto título da Liga dos Campeões, não pôde contar com o talento de Lionel Messi, que está se recuperando de uma lesão e ficou no banco. Sem o

melhor jogador do mundo em campo o time praticamente não reagiu. Os bávaros jogam contra o Borussia Dortmund na final da competição no estádio de Wembley, em Londres, em 25 de maio. Na terça-feira, o Borussia Dortmund eliminou o Real Madri pelo placar combinado de 4 a 3. (Reuters)

Gustau Nacarino/Reuters

A grife Wool&Prince anunciou a invenção de uma camisa que permanece limpa ao longo de cem dias de uso. A peça é feita de lã e não amassa. Preço: US$ 98. http://kck.st/11uuOcH

C ULTURA POP

Capas de chuva em época da seca? Não.

Psy na Enciclopedia Britânica

A Polícia Militar do Distrito Federal cancelou a ordem de compra de 17 mil capas de chuvas que seriam utilizadas nas copas das Confederações e do Mundo, já que a competição será realizada durante o período de seca na região. O pedido, no valor de R$ 5,35 milhões, foi considerado "desmedido" pelo próprio governador Agnelo Queiroz, que ontem trocou o comando da Polícia Militar do DF, de acordo com informações do site do governo. É muito raro chover em Brasília no período em que serão realizados os eventos esportivos, já que a seca se estende normalmente de abril a outubro.

O rapper sul-coreano Psy, intérprete do hit Gangnam Style, entrou ontem para a lista das personalidades ilustres da edição online da Enciclopédia Brittanica, que incluiu o cantor devido a sua "fama internacional". Na prestigiada enciclopédia, Park Jae-Sang – nome real de Psy – figura como um "cantor e rapper sul-coreano" que, "apesar de ser conhecido em um primeiro momento em seu país como um artista hiphop controverso e satírico, alcançou fama internacional em 2012". Além disso, a Enciclopédia Brittanica, a mais antiga em inglês que agora só tem edição digital, ressalta o impacto alcançado por Psy no YouTube.

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C OPA 2014

COMEMORAÇÃO - Ao fim da partida, Rafinha, Thomas Müeller e Arjen Robben (da esquerda para a direita) comemoraram a vitória sobre o Barça na semifinal da Liga dos Campeões, ontem, no estádio Camp Nou, em Barcelona, na Espanha.

C INEMA

Woody Allen volta à França

E SPAÇO

Mangas são doces, suculentas e deliciosas. Mas na hora de cortar é aquela sujeira. O utensílio OXO promete facilitar o processo ao remover o caroço e repartir em dois a fruta. Depois, é só descascar e comer.

Telescópio Herschel encerra atividades

http://bit.ly/11Na3ZP

A TÉ LOGO

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

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Caso Lance Armstrong mudou ciclismo, diz diretor da Volta da França

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Polícia retira peça de avião encontrada perto do World Trade Center

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A atriz Emma Stone e o ator Colin Firth integrarão o elenco do próximo filme de Woody Allen. De acordo com o site Hollywood Reporter, a comédia será filmada na França, durante o verão do hemisfério norte. Ainda sem título definido, a produção marca o retorno de Allen à França depois do sucesso de Meia-noite em Paris (2011), rendeu o Oscar de melhor roteiro original e será o oitavo projeto do diretor filmado na Europa.

Pronta para comer

Liberdade de imprensa no mundo cai para o menor nível em 16 anos

A Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou que o Observatório Espacial Herschel encerrou suas observações na segunda-feira. No espaço desde 2009, o Herschel teve toda a reserva de hélio líquido do tanque de resfriamento esvaziada, o que reduziu sua vida útil do Herschel. Nas próximas semanas, a ESA colocará o telescópio em órbita estável ao redor do Sol.


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quarta-feira e quinta-feira, 1 e 2 de maio de 2013

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13 FACEBOOK A receita da empresa no primeiro trimestre deste ano cresceu 38% na comparação anual, com a maior rede social do mundo expandindo seu negócio de publicidade em dispositivos móveis.

conomia

Fotos Nelson Almeida/AFP Photo

O ETANOL REVIVE

Colheita de cana: investimentos em renovação da safra já começaram a ser feitos no País. Podem indicar uma nova retomada do etanol.

Estímulos à produção de álcool estão valendo desde ontem. O País espera que sejam capazes de fazer a indústria renascer, depois de um período marcado por erros e crises. Renato Carbonari Ibelli

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uando os preços do petróleo dispararam na década de 1970 o Brasil agiu rápido: voltou os esforços para formas alternativas de energia e se tornou vanguarda na produção do etanol. Esse know-how foi aproveitado décadas mais tarde, quando a tecnologia Flex ganhou espaço, ao mesmo tempo em que o interesse mundial por energia limpa fez grandes potências buscarem referências no combustível brasileiro. A indústria do etanol tinha tudo para dar certo no Brasil, mas falhou. Hoje, quase a metade das 300 usinas do País passa por sérios problemas financeiros. Provavelmente 11 delas deixarão de operar neste ano. O governo interveio com um pacote de estímulo ao setor que começou a valer ontem. O pacote contempla desonerações, aumento do porcentual de álcool na gasolina e linhas de crédito com condições especiais por meio de um programa chamado Prorenova (veja quadro). Mas tais medidas são consideradas pouco efetivas, de acordo com especialistas. Para ter acesso às linhas de empréstimos do Prorenova, por exemplo, a empresa não pode estar nadando em dívidas. Justamente a situação na qual se encontra boa

parte das usinas. Erros – Mas como essas empresas, que têm em mãos um produto que já se mostrou tão valioso e estratégico quanto o "ouro negro", conseguiram naufragar? Foi por uma sucessão de erros do governo, que deixou de apostar no setor em momentos críticos, e dos próprios usineiros, que se perderam nas expectativas geradas em torno do etanol. Esta congruência de erros fica evidente em meados de 2005, quando do ressurgimento do etanol após o sucesso passageiro de 30 anos antes. A tecnologia Flex despontava com a promessa de revolucionar o mercado automotivo brasileiro, o que de fato aconteceu. Quase 80% dos carros vendidos no Brasil são Flex. Além disso, Estados Unidos e Europa apresentaram metas de redução de emissões, sendo que para cumpri-las precisavam importar o biocombustível brasileiro. Era o melhor dos mundos para os usineiros, que moeram cana-de-açúcar como nunca, realizando uma oferta de etanol extremamente agressiva ao mercado. O problema é que o mercado ainda não estava preparado para tanto combustível, como lembra Luiz Antonio Dias Paes, gerente de produtos do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). "A oferta veio muito antes da demanda real, o que derrubou os preços do

etanol. E para piorar, pouco tempo depois o mundo entrava em crise", recorda Paes. Com preços baixos e demanda aquém da esperada, as usinas viram o sonho de fortuna virar melaço. Para se reerguerem foram em busca de crédito, mas a crise de 2008 havia chegado fazendo o dinheiro desaparecer do merca-

O governo abandonou o etanol. Deixou de incentivá-lo porque passou a apostar todas as fichas no petróleo. LUIZ AUGUSTO CORTEZ, DO NIPE do. Como resultado, os canaviais não foram renovados – a rentabilidade, que era de 85 toneladas por hectare, hoje caiu para menos de 70 toneladas –, a abertura de unidades produtivas ficou no papel e a maior parte dos esforços do setor sucroalcooleiro acabou direcionada para produção de açúcar, que então tinha demanda mais garantida. Segundo o professor Luiz Augusto Cortez, do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe) da Unicamp, diante deste quadro era o momento de o governo,

que atiçou os usineiros a apostarem no etanol em 2005, segurar a barra. O que não aconteceu. "De certa forma o governo abandonou o etanol. Deixou de incentivá-lo porque passou a apostar todas as fichas no petróleo, devido à grande expectativa gerada pelo pré-sal", diz Cortez. O pré-sal ganhava corpo nessa época, levando o governo a preconizar a autossuficiência do País em petróleo. Todo o esforço do governo passou a ser direcionado para a perfuração de poços. Mas o petróleo, em particular o seu principal derivado, a gasolina, sempre foi uma pedra no sapato dos usineiros. Inflação – Quem controla o preço da gasolina é o governo, por meio da Petrobras, que é uma estatal. E estrategicamente o preço da gasolina é mantido baixo como meio de segurar a inflação. Entretanto, se o preço desse derivado do petróleo é mantido artificialmente baixo, o preço do etanol também precisa ser reduzido. Um reflexo da tecnologia Flex, que permite ao consumidor optar nas bombas pelo combustível que mais compensa. Assim, os usineiros precisam reduzir seus preços para manter mercado, o que não ajuda a estimular a produção de etanol. Carro Flex – Esse processo todo tem causado um descompasso grande entre a

oferta e a demanda. Entre 2011 e 2012, enquanto a frota de carro Flex cresceu 20%, a oferta de etanol caiu 9%. Para piorar, com a oferta de etanol caindo e os preços do biocombustível próximos aos da gasolina, a demanda pelo derivado do petróleo cresceu, levando o País a importar gasolina. A autossuficiência em petróleo virou ficção. "A falta de planejamento é generalizada no setor energético", diz Cortez. As medidas de incentivo à produção de etanol não resolvem tudo, "já que o problema do setor é estrutural e

de capital humano", segundo o economista Eduardo Coutinho, professor do Ibmec. Safra – Mas sinalizam para um caminho certo. Segundo Coutinho, as medidas vão permitir elevar a margem do usineiro, o que pode significar aumento de investimento do setor nas próximas safras. E investimentos em renovação da safra já começaram a ser feitos. Os canaviais renovados da safra 2013/2014 atingem 20,5% da área total plantada. Um grande avanço. Este pode ser o início de uma nova retomada do etanol.

"A consolidação do setor é inevitável" Luiz Antonio Dias Paes, gerente do Centro de Tecnologia Canavieira, fala das tendências para a indústria do etanol. Nelson Almeida/AFP Photo

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em um programa de longo prazo para estímulo do etanol, dificilmente o usineiro ampliará a oferta do biocombustível. Essa é a posição de Luiz Antonio Dias Paes, gerente de produtos do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). As medidas de incentivo ao setor, que passaram a valer ontem, são um começo. Leia entrevista de Paes: Diário do Comércio – Com a entrada de grandes petroleiras no setor sucroalcooleiro era esperado recuperação do setor. Por que não ocorreu? Luiz Antonio Dias Paes – A rentabilidade do setor é ruim para todos. Claro que os grandes grupos têm fôlego e conseguem crédito

mais fácil, inclusive crédito externo. O que não significa que estejam ganhando dinheiro. Eles investem na expectativa de que as coisas vão melhorar. Mas o problema é que há muitas usinas independentes em dificuldade, que não conseguem empréstimos. O setor ainda é muito pulverizado. DC – Será preciso consolidar mais o setor? Pae s – A consolidação é inevitável. É uma tendência dos grandes setores. Aliás, o setor de cana esta atrasado nisso. Das 300 usinas que temos, metade é composta por pequenas ou médias unidades, que atuam de maneira independente. Com a crise de 2008 todos se endi-

vidaram e a formação de grupos foi necessária. A tendência é irreversível. DC – O preço da gasolina é um lastro para o etanol. Os usineiros chegaram a pedir a volta da Cide-combustível. Concorda com a proposta? Pa e s – Há inúmeras propostas para tornar o etanol mais vantajoso para o produtor. Mas não quero preconizar o aumento da gasolina. Entretanto, a realidade é que o etanol concorre com um insumo de preço controlado, o que reduz a oferta do etanol. Hoje essa oferta equivale a 1/3 da oferta de gasolina. Teria espaço para crescer. DC – Quanto tempo seria necessário para equilibrar a

oferta, se o preço voltasse a ser vantajoso? Paes – Equilibrar a oferta é relativamente rápido. O problema é o empresário apostar no etanol, na rentabilidade do negócio. Tivemos anos que abrimos 30 usinas. Agora estamos fechando mais do que abrindo. Entre 2005 e 2007 os empresários acreditaram no potencial do etanol. Se houver sinal, no médio e longo prazo, de que o mercado do etanol é rentável, o usineiro vai produzir mais. Não basta ter demanda, é preciso que o negócio seja rentável. DC – As medidas anunciadas pelo governo em abril deixaram o usineiro otimista? Paes – São positivas. O pro-

O País tem 300 usinas, metade é formada de pequenas ou médias blema é melhorar o gerenciamento da matriz energética para o longo prazo. Pra onde vai o apoio do governo?

Como o governo vê o etanol no longo prazo? O setor quer saber quais os planos do governo. (RCI)


14 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira e quinta-feira, 1 e 2 de maio de 2013


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira e quinta-feira, 1 e 2 de maio de 2013

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15 A economia feita para pagamento de juros da dívida pública, em março, ficou em R$ 3,5 bilhões.

conomia Andrea Comas/Reuters

Com Bolsa na contramão, euro lidera ganhos em abril. O cenário econômico europeu melhorou com a situação do Chipre equacionada e a solução no impasse político na Itália A aplicação em euro é possível em fundos cambiais que acompanham a moeda da União Europeia

Rejane Tamoto

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esmo com o bom desempenho das Bolsas mundiais – especialmente as europeias – o investidor do Ibovespa ainda teve prejuízo de 0,78% no mês passado. No acumulado do ano até abril, a

Bolsa brasileira acumulou perdas de 8,27%. Este comportamento na contramão dos mercados pode ser explicado por indicadores domésticos, como o baixo crescimento econômico, queda da balança comercial, pressão inflacionária e o aumento da taxa de juros. De acordo com Fabio Colombo, administrador de investi-

mentos que elaborou o ranking, o cenário foi diferente no exterior. "A situação do Chipre foi equacionada e a Itália chegou a uma solução para o impasse político. Além disso, o Japão lançou um plano de afrouxamento monetário, que animou os outros mercados", afirma. Assim, o euro se valorizou

Ranking de investimentos Abril Euro Títulos indexados ao IPCA Fundos de Renda Fixa Fundos DI Poupança Títulos indexados ao IGP-M IGP-M Bolsa Dólar Ouro

1,66% 0,65% a 0,80%* 0,60% a 0,75% 0,50% a 0,65% 0,41%** 0,30% a 0,45%* 0,15% -0,78% -0,99% -8,21%

Acumulado de 2013 (janeiro a abril) Títulos indexados ao IPCA 3,46%* Fundos DI 2,30% Fundos de Renda Fixa 2,25% Títulos indexados ao IGP-M 1,93%* Poupança 1,66%** IGP-M 0,99% Dólar -2,10% Euro -2,48% Bolsa -8,27% Ouro -13,24%

* Os títulos indexados ao IPCA e IGPM não estão colocados à taxa de mercado, em razão da diversidade de papéis. ** com aniversário em 1º de maio. Fonte: Fabio Colombo, administrador de investimentos.

em relação ao dólar e, no mês, liderou o ranking com rentabilidade de 1,66%. No ano, no entanto, a moeda europeia registrou uma queda de 2,48%. A aplicação em euro é possível em fundos cambiais que acompanham a moeda. E quem investiu neste tipo de aplicação, só que atrelada ao dólar, perdeu 0,99% em abril e 2,1% no ano. A melhor perspectiva de recuperação da economia internacional influenciou negativamente o desempenho do ouro, que encerrou abril com prejuízo de 8,21% e de 13,24% de janeiro a abril. Entre os investimentos em renda fixa, o destaque continuou sendo o título indexado ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com rentabilidade de 0,65% a 0,8% no mês e de 3,46% no ano. Em abril, os fundos de renda fixa apresentaram retorno

2,48 por cento foi a retração do euro no acumulado entre janeiro e abril. Apenas no mês passado, a alta da moeda foi de 1,66%. bruto de 0,6% a 0,75%, dependendo da composição da carteira e da taxa de administração cobrada. No ano, este tipo de aplicação ofereceu 2,25%. Os fundos referenciados DI mostraram desempenho maior no acumulado de 2013, de 2,3%, mas em abril o retorno foi entre 0,5% e 0,65%. Na avaliação de Colombo, o au-

Itaú registra queda da inadimplência Banco obtém bons índices de pagamentos graças a mudança importante na composição do chamado mix de empréstimos

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aior banco privado brasileiro, o Itaú Unibanco conseguiu manter seu lucro praticamente estável apesar da redução na margem de ganho com os empréstimos no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período de 2012, consequente da redução nas taxas de juros. A manutenção do lucro só foi possível porque o banco teve forte redução nos índices de inadimplência, possibilitado por uma mudança importante na composição do chamado mix de empréstimos. O banco reduziu a participação dos financiamentos de maior risco – como de veículos (queda de 17,8% em relação a igual período de 2012) e pequenas empresas (baixa de 3,4%) – e aumentou o percentual do crédito imobiliário (31,3%), consignado (48%) e dos financiamentos para grandes empresas (17,2%), todos segmentos de menor risco. O resultado foi um lucro

Itaci Batista/Estadão Conteúdo

O maior banco privado brasileiro teve lucro líquido de R$ 3,472 bilhões no primeiro trimestre deste ano líquido de R$ 3,472 bilhões no primeiro trimestre, valor 1,4% superior aos R$ 3,426 bilhões do mesmo período de 2012. O banco prefere frisar o chamado resultado recorrente, que exclui os efeitos extraordinários como venda de ativos e

créditos tributários, que somou R$ 3,512 bilhões, 0,9% menos do que os R$ 3,544 bilhões de 2012. Apostando em financiamentos de menor risco, a inadimplência do banco caiu pelo terceiro trimestre consecutivo –

desceu do pico de 5,2%, em junho de 2012, para 4,5% em março deste ano. Isso implicou na redução das despesas com provisões de crédito de R$ 6,21 bilhões no primeiro trimestre de 2012 para R$ 4,939 bilhões em igual período deste ano.

Margem – As provisões menores compensaram o estreitamento dos ganhos com empréstimos, medido pela chamada margem líquida de crédito. Os ganhos com empréstimos caíram 10,8% na comparação com o mesmo período de 2012, de R$ 12,259 bilhões para R$ 10,929 bilhões. Vale lembrar que nessa mesma comparação houve um crescimento de 9,2% no volume de empréstimos, que saltou de R$ 417,6 bilhões para R$ 456,2 bilhões. "Diante da sazonalidade do primeiro trimestre, que é um período mais fraco, o resultado é visto como positivo. A inadimplência menor compensou a redução nas margens com empréstimo", disse Rogerio Calderon, vice-presidente do Itaú. O banco informou, no balanço, que espera que o crescimento da carteira de crédito em 2013 fique entre 11% e 14%. No primeiro trimestre, a carteira teve avanço anual de 9,2%. (Folhapress)

mento da taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual (p.p.), para 7,5% ao ano, não mudou a situação do investidor de renda fixa. "O efeito nas aplicações só é significativo quando o aumento é de 1 p.p.. Para o investidor, o que melhorou é que ele terá menos perdas se considerarmos o rendimento da aplicação descontada a inflação", explica. Ele alerta, ainda, que os resultados dos fundos tendem a ser voláteis nos próximos meses por causa da marcação a mercado – a atualização de preços diária dos títulos. A poupança fechou o mês com rendimento líquido de 0,41% e, no ano, de 1,66%. Com o Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) em 0,15% em abril, os títulos públicos indexados a este indicador ofereceram de 0,3% a 0,45% no mês. No ano, o retorno destes títulos foi de 1,93%.

FGC eleva cobertura para R$ 250 mil por CPF Rejane Aguiar

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Fundo Garantidor de Crédito (FGC) autorizou na última terça-feira a elevação da cobertura de depósitos e investimentos em caso de quebra de bancos de R$ 70 mil para R$ 250 mil por CPF. O fundo é um órgão formado pelos bancos para administrar "reservas" capazes de assegurar a estabilidade do sistema financeiro nacional. De acordo com nota divulgada depois da Assembleia Geral Ordinária da última terça-feira, o aumento do limite de cobertura foi determinado para adequar o valor de garantia adotado pelo FGC no Brasil aos padrões internacionais. Se um banco entra em regime especial de administração do Banco Central (BC) ou em situação de insolvência, o FGC garante os depósitos em contas-correntes, cadernetas de poupança, Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e, agora, Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).


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O custo do dinheiro em espécie só é zero para quem tem uma movimentação pequena, ou seja, quando a empresa é de uma pessoa só. Léo Raifur, professor da Fundação Instituto de Administração.

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Dinheiro ou cartão? Avalie bem. Para pequenos empresários, as vendas a cartões só ficam interessantes se o faturamento mensal for superior a R$ 7 mil, aconselha professor da FIA. Rejane Tamoto

Paulo Pampolin/Hype

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mbora seja consenso entre especialistas e m p e q u e n a s e mpresas que dinheiro em espécie é melhor do que o de plástico para quem opera em escala menor, o aumento dos recebimentos por cartões de débito ou crédito acompanha o processo de crescimento da empresa. Segundo os cálculos de Léo Raifur, professor do Programa de Capacitação de Empresas em Desenvolvimento da Fundação Instituto de Administração (Proced/FIA), para pequenos empresários só vale a pena pagar a mensalidade da máquina POS (do inglês Point of sale ou Point of service – Ponto de venda ou Ponto de serviço) se o faturamento mensal for superior a R$ 7 mil. "Menos que isso fica pesado. Fiz o cálculo com base no preço do aluguel de uma máquina de uma credenciadora, que cobra R$ 240 por mês. Além do aluguel, há a taxa de desconto [percentual que o lojista paga à credenciadora por transação]. A taxa chega a ser de 5% para uma empresa que recebe poucos pagamentos no cartão. O poder de barganha do comerciante só aumenta se ele faturar mais na máquina", diz. Segundo estudo da Dextron Management Consulting, a taxa média de desconto por transação está caindo desde 2010, quando a competição no setor aumentou, com o fim da exclusividade da Visa com a Cielo e da MasterCard com Redecard. De acordo com o estudo, a taxa média da Cielo foi de 2,81% por transação em 2011, na Redecard foi de 2,78% e na Getnet, de 3,38%. Já o aluguel médio cobrado pelas máquinas POS, segundo levantamento da consultoria, oscilou de R$ 199,60 a R$ 234 por máquina em 2012. "A abertura do mercado, em

Cardoso, da perfumaria Sempre Bela: as máquinas de cartões de crédito e de débito foram adotadas a pedido das clientes. 2010, fez as taxas de desconto caírem. O aluguel teve uma queda de preço inicial mas depois voltou a subir", diz Bruno Furlan, consultor da Dextron. Mesmo sem ter ideia do valor da taxa de desconto que paga para duas das principais credenciadoras do mercado, Antônio Maciel Cardoso, proprietário da perfumaria Sempre Bela, diz que os extratos dos pagamentos recebidos pelo cartão ajudam a controlar o caixa. "Como tenho as máquinas há pouco tempo não consigo saber quanto pago de taxa de desconto em cada uma delas", conta. Maciel conta que adotou uma máquina para passar cartões de crédito há cerca de sete meses, a pedido das clientes. Há um mês adquiriu uma máquina de débito. Cada uma, segundo ele, custa um aluguel de R$ 140.

As despesas com esse meio de pagamento, diz, não são repassadas aos preços dos produtos vendidos. "Eu ganhava mais quando recebia só em dinheiro, mesmo tendo investido em segurança da loja. Agora, com menos dinheiro em caixa, gasto menos tempo para fazer depósitos no banco. Os extratos de conciliação das máquinas de cartões ajudam a dar baixa nas vendas", diz.

Antecipação – Uma estratégia que Maciel adotou para não encolher ainda mais o faturamento das vendas nos cartões é não antecipar os recebimentos e esperar os 30 dias para receber o valor das transações no cartão de crédito. O parcelamento de compras também não é praxe na loja, já que o tíquete médio de vendas é baixo e varia de R$ 30 a R$ 50.

O custo que as transações em cartões de crédito e de débito gera aos lojistas pode ser minimizado se for repassado para o preço de venda do produto. Essa é a opinião de Ari Antônio Rosolem, consultor financeiro do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP). "Sempre oriento os empreendedores a embutir o percentual da transação no preço de venda. Outro custo que se deve repassar é o da antecipação do recebível, que gira em torno de 3,5% a 4%", diz. A opção de antecipar o recebível é comum a empresas que parcelam e ficam sem capital de giro para a movimentação do estabelecimento. "O problema é que nem sempre o lojista embute esse custo." Embora a prática de dar descontos para pagamentos em

dinheiro seja polêmica – e proibida por órgãos de defesa do consumidor – Rosolem admite que ela seria mais justa. "Se o empreendedor tem de embutir os custos associados aos recebimentos de pagamentos em cartões no preço final, ele teria uma margem do preço de venda para dar desconto no pagamento à vista e em dinheiro", afirma. Despesa – Dinheiro na mão é liquidez na certa. O empreendedor pode fazer aquisições de oportunidade e não pagar aluguel, taxas de desconto e juros para antecipar recebíveis nos bancos. Mas o problema é que mais dinheiro em espécie no caixa aumenta o risco de assaltos. A segurança dentro das lojas é um fator-chave para empreendedores que privilegiam o recebimento de dinheiro em espécie. Justamente por isso, não há dinheiro a custo zero. "O dinheiro gera despesas. Quem recebe muito papelmoeda tem de ter funcionários para controlá-lo, cofre, malote e alguém para fazer o transporte até o banco, além de profissionais de segurança. O custo do dinheiro em espécie só é de zero para quem tem uma movimentação pequena, ou seja, quando a empresa é de uma pessoa só", explica Raifur. Sem investir em nenhum destes itens, o risco de perdas torna-se mais elevado, como no caso de assalto. Quando a estrutura de uma loja aumenta não há como fugir dos custos associados ao controle de se receber em dinheiro. "E o valor dessa despesa vai depender de cada estabelecimento, se terá funcionários para cuidar disso ou não", diz o professor. Dependendo da estrutura é necessário ter uma tesouraria, um funcionário para contar e recontar o dinheiro, uma empresa de transporte de valores, que também reconta e faz uma reconciliação antes de creditar no banco.

Stefan Scalla/Divulgação

O modelo mais simples custa cerca de R$ 35 mil e o usuário paga mensalmente pelo uso de um software de monitoramento. A maioria prefere alugar o cofre.

Um cofre que trabalha

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esmo com o crescimento da utilização do cartão, o dinheiro continua em alta, diz Adriano Sambugaro, diretor de marketing da Gunnebo Gateway Brasil. A empresa lançou um cofre inteligente, que contacédulas, identifica se há falsas e depois emite um recibo com o detalhamento das notas (quantas de R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100). Na prática, diz Sambugaro, o cofre elimina etapas do trabalho de funcionários – como a contagem e recontagem do dinheiro – e reduz em 50% as despesas para uma estrutura grande de varejo. "Há cofres com um ou dois leitores. É possível conectá-lo ao sistema da

loja e monitorar a quantidade de dinheiro nele pela internet", diz. Sambugaro explica ainda que é possível monitorar as aberturas do cofre, que emite um alerta se acessado fora do horário de operação. O custo varia de acordo com o volume de notas. O mais simples, de um leitor e com capacidade para até 10 mil notas por malote, custa cerca de R$ 35 mil. Além disso, o lojista paga mensalmente pelo uso de um software de monitoramento, mas o valor depende de quantas informações ele vai querer. Uma opção é alugar o cofre. "É o que a maioria dos clientes faz", afirma Sambugaro, que não revela o preço médio da locação. (RT)


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e Azevedo, na reta final da disputa na OMC. conomia

Eu, como candidato e como diretor-geral da OMC, não estarei representando o Brasil. Roberto Azevedo, diplomata

Neste mês, o brasileiro Roberto Azevedo pode se tornar o primeiro-latino americano a comandar a Organização Mundial do Comércio (OMC). Desde já, ele rechaça as críticas de nações ricas de que o Brasil está se tornando mais protecionista, e afirma que será um negociador neutro.

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candidato brasileiro para chefiar a Organização Mundial do Comércio (OMC) rechaçou críticas de nações ricas de que seu país está tornando-se mais protecionista, afirmando que será um negociador neutro para os conflitos comerciais globais caso seja escolhido para o posto mais tarde neste mês. Roberto Azevedo, um experiente diplomata que representa o Brasil na OMC há anos, está competindo contra o mexicano Hermínio Blanco, um importante agente na criação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês), para se tornar o primeiro latino-americano a liderar a organização que regulamenta as relações comerciais globais. Embora ambos os candidatos sejam originários da Amé-

presentando o Brasil", disse Roberto Azevedo em entrevista por telefone. "Eu chequei à reta final dessa seleção do próximo diretor-geral com essas reclamações sobre a mesa, não muda nada. Significa que há um entendimento entre membros da OMC de que o candidato tem que ser independente de seu país e deve ser examinado à luz do mérito da sua candidatura". Questionado se considera o Brasil um país protecionista, Azevedo não quis comentar. Mesmo sendo respeitado em círculos diplomáticos por sua capacidade de construir consenso, Azevedo foi criticado por seus esforços para levar a OMC a discutir o impacto de flutuações cambiais sobre o comércio mundial. Acordo Nafta – Blanco foi o negociador, em meados da Arquivo EFE década de 1990, para a assinatura do acordo Nafta, envolvendo México, EUA e Canadá, e atuou como consultor em outros acordos de livre comércio. E m d é c adas recentes o México tem mostrado interesse neste tipo de pacto, assinando acordo do gênero com 44 países, de acordo com o Ministério de O diplomata Roberto Azevedo é o candidato de Comércio memaior apelo para nações em desenvolvimento xicano. Esses fatorica Latina, eles representam res deveriam torná-lo a esconações com posturas bastan- lha certa para chefiar a OMC, te diferentes sobre o livre co- cujo mandato não é apenas mércio. O México defende li- s u p e r v i s i o n a r o c o m é r c i o beralização mais agressiva, mundial, mas também trabaenquanto o Brasil prefere um lhar para liberalizar os fluxos enfoque gradual para derru- globais. No entanto, a proximidade bar barreiras comerciais e um grande papel para o governo de Blanco com acordos de livre comércio firmados fora da na regulação do comércio. Ta ri fa s – A postura de mão OMC podem representar um pesada do Brasil em relação obstáculo na rodada final da ao comércio tornou o País alvo disputa, particularmente em de queixas de países ricos co- meio ao mundo em desenvolmo os Estados Unidos e o Ja- vimento, que está cansado da pão e de companheiros emer- dominância das nações ricas, gentes como a China e a Co- como os EUA, na política coreia do Sul, que reclamaram mercial global. A proximidade do México de o País sul-americano elevar tarifas para conter importa- com o livre comércio ao estilo ções e proteger a indústria lo- dos EUA tornam Azevedo um cal. O Brasil tem dito que tais candidato de maior apelo para medidas são permitidas sob nações em desenvolvimento, disse Kevin Gallagher, profesas regras da OMC. Num documento circulado sor de relações internacionais na OMC em meados de abril, a da Universidade de Boston. "Muitos países em desenUnião Europeia, o Japão e os EUA disseram que o Brasil volvimento estão em um estáadotou medidas para elevar gio de liberalização do comérexigências de conteúdo local cio mais próximo do Brasil do que "discriminam" bens im- que do México", disse Galportados, incluindo carros, ce- lagher. "Eu acredito que mais nações em desenvolvimento lulares e até fertilizantes. "Eu, como candidato e como vão confiar no Brasil do que no diretor-geral, não estarei re- México." (Reuters)

EMPRESA METROPOLITANA DE TRANSPORTES URBANOS DE SÃO PAULO S.A. CNPJ: 58.518.069/0001-91 CONCORRÊNCIA EMTU/SP Nº 002/2013 OBJETO: Contratação de empresa especializada para a prestação de serviços técnicos de engenharia para a elaboração do Projeto Básico para a implantação do BRT Metropolitano Perimetral Leste, situado na Região Metropolitana de São Paulo – RMSP, através da revisão do projeto funcional, além do Cadastro Individual de Propriedades para Desapropriação e elaboração dos Estudos Ambientais. ADIAMENTO DA SESSÃO PÚBLICA Em virtude do prazo necessário para a análise de pedidos de esclarecimentos recebidos, comunicamos que a sessão pública de abertura e entrega de envelope da Licitação em epígrafe, programada para 03.05.2013 fica alterada para 13.05.2013 às 10h30, no Auditório do CECOM da EMTU/SP, na Rua Joaquim Casemiro, 290 – Planalto – São Bernardo do Campo / SP. O Edital continua disponível para download, no sítio www.emtu.sp.gov.br, e também pode ser retirado gratuitamente, no endereço acima, no Departamento de Compras e Contratos – DCC, das 08h00 às 17h00, mediante a apresentação da mídia DVD-R (gravável), necessário para cópia do arquivo, até 10.05.2013. Os invólucros contendo a proposta técnica, proposta de preços e documentos de habilitação deverão ser entregues no dia 13.05.2013 das 10h00 às 10h30, no Auditório do CECOM da EMTU/SP. Outras informações poderão ser obtidas pelos tels.: 11 4341-1196, 4341-1040 e 4341-1470 ou e-mail licitacao@emtu.sp.gov.br. JOAQUIM LOPES DA SILVA JUNIOR Diretor Presidente

Aynil Soluções S/A

CNPJ nº 05.280.162/0001-44 Errata Em nossas Demonstrações Financeiras Publicada no dia 29/01/2013 no jornal Diário do Comércio pag. 17 e no DOE na pag. 19 , no quadro da Demonstração do resultado para o exercício 31/12/2012 e 2011, no iten: Receita de Venda de ativo fixo Onde se lê: Receita de venda de ativo fixo

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Leia-se: Receita de venda de ativo fixo

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e Plano de Letta recebe apoio da França Vamos fazer as escolhas que achamos necessárias para que nosso país tenha mais espaço para crescer e impostos mais baixos. Enrico Letta, primeiro-ministro da Itália

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Presidente francês, François Hollande, disse concordar com proposta do governo italiano que concilia rigor fiscal com crescimento econômico do país.

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novo primeiro-ministro da Itália, Enrico Letta, obteve ontem o apoio da França para suas propostas de conciliar rigor fiscal e crescimento econômico, mas problemas domésticos já apare-

cem com os aliados de centrodireita exigindo cortes de impostos que podem levar a um rombo de 8 bilhões de euros no orçamento. Letta, que já havia levado suas propostas na terça-feira a Berlim, se reuniu com o presidente francês,

François Hollande, e afirmou estar "100 por cento satisfeito" com a reação do anfitrião. Após a reunião, Hollande disse que "a Europa precisa fazer o máximo que puder pelo crescimento". A chanceler alemã Angela Merkel já havia

adotado um tom conciliador em Berlim, mas não deu sinais de que estaria disposta a rever a posição da Alemanha, que exige medidas rigorosas dos países endividados do sul do continente. Letta evitou defender publi-

camente um abrandamento das metas de déficit fiscal com as quais a Itália se comprometeu para este ano, mas vários ministros e outros políticos, inclusive seu agora aliado Silvio Berlusconi, o pressionam a fazer isso. "A escolha do nosso

governo é manter os compromissos que assumimos perante a União Europeia e fazer as escolhas que achamos necessárias para que nosso país tenha mais espaço para crescer e impostos mais baixos", afirmou Letta em Paris. (Reuters)


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FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 30 de abril de 2013, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: JCP Andrade Transportes ME. Requerido: TSL Engenharia Manutenção Preservação Ambiental S/A. Rua Funchal, 411 – Vila Olímpia - 1ª Vara de Falências. Requerente: Condigy Componentes Eletrônicos Ltda. Requerido: New Concept Tube Distr. e Imp. de Tubos de Aços Ltda. Rua Euclides Pacheco, 1.530 – Vila Gomes Cardim 1ª Vara de Falências.

INTERNET GROUP DO BRASIL S.A.

CNPJ/MF nº 03.368.522/0001-39 - NIRE nº 35300343468 ATA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA NO DIA 29 DE ABRIL DE 2013 (Lavrada na forma de sumário conforme faculta o art. 130, § 1º, da Lei nº 6.404/76). 1. LOCAL, HORA E DATA: Na sede social da Companhia, localizada na Cidade e Estado de São Paulo, na Rua Amauri 299 – Jardim Europa, às 14hs do dia 29 de abril de 2013. 2. CONVOCAÇÃO: Dispensada, nos termos do §4º do art. 124 da Lei nº 6.404/76, face à presença da acionista representante da totalidade do capital social da Companhia, conforme assinaturas constantes do Livro de Presença de Acionistas. 3. PRESENÇAS: Acionista da Companhia representando 100% do capital social, conforme assinaturas constantes do Livro de Presença de Acionistas. 4. ORDEM DO DIA: (i) Aprovar o orçamento de 2013; (ii) Deliberar sobre a proposta de redução do capital social da Companhia, no valor de R$ 230.265.840,82 (duzentos e trinta milhões, duzentos e sessenta e cinco mil, oitocentos e quarenta reais e oitenta e dois centavos); (iii) Deliberar sobre a alteração do artigo 5º do Estatuto Social; e (iv) Reeleger os membros da Diretoria. 5. MESA: Como Presidente, o Sr. Alex Waldemar Zornig e, como Secretária, a Sra. Luciana de Assis Serra Alves. 6. DELIBERAÇÕES: Após autorizada a lavratura da ata a que se refere esta Assembleia Geral Extraordinária em forma de sumário, foram examinadas as matérias da Ordem do Dia e tomadas as seguintes deliberações pela acionista representando 100% do capital social da Companhia: (i) Foi aprovada a proposta de orçamento elaborada pela Diretoria, referente ao ano de 2013, a ser adotada ao longo do exercício corrente. (ii) Foi aprovada a proposta de redução do capital social da Companhia no valor de R$ 230.265.840,82 (duzentos e trinta milhões, duzentos e sessenta e cinco mil, oitocentos e quarenta reais e oitenta e dois centavos), passando o capital social da Companhia de R$ 395.963.523,74 (trezentos e noventa e cinco milhões, novecentos e sessenta e três mil, quinhentos e vinte e três reais e setenta e quatro centavos) para R$ 165.697.682,92 (cento e sessenta e cinco milhões, seiscentos e noventa e sete mil, seiscentos e oitenta e dois reais e noventa e dois centavos), sem cancelamento de ações. Do montante total da redução de capital ora aprovada, (a) o valor de R$ 130.265.840,82 (cento e trinta milhões, duzentos e sessenta e cinco mil, oitocentos e quarenta reais e oitenta e dois centavos) será utilizado para absorção do prejuízo contábil acumulado em 31 de dezembro de 2012, e (b) a importância de R$ 100.000.000,00 (cem milhões de reais) será paga à acionista da Companhia, nos termos do artigo 173 da Lei nº 6.404/1976. (iii) Em decorrência da deliberação do item anterior, foi aprovada a alteração do Artigo 5º do Estatuto Social da Companhia, que passará a vigorar com a seguinte redação: “Artigo 5º - O capital social da Companhia é de R$ 165.697.682,92 (cento e sessenta e cinco milhões, seiscentos e noventa e sete mil, seiscentos e oitenta e dois reais e noventa e dois centavos), divididos em 821.159.137 (oitocentos e vinte e um milhões, cento e cinquenta e nove mil, cento e trinta e sete) ações ordinárias nominativas sem valor nominal.” (iv) Foi aprovada a reeleição dos membros da Diretoria da Companhia, pelo prazo de 3 (três) anos, a saber: (1) como Diretor Presidente, o Sr. JOSÉ MAURO METTRAU CARNEIRO DA CUNHA, brasileiro, casado, engenheiro, portador da carteira de identidade nº 02.549.734-8, expedida pelo IFP/ RJ, inscrito no CPF/MF sob o nº 299.637.297-20, residente e domiciliado na Cidade e Estado do Rio de Janeiro, com endereço comercial à Praia de Botafogo, nº 300, 11º andar, sala 1101; (2) como Diretor de Finanças, o Sr. ALEX WALDEMAR ZORNIG, brasileiro, casado, contador, portador da carteira de identidade nº 9415053, expedida pela SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o nº 919.584.158-04, com endereço na Rua Humberto de Campos nº 425, 8º andar, na Cidade do Rio de Janeiro/RJ; (3) como Diretor sem designação específica, o Sr. FRANCIS JAMES LEAHY MEANEY, irlandês, solteiro, economista, portador da carteira de identidade RNE nº V218988-N, expedida pela CIMCRE/CGPMAF, inscrito no CPF/MF sob o nº 054.404.117-80, com endereço na Rua Humberto de Campos nº 425, 8º andar, na Cidade do Rio de Janeiro/RJ; (4) como Diretor sem designação específica, o Sr. PEDRO SANTOS RIPPER, brasileiro, casado, engenheiro, portador da Carteira de Identidade nº 084979806, inscrito no CPF/MF sob o nº 012.277.917-71, com endereço na Rua Humberto de Campos nº 425, 8º andar, na Cidade do Rio de Janeiro/RJ; (5) como Diretor sem designação específica, o Sr. JULIO CESAR FONSECA, brasileiro, separado judicialmente, psicólogo, portador da carteira de identidade nº M-1.367.001, expedida pela SSP/ MG, inscrito no CPF/MF sob o nº 318.103.906/30, com endereço na Rua Humberto de Campos nº 425, 8º andar, na Cidade do Rio de Janeiro/RJ; (6) como Diretor sem designação específica, o Sr. EURICO DE JESUS TELES NETO, brasileiro, casado, advogado, portador da Carteira de Identidade nº 0002709809 SSP-BA, inscrito no CPF sob o nº 131.562.505-97, com endereço na Rua Humberto de Campos nº 425, 8º andar, na Cidade do Rio de Janeiro/RJ; (7) como Diretor sem designação específica, o Sr. JOÃO DE DEUS PINHEIRO DE MACÊDO, brasileiro, casado, engenheiro, portador da carteira de identidade nº 0056006420, SSP/BA, inscrito no CPF sob o nº 060.055.275-68, com endereço na Rua Humberto de Campos nº 425, 8º andar, na Cidade do Rio de Janeiro/RJ; (8) como Diretor sem designação específica, o Sr. BAYARD DE PAOLI GONTIJO, brasileiro, casado, Administrador de empresas, portador da Carteira de Identidade n° 08.484.929-1 IFP/RJ, inscrito no CPF/MF sob o n° 023.693.697-28, com endereço na Rua Humberto de Campos nº 425, 8º andar, na Cidade do Rio de Janeiro/RJ; e (9) como Diretor sem designação específica, o Sr. TARSO REBELLO DIAS, brasileiro, casado, economista, portador da carteira de identidade nº 08.401.392-9, expedida pelo IFP/RJ, inscrito no CPF sob o nº 021.455.577-17; com endereço na Rua Humberto de Campos nº 425, 8º andar, na Cidade do Rio de Janeiro/RJ, todos com mandato até 29 de abril de 2016. Os Diretores ora reeleitos firmaram o respectivo Termo de Posse, na presente data, e declararam não estar incursos em qualquer dos crimes previstos em lei que os impeçam de exercer os cargos para os quais foram eleitos, nos termos dos parágrafos 1º e 2º do artigo 147 da Lei nº 6.404/76. 7. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a ser tratado, a presente ata foi lavrada e depois lida, aprovada e assinada pela acionista representando a totalidade do capital social, autorizada a publicação da ata sem a assinatura da acionista presente, na forma do art. 130, §2º, da Lei nº 6.404/76. ASSINATURAS: Alex Waldemar Zornig (Presidente); Luciana de Assis Serra Alves (Secretária); Acionista: BRT Serviços de Internet S.A., representada por Tarso Rebello Dias e Alex Waldemar Zornig. A presente ata é cópia fiel da original, lavrada em livro próprio. São Paulo, 29 de abril de 2013. Luciana de Assis Serra Alves - Secretária.

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FDE AVISA TOMADAS DE PREÇOS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Reforma de Prédio Escolar: TOMADA DE PREÇOS Nº - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 69/01448/13/02 - EE Prof. José Manoel Alvares Rosende - Rua Carmine Pugliesi, s/nº - Cep: 12955-000 - Jd. Portugal Bom Jesus dos Perdões/SP - 180 - R$ 57.504,00 - R$ 5.750,00 - 14:30 - 17/05/2013. 69/01451/13/02 - EE Vila Lucinda - Rua Presidente Jânio da Silva Quadros, s/nº - Cep: 13309-729 - Vila Lucinda - Itu/SP - 120 - R$ 18.292,00 - R$ 1.829,00 - 15:00 - 17/05/2013. 69/01521/13/02 - EE Prof. Marcelino Velez - Rua Dom Antonio Maria A. Siqueira, 143 - Cep: 13110-060 - Vila Pe. Anchieta - Campinas/SP - 180 - R$ 38.534,00 - R$ 3.853,00 - 15:30 - 17/05/2013. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 02/05/2013, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. BARJAS NEGRI Presidente

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FDE AVISA TOMADA DE PREÇOS - TIPO TÉCNICA E PREÇO A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Execução de serviços de ELABORAÇÃO DE PARECER TÉCNICO DE SOLOS E FUNDAÇÕES do tipo 1, 2, 3 e 4 para imóveis pertencentes à rede pública administrativa do Estado de São Paulo: TOMADA DE PREÇOS Nº - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 46/00167/13/02 - 10:00 - 03/06/2013. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 02/05/2013, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Os invólucros contendo a Proposta Técnica, a Proposta Comercial e os documentos de Habilitação, deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. BARJAS NEGRI Presidente

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP Pregão nº 009/2013 - Processo nº 2030/2013 RERRATIFICAÇÃO AO EDITAL A Prefeitura de Pereira Barreto-SP leva ao conhecimento de quem possa interessar que o Processo supra epigrafado sofreu a seguinte rerratificação: a) Fica excluído o item 3, constante do Anexo I – Termo de Referência, o qual apresentava a seguinte redação: Item: 3 – Linha: 02 – Descrição: Período Manhã e Tarde – Faz. Mesquita, Ass. Terra é Vida, Faz. Santa Helena, Faz. Roncan, Faz. Esplanada, Faz. São Judas Tadeu, Km 11, a Pereira Barreto, percorrendo um total aproximado 196 Km/Dia, em 01 (um) veículo com capacidade de no mínimo 22 (vinte e dois) passageiros/ estudantes sentados. – Unidade: Km – Quantidade: 43.120. b) Demais cláusulas e condições permanecem inalteradas. Pereira Barreto-SP, 30 de abril de 2013. Arnaldo Shigueyuki Enomoto - Prefeito

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA

EXTRATO DO 4° ADITAMENTO CONTRATUAL. PROCESSO Nº 85/11 PREGÃO Nº 36/11. OBJETO: Aquisição de tanques resfriadores de leite, contrato de repasse 0305426-94/2009 - Ministério do Desenvolvimento Agrário CONTRATANTE: Prefeitura do Município de Andradina. CONTRATADO: TECNOINOX INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA. Fica ajustado entre as partes que o prazo de vigência do contrato será prorrogado por mais 120 (cento e vinte) dias. As demais cláusulas e condições dos contratos supra permanecem inalteradas. DATA: 30 de abril de 2013. JAMIL AKIO ONO - Prefeito.

SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE SOROCABA O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Sorocaba comunica aos interessados que está temporariamente SUSPENSO o Pregão Presencial nº 19/2013 - Processo nº 1.499/2013, destinado à contratação de empresa para prestação de serviços de retífica completa de motores movidos a combustíveis diesel, gasolina e álcool da frota de veículos do SAAE, tendo em vista que ocorrerão adequações no edital. Sorocaba, 30 de abril de 2013. Janaína Soler Cavalcanti - Pregoeira.

São Eutiquiano Participações S.A. CNPJ nº 12.125.536/0001-12 - NIRE nº 35.300.417.577 Assembleia Geral Extraordinária - Edital de Convocação Ficam os senhores acionistas da São Eutiquiano Participações S.A. (“Companhia”) devidamente convocados a participarem, em primeira convocação, da Assembleia Geral Extraordinária que se realizará no dia 06 de maio de 2013, às 10:00 horas, no prédio da sede da Companhia, localizada nesta Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Leopoldo Couto de Magalhães, n° 110, Condomínio Edifício JK Tower, conjuntos 21 e 22, parte, Jardim Paulista, CEP 04542-000, a fim de deliberarem, sobre (a) aumento do capital social da Companhia mediante integralização do excesso da reserva de lucro, conforme previsto no artigo 199 da Lei 6.404/76; e (b) alteração do estatuto social da Companhia.Informações Gerais.Em conformidade com o artigo 135, § 3°, da Lei n° 6.404/76, encontramse à disposição dos acionistas, na sede social da Companhia, todos os documentos e informações necessários à deliberação das matérias previstas na ordem do dia. São Paulo, 24 de abril de 2013 A Diretoria

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ECONOMIA/LEGAIS - 21

IMB TÊXTIL S.A. - NIRE 35.300.449.100 - CNPJ nº 58.500.398/0001-05 Extrato da Ata da Assembléia Geral Extraordinária Data, hora e Local: 15.03.2013 às 15hs., R. Major Paladino, nº 415, Vila Leopoldina, SP/SP. ações, exceto sob a modalidade de subscrição pública de ações em virtude de abertura do Convocação: Dispensada. Presença: Totalidade do capital social. Mesa: Claudio Bobrow - capital da Cia.; b) abertura de capital da Cia.; c) alteração do objeto social; d) operações de Presidente e Adolfo Bobrow - Secretário. Deliberações Aprovadas por Unanimidade: fusão, cisão, incorporação, aquisição e alienação de participações societárias; e) alteração da (i) aumento de capital em R$18.436.117,78, pela emissão de 554.303 novas ações ON, sem denominação social; f) dissolução da Cia.; g) Eleger e destituir os Membros do Conselho de valor nominal, sendo o preço por ação fixado em R$33,26 estabelecido com base no valor Administração da Sociedade, fixando-lhes as atribuições, observadas as disposições destes econômico da Cia., neste ato, totalmente subscrito e integralizado pela acionista ingressante Estatutos; h) Fixar a remuneração global dos órgãos da Administração; i) Manifestar-se sobre WF Pardos Holding S.A, conforme boletim de subscrição: WF Pardos Holding S.A., subscreve o relatório daAdministração e as contas da Diretoria.Conselho de Administração: Cláusula 554.303 ON de classe única.O aumento de capital é realizado mediante renúncia dos acionistas 15ª - O Conselho de Administração será composto por 5 membros, acionistas, eleitos pela remanescentes ao direito de preferência à subscrição, passando o capital social de Assembleia Geral, pelo prazo de um ano, permitida a reeleição por igual mandato. § 1º - O R$2.217.210,00, para R$20.653.327,78, dividido em 2.771.513 ações ON, de classe única sem Presidente do Conselho de Administração será indicado pelo Conselho de Administração por valor nominal e consequentemente alterar a cláusula 5ª do Estatuto social: “Cláusula 5ª: O maioria de votos. § 2º - Os Conselheiros de Administração permanecerão em seus cargos até capital social é de R$20.653.327,78,totalmente subscrito e integralizado,dividido em 2.771.513 a eleição e posse de seus substitutos. Cláusula 16ª - O Conselho de Administração reunir-se-á, ações ON, de classe única, sem valor nominal. § 1º: As ações são indivisíveis perante a Cia. e de forma ordinária, mensalmente (exceto se determinado, por unanimidade, pelo Conselho) a cada uma das ações ordinárias nominativas corresponde 01 voto nas deliberações das e, extraordinariamente, sempre que os interesses da Cia. assim exigirem. Cláusula 17ª - As assembleias gerais. § 2º: A Cia. poderá emitir títulos múltiplos de ações ou cautelas que as reuniões do Conselho de Administração serão convocadas mediante envio de carta, da qual representem, desde que satisfeitos os requisitos legais.” (ii) os acionistas decidiram adotar deverá constar a ordem do dia, por qualquer um de seus membros com antecedência mínima um novo estatuto social que melhor regule as relações dos acionistas para com a Cia., bem de 10 Dias Úteis. Cláusula 18ª - As reuniões do Conselho de Administração somente serão como dos acionistas entre si, já considerando o aumento do capital social da Cia., incluindo, instaladas, em primeira convocação, com a presença de, pelo menos, 4 de seus membros e, excluindo, renumerando cláusulas e capítulos, e levando em conta o conteúdo de acordo de em segunda convocação, com a presença da maioria dos seus membros em exercício. Cláusula acionistas assinado entre eles nesta mesma data. O novo estatuto social passa a fazer parte 19ª -Além das matérias previstas em lei,as matérias elencadas a seguir deverão,necessariamente, integrante da presente Ata; e (iii) Eleição do Conselho de Administração: por indicação da ser aprovadas previamente pelo Conselho de Administração da Cia.: a) Alterações no Estatuto acionista WF Pardos Holding S.A.: Guilherme Weege, brasileiro, casado, administrador de Social que envolvam: criação de novas classes de ações ou alterações nos direitos, preferências empresas, RG nº 1.586.808 - SSP/SC e CPF nº 006.163.099-37, residente em Jaraguá do Sul/ e vantagens de qualquer classe existente; alteração do objeto social; alterações na composição SC; Eduardo Silva Leonardis, brasileiro, casado, administrador de empresas, RG nº 26.633.172- e funcionamento do Conselho de Administração; alterações na política de distribuição 5 - SSP/SP e CPF nº 220.087.238-01, residente em Jaraguá do Sul/SC; e William Schmidt de dividendos. b) Alterações no Plano de Negócios Inicial. c) Aquisição de participação Ogalha, brasileiro, casado, administrador de empresas, RG nº 20.471.617 - SSP/SP e CPF nº em outras Companhias, ou formação de parcerias, joint-ventures ou outra forma de 118.327.728-88, residente em Curitiba/PR e por indicação dosAcionistas Minoritários,Adolfo associação com terceiros; d) Distribuição de dividendos ou pagamento de juros sobre o capital Bobrow, brasileiro, separado judicialmente, engenheiro, RG nº 7.459.787 SSP/SP e CPF nº próprio em proporção diversa do mínimo obrigatório de 25%;e) Mudança da localização física 031.185.718-37, e Claudio Bobrow, brasileiro, casado, empresário, RG nº 7.459.788 SSP-SP das instalações comerciais (multimarcas/franquias); de marketing; de desenvolvimento de e CPF nº 056.682.438-85, ambos residentes em SP/SP, todos eleitos para um mandato a se produtos ou administrativas para fora da cidade de São Paulo; f) Operações envolvendo findar em 30.04.2014 a fim de coincidir com a data de realização de AGO; (iv) a remuneração propriedade intelectual da Cia.; g) Fixação da remuneração global dos administradores da global dos órgãos daAdministração em até R$4.300.000,00 até 30.04.2014,os quais,declaram Cia.; h) Aprovação de qualquer plano de remuneração variável com ações da Cia.; i) não estarem impedidos, por lei especial, e nem terem sido condenados à pena que vede, Endividamento além dos limites estabelecidos no Plano de Negócios Inicial ou em qualquer ainda que temporariamente, para ocupar cargo de administração da sociedade. revisão do Plano de Negócios Inicial em relação à qual o(s) representante(s) dos Acionistas Encerramento: Nada mais, lavrou-se a ata. Conselheiros Eleitos: Guilherme Weege; Cláudio eAdolfo no Conselho tenha(m) votado favoravelmente; j) Prestação de garantias pela Eduardo Silva Leonardis;William Schmidt Ogalha;Adolfo Bobrow; Claudio Bobrow. JUCESP Cia. a terceiros; k) Fusão, cisão, incorporação ou transformação envolvendo a Cia.; l)Aquisição e/ou desinvestimento de ativos substanciais (assim definidos como ativos com valor econômico 144.380/13-4 em 16.04.2013. Gisela Simiema Ceschin - Sec. Geral. Estatuto Social. Capítulo I. - Da Denominação, Sede, Objeto Social e Prazo de equivalente, no mínimo, a 20% do Patrimônio Líquido contábil da Cia.); incluindo quaisquer Duração: Cláusula 1ª - A sociedade anônima denomina-se IMB TÊXTIL S.A., e é regida pelo participações acionárias em outras empresas. m) Dissolução, recuperação judicial, concordata presente estatuto social e pela legislação que lhe for aplicável. Cláusula 2ª - A Cia. tem sede ou liquidação;n) Negócios com partes relacionadas (exceto pela compra e venda de mercadorias e foro na cidade de SP/SP,na R.Major Paladino,415,Vila Leopoldina,CEP 05307-000,podendo, entre a Cia. e as empresas do grupo econômico de sua controladora realizadas no dia-a-dia, a critério da Diretoria, abrir filiais, escritórios ou sucursais, dentro e fora do território nacional. desde que obedeçam os critérios estabelecidos em Acordo de Acionistas arquivado na sede Cláusula 3ª - A matriz da Sociedade tem por objeto: a) A indústria, o comércio, a importação da Cia.); o) Suspensão de quaisquer direitos dos acionistas; p) Emissão de valores mobiliários e exportação de meias, confecção de roupas íntimas, artigos de vestuário e têxteis em geral, da Cia.;q)Alteração dos direitos, preferências vantagens e condições de resgate e amortização sucata têxtil, beneficiamento, tingimento e estampagem de produtos têxteis ou similares em de ações.r) Resgate,amortização ou negociação de ações ou valores mobiliários da Cia.(exceto geral e comércio atacadista; b) A representação de produtos nacionais ou importados valores mobiliários de dívida,não conversíveis em ações) § Único:O Conselho deAdministração relacionados às atividades descritas no item (a) acima; c)A participação em outras sociedades, deliberará por maioria de votos,exceto para as matérias que,nos termos deAcordo deAcionistas como acionista ou quotista; d) O comércio, a importação, a exportação e a representação de arquivado na sede da Cia., exijam quórum qualificado para sua aprovação. Cláusula 20ª - Em produtos de perfumaria, cosméticos e toucador; meias, confecção de roupas íntimas, calçados, caso de impedimento temporário ou ausência, o membro do Conselho de Administração roupas e artigos de vestuário;fios para uso têxtil;tecidos e produtos têxteis em geral;aviamentos temporariamente impedido ou ausente poderá nomear outro membro do Conselho de de costuras, bolsas, mochilas, malas e outros artigos para viagem; couro e suas imitações, Administração para que este vote em seu nome nas reuniões do Conselho de Administração. chapéus, acessórios de cabelo, óculos, relógios e bijuteria; cosméticos, perfumes e produtos Cláusula 21ª - Em caso de impedimento permanente ou renúncia de qualquer dos conselheiros de beleza; móveis, objetos de decoração, cama, mesa e banho; eletrônicos e eletrodomésticos; durante o mandato para o qual foi eleito, seu substituto será indicado peloAcionista que havia triciclos e bicicletas; chocolates em geral; papelaria e material escolar em geral; e e) O indicado o conselheiro a ser substituído. Diretoria: Cláusula 22ª - A Sociedade será licenciamento de marcas e a concessão e a administração de franquias no ramo de comércio administrada por uma Diretoria composta de até cinco diretores, acionistas ou não, residentes de meias, artigos de vestuário e têxteis em geral. § 1º - A filial localizada na Av. Nações Unidas no país, sendo um Diretor Presidente, um Diretor de Tecnologia da Informação, um Diretor de nº 4777, 1º andar, lojas 105 e 106, Alto de Pinheiros, São Paulo - SP, tem por objeto: a) O Produtos e Franquias, um Diretor Administrativo-Financeiro e um Diretor Industrial e de comércio de meias, artigos de vestuário e têxteis em geral ou similares em geral e comércio Suprimentos.A Diretoria não será um órgão colegiado de administração da Cia., devendo cada varejista; b) A representação de produtos nacionais relacionados às atividades da matriz; c) A diretor desempenhar os seus deveres individualmente, dentro de suas respectivas representação de produtos importados relacionados às atividades da matriz e/ou adquiridos responsabilidades e atribuições, eleitos pela Assembleia Geral ou, quando em funcionamento, pela matriz;d)A participação em outras sociedades,como acionista ou quotista;e e) O comércio, pelo Conselho de Administração. § primeiro - Os diretores terão o mandato de 1 ano, sendo a importação,a exportação e a representação de produtos de perfumaria,cosméticos e toucador; admitida a reeleição. § segundo - Os Diretores permanecerão em seus cargos até a eleição e meias, confecção de roupas íntimas, calçados, roupas e artigos de vestuário; fios para uso posse de seus substitutos. Cláusula 23ª - A Diretoria terá as atribuições e os poderes que lhe têxtil; tecidos e produtos têxteis em geral; aviamentos de costuras, bolsas, mochilas, malas e confere,para assegurar o funcionamento regular da sociedade.Competirá a todos os Diretores outros artigos para viagem; couro e suas imitações, chapéus, acessórios de cabelo, óculos, indistintamente: (i) Executar e fazer cumprir as disposições destes Estatutos; as deliberações relógios e bijuteria; cosméticos, perfumes e produtos de beleza; móveis, objetos de decoração, do Conselho de Administração e das Assembleias Gerais e exercer a supervisão da Cia. e sua cama, mesa e banho; eletrônicos e eletrodomésticos; triciclos e bicicletas; chocolates em geral; Administração; (ii) Representar a Sociedade, ativa e passivamente, em juízo ou fora dele, papelaria e material escolar em geral. § 2º - A filial localizada na Rua Ponte Firme nº 545, Vila observado o disposto na Cláusula 28ª; (iv) Gerir e administrar os negócios sociais, interna e Cidade Morena, Campo Grande - MS, tem por objeto: a) A indústria, o comércio, a importação externamente, contratar e demitir auxiliares e empregados, demandar, transigir, contrair e exportação de meias, confecção de roupas íntimas, artigos de vestuário e têxteis ou seus obrigações, podendo inclusive alienar bens imóveis, hipotecar, constituir penhor de qualquer similares, sucata têxtil e comércio atacadista; b) A representação de produtos nacionais ou natureza, caucionar títulos ou direitos creditórios e dar bens móveis por alienação fiduciária importados relacionados às atividades descritas no item (a) acima; c)A participação em outras em garantia, organizar e apresentar anualmente as Demonstrações Financeiras e praticar sociedades, como acionista ou quotista; d) O comércio, a importação, a exportação e a enfim, todos os atos relativos aos fins sociais; Cláusula 24ª - A escolha dos diretores da Cia. representação de produtos de perfumaria, cosméticos e toucador; meias, confecção de roupas se dará em reunião do Conselho de Administração convocada especialmente para esse fim, íntimas, calçados, roupas e artigos de vestuário; fios para uso têxtil; tecidos e produtos têxteis por maioria de votos. Cláusula 25ª - Os Diretores distribuirão entre si as atribuições especiais em geral; aviamentos de costuras, bolsas, mochilas, malas e outros artigos para viagem; couro que devem pertencer a cada um. Cláusula 26ª - Os Diretores se substituirão um ao outro em e suas imitações,chapéus,acessórios de cabelo,óculos,relógios e bijuteria;cosméticos,perfumes seus impedimentos na ordem de sua nomeação na ata que os eleger. Cláusula 27ª - Em caso e produtos de beleza; móveis, objetos de decoração, cama, mesa e banho; eletrônicos e de vacância definitiva de um Diretor, será eleito substituto para cumprir mandato pelo tempo eletrodomésticos; triciclos e bicicletas; chocolates em geral; papelaria e material escolar em que restava ao diretor substituído. Cláusula 28ª - A representação da Cia., os atos e operações geral; e) A concessão e a administração de franquias no ramo de comércio de meias, artigos de administração dos negócios sociais que importem responsabilidade ou obrigação para a de vestuário e têxteis em geral. § 3º - A filial localizada na Av. Ribeirão dos Cristais nº 800, Cia. ou que a exonere de obrigações para com terceiro, tais como a assinatura de escrituras Módulos C e D, Bairro Jordanésia, Cajamar - SP, tem por objeto: a) O comércio eletrônico, o de qualquer natureza, as letras de câmbio, os cheques, as ordens de pagamento, os contratos comércio,a importação,a exportação e a representação de produtos de perfumaria,cosméticos e, em geral, quaisquer outros documentos, incluindo o uso do nome empresarial, incumbirão e toucador; meias, confecção de roupas íntimas, calçados, roupas e artigos de vestuário; fios e serão obrigatoriamente praticados: a) por 02 Diretores, agindo em conjunto; ou b) por 01 para uso têxtil; tecidos e produtos têxteis em geral; aviamentos de costuras, bolsas, mochilas, Diretor, agindo em conjunto com 01 procurador, em conformidade com os poderes a ele malas e outros artigos para viagem; couro e suas imitações, chapéus, acessórios de cabelo, outorgados. § 1º - A representação da Cia. perante o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica óculos, relógios e bijuteria; cosméticos, perfumes e produtos de beleza; móveis, objetos de CNPJ será de competência exclusiva do Diretor Administrativo-Financeiro. § segundo - As decoração,cama,mesa e banho;eletrônicos e eletrodomésticos;triciclos e bicicletas;chocolates procurações em nome da Cia.serão outorgadas por 02 Diretores,agindo em conjunto,devendo em geral; papelaria e material escolar em geral; b) A participação em outras sociedades, como especificar expressamente os poderes conferidos e, com exceção daquelas com poderes ad acionista ou quotista; c) A representação de produtos nacionais relacionados às atividades da judicia,terão prazo de validade não superior a 01 ano.Conselho Fiscal: Cláusula 29ª - Quando matriz; d) A representação de produtos importados relacionados às atividades da matriz e/ou instalado, o Conselho Fiscal será composto de três a cinco membros, e suplentes em igual adquiridos pela matriz. Cláusula 4ª - O prazo de duração da Cia. é indeterminado. Capítulo número,e sua remuneração será fixada pelaAssembleia que o eleger.Cláusula 30ª - O Conselho II - Do Capital Social e das Ações: Cláusula 5ª - O capital social é de R$20.653.327,78, Fiscal é órgão não permanente que somente será instalado pela Assembleia Geral a pedido totalmente subscrito e integralizado, dividido em 2.771.513 ações ordinárias nominativas, de dosAcionistas na conformidade legal.Capítulo IV - Do Exercício Social e Demonstrações classe única, sem valor nominal. § 1º - As ações são indivisíveis perante a Cia. e a cada uma Financeiras: Cláusula 31ª - O exercício social terá duração de um ano e coincide com o ano das ações ordinárias nominativas corresponde 01 (um) voto nas deliberações das assembleias civil. Cláusula 32ª - Ao fim de cada exercício social, a Diretoria fará elaborar, com base na gerais. § 2º - A Cia. poderá emitir títulos múltiplos de ações ou cautelas que as representem, escrituração mercantil da Cia., as demonstrações financeiras exigidas pela lei das sociedades desde que satisfeitos os requisitos legais. Capítulo III - Do Direito de Preferência na anônimas e elaboradas segundo critérios nela contidos. Capítulo V - Dos Lucros e sua Aquisição e Subscrição das Ações: Cláusula 6ª - Os acionistas deverão, caso desejem Distribuição: Cláusula 33ª - Do lucro líquido do exercício, 5% serão aplicados antes de transferir a totalidade ou parte das ações que possuírem na Cia., respeitar as disposições de qualquer outra destinação, na constituição da Reserva Legal, que não excederá de 20% do Acordos de Acionistas que estejam arquivados na sede da Cia.. § Único - Será ineficaz em capital social. Serão deduzidas, em seguida, as contas para os fundos de provisão que a relação à Cia. a cessão ou transferência de ações, ou direitos de subscrição, feitas com infração Assembleia Geral considerar necessários.Realizadas as deduções acima,deverá ser distribuído às regras estabelecidas em Acordo de Acionistas arquivado na sede da Cia., nos termos do aos acionistas um dividendo de, no mínimo, 25% do lucro líquido do exercício, podendo em artigo 118 da Lei 6.404/76. Cláusula 7ª - Aos acionistas é assegurado o direito de preferência seguida,aAssembleia Geral decidir distribuir gratificações que julgar convenientes ao Conselho na subscrição de novas ações, mediante aumento do capital social da Cia., na proporção de de Administração e à Diretoria ou cada um dos Conselheiros e Diretores. (i) A Diretoria fica suas participações. Capítulo III - Dos Órgãos da Sociedade: Cláusula 8ª - A Assembleia autorizada a levantar a seu critério,balanços mensais e semestrais,podendo declarar dividendos Geral, o Conselho de Administração e a Diretoria são órgãos de funcionamento permanente à conta do lucro apurado nesse balanço, o qual deverá satisfazer todas as exigências legais, e o Conselho Fiscal são órgãos de instalação e funcionamento transitórios.§ Único - Os membros e que serão pagos “Ad Referendum” da próxima Assembleia Geral Ordinária. (ii) Poderão ser da administração da Cia. observarão as disposições dos Acordos de Acionistas arquivados na declarados, a critério da Diretoria, dividendos intermediários, à conta de lucros acumulados sede social, e não serão computados os votos proferidos nas reuniões dos órgãos da ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual, mensais ou semestrais e que administração em violação ao disposto em tais Acordos de Acionistas. Assembleia Geral: serão pagos, “Ad Referendum” da próxima AGO. Capítulo VI - Da Dissolução e Cláusula 9ª -AAssembleia Geral dosAcionistas reunir-se-á por convocação,nos termos previstos Liquidação: Cláusula 34ª - Em todos os casos de liquidação da sociedade, a Diretoria fica da lei, ordinariamente, nos quatro primeiros meses depois de findo o exercício social e, automaticamente investida nas funções de liquidante,com amplos poderes para praticar todos extraordinariamente, sempre que os interesses sociais exigirem o pronunciamento dos os atos necessários à liquidação da sociedade, continuando o direito da Assembleia deliberar acionistas. § único - Os anúncios ou convites das convocações deverão conter, ainda que como melhor julgar. Capítulo VII - Do Acordo de Acionistas: Cláusula 35ª - As decisões sumariamente, o objeto da reunião e designar o dia, a hora e o local para realização da tomadas pelos acionistas, membros do Conselho de Administração e da Diretoria da Cia., Assembleia geral, os quais, além das publicações legalmente previstas, deverão ser remetidos inclusive,mas sem limitação,aquelas referentes à direito de preferência,cessão e transferência por via postal para os acionistas, com aviso de recebimento. Cláusula 10ª - Somente poderão de ações, aumento de capital e subscrição de nova ações, exercício do direito de voto, forma tomar parte das deliberações das Assembleias Gerais os titulares de ações ordinárias de cálculo do valor das ações e deliberações dos órgãos da administração estão vinculadas e nominativas devidamente registradas, em seu nome, no livro de registro de ações da Cia.. condicionadas aos termos e disposições do “Acordo deAcionistas” firmado entre os acionistas Cláusula 11ª - Os trabalhos da Assembleia Geral serão iniciados em primeira convocação com da Cia., em 15.03.2013, devendo tal acordo ser rigorosamente respeitados por eles, sob pena presença de acionistas que representem a maioria absoluta de votos em segunda convocação de nulidade da decisão tomada. A Cia. e eventuais terceiros que desejarem ingressar na Cia. com qualquer quorum e serão dirigidos por um presidente da mesa eleito pela própria deverão observar o conteúdo do “Acordo de Acionistas” e os terceiros poderão, conforme o Assembleia,o qual nomeará um secretário.Cláusula 12ª -As resoluções dasAssembleias Gerais disposto no Acordo de Acionistas, ser obrigados a aderir a parte ou a todas as suas cláusulas, serão tomadas por maioria absoluta de votos dos presentes, não se computando no cálculo como condição de admissibilidade ao quadro societário da Cia.. Capítulo IX - Da os votos em branco. Cláusula 13ª - Os acionistas poderão ser representados nas Assembleias interpretação dos Estatutos e Disposições Transitórias: Cláusula 36ª - Aplica-se aos Gerais por procuradores ou representantes legais constituídos na forma da lei. Cláusula 14ª casos omissos ou duvidosos as disposições legais vigentes. Cláusula 37ª - Fica eleito o Foro - Compete à Assembleia Geral deliberar sobre: a) redução ou aumento de capital mediante de São Paulo/SP, para dirimir as dúvidas e resolver os conflitos eventualmente oriundos deste aproveitamento de reserva de lucro ou captação de recurso mediante a emissão de novas instrumento, com renúncia a qualquer outro, por mais privilegiado que o seja.

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GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA Pregão Eletrônico nº 67/00007/13/05 OBJETO: Contratação de empresa para a operação do Serviço Telefônico Fixo Comutado - STFC, destinado ao tráfego de chamadas entre a rede pública de telefonia e a Fundação para o Desenvolvimento da Educação situada à Av. São Luiz, 99 - Centro - São Paulo - SP, conforme detalhamento constante do Anexo II - Memorial Descritivo e Especificações Técnicas, parte integrante deste Edital. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para: Contratação de empresa para a operação do Serviço Telefônico Fixo Comutado - STFC, destinado ao tráfego de chamadas entre a rede pública de telefonia e a Fundação para o Desenvolvimento da Educação situada à Av. São Luiz, 99 - Centro - São Paulo - SP, conforme detalhamento constante do Anexo II - Memorial Descritivo e Especificações Técnicas, parte integrante deste Edital. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 02/05/2013, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 17/05/2013, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 02/05/2013, até o momento anterior ao início da sessão pública. BARJAS NEGRI Presidente

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GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA TOMADAS DE PREÇOS - TIPO TÉCNICA E PREÇO A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Elaboração de Projeto Executivo e Apresentação de Pasta Técnica Contemplando a Documentação Relativa ao Projeto Técnico de Segurança: TOMADA DE PREÇOS Nº - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 46/00165/13/02 - EE Maria Cardoso Castilho - Rua Jean Carlos Mendes de Campos, 319 - Cep: 14980-000 - Nossa Sra. Aparecida - Sales/SP - 120/210 - 09:30 - 03/06/2013. 46/00179/13/02 - Terreno Prq. Novo Santo Amaro IV - Rua Santa Sofia, s/nº - Cep: 04943-000 - Jardim Turquesa - São Paulo/SP - 120/210 - 10:30 - 03/06/2013. 46/00192/13/02 - EE Profª Mirella Pesce Desidere - Rua XXI de Setembro, 142 - Cep: 19066-000 - Cohab - Presidente Prudente/SP - 120/210 - 11:00 - 03/06/2013. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 02/05/2013, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Os invólucros contendo a Proposta Técnica, a Proposta Comercial e os documentos de Habilitação, deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. BARJAS NEGRI Presidente

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA

Extrato do 4° Aditamento Contratual. Processo Nº 107/11 - Tomada de Preços Nº 16/11. Objeto: Contratação de empresa especializada para execução de pavimentação asfáltica, tipo CBUQ e execução de guias e sarjetas referente ao contrato de repasse 0336262-78/2010/Ministério do Turismo. Contratante: Prefeitura do Município de Andradina; Contratado: Scamatti & Seller Infra-Estrutura Ltda. Fica ajustado entre as partes que o prazo de vigência do contrato será prorrogado por mais 120 (cento e vinte) dias. As demais cláusulas e condições dos contratos supra permanecem inalteradas. Data: 30 de abril de 2013. Jamil Akio Ono - Prefeito.

Fortec S/A Participações e Empreendimentos CNPJ/MF nº 50.615.301/0001-06 - NIRE nº 35.300.000.871 ERRATA - Edital de Convocação - Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária Na qualidade de Diretor Presidente da Fortec S/A Participações e Empreendimentos, venho pela presente, retificar o Edital de Convocação da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, publicado no Diário Oficial Empresarial do Estado de São Paulo e no Diário do Comércio nos dias 16, 17 e 18/04/ 2013, adiando a data de realização da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária para o dia 14/06/ 2013 às 14:30 hs na sede social da empresa e acrescentar mais um assunto à Ordem do Dia, ficando adicionada, ao final do texto publicado, a seguinte redação: “(...) 5. Deliberar sobre a eleição dos membros da Diretoria da companhia” . Ficam mantidos os demais termos da convocação ora retificada. Thales Lobo Peçanha – Diretor Presidente (27, 30/04 e 01/05/2013)

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FDE AVISA CONCORRÊNCIA A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Construção de Ambientes Complementares e Reforma (Restauro) de Prédio Escolar: CONCORRÊNCIA Nº - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 69/01364/13/01 - EE/ETEC Carlos Gomes/Bento Quirino (Cl Descentr) - Av. Anchieta, 80 - Cep: 13015-100 - Centro – Campinas/SP - 240 - 80,00 - R$ 529.099,00 - R$ 52.909,00 - 14:00 - 03/06/2013. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 02/05/2013, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 50,00 (cinquenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. BARJAS NEGRI Presidente

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GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA Pregão Eletrônico de Registro de Preços nº 36/00382/13/05 OBJETO: AQUISIÇÃO DE KIT DE EQUIPAMENTOS DE LABORATÓRIO DE CIÊNCIA - CICLO II - ENSINO FUNDAMENTAL. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para: Aquisição de Kit de Equipamentos de Laboratório de Ciência - Ciclo II - Ensino Fundamental. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 02/05/2013, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 15/05/2013, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 02/05/2013, até o momento anterior ao início da sessão pública. BARJAS NEGRI Presidente

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO 15/13 – TOMADA DE PREÇOS 03/13 Objeto: Contratação de empresa especializada para construção de um campo de futebol society e vestiário, relativo ao Convênio 249/2012 – Processo SELJ 1.017, celebrado em 14 de dezembro de 2012, com o Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude. Edital de Rerratificação. 1 – O item 1.1 do edital, a especificação do item 1 do Anexo I – Termo de Referência, o preâmbulo e o item 1.1 da cláusula primeira da minuta do contrato passam a ser: Contratação de empresa especializada para construção de 02 (dois) campos de futebol society e vestiários. 2 – Fica substituído o arquivo eletrônico de 18/01/2012 e 10/02/2012, para o datado de 30 de abril de 2013; relativo, respectivamente, ao Anexo VII – Cronograma Físico Financeiro e Anexo V – Orçamento Global, que integram o edital do processo licitatório. 3 – O prazo estabelecido no preâmbulo do edital, relativo à realização do certame, passa a ser às 09 horas do dia 20 de maio de 2013. 4 – As demais cláusulas e condições permanecem inalteradas. Joni Marcos Buzachero – Prefeito. A Debitar (01.05.13)

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA

Extrato de Homologação e Adjudicação. Processo nº 27/13 - Tomada de Preços nº 07/13. Objeto: Contratação de empresa especializada para implantação de rede de distribuição de energia elétrica no parque empresarial. Considerando a regularidade do procedimento, hei por bem, com base no inc. VI, do art. 43, da Lei Federal nº 8.666/93, Homologar e Adjudicar o item do objeto licitado, à empresa: Toka Comércio de Materiais e Serviços Elétricos Ltda.-EPP. Andradina, 30 de abril de 2013. Jamil Akio Ono - Prefeito.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

22

e

quarta-feira e quinta-feira, 1 e 2 de maio de 2013

conomia

PARECE FICÇÃO, MAS É O BRASIL.

José Cruz/Ag. Senado Luiz Prado/LUZ

Jonas Pereira/Ag.Senado

Fernando Collor

José Sarney

César Diniz/Hype

Pedro Malan

Delfim Netto Patrícia Cruz/LUZ

Filme mostra, de maneira didática, desenvolvimento da economia brasileira desde a chegada da família real ao Brasil, em 1808.

Fernando Henrique Cardoso

Maílson da Nóbrega

Gustavo Franco

S ERVIÇO O Brasil Deu Certo. E Agora? Idealização de Maílson da Nóbrega, direção de Louise Sottomaior Estreia em 3/5 no Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca Rua Frei Caneca, 569 – Consolação Exibição digital às 15h30, 19h e 20h30

Epitácio Pessoa/AE

Reprod

ução

P

ersonagens marcantes, eventos extremos, reviravoltas, sucessos e fracassos, esperanças e frustrações, mocinhos e vilões: a história da economia brasileira nas últimas décadas bem que renderia um roteiro de ficção. Mas a trama, com todos esses ingredientes, é bem real, como atestam três ex-presidentes da República, 12 ex-ministros de Estado, sete ex-presidentes do Banco Central, economistas e financistas que relataram suas visões da história da economia do País no documentário O Brasil Deu Certo. E Agora?, que entra em cartaz em pequeno circuito nesta semana em São Paulo. Idealizado pelo ex-ministro da Fazenda e hoje consultor Maílson da Nóbrega, o filme apresenta um abrangente – e bastante didático – panorama do nosso desenvolvimento econômico para, ao final, discutir com grandes nomes os rumos que o Brasil deve seguir neste século. A economia normalmente é um assunto árido, mas a escolha da diretora Louise Sottomaior pelo didatismo e pela narrativa linear é um dos trunfos do documentário. É evidente que, em alguns momentos, os entrevistados acabam usando uma linguagem mais técnica, mas isso não impede que um leigo consiga acompanhar a história. A narração de passagens históricas importantes é feita por Maílson, que também ficou com o papel de "orientador" do espectador ao longo dos cerca de 70 minutos de projeção. A linha histórica é, assim, seguida à risca: são mencionados, na sequência em que ocorreram, os grandes ciclos econômicos do período colonial, os marcos da chegada da família real portuguesa ao Brasil em 1808 e da proclamação da Independência em 1822, o início da República e os governos do começo do século XX, as eras Vargas e JK – tudo apresentado de maneira simples e com ilustrações que contribuem para o entendimento do contexto. Os depoimentos – e a identificação do espectador com a história – ganham força quando a narrativa chega ao governo militar (1964-1985), que ainda tem personagens importantes vivos, e ativos, como os ex-ministros da Fazenda Delfim Netto e Ernani Galvêas (este também ex-comandante do Banco Central). Parte daí a descrição do desenvolvimento do monstro da inflação que assombrou o País durante décadas e que ainda hoje preocupa – com intensidade evidentemente menor.

Aliás, estão relacionadas às tentativas de combate ao aumento desenfreado de preços – consequentemente, aos anos 1980 – as melhores histórias relatadas pelos entrevistados, que também contam em detalhes como o Brasil enfrentou dois grandes choques de preços de petróleo, a crise da dívida externa e o isolamento do resto do mundo a que o País foi condenado até o início da década de 1990. Plano "Larida" – Uma das histórias mais interessantes é a do natimorto plano "Larida", criado em 1984 pelos economistas André Lara Resende e Persio Arida. Como estratégia para quebrar a roda-viva da inflação, o plano previa a criação de uma moeda virtual, que durante algum tempo circularia paralelamente à moeda corrente. Ao longo de alguns meses, e seguindo a vontade dos agentes econômicos, contratos e pagamentos diversos seriam atrelados à moeda virtual que, sem grandes traumas, substituiria a moeda antiga ao final de um período determinado. Na época, o plano foi bombardeado por economistas de dentro e fora do governo (com a exceção de um economista estrangeiro especialista no estudo da hiperinflação alemã dos anos 1920, que via no plano Larida méritos no diagnóstico da doença inflacionária e na escolha do remédio para tratá-la). Depois de dez anos de feridas acumuladas com a sucessão de planos traumáticos e fracassados (Cruzado, Bresser, Verão, Collor e suas respectivas e cada vez mais criativas continuações), o Larida se tornou base para o bem-sucedido Plano Real. À parte os incontáveis percalços, é praticamente consenso entre os entrevistados que sim, o Brasil deu certo. Afinal, o País que era majoritariamente agrário e isolado do resto do mundo há pouco mais de 40 anos hoje tem o sexto maior Produto Interno Bruto (PIB) e contabiliza avanços inegáveis em tecnologia, desenvolvimento social e condições de vida da população. Não faltam, entretanto, problemas a resolver, começando pela ainda absurda distribuição desigual de renda. E é interessante observar as respostas dos entrevistados, editadas na sequência, quando a pergunta é o que falta para o Brasil consolidar as conquistas recentes: educação, educação, educação... Falta notável no conjunto das entrevistas do documentário foi a do grupo petista: procurados pela produção do documentário negaram-se a dar seus depoimentos personagens-chave para os caminhos mais recentes do Brasil como o ex-presidente Lula, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, a presidente Dilma Rousseff e o atual ministro da Fazenda, Guido Mantega. O único representante dos anos do PT no poder é o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles.

Luiz Prado/LUZ

Rejane Aguiar

Edson Lopes Jr./Folhapress

Documentário idealizado por Maílson da Nóbrega discute com personalidades história e rumos da economia brasileira

Henrique Meirelles

DC 02/05/2013  

Diário do Comércio

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