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Jornal do empreendedor

Ano 86 - Nº 23.238

www.dcomercio.com.br

São Paulo, sábado e domingo, 30 e 31 de outubro, e segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Eduardo Knapp/Folhapress

Celso Junior/AE

Conclusão: 00h05

R$ 1,40

A 'presidenta' eleita Dilma Rousseff segurou o choro ao lembrar Lula em seu discurso de vitória. Ausente dali, sua vontade se realizava e ele se sucede como queria. A criatura poderá se libertar do criador? "Sim, a mulher pode" – disse Dilma, inspirada no "Yes, we can" do presidente Obama. Ela prometeu zelar pela democracia, paz social, liberdade de imprensa, religião, culto, Constituição e direitos humanos. E para todos os brasileiros.

Total apurado:

56% 44% O resultado não confere a Presidente uma carta branca. E la estendeu a mão à oposição e prometeu governar todos os brasileiros.

Até logo. A luta continua!

NULOS Sergio Neves/AE

José Serra abriu seu discurso, dizendo que recebeu com respeito e humildade a voz do povo nas ruas. Cumprimentou Dilma Rousseff, desejando que ela "faça bem ao País." Ao referir-se aos 43,7 milhões de votos de seus eleitores, avisou que não está dando adeus. "Aos que nos imaginam derrotados, eu digo apenas que estamos começando uma luta de verdade. Minha mensagem de despedida, neste momento, não é de adeus, é um até logo. A luta continua, viva o Brasil."

3,45% ABSTENÇÃO

21,5% BRANCOS

HOJE Parcialmente nublado Máxima 24º C. Mínima 16º C.

AMANHÃ Parcialmente nublado Máxima 25º C. Mínima 12º C.

ISSN 1679-2688

23238

9 771679 268008

Quatro mulheres poderosas, antes da presidente Dilma No período colonial, D. Maria, A Louca. E mais três na monarquia (uma extraoficialmente): Leopoldina, que ocupava a regência na ausência de D. Pedro I, a marquesa de Santos, que comandou o primeiro Mensalão da história deste País, e a princesa Isabel, que assinou a Lei Áurea.

1,81% Eleições: Opinião, 2 e 3, e cobertura, páginas 5 a 10.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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o

sábado e domingo, 30 e 31 de outubro, e segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Se o ajuste for decidido e não for bem explicado, pode marcar um início de governo com decepções para a presidente. José Márcio Mendonça

pinião

Gustavo Miranda/Agência O Globo

PAULO SAAB

DILMA TERÁ ALTO

HOJE JÁ É OUTRO DIA

A

vitória de Dilma Rousseff, misturados todos os ingredientes da pior campanha eleitoral para a Presidência da República desde sempre, em forma e fundo, é consequência de três fatores: a economia e o ambiente social, o lulismo (e não o projeto petista, já renegado por Lula lá atrás, antes mesmo de derrotar José Serra no já distante 2002) e o desejo de continuidade da parcela majoritário do eleitor. E descidos a partir de hoje dos palanques públicos e eletrônicos nos quais habitaram nos últimos muitos meses – menos, naturalmente, o mentor de tudo isso, pois deste lugar ele não se arredará jamais – é sobre essas realidades que a futura presidente da República e seus conselheiros terão de mergulhar para organizar o seu governo e o seu programa administrativo.

P

rimeiro, deverão responder a duas perguntas cruciais: (1) é possível a continuidade do lulismo (este misto de política social com populismo, temperado pelo extraordinário carisma do próprio) sem Lula; (2) é possível continuar a política de Lula, principalmente a do segundo mandato, com grande incentivo ao consumo e gastos governamentais, diante das restrições macroeconômicas internas e externas que estão surgindo? As duas questões, em parte se misturam. A presidente (ou presidenta, como ela mesmo se diz, em duvidoso gosto vernacular) eleita passou toda a campanha ignorando, de público, as restrições econômicas, que aparecem para nós nas dificuldades de recuperação das grandes economias desenvolvidas, na guerra cambial e, internamente, no crescimento dos gastos governamentais nos últimos meses, num ritmo que até o Banco Central, com alguma cautela, considerou insuportável. Uma campanha de promessas, de vender o paraíso, de mostrar o Brasil que estava dando certo, não suporta este debate, segundo os cânones do marketing eleito-

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA ral brasileiro. O que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde, ensinou num momento de rara infelicidade, ao vivo e em cores, o embaixador Rubens Ricupero, então ministro da Fazenda do governo Itamar Franco e responsável pela pilotagem do Plano Real. Em auxílio a Dilma, diga-se que seu adversário, José Serra, com um currículo até aqui de austeridade fiscal, também se rendeu ao ideário das boas notícias na campanha. À margem do carnaval da campanha, assessores procuraram, em conversas reservadas ou em entrevista em off na imprensa, para públicos específicos (empresários e formadores de opinião), convencer que a exministra, agora presidente, não fugirá de um ajuste fiscal e de outros ajustes que se fizerem necessários – chegou-se até a falar em mudanças na Previdência. O eleitor não pode saber, apenas alguns iluminados. Antonio Palocci foi um dos mensageiros dessas novas, ele mesmo que teve um plano de sua lavra, de zerar o déficit nominal do setor público, desqualificado pela própria Dilma, na ocasião encastelada na Casa Civil com fortes poderes. As voltas que os cargos dão. Paulo Bernardo, também cotado para bisar no

ministério com Dilma, foi dos poucos que ousou tocar no assunto publicamente – mas muito discretamente. O desafio agora, se a opção for mesmo enfrentar as restrições macroeconômicas, é contar isso para o eleitor da continuidade, para os sindicalistas que se assanharam quando José Serra prometeu um aumento do salário mínimo para R$ 600, e para o funcionalismo público viciado nos últimos anos com boas doses de reajustes salariais. Sem contar a turma do BNDES, da Caixa Econômica, do Banco do Brasil. Se o ajuste for decidido e não for bem explicado, pode marcar um início de governo com decepções para a presidente. Collor virou um pato manco no dia em que congelou a poupança, depois de acusar Lula de ter a intenção de praticar tal violência. Fernando Henrique começou a enfraquecer quando soltou o câmbio, após as eleições de 1998. O eleitor até aceita promessas não cumpridas (ou cumpríveis) mas não aceita ser passado para trás.

É

nesse aspecto que Dilma pode aumentar sua enorme (quase impagável) dívida com Lula por tê-la retirado das prateleiras da mais renitente burocracia diretamente

Questões cruciais: é possível a continuidade do lulismo sem Lula? E é possível manter os gastos governamentais, diante das restrições macroeconômicas que surgem?

PREÇO A PAGAR

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para a cadeira presidencial – contra, inicialmente, a vontade de seu partido, o PT, e de aliados poderosos como PMDB e PSDB. Dilma e seu governo respirariam aliviados (e há gente tratando disso) se Lula aceitasse fazer algumas "maldades" econômicas nos dois meses que faltam para o fim de seu mandato. Só para lembrar: nos últimos 15 dias de seu governo, Fernando Henrique fez dois ajustes substanciais na taxa de juros, evitando que Lula tivesse de iniciar a caminhada no Planalto com medida tão desgastante. A dúvida é saber se Lula vai querer manchar seus mais de 80% de popularidade, tendo em vista que já abandonou inteiramente a idéia de renunciar à vida pública. A sobrevivência do lulismo sem Lula no Planalto passa, pois, pelas decisões a serem tomadas nos temas comentados acima. Decisões que comprometam o ritmo de crescimento do consumo dos últimos anos para as classes D e C podem gerar desencantos. A continuidade eleita ontem, que tem no lulismo o seu símbolo, é em parte incompatível com uma política de austeridade ou, como sabem os bons economistas, com um aperto monetário mais sério.

N

ão é por outra razão que já se forma no PT e nos partidos aliados uma corrente para que não se opte por esse caminho. O sonho, para essa corrente, não pode acabar, nem ao menos sem incomodado. Até se espalha em Brasília a informação (plantação) de que Lula teria aconselhado Dilma a manter os ministros econômicos, o presidente do BC, os presidentes da Petrobrás, do BB, do BNDES, para dar a sensação de que tudo ficará como está. Duvide-se. A descida do palanque é sempre uma dura realidade. Duríssima para os derrotados. E dura também para os vencedores, quando se vendeu ilusão demais na campanha. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

e todas as incontáveis vezes que o presidente Lula valeu-se da expressão "nunca antes nesse País", para enaltecer alguma iniciativa de seu governo, a que mais correspondeu à realidade ajudou de forma acentuada a eleger sua candidata Dilma Roussef presidente da República. Nunca antes nesse País o Estado confundiu-se tanto com o governo e este com um cabo eleitoral partidário, empenhado no resultado eleitoral sem nenhum constrangimento ou pudor em relação à legislação , à moral pública e a ética. Certamente há méritos pessoais da vencedora que devem ser respeitados, mas seria ingenuidade ou má fé considerar que sem o formidável peso da máquina pública em mãos dos petistas, incluindo as estatais, a vitória teria sido obtida. Poderia até ocorrer, mas o empenho desmedido usado, como nunca antes nesse País, transformando o presidente de todos os brasileiros em pungente cabo eleitoral, foi fator determinante. Como gosta de dizer o presidente Lula, numa metáfora futebolística, o que importa são os "três pontos" – e Dilma venceu a partida, ficando o desempenho do "árbitro" a seu favor fazendo parte das nódoas, do calor da disputa. Mas será ela quem subirá a rampa do Planalto. Esse espetacular empenho do presidente em favor de sua sucessora – passando por cima de tudo e de todos e fazendo alianças sem critérios, desde que favoráveis ao resultado eleitoral, valendo-se do aparato público, deixando de lado o dever de governar para fazer campanha, cooptar e conquistar apoios usando os recursos públicos – vai custar muito caro ao Brasil.

"fatura" será cobrada do próprio País, na pessoa da nova presidente , quando todos os compromissos de divisão do estado (já aparelhado), começarem a ser cobrados na divisão do butim. Ou seja: a partir de hoje, na montagem da equipe de governo, na escolha de ministros e demais membros da equipe do governo. A cobrança vai continuar, entre integrantes do PT e dos demais partidos que receberam promessas de continuidade em importantes setores do novo governo, dos que agora querem fazer parte e dos petistas que não pretendem abrir mão de espaços no governo. Vai custar muito caro também devolver ao País – se não piorar a situação – a valorização do comportamento ético, probo, de seus principais dirigentes. A consolidação do exemplo de Lula, de que valem

A

Certamente há méritos pessoais da vencedora, mas seria ingenuidade considerar que sem o formidável peso da máquina pública em mãos dos petistas seria obtida a vitória. os resultados sem importar os meios para perpetuar seu grupo no poder, desde que Dilma não restabeleça a ordem nesse sentido, nivelará o Brasil ao que de pior existe no cenário político mundial. Na presidência, Dilma terá a difícil missão de restabelecer a confiança no aparato público e na probidade do exercício de funções de confiança (que sua principal ex-assessora guindada por ela a ministra, ajudou a esgarçar). Também a de mostrar-se presidente de todos os brasileiros e não só dos que a elegeram – pois ficou evidenciado que os votos de José Serra formam também uma grande massa, além da eleição de muitos governadores e congressistas de oposição. custo da era Lula ,no aspecto moral, ainda será apurado historicamente, mas será alto. Para Dilma, pessoalmente, a eleição significa uma oportunidade histórica de consagrar-se por si mesma, para mostrar-se à altura do cargo, fazendo um governo de união, sem discriminações, não partidário (como foram os dois governos de Lula), voltado para todos os brasileiros e sem nepotismo e corrupção. Caberá também a Dilma, para resgatar-se a si própria e garantir seu lugar na história, libertar-se das pressões de setores do seu partido, de supressão de mecanismos democráticos e a favor de ações radicais. Terá ainda a árdua missão de contemplar as faturas do voraz apetite dos parlamentares que, no Congresso Nacional, deixaram surgir, pela manipulação saída da mesma Casa Civil (na época de José Dirceu), o famigerado mensalão, restaurando a dignidade à relação entre o Executivo e o Legislativo . A partir de agora, eleita, Dilma dependerá dela mesma para consagrar-se, ajudando de fato o Brasil a desenvolver-se harmonicamente, ou para enredar-se numa teia que levará ao fracasso – com penalização para os brasileiros. É bom todos nós lhe desejarmos sorte, competência, bom senso e orarmos por sua saúde.

O

PAULO SAAB É JORNALISTA E

Fundado em 1º de julho de 1924 Presidente Alencar Burti Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto, Antonio Carlos Pela, Arab Chafic Zakka, Carlos Roberto Pinto Monteiro, Claudio Vaz, Edy Luiz Kogut, Gilberto Kassab, Guilherme Afif Domingos, João de Almeida Sampaio Filho, João de Favari, José Maria Chapina Alcazar, Lincoln da Cunha Pereira Filho, Luís Eduardo Schoueri, Luiz Roberto Gonçalves, Moacir Roberto Boscolo, Nelson F. Kheirallah, Roberto Macedo, Roberto Mateus Ordine, Rogério Pinto Coelho Amato, Sérgio Antonio Reze

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ESCRITOR


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado e domingo, 30 e 31 de outubro, e segunda-feira, 1 de novembro de 2010

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NOSSOS LETRADOS SÓ AGORA COMEÇAM A DE SEN CANT AR- SE DO ESQUERDISMO REVOLUCIONÁRIO.

pinião

Grande descoberta

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e repente, parece que todas as mentes iluminadas do País descobriram aquilo que os documentos internos do PT, as atas do Foro de São Paulo e centenas de artigos que escrevi a respeito lhes teriam revelado dez ou vinte anos atrás, se consentissem em lê-los e se, malgrado suas profissões nominalmente letradas, não padecessem da obstinada insensibilidade brasileira à palavra escrita. Brasileiro só acredita no que vê. Não no que vê com os seus próprios olhos (a capacidade de inteligir diretamente da experiência é desconhecida na nossa cultura), mas naquilo que vê na televisão; ou naquilo que ouve da boca das "pessoas maravilhosas", cujas palavras dão visibilidade até ao inefável. Enquanto uma coisa não aparece no Jornal Nacional ou não é confirmada pelo testemunho de meia dúzia de pop stars, ela não existe, ainda que pose ante os olhares do mundo desde o alto do Corcovado ou no meio da Praça da Sé. Nélson Rodrigues falava do "óbvio ululante", mas em vão ululam os fatos mais espalhafatosos na Terra do "Eu não sabia!. Sem o nihil obstat apropriado, até um King Kong político como o Foro de São Paulo permanece abstrato e inacessível como uma hipótese metafísica escrita num papiro desaparecido. Mas recentemente até Caetano Veloso, Arnaldo Jabor, Hélio Bicudo, Carlos Vereza e Fernando Gabeira saíram gritando – e então as mentes iluminadas se abriram à revelação: descobri-

OLAVO DE CARVALHO

ram que o PT não é um partido normal, feito para alternar-se no poder com os demais partidos, e sim uma organização revolucionária criada para absorver em si o Estado e remoldá-lo à sua imagem e semelhança. Grande descoberta. Teria sido ótimo fazê-la quando o PT ainda tinha quinze por cento do eleitorado. Hoje ela soa como o verso de Manoel Bandeira, o mais triste do idioma pátrio: "A vida inteira que poderia ter sido e que não foi." Almas desencantadas com o esquerdismo revolucionário nunca faltaram no mundo, pelo menos desde a década de 30 do século passado. Uma delas, Ignazio Silone, chegou até a dizer que a batalha política final não seria entre comunistas e anticomunistas, mas entre comunistas e ex-comunistas.

psicótica, extirpando das almas o último resíduo de senso da realidade.

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A

diferença é que no Brasil de hoje essas almas, ao mudar de par tido, não percebem que o fizeram: falam de seus desafetos de agora como se estes não fossem os seus ídolos de ontem. Acusam com a inocência de quem não se lembra de ter sido cúmplice nem mesmo por um minuto. É fenômeno inédito no universo. Por toda parte são célebres os depoimentos de comunistas e "companheiros de viagem" arrependidos: Arthur Koestler, André Gide, David Horowitz, Guillermo Cabrera Infante, Victor Kravchenco, Louis Budenz, Emma Goldmann, Victor Serge – a lista não acaba mais. Em cada um desses casos a decepção política trouxe consigo o

impulso de uma revisão do passado, de uma aferição de responsabilidades. Na mais lacônica das hipóteses, vinha a confissão de Humphrey Bogart, que se tornou clássica ao resumir tão bem a vida de milhões de ex-militantes e simpatizantes: "Eu não era comunista. Era apenas idiota." No Brasil também se fazia assim. Da legião dos desiludidos com o PCB nos anos 50 – Oswaldo Peralva, Paulo Mercadante, Antonio Paim e tantos outros – nenhum se esquivou, que eu saiba, de pesar sua parcela de colaboracionismo na construção da

engenhoca stalinista. É que naquela época havia intelectuais, pessoas que a aquisição de uma cultura internacional havia libertado dos vícios do meio imediato. Hoje, esses requintes de consciência são coisas do passado. Só o que interessa agora é ficar bem na fita. Os fulanos dão tudo de si para consagrar o mito da santidade da esquerda, acendem mil velas a São Lulinha, aplaudem, lisonjeiam, babam de devoção, e depois, quando o ídolo falha às suas expectativas, saem esbravejando como se fossem vítimas e não

coautores do embuste. Nunca foi tão barato virar herói da noite para o dia. Não condeno essa gente do ponto de vista moral. Digo apenas que não há política séria onde as opiniões sobre o curso geral das coisas vêm amputadas de toda consciência autobiográfica. Só entendemos a História desde a nossa própria história. Quando o desejo de parecer bonito sobrepuja a necessidade de compreender a vida pessoal no contexto da História e vice-versa, é que, definitivamente, o apego às falsas aparências do momento se tornou uma obsessão

as, para piorar, não foi esse mesmo culto que consagrou o mito "Lulinha Paz e Amor"? Não foi a ânsia de enxergar virtudes imaginárias numa personalidade mesquinha, oca e vaidosa que levou tantos brasileiros a tapar os olhos ante um passado político no qual o futuro se anunciava da maneira mais clara e evidente? Não foi esse apetite de automistificação que induziu a classe letrada praticamente inteira a crer mais em alegações publicitárias e desconversas interesseiras do que em milhares de páginas de documentos e provas? De que adianta, agora, repetir o mesmo erro com signo partidário invertido? Ninguém pode tomar uma posição madura ante os fatos da História quando rejeita e encobre os da sua própria vida. Não há futuro para quem foge do passado. No entanto, ainda que do modo errado, essas pessoas estão do lado certo. Espero que esse lado vença, mas é claro que ele teria mais força se trocasse o bom-mocismo por um pouco de virilidade intelectual. OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA

AMIZADES FICAM MAIS COMPLEXAS Reprodução

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urante grande parte da história da TV, os seriados cômicos tratavam das relações em família. Desde The Dick Van Dyke Show a All in the Family até The Cosby Show, os programas de televisão geralmente apresentavam maridos e esposas, pais e filhos. Nos últimos anos, as coisas mudaram. Os programas de hoje são sobre grupos de amigos, sem parentesco, que têm tempo para flanar por apartamentos, cafés e locais de trabalho trocando comentários espirituosos sobre os outros e sobre as cenas transitórias. Como Neal Gabler escreveu há cerca de duas semanas no The Los Angeles Times, "nos últimos 20 anos – começando com Seinfeld e passando por Friends, Sex and the City e mais recentemente Desperate Housewives, Glee, The Big Bang Theory, How I Met Your Mother, Cougartown e pelo menos mais meia dúzia de outros programas, incluindo os novatos desta temporada Raising Hope e Better With You –, a televisão se tornou um tipo de máquina da amizade, distribuindo grupos de pessoas em contato íntimo e constante umas com as outras". Esse monte de comédias serve a uma óbvia função dramática. Numa época de cortes rápidos e roteiros frenéticos e entrelaçados (pensem em 30 Rock), elas ajudam a ter uma multidão de personagens à mão entrando e saindo das cenas. Mas a mudança também reflete algo mais profundo sobre os padrões de amizade na sociedade. Com as pessoas adiando o casamento e os filhos para os 30 anos, os jovens agora passam longos períodos da vida fora das famílias tradicionais, vivendo entre diversas tribos de amigos. Essas redes de amizade são emocionalmente complicadas e bem satisfatórias – terreno fértil para uma comédia de costumes. Então, quando essas pessoas se casam, as amizades se tornam o grande desafio. Norte-americanos de meia idade provavelmente agora vivem em famílias com duas fontes de renda. Mas apesar das pressões da carreira, eles não diminuíram o tempo que passam com os filhos. Em vez disso, eles sacrificaram o tempo que passam com os amigos. Então esse monte de comédias

DAVID BROOKS amigos brincalhões; os amigos da escola de seus amigos dos seus amigos da mesma etnia ou da mesma religião que a sua. Graças à maior igualdade entre os sexos, as pessoas agora têm mais probabilidade de se socializarem dentro de grupos mistos. Elas têm de descobrir como lidar com a tensão sexual dentro do grupo: se a erotização da amizade estraga o vínculo essencial; se o sexo entre duas pessoas dentro de um grupo de amigos ameaça destruir a química inteira do grupo.

Diferentemente dos seriados antigos, que mostravam o relacionamento dentro da família, os novos tratam de relações intrincadas, entre pessoas sem parentesco. servem a outro propósito da meia idade. Elas têm um apelo para as pessoas que desejam ver personagens ficcionais aproveitando longas e contínuas experiências de companheirismo para as quais esses norte-americanos não têm mais tempo ou energia. s programas também servem para um objetivo final. Eles ajudam as pessoas a negociar a transição entre amizades entre dois amigos e amizades de rede. Por toda a história, as amizades mais famosas foram entre duas pessoas. Como Ruth diz a Naomi, na história bíblica: "Aonde tu fores, eu irei; onde descansares, descansarei; teu povo será meu povo, teu Deus será meu Deus". Grande parte das celebrações ensaísticas da amizade também tem sido sobre o comprometimento total e profundo

O

que pode existir entre duas pessoas. Em seu livro, Os Quatro Amores, C.S. Lewis pinta um cenário maravilhoso desse ideal: "Não surpreende que nossos ancestrais considerassem a Amizade como algo que nos erguesse quase acima da humanidade. Esse amor – livre de instintos, livre de obrigações (mas aqueles que amam o assumem livremente), quase totalmente livre do ciúme, e livre da restrição de necessitar para ser necessário – é eminentemente espiritual. É o tipo de amor que se pode imaginar entre os anjos". as as amizades de hoje – as representadas nessas comédias e talvez na vida real – têm menos possibilidade de ocorrer entre duas pessoas. Em vez disso, os relacionamentos individuais tendem a estar profundamente encaixados em

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uma complexa rede de relações em grupo. E osso cria uma série de problemas sociais. raças às tecnologias dos sites sociais, as pessoas têm de resolver o quanto querem que suas redes de relacionamentos sejam focalizadas. As que têm redes muitos amplas podem ter uma grande disposição de amigos, mas caso a rede se amplie demais fica-se com nada – a não ser uma multitude dispersa de conexões superficiais. Pessoas com uma rede concentrada possuem um círculo menor de amigos, mas caso ele seja denso demais, ergue-se uma aborrecida e isolada fortaleza social. Graças à segmentação da sociedade, as pessoas têm de resolver com qual rigor devem separar seus diferentes círculos de amizade: os amigos do trabalho dos amigos de farra; os amigos artistas de seus

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inalmente, há a questão sobre se as amizades de grupo são mais ou menos satisfatórias do que a relação um a um, com mais intimidade. Numa época de Facebook, Twitter e aplicativos de localização geográfica, as pessoas estão trocando flexibilidade e conveniência pelo comprometimento verdadeiro? Em outras palavras, a amizade em grupo está borbulhando na vida televisiva porque os compromissos e as perplexidades das redes de amizade modernas estão borbulhando na vida nacional. O impressionante não é que a televisão esteja tratando tão bem as normas mutantes das redes modernas de amizade, mas que as outras instituições culturais as estejam tratando tão frugalmente.

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DAVID BROOKS É JORNALISTA, COLUNISTA DO NEW YORK TIMES E AUTOR DE A SOCIEDADE NA ERA DA INFORMAÇÃO E BUBOS NO PARAÍSO BURGUESES BOÊMIOS TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

Giba Um

3 Circula em São Paulo o

bilionário Nat Rothschild, que levantou US$ 1 bilhão (IPO) para seu fundo Vallar, na bolsa de Londres.

gibaum@gibaum.com.br

LULA // na festa de comemoração de seu último aniversário como presidente e lamentando que dia 2 de janeiro estará de volta a São Bernardo..

333 Voltando na semana passada do Campo de Tupi, Lula contou a Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras e Sergio Cabral, governador do Rio, depois de ter seu macacão lambuzado na plataforma de óleo do pré-sal, que quando vestiu seu primeiro macacão como operário, em 1960, no fim do primeiro dia de trabalho, notou que estava totalmente limpo. Aí, não teve dúvida: pegou a primeira lata de óleo que apareceu na frente e tratou de se lambuzar todo. A cena, a propósito, está reproduzida no filme Lula, o filho do Brasil. E ainda macacões: ele havia guardado o primeiro que ficou sujo numa visita, no primeiro mandato, a uma plataforma da Petrobras, “de lembrança”. Só que a governança do Alvorada encontrou, lavou e deixou pendurado no armário, limpinho.

São tantos macacões

OITENTÃO

A deputada estadual eleita pelo PDT do Rio, Myrian Rios, ex-mulher de Roberto Carlos (ela teve 22,1 mil votos) foi dar uma espiada na Assembléia Legislativa carioca, na semana passada. Do alto dos seus 52 anos, hoje transformada em escritora, apresentadora de programas católicos e missionária, Myrian, sempre bonita, distribuiu beijinhos e mais beijinhos entre parlamentares e funcionários da Casa. Até que um veteraníssimo servidor, cabelos brancos, não agüentou e suspirou perto dela: “Ah, dona Myrian, guardo até hoje aquela revista onde a senhora aparecia sem roupa”. Ela foi capa e recheio de Playboy, nos anos 90 e nos anos 70, posou duas vezes para Ele, Ela .

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DE FORA Como não conseguiu arrumar, até hoje, um bom nome para apresentar um talk show no final da noite, a Record News, que continua ficando um período fora do ar de madrugada, começará a apresentar o Tonight Show com Jay Leno, com legendas. Deverá ser exibido com uma semana de atraso. No canal Multishow, há algum tempo, é apresentado, com legendas (e com atraso) o Late Show com David Letterman. 333

SENSAÇÃO Cacá de Souza que, durante quase vinte anos foi modelo e relações públicas de Valentino, em Nova York está circulando pelas festas de Manhattan, levando pelas mãos a brasileira Heleninha Bordon, filha de Donata Meirelles, que faz estágio na empresa que toca a marca italianalá.Eganhou até umanota no Daily News, onde é chamada de “uma nova sensação brasileira”. Cacá tem dois filhos adultos de seu casamento com Sharlene Shorto, ícone das discos entre São Paulo, Rio e Nova York nos anos 70. 333

MISTURA FINA BELARMINO Iglesias e os filhos, que tocam o grupo de restaurantes Rubaiyat em São Paulo (têm também outras casas em Buenos Aires e Madri) desembarcam no Rio em janeiro, na região da Barra. O primeiro Rubayiat carioca sintetizará os paulistas, misturando carnes e frutos do mar.

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A SECRETARIA dos Transportes Metropolitanos de São Paulo esclarece que José Luiz Portella nunca presidiu o Metrô, que o acidente na estação Pinheiros, da Linha 4 (Amarela) ocorreu no oitavo dia útil da atual gestão (na época, Luis Carlos David presidia o Metrô) e que a suspensão da licitação das obras da Linha 5 deve-se à suspeita de formação de cartel entre as empreiteiras concorrentes. 333

Se, historicamente, Mick Jagger nunca se deu bem com Keith Richards, que acaba de escrever um livro onde até fala das pequenas dimensões intimas do líder dos Rolling Stones, suas filhas Georgia Jagger, 18 anos (esquerda) e Alexandra Richards, 24 anos, também são rivais no mundo das novas celebridades da moda e dos estúdios fotográficos, empatando no quesito nudez (as duas adoram) Georgia é filha da supermodelo Jerry Hall, já foi endeusada pela Vanity Fair e Alexandra, que já fez muitas capas, exibiu agora suas intimidades em Playboy.

Segunda geração

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Confissões de sertanejo 333 Não foi apenas o presidente Lula que teve sua iniciação com uma cabra, conforme sua famosa entrevista a Playboy nos anos 70: também o cantor sertanejo Leonardo, que tem seis filhos e um com cada mulher, confessa em Sexy que sua largada intima foi dada com generosas cabritas da roça. E como Lula, ele também quer fazer uma carreira política. Avisa que, em 2014, será candidato ao governo de Goiás. Na mesma matéria, garante que “já foi muito traído e continua sendo”. Depois, justitica: “Um homem sem chifres é um homem indefeso”.

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Sutiã de couro.

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Velhos tempos

Santos

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Sutiã de plástico.

De mudança Marisa Letícia, primeira-dama do país, já começou a mudança para o apartamento de São Bernardo, em São Paulo. Aos amigos mais chegados – e nesse grupo, formam cabeleireiros, maquiadores, cirurgiões plásticos e dermatologistas – confessa que o casal ganhou, nesses oito anos de Lula (no traço de Kácio) no poder, uma série de objetos dos quais gostaria de não se desfazer, mas que terão de ficar entre o Planalto e o Alvorada por determinação da lei. Também gostaria de manter uma funcionária da Presidência, que faz às vezes de assessora. Não vai dar: o maridão está encolhendo os seis funcionários aos quais terá direito na condição de ex-presidente. 333

333 NA LISTA da revista Vip das 100 mulheres mais sexies, quem se acha um tanto injustiçada é Bárbara Paz, na 99ª colocação e que está em temporada no teatro de São Paulo em Hell , de Lolita Pille. Quem foi rever Bárbara, mais madura, de lingerie, no espetáculo dirigido por Hector Babenco, também reclama da injustiça cometida.

DEPOIS de Cristiana Arcangelli e mais recentemente, Letícia Birkheuer, o empresário Marcos Faria namora Patrícia Abravanel, filha de Silvio Santos, que já foi casada com o cineasta Phillipe Carrasco.

Solução M D I E A U S I T A D O T A OS A C A L I A D O S C L R A O A T E R P E A L A O U R N O S E A R MA E R MO S L R E U N I S T A

O empresário e animador de TV, Silvio Santos, que chega aos oitenta anos em dezembro, está reformulando suas companhias: quer investir em vendas de eletroeletrônicos e móveis pela internet, encontrar um sócio para sua rede de lojas, passar para executivos de alto nível uma efetiva reestruturação na administração e na grade do SBT (ninguém acredita muito), manter e aumentar a ação das vendedoras deprodutos Jequiti a reduzir sua participação nos programas de auditório. Só que não gosta nem de ouvir a palavra aposentadoria . No Panamericano, tudo melhorou com a entrada da Caixa Econômica na sociedade. 333

333 A morte de Néstor Kirchner abre disputa para o cargo do secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). Os estatutos nada falam sobre quem assume a cadeira em caso de morte do titular, o que levou a cúpula da organização a marcar reunião para o dia 26 deste mês, em Georgetown. Apenas está estabelecido que o novo secretário-geral deverá ser de outro país integrante da Unasul. Detalhe: nunca foi uma cadeira cobiçada por Lula, como também não lhe provoca inspiração o cargo de diretor-geral da FAO (Food and Agriculture Organization). O Brasil deverá entrar nessa disputa com o nome de Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores.

E V E T A R A I U R A A A AS B A

Lula está arrumando as malas e marca novo recorde na história política do Brasil: trinta e sete ministros, o que pode ser contabilizado na série nunca antes nesse país . São 27 ministérios, oito secretarias e cinco órgãos, cujos representantes têm status de ministro. E 27 ministros são filiados a partidos políticos, sendo que oito dividem o comando do primeiro escalão. A maior fatia é do PT, que controla 14 ministérios, seguindo-se o PSB com dois e PV, PP, PCdoB, PDT e PR com uma pasta cada um. O número de ministros filiados a partidos era maior no começo do ano, quando 31 integrantes do primeiro escalão pertenciam a agremiações políticas. Depois, 11 foram disputar eleições em seus Estados. 333

A festa de quarto aniversário da Rolling Stone à brasileira, uma das raras versões de publicações estrangeiros que deram certo no país (a original foi lançada em 1967, em San Francisco, nos Estados Unidos), reuniu grande grupo de roqueiros e simpatizantes na The Week, em São Paulo, numa noite que tinha como tema A estrada do rock. Entre tantos que estavam lá, da esquerda para a direita, o veterano Erasmo Carlos (fez o show), Marjorie Estiano, atriz que tem seu lado cantora, Vanessa, Supla e Leilah Moreno. 333

A estrada do rock

É

a festa da Igreja Triunfante formada pelos bem-aventurados filhos de Deus que seguiram a Jesus Cristo e foram admitidos no Paraíso (a posse da visão Beatífica de Deus). Até o século V, a Igreja celebrava-a como memória dos mártires e, em 835, incluiu os os s do To de inumeráveis santos anônimos. sta Fe

C

Nunca antes

1º de Novembro

Por: José Nassif Neto Educação de nível universitário.

Interj. que exprime aprovação.

Incomum; não usual.

Aparar o pêlo; tosquiar.

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O NOVO projeto de Miguel Falabella é a encenação de Memórias de um gigolô, transposição do famoso romance de Marcos Rey para musical. Elenco de 25 atores, mais oito músicos. 333

OS MAIS diversos – e democráticos – caminhos podem levar ao sucesso: agora, a repórter da GNT (Happy Hour ), Diana Bouth está exibindo sua sensualidade no site Paparazzo. Só que ela tem muito know-how na área: nos tempos em que apresentava o Zona de Impacto, programa esportivo da SporTV, brindou seus admiradores, em 2005, com capa e recheio de Playboy.

E I N S D E I N O E C S U P P E O R I O U R

Fotos: Paula Lima

MAIS: conversa com Eike Batista e outros poderosos em reunião do JPMorgan. Detalhe: depois de Ronaldo, namorou Raica Oliveira

Outras sucessões

«

k Preferia que este dia nunca tivesse chegado.

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sábado e domingo, 30 e 31 de outubro, e segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Cevar.

Casa onde é guardada a veação, isto é, os animais mortos na caça.

Coloca-se no dedo para tocar violão.

Naquele lugar.

'Ilha', em espanhol.

Registro de época.

Concedi. Muito frio; gelado. A básica serve para medir o cus to de vida.

Decorar. Substância aderente.

Aquilo que não é mais.

Ligação. Placa de trânsito que indica parada.

Estar na posse de um bem.

Genitor.

Verdadeiro. Estado de espírito.

Empregar habitualmente. 'Ou', em inglês.

Natural do Peru.

'Nosso', em inglês. Conj. subor dinativa. Pertencentes a mim.

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Colaboração: Paula Rodrigues,Alexandre Favero

Floresta.

Prazo fatal para cumprir uma obrigação.

Escudo de insígnias e divisas.

Reza. Vazias. Prof. como a de Cândido Malta.

Membro das aves. 'Taxi', em inglês.

Lugar desértico. Norma social. 'Santo', em italiano. Decifrou o escrito.

(397) 2-or; 3-san; our; 4-isla; ermo; 5-iscar; 6-vearia;

Símbolo de roentgen.


p O

sábado e domingo, 30 e 31 de outubro, e segunda-feira, 1 de novembro de 2010

DIÁRIO DO COMÉRCIO

5 MÃEZONA Dilma estende a mão aos partidos de oposição. Nada de compadrios.

olítica

Brasil elegeu o n t e m a p r imeira mulher para a Presidência da República: Dilma Rousseff, do PT. Mesmo sendo ela estreante na seara de uma disputa eleitoral e tendo que concorrer com um nome forte da oposição, o exgovernador tucano José Serra, Dilma contou com a participação do cabo eleitoral mais popular do País, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que transferiu todo o seu elevado índice de popularidade e a promessa do "continuísmo". Com 92,53% dos votos apurados, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou às 20h04 de ontem que a petista tinha 55,43% dos votos válidos (excluídos brancos e nulos) e não podia mais ser alcançada por Serra, que, até então, totalizava 44,57%. Em um pronunciamento às 20h13, o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, anunciou oficialmente a vitória petista. Se dependesse dos números das primeiras pesquisas eleitorais divulgadas em 2007, entretanto, a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República jamais teria sido levada adiante. Em outubro de 2007, a pesquisa CNT/Sensus mostrava a então ministrachefe da Casa Civil com 5,7%. Essa mesma pesquisa, contudo, mostrava que cerca de 35% dos entrevistados poderiam votar em alguém apoiado por Lula. Com base nessa sinalização, Lula traçou um engenhoso plano para lançá-la na arena presidencial e colar sua imagem à de Dilma. A estratégia funcionou. O presidente também se empe-

CRIA DE LULA Presidente faz sua sucessora, uma ex-guerrilheira e ex-pedetista

Mesmo sem experiência na seara eleitoral, Dilma alcança a Presidência da República.

Sergio Moraes/Reuters

É DILMA

'A mulher dura cercada por homens meigos', como ela mesmo se define, é a nova presidente do Brasil

Estendo minha mão aos partidos de oposição. Da minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrios. DILMA ROUSSEFF

nhou em montar uma grande aliança política, que, além da adesão de aliados históricos do PT, como PSB e PC do B, incluiu o PMDB, que indicou o vice de Dilma, o deputado federal Michel Temer, presidente da Câmara.

Coube a Dilma o lançamento de uma das maiores vitrines do governo, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em 2007. No ano seguinte, Lula a batizou de "mãe do PAC". Como boa discípula, Dilma se autonomeou durante a campanha eleitoral de "mãe do Luz para Todos", programa do governo federal, criado em 2003, com o objetivo de levar energia elétrica às áreas rurais do País. E no decorrer da campanha, quando já liderava a corrida presidencial, assumiu de vez o instinto maternal e disse que pretendia ser, na Presidência, a "mãe de todos os brasileiros". No 2º turno, ela contou com 11 partidos: PT, PMDB, PC do B, PR, PDT, PRB, PSC, PSB, PTC,PTN e PP.

Discurso – Ontem, durante discurso em um hotel em Brasília, Dilma prometeu que seu governo irá garantir a liberdade de imprensa e religiosa – temas que geraram polêmica ao longo do 2º turno da campanha – e falou sobre a economia: "Cuidaremos da nossa economia com toda a responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios". Sobre os escândalos de corrupção que mancharam o governo Lula e ameaçaram a ascensão de Dilma – duramente atacada ao longo por causa das denúncias contra a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, considerada sua "braço-direito" – fez questão de enfatizar

Lula diz que Serra 'saiu menor'

Ela trabalha o tempo todo e não deixa nada sem solução. Não foi por acaso que sobreviveu à ditadura militar. FERNANDO PIMENTEL

que sempre valorizou a transparência na administração pública e que "não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito". À oposição, mandou um recado de conciliação: "Dirijome aos partidos de oposição e

aos setores da sociedade que não estiveram conosco nessa caminhada. Estendo minha mão a eles. Da minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrios". Tr aj e t ó ri a – Dilma nasceu em Belo Horizonte em 14 de dezembro de 1947 e na juventude militou contra o regime militar, atuando no Comando de Libertação Nacional (Colina) em Belo Horizonte, no final dos anos 60. Ela é classificada como durona, rígida, séria, competente, inteligente, extremamente dedicada ao trabalho. Implacável com quem enrola e exigente com os subordinados. Comandou o Ministério de Minas e Energia de 2003 a 2005, até ir para a Casa Civil com a queda de José Dirceu da Casa Civil no escândalo do mensalão. Na nova função, tornou-se uma "mulher dura cercada de homens meigos", como ela mesma definiu. Vida – A ex- ministra já foi filiada ao PDT, mas em 2000 filiou-se ao PT. Até o final deste ano, completará 63 anos. Dilma já casou e se separou duas vezes. Tem uma filha, Paula Rousseff Araújo, e é avó de um neto, Gabriel, que nasceu no dia 9 de setembro. Um de seus melhores amigos, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT), é quem melhor define a personalidade da nova presidente do Brasil: "Ela trabalha o tempo todo e não deixa nada sem solução. Além disso, acredita que não foi por acaso que sobreviveu à ditadura, quando chegou a ser torturada, sobreviveu para cumprir a tarefa da nossa geração e deixar um País mais justo e solidário."

Lucas Prates/AOG

Presidente destaca o que chamou 'de baixo nível da campanha por conta da agressividade dos tucanos'

O

presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem, após votar em São Bernardo do Campo (SP), que o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, "sai menor" da campanha eleitoral. Questionado se depois dos ataques de parte a parte haveria um distensionamento após a campanha, Lula afirmou: "Não fale de parte a parte. Essa campanha foi muito violenta de uma parte para outra, acho que o candidato Serra sai menor dessa campanha, porque a agressividade deles [tucanos] à companheira Dilma [Rousseff, do PT] é uma coisa que eu imaginava que já tivesse terminado na política brasileira". "Fui candidato cinco vezes, perdi três e vocês nunca me viram com a agressividade que

teve nessa campanha", reiterou. Lula ainda criticou a politização da religião e a "disseminação do ódio e do preconceito contra Dilma". Ele não quis cantar vitória de sua candidata, mas afirmou que, pelas pesquisas, é mais provável que ela ganhe. No entanto, ponderou que "em eleição e mineração" só se sabe o resultado no final. Lula descartou participar diretamente de um eventual governo Dilma. "Não existe nenhuma possibilidade de um ex-presidente participar de um governo do futuro presidente. Dilma precisa construir um governo que seja a cara dela, com jeito dela, com pessoas em que ela confie." Tiririca – O petista também criticou a tentativa do Ministério Público Eleitoral de impug-

nar a candidatura de Tiririca, eleito deputado federal pelo PR. "Acho uma cretinice o que querem fazer com Tiririca. É um desrespeito com os 1,3 milhão de eleitores dele." Lula atacou, sem citar o nome, o promotor Mauricio Ribeiro Lopes – que pediu à Justiça que Tiririca seja submetido à realização de um ditado e à leitura de um texto simples para verificação da condição dele de alfabetizado. "Tem que fazer a prova quem está querendo que ele faça a prova." O presidente Lula votou ontem por volta das 9h30 na escola estadual Doutor João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo. Ele estava acompanhado da primeira-dama, Marisa Letícia, do candidato derrotado do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadan-

te, do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), do senador Eduardo Suplicy (PTSP) e do deputado federal Frank Aguiar (PTB-SP). Lula decidiu não fazer nenhum pronunciamento para não ofuscar sua candidata nem sair do Palácio do Alvorada. De acordo com o assessor da Presidência, Gilberto Carvalho, na avaliação do presidente, "hoje [ontem] é [era] o dia é dela". Segundo ele, Lula "não será sombra do governo Dilma". Ele apenas deve criar um instituto para arquivar em um memorial o material relativo a seu período na Presidência, como cartas e documentos. Lula estuda levar Dilma à reunião do G20 em novembro na Coréia do Sul com o objetivo de apresentá-la à comunidade internacional. (Agências)

Ricardo Trida/AE

Lula rechaça a possibilidade de participar do governo da nova presidente: "Dilma precisa construir um governo que seja a cara dela, com jeito dela, com pessoas em que ela confie".

Antonio Anastasia eleito governador em Minas, e Aécio, senador

Futuro do PSDB está entre Aécio e Alckmin

Q

uando o PSDB foi fundado, em 1988, Aécio ainda era o tímido neto de Tancredo Neves, eleito dois anos antes deputado federal pelo PMDB. Passados 22 anos e três derrotas sucessivas dos tucanos para o PT na disputa pela Presidência da República, o ex-governador de Minas Gerais por dois mandatos – eleito no 1º turno deste pleito para o Senado com votação recorde – está entre aqueles que terão de mudar o PSDB. Ou melhor, reinventar o PSDB. Aécio tem tudo para ser o líder de oposição ao governo de Dilma. O que não se sabe é até onde vai sua disposição em enfrentar o PT. Bom negociador e conciliador, formado na antiga escola do avô, Aécio ainda precisa ser testado nesse papel de líder oposicionista. Em todo esse processo, haverá uma troca de gerações. Afinal, estão mortos os grandes caciques que assinaram o manifesto de criação do PSDB, como

Franco Montoro, Mário Covas e José Richa. A exceção é Fernando Henrique Cardoso, que tem quase 80 anos e está fora do jogo eleitoral de 2014. Apesar de quase oito anos mais velho do que Aécio, o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, pode ser incluído na geração jovem. Em contrapartida, Alckmin terá de lidar com o fato de "ser um paulista", entre tantos outros que já mandaram no PSDB, desagradando tucanos de outras paragens, como os do Ceará que sempre criticaram esse viés. E a derrota de Serra deverá desidratar ainda mais esse paulistismo do partido. A renovação do PSDB terá também de ampliar a base da legenda. Ao contrário de PMDB e PT, o PSDB nunca se espalhou pelo Brasil. Em 2002, foram eleitos 72 deputados federais. Depois, 65. A bancada no Senado também minguou. Nesse trabalho de recriar o PSDB, estarão Aécio e Alckmin ambos de olho em 2014. (AE)


p Novos governadores de 8 Estados e DF DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sábado e domingo, 30 e 31 de outubro, e segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O governo Lula se caracterizou pela intolerância. Espero que isso mude. Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil

olítica

Petista Agnelo Queiroz derrota mulher de Joaquim Roriz e é o novo governador do Distrito Federal. Disputa mais acirrada do 2º turno aconteceu em Roraima.

A

lém de decidirem quem vai dirigir o País nos próximos quatro anos, eleitores de oito Estados e do Distrito Federal também escolheram seus futuros governadores no 2º turno de votações. DF – O ex-ministro Agnelo Queiroz (PT) será o novo governador do Distrito Federal. Com 100% das urnas apuradas, o petista registrou 66,10% dos votos, contra 33,90% da adversária Weslian Roriz (PSC), mulher de Joaquim Roriz. Do total de 1.834.135 de votos, o novo governador recebeu 875.612 dos votos válidos. Queiroz, 51 anos, é médico e iniciou sua carreira política em Brasília, enquanto fazia residência. Na época, tornouse presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes. Ele foi eleito pela primeira vez deputado distrital em 1990, pelo PC do B. Em 1994 foi eleito deputado federal, cargo para o qual se reelegeu em 1998 e 2002. Queiroz foi também ministro dos Esportes de 2003 a 2006, durante o governo Lula. Em 2006 perdeu a disputa para o cargo de senador contra o exgovernador Joaquim Roriz. Em 2008 filiou-se ao PT, partido pelo qual foi eleito governador. Queiroz esteve envolvido em diversas acusações de corrupção, incluindo desvio de verbas e propina durante sua passagem pelo Ministério dos Esportes. A campanha no Distrito Federal foi marcada por muita polêmica. Joaquim Roriz colocou a mulher para disputar o pleito em seu lugar para fugir de uma eventual impugnação de sua candidatura em função da Lei da Ficha Limpa. Goiás – Com 100% dos votos apurados, em um total de 3.157.923, Marconi Perillo (PSDB) foi eleito para o governo de Goiás com 52,99% dos votos válidos, ou 1.551.132, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O candidato Iris Rezende (PMDB) recebeu 1.376.188 votos (47,01%). O índice de abstenção ficou em 22,20% (900.924). Os votos brancos somaram 1,51% (47.619) e os nulos, 5,80% (183.165). Foram apuradas 12042 seções. Pará – O ex-governador Simão Jatene (PSDB) retornou ao poder no Pará, eleito com margem folgada de votos numa disputa acirrada contra a governadora petista Ana Júlia Carepa. Com 92,72% dos votos apurados, Jatene registrava 56,20% dos votos válidos, contra 43,80% de Ana Júlia. Do total de 4.763.592 votos no Estado, o novo governador recebeu, até a noite de ontem, 1.743.382 votos. Nem que a candidata do PT recebesse os 346.748 votos restantes, ela alcançaria Jatene na disputa. Rondônia – Com 92,35% dos votos apurados até a noite, o candidato Confúcio Moura, do PMDB, já est a v a m a t e m a t i c amente eleito o novo governador de Rondônia. Confúcio registrava 58,98% dos votos válidos, contra 41,02% de João Cahulla (PPS). Do total de 1.078 402 votos no Estado, tinha, até o fim da noite, 393 051 votos. Nem que o candidato do PPS recebesse os 82.508 votos restantes, alcançaria Confúcio na disputa. Paraíba – Com 100% das urnas apuradas, Ricardo Coutinho (PSB) foi eleito governador da Paraíba, obtendo 53,70% dos votos válidos. Ele foi o preferido de 1.079.164 eleitores. Zé Maranhão (PMDB) terminou a disputa com 46,30% dos votos. A abstenção no Estado foi de 19,03%, ante 18,48% registrados no conturbado 1º turno. Piauí – O atual governador d o P i a u í , Wi l s o n M a r t i n s (PSB), foi reeleito governador do Estado. Com 91,06% dos votos apurados, Martins registrava 58,29% dos votos válidos, contra 41,71% de Sílvio Mendes (PSDB). Martins foi

'Que a candidata eleita cumpra o que se propôs'

vice de Wellington Dias de 2007 a 2010. Assumiu o governo em abril, quando o ex-governador renunciou para concorrer ao Senado. Alagoas – O atual governador Teotônio Vilela Filho, do PSDB, também foi reeleito ao comando do Estado de Alagoas. Com 96,56% dos votos apurados até a noite de ontem, o tucano registrava 52,80% dos votos válidos, contra 47,20% do adversário Ronaldo Lessa

(PDT). A eleição pôs fim a uma semana atribulada. Na última quarta-feira, a Polícia Federal indiciou Ronaldo Lessa por denúncias de superfaturamento em obras de macrodrenagem no Tabuleiro dos Martins, na capital Maceió. Também foram citados pela Operação Navalha da PF o exgovernador do Estado, Manoel Gomes de Barros, e o empresário Zuleido Veras, dono da construtora Gautama.

Roraima – Na disputa mais acirrada de todo o 2º turno, o atual governador José de Anchieta Júnior, do PSDB, foi reeleito ao comando de Roraima. O tucano obteve 50,41% dos votos válidos, contra 49,59% obtidos pelo adversário Neudo Campos (PP). No 1º turno, a disputa entre os dois também foi apertada: Campos recebeu 47,62% dos votos válidos, e Anchieta, 45,03%. (Agências)

FHC: PT e governo dinamitaram pontes Ex-presidente disse que não acredita em quem tem no currículo a destruição do bom relacionamento político

Monalisa Lins/e-SIM - 07.06.10

Gilberto Scofield/AOG

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Mário Tonocchi

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presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti, disse ontem – logo depois de anunciada oficialmente a vitória de Dilma Rousseff (PT) – que espera do novo governo, logo no início da gestão, uma agenda efetiva voltada para as reformas que o País, urgentemente, precisa. "Porque uma coisa é o momento eleitoral e outra é colocar em prática o que foi dito, como por exemplo, promover logo no início de sua gestão as reformas política, tributária e trabalhista. Se conseguir fazer isso poderá se consagrar". Ele lembrou que a presidente eleita só terá o apoio efetivo da sociedade se também fizer um governo voltado para todos os brasileiros "melhorando a nossa educação, saúde e infraestrutura, para termos um País competitivo no âmbito global". Burti disse também que espera uma gestão que assegure um ambiente econômico com menos

A campanha estadual em 2010 marcou ainda uma derrota para o ex-presidente da República Fernando Collor de Mello (PTB). Com 28,81% dos votos, ele não foi capaz de superar Ronaldo Lessa e deixou a disputa no 1º turno. Amapá – Com 95,16% das urnas apuradas, Camilo Capiberibe (PSB) foi eleito governador do Amapá com 53,66% dos votos computados. Lucas Barreto (PTB) teve 46,34%.

Presidente da ACSP e da Facesp pede a Dilma ação já

burocracia e impostos, e mais propício ao empreendedorismo, "como instrumento para ampliar o desenvolvimento econômico e social, a geração de empregos e riquezas para o País". Para o presidente da ACSP e da Facesp, o resultado das urnas só confirmou o que as pesquisas já antecipavam. "E mostrou também que a democracia no Brasil se instaurou de forma sólida e definitiva. É importante que a candidata eleita cumpra aquilo a que se propôs a realizar, pois a sociedade tem o direito de cobrar as promessas apresentadas espontaneamente durante a campanha aos cidadãos brasileiros. Porque essa é hoje a exigência da nossa democracia", concluiu.

ex-presidente Fernan- Henrique ironizou: "A prevido Henrique Cardoso são para hoje era de chuva. Eu não acredita que Dilma estava com um medo danado Rousseff criará pontes com a de que fosse chover, mas olha oposição para fazer mudanças esse sol todo". A hipótese de contribuição importantes, como a reforma da oposição, segundo FHC, política e a reforma tributária. "O Brasil precisa de pontes "depende de como ela (Dilma) (políticas). Porém, o governo proceda''. Segundo ele, o PT, do presidente Lula e o PT fo- nos últimos anos, "nunca acenou com proram dinamitap o s i ç ã o n edores de ponnhuma. O curtes", afirmou, rículo é ruim". dizendo que "O governo não pode acreO Brasil precisa Lula se caracditar em quem de pontes, mas a terizou pela tem no curríponte precisa ser i nt ol er ân ci a. culo a destruiEspero que isção do bom reconstruída. O PT so mude", afirlacionamento e o governo foram mou o ex-prepolítico. dinamitadores sidente, que O ex-preside pontes. voltou a critidente ressaltou que não FERNANDO HENRIQUE CARDOSO car o que chamou de "abuso tem mágoa de poder polípessoal do presidente Lula, mas fez ques- tico" do presidente Lula dutão de registrar que seu gover- rante a campanha. "Ele jogou no foi aquém das expectativas. todo o poder de seu prestígio e "O governo do presidente Lula de seus recursos materiais na e o PT foram dinamitadores de campanha eleitoral''. Fernando Henrique entenpontes'', afirmou, pouco antes de votar ontem, às 11h, no Co- de que o PT e o PSDB deveriam ter trabalhado essas propostas légio Sion, em Higienópolis. Antes de dar seu voto, ele fa- durante a campanha. E comlou com a imprensa e foi aplau- pletou: "Mas para isso, tem que dido pelos eleitores. Após sair criar um clima. O Brasil precida seção, ele conversou mais sa, realmente, pensar mais souma vez rapidamente com os bre o seu futuro. O PT, nesses jornalistas. Perguntado sobre últimos oito anos, nunca aceas pesquisas de intenção de vo- nou proposição alguma''. 'Civilizada' – FHC disse que to que apontavam vitória da candidata petista, Fernando fez uma "transição civilizada''

Depois de votar no Colégio Sion, FHC retornou a pé ao seu apartamento

de seu governo para o de Lula. "Eu esperava mais cooperação. Não participar do governo, mas (debater) temas nacionais. Isso não aconteceu.'' O governo do presidente Lula, segundo ele, foi marcado por intransigência partidária. "Um é bom, outro é mal, (para eles) no caso do PSDB eu sou o mal. Muito bem, essa é uma avaliação deles, mas nós precisamos avançar", disse FHC, ressaltando que, do contrário, a política do Brasil poderia continuar com tons binários. "Ou cara, ou coroa. Acho que ele (Lula) perdeu a oportunidade de ter construído uma democracia mais tranquila. Se ele (Lula) fosse menos agressivo, se ele tivesse uma visão mais pluralista, se fosse um

pouquinho mais humilde, teria sido melhor'', afirmou Fernando Henrique. CQC – Perguntado por um integrante do programa "CQC", da Rede Bandeirantes, se "não escorre uma babinha pela boca" de vontade de concorrer às eleições presidenciais de 2014, FHC respondeu: "Da minha parte não, mas do Lula pode ser". Ele afirmou que o próximo presidente precisará trabalhar para que o Brasil não só atenda às questões econômicas, que "são muito importantes", mas que lide melhor com temas sociais, com destaque para educação. FHC aceitou fazer fotos com vários admiradores. Depois de votar, retornou a pé ao seu apartamento, sendo muito cumprimentado. (Agências)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado e domingo, 30 e 31 de outubro, e segunda-feira, 1 de novembro de 2010

POLÍTICA - 7 Para os que nos imaginam derrotados: apenas estamos começando uma luta de verdade (...) José Serra, candidato tucano.

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Serra: foi apenas um 'até logo' O candidato derrotado do PSDB faz discurso no qual ressalta que continuará contribuindo em defesa da Pátria, da liberdade e da democracia. Nelson Almeida/AFP

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m s e u p ro n u n c i amento depois de confirmada a derrota nas urnas para Dilma Rousseff, do PT, o tucano José Serra desejou à presidente eleita "que faça bem para o País". Em sua única menção à adversária vitoriosa, Serra disse, no começo de seu discurso: "Os eleitores falaram e nós recebemos com respeito e humildade a voz do povo nas urnas. Quero aqui cumprimentar a candidata eleita Dilma Rousseff e desejar que faça bem para o nosso País". Serra deixou claro que deverá permanecer atuando na vida política, tanto que no final do p r o n u n c i am e n t o , a f i rm o u : " A m in h a m e n s agem de despedida não é um adeus, mas um até logo". Disse que disputou o cargo "com muito orgulho", ressaltando: "Para os que nos imaginam derrotados, quero dizer: nós apenas estamos começando uma luta de verdade. (...) Nós vamos dar a nossa contribuição ao País em defesa da pátria, da liberdade, da democracia, do direito que todos têm de falar, de serem ouvidos, da justiça social". Sem entrar em maiores detalhes, o tucano disse que sua campanha enfrentou "forças duríssimas" e agradeceu aos militantes e simpatizantes, assim como ressaltou especialmente o apoio recebido do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin. Serra, que votou no início da

tarde de ontem, procurou transparecer confiança na tese de que as pesquisas errariam de novo, como no primeiro turno, e defendeu que a alternância de poder "faria bem ao País". Após votar, ele almoçou no Palácio dos Bandeirantes com o governador Alberto Goldman e o prefeito Gilberto Kassab. À tarde, descansou em local não revelado. Durante a tarde, deixou a sede do governo e se dirigiu para um local não revelado, até a hora do pronunciamento, no comitê da campanha tucana, no centro de São Paulo. Oposição – O senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, e agora eleito deputado federal, descartou ontem, no Recife, depois de votar, a possibilidade de união nacional, independente de quem vencesse o pleito. "A campanha foi muito radical, muito violenta", explicou. "Se a campanha tivesse obedecido à lei, seria possível um projeto de união nacional, mas isso não se deu. Foi confronto o tempo todo", afirmou. Guerra defende que hoje mesmo os partidos se reúnam para começar a discutir uma grande reforma política. "Do jeito que está não dá para disputar eleição, que fica prejudicada na sua legitimidade", afirmou. "As regras que estão aí não servem para ninguém mais, nem para o adversário nem para a democracia". A seu ver, as eleições propor-

Hans von Manteuff/AOG

cionais foram desmoralizadas e as gerais foram "um festival de descumprimento da lei". O papel dos institutos de pesquisa também tem de ser reavaliado, disse, porque interferem nas intenções de voto. Contra a reeleição a presidente da República e a favor do voto distrital, Guerra destacou também o alto custo de uma eleição. "Temos de voltar a um patamar de realidade". Segundo ele, o PSDB fez uma campanha dentro das previsões. "O grande desequilíbrio foi a dimensão da campanha do adversário", afirmou. (Agências)

O ex-governador José Serra, no momento em que deixava a cabine de votação. Em pronunciamento feito à noite, após a derrota para a petista Dilma Roussef, o tucano insinuou que não deixará a vida política, ao dizer que a luta "está apenas começando".

Candidatos a 2014: uma troca de gerações Gleyciano Rodrigues/AE

Já começa o movimento de novas lideranças em direção às próximas eleições presidenciais.

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om a eleição polarizada entre Dilma Rousseff e José Serra, uma corrida política paralela foi deflagrada para garantir posições vantajosas na disputa de 2014. Alguns desses movimentos foram bem claros. É o caso do ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB) e da senadora Marina Silva (PV-AC). Mas há outros nomes já de olho em 2014: os governadores eleitos de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e do Paraná, Beto Richa (PSDB), além dos governadores de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB). Como Marina e Aécio, eles representam lideranças mais jovens que aproveitaram a eleição para se consolidar seu papel no cenário político. Aé-

cio, de 50 anos, ganhou tudo em Minas: elegeu-se senador com votação expressiva, emplacou o sucessor Antônio Anastasia (PSDB) no governo e garantiu a vaga de senador para Itamar Franco (PPS) – derrotando na mesma eleição o ex-ministro Hélio Costa (PMDB), e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT). O resultado credencia o tucano como melhor aposta do PSDB para a sucessão presidencial daqui a quatro anos. Marina Silva, de 52 anos, é nome consolidado para 2014. Credenciada por quase 20 milhões de votos no primeiro turno, mesmo com uma estrutura mínima de campanha e quase nenhum tempo de propaganda na televisão, ela foi a maior surpresa da corrida presidencial Sua campanha bem suce-

Marina deixa cabine de votação: uma provável candidata em 2014

dida formou uma base bem sólida para a próxima eleição. Tucanato – Eduardo Campos, de 44 anos, lidera o projeto nacional do PSB, que ampliou bastante sua representação no País. Cabral, de 47 anos, também se consolidou como maior liderança do Rio, deixando para trás grupos importantes representados pelo ex-prefeito

Cesar Maia (DEM) e pelo exgovernador Anthony Garotinho (PR). Será mais importante ainda se o PMDB decidir bancar um projeto de candidatura presidencial descolado da parceria com o PT. Entre os tucanos, Alckmin, de 57 anos, dá a volta por cima na sua trajetória política com a eleição para o governo de São

Dilma evita temas polêmicos Entre as propostas de governo não constam política para o câmbio, Previdência Social e reforma tributária

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éficit da Previdência Social, taxa de câmbio flexível e reformas tributária e política: nenhum desses temas, que dizem respeito à melhoria das contas públicas, à competitividade de produtos brasileiros no exterior, à qualidade da representação parlamentar e à melhoria dos partidos políticos constam do plano de governo da presidente eleita Dilma Rousseff. A questão do déficit da Previdência, estipulado atualmente em R$ 50 bilhões ao ano, e o câmbio flexível, para aumentar as exportações – com a valorização do dólar e a desvalorização do real– por

exemplo, são assuntos que preocupam os empresários e os agentes financeiros. O governo anunciou recentemente algumas medidas para conter a crescente valorização da moeda brasileira frente ao dólar, aumentando duas vezes o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que passou de 4% para 6% sobre investimentos de estrangeiros em renda fixa e aumentou de 0,38% para 6% a alíquota do imposto cobrado sobre a margem de garantia dos investimentos estrangeiros no mercado futuro. Governar para todos – A petista optou por apresentar um conjunto de 13 propostas

(veja o quadro) consideradas genéricas, enfatizando o compromisso de "governar para todos", o que repetiu em seu discurso de posse. O texto, porém, não estipula metas, nem entra em temas polêmicos – como a reforma agrária, bandeira histórica do PT. O programa foi apresentado seis dias antes das eleições de ontem, junto com os partidos aliados. A então candidata negou que o programa foi revelado tardiamente. "Nós expusemos as propostas em todos os programas de tevê, exaustivamente. Estamos agora formalizando as propostas, inclusive para o futuro", justificou a petista, na

ocasião da divulgação. De modo geral, Dilma se comprometeu a dar continuidade ao governo Lula, reforçando seus compromisso e fortalecendo a democracia política do País. Um ponto de destaque na carta de propostas é a intenção de favorecer a democratização da comunicação e a garantia da liberdade de imprensa. Ela se compromete a manter e aumentar os investimentos em programas do governo Lula, como o PAC, o Bolsa-Família, o Luz para Todos e o ProUni. Outro compromisso é erradicar a pobreza absoluta e apoiar o desenvolvimento da cidadania.(SK)

Paulo. Comandando o Estado mais populoso do País, passa a ter importância política para planejar uma nova campanha para o Planalto, após ser batido pelo presidente Lula em 2006. Beto Richa, de 44 anos, saiu da prefeitura de Curitiba para o comando do governo do Paraná, derrotando o senador Osmar Dias (PDT), que tinha o apoio de Lula e do governador Roberto Requião (PMDB). Os dois tucanos, porém, precisariam antes superar o bom momento de Aécio no partido. Troca de gerações – Na prática, a transição entre as disputas de 2010 e 2014 representa uma espécie de troca de gerações na política brasileira. Depois de dois mandatos, Lula deixará o governo com 65 anos. Pode até tentar outro mandato em 2014, mas já estará perto dos 70 anos. Os dois principais candidatos à sua sucessão também passaram dos 60 anos: Serra tem 68 anos e

Dilma, com 62 anos. é candidata quase certa à reeleição. Há ainda o deputado Ciro Gomes, de 52 anos, que sonhava com sua terceira campanha presidencial, mas viu o plano barrado pela direção do PSB e pelo próprio Lula e não disputou nenhum cargo este ano. Um bom resultado nas eleições, entretanto, não garante o sucesso dessas incubadoras políticas. O problema é que, tradicionalmente, a maioria dos partidos não desenvolve projetos de poder em âmbito nacional, concentrando as atenções nas disputas regionais, onde têm lideranças expressivas. O PMDB é o maior exemplo desse comportamento. Apesar de líder em número de parlamentares no Congresso e de sempre ter número expressivo de governadores, não lança um candidato à Presidência desde 1994, quando Orestes Quércia terminou em quarto lugar. (Agências)


p As quatro mulheres antes de Dilma DIÁRIO DO COMÉRCIO

8 -.POLÍTICA

sábado e domingo, 30 e 31 de outubro, e segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O pomo está maduro, colhe-o já, se não apodrece. Dona Leopoldina ao marido, dom Pedro I

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Dilma foi eleita, mas não será a primeira mulher a comandar o País. Houve outras: uma, quando éramos colônia e três (uma extra oficialmente), durante a monarquia Reprodução

Décio Viotto

com matéria prima europeia: a produção de sacos de aniagem e panos grosseiros para confecilma Vana Rousseff ção das roupas dos escravos – a mineira que por escapou de seu decreto. Com o estado mental abalat rê s d é c a d a s f o i gaúcha, a militante do, no Brasil ela passou a ser clandestina que virou econo- chamada de 'A Louca'. Morreu mista e acabou ministra – con- no centro do Rio de Janeiro, em trariou todas as expectativas e 20 de março de 1816, e está sese tornou a primeira presiden- pultada na Basílica da Estrela, te do Brasil. O fato, inédito no em Portugal. Sobre os tumulperíodo republicano, se deve, tuados dias em Lisboa que anentre outros fatores, à avalia- tecederam a vinda da família ção que a população brasileira real para o Brasil, atribuem-lhe fez dos mandatos do governo a frase lúdica: "Não corram de Luiz Inácio Lula da Silva. E, tanto, ou pensarão que estapela primeira vez na história mos fugindo". Nas graças do povo – Quem do Brasil, um operário passará a faixa da Presidência da Repú- chegou ao Brasil e, de cara, não agradou foi Carolina Josefa blica para uma mulher. Dilma – que ouve Bach, Vi- Leopoldina Francisca Fernanvaldi, Zezé di Camargo e Lu- da de Habsburgo-Lorena, nasciano, e o compositor, cantor e cida em Viena, no dia 22 de jafolclorista gaúcho Bagre Fa- neiro de 1797. Maria Leopoldigundes e coleciona obras de ar- na ou Leopoldina, foi arquidute no computador – começou a quesa da Áustria, primeira campanha com 14% das inten- imperatriz-consorte do Brasil ções de voto e, apoiada em e, durante oito dias, em 1826, uma ampla e cara assessoria, rainha-consorte de Portugal. ultrapassou os concorrentes, Casou-se com D. Pedro, em 13 foi para o segundo turno e su- de maio de 1817, por procuração e desembarcou no dia 5 de perou o tucano José Serra. O adversário, mais uma vez, novembro no Rio. Causou surpresa, pois os não aprendeu as lições da derr e i s e s p e r arota de 2002. vam uma bela Dilma, pelo princesa e menos, conseLeopoldina, guiu sorrir – Não corram tanto apesar do rosdigamos, exto bonito, era pressar um [nos dias que o b e s a . E e xpouco mais do antecederam a que um simvinda da família real t ra ordi na ri amente culta ples "xis" na para o Brasil], ou para a época, a boca. José Serpensarão que ponto de se inra esqueceu teressar até que seu partiestamos fugindo. por botânica e do era oposiDONA MARIA, 'A LOUCA' m in e r al o g ia . ção, e tentou Mas bastou o apostar na política da continuidade, mas apoio que deu à causa da independência para cair nas graças sem sucesso. Antecessora – Dilma toma do povo. O escritor e historiador Clóposse no dia 1º de janeiro de 2011 para governar por quatro vis Bulcão de Moraes, autor de anos, mas não será a primeira Leopoldina, a Princesa do Brasil, mulher a comandar o Brasil. editora Rocco, lembra que duAntes dela, três outras a ante- rante a viagem de D. Pedro I cederam em períodos diferen- para São Paulo, quem ocupava tes. Duas durante a monar- a regência do Brasil era ela, quia; e a primeira, quando ain- com plenos poderes. Foi Leopoldina que no dia 2 da éramos colônia. Maria Francisca Isabel Jose- de setembro de 1822 assinou fa Antonia Gertrudes Rita Joa- decreto da Independência, dena nasceu em 1º de dezembro clarando o Brasil separado de de 1734 e logo ganhou o título Portugal. E ela encaminhou de Princesa da Beira. Com a as- cartas recebidas da corte porcensão ao trono do pai, D. José I tuguesa criticando D. Pedro e o (1750-1777), passou a ser cha- aconselhou a proclamar a Inmada Princesa do Brasil. Foi a dependência. "O pomo está primeira mulher a governar maduro, colhe-o já, se não apoPortugal, o que fez efetiva- drece". Pedro, às margens do mente entre 1777 e 1792. A Ipiranga, seguiu os conselhos. O primeiro mensalão – Poumorte do marido e de um dos filhos teria irreversivelmente co antes da proclamação, o imafetado sua razão e, nos últi- perador convidou Domitila de mos 24 anos de vida (de 1792 a Castro Canto e Melo, que resi1816), quando morreu no Rio dia em São Paulo, a morar com de Janeiro, quem governou foi ele no Rio. A amante – que ganhou o título de Marquesa de seu filho, D. João VI. Coube a ela, em 1789, assinar Santos e havia sido camareira a pena de morte de Joaquim Jo- de Leopoldina – foi acusada de sé da Silva Xavier, o Tiraden- ter levado a imperatriz à mortes, embora outras versões te, em 11 de dezembro de 1826, apontem que ela queria trocar aos 29 anos. "Certo é que Domitila coa sentença por prisão perpétua. Aos demais conspirado- mandou o primeiro mensalão de que se tem notícia no País", res, o desterro para a África. D. Maria, que era conhecida diz Bulcão. "Acordo algum era como A Piedosa, por ser muito feito sem sua participação. As devota e ter construído a Basí- negociações aconteciam em lica da Estrela, proibiu rigoro- sua casa, para onde D. Pedro samente o funcionamento de encaminhava os políticos". "Assim, a Independência do manufaturas e teares no Brasil. Toda roupa, da camisa à bom- Brasil", de acordo com Clóvis bacha gaúcha, tinha de ser feita Bulcão, "está intimamente li-

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Jefferson Bernardes/AFD

Dilma Rousseff inaugura nova era. Pela primeira vez na história do Brasil, uma mulher receberá a faixa presidencial das mãos de seu antecessor, o ex-presidente – e ex-operário – Lula.

gada a duas mulheres – para o bem ou para o mal". O golpe na monarquia – A decisão de outra mulher acabou levando o Brasil à República. E ela, com certeza, ao assinar a Lei Áurea (13 de maio de 1888) sabia que era a gota d´água que faltava para desferir o golpe na monarquia. Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon nasceu no Rio em 29 de julho de 1846. Primeira filha de D. Pedro II, assumiu o trono diversas vezes quando o pai viajava a Europa para tratamento médico – tinha diabetes e problemas no fígado. Ela governou o Brasil três vezes: de 1871 a 1872, de 1876 a 1887 e de 1887 a 1888, quando abraçou a causa abolicionista e se declarou "Madrinha dos Escravos". Em 17 de novembro de 1889, dois dias após a proclamação da República, a família real foi banida para a Europa. O decreto só foi revogado em 1920. Isabel se fixou na França, onde morreu, em 1921. Estudo de Mathias Mesenhöller, pesquisador do Centro de Ciências Morais, História e Cultura da Europa Central, publicado pela revista GEO Brasil, aponta que mais de 80 mulheres foram eleitas chefes de Estado ou de governo, desde 1945. Mais de 90% delas só após 1979, com a eleição de Margaret Thatcher, e, principalmente, nos anos 90. A conta ainda não incluía Dilma. Ao desembarcar no Brasil, D. Leopoldina (acima), mulher de D. Pedro I, foi um espanto. Ela era obesa. Mas bastou apoiar a Independência para cair nas graças do povo. Ao assinar a Lei Áurea, a princesa Isabel (ao lado) sabia que aquela penada poria fim à monarquia de sua família no Brasil.

D. Maria, a 'Louca' (à esquerda): coube a ela, em 1789, assinar a pena de morte de Tiradentes. Já a Marquesa dos Santos (à direita), extra oficialmente, participava de tudo: os acordos eram feito com sua participação e na sua própria casa.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado e domingo, 30 e 31 de outubro, e segunda-feira, 1 de novembro de 2010

POLÍTICA - 9 Mesmo se Aécio se filiar ao PMDB, o PSDB tem Alckmin. Celso Roma, cientista político da USP

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Revoada compromete plano de tucanos Debandada jamais vista de aliados enfraquece a democracia e a consolidação do PSDB Patrícia Cruz/ LUZ - 28.09.10

Décio Viotto

lhães, para ser presidente, também morreu. E em 6 de março de 2001, outra liderança a mata, tucanos tucana, o governador licenciagostam mais de do Mário Covas, faleceu após pular de galho em uma longa luta contra um cângalho do que de cer no abdome. Primeira derrota – Nas eleivoar. Nas eleições presidênciais de 2010, resolveram bater ções de 2002, Serra virou o noasas, provocando uma deban- me natural do PSDB para disdada jamais vista no PSDB. O putar a Presidência da Repúresultado, esperado ainda no blica. Sua administração no Ministério da Saúde era elo1º turno, se confirmou agora. José Serra perdeu a disputa giada, e ele tinha total apoio da pelo Palácio do Planalto pela máquina partidária. Saiu na segunda vez . Na primeira, em frente, mas sua campanha não 2002, para Luiz Inácio Lula da decolou e perdeu para Lula, que vinha de Silva; e agora, três derrotas. para Dilma Em 2006, Rousseff. Geraldo AlckCom mais Mesmo se Aécio min agiu mais esta vitória, o se filiar ao PMDB, rápido e amarPartido dos o PSDB tem rou os apoios Tr a b a l h a d oAlckmin. É um de que precir e s ( P T ) e nnome conhecido sava dentro do campa o projepartido. to de 20 anos e conseguiu levar Quando no poder, com a eleição de 2006 Serra tentou se o qual sonhapara o 2º turno. articular, era va o ministro CELSO ROMA (USP) tarde. Naquetucano das la eleição, Lula C o m u n i c ações Sérgio Motta para o perío- só não levou vitória no 1º turno do que se iniciou com o então em virtude da votação recebigoverno de Fernando Henri- da pela senadora Heloísa Heque Cardoso. A expectativa de lena, do PSol. Na eleição deste ano, o canMotta era a de que vários governos do Partido da Social didato da vez seria Aécio NeDemocracia Brasileira (PSDB) ves. Porém o mineiro foi bloou de seus aliados se sucedes- queado pelo PSDB paulista, sem após o segundo governo comandado por Serra. Recude FHC. Mas o destino e a fata- sou a oferta da candidatura a lidade impediram a concreti- vice e o apoio, no princípio, negado. Aécio justificou o abanzação do projeto. Motta morreu em 22 de abril dono da candidatura a vice de 1998, e logo depois, em 29 de afirmando que a nacionalizaabril do mesmo ano, o deputa- ção da disputa em Minas Gedo federal Luiz Eduardo Ma- rais seria um risco à eleição de galhães, do Partido da Frente Anastasia como seu sucessor. Fora dos santinhos – Ainda Liberal (PFL), preparado por seu pai, Antonio Carlos Maga- em Minas, outros candidatos

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Roberto Castro/AE - 28.01.98

Celso Roma: Aécio é forte pré-candidato à sucessão de 2014

aliados a Serra também não colocaram seu nome e, muito menos, sua foto em santinhos. O material de propaganda não fazia referência ao candidato à Presidência com o número 45. Em Juiz de Fora, principal cidade da Zona da Mata e domicílio eleitoral do ex-presidente Itamar Franco, eleito senador pelo Partido Popular Socialista (PPS), nos santinhos impressos o campo reservado ao candidato à Presidência estava em branco. Apareciam abraçados Aécio Neves, também eleito para o Senado, Itamar Franco e Antonio Anastasia (PSDB), reeleito governador. Em Sergipe, o tucano Albano Franco não se elegeu senador e fugiu de carreata com Serra em Itabaiana, a 54 km de Aracaju, ainda no 1º turno. Para piorar o constrangimento, Emanuel Cacho, candidato O sonho do ex-ministro Sergio Motta para os tucanos está se tornando realidade. Só que para os petistas.

derrotado do PPS ao Senado, lembrou o fato durante o comício: "Ele correu, é uma vergonha. Albano vota em Dilma." Independentes – No Paraná, Álvaro Dias não chegou a tanto. Depois de ser cotado para ser vice na chapa de Serra, foi trocado e acabou apoiando, junto com o PT, o irmão Osmar Dias, do PDT, que perdeu o governo do Estado para o tucano Beto Richa. No Amazonas, Arthur Virgílio, combativo senador tucano, sentindo a maré contra, lançou sua campanha como "independente". Descolou seu nome de Serra, não se reelegeu e atribuiu a derrota à fraude eleitoral. E a debandada não foi apenas de nomes. Atingiu partidos inteiros, como o PSC, o PP, e, finalmente, o PTB, de Roberto Jefferson. Cristianização – Esses fatos, mantidas as devidas propor-

ções, relembram episódio cessão de 2014, segundo Celso ocorrido no passado. A eleição Roma, cientista político com presidencial de 1950 foi aguar- doutorado na Universidade dada com muita expectativa, de São Paulo (USP) e especiapois colocou em primeiro pla- lista em eleições e partidos pono os articuladores do golpe líticos, com foco no PSDB. "Mesmo se Aécio se filiar ao que derrubou o Estado Novo. Eles lançaram pela União De- PMDB, o PSDB tem Alckmin. É mocrática Nacional (UDN) o um nome conhecido do eleitobrigadeiro Eduardo Gomes. O rado e conseguiu levar a eleiex-ditador Getúlio Vargas con- ção de 2006 para o segundo correu pelo Partido Trabalhis- turno." Para Romano, apesar ta Brasileiro (PTB). O então de essas vitrines serem imporPartido Social Democrata tantes, elas não conseguem (PSD), que esperava o apoio de substituir bases que "já deveVargas, ficou sem opção e lan- riam estar instaladas por todo çou o mineiro Cristiano Ma- o território nacional". Urnas – Ouchado. Definitra morte das as candianunciada, e daturas, as que acabou principais liEnquanto o não ocorrenderanças políPSDB for um do, foi a dos ticas do País partido de caciques, D e mo c r a ta s . perceberam sem muitos índios Celso Roma q u e d i f i c i lpara serem diz que o demente Vargas sempenho do perderia liderados, a partido "não a q u e l a e l e icristianização foi tão desasção. Foi assim é inevitável. troso quanto que líderes do ROBERTO ROMANO (UNICAMP) se previa, e PSD abandoque seus dirinaram seu candidato para apoiar Getúlio, gentes se animaram com a vique venceu. Desde aquela épo- tória em terras catarinenses, ca, sempre que partido ou alia- onde o presidente Lula pediu do abandona sua candidatura aos eleitores a extinção do em favor de outro, afirma-se DEM. E a resposta veio direto das urnas. que o partido se cristianizou. Roberto Romano também Inevitável – Para o professor de Ética e Política da Unicamp, concorda que o DEM não está Roberto Romano, enquanto o acabado, mas, citando MaPSDB for um partido de caci- quiavel, explica que "quem ques, sem muitos índios para não cresce, diminui, enquanto serem liderados, "a cristianiza- outros crescem". Na política, dizem os pensação é inevitável". Na eleição deste ano, o PSDB dores da República, não exismanteve os governos de São tem espaços vacantes, guardaPaulo, Minas Gerais e Paraná. dos para os que se tornaram Essa relevância no cenário na- fracos. E a força só se conquista cional coloca Aécio Neves co- com força. Tanto na guerra como forte pré-candidato à su- mo na política. Patrícia Cruz/ LUZ - 09.09.10

Roberto Romano reproduz Maquiavel: "Quem não cresce, diminui, enquanto outros crescem".

'Guerrilheira' Dilma vence na Cisjordânia Mas Serra leva eleição em Israel e na China. No Twitter, Chávez chama Dilma de "gigante". Mais de 180 observadores internacionais acompanharam a eleição. Danaiela Kresch/AOG

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e acordo com as representações diplomáticas do Brasil em Israel e na Cisjordânia, Dilma Roussef e José Serra repetiram o cenário do primeiro turno. A candidata petista foi a favorita entre os brasileiros em Ramallah, enquanto o tucano ganhou entre os que votaram em Tel Aviv. Na China, Serra venceu com folga: 215 votos, contra apenas 49 para Dilma. Houve eleições em três cidades chinesas. O Tribunal Superior Eleitoral divulgou um balanço às 16 horas informando que eleitores que vivem em 62

países já haviam votado para eleger o próximo presidente. Brasileiros podem votar em 86 países, sendo que o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal é o responsável pelas eleições no exterior. Em Nova York, alguns brasileiros resolveram votar fantasiados, em comemoração ao Dia das Bruxas. Entre as fantasias estavam a de Alice no País das Maravilhas, marinheiro, gaúcho e mineiro chileno. Nova York é o maior eleitorado brasileiro no exterior, com 21.076 eleitores registrados. Serra venceu o segundo turno, com 71% dos votos

Na cidade de Tel Aviv (Israel), brasileiros participam do segundo turno das eleições presidenciais.

válidos. Dilma teve 29% dos votos válidos. Serra havia vencido o primeiro turno, com 45,2% dos votos válidos e

Dilma teve 26,5%. "A eleição fechou uma trajetória improvável para a ex-guerrilheira Dilma – uma

história que começou na prisão e passou por uma tortura brutal nos anos 1970 até ela se tornar a primeira mulher a liderar a maior economia da América Latina", escreveu o New York Times. Chávez – O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, demonstrou confiança ontem, em seu perfil na rede de microblog Twitter, na vitória da candidata do PT à Presidência da República.

"Hoje (ontem) Dilma chega à Presidência do Brasil. Será outra gigante!! Seguiremos fazendo a pátria gigante!!", escreveu Chávez. Observadores – O presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, informou que 187 observadores estrangeiros de 45 países acompanharam o segundo turno das eleições. Com a vinda desses observadores, foram assinados memorandos de cooperação com alguns países, como o México, os de língua portuguesa, os Brics (Rússia, Índia e China) e a África do Sul.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sábado e domingo, 30 e 31 de outubro, e segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Os tucanos erraram na dose de virulência verbal, de ataques pessoais, de acusações infundadas. Tarso Genro (PT), governador eleito do RS

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Dirceu: 'Não quero, não posso, não devo' Ex-ministro do presidente Lula volta a negar participação do governo de Dilma, sua sucessora na Casa Civil Filipe Araújo/AE

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ex-ministro José D i rc e u a f i r m o u ontem que participou ativamente da campanha de Dilma Rousseff, costurando apoios nos Estados e viajando por todo o Brasil, mas não fará parte do governo da presidente eleita. Disse que, antes, quer ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), onde responde a processo por formação de quadrilha. "Não quero, não posso e não devo participar", disse ele quando perguntado se vai ser ministro do novo governo. "Antes, tenho que responder perante a Justiça, até em respeito àqueles que me apoiaram em todo o Brasil. Eu fui eleito deputado estadual, três vezes deputado federal, fui ministro. Acho que devo prestar contas a Justiça". Dirceu acha que será absolvido pelo STF. "Tenho certeza da minha inocência, que vou ser absolvido". Ele afirmou ainda que a Procuradoria-Geral da República, que o acusou de ser o chefe da quadrilha do mensalão (o procurador da época era Antonio Fernando de Souza), é que deve provar se tem ou não culpa. O ex-ministro afirmou que o tucano José Serra lutou, fez por merecer a candidatura. A campanha de Serra atacou muito Dirceu. Para o ex-deputado, o que passou, passou, embora se julgue injustiçado. 'Equívoco' – "Evidente que foi uma campanha de baixo nível, eu particularmente me

Nada feito: "Antes, tenho que responder perante a Justiça, até em respeito àqueles que me apoiaram em todo o Brasil".

sinto agredido pela campanha que ele (Serra) fez contra mim, desnecessária e descabida porque ele não ganhou nenhum voto por isso. E covarde. Porque eu não tive direito de resposta. O TSE não avaliou nem o mérito, alegou que quem não é candidato não pode ter direito de resposta, o que eu considero um equívoco". Ele ressaltou não ter pleiteado cargo na coordenação da campanha dilmista. "Sei qual é o meu lugar no Brasil". Um dos primeiros a chegar, às 8h05, o petista dispensou a "blindagem" que usou no 1º turno da eleição presidencial. Na ocasião, ele entrou por uma porta lateral da universidade particular que abriga sua zona eleitoral. Sem enfrentar fila e chuva, evitou um déjà-vu de 2006, quando foi rotulado

BOCA DE URNA Nos locais de votação, um painel do Brasil

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s vésperas do feriado prolongado, os eleitores que compareceram às urnas, ontem, presenciaram uma espécie de replay do 1º turno, com pequenas variações. Por todo o País, políticos dos mais variados escalões e personalidades foram acompanhados por batalhões de repórteres e fotógrafos enquanto entravam e saíam das cabines, invariavelmente com um sorriso no rosto.

Sem fugir ao figurino, todos declararam esperanças na consagração do seu candidato, quase sempre de forma claramente explícita. Acompanhe abaixo alguns desses momentos, que agora fazem parte da história eleitoral brasileira. O governador paulista Geraldo Alckmin, Tiririca, o ex-ministro Antonio Palocci, o deputado Paulo Maluf e até um eleitor que morreu antes de votar.

Ayrton Vignola/AE

de "bandido" por eleitores e virou alvo de uma nova modalidade de protesto: arremesso de pastéis. Os fantasmas do mensalão, se hoje presentes, não assombraram o ex-ministro. Acompanhado de dois assessores, com óculos escuros no bolso e ar despreocupado, Dirceu recusou proposta de passar à frente das três pessoas que aguardavam na fila.

No máximo, eleitores lançaram olhares curiosos ao acusado, em 2005, de comandar um suposto esquema de pagamentos mensais a deputados. Defender-se das acusações no STF (Supremo Tribunal Federal) é prioridade de Dirceu em 2011. "Agora quero ser julgado. Fui pré-julgado, linchado", afirmou. Se a vida política está descartada por ora, ele disse que a história pode mudar se "for absolvido". O ex-deputado disse que abraçou a candidatura de Dilma Rousseff. "Lutei por ela, dediquei esses dois anos à candidatura dela, fiz o que devia. Acho que ela nos representou tão bem que hoje foi eleita". Ao chegar ao hotel onde Dilma discursou, Dirceu foi recebido com gritos:: "Dirceu, guerreiro do povo brasileiro". (AE)

Petistas fazem a festa na Paulista Mal constataram que Dilma estava eleita matematicamente, petistas correram para a avenida para festejar

VOCÊ POR AQUI? Antes de votar, o governador paulista Geraldo Alckmin se depara com eleitor que usa a máscara do candidato tucano, José Serra. Evelson de Freitas/AOG

SÓ APERTAR O BOTÃO Suspeito de não saber ler e escrever, o palhaço Tiririca, deputado federal mais votado do Brasil, agora na condição de eleitor. Célio Messias/AOG

Eduardo Knapp/Folhapress

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oucos instantes depois de Dilma Rousseff (PT) ter sido matematicamente eleita a primeira mulher presidente do Brasil, um grupo de 500 pessoas iniciou uma festa vibrante, ao som de buzinas, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, com dezenas de bandeiras – entre elas as do PT, do PDT, do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e da Força Sindical. "A eleição de Dilma será a continuidade do governo do presidente Lula, que foi muito bom para os trabalhadores do País inteiro", disse o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, do PDT-SP. "Com Dilma, esperamos avançar nas conquistas sociais, entre elas a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas, o fim do fator previdenciário e a regulamentação da licença de seis meses de maternidade", ressaltou.

Paulinho destacou que é bem provável que o governo Dilma, que conta com o apoio da maioria dos parlamentares na Câmara e no Senado, consiga a aprovação da Reforma Política. Contudo, ele não tem tanta segurança de que a Reforma Tributária possa ser aprovada até o final do próximo ano, pois é um assunto bem complexo que envolve vários entes da federação. "A eleição de Dilma mostra que o Brasil é um País maduro, tem um povo consciente e trabalhador e pode, sim, ser governado por uma mulher", comentou o deputado. Trocadilho – Os sindicalistas, junto com um grande carro de som preto, chamado Apocalipse, trouxeram um boneco de três metros de José Serra com dois chifres na testa e uma faixa na cintura escrita: "Xô, Satanás!". Em seguida, eles estenderam uma faixa com a seguinte frase: "Serra, desta vez, vê se encerra".

NO DOMICÍLIO Na folia: eleitores de Dilma comemoram a posse dela na Paulista

"Não esperava que uma mulher seria eleita tão cedo no Brasil, mas quando Dilma (candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff) teve sua candidatura oficializada, eu tive certeza de que ela seria a sucessora do presidente Lula (Luiz Inácio Lula da Silva)", afirmou a aposentada Renata Beloti. Ela foi uma das cerca de 80

Genro: 'tucanos erraram na virulência'

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governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), disse que "os tucanos erraram na dose de virulência verbal, de ataques pessoais, de acusações infundadas", ao analisar as tendências eleitorais detectadas ao longo do segundo turno da campanha para a presidência da República, ontem, em Porto Alegre. Ele também considerou que, "como é natural em um processo democrático, (as acusações) são reproduzidas fartamente pela imprensa e também são reproduzidas as respostas". Para o governador eleito, "o povo brasileiro sentiu que nessa virulência, nesse exagero,

estava algo que estava querendo ser escondido; e o que estava a ser escondido era na verdade o sucesso do projeto socioeconômico representado pelo governo Lula". Tarso sustenta que a população percebeu que Dilma Rousseff, candidata do PT, representa a continuidade do desenvolvimento que o Brasil quer ter depois de acumular uma cultura política democrática e avanços sociais. "É isso que está nos dando a vitória, já que ela (Dilma) foi identificada correta e plenamente com esse trabalho positivo que o presidente Lula desenvolveu nesses oito anos", avaliou o gaúcho.

pessoas que começaram a comemorar a vitória de Dilma no vão do Masp, em evento promovido pela Força Sindical e pelo PDT, quando surgiu a primeira informação, às 19h05, de que a pesquisa boca de urna do Ibope indicava que Dilma seria eleita com 58% dos votos válidos, enquanto o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, teria obtido 42%. (AE)

Abstenção no 2º turno registra mais de 20%

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úmeros divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após 99,59% da apuração da eleição de ontem revelavam uma taxa de abstenção de 21,47% no 2º turno. No 1º turno, não compareceram às urnas 18,1% do eleitorado. No Brasil, eleição em 2º turno costuma ter maior abstenção, mas desta vez, com o feriado prolongado, havia o temor de que menos pessoas fossem às urnas votar. Em 1989, no 1º turno, a abstenção foi de 11,9% e, no 2º turno, de 14,4%. Nas eleições de 1994 e 1998, vencidas no 1º turno por Fernando Henrique Cardoso, as taxas foram, respectivamente, em turnos únicos, de 17,8% e de 21,5%.

Nos processos eleitorais que levaram Lula à Presidência em 2002, a abstenção foi de 17,7% e 20,5%, no 1º e 2º turno, respectivamente. Para o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski, além do feriado, a redução do número de candidatos a governos estaduais também pode ter contribuído para a abstenção . "Muita gente deixou de comparecer às urnas porque eventualmente o candidato de sua preferência não participa do segundo turno". O ministro classificou a votação como "muito tranquila", destacando o fato de não terem sido registrados incidentes graves entre eleitores. (Agências)

O ex-ministro da Fazenda e coordenador da campanha da petista à Presidência votou em Ribeirão Preto (SP). Uiny Miranda/AE

CONVERSA DE BALCÃO Ameaçado pela Lei da Ficha Limpa, o deputado Paulo Maluf aguarda decisão do STF conversando com mesários. Lúcio Távora/AE

ÚLTIMO ESFORÇO O aposentado Abílio Domingos Lourido Viana não resistiu: morreu logo após votar em Rio Vermelho, em Salvador (BA)


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cEm 600 telas, todas as memórias do Metrô DEDICAÇÃO Uma vida dedicada a acompanhar a evolução do Metrô paulistano.

idades

SEM TABU Hoje a presença feminina nos canteiros de obra não é mais tabu.

Fotos: Reprodução

Há 37 anos, a artista plástica Diana Dorothéa Damon, hoje com 81 anos, teve de vencer a superstição de que mulher em obra do Metrô era sinal de azar. Munida de telas e tintas, ela obteve autorização para registrar em aquarela toda a evolução da construção do mais importante meio de transporte de São Paulo. Foram mais de 600 telas. Parte desse precioso acervo de memória da cidade está exposto na Estação Paraíso. A máquina shield, o "tatuzão", encantou a artista.

Diana é uma das maiores entusiastas do metrô de São Paulo, que vem retratando em aquarelas há 37 anos. À esquerda, a construção da estação D. Pedro II. Diana pintou mais de 600 telas e hoje vê com orgulho a presença feminina nas obras. Zé Carlos Barretta/Hype

Ivan Ventura

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o início da década de 1970, muitos funcionários que trabalhavam na construção da Linha 1 (Azul) do Metrô acreditavam que a presença de uma mulher nos canteiros de obra dava azar. Mas a artista plástica Diana Dorothéa Damon, hoje com 81 anos, nem desconfiava dessa superstição ou de que era alvo de olhares desconfiados lançados pelos operários. Se soubesse, a Companhia do Metropolitano poderia ter perdido o fino traço dessa mulher que dedicou 37 anos de sua vida a produzir aquarelas que documentaram a evolução das estações e túneis do mais importante meio de transporte de São Paulo. Hoje, sua obra está exposta na Estação Paraíso. Diana só soube da tal superstição muitos anos e centenas de telas depois. Nesses quase 40 anos de trabalho como repórter-pintora, foram mais de 600 obras sobre o Metrô, todas em aquarela. Por acaso – A história de sua relação com o Metrô começou por acaso. Formada em artes plásticas pela Faculdade de Belas Artes, em 1964, ela logo passou a se dedicar à reprodução artística de pontos conhecidos de São Paulo. Depois, decidiu direcionar seu trabalho à reprodução das igrejas paulistanas, retratadas em seu livro "Memórias e tempos das Igrejas de São Paulo". Concluída a produção iconográfica das igrejas, Diana dedicou-se a reproduzir os imóveis que revelavam a arquitetura de São Paulo na passagem do século 19 para o 20, especialmente os casarões que existiam na avenida Paulista. Os desenhos deram origem a outro livro: "São Paulo – Belle Èpoque". "Rudeza" – Foi na produção do livro sobre a arquitetura paulistana que surgiu a ideia de também registrar em aquarela as obras de construção do Metrô. "Foi em 1972. Eu pintava uma casa que existia ao lado do Mosteiro de São Bento, que, aliás, eu já havia reproduzido em meu livro sobre as igrejas. Próximo dali, vi a obra do Metrô no Largo São Bento. Vi arte na rudeza da obra", disse. Pouco tempo depois, Diana conseguiu ter acesso ao primeiro presidente da Companhia do Metropolitano, o engenheiro Plínio Assmann, que

À esquerda, a artista plástica Diana Dorothéa Damon, que vem dedicando 37 anos de sua vida ao registro em aquarela das obras do Metrô de São Paulo. Acima, à esquerda, uma de suas primeiras telas, que retrata a região da rua Vergueiro. Também acima, à direita, os trabalhos de construção da estação Santa Cecília, junto ao Elevado Costa e Silva , o Minhocão. Diana Dorothéa disse ter visto arte na rudeza das obras. Abaixo, a estação Luz em construção.

Foi amor. Fiquei encantada com aquela máquina de 9,8 metros de diâmetro. Lembro-me até do nome do barco que a trouxe: Cabo Orange DIANA DOROTHÉA, SOBRE O TATUZÃO

concordou com sua intenção de retratar as obras. Rapidamente, Diana começou a pintar as estações da Linha 1 (Azul), na época a Norte-Sul. Ritual – A partir daquele momento, Diana vem cumprindo sempre o mesmo ritual: calça suas botas, veste um casaco, coloca o capacete e senta-se numa cadeira posicionada em um determinado ponto da obra. Em seguida,

pega o caderno e abre o estojo com nanquim e as tintas. "Não me lembro exatamente do primeiro desenho, mas creio que ele foi feito na rua Vergueiro. Na época, o que me chamou a atenção foram os tubos de oxigênio para a entrada do gás naqueles enormes túneis", lembra a artista que recentemente acrescentou um guarda sol a seu equipamento.

Ao longo do trabalho viu obras imensas. Diana pintou o Largo São Bento e a construção das colunas do trecho em superfície do metrô, na avenida Cruzeiro do Sul, quase de maneira simultânea. "Tatuzão" – No entanto, ela ficou realmente encantada com o shield, ou "tatuzão", uma enorme máquina usada pelo Metrô para escavar túneis. "Foi amor. Fiquei encan-

tada com aquela máquina de 9,8 metros de diâmetro. Era um monstro", disse a artista, referindo ao primeiro shield americano, de 1972. A máquina foi substituída por um modelo alemão, que, segundo sua lembrança e sua obra, tinha enormes "facas que cortavam a terra". "Estava encantada com o shield. Tanto que obriguei minha irmã a me levar até o porto de Santos para eu po-

der pintar o "tatuzão" desmontado, ainda no barco. Lembrome até do nome do barco que o trouxe: Cabo Orange". A artista seguiu os passos do shield alemão pela cidade, em especial no Centro. Ela ainda se lembra de seu trajeto pelos subterrâneos do Centro Velho. "Ele saiu do Anhangabaú, cruzou a avenida São João, passou soa a rua Boa Vista e chegou à Liberdade. Eu vi tudo". Diana confessa que parte de suas memórias se perdeu com o tempo. "Mas nenhuma estação é diferente da outra. Todas são meus filhos", disse Diana. Tecnologias - Nesses quase 40 anos, o que sempre chamou a atenção da artista plástica foi a evolução das tecnologias. Ela viu, por exemplo, a chegada recente de um novo modelo de "tatuzão", também alemão, "com dentes em vez de facas". Além disso, ela percebeu que o Metrô passou a adotar coberturas metálicas nas obras, como ocorreu recentemente na estação República da linha 4 (Amarela). "Parecem teias de aranhas", compara. Uma outra diferença notada: a presença da mulher nas obras do Metrô, pondo fim à uma crença baseada na superstição. São engenheiras, chefes de seguranças e outras, em funções dentro dos túneis, que Diana passou a notar a partir do ano 2000. "Soube que uma das primeiras mulheres a entrar em uma obra do Metrô fui eu. Quero chegar pelo menos aos cem anos", disse.


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Levamos a privacidade do usuário muito a sério. Nota do Google, sobre problemas ocorridos com o Street View

idades

Street View: dividido entre o turismo virtual e a xeretice Valdir Sanches

Google cria polêmica ao captar cenas cotidianas de pessoas comuns. Para muitos, trata-se de uma invasão de privacidade. Para outros, uma maneira de conhecer o mundo sem sair de casa.

Fotos: Reproduções/Google Street View

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m espião está andando pelas ruas... Não, espião não chega a ser. Um xereta... é e não é. Um conjunto ambulante de máquinas fotográficas, que mostra lugares de todo o mundo, a Avenida Champs Élysées, em Paris, ou a rua da nossa casa, sim, certamente é. Em países da Europa houve forte reação à chegada do serviço. No Brasil, começou em fins de setembro sem o menor problema. Os carros fotografaram ruas, avenidas, praças da Grande São Paulo, Rio e Belo Horizonte, e o resultado está na internet (http://www.vpike.com/). São flagrantes de um momento, captados por nove câmeras instaladas no alto de uma haste. Elas fotografam tudo o que está à vista, em 360 graus. Tem uma turminha Quase ao mesmo tempo, lá no Google que surgiram blogs com o "melhor" do Street View. deve viver nas Uma casa, um cachorro no nuvens jardim, belas árvores, carros (literalmente), não passando... Nada disso. devem ter ouvido O que explodiu foram falar em imagens como a de um corpo estendido em uma sequestros, avenida do Rio. Um homem arrastões, invasões. aos vômitos em uma rua. MAURÍCIO DE SOUZA Uma "garota de programa" em trajes sumários acenando para a câmera. Em suma, um cardápio "à la mode" com situações curiosas, degradantes (um garoto jogado numa avião? Ou ver, antes de sair calçada), bizarras. de casa, onde ficam (em São capturadas por mapa ao lado da foto) e como pessoas que, imagina-se, são (na foto) a rua, a casa, o passam o dia todo prédio onde se quer ir? garimpando o serviço. As Clicando e arrastando nas fotos têm por destino sites fotos "viaja-se" por ruas e como o do programador avenidas. Clicando-se em Victor Miranda Cirone botões, pode-se "rodar" pelos (http://streetviu.tumblr.com/),360 graus da imagem. E ver criado no dia do lançamento tudo ao redor. Muito bom, do Street View no País. mas há pessoas que não Victor tem dito em gostam nem um pouco disso. entrevistas, no entanto, que O criador da Turma da seu maior prazer foi Mônica, Maurício de Souza, "passear" pelo bairro em que está nesse caso. Sua casa morou quando criança. apareceu nas fotos, e com o De fato, os horizontes e nome dele à frente. intenções do serviço são Reação – O cartunista imensamente mais amplos escreveu no twitter: "Tem do que expor os piores uma turminha lá no Google momentos de pessoas e que deve viver nas nuvens situações. Que tal um tour (literalmente), não devem ter pela Europa sem pegar o ouvido falar em sequestros,

Nas fotos acima e ao lado, imagens do cotidiano da cidade de São Paulo captadas pelo programa Google Street View. A captação de cenas que posteriormente são disponibilizadas na internet tem provocado polêmica, em especial nos países da Europa. No Brasil, o serviço foi inaugurado recentemente sem maiores problemas. Mesmo assim, imagens bizarras e de residências particulares causaram protestos.

Pessoas clicadas podem reclamar na Justiça

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Esquina da Rua Vitória com a Praça Julio Mesquita, no Centro: passeio

arrastões, invasões". Maurício diz que o caso foi resolvido rapidamente com as ferramentas que o próprio Google coloca à disposição. O Google, por sua vez, diz que toma suas providências. "Levamos a privacidade do usuário muito a sério", explicou, por sua assessoria. "Nos preocupamos em criar um filtro especial que borra rostos e placas de carro, de modo que seja mais difícil identificar alguém que tenha sido fotografado no Street View." Em outros países, "essa medida foi muito bem aceita, assim como tem sido no Brasil", completou. Queixas – O usuário que se julgar prejudicado pode clicar no link "informar um problema", na parte inferior das fotos. E relatar o problema com a imagem. "Essa ferramenta permite que o usuário selecione a parte da foto onde está a queixa e, em seguida, um time de pessoas do Google avalia cada uma das solicitações." Se a queixa for justa, a imagem será tirada. O advogado especialista em direito digital Raphael Loschiavo Cerdeira diz que, mesmo assim, pode haver problemas. Uma pessoa com o rosto borrado pode ser reconhecida por sua maneira de vestir, ou por uma tatuagem, por exemplo.

Quanto a tirar uma imagem indesejada, ela pode já ter sido copiada por internautas, ou até mesmo impressa (veja entrevista com Raphael Cerdeira no box ao lado). Mas, no geral, a barra está limpa. Ao contrário da postura reservada dos europeus, os brasileiros gostam de aparecer na internet. Uma prova são fotos, nem sempre com muita roupa, de pessoas que se mostram em sites como o Orkut e Facebook. Europa – Na Europa, a resistência foi grande. Moradores de Milton Keynes, na Inglaterra, chegaram a proibir a passagem do carro do Street View. Uma comissão informal do Reino Unido avaliou a possibilidade de proibir a atuação do serviço – mas acabou concluindo que não era o caso. Na Itália, diz o noticiário internacional, o governo resolveu que a população teria que ser avisada antes da chegada do carro com as câmeras fotográficas. Mais ou menos o que decidiu a Grécia, onde o carro teria que ser identificado e o serviço revelar em que área circularia. No Japão, todas as imagens tiveram que ser refeitas, depois de acusações de invasão de privacidade.

om suas fotos, o Google Street View ameaça a privacidade das pessoas fotografadas? A resposta, para o advogado Raphael Loschiavo Cerdeira, especialista em direito digital, é não. As fotos são feitas nas ruas, que são ambiente público. "Privacidade é muito específica", explica Raphael, sócio do escritório Patrícia Peck Pinheiro Advogados. "Privado é só o que é íntimo, de esfera restrita." Raphael diz que uma pessoa pode não gostar de ter sido fotografada em certa situação, na rua. Poderia ser o caso do homem flagrado olhando cartazes de um filme pornô, na rua Vitória (embora estivesse de costas). "Mas se fez na rua, corre o risco." A Alemanha foi o país europeu que mais reagiu ao trabalho do Street View. O Google só começou com suas fotos depois de aceitar o direito dos que não quiseram sua casa fotografada. No Brasil, é muito diferente. "Aqui, as pessoas costumam se expor bastante na internet", pondera Raphael. "Estão no orkut, no facebook, publicam suas fotos na praia, algumas em roupa íntima." Não têm noção de que uma pessoa pode copiar a foto e colocá-la na rede, diz. "Quando isso acontece, é muito difícil conter, espalha-se muito rapidamente." Ao fotografar a fachada de uma casa, as poderosas lentes das câmeras do Street View

poderiam captar uma pessoa em seu quarto, através de uma janela aberta. Neste caso, como fica a "esfera restrita"? Os juristas se dividem, nesta questão. Alguns entendem que a situação configura invasão de privacidade. Raphael alinha-se entre os que não pensam assim. "Manter uma janela aberta é uma opção, as pessoas correm o risco de serem vistas." Fora um incidente com o Street View, elas poderiam ser observadas por voyeurs (homens que buscam a intimidade de mulheres, por exemplo). "Hoje há binóculos e câmeras com zoom muito potentes." A diferença com as lentes do Street View "é que elas captam as imagens por acaso, e não com intenção." O serviço mantém um canal com o público, para atender quem quer a foto que o envolve retirada (como aconteceu com o desenhista Maurício de Souza). O problema é que a foto já pode ter sido replicada, ou seja, ter ido parar em sites da internet. As pessoas que se sentem vitimadas podem recorrer ao Juizado Especial Civil. Ele atende causas de até 20 salários mínimos (R$ 11.200, em São Paulo) sem precisar de advogado. E de 40 mínimos (R$ 22.400). Valores mais altos exigem ingresso de ação na Vara Cível. (V.S.)


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facesp

MAIS DE MIL Participaram do congresso 1213 representantes de 240 associações.

regionais

Facesp: congresso de excelência e qualidade

REDE A rede Facesp é integrada por mais de 420 associações comerciais.

O 11º Congresso da Facesp, realizado em Águas de Lindóia, superou as expectativas tanto pelo número de participantes como pela atualidade dos assuntos que foram apresentados e discutidos. Com o tema Excelência & Integração, o encontro mostrou que as associações comerciais estão prontas para o futuro.

Fotos: Paulo Pampolin/Hype

Maestro Julio Medaglia encerrou os trabalhos com a Filarmônica Facesp

André Alves

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11º Congresso da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) superou todas as expectativas, não apenas pela expressiva participação dos mais de 1,2 mil empreendedores que vieram de várias regiões do Estado, mas também pela atualidade dos temas debatidos. Este é o balanço feito pelo presidente da entidade e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alencar Burti, sobre o evento realizado entre os dias 27 e 29 em Águas de Lindóia, no interior paulista. Na opinião de Burti, o tema do congresso deste ano, Excelência & Integração, representa o grande desafio para o futuro das mais de 420 associações comerciais que integram a rede da Facesp, entidades estas que, segundo o empresário, vivem de seus próprios recursos e que, por isso mesmo, nunca abriram mão de seus princípios na defesa da livre-iniciativa. "A Facesp está unida e pronta para inovar, trocar ideias, experiências e também obter conhecimento. Assim poderá promover as mudanças necessárias para atuar com excelência no mercado de serviços, de acordo com as exigências que os novos tempos impõem", disse.

Marco Bertaiolli, prefeito de Mogi e vice-presidente da Facesp

Fortalecimento – Na abertura do congresso, o vice-governador eleito por São Paulo e vice-presidente da Facesp, Guilherme Afif Domingos, já havia afirmado que a integração e a excelência são instrumentos para o fortalecimento da entidade. No encerramento dos trabalhos, a importância da Facesp na defesa e promoção do empreendedorismo no Estado e no País também foi lembrada pelo presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, deputado Barros Munhoz (PSDB). "As associações comerciais têm um papel fundamental no desenvolvimento das cidades paulistas, no progresso do Estado de São Paulo e no bem-estar de nossa gente", afirmou Munhoz. Os participantes dos vários painéis e plenárias realizados nos três dias de trabalho, de

acordo com Burti, mostraram que estão atualizados sobre os temas que já fazem parte das novas estratégias dos associados da rede Facesp, preocupados com a concorrência que não é mais apenas entre empresas ou corporações, mas entre países. "Os debates revelaram que as nossas lideranças estão cientes da importância da união como sustentáculo do nosso sistema e como forma de vencer as mudanças no Brasil e no mundo", ressaltou Burti. Números – Para o superintendente da Facesp e secretário especial do Microempreendedor Individual de São Paulo, Natanael Miranda dos Anjos, os números finais mostraram a grandeza do congresso. Foram 1213 credenciados de 240 associações. Também estiveram presentes representantes de seis estados e oito países.

Web é terceira mídia mais influente

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superintendente de M a r k e t i n g d a A C S P, Sandra Turchi, fez palestra sobre a importância do marketing digital, das redes sociais e do e-commerce como forma de atrair mais clientes no segmento empresarial. De acordo com ela, a internet trouxe inúmeras mudanças referentes ao comportamento do consumidor. "Dessa forma, é importante o uso da web pelas empresas. Trata-se da terceira mídia mais influente do mundo, ficando apenas atrás das TVs e dos jornais", afirmou. Sandra também lembrou o grande crescimento do e-commerce no Brasil, 25% ao ano, devendo faturar R$ 14 bilhões até o final de 2010. Nas compras on-line, os brasileiros priorizam os segmentos de livros, papelaria, informática,

Ao lado do presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, outra liderança política presente no encerramento do evento foi o prefeito de Mogi das Cruzes e vicepresidente da Facesp, Marco Aurélio Bertaiolli (DEM), que se colocou à disposição da entidade. "Juntos poderemos fazer cada vez mais ações em defesa dos micro e pequenos empresários". Desfecho - A última atividade do Congresso foi em clima festivo e animado pela palestra Excelência na Regência, com o maestro Julio Medaglia. Acompanhado de orquestra, carinhosamente chamada de Filarmônica Facesp, o maestro apresentou clássicos de Verdi e Bach, entre outros compositores clássicos. Para Medaglia, uma empresa é como uma orquestra, onde todos devem buscar o mesmo objetivo e trabalhar com integração, sob a mesma orientação. O presidente Alencar Burti agradeceu a presença e a participação de todos, principalmente dos vice-presidentes das 19 Regionais Administrativas (RAs) da Facesp e especialmente de Natanael Miranda dos Anjos. "Agradeço pelo seu trabalho e de sua equipe na organização do nosso congresso e pela forma como conseguiu motivar e mobilizar nossa rede para reunir esse número altamente expressivo de participantes", concluiu Alencar Burti.

A Facesp está unida e pronta para inovar, trocar ideias, experiências e também obter conhecimento. ALENCAR BURTI, PRESIDENTE DA FACESP

Natanael Miranda, secretário especial do Microempreendedor: números mostram a grandeza do congresso

Barros Munhoz: associações contribuem com crescimento das cidades

Palestra propõe integração

Paulo Pampolin/Hype

A primeira ideia é criar um layout padrão para as associações que integram a Facesp Paulo Pampolin/Hype

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Sandra Turchi: marketing digital

eletroeletrônicos, produtos de saúde e beleza. "Cerca de 50% dos e-consumidores brasileiros realizaram sua primeira compra nos últimos três anos", disse Sandra, acrescentando que o cartão de crédito atualmente responde por 75% dos pagamentos na web. (AA)

m dos principais painéis do último dia do Congresso, na sexta-feira, foi o Facesp Excelência e Integração. Um dos palestrantes, o coordenador estadual de Produtos e Serviços da entidade, Giovanni Guerra, apresentou um programa com 10 ações que servirão como referenciais para os trabalhos da Facesp nos próximos anos. A proposta tem quatro objetivos: gerenciar informações, padronizar, capacitar e prover serviços. De acordo com Giovanni, uma das principais ações, que inclusive já começou a ser colocada em prática, é a

Guerra apresentou programa com 10 ações

padronização das associações comerciais que integram a Facesp. "A ideia é ter um layout padrão, para que as associações que

pretendem se reestruturar possam ter um referencial de mobiliário, design interno e placas de publicidade, entre outros itens necessários para

que possamos ter uma essência de rede" disse. Outras ações englobam a criação de uma central de serviços, ou CSC; o desenvolvimento de novas ferramentas no site da Facesp, onde usuários possam encontrar mais opções de serviços e produtos, entre outras. "Devemos aproveitar a capilaridade do nosso sistema e os nossos parceiros para criar uma sinergia entre todos os produtos oferecidos" afirmou o coordenador. (AA)


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facesp

FORMALIZAÇÃO Cerca de 31 mil microempreendedores são formalizados por semana.

regionais

JURÍDICA O Congresso da Facesp também debateu temas de ordem jurídica.

Fotos: Paulo Pampolin/Hype

Nos painéis, lei geral, era digital e fraudes No último dia de debates do 11º Congresso da Facesp foram discutidas questões relevantes para o segmento empresarial Mário Tonocchi Bruno Quick, gerente de políticas públicas do Sebrae, disse que atingirá a meta de legalizar um milhão de trabalhadores informais até janeiro

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mportantes painéis e com questões relevantes para o segmento empresarial marcaram o último dia do 11º Congresso da Facesp, na sexta-feira. Uma das apresentações debateu a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. Com média semanal de 31 mil formalizações de microempreendedores individuais, o gerente de políticas públicas do Sebrae, Bruno Quik, informou aos participantes que atingirá a meta de legalizar um milhão de trabalhadores informais no País até janeiro de 2011. Segundo o gerente, somente na semana passada, os registros bateram o recorde de 47 mil formalizações. "Estamos em um momento de crescimento", disse. Quik, em sua apresentação, fez críticas à ampliação indiscriminada de produtos foco das micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional na substituição tributária. De acordo com o gerente do Sebrae, produtos como alimentação, vestuário e calçados devem ter tratamento dife-

renciado. Para Quick, a cobrança antecipada do ICMS anula a redução tributária que elas têm direito dentro do Simples Nacional. A Receita Federal anunciou no mês passado a emissão de Atos Declaratórios Executivos (ADE), excluindo do sistema diferenciado de tributação 35 mil devedores inadimplentes a partir de 1º de janeiro do próximo ano. A Receita Federal determinou também os pagamentos à vista em 30 dias após o recebimento das notificações. Os débitos referem-se aos anos-calendário 2007 e 2008. O órgão ainda estuda notificações de exclusão de outros devedores. Digital – Mais um painel de destaque no último dia do congresso discutiu os negócios digitais com as comercializações realizada por meio da Internet. De acordo com o mediador do debate Fa cesp Excelência Digital, Lucio Vargas, da empresa Comprebem, as grandes empresas que estão na rede, hoje crescem a taxas de 30% a 40% ao ano nas vendas digitais, enquanto as

Abner Rosa, consultor: funcionário é o fraudador mais frequente

Carlos Celso Orcesi da Costa, superintendente do Instituto Jurídico da ACSP

Lucio Vargas mediou o debate no painel Facesp Excelência Digital

micro e pequenas empresas crescem entre 60% e 70%. Segundo o mediador, entretanto, quem trabalha com comercialização digital precisa ficar atento e fazer investimentos em segurança, logística e marketing digital. Fraudes –No encontro que discutiu as fraudes contra as empresas, o dono da Vijia Consultoria e Serviços de Prevenção a Fraudes, Abner Rosa, disse em sua palestra que é preciso separar os relacionamentos entre os empresários e funcionários. "A distância assegura uma maior observação do que acontece dentro de sua empresa e permite punição em caso de fraudes. Se o funcionário é amigo do patrão isso muda completamente", observou o especialista em segurança. Para Rosa, todas as empresas, sejam elas micro ou pequenas, precisam investir em ações de segurança, tendo em vista os golpes internos e externos. O consultor citou uma pesquisa realizada pela KPMG,

Destaque para o Projeto Empreender

O

Projeto Empreender também ganhou destaque no Congresso da Facesp. O painel relacionado ao projeto, com vários palestrantes, mostrou casos nacionais de sucesso do programa. A importância de criar, inovar e empreender foi abordada, da mesma forma que a evolução do processo associativista no Estado de São Paulo. Segundo o coordenador estadual do Empreender, Nelson Andujar, atualmente 316 municípios brasileiros contam com o projeto em suas associações comerciais, por meio de 467 núcleos setoriais ativos de diversos segmentos, com participantes de 6942 empresas.

Em fevereiro deste ano, com o objetivo de fortalecer ainda mais as micro e pequenas empresas, foi criada a modalidade Empreender Competitivo, uma parceria entre a Facesp e o Sebrae Nacional. Dentro dessa modalidade, os projetos contemplados devem durar até dois anos. Até o momento, 37 associações comerciais do Estado de São Paulo já contam com o programa, envolvendo 800 empresas. Entre as metas finais do Empreender Competitivo estão aumentar o número de postos de trabalho em 10%, o faturamento em 15% e o número de atendimentos em 12%. (AA)

em 2009, que mostra que 68% das empresas consultadas informaram que já foram vítimas de fraude. A auditoria enviou questionários a mais de mil empresas de grande porte de vários setores. Constatou-se que o fraudador mais frequente é o próprio funcionário, presente em 61% dos casos relatados. Outros 14% dos entrevistados responderam que foram vítimas de prestadores de serviços e 13% disseram que as fraudes vieram de fornecedores. As fraudes, de acordo com levantamentos do Instituto Provar/Fia, especializado em varejo, causam um rombo de R$ 22 bilhões por ano no caixa das empresas. Jurídico –O Congresso da Facesp ainda debateu temas jurídicos em um painel mediado pelo superintendente do Instituto Jurídico da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Carlos Celso Orcesi da Costa. Entre temas como O Procon e as associações comerciais e As associações e os contra-

ACCredito fecha o ano com R$ 46 milhões

N

o painel que abordou o Sistema de Gestão de Benefícios ACCredito, no Congresso da Facesp, foi informado que os cerca de 40 mil cartões ACCredito emitidos pela Facesp devem fechar 2010 com R$ 46 milhões em movimentação. De acordo com o coordenador de expansão do ACCredito da Federação, Giovanni Guerra, desde 2005, quando o sistema foi implantado, o movimento total dos cartões chegou a R$ 109 milhões, com crescimento sustentável ano a ano. "Com os 40 mil cartões emitidos, já temos grandes empresas nos procurando para entrar no sistema" disse o coordenador. O Sistema de Gestão de Benefícios ACCredito é um serviço oferecido pela Facesp

para todas as associações comerciais do Estado desde 2005. Segundo Giovanni, o sistema opera hoje em 53 cidades, uma delas fora do Estado de São Paulo, o município de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. "Também estamos em negociações com Belo Horizonte”, disse. São três as modalidades de cartão: Convênio, com desconto em folha de pagamento; Crédito Pré-pago, para compra de alimentos in natura; e de crédito, para aquisição de material escolar. A prefeitura de Bariri, por exemplo, em convênio com a Associação Comercial da cidade, substituiu a licitação de material escolar pelo cartão ACCredito Educação. (MT )

Público presente na abertura do Congresso da Facesp, na quarta-feira

tos da Unimed, Orcesi falou sobre as associações comerciais e as multas emitidas pelo INSS pelo não recolhimento dos 15% relativos à parte da empresa na contribuição previdenciária. "Eu rasgo a minha carteira da Ordem dos Advogados do

Brasil (OAB) se não ganharmos isso na Justiça ou no Supremo Tribunal Federal, onde questionamos a inconstitucionalidade da lei que estabelece a cobrança da porcentagem empresarial do INSS das associações", finalizou o superintendente.

G Ir Agendas da Associação e das distritais

Quarta I Penha – Às 13h, encontro de

voluntários para confecção da árvore de natal. Avenida Gabriela Mistral, 199 – Penha. Informações: dpenha@acsp.com.br. Os encontros se repetem quinta e sexta-feira. I Penha I – Às 9h30, curso de coral infanto juvenil, uma iniciativa do Conselho da Mulher. Avenida Gabriela Mistral, 199. Informações: dpenha@acsp.com.br I Santo Amaro – Às 19h, palestra do Sescom sobre ICMS. Avenida Mário Lopes Leão, 406.

Quinta I Santo Amaro – Às 14h,

reunião da Comissão do Natal Iluminado. Avenida Mário Lopes Leão, 406.

I Penha – Às 18h, reunião da

Comissão do Natal Iluminado. Avenida Gabriela Mistral, 199. Informações: dpenha@acsp.com.br

Sexta I Noroeste – Às 11h/13h e

14h30, Conselho da Mulher realiza workshop de automaquiagem. Rua Luiz Braille, 8. I Santo Amaro – Às 19h, reunião Projeto Empreender Núcleo Óptica (curso de auxiliar óptico). Avenida Mário Lopes Leão, 406. I Lapa – Às 19h30, festa da distrital Destaques 2010, com solenidade de premiação, em comemoração aos 420 anos do bairro e 59da distrital. Espaço Armazém - Rua Jaguaré Mirim, 164 – Vila Leopoldina.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado e domingo, 30 e 31 de outubro, e segunda-feira, 1 de novembro de 2010

15 ARGENTINA Presidente Cristina Kirchner diz que não vai mudar rumo do governo

nternacional

AFEGANISTÃO Ex-criança soldado Omar Khadr é condenado a 40 anos de prisão nos EUA

Karim Sahib/AFP

G Ó RBITA Max Rossi/Reuters

Nas asas do terror da Al-Qaeda do Iêmen

PEDOFILIA – A polícia paramilitar italiana bloqueou ontem o acesso ao Vaticano para impedir que uma vigília composta por aproximadamente cem vítimas de abusos sexuais cometidos por padres católicos chegasse à Praça São Pedro. (AE)

CHUVA DE CINZAS ilhares de indonésios que haviam arriscado voltar a M suas casas nas imediações do

Autoridades reveem normas de segurança do setor de aviação, depois que dois pacotes-bomba foram encontrados em aeronaves de passageiros e de carga com destino aos Estados Unidos. Fotos: Divulgação/AFP

Monte Merapi fugiram em pânico depois que o vulcão voltou a expelir nuvens de cinzas ontem. Enquanto isso, equipes de resgate retomaram os trabalhos de assistência às vítimas do tsunami que atingiu o país na semana passada. O número de mortos nas duas catástrofes subiu para quase 500 ontem, depois que dezenas de corpos foram encontrados nas ilhas Mentawai, que foram devastadas pelo tsunami. Quando as sirenes de emergência soaram nas imediações do Monte Merapi, várias pessoas desceram em pânico dos morros ou fugiram em veículos, enquanto outras pularam em rios para se proteger, segundo uma autoridade indonésia. Não houve relatos de novas vítimas após a mais recente erupção, que durou 46 minutos e lançou enormes nuvens de cinzas sobre os morros do Monte Merapi (abaixo). O vulcão já matou 38 pessoas desde que entrou em erupção, na terça-feira. (AE)

Khaled Abdullah/Reuters

Universitários de Sanaa (à esq.) e o pai de Hanan (abaixo), suspeita de envolvimento no caso, pedem a libertação da estudante.

Um dos principais suspeitos é Ibrahim Hassan al-Asiri, que está no topo de uma lista de terroristas sauditas. Khaled Abdullah/Reuters

Khaled Abdullah/Reuters

Os pacotes foram enviados a partir do Iêmen, país onde as autoridades lutam para combater a Al-Qaeda. À esq., mulheres cobertas com véu caminham diante de carro com cartaz do presidente Ali Abdullah Saleh, em Sanaa.

Adek Berry/AFP

OBAMA E AS ELEIÇÕES

presidente dos EUA, Barack Obama, indicou ontem que seu governo não fará composições com a oposição republicana, mesmo diante da inevitável perda do controle da Câmara dos Deputados pelos democratas. A sinalização veio à tona em discurso proferido em Ohio com o qual Obama encerrou sua participação na campanha para as eleições legislativas de 2 de novembro. "Não vamos voltar atrás. Vamos continuar remando na direção correta", afirmou. (AE)

O

Muhittin Aydogan/AFP

Policiais na mira de suicida em Istambul

P

elo menos 32 pessoas ficaram feridas em um atentado suicida perpetrado ontem em uma das mais importantes praças de Istambul, informaram autoridades turcas. O homem-bomba detonou os explosivos que levava consigo perto de um carro de polícia estacionado na Praça Taksim. Dos 32 feridos na ação suicida, 15 são policiais. O comandante da polícia de Istambul, Huseyin Capkin, disse que o militante tentou, sem sucesso, entrar em uma van da polícia estacionada na praça, onde tropas de choque estavam de prontidão para o caso de protestos, e detonou do la-

Investigadores analisam movimentada praça onde militante realizou o ataque, no centro de Istambul.

do de fora do veículo os explosivos que carregava. Segundo Capkin, esquadrões antibomba descobriram outros dispositivos no local e estavam trabalhando para de-

sarmá-los. A praça é um grande atrativo turístico, rodeado por restaurantes e lojas. Capkin disse que a explosão tinha como alvo a polícia, mas não estava claro quem estava

por trás do ataque, que ocorreu enquanto a cidade se preparava para os desfiles do Dia da República, que marca a fundação da Turquia moderna, em 1923. (Agências)

overnos, linhas aéreas e autoridades de aviação no mundo todo estão revendo suas normas de segurança depois que duas bombas foram enviadas como pacotes em aviões para os Estados Unidos a partir do Iêmen. Os pacotes foram interceptados em Dubai e na Inglaterra na sexta-feira. As bombas tinham as características de um plano da Al-Qaeda na Península Arábica, disseram autoridades norte-americanas, que se comprometeram a destruir o grupo extremista. Um porta-voz da Qatar Airways disse ontem que um pacote-bomba encontrado em Dubai na sexta-feira foi transportado em dois aviões de passageiros da companhia. O pacote chegou a Doha, no Catar, em um voo da Qatar Airways procedente de Sanaa, a capital do Iêmen. Depois, foi transferido para outro avião, com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde foi descoberto por autoridades. O pacote continha explosivos escondidos em um cartucho de impressora e era endereçado aos Estados Unidos. Um segundo pacote-bomba foi localizado no aeroporto de East Midlands, na Inglaterra, a bordo de um avião de carga da United Parcel Service (UPS) vindo da Alemanha, e também tinha como origem o Iêmen. O Escritório Federal do Crime na Alemanha (BKA, na sigla em alemão) disse que havia dado a dica a autoridades britânicas sobre o pacote-bomba encontrado na Inglaterra depois que o artefato passou pelo aeroporto de Cologne-Bonn. Quando as autoridades alemãs foram informadas d o p a c o t e j á A ação era tarde para segue agirem. os "Já estava a padrões caminho da I n g l a t e r r a " , da disse uma por- Al-Qaeda. t a - v o z d a JOHN BRENNAN BKA. "Conseguimos avisar nossos parceiros em Londres para que eles soubessem exatamente o que tinham de procurar." Segundo investigadores norte-americanos, os pacotes eram destinados a duas sinagogas em Chicago. Segurança - Como resultado dos atentados, governos ao redor do mundo estão revendo normas para fechar os buracos que permitiram que as bombas fossem enviadas. A secretária de Segurança Interna britânica, Theresa May, disse que a segurança de carga aérea ao redor do mundo está sendo revista. A Alemanha e a França suspenderam os voos de carga vindos do Iêmen. As duas maiores empresas de entregas de pacotes do mundo, a FedEx e a UPS, também suspenderam seus serviços de frete aéreo com origem no Iêmen, disse o vice-conselheiro de segurança nacional dos EUA, John Brennan. Suspeitos - À rede Fox News, Brennan disse que a ação "segue os padrões da Al-Qaeda". Por sua vez, uma autoridade norte-americana dedicado a ações de contraterrorismo afirmou à AFP que Ibrahim Hassan al-Asiri, que está no topo de uma lista de terroristas da Arábia Saudita, é considerado um dos principais suspeitos. O Iêmen libertou ontem uma mulher que havia sido detida sob suspeita de envolvimento no caso, após protestos de seus colegas estudantes. A polícia local prendeu Hanan Al-Samawi, uma aluna da Universidade de Sanaa, depois de encontrá-la a partir de um número de telefone que foi deixado com a empresa de carga. "Outra mulher usou o nome dela e seu documento de identidade. Autoridades estão procurando pela mulher", disse uma fonte sob anonimato. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sábado e domingo, 30 e 31 de outubro, e segunda-feira, 1 de novembro de 2010 Moacyr Lopes Júnior/Folha Imagem

As equipes já descarregaram a bagagem em Interlagos, mas os primeiros ruídos de motor devem aparecer na quarta; os treinos começam na sexta-feira, e a corrida será domingo, às 14h.

O

s m o t o re s a i n d a não começaram a roncar, mas o trabalho em Interlagos está a todo vapor: zebras sendo pintadas, arquibancas ajustadas, caixotes e mais caixotes descarregados. Os pilotos já começaram a chegar, e a expectativa é grande: o GP do Brasil pode decidir o título do Mundial de Pilotos pelo sexto ano consecutivo. Fernando Alonso está na frente, com 231 pontos, seguido de Mark Webber, com 220; Lewis Hamilton, com 210; Sebastian Vettel, com 206; e Jenson Button, com 189 pontos e chances apenas matemáticas. Para ser campeão aqui, e repetir os feitos de 2005 e 2006, o espanhol da Ferrari precisa ir ao pódio e secar seus adversários (veja quadro). Depois de uma temporada emocionante, em que a Red Bull mostrou claramente que tinha o melhor carro mas não conseguiu transformar essa superioridade em resultados, Alonso contou com a sorte para chegar em vantagem à reta final. Ele negou, no entanto, que já esteja fazendo contas e pensando no tricampeonato. “Eu tenho excelentes memórias de Interlagos, por causa de meus dois títulos, e sempre que vou a São Paulo é um sentimento especial, mas por enquanto não quero pensar nas chances de ver a história se repetir, porque o que é teoricamente possível não serve para mim. Temos de correr concentrados, com os pés no chão,

sem erros, fazendo um bom trabalho na pista para bater os nossos rivais. As contas, deixaremos para fazer em Abu Dabi”, declarou o piloto, citando a última corrida, no dia 14, nos Emirados Árabes. O espanhol acha que a imprevisibilidade das corridas em Interlagos não permite fazer contas, já que a pista é muito seletiva e a chuva costuma aparecer constantemente. “O tempo pode variar muito, e isso é um fator muito importante que deve ser levado em conta na estratégia.” Alonso sabe o que fala: em 2003, ele sofreu o acidente mais forte de sua carreira ao acertar um carro batido na curva da subida para os boxes. Curiosamente, o piloto que ele atingiu era justamente seu maior adversário na briga pelo título de 2010, Mark Webber. Para o espanhol, há ainda uma característica importante a ser levada em conta: como a volta é muito curta, a mais rápida de toda a F-1 atual, em torno de 1min10s, cada décimo de segundo pode ser fatal na defin i ç ã o d o g r i d d e l a rg a d a . “Uma bobeada e você pode ter sete carros à sua frente, por isso tudo precisa correr perfeitamente,” concluiu. A Red Bull já avisou que não vai recorrer ao jogo de equipe e favorecer Webber, que venceu o GP do Brasil do ano passado, em detrimento de Sebastian Vettel, que começou a temporada como o piloto preferido da equipe, mas ficou para trás por uma série de erros e aci-

Bazuki Mohammad/Reuters

sporte

DO QUE ALONSO PRECISA PARA SER CAMPEÃO Se vencer, o espanhol tem que torcer para que Mark Webber não vá além do quinto lugar; se chegar em segundo, o australiano da Red Bull pode ser no máximo o oitavo, Lewis Hamilton o quarto e Sebastian Vettel,o terceiro; se Alonso ficar em terceiro, Webber pode ser apenas o décimo, Hamilton o quinto e Vettel, o terceiro. Se não chegar ao pódio, Alonso não conseguirá abrir vantagem suficiente para Mark Webber e a decisão obrigatoriamente ficará par a a última corrida do ano, o GP de Abu Dabi, nos Emirados Árabes, no dia 14.

dentes tolos - um deles com o próprio Webber. Na McLaren, apesar da queda de produção nas últimas corridas, Lewis Hamilton mantém o otimismo. Com a boa lembrança de 2008, quando ganhou o título em cima de Felipe Massa na última curva, o britânico espera repetir as boas recordações de Interlagos. Como no ano passado, quando não brigava pelo título e, depois de largar em 17º, terminou em terceiro. “O Brasil sempre me traz experiências únicas. Eu sei que não temos o melhor carro agora, mas temos chances de fazer um bom trabalho. Não vou pensar no campeonato, apenas em conseguir um bom resultado para continuar sonhando com o título em Abu Dabi”, afirmou. Longe da briga pelo título, Felipe Massa está pronto para ajudar Alonso e também a Ferrari, que briga pelo Mundial de Construtores: a equipe está em terceiro, com 374 pontos, contra 426 da Red Bull e 399 da McLaren. Ainda sem vencer na temporada, mas com dois triunfos em Interlagos no currículo, ele acha que a equipe precisa evoluir nos treinos para dar mais chances de título a Alonso. Até agora, nas 17 corridas já disputadas, a Red Bull fez 14 poles, contra duas da Ferrari (ambas com Alonso) e uma da McLaren (Hamilton). “Ainda precisamos trabalhar duro para as duas últimas corridas e, claramente, sabemos que temos que tentar me-

lhorar nosso desempenho nos sábados. A qualificação ainda é nosso ponto fraco, embora tenhamos que levar em conta que a Red Bull está muito forte”, declarou o brasileiro. Além de briga pelo título, o GP do Brasil terá uma atração especial: a volta do sobrenome Senna a Interlagos, depois de 16 anos. A última prova de Ayrton foi em 1994, pouco mais de um mês antes de sua morte. Agora, Bruno Senna faz sua estreia na pista paulistana, pela pequena Hispania, com uma pretensão modesta: chegar em 13º lugar. “Nas últimas corridas a gente conseguiu andar em 15º e 14º, então se conseguirmos melhorar um pouco e chegar em 13º, seria uma ótima estreia para mim”, afirmou o piloto, animado com a chance de correr perto de casa. “Vai ser a coisa mais especial do ano para mim. Espero que a torcida brasileira dê bastante energia boa e a gente consiga ser carregado um pouco mais para a frente.” Apesar de ficar o tempo todo andando entre os últimos, Bruno acha que valeu a pena ter corrido com a Hispania, em vez de esperar por uma equipe melhor fora da F-1. “Aprendi muita coisa, ganhei experiência em vários sentidos e tenho a oportunidade de lutar por uma vaga no ano que vem. Agora estou conversando com outras equipes e temos algumas portas que talvez não estivessem abertas se eu estivesse fora, por isso tenho certeza de que valeu a pena.

FIVB

OUTROS CAMPOS

Mais três medalhas para Thiago Pereira

 Representada por Alex

Pombo (categoria até 66kg), Bruno Mendonça (até 73kg), Flávio Canto

O

brasileiro Thiago Pereira voltou da quinta etapa da Copa do Mundo de Natação em piscina curta (25 metros), encerrada no domingo, em Berlim, na Alemanha, com mais três medalhas, duas de ouro e uma de prata. No sábado, ele havia conseguido um ouro nos 400 metros medley e uma prata nos 100 metros medley. No domingo, ganhou a prova dos 200 metros medley, superando com o tempo de 1min52s81 o sul-africano Darian Townsend, prata com 1min54s91, e o alemão Markus Deibler, bronze com 1min55s85. Somando as conquistas do sábado, Thiago Pereira foi eleito o melhor nadador da etapa de Berlim, ficando mais perto do título de “Rei da Copa do Mundo”. Com a performance em Berlim, Thiago Pereira passa a somar 15 medalhas de ouro e duas de prata na edição deste ano da Copa do Mundo, abrindo vantagem na liderança do ranking que computa os resultados do circuito. Agora, Thiago Pereira parte para as duas últimas etapas da Copa do Mundo, que serão disputadas na Rússia, terça e quarta-feira, e em Estocolmo, na Suécia, no próximo fim de semana.

John MacDougall/AFP

Pereira: dois ouros em Berlim

(até 81kg), Rodrigo Luna (até 90kg), Rafael Silva (acima de 90kg) e David Moura (acima de 90kg), a seleção brasileira masculina de judô conquistou neste domingo a medalha de prata no Mundial por Equipes, disputado na cidade de Antalaia, na Turquia. Na final da competição, o Brasil Brasileiras festejam vitória por 3 sets a 0 sobre as holandesas e a classificação antecipada à segunda fase do Mundial de Vôlei disputado no Japão

Brasil vai à segunda fase

E

m sua melhor atuação no Mundial de Vôlei, neste domingo, a seleção brasileira feminina venceu a Holanda por 3 sets a 0 - parciais de 25/19, 25/18 e 25/14 - em Hamamatsu, no Japão. O resultado garantiu a classificação antecipada do Brasil para a segunda fase. Líder do Grupo B com seis pontos e três vitórias, a seleção brasileira volta a jogar amanhã, às 2h30 (horário de Brasília), contra Porto Rico, em partida pela quarta rodada. A seleção apresentou evolução em relação ao desempenho dos dois primeiros jogos quando venceu Quênia, por 3 sets a 0, e República Checa, por 3 a 2. Dessa vez, o passe, o bloqueio e o ataque funcionaram bem e levaram o Brasil ao triunfo com facilidade. Sheilla foi a principal pontuadora, com 13 acertos.

A equipe se impôs desde o começo do primeiro set, com a levantadora Fabíola na vaga de Dani Lins, chegou ao primeiro tempo técnico com uma vantagem de cinco pontos (8 a 3) e sempre se manteve à frente do placar. A seleção brasileira ainda se irritou com marcações polêmicas da arbitragem, mas fechou a parcial em 25/19. Com jogadas de velocidade no ataque, o Brasil continuou com o domínio da partida no segundo set, vencido por 25/18. O terceiro set foi o mais fácil da partida. A seleção brasileira abriu vantagem confortável logo no primeiro tempo técnico (8/3) e fechou a partida com um ponto de Sheilla, vencendo a terceira parcial por 25/14. A classificação para a segunda fase não foi o único motivo de comemoração para o técnico José Roberto Guimarães em

Hamamatsu. Mais importante foi a excelente atuação da equipe, que havia cometido muitos erros nas vitórias sobre Quênia e República Checa, afirmou o técnico: "Fizemos um grande jogo. Tudo funcionou bem. Tivemos um bom saque e o bloqueio também teve uma participação extremamente importante. Foram 14 pontos neste fundamento, fora as bolas que foram amortecidas, que nos permitiram contra-atacar com eficiência. Nos preparamos muito para este jogo. A Holanda é uma grande equipe. Tudo o que foi treinado e programado foi bem feito e conseguimos uma excelente vitória." Zé Roberto admite que o Brasil foi surpreendido na partida contra a República Checa. Diante da Holanda, no entanto, ele exaltou a tranquilidade da seleção, que se impôs diante do adversário após sofrer nas

partidas anteriores com a ansiedade. Assim, o treinador não economizou nos elogios à equipe. "Nessa primeira fase, focamos a preparação na Holanda e na Itália, nossos adversários mais fortes. Não sabíamos nada sobre o time da República Checa. Além disso, nosso time estava tenso. Hoje tudo foi melhor porque elas relaxaram e fizeram o que sabem. Jogaram voleibol com alegria", disse. A Itália também conseguiu a sua terceira vitória no Grupo B ao superar o Quênia por 3 sets a 0, e a República Checa bateu Porto Rico, igualmente por 3 a 0. No Grupo A, Sérvia e Japão continuam com 100% de aproveitamento, cada equipe com três vitórias em três jogos. Também têm 100% de aproveitamento os EUA, no Grupo C, e a Rússia e a Coreia do Sul, no Grupo D.

acabou perdendo o ouro para o Japão, que venceu o confronto por 4 lutas a 1.  O gaúcho Marcos Daniel

conquistou neste sábado a etapa brasileira da Copa Petrobras ao superar o número 1 do Brasil e 27º do mundo Thomaz Bellucci, por 2 sets a 1, parciais de 6/1, 3/6 e 6/3.  As brasileiras Maria Clara e

Carol perderam para as americanas Kessy e Ross por 2 sets a 0 a disputa do terceiro lugar da penúltima etapa do Circuito Mundial de Vôlei de Praia, disputada na cidade de Sanya, na China.


sábado e domingo, 30 e 31 de outubro, e segunda-feira, 1 de novembro de 2010

DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Agora, é só cumprir tabela.” Durval, zagueiro do Santos, após o 1 a 1 de sábado contra o Inter

sporte

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ESPORTE - 17

JOGAR E TORCER

s resultados da rodada da semana passada do Campeonato Brasileiro, desmembrada com jogos na quarta-feira, na quinta e no sábado, acirraram as disputas pelo título, por uma vaga na Libertadores e para fugir do rebaixamento. Por isso, nas seis rodadas que faltam — a começar pelas próximas duas, a serem disputadas nos próximos meio e final de semana —, os times terão duas preocupações: jogar e torcer. Na disputa pelo título, quem aparece em melhor situação é o Corinthians, pelo menos para o jogo de quarta-feira, no Pacaembu contra o Avaí. Isso porque seus dois principais rivais, ambos com três pontos à frente, terão compromissos mais difíceis: o Fluminense vai ao Beira-Rio enfrentar o Inter, enquanto o Cruzeiro recebe o São Paulo. Além disso, o técnico Tite, que já conseguiu repetir a mesma escalação na vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras e no empate por 1 a 1 com o Flamengo, na última quarta, comemora o fim das lesões. Para a partida contra o Avaí, ele deverá contar com Dentinho, que volta de contusão. “Quero ter o Dentinho bom para o jogo de quarta. É importante ter o grupo todo para esse jogo”, afirmou Tite. A primeira das contusões que Dentinho sofreu foi em 8 de agosto, na vitória sobre o Flamengo (1 a 0), no primeiro turno. Ele sentiu uma lesão muscular na coxa esquerda. Durante a recuperação, machucou a outra coxa e também o quadril. Depois de 13 jogos fora, voltou contra o Atlético Mineiro, mas sentiu novamente lesão na coxa - deste então está fora do time. Se Dentinho voltar na quarta como planejado, o único jogador que continuará no departamento médico é Jorge Henrique. Ronaldo deve entrar em campo pela quarta vez seguida. “Meu objetivo é que ele possa atuar nos seis jogos que faltam”, disse o treinador no CT do Parque Ecológico do Tietê. “É fácil falar de Ronaldo: se mandar três bolas nele no jogo, uma ele faz; se ele der duas assistências, uma ele coloca alguém na cara do gol. Não estou sendo oportunista. Falei isso antes do jogo contra o Palmeiras.” Tite pôde usar Ronaldo nas duas partidas em que dirigiu o Corinthians e o Fenômeno atuou os 90 minutos em cada jogo. Nos 17 jogos em que esteve à frente do Corinthians, o ex-técnico Adílson Batista só conseguiu escalar Ronaldo em duas partidas - e em nenhuma

Mauro Horita/AE

Após afastamento por contusão, Dentinho deve voltar no jogo de quarta, contra o Avaí, no Pacaembu, em que o Corinthians tem que vencer e torcer contra Fluminense e Cruzeiro

delas o atacante ficou em campo o jogo todo. Ainda que Ronaldo não esteja em forma, Tite tem um Fenômeno inteiro - ao contrário de Adílson, que praticamente só conviveu com o jogador no departamento médico. Ronaldo completou seu terceiro jogo consecutivo no Brasileiro contra o Flamengo com o interino Fábio Carille, ele já havia começado como titular contra o Guarani. Nos três jogos ele foi bem. Teve atuação importante contra o Guarani (fez dois gols que foram anulados), foi mais participativo contra o Palmeiras e contra o Flamengo fez o único gol do Corinthians. “Quando você vê um jogador que tem todos os títulos que ele conquistou, trabalhando em cima de dores, superando as adversidades, isso passa uma mensagem aos outros jogadores. É bom ele estar do meu lado e não jogando contra mim”, disse Tite. Fisicamente, Ronaldo está bem, segundo a comissão técnica. Mesmo assim, o prepara-

dor físico do time, Eduardo Silva, disse que a escalação do jogador nas seis rodadas finais será decidida depois de uma avaliação rodada a rodada. “Ronaldo está adquirindo uma sequência agora. É bom tê-lo em todos os jogos. É um jogador que sabe o que faz. A tendência é melhorar”, concluiu Tite. O Santos, já classificado para a Libertadores do ano que vem como campeão da Copa do Brasil, viu suas chances de ser campeão brasileiro diminuírem muito após o empate por 1 a 1 contra o Inter, sábado, em Porto Alegre. Estará de novo em campo na quarta-feira, recebendo o Vitória, ameaçado pelo rebaixamento, na Vila Belmiro, mas a maior parte das atenções estará mesmo voltada para os jogos do São Paulo e do Palmeiras, que venceram na semana passada e voltaram a alimentar esperanças de classificação à Libertadores, principalmente se o campeão da Copa Sul-Americana não for um brasileiro e o País ficar com

a quarta vaga. Depois de vencer o Atlético-PR por 2 a 1, na quinta, na Arena Barueri, o São Paulo vai a Uberlândia, na quarta, enfrentar o Cruzeiro. “Aos poucos, estamos chegando e encostando nos times lá de cima. Nós temos de pensar jogo a jogo. O sonho da Libertadores é difícil, mas não impossível. O São Paulo é muito grande e tem condições de chegar”, acredita o atacante Lucas, que cumpriu suspensão automática na última partida e volta à equipe. Na quinta-feira, é a vez do Palmeiras ir a Curitiba enfrentar o Atlético-PR na Arena da Baixada. Com os 3 a 2 de sábado sobre o Goiás, na Arena Barueri, o Alviverde igualou o próprio Atlético-PR, o São Paulo e o Grêmio em pontos (47) e voltou a ter chances de garantir vaga na Libertadores de 2011 via Campeonato Brasileiro. Mas não terá Kléber, suspenso, nem Dinei, que não deve jogar por estar emprestado pelo próprio Atlético ao Palmeiras até o final do ano.

SÉRIE B

Bahia x Coritiba vale liderança

B

ahia e Coritiba enfrentamse amanhã, no Estádio do Pituaçu, em Salvador, em jogo que vale a liderança da Série B. Mesmo perdendo para o São Caetano por 3 a 1, no ABC, no sábado, o Coritiba manteve-se em primeiro lugar, agora a dois pontos do Bahia, que na sexta ganhou do Paraná, fora de casa, por 1 a 0. O terceiro colocado é o Figueirense, que no sábado ficou no 0 a 0, em casa, com o Sport. Em quarto segue o América-MG, que na terça passada havia goleado o Santo André por 4 a 1, em Sete Lagoas. Na sexta, a Portuguesa empatou (1 a 1) com o ASA, em Arapiraca (AL), mas está a oito pontos do G-4. Amanhã serão realizados três jogos no estado de São Paulo: Santo André x ASA, Portuguesa x Náutico e Guaratinguetá x Brasiliense.

PELO BRASIL

 Dois empates por 1 a 1

nos jogos de ida das semifinais da Série C, disputados no sábado, entre Salgueiro-PE e ABC-RN, no Recife, e Criciúma-SC e ItuiutabaMG, em Santa Catarina. As partidas de volta serão disputadas no próximo fim de semana, mas as quatro equipes já estão classificadas para disputar a Série B em 2011.  Pela Série D, o América-

AM garantiu sua presença na decisão na quarta-feira da semana passada, ao vencer o Madureira por 2 a 0 no Rio. O outro finalista é o Guarany-CE, que no sábado ficou no 0 a 0 com o Araguaína-TO, em Sobral (CE), e classificou-se por ter empatado com gols fora de casa (2 a 2). Os quatro semifinalistas da Série D deste ano também estão classificados para jogar a Série C no ano que vem.  No primeiro jogo da

decisão da Segunda Divisão paulista (equivalente à quarta), no sábado, o Taboão da Serra fez 2 a 0 no Velo Club, de Rio Claro, e ficou mais perto do título.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

18 -.LOGO

Logo Logo

sábado e domingo, 30 e 31 de outubro, e segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Pastillero é um relógio digital de pulso que ainda lembra você o horário da medicação. Por enquanto, só um conceito.

www.dcomercio.com.br

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Reprodução

NOVEMBRO

Público vê pela primeira vez, em 1512, teto da Capela Sistina, pintado por Michelângelo.

www.thedesignblog.org

A CIDENTE E M

C A R T A Z

Boituva suspende voos de balão

U

m dia depois do acidente que causou a morte de três pessoas e deixou outras 14 feridas, o Clube de Balonismo de Boituva, a 115 km de São Paulo, permaneceu fechado ontem. Na base de operação dos balões, no Centro Nacional de Paraquedismo (CNP), um segurança informava que as atividades não têm data para serem retomadas. A prefeitura da cidade deve determinar a sus-

pensão dos voos com balão na cidade até que se apurem as causas do acidente. De acordo com o secretário de Segurança, Cássio Werneck, a medida é necessária para assegurar que os voos panorâmicos sejam realizados sem riscos. No dia do acidente, sábado, havia previsão de chuva com possível ocorrência de ventos na região. Quando os balões decolaram, de manhã, o tempo estava fechado.

Além do piloto Antonio Carlos Giusti, de 51 anos, morreram no acidente Franklin Ciarallo da Luz e sua mulher Daniela Gonçalves Ciarallo, ambos de 31 anos. O casal, que deixou dois filhos pequenos, tinha ganhado a viagem de balão como presente de aniversário de casamento. Dos feridos, apenas a jornalista Maria do Carmo Santos continuava internada, na tarde de ontem, em estado considerado

grave. A Confederação Brasileira de Balonismo vai acompanhar as investigações da Polícia Civil sobre a causa do acidente. De acordo com o presidente Edson Romagnoli, a causa mais provável teria sido uma mudança climática inesperada. Apesar do tempo fechado na manhã de sábado não ventava. Por volta das 8 horas, fortes rajadas de vento atingiram a cidade fazendo com que dois passeios fossem cancelados. (AE)

DUKE LEE

David W. Cerny/Reuters

Exposição Wesley Duke Lee traz cerca de 60 trabalhos do artista. Pinakotheke São Paulo. Rua Ministro Nelson Hungria, 200. Tel.: 3758-5202. Grátis.

A STRONOMIA

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OUTONO - Casal de idosos desce a escadaria do Castelo de Praga, na capital da República Tcheca. Ocupando uma área superior a 72 mil metros quadrados, o castelo é o maior do mundo, segundo o Guinness World Records Book.

G @DGET DU JOUR C ONCURSO

Bengala supersônica e sem haste

Android feito no Brasil vale prêmio

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Esta pulseira substitui a bengala usada por deficientes visuais para orientar a caminhada. Ainda um produto conceitual, o aparelho utiliza sinais supersônicos (chamado sonar) para enviar e receber mensagens sobre as condições do caminho. As vibrações da pulseira indicam algum obstáculo ou irregularidade da calçada. Além disso, o aparelho é pequeno e confortável.

A imagem acima mostra a fotografia feita em 20 de outubro por Alan Friedman. Para obter essa imagem completa, ele usou equipamentos que permitem registrar o objeto nos comprimentos de onda da luz do hidrogênio, um raio gama milhares de vezes menor que o da luz visível.

A Huawei, fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicações e aparelhos celulares, promove um concurso para descobrir o melhor aplicativo feito no Brasil para a plataforma Android, do Google. Chamado de AndroidLab, o concurso premiará o criador do aplicativo com R$ 20 mil e uma viagem à China. Inscrições até 10 de dezembro.

www.ubergizmo.com/15/archives/ 2010/10/supersonic_stick_on_the_

www.androidlab.com.br

wrist_for_blind_people.html

PET TOP MODELS Essas fotos são do fotógrafo britânico Tim Flach. Ele é especialista em transformar animais em estrelas dos cliques. Cão de Komondor

www.timflach.com

Bichon Frisé

Poodle no país das maravilhas

A POSTAS E XPOSIÇÃO

Patrik Stollarz/AFP

Polvo Paul no cinema Philippe Lopez/AFP

Termina a Expo Xangai 2010

Enquanto o mundo ainda está de "luto" pela morte do polvo vidente que ficou famoso no mundo todo, um filme chamado "Matem o Polvo Paul" desafia a verdade por trás do molusco que previa com precisão os resultados da Copa do Mundo de 2010. O thriller ficcional da diretora Xiao Jiang acompanha um grupo de torcedores chineses que viaja à África do Sul para desmascarar uma conspiração internacional de apostadores. A TÉ LOGO

Lou Reed toca em SP nos dias 20 e 21

acreditava nas habilidades sensoriais de Paul, mas que de fato o polvo foi crucial para aumentar o interesse do mundo pela Copa. (Reuters)

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

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Execução de moradores de rua em Maceió pode parar na Organização das Nações Unidas

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Terminou ontem a Exposição Universal de Xangai 2010, a maior, a mais movimentada e a mais visitada da história.

As reviravoltas da trama levam à conclusão de que as "profecias" de Paul eram fabricadas de modo a ajudar um esquema de manipulação de resultados, beneficiando uma quadrilha de apostadores. "Eu realmente gosto de futebol e adoro a Copa do Mundo. Mas sei que a Copa do Mundo teve muita gente apostando", disse Xiao a jornalistas na pré-estreia do filme, em Pequim. Xiao disse que pessoalmente não

S HOW

Não há outro lugar no mundo com tarifa de celular tão cara quanto o Brasil

Lou Reed toca em São Paulo, nos dias 20 e 21 de novembro, no Sesc Pinheiros. O cantor e guitarrista foi confirmado na programação da Mostra Sesc de Artes e o preço dos ingressos varia entre R$ 10 e R$ 40. As vendas começam hoje, nas unidades do Sesc. Após cancelar sua participação da Festa Literária Internacional de Paraty deste ano, o músico promove no Brasil o álbum Metal Machine Music, um trabalho experimental lançamento, em 1975, quando recolhido das lojas. (AE)


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AGENDA

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O seu consultor financeiro

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Quarta-feira

Quinta-feira

Quinta-feira

ACSP publica o balanço de vendas do SCPC relacionado a outubro

Fipe apresenta o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de outubro

O IBGE divulga a pesquisa industrial de produção física do mês de setembro

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COMPULSIVOS devem procurar ajuda

Quem gasta de forma descontrolada pode se tratar anonimamente em igrejas ou hospitais

NEIDE MARTINGO Stella Levi/SXC

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compulsão é uma doença, que precisa ser tratada. Tem gente que, mesmo estando com a corda no pescoço, não consegue parar de gastar. A dívida da engenheira Letícia, de 38 anos, chegou a R$ 23 mil. "Eu fazia empréstimo, para pagar outro empréstimo, que já tinha se originado do gasto excessivo. O limite da contacorrente tinha sido ultrapassado, assim como o do cartão de crédito. Nem ao agiota podia ir mais. Foi quando me conscientizei que tinha um problema, e que precisava de ajuda", revela a engenheira. Letícia já havia ouvido falar do grupo Devedores Anônimos. Procurou na internet e, em 2003, começou a frequentar as reuniões semanais, que acontecem até hoje na Paróquia Santa Ifigênia e na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, ambas localizadas no município de São Paulo. "Tive muitos problemas, inclusive com minha família, que achava que eu apresentava desvio de caráter, em razão do alto passivo. Com o tempo, todos perceberam que eu tinha uma doença." Letícia mudou radicalmente os hábitos de consumo. Ela negociou quase que totalmente as dívidas, mas ainda precisa participar das reuniões. "De vez em quando eu cometo um deslize, mas nada comparado ao que acontecia no passado. Hoje, sei que não posso ter cartão de crédito, que considero a pinga do alcoólatra. Não sei lidar com essas ferramentas de financiamento. A minha dica, para quem tem o problema, é: considere-se honesta. E procure o grupo, que não tem vínculo religioso." O arquiteto Júlio, de 29 anos, participa do grupo há dois anos e meio. Ele fez boa parte da dívida de R$ 15 mil em bares, restaurantes e baladas. "O irônico é que poucas coisas me davam realmente prazer. Eu gastava por compulsão, sem pensar. A prioridade tem que ser combater a causa, não os sintomas. Alguns problemas pessoais desencadearam o rombo", analisa Júlio. Família

Ele alerta que as pessoas não conseguem sair sozinhas da situação – é preciso procurar ajuda. "Tive desacertos com minha família, porque até o nome da minha mãe ficou sujo em razão das minhas dívidas. Hoje faltam 40% do total para pagar. Mas os gastos atuais são feitos com planejamento." Um dos fundadores do grupo que funciona na Paróquia Santa Ifigênia – que quer ser chamado de Mandel –, diz que há 12 frequentadores das reuniões semanais, atualmente. "As pessoas falam e ouvem histórias que envolvem a compulsão e, por isso conseguem se ajudar. É um desabafo", detalha. De acordo com ele, a faixa etária dos participantes diminuiu: há quatro pessoas que estão na faixa dos 20 anos. Uma delas, de 17 anos, comparece acompanhada pela mãe. "O número de homens também cresceu. Eles agora têm coragem de admitir que passam

Transtorno é uma doença antiga

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por um problema e conseguem pedir ajuda. Há pouco tempo isso seria uma vergonha." Mandel diz que a melhor maneira de resumir o transtorno é a má administração do próprio dinheiro. "A maioria chega ao grupo com baixa estima, ansiosa, medrosa, sofrendo muito. Normalmente, depois da primeira reunião, as mudanças já começam a acontecer. Pelo menos alívio os integrantes sentem, e iniciam a transformação dos hábitos de consumo." Os participantes ficam, em média, seis meses no grup o . D e s a p a re c e m p o r u m tempo, depois voltam. Identificação Outro grupo que ajuda os compradores compulsivos funciona no Hospital das Clínicas, em São Paulo. O Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (Amiti), no Instituto de Psiquiatria do HC, trata pessoas com várias compulsões – entre elas, os que gastam demais. O atendimento foi

Comprar vira uma enorme dependência que dá prazer. Mas é possível controlar o problema. TATIANA FILOMENSKY, HOSPITAL DAS CLÍNICAS iniciado em 2005. Atualmente, 40 pessoas são acompanhadas, em diferentes níveis. "Os interessados se identificam com as histórias que leem na imprensa, fazem contato com o HC, são examinados por médicos, psicólogos e psiquiatras, depois da triagem feita pelo telefone. Se o diagnóstico de compulsão for confirmado, o tratamento é iniciado", diz a coordenadora do grupo, Tatiana Filomensky. Os encontros acontecem todas as semanas. "A maioria tem por volta dos 30 anos de idade, e apresenta algum outro problema, junto com a com-

pulsão – normalmente depressão", detalha a psicóloga. Segundo ela, essas pessoas compram porque buscam a satisfação que ameniza a angústia e os sentimentos desagradáveis. "Nesse caso, comprar vira uma dependência que dá prazer. Mas é possível controlar o problema. Depois de 20 sessões, o participante passa a observar a própria situação de maneira diferente", diz Tatiana. O importante, afirma ela, é a família participar do tratamento e dar suporte. "É uma bola de neve: as pessoas se sentem culpadas por comprar, mesmo com dívidas acumuladas, e começam a mentir." A sugestão da coordenadora para quem tem dúvida se deve ou não procurar saber o diagnóstico é: "Se o consumidor passa mais tempo comprando além do necessário, está adquirindo mais itens do que antigamente; e mente sobre a quantidade adquirida e valor das mercadorias – é melhor procurar por uma avaliação médica."

S ERVIÇO Locais que prestam assistência a devedores anônimos Grupo Santa Ifigênia: Local: Paróquia Sana Ifigênia Endereço: Rua Santa Ifigênia, 30 Bairro: Centro – Cidade: São Paulo – SP Dia da semana: Sábado – Horário: das 16 horas às 18 horas Grupo Jardins: Local: Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Endereço: Rua Sampaio Vidal, 1055 Bairro: Jardins – Cidade: São Paulo – SP Dia da semana: Quintafeira - Horário: 18h30 às 20h30 Hospital das Clínicas 11 30697805

m estudo do Hospital das Clínicas (HC), em São Paulo, demonstra que o transtorno da compra compulsiva foi descrito pela primeira vez como uma síndrome psiquiátrica, no começo do século XX. Um dos resultados do trabalho indicou que trata-se de uma condição crônica, que divide características comuns com transtornos do controle do impulso. O problema pode ser chamado também de Oneomania – transtorno de comprar compulsivamente. Muitos compradores compulsivos descreveram seu comportamento, no levantamento do HC, como repetitivo, com pensamentos intrusivos sobre comprar, aos quais eles tentam resistir, sem êxito. A psicóloga especializada na área financeira Olga Tessari diz que a compulsão da compra deriva da ansiedade que a pessoa está vivendo. "O perfil é de gente que não consegue lidar com situações do dia a dia e acaba apresentando o transtorno. O mecanismo é o mesmo dos compulsivos em comida, em jogo, em drogas, em bebida." Ele detalha que os compulsivos têm medo de errar, são perfeccionistas e se preocupam muito com a opinião dos outros. "As compras representam fuga. Tenho uma paciente que, quando ela vai escolher meias, precisa levar uma de cada cor. E outro que já tinha três torradeiras. Comprou a quarta para não perder uma promoção. Quando ouvem críticas, acham que os outros estão com inveja. São pessoas que sofrem e que precisam de tratamento", define a psicóloga. (NM)


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COMÉRCIO

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As pequenas notáveis que fazem parte da bolsa Ações de empresas de segunda linha, apesar de baixa liquidez, têm registrado bom retorno.

NEIDE MARTINGO

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ão se engane: as chamadas ações de segunda linha, as small caps, podem ser uma boa opção de investimento. Elas são conhecidas dessa forma no mercado porque não têm a mesma liquidez de papéis que pertencem a empresas maiores, as de primeira linha. O volume de dinheiro sendo movimentado por elas na bolsa é menor em relação ao de outras companhias. De qualquer forma, o investidor está de olho na opção. Um levantamento feito pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostrou que, em setembro, os fundos de ações small caps registraram uma das maiores valorizações do mês: 4,18%. A rentabilidade acumulada no ano chegou a 14,05%. Em agosto, os números foram de 2,04% e 9,48%, respectivamente. Subjetivo

De acordo com o especialista em finanças pessoais e autor do livro Money Fit André Massaro, o critério que existe no mercado para classificar os papéis como sendo de segunda linha é variável: depende do analista que estiver fazendo o trabalho. Para ele, por exemplo, empresas de segunda linha são aquelas que possuem um volume diário negociado na bolsa inferior a R$ 50 milhões. "Não existe uma norma que determine quais são os parâmetros que classificam um papel como sendo de primeira ou segunda linha. Os critérios variam entre os analistas e gestores de fundos. O conceito muda, dependendo da instituição que está avaliando a companhia", diz. O importante, para ele, é destacar que esse valor não garante que a empresa escolhida não esteja envolvida em fraudes, ou não corra o risco de quebrar. "Muitas vezes uma

companhia de segunda linha oferece mais garantias do que as de primeira", afirma Massaro. "Ela pode ser melhor gerida e oferecer mais rentabilidade. Ou seja, não há diferença qualitativa. As empresas de primeira linha têm mais nome, apenas isso." Sem preconceito O especialista recomenda a aquisição dos papéis, assim como a participação em um fundo de ações – é preciso levar todas as empresas em consideração. "Não pode ter preconceito. Tem muita gente que só leva em conta o balanço da companhia para adquirir as ações, e perde bons negócios." O investidor não pode se deixar levar pelo nome da em-

presa na hora da escolha. "O melhor é adiar a entrada na Bolsa e estudar o mercado para não ficar na mão de ninguém", aconselha Massaro. O problema das small caps é que são papéis com mais volatilidade, por conta da liquidez menor. Já as ações de primeira linha são vendidas, em geral, com facilidade. Para o especialista em finanças pessoais, foi o "efeito Petrobras" que chamou a atenção do mercado para as small caps nos últimos meses. "As ações que pertencem ao grupo da primeira linha foram abaladas em razão da queda dos papéis da Petrobras. A operação com os títulos da empresa acabou derrubando a média de rentabilidade dos demais. Algumas ações de segunda linha também apresen-

taram queda, porém, nada que assustasse. Mas há espaço bem maior para que o valor delas cresça", afirma. Além disso, diz Massaro, o cenário brasileiro passa por uma fase eufórica. "Isso se reflete no mercado de ações. Os investidores estrangeiros estão de olho no País."

Programa de Capacitação da Empresa em Desenvolvimento da Fundação Instituto de Administração (Proced-Fia), Ricardo Almeida. Ele sugere para os investidores tradicionais que conti-

nuem aplicando nas empresas que fazem parte do Ibovespa. "Caso contrário, a pessoa pode perder a folga financeira no momento de retirar os recursos fora de hora", finaliza Almeida da Fia.

Diversificação "As small caps são um bom negócio para quem tem muito dinheiro. Uma pessoa, que possui investimento em renda fixa e também um fundo de ações mais tradicional, só vai optar pelos papéis de segunda linha se puder diversificar e esperar aproximadamente oito anos para fazer o resgate", analisa o professor de finanças do

Ouro: número um em rentabilidade. Rejane Tamoto

A

s oscilações do dólar e do euro no mercado mundial e as baixas taxas de juros dos Estados Unidos, do Japão e da Europa levaram à migração das aplicações para o ouro, que foi o investimento mais rentável em outubro: avanço de 7,67%. O metal está no topo do ranking de investimentos com valorização de 29,03% no acumulado do ano (veja tabela). A segunda aplicação que mais rendeu foi o euro diante da desvalorização do dólar. Na prévia anual, porém, foi a moeda com maior queda por oscilações ao longo do ano. Em outubro, os títulos indexa-

dos ao Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) tiveram mais ganhos que os investimentos na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBovespa), em títulos indexados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fundos de renda fixa, fundos DI, dólar e poupança. "Foi a aplicação mais interessante em função dos juros que paga e da inflação acima da meta. O IPCA e o IGP-M devem continuar pressionados", diz o administrador de investimentos, Fábio Colombo. Para ele, a tendência neste mês vai depender das especulações sobre a equipe econômica do novo governo. A expectativa é a de que a alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) seja insuficiente para desvalorizar o real.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÃO Encontram-se abertos no Gabinete: PREGÃO ELETRÔNICO 323/2010-SMS.G, processo 2010-0.248.555-6, destinado ao registro de preços de MEDICAMENTOS ESSENCIAIS IX, para a Central de Distribuição de Medicamentos e Correlatos - CDMEC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 14 horas do dia 18 de novembro de 2010, a cargo da 2ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital. RETIRADA DO EDITAL O edital do pregão acima poderá ser consultado e/ou obtido nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, www.comprasnet.gov.br, ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo.


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e Visão holística para Porto 24 horas

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Encontro do Comus avalia que sistema portuário da Baixada Santista melhorou. Mas ainda há muito no que avançar.

conomia

Patricia Cruz/LUZ

O secretárioexecutivo da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), Matheus de Mello Miller reconhece avanços nos terminais portuários, principalmente na movimentação das cargas.

Executivo propõe análise abrangente das questões problemáticas do sistema portuário da Baixada Santista. Objetivo é fornecer soluções para todos os elos da cadeia exportadora. Patricia Cruz/LUZ

Fátima Lourenço

O

secretário-executivo da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), Matheus de Mello Miller, defendeu a necessidade de uma "visão holística" na análise das questões relacionadas ao complexo portuário da Baixada Santista, suficientemente abrangente para apontar soluções a todos os elos da cadeia. O executivo apresentou o ponto de vista da entidade na última quinta-feira, em reunião sobre o Projeto Porto 24 Horas, tema prioritário do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Miller comentou que os terminais portuários passaram por avanços que não podem ser negados. Além da Lei 8.630, de 1993, que disciplina o setor, ele mencionou a melho-

ria estrutural para a operação das cargas. "Os terminais vêm batendo recorde de movimentação", afirmou, embora ressalvasse que os avanços não são constatados em todos os órgãos. "Não adianta buscar culpados, mas as soluções para a melhoria dos fluxos. A Abtra parte desse ponto". O secretário destacou que a entidade se dedicou muito à inclusão da tecnologia da informação (TI) nos procedimentos do complexo portuário, apontando a implantação do sistema das Declarações de Tr a n s f e rê n c i a E l e t rô n i c a (DTE-s) como um grande avanço. "Não adianta ter mais espaço se você não transfere. A Abtra continua com esse programa (de incluir tecnologia da informação), que é o que dá agilidade à movimentação." Segundo ele, estão avançadas as discussões no sentido de incluir o Ministério da Agricultura no sistema. "Também trabalhamos para trazer a Anvisa (Agência Nacional de Vi-

Vamos aproveitar a estrutura do Exporta São Paulo para prosseguir com a programação de reuniões no interior do estado. JOSÉ CÂNDIDO SENNA, COMUS gilância Sanitária), para melhorar a anuência deles." Miller analisa que ainda é escasso o uso de informática por parte dos órgãos públicos. E a esse problema se somam, conforme disse, questões como

descoordenação entre os vários órgãos envolvidos nos procedimentos; e dificuldades com licenças ambientais para novos investimentos. "Não é um mar de rosas, mas o sistema tem dado respostas satisfatórias", ressalvou. Programação – O coordenador-executivo do Comus e mediador da reunião da semana passada, José Cândido Senna, explicou que o comitê agenderá reuniões com exportadores e importadores paulistas. "Vamos aproveitar a estrutura do Exporta São Paulo para prosseguir com a programação de reuniões no interior do estado", explicou. Os debates sobre o tema, na última reunião, também tiveram a participação do gerente de promoções da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Wilson Pedroso; e do gerente-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roberto Mello.

Rita Campagnoli, à direita: complexidade exige informação.

Empresas exportam produtos e tributos Paula Cunha

O

s exportadores brasileiros são excessivamente taxados e, por isso, acabam por exportar tributos, o que reduz ainda mais sua competitividade já fortemente afetada pelo câmbio atual. Por isso, o setor deve ser desonerado dos atuais tributos que incidem sobre ele e a área de ressarcimento da Receita Federal poderia dar agilidade às análises de pedidos encaminhadas pelos empreendedores. Esta é a opinião do consultor tributário José Eduardo Leal Rebouças apresentada durante a reunião do Conselho de Comércio Exterior da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) no último dia 21. Para ele, os níveis atuais de ressarcimento não são suficientes para compensar esta taxação. Além disso, ele entende que a variação cambial é o outro entrave para o setor. Para Rebouças, a relação ideal deveria ser de dois reais para um dólar. No início da reunião, Rita Campagnoli, coordenadoraadjunta do Conselho, enfatizou a importância do tema e ressaltou que a troca de informações é fundamental para o exportador brasileiro em razão da complexidade da legislação que rege o setor. O consultor, que foi fiscal da Receita Federal por 15 anos, lembrou também que é importante compreender que o processo de exportação de um produto começa no pátio da empresa exportadora e que toda esta carga que incide sobre a operação reduz a competitividade brasileira frente aos concorrentes. Segundo Rebouças, o ideal seria que não houvesse qualquer tributação antes de a mercadoria sair do Brasil. O especialista repassou as mudanças nas leis que incidem sobre a exportação. A partir de 1993, foi implantado o sistema de crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Em seguida, em 1995, veio o ressarcimento básico do

mesmo imposto. Em 2002, foi a vez do Programa de Integração Social (PIS) nãocumulativo. Diante de tantas transformações, Rebouças enfatizou que o ressarcimento ao exportador é um benefício fiscal e, por isso, perante a lei, não deve sofrer correção monetária. Segundo ele, a atual legislação é muito difícil de ser cumprida à risca pelos exportadores e lembra que a Receita Federal tem programas para responder aos pedidos de ressarcimento e restituição. Entretanto, na sua experiência junto a empresas exportadoras, tem observado que aquelas que têm a consistência de seus créditos examinada pelos técnicos do governo podem ter sua situação reavaliada. De acordo com os parâmetros do órgão governamental, é

Os exportadores brasileiros são excessivamente taxados, exportam tributos e perdem competitividade. JOSÉ EDUARDO LEAL REBOUÇAS, CONSULTOR TRIBUTÁRIO

considerado bom contribuinte aquele que tiver uma divergência de até 20% do seu pedido total de ressarcimento. Quanto ao modelo ideal de cobrança de impostos, Rebouças opina que os tributos devem ser cobrados apenas no consumo e que uma reforma tributária por setor, como reivindica o segmento de alimentos, não é viável, pois seria necessário um conjunto enorme de leis, o que tornaria o sistema ainda mais complexo que o atual.


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ECONOMIA/LEGAIS - 23

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  'LVSRQtYHO   &RQWDV D SDJDU $WLYLGDGHV 2SHUDFLRQDLV     2EULJDo}HV D SDJDU   &DL[D H EDQFRV   5HFHELPHQWRV GH SUrPLRV GH VHJXUR   3UrPLRV HPLWLGRV OtTXLGRV   ,PSRVWRV H HQFDUJRV VRFLDLV D UHFROKHU   $SOLFDo}HV   5HFXSHUDo}HV GH VLQLVWURV H FRPLVV}HV       2XWURV UHFHELPHQWRV RSHUDFLRQDLV UHVVDUFLPHQWRV H RXWURV  (QFDUJRV WUDEDOKLVWDV   3UrPLRV UHVVHJXURV FHGLGRV 7tWXORV GH UHQGD ¿[D     ,PSRVWRV H FRQWULEXLo}HV   3UrPLRV UHWLGRV 7tWXORV GH UHQGD YDULiYHO     3DJDPHQWRV GH VLQLVWURV H FRPLVV}HV   

  9DULDo}HV GDV SURYLV}HV WpFQLFDV 2XWUDV DSOLFDo}HV   'pELWRV GDV RSHUDo}HV FRP VHJXURV H UHVVHJXURV 5HSDVVHV GH SUrPLRV SRU FHVVmR GH ULVFRV    

   3UrPLRV D UHVWLWXLU   &UpGLWRV GDV RSHUDo}HV FRP VHJXURV H UHVVHJXURV   3DJDPHQWRV GHVSHVDV RSHUDo}HV GH VHJXUR H UHVVHJXURV  

  2SHUDo}HV FRP UHVVHJXUDGRUDV   3UrPLRV JDQKRV 3UrPLRV D UHFHEHU   3DJDPHQWRV GH GHVSHVDV H REULJDo}HV    

   2XWURV SDJDPHQWRV RSHUDFLRQDLV &RUUHWRUHV GH VHJXURV H UHVVHJXURV   6LQLVWURV UHWLGRV 2SHUDo}HV FRP VHJXUDGRUDV     

5HFHLWDV GH FRPHUFLDOL]DomR GLIHULGD   'HVSHVDV GH FRPHUFLDOL]DomR 2SHUDo}HV FRP UHVVHJXUDGRUDV     5HFHELPHQWR GH MXURV H GLYLGHQGRV   2XWURV GpELWRV RSHUDFLRQDLV   2XWUDV UHFHLWDV H GHVSHVDV RSHUDFLRQDLV 2XWURV FUpGLWRV RSHUDFLRQDLV    

   3DJDPHQWRV GH SDUWLFLSDo}HV QRV UHVXOWDGRV   3URYLVmR SDUD ULVFRV GH FUpGLWR    'HSyVLWR GH WHUFHLURV     &DL[D &RQVXPLGR SHODV 2SHUDo}HV   

'HSyVLWR GH WHUFHLURV   'HVSHVDV DGPLQLVWUDWLYDV 7tWXORV H FUpGLWRV D UHFHEHU   ,PSRVWRV H FRQWULEXLo}HV SDJRV   

   3DJDPHQWR GH MXURV   'HVSHVDV FRP WULEXWRV 7tWXORV H FUpGLWRV D UHFHEHU   3URYLV}HV WpFQLFDVVHJXURV  

3URYLVmR GH SUrPLRV QmR JDQKRV   5HVXOWDGR ÀQDQFHLUR &UpGLWRV WULEXWiULRV H SUHYLGHQFLiULRV     ,QYHVWLPHQWRV ¿QDQFHLURV   3URYLVmR GH VLQLVWURV D OLTXLGDU   5HVXOWDGR SDWULPRQLDO 'HSRVLWRV MXGLFLDLV H ¿VFDLV   $SOLFDo}HV   

  3URYLVmR GH VLQLVWURV RFRUULGRV PDV QmR DYLVDGRV   2XWURV FUpGLWRV   9HQGDV H UHVJDVWHV     2XWUDV SURYLV}HV   5HVXOWDGR RSHUDFLRQDO 2XWURV YDORUHV H EHQV   5HQGLPHQWRV UHFHELGRV     *DQKRV H SHUGDV FRP DWLYRV QmR FRUUHQWHV 'HVSHVDV DQWHFLSDGDV   3DVVLYR QmR &LUFXODQWH   &DL[D /tTXLGR &RQVXPLGR *HUDGR QDV $WLYLGDGHV 2SHUDFLRQDLV  

  5HVXOWDGR DQWHV GRV LPSRVWRV H SDUWLFLSDo}HV 'HVSHVDV GH FRPHUFLDOL]DomR GLIHULGDV VHJXURV H UHVVHJXURV   2XWURV GpELWRV $WLYLGDGHV GH ,QYHVWLPHQWR   3URYLV}HV FtYHLV   'HVSHVDV GH UHVVHJXUR GLIHULGDV     

   3DJDPHQWR SHOD FRPSUD GH DWLYR SHUPDQHQWH 3URYLV}HV DGPLQLVWUDWLYDV   ,PSRVWR GH UHQGD $WLYR QmR &LUFXODQWH   ,PRELOL]DGR   

  

  &RQWULEXLomR VRFLDO 5HDOL]iYHO D /RQJR 3UD]R   3DWULP{QLR /tTXLGR ,QWDQJtYHO  

  3DUWLFLSDo}HV VREUH R UHVXOWDGR $SOLFDo}HV    &DSLWDO VRFLDO    &DL[D /tTXLGR &RQVXPLGR QDV $WLYLGDGHV GH ,QYHVWLPHQWR   

  /XFUR OtTXLGR GR VHPHVWUH 7tWXORV GH UHQGD ¿[D   5HVHUYDV GH OXFURV $XPHQWR 5HGXomR /tTXLGD GH &DL[D H (TXLYDOHQWHV GH &DL[D  

   

2XWUDV DSOLFDo}HV   $MXVWH FRP WLWXORV H YDORUHV PRELOLDULRV &DL[D H HTXLYDOHQWHV GH FDL[D QR LQtFLR GR VHPHVWUH      4XDQWLGDGH GH Do}HV  &UpGLWRV GDV RSHUDo}HV FRP VHJXURV H UHVVHJXURV   /XFURV DFXPXODGRV &DL[D H HTXLYDOHQWHV GH FDL[D QR ¿QDO GR VHPHVWUH   /XFUR SRU DomR5   2XWURV FUHGLWRV RSHUDFLRQDLV   $XPHQWR 5HGXomR QDV $SOLFDo}HV )LQDQFHLUDV5HFXUVRV /LYUHV    7tWXORV H FUpGLWRV D UHFHEHU   $V QRWDV H[SOLFDWLYDV VmR SDUWH LQWHJUDQWH GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV $V QRWDV H[SOLFDWLYDV VmR SDUWH LQWHJUDQWH GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV &UpGLWRV WULEXWiULRV H SUHYLGHQFLiULRV   3HUPDQHQWH 3DWULP{QLR OtTXLGR DMXVWDGR H PDUJHP GH VROYrQFLD &RQIRUPH SUHYLVWR QD 5HVROXomR 'HSyVLWRV MXGLFLDLV H ¿VFDLV   D ,QYHVWLPHQWR   GR &163 Qž GH  GH VHWHPEUR GHTXH GLVS}H VREUH RV FULWpULRV SDUD R FiOFXOR GD 3HUPDQHQWH   3DUWLFLSDo}HV VRFLHWiULDV PDUJHP GH VROYrQFLDH 5HVROXomR GR &163 Qž GH GH DJRVWR GHH DOWHUDo}HV ,QYHVWLPHQWRV   ,5%%UDVLO 5HVVHJXURV 6$   SRVWHULRUHVRV YDORUHV DSXUDGRV VmR RV VHJXLQWHV 3DUWLFLSDo}HV VRFLHWiULDVQmR ¿QDQFHLUDV   ÈXUHD 6HUYLoRV 7pFQLFRV /WGD   'HVFULomR   2XWURV LQYHVWLPHQWRV   6HJXUDGRUD /tGHU GRV &RQVyUFLRV GR 6HJXUR '39$7 6$   3DWULP{QLR OtTXLGR FRQWiELO   ,PRELOL]DGR     &UpGLWRV WULEXWiULRV QRWD     

%HQV PyYHLV   2XWURV LQYHVWLPHQWRV 'HSUHFLDomR   

'HVSHVDV DQWHFLSDGDV   

2EUDV GH DUWH   'LIHULGR ,QWDQJtYHO    

  3DWULP{QLR OtTXLGR DMXVWDGR  2XWURV LQWDQJtYHLV    $ ÈXUHD 6HUYLoRV 7pFQLFRV /WGD DWXRX QD SUHVWDomR GH VHUYLoRV DX[LOLDUHV GH DQiOLVH GH $PRUWL]DomR   

  FUpGLWRV H DFRPSDQKDPHQWR GH ULVFRV$ HPSUHVD WHYH VXDV RSHUDo}HV GHVFRQWLQXDGDV HP 0DUJHP GH VROYrQFLD 'LIHULGR    VHWHPEUR GH H HP  GH MXOKR GH WHYH WRGRV RV VHXV DWLYRV H SDVVLYRV OLTXLGDGRV H R 6X¿FLrQFLD  'HVSHVDV GH LQVWDODomR   UHJLVWUR HQFHUUDGR QD -XQWD &RPHUFLDO GR (VWDGR GR 5LR GH -DQHLUR E ,PRELOL]DGR 2V EHQV 0DUJHP GH VROYrQFLD $PRUWL]DomR  

D GR SUrPLR UHWLGR DQXDO GRV ~OWLPRVPHVHV   7RWDO GR $WLYR   7RWDO GR 3DVVLYR H 3DWULP{QLR /tTXLGR   PyYHLV HVWmR GHPRQVWUDGRV DR FXVWR GH DTXLVLomR H GHSUHFLDGRV SHOR PpWRGR OLQHDU FRP EDVH   HP WD[DV DQXDLV TXH FRQWHPSODP D YLGD ~WLOHFRQ{PLFD GRV EHQV$V EHQIHLWRULDV HP LPyYHLV E GR VLQLVWUR UHWLGR DQXDO PpGLR GRV ~OWLPRV  PHVHV $V QRWDV H[SOLFDWLYDV VmR SDUWH LQWHJUDQWH GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV 0DUJHP GH VROYrQFLDPDLRU YDORU HQWUH D H E    GH WHUFHLURV HVWmR VHQGR DPRUWL]DGDV SHOR SUD]R GR DOXJXHO '(021675$d®(6 '$6 087$d®(6 '2 3$75,0Ð1,2 /Ë48,'2 3$5$ 26 6(0(675(6 ),1'26 (0 '( -81+2 '(( '( 7D[D DQXDO GH $ 686(3 GLYXOJRX DV 5HVROXo}HV &163 QRV H H D &LUFXODU 686(3 QR  9DORUHV H[SUHVVRV HP PLOKDUHV GH UHDLV

GHSUHFLDomR   TXH LQVWLWXtUDP DV UHJUDV GH DORFDomR GH FDSLWDO GH ULVFRV SURYHQLHQWHV GD VXEVFULomR SDUD RV %HQIHLWRULDV HP LPyYHLV GH WHUFHLURV    GLYHUVRV UDPRV GH VHJXURV H WDPEpP RV FULWpULRV GH DWXDomR GR yUJmR UHJXODGRU HP UHODomR j 5HVHUYD GH OXFURV $MXVWHV FRP (TXLSDPHQWRV    HYHQWXDO LQVX¿FLrQFLD GH FDSLWDO SDUD DV VHJXUDGRUDV$ 6HJXUDGRUD DSUHVHQWRXHP MXQKR GH &DSLWDO 5HVHUYD 5HVHUYD WtWXORV H YDORUHV /XFURV 0yYHLVPiTXLQDV H XWHQVtOLRV    VX¿FLrQFLD GH 5  5 HVWDQGR GHYLGDPHQWH HQTXDGUDGD QDV UHJUDV VRFLDO OHJDO GH UHWHQomR PRELOLDULRV DFXPXODGRV 7RWDO 9HtFXORV      GH FDSLWDO PtQLPR UHTXHULGR (Pž GH -DQHLUR GH         5DPRV GH DWXDomR 1R tQGLFH GH FRPHUFLDOL]DomR XWLOL]DPRV D UD]mR HQWUH GHVSHVD GH $MXVWH FRP WtWXORV H YDORUHV PRELOLiULRV       

'HSUHFLDomR DFXPXODGD     

/XFUR OtTXLGR QR VHPHVWUH       FRPLVVmR SDJD DR FRUUHWRU SHOR SUrPLR GH VHJXUR GLUHWR   (P GH -XQKR GH        ÌQGLFH GH ÌQGLFH GH F  ,QWDQJtYHO 2 LQWDQJtYHO p FRQVWLWXtGR SRU GHVSHVDV FRP GLUHLWR GH XVR GH VLVWHPDV GH (Pž GH -DQHLUR GH       3UrPLRV VLQLVWUD FRPHUFLD $MXVWH GH H[HUFtFLR DQWHULRU QRWD F         FRPSXWDomR QR YDORU GH 5    5   VHQGR DV DPRUWL]Do}HV HIHWXDGDV JDQKRV OLGDGH OL]DomR FRP EDVH HP WD[D DQXDO GH  QR YDORU GH 5    5   G  'LIHULGR /XFUR OtTXLGR QR VHPHVWUH            2 GLIHULGR IRL FRQVWLWXtGR DWp SRU GHVSHVDV FRP LQVWDODo}HV QR YDORU GH 5VHQGR 5DPRV GH DWXDomR  (P GH -XQKR GH              DV DPRUWL]Do}HVHIHWXDGDV FRP EDVH HP WD[D DQXDO GHQR YDORU GH 56HX VDOGR *DUDQWLD ¿QDQFHLUD $V QRWDV H[SOLFDWLYDV VmR SDUWH LQWHJUDQWH GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV *DUDQWLD GH RSHUDo}HV SULYDGDV        IRL WUDQVIHULGR SDUD R LQWDQJtYHO HP GH MXQKR GH *DUDQWLD GH RSHUDo}HV S~EOLFDV         127$6 (;3/,&$7,9$6 '$ $'0,1,675$d­2 ¬6 '(021675$d®(6 ),1$1&(,5$6 (0 '( -81+2 '(( '( 'HVSHVDV GH FRPHUFLDOL]DomR GLIHULGDV *DUDQWLD GH FRQFHVV}HV S~EOLFDV        (P PLOKDUHV GH UHDLVH[FHWR DV TXDQWLGDGHV GH Do}HV D 5HFHLWDV GH FRPHUFLDOL]DomR GLIHULGDV *DUDQWLD MXGLFLDO        &RQWH[WR RSHUDFLRQDO (P  GH GH]HPEUR GH  IRL KRPRORJDGD SHOD 3RUWDULD GD FRPHUFLDO UHWLGR R VHX YDORU p D GLIHUHQoDVH SRVLWLYDHQWUH D PpGLD GD VRPD GRV YDORUHV $V UHFHLWDV GH FRPHUFLDOL]DomR GLIHULGDV VmR SURYHQLHQWHV GDV FRPLVV}HV UHFXSHUDGDV FRP &UpGLWR GRPpVWLFR ULVFR FRPHUFLDO       6XSHULQWHQGrQFLD GH 6HJXURV 3ULYDGRV 686(3 Qž D DOWHUDomR GD UD]mR VRFLDO GH ÈXUHD DSXUDGRV GLDULDPHQWH QR PrV GH FRQVWLWXLomR H D 331* FRQVWLWXtGDFRQVLGHUDQGR WRGRV RV RV UHVVHJXUDGRUHV '39$7          6HJXURV 6$ SDUD &(6&(%5$6,/ 6HJXURV GH *DUDQWLDV H &UpGLWR 6$$ &(6&(%5$6,/ ULVFRV YLJHQWHV HPLWLGRV RX QmR M  5HFHLWDV H GHVSHVDV GH FRPHUFLDOL]DomR GLIHULGDV     6HJXURV GH *DUDQWLDV H &UpGLWR 6$p XPD 6HJXUDGRUD GH FDSLWDO IHFKDGR H WHP SRU REMHWR $V UHFHLWDV H GHVSHVDV GH FRPHUFLDOL]DomR GLIHULGDV VmR DSURSULDGDV QR UHVXOWDGR TXDQGR GD *DUDQWLD ¿QDQFHLUD   'HWDOKDPHQWR GDV FRQWDV GD GHPRQVWUDomR GR UHVXOWDGR VRFLDO D H[SORUDomR GDV RSHUDo}HV GH VHJXURV H UHVVHJXURV QRV UDPRV GH JDUDQWLD H FUpGLWR HPLVVmR GDV UHVSHFWLYDV DSyOLFHV GH VHJXUR H GLIHULGRV SDUD DSURSULDomR QR GHFRUUHU GR *DUDQWLD GH RSHUDo}HV SULYDGDV   D 3UrPLRV HPLWLGRV OtTXLGRV   LQWHUQRRSHUDQGR DWUDYpV GH VXFXUVDLV QRV SULQFLSDLV FHQWURV HFRQ{PLFRV GR SDtV1R %UDVLO SUD]R GH YLJrQFLD GDV PHVPDV N 'HPDLV SDVVLYRV FLUFXODQWHV H H[LJtYHLV D ORQJR SUD]R *DUDQWLD GH RSHUDo}HV S~EOLFDV   *DUDQWLD ¿QDQFHLUD   R *UXSR &(6&( p UHSUHVHQWDGR SHODV 6HJXUDGRUDV &(6&(%5$6,/ 6HJXURV GH *DUDQWLDV H 6mR GHPRQVWUDGRV SRU YDORUHV FRQKHFLGRV RX FDOFXOiYHLVDFUHVFLGRVTXDQGR DSOLFiYHOGRV *DUDQWLD GH FRQFHVV}HV S~EOLFDV   *DUDQWLD GH RSHUDo}HV SULYDGDV   &UpGLWR 6$H &(6&( %UDVLO 6HJXURV GH &UpGLWR 6$DPEDV GHYLGDPHQWH DXWRUL]DGDV D DWXDU FRUUHVSRQGHQWHV HQFDUJRV H YDULDo}HV PRQHWiULDV LQFRUULGDV DWp DV GDWDV GH HQFHUUDPHQWR *DUDQWLD MXGLFLDO   *DUDQWLD GH RSHUDo}HV S~EOLFDV   UHVSHFWLYDPHQWHQRV UDPRV GH VHJXUR GH JDUDQWLDV H FUpGLWR LQWHUQR H VHJXURV GH FUpGLWR j GRV EDODQoRV O  3,6 H &2),16 %DVHDGD QD RSLQLmR GRV QRVVRV DVVHVVRUHV MXUtGLFRV D &UpGLWR GRPpVWLFR ULVFR FRPHUFLDO   *DUDQWLD GH FRQFHVV}HV S~EOLFDV   H[SRUWDomRUHVSHFWLYDPHQWH2 *UXSR &(6&( p HVSHFLDOL]DGR QD JHVWmR LQWHJUDGD GH ULVFR 6HJXUDGRUD HIHWXD R FiOFXOR H UHFROKH R 3,6 H D &2),16 H[FOXVLYDPHQWH GH DFRUGR FRP D FRPHUFLDO H VHX SULQFLSDO DFLRQLVWD p R HVWDGR HVSDQKROWHQGR DLQGD SDUWLFLSDomR DFLRQiULD SODQLOKD GH FiOFXOR FRQVWDQWH QR $QH[R ,, GD ,QVWUXomR 1RUPDWLYD Qž  FRQIRUPH E 'HVSHVDV GH FRPHUFLDOL]DomR GLIHULGDV VHJXURV H UHVVHJXURV  *DUDQWLD MXGLFLDO   $V GHVSHVDV GH FRPHUFLDOL]DomR GLIHULGDV VmR SURYHQLHQWHV GDV FRPLVV}HV SDJDV QDV &UpGLWR GRPpVWLFR ULVFR FRPHUFLDO GRV SULQFLSDLV EDQFRV H HPSUHVDV VHJXUDGRUDV GD (VSDQKD2 VHX REMHWR VRFLDO p VHJXUDU DV HVWDEHOHFLGR QR DUWLJR  GR UHIHULGR DWR QRUPDWLYR P ,PSRVWR GH UHQGD H FRQWULEXLomR   HPSUHVDV FRQWUD RV ULVFRV GH IDOWD GH SDJDPHQWR GHFRUUHQWHV GDV YHQGDV GRV VHXV SURGXWRV VRFLDO $ SURYLVmR SDUD LPSRVWR GH UHQGD p FRQVWLWXtGD j DOtTXRWD GH  VREUH R OXFUR RSHUDo}HV GH VHJXUR '39$7     H GD SUHVWDomR GH VHUYLoRVWDQWR QR PHUFDGR LQWHUQR FRPR QR H[WHUQR WULEXWiYHO HTXDQGR DSOLFiYHODFUHVFLGD GH DGLFLRQDO HVSHFt¿FR GHVREUH R OXFUR WULEXWiYHO      $SUHVHQWDomR GDV GHPRQVWUDo}HV ÀQDQFHLUDV $V GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV IRUDP TXH XOWUDSDVVDU 5QR DQR$ SURYLVmR SDUD D FRQWULEXLomR VRFLDO p FRQVWLWXtGD j DOtTXRWD *DUDQWLD ¿QDQFHLUD     E 6LQLVWURV UHWLGRV HODERUDGDV GH DFRUGR FRP DV SUiWLFDV FRQWiEHLV DGRWDGDV QR %UDVLOFRP EDVH QDV GLVSRVLo}HV GHVREUH R OXFUR DQWHV GR LPSRVWR GH UHQGDDMXVWDGR QD IRUPD GD OHJLVODomR HP YLJRU *DUDQWLD GH RSHUDo}HV SULYDGDV *DUDQWLD GH RSHUDo}HV SULYDGDV  

*DUDQWLD GH RSHUDo}HV S~EOLFDV     FRQWLGDV QD /HL GDV 6RFLHGDGHV SRU $o}HVDVVRFLDGDV jV QRUPDV H[SHGLGDV SHOR &RQVHOKR $ /HL Qž  DOWHURX GLVSRVLWLYRV GD OHJLVODomR WULEXWiULD IHGHUDO WUDWDQGR *DUDQWLD GH RSHUDo}HV S~EOLFDV       1DFLRQDO GH 6HJXURV 3ULYDGRV &163  6XSHULQWHQGrQFLD GH 6HJXURV 3ULYDGRV 686(3  H SULQFLSDOPHQWH VREUH WULEXWDomR GH &RQWULEXLomR 6RFLDO VREUH R /XFUR /tTXLGR &6//  *DUDQWLD GH FRQFHVV}HV S~EOLFDV *DUDQWLD GH FRQFHVV}HV S~EOLFDV      *DUDQWLD MXGLFLDO     SURQXQFLDPHQWRV GR &RPLWr GH 3URQXQFLDPHQWRV &RQWiEHLV &3& DSURYDGRV SHOR UHJXODGRU 3URJUDPD GH ,QWHJUDomR 6RFLDO 3,6  H &RQWULEXLomR SDUD R )LQDQFLDPHQWR GD 6HJXULGDGH     *DUDQWLD MXGLFLDO H HVWmR VHQGR DSUHVHQWDGDV VHJXQGR FULWpULRV HVWDEHOHFLGRV SHOR SODQR GH FRQWDV LQVWLWXtGR 6RFLDO &2),16 3DUD DV LQVWLWXLo}HV ¿QDQFHLUDV H VHJXUDGRUDV D SDUWLU GH PDLR GHIRL &UpGLWR GRPpVWLFR ULVFR FRPHUFLDO &UpGLWR GRPpVWLFR ULVFR FRPHUFLDO       SHOD &LUFXODU 686(3 Qž  GH  GH GH]HPEUR GH  H DOWHUDo}HV SRVWHULRUHV TXH PDMRUDGD D DOtTXRWD GH FiOFXOR GD &6// GH SDUD &RQYrQLR '39$7   3URYLV}HV WpFQLFDV GH VHJXURV H UHVVHJXURV LQVWLWXLX R QRYR SODQR GH FRQWDV H R PRGHOR GH SXEOLFDomR GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV GDV $SOLFDo}HVWtWXORV H YDORUHV PRELOLiULRV D 3URYLVmR GH SUrPLRV QmR JDQKRVVHJXURV   2XWURV  

VHJXUDGRUDV1D HODERUDomR GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV p QHFHVViULR XWLOL]DU HVWLPDWLYDV D 5HVXPR GD FODVVLÀFDomR GDV DSOLFDo}HV ÀQDQFHLUDV     SDUD FRQWDELOL]DU FHUWRV DWLYRVSDVVLYRV H RXWUDV WUDQVDo}HV$V GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV 9DORU GH PHUFDGR *DUDQWLD ¿QDQFHLUD  F 5HFHLWDV GH FRPHUFLDOL]DomR   GD 6HJXUDGRUD LQFOXHP SRUWDQWR HVWLPDWLYDV UHIHUHQWHV j VHOHomR GDV YLGDV ~WHLV GR DWLYR 7tWXORV SDUD QHJRFLDomR   *DUDQWLD GH RSHUDo}HV SULYDGDV   *DUDQWLD ¿QDQFHLUD   LPRELOL]DGRSURYLV}HV QHFHVViULDV SDUD SDVVLYRV FRQWLQJHQWHVGHWHUPLQDo}HV GH SURYLV}HV 7tWXORV UHQGD ¿[D SULYDGRV&'%   *DUDQWLD GH RSHUDo}HV S~EOLFDV    *DUDQWLD GH RSHUDo}HV SULYDGDV SDUD LPSRVWR GH UHQGD H FRQWULEXLomR VRFLDOFUpGLWRV WULEXWiULRVSURYLV}HV WpFQLFDV H RXWUDV 7tWXORV UHQGD ¿[D SULYDGRV'HErQWXUHV   *DUDQWLD GH FRQFHVV}HV S~EOLFDV   *DUDQWLD MXGLFLDO     *DUDQWLD GH RSHUDo}HV S~EOLFDV VLPLODUHV 2V UHVXOWDGRV UHDLV SRGHP DSUHVHQWDU YDULDo}HV HP UHODomR jV HVWLPDWLYDV 7tWXORV S~EOLFRV IHGHUDLV/)7        *DUDQWLD GH FRQFHVV}HV S~EOLFDV $ OLTXLGDomR GDV WUDQVDo}HV TXH HQYROYHP HVVDV HVWLPDWLYDV SRGHUi VHU HIHWXDGD SRU 7tWXORV S~EOLFRV IHGHUDLV171%   &UpGLWR GRPpVWLFR ULVFR FRPHUFLDO     *DUDQWLD MXGLFLDO YDORUHV GLIHUHQWHV GRV HVWLPDGRV HP UD]mR GH LPSUHFLV}HV LQHUHQWHV DR SURFHVVR GH VXD 7tWXORV UHQGD YDULiYHO     E 3URYLVmR GH VLQLVWURV D OLTXLGDU   &UpGLWR GRPpVWLFR ULVFR FRPHUFLDO GHWHUPLQDomR$ 6HJXUDGRUD UHYLVD HVVDV HVWLPDWLYDV H SUHPLVVDV SHULRGLFDPHQWH1RUPDV     *DUDQWLD GH RSHUDo}HV SULYDGDV   &RQYrQLR '39$7 H LQWHUSUHWDo}HV GH QRUPDV TXH DLQGD QmR HVWmR HP YLJRU 'HQWUR GR SURFHVVR GH 7tWXORV GLVSRQtYHLV SDUD YHQGD   

*DUDQWLD GH RSHUDo}HV S~EOLFDV   FRQYHUJrQFLD FRP DV QRUPDV LQWHUQDFLRQDLV GH FRQWDELOLGDGH D 6XSHULQWHQGrQFLD GH 6HJXURV 7tWXORV S~EOLFRV IHGHUDLV     3ULYDGRV 686(3 DSURYRXSRU PHLR GD HGLomR GD &LUFXODU Qž GH GH GH]HPEUR GH /HWUDV )LQDQFHLUDV GR 7HVRXUR /)7V  '39$7    &UpGLWR GRPpVWLFR ULVFR FRPHUFLDO   '39$7   G 'HVSHVDV DGPLQLVWUDWLYDV GLYHUVRV SURQXQFLDPHQWRV GR &RPLWr GH 3URQXQFLDPHQWRV &RQWiEHLV &3&  DWp R &3& 7tWXORV PDQWLGRV DWp R YHQFLPHQWR     'HVSHVDV FRP SHVVRDO SUySULR H[FHWR R SUHYHQGR D DSOLFDomR GHVVDV QRUPDV FRQWiEHLV SDUD RV H[HUFtFLRV GH 2XWURV WtWXORV   2XWURV 'HVSHVDV FRP VHUYLoR GH WHUFHLURV       H&RQIRUPH &LUFXODU 686(3 Qž GH GH DJRVWR GHR &3&³&RQWUDWRV 7RWDO FLUFXODQWH   'HVSHVDV FRP ORFDOL]DomR H IXQFLRQDPHQWR   GH 6HJXURV´ ,)56  ³,QVXUDQFH &RQWUDFWV´ VHUi DSOLFDGR QDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV 7RWDO QmR FLUFXODQWH   F 3URYLVmR GH VLQLVWURV RFRUULGRV PDV QmR DYLVDGRV,%15     LQGLYLGXDLV VRPHQWH D SDUWLU GHž GH MDQHLUR GH$GLFLRQDOPHQWHIRUDP GLYXOJDGDV SHOR   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       *DUDQWLD ¿QDQFHLUD     SURYLVmR GH SUrPLRV QmR JDQKRV H GDV UHFHLWDV H GHVSHVDV GH FRPHUFLDOL]DomR GLIHULGDV        *DUDQWLD GH RSHUDo}HV SULYDGDV   'HVSHVDV ¿QDQFHLUDV $V UHFHLWDV H GHVSHVDV GHFRUUHQWHV GH RSHUDo}HV GH VHJXURV GR UDPR '39$7 VmR 2 YDORU GH PHUFDGR GRV WtWXORV S~EOLFRV IHGHUDLV /HWUDV )LQDQFHLUDV GR 7HVRXUR H 1RWDV *DUDQWLD GH RSHUDo}HV S~EOLFDV   'HVSHVDV FRP WtWXORV UHQGD YDULiYHO FRQWDELOL]DGDV FRP EDVH QDV LQIRUPDo}HV UHFHELGDV GD 6HJXUDGRUD /tGHU GRV &RQVyUFLRV GR GR 7HVRXUR 1DFLRQDO  %  IRL REWLGR QD GLYXOJDomR GR PHUFDGR VHFXQGiULR GD $VVRFLDomR *DUDQWLD GH FRQFHVV}HV S~EOLFDV   ' P 6HJXUR '39$7 6$$V RSHUDo}HV GH FRVVHJXURV DFHLWRV H GH UHWURFHVV}HV VmR FRQWDELOL]DGDV %UDVLOHLUD GDV (QWLGDGHV GRV 0HUFDGRV )LQDQFHLURV H GH &DSLWDLV $1%,0$  2V WtWXORV GH *DUDQWLD MXGLFLDO   2 FRP EDVH QDV LQIRUPDo}HV UHFHELGDV GDV FRQJrQHUHV H GR ,5%  %UDVLO 5HVVHJXURV 6$ UHQGD ¿[D SULYDGRVWHP R VHX YDORU DWXDOL]DGR GH DFRUGR FRP RV tQGLFHV SDFWXDGRV FRP D &UpGLWR GRPpVWLFR 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DIÁRIO DO COMÉRCIO

24 -.ECONOMIA/LEGAIS

e

sábado e domingo, 30 e 31 de outubro, e segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Documentação das crianças deve estar em dia na hora de viajar

conomia

Silvia Pimentel

Hora de arrumar a mala. E os documentos.

C

om a proximidade do final do ano e programação das férias, a arrumação das malas deve ser precedida de cuidados com a separação de documentos necessários para viajar. A recomendação vale principalmente no caso de viagens para fora do País, de pais que têm filhos e, mais ainda, quando o menor não estiver acompanhado pelo casal. No ano passado, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) baixou uma resolução importante

sobre a documentação exigida nas viagens internacionais com crianças e adolescentes, quando acompanhados por terceiros ou sem um dos pais. Nesse caso, a autorização deve ser reconhecida por autentici-

dade em cartório com a presença do pai e da mãe. De acordo com o presidente da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg), Rogério Barcelar, o procedimento é simples e deve evi-

tar falsificação do documento. "Esse tipo de documentação garante mais segurança à família porque dificulta o tráfico e sequestro de menores", diz Barcelar. Antes dessa medida, era possível reconhecer a auto-

rização apenas por semelhança, sem a necessidade da presença dos pais. A autorização, em duas vias, deve ter uma fotografia do menor ou adolescente e pode ser impressa na site do CNJ

(www.cnj.jus.br). Uma das cópias deve ficar com a criança ou adulto que a acompanha e, a outra, com agentes da Polícia Federal na hora do embarque. Em território nacional podem viajar sem problemas crianças até 12 anos, mas na companhia dos responsáveis legais, que devem ter em mãos documentos que comprovem o parentesco ou a tutela. No caso de passeios com outras pessoas, as crianças só podem viajar com autorização judicial, obtida nas Varas da Infância e Juventude. Essa autorização não é obrigatória para viagens de adolescentes entre 12 e 18 anos.

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 3UrPLRV D UHFHEHU   'pELWRV GDV RSHUDo}HV FRP VHJXURV H UHVVHJXURV  

   5HSDVVHV GH SUrPLRV SRU FHVVmR GH ULVFRV   2SHUDo}HV FRP UHVVHJXUDGRUDV   9DULDo}HV GD 331*UHVVHJXUR FHGLGR 2SHUDo}HV FRP UHVVHJXUDGRUDV     

  3DJDPHQWRV GH GHVSHVDV H REULJDo}HV &RUUHWRUHV GH VHJXURV H UHVVHJXURV   3UrPLRV JDQKRV 2XWURV FUpGLWRV RSHUDFLRQDLV   2XWURV SDJDPHQWRV RSHUDFLRQDLV    

5HFHLWDV GH FRPHUFLDOL]DomR GLIHULGD   6LQLVWURV UHWLGRV 3URYLVmR SDUD ULVFRV GH FUpGLWR   

 &DL[D &RQVXPLGR SHODV 2SHUDo}HV     

2XWURV GpELWRV RSHUDFLRQDLV   'HVSHVDV GH FRPHUFLDOL]DomR 7tWXORV H FUpGLWRV D UHFHEHU     ,PSRVWRV H FRQWULEXLo}HV SDJRV      &UpGLWRV WULEXWiULRV H SUHYLGHQFLiULRV   'HSyVLWR GH WHUFHLURV      ,QYHVWLPHQWRV ¿QDQFHLURV  'HSyVLWR GH WHUFHLURV  2XWUDV UHFHLWDV H GHVSHVDV RSHUDFLRQDLV  2XWURV FUpGLWRV   $SOLFDo}HV   

 'HVSHVDV DGPLQLVWUDWLYDV 'HVSHVDV DQWHFLSDGDV   3URYLV}HV WpFQLFDVVHJXURV    

9HQGDV H UHVJDVWHV   3URYLVmR GH SUrPLRV QmR JDQKRV   'HVSHVDV FRP WULEXWRV 'HVSHVDV GH FRPHUFLDOL]DomR GLIHULGDV VHJXURV H UHVVHJXURV    

5HQGLPHQWRV UHFHELGRV  

3URYLVmR GH VLQLVWURV D OLTXLGDU   'HVSHVDV GH UHVVHJXUR GLIHULGDV    &DL[D /tTXLGR &RQVXPLGR *HUDGR QDV $WLYLGDGHV 2SHUDFLRQDLV   

3URYLVmR GH VLQLVWURV RFRUULGRV PDV QmR DYLVDGRV   5HVXOWDGR ÀQDQFHLUR $WLYR QmR &LUFXODQWH    $WLYLGDGHV GH ,QYHVWLPHQWR   2XWUDV SURYLV}HV  5HVXOWDGR SDWULPRQLDO  5HDOL]iYHO D /RQJR 3UD]R    5HVXOWDGR RSHUDFLRQDO 7tWXORV H FUpGLWRV D UHFHEHU   3DWULP{QLR /tTXLGR    

 3DJDPHQWR SHOD FRPSUD GH DWLYR SHUPDQHQWH    &UpGLWRV WULEXWiULRV H SUHYLGHQFLiULRV   &DSLWDO VRFLDO  ,QYHVWLPHQWRV  

*DQKRV H SHUGDV FRP DWLYRV QmR FRUUHQWHV  

  3HUPDQHQWH   $XPHQWR GH FDSLWDO HP DSURYDomR  ,PRELOL]DGR   

  

 5HVXOWDGR DQWHV GRV LPSRVWRV H SDUWLFLSDo}HV ,QYHVWLPHQWRV   3UHMXt]RV DFXPXODGRV   &DL[D /tTXLGR &RQVXPLGR QDV $WLYLGDGHV GH ,QYHVWLPHQWR   

3DUWLFLSDo}HV VRFLHWiULDVQmR ¿QDQFHLUDV   ,PSRVWR GH UHQGD   $WLYLGDGHV GH )LQDQFLDPHQWR ,PRELOL]DGR    &RQWULEXLomR VRFLDO   $XPHQWR GH FDSLWDO  %HQV PyYHLV     3DUWLFLSDo}HV VREUH R UHVXOWDGR    &DL[D /tTXLGR *HUDGR QDV $WLYLGDGHV GH )LQDQFLDPHQWR  'HSUHFLDomR   

$XPHQWR 5HGXomR /tTXLGD GH &DL[D H (TXLYDOHQWHV GH &DL[D  

3UHMXt]R GR VHPHVWUH 

  ,QWDQJtYHO   &DL[D H HTXLYDOHQWHV GH FDL[D QR LQtFLR GR H[HUFtFLR   2XWURV LQWDQJtYHLV   4XDQWLGDGH GH Do}HV   &DL[D H HTXLYDOHQWHV GH FDL[D QR ¿QDO GR H[HUFtFLR   $PRUWL]DomR 

  3UHMXt]R SRU DomR5  $XPHQWR 5HGXomR QDV $SOLFDo}HV )LQDQFHLUDV5HFXUVRV /LYUHV       7RWDO GR $WLYR   7RWDO GR 3DVVLYR H 3DWULP{QLR /tTXLGR  $V QRWDV H[SOLFDWLYDV VmR SDUWH LQWHJUDQWH GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV $V QRWDV H[SOLFDWLYDV VmR SDUWH LQWHJUDQWH GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV $V QRWDV H[SOLFDWLYDV VmR SDUWH LQWHJUDQWH GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV   '(021675$d®(6 '$6 087$d®(6 '2 3$75,0Ð1,2 /Ë48,'2 3$5$ VRIWZDUHV LGHQWL¿FiYHLV H ~QLFRVFRQWURODGRV SHOD 6HJXUDGRUD H TXHSURYDYHOPHQWHJHUDUmR QRWD QmR UHVXOWRX HP SURYLVmR D FRQVWLWXLU LY 3URYLVmR &RPSOHPHQWDU GH 3UrPLRV 3&3  F 'HVSHVDV GH FRPHUFLDOL]DomR 

  EHQHItFLRV HFRQ{PLFRV PDLRUHV TXH RV FXVWRV SRU PDLV GH XP DQRVmR UHFRQKHFLGRV FRPR 5HJLVWUDGD QD FRQWD ³2XWUDV SURYLV}HV´ FRQIRUPH HVWDEHOHFLGR QDV 5HVROXo}HV &163 &RPLVV}HV VREUH SUrPLRV HPLWLGRV 26 6(0(675(6 ),1'26 (0 '( -81+2 '(( '( DWLYRV LQWDQJtYHLV2V JDVWRV GLUHWRV LQFOXHP D UHPXQHUDomR GRV IXQFLRQiULRV GD HTXLSH GH QžV H M $WLYRV H SDVVLYRV FRQWLQJHQWHV H REULJDo}HV OHJDLV ÀVFDLV H 5HFXSHUDomR GH FRPLVV}HV    9DORUHV H[SUHVVRV HP PLOKDUHV GH UHDLV

&DSLWDO $XPHQWR 3UHMXt]RV GHVHQYROYLPHQWR GH VRIWZDUHV H D SDUWH DGHTXDGD GDV GHVSHVDV JHUDLV UHODFLRQDGDV SUHYLGHQFLiULDV 2 UHFRQKHFLPHQWR D PHQVXUDomR H D GLYXOJDomR GRV DWLYRV H SDVVLYRV 9DULDomR GDV GHVSHVDV GH FRPHUFLDOL]DomR GLIHULGDV  

VRFLDO GH FDSLWDO DFXPXODGRV 7RWDO 2V JDVWRV FRP R GHVHQYROYLPHQWR GH VRIWZDUHV UHFRQKHFLGRV FRPR DWLYRV VmR DPRUWL]DGRV FRQWLQJHQWHVH REULJDo}HV OHJDLV ¿VFDLV H SUHYLGHQFLiULDV VmR HIHWXDGRV GH DFRUGR FRP RV 7RWDO GDV GHVSHVDV GH FRPHUFLDOL]DomR  

(Pž GH -DQHLUR GH      XVDQGRVH R PpWRGR OLQHDU DR ORQJR GH VXD YLGD ~WLO HVWLPDGD SHOD WD[D GH  DR DQR FULWpULRV GH¿QLGRV QD &LUFXODU 686(3 Qž  GH GH GH]HPEUR GHGD VHJXLQWH IRUPD 5HIHUHVH j UHFXSHUDomR GH GHVSHVDV GH FRPLVVmR FRP DV UHVVHJXUDGRUDV QR SURFHVVR GH $XPHQWR GH FDSLWDO QRWD      K 5HGXomR DR YDORU UHFXSHUiYHO GH DWLYRV $QXDOPHQWHQR PtQLPRp UHDOL]DGD D UHYLVmR $WLYRV FRQWLQJHQWHV QmR VmR UHFRQKHFLGRV QDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDVH[FHWR TXDQGR GD FRPHUFLDOL]DomR GDV DSyOLFHVFRQIRUPH SUHYLVWR QRV FRQWUDWRV GH UHVVHJXURV 3UHMXt]R GR VHPHVWUH      GRV DWLYRV SDUD VH LGHQWL¿FDU HYLGrQFLDV GH SHUGDV QmR UHFXSHUiYHLVRX DLQGDVHPSUH TXH H[LVWrQFLD GH HYLGrQFLDV TXH SURSLFLHP D JDUDQWLD GH VXD UHDOL]DomR VREUH DV TXDLV QmR G 2XWUDV UHFHLWDV H GHVSHVDV RSHUDFLRQDLV   (P GH -XQKR GH      HYHQWRV RX DOWHUDo}HV QDV FLUFXQVWkQFLDV LQGLFDUHP TXH R YDORU FRQWiELO SRGH QmR VHU FDEHP PDLV UHFXUVRV FDUDFWHUL]DQGR R JDQKR FRPR SUDWLFDPHQWH FHUWR 2EULJDo}HV OHJDLV 2XWUDV UHFHLWDV RSHUDFLRQDLV UHFXSHUiYHO 4XDQGR HVWH IRU R FDVR R YDORU UHFXSHUiYHO p FDOFXODGR SDUD YHUL¿FDU VH Ki ¿VFDLV H SUHYLGHQFLiULDV UHIHUHPVH D GHPDQGDV MXGLFLDLV HP TXH HVWmR VHQGR FRQWHVWDGDV D 5HFHLWDV FRP RSHUDomR GH VHJXURV H UHVVHJXURV (Pž GH -DQHLUR GH        3UHMXt]R GR VHPHVWUH      SHUGD4XDQGR KRXYHU SHUGDHOD p UHFRQKHFLGD SHOR PRQWDQWH HP TXH R YDORU FRQWiELO GR DWLYR OHJDOLGDGH H D FRQVWLWXFLRQDOLGDGH GH WULEXWRV H FRQWULEXLo}HV2V PRQWDQWHV GLVFXWLGRV VmR 2XWUDV GHVSHVDV RSHUDFLRQDLV   XOWUDSDVVD VHX YDORU UHFXSHUiYHOTXH p R PDLRU HQWUH R SUHoR OtTXLGR GH YHQGD H R YDORU HP LQWHJUDOPHQWH UHJLVWUDGRV QDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV H DWXDOL]DGRV GH DFRUGR FRP D 3URYLVmR SDUD ULVFRV GH FUpGLWR (P GH -XQKR GH        XVR GH XP DWLYR1mR KRXYH HIHLWR QR VHPHVWUH ¿QGR HP GH MXQKR GHSHOD DGRomR OHJLVODomR YLJHQWH3DVVLYRV FRQWLQJHQWHV VmR UHFRQKHFLGDV QDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV 'HVSHVDV FRP RSHUDo}HV GH VHJXURV H UHVVHJXURV    $V QRWDV H[SOLFDWLYDV VmR SDUWH LQWHJUDQWH GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV 

GHVVD DYDOLDomR L 3URYLV}HV WpFQLFDV L 3URYLV}HV GH 3UrPLRV 1mR *DQKRV 331*  TXDQGR FRP EDVH QD RSLQLmR GH DVVHVVRUHV MXUtGLFRV H GD $GPLQLVWUDomR IRU FRQVLGHUDGR 2XWUDV GHVSHVDV FRP DGPLQLVWUDomR GH DSyOLFHV  

127$6 (;3/,&$7,9$6 '$ $'0,1,675$d­2 ¬6 '(021675$d®(6 &DOFXODGD FRP EDVH QRV SUrPLRV UHWLGRV GH DFRUGR FRP RV FULWpULRV GHWHUPLQDGRV SHOD SURYiYHO R ULVFR GH SHUGD GH XPD DomR MXGLFLDO RX DGPLQLVWUDWLYDH VHPSUH TXH RV PRQWDQWHV   

),1$1&(,5$6 (0 '( -81+2 '(( '( 5HVROXomR &163 QžGH GH GH]HPEUR GH H DOWHUDo}HV SRVWHULRUHVSHOR UHJLPH GH HQYROYLGRV IRUHP PHQVXUiYHLV FRP VX¿FLHQWH VHJXUDQoD N 3,6 H &2),16 %DVHDGD QD RSLQLmR 7RWDO RXWUDV UHFHLWDV H GHVSHVDV RSHUDFLRQDLV   

(P PLOKDUHV GH UHDLVH[FHWR TXDQGR LQGLFDGR FRPSHWrQFLD GLiULD H UHSUHVHQWD D SDUFHOD GR SUrPLR FRUUHVSRQGHQWH DR SHUtRGR GR ULVFR GRV QRVVRV DVVHVVRUHV MXUtGLFRVD 6HJXUDGRUD HIHWXD R FiOFXOR H UHFROKH R 3,6 H D &2),16  &RQWH[WR RSHUDFLRQDO (P  GH PDLR GH  IRL KRPRORJDGD SHOD 3RUWDULD GD DLQGD QmR GHFRUULGR LL 3URYLVmR GH 3UrPLRV 1mR *DQKRV SDUD RV 5LVFRV 9LJHQWHV PDV H[FOXVLYDPHQWH GH DFRUGR FRP D SODQLOKD GH FiOFXOR FRQVWDQWH QR $QH[R ,, GD ,QVWUXomR 1RUPDWLYD 5HIHUHVH DV SURYLV}HV GH DFRUGRV GRV VLQLVWURV H[WUDMXGLFLDLV H 'HVSHVDV DGPLQLVWUDWLYDV   6XSHULQWHQGrQFLD GH 6HJXURV 3ULYDGRV 686(3  QR  D DOWHUDomR GD UD]mR VRFLDO GH 1mR (PLWLGRV 331*591(  &RQVWLWXtGD FRP EDVH HP QRWD WpFQLFD DWXDULDO H WHP FRPR QžFRQIRUPH HVWDEHOHFLGR QR DUWLJR  GR UHIHULGR DWR QRUPDWLYR O 'HPDLV SDVVLYRV 6(&5(% 6HJXUDGRUD GH &UpGLWR GR %UDVLO 6$SDUD &(6&( %UDVLO 6HJXURV GH &UpGLWR 6$ REMHWLYR HVWLPDU D SDUFHOD GH SUrPLRV QmR JDQKRV UHIHUHQWHV DRV ULVFRV DVVXPLGRV SHOD 6mR GHPRQVWUDGRV SHORV YDORUHV FRQKHFLGRV RX FDOFXOiYHLVDFUHVFLGRVTXDQGR DSOLFiYHOGRV 'HVSHVDV FRP SHVVRDO SUySULR   



$ &(6&( %UDVLO 6HJXURV GH &UpGLWR 6$p XPD 6HJXUDGRUD GH FDSLWDO IHFKDGR TXH ID] SDUWH 6HJXUDGRUD H TXH HVWmR HP SURFHVVR GH HPLVVmR LLL  3URYLVmR GH VLQLVWURV D OLTXLGDU FRUUHVSRQGHQWHV HQFDUJRV H YDULDo}HV PRQHWiULDV LQFRUULGRV DWp D GDWD GR EDODQoR P ,PSRVWR 'HVSHVDV FRP ORFDOL]DomR H IXQFLRQDPHQWR   

GR *UXSR &(6&( H WHP SRU REMHWLYR VRFLDO D H[SORUDomR GR VHJXUR GH FUpGLWR j H[SRUWDomR 36/  &RQVWLWXtGD FRP EDVH QD HVWLPDWLYD GRV YDORUHV D LQGHQL]DUHIHWXDGDSRU RFDVLmR GR GH UHQGD H FRQWULEXLomR VRFLDO 2 LPSRVWR GH UHQGD H D FRQWULEXLomR VRFLDO GLIHULGRV VmR +RQRUiULRV FRP VHUYLoRV GH WHUFHLURV   'HVSHVDV FRP SXEOLFDo}HV   

  WDO FRPR GH¿QLGR QD OHJLVODomR HP YLJRUDWXDQGR QRV SULQFLSDLV FHQWURV HFRQ{PLFRV GR SDtV UHFHELPHQWR GR DYLVR GH VLQLVWURV DWp DV GDWDV GRV EDODQoRV DSyV DQiOLVH GR FRPLWr GH FDOFXODGRV VREUH RV SUHMXt]RV ¿VFDLV GR LPSRVWR GH UHQGDD EDVH QHJDWLYD GH FRQWULEXLomR VRFLDO 

3RU IRUoD GD /HL Qž &DStWXOR ,,,DUWLJRGH GH RXWXEUR GHUHJXODPHQWDGD VLQLVWURV GD 6HJXUDGRUD'R VDOGR WRWDO GD SURYLVmR GH VLQLVWURV D OLTXLGDU5 5 H DV FRUUHVSRQGHQWHV GLIHUHQoDV WHPSRUiULDV HQWUH DV EDVHV GH FiOFXOR GR LPSRVWR VREUH DWLYRV 2XWUDV UHFHLWDVGHVSHVDV DGPLQLVWUDWLYDV  7RWDO GH GHVSHVDV DGPLQLVWUDWLYDV     

SHOR 'HFUHWR Qž GH GH VHWHPEUR GHD 6HJXUDGRUD RSHUD VRPHQWH QR VHJXUR HP UHIHUHPVH D VLQLVWURV HP GLVFXVVmR MXGLFLDO UHODWLYRV D VLQLVWURV UHFODPDGRV H DLQGD H SDVVLYRV H RV YDORUHV FRQWiEHLV GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV$V DOtTXRWDV GHVVHV LPSRVWRV GH FUpGLWR j H[SRUWDomR VHQGROKH H[SUHVVDPHQWH YHGDGD D FRPHUFLDOL]DomR GH TXDOTXHU QmR OLTXLGDGRV SHOD 6HJXUDGRUD(VWHV SURFHVVRV MXGLFLDLV OtTXLGRV GH UHVVHJXUR PRQWDP HP GH¿QLGDV DWXDOPHQWH SDUD GHWHUPLQDomR GHVVHV UpGLWRV GLIHULGRVVmR GHSDUD R LPSRVWR GH I 'HVSHVDV FRP WULEXWRV   RXWUR UDPR GH VHJXUR1R %UDVLOR *UXSR &(6&( p UHSUHVHQWDGR SHODV 6HJXUDGRUDV &(6&( 5 5HP  LY 3URYLVmR GH 6LQLVWURV 2FRUULGRV PDV 1mR $YLVDGRV ,%15  UHQGD H GH  SDUD D FRQWULEXLomR VRFLDO ,PSRVWRV GLIHULGRV DWLYRV VmR UHFRQKHFLGRV QD ,378  

%UDVLO 6HJXURV GH &UpGLWR 6$ H &(6&(%5$6,/ 6HJXURV GH *DUDQWLDV H &UpGLWR 6$ 'HWHUPLQDGD SHOD 5HVROXomR &163 QR H DOWHUDo}HV SRVWHULRUHVp FRQVWLWXtGD FRP H[WHQVmR HP TXH VHMD SURYiYHO TXH R OXFUR IXWXUR WULEXWiYHO HVWHMD GLVSRQtYHO SDUD VHU XWLOL]DGR QD 3,6&2),16  

DPEDV GHYLGDPHQWH DXWRUL]DGDV D DWXDUUHVSHFWLYDPHQWHQRV UDPRV GH VHJXUR GH FUpGLWR EDVH QRV FULWpULRV GHWHUPLQDGRV SHOD &LUFXODU 686(3 Qž  Y  3URYLVmR SDUD FRPSHQVDomR GDV GLIHUHQoDV WHPSRUiULDV HRX SUHMXt]RV ¿VFDLV FRP EDVH HP SURMHo}HV GH 2XWURV 

  j H[SRUWDomR H VHJXUR GH FUpGLWR LQWHUQR H JDUDQWLDV 2 *UXSR &(6&( p HVSHFLDOLVWD QD ,QVXÀFLrQFLD GH 3UrPLRV 3,3  &RQVWLWXtGD GH DFRUGR FRP DV HVSHFL¿FDo}HV HVWDEHOHFLGDV UHVXOWDGRV WULEXWiYHLV IXWXURV HODERUDGDV H IXQGDPHQWDGDV HP SUHPLVVDV LQWHUQDV H HP FHQiULRV 7RWDO GH GHVSHVDV FRP WULEXWRV  

JHVWmR LQWHJUDGD GH ULVFR FRPHUFLDO H VHX SULQFLSDO DFLRQLVWD p R HVWDGR HVSDQKROWHQGR DLQGD HP QRWD WpFQLFD DWXDULDO 3DUD RV VHPHVWUHV D DSOLFDomR GRV FULWpULRV HVWDEHOHFLGRV QHVVD HFRQ{PLFRV IXWXURV TXH SRGHPSRUWDQWRVRIUHU DOWHUDo}HV J 5HVXOWDGR ÀQDQFHLUR SDUWLFLSDomR DFLRQiULD GRV SULQFLSDLV EDQFRV H HPSUHVDV VHJXUDGRUDV GD (VSDQKD 2 VHX $SOLFDo}HV D &RPSRVLomR GD FDUWHLUD GH DSOLFDo}HV ÀQDQFHLUDV SRU SUD]R H SRU WtWXORV FODVVLÀFDGDV QD FDWHJRULD GH WtWXORV SDUD QHJRFLDomR 5HFHLWDV ¿QDQFHLUDV   REMHWR VRFLDO p VHJXUDU DV HPSUHVDV FRQWUD RV ULVFRV GH IDOWD GH SDJDPHQWR GHFRUUHQWHV GDV   5HFHLWDV FRP WtWXORV GH UHQGD ¿[D   YHQGDV H[SRUWDomR GRV VHXV SURGXWRV H GD SUHVWDomR GH VHUYLoRVWDQWR QR PHUFDGR LQWHUQR D GLDV RX D D D $FLPD GH 9DORU GH FXVWR 9DORU GH 9DORU GH 9DULDomR FDPELDO HP RSHUDo}HV GH VHJXURV H DWXDOL]DomR PRQHWiULD   FRPR QR H[WHUQR $SOLFDo}HV VHP YHQFLPHQWR GLDV GLDV  GLDV  GLDV DWXDOL]DGR PHUFDGR PHUFDGR 2XWUDV UHFHLWDV ¿QDQFHLUDV    $SUHVHQWDomR GDV GHPRQVWUDo}HV ÀQDQFHLUDV $V GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV IRUDP &HUWL¿FDGR GH 'HSyVLWR %DQFiULR &'%          7RWDO GH UHFHLWDV ¿QDQFHLUDV   HODERUDGDV HP FRQIRUPLGDGH FRP DV SUiWLFDV FRQWiEHLV HPDQDGDV GD /HL GDV 6RFLHGDGHV /HWUDV )LQDQFHLUDV GR 7HVRXUR /)7          'HVSHVDV ¿QDQFHLUDV SRU $o}HV DVVRFLDGDV jV QRUPDV UHJXODPHQWDUHV GR &RQVHOKR 1DFLRQDO GH 6HJXURV 3ULYDGRV /HWUDV GR 7HVRXUR 1DFLRQDO /71          9DULDomR FDPELDO HP RSHUDo}HV GH VHJXURV   

&163 GD 6XSHULQWHQGrQFLD GH 6HJXURV 3ULYDGRV 686(3 H SURQXQFLDPHQWRV GR &RPLWr 0RHGD HVWUDQJHLUDGyODU         'HVSHVDV FRP WtWXORV GH UHQGD ¿[D   

GH 3URQXQFLDPHQWRV &RQWiEHLV &3& DSURYDGRV SHOD 686(3H HVWmR VHQGR DSUHVHQWDGDV         2XWUDV GHVSHVDV ¿QDQFHLUDV   

VHJXQGR RV FULWpULRV HVWDEHOHFLGRV SHOD &LUFXODU 686(3 Qž GHGH GH]HPEUR GH (P GH MXQKR GHH GHRV WtWXORV S~EOLFRV LQWHJUDQWHV GD FDUWHLUD HQFRQWUDYDPVH UHVXOWDGRV HVWLPD UHDOL]DU SDUWH VXEVWDQFLDO GHVVHV FUpGLWRV DQWHFLSDo}HVSUHMXt]RV ¿VFDLV 7RWDO GH GHVSHVDV ¿QDQFHLUDV   

H DOWHUDo}HV SRVWHULRUHVTXH LQVWLWXLX R QRYR SODQR GH FRQWDV H R PRGHOR GH SXEOLFDomR GDV FXVWRGLDGRV QR 6LVWHPD (VSHFLDO GH /LTXLGDomR H GH &XVWyGLD 6(/,& H RV WtWXORV SULYDGRV H EDVHV QHJDWLYDV QR H[HUFtFLR GHH R VDOGR UHPDQHVFHQWH DQWHFLSDo}HV H GLIHUHQoDV 5HVXOWDGR ¿QDQFHLUR     GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV GDV VHJXUDGRUDV1D HODERUDomR GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV QD &(7,3 6$%DOFmR 2UJDQL]DGR GH $WLYRV H 'HULYDWLYRV2V YDORUHV GRV DWLYRV YLQFXODGRV WHPSRUiULDV QRV H[HUFtFLRV VXEVHTXHQWHVFRQVLGHUDQGR R SHUtRGR Pi[LPR GH  DQRV SDUD p QHFHVViULR XWLOL]DU HVWLPDWLYDV SDUD FRQWDELOL]DU FHUWRV DWLYRVSDVVLYRV H RXWUDV WUDQVDo}HV j 686(3 SDUD D FREHUWXUD GDV SURYLV}HV WpFQLFDV OtTXLGDV GRV VDOGRV GH UHVVHJXURV FHGLGRV K 5HVXOWDGR SDWULPRQLDO   UHDOL]DomR GH LPSRVWR GH UHQGD VREUH SUHMXt]RV ¿VFDLV H FRQWULEXLomR VRFLDO VREUH EDVH $V GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV GD 6HJXUDGRUD LQFOXHP SRUWDQWR HVWLPDWLYDV UHIHUHQWHV j PRQWDP D 5 5 HP FRPSRVWRV SRU DSOLFDo}HV HP WtWXORV GH UHQGD ¿[D 5HVXOWDGR FRP HTXLYDOrQFLD SDWULPRQLDO QRWD     

QHJDWLYD VHOHomR GDV YLGDV ~WHLV GR DWLYR LPRELOL]DGRSURYLV}HV QHFHVViULDV SDUD SDVVLYRV FRQWLQJHQWHV S~EOLFRV E  ,QVWUXPHQWRV ÀQDQFHLURV GHULYDWLYRV $ 6HJXUDGRUD QmR HIHWXRX RSHUDo}HV 5HVXOWDGR SDWULPRQLDO   

,QYHVWLPHQWRV HP FRQWURODGD 5HIHUHPVH j SDUWLFLSDomR VRFLHWiULD QD FRQWURODGD &(6&( GHWHUPLQDo}HV GH SURYLV}HV SDUD LPSRVWR GH UHQGD H FRQWULEXLomR VRFLDOFUpGLWRV WULEXWiULRV FRP LQVWUXPHQWRV ¿QDQFHLURV GHULYDWLYRV QRV VHPHVWUHV L *DQKRV H SHUGDV FRP DWLYRV QmR FRUUHQWHV   SURYLV}HV WpFQLFDV H RXWUDV VLPLODUHV 2V UHVXOWDGRV UHDLV SRGHP DSUHVHQWDU YDULDo}HV HP &UpGLWRV GDV RSHUDo}HV FRP VHJXURV H UHVVHJXURV3UrPLRV D UHFHEHU 5HSUHVHQWDP %UDVLO 6HUYLoRV H *HVWmR GH 5LVFRV /WGDFRQIRUPH GDGRV DEDL[R  

  5HVXOWDGR QD DOLHQDomR GH EHQV GR DWLYR SHUPDQHQWH UHODomR jV HVWLPDWLYDV$ OLTXLGDomR GDV WUDQVDo}HV TXH HQYROYHP HVVDV HVWLPDWLYDV SRGHUi VHU EDVLFDPHQWH RV SUrPLRV D UHFHEHU GH VHJXUDGRV H UHVVHJXUDGRUHV TXH VH HQFRQWUDP ,QIRUPDo}HV GD FRQWURODGD  

 *DQKRV H SHUGDV FRP DWLYRV QmR FRUUHQWHV  HIHWXDGD SRU YDORUHV GLIHUHQWHV GRV HVWLPDGRV HP UD]mR GH LPSUHFLV}HV LQHUHQWHV DR SURFHVVR SHQGHQWHV GH UHFHELPHQWR HP VXD PDLRULD HP UD]mR GH SDUFHODPHQWR GR SUrPLR &DSLWDO VRFLDO  3DWULP{QLR OtTXLGR      &iOFXOR GR LPSRVWR GH UHQGD H GD FRQWULEXLomR VRFLDO 2 LPSRVWR GH UHQGD H D GH VXD GHWHUPLQDomR$ 6HJXUDGRUD UHYLVD HVVDV HVWLPDWLYDV H SUHPLVVDV SHULRGLFDPHQWH $ FRPSRVLomR GDV FRQWDV ³&UpGLWRV GDV RSHUDo}HV FRP VHJXURV H UHVVHJXURV  SUrPLRV D 3UHMXt]R GR VHPHVWUH    FRQWULEXLomR VRFLDO HVWmR FRQFLOLDGRV SDUD RV YDORUHV UHJLVWUDGRVFRQIRUPH VHJXH 1RUPDV H LQWHUSUHWDo}HV GH QRUPDV TXH DLQGD QmR HVWmR HP YLJRU 'HQWUR GR SURFHVVR GH UHFHEHU´ H VXD UHVSHFWLYD SURYLVmR SRU LGDGH GH YHQFLPHQWR HVWmR GHPRQVWUDGDV D VHJXLU ,QIRUPDo}HV VREUH R LQYHVWLPHQWR   FRQYHUJrQFLD FRP DV QRUPDV LQWHUQDFLRQDLV GH FRQWDELOLGDGH D 6XSHULQWHQGrQFLD GH 6HJXURV   $ YHQFHU HP  3ULYDGRV 686(3 DSURYRXSRU PHLR GD HGLomR GD &LUFXODU Qž GH GH GH]HPEUR GH 4XDQWLGDGH GH FRWDV SRVVXtGDV    5HVXOWDGR DQWHV GR LPSRVWR GH UHQGD H GD FRQWULEXLomR VRFLDO   

D D D D D $FLPD 9DORU 9DORU GLYHUVRV SURQXQFLDPHQWRV GR &RPLWr GH 3URQXQFLDPHQWRV &RQWiEHLV &3&  DWp R &3& 3DUWLFLSDomR GD 6HJXUDGRUD QR FDSLWDO VRFLDO   $OtTXRWDV YLJHQWHV         GH GH H[FHWR R SUHYHQGR D DSOLFDomR GHVVDV QRUPDV FRQWiEHLV SDUD RV H[HUFtFLRV GH H   ([SHFWDWLYD GH LPSRVWR GH UHQGD H FRQWULEXLomR VRFLDO GH GLDV GLDV GLDV GLDV GLDV GLDV PHUFDGR PHUFDGR 9DORU GR LQYHVWLPHQWR GH&RQIRUPH &LUFXODU 686(3 Qž GH GH DJRVWR GHR &3&³&RQWUDWRV 3UrPLRV D UHFHEHU    DFRUGR FRP DOtTXRWDV YLJHQWHV   (TXLYDOrQFLD SDWULPRQLDO 

       GH 6HJXURV´ ,)56  ³,QVXUDQFH &RQWUDFWV´ VHUi DSOLFDGR QDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV (IHLWR GR ,53- H GD &6// VREUH DV GLIHUHQoDV SHUPDQHQWHV $WLYR LPRELOL]DGR           LQGLYLGXDLV VRPHQWH D SDUWLU GHž GH MDQHLUR GH$GLFLRQDOPHQWHIRUDP GLYXOJDGDV SHOR (TXLYDOrQFLD SDWULPRQLDO   

7D[D DQXDO 'HSUH 9HQFLGDV HP  &3& RXWUDV QRUPDV FRQWiEHLV H LQWHUSUHWDo}HV GXUDQWH H SULPHLUR VHPHVWUH GHTXH 2XWURV 

 GH GHSUH FLDomR 6DOGR 6DOGR D  D  D  $FLPD 9DORU GH 9DORU GH DOWHUDP DV SUiWLFDV FRQWiEHLV DGRWDGDV QR %UDVLOGHFRUUHQWHV GR SURFHVVR GH FRQYHUJrQFLD FLDomR &XVWR $FXPXODGD /tTXLGR /tTXLGR 5HFHLWD GH LPSRVWR GH UHQGD H FRQWULEXLomR VRFLDO   GLDV GLDV GLDV  GLDV PHUFDGR PHUFDGR 'HVFULomR FRP DV QRUPDV LQWHUQDFLRQDLV TXHDWp D SUHVHQWH GDWDQmR IRUDP DSURYDGDV SHOD 686(3 (TXLSDPHQWRV           3DWULP{QLR OtTXLGR DMXVWDGR H PDUJHP GH VROYrQFLD &RQIRUPH SUHYLVWR QD 5HVROXomR 3RU PHLR GD &LUFXODU Qž  D 686(3 HVFODUHFH TXH FRQWLQXDUi DFRPSDQKDQGR RV 3UrPLRV D UHFHEHU              0yYHLV H XWHQVtOLRV &163 Qž  GH  GH VHWHPEUR GH  TXH GLVS}H VREUH RV FULWpULRV SDUD R FiOFXOR GD SURQXQFLDPHQWRV HPLWLGRV SHOR &3& H DV GHFRUUHQWHV Do}HV D VHUHP SURPRYLGDV VHUmR 3URYLVmR SDUD ULVFRV GH FUpGLWR  9HtFXORV              PDUJHP GH VROYrQFLD H 5HVROXomR &163 Qž  GH  GH DJRVWR GH  H DOWHUDo}HV GLYXOJDGDV SRU PHLR GD &RPLVVmR &RQWiELO FULDGD SHOD 5HVROXomR &163 Qž $ UHIHULGD     SRVWHULRUHVRV YDORUHV DSXUDGRV VmR RV VHJXLQWHV &LUFXODU HVWDEHOHFHDLQGDTXH DV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV FRQVROLGDGDV D SDUWLU GR H[HUFtFLR 2SHUDo}HV FRP UHVVHJXUDGRUDV $V RSHUDo}HV FRP UHVVHJXUDGRUDV HVWmR UHSUHVHQWDGDV SRU SUrPLRV D UHFHEHUVLQLVWURV D UHFXSHUDU H YDORUHV GH FRPLVV}HV FRP RV UHVVHJXUDGRUHV 'HVFULomR   $WLYR LQWDQJtYHO   ¿QGR HP  GH GH]HPEUR GH  VHMDP HODERUDGDV GH DFRUGR FRP RV SURQXQFLDPHQWRV 3DWULP{QLR OtTXLGR FRQWiELO   7D[D DQXDO $PRUWL HPLWLGRV SHOR ,QWHUQDWLRQDO $FFRXQWLQJ 6WDQGDUGV %RDUG ,$6%  QD IRUPD KRPRORJDGD SHOR VHQGR 5  5 FRP UHVVHJXUDGRUD ORFDO5  5 FRP 

GH $PRU ]DomR 6DOGR 6DOGR 3DUWLFLSDomR HP FRQWURODGD QRWD     &3&$ DGPLQLVWUDomR GD 6HJXUDGRUD HVWi HIHWXDQGR D DYDOLDomR GDV QRYDV SUiWLFDV FRQWiEHLV UHVVHJXUDGRUD DGPLWLGD H 5 5 FRP UHVVHJXUDGRUD HYHQWXDO 

  WL]DomR &XVWR $FXPXODGD /tTXLGR /tTXLGR 'HVSHVDV DQWHFLSDGDV TXH VHUmR UHTXHULGDV SDUD DV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV FRQVROLGDGDV ,)56 FRQVLGHUDQGR D  &UpGLWRV WULEXWiULRV H SUHYLGHQFLiULRV $ 6HJXUDGRUD UHJLVWUD FUpGLWRV WULEXWiULRV H 'HVFULomR SUHYLGHQFLiULRV QR DWLYR FLUFXODQWH H QR UHDOL]iYHO D ORQJR SUD]R DPSDUDGD QDV SURMHo}HV ,PSODQWDomR H LQVWDODomR GH &UpGLWRV WULEXWiULRVSUHMXt]R ¿VFDO H EDVH QHJDWLYD QRWD     

&LUFXODU Qž H DWp D SUHVHQWH GDWD HVWD DYDOLDomR QmR HVWi FRQFOXtGD GH JHUDomR GH UHVXOWDGRV WULEXWiYHLV IXWXURV SUHSDUDGRV SHOD $GPLQLVWUDomR GD 6HJXUDGRUD 3DWULP{QLR OtTXLGR DMXVWDGR    'HPRQVWUDo}HV ÀQDQFHLUDV $V GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV GD &(6&( %UDVLO 6HJXURV VRIWZDUH      GH &UpGLWR 6$HVWmR DSUHVHQWDGDV HP FRQIRUPLGDGH FRP DV SUiWLFDV FRQWiEHLV EUDVLOHLUDV HP FRQVRQkQFLD FRP RV UHTXLVLWRV SUHYLVWRV QD &LUFXODU 686(3  D 2V FUpGLWRV 'HVHQYROYLPHQWR GH SURGXWRV 0DUJHP GH VROYrQFLD        DSOLFiYHLV jV VRFLHGDGHV UHJXODGDV SHOD 686(3 $V SROtWLFDV FRQWiEHLV DGRWDGDV QDV WULEXWiULRV GH LPSRVWR GH UHQGD H GD FRQWULEXLomR VRFLDO WrP D VHJXLQWH FRPSRVLomR 6X¿FLrQFLD       &RQWURODGRUD GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV HVWmR FRQVLVWHQWHV FRP DV DSOLFDGDV QR VHPHVWUH DQWHULRU H 0DUJHP GH VROYrQFLD $WLYRFLUFXODQWH   'pELWRV GDV RSHUDo}HV FRP VHJXURV H UHVVHJXURV 5HIHUHVH EDVLFDPHQWH D YDORUHV OHJLVODomR YLJHQWH  GH SUrPLRV D VHUHP UHSDVVDGRV DRV UHVVHJXUDGRUHV OtTXLGRV GDV FRPLVV}HV UHWLGDV SHOD D GR 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sábado e domingo, 30 e 31 de outubro, e segunda-feira, 1 de novembro de 2010

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

ECONOMIA/LEGAIS - 25 A navegação de cabotagem representa cerca de 4% da matriz do transporte

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Agliberto Lima/DC

Ocupar navios em rotas nacionais tem custo 35% maior do que operar internacionalmente. Falta de infraestrutura específica para a carga de cabotagem, inclusive com acesso ao modal terrestre, também atrapalha.

Menos impostos para mais cabotagem Navegação para o mercado interno no Brasil é tributada muito mais que o transporte rodoviário e ferroviário. Excesso de burocracia também desestimula seu uso. Renato Carbonari Ibelli

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transporte de cabotagem teria todas as condições para se tornar uma alternativa para a movimentação interna de carga no Brasil. O País possui aproximadamente 8 mil quilômetros de costa, grandes polos comerciais e de consumo concentram-se no litoral e a estrangulação dos modais ferroviários e rodoviários frente à crescente demanda tornam o transporte por navegação uma boa opção. Mas não é isso que se observa. A cabotagem se desenvolve lentamente no País, e hoje responde por apenas 4% da matriz de transporte brasileira. O excesso de burocracia e impostos são apontados co-

mo os principais entraves ao desenvolvimento desse modal no Brasil. De acordo com Davi Goldberg, pesquisador do Centro de Estudos em Gestão Naval (CEGN), tal conjuntura faz com que o setor naval olhe cada vez menos para a cabotagem, e concentre suas operações nas cargas de longo curso – movimentadas entre países. Em 2001, a cabotagem movimentou 137 milhões de toneladas, enquanto a carga de longo curso deslocou 348 milhões de toneladas. Mas a disparidade entre elas aumentou ao longo dos anos, evidenciando a tendência de acomodação de uso da modalidade. Em 2009, enquanto a movimentação de cargas de longo curso aumentou para 531 milhões de toneladas, a expansão

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto - SeMAE Aviso de Abertura de Licitação – Tomada de Preços 16/2010 – Proc. 117/2010 Entrega dos envelopes: até 23.11.2010 às 08h45. Abertura da licitação: 23.11.2010 a partir das 9h. Objeto: Contratação de empresa especializada para a manutenção preventiva e reparativa de 106 (cento e seis) sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) nos reservatórios d’água da gestão do SeMAE em São José do Rio Preto/SP. Custo global estimado: R$135.764,47 – Prazo de execução: 150 dias. Demais informações e retirada do edital com a C.L., na Rua Antônio de Godoy, 2.181, Jd. Seixas, S. J. do Rio Preto/SP, das 7h30 às 12h00 e 13h30 às 17h00, de segunda a sexta, fone/fax: (17) 3211-8105, e página do SeMAE na internet: www.semae.riopreto.sp.gov.br. São José do Rio Preto, 29.10.2010 – Gabriela Cavalcanti da Silva – Presidente da C. L.

ABLAC - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LOJISTAS DE ARTEFATOS E CALÇADOS ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DESTINADA AO REGISTRO DE CHAPAS PARA ELEIÇÕES - EDITAL DE CONVOCAÇÃO Pelo presente Edital, ficam convocados os associados da Ablac - Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados para, no dia 16 de novembro de 2010, comparecerem à sede administrativa da Associação, sita à Rua Adib Auada, 262 – 1º andar – sala 2 – Bairro Granja Viana – Município de Cotia – São Paulo, com início às 18h30, em 1ª convocação, com a presença de 51% dos associados com direito a voto, ou às 19h00, em 2ª convocação, com qualquer número de associados, a fim de procederem à análise e aprovação das chapas inscritas junto ao Conselho Deliberativo, visando as eleições da nova diretoria para o biênio 2011/2012. Nesta AGE também serão eleitos os associados que formarão a Comissão Organizadora das Eleições. A aprovação das Chapas inscritas e da Comissão será feita por maioria simples dos presentes. Cotia, 30 de outubro de 2010. MARCONI LEONEL MATIAS DOS SANTOS - Presidente. PREFEITURA MUNICIPAL DE MOGI MIRIM REABERTURA DOS PRAZOS DO PREGÃO ELETRÔNICO Nº 018/2010 Objeto: Aquisição de veículos (Caminhão caçamba, Caminhão com tanque pipa, Caminhão carroceria, Pá carregadeira, Trator de Esteira, Motoniveladora e Escavadeira Hidráulica) zero quilômetro ano/ modelo 2010/2011, destinados para o Programa de Intervenções Viárias - Provias, Recebimento das propostas comerciais a partir do dia 03/11/2010 até às 16:30 h do dia 16/11/2010. Abertura e julgamento das propostas: das 07:30 às 13:30 h do dia 17/11/2010. Abertura dos lances a partir das 09:01 horas do dia 18/11/2010. Retirada do Edital: Diretamente no site www.bbmnet.com.br e ou gratuitamente através do site www.mogimirim.sp.gov.br, para consulta. Demais Informações: Departamento de Recursos Materiais, à Rua Dr. José Alves, 129, Centro, ou pelos telefones: (19) 3814-1052. Pregoeira EXTRATO DO EDITAL DO PREGÃO PRESENCIAL Nº 109/2010 Objeto: Aquisição de materiais de construção, com entrega única. Data de credenciamento e abertura dos envelopes proposta dia 17/11/2010 às 09:00 horas. Informações: Departamento de Recursos Materiais, à Rua Dr. José Alves, 129, Centro, ou pelos telefones: (19) 3814-1052/1059/1060. Disponibilidade do edital: Diretamente na Divisão de Licitações, mediante o recolhimento de R$ 10,00 (dez reais), conforme guia emitida pelo Setor Competente da PMMM e/ou através do site www.mogimirim.sp.gov.br, sem ônus, até o dia 16/11/2010. Pregoeiro. EXTRATO DO EDITAL DA CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 006/2010 Objeto: Alienação por venda de lotes de terrenos de propriedade do Município de Mogi Mirim, constantes dos Distritos Industriais I e II. Data de encerramento: 03/12/2010 às 09:00 h. Informações: Departamento de Recursos Materiais, à Rua Dr. José Alves, 129, Centro, ou pelos telefones: (19) 3814-1046/1049/ 1060. Disponibilidade do edital: Diretamente na Divisão de Licitações e/ou através do site www.mogimirim.sp.gov.br, sem ônus, até o dia 02/12/2010. Presidente da CPL.

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do transporte interno naval foi bem menor, para 170 milhões de toneladas. C us t os – Essa evolução é considerada lenta, principalmente quando se estima que o custo do transporte de cabotagem pode ser em torno de 10% inferior ao do rodoviário. A tributação é um dos fatores que provocam esse custo maior. Para Goldberg, isso afasta armadores – empresas e pessoas que exploram comercialmente os navios – e também empresas que buscam o serviço. D i f e re n t e m e n t e d o q u e ocorre para as cargas de longo curso, sobre as vendas no mercado interno incide o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) e a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), o que faz os arma-

dores preferirem trabalhar com o comércio exterior. Operar navios em rotas nacionais tem custo 35% superior ao das transações internacionais. Vistorias – Além da questão tributária, o tempo de transporte das mercadorias na cabotagem acaba sendo elevado por causa do excesso de burocracia. No processo para expedição das cargas de cabotagem são exigidos, por exemplo, documentos do Controle do Sistema Mercante (DEFMM) e papeladas de controle do Siscomex Carga. Também, quando as cargas saem ou entram nos portos, há uma série de vistorias da Receita Federal do Brasil (RFB) e da vigilância sanitária, que atrasam o trânsito das mercadorias. Essas obrigações não existem no transporte rodoviário.

Pawercoop Cooperativa de Trabalho dos Profissionais de Serviços na Área Administrativa Convocação O Presidente da Pawercoop Cooperativa de Trabalho dos Profissionais de Serviços na Área Administrativa, usando de suas atribuições, que lhe confere o Estatuto Social, convoca os sócios cooperados para reunirem-se em Assembleia Geral Extraordinária, que será realizada no próximo dia 10 de novembro de 2010, na Rua São Bento, n° 82, 3º andar, Sala 304, Centro, São Paulo/SP, às 16:00 horas, em primeira convocação, com a presença de 2/3 (dois terços) dos cooperados em condição de votar; às 17:00 horas, em segunda convocação, com a presença de metade mais um dos cooperados em condições de votar; às 18:00 horas, em terceira e última convocação, com a presença mínima de 10 (dez) cooperados, para deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia – 1) Ciência aos sócios cooperados da renúncia do cargo de Diretor Comercial Sr. José Ailton Bezerra bem como seu desligamento da Cooperativa; 2) Eleição do novo Diretor Comercial; 3) Alteração de endereço de sua sede; 4) Apresentação dos novos convênios, parcerias e benefícios celebrados pela Cooperativa. Antonio César Gomes Martins – Presidente.

York S.A. Indústria e Comércio CNPJ/MF nº 43.992.908/0001-31 – NIRE 35.300.046.510 Edital de Convocação – Assembleia Geral Extraordinária Ficam convocados os senhores acionistas da York S.A. Indústria e Comércio (a “Companhia”) para se reunirem em Assembléia Geral Extraordinária, a realizar-se no dia 11 de novembro de 2010, às 11:00 horas, na sede social da Companhia, localizada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua São Felipe, 787, Parque São Jorge, CEP 03085-900 para, nos termos dos Artigos 121 e seguintes da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada e em vigor (a “Lei das Sociedades por Ações”), deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: (i) a formalização da renúncia dos atuais membros da Diretoria, com a consequente eleição dos novos membros da Diretoria da Companhia; (ii) a alteração das denominações dos Diretores e da forma de representação da Companhia, com a conseqüente alteração do Capítulo IV (Artigos 14 a 27) do Estatuto Social, que dispõe sobre a Administração da Companhia; e (iii) a reforma do Estatuto Social da Companhia, com a sua consequente consolidação. Instruções Gerais: O acionista ou seu representante legal deverá comparecer à Assembléia Geral munido dos documentos hábeis para comprovação de sua identidade e, na hipótese de representação do acionista, instrumento de mandato regularizado na forma do Artigo 126 da Lei das Sociedades por Ações. Encontra-se à disposição dos acionistas, a partir da presente data, a proposta de alteração do Estatuto Social na sede da Companhia, consoante o Artigo 135, §3º da Lei das Sociedades por Ações. São Paulo, 29 de outubro de 2010. Giovanni Battista Argentini – Diretor Presidente. (29, 30/10 e 03/11/2010)

PREFEITURA MUNICIPAL ESPÍRITO SANTO DO TURVO EXTRATO DE PUBLICAÇÃO DE EDITAL A Prefeitura Municipal de Espírito Santo do Turvo-SP comunica a todos os interessados que se encontra à disposição o edital licitatório referente ao Pregão nº 27/2010, tipo menor preço, cujo o objeto é a aquisição de material de construção, devidamente classificado através do QUALIHAB instituído pelo Decreto nº 41.337/96, do Governo do Estado de São Paulo, para Construção de 94 unidades habitacionais, tipologia CDHUTI24A com terceiro quarto, aprvadas pelo Convênio nº 1.03.00.00/3.00.00.00/0347/2007, da CDHU, numa área de 45.030,67 m², com amparo nas Leis 10.520/2002, 8666/93 e suas alterações. A entrega dos envelopes devera ser até o dia 18 de novembro de 2010, às 10:00 horas. Maiores informações: Deptº de compras, sito na Rua Lino dos Santos s/nº, centro, pelo telefone (14) 3375-9500 ou e-mail: marcos@espiritosantodoturvo.sp.gov.br e retirada do edital pelo sítio eletrônico da prefeitura: www.espiritosantodoturvo.sp.gov.br. Espírito Santo do Turvo, 28 de outubro de 2010. Juliana de Campos Andrade - Pregoeira

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: PREGÃO (PRESENCIAL) DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 36/00775/10/05 OBJETO: PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ESPECIALIZADOS PARA RETIRADA, TRANSPORTE, DESCONTAMINAÇÃO E DESTINAÇÃO FINAL DE LÂMPADAS FLUORESCENTES TUBULARES, LÂMPADAS ELIPSOIDAIS USADAS E LÂMPADAS QUEBRADAS. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação de Registro de Preços para a prestação de serviços especializados para retirada, transporte, descontaminação e destinação final de lâmpadas fluorescentes tubulares, lâmpadas elipsoidais usadas e lâmpadas quebradas. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 01/11/2010, na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sextafeira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet, no endereço: http:// www.fde.sp.gov.br. O credenciamento do representante das proponentes e o recebimento dos Envelopes “Proposta” e “Documentos de Habilitação” ocorrerão na sede da FDE, no endereço acima mencionado, às 09:30 horas, do dia 12/11/2010. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, o estabelecido no edital. FÁBIO BONINI SIMÕES DE LIMA Presidente

Outro problema apontado por Goldberg é relacionado à estocagem das cargas movimentadas pela cabotagem. Elas não podem ficar em áreas alfandegadas, o que encarece o processo, já que esses produtos precisam ser deslocados e estocados em outros locais. "Seria preciso criar nos terminais portuários infraestrutura dedicada à carga de cabotagem, inclusive com acesso ao modal terrestre, ou seja, viabilizando a multimobilidade", diz o pesquisador do CEGN. Essa solução estrutural para incentivar a cabotagem evidentemente deveria ser concomitante à redução da burocracia e tributação, única maneira de incentivar armadores e empresas a verem vantagem nessa modalidade de transporte. Hoje, o transporte de cabota-

gem no País movimenta em geral minério e combustível, que são cargas de grande volume. Essa realidade já foi bem diferente. Em 1951, a navegação de cabotagem era responsável por 27,5% da movimentação de mercadorias no mercado interno do País. "A cabotagem não recebeu a atenção devida nos últimos anos. A frota não cresce, o preço do navio é alto, a operação é onerosa por conta de impostos. O problema é que nos últimos anos decidiu-se priorizar o transporte rodoviário", afirma Aluísio Sobreira, vice-presidente da Câmara Brasileira de Contêineres, Transporte Ferroviário e Multimodal (CBC). Ele também considera que a isenção de tributos e redução da burocracia estimularia a cabotagem no Brasil.

Odebrecht Engenharia Ambiental S.A. NIRE 3530035934-8 – CNPJ/MF Nº 09.414.734/0001-91

ATA DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Data, hora e local: Em 20 de setembro de 2010, às 14:30 horas, na sede da Companhia, na Avenida Rebouças, nº 3.970, 31º andar, Pinheiros, São Paulo, SP, CEP 05402-600. Presenças: Acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas constantes no Livro de Presença de Acionistas. Convocação: Dispensada a publicação de Edital de Convocação, conforme disposto no artigo 124, § 4º, da Lei nº 6.404/76. Mesa: Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos-Reis, Presidente; Simone Eliza Martins Pereira Sahade, Secretária. Deliberações: 1) autorizada a lavratura desta ata em forma de sumário, nos termos do parágrafo 1º do art. 130 da Lei das Sociedades Anônimas; 2) aprovado o aumento do capital social da Companhia em mais R$ 234.094.930,61 (duzentos e trinta e quatro milhões, noventa e quatro mil, novecentos e trinta reais e sessenta e um centavos), mediante a emissão de 41.213.896 (quarenta e um milhões, duzentas e treze mil, oitocentas e noventa e seis) novas ações ordinárias, nominativas, todas sem valor nominal, todas subscritas e integralizadas pela acionista Odebrecht S.A. (“ODB”), conforme Boletim de Subscrição que integra a presente ata como Anexo 1, mediante a capitalização de créditos no valor de R$ 234.094.930,61 (duzentos e trinta e quatro milhões, noventa e quatro mil, novecentos e trinta reais e sessenta e um centavos), detidos pela ODB contra a Companhia, conforme Laudo de Avaliação integrante desta ata como Anexo 2; 3) como consequência da deliberação aprovada no item 2 acima, o capital social da Companhia passará dos atuais R$ 83.723.097,13 (oitenta e três milhões, setecentos e vinte e três mil, noventa e sete reais e treze centavos), dividido em 73.152.269 (setenta e três milhões, cento e cinquenta e dois mil, duzentas e sessenta e nove) ações ordinárias nominativas, todas sem valor nominal, totalmente subscritas e integralizadas, para R$ 317.818.027,74 (trezentos e dezessete milhões, oitocentos e dezoito mil, vinte e sete reais e setenta e quatro centavos), dividido em 114.366.165 (cento e quatorze milhões, trezentas e sessenta e seis mil, cento e sessenta e cinco) ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal. A acionista ODBINV S.A. renunciou expressamente ao seu direito de preferência na presente subscrição e integralização das novas ações a serem emitidas em função do aumento de capital; 4) as acionistas resolvem aprovar a alteração do artigo 4º do Estatuto Social da Companhia, que passará a vigorar com a seguinte redação: “Capital Social e Ações – Art. 4º – O capital social é de R$ 317.818.027,74 (trezentos e dezessete milhões, oitocentos e dezoito mil, vinte e sete reais e setenta e quatro centavos), dividido em 114.366.165 (cento e quatorze milhões, trezentas e sessenta e seis mil, cento e sessenta e cinco) ações ordinárias nominativas, todas sem valor nominal, totalmente subscritas e integralizadas.”; 5) ratificada a indicação da empresa Guimarães e Sieiro Consultoria e Serviços Contábeis Ltda., inscrita no Conselho Regional de Contabilidade sob nº CRC-2BA 004903/O-5 “S” SP, CNPJ/MF sob o nº 07.533.214/0001-72, sediada na Av. Tancredo Neves, Centro Empresarial, nº 939, Edifício Esplanada Tower, sala 907, Caminho das Árvores, Salvador, BA, representada por seu sócio-diretor, Sr. Hélio Rodrigues Guimarães, brasileiro, casado, contador, portador da Cédula de Identidade RG nº 00.279.755-09 SSP/BA, inscrito no CPF/MF sob o nº 004.637.01534 e no Conselho Regional de Contabilidade sob nº CRC-1BA 004810/O-7 “S” SP, para, nos termos do art. 8º da Lei 6.404/76, proceder à avaliação do ativo conferido pela acionista ODB para a integralização das ações referidas no item 2 acima; 6) tendo sido previamente consultados pelos acionistas da Companhia, os peritos da Guimarães e Sieiro anteciparam-se nos estudos e preparação do laudo de avaliação do ativo objeto de integralização de capital, confirmando seu valor, conforme Laudo de Avaliação que restou integralmente aprovado nesta Assembleia e que passa a integrar a presente ata como Anexo 2; e 7) as acionistas resolvem autorizar os Diretores da Companhia a firmarem todos os instrumentos que se fizerem necessários para fins de implementação das operações aprovadas neste ato. Quorum das deliberações: As deliberações aprovadas foram tomadas por unanimidade, sem reservas ou restrições, abstendo-se de votar os legalmente impedidos. Documentos arquivados: Foram arquivados na Companhia os documentos referidos nesta ata, após numerados seguidamente e autenticados pelos membros da Mesa. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a Assembleia, da qual se lavrou a presente ata que, lida e achada conforme, foi por todos assinada. São Paulo, 20 de setembro de 2010. Acionistas: Odebrecht S.A. e ODBINV S.A. Certifico e dou fé que essa ata é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. Simone Eliza Martins Pereira Sahade, Secretária. – Secretaria da Fazenda – Junta Comercial do Estado de São Paulo – Certifico o registro sob o número 390.495/10-4, em 26.10.10. Kátia Regina Bueno de Godoy, Secretária Geral.

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sábado e domingo, 30 e 31 de outubro, e segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Se a empresa resolver a situação na fase preliminar, vai evitar a inclusão de seu nome no Cadastro de Reclamações Fundamentadas.

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Dúvida antes era tirada via web e telefone

Respostas online no Procon-SP Canal de atendimento via web é exclusivo, por enquanto, para reclamações contra lojas virtuais. Philip Gregory/sxc

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Procon-SP colocou no ar na semana passada um canal de atendimento online exclusivo para consumidores com problemas com lojas virtuais. Por essa nova forma de atendimento poderão formalizar reclamações ou pedir orientações sem a necessidade do comparecimento aos canais presenciais de defesa. Será tudo feito eletronicamente em um primeiro momento, inclusive a comunicação à empresa sobre a demanda de seu cliente. O processo promete celeridade na resolução dos conflitos de consumo gerados por lojas online e atende aos dispositivos do Código de Defesa do Consumidor (CDC), como os enumerados no Capítulo III, que trata dos direitos básicos. Entre eles, o direito de ser ouvido e protegido de práticas abusivas ou métodos comerciais coercitivos ou desleais (artigo 6º, IV). Se a empresa estiver preparada para receber o comunicado via web e conseguir resolver a situação nessa fase preliminar, vai evitar a inclusão de seu nome no Cadastro de Reclamações Fundamentadas. "Há um histórico positivo de resolução de conflitos de consumo nessa fase. No ProconSP, gira em torno de 70% dos casos registrados em todos os segmentos. Com essa ferramenta, esperamos maior resolutividade", informa o diretor de Atendimento do ProconSP, Robson Campos. O consumidor acessa o site

Se houver alguma divergência entre a resposta da empresa e o que diz o consumidor, será instaurado processo administrativo nos moldes normais ROBSON CAMPOS, PROCON-SP

do Procon-SP informação. Estan(www.procon. do tudo correto, sesp.gov.br), preenche rá dada baixa na reseus dados e relata clamação. "Se housua reclamação, enver alguma diverviando o arquivo gência entre a para o órgão. Um resposta da empretécnico fará a análisa e o que diz o conse do fato e, se for o sumidor, será inscaso, solicitará que taurado processo Giuseppe Acquaviva/sxc o consumidor encaadministrativo minhe documentação com- nos moldes normais. Aí, conplementar também via web. sumidor e empresa terão de Encerrada essa fase, o técni- ir ao Procon para as audiênco remete para a empresa na cias", acrescenta Campos. forma digital a demanda de O prazo para responder às seu cliente. A empresa res- demandas dos consumidores ponderá via internet para o feitas eletronicamente permaórgão, que checará com o nece o mesmo de uma ação consumidor a veracidade da presencial, ou seja, dez dias,

conforme estabelecido pela Portaria Normativa nº 21 e pela Lei Estadual 10.177/98. Justificativa – Com o crescimento vertiginoso do comércio eletrônico, é lógico que o primeiro setor cujo ProconSP receberá reclamações online seja justamente ele. Robson Campos explica que o consumidor que compra em lojas virtuais tem uma intimidade com essa ferramenta, o que facilita a reclamação eletrônica. "No longo prazo, o serviço será ampliado para outras formas de contratação", assegura o diretor de Atendimento. Mas esse novo serviço só vale para clientes residentes no Estado de São Paulo, muito embora a empresa possa

estar sediada em qualquer localidade do País. Isso porque os Procons são locais e privilegiam o domicílio do consumidor. "À Fundação ProconSP são conveniados 240 municípios do estado. Alguns desses Procons já manifestaram interesse em colocar links em suas páginas de forma a integrar as reclamações online", afirma Campos. Isso significa que todas as reclamações serão registradas em um mesmo sistema, mas caso haja necessidade de prosseguimento presencial, o pedido de interferência do consumidor e toda a documentação serão encaminhados para o Procon da cidade em que mora o reclamante.

Angela Crespo é jornalista especializada em consumo. E-mail: doislados@dcomercio.com.br

esde 2004, o Procon-SP oferece aos consumidores canal de atendimento não-presencial – telefone e e-mail. O serviço funciona das 10h às 16h. Só que por esses caminhos o consumidor só pode pedir esclarecimento de dúvidas. Feita a solicitação, um técnico faz a análise e passa as recomendações do que pode ser feito na situação descrita. "Com a fundamentação do seu direito, o consumidor é estimulado a procurar seu fornecedor para tentar resolver a pendência", informa Robson Campos. Somente em outubro, o ProconSP registrou 7.334 contatos de consumidores por esse canal. "E ele será cada vez mais explorado, tendo em vista o número de pessoas com acesso à web, além das facilidades e vantagens que oferece", afirma o diretor de Atendimento do Procon-SP. Está também ganhando força a Carta de Informação Preliminar (CIP) eletrônica, outra forma ágil de solucionar os conflitos dos consumidores e, de certa forma, facilitar a vida dos fornecedores. As empresas são informadas por e-mail sobre a demanda do consumidor e esse, por sua vez, também recebe por correio eletrônico (se o fornecer na hora do registro da reclamação presencial) a resposta da empresa. "Sem contar que as empresas cadastradas para a CIP eletrônica recebem uma senha, o que lhes possibilita monitorar todos os registros de reclamações contra elas no Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (Sindec), do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC)", diz Campos. Para receber a CIP eletrônica, a empresa terá de assumir compromissos perante o Procon, como o de responder a demanda em até três dias úteis.

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Projeto para regular validade de crédito de celular

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m novo projeto de lei proibindo as prestadoras de serviços de telecomunicações de estabelecer prazos de validade para os créditos de cartões prépagos de telefonia entrou na Câmara Federal. De autoria do deputado Felipe Bornier (PHS-RJ), o PL 7.322/10, se aprovado, irá alte-

rar a Lei Geral de Telecomunicações (Lei 9.472/97), estabelecendo o direito do usuário "à validade indeterminada de créditos adquiridos ou recebidos para uso de serviços de telefonia". Para o deputado, conforme informa a Agência Câmara, a imposição de prazos de validade é

O QUE DIZ O CDC Artigo 6º: São direitos básicos do consumidor: I - a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos; II - a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações; III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, característi-

cas, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem; IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços; V - a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;

prática extremamente danosa para os consumidores. "O usuário é obrigado a adquirir créditos com frequência, mesmo que não os estejam utilizando, para que possa continuar a usufruir do serviço", diz. Esse projeto de lei foi apensado ao PL 7.415/02, do deputado

Pompeo de Mattos (PDT-RS), que também trata do assunto e aguarda análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, seguindo depois para o plenário. Na enquete realizada pelo site da Câmara com os internautas sobre o PL, 97% concordam com a proposta.

VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos; VII - o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção Jurídica, administrativa e técnica aos necessitados; VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;

IX - (Vetado); X - a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral. Art. 7° Os direitos previstos neste código não excluem outros decorrentes de tratados ou convenções internacionais de que o Brasil seja signatário, da legislação interna ordinária, de regulamentos expedidos pelas autoridades administrativas competentes, bem como dos que derivem dos princípios gerais do direito, analogia, costumes e equidade. Parágrafo único. Tendo mais de um autor a ofensa, todos responderão solidariamente pela reparação dos danos previstos nas normas de consumo.

Queda em loja garante indenização a consumidor

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inalizar áreas que podem colocar em risco a integridade física do consumidor é dever das empresas e pode prevenir dores de cabeça. A 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) manteve, por unanimidade, sentença da primeira instância que condenou o supermercado Extra a pagar indenização a uma compradora que sofreu fratura após escorregar e cair dentro da loja. O valor da indenização in-

clui as despesas relativas ao tratamento médico e mais R$ 10 mil a título de danos morais. A consumidora caiu em um corredor após escorregar no piso encharcado de xampu, fraturando o pé. O setor de Atendimento ao Cliente prestou socorro e a levou para o hospital, arcando com as despesas iniciais. Para a sequência do tratamento, ela desistiu de recorrer

ao supercmercado, pois demorava muito para autorizar os procedimentos. Em sua defesa, o supermercado argumentou que socorreu a vítima por ato de solidariedade e não havia provas de que sua queda teria ocorrido dentro da loja. Sustentou que o acidente não ocorreu por culpa do estabelecimento e não teria havido negligência ou

imprudência de sua parte. Para o TJDF, o acidente foi ocasionado por omissão da empresa ao não efetuar a limpeza do local. Ao estipular indenização por danos morais, o relator justificou que era para "compensar a consumidora pelos constrangimentos, transtornos e humilhações experimentados e, ao mesmo tempo, punir o ofensor por sua conduta lesiva, além de prevenir e desestimular a reincidência na prática dos mesmos atos".


Diário do Comércio