DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado e domingo, 30 e 31 de julho e segunda-feira, 1 de agosto de 2011
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CAIXA 1 O seu consultor financeiro
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atitude não é uma boa ideia caso o aplicador queira voltar a negociar o metal na bolsa. Ele deverá iniciar um novo processo de certificação do ouro e terá de pagar uma taxa para uma empresa fundidora fazer a análise da barra. Fundos Outra forma de investir em ouro é por meio de fundos de capital protegido. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), dos 73 fundos de capital protegido existentes em junho, quatro estão atrelados à cotação do ouro. Os fundos formados pelos bancos HSBC, ItaúUnibanco e Santander abriram para a captação e já estão fechados a novos cotistas. Conforme as regras desses fundos, a retirada só poderá ser feita no término do prazo estipulado pelo fundo. A diferença desse tipo de fundo é que ele não tem o "come-cotas", que é a cobrança antecipada do Imposto de Renda, feita a cada seis meses, de 15% da rentabilidade. Neste caso, há só o pagamento de IR de 20% sobre o rendimento do fundo quando ele for encerrado. Dessa forma, os fundos fechados não permitem novos investidores e nem resgates durante o período estipulado. O fundo do HSBC, por exemplo, acompanha o índice do ouro Gold London PM Index e os 241 cotistas fizeram um acordo de que no final do período de investimento (um ano e um mês) os ganhos seriam determinados de acordo com três cenários. No primeiro, com a variação do ouro positiva (em até 25%), os investidores recebem retorno de 110% da variação. No segundo, se a variação for superior a 25%, o investidor tem retorno absoluto de 27,5%. No terceiro cenário, se a cotação encerrar o período negativa ou igual a zero, o capital investido é preservado. O capital mínimo para entrar foi de R$ 15 mil e os riscos, segundo o HSBC, são os mesmos dos outros fundos, como os de mercado, liquidez, uso de derivativos e concentração. Outros riscos que o fundo tem são os de interrupção, caso o gestor não consiga realizar a operação estruturada, de inflação e de alterações na cobrança de impostos.
Ouro na mão As negociações com ouro no mercado financeiro são mais comuns aos grandes investidores, mas quem quer ter acesso ao metal a preços mais acessíveis, a partir de R$ 93,15, pode procurar as lojas físicas ou na internet que vendem ouro em cartões ou em barras e entregam em casa. Antes de pesquisar na internet, no entanto, é preciso verificar se a instituição é regulada pelo Banco Central (BC), pois seu funcionamento é parecido com o das casas de câmbio. A lista completa com as instituições autorizadas consta no site www.bcb.gov.br/?IAMCIFO. Segundo Nunes, da Reserva Metais, o pequeno investidor geralmente quer comprar a barra para guardar, fazer uma poupança para o filho ou neto ou dar de presente. "Desde a crise econômica global de 2008 aumentou o número de ligações de clientes desse tipo querendo investir R$ 1 mil em ouro. Por isso, desenvolvemos barras de cinco, dez e 20 gramas", afirma. A de preço mais acessível é a de cinco gramas, que custa a partir de R$ 500. Os itens mais vendidos para pessoas físicas pela Reserva Metais são as barras de 50 gramas e vale-presentes de 10 gramas de ouro. Nunes diz que a empresa fornece garantia de recompra do ouro, mas com um pequeno deságio. Se, por exemplo, o grama ouro for vendido a R$ 81 será recomprado a R$ 80. O spread da recompra não é fixo e depende do volume da operação, da quantidade e da cotação do dia. Na Ouro Minas são vendidos cartões com gramas de ouro que custam a partir de R$ 93,15 (com um grama). De acordo com o operador de mesa da Ouro Minas Roselito Soares da Silva, o ouro fracionado tem custo um pouco maior por causa do preço da embalagem. A venda é feita em uma das 46 lojas ou pela internet. No segundo caso, a entrega é pelo correio e, para valores superiores a
R$ 400, é cobrado 1% de seguro. A Ouro Minas vende cartões com um, dois, cinco, dez, 20 e 25 gramas de ouro. "A maioria dos clientes compra como presente. Quem quer investir, prefere as barras", afirma Silva. O operador observa que existem diferenças entre comprar cartões e barras e joias. O último, por exemplo, não é investimento. "Na hora de vender a joia, o cliente não vai ter de volta o valor que pagou pelo trabalho artístico feito pelo joalheiro. O que vale é o peso do ouro, que vai ser fundido", destaca o operador. Penhor Por isso, o preço do grama do ouro é menor em operações de penhor. A Caixa Econômica Federal, que exclusivamente faz essas operações no Brasil, paga R$ 42 pelo grama. A gerente regional pessoa física da Caixa, Roseli da Costa Freitas Maranghetti, diz que a instituição acompanha os preços internacionais do metal para ter uma base de formação de preço, que não considera toda a volatilidade do mercado. "Temos uma tabela que atualizamos periodicamente." Ela diz que, no primeiro semestre, as operações de penhor cresceram 18% em relação a igual período de 2010. O penhor é uma forma de obter empréstimo a uma taxa menor e de maneira simples: basta apresentar o CPF, RG e comprovante de residência. Não há consulta cadastral e o valor do empréstimo é fixado pela avaliação das joias. A Caixa empresta quantias equivalentes a 85% e até a 130% do valor da joia. O correntista pode financiar o valor em até 180 meses e pagar juros de 2% a 2,4% ao mês. A maioria dos empréstimos feitos na Caixa pelo penhor foram de menos de R$ 1 mil no último ano. "Muita gente usa o sistema para guardar a joia. E quem não paga ou renova o contrato conosco tem a peça leiloada", diz Roseli.
Juros e ouro: destaques do mês. Na ponta oposta, perdeu dinheiro quem investiu em ações e moedas como euro e dólar.
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(IPCA), que renderam 7,82%. Em julho esses papéis renderam de 0,5% a 0,8%. Os títulos atrelados ao Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) também tiveram ga-
nhos ainda menores em julho, de 0,1% a 0,4%. O resultado foi parecido no acumulado do ano (6,39%). Esses papéis renderam mais em períodos de alta da inflação no País, pois pa-
gam a variação dos índices e mais taxas de juros. A desaceleração do aumento dos preços de forma geral e as altas seguidas da taxa básica de juros (Selic) fizeram com que outras aplicações ganhassem da inflação. "Os investimentos a juros se mantiveram em alta com a queda da inflação", diz Colombo. Nesse cenário, os fundos de Depósito Interbancário (DI) e de renda fixa ficaram no segundo e terceiro lugares do ranking do mês de julho. O fundo DI, por exemplo, pagou de 0,75% a 1,05% no mês, enquanto o IGP-M, no mesmo período, caiu 0,12%. O fundo de renda fixa teve rentabilidade de 0,65% a 0,95% no mês passado. De janeiro a julho, essas aplicações também mantiveram boa performance. O fundo de renda fixa ofereceu ganhos de 6,89% e o fundo DI, de 6,66%. Para se ter uma ideia, a inflação medida pelo IGP-M no acumulado do ano foi de 3,03%. A poupança com vencimento em 1º de agosto aproveitou o bom momento dos juros e ficou em quarto lugar, com rentabilidade de 0,62% em julho. No ano, a aplicação conservadora acumulou alta acima do IGP-M, de 4,25%. (RT)
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ameaça de problemas com a dívida dos Estados Unidos e os desdobramentos da crise da Grécia prejudicaram o ânimo das bolsas de todo o mundo no mês de julho. O cenário fez com que, no Brasil, o Ibovespa caísse 5,74% e se tornasse o pior investimento do período, ao lado do euro, que fechou negativo em 1,43%. Apesar das medidas anunciadas na última semana pelo governo para taxar as operações no mercado futuro de câmbio, o dólar caiu 0,51% no mês. No ano, as perdas da bolsa somaram 15,12% e superaram a queda do dólar, de 6,67%. De janeiro a julho, o euro teve resultado positivo em 0,93%. O período de turbulência no mercado financeiro e a baixa negociação na bolsa nos momentos finais do pregão de sexta-feira foram os responsáveis pela alta do ouro, que ofereceu o melhor rendimento de julho (9,32%), ficando no topo do ranking elaborado pelo administrador de investimentos Fabio Colombo. No ano, o ouro (veja como investir no metal na página 15) acumula a segunda maior rentabilidade, de 7,32%. O metal ficou atrás apenas dos títulos indexados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo
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