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Empresários brasileiros denunciam: FOMOS ACHACADOS Um "disque-denúncia" no exterior recebeu 121 casos de achaques no Brasil. A Trace Anti-Bribery Compliance Solutions garante o anonimato a quem delata. Seu sexto relatório sobre o Brasil aponta a polícia como campeã do suborno, com 36%. Funcionários públicos estão em 2º lugar. Mas 75% dos empresários foram vítimas de um único achacador de duas a 20 vezes em um só ano. Denúncias podem ser feitas em português: www.bribeline.org

Na isca, págs. 6 e 7. Artigo em Opinião, pág. 3.

Ano 87 - Nº 23.426

Conclusão: 23h30

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

São Paulo, sábado e domingo, 30 e 31 de julho e segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Alex Ribeiro/DC

Happy end: sai um acordo nos EUA. Reuters

Nicholas Kamm/AFP

Que há um acordo em construção concordavam republicanos e democratas, a dois dias do prazo do calote americano temido pelos mercados no mundo. O líder da maioria no Senado, Harry Reid (D-Nev., abaixo), até o assinou. Mas o presidente da Câmara, John A. Boehner (R-Ohio), resistia em aprová-lo, pesando cortes previstos na defesa dos EUA. No Capitólio, o desespero dos últimos dias desaparecia das feições de deputados e senadores, restando apenas alguma tensão. O voto final, que muitos queriam ontem, foi adiado sempre para mais tarde, e ficou para hoje. Bom dia, América! Página 19

Pega SP e Rio no futebol

Yuo Tube/Reuters

Tricolor de Carlinhos Paraíba (foto), em ação ao perder do Vasco, ontem. Corinthians, Flamengo, São Paulo e Palmeiras puxam com classe o Brasileirão. É tempero Rio-SP. Página 21

AMANHÃ Sol com pancadas de chuva Máxima 25º C. Mínima 15º C

ISSN 1679-2688

9 771679 268008

23426

Massacre na Síria. Bashar imita o pai. Repressão deixa dezenas de mortos. Hafez, pai do atual ditador, esmagara a cidade de Hama em 1982. Página 8

André Lessa/AE

HOJE Nublado com chuva Máxima 19º C. Mínima 15º C.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sábado e domingo, 30 e 31 de julho e segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Precisamos de um Estado-Indutor que formule um projeto para dar suporte ao crescimento da indústria. Delfim Netto

pinião

DELFIM NETTO

UM MODELO IMPRÓPRIO

O

Brasil deve rejeitar a nova divisão do trabalho internacional que nos vai sendo imposta pelos fatos, mas que temos tido dificuldade de entender. Basicamente, essa divisão é produto de uma teoria míope (mais uma!) que tenta convencer-nos que caminhamos para uma "harmonia universal", sustentada pelo funcionamento de uma nova e natural divisão do trabalho construída pela globalização. Tal harmonia seria proporcionada pela seguinte distribuição de uma "nova ordem" universal: a indústria seria desenvolvida na China, nos Estados Unidos e na Alemanha; os serviços ficariam concentrados na Grã Bretanha, Índia e em mais alguns poucos países de mão de obra farta e de boa educação; e o desenvolvimento da agricultura e da mineração seria tarefa de Brasil, Austrália, Canadá ... A agricultura é uma atividade nobre que nos salvou mais de uma vez dos erros cometidos pelos governos e financiou nosso

desenvolvimento. Da mesma forma a mineração. O problema é que, em ambas, os avanços tecnológicos são sempre no sentido de reduzir o volume de mão de obra, aumentando-lhe a produtividade. Não interessa ao Brasil submeter-se a essa "nova ordem" global, que engessaria seu crescimento, limitando-o ao modelo agromineral exportador energizado pelo desenvolvimento da China. Pela simples e boa razão de que tal modelo ignora o verdadeiro problema de médio e longo prazos, que é a construção de uma estrutura produtiva industrial capaz de gerar

empregos para os 150 milhões de brasileiros que terão entre 15 e 65 anos em 2030.

O

que precisamos é de um EstadoIndutor que formule um projeto para dar suporte ao crescimento da indústria em suas três dimensões – pequena, média e grande – e sustentar a expansão dos serviços, que são os maiores empregadores, atendendo a dois nítidos objetivos: 1º) estimular um aumento da competição interna de forma a obrigar as empresas a desenvolverem novos métodos, novos sistemas de controle e, acima de tudo,

Não interessa ao Brasil submeter-se a essa "nova ordem" global, que engessaria o crescimento do País, e que nos limitaria ao modelo agromineral exportador.

absorverem inovações e 2º) que dê aos nossos trabalhadores e empresários condições isonômicas de competição em termos de carga tributária, juros reais e taxa de câmbio real. Uma proteção externa inteligente e temporária vai permitir-lhes ampliar suas exportações. Isso exige, por um lado, a realização de reformas microeconômicas que estimulem maior eficiência nas relações entre o setor privado e o poder incumbente, para aumentar a produtividade

total dos fatores de produção. E, de outro, medidas macroeconômicas que garantam a continuidade da expansão da demanda com equilíbrio interno e externo.

E

m poucas palavras, uma relação vigorosa de confiança e respeito mútuo entre o governo e setor privado, com o objetivo de expandir e fortificar a estrutura produtiva e de modernizar a estrutura administrativa do governo, que dê a consecução ao objetivo

comum: oferecer a todos os brasileiros que poderão, e que desejarem trabalhar, em 2030, bons empregos com remuneração adequada. É o que se espera do novo plano de desenvolvimento industrial anunciado pelo governo federal e que, justamente por isso, deve merecer o nosso apoio. ANTÔNIO DELFIM NETTO É PROFESSOR EMÉRITO DA

FEA-USP, EX-MINISTRO DA FAZENDA, DA AGRICULTURA E DO PLANEJAMENTO

TRANSPORTES: A FARSA DA FAXINA se o ministro Paulo Sérgio Passos, que sucedeu o acusado de corrupção Alfredo Nascimento, é seu secretárioexecutivo, o segundo na hierarquia do cargo quando Nascimento era ainda o titular? No período das eleições, o "novo" ministro respondeu por mais de seis meses pelo Ministério. Que ajuste ou limpeza se faz apenas mudando de lugar pessoas passíveis de estarem envolvidas?.

É

uma grande falácia o que vem ocorrendo no Ministério dos Transportes desde a exoneração do ex-ministro Alfredo Nascimento, diante de acentuadas denúncias de corrupção naquela importante pasta do governo brasileiro. Anunciar a cada dia a demissão de mais não sei quantos diretores e ou funcionários do órgão , como se houvesse de fato uma faxina em andamento

perante a opinião pública, é mistificação. Aliás, nem dentro do governo há entendimento. O colaborador direto da presidente Dilma, Gilberto de Carvalho, homem de confiança absoluta do ex-presidente Lula, afirma que não há faxina, e sim ajustes. A mídia– a parte que recebe vultosas verbas de propaganda do governo – diz que está existindo a limpeza. Como pode haver limpeza

as novas nomeações? Remanejamento da mesma equipe. Assume agora o principal cargo de direção no Transportes (secretário executivo) o Sr. Miguel Masela. Sorte que com a letra "s". Por trás de tudo isso está, com clareza cristalina, a situação de refém da presidente em relação ao PR, partido de origem de todos os acusados, liderados pelo inefável Valdemar Costa Neto,

E

PAULO SAAB cujos votos de apoio ao governo, no Congresso Nacional, sustentam a chamada base governista e impedem a profilaxia realmente necessária. O resto é conversa para boi dormir. FALSA ASSINATURA Está na Internet um vídeo em que o ex-presidente Lula faz um daqueles discursos de botequim, em cima do qual foi produzida uma montagem de achincalhamento, gozação grosseira, de sua fala. O idealizador da montagem, a ser identificado e responsabilizado, ao final de sua grosseira crítica, coloca uma frase de minha

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

autoria na forma de legenda, dando a entender, também de forma nada sutil, que seriam minhas as críticas e gozações sobrepostas no vídeo. ão tenho nada a ver com aquilo e, mesmo sendo crítico da forma de atuação do ex-presidente, não cometeria tamanha deselegância. Fica o registro. FOME DO BRASILEIRO Diz o IBGE, órgão do governo federal, que o brasileiro come muito e mal. Come errado. E, com base em suas pesquisas a respeito, oferece algumas explicações. Não é preciso ser um

N

especialista para entender. O país maravilhoso que a era Lula criou, na ficção e na propaganda, está ainda longe de ser, no mínimo, justo e digno, com seus filhos. A maioria come muita porcaria que custa barato e mal porque paga menos. Compare-se a mesa nacional à despensa dos nossos políticos, governantes, altos funcionários, para ver. Também comem muito. E bem. Às custas dos que comem mal. e diminuir – nem falo em acabar porque é impossível – a corrupção no poder público, a população que come mal vai poder começar a comer melhor, pela melhor distribuição da riqueza nacional, hoje direcionada a poucos – embora se dissesse que era o país de todos. De tolos, isso sim.

S

PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli, Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado e domingo, 30 e 31 de julho e segunda-feira, 1 de agosto de 2011

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B E N E F Í C I O É A P E N A S U M A P A L A V R A P O M P O S A PA R A S U B S T I T U I R " D E P E N D Ê N C I A .

pinião

JOSÉ RICARDO RORIZ COELHO

CORRUPÇÃO REDUZ COMPETITIVIDADE As economias mais corruptas são as menos competitivas, segundo estudos da Transparência Internacional. E o Brasil está em 69º lugar no ranking mundial.

N

este momento em que a economia nacional começa a sentir os impactos negativos da desindustrialização, provocada pelo câmbio sobrevalorizado, juros e impostos muito elevados e a concorrência desigual de países como a China, é muito importante ficarmos atentos para outro grave problema que reduz a competitividade do País: a corrupção. São muito preocupantes as denúncias recentes, escancaradas pela mídia, relativas a fraudes de licitação na Petrobrás, cuja estrutura produtiva afeta toda a cadeia da indústria do plástico, majoração aparentemente anormal de obras públicas em São Paulo e escândalo no Ministério dos Transportes.

DEPENDÊNCIA E VOTOS

A

queles que consideram sacrossantos os programas governamentais de "benefícios" (que se transformam em "direitos adquiridos") ao mesmo tempo em que consideram insensíveis ou cruéis aqueles outros que querem diminuí-los, têm em mente um mundo muito diferente do mundo real. Se você der ouvidos aos defensores de programas de benefícios – programas que estão no cerne da atual crise financeira – poderá pensar que qualquer coisa que o governo falhe em prover é alguma coisa da qual as pessoas serão privadas. Em outras palavras, se você cortar gastos com merenda escolar, as crianças passarão fome. Se não subsidiar a moradia, as pessoas ficarão sem teto. Se não conseguir subsidiar medicamentos com receita médica, os idosos terão de comer ração para cães a fim de poder pagar os seus remédios. Esta é a visão difundida por muitos políticos americanos e por grande parte da mídia. No mundo da realidade, entretanto, isso não é verdade, nem mesmo para maioria daqueles que vivem abaixo da linha de pobreza oficial. Dos americanos que vivem abaixo da linha de pobreza oficial, a maioria tem um carro ou uma picape – e programas de benefícios governamentais raramente fornecem carros ou picapes. A maioria das pessoas que vive abaixo dessa linha tem também ar-condicionado, aparelho de TV em cores e forno de microondas – e esses itens tampouco

THOMAS SOWELL são usualmente fornecidos por intermédio de programas de benefícios do governo. Telefones celulares e outros aparelhos eletrônicos não são, de maneira nenhuma, uma raridade em bairros de baixa renda, onde, supostamente, as crianças passariam fome sem os programas de merenda escolar. Na realidade, o que se observa é que pessoas de baixa renda são obesas em proporção maior a outros americanos.

Q

uanto à moradia e à falta desta, tanto os preços de venda e aluguel, quanto a falta de imóveis acessíveis, é maior justamente nas localidades onde houve pesada intervenção do governo, como, por exemplo, nos bastiões da esquerda de Nova York e São Francisco. Com relação aos idosos, 80% por cento são proprietários de suas moradias, cujos custos mensais estão abaixo de quatrocentos dólares, incluindo imposto predial, energia elétrica, gás, água e manutenção. Os idosos desesperadamente pobres imaginados na retórica política e na mídia são – no mundo da realidade –, o segmento mais abastado da população americana. A média de bens das unidades familiares compostas

por pessoas mais velhas é quase três vezes maior que a média das famílias chefiadas por pessoas na faixa entre 35 e 44 anos de idade, e mais de quinze vezes maior que a média das famílias chefiadas por pessoas com menos de 35 anos de idade.

S

e o segmento mais abastado da população não p o d e p a g a r s u a s p róprias despesas com medicamentos, então quem pode? Como um todo, o país não fica nem sequer um centavo mais rico porque o governo paga nossas contas de saúde – com o dinheiro que toma de nós. E que tal os verdadeiramente pobres, em qualquer faixa etária? Antes de qualquer coisa, mesmo nas localidades de baixa renda e alta criminalidade, as pessoas não estão roubando pão para alimentar seus filhos. A fração de pessoas que comete crimes em tais localidades está muitíssimo mais propensa a furtar ou roubar produtos de luxo que possa usar ou vender para manter seu estilo de vida parasitário. Quanto ao restante dos pobres, o professor Walter Williams, da George Mason University, há muito tempo demonstrou que você pode dar a eles dinheiro suficiente para elevá-los

preciso entender que notícias como essas e a efetiva e lamentável prática da improbidade no setor público têm duplo efeito nocivo no grau de competitividade de um país. A primeira consequência referese, de modo direto, ao custo das obras e serviços, agravado pelo pagamento de propinas a agentes inescrupulosos dos distintos escalões da máquina governamental. Ou seja, faz-se menos com um orçamento que poderia resultar em muito mais. A segunda questão diz respeito à imagem negativa, que inibe investimentos e cria um ambiente cada vez menos propício à realização de negócios. Não é sem razão, portanto, que as economias mais corruptas são também as menos competitivas, segundo estudos da Transparência Internacional. E, infelizmente, no ranking mais atual dessa instituição, referente a 2011, o Brasil continua ocupando posição bastante desconfortável, motivada, certamente, pela frequência de notícias como as dos "mensalões", "anões do orçamento", "vampiros da saúde", "sanguessugas" e fatos recentes, como o da Petrobras e do Ministério dos Transportes. Apenas para lembrar e manter governo e a sociedade vigilantes, o relatório anual de 2010 da Transparência Internacional indicava que a percepção de corrupção no setor público brasileiro havia se mantido inalterada desde 2009. A pontuação dada ao País foi de 3,7, numa escala de zero a dez. Nossa baixa nota, dentre 178 nações, nos coloca na 69ª posição. Isto significa que há 68 países menos corruptos do que o Brasil. Não se

É

acima da linha da pobreza oficial por uma fração do montante que custa para manter uma enorme burocracia de bem-estar social. Em nome dos pobres, não precisamos levar o país à bancarrota, ao gastar trilhões de dólares com pessoas que não são pobres e que poderiam tomar conta de suas próprias vidas. Os pobres têm sido usados como escudos humanos por trás dos quais o crescente Estado-babá pode avançar rumo ao seu objetivo.

E

o objetivo não é evitar que os pobres morram de fome, mas sim criar dependência, pois dependência se traduz em votos para políticos que brincam de Papai Noel. Todos já ouvimos o velho ditado de que é melhor ensinar a pescar do que dar o peixe. A independência trazida por "saber pescar" contribui para uma sociedade mais saudável, mas a dependência é o que dá votos aos políticos. Para eles, dar a um homem um peixe todos os dias é a maneira de garantir o seu voto. "Benefício" é apenas uma palavra pomposa no lugar de "dependência". Quanto às historinhas assustadoras que os políticos contam a fim de manter em funcionamento os programas de benefícios sociais, continuarão a ser contadas enquanto as engolirmos. THOMAS SOWELL É ECONOMISTA, AUTOR DE VÁRIOS LIVROS, ARTIGOS E ENSAIOS, E SENIOR FELLOW NO

HOOVER INSTITUTE, EM STANFORD, CALIFÓRNIA. TRADUÇÃO: HENRIQUE DMYTERKO PUBLICADO POR WWW.MIDIAAMAIS.COM.BR

trata, definitivamente, de algo compatível com uma economia que já figura entre as maiores e dos anseios de 190 milhões de habitantes quanto ao crescimento sustentado e ao desenvolvimento. Os indicadores da Transparência Internacional, que nos colocam ao lado de Cuba, Montenegro e Romênia, são corroborados por percepções e pesquisas de distintos organismos de fomento do intercâmbio econômico, que coincidem em apontar que, dentre os principais inibidores de investimentos estrangeiros no Brasil, estão a corrupção e a burocracia exageradas. De fato, são duas ervas daninhas interligadas, pois faz parte do lamentável processo de improbidade a prática de criar dificuldades para vender facilidades. problema – somado aos demais algozes das empresas brasileiras, como os juros mais altos do mundo, o câmbio equivocado, os impostos extorsivos e a concorrência desleal de nações que não se pautam por condutas comerciais civilizadas – está causando grandes danos à competitividade do País. A presidente Dilma Rousseff, que agiu de modo correto no caso do Ministério dos Transportes, antecipando-se aos fatos, apontando sua estranheza com o aumento dos preços das obras e tomando as medidas saneadoras necessárias, tem todo o apoio da sociedade e dos setores produtivos para realizar uma cruzada nacional contra a corrupção. Vencer este inimigo público da competitividade e do desenvolvimento é uma das prioridades nacionais.

O

JOSÉ RICARDO RORIZ COELHO É PRESIDENTE DA

ASSOCIAÇÃOBRASILEIRA DA INDÚSTRIA DE PLÁSTICO (ABIPLAST ) E DA VITOPEL E DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE COMPETITIVIDADE E TECNOLOGIA DA FIESP

CADÊ A CARTA DOS EMPRESÁRIOS? A

situação para o empreendedor no Brasil está chegando a um ponto de desespero. Impostos altos, sonegação campeando – e com a conivência da máquina arrecadadora, punindo os honestos. A informalidade ainda é preocupante – já foi pior, é verdade, mas... E, no agronegócio, o terrorismo dos "movimentos sociais" e a legislação enlouquecedora. A infraestrutura insuficiente onera os custos, já contidos pela especulação cambial de uma política que estimula a importação e a entrada de dinheiro especulativo. Perdemos competitividade

nos manufaturados e ficamos como fornecedores de matérias- primas de pouco valor agregado. O sistema bancário e segurador foi invadido pelo capital público, que resiste pouco. o Congresso – e agora no Judiciário –, são criadas vantagens sociais via leis trabalhistas que assustam o mais modesto investidor. Ignora-se – ou se finge ignorar – que a crise do emprego na Europa é fruto da legislação populista e dos gastos públicos exagerados. Há pouco foram divulgados os baixos índices da TV Cultura, mas omite-se o

N

ARISTÓTELES DRUMMOND quanto custa ao Estado de São Paulo ter um canal para tão poucos. Na Espanha, as mais de cem emissoras públicas de TV respondem por uma boa parte do déficit. Enlouqueceram, embora louco seja quem rasga o seu dinheiro e, neste mundo, rasga-se o dinheiro do contribuinte. Governo é para garantir segurança, saúde,

educação, pesquisas, programas sociais, e deixar o mercado gerar riquezas, investir onde há interesse. Os empresários protestam. Só que precisam protestar mais – claro que com respeito à lei e não como fazem os "movimentos". Mas o povo brasileiro precisa saber que pode, de uma hora para outra, entrar em crise pelas

dificuldades dos pequenos e médios empresários, especialmente os que não crescem com os recursos do sistema oficial de crédito. Sobra dinheiro e falta ética nessa área. boa nova é que a presidente Dilma parece ser a mais indignada dos brasileiros. Vai demitindo, procurando melhorar, conversando com gente de alto nível e pode evoluir para um governo de salvação nacional, formando uma equipe de alto nível. Isso é possível – e até o senador Fernando Collor, tão atacado, conseguiu isso no seu último

A

ministério, dos melhores da República, paradoxalmente. Temos de fazer uma carta aos brasileiros, não com programas de governo, mas lembrando que o dinheiro para o progresso econômico e social sai dos impostos e quem paga imposto é o empresário. O governo gasta o imposto que arrecada. Esperemos que não queiram matar a galinha dos ovos de ouro, que anda meio febril, com doença dos juros e dos impostos. ARISTÓTELES DRUMMOND É JORNALISTA E VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO RIO DE JANEIRO. ARI.DRUMMOND@YAHOO.COM.BR


DIà RIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

ensaio de nudez de Fernanda Tedeschi, cunhada de Michel Temer, pode acabar nĂŁo saindo.

gibaum@gibaum.com.br

k Vão continuar pedindo cargos. É da natureza, do DNA.

ÂŤ

GibaUm

3 HĂĄ quem aposte que o

IDELI SALVATTI // ministra das Relaçþes Institucionais, sobre as pressþes da base aliada para conseguir postos no governo.. Fotos: BusinessNews

sĂĄbado e domingo, 30 e 31 de julho e segunda-feira, 1 de agosto de 2011

3 MAIS: o vice estaria conversando com a Abril, depois de nĂŁo conseguir convencer a irmĂŁ de sua mulher da empreitada.

1Âş de Agosto

E

ra um brilhante advogado de Nåpoles (Itålia), sua terra natal, atÊ abandonar a carreira para se dedicar à evangelização dos pobres e receber o sacerdócio, aos 30 anos. Em 1732, fundou a Congregação dos Padres Redentoristas, com so esse carisma. Morreu como Bispo aos 91 on Santo Af io Maria de Ligór anos.

No Waldorf Astoria Nos dias 5 e 6 de outubro, Lula farå palestras no hotel Waldorf Astoria, em Nova York, para banqueiros e investidores de todo o mundo, contratado pelo BTG Pactual, de AndrÊ Esteves. Uma comitiva de presidentes de bancos brasileiros estarå na platÊia. O ex-presidente viajarå para Manhattan a bordo do Gulfstream G450 de Esteves. Paulo Okamoto, Luiz Dulci e Clara Ant viajarão com Lula que engordarå mais seu porquinho com US$ 200 mil, mais hotel, alimentação e transporte.

333

OLHO NOVAREJO 333 Enquanto o BTG Pactual

333

Maluf, conselheiro sentimental O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) participou, ao lado de Max Fivelinha, do quadro Conselheiro Sentimental do programa Ronnie Von e revelou-se, quase chegando aos 80 anos e casado com Silvia hĂĄ 56 anos, defensor do casamento, enquanto houver sentimento. “A Silvia sempre me diz: “Paulo, mudar de marido ĂŠ mudar de defeitoâ€?. E lembrou que o namoro, antigamente, era muito diferente: “Hoje, a gente diz: vocĂŞ estĂĄ namorando. É amante, jĂĄ vai para a cama Ă qualquer hora. A palavra namoro mudou de sentido. Antes, era uma coisa mais sĂŠria, para ficar noivo, para casar. EntĂŁo, tudo evolui na vidaâ€?. No final, ficou meio desconfiado quando lhe serviram um picolĂŠ de jilĂł. 333

h IN Costa nuas.

h

Porteiros e copeiras do Dnit teriam se reunido, nesses dias, para tomar uma decisão conjunta: chega de sumir com xícaras e rolos de papel higiênico do órgão. Temem ser alcançados pela faxina.

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Milena Toscano, que estå fora da televisão desde Araguaia e que volta agora em Fina Estampa e Mayana Moura, a Melina de Passione, que continua fora da telinha, são grandes amigas, vão a eventos juntas e agora, resolveram brindar, de maneira especial, essa amizade. São as estrelas – e nuas – de um ensaio do fotógrafo ValÊrio Trabanco. E por conta, vão se divertindo com os gossips que, certamente, alimentarão as revistas e sites de celebridades.

Grandes amigas

Quando em conversas com parlamentares, atÊ com uma dose de ironia, a presidente Dilma Rousseff, sempre que pode, usa o exemplo do Parlamento da Finlândia. Tem 200 integrantes e desse total, metade Ê de mulheres. Todos trabalham de segunda a sextafeira, não hå verba de representação e nem carro por conta do contribuinte. Para quem não sabe: a Finlândia Ê líder mundial em índice de desenvolvimento humano.

A REFORMA do Maracanã nem engatinha, por enquanto: estå orçada em R$ 931 milhþes e o consórcio formado por Odebrecht, Andrade Gutierrez e Delta recebeu apenas R$ 27 milhþes.

333

OUT

Grandes decotes.

Saias poderosas 333

NA PALESTRA que fez na Escola Superior de Guerra, no final da semana passada, Lula falou sobre plano de proteção de fronteiras e outros temas ligados à årea estratÊgica, esticando atÊ a base de Alcântara. Na platÊia, estava o ministro serrista Nelson Jobim, da Defesa, do qual a presidente Dilma quer distância. 333

Assumida 333 NĂŁo apenas por estar interpretando, no teatro, a poetisa americana Elisabeth Bishop, lĂŠsbica assumida (teve um prolongado romance com uma brasileira) ĂŠ que a atriz Regina Braga, mĂŁe de Gabriel Braga Nunes, o LĂŠo de Insensato Coração e mulher do mĂŠdico Drauzio Varella, acaba de assumir sua bissexualidade, achando mesmo que “o ser humano, em geral, ĂŠ bissexualâ€?. Regina defende que as pessoas devem falar mais abertamente “dessas coisasâ€?, que tem muitas amigas intimas e, perguntada se jĂĄ se envolveu com mulheres, emendou: “Eu me envolvo todos os diasâ€?. Casada hĂĄ 30 anos com Drauzio, a atriz garante que “ele sabia desde sempre, eu vivo com eleâ€?.

A NOVELA O Astro, um verdadeiro festival de nudez e embates íntimos, que vem dando quase o dobro da audiência A Fazenda (Record), um festival de baixarias, deverå ser esticada por mais uma semana. Geraldo Carneiro e Alcides Nogueira que jå escreveram os 60 capítulos originais, estão debruçados nos novos, que durarão mais uma semana 333

Colaboração: Paula Rodrigues,Alexandre Favero

       

CHEGA!

OS MINISTROS do Supremo Carlos Ayres Brito, Marco AurĂŠlio Mello e o presidente da Alta Corte, CĂŠsar Peluso, serĂŁo os beneficiados caso seja aprovada a PEC da Bengala, que aumenta a idade da aposentadoria de servidores de 70 para 75 anos. Marco AurĂŠlio, que estĂĄ no Supremo desde 1990, poderĂĄ quebrar o recorde de permanĂŞncia no STF de Moreira Alves, que foi ministro durante 28 anos. 333

    

            



  

Um dos campeĂľes do YouTube, jĂĄ hĂĄ algum tempo, ĂŠ o ator Gustavo Mendes travestido em Dilma Rousseff, em sua mesa presidencial, onde tem um antigo telefone vermelho, colocado no ar, originalmente, no site de humor Kibe Loco. A prĂłpria presidente confessa que gargalha com as situaçþes (mesmo com linguajar pesado) dos programetes e um dos que mais gostou foi quando ela liga para Antonio Palocci, na explosĂŁo do enriquecimento do ex-ministro. O trecho que repete “Para de chorar, Palocci, para de chorar...Engole o choro!â€? quase levou a Chefe do Governo a um acesso de riso.

Solução

   

333 EM PLENA noite de nĂşpcias, Lucas Lima, marido da cantora Sandy, resolveu usar o computador, falando com amigos e acabou sendo alvo de um festival de gozaçþes. Agora, mesmo sua mulher tendo garantido que nĂŁo falou sobre detalhes de sua vida sexual (sua frase â€œĂ‰ possĂ­vel ter prazer no analâ€? sairĂĄ em meio a uma entrevista a prĂłxima Playboy), levanta a bola de Lucas Lima.

NĂŁo chora, Palocci 333

O PLANALTO estå reabrindo conversaçþes com demais países do Mercosul em torno da criação de uma cesta de moedas para substituir o dólar em algumas transaçþes comerciais. Seria o primeiro passo para a criação de uma unidade monetåria comum para o bloco, que não Ê, nem pouco, uma idÊia nova. 333

     

   

  

333 Em sua viagem ao Peru, para a posse de Ollanta Humala, Dilma Rousseff estreou um tablet repleto de informaçþes do MinistÊrio das Relaçþes Exteriores com dados do novo presidente do país, dos acordos bilaterais e negociaçþes em andamento. Em seus tempos de Casa Civil, usava e abusava de power point. Para discursos mais elaborados, usa teleprompter. Em seu gabinete, alÊm de um computador de mesa, tem tambÊm um notebook. O expresidente Lula passou longe de seu PC oito anos e atÊ hoje não arrisca nem o Google.

MISTURA FINA

ANTENADA

333 O Planalto quer fazer de conta que tudo vai bem com o PR. Afinal, foi Valdemar Costa Neto, no então PL, que vendeu JosÊ Alencar para o PT para ser vice de Lula e que abrigou durante anos Alfredo Nascimento e Luiz Antonio Pagot no MinistÊrio dos Transportes e no Dnit (elogiados na despedida do governo). Agora, Dilma libera Gilberto Carvalho, secretårio-geral da Presidência e Marco AurÊlio Garcia, assessor internacional e ainda ligado ao Fórum de São Paulo, para falar bem do PR. São homens de Lula – e não dela. De outro lado, prefere que as ministras Gleisi Hoffmann e Ideli Salvatti fiquem caladas. Ideli atÊ agora não procurou os líderes do PR para agendar encontro depois do fim do recesso e o líder da bancada na Câmara, deputado Lincoln Portela (MG) minimiza, garantindo que o PR continua na base do governo.

Fazendo de conta

ainda não desistiu da operação criada por Abílio Diniz, a GP Investimentos (Jorge Paulo Lehman, Beto Sicupira e Marcel Telles) quer entrar na årea de redes de supermercados e lojas de eletroeletrônicos. Os alvos são empresas como a Zaffari, do RioGrandedoSul,aAngeloni,de Santa Catarina e atÊ mesmo a rede Lojas Cem (187 unidades e R$ 1,9 bilhão de faturamento em 2010). E quer criar, dentro de cada uma delas, espaços para vendas de imóveis e mesmo pacotes turísticos da BHG, braço hoteleiro da GP.

      

         

333 A crise Jobim-Dilma alimenta novos sonhos do ministro da Defesa que quer ser presidente nacional do PMDB – e não Ê de hoje. No passado, praticamente se postou como candidato, notou que não havia nenhuma chance com os delegados de todo o país e Michel Temer foi eleito sem maiores dificuldades. Hoje, depois de ter repetido que votou em Serra, viu piorar sua situação dentro do próprio partido. Enquanto isso, volta a ser cotado para o cargo o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP). JosÊ Genoíno, bem falado no passado, nem pensar: o procurador-geral Roberto Gurgel pediu prisão para ele no processo do mensalão.

Isabeli emalta



  

 

De olho no futuro

Mãe de dois filhos, a modelo brasileira Isabeli Fontana, 28 anos, não poderia estar comemorando de maneira melhor seus quinze anos de carreira: ao mesmo tempo, protagoniza as novas campanhas de Mango (vai enfrentar a Zara no Brasil), Donna Karan, Dolce & Gabbana e, de quebra, do novo perfume de EstÊe Lauder (direita), batizado de Sensuous Nude. TambÊm Ê a estrela da nova edição da Vogue brasileira, da qual foi capa quinze vezes desde 2004. Ela rompeu, hå tempos, com Falcão, do grupo Rappa e estå se dando bem com Rohan Marley, filho de Bob Marley (são parecidíssimos). 333

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sábado e domingo, 30 e 31 de julho e segunda-feira, 1 de agosto de 2011

5 EMPACOU Dilma Rousseff não conseguiu entregar o que vendeu na campanha, o PAC.

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JUSTIFICOU Mas, segundo Miriam Belchior, obras são tocadas neste governo.

E o PAC não acelera Saulo Cruz/Ag. Câmara

Estudo mostra que Dilma não investiu forte no principal programa do governo, do qual é considerada a mãe O ministro Passos ficou de fazer a faxina nos Transportes, mas é preciso saber se ele vai usar a vassoura para varrer a si mesmo. Deputado Duarte Nogueira (SP), líder do PSDB na Câmara, autor de requerimento de convocação de Passos.

Gil Cohen Magen/Reuters

48 % do dinheiro liberado para projetos do PAC até o final de junho teve como destino o Ministério dos Transportes, sobre o qual mais pesam acusações. Nota do TCU (Tribunal de Contas da União). A presidente está fazendo todo esforço para a gente entregar bem a Copa do Mundo. Pelé, nomeado embaixador honorário do Brasil para a Copa de 2014.

Isso não existe. Nós temos um pré-candidato, que é o Rodrigo Garcia (Secretário Estadual de Desenvolvimento Social). E estamos conversados. Presidente nacional do DEM, senador José Agripino (RN), que não pensa em apoiar o deputado federal "neopeemedebista" Gabriel Chalita (SP) na sucessão municipal de São Paulo. O PR é um grande aliado, um partido que não é feito de aventureiros. Está no governo pelo apoio político. Deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), líder do governo na Câmara Federal, afastando a possibilidade de a faxina promovida pela presidente Dilma no Ministério dos Transportes provocar um novo racha na base aliada do Palácio do Planalto. Anderson Timóteo/AE

O astral dos moradores de rua está muito bom. Acho que é porque o frio deu uma trégua hoje. Frase do prefeito Gilberto Kassab (ao visitar albergue no Brás), postada em seu Twitter. O Serra foi meu padrinho de casamento; eu morei com ele algum tempo aqui em Brasília. Eu votei no Serra. Nelson Jobim, ministro da Defesa, mantido no cargo por Dilma Rousseff, em quem ele não votou.

Estou começando vida nova. Vou abrir uma empresa de consultoria de projetos na área de navegação. Não posso parar; no final do mês vencem as contas. Luiz Antonio Pagot, exdiretor do Dnit, afirmando que vai abrir empresa de consultoria para atuar com projetos na área de navegação.

Vossa excelência (Alckmin) teve a sabedoria de não nomear uma rua, uma pequena ponte, mas teve a sabedoria de dar o nome de Quércia a uma obra de grande porte. Michel Temer, vice-presidente, na inauguração da ponte estaiada Orestes Quércia.

Dida Sampaio/AE

Marcelo Casal/ABr

Não há processo de 'caça às bruxas' no PR por causa das demissões realizadas no Ministério dos Transportes. Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência.

O

s números do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) mostram que, até o momento, a presidente Dilma Rousseff não conseguiu entregar o que vendeu na campanha eleitoral: uma forte puxada nos investimentos. E, a julgar pela situação política e econômica, não será possível transformar o quadro tão cedo. É o que mostra análise elaborada pelo economista Felipe Salto e pelo cientista político Rafael Cortez, ambos da consultoria Tendências. Com base em informações colhidas na base de dados do Senado, o Siga Brasil, o estudo mostra que até o dia 27 de julho o governo pagou R$ 13,5 bilhões em despesas do PAC. Desses, R$ 11,3 bilhões, ou 83,7%, eram gastos contratados no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. São dados diferentes dos apresentados no balanço oficial do PAC divulgado na sexta-feira, mas que mostram a mesma situação. Pelos dados oficiais, foram desembolsados R$ 10,3 bilhões, dos quais R$ 8,1 bilhões ou 78,6%, são restos a pagar de Lula. A diferença ocorre porque os dados do governo não consideram os gastos com o programa Minha Casa, Minha Vida, que estão na contabilidade utilizada no estudo da Tendências. O balanço oficial do PAC traz mais uma evidência da dif i c u l d a d e d e i n v e s t i r. O s R$ 10,3 bilhões gastos de janeiro a julho deste ano representam uma queda de 1,9% em comparação com o desembolsado em igual período do ano passado. "Os números mostram que ela tem as mãos amarradas", disse Salto. "Se ela praticamente só paga restos de exercícios anteriores, quer dizer que os gastos do PAC até agora tiveram pouca influência de programas novos adotados por sua iniciativa". Gastos – A prometida decolagem dos investimentos dependeria, segundo Rafael Cortez, da realização de reformas que permitissem reduzir gastos com pessoal, custeio e outras despesas obrigatórias que deixam pouco espaço para investir. Hoje, gastos fixos como salários, previdência e assistência, dívida e repasses obrigatórios a Estados e municípios, consomem R$ 9 de cada R$ 10 que o governo arrecada. Resta só R$ 1 para investir. "Ela precisaria de uma coalizão capaz de passar reformas no Congresso", avaliou o cientista político, para quem, hoje a

Dida Sampaio/AE - 29.07.11

Degrau: presidente Dilma está basicamente pagando a conta do PAC deixada pelo ex-presidente Lula.

presidente não conta com esse arco de apoios. Isso porque Dilma não foi a responsável pela construção de sua atual base aliada, observou. "Ela não conhece a base, e eles estão acostumados a operar com o governo anterior", disse. A aproximação com os parlamentares foi dificultada pelo corte de R$ 50 bilhões no orçamento anunciado em fevereiro. Ele praticamente inviabilizou a liberação de recursos para emendas, o que causou descontentamento na base. Além disso, observou Cortez, a presidente adotou estilo centralizador nas nomeações. "Tudo isso tudo gerou desgaste com a base", observou. A presidente, por outro la-

O problema de 2012 será o mesmo deste ano e quem vai pagar a conta é o investimento. Dificilmente o PAC vai decolar. FELIPE SALTO, ECONOMISTA do, parece ter pouco apetite por reformas econômicas. A única que ela mencionou em seu discurso de posse foi a tributária, que passados sete meses ainda está em debate dentro do governo. "Ela parece ter uma visão de que boa parte dos

problemas de falta de investimentos seria gerencial ou administrativo", comentou Cortez. Por isso, concentra seus esforços nesse campo. Mas, uma atenção maior ao front político a ajudaria a criar as condições que faltam para ampliar os investimentos. Para Salto, esse grupo de despesas não apresentará crescimento forte este ano. Para 2012, quando está previsto um aumento de cerca de R$ 23 bilhões no gasto público apenas com o reajuste do salário mínimo, o espaço continuará restrito. "O problema de 2012 será o mesmo deste ano e quem vai pagar a conta é o investimento", disse. "Dificilmente o PAC vai decolar". (AE)

Manter o ritmo já é bom, diz ministra Para Miriam Belchior, 2010 foi o melhor ano do PAC, e por isso ela considera que o desempenho ainda é bom

O

governo vê como positivo o desempenho do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apesar de haver realizado investimentos praticamente no mesmo nível do ano passado.

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, frisou que 2010 foi "o melhor ano do PAC", por isso manter o ritmo já é considerado um bom desempenho. Por outro lado, ela reconhe-

ceu que o início de um novo governo traz uma lentidão natural ao andamento dos projetos. As denúncias que atingiram o Ministério dos Transportes, que possui a segunda maior fatia do PAC, têm "um reflexo

Valter Campanato/ABr

Ah, bom: "O orçamento é de 2010, mas as obras foram feitas no atual governo", explica a ministra, ao apresentar o balanço do programa neste ano.

controlável" no andamento do programa, segundo admitiu o titular da pasta, Paulo Sérgio Passos. O fato de a presidente Dilma Rousseff haver dedicado o primeiro semestre praticamente todo a pagar gastos contratados por Luiz Inácio Lula da Silva não é um problema, segundo Miriam. Ela observou que, a maior parte das obras foi realizada este ano, e não em anos anteriores. "O orçamento é de 2010, mas as obras foram feitas no atual governo", explicou. Rigor – Diante da farra de aditivos descoberta no Ministério dos Transportes, o governo decidiu tornar mais rígidas as condições para a contratação de empreiteiras. De agora em diante, as construtoras serão contratadas com base no projeto executivo da obra, e não mais no projeto básico, como é feito hoje. (AE)


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Formas de corrupção não envolvendo dinheiro respondem por 28% das propostas. Relatório da Trace Anti-Bribery Compliance Solutions

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Paulo Pampolin/Hype

Dinheiro vivo é a forma preferida de pagamento de propinas, com 73% de todas as denúncias.

Empresários denunciam achaques Estudo da Trace Anti-Bribery Compliance Solutions aponta que em três anos foram relatados 121 tentativas de suborno no Brasil: cerca de 80% partiram de autoridades. Sérgio Miguel

O

Brasil enfrenta um complexo panorama de corrupção, de acordo com a empresa norte-americana Trace Anti-Bribery Compliance Solutions (literalmente, adequação de soluções contra o suborno), incumbida de avaliar o nível de desobediência às regras éticas nos negócios em vários países. Relatório divulgado sobre o clima dos negócios no Brasil mostra que no período de 11 de

julho de 2007 e 28 de junho de 2010, foram reportados à entidade 121 casos de ofertas de venda de facilidades. Do total, cerca de 80% dessas tentativas de achaques foram feitas por autoridades, incluindo uma que partiu do gabinete do então vice-presidente do Brasil. O informe não dá detalhes sobre quando esse suposto pedido foi feito, nem por qual membro do gabinete. O relatório, intitulado BRIBEline (literalmente, "linha do suborno"), é o sexto divulgado sobre o Brasil por essa organização. O documento acrescen-

ta que do conjunto de pessoas identificadas como autoridades, membros da polícia foram responsáveis por 36% de todas as tentativas de suborno; funcionários públicos das três esferas administrativas responderam por 26%; membros do aparato militar por 7%, mesma proporção atribuída a funcionários de empresas estatais, enquanto juízes e outros membros do Poder Judiciário responderam por 3%; dirigentes do partido governante foram responsáveis por 2%; e representantes das Nações Unidas foram responsáveis por 1%.

Reunião Plenária (informações, debates e busca de soluções)

“Meio ambiente e saúde: o desafio das metrópoles” Professor Titular do Departamento de Patologia da FMUSP

PAULO HILÁRIO NASCIMENTO SALDIVA

Dia: 1º de agosto de 2011, segunda-feira Horário: às 17 horas Local: Rua Boa Vista, 51 - 9º andar

Suborno da mesma fonte – Cerca de metade dos empresários que fizeram essas denúncias, segundo a Trace, recebeu mais de um pedido de suborno da mesma fonte num determinado período de um ano. Dos demais, cerca de 75% indicaram que receberam pedidos por parte da mesma fonte entre 2 e 20 vezes num determinado período de um ano, enquanto 15% disseram que sofreram essa tentativa da mesma pessoa mais de 100 vezes. Sempre de acordo com o relatório, dinheiro vivo é a forma preferida de pagamento de propinas, com 73% de todas as denúncias. Enquanto isso, outras formas de corrupção não envolvendo dinheiro, mas vantagens, como promessas de futuros negócios, pagamento de almoços e jantares ou entradas para eventos esportivos, responderam por 28% das propostas. Elas incluíam, por exemplo, o compromisso de contratar um subempreiteiro específico que, de outra forma, não seria contratado (9%); o fornecimento de outros benefícios intangíveis, como a expedição de vistos (7%) e outros itens, como joias ou entradas para eventos esportivos (5%), favores sexuais (5%) ou a co- rantir futuros negócios (9%). bertura de despesas pessoais O relatório observa que o vade viagens (2%). lor dos achaques é relativaExtorsão – A empresa assi- mente baixo, comparado a ounala que mais de 40% dos casos tros países, já que metade de denunciados representavam todas as denúncias envolvia extorsão, ou seja, a pessoa exi- pedidos inferiores a U$ 5.000, giu pagamento para evitar da- e 8% mencionavam valores nos aos interess u p e r i o re s a ses pessoais ou US$ 50.000. comerciais do Em 20% dos empresário casos, o denunEntre autoridades, ciante não sou(21%), tentativa de receber be indicar o vaa polícia é por um produlor, o que pareresponsável por to ou serviço já ce sugerir um 36% das tentativas número alto de entregues de suborno. Já os (15%), ou de redemandas não representantes ceber por um envolvendo serviço já presdas Nações Unidas dinheiro vivo. tado (5%). Brasil em ficam com 1%. Enquanto isb ai xa – A alta so, mais de 30% frequência de de todas as denúncias envol- propostas de suborno por parte viam a troca por alguma vanta- de uma mesma fonte, segundo g e m i n d e v i d a , c o m o , p o r o BRIBEline, é relativamente exemplo, ganhar uma futura baixa no Brasil, chegando a concorrência ou influenciar 48% em um determinado peuma autoridade governamen- ríodo de um ano, se comparado tal (12%), obter decisões judi- aos 73% na China. No entanto, ciais favoráveis (11%) ou ga- aqui se registra a mais alta taxa

de exigências de pagamentos não envolvendo dinheiro vivo (28%), ante 23% na China e 8% na Índia – a proporção mais baixa entre os países analisados (veja quadro na pág. 7). A taxa de demandas extorsivas no Brasil, de 41%, é relativamente baixa se comparada às taxas da Índia, da Rússia e da Ucrânia – com 77%, 63% e 58%, respectivamente. Mas Brasil e China têm a mais alta taxa de achaques em troca de promessas e garantias de vantagens indevidas, como pagamentos para obter sentenças judiciais favoráveis, com 32% cada. Os participantes das pesquisas da Trace em vários países identificaram as principais fontes de vendas de facilidades em nível federal, como os ministérios da Fazenda (23%), da Saúde, da Agricultura, da Habitação e do Trabalho (um pouco acima de 7% cada um). Leia mais na página 7


p Trace ensina às empresas como o suborno funciona sábado e domingo, 30 e 31 de julho e segunda-feira, 1 de agosto de 2011

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7 As empresas serão alertadas a acompanhar de perto as pequenas transações em dinheiro Alexandra Wrage, presidente da Trace.

Os dados do site BRIBEline ajudam a reduzir os riscos em transações internacionais

A

lexandra Wrage, fundadora e presid e n t e d a Tr a c e , considera que "a América Latina atravessa uma robusta expansão econômica, e o Brasil lidera a região em termos de crescimento". No entanto, segundo ela, "as empresas que operam na região deveriam levar em conta a crescente atenção dedicada pelo governo brasileiro ao levantamento de suborno promovido por estrangeiros". "De fato, o Brasil no momento está investigando várias empresas multinacionais que supostamente subornaram autoridades", afirma Alexandra. "Os dados do nosso site BRIBEline ajudam a reduzir os riscos inerentes às transações internacionais, ao dar às empresas uma visão específica sobre como funcionam os esquemas de suborno

no Brasil." Ela acrescenta que "a Trace promove workshops e treinamentos para nossas associadas no Brasil. Usaremos esses novos dados do BRIBEline para preparar os empregados e agentes que estão no Brasil para estarem prontos a reagir adequadamente às repetidas exigências de dinheiro ou outros benefícios intangíveis por parte de autoridades go-

vernamentais". Por sua vez, "os diretores das empresas serão alertados a acompanhar de perto as pequenas transações em dinheiro e a verificar cuidadosamente os relatórios de despesas envolvendo presentes e reembolsos de hospitalidade. O simples fato de saber o que se está procurando beneficia em muito as políticas de adequação". (SM)

Repetições de ocorrências 70 60 50

61%

40 30

Um site para receber denúncias

A

Trace é uma entidade sem fins lucrativos que faz levantamentos para fornecer soluções práticas e de baixo custo de adequação a esquemas anticorrupção para empresas multinacionais e seus intermediários comerciais (agentes e representantes de vendas, consultores, distribuidores, fornecedores, etc.). Ela fornece produtos e serviços que incluem levantamentos sobre intermediários comerciais, políticas de adequação a modelos, pesquisas online com sumários jurídicos locais, incluindo indicações sobre

presentes e hospitalidade, paga ou se propõe a pagar. treinamento pessoal e O site não pede nomes. As online contra suborno e informações colhidas não pesquisas sobre as serão usadas para abrir melhores processos ou práticas corporativas. Mais investigações. Elas serão informações estão no site divulgadas para chamar a www.TRACEinter national.org.atenção sobre os pontos Segundo a Trace, o problemáticos, para que objetivo do site BRIBEline possam ser melhorados, e é ajudar as empresas a gerir recolher informações sobre melhor os riscos. as entidades oficiais ou Eventuais denúncias semioficiais (órgãos podem ser feitas pelo internacionais, forças de endereço segurança, empresas www.BRIBEline.org. Serão estatais, etc.) do mundo feitas ao denunciante no inteiro que tentam vender máximo dez perguntas de facilidades indevidas. múltipla escolha. Nesse A empresa fixa-se endereço também podem apenas na parte que pede ser lidos relatórios o suborno, sem solicitar semelhantes sobre diversos informações sobre quem países. (SM)

20

15%

15%

10 0

7% 5 vezes ou menos

6 a 20 vezes

21 a 56 vezes

2% 51 a 100 vezes

Mais de 100 vezes

* Total de 121 registros

Fonte: BRIBEline

A maioria dos pedidos repetidos de propinas foi de cinco vezes ou menos (61%), e as denúncias registradas no site BRIBEline se concentraram em 2009 (40%). Dentre os agentes da corrupção, o destaque é para a polícia, com 36%.

Partidos evitam coligações para a prefeitura A maioria pretende concorrer com seus próprios candidatos na eleição do próximo ano. O PT quer avançar sobre as prefeituras em todo o País. Leonardo Prado/Ag. Câmara – 18/5/2011

Mário Tonocchi

À

exceção do Democratas (DEM), os principais partidos políticos apresentarão seus próprios candidatos nas eleições para prefeito de São Paulo em 2012. O PT e o PMDB já fecharam um acordo e, apesar da aliança nacional, lançarão candidaturas próprias, mas deixaram em aberto a possibilidade de aliança em eventual segundo turno. O DEM quer recíproca de apoio para a prefeitura de Salvador, onde o partido deve lançar ACM Neto para o cargo. As negociações estão avançadas com o PMDB, que cederia o cargo de vice na chapa do aparentemente já escolhido Gabriel Chalita, ex-PSB. O partido deve, no entanto, lidar com as pretensões do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que também saiu do PSB e pretendia disputar a prefeitura paulistana pelo PMDB. No PT, o secretário nacional Paulo Frateschi confirma a tendência já concretizada de que é preciso avançar sobre as prefeituras. "Não vamos continuar com a tática eleitoral de 2010 e, como diz o presidente Rui Falcão, agora

Tripoli, pré-candidato do PSDB.

é tudo pelo PT. Atualmente estamos correndo o Brasil para ouvir a base e diretórios, principalmente nas capitais com mais de 250 mil eleitores, portanto com possibilidade de segundo turno, para ajudar a compor essa tática eleitoral", observou. De acordo com Frateschi, o foco na campanha da presidente Dilma Rousseff no ano passado é agora o combustível para o avanço do PT nas eleições de 2012. "Não existe mais a imposição de partir dos objetivos que tínhamos em 2010, que eram eleger Dilma, ter a maior bancada na Câmara e aumentar o número de senadores da base aliada para não passarmos as mesmas dificuldades do governo Lula. Tivemos que abrir

mão de muita coisa. Agora a prioridade é o crescimento do partido", afirmou. O PT debate quem deve ser o escolhido, entre os ministros Fernando Haddad – preferido do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva – e Aloísio Mercadante e a senadora Marta Suplicy, ex-prefeita da capital. Oposição - O PSDB controla 800 municípios em todo o País. Para 2012, o objetivo é ultrapassar 900. As táticas e estratégias foram definidas no final de maio deste ano. Na ocasião, o partido determinou uma avaliação do cenário eleitoral, estado por estado. O presidente deputado Sérgio Guerra disse na época que o desafio será grande. "Em muitos lugares, enfrentaremos as máquinas dos governos estaduais somadas às do federal", observou. Segundo o presidente nacional tucano, um dos objetivos do partido será o de concentrar esforços em municípios com maiores chances e com grande parcela do eleitorado nacional. Guerra firmou com os diretórios o compromisso de criar um plano de trabalho para ajudar diretórios com maiores dificuldades. No PSDB já se apresentaram o "independente" deputado federal Ricardo Tripoli e o secretário estadual de Cultura de São Paulo Andrea Matarazzo,

Luiz Prado/Luz – 18/5/2009

Tiago Queiroz/AE – 4/6/2011

Matarazzo, disposto a concorrer.

Chalita se transferiu para o PMDB e será o candidato do partido

Anderson Timóteo/AE – 6/6/2011

Wilson Dias/ABr – 15/7/2011

Douglas Ab Saber/AE – 15/7/2010

Marta Suplicy pode concorrer

Haddad, o candidato de Lula.

Netinho, o nome do PCdoB.

este com apoio do ex-candidato à Presidência da República e coordenador político nacional do PSDB, José Serra. Comunistas – Aos 89 anos, 60 deles na clandestinidade, o PCdoB está determinado a ser grande a partir de agora. Nas próximas eleições pre-

tende ampliar em cinco vezes o número de candidatos a prefeito em todo país. No último pleito, em 2008, foram 200 candidatos. O desafio agora é chegar a mil. "A prioridade é lançar candidatos ao Executivo tanto quanto ao Parlamento, e a

prioridade é ter chapa própria", diz o deputado Osmar Júnior, líder do PCdoB na Câmara e ex-vice-governador do Piauí. A legenda deve disputar a prefeitura de São Paulo com o vereador e cantor Netinho de Paula, que no ano passado disputou uma vaga ao Senado.


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sábado e domingo, 30 e 31 de julho e segunda-feira, 1 de agosto de 2011

VENEZUELA Atentado contra TV estatal Vive deixa dois feridos em Zulia. Emissora denuncia críticos de seus trabalhos com indígenas e camponeses.

nternacional Fotos: AFP

Protesto no Chipre queima cartaz com imagens do ex-presidente Hafez al-Assad (acima, centro) e seu filho e atual líder Bashar (abaixo).

INFERNO NO RAMADÃ

SECRETARIA DA SAÚDE COORDENADORIA REGIONAL DE SAÚDE SUL REPUBLICAÇÃO DE EDITAL DE PREGÃO nº 017/2011-CRS/SUL PROCESSO ADMINISTRATIVO nº 2011-0.105.250-0 MODALIDADE: PREGÃO PRESENCIAL OBJETO: CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE AUXILIAR DE ALMOXARIFADO, nos Setores de Almoxarifado da Regional de Saúde Sul e Almoxarifado da Reprografia da Regional de Saúde Sul. TIPO: MENOR PREÇO GLOBAL MENSAL ENTREGA DAS PROPOSTAS: 17/08/2011, às 10:00 horas ABERTURA DOS ENVELOPES: 17/08/2011, às 10:30 horas LOCAL: Rua Fernandes Moreira, nº 1.470 - térreo - auditório - Chácara Santo Antonio - São Paulo - SP.

SECRETARIA DE SEGURANÇA URBANA EDITAL DE PREGÃO Nº: 09/SMSU/2011 PROCESSO Nº 2011-0.103.783-7 INTERESSADO: SECRETARIA MUNICIPAL DE SEGURANÇA URBANA ASSUNTO: Contratação de empresa especializada para fornecimento de combustível e lavagem simples, através de redes de postos de gasolina credenciadas por empresa especializada em gerenciamento de abastecimento de frotas, com a utilização de cartão de controle/pagamento e operação de um sistema informatizado, para atender a frota de veículos automotores da Secretaria Municipal de Segurança Urbana da Cidade de São Paulo. MODALIDADE: PREGÃO PRESENCIAL TIPO: MENOR TAXA DE ADMINISTRAÇÃO Acha-se reaberta na SECRETARIA MUNICIPAL DE SEGURANÇA URBANA, a licitação na modalidade PREGÃO PRESENCIAL, objetivando o fornecimento de combustível e lavagem simples, através de redes de postos de gasolina credenciadas por empresa especializada em gerenciamento de abastecimento de frotas, com a utilização de cartão de controle/pagamento e operação de um sistema informatizado, para atender a frota de veículos automotores da Secretaria Municipal de Segurança Urbana da Cidade de São Paulo. A Sessão Pública do PREGÃO será realizada na Sala de Reuniões da SECRETARIA MUNICIPAL DE SEGURANÇA URBANA, sito à Rua Augusta, nº 435/437 - 5º andar - Consolação, às 10h30 do dia 15/08/2011, quando deverão ser entregues os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas diretamente à Senhora Pregoeira. O Caderno de Licitação, contendo todas as condições e as informações necessárias para participação na licitação em questão, poderá ser obtido via internet, gratuitamente, no endereço eletrônico http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br ou mediante a entrega de 1 CD-R ou CD-RW, no Setor de Licitações da SMSU, para a correspondente gravação. Esclarecimentos (de ordem estritamente informal) poderão ser obtidos no horário das 9:00 às 17:00 horas, pelos telefones 3124-5174 ou 3124-9312.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete: PREGÃO ELETRÔNICO 219/2011-SMS.G, processo 2011-0.165.626-0, destinado ao registro de preço para o GEL LUBRIFICANTE ÍNTIMO para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 24 de agosto de 2011, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 208/2011-SMS.G, processo 2011-0.165.621-9, destinado ao registro de preços para FRALDAS DESCARTÁVEIS INFANTIL, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 31 de agosto de 2011, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 240/2011-SMS.G, processo 2011-0.194.252-1, destinado ao registro de preço para GEL PARA ULTRASSONOGRAFIA, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A abertura da sessão pública de pregão ocorrerá às 9 horas do dia 1º de setembro de 2011, a cargo da 2ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAL O edital do pregão acima poderá ser consultado e/ou obtido nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, ou, no gabinete da Secretaria Municipal de Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão.

Poucas horas antes do mês sagrado muçulmano, a repressão do regime aumenta na Síria. Sitiada, a cidade de Hama amanheceu sob forte tiroteio, causando dezenas de mortos. O presidente dos EUA critica ataque 'horripilante' e diz que a Síria 'será um lugar melhor' quando Assad deixar o poder.

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oucas horas antes do começo do mês do Ramadã, o jejum muçulmano, o regime sírio de Bashar al-Assad deu mais um passo em sua brutal campanha de repressão e enviou seus tanques a várias cidades do país, ontem, causando dezenas de mortos e centenas de feridos. Embora o número de vítimas varie segundo cada grupo opositor, teme-se que possa estar acima das 120 mortes anunciadas pelo Comitê Sírio de Direitos Humanos, principalmente em Hama, na região central do país. Outras fontes como o presidente da Organização Síria de Direitos Humanos, Amar Qurabi, afirmaram que o número de mortos chega a 145, enquanto os chamados Comitês de Coordenação Local informaram na última atualização de seu perfil no Facebook da morte de 71 pessoas. A operação militar em Hama começou ao amanhecer, quando o presidente sírio enviou seus tanques, que antes já atacavam a cidade em meio a um forte tiroteio que, segundo testemunhas, foi "indiscriminado". Hama tem uma grande importância para o movimento contra o governo, pois o pai de Assad, o falecido presidente Hafez al-Assad, enviou suas tropas ao local para acabar com uma revolta em 1982, arrasando bairros inteiros e matando até 30 mil pessoas, no episódio mais sangrento da história moderna da Síria. Apesar de ter sido uma das últimas cidades a se mobilizar, as manifestações em Hama foram as maiores de todas as realizadas até o momento, e no início de julho tiveram o apoio dos embaixadores dos Estados Unidos e da França, que chegaram a viajar ao local. Além de Hama, os tanques e forças do presidente sírio entraram da mesma forma em outras cidades como Deir alZor, no leste do país, e Al-Herak, ao sul, onde também fo-

ram registradas vítimas. Ramadã - Segundo Qurabi e outros líderes opositores, a intenção do regime é impedir que os protestos se reproduzam durante o mês do Ramadã, no qual diariamente milhares de pessoas se reúnem nas mesquitas. O grupo A Revolução Síria para a Liberdade calculou em seu site que o país tem cerca de 10 mil mesquitas e que, se em cada um destes templos mil pessoas rezarem diariamente durante o Ramadã, haverá cerca de 10 milhões de fiéis reunidos. "Cada dia do Ramadã equivalerá a três sextas-feiras", disse o grupo em referência ao fato de que as sextas-feiras se transformaram no dia de manifestações massivas na Síria para pedir a queda de Assad. Repressão - No poder há 11 anos, Assad está tentando acabar com uma revolta contra o seu governo. O movimento surgiu em março, inspirado nas revoluções na Tunísia e no Egito, e se espalhou pelo país. Desde o início do movimento opositor, os conflitos já deixaram ao menos dois mil mortos na Síria, sendo mais de 1.600 civis, segundo organizações de direitos humanos. Autoridades sírias expulsaram do país jornalistas estrangeiros, tornando difícil verificar os relatos de violência. Isolamento - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que ficou chocado com o uso de violência do governo sírio contra seu povo e prometeu trabalhar com outros países para isolar Assad. "As notícias vindas de Hama são horripilantes e demonstram o verdadeiro caráter do regime sírio", disse Obama em comunicado. "A Síria será um lugar melhor quando acontecer uma transição democrática. Nos próximos dias, os Estados Unidos continuarão a aumentar pressão sobre o regime sírio e a trabalhar com outros ao redor do mundo para isolar o governo Assad e ficar do lado do povo sírio", acrescentou. (Agências)

Reuters

Vídeos retirados do YouTube mostram imagens da violência em Hama. Durante a repressão, carros foram incendiados, enquanto pessoas tentavam escapar do tiroteio. Centenas de pessoas ficaram feridas.


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9 É direito dos egípcios assegurar o que ocorrerá na corte. O juiz Ahmed Rifaat

nternacional Adek Berry/AFP

Ramadã com 'sabor de revolução'

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Muçulmanas rezam em Jacarta, na Indonésia, onde o Ramadã já começou. Durante o mês sagrado, os muçulmanos devem se abster de comer, beber, fumar e fazer sexo.

s ventos da "primavera árabe" sopram neste ano no Ramadã, não para refrescar o calor de agosto (no hemisfério norte), mas para dar um toque revolucionário às tradições típicas deste mês de jejum muçulmano, que começa hoje. No Egito, manifestantes vão suspender os protestos na Praça Tahrir, mas se preparam para o primeiro "iftar" – a comida que acaba ao entardecer com o jejum diário do Ramadã – em conjunto, nesta sexta-feira. No Iêmen, opositores também promoverão encontros públicos para o "iftar". "Este ano, o Ramadã tem sabor de revolução", disse Mohammed al-Asal, membro de um comitê da revolta popular iemenita. Contrários aos outros opositores árabes, os jordanianos não planejam recrudescer as manifestações durante o Ramadã. (EFE)

Fotos: Reuters

O futuro que Mubarak e o Egito aguardam Julgamento do ex-presidente egípcio está previsto para quarta-feira. Juiz promete 'rapidez e transparência'. Hospitalizado desde abril, Mubarak tenta evitar comparecer à audiência no Cairo. Sua possível ausência pode desencadear ainda mais revolta dos manifestantes.

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Funcionário limpa cela na academia de polícia no Cairo, onde ocorrerá o julgamento público de Mubarak.

DIA DO PERDÃO Iraniana desfigurada por ácido poupa pretendente rejeitado de mesma agressão

meneh Bahrami, a mulher iraniana que ficou desfigurada e cega depois de um homem jogar ácido contra o seu rosto, há sete anos, por ela ter dito não ao seu pedido de casamento, o perdoou ontem, minutos antes dele perder a visão com ácido. Pelas leis islâmicas iranianas, a sentença seria administrada ontem em Teerã. O agressor, Majid Mohavedi, estava aos pés de Ameneh esperando que ela jogasse ácido em seus olhos. Entretanto, a iraniana de 32 anos, disse que perdoava Mohavedi, de 29 anos, e a TV estatal mostrou-o chorando e dizendo que ela foi "muito generosa". À TV iraniana IRIB, Ameneh declarou que o havia perdoado porque "nunca buscou a vingança, mas uma compensação", que pela imprensa local será de aproximadamente US$ 215 mil. (Agências)

Ameneh não estava atrás de vingança

Raheb Homavandi/Reuters

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cela ao lado está sendo preparada para o ex-presidente do Egito Hosni Mubarak, cujo julgamento está marcado para quarta-feira. Segundo o juiz responsável pelo caso, o julgamento será 'rápido' e poderá ser transmitido ao vivo pela TV estatal a partir de uma academia de polícia no Cairo. Mubarak, seu chefe de segurança, Habib el-Adly, e seis outras autoridades policiais enfrentarão a possibilidade de pena de morte se forem considerados culpados por ordenarem o uso da força contra manifestantes durante os 18 dias de protestos no Egito. Cerca de 850 pessoas foram mortas durante essas manifestações. O julgamento público de Mubarak e de seus principais assessores é a principal reivindicação dos manifestantes que derrubaram seu regime. Demonstrações continuam a

ocorrer nos finais de semana no Cairo, refletindo a urgência por um julgamento rápido para o governo deposto. O juiz Ahmed Rifaat informou que 600 pessoas poderão assistir ao julgamento, incluindo advogados de defesa, familiares, familiares das vítimas e jornalistas. "É direito dos egípcios assegurar o que ocorrerá na corte", afirmou Rifaat. Uma fonte próxima a Mubarak – hospitalizado desde abril, quando foi interrogado pela primeira vez – afirmou na semana passada que o advogado do ex-presidente dirá ao tribunal que ele está doente demais para poder comparecer ao julgamento, previsto para começar na quarta-feira. Um comunicado informou que o promotor público enviou uma carta para o ministro do Interior, Mansour el-Essawy, na qual pede a presença de Mubarak. No hospital, uma

autoridade afirmou que a saúde dele estava "relativamente estável", mas seu estado psicológico vem piorando. Se Mubarak se ausentar por doença, isso poderá irritar ainda mais os manifestantes que desejam um julgamento. Boa parte dos egípcios considera que a doença de Mubarak e sua detenção em um hospital no balneário de Sharm el-Sheikh são parte de um complô dos militares que governam o país para evitar humilhar publicamente seu ex-comandante. Mubarak não foi transferido ainda para uma prisão do Cairo onde seus dois filhos e outras autoridades aguardam julgamento. Manifestantes e os egípcios de modo geral acusam o expresidente, que governou o país por 30 anos, de liderar um sistema corrupto que adotava como rotina a tortura de pessoas presas e a repressão à oposição. (Agências)

Stoyan Nenov/Reuters

Noruegueses tentam superar o trauma dos ataques. Está prevista para hoje outra homenagem às vítimas.

Isolado, mas ainda ameaçador. Autor de duplo atentado norueguês exige renúncia de governo

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autor do duplo atentado da Noruega, Anders Behring Breivik, persiste em suas ameaças ao modelo de democracia da Noruega, país que fará hoje um ato de Estado em homenagem às 77 vítimas do massacre. Mesmo detido, Breivik exigiu a renúncia do governo de Jens Stoltenberg em troca de uma declaração integral de seus planos, informou ontem a TV local NRK. O fundamentalista cristão e ultradireitista depôs na sextafeira para a polícia durante dez horas, informou a emissora, acrescentando que ele revelou planos de realizar atentados contra o Palácio Real e a sede do partido social-democrata de Stoltenberg, aos quais renun-

ciou por questões logísticas. Com relação aos ataques que perpetrou, ao complexo governamental e ao acampamento juvenil social-democrata, os efeitos teriam sido ainda mais sangrentos se não tivesse enfrentado um engarrafamento. O primeiro trecho, de sua casa até o complexo do governo, demorou mais do que o calculado e a maioria dos funcionários já havia deixado o local. A etapa seguinte, o trajeto até a ilha, também durou mais do que o previsto, de modo que alguns convidados já haviam ido embora, como a ex-primeira-ministra Gro Harlem Brundtland. Compras virtuais - Além de deixar instruções detalhadas sobre os atentados na internet,

Breivik também teria utilizado o mundo virtual para realizar compras de materiais para a fabricação de bombas. Segundo o jornal britânico Sunday Telegraph, os materiais teriam sido adquiridos no site e-Bay, em novembro passado. Da Inglaterra, ele comprou enxofre e ferramentas. Além disso, ele teria comprado uma arma e acessórios da China e dos EUA. Teme-se ainda que boa parte das seis toneladas de fertilizante que Breivik comprou para fabricar a bomba esteja em local desconhecido, informou o semanário alemão Der Spiegel. O material eliminado pela polícia é uma parte mínima da quantia adquirida por Breivik, segundo a revista. (Agências)


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CALIGRAFIA EM RISCO O ensino da caligrafia manual passou a ser facultativo em escolas da cidade de Indiana, nos Estados Unidos. A boa escrita é uma vítima dos teclados.

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Fotos de Patrícia Cruz/Luz

Penas especiais, tintas especiais, sensibilidade e até uma certa solidão. Esses ingredientes fazem parte da receita de um bom calígrafo, que transforma a escrita em uma forma única e singela de arte a ser preservada

No artesanato das letras, ter pena é fundamental

Primeiro veio a máquina de escrever, depois o computador, o celular, o tablet. Com toda essa tecnologia, ficou bem mais fácil escrever. Basta acionar uma tecla, cada vez mais leve, cada vez mais sensível. Escrever com letra bonita virou algo a ser banido das escolas, como se propõe nos Estados Unidos. Mas a arte da escrita a mão resiste. E com muito estilo.

Valdir Sanches

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á um século, discutia-se se a pena correndo sobre o papel deveria produzir uma escrita de letras inclinadas ou retas. Depois, entrou na mira a máquina de escrever, vista como um insidioso concorrente que poderia comprometer a qualidade da letra manuscrita. Agora, com o computador, o problema está sendo definitivamente resolvido. A letra de mão, como também se chama, será abolida. No lugar dessa escrita do nosso cotidiano, com as letras ligadas entre si, entra a letra de forma. A mesma que aparece na tela do computador. O pioneirismo foi de Indiana, cidade do centro-oeste dos Estados Unidos. O ensino da letra de mão passou a ser facultativo nas escolas. Nos próximos anos, será substituída de vez pela de forma. Quarenta outras escolas se preparam para adotar o modelo.

A campainha toca e mais uma cliente surge no Atelier de Caligrafia Lúcia & Áurea, no Bosque da Saúde. O trabalho feito pelas irmãs Galhanone está em alta no País. Até tempos atrás, existia basicamente em São Paulo. Hoje, se espalha pelos Estados. As irmãs escrevem textos e diplomas, subscrevem envelopes, lançam dedicatória em livros, entre outros trabalhos. Sempre em letra manuscrita, essa que está em extinção em Indiana. A que as irmãs fazem não é a escrita livre do cotidiano das pessoas. Mas a caligrafia hoje chamada artística, justamente por ser uma obra de arte. Cada letra lançada no papel foi estudada e desenvolvida cuidadosamente (apaixonadamente) pelos calígrafos. É como um gene de sua criação artística. Não há um agá, um eme, igual ao de outra pessoa. A caligrafia é "uma atividade intimista, solitária", diz Lúcia Maria Galhanone. "É só você e sua concentração." E sua técnica. O traçado é mais fino quando a pena sobe, para fazer um E, como o do "Enquanto" acima, por exemplo; e mais encorpado quando desce. "Isso faz a beleza", diz a irmã de Lúcia, Áurea Galhanone. Vários tipos – Usa-se pena? Sim, a escrita é feita com penas de metal, encaixadas em cabos de madeira. Elas são molhadas em pequenos tinteiros, rasos. A que escreve bem fininho é a bico de pena. As de ponta reta, com várias larguras - as chanfradas - servem bem na feitura de letras góticas. Lúcia ganhou duas penas de ave, que afiará e usará para escrever - mas só por prazer. As penas produzem um traço menos perfeito. No século 15, quando os primeiros livros surgiram, a escrita, bela, era feita com bico de penas de ave.

Penas: um dos instrumentos usados pelos artistas da caligrafia

No século 18 surgiram as penas metálicas e no 20, as caras canetas-tinteiro, com depósito próprio de tinta, e as descartáveis esferográficas. O ateliê de Lúcia é pequeno, silencioso - íntimo. Se alguém é admitido, esse alguém é a gata Corina, com sua atitude contemplativa. A mesa, o foco de luz. Nas gavetas está a variedade de tintas que serão preparadas e passadas para os pequenos tinteiros. Áurea também tem o seu, com o mesmo jeito. Requinte – Para trabalhos mais elaborados, as irmãs fazem layout ou diagrama. Usam caixa de luz para destacar campos em que lançarão a escrita. "A caligrafia dá requinte", diz Lúcia. Por isso, a clientela aumenta. E a exigência também. O convite de casamento recebe o texto caligrafado, e depois é reproduzido. Mas um cliente exigiu que os cinquenta convites necessários fossem escritos um a um. O Hotel Jaraguá, que existiu no Centro, apresentou sua história num texto escrito com caligrafia artística - por Lúcia. Lúcia tem trinta anos dedicados à caligrafia artística; Áurea, dez. Não gostaram nada das notícias sobre a troca da letra de mão pela de forma, em Indiana. Mas acham que a moda não pega por aqui. Hoje, diz Lúcia, as pessoas estão se voltando para coisas artesanais. E muita gente quer ter letra bonita. A procura pela caligrafia não está mais restrita a diplomas e convites para bodas. "O setor corporativo busca a caligrafia como diferencial." A ideia de eliminar a escrita de mão deixou-a, por fim, "um pouco triste". "Quem diz isso não conhece o ser humano, nós não somos máquinas. A escrita faz parte da maneira de nos expressarmos." Em um livro que está lendo está escrito: "A caligrafia é a extensão dos nossos dedos". Lúcia concorda plenamente.

A criação de uma única letra é resultado de um dom, de um gene artístico. Dominar as penas de várias formas é outro segredo dos calígrafos.

"É um prazer que nunca vai morrer"

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Lúcia Maria e Áurea Galhanone, irmãs que mantêm a arte da caligrafia, com instrumentos de antigamente

Professor teme empobrecimento

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m princípio, o vice-diretor de escola Joel Camargo não é contra a troca da escrita de mão, pela de forma, como está se estabelecendo em cidades como Indiana, nos Estados Unidos. Ele e seus colegas da Escola Estadual de Primeiro Grau Dra. Maria Augusta Saraiva, na rua Major Diogo, estão levando o assunto muito a sério. Marcaram uma reunião, para discuti-lo. "Futuramente a escola vai ter que se manifestar sobre isso, e queremos estar preparados", diz Joel. Ele acha que, se fosse aplicada, a nova metodologia teria que começar já no primeiro ano do ensino fundamental, com as crianças de seis anos. "A escrita de forma é igual à que o aluno vê no computa-

dor, nas revistas e em jornais. Fica compatível." Apesar disso, avalia, há muitos problemas. Acha que essa prática empobrece o conhecimento e condiciona àquele tipo de letra. Assim, toda escrita diferente "vira um bicho de sete cabeças". No futuro, se a pessoa precisar pesquisar o rascunho de uma monografia, por exemplo, "vai achar que aquilo é árabe". Joel vê uma perda também para a mente. As circunstâncias de hoje, em que as pessoas leem a letra de forma no computador, e escrevem em letra de mão, "estimulam o cérebro". Com a mudança proposta, isso acabaria, afirmou. Acha que o computador é um facilitador, "mas embur-

rece um pouco". Fazer pesquisas não exige mais muita aplicação, como antigamente; os sites de busca facilitam tudo. E o corretor de textos permite escrita correta, mesmo para os que não a aprenderam. O fato, diz Joel, é que se digita muito e se escreve pouco. "E isso empobrece a caligrafia." Não acha certo tomar uma posição radical diante da decisão de se elim i n a r a e s c r i t a d e m ã o. "Não se pode dizer 'sou contra'. Antes de tomar uma posição, vamos avaliar os prós e os contras." Há um detalhe que o intriga. "Se a escrita com letra de forma for adotada, como as pessoas assinarão cheque e papéis?" (V.S.)

ndréa Branco, há 23 anos com seu ateliê de caligrafia artística, não parece impressionada com a decisão de se abolir a letra de mão, em benefício da letra de fôrma, em estados americanos. "O prazer de escrever e embelezar as palavras nunca vai morrer", ela diz. O encantamento com a escrita surge na infância, diz; e as letras ficam sendo um desenho próprio de cada pessoa. A letra de mão do cotidiano "é a mais rápida, prática e fácil que se inventou". Sempre foi assim, afinal, a letra escolar. A escrita será trocada pela digitação? A máquina não dá a sensação do fazer manual, diz Andréa. "Para escrever você só precisa de uma madeira cilíndrica com um grafite dentro ou um tubo de tinta (caneta esferográfica)." Há oito anos, Andréa ampliou as atividades do ateliê. Ensina designers gráficos, ilustradores e tatuadores "a entenderem as letras". Como os que fazem caligrafia, e por meios iguais (pena e tinta) eles aprendem a dar seu toque pessoal às letras. Um designer gráfico passa o dia inteiro com a mão no mouse e olhando para a tela do computador ou do tablet. "Na hora em que molha a pena na tinta, e escreve, sente um imenso prazer." Dessa forma agradável, ele entende a estrutura da letra. (V.S.)


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A Companhia City, que planejou os bairros estritamente residenciais e arborizados, como o Pacaembu e o Jardim América, chega ao centenário.

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Do bife ao futebol, a herança deixada pelos súditos da rainha Na Capital, a centenária Cia. City revolucionou o urbanismo com bairros planejados Marcus Lopes

A fauna era um dos temas prediletos dos naturalistas ingleses. À esquerda, oficina de trens da Lapa, da São Paulo Railway.

Fotos: Reprodução

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spremidos em meio ao mar de prédios, eles dão um toque verde à paisagem cinzenta paulistana. Há cem anos, surgia em São Paulo um moderno conceito de urbanização que daria origem aos bairros estritamente residenciais, como o Jardim América, o Pacaembu, o Sumaré e o Alto da Lapa. Em 1911, o arquiteto francês Joseph Antoine Bouvard e o banqueiro Edouard Laveleye formaram em Londres a City of São Paulo Improvements and Freehold Land Company Limited, conhecida como Companhia City. De olho no crescimento da cidade banhada pela riqueza do café e apoiados por banqueiros e empresários, eles compraram várias glebas de terra em regiões então desertas, como o Jardim América, que começou a ser loteado em 1912. Graças aos padrões rígidos de urbanização impostos pela companhia em todos os seus empreendimentos – como ocupação máxima de 60% do terreno para construção e proibição de prédios altos – esses loteamentos tornaram-se nas décadas seguintes os agradáveis bairros-verdes. Zoneamento – Para resistir à fúria imobiliária, alguns deles, como o Pacaembu, na zona oeste, foram tombados pelos órgãos de patrimônio histórico. Outros, como o Sumaré, também na zona oeste, têm na população uma importante aliada para impedir o surgimento dos espigões na área protegida pela Lei de Zoneamento. Um pouco da trajetória da City, que fez história na cidade, pode ser conferida no livro Brasil–Grã-Bretanha, Uma Relação de Cinco Séculos (Editora Museu a Céu Aberto, com apoio da Cultura Inglesa, 305

páginas, R$ 160). Organizado pelo sociólogo Carlos Eugênio Marcondes de Moura, o álbum resgata as históricas relações e as influências inglesas no Brasil, desde o intercâmbio comercial entre os dois países até o esporte, passando pelo bife com batatas fritas, o molho inglês e o pudim. Futebol – Mais acostumados

Obra resgata as relações entre Brasil e Grã-Bretanha

a estudar as relações com outros países europeus que despejaram aqui levas de imigrantes, como Portugal e Espanha, é interessante saber como os discípulos da rainha nos ensinaram muitos hábitos que adoramos, a começar pelo futebol. Ainda nos primeiros anos do descobrimento, no século

XVI, os ingleses aportaram em terras brasileiras interessados nas novidades do Novo Mundo, em especial o paubrasil e o algodão. A natureza exuberante também logo atraiu a atenção de naturalistas e botânicos, que produziram uma vasta e bela iconografia sobre a nossa flora e a nossa fauna. Eles também não deixaram de registrar em gravuras o cotidiano da população nas vilas e cidades brasileiras oitocentistas. Comércio – O grande impulso comercial entre os dois países ocorreu com a abertura dos portos, em 1808. Os ingleses logo dominaram o comércio de diversos produtos manufaturados, como os tecidos. De acordo com o sociólogo Gilberto Freyre, em 1821 o Brasil consumia mais produtos ingleses do que toda a Ásia e 4/5 de toda a América Latina. Em São Paulo, a presença inglesa está por todos os cantos. A Estação da Luz, construída pela São Paulo Railway, foi toda projetada nos moldes britânicos, que também dominaram desde o início a construção e a operação das ferrovias. Mappin – No comércio pau-

listano, o velho Mappin foi fundado pelos irmãos ingleses Walter e Herbert Mappin, na Rua 15 de Novembro, em 1913. Nos salões do estabelecimento era servida outra instituição inglesa: o chá. Após um grande incêndio na década de 1920, a loja passou a atrair as classes mais baixas com as liquidações anuais, cujo jingle até hoje é lembrado: "Mappin, chegou a hora Mappin, a liquidação do Mappin..." Interior da estação Barão de Mauá, no Rio. Abaixo e à esquerda, a primeira residência construída no Jardim América. À direita, o carnaval carioca em uma aquarela de 1822.

Nelson Antoine/AE

PROTESTO – A frase "Foi Homicídio Doloso" é pintada na rua Natingui, na Vila Madalena (foto), onde o administrador Vitor Gurman foi atropelado e morto por um Land Rover no dia 23 de julho. O carro era conduzido pela nutricionista Gabriela Pereira, que perdeu o controle do veículo, se chocou contra um muro, capotou e atingiu o administrador. Exames do IML indicam que a condutora estava alcoolizada no momento do acidente fatal. (AE)

Assalto com reféns Ladrões explodem no Centro do Rio caixa na Baixada

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m assalto com reféns praticado por pelo menos oito homens armados em um edifício comercial levou policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) a isolar um quarteirão do Centro do Rio, ontem de manhã. Os assaltantes fizeram dois vigias e a funcionária de um escritório reféns, roubaram o conteúdo de três cofres de uma agência de turismo e conseguiram fugir. Os bandidos chegaram ao edifício de número 70 da Rua do Passeio por volta das 7h e renderam dois vigilantes no momento da troca de turno. Eles obrigaram os funcionários a subir com eles até o 8.º andar, onde arrombaram a porta da agência, que também funciona como casa de câmbio. (AE)

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andidos explodiram três caixas eletrônicos instalados na Usiminas, em Cubatão (SP), na madrugada de sábado. Funcionários que estavam no local foram rendidos pelos assaltantes. Segundo informações da SSP (Secretaria de Segurança Pública), os funcionários informaram à polícia que três ou quatro pessoas, todas encapuzadas, entraram na empresa e foram até o refeitório, onde estavam os terminais bancários. Os funcionários foram rendidos e três caixas eletrônicos foram explodidos, mas os ladrões só conseguiram arrombar um deles. Os suspeitos fugiram levando o dinheiro, cujo valor não foi contabilizado. (Folhapress)


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PARCERIA O guia foi feito pela Distrital Ipiranga, Sebrae e subprefeitura.

distritais

VEDETES Sete pontos turísticos têm destaque na publicação.

Guia mostra que a história mora no Ipiranga Newton Santos/Hype/Arquivo/DC

Publicação descreve os principais pontos do bairro, prontos para os turistas. Maria Lúcia D'Urso

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alco da Independência do Brasil, o bairro do Ipiranga, um dos mais antigos da cidade de São Paulo, reúne um patrimônio histórico e cultural de grande valia para o turismo do município. Além do Museu Paulista, conhecido como Museu do Ipiranga, abriga o Parque da Independência, o Museu de Zoologia, a Casa do Grito, o Santuário de Madre Paulina, o Aquário de São Paulo e o Monumento à Independência. Com o objetivo de atrair turistas estrangeiros e brasileiros para esses sete pontos turísticos, foi lançado o Guia de Referência. Nas versões português, inglês e espanhol, a publicação, com 11 páginas e tiragem de 15 mil exemplares, descreve e ilustra os principais monumentos do bairro disponíveis para visitação. Distribuído em agências de turismo, hotéis e pontos de informações turísticas, o guia é fruto de um trabalho conjunto entre a Distrital Ipiranga da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o Sebrae-SP e a subprefeitura do bairro. "A nossa intenção foi fazer com que o turista visite não apenas o Museu do Ipiranga, mas também outras atrações", assinala Joaquim Batista Xavier Filho, gerente do escritório regional do Sebrae. Comércio - De acordo com Ademir Gatti, superintendente da Distrital Ipiranga, a publicação é resultado de um trabalho de seis anos da entidade em prol da comunidade do Ipiranga. "Ele é muito importante para divulgar o bairro, onde se concentra a história do Brasil", destaca. Na sua opinião, o comércio da região também será beneficiado se o fluxo de turistas aumentar. No entanto, diz, os estabelecimentos precisam adequar-se às regras do turismo. Uma das providências que os bares e restaurantes devem tomar é ter, em seu quadro de funcionários, garçons que dominem o inglês, para que possam se comunicar com o público vindo do exterior. O Sebrae já vem trabalhando no sentido de capacitar os restaurantes do Ipiranga para prestar um atendimento de qualidade aos visitantes brasileiros e estrangeiros. Está, por exemplo, promovendo o curso Programa de Alimentos Seguros, com duração de sete meses, no qual ensina as boas práticas na manipulação de alimentos. Segundo Xavier Filho, uma das orientações da-

O Guia de Referência (acima e à direita), com tiragem de 15 mil exemplares, tem 11 páginas e pode ser encontrado em português, inglês e espanhol. Fotos: Divulgação

O guia é muito importante para divulgar o bairro, onde se concentra a história do Brasil. SUPERINTENDENTE DA

da ACSP, Rogério Amato, preside a reunião plenária com o tema Meio ambiente e saúde: o desafio das metrópoles, com o professor titular do departamento de Patologia da FMUSP Paulo Hilário Nascimento Saldiva. Às 17h, rua Boa Vista, 51/9º andar, plenária. I Tatuapé – Às 19h30, reunião do Núcleo Automotivo do Projeto Empreender, coordenada pela agente Izildinha Franco Farro. Rua Apucarana, 1.388.

O Aquário de São Paulo (acima) e o Museu de Zoologia (à dir.): atrações listadas no guia que estão prontas para receber turistas brasileiros e estrangeiros.

Quarta I Mooca – Às 19h30, 5ª

reunião ordinária da Diretoria Executiva e Conselho Diretor. Rua Madre de Deus, 222

Quinta I Penha – Às 9h30, curso de

rua do Manifesto, no bairro do Ipiranga. Claudenice Oliveira dos Santos, proprietária, faz elogios à publicação. "Ela veio de encontro à nossa necessidade de tornar os roteiros turísticos do bairro, que já costumamos elaborar, ainda mais profissionais", argumenta ela.

Especializada em turismo receptivo, a agência marcou presença em todas as reuniões do projeto Roteiro Tu-

rístico, Histórico e Cultural do Ipiranga, realizadas nos últimos quatro anos pela Distrital Ipiranga da ACSP.

O museu pertence à USP e foi construído em 1895, quando a cidade tinha 70 mil habitantes.

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Hoje I Plenária – O presidente

Ipiranga só perde para Ibirapuera ue o Parque do Ibirapuera é o ponto turístico mais procurado da Cidade ninguém duvida. Mas sabe qual é o segundo? De acordo com o Sebrae-SP, é o Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP), conhecido como Museu do Ipiranga. Inaugurado em 1895, ele é tido como um museu essencialmente histórico, por ser um centro de documentação e pesquisa, por meio do qual se permite formular,

Agendas da Associação e das distritais

ADEMIR GATTI, DISTRITAL IPIRANGA

das no curso é sobre a importância de se elaborar um segundo cardápio, num idioma que não seja o português. Mapeamento – Antes de lançar o guia, o Sebrae, a distrital e a subprefeitura mapearam 27 pontos do bairro, públicos e particulares, com potencial de atração turística. Destes, foram selecionados sete, divulgados na publicação, considerados os mais aptos para receber os turistas. Apesar de importantes, alguns pontos do bairro não tinham pessoal para atender os turistas. Por isso, ficaram de fora do Guia de Referência. Várias agências de turismo receberam o guia. Uma delas é a pequena Agência Mundial Logística Cultural, situada na

GIr

entender a organização, o funcionamento e a mudança de uma sociedade. Projetado por Tommaso Gaudenzio Bezzi, engenheiro italiano, possui estilo renascentista, uma a novidade na pequena cidade de São Paulo, então com 70 mil habitantes. Além da grande tela de Pedro Américo, Independência ou Morte, abriga a maquete de São Paulo em 1841, as pinturas históricas de Benedito Calixto, Oscar Pereira da Silva, Almeida Júnior e ainda

coleções de veículos terrestre, móveis, porcelanas, cristais, armas, moedas, selos e outros objetos. A intenção dos gestores do museu é torná-lo uma referência para o estudo da chamada "cultura material" da sociedade brasileira, principalmente no período entre 1850 e1950. Para isso, serão analisados três campos prioritários de pesquisa: cotidiano e sociedade (espaço doméstico e os papéis

sociais), universo do trabalho e história do imaginário, principalmente a da Independência. Divulgação

coral infanto juvenil, realização Conselho da Mulher. Às 19h30, 4ª reunião ordinária da Diretoria Executiva, Conselho Diretor e Conselheiros Natos com apresentação da palestra Como Atender Bem, com Débora Martins. Avenida Gabriela Mistral, 199. Informações sobre os dois eventos no dpenha@acsp.com.br I Comus – O diretor da ACSP, José Candido Senna coordena a reunião do Comitê dos Usuários de Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus). Às 17h, rua Boa Vista, 51/11º andar, salas Tadashi.

Sexta I Penha – Às 14h30, curso

de coral infanto juvenil, realização Conselho da Mulher. Avenida Gabriela Mistral, 199. Informações: dpenha@acsp.com.br. Maquete de São Paulo em 1841


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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facesp

PISOS Santa Gertrudes produz 70% dos revestimentos e pisos do País.

regionais

EMPREGO O polo paulista de cerâmica emprega em torno de 11 mil pessoas.

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Fotos: Divulgaç

Pompeia: apoio para contratar aprendizes

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ntegrantes da Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Pompeia, da prefeitura da cidade e do CIEE oferecem aos empresários associados uma alternativa legal para a contratação de jovens entre 14 e 17 anos, que cursem os ensinos fundamental ou médio. Trata-se do projeto Aprendiz Legal, que visa um trabalho de proteção ao adolescente, mediante a capacitação profissional. O projeto prevê contrato de dois anos, 30 horas semanais (24 na empresa e 6 no curso de capacitação); salário de 2,32/hora, recolhimento de 2% do FGTS e 8% de INSS ao mês. Para se cadastrar, o adolescente deve ir ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras) com um responsável.

O polo, integrado por Santa Gertrudes, Rio Claro, Piracicaba, Cordeirópolis, Limeira e Tambaú, produz 550 milhões de metros quadrados de piso anualmente. São pequenas cidades com indústrias modernas, exportadoras e com alta capacidade de produção.

Polo de cerâmica do Interior cresce e se moderniza O Interior fabrica 84,7% da cerâmica do Estado. Algumas empresas crescem 10% ao ano e planejam abertura de novas unidades.

Quinta-feira do Paizão em Guarulhos

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ssim como em 2010, a Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Guarulhos prepara uma festa para o Dia dos Pais: a Quintafeira do Paizão. O evento dia 11, a partir das 19h, na Casa do Empreendedor (João Bernardo Medeiros, 278, Bom Clima. Tel: 2137-9331). Estão previstas muitas atividades e a entrega de brindes especiais. Haverá ginástica laboral e brincadeiras como quem sabe canta, descubra quem é o jogador de futebol e perguntas sobre os filhos e as esposas, entre outras. Para quem for associado à ACE-Guarulhos a participação na Quinta-Feira do Paizão é gratuita. Os não associados pagam R$ 10. Informações no site, www.aceguarulhos.com.br.

Feira Agro Comercial em Araras

Newton Santos/Hype/Arquivo/DC

Maria Lúcia D'Urso

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o Interior do Estado de São Paulo esconde-se uma espécie de império da cerâmica. Pequenos e pacatos municípios abrigam indústrias modernas, exportadoras e com alta capacidade de produção e de geração de empregos. Com 18 mil habitantes e distante 167 quilômetros a sudeste da Capital, Santa Gertrudes, por exemplo, é o maior polo do Brasil em pisos e revestimentos cerâmicos, respondendo por 70% da produção nacional nessa categoria de produto. Dessa porcentagem, 40% é consumido em São Paulo. As informações são da Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento (Aspacer). "O polo, integrado por Santa Gertrudes, Rio Claro, Piracicaba, Cordeirópolis, Limeira e Tambaú, gera em torno de 11 mil empregos e produz 550 milhões de metros quadrados de piso anualmente", assinala Heitor Ribeiro de Almeida Neto, presidente da entidade. A vocação por cerâmica, entretanto, não é uma atribuição apenas do Interior de São Paulo, responsável por 84,7%

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e 11 a 15 deste mês acontece a Feira Agro Comercial e Industrial de Araras – a Facia Araras –, realizada pela Associação Comercial e Industrial da cidade (Acia) e pela Estrela Som, com apoio da Prefeitura. Entre as atrações, shows de Jorge e Mateus, no dia 11, Gusttavo Lima, dia 12, João Carreiro e Capataz, dia 13, Victor e Léo, dia 14, e Luan Santana, no dia 15. Os ingressos promocionais são limitados e já estão à venda. Para os dias 11, 14 e 15, o valor é R$ 25. Para os dias 12 e 13, R$ 20. Já o pacote para os cinco dias de festa custa R$ 60. Os ingressos individuais, a preços normais, serão vendidos por R$ 40 e R$ 30. O evento acontece no parque ecológico da cidade.

Apostamos no tipo de cerâmica voltada para o consumidor de alto poder aquisitivo. HEITOR RIBEIRO DE ALMEIDA, DIRETOR DA CERÂMICA ALMEIDA

Os pisos e revestimentos são responsáveis por grande parte da produção, mas a cerâmica decorativa também tem seu espaço

do volume fabricado no Estado, mas sim do País inteiro. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimento (Anfacer), o Brasil é o segundo maior produtor de revestimentos cerâmicos e o segundo maior consumidor do produto. Só perdemos em produção para a China. Investimentos - Algumas indústrias de Santa Gertrudes e dos municípios vizinhos, como Tambaú e Cordeirópolis, não param de crescer e de se modernizar. Com isso, esperam manter a alta escala de produção e aumentar a lucratividade por metro quadrado fabricado. Fundada em 1917, a Buschinelli & Cia Ltda, em Santa Gertrudes, irá construir uma nova unidade fabril em Araras, cidade vizinha, com 142 mil metros quadrados de extensão. Sua planta industrial atual, localizada na zona central do município, possui 70 mil metros quadrados. "Com essa nova fábrica, vamos diversificar a linha de cerâmicas, saltando dos atuais 150 modelos para 250", afirma Vinicius Buschinelli, vice-presidente da empresa. Com capacidade produtiva

de um milhão de metros quadrados mensais, a Buschinelli fabrica atualmente pisos para chão, revestimentos para paredes e porcelanatos. A empresa, que vem registrando taxas de crescimento de aproximadamente 10% ao ano, conta com uma linha de produção moderna. "Da fase da extração da argila até o produto final não existe interferência humana nos processos, porque todas as rotinas são automatizadas", orgulha-se o vice-presidente da empresa. Nova linha - Outra indústria

de Santa Gertrudes que está se expandindo é a Cerâmica Almeida, fabricante de pisos e revestimentos. Fundada em 1923, a empresa, que iniciou suas atividades na cidade como produtora de telhas, irá adquirir uma nova linha de produção, integrada por prensas e secadores italianos e outros equipamentos. No momento, a empresa está ingressando num novo segmento: o de telhas esmaltadas. "Poucas empresas do setor atuam nessa área, voltada para atender ao consumidor de alto poder aquisitivo. Por isso estamos apostando nesse ti-

po de cerâmica", justifica Heitor Ribeiro de Almeida, diretor da Cerâmica Almeida. Com três unidades de produção, a indústria fabrica atualmente 1,8 milhão de metros quadrados de pisos por mês e emprega 278 pessoas. Os municípios de Tambaú e Cordeirópolis também reúnem indústrias fortes do setor de cerâmica que estão investindo na ampliação de suas unidades fabris e na automação de seus processos. Tambaú conta com 80 cerâmicas, fornecedoras de telhas, tubos cerâmicos, lajes e blocos. Juntas elas empregam direta e indiretamente 4 mil pessoas. "Há mais de 50 anos vivemos da indústria cerâmica, nossa principal atividade econômica", ressalta Luís Castro, diretor executivo da Associação Industrial e Comercial de Tambaú. Pastilhas – Uma empresa tradicional do município de Tambaú é a Cerâmica Atlas, fabricante de pastilhas de porcelana. Com 730 funcionários, a indústria também não para de se expandir. No momento está traçando suas estratégias para concorrer com os produtos chineses que estão entrando no mercado nacional. "Estamos procurando novos caminhos para enfrentar a concorrência", frisa José Roberto Bozzi, coordenador-geral da empresa. Segundo o executivo a Cerâmica Atlas é a maior empresa da cidade. A cidade de Cordeirópolis também vive da cerâmica. "Nossas seis indústrias, especializadas em pisos de revestimento, são motivo de orgulho porque geram empregos na cidade e estão em constante processo de modernização", argumenta Mariane Tomazela, presidente da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Cordeirópolis.

Divulgação

A força de Porto Ferreira

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município de Porto Ferreira é outra potência no setor de cerâmica do Interior de São Paulo e do País. "A cidade é toda voltada para a cerâmica artística, reunindo produtoras de pratos, xícaras e copos", explica Dimas J. Franco, gerente administrativo e executivo da Associação Comercial e Empresarial de Porto Ferreira. Dona de um faturamento da ordem de R$ 140 milhões, no ano passado, a

Cerâmica Porto Ferreira, fundada há 80 anos, é a mais antiga indústria daquela cidade. Até 1987 a empresa tinha como carro-chefe a linha de Faiança (louça de mesa), categoria de produto cuja concorrência é acirrada na região. A partir desta data começou a produzir pisos e revestimentos. Nova linha – A empresa, que destina 90% de sua produção para o mercado interno e 10% para o

mercado externo, está desembolsando aproximadamente R$ 10 milhões para a aquisição de uma nova linha de produção, composta por prensas e secadoras. "A ideia é produzir, com o novo maquinário, produtos maiores, de 60 cm x 90 cm, que estão sendo muito requisitados pelos consumidores atualmente", informa Sérgio Formicola, gerente de marketing da Porto Ferreira. (MLD'U)

Sérgio Formicola, da Porto Ferreira


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Logo Logo

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Edward Echwalu/Reuters

Papagaios cinza, espécie africana ameaçada de extinção, foram resgatados e ganharam uma "casa" no Kibale National Park, em Kampala, Uganda.

www.dcomercio.com.br

AGOSTO

P ROJETO E M

C A R T A Z

ARTESANATO

Mostra 'Capim Dourado: Costuras e Trançados do Jalapão' exibe peças como jarros, fruteiras e bolsas. A Casa Museu do Objeto Brasileiro. Rua Cunha Gago, 807, Pinheiros. Grátis.

Escreva uma carta!

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tire a primeira pedra aquele que não sente saudades de receber uma carta escrita à mão. Pensando nisso, o britânico Craig Oldham lançou o Hand.Written.Letter, um projeto convidando designers e "pensadores criativos" de diversos países a lhe mandarem uma mensagem. "Existe algo de gostoso em receber uma carta, especialmente nestes dias quando emails, mensagens de texto e tuítes dominam nossa comunicação, fazendo com que muita gente se esqueça de coisas que já existem há algum tempo, como papel e tinta. É importante, no entanto, que elas não sejam esquecidas", disse o autor do projeto. No site – www.handwrittenletterproject.com – é possível ver algumas das mais de 100 missivas enviadas a Oldham. Quem sabe alguma lhe sirva de inspiração. Mãos à obra!

Reproduções

Mais de uma centena das cartas recebidas por Craig Oldham pode ser vista em seu site

Leia mais sobre escrita de mão na página 10. Patrick Seeger/AFP

M UNDO

7 bihões de pessoas em outubro

S HOW

Amy Winehouse no topo das paradas

Pearl Jam no Brasil: ingressos à venda.

O álbum de Amy Winehouse Back to Black voltou disparado ao topo das paradas britânicas ontem, uma semana após a sua morte. As vendas dos álbuns da cantora, divulgados sob o selo da Universal Music, cresceram após a notícia de que ela fora encontrada morta em sua casa, em Londres, no último dia 23. Isso catapultou Back to Black da 59ª para a 21ª posição em uma semana, segundo a Official Charts Company. O disco foi lançado em 2006, chegando ao primeiro lugar na GrãBretanha à época e vencendo cinco Grammys. O falecimento da cantora também agitou as paradas de singles, com cinco de suas canções entrando no top 40. (Reuters)

Após período de pré-venda, o público geral poderá garantir ingressos para os shows do Pearl Jam no Brasil a partir de hoje. O grupo de Seattle volta ao país para quatro apresentações: no estádio do Morumbi, em São Paulo (4/11), na Apoteose, no Rio de Janeiro (6/11), no estádio do Paraná Clube, em Curitiba (9/11) e no estádio Zequinha, em Porto Alegre (11/11). A compra dos ingressos pode ser feita pelo site da Tickets For Fun, pelo telefone 4003-5588 e nas bilheterias oficiais do evento. Em São Paulo, as entradas custam de R$ 190 a R$ 380. A banda, que comemora em 2011 20 anos na estrada, esteve pela última vez no país em 2005. (Folhapress)

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M ÚSICA

No dia 31 de outubro, em algum lugar da Índia, um parto marcará um ponto crítico na história do planeta: com esse nascimento, o mundo passará a ter 7 bilhões de habitantes. A projeção foi feita pela ONU e, apesar de a data ser apenas uma estimativa e o país apenas uma probabilidade, a realidade é que o ano terminará com um novo marco que promete aprofundar os desafios sociais e ambientais. A explosão da população mundial está sendo publicada nesta semana pelo jornal Science: estudo mostra que avanços médicos, vacinas mais eficientes, maior uso de antibióticos e um relativo avanço no acesso à saúde permitiram uma elevação na expectativa de vida nos países em desenvolvimento. (AE)

MEU CALHAMBEQUE BI, BI! - Encontro realizado próximo à cidade alemã de Freiburg reuniu ontem mais de 100 automóveis antigos, como este Alfa Romeo 6C, de 1939. Até mesmo carros de corrida que marcaram época participaram do Schauinsland Classic.

D ECORAÇÃO

Banquinhos cheios de estilo Pufes podem nem ser itens essenciais em uma casa, mas estes, além de garantirem um toque divertido à decoração, são confortáveis. Criados pela marca "Woouf", aparecem em formatos de instrumentos musicais, malas, amplificadores de som, câmeras fotográficas e até sanduíche. Fácil encontrar um que combine com seu estilo se você quiser "investir" entre 90 e 265 euros. http://woouf.com

A RTE R EALEZA

T URISMO

CARA OU COROA?

Reprodução

Dylan Martinez/AFP

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esde 2005, a artista norte-americana Stacey Webber transforma moedas em ferramentas. Literalmente. O resultado é um mosaico de caras e coroas que resulta em peças únicas e visualmente bonitas, e que, além disso, podem ser usadas nas tarefas para as quais foram desenhadas. Uma ferramenteira de muito bom gosto. Veja outras peças no site da artista.

Reproduções

Zara Phillips, neta da rainha, se casa.

http://staceyleewebber.com

Google lança busca de hotéis Quem está sempre em busca dos melhores preços e tarifas para baratear suas viagens e poder conhecer mais lugares vai adorar o novo serviço do Google. Basta digitar o nome da cidade e o serviço mostrará no mapa os hotéis, o que permite que você A TÉ LOGO

Trena, martelo e outras ferramentas feitas com moedas pela artista Stacey Webber: um mosaico de caras e coroas.

visualize aqueles mais próximos dos locais que interessam para sua viagem. Ainda experimental e restrito aos EUA, o serviço também mostra as tarifas médias de cada hotel. Escolhido o hotel, clique em "book" e faça a reserva. www.google.com/hotelfinder

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

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Corpos dos dois brasileiros da empresa Leme Engenharia, encontrados no Peru na quarta-feira, foram enviados ao Brasil na madrugada de ontem.

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Assim como fez com o cigarro, governo de São Paulo quer fechar o cerco contra o consumo de álcool por adolescentes no Estado.

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Há registro de ao menos 17 casos de censura judicial a veículos de comunicação no país nos últimos 2 anos. Maioria atinge jornais ou blogs de jornalistas.

Sem tanta pompa, circunstância e um bilhão de espectadores, Zara Phillips, neta mais velha da rainha da Inglaterra, Elizabeth II, se casou no sábado com o jogador de rúgbi Mike Tindall na Escócia. Logo que a cerimônia terminou, a família real e os convidados foram para o Palácio de Holyrood, onde aconteceu a festa para comemorar a união. Na manhã de ontem, o casal foi fotografado sorridente na porta do Palácio com um look despojado. Eles se preparavam para deixar o local e partirem para casa. De acordo com o jornal britânico Daily Mail, eles decidiram adiar a lua de mel, pois Zara terá uma competição de hipismo no próximo fim de semana e Mike pode ser escalado pela seleção inglesa de rúgbi para um confronto contra País de Gales. (Reuters)


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AGENDA

conomia

O seu consultor financeiro

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Segunda-feira

Quarta-feira

Sexta-feira

Saem os dados de vendas no comércio paulistano em julho, da ACSP/BVS.

IBGE divulga resultado do Índice de Preços ao Produtor de junho.

Serão divulgados o IPCA e o INPC de julho. As pesquisas são do IBGE.

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Ouro: em alta, mas ainda arriscado. Divulgação

Baixa liquidez e segmentação do mercado tornam o investimento mais ousado para os pequenos

REJANE TAMOTO

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euro cai, o dólar despenca e o investidor corre para o ouro. Esse comportamento é comum nos Estados Unidos e em países da Europa – sobre os quais hoje pesam as expectativas sobre a crise da dívida norte-americana e o risco de default na Grécia – o que fez com que o metal atingisse cotações recordes neste mês. A onça troy (montante que equivale a 31,1 gramas de ouro) ultrapassou o valor de US$ 1,6 mil no exterior. Nesses países, onde a taxa de juros é menor que 1%, o metal acaba se transformando em um ativo seguro. Essa realidade é bem diferente da que se vê no Brasil, que hoje tem uma taxa básica de juros de 12,5% ao ano, o que estimula a migração para investimentos com maior possibilidade de ganhos. Talvez por isso a quantidade de investidores do metal no País seja tão pequena. Segundo dados da BM&FBovespa, em junho, 28.474 contratos de ouro movimentaram R$ 56,4 milhões na bolsa. É um volume muito reduzido em relação ao total negociado na bolsa, no mesmo mês, de R$ 124,2 bilhões. Por aqui, os investidores só recorreram com mais intensidade aos contratos de ouro em períodos de crise muito grave e desorganização da economia interna. Em 1988, por exemplo, época de hiperinflação, foram transacionados 2,3 bilhões de contratos, número que disparou para 11,9 bilhões em 1990, ano do Plano Collor. A quantidade de contratos arrefeceu em 1995, com 4,2 bilhões, logo após o lançamento do Plano Real e a estabilização (veja quadro). Ao longo da última década, a cotação internacional do ouro tem subido e essa valorização é acompanhada pelos negócios no Brasil. A cotação do grama, segundo a BM&FBovespa, era de R$ 18 no primeiro dia útil de 2001 e, no dia 3 de janeiro deste ano, foi de R$ 81 – alta de 350%. Embora seja uma alternativa em tempos de turbulência, o investimento em ouro envolve riscos porque seu valor é influenciado pela variação cambial. Ainda assim, o que mais tem impacto sobre o preço do metal é sua variação no exterior, o que dependerá das mudanças de cenário. Conservadorismo

Para o sócio-diretor da Tendências Consultoria, Nathan Blanche, o ouro não é um bom investimento porque não é lastro da economia. O principal lastro é o dólar, em mais de 60% de reservas no mundo. Para Blanche, o preço da onça troy reflete as inseguranças no momento e só países conservadores como China, Rússia e Índia mantêm altas reservas de ouro. "É uma commodity que se torna ativo em tempos de crise e, por isso, é um investimento inseguro. Se não houver um crash nos Estados Unidos, por exemplo, a cotação do ouro cai", afirma Blanche.

Atualmente, existem três formas de investir no metal, algumas mais complexas nos mercados financeiro e de capitais e outras mais simbólicas, como a compra do metal em pó ou em barras, para posterior venda ou penhor. Na bolsa Pode-se investir em ouro comprando e vendendo contratos à vista na BM&FBovespa. Nesse ambiente, a vantagem é poder negociar o ativo pelos preços de mercado com transparência. Outro aspecto importante é a segurança na negociação, na liquidação e na qualidade e pureza do ouro. Para negociá-lo, é necessário estar credenciado a qualquer corretora autorizada pela bolsa. Uma condição é negociar, no mínimo, um contrato de ouro, seja ele o de 250 gramas ou os fracionários de 10 gramas e de 0,225 grama. Segundo o diretor da Reserva Metais, André Nunes, o tíquete de entrada mínimo para um contrato de 250 gramas é de cerca de R$ 20 mil, o que pode ser uma barreira para o pequeno poupador. "A maioria dos investidores de contratos na bolsa são os de atacado, como os bancos." Ele

diz que a liquidez do ouro é maior no mercado de balcão, que é muito procurado por instituições financeiras e fundos de investimentos. Nunes explica que, quando um investidor quer fazer uma negociação na bolsa, primeiro busca uma empresa do setor – um market maker – para garantir a liquidez da operação, antes de lançar uma ordem de compra ou de venda. Ele afirma que só grandes investidores, como bancos e empresas, compram grandes quantidades de ouro e investem nesses contratos na bolsa de valores. Além de ter uma corretora e um market maker, o investidor terá de arcar com custos de corretagem, impostos e guarda do metal. A bolsa cobra do uma taxa de 0,07% ao mês – calculada conforme o preço do ouro no dia e o saldo em gramas – para a custódia do metal. O valor é repassado a um banco credenciado e escolhido pelo investidor para para guardar o ouro em cofres. Para se ter uma ideia, o custo para guardar uma barra de 250 gramas é de cerca de R$ 15 ao mês. Se o investidor preferir retirar o ouro e levar para casa deve ir ao banco. A quantidade mínima para a retirada é de 250 gramas ou múltiplos desse volume (ou a partir de 500 gramas). Mas essa

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O

mercado informal de compra e venda de ouro em São Paulo se concentra nos arredores da Praça da Sé, na região central, onde homens e mulheres vestindo coletes com a frase "compro ouro" estão prontos para levar consumidores a estabelecimentos de fachada ou a salas escondidas. A negociação costuma ser rápida e sem

nota fiscal. Nesses locais, a joia ou peça em ouro é avaliada, pesada e trocada por dinheiro. Em média, a cotação do metal para o negócio é de R$ 50 o grama, um pouco acima do valor de referência no penhor. A comercialização do ouro nesses locais é considerada ilegal, porque eles não são regulados pelo Banco Central (BC) nem fiscalizados pela Receita Federal do Brasil.

Paulo Pampolin/Hype

O negócio informal nas ruas do Centro Segundo um intermediário, que preferiu não se identificar, o preço muda conforme o quilate do ouro e a cotação do mercado informal acompanha as altas no exterior. Há cerca de duas semanas, por exemplo, o valor era de R$ 42. Embora possa parecer bom para quem busca dinheiro rápido, vender o ouro no mercado ilegal significa entrar em

ambientes suspeitos, frequentados por clientes de todos os tipos que vão em busca também de dólar. Nos locais, as pessoas também negociam peças roubadas. A maioria dos que vendem joias nos locais, negocia alianças de casamentos desfeitos. Aí não há como se arrepender, já que a recompra da peça será quase impossível pois ela é derretida e repassada no mercado informal. (RT)


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COMÉRCIO

sábado e domingo, 30 e 31 de julho e segunda-feira, 1 de agosto de 2011


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conomia

CAIXA 1 O seu consultor financeiro

Divulgação

atitude não é uma boa ideia caso o aplicador queira voltar a negociar o metal na bolsa. Ele deverá iniciar um novo processo de certificação do ouro e terá de pagar uma taxa para uma empresa fundidora fazer a análise da barra. Fundos Outra forma de investir em ouro é por meio de fundos de capital protegido. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), dos 73 fundos de capital protegido existentes em junho, quatro estão atrelados à cotação do ouro. Os fundos formados pelos bancos HSBC, ItaúUnibanco e Santander abriram para a captação e já estão fechados a novos cotistas. Conforme as regras desses fundos, a retirada só poderá ser feita no término do prazo estipulado pelo fundo. A diferença desse tipo de fundo é que ele não tem o "come-cotas", que é a cobrança antecipada do Imposto de Renda, feita a cada seis meses, de 15% da rentabilidade. Neste caso, há só o pagamento de IR de 20% sobre o rendimento do fundo quando ele for encerrado. Dessa forma, os fundos fechados não permitem novos investidores e nem resgates durante o período estipulado. O fundo do HSBC, por exemplo, acompanha o índice do ouro Gold London PM Index e os 241 cotistas fizeram um acordo de que no final do período de investimento (um ano e um mês) os ganhos seriam determinados de acordo com três cenários. No primeiro, com a variação do ouro positiva (em até 25%), os investidores recebem retorno de 110% da variação. No segundo, se a variação for superior a 25%, o investidor tem retorno absoluto de 27,5%. No terceiro cenário, se a cotação encerrar o período negativa ou igual a zero, o capital investido é preservado. O capital mínimo para entrar foi de R$ 15 mil e os riscos, segundo o HSBC, são os mesmos dos outros fundos, como os de mercado, liquidez, uso de derivativos e concentração. Outros riscos que o fundo tem são os de interrupção, caso o gestor não consiga realizar a operação estruturada, de inflação e de alterações na cobrança de impostos.

Ouro na mão As negociações com ouro no mercado financeiro são mais comuns aos grandes investidores, mas quem quer ter acesso ao metal a preços mais acessíveis, a partir de R$ 93,15, pode procurar as lojas físicas ou na internet que vendem ouro em cartões ou em barras e entregam em casa. Antes de pesquisar na internet, no entanto, é preciso verificar se a instituição é regulada pelo Banco Central (BC), pois seu funcionamento é parecido com o das casas de câmbio. A lista completa com as instituições autorizadas consta no site www.bcb.gov.br/?IAMCIFO. Segundo Nunes, da Reserva Metais, o pequeno investidor geralmente quer comprar a barra para guardar, fazer uma poupança para o filho ou neto ou dar de presente. "Desde a crise econômica global de 2008 aumentou o número de ligações de clientes desse tipo querendo investir R$ 1 mil em ouro. Por isso, desenvolvemos barras de cinco, dez e 20 gramas", afirma. A de preço mais acessível é a de cinco gramas, que custa a partir de R$ 500. Os itens mais vendidos para pessoas físicas pela Reserva Metais são as barras de 50 gramas e vale-presentes de 10 gramas de ouro. Nunes diz que a empresa fornece garantia de recompra do ouro, mas com um pequeno deságio. Se, por exemplo, o grama ouro for vendido a R$ 81 será recomprado a R$ 80. O spread da recompra não é fixo e depende do volume da operação, da quantidade e da cotação do dia. Na Ouro Minas são vendidos cartões com gramas de ouro que custam a partir de R$ 93,15 (com um grama). De acordo com o operador de mesa da Ouro Minas Roselito Soares da Silva, o ouro fracionado tem custo um pouco maior por causa do preço da embalagem. A venda é feita em uma das 46 lojas ou pela internet. No segundo caso, a entrega é pelo correio e, para valores superiores a

R$ 400, é cobrado 1% de seguro. A Ouro Minas vende cartões com um, dois, cinco, dez, 20 e 25 gramas de ouro. "A maioria dos clientes compra como presente. Quem quer investir, prefere as barras", afirma Silva. O operador observa que existem diferenças entre comprar cartões e barras e joias. O último, por exemplo, não é investimento. "Na hora de vender a joia, o cliente não vai ter de volta o valor que pagou pelo trabalho artístico feito pelo joalheiro. O que vale é o peso do ouro, que vai ser fundido", destaca o operador. Penhor Por isso, o preço do grama do ouro é menor em operações de penhor. A Caixa Econômica Federal, que exclusivamente faz essas operações no Brasil, paga R$ 42 pelo grama. A gerente regional pessoa física da Caixa, Roseli da Costa Freitas Maranghetti, diz que a instituição acompanha os preços internacionais do metal para ter uma base de formação de preço, que não considera toda a volatilidade do mercado. "Temos uma tabela que atualizamos periodicamente." Ela diz que, no primeiro semestre, as operações de penhor cresceram 18% em relação a igual período de 2010. O penhor é uma forma de obter empréstimo a uma taxa menor e de maneira simples: basta apresentar o CPF, RG e comprovante de residência. Não há consulta cadastral e o valor do empréstimo é fixado pela avaliação das joias. A Caixa empresta quantias equivalentes a 85% e até a 130% do valor da joia. O correntista pode financiar o valor em até 180 meses e pagar juros de 2% a 2,4% ao mês. A maioria dos empréstimos feitos na Caixa pelo penhor foram de menos de R$ 1 mil no último ano. "Muita gente usa o sistema para guardar a joia. E quem não paga ou renova o contrato conosco tem a peça leiloada", diz Roseli.

Juros e ouro: destaques do mês. Na ponta oposta, perdeu dinheiro quem investiu em ações e moedas como euro e dólar.

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(IPCA), que renderam 7,82%. Em julho esses papéis renderam de 0,5% a 0,8%. Os títulos atrelados ao Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) também tiveram ga-

nhos ainda menores em julho, de 0,1% a 0,4%. O resultado foi parecido no acumulado do ano (6,39%). Esses papéis renderam mais em períodos de alta da inflação no País, pois pa-

gam a variação dos índices e mais taxas de juros. A desaceleração do aumento dos preços de forma geral e as altas seguidas da taxa básica de juros (Selic) fizeram com que outras aplicações ganhassem da inflação. "Os investimentos a juros se mantiveram em alta com a queda da inflação", diz Colombo. Nesse cenário, os fundos de Depósito Interbancário (DI) e de renda fixa ficaram no segundo e terceiro lugares do ranking do mês de julho. O fundo DI, por exemplo, pagou de 0,75% a 1,05% no mês, enquanto o IGP-M, no mesmo período, caiu 0,12%. O fundo de renda fixa teve rentabilidade de 0,65% a 0,95% no mês passado. De janeiro a julho, essas aplicações também mantiveram boa performance. O fundo de renda fixa ofereceu ganhos de 6,89% e o fundo DI, de 6,66%. Para se ter uma ideia, a inflação medida pelo IGP-M no acumulado do ano foi de 3,03%. A poupança com vencimento em 1º de agosto aproveitou o bom momento dos juros e ficou em quarto lugar, com rentabilidade de 0,62% em julho. No ano, a aplicação conservadora acumulou alta acima do IGP-M, de 4,25%. (RT)

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ameaça de problemas com a dívida dos Estados Unidos e os desdobramentos da crise da Grécia prejudicaram o ânimo das bolsas de todo o mundo no mês de julho. O cenário fez com que, no Brasil, o Ibovespa caísse 5,74% e se tornasse o pior investimento do período, ao lado do euro, que fechou negativo em 1,43%. Apesar das medidas anunciadas na última semana pelo governo para taxar as operações no mercado futuro de câmbio, o dólar caiu 0,51% no mês. No ano, as perdas da bolsa somaram 15,12% e superaram a queda do dólar, de 6,67%. De janeiro a julho, o euro teve resultado positivo em 0,93%. O período de turbulência no mercado financeiro e a baixa negociação na bolsa nos momentos finais do pregão de sexta-feira foram os responsáveis pela alta do ouro, que ofereceu o melhor rendimento de julho (9,32%), ficando no topo do ranking elaborado pelo administrador de investimentos Fabio Colombo. No ano, o ouro (veja como investir no metal na página 15) acumula a segunda maior rentabilidade, de 7,32%. O metal ficou atrás apenas dos títulos indexados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo

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sábado e domingo, 30 e 31 de julho e segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Os dados ficam à disposição do Fisco, por isso é fundamental a qualidade na prestação de contas. Wilson Gimenez Júnior, diretor financeiro da Aescon-SP

conomia

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Inovação pode atrair capital de 'anjos' Projetos que abrem mercados podem chamar a atenção dos fundos venture e dos "angel investors" Luludi/LUZ

Rejane Tamoto

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uitos passos antes de pensar em abrir uma oferta pública inicial de ações na bolsa de valores (IPO), as alternativas recomendadas por especialistas para captar recursos e investir no crescimento da empresa – principalmente se ela for do setor de serviços e de tecnologia – são os angels investors (investidores-anjos, em português) e os fundos de venture capital (capital de risco). Em ambas as situações, o empresário terá de ter, primeiro, uma ideia inovadora junto a um plano de negócios bem elaborado, com o valor necessário e o prazo de retorno do investimento, além de um plano de marketing. Segundo o CEO do Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital (GVcep), da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Eaesp), Adalberto Brandão, para elaborar um projeto do interesse de angels investors ou fundos de venture capital é preciso que o empreendedor atenda a três critérios. "A empresa pode ser pequena, mas precisa ter um grande potencial de crescimento, um modelo de negócio escalável e ter preferencialmente base tecnológica ou tecnologia aplicada", afirmou. Embora a maioria das empresas do setor de tecnologia atendam esse critérios e, por isso, tenham mais facilidade de conseguir investidores-anjos ou venture capital, outros segmentos de negócio que podem conseguir essas formas de financiamento são os de agronegócio e sustentabilidade. "O importante é que haja tecnolo-

Na mesa, o presidente da ACSP e Facesp, Rogério Amato (segundo à dir.).

Conselho da ACSP faz palestra sobre a nova EFD do PIS/Cofins Pequenas empresa têm formas de obter recursos mais práticas do que abrir capital

gia e soluções inovadoras", disse Brandão. Além disso, a empresa pode ter um projeto de investimento escalável, o que a torna uma promessa em um futuro próximo – um novo produto ou serviço que tenha capacidade de ser vendido em outros locais do País ou do mundo. Um exemplo de empresa que decolou com investimentos desse tipo é o Facebook. Atuação – Os investidores – que são empresas no caso do venture capital e pessoas físicas no caso de angel investor – se interessam por empresas pequenas ou médias em estágio inicial. Geralmente, são pessoas físicas que já investem em imóveis, ações e projetos de risco. "No caso dos angels, eles podem ser parentes ou amigos porque o investimento é direcionado sempre a uma empresa menor", disse o presidente da consultoria de desenvolvimento de negócios e franquias Fran Systems, Batista Gigliotti. De qualquer forma, o objetivo do investidor é entrar com recursos e ganhar em cima dos resultados. Mas ele também enfrenta riscos e pode perder

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na operação. Para evitar isso ele se torna, em ambos os casos, uma espécie de sócio da empresa, participa da gestão e cobra resultados. "O investidor vai participar da gestão e ver se o sócio é receptivo a mudanças", disse o analista do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), Luiz Ricardo Grecco. Para ele, essas exigências acabam limitando o acesso a esse investimento por pequenas e microempresas do tradicionais. Os investidores-anjos colocam de R$ 200 mil a R$ 3 milhões em projetos. "Um exemplo é o empreendedor que descobriu petróleo na propriedade e precisa de financiamento",

Pesquisadora da ESPM relaciona os novos conceitos de alimentação contemporânea em expansão no Brasil

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LUIZ RICARDO GRECCO, DO SEBRAE-SP

presas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo (Aescon-SP), José Maria Chapina Alcazar, que é o coordenadorgeral do Conselho do Setor de Serviços da ACSP. Palestrantes – A primeira palestra foi conduzida pelo vice-presidente administrativo do Sescon-SP, Márcio Massao Shimomoto, e a segunda pelo diretor financeiro da AesconSP, Wilson Gimenez Júnior. Em destaque, as novidades e os cuidados a serem tomados pelo contribuinte no preenchimento e validação das informações exigidas pela EFD PIS/Cofins. "Os dados ficam à disposição do Fisco, por isso é fundamental a qualidade na prestação de contas para que não exista nenhuma divergência ou incompatibilidade", disse Wilson Gimenez Júnior. José Maria Chapina Alcazar frisou a necessidade de eventos para o esclarecimento dos contribuintes. "Os empresários precisam adotar controles internos, mudar seus procedimentos diários, além de utilizar amplamente a contabilidade como instrumento de gestão", disse ele, observando a necessidade de alinhamento da organização e sua assessoria contábil. "É uma mudança de cultura", acrescentou. Marcos Di Sessa, integrante do CSS, afirmou que as palestras tiveram lotação esgotada.

Comida saudável muda tendências

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O investidor vai participar da gestão e ver se o sócio é receptivo a mudanças.

afirmou o professor de macroeconomia e cenários econômicos da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), Silvio Paixão. Acima desse valor, o empresário deve buscar um fundo de venture capital. "Esse é o caso daquele que já tem a estrutura e precisa de uma torre de exploração e de perfuração de petróleo, por exemplo", disse Paixão. Gestão – Segundo Brandão, do GVcep, o empresário que recebe recursos de um fundo venture capital terá mudanças na gestão, na qualificação e na profissionalização. "Isso tudo gera crescimento e serve para investir em equipamentos, contratação e pesquisa de desenvolvimento", afirmou. Na visão do CEO, o empreendedor que consegue recursos de venture capital também se beneficiará de apoio na governança corporativa e de contatos com a rede de relacionam e n t o s d o i n v e s t i d o r. "Network também ajuda a ampliar a receita", disse. O empreendedor pode ainda usar o capital para compras de empresas concorrentes e aumento de participação no mercado.

A

nova obrigação relacionada ao Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), a Escrituração Fiscal Digital (EFD) do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), tem causado grandes dúvidas para o setor produtivo brasileiro, já que a obrigação vem sendo considerada a etapa mais complexa implantada até o momento. Diante desse contexto, o Conselho do Setor de Serviços (CSS) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) realizou ciclo de palestras com o intuito de orientar os empreendedores para o correto cumprimento da obrigação, cujo cronograma de entrega tem início em março de 2012, com as empresas optantes pelo sistema de lucro real. As palestras foram realizadas em 13 e 27 de julho e reuniram cerca de 300 pessoas. Outros interessados assistiram as explanações pela internet. Participaram da mesa o presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, o vice-presidente da ACSP, Roberto Mateus Ordine, e o presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo (SesconSP) e da Associação das Em-

alimentação é um fato social total, mobiliza as esferas políticas, ideológicas, sociais, culturais e ambientais, e confere uma identidade social e um estilo de vida. O conceito sintetiza a apresentação da diretora de pesquisa do Centro de Altos Estudos da Escola Superior de Propaganda e Marketing (CAEPM), Lívia Barbosa, uma das palestrantes do 8º Congresso Brasileiro de Marketing Rural, realizado na semana passada pela Associação Brasileira de Marketing Rural & Agronegócio (ABMR&A). A pesquisadora falou sobre as tendências da alimentação contemporânea e destacou alguns cenários que a enaltecem. Nos últimos dez anos, comentou, foram produzidos cerca de 50 filmes dando visibilidade à alimentação. O assunto também foi destaque em cidades da Itália e Estados Unidos, com proibição da instalação de redes de fast food, para preservar hábitos regionais ou diminuir a obesidade da população. Há, acrescentou, movimentos atentos às questões éticas relacionadas à criação de animais confinados. "Qualquer tema, hoje, tem um vínculo com a alimentação e nós estamos caminhando nessa direção. Questões como essas afetam os produtores e consumidores brasileiros", comentou Lívia. No Brasil, exemplificou, o assunto ganha

Importância dos alimentos orgânicos é um dos movimentos que muda o mercado produtor brasileiro

visibilidade, por exemplo, com a merenda escolar verdeamarela e a realização de aproximados 20 eventos semanais sobre alimentação. O papel do Estado com relação ao tema também mudou, de atitude reativa (para verificar, por exemplo, se os alimentos estavam contaminados) para proativa, com regulações e implementação de políticas públicas, que tendem a crescer, segundo ela. Tendências – A busca pela saúde e o bem-estar foram destacados pela pesquisadora entre as principais tendências da alimentação contemporânea. O consumidor observa, na "ideologia da saúde", além do

lado funcional (nutrientes), que aproxima a fronteira entre alimento e remédio, o aspecto holístico, que inclui o alimento na cadeia produtiva e conecta o indivíduo com as condições em que aquela comida foi feita. "É o comer reflexivo", conceituou Lívia. Hoje ganham destaque, em todo o contexto, os produtos orgânicos. No Brasil, segundo ela, existem "consumidores ideológicos", que se alimentam visando a saudabilidade, para os quais comer é um estilo de vida. Mas eles são minoria. "O brasileiro ainda é pouco motivado, na prática, pelas questões éticas na hora do consumo. Ele muda de atitude moti-

vado pelo preço", afirmou a pesquisadora. Mas o questionamento sobre a origem dos produtos, no entanto, também é apontado por ela como uma tendência. A diretora da CAEPM lembrou que na Alemanha, 80% da alimentação para bebês é orgânica. Ainda que não seja possível dizer que o Brasil chegará nesse ponto, a estudiosa disse que 4% dos jovens brasileiros entre 15 e 20 anos são vegetarianos – percentual maior que o registrado em muitos países desenvolvidos, comparou. Livia contou que em estudo da ESPM, em parceria com a Toledo & Associados, 70% dos entrevistados declararam praticar a alimentação saudável, mas pecam por ingerir muito sal e poucos legumes e verduras. O brasileiro também quer resgatar o prazer de comer e o resgate das tradições locais. É nesse contexto, exemplificou, que o café da manhã passou de uma atividade solitária no cotidiano das pessoas para uma verdadeira festa aos sábados e domingos; e que os chefs de cozinha fazem releituras de um conjunto de tradições. "A gastronomização da alimentação é outra das tendências", aponta a pesquisadora. O reposicionamento da cozinha – não como parte da casa, mas tendo a casa em torno dela, "em todas as classes sociais", dá a esse espaço um status de área de lazer: a cozinha passa a ser vista como hobby e como estilo de vida. "As tendências se reforçam mutuamente", definiu Lívia.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado e domingo, 30 e 31 de julho e segunda-feira, 1 de agosto de 2011

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19 O acordo segue agora para a aprovação do partido. Harry Reid, líder dos democratas no Senado dos EUA

conomia Joshua Roberts/Reuters

Acordo deve ser aprovado hoje no Congresso dos EUA Barack Obama anuncia a conclusão das negociações. Prazo para elevação do teto da dívida termina amanhã.

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á há um acordo fechado entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e os líderes republicanos e democratas no Congresso para elevar o teto da dívida norte-americana. O prazo para a aprovação de um novo limite da dívida dos Estados Unidos termina amanhã, e somente o acordo evitará o calote nos pagamentos. O presidente Barack Obama anunciou, em pronunciamento na noite de ontem, que os líderes do Congresso fecharam o acordo sobre o novo teto da dívida dos EUA. Ele garantiu que o acordo será aprovado dentro do prazo, que expira nesta terça, porque "os líderes de ambos os partidos" desejam isso, além de concordarem com os cortes de gastos do governo. Obama disse que os cortes, em uma primeira fase, devem ser de US$ 1 trilhão ao longo de dez anos. A informação sobre a conclusão das negociações foi divulgada ainda durante a tarde de domingo pelo gabinete do líder da maioria no Senado, Harry Reid. O senador decla-

rou que chancelava o acordo preliminar. "Ele segue agora para a aprovação do partido." Caixa – O limite da dívida dos Estados Unidos está hoje em US$ 14,3 trilhões. Sem a aprovação de um novo teto, o país não poderá mais tomar dinheiro emprestado para pagar seus compromissos e terá de suspender pagamentos. Mais cedo no domingo, discutiu-se em Washington um plano que, segundo o líder republicano Mitch McConnell, previa corte de gastos pelo governo da ordem de US$ 3 trilhões em dez anos e um novo teto da dívida, estendido em US$ 2,4 trilhões. O novo valor seria suficiente para o governo arcar com suas obrigações até o fim de 2012. Proposta apresentada pelo senador Harry Reid neste sentido não foi aprovada pelo Senado. Com o resultado de 50 votos a 49, o plano de Harry Reid não conseguiu os 60 votos necessários para avançar no Senado. O valor proposto para cortes de gastos, correspondente a um quinto da economia do país, voltou à mesa de negocia-

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Ata de Assembleia Geral Extraordinária Dia, hora e local: Em 15 de julho de 2009, às 10:00 horas, na sede da Companhia, localizada na Avenida das Nações Unidas nº 8.501, 31º andar, parte, Pinheiros, São Paulo, SP, CEP 05425-070. Presenças: Acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas constantes no Livro de Presença de Acionistas. Convocação: Dispensada a publicação de Editais de Convocação, na forma do artigo 124, § 4º, da Lei nº 6.404/76. Mesa: Francisco Prisco Paraíso Neto, Presidente; Juliane Pfeiffer Marinho, Secretária. Deliberações: 1) Aprovada a lavratura da presente ata na forma sumária, conforme faculta o artigo 130, § 1º, da Lei nº 6.404/76; 2) Aprovada a alteração da sede social da Companhia da Avenida das Nações Unidas, nº 8.501, 31º andar, Pinheiros, São Paulo, SP, CEP 05425-070, para Avenida Rebouças, nº 3.970, 31º andar, Pinheiros, São Paulo, SP, CEP 05402-600, de forma que o artigo 2º do Estatuto Social passa a ter a seguinte redação: “Artigo 2º – A Companhia tem sede e foro na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Rebouças, nº 3.970, 31º andar, Pinheiros, CEP 05402600, podendo, onde e quando convier, instalar filiais, sucursais, agências, escritórios, representações e dependências similares em qualquer parte do território nacional ou no exterior, mediante deliberação da Diretoria.” Quorum das deliberações: Todas as deliberações foram aprovadas por unanimidade, sem reservas ou restrições. Conselho Fiscal: Não há Conselho Fiscal permanente, nem foi instalado no presente exercício. Após lida e aprovada por unanimidade, a presente ata foi assinada por todos os presentes. São Paulo, 15 de julho de 2009. Mesa: Francisco Prisco Paraíso Neto, Presidente; Juliane Pfeiffer Marinho, Secretária. Acionistas: Adriano Chaves Jucá Rolim e Paulo Oliveira Lacerda de Melo pelas acionistas Odebrecht Engenharia e Construção S.A. e Multitrade S.A. Certifico e dou fé de que essa ata e cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. Juliane Pfeiffer Marinho, Secretária.  Secretaria da Fazenda. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o número 260.044/09-0, em 28.07.09. Ana Cristina de S.F. Calandra, Secretária Geral.

Líder da maioria no Senado, Harry Reid, disse que só resta, agora, os democratas concordarem com a proposta fechada ontem, que prevê cortes de gastos de US$ 1 trilhão. Reprodução

Um site mostra, como um relógio (www.usdebt clock.org), o avanço dos débitos dos EUA. Ontem à noite, a dívida total do país chegou a US$ 14,5 trilhões.

ções e estava sendo fechado ontem, mas não havia definição de quais programas seriam afetados. Tampouco está claro

se ele livrará os EUA de terem a nota reduzida nas agências de avaliação de risco. Dois pontos, porém, pare-

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Cia. Lilla de Máquinas Indústria e Comércio

ODBPAR 1 S.A. NIRE 3530038901-8 – CNPJ/MF Nº 13.067.476/0001-91

Ata de Assembleia Geral Extraordinária Dia, hora e local: Em 14 de junho de 2011, às 10:00 horas, na sede da Companhia, localizada na Av. Rebouças, nº 3.970, 32º andar, parte, Pinheiros, São Paulo, SP, CEP 05402-920. Presença: Acionista representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas constantes no Livro de Presença de Acionistas. Convocação: Dispensada a publicação de Editais de Convocação, na forma do artigo 124, § 4º, da Lei nº 6.404/76. Mesa: Mônica Bahia Odebrecht, Presidente; Camila Macedo Oliveira Bissolotti, Secretária. Deliberações: 1) Autorizada a lavratura da presente ata na forma de sumário dos fatos ocorridos, conforme faculta o artigo 130, § 1º, da Lei nº 6.404/76; 2) Aprovada, na forma do art. 21, § 7º, do Estatuto Social da Companhia, a distribuição de dividendos intermediários, à razão de R$ 0,4356 (quarenta e três centavos de reais e fração) por lote de 1.000 (mil) ações ordinárias e 1.000 (mil) ações preferenciais, para os acionistas na proporção de suas participações no capital social da Companhia. Os dividendos atribuídos aos acionistas serão pagos em moeda corrente nacional em até 5 (cinco) dias contados a partir da presente data. Quorum das deliberações: Todas as deliberações foram aprovadas por unanimidade, sem reserva ou restrições. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a Assembleia, lavrando-se a presente ata que, após lida e aprovada, foi assinada por todos os presentes. São Paulo, 14 de junho de 2011. Mesa: Mônica Bahia Odebrecht, Presidente; Camila Macedo Oliveira Bissolotti, Secretária. Acionistas: Kieppe Participações e Administração Ltda., Marcelo Bahia Odebrecht, André Amaro da Silveira, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Carlos José Fadigas de Souza Filho, Cláudio Melo Filho, Euzenando Prazeres de Azevedo, Felipe Montoro Jens, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos-Reis, Henrique Serrano do Prado Valladares, Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho, Luciano Nitrini Guidolin, Luiz Augusto Teive e Argollo da Rocha, Luiz Antonio Mameri, Marcio Faria da Silva, Paul Elie Altit, Paulo Henyan Yue Cesena, Paulo Oliveira Lacerda de Melo, Roberto Prisco Paraíso Ramos. Certifico e dou fé que esta ata é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. Camila Macedo Oliveira Bissolotti, Secretária.  Secretaria da Fazenda. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o número 242.604/11-0, em 28.06.11. Kátia Regina Bueno de Godoy, Secretária Geral.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 29 de julho de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial:

Requerente: VTV Security Eletrônicos Ltda.-EPP - Requerido: D Mais Produtos Eletro-Eletrônicos Ltda.-EPP - Rua Santa Ifigênia nº 80 - Santa Efigênia - 2ª Vara de Falência Requerente: Otacílio Sérgio Carvalho da Silva - Requerido: Transeskema Transportes Urgentes Ltda. - Rua Irmãos Pila nº 385 - Vila Mazzei - 1ª Vara de Falências Requerente: Prol Editora Gráfica Ltda. - Requerida: Cinzel Editora e Comunicação Ltda.-ME - Rua Pageu nº 242 Vila Mariana - 2ª Vara de Falências

CNPJ (MF) nº 61.139.622/0001-90 – NIRE 35.300.058.984 Ata das Assembléia Geral Ordinária realizada em 28 de abril de 2011 I. Data, Hora e Local: 28/04/2011, às 13:30 horas, na sede social. II. Publicações Legais: a) aviso aos acionistas deixou de ser publicado, nos termos do disposto no art. 133, §5, Lei 6404/76, uma vez que cópias do relatório da administração, balanço patrimonial e demais demonstrativos financeiros relativos ao exercício social encerrado em 31/12/2010, nos estritos termos do disposto no art. 294, inciso II, da Lei 6404/76, foram entregues aos acionistas para os devidos fins legais em 28 e 30/03/2011, conforme documentação anexa à presente ata; b) edital de convocação também deixou de ser publicado, nos termos do disposto no art. 294, inciso I, da Lei 6404/76 uma vez que o mesmo foi devidamente entregue aos acionistas para os devidos fins legais em 14/04/2011, conforme documentação anexa à presente ata. III. Quorum de Instalação: acionistas representando 100% do capital social para a instalação em 1ª convocação, conforme se comprova pelas assinaturas apostas no final desta ata e na lista de presença que compõe os documentos oficiais desta assembléia. IV. Mesa: Presidente da Mesa, Ciro de Campos Lilla e Secretário da Mesa, Dra. Maria Silvia de Campos Lilla. V. Ordem do Dia: 1.Exame, discussão e aprovação do balanço patrimonial e demais demonstrações financeiras, referentes ao exercício social encerrado em 31/12/2010; 2.Destinação do resultado do exercício; 3.Eleição dos membros da diretoria e fixação das remunerações. VI. Sumário dos Fatos Ocorridos. Transcrição das Deliberações Tomadas em Assembléia Geral Ordinária: Os Srs. Acionistas dispensaram a leitura dos documentos legais relativos à presente assembléia e passaram a deliberar a respeito da ordem do dia, conforme segue: a) Acionista Christiane Lilla Alberto Cunha que ingressou na sociedade em 15/04/2011 em decorrência de direitos hereditários do Espolio de Norma Lilla, apresentou voto contrário à aprovação do item 1 da ordem do dia, conforme declaração de voto o qual devidamente numerado (03 fls), rubricado e autenticado pela mesa fica devidamente arquivado na sociedade, nos termos do disposto no art. 130, §1, item a, Lei 6404/76. Os demais acionistas declaram em ata que a acionista Christiane Lilla Alberto Cunha, abusou de seu direito de voto, conforme previsto no art. 115 e §§, Lei 6404/76, destacando que seu voto contrario não contem embasamento, já que todos os esclarecimentos que assim desejasse poderiam ter sido solicitados à sociedade no período de 30 dias anteriores a esta assembléia, pois a mesma já estava em poder de cópias dos referidos documentos no citado período. Prosseguindo, o acionista controlador Ciro de Campos Lilla, em total respeito ao exercício do poder de controle, e observando seu dever de obedecer a função social da empresa, em especial nos termos do §único, art. 116, Lei das S.A. , aprova em conjunto com o voto favorável da acionista minoritária Maria Silvia de Campos Lilla, porém com a abstenção de voto da acionista Maria da Gloria F. de Campos Lilla, integralmente o relatório da administração, balanço patrimonial, demonstrações do resultado do exercício, dos lucros ou prejuízos acumulados e das origens e aplicações de recursos e as respectivas notas explicativas, relativos ao exercício encerrado em 31/12/2010, ratificando-se os atos praticados pelos administradores. Em virtude do acima deliberado, a acionista Christiane Lilla Alberto Cunha apresentou protesto com relação ao voto do acionista Ciro de Campos Lilla, conforme declaração de voto o qual devidamente numerado (03 fls) e rubricado e autenticado pela mesa fica devidamente arquivado na sociedade, nos termos do disposto no art. 130, §1, item a, Lei 6404/76. b) Tendo em vista o resultado do exercício com prejuízo do exercício no valor de R$ 3.075.022,16, não há dividendos a distribuir. c) Com exceção do voto contrário da acionista Christiane Lilla Alberto Cunha conforme declaração de voto o qual devidamente rubricado e autenticado pela mesa fica devidamente arquivado na sociedade, nos termos do disposto no art. 130, § 1, item a da Lei 6404/76 , foram reeleitos os membros da Diretoria, com mandato de 3 anos: Diretor Presidente, Ciro de Campos Lilla, brasileiro, casado, engenheiro, RG. 3.936.285 SSP/SP e CPF/MF. 378.179.228-53, residente e domiciliado nesta Capital. Diretora sem designação especial: Maria da Glória Ferreira de Campos Lilla, brasileira, viúva, do lar, RG. 904.873 SSP/SP e CPF/MF. 859.714.138-72, residente e domiciliada nesta Capital. Os diretores reeleitos declararam que não estão incursos em nenhum dos crimes previstos em lei que os impeçam de exercer suas funções. d) Com exceção do voto contrário da acionista Christiane Lilla Alberto Cunha conforme declaração de voto o qual devidamente rubricado e autenticado pela mesa fica devidamente arquivado na sociedade, nos termos do disposto no art. 130, §1, item a da Lei 6404/76 foi aprovada a manutenção da atual remuneração dos membros da diretoria para o exercício de 2011, conforme segue: em até R$ 18.375,00 para o Diretor Presidente e em até R$ 13.387,50 para a Diretora sem designação específica, já incluídos os valores relativos aos benefícios e verbas de representação dos administradores, nos termos do disposto na redação atual do art. 152, Lei 6404/76, com as modificações introduzidas pela Lei 9457/97. e) E, nos estritos termos do estatuto social e do art. 161, §2, Lei 6404/76, por solicitação da acionista Christiane Lilla Alberto Cunha que representa 14,28% do capital social, foi instalado o conselho fiscal. Após debate, foi deliberado que o Conselho Fiscal será composto de 3 membros efetivos e seus respectivos suplentes. Foram eleitos os seguintes membros efetivos e seus respectivos suplentes por indicação do acionista controlador Ciro de Campos Lilla, nos termos do art. 161 e seus §§, Lei 6404/76: 1) Efetivo: Dra. Natalia Soriani de Andrade e Marques, brasileira, advogada, casada, OAB/SP. 170.197, RG. 22.241.957-x SSP/SP e CPF/MF. 157.610.158-46, residente e domiciliada nesta Capital. Suplente: Dr. Carlos Eduardo Lichtenberger, brasileiro, casado, médico, RG. 5.210.365-SSP-SP e CPF/MF. 010.864.538-08, domiciliado nesta Capital; 2) Efetivo: Dr. Noecio Maia Laranjeira, brasileiro, separado judicialmente, advogado, OAB/SP 77.346 e CPF/MF. 232.451.078-20, residente e domiciliado nesta Capital. Suplente: Dr. Ricardo Carvalhaes Machado, brasileiro, casado, médico, RG. 37.890.589-2 SSP/SP, CPF/MF. 568.754.957-91, domiciliado nesta capital. Com os protestos da acionista minoritária Christiane Lilla Allberto Cunha, conforme declaração de voto o qual devidamente rubricado e autenticado pela mesa fica devidamente arquivado na sociedade, nos termos do disposto no art. 130, §1º, item a, Lei 6404/76 , pela maioria das acionistas minoritárias representando 23,21 %, nos termos do disposto no art. 161, §4, alínea a, Lei 6404/76, foi eleito o seguinte membro efetivo e seu respectivo suplente: 3) Efetivo: Dr. Carlos Giovani de Oliveira Silva, brasileiro, casado, advogado, RG. 33.048.212-9 SSP/SP e CPF/MF. 258.499.051-20, residente nesta Capital; Suplente: Liliane Lisboa, brasileira, divorciada, empresaria, RG. 7.813.222-8 SSP/SP e CPF/MF. 663.914.238-49, residente e domiciliada nesta Capital. Prosseguindo, foi fixada a remuneração dos Srs. Conselheiros no montante de R$ 1.588,12, nos estritos termos do disposto no art. 162, §3, Lei 6404/76. VII. Quorum de Deliberação: Todas as deliberações foram tomadas por maioria dos acionistas presentes. VIII. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o Presidente ofereceu a palavra a quem dela quisesse fazer uso. A seguir, como ninguém mais se manifestou, o Presidente declarou suspensos os trabalhos pelo tempo necessário à lavratura no inteiro teor da presente ata, nos termos do art. 130, §1, Lei 6404/76 que lida e achada conforme, foi assinada pelos presentes. São Paulo, 28/04/2011. Presidente: Ciro de Campos Lilla e Secretária: Maria Silvia de Campos Lilla: Acionistas: Chistiane Lilla Alberto Cunha, por seu advogado Dr. Luiz Eduardo Monteiro Lucas de Lima, Ciro de Campos Lilla, Maria da Gloria Ferreira de Campos Lilla e Maria Silvia de Campos Lilla. Certidão: Secretaria da Fazenda. JUCESP. Certifico o registro sob o nº 241.661/11-0 em 28/06/2011. Kátia Regina Bueno de Godoy: Secretária Geral.

ciam consensuais: os cortes devem chegar a cerca de US$ 1 trilhão, como disse Obama, e o aumento do limite da dívida

deve ser votado em dose única, valendo até o fim de 2012 – sem risco de impasse em ano eleitoral, como pediu o presidente. Impostos – Mas outra bandeira do presidente estaria fora do pacote: a arrecadação. Obama prefere que o ajuste no Orçamento dos EUA seja tanto pela eliminação de verbas quanto pelo fim do corte de impostos iniciado por George W. Bush. Especialistas veem a suspensão de tributos – que alargou o rombo no Orçamento em ao menos US$ 1,8 trilhão – como peso maior no deficit, hoje em cerca de US$ 1,5 trilhão. "Os americanos estão em negação: não querem que os impostos subam e não querem que programas como a seguridade social sejam reduzidos", disse Isabel Sawhill, especialista em Orçamento na Brookings Institution. (Agências)

Avanço S.A. Indústria e Comércio de Máquinas CNPJ (MF) nº 43.297.852/0001-03 – NIRE nº 35.300.007.956 Ata da Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária realizada em 29 de Abril de 2011 Data, Hora e Local: 29/04/2011, às 17 horas, na sede social. Quorum: Totalidade do capital social. Mesa: Dante Battaglio, Presidente e Criseli Alves Fernandes, Secretária. Aviso aos Acionistas: Dispensada publicação (Art. 133, §4, Lei 6404/76). Convocação: Dispensada publicação (Art. 124, §4, Lei 6404/76). Deliberações: I. Assembléia Geral Ordinária: A) Aprovados relatório da diretoria, balanço patrimonial, demonstrações financeiras e notas explicativas referentes ao exercício social encerrado em 31/12/2010, publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo (Empresarial) e no Diário do Comércio, ambos em 27/04/2011. B) Aprovada a destinação do lucro líquido do exercício findo em 31/12/2010, no montante de R$7.926.441,95 da seguinte forma: 1. R$ 396.322,10 para a constituição da reserva legal. 2. R$1.882.529,96 a ser distribuído aos acionistas a título de dividendos. 3) R$5.647.589,89 a serem transferidos para a conta de lucros acumulados, para posterior destinação. C) Reeleitos, com mandato de 29/04/2011 a 30/06/2012, os seguintes membros da Diretoria: Diretor Geral: Dante Battaglio, brasileiro naturalizado, casado, engenheiro, residente e domiciliado em São Paulo/SP, RG. 3.559.070 SSP/SP, CPF/MF. 661.396.518-91, que acumulará o cargo de Diretor Industrial. Diretor Comercial: Luciano Natalini, italiano, casado, industrial, residente e domiciliado em São Paulo/SP, RNE. W666585-Q SSP/SP e CPF/MF. 007.185.058-91. Diretora Administrativa: Criseli Alves Fernandes, brasileira, casada, empresária, residente em São Paulo/SP, RG. 4.556.103 SSP/SP e CPF/MF. 895.158.628-68. Fica consignado em ata que o prazo de gestão dos administradores se estende até a investidura dos membros eleitos, consoantes §4, Art. 150, Lei 6404/76. D) Fixada a remuneração mensal de cada diretor em até o limite máximo de R$15.000,00. E) Declaração de Desimpedimento: Os Diretores declaram, sob as penas da lei, que não estão impedidos de exercerem a administração da sociedade, por lei especial ou em virtude de condenação criminal, ou a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato; ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade, enquanto perdurarem os efeitos da condenação, nos termos do Art. 1011, §1, Lei 10.406 de 10/1/2002. II. Assembléia Geral Extraordinária: F) Aprovada por unanimidade de votos, a alteração dos estatutos sociais, a saber: i) extinção do cargo de diretor presidente. ii) Aumento de capital social de R$14.000.000,00 para R$25.000.000,00 mediante a incorporação ao capital do valor de R$11.000.000,00 sendo R$1.332.000,00 da conta do patrimônio líquido - reserva legal, remanescendo nesta conta R$343,94 e R$9.668.000,00 da conta do patrimônio líquido - reserva de lucros, remanescendo nesta conta R$7.170.481,19. iii) Consolidação dos estatutos sociais, o qual passará vigorar com seguinte redação: Estatuto Social. Capítulo I. Denominação, Sede, Objeto e Duração: Art. 1º. A denominação da sociedade é Avanço S.A. Indústria e Comércio de Máquinas, e que se regerá por estes estatutos e pela legislação vigente no que lhe for aplicável. Art. 2º. A sociedade terá sede administrativa e foro jurídico na Capital do Estado de S. Paulo, à Av. Presidente Wilson, 3544, podendo por resolução da diretoria, instalar, manter e extinguir filiais, escritórios, depósitos, agências ou representantes em qualquer ponto do território nacional ou do exterior, observadas prescrições legais. Art. 3º. A sociedade tem por objeto: indústria, importação, exportação, locação com opção de venda e comércio de máquinas e componentes industriais, bem como na prestação de assistência técnica pertinente às máquinas de sua especialização, podendo, ainda, exercer representação por conta própria ou de terceiros e particular de outras empresas. Art. 4º. O prazo de duração da sociedade será por tempo indeterminado. Capítulo 3. Capital e Ações: Art. 5º. O Capital Social é R$ 25.000.000,00 divididos em 25.000.000 de ações ordinárias nominativas no valor nominal de R$1,00 cada uma. §único: A sociedade poderá emitir títulos múltiplos de ações e provisoriamente de cautelas que as representem observando o disposto nos Arts. 24 e 25, Lei 6404/76. Serão sempre, assinados por 2 diretores. Art. 6º. Cada ação ordinária nominativa dá direito 1 voto nas deliberações das assembléias. Art. 7º. No caso de venda de ações, os acionistas terão preferência em relação a terceiros, em igualdade de condições. Capítulo III. Administração: Art. 8º. A sociedade será administrada por diretoria composta de 4 diretores, assim designados: Diretor Geral, Diretor Administrativo, Diretor Comercial e Diretor Industrial, acionistas ou não, residentes no País, eleitos pela assembléia, com mandato de 1 ano, permitida reeleição, podendo existir cargos vagos para futuro preenchimento. §1. A investidura no cargo dos eleitos somente se dará após assinatura do competente termo de posse pelos mesmos no livro de registro de atas das reuniões da diretoria, ficando diretores eleitos dispensados de caução. §2. Os honorários dos diretores serão fixados pela assembléia. Art. 9º. Compete a Diretoria: a. O exercício das atribuições e poderes que a lei e estes estatutos lhe conferem, para assegurar funcionamento regular da sociedade, podendo, entretanto, constituir procuradores para representar a sociedade, com poderes ad-negotia ou ad-judicia; b. Apresentar anualmente à assembléia relatório e demais documentos do movimento do exercício. §1. Compete ao Diretor Administrativo: a. Representar sociedade ativa e passivamente, em juízo ou fora dele, perante repartições públicas federais, estaduais, municipais e autarquias; b. Substituir o Diretor Geral em suas faltas e impedimentos temporários, representando isoladamente a sociedade; c. Ter sob sua orientação e controle os setores administrativo e econômico da empresa; d. Ter sob sua orientação e controle departamentos financeiros, fiscal, legal, contábil e tesouraria; e. Supervisionar caixa, contas bancárias e demais valores da empresa; f. Analisar balancetes fornecidos pela contabilidade e apresentar relatório à diretoria; g. Assinar expediente relativo ao cargo, no exercício de suas respectivas funções; h. nomear procuradores para representar sociedade; i. Firmar escritura de compromisso e ou definitiva de compra e venda de imóveis. §2. Compete ao Diretor Comercial: a. Ter sob sua orientação e controle o setor de vendas da empresa; b. Promover e incentivar vendas e o comércio da sociedade podendo admitir e dispensar vendedores e representantes, e, de acordo com demais diretores, abrir e extinguir filiais, exportar, e realizar tudo que for necessário para bom andamento comercial da sociedade; c. Promover ampliação das linhas de vendas; d. Determinar pesquisas de mercado; e. Orientar confecção e distribuição de catálogos e listas de preços; f. Orientar assuntos relativos à propaganda e publicidade; g. Assinar correspondência comercial e demais expedientes do cargo, relativos às suas respectivas funções. §3. Compete ao Diretor Industrial: a. Ter sob sua orientação e controle departamento de compras, suprimentos de matéria-prima, material secundário, produtos intermediários e embalagem; b. Desenvolvimento da produção e controle de qualidade; c. Manutenção e segurança dos equipamentos da empresa; d. Desenvolvimento de pesquisas objetivando acompanhamento das modernas técnicas de produção industrial voltadas para segmento da Cia; e. Promover importação de peças e/ou de componentes que integram produção industrial da empresa; f. Assinar correspondência relativa ao cargo, no exercício de suas respectivas funções. §4. Compete ao Diretor Geral: a. Convocar, coordenar e presidir reuniões de diretores e assembléias, no sentido de obter consecução de metas propostas pelos acionistas; b. Representar sociedade ativa e passivamente, em juízo ou fora dele, perante repartições públicas federais, estaduais, municipais e autarquias. Art. 10. Todos contratos, cheques, duplicatas, empréstimos junto às instituições financeiras e terceiros, guias de importação, papéis e documentos que envolvam obrigações ou possam gerar compromissos para sociedade, deverão ser firmados, isoladamente pelo Diretor Administrativo, e na falta dele, por quaisquer um dos outros diretores, inclusive nos casos de penhor, hipoteca e demais operações onerosas que sejam de interesse da sociedade, podendo inclusive, constituir procuradores com cláusula ad negotia e/ou ad judicia para representar sociedade. Art. 11. Substituirá Diretor Administrativo, em suas faltas ou impedimentos temporários, o Diretor Geral, que será substituído pelo Diretor Industrial, que, por sua vez, será substituído pelo Diretor Comercial. §único: Quando por motivo de falecimento ou renúncia do cargo verificar-se alguma vaga de diretor, a diretoria designará um substituto provisório e, dentro de 2 meses convocará assembléia que elegerá outro diretor, que servirá pelo tempo restante daquele que motivou vaga. Art. 12. Não é permitido uso da denominação social em documentos e negócios estranhos aos fins da sociedade. Art. 13. A diretoria reunirse-á todas as vezes que for necessário ou conveniente, lavrando atas. Capítulo IV. Conselho Fiscal: Art. 14. O conselho fiscal não terá funcionamento permanente e quando instalado, a pedido de acionistas, compor-se-á de 3 membros efetivos e igual suplentes, acionistas ou não, residentes no País, eleitos pela assembléia, podendo ser reeleitos. Art. 15. O conselho fiscal terá funções e poderes que a lei lhe confere e remuneração fixada pela assembléia que o eleger. Capítulo V. Assembléia Geral: Art. 16. A assembléia geral ordinária reunir-se-á anualmente, dentro dos 4 primeiros meses após término do exercício social, para discutir e deliberar sobre matérias enumeradas no art. 132, Lei 6404/76, e extraordinariamente quando se fizer necessário. Art. 17. As assembléias serão instaladas e presididas pelo diretor geral, que convocará para secretário 1 diretor ou 1 dos acionistas presentes, sendo que no caso de ausência do diretor geral, a presidência será exercida por quem a assembléia designar. Capítulo VI. Exercício Social, Lucros e sua Distribuição: Art. 18. O exercício social terminará em 31/12 de cada ano. Art. 19. Anualmente, por ocasião do término do exercício social, serão levantadas e elaboradas demonstrações financeiras, previstas no Art. 176, Lei 6404/76, e feitas compensações e registro das provisões legais devidamente indicadas na contabilidade, o lucro líquido terá seguinte destino: a. 5% para formação da reserva legal, destinada assegurar integridade do capital social; h. 25% aos acionistas, a título de dividendos, calculados sobre lucros líquidos apurados depois de apropriadas provisões legais consoante Art. 202, Lei 6404/76; c. O saldo terá destino que for determinado pela assembléia mediante proposta da diretoria e parecer do conselho fiscal se estiver instalado; d. Poderão ser elaborados balanços intermediários e distribuídos lucros caso existentes, em valores e percentuais fixados pelos acionistas. §1. Assembléia poderá decidir, a qualquer tempo, pelo pagamento de juros sobre capital social próprio da sociedade, em benefício dos acionistas, podendo, inclusive, serem os mesmos pagos ad referendum da assembléia. §2. Fica facultado à assembléia, em não havendo oposição de qualquer acionista, deliberar sobre distribuição de dividendos inferior ao obrigatório ou retenção de todo lucro. Art. 20. Dividendos não reclamados no prazo de 5 anos a contar da data de sua distribuição, prescreverão a favor da sociedade, e não renderão juros aos acionistas que reclamarem antes da prescrição. Capítulo VII. Dissolução, Extinção e Liquidação da Sociedade: Art. 21. Dissolução e extinção da sociedade se verificará nas hipóteses previstas na legislação vigente. Art. 22. Ressalvada eventualidade de decisão judicial a respeito, assembléia deliberará sobre modo de liquidação, nomeação de 1 ou mais liquidantes, instalação e funcionamento do conselho fiscal, fixando respectivos honorários. Capítulo VIII. Disposições Gerais e Transitórias: Art. 23. As questões omissas nos estatutos sociais serão resolvidos conforme Lei 6404/76, e demais disposições legais em vigor aplicáveis à matéria. Termo de Posse: Lavrado e assinado pelos diretores no livro de atas de reuniões da diretoria, conforme Art. 149, Lei 6404/76. Conselho Fiscal: Dispensado. Observações Finais: 1) Ata lavrada pelo sumário dos fatos ocorridos e decisões tomadas. 2) Deliberações aprovadas por unanimidade, abstendo-se de votar legalmente impedidos. 3) Ficam arquivados na sede social os documentos citados nesta ata. Encerramento: Ata lavrada, lida, aprovada e assinada para devido registro e arquivamento na Junta Comercial do Estado de São Paulo e posterior publicação na forma da lei. São Paulo, 29/04/2011. Dante Battaglio: Presidente da Mesa e Criseli Alves Fernandes Secretária da Mesa. Acionistas: 1) Orizio Empreendimentos e Participações Ltda, por sua sócia Criseli Alves Fernandes, 2) Luciano Natalini, 3) Criseli Alves Fernandes, 4) Dante Battaglio. Cópia fiel da lavrada em livro próprio. aa) Dante Battaglio: Presidente e Criseli Alves Fernandes: Secretária. Certidão da Jucesp: Certifico o registro sob o nº 235.415/11-0 em 20/06/2011. Kátia Regina Bueno de Godoy – Secretária Geral.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20

e

sábado e domingo, 30 e 31 de julho e segunda-feira, 1 de agosto de 2011

É preciso transformar a lista de reclamações em referência para o consumidor. Eli Correa Filho, deputado federal (DEM-SP)

conomia

Multa por infrações dobram de valor Com a atualização dos valores, as empresas que cometerem irregularidades contra o consumidor poderão ter de pagar até R$ 6 milhões. De acordo com a direção do DPDC, atualizar os valores das multas é somente mais um instrumento para coibir as infrações. O essencial é o respeito que as empresas devem ter ao consumidor e à legislação. "A elevação dos valores era um desejo antigo do DPDC, e foi necessária uma força-tarefa para que ela ocorresse. Partimos de uma análise econômica e tivemos a consultoria jurídica do Ministério, respaldada pelo ministro da Justiça", afrimou Oliva. In segu ranç a – Mas não são apenas os novos valores das multas que preocupam fornecedores de produtos e serviços – mesmo que as alterações tenham sido feitas de forma repentina, o que causou certo impacto no mercado. De acordo com advogados que defendem as empresas nesses contenciosos, a análise da gravidade da infração ainda é feita de forma subjetiva, não há uniformidade na aplicação de valores, e muito menos cumprimento do que diz o artigo 57 do CDC. "Há uma insegurança jurídica em razão da quantidade, da diversidade e da autonomia

Julien Tromeur/SXC

O

valor das multas às empresas que infringem a legislação consumerista dobrou. De acordo com decisão do Ministério da Justiça e do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), os novos valores têm como base o Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Anteriormente, a base para os cálculos era a Unidade Fiscal de Referência (Ufir), extinta em 2000. Os valores ficaram estagnados por dez anos. Dessa forma, as penas máximas chegam a R$ 6 milhões (antes, R$ 3 milhões), e as mínimas, a R$ 400 (contra R$ 212,80). Em casos de reincidência da irregularidade, a empresa será obrigada a pagar o dobro. "Os novos valores serão aplicados pelo órgão federal de defesa do consumidor. A decisão da elevação não vincula os órgãos estaduais e municipais; no entanto, estes poderão se orientar e seguir os novos parâmetros. A decisão é de cada unidade", explicou Amaury Oliva, diretor-substituto do DPDC.

dos Procons no País", afirmou o advogado Francisco Fragata Júnior, especializado em Direito do Consumo. Para ele, o enquadramento dos valores das multas não segue à risca o que diz o artigo 57, que estabelece que a pena deve levar em conta a graduação de acordo com a gravidade da informação, a vantagem auferida

Fotos: Divulgação

As empresas são autuadas pelos Procons e pelo DPDC . Isso quebra qualquer companhia. FRANCISCO FRAGATA JÚNIOR, ADVOGADO

O QUE DIZ O CDC Artigo 55 A União, os Estados e o Distrito Federal, em caráter concorrente e nas suas respectivas áreas de atuação administrativa, baixarão normas relativas à produção, industrialização, distribuição e consumo de produtos e serviços. § 1° - A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios fiscalizarão e controlarão a produção, industrialização, distribuição, a publicidade de produtos e serviços e o mercado de consumo, no interesse da

preservação da vida, da saúde, da segurança, da informação e do bem-estar do consumidor, baixando as normas que se fizerem necessárias. § 2° - Vetado. § 3° - Os órgãos federais, estaduais, do Distrito Federal e municipais com atribuições para fiscalizar e controlar o mercado de consumo manterão comissões permanentes para elaboração, revisão e atualização das normas referidas no § 1°, sendo obrigatória a participação

A elevação dos valores era um desejo do DPDC, e foi necessária uma força-tarefa para que ela ocorresse. AMAURY OLIVEIRA, DPDC

dos consumidores e fornecedores. § 4° - Os órgãos oficiais poderão expedir notificações aos fornecedores para que, sob pena de desobediência, prestem informações sobre questões de interesse do consumidor, resguardado o segredo industrial. Artigo 56 As infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas, conforme o caso, às seguintes sanções administrativas, sem prejuízo das de natureza civil, penal e das definidas em normas específicas:

Cliente é indenizado por dano moral U m consumidor do Rio Grande do Sul receberá de uma empresa fabricante de computador R$ 9 mil por dano moral. A decisão é do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS). A sentença de primeira instância já havia sido favorável ao consumidor, que recorreu por não concordar com o valor arbitrado pelo juiz – R$ 3 mil por danos morais e R$ 56,59 por danos materiais. O contencioso teve início em 2009, quando ele comprou um notebook, via telefone,

diretamente do fabricante. Na ocasião, foi-lhe ofertado adquirir 1GB extra de memória RAM e chip de segurança TPM. Ao receber o computador, o cliente notou que não havia sido colocado o 1GB extra, o aparelho não tinha a chave de segurança e havia um ponto preto no monitor causado por um pixel queimado. Ele reclamou, mas o problema não foi resolvido. Ao julgar o recurso, a desembargadora Iris Helena Medeiros Nogueira salientou

e a condição econômica do fornecedor. "Têm de ser aplicados valores diferentes para empresas que cometem o mesmo tipo de infração, mas com portes e graduações diferentes. Por exemplo, se um fiscal encontra três embalagens de produto alimentício com data vencida em um determinado estabelecimento e, em outro, 500 unidades, é claro que neste último a gravidade da infração é muito maior que no primeiro." Outro detalhe destacado por Fragata Júnior é quanto à questão da duplicidade de pagamento de multa sobre uma mesma infração. "As empresas são autuadas pelos Procons locais e pelo DPDC por uma mesma irregularidade, uma vez que todos os organismos públicos de defesa do consumidor são autônomos para multar. Isso quebra qualquer companhia." Amauri Oliva, do DPDC, explicou que o órgão federal avalia as práticas abusivas de todo o Brasil e, se uma determinada infração for praticada em diferentes localidades, a empresa pode ser autuada localmente. Isso acontecerá se houver denúncia de consumidor e ficar provada a infração.

que a máquina foi entregue com a memória RAM adicional, mas o sistema instalado utiliza somente 3 GB. Logo, a memória extra, que foi oferecida ao consumidor a fim de tornar o notebook mais rápido, mostrou-se inútil. Enfatizou que a empresa, ao vender acessório incompatível com as possibilidades gerais que a máquina apresentava, agiu em ofensa à boa-fé objetiva e faltou com o dever de informação. A respeito da chave de segurança, ela apontou que o autor, no ato da compra, acreditava ser uma chave física, semelhante à de um carro.

I - multa; II - apreensão do produto; III - inutilização do produto; IV - cassação do registro do produto junto ao órgão competente; V - proibição de fabricação do produto; VI - suspensão de fornecimento de produtos ou serviço; VII - suspensão temporária de atividade; VIII - revogação de concessão ou permissão de uso; IX - cassação de licença do estabelecimento ou de atividade; X - interdição, total ou

Defesa – A vigilância constante e permanente com relação à rotina comercial, principalmente em ações agressivas que acabam por violar o CDC e resultam em impactos às empresas, é a principal defesa das empresas e pode evitar autos de infração. A avaliação é de Gustavo Gomes, advogado que atua no escritório Siqueira Castro. "As empresas nunca deram muita importância aos Procons. No entanto, com o aumento dos valores das multas e a fiscalização acirrada, passaram a olhar esses organismos sob um novo ponto de vista. Agora já vivem uma nova etapa, a de que é extremamente importante o planejamento estratégico e a manutenção de uma consultoria jurídica para conhecer os riscos de suas ações", disse Gomes. Recorrer administrativamente nos próprios órgãos de defesa do consumidor e no Judiciário é, no entendimento de Gomes, um direito das empresas ao serem autuadas. Para ele, se a companhia considera que realmente houve o erro e o valor da multa é razoável, não é aconselhável recorrer – até porque pagar não significa o reconhecimento de culpa, e sim que se está cumprindo uma decisão administrativa. "O que deve ser analisado na hora de recorrer é sobre a razoabilidade do valor da multa. Se for desproporcional, a empresa deve ir até o Judiciário", disse. Ele acrescentou que não há uniformidade dos estados: cada um aplica multa de acordo com sua conveniência. "Os conceitos mencionados no artigo 57 são subjetivos, e os Procons interpretam da maneira mais conveniente a cada um."

parcial, de estabelecimento, de obra ou de atividade; XI - intervenção administrativa; XII - imposição de contrapropaganda. Parágrafo único. As sanções previstas neste artigo serão aplicadas pela autoridade administrativa, no âmbito de sua atribuição, podendo ser aplicadas cumulativamente, inclusive por medida cautelar, antecedente ou incidente de procedimento administrativo. Artigo 57 A pena de multa, graduada de acordo com a gravidade da infração, a vantagem auferida e a condição econômica do

Punição por desrespeito à lei do SAC

N

os últimos 18 meses, só o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) aplicou 28 infrações, totalizando R$ 19 milhões em multas. Só o setor de telefonia foi autuado em R$ 6 milhões. O segmento de cartão de crédito vem em seguida. A infração mais comum é o descumprimento às normas do decreto 6.523, conhecido como o Decreto do SAC. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, (TJ-SP), entre abril de 2006 e igual mês deste ano o Procon-SP aplicou R$ 284,9 milhões em multas, referentes a 10.591 processos. Os valores recolhidos de multas aplicadas pelo DPDC são direcionadas ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD) e revertidos no apoio a projetos de entidades sem fins lucrativos nas áreas de proteção e defesa do consumidor, da concorrência, recuperação e preservação do meio ambiente e conservação do patrimônio cultural brasileiro.

fornecedor, será aplicada mediante procedimento administrativo, revertendo para o Fundo de que trata a lei 7.347, de 24 de julho de 1985, os valores cabíveis à União, ou para os Fundos estaduais ou municipais de proteção ao consumidor nos demais casos (redação dada pela lei 8.656/1993). Parágrafo único. A multa será em montante não inferior a duzentas e não superior a três milhões de vezes o valor da Unidade Fiscal de Referência (Ufir), ou índice equivalente que venha a substituí-lo (parágrafo acrescentado pela lei 8.703/1993).

Fique por dentro

Ranking de Procons pode se tornar referência

T

ramita em caráter conclusivo pela Câmara dos Deputados o projeto de lei 417/2011, do deputado federal Eli Correa Filho (DEM-SP), cuja proposta é obrigar as dez empresas com mais reclamações dos consumidores nos cadastros dos Procons estaduais a dar essa informação ao cliente por meio de cartazes em suas dependências. Nos cartazes, deverão constar

a posição no ranking dos Procons, o nome fantasia, a razão social, o número total das queixas e ainda a quantidade de reclamações atendidas e de não-atendidas. As empresas que descumprirem a norma poderão ser advertidas, multadas ou terem suas atividades temporariamente suspensas. A fiscalização ficará a cargo dos órgãos de defesa do

consumidor da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, e as empresas terão amplo direito de defesa nos processos administrativos sobre aplicação de penalidades. O deputado argumentou a que as listas com as piores empresas no atendimento ao consumidor são muito pouco divulgadas. "É preciso transformar essa lista em uma referência para o consumidor."

Angela Crespo é jornalista especializada em consumo. E-mail: doislados@dcomercio.com.br


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado e domingo, 30 e 31 de julho e segunda-feira, 1 de agosto de 2011

e

21 COPA 2014 Confira os grupos das Eliminatórias pelo planeta. Pág. 22

sporte

Daniel Augusto Jr./AE

NATAÇÃO Cielo volta do Mundial mais experiente e com dois ouros na bagagem. Pág. 23

Rodrigo Coca/AE

Corinthians de Tite perde a segunda seguida (3 a 2 para o Avaí, em Florianópolis), mas ainda é líder. São Paulo de Lucas é surpreendido pelo Vasco de Dedé (2 a 0). E o Brasileiro segue dominado por paulistas e cariocas

TORNEIO RIO-SÃO PAULO C

orinthians em primeiro, apesar da nova derrota (a segunda seguida), dessa vez para o Avaí, em Florianópolis, por 3 a 2. Flamengo em segundo, depois de nova vitória, 2 a 0 no Grêmio, no sábado. São Paulo em terceiro, mesmo perdendo para o Vasco, por 2 a 0, no Morumbi. Palmeiras em quarto, após os 3 a 2 de sábado, sobre o Atlético-MG. Vasco em quinto e Botafogo em sexto, com o 1 a 0 sobre o Cruzeiro, em Sete Lagoas (MG), também no sábado. Ou seja: as primeiras seis posições do Campeonato Brasileiro são dominadas pelos times paulistas e cariocas, transformando a competição em uma espécie de Torneio Rio-São Paulo. Afinal, o time mais bem classificado que não pertence a nenhum desses dois Estados é o gaúcho Inter, que empatou com o Atlético-GO (0 a 0) nesta rodada e aparece em sétimo lugar, seguido por outro carioca, o Fluminense (fez 4 a 0 no Ceará). O domínio paulista se repete na Série B, liderada pela Portuguesa, com a Ponte na segunda colocação. A rodada do fim de semana, no entanto, foi oposta para paulistas e cariocas. Enquanto

os times do Rio ganharam to- da. O volante Ralf também ladas, entre os de São Paulo só o mentou o resultado negativo: Palmeiras se salvou. No do- “Deixamos a desejar no segunmingo, Corinthians, São Paulo do tempo. O Avaí foi mais eficiente e conseguiu fazer os e Santos foram derrotados. “Temos que aprender a con- gols”. Ralf também chamou a tinuar jogando bem, acertando atenção para as chances desperdiçadas pepasses e marlo time alvinecando forte gro na segunmesmo depois da etapa do jode levar o gol”, go. “Perdemos reclamava o muitos gols. A técnico coringente sabia tiano, Tite, após que o jogo era a derrota por 3 a difícil. Não jo2 para o Avaí, gamos como em Florianópovínhamos jolis. Seu time hagando.” via terminado No Morumo primeiro temÉ um bi, o São Paulo po ganhando campeonato foi pouco objepor 1 a 0, gol de tivo: ou chutaEmerson. No longo e difícil. va de longe ou segundo, em Temos que seus atacantes poucos minurepensar os tentavam dritos, sofreu dois nossos erros.” blar meia dúgols (William, zia de zagueiaos 4, e Rafael EMERSON, ATACANTE ros até o fundo Coelho, aos 13, DO CORINTHIANS das redes. Disambos para o so se aproveiAvaí), e ainda t o u o Va s c o , sofreria um terceiro, aos 36, marcado nova- para fazer 2 a 0 (Éder Luís, aos mente por Rafael Coelho. 7, e Felipe, aos 47, ambos no seQuando Jorge Henrique des- gundo tempo) e se manter encontou para 3 a 2, aos 46 minu- tre os cinco primeiros do Brasitos, a derrota já estava decreta- leiro. “Fizemos por merecer

um melhor resultado pelo primeiro tempo, mas agora vamos recuperar contra o Bahia (quinta-feira, no Morumbi)”, prometeu o técnico Adílson Batista. “O São Paulo é um time de tradição e quer ser campeão. Jogamos em casa e esses pontos fazem falta. É uma derrota que ninguém contava”, lamentou Rivaldo. “É difícil explicar o que acontece no Morumbi. Gostamos de jogar aqui, temos a torcida ao lado, mas as coisas não estão saindo como gostaríamos.” A defesa virou uma dor de cabeça para Adilson Batista. O zagueiro Xandão deixou o campo ainda no primeiro tempo reclamando de dores na coxa direita, vai passar por exames nesta segunda-feira e, segundo o médico José Sanchez, não deve ter condições de enfrentar o Bahia na quinta. Com isso, o técnico terá apenas Rhodolfo e Luiz Eduardo à disposição, já que Bruno Uvini, o outro zagueiro do elenco, está na Colômbia disputando o Mundial Sub-20 pela seleção. Em contrapartida, o treinador poderá contar com o retorno do volante Denilson e do lateralesquerdo Juan, que cumpriram suspensão.

Reação adiada

A

inda não foi em Curitiba que o Santos conseguiu reagir neste Brasileiro. Depois da derrota em casa, por 5 a 4, na última rodada, no espetacular jogo de quarta contra o Flamengo, a equipe sofreu com as condições precárias do gramado da Arena da Baixada e perdeu por 3 a 2 para o Atlético-PR. Com o resultado, o time da casa saiu da lanterna. O Santos passa a figurar na zona de rebaixamento, embora com três jogos menos que a maioria dos adversários. Chuva forte e gramado encharcado são conhecidos inimigos de equipes de fino trato com a bola. As dificuldades, porém, já eram esperadas, dadas as péssimas condições climáticas de Curitiba. O problema foi o Santos não conseguir se adaptar à situação adversa, fosse no gramado fosse no placar, e voltar a repetir os problemas em sua defesa. Com nove minutos de jogo, o Santos já perdia por 2 a 0. Em dois lances isolados, o Atlético-PR soube

Heuler Andrey/AE

Neymar deixou sua marca, mas não evitou outra derrota do Santos

aproveitar o momento inicial da partida. O meia Cléber Santana abriu a contagem aos 4 minutos, depois de superar quatro santistas para finalizar sozinho, de dentro da área. Ainda atordoados, os paulistas levaram o segundo gol cinco minutos depois, após cobrança de escanteio em que Manoel subiu sozinho para cabecear. O primeiro gol santista saiu ainda aos 12 da etapa inicial, com Neymar, que acertou

chute colocado no canto direito de Renan. O empate até chegou no segundo tempo, aos 17, quando Neymar arrancou pela direita para achar Borges bem posicionado dentro da área, livre de marcação e de poças d'água. Quando o resultado parecia definido, o AtléticoPR venceu pela insistência. Aos 46, aproveitou a dificuldade santista na marcação. Na área, Marcinho finalizou de cabeça, sem defesa para Rafael.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e

sábado e domingo, 30 e 31 de julho e segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Vou falar a verdade: fui tentar cruzar, mas o importante é que bola entrou.” Marcos Assunção, sobre o primeiro gol palmeirense nos 3 a 2 sobre o Atlético-MG

sporte

Rodrigo Coca/AE

SÉRIE B

Vitória vale liderança

N

Vitória de sábado por 3 a 2 sobre o Atlético-MG, no Canindé, e derrota do rival no domingo deixaram o Palmeiras de Luan e Dinei perto do líder

A TRÊS PONTOS

A

penas três pontos. Essa é a diferença que separa o Palmeiras, quarto colocado do Brasileiro, do líder Corinthians, graças à vitória alviverde de sábado, por 3 a 2, sobre o Atlético-MG, no Canindé, e à derrota corintiana no domingo, também por 3 a 2, pelo Avaí. Após 13 rodadas, segundo os cálculos do técnico Luiz Felipe Scolari, o time faz uma campanha digna de quem vai brigar pelo título nacional. “Temos 25 pontos em um terço do campeonato. Mantendo esse aproveitamento acabaremos com 75, que é pontuação de equipe campeã.” Para manter o time entre COPA DO MUNDO

Pontapé inicial para 2014

O

sorteio dos grupos das Eliminatórias para 2014, realizado no sábado, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, foi o primeiro evento oficial da Copa do Mundo realizado no Brasil. Nele, definiu-se a distribuição dos 175 países que disputarão as 31 vagas (o Brasil, como país-sede, é o único já classificado). Na Europa, as 53 seleções foram divididas em oito grupos de seis e um grupo de cinco, no qual caíram juntas a Espanha, atual campeã mundial, e a França, campeão em 1998 e vice em 2006. Classificam-se 13 países. Na África, há uma primeira fase com playoffs envolvendo 24 países, dos quais 12 classificam-se para a fase de grupos, juntando-se a outros 28. Esses 40 jogam em 10 grupos de quatro. Vinte equipes (duas de cada grupo) jogam a fase decisiva. Na Ásia, passam duas equipes de cada um dos cinco grupos de quatro. Essas dez são divididas em dois grupos de cinco, dos quais os dois primeiros ficam com as quatro vagas. O quinto joga uma repescagem com uma seleção da Concacaf. Nas Américas Central e do Norte (Concacaf), 24 países disputam 6 vagas na segunda fase, com Estados Unidos, Jamaica, México, Costa Rica, Honduras e Cuba. Na América do Sul, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela jogam todos contra todos, em turno e returno, pelas quatro vagas. O quinto joga repescagem com o campeão da Oceania, onde um triangular ainda definirá o oitavo classificado para a fase de grupos.

os líderes do Brasileiro e ainda tentar ganhar a Copa SulAmericana (na qual o Palmeiras estreia contra o Vasco, no dia 11 de agosto), Felipão ainda espera reforços, principalmente para o ataque, após a saída de Wellington Paulista (leia mais na página 24). Atualmente, ele conta apenas com Kléber, Maikon Leite, Luan e Dinei, além do jovem Vinícius, para o setor. Com a janela de transferências para trazer jogadores do exterior fechada e a dificuldade de encontrar um atleta da Série A que ainda não tenha completado sete partidas, o jeito deve ser garimpar na Série B. “Preciso de um atacante. E vou pro-

curar. Estou vendo cinco jogos da Série B por semana. Ou vou ver se o Neto Berola ainda não completou sete jogos. De repente o Atlético-MG empresta ele para a gente”, disse o técnico, em tom de brincadeira, sobre o atacante que no sábado deu trabalho para sua defesa. Brincadeira com fundo de verdade, já que Felipão sondou a possibilidade de Berola atuar no Palmeiras no início do ano. Ricardo Jesus, atacante e artilheiro da Série B com a Ponte Preta, foi descartado pelo técnico. “A Ponte tem uma situação organizada com o jogador, não tem a intenção de se desfazer dele. E eu vou observar jogadores que atuem pelos lados

e não pelo meio da área.” Diante do Coritiba, quartafeira, no Couto Pereira, Felipão terá de usar seus dotes de psicólogo, já que há pouco mais de dois meses o time apanhou lá de 6 a 0 do rival. Apesar da vitória sobre o Atlético-MG que manteve o time invicto como mandante, Felipão contou que continua sendo alvo de críticas de parte da torcida que fica atrás do seu banco de reservas. “Parece que é a nova geração da Turma do Amendoim. Criticam o Luan, ele vai lá e faz gol. Falam do Patrik, ele faz gol. Eles devem vir para o estádio com um saquinho de limão, aí durante o jogo chupam e ficam amargos”, reclamou.

o confronto entre os dois primeiros colocados da Série B, no sábado, em Campinas, a Portuguesa fez 3 a 0 na Ponte Preta e não só conseguiu manter a liderança como abriu uma diferença de quatro pontos em relação à própria Ponte. Em terceiro permanece o Paraná Clube, que também no sábado empatou com o São Caetano, na Vila Belmiro, em Santos (1 a 1). O Náutico, mesmo tendo o clássico contra o Sport adiado para o dia 9 de agosto, beneficiou-se dos resultados de seus adversários diretos para permanecer no G-4. Demais resultados: na sexta - Criciúma 1 x 0 Americana, ASA 4 x 3 ABC, Vila Nova 1 x 0 Salgueiro e Duque de Caxias 2 x 3 Goiás. No sábado - Grêmio Barueri 1 x 3 Guarani, Vitória 0 x 1 Boa e Icasa 2 x 0 Bragantino. Amanhã tem Portuguesa x Criciúma, no Canindé, Guarani x São Caetano, em Campinas, e Bragantino x Duque de Caxias, em Bragança Paulista. PELO BRASIL

 Pela Série C, a vitória do

 Na Série D, o Santa Cruz

Santo André por 1 a 0

apenas empatou com

sobre o Caxias, jogando

o Porto, em Caruaru

em casa, no domingo,

(2 a 2), mas ainda assim

tirou a equipe do ABC

lidera o Grupo 3.

paulista do último lugar

Pelo Grupo 7, no sábado,

do Grupo D. Também no

o Mirassol foi goleado

domingo, o Marília foi

pelo Cene-MS, em Campo

goleado pelo Ipatinga, em

Grande (4 a 1). O Oeste,

Minas (4 a 1), e caiu para

de Itápolis, folgou

terceiro no Grupo C.

nesta rodada.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado e domingo, 30 e 31 de julho e segunda-feira, 1 de agosto de 2011

e

23 É a primeira vez que olho para trás e tenho orgulho de tudo o que superei.” Cesar Cielo

sporte

UM NOVO CIELO Satiro Sodré/Agif/Divulgação

Satiro Sodré/Agif/Divulgação

“C

om 24 anos, já passei por tudo o que o esporte oferece. Me sinto com 44 anos.” Foi assim que Cesar Cielo definiu a passagem de uma das semanas mais vitoriosas e tensas de sua carreira. Ele sai do Mundial de Xangai com duas medahas de ouro, nos 50 m livre e 50 m borboleta, um quarto lugar, nos 100 m livre, e experiência para uma vida inteira. O bicampeonato nos 50 m livre, no sábado, fechou a participação do brasileiro de forma incontestável. Ele venceu a prova com 21s52, contra 21s90 do italiano Luca Dotto, medalha de prata, e comprovou que é o melhor velocista da natação no planeta, depois do título no Mundial de Roma, em 2009, e na Olimpíada de Pequim, um ano antes. Na piscina e no pódio, em vez do choro na primeira vitória, sorrisos e a sensação de dever cumprido. “Dois ouros e um quarto lugar é melhor do que eu havia imaginado. Estas medalhas têm um peso maior. É a primeira vez que olho para trás e tenho orgulho de tudo o que passei e superei”, contou o brasileiro, responsável por metade da “produção” brasileira - o país teve mais dois títulos, com Ana Marcela Cunha, na maratona aquática de 25 km, e Felipe França, nos 50 m peito. Fora da água, Cielo teve de lidar com um novo adversário: por causa de seu caso de doping, que resultou apenas em advertência e não uma suspensão, tornou-se persona non grata para muitos atletas, que não fizeram questão nenhuma de esconder as críticas. “Não foi o cenário que eu imaginei, com certeza. Eu, como pessoa, posso dizer que fiquei um pouco chateado. Não vim aqui fazer amigos, mas é difícil ver um cara com quem você conversava, de repente, nem te dar ‘oi’. Agora não tem como voltar atrás, sou um cara mais preparado e mais confiante do que antes.”

Bobby Yip/Reuters

O choro com a vitória nos 50 m borboleta, a decepção após os 100 m livre e o alívio após novo ouro, nos 50 m livre: o Mundial deXangai valeu 20 anos para o nadador brasileiro VÔLEI DE PRAIA

Vitória da inteligência J

enson Button pode não ser o piloto mais veloz da F-1 hoje, mas é certamente o mais inteligente, o que melhor sabe lidar com situações de tensão provocadas pelo tempo instável. No GP da Hungria, que começou com pista úmida e teve uma leve garoa nas voltas finais, o inglês mostrou isso mais uma vez e venceu a prova com maestria, sem correr riscos. Foi sua 11ª vitória na carreira, o que o igualou aos brasileiros Felipe Massa e Rubens Barrichello e ao canadense Jacques Villeneuve, campeão mundial em 1997 (veja abaixo). “Não me perguntem por que, mas, por algum motivo, eu gosto de correr nessas situações”, contou o campeão de 2009, que completou de forma especial seu 200º GP na carreira: com uma vitória na mesma pista em que ganhou pela primeira vez, em 2006. “Ter conseguido isso é incrível.” Button, no entanto, não foi o único a comemorar em Budapeste. Com o segundo lugar, Sebastian Vettel aumentou para 85 pontos a vantagem sobre o vice-líder, seu companheiro de equipe Mark Webber. E, para ser bicampeão, só precisa subir ao pódio, mesmo que

apenas em terceiro lugar, nas oito corridas restantes. “Ainda há muito para o fim do campeonato. Sempre é bom lembrar do ano passado para saber que as coisas podem mudar muito rápido'”, diz Vettel, que em 2010 só assumiu a liderança do Mundial na última prova, o GP de Abu Dhabi. A situação, porém, é bem diferente, já que ano passado ele, Webber, Fernando Alonso e Lewis Hamilton se alternaram em vitórias durante a temporada, e nunca essa diferença de pontos foi tão grande. Alonso chegou em terceiro, seguido por Hamilton, que foi o piloto mais ousado na pista, mas pagou por isso, com seis pit stops, contando uma punição. Webber ficou em quinto e Felipe Massa em sexto. O espanhol tentou mostrar otimismo para as corridas restantes - a próxima será apenas em 28 de agosto, o GP da Bélgica. “Temos melhorado, recuperado pontos importantes e vimos que podemos lutar pelas vitórias, por isso vejo a parte final do campeonato de forma otimista”, afirmou. Massa ficou em sexto depois de errar no começo da prova, ainda com pista molhada.

Mais um título para Juliana e Larissa

Bernadett Szabo/Reuters

J

Button, novo membro do “clube dos 11”, ganhou o abraço do pai e da namorada, a bela Jessica Michibata

Chegou a andar em nono lugar, mas conseguiu se recuperar um pouco. Para ele, no entanto, a corrida valeu por ter, pela primeira vez no ano, conseguido largar à frente de Fernando Alonso. “Acho que eu poderia ter lutado pelo pódio. Foi um pouco de azar porque vimos quase todo mundo escapando da pista e voltando, mas comigo não deu.” Rubens Barrichello chegou em 13º lugar, mas acha que poderia ter se dado melhor se, como Button, tivesse se mantido na pista com a garoa na parte final. “Quando começou a chover, eu vi uma grande chance para nós. Vi Hamilton rodar e pensei em fazer algo, mas a chuva só caiu em uma volta e nossa ideia não funcionou.”

uliana e Larissa ampliaram sua vantagem na liderança do Circuito Mundial de vôlei de praia com o título na etapa de Stare Jablonki, na Polônia. Na final, elas venceram as americanas Ross e Kessy por 2 sets a 1, de virada, com parciais de 14/21, 21/19 e 18/16, e chegaram ao quinto título na temporada. “Conseguimos esse objetivo e vamos em busca de muito mais”, disse uma empolgada Larissa. No masculino, o melhor resultado para as duplas brasileiras foi de Alison e Emanuel, que ficaram com o terceiro lugar graças à vitória sobre os alemães Erdmann e Matysik por 2 a 0 (23/21 e 21/15). Apesar do “tropeço”, eles seguem na liderança do Circuito, com apenas 40 pontos de vantagem para os campeões olímpicos Rogers e Dalhausser, que os bateram nas semifinais.

Daniele Hypólito ganha o deca no Brasileiro

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aniele Hypólito conquistou seu décimo título brasileiro de ginástica, na competição individual geral, a prova que soma os pontos em todos os aparelhos. A competição foi encerrada na noite de sábado, e Daniele somou 56,950 pontos, contra 55,750 de Jade Barbosa. “Conquistar esse resultado pela 10.ª vez me dá tranquilidade e segurança para competições futuras, como o Mundial deste ano (em outubro, no Japão). Fui bem, não tive queda, mas sempre vou ter como objetivo melhorar porque pensar assim é um estímulo a mais para buscar resultados ainda melhores”, destacou a “veterana” atleta, de 26 anos.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

24 -.ESPORTE

sábado e domingo, 30 e 31 de julho e segunda-feira, 1 de agosto de 2011

FIM DE JOGO

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Pai diz que Diego, ex-Santos, deve trocar Wolfsburg pelo Atlético de Madri

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Ex-seleção brasileira de futsal, o pivô Messinho morre antes de jogo no Sul

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Brasil conquista bronze inédito no Mundial Sub-19 Feminino de Basquete

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Vídeo em destaque - Você apitaria a falta? - www.dcomercio.com.br

www.dcomercio.com.br/esporte/

COM E SEM RICARDO TEIXEIRA FESTA NA COREIA

A história como cada um(a) vê

CBV

Planalto apaga o presidente da CBF de foto com Dilma no sorteio das eliminatórias da Copa de 2014

http://www.cbf.com.br/

 Depois de 28 horas de viagem, a seleção brasileira feminina de

vôlei desembarca na cidade sul-coreana de Busan, onde disputará seus primeiros jogos pelo Grand Grand Prix - contra Japão, na sexta-feira, Alemanha, no sábado, e Coreia do Sul, no domingo. “A viagem foi cansativa, mas precisamos manter o grupo acordado”, foi logo avisando o preparador físico José Elias Proença antes de levar a equipe para uma caminhada pela cidade. No jantar, as meninas fizeram festa, com direito a bolo, para o técnico José Roberto Guimarães, que completou 57 anos.

FUTEBOL DE AREIA

Brasil abre eliminatórias: 14 a 1 no Paraguai

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epois dos dois frustrantes empates e do vexame nos pênaltis na Copa América da Argentina, a torcida brasileira pode-se considerar vingada: na Arena de Copacabana, o Brasil massacra o Paraguai. Foi o primeiro compromisso brasileiro pelas eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo de futebol de areia: 14 a 1 - com gols de Bruno Malias (4), Buru (2), Daniel (2), André (2), Jorginho, Sidney, André e Benjamin. Além da goleada, o Brasil deu nas areias de

Copacabana o show que não se viu nos campos argentinos: “Quando a gente consegue construir uma boa vantagem, procura dar espetáculo, mas sempre com respeito ao adversário. Por isso, fizemos 14 gols”, festejou o artilheiro Bruno. “A plástica das jogadas e a acrobacia fazem parte do futebol de areia, mas o mais importante foi a vitória”. Nesta segunda-feira, o Brasil enfrenta o Peru, que foi derrotado por 5 a 2 pela Venezuela na primeira rodada.

Ricardo Stuckert/CBF

Domingo, 31 de julho

http://blog.planalto.gov.br/

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ogo depois do sorteio das eliminatórias da Copa de 2014, sábado, no Rio, o site da CBF passou a exibir, em sua primeira página, uma foto em que a presidente D ilma Rousseff aparece ao lado de Joseph Blatter, Pelé e Ricardo Teixeira. Legenda da foto: “Presidente da CBF se reuniu com a presidente Dilma Roussef antes do Sorteio Preliminar da Copa do Mundo de 2014”. No blog do Palácio do Planalto, no entanto, a foto do encontro exclui o presidente da CBF, cortado na edição. Dilma tem evitado encontrar-se com o responsável pela organização da Copa no Brasil. Curiosamente, as fotos são assinadas pelos irmãos Stuckert - Ricardo, que trabalhava com Lula e agora está na CBF, e Roberto, que o substituiu no Planalto.

Domingo, 31 de julho

Grêmio não sabe se contrata Wellington

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Grêmio espera, nesta segunda, resposta da CBF para saber se poderá contratar o palmeirense Wellington Paulista, que já defendeu também o Cruzeiro em 2011. Normalmente, a FIFA proíbe uma nova transferência na temporada, o que levaria o Grêmio a desistir do reforço. Segundo o clube, as bases da negociação estão resolvidas com o Palmeiras e o Cruzeiro, que detém os direitos econômicos do atacante. Wellington Paulista fez apenas dez jogos pelo Palmeiras. Segunda-feira, 1º de agosto

Werther Santana/AE

DA PRISÃO

Zé Elias diz que não tem como pagar pensão reso há dez dias no Distrito Policial de Pirituba, o exjogador Zé Elias diz, em entrevista ao Fantástico, que não tem como pagar o R$ 1 milhão de pensão alimentícia que sua ex-mulher exige. “O choque de ser preso e de andar num carro de polícia são coisas que marcam um pai”, lamenta. O processo corre desde 2006, quando ele solicitou revisão da pensão de R$ 25 mil por mês. “As pessoas acham que, por eu ter jogado na Itália, ganhava salário igual ao Ronaldo. Se eu tivesse esse dinheiro, você acha que não pagaria?”, pergunta Zé Elias. Domingo, 31 de julho

Reprodução/TV Globo

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Roberto Stuckert/Presidência da República

DEPENDE DA CBF

MUNDIAL SUB-20 Vanderlei Almeida/AFP

Brasil pega Áustria e promete melhorar

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pós o decepcionante 1 a 1 com o Egito na primeira rodada, o Brasil Sub-20 volta a campo nesta segunda-feira, às 22h de Brasília), para enfrentar a Áustria pela segunda rodada do Mundial disputado na Colômbia. O técnico Ney Franco pretende manter o esquema tático 4-2-3-1, com os meias Philippe Coutinho, Oscar e Alan Patrick na armação das jogadas. Contra o Egito, eles não repetiram o rendimento mostrado no Sul-Americano pelo time que tinha Lucas e Neymar, agora na seleção principal. “O esquema será mantido, mas precisamos de melhor rendimento técnico e mais posse

de bola”, avisa o treinador. O Grupo E está empatado em pontos, pois Panamá e Áustria ficaram no 0 a 0 na estreia. Complementando a rodada desta segunda-feira, o Panamá encara o Egito às 19 horas. O Brasil tem de vencer hoje para encarar o último jogo da primeira fase com alguma tranquilidade: “A pressão existe, mas vamos fazer com que ela nos motive. Não vamos nos abater. É preciso aprender com os erros daquele jogo e levantar a cabeça, recomeçar e buscar o título”, afirma o palmeirense Gabriel Silva. “Vamos passar uma borracha na estreia e conseguir a recuperação contra a Áustria”, promete o são-paulino Casemiro.

Reprodução/Arquivo Celso Unzelte

almanaque

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Celso Unzelte

A Copa no Brasil, 61 anos depois

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sorteio dos grupos das Eliminatórias, realizado sábado, na Marina da Glória, no Rio, foi o pontapé inicial para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Como há 61 anos, quando a Fifa realizou seu sétimo congresso no Hotel Quitandinha, em Petrópolis (RJ), nos dias 22 e 23 de junho de 1950. Na foto, Jules Rimet, o então presidente da Fifa, discursa na abertura dos trabalhos, sob a bandeira da entidade.

Um exagero.” Definição da imprensa da época para o estacionamento do Maracanã, projetado para abrigar 4.500 automóveis.

sorteio das Eliminatórias para a Copa de 1950 havia sido em Genebra, na Suíça, entre 15 e 16 de janeiro de 1949. De 32 países (entre os 68 então filiados à Fifa), só 19 jogaram. O Grupo 1 daria duas vagas na Copa, mas a Escócia não quis vir para o Brasil, por ter se classificado em segundo, atrás da Inglaterra. A Turquia, alegando “insuperáveis dificuldades financeiras”, também desistiu. A Índia, igualmente classificada dentro de campo, abriu mão de seu direito em protesto à proibição de seus jogadores de atuarem com os pés descalços, envolvidos apenas por faixas. França e Portugal recusaram os convites da Fifa. Por isso, a Copa de 1950 acabou disputada por apenas 13 das 16 seleções previstas.

175

países estão envolvidos nas Eliminatórias para a Copa de 2014. Em 1950, quando a competição foi realizada no Brasil pela primeira vez, apenas 19 nações se animaram a disputar as 14 vagas.

CURTAS

 Morreu em São Paulo, na

quarta, 27, aos 76 anos, o ex-lateral-esquerdo Geraldo Scotto, do Palmeiras, considerado um dos melhores marcadores de Garrincha.  Há 63 anos, em 2 de

agosto de 1948, iniciavam-se as obras para a construção do Maracanã.

Diário do Comércio  

01 ago 2011

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