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Diário do Comércio - 01/07/2013

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PLACAR ELEITORAL

Governo não esperava que a presidente Dilma fosse despencar na pesquisa das eleições presidenciais: foram 21 pontos de uma só vez. Os números trouxeram alento para as demais candidaturas, que acreditam que tudo começará em 0 X 0. Datafolha mostrou que, se eleições fossem hoje, haveria 2° turno. Pág. 5

Conclusão: 23h55

Ano 87 - Nº 23.904

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

São Paulo, sábado e domingo, 29 e 30 de junho, e segunda-feira, 1 julho de 2013

R$ 1,40

Kai Pfaffenbach/Reuters

Shale gas: você vai ouvir muito sobre ele.

´ COM TODO GAS B

EUA fazem a revolução da energia limpa com gás de rochas a milhares de metros de profundidade. Págs. 17 e 18

Eduardo Knapp/Folhapress

rasil goleia a Espanha no Maracanã por 3 a 0 em meio a olés e golaços de Neymar e Fred e a Seleção é tetracampeã da Copa das Confederações. "Quer jogar? O Brasil vai te ensinar", gritou a torcida de 70 mil vozes, que agora estica o Hino Nacional em "protesto" contra a edição musical da Fifa. Dilma faltou à entrega da taça, com medo das vaias e manifestações. Esportes. Págs. 13 e 14.

Serviços de telefonia fixa e móvel são os que indicam mais reclamações. Pág. 28

O dólar e a bolsa, num semestre para esquecer. Moeda americana dispara, bolsa na berlinda, renda fixa oscila. Investidor já deve olhar para o 2º semestre. Pág. 15

Menos imposto para insumos Fazenda quer reduzir impostos de importação de matérias-primas para baratear custo da indústria. Pág. 25

Mohamed Abd Ghany/Reuters

USP lança novo índice de satisfação do cliente

A

presidente, escaldada com os apupos na abertura da Copa, adotou outra tática. Armou a retranca em Brasília para debater a crise, que tomava fôlego no Maracanã (com faixas empunhadas por dançarinos na festa de encerramento) e nos arredores – enquanto a Seleção vencia a Fúria, a polícia era atacada com rojões por manifestantes e contra-atacava com bombas de gás lacrimogêneo em mais um clássico de rua. E os protestos foram para a prorrogação: hoje tem formação de barreiras em pedágios. Pág. 8

Um ano depois, praça cheia contra Morsi. Presidente egípcio quer conversar. Mas manifestantes pedem a sua cabeça. Pág. 7

ISSN 1679-2688

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9 771679 268008


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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o

sábado e domingo, 29 e 30 de junho, e segunda-feira, 1 de julho de 2013

O problema não é o que os governos fizeram. É o que eles não fizeram e ainda não estão fazendo. Delfim Netto

pinião

MAIS QUALIDADE

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arece, no entanto, confirmarem-se as expectativas do BC (e de alguns analistas de mercado) que a expansão no segundo trimestre com relação ao primeiro será um pouco maior do que 0,6%. Se o Brasil tiver um crescimento, na média, de 0,7% nos próximos três tri-

DELFIM NETTO mestres, a economia pode ter a possibilidade de um crescimento do PIB de 2,7% em 2.013. Revelando uma expectativa de aceleração da atividade, a estimativa do Banco Central do desempenho do PIB para os próximos 12 meses, entre abril deste ano e março de 2.014 é de uma expansão de 3% da economia. É um crescimento ainda baixo, mas é preciso não esconder que ele se realiza enquanto a economia mundial continua muito complicada, sem dar sinais confiáveis de recuperação. Um grande número de países, tradicionais parceiros do intercâmbio de mercadorias e cujas empresas participam com investimentos em nossos projetos de desenvolvimento têm suas economias ainda em re-

SXC

o momento em que se confirmam as indicações de ligeira aceleração da atividade econômica brasileira, permitindo estimar um crescimento do PIB de 3% para os próximos 12 meses, multiplicam-se também as análises pessimistas apoiadas no fraco desempenho da indústria e do setor de serviços no primeiro trimestre do ano, projetando índice de crescimento anual inferior a 2%. Trata-se de um exagero, porque no mês de abril houve forte reação do setor industrial, reforçando a estimativa de maior crescimento para os meses seguintes. Já há algumas indicações que o nível de atividade tenha melhorado no segundo trimestre. O índice do Banco Central - IBC-Br - de abril/março cresceu 0,84%, estimulado pela recuperação do setor industrial, o que provavelmente não deve se repetir na próxima medição.

cessão, sem poder retomar as importações de produtos brasileiros.

O

governo tem tomado medidas que apesar de produzirem ruídos no curto prazo vão todas na direção de aumentar a produtividade total da economia no prazo médio, o que significa que estamos nos preparando fisicamente para acelerar no futuro a taxa de crescimento.

A

s limitações que tolhem a expansão do intercâmbio comercial afetam profundamente o crescimento de nossa economia, pois desestimulam investimentos que poderiam ampliar o parque industrial e o desenvolvimento do agronegócio voltado para as exportações, além da necessária expansão da infraestrutura. Não há justificativa, no entanto, para a criação de expectativas pessimistas quanto ao comportamento de nossa

Elas são uma coisa nova, que reivindica não apenas mais quantidade de serviços, mas, sim, a sua transformação em qualidade. O problema não é o que os governos fizeram. É o que eles não fizeram e ainda não estão fazendo.

economia. Nem mesmo os movimentos que buscaram as ruas para protestar contra a má qualidade dos serviços públicos essenciais devem alimentar tais sentimentos. Como dizem os economistas, são

uma "emergência", em que a acumulação de pequenas mudanças quantitativas dá nascimento espontâneo a mudanças qualitativas. É preciso ver essas reivindicações com naturalidade.

ANTÔNIO DELFIM NETTO É PROFESSO R EMÉRITO DA FEA-

USP, EX-MINISTRO DA FAZENDA, DA AGRICULTURA E DO PLANEJAMENTO contatodelfimnetto@terra.com.br

PSICOTERAPIA NA IDADE MÉDIA Catedral de Estrasburgo/Reprodução

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le parecia pequeno e pálido quando nos domingos assomava no púlpito da catedral gótica de Estrasburgo. Sua voz, no entanto, era firme e pausada, mostrando aos distraídos a beleza do dia, e aos cansados o encanto da chuva fina que caí de madrugada. Porque para ele o que faltava aos homens não era de fato o pão, a saúde ou o trabalho, mas sim a graça da atenção, aqueles "olhos de ver e ouvidos de ouvir" de que falavam as Escrituras. E o pregador compunha o que pareci a uma parábola, a história de um menino que depois de passar fome por dois dias havia roubado uma fatia de bolo de um padeiro, e que depois de perambular pelas ruas da cidade havia encontrado uma moeda. Querendo remediar o erro cometido, voltou à padaria a fim de pagar a fatia de bolo roubada. Que força era aquela que movia o menino? O monge dominicano acompanhava, no alto do púlpito, a mente do garoto. O desejo de reparar um erro vinha do temor do castigo, ou tinha origem na culpa de ter enganado alguém, levando o produto do seu

trabalho? Mais importante para o pequeno ladrão seria entender a própria motivação, para só assim livrar-se de sua dúvida. O monge mostrava, daquele púlpito, que ignorar o sentido profundo das coisas, tomando-o nas mãos para examiná-lo, é a única forma de diluir o sofrimento de "ser". E é porque seguimos sempre em frente, sem entender o que nos move no mundo, que vivemos no purgatório que secretamente nós fabricamos.

LUIZ CARLOS LISBOA

E

ckhart de Hochheim, aquele dominicano de aparência tímida e frágil, era um libertador de mentes, um médico de almas, um precursor de Sigmund Freud e mais que isso, um visitador inconsciente da tradição do Oráculo de Delfos na Grécia Antiga, que recomendava o "conhece-te a ti mesmo" como peça fundamental da felicidade e da harmonia. No Oriente antigo, o autoconhecimento foi apontado como caminho por Lao Tse na China e pelo Buda na Índia, com variações e cores de lugar e época, mas a prática disso foi sempre muito árdua

no dia a dia humano. É fato que Eckhart pouco sabia sobre a teoria do discurso, porque apenas dizia o que lhe vinha do coração àqueles homens tão diferentes entre si, e que o escutavam com encanto. Sabia apenas que era feliz quando se voltava para dentro de si mesmo, para a crua realidade daquilo que se chamava pecado – a ausência de percepção, a vida automatizada – longe dos floreios e dos arremates da oratória que sempre arrastaram os pregadores

para a insinceridade.

O

s contemporâneos de Eckhart já estavam preocupados com "os outros", é claro, e não se envolviam em coisas complicadas como o sentido de pecado, a culpa, os pretextos e os desejos que nos encadeiam ao mundo das emoções e afinal à solidão. A vida contemplativa continuava atraindo uma minoria insignificante de fiéis religiosos, e passava já então como exótica e era às vezes relacionada com a

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cesário Ramalho da Silva Edy Luiz Kogut João Bico de Souza José Maria Chapina Alcazar Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Miguel Antonio de Moura Giacummo Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Renato Abucham Roberto Mateus Ordine Roberto Penteado de Camargo Ticoulat Sérgio Belleza Filho Walter Shindi Ilhoshi

insanidade mental. Havia na época pregadores errantes, como os Begardos, que recomendam uma vida fiel aos Evangelhos e denunciavam a corrupção do clero, mas seu alvo ainda era a vida exterior do homem, forrada de palavras e de medo. A repetição automática de invocações dominava,como ainda domina, toda e qualquer ideia de religião, fosse ela qual fosse. Enfim, era tudo mais ou menos como hoje. Eckhart nasceu perto de Colônia, no que hoje é a Alemanha, e viveu sempre

na região do Reno. Lecionou e pregou em Paris convocado pela Sorbonne,onde lhe foi dado o título de Mestre. Henrique Suso e Johan Tauler foram seus discípulos e seguidores, continuando a difundir seu pensamento dentro da Igreja. Naqueles que o ouviram ou leram deixou sempre uma forte impressão, seja nos sermões que fazia em alemão, seja nos tratados que escrevia em latim. Muito depois de sua morte ele passou a ser considerado "o pai do pensamento alemão", mas para os que ouviam seus sermões sua fama era a de alguém que trazia a paz aos corações. LUIZ CARLOS LISBOA É JORNALISTA E ESCRITOR, RESIDE EM PRINCETON. ALGUTE22@GMAIL.COM

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editor de Fotografia: Agliberto Lima. Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), Tsuli Narimatsu (tnarimatsu@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Marcus Lopes, Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Jaime Matos e Sandra Manfredini. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves e Sílvia Pimentel. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado e domingo, 29 e 30 de junho, e segunda-feira, 1 de julho de 2013

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NÃO PODEMOS ESPERAR A VOLTA DO REI SEBASTIÃO PARA NOS LIBERTAR DAS NOSSAS AFLIÇÕES.

pinião

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CUIDADO COM SEBASTIÃO

ue dias temos vivido, hein? De monotonia é que não podemos fazer queixa. Continuo achando que ninguém sabe como surgiu e em que vai terminar a confusão das últimas semanas, m e s m o d e p o i s q u e o C o ngresso foi tomado por uma operosidade nunca vista, apressando-se em aprovar medidas antes quase impossíveis. Apareceram palpites em grande variedade, mas nenhum me convenceu muito ainda. Recebo e-mails alarmistas e alarmados, leio artigos e reportagens, ouço comentaristas de televisão e assisto a vídeos na internet, e a profusão de diagnósticos e prognósticos chega a entontecer.

Também eles não sabem em que tudo isso vai terminar e, pelo sim, pelo não, tratam de corrigir como podem aquilo que não só o povo aponta, mas eles há muito sabem que está errado. Aguilhoados pelos verdadeiros donos da soberania, os governantes mudaram sua postura habitualmente arrogante, indiferente ou cínica e baixaram a cabeça, diante da rebelião dos governados. As instituições também vêm funcionando e cumprindo seu papel. Ou seja, não é necessário nenhum radicalismo, basta que passemos a abandonar os costumes e práticas que têm caracterizado nossa vida política e contra os quais deveremos estar em permanente vigilância e possível mobilização.

JOÃO UBALDO RIBEIRO A ruidosa e universal rejeição a políticos e partidos que vem marcando as manifestações acendeu uma luz vermelha na mente dos governantes.

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omplica-se isto com a c ir cu ns tâ ncia inquietante de que, se levarmos em conta todas as denúncias que não cessam de pipocar, seremos forçados a inferir que não se pode acreditar em nada, até naquilo que testemunhamos pessoalmente, pois o que vemos, ou até o de que participamos, pode não ser mais que a ação de inocentes úteis que não sabem o que fazem, ou uma farsa para ocultar interesses escusos de grupos e organizações daninhas, ou o que lá se queira pensar. Na mídia, claro, não se pode confiar. Jornais, rádios e televisões são mantidos no cabresto do governo, que lhes fornece anúncios e comerciais bilionários, além de abrir facilidades fiscais e fechar os olhos a graves irregularidades. Paradoxalmente, a mídia, no ver do mesmo governo e seus correligionários, é golpista e a voz das elites conservadoras, que tudo fazem para derrubar um governo de raízes populares, devendo por isso ser submetida a "controle social". Voltando ao outro lado, a mídia está toda aparelhada por militantes a serviço do gover-

no, em todas as redações, são eles os que realmente mandam, só se publica ou vai ao ar o que o governo quer.

T

rocando de lado outra vez, os colunistas e comentaristas têm todos o rabo preso, um porque é funcionário fantasma do gabinete de um político, outro porque é um carreirista puxa-saco dos patrões e ganancioso, outro porque é um conhecido fascista – ou comunista, conforme – e por aí vai, parece uma gangorra. É uma situação terrível, porque, por mais que não se queira, a mídia sempre nos alcança. Mesmo que não atentemos em qualquer noticiário ou comentário, o vizinho, o colega de trabalho e o pessoal do boteco não fazem o mesmo e ter-

minamos vítimas indiretas da má informação. Claro, se não podemos acreditar na mídia, também não podemos acreditar no vizinho, porque ele, como os amigos do boteco, tiram da mídia suas informações e, não raro, até suas opiniões. Não podemos acreditar cegamente nem em nós mesmos, porque é muito difícil, ou impossível, fugir da influência do que circula na mídia e não há como avaliar o que, em nossa maneira de pensar sobre fatos como as manifestações de rua, não terá tido origem na mídia.

A

tanta razão para desconfiança e dúvida som e - s e o a t a b a l h o amento em que ficaram os governantes. Em algumas ocasiões, lembrava uma sátira ou

uma comédia de pastelão. Também confrange os súditos serem informados de que, na hora do aperto, a presidenta amarelou e procurou o ex-presidente e atual presidento, para saber o que fazer, como uma adolescenta em busca do apoio paterno. Além de tudo o que essa dependência patética representa, o sujeito fica, pelo menos no meu caso, um pouco envergonhado com essas coisas, aquele tipo de vergonha que a gente sente pelos outros. Em seguida, ela apareceu para se pronunciar, virando a cabeça para lá e para cá enquanto falava, como quem lê o teleprompter com certa dificuldade. Ou será que ela não sabia bem o que significavam as palavras que repetiu em voz alta? Talvez não soubesse mes-

É

mo, naquelas horas nervosas, porque, no dia seguinte, como todos viram, ela disse que não disse o que todo mundo pensou que ela dissera – e eis aí mais um exemplo de como a verdade tem andado cada vez mais fugidia.

M

as se as ilações, hipóteses e explicações agora circulando não conseguem ser inteiramente convincentes e ainda paira no ar alguma iminência de monta, por ora não notada, o fato é que a ruidosa e universal rejeição a políticos e partidos que vem marcando as manifestações acendeu uma luzinha vermelha na mente dos governantes, tanto que eles vêm procurando atender às demandas com uma presteza que nos deixa de queixo caído.

primarismo advogar que sejamos governados "diretamente" pelo povo, através de decisões coletivas tomadas através de internet, porque isso só iria redundar nas decisões apressadas, emocionais e inconsequentes que as multidões, mesmo as eletrônicas, costumam tomar – e uma situação assim redunda em anarquia. Tampouco podemos ceder ao impulso, talvez atávico, de esperar a volta do rei Sebastião, que nos libertará, com virtude, carisma e amor ao povo, de todas as nossas aflições. Creio que já há aspirantes a esse posto, mas onde estava Sebastião, quando começaram as manifestações e as mudanças já obtidas? Estava malocado, esperando a hora de dar o bote e abocanhar o que não foi feito por nenhum Sebastião, mas pelo povo. Não se pode garantir que o povo não seja outra vez engabelado, mas venham com outra conversa, porque o velho papo já não cola.

JOÃO UBALDO RIBEIRO É CRONISTA, ROMANCISTA E PERTENCE À

ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS.

Paulo Pampolim/Hype

DEU CURTO

PAULO SAAB

CIRCUITO NOS POSTES

O

que começou como uma bravata – o fato de o ex-presidente Lula ter conseguido eleger Dilma Rousseff presidente da República e Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, quando se dizia que Lula elegeria até postes e Haddad após sua vitória disse isso ("sou mais um poste eleito por Lula", debochando dos adversários) – transformouse em piada e, constata-se agora, num perigo terrível para o Brasil e para a capital paulista.

O

fato de eleger, para cargos de alta responsabilidade, inimagináveis postes – ou seja, pessoas amorfas, inanes, sem personalidade ou perfil, alçados pela popularidade de Lula , escolhidas a dedo para não ocupar o espaço do ex-presidente – revela que tais postes não têm condições de estar à frente dos encargos e responsabilidades que lhes são exigidos, em situações que pedem dos governantes postura de estadistas. Na crise de junho de

2013, com as ruas tomadas em São Paulo e em todo o País, para protestar contra a corrupção, os maus políticos, a ineficiência do aparato estatal, notadamente no plano federal, ficou evidente o despreparo tanto de Dilma quanto de Haddad para as funções que exercem.

D

A eleição de postes cobra um preço alto de toda a população, quando aqueles são chamados a responder com grandeza e se revalam pequenos, tacanhos. Dilma correu atrás de Lula e de um marqueteiro que se tornou uma espécie de Rasputin do trono brasileiro, sem ter ideia do que fazer. Ouviu maus conselhos, sugestões arrogantes, arcaicas, e segue , faz-não- faz, afirmando e voltando atrás, tentando mostrar o que não tem: capacidade de entender o que se passa e de saber o que fazer, sem pensar nas eleições no ano que vem, mas em salvar a própria pele. Não que possa ir para a guilhotina ou algo assim, mas para fugir da porta dos fundos da história.

Haddad, da mesma forma, socorreu-se de Lula e de marqueteiros e gênios petistas – que só dão tiro no pé– e até agora, zonzo, procura a porta de sua sala de trabalho. É que a arrogância petista, consagrada em Lula e repetida em Dilma pelos astronômicos índices de popularidade de ambos (agora já se pode colocar isso em discussão) os fez pensar que passariam imunes pelo poder, sempre em alta, mesmo não sabendo o que faziam e fazem, marca registrada do ilusionismo dos integrantes da agremiação. Ou de uma grande parte dela. Bastou uma crise maior para o País constatar o que se traduziu na frase de uma

estudante do movimento que deu o estopim para o povo ir às ruas. Referindo-se à presidente Dilma e equipe, a jovem foi fulminante: "A presidência (da República) é despreparada". O efeito de marketing que se buscou dar a partir da crise nas ruas foi e segue sendo , a cada movimento oficial das gestões petistas – para desespero de aliados

de ocasião, interesseiros despudorados, preocupados em perder a boquinha – um desastre. Em campanha eleitoral, na qual toda a pirotecnia petista é insuperável, tergiversar, desconversar, desviar a atenção, criar factoides, fingir-se de morto, indignar-se quando a indignação é com eles, tudo isso produziria efeito. Mas para o País, que amadureceu rapidamente, as respostas petistas, as manobras oficiais, não passaram e até agora não passam de cortinas de fumaça, que não conseguem enganar a mais ninguém. Reina o desespero em meio às chamadas bases governistas e dentro do poder.

A

volta da inflação segue sem combate eficiente. Os hospitais ainda não funcionam. Importar médicos é de uma insensatez a toda prova. É dar remédio de gripe para quem está morrendo de infecção generalizada. Nada, da infraestrutura até a péssima qualidade do poder público, está

realmente sendo mexido. Tentar dividir a responsabilidade com governadores e prefeitos, criar pactos, anunciar só com palavras intenções, é subestimar a consciência súbita que o país ganhou de que seus governantes e políticos são todos, ou em sua maioria, ilusionistas aproveitadores.

O

Planalto, incluindo aí tudo que influência Dilma, vai seguir errando até quando? Os políticos, magistrados, servidores de alto escalão, responsáveis pela gestão do bem público, vão correr o risco de achar que tudo não passou de uma brincadeira e em breve tudo volta ao normal, inclusive a desavergonhada roubalheira? Deu curto circuito na fiação dos postes e de seus inventores... E agora o Congresso , os governantes, a própria presidente, correm para lá e para cá , aprovando e propondo, entre bobagens, tudo o que estava parado... PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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O veterano ator Paulo MAIS: agora foi convidado Cesar Pereio, 72 anos, deixou o programa Sem Frescura, no Canal Brasil. Acabou a disposição.

gibaum@gibaum.com.br

2 “O que o Congresso decidir vai ser derrotado. O eleitor vai dizer não! Não! Não! Vai ser uma desmoralização.”

GILBERTO KASSAB // presidente nacional do PSD, sobre o plebiscito. Fotos: BusinessNews

Barões do asfalto Para os grupos poderosos que controlam os transportes coletivos em São Paulo a suspensão da licitação de R$ 46,3 bilhões para 15 anos e a instalação de uma CPI chapa branca, não muda nada: seus contratos atuais serão prorrogados e eles custam para os cofres municipais, a titulo de subsidio, mais de R$ 1 bilhão por ano. O PT controla essa área a partir do secretario dos Transportes, deputado petista Jilmar Tatto, cujos familiares bem conhecem os empresários da área. O PT também controla os transportes públicos de diversas prefeituras do interior e a maior delas, depois de São Paulo, é a de Guarulhos. Para quem tem memória curta: o assassinato do prefeito Celso Daniel, de Santo André, em 2002, sempre foi ligado às quadrilhas dos transportes.

SOBREMESA

Ela estreou no cinema em Transformers: Dark of the Moon , substituindo Megan Fox e vem aí em Mad Max: Fury Road, seqüência dos filmes celebrizados por Mel Gibson: a britanica Rosie Huntington-Whiteley, angel da Victoria´s Secret, que já esteve na SP Fashion Week, é capa e recheio da nova edição da Muse Magazine, onde surge num ensaio repleto de sensualidade – e surpresas. Uma delas é a série de fotos em que Rosie aparece em situações inusitadas: de um lado, tentando entrar dentro de um porta-mala de um carro; de outro, debruçada sobre um corrimão, dando a impressão de estar secando seus cabelos.

Sexy em Mad Max

Os caciques do Congresso, incluindo integrantes da base governista e também o PT, estão decididos a empurrar com a barriga a proposta de plebiscito (a cada hora, a presidente Dilma Rousseff coloca mais questões para serem votadas). Não falam publicamente contra a proposta, reclamam que ela “esqueceu de combinar com os congressistas” e concordam entre si de que não haverá tempo para realizar o plebiscito. Para a presidente, significa reafirmar uma sonhada posição de mando e comando – e uma espécie de bandeira para a reeleição. Eduardo Cunha, líder do PMDB na Câmara e pedra no sapato de Dilma, não deixa por menos: “O plebiscito não vai acontecer. Ninguém está convencido. E se for para fazer, vamos propor tudo: parlamentarismo, tempo de governo, sistema de governo, só para começo de conversa”.

Força na barriga!

No dia seguinte ao anuncio de um plebiscito para uma constituinte com objetivo especifico, proibida pela Constituição, quando havia deixado Michel Temer de fora, a Dilma Rousseff chamou o vice para um almoço (no mesmo dia, mais tarde, acabou tendo outra e prolongada reunião com ele) que durou exatamente 35 minutos. Quando saiu, Temer, ainda amargurado, desabafou: “Bem, pelo menos não teve o Mercadante de sobremesa”.

O Movimento Nacional de Famílias dos Padres Casados quer entregar ao Papa Francisco, durante a Jornada Mundial da Juventude, um convite. Eles gostariam de ter um representante do Vaticano no encontro nacional que será realizado em janeiro de 2015 em Curitiba, no Paraná. De acordo com o movimento, são mais de sete mil os sacerdotes que deixaram a batina no Brasil para constituir família. Acham que, com grande formação, poderiam contribuir muito para a igreja católica na evangelização. O movimento é a favor do celibato opcional e também de maior poder de decisão à mulher dentro da Igreja.

EM CAMPO O ex-governador José Serra, depois de participar do Roda Vida, na TV Cultura, já sob direção de Marcos Mendonça, está de volta ao campo de batalha: ampliou sua rede de distribuição de artigos, está aceitando convites para eventos e através de empresa da área, até tentando aumentar o volume de suas palestras. Sobre as manifestações de rua, Serra é direto: “O pessoal está dizendo que está de saco cheio”. Traduzindo: ainda não desistiu de uma reviravolta na cúpula tucana a seu favor e aposta em seu nome em quaisquer pesquisas com simulações ao Planalto.

Só na imaginação Para quem está com um pé atrás sobre ações do Planalto diante das manifestações nas ruas: os recursos anunciados pela presidente Dilma Rousseff não existem na prática ou são despesas que já estavam previstas no orçamento e não incluem dinheiro novo. E igualmente estar no orçamento não significa que será liberado. Os R$ 50 bilhões adicionais destinados ao transporte urbano, que representam o volume maior de recursos prometidos, por outro lado, ninguém, entre o Tesouro Nacional e os ministérios da Fazenda e Planejamento, tem a menor idéia de onde tirar.

ATÉ RISOLETA E nem poderia ser diferente por se tratar de uma novela exibida sempre depois das 23 horas: Saramandaia, nova atração dos finais de noite na Globo, terá um festival de mulheres nuas, como aconteceu com Gabriela . Na primeira semana, em dois capítulos seguidos, foi a vez de Chandelly Braz, 28 anos – e ainda terá outras tantas seqüências no estilo. A grande surpresa, contudo, poderá ser Debora Bloch, a Risoleta da mesma novela, no auge dos seus 50 anos.

MISTURA FINA CONGRESSISTAS apelidaram a disposição incontida de Dilma de fazer o plebiscito como uma espécie de puxadinho para a reforma política. Se tudo fracassar, contudo, a Chefe do Governo tem a resposta pronta: dirá sempre que “fez a parte dela” e Congresso não fez a dele.

OS BLOGS de humor sentenciam: “Gretchen é brasileira e não desiste nunca!” Ela acaba de oficializar seu 17º casamento com o empresário português Carlos Marques, numa reservada cerimônia em Paris, onde está morando e tem uma lojinha de produtos brasileiros. Aos amigos, Gretchen avisa que, em agosto, haverá casamento religioso.

Um dos atores do cinema americano – e também vocalista e guitarrista do grupo 30 Seconds to Mars – que mais suspiros despertam nas platéias femininas, Jared Leto (destaque), quem diria, virou uma drag queen para capa e ensaio da revista Candy, conhecida publicação transexual de moda. Os cliques são do irrequieto Terry Richardson e podem ser associados a seu novo filme Dallas Buyers Club, onde interpreta uma transexual portador de HIV. Para as fotos, demorou para se maquiar: “Dá um trabalho e tanto ser uma garotinha”.

Até tu, Jared

Voto a favor Mensaleiros condenados pelo Supremo, os deputados petistas João Paulo Cunha e José Genoíno, que ainda acreditam que suas penas serão revistas, já avisaram que, se estiverem na Câmara, quando for votado o projeto que transforma corrupção em crime hediondo, serão totalmente a favor. Os dois parlamentares, que perderão seus mandatos caso embargos colocados por seus advogados não emplaquem, sabem também que, se aprovada, a nova lei não é retroativa.

NANDA Costa, a Morena de Salve Jorge, está embarcando para Cuba, onde fotografa para a próxima edição de Playboy. Antes, tratou de turbinar devidamente os seios e fez um intensivo de muita ginástica e detox para aparecer nos trinques no ensaio. Depois, fará dois filmes: Língua Seca, ao lado de Cauã Reymond e Meu Tempo é Agora, sobre a vida do cantor Marcelo D2, que será interpretado por Thiago Martins.

/ IN

Cabelos repartidos.

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Padres casados

pelo PSB para sair candidato a deputado em São Paulo. "Estou fora. Dá muito trabalho e eu estou velho."

OUT

Franja de qualquer tipo.

Virou festival De Bruna Surfistinha, que virou filme e 50 Tons de Cinza, que vai virar filme, a cada dia surgem novas blogueiras e fanáticas por sexo contando suas experiências e até dando conselhos. Agora, a roliça Nadia Lapa, jornalista, 33 anos, lança Cem Homens por Ano: mora em São Paulo, é adepta do sexo sem compromisso e relata todas suas travessuras na cama. No caso dela, não chegou a 100: foram 35, na base do “eu quero, eu desejo” e pronto. Outra é Helena de Almeida Cardoso Brandi Monteiro, titular de blog Lasciva Conta Tudo, também jornalista (formada na UnB e especialista em RP na USP) e igualmente morando em São Paulo, que reclama de não ter conseguido autorização do Ministério da Cultura para captar patrocínio para seu livro.

AOS 72 anos, depois de um câncer de mama e ainda convivendo com disautonomia (desequilíbrio do sistema nervoso autônomo), Joana Fomm, a inesquecível Perpétua da novela Tieta, acaba de ser dispensada da Globo (seu último trabalho lá foi em 2010 na série As Cariocas). É uma das atingidas pela nova política da emissora de não manter um banco de atores e diretores. Doravante, só será contratada por período de gravações. Junto com ela, mais artistas estão sendo dispensados.

DEPOIS de Gal Costa, que mora e vive passeando a pé pelos Jardins, em São Paulo, também a cantora Marina Lima acaba de se transferir de armas e bagagens para a cidade que, segundo ela, tem mais mercado de trabalho. “Estou gostando de São Paulo. Parece que estou no Exterior”.

Colaboração:

Paula Rodrigues / Alexandre Favero

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Dilma se tranca para discutir crise

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Eugênio Novaes/Divulgação

presidente Dilma Rousseff recusou o convite da Fifa para assistir ontem a decisão da Copa das Confederações (Brasil 3 X 0 Espanha) na tribuna de honra do Maracanã e passou o dia com ministros mais próximos. A pauta: discutir a crise decorrente das manifestações pelo Brasil (que já duram três semanas) e os termos da mensagem que enviará ao Congresso solicitando a realização de um plebiscito com itens da reforma política. Na abertura da Copa, Dilma foi vaiada no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Márcio Fernandes/Estadão Conteúdo

A relação incestuosa entre empresas e candidatos em campanhas eleitorais se repercute em contratos superfaturados, licitações dirigidas e na malversação dos recursos públicos. Marcus Vinicius Furtado, presidente nacional da OAB, sobre a campanha Eleições Limpas. Não estamos falando de reivindicações que precisam se tornar majoritárias. Estamos falando de questões que estão maduras na sociedade. Márlon Reis, juiz, também sobre Eleições Limpas.

Estiverem na reunião Aloizio Mercadante (Educação, mas que tem atuado como coordenador político do governo), José Eduardo Cardozo (Justiça), Alexandre Padilha (Saúde), Helena Chagas (Comunicação Social), Paulo Bernardo (Comunicação) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento). O governo quer sugerir ao Congresso, a quem cabe a responsabilidade legal de efetivamente convocar o plebiscito, uma consulta enxuta, resumida a poucos pontos – como sistema de voto e financiamento de campanha. Segundo o Datafolha, 68% dos brasileiros aprovam o plebiscito, que sofre resistência no Congresso. Tanto partidos aliados quanto de oposição acham inviável organizar a consulta e fazê-la antes de os parlamentares discutirem a reforma. Muitos sugerem o caminho inverso, com uma reforma a ser aprovada em referendo.

Ed Ferreira/Estadão Conteúdo-05/06/13

Planalto disfarça, mas não

esperava uma queda tão grande

Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

Tenho dúvidas se os partidos vão ter capacidade de captar tudo isso e transformar ao menos sua mensagem. Fernando Henrique Cardoso sobre os os protestos Brasil afora.

Intenção de voto para presidente Resposta estimulada e única Cenário A 51

As condições objetivas de vida dos brasileiros melhoraram, mas talvez, as aspirações dos brasileiros aumentaram mais do que o que foi entregue, gerando uma insatisfação com o sistema e menos contra o que as pessoas observam diretamente em suas vidas. Marcelo Neri, ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República ao explicar as manifestações de rua.

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Dilma

16 14 6

Marina

6,7 junho

Aécio Campos

30 23 17 7

Cenário C 55 Dilma

J Barbosa 29 Aécio Campos Marina 18 14 15 12 8 5 5

26,27 junho 6,7 junho

Lula

Marina 15 13 5 26,27 junho 6,7 junho

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Cenário D 55

Lula

45

J Barbosa Campos Aécio 19 Marina 14 12 13 14 11 Campos 12 8 4 4 3 26,27 junho 6,7 junho 26,27 junho Aécio

Fonte: Datafolha

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Quero, neste momento, propor o debate sobre a convocação de um plebiscito popular que autorize o funcionamento de processo constituinte específico para fazer a reforma política que o País tanto necessita. Dilma Rousseff pedindo a instalação da constituinte exclusiva, já descartada por ela mesma. Não se pode fazer uma Assembleia Constituinte quando o Estado já está constituído. Ex-ministro Almino Affonso sobre a proposta de Constituinte Exclusiva de Dilma para a reforma política. O Brasil dormiu como se fosse Alemanha, Itália, Espanha, em termos de estabilidade institucional e amanheceu parecendo a Bolívia ou a Venezuela. Ministro Gilmar Mendes (STF) sobre a proposta de Constituinte.

Andrei Bonamin/LUZ

André Dusek/Estadão Conteúdo

O político vê as necessidades que têm dentro de seu mandato, seus interesses e de seus eleitores. Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul pelo PMDB, sobre os protestos.

Cenário B

Ela (Dilma) quis focalizar o tema do plebiscito e está corretíssima. Não se trata de Constituinte, trata-se de consulta popular. Michel Temer, vice-presidente, explicando a postura da presidente na proposta de Constituinte.

resultado da pesquisa Da ta fol ha f icou além do pior cenário esperado pelo Palácio do Planalto, que previa um recuo máximo de 20 pontos, de acordo com a avaliação reservada de assessores presidenciais. Para eles, a forte queda aumenta a pressão por uma reforma ministerial. Mesmo assim, petistas dizem que a queda nas intenções de voto para 2014 da presidente Dilma Rousseff, ainda que botem o partido em alerta, despertaram um movimento de "solidariedade" à presidente, que já não desponta como franca favorita. Já seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, se mostrou bem mais resiliente à insatisfação geral dos eleitores com os políticos. Segundo governistas, o resultado poderia legitimar uma movimentação no PT pela volta do ex-presidente como candidato no ano que vem. Questionado se esse movimento ganha força entre petistas, o líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), afirmou que seria "muito cômodo" endossar esse discurso. "Não imagino que isso irá prosperar. Há um sentimento de muita solidariedade com a presidente. Mas existe também a necessidade de fazer dois grandes deveres de casa: defender nosso legado em todas as áreas, que são muitas, e trabalhar para resolver nossos gargalos." Segundo ele, a queda nas intenções de voto é "um dado de momento", focalizada em chefes do Executivo diretamente relacionados às manifestações populares das últi-

mas semanas. "Uma pesquisa com (Geraldo) Alckmin e (Sérgio) Cabral teria a mesma tendência de queda." O líder do PT no Senado, Wellington Dias (PI), concorda que o alvo de insatisfação principal são os chefes dos Executivos. Na sua avaliação, a queda de Dilma e a oscilação do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSBPE), denotam isso. "O povo quer mudança, então quem paga é o governo. Por que eu acho que o Aécio (Neves) não cresceu tanto? Porque ele não está no governo, mas também porque o povo ainda tem lembrança do governo dele." Para Dias, a população quer "respostas rápidas". "Se são rápidas, é perfeitamente possível de fazê-las a tempo da eleição do ano que vem". Para Guimarães, o lema do momento, dentro do governo, é "trabalho, trabalho e trabalho". Ao ser questionado se todo esse trabalho poderia perder fôlego em um Congresso deflagrado com o Executivo, respondeu: "O segundo lema é articulação, articulação e articulação". VOZES DA OPOSIÇÃO O presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG) relativizou o resultado da pesquisa Datafolha segundo a qual ele subiu menos que Marina Silva no principal cenário de disputa para o ano que vem (de 14% para 17%)."Pesquisas são apenas um retrato do momento e, por isso, devem ser sempre vistas com cautela. Mas sem dúvida é um resultado que deve preocupar aqueles

que no governo achavam que a eleição de 2014 já havia terminado. Chamou atenção o crescimento dos nomes da oposição e a mim pessoalmente, o fato de que, na região sudeste, onde há um maior conhecimento do meu trabalho, meu nome tenha 23% das intenções de vota contra 22% da presidente", disse. O senador tucano Álvaro Dias (PR) ponderou que, apesar do resultado positivo para o ex-presidente Lula numa eventual disputa em 2014, o petista sofreu queda nas intenções de voto. "O impacto inicial é sobre a presidente, porque é ela que está na vitrine, mas chega nele indiscutivelmente, porque isso é progressivo e a reflexão das pessoas leva à origem dos problemas, que é o modelo implantado por ele", disse. "O desgaste (de Lula) será inevitável." Para Dias, o eleitor está em busca de novos nomes, e isso é "favorável à oposição". Ele reconhece, no entanto, que a população ainda "não identificou uma alternativa". "O candidato que conseguir sintonizar melhor esse momento de inconformismo pode levar vantagem", afirma. Na avaliação do tucano, a população hoje vê essa sintonia com o presidente do STF, Joaquim Barbosa. O senador acredita que Aécio possa passar a ter essa mesma relação. "Ele pode perfeitamente conseguir interpretar essa indignação nacional e crescer, porque ele representa o maior partido da oposição", observou o senador. (Folhapress)

Protestos mudam a perspectiva eleitoral de 2014

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onda de protestos pelo País pode mudar a configuração eleitoral de 2014 para a Presidência da República. Se a eleição fosse hoje, mostra pesquisa Datafolha divulgada no final de semana, haveria segundo turno. De acordo com o levantamento, a presidente ainda lideraria o pleito se a eleição fosse hoje, mas a intenção de voto em seu nome caiu 21 pontos. Dilma tem hoje com 30% das intenções de voto, ante 51% no início de junho. A ex-senadora Marina Silva, que tenta criar o partido Rede Sustentabilidade, foi a maior beneficiada com a onda de protestos. A intenção de voto em seu nome subiu de 16% para 23%, o que a coloca na segunda posição entre os eventuais candidatos. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) subiu de 14% para 17%, enquanto o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), cresceu de 6% para 7%. Foram ouvidas 4.417 pessoas entre 27 e 28 de junho, em 196 cidades. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. (Agências)


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A violência urbana é a epidemia dos últimos anos. Haydée Glória Cruz Caruso, antropóloga da UnB

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Reprodução

"O Gigante Acordou" (à esq.) e "Vem pra Rua" (abaixo), slogans de campanhas publicitárias da Johnnie Walker e da Fiat, respectivamente, foram adotados pro manifestantes em todo o País.

Propaganda é a alma dos protestos Peças publicitárias criadas para vender uísque e carro transformaram-se em hinos e palavras de ordem no movimento que tomou as ruas

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uso nos recentes protestos das frases "Vem pra rua" e "O gigante acordou", ambas slogans publicitários, pode ser explicado pela mobilização dos manifestantes por meio das redes sociais e mostra a apropriação das mensagens publicitárias para um contexto político, segundo especialistas. A campanha "#vemprarua", transformada em hashtag em sites de rede social como Twitter, Facebook e Instagram, foi criada pela Fiat para a Copa das Confederações. Mas a frase também saiu da internet para estampar cartazes exibidos em cidades de todo o país, ao lado de outro slogan publicitário, "o gigante acordou", que aparece em um video publicitário da marca de uísque escocesa Johnnie Walker de outubro de 2011. O vídeo, que nas últimas semanas passou a receber comentários de manifestantes exaltando os protestos em sua página do YouTube, mostra o

Pão de Açúcar, no Rio, levantando-se como um gigante, em alusão à ideia de que o Brasil é "um gigante adormecido". Segundo um levantamento da empresa de relações públicas Grupo Máquina, entre 19 e 21 de junho a expressão #vemprarua teve mais de 160 mil menções nas redes sociais e #ogiganteacordou, cerca de 100 mil. "Um dos trabalhos da publicidade é sintetizar emoções e sentimentos que estão de alguma forma latentes em frases de efeito", disse o publicitário e pesquisador de mercado Adilson Batista, fundador da agência Today. "O filme da Johnnie Walker é bastante emocional e sintetiza um sentimento de orgulho nacional que já estava presente entre as pessoas. E a campanha do 'Vem pra rua' foi criada para a Copa das Confederações como muitas outras, mas provocou uma reação diferente nas pessoas porque trouxe a ideia da mobilização com uso da frase como hashtag."

POSTURA CRÍTICA – A adoção dos slogans, no entanto, não significa que os manifestantes adotaram também o conteúdo das propagandas. "A publicidade tem uma tendência a pintar as coisas de verde e amarelo para pegar carona no sentimento nacionalista e vender produtos em cima disso, mas as pessoas 'ressignificaram' tudo isso a partir de um sentimento de insatisfação, de que tem algo muito errado com o sistema vigente", disse o especialista em redes sociais Augusto de Franco, criador da Escola de Redes. Para Batista, o fenômeno

mostra uma postura crítica dos brasileiros com relação aos conteúdos publicitários. "Acho que subestima a inteligência do brasileiro quem acha que ele não faz reflexão sobre as mensagens publicitárias. Tenho a sensação de que a gente têm vivido muitas micro manifestações dentro das redes sociais e elas usam o conteúdo de mensagens publicitárias o tempo inteiro". "Há grupos que sempre se apropriam de frases publicitárias, muitas vezes criadas pelas próprias marcas, para reverberar suas mensagens de manifestação. As pessoas

A bola está com Congresso

transformam (as campanhas) em vídeos satíricos de crítica social e em hashtags adaptadas. Isso acontece com mais força há quatro anos." Após o início das manifestações em todo o País, um vídeo criado por usuários do YouTube mescla imagens do filme da Johnnie Walker com imagens dos protestos e a trilha sonora é a música da campanha da Fiat. O vídeo foi replicado por diversos usuários do site e teve cerca de 70 mil compartilhamentos. De acordo com Batista, o fenômeno é internacional. Ele lembra que o nome do movimento "Occupy Wall Street" teve uma gênese semelhante ao brasileiro. A expressão que deu nome aos protestos foi criada pelos editores da revista anticapitalista Adbusters e popularizada em veículos de comunicação e nas redes sociais com ajuda de uma agência de relações públicas. Ele acredita, no entanto, que no caso brasileiro, as empresas não deverão aproveitar o uso de suas campanhas

pelos manifestantes para se associarem aos protestos. "Acho perigoso que as marcas abracem uma associação política, assim como foi quando os partidos tentaram se associar aos movimentos. Estamos vivendo um movimento que é muito maior do que se imagina. Qualquer associação de entidade ou marca pública ou privada vai ser repudiada nas redes sociais." Em comunicado, a Fiat afirmou que a campanha foi criada "com foco único e exclusivo na Copa e na alegria e paixão que o futebol desperta nos brasileiros". A Johnnie Walker não se pronunciou. Para o cientista político Marco Aurélio Nogueira, da Unesp, o uso dos slogans é uma "coincidência" própria da "cultura e da estrutura da vida em redes". "Acho que ninguém coordena esse processo. Vivemos em situações nas quais a gente vai pescando coisas isoladas e vai recontextualizando, criando novos sentidos." (BBC Brasil)

Caio Guatelli/Folhapress - 31.8.11

Para pesquisadora da Universidade de Brasília, segurança pública deve ser tema recorrente de protestos.

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Organização Não Governamental (ONG) Rio da Paz espalhou 594 bolas pelo gramado do Congresso Nacional, chutadas depois para os parlamentares, na quarta-feira. A ideia, segundo os organizadores, era passar a bola do povo para o Legislativo. Todas as bolas foram marcadas com cruzes vermelhas, numa representação aos 500 mil brasileiros assassinados na última década. A ONG lembrou que as manifestações que solicitam o fim da corrupção, mobilidade urbana, saúde, educação também devem cobrar ações governamentais contra a violência que assola o País. "O povo brasileiro é o grande campeão dessa Copa das Confederações. Estamos certos de que começamos a derrotar uma cultura de serviços públicos não condizente com a dignidade da vida humana. Precisamos apenas continuar torcendo e vaiando", afirmou Antônio Carlos da Costa, fundador da Rio da Paz. "O povo brasileiro tem que esmurrar a mesa. Exigir planejamento 'padrão Fifa' a fim de que tenhamos escolas, hospitais, segurança, transporte, estradas, no 'padrão Fifa'. Hoje vivemos a contradição de poder assistir partidas de futebol em estádios magníficos, mas não termos escolas nas quais nossos filhos recebam educação de qualidade, hos-

pitais nos quais recobremos a saúde para voltar a viver, segurança que impeça pais de enterrarem filhos assassinados, transporte que nos permita chegar bem ao local de trabalho, estradas sem os buracos onde pneus explodem remetendo milhares para a vida em cadeira de roda." A cada ano, 50 mil brasileiros em média têm a vida interrompida pelo crime, sem falar nas pessoas desaparecidas, executadas pelo crime organizado, que não fazem parte das estatísticas oficiais, segundo a ONG. Para a mestre em antropologia e especialista em políticas públicas e justiça criminal Haydée Glória Cruz Caruso, da Universidade de Brasília (UnB), a segurança pública, efetivamente, ainda não apareceu, de fato, na pauta das

manifestações. "E esse é o grande desafio da sociedade brasileira. Apesar de outros grandes temas não se pode deixar de lado a temática da segurança pública. A violência urbana é a epidemia dos últimos anos e a discussão tem se resumido à atuação da polícia e de vândalos nos protestos, mas não podemos restringir assim a discussão da violência na sociedade", alertou a especialista. Haydée lembrou que a violência e a criminalidade não estão restritos às grandes capitais e atingem todas as cidades brasileiras, "inclusive as muito pequenas". Segundo ela, apesar dos índices de violência do Rio e de São Paulo terem caído nos últimos anos, é preciso atuar para coibir atos violentos. Para a pesquisadora, é ne-

Elio Rizzo/ Estadão Conteúdo - 26/06/13

Protesto por segurança espalhou bolas pelo gramado do Congresso

cessário repensar o mandato policial que é regulamentado por uma legislação de 1966, do início do período do governo militar. "Precisamos pensar em um sistema único de segurança pública e investir nas ações integradas respeitando a natureza de cada instituição". Haydée"A administração e o Legislativo federal são os responsáveis por ações diretas que promovam essas mudanças ", observou Haydée. Na semana passada, a Câmara e o Senado aprovaram um conjunto de medidas que atende as principais reivindicações apresentadas nas manifestações que se espalharam pelo País. Os deputados rejeitaram a PEC 37/11, que atribuía exclusivamente às polícias Federal e Civil a competência para realizar investigações criminais, retirando o poder de investigação do Ministério Público. A matéria, que há um mês estava prestes a ser aprovada, foi derrotada por maioria absoluta. Os deputados também aprovaram um projeto que destina recursos de royalties do petróleo para a educação e a saúde e uma proposta que reduz a zero as alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre os serviços de transporte público coletivo. Agora, o projeto segue para a análise do Senado. (Agências)

Ativista é condenado na Itália à prisão perpétua por homicídios

Decisão por falso carimbo pode expulsar Battisti

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quinta turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido da defesa do ativista italiano Cesare Battisti para rever sua condenação por uso de carimbos oficiais falsos do serviço de imigração brasileiro em passaportes estrangeiros. Os magistrados entenderam que há a "configuração da infração". O Estatuto do Estrangeiro (Lei 6.815/80), no artigo 65, determina a expulsão do estrangeiro que praticar fraude para obter sua entrada ou permanência no Brasil. A publicação do acórdão do julgamento está prevista para acontecer logo. Uma cópia da decisão, de acordo com o STJ, será encaminhada ao ministro

da Justiça, José Eduardo Cardozo. O Ministério da Justiça informou que vai se pronunciar depois que receber a decisão. Ex-ativista político na Itália, Battisti foi condenado pela Justiça italiana à prisão perpétua por quatro homicídios, no final dos anos de 1970. Battisti, que vive em São Paulo, diz ser inocente. Ao ser preso no Brasil, o governo negou o pedido de extradição do italiano e concedeu a ele o status de refugiado político. Defesa – O advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, que defende o italiano Cesare Battisti, disse que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) da decisão que foi tomada pelo STJ. (ABr)


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MEMBRO Nº 28 Recuperada da guerra, Croácia festeja entrada na União Europeia.

nternacional

CHILE Ex-presidente Michelle Bachelet lidera as primárias da oposição

Fotos: Mohamed Abd El Ghany/Reuters

Manifestantes contrários ao presidente egípcio lançam fogos de artifício em manifestação na praça Tahrir, no Cairo. Morsi, o primeiro líder eleito democraticamente no país, completa um ano no governo sob protestos.

A democracia egípcia comemora um ano. Nas ruas.

Nem mesmo a Europa foi poupada do amigo espião

Gary Cameron/Reuters

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Morsi pede diálogo, mas os manifestantes querem a saída do presidente.

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ilhares de manifestantes levaram ontem de volta às ruas do Egito o mantra da Primavera Árabe: "O povo quer derrubar o regime". Desta vez, porém, o alvo não foi Hosni Mubarak, o ditador que regeu o país por três décadas, mas o islamita Mohammed Morsi, primeiro presidente eleito democraticamente no Egito. Seu governo completou um ano no sábado em meio aos protestos em massa. No Cairo e em Alexandria, mais de um milhão de pessoas estiveram nas manifestações. Houve confronto entre simpatizantes e opositores ao presidente, com sete mortos e ao menos 253 feridos. Centenas de pessoas jogaram coquetéis molotov e pedras na sede nacional da Irmandade Muçulmana, de Morsi, no Cairo. O prédio pegou fogo, enquanto guardas e manifestantes trocaram tiros. Acenando com bandeiras do país, uma multidão se reuniu na praça Tahrir, na capital egípcia, epicentro do levante de fevereiro de 2011 contra o antecessor de Morsi, Hosni Mubarak. "Erhal! (saia)", entoavam os manifestantes. Diálogo - Em resposta, o governo egípcio destacou que "o diálogo é a única via para conseguir um acordo nacional" capaz de superar todas as diferenças envolvidas. O porta-voz da Presidência do Egito, Ihab Fahmi, considerou que o respeito às diferentes opiniões "é um traço da democracia". Ele pediu aos egípcios participarem pacificamente dos protestos e se unirem "con-

Obama observa vista da cela onde Mandela ficou preso

O mundo pelos olhos de Mandela Obama homenageia legado de 'herói pessoal'

O Crise econômica e leis islâmicas afetam a popularidade de Morsi tra as tentativas de discórdia". Insatisfação - Muitos estão furiosos com a Irmandade Muçulmana, dizendo que o grupo se apossou da revolução graças a uma série de vitórias eleitorais para monopolizar o poder e forçar a aprovação de uma lei islâmica. Outros estão frustrados com a crise econômica, aprofundada pelo impasse político, que persiste sob Morsi. Do outro lado da cidade, milhares de simpatizantes do líder islâmico se reuniam não muito longe do palácio presidencial, em uma demonstração de apoio. Alguns usavam armadura corporal caseira e carrega-

vam escudos e tacos – segundo eles, precauções contra uma possível irrupção de violência. Mais cedo, a principal coalizão de oposição do Egito pediu que os milhares de manifestantes que defendem a saída de Morsi do governo permaneçam nas ruas até que seus objetivos sejam garantidos. "Queremos antecipar as eleições e vamos esperar (nas ruas) até que atendam às nossas demandas", afirmou Emad Hamdy, analista político do jornal egípcio Dostor à Folh apre ss. "Os egípcios estão recusando Morsi. Ele não fez nada pelo Egito." (Agências)

presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ter sentido "profunda humildade" ao visitar a cela em Robben Island onde Nelson Mandela passou anos como prisioneiro, em uma homenagem prestada ontem ao líder sul-africano, que Obama não conseguiu visitar no hospital em Pretória. O mandatário fez um tributo a Mandela e a outros presos na luta contra o apartheid. Acompanhado da esposa Michelle e das filhas Sasha e Malia, Obama visitou a pedreira de calcário onde 34 líderes antiapartheid – incluindo Mandela – suportaram horas de trabalho forçado. Ele também entrou na pequena cela úmida onde Mandela passou dois terços dos seus 27 anos de prisão. Legado - Mais tarde, Obama, o primeiro presidente negro dos EUA, mencionou o

legado de seu "herói pessoal" em discurso na Universidade da Cidade do Cabo. Segundo ele, o exemplo de Mandela, que se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul, pavimentou o caminho para a liberdade e a oportunidade muito além das fronteiras sul-africanas. "Nelson Mandela nos mostrou que a coragem de um homem pode mexer com o mundo", disse. A hospitalização de Mandela, de 94 anos, com uma infecção pulmonar, vem sendo um pano de fundo sombrio para a viagem de oito dias de Obama pela África. O governo sul-africano diz que sua condição é "crítica, mas estável". Obama se encontrou com parentes de Mandela no sábado, ao invés de visitar o ex-presidente no hospital, onde está internado há nove dias. (Agências)

União Europeia (UE) exigiu um "esclarecimento completo" dos Estados Unidos, depois que uma reportagem alemã apontou que Washington havia instalado grampos em escritórios do bloco, como parte de suas atividades de espionagem. O governo norte-americano assegurou que está analisando a "veracidade" da notícia e prometeu dar explicações ao seu principal parceiro. Em edição publicada ontem, a revista alemã Der Spiegel informou que os EUA colocaram dispositivos de escuta no escritório de representação da UE em Washington, se infiltraram em computadores do local e realizaram ciberataques contra órgãos europeus. A publicação cita informações de documentos acessados por intermédio de Edward Snowden, o ex-técnico da CIA que revelou detalhes do programa de vigilância da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) dos EUA, conhecido como Prism. A Comissão Europeia, braço executivo da UE, disse ter levantado a questão com as autoridades norte-americanas em Washington e Bruxelas. "Eles nos disseram que estão verificando a exatidão das informações divulgadas e nos darão uma resposta", disse Marlene Holzner, porta-voz do órgão. Já a ministra da Justiça da Alemanha, Sabine LeutheusserSchnarrenberger, pediu uma explicação imediata dos EUA. Para ela, o caso traz reminiscências da Guerra Fria. Snowden - O presidente do Equador, Rafael Correa, disse que o caso de Snowden, que pediu asilo após ter vazado a vigilância norte-americana, "não está nas mãos do Equador". Segundo ele, o delator está "sob os cuidados de autoridades russas" e não pode deixar o aeroporto de Moscou sem o seu passaporte dos EUA. (Agências)


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PARANÁ: EMERGÊNCIA As chuvas que começaram há dez dias fizeram com que 56 cidades do Paraná decretassem situação de emergência. Duas pessoas morreram e mais de 3 mil permanecem fora de suas casas.

idades

Maracanã: dentro, Brasil. Fora, a fúria. Enquanto a Seleção derrotava os espanhóis por 3 a 0 na final da Copa das Confederações, polícia e manisfestantes se enfrentaram nos arredores do estádio.

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protesto no entorno do estádio do Maracanã, no Rio, começou pacífico, mas ficou tenso. Pouco depois do início da final entre Brasil e Espanha, às 19h. Manisfestantes lançaram rojões em direção aos policiais, que responderam com bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. A Seleção bateu a Fúria espanhola por 3 a 0 (leia mais à pág. 13). A manifestação só voltou a ser pacífica ao redor das 21h. Um policial foi atingido por um coquetel molotov e a calça dele pegou fogo. Outros policiais apagaram as chamas. Por volta das 16h, o grupo se concentrou na praça Saens Peña, a 1,5 quilômetro do Maracanã, e seguiu rumo ao estádio, em meio a um forte esquema de segurança da polícia. Pela manhã, outro grupo já havia tentado fazer o mesmo percurso, mas parou e se dispersou, sem que houvesse atos de violência, ao encontrar bloqueios policiais. O forte esquema de segurança montado ao redor do Maracanã – cerca de 10 mil homens foram escalados para o trabalho – virou uma espécie de atração para turistas e cariocas que circularam na região. Pessoas pararam para serem fotografadas à frente de um caveirão (o veículo blindado da Polícia Militar do Rio), estacionado em uma das esquinas da avenida Maracanã. Outros fotografam os policiais equipados com escudos e capacetes. No gramado – Dentro do estádio, durante a festa de encerramento, figurantes, fantasiados como bolas de futebol, realizavam coreografias enquanto Arlindo Cruz, Vítor e Léo, Jorge Ben e Ivete Sangalo cantavam os seus sucessos. Dois dos figurantes abriram uma faixa de protesto, com os dizeres "Imediata anulação da privatização do Maracanã". Outro integrante da coreografia encenada no campo levantou uma bandeira contra a homofobia. Todos foram retirados rapidamente do gramado. MI NA S – Uma reunião ontem em Belo Horizonte entre dois enviados do prefeito Marcio Lacerda (PSB) e manifestantes que ocupam a Câmara Municipal desde a manhã de sábado terminou sem acordo para o fim do protesto. Os manifestantes – cerca de 100 na área externa e 200 no saguão principal da Casa, segundo estimativa da Polícia Militar – reivindicam uma reu-

Ricardo Moraes/Reuters

Vanessa Carvalho/Folhapress

Ulisses Dumas/Bapress/Estadão Conteúdo

Manisfestação nas proximidades do Maracanã: pacífica até que polícia fosse atacada (acima); dentro do estádio, faixa contra a privatização do local (à esq.) e contra a homofobia. Em Salvador, terminou pacificamente a manifestação liderada pelo Movimento Passe Livre nos arredores da Arena Fonte Nova (à dir.).

nião com Lacerda. A ocupação começou por volta das 12h de anteontem, após tumultuada sessão na Câmara que aprovou projeto do Executivo que permitirá queda de R$ 0,05 na tarifa mais comum do transporte público na capital mineira – R$ 2,80 para R$ 2,75 (1,78% de desconto. Após enviar o chefe da comunicação social para conversar com os manifestantes no sábado, a prefeitura escalou neste domingo o secretário de Governo, Josué Valadão, e o diretorpresidente da BH Trans (em-

presa municipal de trânsito e transporte), Ramon César. INTERIOR – No interior de São Paulo, estão marcadas para hoje manifestações que visam ocupar pedágios de rodovias para exigir a redução nas tarifas e mudanças no modelo de concessão. A convocação feita por meio eletrônico é assinada por nove grupos, entre eles o Movimento Passe Livre (MPL). Entre os pontos de concentração divulgados pelos manifestantes estão o bairro de Moreira César, em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba; a SP-75, em Indaiatuba,

região de Campinas, e a Praça da Moça, em Diadema, região metropolitana de São Paulo. Desses locais, os grupos se deslocam, a partir das 17h30, para pedágios próximos. O MPL Ribeirão Preto anunciou para amanhã, às 17h, um novo protesto por melhorias no transporte público. Ontem à noite, o acampamento de manifestantes em frente ao palácio Rio Branco, sede da prefeitura, completou 120 horas. BAHIA – Terminou pacificamente a manifestação liderada pelo Movimento Passe Livre de Salvador nos arredores

da Arena Fonte Nova. O protesto contou com baixa adesão – cerca de mil pessoas, das mais de 20 mil que haviam confirmado presença pelas redes sociais, estiveram no local. O movimento já tem uma nova manifestação agendada, para a manhã de amanhã, quando a Bahia comemora os 190 anos do 2 de Julho – data que marca a expulsão das tropas portuguesas do Estado. O governador baiano, Jaques Wagner (PT), já confirmou presença nas comemorações. GREVE? - Marcada para hoje sem muita adesão nas re-

des sociais, a "greve geral e um dia sem a Rede Globo" tem poucas chances de acontecer plenamente. O movimento é contra as PECs 33 e 99 e a favor da 280/08 que reduz o numero de Deputados Federais de 513 para 250, cortando R$ 43 milhões de reais por mês de gastos). O movimento também propõe o protesto pela melhoria no transporte publico, o passe livre para estudantes e desempregados, passagem normal a R$ 1,00 e melhorias em mobilidade urbana para deficientes. (Agências)

AS MOEDAS E A VIDA Menino boliviano, de 5 anos, levou um tiro na cabeça depois de oferecer suas moedas aos bandidos. Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo

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corpo do menino boliviano Brayan Yanarico Capcha, de 5 anos, morto em assalto em São Paulo na madrugada de sexta-feira, deve seguir hoje para a Bolívia, onde será enterrado em um povoado nas proximidades de La Paz. O consulado da Bolívia em São Paulo está cuidando dos trâmites legais e também arcará com os custos. Brayan faria 6 anos no próximo sábado. Antes de levar um tiro na cabeça, o menino chegou a entregar aos assaltantes as moedinhas que mantinha em um pequeno cofre. Ontem, foi preso o terceiro suspeito, um rapaz de 17 anos. Um outro acusado, também adolescente, fugiu. No sábado, a polícia havia anunciado a prisão dos dois primeiros acusados: Paulo Henrique Martins, de 19 anos, e Felipe dos Santos Lima, de 18, o Tripa. atiraram na cabeça de Bryan. Os ladrões levaram R$ 4,5 mil. (Agências)

Acima, protesto contra a morte de Brayan reúne dois mil no Parque Ibirapuera. Abaixo, o velório do garoto. Marcos Bezerra/Estadão Conteúdo

No Ibirapuera, contra a violência.

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erca de duas mil pessoas fizeram uma marcha neste domingo, entre os Parques do Povo e Ibirapuera, na zona sul, pedindo paz e penas mais duras para pessoas que cometem crimes violentos. Havia cartazes lembrado o assassinato do menino Bryan.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

acsp

9 TAXA DE MORTALIDADE De acordo com dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), de 2012, a taxa de mortalidade de empresas nos primeiros dois anos de atividade no País é de 27%

distritais

Planejar e cuidar para não fechar sxc.hu

Palestra mostra a empreendedores como manter e aumentar suas empresas para não engrossar as estatísticas dos negócios que fecham nos primeiros dois anos

Arquivo/DC

Planejamento financeiro, com separação dos gastos pessoais dos da empresa, é o principal ponto para crescer. Depois disso, é preciso cuidar do patrimônio que se tem e até tentar aumentá-lo.

André de Almeida

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mpreender no Brasil não é uma tarefa fácil e merece muito cuidado e preparo. De acordo com dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de 2012, a taxa de mortalidade de empresas nos primeiros dois anos de atividade no País é de 27%. Entre alguns dos motivos que colaboram para que não sobrevivam neste período estão as falhas de gestão do patrimônio e das finanças pessoais, muitas vezes confundidas ou não devidamente separadas das finanças empresariais. Com o objetivo de trazer informações e auxiliar empresários e comerciantes na gestão do patrimônio, a Distrital Centro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) promoveu em sua sede a palestra "Patrimônio: Proteja, tenha lucro e seja feliz!", ministrada por dois advogados empresariais e um consultor financeiro. “São assuntos importantes para o dia a dia dos empreendedores e que impactam diretamente em seus resultados”, afirmou o superintendente da Distrital Centro, Luiz Alberto Pereira da Silva. O primeiro passo para uma boa gestão do patrimônio é um planejamento financeiro adequado. De acordo com o

Agendas da Associação e das distritais

Hoje I Jabaquara – Às 11h,

reunião Projeto Empreender – Núcleo de Beleza. Avenida Santa Catarina, 641. I Missouri - Às 11h, o vicepresidente da ACSP Luiz Roberto Gonçalves recebe delegação de senadores e deputados do estado do Missouri, nos Estados Unidos, liderada pelo senador Jay Wasson. Às 11h, na sede da ACSP, rua Boa Vista, 51/11º andar.

Quarta I Jabaquara – Às 15h30,

é que deve ser transferido para a pessoa física. Parece uma dica óbvia, mas é nesse ponto que muitos se complicam”, explicou. Outro ponto fundamental, segundo o consultor, é separar os objetivos da empresa dos objetivos pessoais. "Colocando tudo isso no papel, o empresário vai começar a perceber que ele buscará as metas comerciais independente dos seus propósitos

apontou. Após um bom planejamento financeiro, é preciso saber organizar e proteger o patrimônio, tanto pessoal quanto empresarial. “Empreender é assumir riscos, que muitas vezes podem impactar no nosso patrimônio”, ressaltou Bruno Saruê, advogado especialista em direito empresarial. Assim, o empresário deve estar atento e atuar dentro da legalidade nas questões

pessoais. Consequentemente, a conquista de um deles servirá como estímulo para o êxito na busca do outro”, disse. Na opinião de Malts, essa divisão leva um pouco de tempo. “Daí a importância do apoio de um consultor ou profissional capacitado para que a família possa entender e participar desse processo”,

trabalhistas, tributárias, previdenciárias e cíveis, incluindo sua relação com o patrimônio de eventuais sócios. Além dos riscos empresariais, também há os chamados riscos familiares, ou internos. “O regime de casamento é importante na hora de estruturar o patrimônio da família, já que no caso de separação ou mes-

sxc.hu

consultor financeiro pessoal Michel Malts, no caso de empresários e comerciantes, o mais importante é saber separar as finanças pessoais das empresariais. “Toda receita proveniente do empreendimento deve inicialmente pagar todos os gastos e impostos referentes ao negócio. Somente o montante que sobrar

G Ir

mo falecimento, é ele que vai ditar as regras de como será feita a divisão dos bens. Até mesmo a existência de amantes ou mesmo os relacionamentos e hábitos de consumo dos filhos podem causar ameaças à manutenção do patrimônio. Essas questões precisam ser planejadas”, afirmou Saruê. Outra solução apontada pelo especialista para estruturar e proteger o patrimônio é a adoção de empresas "holdings". Nesse modelo, atualmente bastante utilizado, uma empresa é aberta para receber o patrimônio do empresário, como imóveis, automóveis e dinheiro. "Ao colocar o patrimônio pessoal em uma holding, afasta-se os bens do nome do empresário. Assim, por exemplo, um imóvel não pode ser penhorado. Outra opção é transferir a holding para o nome dos filhos", explicou. No final do evento, o advogado especialista em direito imobiliário, Alexandre Magno, falou sobre o bom momento do setor e as vantagens dos leilões para o aumento do patrimônio pessoal ou empresarial. "Hoje em dia os imóveis estão sendo arrematados por valores até 40% abaixo dos praticados no mercado. Trata-

se de uma ótima maneira de se começar a formar um patrimônio", disse. Para participar de um leilão, segundo Magno, é importante observar com atenção o edital, visitar o imóvel com antecedência, definir um lance máximo, além de ter informações sobre o valor da venda, número e descrição do lote, valor da avaliação, informação sobre ocupação e forma de pagamento.

reunião Projeto Empreender – Núcleo Gastronomia. Avenida Santa Catarina, 641. I Ipiranga – Às 19h30, 3ª Reunião Ordinária com a Palestra Dicas de Ouro para o Sucesso Pessoal e Profissional, com Débora Martins. Rua Benjamin Jafet, 95. I Butantã – Às 19h30, palestra gratuita em parceria com o Sebrae: Código de Defesa do Consumidor. Confirmação: 3032-8878/3032-6101 ou dbutanta@acsp.com.br. Rua Alvarenga, 591.


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facesp

sábado e domingo, 29 e 30 de junho, e segunda-feira, 1 de julho de 2013

METROS A ponte terá 223 metros de comprimento e 15,5 de largura.

regionais

NO TOPO No topo da torre, de 34 metros, um mirante de 110 metros quadrados.

Nova ponte estaiada da cidade, sobre o Tietê, terá elevador panorâmico e mirante. Já a antiga ponte pênsil para pedestres, também sobre o rio, completa 100 anos.

As pontes que levam a Salto André de Almeida

C

onhecida pelas quedas d'água no rio Tietê, que originaram o Complexo Turístico da Cachoeira e o Memorial do rio Tietê, a cidade de Salto, no Interior paulista, irá ganhar um novo cartão postal: uma ponte estaiada com mirante panorâmico no alto do seu mastro de estaiamento, de onde se terá uma bela vista. A construção da ponte – 223 metros de extensão sobre o Tietê – começou na semana passada e, além de ponto turístico, irá facilitar a vida de moradores e turistas. A estimativa da prefeitura de Salto é de que a obra – orçada em R$ 20,7 milhões e resultado de convênio entre os governos estadual e municipal – dure aproximadamente 24 meses. Do total, R$ 5,9 milhões são provenientes do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (Dade) e o restante do Governo do Estado. Dos recursos do Dade, a prefeitura já recebeu R$ 2,8 milhões referentes às primeiras parcelas dos convênios assinados em 2010 e 2012. O valor restante será repassado a partir da prestação de contas dos serviços executados.

Fotos: Divulgação e Arquivo/DC

Especificações - De acordo com o projeto, a estrutura terá 223 metros de comprimento, 15,5 metros de largura, dois vãos estaiados de 63,4 metros cada e um mastro de 34 metros de altura. No topo da torre, o mirante panorâmico com 110 metros quadrados, alcançado por um elevador também panorâmico. A ponte terá duas faixas de rolamento, uma ciclovia com dois metros de largura e calçada com 1,6 metro. Está prevista ainda uma ponte sobre o rio Jundiaí com 53,8 metros. Segundo o prefeito de Salto, Geraldo Garcia, a nova ponte ajudará a desafogar o trânsito local e facilitará o acesso entre o município e Itu. A rodovia da Convenção, que liga as duas cidades, foi recentemente duplicada. "Com o crescimento do tráfego na região, estávamos precisando de mais uma ponte. Com um modelo estaiado e o mirante panorâmico será um dos principais pontos turísticos da região", disse Garcia. A construção está sendo erguida ao lado de outra ponte já existente sobre o rio Tietê. Segundo o prefeito, a ponte estaiada será destinada para quem se dirige a Salto, enquanto que a antiga será utilizada por quem vai no sentido

Bela paisagem: nas fotos ao alto e acima projeto mostra a ponte estaiada sobre o rio Tietê, com elevador panorâmico e mirante. Itu. A obra foi inspirada na ponte estaiada sobre o rio Pinheiros, no Brooklin, um dos cartões-postais de São Paulo. "O serviço de acesso ao mirante será operado pela prefeitura e, inicialmente, gratui-

Arquivo/DC

A ponte pênsil, que está completando 100 anos, proporciona uma travessia de aventuras para os turistas.

Caminho de pescador

N

uma interessante coincidência, a const r u ç ã o d a p o n t e e staiada teve início justamente quando a histórica ponte pênsil da cidade, também sobre o rio Tietê, completa 100 anos. Com 75 metros de vão, a pon-

te pênsil, para pedestres, foi construída para possibilitar o acesso de pescadores ao antigo Porto das Canoas. Atualmente, o caminho leva a um conjunto de esculturas de artistas locais e se tornou atrativo turístico, especialmente

por instigar o espírito aventureiro de visitantes e aproximálos de um belíssimo cenário às margens do rio Tietê. Por causa do centenário, foi instalado no local um painel comemorativo assinado pelo artista plástico Evandro Schiavone (AA).

to, assim como o Complexo Turístico da Cachoeira", afirmou. Em Salto, hoje em dia, o complexo só perde para o Parque Rocha Moutonnée em número de visitantes. Fortalecimento – A presidente da Associação Comercial de Salto, Schneyder Bonafé de Barros, acredita que a nova ponte fortalecerá a vocação turística do município. "Com a chegada de turistas, que terão mais conforto, o comércio e os prestadores de serviços só têm a ganhar, sobretudo o setor de gastronomia", ressaltou. De acordo com a dirigente, um dos objetivos da entidade é realizar um trabalho junto ao comércio para que permaneça aberto aos finais de semana. Atualmente, as lojas funcionam até às 13h, aos sábados, e não abrem aos domingos. "Inicialmente, tentaremos um horário diferenciado pelo menos em um final de semana por mês, com o objetivo de atender melhor aos turistas", disse. Na área gastronômica há um outro atrativo que, segundo ela, mereceria ser melhor divulgado para os turistas. São as empadas fritas, verdadeiras referências na região. "Também queremos traçar um plano, junto com a prefeitura municipal, para fortalecer o trabalho dos artesãos locais", concluiu Schneyder.

Com o crescimento do tráfego na região, estávamos precisando de mais uma ponte. Com um modelo estaiado e o mirante será um dos principais pontos turísticos da região. GERALDO GARCIA, PREFEITO DE SALTO

O Parque Rocha Moutonnée é hoje o local mais visitado em Salto


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11 Para criar as fotos o artista utiliza uma técnica de fotografia do século 19.

Lata velha

Logo Logo

"Conversations with History" (Conversas com a História) é o título da série de imagens do fotógrafo norte-americano David Emitt. Ele utiliza latas enferrujadas como suporte para suas imagens.

www.dcomercio.com.br

www.davidemittadams.com

C ALOR T ÉCNICA

E M HQ

Sufoco à Califórnia

A

previsão do tempo não oferece alívio para o verão escaldante no oeste dos Estados Unidos, em um momento em que as temperaturas elevadas levam as autoridades a emitir alertas de saúde e dezenas de pessoas vêm sendo atendidas nos hospitais com doenças relacionadas ao calor. Cidades da Califórnia, Nevada, Arizona, Idaho, Colorado, Utah e Texas registraram no final de semana temperaturas recordes, acima de 38 graus.

Equipes de emergência em Las Vegas, onde a temperatura alcançou 46 graus, encontraram no sábado um idoso morto

em seu apartamento, que não tinha arcondicionado. B o m b ei r o s temem que a seca, causa de incêndios recentes no oeste do país, possa produzir novas chamas, já que no feriado de 4 de julho muitas pessoas lançam fogos de artifício para celebrar a independência dos EUA. (Reuters)

Nova história de Laerte Em uma guerra secreta, um flanelinha e o morador de um prédio de classe média lutam por seu espaço social. Esse é o tema de Vizinhos, nova HQ de Laerte Coutinho. As tensões e conflitos da vida moderna se traduzem nos desenhos feitos a lápis e impressos em papel vermelho. Lançamento hoje, a partir das 19h30) na Mercearia São Pedro (Rua Rodésia, 34), Capital.

Michaela Rehle/Reuters

Abaixo a nudez Street Stone é um projeto que "veste" estátuas com uso de Photoshop. Imagens do fotógrafo Léo Caillard e manipulação de Alex Persani. http://bit.ly/Mx6mwN

V IDEOGAME

Google: novo console Android. para lançar um recurso que permite rodar jogos na próxima edição da Apple TV. Segundo o jornal, a empresa também está investindo na produção de notebooks próprios, relógios inteligentes e até mesmo refrigeradores, em uma tentativa de levar o Android para outras categorias de produtos. (Agências)

A NIMAIS

Indonésia em close O fotógrafo Uda Dennie fotografou a fauna da Indonésia em macro imagens. Os detalhes são hiperrealistas. www.udadennie.com

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O Google desenvolve um videogame com sistema Android. Segundo o Wall Street Journal, a empresa quer estender o domínio do sistema para novos dispositivos e começar a construir sua reputação como fabricante. O novo produto visa combater futuros lançamentos da Apple, que estaria pronta

CARAS-PINTADAS DE MUNIQUE- Nove mil participantes animaram ontem as ruas de Munique. A corrida, já tradicional na Europa, tem um percurso de cinco quilômetros e reúne inscritos do mundo inteiro. O espírito esportivo esteve na expressão dos concorrentes: todos de caras-pintadas.

MUNDO DOENTE

Astros e estrelas expõem e-mails Quando a atriz americana Kirsten Dunst escreveu um e-mail contando seus problemas

financeiros a um amigo, jamais imaginou que o mundo teria acesso à mensagem. Nesse caso não houve vazamento, como costuma acontecer com celebridades. A estrela de Homem-Aranha doou o e-mail antigo à exposição on-line da artista e cineasta americana

Quais as doenças que mais afetam as populações de cada canto do planeta? Uma exposição em Londres revela, em imagens.

Miranda July, uma voyeur assumida. Quem se cadastrar no site do projeto We Think Alone receberá e-mails com mensagens originalmente enviadas a outros destinatários, escritas por celebridades como Dunst. wethinkalone.com/about

Science Art é uma exposição promovida pela Royal Society britânica para explorar como a ciência pode ser exposta de modo claro e bonito. Neste ano, um dos destaques é o mapa-múndi que mostra quais as doenças que mais afetam a população mundial. A América do Norte luta contra a obesidade; a América do Sul, contra doenças pulmonares; a Europa, contra as doenças neurodegerativas. Visite o site e saiba mais. http://bit.ly/16CGDTC


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Prazeres ao redor dos jardins de Monet A arte sugere também o melhor desfrute à mesa

NYT

cultura

O Lago dos Nenúfares com Salgueiros: A Manhã Clara com Salgueiros (1916-26).

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Alexander Lobrano

o começo do dia, a lambris de pinho de cor caramelo, brisa fez dançar as um tapete oriental vermelho e glicínias roxas, penduradas num algumas cadeiras de vime sem suporte de aço cinza sobre a braço. A mise-en-scène era tão parede de pedra. O inquieto perfeita que me assustei ao ouvir bordado sonoro de pássaros botas pesadas pisando o caminho cantando que nos acordara uma de cascalho ao lado da janela hora mais cedo ainda não aberta, temendo ser acusado de desaparecera. Enquanto nos invasão por um artista aproximávamos de um homem imensamente fumando um cachimbo de odor famoso. Para penetrante levando o cachorro vivenciar para passear na principal rua de melhor o Giverny, uma hora a oeste de Paris santuário do de carro, ele nos cumprimentou grande pintor com a cabeça. "Vous serez les ao lado das premiers" (Vocês serão os margens do primeiros), dando uma risadinha. Sena silêncio e "Bonne visite!" solidão se Para minha surpresa, nós fazem realmente fomos os primeiros a necessários - conquistadas mais entrar quando as portas e jardins facilmente numa visita durante a do pintor impressionista Claude semana e chegando na noite Monet se abriram às 9h30 naquela anterior, para se antecipar às quinta-feira em meados de maio. hordas de ônibus turísticos em Quando no interior, nos vimos viagens de bate e volta de Paris e sozinhos explorando os bonitos navios de cruzeiro ancorados em quartos da casa onde o artista portos normandos. Durante a morou de 1883 até sua morte em temporada anual - este ano ela vai 1926, e foi uma experiência íntima até 1º de novembro -, a casa e os exultante, jardins de Monet, administrados quase pela Fondation Monet, receberão chocante. No mais de 500 mil visitantes. E por estúdio um bom motivo: a propriedade é original de um cenário belíssimo a cultuar e Monet, eu proteger o animado gosto boêmio lutei contra a do artista e seu respeito pelos ritos tentação de burgueses da cortesia, conforto, ficar lazer e gastronomia. Os jardins em meditando especial eram uma grande fonte numa de orgulho para Monet: "Meu espreguiçadeira jardim é minha obra-prima mais estofada bonita", ele declarou um dia. coberta por um Até recentemente, o problema desbotado tecido de chita floral. A dessa estratégia de pássaro luz do sol vazava pelas janelas madrugador era não existir abertas do cômodo amplo e de pé nenhum lugar especial para direito alto, posteriormente pernoitar ou comer em Giverny. transformado pelo artista em sala Contudo, a situação mudou para fumar e receber marchands, quando o chef Eric Guérin, artistas e visitantes profissionais. residente local que Reproduções de telas de Monet administra La Mare aux empoleiradas em balaustradas de Oiseaux, charmosa madeira dividem espaço com pousada com um

restaurante condecorado com uma estrela pelo Guia Michelin, na região de Brière, costa atlântica francesa, abriu Le Jardin des Plumes, a dez minutos a pé da propriedade de Monet. Com a intenção de estarmos entre os primeiros a cruzar a porta da casa de Monet na manhã seguinte, nós jantamos cedo na cozinha de Guérin, comandada por um chefe jovem e talentoso, Joackim Salliot. O cardápio de primavera, leve e saboroso, incluía ovos defumados em caldo de galinha com chá Lapsang souchong, purê de batata e frango desfiado, pescada grelhada, coberta com alho- dos-ursos e acompanhada por cebola em conserva, cordeiro com trigo integral e iogurte de wasabi. Enquanto ouvia as rãs no jardim abaixo e via um relance da lua nova entre os lariços, era fácil compreender porque Monet, então com 53 anos, estava animado em abrir mão dos subúrbios de Paris por este vilarejo normando. Em sua serenidade, ele descobriu uma musa, além da capacidade de explorar uma espécie de mistura cultural - visto aqui, por exemplo, em sua excepcional coleção de gravuras japonesas - que influenciaria profundamente a arte do século XX. Quando terminamos de visitar a casa de Monet, os jardins estavam lotados de pessoas tirando fotos das tulipas e íris com iPads. Assim, fizemos o que o artista provavelmente nos teria aconselhado a fazer e fugimos para os arredores. Fomos almoçar acompanhando o Sena até a vizinha

Gasny. Foi uma escolha feliz passear pelas margens verdejantes do rio, parcialmente escondidas pelas grandes faias e salso-chorões que acompanham as estradas do interior. No jardim do charmosamente antiquado L'Auberge du Prieuré, saboreamos uma ótima refeição com ovos de gema mole ao molho cremoso de cogumelo e bifes suculentos com pimentões impecáveis ao molho Albuféra. Depois do almoço, visitamos o château da famosa família la Rochefoucauld em La Roche-Guyon, protegido por um íngreme penhasco de calcário branco e que conta com um jardim à beira-rio do século XVIII que foi restaurado em 2004. O restante da tarde foi passada lendo ao som reconfortante da fonte e do riacho no lindo cenário de Les Jardins d'Epicure, onde pernoitamos, um hotel tremendamente agradável com um restaurante premiado pelo Guia Michelin em Bray-et-Lû, cidade situada em meio às colinas onduladas e os bosques do Parc Naturel du Vexin. Pela manhã, um céu azul de centúria estava tomado de grandes e lanosas nuvens brancas. A janela acima do bufê de café da manhã do hotel enquadrava um cenário bucólico que Monet certamente teria admirado: delimitada pelas margens folhosas de uma cerca viva, o luxuriante campo verde do outro lado da estrada era ocupado em várias profundidades por vacas de cor creme, algumas em pé, outras sentadas. Não existe dúvida quanto ao encanto de Giverny. Porém, a verdadeira descoberta de uma noite ou duas nos arredores de Paris é a de que boa parte da beleza pastoral que seduziu o artista sobrevive intacta.

ARTISTA Claude Monet nasceu em 14 de novembro de 1840, em Paris. E morreu em 5 de dezembro de 1926, em Giverny. Em 1872, pintou Impressão, Nascer do Sol, paisagem do Havre, exibida na primeira exposição impressionista de 1874. A obra deu origem ao nome usado para designar o movimento impressionista. Em 1883, mudou-se para Giverny, Normandia. Em 1889, pintou lá as chamadas Nenúfares. Inspirou-se no lago e na ponte japonesa de sua própria casa. O outono marca essa fase. Era a estação do ano em que as flores caiam sobre o lago criando lindas visões.

Alexander Lobrano escreve para The New York Times

Claude Monet, fotografado por Nadar em 1899.

Uma cantora a ser ouvida e admirada Aquiles Rique Reis

N

ascida em São Luis do Maranhão, Flávia Bittencourt é cantora e compositora. Após lançar em 2005 Sentido, seu primeiro CD independente, seguido de Todo Domingos, uma homenagem à música de Dominguinhos, ela lança agora No Movimento (independente). O trabalho conta com as participações de Zeca Baleiro e Alberto Trabulsi e tem composições dela própria, como Movimento e Um Instante, esta em parceria com seu conterrâneo, o poeta Ferreira Gullar. Há também canções dos compositores maranhenses

Josias Sobrinho (Dente de Ouro) e César Teixeira (Parangolé, que Zeca Baleiro canta com ela). Outros destaques são Fanatismo (Raimundo Fagner e Florbela Espanca), Bambayuque (Zeca Baleiro) e I Never Promised You a Rose Garden (Joe South), que na versão de Rossini Pinto virou Mar de Rosas. Com arranjos instigantes, plenos de raízes maranhenses, fica clara a opção de Flávia Bittencourt pelo pop. A emoção de sua voz afinada, sensível, aprofunda-se a cada inflexão que puxa a interpretação para o centro do canto. Dona de um vibrato que se

encaixa à perfeição nos finais das sílabas, seu cantar é fluido e tem o dom de deleitar mesmo aos que se dizem saturados pelo "excesso de cantoras na praça". A moça canta muito bem. Suas composições têm harmonias simples e saudável desejo de ser popular. Seus versos instintivos, entretanto, não retribuem à qualidade da melodista e da cantora. Mas Flávia Bittencourt é uma grande intérprete que está no mercado em busca de ser ouvida e

apreciada. Em No Movimento, que abre o CD, ela é firme, ainda mais amparada por instrumentistas que dão o peso de sua pegada para fazer da canção uma fortaleza musical. A delicadeza está presente no início. Logo o bicho pega. A música ganha ritmo. As guitarras distorcem, a bateria soa roquenrrol. Fanatismo desperta a dúvida sobre se a sua escolha não poderia ter sido uma cilada, já que a grandiosidade dos versos

de Florbela já fora dissecada pela voz de Fagner. Dúvida à toa: a levada do arranjo atrai a emoção do ouvinte até quase esgarçar a pele em arrepios. Guitarras, baixo e bateria refletem um ar de tensão. Sobe o conceito de uma cantora que corre riscos por saber que pode fazê-lo para assim se tornar maior. Em Parangolé, Zeca Baleiro faz bom duo com Flávia. A música nordestina é a praia deles. O coro come. A letra é ótima e a interpretação faz jus a ela e também à boa música. O poema de Gullar ganhou bela melodia de Flávia. O teclado inicia junto

com o canto. A sanfona chora, a bateria acompanha. E tome de versos ricos (À luz presente/ Sou apenas um bicho transparente) e de criatividade. Mar de Rosas dá oportunidade a Flávia de se mostrar tão diversificada quanto capacitada ao ofício de surpreender com sua cantoria. Só cello e violão... A voz surge desprendida, enlevada, reverente... Meu Deus! Assim, Flavia Bittencourt se revela íntegra. Coração e alma a serviço da música que a representa e a todos nós.

Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.


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COPA DAS CONFEDERAÇÕES: TOPS

SUPLEMENTO EXCLUSIVO PARA

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TERCEIRO LUGAR

Neymar é o melhor

Nos pênaltis, Itália!

NÚCLEO FUTEBOL BRASILEIRO futbr@lancenet.com.br

NÚCLEO COPA-2014 copa2014@lancenet.com.br

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Das três premiações individuais em disputa (melhor goleiro, artilheiro e melhor jogador) o Brasil faturou dois trofeus e saiu mais que prestigiado.Depois de fazer o segundo gol da vitória brasileira e comandar o show da Seleção de Felipãp contra os espanhois, Neymar foi eleito o craque da Copa das Confederações. Iniesta, da Espanha, ficou em segundo e Paulinho, volante do Brasil, acabou em terceiro. Na premiação dos artilheiros, Neymar ficou com a chu-

teira de bronze, anotando quatro gols. Fred ficou com a chuteira de prata, com cinco gols (em 423 minutos em campo); e a chuteira de ouro acabou com Fernando Torres, da Espanha, que marcou os mesmos cinco gols de Fred, mas ficou menos tempo em campo (273 minutos). O prêmio de melhor goleiro ficou com Julio Cesar. Ele levou três gols em cinco jogos e se consagrou ao defender um penâlti na semifinal diante do Uruguai, nas semifinais, e ao fazer duas grandes defesas na final de ontem contra a seleção da Espanha.

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A Itália superou a decepção de perder a semifinal da Copa das Confederações nos pênaltis para a Espanha e se vingou no Uruguai, garantindo da mesma forma para garantir o terceiro lugar no torneio. O empate em 2 a 2 teve altos e baixos para a Azzurra, que conseguiu se impor apenas na disputa de tiros diretos, quando Buffon brilhou e fez três defesas. A Itália dominou o primeiro tempo, jogando de forma parecida ao duelo contra a Fúria. O time soube tocar a bola com

qualidade e aproveitou a postura retraída dos uruguaios. O primeiro gol foi do zagueiro Astori, após sobra de Muslera na cobrança de falta de Diamanti a bola tocou na trave e nas costas do goleiro. Os uruguaios reagiram na etapa final. Cavani foi o melhor celeste em campo. Ele marcou o empate. Diamanti, em nova cobrança de falta eficaz, recolocou a já cansada Itália em vantagem. Mas o insistente Cavani, também de falta, voltou a empatar. Com a igualdade, os pênaltis decidiram. Os uruguaios cobraram mal e deu Azzurra.

OLÉ! OLÉ! OLÉ! ARI FERREIRA

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Capitão Thiago Silva ergue a taça para a galera no Maracanã

VISÃO DE JOGO

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THIAGO SALATA

BRASIL

thiagos@lancenet.com.br

HISTÓRICO!!! Brasil arrebenta os campeões mundiais com raça, golaços e olé em

noite inesquecível no caldeirão do Maracanã. Espanha, enfim, conheceu a Seleção

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Espanha não perdia há 29 jogos, há três anos. Só que a Espanha não conhecia um Maracanã pegando fogo, lotado por milhares de vozes. Não conhecia a estrela de Felipão na Seleção. Só conhecia Neymar pela televisão. Não conhecia Fred, um baita centroavante que o ex-treinador da equipe, Mano, também fingia não conhecer. A Espanha foi apresentada ao Brasil, pentacampeão do mundo, e novo tetracampeão da Copa das Confederações, com um passeio: 3 a 0.

Os espanhóis ainda não conheciam a nova marca da torcida brasileira, que de novo fez jogadores se emocionarem esticando o Hino Nacional em minutos arrepiantes. Felipão conseguiu o queria, visando a Copa do Mundo: ter uma torcida. O grito de gol logo no início foi ouvido lá em Madrid. As vaias doeram no ouvido dos espanhóis, o time da posse de bola, que ontem errou passes infantis a todo momento. Se a Espanha não conhecia o Brasil, a torcida, já aos cinco minutos,

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deu boas-vindas com cantos de o campeão voltou! . Fred, além de gols, marcou no campo de ataque, como seus companheiros. Os espanhóis não respiraram no Maraca. O primeiro chute a gol da Fúria, nada furiosa no Rio, foi quase aos 20 do primeiro tempo. E quando poderia empatar, viu um gigante David Luiz fazer o estádio gritar gol salvando uma bola de Pedro, na linha. A Espanha, que vai conhecer muito bem Neymar no Barça, viu o craque fazer outro golaço, seu quar-

to no torneio, antes do intervalo em que o time foi aplaudido de pé. Um baile. Mas ainda não tinha acabado. O gigante Fred, com uma lista de vítimas em 2013 do nível de Itália, Inglaterra, Uruguai, enterrou a Espanha na volta ao passeio. Quer jogar? O Brasil vai te ensinar , cantaram mais de 70 mil vozes no Maraca. A irreconhecível Fúria nem pênalti soube bater ontem. Foi colocada na roda, ouviu olé quase um tempo inteiro. A torcida pode dizer: prazer, meu nome é Brasil. Até 2014!

Julio Cesar Daniel Alves Thiago Silva David Luiz Marcelo Luiz Gustavo Paulinho Hernanes 42 /2º T Oscar Hulk Jadson 27 /2º T Neymar Fred Jô 34 /2º T T: L. F. Scolari

ESPANHA 7,3 5,8 7,5 8,8 6,8 7,6 7,0 7,6 7,3 6,3 8,8 9,1 6,2 8,5

Casillas Arbeloa Azpilicueta Intervalo Piqué Sergio Ramos Jordi Alba Busquets Xavi Iniesta Mata Jesús Navas 7 /2º T Pedro Fernando Torres David Villa 13 /2º T T: Del Bosque

4,5 4,0 n 5,0 3,5 nV 4,5 n 5,0 4,5 5,0 6,0 4,5 5,5 5,5 4,5 5,0 4,5

JUIZ: Bjorn Kuipers (HOL) 7,0. Veja comentário de José Roberto Wright sobre o árbitro na página 10. GOLS: 2 1ºT Fred (1-0) ; 44 1ºT Neymar (2-0) ; 2 2ºT Fred (3-0) RENDA/PÚBLICO: Não divulgada / 73.531 presentes CARTÕES: nV Piqué (22 2ºT) LOCAL: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ) GRAMADO: Bom


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DO TETRA

ARI FERREIRA

Aprovado ! COPA DAS CONFEDERAÇÕES

É O CARA! Neymar passa em teste, desequilibra e leva a Seleção Brasileira ao título. Agora, foco está na Copa do Mundo

l

F

É ele Neymar finalmente brilhou pela Seleção

Com a palavra Jordi Gil Tarres

REPÓRTER DO DIÁRIO SPORT, DA ESPANHA

Neymar mostrou que é muito efetivo

A

impressão que tivemos do Neymar depois das atuações dele na Copa das Confederações foi a melhor possível. Melhor do que estávamos imaginando.

2011 Em sua primeira competição pela Seleção principal, Neymar não brilhou e marcou só um gol em quatro partidas. O Brasil caiu nas quartas de final contra o Paraguai.

Olimpíada

2012 Mais uma decepção. Favorito,

Camisa 10 e mudança Apesar de ser questionado em muitos momentos, Neymar nunca fugiu da responsabilidade de ser o principal jogador da Seleção. A prova disso é que antes mesmo do início da Copa das Confederações, ele pediu para assumir a camisa 10. Até então, ele usava o número 11, o mesmo que o consagrou no Santos. Apesar da mística, a troca pare-

Neymar enfrenta Messi em amistoso

Outros torneios Copa América

Afinal, não acompanhávamos muito os jogos dele, tínhamos a imagem de um jogador que jogava bonito, mas sem ser muito efetivo. Mas não é bem assim. Ele é muito efetivo para a equipe. Fez partidas muito boas tecnicamente, mostrou que é brigador contra o Uruguai. Estamos seguros de que trata-se de um grande reforço para o Barcelona. Vai jogar com frequência, sim. Ao lado de Pedro e Messi. É um grande jogador.

o Brasil ficou com a medalha de prata ao perder para o México na decisão. Em cinco jogos, três gols.

Superclássico das Américas

2011 e 2012 Nas duas edições do torneio, conseguiu levar o Brasil ao título diante da Argentina. Em quatro jogos, foram dois gols.

)

Neymar não para. Após a Copa das Confederações, o craque brasileiro já tem um novo compromisso amanhã: um amistoso contra os amigos de Messi, seu mais novo companheiro de clube. Os jogadores do Barcelona vão se enfrentar em Lima, no Peru, no Desafio de Gigantes , partida com cunho beneficente. O amistoso contará com dois irmãos de Messi, Rodrigo e Matías, e estrelas do futebol

mundial. O atacante uruguaio Cavani, do Napoli (ITA), os argentinos Mascherano, do Barça, e Aimar, sem clube, assim como Abidal estarão entre os presentes. Os treinadores serão Zico e o italiano Fábio Capello. Contratado pelo Barcelona após longa negociação com o Santos, Neymar deve estrear ao lado de Messi justamente contra o Peixe. No dia 2 de agosto, as equipes se enfrentam em amistoso no Camp Nou.

ce não se tornou um peso. Da mesma forma como a mudança de clube antes do torneio. Neymar trocou o Santos pelo Barcelona (ESP). Até foi apresentado no clube catalão dias antes do início da competição. A mudança parece ter feito bem. Acabaram as especulações sobre o futuro. E o atacante pôde pensar apenas no Brasil.

FRASE Nada é impossível! Todo mundo está de parabéns, o time jogou muito, além do esperado. Estamos fazendo muita gente feliz; O Brasil fechou a Copa das Confederações com chave de ouro

Neymar

SOBRE A CONQUISTA

OUTROS LANCES SÃO PAULO

CORINTHIANS

SANTOS

PALMEIRAS

GRÊMIO

3 O São Paulo adota o mistério antes

3 Às vésperas da grande decisão da

3 O lateral-direito Cicinho, contrata-

3 Ao contrário do atacante Alan

3 Uma insubordinação de Vander-

Ganso pode ser Sheik quer ser banco na Recopa herói de novo do primeiro jogo da decisão da Recopa Sul-Americana, na próxima quarta-feira, contra o Corinthians, no Morumbi. Em sua última entrevista, Ney Franco diz que há uma chance de Paulo Henrique Ganso voltar a aparecer no banco de reservas: O Jadson volta (da Seleção Brasileira) para ser titular. Temos duas possibilidades: ou mantemos o esquema e tiramos o Ganso ou podemos fazer a alteração na tática do time declarou o treinador, após a derrota para o Flamengo, no amistoso disputado em Uberlândia, no último sábado.

Recopa Sul-Americana contra o São Paulo, nesta quarta-feira, no Morumbi, Emerson Sheik vem dando mostras de que não vê a hora de virar herói de um título no Timão mais uma vez. No jogo-treino da última sexta, vencido por 4 a 1 pelo Corinthians contra o Audax-SP, Sheik fez dois gols, deu uma assistência e até precisou segurar um pouco a empolgação, já que deu entradas duras. Nem mesmo o processo de renovação de contrato com o Corinthians, que segue emperrado é motivo para Emerson desanimar.

Cicinho faz primeiro treino do junto à Ponte Preta, terá hoje o primeiro contato com o novo grupo. Ele faz exames complementares pela manhã no CT Rei Pelé e, no período da tarde, deve participar do treinamento. Entusiasmado, ele quer retribuir o carinho do torcedor. A recepção da torcida foi muito boa na internet, pelo que acompanhei. Estou muito feliz. Vou trabalhar essa semana muito forte e ver o que o treinador vai decidir disse o novo reforço do peixe. Se a adaptação for boa, Cicinho poderá estrear no clássico contra o São Paulo, domingo, no Morumbi.

Felipe Menezes por três anos Kardec, que ficará emprestado ao Palmeiras por um ano, o meia Felipe Menezes vai acertar em definitivo com o clube. Os dois pertencem ao Benfica (POR). Felipe realizou os primeiros exames médicos ontem, terá mais uma bateria de testes hoje e deve assinar contrato válido por três temporadas. Alguns detalhes burocráticos ainda precisam ser resolvidos. Alan Kardec, por sua vez, já tem sua situação definida. Ele também passou por exames e já tem tudo certo para assinar seu vínculo com o Verdão.

Luxa saiu por desobediência lei Luxemburgo foi o último ato do treinador que incomodou a direção gremista. O técnico não aceitou receber um recado de que o atacante Welliton (jogador do Spartak Moscou, que está em negociação) ficaria de fora do jogo-treino do último sábado, contra o Caxias, que marcou a demissão de Luxa. O comandante se negou a aceitar o aviso do assessor de futebol Marcos Chitolina e disse algo no tom de: 'pede para o presidente me ligar'. A resposta de Koff foi definitiva e parecida com um: 'então avisa que ele não precisa mais treinar'.


e CAIXA 1 conomia

O seu consultor financeiro

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Investidor deve olhar para o próximo semestre em busca de oportunidades em todas as classes de ativos.

Um semestre para esquecer:

DÓLAR DISPARA, BOLSA DERRETE. REJANE TAMOTO

J

unho foi um mês de volatilidade em praticamente todos os mercados: no câmbio, na renda variável e até na renda fixa. E o investidor dessas duas últimas classes de ativos deve esquecer o primeiro semestre de 2013 e concentrar a atenção no que vem pela frente. Os vencedores do primeiro semestre foram o euro e o dólar, que fecharam em alta frente ao real tanto no último mês quanto no acumulado do ano. Segundo o ranking elaborado pelo administrador de investimentos Fabio Colombo, a moeda europeia teve valorização de 4,05% em junho e de 7,40% no ano. Já o dólar fechou com alta de 3,91% no mês e de 9,10% no ano. O período foi bom para quem já tinha na carteira aplicação em fundos cambiais atrelados a essas moedas. Para Colombo, os fundos cambiais são uma opção de diversificação do portfólio, para investidores de longo prazo e de perfil conservador e moderado. É bom lembrar que a aplicação nesse tipo de fundo está sujeita a muita volatilidade, principalmente em função da expectativa de recuperação da economia norte-americana. Rogério Braga, sócio e diretor de gestão de recursos da

Q u a n t i t a s A s s e t M a n a g ement, diz que a alta das moedas foi impulsionada pela sinalização do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de que os estímulos monetários (injeção de dólares via recompra de títulos) começarão a ser reduzidos. "Para quem tem investimentos em dólar o cenário de curto prazo é favorável. Acreditamos que há espaço para alta. Nossa projeção para a cotação do dólar é de R$ 2,20 no fim do ano, mas até lá ainda teremos volatilidade", afirma Braga.

Bolsa na berlinda Na contramão do comportamento de alta das moedas, o ouro encerrou junho com desvalorização de 6,55%, o que elevou a perda no ano a 19,27%. Colombo diz que no exterior a queda do metal foi de 13% até quinta-feira e ocorreu em função das boas perspectivas para a economia norte-americana. Braga, da Quantitas, lembra que o ouro é um ativo considerado seguro em tempos de incerteza e subiu muito quando ainda não havia confiança nos títulos americanos e europeus. "A desconfiança foi reduzida e o ouro perdeu este apelo", afirma o sócio da Quantitas. O mesmo movimento que

fez as moedas subirem também afetou a bolsa de valores, que já estava em uma trajetória de queda antes do anúncio do Fed. Segundo o ranking, a bolsa caiu 11,31% no mês e 22,14% no ano. Colombo atribui esse resultado aos cenários externo e interno. Alguns dos fatores de peso, em sua opinião, foram a ameaça de rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor's, a piora nos resultados da balança comercial e no balanço de pagamentos e

as manifestações. "Papéis de peso tiveram quedas no mês, como os de Vale, OGX, Petrobras e de algumas concessionárias elétricas por causa da mudança de regras pelo governo", afirma Colombo. Para ele, o investidor também não vê com bons olhos o controle da inflação por meio da redução nos preços das tarifas por parte do governo. "A queda da Bolsa fez ações de empresas importantes ficarem com preços muito bons, abaixo de seu valor patrimonial", afirma. De acordo com ele, a indicação de

compra gradativa de ações é para o investidor que tem sangue-frio e horizonte de longo prazo. "A bolsa vai se recuperar, mas não sabemos quando isso vai ocorrer", observa o administrador. Braga, da Quantitas, explica que o aumento das taxas futuras dos Treasuries (títulos do governo norte-americano) levou a uma saída de recursos de países emergentes de forma geral. "Mas o Brasil ainda tem os indicadores internos, como o baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e a inflação pressionada. Então há fatores externos e internos que colocam a bolsa brasileira em situação muito ruim entre os emergentes", avalia. Para ele, as manifestações nas ruas acabam gerando uma incerteza sobre seu impacto político e econômico para os investidores. O professor de finanças do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) Alexandre Chaia avalia que a bolsa brasileira patinou o ano inteiro enquanto as suas pares no mundo subiram. "Não vejo espaço tão grande para uma queda maior. Acho que toda a expectativa negativa já está embutida nos preços e existe uma tendência de alta. Neste período podem haver oportunidades de compra", afirma.

Renda fixa oscila Mesmo para quem não investe na bolsa de valores o semestre foi tenso. Em junho, houve uma abertura de taxas dos títulos públicos (leia abaixo), o que prejudicou as carteiras dos fundos, que têm de fazer a marcação a mercado (ajuste diário dos preços dos ativos). Por isso, os fundos de renda fixa puros encerraram o mês com rentabilidade de zero a 0,15%, segundo o ranking de Colombo, abaixo do rendimento da poupança, que foi de 0,46% no mês. No acumulado do ano, os fundos de renda fixa também tiveram rentabilidade menor do que a da caderneta de poupança: até junho, os fundos de renda fixa tiveram retorno de 2,53% enquanto a poupança fechou com 2,56%. Segundo Colombo, com o último aumento da taxa Selic, para 8% ao ano, os fundos DI voltaram a ganhar competitividade sobre a caderneta. Ele afirma que a poupança continuará sendo uma alternativa interessante apenas para quem não tem acesso a um fundo DI com taxa menor que 1% ao ano (para um prazo de aplicação de seis meses e alíquota de Imposto de Renda de 22,5%). Em junho, o fundo DI ofereceu retorno de 0,50% a 0,65% e no ano, de 3,57%.

NTN-Bs oferecem oportunidades e riscos Os títulos do Tesouro Nacional atrelados à inflação oferecem uma proteção ao poder de compra do investidor, já que oferecem a variação de um índice mais cupom de juros prefixado. Com o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) em 0,75% em junho, os títulos atrelados a esse indicador ofereceram retorno de 0,95% a 1,10% no mês. No ano, o retorno foi de 3,28%. Os títulos indexados ao

IGP-M não estão à venda no Tesouro Direto. Por isso, os mais populares são os títulos atrelados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que renderam de 0,60% a 0,75% no mês e 4,90% no ano. Esses dados são do ranking do administrador de investimentos Fabio Colombo e mostram um indicativo de retorno, sem considerar a taxa de mercado dos títulos.

Na avaliação de Rogério Braga, sócio e gestor de recursos da Quantitas Asset Management, este pode ser um bom momento para se adquirir as Notas do Tesouro Nacional -série B (NTNs-B), os papéis indexados ao IPCA. No último mês houve uma abertura de taxas para esses títulos – que desde o início deste ano tem mostrado uma volatilidade parecida com a da renda variável. O cupom

de juros prefixado da NTN-B com vencimento em 2050 era de 3,96% em 31 de dezembro. No dia 20 de junho, o mesmo papel foi vendido com o cupom de 5,56%. "Quem comprar a NTN-B agora e segurar até o vencimento pode ter um rendimento bom. É preciso sempre avaliar a taxa adicional ao IPCA e tomar cuidado ao olhar para o retrovisor", diz Braga. O Relatório de Inflação do Banco

Central (BC) tem uma estimativa de 6% para o IPCA neste ano. Para o sócio da Quantitas, um possível aumento da Selic para 9% anuais já estaria precificado nos cupons oferecidos na NTN-B. É importante observar esses fatores porque quem só olha para a rentabilidade passada corre maior risco de perder com esse tipo de investimento. Isso porque, quando o juro sobe, o valor

de face do título é atualizado. Quem já tem e precisa se desfazer do papel pode ter prejuízo. Uma simulação elaborada pelo professor de matemática financeira do Institut o d e E n s i n o e Pe s q u i s a (Insper) José Dutra Vieira Sobrinho mostra que quem comprou NTN-B com prazo para 2015 em 24 de janeiro (Selic a 7,25%) e vendeu agora (com a Selic a 8%) perdeu 2,29% no período. (RT)


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Les Stones/Reuters

Gasoduto em área de exploração de shale gas nos EUA: tecnologia gerou uma verdadeira revolução energética no país.

Do subsolo sai O GÁS DO FUTURO Nova tecnologia de exploração desenvolvida nos EUA permite retirar o recurso de rochas a milhares de metros de profundidade. Energia mais limpa e com custo menor. No Brasil, uma realidade distante. Rejane Aguiar

A

s formas de geração de energia e seus impactos ambientais e econômicos, não há dúvida, estarão no topo da agenda global nas próximas décadas. O dilema é saber como produzir energia a um custo razoável para girar as economias sem depender apenas de fontes finitas e sujas (petróleo e carvão). Os norte-americanos – como de costume – já saíram na frente. Há pelo menos cinco anos, os EUA revolucionam o mercado local de gás natural, o mais limpo entre os combustíveis fósseis, com o desenvolvimento da tecnologia de exploração do chamado gás não convencional, mais conhecido como gás de xisto ou shale gas. No Brasil, por enquanto, é uma realidade distante, embora não seja totalmente inviável. A iniciativa dos EUA derrubou os preços locais de gás, o que elevou a competitividade da indústria e até atraiu de volta empresas que haviam saído do país em busca de custos menores. Essa revolução ajuda a explicar a recuperação recente da economia norte-americana. Afinal, tarifas menores impulsionam setores cujo uso de energia é intensivo – casos das indústria química e de vidro, por exemplo. Não é o volume de reservas de gás não convencional que explica o protagonismo dos EUA – é a tecnologia. Segundo a agência norte-americana de estatísticas de energia, as reservas recuperáveis do país somam 97 trilhões de "pés cúbicos" (tcf, medida para gás), ante um volume de 7.299 tcfs calculado para o resto do mundo. As estimativas para as reservas fora dos EUA e do Canadá não são confiáveis porque há pouquíssimos estudos geológicos sobre as características de cada região. Eis aqui a diferença: os norte-americanos estão anos-luz à frente dos outros países na exploração efetiva de gás não convencional. Eles têm estudos de geologia, de viabili-

dade econômica e de impactos ambientais; têm avançada tecnologia de perfuração e isolamento de poços e logística para o transporte (por meio de extensa rede de gasodutos). O resto do mundo, por enquanto, tem apenas uma vasta herança fóssil intocada.

No Brasil, o gás não convencional ficou conhecido como gás de xisto, mas o nome é tecnicamente incorreto. A rocha da qual é extraído é a folhelho (tem esse nome por causa da semelhança com uma massa folhada). Shale gas é o nome padrão no exterior. No Brasil –Para o Brasil não há dados disponíveis, mas especialistas dizem haver grandes reservas em São Paulo, nos estados do Sul, em Mato Grosso, Minas Gerais, na Bahia e na Amazônia. Ainda não temos nem estudos geológicos aprofundados sobre essas reservas nem regulamentação para a exploração. A expectativa é de que em cerca de dez anos o Brasil possa começar a extrair shale gas para consumo local. Para colher os benefícios que os norte-americanos hoje têm, no entanto, além de desenvolver tecnologia o País precisa montar uma ampla rede de gasodutos que liguem os poços às indústrias e cidades. Tecnologia –O que está centro da revolução energética nos

EUA não é exatamente um novo recurso natural. Como explica o professor doutor Colombo Celso Gaeta Tassinari, vice-diretor do Instituto de Energia e Ambiente da USP, o shale gas é praticamente o mesmo recurso hoje já explorado em larga escala em todo o mundo. "A diferença é que o gás não convencional está bem armazenado em um tipo de rocha, a rocha folhelho, que fica em grandes profundidades, entre mil e três mil metros. O que o mundo mais explora hoje é o gás natural estocado em grandes reservatórios próximos à superfície. Como está mais acessível, esse gás convencional exige uma tecnologia mais simples de exploração", detalha. Para tirar o shale gas do subsolo, os norte-americanos investem, desde o fim da década de 1990, em estudos da tecnologia de fraturamento hidráulico, o fracking (veja detalhes na página. 18). A ideia é simples: o gás não convencional fica "preso" nas "folhas" desse tipo de rocha (cuja forma se assemelha à de uma massa folhada, daí a denominação) e precisa ser liberado de alguma maneira. Além do desenvolvimento rápido da tecnologia do fraturamento hidráulico, os EUA têm outra grande vantagem competitiva na agilidade garantida pela legislação. Lá, o proprietário de uma fazenda é dono também do subsolo (no Brasil o subsolo é da União). Assim, uma empresa interessada na extração do shale gas nos EUA pode procurar um fazendeiro em cujas terras sejam identificadas reservas e propor o pagamento de uma taxa pela exploração do subsolo. Essa relação direta facilita a exploração. No Brasil ainda não há legislação específica para gás não convencional, mas a julgar pelo que acontece com outros recursos naturais, o processo será bem mais complexo, com rodadas oficiais de leilões de direitos de exploração e regras para remuneração das empresas. Isso quando o shale gas conseguir se transformar em uma realidade no País.


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e EUA debatem impacto ambiental conomia

Ainda não há registros de incidentes graves com exploração de shale gas, mas existem preocupações com possível contaminação da água e tremores de terra. Rejane Aguiar

O

gás natural – seja convencional ou não convencional – é o combustível fóssil mais limpo que se conhece. Usando termos técnicos: é a fonte de energia fóssil que libera a menor quantidade de gás carbônico (CO2) por unidade de energia gerada, na definição de um estud o p u b l i c a d o p e l o M a s s achussets Institute of Tecnology (MIT) em 2011. É por isso que, nos Estados Unidos, o crescimento da exploração de gás não convencional (shale gas) é considerado por muitos um caminho viável para o desenvolvimento de uma economia com baixa emissão de CO2 no futuro (considerando que as reservas convencionais já são pequenas para as necessidades da economia global). O assunto ganha ainda mais importância neste momento em que o presidente Barack Obama apresenta as intenções do governo para reduzir as emissões nos próximos anos de forma a garantir mínimo prejuízo ao avanço da economia norte-americana. Embora a exploração de shale gas seja relativamente segura para o ambiente, com poucos incidentes registrados até hoje, começam a surgir estudos que sugerem a possibilidade de contaminações nos solos e subsolos de áreas em que estão instalados poços. Um estudo publicado na semana passada pela Academia Norte-americana de Ciências, de autoria do professor da Universidade Duke

Robert B. Jackson, mostrou haver evidências de contaminação, principalmente com metano e propano, em amostras de água potável recolhidas em 141 lençóis próximos a áreas de exploração de shale gas. E o grau de contaminação de uma área, diz o estudo, aumenta quanto mais perto ela estiver de um poço de exploração. O trabalho concluiu que nas propriedades que ficam em um raio de menos de um quilômetro de um poço, a concentração de metano na água é seis vezes maior que

fora desse perímetro. As preocupações ambientais, de fato, estão ligadas sobretudo à possibilidade de contaminação dos aquíferos (lençóis de água que ficam próximos à superfície em determinadas áreas), fonte de água potável para muitas populações. Para fraturar a rocha onde está o shale gas, uma grande quantidade de água, areia e uma combinação de diversos produtos químicos são lançados contra ela a uma alta pressão, provocando seu fraturamento e a consequente li-

De uma maneira esquemática, a ideia por trás da tecnologia de exploração de shale gas é simples. Para desprender o gás que há milhões de anos está na rocha folhelho (que em geral fica entre mil e três mil metros de profundidade), primeiro per-

beração do gás natural ( v ej a detalhes na ilustração). Na mistura entram produtos químicos como espessantes de xampu, limpadores de piscina, conservantes de frango para congelamento, alvejantes, desinfetantes de uso médico, antiperspirantes e limpadores de vidro. Esses produtos ajudam a evitar a corrosão da tubulação do poço e facilitam a saída do shale gas. Se o poço não for isolado de maneira adequada, com camadas de concreto e aço, fissuras podem fazer a mistura

fura-se um poço, revestido de concreto e aço. Por esse poço injeta-se, a alta pressão (cuja calibragem depende das características de cada região), uma mistura de 90% de água, 8% de areia e 2% de diversos produtos químicos.

de produtos químicos – ou o próprio shale gas – contaminar a água do aquífero. "Se o projeto de engenharia do poço for feito de maneira adequada, o risco de contaminação da água ou do solo é mínimo. Risco zero não existe, mas ele é mesmo muito reduzido quando os projetos são bons", afirma o professor doutor Colombo Celso Gaeta Tassinari, vice-diretor do Instituto de Energia e Ambiente da USP. Há casos em que se encontra shale gas "escapando" pelo solo. Uma análise apres-

Chegando à rocha com grande pressão, essa mistura provoca fraturas que liberam o gás. Ele chega à superfície pelas tubulações do poço e, então, pode ser armazenado e transportado. Um poço tem vida útil de cerca de um ano.

sada, segundo o professor, pode associar esse escape à existência de poços de exploração de gás não convencional nas proximidades. "Mas nem sempre essa é a origem do gás no solo. É possível que, de uma forma muito, muito lenta, o gás tenha se desprendido da rocha por um processo natural. Isso ocorre mesmo no Brasil, onde não existe ainda exploração de shale gas. Há regiões no norte de Minas Gerais em que basta aproximar um isqueiro do solo para se fazer fogo." Ter re mo t os ?– Outro temor diz respeito à chance de o fraturamento hidráulico provocar terremotos, acusação comum feita por ambientalistas contrários a esse tipo de exploração. "O que acontece é que, nas áreas do fraturamento, há tremores de terra. Mas não existe a sensação de terremoto, já que a rocha que está sendo fraturada fica a uma profundidade muito grande", explica o professor Tassinari. Nos Estados Unidos, as discussões sobre os impactos ambientais da exploração de shale gas são bastante intensas e, aparentemente, sempre voltadas ao aprimoramento da legislação e da fiscalização. "Para quem ainda não começou a exploração, como o Brasil, esses debates são muito bons. Podemos, com eles, desenvolver a tecnologia aprendendo com os erros que eventualmente os norte-americanos cometerem", observa. No Brasil, devem se envolver na regulamentação da atividade a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

No Brasil, gastos US$ 4,9 bilhões maiores por ano. Os investimentos dos Estados Unidos na exploração de gás não convencional (shale gas) nem chamaram tanto a atenção há quatro, cinco anos. Mas quando os resultados práticos dos projetos começaram a aparecer o assunto ganhou espaço. E esses resultados vieram principalmente sob a forma de custos menores. "Eles conseguiram derrubar o preço do gás natural para a indústria local, o que foi determinante para a mais recente recuperação da economia do país. A indústria local ficou muito mais competitiva", afirma o professor de Macroeconomia da USP Simão Davi Silber.

E a queda, de fato, faz diferença em termos de competitividade da indústria, sobretudo quando se compara quanto as fábricas norteamericanas pagam pela energia com a situação de seus pares no Brasil. Recente estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) mostra que o gasto adicional da indústria brasileira com energia (considerando apenas gás natural) em relação à norte-americana é de cerca de US$ 4,9 bilhões por ano. "O advento do shale gas nos Estados Unidos e seu impacto sobre os preços alteraram a balança da competitividade mundial", conclui o estudo. Com base em dados da agência norte-

americana de informações sobre energia (EIA, na sigla em inglês), a Firjan diz que a tarifa média para a indústria nos Estados Unidos é de US$ 4,45 por milhão de BTUs (medida britânica mundialmente usada para gás natural); no Brasil, esse custo é muito maior – em média, US$ 12,69/milhão de BTUs. Basta citar o exemplo de uma empresa de pequeno porte para se entender o que isso significa na prática. Uma pequena padaria de bairro, com cinco a sete empregados, que consuma 1,5 mil metros cúbicos de gás natural por mês tem que pagar uma conta de R$ 2,9 mil. Se estivesse nos Estados Unidos,

onde as tarifas desabaram por causa do shale gas, a conta não passaria de R$ 468 – uma diferença de quase 500%. Em um ano, a diferença de tarifas alcança R$ 29,7 mil. O abismo de competitividade aparece independentemente do porte da empresa. O estudo da Firjan mostra a situação de uma indústria química com 600 funcionários e consumo mensal de gás natural de 2,7 milhões de metros cúbicos. No Brasil, a conta mensal sai por R$ 3,3 milhões; nos Estados Unidos seria de R$ 842 mil. Nesse caso, a diferença corresponde a um gasto adicional no Brasil de R$ 29,8 milhões em um ano. (RA)

Tecnologia deve impulsionar mercado de etanol Sérgio Neves/Agência Estado

Renato Carbonari Ibelli

A

tecnologia pode ajudar o Brasil a dar conta da demanda crescente por etanol, que deve dobrar nos próximos sete anos. Fazer a produção atual saltar dos 22 bilhões de litros para algo em torno dos 40 bilhões de litros da maneira tradicional exigiria ampliação significativa da área plantada e pelo menos mais 100 novas usinas trabalhando a todo vapor. Algo difícil de se concretizar. Por sorte, nos laboratórios de pesquisas está sendo desenvolvido um método revolucionário de se produzir o etanol, capaz de dobrar, ou até triplicar a produção atual sem a necessidade de aumento das bases industriais e do cultivo. Quando a cana é processada nas usinas, cerca de 10% do volume extraído são açúcares, que acabam transformados em álcool posteriormente. Um volume bem maior, cerca de 30%

do material processado, vira bagaço – que é basicamente fibra de celulose. Hoje, esse material é queimado para gerar energia nas usinas. Mas ele pode oferecer mais: a totalidade do bagaço pode virar etanol ao se quebrar as moléculas da celulose que o compõe. Nova geração – E é exatamente isso o que algumas empresas que atuam no Brasil, como Granbio, Petrobras e Raízen, entre outras, estão fazendo. O empenho em produzir o etanol de celulose, que vem sendo chamado de etanol de segunda geração, deve render os primeiros resultados "extralaboratoriais" entre 2014 e 2015, diz Alfred Szwarc, consultor de tecnologia da União da Indústria de Cana (Unica). A expectativa é de que dentro desses dois anos seja possível produzir etanol de segunda geração em escala comercial, em um volume de 160 milhões de litros. Nada muito significativo em tamanho, já que o volu-

me esperado representaria cerca de 1% da produção atual, mas um grande avanço do ponto de vista tecnológico, considerando que extrair álcool de celulose é muito complicado. É que a celulose (a estrutura que reveste as paredes das células de plantas) é de difícil decomposição – ou quebra – em açúcar, para então virar álcool. Quem se encarrega dessa tarefa são as enzimas (catalisadores em reações químicas). Em outras palavras, as enzimas aceleram processos que de maneira natural levariam muito mais tempo. A lactase, por exemplo, é a enzima que acelera a quebra da lactose, presente nos laticínios. Para o caso da celulose, a notícia boa é que em laboratório se consegue criar diferentes enzimas que a quebram em açúcar. O problema é que produzi-las tem um custo elevado, que, em geral, supera o valor de venda do etanol obtido. "O pessoal de jaleco branco conseguiu

produzir etanol de celulose com sucesso nos laboratórios. O problema apareceu quando tentaram levar a produção para escala comercial", diz Szwarc. Frustração – Há cerca de cinco anos as expectativas em torno do etanol de celulose eram as melhores. Brasil e EUA firmaram acordos para o desenvolvimento da tecnologia. Essa parecia ser a saída para um mundo menos dependente dos combustíveis fósseis. Mas a dificuldade de se reproduzir em grande escala os resultados obtidos nos laboratórios frustrou a todos. Tanto que os norte-americanas questionam hoje o etanol como fonte alternativa de energia. "A verdade é que as expectativas foram exacerbadas. Os resultados deveriam ser projetados para dali a dez anos", diz o consultor da Unica. Pois bem. O tempo correu e enzimas mais eficientes e baratas foram produzidas. E o Brasil, junto dos Estados Unidos, continua a liderar essa revolução

tecnológica. A empresa brasileira Granbio, por exemplo, planeja produzir etanol de celulose em escala comercial já no primeiro trimestre de 2014. Sua meta é produzir 82 milhões de litros por ano, chegando a 1 bilhão de litros por ano em 2020. Resta salientar que a celulose não é uma exclusividade da cana. Ela está em todas as plantas. Assim, tecnicamente, seria possível extrair álcool da grama

de jardim, de folhas de papel, de serragem ou de qualquer tipo de planta. Apesar disso, de acordo com Szwarc, o Brasil terá lugar seguro nessa revolução energética. "Mesmo sendo possível extrair álcool de grama, ou de lixo, o fato é que as bases para o etanol de segunda geração vindo da cana já estão instaladas. Todo o resto parte do zero, a um custo elevado", afirma o consultor.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado e domingo, 29 e 30 de junho, e segunda-feira, 1 de julho de 2013

ECONOMIA/LEGAIS - 19

RELATÓRIO DOS ADMINISTRADORES Senhores acionistas: Atendendo determinações legais e estatutárias, apresentamos as demonstrações financeiras condensadas do exercício findo em 31/03/2013 e 31/03/2012, acompanhadas das principais notas explicativas. As demonstrações financeiras na íntegra estão disponíveis na sede da Companhia. São Paulo, 29 de junho de 2013

Balanços Patrimoniais em 31 de Março (em milhares de reais) Nota ATIVO Circulante Caixa e equivalentes de caixa................................. Aplicações financeiras............................................. Contas a receber de clientes................................... Estoques.................................................................. Tributos a recuperar................................................. Partes relacionadas................................................. Despesas antecipadas ............................................ Operações com derivativos ..................................... Outros créditos ........................................................ Não circulante Aplicações financeiras............................................. Estoques.................................................................. Tributos a recuperar................................................. Imposto de renda e contribuição social diferidos .... Depósitos judiciais................................................... Ativos mantidos para venda .................................... Partes relacionadas................................................. Outros créditos ........................................................ Investimentos em sociedades controladas.............. Imobilizado .............................................................. Ativos biológicos...................................................... Intangível ................................................................. Total do ativo............................................................

Demonstrações do Resultado do Exercício - Exercícios Findos em 31 de Março

Controladora 2013 2012 107 5.628 – – – 36.516 1.274 – 3.124 46.649

Consolidado 2013 2012

201 420.685 242.354 4.953 98.003 18.469 – 89.503 82.058 – 792.378 624.085 – 197.356 223.621 80.592 764 – – 11.799 6.565 – 16.650 8.583 6.194 54.016 21.584 91.940 1.681.154 1.227.319

Nota PASSIVO CIRCULANTE Fornecedores ................................................ Empréstimos e financiamentos ..................... Salários e encargos....................................... Tributos a recolher ......................................... Tributos parcelados ....................................... Adiantamentos de clientes ............................ Operações com derivativos ........................... Outros débitos ............................................... Não circulante Empréstimos e financiamentos ..................... Tributos parcelados ....................................... Imposto de renda e contribuição social diferidos .. Provisão para contingências ......................... Provisão para perdas em investimentos........ Outros débitos ...............................................

– – 7.410 3.535 – – 114.982 132.156 156 120 342.138 265.701 10a – – 219.383 256.058 2 2 8.628 8.385 – – 2.225 2.352 Total do passivo............................................... 62.430 94.349 6.376 – Patrimônio líquido ......................................... Capital social ................................................. – – 9.794 4.301 Ajuste de avaliação patrimonial..................... 62.588 94.471 710.936 672.488 Prejuízos acumulados ................................... 5b – 1.108.222 26.871 11.373 6 5.796 194 5.619.409 5.422.942 Patrimônio líquido antes da participação 7 – – 2.425.213 2.005.999 dos não controladores.............................. 8 234.837 219.929 Participação dos não controladores .............. 708.443 671.961 303.221 1.422.816 9.490.872 8.784.763 Total do patrimônio líquido ........................ 349.870 1.514.756 11.172.026 10.012.082 Total do passivo e do patrimônio líquido.... As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

9

9 10a

Controladora 2013 2012 1.079 22.000 20.705 1.446 – – – 2 45.232 – – 172 – 97.243 – 97.415 142.647

1.103 44.026 18.981 1.160 – – – 417 65.687

Consolidado 2013 2012 289.846 2.690.712 101.433 24.840 477 50.054 6.353 2.774 3.166.489

276.306 1.676.923 84.697 29.395 1.536 6.394 18.440 15.191 2.108.882

22.000 7.834.967 – 1.446 – 49.326 8 8.585 – – – 10.086 22.008 7.904.410 87.695 11.070.899

6.426.262 1.111 57.038 20.946 – 9.436 6.514.793 8.623.675

11 2.776.753 2.776.753 2.776.753 2.776.753 17.145 647 17.145 647 ((2.586.675)) ((1.350.339)) ((2.586.675)) ((1.350.339)) 207.223 – 207.223 349.870

1.427.061 207.223 1.427.061 – (106.096) ( ) ( (38.654) ) 1.427.061 101.127 1.388.407 1.514.756 11.172.026 10.012.082

Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido (em milhares de reais) Capital p social Total do patrimônio líquido antes dos Ajuste de avaliação Participação Total do patrimonial patrimônio líquido Subscrito A integralizar g p Prejuízos j acumulados não controladores dos não controladores p q Saldos em 31 de março de 2011 .................................................. 2.776.753 (94.455) 1.412 (597.589) 2.086.121 1.855 2.087.976 Capital integralizado ........................................................................ – 94.455 – – 94.455 – 94.455 Resultado abrangente: Operações com derivativos ........................................................... – – (765) – (765) – (765) Ganho/(perda) de participação em controladas, líquidos................ – – – 653 653 (861) (208) Prejuízo do exercício ....................................................................... – – – ( (753.403) ) ( (753.403) ) ( (39.648) ) ( (793.051) ) Saldos em 31 de março de 2012 .................................................. 2.776.753 – 647 (1.350.339) 1.427.061 (38.654) 1.388.407 Resultado abrangente: Operações com derivativos de controladas................................... – – 21.457 – 21.457 – 21.457 Destinação para prejuízos acumulados de resultados equivalidos . – – (4.959) 4.959 – – – Ganho de participação em controladas, líquidos ............................ – – – – – 450 450 Prejuízo do exercício ....................................................................... – – – ( (1.241.295) ) ( (1.241.295) ) ( (67.892) ) ( (1.309.187) ) Saldos em 31 de março de 2013 .................................................. 2.776.753 – 17.145 ( (2.586.675) ) 207.223 ( (106.096) ) 101.127 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras em 31 de Março de 2013 (em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) 1. Informações gerais: (a) Anteriormente demoninado ETH Bioenergia S.A. teve em 31 de janeiro de 2013 sua razão social alterada para Odebrecht Agroindustrial S.A. (“ODB Agro” ou “Companhia”). A Companhia é parte do conjunto de empresas controladas pela Organização Odebrecht no setor de bioenergia a partir da cana-de-açúcar (“Grupo ODB”) e tem como atividade preponderante a participação em empresas que atuam no setor sucroalcooleiro a partir da cana-de-açúcar e exerce suas atividades no país ou no exterior diretamente ou através de suas subsidiárias operacionais. (b) A ODB Agro, por intermédio de suas controladas indiretas possui 9 unidades operacionais nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, sendo que as unidades de Água Emendada e Costa Rica foram inauguradas no final de 2011. Suas controladas tem capacidade de moagem instalada de 34,7 milhões toneladas de cana ano, tendo sido processada 18,9 milhões na safra 12/13 (12,7 na Safra 11/12). (c) Desde 2007, houve destinação de recursos para aquisições de empresas e construções de unidades operacionais controladas indiretamente pela Companhia. Paralelamente, quebras recentes de safra decorrentes de fatores climáticos desfavoráveis e a ausência de majoração do preço da gasolina, que impacta diretamente os preços do etanol hidratado e etanol anidro, ocasionaram impacto significativo nas margens dos produtos. Como consequência dos fatores citados anteriormente, há um desequilíbrio no capital circulante líquido da Companhia e suas controladas que, em 31 de março de 2013, apresentam excesso de passivos circulantes sobre ativos circulantes, consolidados, no montante de R$ 1.485.330. Esse cenário vem sendo monitorado e deverá ser revertido durante os próximos anos em função de: (i) aumento substancial do volume de moagem em decorrência das expansões e implementações das novas usinas e da ampliação do canavial, além dos ganhos de produtividade previstos já como resultado da evolução dos processos agrícolas, utilização de novos implementos/equipamentos e aceleração da curva de aprendizado; (ii) redução do volume de investimentos industriais, uma vez que as últimas usinas entraram em operação no final de 2011; (iii) melhora substancial da margem bruta em função de redução de custos agrícolas, otimização de rotas para corte, carregamento e transportes de cana e diluição da estrutura de custos fixos dado o maior volume de moagem; (iv) aumento dos preços da gasolina, diminuindo a defasagem de preço entre a Gasolina A (Brasileira) com a Gasolina Internacional; (v) alteração no percentual de mistura do etanol na gasolina, passando de 20,00% para 25,00% e (vi) incentivos concedidos pelo governo federal ao setor, através de redução da carga tributária e acesso a linhas de financiamento mais acessíveis e com custo mais baixo para investimentos na operação, especialmente para formação e manutenção do canavial. Todos os eventos descritos anteriormente impactam positivamente a geração de caixa operacional futura, possibilitando um equilíbrio maior entre ativos e passivos circulantes. Até a data de emissão das presentes demonstrações financeiras, a companhia e suas controladas já haviam captado R$ 864 milhões em operações de crédito rural, recebíveis e capital giro, entre outras. A emissão dessas demonstrações financeiras consolidada da Companhia foi autorizada pela Administração em 29 de junho de 2013. 2. Apresentação das demonstrações contábeis: As demonstrações contábeis foram elaboradas em observância com às disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações e nos pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs). Alguns agrupamentos de contas foram alterados no balanço patrimonial, e em notas explicativas para melhor apresentação e classificação e foram refletidas de forma comparativa com 2012 para preservar a comparação entre os exercícios. Cabe ressaltar que essas alterações não resultaram em mudança significativa nos saldos dos grupos, tampouco nos totais gerais. 2.1 Resumo das principais práticas contábeis: As principais práticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão definidas abaixo. Essas práticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados, salvo disposição em contrário. 2.2 Base de preparação: As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e ativos financeiros disponíveis para venda, ativos e passivos financeiros (inclusive instrumentos derivativos) e ativos biológicos mensurados ao valor justo. Além disso, a sua preparação requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração no processo de aplicação das práticas contábeis da Companhia e suas controladas. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras consolidadas, estão divulgadas na Nota 3. As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram preparadas e estão sendo apresentadas conjuntamente, conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs). 2.3 Consolidação: (a) Demonstrações financeiras consolidadas: As seguintes práticas contábeis são aplicadas na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas. (i) Controladas: Controladas são todas as entidades nas quais a Companhia possui, direta ou indiretamente, o poder de governança nas políticas financeiras e operacionais com objetivo de auferir benefícios de suas atividades e nas quais normalmente há uma participação societária superior a 50%. A existência e o efeito de potenciais direitos de voto são levados em consideração na determinação do controle, nos casos aplicáveis. As demonstrações contábeis das controladas são incluídas nas demonstrações consolidadas a partir da data em que tem início o controle até a data em que este deixa de existir. A Companhia e suas controladas utilizam o método de contabilização da aquisição para registrar as combinações de negócios. Os saldos dos ativos e passivos incorridos e instrumentos patrimoniais emitidos pela Companhia são transferidos para a aquisição de uma controlada a valor justo. Os saldos transferidos incluem o valor justo de algum ativo ou passivo resultante de um contrato de contraprestação contingente quando aplicável. Custos relacionados com aquisição são contabilizados no resultado do período conforme incorridos. Os ativos identificáveis adquiridos e os passivos e passivos contingentes assumidos em uma combinação de negócios são mensurados inicialmente pelos valores justos na data da aquisição. A participação dos acionistas não controladores, que é determinada em cada aquisição realizada, é reconhecida, pelo seu valor justo ou pela parcela proporcional da participação desses não controladores no valor justo de ativos líquidos, conforme a respectiva combinação de negócios. O excesso dos ativos e passivos transferidos e do valor justo na data da aquisição de qualquer participação patrimonial anterior na empresa adquirida em relação ao valor justo da participação da Companhia ou de suas controladas no grupo de ativos líquidos identificáveis adquiridos é registrada como ágio (goodwill). l Nas aquisições em que se atribui valor justo aos acionistas não controladores, a determinação do ágio inclui também o valor de qualquer participação não controladora na empresa adquirida, e o ágio é determinado considerando a participação da Companhia ou suas controladas e dos não controladores. Quando os ativos e passivos transferidos de valor menor que o valor justo dos ativos líquidos da empresa adquirida, a diferença é reconhecida diretamente na demonstração do resultado do período. Transações, saldos e ganhos não realizados em operações com e entre as empresas controladas são eliminados. As políticas contábeis das controladas são alteradas, quando necessário, para assegurar a consistência com as políticas adotadas pela controladora. (ii) Entidades consolidadas: As demonstrações financeiras consolidadas abrangem as da Companhia e de suas controladas, nas quais são mantidas as seguintes participações acionárias, diretas e indiretas em 31 de março de 2013 e de 2012: Controlada direta Sede (País/UF) ( ) 2013 2012 ETH Bio Participações S.A. (“ETH Bio Par”) .................................. Brasil/SP 100,00% 100,00% Controladas indiretas Agro Energia Santa Luzia S.A. (“Santa Luzia”) .............................. Brasil/MS 100,00% 100,00% Brenco Companhia Brasileira de Energia Renovável (“Brenco”) ................................................. Brasil 100,00% 100,00% Brenco Trading Company Ltd. (“Brenco Trading) ............................ Bahamas – 100,00% Centro Sul Transportadora Dutoviária Ltda. (“Centro Sul”)............. Brasil/SP 100,00% 100,00% Destilaria Alcídia S.A. (“DASA”)...................................................... Brasil/SP 93,33% 93,33% ETH Bioeletrecidade S.A................................................................ Brasil/SP 100,00% 100,00% Odebrecht Agroindustrial International Corp. (“ODB Int.”) .............. IVB 100,00% 100,00% Pontal Agropecuária S.A. (“Pontal”)................................................ Brasil/SP 100,00% 100,00% Rio Claro Agropecuária S.A. (“Rio Claro”)...................................... Brasil/GO 84,25% 84,25% Usina Eldorado S.A. (“Eldorado”) ................................................... Brasil/MS 100,00% 100,00% Usina Conquista do Pontal S.A. (“UCP”) ........................................ Brasil/SP 80,00% 80,00% As atividades das controladas diretas e indiretas são como segue: ETH Bio Par: tem como atividade principal a participação em empresas que atuam no setor sucroalcooleiro a partir da cana-de-açúcar, podendo atuar como “trading” dessas empresas, comercializando, principalmente, açúcar, etanol e derivados de cana-de-açúcar, além de energia elétrica a partir da biomassa. ETH Bioeletricidade: tem como objeto social a produção de energia elétrica através da biomassa, atualmente encontra-se em fase não operacional. DASA, Eldorado e UCP: têm como atividades principais o cultivo e industrialização de cana-de-açúcar para produção e comercialização no mercado interno e externo de etanol e açúcar VHP (“Very High Polarization”), além da cogeração de energia elétrica a partir da biomassa. A controlada UCP iniciou a produção de açúcar VHP em abril de 2012. Pontal: tem por objeto social o cultivo e industrialização de cana-de-açúcar para produção e comercialização no mercado interno e externo de etanol e açúcar VHP, além da cogeração de energia elétrica a partir da biomassa, podendo ainda participar em outras empresas. Atualmente encontra-se em fase não operacional. Rio Claro, Santa Luzia e Brenco: têm como atividades principais o cultivo e industrialização de cana-de-açúcar para produção e comercialização no mercado interno e externo de etanol, além da cogeração de energia elétrica a partir da biomassa. ODB Int.: Off shore localizada nas Ilhas Virgens Britânicas (“IVB”), que tem como atividade principal a revenda de açúcar e etanol das controladas operacionais da Companhia no mercado externo. Centro Sul: tem por objeto social a prestação de serviço de transporte de combustíveis, incluindo, mas não se limitando, alcoóis e derivados de petróleo, tais como gasolina e diesel, por meio de poliduto. Atualmente encontra-se em fase não operacional. Brenco Trading Ltd.: Off shore localizada em Bahamas foi constituída em novembro de 2007 e dissolvida em maio de 2012. (b) Demonstrações financeiras individuais: Nas demonstrações financeiras individuais, as controladas são contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial. 2.4 Conversão de moeda estrangeira: (a) Moeda funcional e moeda de apresentação: Os itens incluídos nas demonstrações financeiras da Companhia e cada uma de suas controladas são mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico no qual as empresas atuam (“moeda funcional”). As demonstrações financeiras individuais e consolidadas estão apresentadas em Reais “R$”, que é a moeda funcional e, também, a moeda de apresentação da Companhia e suas controladas. (b) Transações e saldos: As operações com moedas estrangeiras são convertidas para a moeda funcional, utilizando as taxas de câmbio vigentes nas datas das transações ou da avaliação, na qual os itens são remensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidação dessas transações e da conversão pelas taxas de câmbio do final do exercício, referentes a ativos e passivos monetários em moedas estrangeiras, são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto quando diferidos no patrimônio como operações de hedge de fluxo de caixa. Os ganhos e as perdas cambiais relacionados com empréstimos e financiamentos são registrados na demonstração do resultado nas despesas financeiras nas rubricas, “Juros passivos, Variação cambial passiva e Variação monetária passiva”, os rendimentos de caixa e equivalentes de caixa são registrados na demonstração do resultado nas receitas financeiras na rubrica, “Rendimento com aplicações financeiras”. 2.5 Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais de três meses, ou menos, e com risco insignificante de mudança de valor. Quando aplicável, caixa e equivalentes de caixa são apresentados líquidos dos saldos tomados em contas garantidas nas demonstrações de fluxo de caixa. As contas garantidas, quando utilizadas, são demonstradas no balanço patrimonial como “Empréstimos e financiamentos”, no passivo circulante. 2.6 Ativos financeiros: 2.6.1 Classificação: A Companhia e suas controladas classificam seus ativos financeiros, no reconhecimento inicial, sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado, empréstimos e recebíveis e disponíveis para venda. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. (a) Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado: Os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são ativos financeiros mantidos para negociação. Um ativo financeiro é classificado nessa categoria se foi adquirido, principalmente, para fins de venda no curto prazo. Os derivativos também são categorizados como mantidos para negociação, a menos que tenham sido designados como instrumentos de hedge. Os ativos dessa categoria são classificados como ativos circulantes. (b) Empréstimos e recebíveis: Os empréstimos e recebíveis são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, que não são cotados em um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a doze meses após a data de emissão do balanço (estes são classificados como ativos não circulantes). Os empréstimos e

recebíveis da Companhia e suas controladas compreendem “Caixa e equivalentes de caixa” e “Contas a receber de clientes, de partes relacionadas e demais contas a receber”. (c) Ativos financeiros disponíveis para venda: Os ativos financeiros disponíveis para venda são aqueles que não são classificados em nenhuma outra categoria e não são derivativos. Eles são incluídos em ativos não circulantes, a menos que a Administração pretenda alienar o investimento em até 12 meses após a data do balanço. 2.6.2 Reconhecimento e mensuração: As compras e as vendas regulares de ativos financeiros são reconhecidas na data de negociação, data na qual a Companhia e suas controladas se comprometem a comprar ou vender o ativo. Os investimentos são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transação para todos os ativos financeiros não classificados como ao valor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros ao valor justo por meio de resultado são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transação são debitados à demonstração do resultado. Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos tenham vencido ou tenham sido transferidos; neste último caso, desde que a Companhia tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os benefícios da propriedade. Os ativos financeiros disponíveis para venda e os ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são, subsequentemente, contabilizados pelo valor justo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa efetiva de juros. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são apresentados na demonstração do resultado como “Ajuste a valor de mercado”. Quando os títulos classificados como disponíveis para venda são vendidos ou sofrem perda (impairment), os ajustes acumulados do valor justo, reconhecidos no patrimônio, são incluídos na demonstração do resultado como “Ganhos e perdas de títulos de investimento”. Os juros de títulos disponíveis para venda, calculados pelo método da taxa efetiva de juros, são reconhecidos na demonstração do resultado como parte de outras receitas. A Companhia e suas controladas avaliam, na data do balanço, se há evidência objetiva de perda (impairment) em um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros. Se houver alguma dessas evidências para os ativos financeiros disponíveis para venda, a perda cumulativa - mensurada como a diferença entre o custo de aquisição e o valor justo atual, menos qualquer perda por impairment desse ativo financeiro previamente reconhecido no resultado - é retirada do patrimônio e reconhecida na demonstração do resultado. As perdas por impairment reconhecidas na demonstração do resultado de instrumentos de patrimônio líquido não são revertidas por meio da demonstração do resultado. 2.6.3 Compensação de instrumentos financeiros: Ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido é reportado no balanço patrimonial quando há um direito legalmente aplicável de compensar os valores reconhecidos e há uma intenção de liquidá-los numa base líquida, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 2.6.4 Impairment de ativos financeiros: Para os ativos mensurados ao custo amortizado, a Companhia e suas controladas avaliam no encerramento do balanço se há evidência objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e os prejuízos de impairment são incorridos somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. Os critérios que a Companhia e suas controladas usam para determinar se há evidência objetiva de uma perda por impairment incluem: (i) dificuldade financeira relevante do emissor ou devedor; (ii) uma quebra de contrato, como inadimplência ou mora no pagamento dos juros ou principal; (iii) a Companhia e suas controladas, por razões econômicas ou jurídicas relativas à dificuldade financeira do tomador de empréstimo, garantem ao tomador uma concessão que o credor não consideraria; (iv) torna-se provável que o tomador declare falência ou outra reorganização financeira; (v) o desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro devido às dificuldades financeiras; ou (vi) dados observáveis indicando que há uma redução mensurável nos futuros fluxos de caixa estimados a partir de uma carteira de ativos financeiros desde o reconhecimento inicial daqueles ativos, embora a diminuição não possa ainda ser identificada com os ativos financeiros individuais na carteira, incluindo: • mudanças adversas na situação do pagamento dos tomadores de empréstimo na carteira; e • condições econômicas nacionais ou locais que se correlacionam com as inadimplências sobre os ativos na carteira. O montante do prejuízo é mensurado como a diferença entre o valor contábil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo os prejuízos de crédito futuro que não foram incorridos) descontados à taxa de juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor contábil do ativo é reduzido e o valor do prejuízo é reconhecido na demonstração do resultado. Se um empréstimo ou investimento mantido até o vencimento tiver uma taxa de juros variável, a taxa de desconto para medir uma perda por impairment é a atual taxa efetiva de juros determinada de acordo com o contrato. Como um expediente prático, a Companhia e suas controladas podem mensurar o impairment com base no valor justo de um instrumento utilizando um preço de mercado observável. Se, num período subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente com um evento que ocorreu após o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classificação de crédito do devedor), a reversão da perda por impairment reconhecida anteriormente será reconhecida na demonstração do resultado. 2.7 Instrumentos financeiros derivativos e atividades de hedge: Inicialmente, os derivativos são reconhecidos pelo valor justo na data em que um contrato de derivativos é celebrado e são, subsequentemente, remensurados ao seu valor justo. O método para reconhecer o ganho ou a perda resultante depende do fato do derivativo ser designado ou não como um instrumento de hedge. Sendo este caso, o método depende da natureza do item que está sendo protegido por hedge. A Companhia designa certos derivativos como: • hedge do valor justo de ativos ou passivos reconhecidos ou de um compromisso firme (hedge de valor justo); ou • hedge de um risco específico associado a um ativo ou passivo reconhecido ou uma operação prevista altamente provável (hedge de fluxo de caixa). A Companhia e suas controladas documentam, no início da operação, a relação entre os instrumentos de hedge e os itens protegidos por hedge, assim como os objetivos da gestão de risco e a estratégia para a realização de várias operações de hedge. A Companhia e suas controladas também documentam sua avaliação, tanto no início do hedge como de forma contínua, de que os derivativos usados nas operações de hedge são altamente eficazes na compensação de variações no valor justo ou nos fluxos de caixa dos itens protegidos por hedge. O valor justo total de um derivativo de hedge é classificado como ativo ou passivo não circulante, quando o vencimento remanescente do item protegido por hedge for superior a doze meses, e como ativo ou passivo circulante, quando o vencimento remanescente do item protegido por hedge for inferior a doze meses. Os derivativos de negociação são classificados como ativo ou passivo circulante. Para propósito de hedge, as controladas diretas ou indiretas da Companhia, amparam-se nas políticas de Gestão de Riscos de Mercado do grupo Odebrecht Agroindustrial classificando os derivativos aplicáveis como hedge de fluxo de caixa. As controladas consideram altamente efetivos os instrumentos que compensem entre 80% e 125% da mudança no preço do item para o qual a proteção foi contratada. Conforme as políticas de hedge, periodicamente são realizados testes com o objetivo de comprovar a efetividade das operações. (a) Hedge de valor justo: As variações no valor justo de derivativos designados e qualificados como hedge de valor justo são registradas na demonstração do resultado, com quaisquer variações no valor justo do ativo ou passivo protegido por hedge que são atribuíveis ao risco “hedgeado”. A Companhia e suas controladas só aplicam a contabilização de hedge de valor justo para se proteger contra o risco de juros fixos de empréstimos. O ganho ou perda relacionado com a parcela efetiva de swap de taxa de juros de proteção contra empréstimos com taxas fixas, o ganho ou perda relacionado com a parcela não efetiva e as variações no valor justo dos empréstimos com taxas fixas protegidas por hedge, atribuíveis ao risco de taxa de juros, são reconhecidas no resultado financeiro do exercício. Se o hedge não mais atender aos critérios de contabilização do hedge, o ajuste no valor contábil de um item protegido por hedge, para o qual o método de taxa efetiva de juros é utilizado, é amortizado no resultado durante o período até o vencimento. (b) Hedge de fluxo de caixa: A parcela efetiva das variações no valor justo de derivativos designados e qualificados como hedge de fluxo de caixa é reconhecida no patrimônio. O ganho ou perda relacionado com a parcela não efetiva é imediatamente reconhecido no resultado financeiro do exercício como “Perdas ou ganhos nos derivativos não designados para hedge”. Os valores acumulados no patrimônio são realizados na demonstração do resultado nos períodos em que o item protegido por hedge afetar o resultado (por exemplo, quando ocorrer a venda prevista que é protegida por hedge). O ganho ou perda relacionado com a parcela efetiva do swap de taxa de juros que protege os empréstimos com taxas variáveis, e o ganho ou perda relacionado com a parcela não efetiva é reconhecido como resultado financeiro do exercício. Quando um instrumento de hedge prescreve ou é vendido, ou quando um hedge não atende mais aos critérios de contabilização de hedge, todo ganho ou toda perda cumulativa existente no patrimônio naquele momento permanece no patrimônio e é reconhecido quando a operação prevista é finalmente reconhecida na demonstração do resultado. Quando não se espera mais que uma operação prevista ocorra, o ganho ou a perda que havia sido apresentado no patrimônio líquido é imediatamente transferido para o resultado financeiro do exercício. (c) Derivativos mensurados ao valor justo por meio do resultado: Certos instrumentos derivativos não se qualificam para a contabilização de hedge. As variações no valor justo de qualquer um desses instrumentos derivativos são reconhecidas imediatamente como resultado financeiro do exercício. 2.8 Contas a receber de clientes: As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber pela venda de mercadorias no decurso normal das atividades da Companhia e de suas controladas. Se o prazo de recebimento é equivalente a um ano ou menos, as contas a receber são classificadas no ativo circulante. Caso contrário, e se aplicável estão apresentadas no ativo não circulante. Inicialmente, são reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método da taxa efetiva de juros menos a provisão para crédito de liquidação duvidosa. Na prática são normalmente reconhecidas ao valor faturado, ajustado pela provisão para impairment, se necessária. 2.9 Estoques: Os estoques são demonstrados ao custo médio das compras, produção ou pelos valores dos adiantamentos efetuados, inferior aos custos de reposição ou aos valores de realização. Os gastos com manutenção e a depreciação de máquinas e equipamentos agrícolas e industriais, incorridos no período de entressafra, são registrados nos Estoques e apropriados ao custo de produção de cada produto no decorrer da próxima safra. 2.10 Ativos não circulantes mantidos para venda: Os ativos não circulantes são classificados como ativos mantidos para venda quando seu valor contábil for recuperável, principalmente, por meio de uma venda e quando essa venda for praticamente certa. Estes são avaliados pelo menor valor entre o valor contábil e o valor justo, menos os custos de venda, se o valor contábil será recuperado, principalmente, por meio de uma operação de venda, e não pelo uso contínuo. 2.11 Depósitos judiciais: Os depósitos são atualizados monetariamente e apresentados como dedução do valor do correspondente passivo constituído, se aplicável, quando não houver possibilidade de resgate, a menos que ocorra desfecho favorável da questão para a Companhia e suas controladas. Não havendo passivo constituído, os depósitos judiciais são apresentados no ativo não circulante. 2.12 Demais ativos: Os demais ativos são apresentados pelo valor de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidas ou, no caso de despesas antecipadas, ao custo. 2.13 Ativos intangíveis: (a) Ágio: O ágio (goodwill) l é representado pela diferença positiva entre o valor pago e/ou a pagar pela aquisição de um negócio e o montante líquido do valor justo dos ativos e passivos da controlada adquirida. O ágio contabilizado nas controladas antes de 31 de março de 2009, ou seja, antes das novas práticas contábeis, é representado pela diferença entre o valor pago e o patrimônio líquido contábil da empresa adquirida. O ágio de aquisições de controladas é registrado como “Ativo intangível”. Caso seja apurado deságio, o montante é registrado como ganho no resultado do período, na data de aquisição da empresa. O ágio é testado anualmente para verificar sua recuperabilidade (teste de impairment) e contabilizado pelo seu valor de custo menos as perdas acumuladas por impairment. Perdas por impairment reconhecidas sobre ágio não são revertidas. Os ganhos e as perdas da alienação de uma entidade incluem o valor contábil do ágio relacionado com a entidade vendida. O ágio é alocado às Unidades Geradoras de Caixa (UGCs), ou grupo de UGCs, para fins de teste de impairment, dependendo do benefíciário da combinação de negócios da qual o ágio se originou. (b) Softwares: São capitalizados com base nos custos incorridos para adquiri-los e fazer com que estejam prontos para serem utilizados. Esses custos são amortizados pelo período de vida útil estimado do software. Os custos associados à manutenção de softwares são reconhecidos como despesa, conforme incorridos, e os de desenvolvimento que são diretamente atribuíveis ao projeto e aos testes de produtos de software identificáveis e exclusivos, controlados pela Companhia e suas controladas, são reconhecidos como ativos intangíveis quando os seguintes critérios são atendidos: • É tecnicamente viável concluir o software para que ele esteja disponível para uso. • A Administração pretende concluir o software e usá-lo ou vendê-lo. • O software pode ser vendido ou

(em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) Controladora Consolidado Nota 2013 2012 2013 2012 Receita líquida..................................................... 12 – – 2.005.879 1.449.092 Valor justo dos ativos biológicos.......................... 7 – – 103.449 78.971 Custo dos produtos vendidos .............................. – – (2.320.507) ( ) (1.388.283) ( ) Lucro (prejuízo) bruto ....................................... – – (211.179) 139.780 Despesas com vendas ........................................ (1.896) (400) (84.198) (38.911) Despesas administrativas.................................... (15.744) 3.271 (217.270) (216.712) Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas .............................................................. – – 120.647 ( (15.305) ) Lucro (prejuízo) operacional ............................ (17.640) 2.871 (392.000) (131.148) Participação nos resultados de controlada.......... (1.226.922) (756.996) – – Receitas financeiras ............................................ 9.815 11.783 195.831 135.843 Despesas financeiras .......................................... ( (6.376) ) (11.061) ( ) (1.094.033) ( ) (725.669) ( ) Prejuízo antes do imposto de renda e da contribuição social.......................................... (1.241.123) (753.403) (1.290.202) (720.974) Imposto de renda e contribuição social diferidos 10 (d) ( (172) ) – ( (18.985) ) ( (72.077) ) Prejuízo do exercício......................................... ( (1.241.295) ) (753.403) ( ) ((1.309.187)) (793.051) ( ) Atribuível a: Acionistas da Companhia.................................... (1.241.295) (753.403) Participação dos não controladores .................... ( (67.892) ) ( (39.648) ) ( (1.309.187) ) (793.051) ( ) Prejuízo básico e diluído por ação - em reais 11 (e) ( , (0,0300) ) (0,0182) ( , ) As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações dos Fluxos de Caixa - Exercícios Findos em 31 de Março (em milhares de reais) Controladora 2013 2012

Consolidado 2013 2012

Fluxo de caixa das atividades operacionais Prejuízo do exercício antes do imposto de renda e da contribuição social......................................... (1.241.123) (753.403) (1.290.202) (720.974) Ajustes Ajuste a valor de mercado, líquido ......................... – – 2.446 3.747 Ajuste a valor presente........................................... – – (11.923) (838) Depreciação e amortização (inclui colheita de ativos biológicos) 1.555 7 842.455 419.257 Perdas cambiais e monetárias, líquidas................. 3.732 10.737 891.821 653.636 Valor justo dos ativos biológicos............................. – – (103.449) (78.971) Resultado de participações societárias.................. 1.226.922 756.996 – – Provisões diversas ................................................. – – 2 19.521 Provisão para ajuste a valor de mercado dos estoques............................................................... – – 8.020 (6.225) – – 19.980 17.547 Valor residual de ativo imobilizado baixado............ (8.914) 14.337 359.150 306.700 Variações nos ativos e passivos Aplicações financeiras.............................................. (675) (4.953) (85.854) 22.622 Contas a receber de clientes.................................... – – (9.416) (17.784) Estoques .................................................................. – – (49.073) (137.868) Tributos a recuperar.................................................. (36) 52 (50.172) (148.942) Operações com derivativos, líquidos........................ – – 12.357 (1.670) Ativos mantidos para venda ..................................... – – 127 – Depósitos judiciais.................................................... – (2) (243) 5.731 Despesas antecipadas ............................................. (1.274) – (5.234) (1.519) Outros créditos ......................................................... 3.070 (393) (38.646) 79 Fornecedores ........................................................... (24) (5.470) 18.161 11.910 Salários e encargos.................................................. 1.724 (1.273) 16.736 19.143 Tributos a recolher .................................................... 286 (624) (4.555) 1.581 Tributos parcelados .................................................. – – (725) (1.818) Provisão para contingências .................................... (8) 8 (10.391) (10.547) Adiantamento de clientes ......................................... – – 43.660 (944) ( (415) ) ( (344) ) ( (20.363) ) ( (24.706) ) Outros débitos .......................................................... Caixa (aplicado nas) gerado pelas operações......... (6.266) 1.338 175.519 21.968 ( (3.758) ) (15.476) ( ) (260.919) ( ) (212.870) ( ) Juros pagos.......................................................... Caixa líquido aplicado nas atividades ( (10.024) ) (14.138) ( ) ( (85.400) ) (190.902) ( ) operacionais ............................................................. Fluxo de caixa das atividades de investimentos Empréstimos concedidos a controladas..................... 75.995 60.200 (6.418) (18.333) Aumento de capital social em controlada................... – (94.455) – – Aumento de investimento ........................................... – – (15.498) – Aquisições de imobilizado .......................................... (6.223) (10) (525.103) (1.401.685) Aquisições de intangível............................................. (15.842) (2.129) (45.909) (2.996) – – (954.374) ( ) (873.396) ( ) Plantio e tratos culturais de ativos biológicos............. Caixa líquido (aplicado nas) gerado pelas atividades de investimentos.................................... 53.930 (36.394) (1.547.302) (2.296.410) Fluxo de caixa das atividades de financiamentos Captações de empréstimos e financiamentos............ – – 5.035.605 3.500.873 Captações de acionistas (aumento de capital)........... – 94.455 – 94.455 Amortização de empréstimos e financiamentos ( (44.000) ) (44.000) ( ) (3.224.572) ( ) (1.139.538) ( ) principal .................................................................... Caixa líquido (aplicado nas) gerado pelas ( (44.000) ) 50.455 1.811.033 2.455.790 atividades de financiamentos ................................. Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa, líquidos...................................................... (94) (77) 178.331 (31.522) Caixa e equivalentes de caixa no início 201 278 242.354 273.876 do exercício............................................................... 107 201 420.685 242.354 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras. usado. • Pode-se demonstrar que é provável que o software gerará benefícios econômicos futuros. • Estão disponíveis adequados recursos técnicos, financeiros e outros recursos para concluir o desenvolvimento e para usar ou vender o software. • O gasto atribuível ao software durante seu desenvolvimento pode ser mensurado com segurança. Os custos diretamente atribuíveis, que são capitalizados como parte do software, incluem os custos com integrantes alocados no projeto e despesas diretamente aplicáveis ao desenvolvimento do software. Também são capitalizados os custos de financiamento atribuíveis ao projeto, incorridos durante o período de desenvolvimento do software. Outros gastos de desenvolvimento que não atendam a esses critérios são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento de software reconhecidos como ativos são amortizados em período não superior a dez anos. (c) Direito de uso de linhas de transmissão: As linhas de transmissão de energia foram construídas e doadas às transmissoras e serão utilizadas pelas controladas pelo período previsto em contrato, não inferior a quinze anos, que é base para realização da amortização do direito de uso dessas linhas. 2.14 Imobilizado: As terras compreendem as propriedades rurais onde são cultivadas as lavouras de cana-de-açúcar (ativo biológico - Nota 2.15) e onde estão instaladas as unidades fabris e administrativas das controladas, não são depreciadas. Edifícios e benfeitorias correspondem, substancialmente, às construções dos prédios da indústria, da sede administrativa e de outras benfeitorias em imóveis rurais. As máquinas e equipamentos agrícolas correspondem, substancialmente, aos custos de aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas utilizados nas atividades de plantio, tratos culturais e colheita. Os bens do ativo imobilizado são demonstrados pelo valor reavaliado até 31 de dezembro de 2002, para as controladas DASA e Pontal, e pelo custo histórico para as demais controladas, deduzida a depreciação acumulada. Conforme facultado pela Lei nº 11.638/07 e pelo Pronunciamento CPC 13 - “Adoção Inicial da Lei nº 11.638/07”. Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídos é baixado. Todos os outros reparos e manutenções são lançados em contrapartida ao resultado do exercício, quando incorridos, exceto quando ocorridos no período de entressafra, quando são classificados em Estoques e apropriados ao custo de produção durante a próxima safra. Os valores residuais e a vida útil dos ativos são revisados e ajustados, se apropriado, ao final de cada exercício. O valor contábil de um ativo é imediatamente baixado para seu valor recuperável se o valor contábil do ativo for maior do que seu valor recuperável estimado (Nota 2.16). Ganhos e perdas em alienações são determinados pela comparação dos valores de alienação com o valor contábil e são incluídos no resultado. Quando os ativos reavaliados são vendidos, os valores incluídos na reserva de reavaliação são transferidos para lucros (prejuízos) acumulados. Os custos dos juros sobre recursos tomados para financiar a construção de ativos ou determinados projetos, qualificáveis, são capitalizados durante o período necessário para executar e preparar o ativo ou projeto para o uso pretendido. 2.15 Ativo biológico: Os ativos biológicos compreendem o plantio e cultivo de lavouras de cana-de-açúcar, que serão utilizadas como matéria-prima na produção de açúcar e etanol. O ciclo produtivo da cana-deaçúcar tem em média cinco anos após o seu primeiro corte. Os ativos biológicos são mensurados ao seu valor justo. As premissas significativas utilizadas na determinação do valor justo dos ativos biológicos estão demonstradas na Nota 7. O valor justo dos ativos biológicos é determinado no reconhecimento dos ativos e na data-base das demonstrações financeiras. O ganho ou perda na variação do valor justo dos ativos biológicos é determinado pela diferença entre o valor justo no início e final do período, sendo registrado no resultado na rubrica “Valor justo dos ativos biológicos”. 2.16 Impairment de ativos não financeiros: Os ativos que têm uma vida útil indefinida, como o ágio, não estão sujeitos à amortização e são testados anualmente para a verificação de impairment. Os ativos que estão sujeitos à amortização são revisados para a verificação de impairment sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. Uma perda por impairment é reconhecida pelo valor ao qual o valor contábil do ativo excede seu valor recuperável. Este último é o valor mais alto entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o seu valor em uso. Para fins de avaliação do impairment, os ativos são agrupados nos níveis mais baixos para os quais existam fluxos de caixa identificáveis (UGCs). Os ativos não financeiros, exceto o ágio, que tenham sofrido impairment, são revisados periodicamente para a análise de uma possível reversão do impairment. 2.17 Contas a pagar aos fornecedores: As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negócios, sendo classificadas no passivo circulante se o pagamento for devido no período de até 12 meses (ou no ciclo operacional normal dos negócios, ainda que mais longo). Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. Elas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de juros. Na prática, considerando o curto prazo de vencimento, são normalmente reconhecidas ao valor da fatura correspondente. 2.18 Empréstimos e financiamentos: Os empréstimos e financiamento são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquido dos custos incorridos na transação e são, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferença entre os valores captados (líquidos dos custos da transação) e o valor de liquidação é reconhecida na demonstração do resultado durante o período em que os empréstimos e financiamentos estejam em aberto, utilizando o método da taxa efetiva de juros. As taxas pagas no estabelecimento do empréstimo e/ou financiamento são reconhecidas como custo da transação, uma vez que seja provável que uma parte ou toda a dívida seja sacada. Nesse caso, a taxa é diferida até que a liquidação ocorra. Quando não houver evidências da probabilidade de liquidação de parte ou da totalidade da dívida, a taxa é capitalizada como um pagamento antecipado de serviços de liquidez e amortizada durante o período do empréstimo e/ou financiamento ao qual se relaciona. Instrumentos financeiros, inclusive debêntures, que são obrigatoriamente resgatáveis em uma data específica são classificadas como passivo. A remuneração sobre as debêntures é reconhecida na demonstração do resultado como despesa financeira. Os empréstimos e financiamentos são classificados como passivo circulante, a menos que a Companhia e suas controladas tenham um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por período superior a 12 meses após a data do balanço. 2.19 Provisões: As provisões para ações judiciais (trabalhistas, cíveis e tributárias) são reconhecidas quando a Companhia e suas controladas tem uma obrigação presente como resultado de eventos passados, é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação; e o valor tiver sido estimado com segurança. As provisões não são reconhecidas com relação às perdas operacionais futuras. Quando houver uma série de obrigações similares, a probabilidade de liquidá-las é determinada, levando-se em consideração a classe de obrigações como um todo. Uma provisão é reconhecida mesmo que a probabilidade de liquidação relacionada com qualquer item individual incluído na mesma classe de obrigações seja pequena. As provisões são mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessários para liquidar a obrigação, usando uma taxa antes de impostos, a qual reflita as avaliações atuais de mercado do valor temporal do dinheiro e dos riscos específicos da obrigação. O aumento da obrigação em decorrência da passagem do tempo é reconhecido como despesa financeira. 2.20 Imposto de renda e contribuição social: O imposto de renda e contribuição social correntes, são calculados com base na legislação vigente, na data do balanço em que a Companhia e suas controladas geram lucro tributável. O imposto de renda e contribuição social diferidos são calculados sobre os prejuízos fiscais e base negativa acumulados e as correspondentes diferenças temporárias entre as bases de cálculo do imposto sobre ativos e passivos e os valores contábeis das demonstrações financeiras. As alíquotas atuais desses impostos são de 25% para o imposto de renda e 9% para a contribuição social. Estes impostos diferidos ativos são reconhecidos na extensão em que seja provável que os lucros futuros tributáveis sejam suficientes para compensar os créditos fiscais advindos das diferenças temporárias e/ ou prejuízos fiscais e bases negativas, de acordo com projeções de resultados elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos que podem, portanto, sofrer alterações. Em função da promulgação da Lei 11.638/2007 e consequente introdução do Regime Tributário de Transição (RTT), a Companhia e suas controladas passaram a reconhecer imposto de renda e contribuição social diferido sobre as diferenças entre os critérios fiscais e contábeis. Esses impostos diferidos são reconhecidos na demonstração de resultado do exercício, exceto quando estiverem relacionados com itens registrados diretamente no patrimônio líquido. Os impostos de renda diferidos ativos e passivos são apresentados pelo líquido no balanço quando há o direito legal e a intenção de compensá-los quando da apuração dos tributos correntes, em geral relacionado com a mesma entidade legal e mesma autoridade fiscal. 2.21 Benefícios a empregados: Participação nos lucros: A Companhia e suas controladas reconhecem um passivo e uma despesa de participação nos resultados com base em uma regra que leva em conta o lucro atribuível aos acionistas após certos ajustes. Adicionalmente, uma provisão é constituída quando há uma obrigação contratual ou uma prática passada que criou uma obrigação não formalizada. 2.22 Reconhecimento de receita: (a) Venda de produtos: A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização de produtos no curso normal das atividades da Companhia e de suas controladas. É apresentada líquida de impostos, fretes, devoluções, abatimentos e descontos, bem como das eliminações das vendas entre empresas da Companhia no caso do consolidado. A Companhia e suas controladas reconhecem a receita quando o valor pode ser mensurado com segurança; quando é provável que fluirão benefícios econômicos futuros decorrentes da transação e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20 -.ECONOMIA/LEGAIS cada uma das atividades. A Companhia e suas controladas baseiam suas estimativas em resultados históricos, levando em consideração o tipo de cliente, o tipo de transação e as especificações de cada venda. (b) Receita financeira: A receita financeira é reconhecida conforme o prazo decorrido, usando o método da taxa efetiva de juros. Quando uma perda (impairment) é identificada em relação a um contas a receber, reduz-se o valor contábil para seu valor recuperável, que corresponde ao fluxo de caixa futuro estimado, descontado à taxa efetiva de juros original do instrumento. Subsequentemente, à medida que o tempo passa, os juros são incorporados às contas a receber, em contrapartida de receita financeira, que é calculada pela mesma taxa efetiva de juros utilizada para apurar o valor recuperável, ou seja, a taxa original das contas a receber. 2.23 Arrendamentos: A classificação dos contratos de arrendamento mercantil é realizada no momento da sua contratação. Os arrendamentos nos quais uma parcela significativa dos riscos e benefícios da propriedade é retida pelo arrendador são classificados como arrendamento mercantil operacional. Os pagamentos efetuados para arrendamentos operacionais são registrados como despesa do exercício pelo método linear, durante o período de arrendamento, sendo os juros registrados como resultado financeiro. A classificação do arrendamento mercantil financeiro depende da essência da transação. Seguem abaixo alguns exemplos de situações que, individualmente ou em conjunto, levariam normalmente a que um arrendamento mercantil fosse classificado como financeiro, são: (a) O contrato de arrendamento mercantil transfere a propriedade do ativo para o arrendatário no fim do prazo do arrendamento mercantil; (b) O arrendatário tem a opção de comprar o ativo por um preço que se espera seja significativamente mais baixo do que o valor justo à data em que a opção se torne exercível de forma que, no início do arrendamento mercantil, seja razoavelmente certo que a opção será exercida; (c) O prazo do arrendamento mercantil refere-se à maior parte da vida econômica do ativo, mesmo que a propriedade não seja transferida; (d) No início do arrendamento mercantil, o valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento totaliza substancialmente o valor do ativo arrendado; e (e) Os ativos arrendados são de natureza especializada de tal forma que apenas o arrendatário pode usá-los sem grandes modificações. Cada parcela paga do arrendamento é alocada, parte ao passivo e parte aos encargos financeiros, para que, dessa forma, seja obtida uma taxa constante sobre o saldo da dívida em aberto. Os juros são reconhecidos na demonstração do resultado na rubrica “Despesas financeiras” durante o período do arrendamento, para produzir uma taxa periódica constante de juros sobre o saldo remanescente do passivo para cada exercício. O imobilizado adquirido por meio de arrendamento mercantil financeiro é depreciado durante a vida útil do ativo. 2.24 Outras receitas operacionais, líquidas: Referem-se, em 2013, substancialmente, a ressarcimento da ANEEL por contratos de energia elétrica registrado no resultado. 3. Estimativas e julgamentos contábeis críticos: As estimativas e os julgamentos contábeis são continuamente avaliados e baseiam-se na experiência histórica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoáveis para as circunstâncias. Com base em premissas, a Companhia e suas controladas fazem estimativas com relação ao futuro. Por definição, as estimativas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contábeis de ativos e passivos para o próximo exercício, estão contempladas abaixo: (a) Valor justo dos ativos biológicos: O valor justo dos ativos biológicos é determinado por meio da aplicação de premissas estabelecidas em modelos de fluxos de caixa descontados como mencionado na Nota 7. (b) Perda (impairment) estimada do ágio: Anualmente, a Companhia e suas controladas testam a recuperabilidade dos ágios (teste de impairment), de acordo com a política contábil apresentada na Nota 2.13 (a). (c) Imposto de renda, contribuição social e outros impostos: A Companhia reconhece ativos e passivos diferidos com base nas diferenças entre o valor contábil apresentado nas demonstrações contábeis e a base tributária dos ativos e passivos utilizando as alíquotas em vigor. A Companhia revisa regularmente os impostos diferidos ativos em termos de possibilidade de recuperação, considerando-se o lucro histórico gerado e o lucro tributável futuro projetado, de acordo com estudo de viabilidade técnica. (d) Valor justo de derivativos e outros instrumentos financeiros: O valor justo de instrumentos financeiros que não são negociados em mercados ativos é determinado mediante o uso de técnicas de avaliação. A Companhia e suas controladas usam seu julgamento para escolher diversos métodos e definir premissas que se baseiam principalmente nas condições de mercado existentes na data do balanço. É utilizado a análise do fluxo de caixa descontado para cálculo de valor justo de diversos ativos financeiros disponíveis para venda, não negociados em mercados ativos. (e) Revisão da vida útil recuperável do ativo imobilizado: A capacidade de recuperação dos ativos que são utilizados nas atividades da Companhia e suas controladas é avaliada sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil de um ativo ou grupo de ativos pode não ser recuperável com base em fluxos de caixa futuros. Se o valor contábil destes ativos for superior ao seu valor recuperável, o valor líquido é ajustado e sua vida útil readequada para novos patamares. (f) Provisão para contingências: A Companhia e suas controladas são parte em processos trabalhistas, cíveis e tributários que se encontram em instâncias diversas. As provisões para contingências, constituídas para fazer face a potenciais perdas decorrentes dos processos em curso, são estabelecidas e atualizadas com base na avaliação da Administração, fundamentada na opinião de seus assessores legais e requerem elevado grau de julgamento sobre as matérias envolvidas. 4. Gestão de risco financeiro: 4.1 Fatores de risco financeiro: As controladas da Companhia realizam operações com instrumentos financeiros objetivando a proteção dos riscos de mercado decorrentes das variações do preço do açúcar internacional, do etanol, da taxa de câmbio e das taxas de juros internacionais. A atividade de gestão de riscos é regida por uma Política formal de Gestão de Riscos Financeiros devidamente aprovada pelo Conselho de Administração e sob a responsabilidade do Comitê de Gestão de Riscos, que é composto por responsáveis das principais áreas envolvidas com o processo, como finanças (inclui área de gestão de riscos), comercial e operações. A Política define todas as características das atividades de gestão de risco, estabelecendo relatórios e sistemas de controle para o acompanhamento de riscos, metodologias para cálculo da exposição, limites, critérios para tomada de risco de contraparte e de liquidez e instrumentos financeiros aprovados para negociação. O objetivo da Gestão de Riscos é a proteção do fluxo de caixa visando, através da redução da volatilidade com instrumentos derivativos, regular as principais exposições de riscos comerciais e financeiros oriundos da operação. Para isso, os instrumentos derivativos são utilizados apenas em posições contrárias à exposição operacional. Para as exposições relativas às operações de commodities agrícolas e taxa de juros, a estratégia se baseia na tomada de posições de instrumentos financeiros derivativos, cujos prazos de vencimento são de 24 meses e até o final do contrato, respectivamente. Os instrumentos financeiros derivativos aprovados para gerenciar esses riscos incluem contratos de Opções, Futuros, NDFs e Swaps. A utilização desses instrumentos está sujeita a análises profundas sobre precificação, cotação competitiva, impacto contábil e outras técnicas de acompanhamento, principalmente modelos matemáticos adotados para o monitoramento contínuo das exposições e outras metodologias de gestão de risco, como “Value at Risk” e “Cash Flow at Risk”. Os contratos derivativos são monitorados e avaliados diariamente e tem sua estratégia ajustada de acordo com as condições de mercado. Os derivativos podem ser utilizados para modificar o retorno das operações conforme julgamento sobre as condições mais adequadas, procurando igualar os direitos advindos das obrigações representadas pelas operações contratadas. A contratação de instrumentos financeiros derivativos visando às modificações do retorno de suas operações é realizada para um montante não superior ao da aplicação ou compromisso subjacente. Não são realizadas posições alavancadas ou especulativas com derivativos. As variações periódicas do valor justo dos derivativos são reconhecidas como receita ou despesa financeira no mesmo período em que ocorrem, exceto quando o derivativo for designado e qualificado como hedge para fins contábeis na data da operação. Derivativos podem ser designados como hedge para aplicação de Hedge Accounting conforme Deliberação CVM no 604. A designação não é obrigatória mas, em geral, as operações com derivativos são designados como hedge quando a aplicação de Hedge Accounting proporcionar melhorias relevantes na demonstração dos efeitos compensatórios dos derivativos sobre variações dos itens objeto de hedge. Para determinar o valor justo estimado dos derivativos, as controladas utilizam cotações de operações semelhantes ou informações públicas disponíveis no mercado financeiro bem como metodologias de avaliação geralmente aceitas e praticadas pelas contrapartes que não sofrem alterações de critério sem razão relevante. As estimativas não garantem, necessariamente, que tais operações possam ser realizadas no mercado aos valores indicados. O uso de diferentes informações de mercado e/ou metodologias de avaliação pode ter um efeito relevante no montante do valor estimado de mercado. (a) Risco de mercado: (i) Risco cambial: As controladas estão expostas à variação cambial relativa a valores a receber resultante de receitas de exportação e custos de importação operacionais, que são administradas, quando necessário e conforme premissas estabelecidas na Política de Gestão de Riscos Financeiros, por meio de estratégia de hedge com contratos de Non Deliverable Forward (NDFs), e fluxos de pagamentos de dívidas que são protegidos através de contratos de swaps. Todas as operações são efetuadas com instituições financeiras de primeira linha. Para a proteção de seus resultados operacionais, as controladas concluíram, através de modelos estatísticos, que os derivativos contratados são altamente correlacionados com a variação da taxa cambial do real frente ao dólar estadunidense, de forma a fornecer proteção contra as variações de taxa de câmbio que impactam seu fluxo de caixa. As controladas classificam esses derivativos de câmbio como “Hedge de Fluxo de Caixa” para efeito de contabilização,apresentando a valor justo no Ativo ou no Passivo e reconhecendo as variações de valor justo dos hedges efetivos no Patrimônio Líquido, na rubrica “Ajuste de Avaliação Patrimonial” (AAP) para reconhecimento subsequente ao resultado no mesmo período em que ocorrer o reconhecimento das operações “hedgeadas”. As controladas reconhecem no resultado financeiro, na rubrica “Porção inefetiva de hedge accounting”, g a variação de valor justo das operações de hedge não consideradas altamente efetivas. A efetividade das operações de hedges é estimada por métodos estatísticos de correlação ou pela proporção da variação das operações, que é compensada pela variação do valor justo de mercado dos derivativos. O valor justo das NDFs é estimado com base no fluxo de caixa descontado das operações. Em 31 de março de 2013, as controladas da Companhia reconheceram perdas de R$ 36 registrado como despesas financeiras na rubrica “Liquidação de termo de câmbio” (R$ 1.003 - 2012 “registrado como receitas financeiras”) originados de transações de hedge de taxa de câmbio relacionadas a contratos de hedge cambial já liquidados (R$ 1.411 - 2012 “registrado como receita no resultado operacional”). Em 31 de março de 2013 e 2012, a Companhia e suas controladas não possuiam contratos de hedge de cambio em aberto e não possuiam resultado registrado no patrimônio líquido. (ii) Risco do fluxo de caixa ou valor justo associado com taxa de juros: As controladas estão expostas ao risco de que uma variação de taxas de juros flutuantes resulte em um aumento na sua despesa financeira com pagamentos de juros futuros. A dívida em moeda nacional está sujeita, principalmente, à variação da TJLP, das taxas pré-fixadas em reais, e da variação do CDI diário, compensado por aplicações em CDB. A dívida em moeda estrangeira em taxas flutuantes está sujeita principalmente à flutuação da LIBOR (London Interbank Offered Rate). Em 31 de março de 2013, as controladas possuem instrumentos financeiros derivativos para gerenciar riscos de oscilação na taxa de juros de dívidas em moeda estrangeira, através de contratos de Swap Amortizing, negociados com instituições financeiras de primeira linha. Tais instrumentos foram classificados como hedge de fluxo de caixa, e, portanto, as variações do valor justo de mercado desses instrumentos são registradas no patrimônio líquido até a data em que os fluxos de caixa (objeto de hedge) gerem impacto no resultado. Em 31 de março de 2013, as perdas não realizadas com transações de hedge de taxa de juros para eventos futuros, mensurados como efetivos e registrados no patrimônio líquido das controladas totalizam R$ 5.242 (R$ 5.661 - 2012). Este saldo é continuamente reconhecido no resultado conforme a dívida é apropriada. No exercício findo em 31 de março de 2013, a apropriação totalizou R$ 3.621 (R$ 4.225 - 2012) ambos registrados como despesa financeira na rubrica “Liquidação de hedge de taxa de juros, substancialmente SWAP”, P e o impacto no caixa de suas controladas foi de R$ 3.455 (R$ 4.182 - 2012) (pagamento). Durante o mesmo período não houve reconhecimento de resultado financeiro na rubrica “Porção inefetiva de hedge accounting” g (R$ 52 - 2012 “registrado como despesa financeira na rubrica “Porção inefetiva de hedge accounting”). g Para contratos de swap não designados para hedge accounting, as controladas da Companhia reconheceram no mesmo período, ganhos financeiros de R$ 500 na rubrica “Liquidação de hedge de taxa de juros, substancialmente SWAP”. P (iii) Risco de Preços de Açúcar: As controladas estão expostas à variação do preço do açúcar no mercado internacional relativo, principalmente, às receitas operacionais provenientes da venda do produto. À variação do preço de açúcar, é gerenciada ativamente por meio de contratos futuros e de opções de Sugar #11 na bolsa de mercadorias futuras de Nova Iorque - NYBOT (ICE-NY). O Comitê de Gestão de Risco acredita que os derivativos utilizados são altamente correlacionados com a variação de preço dos produtos, o que torna os derivativos de Sugar #11 eficazes na compensação das flutuações dos preços do açúcar, de forma a fornecer proteção a quedas de preços no valor de referência de suas receitas. O valor justo dos derivativos de Sugar #11 é estimado com base em informações públicas disponíveis no mercado financeiro. A maioria dos derivativos de açúcar é classificado como “Hedge de fluxo de caixa” para efeito de contabilização. Para as operações assim classificadas, as variações de valor justo dos hedges efetivos são registrados no Patrimônio líquido, na rubrica de “Ajuste de Avaliação Patrimonial”, para posterior reconhecimento no resultado no mesmo período em que as operações “hedgeadas” são realizadas. A variação de valor justo das operações de hedge não consideradas altamente efetivas é reconhecida no resultado financeiro, na rubrica de “Perdas nos derivativos não designados para hedge”. A efetividade das operações de hedge é estimada por métodos estatísticos de correlação ou pela proporção da variação das operações que é compensada pela variação do valor justo de mercado de derivativos. No período de 12 meses findo em 31 de março de 2013 os instrumentos financeiros derivativos classificados como “Hedge de fluxo de caixa” avaliados como efetivos foram contabilizados como receita, no resultado operacional, no montante de R$ 5.202 (R$ 9.951 - 2012 “registrado como despesa no resultado operacional”). Em 31 de março de 2013, as transações designadas como hedge de açúcar, em aberto, para vencimentos em períodos futuros, possuem o valor justo positivo de R$ 16.085 (R$ 5.477 - 2012 “possuem valor negativo”), tendo como contrapartida ganhos (2012 - perdas), não realizados mensurados como efetivos e registrados no patrimônio líquido no total de R$ 25.057 (R$ 5.477 - 2012). Adicionalmente, devido a atrasos em embarques designados como objeto de hedge, permanecem represados no patrimônio líquido ganhos de R$ 920 (R$ 7 - 2012 “registrados como perdas”), mesmo tendo, até 31 de março de 2013, sido liquidados financeiramente. No mesmo período houve um reconhecimento de R$ 39 como receita financeiras na rubrica “Porção inefetiva de hedge accounting”, g (R$ 6 - 2012 “registrado como despesa financeira”). Para os instrumentos derivativos não designados para Hedge Accounting, as controladas da Companhia reconheceram, no período de 12 meses findo em 31 de março de 2013, ganhos líquidos no montante de R$ 7.923 (R$ 3.478 - 2012) com futuros e opções, registrados nas receitas financeiras, na rubrica “Ganhos nos derivativos não designados para hedge”. (iv) Risco de Preço de Etanol: As controladas estão expostas à flutuação do preço do etanol no mercado interno relativo às receitas operacionais de venda do produto. A proteção da exposição à variação do preço de etanol, quando necessário, é feita por meio de contratos futuros de Etanol Hidratado na bolsa de mercadorias futuras da BM&FBovespa. O Comitê de Riscos acredita que os derivativos de Etanol são eficazes para a proteção de suas receitas atreladas à flutuação do preço do etanol. São utilizadas fontes públicas no mercado financeiro para a mensuração do valor justo dos derivativos. No período de 12 meses findo em 31 de março de 2013, as controladas da Companhia reconheceram perdas no resultado operacional no montante de R$ 807 referente à transações de hedge de preço de etanol. No mesmo período, foram reconhecidos perdas de R$ 926 com futuros, registrado nas despesas financeiras na rubrica “Ganhos com derivativos não designados para hedge”. E em 31 de março de 2012 o resultado das operações com derivativos designados para hedge e considerados como efetivos foi contabilizado como receita, no resultado operacional no montante de R$ 2.066. Durante esse exercício, foram reconhecidas perdas de R$ 38 (R$ 62 - 2012 “registrado como receita”) no resultado financeiro na rubrica “Porção Inefetiva de hedge accounting”. g Em 31 de março de 2013, a Companhia e suas controladas não possuiam contratos em aberto e não possuiam resultado represado no patrimônio líquido. (b) Risco de crédito: Risco de crédito com contrapartes são gerados por depósitos e ingressos em instrumentos financeiros derivativos com bancos e instituições financeiras. As controladas da Companhia gerem seus riscos de crédito efetuando operações apenas com instituições de primeira linha e que possuem ratings fornecidos por agências internacionais como Fitch Rating, Standard & Poor’s e Moody’s Investor e devidamente aprovadas pelo Conselho de Administração através da Política de Gestão de Riscos. Caso ocorram mudanças de perspectivas quanto ao risco de crédito das instituições financeiras, as operações a serem contratadas ou em andamento deverão ser objeto de aprovação no Comitê de Risco. Operações realizadas na bolsa de mercadorias de Nova Iorque - NYBOT (ICE-NY) e na bolsa de mercadorias de São Paulo - BM&FBovespa são consideradas como operações cujo risco de contraparte é aceito pelas controladas. (c) Risco de liquidez: É o risco das controladas da Companhia não disporem de recursos líquidos suficientes para honrar seus compromissos financeiros, em decorrência de descasamento de prazo ou de volume entre os recebimentos e pagamentos previstos. Para administrar a liquidez do caixa em moeda nacional e estrangeira, são estabelecidas premissas de desembolsos e recebimentos futuros, sendo monitoradas constantemente pela área financeira. (d) Análise de sensibilidade: Foram selecionados os três riscos de mercado que mais podem afetar o valor justo dos instrumentos financeiros detidos: a) juros internacionais (Libor); b) preços de commodities (Sugar #11 e Etanol BM&F); c) a taxa de câmbio Dólar-Real. Para efeito da análise de sensibilidade, as exposições aos riscos de mercado são apresentadas como se fossem variáveis independentes, ou seja, a variação de um risco de mercado não reflete na variação de outro risco de mercado que, a princípio, poderiam ser indiretamente influenciadas por ela. Em conformidade com a Instrução CVM nº 475, três cenários foram analisados, sendo um provável e dois que possam representar efeitos adversos para os instrumentos financeiros, principalmente os derivativos. A Administração entende que o cenário de 31 de março de 2013 pode ser considerado como provável e, na elaboração dos cenários adversos, foi considerado apenas o impacto das variáveis sobre os instrumentos financeiros, incluindo derivativos, e não o impacto global nas suas operações. Dado que a exposição cambial é gerenciada em base líquida, efeitos adversos verificados com uma possível alta do Dólar contra o Real podem ser compensados por efeitos opostos nos resultados operacionais. (e) Componentes de AAP decorrentes de operações de hedge: Considerando a participação no Patrimônio líquido das controladas, os derivativos designados para Hedge Accounting geraram saldos finais de AAP, no patrimônio líquido. Esses foram considerados de forma reflexa no patrimônio líquido da controladora, líquidos de impostos.

sábado e domingo, 29 e 30 de junho, e segunda-feira, 1 de julho de 2013

5. Investimentos em sociedades controladas: (a) Informações sobre os investimentos: 2012

Participação no capital social

Total

2013

Quantidade de ações ou cotas possuídas 2013 Investimentos (i) Diretos ETH Bio Participações Ltda.......................................................... (ii) Indiretos Brenco Brasil ................................................................................ Brenco Trading (*)......................................................................... Centro Sul..................................................................................... DASA............................................................................................ Eldorado ....................................................................................... ODB Int......................................................................................... ETH Bioeletricidade...................................................................... Pontal............................................................................................ Rio Claro....................................................................................... Santa Luzia................................................................................... UCP ..............................................................................................

Prejuízo/(lucro líquido) do exercício

Patrimônio líquido/ (Passivo a descoberto)

Ações ON (a)

Ações PN (b)

Cotas

Total

2012

2013

2012

2013

2012

2.054.606.021

–

–

2.054.606.021

2.014.280.823 100,00 100,00

(1.226.922)

(756.996)

(78.077)

1.108.222

1.254.231.968 – – – – – 235.979 87.045 194.328.034 – 6.650.000 – 10.000 – 61.664.003 34.310 142.348.599 – 140.266.522 – 55.527.107 –

– – 6.150.000 – – – – – – – –

1.254.231.968 – 6.150.000 323.024 194.028.034 6.650.000 10.000 61.698.313 142.348.599 140.266.522 55.527.107

1.165.903.834 30.000 6.150.000 323.024 193.416.180 6.650.000 10.000 61.698.313 142.348.599 122.237.536 55.527.107

(605.061) – – (116.484) (86.900) (3.716) (138) (4.423) (236.668) (124.570) (114.250)

(369.798) – (6.147) (59.082) (103.506) 2.321 – (2.048) (163.050) (25.642) (50.138)

(93.786) – 3 (163.618) (36.030) (1.706) (128) 18.563 (370.469) (19.393) (137.480)

511.275 101 3 (63.516) 46.852 2.010 10 22.982 (133.801) 105.176 (25.339)

(b) Movimentação dos investimentos:

Controladora Consolidado 2013 2012 2013 2012 Saldo inicial.................................................................................. 1.108.222 1.770.876 11.373 11.373 Ajuste de avaliação patrimonial.................................................. 21.457 (766) – – Adiantamento para futuro aumento de capital............................ – 94.455 – – Participações nos resultados de controladas ............................. (1.226.922) (756.996) – – Ganho e perda de participação societária.................................. – 653 – – Transferência de saldo para provisão para perdas em investimentos (i)...................................................... 97.243 – – – Investimento em outras sociedades ........................................... – – 15.498 – Saldo final ................................................................................. – 1.108.222 26.871 11.373 (i) Apresentado no passivo não circulante. Consolidado % 6. Imobilizado: (a) Composição: 2013 2012 Taxas médias Depreciação anuais de Custo acumulada Líquido Líquido depreciação Equipamentos e instalações industriais 3.994.743 (501.398) 3.493.345 3.437.049 6,07 Edifícios e benfeitorias .......................... 1.277.742 (94.310) 1.183.432 949.990 5,27 Máquinas e equipamentos agrícolas..... 467.889 (127.926) 339.963 274.221 12,67 Benfeitorias em imóveis de terceiros..... 234.221 (26.208) 208.013 145.717 6,00 Construções em andamento (i) ............. 117.415 – 117.415 322.929 Terras..................................................... 91.678 – 91.678 92.545 Veículos ................................................. 133.510 (66.324) 67.186 53.092 18,68 Móveis e utensílios ................................ 44.435 (10.248) 34.187 39.171 11,98 Equipamentos de informática ................ 19.788 (7.642) 12.146 8.515 12,94 Peças sobressalentes............................ 153 – 153 2.914 Arrendamento mercantil Posto de combustível .......................... – – – 7.655 71.891 – 71.891 89.144 Adiantamento a fornecedores (ii) .......... 6.453.465 (834.056) 5.619.409 5.422.942 (i) Em 2013, referem-se principalmente às obras de construção e montagem executadas nas áreas administrativas, agrícolas e industriais das controladas da Companhia, adequação às normas regulamentadoras, expansões para plena capacidade de moagem, finalização para capacidade plena de cogeração (energia elétrica), ampliações das fertirrigações (adutoras de vinhaça), irrigações e afins. (ii) Os adiantamentos a fornecedores referem-se, principalmente, a contratos mantidos com empresas fornecedoras dos equipamentos necessários às montagens e ampliações mencionadas no item acima. Incluímos nesta linha o saldo de juros capitalizados no montante de R$ 2.971 (2012 - R$ 6.359) Nota 2.14. (b) Movimentação do imobilizado: Baixas de adiantaTransfeDepre2012 Adições Baixas mentos 2013 rências ciação Equipamentos e instalações industriais ... 3.437.049 66.752 (1.022) – 185.596 (195.030) 3.493.345 Edifícios e benfeitorias .... 949.990 40.425 (2.085) – 223.118 (28.016) 1.183.432 Máquinas e equipamentos agrícolas......................... 274.221 93.842 (3.037) – 22.520 (47.583) 339.963 Benfeitorias em imóveis de terceiros..................... 145.717 56.691 – – 21.663 (16.058) 208.013 Construções em andamento..................... 322.929 200.113 (3.358) (5.804) (396.465) – 117.415 Terras............................... 92.545 – (706) – (161) – 91.678 Veículos ........................... 53.092 23.525 (1.362) – 5.514 (13.583) 67.186 Móveis e utensílios .......... 39.171 3.353 (6) – (3.898) (4.433) 34.187 Equipamentos de informática ..................... 8.515 4.139 (27) – 1.698 (2.179) 12.146 Peças sobressalentes...... 2.914 7 – – (2.768) – 153 Arrendamento mercantil Posto de combustível .... 7.655 – – – (5.881) (1.774) – Adiantamentos a 89.144 103.836 (8.377) (61.776) (50.936) – 71.891 fornecedores.................. 5.422.942 592.683 (19.980) (67.580) – (308.656) 5.619.409 Baixas de TransfeDepreadianta2011 Adições Baixas mentos 2012 rências ciação Equipamentos e instalações industriais ... 1.993.224 4.030 (433) – 1.580.488 (140.260) 3.437.049 Edifícios e benfeitorias .... 633.183 496 (124) – 337.949 (21.514) 949.990 Máquinas e equipamentos agrícolas........................ 166.251 128.223 (3.345) – 17.163 (34.071) 274.221 Benfeitorias em imóveis de terceiros.................... 50.781 100.663 (147) – 1.996 (7.576) 145.717 Construções em andamento..................... 662.257 1.019.155 (9.482) – (1.349.001) – 322.929 Terras............................... 92.384 – – – 161 – 92.545 Veículos ........................... 39.587 17.867 (1.176) – 10.340 (13.526) 53.092 Móveis e utensílios .......... 11.464 12.164 (69) – 18.192 (2.580) 39.171 Equipamentos de informática ..................... 8.296 594 (509) – 1.861 (1.727) 8.515 Peças sobressalentes...... 2.414 637 (2.262) – 2.125 – 2.914 Arrendamento mercantil Posto de combustível .... – 7.655 – – – – 7.655 Adiantamentos a 531.383 179.035 – – (621.274) – 89.144 fornecedores.................. 4.191.224 1.470.519 (17.547) – – (221.254) 5.422.942 (c) Outras informações: Certos itens do ativo imobilizado estão dados em garantia de empréstimos e financiamentos conforme mencionado na Nota 9. 7. Ativo biológico: Em 31 de março de 2013, as controladas indiretas da Companhia possuíam aproximadamente 340.825 hectares de lavouras de cana-de-açúcar, localizadas nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, as quais foram mensuradas pelo seu valor justo em função de já estarem formadas e prontas para a colheita. O cultivo da cana-de-açúcar é iniciado pelo plantio de mudas em terras próprias e de terceiros e o primeiro corte ocorre após doze ou dezoito meses do plantio, quando a cana é cortada e a raiz (cana soca) continua no solo. Após cada corte, a cana soca cresce novamente. O ciclo tem, em média, cinco anos (safras). As terras em que as lavouras estão plantadas, porém ainda não formadas e prontas para o primeiro corte, são classificadas no grupo do ativo biológico como lavoura em formação e não integram a base para o cálculo do valor justo, sendo registradas pelo custo acumulado de preparo, plantio e tratos culturais da cana planta, que se aproxima do valor justo. Em 31 de março de 2013, as controladas da Companhia possuíam 14.038 hectares de lavouras ainda em formação (estágio de preparo de solo, plantio ou trato-cana planta). Principais premissas utilizadas na mensuração do valor justo: O valor justo das lavouras formadas de cana-deaçúcar foi determinado utilizando-se a metodologia de fluxo de caixa descontado, considerando as seguintes principais premissas: (i) Entradas de caixa obtidas através de cálculos que consideram: (i) produtividade futura da cana-de-açúcar, durante seu ciclo estimado de vida, que usualmente é de 5 anos (safras), medida em tonelada; (ii) nível de concentração de açúcar (Açúcar total recuperável (“ATR”) esperado para as safras futuras; (iii) valor do ATR por tonelada de cana, calculado conforme metodologia do CONSECANA (Conselho dos produtores de cana-de-açúcar, açúcar e álcool do Estado de São Paulo), que leva em consideração o mix de produção, no mercado, de açúcar e etanol (hidratado e anidro) e os preços futuros esperados para cada um destes produtos; e (ii) Saídas de caixa representadas pela estimativa de: (i) custos necessários para que ocorra a transformação biológica da cana-de-açúcar (tratos

100,00 – 100,00 93,33 100,00 100,00 100,00 100,00 84,25 100,00 80,00

100,00 100,00 100,00 93,33 100,00 100,00 100,00 100,00 84,25 100,00 80,00

culturais da cana soca); (ii) custos com corte, carregamento e transporte (CCT); (iii) custos de capital (aluguel das terras e de máquinas e equipamentos); e (iv) impostos incidentes sobre o fluxo de caixa positivo. Com base na estimativa de receitas e custos, determina-se o fluxo de caixa a ser gerado em cada ano, considerando-se uma taxa de desconto que objetiva definir o valor presente dos ativos biológicos. As variações no valor justo são registradas como ativo biológico no ativo não circulante tendo como contrapartida “Valor justo dos ativos biológicos” na demonstração do resultado. A amortização das variações do valor justo dos ativos biológicos é realizada de acordo com a colheita da cana-de-açúcar e, proporcionalmente, à produtividade esperada nas safras. O modelo e as premissas utilizadas na determinação do valor justo representam a melhor estimativa da Administração na data das demonstrações financeiras, sendo revisados trimestralmente e, se necessário, ajustados. Consolidado (a) Composição: 2013 2012 Custo Baixa por colheita acumulada Líquido Líquido Lavoura de cana-de-açúcar.................2.739.111 (820.140) 1.918.971 1.554.334 Lavoura em formação (i)...................... 255.309 – 255.309 242.101 (138.392) 250.933 209.564 Variação no valor justo ........................ 389.325 3.383.745 (958.532) 2.425.213 2.005.999 (b) Movimentação do Baixas ativo biológico: TransAmor- por reforma 31/03/2012 Adições ferência tização (resultado) 31/03/2013 Lavoura de cana-de-açúcar....... 1.554.334 330.862 610.304 (566.481) (10. 048) 1.918.971 Lavoura em formação (i)............ 242.101 623.512 (610.304) – – 255.309 209.564 103.449 – (64.581) 2.501 250.933 Variação no valor justo .............. 2.005.999 1.057.823 – (631.062) (7.547) 2.425.213 Baixas TransAmor- por reforma 31/03/2011 Adições ferência tização (resultado) 31/03/2012 Lavoura de cana-de-açúcar....... 1.021.315 163.722 672.313 (303.016) – 1.554.334 Lavoura em formação (i)............ 241.445 672.969 (672.313) – – 242.101 155.430 78.971 – (24.837) – 209.564 Variação no valor justo .............. 1.418.190 915.662 – (327.853) – 2.005.999 (i) As lavouras em formação devido a sua pouca transformação biológica, são mensuradas pelo custo de formação que se aproxima de seu valor justo. Controladora % 8. Intangível: (a) Composição: 2013 2012 Taxas médias Amortização anuais de Custo acumulada Líquido Líquido amortização Ágio sobre investimentos............................. 211.993 – 211.993 211.993 Direito de uso: Software em desenvolvimento................... 15.842 – 15.842 – 8.398 (1.396) 7.002 7.936 20,00 Software .................................................... 236.233 (1.396) 234.837 219.929 Consolidado % 2013 2012 Taxas médias Amortização anuais de Custo acumulada Líquido Líquido amortização Ágio sobre investimentos............................. 564.688 – 564.688 564.688 Ativo fiscal ................................................... 67.405 – 67.405 67.405 Direito de uso: Software em desenvolvimento................... 42.128 – 42.128 – Software .................................................... 33.962 (17.001) 16.961 21.599 20,00 Linha de transmissão ................................ 18.411 (2.611) 15.800 16.916 6,66 4.161 (2.700) 1.461 1.353 50,00 Licenças ambientais .................................. 730.755 (22.312) 708.443 671.961 ((b) Movimentação do intangível: consolidado: 2012 Adições Amortização 2013 Ágio sobre investimentos (i) ODB Agro ........................................................................... 211.993 – – 211.993 Eldorado ............................................................................. 165.139 – – 165.139 DASA.................................................................................. 95.898 – – 95.898 UCP .................................................................................... 31.033 – – 31.033 Pontal.................................................................................. 37.457 – – 37.457 Rio Claro............................................................................. 9.131 – – 9.131 Central Energética Água Emendada .................................. 9.546 – – 9.546 4.491 – – 4.491 Santa Luzia......................................................................... 564.688 – – 564.688 Ativo fiscal (ii) DASA.................................................................................. 46.714 – – 46.714 UCP .................................................................................... 15.987 – – 15.987 4.704 – – 4.704 Rio Claro............................................................................. 67.405 – – 67.405 Direito de uso: Software em andamento (iii)............................................... – 42.128 – 42.128 Software ............................................................................. 21.599 3.150 (7.788) 16.961 Linha de transmissão ......................................................... 16.916 – (1.116) 15.800 1.353 631 (523) 1.461 Licenças ambientais ............................................................. 39.868 45.909 (9.427) 76.350 671.961 45.909 (9.427) 708.443 (i) Os ágios provenientes de investimentos consolidados apresentados no ativo intangível são fundamentados em rentabilidade futura e tem sua recuperabilidade testada anualmente, conforme mencionado na Nota 2.13 (a). (ii) Ativo fiscal refere-se à parcela de benefício econômico do ágio fundamentado em expectativa de rentabilidade futura apurado quando da aquisição das companhias por sua ex-controladora ETH Participações S.A. Posteriormente, as companhias incorporaram de forma reversa parcela do acervo líquido da ETH Participações S.A., mantendo em seus ativos apenas a parcela passível de aproveitamento fiscal. (iii) Referente a gastos incorridos para implementação do software ERP para todas as empresas do Grupo Odebrecht Agroindustrial com início de utilização em abril de 2013. 2011 Adições Amortização 2012 Ágio sobre investimentos (i) ODB Agro ........................................................................... 211.993 – – 211.993 Eldorado ............................................................................. 165.139 – – 165.139 DASA.................................................................................. 95.898 – – 95.898 UCP .................................................................................... 31.033 – – 31.033 Pontal.................................................................................. 37.457 – – 37.457 Rio Claro............................................................................. 9.131 – – 9.131 Central Energética Água Emendada .................................. 9.546 – – 9.546 4.491 – – 4.491 Santa Luzia......................................................................... 564.688 – – 564.688 Ativo fiscal (ii) DASA.................................................................................. 46.714 – – 46.714 UCP .................................................................................... 15.987 – – 15.987 4.704 – – 4.704 Rio Claro............................................................................. 67.405 – – 67.405 Direito de uso: Software ............................................................................. 21.267 2.967 (2.635) 21.599 Linha de transmissão ......................................................... 18.020 18 (1.122) 16.916 2.540 11 (1.198) 1.353 Licenças ambientais ............................................................. 41.827 2.996 (4.955) 39.868 673.920 2.996 (4.955) 671.961

9. Empréstimos e financiamentos: Modalidade Média dos encargos financeiros anuais Moeda nacional Finem:................................................... TJLP + juros de 2,92% Linhas de 4,90% UMBNDES + encargos da cesta de moedas + juros de 3,46% (–) Custo de transação ..........................

Controladora 2013 2012

Consolidado 2013 2012 Garantia

– –

– –

3.564.477 484.039

3.241.613 Alienação fiduciária do bem e fiança da controlada ou da controladora 430.796

– – –

– – –

447.630 (24.499) 4.471.647

377.713 (19.544) 4.030.578

– – –

– – –

905.177 787.449 436.457

– – – – – – –

– – – – – – –

426.406 366.547 320.000 159.154 156.357 90.612 11.573

– – –

– – –

(1.398) 10.095 950

– – – – –

– – – – –

179 3.669.558 820.920 (18) 820.902

22.000 – 22.000 – – – – 22.000

66.026 – 66.026 – – – – 66.026

699.524 (1.175) 698.349 163.777 (79.142) (66.661) 17.974 9.678.430

Linhas de crédito: Linha de crédito - bancos comerciais .... Juros de 107,90% do CDI Capital de giro sindicalizado.................. TJLP + juros de 5,00% Linha de crédito - capital de giro ........... Juros de 140,54% do CDI Juros de 109,49%; Nota de crédito à exportação ................ e outra linha de juros de 13,50% Crédito rural........................................... Juros de 8,04% Linha de crédito - recebíveis ................. Juros de 105,00% do CDI FCO ...................................................... Juros de 8,50% Finame................................................... TJLP + juros de 4,26%; e outra linha com juros de ,29% Cessão de recebíveis ............................ Juros de 9,60% Arrendamento mercantil ........................ (–) AVP do arrendamento mercantil .............................................. Refinanciamento PESA ......................... TJLP + juros de 2,32% Crédito direto ao consumidor ................ Juros de 10,04% Linhas com atualização pelo INPC e linhas atualizadas Capital de giro ....................................... pelo IGPM + juros de 9,20% Debêntures ............................................ Selic + 2,50% (–) Custo de transação .......................... Juros de 129,40% do CDI; e outras CDCA e CPR-F ..................................... linhas de 9,52% (–) Custo de transação .......................... PESA - Saldo contratual........................ IGPM + juros de 8,50% até 9,96% (–) Ajuste a valor presente .................... (–) Aplicações em CTN ......................... IGPM + juros de 12,00% Total moeda nacional .......................... Moeda estrangeira Variação cambial e juros: Adiantamento de contrato de câmbio/CCE ........................................ Linhas de 6,58%

Aval da controlada, fiança da controladora, – penhor de lavoura e cessão de direitos creditórios 711.613 Fiança da controlada 561.792 Aval da controlada Aval da controlada ou aval da 343.539 controladora 152.090 Aval da controlada e da controladora e penhor de lavoura – 194.168 Aval da controladora, penhor de lavoura e alienação fiduciária do bem 123.567 Alienação fiduciária do bem, fiança da controladora e da controlada 285.431 Aval da controlada e cessão de recebíveis 9.378 (1.723) 12.153 Fiança da controlada – Alienação fiduciária do bem e aval da controlada 169 2.392.177 744.506 Fiança da controladora (18) 744.488 Aval da controlada, cessão fiduciária de contrato de etanol e 397.658 aplicação financeira (474) 397.184 140.984 Hipoteca, penhor e cessão de créditos (67.219) (55.087) 18.678 7.583.105

Aval da controlada, penhor de lavoura e cessão fiduciária de contrato 135.279 comercial Fiança da Odebrecht S.A., aval da controlada, penhor de ações e Pré-pagamento de exportação (“PPE”) . Libor + juros de 3,10% – – 230.823 288.926 penhor da lavoura Financiamento de investimentos ........... Libor + juros de 2,60% – – 40.875 36.959 Aval da Odebrecht S.A. Notas de crédito à exportação............... Libor + juros de 2,00% – – 27.082 36.744 Aval da Odebrecht S.A. Resolução 2770..................................... Juros de 6,43% – – 23.097 15.001 Aval da controladora Financiamento de importação ............... Linhas de 5,03% – – – 13.575 – – (4.330) (6.404) (–) Custo de transação PPE.................. – – 847.249 520.080 Total moeda estrangeira ..................... 22.000 66.026 10.525.679 8.103.185 (22.000) (44.026) (2.690.712) (1.676.923) Passivo circulante – 22.000 7.834.967 6.426.262 Passivo não circulante Legenda: BNDES: Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico; CDI: Certificado de Depósito Interbancário; CTN: Certificado do Tesouro Nacional; IGPM: Índice Geral de Preços do Mercado; INPC: Índice Nacional de Preços ao Consumidor; LIBOR: London Interbank Offered Rate; PESA: Programa Especial de Saneamento de Ativos; TJLP: Taxa de Juros de Longo Prazo; UMBNDES: Unidade Monetária do BNDES. –

Os montantes registrados no passivo não circulante têm a seguinte composição, por ano de vencimento: Consolidado 2013 2012 2013.................................................................................................................. – 1.306.891 2014.................................................................................................................. 2.982.084 1.362.196 2015.................................................................................................................. 1.556.969 829.488 2016.................................................................................................................. 524.616 482.397 2017.................................................................................................................. 551.569 440.581 2018 a 2025...................................................................................................... 2.219.729 2.004.709 7.834.967 6.426.262 10. Imposto de renda e contribuição social diferidos: (a) Composição: Consolidado Imposto de renda Contribuição social Créditos Descrição 2013 2012 2013 2012 Prejuízos fiscais e bases negativas.................................. 3.000.504 1.650.803 3.024.182 1.674.481 Diferenças temporárias: Ajustes 11.638/2007 Despesas diferidas - fase pré-operacional ..................... 350.882 400.886 350.882 400.886 Ajuste AVP plano PESA ................................................. 79.141 67.219 79.141 67.219 Variação do valor justo do ativo biológico....................... 34.951 54.513 34.951 54.513 Outros ajustes ................................................................ 233.626 172.254 233.626 172.254 Ágios................................................................................. 321.202 321.202 321.202 321.202 132.427 96.487 132.427 96.487 Provisões diversas............................................................ 4.152.733 2.763.364 4.176.411 2.787.042 Potencial crédito tributário ................................................ 1.038.183 646.585 375.877 233.357 Crédito tributário não registrado ....................................... (783.233) (392.567) (284.095) (141.910) 254.950 254.018 91.782 91.447 Débitos Diferenças temporárias: Ajustes 11.638/2007: Variação do valor justo do ativo biológico....................... 285.884 264.078 285.884 264.078 Ajuste AVP plano PESA ................................................. 79.141 67.219 79.141 67.219 154.606 99.428 154.606 99.428 Outros ajustes ................................................................ 519.631 430.725 519.631 430.725 129.908 107.682 46.767 38.765 Débitos diferidos totais ..................................................... O imposto de renda e a contribuição social diferidos sobre prejuízos fiscais e bases negativas de contribuição social acumulados e diferenças temporárias são reconhecidos contabilmente levando-se em consideração a análise de lucros tributáveis futuros, fundamentada em estudos elaborados com base em premissas internas e externas e em atuais cenários macroeconômicos e comerciais aprovados pela Administração da Companhia e de suas controladas. Portanto, os créditos tributários diferidos limitam-se aos valores cuja compensação está amparada por projeções de lucros tributáveis futuros, descontados ao seu valor presente, preparadas pela Administração da Companhia, considerando-se inclusive, quando aplicável, a limitação de compensação de prejuízos fiscais em até 30% do lucro tributável, além dos benefícios fiscais de isenção e redução do imposto.

–

529.702

(b) Os créditos e débitos diferidos foram atribuídos da seguinte forma: Créditos 2013 2012 2013 Prejuízo fiscal e base negativa a compensar ................................. 70.530 48.664 – Diferenças temporárias: Ajustes 11.638/2007: Despesas diferidas - fase pré-operacional ................................... 119.299 136.300 – Ajuste AVP plano PESA ............................................................... 26.909 22.855 26.909 Variação do valor justo do ativo biológico..................................... 11.883 18.535 97.201 Outros ajustes ................................................................................ 8.902 9.902 52.565 – Provisão de equidade (Ágio) .......................................................... 109.209 109.209 346.732 345.465 176.675 (c) Por entidade jurídica, líquido - consolidado: Créditos Débitos 2013 Entidade 2013 2012 2013 2012 Ativo Passivo Ativo Bio Par............................. 127.496 128.124 (9.560) – 117.936 – 128.124 ODB Agro ........................ – – (171) – – (171) – Eldorado .......................... 50.998 28.987 (36.670) (36.796) 14.328 – – DASA............................... 34.170 31.073 (49.381) (46.560) – (15.211) – Pontal............................... 5.513 4.752 (5.513) (4.752) – – – Rio Claro.......................... 23.906 32.751 (75) – 23.831 – 32.751 UCP ................................. 8.300 10.577 (13.257) (17.967) – (4.957) – Santa Luzia...................... 11.334 13.127 (40.321) (39.479) – (28.987) – Brenco ............................ 85.015 96.074 (21.727) (893) 63.288 – 95.183 346.732 345.465 (176.675) (146.447) 219.383 (49.326) 256.058 (d) Movimentação dos tributos diferidos durante o ano (consolidado): Reconhecida no Reconhecida 2012 patrimônio líquido no resultado Diferenças temporárias: Ajustes 11.638/2007: Despesas diferidas - fase pré-operacional ....... 136.300 – (17.001) Variação do valor justo do ativo biológico......... (71.251) – (14.067) Outros ajustes .................................................. 2.751 (9.976) (1.314) Prejuízo fiscal ..................................................... 48.664 – 21.866 Amortização de ágio........................................... (26.655) – (8.469) – – Provisão da equidade (Ágio) .............................. 109.209 199.018 (9.976) (18.985)

Débitos 2012 –

– 22.855 89.786 33.806 – 146.447 2012 Passivo – – (7.809) (15.487) – – (7.390) (26.352) – (57.038)

2013

119.299 (85.318) (8.539) 70.530 (35.124) 109.209 170.057


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado e domingo, 29 e 30 de junho, e segunda-feira, 1 de julho de 2013

Reconhecida no Reconhecida 2011 patrimônio líquido no resultado

2012

Diferenças temporárias: Ajustes 11.638/2007: Despesas diferidas - fase pré-operacional ....... 158.322 – (22.022) 136.300 Variação do valor justo do ativo biológico......... (52.846) – (18.405) (71.251) Outros ajustes .................................................. 57.190 (780) (31.650) 24.760 Provisão da equidade (Ágio) .............................. 109.209 – – 109.209 271.875 (780) (72.077) 199.018 (e) Regime tributário de transição: Para fins de apuração do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido dos exercícios fiscais de 2009 e de 2008, a Companhia e suas controladas optaram pelo RTT, que permite à pessoa jurídica eliminar os efeitos contábeis da Lei nº 11.638/07 e da MP nº 449/08, convertida na Lei nº 11.941/09, por meio de registros no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR) ou de controles auxiliares, sem qualquer modificação da escrituração mercantil. A partir de 2010, por ser obrigatório, a Companhia e suas controladas vem adotando as mesmas práticas tributárias de 2008 e de 2009, uma vez que o RTT terá vigência até a entrada em vigor de lei que discipline os efeitos fiscais dos novos métodos contábeis, buscando a neutralidade tributária. 11. Patrimônio líquido: (a) Capital social: O capital social subscrito da Companhia é de R$ 2.776.753, dividido em 41.364.107.794 ações ordinárias, sem valor nominal. A Companhia está autorizada a aumentar o capital social em até R$ 247.000, mediante emissão de novas ações. (b) Ajuste de avaliação

ECONOMIA/LEGAIS - 21

patrimonial: Criada pela Lei 11.638/07, com o objetivo de registrar os valores pertencentes ao patrimônio líquido que não transitaram pelo resultado do período. O impacto destes valores no resultado ocorrerá quando da sua efetiva realização. Em 31 de março de 2013 e 2012, correspondem, basicamente, a resultado de valorização a mercado de operações com derivativos, líquida dos efeitos de imposto de renda e contribuição social. (c) Reserva de lucros: Legal - calculada na base de 5% do lucro líquido do período, antes de qualquer destinação e não excederá a 20% do capital social, nos termos da Lei n° 6.404/76. Lucros a realizar - reserva constituída para absorver os lucros não realizados e que serão base para distribuição de dividendos, quando de sua realização ou para absorção de prejuízos. (d) Destinação do resultado: De acordo com o estatuto social da Companhia, o resultado do exercício encerra-se em 31 de março de cada ano, após a dedução dos prejuízos acumulados e da provisão para o imposto de renda e da contribuição social, serão deduzidas, observados os limites legais, as participações nos lucros eventualmente concedidas aos seus administradores por deliberação da Assembleia Geral Ordinária, que somente aprovará a distribuição de tais participações após assegurado o pagamento dos dividendos mínimos, não inferiores a 25% do lucro líquido, após a dedução da reserva legal. (e) Resultado por ação: De acordo com o CPC 41 - “Resultado por ação”, a tabela abaixo reconcilia o prejuízo do exercício com os valores usados para calcular o prejuízo por ação básico e diluído: 2013 2012 Prejuízo do exercício atribuível aos acionistas da Companhia....................... (1.241.290) (753.403) Média ponderada de ações em circulação (milhares).................................... 41.364.108 41.364.108 Prejuízo básico e diluído por ação - em reais ................................................ (0,0300) (0,0182)

12. Receita bruta e líquida: Consolidado 2013 2012 Receitas brutas Mercado interno ................................................................................................ Mercado externo................................................................................................ Ganhos (perdas) nas operações de hedge pelo embarque .............................. Outras receitas .................................................................................................. Tributos sobre vendas........................................................................................ Fretes sobre vendas .......................................................................................... Devoluções ........................................................................................................ Receitas líquidas .............................................................................................

1.722.630 592.240 4.395 5.480 2.324.745 (186.234) (126.747) (5.885) 2.005.879

1.471.897 172.845 (6.474) 99.144 1.737.412 (213.018) (70.599) (4.703) 1.449.092

Luiz de Mendonça - Diretor Presidente Hélio Baptista Novaes; Luciano Dequech; Luis Fernando Sartini Felli Contadora Ana Cristina Rodrigues de Andrade CRC nº 1SP 141776/O-2, CPF nº 030.091.728-77

e Redes sociais, parceiras de sua empresa. A rede Magazine Luiza tem 733 lojas no Brasil e há mais de um ano criou as unidades virtuais no Facebook e no Orkut.

conomia

Pequenos e médios varejistas podem se beneficiar do Facebook, Twitter e Tumblr. Especialistas dão dicas de como utilizar as redes sociais para conquistar consumidores e divulgar a sua marca. Paula Cunha

A

s rede sociais (FaceCon sumid ores – Segundo book, Twitter e Tum- Oliveira, além de analisar as blr) são hoje um uni- opiniões dos consumidores, é verso explorado por preciso captar o que o varejo grandes companhias. As re- quer e, ao mesmo tempo, o des sociais tanto fornecem in- que a marca almeja e precisa. formações sobre os consumi- Para atingir este objetivo, o dores, e as tendências do mo- jornalista e diretor da empremento, como propagam mar- sa de consultoria Bites, Macas e produtos por meio de noel Fernandes, apresentou compartilhamentos. O que no seminário um método de pouca gente sabe é que este leitura de informações das remundo digital em ascensão des sociais que pode fornecer deve ser explorado também ao empresário uma visão de por pequenas e médias em- como pensam os usuários. presas do varejo do País. Ele explicou que empreenEspecialistas no assunto, dedores de todos os portes reunidos no seminário "Redes têm à disposição softwares de sociais no varejo: tendências e monitoramento e sistemas de casos de sucesso", realizado análise – que contextualizam na Fundação os dados e os Getúlio Varinterpretam – gas (FGV), na capazes de Capital paugarantir uma Conteúdo l i s t a , a f i rc o m p r e e nadequado aos mam que tosão do que dos os tipos pensam os clientes é de negócios fundamental para o clientes interd e v e m nautas. Ele cicomércio online, aprender a tou um estuque deve entreter, conquistar os do realizado educar e inspirar. c o n s u m i d ocom clientes res por meio d e c i n c o r eCLAUDIA SCIAMA, DO GOOGLE das redes sodes de superc i a i s e t a mmercados bém a monitorar a satisfação (Pão de Açúcar, Walmart, Cardos seus clientes. refour, Zaffari e G. Barbosa) Tudo isso exige, porém, que opinaram sobre elas em abordagem diferenciada para redes sociais como o Faceboque a coleta de dados não es- ok e o Twitter. No estudo, as truturados se transforme em empresas obtiveram informainformações capazes de criar ções sobre atendimento, presoluções para a empresa e an- ços praticados e percepção da tecipar tendências de merca- marca e, com estes dados, pudo. O professor de Recursos deram aperfeiçoar projetos de Humanos da FGV, Leopoldo fidelização dos clientes, além Antonio de Oliveira, observou de saber como os concorrenque os dados obtidos nas re- tes são avaliados pelos interdes sociais podem indicar ca- nautas. minhos que levem a estratéSocial – O termo 'socialcomgias de fidelização mais dura- merce' é usado por Márcio douras. Borges Malta, gerente de mar-

keting da Lomadee, uma das empresas do grupo Buscapé Company, para definir a modalidade de e-commerce que acontece sempre que o usuário de redes sociais recomenda produtos a amigos que compartilham esta modalidade de relacionamento virtual. Segundo ele, esse é um novo campo de atuação que não pode ser ignorado pelos empre-

endedores de todos os ramos, pois já há mais de um milhão de sites de empresas que implementaram ferramentas que as ligam ao Facebook no Brasil. Ele citou, por exemplo, um mecanismo que conta com um botão que permite indicar o que cada internauta deseja, de forma que seus amigos possam visualizar a opção nas redes sociais, e ressaltou a im-

portância da sua adoção pelas empresas de comércio eletrônico, pois sua dinâmica ampliou-se expressivamente com o advento dos celulares. No momento, 50% do tráfego de acessos e inserções no Facebook é movimentado através do chamado sistema mobile. Utilizar todos estes recursos para engajar o consumidor no ciclo de decisão de compra

A construção dos relacionamentos

Magazine Luiza dá bom exemplo

A

O Página de loja virtual do grupo varejista no Facebook. Multiplicação de seus vendedores nas redes sociais.

Reprodução

rede Magazine Luiza, composta de 733 lojas físicas no Brasil, já conta com uma experiência bem-sucedida em sua incursão pelas redes sociais. A empresa criou há mais de um ano as lojas virtuais no Facebook e no Orkut e essas lojas já representam 5% do faturamento total do empreendimento. Além disso, as vendas totais já se aproximam da receita obtida no site do Magazine Luiza, que é de 10% do faturamento. As páginas no Facebook e no Orkut já alcançaram nove milhões de visitantes únicos, segundo informou a empresa, e estes números são, na opinião de Frederico Trajano, seu diretor executivo de operações, extremamente positivos e indicadores de que a estratégia adotada nestes canais foi acertada. Produtos – O diretor Frederico Trajano lembrou que as 100 mil lojas virtuais multiplicadas dentro do Facebook oferecem hoje

cerca de 60 produtos e delas participam cerca de 24 milhões de pessoas. São números significativos. Cada item vendido tem de 2,5% a 6% do seu valor revertido para os internautas que estão à frente destas unidades de venda. Segundo Trajano, já há blogs que abrigam as lojas virtuais da rede e o Magazine Luiza contabilizou

mais de cem mil pessoas que têm como atividade principal a criação de campanhas na própria internet para divulgar o empreendimento virtual. Smartphones – Por conta desse sucesso, o grupo do varejo também iniciou vendas através de dispositivos móveis, os smartphones. Foi desenvolvido um chip

do tipo co-branded pré-pago para os aparelhos e que concede acesso gratuito às redes sociais e recarga em dobro. Com estes atrativos, já foram vendidas 500 mil unidades desde o seu lançamento, em outubro do ano passado. Para fidelizar ainda mais estes clientes, o dispositivo é utilizado para o envio de ofertas personalizadas. (PC)

é o principal esforço dos varejistas virtuais, diz a diretora de vendas do Google Brasil, Claudia Sciama. Para ela, a criação de um "conteúdo adequado aos clientes é fundamental para o comércio online, que deve entreter, educar e inspirar o usuário". Ela enfatizou que tanto no Youtube quanto em outras redes a comunicação correta é decisiva.

antigo slogan de uma rede de postos de gasolina que dizia que "quem não é o maior tem que ser o melhor" pode ser aplicado às pequenas e médias empresas varejistas que atuam na internet e utilizam as redes sociais, como o Facebook, para interagir com seus clientes. Atingir a meta implica em estimular no cliente uma postura de engajamento, ou seja, que engloba a aceitação da marca através de emoções e de um processo consciente de busca de conhecimento. Para Maria Carolina Zanette, mestre em Estratégia de Marketing da FGV-Eaesp, a construção dessa aceitação ocorre através da conquista da confiança dos internautas. Segundo ela, grandes empresas já contam com suas marcas consolidadas e, teoricamente, utilizam com mais facilidade os recursos que o Facebook oferece. No caso das pequenas e médias empresas, as oportunidades de crescimento e interação com os clientes também existem, pois suas marcas ainda não estão consolidadas e o relacionamento pode ser

construído porque as redes sociais mostram imediatamente os problemas e as falhas que esses empreendimentos possam ter. Para Zanette, o Facebook é uma ferramenta para resolver problemas imediatos e os pequenos e médios negócios podem monitorar suas ações na rede, recebendo as respostas rápidas de seus clientes. Neste sentido, a especialista recomenda que a página do empreendimento tenha um conteúdo bem elaborado (textos que apresentam produtos e ofertas, por exemplo) e um visual criado para realçar as ações apresentadas, pois atualmente as pessoas clicam mais frequentemente o botão de curtir para fotos. O conteúdo deve apresentar claramente os itens comercializados e os serviços oferecidos com detalhes que transmitam os valores que o empreendimento defende e dissemina. Quanto à qualidade das imagens, o empreendedor deve procurar ajuda para obter imagens fiéis e claras de seus produtos, e destacar os mais vendidos, com os inúmeros recursos dos meios eletrônicos. (PC)


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22 -.ECONOMIA/LEGAIS

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ODEBRECHT AGROINDUSTRIAL INVESTIMENTOS S.A. CNPJ: 11.218.273/0001-23

Senhores acionistas: Atendendo determinações legais e estatutárias, apresentamos as demonstrações financeiras condensadas do exercício findo em 31/03/2013 e 31/03/2012, acompanhadas das principais notas explicativas. As Demonstrações Financeiras na íntegra estão disponíveis na sede da Companhia. São Paulo, 29 de junho de 2013.

Demonstrações do Resultado do Exercício - Exercícios Findos em 31 Março Nota ATIVO Circulante Caixa e equivalentes de caixa.............................. Aplicações financeiras.......................................... Contas a receber de clientes................................ Estoques............................................................... Tributos a recuperar.............................................. Partes relacionadas.............................................. Despesas antecipadas ......................................... Operações com derivativos .................................. Outros créditos .....................................................

16 – – – – – – – – 16

Não circulante Aplicações financeiras.......................................... Estoques............................................................... Tributos a recuperar.............................................. Imposto de renda e contribuição social diferidos . 10(a) Depósitos judiciais................................................ Ativos mantidos para venda ................................. Outros créditos ..................................................... Investimentos em sociedades controladas........... Imobilizado ........................................................... Ativos biológicos................................................... Intangível ..............................................................

Total do ativo.........................................................

Controladora 2013 2012

5(b) 6 7 8

Consolidado 2013 2012

2 – – – – – – – – 2

420.701 98.003 89.503 792.378 197.356 723 11.799 16.650 54.016 1.681.129

242.357 18.469 82.058 624.085 223.621 – 6.565 8.583 21.585 1.227.323

– – – – – – – – – – – – – – – – 103.199 897.566 – – – – – – 103.199 897.566

7.410 114.982 342.138 219.383 8.628 2.225 9.794 704.560 26.871 5.657.778 2.425.213 823.982 9.638.404

3.535 132.156 265.701 256.058 8.385 2.352 3.994 672.181 11.373 5.461.311 2.005.999 813.704 8.964.568

Nota PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Passivo circulante Fornecedores ...................................................... Empréstimos e financiamentos ........................... Salários e encargos............................................. Tributos a recolher ............................................... Tributos parcelados ............................................. Adiantamentos de clientes .................................. Partes relacionadas............................................. Operações com derivativos ................................. Outros débitos .....................................................

Não circulante Empréstimos e financiamentos ........................... 9 Tributos parcelados ............................................. Imposto de renda e contribuição social diferidos 10(a) Provisão para contingências ............................... Partes relacionadas............................................. Outros débitos ..................................................... Total do passivo................................................... Patrimônio líquido ............................................... Capital social ....................................................... Ajuste de avaliação patrimonial........................... Reservas de lucros.............................................. Prejuízos acumulados .........................................

Participação dos não controladores ............... Total do patrimônio líquido..................................... 103.215 897.568 11.319.533 10.191.891 Total do passivo e do patrimônio líquido.......... As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras

Reserva de lucros Capital Ajuste de avaliação Reserva Reserva de Prejuízos social patrimonial Legal retenção de lucros acumulados Saldos em 31 de março de 2011 ........................................................... 1.041.691 918 24.719 469.663 (196.224) Capital integralizado ................................................................................. 94.455 – – – – Resultado abrangente: Operações com derivativos .................................................................... – (498) – – – Ganho/(perda) de participação em controladas, líquidos......................... – – – – (39.139) Absorção de prejuízo com reserva........................................................... – – – (204.650) 204.650 Prejuízo do exercício ................................................................................ – – – – (498.394) Saldos em 31 de março de 2012 ........................................................... 1.136.146 420 24.719 265.013 (529.107) Resultado abrangente: Operações com derivativos .................................................................... – 14.576 – – – Destinação para prejuízo acumulados de resultados equivalidos............ – (3.364) – – 3.364 Ganho/(perda) de participação em controladas, líquidos......................... – – – – 33.028 Absorção de prejuízos com reserva ......................................................... – – – (265.013) 265.013 Prejuízo do exercício ................................................................................ – – – – (848.011) Saldos em 31 de março de 2013 ........................................................... 1.136.146 11.632 24.719 – (1.075.713) As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras 1. Informações gerais: (a) Constituída em 30 de setembro de 2009, com sede em São Paulo, sob denominação de Altdorf Participações Ltda., teve, em 1 de fevereiro de 2010, sua razão social alterada para ETH Investimentos S.A. (“Companhia”) e em 12 de março de 2013 para Odebrecht Agroindustrial Investimentos S.A. e tem seu exercício social encerrado em 31 de março de cada ano. A Companhia tem como objetivo atuar como holding de investimentos de seus acionistas Odebrecht e Sojitz para participação em empresas que atuam no setor sucroalcooleiro e de bioenergia, a partir da cana-de-açúcar e biomassa, respectivamente. Em 25 de fevereiro de 2010, os Acionistas Odebrecht e Sojitz aumentaram o capital da Companhia, aportando 100% dos investimentos detidos na Odebrecht Agroindustrial S.A. (“ODB Agroindustrial”) antiga ETH Bioenergia S.A. que sofreu alteração em sua razão social em 31 de janeiro de 2013. (b) Em 18 de fevereiro de 2010, a controlada Odebrecht Agroindustrial S.A. (“ODB Agroindustrial”) e a Companhia, entre outras, bem como a Brenco Holding S.A. (“Brenco Holding”) assinaram o Contrato de Associação de Ativos e Outras Avenças, através do qual acordaram a associação dos seus ativos, dentre os quais quatro unidades produtivas da Brenco Companhia Brasileira de Energia Renovável (“Brenco”), localizadas nos Estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, que também passaram a fazer parte dos investimentos da Companhia. Das quatro unidades, Morro Vermelho e Alto Taquari entraram em operação no final de 2010 e Água Emendada e Costa Rica foram inauguradas no final de 2011. A operação de combinação de ativos foi concluída em 16 de abril de 2010, resultando na associação das empresas. Com a conclusão da estruturação societária, a participação da Companhia na ODB Agroindustrial passou para 65%. Em conexão com a referida operação, a Companhia integralizou capital na ODB Agroindustrial, no montante de R$ 304.455 (Nota 11 (a)), capitalizados nas controladas indiretas operacionais. O contrato de associação assinado por ocasião da combinação de ativos com a Brenco prevê que determinadas perdas sofridas pela controlada ODB Agroindustrial possam gerar ajustes anuais de participação acionária entre a Companhia e o Bloco dos Ex-Acionistas da Brenco. Como consequência disso, em junho de 2012, a participação da Companhia na controlada ODB Agroindustrial passou de 65,00% para 67,84%. (c) Desde 2007, houve destinação de recursos para aquisições de empresas e construções de unidades operacionais controladas indiretamente pela Companhia. Paralelamente, quebras recentes de safra decorrentes de fatores climáticos desfavoráveis e a ausência de majoração do preço da gasolina, que impacta diretamente os preços do etanol hidratado e etanol anidro, ocasionaram impacto significativo nas margens dos produtos. Como consequência dos fatores citados anteriormente, há um desequilíbrio no capital circulante líquido da Companhia e suas controladas que, em 31 de março de 2013, apresentam excesso de passivos circulantes sobre ativos circulantes, consolidados, no montante de R$ 1.485.330. Esse cenário vem sendo monitorado e deverá ser revertido durante os próximos anos em função de: (i) aumento substancial do volume de moagem em decorrência das expansões e implementações das novas usinas e da ampliação do canavial, além dos ganhos de produtividade previstos já como resultado da evolução dos processos agrícolas, utilização de novos implementos/equipamentos e aceleração da curva de aprendizado; (ii) redução do volume de investimentos industriais, uma vez que as últimas usinas entraram em operação no final de 2011; (iii) melhora substancial da margem bruta em função de redução de custos agrícolas, otimização de rotas para corte, carregamento e transportes de cana e diluição da estrutura de custos fixos dado o maior volume de moagem; (iv) aumento dos preços da gasolina, diminuindo a defasagem de preço entre a Gasolina A (Brasileira) com a Gasolina Internacional; (v) alteração no percentual de mistura do etanol na gasolina, passando de 20,00% para 25,00% e (vi) incentivos concedidos pelo governo federal ao setor, através de redução da carga tributária e acesso a linhas de financiamento mais acessíveis e com custo mais baixo para investimentos na operação, especialmente para formação e manutenção do canavial. Todos os eventos descritos anteriormente impactam positivamente a geração de caixa operacional futura, possibilitando um equilíbrio maior entre ativos e passivos circulantes. Até a data de emissão das presentes demonstrações financeiras, a Companhia e suas controladas já haviam captado R$ 864 milhões em operações de crédito rural, recebíveis e capital giro, entre outras. A emissão dessas demonstrações financeiras consolidada da Companhia foi autorizada pela Administração em 29 de junho de 2013. 2. Resumo das principais práticas contábeis: As principais práticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão definidas abaixo. Essas práticas foram aplicadas de modo consistente nos períodos apresentados, salvo disposição em contrário. 2.1 Base de preparação: As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e ativos financeiros disponíveis para venda, ativos e passivos financeiros (inclusive instrumentos derivativos) e ativos biológicos mensurados ao valor justo. Além disso, a sua preparação requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração no processo de aplicação das práticas contábeis da Companhia e suas controladas. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras consolidadas, estão divulgadas na Nota 3. As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram preparadas e estão sendo apresentadas conjuntamente, conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs). 2.2 Consolidação: (a) Demonstrações financeiras consolidadas: As seguintes práticas contábeis são aplicadas na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas. (i) Controladas: Controladas são todas as entidades nas quais a Companhia possui, direta ou indiretamente, o poder de governança nas políticas financeiras e operacionais com objetivo de auferir benefícios de suas atividades. A existência e o efeito de potenciais direitos de voto são levados em consideração na determinação do controle, nos casos aplicáveis. As demonstrações contábeis das controladas são incluídas nas demonstrações consolidadas a partir da data em que tem início o controle até a data em que este deixa de existir. A Companhia e suas controladas utilizam o método de contabilização da aquisição para registrar as combinações de negócios. Os saldos dos ativos e passivos incorridos e instrumentos patrimoniais emitidos pela Companhia são transferidos para a aquisição de uma controlada a valor justo. Os saldos transferidos incluem o valor justo de algum ativo ou passivo resultante de um contrato de contraprestação contingente quando aplicável. Custos relacionados com aquisição são contabilizados no resultado do período conforme incorridos. Os ativos identificáveis adquiridos e os passivos e passivos contingentes assumidos em uma combinação de negócios são mensurados inicialmente pelos valores justos na data da aquisição. A participação dos acionistas não controladores, que é determinada em cada aquisição realizada, é reconhecida, pelo seu valor justo ou pela parcela proporcional da participação desses não controladores no valor justo de ativos líquidos, conforme a respectiva combinação de negócios. O excesso dos ativos e passivos transferidos e do valor justo na data da aquisição de qualquer participação patrimonial anterior na empresa adquirida em relação ao valor justo da participação da Companhia ou de suas controladas no grupo de ativos líquidos identificáveis adquiridos é registrada como ágio (goodwill). Nas aquisições em que se atribui valor justo aos acionistas não controladores, a determinação do ágio inclui também o valor de qualquer participação não controladora na empresa adquirida, e o ágio é determinado considerando a participação da Companhia ou suas controladas e dos não controladores. Quando os ativos e passivos transferidos de valor menor que o valor justo dos ativos líquidos da empresa adquirida, a diferença é reconhecida diretamente na demonstração do resultado do período. Transações, saldos e ganhos não realizados em operações com e entre as empresas controladas são eliminados. As políticas contábeis das controladas são alteradas, quando necessário, para assegurar a consistência com as políticas adotadas pela controladora. (ii) Entidades consolidadas: As demonstrações financeiras consolidadas abrangem as da Companhia e de suas controladas, nas quais são mantidas as seguintes participações acionárias, diretas e indiretas em 31 de março de 2013 e de 2012: Controlada direta Sede (País/UF) 2013 2012 Odebrecht Agroindustrial S.A (“ODB Agro”).............................. Brasil/SP 67,84% 65,00% Controladas indiretas Agro Energia Santa Luzia S.A. (“Santa Luzia”) ......................... Brasil/MS 100,00% 100,00% Brenco Companhia Brasileira.................................................... de Energia Renovável (“Brenco”) .............................................. Brasil 100,00% 100,00% Brenco Trading Company Ltd. (“Brenco Trading) ....................... Bahamas – 100,00% Centro Sul Transportadora Dutoviária Ltda. (“Centro Sul”)........ Brasil/SP 100,00% 100,00% Destilaria Alcídia S.A. (“DASA”)................................................. Brasil/SP 93,33% 93,33% ETH Bio Participações S.A. (“ETH Bio Par”) ............................. Brasil/SP 100,00% 100,00% ETH Bioeletrecidade S.A........................................................... Brasil/SP 100,00% 100,00% Odebrecht Agroindustrial International Corp. ........................... (“ODB Int.”) .............................................................................. IVB 100,00% 100,00% Pontal Agropecuária S.A. (“Pontal”)........................................... Brasil/SP 100,00% 100,00% Rio Claro Agropecuária S.A. (“Rio Claro”)................................. Brasil/GO 84,25% 84,25% Usina Eldorado S.A. (“Eldorado”) .............................................. Brasil/MS 100,00% 100,00% Usina Conquista do Pontal S.A. (“UCP”) ................................... Brasil/SP 80,00% 80,00% As atividades das controladas diretas e indiretas são como segue: ODB Agroindustrial: tem como atividade principal a participação em empresas que atuam no setor sucroalcooleiro a partir da cana-de-açúcar, podendo exercer suas atividades no país ou no exterior, diretamente ou através de suas subsidiárias operacionais. ETH Bio Par: tem como atividade principal a participação em empresas que atuam no setor sucroalcooleiro a partir da cana-de-açúcar, podendo atuar como “trading” dessas empresas, comercializando, principalmente, açúcar, etanol e derivados de canade-açúcar, além de energia elétrica a partir da biomassa. ETH Bioeletricidade: tem como objeto social a produção de energia elétrica através da biomassa, atualmente encontra-se em fase não operacional. DASA, Eldorado e UCP: tem como atividades principais o cultivo e industrialização de cana-de-açúcar para produção e comercialização no mercado interno e externo de etanol e açúcar, além da cogeração de energia elétrica a partir da biomassa. A controlada UCP iniciou a produção de açúcar VHP (“Very High Polarization”) em abril de 2012. Pontal: tem por objeto social o cultivo e industrialização de cana-de-açúcar para produção e comercialização no mercado interno e externo de etanol e açúcar VHP, além da cogeração de energia elétrica a partir da biomassa, podendo ainda participar em outras empresas. Atualmente encontra-se em fase não operacional. Rio Claro, Santa Luzia e Brenco: tem como atividades principais o cultivo e industrialização de cana-de-açúcar para produção e comercialização no mercado interno e externo de etanol, além da cogeração de energia elétrica a partir da biomassa. ODB Int.: Off shore localizada nas Ilhas Virgens Britânicas (“IVB”), que tem como atividade principal a revenda de açúcar e etanol das controladas operacionais da Companhia no mercado externo. Teve sua razão social alterada em novembro de 2012 de Malden Overseas Corp. para ETH International Corp. e em março de 2013 alterou para Odebrecht Agroindustrial International Corp. Centro Sul: tem por objeto social a prestação de serviço de transporte de combustíveis, incluindo, mas não se limitando, alcoóis e derivados de petróleo, tais como gasolina e diesel, por meio de poliduto. Atualmente encontra-se em fase não operacional. Brenco Trading Ltd.: Off shore localizada em Bahamas foi constituída em novembro de 2007 e dissolvida em maio de 2012. (b) Demonstrações financeiras individuais: Nas demonstrações financeiras individuais, as controladas são contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial. 2.3 Conversão de moeda estrangeira: (a) Moeda funcional e moeda de apresentação: Os itens incluídos nas demonstrações financeiras de cada uma das empresas da Companhia são mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico no qual as empresas atuam (“moeda funcional”). As demonstrações financeiras consolidadas estão apresentadas em Reais “R$”, que é a moeda funcional e, também, a moeda de apresentação da Companhia e suas controladas. (b) Transações e saldos: As operações com moedas estrangeiras são convertidas para a moeda funcional, utilizando as taxas de câmbio vigentes nas datas das transações ou da avaliação, na qual os itens são remensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidação dessas transações e da conversão pelas taxas de câmbio do final do período, referentes a ativos e passivos monetários em moedas estrangeiras, são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto quando diferidos no patrimônio como operações de hedge de fluxo de caixa. Os ganhos e as perdas cambiais relacionados com empréstimos e financiamentos são registrados na demonstração do resultado nas Despesas Financeiras nas rubricas, “Juros passivos, Variação cambial passiva e Variação monetária passiva”, os rendimentos de caixa e equivalentes de caixa são registrados na demonstração do resultado nas Receitas Financeiras nas rubricas, “Rendimento com aplicações financeiras”. 2.4 Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais de três meses, ou menos, e com risco insignificante de mudança de valor. Quando aplicável, caixa e equivalentes de caixa são apresentados líquidos dos saldos tomados em contas garantidas nas demonstrações de fluxo de caixa. As contas garantidas, quando utilizadas, são demonstradas no balanço patrimonial como “Empréstimos e financiamentos”, no passivo circulante. 2.5 Ativos financeiros: 2.5.1 Classificação: A Companhia e suas controladas classificam seus ativos financeiros, no reconhecimento inicial, sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado, empréstimos e recebíveis e disponíveis para venda. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. (a) Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado: Os ativos financeiros

9

Controladora 2013 2012 8 – – 6 – – 41 – – 55 – – – – 6.376 – 6.376 6.431

– – – – – – 377 – – 377

Consolidado 2013 2012 289.849 276.306 2.690.712 1.676.923 101.433 84.697 24.846 29.395 477 1.536 50.054 6.394 – – 6.353 18.440 2.774 15.262 3.166.498 2.108.953

– 7.834.967 6.426.262 – 1.446 1.111 – 170.813 185.440 – 17.177 35.406 – – – – 10.086 9.435 – 8.034.489 6.657.654 377 11.200.987 8.766.607

11 1.136.146 1.136.146 1.136.146 1.136.146 11.632 420 11.632 420 24.719 289.732 24.719 289.732 (1.075.713) (529.107) (1.075.713) (529.107) 96.784 897.191 96.784 897.191 – – 21.762 528.093 96.784 897.191 118.546 1.425.284 103.215 897.568 11.319.533 10.191.891

Total controladora 1.340.767 94.455

Participação dos não controladores 796.695 –

Total consolidado 2.137.462 94.455

(498) (39.139) – (498.394) 897.191

– 39.290 – (307.892) 528.093

(498) 151 – (806.286) 1.425.284

14.576 – 33.028 – (848.011) 96.784

– – (25.695) – (480.636) 21.762

14.576 – 7.333 (1.328.647) 118.546

mensurados ao valor justo por meio do resultado são ativos financeiros mantidos para negociação. Um ativo financeiro é classificado nessa categoria se foi adquirido, principalmente, para fins de venda no curto prazo. Os derivativos também são categorizados como mantidos para negociação, a menos que tenham sido designados como instrumentos de hedge. Os ativos dessa categoria são classificados como ativos circulantes. (b) Empréstimos e recebíveis: Os empréstimos e recebíveis são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, que não são cotados em um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data de emissão do balanço (estes são classificados como ativos não circulantes). Os empréstimos e recebíveis da Companhia e suas controladas compreendem “Caixa e equivalentes de caixa” e “Contas a receber de clientes, de partes relacionadas e demais contas a receber”. (c) Ativos financeiros disponíveis para venda: Os ativos financeiros disponíveis para venda são aqueles que não são classificados em nenhuma outra categoria e não são derivativos. Eles são incluídos em ativos não circulantes, a menos que a Administração pretenda alienar o investimento em até 12 meses após a data do balanço. 2.5.2 Reconhecimento e mensuração: As compras e as vendas regulares de ativos financeiros são reconhecidas na data de negociação - data na qual a Companhia e suas controladas se comprometem a comprar ou vender o ativo. Os investimentos são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transação para todos os ativos financeiros não classificados como ao valor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros ao valor justo por meio de resultado são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transação são debitados à demonstração do resultado. Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos tenham vencido ou tenham sido transferidos; neste último caso, desde que a Companhia tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os benefícios da propriedade. Os ativos financeiros disponíveis para venda e os ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são, subsequentemente, contabilizados pelo valor justo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa efetiva de juros. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são apresentados na demonstração do resultado como “Ajuste a valor de mercado”. Quando os títulos classificados como disponíveis para venda são vendidos ou sofrem perda (impairment), os ajustes acumulados do valor justo, reconhecidos no patrimônio, são incluídos na demonstração do resultado como “Ganhos e perdas de títulos de investimento”. Os juros de títulos disponíveis para venda, calculados pelo método da taxa efetiva de juros, são reconhecidos na demonstração do resultado como parte de outras receitas. A Companhia e suas controladas avaliam, na data do balanço, se há evidência objetiva de perda (impairment) em um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros. Se houver alguma dessas evidências para os ativos financeiros disponíveis para venda, a perda cumulativa - mensurada como a diferença entre o custo de aquisição e o valor justo atual, menos qualquer perda por impairment desse ativo financeiro previamente reconhecido no resultado é retirada do patrimônio e reconhecida na demonstração do resultado. As perdas por impairment reconhecidas na demonstração do resultado de instrumentos de patrimônio líquido não são revertidas por meio da demonstração do resultado. 2.5.3 Compensação de instrumentos financeiros: Ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido é reportado no balanço patrimonial quando há um direito legalmente aplicável de compensar os valores reconhecidos e há uma intenção de liquidá-los numa base líquida, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 2.5.4 Impairment de ativos financeiros: Para os ativos mensurados ao custo amortizado, a Companhia e suas controladas avaliam no encerramento do balanço se há evidência objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e os prejuízos de impairment são incorridos somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. Os critérios que a Companhia e suas controladas usam para determinar se há evidência objetiva de uma perda por impairment incluem: (i) dificuldade financeira relevante do emissor ou devedor; (ii) uma quebra de contrato, como inadimplência ou mora no pagamento dos juros ou principal; (iii) a Companhia e suas controladas, por razões econômicas ou jurídicas relativas à dificuldade financeira do tomador de empréstimo, garantem ao tomador uma concessão que o credor não consideraria; (iv) torna-se provável que o tomador declare falência ou outra reorganização financeira; (v) o desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro devido às dificuldades financeiras; ou; (vi) dados observáveis indicando que há uma redução mensurável nos futuros fluxos de caixa estimados a partir de uma carteira de ativos financeiros desde o reconhecimento inicial daqueles ativos, embora a diminuição não possa ainda ser identificada com os ativos financeiros individuais na carteira, incluindo: • mudanças adversas na situação do pagamento dos tomadores de empréstimo na carteira; e • condições econômicas nacionais ou locais que se correlacionam com as inadimplências sobre os ativos na carteira. O montante do prejuízo é mensurado como a diferença entre o valor contábil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo os prejuízos de crédito futuro que não foram incorridos) descontados à taxa de juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor contábil do ativo é reduzido e o valor do prejuízo é reconhecido na demonstração do resultado. Se um empréstimo ou investimento mantido até o vencimento tiver uma taxa de juros variável, a taxa de desconto para medir uma perda por impairment é a atual taxa efetiva de juros determinada de acordo com o contrato. Como um expediente prático, a Companhia e suas controladas podem mensurar o impairment com base no valor justo de um instrumento utilizando um preço de mercado observável. Se, num período subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente com um evento que ocorreu após o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classificação de crédito do devedor), a reversão da perda por impairment reconhecida anteriormente será reconhecida na demonstração do resultado. 2.6 Instrumentos financeiros derivativos e atividades de hedge: Inicialmente, os derivativos são reconhecidos pelo valor justo na data em que um contrato de derivativos é celebrado e são, subsequentemente, remensurados ao seu valor justo. O método para reconhecer o ganho ou a perda resultante depende do fato do derivativo ser designado ou não como um instrumento de hedge. Sendo este caso, o método depende da natureza do item que está sendo protegido por hedge. A Companhia designa certos derivativos como: • hedge do valor justo de ativos ou passivos reconhecidos ou de um compromisso firme (hedge de valor justo); ou • hedge de um risco específico associado a um ativo ou passivo reconhecido ou uma operação prevista altamente provável (hedge de fluxo de caixa). A Companhia e suas controladas documentam, no início da operação, a relação entre os instrumentos de hedge e os itens protegidos por hedge, assim como os objetivos da gestão de risco e a estratégia para a realização de várias operações de hedge. A Companhia e suas controladas também documentam sua avaliação, tanto no início do hedge como de forma contínua, de que os derivativos usados nas operações de hedge são altamente eficazes na compensação de variações no valor justo ou nos fluxos de caixa dos itens protegidos por hedge. O valor justo total de um derivativo de hedge é classificado como ativo ou passivo não circulante, quando o vencimento remanescente do item protegido por hedge for superior a doze meses, e como ativo ou passivo circulante, quando o vencimento remanescente do item protegido por hedge for inferior a doze meses. Os derivativos de negociação são classificados como ativo ou passivo circulante. Para propósito de hedge, as controladas diretas ou indiretas da Companhia, amparam-se nas políticas de Gestão de Riscos de Mercado do grupo ODB Agro classificando os derivativos aplicáveis como hedge de fluxo de caixa. As controladas consideram altamente efetivos os instrumentos que compensem entre 80% e 125% da mudança no preço do item para o qual a proteção foi contratada. Conforme as políticas de hedge, periodicamente são realizados testes com o objetivo de comprovar a efetividade das operações. (a) Hedge de valor justo: As variações no valor justo de derivativos designados e qualificados como hedge de valor justo são registradas na demonstração do resultado, com quaisquer variações no valor justo do ativo ou passivo protegido por hedge que são atribuíveis ao risco “hedgeado”. A Companhia e suas controladas só aplicam a contabilização de hedge de valor justo para se proteger contra o risco de juros fixos de empréstimos. O ganho ou perda relacionado com a parcela efetiva de swap de taxa de juros de proteção contra empréstimos com taxas fixas, o ganho ou perda relacionado com a parcela não efetiva e as variações no valor justo dos empréstimos com taxas fixas protegidas por hedge, atribuíveis ao risco de taxa de juros, são reconhecidas no resultado financeiro do período. Se o hedge não mais atender aos critérios de contabilização do hedge, o ajuste no valor contábil de um item protegido por hedge, para o qual o método de taxa efetiva de juros é utilizado, é amortizado no resultado durante o período até o vencimento. (b) Hedge de fluxo de caixa: A parcela efetiva das variações no valor justo de derivativos designados e qualificados como hedge de fluxo de caixa é reconhecida no patrimônio. O ganho ou perda relacionado com a parcela não efetiva é imediatamente reconhecido no resultado financeiro do período como “Perdas ou ganhos nos derivativos não designados para hedge”. Os valores acumulados no patrimônio são realizados na demonstração do resultado nos períodos em que o item protegido por hedge afetar o resultado (por exemplo, quando ocorrer a venda prevista que é protegida por hedge). O ganho ou perda relacionado com a parcela efetiva do swap de taxa de juros que protege os empréstimos com taxas variáveis, e o ganho ou perda relacionado com a parcela não efetiva é reconhecido como resultado financeiro do período. Quando um instrumento de hedge prescreve ou é vendido, ou quando um hedge não atende mais aos critérios de contabilização de hedge, todo ganho ou toda perda cumulativa existente no patrimônio naquele momento permanece no patrimônio e é reconhecido quando a operação prevista é finalmente reconhecida na demonstração do resultado. Quando não se espera mais que uma operação prevista ocorra, o ganho ou a perda que havia sido apresentado no patrimônio líquido é imediatamente transferido para o resultado financeiro do período. (c) Derivativos mensurados ao valor justo por meio do resultado: Certos instrumentos derivativos não se qualificam para a contabilização de hedge. As variações no valor justo de qualquer um desses instrumentos derivativos são reconhecidas imediatamente como resultado financeiro do período. 2.7 Contas a receber de clientes: As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber pela venda de mercadorias no decurso normal das atividades da Companhia e de suas controladas. Se o prazo de recebimento é equivalente a um ano ou menos, as contas a receber são classificadas no ativo circulante. Caso contrário, e se aplicável estão apresentadas no ativo não circulante. Inicialmente, são reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método da taxa efetiva de juros menos a provisão para crédito de liquidação duvidosa. Na prática são normalmente reconhecidas ao valor faturado, ajustado pela provisão para impairment, se necessária. 2.8 Estoques: Os estoques são demonstrados ao custo médio das compras, produção ou pelos valores dos adiantamentos efetuados, inferior aos custos de reposição ou aos valores de realização. Os gastos com manutenção e a depreciação de máquinas e equipamentos agrícolas e industriais, incorridos no período de entressafra, são registrados nos Estoques e apropriados ao custo de produção de cada produto no decorrer da próxima safra. 2.9 Ativos não circulantes mantidos para venda: Os ativos não circulantes são classificados como ativos mantidos para venda quando seu valor contábil for recuperável, principalmente, por meio de uma venda e quando essa venda for praticamente certa. Estes são avaliados pelo menor valor entre o valor contábil e o valor justo, menos os custos de venda, se o valor contábil será recuperado, principalmente, por meio de uma operação de venda, e não pelo uso contínuo. 2.10 Depósitos judiciais: Os depósitos são atualizados monetariamente e apresentados como dedução do valor do correspondente passivo constituído, se aplicável, quando não houver possibilidade de resgate, a menos que ocorra desfecho favorável da questão para a Companhia e suas controladas. Não havendo passivo constituído, os depósitos judiciais são apresentados no ativo não circulante. 2.11 Demais ativos: Os demais ativos são apresentados pelo valor de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidas ou, no caso de despesas do período seguinte, ao custo. 2.12 Ativos intangíveis: (a) Ágio: O ágio (goodwill) l é representado pela diferença positiva entre o valor pago e/ou a pagar pela aquisição de um negócio e o montante líquido do valor justo dos ativos e passivos da controlada adquirida. O ágio contabilizado nas controladas antes de 31 de março de 2009, ou seja, antes das novas práticas contábeis, é representado pela diferença entre o valor pago e o patrimônio líquido contábil da empresa adquirida. O ágio de aquisições de controladas é registrado como “Ativo intangível”. Caso seja apurado deságio, o montante é registrado como ganho no resultado do período, na data de aquisição da empresa. O ágio é testado anualmente para verificar sua recuperabilidade (teste de impairment) e contabilizado pelo seu valor de custo menos as perdas acumuladas por impairment. Perdas por impairment reconhecidas sobre ágio não são revertidas. Os ganhos e as perdas da alienação de uma entidade incluem o valor contábil do ágio relacionado com a entidade vendida. O ágio é alocado às Unidades Geradoras de Caixa (UGCs), ou grupo de UGCs, para fins de teste de impairment, dependendo do benefíciario da combinação de negócios da qual o ágio se originou. (b) Softwares: São capitalizados com base nos custos incorridos para adquiri-los e fazer com que estejam prontos para serem utilizados. Esses custos são amortizados pelo período de vida útil estimado do software. Os custos associados à manutenção de softwares são reconhecidos como despesa, conforme incorridos, e os de desenvolvimento que são diretamente atribuíveis ao projeto e aos testes de produtos de software identificáveis e exclusivos, controlados pela Companhia e suas controladas, são reconhecidos como ativos intangíveis quando os seguintes critérios são atendidos: • É tecnicamente viável concluir o software para que ele esteja disponível para uso. • A Administração pretende concluir o software e usá-lo ou vendê-lo. • O software

Controladora Consolidado Nota 2013 2012 2013 2012 Receita líquida........................................................ 12 – – 2.005.879 1.449.092 Valor justo dos ativos biológicos............................. 7 (b) – – 103.449 78.971 Custo dos produtos vendidos ................................. – – (2.320.507) (1.388.283) Lucro (prejuízo) bruto .......................................... – – (211.179) 139.780 Despesas com vendas ........................................... – – (84.198) (38.911) Despesas administrativas....................................... (311) (225) (237.915) (236.650) Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas. – – 120.647 (15.305) Lucro (prejuízo) operacional ............................... (311) (225) (412.645) (151.086) Participação nos resultados de controlada............. (841.971) (498.169) – – Receitas financeiras ............................................... – – 195.831 135.843 Despesas financeiras ............................................. (5.729) – (1.099.762) (725.669) Prejuízo antes do imposto de renda e da contribuição social........................................ (848.011) (498.394) (1.316.576) (740.912) Imposto de renda e contribuição social diferidos ... 10 (d) – – (12.071) (65.374) Prejuízo do exercício............................................ (848.011) (498.394) (1.328.647) (806.286) Atribuível a: Acionistas da Companhia....................................... – – (848.011) (498.394) Participação dos não controladores ....................... – – (480.636) (307.892) (1.328.647) (806.286) Prejuízo básico e diluído por ação - em reais.... 11 (d) (0,4775) (0,2902) As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras

Demonstrações dos Fluxos de Caixa - Exercícios Findos em 31 de Março Controladora 2013 2012

Consolidado 2013 2012

Fluxo de caixa das atividades operacionais Prejuízo do exercício antes do imposto de renda e da contribuição social..................................................(848.011) (498.394) (1.316.576) (740.912) Ajustes Ajuste a valor de mercado, líquido ................................... – – 2.446 3.747 Ajuste a valor presente..................................................... – – (11.923) (838) Depreciação e amortização (inclui colheita de ativo biológico)................................... – – 868.658 445.458 Perdas cambiais e monetárias, líquidas ........................... – – 887.224 653.636 Valor justo dos ativos biológicos....................................... – – (103.449) (78.971) Resultado de participações societárias............................ 841.971 498.168 – – Provisões diversas ........................................................... – – (5.860) 13.032 Provisão para ajuste a valor de mercado dos estoques... – – 8.020 (6.225) – – 19.980 17.548 Valor residual de ativo imobilizado baixado...................... (6.040) (226) 348.520 306.475 Variações nos ativos e passivos Aplicações financeiras...................................................... – – (85.854) 22.622 Contas a receber de clientes............................................ – – (9.416) (17.784) Estoques........................................................................... – – (42.150) (137.868) Tributos a recuperar.......................................................... – – (50.172) (148.942) Operações com derivativos, líquidos................................ (1) – 2.040 (1.671) Ativos mantidos para venda ............................................. – – 127 – Depósitos judiciais............................................................ – – (243) 5.731 Despesas antecipadas ..................................................... – – (5.234) (1.519) Outros créditos ................................................................. – – (38.952) 79 Fornecedores ................................................................... 8 – 18.164 11.910 Salários e encargos.......................................................... 6 – 16.736 19.143 Tributos a recolher ............................................................ – – (4.549) 1.581 Tributos parcelados .......................................................... – – (725) (1.818) Provisão para contingências ............................................ – – (10.391) (10.547) Adiantamento de clientes ................................................. – – 43.660 (944) – – (12.436) (24.484) Outros débitos .................................................................. Caixa aplicado nas (gerado pelas) operações ............... (6.027) (226) 169.125 21.964 – – (260.919) (212.870) Juros pagos ...................................................................... Caixa líquido aplicado nas atividades operacionais..... (6.027) (226) (91.794) (190.906) Fluxo de caixa das atividades de investimentos Empréstimos concedidos a controladas........................... 6.041 222 (1) (18.332) Aumento de capital social em controlada......................... – (94.455) – – Aumento de investimento ................................................. – – (15.498) – Aquisições de imobilizado ................................................ – – (525.880) (1.401.685) Aquisições de intangível................................................... – – (45.142) (2.996) – – (954.374) (873.396) Plantio e tratos culturais de ativos biológicos................... Caixa líquido gerado pelas (aplicado nas) atividades de investimentos........................................... 6.041 (94.233) (1.540.895) (2.296.409) Fluxo de caixa das atividades de financiamentos Captações de empréstimos e financiamentos.................. – – 5.035.605 3.500.873 Captações de acionistas (aumento de capital)................. – 94.455 – 94.455 – – (3.224.572) (1.139.538) Amortização de empréstimo e financiamentos - principal – 94.455 1.811.033 2.455.790 Caixa líquido gerado pelas atividades de financiamentos. Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa, líquidos ..................................... 14 (4) 178.344 (31.525) 2 6 242.357 273.882 Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício ... 16 2 420.701 242.357 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício ..... As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras pode ser vendido ou usado. • Pode-se demonstrar que é provável que o software gerará benefícios econômicos futuros. • Estão disponíveis adequados recursos técnicos, financeiros e outros recursos para concluir o desenvolvimento e para usar ou vender o software. • O gasto atribuível ao software durante seu desenvolvimento pode ser mensurado com segurança. Os custos diretamente atribuíveis, que são capitalizados como parte do software, incluem os custos com integrantes alocados no projeto e despesas diretamente aplicáveis ao desenvolvimento do software. Também são capitalizados os custos de financiamento atribuíveis ao projeto, incorridos durante o período de desenvolvimento do software. Outros gastos de desenvolvimento que não atendam a esses critérios são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento de software reconhecidos como ativos são amortizados em período não superior a dez anos. (c) Direito de uso de linhas de transmissão: As linhas de transmissão de energia foram construídas e doadas às transmissoras e serão utilizadas pelas controladas pelo período previsto em contrato, não inferior a quinze anos, que é base para realização da amortização do direito de uso dessas linhas. 2.13 Imobilizado: As terras compreendem as propriedades rurais onde são cultivadas as lavouras de cana-de-açúcar (ativo biológico - Nota 2.14) e onde estão instaladas as unidades fabris e administrativas das controladas, e não são depreciadas. Edifícios e benfeitorias correspondem, substancialmente, às construções dos prédios da indústria, da sede administrativa e de outras benfeitorias em imóveis rurais. As máquinas e equipamentos agrícolas correspondem, substancialmente, aos custos de aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas utilizados nas atividades de plantio, tratos culturais e colheita. Os bens do ativo imobilizado são demonstrados pelo valor reavaliado até 31 de dezembro de 2002, para as controladas DASA e Pontal, e pelo custo histórico para as demais controladas, deduzida a depreciação acumulada. Conforme facultado pela Lei no 11.638/07 e pelo Pronunciamento CPC 13 - “Adoção Inicial da Lei nº 11.638/07”. Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídos é baixado. Todos os outros reparos e manutenções são lançados em contrapartida ao resultado do período, quando incorridos, exceto quando ocorridos no período de entressafra, quando são classificados em Estoques e apropriados ao custo de produção durante a próxima safra. Os valores residuais e a vida útil dos ativos são revisados e ajustados, se apropriado, ao final de cada período. O valor contábil de um ativo é imediatamente baixado para seu valor recuperável se o valor contábil do ativo for maior do que seu valor recuperável estimado (Nota 2.15). Ganhos e perdas em alienações são determinados pela comparação dos valores de alienação com o valor contábil e são incluídos no resultado. Quando os ativos reavaliados são vendidos, os valores incluídos na reserva de reavaliação são transferidos para lucros (prejuízos) acumulados. Os custos dos juros sobre recursos tomados para financiar a construção de ativos ou determinados projetos, qualificáveis, são capitalizados durante o período necessário para executar e preparar o ativo ou projeto para o uso pretendido. 2.14 Ativo biológico: Os ativos biológicos compreendem o plantio e cultivo de lavouras de cana-de-açúcar, que serão utilizadas como matéria-prima na produção de açúcar e etanol. O ciclo produtivo da cana-de-açúcar tem em média cinco anos após o seu primeiro corte. Os ativos biológicos são mensurados ao seu valor justo. As premissas significativas utilizadas na determinação do valor justo dos ativos biológicos estão demonstradas na Nota 7. O valor justo dos ativos biológicos é determinado no reconhecimento dos ativos e na data-base das demonstrações financeiras. O ganho ou perda na variação do valor justo dos ativos biológicos é determinado pela diferença entre o valor justo no início e final do período, sendo registrado no resultado na rubrica “Valor justo dos ativos biológicos”. 2.15 Impairment de ativos não financeiros: Os ativos que têm uma vida útil indefinida, como o ágio, não estão sujeitos à amortização e são testados anualmente para a verificação de impairment. Os ativos que estão sujeitos à amortização são revisados para a verificação de impairment sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. Uma perda por impairment é reconhecida pelo valor ao qual o valor contábil do ativo excede seu valor recuperável. Este último é o valor mais alto entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o seu valor em uso. Para fins de avaliação do impairment, os ativos são agrupados nos níveis mais baixos para os quais existam fluxos de caixa identificáveis (UGCs). Os ativos não financeiros, exceto o ágio, que tenham sofrido impairment, são revisados periodicamente para a análise de uma possível reversão do impairment. 2.16 Contas a pagar aos fornecedores: As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negócios, sendo classificadas no passivo circulante se o pagamento for devido no período de até 12 meses (ou no ciclo operacional normal dos negócios, ainda que mais longo). Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. Elas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de juros. Na prática, considerando o curto prazo de vencimento, são normalmente reconhecidas ao valor da fatura correspondente. 2.17 Empréstimos e financiamentos: Os empréstimos e financiamento são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquido dos custos incorridos na transação e são, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferença entre os valores captados (líquidos dos custos da transação) e o valor de liquidação é reconhecida na demonstração do resultado durante o período em que os empréstimos e financiamentos estejam em aberto, utilizando o método da taxa efetiva de juros. As taxas pagas no estabelecimento do empréstimo e/ou financiamento são reconhecidas como custo da transação, uma vez que seja provável que uma parte ou toda a dívida seja sacada. Nesse caso, a taxa é diferida até que a liquidação ocorra. Quando não houver evidências da probabilidade de liquidação de parte ou da totalidade da dívida, a taxa é capitalizada como um pagamento antecipado de serviços de liquidez e amortizada durante o período do empréstimo e/ou financiamento ao qual se relaciona. Instrumentos financeiros, inclusive debêntures, que são obrigatoriamente resgatáveis em uma data específica são classificadas como passivo. A remuneração sobre as debêntures é reconhecida na demonstração do resultado como despesa financeira. Os empréstimos e financiamentos são classificados como passivo circulante, a menos que a Companhia e suas controladas tenham um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por período superior a 12 meses após a data do balanço. 2.18 Provisões: As provisões são reconhecidas quando a Companhia e suas controladas tem uma obrigação presente como resultado de eventos passados, é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação; e o valor tiver sido estimado com segurança. As provisões não são reconhecidas com relação às perdas operacionais futuras. Quando houver uma série de obrigações similares, a probabilidade de liquidá-las é determinada, levando-se em consideração a classe de obrigações como um todo. Uma provisão é reconhecida mesmo que a probabilidade de liquidação relacionada com qualquer item individual incluído na mesma classe de obrigações seja pequena. As provisões são mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessários para liquidar a obrigação, usando uma taxa antes de impostos, a qual reflita as avaliações atuais de mercado do valor temporal do dinheiro e dos riscos específicos da obrigação. O aumento da obrigação em decorrência da passagem do tempo é reconhecido como despesa financeira. 2.19 Imposto de renda e contribuição social: O imposto de renda e contribuição social corrente, são calculados com base na legislação vigente, na data do balanço em que a Companhia e suas controladas geram lucro tributável. O imposto de renda e contribuição social diferidos são calculados sobre os prejuízos fiscais e base negativa acumulados e as correspondentes diferenças temporárias entre as bases de cálculo do imposto sobre ativos e passivos e os valores contábeis das demonstrações financeiras. As alíquotas atuais desses impostos são de 25% para o imposto de renda e 9% para a contribuição social. Estes impostos diferidos ativos são reconhecidos na extensão em que seja provável que os lucros futuros tributáveis sejam suficientes para compensar os créditos fiscais advindos das diferenças temporárias e/ou prejuízos fiscais e bases negativas, de acordo com projeções de resultados elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos que podem, portanto, sofrer alterações. Em função da promulgação da Lei 11.638/2007 e consequente introdução do Regime Tributário de Transição (RTT), a Companhia e suas controladas passaram a reconhecer imposto de renda e contribuição social diferido sobre as diferenças entre os critérios fiscais e contábeis. Esses impostos diferidos são reconhecidos na demonstração de resultado do período, exceto quando estiverem relacionados com itens registrados diretamente no patrimônio líquido. Os impostos de renda diferidos ativos e passivos são apresentados pelo líquido no balanço quando há o direito legal e a intenção de compensá-los quando da apuração dos tributos correntes, em geral relacionado com a mesma entidade legal e mesma autoridade fiscal. 2.20 Benefícios a empregados: Participação nos lucros: A Companhia e suas controladas reconhecem um passivo e uma despesa de participação nos resultados com base em uma regra que leva em conta o lucro atribuível aos acionistas após certos ajustes. Adicionalmente, uma provisão é constituída quando há uma obrigação contratual ou uma prática passada que criou uma obrigação não formalizada. 2.21 Reconhecimento de receita: (a) Venda de produtos: A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização de produtos no curso normal das atividades da p Companhia e de suas controladas. É apresentada líquida de impostos, fretes, devoluções, abatimentos e descontos, bem como das eliminações das vendas entre empresas da Companhia no caso do consolidado. A Companhia e suas controladas reconhecem a receita quando o valor pode ser mensurado com segurança; quando é provável que fluirão benefícios econômicos futuros decorrentes da transação e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades. A Companhia e suas controladas baseiam suas estimativas em resultados históricos, levando em consideração o tipo de cliente, o tipo de transação e as especificações de cada venda. (b) Receita financeira: A receita financeira é reconhecida conforme o prazo decorrido, usando o método da taxa efetiva de juros. Quando uma perda (impairment) é identificada em relação a um contas a receber, reduz-se o valor contábil para seu valor recuperável, que corresponde ao fluxo de caixa futuro estimado, descontado à taxa efetiva de juros original do instrumento. Subsequentemente, à medida que o tempo passa, os juros são incorporados às contas a receber, em contrapartida de receita financeira, que é calculada pela mesma taxa efetiva de juros utilizada para apurar o valor recuperável, ou seja, a taxa original das contas a receber. 2.22 Arrendamentos: A classificação dos contratos de arrendamento mercantil é realizada no momento da sua contratação. Os arrendamentos nos quais uma parcela significativa dos riscos e benefícios da propriedade é retida pelo arrendador são classificados como arrendamento mercantil operacional. Os pagamentos efetuados para arrendamentos operacionais são registrados como despesa do período pelo método linear, durante o período de arrendamento, sendo os juros registrados como resultado financeiro. A classificação do arrendamento mercantil financeiro depende da essência da transação. Seguem abaixo alguns exemplos de situações que, individualmente ou em conjunto, levariam normalmente a que um arrendamento mercantil fosse classificado como financeiro, são: (a) O contrato de arrendamento mercantil transfere a propriedade do ativo para o arrendatário no fim do prazo do arrendamento mercantil; (b) O arrendatário tem a opção de comprar o ativo por um preço que se espera seja significativamente mais baixo do que o valor justo à data em que a opção se torne exercível de forma que, no início do arrendamento mercantil, seja razoavelmente certo que a opção será exercida; (c) O prazo do arrendamento mercantil refere-se à maior parte da vida econômica do ativo, mesmo que a propriedade não seja transferida;


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado e domingo, 29 e 30 de junho, e segunda-feira, 1 de julho de 2013

ECONOMIA/LEGAIS - 23

Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras em 31 de Março 2013 (em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) (d) No início do arrendamento mercantil, o valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento totaliza substancialmente o valor do ativo arrendado; e (e) Os ativos arrendados são de natureza especializada de tal forma que apenas o arrendatário pode usá-los sem grandes modificações. Cada parcela paga do arrendamento é alocada, parte ao passivo e parte aos encargos financeiros, para que, dessa forma, seja obtida uma taxa constante sobre o saldo da dívida em aberto. Os juros são reconhecidos na demonstração do resultado na rubrica “Despesas financeiras” durante o período do arrendamento, para produzir uma taxa periódica constante de juros sobre o saldo remanescente do passivo para cada período. O imobilizado adquirido por meio de arrendamento mercantil financeiro é depreciado durante a vida útil do ativo. 2.23 Outras receitas operacionais, líquidas: Referem-se, em 2013, substancialmente, a ressarcimento da ANEEL por contratos de energia elétrica registrado no resultado. 3. Estimativas e julgamentos contábeis críticos: As estimativas e os julgamentos contábeis são continuamente avaliados e baseiam-se na experiência histórica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoáveis para as circunstâncias. Com base em premissas, a Companhia e suas controladas fazem estimativas com relação ao futuro. Por definição, as estimativas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contábeis de ativos e passivos para o próximo período, estão contempladas abaixo: (a) Valor justo dos ativos biológicos: O valor justo dos ativos biológicos é determinado por meio da aplicação de premissas estabelecidas em modelos de fluxos de caixa descontados como mencionado na Nota 7. (b) Perda (impairment) estimada do ágio: Anualmente, a Companhia e suas controladas testam a recuperabilidade dos ágios (teste de impairment), de acordo com a política contábil apresentada na Nota 2.12 (a). (c) Imposto de renda, contribuição social e outros impostos: A Companhia reconhece ativos e passivos diferidos com base nas diferenças entre o valor contábil apresentado nas demonstrações contábeis e a base tributária dos ativos e passivos utilizando as alíquotas em vigor. A Companhia revisa regularmente os impostos diferidos ativos em termos de possibilidade de recuperação, considerando-se o lucro histórico gerado e o lucro tributável futuro projetado, de acordo com estudo de viabilidade técnica. (d) Valor justo de derivativos e outros instrumentos financeiros: O valor justo de instrumentos financeiros que não são negociados em mercados ativos é determinado mediante o uso de técnicas de avaliação. A Companhia e suas controladas usam seu julgamento para escolher diversos métodos e definir premissas que se baseiam principalmente nas condições de mercado existentes na data do balanço. É utilizado a análise do fluxo de caixa descontado para cálculo de valor justo de diversos ativos financeiros disponíveis para venda, não negociados em mercados ativos. (e) Revisão da vida útil recuperável do ativo imobilizado: A capacidade de recuperação dos ativos que são utilizados nas atividades da Companhia e suas controladas é avaliada sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil de um ativo ou grupo de ativos pode não ser recuperável com base em fluxos de caixa futuros. Se o valor contábil destes ativos for superior ao seu valor recuperável, o valor líquido é ajustado e sua vida útil readequada para novos patamares. (f) Provisão para contingências: A Companhia e suas controladas são parte em processos trabalhistas, cíveis e tributários que se encontram em instâncias diversas. As provisões para contingências, constituídas para fazer face a potenciais perdas decorrentes dos processos em curso, são estabelecidas e atualizadas com base na avaliação da Administração, fundamentada na opinião de seus assessores legais e requerem elevado grau de julgamento sobre as matérias envolvidas. 4. Gestão de risco financeiro: 4.1 Fatores de risco financeiro: As controladas da Companhia realizam operações com instrumentos financeiros objetivando a proteção dos riscos de mercado decorrentes das variações do preço do açúcar internacional do etanol, da taxa de câmbio e das taxas de juros internacionais, considerando a exposição inerente à captação de recursos em moeda estrangeira e às vendas ao mercado externo. A atividade de gestão de riscos é regida por uma Política formal de Gestão de Riscos Financeiros devidamente aprovada pelo Conselho de Administração e sob a responsabilidade do Comitê de Gestão de Riscos, que é composto por responsáveis das principais áreas envolvidas com o processo, como finanças (inclui área de gestão de riscos), comercial e operações. A Política define todas as características das atividades de gestão de risco, estabelecendo relatórios e sistemas de controle para o acompanhamento de riscos, metodologias para cálculo da exposição, limites, critérios para tomada de risco de contraparte e de liquidez e instrumentos financeiros aprovados para negociação. O objetivo da Gestão de Riscos é a proteção do fluxo de caixa visando, através da redução da volatilidade com instrumentos derivativos, regular as principais exposições de riscos comerciais e financeiros oriundos da operação. Para isso, os instrumentos derivativos são utilizados apenas em posições contrárias à exposição operacional. Para as exposições relativas às operações de commodities agrícolas e taxa de juros, a estratégia se baseia na tomada de posições de instrumentos financeiros derivativos, cujos prazos de vencimento são de 24 meses e até o final do contrato, respectivamente. Os instrumentos financeiros derivativos aprovados para gerenciar esses riscos incluem contratos de Opções, Futuros, Non Deliverable Forwards (NDFs) e Swaps. A utilização desses instrumentos está sujeita a análises profundas sobre precificação, cotação competitiva, impacto contábil e outras técnicas de acompanhamento, principalmente modelos matemáticos adotados para o monitoramento contínuo das exposições e outras metodologias de gestão de risco, como “Value at Risk” e “Cash Flow at Risk”. Os contratos derivativos são monitorados e analisados diariamente e tem sua estratégia ajustada de acordo com as condições de mercado. Os derivativos podem ser utilizados para modificar o retorno das operações conforme julgamento sobre as condições mais adequadas, procurando igualar os direitos advindos das obrigações representadas pelas operações contratadas. A contratação de instrumentos financeiros derivativos visando às modificações do retorno de suas operações é realizada para um montante não superior ao da aplicação ou compromisso subjacente. Não são realizadas posições alavancadas ou especulativas com derivativos. As variações periódicas do valor justo dos derivativos são reconhecidas como receita ou despesa financeira no mesmo período em que ocorrem, exceto quando o derivativo for designado e qualificado como hedge para fins contábeis na data da operação. Derivativos podem ser designados como hedge para aplicação de Hedge Accounting conforme Deliberação CVM nº 604. A designação não é obrigatória mas, em geral, as operações com derivativos são designados como hedge quando a aplicação de Hedge Accounting proporcionar melhorias relevantes na demonstração dos efeitos compensatórios dos derivativos sobre variações dos itens objeto de hedge. Para determinar o valor justo estimado dos derivativos, as controladas utilizam cotações de operações semelhantes ou informações públicas disponíveis no mercado financeiro bem como metodologias de avaliação geralmente aceitas e praticadas pelas contrapartes que não sofrem alterações de critério sem razão relevante. As estimativas não garantem, necessariamente, que tais operações possam ser realizadas no mercado aos valores indicados. O uso de diferentes informações de mercado e/ou metodologias de avaliação pode ter um efeito relevante no montante do valor estimado de mercado. (a) Risco de mercado: (i) Risco cambial: As controladas estão expostas à variação cambial relativa a valores a receber resultante de receitas de exportação e custos de importação operacionais, que são administradas, quando necessário e conforme premissas estabelecidas na Política de Gestão de Riscos Financeiros, por meio de estratégia de hedge com contratos de NDFs, e fluxos de pagamentos de dívidas que são protegidos através de contratos de swaps. Todas as operações são efetuadas com instituições financeiras de primeira linha. Para a proteção de seus resultados operacionais, as controladas concluíram, através de modelos estatísticos, que os derivativos contratados são altamente correlacionados com a variação da taxa cambial do real frente ao dólar estadunidense, de forma a fornecer proteção contra as variações de taxa de câmbio que impactam seu fluxo de caixa. As controladas classificam esses derivativos de câmbio como “Hedge de Fluxo de Caixa” para efeito de contabilização,apresentando a valor justo no Ativo ou no Passivo e reconhecendo as variações de valor de justo dos hedges efetivos no Patrimônio Líquido, na rubrica “Ajuste de Avaliação Patrimonial” (AAP) para reconhecimento subsequente ao resultado no mesmo período em que ocorrer o reconhecimento das operações “hedgeadas”. As controladas reconhecem no resultado financeiro, na rubrica “Porção inefetiva de hedge accounting”, g a variação de valor justo das operações de hedge não consideradas altamente efetivas. A efetividade das operações de hedges é estimada por métodos estatísticos de correlação ou pela proporção da variação das operações, que é compensada pela variação do valor justo de mercado dos derivativos. O valor justo das NDFs é estimado com base no fluxo de caixa descontado das operações. Em 31 de março de 2013, as controladas da Companhia reconheceram perdas de R$ 36 registradas como despesas financeiras na rubrica “Liquidação de termo de câmbio” (R$ 1.003 - 2012 registradas como receitas financeiras) originados de transações de hedge de taxa de câmbio relacionadas a contratos de hedge cambial já liquidados

(R$ 1.411 - 2012 “registrado como receita no resultado operacional”). Em 31 de março de 2013 e 2012, a Companhia e suas controladas não possuíam contratos em aberto e não possuíam resultado registrado no patrimônio líquido. (ii) Risco do fluxo de caixa ou valor justo associado com taxa de juros: As controladas estão expostas ao risco de que uma variação de taxas de juros flutuantes resulte em um aumento na sua despesa financeira com pagamentos de juros futuros. A dívida em moeda nacional está sujeita principalmente à variação da TJLP, das taxas pré-fixadas em reais, e da variação do CDI diário, compensado por aplicações em CDB. A dívida em moeda estrangeira em taxas flutuantes está sujeita principalmente à flutuação da LIBOR. Em 31 de março de 2013, as controladas possuem instrumentos financeiros derivativos para gerenciar riscos de oscilação na taxa de juros de dívidas em moeda estrangeira, através de contratos de Swap Amortizing, negociados com instituições financeiras de primeira linha. Tais instrumentos foram classificados como hedge de fluxo de caixa, e, portanto, as variações do valor justo de mercado desses instrumentos são registradas no patrimônio líquido até a data em que os fluxos de caixa (objeto de hedge) gerem impacto no resultado. Em 31 de março de 2013, as perdas não realizadas com transações de hedge de taxa de juros para eventos futuros, mensurados como efetivos e registrados no patrimônio líquido das controladas totalizam R$ 5.242. Este saldo é continuamente reconhecido no resultado conforme a dívida é apropriada. No exercício findo em 31 de março de 2013, a apropriação totalizou R$ 3.621 (R$ 4.225 - 2012) ambos registrados como despesa financeira na rubrica “Liquidação de hedge de taxa de juros, substancialmente SWAP”, e o impacto no caixa de suas controladas foi de R$ 3.455 (R$ 4.182 - 2012) (pagamento). Durante o mesmo período não houve reconhecimento de resultado financeiro na rubrica “Porção inefetiva de hedge accounting” g (R$ 52 - 2012 “registrado como despesa financeira na rubrica “Porção inefetiva de hedge accounting”). g Para contratos de swap não designados para hedge accounting, as controladas da Companhia reconheceram no mesmo período, ganhos financeiros de R$ 500 na rubrica “Liquidação de hedge de taxa de juros, substancialmente SWAP”. (iii) Risco de Preços de Açúcar: As controladas estão expostas à variação do preço do açúcar no mercado internacional relativo, principalmente, às receitas operacionais provenientes da venda do produto. A variação do preço de açúcar, é gerenciada ativamente por meio de futuros e de opções de Sugar #11 na bolsa de mercadorias futuras de Nova Iorque - NYBOT (ICE-NY). O Comitê de Gestão de Risco acredita que os derivativos utilizados são altamente correlacionados com a variação de preço dos produtos, o que torna os derivativos de Sugar #11 eficazes na compensação das flutuações dos preços do açúcar, de forma a fornecer proteção a quedas de preços no valor de referência de suas receitas. O valor justo dos derivativos de Sugar #11 é estimado com base em informações públicas disponíveis no mercado financeiro. A maioria dos derivativos de açúcar é classificado como “Hedge de fluxo de caixa” para efeito de contabilização. Para as operações assim classificadas, as variações de valor justo dos hedges efetivos são registrados no Patrimônio líquido, na rubrica de “Ajuste de Avaliação Patrimonial”, para posterior reconhecimento no resultado no mesmo período em que as operações “hedgeadas” são realizadas. A variação de valor justo das operações de hedge não consideradas altamente efetivas é reconhecida no resultado financeiro, na rubrica de “Perdas nos derivativos não designados para hedge”. A efetividade das operações de hedge é estimada por métodos estatísticos de correlação ou pela proporção da variação das operações que é compensada pela variação do valor justo de mercado de derivativos. No período de 12 meses findo em 31 de março de 2013 os instrumentos financeiros derivativos classificados como “Hedge de fluxo de caixa” avaliados como efetivos foram contabilizados como receita, no resultado operacional, no montante de R$ 5.202 (R$ 9.951 - 2012 “registrado como despesa no resultado operacional”). Em 31 de março de 2013, as transações designadas como hedge de açúcar, em aberto, para vencimentos em períodos futuros, possuem o valor justo positivo de R$ 16.085 (R$ 5.477 2012 “possuem valor negativo”), tendo como contrapartida ganhos (2012 - perdas), não realizados mensurados como efetivos e registrados no patrimônio líquido no total de R$ 25.057 (R$ 5.477 - 2012). Adicionalmente, devido a atrasos em embarques designados como objeto de hedge, permanecem represados no patrimônio líquido ganhos de R$ 920 (R$ 7 - 2012 “registrados como perdas”), mesmo tendo, até 31 de março de 2013, sido liquidados financeiramente. No mesmo período houve um reconhecimento de R$ 39 como ganhos financeiros na rubrica “Porção inefetiva de hedge accounting”, (R$ 6 2012 “registrado como despesa financeira”). Para os instrumentos derivativos não designados para Hedge Accounting, as controladas da Companhia reconheceram, no período de 12 meses findo em 31 de março de 2013, ganhos líquidos no montante de R$ 7.923 (R$ 3.478 - 2012) com futuros e opções, registrados nas receitas financeiras, na rubrica “Ganhos nos derivativos não designados para hedge”. (iv) Risco de preço de etanol: As controladas estão expostas à flutuação do preço do etanol no mercado interno relativo às receitas operacionais de venda do produto. A proteção da exposição à variação do preço de etanol, quando necessário, é feita por meio de contratos futuros de Etanol Hidratado na bolsa de mercadorias futuras da BM&FBovespa. O Comitê de Riscos acredita que os derivativos de Etanol são eficazes para a proteção de suas receitas atreladas à flutuação do preço do etanol. São utilizadas fontes públicas no mercado financeiro para a mensuração do valor justo dos derivativos. No período de 12 meses findo em 31 de março de 2013, as controladas da Companhia reconheceram perdas no resultado operacional no montante de R$ 807 referente à transações de hedge de preço de etanol. No mesmo período, foram reconhecidos perdas de R$ 926 com futuros, registrado nas despesas financeiras na rubrica “Ganhos com derivativos não designados para hedge”, em 31 de março de 2012 o resultado das operações com derivativos designados para hedge e considerados como efetivos foi contabilizado como receita, no resultado operacional no montante de R$ 2.066. Durante esse exercício, foram reconhecidas perdas de R$ 38 (R$ 62 - 2012 “registrado como receita”) no resultado financeiro na rubrica “Porção Inefetiva de hedge accounting”. Em 31 de março de 2013, a Companhia e suas controladas não possuíam contratos em aberto e não possuíam resultado represado no patrimônio liquido. (b) Risco de crédito: Risco de crédito com contrapartes são gerados por depósitos e ingressos em instrumentos financeiros derivativos com bancos e instituições financeiras. As controladas da Companhia gerem seus riscos de crédito efetuando operações apenas com instituições de primeira linha e que possuem ratings fornecidos por agências internacionais como Fitch Rating, Standard & Poor’s e Moody’s Investor e devidamente aprovadas pelo Conselho de Administração através da Política de Gestão de Riscos. Caso ocorram mudanças de perspectivas quanto ao risco de crédito das instituições financeiras, as operações a serem contratadas ou em andamento deverão ser objeto de aprovação no Comitê de Risco. Operações realizadas na bolsa de mercadorias de Nova Iorque - NYBOT (ICE-NY) e na bolsa de mercadorias de São Paulo - BM&FBovespa são consideradas como operações cujo risco de contraparte é aceito pelas controladas. (c) Risco de liquidez: É o risco das controladas da Companhia não disporem de recursos líquidos suficientes para honrar seus compromissos financeiros, em decorrência de descasamento de prazo ou de volume entre os recebimentos e pagamentos previstos. Para administrar a liquidez do caixa em moeda nacional e estrangeira, são estabelecidas premissas de desembolsos e recebimentos futuros, sendo monitoradas constantemente pela área financeira. (d) Análise de sensibilidade: Foram selecionados os três riscos de mercado que mais podem afetar o valor justo dos instrumentos financeiros detidos: a) juros internacionais (Libor); b) preços de commodities (Sugar #11 e Etanol BM&F); c) a taxa de câmbio Dólar-Real. Para efeito da análise de sensibilidade, as exposições aos riscos de mercado são apresentadas como se fossem variáveis independentes, ou seja, a variação de um risco de mercado não reflete na variação de outro risco de mercado que, a princípio, poderiam ser indiretamente influenciadas por ela. Em conformidade com a Instrução CVM nº 475, três cenários foram analisados, sendo um provável e dois que possam representar efeitos adversos para os instrumentos financeiros, principalmente os derivativos. A Administração entende que o cenário de 31 de março de 2013 pode ser considerado como provável e, na elaboração dos cenários adversos, foi considerado apenas o impacto das variáveis sobre os instrumentos financeiros, incluindo derivativos, e não o impacto global nas suas operações. Dado que a exposição cambial é gerenciada em base líquida, efeitos adversos verificados com uma possível alta do Dólar contra o Real podem ser compensados por efeitos opostos nos resultados operacionais. (e) Componentes de AAP decorrentes de operações de hedge: Considerando a participação no Patrimônio líquido das controladas, os derivativos designados para Hedge Accounting geraram saldos finais de AAP, no patrimônio líquido. Esses foram considerados de forma reflexa no patrimônio líquido da controladora, líquidos de impostos.

5. Investimentos em sociedades controladas: (a) Informações sobre os investimentos: Quantidade de ações ou cotas possuídas 2013 2012 Investimentos Ações ON(a) Ações PN(b) Cotas Total Total (i) Diretos ODB Agro .....................................................................28.114.530.721 – – 28.114.530.721 26.886.670.052 (ii) Indiretos Brenco Brasil ................................................................ 1.254.231.968 – – 1.254.231.968 1.165.903.834 Brenco Trading (*)......................................................... – – 30.000 – 30.000 Centro Sul..................................................................... – – 6.150.000 6.150.000 6.150.000 DASA............................................................................ 235.979 87.045 – 323.024 323.024 Eldorado ....................................................................... 194.328.034 – – 194.328.034 193.416.180 ETH Bio Par.................................................................. 2.054.606.021 – – 2.056.606.021 2.014.280.823 ODB Int......................................................................... 6.650.000 – – 6.650.000 6.650.000 ETH Bioeletricidade...................................................... 10.000 – – 10.000 10.000 Pontal............................................................................ 61.664.003 34.310 – 61.698.313 61.698.313 Rio Claro....................................................................... 142.348.599 – – 142.348.599 142.348.599 Santa Luzia................................................................... 140.266.522 – – 140.266.522 122.237.536 UCP .............................................................................. 55.527.107 – – 55.527.107 55.527.107 (*) Empresa extinta em maio/2012. (a) Ações ON - Ações Ordinárias Nominativas; (b) Ações PN - Ações Preferenciais Nominativas. (b) Movimentação dos investimentos: Controladora Consolidado ODB Agro (iii) Total Saldo em 31 de março de 2011 ............................................................. 1.340.917 105.828 Integralização de capital (Nota 11 (a)) ..................................................... 94.455 (94.455) Participações nos resultados de controladas ........................................... (498.169) – Perda de participação em controladas, líquida (i) .................................... (39.139) – Ajuste de avaliação patrimonial: Derivativos ............................................ (498) – Saldo em 31 de março de 2012 ............................................................. 897.566 11.373 Participações nos resultados de controladas ........................................... (841.971) – Ganho de participação em controladas, líquida (ii) .................................. 33.028 – Ajuste de avaliação patrimonial: Derivativos ............................................ 14.576 – Participações em outras sociedades........................................................ – 15.498 Saldo em 31 de março de 2013 ............................................................. 103.199 26.871 (i) Referem-se a perdas e ganhos quando de aportes de capital efetuados exclusivamente pela Controladora e ou por não controladores no período, respectivamente. (ii) Refere-se ao ganho no percentual de participação na controlada ODB Agro passando de 65,00% para 67,84%, conforme acordo de acionistas. (iii) O valor do investimento inclui ajustes da combinação de negócios mencionado na nota explicativa 1 e, portanto, o saldo de investimento não guarda relação direta com o patrimônio líquido da controlada ODB Agro. 6. Imobilizado: (a) Composição: Consolidado % 2013 2012 Taxas médias Depreciação anuais de Custo acumulada Líquido Líquido depreciação Equipamentos e instalações industriais .. 3.994.743 (501.398) 3.493.345 3.437.049 6,07 Edifícios e benfeitorias ............................ 1.277.742 (94.310) 1.183.432 949.990 5,27 Máquinas e equipamentos agrícolas....... 467.889 (127.926) 339.963 274.221 12,67 Benfeitorias em imóveis de terceiros....... 234.221 (26.208) 208.013 145.717 6 Terras....................................................... 130.047 – 130.047 130.915 Construções em andamento (i) ............... 117.415 – 117.415 322.929 Veículos ................................................... 133.510 (66.324) 67.186 53.092 18,68 Móveis e utensílios .................................. 44.435 (10.248) 34.187 39.171 11,98 Equipamentos de informática .................. 19.788 (7.642) 12.146 8.514 12,94 Peças sobressalentes.............................. 153 – 153 2.914 Arrendamento mercantil Posto de combustível ............................ – – – 7.655 Adiantamento a fornecedores (ii) ............ 71.891 – 71.891 89.144 6.491.834 (834.056) 5.657.778 5.461.311 (i) Em 2013, referem-se principalmente às obras de construção e montagem executadas nas áreas administrativas, agrícolas e industriais das controladas da Companhia, adequação às normas regulamentadoras, expansões para plena capacidade de moagem, finalização para capacidade plena de cogeração (energia elétrica), ampliações das fertirrigações (adutoras de vinhaça), irrigações e afins. (ii) Os adiantamentos a fornecedores referem-se, principalmente, a contratos mantidos com empresas fornecedoras dos equipamentos necessários às montagens e ampliações mencionadas no item acima. Adicionalmente incluímos nesta linha o saldo de juros capitalizados no montante de R$ 2.971 (2012 - R$ 6.359) Nota 2.13. (b) Movimentação do imobilizado: Baixas de adianTransfeDepre2012 Adições Baixas tamentos rências ciação 2013 Equipamentos e instalações industriais......... 3.437.049 66.752 (1.022) – 185.596 (195.030) 3.493.345 Edifícios e benfeitorias .......... 949.990 40.425 (2.085) – 223.118 (28.016) 1.183.432 Máquinas e equipamentos agrícolas...... 274.221 93.842 (3.037) – 22.520 (47.583) 339.963 Benfeitorias em imóveis de terceiros ............ 145.717 56.691 – – 21.663 (16.058) 208.013 Terras .................................... 130.915 – (707) – (161) – 130.047 Construções em andamento 322.929 200.113 (3.358) (5.804) (396.465) – 117.415 Veículos................................. 53.092 23.525 (1.362) – 5.514 (13.583) 67.186 Móveis e utensílios................ 39.171 3.353 (6) – (3.898) (4.433) 34.187 Equipamentos de informática 8.514 4.140 (27) – 1.698 (2.179) 12.146 Peças sobressalentes ........... 2.914 7 – – (2.768) – 153 Arrendamento mercantil Posto de combustível.......... 7.655 – – – (5.881) (1.774) – (50.936) – 71.891 Adiantamentos a fornecedores 89.144 103.836 (8.377) (61.776) 5.461.311 592.684 (19.981) (67.580) – (308.656) 5.657.778 Baixas de adianTransfeDepre2011 Adições Baixas tamentos rências ciação 2012 Equipamentos e instalações industriais......... 1.993.224 4.030 (433) – 1.580.488 (140.260) 3.437.049 Edifícios e benfeitorias .......... 633.183 496 (124) – 337.949 (21.514) 949.990 Máquinas e equipamentos agrícolas...... 166.251 128.223 (3.345) – 17.163 (34.071) 274.221 Benfeitorias em imóveis de terceiros ............ 50.781 100.663 (147) – 1.996 (7.576) 145.717 Terras .................................... 130.753 – – – 162 – 130.915 Construções em andamento 662.257 1.019.156 (9.482) – (1.349.002) – 322.929 Veículos................................. 39.587 17.867 (1.176) – 10.340 (13.526) 53.092 Móveis e utensílios................ 11.464 12.164 (69) – 18.192 (2.580) 39.171 Equipamentos de informática 8.296 594 (510) – 1.861 (1.727) 8.514 Peças sobressalentes ........... 2.414 637 (2.262) – 2.125 – 2.914 Arrendamento mercantil Posto de combustível.......... – 7.655 – – – – 7.655 – – (621.274) – 89.144 Adiantamentos a fornecedores 531.383 179.035 4.229.593 1.470.520 (17.548) – – (221.254) 5.461.311 (c) Outras informações: Certos itens do ativo imobilizado estão dados em garantia de empréstimos e financiamentos conforme mencionado na Nota 9. 7. Ativo biológico: Em 31 de março de 2013, as controladas indiretas da Companhia possuíam aproximadamente 340.825 hectares de lavouras de cana-de-açúcar, localizadas nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, as quais foram mensuradas pelo seu valor justo em função de já estarem formadas e prontas para a colheita. O cultivo da cana-de-açúcar é iniciado pelo plantio de mudas em terras próprias e de terceiros e o primeiro corte ocorre após doze ou dezoito meses do plantio, quando a cana é cortada e a raiz (cana soca) continua no solo. Após cada corte, a cana soca cresce novamente. O ciclo tem, em média, cinco anos (safras). As terras em que as lavouras estão plantadas, porém ainda não formadas e prontas para o primeiro corte, são classificadas no grupo do ativo biológico como lavoura em formação e não integram a base para o cálculo do valor justo, sendo registradas pelo custo acumulado de preparo, plantio e tratos culturais da cana planta, que se aproxima do valor justo. Em 31 de março de 2013, as controladas da Companhia possuíam 14.038 hectares de lavouras ainda em formação (estágio de preparo de solo, plantio ou trato-cana planta). Principais premissas utilizadas na mensuração do valor justo: O valor justo das lavouras formadas de cana-de-açúcar foi determinado utilizando-se a metodologia de fluxo de caixa descontado, considerando as seguintes principais premissas: (i) Entradas de caixa obtidas através de cálculos que consideram: (i) produtividade futura da canade-açúcar, durante seu ciclo estimado de vida, que usualmente é de 5 anos (safras), medida em tonelada;

Participação no capital social 2013 2012

Prejuízo/(lucro líquido) do exercício 2013 2012

Patrimônio líquido/ (Passivo a descoberto) 2013 2012

67,84

65,00

(1.241.290)

(753.403)

207.228

1.427.061

100,00 – 100,00 93,33 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 84,25 100,00 80,00

100,00 100,00 100,00 93,33 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 84,25 100,00 80,00

(605.061) – – (116.484) (86.900) (1.226.922) (3.716) (138) (4.423) (236.668) (124.570) (114.250)

(369.798) – (6.147) (59.082) (103.506) (756.996) 2.321 – (2.048) (163.050) (25.642) (50.138)

(93.786) – 3 (163.618) (40. 318) (97.243) (1.706) (128) 18.563 (370.469) (19.393) (137.480)

511.275 101 3 (63.516) 46.852 1.108.222 2.010 10 22.982 (133.801) 105.176 (25.339)

(ii) nível de concentração de açúcar (Açúcar total recuperável (“ATR”) esperado para as safras futuras; (iii) valor do ATR por tonelada de cana, calculado conforme metodologia do CONSECANA (Conselho dos produtores de cana-de-açúcar, açúcar e álcool do Estado de São Paulo), que leva em consideração o mix de produção, no mercado, de açúcar e etanol (hidratado e anidro) e os preços futuros esperados para cada um destes produtos; e (ii) Saídas de caixa representadas pela estimativa de: (i) custos necessários para que ocorra a transformação biológica da cana-de-açúcar (tratos culturais da cana soca); (ii) custos com corte, carregamento e transporte (CCT); (iii) custos de capital (aluguel das terras e de máquinas e equipamentos); e (iv) impostos incidentes sobre o fluxo de caixa positivo. Com base na estimativa de receitas e custos, determina-se o fluxo de caixa a ser gerado em cada ano, considerando-se uma taxa de desconto que objetiva definir o valor presente dos ativos biológicos. As variações no valor justo são registradas como ativo biológico no ativo não circulante tendo como contra partida “Valor justo dos ativos biológicos” na demonstração do resultado. A amortização das variações do valor justo dos ativos biológicos é realizada de acordo com a colheita da cana-de-açúcar e proporcionalmente a produtividade esperada nas safras. O modelo e as premissas utilizadas na determinação do valor justo representam a melhor estimativa da Administração na data das demonstrações financeiras, sendo revisados trimestralmente e, se necessário, ajustados. Consolidado (a) Composição: 2013 2012 Baixa por colheita acumulada Custo Líquido Líquido Lavoura de cana-de-açúcar.............................2.739.111 (820.140) 1.918.971 1.554.334 Lavoura em formação (i).................................. 255.309 – 255.309 242.101 Variação no valor justo .................................... 389.325 (138.392) 250.933 209.564 3.383.745 (958.532) 2.425.213 2.005.999 (b) Movimentação do ativo biológico: Baixas por reforma TransAmor31/03/2012 Adições ferência tização (resultado) 31/03/2013 Lavoura de cana-de-açúcar........... 1.554.334 330.862 610.304 (566.481) (10.048) 1.918.971 Lavoura em formação (i)................ 242.101 623.512 (610.304) – – 255.309 Variação no valor justo .................. 209.564 103.449 – (64.581) 2.501 250.933 2.005.999 1.057.823 – (631.062) (7.547) 2.425.213 Baixas por reforma TransAmor31/03/2011 Adições ferência tização (resultado) 31/03/2012 Lavoura de cana-de-açúcar........... 1.021.315 163.722 672.313 (303.016) – 1.554.334 Lavoura em formação (i)................ 241.445 672.969 (672.313) – – 242.101 Variação no valor justo .................. 155.430 78.971 – (24.837) – 209.564 1.418.190 915.662 – (327.853) – 2.005.999 (i) As lavouras em formação, devido à sua pouca transformação biológica, são mensuradas pelo custo de formação que se aproxima de seu valor justo. 8. Intangível: (a) Composição: Consolidado % 2013 2012 Taxas médias Amortização anuais de acumulada Líquido Líquido amortização Custo Ágio sobre investimentos........................352.695 – 352.695 352.695 Ativo fiscal .............................................. 67.405 – 67.405 67.405 Direito de uso: Contratos de energia ..............................393.040 (65.508) 327.532 353.736 6,66 Software em desenvolvimento.............. 42.128 – 42.128 – Software ............................................... 33.962 (17.001) 16.961 21.599 20,00 Linha de transmissão ........................... 18.411 (2.611) 15.800 16.916 6,66 Licenças ambientais ............................. 4.161 (2.700) 1.461 1.353 50,00 911.802 (87.820) 823.982 813.704 (b) Movimentação do intangível - consolidado: 2012 Adições Amortização 2013 Ágio sobre investimentos (i) Eldorado ......................................................................... 165.139 – – 165.139 DASA.............................................................................. 95.898 – – 95.898 UCP ................................................................................ 31.033 – – 31.033 Pontal.............................................................................. 37.457 – – 37.457 Rio Claro......................................................................... 9.131 – – 9.131 Central Energética Água Emendada .............................. 9.546 – – 9.546 Santa Luzia..................................................................... 4.491 – – 4.491 352.695 – – 352.695 Ativo fiscal (ii) DASA.............................................................................. 46.714 – – 46.714 UCP ................................................................................ 15.987 – – 15.987 Rio Claro......................................................................... 4.704 – – 4.704 67.405 – – 67.405 Contratos de energia ........................................................ 353.736 – (26.204) 327.532 Direito de uso: – Software em andamento ................................................ – 42.128 – 42.128 Software ......................................................................... 21.599 3.150 (7.788) 16.961 Linha de transmissão ..................................................... 16.916 – (1.116) 15.800 Licenças ambientais ......................................................... 1.353 631 (523) 1.461 393.604 45.909 (35.631) 403.882 813.704 45.909 (35.631) 823.982 2011 Adições Amortização 2012 Ágio sobre investimentos (i) Eldorado ......................................................................... 165.139 – – 165.139 DASA.............................................................................. 95.898 – – 95.898 UCP ................................................................................ 31.033 – – 31.033 Pontal.............................................................................. 37.457 – – 37.457 Rio Claro......................................................................... 9.131 – – 9.131 Central Energética Água Emendada .............................. 9.546 – – 9.546 Santa Luzia..................................................................... 4.491 – – 4.491 352.695 – – 352.695 Ativo fiscal (ii) DASA.............................................................................. 46.714 – – 46.714 UCP ................................................................................ 15.987 – – 15.987 Rio Claro......................................................................... 4.704 – – 4.704 67.405 – – 67.405 Direito de uso: Contratos de energia ...................................................... 379.939 – (26.203) 353.736 Software ......................................................................... 21.267 2.967 (2.635) 21.599 Linha de transmissão ..................................................... 18.020 18 (1.122) 16.916 Licenças ambientais ......................................................... 2.540 11 (1.198) 1.353 421.766 2.996 (31.158) 393.604 841.866 2.996 (31.158) 813.704

(i) Os ágios provenientes de investimentos consolidados apresentados no ativo intangível são fundamentados em rentabilidade futura e tem sua recuperabilidade testada anualmente, conforme mencionado na Nota 2.12 (a). (ii) Ativo fiscal refere-se à parcela de benefício econômico do ágio fundamentado em expectativa de rentabilidade futura apurado quando da aquisição das companhias por sua ex-controladora ETH Participações S.A. Posteriormente, as companhias incorporaram de forma reversa parcela do acervo líquido da ETH Participações S.A., mantendo em seus ativos apenas a parcela passível de aproveitamento fiscal. (iii) Referente a gastos incorridos para implementação do software ERP para todas as empresas do Grupo Odebrecht Agroindustrial com início de utilização em abril de 2013. 9. Empréstimos e financiamentos: Média dos encargos Consolidado Modalidade Nota financeiros anuais 2013 2012 Garantia Moeda nacional Finem: (a) TJLP + juros de 3.564.477 3.241.613 2,92% Linhas de 4,90% 484.039 430.796 Alienação fiduciária do bem e fiança da controlada ou da controladora UMBNDES + encargos da cesta de moedas + juros de 3,46% 447.630 377.713 (–) Custo de transação........... (24.499) (19.544) 4.471.647 4.030.578 Linhas de crédito: Linha de crédito - ................... (b) Juros de 107,90% 905.177 – Aval da controlada, fianbancos comerciais................ do CDI ça da controladora, penhor de lavoura e cessão de direitos creditórios. TJLP + juros de Capital de giro sindicalizado... (c) 5,00% 787.449 711.613 Fiança da controlada. Linha de crédito - capital de (d) Juros de 140,54% giro ........................................ do CDI 436.457 561.792 Aval da controlada. Nota de crédito à exportação. (e) Juros de 109,49%; e outra linha de juAval da controlada ou ros de 13,50% 426.406 343.539 aval da controladora. Crédito rural ............................ (f) Juros de 8,04% 366.547 152.090 Aval da controlada e da controladora e penhor de lavoura. Linha de crédito - recebíveis .. (g) Juros de 105,00% do CDI 320.000 – FCO......................................... (h) Juros de 8,50% 159.154 194.168 Aval da controladora, penhor de lavoura e alienação fiduciária do bem. Finame .................................... (i) TJLP + juros de 4,26%; e outra liAlienação fiduciária do nha com juros de bem, fiança da controla6,29% 156.357 123.567 dora e da controlada. Cessão de recebíveis............. (j) Juros de 9,60% 90.612 285.431 Aval da controlada e cessão de recebíveis. Arrendamento mercantil......... (k) 11.573 9.378 (–) AVP do arrendamento ..... mercantil ............................... (1.398) (1.723) TJLP + juros de Refinanciamento PESA.......... (l) 2,32% 10.095 12.153 Fiança da controlada. Crédito direto ao consumidor. (m) Juros de 10,04% 950 – Alienação fiduciária do bem e aval da controlada. Capital de giro......................... Linhas com atualização pelo INPC e linhas atualizadas pelo IGPM + juros de 9,20% 179 169 Subtotal................................... 3.669.558 2.392.177 Debêntures ............................. (n) Selic + 2,50% 820.920 744.506 Fiança da controladora. (–) Custo de transação........... (18) (18) 820.902 744.488 CDCA e CPR-F ...................... (o) Juros de 129,40% Aval da controlada, do CDI; e outras licessão fiduciária de nhas de 9,52% 699.524 397.658 contrato de etanol e aplicação financeira. (–) Custo de transação........... (1.175) (474) 698.349 397.184 PESA - Saldo contratual......... (p) IGPM + juros de Hipoteca, penhor e 8,50% até 9,96% 163.777 140.984 cessão de créditos. (–) Ajuste a valor presente ..... (79.142) (67.219) IGPM + juros de (–) Aplicações em CTN .......... 12,00% (66.661) (55.087) 17.974 18.678 Total moeda nacional......... 9.678.430 7.583.105 Variação cambial Moeda estrangeira e juros: Adiantamento de contrato (q) Linhas de 6,58% 529.702 135.279 Aval da controlada, de câmbio/CCE .................... penhor de lavoura e cessão fiduciária de contrato comercial. Pré-pagamento de ................. (r) Libor + juros de 230.823 288.926 Fiança da Odebrecht exportação (“PPE”)............... 3,10% S.A., aval da controlada, penhor de ações e penhor da lavoura. Financiamento de Libor + juros de investimentos........................ (s) 2,60% 40.875 36.959 Aval da Odebrecht S.A. Libor + juros de Notas de crédito à exportação (t) 2,00% 27.082 36.744 Aval da Odebrecht S.A. Resolução 2770...................... (u) Juros de 6,43% 23.097 15.001 Aval da controladora. Financiamento de importação (v) Linhas de 5,03% – 13.575 (–) Custo de transação PPE .. (4.330) (6.404) Total moeda estrangeira...... 847.249 520.080 10.525.679 8.103.185 Passivo circulante................... (2.690.712) (1.676.923) Passivo não circulante............ 7.834.967 6.426.262 Legenda: BNDES: Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico; CDI: Certificado de Depósito Interbancário; CTN: Certificado do Tesouro Nacional; IGPM: Índice Geral de Preços do Mercado; INPC: Índice Nacional de Preços ao Consumidor; LIBOR: London Interbank Offered Rate; PESA: Programa Especial de Saneamento de Ativos; TJLP: Taxa de Juros de Longo Prazo; UMBNDES: Unidade Monetária do BNDES. Os montantes registrados no passivo não circulante têm a seguinte composição, por ano de vencimento: Consolidado 2013 2012 2013........................................................................................................................ – 1.306.891 2014........................................................................................................................2.982.084 1.362.196 2015........................................................................................................................1.556.969 829.488 2016........................................................................................................................ 524.616 482.397 2017........................................................................................................................ 551.569 440.581 2018 a 2025............................................................................................................2.219.729 2.004.709 7.834.967 6.426.262 10. Imposto de renda e contribuição social diferidos: (a) Composição: Consolidado Créditos Imposto de renda Contribuição social Descrição 2013 2012 2013 2012 Prejuízos fiscais e bases negativas.............................. 3.006.918 1.657.238 3.030.596 1.663.744 Diferenças temporárias: Ajustes 11.638/2007 Despesas diferidas - fase pré-operacional ................. 350.882 400.886 350.882 400.886 Ajuste AVP plano PESA ............................................. 79.141 67.219 79.141 67.219 Variação do valor justo do ativo biológico................... 34.951 54.513 34.951 54.513 Combinação de negócios ........................................... 8.592 14.460 8.592 14.460 Outros ajustes ............................................................ 233.626 172.254 233.626 172.254 Ágios............................................................................. 321.202 321.202 321.202 321.202 Provisões diversas........................................................ 132.427 10.582 132.427 10.582 4.167. 739 2.698.354 4.191. 417 2.704.860 Potencial crédito tributário ............................................ 1.041.935 674.589 377.228 243.437 Crédito tributário não registrado ................................... (784.836) (416.955) (284.672) (150.689) 257.099 257.634 92.555 92.748 Débitos Descrição Diferenças temporárias: Ajustes 11.638/2007 Combinação de negócios ............................................. 365.907 392.105 365.907 392.105 Variação do valor justo do ativo biológico..................... 285.884 264.078 285.884 264.078 Ajuste AVP plano PESA ............................................... 79.141 67.219 79.141 67.219 Outros ajustes .............................................................. 30.796 99.429 30.796 99.429 Amortização do ágio..................................................... 123.810 – 123.810 – 885.538 822.831 885.538 822.831 Débitos diferidos totais ................................................. 221.384 205.708 79.698 74.055 O imposto de renda e a contribuição social diferidos sobre prejuízos fiscais e bases negativas de contribuição social acumulados e diferenças temporárias são reconhecidos contabilmente levando-se em consideração a análise de lucros tributáveis futuros, fundamentada em estudos elaborados com base em premissas internas e externas e em atuais cenários macroeconômicos e comerciais aprovados pela Administração da Companhia e de suas controladas. Portanto, os créditos tributários diferidos limitam-se aos valores cuja compensação está amparada por projeções de lucros tributáveis futuros, descontados ao seu valor presente, preparadas pela Administração da Companhia, considerando-se inclusive, quando aplicável, a limitação de compensação de prejuízos fiscais em até 30% do lucro tributável, além dos benefícios fiscais de isenção e redução do imposto. (b) Os créditos e débitos diferidos foram atribuídos da seguinte forma: Créditos Débitos 2013 2012 2013 2012 Prejuízo fiscal e base negativa a compensar .................... 70.530 48.664 – – Diferenças temporárias: Ajustes 11.638/2007: Despesas diferidas - fase pré-operacional ...................... 119.299 136.303 – – Ajuste AVP plano PESA .................................................. 26.909 22.854 26.909 22.854 Variação do valor justo do ativo biológico........................ 11.883 18.534 97.201 89.787 Combinação de negócios ................................................ 2.921 4.916 124.407 133.316 Outros ajustes ................................................................... 8.902 58.565 52.567 33.806 109.209 – – Ágio ................................................................................... 109.209 349.653 350.381 301.082 279.763 (c) Por entidade jurídica, líquido - consolidado: Créditos Débitos 2013 2012 Entidade ............. 2013 2012 2013 2012 Ativo Passivo Ativo Passivo Bio Par................. 127.496 128.124 (9.560) – 117.936 – 128.124 – ODB Agro ............ – – (171) – – (171) – – Eldorado .............. 50.998 28.987 (36.670) (36.796) 14.328 – – (7.809) DASA................... 34.170 31.073 (49.381) (46.560) – (15.211) – (15.487) Pontal................... 5.513 4.752 (5.513) (4.752) – – – – Rio Claro.............. 23.906 32.751 (75) – 23.831 – 32.751 – UCP ..................... 8.300 10.577 (13.257) (17.967) – (4.957) – (7.390) Santa Luzia.......... 11.334 13.127 (40.321) (39.479) – (28.987) – (26.352) Brenco ................. 85.015 96.074 (21.727) (893) 63.288 – 95.183 – IR/CS de combinação de negócios 2.921 4.916 (124.407) (133.318) – (121.487) – (128.402) 349.653 350.381 (301.082) (279.765) 219.383 (170.813) 256.058 (185.440) (d) Movimentação dos tributos diferidos durante o ano (consolidado): Reconhecida no patrimônio Reconhecida líquido no resultado 2012 2013 Diferenças temporárias: Ajustes 11.638/2007: Despesas diferidas - fase pré-operacional ....... 136.300 – (17.002) 119.298 Variação do valor justo do ativo biológico......... (71.251) – (14.067) (85.318) Combinação de negócios ................................... (128.400) – 6.914 (121.486) Outros ajustes .................................................... 2.751 (9.977) (1.313) (8.539) Prejuízo fiscal ..................................................... 48.664 – 21.866 70.530 Amortização ágio................................................ (26.655) – (8.469) (35.124) Ágio .................................................................... 109.209 – – 109.209 70.618 (9.977) (12.071) 48.570 Reconhecida no patrimônio Reconhecida líquido no resultado 2011 2012 Diferenças temporárias: Ajustes 11.638/2007: Despesas diferidas - fase pré-operacional ........ 158.322 – (22.022) 136.300 Variação do valor justo do ativo biológico.......... (52.846) – (18.405) (71.251) Combinação de negócios ....................................(135.730) – 7.330 (128.400) Outros ajustes ................................................... 57.190 (153) (32.277) 24.760 Ágio ..................................................................... 109.209 – – 109.209 136.145 (153) (65.374) 70.618 (e) Regime Tributário de Transição: Para fins de apuração do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido dos exercícios fiscais de 2009 e de 2008, a Companhia e suas controladas optaram pelo RTT, que permite à pessoa jurídica eliminar os efeitos contábeis da Lei nº 11.638/07 e da MP nº 449/08, convertida na Lei nº 11.941/09, por meio de registros no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR) ou de controles auxiliares, sem qualquer modificação da escrituração mercantil. A partir de 2010, por ser obrigatório, a Companhia e suas controladas vêm adotando as mesmas práticas tributárias de 2008 e de 2009, uma vez que o RTT terá vigência até a entrada em vigor de lei que discipline os efeitos fiscais dos novos métodos contábeis, buscando a neutralidade tributária.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

24 -.ECONOMIA/LEGAIS

sábado e domingo, 29 e 30 de junho, e segunda-feira, 1 de julho de 2013

Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras em 31 de Março 2013 (em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) 11. Patrimônio líquido: (a) Capital social: Em 25 de fevereiro de 2010, foi integralizado capital social com conferência de ações da Odebrecht Agroindustrial S.A. no valor de R$ 831.691 e emissão de 1.309.282.635 ações ordinárias nominativas e sem valor nominal. De acordo com o compromisso firmado na operação de associação de ativos conforme descrito na Nota 1 (b) ocorreram as seguintes integralizações de capital: Data das integralizações Valor Quantidade de ações emitidas Em 30 de junho de 2010 .................................................. R$75.000 114.942.528 Em 30 de setembro de 2010 ............................................ R$69.000 105.747.126 Em 31 de dezembro de 2010 ........................................... R$66.000 101.149.425 Em 30 de junho de 2011 .................................................. R$75.000 114.942.528 Em 30 de setembro de 2011 ............................................ R$19.455 29.816.625 R$304.455 466.598.232 Em 31 de março de 2013, o capital social da Companhia é de R$ 1.136.146 (R$ 1.136.146 - 2012), dividido em R$ 1.775.880.867 (R$ 1.775.880.867 - 2012) ações ordinárias, sem valor nominal. (b) Ajuste de avaliação patrimonial: Criada pela Lei 11.638/07, com o objetivo de registrar os valores pertencentes ao patrimônio líquido que não transitaram pelo resultado do período. O impacto destes valores no resultado ocorrerá quando da sua efetiva realização. Correspondem ao resultado de

e

valorização a mercado de operações com derivativos, líquida dos efeitos de imposto de renda e contribuição social. (c) Reserva de lucros: Legal - calculada na base de 5% do lucro líquido do período, antes de qualquer destinação e não excederá a 20% do capital social, nos termos da Lei n° 6.404/76. Lucros a realizar - reserva constituída para absorver os lucros não realizados e que serão base para distribuição de dividendos, quando de sua realização ou para absorção de prejuízos. (d) Destinação do resultado: De acordo com o estatuto social da Companhia, o resultado do exercício encerra-se em 31 de março de cada ano, após a dedução dos prejuízos acumulados e da provisão para o imposto de renda e da contribuição social, serão deduzidas, observados os limites legais, as participações nos lucros eventualmente concedidas aos seus administradores por deliberação da Assembleia Geral Ordinária, que somente aprovará a distribuição de tais participações após assegurado o pagamento dos dividendos mínimos, não inferiores a 25% do lucro líquido, após a dedução da reserva legal. (e) Resultado por ação: De acordo com o CPC 41 - “Resultado por ação”, a tabela abaixo reconcilia o (prejuízo) do exercício com os valores usados para calcular o (prejuízo) por ação básico e diluído: 2013 2012 Prejuízo do exercício atribuível aos acionistas da Companhia............................... (848.011) (498.394) Média ponderada de ações em circulação.............................................................1.775.881 1.717.688 Prejuízo básico e diluído por ação - em reais ........................................................ (0,4775) (0,2902)

Consolidado 12. Receita bruta e líquida: 2013 2012 Receitas brutas Mercado interno .....................................................................................................1.722.630 1.471.897 Mercado externo..................................................................................................... 592.240 172.845 Ganhos (perdas) nas operações de hedge pelo embarque ................................... 4.395 (6.474) Outras receitas ....................................................................................................... 5.480 99.144 2.324.745 1.737.412 Tributos sobre vendas............................................................................................. (186.234) (213.018) Fretes sobre vendas ............................................................................................... (126.747) (70.599) (4.703) Devoluções ............................................................................................................. (5.885) Receitas líquidas ..................................................................................................2.005.879 1.449.092 Diretoria Felipe Montoro Jens Paulo Oliveira Lacerda de Melo; Mônica Bahia Odebrecht Contadora Ana Cristina Rodrigues de Andrade CRC nº 1SP 141776/O-2, CPF nº 030.091.728-77

A proposta cria ricos e pobres, o que é perturbador. Robin McQuay, professora

conomia Fotos J.Emilio Flores/The New York Times

No Universal Studios Hollywood, o ingresso básico custa US$ 80 para os turistas comuns; US$ 149 compram um número limitado de privilégios.

Se pagar mais, esqueça as filas. Os parques temáticos deixam de ser experiência igualitária, criando ingressos especiais que dão vários direitos ao portador. Principalmente o de furar filas. Brooks Barnes*

P

arques temáticos tradicionalmente espelham a diversidade social. Turistas, aposentados, adolescentes cheios de hormônios, famílias, pais que prefeririam estar jogando golfe, ficam juntos em experiência igualitária – a fila para um é a fila para todos e algodão doce a comida das massas. Só que não é mais assim. Enquanto a estratificação se torna mais pronunciada em todos os cantos da sociedade, da viagem aérea ao tratamento médico, passando por espetáculos da Broadway, os parques temáticos têm adotado um modelo em camadas, com acesso especial e regalias para quem estiver disposto a pagar. Agora, o Universal Studios Hollywood levou essa prática a outro nível lançando o ingresso VIP de US$ 299, bem a tempo da alta temporada de verão. Dá direito a estacionamento com manobrista, café da manhã em sala de espera de luxo, acesso especial ao estúdio, quantidade ilimitada de acessos às atrações sem enfrentar fila e almoço gourmet. Os visitantes VIPs também recebem "kits de conveniência", com pastilhas de hortelã, capas para usar no brinquedo aquático "Jurassic Park" e garrafas de álcool gel para lavar as mãos. A Disney ainda oferece suas montanhas-russas do jeito antiquado – uma fila para todos, operário ao lado do patrão –, mas a Universal disse ter visto demanda por acesso especial e distinções de preço. "Os consumidores querem o que querem", diz Xiomara Wiley, vicepresidente sênior de marketing e vendas do Universal Studios Hollywood, que cobra US$ 80 pelo ingresso básico e US$ 149 por um com número limitado de furadas de fila. SISTEMA DE CLASSES Outras pessoas, porém, enxergam por outro ângulo. Embora não exista o surgimento de um movimento "Ocupem a

Universal", alguns consumidores afirmam que o parque criou um sistema de classes escancarado que ameaça estragar a diversão. "A proposta cria ricos e pobres, o que é perturbador", afirma Robin McQuay, professora e fã ardorosa de parques temáticos. "Existe a sensação de que você é uma perdedora por não conseguir comprar o VIP e furar a fila." Em uma sexta-feira recente na Universal, a brisa sussurrava pelas palmeiras enquanto centenas de pessoas esperavam na fila serpenteante por um passeio de bonde pelo estúdio. Era a cena quintessencial do parque temático: turistas conversando ruidosamente, um gorducho vasculhando a pochete, meninos usando os trilhos como balanços. "Quanto tempo falta?", um garoto choramingava para a mãe. Quem não gosta de multidão, mas curte parques temáticos costumava vir na baixa temporada. Contudo, a publicidade implacável, novas atrações e a recuperação da economia agora mantêm a frequência alta o ano inteiro. Os parques da Universal nos Estados Unidos atraíram cerca de 20 milhões de pessoas no ano passado, 19% a mais que em 2010, estimam analistas. O Magic Kingdom do Walt Disney World registrou há pouco tempo seu dia mais movimentado em 41 anos de atividade. "Caso a Universal não oferecesse uma opção VIP, eu não iria", diz Mark Lieber, CEO da Rethink Entertainment and Media, que fala sem um pingo de culpa. "Simplesmente não tenho tempo para esperar na fila, e quero determinado nível de serviço. Deveriam dar aos alunos merecedores acesso aos passeios VIP uma vez por semana. Assim, não ficaria restrito aos privilegiados." DISNEY À ANTIGA O setor de parques de diversões deseja aumentar com urgência os lucros sem lançar novas atrações caras todo verão. A NBC Universal, que registrou

Entre outras coisas, os visitantes VIP têm acesso especial ao estúdio...

...viajam em ônibus especiais, com acesso ilimitado às atrações...

...e podem desfrutar de um almoço gourmet. Tudo por US$ 299. US$ 953 milhões de lucro com os parques em 2012, não tem nenhuma grande atração planejada para o Universal Studios Hollywood até o ano que vem; enquanto isso, o VIP Experience é uma forma de baixo custo relativo de gerar receita e passar a impressão de maior e melhor no mercado.

A Universal atualizou a VIP Experience – e aumentou o preço em 50% – depois de perceber que a versão antiga, sem incluir almoço, sala de espera e outras mordomias, "estava esgotando mais e com maior frequência", conta Wiley. E como está se saindo a nova oferta?

Ele não revela dados de venda, mas garante "aumentos percentuais na casa dos dois dígitos, em volume." Wiley assegura que a Universal não tem preocupação nenhuma de estar criando uma sensação de guerra de classe, "Nenhum dos nossos convidados falou algo do gênero. As pessoas que vêm com ingressos comuns nos dão ótimas avaliações." Temendo desfazer sua imagem utópica, a Disney se prendeu a uma única categoria de ingresso. Passeios guiados VIP estão disponíveis, mas o preço cobrado é exorbitante – chega a US$ 380 por hora, por um mínimo de seis horas – para limitar a demanda. Para os críticos, esse preço restringe tais visitas aos podres de ricos. Certamente, há uma demanda raivosa na Disney pois a oferta de acesso especial está mais amplamente disponível. Em maio, segundo o "New York Post", pais ricos de Manhattan pagaram a um deficiente mais de US$ 1 mil por dia para passar por membro da família, para que o grupo inteiro furasse as filas às vezes brutais da Disney World. ("Estamos analisando cuidadosamente a situação e tomaremos medidas apropriadas para impedir esse tipo de atividade", afirmou a empresa em comunicado oficial.) Será que a Disney terminará se juntando à Universal, cobrando pelo acesso especial e experiências aprimoradas, quem sabe empregando o novo sistema de navegação pelo parque, MyMagic+? O porta-voz da companhia afirmou que tais planos não existem. Contudo, analistas estão acompanhando de perto. "Os parques tentam maximizar a receita num mercado que está se tornando mais e mais estratificado economicamente", disse Robert Niles, editor d o s i t e t h e m e p a r k i n s ider.com. Alan Plotkin, por exemplo, estava animado com o fato de o acesso especial estar dispo-

nível no Universal Hollywood. "Foi caro, mas vimos muito mais do que as outras pessoas, e os guias nos trataram como se fôssemos reis." Com os extras do DVD, as pessoas sabem muito mais sobre como os filmes são feitos agora. "Entretanto, isso chegou a outro patamar." Ele gostou principalmente de espiar as lojas de figurinos e adereços utilizados pelo estúdio. FOTOS À VONTADE CEO de uma organização de saúde da Pensilvânia, Plotkin e a esposa Merle faziam parte de um grupo de nove pessoas que recentemente partiu da sala de espera de luxo, álcool gel à mão. "Lá vão os VIPs. Deem tchau, pois talvez nunca os vejamos novamente", o locutor anunciou pelo microfone. Na verdade, o grupo se viu sujeito a um contato mínimo com as massas. O casal Plotkin chegou a almoçar numa sala reservada e tranquila, experimentando pratos como camarão no saquê, mexilhões da Nova Zelândia e filé de Nova York no generoso bufê. (Enquanto isso, do lado de fora, visitantes com ingressos básicos esperavam na fila para comer hambúrgueres no Flintstones Bar-B-Q.) O dia VIP começou em bondes para 20 pessoas com carregador de iPhone e garrafas de água no gelo. Uma das primeiras paradas foi no Courthouse Square, onde filmes como "De Volta para o Futuro" foram filmados. Enquanto o casal Plotkin e outros munidos de ingressos VIPs olhavam o set, um dos bondes para 175 pessoas do parque, transportando clientes comuns, dobrou a esquina e reduziu a marcha para brecar. Os visitantes começaram a bater fotografias, mas não puderam descer – o bonde parou por somente 30 segundos – e alguns ainda fotografavam enquanto o veículo saía. Os VIPs permaneceram, tranquilamente. "Tirem fotos à vontade", convidou o guia. *The New York Times


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado e domingo, 29 e 30 de junho, e segunda-feira, 1 de julho de 2013

e

Equipe econômica estuda redução de imposto de importação de insumos da cadeia de eletrodomésticos. Seria uma forma de conter preços.

conomia

Manobra de última hora Menos imposto para insumo

O

Ministério da Fazenda estuda a possibilidade de reduzir as alíquotas do Imposto de Importação (II) para matérias-primas e, com isso, baratear o custo de produção da indústria nacional e ajudar no combate à inflação. O principal objetivo de uma medida nessa linha seria aumentar a concorrência e baixar os preços dos insumos industriais. Entre os produtos que poderão ter a alíquota de II reduzida, de acordo com esses estudos, estão os siderúrgicos, amplamente usados por setores industriais importantes como o automobilístico e o eletrodoméstico. A medida está em análise pela equipe econômica e em negociação com representantes de alguns setores, que pediram a redução da taxação. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, ainda não tomou a decisão por causa da pressão da indústria do aço, que alega sofrer concorrência desleal dos importados, sobretudo dos produtos chineses. As conversas em torno do II para matérias-primas estão sendo conduzidas pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, que nas últimas duas semanas recebeu por duas vezes os principais presidentes da indústria brasileira do aço. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, por sua vez, também recebeu representantes do Instituto Aço Brasil na segundafeira passada e no dia seguinte levou os empresários para um encontro com Mantega. Alertas – A redução do imposto de importação nesse contexto tem apoio da área técnica do governo. "Mas não é uma medida simples", afirmou um integrante da equipe econômica. Nos últimos meses, o ministro da Fazenda tem recebido numerosos alertas dos dirigentes industriais para o alto custo de produção do Brasil, que dificulta a competitividade do País. A sinalização de que o governo vai reduzir a tributação para insumos foi dada na última sexta-feira, pelo ministro Mantega a representantes do varejo e da indústria de eletrodomésticos e de móveis, confirmou uma fonte que participou da reunião. A vice-presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), Luiza Trajano, avisou que, sem a redução do custo dos insumos, como laminados de madeira e aço, seria difícil conseguir não repassar para os preços ao consumidor o aumento do IPI para linha branca e para móveis. No passado, o governo já usou a lista de exceção à Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul para puxar para baixo o preço do aço no País. De 2005 a 2009, 15 produtos siderúrgicos estiveram com o imposto de importação reduzido para conter os preços no mercado interno e evitar impacto na inflação. A dificuldade do governo é escolher entre cerca de 300 pleitos recebidos do setor privado. A lista de exceção só comporta 100 produtos e a maior parte dela já está tomada. Para abrir espaço na lista, o governo teria de excluir itens que hoje estão com a tarifa diferente das praticadas pelo Mercosul. (EC)

ECONOMIA/LEGAIS - 25

A

o mesmo tempo em que prepara um corte adicional do Orçamento na faixa de R$ 15 bilhões, numa tentativa de recuperar credibilidade, o Ministério da Fazenda preparou mais uma manobra fiscal para ajudar a fechar as contas

do governo. Desta vez, uma alteração contábil permite o ingresso de dividendos no caixa do governo e reforça as receitas para o cumprimento da meta fiscal deste ano. Um decreto publicado em edição extra do Diário Oficial

Data, Hora e Local: Em 30.04.2013, às 14 (quatorze) horas, na sede da sociedade, Av. Eng. Eusébio Stevaux nº 1444, Parte, em Jurubatuba Santo Amaro, na Capital do Estado de São Paulo. Composição da Mesa: Presidente, Eric Robert Jean-Claude Simon; Secretário, Magelo dos Reis Rocha. Quorum: Compareceram acionistas subscritores representando a totalidade do Capital Social da sociedade anônima, CEGELEC S/A, conforme assinaturas no Livro de Presença de Acionistas, bem como Lista de Presença de Acionistas, cuja cópia faz parte integrante deste instrumento a qual se transcreve como ANEXO III. Convocação e Aviso: Dispensados, nos termos previstos no artigo 124, parágrafo 4º, e no artigo 133, parágrafo 4º, da Lei nº 6.404/76. Publicação: O Relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras, o Balanço Patrimonial e o Parecer dos Auditores Independentes, relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2012, foram publicados nos jornais “Diário Oficial do Estado de São Paulo” nas folhas 47, 48 e 49 e “Diário do Comércio” na folha 15 do caderno “Economia/Legais”, ambos na edição do dia 24 de abril de 2013. Leitura de Documentos: Dispensada, por unanimidade, a leitura dos documentos relacionados às matérias a serem deliberadas nesta Assembleia Geral, uma vez que são do inteiro conhecimento dos acionistas. Assembleia Geral Ordinária: Deliberações Aprovadas: Por unanimidade de votos foram aprovadas as seguintes resoluções em Assembleia Geral Ordinária: 1) Ratificada a forma de convocação verbal da Assembleia. 2) Autorizada a lavratura da ata a que se refere esta Assembleia Geral, em forma de sumário, nos termos do parágrafo 1º, artigo 130, da Lei nº 6.404/76. 3) Aprovadas sem ressalvas, as contas dos Administradores, o Relatório da Diretoria, o Balanço Geral e demais Demonstrações Financeiras, relativos ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012, ficando consignado que não haverá distribuição de dividendos em razão do prejuízo apurado no exercício, no valor de R$ 18.577.000,00 (dezoito milhões, quinhentos e setenta e sete mil reais), conforme demonstrado aos acionistas da Sociedade por meio dos documentos aprovados e publicados em 24 de abril de 2013. Assembleia Geral Extraordinária: Deliberações Aprovadas: Por unanimidade foram adotadas as seguintes resoluções em Assembleia Geral Extraordinária: 1. Ratificada a forma de convocação verbal da Assembleia. 2. Autorizada a lavratura da ata a que se refere esta Assembleia Geral, em forma de sumário, nos termos do parágrafo 1.º, artigo 130, da Lei nº 6.404/76. 3. Aprovada a transformação do tipo social, de sociedade anônima para sociedade empresária limitada, passando esta sociedade anteriormente denominada CEGELEC S/A, a denominar-se CEGELEC LTDA., a ser regida por contrato social, em conformidade com as disposições do Código Civil (Lei nº 10.406, de 10.01.2002), e demais legislações pertinentes, sendo subsidiariamente aplicada a Lei nº 6.404 de 15.12.1976, naquilo que for omisso e aplicável, em continuação e sucessão da sociedade anônima, sem solução de continuidade, não havendo portanto, nova sociedade, mas apenas a transformação do tipo social, mais consentâneo com os atuais interesses e finalidades, para a qual passam automaticamente todos os direitos e obrigações da sociedade ora transformada. 4. Foram aprovadas todas as cláusulas e condições constantes do Contrato Social assinado nesta data, constituído pelo Anexo I, parte integrante da presente ata, a ser arquivado na Junta Comercial do Estado de São Paulo juntamente com esta ata, pelo qual se regerá esta sociedade. 5. Ficou atribuída a cada quota representativa do capital social o valor de R$ 1,00 (um real), correspondente ao valor apurado pela divisão do valor total do capital social de R$ 57.347.692,00 (cinquenta e sete milhões, trezentos e quarenta e sete mil, seiscentos e noventa e dois reais) em 57.347.692 (cinquenta e sete milhões, trezentas e quarenta e sete mil, seiscentas e noventa e duas) quotas, tendo em vista que as ações da sociedade transformada tinha esse mesmo valor nominal de R$ 1,00 (um real) cada. 6. Ficou ainda aprovado que cada acionista da sociedade transformada manteve a mesma participação como sócio quotista no capital social da sociedade empresária limitada, como segue: Vinci Energies International, 57.347.691 quotas, de valor nominal de R$ 1,00 (um real) cada uma, no valor total de R$ 57.347.691,00 (cinquenta e sete milhões, trezentos e quarenta e sete mil, seiscentos e noventa e um reais; e Eric Robert Jean-Claude Simon, 1 (uma) quota, de valor nominal de R$ 1,00 (um real), no valor total de R$ 1,00 (um real); cujo total corresponde ao capital social de R$ 57.347.692,00 (cinquenta e sete milhões, trezentos e quarenta e sete mil, seiscentos e noventa e dois reais), totalmente subscrito e integralizado em moeda corrente do país. 7. Ficou finalmente determinado que os agora sócios quotistas têm por obrigação providenciar a legalização do contrato social e demais atos necessários. Aprovação da Ata: A presente ata após lida e aprovada por unanimidade, sem restrições ou ressalvas vai por todos assinada. Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado, encerrou-se a assembleia e foi lavrada a presente ata que, lida, conferida e achada conforme, vai por todos os presentes assinada. Assinaturas Apostas: Mesa: Eric Robert Jean-Claude Simon, Presidente da Mesa; Magelo dos Reis Rocha, Secretário. Ata transcrita do Livro Próprio de Registro de Atas das Assembleias Gerais. São Paulo, 30 de abril de 2013 Eric Robert Jean-Claude Simon - Presidente da Mesa, Magelo dos Reis Rocha - Secretário da Mesa. Vinci Energies International - Acionista - p.p. Eric Robert Jean-Claude Simon; Eric Robert Jean-Claude Simon - Acionista; Paula Witter Soares Pires Bueno - Advogada - OAB/SP nº 151.506. JUCESP nº 230.153/13-6 em 19/06/2013. ANEXO I À ATA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA AOS TRINTA DIAS DO MÊS DE ABRIL DO ANO DE DOIS MIL E TREZE, DA EMPRESA CEGELEC S/A - CEGELEC LTDA. - CONTRATO SOCIAL - Vinci Energies International, com sede na 280, Rue du 8 Mai 1945, (78360) Montesson, França, sociedade legalmente constituída e existente de acordo com as Leis da França, registrada no RCR Versailles sob nº 518 958 244AN, neste ato representada por seu bastante procurador Eric Robert Jean-Claude Simon, francês, casado, engenheiro, portador da Carteira de Identidade RNE nº V730851-6 e inscrito no CPF/MF sob nº 234.558.258-85, residente e domiciliado na Capital do Estado de São Paulo, com endereço comercial na Avenida Engenheiro Eusébio Stevaux nº 1444 - parte, Jurubatuba, Santo Amaro, na Cidade e Estado de São Paulo, CEP 04696-000, conforme instrumento particular de procuração de 13 de fevereiro de 2012; e Eric Robert Jean-Claude Simon, francês, casado, engenheiro, portador da Carteira de Identidade RNE nº V730851-6 e inscrito no CPF/MF sob nº 234.558.258-85, residente e domiciliado na Capital do Estado de São Paulo, com endereço comercial na Avenida Engenheiro Eusébio Stevaux nº 1444 - parte, Jurubatuba, Santo Amaro, na Cidade e Estado de São Paulo, CEP 04696-000; têm entre si justos e contratados a constituição de uma sociedade empresária limitada, em continuação e sucessão da sociedade anônima CEGELEC S/A, inscrita no CNPJ sob o nº. 04.534.692/0001-09, por transformação do seu tipo social de sociedade anônima para sociedade empresária limitada, deliberada em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária realizada em 30 de abril de 2013, que se regerá mediante as seguintes cláusulas e condições: Cláusula 1ª - Do nome empresarial, sede, prazo e filiais: A sociedade girará sob o nome empresarial de CEGELEC LTDA. e terá sua sede e foro na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Engenheiro Eusébio Stevaux nº 1444 - parte, Jurubatuba Santo Amaro, CEP 04696-000, sendo indeterminado o seu prazo de duração. Parágrafo Primeiro: A sociedade possui 20 (vinte) filiais, tendo como capital social destacado para efeitos fiscais, o valor equivalente a 1% (hum por cento) do capital social da sociedade para cada filial, estando localizadas nos seguintes endereços: 1. Rua Comendador Franco nº 662, Sala 01, Piso Superior, Centro, no Município de Itatiba, Estado de São Paulo, CEP 13250-240, inscrita no CNPJ/MF sob nº 04.534.692/0002-90, registrada na Junta Comercial do Estado de São Paulo - JUCESP sob NIRE 3590163765-2; 2. Rua Frei Gaspar nº 637, 5º andar, Sala 55, Centro, no Município de São Vicente, Estado de São Paulo, CEP 11310-061, inscrita no CNPJ/MF sob nº 04.534.692/0003-70, registrada na Junta Comercial do Estado de São Paulo - JUCESP sob NIRE 3590197627-9; 3. Av. José Martins M. Rato nº 1198, 2º e 3º andares, Nossa Senhora de Fátima, no Município de Serra, Estado do Espírito Santo, CEP 29160-790, inscrita no CNPJ/MF sob nº 04.534.692/0004-51, registrada na Junta Comercial do Estado do Espírito Santo - JUCEES sob NIRE 3290028336-6; 4. Rua Hidrogênio nº 2200, Pólo Petroquímico, no Município de Camaçari, Estado da Bahia, CEP 42810-390, inscrita no CNPJ/MF sob nº 04.534.692/000532, registrada na Junta Comercial do Estado da Bahia - JUCEBA sob NIRE 2990067016-3; 5. Rua Califórnia nº 545, Penha, no Município do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, CEP 21020-150, inscrita no CNPJ/MF sob nº 04.534.692/0008-85, registrada na Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro - JUCERJA sob NIRE 3390066140-0; 6. Sítio Esplanada s/nº, sala 1, Esplanada, no Município de Campo Formoso, Estado da Bahia, CEP 44790-000, inscrita no CNPJ/MF sob nº 04.534.692/0011-80, registrada na Junta Comercial do Estado da Bahia - JUCEBA sob NIRE 2990072000-4; 7. Rodovia BR 060, Km 224, Zona Rural, no Município de Cezarina, Estado de Goiás, CEP 76195-000, inscrita no CNPJ/MF sob nº 04.534.692/0015-04, registrada na Junta Comercial do Estado de Goiás - JUCEG sob NIRE 5290044371-8; 8. Rua Almirante Grenfall nº 405, Loja 6, Bloco 3,Vila São Luiz, no Município de Duque de Caxias, Estado do Rio de Janeiro, CEP 25085-009, inscrita no CNPJ/MF sob nº 04.534.692/002152, registrada na Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro - JUCERJA sob NIRE 3390078446-3; 9. Avenida dos Jesuítas nº 917, Alto dos Cajueiros, no Município de Macaé, Estado do Rio de Janeiro, CEP 27915-012, inscrita no CNPJ/MF sob nº 04.534.692/0022-33, registrada na Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro - JUCERJA sob NIRE 3390078447-1; 10. Rua Frederico Lagassa nº 30, Edifício Sheila, sala 407, Gurigica, no Município de Vitória, Estado do Espírito Santo, CEP 29046-050, inscrita no CNPJ/MF sob nº 04.534.692/0023-14, registrada na Junta Comercial do Estado do Espírito Santo-JUCEES sob NIRE 3290032356-2; 11. Rodovia Municipal TF 10 nº 32.336, 3º Distrito de Rincão dos Pinheiros, no Município de Triunfo, Estado do Rio Grande do Sul, CEP 95853-000, inscrita no CNPJ/MF sob nº 04.534.692/0024-03, registrada na Junta Comercial do Estado do Rio Grande do Sul - JUCERGS sob NIRE 4390126447-0; 12. Praça Getúlio Vargas nº 94, sala B, Centro, no Município de Ipojuca, Estado de Pernambuco, CEP 55590-000, inscrita no CNPJ/MF sob nº 04.534.692/0026-67, registrada na Junta Comercial do Estado de Pernambuco - JUCEPE sob NIRE 2690049543-1; 13. Avenida Oliveira nº 175, bairro Otávio Manoel de Oliveira, no Município de Anchieta, Estado do Espírito Santo, CEP 29230-000, inscrita no CNPJ/MF sob nº 04.534.692/0027-48, registrada na Junta Comercial do Estado do Espírito Santo - JUCEES sob NIRE 3290041151-8; 14. Rua Industrial s/nº, Lotes 3, 4, 5 e 6, Quarteirão 2, bairro Distrito Industrial, no Município de Jeceaba, Estado de Minas Gerais, CEP 35498-000, inscrita no CNPJ/MF sob nº 04.534.692/0029-00, registrada na Junta Comercial do Estado de Minas Gerais - JUCEMG sob NIRE 3190225621-7; 15. Rua Capitão José Maria nº 1388, 2º andar, Sala 219, Centro, no Município de Linhares, Estado do Espírito Santo, CEP 29900-172, inscrita no CNPJ/MF sob nº 04.534.692/0034-77, registrada na Junta Comercial do Estado do Espírito Santo - JUCEES sob NIRE 32900453121; 16. Rua 19 de Setembro nº 32, Sala 2, Centro, no Município de Guararema, Estado de São Paulo, CEP 08900-000, registrada na Junta Comercial do Estado de São Paulo - JUCESP sob NIRE 3590447608-1; 17. Rua Rodrigo Silva nº 18, 10º andar, Centro, no Município do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, CEP 20011-040, inscrita no CNPJ/MF sob nº 04.534.692/0031-24, registrada na Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro - JUCERJA sob NIRE 33901222868; 18. Av. Renault nº 1300, Parte, bairro Borda do Campo, Município de São José dos Pinhais, Estado do Paraná, CEP 83070-900, inscrita no CNPJ/MF sob nº 04.534.692/0030-43, registrada na Junta Comercial do Estado do Paraná - JUCEPAR sob NIRE 41901308181; 19. Rua José Hadadd, nº 1147, sala 202, Centro, no Município de Belford Roxo, Estado do Rio de Janeiro, CEP 26130-067, inscrita no CNPJ/MF sob nº 04.534.692/0032-05, registrada na Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro - JUCERJA sob NIRE 33901222876; e 20. Rua São José nº 1229, sala 107, Lagoa Seca, no Município de Natal, Estado do Rio Grande do Norte, CEP 59022-390, , inscrita no CNPJ/MF sob nº 04.534.692/0033-96, registrada na Junta Comercial do Estado do Rio Grande do Norte - JUCERN sob NIRE 24900250461. Parágrafo Segundo: A Sociedade, por deliberação da Diretoria, poderá abrir, manter ou extinguir filiais ou outras dependências, em qualquer parte do território nacional ou no exterior. Cláusula 2ª - Do objetivo social: O objetivo social da sociedade é a: 1. A prestação de serviços de: a) manutenção e reparação de máquinas e equipamentos de uso industrial e em geral; b) limpeza, manutenção e conservação de instalações prediais e de áreas verdes; c) reparação, conservação, reforma e manutenção de edificações em geral e em suas utilidades; d) apoio e infraestrutura administrativa, incluindo serviços de recepção, secretaria, telefonia, mensageiro, portaria, copa e congêneres; e) gerenciamento de facilidades, planejamento, coordenação, assessoria, consultoria e organização técnica, financeira ou administrativa; f) Engenharia, nas suas diversas modalidades, incluindo, mas não se restringindo a, mecânica, elétrica e civil; g) instalação e montagem de aparelhos, máquinas e equipamentos e montagem industrial, para empresas em geral, inclusive para a indústria aeronáutica; h) instalação e manutenção de sistemas elétricos em edificações, de alarme contra incêndio, de alarme contra roubo, de controle eletrônico e automação predial e a montagem eletromecânica de sistemas de distribuição de energia. 2. O fornecimento de mão-de-obra; 3. A comercialização de equipamentos, materiais eletromecânicos, peças, componentes e suprimentos relacionados às atividades da Sociedade, inclusive por representação; a importação e a exportação de bens e serviços; 4. A comercialização de equipamentos, gabaritos, ferramental, suas partes e peças, e material de uso e consumo empregados no processo de fabricação da indústria aeronáutica e/ou do setor aeronáutico; 5. A fabricação de máquinas, equipamentos, aparelhos, gabaritos, ferramental, dispositivos, conjuntos e suas peças e acessórios de uso industrial, inclusive nos setores aeronáutico e automobilístico, com funções próprias ou auxiliares; 6. A fabricação de máquinas, equipamentos, aparelhos, gabaritos, ferramental, dispositivos, conjuntos e suas peças e acessórios, de uso geral, com funções próprias ou auxiliares; 7. A fabricação de estruturas metálicas; e 8. A participação em outras sociedades, na qualidade de sócia ou acionista. Cláusula 3ª - Do capital social: O capital social é de R$ 57.347.692,00 (cinquenta e sete milhões, trezentos e quarenta e sete mil, seiscentos e noventa e dois reais), dividido em 57.347.692 (cinquenta e sete milhões, trezentas e quarenta e sete mil, seiscentas e noventa e duas) quotas, com valor unitário nominal de R$ 1,00 (um real) cada uma, neste ato totalmente subscrito e integralizado em moeda corrente do país, estando assim distribuído entre os sócios:

SADA TRANSPORTES E ARMAZENAGENS S/A - CNPJ/MF 19.199.348/0001-88 (Cia. Fechada) NIRE: 35300334167 - Extrato da Ata da Assembleia Geral Extraordinária em 07/06/2013 - Data, Hora e Local: 07/06/2013 às 08h, em SBC/ SP. Quórum: Totalidade. Mesa: Pres., Alberto Medioli; Sec., Leila Ribeiro da Silva. Deliberações por unanimidade: Foi aprovada sem quaisquer reservas ou restrições, a sociedade representada pelo Presidente da Mesa Alberto Medioli, assinar, como Fiador no Contrato de Abertura de Crédito Fixo de nº 330.800.935, junto ao Banco do Brasil S.A, no valor de R$19.000.000,00, com vencimento final em 07/06/2016, tendo como dia base para débitos dos encargos o dia 07 de cada mês, em favor da empresa Sada Bio-Energia e Agricultura Ltda. Encerramento: Nada mais. JUCESP nº 238.266/13-8 em 26/06/2013.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 28 de junho de 2013, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Warner Music Brasil Ltda. Requerido: Mult Laser Distribuidora CDs Ltda. Rua Capitão Salomão, 26 - 1º e 2º andares Centro - 2ª Vara de Falências. Requerente: Kloeckner Metais Brasil S. A. Requerido: MW Indústria e Comércio e Telhas e Calhas Ltda. Rua Bernardo Wrona, 308 - Limão - 2ª Vara de Falências. Requerente: Aro Fomento Mercantil Ltda. Requerido: Transrique Transportes Internacionais Ltda. Rua Bandeirante Paulista, 727, Conjuntos 61 e 69 – Itaim Bibi - 2ª Vara de Falências.

da União, na noite de sextafeira, alterou o estatuto do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para incluir mudanças na forma de distribuição de dividendos do banco para o seu acionista, a União.

Essas alterações na legislação, antecipando ou facilitando a entrada de dinheiro no Tesouro, são classificadas por analistas como manobras contábeis e fragilizam a credibilidade da política fiscal do governo Dilma Rousseff. (EC)

Vinci Energies International 57.347.691 quotas R$ 57.347.691,00 Eric Robert Jean-Claude Simon 1 quotas R$ 1,00 Total do Capital Social 57.347.692 quotas R$ 57.347.692,00 Parágrafo Primeiro: A responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social, nos termos da legislação em vigor. Parágrafo Segundo: Cada quota dá direito a um voto nas deliberações dos sócios. Parágrafo Terceiro: As quotas são indivisíveis, sendo vedado aos sócios cederem, transferirem ou alienarem suas quotas, no todo ou em parte, sem consultar por escrito os outros sócios quotistas, que terão sempre, em igualdade de condições, a preferência para a compra das quotas do capital social a serem negociadas, direito esse que deverá ser manifestado também por escrito, no prazo máximo de 30 (trinta) dias da data da consulta. Parágrafo Quarto: A transferência total ou parcial das quotas do capital social a terceiros, não será permitida sem o prévio e expresso consentimento dos sócios que representem a maioria do capital social. Parágrafo Quinto: A cessão e/ou transferência de quotas efetuada com inobservância do disposto nos Parágrafos Terceiro e Quarto acima não produzirá efeitos relativamente à Sociedade e aos sócios, não ficando estes, em consequência, obrigados a assinar a respectiva alteração contratual. Cláusula 4ª - Da Administração: A Sociedade será administrada por uma Diretoria composta por no mínimo 1 (um) e no máximo 5 (cinco) diretores, sócios ou não, residente no país, eleitos e destituíveis pelos sócios no Contrato Social, observados os quóruns previstos em lei, com um mandato por prazo indeterminado. Parágrafo Primeiro: Observado o quanto disposto no caput e nos demais parágrafos desta Cláusula 4ª, os diretores terão poderes para, individualmente, exercer as práticas regulares da administração, de forma a assegurar o desempenho normal dos negócios e atividades da sociedade, praticando todos os atos necessários para o cumprimento dos objetivos sociais, tais como: a) representar a Sociedade, ativa ou passivamente, em juízo ou fora dele, e perante quaisquer autoridades públicas e repartições federais, estaduais ou municipais; b) celebrar contratos, estipulando os direitos e obrigações e assinando os respectivos instrumentos; c) adquirir bens móveis ou imóveis; d) onerar, penhorar, vender ou por qualquer outra forma alienar bens móveis ou imóveis; e) adquirir e alienar participação societária em outras empresas, no Brasil ou no exterior; f) conceder aval, fiança e demais garantias em favor de terceiros, dos próprios sócios, sociedades afiliadas, subsidiárias ou controladas. Parágrafo Segundo: Serão necessárias as assinaturas de dois Diretores, ou de um Diretor e um procurador, ou, ainda, de dois procuradores, para a prática de todo e qualquer ato que obrigue a sociedade perante instituições financeiras e/ou em negociação de títulos de crédito, tais como: a) contratar com bancos, ou outros estabelecimentos de crédito, quaisquer financiamentos, estabelecendo montantes, prazos e condições; b) abrir, movimentar e/ou fechar contas bancárias, assinar cheques, ordens de pagamento; c) emitir/sacar, aceitar, endossar e/ou caucionar quaisquer títulos de crédito de interesse da Sociedade. Parágrafo Terceiro: Os Diretores, agindo isoladamente, também poderão constituir procuradores, cujos poderes conferidos deverão ser limitados aos termos deste Contrato Social. As procurações detalharão os poderes conferidos e terão o prazo que expressamente mencionarem, com exceção das procurações com poderes ad judicia, que poderão ter prazo indeterminado de validade. Parágrafo Quarto: Os Diretores são competentes para convocar, instalar e presidir as Reuniões de Sócios. Parágrafo Quinto: Os Diretores ficam dispensados de prestar garantia para o exercício de seus cargos. Parágrafo Sexto: O Diretores receberão a remuneração que for fixada em deliberação dos sócios, observado o quórum previsto em lei. Parágrafo Sétimo: De acordo com o disposto no caput desta cláusula, os sócios quotistas representando a totalidade do capital social, nomeiam como Diretores da Sociedade os senhores: 1) Eric Robert Jean-Claude Simon, francês, casado, engenheiro, portador da Carteira de Identidade RNE nº V730851-6 e inscrito no CPF/MF sob nº 234.558.258-85, residente e domiciliado na Capital do Estado de São Paulo, com endereço comercial na Avenida Engenheiro Eusébio Stevaux nº 1444 - parte, Jurubatuba, Santo Amaro, na Cidade e Estado de São Paulo, CEP 04696-000; e 2) Magelo dos Reis Rocha, brasileiro, casado, advogado regularmente inscrito na OAB/RJ sob nº 41.784 e inscrito no CPF/MF sob nº 268.653.867-87, domiciliado na cidade do Rio de Janeiro/ RJ, com endereço comercial na Avenida Engenheiro Eusébio Stevaux nº 1444 - parte, Jurubatuba, Santo Amaro, na Cidade e Estado de São Paulo, CEP 04696-000. Parágrafo Oitavo: Os administradores nomeados na forma do Parágrafo Sétimo desta Cláusula 4ª, neste ato tomam posse de seus respectivos cargos, e declaram expressamente, sob as penas da lei, que inexiste impedimento legal para exercerem a administração desta Sociedade, por lei especial, ou em virtude de condenação criminal, ou por se encontrarem sob os efeitos dela, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato, ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, fé pública, ou a propriedade. Parágrafo Nono: A responsabilidade técnica legal pelos trabalhos de Engenharia da Sociedade será sempre confiada a profissionais devidamente habilitados, contratados pelos Diretores, na forma da legislação em vigor, os quais terão ampla e total autonomia no desempenho de suas funções. Parágrafo Décimo: A Sociedade não exercerá atividades para as quais os responsáveis não estejam devidamente habilitados. Cláusula 5ª - Das Reuniões de Sócios: As Reuniões de Sócios realizar-se-ão a qualquer tempo, sempre que a lei exigir e observados os quóruns legais, mediante convocação, por escrito, de qualquer dos sócios ou Diretores, com antecedência mínima de 24 (vinte e quatro) horas. Serão dispensáveis as formalidades da convocação, quando todos os sócios comparecerem à reunião, ou se declararem, por escrito, cientes da reunião. Parágrafo Primeiro: Das reuniões serão lavradas atas, as quais serão arquivadas na sede social da Sociedade e, quando exigido pela legislação aplicável, levadas a registro perante o Registro Público de Empresas Mercantis e publicadas. Parágrafo Segundo: A Diretoria deverá apresentar aos sócios, para aprovação destes, as contas do exercício anterior, o balanço patrimonial e o balanço de resultado econômico da sociedade, em Reunião de Sócios que ocorrerá em até 120 (cento e vinte) dias após o início do exercício social. Parágrafo Terceiro: A reunião torna-se dispensável quando todos os sócios decidirem, por escrito, sobre a matéria que seria objeto de deliberação da mesma, observado o quórum previsto em lei. Cláusula 6ª - Do balanço geral: O exercício social da Sociedade inicia-se em 1º de janeiro e se encerra em 31 de dezembro de cada ano, quando então os administradores prestarão contas justificadas de sua administração, procedendo à elaboração do inventário dos estoques, do Balanço Patrimonial, do Balanço de Resultado Econômico, bem como das demais demonstrações financeiras, sendo os lucros ou prejuízos apurados, distribuídos ou suportados entre os sócios quotistas na proporção de suas quotas do capital social. Parágrafo Primeiro: Os sócios poderão, por decisão unânime, determinar o levantamento de balanços intermediários a qualquer momento, bem como proceder à distribuição de lucros ou pagamento de juros a título de remuneração do capital com base nos mesmos. Parágrafo Segundo: Nos quatro meses seguintes ao término do exercício social, os sócios deliberarão sobre as contas dos administradores da sociedade, e designarão administradores quando for o caso. Parágrafo Terceiro: Os administradores deverão colocar as contas da sociedade à disposição dos sócios não administradores, até trinta dias antes da reunião de sócios que deliberar sobre sua aprovação. Cláusula 7ª - Da causa mortis ou afastamento dos sócios: A Sociedade não será dissolvida na hipótese de morte, incapacidade, insolvência, retirada ou exclusão de qualquer sócio minoritário e deverá continuar com os sócios remanescentes, a menos que estes, desde que representem a maioria do capital social, decidam liquidá-la. Em caso de morte, os haveres do sócio morto serão calculados com base no último balanço geral levantado pela Sociedade e serão pagos a seus herdeiros ou sucessores no prazo de 12 (doze) meses, a contar da notificação do evento à Sociedade. Parágrafo Único: É reconhecido aos sócios, representando a maioria do capital social, o direito de promover a exclusão de sócio nos seguintes casos: (a) violação de cláusula contratual e/ou falta de cumprimento dos deveres sociais; (b) comprometimento, por atos ou omissões, do andamento normal da Sociedade, ou do desenvolvimento e expansão dos negócios sociais; (c) prática de atos que impeçam ou dificultem a condução dos negócios sociais; (d) ingresso em juízo contra a Sociedade; e (e) ocorrência de qualquer outro motivo justo para exclusão. Cláusula 8ª - Das deliberações sociais: As deliberações sociais serão tomadas pelos sócios quotistas que representem a maioria das quotas do capital social, sendo válido para qualquer deliberação, um voto para cada uma das quotas do capital social possuídas, salvo nos casos em que a Lei expressamente dispuser de forma diversa. Cláusula 9ª - Da transformação societária: A Sociedade poderá transformar o seu tipo societário em outro pela deliberação dos sócios representando a maioria do capital social. Cláusula 10 - Da liquidação e dissolução: No caso de liquidação ou dissolução da Sociedade, total ou parcial, serão observados os dispositivos legais aplicáveis. Cláusula 11 - Do foro: Para dirimir quaisquer divergências oriundas deste contrato social, fica eleito, desde já, o foro da sede da Sociedade, sob expressa renúncia pelos sócios a qualquer outro, por mais privilegiado que seja, correndo todas as despesas judiciais ou extrajudiciais, inclusive honorários advocatícios, por conta da parte vencida. Cláusula 12 - Das disposições finais: A Sociedade será regida pelas disposições do Código Civil (Lei nº 10.406 de 10.01.2002), e demais legislações pertinentes, sendo subsidiariamente aplicada a Lei 6.404/1976, naquilo que for omisso e aplicável a este contrato social. E por estarem todos justos e contratados, de pleno e comum acordo quanto ao que tudo aqui consta, assinam o presente instrumento, em três vias de igual teor e forma, na presença das testemunhas abaixo, arquivando-se todas as vias na Junta Comercial do Estado de São Paulo, para que se produzam os devidos e legais efeitos. São Paulo, 30 de abril de 2013. Vinci Energies International - p.p. Eric Robert Jean-Claude Simon - Sócio; Eric Robert Jean-Claude Simon - Sócio; Eric Robert Jean-Claude Simon - Diretor; Magelo dos Reis Rocha - Diretor. Testemunhas: 1. Isabel Penha da Silva - RG - SSP/SP 16.831.104; 2. Sueli Maria Batista - RG - SSP/SP 12.699.396. ANEXO II À ATA DA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA E EXTRAORDINÁRIA, REALIZADA AOS TRINTA DIAS DO MÊS DE ABRIL DO ANO DE DOIS MIL E TREZE, DA EMPRESA CEGELEC S/A - CEGELEC LTDA. - CNPJ/MF: 04.534.692/0001-09 - BOLETIM DE SUBSCRIÇÃO E INTEGRALIZAÇÃO: Boletim de subscrição e integralização do Capital Social da sociedade empresária limitada CEGELEC LTDA., ora constituída em continuação e sucessão da sociedade anônima CEGELEC S/A, por transformação do seu tipo social de sociedade anônima para sociedade limitada, sendo o presente boletim parte integrante da Ata da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária realizada aos trinta dias do mês de abril do ano de dois mil e treze. Sócio Nº Quotas Valor Subscrito Valor Integralizado a) Vinci Energies International 57.347.691 57.347.691,00 57.347.691,00 b) Eric Robert Jean-Claude Simon 1 1,00 1,00 Total do Capital Social 57.347.692 57.347.692,00 57.347.692,00 1. Valores expressos em Reais (R$). 2. Capital social de R$ 57.347.692,00 (cinquenta e sete milhões, trezentos e quarenta e sete mil, seiscentos e noventa e dois reais), dividido em 57.347.692 (cinquenta e sete milhões, trezentas e quarenta e sete mil, seiscentas e noventa e duas) quotas, de valor nominal de R$ 1,00 (um real) cada uma. 3. O Capital Social subscrito encontra-se neste ato totalmente integralizado em moeda corrente do país. 4. Legenda de sócios: a) Vinci Energies International, com sede na 280, Rue du 8 Mai 1945, (78360) Montesson, França, sociedade legalmente constituída e existente de acordo com as Leis da França, registrada no RCR Versailles sob nº 518 958 244; e b) Eric Robert Jean-Claude Simon, francês, casado, engenheiro, portador da Carteira de Identidade RNE nº V730851-6 e inscrito no CPF/MF sob nº 234.558.258-85, residente e domiciliado na Capital do Estado de São Paulo, com endereço comercial na Avenida Engenheiro Eusébio Stevaux nº 1444 - parte, Jurubatuba, Santo Amaro, na Cidade e Estado de São Paulo, CEP 04696-000. São Paulo, 30 de abril de 2013. Eric Robert Jean-Claude Simon - Presidente da Mesa, Magelo dos Reis Rocha - Secretário da Mesa. ANEXO III À ATA DA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA E EXTRAORDINÁRIA, REALIZADA AOS TRINTA DIAS DO MÊS DE ABRIL DO ANO DE DOIS MIL E TREZE, DA EMPRESA CEGELEC S/A - CEGELEC S/A - CNPJ/MF: 04.534.692/0001-09 - LISTA DE PRESENÇA DE ACIONISTAS DA CEGELEC S/A, na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária realizada aos trinta dias do mês de abril do ano de dois mil e treze Acionistas Quantidade Ações Valor - R$ “A” 57.347.691 ON 57.347.691,00 “B” 1 ON 1,00 Total 57.347.692 ON 57.347.692,00 LEGENDA DE ACIONISTAS: “A” - Vinci Energies International, com sede na 280, Rue du 8 Mai 1945, (78360) Montesson, França, sociedade legalmente constituída e existente de acordo com as Leis da França, registrada no RCR VERSAILLES sob nº 518 958 244; e “B” - Eric Robert Jean-Claude Simon, francês, casado, engenheiro, portador da Carteira de Identidade RNE nº V730851-6 e inscrito no CPF/MF sob nº 234.558.258-85, residente e domiciliado na Capital do Estado de São Paulo, com endereço comercial na Avenida Engenheiro Eusébio Stevaux nº 1444 - parte, Jurubatuba, Santo Amaro, na Cidade e Estado de São Paulo, CEP 04696-000. São Paulo, 30 de abril de 2013. Eric Robert Jean-Claude Simon - Presidente da Mesa, Magelo dos Reis Rocha - Secretário da Mesa.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

26 -.ECONOMIA/LEGAIS

e

sábado e domingo, 29 e 30 de junho, e segunda-feira, 1 de julho de 2013

O Sebrae realiza de hoje a 6 de julho, em todo o Brasil, a Semana do Microempreendedor Individual (MEI).

conomia

Novos pacotes de Número de MEIs vai serviços bancários a partir de hoje superar o de micro e pequenas empresas E Sílvia Pimentel

Newton Santos/Hype

N

o próximo ano, o Brasil terá mais microempreendedores individuais (MEIs) do que micro e pequenas empresas (MPEs). De acordo com dados do Portal do Empreendedor, estão cadastrados como MEIs 3,12 milhões de pessoas. Em 2014, serão 4,3 milhões. A projeção é do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) que realiza de hoje a 6 de julho, em todo o Brasil, a Semana do Microempreendedor Individual (MEI). O objetivo é capacitar profissionais já formalizados e incentivar inscrições de autônomos interessados em sair da informalidade. Durante toda a semana, os empreendedores poderão participar de oficinas e palestras do programa Sebrae para Empreendedores Individuais (SEI), que ensina como controlar os gastos, formar preços de produtos e serviços e gerir de forma eficiente o negócio em 134 postos de atendimento espalhados pelo estado. Na capital paulista, serão distribuídos kits de estudo gratuitamente em 31 Centros de Apoio ao Trabalho (CATs), como o apoio da Secretaria Municipal do Trabalho. No ano passado, o Sebrae-SP atendeu 140 mil empreendedores paulistas. Para o diretor superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano, só a formalização

Caetano, do Sebrae-SP: capacitação para enfrentar desafios. não garante o sucesso dos pequenos negócios. É preciso avançar na capacitação e fortalecimento da empresa para enfrentar desafios. A programação completa da Semana do Microempreendedor Individual em São Paulo está disponível na página: h t tp : / /s ebr.ae/sp/5_semana_mei. A Lei do Microempreendedor Individual foi instituída em 2008 para permitir a legalização do trabalhador a um baixo custo tributário e burocrático. Formalizados, os trabalhadores passam a ter benefícios previdenciários como auxílio maternidade, auxílio doença e aposentadoria. Para ser um MEI, é preciso faturar até R$ 60 mil por ano e não ter participação em outra empresa como

sócio ou titular. Entre as mais de 300 atividades profissionais que se enquadram nessa categoria jurídica estão mecânicos, feirantes, artesãos, eletricistas, doceiras, pipoqueiros, costureiras, barbeiros, manicures e taxistas. Esses últimos ganharam isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na aquisição de veículos. A medida consta da Instrução Normativa (IN) nº 1.368, publicada no Diário Oficial da União. No início do mês, o governo paulista publicou decreto estabelecendo a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para a compra de carro destinado a serviço de taxi até o dia 31 de dezembro de 2015.

ntra em vigor hoje, outra regra que obriga os bancos a oferecer novos pacotes padronizados de serviços básicos. O objetivo é tornar mais fácil para os clientes comparar os preços das tarifas entre as instituições, além de oferecer um leque maior de opções. De acordo com resolução do Banco Central (BC), cada instituição financeira deve passar a oferecer três pacotes padronizados que incluem sete serviços básicos. Os serviços são: confecção de cadastro para início de relacionamento (sempre gratuito), fornecimento de folhas de cheque, saque, extrato dos últimos 30 dias, extrato de outros períodos, transferência por meio de DOC, transferência por meio de TED, transferência entre contas na própria instituição. A diferença entre os três pacotes está em quantas vezes cada serviço poderá ser utilizado por mês. Pela determinação do Banco Central, uma parte desse limite máximo mensal deve ser gratuita. Assim, por exemplo, em um dos pacotes, o cliente tem a opção de realizar até oito saques por mês. Desses, quatro saques são gratuitos e os outros quatro tarifados (já inclusos no valor do

pacote). Os demais serão tarifados normalmente. O valor das tarifas cobradas em cada pacote fica a critério de cada banco. A nova regra não impede que os bancos ofereçam outros pacotes. O cliente também terá a opção de não aderir a nenhum dos pacotes e ter seus serviços tarifados individualmente. Segundo o BC, os bancos são obrigados a informar aos clientes sobre todas as opções e a escolha do cliente deve constar no contrato. Os bancos também devem divulgar a existência dos três pacotes padronizados, conforme o BC, em local e formato visíveis ao público, nas agências e em seus sites. Pacote anterior – Desde 2010, um pacote padronizado de serviços considerados prioritários já é oferecido pelos bancos. Entre o pacote já existente e os três novos que passam a ser oferecidos, a diferença está na inclusão do serviço de fornecimento de folhas de cheque e de transferência por meio de DOC e de TED. De acordo com Selma do Amaral, diretora de atendimento do Procon-SP, a nova resolução "dá mais opções ao consumidor e maior transparência". "É mais uma ferramenta que reforça o direito de escolha do consumidor", afirma Selma. (Folhapress)

Aumenta o número de cheques sem fundos Paula Cunha

O

total de cheques devolvidos em maio, ou seja, que registraram segunda devolução em consequência da falta de fundos, foi 2,11% maior em relação ao volume de abril, levando-se em conta a proporção total de documentos movimentados no mesmo período. O resultado indica elevação mensal, após recuo expressivo no mês anterior, quando a proporção foi equivalente a 2,04%. Em 2012, ela atingiu 2,15%. Os dados foram divulgados ontem pela Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). De acordo com o estudo, houve queda de 1% no total de documentos devolvidos quando se leva em conta a comparação mensal e o mesmo aconteceu com os cheques movimentados, ou seja, declínio de 4,1%. Em relação ao mês de maio do ano anterior, observou-se redução de 12,1% no volume de itens devolvidos e de 10,3% nos documentos movimentados. A análise da Boa Vista Serviços aponta que, quando se analisam separadamente os cheques devolvidos de pessoas físicas e jurídicas, a devolução foi 8,9% menor para as primeiras e 5,6% inferior para as jurídicas no acumulado deste ano frente ao mesmo período de 2012. No total, os que registraram devolução apresentaram diminuição de 8,1% nos cinco primeiros meses deste ano ante igual período do ano passado e o número de movimentados caiu 9%.


sábado e domingo, 29 e 30 de junho, e segunda-feira, 1 de julho de 2013

PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVA ODESSA AVISO DE RETIFICAÇÃO DE EDITAL A Prefeitura Municipal de Nova Odessa leva ao conhecimento dos interessados que o edital de Pregão Presencial n.º 61/PP/2013, do tipo menor preço global, que trata do registro de preços para futuras e eventuais serviços recapeamento em diversas vias do município de Nova Odessa com fornecimento de materiais, máquinas, equipamentos e mão de obra, sofreu alterações no Edital e anexos. Fica incluída o item 4.2.7 da clausula IV do edital: “realização de visita técnica”. Fica incluída o item “d” na clausula IX, item 9.1.3 do edital: “Comprovação fornecida pela Diretoria de Obras Públicas, de que tomou conhecimento de todas as informações e das condições locais para o cumprimento das obrigações objeto da licitação”. Fica incluída ainda o item “g” na clausula IX item 9.1.5 do edital: “declaração que disponibilizara de efetivo de mão de obra, materiais, máquinas e equipamentos para realização de serviço em pelo menos dois locais simultâneos. O item 15.1 da clausula XV do edital e item 3.1 da clausula terceira da minuta da ata passas a ter seguinte redação: Os serviços serão iniciados em atendimento aos pedidos formulados pela Diretoria de Obras Públicas no prazo máximo de 5 (cinco) dias corridos contados do recebimento da respectiva ordem de serviço, sendo que a empresa contratada deverá dispor de efetivo de mão de obra, materiais, máquinas e equipamentos para realização de serviço em pelo menos dois locais simultâneos. Fica suprimido a espessura de 4cm da clausula IX item 9.1.3 alínea ‘b” do edital. A data realização da sessão fica prorrogada para o dia 23 de julho de 2013, às 09h:15min. O Edital em inteiro teor, com as alterações introduzidas, estará à disposição dos interessados, de 2ª a 6ª feira, das 09h00min às 16h00min horas, junto ao Setor de Suprimentos e Licitações, localizado no Paço Municipal, à Avenida João Pessoa, nº. 777, Centro, ou através do telefone (0xx19) 3476.8602, ou pelo endereço eletrônico: www.novaodessa. sp.gov.br, link licitações. A Prefeitura Municipal de Nova Odessa leva ao conhecimento dos interessados que o edital de Pregão Presencial n.º 75/PP/2013, do tipo menor preço por lote, que trata do registro de preços para futuras e eventuais aquisições de materiais hospitalares, sofreu alterações no anexo I e II do Edital. Fica suprimido o item 26 do lote 35. A data de realização fica mantida para o mesmo dia, ou seja, 02/07/2013 às 13:30. O Edital em inteiro teor, com as alterações introduzidas, estará à disposição dos interessados, de 2ª a 6ª feira, das 09h00min às 16h00min horas, junto ao Setor de Compras, localizado no Paço Municipal, à Avenida João Pessoa, nº. 777, Centro, ou através do telefone (0xx19) 3476.8602, ou pelo endereço eletrônico: www. novaodessa.sp.gov.br. Nova Odessa, 28 de junho de 2013. Setor de Suprimentos e Licitações Recovery do Brasil Consultoria S.A. CNPJ/MF nº 05.032.035/0001-26 – NIRE 35.300.388.747 Ata de Assembleia Geral Ordinária realizada em 26 de abril de 2013 1. Data, Hora e Local: Dia 26/04/2013, às 11 hs., na sede social Cia., na Av. Paulista nº 1.499, 19º andar, São Paulo-SP. 2. Convocação e Presença: Dispensada a convocação face à presença de acionistas representando a totalidade do capital social da Cia., nos termos do Art. 124, § 4º, da Lei nº 6.404/76 e posteriores alterações (“Lei”), conforme se verifica pelas assinaturas constantes do Livro de Presença dos Acionistas. 3. Mesa: Presidente: Sr. Jeffrey Scott Hoberman. Secretário: Sr. Daniel Monteiro Pimentel. 4. Ordem do Dia: a) Em conformidade com o art. 133, § 4º, da Lei, apreciar a falta de publicação dos anúncios e a inobservância dos prazos para publicação dos documentos referidos no mencionado dispositivo legal; b) Aprovar a lavratura da presente ata na forma de sumário dos fatos ocorridos, tal como autoriza o art. 130, § 1º, da Lei; c) Apreciar o Relatório Anual da Administração, do Balanço Patrimonial e das demais Demonstrações Financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31/12/2012, assim como o parecer e notas explicativas da auditoria independente; d) Deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício social findo em 31/12/2012; e) Fixar o montante da remuneração global anual dos administradores; e, f) Aprovar a gestão dos Administradores no período de 2012. 5. Deliberações Tomadas pela Unanimidade dos Acionistas: As seguintes matérias foram aprovadas pela unanimidade dos acionistas presentes e sem ressalvas: a) Em conformidade com o que prescrevem a Portaria nº 18 do Departamento Nacional de Registro do Comércio e o art. 133, § 4º, da Lei, a dispensa da publicação dos anúncios e a inobservância dos prazos para publicação dos documentos previstos no referido artigo, referentes à realização da presente Assembléia Geral; b) A lavratura da presente ata na forma de sumário dos fatos ocorridos, tal como dispõe o art. 130, § 1º, da Lei; c) A aprovação do Relatório da Diretoria, do Balanço Patrimonial e das demais Demonstrações Financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31/12/2012, publicadas no dia 26/04/2013, nos jornais Diário do Comércio e no DOE-SP. d) A destinação do lucro líquido do exercício findo em 31/12/2012, no valor total de R$ 1.996.345,56, deduzida da parcela equivalente a 5% do lucro líquido, no valor de R$ 99.817,28, destinada à constituição da reserva legal, na forma do art. 193 da Lei, ou seja, o valor de R$ 1.896.528,28 serão destinados da seguinte forma: (i) a título de dividendo obrigatório distribuir parcela equivalente a 30% do lucro líquido, no valor de R$ 568.958,48; e, (ii) o restante será destinada à reserva de lucros, sem prejuízo da eventual declaração ulterior de dividendos à conta da Reserva de Lucros. e) Foi aprovada a proposta de remuneração anual global dos Administradores para o exercício de 2013, no valor máximo de R$ 2.500.000,00, sendo: (i) salário ou pro-labore; (ii) benefícios diretos e indiretos (assistência médica, odontológica, seguro de vida, auxíio alimentação, despesas de locomoção, celular, entre outros); e (iii) remuneração variável. 6. Deliberações Tomadas pela Maioria dos Acionistas: As seguintes matérias foram aprovadas pela unanimidade dos acionistas presentes: a) Foi aprovada, por maioria de votos (com abstenção da acionista International Finance Corporation), a gestão dos Administradores da Cia. no período de 01/01/2012 a 31/12/2012. 7. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi lavrada ata que se refere a presente Assembléia Geral, que, depois de lida, foi aprovada e assinada pelos membros da mesa e pelos acionistas presentes. São Paulo, 26/04/2013. (ass.) Daniel Monteiro Pimentel – Secretário. JUCESP nº 238.271/13-4 em 26/06/2013. Gisela Simiema Ceschin – Secretária Geral.

PREFEITURA DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE MONGAGUÁ/SP À Sra. LAURA FLORA LOPES Rua Alameda Hum, nº 555 - Bal. Jussara - Mongaguá/SP MANDADO DE CITAÇÃO O presidente da Comissão do Processo Administrativo Disciplinar nº 158/2013, designado pela Portaria nº 503/2013, vem por intermédio deste CITÁ-LA para os termos do presente procedimento, onde figura Vossa Senhoria como indiciada, conforme mencionado na referida Portaria, tendo em vista faltas injustificadas ao trabalho, conforme apurado, incorrendo Vossa Senhoria no disposto no artigo 12, incisos I, III, VI da Lei Municipal nº 1.362/91, bem como no artigo 482, alínea “e” da CLT, o que poderá culminar ao final com sua demissão dos quadros de funcionários públicos desta Prefeitura de Mongaguá ou outra punição prevista na legislação vigente. Assim, o seu prazo para oferecer defesa escrita, por intermédio de advogado, é de 10 (dez) dias contados do recebimento do presente Mandado, sob pena de assim não o fazendo ser decretada sua revelia, além da confissão quanto à matéria de fato. Caso Vossa Senhoria não tenha condições de constituir advogado, deverá procurar a Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção de Mongaguá, para nomeação de um defensor dativo, ou ainda o Sindicato dos Servidores Públicos de Mongaguá - SISPUMI, caso vossa senhoria seja associada, voltando a correr o prazo para defesa a partir da nomeação do defensor. Deverá, ainda, Vossa Senhoria, no prazo da defesa, ou seja, nos (10) dez dias contados a partir do recebimento deste, sob pena de preclusão, indicar as provas que pretende produzir, indicando, se o caso, o rol de testemunhas a serem ouvidas em regular instrução. Mongaguá, 18 de junho de 2013. ISAIAS DOS ANJOS MESSIAS E SILVA PRESIDENTE COMISSÃO PROCESSANTE - OAB/SP Nº 265.739

DIÁRIO DO COMÉRCIO

ECONOMIA/LEGAIS - 27 Demonstrações Financeiras - R$ (1)

Ativo Nota Circulante Caixas e equivalentes de caixas 4 Contas a receber de clientes 5 Estoques 6 Impostos e contribuições a recuperar 7 Adiantamentos diversos 8 Créditos na venda de investimentos Despesas antecipadas 9 Outros créditos 10 Não Circulante Realizável a Longo Prazo Partes relacionadas 11.a Depósitos judiciais 12 Títulos e valores mobiliários 13 Investimentos 14 Imobilizado 15 Intangível 16 Biológico 17 Total do Ativo

2011 2010 71.146.530 178.763.095 1.835.448 1.357.931 20.859.071 14.900.948 23.463.072 19.608.030 79.335 316.885 22.666.098 4.460.042 - 132.835.949 1.992.712 5.283.310 250.794 783.812.310 881.690.235 153.533.135 39.506.187 143.049.107 29.596.224 683.794 1.795.423 9.800.234 8.114.540 134.892.524 170.193.481 446.342.650 503.629.852 9.458 48.303 49.034.543 168.312.412 854.958.840 1.060.453.330

1. Receitas Vendas Outras receitas Provisão para créditos de liquidação duvidosa 2. Insumos Adquiridos se Terceiros Custo das vendas Materiais, energia, serv. de terceiros e outros 3. Retenções Depreciação, amortização e exaustão 4. Valor Adicionado Líquido Produzido 5. Valor Adicionado Recebido em Receitas financeiras, incluindo var. cambial Resultado de equivalência patrimonial Provisão para perda em investimentos 6. Valor Adicionado Total a Distribuir 7. Distrib. do Vlr. Adic.:Pessoal e encargos Honorários Remuneração direta aos empregados Benefícios Encargos Comissões sobre Vendas Tributos Federais Estaduais Municipais Remuneração de capitais terceiros Juros sobre empréstimos Demais juros Aluguéis e locações Remuneração de capitais próprios Prejuizo do exercício Valor Adicionado Distribuído

2011 2010 352.743.140 504.955.294 285.514.116 359.649.168 68.221.679 150.649.160 (992.655) (5.343.034) (182.697.613) (270.981.039) (103.933.889) (165.584.790) (78.763.724) (105.396.249) (53.962.619) (32.254.577) (53.962.619) (32.254.577) 116.082.908 201.719.678 (59.133.654) 4.952.964 11.945.756 22.200.045 (35.300.959) (16.676.757) (35.778.451) (570.324) 56.949.254 206.672.642 76.012.045 110.985.053 2.182.662 940.410 59.706.175 88.360.172 4.233.748 7.433.558 9.613.238 13.235.585 276.222 1.015.328 56.569.341 71.931.294 28.696.700 38.195.120 27.441.077 33.391.357 431.564 344.817 76.886.529 93.446.335 25.433.408 41.040.883 48.871.732 50.631.525 2.581.389 1.773.927 (152.518.662) (69.960.040) (152.518.662) (69.960.040) 56.949.254 206.402.642

As demonstrações financeiras foram auditadas pela MGI SengerWagner Auditores Independentes, c/ parecer emitido em 12/12/12, encontrando-se em sua integralidade na sede Cia., à disposição dos interessados A Diretoria Marcelo Cardillo Balluf-Contabilista-CRC Tec.1SP199726/O-5 KPMG Assurance Services - CNPJ: 06.240.429/0001-32

Passivo Nota 2011 2010 Circulante 294.945.456 267.836.511 Fornecedores 18 39.828.513 62.514.594 Salários e ordenados a pagar 19 2.832.688 3.703.414 Impostos e contribuições a recolher 20 123.780.690 55.145.294 Empréstimo e financiamentos 21 101.112.198 83.041.982 Provisão para férias 22 5.026.947 8.323.911 Adiantamento de clientes 23 17.643.941 33.708.892 Outros débitos 24 4.720.479 21.398.424 Não Circulante 418.555.966 498.640.739 Empréstimos e financiamentos 21 93.442.560 135.484.458 Impostos e contribuições a recolher 20 66.471.171 104.555.715 IR e contribuição social diferidos 25 147.892.818 143.318.455 Partes relacionadas 11.a 26.833.739 36.080.730 Débitos s/ arrendamentos de canaviais11.b 35.631.602 Provisões para contingências 26 44.465.370 39.897.924 Provisões p/ perdas em investimentos 14 39.450.308 3.671.855 Patrimônio Líquido 141.457.418 293.976.080 Capital social 27.a 33.000.000 33.000.000 Reserva de capital 488.035 488.035 Reserva de reavaliação 27.b 93.540.132 93.540.132 Ajuste de avaliação patrimonial 27.c 306.219.306 327.751.378 Reserva de lucros 969.235 969.235 Prejuizo Acumulado (292.759.290) (161.772.700) Total do Passivo e Patrimônio Líquido 854.958.840 1.060.453.330 Nota Receita Líquida 28 Custos sas Vendas 29 Resultado Bruto Receitas (Desp.) Operacionais Despesas com vendas 30 Despesas gerais e administrativas 31 Outras rec. (desp.) operacionais, líquidas32 Resultado de equivalência patrimonial 14 Provisão para perda em investimentos 14 Result. antes do Result.Financ. e Tributos Resultado do Financeiro Receita financeiras 33 Despesas financeiras 33 Var. monetárias e cambiais, líquidas 33 Result. antes dos Tributos s/ Lucro IR e Contribuição Social Diferido 34 Resultado Líquido do Exercício - Por ação do capital social final

2011 2010 233.776.780 307.595.643 (203.346.940) (275.621.288) 30.429.840 31.974.355 (44.935.344) 18.704.959 (59.438.778) (46.436.679) (47.377.556) (22.694.258) 61.880.990 87.835.896 (35.300.959) (16.676.757) (35.778.451) (570.324) (85.584.914) 33.432.233 (62.359.384) (84.035.112) 811.274 780.111 (46.166.248) (91.672.408) (17.004.410) 6.857.185 (147.944.298) (50.602.879) (4.574.364) (19.357.161) (4.574.364) (19.357.161) (152.518.662) (69.960.040) (0,4830) (0,2215)

1. Atividades Operacionais 2011 2010 Resultado líquido do exercício (152.518.662) (69.960.040) Ajustes p/ reconciliar o lucro líq. ao caixa gerado pelas ativid. operac.-desp. (receitas) que não afetaram o caixa e equival. de caixa: Depreciação, amortização e exaustão 53.962.619 32.524.577 Var. do valor justo dos ativos biológicos, líq. (89.995.215) (55.793.373) Valor dos ativos biológicos transf. p/Control. 172.545.827 Custo residual de imobil. e intang.baixados 59.866.539 47.214.604 Valor do custo atrib. no imobil. transf.p/ Control. 35.300.959 16.676.757 Resultado da equivalência patrimonial 35.778.451 570.324 Provisão para perdas em investimentos 4.574.363 19.357.161 Imposto de renda e contribuição social diferidos 25.433.408 41.040.883 Juros e variações monetárias incorridos 992.655 5.343.034 Provisão para créditos e liquidação duvidosa 4.567.446 39.897.924 Variação nos Ativos e Passivos Operacionais Contas a receber de clientes (6.950.778) (1.153.347) Estoques (719.738) 3.842.337 Impostos e contribuições a recuperar 237.550 Adiantamentos diversos (18.206.056) 5.648.283 Crédito na venda de investimentos 132.835.949 (132.835.949) Despesas antecipadas 155.294 3.883.525 Outros Créditos (250.794) 1.934.274 Depósitos judiciais 1.111.629 (368.674) Títulos e valores mobiliários (1.685.694) (1.558.307) Fornecedores (22.686.081) 14.182.384 Salários a pagar (870.726) (617.707) Impostos e contribuições a recolher 30.550.851 78.727.285 Provisão para férias (3.296.964) (373.258) Adiantamento de clientes (16.064.951) 24.837.051 Outros débitos (16.677.945) 5.859.803 Caixa Proveniente das Ativid. Operacionais227.989.936 78.879.551 2. Atividades de Investimento Adições ao imobilizado e intangível (3.307.636) (10.736.098) Custos plantio dos ativos biológicos (16.468.218) (15.827.194) Aum. de cap.em control. c/ bens do imobilizado - (13.470.732) Caixa Líquido das Ativid. de Investimentos (19.775.854) (40.034.024) 3. Ativ. de Financ. Vlrs de partes relac.,var. líq.(122.699.874) 2.627.858 Arrend. de canaviais de controladas (35.631.602) Empréstimos e financiamentos 17.934.360 161.512.925 Pagamento de juros sobre financiamentos (22.933.236) (24.828.362) Amortização de financiamentos (44.406.213) (178.690.210) Caixa Gerado(Util.)nas Atividades Financ. (207.736.565) (39.377.789) Variação em Caixa e Equivalentes de Caixa 477.517 (532.262) Saldos iniciais de caixa e equivalentes de caixa 1.357.931 1.890.193 Saldos finais de caixa e equivalentes de caixa 1.835.448 1.357.931

Reservas de Reaval. Ajustes de Reserva Res. de Cap. De Bens De bens de Avaliação de Lucros Resultados Total do Especificações Cap. Social Invest. Fiscais próprios investidas Patrimonial Legal Acumulados Patrim. Líq. Saldo em 31/12/2010 33.000.000 488.035 96.472.668 38.441.732 327.751.378 969.235 (102.130.437) 394.992.611 Prejuizo líquido do exercício (69.960.040) (69.960.040) Realização da reserva de reavaliação (41.374.268) 41.374.268 Reversão de créd. tributário diferido-controladora (23.176.430) (23.176.430) Reversão de créd. tributário diferido-controladora (7.880.061) (7.880.061) Saldo em 31/12/2010 33.000.000 488.035 55.098.400 38.441.732 327.751.378 969.235 (161.772.700) 293.976.080 Prejuizo líquido do exercício (152.518.662)(152.518.662) Realização pela venda de bens (21.532.072) 21.532.072 Saldo em 31/12/2011 33.000.000 488.035 55.098.400 38.441.732 306.219.306 969.235 (292.759.290) 141.457.418

AVG Servicos Ambientais S.A CNPJ: 12.808.609/0001-70 Demonstrações Financeiras Balanço Patrimonial - Dezembro de 2012 29.007.855,25 Ativo 29.007.855,25 D Passivo 45.880,80 Circulante 125.002,71 D Circulante 45.880,80 Disponibilidades 43.207,88 D Obrigações a Curto Prazo Obrigações Tributarias 29.214,13 Bancos - Contas Correntes 43.207,88 D ISS a Recolher 10.733,40 Caixa Econômica Federal 42.333,93 D IRPJ a Recolher 12.989,19 Banco Santander S/A 873,95 D CSLL a Recolher 5.491,54 Créditos 81.794,83 D Obrigações Financeiras 16.666,67 16.666,67 Duplicatas a Receber 81.794,83 D Juros a Pagar-Debentures 14.341.289,00 Clientes 81.794,83 D Não Circulante 14.341.289,00 Não Circulante 28.882.852,54 D Obrigações a Longo Prazo Outras Obrigações a Pagar 6.600.000,00 Investimentos 28.882.852,54 D Debentures 6.600.000,00 Participações Societárias 28.882.852,54 D Obrigações Operacionais a Longo Prazo 7.741.289,00 Investimento Ciclo Participacoes 28.882.852,54 D Outras Contas a Pagar 6.561.089,00 Empréstimo de Socios 1.180.200,00 Patrimônio Líquido 14.620.685,45 Capital Social 500.000,00 Capital Social Realizado 500.000,00 Capital Social Integralizado 500.000,00 Reservas 8.172.875,18 Ajuste de Exercicios Anteriores 8.172.875,18 Ajustes anteriores 4.383.092,68 Ajustes às Normas Internacionais Contábil (-) 3.789.782,50 Lucros ou Prejuízos Acumulados (315.273,37) Lucros Acumulados (312.921,43) Lucros Acumulados (312.921,43) Prejuízos Acumulados (-) (2.351,94) Prejuízos Acumulados (-) (2.351,94) Resultado do Período 6.263.083,64 Lucro do Período 6.263.083,64 Lucro Líquido do Período 6.263.083,64 Total do Ativo: 29.007.855,25 D Total do Passivo: 29.007.855,25 Andre Martins Junqueira - Diretor Presidente Fernando de Jesus - CRC: 1SP196710/O-1

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Demonstração do Resultado do Período - Dezembro de 2012 3 Receitas e Deduções 3.1 Receitas Operacionais e Deduções 3.1.01 Receita Bruta Operacional 3.1.01.03 Receita c/ Prestação de Serviços 3.1.01.03.0003 Receitas c/ Prestação de Serviços 119.168,51 3.1.02 Reduções Gerais (-) 3.1.02.01 Deduções de Vendas (-) 3.1.02.01.0004 PIS - Faturamento (-) 2.730,92 3.1.02.01.0005 Cofins (-) 12.604,24 3.1.02.02 Deduções de Receitas c/ Serviços (-) 3.1.02.02.0001 ISS s/ Prestação de Serviços (-) 21.007,07 3.2 Receitas não Operacionais 3.2.01 Receitas não Operacionais 3.2.01.01 Ganhos não Operacionais 3.2.01.01.0001 Ganhos de Capital 6.207.916,47 Total do Grupo: 6.290.742,75 5 Despesas 5.1 Despesas 5.1.01 Despesas Operacionais 5.1.01.05 Despesas Tributárias 5.1.01.05.0001 IOF 240,85 5.1.02 Despesas Financeiras 5.1.02.01 Despesas Bancárias 5.1.02.01.0001 Encargos Bancários 7.268,67 5.1.02.01.0002 Juros Bancários 3.482,92 5.1.02.02 Outras Despesas Financeiras 5.1.02.02.0001 Juros Passivos 16.666,67 Total do Grupo: 27.659,11 2.3.04.01.0001 Lucro Líquido do Período 6.263.083,64

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Retificação das Demonstrações Financeiras da AVG Serviços Ambientais S.A., CNPJ/MF 12.808.609/0001-70, encerradas em 31 de dezembro de 2012, publicadas originalmente no Diário Oficial do Estado, pg. 08 na edição de 15/06/2013 e no Diário do Comercio, pg. 21, na edição de 15, 16 e 17/06/2013.

Ciclo Participações Societárias S.A. CNPJ: 11.368.972/0001-50 Demonstrações Financeiras Demonstração do Resultado em 31 de Dezembro de 2012 Balanço Patrimonial em 31 de Dezembro de 2012 2011 2012 2011 2012 Ativo 2011 2012 Passivo Receita Operacional Bruta Circulante Circulante 560.500 Venda de Serviços Prestados Caixa/Bancos 750 Fornecedores 560.500 Deduções da Receita Bruta Total do Circulante 750 Total do Circulante Não Circulante Não Circulante Receita Operacional Líquida 17.828.846 767.179 Créditos de Coligadas e Controladas - Emprést. Mútuo de Coligadas e Controladas Custo dos Serviços Prestados Contratos a Faturar Lucro Bruto Total do Não Circulante 17.828.846 767.179 Despesas Operacionais Patrimônio Líquido Permanente Capital Social 22.836.160 14.341.289 Lucro (Prejuízo) Operacional Investimentos 22.372.711 23.854.416 (-) Capital Social a Integralizar (22.836.160) (6.561.089) Receitas e Despesas Financeiras (250) Imobilizado - Reserva de Capital 3.795.002 Outras Receitas e Despesas Operacionais 3.946.102 6.208.166 (-) Depreciação Acumulada - Lucros Acumulados 370.569 4.001.056 Provisão para IRPJ e CSSL Intangível (205.724) Resultado do Exercicio 3.946.102 6.207.916 Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício 3.946.102 6.207.916 (-) Amortização Acumulada - Reserva de Lucros 227.193 537.589 Juvenal Luiz Pereira de Lima Nigro Representante Legal Total do Não Circulante 22.372.711 23.648.692 Total do Patrimônio Líquido 4.543.865 22.321.764 Fernando de Jesus - CRC:1SP196710/O-1 22.372.711 23.649.443 Total do Ativo 22.372.711 23.649.443 Total do Passivo Retificação das Demonstrações Financeiras da Ciclo Participações Societárias S.A., CNPJ/MF 11.368.972/0001-50, encerradas em 31 de dezembro de 2012, publicadas originalmente no Diário Oficial do Estado, pg. 14, na edição de 15/06/2013 e no Diário do Comercio, pg. 21, na edição de 15, 16 e 17/06/2013.

PREFEITURA MUNICIPAL DE PINDAMONHANGABA EDITAL RESUMIDO PREGÃO Nº 094/2013 A Prefeitura torna público que se acha aberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PP nº 94/ 13, que cuida da “Contratação de empresa especializada, para prestação de serviços de gerenciamento, assistência técnica, manutenção preventiva e corretiva, em um sistema telefônico PABX da marca ERICSSON/AASTRA, modelo MX-One TSW e BP-250, e em todos os aparelhos telefônicos digitais ligados à mesma, bem como Gateways Voip e o sistema de tarifação e suas atualizações, sem fornecimento de qualquer peça e/ou componentes da central telefônica pelo período de 12(doze) meses”, com encerramento dia 16/ 07/13, às 8h30, e abertura às 9h. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. e maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 27 de junho de 2013.

PREFEITURA MUNICIPAL DE PINDAMONHANGABA EDITAL RESUMIDO PREGÃO Nº 093/2013 A Prefeitura torna público que se acha aberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PP nº 93/13, que cuida da “Contratação de empresa especializada, para prestação de serviços de assistência técnica e manutenção corretiva, em sistemas de telefonia PABX da marca INTELBRAS, modelo corp 16000, corp 8000, corp 6000, modulare i, VM 3000, 6020 e 4015, sem fornecimento de qualquer peça e/ou componentes da central telefônica pelo período de 12 (doze) meses”, com encerramento dia 15/07/13, às 8h30, e abertura às 9h. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. e maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 27 de junho de 2013. PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE BRAGANÇA PAULISTA AVISO DE ABERTURA DE LICITAÇÃO Acha-se aberto, na Prefeitura do Município de Bragança Paulista, o seguinte certame licitatório: Pregão Presencial n° 075/2013 - Objeto: Registro de preços para prestação de serviços de conservação de pavimentos viários – Tapa Buraco. data de abertura: 16/07/2013, às 09h30. O edital completo está disponível no Balcão da Divisão de Licitação, Compras e Almoxarifado e no site www.braganca.sp.gov.br. As informações poderão ser obtidas na Divisão de Licitação, Compras e Almoxarifado da Prefeitura Municipal, sita à Avenida Antonio Pires Pimentel, nº 2.015, Centro, ou pelo telefone (11) 4034-7059/7091/7056, em dias úteis das 09h00 às 16h00 horas. Bragança Paulista/SP, 26/06/2013. Carlos Alberto de Oliveira Preto - Chefe da DLCA.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP TERMO DE HOMOLOGAÇÃO PROCESSO LICITATÓRIO Nº 32/13 - PREGÃO Nº 22/13 Objeto: Aquisição de materiais de limpeza e higiene. Considerando a adjudicação constante da ata dos trabalhos da sessão pública de julgamento, lavrada pelo Sr. Pregoeiro, designada pela Portaria nº 029, de 03/01/2013; e a regularidade do procedimento, hei por bem, com base na Lei Federal nº 10520, de 17 de julho de 2002, Homologar, os lotes do objeto licitado, às empresas abaixo delineadas e determinar que sejam tomadas as providências ulteriores. G S Jorge Junior – ME. Rua Marechal Deodoro da Fonseca, 1.684 – Bairro São João. Araçatuba – SP. CNPJ (MF): 18.037.745/0001-90. Itens: 01 e 06. Valor: R$ 119.348,87 (Cento e dezenove mil, trezentos e quarenta e oito reais e oitenta e sete centavos). Rill Química Ltda – EPP. Avenida Ibirapuera, 1.345 – Jardim Palmeiras. Araçatuba – SP. CNPJ (MF): 67.421.040/0001-88. Lote: 02 e 05. Valor: R$ 89.402,89 (Oitenta e nove mil, quatrocentos e dois reais e oitenta e nove centavos). W. Sanches & Cia Ltda – EPP. Rua Lélio Pizza, 1.080 – Vila Tupã Mirim II. Tupã – SP. CNPJ (MF): 03.289.120/ 0001-49. Lote: 03. Valor: R$ 49.900,00 (Quarenta e nove mil e novecentos reais). Célia Suely Ferrari Bossoni – ME. Rua Moreira Cabral, 337 – Jardim Londrilar. Londrina – PR. CNPJ (MF): 07.613.793/000163. Lote: 04. Valor: R$ 107.591,90 (Cento e sete mil, quinhentos e noventa e um reais e noventa centavos). Castilho – SP, 28 de junho de 2.013. Joni Marcos Buzachero. Prefeito. A Debitar (29.06.13) PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SANTA MARIA DA SERRA/SP AVISO DE LICITAÇÃO - TOMADA DE PRECOS Nº 06/2013 De conformidade com a necessidade desta Prefeitura Municipal, faço público, para conhecimento dos interessados, que se acha aberta, na Prefeitura deste Município, o Edital de Tomada de Preços nº 06/2013, que tem como objeto a contratação de empresa visando a prestação de serviços para elaboração de projeto executivo de ampliação do sistema de coletores tronco, afastamento e tratamento de efluentes determinando melhorias na eficiência do sistema do sistema do Município de Santa Maria da Serra, pelo tipo de menor preço global, regida pela Lei Federal nº 8.666/93, suas alterações e demais legislações expressas no item 5 deste Edital. Os envelopes dos licitantes com a documentação e a proposta deverão ser entregues no Departamento de Compras e Licitações, sito à Praça Santo Zani, n° 30, nesta cidade, até as 10:00 horas, do dia 18 de julho de 2013. O início da abertura dos envelopes será às 10:30 horas, do dia 18 de julho de 2013, na Sala de Abertura de Licitações, sita à Praça Santo Zani, n° 30, nesta cidade. A Pasta Técnica contendo o Edital e seus respectivos anexos deverá ser retirada no Setor de Compras, sito à Praça Santo Zani, n° 30, Paço Municipal desta cidade, a qual será fornecida a partir de 02 de julho de 2013 das 09:00 às 11:00 horas e das 13:00 às 15:00 horas. Para conhecimento do público, expede-se o presente Edital, que será publicado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, do Município de Santa Maria da Serra, em jornal de grande circulação no Estado e no Município e afixado em Quadro de Avisos, no saguão do Paço Municipal. Santa Maria da Serra, 28 de junho de 2013. a) JOSIAS ZANI NETO - Prefeito do Município de Santa Maria da Serra.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE BRAGANÇA PAULISTA AVISO DE CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 002/2013 A Prefeitura do Município de Bragança Paulista, através da Secretaria Municipal de Saúde, comunica que se acha aberto o “procedimento de qualificação de entidades sociais sem fins lucrativos como organização social”, a ser realizado conforme dispõe a Lei Municipal nº 4.369/13, regulamentada pelo Decreto nº 1.640/13. A entrega da documentação deverá ocorrer até o dia 05/07/2013, às 16h00, na Divisão de Licitações, Compras e Almoxarifado, situada na Av. Antonio Pires Pimentel, 2.015, Centro, Bragança Paulista (Paço Municipal). A íntegra do edital está disponível no site www.braganca.sp.gov.br, sendo que as informações poderão ser obtidas na referida Divisão pelo telefone (11) 4034-7056 ou através do e-mail: editais.dlca@braganca.sp.gov.br. Bragança Paulista/SP, 27 de junho de 2013. Estela Márcia Flores Gianesella - Secretária Municipal de Saúde.

PREFEITURA MUNICIPAL DE PINDAMONHANGABA

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP

PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVA ODESSA

ADIAMENTO SINE DIE PREGÃO (REGISTRO DE PREÇOS) Nº 082/2013 A Prefeitura comunica que o PPRP n° 82/13, que cuida da “Aquisição de hortifrúti para alimentação escolar”, está adiado SINE-DIE, motivo: análise de impugnação interposta pela empresa Cauana Comércio de Produtos Alimentícios Ltda. (proc. ext. 17105 de 26/6/13). Pindamonhangaba, 27 de junho de 2013.

Objeto: Aquisição de tira reagente para detecção de glicose no sangue. Considerando os questionamentos suscitados aos termos do instrumento licitatório, mediante impugnação apresentada pela empresa Soquímica Laboratórios Ltda., decido, por bem, adiar “sine die” o prazo estabelecido no preâmbulo do edital, relativo à apresentação das propostas. Joni Marcos Buzachero - Prefeito. A Debitar (29.06.13)

EDITAL DE SUSPENSÃO DE LICITAÇÃO PREGÃO PRESENCIAL 24/2013

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SANTA MARIA DA SERRA/SP

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP

Declaramos para todos os efeitos que está SUSPENSO a licitação Pregão Presencial nº. 75/PP/2013, que tem por objeto o registro de preços para futuras e eventuais aquisições de materiais hospitalares para uma melhor análise técnica referente aos questionamentos constantes nos autos. A nova data da sessão será oportunamente publicada. Nova Odessa, 28 de junho de 2013. Setor de Compras e Licitações EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA COOPERATIVA VIRALATA – COOPERATIVA DE TRABALHO DA COLETA SELETIVA, TRIAGEM, PRÉBENEFICIAMENTO, BENEFICIAMENTO E PRODUÇÃO DE TELHA ECOLÓGICA E COMERCIALIZAÇÃO DE MATERIAIS RECICLÁVEIS. De acordo com o Estatuto Social da Cooper Vira Lata, Capitulo 5 – Dos Orgãos Sociais, Sessão II da Assembleia Geral Ordinária, Artigo 30, I – a, b, c, e V, a Presidente SUNAMITA BIANCA DE SOUZA MUNIZ, no uso de suas atribuições que lhe confere o art. 38 da Lei 5.764/71, convoca os sócios, que nesta data somam 50 (cinquenta), para reunirem-se em Assembleia Geral Extraordinária a ser realizada no dia 10 de julho de 2013 na Rua Nella Murari Rosa, 40, Raposo Tavares, cidade de São Paulo, estado de São Paulo, às 8 horas em primeira convocação, necessitando a presença de 2/3 de seus associados, às 9 horas em segunda convocação com a presença de metade mais um de seus associados, e às 10 horas ç com a p ç de no mínimo 10 ((dez)) associados p em terceira e última convocação presença para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: EXTRAORDINÁRIA: 1) Mudança de endereço da sede da cooperativa. SUNAMITA BIANCA DE SOUZA MUNIZ - Presidente Cooper Vira Lata.

AVISO DE LICITAÇÃO - TOMADA DE PRECOS Nº 05/2013 De conformidade com a necessidade desta Prefeitura Municipal, faço público, para conhecimento dos interessados, que se acha aberta, na Prefeitura deste Município, o Edital de Tomada de Preços nº 05/2013, que tem como objeto a contratação de empresa visando a prestação de serviços para execução de Projeto Executivo do Sistema de Tratamento da fase sólida da estação de tratamento de esgoto de Santa Maria da Serra, pelo tipo de menor preço global, regida pela Lei Federal nº 8.666/93, suas alterações e demais legislações expressas no item 5 deste Edital. Os envelopes dos licitantes com a documentacao e a proposta deverão ser entregues no Departamento de Compras e Licitações, sito à Praça Santo Zani, n° 30, nesta cidade, até as 9:00 horas, do dia 18 de julho de 2013. O início da abertura dos envelopes será às 9:30 horas, do dia 18 de julho de 2013, na Sala de Abertura de Licitações, sita à Praça Santo Zani, n° 30, nesta cidade. A Pasta Técnica contendo o Edital e seus respectivos anexos deverá ser retirada no Setor de Compras, sito à Praça Santo Zani, n° 30, Paço Municipal desta cidade, a qual será fornecida a partir de 02 de julho de 2013 das 09:00 às 11:00 horas e das 13:00 às 15:00 horas. Para conhecimento do público, expede-se o presente Edital, que será publicado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, do Município de Santa Maria da Serra, em jornal de grande circulação no Estado e no Município e afixado em Quadro de Avisos, no saguão do Paço Municipal. Santa Maria da Serra, 28 de junho de 2013. a) JOSIAS ZANI NETO - Prefeito do Município de Santa Maria da Serra

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANGATUBA RETIFICAÇÃO DO EDITAL - Pregão nº 016/2013 – Processo nº 037/2013 A Prefeitura do Município de Angatuba torna pública a RETIFICAÇÃO da licitação supra mencionada que tem como objeto o serviço de transporte de alunos utilizando veículo tipo ônibus com 40 lugares, cuja a data de entrega e abertura dos envelopes passará a ser no dia 11 de julho de 2013 às 14.00 horas. Informamos que a Retificação do Edital na integra está acessível no site da Prefeitura: www.angatuba.sp.gov.br. Angatuba, 27 de junho de 2013

PROCESSO LICITATÓRIO 34/13 - PREGÃO 24/13

PROCESSO LICITATÓRIO 48/13 - TOMADA DE PREÇOS 06/13 Acha-se aberto, na Prefeitura do Município de Castilho/SP, o Processo Licitatório 48/13, Tomada de Preços 06/13, objetivando a contratação de empresa especializada para construção de alambrado no Asilo Betel, nos termos da Lei Municipal nº 2.263, de 12 de março de 2013. O edital completo será fornecido aos interessados, na Praça da Matriz, 247, na cidade de Castilho/SP, mediante o recolhimento da taxa de expediente no valor de R$ 15,00 (quinze reais). Maiores informações poderão ser obtidas pelo telefone (18) 3741-9034. Joni Marcos Buzachero - Prefeito. A Debitar (29.06.13)

Prefeitura Municipal de São Sebastião da Grama PREGÃO PRESENCIAL nº 33/13 José Francisco Martha, Prefeito Municipal de São Sebastião da Grama, torna público que se acha aberto procedimento licitatório, na modalidade Pregão Presencial, com encerramento no dia 15/07/2013, às 09:30 horas, tendo com o objetivo a aquisição de 2 (dois) caminhões basculantes. Maiores informações poderão ser obtidas pelo Tel. (0XX19) 3646 9700, (0XX19) 3646 9951, ou pelo e-mail: licitacao@ssgrama.sp.gov.br. São Sebastião da Grama, 27 de junho de 2013. José Francisco Martha Prefeito Municipal


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sábado e domingo, 29 e 30 de junho, e segunda-feira, 1 de julho de 2013

Verificamos que quanto mais barreiras de saída existem, mais os clientes são leais, mas isso não significa que estão felizes com seus fornecedores. João Vicente, CEO da Qmetrics Brasil

conomia

O estudo é uma parceria entre as Universidades de São Paulo, Michigan e Nova Lisboa e será feito anualmente. Neste ano, foram ranqueadas empresas do setor bancário e de telefonia móvel e fixa.

Novo índice aponta a satisfação dos brasileiros

O

serviço de telefonia fixa é o que gera mais reclamações de consumidores e o que tem a pior avaliação do tratamento da reclamação. Essa é a conclusão do Índice Brasileiro de Satisfação do Cliente (BCSI), apresentado na semana passada na Universidade de São Paulo (USP). O estudo avaliou a satisfação dos clientes de três segmentos: bancos de varejo, telefonia móvel e telefonia fixa. Foram realizadas no período de dois meses (março e abril) entrevistas por telefone com quase 3 mil consumidores dos quatro cantos do país. Do total de entrevistados, no segmento de telefonia fixa, 59% afirmaram que fizeram uma reclamação nos últimos 12 meses para a própria empresa ou para órgãos de defesa do consumidor. Dos clientes da telefonia móvel, 42% registraram uma ocorrência no mesmo período; de bancos de varejo, 31%. O tratamento da reclamação por parte das empresas também não satisfez os consumidores dos três segmentos, cu-

jas notas foram abaixo de 60, consideradas ruins por parte dos organizadores do estudo. De novo, a nota mais baixa foi para a telefonia fixa (53), seguida pela móvel (54) e pelos bancos (58). "Olhando os indicadores de tratamento da reclamação e de lealdade, verificamos que há muitas oportunidades para as empresas trabalharem a fim de garantir a satisfação e, consequentemente, a manutenção de seus clientes", assinalou Manuel J. Vilares, professor catedrático do Instituto Superior de Estatística e Gestão da Informação da Universidade Nova de Lisboa, consultor do Banco de Portugal e presidente do Conselho de Administração da Qmetrics. Lealdade – O estudo não se restringiu a reclamações. Avaliou também a satisfação dos clientes com seus fornecedores, a expectativa dos clientes, a qualidade percebida, o valor percebido e a lealdade. "Verificamos que quanto mais barreiras de saída existem, mais os clientes são leais, mas isso não significa que estão felizes com seus fornecedores", destacou João Vi-

cente, CEO da Qmetrics Brasil. A comprovação da afirmação pode ser vista na quantidade de clientes que gostariam de migrar para outros fornecedores. Em bancos de varejo, a lealdade ficou com a nota 74 (vai de 0 a 100), mas 26% dos entrevistados se mostraram dispostos a mudar de banco caso encontrassem mais facilidades. Na telefonia móvel, a nota foi 72 e 27% gostariam de ir para outra operadora. Já a telefonia fixa recebeu a nota 69 (a mais baixa entre os três segmentos) e 33% (um terço dos entrevistados) não ficariam retidos ao fornecedor atual. Satisfação – Ao medir a satisfação dos clientes de bancos, telefonia móvel e fixa, o estudo mostrou que os brasileiros não estão contentes com os serviços prestados pelos três seg-

mentos na comparação com outros países e as empresas sediadas no Brasil precisam melhorar seus serviços em pelo menos dez pontos. A nota para bancos foi 68, atrás de paí-

ses como Turquia (70), Cingapura (72), África do Sul (78) e Indonésia (79). A de telefonia móvel foi 65, menor que a de Cingapura (66), Turquia (74) e Portugal (75). Já para telefonia

fixa, os consumidores brasileiros atribuíram nota 59, enquanto que os de Portugal, 72, e os da Coreia do Sul, 73. Para comparar, os consumidores norte-americanos deram, na última pesquisa, nota 77 para os bancos de varejo; 72 para a telefonia móvel e 74 para a fixa. "Essa pesquisa é realizada desde 1994 nos EUA e verificamos que há elevação dos indicadores a cada ano", acrescenta David VanAmburg, diretor do American Customer Satisfation Index (ACSI). Mitsuru Yanaze, professor da USP e coordenador do índice brasileiro explica que poucas empresas no Brasil relacionam satisfação do cliente ao valor da marca. A explicação está na base de cliente, que ainda é muito alta. "A perda de um cliente não preocupa, pois não se chegou a um cenário de esgotamento de conquistas." Ele alerta que esse panorama está mudando rapidamente, pois as classes menos favorecidas já entraram no ciclo de consumo. Portanto, a ideia de que há muitos clientes a conquistar já não é mais tão verdadeira.

Pesquisa indica empresas com melhores notas

O

índice Brasileiro de Satisfação do Cliente (BCSI) também avaliou as empresas de cada segmento que receberam a melhor nota. Em banco de varejo, a nota mais alta foi para a Caixa Econômica Federal (72), mas foram avaliados também o Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander. Na telefonia fixa venceu a Oi (nota 57), deixando para trás a Telefônica. Na móvel, a Vivo foi o destaque (nota 70) na comparação com Claro, Oi, e TIM. No Brasil, em 2014 entrarão outros setores na lista de avaliados: TV por assinatura, provedores de internet e seguradoras. Até 2018, os organizadores do estudo querem cobrir 26 segmentos. O BCSI tem "como proposta beneficiar o consumidor com a

divulgação de dados de satisfação de outros clientes sobre as grandes companhias em diversos setores". A afirmação é dos organizadores do estudo, porém se limitaram a divulgar as notas por segmento e quais foram as empresas de cada setor analisado que receberam a melhor nota. Ou seja, dificilmente o consumidor poderá usar os dados da pesquisa para suas decisões de compras. As empresas só terão acesso ao resultado completo na compra do estudo. "O Índice BCSI objetiva fortalecer o relacionamento das empresas com seus clientes uma vez que apresenta indicadores de rigor e comparáveis entre si, que agilizarão as tomadas de decisão das empresas", diz João Vicente, CEO da Qmetrics Brasil. De acordo com ele, "as entidades governamentais terão acesso às

Justiça determina linha branca como produto essencial

FIQUE POR DENTRO RECALL As empresas devem ser mais claras, mais concisas e usarem menos termos técnicos nos avisos de chamadas de recall. A determinação é do Grupo de Estudos Permanentes de Acidentes de Consumo (Gepac), coordenado pela Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon/MJ). É obrigatório o uso de todos os meios disponíveis para a divulgação dos recalls, incluindo as redes sociais e sites. No uso do rádio e da TV, o Gepac determinou que a locução de-

ve proporcionar o pleno entendimento de todas as informações. Já em jornais, revistas e sites, o aviso deve ter destaque e ser de fácil visualização. As empresas que mantém redes sociais (Facebook, Twitter etc.) deverão usar estes meios para veicular os chamamentos. Todas as informações sobre recall podem ser acessadas na íntegra no portal do Ministério da Justiça, Direito do Consumidor, notícias, Recomendação nº 01/2013 do Gepac.

SELO

DEFEITO O Projeto de Lei 5052/13, do deputado Enio Bacci (PDT-RS), propõe que seja reduzido de 30 para 15 dias o prazo para os fornecedores substituírem produtos com problemas insanáveis ou devolverem o dinheiro do consumidor. Se aprovado, o PL alterará o artigo 18 do CDC, que estabelece o prazo de um mês para que um produto seja devolvido ao consumidor funcionando plenamente. O mesmo projeto

pede a redução para 120 dias (hoje é de 180 dias) como tempo máximo que pode ser acordado entre fornecedores e clientes para a solução do vício de um produto. Para o autor do projeto, conforme a Agência Câmara, as alterações são mínimas "diante do avanço tecnológico e das ofertas colocadas à disposição dos consumidores, pois reduz em alguns dias a solução para casos de defeitos insanáveis e inexplicáveis".

Em Mato Grosso do Sul, os deputados Marquinhos Trad (PMDB), presidente da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), e Lauro Davi (PSB), apresentaram projeto de lei para "premiar" com o Selo Empresa Amiga do Consumidor as companhias que não aparecerem no ranking de reclamações do Procon local. A proposta ainda não foi aprovada, mas é bem vista na Assembleia. O relator, deputado estadual Lidio Lopes (PP), disse que, além de não contar com vícios de inconstitucionalidade, o projeto deve estimular a boa conduta das empresas, promover a concorrência e beneficiar os consumidores.

Angela Crespo é jornalista especializada em consumo e-mail: doislados@dcomercio.com.br

métricas para acompanharem e incentivarem o crescimento econômico e aumentar os padrões de vida dos seus cidadãos". O estudo é inédito no Brasil e foi realizado em parceria com o Centro de Estudos de Avaliação e Mensuração em Comunicação e Marketing (Ceacom), da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, com a Universidade de Michigan (EUA), a Universidade Nova de Lisboa (Portugal) e a empresa Qmetrics Brasil. O Índice BCSI foi desenvolvido pela rede da American Customer Satisfaction Index (ACSI) que estuda, desde 1994, a satisfação dos clientes norte-americanos. Lá, são mensurados dez setores da economia, 47 indústrias e 100 serviços do governo. Atualmente, 15 países adotam esse indicador.

A

empresa Mabe Brasil Eletrodomésticos, fabricante dos produtos GE, Continental e Dako, foi condenada pelo juiz da 16ª Vara Cível do Foro Central Justiça do Rio Grande do Sul ao pagamento de R$ 150 mil de indenização a título de dano moral coletivo. A Justiça gaúcha também julgou procedente a ação coletiva da Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor da Capital contra a empresa e determinou como essenciais os produtos fabricados pela Mabe. Agora, a empresa deverá providenciar a substituição do produto ou devolver o valor pago pelo consumidor se em razão da extensão

do vício não for possível o reparo imediatamente. O juiz que julgou a causa ressaltou que "por certo que tais produtos devem ser considerados essenciais, pois são de utilização diária para as pessoas, imprescindíveis para a conservação dos alimentos, como é o do refrigerador (...) ou a máquina de lavar roupas, necessária para o vestuário diário dos consumidores. São a p e n a s e x e mplos de produtos, entre outros tantos, não sendo crível tratá-los como produtos gerais e impor ao consumidor o decurso do prazo de 30 dias para o conserto do produto". Fonte: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS)


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