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Publicação mensal dos Sinepes, Anaceu, Consed, ABMES, Abrafi, ABM, IMDC, Fundação Universa e Sieeesp

Cenário promissor Educação, ciência, tecnologia e inovação: a base para o desenvolvimento sustentável do país

La educación de jóvenes y adultos en América Latina A educação de jovens e adultos na América Latina

EDIÇÃO 148 ANO 13 - JULHO 2010

Tecnologia

Prêmio Ibero-americano de Educação e Museus Premio Iberoamericano en Educación y Museos

Inadimplência

Soluções tecnológicas para a gestão das instituições

Empresa apresenta risco 50% menor que o mercado

Willian Valadão

José Antônio Praxedes Neto


contexto

Gestão diferenciada Soluções tecnológicas para profissionalização da gestão de instituições de ensino

A

dinâmica de negócios tem se tornado cada vez mais complexa, competitiva e exigido mudanças rápidas, o que torna as tomadas de decisões mais arriscadas. Diante desse cenário, informações precisas, consistentes e no tempo certo passam a ser questão de sobrevivência para todas as organizações. “Até pouco tempo atrás, muitas empresas operavam com controles manuais ou com baixo nível de informatização. Esta “era” está chegando ao fim”, afirma o presidente da Verga Sistemas, Willian Valadão. Fundada em 2006, a Verga Sistemas é uma empresa de desenvolvimento de software e soluções de alto valor agregado. Entendendo que a gestão adequada da informação possibilita vantagem competitiva, a Verga disponibiliza as ferramentas necessárias para que as instituições estejam sempre na vanguarda. “Hoje, a necessidade não é registrar os dados, mas transformá-los em informações valiosas para a organização, de maneira que possibilitem análises e decisões seguras”, completa Valadão. Acompanhe a entrevista.

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Revista Linha Direta

Neusa Produções

Willian Valadão, presidente da Verga Sistemas

Como o mundo contemporâneo modificou a forma de administrar as instituições de ensino?

Até pouco tempo atrás, muitas empresas operavam com controles manuais ou com baixo nível de informatização. Esta “era” está chegando ao fim, ou seja, praticamente todas as instituições de ensino operam com o apoio de algum software. Alunos e professores realizam consultas e transações via web, funcionários lançam dados sobre registro acadêmico e movimentação de alunos, faturamento, folha de pagamento, compras, etc. Hoje, a necessidade não é registrar os dados, mas transformá-los em informações valiosas para a organização, de maneira que possibilitem análises e decisões seguras. Dessa forma, o contexto atual é o de trabalhar a gestão da informação em favor da saúde organizacional. Na sua opinião, os gestores já compreenderam isso? Alguns sim, mas, para muitos, os softwares e sistemas de gestão (ERPs, CRMs) ainda são vistos como verdadeiros “buracos negros”, pois recebem todo tipo de dados, mas não se tiram informações relevantes e seguras deles. O que pode ser feito? Com a finalidade de mudar esse quadro, precisamos contar com


uma solução tecnológica compatível e adequada aos tempos a­tuais, que utiliza a informação como ferramenta de gestão e vantagem competitiva, o que chamamos de Inteligência de Negócio Educacional (Business Intelligence). Qual a proposta da Verga Sistemas para as instituições de ensino? A proposta da Verga é ser uma parceira tecnológica das instituições de ensino – pequenas, médias e grandes – na construção da inteligência do negócio, provendo informações de forma rápida, simples e confiável. A experiência acumulada no segmento educacional é o grande alicerce que nos capacita na construção sustentável de um trabalho diferenciado e preciso junto às instituições de ensino, tanto na gestão quanto na operação (secretaria, financeiro, acadêmico e comercial). Informações sobre captação de alunos, registro acadêmico, rendimento escolar, evasão, faturamento, inadimplência, benefícios e tendências fazem parte do dia a dia da Verga. É necessária a substituição dos sistemas em operação? Não. Este é um ponto de destaque na solução. Os sistemas em operação na instituição (Gestão Acadêmica ou Administrativa) não precisam ser alterados ou receber upgrades. Os usuários continuam a trabalhar nesses sistemas, realizando os cadastros e transações do dia a dia. A Verga, através da solução VBI (Verga Business Intelligence), irá atuar em cima dos dados gerados por esses sistemas a fim de fornecer relatórios gerenciais, operacionais,

gráficos, indicadores e outras informações. O que é a solução VBI? É uma plataforma de gestão da informação que possibilita a criação de relatórios gerenciais e operacionais, consultas pontuais (ad hoc), manipulação dinâmica das informações através de cubos, monitoramento e notificações por meio de envio de mensagens e relatórios por email, bem como gestão visual através de painéis (dashboards). A solução VBI já está em operação em grandes instituições de ensino de alcance nacional, como União Brasiliense de Educação e Cultura (Ubec) e Kroton Educacional [veja depoimentos ao lado]. Quais são os diferenciais dessa solução? Simplicidade e flexibilidade. A ferramenta é muito simples, amigável e intuitiva para o usuário final, dispensando qualquer tipo de especialização para utilização. É também muito flexível na construção e customização de qualquer tipo de relatório e versátil na forma de apresentação e manipulação das informações. Por ser também uma plataforma de desenvolvimento de soluções, permite grande autonomia para as instituições que dispuserem de uma equipe de TI qualificada para desenvolver seus próprios relatórios e indicadores. A experiência e a vivência dos profissionais da Verga em instituições de ensino facilitam na identificação das dificuldades e no caminho para resolvê-las. ¢ www.verga.com.br

“O nosso desafio, na espiral de crescimento da TI, passou a ser o uso desta como ferramenta de apoio tático e estratégico. Na busca de soluções para atender a esse desafio, encontramos o VBI. A ferramenta nos surpreendeu positivamente ao analisarmos os requisitos de funcionalidade, usabilidade, suporte, evolução tecnológica e aderência ao nosso ambiente tecnológico. Somos usuários do VBI desde 2008, e ele vem nos atendendo em todas as nossas necessidades, possibilitando o uso da TI como ferramenta de apoio tático e estratégico, além de ter dado uma melhor dinâmica às informações operacionais. Recomendamos!” - Marcos Pereira Borges, gerente de Tecnologia da Informação da Ubec

“Nos dias atuais, o foco em resultado e a gestão corporativa eficiente são diferencias para o resultado das empresas. No caso da Kroton Educacional, tínhamos um desafio de gestão, pois atuamos em mais de 10 estados, e a informação precisa chegar a todos eles. Com isso, a escolha da ferramenta VBI nos proporciona uma grande agilidade no compartilhamento e processamento dos dados. Especificamente na área financeira, a ferramenta tem se apresentado muito versátil para a criação e definição de nossos principais indicadores de gestão e tomada de decisão. A abertura em diversos níveis dos dados, diferentes visões e o fácil manuseio da ferramenta trazem agilidade e eficiência à gestão financeira da companhia” - Luis Gustavo Lara, da Gerência de Faturamento, Crédito & Cobrança da Kroton Educacional Revista Linha Direta

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contexto

Inadimplência sob controle Com uma base de dados de 50 milhões de CPFs, a TeleCheque apresenta risco de inadimplência 50% menor que o mercado

C

om a polêmica Lei do Calote, como ficou conhecida a Lei nº 9.870/1999, que trata das mensalidades escolares e permite aos alunos inadimplentes continuarem os estudos até o final do contrato, muitas instituições de ensino se viram ameaçadas. Segundo o artigo 6º da referida lei: São proibidas a suspensão de provas escolares, a retenção de documentos escolares ou a aplicação de quaisquer outras penalidades pedagógicas por motivo de inadimplemento, sujeitandose o contratante, no que couber, às sanções legais e administrativas, compatíveis com o Código de Defesa do Consumidor e com os arts. 177 e 1.092 do Código Civil Brasileiro, caso a inadimplência perdure por mais de noventa dias. Portanto, talvez a saída seja trabalhar para evitar a inadimplência. Nos últimos anos, instituições financeiras vêm fazendo um trabalho de orientação em relação ao uso do crédito consciente. O que também faz a TeleCheque, empresa líder na gestão do risco e na concessão de crédito com cheques. Com 50 milhões de CPFs de consumidores em sua base de dados, a empresa tem uma enorme capacidade de análise do perfil de compra desses consumidores, o que permite que

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Revista Linha Direta

ela contribua para a redução das perdas por inadimplência, possa gerenciar a relação de crédito com o consumidor final e proporcione a seus clientes maior rentabilidade. Para as instituições de ensino, o presidente da TeleCheque, José Antônio Praxedes Neto, explica o que a empresa oferece: “Desenvolvemos produtos customizados e integrados aos sistemas de gestão das instituições, ampliando alternativas de concessão de crédito com outros meios de pagamentos”. Em entrevista à Linha Direta, Praxedes fala sobre esse e outros assuntos relacionados à inadimplência. De acordo com pesquisa realizada pela TeleCheque, no primeiro quadrimestre deste ano, houve uma redução de 14,7% na inadimplência. A que o senhor credita essa redução? A partir das operações realizadas pela TeleCheque, são dois motivos. O primeiro é que ela está diretamente ligada ao desemprego. Segundo, devido ao investimento que a TeleCheque vem fazendo nos últimos anos em sistemas de análise de crédito. Por exemplo, hoje conseguimos liberar uma compra para alguém que está com o nome no

José Antônio Praxedes Neto, presidente da TeleCheque

SPC e negar uma outra para quem não tem problema nenhum no mercado. É um grande diferencial nosso. Nesses 25 anos de empresa, agregamos uma base de dados de mais de 50 milhões de CPFs de consumidores, assim como o comportamento de compra deles. Temos indicadores de risco bem abaixo do normal no mercado. Ter um índice de pagadores em 97,22%, significa ter um risco de atraso de 2,78%. Comparando com a média de mercado, divulgada pelo Banco Central, que é 5,6%, a TeleCheque consegue, hoje, ser 50% mais eficaz.


Nossa estrutura, com 32 escritórios, atende mais de 14 mil pontos de venda espalhados pelo Brasil em mais de mil municípios. O volume de operações nos dá amostragem para análises estatísticas confiáveis em todo território nacional. O setor educacional seguiu essa queda da inadimplência? Ele pegou muito pouco desse embalo da economia. É claro que obteve vantagens, se analisarmos os indicadores de inadimplência nos últimos dois anos. Mas ainda acho muito alto para o setor educacional. O índice de arrancada está em torno de quase 30%. O senhor concorda que a conhecida Lei do Calote é considerada um estímulo à inadimplência? Acho que a Lei nº 9.870/1999, que trata das mensalidades escolares e permite aos alunos inadimplentes estudarem até o final do contrato, afetou muito a inadimplência. É preciso conseguir tratá-la de uma forma mais profissional e com mecanismos de pressão nos pagamentos dessas dívidas. O que os gestores escolares devem fazer? As instituições de ensino podem fazer um trabalho conjunto com a TeleCheque, através dos contratos realizados com alunos e responsáveis. Em cima desses contratos, são gerados títulos de créditos. Assim, conseguimos, de forma mais profissional, dificultar o acesso ao crédito no mercado. A pessoa pode se tornar inadimplente por má fé, descontrole financeiro ou desemprego, e acabar escolhendo o que pagar primeiro. Geralmente, o que dá menos impacto negativo para

ela no dia a dia é a escola. Isso porque, se a pessoa tem um cheque devolvido, vai ter restrição de crédito, vai para o SPC. Um problema no cartão de crédito, a mesma coisa. E o que a legislação fez foi impedir isso nos contratos de prestação de serviços das escolas. Na prática, o que a TeleCheque oferece às instituições de ensino? Desenvolvemos produtos customizados e integrados aos sistemas de gestão das instituições, ampliando alternativas de concessão de crédito com outros meios de pagamentos, sem ferir a lei 9.870/1999, otimizando processos e reduzindo custos. Por que se afirma que a inadimplência na TeleCheque é menor que a inadimplência nacional? Nossos números, comparados com o mercado, demonstram isso. Em função de nossa experiência de 25 anos na análise da capacidade de endividamento e com investimentos permanentes em tecnologia e inteligência de crédito, tais como, modelos estatísticos e neurais, business intelligence e inteligência artificial, conseguimos conhecer o perfil do consumidor brasileiro. O cheque é um dos meios de pagamento de compras com menor relação entre risco e menor custo? É, sim. Como meios de pagamento, temos cartão de crédito, crediário, boleto bancário e cheque. Mas esse último é um meio de pagamento diferenciado. O risco, hoje, é divulgado a partir do que a gente chama de over 30, acima de 30 dias de atraso. No cartão de crédito, o 1º dia após o 30º dia de atraso é considerado financiamento, e a

operação entra no crédito rotativo, com juros de 13%, 14% ao mês. Essa arrancada de inadimplência, depois de 30 dias, está em torno de 17%. Isso significa que 17% das pessoas que fazem compras com cartão se mantêm em atraso no 31º dia. Geralmente, quando chega em 90 dias, o cartão do cliente inadimplente é cancelado, e a dívida é jogada no chamado crédito de liquidação. Após esse período, o risco fica em torno de mais ou menos 9%. O CDC, que é o crédito direto do consumidor, é muito utilizado por financeiras, com pagamento via carnê ou cheque pré-datado. Hoje, a média da arrancada do carnê, a partir do 1º dia de atraso, é em torno de 27%. No over 30, está girando em torno de 12%; e o crédito de liquidação, em mais ou menos 8%. Já com o cheque, segundo dados do Banco Central, a arrancada de atraso está em torno de 5,6% no primeiro dia. Com as operações da TeleCheque, esse índice cai para 2,78% no primeiro dia e, no over 30, para 1,67%. Estamos falando de operações de mais de R$3 trilhões por ano, que é o movimento, hoje, de cheques no país. Para se ter ideia, apenas 25% dos cheques recebidos no mercado passam por alguma análise de crédito, enquanto todos os outros meios de pagamento a exigem. Com o cartão de crédito, há um limite de compra. Já com o cheque, ninguém pergunta quanto você ganha, simplesmente aceita seu cheque pré-datado. É o consumidor que define seu limite. A grande maioria das empresas apenas verifica se você está no SPC. Mas, mesmo com essa informalidade, o risco é bem mais baixo se comparado a outros meios de pagamento disponíveis no mercado. ¢ www.telecheque.com.br Revista Linha Direta

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capa

Cenário promissor

É

comum ouvir dizer que, a cada dia, surge um novo equipamento, um novo jogo eletrônico, mais moderno, mais inovador, com tecnologia de ponta. Mas a tecnologia e a inovação estão presentes não apenas nos equipamentos e jogos eletrônicos, elas estão em um procedimento médico, na fabricação de um alimento, “numa simples caneta e num avião que nos permite dar a volta ao mundo”, como afirma René Teixeira Barreira, presidente do Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti) e secretário de Ciência e Tecnologia e Educação Superior do Ceará. Pelo fato de a tecnologia e a inovação se fazerem presentes no dia a dia das pessoas e estarem tão relacionadas ao desenvolvimento sustentável de uma nação, faz-se necessário investir em pesquisas, compartilhar o conhecimento e diminuir as diferenças regionais. Para isso, é necessário coordenar e articular os interesses das Secretarias Estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação e aperfeiçoar a Política Nacional do setor. Essa é a missão do Consecti, do qual René Barreira é presidente desde abril de 2009.

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Revista Linha Direta

Fotos: Jr.Panela

Educação, ciência, tecnologia e inovação: a base para o desenvolvimento sustentável do país

Cearense de Jaguaribe, ele é graduado em Ciências Sociais, mestre em Sociologia Política pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris e especialista em Gestão de Universidades pela Organização Universitária Interamericana, em São Paulo e no Canadá. Professor aposentado da Universidade Federal do Ceará, por muito tempo ele se dividiu entre a sala de aula e a administração universitária. Em entrevista à Linha Direta, ele fala sobre o cenário da ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no país, define os avanços e as me-

tas do Consecti para este ano e ressalta a necessidade de investir em educação. Como está o desenvolvimento da ciência e tecnologia no Brasil? A ciência e a tecnologia passam por um momento ímpar no país. O aumento no investimento oriundo dos fundos setoriais e outras fontes estimularam os estados a potencializarem os recursos internos, valorizando as instituições locais. O Programa de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação, instituído pelo Ministério da Ciência e Tecnologia


em parceria com as unidades da Federação, traça um plano de longo prazo para a continuidade das políticas de Estado e possibilita ao Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação ações sustentáveis tanto na pesquisa quanto no desenvolvimento econômico e social. Que relação se estabelece entre ciência, tecnologia e inovação e o desenvolvimento sustentável de um país?

No aspecto social, ao levar conhecimento e qualificação para as pessoas das mais diversas regiões do país, permite-se a diminuição da grande diferença social entre as classes e proporciona-se maior igualdade de oportunidades para toda a população. E qual a relação com a educação e o bem-estar social? A tecnologia está presente numa simples caneta e num avião que

a educação, aumentando os investimentos, principalmente, na educação básica, o que reflete no Ensino Superior e na pesquisa científica e tecnológica. Veja o exemplo da Coreia do Sul, que, depois da sua reforma na educação básica, passou a crescer, em média, 9% por três décadas e, hoje, é um dos líderes em inovação tecnológica. Outra questão importante é a necessidade de buscarmos a consolidação do Sistema Nacional de Ciência e Tec-

“A intenção é nos comunicarmos melhor com a sociedade, divulgarmos o trabalho das secretarias e estreitarmos os vínculos entre os sistemas.” René Barreira, presidente do Consecti É importante frisar que o desenvolvimento sustentável que nós buscamos é tanto de ordem econômica, quanto social e ambiental. No aspecto econômico, podemos citar a inovação, que possibilita, por exemplo, a exportação de apenas uma unidade de tecnologia avançada, como um laptop, a um preço superior ou equivalente a uma tonelada de commodities, como a soja. No aspecto ambiental, a ciência e a tecnologia propiciam melhor aproveitamento de nossos recursos naturais, ou até mesmo a substituição deles por opções ambientalmente mais sustentáveis.

nos permite dar a volta ao mundo. Os novos tratamentos médicos, os novos e extraordinários meios de comunicação, tudo isso se conquista através do compartilhamento e da democratização do conhecimento. Daí a necessidade de levarmos educação para todas as pessoas, de todas as faixas etárias. O que ainda falta ao Brasil para atingir patamar de desenvolvimento científico e tecnológico semelhante ao de países desenvolvidos? Acredito que devemos começar a olhar com mais atenção para

nologia, por intermédio do fortalecimento das Políticas Estaduais de CT&I. Isso beneficiará o desenvolvimento local e sustentável, dando suporte, de maneira transversal, às demais áreas estratégicas das unidades da Federação. Quais os principais avanços já alcançados pelo país nessa área? Nossos principais indicadores nacionais refletem a evolução da ciência, da tecnologia e da inovação no país. Hoje, vemos, cada vez mais, pesquisas nas nossas universidades, temos uma quantidade maior de mestres e douRevista Linha Direta

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tores, a expansão das redes de pesquisa, além de investimentos crescentes em pesquisa e desenvolvimento dentro das empresas. Tudo isso faz parte dos resultados imediatos desses avanços. Já para o longo prazo, tivemos, em maio, um grande avanço com a realização da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Mais de quatro mil pessoas, entre autoridades, empresários, pesquisadores e estudantes, se reuniram para debater propostas para construir o documento que vai estabelecer uma política de Estado, e não apenas de governo, para a ciência, a tecnologia e a inovação nos próximos 10 a 20 anos. E nós, do Consecti, nos sentimos orgulhosos por termos participado ativamente dessa construção, principalmente nas etapas estaduais e regionais da Conferência. Como o Consecti atua para o desenvolvimento do setor? O Consecti tem oferecido importante contribuição para a implantação de um modelo sistêmico de gestão de CT&I no Brasil. A ideia é articular as diferentes esferas de governo em ações conjuntas e mais ajustadas às diferentes realidades econômicas e sociais do país. Sendo assim, as articulações que acontecem nos Fóruns Nacionais do Consecti são um dos fundamentos para as ações cooperativas propostas nesse modelo sistêmico de gestão. Busca-se, sobretudo, o fortalecimento dos sistemas estaduais de CT&I e, por conseguinte, do pacto federativo. Para a concretização, são priorizadas, ainda, a cooperação tecnológica entre os sistemas esta­duais de inovação, a ampliação das parcerias institucionais e a arti-

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Revista Linha Direta

culação política com o Congresso Nacional. O que foi feito pelo Consecti nesse seu primeiro ano de gestão? Tivemos avanços fundamentais. Alguns deles foram a realização de eventos que mobilizaram os setores ligados à ciência e tecnologia e enriqueceram o debate em torno de temas importantes, como o 3º Seminário Tecnologias Estratégicas Brasil e Itália; o 1º Seminário Tecnologias Estratégicas Brasil e França e o Seminário Internacional de Tecnologias Sociais. Oferecemos amplo apoio à realização da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI) e à Conferência Nacional de Educação (Conae). Temos nosso ciclo de Capacitação de Técnicos dos Sistemas Esta­ duais de Ciência e Tecnologia, que se realiza graças a uma ampla parceria envolvendo o Consecti, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a União Europeia e a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei). Também estamos fortalecendo a nossa comunicação. Criamos uma nova proposta para o site do Conselho, com informações de todos os sistemas estaduais de CT&I. A intenção é nos comunicarmos melhor com a sociedade, divulgarmos o trabalho das secretarias e estreitarmos os vínculos entre os sistemas. Como diminuir as desigualdades regionais? As diretorias regionais do Consecti têm atuado, principalmente, no sentido de fortalecer as instituições locais e diminuir as diferen-

ças entre os estados e regiões. Um exemplo desse trabalho foi a instalação, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia e instituições locais, de redes de pesquisas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Nossa parceria com instituições de natureza regional – como Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Banco do Nordeste e Banco da Amazônia – tem gerado dividendos nas regiões. Uma de nossas articulações mais recentes, com a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), está planejando a implantação de Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs) nos estados nordestinos, num investimento de mais de R$30 milhões. Quais são as metas do Consecti para este ano? As principais são: 1) Apoiar a operacionalização das Conferências Estaduais e Regionais de Ciência, Tecnologia e Inovação; 2) Intensificar o intercâmbio dos estados por meio de reuniões regionais; 3) Capacitar os gestores de programas e projetos nos estados para apresentação de propostas à União Europeia; 4) Promover a quarta edição do Seminário Tecnologias Estratégicas Brasil e Itália e a segunda edição do Seminário Tecnologias Estratégicas Brasil e França; 5) Reformular o portal do Consecti, com notícias dos estados; 6) Monitorar a Rede Norte de Biotecnologia e Biodiversidade e a Renorbio; 7) Articular o fortalecimento, nos estados, das redes Cerrado e Centro-Oeste; e 8) Fortalecer os projetos de ensino profissionalizante através de uma articulação maior com o Ministério da Educação. ¢


espaço ibero-americano espacio iberoamericano

La educación de jóvenes y adultos en América Latina ¿Qué hacer para que la escuela vuelva a ser atractiva a jóvenes y adultos? Cómo los países iberoamericanos están enfrentando esos desafíos?

“E

s enorme el desafío de volver a hacer atractiva la escuela, de hacer que estos jóvenes y adultos sientan que vale la pena, que tienen que volver, que pueden estudiar y que los estamos esperando con los brazos abiertos para seguir en el camino de la vida”, afirma el director representante permanente de la Organización de Estados Iberoamericanos para la Educación, la Ciencia y la Cul-

A educação de jovens e adultos na América Latina O que fazer para que a escola volte a ser atrativa para jovens e adultos? Como os países ibero-americanos estão enfrentando esses desafios?

“É

enorme o desafio de tornar a escola novamente atrativa, de fazer com que estes jovens e adultos sintam que vale a pena, que têm que voltar à escola, que podem estudar e que os estamos esperando de braços abertos para seguir o caminho da vida”, diz o diretor Luis María Scasso, representante permanente da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) no Paraguai. Ele fala, com exclusividade, à Revista Linha Direta sobre os principais desafios dos países ibero-americanos com relação à educação de jovens e adultos (EJA) e ao apoio da OEI para os projetos.

Luis María Scasso, director representante permanente de la OEI en Paraguay // Luis María Scasso, diretor representante permanente da OEI no Paraguai

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Revista Linha Direta

Quais são os principais desafios da educação de jovens e adultos definidos pelas autoridades educacionais da América Latina?


tura (OEI) en Paraguay, Luis María Scasso. Él habla, con exclusividad a la Revista Linha Direta, sobre los principales desafíos de los países iberoamericanos respecto a la educación de jóvenes y adultos (EJA) y el apoyo de la OEI a los proyectos. ¿Cuáles son los principales retos de la educación de jóvenes y adultos definidos por las autoridades educativas de Latinoamérica? Los retos no han sido, ni son y ni serán fijos en ninguna modalidad educativa, porque trabajamos con personas en contextos sociales distintos, que son móviles y vinculados a determinadas circunstancias históricas. Sin embargo, en el trabajo codo a codo con autoridades nacionales, ha sido posible priorizar algunos de los principales retos de la educación de jóvenes y adultos en América Latina. ¿Y cuáles son? En primer lugar, estaría la formación de docentes, impulsando la transición entre lo que ha sido históricamente esa educación – una educación, digamos, de segundo nivel –, y la nueva mirada hacia la EJA desde la perspectiva de educación permanente, teniendo en cuenta los distintos perfiles de poblaciones: personas de cierta edad analfabetas o que no han terminado sus estudios – excluidos históricos del sistema; los excluidos nuevos, jóvenes que no han ido a la escuela o expulsados por aquella que no ha podido recuperarlos, y a quienes debemos atender. Hoy, tenemos, en América Latina, muchachos de 1820 años que apenas saben leer y escribir, han tenido procesos escolares complejos, han salido del sistema educativo por distintos motivos y tienen una cultura, una forma distinta de ver el mundo de los que tienen más edad. Existen también las problemáticas de EJA en contextos indígenas, de alta vulnerabilidad, de cárceles, etc., y a todos ellos tenemos que darles la posibilidad de recuperar un espacio de formación, de acceder a su derecho. Y claro, los que están cuerpo a cuerpo con ellos, todos los días, son sus docentes. Formar docentes que puedan atender a las especificidades de una población tan diversa y problemática es muy complejo, y constituye un verdadero desafío. ¿Qué hacer con los jóvenes que no estudian y no trabajan?

Os desafios não foram, não são e nem serão os mesmos seja em qualquer modalidade educativa, porque trabalhamos com pessoas em contextos sociais distintos, que são mutantes e vinculados a determinadas circunstâncias históricas. No entanto, no trabalho em parceria com autoridades nacionais, tem sido possível priorizar alguns dos principais desafios da educação de jovens e adultos na América Latina. E quais são esses desafios? Em primeiro lugar, a formação de professores como estímulo para a transição entre o que tem sido historicamente a educação – uma educação, digamos, de segundo nível – e a nova visão da EJA, desde a perspectiva da educação permanente, tendo em conta os diferentes perfis da sociedade: pessoas de certa idade analfabetas ou que não tenham concluído seus estudos – excluídos históricos do sistema; e os novos excluídos, jovens que não frequentam ou foram expulsos da escola, que não têm conseguido recuperálos, e a quem devemos atender. Hoje, temos, na América Latina, jovens de 18-20 anos que sabem apenas ler e escrever, que tiveram processos educativos complexos, que abandonaram o ensino por razões distintas e têm uma cultura, uma forma, diferente dos mais velhos, de ver o mundo. Há também as questões da EJA nos contextos indígenas, de alta vulnerabilidade, de prisões, etc, e a todos eles temos que dar a oportunidade de recuperar um espaço de formação, de acesso ao seu direito. E, claro, aos que estão face a face com eles, todos os dias, seus professores. Formar professores que possam atender às especificidades de uma população tão diversa e problemática é muito complexo e constitui um verdadeiro desafio. O que fazer com os jovens que não estudam e não trabalham? Este é outro desafio da EJA: consolidar uma abordagem específica para esses jovens, que representam uma população crescente na América Latina. Crianças que são expulsas muito cedo do sistema educacional formal, que não conseguiram trabalho e tampouco se preocuparam em consegui-lo, uma vez que não estruturaram uma referência social forte em torno de um projeto de vida. E não necessariamente são jovens em situação de extrema pobreza, muitas vezes são de classe média, mas vivem sem se Revista Linha Direta

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Este es otro de los retos de la EJA. Consolidar un abordaje específico para esos jóvenes, que representan una población creciente en América Latina. Chicos que son expulsados muy jóvenes del sistema educativo formal, que no han conseguido trabajo y tampoco se preocupan por conseguirlo porque no han logrado estructurar una referencia social fuerte en torno a un proyecto de vida. Y no necesariamente son muchachos de extrema pobreza, muchas veces, son de clases medias que viven sin preocuparse por sus estudios, sin proyecto de vida, sin intentar conseguir un trabajo estable. Me parece que algo que caracteriza este inicio de milenio es la falta de sentido para definir hacia dónde vamos como humanidad y qué aportes puede dar cada individuo en esta línea. Por otro lado, ese tiempo está caracterizado por la desestructuración de los lazos sociales primarios, familiares, comunitarios. Es enorme el desafío de volver a hacer atractiva la escuela, de hacer que estos jóvenes y adultos sientan que vale la pena, que tienen que volver, que pueden estudiar y que los estamos esperando con los brazos abiertos para seguir en el camino de la vida. Otro desafío de la EJA es la articulación de políticas e instancias de formación entre los distintos países. Hay un contexto de alta movilidad poblacional. Si tenemos, por ejemplo, adultos que están participando de sistemas de educación formal o no formal en un país y se trasladan a otro país, o que se mudan dentro de su propio país, ¿qué sucede con ellos? ¿Cuáles son los mecanismos de acreditación y equivalencia que garanticen la continuidad de sus estudios? El costo de la discontinuidad de estudios es enorme, tanto para los Estados nacionales como para las personas mismas. Tenemos que encontrar caminos para atender a esa necesidad también. ¿Cómo la OEI está apoyando a los países en estos retos? En primer lugar, por supuesto, está el Plan Iberoamericano de Alfabetización y Educación Básica para Jóvenes y Adultos aprobado por la Cumbre Iberoamericana de Jefes de Estado y Gobierno realizada en 2006 en Montevideo, que constituye una estrategia multilateral compartida por todos los países iberoamericanos, un objetivo común de universalización de la alfabetización y la educación básica para las personas jóvenes y adultas que no tuvieron esa opor-

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Revista Linha Direta

preocupar com seus estudos, sem projeto de vida, sem tentar obter um emprego fixo. Creio que algo que caracteriza este início do milênio é a falta de sentido de se refletir sobre para onde vamos como humanidade e que contribuição cada indivíduo pode dar neste sentido. Por outro lado, esse tempo está caracterizado pela desestruturação dos laços sociais primários, familiares, comunitários. É enorme o desafio de tornar a escola novamente atrativa, de fazer com que estes jovens e adultos sintam que vale a pena, que têm que voltar à escola, que podem estudar e que os estamos esperando de braços abertos para seguir o caminho da vida. Outro desafio da EJA é a articulação de políticas e instâncias de formação entre os diferentes países. Há um contexto de grande mobilidade da população. Se temos, por exemplo, adultos que estão partici-

... un objetivo común de universalización de la alfabetización... // O objetivo comum é a universalização da alfabetização... pando de sistemas de educação formal ou informal de um país e mudam-se para outro país ou que se deslocam dentro de seu próprio país, o que acontece com eles? Quais são os mecanismos de universalização e equivalência que garantem a continuidade de seus estudos? O custo da descontinuidade dos estudos é enorme, tanto para os governos quanto para as próprias pessoas. Temos de encontrar caminhos para atender a essa necessidade também. Como a OEI está apoiando os países nesses desafios? Em primeiro lugar, obviamente, está o Plano Iberoamericano de Alfabetização e Educação Básica para Jovens e Adultos, aprovado pela Cúpula Ibero-americana de Chefes de Estado e Governo, realizada em 2006, em Montevidéu, que constitui uma estratégia multilateral compartilhada por todos os países ibero-americanos. O objetivo comum é a universalização da alfabetização e da educação básica para os jo-


tunidad, el respeto a las experiencias previas y a las políticas públicas educativas de cada país, contando con el apoyo de todos, y la solidaridad con los compromisos internacionales en materia de educación, pobreza y desarrollo. Específicamente para este tema, la OEI creó en Paraguay un Instituto para el Desarrollo e Innovación Educativa (IDIE) para atender las demandas específicas de los países del Mercosur en el campo de la EJA, teniendo en cuenta las políticas nacionales y la realidad de la región. Por un lado, hay una labor muy grande de asistencia técnica junto a las diferentes direcciones del Ministerio de Educación y Cultura. Esa área – EJA – es la que cuenta con menos recursos humanos y financieros en el sector público. La labor del IDIE va desde contribuir al debate para el desarrollo de políticas hasta traer aportes o experiencias de otros países de Iberoamérica que puedan servir a la implementación de estas políticas y de proyectos específicos. ¿Cuál es la contribución del IDIE? Por intermedio de ello se hace un especial esfuerzo en la construcción de agendas regionales. Algunos temas son la movilidad de docentes; el desarrollo de experiencias de alfabetización en las zonas fronterizas, incluso en alfabetización bilingüe. Además de la agenda multilateral, el IDIE trabaja también en el desarrollo de agendas bilaterales basadas en una relación horizontal entre los países, promoviendo reuniones donde los países identifican problemáticas comunes y formas de actuar conjuntas.

vens e adultos que não tiveram essa oportunidade, considerando o respeito às experiências prévias e às políticas públicas de educação de cada país, com o apoio de todos e a solidariedade com os compromissos internacionais no que diz respeito à educação, pobreza e desenvolvimento. Especificamente sobre o tema, a OEI criou, no Paraguai, um Instituto para o Desenvolvimento e Inovação Educacional (IDIE) para atender às demandas específicas dos países do Mercosul em relação à EJA, tendo em conta as políticas nacionais e a realidade de cada região. Por um lado, há um trabalho muito grande de assistência técnica junto aos diferentes projetos do Ministério da Educação e Cultura. Essa área – EJA – é a que conta com menos recursos humanos e financeiros no setor público. O trabalho do IDIE vai desde promover o debate para o desenvolvimento de políticas até trazer contribuições ou experiências de outros países ibero-americanos que possam servir para a implementação destas políticas e de projetos específicos. Qual é a contribuição do IDIE? Por meio dele se faz um esforço na construção de agendas regionais. Alguns temas são a mobilidade de professores, o desenvolvimento de experiências de alfabetização nas zonas de fronteira, incluindo a alfabetização bilíngue. Além da agenda multilateral, o IDIE trabalha também no desenvolvimento de agendas bilaterais baseadas em uma relação horizontal entre os países, promovendo reuniões em que possam identificar problemáticas comuns e formas de atuar conjuntamente.

Hay también los trabajos de cooperación entre la OEI-IDIE y la Unesco (Instituto de Estadística-UIS) en este campo. Por otra parte, la OEI constituyó un Grupo de Expertos Iberoamericanos en Educación de Jóvenes y Adultos, a partir del año 2008, que ha desarrollado una serie de documentos que han sido condensados en un libro de reciente publicación, lo cual se constituye en aporte técnico altamente significativo.

Há também os trabalhos de cooperação entre a OEIIDIE e a Unesco (Instituto de Estatística-UIS) neste campo. Por outro lado, a OEI constituiu um Grupo de Especialistas Ibero-americanos em Educação de Jovens e Adultos, em 2008, que desenvolveu uma série de documentos organizados em um livro recentemente publicado, o qual se constitui em aporte técnico altamente significativo.

El Proyecto Metas Educativas 2021, la Educación que queremos para los jóvenes de la generación de los bicentenarios constituye una instancia superadora e incluye metas y objetivos dedicados específicamente a la EJA. Pero por su característica, ese proyecto requeriría una entrevista aparte. ¢

O Projeto Metas Educacionais 2021, a educação que queremos para os jovens da geração dos bicentenários constitui uma instância maior e inclui metas e objetivos voltados especificamente para a EJA. Mas, por sua característica, esse projeto requereria outra entrevista. ¢ Revista Linha Direta

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espaço ibero-americano espacio iberoamericano

Prêmio Ibero-americano de Educação e Museus // Premio Iberoamericano en Educación y Museos

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ão da Argentina, El Salvador e Cuba os três projetos que receberam o I Prêmio Ibero-Americano de Educação e Museus. Primeira iniciativa do Programa Ibermuseus no âmbito da educação, o prêmio visa estimular e reconhecer propostas educativas nos museus e instituições afins da região ibero-americana. Os projetos são desenvolvidos para trabalhar com a memória, os valores e o patrimônio cultural e natural a partir de uma perspectiva social e inclusiva, entendendo os museus como ferramentas essenciais de desenvolvimento pessoal e coesão social.

on de Argentina, El Salvador y Cuba los tres proyectos que recibieron el Premio Iberoamericano de Educación y Museos. Primera iniciativa del Programa Ibermuseus en el ámbito de educación, el premio busca estimular y reconocer propuestas educativas en museos e instituciones afines de la región iberoamericana. Los proyectos son desarrollados para trabajar con la memoria, los valores y el patrimonio cultural y natural a partir de una perspectiva social e inclusiva, entendiendo a los museos como herramientas esenciales de desarrollo personal y cohesión social.

Foram parâmetros de avaliação, a inovação e originalidade, a descentralização territorial da proposta, o impacto e alcance social, a atenção às diversidades étnicas, sociais e culturais e a capacidade de manutenção e prolongamento do projeto no futuro. Dos 98 projetos de 16 países ibero-americanos inscritos, três foram premiados e receberam entre cinco e dez mil dólares. Outros 20 receberam menção honrosa e participarão, junto aos premiados, de um banco de boas práticas educativas, que será disponibilizado no portal do Ibermuseus (www. ibermuseus.org). Os resultados foram anunciados no dia 26 de maio, no encerramento do IV Encontro Ibero-americano de Museus, no Museu da América, em Madri. ¢

Fueron parámetros de evaluación la innovación y la originalidad, la descentralización social de la propuesta, el impacto y alcance social, la atención a las diversidades étnicas, sociales y culturales y la capacidad de mantenimiento y prolongamiento del proyecto en el futuro. De los 98 proyectos de 16 países iberoamericanos inscriptos, tres fueron premiados y recibieron entre cinco y diez mil dólares. Otros 20 recibieron mención honorífica y participaron, junto a los premiados, de una oficina de buenas prácticas educativas, que será puesto a disposición en el portal del Ibermuseus (www.ibermuseus.org). Los resultados fueron anunciados el día 26 de mayo, en la clausura del IV Encuentro Iberoamericano de Museos, en el Museo de América, en Madrid. ¢

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Programa Ibermuseus // Programa Ibermuseus É uma iniciativa de cooperação e integração dos países ibero-americanos para o fomento e a articulação de políticas públicas para a área de museus e da museologia. Atualmente, fazem parte do programa Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, México, Portugal, República Dominicana e Uruguai. Vinculado à Secretaria-Geral Ibero-americana, o programa conta com o apoio técnico e administrativo da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), do Instituto Brasileiro de Museus e tem apoio financeiro da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento. // Es una iniciativa de cooperación e integración de los países iberoamericanos para el fomento y articulación de políticas públicas para el área de museos y de la museología. Actualmente, forman parte del programa Argentina, Brasil, Chile, Colombia, Ecuador, España, México, Portugal, República Dominicana y Uruguay. Vinculado a la Secretaría General Iberoamericana, el programa cuenta con el apoyo técnico y administrativo de la Organización de los Estados Iberoamericanos para la Educación, la Ciencia y la Cultura (OEI), del Instituto Brasileño de Museos y tiene el apoyo financiero de la Agencia Española de Cooperación Internacional para el Desarrollo.

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