Issuu on Google+

RP i m a g e m

.

c o n s u m o

r e v i s t a

.

a t i t u d e

número 2

publicittà

P U B L I C I T TA

COCA-COLA, WWF E URSOS POLARES

[3

CASE

lambretta

] [ 5 VAREJO ] [ 6 mercadinho s.a.

[2]

NO AR

surfe em alta

]


O PODER DA

COCA-COLA

editorial

A quem fa z

bafqlo `ebcb= `~êäçë=cê~åÅç

!

Å~êäçëÑê~åÅç]êÉîáëí~éìÄäáÅáíí~KÅçãKÄê

2

`li^_lo^alobp

aÉåáò~êÇ=_~ëáäáç=Epłç=m~ìäçF

ÇÉåáò~êÇ]êÉîáëí~éìÄäáÅáíí~KÅçãKÄêI m~ìäç=qÜá~Öç=Eoáç=ÇÉ=g~åÉáêçF

é~ìäçKíÜá~Öç]êÉîáëí~éìÄäáÅáíí~KÅçãKÄêI

Coca-Cola começa a vender nos Estados Unidos e Canadá 1,4 bilhão de latas neste fim de ano estampando os ursos polares no rótulo. A lata deixa de lado a sua cor vermelha e surge completamente branca nas gôndolas. Parte do dinheiro arrecadado com a venda seguirá para a WWF, a organização não-governamental que luta contra a extinção do animal ameaçado pelo aquecimento global e na lata há o pedido para o comprador enviar US$ 1 por SMS para salvar os ursos polares. Desde 1922, diz o presidente global da empresa sediada em Atlanta, no estado americano e sulista da Geórgia, Muhtar Kent, a empresa vem usando a imagem do urso polar em campanha. Ele acredita que com o dinheiro arrecadado mais US$ 2 milhões doados a empresa poderá “fazer diferença positiva para estes animais majestosos”. As campanhas de Coca-Cola assinadas pela McCann-Erickson cada vez perdem mais espaço na América Latina para as da Ogilvy argentina, do grupo WWP. Mas sem dúvida, os ursos foram uma grande tacada da empresa e da agência do grupo Interpublic, assim como a campanha que está garantindo à CocaCola mídia gratuita em todo o mundo. O Brasil também faz parte da rota dos caminhões natalinos da Coca-Cola, outra grande jogada de marketing da empresa nos Estados Unidos, que faz sucesso no mundo. E se a Coca-Cola, produto vendido desde 1891, sempre se renova, a Lambretta parou de ser fabricada, mas continua no coração e na memória de muitos e é um dos destaques dessa edição. Daniel Petit Publisher Carlos Franco Editor-chefe

vìãÉ=fâÉÇ~=Eq³èìáçF

óìãÉKáâÉÇ~]êÉîáëí~éìÄäáÅáíí~KÅçãKÄêI j~êÅç=^åí½åáç=dáê~åÇçä~=Eoçã~F

ã~êÅçKÖáê~]êÉîáëí~éìÄäáÅáíí~KÅçãKÄê=I o~éÜ~Éä=s~ëèìÉò=E_ìÉåçë=^áêÉëF= ê~éÜ~Éä]êÉîáëí~éìÄäáÅáíí~KÅçãKÄê afobqlo=`ljbo`f^i a~åáÉä=mÉíáí

Ç~åáÉäéÉíáí]êÉîáëí~éìÄäáÅáíí~KÅçãKÄê afobqlo=ab=^oqb

j~êÅÉäç=_ÉÖçëëç

ã~êÅÉäçÄÉÖçëëç]êÉîáëí~éìÄäáÅáíí~KÅçãKÄê m^rq^p

êÉîáëí~éìÄäáÅáíí~]êÉîáëí~éìÄäáÅáíí~KÅçãKÄê

bkabobÂl=afdfq^i

ïïïKêÉîáëí~éìÄäáÅáíí~KÅçãKÄê bkabobÂl=cÎpf`l

^ä~ãÉÇ~=_~êêçëI=NOOLNRO

płç=m~ìäç= =pm

`bm=MNOPO MMM


case

1955 A FÁBRICA ABRIU AS PORTAS NO BRASIL

A LAMBRETTA MORREU. VIVA A LAMBRETTA!

A

marca Lambretta saiu de cena em 1982, mas não tem jeito, está na boca e na memória de muitos ao redor do mundo. É o típico caso de quando a marca é mais forte que o fabricante e ainda continua a existir mesmo quando saiu de circulação. É o que acontece no Brasil, por exemplo, com a PanAir, cada vez que Milton Nascimento ou Elis Regina, voam nas asas dessa companhia aérea. Com a Lambretta não é diferente, a marca virou sinônimo desse tipo de veículo. A história da Lambretta começou após a II Guerra Mundial, quando Ferdinando Innocenti, enfrentou o árduo trabalho da reconstrução de sua fábrica de tubos de aço sem costura situada em Lambratte, Milão, que havia sido reduzida a uma pilha escombros e fumaça. Innocenti percebeu naquele momento que as necessidades primárias de seu país eram duas: a primeira era a de começar a

DESIGN Criação com traços italianos faz da Lambretta um bem de desejo até os dias de hoje

3


case

produção de equipamento industrial e maquinaria pesada; e a segunda prover de um método barato e seguro o transporte da população. Ele, então, se uniu ao engenheiro PierLuigi Torre que idealizou um veículo de baixo custo de produção, barato de se manter, e com proteção melhor que uma motocicleta para as mudanças de tempo (chuva, frio, neve, etc.): a Lambretta. A produção começou em 1947, depois de um ano gasto com desenvolvimento e teste do novo produto. A primeira Lambretta foi nomeada naturalmente de Modelo UM, que tinha como característica um motor de dois tempos com um único cilindro, e eficiente pistão de 52 a 58 mm de diâmetro. Isto dava ao novo modelo, 123 cc de potência, fazendo com que desenvolvesse 33 quilômetros com 1 litro de gasolina, um ponto forte de venda, em uma Itália escassa em combustível. Este primeiro modelo foi inspirado em um veículo militar modelo "Cushman", empregado pelo exército americano durante a II Guerra que era utilizado para transporte individual de uma divisão motorizada. A fábrica italiana cessou sua produção em 1971, porém a Lambretta continuou a ser produzida sob licença na Argentina, Brasil, Chile, Índia e Espanha, algumas vezes sob a marca Lambretta e em outras não.

33

KM POR LITRO: SINÔNIMO DE ECONOMIA E POPULARIDADE

4

50mil NAS RUAS DO BRASIL ENTRE 1958 E 1960

A Lambretta foi a primeira fábrica de veículos do Brasil, saindo na frente até mesmo da indústria automobilística. A implantação da fábrica Lambretta do Brasil S.A. em 1955, como uma licenciada da Inocentti, no bairro da Lapa em São Paulo, coincidiu com a moda mundial da motoneta (scooter), na década de 50. A produção entre 1958 e 1960, o apogeu da marca, superou a quantidade de 50.000 unidades/ano. A partir de 1960 foi lançado o modelo LI (corresponde ao modelo "série 2 " que foi lançado pela Innocenti na Itália em outubro de 1959). Em 1971, numa tentativa de melhorar o mercado, a Lambretta lançou uma moto híbrida com motoneta, a Xispa, com projeto e componentes totalmente nacionais em versão de 150cc e 175cc que ficou em linha até 1979. Mas a indústria automobilística já tinha se implantado e o mercado das motocicletas se aquecia com a entrada das marcas japonesas. A Lambretta quase fechou. Finalmente em 1979, como último suspiro, lançou a Lambretta Br Tork nas versões 125P, 125T e de 150cc, voltado para o segmento de veículos populares com preços acessíveis. A fábrica faliu em 1982. Hoje a Lambretta ainda é produzida na Índia pela "S.I.L" ( Scooters India Ltd). A máquina ainda vive na memória e nas mãos de colecionadores e os dicionários onde a expressão lambreta está grifada prometem ainda manter essa tradição. Neste caso, a marca foi bem mais forte que a própria indústria.


varejo

MERCADINHOS

P

5

S/A

esquisa do Ibope Inteligência aponta que os brasileiros devem deixar este ano R$ 205,27 bilhões nos caixas dos supermercados com alimentos e produtos de limpeza. A região Sudeste é a campeã em consumo de alimentos, com gasto per capita de R$ 1.313,18 enquanto os consumidores da região Sul são campeões em consumo per capita de material de limpeza, da ordem de R$ 92,72 por ano. Antonio Carlos Ruótolo, diretor de atendimento e planejamento do IBOPE Inteligência, ressalta que carnes, aves e derivados são os que apresentam maior consumo per capita: R$ 384,75. “Carnes, aves e derivados representam 1/3 dos gastos com alimentação no domicílio”. Ele diz ainda que a emergente classe C, responsável por 50,04% dos domicílios urbanos, é a que apresenta maior potencial de consumo de alimentos: 45,64% ou R$ 87,63 bilhões, enquanto a classe B, com 23,5% dos domicílios em áreas urbanas, responde por 35,05% (R$ 67,28 bilhões). Os restantes 9% é o que consomem o topo e o nível mais baixo da pirâmide. Tanto gasto assim motiva indústria e varejo e tem estimulado também, depois do ciclo de grandes compras de redes de supermercado e hipermercados, o surgimento de mercadinhos de bairro. O próprio gigante americano Wal-Mart tem apostado no modelo com a bandeira Todo Dia e o Carrefour com o Dia %, enquanto a Companhia Brasileira de Alimentação (CBA) corre com a bandeira Econ no segmento e o Grupo Pão de Açúcar com o Extra Perto e Extra. As agências de publicidade estão atentas, mas ainda não conseguiram conquistar espaço nas gôndolas onde todos os dias desembarcam produtos de marcas próprias e outras absolutamente desconhecidas, muitas regionais, pegando carona no alentado varejo das classes C e D. Nem a lã de aço Bombril, sinônimo de categoria (como Gillette) resiste e enfrenta rivais muito além de Assolan, de marcas próprias mesmo, inclusive da rede Todo Dia, do Wal-Mart, com sua marca +ekonomico, enquanto no Extra e Extra Perto prevalecem as do Grupo Pão de Açúcar. Mas até mesmo o luxo, como a linha Taeq, do Pão de Açúcar, está presente nessa legião de mercadinhos S/A, ainda que em menor quantidade. Afinal, não custa sonhar e subir mais um degrau na vida.


no AR

A Batavo dá novo tom à comunicação com seu consumidor – além de destacar o produto, ensina como reaproveitar a caixinha de leite. A marca lança a campanha Mundo Batavo, desenvolvida pela NBS e que mostra um mundo onde nada é desperdiçado – assim como a nova embalagem de leite Tetra Pak comercializada com exclusividade pela Batavo. A ação conta com a veiculação de filme em TV aberta em São Paulo e Paraná, além do hotsite www.mundobatavo.com.br, banners, ações em blogs e ativação nas redes sociais. Apenas na produção do filme, o investimento foi de R$ 1 milhão.

TRABALHADORES A F/Nazca assina campanha da Petrobrás em que a estatal ressalta o seu patrocínio ao surfe brasileiro.Mostra que os atletas têm que trabalhar duro para conquistarem bons resultados. Ele sai de terno do mar e ela de roupa de trabalho. Sem treino, a emoção do surfe não dá resultados.

SONHOS A agência Santa Clara assina campanha para o Festival El Ojo de Iberoamérica, cuja 14ª edição acontece entre os dias 7 e 9 de novembro, em Buenos Aires, capital argentina. A peça brinca ao criar uma falsa agência de viagens para atrair delegados ao festival deste ano, pois eles são especialistas em “tudo o que você e o seu diretor de criação sabem que um festival de propaganda tem que ter". O filme intitulado El Ojo Viajes utiliza estética de gifs animados de internet para oferecer aos publicitários tudo aquilo que eles oferecem aos consumidores: promoções para a realização dos sonhos no endereço www.elojoviajes.com

DO BEM

6

O ator e humorista Nelson Freitas será uma das estrelas da campanha da 51ª Feira da Providência que vai ocupar o Pavilhão do Riocentro, no Rio, de 30 de novembro a 4 de janeiro. O Banco da Providência, da Arquidiocese do Rio de Janeiro, atua em 104 comunidades e desde o início tem em Ziraldo um parceiro. A criação da campanha é da agência 11:21 em parceria com a Gema Filmes. Dom Helder Câmara renasce a cada feira que criou para arrecadar fundos para atender os mais pobres. Viva Dom Helder!


ponto de vista

por carlos franco

INVENCIONICES

O

mercado publicitário parece picado pela mosca azul das consultorias que propagam dificuldades para vender facilidades. A turma que nunca pisou no chão de fábrica e desconhece o coração das empresas e o que, de fato fazem, anda comprando produtos de prateleiras e cruzando os dedos por um milagre. Afinal, é o mesmo que escolher, na gôndola dos supermercados, um sabão em pó com nome pomposo sem ler integralmente o rótulo e depois descobrir que desbota roupas coloridas. Essas ferramentas que atendem pelo nome de digital out home, digital in home, mobile marketing, network sourcing e outros menos cotados começam, acredite, a ganhar até associações de classe e de profissionais. Mas o que querem e o que prometem? A venda. Simples assim, pois não se reinventa a roda. E o alvo, claro, é e será sempre o consumidor, no desejo de chegar ao seu coração e fazê-lo generosamente abrir a carteira e comprar. Compra-se, agora, mais que o produto, a sensação que ele transmite, de bem estar, status, modernidade ou seus contrários – o retrô está em alta. E ainda que as “cassandras”, aquelas figuras não tão mitológicas assim, apregoem o caos, com a redução do crédito por conta da crise americana – o que de fato ocorreu em alguns setores, nem americanos, nem brasileiros, nem chineses ou lituanos vão deixar de comer, beber, vestir e amar e o varejo continuará a existir assim como a indústria. Temporariamente, pode-se deixar de comprar aquele apartamento ou carro hoje, mas continuarão nos planos de amanhã. Mas voltando à publicidade, muitos agoram agora vendem a idéia de que quem não cair na rede é peixe fora d`água. De fato, o mundo se digitaliza rapidamente e as plataformas de comunicação evoluem muito rápido. Em 1989, foram lançados os CDs, e em 1999, as famosas bolachas de vinil deixaram de rodar nas casas, enquanto em 2009, começou a febre dos MP3, MP4, mas não importa a plataforma, o que continua a rodar é a música, o conteúdo. Na publicidade, é isso que também está em jogo. O chato é perceber que o conteúdo cai de qualidade, embora siga o bom e velho caminho do negócio da publicidade que é se comunicar. O resto é conversa fiada, ladainha para boi dormir e as nomenclaturas em inglês coisa de quem não sabe se comunicar e quem não se comunica, como dizia o velho Chacrinha, dia menos dia, se estrumbica.

7


i m a g e m

.

c o n s u m o

.

a t i t u d e

RP r e v i s t a

P U B L I C I T TA

www. itta. lic b u p a t s i v re com.br

s o n a r o ag s e t e l b a t

seu espaรงo

comercial@revistapublicitta.com.br


Projeto grafico rpublicitta ipad final edicao2