JORNAL DA LENINHA ANO 1/N° 0
Minhas amigas, meus amigos É simbólico ser a primeira deputada estadual negra eleita pelo Partido dos Trabalhadores a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Isso tem dois significados: nos dá a medida da exclusão das mulheres negras na política e também uma grande oportunidade de debater sob a perspectiva racial, dos povos e comunidade tradicionais, dos agricultores, das mulheres, da juventude, dos trabalhadores e dos mais empobrecidos. Por isso foi importante assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos como forma de ampliar o espaço das lutas populares no legislativo. Foram 32 audiências, o maior número entre as comissões, onde aprovamos a criação da Frente dos Povos e Comunidades Tradicionais, da Frente de Defesa da Convivência com o Semiárido, debatemos o direito à água e alimentação, a
universidade, a agricultura familiar, o direito ao território. Todos esses temas passaram pela CDH e deram o tom do que entendemos por “direitos humanos”: tudo que é fundamental para a existência com dignidade de todas e todos. Mesmo com o orçamento de 2019 já aprovado, conseguimos destinar R$ 1 milhão em emendas para a Saúde, beneficiando diretamente 86 municípios do Norte e Vale do Jequitinhonha. Sabemos como é importante o tratamento médico próximo da família, por isso a opção de fortalecer a rede de atendimento à saúde. Em Montes Claros, inauguramos a Casa do Mandato, um espaço de debate e articulação onde conversamos sobre a crise política, econômica e institucional e o papel do legislativo para o reestabelecimento da democracia e do estado de direito em nosso país. Estiveram conosco grandes
companheiros como Eduardo Suplicy, Áurea Carolina, Leonardo Monteiro, Rogério Correia, Paulo Guedes. Na Casa do Mandato também realizamos plenárias temáticas e rodas de conversas com mulheres, jovens, artistas e lideranças do campo e da cidade. Vivemos um momento político difícil, de retrocessos, com governos federal e estadual contrários ao diálogo e à todos os direitos que conquistamos. Mais do que nunca precisamos estar próximos, precisamos de canais de diálogo com a sociedade. Assim como Bolsonaro, o governo Zema pretende liquidar a Cemig e outras empresas públicas como se fosse um saldão de suas lojas e desmonta lentamente políticas sociais importantes. Temos muita luta a frente, mas temos a esperança com a gente! Um grande abraço! Leninha