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Ano I | N° 1 | Outubro | 2016

Unica, Facil, Util e Expresso Recreio

Cervejas Especiais Um mundo a descobrir

Jardim Botânico oásis no Rio de Janeiro

matheus Nachtergaele Gigante no Teatro, Cinema e TV


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Pedro Garrido

18 Outubro | 2016 Revista da Unica, Facil, Util e Expresso Recreio

Ester Santos

Sumário 8 M I |P 14 R C |N 17 B D L ­| J F 18 M N 24 B P |C 32 A N M C 41 P J 42 J B |R 48 A C 59 C A | P useu mperial

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Sarah Mantovani

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Foto da capa: Pedro Garrido

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Janeiro

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Principais Destinos

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Linhas Urbanas Executivas

Petrópolis, Niterói, Juiz de Fora, Cabo Frio, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Itaipava e Rio de Janeiro (Rodoviária, Castelo, Madureira, Campo Grande, Cidade Universitária e Barra da Tijuca).

Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Juiz de Fora, Brasília e Campinas. Rio de Janeiro Cabo Frio, Macaé, Miguel Pereira, Paty de Alferes, Arcozelo, Vassouras, Valença, Conservatória, Barra do Piraí, Mendes, Paulo de Frontin, Paracambi e Angra dos Reis.

Minas Gerais Matias Barbosa, Mar de Espanha, Bicas, São João Nepomuceno, Carandaí, São João Del Rei, Barbacena, Santos Dumont, Conselheiro Lafaiete, Mariana, Itabirito, Congonhas, Ouro Preto, Contagem e Paracatu. São Paulo Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião, Mogi das Cruzes, Santos, Praia Grande e Ribeirão Pires.

Passagens Online

0800 886 1000

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Recreio, Barra da Tijuca, Castelo, Barra de Guaratiba, Campo Grande, Santa Cruz e Itaguaí.


editorial Direção Castor castor@debordo.com.br (21) 9.8100-4121 Editora Regina Peixoto editora@debordo.com.br Direção de Arte Gerson Tavares Redação Carime Elmor, Guilherme Simão, Iuri Totti e Letícia Helena

Caro Viajante Você tem em mãos o primeiro número da Revista deBordo. Ela é um presente, das empresas Unica, Facil, Util e Expresso Recreio, que interligam mais de 40 municípios. Distribuída mensalmente, trará entrevistas, reportagens de comportamento, entretenimento, gente, cultura e turismo, além de curiosidades

Revisão Aline Mello

e uma agenda com os principais eventos e

Publicidade Lente Azul Produções Direção: Luiz Carlos luizcarlos@debordo.com.br

atendidas pelas quatro empresas.

COLABORADORES Cristiane Zotich (repórter Cabo Frio) Rafael Aguiar e Fernanda Castilho (fotografia) Maria Inês Oliveira - Cabo Frio Convention & Visitors Bureau Leo Caldeira - Fundação de Arte de Niterói Ana Cláudia Pampillón - Rota Cervejeira do RJ

que deseja ajudar a divulgar eventos, lugares

Fotografia Sarah Mantovani, Sebastião Barbosa Pedro Garrido debordo.com.br (24) 2221-0052 Agenda CNPJ 14.947.435/0001-52 Impressão: 15.000 exemplares contato@debordo.com.br Petrópolis – Rio de Janeiro – Brasil

espetáculos em cartaz nas diferentes cidades

A revista é sua. O canal está aberto para você, e pessoas da sua cidade, ou ver matérias de seu interesse. Ajude-nos a tornar mais rica esta via de comunicação, e mais felizes suas horas de viagem. Participe com suas sugestões! Sejam todos bem-vindos a bordo e tenham uma ótima viagem! Regina Peixoto, editora

Distribuição Gratuita

Comentários e sugestões redacao@debordo.com.br

Para anunciar: publicidade@debordo.com.br

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Sarah Mantovani

Museu Imperial Um imperdível passeio através do tempo Residência de verão de D. Pedro II, O Museu Imperial é hoje uma das mais importantes instituições históricas do país. Visitá-lo é conhecer nosso passado, de uma maneira encantadora Por Regina Peixoto

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Pena usada pela Princesa Isabel para assinar a Lei Áurea – 1888. Feita em ouro com diamantes e pedras vermelha. Mede 22cm x 2,5cm


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onstruído entre os anos de 1845 e 1862, com recursos do próprio imperador, o palácio em estilo neoclássico também teve um importante papel: deu origem à cidade de Petrópolis. A região era parte da fazenda Córrego Seco, adquirida pelo primeiro imperador, com o mesmo objetivo – construir seu palácio na serra. O decreto assinado por D. Pedro II, em 16 de março de 1843, criou a cidade, para dar início aos trabalhos sob o comando do major e engenheiro Julius Friedrich Koeler. Contratando uma leva de imigrantes alemães o engenheiro deu início à colonização e construção da cidade.

CONHECENDO O MUSEU

Sarah Mantovani

Já na entrada, a visita costuma despertar a curiosidade e o lado lúdico das pessoas: é preciso calçar as enormes pantufas que envolvem os sapatos dos visitantes, para preservar os assoalhos de madeiras nobres – muitas extintas – das florestas brasileiras.

Depois, é percorrer corredores e salas que ilustram a vida no tempo do império. Instrumentos musicais, objetos da sala de costura da imperatriz Tereza Cristina, móveis de época, documentos, obras de arte, objetos diversos, as jóias usadas pela nobreza – e até braceletes de ouro das escravas – constituem o acervo. Mas, o que mais chama atenção são os símbolos do poder imperial: as coroas (tem também a de D. Pedro I), o cetro e o manto do monarca, que pertencem aos descendentes do imperador e ali estão em forma de comodato. Também o trono imperial usado no Paço de São Cristóvão pode ser observado no palácio. . “Fiquei encantada”, declarou a carioca Sandra Pain, após a visita feita com a família. Diretora de tecnologia de uma grande empresa, acostumada a ver museus pelo mundo afora, destacou. “Este aqui é nossa história, uma história muito recente.” Ela garante que vai sugerir o passeio na escola onde os filhos estudam.

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Érica Marci e Júnior

O mais velho deles, João, de 12 anos, também se entusiasmou: “É bem legal, porque tudo que vi nos livros está aqui. E ao vivo é bem diferente, muito legal!” Outro que compartilhou o entusiasmo da família foi o pai, Marcos Rocha: “Nessa visita, a gente faz a ligação entre passado e presente do país. É uma forma lúdica de apresentar a história.”

ATRAÇÕES ESPECIAIS

Museu Imperial/IBRM/MinC

O espetáculo ”Um Sarau Imperial” reproduz uma atividade típica da época, em torno de personagens como a princesa Isabel e outras damas da corte. O público participa de forma interativa. Modinhas, poesias e conversas sobre assuntos extraídos da correspondência particular da família imperial dão o contexto. O início é às 18h30. Além dos espetáculos noturnos, o museu promove exposições de arte, feira de troca de livros e eventos especiais.

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Sarau Imperial

Museu Imperial/IBRM/MinC

Mas uma ida ao Museu Imperial pode ser mais do que uma manhã ou tarde dedicada ao programa cultural. São oferecidos também, nas noites de quinta a sábado, dois espetáculos que costumam ser sucesso entre o público. Um deles, com efeitos especiais: o “Som e Luz” apresenta situações da época do Império – conversas, baile e até fofocas – com projeção de imagens em um cortina d’água, efeitos sonoros e silhuetas nas janelas iluminadas do palácio. Começa sempre às 20h.

Coroa imperial de D. Pedro II: É talvez a peça mais rara e valiosa das coleções nacionais. Feita por Carlos Marin, com reaproveitamento de brilhantes da coroa de D. Pedro I, e um fio de pérolas, também herança paterna


É o caso, por exemplo, da centenária senhora Adélia Pereira Sampaio, de 105 anos. Lúcida, inteligente e de opiniões fortes, ela costuma ir ao jardim se entreter, acompanhada de sua cuidadora. Usa a cadeira de rodas apenas para deslocar-se à distância, pois em casa ainda caminha. “Aqui é um lugar sadio, um bom lugar para passear”, ela garante.

Museu Imperial/IBRM/MinC

Mas se a ideia é só curtir, que tal um passeio pelo amplo e imponente jardim? Os portões se abrem às 8h e assim permanecem até as 18h. Depois de uma tranquila caminhada entre a vegetação, você pode sentar-se ao sol – ou à sombra – enquanto lê seu livro ou jornal, escuta música, conversa ou simplesmente aprecia as flores, pássaros e, talvez algum pequeno esquilo subindo pelos troncos. Assim como fazem muitos petropolitanos, com frequência.

Sala de Música Sarah Mantovani

LAZER DESCOMPROMISSADO

O casal mineiro Alexandre Oliveira, de 59 anos, e Maria Teresa Guimarães, de 51, donos de pousada, não podia esperar pela abertura do museu, que só acontece às 11h. Mas também fez questão de circular pelos jardins.”É muito bonito”, disse ele. “O museu está bonito, como uma moça que se enfeita”, compara. Sarah Mantovani

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Museu Imperial/IBRM/MinC

Para os moradores de Petrópolis ainda há a oportunidade de praticar Tai-Chi-Chuan pela manhã, num programa oferecido pelo museu. Ou em atividades de meditação de grupos que eventualmente ali se reúnem.

PARA FECHAR O PROGRAMA Talvez você queira tomar uma café ou fazer um lanche especial num lugar charmoso. Talvez até degustar um cardápio gourmet no almoço. É só se dirigir ao bistrô localizado próximo à entrada principal, o Duetto’s Café. Tem um salão bem decorado, que também funciona como lojinha para venda de geleias, biscoitos amanteigados e outros produtos de delicatessen, e mesas ao ar livre, protegidas por ombrelones.

O cofre de porcelana, “biscuit” e bronze dourado é uma peça rara da manufatura de Sèvres. Feito especialmente por encomenda da rainha de França, Marie Amélie, foi presente do rei Louis Phillipe a seu filho François d’Orléans, o príncipe de Joinville, por ocasião de seu casamento realizado em maio de 1843, no Rio de Janeiro, com a princesa Francisca, irmã de D. Pedro II

Sarah Mantovani

serviço Museu Imperial Rua da Imperatriz 220 / Centro / (24) 2233-0300 / 2233-0360 / Ter a Dom, das 11h às 18h / R$ 10/R$ 5 Espetáculos: Um Sarau Imperial: Qui a Sab, às 18h30 / R$14/R$7 e outros preços promocionais. Som e Luz: Qui a Sab, às 18h30 / R$ 20/R$10 e outros preços promocionais. 12

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Marcelo Prado

Reserva Cultural

CINEMA E ARTE EM NITERÓI Sucesso em São Paulo, Reserva Cultural chega ao Caminho Niemeyer com cinco salas de exibição, gastronomia e livraria Por Iuri Totti A cidade de Niterói acaba de ganhar um espaço cultural com cinemas, restaurantes e livraria. É o Reserva Cultural, que, após se tornar uma referência em cinema de arte em São Paulo, abriu suas portas no Caminho Niemeyer, em setembro.

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O complexo reúne cinco salas de exibição, uma filial da famosa Livraria Blooks, a hamburgueria Bizu Bizu e o elegante Bistrô Reserva, além de espaços livres para apresentações artísticas e exposições. Os cinemas, com tecnologia 3D, som e imagem digitais, ocupam uma área de 600 metros quadrados. As salas, acessíveis para todos, têm ar condicionado, poltronas especiais para obesos e deficientes físicos, e capacidades que vão de 82 a 196 assentos. As novidades estão instaladas no Centro Petrobras de Cinema – um projeto assinado pelo arquiteto Oscar Niemeyer –, que começou a ser construído em 2001 e teve várias datas de entrega anunciadas e canceladas. Foi graças à parceria feita entre a Prefeitura de Niterói e a empresa Reserva Cultural que a cidade conta agora com esta opção de lazer. A empresa paulista investiu cerca de R$ 12 milhões na adequação do prédio e ganhou, em contrapartida, a concessão por 25 anos.

Em São Paulo, o Reserva Cultural é sucesso há mais de 10 anos na Avenida Paulista, com quatro salas de cinema, uma livraria, um restaurante e um café/ boulangerie. Criadores desse tipo de empreendimento, chamado miniplex, o empresário francês Jean Thomas Bernardini e sua sócia, Laure Bacqué, querem oferecer em Niterói “produções de qualidade”, de blockbusters a títulos independentes. Para isso, contam com o amplo catálogo de filmes da distribuidora Imovision, de Bernardini – muitos vencedores dos mais consagrados festivais de cinema do mundo, como Cannes, Berlim, Veneza e Toronto. Em Niterói, a localização do Reserva Cultural, no bairro de São Domingos, é privilegiada, estando próximo do terminal das barcas no Centro, do terminal rodoviário João Goulart e ao lado da Universidade Federal Fluminense (UFF). Apesar das facilidades de acesso, o complexo de cinemas e gastronomia conta com estacionamento próprio. Marcelo Prado

Guto Lima

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Marcelo Prado

O legado de Niemeyer para Niterói

Guto Lima

O Centro Petrobras de Cinema, onde está instalado o Reserva Cultural, é parte do Caminho Niemeyer, um conjunto de equipamentos culturais que se estende por 11 quilômetros ao longo da orla de Niterói, desde o terreno do Aterro da Praia Grande, no Centro, até o bairro de Charitas, na Zona Sul. É o segundo maior conjunto de obras do arquiteto Oscar Niemeyer, atrás apenas do complexo criado em Brasília. A concepção do projeto ocorreu 1997, com o objetivo de revitalizar o trajeto junto à Baía de Guanabara e a parte central da cidade de Niterói. Hoje, o Caminho Niemeyer engloba o Museu de Arte Contemporânea (MAC), a Estação Hidroviária de Charitas (das barcas que ligam o bairro à Praça XV, no Rio), o Centro Petrobras de Cinema e a Praça JK, além de todo o complexo arquitetônico da Praça Popular. Nesta estão a Fundação Oscar Niemeyer - criada em 1988 para ser um centro de difusão e preservação da memória do patrimônio arquitetônico moderno do país -, o Memorial Roberto Silveira e o Teatro Popular de Niterói. O Reserva Cultural Niterói fica na Av. Visconde do Rio Branco, 880, São Domingos (21 3811-8537). Tem programação e venda de ingressos na web, nos endereços veloxtickets.com e ingresso.com.br

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Guto Lima


Na Estrada | Juiz de Fora

Há 51 anos a Praça do Ministrinho é um ponto de encontro de famílias e jovens de Juiz de Fora, atraídos pelo Bar du Leo. A casa, comandada pelos quatro filhos do fundador, oferece variado cardápio de tira-gostos e bebidas, além de música ao vivo

Rafael Aguiar

Por Carime Elmor

Bar du Leo Um Programa Diferente

equipada também com brinquedos para as crianças. O movimento aumenta por volta das 15h, durante a semana, e vai até o fechamento do bar, às 21h30. A clientela é seduzida pela descontração do local e pela comida caseira, que pode ser apreciada com cerveja, chope artesanal, caipirinha, vinhos, sucos e a cachaça. Já nos fim de semana, a agitação começa às 10h, indo até as 18h no sábado, e 17h no domingo.

Todos os dias, às 6h15, Rita de Cássia Vicente abre as portas do Bar du Leo, combinação de mercearia e barzinho que se tornou um point especial, na mineira Juiz de Fora. Ela repete o gesto que o pai, Avelino Vicente, fazia desde que criou o estabelecimento. Formada em Letras, Rita ajuda no negócio da família há 30 anos, mas desde a morte do pai, há oito, divide a administração com seus três irmãos, Regina, Márcio e Adriana. No comando da cozinha está a matriarca, Lecyr Geralda Chandretti Vicente, de 80 anos.

Outro chamariz do Bar du Leo são os eventos musicais, que enchem a praça de arte e diversão em alguns períodos do anos. Fora as produções de maior porte, artistas independentes se apresentam com frequência no local.

Agitação nos fins de semana Além do variado cardápio, o Bar du Leo – apelido de infância de seu criador – tem como atrativo as mesinhas e cadeiras espalhadas pela charmosa e arborizada praça no Jardim Glória,

Fernanda Castilho

“Gosto do que faço. Quem vem pela primeira vez adora e indica. Ficamos felizes de ver como as pessoas gostam de estar aqui”, afirma Rita.

Praça Armando Tostes - Ministrinho, Jardim Glória (32) 3215-9112 | Os caldos custam entre R$ 8 e R$ 12; a porção de quibe, R$ 26; a de mandioca, R$ 20; e a de bolinho de bacalhau, R$ 29 Pagamento somente em dinheiro. Outubro 2016

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no topo da vida

matheus Nachtergaele

ronto para gravar duas séries na TV Globo e aproveitando uma brecha entre as muitas viagens, Matheus Nachtergaele recebeu a equipe da DeBordo em sua casa do Rio de Janeiro, uma das duas que o ator mantém – a outra, na cidade mineira de Tiradentes, onde está a maioria dos seus 13 cachorros. “Adoro, sempre tive cachorro; nunca na minha existência fiquei sem um!”, comenta. Simples e direto, sem meias palavras e falando velozmente, o ator vai discorrendo sobre sua vida, carreira e, principalmente, o projeto que é, atualmente, sua menina-dos-olhos: a peça “Processo de Conscerto do Desejo”, em que recita os poemas que a mãe escreveu e canta as músicas de que ela gostava. Maria Cecília Nachtergaele morreu aos 22 anos, quando ele tinha apenas três meses de vida. Quando chegou aos 16, o pai lhe contou que ela havia se matado com um tiro. E lhe entregou a coleção de poemas que Cecília tinha escrito, guardada até que o filho crescesse o suficiente para entender.

Preparando-se para a chegada à maturidade dos 50 anos, o ator, autor, roteirista e diretor de cinema passa sua a limpo sua existência. No palco e nas reflexões sobre a vida Por Regina Peixoto

Fotos Pedro Garrido

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“Entrei na terapia em seguida, fiquei muito deprimido”, ele conta, lembrando os sentimentos que compartilhou com o pai. “Nós nos sentimos magoados, abandonados. Mas ela provavelmente não pôde ficar, e isto é um direito que ela tem. É duro perdoar um suicida! Entender que é o livre arbítrio, que merece respeito, além da nossa dor e raiva. Fiquei muito triste, mas recebi os poemas e pude `ler’ a mamãe. Foi um presentão!” Matheus levou sua história para o palco e há quase um ano, em plena era do Netflix e do zap, a peça vem sendo um sucesso de norte a sul do país, e em teatros de todos os tamanhos. O autor e intérprete se encanta: “Estou achando bonito as pessoas gostarem de poesia, achando que eu sirvo para alguma coisa. Poetizar a vida, gargalhar a dor, mostrar a face do terror.”

UM BALANÇO DE VIDA Aos 48 anos de idade, o artista vê a chegada dos 50 fazendo reflexões sobre sua vida. “Eu estou achando bonito envelhecer. Não que eu me sinta velho; hoje em dia, não é mais assim, aos 50. Eu me cuido, me alimento de forma saudável, cuido da minha saúde, estou bem. Mas a gente sabe que algumas coisas vão acontecer. A “disputa’ sexual, por exemplo, diminui... Vou ficar triste por não ter uma pele tenra, mas já estou gostando de ser o ‘seu’ Matheus. É muita experiência acumulada! Com algumas coisas a gente aprende bastante. Com outras, não. Mas o coração é o mesmo do menino. Continua o menino, mas menos triste, menos ansioso. A ansiedade é que mata a poesia.”

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A PEÇA DA SUA VIDA “Processo de Conscerto do Desejo” Matheus Nachtergaele avalia as razões do sucesso da peça, em que entrega ao público seus conteúdos mais profundos. “A peça tem feito uma operação de lavagem das tragédias pessoais, para mim e para o público – que tem suas próprias tragédias pessoais, grandes ou pequenas. As pessoas se veem representadas pela poesia da Cecília, pelo meu amor. E nesse momento, uma coisa bonita acontece. Eu mostro a pérola que nasceu da minha dor”, afirma, lembrando que a pérola é a defesa da ostra contra a dor, quando sua concha é invadida por algum grão de areia. “E o público vem junto comigo, encontrando sua pérola”, garante. Para ele, o importante é jogar luz sobre a tragédia. “Não quero viver apesar disso, quero viver com isso, e afirmar a beleza disso. As alegrias são as superações das dores a cada passo, assim é a vida.” “Eu herdei talento, a vida se tornou complexa, múltipla, bonita e perigosa, ficou por um fio. Acho que isso é minha dor e minha alegria. Fiz um caminho em que me tornei um arauto da mamãe, celebro isso, é manso”. A tragédia ficou no divã. E as pessoas saem bem, ninguém sai mal do teatro”, garante. Na região do Rio de Janeiro, a próxima apresentação da peça será no Teatro da UFF, em Niterói, nos dias 28 e 29 de novembro (sexta e sábado). Os telefones da bilheteria, para mais informações, são (21) 3674-7511 e 3674-7512. LeoAverso

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“tudo o que vivi” Marcos Hermes

Matheus Nachtergaele repassa tudo o que viveu, área por área de sua experiência. A CARREIRA – “Tenho dúvidas diárias, com relação à minha vocação. Escolho os projetos de trabalho com bastante rigidez. Esse ofício tem uma função social e eu tenho de estar alerta. Estamos aqui para a libertação, para ver o Brasil como é, não para engatar uma novela na outra e ter sucesso pessoal. Eu sou apenas um dos instrumentos que o Brasil tem para se ver. Então, procuro entender a vocação de cada projeto, antes de aceitar. Há coisas que quero pro meu trabalho, outras não. O bonito é que enquanto vou fazendo, vou crescendo.” O SUCESSO – Praticamente atropelado pelo sucesso no início da carreira, desde então vem ganhando os mais importantes prêmios no teatro, cinema e tevê, atuando em comédias ou dramas. E se lançou diretor de cinema, ganhando prêmios com um filme – o único até agora – que teve lançamento em alto estilo: em uma mostra do Festival de Cannes. “Tenho pena que o sucesso tenha se precipitado. Acho bonito a preparação mais longa e não ter que conviver com os problemas do sucesso tão cedo, isso mexe com o ego. Em certo momento foi desastroso, subiu à cabeça. Nunca me senti superior a ninguém, mas em alguns momentos me senti muito desmotivado. Gostaria de ter tido mais tempo de formação, ter aquele respaldo que isso dá.” VIDA PESSOAL – “Minha vida é meu trabalho. E trabalhando sempre, não vou a festas familiares, nem a encontros sociais. Eu me sentia culpado por faltar a uma reunião familiar, mas agora, não. O trabalho é o meu compromisso, e minha família já entendeu.” RELIGIÃO – “O teatro é minha religião. Não vou à igreja, não frequento nenhuma outra religião. É na gira do palco que recebo minha pomba. Não é preciso acreditar em Deus. Ele está aí, somos parte dele. Você tem é que achar sua vocação, para que sua existência colabore com o bem das pessoas, e com o seu. Não preciso ajoelhar no milho, nem dos 10 mandamentos para saber o que não devo fazer. Todo o mundo sabe. É só seguir o que a parcimônia vai te dar. E se tiver um pouco de poesia nesse caminho, lindo! Minha prece é pagã, não falo o nome de Deus em vão. Eu estou em Deus, não preciso pagar dízimo para ninguém para me melhorar. Assim como você...” 22 | Outubro 2016

Pedro Garrido


ALEGRIAS – “Eu tenho uma alegria, sou um contemplador feliz da natureza. Eu realmente acho bonito um beija-flor, um leopardo, um leão caçando uma gazela... Vou ter muita saudade da natureza quando eu morrer. Vou ter saudade de uma gaivota, do joão-de-barro... Uau, quem sou eu?” brinca, antes de continuar sua lista. “Sou muito doido. A doideira minha é muito doida.” “Tenho meu sítio em Tiradentes. Lá é minha roça, vou ao sítio do vizinho beber leite de vaca... Eu queria tanto ter um canil, e agora, lá eu tenho. São 13 cachorros que eu cuido. Adoro roça, trilha, caminhada... Adoro ler, nadar... Gosto também bastante de sexo. Sexo não é minha prioridade, não fico infeliz sem ele. Mas gosto muito. Principalmente, se houver beijo na boca.”

Sebastião Barbosa

Marcos Hermes

ERROS QUE NÃO VOLTARIA A COMETER – “Deixei de estar em momentos importantes com pessoas que amava; não lutei pelo amor romântico, abandonei muitas vezes o casamento, quando a relação chegava a um ponto que precisava decidir. Desconfio do pacto e tenho medos mil.” “Já bebi demais, já fumei demais – e ainda fumo, vou pagar um preço por isso. Mas não roubo as pessoas, não sou bandido. Talvez não tenha dado atenção a momentos preciosos, por estar muito envolvido com a carreira. Estou tentando me consertar, de verdade. Mas não me comparo a essa galera por aí, esse políticos corruptos... “ “Não acho pecado beijar na boca de meninos e meninas, não acho pecado ter tantos livros, ter uma casa gostosa... Tenho tudo isso sem ter vendido nada na TV só para ganhar dinheiro.” O QUE FALTA ALCANÇAR – “Talvez eu quisesse ser menos apegado com meu trabalho, ser mais andarilho. Tenho certa inveja, quando ouço alguém dizer que vai ficar um ano na Índia.” “Eu sou pelo ser humano. Meu trabalho sempre foi tentar entender o ser humano através dos personagens, das histórias que eu conto. Trabalho para embelezar a minha vida e a de todo o mundo. Mas não acho que o capitalismo vai deixar a gente andar na direção de se tornar verdadeiramente humano. Quero chegar a isso. Mas enquanto a verdade for um business, não vai dar.” “Eu gostaria de ser libertado disso. Quem sabe, ser um andarilho, conhecer as Ilhas Galápagos, o Japão profundo, aprender a meditar... Mas se eu ficar um ator até ficar bem velhinho, também vou gostar”, conclui. Outubro 2016 | 23


Cristiane Zotich

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Outubro 2016 Leandro Fotografia

Cristiane Zotich


Bairro da Passagem Surpreenda-se! Quem só conhece a Cabo Frio das praias e ruas lotadas no agito de verão tem muito a descobrir ainda – com uma simples visita ao bairro da Passagem. É um recanto encantador, que parou no tempo. Mas só na aparência. Dentro das casas preservadas, a vida pulsa Por Cristiane Zotich

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ocalizado às margens do Canal do Itajuru – que liga a laguna Araruama ao Oceano Atlântico – o bairro da Passagem tem história. Berço da cidade de Cabo Frio, uma das mais antigas do país, o local recebeu esse nome por ter sido o ponto de travessia das embarcações nos tempos coloniais. Hoje, com suas construções tombadas pelo Iphan, guarda todo o encanto de uma cidadezinha antiga, com seu casario colonial, a igrejinha, praça e as ruas estreitas, arborizadas, com luminárias do século XVII que destacam o calçamento de pedra. Depois que a cidade cresceu em outra direção, levando do seu núcleo inicial a maioria dos moradores, o local acabou se tornando um bairro de pescadores que, hoje, com seus pequenos barcos de pesca artesanal, ainda colorem e embelezam as margens do Canal do Itajuru, dando um charme especial ao local. Mas, nas últimas décadas, outra grande mudança vem acontecendo. Aos poucos, o pequeno recanto histórico veio se transformando em um dos principais points gastronômicos e de lazer da cidade. Ali podem ser encontrados desde petiscos simples até pratos mais exóticos e sofisticados. Sem falar nas saborosas cervejas artesanais, e nos tira-gostos diferentes que as acompanha. Outubro 2016

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Na Passagem, se as fachadas históricas são preservadas, há multiplicidade de estilos na decoração do interior dos restaurantes e bares. Um reflexo da variedade de sabores nos cardápios, originados de diferentes tradições culinárias.

Diferentes estilos Para fazer sua viagem gastronômica, você pode começar pela simplicidade aconchegante do “Mané Paixão”, que surgiu há mais de duas décadas como uma mercearia de bairro, e hoje é um dos principais points gastronômicos de Cabo Frio. Com direito a Certificado de Excelência, dado pelo site Trip Advisor neste ano. A casa atrai até frequentadores de cidades vizinhas, que se deliciam com seus tradicionais petiscos caseiros e com o incomparável escondidinho na telha. E oferece um atrativo extra: a música ao vivo de quinta a sábado, com o melhor da MPB.

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Para quem procura uma refeição mais elaborada ou petiscos diferentes, sem perder a descontração, a receita certa é o Tapera Bistrô, lugar cheio de charme, também certificado pelo Trip Advisor. Com mesinhas dispostas numa rua de pedestres bem estreita, que vai até a Lagoa de Araruama, o espaço ainda oferece música ao vivo. No comando da cozinha, o chef Fábio cria e

Fachadas históricas preservadas e estabelecimentos com interiores decorados

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Bolinho de Alheira, do Box 60

transforma pratos em delícias inesquecíveis. Como o “Frutos do Mar Selvagem”, mais recente novidade da casa. “É um prato que criamos para o Festival Sabores de Cabo Frio deste ano”, comenta o chef. “E tem sido um dos nossos campeões de pedidos.” Mas se a opção for por algo fora do comum, a dica é visitar o Dream Land Pub, um exótico pedaço da Ilha de Bali localizado na Praça São Benedito, o coração da Passagem. Ali, as opções vão do ceviche misto de camarão e peixe até o Pad Thai, prato tailandês que reúne diversos alimentos. Não falta também um bom risoto de Cavaquinha, com acompanhamentos requintados.


Leandro Fotografia

O bairro da Passagem tornou-se um point de gastronomia e de lazer Pad Thai no Dream Land Pub

Se a pedida for um bar, nada melhor que um dos mais novos atrativos do bairro, o Box 60. Um pub, que caprichou no contraste entre o estilo colonial da fachada e a ambientação interna. A decoração aposta no atualíssimo estilo industrial, com canos e tubulações aparentes, paredes e teto pintados de cinza e preto, detalhes criativos e reutilização de materiais, como os potes de vidro que viram luminárias descoladas. Mas o melhor são as boas cervejas artesanais que oferece, e um cardápio de petiscos de dar água na boca, como o bolinho de Alheira, de origem portuguesa, que faz o maior sucesso.

Para curtir e relaxar

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Mas nem tudo é gastronomia. Durante o dia, o bairro reserva um dos mais lindos visuais da cidade e a dica é curtir e relaxar na beira da Lagoa, onde decks de madeira, uma âncora gigante e pequenos barcos de pesca remetem à origem do bairro. Ou no Largo São Benedito, um recanto aprazível, arborizado, com bancos e decks que lhe dão um charme especial. Chef Fábio Outubro 2016

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Leandro Fotografia

Hotel Solar do Arco

Nos finais de semana, o Largo São Benedito é palco de eventos culturais, como o tradicional “Santo Samba”, que acontece sempre no último domingo de cada mês, com convidados especiais a cada edição. Reúne famílias inteiras para uma tarde regada a boa música e diversão. E na hora de descansar, que tal um lugar que traz história? O hotel Solar do Arco ocupa uma construção em estilo mourisco, erguida em 1950 pelo Rei Farouk, do Egito. Foi um presente de casamento para sua irmã, a princesa Fátima Scherifa Chirine, e o marido, príncipe D. João Maria de Orleans e Bragança. “Vir a Cabo Frio e não conhecer a Passagem, é o mesmo que ir a Roma e não ver o Papa”, comenta Maria Inês Oliveros, presidente do Cabo Frio Convention & Visitors Bureau, instituição independente de apoio e estímulo ao turismo.

serviço

Onde comer Bar Mané Paixão: Rua Almirante Barroso, 18 Passagem | facebook.com/manepaixaocabofrio | Aberto de ter a sáb, das 19h30 às 2h. No verão, de seg a sáb, das 19h30 às 3h | Música ao vivo de qui a sáb Box 60: Praça São Benedito, 60 A – Passagem | (22) 9.9284-4088 | facebook.com/box60bar | Aberto de qua a dom, das 17h a 1h | Música ambiente Dream Land Pub: Largo São Benedito, 02 – Passagem | facebook.com/dreamlandpub | Aberto de qua a dom, das 19 às 2h | Música ao vivo de qui a sab | (22) 2644-9777 Tapera Bistrô: Rua Almirante Barroso, 305, Passagem | facebook.com/tapera.bistro | Aberto de ter a sáb, das 19h a 1h | Música ao vivo nos finais de semana

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Onde se hospedar

Hotel Solar do Arco: R. Constantino Menelau, 48 – Passagem | (22) 2645-4527 | solardoarco.com.br | Diárias de R$ 495 a R$ 1.345 para casal (pacotes especiais com descontos, sob consulta) Green Hotel: Av. Teixeira e Souza, 1056 - Bairro Vila Nova | (22) 2645-6890 | reservas@greenhoteis.com.br Malibu Palace Hotel: Av. do Contorno, 900 - Praia do Forte | (22) 2647-8000 - Reservas (22) 2643-1955 Requinte Pousada: Av. do Contorno, 51 – Passagem | (22) 2643-5931 / (22) 2643-1337 Cabo Frio Convention Bureau Rua Francisco Mendes, 353 – lojas 119 e 120 – Centro (22) 2646-7313 / cabofrioconvention.com.br


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Sebastião Barbosa

Cervejas especiais

Elas chegaram para ficar Louras, ruivas, morenas, leves, encorpadas… Deliciosamente sedutoras, as cervejas especiais caíram de vez no gosto do público, elevando o status da bebida, que hoje harmoniza do petisco à sobremesa. Berço da primeira cervejaria no Brasil, o estado do Rio de Janeiro vem se destacando nesse mercado em franca expansão Por Iuri Totti

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A

paixão do brasileiro por cerveja é antiga, mas, nos últimos anos, esse romance ganhou novos ingredientes. Com a expansão das cervejas especiais, a simples imagem da loura gelada ficou para trás. Hoje, a bebida oferece paladares mais complexos e, assim como o vinho, ganhou status à mesa. Nos restaurantes, elas harmonizam do petisco à sobremesa, passando pelos mais diferentes pratos principais. Bares, lojas especializadas, livros, revistas, cursos, festivais e programas de TV exploram o variado mundo de Pilsens, Bocks, Pale Largers, Stouts e Weissbiers. Esse boom que se pode observar no setor das cervejas especiais pode ser medido ainda pelo sucesso de dois eventos: o Mondial de La Bière, realizado no Rio desde 2013 e o Deguste, Festival de Cervejas Artesanais, que conta com edições mensais em Petrópolis e Friburgo e já chegou à capital fluminense em datas esporádicas, com o Deguste Happy Hour.

Levantamento do Sebrae dá a dimensão do crescimento do setor: de um total de 450 produtoras nacionais de cerveja, 391 são microcervejarias. E neste mercado da cultura cervejeira, o estado do Rio de Janeiro tem destaque. Além de ter a primeira cervejaria criada no Brasil – a Bohemia, em Petrópolis, em 1853 – também é a terra natal de alguns dos produtos que vêm conquistando paladares. Noi, de Niterói; Buda Beer, de Petrópolis; BraunBraun, de Nova Friburgo; St. Gallen, de Teresópolis; Brassaria Ampolis (Cacildis, Biritis e Ditriguis), Jeffrey Beer e Fraga, da capital, são alguns exemplos.

Loja mestre-cervejeiro.com, em Itaipava

Neste mercado da cultura cervejeira, o estado do Rio de Janeiro tem destaque

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Cervejas Especiais “O movimento cervejeiro cresce muito no Rio. Petrópolis tem grande importância, por ser o berço da primeira fábrica e pela colonização alemã. Grandes empreendimentos estão surgindo”, comenta Matheus Taboada, diretor da Associação de Cervejeiros Artesanais (ACervA) de Petrópolis. “Hoje, o consumidor sabe que existe grande variedade de estilos, sabores e aromas.” Para Taboada, a qualidade com que as cervejas são desenvolvidas tem levado a esse crescimento: “E ainda há mercado para ser alcançado. Estamos apenas no início.” A própria Bohemia ampliou seu cardápio e, desde 2015, produz nove cervejas especiais. “A bebida começa a ser usada na harmonização de todos os tipos de pratos, doces ou salgados. Há quem diga que as possibilidades são maiores do que com o vinho, quando se fala de harmonização”, comenta Raphael Rizzo, gerente de Marketing da Cervejaria Bohemia. O protagonismo que a bebida está ganhando e a sua versatilidade na harmonização vêm fazendo com que, cada vez mais, restaurantes invistam em sommeliers de cerveja. Hoje, há vários cursos que ensinam desde a produção até como integrá-las a diferentes cardápios (veja serviço).

Rótulos inéditos Mais importante salão de cervejas das Américas, o Mondial de La Bière acontecerá nos armazéns 2, 3 e 4 do Boulevard Olímpico, de 12 a 16 deste mês, reunindo mais de 130 expositores e cerca de mil rótulos. Haverá também shows e gastronomia. JM Coelho

Sarah Mantovani

Cerveja é usada na harmonização de pratos

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Sybilla Geraldi, farmacêutica bioquímica da Cervejaria Bohemia


BON APPÉTIT

Mondial de La Bière, evento realizado no Rio desde 2013

“O Mondial traz novos rótulos, alguns inéditos no Brasil. Uma das novidades será a caldereta de vidro com marcações de 200ml e 100ml, que vai fortalecer o conceito da degustação”, diz Luana Cloper, gerente de negócios da Fagga, organizadora do evento.

“O Mondial impulsionou o interesse pelas cervejas especiais e jogou luz em um movimento que já acontecia paralelamente no estado do Rio: os investimentos em pequenas fábricas ou em marcas ciganas, aquelas que usam fábricas de terceiros.”

Presente ao evento desde a primeira edição, a carioca Fraga levará como novidades uma ESB (Extra Special Bitter) e Golden Stout. As duas vão se juntar às quatro cervejas que compõem a linha de produção da marca, que tem uma Weissbier, uma Belgian Golden Ale, uma Brown Ale e uma IPA (Indian Pale Ale).

Deguste e divirta-se

“Comecei a fazer cerveja em casa, em 2006, como hobby”, comenta o mestre cervejeiro Sérgio Fraga, um dos sócios da cervejaria. “Após alguns lotes, cheguei a uma versão de uma Belgian Golden Ale, que um amigo, FredyLitowsky, provou e gostou muito. Ele me convidou a montar o negócio e, hoje, produzimos 4 mil litros por mês. O Mondial é muito importante como vitrine.”

O Festival Deguste reúne cervejeiros de Petrópolis e de Nova Friburgo

Em Nova Friburgo, o evento é realizado no terceiro fim de semana do mês (sábado e domingo), com a participação de oito marcas. Lucia Villa Real

Apaixonado pela bebida, o jornalista Eduardo Zobaran, que escreve sobre tema no blog Saideira, no site do jornal O Globo, explica que, antes do festival, a cidade do Rio já tinha o segundo maior público consumidor de cerveja no Brasil, mas o mercado artesanal ficava atrás de outros estados, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo:

O festival Deguste reúne produtores de cervejas nas cidades de Petrópolis e de Friburgo, em edições locais. Em Petrópolis, todo segundo sábado do mês, das 11h às 22h, na Praça Visconde de Mauá, no Centro Histórico, o evento conta com foodtrucks e atrações musicais. Já a versão Deguste Gourmet acontece todo primeiro sábado do mês, do meio-dia às 22h, no Hortomercado Municipal, no distrito de Itaipava, com a participação de chefs locais, que harmonizam as cervejas com pratos e petiscos.

Fábricas abertas

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Empório Cervejaria Bohemia, em Petrópolis

O circuito de Petrópolis tem entre suas atrações a pioneira Bohemia, com visita ao museu da cerveja e ao seu centro de experiências. A história da bebida é apresentada de forma interativa e há degustação. Também fazem parte do circuito Cazzera e Buda Beer, no Valparaíso; Cervejaria Cidade Imperial, no Bingen; Grupo Petrópolis (fabricante da cerveja Itaipava), em Pedro do Rio; Cervejaria Real, em Itaipava; e Brewpoint, no Quitandinha.

Unidos, eles venceram Já a Rota Cervejeira do Rio de Janeiro reúne 13 produtores de cerveja, de grandes marcas a fabricantes artesanais. Entre as participantes estão Barão Bier e Rock Valley Beer, em Nova Friburgo; Buzzi, em Santa Maria Madalena; BraunBraun, em Muri; Bohemia, OttenBrau e Cidade Imperial, em Petrópolis; Ranz Bier, em Lumiar; e Vila St. Gallen, em Teresópolis. Também participa o Grupo Petrópolis, com unidades em Petrópolis e Teresópolis.

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Ana Cláudia Pampillón, coordenadora da Rota Cervejeira, explica que a ideia surgiu após a tragédia provocada pelas chuvas na Região Serrana, em 2011: “Os empresários precisaram ser criativos para retomar a vocação turística do local e criaram a Associação das Cervejarias e Cervejeiros Artesanais do Rio”, conta. “Montamos um roteiro em que a principal ferramenta é a cerveja de qualidade da região. Conseguimos unir grandes e pequenos empresários do ramo e fazer com que todos entendessem que juntos somos mais. E o movimento só tem crescido.” Hoje, o roteiro é oferecido por agências de turismo que atuam na região. “Cada cervejaria é uma experiência única. Os locais de visitação são muito bem preparados”, comenta Ana Cláudia. Beer Tour Gratuito - Grupo Petrópolis JM Coelho

O aumento do interesse pelas cervejas artesanais fez crescer também a curiosidade pelos processos de produção da bebida. Por isso, muitas marcas abrem suas fábricas à visitação. No Rio, há dois roteiros que reúnem alguns dos principais rótulos do estado: o Circuito Cervejeiro de Petrópolis e a Rota Cervejeira do Estado do Rio.

Vila Sankt Gallen, em Teresópolis


Conheça a loja

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Sebastião Barbosa

tipos de cervejas As cervejas, por suas características de fermentação, são agrupadas em três grandes famílias.

lagers As Lagers são as mais consumidas no mundo. No Brasil, por exemplo, representam mais de 99% das vendas de cerveja. Originária da Europa Central, são de baixa fermentação ou fermentação a frio (de 6 a 12ºC), com graduação alcoólica geralmente entre 4 e 5%. A família Larger é grande e dentro dela temos diversos estilos. Um dos maisconhecidos é a cerveja tipo Pilsener (também chamada de Pilsen ou Pils), criada no século XIX na cidade de Pilsen, região da Boêmia, na República Tcheca. Dentre outros exemplos temos Viena, Bock e Helles.

ales O que as difere das Lager é a fermentaçãofeita em temperaturas mais altas, geralmente entre 15 a 24ºC. É um processo antigo de fabricação, o que fez com que as cervejas tipo Ale fossem as únicas disponíveis até meados do século XIX, quando foi inventada a baixa fermentação (Lager). Os subtipos dessa família surgiram ao longo dos séculos. São cervejas mais encorpadas e vigorosas, em que os sabores complexos, maltados e lupulados, são incomparavelmente mais perceptíveis. Exemplos: Weiss, IndianPale Ale e Red Ale, entre outras.

lambics A maioria dos especialistas classifica as cervejas tipo Lambic como uma terceira categoria, em separado das Lagers e Ales, por causa do seu tipo de fermentação, que é espontânea. Elas são feitas de trigo e não recebem adição de leveduras para a fabricação, como acontece nas demais.

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A fermentação fica a cargo de agentes naturais, existentes somente numa pequena área de Bruxelas. Vem daí a dificuldade de encontrá-las, bem como o seu preço elevado.Trata-se de um tipo muito peculiar de cerveja, dotada de uma gama extremamente numerosa de aromas,que vão do frutado (como framboesa, cereja ou banana) ao extremamente cítrico (como o vinho branco e vinagre). É o Outubrotipo 2016 mais antigo de cerveja feita no mundo.


Cervejas Especiais

Uma receita mais que especial Famosa por sua linha de produtos alimentares sem glúten – tendo o Pão do Fred como carro-chefe desde 1994 – a Fred Sem Glúten, de Areal, Região Serrana no Rio, expandiu fronteiras e lançou uma German Lager, uma cerveja para celíacos e também para os amantes da bebida. “É a primeira cerveja sem glúten do estado. Fizemos testes seguindo um modelo totalmente artesanal antes de começar a produzir em larga escala”, conta o diretor de marketing Frederico Araújo. Por enquanto, a Fred Bier pode ser encontrada em feiras e eventos de cervejas especiais. Mas a ideia é chegar a 24 mil litros por mês e colocá-la à venda em redes de supermercado – inicialmente, em garrafas de 500ml e, depois, nas de 300ml. “Nossa expectativa é grande, tendo em vista o aquecimento do mercado cervejeiro. A ideia é distribuir em todo o país e, se possível, exportar. Mas não estamos com pressa, pois prezamos pela produção de uma cerveja com qualidade”, diz Araújo.

serviço Mondial de La Bière / Rio Pier Mauá, Armazéns 2, 3 e 4 (Av. Rodrigues Alves 10, Saúde) De 12 a 16 de outubro. Venda pela web: ingressocerto.com (21) 2441-9100 mondialdelabiererio.com.br Deguste facebook.com/feira.deguste Rota Cervejeira do Rio de Janeiro rotacervejeira.com.br Associação de Cervejeiros Artesanais (ACervA) Acerva Teresópolis: (21) 2642-1575 Acerva Petrópolis: facebook.com/acervapetropolis Acerva Niterói: acervaniteroi.com.br Tour Interativo Cervejaria Bohemia / Petrópolis R. Alfredo Pachá 166, Centro (24) 2020-9050 cervejariabohemia.com.br Ingresso: R$30/R$15 (estudantes e maiores de 60 anos)

Curso Olec / Cervejaria Bohemia Beer Tour Gratuito – Grupo Petrópolis Na Fábrica de Petrópolis R. Trajano de Paula Filho, 199 Pedro do Rio (24) 2103-8000 ou 2223-9000 Na Fábrica de Teresópolis R 116, Km50 – Serra do Capim (21) 2741-4500, ramal 303 4512 Cursos de Cerveja Artesanal Confraria do Marquês: confrariadomarques.com.br / Rio e Teresópolis

Botto Bier: bottobier.com.br / Rio Casa Olec: casaolec.com.br Belo Horizonte e Petrópolis (Cervejaria Bohemia) Cursos de Sommelier de Cervejas Senac - www.rj.senac.br Central de Atendimento: (21) 4002-2002 ICB - Instituto da Cerveja Brasil institutodacerveja.com.br Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo e Brasília Outubro 2016

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Em Petrópolis, a tradição alemã na produção de cervejas especiais Pilsen - Golden Ale - Belgian Tripel - Imperial Stout Vendas : (24) 99272.7896 | richard. schroderbier @ gmail .com | facebook .com/schroderbier

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PelaJanela Por Regina Peixoto

Compromisso social

Marco Nanini, um dos nossos maiores e mais queridos atores, revela sua sensibilidade social com o Galpão Gamboa, centro cultural que montou em 2009, em sociedade com o produtor Fernando Libonati. Próximo ao morro da Previdência, oferece aulas em diversas modalidades de artes, yoga e muay thai a preços populares, e promove exposições, grande eventos (veja exemplo do Festival Gamboa na Agenda Cultural, pag. 57) e espetáculos artísticos que não custam mais que R$ 20, dando ainda, aos moradores da região, descontos que tornam os preços simbólicos. Que o exemplo dê frutos!

“Mulheres na ficção brasileira”

Moda sustentável Vêm aí os lançamentos da moda de verão. Quem quer comprar roupas ecológicas e produzidas com responsabilidade social, vai encontrar boas coleções em várias marcas – das grandes, como a Osklen, às pequenas grifes locais. A moda sustentável já é oferecida até pela internet, como faz a mineira Tiê, que tem sede em Belo Horizonte, loja em Petrópolis, São Paulo e São José dos Campos. A grife vende roupas e acessórios, masculinos e femininos, também pelo site (tie.eco.br).

Capitu, a heroína do livro “Dom Casmurro” (de Machado de Assis) ganha nova função, no livro escrito pela pesquisadora Helena Arruda. A autora procura jogar luz sobre quatro momentos históricos da sociedade brasileira, a partir dos perfis desta personagem e de mais outras três de nossa literatura: Lucíola (do romance homônimo de José de Alencar), Rosalina (“Ópera dos Mortos”, de Autran Dourado) e Muriel (“Amores Exilados”, de Godofredo de Oliveira Neto), além de Capitu. O livro, de 204 páginas, é um lançamento da Editora Batel.

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Jardim Botânico

Ricardo Zerrener - Riotur

Numa cidade repleta de tesouros e cartões-postais que parecem brotar de todos os lados, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro é uma espécie de joia rara, um permanente convite a apreciar a natureza exuberante. E cheio de surpresas Por Letícia Helena

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riado pela vontade de Dom João VI de dar ares europeus ao Rio de Janeiro, então uma simples cidade colonial, O Jardim Botânico nasceu no rastro da chegada da Corte portuguesa ao Brasil. Desde sua fundação, em 1808, atrai visitantes – no ano passado, por exemplo, cerca de um milhão de pessoas atravessaram os pesados portões de ferro para conhecer os 170 mil metros quadrados do arboreto (área aberta ao público em geral), encravados na Zona Sul da cidade.

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Alexandre Macieira - Riotur Alexandre Macieira - Riotur

A natureza que inspirava o compositor Tom Jobim, em seus passeios pelo Jardim Botânico

Os bem-te-vis, saíras, sanhaços e tantos outros pássaros arrebatam fãs ilustres, como o maestro Tom Jobim, que não se cansava de visitar e elogiar a área verde. Não é à toa que o Espaço Tom Jobim, com parte do acervo do músico, funciona num casarão dentro do parque.

Espaço Tom Jobim Ricardo Zerrener - Riotur

Inicialmente, o Jardim Botânico ficava às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, mas sucessivos aterros deixaram-no rodeado de ruas. Por isso, quem ultrapassa seus portões - voltados para a movimentadíssima Rua Jardim Botânico - pensa ter entrado em algum túnel do tempo. Ali, apesar de todo o zunzunzum da cidade ao redor, reina o silêncio, no máximo interrompido pelo canto de algumas das mais de 152 espécies de aves que fazem seus ninhos por ali.

O ESPETÁCULO DA NATUREZA Quem pisa pela primeira vez no parque corre o sério risco de cair de amores pela célebre aleia de palmeiras imperiais. Imponentes, elas podem ser vistas à distância. Até 1972, a Palma Mater, plantada por Dom João VI em pessoa, era a estrela da companhia. Um raio a derrubou. Há quem diga que as majestosas guardiãs do Jardim Botânico, que podem chegar a 40 metros de altura, inspiraram Gonçalves Dias na “Canção do Exílio”: “Minha terra tem palmeiras / onde canta o sabiá”. Lenda ou não, o fato é que ninguém resiste a fazer uma foto ao pé das imperiais palmeiras. Outubro 2016

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Ricardo Zerrener - Riotur

Mas elas não são as únicas árvores a encantar. “A aleia do pau mulato, com suas diferentes tonalidades de cor ao longo do ano, é imperdível”, garante Cláudia Gaspar, com a autoridade de quem é pesquisadora no Jardim Botânico há anos, além se ser coautora de dois livros sobre ele. Imperdível também é o fim da floração dos jambeiros, no mês de março. As flores brotam entre agosto e fevereiro e, quando caem, colorem o chão de rosa. Formam um tapete, em especial na área próxima ao orquidário. Outro espetáculo da natureza é estrelado pela majestosa vitória-régia. A planta de origem amazônica, que chega a atingir dois metros de diâmetro, floresce no verão e suas flores duram menos de 24 horas.

Orquídeas e bromélias O orquidário é um ponto obrigatório de visitação. São cerca de 600 espécies diferentes em exposição, e muitas informações. Você sabia que a orquídea pode apresentar flores cujos tamanhos variam entre uma cabeça de alfinete e 20 centímetros de diâmetro? As cores também são variadas. Na saída, não se esqueça de jogar uma moedinha no lago artificial que enfeita o orquidário e fazer o seu pedido. Tão lindas quanto as orquídeas, só mesmo suas primas, as bromélias. Sim, o Jardim Botânico tem cerca de 15 mil espécimes, divididas entre duas grandes estufas e canteiros espalhados pelo parque. A estufa principal leva o nome do paisagista e artista plástico Roberto Burle Marx, e abriga a chamada “coleção científica”, com cinco mil exemplares cuja procedência é conhecida. No total, são 530 espécies diferentes, com destaque para as ameaçadas de extinção. Tanto capricho tornou o Jardim Botânico uma referência mundial na conservação das bromélias.

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Jardim Japonês Ester Santos - Riotur


Ricardo Zerrener - Riotur

Alexandre Macieira - Riotur

“Chafariz das Musas” Alexandre Macieira - Riotur

OUTRAS ATRAÇÕES DO PASSEIO Mas nem só de aves, palmeiras e flores lindas vive o Jardim Botânico. Ok, você pode esbarrar com um tucano ou mico ou se deslumbrar com o abricó-demacaco, cujo fruto é popularmente conhecido como bala de canhão e tem um cheiro adocicado, bem característico. Nada de espantoso, num lugar que reúne 3.400 espécies de plantas diferentes. Só que há muito mais a fazer. O passeio pode começar com a visita à Casa dos Pilões, uma das construções que serviram à fábrica de pólvora que ali existiu e que hoje funciona como um Museu SítioArqueológico. Ou então, que tal conhecer as obras de Mestre Valentim, “Eco” e “Narciso”, em exposição permanente, desde dezembro do ano passado? O “Chafariz das Musas”, no Lago Frei Leandro, também é paisagem certa em fotos e selfies. Para onde você olhe terá um clique à sua espera, nesse cartão-postal do Rio que é patrimônio nacional do Iphan e reserva da biosfera da Mata Atlântica da Unesco. Pode ser o cactário, com mais de 400 espécies – entre elas algumas nacionais, oriundas de restingas e caatingas; e outras estrangeiras, de países da África e do México. Ou então, o Jardim Sensorial, criado para portadores de deficiência visual, que oferece um conjunto de plantas com aromas e texturas diferentes, de forma a aguçar os sentidos – em especial o tato e o olfato – de quem as toca. A flora desse cantinho tão especial, que recebeu a visita e a aprovação de um grupo de atletas paraolímpicos, durante a Rio 2016, inclui desde orquídeas até pés de manjericão e alecrim.

Coração da cidade “Dizem que a Floresta da Tijuca é o pulmão do Rio de Janeiro. Seguindo essa lógica, o Jardim Botânico é o coração da cidade”, diz o genealogista e escritor Carlos Eduardo Barata, autor de dois livros sobre o local – “De Engenho a Jardim e A Fazenda Nacional da Lagoa Rodrigo de Freitas” – e um apaixonado pelo lugar. Nos livros, escritos em parceria com a pesquisadora Claudia Gaspar, eles contam as mil peripécias do Jardim Botânico. A região já foi engenho, fábrica de pólvora e plantação de chá e especiarias, como baunilha e canela. Também se sabe que escravos contrabandeavam sementes das palmeiras, que deram cria por outros jardins do país. Hoje, o Jardim Botânico é uma das áreas de lazer mais queridas dos cariocas. Como define Claudia Gaspar, um “oásis no meio da metrópole”.

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Alexandre Macieira - Riotur Alexandre Machado - Riotur

Para fazer uma reflexão, vale a visita ao Museu do Meio Ambiente, um espaço para exposições, programas educativos e de debates – o primeiro da América Latina voltado exclusivamente à questão socioambiental. As exposições são renovadas com frequência e a programação pode ser conferida no site: museudomeioambiente.jbrj.gov.br/home. Com tantas atrações, talvez, o visitante não precise de nada além de um singelo banquinho à sombra, num canto qualquer. Melhor ainda se o tal banquinho tiver, gravada na madeira, uma frase de Clarice Lispector: “Sentada ali no banco, a gente não faz nada: fica apenas sentada, deixando o mundo ser”.

Informações Para pisar nesse paraíso urbano, há algumas regras. O parque abre de terça-feira a domingo, das 8h às 17h. Às segundas-feiras, funciona das 12h às 17h. No horário de verão, as bilheterias ficam abertas até as 18h. A entrada custa R$ 10, com gratuidade para crianças até 5 anos, e meia para estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens até 21 anos.

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Raul Ribeiro


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AGENDACULTURAL Por Guilherme Simão

Pixel

Na Temporada Dell’arte de Dança

Laurent Philippe

O Foto Patrick Berger

Theatro Municipal do Rio recebe o espetáculo de dança contemporânea “Pixel”, que explora jogos de luzes geradas por novas tecnologias digitais no embalo vibrante do ritmo do hip-hop. Reconhecida internacionalmente, a Compagnie Käfig, do francoargelino Mourad Merzouki, encena a coreografia pela primeira vez nos palcos brasileiros, após realizar a série de apresentações “Käfig Brasil” na Europa, com a participação de 11 dançarinos cariocas em 2012.

Em “Pixel”, corpos de bailarinos e imagens se fundem, criando um mundo de poesia e sonho na combinação entre dança e projeções digitais. Misturando realidade e ilusão, o espetáculo do coreógrafo é baseado em projeções luminosas criadas por meio de pesquisas de Claire Bardainne e Adrien Mondot. Nas apresentações, 11 bailarinos interagem com as imagens digitais formadas por essas projeções de luz, produzindo uma sensação de fusão entre a realidade e o mundo virtual, onde o virtuosismo dos intérpretes e a energia do hiphop se destacam. Diretor do Centro Coreográfico Nacional de Créteil, o coreógrafo Merzouki desenvolve há vinte anos uma linguagem inventiva do hip-hop, aberta a intercâmbios com a dança contemporânea e diversas expressões artísticas, como o circo, artes marciais e artes plásticas. Em turnê por seis cidades brasileiras, o espetáculo “Pixel” chega ao Theatro Municipal pela Temporada Dell’Arte de Dança 2016, após cerca de 200 apresentações ao redor do mundo desde 2014. Theatro Municipal | Rio de Janeiro Cinelândia, Centro | Frisa e Camarote (R$ 1.080); Plateia e Balcão Nobre (R$ 180); Balcão Superior (R$ 120); Galeria (R$ 80) e Galeria Promocional (R$ 40) | Venda pela web: ingresso.com | (21) 2332-9191 | 18 anos | Não é permitida a entrada de pessoas trajando bermuda, short, top, camisa sem manga e chinelos.

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Divulgação

Ibeyi SHOW COMBINA SOUL, MÚSICA ELETRÔNICA E CANTOS IORUBÁS

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ova sensação da música global, o duo franco-cubano Ibeyi estreia em palcos brasileiros, trazendo uma mistura de soul, batida eletrônica e elementos africanos. Formado pelas irmãs gêmeas Naomi e Lisa-Kaindé Diaz, de 21 anos, o duo lançou seu primeiro disco em fevereiro de 2015.

de percussão com a qual ele havia se consagrado. A santería cubana – mistura de crenças católicas e africanas semelhante à umbanda brasileira – também se faz presente no universo musical da dupla. Ibeyi, o álbum de estreia, conquistou a crítica especializada internacional, ganhou grandes elogios do casal de cantores Jay Z e Beyoncé, e gerou apresentações lotadas em turnês nos Estados Unidos, na África e na Europa.

Sophie Wright

São canções em inglês e em iorubá, idioma africano cantado em músicas do coral de que elas participaram durante a infância. Nessa língua, o nome da dupla – o mesmo do álbum Quem abre o show das gêmeas no – significa “irmãos gêmeos”. Circo Voador é o paraense Jaime As irmãs, nascidas em Paris, são Melo, o Jaloo, uma das promessas filhas do premiado percussionista da música eletrônica brasileira. cubano Miguel “Angá” Diaz (19612006), participante da formação inicial da banda Buena Vista Social Club. Circo Voador | Rio de Janeiro Iniciadas nos estudos musicais desde os sete anos, elas perderam o pai quando contavam apenas 11 anos de idade, e passaram a partir daí a estudar também a música iorubá e o cajón, uma espécie de caixa Revista DEBORDO

Lapa | 15 de outubro (sáb), às 22h (abertura da casa) | R$ 120/ R$ 60 (meia-entrada e promoção mediante doação de 1 kg de alimento ou peça de roupa) | Venda pela web: ingressorapido.com.br | (21) 2533-0354 | 18 anos Outubro 2016

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O beijo | Mougins, 26 outubro

Fotos Berizzi Jean-Gilles

1969 | Óleo sobre tela

Picasso

Duas mulheres correndo na praia (A corrida) | Dinard, Verão 1922

Guache sobre madeira compensada

Um mergulho no universo do gênio espanhol

“Picasso: Mão Erudita, Olho Selvagem” é a maior exposição já realizada sobre Pablo Picasso no Rio de Janeiro – e a oportunidade, para os visitantes, de uma verdadeira imersão em seu universo artístico. Traz 109 obras suas, além de 25 fotografias e de três filmes de longa metragem que enfocam o artista, seu processo criativo e sua obra. Pinturas, desenhos, gravuras, esculturas e cerâmicas em exibição têm, ainda, um apelo especial: são parte de uma coleção montada pelo próprio artista, que a manteve consigo ao longo da vida. A mostra, organizada pelo Instituto Tomie Ohtake em conjunto com o Musée National Picasso-Paris, dono do acervo, apresenta todas as fases da trajetória do artista, desde os anos de sua formação – com o óleo sobre tela “L’Homme à la Casquette” (1895) – até os últimos de sua produção, como na gravura em metal “Couple: femme et homme-chien. Avec femme à la fleur” (1972). O Orador [Paris], 1933-1934 | Bronze e pedra, prova única

Com curadoria de Emilia Philippot, a exposição foi montada em 10 seções, que seguem uma ordem cronológica e temática. São elas: O primeiro Picasso - formação e influências (por volta de 1900); Picasso exorcista; Picasso cubista; Picasso clássico; Picasso surrealista; Picasso engajado; Picasso na resistência; Picasso múltiplo; Picasso trabalhando; O mistério Picasso e O último Picasso: o triunfo do desejo. Outras informações estão disponíveis no site caixacultural.com.br. Caixa Cultural | Rio de Janeiro Av. Almirante Barroso, 25 - Centro | (21) 3980-3815 De terça a domingo, das 10h às 21h | Grátis | Livre Até 20 de novembro

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Cinema internacional movimenta a cidade

FESTIVAL DO RIO

Entre os dias 6 e 16 de outubro, o Rio se torna a capital do cinema no país. A 18ª edição do Festival do Rio apresenta mais de 200 filmes, de cerca de 50 países, em 20 pontos de exibição espalhados pela cidade. O evento internacional de cinema traz grandes lançamentos estrangeiros como “It’s Only the End of the World”, do badalado diretor canadense Xavier Dolan. Uma das mostras mais esperadas do festival, a Première Brasil deste ano terá 35 longas e 13 curtas brasileiros. O filme “Lavoura Arcaica”, de Luiz Fernando Carvalho, será homenageado em uma sessão especial por causa dos 15 anos Divulgação

de lançamento, enquanto o clássico É um caso de Polícia, de Carla Civelli, de 1959, ganha versão restaurada na mostra “Tesouros”.

“Vermelho Russo” Mostra competitiva Ficção 2016 de Charly Braun. Brasil / Rússia, 2015. 90min.

Diversos cinemas | Rio de Janeiro Central de Atendimento: (21) 3035-7107 | 6 a 16 de outubro Programação no site: festivaldorio.com.br R$ 20/R$ 10 - Passaporte com direito a 20 ingressos: R$ 180 (quantidade limitada) | Venda pela web: ingresso.com

Renato Russo O Musical

O premiado espetáculo volta aos palcos no dia 11 de outubro, data em que se completam 20 anos da morte do cantor Renato Russo (1960-1996), líder da banda Legião Urbana. “Renato Russo - O Musical” é uma remontagem de “Renato Russo - A Peça”, que estreou há 10 anos e repassa a biografia intensa do roqueiro, preservando sua intimidade. Com semelhança física e fidelidade aos trejeitos, o ator Bruce Gomlevsky transmite a mesma energia do chamado trovador solitário, ao interpretar 22 músicas da Legião, que retratam os anseios, angústias e valores da década de 1980. Dentre elas, os hits “Pais e Filhos”, “Será” e “Ainda é Cedo”. Gomlevsky é acompanhado pela banda Arte Profana, com cinco integrantes. Theatro NET Rio | Rio de Janeiro R. Siqueira Campos, 143 - Copacabana | (21) 2547-8060 | 11 de outubro (terça-feira) e de 13 de outubro a 6 de novembro, quinta a sábado, às 21h; domingo, às 19h | R$ 80/R$ 40 (Balcão II) a R$ 100/R$ 50 (frisas e balcão) | 12 anos

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Dois amigos, um século de música

Caetano e Gil

Divulgação

Os Ícones da MPB Caetano Veloso e Gilberto Gil encerram a turnê mundial “Dois Amigos, Um Século de Música”, em comemoração aos 50 anos de carreira e de amizade. Iniciada em junho de 2015 em Amsterdã, a turnê passou por mais de 20 países, além de capitais brasileiras, e foi registrada em CD e DVD. Eles relembram suas ricas trajetórias, que se encontraram tanto na história da música brasileira como na pessoal. Com cenário simples, a apresentação é feita apenas em voz e violão, traduzindo uma parceria orgânica que ultrapassou os palcos. O repertório, com mais de 25 músicas, contempla grandes sucessos de cada cantor, como “Sampa” e “Toda Menina Baiana”, além de outros clássicos da MPB.

Metropolitan | Rio Via Parque Shopping - Barra da Tijuca | (21) 4003-6464 30 de outubro (dom), às 20h | R$ 75/R$37,5 (poltrona) e R$ 480/R$ 240 (mesa setor VIP) | 14 anos Venda pela web: premier.ticketsforfun.com.br

Chet Baker Victor Iemni

Apenas um Sopro

A peça enfoca um momento dramático na vida do lendário Chet Baker e marca a estreia do roqueiro Paulo Miklos nos palcos de teatro. Ex-vocalista e saxofonista da banda Titãs, da qual se afastou em julho, Miklos, que já participou de filmes como “O invasor” (2001), vem se destacando pela intensidade com que encarna o cantor e trompetista, ícone do jazz. A trama, escrita por Sérgio Roveri, gira em torno da tensa volta de Baker aos estúdios, depois de um afastamento de mais de dois anos em que teve de reaprender a tocar. Viciado em heroína, ele havia perdido quase todos os dentes em uma briga de rua. Texto: Sérgio Roveri | Direção: José Roberto Jardim Elenco: Paulo Miklos, Anna Toledo, Jonathas Joba, Piero Damiani e Ladislau Kardos CCBB | Rio de Janeiro R. Primeiro de Março, 66 – Centro | (21) 38082020 | 6 a 30 de outubro | Quinta a domingo, às 19h (estreia: sexta-feira, 6 de outubro, às 20h) R$ 20/R$ 10 | 14 anos Outubro 2016

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Festival Divulgação

Ópera na Tela A programação, recém-saída da temporada europeia de eventos, inclui a primeira produção de uma ópera dirigida por Woody Allen, a “Gianni Schicchi”, de Puccini, estrelada por Plácido Domingo, e também “La Traviata”, de Verdi, encenada pelo mexicano Rolando Villazon, na qual o tenor brasileiro Atala Ayian tem papel de destaque. A programação completa pode ser vista no site operanatela.com.

O Rio recebe a segunda edição do festival “Ópera na Tela”, no Parque Lage, que promove exibição, ao ar livre, de 13 filmes de ópera inéditos no Brasil. O festival busca facilitar o acesso do público aos grandes nomes do canto lírico, exibindo um filme por noite em um telão. Uma tenda cristal, com cadeiras confortáveis, recebe até 400 pessoas.

Parque Lage | Rio de Janeiro (R. Jardim Botânico, 414 - Jardim Botânico) | (21) 2557-6717 | 21 a 30 de outubro | Horário: 20h R$ 20/R$ 10 | Venda pela web: bilheteriadigital.com | Livre ou 14 anos (dependendo do espetáculo)

Show Pianorquestra

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Dez mãos e um piano preparado. Assim se desenvolve o trabalho musical do PianOrquestra, que vem se apresentando com sucesso em grandes festivais do mundo e é saudado pela crítica especializada como um dos grupos mais inovadores da música instrumental brasileira. São quatro pianistas e uma percussionista que fazem um piano de cauda soar como se fosse uma orquestra. Eles tocam simultaneamente as teclas e as cordas, no interior da cauda, além da própria madeira, com o uso de luvas, baquetas, palhetas de violão, fios de náilon, plásticos e peças de madeira e metal. Tudo é projetado ao vivo num telão, em imagens que se alternam com conteúdo visual desenvolvido pelo artista Batman Zavarese. A direção musical é de Cláudio Dauelzberg, idealizador do grupo e um dos pianistas. Theatro D. Pedro | Petrópolis Praça dos Expedicionários - Centro | 14 de outubro (sex), às 20h | (24) 2235-3833 | R$ 34/R$ 17 | 16 anos

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AGENDACULTURAL

Exposição

Teatro

“Selfie&Serve” | Juiz de Fora Mostra interativa de fotografia investiga a selfie, nova expressão de autorretrato. Os visitantes são convidados a tirar selfies que serão expostas nas redes, ao lado de objetos como a estatueta do Oscar e de fotos de celebridades, clicadas pelo editor de fotografia do Los Angeles Times, Ricardo De Aratanha, vencedor do Prêmio Pulitzer. Espaço Cultural dos Correios (R. Marechal Deodoro, 470 - Centro) | 19 de outubro a 17 de dezembro | Seg a sex, das 10h às 18h e aos sábados, das 10h às 14h | Grátis | Telefones: (32) 3690-5715 e 3211-9660 | Livre

“Mar de Mayã” | Rio de Janeiro Montagem retrata o drama de um casal de pescadores Janu (Paulo Marcos de Carvalho) e Mayã (Taís Alves), que adentra o mar para salvar seu filho. O espetáculo é inspirado em pesquisas do ator Paulo Marcos de Carvalho sobre histórias reais de moradores de São João da Barra, no norte do estado fluminense, que sofrem com o avanço do mar sobre a cidade. Direção: Josué Soares. Parque das Ruínas (R. Murtinho Nobre, 169 - Santa Teresa) | 2 a 30 de outubro | Domingos, às 16h | Grátis | (21) 2215-0621 | 14 anos

“O Canto da Vida” | Rio de Janeiro O artista plástico milanês Guido Boletti, radicado na cidade mineira de Tiradentes, expõe suas obras pela primeira vez no Rio de Janeiro. A mostra reúne obras recentes que são resultado de uma longa pesquisa em busca do equilíbrio entre o figurativo e o abstrato, de forma análoga à harmonia existente entre a letra e a melodia numa partitura musical. Espaço Furnas Cultural (R. Real Grandeza, 219 Botafogo) | Até 27 de novembro | Ter a sex, das 14h às 18h e sáb, dom e feriados, das 14h às 19h | Grátis | (21) 2528-3112 | Livre Santa Teresa de Portas Abertas | Rio de Janeiro No bairro de Santa Teresa, cerca de 40 ateliês e espaços culturais se abrem para o público, nesta 26ª edição do evento “Arte de Portas Abertas”. Os visitantes poderão ver gravuras, pinturas, esculturas, fotografias, cerâmicas, infoarte, design, maquetes, instalações e arte popular, além de shows musicais. Foi elaborado um roteiro gastronômico para o evento em restaurantes do bairro. Os locais e a programação completa estão disponíveis no site chavemestra. com.br. Santa Teresa | 8 e 9 de outubro (sáb e dom), das 10h às 18h | Grátis | (21) 2507-5352 | Livre

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“O Impecável” | Petrópolis Um salão de beleza, com seus profissionais e clientes típicos, além de outros inusitados, é o foco desta comédia em que Luiz Fernando Guimarães interpreta todos os personagens – desde a dona do salão, Eleonora, ao traficante Getúlio Vargas. Todos com segredos para confessar e algo a revelar. Escrita pela dupla Charles Möeller e Claudio Botelho, a peça é uma adaptação da série de TV “Acredita na Peruca”, também estrelada pelo ator no Canal Multishow. Theatro D. Pedro (Praça Expedicionários, Centro) | 2 e 3 de nov (qua e qui), às 20h | R$ 80/R$ 40 (24) 2235-3833 | 14 anos “Clarice Lispector & Eu - O Mundo Não É Chato” | Rio de Janeiro Muito semelhante fisicamente à personagem, a atriz e autora Beth Goulart volta aos palcos com uma nova montagem sobre Clarice Lispector (1920-1977), jornalista nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira. O monólogo explora os sentimentos da escritora de não pertencer ao lugar onde se vive, de se sentir estrangeiro e sensações de desencaixe. Teatro Poeirinha (R. São João Batista, 104 - Botafogo) | Até dia 30 de outubro | Qui a sáb, às 21h; dom, às 19h | R$ 50/R$ 25 | Venda pela web: ingresso.com | (21) 2537-8053 | 12 anos

exposição O CCBB apresenta 75 telas do Pósimpressionismo, obras-primas dos acervos do Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie, ambos de Paris. São trabalhos de 32 gênios da pintura, como Van Gogh, Gauguin, ToulouseLautrec, Cézanne, Seurat e Matisse, que, a partir do fim do século XIX, buscaram novos caminhos para sua arte.

Show Emmerson Nogueira | Juiz de Fora O músico Emmerson Nogueira apresenta o show da turnê “15 Anos de Estrada, Amigos e Canções”. Com cerca de duas horas de duração, a apresentação é um passeio por todos os álbuns do cantor, que se tornou conhecido mundialmente através do projeto “Versão Acústica”, que faz a releitura de diversos clássicos do rock internacional. Cultural Bar (Av. Deusdedit Salgado, 3955 Teixeiras) | 22 outubro (sáb), às 23h | R$ 60/R$ 80 (meia e promoção mediante doação de 1 litro de leite) | (32) 3231-3388 | 18 anos Os Paralamas do Sucesso | Rio de Janeiro Após 30 anos, os Paralamas voltam a se apresentar no formato power trio. Com a formação clássica que encantou a década de 1980, traz o repertório dos discos “Cinema Mudo” (1983), “O Passo do Lui


AGENDACULTURAL

O Triunfo da Cor Rio de Janeiro

Para evitar as filas, dê preferência para o agendamento online do horário de entrada pelo aplicativo do CCBB ou pelo site bb.com.br/cultura. CCBB (R. Primeiro de Março, 66 Centro) | Até dia 17 de outubro | De qua a seg, das 9h às 21h (as senhas são distribuídas até as 20h) | Entrada gratuita | (21) 3808-2020 | Livre (1984) e Selvagem?” (1986). Com a participação do tecladista João Fera, que acompanha a banda desde 1986. Circo Voador (Lapa) | 5 de novembro (sáb), às 22h | R$ 120/ R$ 60 (meia-entrada e promoção mediante doação de 1kg de alimento ou peça de roupa) | Venda pela web: ingressorapido.com.br | (21) 2533-0354 | 18 anos Lenine e Nação Zumbi | Rio de Janeiro O “cantautor” Lenine e a banda Nação Zumbi fazem dois shows completos na mesma noite: o compositor traz a turnê do show “Carbono”, e o grupo de rock faz apresentação baseada no último disco, “Nação Zumbi”. No repertório, está a canção “Cupim de ferro”, parceria feita entre Lenine e a banda, uma das faixas de destaque de seu álbum “Carbono”. Fundição Progresso (Lapa) | 15 de outubro (sáb), às 22h | R$ 160/R$ 80 (meia-entrada e promoção mediante doação de 1 kg de alimento) | Venda pela web: ingressocerto.com | (21) 3212-0800 | 18 anos

Bibi Ferreira | Rio de Janeiro Comemorando 75 anos de carreira, Bibi Ferreira apresenta o show “4 X BIBI”, em que interpreta músicas de seus últimos trabalhos, incluindo Amália Rodrigues, Carlos Gardel, Frank Sinatra e Edith Piaf. Aos 94 anos, entre uma melodia e outra, a atriz e cantora Bibi Ferreira revela histórias sobre os bastidores das suas produções artísticas. Theatro NET Rio (R. Siqueira Campos, 143 - Copacabana) | 25 de outubro a 9 de novembro, às ter e qua, às 21h | De R$ 100/R$ 50 (Balcão II) a R$ 200/R$ 100 (Plateia) | Venda pela web: ingressorapido.com.br | (21) 2547-8060 | 12 anos Vanessa da Mata | Rio de Janeiro A cantora e compositora matogrossense apresenta o show “Delicadeza”, uma versão mais intimista da turnê atual, “Segue o Som”, do seu quinto disco de estúdio, homônimo. Acompanhada de piano (Danilo Andrade), violão e guitarra (Mauricio Pacheco), Vanessa da Mata também interpreta grandes sucessos e músicas de outros compositores. Teatro Bradesco Rio (Shopping Village Mall) | 21 de outubro (sex), às 21h | De R$ 120/R$ 60 (frisas) a R$ 220/R$ 110 (plateia baixa) | Venda pela web: ingressorapido.com.br | (21) 3431-0100 | 16 anos Martinho da Vila | Rio de Janeiro O sambista de Vila Isabel apresenta o show do seu novo álbum de inéditas, “De Bem Com a Vida”, gravado em abril. No repertório, estão releituras das canções “Choro Chorão”, “Samba Sem Letra” e “Muita Luz”. Além de compositor de samba, Martinho, que está com 78 anos de idade, também participa de projetos de música clássica e é autor de mais de uma dezena de obras literárias. Theatro NET Rio (R. Siqueira Campos, 143 - Copacabana) | 7 e 8 de outubro (sex e sáb), às 21h | De R$ 100/R$ 50 (Balcão) a R$ 140/ R$ 70 (Plateia e frisas) | Venda pela web: ingressorapido.com.br | (21) 2547-8060 | 12 anos

Dança “Dança Gamboa” | Rio de Janeiro A quarta edição da mostra Dança Gamboa traz grandes nomes da dança contemporânea nacional. Entre os destaques, está a programação dupla, com Celina Portella e o baiano Leonardo França, nos dias 8 e 9 de outubro. A programação completa está no site galpaogamboa.com.br. Galpão Gamboa (R. da Gamboa, 279 Centro) | 17 de setembro a 23 de outubro | Espetáculos adultos: R$ 20 / R$ 10 - R$ 5 (moradores da região com comprovante) | Espetáculos infantis: R$ 10/R$ 5 - R$ 2 (moradores da região com comprovante) | (21) 98460-1350 | Livre

Evento Jam da Silva e Festa Vinil em Brasa | Rio de Janeiro O percussionista recifense Jam da Silva apresenta o álbum “NORD”, de música instrumental acústica e eletrônica. Depois do show, a Festa Vinil em Brasa, comandada pelo DJ 440, faz uma arqueologia musical que passa pelo sambarock, funk, soul, além de ritmos pernambucanos, paraenses e salsa. Pilotis do Museu de Arte do Rio (Praça Mauá, 5 - Centro) | 28 de outubro (sex), das 18h às 22h | Grátis (evento sujeito a lotação) | (21) 3031-2741 | Livre Outubro 2016

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Quem aprecia os sabores da cozinha alemã, ou deseja conhecê-los, conta com uma parceria importante: a Casa do Alemão. Criada há mais de 70 anos em Petrópolis, multiplicou-se e tem hoje nove lojas em vários pontos do estado do Rio de Janeiro. Oferece lanches com produtos típicos, além dos biscoitos amanteigados e delicadas sobremesas de origem europeia. Com excelência comprovada Por Regina Peixoto

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ntrar em uma loja da Casa do Alemão é ter muitas opções para um bom lanche ou refeição. Para começar, é só escolher uma especialidade da casa, como um produto de salsicharia, uma carne defumada ou fatias de frios. Acrescente um ingrediente extra, como um patê, abacaxi, cream cheese ou fatias de queijo gouda. Combine tudo com um pão fresquinho – um careca ou brioche fabricado ali mesmo– e saberá o que é um sanduíche da Casa do Alemão.

Tradição de Petrópolis agora em outros locais

Ou prove o famoso croquete de carne, carro-chefe da casa, para viver uma experiência nova, em termos de sabor e textura. Os doces, puro requinte, são uma experiência à parte. O milfolhas, delicado, tem o contraponto perfeito entre o recheio cremoso e a massa folhada finíssima, que desmancha na boca. É imperdível, assim como a bomba de chocolate ou de creme, o típico strudel, o rocambole de rum...

Pão de linguiça com queijo

Felizmente, para degustar as delícias da Casa do Alemão você não precisa estar em uma das lojas. Todos os produtos podem ser levados para casa. Desde as carnes, embutidos e frios, que levam a marca Kern – vendidos a quilo – até os pães, chocolates e os biscoitos amanteigados de origem holandesa, cujas receitas, um segredo guardado a sete chaves, estão na família há quatro gerações. Loja do Quitandinha, a matriz

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prazer em diferentes versões Mas para curtir uma saída com os amigos ou a família, ainda há o apelo de sentarse à mesa em ambiente tranquilo e de decoração atraente, com bom atendimento, tanto nas lojas modernas (nos bairros cariocas do Leblon e Barra e nas filiais de Petrópolis), quanto nas tradicionais, que se localizam à beira de grandes rodovias. Estas trazem na própria arquitetura, em estilo normando, um estímulo a mais, despertando a curiosidade e antecipando surpresas ao paladar.

Mil-folhas, a sobremesa mais vendida Divulgação

Refeições completas também podem ser feitas em algumas delas, onde são servidas saladas acompanhadas de batata e chucrute ou mesmo pratos executivos. Até um bom fondue pode ser degustado nas lojas do Leblon, Barra e Itaipava.

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A Casa do Alemão recebeu o Certificado de Excelência do Trip Advisor, o maior site de viagens do mundo, que contabiliza as avaliações feitas pelos próprios viajantes. Tal sucesso é explicado, segundo o portavoz da empresa, Tiago Fontain, por dois fatores: a qualidade dos produtos, que permanecem fiéis às receitas originais, trazidas da Europa, e à grande unidade familiar que existe por trás do negócio, desde a criação em 1945. “O conhecimento vem sendo passado de geração em geração”, declara.

O tradicional croquete de carne

A típica dupla alemã: salsichão com mostarda Além da matriz no Quitandinha (Av. Ayrton Senna,927), à margem da BR 040, a empresa conta hoje conta com oito lojas, nos seguintes lugares: - Petrópolis (Centro – Rua 16 de Março, 138; Itaipava Estr. União e Indústria, 9.500); - Rio de Janeiro (Barra da Tijuca – Av. das Américas, 1699; Leblon – Av. Ataulfo de Paiva, 644); - Estrada BR 040, a Rio-Petrópolis, Km 13 (na altura de Duque de Caxias, em cada lado da pista); - Rodovia Presidente Dutra, Km 6 (na altura de São João de Meriti); - Rodovia BR101, a Rio-Região dos Lagos, Km 284 (na altura de Itaboraí). Todas aceitam vários tipos de cartão de crédito e funcionam o dia inteiro e parte da noite, em horários que variam de acordo com cada local. Outras informações podem ser obtidas no site: casadoalemao.com.br Outubro 2016

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Grandes novidades vêm por aí Fotos Alex Farias

É tempo de surpresas, para os passageiros da Unica-Facil: a partir deste mês a empresa começa a disponibilizar novos serviços para facilitar a vida de quem viaja

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om fortes investimentos em tecnologias de ponta – área em que a empresa se tornou pioneira há cerca de cinco anos – várias modalidades de atendimento serão implantadas nos próximos meses. A primeira delas será lançada neste 15 de outubro, para beneficiar usuários do RioCard e idosos com 60 anos de idade ou mais. Eles poderão se cadastrar no site, que está em fase de remodelação, para fazer suas reservas de passagem sem sair de casa. Não precisarão mais se deslocar até o guichê da companhia só para isso, como hoje acontece. Isto será possível com o link personalizado que receberão da empresa, depois que os dados de seu cadastro forem conferidos e validados, de acordo com as normas ditadas pelos órgãos de regulamentação. A reserva será efetuada no próprio site, com a visualização dos lugares disponíveis no ônibus desejado. Depois é só imprimir o voucher que o sistema irá gerar– um comprovante onde consta o destino, data, horário e poltrona escolhida – para trocar pela passagem no guichê, no dia da viagem. Até agora, somente os clientes que compram suas passagens com cartão de crédito dispõem dessa facilidade. Mas este novo serviço oferece, ainda, uma segurança extra: não haverá perdas financeiras, caso o passageiro não possa 62

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comparecer para a viagem. O pagamento – tanto o do valor integral, pelos usuários do RioCard, quanto o das taxas devidas, pelos idosos – só será feito no dia da confirmação antes do embarque, na troca do voucher pelo bilhete. Caso isso não ocorra a tempo, a reserva será automaticamente cancelada pelo sistema, 30 minutos antes da partida do ônibus. Portanto, é preciso atenção ao prazo. Qualquer atraso pode ocasionar a perda do lugar e a garantia da viagem. As reservas online poderão ser feitas com até 45 dias de antecipação, como acontece hoje com as compras feitas com cartão de crédito. E quem viaja com regularidade para o mesmo lugar em determinados dias da semana poderá fazer todas as reservas necessárias em um só acesso. Mas atenção: o link personalizado só será fornecido pela empresa após a validação do cadastro, um processo que poderá levar até 72 horas para se completar. Será lançada em futuro próximo a compra on line para os idosos com direito ao desconto de 50% nas viagens interestaduais, segundo as normas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). E os passageiros, em geral, ganharão em breve serviços inéditos no país, que já estão em fase final de desenvolvimento pela Única. Aguarde as novidades de novembro!


deBORDO nº 1 | outubro 2016  

Revista deBORDO Unica, Facil, Util e Expresso Recreio

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