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ANO 1 - NO 1 - 2016

BAUHAUS

PONTOS, LINHAS E PLANOS ETERNOS NA ARQUITETURA

FOTOGRAFIA

CONHEÇA O FUTURO MUSEU DE FORTALEZA

CORAÇÃO

DA CIDADE

SAE DOLUPTAVIVA PEDI DO A HISTÓRIA REM NIHITALDEOTA HARCHIL BAIRRO

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JAZZ STYLE TONS

SAE DOLUPTA PEDI BRUNA WALESKA EM EDITORIAL REM NIHIT CHEIO DEHARCHIL BOSSA

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Colosso Lake Lounge Um Lake Club que reúne alta gastronomia, baladas e atividades esportivas a beira da paradisíaca Lagoa do Colosso em Fortaleza. O local oferece produtos e serviços para os mais exigentes perfis, opções que variam desde a tranquilidade de um almoço no aconchego do restaurante, ao agito das baladas que invadem a madrugada. INFORMAÇÕES E RESERVAS: (85) 9 8203.2322 (85) 9 8160.0088 www.colossolakelounge.com.br

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EDITORIAL

ESTILO EM VIVER

N

asce a Dasart Living, publicação que vem apresentar o melhor em estilo de vida e design para quem busca experiências exclusivas no dia a dia. Tendências em estilo, arquitetura, urbanismo, arte, decoração, artigos de luxo e muito mais. Na capa, a empresária Bruna Waleska. Em ensaio exclusivo com o fotógrafo Nicolas Gondim, ela esbanja requinte em ambiente que remete ao clássico jazz. A cada página do editorial, também pequenas revelações da entrevistada. A história do bairro Aldeota é ainda contada a partir dos conhecimentos do historiador Airton de Farias e com depoimentos de quem vivencia o local até hoje. Já o empresário Silvio Frota adianta tudo sobre o Museu da Fotografia que trará para a cidade de Fortaleza. Serão quase duas mil imagens em exposição permanente em um espaço singular. Em apresentação de empreendimento, a vitrine é para o Jazz Carolina Sucupira, lançamento da Dasart Incorporações em parceria com a Simpex Incorporações. Imóvel com um apartamento por andar, no coração da Aldeota, com os mais diversos itens de conforto aos futuros moradores. Boa leitura! Equipe Dasart Incorporações

Expediente DASART INCORPORAÇÕES Diretor-Presidente: Vitor Frota Gerente de Marketing: Albanir Américo Analista de Marketing: Damaris dos Anjos Revista Dasart Living Edição: Adailma Mendes Textos: Daniel Costa, Gabriela Custódio, Janaina Flor, Larissa Viegas, Lua Santos e Sabryna Esmeraldo Revisão de Textos: Soriel Leiros Edição de Arte e Projeto Gráfico: Andrea Araujo Design: Alice Muratore Fotos: Nicolas Gondim Foto de Capa: Nicolas Gondim Tratamento de Imagem: Gabriel Almeida REVISTA DASART LIVING É CUSTOMIZADA PELO GRUPO DE COMUNICAÇÃO O POVO AVENIDA AGUANAMBI, 282 - JOAQUIM TÁVORA - FORTALEZA/CE. CEP: 60055-402 +55 85 3255 6000 WWW.OPOVO.COM.BR Para anunciar nesta publicação: 85 3265 2200 | marketing@dasart.com.br Fale conosco: www.dasart.com.br Impressão: Marcograf Indústria Gráfica Tiragem: 5 mil exemplares

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OBJETOS DE DESEJO O luxo alia-se ao design em itens que são verdadeiros must-have

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HISTÓRIAS DE BAIRROS No coração da cidade, revela-se a Aldeota de muitas lembranças

M DE AP ÁR

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ENSAIO A empresária Bruna Waleska em um ensaio inspirado no jazz

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MUSEU DA FOTOGRAFIA Fortaleza ganhará museu de fotografia, com imagens de grandes fotógrafos, assinado pelo empresário Silvio Frota

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TEXTURA DO MOMENTO Estilo retrô é tendência em design e em decoração

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AGENDA Shows e exposições em Fortaleza e pelo Brasil para você se programar

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TENDÊNCIA EM DESIGN Conheça a Bauhaus, escola de design alemã que influenciou gerações e inspirou a marca Dasart Incorporações

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EMPREENDIMENTO Conheça o Jazz Carolina Sucupira, o novo alto padrão da Dasart Incorporações e Simpex Incorporações

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SOCIAL Cliques da Dasart Incorporações por Adriano Nogueira

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DICA DE VIAGEM Gisela Franck, estilista da Água de Coco, indica Noronha para viajar

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QUEBRA DE PARADIGMAS Assinado por Zaha Hadid. o Heydar Aliyev Center, no Azerbaijão, é uma obra-prima

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PRAÇA Conheça o projeto de praças itinerantes realizado pela Dasart Incorporações em parceria com a Simpex Incorporações 8

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DE SIGN APOSTE NO PASSADO!

SHUTTERSTOCK / PLUSONE

SHUTTERSTOCK / PINKYWINKY

Seja na moda, no cinema ou na arquitetura, o estilo vintage ganha força em novas criações e reproduções artísticas. A tendência, que tem origem inglesa, impõe que peças apresentem um visual inspirado nas décadas de 1940 a 1970, período que lançou muitas inovações. Essa trend tem possibilitado combinações entre elementos do passado e do futuro, ressaltando as características e essências da pegada vintage.

SHUTTERSTOCK / MARINA ZEZELINA

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SHUTTERSTOCK / OCREO MICHAL BEDNAREK

TEXTURA DO MOMENTO

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AGENDA

ENCONTRO DE GRANDES NOMES

O Centro de Eventos do Ceará será palco para uma reunião dos grandes amigos Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Alceu Valença. Após 20 anos do primeiro show juntos, os músicos se encontram para nova turnê e presenteiam o público com grandes composições que fizeram história na música brasileira. Com uma sonoridade elétrica e percursiva, a apresentação contará com clássicos como Anunciação, Tropicana, Dia Branco, La Belle de Jour, Coração Bobo, Bicho de Sete Cabeças, Ciranda da Rosa Vermelha e muitos outros. Depois de passarem por São Paulo e Teresina, os músicos encerram o trajeto com uma grande noite em Fortaleza. SERVIÇO O Grande Encontro Quando: 3 de dezembro Quanto: de R$ 80 a R$ 260 Onde: Centro de Eventos do Ceará (av. Washington Soares, 999 – Edson Queiroz, Fortaleza-CE) Mais informações: (85) 3033 1010 Site: centrodeeventos.ce.gov.br

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CHICO GADELHA

PRISCILLA BUHR

FORTALEZA

LÍVIO CAMPOS

CULTURA E ARTE PARA CURTIR UM BOM SAMBA

O instrumentista, cantor e compositor pernambucano Cezzinha chega, em dezembro, à capital cearense. O músico faz a união de dois elementos tipicamente brasileiros ao interpretar um repertório de sambas com sua sanfona. Além da companhia da banda, composta por músicos conterrâneos do instrumentista, Cezzinha convida o carioca Pedro Miranda, conhecido entre a nova geração de sambistas da Lapa, para dividir o palco em participação especial. O músico pernambucano estreou no cenário musical aos 13 anos e já performou ao lado de grandes nomes da música brasileira, como Dominguinhos, Elba Ramalho, Belchior e Geraldo Azevedo. SERVIÇO Fole no Samba de Cezzinha Quanto: a confirmar Quando: 16 a 18 de dezembro de 2016 Onde: CAIXA Cultural Fortaleza (av. Pessoa Anta, 287 – Praia de Iracema, Fortaleza-CE) Mais informações: (85) 3453 2770 Site: www.caixacultural.com.br

CARNAVAL AO SOM DE JAZZ & BLUES

O já tradicional Festival Jazz & Blues de Guaramiranga chega à 18ª edição em 2017 e traz, mais uma vez, uma alternativa para o carnaval. Desde 2000, o evento traz ao Ceará grandes nomes do jazz, do blues e de gêneros afins. Músicos como Stanley Jordan, Scott Henderson, Roberto Menescal, Wagner Tiso, Danilo Caymmi e Artur Menezes já subiram aos palcos da serra do Festival. Com programação extensa, o Jazz & Blues oferece shows durante todo o dia, ensaios das principais atrações abertos ao público e, ainda, workshops. Após quatro dias no Maciço de Baturité, é a vez de Fortaleza receber os músicos para mais três dias de festa. SERVIÇO Festival Jazz & Blues 2017 Quando: de 25 a 28 de fevereiro e de 2 a 4 de março Quanto: parte da programação é gratuita. Shows pagos com preços a confirmar Onde: Em Guaramiranga e Fortaleza Mais informações: (85) 3262 7230 Site: www.jazzeblues.com.br

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CURITIBA

A MODERNIDADE EM FOTOS

VIAGEM PELA VIDA E PELA OBRA DE OSCAR NIEMEYER

Composta por mais de 160 imagens, a exposição Modernidades Fotográficas, 1940-1964 reúne trabalhos de quatro fotógrafos em um período essencial para a formação da fotografia moderna do País. A mostra reflete o período de intenso fluxo migratório e traz produções do parisiense Marcel Gautherot (19101996), do judeu alemão Hans Gunter Flieg (1923), do brasileiro José Medeiros (1921-1990) e de Thomaz Farkas (1924-2011), natural de Budapeste. A diversidade também está presente nos temas e nos estilos trabalhados por cada um dos artistas, o que confere um registro documental eclético desse período na realidade brasileira. SERVIÇO Exposição Modernidades Fotográficas, 1940-1964 Quando: de terça a domingo, das 11h às 20h, até 26 de fevereiro de 2017 Onde: Instituto Moreira Salles (rua Marquês de São Vicente, 476 - Gávea, Rio de Janeiro-RJ) Mais informações: (21) 3284 7400 Site: www.ims.com.br

Um dos maiores nomes da arquitetura moderna tem a vida revisitada em uma exposição interativa no museu que leva seu nome, Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba. A mostra traz os diferentes trabalhos assinados pelo carioca, com cenografias e plantas das principais obras, em dez experiências interativas que passeiam pelas várias fases da sua criação. Na entrada, o público assistirá a depoimentos de personalidades que fizeram parte da vida do arquiteto e, ao final, ao filme biográfico A vida é um sopro. Em sua extensa carreira, Oscar Niemeyer foi responsável por importantes projetos, como a sede das Nações Unidas (ONU), em Nova York; o prédio do Congresso Nacional, em Brasília; e a Escola de Arquitetura de Argel, na Argélia. SERVIÇO Exposição Oscar Niemeyer: Vida e Obra – Arquitetura é invenção Quando: de terça a domingo, das 10h às 18h, até 29 de janeiro de 2017 Quanto: R$ 12 e R$ 6 (meia-entrada) Onde: Museu Oscar Niemeyer (rua Marechal Hermes, 999 - Centro Cívico, Curitiba-PR) Mais informações: (41) 3050 4400 Site: www.museuoscarniemeyer.org.br

SÃO PAULO

EDUARDO ORTEGA

RIO DE JANEIRO

CARLOS FERNANDES

UMA SELEÇÃO DE EXPOSIÇÕES E ESPETÁCULOS PARA GARANTIR BONS MOMENTOS

POR UM MOBILIÁRIO BRASILEIRO

Proposta pelo artista alagoano Jonathas de Andrade, a exposição Convocatória Para um Mobiliário Brasileiro é um projeto que visa reunir os mais variados itens de mobiliário brasileiro – desde móveis inéditos a objetos já existentes, de autoria dos inscritos ou desconhecida. Os selecionados dentre os artigos enviados para a convocatória compõem a exposição que está em cartaz no 1º subsolo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp). Foram solicitados e avaliados na convocatória os mais variados tipos de móveis, dos mais inventivos aos mais comuns e funcionais para uso cotidiano. SERVIÇO Convocatória Para um Mobiliário Brasileiro Quando: terça a domingo, das 10h às 18h; às quintas, das 10h às 20h; até 29 de janeiro de 2017 Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia entrada) Onde: Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – Masp (av. Paulista, 1578, São Paulo-SP) Mais informações: (11) 3149 5959 Site: masp.art.br

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TENDÊNCIA EM DESIGN

Janaina Flor jaanarc@hotmail.com

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amosa por suas formas geométricas básicas, a escola alemã Bauhaus influenciou não só o design para a arquitetura, mas toda a produção artística de uma época. Fundada na Alemanha por Walter Gropius, no início do século XX, o nome da escola, Staatliches Bauhaus, significa algo como: a casa estatal da construção. “Confunde-se a Bauhaus com um movimento porque muita da sua produção segue um certo vocabulário visual, um

estilo bem específico de projetar. Porém essa congruência se dá por um desenvolvimento do pensamento moderno como um todo e não como uma determinação estilística da escola”, explica Alberto Gadanha, professor na Opa! Escola de Design, em Fortaleza. Enquanto área do conhecimento, o design começou a se estruturar exatamente entre o final do século XIX e início do século XX, e a Bauhaus foi de muita importância nesse processo. A escola foi um dos espaços acadêmicos pioneiros a explorar os primeiros conceitos de design. Os desenhos da produção deixam a economia das formas evidente. Busca-

va-se a síntese da forma, a procura dos elementos básicos: ponto, linha e plano. A escola, que durou 14 anos, foi fechada por Adolf Hitler, em 1933. Contudo, em pouco mais de uma década de funcionamento, o espaço foi responsável por criar grandes nomes e referências. De acordo com Gadanha, Wassily Kandinsky foi um dos professores mais renomados da instituição, exatamente por ter sido um dos maiores influenciadores no sentido de uma expressão mais abstrata das formas naturais. Além dele, destacam-se também Herbert Bayer, Hannes Meyer, Mies van der Rohe e Marcel Breuer.

PONTO, LINHA E

PLANO PRIMEIRA ESCOLA DE DESIGN DO MUNDO, A ALEMÃ BAUHAUS AINDA É REFERÊNCIA PARA CRIAÇÕES ATUAIS

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ATUAÇÃO E HERANÇA “As ideias da Bauhaus foram fortes na sua época, principalmente pela sintonia com o pensamento daquele momento. Havia uma atmosfera de valorização do pensamento racional em relação à intuição. Não podemos tomar como verdade hoje o que era dito naquele momento. As ideias da eficiência e regularidade que alguns pensadores da Bauhaus defendiam tão fortemente são sedutoras pela sua simplicidade e abrangência. Porém essa abrangência é limitada, as questões culturais e intuitivas não podem ser descartadas no processo de desenvolvimento de um projeto”, destaca Gadanha. A Bauhaus pregava a arte unificada, a junção de todos os tipos de artistas e artesãos para o projeto completo, colocando no mesmo grau de importância tanto as artes populares quanto as artes consideradas rebuscadas. Além disso, uma das heranças mais claras da Bauhaus, ainda de acordo com Gadanha, é o funcionalismo. “Hoje, percebemos a função de um objeto de uma maneira muito mais ampla do que as pessoas daquela época. Ou seja, o funcionalismo da Bauhaus foi ampliado para a complexidade dos nossos objetos atuais. O que não cancela a herança moderna em cada fonte sem serifa, numa cadeira como a Wassily, à venda hoje até em lojas varejistas, ou em cada linha reta de um projeto arquitetônico.”

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SHUTTERSTOCK / BLACKZHEEP

SHUTTERSTOCK / IDEAPIXEL

MESAS Originalmente, as mesas foram criadas pelo arquiteto e designer húngaro Marcel Breuer. O profissional também é o responsável pela poltrona Wassily que, assim como as mesas, possuem estrutura em aço.

TECNOLOGIA NOVA COM DESIGN ANTIGO O estilo clean e privado de ornamentos também é uma característica da escola Bauhaus. Muitos objetos e construções do cotidiano são fortemente influenciados pela Bauhaus, como o iPhone e outros produtos da Apple.

CADEIRA O modelo conhecido por Barcelona, criado em 1929 por Ludwig Mies van der Rohe e Lilly Reich, tem, além do encosto, assento para os pés. Como os demais móveis, também é produzido em aço. CHALEIRA Para garantir funcionalidade, o infusor de chá criado em 1924 por Marianne Brandt tem filtro embutido, asa feita de ébano, para resistir ao calor, e bico que não goteja.

CURIOSIDADE: A marca da Dasart Incorporações foi inspirada na Bauhaus.

SHUTTERSTOCK / CLAUDIO DIVIZIA

SHUTTERSTOCK / FUSEBULB

ABAJUR A Luminária WG 24, também conhecida como "luminária Bauhaus", foi desenvolvida pelos designers alemães Wilhelm Wagenfeld e Karl J. Jucker. Em vidro leitoso e aço, a peça é um ícone do design industrial.

SHUTTERSTOCK / DE REPENTE

DIVULGAÇÃO

MAÇANETA Desenhada por Walter Gropius, o criador da escola, a maçaneta sem adornos tem a praticidade como principal função. Diferente de maçanetas redondas, esta cilíndrica permite que, com facilidade, qualquer pessoa abra a porta.

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AS PRINCIPAIS CRIAÇÕES

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ARQUIVO PESSOAL

ARTIGO

MOBILIDADE URBANA LIANA FEINGOLD Arquiteta corresponsável pelo escritório Creatore Ateliê de Arquitetura e coidealizadora do projeto Estar Urbano.

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cabamos de vivenciar mais um mês de setembro dedicado mundialmente ao tema da Mobilidade Urbana. O dia mundial sem carro, 22 de setembro, teve sua data criada na França, em 1997. No Brasil, na cidade de São Paulo, são realizadas atividades desde 2003. Em Fortaleza, grupos ciclo-ativistas realizaram mais um desafio intermodal no qual a bicicleta rápida lidera o ranking em tempo de deslocamento. São dados importantes que refletem a dinâmica atual da cidade e apontam para possibilidades reais de mudanças a curto, médio e longo prazo. Em 1970, a bicicleta liderava a lista de transporte de pessoas no País e, em 2000, seguiu para o último da lista. Já compreendemos que os incentivos fiscais do Governo Federal para montadoras e financiamentos de compra de automóveis proporcionaram o desejo “tão sonhado” de muitos brasileiros, mas e agora? Como equilibrar a malha urbana se o automóvel necessita cada vez mais de espaço? Como amenizar doenças desencadeadas pelo alto nível de estresse e sedentarismo após tantas horas de congestionamentos? Como podemos melhorar a qualidade do ar se as ruas estão tomadas de veículos poluentes? Como podemos contribuir quanto sociedade civil? Como podemos sensibilizar as empresas a contribuírem com ações de incentivo à melhoria de vida nas cidades? Com intuito de vencer tais desafios, são realizados e compartilhados constantes estudos e experimentos por diversas cidades do mundo. No Brasil, já podemos perceber significativas melhorias em alguns municípios, mas ainda com muita resistência diante da percepção do conceito de coletividade em que as cidades são inicialmente fundamentadas. O espaço urbano é público e todos devem ter acesso a ele de forma igualitária. O segredo hoje da mobilidade não está em discutirmos qual é o melhor modal para nos transportarmos, e sim como podemos utilizar todos eles de forma integrada e inteligente. Precisamos implantar sistemas mais convidativos e sustentáveis. Hoje, podemos observar em Fortaleza um constante crescimento de ciclovias, ciclo faixas, estações de bicicletas compartilhadas, agora também integradas aos terminais de ônibus; faixas exclusivas para ônibus, com algumas linhas climatizadas; elevações para travessias de pedestres; revitalização de espaços públicos que tornam as ruas mais convidativas para os pedestres; e, agora, a espera pelos carros elétricos. Mesmo que o sistema de metrô ainda não atue de forma expressiva, que nossas calçadas precisem ser remodeladas, mais inclusivas e seguras para pedestres, já conseguimos observar os impactos positivos dos outros sistemas propostos. Todos nós somos responsáveis pela cidade que vivemos. Nós construímos a cidade a cada novo trajeto descoberto, a cada olhar observador do que podemos cuidar e melhorar. Nossos afetos urbanos nos definem como força ativa de transformação. Precisamos celebrar nossos avanços positivos sem esquecer que a cidade é um organismo vivo e que se projeta a partir de nossas atitudes.

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FORTALEZA 2040 MÁRIO FRACALOSSI JÚNIOR Superintendente-adjunto do Iplanfor

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Plano Fortaleza 2040 surgiu com o objetivo de dotar Fortaleza de um planejamento de longo prazo que oriente suas políticas públicas, assegure a redução das desigualdades sócioeconômicas e garanta uma cidade melhor para toda a sua população. Durante três anos, foi desenvolvido um conjunto de ações em três fases sequenciadas: ■■ Fase 1 - Fortaleza Hoje – fase na qual foi realizado um diagnóstico participativo da situação atual de Fortaleza sistematizado no documento: Fortaleza Hoje. ■■ Fase 2 - A Fortaleza que Queremos – fase na qual foram propostas visões de futuro para distintas áreas, setores e temas que compõem a vida na cidade, bem como objetivos a perseguir na construção desse futuro comum. ■■ Fase 3 - Plano Estratégico – fase na qual foram detalhadas as estratégias e um conjunto de ações para o alcance dos objetivos propostos. Em todas as três fases, o processo contou com a participação direta da população através da discussão em grupos de bairros ou territórios, fóruns, reuniões temáticas, oficinas e outros eventos. Ao final, foi construída a visão de futuro que norteou a elaboração dos planos de ações, estruturados para atender seis ciclos de quatro anos, totalizando os 24 anos de sua abrangência, até 2040. Em um plano estratégico de curto, médio e longo prazo como o Fortaleza 2040, identificar prioridades é de fundamental importância. Para tanto, é preciso estabelecer os critérios de priorização, tendo sido elegido um princípio fundamental como o primeiro critério a utilizar: o direito à vida. Definido esse primeiro critério, o segundo passo foi definir as circunstâncias, contextos, territórios, grupos ou comunidades em que este direito estaria sob clara ameaça. Analisando as ocorrências de mortes, suas causas, territórios e grupos em que se concentram, é mais fácil deduzir onde se deve agir. Aprofundando um pouco mais o conhecimento sobre o assunto, percebe-se estreita relação entre o direito à vida e o direito à cidade. Nos 856 assentamentos precários de Fortaleza se concentra a grande maioria das vítimas de mortes por causas externas, ou mesmo a ocorrência de doenças decorrentes da falta de saneamento (zika, dengue, chikungunya). O Plano Local de Habitação de Interesse Social (PLHIS), revisado no âmbito do Fortaleza 2040, inclui a erradicação da segregação urbana de considerável segmento social excluído dos padrões aceitáveis de habitabilidade e sociabilidade. Além disso, objetiva valorizar e integrar à sociabilidade urbana, ofertando acesso igualitário e amplo aos serviços de qualidade e à infraestrutura urbana.

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QUEBRA DE PARADIGMAS

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HUFTON E CROWN

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LEVE COMO O

COM UM DESIGN HIPERMODERNO, FLUIDO E LEVE, É IMPOSSÍVEL CONTESTAR A BELEZA DO HEYDAR ALIYEV CENTER, UM CENTRO CULTURAL ASSINADO POR ZAHA HADID

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HELENE BINET

QUEBRA DE PARADIGMAS

Larissa Viegas larissaviegas@opovo.com.br

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Quando você pensa nos países que compunham a União Soviética, o que lhe vem à cabeça? Dificilmente “modernização” e “desenvolvimento” seriam as primeiras palavras. Porém, uma obra assinada pelo escritório Zaha Hadid surgiu para provar que infraestrutura e arquitetura podem estar juntas, em qualquer lugar do mundo. O Heydar Aliyev Center é um centro cultural localizado em Baku, capital do Azerbaijão, país que integrava a União Soviética. Localizado na costa ocidental do Mar Cáspio, sua arquitetura e seu urbanismo foram fortemente influenciados pelo planejamento da época. A independência do país se deu em 1991 e, desde então, ele aposta em uma arquitetura com as diretrizes do Modernismo Soviético, um período de mudanças arquitetônicas e políticas, com obras que refletem o desejo de viver o futuro, o novo, o diferente. O contrato com o escritório da famosa arquiteta iraquiana-britânica iniciou após um concurso em 2007. O projeto apresentava um edifício seguindo a delicadeza da cultura do país, e se adaptando à topografia do local.

O PROJETO O projeto de Zaha leva o seu universo ao observador, um mundo repleto de histórias que vão além das palavras e transportam o visitante a um mundo hipermoderno e abstrato, características de suas criações. Um mix de ambiente externo e interno, 20

onde não é possível saber ver começo nem fim. Inaugurado no dia 10 de maio de 2012, o complexo de 100 mil metros quadrados possui oito andares, uma sala de reuniões, uma biblioteca, um auditório, um estacionamento subterrâneo e um centro de imprensa. Concebido para se tornar o local principal de programas culturais, o empreendimento já surpreende pela sua fachada sinuosa envidraçada, uma marca da arquiteta. A praça externa também faz parte do projeto. Entre os principais desafios está a fachada, a “pele” do edifício, já que a ambição era criar uma superfície homogênea e contínua. Para tanto, foi necessária uma gama de diferentes lógicas de construção e de sistemas técnicos, a fim de haver a integração ao volume. Os vidros têm o objetivo de permitir que a iluminação natural entre no edifício. A “costura” de peças e juntas é o que torna as curvaturas do edifício mais legíveis, enfatizando a transformação contínua da forma e o movimento implícito, proporcionado pela geometria fluida.

GRANDES DETALHES Uma combinação entre estrutura de concreto e treliças espaciais permite que o centro proporcione aos visitantes uma experiência de fluidez no interior. Para tanto, os elementos estruturais verticais são absorvidos pelo sistema de envelope e pela cortina de concreto. Por conta da geometria da superfície, é possível adotar soluções de sustentação que fogem do convencional, como colunas curvas que alcançam a “casca” inversa da superfície do solo para o oeste do complexo. As treliças já citadas permitiram a construção de uma estrutura em forma livre, economizando o tempo da construção. Já a subestrutura é a responsável pela relação flexível entre a grelha rígida da treliça e os espaços exteriores. As ementas são pontos cruciais da obra, que une geometria, uso e estética. O revestimento é uma combinação entre concreto reforçado com fibra de vidro (GFRC) e poliéster reforçado com fibra de vidro (PRFV), pois possibilitam a plasticidade do projeto e respondem a diferentes demandas de variadas situações, como zonas de transição, envelope e praça.

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HUFTON E CROWN HUFTON E CROWN

A geometria da superfície exigiu um profundo estudo que envolvia estética, engenharia, transporte e montagem. Tudo para responder a questões técnicas, como acomodar o movimento devido à deflexão, mudanças de temperatura, cargas externas e de vento e atividades sísmicas.

CONVERSA COM O ESPAÇO À primeira vista, o Heydar Aliyev Center parece destoar do restante da paisagem. Porém, ao analisar com mais atenção, é possível imaginar que tal projeto emerge do solo da praça onde se encontra. A impressão não é uma mera coincidência. O centro cultural foi criado para ser acessível ao público, seja ele o da praça ou o do próprio equipamento. Pensado para acolher e direcionar os visitantes, sua fluidez das formas do interior permite a divisão do centro em níveis. O uso intenso do branco e as bifurcações, dobras, ondulações e inflexões tornam-se uma extensão do espaço externo, diluindo a distinção convencional entre o objeto arquitetônico e a paisagem urbana, o interior e o exterior. A relação entre o projeto e a paisagem também é enfatizada pela iluminação, que permite visualizar o equipamento de diferentes formas durante o dia e à noite. Por conta das curvas, ao longo do dia, o Centro ganha diferentes aparências e perspectivas. O vidro semirreflexivo permite vislumbrar o interior, gerando curiosidade aos que estão de fora, mas sem revelar toda a parte interna. Já à noite, a iluminação é gradual, tendo origem no espaço interno e migrando para o exterior do prédio, mantendo o jogo de “revela-esconde” do interior e a fluidez entre os dois ambientes.

O INTERIOR O hall mantém a “conversa” com o ambiente e com o equipamento. O chão se transforma em rampas e paredes, misturando-se em tetos, movendo-se novamente e fugindo das vistas dos visitantes. As formas lembram uma concha, que faz parecer que tudo é uma coisa só. Com o design se autotransformando em todas as direções, não há limites nem indicação de onde ele termina. Branco, mais branco e branquíssimo são as cores internas, que variam de acordo com a entrada da luz, dando a sensação de falta de peso. O passeio continua em um zigue-zague que leva o visitante a um espaço de quadrados brancos de concreto, que se transformam nas curvas da concha exterior. É Zaha mostrando que aprendeu com a Bauhaus. Um recorte leva o olhar até as portas de vidro, que se abrem para uma sala (também) branca. O volumoso saguão principal, uma paisagem interior composta por muitas rampas e níveis, funciona como uma praça pública para os três focos culturais do prédio: museu, biblioteca e auditório. Assim, as três partes da fusão em torno de um átrio central e do pátio representam três “conchas” de tamanhos diferentes. A parte de trás da biblioteca, por exemplo, traz muitos andares. Já a “elevação” acomoda o auditório, que tem capacidade para receber até mil pessoas. As três divisões se unem no centro, que vira o lobby e pode abrigar vários eventos ao mesmo tempo. Mais que um prédio, o centro lida com pessoas, tanto indivíduos quanto multidões, com respeito. Dessa forma, a arquiteta mostra que é possível criar um espaço para o público totalmente diferente, inesperado e original. DASART LIVING

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PRAÇA

PRAÇA ITINERANTE TRAZ

GENTILEZA URBANA

FAZER DE UM AMBIENTE, ANTES ESTRITAMENTE COMERCIAL, UM LUGAR DE CONVIVÊNCIA HUMANA, LAZER E GENTILEZA URBANA. ESSE É O OBJETIVO DO PRAÇA ITINERANTE

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TATIANA FORTES

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urante o período de vendas de imóveis, de empreendimentos que ainda serão construídos, o que normalmente vemos é o estande de vendas na localidade onde será erguido o prédio, correto? E o que mais? Sim, é possível fazer muito mais. E foi exatamente com o pensamento de “por que fazer apenas um estande, quando podemos trazer algo que beneficie a comunidade?” que a Dasart Incorporações e a Simpex Incorporações, em parceria com a IDEA! Arquitetura + Design e a Estar Urbano, lançaram, em novembro de 2015, o projeto Praça Itinerante. No período, moradores do Cocó puderam curtir o espaço criado para marcar e aguardar a chegada do empreendimento Jonas Cardoso Residence. Com o objetivo de estimular a convivência entre as pessoas, as atividades ao ar livre e a ocupação do espaço público, para a melhoria da qualidade de vida, o Praça Itinerante ofereceu um ambiente agradável e uma programação com diferentes atividades, no local que, futuramente, receberia o empreendimento. Seguindo o conceito de grandes capitais mundiais, o projeto, até então inédito na capital cearense, trouxe – e trará novamente com empreendimentos futuros – essa proposta de experiência urbana. Em sua primeira edição, inovou até mesmo no estande de vendas, construído em um contêiner. “Faremos o diferente com um único objetivo: gerar uma experiência de compra viva e agradável, saindo do usual e promovendo o engajamento social e a gentileza urbana”, analisa o gerente de marketing da Dasart Incorporações, Albanir Américo.

GENTILEZA URBANA

Primeira edição da Praça Itinerante, no bairro Cocó, em 2015

Ao longo do período em que ficou instalado no Cocó, o projeto ofereceu atividades diversas, abertas ao público. Foram oficinas, palestras, aulões esportivos, atrações artísticas e passeios ciclísticos. Compondo o espaço, havia: uma área recreativa para crianças e coopistas; uma Bike Fix, miniestação de reparo para bicicletas; um Paraciclo Moove, escultura interativa com banco que se integra ao estacionamento das bikes; e Bancos Encaixa, módulos com painel artístico de arte urbana, ideais para o descanso e a contemplação do ambiente. DASART LIVING

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I

DEA! Arquitetura + Design

Albanir Américo, gerente de marketing da Dasart Incorporações, na primeira edição da Praça Itinerante,

Para implantar o novo conceito de vender imóveis, o primeiro passo da Dasart foi procurar conhecer o perfil de seu cliente. Para tanto, foi feita uma extensa pesquisa para identificar pontos como o tipo de empreendimento a ser construído e os anseios dos mais diversos formatos de famílias que moraram ou desejavam morar no bairro. De acordo com Américo, o projeto chega com a proposta de repensar o urbanismo, além de proporcionar o embelezamento da cidade. “Segue ainda a filosofia da Dasart, cujo DNA é direcionado para o design e para as gentilezas urbanas, além de promover fortemente um novo estilo de vida”, declara.

PENSANDO EM GENTE Com a consciência de que Fortaleza merece novos lugares, seguros, bonitos e pensados para o atual estilo de vida das

pessoas, a incorporadora procura, com o projeto, combater a tendência, já existente entre os cidadãos, de viver acuados, sem vivenciar a própria cidade. Embora temporária, a praça criada e sua ampla aceitação demonstrou os anseios dos fortalezenses por espaços do gênero e alimenta nos próprios cidadãos o desejo de exercerem seu direito por mais ambientes assim. Para Albanir Américo, o sucesso da praça itinerante nasce dentro desse contexto. E para a Dasart, como incorporadora, nada mais natural, ao pensar em terrenos, empreendimentos, região e desenvolvimento, que pensar em gente, tanto nas pessoas que viverão no empreendimento que um dia chegará àquela localidade, quanto nas que passarão como visitantes, e terão a oportunidade de ver ali os mesmo valores vivenciados no projeto.

TATIANA FORTES

PRAÇA

SAIBA MAIS O QUE CARACTERIZA UMA PRAÇA ITINERANTE? É uma praça temporária e instalada em locais onde estão previstas futuras edificações, podendo, assim, transitar em diversos locais na cidade. É uma forma de construtoras e incorporadoras ofertarem à cidade um espaço que estimule a convivência das pessoas, melhorando a qualidade de vida do entorno e valorizando a comunidade local.

CONHEÇA OS MOBILIÁRIOS QUE COMPUSERAM A PRIMEIRA PRAÇA ITINERANTE DA DASART: BANCO ENCAIXA: é um banco que se integra a uma jardineira, formando um pequeno estar. As superfícies laterais do banco têm opções de receber um painel de arte em grafite ou azulejos decorativos. PARACICLO MOOVE: o paraciclo Moove, que também é um banco, integra-se a um estacionamento para bicicleta, assim como a uma estrutura para balanços, de uma forma bem dinâmica. É um desenho que se refere a esculturas urbanas.

Perspectiva artística do voo de cobertura do Jonas Cardoso Residence 24

BIKE FIX: é uma miniestação de apoio, na qual os ciclistas podem fazer pequenos reparos em suas bikes. É composto por uma bomba de ar manual, um suporte para apoio a bicicleta e um kit de ferramentas básicas. Seu material é metal com pintura eletrostática e painel em madeira com textura especial em pó de pedra.

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OBJETOS DE DESEJO

BรšFALO BLACK Escultura em cristal Swarovski Preรงo: R$ 6.800

LUXO E REQUINTE ARTIGOS QUE FAZEM PARTE DA LISTA DE DESEJOS DE EXIGENTES CONSUMIDORES

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FOTOS DIVULGAÇÃO

PRADA Esplanade Bag Preço: a consultar

CARTIER Óculos de sol Santos de Cartier Preço: a consultar

H. STERN Par de brincos de ouro amarelo 18K com diamantes Coleção Oscar Niemeyer Preço: R$ 15.000

MONTBLANC Heritage Chronométrie Automatic em aço inoxidável Preço: a consultar

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OBJETOS DE DESEJO

CHANEL Bolsa em couro de novilho brilhante e metal dourado Preço: a consultar

SISLEY Soir de Lune Preço: R$1.638,99

LOUBOUTIN Marlenarock Patent Coleção Outono/Inverno 2016 Preço sugerido: R$ 2.763,80

BMW MINI Cabrio Preço: R$ 164.950

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HISTÓRIAS DE BAIRROS

CORAÇÃO DE

FORTALEZA

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UM DOS BAIRROS MAIS TRADICIONAIS DE FORTALEZA, A ALDEOTA TEM EM SI PARTE DA HISTÓRIA DA CAPITAL CEARENSE E, ATÉ HOJE, AINDA SÃO MUITOS AQUELES QUE DESEJAM MORAR NO “CORAÇÃO” DA CIDADE

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Sabryna Esmeraldo sabryna@opovo.com.br

Ladeada por algumas das mais importantes avenidas de Fortaleza, repleta de grandes empreendimentos comerciais, rica na oferta de serviços e cenário de algumas das praças mais tradicionais, a Aldeota é parte fundamental da história da capital cearense e segue como forte integrante da contínua construção da trajetória da cidade.

INÍCIO No começo do século XX, o núcleo urbano de Fortaleza ainda tinha seus limites entre as vias hoje conhecidas como avenida Imperador, Dom Manuel e Duque de Caxias. A porção litorânea, no período, era desprezada pelos setores dominantes, e a cidade passava por uma expansão para o lado oeste, onde surgiria a Aldeota. “Havia um limite natural para tal expansão: o riacho Pajeú. Daí, inclusive, a ideia de ‘aldeota’, algo pequeno, distante”, afirma Airton de Farias, escritor, historiador, professor cearense e coautor do livro Fortaleza: uma breve história (2015). DASART LIVING

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HISTÓRIAS DE BAIRROS

Conforme Farias detalha, nos anos 1920, o centro histórico de Fortaleza passou por um processo de esvaziamento residencial, causado por fatores como movimentação de pessoas, comércio, presença de mendigos, retirantes da seca, barulho etc. Naquela década, surgiria, então, o primeiro bairro nobre da cidade, o Jacarecanga, ainda bem próximo do Centro. “A Aldeota passa a ganhar importância nos anos 1940, 1950.” Nessa época, famílias começam a povoar a Aldeota, e passou a ser possível ver bangalôs de luxo, casas grandes e luxuosas no bairro, já que o local ainda tinha muito espaço disponível.

VERTICALIZAÇÃO Na década de 1970, a Aldeota passaria por um período de forte valorização, também com um processo de verticalização. Algumas das construções originais dão lugar a prédios residenciais e comerciais, consagrando a Aldeota como um dos centros econômicos de Fortaleza. Mesmo com os olhares já se virando também para outros bairros em crescimento pelo sudeste da cidade, a Aldeota manteve seu crescimento comercial e muitos de seus fiéis moradores. A psicóloga Lorena Vasconcelos foi morar no bairro em 1994, aos quatro anos. Lá passou sua infância em um dos primeiros prédios da região, na rua Leonardo Mota, próxima à Praça das Flores. Hoje, ainda morando no mesmo local, relembra o que mudou com o decorrer do tempo. “Tinham bem menos prédios e eram bem mais espalhados. Eu moro em um prédio de 12 andares, no décimo andar. Dava para ver o mar, as dunas do Cocó”, destaca. Conforme a psicóloga conta, além dos prédios já existentes, o bairro ainda se caracterizava, durante sua infância, pela presença de inúmeras casas. A mudança no trânsito também foi percebida por Lorena, que conta que, quando criança, era comum ver mais pessoas que carros pelas ruas. “Mas a pracinha (Praça das Flores) sempre foi muito movimentada, sempre teve gente andando a partir das cinco horas da manhã”, adiciona.

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NA DÉCADA DE 1970, A ALDEOTA PASSARIA POR UM PERÍODO DE FORTE VALORIZAÇÃO, TAMBÉM COM UM PROCESSO DE VERTICALIZAÇÃO. MEMÓRIA ALDEOTA Uma das lembranças que Lorena traz da infância é a oportunidade de conhecer os vizinhos. “As crianças dos prédios vizinhos viam a gente brincando no nosso prédio e gritavam perguntando se podiam vir brincar com a gente também”, recorda. Os passeios ao Center Um também são lembrados com carinho. “Sempre íamos a pé, até hoje vamos. Lá você consegue tudo. Você tem conserto de eletrodoméstico, panela, bicicleta, celular etc.”, conta. Mas se tem algo que marcou todos esses anos que a psicóloga mora na Aldeota foram os pés de jambo, tão característicos do bairro. “Quando a gente saía pelas ruas da Aldeota, tinha muito pé de jambo. A gente sempre catava, batia nas portas das casas para pegar nas árvores. E tinha época do ano em que o chão ficava rosa, muito rosa, por conta da flor da árvore.” Para Airton de Farias, a Aldeota ilustra bem as mudanças pelas quais passaram Fortaleza no século XX, com suas contradições e valores culturais. “A cidade é viva, pelas mudanças das conjunturas sociais e históricas. [O bairro] é uma área bem assistida pelo poder público, que sofreu especulação imobiliária, mas também que foi resistência e espaço de sonhos e desejos. A Aldeota é um microcosmo do que Fortaleza foi e é.”

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SHOPPING CENTER UM

Divulgada, na época, como o que seria a maior revolução do comércio varejista dos últimos anos em Fortaleza, a inauguração do Center Um, primeiro shopping da cidade, foi em 1974. Ocupando o espaço de um quarteirão na avenida Santos Dumont, o empreendimento tinha dois cinemas e 45 lojas distribuídas em seus dois andares, entre elas algumas históricas, como: supermercado Pão de Açúcar Jumbo (hoje apenas Pão de Açúcar), A Samaritana, Armazém Esplanada, BD Esportes, Casas Pernambucanas, Sapataria Belém e Ocapana. O Center Um mantém sua tradição e segue como ponto histórico de Fortaleza.

PRAÇA PORTUGAL

Embora a construção da Praça Portugal tenha sido autorizada em 1947, o local só foi inaugurado em 1968. A praça tinha como cenário o areal e o descampado que caracterizava a Aldeota da época. Inicialmente, tinha um lago artificial e um grande obelisco, além de fonte, postes e bancos. No cruzamento das avenidas Desembargador Moreira e Dom Luís, a praça foi centro de uma polêmica nos últimos tempos, quando quiseram destruí-la por causa do trânsito. Após protestos, o local passou apenas por uma reforma.

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DEIVYSON TEIXEIRA

PRAÇA DAS FLORES

Mesmo com novo nome oficial, a praça Doutor Carlos Alberto Studart Gomes, a “Praça das Flores”, não perdeu seu carinhoso apelido, conquistado graças aos tradicionais boxes de comércio de plantas, que rodeiam todo o simbólico logradouro público. No cruzamento das avenidas Desembargador Moreira e Padre Antônio Tomás, o espaço ganhou o status de praça em 1945, segundo Diário Oficial do Município, sob a alcunha de Praça Clóvis Beviláqua, nome alterado posteriormente para Praça José Acióli e, depois, para Bosque General Eudoro Correia. Em maio deste ano, a praça passou por uma requalificação completa, realizada por meio do Programa de Adoção de Praças e Áreas Verdes, da Prefeitura de Fortaleza, ganhando reformas estruturais, playground, espaço de artes, academia ao ar livre e oratório.

CAMILA DE ALMEIDA

CONHEÇA ALGUMAS DAS CONSTRUÇÕES HISTÓRICAS QUE AINDA SE MANTÊM VIVAS NA ALDEOTA:

CAMILA DE ALMEIDA

RODRIGO CARVALHO

PONTOS HISTÓRICOS

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ENSAIO

ALL THAT

JAZZ ESTRELANDO BRUNA WALESKA POR NICOLAS GONDIM

PARA BRUNA WALESKA, SUA ESCOLHA DE MÚSICA E MODA DEPENDE DE COMO SE SENTE. A EMPRESÁRIA DESTACA O QUE APRECIA EM MÚSICA E EM ARTE, E DÁ VIDA AO ESTILO MUSICAL SOB AS LENTES DE NICOLAS GONDIM Sabryna Esmeraldo sabryna@opovo.com.br

Top cropped usado sobre vestido, tudo Caos para Evidencia Collection Top de renda, Monshir Brinco em ouro rosé com quatro quilates de diamantes VVs1 e três quilates de esmeraldas colombianas, Tânia Joias Anel em ouro rosé com dois quilates de diamantes VVs1 e 1.80 quilates de diamantes, Tânia Joias

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O O tino comercial, Bruna Waleska herdou de sua família. Sua curiosidade em conhecer o mundo e sua paixão por moda, por outro lado, foi algo que partiu da empresária. À frente da bem-sucedida Rouge, hoje com duas lojas em Fortaleza, Bruna viaja sempre pelo eixo Rio-São Paulo-Belo Horizonte. Formada em Consultoria de Moda, pelo Instituto Marangoni, em Paris, a empreendedora vai anualmente à Cidade Luz para fazer um curso sobre o panorama atual da moda. “Todo ano é completamente diferente”, destaca. A tradição fica apenas na visita certa ao Museu da Moda de Paris. Mais sobre Bruna pelo editorial.

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ENSAIO

Vestido de renda com bordados de franjas, Evidencia Collection Brincos em ouro-branco seis quilates de diamantes em várias formas de lapidação com pérolas cultivadas 34 mm cada, Tânia Jóias Anel em ouro-branco com 1.50 quilates de diamantes e 2 pérolas cultivadas 19 mm cada, Tânia Jóias

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A empresária procura transmitir seu relacionamento com a culturaparaasfilhasde nove e 12 anos. “Quando viajeicomelasparagrandes capitais, as levei para os principais museus.”

Vestido bordado, In Chic Brinco em ouro-branco com seis quilates de diamantes VVs1, Tânia Joias Anel em ouro-branco e ouro amarelo com quatro quilates de diamantes, Tânia Joias

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“O mundo é culturalmente muito rico.”

Vestido bordado, Evidência Collection Gargantilha em ouro-branco com 3.50 quilates de diamantes e pérola cultivada 36 mm (Salse), Tânia Jóias Anel em ouro-branco com três quilates diamantes, Tânia Joias

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“Soufissuradaemmúsica, mas nãotenho um estilo preferido.Adoromúsica francesa, adoro rock clássico, amo música popularbrasileira,música eletrônica.”

Vestido prateado, Rouge Xale de seda, Gloria Coelho para Garage Brincos em ouro-branco com seis quilates de diamantes negros e brancos, Tânia Joias Pulseira em ouro-branco com seis quilates em diamantes, Tânia Joias

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ENSAIO

“Quando tem um concerto importante aqui, sempre tento ir. Quando viajo a um lugar que tem, por exemplo, uma ópera bem local, com certeza, vou atrás de conhecer.”

Vestido de seda com bordados e clutch bordada e com plumas, Evidência Collection Scarpin, Shutz para Meia Sola Maison Brinco em ouro-branco com três quilates de diamantes VVs1 e quatro quilates de safiras orientais, Tânia Joias Pulseira em ouro-branco com 5.30 quilates de diamantes VVs1, Tânia Joias

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“A música que vou escolher depende do dia, de como eu acordo, de onde eu estou.”

Vestido de renda com bordados de franjas, Evidência Collection Brinco em ouro-branco com seis quilates de diamantes com várias formas de lapidação e pérolas cultivadas com 34 mm cada (Salse), Tânia Joias

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NONONON ENSAIO

“Do jeito que é a minha música é o jeito que eu me visto. Tem dia em que acordo super hippie, tem dia em que acordo super plena, outros em que acordo louca e quero vestir nada com nada. A música é do mesmo jeito.” Body de lurex e calça flare preta, Rouge Xale de seda, Gloria Coelho para Garage Torsal de pérolas cultivadas em água doce, centro do colar em ouro amarelo com três quilates de safiras brancas, Tânia Joias

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Vestido plissado usado sobre blusa metalizada, tudo Rouge Brinco em ouro rosé 5,60 quilates de diamantes brancos, dourados e brown, Tânia Joias Anel ouro rosé com diamantes brancos dourados e brown, Tânia Joias

Ficha Técnica

Fotos: Nicolas Gondim Assistente: Saymon Pompeu Styling: Levi Arruda Beleza: Maciria Rodrigues Retouch: Kalil Macedo Produção: Albanir Américo e Damaris dos Anjos DASART LIVING

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MUSEU

TERRA DA LUZ E DA

FOTO GRA FIA

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ETHI ARCANJO

CONHECIDA POR SEU BELÍSSIMO PÔR DO SOL E VÁRIOS PONTOS TURÍSTICOS, FORTALEZA, EM BREVE, SERÁ TAMBÉM CONHECIDA PELO SEU MUSEU DA FOTOGRAFIA Lua Santos lucianasantos@opovo.com.br

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O impenetrável par de olhos verdes desafia aqueles que param para admirar seu mistério. Assim é a famosa foto A Menina Afegã, de Steve McCurry, que chegou a estampar a capa da revista National Geographic. Dentre as pessoas que se encantaram por aqueles olhares – o do fotógrafo e o da menina – estava o empresário Silvio Frota. “Eu estava em Houston [nos Estados Unidos] e soube que tinha uma exposição do Steve McCurry, que é o fotógrafo dessa foto, e eu fui ver. Quando cheguei à exposição, vi fotos lindas, a exposição toda era muito bonita. Gostei muito dessas fotos e as comprei. Só que gostei da exposição de fotografia também. Despertou em mim um olhar diferente.” DASART LIVING

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MUSEU

Assim, há cerca de oito anos, surgiu a paixão pela fotografia no empresário. Frota sempre foi admirador das artes, então, não foi surpresa ele se encantar pelos desenhos feitos com luz. “Eu já colecionava pinturas, tenho uma coleção importante. E comecei a ler sobre fotografia, comecei a ir a exposições, comecei a frequentar galerias e leilões de fotografia. Quando você começa a ler [sobre o assunto], você começa a despertar pra essa mídia. Daí foi um pulo para me apaixonar pela fotografia.” Atualmente, o acervo de Frota conta com um incontável número de fotografias e séries fotográficas. São quase duas mil imagens históricas de artistas como Cartier-Bresson e Elliot Erwitt, além de brasileiros como Chico Albuquerque, Orlando Brito e Bob Wolfenson. E para Frota, o importante em cada fuma são as histórias que elas trazem consigo. “O principal que vejo na foto é a história que tem por trás dela. Quando compro uma foto, dependendo de qual seja, eu vou querer saber como foi aquilo, como foi feito, em que situação, quem é o fotógrafo”, conta.

MUSEU DE OLHARES

A Menina Afegã, famosa fotografia feita por Steve McCurry

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É claro que tão importante acervo não poderia ficar restrito ao olhar de Silvio Frota. Nasceu então a ideia de fundar um espaço no qual as fotos pudessem ser expostas à apreciação pública. “Eu queria criar um espaço porque eu acha-

va o nome ‘museu’ muito forte”, conta. Mas, a partir de conversas com amigos, a ideia criou forma e, surgiu assim, o primeiro Museu da Fotografia de Fortaleza. “Na realidade, a ideia de montar o museu foi mais em função de uma dificuldade que eu tinha de ver certas pinturas que gostaria e que estavam em coleções que a gente não tem acesso. Achei muito injusto isso de eu ter uma coisa que a população não pudesse ver.” Localizado no prédio do antigo Instituto Brasil Estados Unidos (Ibeu), o museu contará com mais de dois mil metros quadrados de área para expor as fotografias. Além da mostra permanente, o espaço também será dedicado à educação. “A ideia desde o começo era desenvolver oficinas para crianças e para a terceira idade, além de fazer cursos e workshops voltados para pessoas que queiram aprender sobre fotografia. Temos no museu um espaço pra isso, um auditório que já está criado para dar essa oportunidade de trazer grandes fotógrafos, trazer pessoas do meio”, adianta Frota. “O museu está praticamente pronto, e só não vai ser inaugurado agora por causa daparte museológica”, conta o empresário, revelando que falta apenas a catalogação do acervo. Após esse trabalho, a distribuição das obras pelos espaços do museu ficará por conta de Ivo Mesquita, que é ex-diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo.

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“O PRINCIPAL QUE VEJO NA FOTO É A HISTÓRIA QUE TEM POR TRÁS DELA. QUANDO COMPRO UMA FOTO, DEPENDENDO DE QUAL SEJA, EU VOU QUERER SABER COMO FOI AQUILO, COMO FOI FEITO, EM QUE SITUAÇÃO, QUEM É O FOTÓGRAFO”

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EMPREENDIMENTO

AO SOM DO

JAZZ

O EMPREENDIMENTO JAZZ CAROLINA SUCUPIRA É VOLTADO PARA O PÚBLICO QUE QUER TRANQUILIDADE E EXCLUSIVIDADE EM UM DOS BAIRROS MAIS VALORIZADOS DE FORTALEZA, A ALDEOTA

Janaina Flor jaanarc@hotmail.com

Em um das áreas mais nobres da Aldeota – na rua Carolina Sucupira com a rua Barbosa de Freitas – nasce o empreendimento Jazz Carolina Sucupira. São 8.819,55 metros quadrados de área total, com apartamentos e espaços comuns cheios de requinte e exclusividade. Todo o projeto, resultado da parceria entre Simpex e Dasart Incorporações, visa clientes que querem um espaço especial para viver. Em fase de lançamento, o imóvel tem a conclusão de suas obras prevista para março de 2020. Com 219 metros quadrados de área privativa, os diferenciais do empreendimento de 22 andares, de acordo com Diogo Milanesi, gerente comercial da Dasart Incorporações, são a localização, por estar no coração da Aldeota, e também a exclusividade. “Ele é um alto padrão, um por andar. Por isso, o público que queremos atingir é o de pessoas exigentes, que querem privacidade e que desejam a Aldeota como lugar para morar.” “Serão apenas 22 famílias vivendo ali, e isso é um diferencial. Não queríamos um 50

home club, é algo mais voltado para a proposta de conhecer seu vizinho”, defende Milanesi. Aliando criatividade e vanguarda, o projeto é ainda assinado pela Idea! Arquitetura + Design, e o trabalho de interiores e paisagismo conta a direção do arquiteto Pablo Aires.

PLANTAS ATUAIS As duas opções principais de planta oferecem apartamentos com quatro suítes ou três suítes com sala ampliada. Contudo, é possível optar por outros ambientes, de acordo com cada cliente, como home office. A suíte casal traz banheiros de casal duplo e closet segmentado. Ambas as opções de planta possuem dependência completa, hall privativo, hall para serviços gerais e elevador codificado. Os apartamentos também são equipados com varanda gourmet e, de acordo com Milanesi, trazem a ideia original do conceito, propiciando integração da cozinha com a varanda. Uma novidade é que cada unidade terá no subsolo um depósito para guardar itens em desuso, como brinquedos ou equipamentos esportivos. A garagem é outro diferencial, já que oferece quatro vagas.

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EMPREENDIMENTO

LAZER E BEM-ESTAR O nome escolhido para o empreendimento, Jazz Carolina Sucupira, faz referência ao sofisticado estilo musical. Milanesi explica que, inclusive, o salão de festas do prédio é inspirado na elegância de um jazz lounge. A área comum oferece um espaço completo para o morador, com piscina adulto com jatos direcionais de hidromassagem, piscina com raia, piscina infantil, solarium, playgound, deck com churrasqueira e forno de pizza. A academia do empreendimento tem duas áreas, uma interna, com os equipamentos tradicionais, e outra externa, destinada à prática de atividades como pilates, crossfit e yoga. Uma característica interessante é que o Jazz é equipado também com bike share, para o compartilhamento de bicicletas. “Dessa forma as pessoas podem usar as bicicletas do empreendimento para fazer passeios pelo bairro no final da tarde ou nos fins de semana. A Praça das Flores [Doutor Carlos Alberto Studart Gomes], que é próxima, é uma sugestão interessante de destino.”

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M A R C AT O. C O M . B R

C O Z I N H A Q U A D R AT T A C O M L A M I N A D O S A N TA N A

F O R TA L E Z A

AV. B A R Ã O D E S T U D A R T, 7 6 1

B E LO H O R I Z O N T E

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CAMPINAS

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A L D E O TA

S . J. R I O P R E T O

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S ÃO PA U LO

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EMPREENDIMENTO

Perspectiva artística do living

INCORPORAÇÃO E CONSTRUÇÃO Simpex Incorporações e Dasart Incorporações

Perspectiva artística da varanda gourmet

EMPREENDIMENTO Jazz Carolina Sucupira

PROJETO DE ARQUITETURA Idea! Arquitetura + Design

ENDEREÇO Rua Carolina Sucupira, 480, Aldeota - Fortaleza – CE

PROJETO DE INTERIORES & PAISAGISMO Pablo Melo Arquitetura

ÁREA TOTAL DO TERRENO 1.588,30 m²

PROJETO DE INSTALAÇÕES Aspro Projetos e Engenharia SSEPP

ÁREA TOTAL CONSTRUÍDA 8.819,55 m² TOTAL ÁREA COMUM CONSTRUÍDA 4.003,31 m² NÚMERO DE PAVIMENTOS 22 PAVIMENTOS DE GARAGEM Térreo e 2 subsolos VAGAS POR UNIDADE 4

Perspectiva artística da eclusa para pedestre

METRAGEM DA UNIDADE 219m²

DIVISÃO DE ARCONDICIONADO A+I Arquitetura Inst. Proj. e Cons. SS LTDA EPP. PROJETO DE ESTRUTURA Structurale Engenharia de Projetos e Consultoria SSP LTDA. ITENS DE LAZER Fitness center, fitness externo, salão de festas interno, salão de festas externo, deck gourmet, piscina infantil, piscina adulto, piscina com raia, prainha, sauna, solarium, playground e bicicletário.

TOTAL DE UNIDADES 22

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SOCIAL por Adriano Nogueira

SOLIDEZ E INOVAÇÃO MARCAM TRAJETÓRIA

DA DASART INCORPORAÇÕES

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Dasart Incorporações, criada pelo empresário Vitor Frota, é a marca responsável pelos mais sofisticados prédios de Fortaleza. Com forte direcionamento para o design e para as gentilezas urbanas, os empreendimentos são pensados com o máximo de acabamento e requinte, levando em consideração o estilo de vida cosmopolita das grandes cidades. Atuando em parceria com a Simpex Incorporações do empresário Silvio Frota, a empresa amplia seu leque de atuação e fecha o ano de 2016 com expansão e prometendo novidades para 2017.

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1 Diogo Milanesi, Viviane Fracalossi, Vitor Frota, Diogo Silva e Albanir Américo no espaço Simpex Incorporações e Dasart Incorporações no Grand Shopping Messejana 2 Sócios e diretores do Grand Shopping Messejana em sua inauguração 3 Gestores do Grand Shopping Messejana 4 Brinde dos clientes em homenagem a entrega do Grand Essence Condomínio 5 Ricardo Bezerra, Vitor Frota e Adriano Nogueira no lançamento do Jonas Cardoso Residence 6 Cliente Emanuel Cordeiro na entrega do Grand Essence Condomínio 7 Clientes Luís Palácio e Marina Sobral na entrega do Grand Essence Condomínio 8 Paulo Angelim, Severino Neto, Vitor Frota e Patriolino Dias no lançamento do Grand Shopping Messejana 9 Geraldo Duarte, Fabián Salles, Kaline Mota e Cardoso Junior no lançamento do Jonas Cardoso Residence

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DICA DE VIAGEM

Morro Dois Irmãos

UMA FORMA SIMPLES DE

CURTIR A VIDA

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A ESTILISTA GISELA FRANCK INDICA AS PAISAGENS NATURAIS DE FERNANDO DE NORONHA COMO CENÁRIO PERFEITO PARA UMA VIAGEM Gabriela Custódio gabrielacustodio@opovo.com.br

“Ao mesmo tempo que é supersimples e rústica, tem uma natureza que nunca vi na vida. Tem aquela coisa do ‘pé no chão’, simplicidade.” É assim que Gisela Franck, estilista da marca de beachwear Água de Coco por Liana Thomaz, descreve as paisagens da paradisíaca ilha de Fernando de Noronha. O arquipélago pernambucano foi o cenário escolhido por Gisela e pelo marido, Breno Viana, em 2012, para comemorar um ano de casamento. E não só para viagens de casal que a Praia dos Cachorros, a Piscina de São José ou o Mirante Dois Irmãos são boas escolhas. “É um destino para todos os tipos de viagem: de casal, com a turma ou com a família”, afirma a estilista. Com rica vegetação e diferentes espécies animais, a riqueza de Noronha encontra-se justamente na natureza. A ilha proporciona inúmeros programas para os visitantes. As opções vão de trilhas, realizadas a pé ou de bicicleta, até esportes aquáticos como stand-up paddle ou surf.

PROGRAMAS IMPERDÍVEIS MERGULHO NA BAÍA DO SANCHO Próxima ao Mirante Dois Irmãos e limitada por uma muralha rochosa de mais de 70 metros de altura, a praia do Sancho é um dos cartões-postais de Noronha. Além da paisagem, lá o visitante também pode conhecer a vida marinha por meio de mergulho. PÔR DO SOL NO MERGULHÃO Contrastando o rústico com o moderno, o restaurante é uma ótima opção. Além de conferir a gastronomia brasileira oferecida pelo Mergulhão, os visitantes ainda podem aproveitar o pôr do sol à beira da praia do Porto. PARA OBSERVAR AS TARTARUGAS O Projeto Tamar realiza captura intencional de tartarugas marinhas para coleta de dados. É uma oportunidade para ver as tartarugas de perto e tirar dúvidas com os pesquisadores.

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