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ALGARVE INFORMATIVO 9 de junho, 2018

«BROTHER» DE MARCO DA SILVA FERREIRA «PELOS QUE ANDAM SOBRE AS ONDAS DO MAR» | «A CASA» | «TEMPESTADE» | DULCE PONTES FAM 1TRIP DA RTA VISITOU OLHÃO | MISS PORTUGUESA ALBUFEIRA | MED E FALGARVE COM CARTAZES DE LUXO INFORMATIVO #158


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CONTEÚDOS #158 9 DE JUNHO, 2018 76

ARTIGOS 6 - Dia de S. Brás 16 - Fam Trip Olhão 28 - Apresentação Festival MED 34 - Apresentação Verão na Alameda de Portimão 42 - Apresentação Festival F 48 - Miss Portuguesa Albufeira 60 - «Tempestade» 70 - Dulce Pontes 76 - «Brother» 88 - «A Casa» 96 - «Pelos que andam sobre as ondas do Mar» 116 - Atualidade

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OPINIÃO 104 - Paulo Cunha 106 - José Graça 108 - Adília César 110 - Mirian Tavares 112 - Antónia Correia ALGARVE INFORMATIVO #158

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REPORTAGEM

HOMENAGENS, BOAS NOTÍCIAS E DESVENDAR DE PROJETOS FUTUROS MARCARAM A SESSÃO SOLENE DOS 104 ANOS DE SÃO BRÁS DE ALPORTEL Texto:

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ão Brás de Alportel assinalou, a 1 de junho, 104 anos de existência enquanto concelho, recordando a ocasião em que, em 1914, ganhou a sua autonomia face ao concelho vizinho de Faro por graças de um grupo de são-

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brasenses republicanos sob a liderança de João Rosa Beatriz. “Era um homem de visão e determinação pois percebeu que o desenvolvimento desta terra passava por gerir o seu próprio destino”, lembrou Ulisses Brito, presidente da Assembleia Municipal de 6


São Brás de Alportel. “Somos um pequeno concelho, no coração do Algarve, que tem crescido de forma harmoniosa e com qualidade. Soube aproveitar uma das principais conquistas do 25 de abril – o poder local – bem como a integração europeia e os fundos comunitários e, nas últimas três dezenas de anos, tem tido à sua frente presidentes de município com visão”, declarou o médico de profissão, falando das figuras de José Pires, António Eusébio e Vítor Guerreiro. “Tem sido realizada uma vasta obra, nomeadamente na educação, no desporto e na cultura, para além de se dar um grande apoio às famílias carenciadas do concelho. No trabalho autárquico, para se manter a confiança dos munícipes, é fundamental e obrigatório cumprir as promessas dos programas eleitorais e é isso que tem acontecido em São Brás de Alportel. O

atual executivo, com vários anos de experiência, sabe claramente qual o caminho a seguir para, com trabalho, transparência e perseverança, continuar a desenvolver São Brás de Alportel, melhorando a qualidade de vida dos são-brasenses, apostando nas pessoas e na valorização social e mantendo o equilíbrio e a saúde financeira do município”, sublinhou Ulisses Brito. No uso da palavra, Vítor Guerreiro falou de “um projeto com foco local mas com horizonte global, atento ao que se passa no mundo, salvaguardando a riqueza ambiental deste território e investindo na qualidade de vida que queremos para São Brás de Alportel e para os sãobrasenses”. “Com respeito pelo passado, planeamos no presente o

Vítor Guerreiro, presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel 7

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futuro, com empenho, rigor e responsabilidade, com objetivos definidos em defesa da utilização consciente do erário público”, frisou o edil, destacando a transição de mais de um milhão e 800 mil euros de saldo positivo para o orçamento municipal de 2018. “Conseguimos potencializar os limitados recursos financeiros da autarquia através de uma gestão atenta às oportunidades disponibilizadas pelos quadros comunitários de apoio. É um trabalho árduo e exigente que só é possível com uma equipa de autarcas determinada em alcançar objetivos comuns”, reconheceu, agradecendo publicamente aos colegas e amigos de vereação, Marlene Guerreiro, Acácio Martins e David Gonçalves, e não esquecendo também os funcionários da Câmara Municipal pela forma “como vestem a camisola desta casa”.

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Vítor Guerreiro apontou os investimentos efetuados no parque escolar e nos equipamentos desportivos, na dinamização cultural, no apoio às associações locais e no incremento ao turismo, setores prioritários para que todos possam encarar o futuro, em São Brás de Alportel, com esperança e tranquilidade. “Lutamos diariamente pela defesa dos interesses das nossas gentes e concelho, atentos às reais necessidades da população e aos desafios que o futuro nos coloca. Em relação ao Centro de Medicina e Reabilitação do Sul, temos batalhado constantemente junto das entidades competentes para que volte a ter profissionais para prestar o serviço para o qual foi fundado. Assim como a

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Ulisses Brito, presidente da Assembleia Municipal de São Brás de Alportel

requalificação da EN 2 entre São Brás de Alportel e o nó com a Via do Infante em Faro tem merecido a nossa total atenção, e a obra dessa rotunda começou esta semana e ficará concluída até ao início de agosto. Outra promessa que tenho do Ministro Pedro Marques é que o projeto da requalificação da EN 2 estará completo até ao final de 2018 e a obra arrancará no início de 2019, algo fundamental para que São Brás de Alportel continue a ser competitivo e tenha uma acessibilidade condigna à Via do Infante e à capital do distrito”, salientou Vítor Guerreiro. O presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel adiantou ainda estar para breve a recuperação do edifício do Centro de Saúde e que o concelho vai receber uma Unidade Móvel de Saúde por via de um protocolo assinado com a AMAL 9

- Comunidade Intermunicipal do Algarve. Mas criar postos de trabalho é outra meta para a autarquia, daí a prioridade dada à conclusão do Plano de Pormenor do Parque Empresarial de São Brás de Alportel. “Faz hoje precisamente um ano que inauguramos a primeira obra, a nível regional, do PARU - Plano de Ação de Regeneração Urbana, a requalificação do emblemático Largo de São Sebastião. E na data em que celebramos 104 anos de elevação de São Brás a concelho prestamos homenagem ao passado, à nossa história, aos autarcas do poder local, às nossas gentes, com a inauguração do Espaço Memória, num investimento de 120 mil euros”, destacou Vítor Guerreiro, intervenção que contemplou a construção de um elevador para mais fácil acesso ao ALGARVE INFORMATIVO #158


Carlos Miguel, Secretário de Estado das Autarquias Locais

segundo andar do edifício da Câmara Municipal. A execução da primeira fase da Avenida da Liberdade, a requalificação do Quarteirão dos Quatro Olhos – onde ficará o Centro de Incubação de Empresas e Empreendedorismo de São Brás de Alportel – a intervenção no Parque do Burguel e a valorização do Jardim Carreira Viegas são outros investimentos para breve a incidir sobre o Centro Histórico, notícias que mereceram um elogio da parte de Carlos Miguel, Secretário de Estado das Autarquias Locais. “São Brás de Alportel, tendo uma capacidade de endividamento de cerca de 14 milhões de euros, apenas utiliza perto de dois milhões de euros, ou seja, pouco acima dos 12, 13 por cento. Para além disso, paga aos seus fornecedores, há muitos ALGARVE INFORMATIVO #158

anos, no prazo de uma semana. Só com finanças sãs é que podemos ter um futuro melhor”, afirmou, reconhecendo ainda que as autarquias conseguem fazer mais e melhor do que o próprio governo em determinadas áreas. “É por isso que trabalhamos arduamente para dar mais competências às câmaras municipais e juntas de freguesias, para que a vida das pessoas se torne mais fácil e para que tenham respostas mais rápidas aos seus problemas. Tudo o que é património do Estado que não tenha serventia ou interesse, as câmaras municipais podem candidatar-se para gerir esse património em favor das populações, mas para isso precisam também de mais dinheiro. Nesse sentido, o governo está a preparar uma nova Lei das Finanças Locais que 10


vai carregar para os municípios mais meios financeiros, e que começará a ser discutida na Assembleia da República no dia 15 de junho”, anunciou ainda Carlos Miguel.

Um dos momentos altos das comemorações do Dia do Município de São Brás de Alportel, a 1 de junho, foi a inauguração do Espaço Memória, localizado numa nova ala dos Paços do Concelho, sendo que o segundo piso do edifício passou a estar, a partir desta data, disponível para as pessoas com capacidade reduzida de mobilidade com a entrada em funcionamento de um elevador. A

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cerimónia contou com a presença do Secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, e a apresentação do Espaço Memória foi feita, com palavras emotivas, pela Vice-Presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Marlene Guerreiro. “Dizem que a saudade não tem tradução, mas tem emoção o que só no coração cabe. E se viajássemos no tempo, por meio milénio de memória? Partindo das terras de Alportel, bem lá de longe da história, e guiados por São Brás, seguimos como almocreves por esses caminhos fora, que sempre nos levaram mais longe. Vimos nascer uma freguesia que a generosidade da serra e a férrea vontade dos seus habitantes soube fazer crescer, até se fazer concelho na argamassa da República e do Sonho. Depois, perdemo-nos por

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longas eras sem sol, até que, finalmente, o dia amanheceu e sentimos no rosto a brisa da Liberdade. A bordo do século XXI, alcançamos um concelho com lugar no mundo”, proferiu a autarca, durante a sessão solene do Dia do Município. Neste dia especial para o concelho e comunidade sãobrasenses, Marlene Guerreiro lembrou o que tem sido feito, nos últimos anos, para honrar a história local, nomeadamente no Centro Histórico de São Brás de Alportel. Assim, em 2002, celebrou-se o cinquentenário do Cineteatro de S. Brás, que deverá receber obras de requalificação muito em breve. Em 2004 foi lançado um livro de memórias de nove décadas do Município e, no ano seguinte, foi inaugurado o Centro Museológico do Alportel. Em 2007 abriu portas o Centro Explicativo da Calçadinha, o culminar de um amplo projeto de valorização desta importante via na história de São Brás de Alportel, mas também foram atribuídas 37 novas designações toponímicas para dignificar a memória de personalidades são-brasenses. Em 2009 nascia o Centro de Artes e Ofícios e, em 2014, teve início o programa comemorativo do Centenário de São Brás de Alportel, que deixou muitas sementes para o futuro. Prosseguindo com a viagem ao passado, Marlene Guerreiro recordou que, em 2017, ALGARVE INFORMATIVO #158

foi colocada, junto às Piscinas Municipais, uma réplica artística do hidroavião com que Gago Coutinho e Sacadura Cabral chegaram ao Brasil e deu-se também nova vida ao Largo de São Sebastião. Já em 2018, há a destacar o programa de comemorações do centenário do Sanatório de São Brás de Alportel e, finalmente, a inauguração do Espaço Memória. “Têm sido inúmeras as iniciativas e obras de reabilitação de espaços e edifícios para procurar preservar o passado, deixando-o às gerações do futuro. A partir de hoje, o Espaço Memória será a sala-de-estar do município, onde nos reunimos, onde celebramos, onde guardamos as nossas memórias de família e recebemos as nossas visitas. Queremos criar um novo elemento de interesse turístico para São Brás de Alportel que complemente uma visita ao Centro Histórico”, frisou a VicePresidente da Câmara Municipal, aproveitando para dar a boa notícia de 12


Marlene Guerreiro, Vice-Presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel

que o vídeo promocional de São Brás de Alportel, lançado ao público em 2017, tinha acabado de vencer o prémio de melhor filme promocional português e o segundo melhor a nível internacional, numa competição de 500 filmes provenientes de 70 países. “É um filme que tem por inspiração o nosso passado e memória e são distinções que nos deixam imensamente orgulhosos”, salientou Marlene Guerreiro. O Espaço Memória pretende, então, contar a história de São Brás de Alportel, de forma sucinta, desde o século XV, de onde chegam as primeiras referências às pedras de Alportel, passando pelo nascimento da freguesia, no século XVI, até chegarmos aos dias atuais. “Nasce do sonho antigo e muito mais ambicioso de criarmos um Arquivo Municipal de São

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Brás de Alportel, que continua nos nossos planos, mas que ainda não se pode tornar realidade. Podemos dizer que esta é uma primeira fase, que nasce de uma gratificante parceria entre a Câmara Municipal e o Museu do Trajo de São Brás de Alportel”, apontou Marlene Guerreiro, acrescentando que é intenção da autarquia valorizar, também, a história do património imaterial do concelho, das suas tradições e gentes. “A história da vida que fomos e somos, as nossas artes e ofícios, mas também as nossas lojas e empresas com história. Para além da exposição permanente, desejamos igualmente dinamizar, no Espaço Memória, exposições temáticas e outras iniciativas” .

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REPORTAGEM

FAM TRIP DEU A CONHECER OS SEGREDOS E AS NOVIDADES DE OLHÃO Texto:

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Percurso pelo Caminho das Lendas, na zona histórica de Olhão

14.ª Fam Trip «Redescobrir os Segredos do Algarve» da Região de Turismo do Algarve passou por Olhão, no dia 24 de maio, numa parceria com o Município de Olhão que revelou a jornalistas, agentes e operadores turísticos alguns dos segredos ainda pouco conhecidos do concelho, mas também levantou a «ponta-do-véu» dos empreendimentos que irão projetar e requalificar a cidade nos próximos anos.

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O dia começou no Real Marina Hotel & Spa, a única unidade hoteleira de 5 estrelas do sotavento algarvio, localizada em Olhão, onde foram apresentados pela autarquia os projetos mais importantes a desenvolver no concelho, de iniciativa ALGARVE INFORMATIVO #158

pública e privada. Um deles é a requalificação da zona Poente, que transformará esta entrada da cidade num espaço aprazível de lazer, com jardins, praias urbanas, espaços comerciais e uma unidade hoteleira de baixa volumetria. O investimento público ronda os três milhões de euros e começará a tornar-se realidade no início de 2019. Uma renovação profunda vai sofrer a frente ribeirinha já a partir de outubro do corrente ano. Vai ser uma verdadeira «revolução» numa das zonas mais nobres da cidade, contemplando a requalificação dos jardins Patrão Joaquim Lopes e Pescador Olhanense, a envolvente dos Mercados Municipais e a 18


Avenida 5 de Outubro, conferindo a toda esta zona características mais modernas, polivalentes e mais amigas dos peões. O investimento global é de cerca de milhão e meio de euros. Também apresentado foi o projeto de requalificação e ampliação do Porto de Recreio, cuja capacidade passará dos atuais 299 para 340 lugares, com a instalação de novos postos de amarração para embarcações ou reconfiguração da tipologia hoje existente. Posteriormente, serão atingidos os 500 postos de amarração com a instalação de mais passadiços na zona Nascente, junto ao atual setor da pesca artesanal, e a dragagem de fundos em toda a área de concessão.

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A área adjacente à doca, para Poente, será afeta à construção de edifícios para serviços administrativos e de apoio náutico, oficinas, restauração e comércio. No final da intervenção, o Porto de Recreio de Olhão vai contemplar uma área seca de 25 mil e 474 metros quadrados e uma área molhada de 50 mil e 80 metros quadrados, num investimento de 3,35 milhões de euros que já se encontra em execução. A transformação desta zona da cidade ficará completa com mais um investimento privado, o empreendimento Del Mar Marina, localizado frente ao Porto de Recreio, constituído por 83 apartamentos de

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Na página à esquerda, visita à «Conserveira do Sul». Em cima, na «Casa Modesta», em Quatrim do Sul

tipologia T1, T2 e T3, totalmente equipados. Terá duas piscinas no topo do edifício, estacionamento e segurança permanente, estando a sua conclusão prevista para o primeiro trimestre de 2021. Outros dois projetos cujos efeitos positivos se farão sentir na qualidade de vida dos olhanenses, mas também na experiência de quem visita a cidade e o concelho, são a construção de habitação a custos controlados, um investimento autárquico que pretende apoiar os olhanenses na compra de casa a preços 21

sustentáveis, tendo o terreno sido adquirido por 670 mil euros e devendo estar concluída no final de 2018; e a construção de um parque de estacionamento em altura nas imediações dos CTT, com orçamento estimado de um milhão de euros e início das obras previsto para o segundo semestre deste ano. O pequeno-almoço não terminou sem que a comitiva ficasse a conhecer a aplicação móvel e o site turístico do município, duas funcionalidades ALGARVE INFORMATIVO #158


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tecnológicas que serão lançadas a 16 de junho, Dia da Cidade. Depois, jornalistas, agentes e operadores turísticos atravessaram a rua e subiram a bordo de três barcos da «Salt & Sea» para um agradável passeio pela Ria Formosa. De regresso a solo firme, prosseguiu a visita pela Cidade da Restauração, nomeadamente pelo «Caminho das Lendas», percurso pedonal que liga cinco dos principais largos da zona histórica, cada um deles associado a uma lenda original de Olhão, perpetuando, desta forma, a memória coletiva do povo olhanense. Antes do almoço no Restaurante Horta houve ainda oportunidade de conhecer a sala de exposições da «Conserveira do Sul», empresa de cariz familiar que se 23

dedica à produção de patés e conservas de peixe desde 1954, sendo a sua principal marca os «Patés Manná». Certificada e premiada, a «Conserveira do Sul» é uma referência a nível nacional e internacional e, por entre uma saborosa degustação, ficou-se a saber algumas das novidades e projetos da empresa olhanense. A parte da tarde ficou marcada pela visita a três espaços emblemáticos do concelho. Primeiro, no coração do Parque Natural da Ria Formosa, em Quatrim do Sul, fomos à premiada Casa Modesta, uma antiga residência de família requalificada e transformada em espaço de turismo rural. Depois, em Moncarapacho, conheceu-se o processo de fabrico dos premiados Azeites ALGARVE INFORMATIVO #158


Monterosa, com uma visita aos 20 hectares do olival e à adega onde é produzido um dos melhores azeites virgem extra do mundo. O destino final foi o Vila Monte Farm House, também em Moncarapacho, uma verdadeira referência daquilo que se designa, nos tempos modernos, por farmhouse, com uma simplicidade intemporal, um ambiente local e rústico e um espírito boho-chic. E nada melhor para terminar a 14.ª Fam Trip do que ostras e uma vila de amêijoas ao por-do-sol . Visita aos Azeites Monterosa e ao Vila Monte Farm House, ambos em Moncarapacho

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REPORTAGEM

LOULร‰ APRESENTOU CARTAZ OFICIAL DO

15.ยบ FESTIVAL MED Texto:

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ańba!», da Polónia, e Ifriqiyya Electrique, da Tunísia, são os dois últimos nomes que vão integrar o 15.º Festival MED, cujo cartaz oficial foi apresentado, no dia 26 de maio, no CineTeatro Louletano, com Raquel Bulha (SIC) e Edgar Canelas (Antena 1) a conduzirem uma sessão com muitas novidades e que contou com um espetáculo protagonizado por Omiri.

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Pela primeira vez na história do MED a Polónia vai estar representada e logo ao mais alto nível. «Hańba!» é um conceito ousado: imaginar que, no período entre Guerras, quando os movimentos fascistas na Europa cresceram em força, os trabalhadores alcançaram não apenas armas, mas também instrumentos musicais. A sua indignação produziu um punk rock tocado em acordeão, banjo, tuba e um tambor. «Hańba!» (que se traduz em 30


por imagens hipnotizantes projetadas ao vivo para que o público se perca e grite com os seguidores do Banga. Os espíritos possuem os corpos, pedem para se nutrir de uma música com a evidente modernidade. Entre o deserto salgado e oásis do sul da Tunísia, François R. Cambuzat e Gianna Greco perderam-se durante meses, gravando e filmando por mais de 300 horas, trabalhando e compondo com os músicos de Banga, para um ritual de adoração e pós-guerra industrial único.

Desgraça!) foi descrito como cabaret folk, mas não é só isso, é uma banda com uma mensagem forte e sincera, reforçada pela sua forma old school, mas ainda muito válida nos tempos contemporâneos. Da Tunísia para Loulé, Ifriqiyya Electrique inspira-se no ritual de culto de Banga dos antigos escravos Haoussa da África Negra, estabelecidos na Tunísia às portas do Sahara. Os espíritos comunicam com computadores e guitarras elétricas para recompor este ritual ancestral, ilustrado 31

Para além destas duas confirmações, irão atuar nos três palcos principais – Matriz, Cerca e Castelo – as seguintes bandas e artistas: Gato Preto (Gana/Moçambique/Portugal), Asian Dub Foundation (Reino Unido), 47 Soul (Palestina), Bonga (Angola), Los Milros (Peru), Sampladélicos DJ Set (Portugal), Teresa Salgueiro (Portugal), Ricardo Martins (Portugal), Hanba (Polónia), Ridding a Meteor (Portugal), Melech Mechaya (Portugal), Bruno Pernadas (Portugal), Metá Metá (Brasil), Bitori feat. Chando Graciosa (Cabo Verde), Sara Tavares (Portugal/Cabo Verde), Irmãos Makossa DJ Set (Portugal), Selecta Alice DJ Set (Portugal), Tribali (Malta), Dub Inc (França), Ifriqiyya Electrique (Tunísia), Gaiteiros de Lisboa (Portugal), La Pegatina (Espanha), Vurro (Espanha), Sam Alone&The Gravediggers (Portrugal), Miguel Araújo (Portugal), Morgane JI (Reunião) e Orelha Negra (Portugal). Este ano serão 78 horas de música divididas por 57 bandas, mais de 250 músicos de 18 países dos quatro cantos do mundo, alguns deles em estreia absoluta como a Ilha da Reunião ou a Polónia. ALGARVE INFORMATIVO #158


Vencedor dos Iberian Festival Awards na categoria de «Melhor Festival de Média Dimensão da Península Ibérica», pelo segundo ano consecutivo, e de «Melhor Promoção Turística» em festivais realizados em Portugal, o Festival MED dá a conhecer não apenas a música e uma fusão de manifestações culturais que vão das Artes Plásticas ao Teatro, Cinema, Poesia, Animação de Rua, Artesanato ou Gastronomia, mas também o palco natural da Zona Histórica de Loulé, com toda a sua riqueza patrimonial e com as características perfeitas para viver a cultura do Mediterrâneo. Ao longo dos anos, já passaram pelo Festival MED 500 bandas em representação de 45 países. Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo, salientou a importância do MED enquanto momento ALGARVE INFORMATIVO #158

de fruição, mas também do ponto de vista da dinamização turística e económica. “Loulé é conhecido em todo o país e em diversos países da Europa de onde vêm turistas muito especialmente para se divertirem e participarem no Festival MED. Este evento é também importante do ponto de vista da economia louletana porque permite um bom encaixe financeiro para a restauração e hotelaria local. Estamos perante uma oferta no segmento do entretenimento de qualidade, da cultura, que é do maior interesse para a cidade de Loulé e para a nossa região”, ressalvou o autarca. Após a apresentação do cartaz oficial do 15.º Festival MED, o público teve a oportunidade de assistir àquela que será a primeira confirmação do cartaz do 32


Festival MED para 2019: Omiri. Considerado um dos mais originais projetos de reinvenção da música tradicional portuguesa, o músico conseguiu pôr de pé - e a dançar - os espetadores que vieram a esta sala de espetáculos. Numa sincronização surpreendente de formas e músicas da nossa tradição rural com a linguagem da cultura urbana, a juntar-se a esta festa esteve ainda Celina da Piedade, que também já pisou o palco do MED em 2015, acompanhada pelo seu acordeão e uma voz que canta o Sul como poucos. O 15.º Festival MED acontece de 28 a 30 de junho e a programação completa pode ser consultada em www.festivalmed.pt. À direita: Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé. Em baixo: Carlos Carmo, vereador da Câmara Municipal de Loulé e Diretor do Festival MED

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REPORTAGEM

CENTRO DE PORTIMÃO COM ANIMAÇÃO NON STOP DURANTE O VERÃO Texto:

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ando seguimento a uma política de grande proximidade com a comunicação social regional, porque “aquilo que não é noticiado é como se não acontecesse”, Isilda Gomes apresentou, no dia 30 de maio, no rooftop do restaurante Alma Town, na Praça da Alameda da República, um extenso programa de animação que promete deixar o centro da cidade num frenesim constante durante os próximos meses. O objetivo é, de acordo com a presidente da Câmara Municipal de Portimão, “que os nossos residentes e quem nos visita possam estar, viver, divertir-se e passear no centro de Portimão, elegendo também esta zona nobre da cidade como um dos seus principais pontos de encontro e de fruição”. Ao todo, a dinamização da Alameda da República estará assegurada por mais de 10 iniciativas dirigidas a miúdos e graúdos, residentes e turistas, para que se divirtam e conheçam a oferta do comércio local portimonense. E o primeiro evento aconteceu logo a 1 de junho, Dia da Criança, com a «Silent Party». Nesta festa silenciosa ao ar livre os participantes receberam, à entrada do recinto, auscultadores e, ao som de músicas de todas as épocas que só se ouviam nos headphones, dois DJ’s (Echo Sound) foram captando a atenção e estimulando o público para dançar, em despique. E para que o dia ainda fosse mais divertido, e porque as crianças eram o centro das atenções, foram colocados na Alameda da República três insufláveis de diferentes tamanhos.

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Nos dias 2 e 3, o Largo 1.º de Maio foi ser «invadido» por cerca de 300 Harley Davidson, autênticas peças de museu de duas rodas que desfilaram pelas ruas da cidade de Portimão. Poucos dias depois arrancaram as Marchas Populares de Portimão, que em 2018 terão como centro nevrálgico a Alameda da República. “Este será o ponto de partida das quatro marchas, mais de 300 figurantes, que depois seguirão rumo à Zona Ribeirinha por várias artérias da parte antiga da cidade. Ali, junto à antiga lota, faz-se o habitual desfile”, explicou Nuno Velasques. Depois de Portimão (8 de junho), as Marchas Populares vão desfilar na Mexilhoeira Grande (15 de junho), Alvor (22 de junho) e Praia da Rocha (29 de junho) e Isilda Gomes e Álvaro Bila, presidente da Junta de Freguesia de Portimão, são os padrinhos da marcha do Sporting Glória ou Morte Portimonense. Como 2018 é ano de Mundial de Futebol, a Praça da República vai receber, de 13 de junho a 15 de julho, o Futebol Park Alameda. “Já tínhamos feito aqui algumas iniciativas na época do Natal, desta fez vamos ficar todo o Verão”, adiantou Vera Silva, da entidade organizadora do evento. “Teremos um ecrã gigante a passar os jogos em direto, para além de muita comida e bebida, e espero que Portugal chegue à final para podermos festejar ainda mais. A Alameda vai estar transformada num verdadeiro campo de futebol, será algo muito diferente do que estamos habituados a ver”, acrescentou. A mesma empresa 36


Isilda Gomes, presidente da Câmara Municipal de Portimão

irá organizar, de 17 a 29 de julho, um Festival das Francesinhas com a participação de restaurantes do norte de Portugal, e as «Tasquinhas na Alameda», de 9 a 19 de agosto, com produtos regionais de todo o país à disposição dos visitantes. Três eventos que, explicou Isilda Gomes, não acarretam quaisquer custos para a Câmara Municipal de Portimão. “Temos a sorte de ter parceiros extraordinários que acreditam em Portimão e que estão confiantes de que os portimonenses virão desfrutar dos espaços e consumir”, indicou a edil. No dia 13 de julho vai realizar-se a segunda edição do Festival Choque Frontal, com Vítor Bacalhau, Gaijas e South Kick Band, um espetáculo bem diferente dos concertos ao vivo que 37

acontecem, mensalmente, no Teatro Municipal de Portimão, garantiu Júlio Ferreira, um dos mentores deste conhecido programa de rádio. Sobre o cartaz, Ricardo Coelho confirmou que Vítor Bacalhau é, de facto, o grande destaque, tendo já este ano conquistado o primeiro lugar num festival internacional de blues disputado na Noruega. Novo festival tem lugar a 21 de julho, o Festival Internacional Infantil e Juvenil Chaminé de Ouro, promovido pela Junta de Freguesia de Portimão. “É um concurso com muitos anos de existência, o Teatro Municipal já se tornou pequeno para o receber, portanto, nada melhor do que trazê-lo para a nossa Alameda”, justificou ALGARVE INFORMATIVO #158


Álvaro Bila, presidente da Junta de Freguesia de Portimão

Álvaro Bila, não escondendo o orgulho de ver esta zona da cidade voltar a ter vida. “Tem sido um grande esforço da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia porque, se a Alameda tem vida, o mesmo se passa com todo o centro de Portimão. Queremos trazer mais pessoas para esta zona da cidade e temos que motivar também os nossos comerciantes nesse sentido”, reforçou, antes de revelar mais um importante evento do Verão da Alameda, o Festival de Acordeão João César, a 18 de agosto. Na ocasião ficou-se ainda a saber que, de junho a setembro, o Porto de Cruzeiros de Portimão vai receber 30 escalas, ou seja, mais de 20 mil turistas terão oportunidade de visitar o centro da cidade, daí o empenho da autarquia em criar um programa de animação aliciante e ALGARVE INFORMATIVO #158

diversificado. “Mas a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia e os Promotores não chegam e há parceiros que, infelizmente, não estão aqui presentes e que são fundamentais em todo este processo. Não vale a pena continuarmo-nos a lamentar que as pessoas não vêm ao centro da cidade e depois, quando os comerciantes são desafiados para alterarem os seus horários de funcionamento, para abrirem as suas portas à noite e aos fins-de-semana e feriados quando há cruzeiros na cidade, eles não aderem”, lamentou Isilda Gomes. A edil portimonense esclareceu que há exceções, que algumas lojas aceitaram o repto para se adaptarem aos hábitos de consumo do século XXI, contudo, 38


quanto mais espaços comerciais estiverem abertos nesses períodos, mais atrativo se torna o centro da cidade. “É uma questão e escala e precisamos da colaboração do comércio comercial, porque nós estamos a fazer a nossa parte. Vamos ter uma Alameda permanentemente animada pois queremos também criar uma nova centralidade em Portimão. Para tal estamos a investir igualmente no sombreamento das ruas e este ano vamos sombrear o que falta até à Chapelaria Ideal, a Rua Diogo Tomé e a rua dos restaurantes, com um custo de 46 mil euros”, declarou Isilda Gomes, antes de abordar o tão falado problema do estacionamento. “Estamos, neste momento, a negociar o resgate das concessões à superfície, uma tarefa que não é fácil, mas esperamos ter novidades dentro de alguns meses”.

Sobre o programa agora apresentado para a Praça da República, descreve-o como um «pontapé de saída» diferente do que sucedia no passado recente, onde existiam iniciativas avulsas e nem sempre concertadas no tempo e espaço. “Portimão tem um nome, a nível nacional e internacional, que temos forçosamente que defender e tornar a cidade e o concelho num polo de atratividade. O que é bom para Portimão é bom para o Algarve e para Portugal, ninguém tenha dúvidas disso”, afirmou Isilda Gomes, lembrando que muitos turistas que desembarcam no Porto de Recreios de Portimão vão visitar outros pontos da região, nomeadamente Sagres, Lagos ou Monchique .

Júlio Ferreira e Ricardo Coelho, mentores do programa Choque Frontal 39

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REPORTAGEM

O MELHOR DA MÚSICA PORTUGUESA VOLTA A ESTAR PRESENTE EM MAIS UM FESTIVAL F Texto:

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s apaixonados da música portuguesa nos seus vários estilos vão estar de atenções voltadas para o centro histórico de Faro, comummente chamado de «Vila Adentro», de 30 de agosto a 1 de setembro, com a quinta edição do Festival F a reunir artistas consagrados e projetos em ascensão nos sete palcos espalhados pelo recinto. A capital algarvia vai tornarse, por estes dias, na capital da música portuguesa, naquele que promete ser, mais uma vez, o último grande festival de

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Verão, conforme se ficou a saber em conferência de imprensa realizada, no dia 4 de maio, no Cineteatro Capitólio, no coração do emblemático Parque Mayer, em Lisboa. Salvador Sobral, Sérgio Godinho, The Gift, Raquel Tavares, D.A.M.A., Moonspell, The Legendary Tigerman, Diogo Piçarra, Aurea, Paus e «Revenge of the 90’s» são alguns dos cabeças de cartaz, com o programa completo a contemplar mais de 40 artistas, mas nem só de música se vai fazer o Festival 42


F. Por isso, não vão faltar exposições, teatro, stand-up comedy, animação de rua, vídeo mapping, tertúlias, artes plásticas, atividades para os mais novos e artesanato de autor, para além, claro, da sempre apreciada street food. A estes ingredientes, de luxo, não haja dúvidas, juntam-se a mística histórica e arquitetónica da Vila Adentro e a beleza da Ria Formosa, daí ninguém estranhar que, em 2017, tenham passado pelo F cerca de 35 mil pessoas, num festival que é, assumidamente, para toda a família, dos mais pequenos aos mais velhos. E tudo isto pelo valor diário de 15 euros ou de 30 euros para um passe para os três dias, valor em pré-compra até 24 de agosto, que sobe para 40 euros a partir dessa data. Preços que são os mesmos do ano transato, facto raro num país onde tudo aumenta com o decorrer do tempo. Posto isto, as expetativas são elevadas, mas realistas,

para um evento organizado pelo Município de Faro, Teatro Municipal de Faro, Ambifaro e «Sons em Trânsito». “Desde o início que o festival foi pensado para fechar em beleza a época balnear, para trazer notoriedade e visibilidade a Faro, e que se integrasse na Cidade Velha e valorizasse aquilo que é nosso, desde o património à cultura e gentes e, claro, à música. O F é um festival somente de música portuguesa, porque somos excelentes em todas as áreas, somos bem-vistos nos sete cantos do mundo e não temos razão nenhuma para não nos orgulharmos da nossa história, da nossa cultura, daquilo que é nosso”, afirmou Rogério Bacalhau. Num Cineteatro Capitólio onde marcaram presença muitos dos artistas que compõem o cartaz, o presidente da

Gil Silva, Diretor do Teatro Municipal de Faro, Vasco Sacramento, da «Sons em Trânsito», Paulo Santos, VicePresidente da Câmara Municipal de Faro e Rogério Bacalhau, Presidente da Câmara Municipal de Faro 43

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Rogério Bacalhau, Diogo Piçarra, Sophie Matias, Vereadora da Câmara Municipal de Faro, e Paulo Santos

Câmara Municipal de Faro não esqueceu o mentor, o «pai» do Festival F, Joaquim Guerreiro, que faleceu precisamente no decorrer do evento do ano transato. “Um grande homem da cultura e das artes que deixou uma marca nessas vertentes, para além de muita saudade, e que será homenageado, merecidamente, este ano”, acrescentou o edil. “O Algarve já não é apenas um destino de «sol e praia», temos muitas outras coisas, como atestam os indicadores que confirmam o crescimento do turismo fora da época alta, e é por aí que passa a sustentabilidade da região. Há quatro anos Faro não tinha turismo, situação que se inverteu por completo, e queremos que o Festival F dê a conhecer a nossa cidade e concelho para atrair novos visitantes, mas também que proporcione uma experiência muito agradável aos residentes”, concluiu Rogério Bacalhau.

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Parceiro indispensável na tremenda empreitada que é montar o Festival F tem sido a produtora «Sons em Trânsito». “Tentando ser o mais isento possível, o F é um dos projetos mais exemplares de afirmação da cultura que se faz neste momento em Portugal, não só pela qualidade do cartaz e de todas as propostas artísticas, culturais e de animação que o preenchem, mas também pela forma como está organizado, financiado e projetado, pela valorização que faz do espaço público e do património”, considerou Vasco Sacramento. “Tentamos fazer uma radiografia do que é a música portuguesa na atualidade, procurando ser o mais abrangentes possível em termos de estilo, com uma maior aposta do hiphop do que em relação aos anos anteriores. Mas vamos ter também jazz, fado, pop/rock, lendas vivas, 44


regressos e novos valores, inclusive projetos que nasceram nos bastidores do F. Este festival é como que a «sala-deestar» da música portuguesa, com um espírito de comunhão, partilha e pertença”, reforçou o produtor. Alexander Search, Aurea, Bispo, Blaya, Brass Wires Orchestra, Cristina Branco, D.A.M.A., Daniel Kemish, Dead Combo, Diogo Piçarra, DJ Glue, DJ Patife, Domi, Elisa Rodrigues, Ermo, Filipe Sambado, Golden Slumbers, Holly Hood, Homies, Janeiro, João Só, Kappa Jotta, Luís Severo, Katia Guerreiro e Orquestra Clássica do Sul, Manel Cruz, Moonspell, Nuno Luz, Papillon, Paus, Piruka, Raquel Tavares, Revenge of the 90’s, Rodrigo Leão, Salvador Sobral, Sacik Brow, Sean Riley, Sérgio Godinho, Slow J, Surma, The Gift, The Legendary Tigerman e Wilson Honrado constituem, então, o cartaz do quinto Festival F, mas há mais, muito mais, revelou Gil Silva, Diretor do Teatro Municipal de Faro. “A stand-up comedy vai ter um elenco bastante forte este ano, teremos uma programação multidisciplinar dedicada ao público juvenil, há uma grande aposta nas artes plásticas, tertúlias onde discutimos diversos assuntos da atualidade literária e que acontecem nos Claustros da Sé, animação de rua com artistas e fanfarras, vídeo mapping (numa parceria com o Algarve Design Meeting), jazz no Palco Arco, concertos com a Orquestra Clássica do Sul na Igreja da Sé. Novidade este ano será o teatro, numa parceria com a Companhia LAMA”, adiantou Gil Silva. A ação vai ter lugar num recinto que, ao longo destes anos, foi sofrendo algumas mutações para responder à rápida 45

evolução do Festival F, recordou Paulo Santos, vice-presidente da Câmara Municipal de Faro. “Em quatro anos passamos de 12 mil para 35 mil pessoas, de 19 para 62 artistas, de cinco mil metros quadrados para 38 mil e 500 metros quadrados. Tudo isto na Cidade Velha, respeitando e integrando-nos dentro do seu valioso património histórico. Em 2017 arriscamos ao sairmos da Vila Adentro com o Palco Ria, com vista para a Ria Formosa, e correu tudo muito bem”, analisou o autarca, lembrando ainda que o F foi considerado, por duas ocasiões, «Festival Escolha do Consumidor». Outra novidade de 2018 será uma silenty party no Palco Afonso III, no coração da Vila Adentro, para não criar conflitos de som com os palcos envolventes. A entrada pelo Arco do Repouso junta-se às habituais entradas do Arco da Vila e da Ria e o Festival F vai ter, igualmente, três balões de ar quente para quem pretender assistir aos concertos por uma perspetiva diferente. Sobre os preços, Paulo Santos sublinhou o facto de os menores de 12 anos não pagarem bilhete. “Somos um festival de família, que abre às 18h e termina às quatro da manhã – no máximo às 05h, consoante o entusiasmo do público – em que circulam pelo espaço o pai, a mãe, o avô e o neto”, frisou, revelando ainda a homenagem que será feita a Joaquim Guerreiro pelo farense Pedro Vale, um dos principais artistas de hiper-realismo nacionais. “O retrato começa hoje a ser pintado e vai terminar, ao vivo, durante os três dias do Festival F” .

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EMMANUELLE JAMARINO VAI REPRESENTAR O ALGARVE NA MISS PORTUGUESA 2018 Texto:

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José Carlos Rolo, presidente da Câmara Municipal de Albufeira, com Olena Chevka, Emmanuelle Jamarino, Filipa Barroso (Miss Portuguesa 2017) e Melissa Hawkins

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Auditório Municipal de Albufeira foi palco, no dia 26 de maio, da eleição da Miss Portuguesa Albufeira, evento organizado pela «Miss Portuguesa» com o apoio da Câmara Municipal de Albufeira e que selecionou quem vai representar o Algarve na Miss Portuguesa 2018. Com 15 jovens com idades compreendidas entre os 16 e os 25 anos em prova, a grande vencedora foi Emmanuelle Jamarino, 24 anos, de Quarteira, com Olena Chevka, 20 anos, de Portimão, a ser eleita 1.ª Dama de Honor e Melissa Hawkins, 20 anos, de Lagos, a ficar como 2.ª Dama de Honor.

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Foi uma noite de grande beleza, com as jovens a desfilarem em roupa informal com t-shirt alusiva a Albufeira, traje casual by «I AM by Sara Vairinhos» e vestidos de noite da Boutique Ana. Antes de se conhecerem as vencedoras, o presidente da Câmara Municipal de Albufeira realçou a importância do evento por possibilitar às jovens do Algarve participarem num importante concurso de beleza nacional e, quiçá, ganharam o direito a voos mais altos a nível internacional. José Carlos Rolo destacou também os conhecimentos e a experiência amealhados ao longo do evento e os benefícios que poderão trazer em termos profissionais para todas as candidatas. O concurso «Miss Portuguesa Albufeira» teve como principal patrocinador a Câmara Municipal ALGARVE INFORMATIVO #158

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de Albufeira e contou ainda com o apoio de Villas key, dos Hotéis Paladim e Choro Mar, do Restaurante The Warehouse, da Peris Costumes, da I AM by Sara Vairinhos, da Boutique Ana, dos Cabeleireiros Luís e Sónia Guerreiro, Cristóvão Costa e A-line Studio, assim como das maquilhadoras Ana Barros, Bruna Duarte, Dora Santos, Fátima Marques e, da academia de Make-up da Andreia Martins, das maquilhadoras Vanessa Tomé e Andreia Teixeira. A apresentação esteve a cargo da conhecida radialista Fátima Peres. A gala contou ainda com as atuações da jovem bailarina Gabriela de Pina, do Duo Black & White de acordeonistas e das bailarinas da Associação FUETE. A final nacional decorrerá em Gondomar, a 28 de julho, com a participação das Misses eleitas em cada região do Continente e nas Regiões Autónoma da Madeira e Açores, bem como das Comunidades Portuguesas da África do Sul, Canadá, França e Espanha. A «Miss Portuguesa» teve início em 2011 e é o maior concurso de beleza nacional, dando seguimento ao antigo título «Miss Portugal» e elegendo as representantes lusitanas aos principais certames de beleza mundiais, com particular destaque para os cinco concursos do Grand Slam (Miss Mundo, Miss Universo, Miss Internacional, Miss Supranacional e Miss Grande Internacional) . ALGARVE INFORMATIVO #158

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CINE-TEATRO LOULETANO RECEBEU «TEMPESTADE» DE SHAKESPEARE Texto:

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empestade», da Companhia João Garcia Miguel, subiu ao palco do Cine-Teatro Louletano, no dia 2 de junho, com os atores Sara Ribeiro, António Pedro Lima, David Pereira Bastos e Vítor Alves da Silva a darem corpo e voz ao texto original de William Shakespeare e Nuno Rebelo a musicar ao vivo o espetáculo. A obra de Shakespeare foi adaptada aos tempos modernos e encenada por João Garcia Miguel, tendo estreado, em junho de 2017, em Aveiro, passando depois pelo Festival de Teatro de Almada, Cine-Teatro Constantino Nery, em Matosinhos, Cine-Teatro de Torres Vedras e Teatro Ibérico, em Lisboa. E, de facto, um dos propósitos do diretor artístico da companhia com este trabalho de reinvenção de textos clássicos e de profunda criatividade teatral é levar a voz dos atores às cidades de Portugal e não ficar apenas na capital e no Teatro Ibérico, espaço que a sua companhia ocupa. De acordo com o encenador, “é no confronto entre a performance e o texto que se ergue esta obra performativa que relê o texto clássico num ato de perversão dramatúrgica e, através das experiências subjetivas dos corpos, vai em busca da sua forma”. «Tempestade» é uma história de vingança e de amor que contém muitas histórias dentro de si. “É uma história de conspirações oportunistas que contrapõe a figura disforme e ALGARVE INFORMATIVO #158

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selvagem dos instintos animais, que habita o homem, à figura etérea, incorpórea das altas aspirações humanas. Contrapõe o baixo com o alto, a terra contra o céu. Contrasta os instintos aos desejos de liberdade. A investigação dessas emoções, desses pensamentos e das suas expressões físicas, são, desde logo, a matéria restante do nosso fazer artístico”, explica João Miguel Garcia. O espetáculo dá início a um ciclo dedicado às emoções, ao amor, mas também ao ódio que se lhe opõe, “às forças que nos assolam como tempestades e nos sustentam os caminhos”. “As tempestades ilustram, exteriormente, no mundo real, as forças da natureza, assim como as forças interiores. Energias que se chocam invisíveis, das quais os movimentos dos corpos são feitos afinal. Na força à solta, na tempestade, entrevêem-se os movimentos nervosos do corpo. É aí, nesses movimentos subtis e disruptivos, que este espetáculo se irá fundar. Nas forças opostas em confronto, nas zonas de contacto, entre a vida e a morte, na carne que se move por dentro do sonho inconsciente. São essas forças fundidas que emergem do nervo à carne, daí para a pele, e que, a pouco e pouco, se espalham pelo mundo que vamos em ALGARVE INFORMATIVO #158

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busca de interrogar”, sublinha, acrescentando que cada um destes mundos é como uma ilha pessoal. “Para chegar ao outro temos de naufragar e ser aniquilados pelo mar do ser desfeito”. Ao quebrar-se esta metáfora emocional da tempestade, perde-se, então, a sua condição destruidora e ganha-se em subtilezas. “Ali, na mudança de qualidade, a tempestade encerra uma renovação. O inconsciente torna-se material visível, emerge e transforma os corpos em unidades vivas: espaço e sujeito. A tempestade causa estragos na ordem existente e traz destroços às margens do conhecido, náufragos, memórias devastadas, amnésias como restos de navios tornam-se visíveis, pedaços do fundo do mar falam-nos, a matéria informe e irreconhecível traz sensações físicas renovadas de mistérios esquecidos”, descreve. “O reconstruir de uma certa ordem posterior é já um trabalho que reinventa o corpo, que tira das forças da tempestade o seu saber e o incorpora numa realidade transformada. É este desafio que propomos ao espetador que já conhece Shakespeare e o nosso trabalho. Uma reinvenção do nosso tempo comum”, declara João Miguel Garcia . ALGARVE INFORMATIVO #158

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DULCE PONTES ARREBATOU TEATRO DAS FIGURAS COM «PEREGRINAÇÃO» Texto:

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eregrinar é percorrer o caminho para encontrar algo, um caminho que trouxe Dulce Pontes ao Teatro das Figuras, em Faro, no dia 2 de junho. A conhecida cantora, instrumentista, compositora, arranjadora e produtora regressou aos discos após cinco anos de ausência, com «Peregrinação» álbum duplo que reflete uma viagem interior e emocional sobre a vida em momentos difíceis e menos difíceis. Cantado em português, castelhano, galaico-português e com um tema em inglês, o disco traduz a vivência da artista, conciliando harmoniosamente diferentes autores e estilos musicais. Em palco, ao lado de Dulce Pontes, que assume também o piano, estiveram Amadeu Magalhães (Cavaquinho e Flauta), David Zaccaria (Violoncelo), Daniel Casares (Viola), Hubert Hubeek (Saxofone), Juan Carlos Cambas (Piano), Marta Pereira da Costa (Guitarra Portuguesa) e Paulo Silva (Bateria), numa coprodução do Teatro Municipal de Faro e Fundação Pedro Ruivo .

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MARCO DA SILVA FERREIRA APRESENTOU «BROTHER» NO CINE-TEATRO LOULETANO Texto:

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nserido no 4.º Festival «Encontros do DeVIR», o Cine-Teatro Louletano recebeu, no dia 25 de maio, o espetáculo de dança «Brother», da autoria de Marco da Silva Ferreira, uma das figuras mais reconhecidas da nova geração de criadores da dança contemporânea nacional. «Brother» é uma criação para sete intérpretes que estabelece uma relação de complementaridade com o anterior trabalho «Hu(r)mano». “Em ambos, o foco é a dança existente em contexto de grupo, mas descolam-se uma da outra nas referências temporais e no processo de composição. Se em «Hu(r)mano» se ALGARVE INFORMATIVO #158

abstratiza e se formaliza a dança contemporânea urbana, em «Brother» olha-se para uma ancestralidade comum e procura-se pontos de afinidade e similaridade que sobreviveram às passagens geracionais e que estão reminiscentes nos corpos e na dança que ainda hoje se desenvolve. O que procuramos juntos através da dança?”, questiona o produtor. O espetáculo compõe-se através do mimetismo constante entre os intérpretes que é gerador de movimento, comportamentos e padrões. “Desenvolve-se vocabulário não-verbal que se regenera e se 78


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transforma ao longo do tempo através de compromissos ou desbloqueadores que individualmente cada um manifesta. Surgem e desvanecem pontes móveis entre o agora e o longínquo. À macro-escala, é uma reflexão sobre herança, memória, códigos, processo de aprendizagem e transmissão.«Brother» é também um incómodo («bother»), uma tentativa de pulsar comum, uma sensação de pertence e de afeto, um eco de forças externas e, no fundo, uma assumida fragilidade pela constatação de perda e finitude. Um pernoitar por este lugar que se faz fazendo”, explicam. Com Direção Artística e Coreografia de Marco da Silva Ferreira e Assistência Artística de Mara Andrade, «Brother» é interpretado por Anaísa Lopes, Cristina Planas Leitão, Duarte Valadares, Marco da Silva Ferreira, Vítor Fontes, Filipe Caldeira, Max Makowski. A Direção Técnica e Desenho de Luz são de Wilma Moutinho, a Música é de Rui Lima e Sérgio Martins, estando a Operação Técnica a cargo de Cláudia Valente e a Produção Executiva de Célia Machado. O espetáculo é uma produção «Pensamento Avulso, associação de artes performativas» e uma coprodução do Teatro Municipal do Porto, São Luiz Teatro Municipal, Centre Choéographique National de Rillieux-la-Pape | Direction yuval Pick (FR) . 81

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«A CASA» DE PEDRO EIRAS FOI A CENA NO CONVENTO DE S. JOSÉ Texto: ALGARVE INFORMATIVO #158

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Convento de S. José foi o local escolhido pela Associação Cultural de Lagoa Ideias do Levante para apresentar, de 29 a 31 de maio, a sua mais recente produção teatral, «A Casa», com encenação de Mário Rui Filipe e texto de Pedro Eiras. Protagonizado por Sofia Brito, Ricardo Daniel, Márcia Coelho e Teresa Gião, «A Casa» é “um conjunto de pequenos textos que criam situações inusitadas, divertidas e sempre misteriosas que nos envolvem numa atmosfera singular”, explicou Mário Rui Filipe.

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A peça, constituída por episódios avulsos, começa na capela do convento e vai depois percorrendo diversos espaços deste imponente monumento do concelho de Lagoa, “acontecendo surpresas e ALGARVE INFORMATIVO #158

mecanismos de destruição rápida e eficaz”, fiéis ao estilo de Pedro Eiras e que foi muito bem interpretado pelo coletivo das Ideias do Levante. A produção teatral levou, assim, o público a conhecer uma casa fictícia e os segredos/mistérios que nela habitam, sendo ao mesmo tempo uma oportunidade para descobrir os recantos do Convento S. José de uma forma diferente do habitual. Mário Rui Filipe nasceu no Barreiro e desde 1995 que se dedica ao teatro, fazendo a sua formação inicial com o Teatro Os Sátyros, em Lisboa. Em 1998 é cofundador do Teatro Fragmento, onde estreou «As Bodas de Sangue», de Lorca. De 2000 a 2004 trabalhou com o Teatro Arte Viva, do Barreiro, e em 2003 entra no Teatro Profissional com o «Teatro dos Objectos», colaborando igualmente nesse 90


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ano com o Teatro O Bando em «Pino do Verão». Em 2004 ingressou no Teatro ao Largo, de Vila Nova de Milfontes, e também na ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, onde estuda Teatro – Interpretação. É encenador desde 2002 e desde 2012 que é responsável por espetáculos para o Curso Profissional de Artes do Espetáculo da Escola da Bemposta, da qual é Diretor e professor das disciplinas de Interpretação, Dramaturgia e Formação em Contexto de Trabalho. Participa regularmente como ator em espetáculos e performances em residências artísticas e é formador de teatro desde 2002. O texto de «A Casa» é da autoria de Pedro Eiras, escritor portuense nascido em 1975 e professor de Literatura Portuguesa na Faculdade de Letras do Porto. No seu currículo contam-se obras de ficção como «Cartas Reencontradas de Fernando Pessoa a Mário de SáCarneiro», «Bach», «A Cura», «Os Três Desejos de Octávio C.», de teatro como «Bela Dona», «Um Punhado de Terra», «Uma Carta a Cassandra» e «Um Forte Cheiro a Maçã», os ensaios «Alumiação», «Platão no Rolls-Royce», «Os Ícones de Andrei», «Constelações», «Tentações» e «Esquecer Fausto», e as crónicas «Boomerang» e «Substâncias Perigosas». As suas peças de teatro têm sido encenadas e lidas em dez países . ALGARVE INFORMATIVO #158

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«PELOS QUE ANDAM SOBRE AS ÁGUAS DO MAR» RECORDOU OBRA DE RAÚL BRANDÃO Texto:

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Auditório do Museu de Portimão recebeu, no dia 31 de maio, o teatrodocumentário «Pelos que andam sobre as águas do mar», uma produção de Raquel Belchior/GALATEIA protagonizada por Suzana Branco e Ana Lúcia Palminha e que contou com a participação especial do coro feminino do Centro Comunitário de Alvor. Inspirado na obra «Os Pescadores», de Raul Brandão, no trabalho de investigação realizado nas comunidades piscatórias de Portimão, Nazaré, Sesimbra, Setúbal e Montijo, e na investigação antropológica de Vanessa Amorim, o projeto teve o Museu de Portimão como parceiro e foi encenado por Miguel Jesus.

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há mais de 90 anos, mas permanece como um dos mais belos roteiros literários dos portos, praias e rias portuguesas. A partir do livro e do trabalho de pesquisa efetuado junto de diferentes comunidades piscatórias, «Pelos que andam sobre as águas do mar» pretende homenagear as várias gerações de homens e mulheres que fizeram e continuam ligados à faina do mar. Em palco, duas atrizes dão corpo e voz às suas histórias, convocando de forma poética a memória e a paisagem da costa lusitana, com a particularidade de o espetáculo ser diferente em cada local que vai a cena, sendo reescrito a partir da experiência efetiva e afetiva da respetiva comunidade.

Entre 1921 e 1923, Raul Brandão documentou nas páginas d´«Os Pescadores» a dimensão do nosso mar e de quem dele fazia vida. A obra foi escrita

Deste modo ficamos a melhor saber que relatos e que retratos se podem traçar, à luz do século XXI, sobre a história e as estórias das gentes e do

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mar, mas também que paisagens litorais se podem desenhar e dar a conhecer. “Este projeto pretende contribuir para o fortalecimento da identidade cultural da linha costeira do país através da produção de registos literários, fílmicos e teatrais, por sua vez baseados no património material e imaterial associado à pesca e ao mar”, descreve Raquel Belchior, numa altura em que se comemoram os 150 anos do nascimento de Raul Brandão, sem dúvida um dos mais importantes escritores da nossa literatura. “A sua escrita, refletindo uma personalidade plural e, por vezes, contraditória, deambula entre uma abordagem sombria da condição humana, que identificamos, por exemplo, em Húmus, a sua obra-prima, e a descrição luminosa do homem e da natureza, revelada em livros como «As Ilhas Desconhecidas», mas sempre com ALGARVE INFORMATIVO #158

uma forte preocupação com a situação e o destino dos mais carenciados”, explica a produtora. «Os Pescadores» foi o livro mais popular de Raúl Brandão, de cariz impressionista, constituindo-se como um importante registo, um retrato social do país piscatório à época, que importa, no tempo atual, abordar com novas ferramentas. “O papel central das mulheres nas comunidades, a escassez dos recursos, já apontada por Brandão nos anos 20 do século passado, o mar como lugar de tragédia, são apenas alguns dos temas que temos vindo a trabalhar. A obra de Brandão é, assim, ponto de partida e inspiração para uma reescrita sobre o que resta desse mundo, esventrado pela máquina do tempo e pelos seus atores”, termina Raquel Belchior . 100


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OPINIÃO

Pela Paz! Paulo Cunha (Professor) uando a carnificina provocada pelas múltiplas guerras regionais que proliferam em vários locais do mundo deixa de ter lugar de destaque nas notícias e se torna num lugar-comum, provocando uma sensação de indiferença e apatia a quem assiste, através da TV, às imagens de terror e horror que nos entram pela casa adentro, é sinal que algo está mal na forma como encaramos, hoje, o valor da vida humana. Poderemos ser cúmplices por omissão e desinteresse? Poderemos ser também cúmplices por negligência, desinformação e falta de conhecimento? Sim! A culpa não morrerá solteira enquanto permitirmos que os «cães da guerra» continuem, de uma forma ou de outra, a dilacerar o corpo e a alma dos nossos iguais! O facto de estarem longe de nós não nos isenta de reflexão e de ação concertada sobre as causas, os intervenientes e as consequências globais destes conflitos que, sendo locais, têm repercussões mundiais. Grande parte dos ditadores que alimentam os vários focos de genocídio foi, e continua a ser, legitimada pelo voto popular. Situações de conflito (fabricadas) onde os interesses económicos de poucos são camuflados pelos vários tipos de nacionalismos latentes (étnicos, políticos, raciais e religiosos). São guerras que, estrategicamente congeminadas, manietadas e colocadas ao serviço de grandes e ocultos interesses, geram, na morte indiscriminada de seres humanos, lucros colossais numa indústria que não cessa de crescer e de se aperfeiçoar. É, hoje, possível espalhar o pânico e o terror a muitos quilómetros de distância, bastando para isso manipular um simples «joystick»,

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como se de um simples videojogo se tratasse. Usando a loucura e o fanatismo para promover o terror, os «senhores da guerra» mantêm uma das indústrias mais lucrativas do nosso século a laborar na máxima força. Para muitos, todas estas guerras que pelo mundo proliferam acabam por ser também justificadas como forma de conter a explosão demográfica que ameaça tornar o planeta Terra insustentável e insuficiente para tanta gente. Não o dizem, mas por certo pensam-no! Vivemos num mundo de hipocrisia, onde as lamentações são catárticas, mas não nos levam a lado nenhum. Repugna-me e enoja-me constatar que os governantes que, publicamente, condenam os atentados terroristas, continuem a manter relações diplomáticas/comerciais com países que, de várias formas, financiam a morte de civis inocentes. Somos e continuaremos a ser alvos fáceis enquanto não combatermos a causa em vez do efeito. E a causa já está há muito tempo diagnosticada, é puramente financeira. É caso para deixar no ar a pergunta que muitos não fazem, mas que está subjacente às contas feitas em muitos gabinetes: quanto custa uma «morte limpa»? Limpa porque é coberta e legitimada pelas contingências duma guerra onde os danos colaterais fazem parte das vicissitudes de um conflito, ainda que coberto pelas Convenções de Genebra. No fundo são contas fáceis de fazer, basta somar o investimento em equipamento bélico à formação especializada e obediente de quem o manuseie. E assim se mata impunemente, em nome de interesses que, pretensamente, justificam matar e ser morto. 104


Por vezes, fico a pensar se será necessário ter de conviver com as consequências nefastas duma guerra real para, finalmente, acordarmos para uma realidade que, a qualquer momento nos poderá bater à porta e entrar pela casa a adentro? Todos os dias convivo com gente que encara a mortandade que, impunemente, alastra em vários conflitos regionais como algo ficcionado, que só acontece aos outros e que, estando longe da vista está, inevitavelmente, longe do coração. Nada mais errado! Enterrar a cabeça na areia e acreditar que alguém tem o dever de zelar pela nossa paz e segurança é meio caminho andado para que os «falcões da guerra» continuem a aumentar o seu poderio através da desinformação, da crendice e do fanatismo que coloca seres humanos a aniquilarem-se uns aos outros. Como para tantas outras coisas, acredito que só a educação, a cultura e o conhecimento nos poderão fazer discernir entre o bem e o mal, entre o verdadeiro e o falso e a ficção e o real. No fundo, os equívocos que quem se alimenta da guerra usa para continuar a engordar à custa da chamada «carne para canhão». Mais do que gritar por pacifismos bacocos e infrutíferos, urge abrir os olhos, refletir e atuar. Por uma paz real e efetiva! . 105

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OPINIÃO

A Espanha merecia isto! José Graça (Deputado Socialista na Assembleia Intermunicipal do Algarve)

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á dois anos, aventurei-me pelos caminhos de Santiago e partilhei nestas páginas a minha experiência, sublinhando convosco o desinteresse crescente de «nuestros hermanos» com os atores políticos. Na ocasião, a Espanha estava sem Governo central há quase dez meses e os espanhóis duvidavam em cada esquina na capacidade dos líderes políticos de encontrar uma solução. Em 2015, com processos eleitorais quase paralelos, os cidadãos portugueses e espanhóis não deram uma maioria absoluta aos partidos políticos que propunham-se assumir a governação, obrigando os seus líderes a negociarem soluções governativas de base parlamentar. Se, no nosso caso, o processo decorreu de forma positiva com a nomeação do governo socialista com apoio dos partidos da esquerda, em Espanha foi impossível encontrar uma resposta que se traduzisse numa maioria qualificada no Congresso dos Deputados. E, para piorar o estado das coisas, repetidas as eleições em junho de 2016, o impasse perdurou… Depois do impasse inicial, Mariano Rajoy (líder do PP e presidente do governo em funções), conseguir garantir a investidura e lograr a aprovação do orçamento de Estado, com o apoio bem remunerado dos nacionalistas bascos. Fala-se em qualquer coisa como 580 milhões de euros para ganhar cinco votos nas Cortes. Se, em Portugal, o orçamento

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«limiano» deu no que deu, em Espanha resultou naquilo que vimos nas últimas semanas! Como se não bastasse o pesadelo da independência da Catalunha, Mariano Rajoy deixou-se enredar nas teias da corrupção, com demissões estrondosas, prisões de anteriores governantes e condenações pesadas de membros das cúpulas do seu partido, e soçobrou perante uma moção de censura que parecia ter poucas hipóteses de sucesso! Regressado de uma breve travessia do deserto, Pedro Sánchez (líder do PSOE) emergiu como uma fénix renascida e assumiu a presidência do Governo em pouco mais de 24 horas, merecendo a confiança dos partidos da esquerda e dos nacionalistas bascos e catalães. Numa semana, copiou o modelo de António Costa, formou um governo composto exclusivamente por quadros socialistas e, foi mais além, surpreendendo com o convite a onze mulheres para assumirem pastas estratégicas num executivo com dezassete membros. Curiosamente, acompanhei este processo pelos caminhos das Astúrias e da Galiza, regressando a Portugal quando as Cortes já votavam a moção de censura. Não sei se os espanhóis ficam a ganhar com esta mudança de Governo em Madrid, mas a Espanha merecia isto! Não querendo parecer demasiado confiante, espero que este «câmbio» sirva para arejar a Democracia espanhola e que as novas gerações de políticos sejam capazes de recuperar a confiança dos 106


cidadãos, afastando velhas atitudes e comportamentos mais conservadores da prática governativa. Pedro Sánchez fez o caminho das pedras e terá que mostrar o seu melhor para recuperar o papel central do PSOE em Espanha e nas suas regiões autonómicas, encontrando soluções que potenciem o diálogo e valorizem a unidade nacional no contexto europeu. Só assim poderá manter-se no Governo e ganhar as eleições de 2019! E, se quiser ser o Presidente de todos os espanhóis, terá que começar por desbloquear os investimentos públicos exigidos pelos socialistas da Andaluzia e que foram ignorados pelos governos de Aznar e de Rajoy por razões de natureza meramente partidária, alguns deles com consequências socioeconómicas deste lado da fronteira e que merecem o apoio unânime dos Algarvios e dos Andaluzes! NOTA – Poderá consultar os artigos anteriores sobre estas e outras matérias no meu blogue (www.terradosol.blogspot.c om) ou na página www.facebook.com/josegra ca1966 . 107

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OPINIÃO

Os silêncios da Infância Adília César (Escritora) “A história da infância e a história da criança constituem, até certo ponto, histórias de silêncios, de crónicas que ninguém escreveu”. Rogério Fernandes

mês de Junho inicia-se com a comemoração do Dia da Criança. O mundo acolhe, apregoa e festeja o mundo da infância de formas diversificadas e concretas: diversões para os mais pequenos, palestras temáticas para os que deles cuidam, apresentações de livros, exposições e concertos temáticos. O que é ser uma Criança na contemporaneidade? Em larga medida, é o que se entende sobre a própria infância. Infância escreve-se no plural: é uma categoria histórica, social e psicológica e corresponde a um número colossal de diferentes crianças com características, expectativas e direitos muito variáveis ao longo dos séculos. Se pensarmos sobre os escritos relativos às crianças, desde que elas se tornaram objecto de estudo, verificamos que essas vozes não são as das próprias crianças, antes são produzidas por aqueles que já não são infantes. Predomina, portanto, um olhar adulto e deformado, o qual se afasta da essência da infância. A infância é uma classe natural, social e histórica (inata e também construída). Corresponde a um período trans-histórico, uma vez que, independentemente da diversidade histórica e cultural, parecem existir certas características partilhadas por todas as crianças humanas, ou seja, traços universais e comuns à infância de todas as épocas e até mesmo sequências evolutivas mais ou menos invariáveis. Sim, seria tentador pensarmos desta maneira e até

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seria mais fácil lidarmos com as crianças de hoje. Contudo, este enfoque biológico é, na realidade, redutivo ou mesmo abstractivo, pois o conteúdo desta descrição seria na verdade deficiente, ao excluir necessariamente aqueles traços de aculturação e sociabilização que influem na construção da criança como indivíduo concreto enquanto pessoa. O que é a infância, na sua essência, na sua natureza e nas suas manifestações? Em larga medida, a categoria social infância é produzida pelas ideias que os adultos elaboram sobre as crianças nos sistemas periciais (principalmente nas universidades, agências de conhecimento e instituições de investigação) os quais contribuem de forma decisiva para a formação dos modos dominantes de interpretação da realidade e dos fios condutores da acção. Disseminadas pelos media, as ideias dominantes sobre a infância contribuem poderosamente para a determinação de atitudes e de práticas dos adultos para com as crianças. Deste modo, podemos dizer que os conhecimentos adquiridos no desenvolvimento da investigação também produzem a realidade social, ao induzir atitudes nos adultos face à infância, ou seja, o senso comum é alimentado pelo conhecimento. Estaremos nós, adultos, a ter as atitudes certas em relação às crianças? Sim, não, talvez. Muitos erros são cometidos, certamente, tendo em conta o tipo de crianças que dá corpo à infância actual, a qual se complexifica através de uma 108


panóplia de problemas: insucesso escolar, atitudes inadequadas, violência, bullying, sofrimento, suicídio… E os Tribunais de Família e Menores estão «entupidos» de processos em que os adultos não souberam lidar com as crianças que tinham a cargo. Que podemos fazer para minimizar os estragos? Deixo uma proposta muito simples: vamos ouvir o que as nossas crianças têm para dizer sobre elas próprias e sobre o seu mundo, mesmo quando nada dizem, para que as crianças não sejam apenas seres de tamanho pequeno que ainda não chegam à maçaneta da porta e, como tal, não têm direito a tomar decisões sobre as suas próprias vidas. Melhor seria que os adultos adoptassem uma atenta e intencional postura de escuta: deste modo, as particularidades específicas da infância poderiam ser incorporadas pelos próprios sujeitos e não por outros que não as compreendem. “- Eu é que sei!” - pode parecer uma afirmação abusiva se a ouvirmos por parte de uma criança, mas vale a pena escutar as suas palavras e também os seus silêncios… . 109

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OPINIÃO

Mirian Tavares (Professora) e eu não fosse artista, o que poderia ser? É a pergunta que António Olaio se faz e faz aos seus espectadores – o artista que não vê outro caminho senão o da arte. E, na arte, escolhe a pintura. E, na pintura, decide o caminho mais objetivo – o da figuração quase híper real, o que diz muito deste artista e do seu conceito de objetividade. Como ele próprio afirmou numa entrevista, o mundo objetivo é um universo de possibilidades que cada um pode manejar, refazer, transformar. Não foram estas as suas exatas palavras, mas a ideia de uma objetividade subjetiva estava lá. Um artista que não é apenas um pintor. Muito se poderia dizer da sua pintura, mas ela não lhe basta. A pintura continua no gesto que enceta performances e canções. E vídeos, e instalações e poesia. Poesia quotidiana, feita de palavras objetivas. O que poderia ser, se não fosse um artista? António Olaio responde à sua própria questão: muitos artistas. Ou um artista multiforme, polifônico, inesperado. Um

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artista que dificilmente encontra um rótulo que lhe sirva à medida. Marcel Duchamp, alguns anos antes de morrer, disse que a arte não podia ser reduzida a tintas, pincéis e materiais. O artista, além do gesto criador, possuía o gesto antes do gesto. A conceção de algo que ainda não se tornou concreto, material, objetivo. O mais interessante é pensarmos que a sua última obra foi uma instalação, um diorama, um jogo óptico executado em segredo pelo artista que afirmara só se interessar pelo jogo de xadrez. Uma obra matérica, mesmo que misteriosa. Mas executada, não apenas idealizada. Tornada gesto. Uma instalação que obrigava o espectador a espreitar, como um voyeur. Porque a arte é sempre este indomável que escapa das determinações e dos princípios teóricos. A arte, aquela que é feita pelos artistas que não saberiam ser outra coisa que não eles mesmos, artistas, anseia a liberdade. A arte de Olaio há muito que lhe escapou: ela é diversa, ela é uma multidão que se alimenta de todas as referências e vivências e da vida do seu criador .

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OPINIÃO

Hospitalidade na academia Antónia Correia (Professora) hospitalidade e a autenticidade das nossas gentes são as âncoras da excelência turística que Portugal preconiza e demonstra. Simpatia, generosidade e solidariedade são destacadas como traços da personalidade dos portugueses que encantam turistas de todas as nacionalidades. Pessoas humildes, por natureza, traduzem em pequenos gestos amáveis a verdadeira essência de ser português, um ser capaz de superar qualquer adversidade. Paradoxalmente, entre os jovens esta satisfação não é tão evidente, níveis de depressão que afetam mais de metade dos jovens doutorandos e quase 40 por cento dos mestrandos sugerem que os mesmos não encaram o dia-a-dia com a simplicidade que os seus pais emprestam ao quotidiano. Na base desta evidente infelicidade estão as incertezas sobre o futuro, a competitividade crescente e o ambiente escolar. Com efeito, carreiras congeladas, envelhecimento da academia e a mais do que justificada desmotivação dos professores são o reflexo dos jovens que estamos a educar. O peso desta realidade

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é transportado para a sala de aula e contagia os nossos jovens. Sendo a escola um espaço de educação e de intercâmbio, vale a pena refletir se não seremos capazes, como aliás sempre o fizemos, de superar as adversidades e devolver ao espaço escola a alegria que tão bem caracteriza o povo português. Esta missão é ainda mais relevante nas escolas de turismo, já que, ao longo da formação dos novos profissionais do turismo, afirmamos e reafirmamos que a hospitalidade e a autenticidade são vantagens competitivas do país. Pois bem, que sejamos nós a dar o exemplo, cordialidade, simpatia, humildade e muita motivação são as recomendações que deixo para quem abraçou a missão de educar! Esta genuinidade parece, no entanto, perdida no meio académico, relatórios oficiais assim o demonstram. As taxas de insucesso no ensino superior, a depressão em mais de metade dos jovens doutorandos, taxas de suicídio entre outros indicadores assim o sugerem. Muitos têm sido os artigos de opinião que denunciam ou alertam para esta situação de desespero coletivo entre os jovens .

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ATUALIDADE

PRIMEIRA ETAPA DA VOLTA A PORTUGAL EM BICICLETA DE 2018 TERMINA EM ALBUFEIRA lbufeira recebe, a 2 de agosto, a chegada da primeira etapa de estrada da 80.ª Volta a Portugal Santander. O programa do grande evento do ciclismo nacional foi apresentado, no dia 6 de junho, na Sala Azul, um novo equipamento municipal destinado a apresentações de eventos e a exposições. Esta é a segunda vez na história da Volta, nascida em 1927, que Albufeira marca presença na competição. A primeira vez foi em 2003, no ano de abertura da Marina de Albufeira, numa etapa que terminaria em Tavira, após 175,6 quilómetros, com o triunfo de Cândido Barbosa. A última vez que o pelotão passou pelo Algarve foi há 10 anos, na etapa inaugural. Não admira,

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por isso, o elevado contentamento e a expectativa que está instalada, uma vez que esta prova comunga da identidade do país e para isso o Algarve tem dado um forte contributo. “Albufeira, pela importância da oferta turística, desempenha um papel importante na região, que tem dado um grande contributo ao ciclismo. Naturalmente que esta prova constitui um fator importante de promoção do nosso destino, assim como da modalidade, que desta forma pode ser apreciada pelos milhares de seguidores, residentes e turistas, que se encontram na região nessa altura do ano”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal de Albufeira, José Carlos Rolo.

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O autarca é um confesso apreciador da modalidade e destacou “a enorme janela de promoção que aqui se abre, para podermos criar um grande evento e mostrar uma cidade e uma região que devem fazer parte de um dos maiores acontecimentos desportivos nacionais”. Por sua vez, o Diretor da Prova, Joaquim Gomes, salientou que “trazer esta prova para o Algarve será um desafio logístico que encaramos com grande responsabilidade, em parceria com as entidades competentes, nomeadamente a autarquia”. Já o Presidente da Região de Turismo do Algarve, Desidério Silva, defendeu tratar-se de um esforço “que vale a pena”, na medida em que “é uma forma de promoção que, além de valorizar o desporto, dá sempre muita visibilidade aos locais por onde passa, promovendo a natureza, o património e as pessoas”.

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O Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Delmino Pereira, mostrou-se convicto de que “esta etapa vai ser um sucesso em termos de adesão e que o Algarve merece fazer parte do circuito da Volta a Portugal, desde e quando se criem as condições para que tal aconteça, como sucede este ano”. Paulo Freitas, Presidente da Assembleia Municipal, realçou igualmente a importância deste evento, sublinhando que “Albufeira é uma cidade onde o desporto e os grandes eventos se cruzam com frequência, proporcionando grandes momentos de promoção para o município, sendo certo que este será um grande desafio para a cidade”. A 80.ª Volta a Portugal Santander tem início a 1 de agosto, em Setúbal, e termina a 12, no concelho de Fafe .

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ACESSO À HABITAÇÃO É UMA PRIORIDADE PARA O EXECUTIVO DE JOSÉ CARLOS ROLO

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acesso à habitação é uma das prioridades do atual executivo camarário de Albufeira, que pretende implementar um conjunto alargado de medidas para complementar os instrumentos atualmente existentes, permitindo contribuir para a resolução de um problema que tem vindo a crescer de dimensão nos principais destinos turísticos do país. Aquisição de habitações prontas a habitar, construção de novos fogos de habitação municipal, aquisição de terrenos para construção, criação do Programa de Renda Condicionada e do Programa de Arrendamento Jovem, são medidas já em curso. “A habitação é um direito fundamental e, simultaneamente, é a base de uma sociedade estável e coesa, porque é o pilar a partir do qual são determinadas as condições de acesso à educação, à saúde ou ao emprego por parte dos cidadãos”, diz Ana Pifaro, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Albufeira, e responsável pelos pelouros da Habitação e Ação Social. O cenário atual tem vindo a ser estudado pelo atual executivo, que tem vindo a delinear um conjunto de medidas com o objetivo de responder em várias frentes, a um problema muito concreto que está a afetar o concelho. De facto, o Presidente da autarquia, José Carlos Rolo, sublinha que existem hoje “profundas alterações nos modos de vida e nas condições ALGARVE INFORMATIVO #158

socioeconómicas das populações que determinaram o surgimento de novos casos de dificuldade no acesso a uma habitação e que são a expressão de uma nova conjuntura do sector habitacional”. No concelho de Albufeira, a problemática da habitação foi encontrando respostas ao longo do tempo, através do arrendamento de diversas habitações. A partir de 2009, a criação do Programa de Apoio ao Arrendamento do Município de Albufeira, que prevê comparticipações até 60 por cento do valor total da renda, foi um dos principais instrumentos de apoio à habitação. “O cenário atual implica que tomemos um conjunto de medidas de

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curto, médio e longo prazo”, refere Ana Pifaro, acrescentando que “neste momento, à semelhança do que ocorre nas grandes cidades, como Lisboa e Porto, o mercado de arrendamento em Albufeira está fechado, ou seja, não existem imóveis para arrendamento, o que limita a eficácia do Subsídio de Arrendamento”. “Temos por isso de nos colocar em campo com novas respostas que nos permitam ultrapassar este cenário”, defende a autarca. Usufruem atualmente do Programa de Apoio ao Arrendamento 119 agregados familiares, o que representa um investimento anual de 220 mil euros por parte da autarquia. Contudo, esta medida de apoio às famílias está agora condicionada pelo cada vez menor número de imóveis disponíveis para arrendamento. Nesse sentido, a autarquia pretende lançar

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o Programa Mais Habitação, do qual a construção de habitação representa um dos eixos prioritários. Assim sendo, está prevista a criação de três novos Polos de Habitação Municipal: a construção de 40 novas frações na Freguesia de Paderne, estando o projeto de arquitetura em fase final; na Freguesia de Albufeira e Olhos de Água, na Rua Samora Barros, será lançado procedimento para contratação de projeto de arquitetura com vista à construção de 20 novas frações; também nesta freguesia, na chamada Quinta dos Barros, junto ao Mercado dos Caliços, está prevista a criação de 29 novas frações, com a incorporação de um centro de convívio sénior. O projeto de arquitetura encontrase a ser finalizado. O Programa Mais Habitação prevê ainda a criação de duas medidas consideradas fundamentais, como Renda Condicionada, que prevê a criação de uma renda mensal com valor inferior ao do mercado de renda livre; e o Arrendamento Jovem, que inclui o lançamento imediato de concurso para cinco frações em Ferreiras, destinadas a jovens até aos 35 anos. Em complemento a estas medidas, a autarquia albufeirense encontra-se no mercado, procurando garantir a aquisição de habitações prontas e/ou em condições de serem reabilitadas para uso imediato, bem como a aquisição de novos terrenos para construção de habitações, nas freguesias de Guia e Ferreiras. Não obstante estas medidas, o Programa de Apoio ao Arrendamento continuará a ser um instrumento de apoio nos termos regulados . ALGARVE INFORMATIVO #158


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MILHARES DE PESSOAS VISITARAM A TERRA DE MAIO NO AZINHAL

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urante o fim-de-semana de 25 a 27 de maio, a Terra de Maio atraiu milhares de pessoas à aldeia do Azinhal, no concelho de Castro Marim, à procura do melhor queijo fresco de cabra de raça algarvia. Abraçado pela programa «365 Algarve», o evento Terra de Maio & Algharb.come ofereceu um rico e diversificado programa, dividido em três dias, onde coube a gastronomia local, a comercialização de produtos tradicionais, mostras de vinhos, artesanato ao vivo, demonstrações de cozinha, exposições de variadas temáticas, ateliês infantis e muita animação musical. Em particular ALGARVE INFORMATIVO #158

destaque estiveram o fado e o flamenco, no reflexo daquela que é a cultural local de um território transfronteiriço, com nomes como Valentim Filipe & Raquel Peters (Associação de Fado do Algarve), Raquel Tavares, Ballet Espanhol de Gracia Diaz e «Makarines». Pelo terceiro ano consecutivo, a ANCCRAL (Associação Nacional dos Criadores de Caprinos de Raça Algarvia) fabricou um queijo fresco com aproximadamente 40 quilos e 80 cm de diâmetro, para o qual foram necessários cerca de 170 litros de leite e 1,5 quilo de flor de sal de Castro Marim. O «Maior Queijo de Cabra de Raça Algarvia» ofereceu quatro variedades de queijo: o genuíno queijo fresco, queijo fresco com amêndoas e passas, queijo 120


fresco com coentros e salsa e queijo fresco com tomilho. O «Laboratório de Gostos» é sempre uma das grandes atrações deste evento, este ano com dois grandes destaques: o Chef Vitor Sobral, grande referência da gastronomia nacional; e o projeto Cataplay, promovido pelo restaurante Tertúlia Algarvia e que juntou gastronomia, teatro, música ao vivo e coreografias, num espetáculo único e intenso, de sensações e sabores. A destacar ainda, no campo da gastronomia, o showcooking do Chef David Domingues, do Praia Verde Boutique Hotel, o «Ronquear do Atum», pela Confraria do Atum (Vila Real de St. António), e a recriação da Vila de Amêijoas. Apostando sempre em novas formas de atrair e promover a vinda de visitantes ao evento, a Terra de Maio & Algharb.come introduziu este ano uma rede de transportes gratuita, chamada «A Rota de Maio», que passou pelas principais povoações do concelho e unidades hoteleiras da região Baixo Guadiana. Nesta edição esteve também patente a exposição «Fado, Património da Humanidade», uma reprodução da exposição permanente do Museu do Fado. Houve igualmente espaço de formação e estímulo ao 121

empreendedorismo, com um seminário com a participação da Universidade do Algarve, da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, da Associação Backup e da Associação Odiana, subordinado às temáticas do turismo criativo, gastronomia e agricultura. Cofinanciado pelo programa «365 Algarve», a «Terra de Maio & Algahrb.come» foi uma organização da Câmara Municipal de Castro Marim, Junta de Freguesia de Azinhal e Associação Backup, com o projeto Algahrb.come. Teve a colaboração do Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Turismo de Portugal, Escola de Hotelaria e Turismo de Vila Real de Santo António, Associação Nacional de Criadores de Caprinos de Raça Algarvia (ANCCRAL), Casa do Povo do Azinhal, Associação Recreativa e Cultural do Azinhal, Supermercados Corvo e marca Natural.pt, sendo ainda um evento integrado integrada no programa Bandeira Azul .

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UNIVERSIDADE DO ALGARVE VOLTA A DESTACAR-SE NO U-MULTIRANK 2018 Universidade do Algarve volta a destacar-se nos resultados acabados de divulgar pelo U-Multirank 2018, alcançando a classificação máxima, de «Muito Bom», em sete indicadores, designadamente: Spin-offs (Valorização do Conhecimento); Empresas criadas por diplomados (Valorização do Conhecimento); Pós-Doutorados (Investigação); Interdisciplinaridade das publicações (Investigação); Publicações (Investigação); Publicações internacionais conjuntas (Internacionalização); e Diplomados com o grau de mestre a trabalhar na região (Envolvimento regional). Para além disso, a UAlg coloca-

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se pela primeira vez no Top 10 nacional, na nona posição, num ranking de 29 instituições de ensino superior portuguesas. Comparativamente ao ano transato, a UAlg passou de «Bom» para «Muito Bom» em três indicadores: Publicações (Investigação), Empresas criadas por diplomados (Transferência de conhecimento) e nos Diplomados com o grau de mestre a trabalhar na região (Envolvimento regional). De salientar ainda que, nos anos anteriores, a investigação, a transferência de conhecimento e a internacionalização já se tinham destacado. “Estes resultados traduzem o resultado da estratégia de desenvolvimento da UAlg, afirmando-a como uma universidade cosmopolita e inovadora, que aposta 122


fortemente na produção de conhecimento e na sua transferência para a sociedade”, considera o reitor Paulo Águas. Além de melhorar o seu desempenho na investigação, conclui-se com os dados agora divulgados que a Universidade do Algarve incrementou também no envolvimento regional, com os indicadores dos diplomados com o grau de mestre a trabalhar na região (Muito Bom) e diplomados com o grau de licenciado a trabalhar na região (Bom). Não menos importante, a estratégia de promoção da inovação e do empreendedorismo dos seus estudantes mostra agora os seus resultados com o indicador «Empresas criadas por diplomados» (Valorização do Conhecimento) a obter também a classificação máxima. Este ranking compara mais de 1500 universidades a nível mundial, tendo como base cinco critérios de desempenho: Ensino (Teaching and Learning), Investigação (Research), Transferência de Conhecimento (Knowledge Transfer), Internacionalização (International Orientation) e Envolvimento regional (Regional Engagement). Cada universidade é classificada tendo em conta um total de 35 indicadores, que podem ser consultados em: www.umultirank.org . 123

UNIVERSIDADE DO ALGARVE OFERECE MINICURSOS DE FORMAÇÃO AVANÇADA s «Mid Season Campus» são cursos de férias de curta duração dirigidos a investigadores e estudantes que já frequentam uma universidade e pretendem ingressar numa pósgraduação, mestrado, ou doutoramento. A novidade da Universidade do Algarve vai permitir que 31 participantes de diversas nacionalidades, como Estados Unidos da América, Lituânia, Irlanda, Reino Unido, Colômbia, Brasil, Espanha, Rússia e Argentina, passem uma semana de sonho, de 11 a 15 de junho, na academia localizada na cidade de Faro. Lecionados em inglês, os cursos são totalmente gratuitos, incluindo alojamento e refeições. Além das atividades letivas da parte da manhã, têm ainda atividades desportivas e culturais à tarde, como passeios de barco pela Ria Formosa, caminhadas, visitas guiadas, entre outras. No último dia, 15 de junho, os participantes terão a oportunidade de conhecer Sagres e Vila do Bispo, numa visita guiada, dinamizada pelo Município. A UAlg ministra 14 cursos de mestrado e 12 de doutoramento totalmente em inglês, sendo os «Mid Season Campus» assegurados pela Faculdade de Economia (Economia e Gestão) e pela Faculdade de Ciências e Tecnologia (Biologias/Ciências do Mar). Estes cursos realizam-se no âmbito do projeto «Algarve is Our Campus - Study and Research in Algarve», cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Algarve - CRESC Algarve 2020, através do Sistema de Apoio a Ações Coletivas – Internacionalização, que tem como objetivo promover e reforçar a notoriedade e atratividade da Universidade do Algarve e da região, através da implementação de ações que visam a internacionalização e o consequente aumento do número de estudantes, docentes e investigadores internacionais .

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HOTEL EVA PASSA A FUNCIONAR COMO HOTEL ESCOLA DO CURSO DE GESTÃO HOTELEIRA DA UNIVERSIDADE DO ALGARVE Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo (ESGHT) da Universidade do Algarve e o Hotel Eva, Grupo AP Hotels & Resorts, estabeleceram um protocolo que prevê que esta unidade hoteleira de quatro estrelas, situada no centro de Faro, possa acolher os estudantes da licenciatura em Gestão Hoteleira como 'hotel de aplicação'. O protocolo surge no seguimento de testes previamente realizados nos últimos dois anos com grupos restritos de estudantes que, em interação com o staff do hotel, participaram em atividades de treino, sob

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coordenação da direção do hotel e do diretor desta licenciatura. Em regra, a formação engloba a componente teórica, seguida da aplicação laboratorial nas instalações da Universidade (em colaboração com os Serviços de Ação Social), e agora a formação aplicada em contexto de trabalho no Hotel Eva. Desde a reestruturação do plano de estudos, que ocorreu em 2015, que o curso aumentou o número de unidades curriculares (disciplinas) em aplicação laboratorial, nomeadamente: Técnicas de Receção e Alojamento I e II, Técnicas e Práticas de Produção e Serviços I e II, Gestão de Alojamentos, Gestão de Alimentação e 124


Bebidas, e Gastronomia e Enologia. A formação adicional na licenciatura em Gestão Hoteleira regista também uma forte componente na área das línguas (inglês, alemão e francês), informática, contabilidade, finanças, economia e métodos quantitativos, entre outras. Recorde-se que, para obter a licenciatura, os estudantes ainda terão que fazer o estágio curricular obrigatório (mínimo dois meses) no final do 3. º ano. Os estágios são

obrigatórios em todos os cursos de licenciatura e TeSP (Técnicos Superiores Profissionais) da ESGHT, pertencente ao ensino politécnico da Universidade do Algarve, onde existe a preocupação de fomentar um ensino aplicado e próximo da realidade das empresas. Segundo o diretor da ESGHT, Hélder Carrasqueira, "a colaboração com o Hotel Eva permite assim reforçar o «saber fazer« dos licenciados em Gestão Hoteleira" .

JOSÉ AMARELINHO ELEITO PARA SECRETÁRIO-GERAL DA ASSOCIAÇÃO DE MUNICÍPIOS «TERRAS DO INFANTE» onforme o estatuído no art.º. 25º dos Estatutos da Associação de Municípios «Terras do Infante», e dado “o seu perfil, a sua experiência e conhecimento”, os Presidentes das Câmaras de Lagos e de Vila do Bispo aprovaram, na reunião do Conselho Diretivo e da Assembleia Intermunicipal de 17 de maio, a nomeação de José Manuel Velhinho Amarelinho para Secretário-Geral da entidade, cabendo-lhe, a partir de agora, coadjuvar a Presidente do Conselho Diretivo, dirigir e coordenar todos os serviços da Associação (dele dependendo hierarquicamente todo o pessoal que aí preste serviço), dar execução às deliberações dos Órgãos da Associação e propor e desenvolver projetos de interesse intermunicipal. Recorde-se que os estatutos da «Terras do Infante» preveem, desde a sua constituição, em 20 de agosto de 2000, a possibilidade de nomeação de um Secretário-Geral. O passo foi agora tomado por se pretende alargar o

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âmbito de atuação da Associação, a qual abrange uma área geográfica considerável, e por se considerar que são fins específicos e atribuições o exercício conjunto de competências nas áreas da saúde; educação e formação profissional; ambiente, conservação da natureza e recursos naturais; segurança e proteção civil; acessibilidades e transportes; apoio ao turismo e à cultura; apoio ao desporto, à juventude e atividades de lazer; projetos estruturantes. Cabe então ao Secretário-Geral a articulação dos investimentos municipais de interesse intermunicipal; a coordenação, sem prejuízo das competências atribuídas por Lei a outras entidades, das atuações entre os municípios e os serviços da Administração Central; o planeamento estratégico, económico e social; finalmente, a intensificação do trabalho no que se refere à prevenção e implementação de medidas de combate aos fogos e articulação com as medidas a implementar pelos municípios associados . ALGARVE INFORMATIVO #158


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LAGOS JÁ TEM ESPAÇO EMPRESA

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oi inaugurado, no dia 29 de maio, nos Paços do Concelho Séc. XXI, o Espaço Empresa Lagos, com a presença da Secretária de Estado da Indústria e de representantes das diversas entidades envolvidas (IAPMEI, AMA, AICEP, AMAL, CCDR e NERA). Na ocasião foi igualmente apresentado por Ana Teresa Lehmann o Algarve Revit +, mais um projeto destinado ao setor empresarial, cujo lançamento não é, nas palavras de Maria Joaquina Matos, uma mera coincidência, mas sim o resultado de uma estratégia do Município para revitalizar a economia local. “Não se trata de colocar Lagos no mapa, mas colocar Portugal em Lagos, de modo a que os empresários possam ter um acesso mais fácil aos serviços de que necessitam para implementar as suas estratégias de negócio”, explicou a edil lacobrigense. A ALGARVE INFORMATIVO #158

Presidente da Câmara Municipal de Lagos frisou que há oportunidades que não podem ser perdidas, o que levou Lagos a integrar o grupo dos municípios pioneiros no acolhimento do Espaço Empresa. “Nesta, como em outras áreas, há todo um caminho a desbravar visando a constante inovação e dinamização empresarial”, justificou Maria Joaquina Matos, relembrando as palavras de Miguel Torga, segundo o qual “o que importa é partir, não é chegar”. Ana Teresa Lehmann visitou as instalações do Espaço Empresa na Câmara Municipal de Lagos e relembrou que este projeto é muito especial para o Governo, uma vez que resulta da iniciativa conjunta do Ministério da Presidência, do Ministério da Economia e do Ministério dos Negócios Estrangeiros, e tem um propósito muito nobre: aproximar a administração pública das empresas e agilizar procedimentos, 126


concentrando num único balcão cerca de 100 serviços. Elogiou, por isso, os Municípios que souberam agarrar esta oportunidade e, através dela, dizer aos empresários o quanto os mesmos são importantes. “Iniciativas convergentes, visando o reforço da participação dos empresários no desenvolvimento da região”, foi como Vítor Neto se referiu à inauguração simultânea do Espaço Cidadão e à apresentação do projeto Revit +, programa de revitalização do espaço empresarial de Lagos. O presidente do NERA considerou Lagos um concelho muito importante, pela sua história e tradição, mas também pela dimensão e caraterísticas do seu tecido empresarial, adiantando que estão sedeadas cinco mil empresas em Lagos, das quais metade são sociedades, representando 10 por cento do tecido empresarial da região, para além de uma quantidade significativa de empresas industriais, na ordem da centena. Para Vítor Neto o grande desafio da região é o reequilíbrio da sua estrutura económica e a necessidade de, mantendo o Turismo como área forte, ser também mais forte nos outros setores da economia. O Espaço Empresa é uma iniciativa promovida pelo IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação, I.P., a AMA – Agência para a Modernização Administrativa, I.P. e a AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, E.P.E., na qual o Município de Lagos é pioneiro, ao integrar a rede de 21 balcões Espaço Empresa de todo o país. Esta estrutura de suporte e de apoio à economia da região do barlavento do Algarve funciona na Câmara Municipal, agregando num mesmo local várias áreas de competências das Administrações Central e Local ligadas ao 127

desenvolvimento da atividade empresarial no concelho, e na região, procurando minimizar esforços, constrangimentos e dificuldades de empreendedores, empresários e investidores, no acesso à informação e na relação com a Administração Pública no seu todo. Em Lagos, o balcão Espaço Empresa funciona nos dias úteis, entre as 9h e as 17h, e disponibiliza um conjunto alargado de serviços. Alguns deles já são prestados pela autarquia, como por exemplo nas áreas do licenciamento industrial, do regime jurídico das atividades de comércio, serviços e restauração e do alojamento local. Outros são novidade, como o suporte à inovação empresarial, o acesso a informação e a ferramentas digitais para a internacionalização, a inscrição em ações de capacitação empresarial, informações sobre o Portugal 2020, a constituição de sociedades, a certificação PME, o apoio à implementação da ideia de negócio, entre outros. O Algarve REVIT+ é promovido pela Associação Empresarial da Região do Algarve (NERA), Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) e Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Algarve (CCDR Algarve) e cofinanciado pelo CRESC Algarve 2020, Portugal 2020 e Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). Visa revitalizar as áreas empresariais da região, através do reforço da capacitação e da promoção das PME’s instaladas nessas áreas, em modelos de gestão e de marketing inovadores, enquadrados numa lógica coletiva, por meio da criação da Rede de Áreas Empresariais do Algarve .

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PAULO SANTOS/LUÍS SANTOS VENCERAM RALI DE LOULÉ 2018 Serra do Caldeirão acolheu, no dia 3 de junho, o Rali de Loulé 2018, prova que marcou o regresso do Clube Automóvel do Algarve às provas do Campeonato Sul de Ralis. Os 27 carros que alinharam à partida iriam enfrentar duas passagens pelas classificativas em pisos de terra de Ameixial e Salir. O primeiro líder da prova foi o louletano Ricardo Filipe (acompanhado por Fernando Almeida), que fez o melhor tempo na primeira passagem pelo Ameixial, seguido de Márcio Marreiros/Rui Serra e Paulo e Luís Santos. Contudo, Ricardo Filipe foi obrigado a desistir à entrada da primeira passagem,

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entregando a liderança a Paulo Santos, que, além de ter feito o melhor tempo, ainda viu Márcio Marreiros ficar acometido com problemas de travões, tendo perdido o segundo posto provisório para Fernando Peres/José Pedro Silva. Nas duas rodas motrizes, a vantagem pendia para Paulo Anselmo/Florival Neto, com um pequena vantagem sobre Vítor Vilela/Leonel Fernandes, sendo de destacar a desistência de João Monteiro/Gonçalo Assunção que perdeu uma das rodas do seu carro. O início da segunda secção seria madrasto para Fernando Peres, que foi obrigado a desistir com um tirante da suspensão dianteira partido. Depois de um forcing na assistência para colocar o carro nas melhores condições, Márcio Marreiros fez o melhor tempo em Ameixial 2, embora sem 128


beliscar a liderança de Paulo Santos. A parte competitiva concluiu-se na segunda passagem por Salir, onde Márcio Marreiros somou mais uma vitória em troço, mas com Paulo Santos a assinar a sua primeira vitória à geral no Campeonato Sul de Ralis, compensando a aposta realizada este ano numa viatura de quatro rodas motrizes. Já nas duas rodas motrizes houve uma reviravolta, com Vítor Vilela a entregar a vitória a Paulo Anselmo, depois de ter saltado uma roda ao Citroen Saxo a 200 metros do final da última especial. Carlos Valentim/Luís Ribeiro venceram a o grupo X3, Nuno Silva/Dário Martins o

grupo P2 e Filipe Silva/Diogo Elias o grupo X1. A consagração final deu-se no centro de Salir, com a vila serrana a ser a grande anfitriã deste evento que animou as estradas outrora percorridas pelo Mundial de Ralis. O Rali de Loulé foi uma organização do Clube Automóvel do Algarve, sob tutela da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, com o patrocínio do Município de Loulé e das Juntas de Freguesia de Salir e do Ameixial, contando ainda com o apoio da Solverde – Casino e Hotéis e também da Algarpneus, Acrimolde, Infraestruturas de Portugal e ICNB .

MARINA DE VILAMOURA RECEBE INTERNATIONAL BOAT SHOW

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e 9 a 17 de junho, a Marina de Vilamoura vai apresentar todas as principais novidades náuticas do momento, com o International Boat Show 2018 a trazer à mais prestigiada marina portuguesa uma enorme panóplia de marcas de embarcações novas e seminovas, assim como representantes de acessórios, equipamentos e serviços integrados. Aberto gratuitamente ao público entre as 12h e as 23h, a mostra permitirá que os visitantes desfrutem uma experiência personalizada, tendo a oportunidade de conhecer e testar – tanto em terra como na água – todas as classes de embarcações em exibição, num ambiente agradável e natural. Entre as principais novidades do evento estarão os mais recentes modelos das mais conceituadas marcas a nível 129

mundial, tais como: All Costum, Astondoa, Axopar, Azimut, Bali Catamarans, Beneteau, Brig, Bryant, Cap Ferret, Capelli, Chaparral, Cobalt, Cranchi, Dipol, Evo, Fairline, Glastron, Grand Bank, Greenline, Jeanneau, Joker Boat, Maxum, Monterey, Princess, Riamar, Rodman, San Remo, Sealver, Sessa, Sun Lorenzo, Sunchaser, Sunseeker, Waverunner, Windy, Yamaha .

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ANTÓNIO COSTA PARTICIPOU NO «UM ABRAÇO VERDE» DE LOULÉ Primeiro-Ministro António Costa e Tiago Brandão Rodrigues, Ministro da Educação, juntaram-se, na manhã do dia 1 de junho, a cerca de três mil alunos das escolas do Concelho de Loulé, no Parque Municipal da cidade, para participarem na iniciativa «Um Abraço Verde». Sob a temática do Ambiente e numa clara aposta na sensibilização para a defesa da Floresta, esta ação de âmbito nacional visou assinalar o Dia Mundial da Criança de uma forma diferente, despertando consciências, com o forte envolvimento da comunidade educativa. O responsável governamental, acompanhado pelo presidente da

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Autarquia, Vítor Aleixo, e por uma comitiva alargada, cumprimentou as crianças – vestidas com uma camisola verde – que, no meio de muita alegria e de muitas brincadeiras, ali foram para participar em atividades lúdico-pedagógicas direcionadas para a preservação do meio ambiente. O momento alto da manhã foi mesmo o abraço coletivo a uma árvore, com António Costa ao lado das crianças a participar num gesto simbólico de celebração da vida que pretendeu mostrar a importância da floresta para todos nós, um património comum que importa cuidar e preservar. De Norte a Sul de Portugal, dezenas de milhares de alunos de cerca de 500 estabelecimentos escolares do pré-escolar e 1.º e 2.º Ciclos aceitaram o repto lançado

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pelo Ministério da Educação e celebraram este momento com muito entusiasmo e um espírito ecológico. Numa altura em que o país está expectante relativamente ao período mais sensível em termos de incêndios florestais, António Costa sublinhou “o empenho e mobilização de todos para assegurar que a Floresta é um bem que temos”. Para o PrimeiroMinistro, a preocupação ambiental é uma matéria transversal a todas as idades. “Desde a infância todos nós sabemos que as árvores são nossas amigas, mas essa preocupação passa, na idade adulta, por procurarmos ter a Floresta mais limpa, termos todos um comportamento que evite a existência de ignições e, depois, a capacidade de responder quando há os incêndios”, considerou o líder governamental. Vítor Aleixo, por seu turno, enalteceu a ação “pelo número de crianças

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participantes, envolvimento dos professores e funcionários das escolas, a cor, o movimento e as muitas atividades realizadas”. O autarca destacou a importância do trabalho realizado junto da comunidade escolar ao nível da pedagogia e sensibilização para os valores da sustentabilidade ambiental, referindo ainda que esta é apenas uma das várias medidas integradas na forte aposta do Município ao nível da Adaptação às Alterações Climáticas. “Nada melhor do que colocar o foco desta política de despertar consciências do que escolher as crianças como público-alvo. Esta é uma política que está alinhada com o que vai acontecendo em todo o mundo, temos responsabilidades para com as novas gerações e para com o nosso Planeta, que tem limites físicos”, considerou ainda o presidente da Câmara Municipal de Loulé.

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DIA DO PESCADOR ASSINALADO EM OLHÃO COM DISTINÇÕES E PROCISSÃO EM TERRA E NO MAR liando as comemorações do Dia do Pescador ao feriado religioso do Corpo de Deus, os olhanenses celebraram a efeméride e evocaram o mar e a Ria Formosa no dia 31 de maio. As celebrações tiveram início no Salão Nobre dos Paços do Concelho, com as distinções aos homens do mar, seguindo-se uma procissão por terra e também de barcos na Ria Formosa e a inauguração da exposição «Poluição no Mar», no Museu Municipal de Olhão. “O

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Município de Olhão estará sempre ao lado dos homens do mar”, garantiu o presidente da Câmara Municipal de Olhão, afirmando que continua a lutar por melhores condições de vida dos pescadores de Olhão. “Foi assim ao assumirmos os arranjos das rampas de acesso ao porto de pesca, a necessitarem de melhorias há anos, o que demonstra claramente que estaremos sempre disponíveis, em articulação com a Docapesca, para encontrarmos as melhores soluções”, referiu António Miguel Pina. 132


O autarca, ladeado nesta cerimónia pelo presidente da Assembleia Municipal, António Cabrita, e pelo Diretor Regional da Agricultura e Pescas, Fernando Severino, destacou ainda a ação determinante do Município nos processos de desassoreamento da Barra do Lavajo (que já teve início) e na Barra da Fuseta (que começa na próxima semana). “Mas há mais a fazer e iremos apresentar, numa parceria com o Ministério do Mar, uma proposta para termos uma draga estacionária todo o ano a desobstruir os canais interiores e as barras, pois, para além da segurança dos pescadores, a circulação da água é determinante para o ecossistema da Ria Formosa”. Quando se assinalaram os 20 anos da criação do Dia Nacional do Pescador, tantos quantos aqueles que a autarquia olhanense tem dedicado a celebrar este dia, foi lançado o alerta «Vamos salvar os cavalos-marinhos da Ria Formosa». A campanha deu a conhecer que a espécie, cuja maior comunidade a nível mundial reside na Ria Formosa, está ameaçada devido à captura ilegal que está a servir para abastecer o mercado asiático. De facto, se, em 2002, existiam dois milhões de cavalos-marinhos na Ria Formosa, em 2008 já só eram 300 mil. Os pescadores foram homenageados na cerimónia pelo trabalho desenvolvido em 2017, mas receberam também distinções o agente da Polícia Marítima Arlindo Moleiro (Prémio Carreira), o investigador do IPMA Pedro Pousão (Prémio Investigação na Pesca e Aquacultura) e a responsável pelo Gabinete de Apoio ao Empresário do Município de Olhão Rita, Pestana (Prémio Mérito). Eduarda Rosário, a funcionária com mais anos de serviço (48), recebeu o Prémio Indústria 133

Conserveira, Leonel Andrade destacou-se como o «Pescador em Progressão» e Joaquim Rodrigues foi o maquinista marítimo vencedor. Receberam igualmente distinções Tiago Martins (pescador mais novo), as embarcações «Mestre António Lobo» (Arrasto), «Cidade de Setúbal» e «Rio Odiel» (Cerco), «Rumo ao Mar» e «Sousa» (Polivalente Local), «Arlete Maria» e «André Sousa» (Polivalente Costeira) e «Aragão e Rabilho» (Armação). Na Aquacultura, foi distinguida a empresa Pinkatitude (Aquacultura e Moluscicultura), Carlos Tomé (Mariscador Apeado) e Jéssica Augusto (Mulher na Pesca). Também houve prémios para o vencedor do concurso de fotografia «O Pescador», João Lelo, e para a aluna do 11.º H da Escola Secundária Francisco Fernandes Lopes, Inês Veludo, que criou aquele que foi considerado o melhor cartaz de divulgação do Dia do Pescador. Foram igualmente entregues prémios às escolas que apresentaram os melhores trabalhos alusivos à temática do mar (3.º classificado: Escola EB 2-3 Professor Paula Nogueira; 2.º classificado: Escola EB 2-3 Dr. Alberto Iria; 1.º classificado: Escola José Carlos da Maia). Após as cerimónias oficiais no Salão Nobre do Município, a Procissão do Corpo de Deus, que pela primeira vez em Olhão fezse também no mar, foi outro dos momentos altos do dia, com destaque para o encontro da procissão com as embarcações junto aos Mercados Municipais, seguindo-se o percurso por via marítima, com o Caíque Bom Sucesso a encabeçar a cerimónia religiosa. De volta a terra, assistiu-se à inauguração, no Museu Municipal, da exposição «Poluição no Mar», a que se seguiu uma degustação de pescado das lotas nacionais, organizada em parceria com a Docapesca . ALGARVE INFORMATIVO #158


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Revista semanal sobre o Algarve e os Algarvios

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