Page 1

Escola de educação infantil atlântico


Daniel Mar ni Lussani

Escola de educação infantil atlântico

Trabalho Final de Graduação I, subme do como requisito parcial necessário à obtenção do tulo de bacharel em Arquitetura e Urbanismo, outorgado pela Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS

Orientador Edison Kiyoshi Tsutsumi

Erechim, 2017.

2


Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo. Paulo Freire


sumário

1 2

apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pag 7 1.1 Tema 1.2 Obje vos 1.3 Metodologia

3 4

educação infantil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pag 13 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6

Introdução Panorama Histórico Educação Infan l Hoje Educação Infan l Pública Prá cas de Ensino e as Pedagogias Inovadoras Estudos de Caso 2.6.1 Jardim de Infância e Creche KM 2.6.2 Creche Raa 2.6.3 Escola Novo Mangue

a cidade de erechim. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pag 33 3.1 Introdução 3.2 Diretrizes para Educação Infan l em Erechim 3.2.1 Legislação Referente a Pedagogias de Ensino em Erechim 3.2.2 Legislação Referente aos Espaços de Ensino em Erechim 3.2.3 Requisitos Mínimos de Infraestrutura Física - 0/1 ano 3.2.4 Requisitos Mínimos de Infraestrutura Física - 1 ano + 3.3 Contexto Social de Erechim 3.4 Mapa de Espaços Educacionais em Erechim

bairro atlântico.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pag 49 4.1 Introdução 4.2 Educação Infan l no Bairro Atlân co 4.3 Linhas de Ônibus do Bairro Atlân co


5 6

localização da proposta. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pag 57

7

referências.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pag 84

8

apêndice. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pag 87

5.1 5.2 5.3 5.4

Escolha do Terreno Conformação das Vias Condicionantes do Terreno Análise de Cheios e Vazios e Usos

proposta. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pag 67 6.1 6.2 6.3 6.4 6.5 6.6 6.7

8.1 8.2 8.3 8.4 8.5

A Proposta Diretrizes Projetuais Programa Zoneamento Ambientes Educa vos Linguagem e Materiais Proposta Espacializada

Aspectos Constru vos da Estrutura Física 0/1 ano Aspectos Constru vos da Estrutura Física 1 ano + Legislação Referente a Pedagogias de Ensino em Erechim Legislação Referente aos Espaços de Ensino em Erechim Dimensionamento Aproximado


6


1. apresentação

7


8

imagem 1


1.1 tema A escola de educação infan l é um direito da criança, garan do por lei e alcançado por meio de um processo histórico de luta e conscien zação. Ainda assim, atualmente, um dos maiores desafios é garan r igualdade de acesso e qualidade no atendimento. É esperado que a escola forneça a educação formal e inicie o processo de inserção da criança na sociedade. Sempre com auxílio e par cipação da família, fazendo com que a escola seja uma con nuação da casa. Entretanto, ainda hoje são construídas arquiteturas que desconsideram a pedagogia do ensino e o desenvolvimento psicológico da criança. Os programas gove r n a m e nta i s s ã o m a rca d o s p e l o s b a i xo s inves mentos públicos, precarização do atendimento, pela fragmentação de projetos e pela descon nuidade das ações.

Nesse contexto entra a cidade de Erechim, localizada ao norte do Rio Grande do Sul. A cidade é marcada por vários condicionantes sociais e territoriais. Um deles é a alta demanda por vagas em escolas de educação infan l, principalmente nos bairros periféricos, onde estão as pessoas mais pobres e com menos acesso a cidade. Por esses mo vos, Erechim no Rio Grande do Sul, e mais especificamente, o bairro Atlân co, foi escolhido para implantação de uma escola de Educação Infan l para atendimento de crianças de 0 a 6 anos.

1.2 objetivos geral Consciente do contexto social e educacional da cidade de Erechim e do bairro Atlân co, o intuído deste trabalho final de graduação é propor a criação de uma Escola de Educação Infan l nesse bairro. Provando que é possível criar um espaço de qualidade que auxilie no aprendizado das crianças e que ao mesmo tempo atenda a demanda do bairro.

específicos

1 2 3

Atender a demanda por vagas em escolas de educação infan l no bairro Atlân co

Garan r às crianças de idades iniciais um espaço de aprendizagem de qualidade

4 5

Projetar espaços que despertem os sen dos das crianças, como a curiosidade e a cria vidade Projetar pensando no conforto ambiental por meio do uso de vegetação, ven lação e iluminação natural.

Inserir a escola em local de fácil acesso

9


1.3 metodologia ENTENDIMENTO DO TEMA • Levantamento do panorama histórico brasileiro • Estudo do panorama atual brasileiro •Estudo sobre o espaço e o processo de aprendizagem por meio de estudo de caso de escolas de educação infan l e leitura sobre pedagogias de ensino

ESCALA DA CIDADE

• Iden ficação da cidade e suas problemá cas atuais •Iden ficação da legislação que estabelece diretrizes para educação infan l • Elaboração de mapas para estudo do contexto social, territorial, de mobilidade urbana e de educação da cidade • A par r dos estudos, jus ficar a necessidade de equipamento no bairro em questão

ESCALA DO BAIRRO • Iden ficação do bairro e seu contexto social • Elaboração de mapa que iden fique as problemá cas do bairro referentes a educação • Iden ficação da demanda por vagas em escolas

recorte de estudo

• Definição do terreno e estudo do entorno em um raio de 500 metros • Elaboração de mapas para estudo do contexto social, territorial, de mobilidade e de educação do bairro • A par r dos estudos, jus ficar escolha do terreno e levantar informações per nentes para projeto

ESCALA DO EDIFÍCIO • Definição do conceito e do número de crianças que a escola pretende atender • Definição de diretrizes projetuais • Definição do programa, zoneamento e pré-dimensionamento dos espaços • Elaboração de croquis que com intuito de espacializar a proposta

10


1 2

3 4

5 11


12


2. educação infantil

13


14

imagem 2


2.1 introdução

O processo de aprendizagem, principalmente das crianças de idades iniciais, acontece de diversas maneiras em múl plos espaços. As primeiras lições ocorrem em casa junto da família. Aprendem espontaneamente em parques, praças e outros lugares além dos espaços educa vos propriamente projetados para isso.

A espontaneidade e curiosidade da criança deve ser explorada no processo de ensino, tornando a aprendizagem mais fácil e prazerosa para a criança. Por isso, o ambiente escolar deve ser dinâmico, vivo, brincável, explorável, transformável e acessível a todos.

«A importância dos ambientes destinados a fortalecer a estimulação precoce representam a responsabilidade estética e projetual que abarca a composição destes espaços, sendo a escala o fator determinante na formulação arquitetônica.» (GERALD, Richard, 2017)

15


2.2 panorama histórico

Casa ou Roda dos Expostos Ins tuição des nada ao abrigo e acolhimento das crianças desamparadas. Ações higienistas centradas no combate à mortalidade infan l, cujas causas eram atribuídas aos nascimentos ilegí mos.

1874

As creches se tornaram pauta de reivindicações na sociedade com o c r e s c i m e n t o d a industrialização no país, o agravamento do estado de miséria de um grande número de pessoas, a inserção da mulher nas fábricas, o operariado migrante europeu e o início das tensões nas relações patrões-operariado.

1899

Instituto de Proteção e Assistência à Infância do Brasil. Criado no Rio de Janeiro para atender os menores de oito anos. Elaboração de leis com obje vo de regular a vida e saúde dos recém-nascidos, regulamentar o serviço das amas de leite, velar pelos menores trabalhadores e criminosos; atender as crianças pobres, doentes, defeituosas e maltratadas.

início da participação do estado

16

1920

Ministério da Educação e Saúde assumiu oficialmente re s p o n s a b i l i d a d e p e l o atendimento à infância, e m b o ra c o n n u a s s e a convocar a contribuição das ins tuições par culares.

1923

primeira regulamentação sobre o trabalho da mulher Previa a instalação de creches e salas de amamentação p róx i m a s a o s l o c a i s d e trabalho. As creches apresentavam uma função de guarda das crianças, tendo como referência um modelo hospitalar, geralmente sob os cuidados de profissionais da área da saúde

1930

1935

parques infantis ins tuídos nos bairros operários, sob a direção de Mário de Andrade. Os parques infan s atendiam crianças de diferentes idades em horário contrário ao da escola para a vidades recrea vas.

As décadas de 1930 e 1940 é definida “fase da assistência social”. o Estado propagava programas que priorizavam a alimentação e a higiene das mulheres trabalhadoras e de seus filhos. Tais programas marcaram a par cipação financeira dos empresários nas inicia vas de atendimento à infância, por obje varem, sobretudo, a reprodução da classe trabalhadora.


A creche era concebida como um benefício trabalhista para a mulher trabalhadora e não como um direito do trabalhador em geral, ou mesmo da criança.

1940

a criança deixa de ser vista como objeto de tutela e passa a ser considerada sujeito de direitos, dentre eles a educação infan l. No âmbito do Ministério da Educação, a concepção de educação infan l é referenciada ao educar e ao cuidar, ocorrendo toda uma ar culação para vinculação da educação infan l ao campo da educação, e não mais da assistência social.

Destacam-se ações e programas desar culadores, marcados pelo clientelismo polí co e pela repressão. O governo apresenta uma Política Nacional de BemEstar do Menor , c r i a n d o a Fundação Nacional de Bem-Estar do Menor (Funabem) e as Fundações Estaduais de BemEstar do Menor (Febem), visando atender os menores “abandonados”, “infratores”, de “conduta an ssocial” e em “situação de risco”.

1941

1964

Legião Brasileira de Assistência (LBA) Formuladora e executora da polí ca governamental de assistência des nada à família e ao atendimento da maternidade e da infância. Configuraram ações de tutela e proteção, havendo a regulamentação e criação de diversas ins tuições públicas voltadas às crianças de 0 a 6 anos. Nesse período, a criança é apresentada como cidadã do futuro.

1970

Marco para o estudo da educação infan l no país, sendo que foinesse período que a educação infan l entrou na pauta do movimento social p o r m e i o d a “ l u ta p o r creches”.

1980

Plano Nacional de Educação

Emenda constitucional nº 59 determina que a educação básica passa a ser obrigatória a par r dos 4 anos de idade e torna o PNE uma exigência cons tucional.

Estatuto da criança (ECA) regula o direito à educação.

1988

1990

1996

RECONHECIMENTO DO direito da criança à educação , com a

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB

promulgação da Cons tuição brasileira. A questão da creche é legi mada como extensão do direito universal à educação das crianças de 0 a 6 anos, espaço de educação infan l, complementar à educação familiar

9394/96) é a legislação que regulamenta o sistema educacional do Brasil, sendo q u e e l a t ro u xe d i v e rs a s mudanças em relação às leis anteriores, como a inclusão da educação infan l (creches e pré-escolas) como primeira etapa da educação básica.

2009

(PNE) determina diretrizes, metas e estratégias para a polí ca educacional para no período de 2014/2024. Metas estruturantes para a garan a do direito a educação básica com qualidade, garan a do acesso, à universalização do ensino obrigatório, à ampliação das oportunidades educacionais, redução das desigualdades, valorização da diversidade.

2013

2014

Atualização da LDB que atende ao ECA 59 e determina o i n g r e s s o o b r i ga t ó r i o d e crianças de 4 a 5 anos e 11 meses à pré escola a par r de 2016.

17


18

imagem 3


2.3 educação infantil hoje

A visão sobre o significado da criança e do ensino infan l sofreu modificações conforme o passar do tempo, hoje vemos a criança como cidadã e detentora de direitos, produtora de cultura e por ela produzida. Sonia Kramer ressalta que atualmente vivemos um grande paradoxo: por um lado, temos um vasto e complexo conhecimento teórico sobre a infância, mas por outro, encontramos dificuldades para lidar com populações infan s. Sendo assim, nas escolas de educação infan l, as crianças não são apenas cuidadas, mas par cipam de um programa pedagógico que contribui para o desenvolvimento de suas capacidades e formação, tornando-as independentes, comunica vas e par cipa vas socialmente. O ensino infan l des na-se a crianças de 0 a 6 anos para complementar a educação fornecida pela família, garan ndo o desenvolvimento da criança. Estar na escola é um direito assegurado a toda criança no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e sob registro na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

Esta organização reflete a evolução histórica da concepção acerca das creches. Uma vez que passaram de ação de assistência social e de direito das mulheres trabalhadoras para fazer parte de um percurso educa vo que deve se ar cular com os outros níveis de ensino formal e se estender por toda a vida. A educação infan l divide-se em Creches, que atendem crianças entre 0 e 3 anos, e Pré-Escolas, que trabalham com crianças entre 4 e 6 anos. Na maioria dos casos em um mesmo edi cio. A educação infan l pública e gratuita é uma obrigação do Estado e está garan da por lei. Sendo assim, cabe à prefeitura oferecer e garan r esse serviço a todas as crianças do município, por meio das escolas de ensino infan l públicas ou conveniadas.

19


20

imagem 4


2.4 educação infantil pública

É necessário garan r igualdade de acesso e qualidade de atendimento de Educação Infan l. A democra zação da Educação Infan l se configura como meta da sociedade brasileira e, portanto, foco das polí cas educacionais. Entretanto, devemos reconhecer a diferença entre quan dade e qualidade. A ampliação da rede pública é importante pois a vaga é um direito da criança, entretanto ela não pode acontecer por medidas emergenciais. Segundo Ademilson de Sousa Soares, a ampliação da rede pública tem acontecido por meio de programas governamentais marcados pelos baixos inves mentos públicos, pela precarização do atendimento, pela fragmentação de projetos e pela descon nuidade das ações. Hoje, o governo federal oferece Programa Nacional de Reestruturação e Aparelhagem da Rede Escolar Pública de Educação Infan l (ProInfância) à municípios para construção, reforma e aquisição de equipamentos e mobiliário para creches e pré-escolas públicas de educação infan l. Segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o obje vo é garan r o acesso de crianças a creches e escolas de educação infan l públicas, especialmente em regiões metropolitanas, onde são registrados os maiores índices de população nesta faixa etária.

O programa foi ins tuído pela Resolução nº 6, de 24 de abril de 2007, e é parte das ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) do Ministério da Educação. As unidades construídas são dotadas de ambientes essenciais para a aprendizagem das crianças, como: salas de aula, sala mul uso, sanitários, fraldarios, recreio coberto, parque, refeitório, entre outros ambientes, que permitem a realização de a vidades pedagógicas, recrea vas, espor vas e de alimentação, além das administra vas e de serviço. As escolas oferecidas pelo programa proinfância são marcadas por crí cas no que diz respeito a sua implantação em escala nacional. Sendo que o Brasil é um país muito grande e repleto de diversidades sociais, culturais e climá cas. Por esse mo vo, não se trata do edi cio ideal para Erechim e é necessária a formulação de um projeto específico para a cidade.

21


22

imagem 5


2.5 práticas de ensino e as pedagogias inovadoras

Na história da humanidade, exis ram várias formas de transmi r os conhecimentos e as a tudes necessárias para que o indivíduo tenha condições de integrar-se à sociedade. Atualmente, se espera que a escola realize a socialização intelectual da criança, ou seja, a sala de aula busca servir como modelo de sociedade para as crianças. Rousseau, já no sec. XVIII era contrário as rígidas disciplinas e ao excessivo uso da memória que está sendo proposto na maioria das escolas públicas atuais. Ele propôs o uso do brinquedo, do esporte e da agricultura, além do uso de instrumentos de variados o cios: linguagem, canto, aritmé ca e geometria. Por meio dessas a vidades a criança estaria apta a medir, contar, pensar e, assim poderia desenvolver a vidades relacionadas a suas prá cas co dianas. Paulo Freire enfa za a importância do dialogo, que vai além do simples contato, o dialogo é a troca de saberes, a confiança, humildade. No dialogo o conhecimento é construído e reconstruído. O principal livro de Freire é in tulado Pedagogia do Oprimido e tem relação à conscien zação do aluno em relação as parcelas desfavorecidas da sociedade.

Existem pedagogias inovadoras que desenvolvem a autonomia, liberdade e responsabilidade das crianças. Sendo que ela aprende por si só através da curiosidade natural, podem ser destacadas algumas dessas pedagogias que serviram de base para desenvolver diretrizes desse projeto, sendo elas, por exemplo, a Escola da Ponte, a rede Reggio Emilia, a pedagogia Montessoriana e Waldorf. Busca-se, portanto, desenvolver um espaço que se adeque a legislação em vigor, mas que proporcione espaços lúdicos e de aprendizagem nos moldes das pedagogias inovadoras, sendo que a criança aprende por meio do espaço, de brinquedos e de exercícios propostos pelas professoras e pelas próprias crianças.

23


escola da ponte portugal Nessa pedagogia, não existem turmas tradicionais, existem grupos de estudos estruturados em torno do desejo de estarem juntos e, principalmente, do desejo de aprenderem em grupo. Por não contar com a divisão por séries, ou turmas, o trabalho no dia a dia da escola se dá através de Núcleos de Projeto: Iniciação, Consolidação e Aprofundamento. Funcionando da seguinte forma: São formados pequenos grupos com interesse comum por um assunto, o grupo se reúne com uma professora e ela estabelece um programa de trabalho de 15 dias, dando orientação sobre o que se deve pesquisar e os locais onde pesquisar. Ao final dos 15 dias o grupo e o professor se reúnem de novo e avaliam o que aprenderam. Se o que aprenderam foi adequado, aquele grupo se dissolve, forma-se um outro para estudar outro assunto. Todo esse processo tem o obje vo de colocar o aluno na posição de agente do processo fazendo com que este perceba a importância do seu engajamento na conquista de resultados para ele e seu grupo. Dessa forma, não existem salas de aula, e sim, lugares onde cada aluno procura pessoas, ferramentas e soluções, testa seus conhecimentos e convive com outros. São os espaços educativos. Hoje, eles estão designados por área. Na humanís ca, por exemplo, estuda-se História e Geografia; no pavilhão das ciências fica o material sobre Matemá ca, e o central abriga a Educação Ar s ca e a Tecnológica.

waldorf Alemãnha Desenvolvida acerca de ideais humanos por Rudolf Steiner, como alterna va ao pensamento puramente materialista. Tem um aspecto geral e não somente educacional, visto que ela é inspirada nos conceitos antroposóficos e teosóficos. Defende que o currículo escolar deve ser disposto conforme a idade da criança, sem acelerar seu desenvolvimento natural e buscando sempre suprir as necessidades evolu vas do indivíduo. O contato com a cultura e com a natureza, assim como com a arte é extremamente importante para essa pedagogia e está sempre presente. Es mula o desenvolvimento da imaginação e do pensamento livre, sendo tudo é muito focado na naturalidade, desde os materiais u lizados, brinquedos e até mesmo a arquitetura, ou seja, quanto menos industrializado, melhor. Existe também o contato direto com os pais e a sociedade. Os pais devem ser presentes no processo de ensino e no processo de administração da escola.

«As crianças que sabem ensinam as crianças que não sabem. Isso não é exceção. É a rotina do dia a «Busca-se uma perfeita integração do corpo, da dia. A aprendizagem e o ensino  são  um alma e do espírito, ou seja, entre o pensar, o sentir e empreendimento comunitário, uma expressão de o querer.» (KOWALTOWSKI, P. 22, 2011) solidariedade.» (ALVES, 2000)

24


REGGIO EMILIA ITÁLIA Entendiam que os pais deveriam par cipar da formação formal de seus filhos. A proposta pedagógica é uma proposta de troca, comunicação e paz. Toda comunicação, sendo ela entre as crianças, entre as crianças e os professores ou entre professores é registrado e vira documentação nos projetos, relatórios e diários, denominada pedagogia da ESCUTA. A escola e as crianças têm contato com toda forma de cultura: teatro, cinema, shows, concerto, exposições, etc. Os folders dos eventos são fixados em um mural na escola assim como os folders criados pelos alunos são espalhados em lojas da cidade, criando uma interação escola-sociedade. Nas escolas Reggio Emilia, o elemento criativo é imenso, as salas de aula foram subs tuídas por grandes ateliês, com objetos diversificados, que aguçam o processo cria vo e aumentam as experiências das crianças. As edificações são planejadas para facilitar o diálogo e a comunicação entre os ambientes. Cada escola tem seu projeto, e todos obedecem ideaias de ven lação e iluminação. Ainda, existe a valorização de um espaço central (a piazza), onde todos se encontram. Eles também consideram a cozinha como um local que simboliza a cultura italiana, sendo ela, mais uma sala de aula.

montessori itália A criança aprende fazendo, ou seja, a criança escolhe a a vidade e a usa de acordo com sua cria vidade. Para cons tuir sua independência, a criança deve ter liberdade com responsabilidade. Cabe ao ambiente o trabalho de ensinar, por isso, quanto mais o ambiente for educa vo, maior será o desenvolvimento a vo e espontâneo na criança. Dessa forma, o professor passa a ser um elo entre a criança e o ambiente. A Metodologia Montessori oferece muito mais do que apenas a vidades diárias, ensina as crianças a tomar conta de si mesmas pois proporciona a oportunidade delas assumirem seus corpos em relação a como se movimentam, como se relacionam com os outros e com os objetos a sua volta. ara Montessori, educar envolve desenvolver o bom relacionamento com os outros, pensar no bem-estar coletivo, de cuidar do Mundo como sendo a casa em que todos nós moramos.

«A matéria prima do desenvolvimento da criança «A criança, em Reggio, é vista como competente, está dentro dela mesma, assim, o papel da escola forte e rica – uma criança produtora e não apenas vem a ser estimula-la na descoberta de suas possibilidadeS.» usuária de cultura.» (MIRANDA, 2005)

(BOGO, Caio et al, 2016)

25


2.6 estudos de

caso

imagem 6

imagem 7

imagem 8

26


imagem 9

2.6.1 - Jardim de Infância e Creche KM HIBINOSEKKEI + Youji no Shiro Localização: Osaka, Japão Área: 1244.0 m2

imagem 10

Percebe-se nesse projeto, a liberdade que a criança tem para explorar e interagir com o ambiente. O terreno apresenta imperfeições propositais para tornar o espaço externo repleto de possibilidades e evitar que ele se torne monótono. Além disso, o terreno se molda para interagir com a edificação, fazendo com que o espaço aberto e o espaço construído se tornem uma unidade. No pá o, foram dispostos brinquedos que interagem com a topografia, o que torna o ambiente mais lúdico e amplia as possibilidades de brincar. Os moveis no interior do edi cios podem ser usados para conectar espaços ou para as crianças lerem, brincarem, desenharem e desenvolverem qualquer a vidade que provoque sua curiosidade.

imagem 11

27


imagem 12

imagem 13

imagem 14

28


imagem 15

imagem 16

imagem 17

2.6.2 - Creche Råå Dorte Mandrup Localização: Suécia Área: 525m² Ano: 2013

O projeto está implantado em uma bela praia da Suécia, sendo assim, a paisagem é um importante condicionante de projeto. Por esse mo vo, os arquitetos responsáveis pensaram em uma forma que conversa com a vista das montanhas e das dunas e ao mesmo tempo lembra as casas dos pescadores locais. Ainda, as aberturas são grandes e enquadram a paisagem, trazendo a paz que o ambiente externo traz para dentro da sala de aula. Dentro do edi cio, os espaços são dinâmicos. Além disso, ao mesmo tempo que os móveis servem para guardar os materiais, eles criam espaços de leitura, de estudo e de brincadeiras. A iluminação natural também é bem aproveitada com aberturas zenitais.

imagem 18

29


imagem 18

imagem 19

imagem 20

30


imagem 21

2.6.3 - Escola Novo Mangue O Norte – Oficina de Criação Localização: Recife-PE, Brasil Área: 720m² Ano: 2013

imagem 22

Este projeto surgiu de uma demanda social da região, em um bairro pobre, com altos índices de violência e analfabe smo. O projeto contava com um orçamento baixo e com a mão de obra dos moradores locais. Dessa forma, o projeto visa, de forma simples, u lizar a iluminação e ven lação natural, mantendo a segurança dos alunos, professores e funcionários da escola. É interessante perceber o uso dos materiais como o jolo e a telha cerâmica. Mesmo sendo materiais comuns e muito u lizados na região, o projeto teve um resultado esté co interessante.

imagem 23

31


32


3. a cidade de erechim

33


34

emancipação 30 de abril de 1918

POPULAÇÃO 101.752 habitantes.

ÁREA 431 Km²

área do perímetro urbano 26,14 Km²

temperatura média 18,7º

clima subtropical

Dados e mapas da Prefeitura Municipal de Erechim-RS.


3.1 introdução

brasil

rio grande do sul

Erechim é um Município localizado ao Norte do Rio Grande do Sul, na região do Alto Uruguai, distante 370 Km da capital do Estado, Porto Alegre. O significado de Erechim, termo de origem caingangue, é “campo pequeno”, nome dado provavelmente porque a cidade era rodeada de florestas na época. Considerada um centro sub-regional no país, é a segunda cidade mais populosa do norte do Estado, com 101.752 habitantes, segundo es ma va do IBGE/ 2014. Conhecida por ser umas das primeiras cidades brasileiras que teve seu traçado urbano planejado, inspirado nos traçados de Washington (1791) e Paris (1850). Entretanto, os bairros periféricos da cidade abandonam a malha posi vista e apresentam traçado ortogonal, mantendo as hierarquias de vias.

ERECHIM

Na cidade de Erechim, são iden ficados dois centros urbanos, o bairro Centro e o Três Vendas, que possuem funções residenciais, comerciais, de serviço e ins tucionais. Sendo que o bairro Três Vendas está em constante evolução e crescimento. Existem condicionantes territoriais muito importantes na cidade como a BR153, o Distrito Industrial e a estrada de ferro que já foi fundamental para o povoamento e o desenvolvimento econômico, mas hoje não está em funcionamento. Com o crescimento do município, esses equipamentos que antes eram periféricos passam a cortar a cidade. Isso causa segregação espacial e social, uma vez que distancia ainda mais os bairros da infraestrutura disponível no centro .

35


36

imagem 24


3.2 diretrizes para a educação infantil em erechim

*Art. 1° - A Educação Infan l, primeira etapa da Educação Básica, cons tui direito da criança e dever do estado e da família e tem por finalidade cuidar e educar as crianças visando seu desenvolvimento integral nos aspectos emocionais, sicos, psicológicos, intelectuais e sociais, complementando a ação da família e da comunidade numa perspec va inclusiva.

*Resolução CME nº53, de 01 de outubro de 2015 Estabelece Diretrizes para a Educação Infan l no âmbito do Sistema Municipal de Ensino de Erechim

37


3.2.1 legislação referente a pedagogias de ensino em erechim Assim como nos ideais encontrados nas pedagogias inovadoras, a legislação que rege diretrizes para prá cas educacionais em Erechim visa a integração das crianças entre si e entre adultos por meio de a vidades dirigidas e espontâneas, para que se desenvolva a iden dade pessoal e a percepção do cole vo.

integração interação

conhecimento

Incen va prá cas educacionais que insiram a criança na sociedade, de forma que ela reconheça e valorize as diversidades culturais e sociais. Reconhece a importância do acesso às artes e a cidade como método de ensino, assim como as brincadeiras e os brinquedos. Em apêndice, na página 90 estão separados os ar gos completos que têm relação com as pedagogias de ensino em Erechim.

diversidade cultura

coletividade

experiências ludicidade solidariedade

cidadania autonomia

criatividade 38


3.2.2 legislação referente aos espaços de ensino em erechim A resolução número 53 de 1 de outrobro de 2015, também apresenta ar gos que apresentam diretrizes gerais para o espaço educacional em Erechim. Como por exemplo, o ar go 12, que descreve como devem ser os acessos, inclusive ressaltando a importância das condições de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, além das condições de conservação, acessibilidade, higiene, luminosidade, salubridade e segurança que os ambientes devem apresentar.

Ainda, existem ar gos, como o número 15, que descreve itens e diretrizes para garan r a autonomia das crianças com segurança. Além disso, a resolução apresenta diversas diretrizes espaciais. Por exemplo, ela determina o espaço mínimo de 1,5m² por criança em sala de aula e permite o uso de até o segundo pavimento para as crianças. Em apêndice, na página 90 estão separados os ar gos completos que têm relação com espaços de ensino em Erechim.

39


3.2.3 REQUISITOS MÍNIMOS DE INFRAESTRUTURA FÍSICA O espaço des nado a esta faixa etária deve ser concebido como local voltado para cuidar e educar crianças pequenas, incen vando o seu pleno desenvolvimento. As crianças de 0 a 1 ano, com seus ritmos próprios, necessitam de espaços para enga nhar, rolar, ensaiar os primeiros passos, explorar materiais diversos, observar, brincar, tocar o outro,

I – Sala de repouso: Espaço des

nado ao repouso, contendo berços ou similares onde as crianças possam dormir com conforto e segurança. Um para cada criança, respeitando-se à distância de 50 cm entre eles.

40

alimentar-se, tomar banho, repousar, dormir, sa sfazendo, assim, suas necessidades essenciais. Recomenda-se que o espaço a elas des nado esteja situado em local silencioso, preservado das áreas de grande movimentação e proporcione conforto térmico e acús co. *caracterís cas constru vas em apêndice na pag. 88

II – Sala de atividades: Espaço des nado a a vidades diversas, organizado de forma es mulante, confortável, aconchegante, segura, adequada à proposta pedagógica da ins tuição e que permita o desenvolvimento da criança, dando-lhe suporte para a realização de explorações e brincadeiras. Localizada de maneira que facilite o acesso dos pais; sem a existência de degraus ou outros obstáculos; local para o aleitamento materno, provido de cadeiras ou poltronas com encosto, confortáveis, visando es mular a amamentação; cadeiras com bandeja ou carrinhos de bebê para a alimentação; espaço deve comportar colchonetes amplos para as crianças enga nharem, almofadas e brinquedos de porte médio e grande.


III – Fraldário: Local para higienização das crianças, troca e guarda de fraldas e demais materiais de higiene.

IV – Lactário: Local des nado à higienização, ao preparo e à distribuição das mamadeiras, prevendo técnicas de higiene alimentar, de forma que se ofereça às crianças uma dieta saudável sem risco de contaminação, afastado do banheiro e lavanderia. V – Solárium: Área livre e descoberta para banho de sol.

41


3.2.4 REQUISITOS MÍNIMOS DE INFRAESTRUTURA FÍSICA

1

ART. 14- ANO +

*caracterís cas constru vas em apêndice na pag. 89

III – Área administrativa: a – Recepção: espaço des

I – Salas de atividades: Espaço que possibilita e contribui para a vivência e a expressão das culturas infan s – jogos, brincadeiras, músicas, histórias que expressam a especificidade do olhar infan l, adequado à proposta pedagógica da ins tuição, que possibilite à criança a realização de explorações e brincadeiras, garan ndo-lhe iden dade, segurança, confiança, interações e privacidade, promovendo oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento.

II – Sala de multiuso:

espaço des nado a a vidades diferenciadas, planejadas de acordo com a proposta pedagógica da ins tuição.

42

nado a acolher os familiares e a comunidade. Deve ser planejado como um ambiente agradável, aconchegante, contando com cadeiras e quadro de informes. Espaço para entrada e saída das crianças, devendo possibilitar a segurança destas. b – Secretaria: espaço de fluxo e arquivo de documentos, bem como de recepção dos que chegam à ins tuição (adultos e crianças). c – Almoxarifado: espaço para a guarda de material pedagógico e administra vo. Além do almoxarifado, as Ins tuições devem prever espaços para a guarda de brinquedos maiores, colchonetes, cenários, ornamentos, dentre outros. d – Sala de professores: espaço de encontro, reflexão, formação, troca de experiência, planejamento individual e cole vo, momentos de privacidade para o professor. e – Sala de direção e coordenação: na mesma linha de discussão sobre a sala dos professores, os dirigentes da Ins tuição precisam igualmente de um espaço mais privado para seu trabalho, para realizar reuniões com pais e professores, entre outras a vidades.


IV-Banheiros - Os banheiros infan s devem ser implantados próximos às salas de a vidades, não devendo ter comunicação direta com a cozinha e com o refeitório. Orienta-se a relação do número de crianças por equipamento sanitário: 1 vaso sanitário para cada 20 crianças; 1 lavatório para cada 20 crianças; 1 chuveiro para cada 20 crianças. Haver banheiros de uso exclusivo dos adultos (masculino e feminino), podendo acumular a função de ves ário, próximos às áreas administra vas, de serviços e pá o coberto. V – Pátio coberto: Deve ser condizente com a capacidade máxima de atendimento da ins tuição, contando com bebedouros compa veis com a altura das crianças. Quando possível, palco para u lização múl pla, como, por exemplo, festas e reuniões de pais.

VI – Áreas necessárias ao serviço de alimentação: Espaço que oferece serviço de alimentação que engloba todas as a vidades relacionadas ao preparo e à distribuição das refeições, incluindo a vidades de recepção, estocagem de alimentos, limpeza de utensílios e registro de dados. O dimensionamento dessas áreas e seus equipamentos deve estar de acordo com as Diretrizes Polí cas do Município para o serviço de alimentação. A área de serviço de alimentação deve prever:

Refeitório, Cozinha,

43


3.3 CONTEXTO SOCIAL DE ERECHIM Tendo como base o mapa de densidade demográfica da zona urbana de Erechim, é possível perceber que a população se concentra no centro da cidade, isso acontece por conta da maior oferta de infraestrutura, comércio e serviços. Existem alguns bairros periféricos que também possuem alta densidade, cruzando essa informação com o mapa de renda da cidade de Erechim, percebese que esses bairros são mais atraentes para as famílias com rendas mais baixas pois têm o valor do metro quadrado menor. O distanciamento das pessoas com baixa renda dos centros consolidados causa um problema de demanda de infraestrutura pública.

A inicia va privada não tem interesse nesses bairros e as pessoas não tem condições de pagar por serviços como escolas, hospitais e lazer privados. Em bairros periféricos mais consolidados e mais organizados como comunidade, existe mais oferta desses equipamentos públicos. Entretanto, em bairros novos ou em desenvolvimento, a demanda por esses equipamentos ainda é grande, como é o caso do Bairro Atlân co em Erechim.

MAPA DE RENDA PER CAPTA* LEGENDA Dados não existentes R$396,56 R$461,12 R$525,67 R$590,23 R$654,78 R$719,36 R$783,92 R$848,47 R$913,03 R$977,58 R$1042,14 R$1106,69 R$1171,25 R$1235,80 R$1300,36 R$1364,91 R$1429,47 R$1494,02 R$1558,58 R$1623,13 R$1687,66

N

44

limite dos bairros

* Base De Dados: Prefeitura Municipal de Erechim e Projeto de Extensão: Erechim pra Quem Quiser Ver, Discu r e Intervir Base Cartográfica: Prefeitura Municipal de Erechim Elaboração: Daniel Mar ni Lussani


MAPA DE bairros e população*

33

17 33

33 11

21

29

32 28

23

08

18

10

22

14 24

05

20

12 03

19 30 26

33

13

16

06

33

25

04 07

01

27

33 09

15 33

33

02

31

33

N

limite dos bairros

Legenda 01. Aeroporto.................3241 02. Atlântico...................5432 03. Bela Vista................4882 04. Boa Vista.................1309 05. Centro....................18853 06. Cerâmica.................4224 07. Colégio Agrícola........262 08. Copas Verdes..........2481 09. Cristo Rei.................3241 10. Dal Molin....................866 11. Esperança..................562 12. Espírito Santo..........1534 13. Fátima......................1988 14. Florestinha...............1853 15. Frinape.......................428 16. Industrial..................1455 17. Ipiranga......................544 18. José Bonifácio.........3895 19. Koller........................4821 20. Linho........................4339 21. Morro da Cegonha.....466 22. Novo Atlântico.sem dados 23. Paiol Grande.............1521 24. Parque Lívia..............1305 25. Pres. Cast. Branco....2015 26. Presidente Vargas.....2391 27. Progresso..................3716 28. Santa Catarina............709 29. São Caetano...............347 30. São Cristóvão...........1506 31. Três Vendas..............4183 32. Triângulo.....................467 33. Área não contemplada

LEGENDA

MAPA DE DENSIDADE DEMOGRAFICA*

Dados não existentes

hab/km²

N limite dos bairros 1 0,5 0

1

ESCALA GRÁFICA (Km)

2

Colégio Agrícola..................0,18 Frinape................................0,65 Industrial..............................0,97 Aeroporto............................1,38 Boa Vista.............................1,46 Paiol Grande.......................1,60 São Caetano.......................1,60 Morro da Cegonha..............1,66 Três Vendas........................1,67 Fátima.................................1,84 Ipiranga...............................1,86 Esperança...........................1,93 Dal Molin.............................1,93 Atlântico..............................2,23 José Bonifácio.....................2,44 Espírito Santo......................2,49 Santa Catarina....................2,64 Linho....................................3,02 Presidente Castelo Branco..3,06 Cerâmica.............................3,09 Triângulo................ ............3,13 Bela Vista............................3,30 Parque Lívia........................3,83 Koller....................................4,02 Centro..................................4,75 Presidente Vargas...............5,93 São Cristóvão......................6,49 Progresso............................6,73 Florestinha...........................8,70 Cristo Rei............................11,12

45


3.4 MAPA DE ESPAÇOS EDUCACIONAIS DE ERECHIM

Conforme a análise do contexto social de Erechim, é possível perceber que no centro da cidade, existem muitos espaços educacionais, principalmente escolas de educação infan l, fundamental e média privadas. Na medida que nos aproximamos das periferias, estão distribuídas as escolas de educação infan l pública que atendem as demandas dos bairros. O Município de Erechim está numa crescente no que diz respeito a etapa do ensino infan l. Segundo o Plano Municipal de Educação, hoje são atendidas 3350 crianças pela Secretaria Municipal de Educação, totalizando 67,41% das crianças existentes nessa faixa etária. Segundo dados fornecidos pela SMED (Sistema Público Municipal de Ensino de Erechim), em 2015 estavam sendo atendidas 1.317 crianças de zero a 5 anos e onze meses e segundo dados do IBGE, em 2014 nasceram 1.298 crianças no Município de Erechim. Sendo assim, cada vez mais aumenta a demanda para o atendimento de creche (zero a 3 anos e onze meses), e consequentemente atendimento para as demais fases da criança.

46

Mesmo exis ndo uma projeção de ampliação do atendimento da Educação Infan l, atualmente a Secretaria Municipal de Educação tem uma demanda de 558 crianças que estão na Lista de Espera. Esta demanda está distribuída principalmente nos bairros periféricos, como é o caso do bairro Atlân co, que hoje, tem uma demanda por 88 vagas para educação infan l.


Base De Dados: Prefeitura Municipal de Erechim e Projeto de Extensão: Erechim pra Quem Quiser Ver, Discu r e Intervir Base Cartográfica: Prefeitura Municipal de Erechim Elaboração: Daniel Mar ni Lussani

número de instituições em Erechim Ensino Técnico e Superior Ensino Fundamental e Médio e infan l Ensino Infan l 0/6 anos

público 2 27 10

privado 3 6 12

0 norte

12km de distância - UFFS

br153

linha ferrea

divisão de bairros

ensino infantil, fundamental e médio público

ensino infantil, fundamental e médio privado

ensino infantil público

ensino infantil privado

ensino superior público

ensino superior privado

0,25 0,5

1

escala gráfica (km)

ensino fundamental e médio público

ensino fundamental e medio particular

47


48


4. bairro atlântico

49


ÁREA 2,5 Km²

POPULAÇÃO 5.432 habitantes.

Renda per capta R$977,00

utilização do transporte público 66% dos moradores

1 a 3 anos......................287 4 a 6 anos.....................255 7 a 14 anos...................722 15 a 59 anos.............3792 mais de 60 anos.......376 POPULAÇÃO POR IDADE

50

Mapas e dado de área da Prefeitura Municipal de Erechim-RS Dado quanto a utilização de transporte público segundo trabalho realizado em 2017 na disciplina de Projeto Arquitetônico e Infraestrutura Urbana - Instalações Prediais Demais dados segundo senso do IBG de 2010


4.1 introdução

ERECHIM

perímetro urbano de erechim

O Bairro Atlân co é um dos 59 bairros localizados na cidade de Erechim. Existem 37 ruas nesse bairro e segundo dados do senso do IBGE de 2010, uma população de 5432 pessoas, sendo 542 crianças menores de 6 anos. Ele está localizado ao lado leste da BR 153, sendo assim, segregado do restante da cidade e do centro consolidado. Segundo levantamentos, grande parte da população depende de transporte público para se locomover. Nesse sen do, como será visto nas pranchas a seguir, nos úl mos anos vem surgindo alguns comércios no bairro, como alguns mercados, cabeleireiros, mecânicas, entre outros. Entretanto, a infraestrutura urbana do bairro ainda é bastante precária .

bairro atlântiCo

Está localizado ao lado do distrito industrial de Erechim, sendo que grande parte dos trabalhadores das pequenas e grandes industrias residem no bairro. No Atlân co, existem diversas dinâmicas de bairro. Uma delas é a grande integração das crianças além do tempo de aula e no percurso de casa até a escola, que é feito a pé e em grupos. Nos turnos contrários às aulas, as crianças desenvolvem diversas brincadeiras de ruas, como esconde-esconde, pega-pega, futebol de rua e passeios de bicicleta.

51


4.2 educação infantil no bairro atlântico

Na área do bairro Atlân co está locada a Escola Municipal Luiz Badalo que no momento se encontra com todas as vagas para educação infan l preenchidas. Segundo o setor de vagas da Secretaria de Educação, parte das crianças desse bairro que não conseguiram vagas na escola local são direcionadas para as três escolas mais próximas, sendo elas o EM Caras Pintadas, o EMEI Lucas Vezzaro e o EMEI Estevan Carraro. Entretanto, ainda existem muitas crianças sem vagas no bairro Altlân co. Existem alguns problemas causados pelo manejo dessas crianças para escolas distantes de suas casas. Os pais não conseguem levar as crianças e ir trabalhar e por isso contratam empresas privadas de transporte para levar as crianças, esse serviço é muito custoso e causa uma quebra de dinâmica de bairro, sendo que as crianças do bairro Atlân co têm uma relação de amizade e o caminho entre suas casas e a escola é um momento importante de interação. Esse po de manejo também gera problema de lotação para as escolas que estão dando apoio, sendo que elas foram criadas para suprir a demanda local e ainda estão atendendo outras áreas do Município.

52

EM caras pintadas

65 alunos na educação infantil

EMEI LUCAS VEZZARO

160 alunosna educação infantil

EMEI ESTEVAN CARRARO

130 alunos na educação infantil

EM luiz badalotti 1025 alunos na escola


br 1

53

br 15 3

Base De Dados: Prefeitura Municipal de Erechim Base Cartográfica: Prefeitura Municipal de Erechim Elaboração: Daniel Mar ni Lussani

53 1 r

b

0

62,5 125

250

escala gráfica (m)

terreno escolhido

br153

distrito industrial

atlântico

principais acessos ao bairro

norte

ensino infantil ensino infantil ensino fundamental público privado e médio

53


4.3 linhas de ônibus do bairro atlântico Mobilidade urbana se apresenta como o resultado da interação dos deslocamentos de pessoas e bens entre si e com a cidade, [...].Isso envolve relacionar os sistemas viários e de transportes às funções da cidade, [ ou relacionar os equipamentos aos sistemas] como por exemplo, a localização de equipamentos urbanos (escolas, hospitais, locais de emprego, moradia e lazer, etc.) e as interações dos transportes com as demais polí cas urbanas, principalmente com as polí cas de meio ambiente, segurança e inclusão social. (SILVA, 2011) Sendo assim, é importante entender como o sistema de transporte público de Erechim funciona tendo em vista que grande parte da população é dependente desse serviço. Em sua maioria moradores dos bairros periféricos que possuem filhos em escolas públicas. Todos os ônibus saem do terminal urbano, fazem sua rota específica e retornam para o terminal. Como o terminal fica na área central, ela fica melhor atendida pelo serviço. Existem diversos problemas com o serviço de transporte atual, sendo eles de estrutura sica das paradas de ônibus, de rotas demoradas e pouco obje vas, de organização das linhas e horários e até da falta de transporte em bairros mais afastados do centro como o Atlân co.

54

Com o crescimento da cidade e expansão do território urbano com novos loteamentos, foram criadas novas linhas nos úl mos anos para suprir a demanda de deslocamento dos moradores. Também foram feitas alterações nas linhas existentes por conta da expansão urbana, sendo que algumas linhas se tornaram caó cas e pouco obje vas por passarem por muitos bairros. A par r da análise do mapa percebe-se que o usuário de transporte público do bairro Atlân co tem poucas opções de rotas. Sendo que caso ele tenha que fazer uma parada ou chegar a um ponto em que a rota não passe, ele tem que pegar outro ônibus, o que torna o percurso demorado e caro. Por conta disso é importante que a escola esteja próxima a sua moradia e que de la o usuário possa facilmente pegar um ônibus para seu trabalho. Os ônibus tem ritmo de 30 minutos intercalando linhas que vão pela avenida 07 de setembro e linhas que passam pela rua Reinado Angonese. Nos horários de mais pico, como 6:00, 12:00 e 18:00 são disponibilizadas mais linhas.


Base De Dados: Prefeitura Municipal de Erechim, Projeto de Extensão: Erechim pra Quem Quiser Ver, Discu r e Intervir e Empresa de Transporte Gaurama Base Cartográfica: Prefeitura Municipal de Erechim Elaboração: Daniel Mar ni Lussani

terminal urbano

0

ensino infantil, fundamental e médio público

horários: LINHA 11 - 5:45 LINHA37 - 5:55 LINHA 01 - 6:30 LINHA 32 - 6:30 LINHA 35 - 6:40 LINHA 43 - 6:40

LINHA 07 - 6:45 LINHA 38 - 6:50 LINHA 01 - 7:10 LINHA 32 - 7:30 LINHA 38 - 7:35 LINHA 28 - 8:00

LINHA 32 - 8:30 LINHA 38 - 8:30 LINHA 07 - 9:00 LINHA 32 - 9:30 LINHA 07 - 10:00 LINHA 33 - 10:30

LINHA 25 - 11:00 LINHA 13 - 11:20 LINHA 03 - 11:20 LINHA 35 - 11:45 LINHA 33 - 11:45 LINHA 38 - 12:00

LINHA 25 - 12:00 LINHA 34 - 12:30 LINHA 35 - 12:30 LINHA 33 - 12:35 LINHA 16 - 12:40 LINHA 25 - 12:45

LINHA 34 - 13:10 LINHA 38 - 13:30 LINHA 32 - 13:40 LINHA 25 - 14:00 LINHA 32 - 14:30 LINHA 07 - 15:00

LINHA 32 - 15:25 LINHA 07 - 16:00 LINHA 09 - 16:30 LINHA 07 - 17:00 LINHA 12 - 17:20 LINHA 33 - 17:30

125

250

500

escala gráfica (m)

norte

ensino fundamental e médio público

ensino infantil público

LINHA 07 - 18:00 LINHA 12 - 18:00 LINHA 13 - 18:20 LINHA 33 - 18:30 LINHA 08 - 18:35 LINHA 25 - 19:00

55


56


5. localização da proposta

57


0 TERRENO

58

norte

50

100

escala grรกfica (m)


5.1 escolha do terreno br153

recorte

distrito industrial

ferrovia

A par r dos levantamentos do contexto social de Erechim e do Bairro Atlân co, iden ficando a demanda e reconhecendo a necessidade de uma Escola de Educação infan l no bairro, foi escolhido o terreno no qual a proposta será desenvolvida. Foi constatado que a Prefeitura Municipal de Erechim havia designado um terreno no bairro e iniciado a construção de um EMEI nos modelos do Programa Proinfância, porém, por problemas financeiros relacionados à empresa que faria a execução, a obra foi abandonada na fase de fundação. O terreno possui 7450m² e está localizado na Rua Victório Fracaro, distante 50 metros da esquina com a Rua Lewis Luís Carom.

Sendo que a escolha do terreno é jus ficada pelo trabalho de pesquisa realizado até então, pois entendese que todos os condicionantes a nível de cidade e bairro refletem a necessidade de uma localização com caracterís cas específicas, como por exemplo, a proximidade com um ponto de ônibus e a localização central quanto a ocupação do bairro. Para confirmar a importância desse terreno, seguem estudos de organização viária do bairro, cheios e vazios e usos.

59


VIA ARTERIAL imagem 25

VIA COLETORA imagem 26

ponto de acesso

ligação com o centro

A par r de estudos realizados constatou-se que o principal acesso do bairro para quem vem do centro da cidade se dá pela rua Dr João Caruso. A Rua Caetano A. Rosset também apresenta uma importante ligação do bairro com o centro, sendo que se conecta de forma direta e por meios de algumas vias menores com a Br153, fazendo a distribuição do fluxo para o bairro. A Rua Dr João Caruso, classificada como arterial, dá acesso ao Distrito industrial de Erechim, sendo usada por todos os trabalhadores das fábricas e por um número grande de veículos de grande porte, como caminhões. Assim como a Rua Victório Ferrarro, ela também conecta o bairro aos novos loteamentos mais periféricos. Existem algumas vias coletoras que são de grande importância para o bairro, como a Rua Caetano A. Rosset e a Rua Casemiro Giacomini, que fazem a conexão das vias locais com a Arterial já citada. Essas ruas se diferenciam das vias locais por terem pavimentação asfál ca, nessas vias o fluxo é intenso e rápido.

60

br153

recorte de estudo + recorte adicional para mostrar via VIA LOCAL arterial imagem 27

As vias locais normalmente possuem calçamento feito de pedra bastante irregular, e na maioria não existem calçadas. Isso faz com que os motoristas as evitem e reforcem o fluxo nas vias classificadas como coletoras. Também existe um fluxo intenso de pedestres nestas vias, além de serem bastante usadas para as brincadeiras das crianças. O terreno se localiza na Rua Victorio Fracaro, próximo a esquina com a rua Lewis Luiz Caron. É importante frisar a importância de tornar o acesso a escola fácil. Sendo assim, o terreno fica a 100 metros da parada de ônibus mais próxima, facilitando o acesso dos pais que dependem do transporte público. Isso faz com que os pais possam levar seus filhos e logo após irem trabalhar de ônibus, da mesma forma, podem ir de ônibus até o local. O terreno se torna interessante também levando em conta a organização hierárquica das vias, a localização e o acesso ao terreno da escola pelos moradores do bairro e dos bairros adjacentes ficou rápida e direta.


RUA MARCO ANGONESE

5.2 conformação das vias

RUA LEWIS LUIZ CARON

RUA NEUTON LUIZ PICCOLI

RU

AV

ICT

ÓR

IO

FR

AC

AR

O

RUA CASEMIRO GICOMONI

RUA LEWIS LUIZ CARON

RUA CAETANO A. ROSSET

RUA MIGUEL MOISYN

RUA CAETANO A. ROSSET

RUA PEDRO

JOSÉ SANTIN

RUA VICTÓRIO FRACARO

RUA DR JOÃO CARUSO

RUA DR JOÃO CARUSO

0 50

100

escala gráfica

PONTO DE ÔNIBUS

TERRENO

VIAS ARTERIAIS

VIAS COLETORAS

VIAS LOCAIS

LINHAS DE ÔNIBUS

norte

VIAS PÉATONAIS

61


760

760 755 750 745 740 735

730

725

720

755 715

725

735

710

750 730

715 745 720

740

735 730

725

735 730

720 715

725 735

720

735

730

725

720 715 710

710

715 710

710

715

705 730 735

735

735 720

700 725

735

700

705

710

715 720 725

730

0

62

terreno

curva mestre

curva de nĂ­vel

730

730

730

50 100

200

escala grĂĄfica (m)

norte


5.3 condicionantes do terreno 730

735

ventos massa de vegetação

terreno

735

725

ruídos

nasce 730

730

735

735

A topografia do bairro é bastante irregular, assim como no restante da cidade. O terreno está situado próximo ao ponto mais elevado do bairro, sendo que paisagens se formam para o norte e o leste. Ao contrário da visão que se tem para o sul e oeste, fechado por edificações e pela conformação da topografia. De forma geral, o terreno possui topografia regular, embora exista um talude de cerca de 2 metros metros cortando o terreno no sen do norte sul. Sendo assim, fragmentando o terreno em 2 partes. O terreno apresenta vegetação rasteira e algumas espécies arbus vas, sendo que na divisa leste existe uma massa de vegetação de árvores de médio e grande porte, sendo algumas Araucárias. imagem 28

730

725

A falta de vegetação no terreno se torna uma problemá ca a ser resolvida no projeto, pois entendese que a vegetação seja importante para regular a insolação e a temperatura das áreas edificadas e abertas. Os ruídos iden ficados no terreno vem principalmente da via na qual o terreno tem ligação, também foram iden ficados ruídos de máquinas agrícolas em épocas de plan o e colheita do terreno vizinho. Nesse sen do, a massa de vegetação que faz divisa com o terreno auxilia bastante como barreira para os ruídos.

imagem 29

63


cheios e vazios

0 50

100

escala grรกfica (m)

residencial religioso comercial industrial misto institucional app agricultura Sem uso usos

64

norte


5.4 ANÁLISES DE CHEIOS E VAZIOS E USOS Observando a relação dos cheios e vazios do mapa, é possível perceber pela organização da ocupação que existe uma parte mais consolidada, representada na imgem 30 e uma parte em processo de consolidação, representada na imagem 31, marcada por grãos mais isolados. Essa análise demonstra a aexpansão da ocupação do perímetro urbano que está seguindo pelo lado do bairro Atlân co. Percebe-se também que a forma, a localização e o tamanho dos grãos não tem um padrão claro, muitas vezes no limite do lote e colado a outro grão. Isso significa que grande parte das edificações não respeita a legislação em relação aos recuos impostos. Sendo assim, construções de caráter informal. A maior parte dos terrenos é de uso residencial. Além disso, geralmente os comércios estão no térreo das edificações de 2 pavimentos, caracterizando uso misto, representado na imagem 32. Percebe-se que os comércios vem se desenvolvendo na área mais consolidade, auxiliando o dia-a-dia do morador, serviços como academia, mecânicas e cabeleireiros já

imagem 30

são encontrados no bairro, assim como minimercados, entretanto o morador u liza o centro quando necessita de um serviço mais específico ou necessita de mais opções de compra. A Escola Municipal Luiz Badalo é o único uso ins tucional e ainda existem alguns usos religiosos. Também é possível perceber um grande terreno u lizado para produção agrícola. A pologia mais encontrada no perímetro de estudo é o de edi cio de 1 pavimento, em alvenaria e de uso residencial. Também foram encontradas edificações de 1 pavimento em madeira. Ainda, foram iden ficadas algumas construções de 2 pavimentos de uso habitacional e misto, algumas sob pilo s. Em menor número estão as edificações de 3 pavimentos, em alguns casos habitacionais e em outros industriais.

imagem 31

imagem 32

65


66


6. proposta

67


metas do pne

contexto social

+

+ pedagogias inovadoras

me ta 1

me ta 6

Universalizar, até 2016, a educação infan l na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infan l em creches, de forma a atender, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das crianças de até 3 (três) anos até o final da vigência deste PNE.

Oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) dos(as) alunos(as) da educação básica

Montessori escola da ponte waldorf

PAULO FREIRE

reggio emilia

68


6.1 A PROPOSTA A escola de educação infan l do bairro Atlân co de Erechim-RS deve ser um equipamento que atenda a demanda do bairro a fim de se encaixar na rede de escolas públicas infan s de Erechim. Além disso, para a definição da proposta, foram considerados os contextos sociais do bairro e da cidade, entendendo que existam especificidades locais que não podem ser ignoradas. Também entende-se que o processo de ensino deve valer-se da cria vidade e curiosidade da criança, para que ela desenvolva as a vidades propostas com liberdade. A legislação de Erechim foi considerada para o desenvolvimento da proposta. A par r da definição de espaços específicos mínimos para funcionamento da escola, foram propostos espaços novos que permitem prá cas das pedagogias inovadoras julgadas necessários para o desenvolvimento social e intelectual da criança. Além disso, a estrutura instalada no terreno não será u lizada pois entende-se que sua localização não é interessante para a proposta e não respeita a integração com a vegetação e o terreno desejada.

Existem estudos que apontam caracterís cas desejáveis para a educação infan l. O documento Parâmetros Nacionais de Qualidade da Educação Infan l, descreve, por exemplo, o número de estudantes por sala e número de alunos por professor. Segundo a resolução 8/2010 do Conselho Nacional de Educação (CNE) que diz respeito ao custo alunoqualidade inicial (CAQi), existe um indicador que descreve a quan dade mínima de dinheiro a ser inves do por aluno para que a Educação tenha qualidade garan da. O documento aponta que o número ideal de estudantes por turma de creche é 13. Levando em conta esses estudos, determinou-se que os berçários contarão com turmas de 8 crianças e as demais turmas serão de 13 alunos, com intuito de garan r a qualidade do ensino. Por fim, para determinar o número de alunos que a escola atenderia no total, foi considerada a demanda atual de 88 vagas para educação infan l no bairro Atlân co, as famílias sem condições financeiras que pagam transporte privado para levar as crianças às escolas distantes e o processo de ocupação dos lotes vazios do bairro. Para isso, foram consideradas duas turmas por fase, portanto, a escola atenderia um total de 136 crianças em turno integral.

processo deensino pré-escola

creche

1fase

2fase

3fase

1fase

2fase

3fase

berçario

berçario 2

maternal 1

maternal 2

pré-a

pré-b

3 meses/1ano

1 ano/2 anos

2 a 3 anos

3 a 4 anos

4 a 5 anos

5 a 6 anos

69


6.2 DIRETRIZES PROJETUAIS

Conforto ambiental

1

considerar a vegetação, ventilação e iluminação natural.

2 Permeabilidade do espaço

integração entre os espaços edificados e os espaços abertos

Respeitar a escala do usuário

3

70

considerar aberturas e mobiliários que respeitem o tamanho da criança

2


segurança

4

Considerar a escola como um local em que a criança deve estar protegida

3 espaços lúdicos e mobiliários alternativos

Estimulam a criatividade e a curiosidade das crianças

6

5

Espaços educacionais

que convidem a apropriação das crianças

71


6.3 pROGRAMA

72

educação escolar

educação ambiental

cultura arte

esporte

Administrativo

suporte


de o t i ós io dep obiliár m

ia

er d n a lav

de a l sa ouso rep rio

dá ral

f

brin

que

ário t c a

l

rio

itó efe

r

a

inh coz

eca e s p prá aço tica s pa s es ra por tiva s pátio

palco para apresentações

horta áreas verdes

sol

ari

inf sala orm de áti ca sal ad e le itu ra ativ sal ida a de de 0 /1 a de a at no tiv eliê ida s des 1 an o+

dot

um

espaço para exposições

ão

pç ece

r

ria

ta cre

se

alm

o ifad r a ox a de res l a s sso fe pro ão ç e r e di d a sal ção a n rde o o c

res

so fes

ro

sp o d s

o

eir h n a

ria

b

ia +

der n a lav

pa rou

es

iõ eun

er

d ala

s

73


6.4 ZONEAMENTO

Administrativo suporte

educação escolar

educação ambiental

esporte

cultura arte

norte

74


1-2

1-2

2-3

2-3

3-4

3-4

4-5

5-6

4-5

5-6

16 0-1

pátio 18 17

15 - pavimento abaixo árvores frutiferas e nativas

0-1

11

16 10 9

1

2

3

4

5 6 7

13

14

horta 12

8

área de transição

18

norte

*Para auxiliar no processo de zoneamento, foi feito um dimensionamento aproximado dos espaços, disponível em apêndice na pag. 91.

1 hall de entrada

6 coordenação

11 refeitório

16 berçario

2 secretaria

7 dml

12 cozinha

17 lactário

3 sala de reuniões

8 lavanderia

13 informática

18 fraldário

4 sala dos professores

9 almoxarifado

14 sala de leitura

sala de atividades

5 direção

10 dep. mobiliário

15 brinquedoteca

solarium

75


6.5 AMBIENTES EDUCATIVOS

Para fazer a transição entre o bairro e a escola, foi proposto um espaço de lazer para o bairro. Esse espaço conta com alguns mobiliários para as crianças u lizarem fora do horário de aula em suas brincadeiras de rua, além de mobiliários de permanência.

espaço de transição

76


sala de atividades

Cada ateliê de a vidades deve respeitar o processo de ensino e a idade para qual ele será des nado. Também deve respeitar a escala da criança, ou seja, seus mobiliários e suas aberturas devem permi r que a criança use o espaço sem ajuda. Pensando na liberdade e no processo de ensino, cada sala deve ter seu banheiro, adaptado para o uso da criança para que ela desenvolva sua independência. A horta deve ser u lizada pela cozinha, para plan o de hortaliças, mas também deve ser um espaço de ensino para as crianças.

77


Os solariuns devem se integrar com a vegetação e com o terreno para aumentar as possibilidades de uso. Também existe o obje vo de evitar a criação de um espaço monótono para a criança.

solarium

78


brinquedoteca + palco

Aproveitando o talude existente no terreno, serão propostos mobiliários que permitam a acessibilidade aos espaços da escola locados em diferentes níveis, assim como uma arquibancada voltada para um palco. Além disso, entende-de que seja importante para a criança a relação de troca de aprendizado com outras crianças e adultos, sendo assim, é importante pensar em espaços e murais que possibilitem a exposição de trabalhos das crianças, assim como exposições externas.

79


6.6 Linguagem e materiais

Para o projeto da escola, buscou-se u lizar os materiais disponíveis na região, como a madeira, o concreto e a pedra basalto. Além disso, a fim de alcançar uma linguagem contemporânea e ao mesmo tempo regional, também optou-se pelo uso do metal, sendo que no Distrito Industrial de Erechim existem diversas empresas que trabalham com esse material.

metal

80

madeira


concreto

pedra basalto

81


6.7 proposta espacializada

brinquedoteca palco

82


pรกtio

salas de aula

solarium

83


7. referência bibliográfica DLUGOKENSKI, Anelise et al. Caracterização Sociocultural. Erechim: Universidade Federal da Fronteira Sul, 2017. Color. ALVES, Rubens. A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse exis r. Campinas: Papirus, 2001. BEYER, Sabine. Uma Introdução à Arquitetura nas Pedagogias Alterna vas. 2015. Disponível em: <h p://www.archdaily.com.br/br/774406/uma-introducao-a-arquitetura-nas-pedagogias-alterna vas>. Acesso em: 21 maio 2017 BOGO, Caio et al. PEDAGOGIA MONTESSORIANA + ESTUDO DE CASO. Erechim: Universidade Federal da Fronteira Sul, 2016. 52 slides, color. BRASIL (Município). Cons tuição (2015). Resolução nº 53, de 01 de outubro de 2015. Altera A Resolução Cme Nº26/2011 Que Estabelece Diretrizes Para A Educação Infan l no âmbito do Sistema Municipal de Ensino de Erechim. Disponível em: <h p://www.pmerechim.rs.gov.br/pagina/273/resolucoes>. Acesso em: 21 maio 2017. BRASIL (Município). Cons tuição (2014). Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova O Plano Municipal de Educação. CASTEL, Amanda Dal; MESQUITA, Karine E. K.; AZEVEDO, Mariane C.. Pedagogia Waldorf. Erechim: Universidade Federal da Fronteira Sul, 2016. 51 slides, color. Creche Råå / Dorte Mandrup" [Råå Day Care Center / Dorte Mandrup] 23 Dez 2016. ArchDaily Brasil. (Trad. Delaqua, Victor) Acessado 21 Mai 2017. <h p://www.archdaily.com.br/br/801881/creche-raa-dorte-mandrup> Escola Novo Mangue / O Norte – Oficina de Criação " 08 Abr 2016. ArchDaily Brasil. Acessado 21 Mai 2017. <h p://www.archdaily.com.br/br/785161/escola-novo-mangue-o-norte-nil-oficina-de-criacao> FALZETTA, Ricardo. Existe limite de alunos por sala de aula na Educação Infan l? 2017. Disponível em: <h p://blogs.oglobo.globo.com/todos-pela-educacao/post/existe-limite-de-aluno-por-sala-de-aula-na-educacaoinfan l.html>. Acesso em: 03 jun. 2017. FNDE. Tipo 1. Acesso em 21 Mai 2017. <h p://www.fnde.gov.br/programas/proinfancia/proinfancia-projetosarquitetonicos-para-construcao/proinfancia- po-1> FNDE. Apresentação. Acesso em 21 Mai 2017. <h p://www.fnde.gov.br/programas/proinfancia/proinfancia-projetosarquitetonicos-para-construcao/proinfancia- po-1> GERALD, Richard. 8 espaços educa vos para crianças na Colômbia. 2017. Disponível em: <h p://www.archdaily.com.br/br/868156/8-espacos-educa vos-para-criancas-na-colombia>. Acesso em: 21 maio 2017. Jardim de Infância e Creche KM / HIBINOSEKKEI + Youji no Shiro" [KM Kindergarten and Nursery / HIBINOSEKKEI + Youji no Shiro] 19 Mar 2017. ArchDaily Brasil. (Trad. Delaqua, Victor) Acessado 21 Mai 2017. <h p://www.archdaily.com.br/br/867453/jardim-de-infancia-e-creche-km-hibinosekkei-plus-youji-no-shiro> KOWALTOWSKI, Doris C. C. K.. Arquitetura Escolar: o projeto do ambiente de estudo. São Paulo: Oficina de Textos, 2011. KRAMER, Sônia. A infância e sua singularidade. In: Ensino fundamental de nove anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade/organização Jeanete Beauchamp, Sandra Denise Rangel, Aricélia Ribeiro doNascimento – Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica,2007. Miranda, Heide. O imaginário nas escolas de Reggio Emilia. In: I Seminário Educação, Imaginação e Linguagens Ar s coCulturais. 7p.

84


85


86


8. apĂŞndice

87


8.1 aspectos construtivos da infraestrutura física segundo a resolução cme nº53 de 01 de outubro de 2015 0/1 ano I – Sala de repouso Piso liso, mas não escorregadio e de fácil limpeza; janelas com abertura mínima de 1/5 da área do piso, permi ndo a ven lação e a iluminação natural, visibilidade para o ambiente externo, com possibilidade de redução da luminosidade pela u lização de veneziana (ou similar) vedada com telas de proteção contra insetos; portas com visores, largas, que possibilitem a integração entre as salas de repouso e de a vidades, facilitando o cuidado com as crianças; paredes pintadas com cores suaves; no caso de iluminação ar ficial, que seja preferencialmente indireta.

II – Sala de atividades: Piso liso, mas não escorregadio, de fácil limpeza e que propicie conforto térmico para as crianças enga nharem; paredes reves das com material de fácil limpeza e manutenção, de cores claras e alegres; janelas com abertura mínima de 1/5 da área do piso, permi ndo a ven lação e a iluminação natural, possibilitando visibilidade para o ambiente externo, com peitoril de acordo com a altura das crianças, garan ndo a segurança; portas que possibilitem a integração com a área externa (que pode ser um solário, parque, pá o etc.), para banho de sol; bancadas, prateleiras e/ou armários, tanto para guarda de fraldas, roupas de cama e banho quanto para guarda de brinquedos e materiais u lizados pelas crianças. As bancadas, as prateleiras e os armários des nados à guarda de brinquedos devem ser acessíveis às crianças, mantendo-se uma altura em torno de 65 cm. Acima desta altura devem ficar os materiais de uso exclusivo dos adultos; um lavatório para os professores, com altura em torno de 85 cm; prever ambiente para refeição das crianças, com cadeiras altas com bandeja ou similares; prever espaço para colocação de espelho amplo que possibilite a visualização das crianças.

III – Fraldário: :

Piso liso mas não escorregadio, lavável e de fácil manutenção; paredes reves das em material impermeável até uma altura mínima de 1,50 m, de fácil limpeza e manutenção; janelas com abertura mínima de 1/8 da área do piso, que propiciem uma boa ven lação, de preferência cruzada, iluminação natural, que possam ser facilmente fechadas quando

88

houver necessidade de se evitar correntes de ar; bancada para troca de fraldas, com dimensões mínimas de 100 cm x 80 cm e altura em torno de 85 cm, acompanhada de colchonete (trocador); vaso sanitário de tamanho pequeno; banheira confeccionada em material térmico, con gua à bancada, com ducha de água quente e fria; armários/prateleiras para guarda de fraldas e material de higiene das crianças; cabides para pendurar toalhas e sacolas.

IV – Lactário: Piso: cerâmico, resistente, impermeável e de fácil limpeza, sem ralos; Paredes: reves das com material liso, resistente, impermeável e de fácil limpeza (azulejo ou cerâmica). Teto: laje e que seja reves do e pintado com nta impermeabilizante. Iluminação: essencialmente sem sombras e de boa intensidade. Ven lação: as janelas devem ser em número e dimensões adequadas, com área mínima equivalente a 1/8 da área do piso. As aberturas das janelas devem ser protegidas do sol e da chuva e devem possuir tela de proteção contra insetos.

V – Solário: Possuir dimensões compa veis com o número de crianças atendidas, recomendando-se 1,50 m² por criança, estar con guo à sala de a vidades, de uso exclusivo para essa faixa etária. Seu acesso deverá permi r o trânsito de carrinhos de bebê, evitando-se desníveis que possam dificultar esta circulação.


8.2 aspectos construtivos da infraestrutura física segundo a resolução cme nº53 de 01 de outubro de 2015 1 ano + I – Salas de atividades:

IV-Banheiros -

Piso liso, de fácil conservação, manutenção e limpeza, confortável termicamente, de acordo com as condições climá cas regionais; paredes reves das com material de fácil limpeza e manutenção, de cores claras e alegres; janelas com abertura mínima de 1/5 da área do piso, permi ndo a ven lação e a iluminação natural e garan ndo visibilidade para o ambiente externo, com peitoril de acordo com a altura das crianças, garan ndo a segurança; se possível, prever portas que possibilitem a integração com a área externa; quadro e cabides acessíveis às crianças; bancadas, prateleiras e/ou armários, tanto para guarda das fraldas, das roupas de cama e de banho quanto para guarda de brinquedos e materiais u lizados pelas crianças. As bancadas, as prateleiras e os armários des nados à guarda de brinquedos devem ser acessíveis às crianças, mantendo-se uma altura em torno de 65 cm. Acima desta altura devem ficar os materiais de uso exclusivo dos adultos; é recomendável que as salas para as crianças de 1 ano estejam localizadas próximas ao fraldário ou que contenham local apropriado para a troca de fraldas; prever espaço para colocação de espelho amplo que possibilite a visualização das crianças; espaço para montagem e organização de cantos de a vidades.

Piso impermeável e de preferência an derrapante, de fácil conservação, manutenção e limpeza, com caimentos adequados, de maneira que impeçam empoçamentos; paredes reves das com material impermeável, de fácil conservação, manutenção e limpeza, até uma altura mínima de 1,50 m; janelas com abertura mínima de 1/8 da área do piso, permi ndo a ven lação e a iluminação natural; as portas das cabines sanitárias individuais não devem conter chaves ou trincos; as divisórias devem ser mais baixas, em torno de 1,50 m; os chuveiros para crianças de 1 a 3 anos devem, ser alteados, em torno de 40 cm; as bancadas dos lavatórios devem ter altura em torno de 60 cm; previsão de vaso sanitário, chuveiro, cadeira para banho e lavabo para crianças com deficiência, previsão de vaso sanitário e lavabo para adultos com deficiência.

II – Sala de multiuso: Piso liso mas não escorregadio, de fácil conservação, manutenção e limpeza, confortável termicamente, de acordo com as condições climá cas regionais; paredes reves das com material de fácil limpeza e manutenção; janelas com abertura mínima de 1/5 da área do piso, permi ndo a ven lação e a iluminação natural e garan ndo visibilidade para o ambiente externo, com peitoril de acordo com a altura das crianças, garan ndo a segurança; bancadas baixas com prateleiras; previsão de espaço para colocação de livros, brinquedos, fantasias infan s e outros necessários à implementação da proposta pedagógica.

VI – Áreas necessárias ao serviço de alimentação: O refeitório com o dimensionamento de 1 m² por usuário e capacidade mínima de 1/3 do maior turno, uma vez que não é necessário nem recomendável que todas as crianças façam as refeições ao mesmo tempo. A cozinha deve ficar adjacente ao refeitório e possuir abertura por onde devem ser distribuídos os alimentos (balcão) com altura acessível às crianças, entre 60 e 80 cm; as bancadas e os bojos devem ser confeccionados em material liso, impermeável, an ácido, íntegro e de fácil limpeza e manutenção. Nas despensas, as prateleiras para armazenamento deverão estar localizadas a 30 cm do piso com profundidade não superior a 45 cm, preferencialmente moduladas para permi r flexibilidade de novos arranjos. As despensas deverão contar com boa iluminação, ven lação cruzada ou mecânica que permita ampla circulação de ar às mercadorias.

III – Área administrativa: Piso liso, de fácil conservação, manutenção e limpeza; paredes reves das com material de fácil limpeza e manutenção, de cores alegres; janelas com abertura mínima de 1/5 da área do piso, permi ndo aven lação e a iluminação natural e garan ndo visibilidade para o ambiente externo.

89


8.3 legislação referente a pedagogias de ensino em erechim. Art. 3° - A organização pedagógica do ambiente educacional da Educação Infan l, deverá proporcionar formas de a vidades cole vas e individuais envolvendo: crianças entre si, crianças e adultos, possibilitando o reconhecimento da importância da identidade pessoal das crianças, dos professores, das famílias, de outros profissionais e Comunidade Escolar. As situações planejadas intencionalmente devem prever momentos de a vidades espontâneas e outras dirigidas. Art. 5° – As Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infan l traduzidas no Regimento Escolar, no Projeto Polí co Pedagógico e nos Planos de A vidades deverão considerar a criança o centro do planejamento curricular, sujeito histórico e de direito que, nas interações, relações e prá cas co dianas vivencia, constrói sua iden dade pessoal e cole va, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, ques ona e constrói sen dos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura. Art. 6° - As propostas pedagógicas de Educação Infan l devem respeitar os seguintes princípios: a) Princípios Éticos: valorização da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum, ao meio ambiente e às diferentes culturas, iden dades e singularidades; b) Princípios Políticos: dos direitos de cidadania, do exercício da cri cidade e do respeito à ordem democrá ca; c) Princípios Estéticos: valorização da sensibilidade, da cria vidade, da ludicidade e da mul plicidade de manifestações ar s cas e culturais. Art. 8º - As prá cas pedagógicas que compõem a proposta curricular da Educação Infan l, com base nos Planos de A vidades devem ter como eixos norteadores as interações e brincadeiras, garan do experiências que: I – promovam o conhecimento de si e do mundo por meio da ampliação de experiências sensoriais, expressivas, corporais que possibilitem movimentação ampla, expressão da individualidade e respeito pelos ritmos e desejos da criança; II – favoreçam a imersão das crianças nas diferentes linguagens e o progressivo domínio por elas de vários gêneros e formas de expressão: gestual, verbal, plás ca, dramá ca e musical; III – possibilitem às crianças experiências de narra vas, de apreciação e interação com a linguagem oral e escrita, e convívio com diferentes suportes e gêneros textuais orais e escritos; IV – recriem, em contextos significa vos para as crianças, relações quan ta vas, medidas, formas e orientações espaçotemporais; V – ampliem a confiança e a par cipação das crianças nas a vidades individuais e cole vas; VI – possibilitem situações de aprendizagem mediadas para a elaboração da autonomia das crianças nas ações de cuidado pessoal, auto-organização, saúde e bem-estar; VII – possibilitem vivências é cas e esté cas com outras crianças e grupos culturais, que alarguem seus padrões de referência e de iden dade no diálogo e reconhecimento da diversidade; VIII – incen vem a curiosidade, a exploração, o encantamento, o ques onamento, a indagação e o conhecimento das crianças em relação ao mundo sico e social, ao tempo e à natureza;

90

IX – promovam o relacionamento e a interação das crianças com diversificadas manifestações de música, artes plás cas e gráficas, cinema, fotografia, dança, teatro, poesia e literatura; X - promovam a interação, o cuidado, a preservação e o conhecimento da biodiversidade e a sustentabilidade da vida na Terra, assim como o não desperdício dos recursos naturais; XI – propiciem a interação e o conhecimento pelas crianças das manifestações e tradições culturais brasileiras; XII – possibilitem a u lização de gravadores, projetores, computadores, máquinas fotográficas, e outros recursos tecnológicos e midiá cos.

8.4 legislação referente aos espaços de ensino em erechim Art. 12 – As dependências do Estabelecimento que ofertam a Educação Infan l devem ser exclusivas para a a vidade educacional e ter acesso próprio desde o logradouro público, inclusive com condições de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Os ambientes internos e externos devem ter condições permanentes de conservação, acessibilidade, higiene, luminosidade, salubridade e segurança, não sendo permi das adaptações de locais impróprios para uso educacional. Os recursos sicos, materiais pedagógicos e brinquedos adequados a faixa etária devem oferecer condições de uso, de segurança e de higiene. Art. 15 – O prédio do Estabelecimento que oferta Educação Infan l: I - deve dispor dos equipamentos de prevenção de incêndios exigidos pela legislação; II - a área mínima para todas as salas para crianças de 0 a 6 anos contemple 1,50 m² por criança atendida considerando a importância da organização dos ambientes educa vos e a qualidade do trabalho; II- a acessibilidade seja garan da por meio de rampas de acesso ou plataforma de percurso ver cal com as adaptações necessárias para garan r total segurança, conforme legislação vigente; III - possuir banheiros com sanitários, chuveiros e cadeiras para banho, brinquedos e equipamentos adaptados para a u lização de crianças com deficiência; IV - os equipamentos como maçanetas, quadros, pias, torneiras, saboneteiras, porta-toalhas e cabides sejam colocados ao alcance destas para sua maior autonomia; V - os interruptores devem possuir protetores contra descarga elétrica; VI - guaritas e grades nas janelas, que sejam previstas barreiras protetoras (guarda-corpo) em locais que necessitem de maior segurança, sem possibilidade de as crianças escalarem; VII- evitar quinas vivas na edificação e mobiliário; VIII- paredes (todas) sejam pintadas com nta lavável; IX - os ambientes tenham ralos com tampa rota va para maior proteção contra insetos; X - u lização de vidros lisos nas áreas que propiciem maior visibilidade, e vidros “fantasia” somente nas áreas onde a privacidade seja imprescindível;


Art. 16 – Pode-se u lizar até o segundo pavimento, equivalente ao primeiro andar do prédio, para a oferta de Educação Infan l a par r dos 4 anos. As aberturas devem ser teladas ou providas de rede(s) de proteção(s); a(s) escada(s) com o mínimo 1,20 m de largura com piso de material lavável, não escorregadio, com iluminação e ven lação natural e direta e deve(m) ser dotada(s) de corrimão nos dois lados e garan r a acessibilidade a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, em atendimento às normas vigentes. Art. 17 – O(s) corredor(es) deve(m) ter 1,20 m de largura, no mínimo, com piso de material lavável, não escorregadio, com iluminação e ven lação natural e direta. Art. 18 – A sala de a vidades para qualquer faixa etária da Educação Infan l, com número pequeno de crianças, deve ter metragem não inferior a 12 m². Art.20 – Quando a Ins tuição adotar jornada de tempo integral, deve exis r também local interno para repouso, com espaçamento de no mínimo 50 cm entre os berços ou similares.

8.5 dimensionamento aproximado dos espaços para auxilio no processo de zoneamento

91


TF1 - Arquitetura e Urbanismo  

Trabalho Final de Graduação I, submetido como requisito parcialnecessário à obtenção do título de bacharel emArquitetura e Urbanismo, outorg...

TF1 - Arquitetura e Urbanismo  

Trabalho Final de Graduação I, submetido como requisito parcialnecessário à obtenção do título de bacharel emArquitetura e Urbanismo, outorg...

Advertisement