Issuu on Google+

PARQUE VERTICAL AÉREO

1/8

Explorando novas dimensões projetuais...

As cidades sempre estiveram em mudança contínua, mas ultimamente, estas mudanças acontecem cada vez mais rapidamente. Os distintos espaços da cidade, produzidos pela demanda do sistema especulativo, são moldados de acordo com a conveniência mercadológica vigente, que cada vez mais fere o sentido humanista, ao produzir o espraiamento em sentido centrífugo horizontal, prejudicando a mobilidade e a interação entre os indivíduos, com a priorização do automóvel para a projeção do desenho urbano. Na década de 60, no Japão, um movimento de grande importância para a arquitetura (o último dos movimentos modernos) conseguiu demonstrar que, talvez, o crescimento devesse ser em outro sentido...uma idéia que abrangesse a multiplicação centrípeta vertical. O que a população japonesa teve que resolver a partir da necessidade, o restante do mundo pode absorver como potencialidade. Em outras palavras, as diversas soluções que os metabolistas japoneses propuseram desde 1960, até as soluções mais contemporâneas que vislumbram alternativas compatíveis com a vida em planos alternativos e expostos a variáveis naturais, podem ser consideradas lições de grande valor para aplicação em cidades ocidentais distintas. A discussão sobre a possibilidade da constituição de uma cidade aérea, uma mega estrutura que possa suportar os diversos sistemas de infra estrutura e transportes, além da disposição de áreas variadas com usos variados, é de extrema importância para pensarmos a situação das cidades hoje e em um futuro próximo. Há a tendência cada vez maior das cidades aglomerarem-se, compactarem -se e consequentemente verticalizarem-se, não apenas pela própria economia espacial ou mesmo pela melhoria administrativa, mas sim, principalmente, pelo incentivo à sustentabilidade, à circulação do pedestre e à economia de recursos naturais e artificiais.

日本

Movimento Centrífugo Horizontal O ZONEAMENTO DAS ATIVIDADES INDUZ A UTILIZAÇÃO E DEPENDÊNCIA DO AUTOMÓVEL PARTICULAR. NÚCLEOS COMPACTOS REDUZEM AS DISTÂNCIAS E PERMITEM DESLOCAMENTOS A PÉ OU DE BICICLETA

Movimento Centrípeto Vertical MORADIA

LAZER

TRABALHO MORADIA LAZER

ジ ャ パ ン

TRABALHO

CAMALEÃO COMO SÍMBOLO DE UMA ARQUITETURA MIMÉTICA E ADAPTÁVEL... ASSIM COMO OS PROJETOS E CIDADES DEVERIAM SER... A INTEGRAÇÃO DA NATUREZA DE VOLTA AOS CENTROS URBANOS NO SENTIDO DE PROVOCAR A SOBREPOSIÇÃO DOS PLANOS ALTERNATIVOS.

BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL: ROGERS, Richard, GUMUCHDJIAN, Philip (ed.). Cidades para um Pequeno Planeta / Barcelona: Gustavo Gili GG, 2008 KOOLHAAS, Rem, OBRIST, Hans Ulrich (ed.). Project Japan: Metabolism Talks... / Barcelona: TASCHEN GmbH, 2011

REFERÊNCIAS ILUSTRATIVAS: Ilustrações de “Cave-In - Satellite" / “Black Vector Japan” - autor desconhecido / “Atomier” - “Hong Kong’s Informal Rooftop Communities” / “Corporate Chameleon - autor desconhecido” Documentos digitais disponíveis em :http://www.hydrahead.org/hh/press/cavein/extras.html / http://pt.depositphotos.com/1204901/stock-illustration-Black-Japan-map.html / http://unhoused.livejournal. com/29091.html / http://corporatecatapult.wordpress.com/2010/08/05/be-more-influential-by-loving-yourself Data dos acessos:06/06/2012


ADENSAMENTO X DISPERSÃO “Estima-se que até 2050, 75% da população do mundo viverá em cidades. A expansão urbana nos dias de hoje já é problemática levando os planejadores a confrontarem o desafio de pensarem na construção em rumo aos céus ou ao subsolo ao invés do horizonte. Além disso, as cidades estão tendo que confrontar mudanças climáticas, escassez de recursos, o aumento do custo de energia, bem como o crescimento da possibilidade de futuras catástrofes naturais ou provocadas pelo homem.” ( “Arup Envisions the Skyscrapers of 2050” - Nicky Rackard, 2013).

Cidades inteiras como megaestruturas flutuando por entre os diversos ambientes e espaços do planeta seria realmente uma coisa impressionante de se ver. (Grupo Archigram - “cidades aéreas”) Sozinhas ou integradas em malhas já existentes as megaestruturas poderiam trazer inúmeros benefícios quanto à qualidade espacial para o usuário, como, por exemplo, a proximidade dos diversos serviços, estabelecimentos comerciais, Instituições, equipamentos públicos, áreas verdes e de lazer poderiam incentivar os espaços de convívio e encontros. Em cidades compactas, onde o eixo vertical é predominante, as possibilidades projetuais multiplicariam-se se saíssemos das restrições do uso dos eixos X e Y e partíssemos para a exploração do eixo Z. A dicotomia entre o movimento de adensamento e dispersão vem cada vez mais mostrando-se pendente àquele que puder trazer maiores benefícios ao ser humano e ao futuro das configurações urbanas, nesse sentido, conforme o acelerado crescimento populacional, há a grande necessidade de se pensar a exploração de eixos verticais de ocupação como o espaço aéreo e o sub-solo. BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL: ROGERS, Richard, GUMUCHDJIAN, Philip (ed.). Cidades para um Pequeno Planeta / Barcelona: Gustavo Gili GG, 2008 KOOLHAAS, Rem, OBRIST, Hans Ulrich (ed.). Project Japan: Metabolism Talks... / Barcelona: TASCHEN GmbH, 2011

2/8

ILUSTRAÇÃO REPRESENTATIVA DAS VISÕES DE COMO A CIDADE DEVERIA EVOLUIR DE ENCONTRO COM UM FUTURO QUE VISASSE O CRESCIMENTO URBANO EM SENTIDO VERTICAL MAPA REPRESENTATIVO DO DESENHO URBANO DA ILHA DE MANHATAM COM SEUS GRANDES RESPIROS VERDES

“WALKING CITY” A CIDADE NÔMADE; DO GRUPO ARCHIGRAM, COM O MÍNIMO DE CONTATO EIXO TÉRREO EXIBINDO OS BENEFÍCIOS DO ADENSAMENTO... REFERÊNCIAS ILUSTRATIVAS E TEXTUAIS: www.archdaily.com - “Arup Envisions the Skyscrapers of 2050” Autor: Nicky Rackard - 18/02/2013 Documentos digitais disponíveis em: http://archdai.ly/12D51Sm Data de acesso:26/08/2013


3/8

RIBEIRÃO PRETO/SP TRAÇADO URBANO PRINCIPAL

N

CENTRO DA CIDADE DE RIBEIRÃO PRETO

Assim como a maioria das cidades, mas em escalas totalmente distintas, Ribeirão Preto apresenta problemas em relação às áreas adensadas, com escassez de estruturas de lazer como parques por exemplo, em lugares onde se concentram as maiores densidades prediais e populacionais. Sendo assim, foi escolhido o quadrilátero central como objeto de exercício de projeto para a proposta de um Parque Vertical Aéreo. A solução adotada, de uma estrutura expansível e desmontável, permite não só a variação de tamanho do equipamento em função da necessidade local, mas também sua aplicação em qualquer área ou cidade. BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL: ROGERS, Richard, GUMUCHDJIAN, Philip (ed.). Cidades para um Pequeno Planeta / Barcelona: Gustavo Gili GG, 2008 KOOLHAAS, Rem, OBRIST, Hans Ulrich (ed.). Project Japan: Metabolism Talks... / Barcelona: TASCHEN GmbH, 2011

DELIMITAÇÃO DA ÁREA DE INTERESSE

Nos mapas as partes grafadas na cor verde representam as áreas subutilizadas e/ou potenciais para o desenvolvimento da proposta do Parque Vertical Aéreo. São interstícios, vielas e pequenos lotes, que representam respiros em meio à massa construida. LOTES POTÊNCIAIS PARA O TESTE DA COMPOSIÇÃO REFERÊNCIAS ILUSTRATIVAS: Acervo do autor


4/8

REFERÊNCIAS + ESTUDOS HIGH LINE PARK NEW YORK

EDITT TOWER

ESTUDOS DE ANTES E DEPOIS

INTEGRAÇÃO ENTRE CIRCULAÇÃO E ESTRUTURA...

H L P

Principais referências de projeto que contribuiram para o desenvolvimento de ideias do Parque Vertical Aéreo + Croquis que tentam entender a cidade atual e como o projeto de um parque vertical poderia alterar essa composição, métodos de disposição, construção etc...

BOSCO VERTICALE CORTE ESQUEMÁTICO ILUSTRATIVO DO COMPORTAMENTO DO PARQUE VERTICAL EM MEIO URBANO: 1° -VISUALIZAÇÃO:

FLOREIRAS VARIANDO SUA ALTURA CON- 2° -ECONOMIA DE ÁREA: FORME PORTE DA VEGETAÇÃO E TAMANHO DOS MÓDULOS

POSSIBILIDADES DE OCUPAÇÃO DA QUADRA EQUILIBRANDO: DENSO X LIVRE VERDE X EDIFÍCIOS

SITUAÇÃO DE EQUILÍBRIO EM CORTE BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL: ROGERS, Richard, GUMUCHDJIAN, Philip (ed.). Cidades para um Pequeno Planeta / Barcelona: Gustavo Gili GG, 2008 KOOLHAAS, Rem, OBRIST, Hans Ulrich (ed.). Project Japan: Metabolism Talks... / Barcelona: TASCHEN GmbH, 2011

3° -RELAÇÃO COM O ENTORNO:

4° -COMPOSIÇÃO: ESTUDOS DE EXEMPLOS E NOVAS ALTERNATIVAS DE COMO A CIDADE SE COMPORTA HOJE E COMO ELA SE COMPORTARIA CASO O MÉTODO DE EXPANSÃO VIESSE A SER PENSADO EM EIXOS QUE EXTRAPOLASSEM O TÉRREO E PARTISSEM PARA O AÉREO. REFERÊNCIAS ILUSTRATIVAS: Acervo do autor


MÓDULOS + COMPONENTES

5/8

TAMANHOS VARIADOS MODULARES

M

Ó

D

M

Ó

U

5X

LO

5

M

FE

m

C

H

U

5X

A

Ó

D

D

5

O

LO

m

A

LO

5X

5

B

ER TO

CHAPA METÁLICA

DU

DECK MADEIRA

U

m

TI

2, LI

5X

ZA

DO

PLACA CONCRETO

JARDIM FLOREIRA

2,

5

m

ENCAIXAVEIS CUSTOMIZAVEIS

ESPELHO D’ÁGUA

O Parque Aéreo Vertical foi pensado a partir da composição aleatória de módulos, sendo que cada um desses módulos possui a propriedade ser anexado e assumir diferentes configurações, levando a composição de uma estrutura divesificada. Pode multiplicar-se ou subtrair-se de acordo com as variações da malha urbana, o que possibilita a projeção dessa estrutura em áreas diversas existentes na cidade. BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL: ROGERS, Richard, GUMUCHDJIAN, Philip (ed.). Cidades para um Pequeno Planeta / Barcelona: Gustavo Gili GG, 2008 KOOLHAAS, Rem, OBRIST, Hans Ulrich (ed.). Project Japan: Metabolism Talks... / Barcelona: TASCHEN GmbH, 2011

REFERÊNCIAS ILUSTRATIVAS: Acervo do autor


6/8

PARQUE VERTICAL AÉREO RIBEIRÃO PRETO/SP

O projeto partiu da ideia da junção entre arquitetura; urbanismo e paisagismo, buscando acomodar-se aos interstícios e em quaisquer lotes que estejam subutilizados e que possam apresentar potencial de requalificação. PERSPECTIVAS GERAIS: INTERNA + EXTERNA

ÁREA DE CONVÍVIO - NÍVEL AÉREO BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL: ROGERS, Richard, GUMUCHDJIAN, Philip (ed.). Cidades para um Pequeno Planeta / Barcelona: Gustavo Gili GG, 2008 KOOLHAAS, Rem, OBRIST, Hans Ulrich (ed.). Project Japan: Metabolism Talks... / Barcelona: TASCHEN GmbH, 2011

Utilizando-se de “peças” modulares, reajustáveis e de livre associação, através da adição ou subtração, o parque tem total liberdade de se adequar a diferentes contextos.

BIBLIOTECA ALTINO ARANTES - NÍVEL PASSEIO REFERÊNCIAS ILUSTRATIVAS: Acervo do autor


7/8

CORTES ESQUEMÁTICOS - LONGITUDINAL E TRANSVERSAL

ESCALA GRÁFICA (M)

ESCALA GRÁFICA (M)

PERSPECTIVAS GERAIS

IMPLANTAÇÃO GERAL DO PARQUE VERTICAL AÉREO BIBLIOTECA ALTINO ARANTES INTEGRADA AO PROJETO

ESPAÇOS PRÉ-PROJETADOS DE EDIFÍCIOS PARA SEREM INTEGRADOS DIRETAMENTE AO PARQUE NO FUTURO

N BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL: ROGERS, Richard, GUMUCHDJIAN, Philip (ed.). Cidades para um Pequeno Planeta / Barcelona: Gustavo Gili GG, 2008 KOOLHAAS, Rem, OBRIST, Hans Ulrich (ed.). Project Japan: Metabolism Talks... / Barcelona: TASCHEN GmbH, 2011

REFERÊNCIAS ILUSTRATIVAS: Acervo do autor

ESCALA GRÁFICA (M)


8/8 DIFERENTES ESPAÇOS E ATIVIDADES

ESTRUTURA MODULAR EM UTILIZAÇÃO

INTEGRAÇÃO DIRETA COM A CIDADE

CIRCULAÇÃO CONECTANDO QUADRAS

BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL: ROGERS, Richard, GUMUCHDJIAN, Philip (ed.).

Cidades para um Pequeno Planeta / Barcelona: Gustavo Gili GG, 2008 KOOLHAAS, Rem, OBRIST, Hans Ulrich (ed.). Project Japan: Metabolism Talks... / Barcelona: TASCHEN GmbH, 2011

REFERÊNCIAS ILUSTRATIVAS: Acervo do autor


CONCURSO ÓPERA PRIMA 2013 - PARQUE VERTICAL AÉREO