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Fevereiro | Marรงo 2014

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Expediente Expediente DAMHA URBANIZADORA José Paranhos Diretor Superintendente Diretores e Gerentes Akira Wakai Amauri Barbosa Junior Andreia Barbon Caio Condi Carlos Eduardo Freire Edio Moraes Fernanda Toledo Francisco Ivo Prado Juliana Liberati Leandro Gonçalves Luiz Lissner Maurício Cavalheire Nelio Galvão Paulo Montini Vitor Knop REVISTA ESTILO DAMHA Daniele Globo Editora Edson Suguihara Nicole Thomaso Assistentes Fotos: Agnaldo Silva, Alex Souza, Ascom CDS, Brasil Filmes, Breno Ayres, Caroline Bittencourt, Décio Junior, Enrique Diaz, GATI, Gladys Wilkins, Isa Maiolino, Jackeline Nigri, João Sá, Linda Hickey, Marcello de Castro Lima Jr., Marina Silva, Marise Romano, Nilton Santolin, Palestrativa, Pâmela Ferrari/Patas Therapeutas, Renato Mangolin, SECOM/PP, Zeca Resendes/Albatroz Comunicação Textos e revisão: Editora 10 (Décio Junior, Dirlene Ribeiro Martins, Maysa Rodrigues, Marília Dominicci e Thatiana Miloso), Alex Souza, Henrique Fruet, Nicole Thomaso, Thais Rocha e Thiago Coelho

Quem somos? A Damha Urbanizadora é uma empresa parte do Grupo Encalso Damha, conglomerado empresarial fundado em 1964, que atua nos segmentos de Engenharia Civil, Agronegócios, Shopping Center, Concessão de Rodovias, Energia e Empreendimentos Imobiliários. Presente no cenário nacional desde 1979, a Damha desenvolve e executa loteamentos fechados e condomínios residenciais horizontais, reconhecidos pela alta qualidade urbanística e construtiva. Em seus projetos, aplica o que há de melhor em conceito de urbanismo no País e infraestrutura qualificada, sempre com respeito às normas ambientais. A Damha Urbanizadora conta atualmente com 57 empreendimentos lançados, mais de 20 mil unidades comercializadas e está presente em 17 Estados brasileiros além do Distrito Federal. Em 2013, obteve crescimento de 20%, alcançando um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 700 milhões, e para 2014, projeta um crescimento também de 20%, objetivando um VGV de R$ 840 milhões. O seu banco de terrenos total é de mais de 100 milhões de m², que representam um VGV potencial superior a R$ 7 bilhões.

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Tiragem: 25.000 unidades Foto Capa: Marise Romano A revista Estilo Damha é uma publicação bimestral da Damha Urbanizadora e distribuída gratuitamente a todos os clientes e moradores dos empreendimentos Damha, além de mailing direcionado.

Auditado pela

SELO FSC

São Carlos (SP) - Fone (16) 3413 4637

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Carta do Presidente

Não veja só a notícia, leia a história

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cada virada de ano renovamos nossas esperanças e, comumente, fazemos novas promessas. As clássicas são: vou emagrecer, vou trabalhar menos, vou fazer exercícios, vou estudar, vou arrumar o quarto todos os dias, e algumas outras mais. Cumprindo a minha parte na tradição, eu também fiz uma promessa: não mais assistir aos telejornais noturnos. E vou explicar as razões. Em primeiro lugar, em sua imensa maioria, as notícias noturnas são uma versão tardia daquilo que já soubemos durante o dia, seja pela leitura dos jornais matutinos, seja pelo que recebemos por intermédio da internet ou dos e-mails. Em segundo, porque sempre há, nas notícias dos telejornais, fatos e imagens que preferíamos não ter visto e que não nos ajudam em nada, sobretudo na tranquilidade necessária para um merecido sono de boa qualidade. Já comecei fazendo a minha parte, trocando a televisão pela leitura de um bom livro – o que conta a história de Louis Zamperini. Sua vida é tão bela e comovente que vale um breve resumo. Louis (Louie), filho de imigrantes italianos, nasceu nos Estados Unidos em 1917, sendo o segundo de uma família de quatro filhos. Foi um menino problema. Tinha desprezo pela lei e, frequentemente, se via envolvido em grandes confusões. Porém, a despeito desse comportamento marginal, ele possuía uma grande habilidade: conseguia correr velozmente grandes distâncias. Essa habilidade o levou, em 1936, aos 19 anos, a participar dos Jogos Olímpicos de Berlim pela delegação americana. Era época da grande depressão e, quando se conseguia comida de graça, o importante era comer, e muito. No navio que o levou a Berlim, juntamente com a delegação americana, engordou seis quilos e chegou, talvez por essa razão, às finais dos cinco mil metros com uma marca apenas regular. No entanto, para surpresa de todos, deu um “sprint” tão fantástico no final da prova que levantou a plateia e mereceu a atenção de Adolf Hitler, de quem recebeu um aperto de mão acompanhado de elogios. Antes de voltar aos EUA, quase foi preso por roubar uma bandeira nazista, em um ato ousado e rebelde, muito próprio dele. A bandeira é um souvenir que ele guarda até hoje.

Explode a Segunda Guerra e Louie vai para a Força Aérea. Sua vida, então, muda radicalmente. Seu bombardeiro foi alvejado, mas conseguiu pousar, apesar dos 594 buracos de balas, contados um a um após o pouso. A foto do bombardeiro todo perfurado impressiona e dá a real dimensão da sorte que teve a tripulação de conseguir sair ilesa desse ataque. Depois, em 1943, outro bombardeiro em que ele estava, um B-24, caiu no Oceano Pacífico, matando 8 dos 11 tripulantes. Começou aí uma das mais incríveis histórias de determinação, esperança e resiliência humana da qual se tem notícia. Louie sobreviveu a ataques de tubarões em uma balsa cheia de furos de balas disparadas pelos caças japoneses. Foram impressionantes 47 dias à deriva, bebendo água de chuva, quando chovia, e se alimentando de carne e sangue de albatroz, quando conseguia apanhar algum. Foi capturado e feito prisioneiro de guerra pelos japoneses, vivendo dois anos em campos de concentração, sob humilhações e torturas quase diárias que o transformaram em um verdadeiro farrapo humano. Libertado no final da guerra e após tanto sofrimento, ele volta aos Estados Unidos e tem dificuldades para se adaptar à vida cotidiana. Em meio à sua tormenta pessoal, ele vem a conhecer Billy Graham, pregador batista que o ajuda a alcançar uma merecida paz interior. Essa tocante história é contada no best-seller de Laura Hillenbrand: Invencível. Louis Zamperini tem, hoje, 96 anos e sobrevive dando palestras cujo tema é a sua incrível experiência de vida. Então, fica a sugestão: neste novo ano, faça algo mais por sua qualidade de vida. Troque o telejornal noturno pela leitura de um bom livro. Quanto às notícias, não se preocupe. Elas lhe encontrarão, queira você ou não. E tenha um excelente ano de 2014!

JOSÉ PARANHOS

Diretor Superintendente Damha Urbanizadora

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Editorial

Em busca de boas histórias

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esde que decidimos fazer a Estilo Damha, uma nuvem de curiosidade pairou sobre os corredores da empresa e outros locais que fazem parte do universo Damha. Como vocês encontram as histórias? Para onde vai a revista? Fulano cobrou para sair na capa? O fechamento não é uma loucura como nas revistas tradicionais, né? Confesso que estamos adorando despertar nas pessoas tanta curiosidade. Sinal de que estão prestando atenção em nossa revista. Sim, a Estilo Damha realmente é enviada para todas as cidades onde a empresa tem seus 57 empreendimentos, além das novas praças a que estamos chegando e outros cantos do país, por intermédio de nosso mailing direcionado. Não, nossos queridíssimos entrevistados não cobram pelas entrevistas, muito menos para serem capa. Sim, o fechamento é uma coisa insana, com boas pitadas de estresse, altas doses de café e um sentimento indescritível sempre que o processo chega ao fim e surge aquela sensação deliciosa de missão cumprida. E, quando me perguntam do que mais gosto nisso tudo, posso dizer, sem dúvida alguma, que o mais gratificante nesse processo é poder contar boas histórias. Histórias de pessoas, de lugares, de animais, de tudo o que respira e o que não respira, mas inspira. De gente que emociona, gente que revoluciona, gente que se doa, gente que vive intensamente e faz acontecer. Na arte, no sabor, na alegria, na tristeza,

na vida. Como as encontramos? Lendo, ouvindo, sentindo. Simples assim. Nesta edição, a primeira que produzimos em 2014, contamos a história do atleta que fez o Brasil inteiro chorar quando ajudou a seleção masculina de vôlei a ganhar seu primeiro ouro olímpico. Falamos de pessoas que enfrentaram a maior maratona de suas vidas – o câncer – e a venceram com louvor; da menina que queria ser doceira e acabou inventando, já adulta, o tal do brigadeiro gourmet; dos incríveis carros híbridos – dos quais eu não sabia muita coisa, mas agora sou capaz até de me aventurar em um test-drive. Também temos outras boas notícias por aqui. Começamos o ano já com o lançamento de dois grandes empreendimentos, um em Mirassol (SP) e outro na região metropolitana de João Pessoa (PB), consolidando a expansão da Damha para o Nordeste brasileiro. E falamos das próximas cidades que receberão investimentos da empresa, a bela Camaçari, joia do litoral baiano, e Presidente Prudente, conhecida como a capital do Oeste paulista. E ainda tem muito mais. Como essa capa sensacional que criamos para contar que a Damha está de cara nova, e nossa revista também. E enquanto você lê mais uma edição da Estilo Damha, pode ter certeza que, neste momento, em algum lugar, alguém da nossa equipe está antenado em busca de mais uma boa história.

DANIELE GLOBO

Editora

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56 Gastronomia: Maria Brigadeiro

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Futuros Lançamentos: Camaçari (BA) e Presidente Prudente (SP) Coluna Economia: Era uma cidadezinha simpática Nossa Capa: Giovane Gávio Coluna Consumo: A dança das cadeiras! Comportamento: Eles venceram o câncer Coluna Comportamento: Desconecte-se Coluna Moda: A terceira peça aliada Coluna Luxo: Cartier: um século de história Coluna Gastronomia: Festejar com estilo Coluna Ser Mãe: Bebê dormir a noite toda: a missão

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Coluna Automóveis: Híbrido Negócios: E-commerces Turismo: Rio de Janeiro Coluna Turismo: Hospedagens alternativas Entrevista: Roberto Shinyashiki Cultura: Literatura com humor Varal Cultural: O que vem por aí Arquitetura: Projeto e dicas de decoração My Pet: Zooterapia Faça o bem: ONG Divinas Axilas Coluna Condomínio: Pesquisa é o caminho Damha News: Aconteceu na Damha Urbanizadora

81 Viagem do Leitor: Itália 14 | Estilo Damha

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OPINIÃO DOS LEITORES “Que matéria interessante (Coluna Economia: “Tirar Dinheiro da Carteira Dói”)! Realmente, gastar dinheiro vivo mexe com nosso psicológico. Quando faz uma transação eletrônica (crédito ou débito), você não percebe o quanto realmente está tirando do seu patrimônio. Mas quando paga à vista, com dinheiro, a sensação é muito diferente, você se questiona mais.” Priscila Teixeira P. B. Silva Analista Fiscal – São Paulo (SP) “O Deserto do Atacama definitivamente entrou na minha lista de “Lugares para Conhecer”. Prática, objetiva e extremamente deliciosa, a matéria “Atacama: o deserto das mil faces” cumpre eficazmente a tarefa de deixar o leitor morrendo de vontade de realizar essa viagem incrível. O texto de Thatiana Miloso vai direto ao ponto, deixando mais do que explícito o quão formidáveis são as surpresas que o destino guarda para seus turistas e nos fazendo mentalizar paisagens incríveis. As fotos, por sua vez, transmitem uma beleza extraordinária e nos mostram que as paisagens reais são ainda mais belas do que aquelas que mentalizamos. Simplesmente excelente!” Priscila Ferraz Jornalista – Recife (PE)

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“Adorei a matéria com o Bike Anjo. Participei apenas uma vez da Oficina EBA e quero mais. Aguardo o Bike Anjo em Fortaleza em 2014.” Georgina S. Costa Professora – Fortaleza (CE) “A revista é linda. A gente senta e aprecia folhear. Fico sempre curiosa para saber o que vem na ‘Faça o Bem’, na ‘MyPet’... A parte de arquitetura também, é sempre um deslumbre.” Carla Marinho Agente de Viagens – Rio de Janeiro (RJ) “Levar o bem às pessoas é algo que deve ir além da propaganda. É fundamental. Isso é o que eu gosto na Estilo Damha.” Fernando Luis Becasse Gerente Comercial – São Paulo (SP) “Parabéns à equipe da Estilo Damha, a última edição estava deliciosa. Voltei no tempo revendo Assis (onde morei por 5 anos) e me encantei com as belezas do Deserto do Atacama.” Ana Frederica Locilento Psicóloga – São Carlos (SP)

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Foto: Agnaldo Silva

CIDADE DE

, A Z E L E B , IA HISTÓR E S A Z E U RIQ IA C N IÊ C S N CO L A T N IE B AM

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o industrial integrad xo le p m o c r io a m o Camaçari abriga e se destaca como um dos mais do Hemisfério Sul s turísticos da Bahia cobiçados destino r e Thais Rocha

Texto: Décio Junio

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Camaçari, a 2ª maior potência da Bahia Estilo Damha | 17


FuturosLançamentos Foto: Décio Junior

Camaçari (BA)

Sandra Parente: a história de Camaçari em livros

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ocalizado a apenas 50 km de Salvador, o município de Camaçari se destaca pela diversidade na vocação econômica. Ao mesmo tempo em que abriga um polo industrial que reúne o primeiro complexo petroquímico planejado do país, a cidade é também um dos principais roteiros turísticos do Litoral Norte baiano, o que faz dela um destino obrigatório para aqueles que adoram explorar as belezas naturais deste nosso imenso Brasil. A história de Camaçari tem início ainda no século XVI, com a doação de “catorze léguas de terras” de sesmaria a Garcia D´Ávila, homem que se tornou, em pouco tempo, o figurão mais poderoso da Bahia. Foi ele quem abriu a Estrada do Coco, principal via de acesso, até hoje, ao Litoral Norte do estado. Depois de Garcia D’Ávila, os jesuítas fundaram, em 1558, a Aldeia do Divino Espírito Santo, rebatizada posteriormente como Vila de Abrantes, hoje um dos distritos mais conhecidos do município. Mas foi no século XIX, com a chegada da estrada de ferro trazida pelo desembargador 18 | Estilo Damha

Tomaz Garcez Paranhos para o escoamento da produção agrícola, que foi fundada a sede do município na sesmaria que hoje é chamada de Camaçari. A historiadora Sandra Parente, autora de três livros sobre a história da região, conta que a cidade apresenta inúmeras peculiaridades. “Aqui temos história, cultura e uma geografia belíssima. Além disso, Camaçari é a segunda maior economia do estado da Bahia”, destaca. Com mais de 275 mil habitantes, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o município responde hoje por 20% do PIB baiano. Muito dessa riqueza se deve ao Polo Industrial de Camaçari, considerado o maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul, com 90 empresas das áreas petroquímica, automotiva, metalurgia, bebidas, celulose e têxtil. Dentre elas estão nomes já consolidados no mercado nacional e internacional, como Braskem, Ford, Continental Pneus, Bridgestone/Firestone, Unigel, Alstom, além das que se encontram em processo de instalação, como as montadoras chinesas Jac Motors e Foton Motors, Grupo O Boticário, Knauf, Basf, Tecsis e Votorantim. Fevereiro | Março 2014


FuturosLançamentos Foto: Marina Silva

Camaçari (BA)

Polo Petroquímico: desenvolvimento, geração de empregos e cuidado com o meio ambiente

De acordo com dados do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic Polo), o complexo industrial gera, aproximadamente, 15 mil empregos diretos e conta com mais de US$ 6,2 milhões em investimentos previstos até 2015. Sua produção, além de abastecer empresas instaladas no próprio complexo, também representa cerca de 30% das exportações do estado da Bahia. Com toda a atividade industrial instalada na cidade, a preocupação com a sustentabilidade e a preservação ambiental faz parte da cultura do município. O complexo industrial é protegido por um anel florestal que impõe uma distância entre a área industrial e a área urbana de Camaçari. Além disso, as empresas adotam individualmente vários programas de proteção ambiental que já renderam prêmios internacionais para a região. Desde a implantação do Polo, em 1978, as empresas contam com o apoio da Estação Central de Tratamento (CETREL), uma empresa de proteção ambiental criada especificamente para gerir os programas coletivos de proteção ao meio ambiente na região industrial. Fevereiro | Março 2014

A CETREL é responsável pela coleta, tratamento e disposição final dos efluentes líquidos e resíduos sólidos do Polo; monitoramento contínuo do ar, das águas subterrâneas e de superfície, rios e mar; incineração de resíduos perigosos – líquidos e sólidos; operação do emissário submarino; e desenvolvimento de tecnologias de proteção ambiental. Na Estação Central de Tratamento da empresa são removidos mais de 90% dos poluentes dos efluentes líquidos do Polo. Após o tratamento, eles são conduzidos até o mar através do emissário submarino. Dessa forma, o emissário substituiu os rios Capivara Pequeno e Jacuípe como condutores dos efluentes tratados, que foram devolvidos à natureza totalmente recuperados. Outra iniciativa em favor do meio ambiente vem da Braskem. Uma das parceiras do Museu de Ciência e Tecnologia do Estado, a empresa está produzindo plástico a partir do etanol da cana-de-açúcar, matéria-prima 100% renovável. Com isso, a companhia atua contra o efeito estufa e o aquecimento global. Estilo Damha | 19


FuturosLançamentos Foto: Arquivo Ascom CDS

Camaçari (BA)

Mais de 200 mil camaçarienses beneficiados com a Cidade do Saber

A Cidade do Saber

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dealizada pela Prefeitura de Camaçari e inaugurada em 2007, com a proposta de ser um centro de cultura, educação, práticas esportivas e artísticas, além de um espaço de convívio entre os camaçarienses, a Cidade do Saber – Instituto Professor Raimundo Pinheiro se tornou um modelo na inclusão de comunidades que vivem em situação de vulnerabilidade social. Construída em uma área de mais de 22 mil m², o local, mantido pela prefeitura, oferece atividades de cultura e arte, esporte e lazer e um projeto pedagógico que cuida do indivíduo por intermédio da arte e do esporte dentro de uma perspectiva sociocultural. A analista de comunicação da entidade, Cláudia Magnólia, descreve os resultados alcançados nesses sete anos de trabalho: “As crianças e os jovens nos orgulham. Tem gente que passou por aqui e hoje voltou como professor. Já gravamos um CD a partir das aulas do núcleo de música e temos bailarinos que estão no projeto do Ballet Bolshoi em Joinvile (SC)”. 20 | Estilo Damha

O projeto musical da Cidade do Saber teve início em 2011. Além do CD com dez músicas produzidas pelos alunos, intitulado O Fruto, da orquestra do núcleo fazem parte 15 escolas da rede pública do município. A Orquestra Sinfônica Popular Brasileira conta com 46 músicos e trabalha com um repertório cuja base é a MPB. No esporte, a coordenadora revela que o projeto já revelou campeões estaduais, nacionais e até sul-americanos em diferentes modalidades. Para isso, a área da Cidade do Saber contempla uma grande infraestrutura para a prática esportiva com medidas oficiais, e entre esses dispositivos está o segundo maior ginásio de esportes da Bahia. Os números desse grande projeto social enchem os olhos: com capacidade para atender diariamente a cinco mil pessoas, a Cidade do Saber já realizou, desde sua inauguração, cerca de 55 mil atendimentos, e outras 200 mil pessoas foram beneficiadas de forma indireta pela iniciativa. Fevereiro | Março 2014


FuturosLançamentos Camaçari (BA)

DESENVOLVIMENTO E CONHECIMENTO

Foto: Décio Junior

Camaçari inaugurou, em 2011, o Museu de Ciência e Tecnologia (Unica – Universo da Criança e do Adolescente), fruto de uma parceria público-privada. No local, um espaço interativo possibilita ao visitante aprender mais sobre física, química e matemática. Estudante de engenharia elétrica, o monitor do museu, Ivan dos Santos Mata Neto, explica que as “brincadeiras” vão além do aprendizado escolar. “Conseguimos despertar novas curiosidades sobre o mundo a nossa volta”, garante. De acordo com o coordenador, crianças e adultos que visitam o local são induzidos a pensar em aspectos práticos do dia a dia, como a importância de uma polia em um equipamento de ginástica ou a forma de funcionamento de uma porta de shopping center, por exemplo.

UNICA oferece espaço de aprendizado e diversão Fevereiro | Março 2014

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FuturosLançamentos Camaçari (BA)

Foto: João Sá

Riquezas do litoral de Camaçari Camaçari, cidade do interior, mas que tem o privilégio de ver o sol em suas praias

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amaçari é um município dividido em dois vetores de crescimento: a sede municipal, mais próxima do complexo industrial, e o litoral, que concentra alguns dos destinos mais cobiçados da Bahia. Desde a privativa praia de Busca Vida até Itacimirim, o litoral de Camaçari é cercado por condomínios, vilas e grande rede hoteleira, inclusive por alguns dos resorts de luxo mais concorridos do país. Envolto por belas praias margeadas por coqueirais, o município encanta pelo vasto patrimônio natural e esbanja roteiros de natureza preservada. Dentre eles estão as unidades de conservação ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Joanes I, Unidade de Conservação Rio Capivara, Parque das Dunas de Abrantes e Unidade de Conservação Lagoas de Guarajuba. Um dos destaques nesse roteiro é a vila de Arembepe, famosa pelas belas praias e que resguarda, ainda hoje, a mais famosa aldeia hippie brasileira. Na década de 1970, o lugarejo era um dos points mais cobiçados por artistas nacionais e internacionais, a

Katita: Camaçari de braços abertos em Arembepe 22 | Estilo Damha

exemplo de Janis Joplin, Caetano Veloso, Gilberto Gil e os Novos Baianos. Uma dica para quem chega a Arembepe é fazer uma parada estratégica na barraca da Katita. É ela mesma quem prepara o acarajé e quem atende aos clientes. O dom para cozinhar a iguaria baiana foi herdado da mãe, e hoje Katita é referência no local. O principal ponto de encontro em Arembepe é a Praça das Amendoeiras. Dali é possível ver a capela de São Francisco de Assis e as pequenas casas coloridas do vilarejo. O lugar mais famoso da Vila é o restaurante Mar Aberto. Um dos sócios, João Sá, conta que começou com um bar em 1984, nesta mesma casa, que, segundo ele, era uma ruína. “O chão da cozinha era de terra”, lembra. No cardápio, além de pratos típicos da culinária baiana, como moquecas e ensopados, há ainda opções de pratos mediterrâneos, com frutos do mar frescos pescados na região. Na varanda, no fundo da casa, os visitantes podem apreciar a vista que dá nome ao famoso restaurante.

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FuturosLançamentos Camaçari (BA)

CULINÁRIA PREMIADA

Fotos: Décio Junior

Reconhecido e premiado em 2012 pela revista Veja como o melhor restaurante do Litoral Norte da Bahia, o Mar Aberto já se transformou em um dos pontos turísticos de Arembepe. Gastronomia típica do litoral brasileiro, os frutos do mar e os peixes são as atrações da casa. Na cozinha, o clima de descontração e dedicação dos funcionários é apontado por João Sá como um dos grandes segredos da casa. Na hora de servir, João faz questão de mostrar que o capricho também está na montagem final do prato.

Moqueca, uma das deliciosas opções no Mar Aberto, e João Sá, apresentando seus pratos, que vão do branco ao colorido Fevereiro | Março 2014

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FuturosLançamentos Foto: Décio Junior

Camaçari (BA)

O colorido de Camaçari na vila de Guarajuba

Recantos e encantos

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auá, Interlagos, Barra do Jacuípe, Guarajuba e Itacimirim são algumas das praias mais conhecidas do litoral baiano. Apesar de o acesso se dar pela Estrada do Coco, sem passar pela sede do município, a região é um dos principais roteiros turísticos do estado e está inserida na Costa dos Coqueiros. A praia de Jauá, localizada entre os Km 15 e 16 da Estrada do Coco, é a primeira praia com acesso livre de Camaçari. Pelo grande número de moradores permanentes, a localidade já ganhou um clima de cidade pequena. O Parque das Dunas, localizado na região, atrai grande número de veículos off road guiados por jovens e adultos em busca de adrenalina. A alguns quilômetros dali, logo após a famosa praia de Arembepe, está a Barra do Jacuípe. O encontro do rio Jacuípe com o mar proporciona uma das mais belas paisagens do Litoral Norte. É frequente a presença de jet skis em suas águas, e a pesca também é uma prática comum nessa área. Para quem não resistir a um banho de mar, 24 | Estilo Damha

vale redobrar a atenção, pois na maré alta a correnteza e as ondas são realmente fortes. A praia de Guarajuba concorre com a vila de Praia do Forte, no município vizinho de Mata de São João, como um dos lugares mais visitados e badalados do litoral baiano. O espaço é totalmente urbanizado, possui muitos condomínios de casas, ruas arborizadas, boa sinalização, calçadão com ciclovia em toda a extensão de sua orla, barracas de praia, bons restaurantes, sorveterias, shopping, casas noturnas, lanchonetes, delicatessens, lojas de conveniência, pousadas e hotéis. Última praia da Estrada do Coco, Itacimirim é também uma das mais bonitas. Com águas calmas e tranquilas, a praia é formada por uma estreita faixa de terra, tendo a leste o Oceano Atlântico e a oeste as lagoas Guarajuba e Velado, por onde correm as águas do rio Itacimirim. Com um resort de alto luxo, restaurantes e boas barracas de praia, Itacimirim é marcada por sua boa infraestrutura e pela beleza natural, com dunas e coqueirais a perder de vista. Fevereiro | Março 2014


FuturosLançamentos Fotos: Décio Junior

Camaçari (BA)

A tranquilidade das tardes em Guarajuba

ÚTIL: Cidade do Saber Instituto Professor Raimundo Pinheiro Rua do Telégrafo, s/n (71) 3644-9810 www.cidadedosaber.org.br Memorial Polo Industrial de Camaçari Rua do Telégrafo, s/n (71) 3644-9810 Bar do Prefeitinho Canto do Mar, s/n, Guarajuba Km 40, Estrada do Coco (BA-099) (71) 3674-1933 Barraca da Katita Entrada principal de Arembepe Km 23, Estrada do Coco (BA-099) Restaurante Mar Aberto Largo São Francisco, 43, Arembepe Km 23, Estrada do Coco (BA-099) (71) 3624-1257

Praça das Amendoeiras, o marco de Arembepe Fevereiro | Março 2014

Museu de Ciência e Tecnologia do Estado, UNICA – Universo da Criança e do Adolescente Rua do Telégrafo, s/n (71) 3644-9810 Estilo Damha |

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FuturosLançamentos

Foto: Brasil Filmes

Camaçari (BA)

Localização dos futuros empreendimentos Damha, às margens do rio Joanes

Damha chega a Camaçari

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esenvolvimento econômico e qualidade de vida estão juntos em Camaçari, características que fazem da cidade o lugar ideal para a expansão da Damha Urbanizadora na Bahia. No primeiro semestre de 2013, a empresa marcou a sua chegada ao Estado com dois lançamentos na cidade de Feira de Santana (108 km da capital) que foram sucesso de venda. Em Camaçari, serão sete novos empreendimentos que associam infraestrutura e qualidade de vida. Ao todo, a Damha tem um investimento previsto de R$ 235 milhões para Camaçari, levando o melhor conceito de urbanismo a uma das áreas mais nobres da cidade. De acordo com o Diretor Superintendente da empresa, José 26 | Estilo Damha

Paranhos, os empreendimentos serão construídos em uma área de 3 milhões de m², na região Sul da cidade, próxima à Via Parafuso. Ao todo, serão mais de quatro mil lotes, mais de 600 deles a ser lançados ainda em 2014. Sempre conectada com o desenvolvimento sustentável dos lugares onde atua, a Damha doou uma área de 550 mil m² para a construção de um Parque Municipal. A localidade de Parafuso também será beneficiada pela empresa com a construção de uma estrada de, aproximadamente, 3 km, com iluminação e ciclovia até a margem do Rio Joanes, sistema de abastecimento de água e saneamento básico. É a Damha Urbanizadora levando mais qualidade de vida para o Nordeste brasileiro.

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Em breve, a Damha, que tem o melhor conceito de urbanismo do Brasil, chegará a Arapiraca, capital do Agreste Alagoano. Não perca reportagem especial na próxima edição da revista Estilo Damha.

Conheça os nossos empreendimentos no site damha.com.br e fique por dentro das novidades que estão conquistando todo o País.

damha.com.br

facebook/damhaurbanizadora twitter@GrupoDamha youtube/damhaurbanizadora

0800 7771444

Fevereiro | Março 2014 Igreja Matriz

Bosque das Arapiracas

Estilo | 27 Lago daDamha Perucaba


FuturosLançamentos Presidente Prudente (SP)

PRESIDENTE PRUDENTE,, o começo de uma grande história

no Brasil 28 | Com Estilo quase Damha 220 mil habitantes, Presidente Prudente é considerada pela ONU a 25ª melhor cidade para se viver Fevereiro | Março 2014


FuturosLançamentos Presidente Prudente (SP)

Berço de nascimento do Grupo Encalso Damha, a principal cidade do Oeste paulista cresceu, desenvolveu-se e hoje se consagra como um dos principais municípios do país em qualidade de vida Texto: Thatiana Miloso Fotos: SECOM/PP

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abor omnia Vincit. Lema de Presidente Prudente, o significado da expressão em latim não poderia ser mais apropriado: “O trabalho tudo vence”. Foi nesta esfuziante cidade do Oeste do estado de São Paulo que nasceu, em 1964, uma história de muito trabalho, coragem e determinação. Uma história que superou obstáculos, venceu desafios e culminou na transformação de uma ousada construtora, então denominada Encalso, em um dos conglomerados empresariais mais sólidos e inovadores do Brasil: o Grupo Encalso Damha. Assim como o Grupo, ao longo dos últimos 50 anos Presidente Prudente cresceu, desenvolveu-se e se consolidou como a principal cidade do Oeste paulista. Polo regional, o município de quase 220 mil habitantes apresenta um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que o coloca entre os 15 melhores do estado. A cidade realmente se destaca quando falamos de rankings: segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), Presidente Prudente é a 25ª melhor cidade para se viver no Brasil e a 8ª para as pessoas na faixa etária que é considerada da “terceira idade”, o que a coloca como uma referência nacional em qualidade de vida. E os bons indicadores não param por aí: segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), publicada pela revista Você S/A, o principal polo do Oeste paulista também ocupa a 27ª colocação no ranking brasileiro das cidades mais promissoras para se construir uma carreira profissional. Por que prestar atenção nesse município tão distante da capital, quase na fronteira com o Mato Grosso do Sul? A resposta você encontrará nas próximas páginas.

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FuturosLançamentos Presidente Prudente (SP)

Algodão e ferrovia, as molas propulsoras

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nome da cidade foi uma homenagem ao ex-presidente brasileiro Prudente de Morais (1841-1902), primeiro governador do estado de São Paulo. Antiga terra ocupada por índios, a região de Presidente Prudente começou a ser povoada no final do século XIX, com o avanço das plantações de café para o extremo Oeste paulista. Após um curto período áureo, a produção cafeeira entrou em decadência, um pouco como resultado da saturação do solo arenoso e principalmente em decorrência da crise de 1929, que afetou diretamente as exportações do produto. Mas como diz o ditado, há males que vêm para o

bem, e com a crise do café os produtores acabaram trocando o grão pelo algodão, cultura que atraiu para a cidade e região diversas empresas estrangeiras que comercializavam a fibra e financiavam o plantio de pequenos agricultores. Junto a essa atividade, a Estrada de Ferro Sorocabana também auxiliou no desenvolvimento de Presidente Prudente, contribuindo muito para a industrialização do município. Com essas duas molas propulsoras, foi construído o cenário ideal para que o pequeno povoado se transformasse, ao longo dos anos, em um dos principais centros econômicos do interior paulista.

Algodão: o plantio da fibra impulsionou o desenvolvimento de Presidente Prudente

Uma cidade completa

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om o declínio natural da monocultura e as novas demandas da vida moderna, a economia de Presidente Prudente é movida, nos dias de hoje, principalmente pelo setor de serviços, responsável pela maior parcela do PIB local. A indústria também é relevante para os prudentinos: segundo a Prefeitura, 445 empresas estão cadastradas no município, especializadas em diferentes áreas. Na saúde, a rede pública bem estruturada conta com um sistema informatizado e oferece a facilidade do agendamento telefônico de consultas e exames para idosos e pessoas portadoras de necessidades especiais. A cereja do bolo, no entanto, é o Hospital Regional, considerado um dos hospitais-escolas com 30 | Estilo Damha

maior número de leitos do país, 406 no total. A instituição oferece um amplo programa de residência médica em áreas como Neurocirurgia, UTI Pediátrica, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Ortopedia e Traumatologia, Oftalmologia e Psiquiatria. Uma parte desse programa atende aos alunos do curso de Medicina da Unoeste, uma das instituições privadas de ensino superior da cidade. Prudente ainda conta com campi da Unesp, Fatec, Uniesp, além das Faculdades Integradas Antônio Eufrásio de Toledo e unidades do Sesi e Senai. Juntas, essas instituições compõem uma rede educacional de altíssima qualidade, com mais de 80 mil alunos matriculados em 110 cursos diferentes de graduação e pós-graduação. Fevereiro | Março 2014


FuturosLançamentos Presidente Prudente (SP)

Parque Aquático do complexo Cidade da Criança: piscina com ondas e canal com correnteza são alguns dos atrativos que garantem a diversão dos frequentadores

A vez das crianças

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o quesito lazer, Presidente Prudente também não deixa nada a desejar. Com muitas áreas verdes, o município se destaca com um projeto pioneiro, uma espécie de parque ecológico denominado Cidade da Criança. O enorme complexo ocupa uma área de Mata Atlântica de 172 hectares e conta com uma surpreendente infraestrutura de diversão composta por zoológico, planetário, aviário, praça de alimentação, Fevereiro | Março 2014

kartódromo, teleférico e um (muito) bem equipado parque aquático. Este, aliás, é a única atração paga do local: o valor do passaporte normal é de R$ 25; o passaporte infantil (5 a 10 anos) custa R$ 10; e deficientes e menores de 5 anos têm acesso livre. O investimento vale a pena: são 9 milhões de litros de água, com piscina playground, piscina com ondas artificias, canal com correnteza para percorrer com boia e muitas outras atrações. Estilo Damha | 31


FuturosLançamentos Presidente Prudente (SP)

Atores encenam durante o Festival Nacional de Teatro: evento é uma das principais festas artísticas do interior paulista

A vida cultural também é agitada na capital do Oeste paulista. São quatro cinemas, dois teatros, sete anfiteatros, bibliotecas, escolas de arte e muitos outros dispositivos bons o suficiente para manter seus moradores e visitantes entretidos com um cardápio cultural diversificado e de excelente qualidade. Os tradicionais eventos que Presidente Prudente sedia periodicamente também dão musculatura a essa fama de polo cultural: o tradicional Festival Nacional do Teatro, o Sushi Fest, o Salão do Livro, além dos vários eventos agros (sim, a cidade também tem essa veia country), como o Congresso Brasileiro do Cavalo Quarto de Milha e a Agrishow

Prudente, fazem do município um centro de turismo cultural e, também, de negócios. Em uma cidade que tanto valoriza a qualidade de vida, os esportes também não poderiam deixar de receber atenção especial. O estádio de futebol Eduardo José Farah, chamado carinhosamente pelos moradores de “Prudentão”, é o segundo maior estádio do interior do Brasil e já foi palco de grandes clássicos do futebol paulista, como o inesquecível Palmeiras x Corinthians, em 1996, partida que o levou a bater seu recorde de público, com 45.972 pagantes, e que, de quebra, fez milhares de corintianos chorarem com a vitória do Verdão por 3x1.

Prudentão, segundo maior estádio do interior do Brasil, palco de grandes partidas 32 | Estilo Damha

Fevereiro | Março 2014


FuturosLançamentos Presidente Prudente (SP)

A estrutura esportiva de Presidente Prudente ainda conta com o reforço do Centro de Formação de Atletas Flávio Araújo, do Parque de Uso Múltiplo e do Centro Olímpico – que está em processo de modernização – equipado com dispositivos como pista de atletismo, campos de futebol, quadras e piscinas para natação e polo aquático. Investimentos certeiros que poderão resultar no surgimento de futuros grandes campeões.

Prudenshopping, empreendimento do Grupo Encalso Damha na cidade: mais de meio milhão de consumidores todos os meses

Prudenshopping, um marco

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idade natal do Grupo Encalso Damha, Presidente Prudente também é palco de grandes investimentos do Grupo. Um deles, o Prudenshopping, leva consigo o status de maior centro de compras, lazer e gastronomia do Oeste paulista, com 208 lojas dos mais variados segmentos. O empreendimento foi inaugurado na cidade em 1990 e hoje recebe mensalmente mais de meio milhão de consumidores, consagrando-se como mais uma grande obra que leva a assinatura Encalso Damha. Fevereiro | Março 2014

Além do shopping, a filha pródiga do Grupo, a Damha Urbanizadora, conta com mais cinco condomínios horizontais de alto padrão no município. E, no ano em que o Grupo Encalso Damha comemora o emblemático marco de 50 anos, não poderíamos deixar de prestar uma homenagem à cidade que o acolheu e apostou em seu crescimento: em breve, Presidente Prudente será a sede de mais um empreendimento da Urbanizadora, o Residencial Damha IV. Um retorno mais do que esperado à cidade onde tudo começou.

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É com satisfação que a Damha Urbanizadora anuncia sua chegada ao Ceará, para dar mais brilho a um dos estados mais belos do Brasil. Confira na próxima edição da revista Estilo Damha.

Conheça os nossos empreendimentos no site damha.com.br e fique por dentro das novidades que estão conquistando todo o País.

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Avenida 34 | Estilo Beira Damha Mar

Morro das Falésias

Praia de Iracema Fevereiro | Março 2014


ColunaEconomia Eduardo Amuri

ERA UMA CIDADEZINHA SIMPÁTICA Foto: Divulgação

Uma cidadezinha em que os sites de educação financeira estão fechando, os bancos e as instituições de crédito pessoal passam por sérias dificuldades e os agiotas, coitados, não têm o que fazer

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oão, que trabalhava na mercearia, sentava com sua esposa a cada dois ou três meses para planejar em que investiriam o salário dos dois. Não era um salário alto, mas sustentava uma vida agradável, cheia de momentos incríveis. Não gostavam de planilhas e não tinham muita intimidade com porcentagens, mas se planejavam mesmo assim. Tanto ia para o supermercado, outro tanto ia para as mensalidades dos cursos que faziam. Um pouco para acumular, afinal, nunca se sabe, outro pouco para aquele dia em que dá uma baita vontade de gastar com algo supérfluo. Eles não eram ingênuos a ponto de pensar que esses dias não ocorreriam mais. A Fernanda casou com o Guilherme mês passado. Foi, muito provavelmente, a cerimônia mais bonita que aqueles convidados já presenciaram. Optaram por não investir dezenas de milhares de reais em um salão suntuoso, com bebidas caras e um DJ famoso. Criaram um ambiente onde tudo fazia muito sentido. Os convidados se sentiram acolhidos, os noivos se sentiram confortáveis. Para eles era bem claro o que realmente importava. O objetivo da cerimônia – demarcar uma nova fase, reunir os amigos – havia sido atingido, com folga. Com o casamento veio a mudança de casa, que fica próxima do metrô. Em vez de encarar o trânsito diário, somado com o stress do estacionamento, ela resolveu vender o carro. Não por ser “pão-dura”, apenas porque resolveu investir esse dinheiro em outras coisas: jantares, uma casa confortável, cursos, viagens. O Felipe passou por uma fase bem difícil. Estava endividado, mas, em vez de deixar a dívida para depois, resolveu conversar com o gerente do banco. Ao todo havia três empréstimos em vigor, descontrolados. Ora ele

pagava a parcela de um, ora pagava a parcela de outro. Não conseguia enxergar um fim para tudo isso. Na conversa com o gerente, deixou bastante claro sua intenção de regularizar e propôs uma unificação dos empréstimos. Ele ditou o valor da parcela: “Posso pagar 400 reais por mês”. O gerente, interessado em reduzir a inadimplência em sua carteira, deu um jeito. Dívida sob controle, parcela que cabe no orçamento, ano novo. O José, que há tempos queria sair da casa dos pais e morar sozinho, em 2013 finalmente colocou o plano em prática. Separou o equivalente a três aluguéis, para o caso de as despesas do novo estilo de vida serem maiores do que ele imagina, e agora está à procura da nova casa. Entrou em contato com diversos corretores imobiliários e informou o quanto quer pagar. Caso as despesas mensais (luz, água, internet, supermercado) sejam maiores do que o estimado, ele vai utilizar a reserva, até adequar o ritmo dos gastos. Está bem empolgado com as possibilidades que estão surgindo. Pretende mobiliar aos poucos, mas já consegue se visualizar morando em uma casa que realmente tenha sua cara. Está feliz. Ah, e tem mais... não são só as pessoas dessa cidade que estão lidando bem com o dinheiro. A economia do município vai bem também. O comércio está aquecido, a indústria produzindo bem e as faculdades incentivando seus núcleos de empreendedorismo. Infelizmente, nem tudo caminha de maneira tão próspera. Nessa cidade, os sites de educação financeira não recebem acessos. Estão fechando, um por um. Os bancos e instituições de crédito pessoal também estão passando por sérias dificuldades. Os agiotas, coitados, não têm o que fazer. Para coroar esse “triste“ cenário e finalizar esta estória, todos os consultores financeiros decretaram falência.

Eduardo Amuri _ Formado em psicologia econômica, escreve sobre finanças e comportamento também no PapodeHomem (papodehomem.com.br) e no Dinheirama (dinheirama.com). Fevereiro | Março 2014

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NossaCapa Giovane Gávio

GIOVANE:

Foto: Marise Romano

além de tudo, um poeta

Para sorte do voleibol brasileiro, Giovane Gávio optou por ser um profissional do esporte. Mas ele poderia muito bem ter sido aviador – sonho de infância – ou abraçado outra profissão qualquer que o resultado seria o mesmo: superação e vitórias Texto: Dirlene Ribeiro Martins 36 | Estilo Damha

Fevereiro | Março 2014


NossaCapa

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Giovane Gávio para os companheiros. “Um Diamante de 12 Faces” retrata exatamente a fase em que a seleção se encontrava – de união –, fundamental para que conquistassem o título do Mundial na Argentina. Giovane conta que, ao escrever, imaginou que a seleção era um diamante: “Ora uma face brilha, ora a outra, mas a luz é única e é muito forte”. Na ocasião, Gigio entrou em momentos críticos dos jogos – foi dele o ponto, de saque, que definiu a vitória brasileira no quinto set contra os russos – e revelou-se um grande líder em todos os momentos. O atleta foi fundamental para levantar a moral nas horas difíceis, cobrar quando necessário e ser terno na devida hora. Aliás, esse pai de quatro filhos – Giulia, Gianmarco, Filipe e Thiago – não tem vergonha de externar sua emoção em tudo o que faz e fala. E isso ficou claro no 4º Encontro Damha, que aconteceu em Uberaba (MG) no último mês de novembro. Em suas palestras, Giovane passa para o público sua experiência, o que viveu no esporte e como o vôlei o ajudou a se formar como homem e como atleta profissional. O atleta enfatiza a importância de cada um dar o melhor de si no que faz, e para isso, diz ele, é preciso dedicação, vontade e profissionalismo. Em sua passagem por Uberaba, Gigio também reservou um tempo para falar com a Estilo Damha. Foi um bate-papo agradável em que esse profissional do esporte mostrou por que é tão admirado e respeitado, dentro e fora das quadras, e, aos 43 anos, ainda arranca muitos suspiros por onde passa.

Foto: Divulgação

sonho de ser aviador ficou para trás assim que Giovane Gávio pisou pela primeira vez nas quadras, quando tinha 13 anos de idade. O incentivo foi dado pela irmã mais velha, a ex-jogadora Giseli, mas bastou o primeiro contato com o vôlei para que o esporte se transformasse em paixão para toda a vida. Três anos depois, ele já se mudava para São Paulo, para treinar no Banespa, um dos principais clubes do país à época, e, em 1988, com apenas 18 anos, seu nome aparecia na lista de convocados para a Seleção Brasileira principal, na qual vestiria a camisa 3. Gigio, como ficou então conhecido, passou por equipes importantes no Brasil e na Itália e, na Seleção Brasileira, pela qual disputou mais de 400 partidas oficiais, colecionou diversos títulos e prêmios individuais (veja box na página 43). Entre as virtudes que esse mineiro de Juiz de Fora mais admira está o caráter, que, para ele, tem a ver com honestidade, com hombridade, com respeito e educação. Talvez por essa razão esteja dando um tempo no trabalho como técnico, mesmo após sua passagem vitoriosa pelo Unisul e pelo Sesi, time no qual conquistou o Campeonato Sul-Americano (2011), a Superliga (2010/2011), o Campeonato Paulista (2009) e a Copa São Paulo (2009/2010/2011). Giovane também tem um lado que poucos conhecem, a veia poética, que se tornou pública em 2002, na véspera da partida decisiva contra a Rússia, quando o atleta – um campeão olímpico no banco – escreveu um poema e o recitou

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Na Seleção Brasileira, o jogador colecionou títulos e prêmios individuais

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NossaCapa Giovane Gávio

Estilo Damha – Você foi para a seleção com apenas 18 anos. O que passou pela sua cabeça na época? Giovane Gávio – Nessa idade, não se tem muita noção do perigo, não. Você coloca um sonho na cabeça, “quero ir pra seleção”, e começa a treinar pra isso, até conseguir. Então, não se mede esforço, não se mede dor. Não há limite. ED – Observando a jovem jogadora de vôlei Gabi, que atualmente joga no time do Unilever/Rio de Janeiro e com apenas 19 anos já defendeu a seleção, percebe-se que alguns atletas parecem ter mais maturidade. Você se sentia assim também? GG – Naquela época, todo mundo era muito novo, meio inseguro. Hoje em dia a gente vê atletas com mais preparo, com mais informações, que aprenderam com os erros dos outros. Nossa geração pagou um preço por viver um momento inédito. É claro que houve a geração do Montanaro, do Renan, do Bernard, mas nada comparado com o que a gente passou para ensinar as gerações futuras. ED – Em sua palestra, você fala justamente do preço que teve de pagar pela dedicação ao vôlei, como a lesão no joelho. Há alguma coisa que, se você pudesse voltar atrás, você faria diferente? GG – Se eu pudesse voltar, faria mais... ED – Mais em que sentido? GG – Em tudo. Eu teria feito mais. Não me arrependo de nada. Estive perto do meu limite quase sempre, mas não me arrependo de nada do que fiz. ED – Você parece ser uma pessoa motivada, determinada em seus propósitos. De onde vem isso? É genético? Seus filhos são assim também? GG – Minha filha mais velha tem um pouco disso. Os outros são meninos ainda para saber. Mas, sem dúvida, ou eu era assim, ou eu não venceria. Não sou alto se comparado com os outros jogadores. Para me sobressair em um ambiente extremamente competitivo, que é o voleibol de alto nível, tinha de ser assim. Sempre querendo o máximo, sempre buscando a perfeição. E era esse o meu jeito. Havia outros atletas que não faziam a metade do que eu fazia e se saíam bem. Eu achava que sempre tinha que fazer um pouco mais do que os outros. ED – Sobre sua participação no vôlei de praia, você não costuma falar muito... GG – A praia foi uma fuga. Então, quando você me perguntou se eu gostaria de ter tomado um caminho diferente, talvez fosse esse, de não ter ido para a praia. Eu estava no auge da carreira de um jogador, que é mais ou menos com 27 anos, e eu e o Tande saímos e fomos pra areia. E aí, com um pouco de conversa, com um pouco de entendimento, talvez isso não aconteces38 | Estilo Damha

se. Na verdade, foi um momento de transição, em que o presidente da confederação estava saindo e estava entrando outro, mudança de técnico, o Zé Roberto (Guimarães, atualmente à frente da seleção feminina) saiu e o Radamés (Lattari) entrou. Então, foi um negócio mal conduzido, em minha opinião. Mas a praia foi um momento de aprendizado muito grande pra mim, foi um momento muito válido de a gente ver que não éramos deuses, que éramos mortais, que poderíamos perder, que se não treinássemos não iríamos pra frente. Foi um aprendizado sensacional de vida, de comportamento, porque a praia exige que você seja um pouco mais descontraído, e eu, por exemplo, era “caxias” demais pra jogar vôlei de praia, e acabei aprendendo que eu não precisava levar a vida naquela loucura toda. ED – Apesar de todo o preparo emocional por que passa um atleta de alto

nível, tenho a impressão de que nas quadras os jogadores refletem muito o que são na vida. Você é com a família como aparecia nas quadras, como você mesmo disse, um “caxias”? GG – Eu não interpretava um papel nas quadras; era eu mesmo. Não há muita diferença entre o que sou dentro e fora de quadra. Sou chato igual, dentro e fora da quadra. Minha mulher fala que eu sou um chato (risos), mas aprendi a relaxar um pouco mais. ED – Deve ser difícil, para um jogador consagrado como você, se tornar um treinador, pois, apesar de passar as instruções para o time, você deve imaginar o que faria se estivesse em quadra... GG – O papel do treinador é mais difícil, pois ele, sim, tem de ser um personagem para poder lidar com as várias personalidades e com as várias situações. Então, talvez esse seja um ponto em que eu ainda não consiga produzir muito, porque eu não sei fingir, eu não sei construir historinhas. Talvez nesse aspecto eu peque um pouco, por não conseguir realizar o que é preciso. Mas eu não me arrependo de ser verdadeiro, de ser transparente... Se para ser técnico bom é preciso construir um personagem, eu nunca vou ser um técnico bom, porque não vou abrir mão dessa transparência. ED – Mas você tinha o sonho de ser técnico da seleção brasileira... GG – Eu sonho com a seleção brasileira da mesma forma que sonhava quando era pequeno, como jogador. Lógico que agora é mais difícil, mas para ter motivo para acordar cedo e treinar é preciso ter objetivos bons assim, se não você fica pelo caminho. Fevereiro | Março 2014


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Foto: Zeca Resendes/Albatroz Comunicação

Giovane Gávio

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Giovane: “O golfe é bom porque é muito desafiador” Estilo Damha | 39


NossaCapa Foto: Divulgação

Giovane Gávio

Como técnico do Sesi conquistou o Campeonato Sul-Americano (2011), a Superliga (2010/2011), o Campeonato Paulista (2009) e a Copa São Paulo (2009/2010/2011)

ED – Faz seis meses que você saiu do SESI... GG – Eu saí do SESI, estou sem dirigir time, então, de certa forma estou em stand-by, meio adormecido, vamos dizer assim, mas, logo, logo, o gigante acorda (risos). ED – Então, você não descartou o vôlei? GG – Não, não, estou tentando montar um time de vôlei, continuo tentando fazer meus projetos. Obviamente, agora tenho mais tempo de fazer palestras, então, estou fazendo mais palestras. Também tenho mais tempo para ficar com meus filhos. Estou me permitindo ficar mais à toa, também, coisa que nunca fiquei. Isso às vezes dá uma consciência pesada danada, mas estou me permitindo isso. Jogar um golfe na hora que eu quero, ver meus filhos na hora que eu quero, ficar em casa de manhã fazendo o dever com meus filhos. Coisas que nunca fiz e que no fundo estão sendo muito deliciosas e gratificantes. ED – Na palestra, você brincou que, por conta da lesão no joelho, o golfe foi o esporte que lhe sobrou. É só o golfe mesmo? GG – Bicicleta também não dói. Tudo o que não tenha impacto dá pra fazer. Então, eu faço transport, ando de bicicleta e jogo golfe. O tênis, por exemplo, eu tentei, mas doía, porque é obrigado a flexionar o joelho, o que pra mim é horrível. Esquiar também, meu joelho não aguenta. ED – Você tem conseguido levar alguma coisa do que 40 | Estilo Damha

aprendeu nas quadras para o campo de golfe? GG – Levo só uma consciência pesada enorme por querer jogar sem treinar (risos). Então, toda vez que entro pra jogar, me vem a sensação de que não vai dar pra jogar bem, porque não treinei nada. E eu sei que sem treinar não se consegue jogar, essa é a realidade. Então, tento relaxar. ED – Então, quer dizer que você não vai fazer pelo golfe o que fez pelo vôlei? GG – Nem um por cento. Tem que treinar muito, é um esporte muito difícil, que exige muita precisão. Se mudar um pouquinho a posição do braço, já muda a tacada. Mas ao mesmo tempo é por isso que é bom, porque é muito desafiador. ED – E quanto aos seus próximos projetos? GG – Tenho conversado com a Damha, que tem um DNA do esporte muito forte, que tem o campo de golfe, que, aliás, é um dos maiores do Brasil, e sempre tem ficado uma oportunidade aberta de trabalharmos juntos. E eu falei que eu faço. ED – Seria um trabalho direcionado para o vôlei? GG – Não, direcionado para a qualidade de vida, esporte como qualidade de vida, esporte como participação, sem buscar alto rendimento, escolinha, não. Seria ocupar as praças de esporte dos condomínios Damha de uma forma mais organizada, de uma forma mais profissional. Fevereiro | Março 2014


NossaCapa Giovane Gávio

TÍTULOS E PRÊMIOS CONQUISTADOS NA CARREIRA Bicampeão olímpico: Barcelona 1992/Atenas 2004 Campeão Mundial: 2002 Tricampeão da Liga Mundial: 1993/2001/2003 Campeão da Copa do Mundo: 2004 Pentacampeão sul-americano: 1989/1991/1995/2001/2003 Melhor atacante da Copa do Mundo: 2003 Melhor bloqueador da Copa do Mundo: 1989 Melhor jogador da Liga Mundial: 1993 Atleta do ano (escolhido pelo Comitê Olímpico Brasileiro – COB): 2003

Foto: Marise Romano

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ED – Como você é como pai? Você prega que não podemos nos contentar em ser medianos, que devemos procurar sempre dar o máximo, como você trabalha isso com seus filhos? GG – Minha tendência é apertá-los bastante. Infelizmente, dois dos meus filhos, os mais velhos, não moram comigo, vivem no Rio de Janeiro. Com eles preciso de uma estratégia diferente, que vai muito mais pelo carinho, pela conscientização, pelo entendimento. Já os dois pequenininhos estão comigo direto, então, eu sento ao lado enquanto eles fazem a tarefa da escola, se a letra estiver feia, têm de repetir. Exijo, mas sem me tornar um cara chato, para não espantá-los. Mas, no final, eu sou muito mais avô do que pai, sou bonzinho demais (risos). Na verdade, um grande desafio da minha vida é conviver com isso, conviver com a ausência deles e tentar recuperar um pouco do tempo perdido.

ED – Mas o momento em que você escreveu seu primeiro poema era de emoção forte, não? GG – Sim, era véspera de final, eu tinha acabado de me casar, então, estava, e ainda estou, apaixonado, estava vivendo um momento muito mágico, muito gostoso. Tudo contribuía para que eu escrevesse o poema. Não que eu esteja num momento ruim, mas minha vida está mais conturbada do que naquela época. Ser jogador é muito mais fácil do que ser técnico. Como jogador, seu papel é menor e você tem mais domínio da situação, porque você sabe o que pode dar para o time e o que precisa fazer para isso. Como técnico não, você precisa fazer um trabalho para conquistar as coisas através das outras pessoas. Então, você tem de pensar muito, analisar muito. Eu e minha comissão técnica tomávamos uns dez cafezinhos por dia, que era a hora em que a gente sentava pra montar toda a estratégia. Mas isso é legal, é a parte gostosa. Se fosse fácil, talvez não tivesse graça.

Foto: Palestrativa

ED – E a veia poética, Giovane, como surgiu? GG – Isso começou em 2002, na final do Campeonato Mundial na Argentina. Depois escrevi alguns poemas, mas parei. Até tenho vontade de escrever mais, mas acho

que pra você ter inspiração é preciso estar mais sereno, porque, se estiver num momento conturbado, você começa a escrever coisa ruim.

Em suas palestras, Giovane enfatiza a importância de dar o melhor de si no que se faz 42 | Estilo Damha

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Fevereiro | Marรงo 2014

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ColunaConsumo Fabiano Menna

A DANÇA DAS CADEIRAS!

Foto: Nilton Santolin

As cadeiras assinadas por designers e arquitetos, além de versáteis, personalizam o ambiente com elegância e sempre assumem lugar de destaque na decoração. Escolha a sua!

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Fabiano Menna _ Figurinista, produtor de moda e decoração, professor universitário, psicopedagogo e ator. Trabalhou no jornal o Estado de S.Paulo, no Suplemento Feminino, e Folha de S.Paulo, na Revista da Folha e Caderno Vitrine. 44 | Estilo Damha

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ColunaConsumo Fabiano Menna

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1. Cadeira Guache verde, de madeira maciça de reflorestamento, assinada por Fernando Jaeger, R$1.392,00.

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2. Cadeira Minas, de compensado marítimo, aço inox e acabamento em verniz, da Futon Company, assinada por Ivar Siewers, R$1.000,00. 3. Cadeira de acrílico transparente, assinada por Phillippe Starck para Market Decor, R$5.029,00. 4. Cadeira Squeleto de alumínio e madeira imbuia, assinada por Pedro Paulo Franco, para A Lot Of Brasil, R$4.900,00.

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5. Cadeira laranja Tajá, em jatobá e nogueira, de Sergio Rodrigues, para Butzke, R$1.908,31. 6. Cadeira azul Montera, produzida com espuma de poliuretano e couro, assinada por Roberto Lazzeroni, para Poltrona Frau, valor sob consulta. 7. Cadeira Prop sem braço, de madeira sucupira e palhinha indiana trançada à mão, assinada por Juliana Llussá, para Llussá Marcenaria, R$2.246,00. 8. Cadeira branca Graffa de metal, com estofado de couro sintético, assinada por Reni Delazzeri e Rodrigo Delazzeri, para Clami, R$1.690,00. 9. Cadeira de madeira jacarandá, com encosto de palha natural, assinada por Oscar Niemeyer, para Began Antiguidades, valor sob consulta.

Fotos: Divulgação

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10. Cadeira 97, de madeira sucupira, assinada por Luciano da Silveira Araujo, para Estúdio Ovodesign, R$1.557,00. 11. Cadeira Brasileirinha branca, de madeira de lei curvada e estofada em tecido, por Roque Frizzo, para Saccaro, R$2.262,00. 12. Cadeira Toá, de multilaminado de eucalipto certificado e revestido de madeira preta natural, assinada por Sergio Fahrer, R$1.518,00.

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Comportamento

Foto: Divulgação

Eles Venceram o Câncer

SIM, ELES VENCERAM! Ser diagnosticado com uma doença grave não significa o início do fim. Pensamento positivo, força para superar as horas mais difíceis e fé, muita fé, são atitudes comuns de quem já conseguiu vencer barreiras que pareciam intransponíveis Texto: Thatiana Miloso

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iquei anestesiada. A sensação era de que o chão estava se abrindo aos meus pés. Era uma sexta-feira, sete horas da noite, e eu estava sozinha. Saí do consultório como um robô. Quando abri a porta do meu apartamento, chorei, chorei muito.” Com essas palavras, a funcionária pública Diva Arantes, 48 anos, descreve o choque que sentiu ao descobrir que estava com câncer de mama. O diagnóstico saiu em fevereiro de 2008. Divorciada, ela morava sozinha em São Carlos (SP) e estava a 720 km da família, que até hoje reside em Rio Verde, interior de Goiás. Naquela noite, Diva rezou bastante e pediu forças a Deus para que conseguisse enfrentar os dias difíceis que teria pela frente. Ela estava certa de que, a partir daí, começaria a maior e mais difícil maratona de sua vida. “Sabia que para vencer o câncer eu teria que deixar de observar as estatísticas de morte e fixar-me nas de vida. 46 | Estilo Damha

Desde o início coloquei na minha cabeça que existia luz no fim do túnel. No outro dia, levantei mais tranquila e resolvi todas as questões práticas que envolveriam o tratamento: exames, autorizações de internação, orçamentos para compatibilizar o outro seio, entre tantas outras. Busquei obter o máximo de informações sobre a doença e os tratamentos”, relembra Diva. A psicóloga especializada em Terapia Cognitiva Comportamental, Graziela Baron Vanni, considera essa busca por informações fundamental no enfrentamento de um diagnóstico ruim. Saber desde o início todos os passos do tratamento, quando e o que acontecerá, pode ajudar bastante a pessoa a lidar com esse momento tão delicado. “Precisamos de certa estabilidade nas incertezas. É importante aprender a ter autocontrole, e não o controle das situações. Isso nos ajuda a aceitar melhor as contingências da vida”, avalia a psicóloga. Fevereiro | Março 2014


Comportamento Eles Venceram o Câncer dado em ponto cruz”, recorda Diva. Ocupar-se com atividades que dão satisfação e prazer são fundamentais nesse processo, já que a sensibilidade que aflora em momentos difíceis precisa ser canalizada para o bem. A psicóloga explica que algo curioso acontece com o organismo humano quando ele é submetido a uma situação estressante como o diagnóstico de uma doença como o câncer. “O corpo e a mente se preparam com adrenalina e cortisol em abundância para que a pessoa tenha condições de lutar ou fugir da situação temida. Essas substâncias nos ajudam a ter força. Pesquisas revelam que sofremos 90% a mais quando imaginamos algo que não aconteceu se comparado a uma situação real de doença e dor inevitáveis. No caso de um diagnóstico verdadeiro, esse porcentual não chega a 10%, em função da alta concentração dessas substâncias”, comenta Graziela Vanni.

Foto: Marcello de Castro Lima Jr.

Para Diva, mais difícil que as dores do pós-operatório, a perda do cabelo e a própria notícia do diagnóstico foram os efeitos colaterais das sessões de quimioterapia. “Quando começaram as ânsias e aquele mal-estar inexplicável, me vi no mais completo desespero. Aos prantos, liguei para minha irmã em Goiás e pedi socorro à família”, conta. A temporada na casa dos pais renovou os ânimos de Diva na luta contra o câncer. As sessões de quimioterapia continuaram, mas junto com elas vieram também o carinho dos familiares e amigos, comidas especiais feitas pela mãe e tratamentos alternativos com plantas medicinais. “Assim, o desafio me pareceu mais fácil. A ajuda da família e dos amigos foi fundamental. Fazer coisas que dão prazer também é importantíssimo para se manter forte e disposto a segurar a barra. Nos dias em que me sentia melhor, cuidava das minhas orquídeas e fazia bor-

Diva Arantes: “Sabia que para vencer o câncer teria que deixar de observar as estatísticas de morte e fixar-me nas de vida” Fevereiro | Março 2014

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Comportamento Eles Venceram o Câncer

Foto: Arquivo Pessoal

Força da Vida�

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alvez, esse processo orgânico apontado pela psicóloga seja a tal “força da vida” relatada por tantas pessoas que já enfrentaram e venceram doenças consideradas terminais. Leandro Granja, 37 anos, também é uma delas. No dia 7 de novembro de 2012, ele foi diagnosticado com câncer no testículo direito. Com a rotina turbulenta e estressante de executivo de um grande banco, casado e pai de duas filhas, a notícia da doença era tudo do que ele não precisava – nem queria – ouvir. ���Na hora em que o médico me disse que era grande a probabilidade de o tumor ser maligno, passou um filme na minha cabeça. Meu irmão mais velho enfrentava um câncer desde 2010 e já havia passado por 62 sessões de quimioterapia. Lembrei-me de todo o seu sofrimento, toda a sua dor. Fiquei com medo de morrer, de deixar minha mulher, minhas filhas e minha mãe. Arrepia só de lembrar”, desabafa Leandro. Por sorte, ele procurou o médico quando a doença ainda estava em estágio inicial. Um dia após o diagnóstico, ele fez todos os exames necessários para a cirurgia, realizada no dia 9, antes mesmo da biópsia. Como o testículo é ligado ao sistema linfático, o processo de metástase é rápido, e Leandro não quis arriscar. “Pior que receber o diagnóstico, que as sessões de quimioterapia e que a própria cirurgia, foi a angústia de não saber se o câncer já havia se espalhado para outros órgãos do corpo. Pouco antes da cirurgia, meu médico veio até mim para contar que o resultado da tomografia havia dado negativo, não havia metástase. Era a primeira vitória”, conta.

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Leandro Granja: “Passou um filme na minha cabeça (...). Fiquei com medo de morrer, de deixar minha mulher, minhas filhas e minha mãe”

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Comportamento

Foto: Arquivo Pessoal

Eles Venceram o Câncer

Yasmin, Flávia e Gabriela, filhas e mulher de Leandro

Doze dias depois de ir ao médico e descobrir o problema, o resultado da biópsia confirmava o caráter maligno do tumor. Embora estivesse relativamente tranquilo para encarar as sessões de quimioterapia, a maior preocupação de Leandro era não revelar às filhas, Yasmin e Gabriela, a gravidade de sua doença. “Expliquei que estava doente, que iria tomar remédios fortes e não iria me sentir bem para brincar. Mas nunca usei a palavra câncer para elas. Se sentia vontade de chorar, ia para o banho e chorava no chuveiro”, recorda. A mulher, Flávia, a família e os amigos foram essenciais para ajudá-lo a superar as dúvidas e incertezas quanto ao sucesso do tratamento. Nos momentos mais difíceis, Leandro se apegava às palavras de sua mãe: Deus nunca nos dá uma cruz que não podemos carregar. Hoje, pouco mais de um ano depois do diagnóstico e Fevereiro | Março 2014

com os índices tumorais das células zerados, Leandro visita o médico a cada três meses. As marcas que o câncer deixou em sua vida? “A doença me fez repensar muitas coisas. Passei a dar mais valor para a família, para as amizades, até minha paciência melhorou. Muitos problemas que eu achava que tinha, olho para eles hoje e não os vejo mais como problemas. Aprendi muito com tudo isso.” Diva compartilha esse pensamento. Para ela, enfrentar e vencer o câncer a fez renascer como uma nova pessoa. “É indescritível e ao mesmo tempo magnífica a sensação de ver todos os atuais exames darem negativo. Nasce aí uma nova pessoa. Com a saúde frágil, mas com o coração cheio de gratidão pela nova chance de vida”, finaliza. Guerreiros na vida, eles enfrentaram, lutaram e venceram.

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ColunaComportamento Mara Behlau

DESCONECTE-SE

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rês situações me chamaram a atenção, recentemente, sobre nosso mundo hiperconectado. A primeira ocorreu quando terminei de dar uma palestra, em uma importante convenção, e o gestor de uma empresa me disse: “Vou contratá-la porque as pessoas não usaram seus celulares e tablets durante sua fala!”. A segunda situação que me chamou a atenção aconteceu quando a atendente de uma loja que conserta celulares ficou chocada quando eu lhe disse que precisava do meu celular de volta logo, pois era meu único aparelho. A terceira ocorre diariamente, quando observo o elevado número de pessoas, em restaurantes, que se relacionam intimamente com seus aparelhos e ignoram completamente os acompanhantes. A evolução exponencial da comunicação, via smartphones, laptops, PCs e tablets, transformou completamente o dia a dia de trabalhadores, estudantes e donas de casa. O brasileiro adora celulares, e a adesão a essa tecnologia foi impressionante! Perdemos em números absolutos de aparelhos somente para China, Índia, Estados Unidos e Indonésia, países com população superior à nossa. Porém, nossa taxa de crescimento nessa área é a maior do mundo, apesar da péssima qualidade da conexão e do elevado custo, muito acima dos preços internacionais. Para quem, como eu, teve de fazer uma árdua poupança para comprar sua primeira “linha telefônica” na década de 1970, para depois aguardá-la por vários anos, isso parece um milagre. Mas, por outro lado, a possibilidade de comunicação imediata, com qualquer pessoa, em praticamente todos os lugares do mundo, desencadeou um processo que hoje está sendo considerado potencialmente tóxico. Equilibrar a vida no presencial e no virtual transformouse em desafio. Tanto que já há sugestões interessantes para promover a desintoxicação digital, também chamada de dieta digital ou desconexão. São vários os movimentos existentes, como o The Slow Tech, que solicita a todos que se conscientizem sobre as implicações irreversíveis da adição global ao mundo tecnológico. O objetivo é promover uma interação mais lenta, ou em menor intensidade, com certas tecnologias. Isso está inserido em uma agenda cultural maior, chamada de Slow Movement

Foto: Divulgação

Equilibrar a vida no presencial e no virtual transformou-se em desafio

(movimento lento), da qual faz parte o bem-sucedido movimento Slow Food, em contraste com o Fast Food. Do mesmo modo que uma grande quantidade de comida é consumida inadvertidamente, de forma não saudável, as tecnologias aditivas dos aparelhos móveis, que nos acompanham em qualquer local – inclusive no banheiro, comprometendo a biossegurança –, podem também ter impacto negativo em nossa saúde física e mental. O poder curativo da conexão humana presencial já é conhecido há muito tempo! São novas, no entanto, iniciativas como acampamentos livres de tecnologia e hotéis sem wi-fi, que exigem que seus hóspedes deixem a parafernália eletrônica guardada no ato do check-in. Nessa linha surgiu um movimento interessante, promovido por uma organização norte-americana, The Digital Detox (www.digitaldetox.org), que se propõe a ajudar as pessoas a se libertarem da dependência digital. Essa organização já promoveu 15 retiros, em diversos lugares do mundo, com a presença de mais de 7.500 trabalhadores de empresas de ponta, que incluem até mesmo funcionários da Facebook, Apple, Kaiser, Cisco, Twitter e Google. O objetivo não é desligar a pessoa do mundo, o que tornaria praticamente impossível a competitividade em muitos negócios, mas, sim, ajudar na busca de uma vida mais equilibrada. A Reboot (www.nationaldayofunplugging.com) – que significa reiniciar, em inglês –, é outro exemplo. A fundação propôs o Dia Nacional de Desconexão e já teve quatro edições, desde 2010. Ele começa ao entardecer da primeira sextafeira de março, com o objetivo de produzir uma pausa total no uso da internet por 24 horas. Há, inclusive, aplicativos para ajudar os participantes a bloquear o acesso à internet em suas máquinas, um deles desenvolvido pela própria ONG. O SelfControl é um exemplo e ajuda os usuários a terem consciência de seu comportamento digital, indicando quantas vezes eles tentam entrar em determinado portal – no Facebook, por exemplo – durante o horário de trabalho. Concluindo, a conexão digital é irreversível, mas como deixamos que ela impacte a nossa vida deve ser motivo de reflexão. Desconecte-se do mundo eletrônico e reconecte-se com quem está a seu lado. Essa é a melhor interação que você pode ter!

Mara Behlau, PhD – Fonoaudióloga e doutora em Distúrbios da Comunicação Humana, consultora e coach certificada pelo Neuroleadership Group (NLG). Professora de Comunicação para Negócios no INSPER e também docente do Programa de Pós-Graduação em Distúrbios da Comunicação Humana na UNIFESP, São Paulo. Presta consultorias sobre comunicação, liderança e negociação para diversas empresas. 50 | Estilo Damha

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ColunaModa Juliana Cordeiro

A TERCEIRA PEÇA ALIADA

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prender a se gostar tem tudo a ver com o guarda-roupa e a maneira como nos vestimos. Não estou falando de roupas caras, de marcas renomadas ou tecidos nobres. Tampouco de um armário abarrotado de peças. Falo de autoconhecimento e de uma forma de vestir que represente este ser único que é você, à altura do que você merece. A imagem é uma forma poderosa de comunicação não verbal e de expressão de quem somos. Então, sempre que paro para elaborar esta coluna, me pergunto sobre o que posso escrever para que você ganhe cada vez mais consciência de si e possa adotar um estilo de vestir e de vida cada vez mais condizente com a pessoa que está por trás dos tecidos. Ajudar você a organizar, a investigar, a ter foco, a consumir, sim, mas com consciência, a usar bem seu dinheiro e usufruir de cada e qualquer uma das peças que escolheu para representá-la e para as quais decidiu abrir espaço em seu armário e em sua vida. Leva-se tempo, exige treino e paciência, para se atingir esse grau de consciência e paz com a imagem e o armário e para sair por aí desfilando confiança. Então, sugiro que você comece agora, e ter uma terceira peça como aliada vai auxiliá-la no percurso. Coletes, casacos, jaquetas, cardigans semelhantes ou derivados têm o poder de arrematar lindamente um look. A terceira peça sempre dá uma acinturada, traz nosso referencial para a frente do corpo (bom para disfarçar as laterais) e, se usado aberto, cria uma linha vertical que faz o olho do outro nos ver de baixo para cima e dar a impressão de que somos mais longilíneas. Ótima para criar a ilusão de altura. Aprender a usar a terceira peça só traz benefícios. Como estas peças fazem isso? Sem muito segredo nem muito esforço. Claro que temos de nos atentar para tecidos, texturas e cumprimentos, mas, apenas por estarem ali, criam uma camada extra e abrem um “caminho” vertical no meio do corpo que automaticamente faz com que

Foto: Divulgação

Coletes, casacos, jaquetas, cardigans semelhantes ou derivados têm o poder de arrematar lindamente um look

os olhos de quem nos vê se mova na vertical, no sentido da altura, e por isso nos deixa mais altas. Para usá-las bem é preciso conhecer seu corpo e seguir estas dicas: 1. Para as gordinhas, uma terceira peça que marque é a regra. Usem-nas sempre abertas para diminuir volumes e conseguir a linha vertical que vai ajudar na altura. Usem e abusem de peças que ficam acima do quadril. Se você for alta, pode usá-las também na altura do joelho. O importante é que ela não pare nem logo abaixo do busto, nem no quadril, para não deixa-la maior. 2. Se você tiver quadril largo e ombros estreitos, escolha as peças mais acinturadas e que acabem acima do quadril. Evite as que acabem na parte mais larga da silhueta. 3. Às de poucas curvas sugiro a terceira peça bem acinturada e estruturada de forma que ela molde seu corpo e invente uma cintura. A terceira peça acabando logo abaixo dos seios também cria uma linha de cintura e ainda ressalta os quadris. 4. Se seu corpo tiver ombros mais largos em proporção ao quadril, prefira a terceira peça em tom escuro e sem detalhes na parte de cima. Ombreiras nem pensar. Quanto mais clean ela for, melhor. Você pode reservar as extravagâncias para a parte mais fina do seu corpo. Outra ideia é optar por uma terceira peça mais longa, que acabe na altura do quadril, e com bolsos criando volume onde você não tem. 5. Brinque com o contraste de cores. Misture mais vivo na parte de dentro com algo mais opaco na parte de fora, ou mais neutro com mais colorido. Este efeito cria uma boa linha reta que alonga e afina. Alie-se à terceira peça, invista aos poucos em materiais nobres como o couro, o chamois, o tweed, a seda, o cashmere. Avalie o acabamento e observe sempre o caimento por três ângulos: frente, lateral e verso. Seu guarda-roupa ganha charme e você, autoestima.

Juliana Cordeiro – Consultora de estilo pessoal e especialista em compras personalizadas. Escreve no blog Sem Espartilhos (semespartilhos.com.br). Visite a fanpage: Facebook/semespartilhos e o instagram: julianaguisilincordeiro. 52 | Estilo Damha

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ColunaModa Juliana Cordeiro

Fotos: Arquivo Pessoal

“Jaquetas e cardigans ajudam a criar a ilusão de altura”

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ColunaLuxo Mariana Romão de Oliveira

CARTIER: UM SÉCULO DE HISTÓRIA

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famosa joalheria francesa, fundada em 1893, decidiu presentear Paris e montou uma superexposição no Grand Palais, no coração da cidade. São 600 peças selecionadas, que repassam desde o começo da história da joalheria até a década de 1970. Com peças excepcionais é possível entender que a joalheria é acima de tudo uma arte. A exposição, em ordem cronológica, nem de longe lembra uma loja de joias. De tradicionais acessórios como brincos e anéis até vestidos com tramas em ouro, o universo da alta joalheria se revela. Peças exclusivas e que estiveram guardadas a sete chaves foram emprestadas por seus donos e herdeiros para enriquecer a exposição. É o caso do colar de safira da então princesa iugoslava Marie de Roumanie, que, entre outras pedras, possui uma safira de 487 quilates. Outra peça que também foi cedida, desta vez pela família real britânica, foi a coroa Halo, usada pela rainha Elisabeth e, mais recentemente, pela Duquesa de Cambridge, Kate Middleton, em seu casamento com o príncipe William. Uma das grandes “atrações” é o broche em formato de flor de 1953, todo em diamante rosa, 23 quilates de trabalho manual impecável. Cartier, desde seu começo, é vista como uma marca que é um estilo de vida. Sim, um estilo nobre, tipicamente francês, foi assim que ganhou o coração das americanas desde o começo do século XX. Suas clientes, Elizabeth Taylor, a princesa Grace Kelly e a duquesa de Windsor, para citar algumas, fazem parte

Foto: Divulgação

Superexposição no Grand Palais, no coração de Paris, mostra por que a marca Cartier é vista como um estilo de vida

das apreciadoras das criações de Monsieur Cartier. Certo dia, lá pela década de 1960, a atriz mexicana Maria Félix (1914-2002) encomendou um colar em formato de serpente, lembrando que é preciso ser um verdadeiro artesão para confeccionar tal peça, mas que, claro, foi executada com perfeição. Até ai, tudo bem, não fosse o detalhe de nada menos que 2.472 diamantes para tal. Sim, a imaginação é infinita quando o assunto são pedras preciosas. É possível fazer basicamente tudo, é um trabalho que envolve horas, meses, enfim, muita habilidade e paciência, mas, ao mesmo tempo, objetos únicos. Cartier, logo após a inauguração, se inspirava muito em mobiliário e arquitetura. Na década de 1920, o estilo Art Déco é evidenciado e, quando observamos as criações já nas décadas de 1950 e 1960, flores e pássaros passam a imperar no reino dos diamantes. Santos Dumont também faz parte da história da marca. Você deve estar se perguntando: o que um piloto tem a ver com esse universo? E, pasme, o relógio de pulso como nós o conhecemos hoje se deve a um pedido de Dumont a seu amigo Louis Cartier. Santos Dumont usava o relógio pendurado por uma corrente, como eram os relógios pessoais no começo do século XX, mas era pouco prático para usar durante o voo, então, ele pediu que Cartier desenvolvesse um modelo que pudesse ser usado enquanto estivesse pilotando o avião. Daí nasceu o relógio de pulso que usamos hoje. Em homenagem ao piloto, Cartier nomeou o relógio de “Santos”, modelo tradicional da marca, parte da coleção permanente.

Mariana Romão de Oliveira _ Formada em Administração Hoteleira, estudou no Fashion Institute of Technology (FIT), em Nova York, e atualmente vive em Paris, onde conclui sua formação em Marketing in Luxury Business em uma das mais respeitadas instituições da Europa, a ISC Paris. 54 | Estilo Damha

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ColunaLuxo Fotos: Arquivo Pessoal

Mariana Romão de Oliveira

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1. Broche da rainha Elizabeth; 2. Para Elizabeth Taylor, o colar produzido em 1969 em rubi, diamante, ouro e platina; 3. Colar Diamante Amarelo, rubi e diamante; 4. Colar da princesa iugoslava Marie de Roumanie, destaque para a safira de 487 quilates; 5. Joias usadas pela princesa Grace Kelly; 6. Broche Flor: diamante rosa, 23 quilates; 7. Colar Serpente: diamante, rubis e esmeraldas; 8. Colar de pérolas com costas de diamante; 9. Detalhe do vestido com trama em fio de ouro.

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Gastronomia

~ ~ Juliana Motter

O mundo doce de Apaixonada por brigadeiro desde criança, ela foi a primeira doceira do Brasil a elevar o tradicional docinho das festas infantis à categoria gourmet. Com 45 receitas no cardápio de seu ateliê, Juliana, definitivamente, reinventou o doce que é unanimidade nacional Texto: Thatiana Miloso Fotos: Caroline Bittencourt

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eu primeiro contato com uma panela de brigadeiro aconteceu aos 6 anos. Foi a avó, doceira, que ensinou a paulistana Juliana Motter a não tratar o docinho como um mero coadjuvante das festinhas de criança. “Ela demonstrava um respeito pelo brigadeiro que eu não via em nenhum outro lugar. Usava raspas de chocolate no lugar do granulado, o leite condensado era caseiro e o doce era servido sempre fresco.” A paixão passou de avó para neta, e Juliana começou a fazer suas próprias receitas. Festinhas escolares e aniversário de amigas passaram a ser pretextos perfeitos para que ela levasse seus docinhos, o que lhe rendeu o apelido de “Maria Brigadeiro”. Ela só não esperava que, 30 anos mais tarde, esse nome traria uma verdadeira revolução em sua vida. Embora a ligação com o doce fosse fortíssima, Juliana nunca havia pensado em enveredar pela gastronomia. Mas, curiosamente, durante a infância e adolescência, 56 | Estilo Damha

quando alguém lhe perguntava o que queria ser quando crescesse, ela respondia: “quero ser doceira”. Sua mãe não gostava nada da ideia. “Minha mãe foi a primeira mulher da família que se emancipou e foi estudar fora. Naquela época, era normal relacionar essa coisa de cozinha com a submissão feminina, então, ela ficava desesperada quando eu dizia que queria ser doceira. E isso pesou. Na hora de prestar vestibular, não existia no Brasil nenhum curso de gastronomia; acabei indo fazer jornalismo, me formei e trabalhei dez anos na área”, conta Juliana. Mas como coincidências não existem na vida, a então jornalista foi trabalhar justamente em veículos especializados em comida. Poucos anos depois, a área ganhou musculatura no Brasil e os cursos universitários de gastronomia começaram a surgir. “Acabei indo fazer o curso, não para trabalhar com isso, mas para poder escrever com mais propriedade sobre o tema”, relembra. Fevereiro | Março 2014


Gastronomia Maria Brigadeiro Nessa época, Juliana já havia se tornado expert em brigadeiro. Os experimentos com o doce acompanharam toda sua vida e, à medida que foi crescendo, ela foi aprimorando suas receitas. “Percebi que era o chocolate que dava personalidade ao doce e que sua qualidade final seria compatível com a qualidade dele. Assim, comecei a incorporar chocolates que eu amava, além de ingredientes como fava de baunilha e amêndoas, que valorizavam muito a receita. Comecei a presentear todos os amigos com brigadeiros.” Enquanto aprimorava sua técnica despretensiosamen-

te, foi na faculdade que percebeu o quanto o brigadeiro era subvalorizado no país. “Não entendia por que ninguém conseguia enxergar seu verdadeiro potencial, até questionava se não estava ficando louca. Nas aulas, quando entramos no módulo Confeitaria, perguntei à professora quando iríamos aprender sobre o brigadeiro. Ela respondeu que não havia nada para aprender sobre ele, pois era um doce popular, que não tinha qualquer variação”, conta Juliana. Quando ouviu isso da professora, ela já possuía um caderno de receitas com mais de 30 versões do doce...

Juliana Motter, responsável por criar o brigadeiro gourmet: paixão pelo doce desde os 6 anos

O começo

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grande virada ocorreu em uma festa, em 2007. Empolgada com suas novas receitas, Juliana decidiu levar os docinhos para os convidados. Foi um verdadeiro sucesso. Depois de várias pessoas lhe perguntarem sobre os doces, ela teve um insight e acabou falando, em tom de brincadeira, que tinha um ateliê especializado em brigadeiro gourmet. “NaFevereiro | Março 2014

quele momento, estruturei meu negócio. No dia seguinte recebi uma ligação de uma mulher que estava na festa: ela queria 1.000 brigadeiros para o lançamento de um livro. Não quis aceitar, mas não teve jeito. No evento, ela levou uns cartões, escreveu Maria Brigadeiro e colocou meu telefone. E assim tudo começou; as encomendas não paravam de chegar”, lembra Juliana. Estilo Damha | 57


Gastronomia Maria Brigadeiro Certa de que o número de pedidos iria diminuir com o passar dos dias, a então jornalista decidiu aceitar as encomendas, conciliando o trabalho na redação com a produção dos doces. E foi exatamente quando estava há três meses sem mal conseguir dormir que Juliana percebeu que se sentia muito mais feliz ao fazer os brigadeiros do que ao escrever sobre eles. “Na época não existia no Brasil nenhuma loja especializada em um único doce, e todos falavam que seria uma loucura abri-la. Mas confiava no potencial da ideia. Larguei o jornalismo e entrei de cabeça no negócio.” O charmoso ateliê, localizado no bairro de Pinheiros, na capital paulista, inaugurou um novo nicho de mercado no Brasil. Com 45 versões no cardápio, os doces são feitos no momento em que o cliente faz o pedido. “Isso é importante porque o açúcar não cristaliza e não encobre outras notas da receita. Não adianta usar um superpistache, uma baunilha de Madagascar, se vou ter um brigadeiro açucarado. Além disso, quando ele está macio, derretendo na boca, você consegue sentir melhor suas notas aromáticas”, revela a doceira.

Ingredientes como limão siciliano, gianduia, cupuaçu, avelã, vinho do porto, Amaretto e até especiarias como pimenta e masala fazem parte das receitas exclusivíssimas criadas por Juliana. O resultado é uma explosão de sabores tão intensa e tão incrível que dá vontade de explorar o cardápio inteiro em uma única visita à loja. Em meio a tantas opções de dar água na boca, a doceira não esconde que os carros-chefes do ateliê são os brigadeiros Tradicional, Pistache, Noir (70% cacau), Avelã e Chocolate Branco. Além dos docinhos maravilhosos, a loja também comercializa uma linha de produtos que vai de pão de mel a cápsulas de “vitamina B” feitas com o mais puro chocolate. Hoje, seis anos depois de inaugurado, o ateliê Maria Brigadeiro continua um sucesso absoluto. E Juliana, a mulher que quando menina queria ser doceira, conseguiu realizar seu sonho e provar para todos que o tradicional docinho das festas infantis poderia, sim, ser alçado à categoria gourmet. O mérito, sem dúvida, é todo dela.

Juliana na cozinha do ateliê: os doces são produzidos no momento em que o cliente faz o pedido 58 | Estilo Damha

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Gastronomia O O BRIGADEIR

Maria Brigadeiro

então descochocolate, até O docinho de e em 1945, ou popularidad dispunhecido, ganh Eduardo Gomes ro ei ad rig B o quando o apresentou presidenciais e tou as eleições a como “O ic mpanha polít nas festas da ca O”. EI O BRIGAD R PREFERIDO D nseguiu co as eições, m el as eu rd pe patente Eduardo tizou com sua ba o: ic ór st hi um feito pular do Brasil. o doce mais po

Brigadeiro de chocolate branco: simples e delicioso, é um dos mais pedidos no ateliê Maria Brigadeiro

Brigadeiro de chocolate branco INGREDIENTES lata de leite condensado ▪ 21 colheres (sopa) de chocolate branco (em raspas) ▪ 1 colher (sopa) de manteiga extra sem sal ▪ manteiga para untar ▪ 100 gramas de chocolate branco (raspas) ▪

MODO DE PREPARO Em uma panela, coloque o leite condensado e a manteiga e leve ao fogo brando, mexendo sempre, por aproximadamente 10 minutos. Acrescente as 2 colheres de raspas de chocolate branco e mexa bem por mais 8 minutos ou até a massa desgrudar do fundo da panela. Apague o fogo e transfira para um recipiente de louça untado com manteiga. Quando esfriar, unte as mãos com manteiga e faça bolinhas de 3 cm de diâmetro com a massa. Cubra os brigadeiros com as raspas de chocolate branco. Sirva nas forminhas de papel plissado. Rende: 30 brigadeiros Tempo de preparo: 40 minutos Fevereiro | Março 2014

Fachada da loja Maria Brigadeiro, no bairro de Pinheiros, em São Paulo Estilo Damha | 59


ColunaGastronomia Márcio Moreira

Dar uma festa exige planejamento meticuloso e muita antecedência

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esta vez, decidi deixar um pouco de lado a questão alimentar em si e focar outro aspecto da gastronomia: o evento. Afinal, de que adianta o melhor chef, o melhor menu e as melhores bebidas se o serviço deixa a desejar? Planejar um evento requer tempo e cuidados, seja uma pequena recepção para amigos e familiares ou uma grande ocasião, como um casamento ou confraternização na empresa. Dar uma festa – mas festa mesmo – exige planejamento meticuloso e, de preferência, muita antecedência. Aos noivos, por exemplo, recomenda-se contratar os serviços de buffet com a mesma antecedência com que contratarão a igreja. Ou seja, pelo menos oito meses antes da data. Eventos empresariais também demandam certo prazo, para que tudo seja executado à perfeição. Então, nada de deixar para a última hora! Se falta tempo ou experiência na organização de algo do tipo, o ideal é contratar um promoter ou assessor e deixar que essa pessoa cuide de certos detalhes – em alguns casos, de todos. Isso facilitará sua vida e praticamente será uma garantia de que o resultado será o esperado. Escolher o buffet pode se mostrar uma tarefa hercúlea para os incautos, por isso comece cedo a buscar o melhor tipo de serviço para a ocasião, peça indicações e não deixe de provar tudo o que estiver proposto no cardápio. As opções mais comuns no mercado são: • Buffet à francesa, em que os convidados são servidos às mesas pelos garçons, que preparam os pratos na própria mesa ou em aparadores próximos – neste caso, tenha em mente o número de convidados e providencie não menos que um garçom para cada oito convidados. • Buffet à brasileira, em que pratos e travessas são acondicionados no centro da mesa, em torno da qual os convidados se sentam, servem-se e comem juntos.

Fotos: Divulgação

FESTEJAR COM ESTILO

• Buffet à americana (mais informal), em que os alimentos são acondicionados sobre uma mesa ou aparador e os pratos e talheres são disponibilizados próximos, para que cada convidado se sirva e depois siga para a sua mesa. • Buffet à inglesa, em que os convidados são servidos pelos garçons, que trazem os pratos prontos da cozinha. • Buffet franco-americano, mistura características do francês e do americano. Neste caso, os convidados servem-se de uma mesa disposta com rechauds, mas são atendidos à mesa pelos garçons, incumbidos de preparar coquetéis e outros drinques. • Estilo finger food, é o recomendado para festas e eventos mais modernos ou dançantes e estimula o encontro e a interação entre os convidados. Todas as porções devem ser pequenas o bastante para comer em uma ou duas mordidas, e os mini wraps, canapés, sticks e outras miniaturas, servidas em pequenos bowls, são o ideal. • Se seu interesse é incentivar a mobilidade dos convidados, dispense as mesas e monte pequenos lounges em pontos estratégicos. O chamado menu volante é composto por cardápios personalizados e modernos, destacando pequenas porções de salgados e petiscos servidos em esquema de jantar de degustação, tudo com fácil acesso e em porções ideais para comer em pé. É prático e rápido. • O brunch é uma opção intimista, servido geralmente entre as 11h e as 14h, oferecendo um clima despojado e casual. Normalmente reúne café da manhã e almoço, com pratos quentes e frios, bebidas frescas e sucos de frutas, além das bebidas alcoólicas. O menu pode incluir tortas, quiches, bolos, muitas frutas, frios, pães e também acompanhar saladas e massas.

Marcio Moreira – Presta serviços pela empresa 2M Soluções Gastronômicas para restaurantes e rede hoteleira, ministrando palestras e oficinas em boa parte do país. Destacou-se durante 7 anos como coordenador e chef de cozinha da culinária do programa Mais Você da Rede Globo, pela sua capacidade de criar pratos com sabores do nosso Brasil. 60 | Estilo Damha

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ColunaGastronomia Márcio Moreira • Os coquetéis são uma ótima escolha para os finais de tarde, com serviços que disponibilizam salgadinhos em mesas espalhadas pelo recinto. Sucos de frutas, batidinhas de diversos sabores – com e sem álcool –, refrigerantes e água devem ser servidos à vontade. É uma opção mais econômica, que pode ser oferecida para recepções mais simples, seguida pelo corte do bolo e um brinde com champanhe. Alguns buffets oferecem indicação de profissionais e conciliam serviços e necessidades como: igreja, música, foto e filmagem, decoração, trajes, locação de veículos, vallet, etc. Alguns eventos podem ser coordenados pelo próprio promotor que realizou o atendimento, mas isso nem sempre acontece, então, certifique-se de saber quem será o responsável pelo quê, para não ficar sem assistência adequada. A música tem de combinar com a ocasião, e uma boa banda ou DJ será fundamental para que isso aconteça. Verifique se será necessário providenciar equipamento e estrutura de som à parte ou se está incluído no pacote contratado. Alguns profissionais trabalham com horários definidos, então, negocie com antecedência para que a animação não acabe antes do final da festa. Se decidir utilizar os serviços de uma banda ao vivo, procure ouvi-los antes de fechar o contrato para não levar sustos e não se esqueça de deixar claro o código de vestimenta.

Servida em bowls, a finger food é ideal para eventos em que os convidados ficam em pé

No buffet à inglesa, os pratos são montados na cozinha e levados à mesa pelo garçom Fevereiro | Março 2014

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ColunaSerMãe Sofia Benini

BEBÊ DORMIR A NOITE TODA: A MISSÃO

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experiência realmente faz maravilhas na vida de uma mãe. Nós, mães, nos damos conta disso no nascimento do segundo filho. Por que o segundinho é sempre mais tranquilo, menos chorão e fácil de cuidar? Porque nós, mães, somos bem mais seguras em relação a eles. Essa é minha humilde opinião. Se com Mabi, minha primeira filha, eu penei meses e meses pelas madrugadas, com Alfonsinho, o segundo, tudo está mais fácil. Desde seus primeiros dias de vida coloquei em prática todas as teorias sobre sono do bebê que aprendi na convivência com a primeira, e qual não foi minha surpresa ao vê-lo dormir a noite toda, com apenas três meses! Sendo assim, queridos leitores, compartilho com vocês algumas dicas sobre o sono do bebê. Coisas que aprendi com meus bebês, outras que tirei de livros especializados no assunto, testei em casa e funcionaram e outras, ainda, que aprendi de mães experientes cujos bebês também dormiam a noite toda desde cedo. Tomem nota e boa sorte! CRIE UMA ROTINA PARA SEU BEBÊ Conselho número um de qualquer livro sobre sono do bebê. Tente estabelecer horários mais ou menos regulares de alimentação (mamadeira a cada 3 ou 4 horas, por exemplo), de sonecas durante o dia, do banho e da hora de dormir. Se todos os dias o banho vem antes da mamadeira da noite e do soninho, por exemplo, onde quer que seu filho esteja, ele vai saber que, depois do banho, é hora de mamar e dormir. NO FIM DO DIA, EVITE BRINCADEIRAS MUITO INTENSAS Brincadeiras muito agitadas deixam a criança ainda

Foto: Divulgação

Por que alguns bebês dormem a noite toda desde muito cedo e outros levam meses e meses para conseguir tal feito? Se a resposta fosse simples, não existiriam tantas mães enlouquecidas pela madrugada... Mas com algumas dicas dá para ajudar seu bebê a dormir melhor

mais ligada na tomada e não permitem que ela perceba que o soninho já chegou. Contar uma história, cantar uma música bonita, ir passear pelo condomínio para dar boa noite para a lua e para as estrelas: essas, sim, são atividades mais propícias para o fim do dia. QUANDO O BEBÊ CHORAR, NÃO O ATENDA IMEDIATAMENTE Essa dica eu tirei do livro Crianças francesas não fazem manha, escrito por uma americana que criou sua primeira filha na França e pôde perceber como as crianças de lá, incluindo bebês, têm um comportamento diferente. Lá é comum o bebê dormir a noite toda a partir do segundo mês, e os pais levam seus filhos para almoçar fora sem ter de ficar correndo pelo restaurante atrás dos pestinhas. Por quê? Bem, há uma série de fatores envolvidos. Um deles é que os franceses nunca atendem a um bebê chorando imediatamente. Eles fazem uma pausa, que pode ser de até cinco minutos, para entender o motivo desse choro e para dar a oportunidade ao bebê de se acalmar sozinho. Uma criança que sabe se acalmar sozinha chora muito menos à noite – e em qualquer hora do dia. ENSINE O BEBÊ A DORMIR SOZINHO Eu sei que um colinho, uns tapinhas no bumbum e uma música bem baixinho fazem seu bebê fechar os olhos em instantes. Mas quando o bebê se torna dependente desses métodos todos para cair no sono, ele vai precisar deles a cada vez que despertar à noite. Não é fácil ensinar um bebê a dormir sozinho, mas há vários livros bacanas que ensinam algumas técnicas. Os segredos de uma encantadora de bebês, de Tracy Hogg, é um deles. Outro livro clássico sobre sono do bebê é Nana, nenê, de Eduard Estivill e Sylvia de Bejar.

Sofia Benini – É mãe da Mabi e do Alfonso, dois bebês que todos os dias lhe ensinam algo novo sobre a deliciosa – e também difícil e cansativa – arte de ser mãe. É jornalista e já foi editora da revista Pais e Filhos. Mora com a família no condomínio Damha III de São José do Rio Preto e divide suas peripécias como mãe de dois em oblogdasofia.com. 62 | Estilo Damha

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ColunaAutomóveis Joel Silveira Leite

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HÍBRIDO

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Econômico, sustentável, mas ainda muito caro

e todas as alternativas ao petróleo que surgiram nos últimos tempos, o carro híbrido é o que está ganhando mais espaço no mercado mundial. Se no Brasil essa tecnologia ainda está restrita à elite econômica, em muitos países ela é uma realidade para grande parte dos consumidores. O Japão, pioneiro nas vendas em massa do carro com motor elétrico e motor a gasolina, é o país mais avançado no sistema. O Prius é simplesmente o segundo carro mais vendido no país, e ele garante uma economia de combustível impossível de se obter com outras tecnologias. Em 2013, o híbrido da Toyota vendeu nada menos do que 260 mil unidades só no Japão, mas ele é comercializado em todo o mundo. Embora seja o quarto maior mercado do mundo e o sétimo produtor, o Brasil está atrasado no que se refere aos híbridos. Mas a tecnologia começa a chegar por aqui. Cara, elitizada, restrita a uns poucos modelos, mesmo assim o consumidor começa a conhecer esse carro que reúne dois motores, um a combustão e outro elétrico, e que garante, na média, uma autonomia duas vezes maior do que a do carro a gasolina. Em outras palavras: o carro híbrido roda o dobro de um carro a gasolina usando a mesma quantidade de gasolina. Para você entender: O híbrido tem um motor a combustão interna e um motor elétrico. Funciona assim: a bateria do motor elétrico é carregada com a energia que é dispensada pelo motor a combustão; quando o motorista tira o pé do acelerador, ele elimina o gasto com gasolina e a energia economizada carrega a bateria (que pode ser usada para o carro andar apenas com eletricidade). As freadas também alimentam a bateria, de forma que, quando você dirige numa situação agressiva,

uma direção esportiva, portanto, usando muito o freio, a bateria carrega mais rapidamente. Já o híbrido plug-in pode ser carregado na tomada elétrica, de forma que o motor elétrico tenha maior autonomia. O plug-in é, na verdade, um carro elétrico e a combustão ao mesmo tempo, e parece que é a melhor alternativa para a redução do consumo e emissões de poluentes. Pelo menos quatro híbridos já disputaram a preferência do consumidor brasileiro, todos, como foi dito, com alto preço final. O mais “baratinho”, o Toyota Prius, custa em torno de R$ 120 mil.

Fusion Hybrid

Joel Silveira Leite _ É jornalista e pós-graduado em Semiótica e Meio Ambiente. É diretor da Agência AutoInforme, que mantém os sites Autoinforme (carros) e Ecoinforme (meio ambiente). Assina o blog O Mundo em Movimento, no UOL, e apresenta o programa AutoInforme na Rede Bandeirantes de Rádio. Fevereiro | Março 2014

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ColunaAutomóveis Joel Silveira Leite

MERCEDES S400 O Mercedes-Benz S400 foi o primeiro híbrido lançado no Brasil, já em 2012, e a um preço salgado: R$ 426 mil. Juntos, os motores fornecem ao carro 299 cavalos de potência: o motor V6 3.5 a combustão gera 279 cv e 22,9 kgfm de torque, enquanto o propulsor elétrico desenvolve mais 20 cv e 16,3 kgfm. Controlada eletronicamente, a velocidade máxima é de 250 km/h, e a aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 7,3 segundos. Em altas velocidades, o motor a combustão assume o trabalho; em baixa, o motor elétrico é quem comanda a aceleração. Nas desacelerações e frenagens, o sistema kers absorve a energia e alimenta a bateria. Tem sistema start e stop, que desliga o motor a combustão quando o carro está parado e religa o carro assim que o pé é tirado do freio. O sistema garante um consumo de 12,6 km/l, num carro desse tamanho.

Lexus CT200h

FUSION HYBRID O Ford Fusion Hybrid também está no Brasil e custa R$ 133,9 mil. O motor elétrico é um coadjuvante, não funciona sozinho. Tem motor de quatro cilindros 2.0 a gasolina, de 145 cv, acoplado a um gerador elétrico de 88 kW – juntos, eles fornecem o equivalente a 190 cv. As baterias são de íon-lítio e pesam 23 kg a menos que o conjunto de níquel usado no Fusion anterior. O novo Fusion é tido como o carro mais econômico do Brasil, segundo a etiquetagem veicular do Inmetro, que aponta consumo de 16,8 km/l de gasolina na cidade e 16,9 km/l na estrada.

LEXUS CT200h A tecnologia empregada no Lexus CT200h é a mesma do Prius: um motor a gasolina e outro elétrico, gerando potência combinada de 138 cv. São duas as versões, regular e F-Sport, que custam R$ 149.000 e R$ 157.000, respectivamente. O carro tem quatro modos de condução: normal, Eco (que privilegia o motor elétrico), Sport (com ênfase no motor a combustão) e EV, quando usa somente eletricidade. Em todos os modos, a aceleração é linear, comportamento produzido pelo câmbio tipo CVT, que tem a relação de marchas continuamente variável. Mantendo a tradição de luxo da marca, o CT200h possui bancos dianteiros com ajuste elétrico, comando de voz, tecnologia bluetooth e entradas USB. São oito airbags de duplo estágio, inclusive de joelhos para os dois ocupantes da frente. A versão esportiva F-Sport tem suspensão mais dura e rodas de 17 polegadas.

PRIUS As vendas do Toyota Prius no Brasil começaram este ano, um carro mais acessível, mas ainda muito caro para se tornar um veículo de massa, como no Japão. Lá ele custa US$ 25 mil e aqui, R$ 120 mil. Híbrido mais vendido do mundo, o Prius foi lançado em 1997 e está na terceira geração. Já rodam no mundo 3,5 milhões de unidades. Ele tem um motor a combustão de quatro cilindros e 1.798 cc. O motor dispensa uma correia auxiliar para mover outros componentes do veículo. O motor elétrico tem 650 V e a potência combinada dos motores é de 138 cv. Em trechos urbanos com velocidade de até 50 km/h, apenas o motor elétrico é acionado e, em velocidades superiores, os dois motores trabalham em conjunto, com consumo de 25 km/l.

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Prius

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ColunaAutomóveis Joel Silveira Leite

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Mercedes S400

Joel Silveira Leite _ É jornalista e pós-graduado em Semiótica e Meio Ambiente. É diretor da Agência AutoInforme, que mantém os sites Autoinforme (carros) e Ecoinforme (meio ambiente). Assina o blog O Mundo em Movimento, no UOL, e apresenta o programa AutoInforme na Rede Bandeirantes de Rádio. Fevereiro | Março 2014

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Negócios E-Commerces

S O D O Ã S O L P X E A

S E C R E M -COM

Em 2013, as lojas on-line movimentaram, no Brasil, a surpreendente quantia de R$ 31 bilhões; com o mundo a apenas um click, as facilidades de compra oferecidas pela internet têm atraído um número cada vez maior de internautas do país Texto: Thatiana Miloso

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s números impressionam. Segundo levantamento da E-bit, empresa especializada em informações do comércio eletrônico, a edição de 2013 da Black Friday Brasil movimentou, em apenas 24 horas, a quantia exorbitante de 770 milhões de reais. E isso não é tudo. A quantidade de zeros envolvidos no comércio eletrônico não para de crescer: de acordo com estimativa do relatório Webshoppers, também desenvolvido pela E-bit, as lojas on-line movimentaram no país, somente em 2013, a expressiva cifra de R$ 31 bilhões, um crescimento de 37,7% em relação a 2012, quando as vendas do setor bateram a casa dos R$ 22,5 bilhões. O número de internautas que utilizam esse sistema de compras também aumenta em ritmo acelerado: segundo o levantamento, 51 milhões de brasileiros – quase a metade do total de usuários de internet no país – foram atraídos pelas facilidades oferecidas pelo e-commerce. Nas entrelinhas desse número gigantesco estão milhões de pessoas que mudaram a forma de comprar ao perceberem que distâncias foram quebradas e que o mundo, inevitavelmente, passou a estar a apenas um click. 66 | Estilo Damha

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Negócios

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E-Commerces

Nem tudo são flores

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claro que números tão expressivos não só chamam a atenção para este nicho de comércio como também contribuem com a falsa percepção de que o mundo dos e-commerces é um mar de rosas, em que administrar uma loja neste universo on-line é tão fácil quanto comprar através de um click. Nem tudo são flores para os players que estão por trás dessa revolução tecnológica. Fernando Sartori sabe bem as dificuldades por que passa quem está “do outro lado” da tela do computador. Engenheiro de produção, ele é Diretor de Transportes da Mobly, líder no mercado on-line de móveis e acessórios para a casa. Em 2012, seu primeiro ano de atuação no mercado, a empresa faturou R$ 180 milhões, fechando o ano com mais de 300 mil produtos vendidos. O bom desempenho aumentou ainda mais em 2013: com uma média de 2 mil pedidos por dia, a Mobly comercializou, nos últimos 12 meses, mais de 700 mil itens, um número assombroso para quem está no mercado há apenas dois anos. Administrar uma loja on-line, com 45 mil produtos disponíveis no portfólio, não é tarefa fácil, principalmente em um país onde a estrutura de transporte não acompanha o ritmo de crescimento do setor. Os maiores problemas, segundo Fernando, estão na adaptação das transportadoras a essa nova realidade. “Os problemas ocorrem principalmente quando a venda envolve transporte rodoviário. Geralmente, as empresas especializadas são transportadoras que nasceram pequenas e que ainda não implantaram as tecnologias necessárias para esse tipo de operação. Estamos dando todo o suporte necessário para incrementar esse transporte, do sistema à gestão, para que esses parceiros nos ajudem a alcançar nosso objetivo final, que é agradar nossos clientes e prestar um bom serviço”, conta o diretor.

Fernando Sartori, Diretor de Transportes da Mobly, e-commerce líder na venda de móveis e acessórios para a casa: R$ 180 milhões no primeiro ano no mercado Fevereirofaturados | Março 2014

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Negócios E-Commerces Ciente de que os desafios são enormes, o Diretor de Transportes da Mobly acredita que, para continuar como um grande player do mercado e dar sequência a essa trajetória ascendente, a empresa precisa manter o foco em três estratégias fundamentais: continuar oferecendo bons produtos a um preço reduzido, sempre cumprir o que promete aos clientes e garantir que haja recorrência no site. “Não queremos ser uma empresa de compra única. O cliente tem que ter uma boa experiência, ele precisa se sentir à vontade e voltar a comprar”, revela Fernando.

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Outro desafio é convencer os internautas a comprarem produtos de grande porte, como sofás e poltronas, mercadorias que eles dificilmente pensariam em adquirir no mercado on-line. “Tentamos compensar o contato físico com muitas fotos e descrições do produto. É fundamental que a pessoa tenha uma boa experiência no site, que ela se sinta convencida de que está fazendo um bom negócio. Além disso, o cliente precisa ter a garantia de que, caso exista algo errado com o produto, ele conseguirá devolvê-lo”, destaca Fernando.

Márcio Waldman, da Pet Love, uma das primeiras lojas on-line do Brasil

Tacada certeira

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iferentemente da Mobly, a Pet Love surgiu na internet quando ainda não se falava em e-commerce no Brasil, em meados de 1999. Na época, o diretor presidente do maior petshop on-line do país, o médico veterinário Márcio Waldman, era proprietário de uma clínica veterinária e estava, como ele próprio diz, “enfadado” com o modelo tradicional de negócio. “Era uma clínica que crescia pouco, onde eu convivia com todas as dificuldades do pequeno empreendedor. Acho que fui um pouco inconsequente ao criar a Pet Love, pois o comércio eletrônico era algo totalmente novo naquela época”, relembra Márcio. A grande virada ocorreu em 2005, quando o veterinário 68 | Estilo Damha

decidiu fechar a clínica e mergulhar de cabeça em sua loja virtual. “Como sempre fui ligado em tecnologia, decidi correr o risco. Foi um período de muito trabalho, muita boa vontade e esperança de que o Pet Love poderia se tornar algo grande.” A tacada deu certo. Hoje, o petshop possui 200 mil clientes ativos e processa mais de 30 mil pedidos por mês. Márcio não abre o faturamento da empresa, mas compartilha com Fernando Sartori a opinião de que a malha logística do Brasil ainda não está preparada para o e-commerce. “Ficamos na mão de apenas meia dúzia de transportadoras. Além disso, os custos para manter uma equipe de 80 colaboradores são muito altos, como em qualquer outro negócio”, avalia. Fevereiro | Março 2014


Negócios E-Commerces

O futuro está nos nichos

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om tantas lojas surgindo ou migrando para o universo on-line, muitos se perguntam se os e-commerces realmente vieram para ficar. Na opinião de Bruno Lopes, co-fundador da FormaFina, a tendência é que as compras pela internet cresçam cada vez mais. “Temos todo um cenário, com números bastante consistentes, que sustenta esse crescimento. Ainda temos um Brasil gigantesco onde o acesso à internet é precário, e isso logo irá mudar”, acredita Bruno. No entanto, ele faz uma observação quanto a esse crescimento: se destacarão as empresas que apostarem em nichos. “Essa é a grande virada que, na verdade, já começou. A tendência é que as lojas on-line mirem um certo público e, assim, tornem-se especialistas em seus nichos. Os grandes magazines serão poucos”, aposta Bruno. O modelo citado pelo executivo foi exatamente o que colocou a FormaFina na “vitrine” do ecommerce brasileiro. Especializada em casa e decoração, a empresa surgiu no mercado com uma ideia inovadora. O site apresenta, por tempo determinado, coleções de produtos do mundo todo que dificilmente são encontrados nas lojas físicas. “Para isso temos uma equipe de curadores que rodam o mundo todo para encontrar coisas novas. Adotamos o conceito de fast fashion e criamos coleções que ficam no site por tempo determinado. Todo dia tem uma coleção nova, então, nossos clientes acompanham o site diariamente para saber o que trazemos de novidade”, conta o co-fundador da FormaFina. A fórmula está dando certo. Criado há tr��s anos, o grupo FormaFina já está presente nos Estados Unidos, Argentina, Brasil, Colômbia e México. Um exemplo de que, nesta nova modalidade de comércio, não há barreiras físicas para o crescimento.

Foto: Divulgação

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Bruno Lopes, co-fundador da FormaFina: equipe de curadores que rodam o mundo para trazer novidades Estilo Damha | 69


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Turismo Rio de Janeiro

Alex no topo da Pedra da Gรกvea 72 | Estilo Damha

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Turismo Rio de Janeiro

Rio de Janeiro:

# 8 dicas

Texto e fotos: Alex Souza

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iajar ao Rio de Janeiro é uma boa pedida 365 dias por ano. No Carnaval pode ser ainda melhor, ou não, dependendo do ponto de vista. Afinal, a cidade recebe mais de um milhão de turistas ávidos por saírem às ruas atrás dos incontáveis blocos que espalham samba pelos quatro cantos do Rio. Se você quiser se juntar a eles, ótima escolha: liste os blocos de sua preferência e arraste as sandálias até gastar durante o nascer do sol, ao longo do dia ou, quem sabe, à noite – os foliões nunca param. Se estiver na Cidade Maravilhosa no período, mas sem disposição para seguir os rituais da festa do Momo, ou se quiser intercalar uma sambada aqui com um programa mais alternativo ali, nós listamos oito atividades que podem ajudá-lo a definir a agenda da sua visita ao Rio. Não esqueça o protetor solar, tome muita água e se divirta!

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Turismo Rio de Janeiro

#1.

Visita a Grumari e Prainha

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opacabana, Arpoador, Ipanema, Leblon e Barra da Tijuca são as praias mais famosas do Rio, algumas delas cantadas incansavelmente em verso e prosa. Porém, se você quiser fugir da aglomeração muitas vezes registrada nelas, principalmente no Carnaval, vale a pena pegar o carro e dirigir cerca de 20 km a partir do centro da Barra da Tijuca até as praias de Grumari e Prainha, no extremo oeste da cidade. Ambas estão localizadas na Reserva Ambiental de Grumari, uma área de preservação ambiental tombada pelo Patrimônio Artístico e Cultural, por isso livres da crescente especulação imobiliária da capital fluminense. Nos anos 70, Grumari e Prainha eram consideradas um oásis da cidade e até a década de 80 ainda eram bem

pouco frequentadas – por conta disso, a reserva ganhou uma praia de nudismo, a Abricó, em Grumari. Point de boas ondas, reza a lenda que, nos anos 60 e 70, com o intuito de manter a praia a mais isolada possível, os surfistas espalhavam a história de que a Prainha abrigava um leprosário. Fato mesmo é que, de acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Grumari e Prainha, juntamente com o Recreio, são as praias mais limpas do Rio. A entrada de carros na reserva é limitada e não há acesso por meio de transporte público. Portanto, acorde bem cedo, garanta o espaço do seu carro e aprecie o nascer do sol nessas praias que, ainda selvagens, são consideradas por muitos as mais belas do Rio de Janeiro.

Dica 2: meio que escondida na Praia Vermelha, a pista Cláudio Coutinho é uma boa pedida para caminhar, namorar ou apenas prestigiar a paisagem

#2.

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Pedalar pelas ciclovias da cidade

im, é possível explorar uma cidade andando de carro, ônibus ou metrô. Também a pé, o que é sempre recomendável. Mas, no caso do Rio de Janeiro, a experiência pode ser ainda mais intensa se a opção for a bicicleta, pois a beleza das praias, morros e montanhas combina com uma boa jornada a bordo da “magrela”. E a cidade está preparada para isso: são 320 quilômetros de ciclovias, 89 na Zona Sul e no Centro, e um projeto de sucesso chamado Bike Rio, que oferece mais de 600 bicicletas para locação em 60 estações espalhadas pelo município. 74 | Estilo Damha

Em minha última ida ao Rio, me lancei numa pedalada numa manhã de sol incrível de domingo, começando pelo bairro de Botafogo. Entrei em Copacabana, fui até o Forte (não entrei porque na época não sabia que o espaço é aberto à visitação – leia mais no tópico 6), voltei e parei para umas fotos e água de coco no Leme. Segui então para a Pista Cláudio Coutinho, à esquerda da Praia Vermelha, encostada no Pão de Açúcar, para mais fotos e um relax enquanto curtia a paisagem. Peguei a bike de novo e terminei a jornada na Praça São Salvador, em Laranjeiras, para fazer o que você poderá ler no tópico abaixo. Site: www.movesamba.com.br/bikerio/. Fevereiro | Março 2014


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#3.

Visita ao novo Maracanã

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ma dúvida que quero compartilhar com vocês: será que algum outro lugar do Rio de Janeiro tem tantas histórias para contar quanto o Maracanã? Bom, provavelmente sim, pois o Rio é uma cidade histórica, já foi capital do Brasil, tem atrações de outros séculos, algumas delas inclusive sugeridas nesta lista. Mas no coração dos amantes do esporte, principalmente do futebol, o “Maior do Mundo” e seus incontáveis contos têm espaço mais do que cativo. O estádio, que já recebeu 200 mil pessoas, passou por uma grande reforma visando à Copa do Mundo e hoje abriga perto de 80 mil torcedores. A reforma provocou mudanças nas características internas e tradicionais do Maracanã, que antes possuía dois anéis de arquibancada, além da emblemática “geral” – hoje, a arquibancada é como se fosse uma coisa só e está mais próxima do campo. O estádio ganhou em modernidade, aprimorou a prestação de serviços aos torcedores e turistas e pode ser visitado de terça a domingo, das 9h às 17h. A visita é guiada, tem uma hora de duração e custa R$ 30 (meia-entrada é R$ 15). Os visitantes passam pela tribuna de imprensa, camarotes e setor vip, vestiários, sala de aquecimento, túnel de acesso ao gramado e o campo em si. Mais informações e ingressos: www.maracana.com.

#4. Santa Teresa (com ou sem o bonde)

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Dica 8: estátua de Michael Jackson na varanda onde o cantor gravou parte do clipe da música “They Don´t Care About Us” Fevereiro | Março 2014

anta Teresa é mais um dos inúmeros bairros boêmios do Rio de Janeiro. Os diferenciais são o charme dos bons e pequenos restaurantes, dos botecos com pessoas nas calçadas, os centros culturais, as lojas e ateliês. Se você gosta de cerveja gelada, bate-papo com amigos ou com pessoas que nunca viu, energia tranquila e gente bonita e descolada, Santa Teresa em um fim de tarde é mais do que recomendável. O elemento de maior tradição no bairro são os bondes que percorrem as ruas há mais de cem anos, passando também por cima dos Arcos da Lapa, mas que foram interditados após um acidente em 2011. Os trilhos estão sendo reestruturados, novos e mais seguros bondes serão entregues a partir de fevereiro. Estilo Damha | 75


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#5.

C

Forte de Copacabana O espaço é composto por duas exposições de longa duração: uma mostrando a atuação das Forças Armadas desde a colonização portuguesa, em 1500, e outra que destaca uma viagem no tempo, apresentando o dia a dia do Forte em 1914. Há, ainda, um espaço para exposições itinerantes e dois restaurantes. Funciona de terça a domingo, das 10h às 18h, com ingressos variando entre R$ 3 e R$ 6. Site: www.fortedecopacabana.com.

Foto: fortedecopacabana.com

oncebido no final do século XIX e construído em 1908, o Forte de Copacabana, localizado no limiar entre as praias de Copacabana e Ipanema, nasceu com o objetivo de compor o sistema defensivo do Rio de Janeiro, impedindo a aproximação de navios inimigos à Baía de Guanabara. Em 1987, no entanto, o Forte aposentou sua finalidade bélica e passou a abrigar o Museu Histórico do Exército, e hoje é mais uma atração da cidade.

Dica 5: Forte de Copacabana é uma atração imperdível

#6.

E

Jardim Botânico

se o assunto é história, difícil não citar uma atração que une natureza com elementos do passado: o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Fundado em 1808 por Dom João VI, o espaço abriga atualmente mais de nove mil espécies de plantas originárias de diferentes partes do mundo, algumas centenárias, com troncos e altura de impressionar. 76 | Estilo Damha

O Jardim Botânico possui a principal biblioteca botânica do país, com 32 mil volumes, além de uma série de monumentos históricos. Local ideal para uma caminhada tranquila, para a contemplação da natureza e para viver momentos de paz, mesmo durante os dias agitados de Carnaval. O espaço permanece aberto todos os dias do ano, exceto 25 de dezembro e 1o de janeiro. Site: www.jbrj.gov.br. Fevereiro | Março 2014


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#7.

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Asa delta da Pedra Bonita

ma das vistas mais belas do Rio de Janeiro, o visitante tem ainda do avião, pouco antes da aterrissagem no aeroporto Santos Dumont. Mas, se ele quiser continuar curtindo o visual lá de cima, só que de maneira bem mais intensa, a dica

é saltar de asa delta a partir da rampa Pedra Bonita, em São Conrado, a 600 m de altura. O voo pode durar até 30 minutos e, lá de cima, o aventureiro tem uma visão privilegiada da Floresta da Tijuca, da Pedra da Gávea, do Morro Dois Irmãos, da Praia de São Conrado... Encara?

Dica 8: Bairro de Botafogo visto do elevador que leva ao topo do Morro Dona Marta

#8.

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Subir o Morro Dona Marta

Dona Marta é um morro bem íngreme com casas desde lá embaixo até lá em cima. Para chegar ao topo, há um elevador disponível aos moradores e turistas que para em três estações até alcançar o cume. Lá em cima, realmente, o visual é incrível: têm-se vistas deslumbrantes do Pão de Açúcar, de Botafogo, do Cristo. Do alto, descemos pelo meio das casas da favela – naquelas vielas bem estreitas onde provavelmente ocorriam as batalhas entre o grupo do Marcinho VP e os dos outros traficantes que, de tempos em tempos, de acordo com Abusado, livro do jornalista Caco Fevereiro | Março 2014

Barcellos, tentavam “tomar” o morro – e então chegamos a outro ponto bem procurado do Dona Marta: a varanda onde Michael Jackson aparece em boa parte do clipe da música “They Don´t Care About Us”, que hoje tem uma estátua dele. O passeio no Dona Marta é rápido, dura no máximo duas horas, e vale muito pelas experiências de se ver o Rio de Janeiro por diferentes e belos ângulos, de se ter contato com uma favela acostumada a receber turistas e por estar no cenário, no pano de fundo, das histórias contadas em Abusado e no clipe do Michael Jackson. Estilo Damha | 77


ColunaTurismo Alex Souza

Com a mudança dos tempos e as diversas formas de interação proporcionadas pelo uso da tecnologia, o planejamento de viagens mudou

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té o final dos anos 90 e início da década de 2000, os meios de hospedagens possíveis no planejamento de uma viagem em família no Brasil eram basicamente três: casa de parentes, hotéis/pousadas e as “colônias de férias” de empresas como os grandes bancos, por exemplo. Outras possibilidades existiam, mas eram menos populares. Com a mudança dos tempos e as diversas formas de interação proporcionadas pelo uso da tecnologia, o planejamento de viagens, não apenas de famílias, mas de amigos, casais ou de apenas um único indivíduo, mudou. Sim, tios e avós continuam hospedando irmãos, netos e sobrinhos. Hotéis, pousadas e colônias não deixaram de receber seus hóspedes. Mas é cada vez maior o número de pessoas aderindo a sites que possibilitam a hospedagem em meios alternativos, como casas e apartamentos – vazios ou não. As motivações para a busca de um meio alternativo de hospedagem não fogem muito de duas principais. A número um é a econômica. Afinal, se tomarmos por base a hotelaria brasileira, ainda mais em ano de Copa do Mundo, as tarifas praticadas são capazes de causar desgosto até mesmo aos donos dos bolsos mais abastados. Uma segunda motivação é a possibilidade de interação com um “local host” da cidade visitada. No final de novembro do ano passado, o publicitário autônomo Victor Lima, de 28 anos, começou a planejar uma viagem-mochilão de três semanas por Uruguai, Argentina e Chile. Ele primeiro definiu as cidades que seriam visitadas para, em seguida, começar a pensar em onde iria ficar. Com orçamento limitado, recorreu a uma espécie de comunidade virtual chamada Couchsurfing (couchsurfing.org), na qual pessoas se cadastram para receber visitantes em suas residências sem cobrar nada por isso. Por meio do site, Victor conseguiu hospedagens em Montevidéu e em Punta del Diablo. Na primeira, tudo certo: foi muito bem recepcionado por uma anfitriã que o apresentou a diferentes pontos da capital uruguaia, a festas, além de tê-lo recebido em um excelente imóvel. Na cidade praiana de Punta Del Diablo, no entanto,

Fotos: Divulgação

HOSPEDAGENS ALTERNATIVAS

a experiência foi um pouco diferente. O publicitário diz que não se sentiu totalmente confortável com o anfitrião e diminuiu de dois para um o número de noites a serem passadas por lá. Victor indica o caminho das pedras: “É necessário que se leiam as recomendações das pessoas que já estiveram no local que você deseja ficar, também que se atente às fotos. Quanto mais recomendações positivas e fotos, melhor”. Outra febre um tanto mais recente entre os brasileiros, mas já bem consolidada no exterior, é o site Airbnb, que recebe o cadastro de diferentes tipos de imóveis: desde os mais convencionais, como casas e apartamentos, até outros mais exóticos, como castelos e casas de árvore – ao contrário do Couchsurfing, nesta plataforma cobra-se pela hospedagem. Em conversa por e-mail, um dos country-managers no Brasil do Airbnb, Christian Gessner, me definiu o site como “um lugar onde as pessoas que possuem espaços extras de hospedagem podem anunciá-los para uma comunidade confiável de pessoas que buscam hospedagem em todo o mundo”. Também em novembro de 2013, eu e minha família tivemos uma experiência bem positiva com o Airbnb na surpreendente Foz do Iguaçu. Por recomendação de terceiros, meu pai, um jovem de 64 anos, procurou e encontrou um apartamento que atendesse às necessidades da família (éramos eu, ele, minha mãe e meu sobrinho de oito anos), fez contato com o locatário e deixou tudo acertado. Na chegada ao município, encontramos o dono do apartamento em uma loja de conveniência próxima ao imóvel e, em seguida, fomos ao apartamento. Muito prestativo, o locatário nos apresentou todo o imóvel, sugeriu passeios no destino, nos informou sobre pontos de referência na região e se colocou à disposição para o que precisássemos. Passados os quatro dias inicialmente planejados para a viagem, precisamos de uma noite a mais no apartamento e, então, não tivemos problema em consegui-la em novo contato com o proprietário. Ou seja, nossa experiência no uso do serviço prestado pelo Airbnb foi a melhor possível.

Alex Souza _ É jornalista especializado no mercado de viagens e turismo, no qual trabalha desde 2005. 78 | Estilo Damha

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Punta Del Diablo, o lugar é lindo, mas a hospedagem poderia ter sido melhor

Christian me falou também sobre os benefícios para os donos de imóveis cadastrados no Airbnb: “Além de poder contar com uma renda extra, os anfitriões ganham muito com o relacionamento e troca de experiências com visitantes do mundo inteiro. Conhecer pessoas novas e diferentes culturas é enriquecedor. Temos várias histórias contadas por nossos anfitriões, que fizeram grandes amizades, encontraram uma alternativa à solidão que enfrentavam antes de começarem a receber hóspedes e até mesmo casais que se casaram depois de se conhecerem pelo Airbnb”. Se você está prestes a planejar uma viagem, fique atento às possibilidades alternativas de hospedagem. Se tem um quarto vago, um apartamento vazio ou mesmo um colchão na sala, por que não pensar em receber gente do mundo todo, ampliar horizontes e, quem sabe, ter uma renda extra? #ficaadica.

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Foz do Iguaçu e, no detalhe, Christian Gessner, um dos idealizadores do Airbnb

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ViagemdoLeitor Itália

!

VIAGEM DO LEITOR Nesta seção, publicamos dicas e roteiros de viagens dos leitores da revista Estilo Damha. A próxima dica pode ser a sua. Fale conosco: estilodamha@estilodamha.com.br

A MINHA

ITÁLIA

Fotos: Arquivo Pessoal

Costa Amalfitana: linda, a cidade de Positano se espalha pelas encostas do mar Tirreno

Quem?

ANA PRISCILA DONATO CAPPS O que faz? Assessora de Imprensa Fevereiro | Março 2014

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ViagemdoLeitor Itália

E

m agosto de 2013, realizei um sonho de menina: conhecer a Itália. Descendente de italianos que sou, sempre que ouvia na minha família as histórias sobre a terra deixada para trás, imaginava como seria estar de volta às origens. E foi mágico. Meu marido e eu ficamos 26 dias no bel paese, verão de 40oC, e conhecemos um pouco de várias regiões desse país tão lindo e tão cheio de lugares inesquecíveis: desde os mais concorridos até os mais sossegados. A obrigatória Roma, com todo o peso de sua história, deixa um gostinho de quero mais. Visitamos a calabresa Feroleto Antico, terra dos meus bisavós, e nunca fomos acolhidos tão efusivamente quanto nessa cidadezinha de anciãos do bico da bota. A beleza de Veneza é única; já Verona e as histórias sobre a Julieta de Shakespeare ficam em segundo plano quando a Arena di Verona, inau-

gurada em 30 d.C., está em plena temporada de ópera. O glamour de Milão, o pacato Lago di Como, a beleza sofisticada de Bellagio, a beleza rústica das Cinque Terre, a culinária de Parma e Bolonha e, para terminar, toda a magia da Toscana representada por Florença, Pisa, San Gimignano e Siena. Precisaria de um livro para contar todas as experiências nesse país tão multifacetado, mas, como me apaixonei pela espontaneidade do Sul, vou falar mais sobre nossos dias em Nápoles, Sorrento, Capri e Costa Amalfitana. Nápoles é caótica. Chegamos à cidade de trem, uma viagem de duas horas a partir de Roma. É bom saber que ao comprar passagens no site da Trenitalia, com antecedência mínima de um mês, é possível encontrar trechos com a tarifa mínima da empresa, que é de nove euros.

Costa Amalfitana: linda, a cidade de Positano se espalha pelas encostas do mar Tirreno 82 | Estilo Damha

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ViagemdoLeitor

Fotos: Arquivo Pessoal

Itália

Ana Priscila e o marido Sérgio, na pizzeria Di Matteo, em Nápoles: a verdadeira melhor pizza da cidade

Por se tratar de uma cidade litorânea – e estarmos em pleno verão europeu –, Nápoles é extremamente quente e abafada, características que só ressaltam sua semelhança com uma cidade sul-americana. O trânsito é confuso e há obras por toda parte, mas o povo é sensacional. No coração napolitano, a região central de Spaccanapoli é pobre e devota – tem mais de uma igreja católica por quarteirão –, porém, os moradores são extremamente gentis. Dois velhinhos chegaram a discutir para dar a melhor resposta para a minha pergunta: qual a melhor pizzaria da “Cidade da Pizza”? Os turistas vão à Da Michele, onde Julia Roberts comeu no filme Comer, Rezar, Amar. Mas os nativos não gostam nada da ideia. Depois de muito parlar, eles indicam duas: Dal Presidente, que estava fechada para férias (isso é comum por lá), e Di Matteo. A pizza é do tamanho de um prato, individual,

fina, crocante e sensacional, por apenas três euros. Ainda sobre a culinária napolitana, a pasticceria é uma atração à parte. Próximo da estação ferroviária, o Antico Forno delle Sfogliatelle Calde Fratelli Attanasio tem os melhores doces que já comi em toda a minha vida. O carro-chefe, claro, é o sfogliatelle, mas os cannoli são simplesmente divinos. Para ‘turistar’, Nápoles tem o Museu Arqueológico, onde estão as peças mais interessantes retiradas de Pompeia, o Teatro São Carlo, a Galeria Umberto I, o Palácio Real e o Castelnuovo. É possível conhecer os principais pontos turísticos em um dia, sem pressa. Nápoles abre caminho para atrações espetaculares: o vulcão Vesúvio, as ruínas de Pompeia e a Costa Amalfitana. A excursão oficial para o vulcão custa 22 euros e dura em torno de 3 horas.

Vista da subida para o vulcão Vesúvio, paisagem bucólica Fevereiro | Março 2014

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ViagemdoLeitor Fotos: Arquivo Pessoal

Itália

Ilha de Capri: vista dos Faraglioni a partir dos Jardins de César. No detalhe: Ana Priscila nas ruínas de Pompeia, com o Vesúvio ao fundo

Uma espécie de jipe leva os turistas até certo ponto da subida, depois é preciso caminhar até a cratera, entre 30 e 40 minutos. No verão, o caminho é forrado por flores amarelas, que enfeitam e perfumam o trajeto de subida sofrida e muito sol. A paisagem é tão bucólica que nem passa pela cabeça o fato de o vulcão ser ativo. Muito próxima do vulcão está a cidade que foi devastada por ele: Pompeia. Custa 11 euros para conhecer as ruínas, algo incrível. As escavações mostram os destroços de como era a cidade antes da tragédia, em 79 a.C. Até um anfiteatro desapareceu sob as cinzas vulcânicas! Depois das ruínas, praia! Montamos base em Sorrento e, a partir dessa charmosa cidade, conhecemos a Ilha de Capri e a Costa Amalfitana. O cheiro de limoncelo 84 | Estilo Damha

está em todo lugar. Os limões sicilianos da região são grandes e extremamente perfumados, enfeitando ainda mais a paisagem com seu amarelo-fluorescente. Para chegar a Capri, é preciso encarar de 30 a 40 minutos de viagem, dependendo da embarcação. A ilha é puro luxo, com excelentes restaurantes e lojas de grifes de todo o mundo, principalmente italianas. Em vista das praias brasileiras, a praia em Capri não é muito convidativa, pois é cheia de pedrinhas e a água é fria, mas os turistas encaram numa boa. Nada mais agradável que caminhar pela ilha tomando uma granita (a nossa raspadinha) ou um tradicional gelato. Também é obrigatório comer uma salada caprese (tomate, mozzarela de búfala e manjericão) e a torta caprese, feita de chocolate e amêndoas. Fevereiro | Março 2014


ViagemdoLeitor Mais bonita que Capri só mesmo a Costa Amalfitana. Esse litoral acidentado, de estradas muito sinuosas e perigosas, revela uma paisagem belíssima, uma verdadeira pintura! Positano, Amalfi e Ravello são as localidades mais visitadas. As duas primeiras são praianas, já a segunda é conhecida como a Cidade da Música, por conta do grande festival que sedia.

Itália Para visitar as cidades durante a temporada, o melhor é pegar o ônibus que sai do terminal de Sorrento, por 7,60 euros, com viagens ilimitadas durante um dia, por toda a costa. Alguns têm ar-condicionado, outros não, e a viagem é uma aventura. Os motoristas mostram uma habilidade ímpar para lidar com as curvas rentes a penhascos e estradas muito estreitas. Também é possível alugar carro, mas há poucos estacionamentos e é praticamente impossível estacionar na rua. Seja como for, não deixe de conhecer as cores e sabores da Itália. Arrivederci!

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Costa Amalfitana: escadaria leva ao belíssimo EstiDuomo lo Damhade | Amalfi 85


Entrevista Roberto Shinyashiki

SUCESSO ร‰ SER E FAZER FELIZ

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Entrevista Roberto Shinyashiki

Pelo que já fez, pelo número de livros que publicou, pelas vidas que tocou, Roberto Shinyashiki poderia muito bem pensar em se aposentar e apenas aproveitar os louros conquistados. Por sorte, isso ainda está longe de acontecer, como ele mesmo declara com brilho nos olhos. No dia 9 de novembro, o médico psiquiatra abriu com sua palestra o 4º Encontro Damha, em Uberaba, ocasião em que também concedeu entrevista à revista Estilo Damha. Nesta página e na próxima, além de conhecer um pouco melhor as ideias desse consagrado profissional, você poderá ver, nos destaques, algumas das frases com as quais ele presenteou o público do evento Texto: Dirlene Ribeiro Martins Fotos: Marise Romano

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uando se trata de temas como carreira, felicidade e sucesso, Roberto Shinyashiki, um dos palestrantes mais requisitados do país, com certeza é uma referência. Esse paulista de São Vicente é um dos mais conhecidos entusiastas da capacidade do ser humano de realizar seus sonhos e, claro, ser feliz. O médico psiquiatra, terapeuta, empresário e autor de diversos livros que se tornaram best-seller já acumula 35 anos de carreira, mas nem pensa em se aposentar. “Como qualquer ser humano, tem hora que penso em descansar, ir pra Índia meditar, mas ainda tenho muitos projetos, muitos livros pra escrever, muitas experiências pra passar pra moçada.” Foi como terapeuta familiar que começou a escrever seus primeiros livros e também por conta disso foi convidado a ajudar a resolver conflitos em empresas familiares em uma época em que ainda não existiam especialistas nessa área.

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“O maior desafio da vida é equilibrar sucesso e felicidade”

À medida que seu trabalho foi migrando para as empresas, o foco de suas obras também foi mudando, e Shinyashiki começou a escrever sobre carreiras, empresas, lideranças, negócios. “A partir daí, minha carreira foi se ampliando, comecei a trabalhar com atletas de alta performance e também em convenções e eventos.” O médico explica que uma família, um empresário que deseja ser bem-sucedido e um “A gente atleta de alta performance têm algo muito fica velho importante em comum, que é o fato de todos terem um objetivo. “O que é sucesso? quando para de Sucesso é você realizar seu objetivo. Por evoluir e de ter exemplo, para minha mãe, que era uma novas ideias” mulher muito simples, sucesso era conseguir formar os filhos na faculdade, e os quatro filhos dela se formaram. Para outras pessoas, o sucesso pode ser montar uma empresa ou chegar a presidente de uma multinacional. E hoje todos vivem sob forte pressão: um atleta olímpico tem uma olimpíada a cada quatro “Dinheiro anos; um empresário, um médico, um pai nenhum do enfrentam uma olimpíada por semana ou mundo paga a por dia”, diz.

destruição de uma família”

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Entrevista Roberto Shinyashiki

VALORES ATEMPORAIS

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or conta dessa pressão, os três temas mais solicitados em suas palestras são Liderança, Campeões/Competitividade e Vendas. Segundo o escritor, isso reflete não apenas uma dificuldade, mas, principalmente, uma necessidade dos nossos tempos. “O mundo precisa de líderes, e o mundo também precisa de pessoas competitivas, que conseguem realizar suas metas.” Um líder, de acordo com Shinyashiki, é aquele que é capaz de mobilizar um grupo de pessoas em direção a um objetivo, é aquele que consegue o melhor de sua equipe. Mas ele ressalta que o tema liderança envolve mitos muito fortes. “Acham, por exemplo, que o verdadeiro líder é famoso, que sempre tem de aparecer na mídia, mas há grandes empresários, como Carlos Martins, da Wizard, que, embora não seja carismático, no ‘estilo Silvio Santos’, sabe como motivar os funcionários para colocar a estratégia da empresa em prática”, explica. Já o tema competitividade, afirma ele, é muito dependente da competência. “Eu sou presidente da editora Gente e lá havia um jornalista que dizia: ‘Para escrever este ar-

“A melhor herança que um pai dá a seu filho é ele se sentir amado”

tigo eu perco pelo menos dois dias, Roberto’. Está errado, você não pode levar dois dias para escrever um artigo de uma lauda, em que descreve o que tem em um livro. É possível escrever em uma hora, então, é uma pessoa que não tem competência pra isso. E hoje o Brasil carece de pessoas mais competentes em todas as áreas.” Para Shinyashiki, alguns valores são atemporais e se, estivesse vivo no ano de 2100, provavelmente os estaria abordando em suas palestras. Princípios, ética, espírito de grupo, respeito ao próximo, espiritualidade são e sempre serão temas inerentes ao ser humano e que devem ser levados em consideração por quem busca o sucesso. “Para obter o sucesso, você tem de fazer seu cliente feliz, tem de fazer seus colaboradores felizes. Você tem de provocar a felicidade. Mais do que nunca, as empresas que fazem sucesso hoje são aquelas que entregam a felicidade a seus clientes, mas através de pessoas felizes. Uma pessoa infeliz não consegue fazer os outros felizes”, conclui.

Roberto Shinyashiki durante sua palestra no 4º Encontro Damha, em Uberaba 88 | Estilo Damha

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Entrevista Roberto Shinyashiki

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Cultura Literatura com Humor

A dupla Jana Rosa e Camila Fremder, autoras do livro: muito humor para mostrar que o grande lance para ser feliz é não se levar tão a sério

HUMOR PARA ALIVIAR A TENSÃO Com o livro Como Ter uma Vida Normal Sendo Louca, Camila Fremder e Jana Rosa ajudam as mulheres a se livrarem de situações constrangedoras com muito bom humor e uma boa dose de loucura Texto: Thatiana Miloso

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uantas vezes você já não ouviu comentários nada discretos sobre seu peso? E quantas vezes já não foi tachada de encalhada simplesmente por querer ficar um tempo sozinha? Se até então lidar com essas saias justas era um problema para lá de desagradável, agora não é mais: com o livro Como Ter uma Vida Normal Sendo Louca, as multimídias Camila Fremder e Jana Rosa ajudam as mulheres a se saírem bem naquelas horas irritantes em que é preciso respirar fundo para não mandar tudo – e todos! – para o espaço. Com muito bom humor e uma dose certa de loucura, a dupla traz 30 ensinamentos que funcionam como uma espécie de guia prático da mulher moderna. O livro, que 90 | Estilo Damha

tem prefácio assinado por Gloria Kalil, é dividido em cinco partes (Respeito, Sucesso e Superação; Amor e Relacionamentos; Saúde e Bem-Estar; Vida Profissional e Finanças; e Influenciando Pessoas). Super escrachados, os temas vão desde como terminar conversas chatas, como se livrar daquele cara mala no avião, como ter fama de cool, entre tantos outros para rolar de rir. “Tentamos mostrar que o grande lance para ser feliz é não se levar tão a sério. Para isso, retratamos situações absurdas que acontecem na vida de qualquer garota, mas nossos conselhos são ainda mais absurdos que os próprios acontecimentos”, conta Jana Rosa. A autora conversou com a equipe da revista Estilo Damha para falar um pouco mais sobre o livro. Confira a entrevista: Fevereiro | Março 2014


Cultura Literatura com Humor ED: Você e a Camila já haviam feito outros trabalhos juntas. Como surgiu a ideia do livro? JR: Entre 2011 e 2012 criamos dois aplicativos para iPhone: um para descobrir se o namorado era chave de cadeia e o outro servia para descobrir se valia a pena “investir” no melhor amigo. Nos demos tão bem trabalhando juntas que pensamos na ideia do livro como um próximo passo dessa parceria. ED: Os temas dos capítulos são hilariantes. Quais foram suas inspirações para eles? JR: Todas as situações retratadas no livro ou aconteceram comigo e com a Camila, ou com alguém muito próximo. À medida que essas coisas aconteciam, íamos anotando tudo. Muitas vezes uma ligava para a outra chorando de rir com os absurdos que dizíamos para fugir delas.

AS AUTORAS:

Camila Fremder: é formada em publicidade, pós-graduanda em roteiro para TV e cinema. Desenvolve conteúdo para diversas empresas, sites e produtoras. É autora do livro Parece Filme, Mas é Vida Mesmo. Jana Rosa: é apresentadora de TV e rádio, ilustradora e colunista de revistas femininas. Já trabalhou com Gloria Kalil, que assina o prefácio do livro.

ED: Entre as saias justas que você já enfrentou, alguma marcou em especial? JR: Várias delas. Talvez a mais clássica seja a que virou o tema do primeiro capítulo, que fala sobre o preconceito que sofrem as mulheres solteiras. Nunca sofri tanto na vida como quando fiquei solteira [risos]. Nessa época todos os meus amigos queriam me arranjar alguém, e esses “pretendentes” eram pessoas erradíssimas, que não tinham nada a ver comigo. Para meus amigos, eles até eram caras legais, mas eu olhava e falava: “Meu Deus do céu!”. Na época, a Camila também estava solteira e passava pelas mesmas situações, e foi aí que começamos a falar sobre esse tipo de inconveniência que toda garota acaba enfrentando no dia a dia. ED: E para sair dessas situações, vocês acabam usando como artifício aquelas pequenas mentiras que não fazem mal a ninguém. Essa é a receita? JR: Nossa brincadeira em inventar essas mentirinhas é justamente mostrar para as mulheres que não vale a pena se levar tão a sério. Já temos tantos problemas reais, mas como se não bastasse criamos ainda mais problemas em nossa cabeça pelo fato de sermos mulheres: o cabelo precisa estar bom, preciso estar magra, preciso estar com a unha feita, preciso de um namorado. Enfim, é tanta cobrança que a saída que encontramos foi inventar um mundo de fantasias onde temos a perfeita noção de que estamos mentindo de brincadeira e esse é que é o grande barato, pois aí propomos coisas absurdas que acabam sendo mais absurdas que as próprias situações. ED: Essa parceria tão criativa entre você e a Camila irá continuar? JR: Temos um projeto de transformar o livro em série de TV; já abrimos algumas conversas sobre isso e a coisa está andando. Também queremos escrever a continuação desse livro, que deverá ter sua parte dois daqui uns anos.

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A capa do livro, com ilustração de Jana Rosa

SERVIÇO: Livro: Como Ter uma Vida Normal Sendo Louca Editora: Agir Páginas: 208 Estilo Damha | 91


VaralCultural OUVIR, VER e LER O que vem por aí Dicas de quem faz parte do dia a dia da Damha.

GOOD FOR THE SONG

UM CONTO DO DESTINO (WINTER’S TALE) Fotos: Divulgação

Apesar de, inicialmente, ser conhecida como a “afilhada de Amy Winehouse”, a cantora e compositora inglesa Dionne Bromfield tem alcançado um patamar de destaque na indústria fonográfica. Dionne foi a primeira cantora a assinar contrato com a gravadora de Amy Winehouse, a Lioness Record, na qual gravou seu primeiro álbum, em 2009, chamado Introducing Dionne Bromfield, uma coletânea de regravações de grandes sucessos do soul, R&B e jazz. Com apenas 17 anos de idade e uma voz impecável, muito parecida com a de Winehouse, sua carreira e popularidade trilham o caminho do sucesso, principalmente em canais de redes sociais. Em 2011, com o lançamento de seu segundo álbum, Good for the Song, é que Dionne Bromfield revela-se “a artista”, com faixas compostas pela própria cantora. É deste álbum que recomendo um de seus sucessos: “Foolin”, uma ótima música para curtir num final de tarde com os amigos. Osmar Sinhoretti Junior Analista de Projetos

BREAKING BAD

A história da série gira em torno de um professor de química do ensino médio com uma situação financeira complicada. Tem um filho adolescente com paralisia cerebral e esposa com uma gravidez não planejada, e vê sua vida se transformar quando descobre que está com câncer terminal. Ele não suporta a ideia de deixá-los passando necessidades após sua morte e, angustiado, começa a usar suas habilidades em química para que sua família fique numa situação digna e não sofra com a falta de dinheiro. O que me prende à série é que fico apreensiva entre as loucuras que o protagonista passa a fazer e o drama por estar doente e desesperado para conseguir a grana de que precisa. Ana Clara Pedrela Administrativo/Financeiro

INFERNO

Indico este livro, no qual Dan Brown retrata a nova aventura do professor e simbologista Robert Langdon (das obras O Código Da Vinci e Anjos e Demônios). Com capítulos curtos e cheios de ação, o escritor descreve detalhes sinistros e misteriosos da obra de Dante Alighieri, prendendo a atenção e mantendo a curiosidade do leitor até o final. Quem leu e gostou dos outros livros do autor provavelmente vai gostar muito de Inferno. 92 | Estilo Damha

Paulo Henrique Storch Assistente Técnico

G

uarde bem o nome deste filme. Dirigido por Akiva Goldsman e com grandes nomes no elenco (Russell Crowe, Matt Bomer, Will Smith, Colin Farrell e Jennifer Connelly), a obra é uma história de milagres, destinos cruzados e a velha batalha entre o bem e o mal. Ambientada numa mítica Nova York, a trama começa quando Peter Lake (Colin Farrell) decide roubar uma mansão, uma verdadeira fortaleza cravada no coração da cidade. Certo de que a casa está vazia, ele acaba encontrando em seu interior uma jovem (Jessica Brown Findlay) vítima de uma doença terminal. Uma inesperada paixão surge entre os dois e coisas surpreendentes acontecem a partir daí. Apesar de toda a carga dramática, o filme, que estreia no Brasil em 21 de fevereiro, é a grande aposta dos apaixonados pela sétima arte. Fevereiro | Março 2014


VaralCultural O que vem por aí

DOCTOR SLEEP - STEPHEN KING

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anny Torrance, o garotinho atordoado pelas visões fantasmagóricas em O Iluminado, está de volta. Em Doctor Sleep, novo livro de Stephen King, o menino com habilidades paranormais da icônica obra de 1977 já é um homem de meia-idade, que luta contra o alcoolismo e trabalha em um abrigo para idosos, usando seu “dom” para ajudar o processo de “passagem” dos pacientes terminais. A história realmente começa quando Danny é chamado para ajudar uma adolescente, também “iluminada”, que é perseguida por uma gangue de seres que se alimentam de steam, gás que escapa do corpo quando os humanos morrem. Os fãs de O Iluminado não vão se decepcionar com a sequência do livro, que já é campeão de vendas nos EUA e que chega ao Brasil neste segundo bimestre.

RIO 2

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uem se apaixonou pelas aventuras da arara azul Blu e sua companheira Jade já pode começar a se programar para assistir à continuação do megassucesso Rio: dirigida pelo brasileiro Carlos Saldanha, a sequência do filme estreia nos cinemas do país no dia 28 de março. Desta vez, Blu, Jade e os três filhos embarcam numa viagem rumo à Amazônia, onde Jade insiste que os filhos aprendam a viver como verdadeiros pássaros. Enquanto eles tentam se ambientar na nova e exótica vizinhança, Blu se preocupa com a possibilidade de perder a família para o “chamado” da natureza. O filme é uma das animações mais esperadas do ano, um programa imperdível para adultos e crianças.

O SAL DA VIDA FRANÇOISE HÉRITIER

Fotos: Divulgação

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esta espécie de poema em prosa em homenagem à vida, a antropóloga francesa Françoise Héritier promove uma reflexão sobre o real significado da nossa existência. Ela recorre a imagens e emoções para resgatar recordações de momentos simples que dão sabor à vida, que a tornam mais rica e interessante. Com textos curtos, a autora realmente consegue levar os leitores a pensarem nas pequenas coisas que passam batidas, mas que nos fazem bem e dão tempero a nossa complexa existência. Publicado em vários países, o livro já está na lista dos mais vendidos em países como França e Itália.

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RITA LEE MORA AO LADO

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eterna rainha do rock brasileiro acaba de ganhar um presente e tanto em homenagem aos seus 45 anos de carreira: o musical Rita Lee Mora ao Lado, espetáculo adaptado do livro homônimo de Henrique Bartsch. Da infância divertida à adolescência conturbada, do encontro com a música aos amores, a trama apresenta detalhes da vida da cantora com uma linha tênue entre a realidade e a ficção, trazendo à tona a mulher por trás da artista. O musical é dirigido por Débora Dubois e Márcio Macena, e a atriz Mel Lisboa foi a escolhida para interpretar a cantora. A montagem, que promete ser uma verdadeira releitura do rock nacional, estreia no dia 27 de março, no Teatro Tuca, em São Paulo.

PAULA FERNANDES: UM SER AMOR

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Fotos: Divulgação

CD e DVD Paula Fernandes: Um Ser Amor, o segundo da bem-sucedida carreira da cantora mineira, foi gravado ao vivo no HSBC Arena, no Rio de Janeiro. Um projeto da Universal Music, Jeito de Mato (empresa de Paula Fernandes) e Multishow, a superprodução conta com um cenário bucólico e tem como um de seus pontos altos a cena em que ela aparece sobre um cavalo. “Entrar andando a cavalo e cantando foi maravilhoso, porque são as duas coisas que eu mais amo na vida”, declara. A expectativa é que o novo trabalho repita o sucesso de Paula Fernandes: Ao Vivo, que foi lançado em 2011 e chegou à marca de 2 milhões de cópias vendidas. Além de músicas inéditas e parcerias com Zezé di Camargo e Roberta Miranda, Um Ser Amor traz sucessos como “Pra Você”, “Eu Sem Você” e o cover de “Long Live”, da cantora Taylor Swift. Nada mal para quem mira a carreira internacional.

HIGH HOPES BRUCE SPRINGSTEEN

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idade só tem feito bem ao músico norte-americano Bruce Springsteen. Aos 64 anos, o compositor do eterno hit “Born in the USA” acaba de lançar seu 18º álbum, intitulado High Hopes. Com 12 músicas inéditas e dois covers, o CD lançado pela Columbia Records tem participação de membros do grupo E Street Band e do guitarrista Tom Morello, da banda Rage Against the Machine. Em seu site oficial, Springsteen declarou que o novo material traz parte do “melhor material não publicado da década passada”. Destaque para a música que dá nome ao álbum, uma versão do compositor para o hit de 1990 do grupo californiano The Havalinas. Mais uma vez, o cantor prova porque ainda é “O Chefe”! 94 | Estilo Damha

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O TEATRO É POP Mostra de Teatro-Panorama, no Itaú Cultural, leva ao público peças famosas com apresentações gratuitas em São Paulo

Foto: Jackeline Nigri

Texto: Thatiana Miloso

O Homem que Amava Caixas, uma tocante história de amor entre pai e filho

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ara quem estiver em São Paulo nos meses de fevereiro e março, uma boa dica para conhecer um pouco da efervescência artística da cidade é a Mostra de Teatro-Panorama, promovida no Itaú Cultural em parceria com a Petrobras e Ministério da Cultura. O festival traz uma retrospectiva das melhores peças de 2013, estreadas por grandes nomes da dramaturgia brasileira. Drica Moraes, Luís Melo e Eduardo Moscovis são alguns dos atores que estarão no palco durante a Mostra. Com tanta gente boa em cena, vai ser preciso cheFevereiro | Março 2014

gar cedo para garantir um lugar na plateia, já que os ingressos são distribuídos na bilheteria meia hora antes de cada espetáculo. As apresentações, gratuitas e voltadas aos públicos adulto e infantil, contam ainda com dois tradutores da Linguagem Brasileira dos Sinais (Libras), com exceção das peças O Homem que Amava Caixas, Tropeço e Ausência. A custo zero para a plateia e com uma boa iniciativa de inclusão social, a Mostra Panorama dá um belo exemplo de que é possível, sim, transformar o teatro em arte pop. Imperdível! Estilo Damha | 95


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Foto: Divulgação

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Histórias Por Telefone, pequenas narrativas que têm o telefone como fio condutor

Fevereiro: Dia 5/2

Mistério Buffo: Inspirada nos mistérios medievais e na narrativa dos jograis, a comédia apresenta uma visão crítica de temas atuais como a exploração do culto às celebridades e a ganância pelo dinheiro a partir do ponto de vista do povo. A montagem adapta a teatralidade do autor italiano Dario Fo à linguagem circense dos palhaços, explorada pelos atores há mais de 20 anos. Horário: 20h Classificação: 16 anos

Dias 8 e 9/2

O Homem que Amava Caixas (infantil): Em 1999, o escritor australiano Stephen Michael King escreveu The Man Who Loved Boxes, um livro ilustrado para crianças que trata do delicado relacionamento de um homem introvertido com seu filho. Sem nenhum diálogo, em uma tocante declaração de amor, a peça mostra como, através de brincadeiras lúdicas e do silêncio, o pai e o filho conseguem demonstrar o amor que sentem um pelo outro. Horário: 16h Classificação: Livre

Dia 12/2

Tropeço: A peça quer dar vida ao simples. Sobre uma mesa, com baús e alguns pequenos objetos, cria-se um mundo onde dois atores manipuladores e suas mãos dão vida a dois personagens: duas velhas que moram juntas. Partindo da costumeira visão que temos da velhice, mostra-se sua solidão e as pequenas ações rotineiras, porém, cria-se um universo de sutileza e extravagância, poesia e comicidade em mãos que andam, dançam, be96 | Estilo Damha

bem, respiram, riem e choram. Horário: 20h Classificação: 14 anos

Dias 15 e 16/2

Histórias Por Telefone (Infantil): Telefonemas entre um pai e sua filha são o fio condutor para pequenas narrativas. Horário: 16h Classificação: a partir de 3 anos

Dia 19/2

Uma Noite na Lua: Monólogo sobre um homem em crise criativa, que luta para terminar uma peça e convive com recordações de um amor perdido. O encantador texto, carregado de jogo narrativo engenhoso, humor e alta carga poética, passeia pela imensa gama de emoções que surgem a todo instante a partir do acelerado fluxo de pensamento do personagem. Horário: 20h Classificação: 10 anos

Dia 26/2

Obsessão: O roteiro investiga, com muito humor, o universo feminino e amoroso, e fala de assuntos que afligem a todos, como as relações afetivas, sonhos, frustrações, realização profissional, maternidade, padrões de beleza, autoestima, casamento e solidão. O texto faz uso do narrador que, com olhar crítico e poético, é o mestre de cerimônias que conduz o público pela saga dessas duas mulheres. A trama, contada de maneira original, subverte a ordem cronológica e tem um final surpreendente. Horário: 20h Classificação: 14 anos Fevereiro | Março 2014


VaralCultural

Foto: Renato Mangolin/Divulgação

Foto: Enrique Diaz/Divulgação

O que vem por aí

Luís Melo em Ausência, uma das melhores surpresas da última temporada. No destaque, À Primeira Vista, sentimentos expostos por Drica Moraes e Mariana Lima

Março: Dia 19/3

Ausência: No monólogo sem falas da companhia franco-brasileira Dos à Deux, o ator Luís Melo vive em um apartamento, à base de ração e uma gota de água por dia, em uma Nova York futurista e apocalíptica, devastada pela radiação. Horário: 20h Classificação: 14 anos

Dias 22 e 23/3

À Primeira Vista: Duas amigas (Drica Moraes e Mariana Lima), amantes de rock, discutem sua vida. O texto trata da instabilidade e da imprevisibilidade dos relacionamentos, das perdas pessoais e das maneiras de lidar com os sentimentos. Horário: 20h Classificação: 14 anos Fevereiro | Março 2014

Dia 26/3

O Livro: Eduardo Moscovis interpreta um personagem, portador de uma doença hereditária, que recebe do pai um livro e um aviso de que ele ficará cego em alguns instantes. O livro é deixado em seu quarto e o rapaz começa a organizar seus últimos momentos de visão, tentando entender por que aquele objeto que lhe foi entregue lhe trará a escuridão. Numa noite, ele convive com o livro e o explora para além de sua leitura visual, conversando com palavras, seus aromas, sabores, sensações e carne. Opera seu rito de passagem e de possessão pelo objeto-livro. Aos poucos, ele se despede da luz, mas amplia sua esfera de percepções e inicia uma viagem de exploração dos outros sentidos que o levará para mais perto de si mesmo e da ‘iluminação’. Horário: 20h Classificação: 12 anos

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Arquitetura Projeto

CASA. Comigo, contigo, com todo mundo ! Morada para fazer e querer bem Texto: MarĂ­lia Dominicci Fotos: Thiago Coelho

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Fevereiro | Marรงo 2014

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Arquitetura Projeto

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o Residencial Damha de Campo Grande (MS), um sobrado com 380 m² com vista para o lago, é feito sob medida para um casal com filha adolescente e filhos já casados, que são ótimas visitas. Na fachada, tijolos rústicos e a cor terracota, traços com ares mediterrâneos, são destaques no projeto da arquiteta Lolita Azambuja. O estilo reflete inteiramente a personalidade dos proprietários, Renata e José Braz. Uma casa tão eclética quanto os moradores, onde tudo é despretensioso, orgânico e encantador, desde a porta de entrada.

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Arquitetura Dicas de Decoração

A decoração interior – centrada nos móveis de família – é muito especial. Um mix de objetos garimpados pela proprietária, que procura sempre algo novo. Decoradora, Renata gosta de ter sua casa sempre renovada. Cada peça conta uma história própria e convida a uma nova descoberta. Para dar o tom e o feeling rústico ideal, as paredes receberam acabamento em textura natural, uma mistura de massa e areia, dispensando a tinta convencional e conferindo ao espaço nuances diferentes e orgânicas, complementadas pelo pé direito alto, as amplas janelas e as portas largas. Os batentes, guarnições e molduras, de madeira de demolição, dão o toque final aos ambientes.

Nos detalhes: religião, história e bom gosto recepcionam os convidados já à porta. Inspiração europeia nos azulejos e cristais Fevereiro | Março 2014

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Arquitetura Projeto

Compacta, a casa tem todos os seus ambientes completamente integrados. No piso inferior, sala de estar e de jantar, área de lazer, espaço gourmet – utilizado ora como bar, ora como churrasqueira – e cozinha compõem um conjunto amplo e harmonioso.

O balcão do bar é de madeira de demolição trabalhada em marchetaria, e o teto, rebaixado para dar ao espaço um clima mais aconchegante, é decorado com chitão estampado 102 | Estilo Damha

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Arquitetura Projeto

No piso superior, o home theater traz um tom de sobriedade clássica à casa. Um ambiente com características um pouco mais masculinas, que remetem ao charme requintado dos clubes de campo ingleses. O banheiro tem acabamento rústico em cores claras e metais envelhecidos. Para a decoração, cristais coloridos, quadros e toalhas bordadas. A cuba oval, com fundo em pastilhas bordeux, é uma obra de arte.

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Arquitetura Projeto

Em toda a área social, o paisagismo é composto por espécies diversificadas de árvores, arbustos e trepadeiras, com destaque para as jabuticabeiras, laranjinhas kinkan e as trepadeiras – buganviles, congeias e clerodendos – que pendem dos pergolados. O jardim externo e a fonte, com um toque europeu, proporcionam um ambiente relaxante, cercado pelo verde. Detalhes que contêm o olhar e o amor dos moradores. A piscina, com quiosque, é parada obrigatória nos dias de calor.

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Arquitetura Dicas de Decoração

A suíte do casal, ampla e arejada, mistura elementos clássicos e modernos, como a cabeceira estofada em tom lilás – assim como as persianas – e as mesinhas de cabeceira espelhadas com design retrô. À beira da janela, na sacada, uma espreguiçadeira contempla a belíssima vista.

Dicas: LOLITA AZAMBUJA Arquiteta e Paisagista Dourado (MS) (67) 9971-6991 www.lolitaazambuja.blogspot.com.br

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Arquitetura

Foto: Isa Maiolino

Dicas de Decoração

HOME, SWEET HOME 106 | Estilo Damha

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Dicas de Decoração

Renovar, redecorar, mudar. O início de ano é a época perfeita para dar uma repaginada na casa e enchê-la de boas energias. A blogueira Isa Maiolino mostra aos leitores da Estilo Damha que, com ideias originais e um pouco de criatividade, é possível transformar os ambientes em espaços aconchegantes e cheios de personalidade Texto: Thatiana Miloso

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Ideias simples como coleção de espelhos e estofados das poltronas coloridos renovam o ambiente Estilo Damha | 107


Arquitetura Dicas de Decoração

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odem falar o que for, mas o melhor lugar do mundo é, sem sombra de dúvida, a nossa casa. É nela que passamos alguns dos momentos mais importantes de nossas vidas, e é nela que queremos estar quando precisamos nos sentir seguros e bem acolhidos. É por isso que, como todo e qualquer lar, uma casa precisa ter a cara, a história e até mesmo o cheiro do dono. E nada melhor que móveis, objetos e peças de decoração para traduzirem essa “personalidade” e ajudarem a criar espaços

únicos – e absolutamente lindos. Se decorar não é seu forte e a criatividade anda meio em baixa, não se preocupe: antes que você saia por aí evocando o santo das boas ideias, a Estilo Damha pode te dar uma forcinha nesta deliciosa missão. Convidamos a blogueira Isa Maiolino para dar algumas dicas preciosas e mostrar que, ao redecorar, ideias originais (e baratas!) e um pouco de criatividade são suficientes para transformar aquele cantinho insosso em um ambiente cool e cheio de vida.

A blogueira

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ublicitária de formação e apaixonada por decoração, Isa Maiolino trabalhou durante sete anos como designer na revista Capricho. Há cinco ela trocou a loucura da redação pelo desafio de cuidar da comunicação de uma empresa de tecnologia, onde trabalha desde então. “Há três anos decidi criar o blog [isamaiolino.com.br] porque estava sentindo necessidade de dar vazão à minha veia mais girlie, que adquiri na época da Capricho, e mais criativa, que adquiri no curso de publicidade. Assim, pude unir todas as minhas paixões num mesmo lugar: no blog falo de decoração, gastronomia, fotografia, entre outros assuntos que pontuam e colorem meu universo”, conta Isa. Isa Maiolino, a blogueira que tem conquistado uma legião de fãs com sua visão girlie do mundo

Para começar...

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primeiro passo para dar um upgrade na decoração da casa, segundo Isa Maiolino, é saber do que você gosta. Para isso, nada melhor do que a boa e velha pesquisa. “Compre revistas, leia, grife, recorte, acesse blogs da área e vá fazendo uma seleção das coisas que agradam. Desde as pequenas ideias, como comprar um buquê de flores, até mudancinhas maiores, como reformar os móveis da casa, são mais fáceis de colocar em prática quando a gente se conhece.” E como saber por qual ambiente começar? Na opinião da blogueira, o ponto de partida deve ser aquele cantinho ou móvel da casa que já causa certo “enjoo” só de olhar. “Se eu não aguento mais olhar para aquele móvel 108 | Estilo Damha

Foto: Breno Ayres

xis da sala, vou gastar minha energia e tempo pensando de que forma posso reformá-lo. Assim, começo a pensar qual é o melhor tecido, cor ou pintura que dará mais vida àquele ambiente ou objeto. Busco referências e as mostro para o tapeceiro ou marceneiro. Se não tiver jeito, compro um móvel novo, mas gosto de dar valor às coisas antigas, elas têm história”, destaca Isa. Outra dica é sair da linha de conforto e investir no colorido. Aplicar em uma parede uma cor que contraste com o resto do ambiente é um dos artifícios preferidos da blogueira. “Cor é vida e sou super a favor de fugir do eixo branco-bege-fendi. Pendurar quadros ou gravuras também é uma estratégia que pode resultar em efeitos grandiosos em apenas 10 minutos.” Fevereiro | Março 2014


Arquitetura Dicas de Decoração

Sem medo de errar!

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intou aquela pontinha de insegurança e o medo de sobrecarregar os ambientes? Não se preocupe, pois só erra quem não sabe do que gosta, e aí, como reforça Isa Maiolino, caímos novamente naquela regra inicial: pesquise, leia, separe suas referências, pois assim as ideias vêm naturalmente. “Se você gosta de misturar cores e estilos, não acredito no erro, acredito na compatibilidade de gostos. O que é belo para mim pode não ser o belo para o outro. O mundo está mais diversificado, e se sentir bem na própria casa é meio caminho andado para ser feliz.”

Dicas da Isa Maiolino

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queridinha do universo girlie selecionou, para os leitores da Estilo Damha, 10 dicas que podem ajudar você a dar uma repaginada nos ambientes da sua casa. Inspire-se e mãos à obra!

Fotos: Arquivo Pessoal

Reforme seus móveis: laquear ou fazer outros tipos de pinturas, como as caseiras, são ótimas opções para colorir os ambientes

Troque o tecido dos estofados: com tantas possibilidades de tecidos, aquele sofá ou poltrona velhos ficam com cara de novos

Use e abuse das flores: elas dão vida e trazem charme aos ambientes Fevereiro | Março 2014

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Arquitetura Dicas de Decoração Tenha pequenas coleções, como coleções de espelhinhos: dão um ar retrô e ampliam os ambientes

Fotos: Divulgação

Transforme os potinhos, como os de chá em seus melhores amigos: usados como vasos, eles ficam superoriginais na decoração.

Faça arte, use canetinhas para escrever e desenhar nos vidros e azulejos: sai com pano úmido e as crianças adoram! Só cuidado para não pintar a parede, pois nela a canetinha não sai

Cole adesivos ou papel contact nas paredes: fácil e rápido de fazer, eles alegram qualquer espaço

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Arquitetura Fotos: Divulgação

Dicas de Decoração

Pendure objetos no lustre: as pérolas, por exemplo, dão leveza e ficam lindas

Use luzes de Natal e forminhas de papel: juntas, elas criam uma iluminação perfeita para uma noite especial

Transforme as paredes em protagonistas: papel de parede e papéis de presente (colados com cola branca) dão um toque aconchegante aos ambientes

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MyPET Zooterapia

CURA

QUE É O

Texto: Marília Dominicci

Foto: Pâmela Ferrari / Patas Therapeutas

BICHO!

Terapia com animais tem alcançado resultados surpreendentes na recuperação de pacientes de todas as idades

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á notou que basta um abanar de rabo, uma barriguinha para cima pedindo carinho, uma cabeçada na mão como sinal de apego e imediatamente começamos a sorrir? Esse dom quase mágico de fazer feliz não é imaginação de quem não consegue passar um dia sequer longe dos bichos. Quem nunca ouviu frases como: nada cura como um sorriso ou all you need is love? Se essas afirmações são mesmo verdadeiras, são óbvios os benefícios que a presença de um animal de estimação pode oferecer. Esses amigos tão próximos levam isso muito a sério e dão o máximo de si para que nossas vidas sejam melhores, independentemente de nossas limitações Fevereiro | Março 2014

físicas, mentais ou financeiras. Pessoas que convivem com animais são menos propensas a desenvolver depressão e problemas cardíacos e se consideram mais felizes, equilibradas e realizadas. Nelas também se observa melhora do sistema imunológico, da coordenação motora e da autoestima. Crianças que crescem na companhia de um bichinho e são educadas para amá-lo desenvolvem personalidades mais independentes, têm maior senso de responsabilidade, sofrem menos com problemas emocionais, são mais seguras, compreensivas e confiantes, além de desenvolverem noções de generosidade, altruísmo e maturidade. Ufa! E esse é só o começo da lista! Estilo Damha | 113


MyPET Zooterapia

Fotos: Linda Hickey

ANTIDEPRESSIVOS NATURAIS

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influência benéfica que os animais exercem sobre os seres humanos é tão poderosa que a terapia assistida com animais, hoje, auxilia pessoas de todas as idades a superarem problemas físicos e psicológicos, dos mais simples aos mais graves. Utilizadas em um contexto multidisciplinar – integradas à prática de fisioterapia, psicologia, terapias da fala, pedagogia, etc. –, as terapias com cavalos, cães, gatos, pássaros, porcos, roedores e até mesmo outras espécies podem fazer uma grande diferença na recuperação e no controle de diversos males do corpo e da alma (vale lembrar que cada caso exige uma abordagem diferente, e o melhor é sempre procurar um especialista). Durante a terapia, muitas vezes basta a presença de um animal para que efeitos físicos significativos sejam

percebidos imediatamente nos pacientes, como a melhora da pressão sanguínea, por exemplo. Como os animais exercem efeito calmante sobre as pessoas, isso também reduz o estresse e a ansiedade, influenciando e reduzindo, no longo prazo, até mesmo índices de triglicérides e colesterol. Emocionalmente, os benefícios são incontáveis. Os animais, muitas vezes, despertam sentimentos e emoções que outros seres humanos não conseguem alcançar. Um caso que ganhou repercussão mundial por meio das redes sociais é o da cadela Xena, resgatada em situação tão extrema que suas imagens, divulgadas por toda a internet, são chocantes. Adotada pela família de Jonny Hickey, um garoto autista, a cachorra ajudou o menino a superar barreiras emocionais, transformando-o de

Jonny e Xena: amizade que superou todas as barreiras do autismo 114 | Estilo Damha

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MyPET Foto: Gati

Zooterapia

Pablo e Liana, terapeuta do GATI

uma criança reclusa e distante, que não realizava quase qualquer contato com outras pessoas, em um “tagarela” – como define Linda Hickey, mãe de Jonny. “Ele é a criança mais feliz que já o vi ser em oito anos. Ele sempre fica tão... tão feliz quando Xena está por perto.”, conta ela em entrevista. Sua influência foi tanta que Xena foi eleita o “Cachorro do Ano” pela ASPCA, uma das maiores ONGs do mundo, e a família, além de treinar a cachorra para ser terapeuta, escreveu um livro sobre o assunto, incentivando outros donos de animais a fazer o mesmo. Liana Santos, especialista em terapias assistidas por animais no GATI (Grupo de Abordagem Terapêutica Integrada), afirma que não é preciso procurar muito para encontrar histórias emocionantes. “O Pablo trabalha com animais desde pequeno. Começou com 3 anos, na clí-

nica da minha mãe. Ele teve falta de oxigênio durante o parto e nasceu com paralisia cerebral. Sem firmeza no corpo, não conseguia se sentar e, com o tratamento, foi melhorando aos poucos. Aos 6 anos, ele ainda não caminhava, apesar de estar fisicamente preparado. Com medo de cair, se arrastava. Um animal, mesmo pequeno, pode fazer toda a diferença numa hora dessas. Demos a ele uma galinha e contamos que ela estava muito triste e com fome, que precisava ser alimentada e que, para fazer isso, ele teria que ficar de pé. Ele, então, se levantou e jogou o milho. Ao ver o bichinho comer, se alegrou e saiu andando. Depois disso, Pablo ganhou a responsabilidade de caminhar com os cães e, desde a galinha, nunca deixou de andar. Ele diz que os bichos precisam de amor e que o entendem.”

Fotos: Pâmela Ferrari / Patas Therapeutas

Os animais da ONG Patas Therapeuticas visitam hospitais, asilos e orfanatos, levando amor, alegria e dignidade a todos os pacientes e internos Fevereiro | Março 2014

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MyPET Zooterapia

SEM CONTRA INDICAÇÃO

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por pessoas com sistemas imunológicos frágeis passam por um “ritual de limpeza” que inclui: banho no mesmo dia da visita ou, no máximo, no dia anterior, higienização das patas e focinho e acompanhamento rigoroso das vacinas e histórico veterinário antes de serem autorizados a entrar em contato com os pacientes. Até mesmo uniforme os bichinhos usam para mostrar que o assunto com eles é sério. Ainda assim, os pet terapeutas não podem entrar em contato com pessoas em situação de isolamento, para evitar contaminação. No Brasil, o primeiro hospital a adotar a pet terapia foi o Albert Einstein. Atualmente, um grande número de instituições seguiu o exemplo do hospital paulistano e recebe – diária, semanal ou mensalmente – os pets, que alegram a vida e melhoram a saúde de internos, pacientes e familiares.

Foto: Gladys Wilkins

ilvana Fedeli Prado, superintendente técnica em terapias assistidas por animais na ONG Patas Therapeutas, fala com orgulho do trabalho realizado pela instituição, que atua em diversos locais, entre eles, hospitais e asilos. “O mundo precisa de mais amor. A pessoa doente acaba se isolando. Vê equipe médica, alguns familiares, mas a vida fica do lado de fora. O bicho é um acumulador de emoções positivas, libera endorfinas, dopamina e ajuda a acalmar os pacientes. Quando chegamos com os animais, todos se animam. Isso não se resume aos doentes e hospitalizados, contagia a todos.” O intuito das visitas é espantar o baixo astral e instigar o interesse dos internos. Ao contrário do que muitos podem pensar, a visita dos pets a hospitais é um processo muito limpo e seguro. Os animais que visitam hospitais e ambientes frequentados

Internada há anos por causa do Alzheimer, “Nana” não reconhece amigos e família, mas nunca se esquece de Carle, por quem procura sempre que não sabe se receberá a visitante. A rottweiler se tornou parte fundamental de seu tratamento

Participaram desta matéria: ONG PATAS THERAPEUTAS www.patastherapeutas.org Ajude a ONG: CNPJ: 16.581.286/0001-21 Banco Itaú – Agência 0383 – C/C 04709-9 116 | Estilo Damha

GATI (GRUPO DE ABORDAGEM TERAPÊUTICA INTEGRADA) www.terapiacomanimaisgati.blogspot.com (11) 3442-3013 (11) 9271-9180 Fevereiro | Março 2014


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FaçaoBem ONG Divinas Axilas

FOLIA

SOLIDÁRIA Foto: Divulgação

Alunas do curso de Corte, Costura e Modelagem da ONG Divinas Axilas: geração de renda para mulheres carentes

Por intermédio da ONG Divinas Axilas, um dos blocos mais tradicionais do Carnaval carioca fez da confecção de fantasias uma grande oficina de solidariedade Texto: Thatiana Miloso 118 | Estilo Damha

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FaçaoBem ONG Divinas Axilas

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ara quem passa pelo número 32 da Rua Barão de Lucena, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro (RJ), chama a atenção o som orquestrado das máquinas de costura que ocupam uma das salas do casarão. Às vésperas do Carnaval, as integrantes da ONG Divinas Axilas trabalham a todo vapor para conseguir entregar, em tempo hábil, as centenas de fantasias e adereços encomendados pelos foliões dos blocos e escolas de samba da maior festa do mundo. Criada em 2010 pelo tradicionalíssimo bloco Suvaco de Cristo, a ONG surgiu para suprir a carência de mão de obra especializada na confecção de fantasias carnavalescas. Mas o trabalho das Divinas Axilas vai muito além do preenchimento dessa lacuna: com cursos gratuitos de corte, costura e modelagem, a ONG capacita mulheres carentes e ajuda a inseri-las no mercado de trabalho, contribuindo para o aumento da renda familiar e para a autoestima de dezenas de mulheres que já frequentaram as aulas organizadas pela entidade. A coordenadora da ONG, Cristina Dutra, explica que os cursos vão de abril a novembro, já que nos demais

meses as professoras e muitas das ex-alunas dedicam-se exclusivamente à produção das fantasias e adereços utilizados em parte pelos foliões do Suvaco de Cristo, que, apesar de não ser uma escola de samba, conta com ala das baianas, bateria e porta-bandeira. “Também produzimos fantasias variadas que podem ser compradas em nosso ateliê. Nossa meta para este Carnaval é atingir a marca de 500 figurinos, que têm um preço médio de R$ 50”, conta Cristina. Ela ainda revela que a maior parte das mulheres que concluem os cursos oferecidos pela Divinas Axilas transformam-se em microempreendedoras, montando seus próprios ateliês de costura ou exercendo a profissão em casa, o que pode gerar uma renda média mensal de R$ 1.500. Como a primeira metade do curso aborda a moda tradicional, as alunas tornam-se aptas a exercer a função de costureira como se frequentassem qualquer curso de corte e costura. “Para essas mulheres com espírito empreendedor, a ONG dá todo o suporte, ajudando a levantar custos, a traçar estratégias de atendimento ao cliente, entre outras ações”, complementa a coordenadora da ONG.

Foto: Divulgação

confeccionadas pelas participantes do projeto são expostas em evento na capital fluminense Fevereiro | MarçoFantasias 2014 Estilo Damha | 119


FaçaoBem ONG Divinas Axilas

Fotos: Divulgação

De olho em São João

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Fantasia inspirada nos figurinos de Carmem Miranda

ara ampliar o número de turmas em seus cursos, a ONG – que não conta com patrocínio – precisa aumentar a quantia arrecadada com a venda de fantasias. Uma das estratégias adotadas foi apostar na confecção de roupas para as festas juninas. “Começamos esse trabalho produzindo figurinos para um bloco que também promove uma grande festa de São João. Nossa ideia é também focar nesse nicho, pois assim conseguiremos manter a produção do nosso ateliê por mais tempo”, comenta. Para a coordenadora da Divinas Axilas, o trabalho é transformador. Ela conta que muitas mulheres que chegam à entidade estão tão marginalizadas socialmente que mal conseguem se expressar. “Em pouco tempo, elas estão tão integradas e satisfeitas que o semblante já é totalmente diferente. E, para nós, não tem nada mais gratificante do que ver essa transformação.” Cristina cita o exemplo da aposentada Maria Aparecida Miranda da Silva, de 69 anos, que após a morte do marido passou a desenvolver uma espécie de deficiência nas mãos. “Quando ela chegou até nós, ao ver suas mãos trêmulas, achava que não conseguiria ter um bom desempenho. Mas a Cida nos surpreendeu e hoje é uma de nossas melhores costureiras. Costumo dizer que é uma atriz, que consegue driblar seus problemas e fazer o trabalho com perfeição.” A costureira reconhece a “revolução” que o trabalho com a ONG trouxe para seu dia a dia. “Passei por uma higiene mental, mudou a minha vida. Além de trabalhar no ateliê, também costuro em casa e nunca falta trabalho. Cheguei aqui desanimada e hoje voltei a sorrir”, destaca Maria Aparecida. Histórias como a de Maria Aparecida não faltam nas salas da Divinas Axilas. Para quem achava que o Carnaval é apenas sinônimo de festa e curtição, o bloco Suvaco de Cristo e sua ONG são exemplos de que, em meio à folia, também há espaço para a solidariedade.

COMO AJUDAR:

Vestido infantil para festa junina, nova aposta da ONG

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Quem quiser contribuir com o trabalho da ONG Divinas Axilas, pode doar materiais para as aulas, como tecidos, papel para molde, cola e linha. Doações em dinheiro também são aceitas, para ajudar nas despesas com aluguel, energia, água, telefone, etc. Para doar, basta entrar em contato pelos telefones (21) 3591-1986 ou (21) 98457-8244 (Cristina Dutra). Fevereiro | Março 2014


ColunaCondomínio Marcio Rachkorsky

Foto: Divulgação

PESQUISA É O CAMINHO!

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A pesquisa de opinião é uma ferramenta extremamente eficaz para a definição de prioridades e execução de um plano de trabalho

penas 20% (vinte por cento) dos proprietários costumam participar habitualmente das assembleias de condomínio. É um número baixíssimo e demonstra que realmente os moradores têm pavor das assembleias, pois as acham chatas, demoradas e desorganizadas. Uma pena, pois a assembleia é o órgão soberano de cada condomínio e lá são discutidos e deliberados todos os temas de relevância para os moradores. A Lei estabelece alguns quóruns mínimos para discussão de muitos temas e, muitas vezes, assuntos de extrema relevância sequer podem ser votados, justamente pela falta de moradores nas reuniões. Assim, síndicos e administradores não podem levar adiante projetos interessantes, limitando-se a cumprir o orçamento ordinário e a realizar consertos de urgência. Diante do engessamento da gestão por falta de quórum nas assembleias, o tempo vai passando e o condomínio fica estagnado. Obras úteis dependem da aprovação da maioria dos condôminos e as obras voluptuárias (de embelezamento), da aprovação de dois terços dos proprietários! Uma ferramenta extremamente eficaz para a definição de prioridades e execução de um plano de trabalho, investimento e benfeitorias para o condomínio é a pesquisa de opinião dos moradores. Trata-se de uma pesquisa ofi-

cial, entregue a cada morador mediante protocolo, com prazo de resposta. A adesão costuma ser maciça!!! Evidentemente, a pesquisa não substitui a assembleia, mas proporciona ao síndico relativa segurança jurídica para deliberar temas importantes para a evolução do condomínio, ainda que o quórum em assembleia não seja plenamente atingido. Não se trata de “jeitinho” para burlar a lei, mas, sim, de uma possibilidade real, séria e cautelosa de atender às expectativas dos moradores e valorizar o patrimônio dos proprietários. Para que a pesquisa atinja seus objetivos e possa ser utilizada com segurança jurídica, alguns cuidados são necessários: • protocolo oficial de entrega aos moradores; • prazo para devolução, com assinatura do proprietário; • questionário simples e espaço para ideias e sugestões; • tabulação dos resultados e ampla divulgação aos moradores; • assembleia extraordinária para aprovação das prioridades; • cotação e concorrência para todas as obras, serviços e aquisições; • assembleia extraordinária para aprovação do rateio e forma de pagamento.

Marcio Rachkorsky – Advogado especializado em condomínios há mais de 20 anos, comentarista e apresentador da TV Globo/SP e comentarista na Rádio CBN. Escreve também no caderno de Imóveis da Folha de S. Paulo, aos domingos. Fevereiro | Março 2014

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Damha estreia nova campanha institucional

126 100% vendidos Sucesso de vendas nos empreendimentos de Araraquara e Catanduva Fevereiro | Março 2014

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Encontro com a imprensa Bairro Sustentável José Paranhos apresenta Village Parahyba para jornalistas de João Pessoa

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Associação promove encontro cultural em Barra dos Coqueiros

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Fotos do Damha News: arquivo da Damha

O conceito de urbanismo que está conquistando o Brasil

Com 57 empreendimentos lançados e mais de 20 mil unidades comercializadas em todo o país, a Damha Urbanizadora está em plena expansão. Seus condomínios residenciais, reconhecidos nacionalmente pela excelência construtiva, contam com diferenciais que são referência no mercado, como a concepção urbanística integrada à natureza, segurança planejada com uso de tecnologia e treinamento de pessoal, lazer completo, respeito às normas ambientais, além de infraestrutura com alta qualidade executiva. Atualmente, a Urbanizadora está presente em 21 cidades (Araraquara, Barra dos Coqueiros, Birigui, Brasília, 124 | Estilo Damha

Campo Grande, Campo dos Goytacazes, Catanduva, Cidade Ocidental, Conde, Feira de Santana, Fronteira, Ipigua, Limeira, Marília, Mirassol, Piracicaba, Presidente Prudente, São Carlos, São José do Rio Preto, São Luis, Uberaba) de nove estados brasileiros (Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe). Em 2014, novas cidades como Camaçari (BA), João Pessoa (PB), Arapiraca (AL), Assis (SP) e Eusébio (CE) serão incluídas nessa fase de expansão da empresa, e neste espaço você vai acompanhar passo a passo o nosso crescimento. Fevereiro | Março 2014


Maior feira de gestão esportiva do Brasil mostra que o Damha Golf Club é visto como modelo para o golfe brasileiro

Damha Golf News

Um exemplo a ser seguido

Nico Rossini, Klaus, Pacheco, Álvaro, Carlão, André e Giulio Rossi

Com pouco mais de sete anos de vida, o Damha Golf Club, de São Carlos, tem se mostrado cada vez mais importante no cenário do golfe brasileiro. No início de dezembro, Carlos Gonzalez, presidente do clube, foi convidado a ministrar uma palestra sobre a Otimização dos Custos dos Clubes durante a Sport Infratech, a maior feira sobre gestão, equipamentos e tecnologia para áreas de esportes da América Latina. Considerado o quarto melhor campo de golfe do Brasil pela revista americana Golf Digest, o Damha Golf Club é tido como um dos clubes de golfe mais modernos do Brasil e tem servido de modelo para outros empreendimentos. A palestra de Gonzalez mostrou como o profissionalismo é a palavra-chave para desenvolver o esporte no Brasil, seja nas áreas técnicas, seja na gestão dos clubes de golfe, que necessitam cada vez mais de soluções criativas para enfrentar os desafios e atrair Fevereiro | Março 2014

novos golfistas para o esporte. Entre os palestrantes também estavam Paulo Pacheco, presidente da Confederação Brasileira de Golfe (Perspectivas: Desafios e Oportunidades para o Golfe diante das Olimpíadas 2016) e André Egoroff, presidente do Terras de São José (Soluções: Marketing Aplicado do Green Fee). Gonzalez também participou do painel “O Marketing nos Clubes para o Desenvolvimento do Golfe e a Sustentação das Despesas”, que teve Álvaro Almeida, ex-presidente da CBG, como moderador. “O profissionalismo e o nível de qualidade do Damha Golf Club são exemplos a serem seguidos pelos clubes brasileiros”, disse Almeida. Confira a palestra de Gonzalez no site: www.dgc.com.br/noticias/noticia.asp?id=549. Estilo Damha | 125


Damha estreia nova campanha institucional, no ano em que completa 35 anos

Apresentação da nova campanha institucional

Oferecer o melhor conceito de urbanismo do Brasil não é algo que se conquista da noite para o dia. Foram décadas de trabalho e grandes desafios que ajudaram a Damha Urbanizadora a se profissionalizar cada vez mais, sempre com o intuito de proporcionar aos clientes projetos de alta qualidade, com total excelência constrututiva. Ao longo dessa trajetória, um denominador comum: o respeito demonstrado pela empresa em todas as etapas que pontuaram seu crescimento. Foi justamente olhando para seu passado, presente e, acima de tudo, seu futuro que a Damha Urbanizadora lançou, neste início de 2014, sua nova campanha institucional, com o slogan “Respeito É a Base de Tudo”. Com peças publicitárias que incluem comerciais de TV, outdoors, anúncios em mídia impressa e eletrônica, além de materiais de venda, o “Respeito” é abordado em diferentes áreas que compõem o dia a dia do universo Damha. Nas peças que destacam o “Respeito” ao investimento de seus clientes e parceiros, a campanha aborda projetos concebidos para atenderem aos anseios dos mais difentes perfis de público da Urbanizadora. Nas peças que elucidam o “Respeito” à sustentabilidade, o meio ambiente aparece como protagonista em projetos que permitiram à Damha transformar-se na primeira Urbanizadora do Brasil a ter o selo de certificação AQUA (Alta Qualidade Ambiental) 126 | Estilo Damha

em empreendimentos imobiliários horizontais. O “Respeito” pelo espaço também é trazido à tona, com condomínios que, além de valorizarem a estética arquitetônica e paisagística, seguem rigorosas normas construtivas capazes de garantir a tranquilidade e a paz de seus moradores, independentemente do crescimento das áreas vizinhas. Por fim, a campanha também ilustra o “Respeito” à qualidade de vida, traduzido pela preocupação constante da Urbanizadora em oferecer a seus clientes empreendimentos com variados dispositivos de esportes e lazer, amplas áreas verdes e um moderno aparato de segurança. As novas cores (presentes na faixa contínua que está impressa em todas as peças) também foram escolhidas de acordo com a filosofia de trabalho da Urbanizadora: o marrom simboliza a solidez de uma empresa forte e consolidada, que respeita clientes, investidores e parceiros. O verde, cor universal da natureza, demonstra o respeito da Damha pela sustentabilidade; já o azulclaro traduz a tranquilidade encontrada em cada um dos condomínios residenciais da empresa. Algumas dessas novas peças publicitárias já ilustram as primeiras páginas desta edição da Estilo Damha que, aliás, também estreia sua nova logomarca, adequandose à nova identidade visual da empresa. Confira! Fevereiro | Março 2014


Clientes de Feira de Santana conhecem obras do Village Damha I

Clientes conferem in loco o andamento das obras

O final de 2013 foi um período de grandes ações da Damha Urbanizadora, cujo foco é o relacionamento com seus clientes. Uma delas foi realizada em Feira de Santana (BA). Para atualizar os compradores dos lotes sobre o andamento da obra, a Damha promoveu, nos dias 23 e 24 de novembro, uma visita monitorada ao empreendimento. A programação teve início com um brunch no stand que a empresa mantém no local, onde profissionais da Damha e das imobiliárias parceiras da cidade detalharam aos

Passeio também incluiu visita ao stand

clientes as etapas do processo construtivo sob o viés da concepção do condomínio. Com as informações recebidas, os visitantes caminharam pelo empreendimento e conferiram in loco o atual estágio da obra, que já está com as futuras áreas de lazer e com o projeto paisagístico em plena execução. Ao final da visita, os clientes receberam da Urbanizadora uma caixa de alumínio contendo um kit completo de churrasco. Presente ideal para comemorar o privilégio de morar em um condomínio que leva a marca Damha!

Em Mirassol, exemplo de solidariedade Além de render boas histórias, o Natal é uma época do ano em que a solidariedade e o desejo de ajudar ao próximo costumam aflorar nas pessoas. Em Mirassol (SP), Valmir Maciel e Priscila Petek, moradores do Village Damha III, tiveram – e aproveitaram! – a oportunidade de proporcionar um Natal inesquecível para crianças carentes. A ação solidária aconteceu depois que duas cartas foram deixadas na portaria do empreendimento. Na primeira, o garotinho Rodrigo, de 9 anos, escreveu sobre as condições de vida de sua família e do sonho que alimentava de ter uma bicicleta e proporcionar um Natal melhor para os irmãos, Pedro Henrique (6 anos) e Hagatta (3 anos). Na outra carta, o garoto Kauê pedia roupas novas para passar o Natal com a família. Com o apoio de alguns funcionários do condomínio, Priscila e Valmir se mobilizaram para realizar o desejo das crianças, que foram presenteadas no bom e velho espírito natalino! Fevereiro | Março 2014

Rodrigo, Pedro Henrique e Hagatta com seus presentes Estilo Damha | 127


Araraquara e Catanduva: sucesso de vendas

Stand de vendas do Village Damha I, em Catanduva

Mais uma vez, os empreendimentos lançados pela Damha Urbanizadora foram sucesso absoluto de vendas, coroando 2013 como um dos anos de maior crescimento da empresa. Em Catanduva e Araraquara, cidades do interior de São Paulo, todos os lotes dos condomínios Village Damha I (308 lotes) e Village Damha III (336 lotes),

Stand de vendas do Village Damha III, em Araraquara

respectivamente, foram vendidos em apenas três dias, ainda em fase de pré-lançamento. Sem dúvida, as vendas em ritmo acelerado foram um importante termômetro para avaliar a credibilidade de uma empresa que não mede esforços para proporcionar aos clientes o melhor conceito de urbanismo do Brasil.

Visita do Papai Noel em São Carlos As crianças dos residenciais Damha de São Carlos (SP) tiveram uma grande surpresa no início de dezembro. Para marcar o início das festividades de Natal, um empresário cedeu seu helicóptero para o mais ilustre personagem das fábulas infantis: o Papai Noel. Depois de um sobrevoo no Parque Eco Esportivo Damha, o bom velhinho pousou no Residencial Damha I, fazendo a alegria das crianças que aguardavam ansiosas pela surpresa. A ação acabou se transformando em uma grande festa, que contou com brincadeiras e distribuição de quitutes como pipoca, algodão doce e sorvete.

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Papai Noel interagindo com as crianças do Damha I, em São Carlos

Fevereiro | Março 2014


Em encontro com a imprensa, José Paranhos apresenta o Village Damha Parahyba

Samara Souza, José Paranhos e Gutemberg Cardoso

Com um investimento de R$ 30 milhões em uma das melhores áreas do litoral “onde o sol nasce primeiro”, a Damha Urbanizadora marcou, oficialmente, sua estreia em terras paraibanas. No último dia 16 de janeiro, o Diretor Superintendente da empresa, José Paranhos, concedeu uma entrevista em João Pessoa, capital do estado, para marcar o lançamento do Village Damha Parahyba. O evento foi realizado no restaurante Nau e contou com a presença de mais de 30 jornalistas da imprensa local. Durante sua apresentação, o executivo forneceu números do empreendimento, apresentou sua concepção urbanística e falou sobre a política de preservação ambiental da empresa. Com 637 lotes e área total superior a 466 mil m², o Village Damha Parahyba está localizado no município de Conde, a poucos quilômetros de João Pessoa e a poucos minutos de praias como Tambaba e Coqueirinho. Localizado em uma área de natureza exuberante, o condomínio foi projetado especialmente para garantir a integração máxima de suas áreas internas com a paisagem local. O resultado disso está impresso na grande porção do empreendimento reservada às áreas verdes, que correspondem a um terço da área total do residencial. Uma estreia e tanto! Fevereiro | Março 2014

Na entrevista, Paranhos apresentou à imprensa os diferenciais Damha Estilo Damha | 129


Centro de Inovação será inaugurado no Parque Eco Tecnológico Damha

Imagem em 3D do Centro de Inovação do Parque Eco Tecnológico Damha: unidade irá abrigar incubadora de empresas, unidades de pesquisa, além da sede do Instituto Inova

Neste semestre será concluído um importante ciclo na implantação do Parque Eco Tecnológico Damha, condomínio empresarial da Damha Urbanizadora localizado na cidade de São Carlos (SP). A empresa e o Instituto Inova (entidade responsável pela gestão do Parque) inauguram, no empreendimento, a primeira fase do Centro de Inovação, unidade que terá como principal missão gerir o processo de transformação de conhecimentos específicos e tecnológicos em negócios inovadores e sustentáveis. Em operação desde o último mês de novembro, o Parque Eco Tecnológico Damha é o primeiro parque tecnológico de terceira geração do Brasil. A terminologia é usada para designar condomínios empresariais com foco em novas tecnologias que integram o local de trabalho a áreas de moradia, oferta de serviços e espaços para a prática de esportes e lazer. Seguindo esse conceito, o empreendimento está conectado ao Parque Eco Esportivo Damha, complexo de 12 milhões de m² com 130 | Estilo Damha

sete condomínios residenciais e um grande aparato de serviços, esportes e lazer. Com a inauguração do Centro de Inovação, as empresas que se instalarão no empreendimento poderão contar com uma estrutura capaz de oferecer serviços complementares às suas aptidões, que são relevantes para o sucesso dos negócios, mas que, muitas vezes, não são de domínio dos proprietários das empresas inovadoras. “Geralmente essas empresas têm um caráter técnico e muitas etapas da gestão empresarial passam despercebidas. Dessa forma, o Centro de Inovação poderá contribuir com a elaboração e gerenciamento de projetos, submissão dos mesmos aos órgãos de fomento, intermediação com universidades, além de ações classificadas dentro do escopo da Tecnologia Industrial Básica, como qualidade, certificação e metrologia”, revela José Octavio Armani Paschoal, presidente do Instituto Inova. Fevereiro | Março 2014


Unidade terá por principal missão contribuir para a transformação de conhecimentos científicos e tecnológicos em negócios inovadores e sustentáveis

Em estágio final de construção, Centro de Inovação será inaugurado em breve

Estrutura Para poder dar todo esse suporte às empresas, o Centro abrigará vários “Núcleos de Inovação”, unidades especializadas em áreas como negócios sustentáveis, design e prototipagem, promoção da inovação, inteligência competitiva, TI aplicada à educação, entre outros. Além disso, o complexo também contará com uma incubadora de empresas de base tecnológica e salas onde funcionarão os escritórios das agências de inovação da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Em termos administrativos, o Centro de Inovação ainda terá salas de reuniões com equipamentos para teleconferência, local destinado ao sistema de gestão da informação, duas áreas de showroom para as empresas, além de uma biblioteca. “Na visão de futuro do Instituto Inova, o Centro de Inovação será uma referência nacional e internacional em habitat de inovação, em que conhecimentos científicos e tecnológicos desenvolvidos nas universidades, institutos de pesquisas, entre outros, serão transformados em Fevereiro | Março 2014

negócios inovadores e sustentáveis, seja do ponto vista econômico, social ou ambiental. As empresas instaladas no Parque terão permanentemente suporte do Centro de Inovação como um elemento estratégico de desenvolvimento, crescimento e fortalecimento junto ao mercado de atuação de cada uma”, finaliza Paschoal.

Centro de Inovação Área da 1ª fase: 1.250 m² Parcerias já firmadas: UFSCar, USP, Instituto de Ciências Matemáticas e Computação (ICMC-USP), UNESP, Embrapa, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Governo do Estado de São Paulo, Prefeitura de São Carlos e Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores. Estilo Damha | 131


Em Barra dos Coqueiros, ABS promove 1ª edição do “Encontro Cultural Arte na Rua”

Apresentação do Grupo Tradicional de Samba de Coco e Caribó

Centenas de moradores de Barra dos Coqueiros (SE) participaram, nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, da primeira edição do “Encontro Cultural Arte na Rua”, evento promovido pela Associação Bairro Sustentável (ABS), da Damha Urbanizadora, em parceria com a Secretaria Municipal de Turismo. Prestigiado, em sua maioria, por moradores da comunidade que vivem nas imediações do Residencial Damha Sergipe, a proposta do encontro foi promover a manifestação artística local. Durante os dois dias do evento, foram realizadas oficinas de fotografia e gastronomia, apresentações musicais e de dança, além de outras expressões artísticas visuais que contribuíram, cada uma a sua maneira, para a preservação e valorização da identidade cultural dos moradores barracoqueirenses. Mais uma bela ação feita pelos voluntários da ABS. 132 | Estilo Damha

Apresentação do grupo de capoeira Ana Bel Fevereiro | Março 2014


Ação ambiental da ABS tem reflorestamento em Brasília

Ação de reflorestamento com alunos

Sempre presentes no cronograma da Associação Bairro Sustentável (ABS), as ações voltadas à preservação ambiental também foram levadas ao Residencial Damha II na região metropolitana de Brasília (DF). No final de 2013, a ABS realizou, em parceria com a Gerência de Projetos e Aprovações da Damha Urbanizadora, uma atividade de reflorestamento que envolveu o plantio de 350 mudas nativas do cerrado brasileiro nas áreas internas do empreendimento. Fevereiro | Março 2014

O plantio contou com a participação de cerca de 80 alunos das escolas municipais Albino Batista Ferreira e Aleixo Pereira Braga, que foram conscientizados pelos voluntários da ABS sobre a importância da preservação do meio ambiente e do equilíbrio da natureza para a vida do homem no planeta. O envolvimento das crianças e a alegria proporcionada pelo plantio das mudas emocionaram todos os envolvidos, que já preparam novas ações para breve! Estilo Damha | 133


Jornalistas de João Pessoa visitam empreendimentos Damha Poucos dias antes de lançar seu primeiro condomínio residencial na Paraíba, a Damha Urbanizadora convidou um grupo de jornalistas de João Pessoa, capital do estado, para visitar os empreendimentos da empresa localizados nas cidades paulistas de São José do Rio Preto e São Carlos. A visita ocorreu entre os dias 8 e 10 de janeiro e contou com a participação de nove profissionais da imprensa paraibana, que tiveram a oportunidade de conhecer de perto o premiado conceito de urbanismo da Urbanizadora. Acompanhados por uma equipe dos departamentos de Marketing e Comercial da empresa, os jornalistas puderam conferir toda a infraestrutura de moradia, esportes e lazer existente nos residenciais Damha e Village Damha. Segundo Paulo Montini, gerente de Marketing da Urbanizadora, essa é mais uma estratégia de comunicação nacional para 2014, que deverá ser promovida com formadores de opinião de todas as cidades que fazem parte do plano de expansão da Urbanizadora.

Jornalistas de João Pessoa conhecem empreendimentos da Damha em São José do Rio Preto e São Carlos

Moradores do Residencial Damha I, de Piracicaba (SP), deram início a uma campanha para o redescobrimento do civismo e fortalecimento do patriotismo entre seus participantes. E foi exatamente o dia 15 de novembro, quando o país comemora a Proclamação da República, que o grupo escolheu para marcar seu primeiro ato de amor à Pátria: o hasteamento da bandeira do Brasil. Realizado nas dependências do condomínio, o ato foi organizado pelo advogado Ivan Marcelo Ciasca, presidente da Associação de Moradores do Residencial Damha I, e contou com apoio do Exército, representado pelo subtenente Jorge Luiz Pires e por uma guarda de atiradores. “Ser brasileiro é ter orgulho, amor, reverência por esta nação tão grande e simplesmente admirável. Nosso país é formado por um povo especial, miscigenado e trabalhador, guerreiro por natureza e verdadeiramente abençoado por Deus. Com essa atitude, vamos conscientizar nossas crianças, para que seja possível formarmos futuros cidadãos conscientes do seu dever”, destaca Ivan Ciasca. Sem dúvida, um belo exemplo a ser seguido! 134 | Estilo Damha

Foto: Divulgação

Em Piracicaba, moradores do Damha I promovem ato de amor à Pátria

Hasteamento da Bandeira: ato de civismo dos moradores de Piracicaba Fevereiro | Março 2014


Village I São Carlos tem colônia de férias como caça ao tesouro, dança das cadeiras, pinturas, acampamento, entre outras, sempre monitoradas pela equipe de recreação da Macaco Q Pula. Segundo Olga Ferrarin, moradora do condomínio, a ideia deu tão certo que as mães já estão planejando a segunda edição do “evento”, programada para ocorrer durante as férias de julho. Uma boa estratégia não apenas para entreter, mas também promover a integração entre as crianças do residencial!

Foto: Valéria Carla de Souza Floriano

As mães do Residencial Village Damha I, de São Carlos (SP), encontraram uma forma eficiente de entreter as crianças no período de férias escolares e, de quebra, tirálas do círculo vicioso TV-internet-videogame: com auxílio da empresa Macaco Q Pula, elas criaram uma “colônia de férias” com atividades lúdicas e educativas realizadas nas dependências do condomínio. Durante duas semanas do mês de janeiro, 20 crianças participaram da iniciativa e se divertiram com brincadeiras

Crianças do Village Damha I se divertem com bexigas d’água na colônia de férias Fevereiro | Março 2014

Estilo Damha | 135


Concurso “PROFISSÃO: FOTÓGRAFO”

Mais uma vez, nossos leitores surpreenderam com belas imagens registradas nos Residenciais Damha. “Crianças Brincando” foi o tema desta etapa do concurso, com belas imagens selecionadas que mostram todo o talento e afinidade com a câmera de nossos “fotógrafos”. Para a próxima edição da Estilo Damha, o tema é “Pets nos Residenciais Damha”. Leve seu bichinho para passear, faça seus clicks e boa sorte! Envie sua foto para estilodamha@estilodamha.com.br.

Hilário Teixeira Ferreira (fotógrafo) Damha Araraquara

Valéria Carla de Souza Floriano (fotógrafo) Village Damha I - São Carlos

Fabiana Garutti Rodrigues e Fernando Dias Tavares (fotógrafos) - Damha II - São José do Rio Preto

Maria Heloisa Moreira Rotta (fotógrafo) Damha I - Presidente Prudente

Wagner Travassos (fotógrafo) Damha Paraíba

Darli José Morcelli Damha III - São Carlos

O Concurso Fotográfico “PROFISSÃO: FOTÓGRAFO”, desenvolvido pela Revista Estilo Damha, tem como objetivo incentivar a arte da fotografia e interação dos moradores dos residenciais Damha com a revista. Ao enviar sua foto, o leitor concorda que: Artigo 1º: Serão aceitas apenas fotos feitas dentro dos empreendimentos Damha. Artigo 2º: A partir do envio, todas as fotos são automaticamente autorizadas nas publicações da Damha Urbanizadora. Artigo 3º: A partir do envio da foto, menores de 18 anos, estão automaticamente autorizados a terem sua imagem veiculada pelos seus responsáveis que as enviaram. Artigo 4º: Fica ainda autorizada, de livre e espontânea vontade, a cessão de direitos da veiculação das imagens não recebendo qualquer tipo de remuneração. Artigo 5º: Serão selecionadas as 6 melhores fotos, de acordo o corpo de jurados de editores da Revista Estilo Damha e o tema divulgado. Artigo 6º: A seleção feita através do corpo de jurados, tem os critérios: estar de acordo com o tema; ser feita de Damha um empreendimento Damha; as imagens devem passar a beleza de morar dentro de um Damha. 136 dentro | Estilo Fevereiro | Março 2014


Associações de moradores: ligação direta com você Se você tem boas ideias para o lugar onde mora ou se simplesmente gostaria de estar mais presente no dia a dia do seu condomínio, entre em contato com a Associação

ARARAQUARA

de Moradores de seu residencial. Abaixo, listamos os contatos das associações dos empreendimentos Damha já entregues pelo país.

PIRACICABA

DAMHA I DAMHA I Freitas - (16) 3336-7145 Paulo - (19) 3427-3278 adm.residencialdamha@uol.com.br gerente@damha1piracicaba.com.br Marcela - (16) 99251-2048 projeto.residencialdamha@uol.com.br VILLAGE I Sheila - (16) 3472-0870 villagedamha1aqa@outlook.com

PRESIDENTE PRUDENTE DAMHA I José - (18) 2104-8654 damha1pp@gmail.com

VILLAGE II DAMHA II Juliana - (16) 99743-2288 / 3335-6153 Fábio - (18) 3908-5213 adm.villagedamha2aqa@hotmail.com escritorio@damha2prudente.com.br

CAMPO GRANDE

DAMHA III Eduardo - (18) 3908-7306 gerencia@damha3pp.com.br

DAMHA I Roberto - (67) 3344-1001 / 3344-1009 adm.residencialdamhacg@hotmail.com VILLAGE Kleiton - (18) 3908-7426 DAMHA II village_damha@hotmail.com David - (67) 3344-0016 adm.damha2@gmai.com BEATRIZ Roberto - (18) 3908-5620 DAMHA III condominio@esclider.com.br Denise - (67) 3344-0006 adm.damha3cg@hotmail.com

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

MIRASSOL

VILLAGE I Armando - (17) 3253-1130 village-mirassol@ig.com.br VILLAGE II Hiago - (17) 3242-9001 villagemirassol2@hotmail.com.br VILLAGE III (17) 3242-7545 gicastroborges@hotmail.com JARDIM DAS ACÁCIAS (17) 3242-3177 Fevereiro | Março 2014

DAMHA V Renan - (17) 3033-7690 / 3308-1983 contato@damha5.com.br DAMHA VI Camila - (17) 3308-1076 adm.damha6rp@hotmail.com VILLAGE I Sonia - (17) 3218-9622 villagedamha1rp@ig.com.br VILLAGE II Lais - (17) 3223-4468 adm.villagedamha2rp@hotmail.com

SÃO CARLOS

DAMHA I Rogério - (16) 3306-6100 rogerio@residencialdamha1.com.br DAMHA II João Carlos - (16) 3306-7175 sindico@damha2.com.br seguranca@damha2.com.br

DAMHA I Vanda - (17) 3225-7037 compras@damha1riopreto.com.br

VILLAGE I Osvaldo - (16) 3361-8059

DAMHA II Reinaldo - (17) 3215-3949 damhaii@ig.com.br

VILLAGE II Raquel - (16) 3416-8675 adm2.villagedamha2sc@hotmail.com

DAMHA III Silvio - (17) 3225-8884 damha3@damha3.com.br

UBERABA

DAMHA IV Paulo - (17) 3215-5555 / 99158-8382 paulo.silva@damha4.com.br

DAMHA II Renata - (34) 3314-6508

condominio@villagedamhasaocarlos.com.br

DAMHA I Camila - (34) 3311-5356

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Revista Estilo Damha - Edição Fevereiro / Março 2014