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ZINHO DA GANGORRA & NINHA DA ASSUNÇÃO VESÚVIO - OPUS 5

RIMAS ASSONANTES, ALITERAÇÕES, ECOS, RESSONÂNCIAS, PALIMPSESTOS. ÁLBUM DO VESÚVIO Copyright© Menezes DB & Freire AMR

ZINHO DA GANGORRA ORGANIZAÇÃO DE DALGIMAR BESERRA DE MENEZES DIAGRAMAÇÃO E ARTE FINAL DE MENEZES DB & RIBEIRO FM

FORTALEZA, 2013


ZINHO DA GANGORRA & NINHA DA ASSUNÇÃO VESÚVIO - OPUS 5

RIMAS ASSONANTES, ALITERAÇÕES, ECOS, RESSONÂNCIAS, PALIMPSESTOS. ÁLBUM DO VESÚVIO Copyright© Menezes DB & Freire AMR

ZINHO DA GANGORRA ORGANIZAÇÃO DE DALGIMAR BESERRA DE MENEZES DIAGRAMAÇÃO E ARTE FINAL DE MENEZES DB & RIBEIRO FM

FORTALEZA, 2013


ENSAIO I Ao longo da minha já dilatada existência, tenho subido muitas serras, mantendo longe de mim a idéia de alpinismo, simplesmente por subir, ver o mundo mais de cima, um pouco. Subir aqui significa ir a pé, não outra qualquer coisa. Serra primordial é a Uruburetama, que emoldura a cidade de Itapipoca e engloba um dos núcleos iniciais dessa cidade, São José, a Vila Velha, Arapari. Pois, mais de uma vez subi a serra na intenção de alcançar Arapari, com êxito. Última vez, já faz tempo, acompanhei-me de meus dois filhos mais velhos, Júlio e Cláudia, ainda meninos, e se me lembro bem, de Pedro Frederico Crisóstomo Miranda. Também mais de uma vez, subi a mesma serra, até o Pico da Cangalha; de uma feita me recordo bem, com um dos meus companheiros de infância e adolescência Joatan que deve ser Carvalho, mas não de último sobrenome. Nos anos sessenta, fiz vários empreendimentos dessa natureza, tendo escalado a Serra de Guaiúba, Pacatuba e Baturité, desta vez seguramente em companhia de Miércio Expedito Alves Pereira, que hoje se chama Mercio Perrin e tem residência em Boston, MA, Brookline, Clinton Road, 478. O esforço final era subir o Vesúvio. Fi-lo com 70 anos, o que é uma merda, não subir o Vesúvio, mas ter 70 anos. Fico bastante constrangido com esse povo da vaselinação, dos que dizem da melhor idade. Porra. Acho que Machado evitaria sempre esta última palavra. Quanto à palavra merda, diria talvez escatô. Dante a utiliza mais de uma vez na Comédia. O plano era antigo, longamente gestado, pois. A empresa foi completada depois de umas doze paradas, por falta de fôlego, expulsando os bofes pelo nariz, pela boca, mas sem a língua de fora, pois não sou cachorro não. Nenhuma queda; as quedas sobrevieram depois, na beira-mar de Nápoles e na Via del Corso, de Roma, perto da praça do Povo. No meu recanto preferido, sentado ao chão, à frente do Departamento de Patologia e Medicina Legal da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, encontrei-me amiúde com a Dra. Vaulice Sales Café, que um dia foi chefa desse Departamento, e que morou bastante tempo na Itália; faleilhe, pouco antes da viagem, da minha intenção de ir a Nápoles e Pompeia, de galgar o monte até a beira da cratera. Por coincidência, ela acabara de chegar de uma viagem que incluíra Pompeia, e me expressou os seus sentimentos, o que experimentara enquanto visitante de Pompeia Arqueológica. Não se sentira bem, dormira mal, como que sufocada pelo que se passou no ano 79 desta vibrátil era, como que almas penadas e gemidos se lhe povoaram e assombraram as noites. Ecos de sua mente histórica. Gostei sobremaneira de suas impressões, que me fizeram me imaginar dormindo dentro da cidade que Goethe diz mumificada, para ver no que dava, e eu sei que em nada iria dar. Mas, ciência rejeita preconceito, e lá vem David Hume me dizer, que o próprio método indutivo é preconceituoso, pois implica dizer-se que algum resultado [conclusão, verdade] será esperado de um experimento. O método, portanto enceta com um viés, vício, ídolo, na concepção de Francis Drake. Mas isso é delírio, diz Dioniso da Pedregosa, conde da Gangorra. Ora, certa vez, há muitos anos, recostei-me numa pedra do Foro Romano, junto às ruínas do Templo de Júlio César e cochilei. Fui acordado pela sineta de uma guarda, que me avisava ter chegado a hora de fechar o sítio às visitações. Não gostei, eu queria dormir mais longa e profundamente e encontrar personagens de dois milheiros de anos atrás. Todos também “dormindo profundamente.” II


Fito, intuito primordial, da minha Viagem, congresso sobre micoses invasivas, no que culminei. Antes passei uns 15 dias entre Nápoles e Pompéia. O congresso, na verdade se chamava 2nd ESCMID Conference on Invasive Fungal Infections, sediado na Università Cattolica Sacro Cuore, Largo Francesco Vito, 1. Policlinico Universitario Agostino Gemelli. Largo Agostino Gemelli, 8. Auditorium. A Conferência realizou-se entre 16 e 18 de janeiro e me saiu pelos olhos da cara.

III Ana Maria trazia o livro O Caso do Hotel Bertram, de Agatha Christie; passamos a lê-lo, aos pequenos bocados, durante toda a viagem, para mim uma revisita. Para ela, inspirações, aliterações, rimas assonantes e pretextos para comer muffins. Acho que acabamos a leitura à frente da Galleria Borghese, na segunda visita à Paulina Bonaparte. Ela estava mais interessada nos Caravaggio. Nunca se sabe por que. Releitura d`O Caso do Hotel Bertrand, de fato, não é muito edificante, nem a primeira o foi, que já faz uns trinta anos. Porém, o interesse meu aumentou no que esse romance tem como personagem principal o próprio Hotel, e seu labirinto de paixões. Eu me recordava do filme de Alain Resnais, O Ano Passado em Marienbad, de uma beleza plástica extraordinária, história proustiana muito esquisita, enredo misterioso; passei a imaginar que o personagem principal do filme fosse o Grande Hotel em que toda a quase história se passa, se é que há uma história. Hotel labirinto, me conduziu ao Hotel Overlook de Stephen King e de Stanley Kubrick, de o Iluminado (The Shining) com seu próprio labirinto, e ao Hotel Califórnia, d´The Eagles, em que se entra livremente, mas não se pode mais sair. Transportou-me ao Anjo Exterminador, de Luís Buñuel, que naturalmente é também ressonância de Huis Clos, de Sartre. De qualquer forma, com Eugenio D´Ors, o que não é tradição é plágio. De qualquer forma, por outra estrada, como sou quase pobre, prefiro mesmo os programas bed and breakfast.

IV O viajante tem por hábito, em suas viagens pelo interior do estado do Ceará, levar consigo ou reler assentamentos dos anos 80 do século XIX, sobre cidades visitadas, feitos pelo seu parente por um és-não-és, Antônio Bezerra de Menezes, mapeados no livro NOTAS DE VIAGEM. Deste modo, tenta sobrepor o visto pelo escritor com o que no momento existe. Muitas vezes, em suas palestras, toca no assunto. Nele se centra, se interesse é evocado aos que estão lhe ouvindo. Itapipoca, por exemplo, tem uma construção enaltecida pelo cronista e historiador – O Paço Municipal – prédio de dois pisos, cujo frontão, ao topo, exibia o emblema do Império e a data da edificação e em que, pela primeira vez o peregrino viu o filme O Cangaceiro de Lima Barreto, dia memorável dos anos cincoenta. Seria, ainda nos anos cinquenta, alvo de artigo de Gustavo Barroso na sua seção Segredos e Revelações da História do Brasil, da revista O Cruzeiro, portando fotografia e tudo mais. O edifício foi mutilado e descaracterizado por um determinado prefeito, “cuyo nombre no quiero acordarme”. Bezerra, ademais, critica os habitantes da vila por politiqueiros e dados à jogatina. Profetiza maior progresso e desenvolvimento para a vizinha São Bento de Amontada, pela operosidade de sua gente. Errou. V – Material e Métodos. Caderno de capa azul, monocromo, Pigna, comprado em Roma. Lápis, grafite, lápis de cor, caneta esferográfica azul, mão esquerda, mão direita, colagem, internet. Algumas fotografias, poucas, sacadas por Freire AMR e Menezes DB. No desenrolar do livreto, obedece-se mais a sintonia dos temas do que a cronologia dos eventos.


VI - Bibliografia: Bezerra A - Notas de Viagem. Fortaleza, Imprensa Universitária do Ceará, 1965. Nesta viagem me acompanham, além dessa rima [alusão] supracitada, desse eco, dessa ressonância, desse palimpsesto: Montaigne M: Viaggio in Italia. Editori Laterza. 1991. O livro tem uma historinha. Foi comprado na estação ferrocarril central de Roma, Termini, em 1991. Lido em viagem ferrocarril para Salzburgo, Áustria, às celebrações dos duzentos anos da morte de Mozart. Logo à abertura encontra-se um bilhete colado, manuscrito de letra verde: “dalgimar falar com Mauricinho sobre o Marcos – concurso”. Um dos mencionados já faleceu, Maurício, Carlos Maurício, Carlos Maurício de Castro, Carlos Maurício de Castro Costa. O resto da história está perdida. Montaigne não ajudou muito nesta viagem à Itália. Ele parece não ter visitado Nápoles, Pompeia e o Vesúvio. Boa parte do livro é tradução do francês de seu secretário, para italiano; metade ou pouco mais é do próprio Montaigne, que escreve em italiano. É começo do ano de 1581 (Roma, febbraio). Secondat CL, Barão de La Brède et de Montesquieu - Voyage en Italie. 1729-1731. Fonte: Internet Archive University of Toronto. http://www.archive.org/details/voyagesdemontesq01mont Mozart L & Mozart WA - Fonte: Carta 189. Neapel den 5ten Junij 1770. http://letters.mozartways.com/dualview.php?lang= ENG&version= modernised&bd=189&layout=portrait Beyle H (Stendhal) – Rom, Neapel und Florenz, tradução de Scheinfuss, Katharina - Frankfurt Insel Verlag, 1988. – Livro adquirido em Berlim, em 1993, por ocasião IX Conferência Internacional sobre AIDS. Como tenho uns quarenta mil volumes, espalhados numas sete dependências, perco-os muito, para jamais. Este sumiu, porém na net encontrei o original em francês: Site : http://books.google.com.br/books?id=BS0LAAAAYAAJ&printsec 5 mars 1817. Edição 1826. Pages: 192-193. Stendhal, como todo bom viajante, turista e pescador, além de escritor romântico, vê de mais. Descreve um Vesúvio fumegante e eruptivo, o que não ocorreu em 1817. Goethe JC – Reise durch Italien im Jahre 1740. Deutscher Taschenbuch Verlag. München, 1986 (Mai 1999), página 198. Carta XXVII, de 10 de abril de 1740. Livro comprado em Frankfurt am Main, aos 20 de setembro de 2001. Vem aqui chamado de Goethe, o Velho, por ser o genitor de Goethe JW. Mas não só por isso. Goethe JW – Italienische Reise [Hamburger Ausgabe] dtv klassik. München Aufgabe April 1995. O exemplar foi adquirido no dia 11 de setembro de 1995, em Heidelberg. A viagem de Goethe, o Novo, data de 1787. Hesse H – Italien. Suhrkamp taschenbuch 689/Suhrkamp Verlag, Frankfurt am Main, 1983. Livro adquirido em Hamburg, em 31 de agosto/01 de novembro de 1995 [assim hesitante está a escrita na página de abertura]. Não acrescenta muito. Hesse se refere a Nápoles em ensaio sobre Boccaccio e outros escritos. Seu caminho até o Vesúvio deve ter sido alternativo, próprio, único, como o de Sidarta, não lhe confortava o caminho trilhado pelos demais. Por outro prisma: Mendes MO – Tradução de Homero – da Ilíada, da Odisséia. Recurso, fonte: www.ebooksbrasil.org/adobeebook/iliadap.pdf/ www.ebooksbrasil.org/eLibris/odisseia . Disponho também da Odisseia, traduzida de mesmo modo por Mendes MO, em edição EDUSP, Editora da Universidade de São Paulo, org. de Antônio Medina Rodrigues, 1992. --- Tradução da Eneida de Maro PV - http://pt.scribd.com/doc/58379001/Eneida-de-Virgilio-Manoel-Odorico-Mendes.


A propósito, disponho de uma edição bilíngüe da Eneida, latim/inglês, que eu roubei, não digo donde. Nem de quem. Já lá vão mais de 30 anos. No aguardo de que uma determinada organização me investigue, direi que é uma tradução interlinear, de 1882, por Hart L & Osborn VR, Philadelphia, David McKay Publisher; para completar, carrega assinatura a lápis de dois ex-proprietários S.E Starkey e L. I. Starkey. Letra grande e desenhada. Lins O – Avalovara – Companhia das Letras, 5ª Edicão, São Paulo, 1995, pág 28 Meireles C: Romanceiro da Inconfidência – Coleção L&PM Pocket, 2008/2010, pág. 39. Marquez GG: Los funerales de la mamá grande. Biblioteca Sudamericana – Buenos Aires 1970 ---- O General em seu Labirinto. [Trad. de Eric Nepumuceno de El General en su Laberinto]. Editora Record, Rio de Janeiro, 1989. Leite CR. Claro, Cassiano Ricardo. Fonte: www.grude.ufmg.br/musica/cancaobrasileira.nsf/vwDocsAtivos/739B1A31ACAA54F003256DD2001BCC42?OpenDocument Alencar JM - Capítulo XXIV de Til – Edições Melhoramentos. Segunda Edição. http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/jose-de-alencar/til-10.php. Claro que também disponho de uma edição em suporte de papel. Mas estou querendo reduzir a devastação da floresta amazônica. Veríssimo E - O Tempo e o Vento – O Continente. 27ª Edição. Editora Globo S.A. 1989. Na verdade, a leitura primeira deste belo livro terá sido feita, talvez na primeira edição. Agora possuo essa de 1989; a outra sumiu para sempre. Não sei quem ma surrupiou. Sei quem ficou com o Resto é Silêncio, em 1964. Já faleceu. Ainda estou esperando a devolução. Aproveito a ensancha auspicieiríssima , como poderiam ter tido Sérgio Porto, o Agregado Dias e o conselheiro Acácio, para me desculpar junto ao prezado Luiz Gonzaga Porto Pinheiro: tanto o Liroca como o Chiru Mena diziam, ainda dizem: mundo velho sem porteira.

PALAVRAS-CHAVE (ALGUMAS): VESÚVIO; PLÍNIO, O VELHO / PLÍNIO, O MOÇO; POMPEIA VELHA / POMPEIA NOVA; ITAPIPOCA VELHA / NOVA ITAPIPOCA; GOETHE PAI / GOETHE, O NOVO; MOZART, O VELHO / MOZART, O NOVO; PETO / CAVE CANEM; CEMITÉRIO VELHO / CEMITÉRIO NOVO; VIDA / MORTE.


A QUEDA "¡Cómo saldré yo de este laberinto!" Marquez GG: El General en su Labirinto “Não posso mover meus passos por esse atroz labirinto (...)...” Meireles C: Romanceiro da Inconfidência – Coleção L&PM Pocket, 2008/2010, pág. 39. O PALÍNDROMO. SATOR AREPO TENET OPERA ROTAS Lins O, em AVALOVARA, de 1973, constrói, reconstrói ou descontrói linguisticamente o quadrado mágico que está hoje em Pompeia, de uns dois mil e duzentos anos para cá, numa das colunas do grande campo de esporte. O escravo LOREIUS, sabe que a cruz em T é o “instrumento com que se supliciam os escravos fugitivos” e ao achar o Aleph em TENET, percebe que “no dialeto dos seus pais, originários de Lâmpsaco, na Frígia, net, partícula que resta da palavra tenet uma vez eliminada a sílaba inicial, significa "não mais", com o que entrevê o imaginoso servo de Ubonius, nesse jogo com o TENET, uma espécie de logogrifo, acessível apenas à sua compreensão de escravo. Assim se traduz o seu entendimento da charada: "Loreius, caso descubra o que ambiciona o senhor, conduzirá livremente a sua existência e não mais será crucificado se tentar fugir"”. “Não mais” adquire sentido positivo, ao inverso do negativo do Corvo de Poe, “Never more”. “Não mais” é passe de mágica, condão do pacto de Riobaldo com o Rei da Criação, que não se realiza, porém se realiza. É o princípio da incerteza de Heisenberg, que pressupõe o sim como não e o não como sim, que vai mais longe, até arruinar os alicerces da Ontologia, de Parmênides, ao preconceber que uma coisa é ou não é; não pode ser ao mesmo tempo é-não é. Mas esta é-não é também é. Pois. Essa é uma escritura muito doida, misturando a grandeza de ourivesaria literária de Lins, com a de Guimarães Rosa, de Grande Sertão: Veredas. Nesse entretempo, sobrevém a ideia de que, em 1973, ainda não existia a net. A internet. Lins O – Avalovara – Companhia das Letras, 5ª Edicão, São Paulo, 1995, pág. 28. The Shining - Stephen King - Stanley Kubrick Em junho de 1951, dentro dos nove anos, Meneis DB abica à cidade de Itapipoca, egresso das brenhas do Sertão. À frente da casa em que vai morar, do outro lado da mesma rua, então Carlos Gomes, há todo um quarteirão de ruínas, que todo mundo ainda chama de Cemitério Velho; um único túmulo de pé, bem conversada capelinha branca, com inscrição de lápide fluindo quase assim: Anastácio Alves Braga, roubado por mãos assassinas à esposa e aos filhos, 7 de janeiro de 1928. Não afeito a cidades, labirintos, Meneis traça um mapa, rua por rua, para poder se orientar nas andanças. O Cemitério Velho jaz entre as ruas Carlos Gomes e Oswaldo Cruz (O/L) e 7 de Setembro e Caio Prado (S/N). Na quina S/L, sem separação das ruínas, habita o senhor Adalberto Muzzio de Paiva, sua esposa, dona Mivervina Pires e uma récua de meninos: Terezinha, Marconi; Dica e Creuza (vítimas do desastre VASP, 1982), Socorro, o primeiro Plínio; depois, Colombo. Meneis AD mora no Cemitério Novo, São Miguel. Bairro de Fazendinha.


A QUEDA

Antônio da Silva Jardim (Vila de Capivari, hoje Silva Jardim, 18 de agosto de 1860. Nápoles 1 de julho de 1891) advogado, formado na Faculdade de Direito de São Paulo, jornalista, abolicionista, republicano, sai do labirinto junto à cratera do Vesúvio; tem pouco tempo para advogar, relatar, ver o resultado da abolição da escravatura, para viver a república. Com toda a certeza! como diz avoengo Lucas David da Costa, acompanhará Saldanha Marinho na assertiva: “Essa não é a República dos meus sonhos”. De mesma forma, diz-se faz Empédocles, pai da hipótese de que tudo será constituído por quatro princípios: água, ar, fogo e terra, estendendo a ideia de Tales de Mileto, para quem tudo é água. Também precursor do darwinismo. Terá se atirado à cratera do Etna, na Sicília, não se sabe por que, alguns acham que para provar seu caráter divino. Isso há uns de 2.500 anos. O bom senso manda conceber que um homem sabido como esse não irá crer em divindades, muito menos na própria. Retorna-se à cruz em T e a Stanley Kubrick, agora de Spartacus. Spartacus, de Kubrick baseia-se em Spartacus de Howard Fast, escritor de ascendência hebraica, vítima do macartismo (McCarthyism), por suas atividades políticas. Espártaco será oriundo da Trácia - segundo Plutarco e outros - e na luta contra os romanos (Terceira Guerra Servil, 73-71 AC) refugia-se com seus comandados nas faldas do Vesúvio, que está calmo, tunc, forjando a erupção de século e meio depois.

Espiral de Arquimedes. http://pt.wikipedia

Ouroboros. O sonho de Kekulé http://pt.wikipedia.org/wiki/Ouroboros

IN GOD THEY TRUST


CORRESPONDÊNCIA ELETRÔNICA

Sexta, Janeiro 4, 2013 7:36 am Prezado Luciano, Estou na beira-mar de Nápoles, num programa bed and breakfast. Já desenhamos, a Ana e eu, mais de quinze vezes o Vesúvio, a partir da Baia, onde estamos. Também já desenhamos, o mesmo tanto de vezes, o cachorro que estava em Pompeia com a frase CAVE CANEM. Por falar nisso, cuidado com o cachorro. Dê lembranças a todos, os de casa, os do HGF, os da Faculdade, os demais, inclusive Mr. Shadow. Se você quiser me mandar também um desenho seu do vulcão, a partir da baia de Nápoles, bem como do cachorro, eu fico muito grato. No final, pode resultar um ebook. E você sabe desenhar; eu desenho como um criança de 7 anos. Até mais, dalgimar

16 de janeiro de 2013 Prezado professor Dalgimar, Envio em anexo o desenho "canis aquam bibere poterat". Espero que estejam bem. Sem mais, Luciano

17 de janeiro de 2013 20:36, Luciano, Essa técnica usada é bico de pena? Dalgimar De: "Luciano Franco" Para: dalgimar Data: Sexta, Janeiro 18, 2013 8:07 am Assunto: Re: cuidado com o cachorro Não sei se é bico de pena. Eu fiz um desenho com caneta BIC e passei para o computador. Lá eu tratei em um programa básico de foto, aumentando ou diminuindo o que eu acho que chamam de temperatura; depois, fiz um turvamento periférico. Foi por tentativa e erro. Dá uma impressão de capricho, refinamento, não é? Daí (acho) a impressão de bico de pena. Luciano.


24 de agosto de 79: Erupção do Vesúvio 24 de agosto de 1954 – O professor Leal determina que os meninos e as meninas se disponham em fila, no grande corredor da Escola Normal Rural Joaquim Magalhães, Itapipoca e contristado, comunica que todos nós devemos nos dirigir às nossas residências, uma vez que, se tinha decretado luto e folga, pelo fato de, naquele dia, o presidente Vargas haver desaparecido. Usou o termo desaparecido. “Agosto, mês de cachorro doido”


24/25 de agosto de 1572. Noite de São Bartolomeu. “Agosto, mês de cachorro doido”


Ana pousa a mão na cabeça de San Gennaro. Foto de Menezes DB Todas las calles de todos los pueblos conducen inexorablemente a la iglesia o al cementerio.

Marquez GG: Los funerales de la mamá grande. Biblioteca Sudamericana – Buenos Aires 1970: 109.


PETO – PETINHO E SEU MODELO - FOTOS DE FREIRE AMR & MENEZES LF O DESENHO DO CÃO, ANTES EXIBIDO, É DE FREIRE AMR, O MELHOR QUE PÔDE E SAIU DENTRE 36 TENTATIVAS.


Thermopolium – casa de comida rápida. Ana procura muffins. Não os encontra. Variações sobre o tema de The Last Days of Pompeii de Trevor Jones


CORRESPONDÊNCIA

Prezada Fernanda, Ontem, dia doze de janeiro, minha mulher Ana Freire, disse ter visto a senhora, a senhora sua mãe e duas crianças, no restaurante ou qualquer coisa, junto ao Templo de Júpiter e às Termas do Foro, em Pompeia Arqueológica. Pelo fato de ela ver demais, e criar e alimentar ilusões, não acreditei, nem me virei para verificar ou constatar; depois, tive ganas de saber se era verdade, mas já era tarde; "vocês" tinham sumido; quando se está fora a gente projeta muitas vezes em pessoas estranhas as figuras que a gente conhece ou que desejaria conhecer. Pois, eram ou não vocês? Dalgimar Beserra de Menezes

Cara senhora Torres, A propósito de Pompeia Arqueológica. Fiquei aquém de uma proustiana extraordinária, que está, se não engano, em À Sombra das Raparigas em Flor, assim: uma pessoa, uma moça, que a gente vê à saída num trem (ou de um trem), põe olhos na gente e, inexoravelmente, o mirar mútuo se distancia no espaço, no tempo, para nunca mais, ou para talvez, um possível reencontro, sem que se saiba, de ambos os lados, que éramos os dois que se olharam, num momento fugaz, ao instante da partida de um trem ... dalgimar b. de menezes http://vejario.abril.com.br/blog/fernanda-torres/cronica-da-semana/mediterraneos Copiado do blog, com correções mínimas. Ars longa, vita brevis, occasio praeceps, experimentum periculosum, iudicium difficile. A arte é longa, a vida breve, a ocasião fugaz...


Variações sobre o tema de The Last Days of Pompeii de Trevor Jones

Execução: Garoto Assobiador, Zinho da Gangorra, 7 anos de idade


ANFITEATRO


Fórum de Pompéia – Templo de Apolo. Templo de Júpiter. Templo de Vênus Caboclo da Gangorra, onde anda, caça dinheiro pelo chão. Não morrerá menos pobre por isso.


12/01/2013:

GOETHE, O NOVO: CIDADE MUMIFICADA TAPERA. - ¿ Qué se le ofrece? – preguntó - Las llaves del cementerio – dijo la mujer Pág. 14

Todas las calles de todos los pueblos conducen inexorablemente a la iglesia o al cementerio. Página 109.

Marquez GG: Los funerales de la mamá grande. Biblioteca Sudamericana – Buenos Aires 1970 Variações sobre o tema de The Last Days of Pompeii de Trevor Jones


Pompeia VELHA/Pompeia NOVA

Procuramos agendar visita aos Vettii. Impossível. Domus não visitável, em reforma, quiçá restauração. Esse tipo de entrave sofre-se em todo museu do mundo, seja mórbido ou não. Aliás, não acho mórbido o sítio de Pompeia. Já a Casa do Fauno, visitável em sua plenitude. Ninguém presente, nem espectros dos donos, nem turistas. Aprecio o inverno, pela redução do número de pessoas à frequentação de um local como Pompeia.

Vira-latas. Passeiam nas ruas muitos cachorros. Os responsáveis pela administração da cidade advertem que não se responsabilizam pelo que advir da relação turista/cão. Pois, cave canem


Villa dei Misteri


Subida ao Vesúvio, à entrada do Parque Nacional que, ao primeiro instante, foi impedida pelos funcionários, mercê da cerração e da neblina. Pagamos cada um €11. A neblina arrefeceu dentro de uma meia hora de nossa chegada (meio dia do dia 10/01). Tivemos permissão para subir. O cachorro [CAVE CANEM] não nos acompanhou.


Menezes, 70, a duras penas, sobe a montanha. 10/01/2013. Observar que ainda há cerração.


Junto à cratera, ouvimos, de cima: - Repara quem vem vindo lá! Avistamos o Sr. Paulo e a Sra. Carla Simon, de São Paulo, que havíamos conhecido dentro do Anfiteatro, no primeiro dia de visita à cidade.


Pronto.


Palimpsestos