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Cobrança Localcred.

Transparência, Solidez e Resultado.

Auditoria Externa | Ernest & Young Terco Selo de Qualidade | IGEOC - FGV - VANZOLINI Tecnologia e Qualidade na Informação Management Information System

Equipes de Alta Performance

Associações:

Business Intelligence

Rua Barão de Itapetininga, 275 | 10º Andar Centro | São Paulo | SP | CEP: 01042-914 Tel.: +55 (11) 3156-5743 | +55 (11) 3156-5707 www.localcred.com.br


{ sumário}

A Credit Performance é a primeira e única revista especializada na indústria brasileira de crédito e cobrança. A publicação é idealizada pela CMS - Credit Management Solutions, a organização líder em interação e conteúdos da indústria latina de crédito com atuação em 14 países da América e Europa, e conta com o apoio do Instituto Geoc e Serasa Experian. Com periodicidade trimestral e tiragem de seis mil exemplares, a revista oferece conteúdo especialmente desenvolvido para executivos líderes de grandes corporações e empresas da área. Distribuição exclusiva e gratuita. CONSELHO EDITORIAL: Carlos Zanchi, Cláudio Kawasaki, Eldi Willms, Estefânia Shiromoto, Jair Lantaller, José Augusto de Rezende Júnior, Luciana Felletti, Luis Barbuda, Manuel Magno Alves, Milene Zabot, Pablo Salamone, Sergio Scardini, Silvina Virga, Tariana Machado e Victoria Iturrieta REDAÇÃO E PRODUÇÃO: Burson-Marsteller Brasil DIRETOR DE REDAÇÃO: Pedro Corrêa EDITORA E JORNALISTA RESPONSÁVEL: Luciana Morassi (MTB 34.765) COLABORARAM NESTA EDIÇÃO: Christiane Marcondes Alves de Brito, Gerson de Faria, Hilda César, Gabriela Arruda, Maiara Martines, Kalinka Araneda (reportagem e edição), Rubens Chaves (fotografia) E-MAIL DA REDAÇÃO: creditperformance@cmspeople.com DIAGRAMAÇÃO: Multi Propaganda RESPONSÁVEL COMERCIAL: Madleine Rose M. Sprocatti madi@cmspeople.com / Tel. (11) 3868-2883/ 3865-7013. Credit Performance, a revista da indústria de crédito e cobrança. Endereço na internet: www.creditperformance.com.br Credit Performance® é uma publicação da CMS – Credit Management Solutions. Todos os direitos reservados, proibida a reprodução total ou parcial sem prévia autorização.

14

CAPA

novos talentos:

ParCeriaCoM Meio aCadÊMiCo alavanCa Profissionalização do setor e dÁ origeM ao ConCurso Cultural luzes do CrÉdito

5 EDITORIAL 6 ENTREVISTA

renato oliva, Presidente da assoCiação Brasileira de BanCos: “o CrÉdito a não Clientes rePresenta 45% do MerCado e estÁ CresCendo”

10 INDICADORES

CaPital de giro É Modalidade de CrÉdito

Que Mais CresCe no PaÍs

18 CASO DE SUCESSO

seBrae: eMPreendedorisMo sustentÁvel

nas PeQuenas e MÉdias eMPresas

20 DESTAQUE

Maiores de 60: eles tÊM dinheiro e QuereM ConsuMir

Produtos e serviços Que seJaM adeQuados Para o seu Perfil

24 NOVIDADES E AGENDA

exPerian CoMPra Maior Provedora de e-Mail Marketing

no Brasil; instituto geoC teM nova suPerintendente;

Credilink aPresenta sisteMa de alta PerforManCe; notarial reforMula MarCa

26 IDEIAS E TENDÊNCIAS o CrÉdito e a inadiMPlÊnCia

27 OPINIÃO

os CaMinhos da reCuPeração de CrÉdito

30 TENDÊNCIAS

suPerendividaMento É uM fenôMeno Pode ser uMa doença, Mas hÁ forMas de trataMento

33 PELO MUNDO

BarCelona: a CaPital do ModernisMo aPresenta oBras

Que QueBraM ParadigMas e insPiraM Mudanças de vida

35 SOFISTICAÇÃO & LUXO

Classes a e B ditaM Moda e não eConoMizaM

36 38

ANÁLISE SETORIAL CoPa 2014, inCentivo do governo e adesão de BanCos Privados, o MiCroCrÉdito alCançarÁ PiCos de PerforManCe PONTO DE VISTA CrÉdito estudantil: Pontes Para o futuro C r e d i t P e r f o r M a n C e {3}


{ editorial}

Credit Performance

Redescobrindo o brasil o setor financeiro do brasil, reconhecidamente um dos mais ágeis e bem consolidados do mundo, ainda possui mercados expressivos e prósperos, porém pouco explorados em relação ao seu potencial.

além de amplo mercado, é dotado de talentos ainda não descobertos, à espera de uma oportunidade, como a que oferece o concurso cultural luzes do crédito, recém-lançado em parceria com algumas das mais notáveis faculdades do País.

a proposta é fomentar a descoberta de novos talentos, criando uma ponte direta entre jovens criativos e o mercado, contribuindo não só para o desenvolvimento do setor de crédito como o da própria economia nacional. os melhores projetos serão expostos durante o cMS Forum São Paulo 2011 e premiados, em votação simultânea, pela plateia de executivos e profissionais do setor. Para a cMS, a satisfação de idealizar e concretizar a arrojada iniciativa tem sabor de conquista e é uma realização. contamos com a participação de todos desde já e também na data da premiação, aplaudindo os vencedores. confira detalhes sobre o concurso em nossa matéria de capa. esses talentos que premiaremos terão a oportunidade de atuar nos mercados em desenvolvimento como, por exemplo, o da chamada terceira idade, na seção Destaques. trata-se de uma fatia da sociedade que tem se beneficiado com a tecnologia, tornando-se mais longeva e saudável. Geralmente com mais tempo para o lazer e o consumo, essa camada busca produtos com o seu perfil. e, comprovadamente, possui dinheiro no bolso para adquiri-los! além dos maiores de 60, existe outra faixa sendo descoberta pelos bancos: os microempreendedores. com a multiplicação de pequenas e médias empresas nos últimos 20 anos, o crescimento do número de empreendedores e a criação dos programas do governo para fortalecer economicamente as microfinanças, bancos estão desenvolvendo produtos específicos para esses públicos. Isso sem falar dos novos players que estão sendo atraídos pelo potencial de crescimento do microcrédito no brasil. o entrevistado desta edição, Renato oliva, presidente da abbc (associação dos bancos do brasil), desvenda a estratégia de outro segmento financeiro. a entidade representa mais de 80 bancos que, entre outras especializações, ofertam crédito aos não clientes,pessoas físicas e jurídicas. a movimentação desses pequenos e médios bancos representa 45% do mercado de crédito pessoal e está se tornando outro filão atrativo para os grandes bancos. até cerca de dois anos, os sete grandes não atuavam nesse setor, mas em resposta a novos direcionamentos políticos, passaram a prospectar nesse território. É o que conta oliva, apresentando dados consolidados e informações estratégicas do segmento em evolução.

Juan Pablo buceta

além de apresentação dos novos nichos, temos uma avaliação dos créditos tradicionais, já que o capital de giro foi a modalidade mais crescente nos últimos dez anos. outro tema aqui explorado é o dos objetos de desejo das novas classes sociais: as a e b são imbatíveis em termos de consumo, mas as c, D e e desejam e conseguem adquirir produtos que estão nos lares mais ricos do país graças à melhoria nas condições de pagamento dos financiamentos. Pode-se dizer que o sonho de consumo da nova classe média pode ser conquistado em prestações a baixos juros.

Pablo Salamone Presidente Cms

outra seção que vale visitar é a de barcelona, terra de inovações e interessantes costumes, arquitetura e projetos. Quem não precisa de inspiração no dia-a-dia? Fique com temas fundamentais ao brasil que se consolida, apesar de crise global, e ainda conheça outras novidades apresentadas no Forum São Paulo 2011. a edição está repleta de “boas ideias”! boa leitura,

C r e d i t P e r f o r m a n C e {5}


{entrevista}

Crédito a não clientes: mercado em evolução Por Christiane MarCondes alves de Brito // Fotos: ruBens Chaves

Responsável por 45% do crédito pessoal no país, o mercado de crédito a não clientes é hoje um dos segmentos mais disputados pelos bancos. Agregado a isso, os direcionamentos políticos na área monetária, o modelo de Basiléia II e as adequações às novas normas contábeis internacionais promovem grandes desafios às instituições financeiras brasileiras, principalmente as de pequeno e médio porte, segmento representado pela ABBC, presidida por Renato Oliva, entrevistado da edição.

A ABBC (Associação Brasileira dos Bancos) foi fundada em 1983 com a missão de defender a concorrência e o espaço de atuação de seus, atualmente, 83 associados. A entidade promove a discussão, o debate e o estudo de problemas conjunturais e estratégicos que atingem diretamente os interesses dos afiliados. Oliva aponta diferenciais da ABBC: “A Febraban, por exemplo, representa sistemas bancários, ou seja, os 7 bancos que possuem 94% das agências. Os outros 6% de agências estão nas mãos dos bancos menores, que somam mais de 180, com participação significativa em certos segmentos”. Os pequenos e médios atuam como correspondente no país, que é a empresa terceirizada que vende produtos financeiros. Para se ter uma ideia, o Brasil tem 15 mil agências no total e 160 mil correspondentes, os agentes de expansão de vendas de produtos, uma força de trabalho competente e essencial ao crescimento das operações. Renato Oliva explica em detalhes como se configura esse mercado “financeiro”. {6} C r e d i t P e r f o r m a n C e

Credit Performance – Diante das várias medidas de aperto do crédito tomadas pelo Banco Central e Fazenda desde o fim do ano passado, como você avalia, hoje, a situação de pequenos, médios e grandes bancos? Como fica a concorrência e quais segmentos podem ser estratégicos para enfrentar esse momento de alta inflacionária? Renato Oliva – A expectativa do Banco Central para que o comportamento do crédito siga uma rota mais moderada em 2011, para não alimentar a "fogueira" da inflação, não é universalmente adotada por conta das diferentes estratégias comerciais dos bancos. O recuo dos bancos menores na geração de novas operações é compensado pela busca de mais market share por parte dos grandes bancos. E isto, sem


“Hoje, os bancos de menor porte estão recalibrando suas estratégias comerciais para adequá-las à realidade de novos requerimentos de capital e a custos mais elevados de funding.” renato oliva Presidente da assoCiação Brasileira de BanCos (aBBC)

dúvida, gera uma maior concentração bancária, num mercado já altamente concentrado, onde os sete maiores bancos detêm 90% do total dos ativos do sistema. Hoje, os bancos de menor porte estão recalibrando suas estratégias comerciais para adequá-las à realidade de novos requerimentos de capital e a custos mais elevados de funding. Além disso, estão reordenando seus processos internos para obter ganhos de eficiência e de economias e manter relações de custos versus receitas em patamares adequados, considerando as futuras elevações de custos projetadas por conta da inflação. CP – Como repercute no setor a primeira mensuração do índice de Basileia sob os critérios dos novos fatores de ponderação de risco estabelecidos em dezembro? RO – O impacto está muito longe de ser desprezível. Na verdade ele é determinante para o atual esforço dos bancos em suas reformulações comerciais e estratégicas. O Brasil já possuía um dos sistemas financeiros mais seguros e estáveis do mundo e agora caminhamos para uma segurança ainda maior. É lógico que a parte mais delicada dessa história é que o custo do crédito para o tomador final irá aumentar.

CP – Você apontou que os bancos, com o pacote antiinflacionário lançado em dezembro, teriam que incluir na sua agenda “as adaptações às novas normas contábeis internacionais, as mudanças na contabilidade das cessões, além da retirada dos estímulos de liquidez colocados durante a crise de 2008 e 2009”. Acrescentou que o cenário de restrição não previu uma coordenação que avaliasse o tipo de impacto sobre os bancos. A falta de coordenação, seis meses depois, resultou de fato em concentração? Os bancos conseguiram introduzir e administrar as mudanças? RO – Sem dúvida alguma, bancos de tamanhos e nichos diferentes sofrerão consequências diferentes pela introdução do conjunto de medidas macroprudenciais e pela convergência às práticas contábeis europeias. A leitura, prévia ou posterior, dos impactos serve para aprimorar mais ainda o esforço para o aprofundamento dos princípios, de maneira a preservar os segmentos que possuem tempos de assimilação diferentes. Independentemente destas leituras ou releituras, os bancos não estão parados. Estão reorganizando suas estratégias e processos e assimilando rapidamente as medidas. C r e d i t P e r f o r M a n C e {7}


{entrevista}

“o brasil já possuía um dos sistemas financeiros mais seguros e estáveis do mundo e, agora, caminhamos para uma segurança ainda maior.”

CP – Quanto à concentração por conta de transações de aquisições ou fusões, inerente aos momentos de transformação do mercado, por que ela é, a seu ver, menos nociva que a concentração orgânica colocada em curso com medidas do governo? Você entende que pequenos e médios foram prejudicados? RO – Fusões, aquisições, joint-ventures, acordos operacionais, são frutos da percepção e aproveitamento de oportunidades, como a entrada de novos bancos no cenário brasileiro. A concentração orgânica mexe com preços, com motivações comerciais, com equilíbrio de forças correntes. E quem tem mais munição econômica sempre levará mais vantagem em relação a seus concorrentes. O acúmulo desse poderio financeiro e mercadológico tende a concentrar mais ainda esse modelo concorrencial. A grande pergunta para esse item é “qual é o tipo de sistema financeiro que a sociedade brasileira deseja”? Se desejamos um sistema mais rico em diversidade e mais abrangente em termos de escolhas do consumidor, precisamos discutir novos modelos concorrenciais. CP – Você previu que a criação da Central de Cessão de Créditos (C3) daria fim à insegurança que atingiu o segmento de bancos médios, após a crise deflagrada com o evento do Panamericano. A ideia da central surgiu há dois anos na ABBC, mas foi encampada no final do ano pela Febraban. Como está o processo hoje?

RO – Estamos em fase final de implementação. Houve um esforço conjunto de algumas entidades do Sistema, a ABBC entre elas, capitaneado pela FEBRABAN. E num espaço de tempo recorde, a C3 está entrando no ar. Certamente a C3 será um marco para a maior segurança das operações de cessão de crédito realizadas no mercado. CP – Como a exigência de padronização das forças de vendas, ou seja, do alinhamento das empresas terceirizadas que oferecem produtos financeiros, deve repercutir no mercado? Você acredita que essa seja uma tendência crescente no mercado, terceirizar grupo de vendas ou cobranças? Grandes e pequenos aderem ao modelo? Por quê? RO – A padronização da força de vendas terceirizadas é imprescindível para o objetivo de mitigação de riscos operacionais e para o melhor atendimento ao cliente, respeitando regulações que protegem o direito do consumidor. Por isso, todo esforço no sentido da capacitação e da certificação do terceirizado é bem vindo. São mais de 60 mil empresas com algo entre 250 mil e 500 mil pessoas diretamente envolvidas, muitas delas aposentados que descobriram uma nova fonte de renda familiar. Importante ressaltar que essas empresas só coletam documentos e fazem checagem de informações de forma remota. A decisão de concessão do crédito é sempre do próprio banco.

{8} C r e d i t P e r f o r M a n C e

Anun


A gente pode ajudar você a obter melhores resultados em operações de concessão de crédito a grandes empresas ou em aquisições de maior volume com fornecedores. Nossas soluções permitem avaliar o risco em negócios com uma empresa conforme o seu grupo econômico, as perspectivas do setor e o seu comportamento em um cenário futuro. Para analisar clientes e fornecedores segundo o risco financeiro, comportamental, ambiental ou social, desafie a gente. Pergunte o que a gente pode fazer por você.

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{indicadores}

Capital de giro: destaque em 2010 S

egundo dados do Banco Central, o capital de giro é a modalidade de crédito que mais cresceu em 2011. Ele já vinha em uma curva ascendente desde setembro de 2002, período em que acumulou um aumento de 1593%. Em janeiro de 2011, chegou a um pico histórico, contabilizando R$ 269.379 milhões em operações. O Instituto Assaf levantou junto ao Banco Central o volume das operações de crédito segundo cada uma das moda-

lidades no período de janeiro de 2001 a fevereiro de 2011. “Asegundamodalidadequemaiscresceu no mesmo período foi o crédito para aquisiçãodebenscomaumentode746%. Na sequência, a terceira forma que mais cresceuemusopelasempresasfoiaconta garantida, com crescimento de 276%”, explicaAlexandreAssafNeto,economista e sócio-diretor do Instituto Assaf. Em relação às taxas de juros praticadas para as empresas, as maiores, desde

Crédito mercantil lidera, mas cresce menos que o bancário

modalidadeS uSadaS PelaS emPreSaS

em R$ milhões 300.000 250.000 200.000 150.000 100.000

2001

2002

Capital giro Conta garantida

2003

2004

Aquisição bens Vendor

2005

2006

Hot Money ACC

2007

2008

2009

Desconto Duplicatas Financiam.Imobiliário

Dez

Mai

Out

Mar

Ago

Jan

Jun

Nov

Abr

Set

Fev

Jul

Dez

Mai

Out

Mar

Ago

Jan

50.000 0

2010 2011 Export Notes Resolução 63

(Fonte: BACEN/Instituto ASSAF)

{10} C r e d i t P e r f o r M a n C e

janeiro de 2001, continuam sendo as aplicadas à conta garantida, onde saiu de 51,29% ao ano para 101,15% ao ano em fevereiro de 2011. Emseguida,osdeduplicatasepromissóriasapresentaramumataxamédiaanual de46,62%emjaneirode2001echegaram a 51,31% ao ano em fevereiro de 2011. Com toda essa movimentação, as empresas aumentaram a dependência do capitaldegiroeacontagarantidaobteve as maiores taxas da sua modalidade.

Ocrescimentodocréditomercantil no ano ficou abaixo do volume dos financiamentos bancários concedidos às empresas. É o que demonstrou um estudo especial da Serasa Experian com base nos balanços de 60 mil empresas, de todos os portes, atuantes em todos os setores da economia. Houve uma evolução de 21,6% do crédito bancário no ano de 2010, contra crescimento de 11,5% no crédito mercantil, no mesmo período.


Por hilda César

A concessão de crédito no Brasil alcançou um desempenho excepcional em 2010 e a maior parte da sua movimentação deve-se ao volume de negócios com empresas. Prova de que as empresas mantiveram seus investimentos, apesar dos efeitos da crise, com suporte do setor financeiro. Esta parceria garantiu ao país um dos melhores índices de crescimento dos últimos dez anos.

taxaS menSaiS de juroS daS PrinCiPaiS modalidadeS de Crédito

em % a.a 120,00 100,00 80,00 60,00 40,00 20,00

Capital de giro

Conta garantida

Aquisição de bens

2005 Vendor

2006 Hot money

2007 Descontos

2008

2009

Jan

Jul

Jan

Jul

Jan

Jul

Jan

Jul

Jan

Jul

Jan

Jul

2004

Jan

2003

Jan

Jul

Jan

Jul

2002

Jul

2001

Jan

Jul

Jan

0,00 2010

2011

(Fonte: BACEN/Instituto ASSAF)

modalidades de obtenção de crédito Uma empresa tem diversas formas de obtenção de crédito para financiar suas atividades. Entre as principais estão: • Capital de giro: recurso de crédito de rápida renovação para dar liquidez às atividades; • Conta garantida: conta de empréstimo separada da conta corrente, com limite de crédito implantado para utilização de forma rotativa. É o seu ‘cheque especial’; • Crédito para aquisição de bens: linhas específicas de crédito destinadas à compra de ativos fixos;

• Vendor: forma de financiamento de vendas na qual o vendedor recebe à vista do banco o respectivo valor da venda e o comprador paga ao banco a prazo; • Hot money: empréstimo de curtíssimo prazo voltado a atender as necessidades imediatas de capital das empresas; • Desconto de duplicatas: modalidade na qual a empresa deixa junto ao banco duplicatas de crédito como garantiadeempréstimoslevantados; • Financiamento imobiliário: linha de crédito específica para aquisição de imóveis;

• ACC: Linha para adiantamento de contrato de câmbio para empresas exportadoras que realizaram suas vendas para outros países, onde o exportador assume o risco da variação cambial; • Export notes: Significa notas de exportação e é um contrato usado por exportadores para financiar suas vendas ao exterior. O exportador cede os direitos de venda aos investidores e em troca recebe moeda local; • Resolução63:formade empréstimo indexado à variação cambial destinado a financiar as necessidades de capital de giro das empresas. Fonte: Instituto Assaf

C r e d i t P e r f o r M a n C e {11}


STANDS

Um congresso da


{capa}

Dreamstime

iluminando o caminho dos novos talentos

o concurso soma a inteligência acadêmica à inteligência de mercado e visa promover o desenvolvimento da economia no brasil, por meio da profissionalização da indústria do crédito.


Por Christiane Brito e GaBriela arruda

Dreamstime

Iniciativa inédita dirigida a universitários, o recém-criado Concurso cultural da CMS “Luzes do Crédito” premiará as melhores ideias para o setor creditício. O desafio é estimular a entrada de jovens criativos na indústria do crédito e o grande trunfo é facilitar a aproximação dessa indústria com o meio acadêmico, cenário de debate no qual o conhecimento se recicla e grandes vocações se revelam.

"n

ão basta saber, é preciso também aplicar; não basta querer, é preciso também fazer.” A frase, do genial autor Wolfgang Goethe, expressa com poucas palavras a origem e intenções do Concurso “Luzes do Crédito”, lançado pela CMS em parceria com as melhores universidades do país. No meio acadêmico, o conhecimento prospera, mas nem sempre é aplicado à prática, já no mercado, em todos os setores, há a demanda de inovação, mas é preciso esforço para concretizá-la. Por isso, a CMS decidiu buscar ideias

criativas com jovens universitários, graduandosepós-graduandos,premiando as melhores e, assim, apresentando esses novos talentos aos players do setor. “Apostar na criação de talentos em nossa sociedade é um fator chave para fazer crescer cada vez mais, e melhor, nossas organizações. Criar oportunidades para que jovens e brilhantes estudantes possam compartilhar com o mercado suas melhores ideias, sem dúvida, agrega valor tanto para a comunidade educacional quanto ao segmento de crédito”, explica Pablo Salamone, presidente da CMS Brasil.

O concurso soma a inteligência acadêmica à inteligência de mercado e visa promover o desenvolvimento da economia no Brasil. Por meio da profissionalização da indústria do crédito, reposiciona a atividade creditícia no setor e tem a participação das mais prestigiadasuniversidadesdoPaís,alémdegerar oportunidades de trabalho ao apresentarosestudantesparticipantesaosprincipais executivos do sistema financeiro. Além disso, também proporcionará destaque aos professores através de sua participação e mediação durante palestrasedebatesrealizadospelaCMS.

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“capacitar gestores nesta área é essencial para o futuro econômico do país.” tHarCíSio Souza SantoS Professor, doutor e diretor da faCuldade de adMinistração

da

faaP

C r e d i t P e r f o r M a n C e {15}


{capa} ampliando as fronteiras do crédito Para o coordenador e professor de finanças dos cursos de administração do CCSA (Centro de Ciências Sociais e Aplicadas) da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Josilmar Carmonssi, iniciativas como essa são extremamente benéficas para o futuro do mercado de crédito e cobrança, que pode se tornar mais abrangente. Ele descreve o momento atual: “Há uma ênfase bem pequena no âmbito aca-

dêmico, na qual o risco creditício é tratado como uma das vertentes de finanças e não como uma especialidade. Isso geralmente ocorre apenas em cursos de pós-graduação específicos”, afirma. Já o professor de Finanças da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Fabio Gallo, acredita que a situação está mudando. “A disciplina de análise de crédito, por exemplo, que sempre pertenceu à grade curricular obrigatória de finanças, tornou-se

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“Medidas simples e iniciativas como o concurso são responsáveis por formar gerações de especialistas na área.” Fabio Gallo Professor de finanças da PuC-sP

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“Iniciativas como essa são extremamente benéficas para o futuro do mercado de crédito e cobrança.” joSilmar CarmonSSi Professor da universidade MaCkenzie

{16} C r e d i t P e r f o r M a n C e

exclusiva pela necessidade de incluir o universitário na nova realidade sócioeconômica brasileira”, explica.

Futuro econômico do brasil Gallo ainda ressalta que medidas simples e iniciativas como a do Concurso são responsáveis por formar gerações de especialistas na área. “Quando alguém se destaca, o certo é intensificar o processo de capacitação com material complementar de estudos e orientar que os trabalhos e pesquisas se relacionem ao tema (TCC, iniciação científica e até mesmo cursos de pós-graduação). Muitas vezes, há indicações para programas de estágio específicos”, complementa o professor. Segundo o diretor da Faculdade de Administração da FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado), Prof. Dr. Tharcísio Souza Santos, a melhor estratégia para capacitar e aumentar o interesse pela área é oferecer várias opções. “Cursos com approaches diferenciados, que se adaptam ao nível do profissional são muito atraentes. Por exemplo, no 8º semestre do curso de administração da FAAP temos a disciplina de avaliação de crédito. Mas há também o Programa de Avaliação de Crédito, um curso específico, de 60 horas, para quem ou está prestes ou acabou de se formar. Além disso, há um curso de pós-graduação em banking e outro ainda mais avançado, parte do MBA Executivo”, relata.

analistas de negócios Para Souza Santos, capacitar gestores nesta área é essencial para o futuro econômico do país: “Em 2004 o volume das operações de crédito representava quase 24% do PIB. No final de 2010, este volume dobrou para aproximadamente 48%. A tendência é o Brasil reverter a curva de juros de acordo com o padrão mundial, ou seja, tornar as taxas de juros a longo prazo maiores do que as taxas a curto prazo trazendo assim, mais segurança e esta-


bilidade. Precisamos de profissionais que sejam capazes de compreender e introduzir essas mudanças.” O diretor ainda ressalta que o perfil ideal para um especialista em crédito e cobrança consiste em ter visão macroeconômica, capaz de analisar negócios detalhadamente e de gerar caixa, sempre o conciliando com o volume de encargos envolvidos. O gerente de soluções corporativas do IBMEC (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais), Eduardo Pitombo, acredita que tendências de crescimento de qualquer mercado, como o de crédito, são bem aproveitadas pelas pessoas que conseguem conciliar as habilidades técnicas com competências gerenciais, baseadas em suas visões holísticas de negócio. “Os alunos que tiverem sucesso nessa estratégia de capacitação, com certeza aproveitarão melhor as oportunidades que o crescimento do mercado de crédito oferece para quem nele atua”, completa Pitombo.

máxima interatividade Com o Concurso “Luzes do Crédito”, as melhores ideias serão expostas e premiadas durante o 7º Congresso Nacional de Crédito e Cobrança Brasil 2011 – o evento nacional mais importante para este segmento - que acontecerá no Hotel Transamérica & Teatro Alfa, nos dias 18 e 19 de outubro, e reunirá mais de dois mil profissionais do setor. A votação e a premiação contarão com a participação de todo público presente. Aliás, a platéia definirá os resultados por meio de um aparelho eletrônico de votação instantânea, que poderão acionar ao final de cada apresentação. Cada grupo terá 10 minutos para realizar a apresentação da sua proposta e o resultado se baseará na qualificação média das votações e não na quantidade de votos. O grande prêmio, entretanto, é a democratização dos conhecimentos e dos meios de acesso ao mercado. Esta é a grande engrenagem que o concurso colocará em movimento!

Podem participar deste concurso estudantes representantes de universidadesdoBrasilquedesenvolveramoudesenvolvampesquisas, teses ou cases relacionados às temáticas de crédito. Cada universidade deverá selecionar apenas uma equipe representante, com nomáximotrêsalunos,quedeverá desenvolver propostas inéditas e inovadoras relacionadas a uma ampla gama de temas. Elesincluemmeiosdepagamento, cobrança,redessociaisnoambiente de crédito, recursos humanos comfoconosmercadosdecrédito, promoção,vendaedistribuiçãode crédito, consumidor de crédito, compra e venda de carteiras. Abrange ainda empreendedorismo e microcrédito, campanhas de incentivo, cobrança judicial, crédito e cobrança comercial. As inscrições tiveram início em 01 deagostoevãoaté30desetembro. Para se inscrever gratuitamente basta preencher a “ficha de participação” online, disponível no site www.cmspeople.com.

C r e d i t P e r f o r M a n C e {17}

Dreamstime

regras do jogo


{caso de sucesso}

Sebrae: o segredo da sustentabilidade empresarial n

avegar é preciso. A máxima aplica-se integralmente a empreendedores, uma vez que antes de se aventurar no mar dos negócios, deve-se consultar as cartas marítimas e instrumentos de orientação, para que atinja as terras do sucesso empresarial. A reflexão metafórica é do diretor-superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae-SP, Bruno Caetano. Segundo Caetano, sempre haverá tormentas pelo caminho, mas com planejamento o empresário sempre terá o controle das velas na mão. “Planejar é a palavra de ordem do empreendedor que pretende montar a sua empresa e sobreviver em um mercado extremamente competitivo”, sentencia. “E este planejamento antecede qualquer ação voltada à constituição de um empreendimento.” De acordo com a agência, o empreendedorismo tem sido uma saída para grande parte da população brasileira. Não só pela voca-

ção de empreender do brasileiro. O ambiente econômico favorável, e a estabilidade que a microeconomia tem alcançado, empurra as micro e pequenas empresas para frente na cena econômica e as torna a bola da vez. Para cada dois negócios abertos por oportunidade existe um por necessidade. Quem empreende por oportunidade geralmente planeja melhor o negócio e, por isso, tem mais chance de sobreviver. Estabilidade: Os pequenos negócios estão sobrevivendo mais. Há 12 anos, 35% dos empreendedores que abriam seus negócios quebravam no primeiro ano de atividade. Hoje, este índice caiu para 27%. Paralela a esta queda vimos crescer o número de empreendedores por oportunidade, aqueles que se prepararam para empreender, além de uma significativa melhora na qualificação do empresário que planeja melhor e tem escolaridade cada vez mais elevada.

“Planejar é a palavra de ordem do empreendedor que pretende montar a sua empresa e sobreviver em um mercado extremamente competitivo.”

bruno Caetano diretor-suPerintendente do seBrae

melHoria do PerFil do emPreendedor: tem mais tempo de estudo e está se planejando mais.

78 % 83 % abriram “por possuem ensino

médio completo ou mais

{18} C r e d i t P e r f o r M a n C e

oportunidade”

64 % 62 % são do gênero firmam ter tido masculino

experiência/conhecimento anterior no ramo

67 % têm familiares ou

amigos donos de negócios próprios

37 anos

é a média de idade de quem abriu empresa


Sortilégios do destino

Por Hilda César

Aliada ao bom momento da economia, a capacidade de empreender do brasileiro tem sido decisiva para a viabilização de micro e pequenas empresas, além de uma chance de realização profissional para uma parcela significativa da população, segundo o Sebrae, serviço que ajuda pequenas e médias empresas a estrearem e deslancharem no mercado.

Divulgação

IndicadoresdedesempenhodasMPEs: Na comparação com maio de 2010 - que já tinha sido bom com crescimento de 13,4% referente a 2009 - em 2011 o faturamento cresceu 6,1%. O comércio teve maior faturamento (+8,7%), seguido pela indústria (+3,7%) e serviços (+2,9%).

Entre os fatores que contribuíram para os resultados acima estão: A evolução favorável do emprego e renda na economia. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica), em maio/11 a massa salarial da economia brasileira teve uma expansão real de 6,6% sobre maio/10. O fato de maio de 2011 ter um dia útil a mais que maio de 2010 (efeito calendário). Na comparação, a receita das MPEs apresentou expansão real de 7,7%. As vendas das MPEs, particularmente no comércio, costumam ser beneficiadas pelas vendas do Dia das Mães.

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m

32 % estavam ocupados como

empregados de empresa privada, antes da abertura da empresa

A expectativa é de manutenção tanto de faturamento, quanto para a atividade econômica nos próximos seis meses: 52% acreditam em manutenção na receita da empresa, ante uma média de 46% entre janeiro/11 e maio/11.

Em 2002, Raquel Cruz, 41 anos, deixou sua carreira bem sucedida de secretária executiva para investir no negócio próprio. Uniu seisanosdeexperiênciaemmultinacionais com a prática comercial do esposo. Juntou neste processo a paixão pelo esoterismo e uma ideiainovadora:transformaramagia da aromaterapia em colônias. Desse desafio nasceu a Feitiços Aromáticos, em São Paulo (SP). A fábrica de Raquel nasceu na garagem de casa. Com poucos recursos, vindo das reservas pessoais, muitas dúvidas e nenhuma experiência, foram grandes os obstáculos a serem superados. Enquanto o mercado abria portas para seus produtos, Raquel se debruçava sobre livros, pesquisava sobre esoterismo e voltava aos bancos escolares, visando se tornar a química responsável pela própria fábrica. Para conseguir o diploma, Raquel precisou de um ano e meio e para registrar os produtos na Anvisa, foram dois. Com CNPJ em mãos e fábrica regularizada, iniciou a produção das colônias. Comafábricacrescendo,surgiram os primeiros problemas administrativos.FoiquandoRaquelprocurouoSEBRAE-SP.“OSEBRAE-SPfoi fundamentalnaempresa.Quando descobri a organização como um órgãodecapacitação,nãosaímais de lá”, conta. Raquelparticipoudecapacitações em temas da área financeira à liderança, passando por gestão e planejamento.Eressalta:paracontinuar sólidomesmoemmercado arriscado, contar com consultoria especializada é uma segurança.

C r e d i t P e r f o r m a n C e {19}


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Maiores de 60 e suas necessidades de consumo Por Christiane MarCondes alves de Brito // rePortaGeM: Maiara Martines

Independentes emocional e financeiramente, com mais tempo e dinheiro para consumirem o que gostam, os “seniores” não se identificam nem com a imagem nem com os produtos que a indústria atual lhes oferece: não querem chinelo, pijama e cama, mas novas opções e desafios. Os setores que já vislumbraram o potencial desse mercado, como o turismo e a construção civil, estão faturando. Conheça aqui outras transações comerciais que essa crescente população demanda. {20} C r e d i t P e r f o r m a n C e

O

português José Saramago seria um ilustre desconhecido se tivesse morrido antes dos 60. Até essa idade, andava de emprego em emprego, traduzindo e editandonumprolongadonamorosem casamentocomaartedaescrita. Aos56, é demitido de um jornal e decide não procurartrabalho.Começaaescreverpra valer e ganha em 1982, exatamente aos 60,oprimeiroreconhecimento,nacional e internacional, pelo livro Memorial do Convento. Seguem-se muitos outros livroseprêmios,chegaoamorverdadeiro, Pilar, em 1986, com quem passa a viver, casam-se dois anos depois. Em 1998, recebe o Nobel de Literatura e quandopoderia“penduraraschuteiras”, colocouumamochilanascostasecorreu omundocomaesposa,conheceudezenasdepaíses,inaugurouumabiblioteca eumafundação,nuncamaisdesgrudou do avião e do computador. Morreu por pura exaustão em 2010. Declarou à imprensa que, na sua vida, as melhores coisas chegaram tarde. O português não é exceção: nesses novostemposemqueatecnologiaprolongasaúde,juventudeelibido,omelhorda

vida pode estar lá na frente. A previsão do Cies (Centro de Informação para o Envelhecimento Saudável) é de que, em 2050, 30% da população brasileira terá mais de 60 anos. Hoje são 15 milhões de pessoasacimadessafaixaetária,número que corresponde a 8,6% da população, deacordocomoIBGE(InstitutoBrasileiro de Geografia e Estatística). Até 2025 o Brasil será o sexto país com maior número de pessoas idosas no mundo.Háumadécadaosmaioresde65 anos representavam 5% dos brasileiros. Daqui a 50 anos, eles corresponderão a 18%. E a sua vida média que, hoje, é de 73 anos, chegará a 81 anos. Derrubando o mito de que quem perde empregoaos50nuncamaisserecoloca, o Ministério do Trabalho e Emprego divulgou que, em 2010, o número de assalariados com mais de 65 anos cresceu 12%, o dobro da média. E tem mais: os consultores em recursos humanos afirmam que a tendência é de alta na migração de carreira após os 50. Ou pode haver a troca de profissão por um hobby remunerado. O Agelab, fundado nos Estados Unidos em 1990, é um laboratório de estudos


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sobre a longevidade cuja função é desenvolver ferramentas que orientem a indústria na criação de produtos seniores. “A maioria dos idosos não gosta das coisasquehojesãofeitasparaele”,explica Joseph Coughlin, diretor do Agelab. Inah Antunes Alves, sócia-diretora da Out Of The Box, empresa de pesquisas de mercado com larga experiência e queagoraseestruturaparainvestirmais fortemente neste segmento, concorda: “Desejo fazer as empresas se interessaremporestepúblico,quetemcapacidade de consumo e demandas peculiares, mas a maior parte dos briefings que recebo só se preocupa com consumidores até 55 anos”, lamenta Inah.

Bancos: crédito consignado Ocréditoconsignadofoiumarevolução paraosistemafinanceiroeparaasociedade,reforçaaABBC(AssociaçãoBrasileira de Bancos) e atende a um contingente consideráveldeclientesdaterceiraidade. A modalidade triunfou por três principais motivos: primeiro pela possibilidade drástica de redução de taxas finais ao cliente. A consignação permite uma qualidade de carteira isenta dos piores

“16% dos usuários do site têm idade entre 46 e 60 anos.” Helisson leMos Diretor Do MercaDo Livre no BrasiL

aspectos da inadimplência sobre o crédito pessoal sem garantias. E, segundo, pela oportunidade de atuação de diversosagenteseconômicos,democratizando a concessão de crédito ao varejo a escalas antes inimagináveis. E, por fim, pela absoluta inserção financeira que o produto proporcionou a consumidores menos favorecidos pelo sistema financeiro, notadamente os aposentados e pensionistas da Previdência Social que ganhavamatéumsaláriomínimoouque moravam em localidades distantes dos grandes centros.

Daí vem o espetacular crescimento da modalidade nesses últimos 10 anos. De uma carteira pouco maior do que R$ 10 bilhões em 2001, chegamos a quase R$ 150bilhões.Osegmentomovimentapor ano algo em torno de R$ 30 bilhões e os bancos menores, como muitos associados do ABBC, respondem por cerca de 40% desse movimento. "Foi também graças aos correspondentes e promotoras de crédito que esta expansão foi possível, uma vez que estes agentes atuam em todo o território nacional e falam a mesma linguagem c r e D i t P e r f o r M a n c e {21}


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Construção civil: reinventando o futuro

dos tomadores de crédito consignado", afirma Luis Carlos Bento, presidente da ANEPS(AssociaçãoNacionaldasEmpresasPrestadorasdeServiçosaoConsumo). Estimativas indicam que o poder de compra da terceira idade corresponde a 17% de todo o bolo nacional, com um movimento de cerca de 13 bilhões ao ano. Em termos de renda, contabilizam R$ 243 bilhões ao ano e arcam com pelo menos metade das despesas de 53% de todos os lares brasileiros. O crédito consignado não favorece unicamente a terceira idade, embora haja uma grande fatia de aposentados na carteira de clientes. Talvez, no futuro, a modalidade amplie ainda mais sua oferta nesse segmento, ao fazer parcerias com empresas que trabalhem especificamente com produtos para a terceira idade, que possam ser financiados pelo crédito consignado.

Turismo: tudo para pegar carona na aventura O setor de turismo talvez seja o que tenha se articulado para atender a esta nova demanda – até porque já há um processo de institucionalização em cur{22} C r e d i t P e r f o r m a n C e

so. O Ministério do Turismo criou, em 2007, o programa “Viaja Mais Melhor Idade”, com pacotes customizados para este público com 50% de desconto em hospedagem. Para viabilizá-lo o Ministério fechou parcerias com agências de turismo,hotéiseempresasdetransporte, alémdeestimularaadesãoaoprograma por meio de concessão de crédito consignado. E os resultados só reforçam o acerto da iniciativa: em três anos 600 mil idososadquirirampacotespelosistema. Uma das agências envolvidas no projeto, a CVC, há 39 anos no mercado, deve fechar o balanço de 2011 com cerca de 1,5 milhão de clientes desta faixa etária.

Comércio eletrônico: peixões na rede Outro sinal de que novas demandas e hábitos de consumo diferenciados foramimpulsionadospelacamadamais madura da população é o registrado pelo comércio eletrônico, modalidade lançada há pouco mais de uma década e que a cada dia angaria mais adeptos. Pesquisa realizada pela Nielsen no ano passado, sob encomenda do portal de e-commerce Mercado Livre, mostra

A Tecnisa é uma das pioneiras na adoção da política de priorizar públicos da terceira idade. E essa guinada da empresa só veio a partir de uma constatação de novas demandas à mesa do showroom. “Desenvolvemos alguns empreendimentos mirando o mercado das famílias jovens e, ao analisarmos o cliente final, percebemos que muitos estavam acima dos 50 anos”, revela Patrícia Valladares, diretora de projetos da Tecnisa. A partir daí todo projeto que sai da prancheta da construtora obedece à nova orientação. “Não trabalhamos com empreendimentos exclusivos para a terceira idade. O trabalho que desenvolvemos é o de inclusão da terceira idade no empreendimento”, diz ela.

que 16% dos vendedores do site tinham idade entre 46 e 60 anos. Um número bastante significativo, considerando-se que já supera ao dos jovens entre 18 e 25 anos, que representa 14%. Foi com base nela – e de olho no potencial de consumo representado por universo de 60 milhões de brasileiros queacessamaInternet–,queoMercado Livre lançou, em dezembro passado, a campanha “Somos Velhos”, visando atingir fundamentalmente este público ereforçarsuaimageminstitucional,com a noção de que a experiência adquirida em 12 anos de existência é a chave para a credibilidade que requer toda atividade dessa natureza. “A escolha do perfildospersonagensnacampanhafoi umaformadepersonificaroconceitode senioridade, segurança e tranquilidade no ambiente do Mercado Livre.”


{novidades} nova regulamentação do banco central beneficiará o consumidor A ANEPS (Associação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços ao Consumo) iniciou em julho, em todo o Brasil, seu programa de certificação para os agentes de correspondentes. A iniciativa atende à nova regulamentação do Banco Central, que vai normatizar a qualificação do setor tornando a operação mais segura e transparente para o consumidor. Para participar das provas, o candidato precisa comprovar formação escolar (4ª série ou, hoje, 5º ano do ensino fundamental) e aceitar o Código de Ética e Conduta da ANEPS. Os agentes certificados vão receber um número de registro e um cartão de identificação. As promotoras têm até março de 2012 para se enquadrarem em vários artigos das resoluções 3.954/11 e 3.959/11, e os agentes três anos para se certificarem. As inscrições para as provas e cursos podem ser feitas pelo site da ANEPS (www.aneps.org.br).

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anna zaPPa integra tiMe do igeoC {24} C r e d i t P e r f o r M a n C e

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experian compra maior provedora de e-mail marketing no brasil

Fundada em 1996, a Virid é a maior provedora de serviço de e-mail marketing no País, oferecendo entrega e segmentação de e-mail baseada em comportamento, reporte de campanhas em tempo real, entrega em ambiente móvel e integração de mídias sociais. A empresa tem mais de 800 clientes diretos e três mil indiretos, incluindo varejistas, agências publicitárias e novas organizações. A aquisição é mais um passo na estratégia da Experian de expandir seu mercado-alvo de atividades de marketing digital globalmente. Ela estende o alcance geográfico do negócio de e-mail marketing da Experian no mercado-chave que é o Brasil, onde a Virid passará a fazer parte dos negócios de Marketing Services da Experian na América Latina. A Experian é o maior e-mail marketer global com base em permissão de usuários, provendo serviços em todos os top 10 mercados de publicidade do

mundo, incluindo os Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, China e agora Brasil. Em 2010, a receita da Virid foi de R$ 9 milhões e ativos brutos em totalizaram R$ 2 milhões. A Virid foi adquirida de seu acionista fundador e gestores. A aquisição foi subsidiada com recursos de caixa existentes da Experian. “Esta aquisição reforça o comprometimento da Experian com a oferta de serviços inovadores de marketing digital a marcas nacionais e internacionais no Brasil”, afirma Juliano Marcílio, presidente da unidade de marketing services da Experian América Latina.

instituto GeoC tem nova superintendente A executiva de Marketing e CRM (Customer Relationship Management), Anna Zappa, acaba de assumir o cargo de superintendente do Instituto GEOC, que reúne as principais empresas de cobrança do país. Há mais de 20 anos lidera equipes e projetos de planejamento e operacionalização de ações de marketing de relacionamento. Tem vasta experiência em revisão de processos

client oriented, otimização de canais e estratégias de relacionamento cliente/empresa, planejamento estratégico, branding e aculturação de equipes. Possui MBA Executivo em Finanças pelo IBMEC. “Dentre os objetivos de minha atuação estão criar um compêndio das melhores práticas do segmento e desenvolver toda a cadeia de valor deste mercado” afirma Anna.


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aGenda 2011 Atualize-se participando dos principais eventos da CMS no mundo AgOStO

24 e 25 de agosto 8º congresso andino de crédito e cobrança bogotá l Colômbia

SEtEMBRO

1º de setembro 6º congresso nacional de crédito e cobrança Santiago l Chile 20 de setembro 5º congresso nacional de Financiamento de consumo e Meios de Pagamento buenos aires l argentina

sisteMa de alta PerforManCe Melhora resultados

OutuBRO

Credilink apresenta sistema de alta performance A Credilink, uma das maiores empresas de proteção de crédito do país e há mais de 20 anos no mercado, comemora a alta performance de seu banco de dados. Criado a partir da tecnologia CRM (Customer Relationship Management), com informações sobre os clientes e hábitos de consumo, possui uma eficácia de 80% de localização, enquanto a média do mercado gira em torno

de 60%. “Atribuímos esse índice aos altos investimentos feitos em tecnologia, a expertise dos sócios e dos colaboradores que permitem que estejamos sempre atualizados oferecendo o máximo de informações, garantindo maior veracidade e confiabilidade aos créditos concedidos”, diz Mauro Melo, diretor da Credilink. Para mais informações, acesse o site www.credilink.com.br.

arima: novos recursos sedimentam crescimento A Arima Informática, empresa especializada em software que há 20 anos evolui com o mercado de cobrança, visando atender a crescente demanda e também a um nível de exigência cada vez maior de seus clientes, investe constantemente em recursos, tanto tecnológicos como também em estrutura, para que seus colaboradores tenham o melhor ambiente de trabalho e continuem criando soluções de desempenho superior. Atualmente a equipe conta com 30 desenvolvedores altamente capacitados, instalados em um ambiente agradável e moderno com mais de 500m2 na região da Berrini em São Paulo. A Empresa tem crescido em ritmo acelerado e vem conquistando novos clientes!

5 de outubro 4º congresso nacional de Financiamento de consumo, Pagamentos e Recuperações montevidéu | uruguai 18 e 19 de outubro 7º congresso nacional de crédito e cobrança São Paulo l brasil

NOvEMBRO 8 de novembro 3º congresso Internacional de crédito e cobrança Caracas | venezuela

cipe! Parti 9724 074 (11) 3

15 e 16 de novembro 3º congresso nacional de crédito e Recuperação madri | espanha

informações: www.cmseventos.com

notarial: a marca da evolução A Notarial, líder em soluções integradas de gerenciamento da informação documental, está de casa e cara nova. A empresa inicia o ano com investimentos na duplicação do espaço físico e da equipe. E para evidenciar esta nova fase, modernizou sua marca, o bem mais valioso e representativo que uma empresa pode ter. A inovação reflete o espírito empreendedor da Notarial, que está sempre implementando novas tecnologias ao portfólio de produtos de gestão estratégica de documentos. C r e d i t P e r f o r M a n C e {25}


{ideias e tendências} CarloS Henrique de almeida

eConoMista, adMinistrador de eMPresas e assessor eConôMiCo da serasa e xPerian

o crédito e a inadimplência

a

segunda metade do ano começa com grandes expectativas para o crédito e a inadimplência. Os seis meses anterioresforamcaracterizadospeladesaceleração gradual do crédito e pelo aumento da inadimplência, tanto do consumidor quanto das empresas. A inflação, que reduz o rendimento do trabalhador e impacta os custos das empresas, tem contribuído para o maior volume de dívidas não honradas. Poroutrolado,apolíticamonetáriapara controle da inflação, via elevação dos juros e restrições ao crédito, também acaba impactando na inadimplência. Nofechamentodo1ºsemestre,oIndicadorSerasaExperiandeInadimplênciado Consumidor registrou uma evolução de 22,3%, na comparação com igual período de 2010. No meio do ano passado, a inadimplência era baixa, o que também justifica esse número expressivo. Com esta expansão, os problemas não se limitam apenas aos consumidores, mas também passam a impactar a rentabilidade das empresas. Nos primeiros seis meses, a inadimplência dos negócios teveumcrescimentode7,1%,namesma base de comparação. Nocréditoparapessoafísica,recursoslivres,atéjunho,háumaexpansãode7,4%, pouco inferior aos 7,6% verificados em igual períododo ano passado, segundo o Banco Central. No crédito às empresas as evoluções são 6,7% e 7%, respectivamente.Assim,adesaceleraçãodocrédito na comparação entre os primeiros seis meses 2011/2010 é mínima. No1ºsemestredesteano,oIndicadorSerasaExperiandeDemandadoConsumi{26} C r e d i t P e r f o r M a n C e

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dorporCrédito,registrouumcrescimento de13,7%.AclassederendaatéR$500/mês demandou 34,8% mais crédito no período. Pelos indicadores apresentados, as informaçõessobreoconsumidorchamam aatenção.Afaixaderendainferioréaque maisseendivida.Éjustamentepartedos novosentrantesnocrédito,umaparcela dasclassesDeE,queencontradificuldadescomsuasdívidas.Ainadimplênciada pessoa física deve ser monitorada. Ébomlembrarqueoendividamentodo consumidor alcança 41% de sua renda disponível, de acordo com o Banco Central. Internacionalmente, não é um patamar alto. Por exemplo, no Canadá essa referência é de 148%, no Japão 126% e no Reino Unido 171%, segundo aOCDE(OrganizaçãoparaaCooperação eDesenvolvimentoEconômico).Porém, os juros elevados tornam mais difícil o pagamento das dívidas dos brasileiros. Nocasodasempresashouveumaexpansão no período de apenas 1,5%, puxada

pela demanda dos grandes negócios. Para o 3º trimestre, a Pesquisa Serasa Experian de Perspectiva dos Empresários aponta o menor otimismo em um ano, no tocante ao crescimento do faturamento. Enquetes sobre as intenções de compra do consumidor para esse período, mostram uma redução nos planos de consumo diante das condições de crédito menos favoráveis. Complementando, os indicadores de perspectivas da Serasa Experian apontamumasituaçãomelhorno4ºtrimestre. Ainadimplênciadoconsumidordásinais deesgotamentoemsuaevolução,istopor contadadiminuiçãodoritmodainflação, acontinuidadedocrescimentodarenda,o baixodesempregoeasrenegociaçõessalariaisnasegundapartedoano,oquedeve gerarreaispossibilidadesparaaredução dospagamentosematraso. Paraocrédito àspessoasfísicas,aperspectivaédeuma recuperação na procura por recursos no final do ano, com o Natal. Para os negócios, os efeitos da política antiinflacionária,sobretudoamenoratividade econômica, vão contribuir para um prolongamento da inadimplência. Diantedessecenário,aperspectivapara ocréditoàsempresasédequedanaprocura por recursos. O capital de giro também está bem mais caro e empreender investimentos baseado em capital de terceirosprecisasermuitobemavaliado quanto ao retorno. Finalizando,o2ºsemestreteráumperfil diferente de seu antecedente. Ajustes deverão ser realizados para adequação do consumo e da produção a um novo nível da atividade econômica.


{opinião} Manuel MagnO alves

S ócio - diretor da Magno ServiçoS de cobrançaS e diretor de relaçõeS coM o Mercado do igeoc

Os caminhos da recuperação de crédito Divulgação

“Não é demais afirmar que a indústria de recuperação de crédito esta definitivamente inserida na atividade econômica como elemento essencial ao seu desenvolvimento.“

P

or longos anos as empresas de recuperação de crédito vinham, com honrosas exceções, atuando quase que exclusivamentenacobrançadecréditos decorrentes da inadimplência gerada por tomadores de financiamento para aquisição de veículos, produtos bancáriosparapessoafísicaebensdeconsumo ofertados por grandes redes varejistas. Entretanto, há que levar em consideração que as atividades industriais, financeiras e de prestação de serviços tem apresentado um acelerado desenvolvimento que demanda a constante evolução desses mercados, voltados principalmente à intermediação de crédito entre as unidades econômicas superavitáriaseaquelasdeficitárias,com o objetivo de viabilizar a captação de recursos por aqueles que deles necessitam para levar adiante seus projetos oumesmosuasubsistêncianomercado que escolheram explorar. Dentrodocontextoexposto,omercado de capitais mundial, e mais especificamente o nacional, vem apresentando constante evolução seja pelo crescimento da economia brasileira, seja pela criatividade de seus players, que constituem a cada dia novos instrumentos facilitadoresdemobilizaçãodapoupança nacional e internacional, direcionando grande parcela desses recursos para o consumo, sob as mais variadas formas. A recente inserção de um elevado número de pessoas que ascenderam à chamada classe média e consequentementeaocrédito,porforçadosbaixos índices de desemprego que - parafraseando um conhecido político- nunca antesnestepaísestiveramtãopositivos,

bem como a elevação real que experimentaram os salários principalmente nos dois últimos anos, faz com que mais e mais pessoas passem a consumir com compras a crédito. Esta atividade febril e consequente crescimento da economia como um todo se reflete, também, na elevação dos indicadores econômicos, positivos ou negativos, aí incluído o crescimento da inadimplência. Decorrentedoacimadelineadoeobservandoo sucesso de tantos anos na recuperaçãodecréditoobtidoprincipalmente pelo mercado financeiro, temos que empresas dos mais variados segmentos econômicos – indústrias, comércio, cartões de crédito, energia elétrica, área da educação, telefonia e prestadores de serviços, entre tantas outras – perceberam que poderiam obter maior rapidez na recuperação de seus recebíveis e ter aumentada sua liquidez, contando com oapoiodasempresasderecuperaçãode crédito, altamente especializadas para essaatividadeequecontamcomexpertise e as mais modernas ferramentas e tecnologia para esse fim, atuando em todo território nacional e internacional. Apenas para exemplificar, o Instituto GEOC congrega atualmente dezoito empresas de cobrança que possuem algoemtornode20.000postosdeatendimento em todo território nacional e estão aptas a efetuar recuperação de créditos em mais de 150 países. Não será demais afirmar que a indústria de recuperação de credito está definitivamente inserida na atividade econômica como elemento essencial ao seu desenvolvimento. c r e d i t P e r f o r M a n c e {27}


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{tendências}

o fenômeno do superendividamento Por Christiane Brito

Apesar do caráter individual, o endividamento traz consequências para a sociedade toda. uma delas é o fenômeno conhecido como superendividamento, que é a impossibilidade do devedor (pessoa física) pagar todas as suas dívidas de consumo atuais e, consequentemente, futuras.

H

á dois tipos de superendividamento: o ativo, que é proveniente de uma "grande acumulação de dívidas”. Atinge o consumidor que "gasta mais do que ganha" e que, para tentar resolver a situação, acaba se endividando cada vez mais através de empréstimos e financiamentos. E há o tipo passivo, que decorre de fatores inesperados, como doença, morte na família ou acidente. Seja qual for a origem, o superendividamento gera tensão no meio familiar, que muitas vezes resulta em problemas mais graves, como divórcio e o comprometimento da educação dos filhos, não pagamento de despesas essenciais e até mesmo exclusão social, quando nem mesmo a moradia é assegurada.

Sabendo usar, não vai faltar O acesso ao crédito não é o inimigo. É saudável constatar que, nos últimos 10 anos, houve um aumento de 90% no poder de compra do salário mínimo brasileiro que tornou o crédito cada {30} C r e d i t P e r f o r M a n C e

vez mais acessível às pessoas físicas. Além disso, o crédito consignado (descontado diretamente da folha de pagamento) trouxe crescimento financeiro com taxa de juros menores. Para se ter uma ideia, entre 2001 e 2005, o número de cartões de crédito, incluindo de lojas e débito, aumentou 118%, sendo que somente nas classes C, D e E o aumento foi de 144%. O que não é bom é constatar que, do valor total de dívidas com cartão – atualmente R$ 26,5 bilhões – R$ 7,49 bilhões estejam em atraso, sujeitas às taxas de juros praticados pelo mercado.

quando o inimigo “mora” dentro Outro fator mais grave que também pode levar ao superendividamento, ao contrário dos outros, não é causado por condições externas e só pode ser sanado individualmente. Trata-se de um transtorno psicológico chamado oneomania, que atinge pessoas caracterizadas como “compradoras compulsivas”. Segundo a Serasa Experian, há estimativas de que cerca de 3% da

população brasileira sejam oneomaníacos e de que 1,1% a 5,9% da população mundial sofram deste mal. De acordo com o neuropsicólogo Daniel Fuentes, coordenador de ensino e pesquisa do AMJO (Ambulatório do Jogo Patológico e Outros Transtornos do Impulso), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, a doença atinge quatro mulheres para cada homem. Os fatores que levam a doença a afetar principalmente as mulheres são objeto de estudo da equipe do AMJO e estão relacionados a fatores culturais. A idade média para o início da doença é 18 anos, mas o reconhecimento do problema ocorre somente 10 anos mais tarde. Enquanto isso, as compras compulsivas geram dívidas até dez vezes maiores que a renda mensal do onimaníaco. A busca por ajuda médica geralmente só ocorre quando a situação financeira da pessoa e, na maioria das vezes, da família, atinge uma condição insustentável. Entre as principais opções de tratamento para a oneomania estão a psi-


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Palestra alerta sobre o problema

coterapia individual e a participação em grupos específicos de autoajuda, como os DA (Devedores Anônimos). Fundado em 1967 nos EUA e em 1997 no Brasil, com o propósito de ensinar seus membros a reaprender a lidar com o dinheiro, o grupo oferece espaço para que o consumidor compulsivo desabafe e encontre conforto, além de serviços de contabilidade doméstica. Assim, aos poucos os participantes começam a equilibrar os gastos com os seus ganhos mensais. Os encontros são semanais e duram, em média, duas horas e existem sedes em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O AMJO, acima citado, oferece tratamento psicoterápico gratuito através de triagem.

batalha contra o superendividamento A Fundação PROCON-SP realiza diversas ações para evitar a disseminação do fenômeno, como a divulgação de pesquisa mensal de taxas de juros praticadas pelas instituições financei-

ras, cursos e palestras sobre direitos e deveres do consumidor bancário, elaboração de materiais informativos com orientações sobre crédito, educação financeira, entre outros. Neste ano foram registradas 554 reclamações contra os serviços de crédito. Para o coordenador geral do PROCON, José Rangel, a falta de informações claras nos contratos e nas faturas, estimula o superendividamento. Por isso, os bancos e as operadoras de cartões estão sendo orientados a esclarecer o quanto o consumidor vai pagar de juros ao pagar o mínimo da fatura ou em caso de atraso do pagamento. A instituição também está realizando um “Projeto Piloto de Tratamento ao Superendividamento”, em parceria com o Tribunal de Justiça de São Paulo. Para tal, foram selecionados 300 consumidores que, após passarem por uma palestra preparatória, participaram de uma audiência coletiva com todos os seus credores, realizada nos postos avançados de conciliação pré-processual do Tribunal de Justiça.

O tema “A ameaça do superendividamento: iniciativas para resguardar os consumidores e garantir a sustentabilidade do setor de crédito” será abordado no 7º Congresso de Crédito e Cobrança. Trata-se de um tema fundamental, elogiou o psicanalista Pedro Luiz Ribeiro de Santi ao saber da programação. Para Santi, que é também doutor em Psicologia Clínica, mestre em Filosofia, e professor da área no Cogeae/PUC-SP e na ESPM, “as pessoas são estimuladas a querer e, quanto mais querem, mais querem ter, sem nunca encontrar a satisfação, formando um grande círculo vicioso. O consumo pode ser visto como via de construção e expressão subjetiva ou única configuração possível para desejos e fantasias, mas também como armadilha que conduz à dependência de consumir cada vez mais", completa. No debate, questões sobre as relações entre o consumo, o desejo de consumir e a dependência causada pelo ato, que resultam nas dinâmicas culturais do mundo moderno, serão levantadas e novas soluções serão apresentadas. Assegurar a integridade financeira dos consumidores garante a sustentabilidade do setor de crédito e minimiza os riscos de superendividamento.

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{pelo mundo}

Por GaBriela arruda

a capital do modernismo A principal vocação de Barcelona é a arte que quebra paradigmas e inspira o público a buscar mudanças que inaugurem o futuro, independente do setor da economia. A população catalã inspira reflexões transformadoras, por ser arrojada e cosmopolita como a arquitetura e os costumes.

b

arcelona é um dos destinos mais procurados por turistas de negócios ou de lazer de todo o mundo. Caminhando pela segunda maior cidade da Espanha, o visitante se depara com os mosaicos de Gaudí, visita o Museu Picasso e a Fundação Joan Miró, anda pelas ruelas do bairro Gótico ou pela La Rambla, e circula pela Barceloneta. A paixão pela cidade catalã não se restringe aos estrangeiros: o povo catalão tem uma identidade tão intensa com a cidade que não se considera espanhol. O orgulho da cultura e do idioma é notado a cada diálogo ou contato com a população local. Um dos destaques da cidade é a Fundação Joan Miró, onde se encontram obras do pintor e mostras itinerantes procedentes de museus de todo mun-

do. O Museu Picasso recebe durante o ano todo, amantes da pintura e fãs do artista. Já no Museu Nacional de Arte da Catalunha encontra-se exposta uma importante coleção de arte romana, enquanto a arte moderna fica no Museu de Arte Contemporânea. O arquiteto Antoni Gaudí é autor de muitas obras espalhadas pela cidade. A mais representativa é o Templo Expiatório da Sagrada Família, que Gaudí deixou inacabada. A obra continua a ser construída da mesma forma que as catedrais na Idade Média e o término da construção está previsto para 2020. A cidade possui estilos de diferentes períodos históricos. Dentro do medievalismo se destacam obras góticas que caracterizam o centro histórico, deno-

minado “Bairro Gótico”, onde está a Catedral de Barcelona. No mesmo estilo foi erguida a Igreja de Santa Maria do Mar, caracterizada por sua austeridade e harmonia nas medidas. OutrointeressantelocaléLaRambla,passarelasituadaentreaPraçadaCatalunha, no centro da cidade, e o antigo porto de Barcelona.Aliseencontramquiosquesde flores, cafés, restaurantes e lojas. Nos dias 15 e 16 de novembro, a Espanha sediará o 3º Congresso Nacional de Crédito e Recuperação, realizado pela CMS – Credit Management Solutions em Madri. Vale a pena esticar a viagem e aproveitar para rever ou conhecer Barcelona, seus bares,restaurantesecentrosdecompras, além de, fundamentalmente, inspirar-se com a atmosfera futurista do local.

espanha: turbulências no crédito Sem dúvida, estamos enfrentando a crise financeira mais grave dos últimos 100 anos. Com a globalização e o fenômenodeumendividamentomundial,a profundidadedoimpactodacrisesobre todos os países foi alarmantemente maior.AEspanhanãoéexceção,apesar devirdeumciclodecréditoentre1996-

2006 espetacularmente expansivo, período no qual houve a incorporação à União Europeia. O crédito está escasso e a situação atual não sugere mudança a curto prazo. Nossacertezaéqueaatuaçãoconjunta da UE e dos governos locais, juntamente com maior envolvimento dos

políticos e da sociedade em geral, nos leve a uma nova fase de crescimento que, mesmo lentamente, corrija os prejuízos que todas as crises costumam trazer.

luCaS PiCÓ eSPaSa gerente regional do gruPo lindorff

C r e d i t P e r f o r M a n C e {33}


{sofisticação & luxo}

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Por K alinKa aranede

Voe nas asas do desejo

Segundo pesquisa da Kantar Worldpanel, 210 milhões de brasileiros possuem um aparelho celular e 76 milhões acessam a internet atualmente. A popularização dos smartphones contribuiu para que o uso da internet crescesse 2% em apenas um ano (março/2010 a março/2011). Este aumento fez com que mais pessoas dependessem da internet para consumir. De acordo com levantamento do Data Folha e Click Web, 20% dos entrevistados fazem compras online, enquanto88%pesquisamnaweb antes de consumi-los. E apesar de “liderar” o mercado de limpeza, bebida e alimentos as classes C, D e E caminham em direçãoaos“sonhosdeconsumo”. E esses consumidores possuem aspirações das classes altas: é comum encontrar itens em uma casa“A/B”etambémemumacasa “C”, por exemplo. A diferença é a forma de pagamento e o tempo de “troca” do produto. É possível notar que o mercado onlineesuasfacilidadescontribuíram para que os “consumidores compulsivos” crescessem 5% de 2008 a 2011. E, consequentemente, fica evidente a alta significativa no uso do cartão de crédito e o nível de endividamento.

Classes a e b ditam moda e não economizam Nenhum estrato social cresce tanto quanto as classes A e B, que formam o grupo de amigos para os quais é difícil presentear, pois têm de tudo. Paralelamente, classes C/D/E estão na trilha dos ricos desejos e, graças ao acesso ao crédito, compram itens antes inalcançáveis.

P

or mais que uma nova classe C se delineienohorizontedoBrasileentre com vontade no mercado de consumo, asclassesAeB,sozinhas,aindadominam noterritóriodascompras.Bastadizerque a classe A, segundo o critério Brasil, corresponde a apenas 2,5% dos domicílios brasileiros.Noentanto,somadaàclasseB, representa42%domercadodeconsumo. Em cada época, essa população privilegiada dita comportamento e moda, elegendonovosobjetosdedesejo.Atualmente, máquinas do tipo Nespresso, automaçãoresidencialemodaencabeçam o portfólio de compras.

Café, chá e mamadeiras – O volume de vendas da Nespresso cresceu 20% em 2010. Apesar do preço alto, nenhuma máquina nova custa menos do que R$ 1.000,00. A variedade de tipos de máquinas de café expresso e derivados forma o grupo que mais cresce dentro da marca suíça Nestlé, responsável por um faturamento de US$ 3,9 bilhões. Sucesso especialmente na Europa, entre os consumidores de alta renda, o produto e suas cápsulas “mágicas” de café está se popularizando entre as classes A e B no Brasil. A aceitação inspirou a criação de

similares, como máquinas de chá e de mamadeiras, cuja finalidade é preparar leite. Além de úteis, os exemplares da Nespresso possuem design despojado, tornando-se peças de decoração, elemento que mais atrai a “primeira” classe. Automação residencial - Ligar o ar-condicionado e a TV, regular a iluminação do ambiente e abrir as cortinas apenas com um “clique” é uma realidade nas classes A e B. A classe média foi atrás da automação residencial e, agora, as camadas D e E estão interessadas na inovação. Segundo a Aureside (Associação Brasileira de Automação Residencial), os preços de sistemas automatizados caíram pela metade nos últimos cinco anos e o número de projetos cresceu de 35% a 40% ao ano. Hoje é possível ter um sistema de acesso por biometria, onde a impressão digital substitui as chaves nas portas de entrada, a partir de R$ 1.500,00 e um sistema básico para acionamento de luzes, ar condicionado e sistema de som por R$ 1.800,00. Com a tecnologia presente em tudo, cada vez faz mais sentido investir na automação, apesar de muitos ainda a enxergarem como um luxo desnecessário. C r e d i t P e r f o r M a n C e {35}


{análise setorial}

O caminho do microcrédito A

gora os bancos particulares e estrangeirostambémestãode olhonosmicroempreendedorese,comsuainvestida,vãodeslocando ocentrodeatuaçãodessenicho,queera o nordeste, para regiões com maior população urbana, como Sul e Sudeste. As cidades-sede da Copa de 2014 também estão na mira desses investidores. Os novos players são atraídos pelo potencial de crescimento do microcrédito no país. As aplicações totais para o pequeno empreendedor cresceram cerca de 45% entre abril de 2010 e abril de 2011, mais ainda exibem um saldo tímido, de R$ 1,1 bilhão, último dado do Banco Central (BC). O desembolso mensalvemaumentandoprogressivamente. Comparativamente, em abril de 2008 foram contratados R$ 92,6 milhões. Em abril último, o valor desembolsado foi de R$ 255,4 milhões. ParaoCentrodeEstudosemMicrofinanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a entrada de novos participantes dinamizaráomercadodemicrocréditodoBrasil. Entre os participantes que mais investiram na área estão os bancos públicos, comoaCaixaEconômicaFederaleoBanco do Brasil, que disponibilizaram maior aporte de pequenos empréstimos em atendimento a convocação expressa da presidente Dilma Rousseff. A vitória do Banco do Brasil (BB) no leilão do Banco Postal, dos Correios, é uma importante ferramenta para essa {36} C r e d i t P e r f o r m a n C e

expansão,jáqueoBancodoBrasilpassa a fazer sua oferta de microcrédito nas agências dos Correios, aproximando-se ainda mais dos possíveis clientes.

Governo é vetor do avanço Além de incentivar a participação dos bancos estatais, o governo tem patrocinado ações efetivas para o desenvolvimento do mercado. Há cerca de dois meses, o Banco Central reuniu regula-

dores com os representantes do setor dos principais bancos do país. Na extensa pauta estava a discussão de melhorias que poderiam ser feitas na regulamentaçãodomicrocrédito,como acriaçãodemodalidadesdiferentespara os pequenos financiamentos, entre outras possíveis inovações. Os grandes bancosestavamrepresentadosealguns deles já estão desenvolvendo e ofertando ao mercado produtos para este fim.


Por Christiane MarCondes alves de Brito

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Programas do Governo Federal, a crescente valorização do empreendedorismo e a demanda dos megaeventos esportivos estão expandindo e realocando as linhas de microcrédito em todo o Brasil. Especialistas garantem que as microfinanças viverão picos de movimentação e mudanças nos próximos anos.

Esporte: a mina de ouro A pedido do SEBRAE, a Fundação Getúlio Vargas fez o estudo “FGV– Mapa de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas” nas cidades sede da Copa 2014. Concluído no final de março, ele aponta que existem 448 oportunidades para os pequenos negócios nos segmentos de Construção civil, tecnologia da informação, turismo e produção associada ao turismo (gastronomia, artesanato, etc.), nas 12 cidades sede da Copa do Mundo de 2014. Foram detectadas possibilidades de negócios para pequenos empreendimentos antes, durante e após o evento esportivo.

Novas regras de negócios Apesar de próspero, o segmento de microcréditoprecisadenovosparadigmas e nova geografia para ampliar o volume de negócios. As periferias dos estados mais ricos nas regiões Sul e Sudeste são osnovosalvosdosprogramasdesenvolvidos pelos bancos, que têm de aplicar 2% dos depósitos à vista no microcrédito ou recolher os recursos compulsoriamente no BC, sem remuneração.

Uma das estratégias para ampliar número de clientes microempreendedores é fazer parceria com redes de varejo. O Itaú criou uma interessante parceria com o Magazine Luiza: ao mesmo tempo em que financia os consumidores, há o compromisso do lojista de encaminhar para o banco empreendedores em potencial. O Santander, que já conta com uma carteira de cerca de 96 mil microem-

Agências de viagens emissivas e receptivas, fornecedores de uniformes, empresas de terraplenagem, restaurantes e outros estabelecimentos de alimentação e bebidas, comércio de reparação e manutenção de equipamentos de comunicação, empresas de Internet e infraestrutura de TI, produção de artesanato, design de produtos e embalagens, fornecedores de material e mobiliário de escritório, entre outras. Ainda no primeiro semestre de 2011 começaram a ser mapeados mais cinco setores: agronegócio, madeira e móveis, têxtil e confecção, comércio varejista e serviços.

preendedores ativos fechou com a Natura, e coordena um programa piloto no Rio de Janeiro, no qual o banco oferece crédito para pessoas que estão inadimplentes, mas querem se tornar vendedoras da marca. O Banco do Brasil instalou agências no ComplexodoAlemão,noRio,eemParaisópolis,emSãoPaulo,comoumaespécie delaboratórioparaofertarmicrocrédito produtivo fora do meio rural. C r e d i t P e r f o r m a n C e {37}


{ponto de vista} vandyCk Silveira

Chief e xeCutive o ffiCer do g ruPo iBMeC eduCaCional

Crédito estudantil: pontes para o futuro a

presidente Dilma Rousseff declarou no último dia 04 de abril, em seu programa semanal no rádio, Café com a Presidenta, que no Brasil“só não estuda quem não quer”. A despeito dos desafios de inclusão social que o País ainda precisa superar, a afirmação é tão reveladora, quanto verdadeira, mas suscita considerações. Em tempos de sociedade do ‘conhecimento’ e da ‘informação’, a educação constituiemmatéria-primaderealgrandeza para a formação do cidadão. Neste contexto, a universidade deve ser uma usina de talentos e a “antessala” para o mercado de trabalho. A frase da presidente é mais facilmente compreendida ao constatarmos um “boom” de brasileiros, de diversas camadas sociais, nos bancos das universidades. Observamos cadavezmaisaascendênciaprofissional de uma unidade familiar representada pela figura do “pai pedreiro, filho vendedor, neto doutor”. Segundo dados do último Censo da Educação Superior, realizado em 2009 pelo MEC (Ministério da Educação), por meio do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas), as 2.314 instituições de ensino superior do Brasil realizaram 5,95 milhões de matriculas, para cursos de graduação presencial e à distância. O número de concluintes aproximou-se a um milhão, o dobro do que em 2002. Hoje,10,6%dapopulaçãobrasileiratêm curso superior completo, um salto de 2,5% acima do registrado em 2004. O desafio agora, diante deste “êxodo” paraaarena acadêmica,ézelar pela manutençãoepromoçãodoensinoqualificado.Se“sónãoestudaquemnãoquer”, comoafirmaapresidente,restaponderar

{38} C r e d i t P e r f o r M a n C e

Divulgação

“onde estudar e com que qualidade”. O acesso ao ensino superior deve ser acompanhadodosmaisrígidoscritérios de qualidade. Este, aliás, é um compromisso que o Grupo Ibmec Educacional temporobrigaçãoaoseposicionarcomo protagonista do ensino no Brasil. O acesso ao ensino superior, que cria “pontes para o futuro” para centenas de milhares de brasileiros, é – e pode ser ainda mais – consubstanciado pelo fortalecimento dos mecanismos de crédito estudantil. Embora no Brasil seja uma dinâmica relativamente nova, esta é prática muito comum na Europa e, particularmente, nos EUA. Cerca de 80% dos estudantes norte-americanos financiamseucursosuperioreovolume derecursosdestinadoaosuniversitários é da surpreendente ordem de US$ 110 bilhões. Já o brasileiro está acostumado a financiar um carro ou um eletrodoméstico, por exemplo, a perder de vista. Mas não tem o hábito de fazer o mesmo pelo seu preparo intelecto-profissional. A boa notícia, no entanto, é que esta é

uma realidade em deslocamento. Percebe-se no País um amadurecimento nocenáriode financiamentoestudantil. Dentre os principais dispositivos, destaca-seoFies(FundodeFinanciamentoao Estudante de Ensino Superior), do MEC, criado em 1999. O Fies, basicamente, permite que o aluno conclua o curso e pague depois. Possibilita que os oriundos das camadas médias, por exemplo, tenham os recursos necessários para cursaremuniversidadesdeponta,como o Ibmec. Neste ambiente de crédito estudantil, o Ibmec, integrante do Fies desde 2003, acredita que questão financeira não pode ser o fator decisivo para a escolha da faculdade ou curso. A prioridade é voltar-se para a qualidade do ensino e o coeficientedeempregabilidade. Éonde seinsereacriaçãodobenefíciodoprogramaPRAVALERGraduação,porexemplo. O programa permite aos alunos pagar a faculdade no dobro do tempo, com taxas de juros de 0,8% ao mês. O aluno aoinvésdepagarseismensalidadespara umsemestre,paga12parcelasdepouco mais da metade da mensalidade. Dos quase 12 mil estudantes do Grupo Ibmec presenciais (graduação e pós-graduação), cerca de 500 usufruem desses programas. A expectativa é de que,emcincoanos,20%participemdos programas de crédito estudantil. A competitividade do País passa necessariamentepelamultiplicaçãodepontes entreoensinomédioeosuperiordequalidade; entre este último e o mercado de trabalho.SeparaofilósofoalemãoGeorg Hegel“aliberdadeéaconsciênciadanecessidade”,entãoumpovocadavezmais esclarecido, será tão mais livre.


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