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Praia da Enseada Página 4 | Jornal Costa Norte - 19 de Maio de 2010 | Edição especial de aniversário de emancipação | Bertioga 19 anos


Não há no mundo um olhar como o seu. Cuide muito bem dele! A Óptica & Relojoaria Nova Bertioga está com novas instalações e a novidade é o seu completo centro de adaptação de lentes de contato, que tem como responsável técnica, a contatóloga e optometrista, Monique Mirassol Marinho da Silva, empresária no ramo óptico há mais de 10 anos e especialista em acuidade visual

O centro de adaptação de lentes de contato da Óptica & Relojoaria Nova Bertioga é um moderno centro de serviços dotado dos seguintes aparelhos: ceratômetro (mede a curvatura da córnea), lensômetro (mede o valor dioptrico das lentes), greens (aparelho com lentes graduadas para fazer a sobre-refração e indicar o tipo de lentes a adaptar ao paciente), além de uma tabela de optotipo luminosa para fazer o teste de acuidade visual. Tudo dentro dos padrões da ANVISA. E, até o final desse mês, a unidade irá receber um aparelho de última geração: o auto-refrator – modelo computadorizado, que realiza todas as funções dos aparelhos acima citados. A maioria das pessoas pode usar lentes de contato, até aquelas que sofrem de astigmatismo e presbiopia. As lentes de contato representam um dos maiores avanços da última década na correção de problemas de visão, como miopia, astigmatismo e ceratocone (curvatura irregular da córnea), e podem ser usadas após cirurgia refrativa e de catarata. Na miopia, as lentes de contato melhoram a qualidade da visão. Também, no astigmatismo e na associação destes erros de refração (miopia, hipermetropia e astigmatismo), podem-se usar lentes de contato, alternado com o uso de óculos. Muitas pessoas ainda pensam que não existem lentes hidrofílicas (gelatinosas) para a compensação do astigmatismo, e se privam de um grande benefício visual e estético. Mas é preciso atenção na hora de adquirir as lentes de

contato. Somente o profissional especializado, contatólogo ou optometrista, pode dizer se o uso é ideal para a pessoa e qual o tipo mais adequado. Estes profissionais oferecem o que há de melhor para a compensação do erro refrativo (grau), visando, em primeiro lugar, a saúde ocular. É ele quem vai realizar testes avaliativos da condição ocular externa e testes com as lentes. Será o responsável pelo processo de adaptação, ensino do manuseio correto, dos cuidados com as lentes, sua manutenção e produtos mais adequados para limpeza. E mais: no processo gradativo de adaptação realiza as revisões de acompanhamento e verifica as condições da córnea, lágrimas e pálpebras. Portanto, se você deseja fazer uso de lentes de contato, quer com grau ou estéticas (coloridas), lembre-se de procurar o profissional habilitado e registrado no CROOSP, evitando assim, riscos provenientes do mau uso das lentes que podem acarretar sérios problemas de visão (patologia). Em Bertioga, este profissional está na Óptica & Relojoaria Nova Bertioga. “As lentes de contato proporcionam uma série de vantagens no campo da visão: compensa os defeitos de refração, como a miopia, hipermetropia, estigmatismos, entre outros”, diz

Monique Mirassol (CROO-SP nº 53.0817), e a profissional acrescenta: “É possível adaptar lentes somente para perto ou usar lentes de contato multifocal, a correção é ótima. Elas acompanham os movimentos oculares evitando todo tipo de limitações que, infelizmente, os óculos deixam a desejar, ou seja, liberdade de movimentos. Mas é preciso lembrar que o uso de lentes de contato não dispensa o uso dos óculos”, destaca. O QUE É OPTOMETRIA ? Segundo o Instituto Brasileiro de Optometria (IOB), optometria é a ciência especializada no estudo da visão, especificamente nos cuidados primários e secundários da saúde visual, sendo o optômetra um profissional independente da área da saúde, com formação superior, que está habilitado a examinar e avaliar o sentido da visão. Cabe a ele identificar e compensar alterações visuais de origem não patológicas como: miopia, hipermetropia, presbiopia e astigmatismo, e ao se deparar com alguma patologia encaminhar imediatamente para um médico-oftalmologista. Reconhecido pela Organização Mundial da Saúde, o profissional desta área é bem requisitado pela população em vários países do mundo, como Alemanha, Austrália, Colômbia, Estados Unidos, dentre outros.

Variedade e qualidade em serviços A Óptica & Relojoaria Nova Bertioga surge para inovar o mercado de armações e lentes de contato em solo bertioguense. A loja, localizada na avenida Anchieta, 1506, conta com uma variedade de serviços, lentes de contato e armações para correção de visão e óculos solares certificados pelos fabricantes, com 100% de proteção ultravioleta (UV), assim como relógios e alianças para compromisso, noivado e casamento. A empresária Monique Mirassol avalia como positiva a reinauguração da unidade. “Foi um sucesso, recebemos somente elogios”, disse, lembrando que em sua loja, os bertioguenses agora também podem contar com completo serviços de manutenção e fabricação de jóias, pingentes, anéis, brincos e pulseiras, além de reparos em correntes de ouro, prata e consertos de relógios.

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Foto Pedro Rezende

EXPEDIENTE Jornal Costa Norte Edição especial de aniversário de emancipação: Bertioga 19 anos Maio de 2010

Diretor presidente Reuben Nagib Zaidan

Diretora Administrativa Dinalva Berlofi Zaidan

Edição e textos Eleni Nogueira (MTb 47.477)

Fotos Pedro Rezende (MTb 32.068)

Colaboração Bruno Adriano, Cristiano Pires e Vinicius Berlofi Zaidan

Redação e publicidade Av. 19 de Maio, 695, Jardim Albatroz, Bertioga / SP - Fone: (13) 3317-1281

E-mail: costanorte@costanorte.com.br Site: www.costanorte.com.br

Capa

Capa: Praça dos Emancipadores Foto: Pedro Rezende

Editorial

Embuscadeum novo tempo Se, 19 anos são considerados pouco tempo de vida para uma pessoa, quiçá para uma cidade! Mas, mesmo com tão pouco tempo de emancipação políticoadministrativa, Bertioga cresceu, na medida do possível, abraçou suas oportunidades e, sem relegar sua vocação primeira, e privilegiada, de estar inserida na Mata Atlântica, alcançou o patamar de destaque das demais cidades da região. Agora surge uma nova oportunidade, um novo rumo ligado às expectativas de exploração de petróleo na camada pré-sal da Bacia de Santos. Tema que vem mexendo com a cabeça de muita gente, já que foi aberta uma verdadeira corrida para abocanhar fatias deste promissor mercado. O momento exige discernimento e, acima de tudo, comprometimento com a cidade. Planejar cada passo, com a preocupação permanente de não cometer os mesmos erros de outras regiões é condição primeira, sem dúvida. Mas, na mesma proporção, é necessário estar atento aos prazos, a urgência e à profissionalização que este novo mercado impõe. Quem não se apressar e não estiver preparado, vai ficar de fora. É uma sentença! Turismo, pesca, meio ambiente e construção civil são as vocações primeiras de Bertioga, indiscutivelmente. Mas é chegada a hora de ter iniciativa para alavancar outros setores, de forma a garantir o sustento e a qualidade de vida dos seus habitantes, que já beiram os 50 mil. Diante deste panorama esperemos que todas as discussões sejam feitas de forma democrática e com pensamento na sociedade como um todo. Este é o caminho mais indicado, ou, talvez, o único caminho. Eleni Nogueira

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18

36 48 54 92 Mais... 10 - Petróleo e gás

32 - Finanças

48 - Entrevista

70 - Família Rodrigues

14 - Executivo

34 - Saúde

54 - Itatinga

74 - Reserva Indígena

18 - Projeto

36 - Legislativo

58 - História

78 - Sesc

22 - Obras

38 - RPPN

60 - Arte

84 - Painel de fotos

26 - Habitação

42 - Saneamento

64 - Emancipação

88 - Dados

30 - Meio ambiente

44 - Hilda Ribeiro

66 - Norma Mazzoni

92 - Costa Norte

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A expansão do Porto de Santos - o maior da América Latina, em breve a ligação seca entre os municípios de Santos e Guarujá e a exploração de petróleo e gás na Bacia de Santos - o pré-sal são fatores que ditam o crescimento da Região Metropolitana da Baixada Santista. “Toda a expansão de negócios e a geração de empregos faz dessa região uma das mais promissoras do Estado e o aquecimento está ocorrendo de forma gradativa e global, em praticamente todos os setores”, comenta o engenheiro civil Caio Matheus sócio da Matheus Construtora, que atua no mercado de construção civil em Bertioga. Segundo o empresário, o momento é muito benéfico para o setor imobiliário na região com destaque para Bertioga, pois a tendência é que a mesma deixe de ser procurada somente como um atrativo para o turismo de veraneio e comece a ser mais procurada por pessoas que buscam um local para fixar residência. Bertioga é a cidade que consegue a melhor equação de convívio homem-natureza na Região Metropolitana da Baixada Santista, pois toda sua exuberância de matas, trilhas, rios e cachoeiras além de sua enorme extensão de praias são protegidas por lei com mais de 85% de seu território destinado à preservação permanente, fatores que estão chamando a atenção principalmente de empresários que buscam um local ideal para residir e investir. “Temos a favor dos bons negócios a estabilidade econômica que o país vive principalmente a facilidade de crédito que foi aberto para o setor imobiliário com a redução da taxa de juros e a oportunidade de financiamentos. Investir em imóvel é garantia de retorno e valorização do dinheiro empregado”, comenta Caio Matheus que está otimista com o mercado e o aquecimento da região, tanto que neste ano estará lançando um novo empreendimento em Bertioga, dessa vez no conhecido e pitoresco Cantão do Indaiá, um local com natureza exuberante, mar com água tranquila e muito procurado para atividades náuticas. “Eu acredito em Bertioga. É uma cidade promissora, que oferece ótima qualidade de vida”, comenta ao fazer um comparativo devido ao aumento pela procura de locais tranquilos no momento de escolher uma residência. “Nossa cidade será a escolhida assim, como os residenciais que se formaram fora de São Paulo e hoje são ideais para se morar, porque oferecem tranquilidade”. O empreendimento que será lançado pela Matheus Construtora trata-se do residencial Indaiá Home Club, um condomínio fechado com três prédios de 10 andares reunidos em uma área de aproximadamente 6.500m² de lazer, com variados itens como piscinas, saunas, academia, lan house, cinema, garage band, quadra poliesportiva, espaço mulher, salão de jogos e festas, entre muitos outros atrativos. Também será um dos mais seguros e bem localizados da região. “O Indaiá Home Club estará oferecendo a oportunidade de morar bem, em uma região arborizada e frente para o mar, no primeiro bairro com 100% da rede de esgoto tratado, além de fácil acesso pela rodovia MogiBertioga e Rio-Santos. Outra facilidade é a oportunidade de financiamento direto com a construtora em até 60 meses”, diz o empresário Caio Matheus sobre o novo empreendimento do grupo. Para conhecer alguns dos empreendimentos do Grupo Matheus Construtora ou saber mais sobre o novo lançamento no Cantão do Indaiá acesse o site www.matheusconstrutora.com.br, ou entre em contato pelo telefone (13) 3316-4343. Se preferir, pelo email vendas@matheusconstrutora.com.br.

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Petróleo e gás

Novocaminhoatrilhar Com reservas confirmadas de pelo menos 8 bilhões de barris de petróleo, o pré-sal brasileiro pode ser encarado como um enorme desafio, porém gerador de grandes oportunidades. Principalmente para os municípios localizados no litoral paulista. De Bertioga a São Sebastião a previsão é de um verdadeiro boom imobiliário, bancado, principalmente, pela operação industrial e o início da operação da UTG em Caraguatatuba. A contagem regressiva para entrar nesse potencial mercado já começou! Graças a exploração de petróleo e a investimentos que atingirão a marca de US$ 99 bilhões na Bacia de Santos até 2020, o mercado de trabalho e a geração de negócios na costa paulista prometem ser proporcionalmente grandes. Segundo estudo feito pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT), as atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural nesse reservatório serão responsáveis pela criação de aproximadamente 59 mil postos de trabalho na região, sendo que 13 mil serão gerados diretamente pela Petrobras. Aliado a isso, uma intensa movimentação da iniciativa privada vislumbra que grandes mudanças se avizinhem. De Bertioga a São Sebastião a previsão é de um verdadeiro boom imobiliário, bancado, principalmente,

pela operação industrial e o início da operação da Unidade de Tratamento de Gás, em Caraguatatuba. Previsões futuras? Não! Esse novo tempo já começou! Em Bertioga, o termômetro pode vir do setor de imóveis. O mês de abril bateu recorde de vendas na Riviera de São Lourenço, segundo Clóves Lemos, da Parceria Prime Consultoria de Imóveis. “Foi um índice de 80 a 95% maior que no mesmo período do ano passado. Sucesso total”, comemora, destacando que os três primeiros meses do ano também foram bons de vendas. Ele acredita que esta grande procura já é por conta da movimentação do mercado de petróleo e gás na região. “Bertioga, Guarujá e Santos são cidades de moradia e estão sendo bem procuradas”, diz. O engenheiro Ruben Del Rio Gonzalez, da Rubens Imóveis, que atua fora do eixo Riviera de São Louren-

Área do Paço Municipal é alvo de interesse para receber aportes do setor, já que possui características físicas e geográficas favoráveis

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Ruben diz que houve aumento na procura por imóveis de alto padrão

ço, também sentiu esse aquecimento. “Ainda estamos no quinto mês e já vendi mais do que no ano passado”, diz, ressaltando que, no seu caso, houve um aumento nos valores dos imóveis negociados e não na quantidade, ou seja, a procura foi por imóveis de alto padrão. “O bairro mais procurado é o Maitinga”, destaca. Mas, ao contrário de Lemos, Ruben ainda acha cedo atribuir a alta nas vendas ao mercado de petróleo e gás. “Penso que o mercado imobiliário ainda não sentiu essa influência. Mas quando isso realmente se concretizar, a tendência é o aumento no preço dos imóveis”, afirma. Recente pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP) comprova a alta do setor. O resultado do levantamento aponta que a locação de casas e apartamentos aumentou 117,26%, e as vendas cresceram 24,07% entre janeiro e dezembro de 2009, no litoral paulista. “Esse desempenho positivo assinala possibilidade de maior crescimento ainda este ano, quando se espera que o Produto Interno Bruto tenha expansão de até 6% e não deixe saudades do PIB de 2009, que teve queda de 0,2%”, avalia José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP.

m²), ocupado por galpões de uma antiga indústria de processamento de sardinha. Uma empresa, em particular, chegou a acenar nesse sentido, a Iesa Óleo e gás, prestadora de serviços de engenharia, pintura, inspeção em plataformas e em terra e montagem de módulos para plataformas, que, inclusive, já atende a UTG de Caraguá. Caso o negócio siga adiante, as estimativas iniciais da prefeitura dão conta da abertura de cerca de 1 mil empregos diretos. Em termos contábeis, o município prevê acréscimo de R$ 10 milhões anuais na arrecadação tributária. Diante dessa possibilidade, os primeiros passos foram dados pelo Executivo, com a elaboração de Projeto de Lei que propõe mudança pontual no Plano Diretor do município e tramita na Câmara Municipal. Se aprovado, o documento permite a instalação de empresas de montagem de módulos e blocos para plataforma offshore e indústria naval voltada à exploração de óleo e gás, estruturas para funcionamento de helipontos e outras atividades não poluentes, pertencentes à cadeia petrolífera na cidade. Ele também altera o zoneamento do Paço Municipal, que passa para Zona de Suporte Náutico (ZSN-1), destinando ao uso de atividades náuticas, como marinas, garagens náuticas, estaleiros, píeres, atracadouros, empresas de montagem de módulos e plataformas offshore. Há de se considerar o aproveitamento desta área, já que é sabido que Bertioga possui pouco espaço para crescer em sua área urbana, mesmo dentro dos 15% destinados à ocupação.

Estado prepara planejamento

José Roberto dos Santos um dos responsáveis pela elaboração do Planejamento Ambiental Estratégico do Litoral Paulista (PINO – Porto, Indústria, Naval e Offshore), que prepara um panorama geral da infraestrutura de cada um dos nove municípios da Baixada Santista e das cidades do Litoral Norte (Ilhabela, Caraguatatuba, Ubatuba e São Sebastião), para receber investimento do setor de petróleo e gás, já adianta que Bertioga é uma das cidades

Cidade não quer ficar de fora

Esse novo rumo que se descortina já gera expectativa em Bertioga. Segundo o prefeito Mauro Orlandini, várias empresas ligadas ao setor estão interessadas em investir no município. E sem perder tempo, a prefeitura já deu o sinal positivo quanto à possibilidade de uso da atual sede do Poder Executivo, o Paço Municipal. A área detém localização e estrutura considerada privilegiada para o setor: fácil acesso ao mar, por meio das margens do rio Itapanhaú, boa localização e espaço adequado (70 mil

Lemos comemora alta na venda de imóveis e acredita que procura já é por conta da movimentação do setor de petróleo e gás

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Empresa interessada em vir para a cidade atua na montagem de módulos de plataforma

com o menor índice de possibilidades de ocupação por parte deste mercado. “A cidade tem muitas áreas de conservação, inclusive a de Itaguaré, que está em discussão. A princípio sabe-se que Bertioga não tem muitas áreas disponíveis. É uma pena, porque esse é um mercado muito dinâmico e há muitas indústrias procurando. Estamos cruzando os dados do município e, em um mês, teremos a resposta sobre os espaços na cidade com essa vocação”, adianta José Roberto.

Segundo o técnico, o estudo é feito por meio do cruzamento das análises das regiões protegidas com as que, de acordo com Plano Diretor de cada município, são destinadas para atividades econômicas. O próximo passo é avaliar quais destas têm vocação para receber investimentos do setor. Luiz Carlos Rachid, coordenador do Prominp Bacia de Santo e assessor técnico da Agência Metropolitana de Desenvolvimento (Agem), diz que Bertioga tem grande potencial para se inserir na era do présal devido a sua posição estratégica entre os dois pólos já existentes (Baixada Santista e Litoral Norte). “Bertioga está localizada na área central da bacia petrolífera de Santos e tem vocação, inclusive para desenvolver um importante pólo tecnológico, com olhar na criação de centro de inteligência do petróleo, com ênfase à preservação ambiental”.

Qualificação de mão de obra

Que as oportunidades de emprego no setor de petróleo e gás vão surgir na região é certo. Mas é preciso estar preparado. E para capacitar a mão de obra para este mercado promissor, o Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás), oferece cursos básicos de capacitação voltados para a mão de obra operacional. Oferecidas para cargos distintos como eletroeletrônica, instrumentação,

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aulas teóricas e visitas à usina de Cubatão. Segundo a orientadorea educacional Cleide Felício, a procura já é grande e 60 pessoas estão matriculadas, em duas turmas.

Cadeia de Fornecedores

Rachid: “Bertioga está localizada na área central da bacia petrolífera de Santos e tem vocação, inclusive para desenvolver um importante pólo tecnológico”

projetista, desenhista, eletricista, instrumentista, cozinheiro, padeiro, técnico em solda, pintor, entre outros, as aulas proporcionam um aporte para a região. Luiz Carlos Rachid, coordenador do Prominp Bacia de Santos, acredita que a formação de profissionais está acompanhando a demanda de empregos oferecidos na região. “As coisas começaram a acontecer este ano. Daqui a dois ou três, a quantidade de postos profissionais será muito grande e, se continuar nesse ritmo, vamos estar bastante preparados”. O Prominp dá cursos de qualificação profissional, a fim de preparar jovens para as empresas que atuarão com petróleo e gás na região. Quatro ciclos desses cursos já foram realizados e, ainda este ano, deverá ser anunciado o quinto. Os cursos são anunciados em editais e os interessados devem se cadastrar no site www.prominp. com.br. Se a pessoa estiver desempregada e for de nível médio, tem direito a uma bolsa de R$ 300. Se for de nível técnico, R$ 600 e se for de nível superior, R$ 900. O prefeito Mauro Orlandini, garantiu que havendo demanda de pessoas interessadas nestes cursos, a prefeitura irá disponibilizar transporte. Em Bertioga, a primeira unidade particular a oferecer cursos ligados ao setor é a Microlins, com

Em entrevista ao programa Café da Manhã, da TV Costa Norte, em abril, José Luiz Marcusso, gerentegeral da Unidade de Negócios de Exploração e Produção da Bacia de Santos, da Petrobras, revelou que a Petrobras gasta na região cerca de R$ 15 milhões, por mês com “despesas corriqueiras”, e desse total, apenas 10% são de empresas da região. Resumindo, há oportunidades, também, para prestadores de serviços de diversas áreas, como, por exemplo, gráfica, publicidade, confecção de uniformes, espaços para eventos, construção civil, entre outros. Para entrar nesse filão, segundo Rachid, basta que o empresário faça sua inscrição no cadastro de fornecedores da Petrobras, no portal www.petrobras. com/pt/canaldofornecedor. Nele está disponível a relação dos documentos necessários ao cadastramento das empresas, de acordo com a sua categoria. E no próximo dia 27, a Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, em parceria com a Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade – Investe São Paulo, Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), AGEM-Agência Metropolitana da Baixada Santista e outras entidades da região promoverá evento sobre as Oportunidades de Negócios no Setor de Petróleo e Gás Natural. No encontro, serão apresentados aos empresários da região os mecanismos de participação nos cadastros de fornecedores da Petrobras e do CadFor (Sistema de Cadastro de Fornecedores para o Segmento Brasileiro de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural da ONIP), formado por nove operadoras internacionais que atuam na atividade petrolífera nacional. Maiores informações poderão ser obtidas no site www.agem.sp.gov.br além do portal www.redebs.org.br .

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Executivo

A máquina vai andar, garante

Orlandini

Depois de um ano e quatro meses à frente da administração pública de Bertioga, prefeito Mauro Orlandini faz uma breve avaliação de seu governo e mostra otimismo quanto a inserção do município nas questões voltadas a petróleo e gás

Embora admita insatisfação com o produto final dos primeiros meses de seu governo, o prefeito Mauro Orlandini diz que tem motivos para uma avaliação positiva, principalmente nas áreas de saúde e social, e defende que demora na apresentação de resultados foi por conta da mudança de estilo de gestão, já que muitos projetos tiveram que ser avaliados e contratos revistos. Por outro lado, garante que a “engrenagem está pronta para rodar” e que nos próximos meses, Bertioga terá muitas obras nas ruas. Acompanhe os principais trechos da entrevista. Qual é a avaliação que o senhor faz de seu governo depois de um ano e quatro meses? Estou contente com partes do governo e nem tanto com outras. O senhor poderia explicar melhor? Quando a gente se propôs a candidatura foi fundamentado na experiência que eu havia adquirido durante a atuação na Associação Paulista de Municípios. Entendi que o leque de conhecimentos adquiridos poderia

ser usado aqui. Mas claro que as coisas não acontecem no tempo e do jeito que a gente quer. O que aconteceu? A maior dificuldade foi reordenar a casa. Parte se deve a como a gente pegou a máquina, como ela estava andando. E por outro lado, por conta da mudança de paradigma, de estilo de governo que resolvemos implantar. Foi preciso um período de adaptação para avaliarmos projetos, rever contratos, uma tarefa bastante dedicada que atrasou muitas obras que já deveriam ter começado. E as pessoas, não só em Bertioga, têm como parâmetro se uma administração vai bem ou não, as obras. Mas acredito que nos próximos meses vai ter bastante obra na rua. A engrenagem vai começar a rodar. Nesse período de ajustes há pontos positivos a ressaltar? Sim. Na saúde fomos buscar uma ferramenta que já havia dado certo em outras cidades, com a contratação da Fundação do ABC. Ela administra o Pronto-Socorro e o Hospital e deixa a Secretaria de Saúde livre para cuidar da prevenção e não da doença. Costumo dizer que tenho duas secretarias,

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uma da saúde e outra da doença. Estou bastante contente com o atendimento e os frutos já começam a aparecer. Na área social, estou muito feliz com a ativa participação da comunidade nas atividades voltadas a esportes e aos cursos de arte e cultura, como teatro, balé e pintura. Temos 5 mil inscritos, ou seja, 10% da população - se considerarmos uma população de 50 mil habitantes. Essa atuação vai enriquecer o conhecimento dessas crianças, o que certamente resultará num futuro melhor. Isso vai de encontro com o tema da nossa campanha: o resgate da auto-estima. E agora, depois da casa ordenada, obras em vias de sair do papel, quais são as prioridades? Agora é hora de consolidar a questão do zelar da alma. Vamos trabalhar na ampliação e construção de novas creches e de mais escolas; ampliar os cursos de esportes e cultura para mais bairros; elaborar projetos voltados a portadores de necessidades especiais, pois ainda estamos capengando nessa área e, também, construir um clube educacional para receber crianças de várias escolas, com atividades no contra turno do horário escolar, para promover uma interação entre elas. Setor de petróleo e gás, quais são as expectativas e o que está sendo feito nesta área? Estamos em cima do tempo, não é coisa de futuro é agora! Bertioga ficou afastada desse assunto por muito tempo. Não participou de nenhuma tratativa, enquanto todas as outras cidades estavam se preparando. Elas correram atrás desse novo tempo.

Quando assumimos começamos a buscar essa alternativa e vimos que é muito sólida. Estamos convencidos de que é a solução para Bertioga, pois vai possibilitar um ponto de partida para a estabilidade da população. Bertioga já tem a característica do meio ambiente e do turismo, mas isso sozinho não se sustenta, é preciso fazer um tripé entrando no setor de apoio ao mercado de petróleo e gás. E já dá para falar em geração de emprego no setor? Num primeiro momento não há como uma empresa já se instalar na cidade com mão-de-obra exclusivamente local, isso é uma crescente. O que nós temos que fazer é promover cursos, para num espaço de tempo curto, possibilitar que nossos filhos possam participar desse tema novo. Enquanto isso não acontece, é nítido que as pessoas que vierem atuar nessa área vão alugar casas, gerar novos empregos, movimentar o comércio e, consequentemente, aquecer a economia local. Mesmo que ainda não seja o ideal, já é um bom começo. Qual o andamento em relação a formação de mão-deobra local? Ainda esse ano vamos instalar uma Escola Técnica (Etec), do governo estadual. A curto prazo, vamos disponibilizar algumas salas e começar com poucos cursos. Mas, num segundo momento, depois de acertada a situação da compra da Pousada Marjoly, teremos capacidade para oferecer 1.500 vagas em três turnos, provavelmente a partir do ano que vem.

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Canal de Bertioga Página 16 | Jornal Costa Norte - 19 de Maio de 2010 | Edição especial de aniversário de emancipação | Bertioga 19 anos


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Desenvolvimento

Umprojetode

Futuro A revitalização da orla da praia faz parte de ambicioso plano de desenvolvimento turístico da cidade. Primeira etapa, já com verba aprovada pelo Dade, depende agora dos processos de licitação Se algo nos remete ao ideal de uma praia perfeita, sem dúvida é a infraestrutura da orla de sua cidade. Além do mar imenso e verde para nadar, e das areias claras e fofas para se estirar ao sol, nada melhor do que um espaço ao ar livre para passear, pedalar, correr, paquerar, ou apenas relaxar e admirar o ir e vir das pessoas. E Bertioga pode entrar para o rol das cidades que oferecem esse privilégio a quem a frequenta. Com assinatura de um dos mais renomados arquitetos brasileiros, Ruy Ohtake, o projeto de revitalização da orla tem a audaciosa proposta de ser o primeiro jardim com intervenção artística à beira-mar do país. A ideia é criar um grande tapete verde, dotado dos mais diversos equipamentos turísticos por toda a orla, desde o Jardim Veleiros (área central) até Boracéia (na divisa com São Sebastião), totalizando 33 km. Orçada em R$ 6,5 milhões, a primeira etapa da obra, que se estende do Forte até o loteamento Vila Agaó, com equipamentos turísticos simples (veja quadro ao lado) já recebeu o sinal positivo do Departamento de Apoio e Desenvolvimento das Estâncias (Dade), órgão que libera recursos para equipamentos turísticos, desde que haja projetos e que estes sejam aprovados. O pacote técnico desta primeira etapa, com orçamentos e aprovações legais, como da Cetesb e Ibama, entre outros, foi aprovado, e a liberação do recurso, no valor de R$ 7 milhões, publicada no Diário Oficial do Estado, dia 27 de março último. A verba disponibiliza-

Ruy Ohtake apresenta projeto de revitalização da orla

Plano contempla caminhos para pedestres e áreas para atividades físicas

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da é referente aos recursos do Dade 2008 e 2009. Agora, segundo a arquiteta chefe da Seção de Habitação e Planejamento da prefeitura, Daniela Teixeira Mariano, o próximo passo é iniciar o processo de licitação para a escolha da construtora. “Essa etapa leva cerca de 90 dias, e a empresa ganhadora tem mais um prazo de 30 dias para iniciar as obras. Estamos tentando finalizar todo esse processo antes das eleições para iniciar ainda este ano. Depois de começada a obra, a previsão de entrega é de um ano e meio”, revelou.

Etapa seguinte

Um pouco mais arrojada, a segunda etapa do projeto, que abrange o trecho entre o Forte São João e o Jardim Veleiros, conta com estruturas de grande porte, como shopping, marina e iate clube, e propõe, ainda, o deslocamento do atracadouro da balsa e mercado de peixe, a serem recuados para o lado mais próximo ao Jardim Veleiros. Apresentada oficialmente pelo arquiteto Ruy Ohtake, dia 16 de março, deve demorar um pouco mais para sair do papel, já que o orçamento do custo da obra (que não inclui o shopping e o iate clube) e demais detalhes técnicos, ainda estão em fase de elaboração. Mas há razões para acreditar que a coisa vai andar. De acordo com Daniela Teixeira, a proposta do projeto está aprovada dentro do plano de trabalho de projetos turísticos para o estado de São Paulo e deve receber os R$ 5 milhões do Dade 2010, previsto para Bertioga. “O Dade também já autorizou a apresentação do pacote técnico desta segunda etapa, isto inclui Cetesb e Ibama”, informou Daniela Mariano. A arquiteta adiantou que agora sua equipe trabalha no cálculo do custo da obra, que deve ser apresentado dentro do pacote técnico. “Essa etapa deve ter seu processo concluído, só a partir de dezembro e vamos ver se há a viabilidade de destinar os recursos do Dade 2011 para esta fase do projeto”, revelou.

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R$ 6,5 milhões Em fase de licitação - Caminhos para pedestres /ciclovia - Quiosques / áreas para atividades de crianças e adultos - Duas pistas de skate - Anfiteatro - Estações de apoio aos banhistas / duas torres guarda-vidas - Estacionamento / paisagismo / acessibilidade esculturas metálicas com motivos de fauna e flora

Primeira etapa vai do Forte até loteamento Vila Agaó

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Segunda etapa vai do Forte São João até o Jardim Veleiros 2ª etapa Em orçamento - Shopping / marina (parceria público-privada) - Iate clube - Dois atracadouros - Pátio para estacionamento - Jardim das esculturas - Boulevar

Projeto prevê construção de equipamentos com parceria público-privada

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Desenvolvimento

Avenida19deMaio Portal de entrada, ciclovia, prolongamento e boulevard estão entre as principais intervenções do projeto que deve dar novo visual para uma das principais vias de acesso da cidade

comnovaroupagem

Eduardo Pereira: “No primeiro ano a prioridade da prefeitura foi Educação e Saúde, agora é Obras”

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Plano de revitalização contempla duas áreas contínuas de estacionamento, em linha reta, sob o canal, e ciclovia no canteiro central

Diz um velho provérbio popular que “a primeira impressão é a que fica”, e quem vive ou visita Bertioga, há de concordar que a sua entrada principal, a avenida 19 de Maio, não é lá muito atrativa. Condição que pode estar com os dias contados, pois um projeto de reurbanização dessa importante via de acesso está em andamento. O plano de revitalização contempla um portal de entrada no início da avenida, duas áreas contínuas de estacionamento, em linha reta, sob o canal, e ciclovia no canteiro central, até a Avenida Anchieta. A infraestrutura prevê pavimentação da via, melhorias na rede de iluminação e microdrenagem. A previsão de investimento é de R$ 3,7 milhões. Sendo R$ 1,2 milhões de recursos próprios da prefei-

Continuidade da segunda pista da avenida Anchieta está orçada em R$ 33 milhões

tura e o restante de repasses do Estado. Segundo o vice-prefeito e responsável pela Secretaria de obras, Eduardo Pereira, o projeto aguarda resposta do Departamento de Apoio de Desenvolvimento das Estâncias (Dade). Para os proprietários de imóveis, caberá a contrapartida de adequar as calçadas de acordo com o novo visual proposto. A remodelação da via de acesso ao centro da cidade e um dos principais corredores comerciais do município, prevê um boulevard, na área próxima à praia, com jardins e acesso para pedestre, em fase de licitação da obra. O prolongamento da 19 de Maio, no trecho entre a avenida Anchieta e a praia da Enseada, também deve ter continuidade em breve, conforme informou Eduardo

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Pereira. “A paralisação está sob processo jurídico e a nossa intenção é relicitar a obra para concluir essa fase”.

Qualidade para receber

O antigo sonho de construção de uma rodoviária na cidade também pode estar prestes a se realizar. Para tanto, a prefeitura aguarda a liberação de verba, no valor de R$ 1 milhão, também proveniente de emenda da deputada Haifa Madi, para iniciar o processo de licitação da obra. De acordo com Eduardo Pereira, o projeto, que conta com seis baias para ônibus, guichês para venda de passagens, estacionamento, ponto de táxi e lojas de conveniências, já foi protocolado na Secretaria de Estado de Planejamento e Economia e, inclusive, já houve vistorias no local – uma área no bairro Vista Linda, ocupada pelo campo de futebol do Clube Beira Rio. Ainda voltado para a qualidade dos serviços de transporte na cidade, Eduardo Pereira, revelou que está em estudo a implantação de três terminais de ônibus nas regiões mais distantes e de divisa, como Caiubura e Boracéia, por exemplo. “Também estamos planejando uma reavaliação do sistema de transporte coletiva”, informou.

Avenida Anchieta

Outro projeto de urbanização para a região central da cidade, de acordo com Eduardo Pereira, é a continuidade da segunda pista da avenida Anchieta. Orçada em R$ 33 milhões (verba oriunda de empréstimos da CEF,

segundo Eduardo Pereira), a obra prevê serviços de drenagem e microdrenagem e a construção de segunda pista desde o trecho da avenida 19 de Maio até o Jardim Indaiá, mas com pavimentação, por enquanto, prevista apenas até o Jardim Rio da Praia. “As obras de drenagem nesta via, é importante para toda a cidade porque vai possibilitar o escoamento das águas de chuvas”. O bairro Jardim Vista Linda, no trecho entre a avenida Anchieta e a Thomé de Souza, também está dentro da programação de reurbanização. “Temos um cronograma de obras para o bairro no valor de R$ 650 mil, sendo R$ 500 mil do estado e R$ 150 mil de contrapartida do município”, informou o secretário. Eduardo Pereira ressaltou que há projetos de pavimentação e macrodrenagem para os bairros Indaiá, Vila Agaó, Rio da Praia e Balneário Mogiano, além de reconstrução da avenida João Ramalho. O custo destes projetos é de R$ 90 milhões e a solicitação de verba, segundo Pereira, já foi protocolada junto ao governo federal. Ainda segundo o vice-prefeito e responsável pela pasta de obras, estes um ano e meio de governo foi destinado para a organização da casa. “Fizemos revisão de contratos, contenção de despesas e agora estamos conseguindo dar início a projetos pontuais, principalmente com verbas de emenda de parlamentares, já que com recursos próprios não havia condições”, destacou acrescentando que a secretaria tem projetos preparados para 2011. “No primeiro ano a prioridade da prefeitura foi Educação e Saúde, agora é Obras”, garantiu.

Secretaria prepara estudo para implantação de três terminais de ônibus nas regiões mais distantes e de divisa do centro

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Habitação

O sonho

demorar

bem

Muito mais que estar entre quatro paredes, é preciso viver com qualidade de vida, e isso requer infraestrutura social: áreas de convivência, espaços de lazer, proximidade com centros de serviços, escolas, além de água e esgoto tratados Em Bertioga, cidade com uma demanda habitacional para cerca de 1.500 famílias, segundo a Secretaria Municipal de Planejamento e Habitação, felizmente, já há projetos de moradia que atendem a esses princípios. Um bom exemplo vem da reurbanização do bairro Vicente de Carvalho II, um projeto modelo do CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). Ele engloba 400 moradias (96 apartamentos e 304 sobrados) , destinadas às famílias que residem atualmente em áreas de mangue, ou previstas para receber arruamento e rede de água ou esgoto. Ou-

tras 172 unidades serão reformadas (foto acima). O que chama a atenção, nesse caso, é o excelente trabalho de planejamento proposto para o bairro como um todo, que prevê a construção de quadras esportivas, pista de skate, ciclovia, paisagismo, acessibilidade, além de espaços destinados para construção de creche, escola e centro comunitário. O toque de modernidade encontra-se nas redes de gás encanado e fiação elétrica e telefônica subterrâneas. Toda a área de mangue degradada será recuperada. “Nosso principal objetivo é fazer com que o bairro se integre econômica, turística e socialmente ao mu-

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João Senhor: “Para projetos como estes, voltados à demanda popular, em primeiro lugar está o aspecto social”

nicípio de Bertioga”, ressalta Assunta Viola, gestora de projetos da CDHU. Experiência conta

Bertioga tem mais 1878 unidades habitacionais, com valor social agregado, em construção. E, nesse caso, o construtor é de casa. Fala-se aqui do engenheiro João Senhor, da Geoteto, empresa pioneira na cidade e responsável pela construção do primeiro pré-

dio de Bertioga, o condomínio Buritis. Agora, em parceria com a prefeitura e a Caixa Econômica Federal, por meio do programa ‘Minha Casa Minha Vida’, a empresa investe na construção de condomínios populares, com casas assobradadas para famílias com renda de zero a 3 salários mínimos (atende a cadastro da prefeitura), e edifícios para famílias com renda de 6 a 10 salários mínimos (direto com a construtora). No loteamento Citymar, por exemplo, serão construídos os condomínios Portal de Aquários I (528 unidades) e Aquários II (592 unidades), destinados a famílias com cadastro na prefeitura. Os projetos contam com quadras esportivas, áreas de lazer infantil, espaços cobertos para churrasqueira e cozinha, áreas verdes, e áreas públicas destinadas para a construção de creche, escola, comércio básico e centro comunitário. “Para projetos como estes, voltados à demanda popular, em primeiro lugar está o aspecto social. É preciso um planejamento adequado, voltado à realidade da cidade”, diz João Senhor. Entre os pontos positivos desse novo modelo de parceria, segundo Daniela Mariano, chefe da Seção de Habitação da prefeitura de Bertioga, ressalte-se que a prefeitura consegue atender a demanda habitacional do município, sem fazer uso de áreas públicas. “A construtora entra com a área, onde são construídas as casas e a infraestrutura de água, esgoto, calçada, áreas verdes e de lazer. Enquanto a prefeitura dispo-

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Obras do Portal de Dourados, no Parque Estoril

Daniela Mariano ressalta que parceria possibilita atender demanda habitacional sem fazer uso de áreas públicas

nibiliza áreas para construção de creche, escola, comércio básico e centro comunitário”, explica. Ainda segundo Daniela, outra vantagem é o sistema de tratamento de esgoto próprio, que também irá atender ao conjunto de prédios do Citymar. “Por isso, incentivamos a empresa a investir neste bairro. A intenção já era a de levar todos os serviços para essa região afastada”. Os condomínios do bairro Citymar estão em fase final de negociação, assim que aprovados, a Geoteto terá 12 meses para entregar. Com um prazo tão curto, o engenheiro João Senhor já pensa em uma estratégia para dinamizar as obras. “Vamos contratar mão de obra local e, de preferência, do próprio cadastro habitacional, se houver profissionais qualificados. Eles trabalham com mais carinho, pois sabem que estão construindo seu próprio lar”, frisa. Também em parceria com a CEF, a Geoteto é responsável pela construção do condomínio Portal de Áquilas, no Rio da Praia (20 unidades); Portal de Dourados, no Parque Estoril (196 unidades); Portal de Fênix, no Rio da Praia (72 unidades / destinadas a funcionários públicos) e o Portal de Centauros, no Maitinga, (72 unidades / para funcionários públicos), os dois últimos ainda em fase de aprovação. Para mais informações sobre os empreendimentos, o telefone da Geoteto é (13) 3317 3040.

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Meioambiente

Sinal positivo para o

desenvolvimento

sustentável

Projetos voltados para garantir continuidade da certificação Selo Verde Azul, e convênio com Cetesb para dinamizar procedimentos de licenciamento são os destaques da área ambiental da cidade

Rogério Leite chama a comunidade para conhecer projetos voltados às diretrizes do Selo Verde Azul

Com sua caprichosa geografia, Bertioga tem um grande desafio pela frente: aliar o desenvolvimento que se projeta para o município e região, com a responsabilidade de manter preservados 85% do seu território. A adequação da cidade às diretrizes do programa Município Verde, é visto pelo atual secretário de meio ambiente, Rogério Leite dos Santos, como um bom passo nesse sentido. “Recebemos o selo este ano. Mas essa certificação não é permanente. Agora, precisamos botar os projetos em prática para garantir a

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permanência dessa distinção para a cidade”. Para atender as dez diretrizes ambientais do programa Selo Verde Azul, a Secretaria de Meio Ambiente da cidade desenvolveu 74 projetos e um extenso cronograma de atividades. Entre as prioridades estão os voltados para o congelamento e reversão de áreas de invasão, replantio de mata ciliar, incentivo às habitações sustentáveis e política municipal de resíduos sólidos - esta em fase de edital para contratação da empresa responsável pela elaboração do plano de gerenciamento. Rogério Leite informou que os projetos vêm sendo apresentados e discutidos nas reuniões do Condema. “È importante a comunidade participar desse momento. Alguns projetos vão, inclusive, precisar de participação voluntária”.

Outro ponto positivo aguardado com expectativa é a posição do estado quanto a solicitação de adendo no convênio para a autonomia da secretaria municipal, também no licenciamento de áreas urbanas que tenham resquícios de vegetação, ou “aglomerados de árvores”, como prefere Rogério. Medida que, de acordo com o secretário, irá agilizar os processos de construção na cidade.

Autonomia para licenciar

Por outro lado, Rogério destaca a atual autonomia da cidade para a execução de licenciamento e fiscalização de atividades de impacto ambiental local. Depois de 10 anos, o convênio foi reativado em março, após assinatura entre a prefeitura e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), órgão da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. “Já realizamos as etapas de treinamento de nossa equipe, tanto na parte administrativa, quanto em campo, para atuarem nessa área”, declarou Rogério Leite. O secretário ressaltou que, agora, a cidade irá ganhar agilidade na expedição de licenciamentos. “O período de liberação pode ser reduzido pela metade do tempo, dependendo do tipo de empreendimento”.

Secretaria aguarda resposta para autonomia no licenciamento de áreas urbanas

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Administração

Otimismonasfinanças “Essa prefeitura é abençoada, não tem precatórios, a dívida pública é baixíssima e a arrecadação está muito acima da média de outros municípios com as mesmas características. Nunca vi um orçamento tão bom de trabalhar”

ra precisa de investimento

Sem dívidas, Bertioga ago

para se desenvolver

É com esse entusiasmo que o atual secretário de Administração e Finanças, Francisco José Rocha, avalia a situação financeira do município, e garante que novo modelo administrativo deve baixar as despesas internas e liberar mais recursos para investimentos. Com uma arrecadação de R$ 160 milhões e apenas R$ 60 mil de precatório, segundo Francisco Ro-

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Elaboração de um novo Código Tributário, revisão cadastral de imóveis e da Planta Genérica de Valores fazem parte do pacote de mudanças da secretaria

Francisco Rocha: “Da forma como a receita foi conduzida até agora, a capacidade de investimento é zero. Estamos trabalhando na readequação desse formato administrativo”

cha, a prefeitura de Bertioga só tem um problema, o alto custo interno que, segundo o secretário, “consome a arrecadação”. “Da forma como a receita foi conduzida até agora, a capacidade de investimento é zero. Estamos trabalhando na readequação desse formato administrativo”, disse. Entre as frentes de trabalho da secretaria está o contingenciamento do orçamento, de acordo com a receita, e a gestão compartilhada com as demais secretarias de governo. “Cada secretário fará a sua gestão de acordo com a verba disponibilizada. É ele que deve ver as prioridades de sua secretaria e, assim, evitar a sobra de saldos. Esse é um processo de maturação, onde cada qual é responsável pelos seus gastos”, disse. O secretário destacou que no ano passado houve uma sobra de saldo no valor de R$ 16 milhões. “Isso equivale a 10% do orçamento atual, é muito dinheiro, o certo é passar com zero”. O saldo refere-se a valores vinculados às

secretarias e que só podem ser gastos para aquilo que foram destinados. Caso não sejam utilizados no período, voltam para os cofres públicos até que sejam executados. De acordo com José Francisco, a sua pasta também trabalha na elaboração de um novo Código Tributário, na revisão cadastral de imóveis e da Planta Genérica de Valores, que devem estar prontos até a segunda quinzena de outubro. José Francisco assumiu a pasta de Administração e Finanças de Bertioga há três meses. É economista e já administrou sete prefeituras, sendo as maiores Diadema e Osasco. Com toda essa experiência ele destaca os números de Bertioga. “São R$ 160 milhões de arrecadação para um município com 50 milhões de habitantes, isso significa uma percapita de 3,5 mil por habitante. E a cidade não tem dívida, é maravilhoso. Não tem município com esse nível. Agora só precisamos diminuir o custeio e partir para o investimento”.

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Saúde

Humanização:umnovo conceitodeatendimento Atenção, carinho e respeito. Equipe da Fundação do ABC trabalha motivada em atender sua própria comunidade “Foi muito difícil para mim. Era a primeira vez que eu ficava doente e internado. Numa noite estava aflito, percebi uma televisão no quarto feminino. A enfermeira me viu e disse: você é santista, né?”, só balancei a cabeça, porque não estava falando, devido à inflamação na garganta. Ela trouxe uma televisão e assistimos ao jogo do meu time. Fiquei maravilhado com a atenção”, conta Paulo Marcos de Oliveira, 58, um dos 250 pacientes internados no Hospital Bertioga FUABC, mensalmente. E é com esse espírito, que a Fundação do ABC vem desenvolvendo a humanização e o acolhimento como referência no atendimento. Para ouvir e atender os anseios da população, a equi-

Página 00 34 | Jornal Costa Norte - 19 de Maio de 2009 2010 | Edição especial de emancipação: aniversário de Bertioga emancipação 18 anos | Bertioga 19 anos


pe do Hospital Bertioga conta com enfermeiros

A FUABC administra desde setembro de 2009

de triagem e acolhimento, serviço de apoio ao

o Pronto Socorro, Hospital e Ambulatório de Es-

usuário, recepcionistas, assistentes sociais e

pecialidades Cirúrgicas, os únicos da Cidade. A

ouvidoria, além da equipe de médicos e para-

taxa administrativa ajuda a sustentar três facul-

médicos, somando cerca de 300 profissionais, a

dades (medicina, enfermagem e farmácia) que

maioria de Bertioga.

são exemplos de formação acadêmica, além de

“É necessário que todos tenhamos a responsabilidade social de entender que nosso bom

difundir seus conceitos e conhecimentos de prática médica para Bertioga.

trabalho não repercutirá só para a instituição ou para a administração pública, mas, principalmente, para o resguardo de nossa comunidade, nossa família e nossos amigos”, afirma o superintendente do Hospital Bertioga Dr. Jurandyr José Teixeira das Neves.

Trabalho de equipe “O espírito de equipe também é essencial, aliado ao comprometimento e orgulho do nosso local de trabalho”, afirma o superintendente. “Seguramente não podemos fazer tudo que é necessário na área da saúde, mas, a Fundação do ABC, junto com o prefeito Orlandini, que acreditou na nossa proposta, está trabalhando para oferecer sempre o melhor dentro desta gestão”, explica Dr. Jurandyr. “Assim que terminarem as reformas do Pronto Socorro, centro cirúrgico e enfermaria, comandada pela Secretaria de Obras e de Saúde, poderemos oferecer muito Atenção e carinho no atendimento

mais para a população de Bertioga”, conclui.

O santista Paulo Marcos: “Fiquei maravilhado com a atenção”

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Legislativo

SuperlotaçãonaCâmara Com maior volume de trabalhos e de participação da comunidade nas sessões, sede do Legislativo já não atende demanda do município, que pode contar com 15 vereadores, a partir da próxima eleição municipal

Sede da Câmara já não atende demanda de trabalhos Toninho Rodrigues quer novo endereço

Quem chama a atenção para o problema é o presidente do Legislativo bertioguense, o vereador Antônio Rodrigues Filho. “Precisamos com urgência de uma nova sede, para que possamos dar melhor andamento aos trabalhos administrativos e ao atendimento ao público”, diz. De acordo com Rodrigues, nos últimos 17 anos o volume de trabalhos dos vereadores “foi multiplicado por dez”. Por outro lado, a comunidade, também, tem se mostrado mais participativa. O resultado é a superlotação nos escritórios administrativos e a falta de es-

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paço, principalmente, para atender as solenidades e audiências públicas. “Da forma como estamos, o munícipe não tem privacidade para falar com o vereador, os escritórios não comportam o volume de trabalho e de pessoal e ainda estamos atrapalhando a melhor distribuição da ‘Praça da Saúde”, resume o presidente da Câmara, referindo-se à Praça Vicente Molinari, composta pelo PS e hospital local. O presidente da Câmara lembra que a partir da próxima eleição municipal, em 2012, o número de vereadores da casa pode passar de nove para 15 e adianta que o Legislativo já precisa aumentar o corpo de funcionários, mas que só terá previsão de um próximo concurso a partir do meio do ano. “Há demanda, mas até nisso a falta de espaço atrapalha, onde vou colocar mais pessoal?”, indaga. Rodrigues revela que pediu com urgência para que o prefeito agilize a compra de uma nova sede para a Câmara, mas ressalta que não há imóveis com esse perfil na cidade, e sugere que seja construída uma sede única para os três poderes do município - Executivo, Legislativo e Judiciário. “È preciso que seja um prédio moderno, que atenda as necessidades de cada um, sem improvisos. A única área que vejo com essa capacidade, é a da garagem”, ressalta o vereador que permanece como presidente da Câmara até o final deste ano.

Falta espaço para a participação dos munícipes

Média é de até três departamentos em uma única sala

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Meio ambiente

FazendaAcaraú:aMata Atlânticaéanossapraia Área rural da propriedade, onde estão localizados viveiros e centro de manejo de animais silvestres, está em vias de ser declarada Reserva Particular do Patrimônio Natural - a RPPN Hercules Florence. Depois de reconhecida pela Fundação Florestal será a segunda maior reserva particular do litoral do estado de São Paulo, com 948ha A região de Mata Atlântica onde está inserida a Fazenda Acaraú, área particular de 1.580ha, representa uma área de restinga bem conservada em Bertioga, onde são desenvolvidos, desde 1999, projetos ambientais de estudos e manejo de fauna e flora e também do solo e da água, com o envolvimento de biólogos, engenheiros agrônomos e florestais, geólogos, geógrafos, economistas, advogados, arquitetos, entre outros. Entre as atividades, está o monitoramento de animais quanto ao seu comportamento, deslocamento e sobre o estudo dos hábitos silvestres. É grande a diversidade da fauna identificada pelo Centro de Manejo de Animais Silvestres. São 270 espécies de aves, 70 de mamíferos, 35 de répteis, 40 de anfíbios, 114 de invertebrados, 25 de peixes - e certamente há muito que estudar e descobrir. “O trabalho realizado na Fazenda Acaraú, de soltura de animais, é de qualidade, seriedade e competência indiscutíveis, tudo acompanhado por profissionais altamente qualificados”, diz Lafaiete Alarcon, diretor do Parque Estadual da Serra do Mar, núcleo Itutinga-Pilões. O viveiro de produção de espécies da Mata Atlântica é outro trabalho a ser destacado. Conta com 109 espécies nativas, e capacidade para produzir anualmente 150 mil mudas. No local também são realizadas pesquisas com a vegetação, sobre época de produção de flores e frutos e identificação de matrizes para coleta de sementes. Tudo o que é produzido é plantado nas áreas mais degradadas da própria fazenda para “enriquecer” a vegetação e gerar mais alimento à fauna. “É fundamental estreitar os laços entre o Parque Estadual e Página 38 | Jornal Costa Norte - 19 de Maio de 2010 | Edição especial de aniversário de emancipação | Bertioga 19 anos


Já foram catalogadas 270 espécies de aves na região

a Fazenda Acaraú, para disseminação do conhecimento nos projetos realizados. As ações de manejo de flora e fauna são realizadas de forma exemplar, contribuindo sem dúvida alguma para conservação”, ressalta Edson Lobato, diretor do Parque Estadual da Serra do Mar, núcleo São Sebastião. A Fazenda está dividida em duas partes: uma rural, que corresponde a 1.080ha ou dez milhões e oitocentos mil metros quadrados, e outra urbana, de 500ha ou cinco milhões de metros quadrados. Na área rural da propriedade, onde estão localizados os viveiros e o centro de manejo de animais silvestres, está sendo criada uma Reserva Particular do Patrimônio Natural, a RPPN Hercules Florence, de 948ha, ou nove milhões quatrocentos e quarenta e oito mil metros quadrados, que, depois de reconhecida pela Fundação Florestal, será a segunda maior reserva particular do litoral do estado de São Paulo. A RPPN é de iniciativa voluntária do proprietário e tem caráter perpétuo, ou seja, uma área legalmente e ambientalmente protegida para essa e para as futuras gerações.

Área da Fazenda Acaraú tem características para ações de proteção, conservação, educação e pesquisa

Saiba mais

Soltura de animais silvestres

Desde 2002 licenças são dadas pelo governo federal, por meio do IBAMA, para a criação de uma Área de Soltura de Animais Silvestres (ASAS). Em consequência da seriedade do trabalho, a propriedade tornou-se referência nacional. Dessa forma passou a realizar as atividades de levantamento, procedimentos de soltura e monitoramento de animais oriundos de apreensões do IBAMA, prefeitura e Polícia Ambiental, recuperação e reintrodução de animais atropelados e manejo em projetos licenciados, os quais são destinados pelos órgãos oficiais.

O que é uma RPPN?

Reserva Particular do Patrimônio Natural é uma a área de domínio privado a ser especialmente protegida, em caráter perpétuo, por iniciativa de seu proprietário, mediante reconhecimento do Poder Público. Isso por ser considerada de relevante importância pela sua biodiversidade, ou pelo seu aspecto paisagístico, ou ainda por suas características ambientais que justifiquem ações de proteção, conservação, educação e pesquisa.

Monitoramento estuda comportamento, deslocamento e hábitos da fauna local

Quem foi Hercules Florence?

O homenageado com o nome da RPPN da Fazenda Acaraú “foi um dos personagens mais interessantes do Brasil do século XIX, e talvez o estrangeiro mais notável estabelecido na província de São Paulo em sua época.”, segundo Pedro Corrêa do Lago, em Iconografia Paulistana do Século XIX. Francês, chegou ao Brasil em 1824 e no ano seguinte engajou-se na famosa expedição Langsdorff. A expedição teve a duração aproximada de quatro anos, atravessou as províncias de São Paulo, Mato Grosso e Grão Pará, retornando à capital do império em 13 de maio de 1829. Hercules Florence era desenhista e realizou trabalhos científicos nos domínios da botânica, zoologia, geografia, etnografia, história, astronomia, economia, estatística, linguística e mineralogia. Suas pesquisas científicas culminaram na descoberta isolada da fotografia no Brasil.

Comitiva internacional em visita à Fazenda Acaraú

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Qualidade de vida

Saneamento acompanha crescimento da

cidade

Nos últimos dez anos, as ligações de água em Bertioga passaram de cerca de 10 para 24 mil ligações, segundo a superintendência da Sabesp. A rede de tratamento de esgoto também foi ampliada e o desafio atual é conscientizar a população sobre a importância de ter sua residência ligada ao sistema Bertioga registra umas das maiores taxas de crescimento da Baixada Santista, segundo dados da Fundação Seade, e os números, em relação ao saneamento, também mostram esse caminho. Nos últimos 10 anos, somente em ligações de água, foi registrado um crescimento superior a 100%, passando de cerca de 10 mil para as atuais 24 mil ligações, de acordo com a superintendência da Unidade de Negócio da Sabesp na Baixada Santista. Segundo a assessoria de imprensa da Sabesp, os recursos emprega-

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e

dos nos últimos três anos em vários programas da estatal na cidade passaram dos R$ 66 milhões, com obras de ampliação da cobertura de rede de esgoto e implantação de uma Estação de Tratamento de Água em Boracéia. Dentro do Programa Onda Limpa, foi inaugurada a Estação de Tratamento de Esgoto ETE Saturnino de Brito, no bairro Jardim Vista Linda, no começo do ano, e que já iniciou as ligações domésticas. “Este é um momento muito importante para a cidade, porque mais que dobramos a capacidade de tratamento de esgoto, o que possibilitará acompanhar todo esse desenvolvimento”, explica o superintendente da Unidade de Negócio da Sabesp, na Baixada Santista, Joaquim Hornink Filho. Ele destaca como fundamental, principalmente, para garantir a balneabilidade das praias, a realização das ligações domésticas. “A Sabesp fez grandes investimentos para atender diversos bairros que não tinham cobertura de rede de esgoto. Agora, é preciso que a população faça a sua parte, fazendo as adaptações internas e as ligações domiciliares”, avalia. Para acompanhar os próximos passos do desenvolvimento do município, a Unidade de Negócios da Sabesp anuncia para o período de 2010 a 2014 uma série de investimentos para o município. Ao todo, devem ser empregados mais R$ 68 milhões, com a construção de estações de tratamento de água e esgoto, estações elevatórias e ampliação das ligações domiciliares de água e esgoto. De acordo com o superintendente, a meta da empresa é elevar a coleta de esgoto e a distribuição de água a 100% da população. “Temos como uma das principais diretrizes

chegar a universalização do sistema de saneamento. Essa condição representa mais qualidade de vida à população, uma das preocupações da Sabesp. E será um dos pilares de crescimento de uma cidade que possui grande área de preservação ambiental”, destaca Hornink.

Estação de Tratamento de Esgoto Saturnino de Brito, no bairro Jardim Vista Linda

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História

Um sonho que deu certo!

A Riviera de São Lourenço é um dos maiores patrimônios de Bertioga e Hilda Ribeiro, da empresa Praias Paulistas, uma das pioneiras no premiado projeto, assinou definitivamente o seu nome na história da cidade

Implantado em 1979, por meio de parceria entre as empresas Praias Paulista, Companhia Fazenda Acaraú e Sobloco Construtora, o maior empreendimento imobiliário da região nasceu do sonho de um homem que enxergava longe, José Aparecido Ribeiro, que já na década de 1950 acreditou no potencial da região para receber um centro turístico de primeiro mundo. Sonho esse acompanhado de perto por Hilda Ribeiro, uma mulher entusiasta das causas sociais,

dedicada e de grande personalidade. “Eu era muito companheira do Dr. Ribeiro, meu marido. Era um homem muito empreendedor e tudo que ele idealizava acontecia. Foi quando encontrou a Sobloco, as empresas se associaram e tudo aconteceu”. Ela lembra com carinho dos primeiros passos que deu em solo bertioguense e da força de seu esposo na realização de um ideal. “Estive pela primeira vez em Bertioga há mais de 50 anos. Íamos para uma casinha, no Indaiá, no meio do mato, com luz de lam-

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pião, sem as menores condições de conforto. Minhas filhas eram pequenas, uma de colo e atravessávamos o canal de canoinha, geralmente à noite”, lembra. Hilda Ribeiro conta que seu esposo, José Aparecido Ribeiro, olhou aquela praia durante 30 anos, já com a ideia de transformá-la em uma região turística. “Não tinha nada, não tinha ninguém, éramos somente nós. Sinto um enorme orgulho do Ribeiro, em como ele sentiu que sua ideia daria certo. Deve estar orgulhoso na eternidade”. A Riviera de São Lourenço tem participação inegável no avanço de Bertioga em termos urbanísticos. Um ícone que se destaca, sobretudo, pela proposta de convivência harmoniosa entre a manutenção da qualidade de vida e a preservação ambiental, condição que lhe conferiu muitos títulos nacionais e internacionais. “Meu desejo é que Bertioga continue crescendo cada vez mais”, diz Hilda Ribeiro.

Fundação 10 de Agosto

Amante da arte e da música, Hilda Ribeiro foi uma das primeiras presidentes da Fundação 10 de Agosto, entidade civil, de direito privado e sem fins lucrativos, que tem como principal característica o incentivo à cultura e ao profissionalismo, com sede na Riviera de São Lourenço. À frente da entidade deu início ao projeto da Orquestra e do Coral da Fundação 10 de Agosto. Sob a supervisão do maestro Paulo Sérgio Gabriel, a orquestra foi responsável pela iniciação e formação

musical de muitas crianças, adolescentes e jovens de Bertioga, inclusive com a participação em festivais no ano de 2000. Hilda Ribeiro também introduziu a marchetaria - arte da utilização de sobras de madeira para a confecção de pequenos objetos, e a luteria - arte de confecção de instrumentos musicais como cavaquinhos e violinos, no cronograma de cursos da fundação.

Alunos da Orquestra no aniversário da Fundação 10 de Agosto, em 2003. A música é uma das paixões de Hilda Ribeiro

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Riviera de São Lourenço Página 46 | Jornal Costa Norte - 19 de Maio de 2010 | Edição especial de aniversário de emancipação | Bertioga 19 anos


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Entrevista

Sob o olhar do

exímio

planejador

Luiz Carlos Pereira de Almeida, diretor superintende da Sobloco Construtora, reforça a importância do desenvolvimento sustentável para a cidade e pontua que é preciso enquadrar o fenômeno da existência de petróleo ao longo do litoral norte de São Paulo, dentro das características do município

Luiz Carlos Pereira de Almeida é paulistano e engenheiro civil formado pela Escola Politécnica de São Paulo. Em 1958, fundou a Sobloco Construtora S/A, empresa que hoje se destaca no campo do desenvolvimento urbano em todo o país. O planejamento é a base principal de seus empreendimentos, que vão além da construção civil e representam importante fator de desenvolvimento nas cidades onde estão inseridos. Aqui, ele fala um pouco dos primeiros passos da Riviera de São Lourenço e sua visão do momento atual de Bertioga. No final dos anos 1970 o senhor foi um pioneiro, ao aceitar o desafio de seus parceiros (Praias Paulista e Fazenda Acaraú) de desbravar Bertioga e construir o que veio a ser batizada pela Sobloco como Riviera de São Lourenço. Como foi esse processo? Naquela ocasião o que se apresentava para mim era uma espécie de sonho, já que se tratava de projeções sujeitas a muitas condicionantes econômicas, técnicas, políticas, ambientais e mercadológicas.

“O fenômeno da existência de petróleo ao longo do litoral norte de São Paulo é irreversível e suas consequências são inexoráveis”

Quais foram os passos definitivos para alcançar esse patamar? E os principais parceiros? Uma vez traçados os objetivos, a palavra dali para frente foi Perseverança. O Plano precisava estar lastreado no que deveria ser melhor para a sociedade, para se alcançar a melhor qualidade de vida com a tecnologia de ponta. Parceiros com certeza viriam. Inves-

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Construir a Riviera de São Lourenço foi um grande desafio

timentos propriamente atraídos não iriam faltar! Não se tratava de planos de curto prazo e isto, como condicionante, tornava o sonho com cara de viável, de factível, de realizável. Chegamos aos tempos da preocupação permanente com o meio ambiente, mas naquela época, não era bem assim. Como foi criar um projeto já com essa visão de futuro? Naquela época a sinalização a respeito da atenção às questões ambientais já era clara. Só não via quem não estivesse acompanhando as manifestações constantes vindas dos Países do primeiro mundo. O Plano, antes de tudo, precisava se caracterizar pela forma com que iria tratar o meio ambiente. Não havia tratamento de esgotos no nosso litoral! Isto não poderia continuar. As praias de nosso Estado eram sempre vítimas de falta de água tratada! Isto precisava ser corrigido! Os processos de drenagem nas ocupações ao longo de nossa Costa eram deficientes. Os processos da coleta de lixo e do destino do entulho precisavam ser mais atendidos! Tudo isto era preciso pesar no planejamento! E foi o que aconteceu. O que o senhor ainda espera desse megaprojeto? O processo de ocupação urbana se caracteriza especialmente pelo seu dinamismo, pela sua evolução, pela busca do aperfeiçoamento. A técnica evolui, as aspirações humanas evoluem, os hábitos mudam. Tudo isto nos impõem constante atenção e vigilância. Há sempre muito que fazer. Muito que melhorar! O que a Riviera representa para a Sobloco? A Sobloco tem a Riviera de São Lourenço como motivo de orgulho e de realização. Os desafios não cessam e a disposição para enfrentá-los cresce dia a dia.

Quantos empregos diretos a Riviera gera hoje em Bertioga? Existe uma previsão para quando ela estiver concluída? Sobre os empregos criados, estamos na casa das dezenas de milhares, se contarmos aqueles da construção civil. Outros empregos crescem muito, a medida do crescimento da Riviera. Tudo ainda vai crescer muito. Bertioga possui 85% de seu território destinado à preservação permanente, o senhor vê isso como fator impeditivo do seu pleno desenvolvimento? Como conciliar esses dois termos na prática? Bertioga tem tudo para se desenvolver e se consolidar como um grande destino turístico, de nível internacional. Sua proximidade com a capital e sua natureza exuberante conferem à cidade grande atrativos para investimentos. Por outro lado, o município tem o desafio de compatibilizar o seu crescimento com todo o respeito às questões ambientais. O índice de 85% de preservação não é impeditivo ao crescimento da cidade, desde que haja incentivos e regras claras para quem for empreender no município, de forma a gerar receitas e empregos. A cidade chega aos seus 19 anos de emancipação político-administrativa, é tempo suficiente para se estruturar enquanto município? Bertioga é um município novo, porém, com muita história. Nestes últimos 19 anos cresceu e conquistou muitas vitórias. Uma delas é o Selo Verde Azul, um importante certificado das preocupações ambientais da cidade. O importante é não perder o foco do desenvolvimento sustentável, ou seja, o desenvolvimento econômico com respeito ao meio ambiente. Desenvolvimento é a melhora do nível do bem estar das pessoas - elevar os padrões de vida, melhorar a educação, a saúde e a igualdade de oportunidades. Uma política absolutamente preservacionista não aponta para o

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desenvolvimento. Investir na educação ambiental, prover a cidade de todos os requisitos para a manutenção de suas riquezas naturais – saneamento básico, água e esgoto -, criar programas de redução de consumo e de gestão de resíduos são algumas das frentes de trabalho.

E para os jovens, se o senhor pudesse dar um conselho, uma orientação sobre o futuro no mercado de trabalho da região, qual seria? Educação, retidão de princípios e muita persistência.

A região vive um momento de expectativas quanto à futura movimentação da indústria de petróleo e gás. Sendo o senhor um homem com visão de futuro, onde acha que Bertioga se encaixa nesse mercado? Quais seriam os investimentos certeiros para não ficar de fora? Bertioga vai contribuir dentro de suas características e possibilidades para o progresso vertiginoso que está para acontecer. O fenômeno da existência de petróleo ao longo do litoral norte de São Paulo é irreversível e suas consequências são inexoráveis. Resta a todos nós, responsáveis pelo desenvolvimento econômico da região, procurar enquadrar esse fenômeno dentro das características do município. Ninguém poderá responder isoladamente pelas pressões políticas e econômicas que vão ser geradas por essa nova riqueza. Cabe a todos que se envolvem com o desenvolvimento da região zelar pelo município, buscando um equilíbrio no sentido de identificar as prioridades a serem impostas já que as precipitações movidas por interesses escusos ou imediatos poderão causar prejuízos irreparáveis a toda região.

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Empreendimento vai além da construção civil, representa importante fator de desenvolvimento da cidade


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Vila de Itatinga Página 53 | Jornal Costa Norte - 19 de Maio de 2010 | Edição especial de aniversário de emancipação | Bertioga 19 anos


Centenário

Itatinga em festa Um dos maiores patrimônios de Bertioga, a Usina de Itatinga completa 100 anos em 10 de outubro próximo. E para comemorar a data, a Companhia Docas do Estado de SãoPaulo (Codesp) programou uma série de ações durante todo o ano

História, arquitetura, turismo e meio ambiente se fundem quando o tema é Itatinga. Incrustada na encosta da Serra do mar, em terras da antiga Fazenda Pelaes, a pitoresca vila, composta de 70 casas - com os padrões da arquitetura inglesa da época -, escola, posto médico, auditório, clube de futebol, padaria e capela, foi construída no século passado, para abrigar funcionários da usina hidrelétrica de Itatinga, inaugurada em 10 de outubro de 1910. A usina foi uma das primeiras do gênero

Pitoresca vila, com padrões da arquitetura inglesa da época, foi construída para abrigar funcionários da usina

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Usina fornece 2/3 do total da energia consumida pelo Porto de Santos

Estande temático da Codesp, na Feira Intermodal, em abril, na Capital, homenageou a usina

Usina foi uma das primeiras do gênero no Brasil

no Brasil e até hoje fornece 2/3 do total da energia consumida pelo porto de Santos. E para comemorar o centenário dessa grande obra da engenharia, a Codesp preparou uma série de atividades que se prolonga durante todo ano, inclusive com a participação de funcionários e ex-funcionários. De acordo com Wagner Moreira Gonçalves, coor-

denador da Comissão do Centenário de Itatinga, da Codesp, a programação conta com visitas à vila, denominadas “de volta ao passado”, destinadas a funcionários e ex-funcionários da usina; lançamento do livro “Itatinga Patrimônio Cultural”, da doutora em arquitetura, Ana Luisa Howard de Castilho, com lançamento previsto para outubro, e uma exposição itinerante de

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fotos da vila, em Santos e Bertioga (datas e locais não definidos). Ainda como parte das comemorações, o vilarejo passa por reforma. As casas estão sendo pintadas com suas cores originais (paredes amarelas e janelas verdes) e os telhados e rede hidráulica e elétrica recuperadas. “As duas casas principais ficarão abertas para exposição”, destaca Wagner.

Programação animada

Depois de reformada, a vila também recebe parte da programação: uma festa junina, no dia 29 de junho; o tradicional aniversário do clube, dia sete de setembro, e a festa do centenário, dia 10 de outubro. Uma missa campal, na Capela Nossa Senhora da Conceição, padroeira da vila, dia oito de dezembro, encerra a programação do centenário. Wagner Moreira destaca que a festa do centenário, dia 10 de outubro, será a maior do ano, inclusive com um show. “Será aberta para autoridades, funcionários, ex-funcionários e pessoas que frequentam a vila. Um presente para a comunidade”.

Atividades na vila 29/06 – Festa Junina 07/07 – Aniversário do Clube Itatinga 10/10 – Festa do centenário 08/12 – Missa campal

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O vilarejo atualmente funciona apenas como ponto turístico monitorado


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História

GentedeItatinga O bonde passando na ponte dos xaxins, o bater de tapetes nas janelas, o sino da capela às 18hs, o toque das sirenes da usina às 22hs. Sons do cotidiano, detalhes da rotina de quem teve a felicidade de viver na bucólica vila de Itatinga

“Não existe obra sem pessoas”, com esta certeza, a funcionária pública Elaine Amorim Justo Nehme leva à frente seu trabalho de registrar em livro de contos, os usos, costumes e crenças das famílias que habitaram a vila de Itatinga até meados da década de 1990. Histórias reais de muitos bertioguenses, e de quem passou por suas vidas, como a da professora Cleide Negreiros, que lecionou na vila, de 1970 a 1990. Aposentada, hoje vive em Marilândia, Goiás, mas enviou seu depoimento pessoal, onde fala sobre seu convívio com os moradores locais, desde o preconceito inicial, pois era negra, até a aceitação e o carinho dos pais e alunos. Elaine fez parte de uma das turmas da antiga professora e lembra de uma Cleide muito rígida, mas competente na mesma proporção. “Quem estudava com ela, chegava a Bertioga extremamente preparada”, elogia. Com o entusiasmo de quem registra sua própria origem, Elaine já fez 30 entrevistas com famílias antigas da vila. O estudo antropológico revelou, por exemplo, que no período de 1910 a 1930, a vila foi habitada exclusivamente por imigrantes; de 1930 a 1950 teve início a chegada de pessoas vindas do litoral norte, especialmente de Ubatuba e Caraguatatuba; a partir de 1950, começam os entrelaçamentos. Já a partir da década de 1990 tem início o final de um

ciclo, com os últimos aposentados deixando a vila com as suas famílias.

Doce rotina

Entre tantos depoimentos e lembranças, ela se emociona ao fechar os olhos e descrever, em detalhes, minúcias da rotina diária da antiga vila:

Elaine empenhada em registrar a história de sua gente

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“O barulho do bonde na ponte dos xaxins, os tapetes sendo batidos nas janelas, o sino da igreja às 18hs - quando as crianças saiam correndo para rezar o terço, e a hora do silêncio - às 22h as sirenes da usina tocavam e todo mundo se recolhia para dormir”. Abre os olhos, agora marejados de lágrimas, e não é preciso dizer mais nada. Elaine Amorim nasceu em Itatinga e lá viveu até os 19 anos. Faz parte da terceira geração de uma família que participou da história de Itatinga. Ela conta que foi seu bisavô, Agostín Ramos, quem colocou a pedra fundamental de construção da capela. “Três gerações da minha família estão ligadas a Itatinga, então por que na minha teria que acabar? Precisava fazer alguma coisa, por isso pensei no livro. Acredito que o estudo e registro do passado servem como alicerce do futuro”, diz. O livro, ainda sem nome definido, será ilustrado com fotos antigas, pessoais e doadas pelas famílias entrevistadas, e atuais, do fotógrafo Du Zuppani. A escritora também aguarda aprovação pela Lei Rouanet (Lei Federal de incentivo à cultura).

A pequena Elaine, aos quatro anos, infância feliz

Turma de 1993 da professora Cleide Negreiros. Elaine é a terceira ao alto (da direita para a esquerda)

Haroldo Ramos, pai de Elaine, foi operador de máquina na usina

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Arte

Lembrançasemtela

Sandro prepara exposição em homenagem ao centenário

“Quando o bonde parava na vila, todos corriam para a janela, para ver quem estava chegando” A frase é do pintor bertioguense Sandro Bueno Justo e retrata uma das doces lembranças de infância que ele irá perpetuar em tela, em homenagem aos 100 anos de Itatinga. O quadro fará parte de uma exposição especial (local ainda não definido), em outubro, com telas de sua autoria, todos com imagens da antiga vila e da usina. O primeiro quadro do artista com essa temática foi a capela Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira de Itatinga, que ele retratou quando tinha apenas 12 anos de idade. Sandro nunca mais parou de pintar a vila. A usina, o bonde, as cachoeiras, casas... Toda a beleza da antiga vila inglesa, pelos olhos de quem passou a infância correndo por suas matas. “Já perdi as contas de quantos quadros já pintei com esse tema. Pinto o meu passado, a minha gente”, diz. O artista viveu na vila até os 12 anos, depois se mudou, por problemas de saúde. Sua família tem forte ligação com o lugar. O bisavô, o avô e o pai, Ademir Ramos Justos, foram funcionários da usina. Mesmo depois de ir morar em Santos,

Sandro lembra que todos os finais de semana, a família voltava à vila para passear e rever parentes e amigos. Foi assim durante toda a infância e juventude. “Acabei fixando moradia em Bertioga quando passei no primeiro concurso público, em 1993”. Sandro é só emoção ao falar de Itatinga. “Lembro de quando as calçadas eram lavadas com escovão, ficava tudo brilhando. As festas, os bailes, a convivência das pessoas, era tudo muito bonito”, conta. A arte figurativa mostra bem os sentimentos do artista. “Na tela o passado fica para sempre. Sigo a filosofia de Benedicto Calixto, de deixar uma marca de sua época, um legado para a pintura”. O pintor não se esquece de uma frase de seu avô, ao acordar pela manhã e ver, na sala, um dos quadros que ele (Sandro) havia finalizado durante à noite: “Andei muitos quilômetros para chegar num lugar, construir família e ganhar um neto que me levou de volta para o passado”. O quadro tinha a imagem de um dos carroschefes do artista, o bonde e a Maria fumaça. “Eles são um símbolo de trabalho, de força, uma ligação muito forte com o meu avô”, ressalta o artista.

Capela e Maria Fumaça são os temas prediletos do artista

Chegada do bonde à vila causava curiosidade nos moradores

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História Quem não conhece a história de Bertioga, pode nem se dar conta da importância do monumento que pontua o centro da Praça dos Emancipadores, na confluência entre as avenidas 19 de Maio e Anchieta

Monumento homenageia a luta e perseverança dos emancipadores

Marcodaemancipação Vermelho, na forma de duas colunas em tamanhos diferenciados. A menor tem um furo no centro, em sua parte superior, enquanto a maior é adornada com um emblema. Mas, quais os significados desses símbolos? Quem explica é Eunice Olsen Lobato, secretária do movimento de emancipação que elevou a cidade à categoria de município, dia 19 de maio de 1991. Ela nos convida para uma volta ao passado, mais precisamente ao meio da década de 1980, quando teve início o segundo movimento pela emancipação. Foi nessa época, que o então administrador da subprefeitura de Bertioga, pertencente a Santos, o atual prefeito Mauro Orlandini, desenhou aquele que seria o símbolo da luta pela independência do município, para ilustrar as camisetas dos membros da Comissão Organizadora da Emancipação, presidida por Licurgo Mazzoni. Parte desta imagem, as colunas, acabou eternizada no Brazão e na Praça dos Emancipadores. As colunas têm duas leituras: na primeira, representam barcos. O do lado esquerdo homenageia os pescadores e o da direita a vela esportiva. Na segunda leitura, as velas dos barcos são colu-

nas e ilustram dois momentos vividos na história da luta pela emancipação. A menor, com um furo no centro da base superior, representa o primeiro movimento, o de 1958 - quando de um total de 256 eleitores, apenas 219 participaram do pleito, rejeitando o desmembramento. “O movimento furou, não deu certo. Por isso o furo”, ressalta Eunice Lobato. A maior, com o emblema da campanha da comissão ao centro, representa a vitória do segundo movimento. Em 19 de maio de 1991, dos 3925 eleitores que compareceram ao plebiscito, 3698 disseram sim! A cor vermelha representa o sangue, a luta de quem participou desta batalha. Segundo Eunice Lobato, durante a construção do monumento, em sua parte inferior, foi inserido um tubo de PVC lacrado contendo objetos pessoais de membros da Comissão Organizadora, como óculos, canetas e relógios, entre outros. Eunice depositou um lenço de rosto, primeiro presente de seu marido, quando namorados, e uma carta aos filhos. “Com o lenço enxuguei muitas lágrimas de alegria e tristeza. Na carta peço perdão a meus filhos, por tê-

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Cronologia

1948 Começa o primeiro movimento pela emancipação, liderado por Aldo Moraes, Humberto da Silva Piques, Névio Oliveira Caldas, Epifânio Caldas e membros da família Costábile.

1958 Dia 7 de dezembro - primeiro plebiscito. De um total de 256 eleitores, apenas 219 participaram do pleito, rejeitando o desmembramento.

1979 29 de março – surge um novo clamor popular pela autonomia política do município.

1981 Eunice Lobato é a guardiã de documentos do movimento pró-emancipação

los deixados muitas vezes. Mas, digo que, em compensação deixava para eles uma cidade e que sem luta não há vitória”, conta. Eunice Lobato é guardiã das atas, livros e anotações daquele período. Entre eles, um livrinho com rubricas de personagens importantes no cenário político nacional como Orestes Quércia, Luiz Inácio Lula da Silva, Fleury Filho, Guilherme Afif Domingos e Jarbas Passarinho, entre outros.

Movimento ganha força com a criação da Associação Comercial, Industrial e Pesqueira de Bertioga.

1985 13 de fevereiro – é fundada a sociedade Movimento de Autonomia e Emancipação de Bertioga, desarticulada um ano depois, permanecendo Licurgo Mazzoni, Pérsio Dias Pinto, Jerônimo de Souza Lobato e Eunice Olsen Lobato.

1988 Comissão Organizadora da Emancipação ganha força após a Constituição Federal.

Símbolo da campanha pela independência de Bertioga

Jornal da época convoca bertioguenses para o dia do Sim!

1991 19 de maio, dia do Sim! 3925 eleitores compareceram ao plebiscito: 3698 foram favoráveis; 179 votaram contra; 21 votaram em branco e 27 anularam o voto.

1992 03 de outubro – acontece a primeira eleição municipal da Cidade.

1993 1º de janeiro – José Mauro Dedemo Orlandini toma posse.

anizadora da Comissão Org Emancipação putado federal Rubrica de Luiz Inácio Lula da Silva, deputado federal na época, em apoio ao movimento de emancipação

Mauricio ni, de Licurgo Mazzo a, Gerônimo , Antonio Purit rte ua D o ni to ne Najar, An en Lobato, Ire to, Eunice Ols ba Lo a uz So de elardo de io Dias Pinto, Ab rc Pé , ra Ly o nt io Vaz de Pi iros, Paulo Sérg José Nunes Vive s, rro Ba jo es aú Ar fundador . ori e mais 129 st Pa io rg Sé , Martinez

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História

Amor à primeira vista O dia era 1º de abril, o ano 1955. Data em que os olhares de Norma Mazzoni e Licurgo Mazzoni se cruzaram pela primeira vez. Ela, uma professora recém-chegada de Santos para lecionar em Bertioga. Ele, um paulistano que havia acabado de chegar à cidade com o pai (Coriolano Mazzoni) para instalar a primeira casa de materiais de construção do antigo vilarejo, a Viga Mestra. O casamento deu certo!

Norma Mazzoni, hoje com 77 anos, relembra saudosa e feliz a trajetória que a fez chegar e ficar por aqui. Uma das primeiras professoras de Bertioga, Norma formou-se em 1950, mas só começou trabalhar dois anos depois, no colégio Lurdes Ortiz, na Ponta da Praia, em Santos. O pai não aprovava. “Ele era funcionário da Alfândega, trazia trabalhos para casa e queria que eu ajudasse. Mas eu gostava muito de criança e fui sozinha, com a cara e a coragem”.

Registrada como professora eventual, Norma conta que batia ponto todos os dias, mas não dava aulas, porque as professoras fixas não faltavam. Foi assim até 1955, quando surgiu a vaga para lecionar em Bertioga. “Eu já havia estado na vila e gostado muito, foi amor à primeira vista, por isso aceitei”. Uma escolha que mudaria sua vida para sempre. Assim, no dia 1º de abril de 1955 ela e mais duas professoras chegaram à antiga vila de Santos para lecionar na escola que funcionava onde hoje é a

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Casa da Cultura. “Ficávamos a semana inteira aqui e só retornávamos aos sábados, o acesso era difícil”, diz, lembrando que as professoras que davam aulas no Indaiá e São Lourenço tinham que pegar carona com o caminhão do lixo, entre estes bairros e o centro, de onde saia a barca para Santos. Norma enfrentou todas as dificuldades e lecionou por 26 anos. “Não tem um dia que eu saia de casa e não encontre um ex-aluno meu. É muito gratificante”. Hoje ela está fora das salas de aula, agora é uma atleta. Joga dama, bocha, xadrez e pratica tai-chi-chuam, no Grupo Vivência.

Para sempre

No primeiro dia em que chegou à cidade, Norma conheceu o seu marido Licurgo Mazzoni. Na mesma data, a família dele inaugurou a Viga Mestra, loja de materiais de construção que durante dez anos foi única do gênero na região. “Eles gostavam demais daqui e ajudaram muita gente a construir, vendiam os materiais com prestações módicas”, diz Norma. Também foi da família o primeiro cinema da cidade, o Cine Umuarama, na rua Pedro Góes, com apresentações de filmes duas vezes por semana. “Ficava

Norma: “È preciso mais amor a terra”

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História

Formatura da turma de professoras de 1950, em Santos. Norma Mazzoni, na época com 18 anos, é a terceira no alto da foto

Formatura da Escola Isolada Vicente de Carvalho (atual Casa da Cultura), em 1963, na presença do então prefeito José Gomes

lotado, porque era bem baratinho”, lembra Norma. O cinema fechou em 1962 por conta dos aumentos dos impostos e alto preço dos filmes. O nome Licurgo Mazzoni entrou para a história da cidade e nomeia, inclusive, o píer de pesca localizado no Canal de Bertioga. E não é por pouco: o pai de Licurgo foi por duas vezes subprefeito de Bertioga e Licurgo Mazzoni um incansável na luta pela Emancipação do município. Como presidente da Comissão de Emancipação político-administrativa de Bertioga, em 1991, Licurgo Mazzoni não mediu esforços para ver o sonho concretizado. Mas, infelizmente, faleceu dois anos depois da conquista. Norma, que acompanhou todo o processo de desenvolvimento político da cidade, diz que a emancipação foi muito boa, mas tem suas ressalvas. “Poderíamos estar melhor. Bertioga tem tudo para ser uma potência, mas até agora não houve muita ação, principalmente no turismo”, opina e acrescenta: “é preciso mais amor a terra”.

Turma de 1972 do Colégio Delfino Stockler de Lima, com a professora Norma

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História

PioneirismonoIndaiá O nome Rodrigues é bem conhecido em Bertioga. Pudera, há 80 anos o patriarca dessa família, Antônio Rodrigues, que chegou à cidade com apenas cinco anos de idade, vive no bairro Indaiá. Onde criou raízes, filhos e fez história

A pura expressão de quem está satisfeito com a vida

Antônio Rodrigues é o personagem principal de uma história repleta de dignidade, perseverança, honestidade e amor a família, que será contada em livro escrito por sua filha mais velha, a pedagoga Marly Rodrigues. No livro, ainda sem nome e data de lançamento, constarão depoimentos dos cinco filhos e de amigos, entre eles Antônio Ermírio de Moraes. O ex-político, aliás, marca o início da história da família Rodrigues na cidade. Foi na casa do pai de Antônio Ermírio (Ermírio de Moraes) que a mãe de Antônio Rodrigues foi trabalhar quando chegou na antiga vila de Santos, vinda de Guarujá. Antônio Rodrigues, com apenas sete anos, traba-

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O Ford 29, carinhosamente apelidado de ramoninha, era a ambulância local Antônio e Cleonice Rodrigues com os filhos Marly, Wilson, Toninho, Rosely e José Carlos. Família unida!

lhou na casa do empresário como jardineiro, onde ficou por nove anos e criou laços de amizade com a família dos patrões. Depois de tentar, sem sucesso, seguir o exército, Antônio Rodrigues montou o armazém Santo Antônio no bairro Indaiá, um dos primeiros comércios da cidade. Nele, trabalhou por 50 anos, período em que fez muitos amigos, garantiu o sustento da família e os estudos dos filhos, todos com formação universitária. “Naquela época era muito bom. Tenho até hoje pacotes de dinheiro antigo que guardava no colchão e que

desvalorizaram porque esqueci de trocar. Agora, as crianças ficam brincando com eles”, diz sorrindo. Com o sucesso do comércio, Antonio Rodrigues acabou tornando-se uma pessoa bem sucedida para os padrões do bairro naquela época: foi o primeiro a possuir rádio (de bateria), televisão, luz e carro – um Ford 29, carinhosamente apelidado de ramoninha. “Todos os vizinhos vinham em casa para ouvir rádio e assistir televisão. Com o meu carro socorri muita gente”, conta ao lembrar das pessoas que chegavam à sua casa, a qualquer hora, com doentes para serem

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levados ao posto de saúde, no centro da cidade. Assim, os Rodrigues gravaram o seu nome na história da cidade. Embora tenha um dos filhos atuando como vereador pelo quinto mandato consecutivo, Antônio Rodrigues garante que “nunca gostou de política”. Mas, afirma que participou de algumas reuniões para a Emancipação e que a luta valeu a pena. “Bertioga está boa, bonita, tem tudo”, resume.

Bodas de diamante

Dia 20 de maio a família Rodrigues estará em festa. É que o casal Antônio Rodrigues e Cleonice Rodrigues completa 60 anos de união. “Gosto muito da minha mulher, ela me trata muito bem, é um amor eterno. Juntos criamos uma família muito unida e feliz”, conta Rodrigues com a calma, o sorriso e a serenidade do dever cumprido. As filhas Marly e Rosely resumem as bases com que o casal formou a família. “Ele soube nos passar os seus maiores valores: humildade, responsabilidade e honestidade”, diz Marly. A arquiteta Cleonice completa: “Ele nos passou só coisas boas como perseverança, união e a dar importância para os estudos e para a família”, afirma com orgulho. Antônio Rodrigues com o pequeno Antônio Rodrigues Filho

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Cultura

Índios daqui

Terra Indígena Ribeirão Silveira, localizada na divisa com São Sebastião, ocupa uma área territorial de 8.500 hectares (em processo de demarcação física e homologação). Habitada por 110 famílias, num total de 400 pessoas, é um dos patrimônios de Bertioga. Conheça alguns traços dessa população

Preservação

A terra indígena abriga três viveiros para a produção de mudas de palmeiras juçara, açaí, açaí anão e pupunha. Também são cultivadas plantas ornamentais. Em 2002, a trabalho de reflorestamento de palmito juçara na comunidade recebeu o Prêmio Gestão Pública e Cidadania da Fundação Getúlio Vargas e da Fundação Ford, dentre 980 iniciativas de todo o Brasil, em reconhecimento pela preservação do meio ambiente.

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Religião

Educação

Escola da rede municipal mantida pela prefeitura de Bertioga, atende 75 alunos, distribuídos na pré-escola e 1º ao 5º ano. A da rede Estadual atende 71 alunos, distribuídos na 5ª, 6ª e 7ª e 8ª série e 1º, 2º e 3º ano do Ensino Médio. O corpo docente é formado por 10 professores não indígenas e cinco professores indígenas que ministram a alfabetização na Língua Materna.

Habitação

A reserva conta com 59 moradias de madeira, cobertas com palha de piaçava, infraestrutura de saneamento básico e rede de energia elétrica. Todas as ocas contam com o sistema de energia elétrica e em cinco delas foram instalados sistemas de energia solar.

A Religião ocupa papel especial em todas as esferas da vida social dos Guarani. O ponto principal da compreensão do seu sistema religioso é a noção de alma humana, que está vinculada às crenças sobre a concepção. Os Guarani manifestam sua vivência religiosa por meio da reza (Porarahêi), de forma coletiva ou individual. A idéia mítica do fim do mundo e a cura das doenças realizadas pelo Xamã, são outros elementos fundamentais da religião Guarani, que incentiva a crença na existência da vida após a morte. Existe na Terra Indígena Ribeirão Silveira três Opy (casas de reza) onde são ouvidas as palavras (porahei) proferidas pelos xamãs e realizados os rituais como o batismo do milho, funerais, rituais de cura, casamentos, etc. No mês de janeiro é realizado o Nhemongaraí (cerimônia onde as crianças recebem o nome).

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Saúde

Sobrevivência

O padrão de consumo da comunidade está ligado à renda obtida por meio da confecção de artesanato e venda de flores artesanais, principalmente na temporada. O alimento vem, no geral, do cultivo de pequenas plantações familiares de banana, mandioca, batata doce e milho; a criação de pequenos animais, como galinhas; a caça e a pesca.

A comunidade conta com um consultório odontológico e Unidade de Saúde, mantida pela Fundação Nacional de Saúde e prefeitura de São Sebastião, dotado de um enfermeiro padrão, auxiliar de enfermagem, dois agentes indígenas de saúde, motorista, médico pediatra e clínico geral, com atendimento duas vezes por semana. Fonte: Márcio José Alvim – técnico indigenista da Funai marcio.jose@funai.gov.br.

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Cultura

Conviteaoentretenimento Parceira de sempre, a Colônia de Férias Ruy Fonseca, o Sesc-Bertioga, incentiva a cultura junto a comunidade de Bertioga com rica programação em sua unidade e na Casa da Cultura, durante todo o ano

resentaç

dia em ap

Luiz Melo

vida pelo ão promo

ioga

Sesc-Bert

Hoje, dia 19 de maio, aniversário da Cidade, é dia de apreciar a gostosa melodia do show “Quinteto em Branco e Preto & Demônios da Garoa”, na Praça de Eventos, no centro. Já nos dias 22 e 23, o entretenimento fica por conta da Virada Cultural Paulista, com atividades no palco montado na Praia da Enseada, em frente ao Sesc-Bertioga, na Praça de Eventos e na

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Programação de maio 19 – Show na Praça de Eventos 22/23 – Virada Cultural Paulista 25 – Dia do Desafio 22/29 - Música é Cultura

Inaugurada em 1948, unidade do Sesc-Bertioga incentiva a cultura

Casa da Cultura. E tem mais: dia 26, prepare o fôlego para participar do Dia do Desafio “Você se mexe e o mundo mexe junto”. Notou que há muito que fazer em sua cidade? Parte dessa movimentação cultural se deve ao incentivo à cultura, promovido pela Colônia de Férias Ruy Fonseca, o Sesc-Bertioga, que desde a sua chegada por aqui, em 31 de outubro de 1948, abre as portas para a comunidade bertioguense. Ainda na área da cultura, entre as parcerias reali-

Música é Cultura têm programação permanente aos sábados

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zadas com a prefeitura, o Sesc Bertioga desenvolve, em conjunto com a Secretaria de Educação e Desenvolvimento Cultural de Bertioga, por meio da Casa da Cultura, o projeto Música é Cultura (avenida Thomé de Souza, 130, praia da Enseada), desde 2001. A programação acontece semanalmente nas noites de sábado, sempre com músicos integrantes de importantes grupos de câmara e orquestras paulistas, que apresentam ao público um repertório musical de múltiplos autores, períodos, escolas e origens. O projeto tem o objetivo de aumentar a oferta de produtos culturais e trazer à comunidade alguns parâmetros para a formação de uma consciência crítica, para que se tornem mais exigentes, e mais atentos à qualidade da arte. A entrada é franca e as apresentações dão um novo movimento à área central da cidade, nas noites de sábado. No Ginásio do Sesc, a unidade promove espetáculos mensais com apresentações de grupos teatrais, de dança e música, entre outros, sempre abertos a população. Segundo Fernanda Gonçalves, do setor de programação do Sesc, nas atividades realizadas no ginásio, a capacidade é de aproximadamente 800 pessoas e na Casa da Cultura, a média de público frequente é de aproximadamente 60 pessoas por semana. Dia do Desafio é oportunidade para se mexer

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História

Imagens que marcaram os primeir

Candidatos à primeira eleição municipal, em 1992

Orlandini comemora vitória na primeira eleição

Cabos eleitorais comemoram vitória de Orlandini

Munícipes fazem boca de urna nas ruas

Licurgo Mazzoni, acompanhado de Sérgio Pastori e Pércio Dias Pinto, abre o primeiro desfile de aniversário, em maio de 1994

Inauguração da Praça dos Emancipadores, em dezembro de 1996

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rospassos de Bertioga enquanto município

Tensão na apuração dos votos. É a festa da democracia

Primeio desfile do 19 de Maio

Vereadores constituintes em uma das primeiras sessões da Câmara

Primeiros mesários, orgulho de fazer parte da história

Patrulheiros desfilam com o símbolo do grupo

Primeira sede da Câmara Municipal, na área do Forte

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História

Imagens da antiga vila. Muitas histórias ainda estavam por vir

A propriedade do carro marca o período, Bertioga ainda pertencia a Santos

Embarcações eram o único meio de transporte entre Bertioga e Santos

Acesso entre os bairros era feito à pé pelas praias

Forte, em período de ocupação militar

Região do Canal de Bertioga

Movimentação de passageiros na antiga barca

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Igreja São João Batista, em 1944

Prédio da atual Casa da Cultura, em 1945

Vista dos comércios da região do Canal de Bertioga

Evento cívico na Escola Isolada Vicente de Carvalho, atual Casa da Cultura

Região do Canal de Bertioga, embarcações emolduram a paisagem

Diná Rodrigues Martins, a Miss Luz

Turistas da Colônia de Férias Ruy Fonseca, em 1948

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Dimensões

Dados

São 483 km2 com 85% destinado a preservação permanente (Parque Estadual da Serra do Mar).

Estância Balneária de Bertioga Praias

São mais de 30 quilômetros divididos em cinco praias de águas claras e excelente balneabilidade. Ao longo da costa, as paisagens mesclam o verde da mata com o colorido ainda discreto de sua área urbana. As mais agitadas e com maior infra-estrutura são Enseada (Centro), São Lourenço e Boracéia (divisa com São Sebastião). Itaguaré e Guaratuba reservam a tranquilidade e o ar quase deserto de uma região fora do eixo do desenvolvimento.

Manguezais

Uma das riquezas naturais de Bertioga. Considerados berçários naturais da procriação de espécies marinhas, os manguezais são ecossistemas costeiros de transição entre os ambientes terrestre, fluvial e marinho e ocorre em regiões costeiras abrigadas e sujeitas aos regimes das marés. Nos Manguezais há caranguejos de várias espécies, aves aquáticas e gamboas que são braços de rios com fluxo e refluxo das marés. Os mangues estão entre os ecossistemas de maior produtividade, pois garantem alimentos, proteção e condições de reprodução para animais de várias espécies.

Eleitores

De acordo com o Cartório Eleitoral de Santos, o número de eleitores no município é de aproximadamente 36 mil, (números divulgados antes da transferência de títulos, finalizada no dia 05 deste mês).

Plebiscito

19 de Maio de 1991. A população de Bertioga diz sim à autonomia. Dos 3.925 votantes, 3.698 foram favoráveis. Apenas 179 disseram não, 21 optaram pelo voto em branco e 27 pela anulação.

Brasão

Área territorial

ForteSãoJoão

Criado em 22 de janeiro pela lei municipal 001/93, o Brasão de Armas de Bertioga simboliza que pertence a uma cidade (coroa de prata), onde existe mar, sol e que, a partir dela, vê-se o Cruzeiro do Sul. O monumento no ícone é uma referência ao Forte São João. As colunas laterais, representam o movimento de emancipação.

Bertioga tem 491,70 km² (Dados de 2009 da Fundação Seade – Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados). Desse total, 85% em Áreas de Preservação Permanente. Seu território corresponde a 20,31% da área da Região Metropolitana da Baixada Santista, sendo o segundo maior município da Baixada. Tem 33,1 km de extensão de praias e um limite aquático de 46,15 km, linha de água da divisa com Santos-Caruara/Caiubura, no canal de Bertioga, até Boracéia, divisa com São Sebastião.

A primeira fortaleza construída no Brasil, erguida em paliçada de madeira em 1532, é um dos pontos turísticos mais visitados junto com o Parque dos Tupiniquins

Densidade demográfica 86,89 habitantes/km² (Dado Fundação Seade relativo a 2008)

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Localização

Caprichosamente posicionada entre o litoral norte e a Baixada Santista, com acesso pela Rodovia Rio-Santos e pela Rodovia Mogi-Bertioga.

Atividade econômica

A principal fonte de arrecadação da cidade é a construção civil, com aumento considerável nos últimos dois anos. Em seguida vem o turismo, com atividades de ecoturismo e meios de hospedagem. A pesca é outro setor que movimenta a cidade por meio da pesca amadora, profissional, turismo de pesca e comércio especializado.

Clima: Tropical temperado

Distâncias aproximadas São Paulo : 115 km Guarujá: 38 km Santos: 54 km São Sebastião: 85 km Mogi das Cruzes: 54 km

Hino Hidrografia

Oceano Atlântico Canal de Bertioga – começa junto à Praia da Enseada e termina em Santos, ao lado da Base Aérea – extensão aproximada de 30 km. Rio Itapanhaú – (afluente Jaguareguava) – área de drenagem 261,5 km2 (nasce em Mogi das Cruzes e Beritiba Mirim e desemboca no Canal de Bertioga). Rio Guaratuba – área de drenagem 128,7 km2 (nasce na cabeceira no alto da Serra do Mar e desemboca no mar, na Praia de Guaratuba). Rio Itaguaré - área de drenagem 85,3 km (nasce na Serra do Mar e desemboca na Praia de Itaguaré).

Limites / Transporte

Norte – Salesópolis, Biritiba Mirim e Mogi das Cruzes. Acesso ao planalto pela Rodovia Mogi-Bertioga Leste – São Sebastião. Acesso pela Rodovia Rio-Santos (BR-101) Oeste – Santos. Acesso pela Rodovia Rio-Santos (BR-101) Sul – Guarujá e Oceano Atlântico. Acessos pelas rodovias Rio-Santos (BR101) e Piaçaguera; serviço de ferry-boat, localizado na área central (Canal de Bertioga)

A palavra origina do tupi. Buriquioca: Buriqui (macaco) – Oca (morada). Morada dos macacos buriquis, espécie em abundância no Morro Buriqui - hoje denominado Morro da Senhorinha, localizado a cerca de 500 metros da área do Forte São João. Com o passar dos tempos a palavra Buriquioca sofreu modificações por parte de portugueses e colonizadores até chegar a Bertioga.

Entre a Serra e o oceano E em teu belo litoral Vivem fauna, flora, humanidade Em equilíbrio natural Teus encantos, que são tantos A natureza esculpiu Com as águas e os ventos No teu solo tão gentil És vibrante, Bertioga De futuro promissor Com a fé e a ciência Dos teus filhos, o labor

População

Nome

Progressista Bertioga És recanto acolhedor Lindas praias, verdes matas Preservadas com amor

1991: 11.473 1996: 17.002 2000: 30.093 (Censo IBGE) 2007: 39.091 (Censo IBGE) 2009: 45.233 (Estimativa IBGE)

E da gente hospitaleira Fibra, raça e coração Teus valentes pescadores São heróis e tradição A beleza, a natureza Que se vêm admirar Para tantos é Bertioga Para nós, é nosso lar

Fuso Horário: UTC 3 Autor : Miguel Roberto Moure

Fauna

Trilhas Ecológicas

Bandeira

A região de Bertioga concentra várias espécies de animais como onças, veados, bichos-preguiça, tatus, bem como aves e peixes que formam a fauna local. Uma espécie típica é a garça-branca-pequena que vive em pequenos grupos e alimenta-se em rios, lagos, manguezais e nas praias onde procura peixes, sapos e caranguejos.

Bertioga oferece inúmeras opções de passeios ecológicos. Cerca de 10 trilhas são cadastradas pelo município, embora ainda existam inúmeras a serem identificadas e exploradas.

Criada pela lei 027/03 e oficializada em 14 de setembro do mesmo ano, tem autoria do então estudante Pablo Onate

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Cultura

Conheça os

monumentos

deBertioga

Homenagem a inauguração do serviço de Ferry Boat, localizado no jardim do Canal de Bertioga

Marco Zero da Cidade, localizado no Forte São João

Monumento aos Expedicionários, localizado no jardim do Canal

Praça do Trabalhador, localizada na avenida Anchieta (centro)

Estátua de Cunhambebe, localizada no Parque dos Tupiniquins

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Praça da Bíblia, localizada na avenida Anchieta (centro)

Marco Rotariano, localizado no Jardim do Canal

Busto de José Aparecido Ribeiro, na Riviera de São Lourenço

Marco da Paz, localizado no Jardim Rio da Praia (próximo ao Sesc)

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Desenvolvimento

Referência em

Comunicação Notícias, imagens, opiniões. Os acontecimentos de Bertioga e região são registrados há 19 anos pelo Sistema Costa Norte de Comunicação. Jornal, TV, revista e suplementos especiais, além de rica fonte de pesquisa para estudantes e profissionais variados. Um arquivo completo que retrata a evolução da cidade O ano de 1991 marca o início da história do Sistema Costa Norte de Comunicação, com a publicação do seu primeiro periódico, o Jornal Cidade de Bertioga, de circulação quinzenal. Com atuação ampliada, a edição 20 chega às bancas com a logomarca Jornal Costa Norte. A publicação passa então a ser semanal, a partir de 1993. Três anos depois, o veículo se reestrutura, circula com páginas coloridas e a empresa expande os negócios com as transmissões da TV Costa Norte – Canal 48 UHF e Canal 6 da Vivax, suplementos especiais e a Revista Beach&Co. Passados 19 anos, a empresa mantém o seu padrão de qualidade e mostra-se referência na região. Nesta semana de aniversário da cidade, o semanário Jornal Costa Norte chega a sua edição de número 1075, tendo sempre o compromisso com a informação. Coincidência ou não, passados

19 anos, os temas abordados na 1ª publicação ainda permanecem em pauta nos dias atuais do jornal. Exemplo é a manchete estampada na ocasião: “A morte alada - Dengue: é a hora da união para evitá-la”. A matéria já tratava de um alerta para o perigo da doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, que hoje continua a assombrar não só a região litorânea, mas todo o país. A falta de água foi outro tema abordado sobre o bairro Indaiá. Mas nem só de problemas tratava a tal edição. Eventos esportivos, implantação de novos serviços em Bertioga, dicas de saúde e entrevistas com políticos locais também preenchiam as páginas do primeiro periódico de Bertioga. Um verdadeiro arquivo regional onde figuram fatos e imagens que fizeram a história do município, o Jornal Costa Norte conquistou o seu espaço junto aos leitores. Afiliada à TV Educativa,

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Aniversário de 12 anos do programa Café da Manhã , da TV Costa Norte

a TV Costa Norte também acompanha e registra as transformações de Bertioga. Desfiles, debates políticos, eventos e até, a apuração das eleições de outubro de 1996, que elegeu o segundo prefeito, Luiz Carlos Rachid, foram transmitidos ao vivo pela emissora. Um de seus destaques é o programa Café da Manhã, com transmissão ao vivo, diariamente, às 9 horas. Nele, o apresentador e diretor do Sistema Costa Norte de Comunicação, Ribas Zaidan, e os seus convidados, discutem assuntos variados de interesse da comunidade. Há 12 anos no ar, o arquivo do programa guarda curiosidades e personagens do município. Em janeiro de 2001, o Grupo publica a primeira edição da Revista Beach&Co, com linha editorial voltada, principalmente, ao meio ambiente, turismo, cultura, esporte, comportamento e curiosidades da região. Em outubro deste ano, ela alcança a marca de 100 edições, sempre com o objetivo de aliar informação e entretenimento. Outra marca do Sistema Costa Norte de Comunicação são os suplementos especiais. O primeiro foi sobre o aniversário da cidade publicado em maio de 1994. Depois vieram muitos outros ligados as áreas de turismo, gastronomia e, também, voltados a campanhas de prevenção. O especial 19 de Maio, em particular, criou uma marca, uma identidade ligada, principalmente, por conta da qualidade em registrar tudo o que diz respeito ao município. O deste ano, com destaque para os aportes da indústria de petróleo e gás, traz a marca histórica de 96 páginas, um aumento proporcional ao crescimento e amadurecimento da cidade e da própria empresa. “Somos uma empresa séria, uma referência, que representa a voz da população. Trabalhamos para manter a comunidade informada sobre os fatos que ocorrem na cidade e região”, diz Ribas Zaidan, diretor do Grupo. Edições 01 e 02, primeira e segunda versões do jornal (acima). Ao lado, Jornal Costa Norte, revista Beach&Co e suplementos especiais de aniversário da Cidade

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Entorno do Forte São João Página 94 | Jornal Costa Norte - 19 de Maio de 2010 | Edição especial de aniversário de emancipação | Bertioga 19 anos

Revista Especial Bertioga 2010  

Edição Aniversário de Bertioga 2010

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