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Ano XVI - nº 209 A P E S P

Trabalhadores da Segurança - Irmãos de ofício

Construtores da Segurança Pública Prof. Flávio Camargo Ufrgs Pág. 15

Vidas dedicadas à defesa da sociedade

Festa do 26º aniversário da Apesp

Cel Peracchi de Barcellos Funperacchi Pág. 17

Pág - 8

PM Vanessa Jamille 19º BPM Pág. 27 Sgt Timotheo L. Ramos Asasepode Pág. 11

ST Rony B. C. Pinheiro Apesp Pág. 25

Set/Out de 2012

Copa do Mundo 2014 Del Ubiracy S. Borges Asdep Pág. 13

Centro de Treinamento Montado Pág - 26

Centro Histórico da Capital

Sgt Edio Scheneider HBM/PoA Pág. 23

Com Getúlio J. S. Vieira Apesp Pág. 21

Pág - 18

AP Isis Nelly dos Santos Susepe Pág. 9

Ten Carlos Dornelles LABM Pág. 19 Pág - 15 Miniaturas de Brigadianos possibilitam a identificação do PM retratado

Entidades parceiras na tarefa de pesquisar

Cel Emílio J. P. Neme Funperacchi Pág. 7 Pág - 27 Trabalho conjunto na recepção do Ciosp é o “Parto da Integração”

Histórias de Vidas

têm mais espaço no jornal


Mural do Leitor

pág 2 - Set/Out 2012 Correio Brigadiano Editora Jornalística Ltda Agradecimento: Tendo chegado ano nosso conhecimento o uso indevido do nome e, por conseguinte, da marca registrada “Correio Brigadiano”, telefonamos ao CRPO VT e, posteriormente, comparecemos na Brigada Militar de Encantado, onde fizemos contato com o Cap Ricardo Machado da Silva, Ten Armando Marcos Meirelles e Sgt Armando Lopes Bica, bem como com o Comissário Ermedo Fussieger, da DP local. Queremos, de público, agradecer o apoio, a fidalguia e a prestatividade no esclarecimento do fato por parte de todas essas pessoas e reafirmar a eficiência das instituições de segurança pública do Estado do Rio Grande do Sul. Paulo Roberto Teixeira - Gerente

O P I N I Ã O

Quem anda em sinceridade, anda seguro; mas o que perverte os seus caminhos ficará conhecido. Provérbio 10 v.9

Correio Brigadiano É tempo de concurso, na Brigada Militar

Os mais bem preparados serão classificados. Os que estudam com uma metodologia adequada, aprendem. Isto vale para sempre. Veja este Sd do Interior e sua metodologia de estudo que nos remeteu. Após o resultado do concurso voltaremos a falar deste tema e de outras metodologias, bem como a questão de conteúdos da Brigada Militar. Grato ao PM.

Os artigos publicados com assinatura nesta página não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. As cartas devem ser remetidas para a coluna Mural do Leitor, com assinatura, identificação e endereço. A Redação do JCB fica na rua Bispo Willian Thomas, 61, CEP 91.720-030, Porto Alegre/RS. Por razões de clareza ou espaço, as cartas poderão ser publicadas resumidamente.

Democracia Interna - na história da BM e da PC

Jornal “abc da Segurança Pública”

Associação Pró-Editoração à Segurança Pública Utilidade Pública Estadual e Municipal Correio Brigadiano Editora Jornalística Ltda CNPJ: 05974805/0001-50

Presidente: Ten Claudio Medeiros Bayerle Vice-Presidente: Cel Délbio F. Vieira Tesoureiro: Ten RR Luiz Antonio R. Velasques Secretário: Maj RR Pércio Brasil Álvares

A democracia é um todo. Portanto, não existe democracia política plena, se as instituições sociais, de alguma forma, forem cerceadas desse direito. Cerceamento que pode ocorrer de muitas maneiras, como por intermédio do poder econômico. A prática é mais usual contra ONGs, sindiciatos e associações de classe. Também pode ocorrer na forma da censura administrativa. Manifesta-se na iniciativa privada, mas está mais presente nas instituições públicas. Sobretudo, onde existem os planos de carreira para servidores, com a discussão de mérito subjetivo. Por isso, o tema “Democracia Interna” é muito importante às instituições de segurança pública. Não é nossa intenção fazer uma análise da atualidade dessa prática. Só discutiremos em ”tese” a historicidade e a tipologia. Afinal, muitos julgam que a democracia é um conceito da política. No entanto, é uma prática do cotidiano que a estrutura socialmente. Um exemplo, ou o mais concreto, na área da segurança, está no Exército Brasileiro (EB). Os clubes militares e os veículos de comunicação social criados por oficiais e vinculados às instituições

militares, hoje em grande quantidade, iniciados pelas “Revista Defesa Nacional” e “Bibliex”, no começo do século passado, estes do EB, são o melhor referencial da América Latina. Nestes organimos estão representados os pensamentos imanentes de seus clubes. Também são discutidas as melhores formulações do emprego tático, questionando o posto e solicitando a experimentação de novas formas. Essa discussão da técnica nova em relação à técnica posta, principalmente pelo uso de tecnologia estrangeira sem a devida apropriação, criou o diálogo crítico interno. Uma linguagem crítica que se viabiliza, por ser um direito inegável, mas também porque passa a ser exercida em prol das instituições, através de linguagem feita de maneira ordeira e conveniente, conduzindo as instituições para o desenvolvimento universal com autodeterminação. Nossas instituições locais da SSP, principalmente BM e PC, têm esse desenvolvimento de formas alternadas em suas histórias, carecendo de maior investigação científica. Na Brigada Militar, existem registros de mídia em 1926-1929 (Revista Pindorama), 1954-1959 (Brigada Gaúcha),

1978 (EMBM Notícias), a partir de 1980: Revista Unidade, Apesp e Correio Brigadiano. Aprendeuse a conviver com a opinião do outro. Claro que ainda neste século tivemos um comandante-geral tentando ser sensor, mas sem sucesso. Existe uma crescente democratização na instituição. Não se tem notícias de punições por delito de opinião, exceto quando fora dos padrões legais e éticos. Até ocorreram e houve tolerância. Na Polícia Civil, no entanto, afora a crítica sindical, não há a mesma experiência de mídias históricas participativas. Emitir conceito necessita de uma acurada pesquisa e isso dificulta conclusões mais precisas. Então transparece uma ausência ou dificuldade de participação dos quadros. Os policiais, quando contatados para midia, se mostram inseguros. No entanto, temos certeza que a intenção da chefia de Polícia é estar aberta à participação produtiva de seus delegados e agentes na construção da Instituição. A verdadeira democracia só se aprende praticando. A BM e a PC são paradigmas de suas co-irmãs e só o são pela capacidade e interesse dos seus integrantes no desenvolvimento profissional.

Questões legais Marlene Inês Spaniol - Cap QOEM Mestre em Ciências Criminais pela PUCRS e Doutoranda em Ciências Sociais pela PUCRS

Conceito legal de Crime Militar

Diretor: Vanderlei Martins Pinheiro – Ten Cel RR Registro no CRE 1.056.506 INPI nºs 824468635 e 824466934 Direção do JCB: Vanderlei Martins Pinheiro Administrativo: Franciele Rodrigues Lacerda Apoio: Estagiáro João Gabriel Amaral da Silva Relações Institucionais: Cel Délbio Ferreira Vieira e Ten Valter Disnei Comercial: Paulo Teixeira Apoio: Estagiária Paula Gisele Machado Ambos Redação: TC Vanderlei Martins Pinheiro – MTb/RS nº 15.486 Colaboração: TC e Jorn Paulo César Franquilin Pereira – MTb/RS nº 9751 Web Mídia/Redator: Sgt Rogério de Freitas Haselein Fotografia: Ten RR Enídio Pereira – Fotógrafo Jornalista MTE nº12368 e arquivos de OPMs E ACS da BM/RS e Arq da ACS PC/RS. Distribuição gratuita a todos os servidores civis e militares, da ativa e inativos da BM, policiais da ativa e aposentados da Polícia Civil, servidores da Susepe, IGP, instituições municipais de segurança, vereadores, prefeitos e demais parlamentares.

Tiragem: 15.000 exemplares Impressão: Gráfica Correio do Povo Informações e arquivos JCB: www.abcdaseguranca.com.br (antigo) www.correiobrigadiano com.br

Tel. e Fax: (51) 3354 1495 (51) 8481 6459 correiobrigadiano@hotmail.com adm_jcb@hotmail.com Ouvidoria: pinheiro-61@hotmail.com

Endereço: Rua Bispo Willian Thomas, 61. CEP: 91720-030, Porto Alegre/RS Ano XVIII – nº 209 – Set/Out de 2012 – Correio Brigadiano: uma voz na Segurança Pública

Crimes Militares O Direito Penal Militar, mesmo servindo como complemento do Direito Penal comum, é especial porque apresenta um corpo autônomo de princípios, com espírito e diretrizes próprias, em cujos tipos penais militares há a tutela de bens de interesses das instituições militares, mas não só dos crimes praticados por militares no exercício da função. O Código Penal Militar não define crime militar, mas sim enumera segundo critério ex vis legis (por força da lei) as circunstâncias que caracterizam um crime militar no seu artigo 9º. No conceito descrito por Jorge César de Assis, “crime militar é toda violação acentuada ao dever militar e aos valores das instituições militares”. Já Clovis Beviláqua chamava de crimes militares os referidos por compreensão normal da função militar, ou seja, embora civis na sua essência, assumem a feição militar, por serem cometidos por militares em sua função. Para conceituar o crime militar, a doutrina estabeleceu os seguintes critérios:

Parte II

O critério ratione materiae (em razão da matéria) exige “que se verifique a dupla qualidade militar no ato e no agente”. Exemplo: militar da ativa contra militar da ativa. São delitos militares ratione personae (em razão da pessoa) aqueles cujo sujeito ativo é militar atendendo exclusivamente à qualidade de militar do agente, como por exemplo o crime de deserção. O critério ratione loci (em razão do lugar) leva em conta o local onde ocorreu o crime, bastando, portanto, que o delito ocorra em lugar sujeito à administração militar. São delitos militares, ratione temporis (em razão do tempo), os praticados em determinada época. Diante destes critérios, conclui-se que a qualificação do crime militar se faz pelo critério ratione legis (em razão da lei). Ou seja, é crime militar aquele que o CPM enumera em seu artigo 9º.

Crime propriamente militar é o que só pode ser cometido por militares. Isto é, aquele que constitui uma infração específica e funcional da profissão, como por exemplo, a deserção, insubmissão, etc. O crime impropriamente militar, por sua vez, é de difícil definição. É determinado por circunstâncias alheias ao elemento constitutivo do fato delituoso, a saber: instituições militares, ordem administrativa militar, bem tutelado sob administração militar, qualidade de militar do agente e ofendido, local sob administração militar, exercício de função militar e utilização de material bélico sob guarda (ou fiscalização, ou administração) militar, podendo estar previstos tanto na legislação penal comum como no CPM, como por exemplo os crimes contra o patrimônio e os crimes contra a administração militar.

CRIME MILITAR PRÓPRIO X CRIME MILITAR

(Continua na próxima edição do JCB)

IMPRÓPRIO


D E S T A Q U E S

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Uma GALERIA para desfilarem as melhores postagens do último bimestre que deram DESTAQUE ao ser policial local

E S PA Ç O Major do Pará veio conhecer nosso modelo de gestão

Major Moisés e presidente Daniel

A IBCM recebeu o major Moisés da Costa Conceição, da Polícia Militar (PM) do Pará. Ele representa o Fundo de Assistência Social da corporação paraense (FASPM). A visita fez parte de um projeto que procura um novo modelo para a FASPM. “Queremos ser uma instituição privada que consegue empreender”, disse o oficial, citando o exemplo da IBCM.

A FASPM tem 16 mil associados e é vinculada ao Estado do Pará. “Nasceu da necessidade de prestar assistência social às famílias de policiais que eram convocados para operações e ficavam durante meses longe de casa”, explicou. A ideia é separar o fundo do setor público e modernizá-lo. “Queremos mudar para empreender”, resumiu. O major Moisés foi recebido pelo presidente da IBCM, Daniel Lopes dos Santos, e demais integrantes da diretoria-executiva, que apresentaram a ele todos os detalhes sobre a história da instituição, os projetos futuros e os que já estão em andamento.

Presença em ação social no bairro Rubem Berta A instituição participou do projeto RS na PAZ Comunidade, realizado em 21 de agosto no Sesi Rubem Berta, na zona Norte da Capital. Foram desenvolvidas ações sociais, de cidadania, recreativas e culturais com o objetivo de promover a cultura da paz e atender necessidades da comunidade. Secretarias estaduais e municipais estiveram presentes. Só o “escovódromo” organizado pela IBCM atendeu mais de 500 crianças. Foram prestados os mais diversos serviços, incluindo a confecção de carteiras de Identidade e de Trabalho. O secretário adjunto

Correio Brigadiano

Pretendemos que fatos e eventos que não receberam uma mídia geral ou mais forte para o Estado, que é o público da segurança pública riograndense, seja assinalado e possível de ser resgatado em sua localidade. Para isso, estamos estudando uma maneira simples de encaminhar os interessados a terem acesso àfonte do fato ou evento. Como um tipo de mídia específica, se expressará possiblitando que interessados remetam já no formato, que aos poucos se estabelecerá, mas a partir do que começamos nesta edição.

Colégio Tiradentes/BM Desfile de 7 de Setembro

Oficiais e praças da reserva - www.labm.org.br

Culto dos militares PM e BP SC - www.umesc.com.br

Fogo Simbólico pela Legião Altiva - www.labm.org.br

Apreensão de115 Kg, em Tiradentes do Sul - 7º BPM

Entrevista às alunas da Ufrrgs - www.bm.rs.gov.br

1º CRB - Palestra noturna na vila Sossego

PC: Integrantes da DP de Gravataí confraternizam

Cel Menezes autografando mais um de seus livros

Esculturas de Areia: é hora de aprender ou treinar

Cap Paulo Henrique Franco: o PH missionário da alegria

Proerd de Novos Cabrais

12 Ago Aniversáio do 9º BPM - Maj Cmt e Sgt da 1ª Cia

Pelotão Mirim de Santa Cruz do Sul - 23º BPM

Um novo Clube Farrapos - www.farrapos.org.br

Nova diretoria da Penitenciária Feminina Madre Pelletier

Brigada em Cena, no Centro Cívico de Santa Rosa

Vtr da BM : pela primeira vez POLÍCIA só - ADM (F) Iriarte

Mais de 500 crianças no escovódromo

da Segurança Pública, Juarez Pinheiro, e o comandante da Brigada Militar, coronel Sérgio Abreu, também marcaram presença. O governador Tarso Genro prestigiou a ação, que tem por propósito inserir os órgãos públicos na comunidade e, com isso, diminuir os índices de criminalidade na região.

Sonho de Natal 2012: garante apoio

Cel Sérgio, Cmt BM, e presidente Daniel

O presidente Daniel Lopes dos Santos recebeu do comandante-geral da Brigada Militar (BM), coronel Sérgio de Abreu, apoio para a realização de mais uma edição do Sonho de Natal. A festa de fim de ano está marcada para

o dia 1º de dezembro. A corporação - tradicional parceira- vai disponibilizar a Academia de Polícia Militar, na zona Leste de Porto Alegre. Desde 2008 milhares de meninos e meninas são recebidos com brinquedos e guloseimas no centro de treinamento da polícia militar gaúcha. A ação visa a proporcionar uma tarde de diversão e entrega de presentes a filhos de brigadianos de todo o Estado. O encontro deste ano será a quinta edição do evento.

Nova Central de Raio-X já está em operação Já está em operação a Central de Raio-X da IBCM. “A área fica na sede principal da instituição, na Capital, e passou por uma ampla reforma adaptando-se totalmente às exigências dos órgãos governamentais de controle”, explicou o chefe do Laboratório de Imagem da Policlínica Menino Deus, Lazir Matos. A obra de reestruturação do espaço durou três meses. Durante parte desse período o aparelho principal precisou ser desligado e os associados foram encaminhados para empresas parceiras a fim de que não deixassem de realizar o exame.


BRIGADA MILITAR

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Correio Brigadiano

Curso de Gestão de Segurança em Fronteiras realizado em Brasília

11º Seminário Regional de Trânsito em Osório

Quartel Legal a partir do Proerd, no 1º RPMon em Santa Maria

Em 30 de agosto, no Plenário da Câmara Municipal de Osório, foi desenvolvido o 11º Seminário Regional de Trânsito “Década Mundial de Ação pela Segurança no Trânsito”. O gabinete do vice-governador do Estado, juntamente com o comandante do CRPO Litoral, promoveram o evento. Os encontros objetivam debater com os agentes de fiscalização de trânsito assuntos relativos à legislação e crimes de trânsito, isolamento e preservação de local de crime, estratégias e estatísticas, além da importância da municipalização.

Curso de Gestão de Segurança em Fronteira é concluído em Brasília. Participaram da formação, na condição de representantes do Rio Grande do Sul, o coronel Julio Marobim e o delegado Carlos Santana, da Secretaria de Segurança Pública, e o major Rogério Xavier, do Comando Regional da Fronteira Noroeste. O coordenador do curso e a equipe da técnica da Senasp consideraram que a proposta atingiu seus objetivos, sendo avaliada pelos participantes com exitosa e inovadora.

Esta foi a primeira edição do Curso de Gestão de Políticas de Segurança Pública em Fronteira, promovido pelo Ministério da Justiça entre os dias 27 e 31 de agosto. A iniciativa contou com o planejamento e coordenação do coronel Sérgio Flores de Campos, Comandante do Comando Regional Fronteira Noroeste (CRPOFNO), de Santa Rosa, em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e o Ministério da Justiça.

Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), tendo como instrutora a 1º Tenente Fátima Medianeira Corrêa Machado. Foi uma tarde de atividades dentro do Quartel do 1º Regimento de Polícia Montada (1º RPMon). Os estudantes visitaram o Centro Histórico Coronel Pillar, fizeram passeios a cavalo e conheceram as dependências da unidade. Para finalizar O dia 29 de agosto foi destinado aos alunos do 3º e 5º anos da Escola Municipal Antônio Gonçalves do Amaral, de Santa Maria, que estão finalizando as aulas do Programa de

as atividades, os alunos tiveram a oportunidade de interagir com dois mascotes, o Pillarzito e o Leão do Proerd - o D.A.R.E. -, e depois receberam um lanche.

Mais 571 novas vagas são preenchidas na Brigada

Lançamento das Patrulhas Maria da Penha às mulheres

A Brigada Militar anunciou a contratação de mais 571 aprovados em concurso. O ato ocorreu no dia 5 de setembro, ocasião em que o governo do Estado e a corporação confirmaram que todos os 2.571 aprovados no último concurso para a corporação terão a contratação confirmada. As 571 primeiras vagas foram homologação no dia 14 de setembro. O cadastramento dos novos contratados é feito por servidores da Brigada Militar e das secretarias da Administração e da Fazenda. Serão 1.944 novos policiais militares e 627 bombeiros que iniciaram em 11 de setembro o curso de formação, com duração de oito meses. A iniciativa minimizará a carência de efetivo da corporação. A tendência é de que novos processos seletivos sejam realizados nos próximos anos.

No dia 3 de setembro, no Auditório do Quartel do Comando Geral da Brigada Militar, foi feita a apresentação do Projeto Patrulha Maria da Penha. Estiveram presentes o governador Tarso Genro, a primeira-dama do Estado e e toda a cúpula da Secretaria da Segurança Pública e respectivas vinculadas, entre outras autoridades civis e militares. A Patrulha Maria da Penha terá a finalidade de fiscalizar as medidas preventivas, realizar rondas, orientar, esclarecer dúvidas e, principalmente, encaminhar as mulheres vítimas de violência aos órgãos competentes. O projeto, desenvolvido a partir da Lei Maria da Penha, será implantado primeiramente nos bairros Lomba do Pinheiro, Cruzeiro, Restinga e Rubem Berta - áreas do Território da Paz da Capital.

Embrapa e Brigada Militar com protocolo para parceria rural

O comandante-geral assinou Protocolo de Intenções entre a Brigada Militar e a Embrapa Trigo na Expointer. O ato ocorreu na Casa de Tecnologias da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, durante a cerimônia de lançamento da 35ª Expointer. Na ocasião, o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Sérgio Roberto de Abreu, assinou o Protocolo de Intenções entre a Embrapa Trigo e o Estado do Rio Grande do Sul, por intermédio da Secretaria de Segurança

Pública (SSP), com a interveniência da Brigada Militar. A iniciativa tem por finalidade a realização de atividades de pesquisa e produção agropecuária, a serem realizadas pela Embrapa no Centro de Instrução Militar do 3º Regimento de Polícia Montada (3º RPMon). Em suas palavras, o coronel Sérgio ressaltou a importância da parceria: “Temos uma fazenda em Passo Fundo, que é uma área de preservação ambiental utilizada para criação dos equinos usados para montaria da guarda militar”. Segundo ele, era preciso dar destinação a uma área da propriedade que não vinha sendo usada pela corporação. Lembrou que a parceria com a Embrapa propiciará desenvolver pesquisas de extrema importância para o futuro do cultivo do trigo no RS. O ato foi prestigiado por militares e lideranças do meio rural.

ESPAÇO INSTITUCIONAL À PC Ranolfo Vieira Junior – Delegado de Polícia Chefe da Polícia Civil RS

Histórico da Polícia Civil e Atribuições Histórico da Polícia Civil A organização policial de fato e autônoma no Brasil foi oficializada através da Lei nº 261, de 03 de dezembro de 1841, assinada pelo Imperador Dom Pedro II. A data marca a criação da Polícia Civil gaúcha, da então Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, determinando os cargos de Chefe de Polícia, Delegado de Polícia e Subdelegado de Polícia. Em 31 de janeiro de 1842 foi regulamentada e fixada a ordem hierárquica e a distinção entre Polícia Administrativa e Polícia Judiciária. Já pelo Decreto nº 11, de 04.01.1896, era criada a Chefatura de Policia e em 21.01.1929 nascia a Guarda Civil, que junto com a Guarda de Trânsito, compunha a Polícia Civil. A Polícia Civil, atenta às demandas de segurança pública ao longo dos anos, foi se adaptando, sendo que em 23.12.1970 formou a 1ª turma de agentes policiais femininas e em 04.08.1987 a primeira de delegadas, com três integrantes. Incorporando novas tecnologias, adotando modernas técnicas de segurança, com atendimento qualificado à população, a Policia Civil torna-se uma

instituição de referência no Brasil, que, como diz seu lema, uma instituição “para servir e proteger”. Atribuições I - exercer as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares; II - determinar a realização de exames periciais, providenciando a adoção de medidas cautelares; visando a colher e a resguardar indícios ou provas da ocorrência de infrações penais ou a assegurar a execução judicial; III - praticar os atos necessários para assegurar a apuração de infrações penais, inclusive a representação e o cumprimento de mandado de prisão, a realização de diligências requisitadas pelo Poder Judiciário ou pelo Ministério Público nos autos do inquérito policial e o fornecimento de informações para a instrução processual; IV - zelar pela ordem e segurança pública, promovendo ou participando de medidas de proteção a sociedade e ao indivíduo; V -colaborar para a conveniência harmônica da sociedade, respeitando a dig-

nidade da pessoa humana e protegendo os direitos coletivos e individuais; VI - adotar as providências necessárias para evitar perigo ou lesões as pessoas e danos aos bens públicos ou particulares; VII- organizar, executar e manter serviços de registro, cadastro, controle e fiscalização de armas, munições e explosivos, e expedir licença para as respectivas aquisições e portes , na forma da legislação pertinente. Texto retirado do Portal da PC: www.pc.rs.gov.br


POLÍCIA CIVIL

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Julinho recebe a visita dos agentes da Dipe/Denarc

No dia 04 de setembro, a Polícia Civil, através da equipe da Divisão de Prevenção e Educação (Dipe), do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), esteve no Colégio Júlio de Castilhos, bairro Santana, em Porto Alegre, com o objetivo de realizar duas palestras de prevenção ao uso indevido de drogas aos alunos da unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A convite da líder de Processos Educacionais, Kátia Regiane da Silveira, a palestra “Pre-

venção às Drogas: Responsabilidade de Todos”, proferida pelas escrivãs Raquel Viegas Nunes Mazzucco, Jaqueline Garcia Brasil de Macedo e Suzana Maria Silva da Silva, ocorreu em duas edições (manhã e tarde), para um público total de aproximadamente 300 adolescentes. Durante a apresentação, foram destacadas as principais drogas ilícitas presentes em nossa sociedade, seus malefícios, o processo de destruição ocasionado no organismo, assim como o trabalho realizado pela Polícia Civil gaúcha no contexto de combate às drogas. A diretora da Dipe, delegada Sônia Maria Dall’Igna, destacou que os jovens têm sido estimulados a participar e promover ações de prevenção às drogas, seja através do seu grupo de amigos ou mesmo por intermédio das redes sociais, como forma de colaborar com o trabalho preventivo.

PC recebe armamento da Consulta Popular

Na manhã do dia 9 de setembro, o delegado de Polícia Regional, Cairo Adalberto Abreu Ribeiro, titular da 21ª DPR/Santiago, e o presidente do Corede Vale/Jaguari, Clovis Ben Brum, receberam os kits Armamento destinados para a Polícia Civil de Santiago, oriundos da Consulta Popular 2010/2011. Cada Kit Armamento é composto de três pistolas modelo 24/7G2, calibre .40, duas carabinas CT 40 (15 tiros) e dois coletes à prova de balas, que em breve estarão em uso.

PALAVRAS DO COMANDANTE Sérgio Roberto de Abreu– Coronel QOEM Comandante Geral da Brigada Militar RS

Investindo no futuro Se quisermos adultos educados, livres de vícios e não violentos devemos investir nas nossas crianças, começando pela educação familiar, passando pela formação escolar e encerrando na motivação para a prática de atitudes sadias e obediência ao regramento legal. A Brigada Militar faz sua parte investindo na formação dos cidadãos do futuro, aqueles que terão a responsabilidade de conduzir os destinos de nossa sociedade quando atingirem a idade adulta, nos próximos anos. Os projetos sociais da Instituição são responsáveis pela construção da cidadania, todos abrigados no Programa Brigada Orienta cuja finalidade é dar orientação aos profissionais que trabalham com as crianças e adolescentes, fazendo com que o trabalho preventivo tenha melhor qualidade. Entre um dos mais reconhecidos temos o Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência)

que atua nas escolas públicas e privadas, onde os alunos recebem aulas de policiais militares com a finalidade de orientá-los quanto aos efeitos e malefícios do uso de drogas, tanto as lícitas, como álcool, e ilícitas, como o crack, orientando para uma vida saudável e segura, longe das drogas. Por meio de nossa Brigada Mirim, que reúne os projetos PM Mirim, Ambiental Mirim e Bombeiro Mirim, os policiais militares falam sobre cidadania, hierarquia, disciplina e repassam orientações sobre educação física, defesa pessoal e prevenção ao uso de drogas. Ainda temos uma série de outros projetos e ações sociais que atingem o público infanto-juvenil de nosso Estado, os quais orientam e preparam estas comunidades para criar uma rede de cidadania, sendo utilizadas formas lúdicas de aproximação e confiança entre a comunidade e os policiais militares. Realizamos, ainda, palestras Anti-Bullying nas escolas, como forma de prevenir

os atos de discriminação e violência física e psicológica entre os estudantes, sendo realizadas diversas reuniões, com os mais diversos segmentos da comunidade. Todo este processo está sendo aplicado nos Territórios de Paz, sendo complemento ao trabalho ostensivo e recebendo o apoio de outros serviços de diversas Secretarias do Estado e outras entidades, que completam a prática da cidadania nestes locais. Assim, investimos no futuro das comunidades gaúchas, fazendo nossa parte na formação da cidadania e melhoria da segurança pública do Rio Grande do Sul.

Correio Brigadiano

“Café com a Polícia Civil” evento com a Acil de Lageado

Na manhã do dia 6 de setembro, lideranças do município de Lajeado participaram de um evento chamado “Café com a Polícia Civil”, que ocorreu no salão de eventos da Associação Comercial e Industrial (Acil). O encontro foi organizado pela Polícia Civil em conjunto com a Associação Lajeadense Pró-Segurança Pública (Alsepro) e teve como objetivo principal a integração da Polícia Civil com a comunidade, bem como divulgar as funções da Instituição.

A diretoria da Alsepro apresentou um vídeo da entidade, ressaltando a mais recente contribuição para a Polícia Civil: a construção do segundo andar da Delegacia de Polícia. Também foram ressaltados os outros parceiros para a conclusão da obra. O tesoureiro apresentou o total de custos e fez um balanço dos investimentos para a segurança pública. Os delegados da sede foram apresentados. A delegada regional de Polícia, Elisabete Barreto Müller, falou em nome do grupo. Foi mostrado um vídeo institucional, fotos e dados de atuação da Polícia Civil em Lajeado. Foi esclarecido ainda, o funcionamento e as atribuições da DP, do DEAM, da DPPA e da DPR. A Regional frisou a função primordial da PC : a investigação. Os participantes receberam um folheto institucional com o número de emergência e de telefones das delegacias da sede.

Palestra de PC sobre Trânsito em Vacaria Cerca de 30 alunos do Curso de Formação de Condutores Bueno, de Vacaria, participaram da palestra realizada pela Polícia Civil, na noite de 5 de setembro. O evento ocorreu na sala de aula do CFC Bueno. O trabalho foi desenvolvido pelo Comissário de Polícia João Carlos Pinto de Abreu, do Serviço de Inteligência Policial e Análise Criminal (Sipac), da Delegacia de Polícia Regional (DPR). Entre diversos assuntos destacados, a palestra abordou os diferentes tipos de drogas (lícitas e ilícitas), os malefícios causados pelo

Polícia Civil Forma 772 novos policiais civis

O delegado Bolivar Llantada, titular do Grupamento de Operações Especiais (GOE), palestrou para atletas do Instituto Superação de Judô, no Centro Estadual de Treinamento Esportivo, em Porto Alegre, no dia 4 de setembro. O objetivo foi alertar pais e atletas de como evitar as drogas e ficar longe de crimes. O delegado apresentou vídeos que mostram a ação de policiais em operações de combate a crimes. A palestra teve a duração de 45 minutos em uma parceria do Cete, do Projeto Superação Futuro Seguro e da Rudder.

consumo, os graves acidentes de trânsito e a importância da prevenção. “Cada Real gasto em prevenção representa R$ 8,00 economizados em tratamento”, alertou o Comissário Abreu.

Polícia Civil Forma 772 novos policiais civis

Em cerimônia realizada em 8 de setembro, a Polícia Civil formou 772 novos policiais, entre escrivães e inspetores. A solenidade ocorreu no Centro de Eventos da PUCRS e contou com a presença do governador Tarso Genro, do secretário de Segurança Pública, Airton Michels, do chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, do chefe de Polícia Ranolfo Vieira Junior, e do diretor da Acadepol, Francisco Tubelo. Em seu discurso, o governador enfatizou a formação dos novos agentes e anunciou a nomeação dos policiais, já publicada no Diário Oficial do Estado. Com isso, os novos agentes devem estar sendo empossados até o final deste mês. Dos 772 agentes de Polícia, 454 são inspetores e 318 escrivães. Do total, 341 são mulheres e 431 são homens - uma proporção de 44% e 56%, respectivamente.


D E S T A Q U E S

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Correio Brigadiano

Uma GALERIA para desfilarem as melhores postagens do último bimestre que deram DESTAQUE ao ser policial local

ESPAÇO

Sicredi é destaque em rankings financeiros Presença em levantamentos do jornal Valor Econômico e da revista Amanhã demonstra a eficiência da gestão e a força do cooperativismo de crédito no mercado financeiro O jornal Valor Econômico e a revista Amanhã divulgaram recentemente seus rankings financeiros. E o Sicredi marca presença em ambos, o que demonstra a eficiência da gestão e a força do cooperativismo de crédito no mercado financeiro. Na 12ª edição do anuário Valor 1000, realizado pelo jornal Valor Econômico, o Banco Cooperativo Sicredi classificou-se em décimo nono lugar entre as 100 instituições financeiras. O levantamento contempla as melhores empresas em 25 setores da economia. No ranking 500 Maiores do Sul, elaborado pela revista Amanhã e pela PwC, o Sicredi ocupa a décima quarta posição entre as maiores empresas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Em 2011, estava no 19º lugar. Já no ranking das 100 Maiores Empresas Gaúchas, avançou do sexto para o quarto lugar. O balanço financeiro das empresas foi utilizado como única fonte de informação do ranking, que revela indicadores de mil empresas apontando as 500 maiores e as 500 emergentes nos três estados (RS, SC, PR). O critério de classificação foi o Valor Ponderado de Grandeza (VPG). Criado com exclusividade pela PwC, o VPG faz uma média ponderada entre os três principais indicadores das empresas: patrimônio líquido (peso de 50%), receita bruta (40%) e lucro ou prejuízo (10%). No lançamento da publicação, Carlos Biedermann, sócio da PwC na Região Sul, destacou o crescimento do Sicredi de 36,3% no VPG - principal índice de mensuração utilizado na elaboração do levantamento. “O Sicredi tem feito um trabalho muito bom de prospecção de mercado, mostrando forte tendência de crescimento e resgatando o conceito do cooperativismo”, avaliou. De acordo com o presidente-executivo, Ademar Schardong, o crescimento do Sicredi, revelado nos rankings, é fruto da busca constante de eficiência na gestão. “Temos uma só marca, com procedimentos de gestão de risco, de gestão financeira e de portfólio únicos, além de estruturas compartilhadas para reduzir custos. A organização em sistema nos permite ganho de escala”, destacou.

Pretendemos que fatos e eventos que não receberam uma mídia geral ou mais forte para o Estado, que é o público da segurança pública riograndense, seja assinalado e possível de ser resgatado em sua localidade. Para isso, estamos estudando uma maneira simples de encaminhar os interessados a terem acesso a fonte do fato ou evento. Como um tipo de mídia específica, se expressará possiblitando que interessados remetam já no formato, que aos poucos se estabelecerá, mas a partir do que começamos nesta edição.

16º BPM - Semana de Pessoas Deficientes - Proerd

2º RPMon - visita da Escola Infantil Casa da Alegria

3º RPMon - 31 novos instrutores de Proerd

3º RPMon - 31 novos instrutores de Proerd

3º RPMon - 31 novos instrutores de Proerd

1º CRB recebe crianças do Instituto Nª Sª de Fátima

Alunos do Inst São Benedito visitam sede do 4º BPM

Alunos do Inst São Benedito visitam a sede do 4º BPM

Entre-Ijuís realiza formatura do Proerd

Entre-Ijuís realiza formatura do Proerd

2º RPMon realiza formatura do Proerd

2º RPMon realiza formatura do Proerd

Proerd no desfile dos 191 anos de Cruz Alta

Formatura do Proerd em Tupanciretã

Patrulheiros Ambientais Mirins do GPA de Carazinho

Dois Irmãos realiza formatura do Proerd

Viaturas para o Projeto da Patrulha Maria da Penha

1ª Vtr de uso exclusivo de Proerd - 1º RPMon

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pág 7 - Set/Out 2012

CONSTRUTORES DA SEGURANÇA PÚBLICA

Correio Brigadiano

Cel Emílio João Pedro Neme: o guardião de Brizola

Um jovem capitão brigadiano de origem sírio-libanesa teve sua carreira interrompida em 1964 que família morava quando nasceu o nenê “Emílio”, o Cel Neme. Mas antes dele também ali nasceram seus irmãos Antônio - o mais velho -, Antônia e Emília. Todos receberam o sobrenome completo do pai João Pedro Neme. A mãe dos Neme era também uma filha imigrante, só que libanesa, de nome Maria Naja. O pequeno Neme nasceu em 2 de março de 1926. Cresceu, com seus irmãos, no bairro Azenha. Chegando a adolescência seu pai transferiu seu negócio, agora, como um armazém de “secos e molhados”, para as proximidades da rua José de Alencar. O estabelecimento se localizava na rua Correa Lima, próximo à entrada da rua Mariano de Mattos, bem na subida da Correa Lima antes de chegar ao Quartel de Cartografia do Exército, hoje CPOR. O menimo Emílio (Cel Neme) estudou no Colégio Nossa Senhora de Lourdes, na Azenha, onde cursou os primeiros anos de aprendizado. Concluiu seu ensino, equivalente ao atual Ensino Médio, no Colégio das Dores. Foi ali, durante a formatura de final de curso, que o paraninfo da turma, um auditor militar da Brigada Militar, de nome Lobato, impressionou o jovem Neme. Ele, que já tinha uma certa admiração pela carreira militar, ali, naquela exposição, fez sua opção em ser brigadiano. Além de querer

Ao início do século passado as imigrações sírias e libanesas vieram para o Brasil e se estabeleceram em Porto Alegre. A primeira no Centro, na rua Andrade Neves e, no bairro Azenha. A segunda no Centro, com atacados na Voluntários da Pátria e residencialmente no bairro Floresta, próximo à Igreja São João. Os sírios e os libaneses são árabes, mas normalmente, e de maneira equivocada, chamados de “turcos”. E de “turco” passou a ser chamado o Cel Emílio João Pedro Neme, na Brigada Militar, em sua turma de Academia (Centro de Instrução Militar), em 1949, mesmo que ele fizesse a explanação da diferença étnica, justificando ser um árabe. Mesmo assim, o pessoal manteve chamá-lo pela alcunha de “turco”. Aos poucos eles acabou aceitando o apelido, e passou a ter carinho por esse chamamento dos amigos. Seu pai, o imigrante João Pedro Neme, de origem síria, se estabeleceu inicialmente com um bar no bairro Azenha. Era o local em

RESP Capital

ser miitar, entendia Neme que era uma carreira capaz de dar uma plena independência ao jovem daquela época. Ele confidenciou que nem ele ou sua família conheciam alguém dos quadros da Brigada Militar. Tudo se deu naquele momento. Mas ainda por algum tempo trabalhou com o pai no estabelecimento comercial que sustentava à família. Em 1948, prestou o concurso para o Curso de Formação de Oficiais (CFO) da Brigada Militar, no Centro de Instrução Militar (CIM), nas Bananeiras, no bairro Partenon, hoje Academia de Polícia Militar (APM), na avenida Coronel Aparíccio Borges. O jovem Neme passou, mas não obteve grau suficiente para classificação. Pela norma da época, todos que passassem, fossem militares ou civis, pois concorriam com vagas específicas, e porventura se classificassem, estavam automaticamente incluídos para o Curso de Formação de Sargentos (CFS), ao que Neme frequentou. No ano seguinte (1949),o 3º Sgt Neme prestou novamente concurso e

dessa vez obteve a classificação. Sua turma era composta de 18 alunos oficiais. O cadete Neme era orgulho do velho João Pedro Neme, que ficava com os olhos faiscando quando via o filho fardado. Ele, com seus colegas, muitas vezes todos com pouco dinheiro para o final de semana, íam juntos com Neme até o seu João Pedro para pedir “algum dinheirinho” para gastarem. A resposta de seu João Pedro era sempre a mesma: “Pega ali do caixa o quanto precisas”. A formatura a oficial ocorreu com todo o rito e ceremonial no Estádio General Cipriano. Ele foi classificado para servir em Rio Grande, no Batalhão de Caçadores da Brigada Militar. O comandante da unidade o designou para ser o secretário. Neme se preocupava em fazer um serviço regulamentar com esmero, tanto no tocante à Secretária quanto à Ajudância. Nesta época, a Brigada Militar, para economia de efetivo, havia tomado medidas administrativas de, praticamente, extinguir os corneteiros. O Aspirante Neme conseguiu, como se diz hoje, “resgatar” um ex-corneteiro, ao fazer sua reinclusão. E a Brigada Militar, em Rio Grande ,contava com esse serviço. Por ocasião da visita de inspeção do Ten Cel, chefe do Serviço de Intendência da BM (SI), Ten Cel Milton Gomes da Silva, Neme

caiu nas suas graças daquele comandante, que se ressentia dessa medida em seu OPM administrativo, em Porto Alegre. Neme vai servir na Capital. Quando comparecemos para a elaboração desta entrevista com o Cel Neme, já aguardava e, em sua sala, sob uma poltrona estavam as fontes de sua história que entende Neme, são onde se encontram perfeitamente descritas, as suas relações com o ex-governador Leonel Brizola e com o ex-presidente João Goulart. O então capitão Neme que foi expurgado em 1964 e o coronel que retornou da anistia, vivenciou os momentos fortes passados pelo Brasil. O Cel Neme, apesar dos 86 anos de idade, mantém a garbosidade, oriunda da vida militar, mas com muitas características do mundo político. Reportagem com a história completa: www.abcdaseguranca.org.br/ Menu: CONSTRUTOR DA SEGURANÇA

Submenu: 1. Brigada Militar

ÓRGÃOS POLICIAIS

Área da Segurança Pública de Porto Alegre

abc/JCB nº 209 de Set/Out 2012

Breve outros!! Comercial de Tintas


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Correio Brigadiano

F A T O S - Ed 209

Os 26 anos da Apesp ocorre em festa na Mario Quintana Policiais militares e policiais civis são apespianos integrados com suas famílias na Cultura

Canto do Hino na abertura do evento

Em 12 de agosto, a Associação Pró-Editoração à Segurança Pública (Apesp) completou 26 anos de fundação. Desde o longínquo 1986, quando 36 brigadianos e um policial militar da PMESP criaram a Apesp, desenvolveram um trabalho progressivo e mais de 150 obras literárias, acadêmicas, técnicas e eventos que se concretizaram. A Apesp é oriunda de integrantes da Brigada Militar, os quais já projetaram e estruturaram legalmente, desde aquela época, a entidade

Cel Anchieta recebe medalha do delegado Baladão

voltada para todas as instituições da segurança pública. Hoje já trabalha integrada e contando com policiais civis, agentes penitenciários e servidores do Instituto-Geral de Perícias. A missão precípua da entidade, segundo seu estatuto é: “fomentar a produção intelectual, técnica e artística, integrando instituições e promovendo o desenvolvimento cultural dos operadores em segurança pública”. Os “apespianos” falam da resistência ocorrida ao longo de todos esses anos, pela falta

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Ao centro das policiais o 3º Sgt Sardella, do CBMERJ

de verbas, apoio governamental e carência de recursos humanos, mas bravamente e de forma abnegada, fruto da vontade, voluntariedade e solidariedade de todos, chegam ao 26º ano, de forma proativa e serena. Na comemoração desses 26 anos de lutas e conquistas é importante homenagearmos aqueles que nos apoiaram nessa caminhada. Na noite de 31 de julho, na Casa de Cultura Mario Quintana, homenageamos 26 instituições e personalidades que, ao longo desses anos,

Ten Silveira ,da IBCM, esposa e fiilho

ombrearam conosco, ajudando a conquistar um espaço significativo na Segurança Pública. O agradecimento do presidente da Apesp, Ten Claudio Bayerle, aos agraciados com a Medalha Mérito Cultura Apesp. Destacou a importância das entidades brigadianas apoiadoras do evento: Instituição Beneficente Cel Massot (IBCM) e Montepio de Previdência e Seguros (MBM), bem como a Casa de Cultura Mario Quintana, que pelo segundo ano, sede espaço para a solenidade da Apesp.

Novos homenageados: Apesp e seus antecessores

Logo definido para as comemorações pós Jubileu de Prata da Apesp.


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CONSTRUTORES DA SEGURANÇA PÚBLICA

Correio Brigadiano

Isis Nelly dos Santos, a mais gaúcha de todos os cariocas Resumo autobiográfico de uma agente penitenciária merecedora do reconhecimento dos gaúchos mudamos para Porto Alegre, onde retomei os estudos que havia interrompido para me casar e fiquei grávida de minha única filha. O concurso para a Susepe aconteceu por acaso. Com uma filha de 2 anos queria trabalhar mas não gostaria de deixá-la por muito tempo só. Num domingo, lendo o jornal, me deparei com o edital para o concurso e o que realmente me motivou foi a carga horária: 24 horas de trabalho por 72 horas de folga. Ou seja, só teria que deixar minha filha duas vezes na semana. Na verdade, não sabia bem o que iria fazer, nem onde. Contra minhas próprias expectativas passei no concurso e fui chamada para o curso preparatório. Um mundo novo abriu-se para mim aos 22 anos. Jamais havia tido contato com a área da segurança pública e, sinceramente, minha família no Rio de Janeiro ficou muito contrariada com minha escolha, até porque não há na família ninguém ligado à segurança pública. Após a nomeação fui lotada na Penitenciária Feminina Madre Pelletier. Gostei de trabalhar lá e comecei a compreender efetivamente o que era o meu trabalho. Lá fiquei por dois anos e, por conta de graves problemas financeiros (meu esposo perdera seu emprego durante a crise econômica de 1983), pedi transferência para Charqueadas, onde era oferecido moradia gratuita. Morei na chamada “Colônia” por três

“Nasci no Rio de Janeiro, em 1958, ano em que o Brasil foi campeão mundial do futebol. Meu pai, Alberto José dos Santos, formou-se em Economia pela Universidade do Rio de Janeiro e obteve o título de PhD na Universidade de Toronto, Canadá. Minha mãe, Nelly, como de hábito naquela época, era uma zelosa dona de casa. Sou a mais velha de quatro irmãos, todos empresários. Durante a minha infância estudei em colégios particulares, foram vários, pois mudávamos muito de residência por conta do trabalho de meu pai. Minhas melhores recordações são do Colégio Mater Consolationis, dirigido pelas irmãs Agostinianas Missionárias. Nessa escola tive oportunidade de descobrir algumas de minhas capacidades e incapacidades. Descobri que sabia cantar e fui escolhida para compor o coral da escola. Também aprendi que eu não consigo desenhar nada. Aos 18 anos, 1976, me casei, ainda no Rio de Janeiro e, por exigências da profissão de meu marido,

RESP Capital

anos e na Penitenciária Estadual de Charqueadas trabalhei pelos oito anos seguintes. Ali aprendi muito, fiz de tudo um pouco, trabalhava no administrativo, era presidente do Conselho Disciplinar e também responsável pelo Setor de Revista Feminina daquela penitenciária, na época considerada de segurança máxima do Estado. Tive a oportunidade de conhecer servidores que fizeram história na Susepe e pude acompanhar a gradativa mudança que ocorreu no Sistema Penitenciário gaúcho a partir da Constituição Federal de 1988. Até então (e mesmo algum tempo depois) a convicção dentro do Órgão era que o indivíduo preso não tinha qualquer direito e tal convicção se estendia a seus familiares. Muitas vezes me questionei por, no meu íntimo, não acreditar em algumas das premissas vigentes na época, do tipo “bandido bom é bandido morto” e coisas do gênero. Da mesma forma também nunca acreditei nos defensores sectários dos direitos

humanos para os presos, para os quais àqueles que estão privados da liberdade nada mais são do que vítimas de uma sociedade capitalista e estamental. Dois extremos. Existe muito mais entre essas duas correntes de convicções. Em 1989, retomei os estudos novamente. Passei no vestibular da Ufrgs, obtendo uma vaga no Direito. No ano seguinte, em novo vestibular, conquistei também uma vaga em Ciências Sociais. Cursei as duas graduações concomitamente. Em 1991, a convite de um (querido) colega Manoel Aristimunha, deixei a Penitenciária Estadual de Charqueadas por ter sido eleita para o cargo de tesoureira do então Sindicato dos Servidores Penitenciários. Em 1994, fui guindada ao cargo de presidente e de secretária da Associação dos Agentes e Monitores Penitenciários. O acúmulo de cargos se devia a uma contenda judicial em que dois sindicatos disputavam a representação dos servidores penitenciários e, devido ao litígio o governo não concedia a cedência de servidores para o Sindipen. Portanto, para que pudesse continuar a existir foi necessário um cargo na Amapergs - legalmente reconhecida. De maneira bastante trágica, em 1995, cheguei à presidência da Amapargs, depois do falecimento do então presidente Jairo Kisiolar e do afastamento do vice-presidente. Nesse período, minha vida pessoal também passou

por sua crise que culminou com o término de um casamento de 18 anos. Na condição de presidente da Amapergs aprendi o outro lado da verdade: o político. Negociando com o governo por vencimentos mais justos, por melhores condições de trabalho e principalmente por mais servidores, acompanhei e sofri com a decisão do governo de entregar a direção das quatro principais casas prisionais para a recém criada Força Tarefa da Brigada Militar. Estou aposentada desde 18 de maio. Agora, poderei me dedicar a alguns projetos de vida: aprender a desenhar, melhorar o inglês e escrever sobre minha experiência de vida no Sistema Penitenciário do Rio Grande do Sul. Todos os projetos já em andamento”. Reportagem com a história completa: www.abcdaseguranca.org.br/ Menu: CONSTRUTOR DA SEGURANÇA

Submenu: 5. Susepe

ÓRGÃOS POLICIAIS

Área da Segurança Pública de Porto Alegre

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Correio Brigadiano

F A T O S - Ed 209

Funperacchi completa 10 anos e relata suas realizações

Ex-governador Jair Soares é o atual presidente e o Cel Amado Réquia o grande idealizador da entidade

Acervo do Cel Peracchi

Presidente da Funperacchi O presidente da Funperacchi é o exgovernador do Estado, Jair Soares, conhecido por sua vinculação familiar e afetiva à Brigada Militar, por ele sempre reforçada, dizendo do privilégio de ter privado com o Cel Walter Peracchi de Barcellos, de quem foi secretário de Estado no governo, e a quem devota um grande sentimento de admiração.

Desde o ano de 2003 está depositado na Funperacchi o acervo bibliográfico do Cel Walter Peracchi de Barcellos. A doação foi feita pela família do ex-governador e ex-comandante da BM, patrono da Fundação. O acervo consta de uns 500 títulos, muitos livros sobre a formação brigadiana. O acervo está disponível para pesquisadores na sede da Fundação, na rua Barão do Triunfo, 576, sala 206, bairro Menino Deus, em Porto Alegre.

Produção de livros históricos

Livros publicados: A última ordem do Coronel Apariccio Borges, de Harry Rotermund; A história de um Vanguardeiro, do Cel Antônio Silveira da Silva; No caminho a presença do amigo, do Cel Dilamar Vieira da Silva; Rio Grande Épico, do Cel Antônio Silveira da Silva; A evolução dos galões, do Cel Alberto Rosa Rodrigues. E ainda, no prelo: Cel Walter Peracchi de Barcellos - Incontestável e singular figura política e policial de todos os tempos, da professora Aristilda Rechia.

Diretoria da Fundação

Além do ex-governador Jair Soares, presidente da Funperacchi, é seu vice o Cel Estanislau Wasenkeski; secretário, o Cel João Batista; tesoureiro, o Cel Edisson Ferreira; 2º tesoureiro, o Cel Paulo Cabral; Integrantes do Conselho Fiscal, o Cel Adão Eliseu, Cel Cairo Camargo e Cel José Cabreira. Preside o Conselho Deliberativo com nove titulares e nove suplentes, o Cel Geraldo Coimbra Borges (foto acima).

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Memorial Funperacchi

Após a compra, com recursos dos associados e de voluntários, de uma área com 6,6 hectares, na RS-118, em Viamão, a Funperacchi passou a desenvolver seu projeto de Memorial. O escritório da arquiteta Marisol elaborou um Plano Diretor para o Centro Cultural de Eventos, Capela Sede, 25 salas de aula, salas de conferência, teatro, hotel e outras ocupações, conforme croqui acima.


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Correio Brigadiano

Sgt Timotheo: garra, perseverança e consciência do novo

Um acidente com a viatura no deslocamento para uma ocorrência tranformou a vida deste policial militar

Barba crescida, mas bem aparada, olhar incisivo em um semblante fechado, mas amistoso, demonstrando espontaneidade nos traços de uma origem interiorana. Este é o Sgt Jorge Timotheo Lopes Ramos, nascido em Pelotas, em 27 de janeiro de 1954. Ele é um dos cadeirantes da Brigada Militar. É o filho do “meio” em uma prole que lhe deu 11 irmãos, ou seja, ele é o meio da dúzia de filhos de Timoteo Ramos e de Amelia Lopes Ramos. Seu pai trabalhava como marítimo operador de draga e sua mãe, gerenciando a grande família Ramos. Sua relação com o mundo militar está em um tio, vinculado ao Exército e, aos dois de seus irmãos brigadianos, um que o auxiliou a entrar na corporação. Como todas as crianças de uma família numerosa, moradora da periferia de uma

cidade grande, brincou com os meios de fortuna e com os irmãos. O rolo de latas, rolimã, o patinete e, claro, o primeiro meio de locomoção gaúcho, o cavalo de pau. As brincadeiras não duraram muito tempo, pois ele e os irmãos eram necessários para trabalhar na produção da lavoura familiar na na Pinheiro Machado, no bairro Fragata, em Pelotas. Estudou no Colégio Armando Fagundes, o primário, passando depois para o ginásio Lima e Silva, Mas veio terminar o equivalente ao atual Ensino Fundamental em Porto Alegre, no EJA/BM. Foi aí, que fez o atual Ensino Médio, já novo prédio de alvenaria com frente para a avenida Coronel Aparício Borges, em 2005. Voltando a Pelotas, aos 16 anos parou de estudar para trabalhar. Não que não trabalhase. Ele e os irmãos cumpriam atividades na produção de hortaliças e frutas da família. Foi trabalhar na olaria de tijolos Guabiroba, no continuação da rua onde moravam, por um ano. Aos 17 anos foi trabalhar de pedreiro (também na Pinheiro Machado) na fábrica de óleo de arroz Irgovel, onde permaneceu por 18 meses, saindo em razão do serviço militar obrigatório. Foi servir no 9º BIM (Batalhão de Infantaria Motorizada) reengajando e permanecendo por quase 4 anos e meio. Foi a época de maior lazer. Participou de grupos e conquistou novos

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amigos. Adorava jogar futebol. “No Exército, a gente fica malandro”, diz Timotheo. E foi com esse tempo de serviço reengajado que teve uma experiência que o afastou da caserna. Ficou decepcionado com um jovem oficial muito carrasco que lá servia.Voltou à vida civil e foi trabalhar em outra fábrica de óleo, a Olvebra, onde permaneceu por quase um ano e meio. Já estava com 24 anos. O irmão Delair de Souza Ramos já estava na Brigada Militar há bastante tempo, servindo em Porto Alegre. Timotheo queria trabalhar. Experimentar a vida na Capital, para onde retornou em 1978. Era a segunda vez que vinha à Capital. Desta vez, trouxe a irmã Maria para visitar o mano, que morava na Vila IPE I, na Antônio de Carvalho, no Jardim do Salso. Delair sugeriu a ele que entrasse para a Brigada Militar. De imediato, ele não aceitou

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solicitada em prestação de socorros a um rapaz, na estrada de chão perde o controle e sofre o acidente. Não assimilou rápido o fato de ter perdido o movimento das pernas. Viveu algum tempo com muita revolta. Havia casado em 1980, em Pelotas, com Marlene, com quem tinha dois filhos, Sandro e o Maurício, hoje, respectivamente, com 30 e 27 anos. Em 1995, após o acidente, voltou para Porto Alegre e sua esposa teve um carcinoma no seio, vindo a falecer em 2002. Em 2004, casou novamente. Na sequência, reencontrou o Ten Gomes - ex-colega no Curso de Formação de Cabo, no 4º BPM, que já estava articulado com a organização dos deficientes. Aceitei ajudá-lo na Asasepode, onde vai diariamente com o carro adaptado por Gomes. Reportagem com a história completa: www.abcdaseguranca.org.br/ Menu: CONSTRUTOR DA SEGURANÇA

Submenu: 1. Brigada Militar

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porque “tinha horror de brigadianos”. No seu entendimento, eram muito “malvados”. Mas acabou cedendo e incluiu na Cia PChq. Após seis meses, houve sua formatura do Curso de Formação de Sd PM (CFSdePM), em 1979. Foi classificado na Cia PChq e cinco anos após, em 1984, foi frequentar o Curso de Formação de Cabo (CFC), no 1º BPM, retornando à Cia PChq, agora já Batalhão. No Carnaval de 1985, reforçou o patrulhamento militar, muito criticado pelos colegas, pois controlava os PMs, desde seu trajar, corte de cabelo e conduta. Continuou nessa tarefa até março de 1987, quando por uma transferência por permuta, seguiu para o 4º BPM, em Pelotas, sendo designado para a 2ª Cia para trabalhar no patrulamento motorizado. Trabalhava com a periferia de Pelotas, locais que não lhe eram estranhos. Mas foi ali que ele teve seu verdadeiro aprendizado de polícia. Fora destacado para a vila Princesa, na entrada da cidade, junto à propriedade do então empresário Érico Ribeiro. Era bom o trabalho com colonos, agricultores e principalmente, a repressão ao abigeato. No dia 12 de janeiro de 1992, teve um mau pressentimento. Recebeu o serviço sozinho. A Vtr que usavam era cedida pelo empresário para uso da BM. Em torno das 14h, no deslocamento de uma ocorrência,

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F A T O S - Ed 209

Correio Brigadiano

Palestra do Cel Altair, Sub Cmt da BM em São Paulo

A educação corporativa - convênios e parcerias de sucesso, estudo de caso da Brigada Militar

Nos dias 29 e 30 de agosto, os integrantes do 5º Fórum de Executivos Financeiros para as Instituições de Ensino Privadas do Brasil (FinancIES) fizeram balanço positivo do evento e confirmaram presença na próxima edição. A programação foi realizada no Blue Tree Premium Congonhas, em São Paulo, e reuniu gestores de universidades de 12 estados brasileiros. Um dos palestrantes do evento foi o coronel Altair de Freitas Cunha, subcomandante-geral da Brigada Militar, bacharel em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e pós-graduado em Gestão e Políticas de Segurança Pública pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), desempenhou várias funções dentro da Policia Militar do RS. Foi presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar, vice-presidente da Federação Nacional de Oficiais Militares Estaduais (Feneme) e comandante do Corpo de Bombeiros do RS. Também palestraram Washington Olivetto - A publicidade como fundamento para retenção e captação de alunos. Como segundo palestrante do evento e encerrando a programação matutina do primeiro dia do FinancIES, o coronel Altair falou sobre a importância da Educação Corporativa e dos convênios e parcerias. “As instituições de Ensino Superior precisam criar cursos específicos para atender demandas corporativas e ampliar sua participação com elementos centrais de sustentação de todas as áreas de atuação das instituições públicas e privadas. Elas buscam parcerias para desenvolver educação corporativa com o objetivo de qualificar e especializar seus quadros, tendo a

consciência de que o conhecimento adquirido apenas com processo cumulativo pelo exercício diário da atividade não supre as exigências das demandas da sociedade moderna”, conclui o coronel Altair. Seguiram-se como palestrantes, Eduardo Deschamps - Art. 170: parceria público privada de sucesso para a atração de alunos de baixa renda; André Torretta - A Nova Classe Média; Carlos Augusto Lopes - Securitização de recebíveis educacionais como alternativa para a substituição de intermediários financeiros menos eficientes e de alto custo por um mercado de capitais mais eficiente; Lia Konskier, Pedro Yue e Rodolfo Ohl - Talk Show: “O uso profissional da internet como ferramenta para retenção e captação de alunos. Leads, pesquisas e muito mais!”. Um fato bastante importante e singular à vida institucional, mas que infelizmente não recebeu trabalho da mídia local. Mais informações em www.financies.com.br/noticias/.

PAULO MOREIRA

a d v o g a d o s

a s s o c i a d o s


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CONSTRUTORES DA SEGURANÇA PÚBLICA

Correio Brigadiano

Delegado Borges: experiência acumulada de 55 anos na PC

Da 1ª Turma de Inspetores da Acadepol e, também, da 1ª Turma de Bacharéis da Faculdade Ritter dos Reis

O delegado Borges é o diretor de Atendimento dos Delegados Inativos na Asdep. Tem 81 anos e está, na pratica, há 55 anos prestando serviços. Estar nos quadros da Polícia Civil por 55 anos, de fato e não de direito, é do que estamos falando. O profissional cuja passagem para a aposentadoria é uma retórica, pois continuou e continua até hoje com uma rotina initerrupta de trabalho em prol da organização policial gaúcha. O delegado de Polícia Ubiracy Silveira Borges integra o rol dos policiais vocacionados. Nasceu em 31 de janeiro de 1931 em São Gabriel. Seus pais, João Francisco Borges e Gracilina Abriline Borges, eram produtores rurais. Era o segundo filho, de quatro da família, onde a irmã era a mais velha e seus dois irmãos mais moços que ele. Sua interação com a segurança começa com um tio, que era subdelegado de Polícia. Tem um parente no

RESP Sul

Exército e é tio do Cel Edar Borges Machado, do Cap RR Francis Borges Machado e do Ten Edgar. Ele inclusive avalia que “há um ramo brigadiano bem desenvolvido em sua família”. Sua sucessão direta é mais ativa na persecução criminal, através do filho que é juiz de Direito e da filha, que é assessora administrativa da Divisão de Material e Patrimônio da Polícia Civil. Ele é avô de netos. Lembra que, no Interior, as coisas não eram fáceis. “Lá fora só o primário” recorda. O ginásio veio fazer em Porto Alegre, como curso de Madureza, existente à época. Também na Capital frequentou o Curso Clássico. Em 1957, aos 26 anos, passou a integrar a primeira turma de inspetores formados pela Acadepol. Seu curso teve início em 3 de setembro de 1957 e foi concluído em 3 de dezembro de 1958. Lembra do nome de dois oficiais da Brigada Militar que foram instrutores no curso: Ernani Trein (Cel e Juiz Militar aposentado) e Hermano Wolf (Cel especialista em Tiro e Armamento e patrono da Linha de Tiro da Polícia Civil). Ele narra que a segurança pública era um conceito em formação. Os cursos apresentavam as questões doutrinárias e jurídicas, mas as técnicas estavam ainda por ser construídas. A primeira lotação do inspetor Borges foi na Delegacia de Furtos, que funcionava no prédio onde está instalada a Ugapoci. Lá permaneceur

aproximadamente por 7 anos trabalhando com o delegado Moacir Valentin de Castro. Em 1965 foi trabalhar na Delegacia de Costumes, com o delegado Wilson Pacheco. Como gostava de datilografar passou a ser o escrivão e, depois, chefiou do Cartório. A DC ficava na Avenida Mauá. Em 1966, foi trabalhar com o delegado Sérgio Ivan Borges (que não era seu parente) na Escola de Polícia. Em 1967, foi trabalhar com o Cel Pedro Américo Leal, na Superintendência do Serviço Policial (atual Chefia de Polícia), onde ficou por um ano. Quando o delegado Schinini assumiu como Chefe de Gabinete, Borges foi convidado a continuar na função de decretário do delegado Cícero Viana. Em 1971, retornou à Escola de Polícia como secretário do delegado Aramis Antônio Garcês, que depois se tornou procurador do Estado. Pouco antes de 1974, voltou à Chefia de Polícia como secretário na gestão do delegado Leônidas Reis da Silva, que tinha como Chefe de Gabinete o delegado Aramis.

Havia se transformado em um especialista em trabalhos de Secretaria policial. Na sequência, foi convocado pelo diretor do Departamento de Polícia Técnico Científica, o perito Guido Pereira da Silva, para estruturar o serviço de Secretaria daquele departamento. Em 1976, concluiu o Curso de Ciências Jurídicas, na Faculdade Instituto Ritter dos Reis, na primeira turma de formandos daquela faculdade. Fez concurso para delegado de Polícia em 1977 e conclui a formação em 5º lugar, ficando lotando na Delegacia de Tóxicos, onde atuaou como adjunto do delegado José Valnei Duarte Teixeira. Em 1978, foi convidado a assumir de Chefe de Gabinete do delegado Cícero Viana. Posteriormente, foi para o recém criado Departamento de Diversões Públicas, cujo diretor era o Inspetor de Diversões Públicas (nome do cargo) e seu colega de turma, o delegado Antônio Gabriel. Em 1979 foi secretário do Conselho Estadual de Trânsito. Em 1984 foi trabalhar no gabinete do secretário de Segurança Pública Augusto Borges Berthier, como secretário do Gabinete. Depois assumiu a Chefia de Gabinete, onde ficou até o término do governo Jair Soares. Completando 30 anos de serviço, pediu aposentadoria. Logo em seguida já estava compondo na chapa da Associação dos Delegados de Polícia (Asdep).Nas primeiras

vezes, atuou na entidade de classe por integrar chapas vitoriosas nos pleitos. Agora, no entanto, como um permanente diretor de Atendimento dos Inativos. Apesar da idade, ele tem uma memória de “guri”. Lembra de fatos e de nomes de pessoas que fizeram parte de sua trajetória na Polícia Civil com rapidez. E sempre faz questão de afirmar que nenhum dos “Borges” que cruzaram com ele, durante o desempenho das funções na instituição tinham qualquer parentesco com ele. Borges é o exemplo vivo de que, com persistência, vontade e coragem, é possível vencer todo e qualquer obstáculo. Nada é impossível quando se tem vontade de vencer. Reportagem com a história completa: www.abcdaseguranca.org.br/ Menu: CONSTRUTOR DA SEGURANÇA

Submenu: 4. Polícia Civil

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COQUEIRINHO


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Os mais significativos nomes do jornalismo policial gaúcho Wanderley Soares, Milton Galdino e Luciamem Winck: formadores desse conceito midiático

Wanderley Soares

A expressão “Crônica Policial” não é, historicamente, a referência ao texto desenvolvido por um cronista. Até poderá sê-lo, mas em caráter excepcional. Assim era chamado o jornalismo policial, até pouco mais da metade do século passado. Existiam repórteres policiais - pessoas que adquiriam experiência em ouvir os queixumes ou fazer a ronda nas delegacias de polícias, postos policiais e locais de ocorrências com repercussão e relatá-las para a redação do jornal. Com a profissionalização do Jornalismo e burburinho político, pós revolução de 64, as

redações começaram a receber os egressos das faculdades de Comunicação Social/Jornalismo - chamados de “focas” -, que eram iniciados na profissão cobrindo o setor de Polícia e depois o do Esporte. A história da crônica policial do jornalismo gaúcho conta com três nomes de expressão estadual. São eles, nessa sequência: Wanderley Soares, Milton Galdino e Luciamem Winck. Nas edições anteriores do jornal abc/JCB foram desenvolvidos breves relatos da história de vida

Wanderley Soares no bar da ARI

Luciamem Winck em uma entrevista na China

de cada um destes notáveis profissionais da mídia policial riograndense. Característica comum destes jornalistas: é raro encontrar suas fotografias estampadas em jornais. Exceto a Luciamem, para nós do Correio Brigadiano, onde “ela é da casa”. Por isso, não nos escapa. Mas, são escassas fotos do Wanderley e do Milton. Ela, no entanto, se protege. Embora não mais atuando na área, não posta fotografias suas no Facebook e tampouco

fornece o telefone com facilidade. Já na última década do século passado algumas mudanças nas condutas jornalísticas fizeram com que o tipo de trabalho que eles desenvolveram para a história de nosso Estado fosse sendo substiuído por outra modalidade de atuação. Surge o jornalismo investigativo que se instala a partir do universo das questões políticas nas administrações municipais, estaduais, federal, nos respectivos parlamentos, além do Judiciário. Eles chegaram a trabalhar juntos, em redações de jornais, por alguns períodos, juntos aos pares. Houve um de período que os três atuaram juntos. Noutro, apenas Lu (como é conhecida) e Wanderley. São profissionais com estilos diferentes, mas como a mesma determinação de busca da verdade, da melhor qualidade na informação e do estabelecimento

de um patamar público, no conhecimento da estrutura das policiais e dos trâmites na segurança pública. Característica marcante, comum em todos grandes nomes de nossa mídia está na alegria. Mesmo, quando tratando situações de tensionamento, eles são capazes de sorrir e até ter uma história hilária para aquela situação. Talvez, pareça pieguas, mas nosso jornal, além de ter tido alguma convivência, maior ou menor, retirou dos exemplos deles a construção de sua linha editorial e procedimentos.

Milton Galdino com ex-Cmt da BM Milton Wirech


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Correio Brigadiano

O que “agronomia” tem a ver com “militaria brasileira”? O miniaturista conhecido nos meios militares e, até no Ministério da Defesa, como Professor Flávio

www.mimomilitar.com.br Texto elaborado pelo professor doutor da Ufrgs, Flávio Camargo

“Meu interesse por miniaturas militares remonta minha origem pobre, vivendo no interior do Alegrete, numa família de pequenos agricultores em que brinquedos ou hobbies eram um desejo, mas nem de perto uma necessidade. Com ajuda de muita gente boa e desempenho nos estudos consegui fazer uma carreira acadêmica que culminou com o término em 1996 do meu doutorado em Ciência do Solo. Neste mesmo ano comecei minha atividade como professor da Faculdade de Agronomia da Ufrgs, onde trabalho lecionando e orientando futuros profissionais da área. Meu gosto por militaria, começou cedo, quando via os filmes de faroeste e de guerras no CTG da minha vila e desenhava estes personagens em papel e brincava montando cenários e batalhas imaginárias com o material que tinha disponível. Este gosto pela militaria

RESP Fronteiras

foi substituído pelos estudos até conseguir um emprego e depois foi ressuscitado pelo meu saudoso mestre Ten Cel do EB, Luiz Felipe de Allencastro, que me ensinou a arte da fundição e muita coisa nova a respeito dos ‘soldadinhos de chumbo’ e da ‘uniformologia’. Ele fazia questão de dizer que não existia um clube, mas tutorou inúmeros amigos nesta arte. Às vezes nos reuníamos na sua casa para fazermos uma amostra dos nossos trabalhos e exposição das nossas técnicas, em um momento de confraternização regado a muita Coca-Cola e biscoitinhos, organizados pela sua paciente esposa. O Cel Allencastro sempre insistiu de que o hobbie tinha que se pagar e justificava assim a necessidade de vender o material. Eu brincava com ele dizendo que jamais conseguiria vender alguma coisa que fiz. Mas ele estava certo e um dia viajando com meu grande amigo Pedro Zaluski, lhe perguntei a respeito do seu sucesso como empresário e ele me comentou que o segredo dele estava em fazer o que sabia fazer melhor e fazer o que amava de verdade. Depois disso comecei a pensar no assunto e quando meu amigo Ten Cel PM André Woloszyn encomendou a primeira peça de um brigadiano com o 4º operacional e mostrou ao Cel PM Silanus, este me fez o desafio de uma encomenda inimaginável de 250 soldados. O desafio foi aceito e este foi o início

da MimoMilitar, cuja receita está associada a um bom planejamento das peças, artesões excepcionais, um bom sistema de reprodução, um acabamento diferenciado e um preço acessível. Antes de chegar ao mercado, nosso mimo é cuidadosamente planejado e executado com o suporte de bibliografia, fotografias e documentos que tornam a peça uma fiel reprodução do original, em miniatura. Dependendo da peça, esta é reproduzida em resina de poliuretano ou em resina de poliéster, estireno, aditivos e carbonato de cálcio na sua composição. Após o acabamento das peças, são tratadas para sensibilizar a superfície e recebem uma camada de tinta automotiva que garante durabilidade e resistência no acabamento final. Os detalhes e a precisão da pintura dão o toque final à peça. Embalada cuidadosa e artesanalmente, pode ser enviada para qualquer parte do país. Nossos produtos não se destinam a modelistas pois já estão prontos e eliminam a diversão do acabamento. Além disso, nossas

peças apresentam-se em poses marciais e estáticas e, com raras exceções, apresentam algum movimento. Também estamos disponibilizando serviços, como a confecção de bustos, pintura de rostos e de motivos diversos a óleo e solicitações pessoais e específicas de esculturas, pinturas e projeto de peças e sugestões que tenham o objetivo de melhorar nosso produto e a satisfação dos nossos usuários. A MimoMilitar surge na realidade para sanar uma carência de produtos com qualidade e preço compatível no mercado dos mimos. Por definição, mimo é um gesto cuidadoso e delicado feito para reconhecer e agradar. Muito usado em alguns segmentos da sociedade na forma de placas, troféus e medalhas, os mimos são na realidade uma lembrança ou agrado de alguém que demonstra apreço ou reconhecimento. As forças militares e paramilitares têm especial interesse por este tipo de recordação e estão sempre presentes nas formaturas e solenidades como prova de consideração. Temos observado uma grande diversidade de mimos nestas ocasiões, com destaque para a maioria que é feita em série, em grande escala, sem o toque pessoal, com o único objetivo de diminuir os custos. Esta relativa frieza da manufatura é refletida no presente, que acaba virando mais um entulho do que um objeto de apreço.

Um trabalho apoiado pela família

O professor Flávio, ídolo de seus dois filhos, ainda crianças, também por sua arte miniaturista e que já são seus auxíliares em pequenas tarefas. Ele é muito arredio à exposição da vida privada, mas garante que o apoio familiar é fundamental. A MimoMilitar, se apresenta ao mercado, tendo por meta oferecer um produto artesanal com preços de indústria. Ao mesmo tempo em que disponibiliza uma peça única, confeccionada e pintada à mão, uma a uma, por um preço bem abaixo das peças produzidas nesta mesma condição”. História completa em www.abcdaseguranca.org.br/ Menu: Histórias de Vidas - que são os “CONSTRUTOR DA SEGURANÇA”

Submenu: 2. Não Policiais

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Atuais pesquisadores da historia institucional brigadiana Dois tenentes coronéis da reserva: Moacir de Almeida Simões e Paulo Rogério Machado Porto

Os coronéis Moacir de Almeida Simões e Rogério Machado Porto são as duas expressões contemporâneas da pesquisa histórica da Brigada Militar. São habitués do Museu da BM e da Associação dos Amigos do Museu, presidida pelo Cel Jerônnimo Santos Braga e sediada no próprio Museu. São pessoas, não só vocacionadas à pesquisa instituicional, mas também dedicadas. Ambos são bacharéis em Direito, mas com a atuação voltada para a produção cultural como escritores de livros. O Cel Simões - único brigadiano até o momento com obra publicada sobre a história da Brigada Militar - atualiza com seu próprio enfoque o livro legado pelo Cel Helio Moro Mariante, nas Crônicas da Brigada Gaúcha, de 1972. Simões escreveu dois livros: “História da Brigada Militar - para fins didáticos e de palestras” e “ Brigada Militar - Aspectos da origem e evolução”, sendo este segundo uma atualização do primeiro vindo até o ano de 1964. O Cel Simões atualmente está trabalhando em cima de aspectos conceituais do Regime Jurídico dos Servidores Militares do Rio Grande do Sul e deverá surpreender com alguns aspectos sobre o perfil de direitos de pessoal ao longo da história. O Cel Rogério escreveu um livro sobre legislação de bombeiros

a

em Porto Alegre, no ano de 1993. Os bombeiros são sua especialidade brigadiana. Hoje desenvolve uma série de pesquisas, encadeadas e prontas para compor um banco de dados histórico. Ele seguiu e aperfeiçoou a proposta do Major Miguel José Pereira, nos Esboços Históricos da Brigada Militar - nascedouro da história brigadiana. Rogério faz um aperfeiçoamento e prepara o material para ser incorporado às ferramentas modernas de multi-

processamento. Está fazendo uma síntese, ao estilo Cel Hélio Mariante, dos comandos da BM e trará seu trabalho até este século. Serão muitos os subprodutos gerados na pesquisa do Cel Rogério que faz o levantamento de dois meses de Boletins Gerais em um mês de pesquisas diárias. A direção do Correio Brigadiano proporá aos dois autores o desenvolvimento de uma oficina de pesquisa histórica aplicada à Brigada Militar, para interessados, com parceria e apoio da BM.

Paulo Rogério Porto nasceu em 5 de maio de 1955 e incluiu na BM em 14/02/77, por aprovação no Curso de Formação de Oficial (CFO). Foi promovido a Aspirante a Oficial em 17 de novembro de 1979 e pediu transferência para a reserva, sendo inativado em 23/03/2010. Moacir Simões nasceu em 7 de dezembro de 1950 e incluiu na BM em 16 de setembro de 1969, como Sd do 2º RPMon em Livramento. Ingressou no CFO, saiu Aspirante a Oficial em 16 de novembro de 1977. Após cumprir seu tempo de serviço até o posto de Ten Cel pediu transferência para a reserva em 26/02/2003.

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Coronel Walter Peracchi de Barcellos

Incontestável e singular figura política e policial de todos os tempos

A obra, sob o título acima, tem o objetivo precípuo de resgatar a memória do insigne riograndense, Cel Walter Peracchi de Barcellos, patrono da Fundação que leva o seu nome. Personalidade expoente, assinalada pelo caráter, pelas virtudes e pelos méritos, Peracchi instiga a admiração e o respeito, especialmente de todos os gaúchos. O perfil de Peracchi identifica-o como símbolo de uma época, pois conjugou uma tríade de atividades, cada uma a seu tempo, porém, que caracterizaram sua vida funcional: o militar, o político e o administrador. Em todos os segmentos em que ponteou sua liderança, Peracchi o fez escudado nas qualidades que o caracterizavam: caráter firme, enérgico, decidido, porém,espírito solidário, humilde, desapegado a bens materiais, mas um grande sonhador e, acima de tudo, um realizador. Ninguém superou Peracchi. O livro de 264 páginas é prefaciado pelo Dr. Jair de Oliveira Soares, presidente da Fundação Walter Peracchi de Barcellos e

RESP Fronteiras

ex-governador do Estado, ex-ministro da Previdência, ex-deputado federal,ex-secretário de Estado, ex-deputado estadual e ex- Vereador. Jair Soares assim se refere ao livro, no Prefácio: “Este livro representa a tentativa de evidenciar que homens que exercem, exerceram ou ainda virão exercer uma atividade pública, devem estar preparados para a responsabilidade de gerir a coisa pública. Peracchi foi autêntico e de uma retidão inigualável. Defendeu princípios. Sempre, por todos os cargos porque passou na sua trajetória política, a sua liderança foi realizada com fundamentada coragem e tenacidade”. O conteúdo do livro compreende nove tópicos, os quais se atêm à vida familiar, a suas ações, seus sonhos, suas realizações , voltadas para o bem-comum. Os tópicos estão distribuídos na seguinte ordem: Prelúdio, a Família, o Militar, o Político, Realizações, Memorial Walter Peracchi de Barcellos, Depoimentos, Anexos, Síntese Biográfica.

“Prelúdio” enfoca o nascimento de Peracchi. “A Família” aborda sua vida familiar, seus pais, irmãos, seu casamento, seus filhos e netos. “O Militar” projeta a carreira militar do grande soldado que foi Peracchi, concatenandoa com desvelado interesse, marcando-a pela sua personalidade humana e pelo invejável perfil de Chefe no quadro da vida da Brigada Militar e do Rio Grande do Sul, paulatinamente, galgando os postos na carreira, pelos seus méritos, até atingir o mais alto posto hierárquico da Força Estadual, o de Coronel. Foi secretário de Comandos e Unidades da Corporação Estadual, Chefe da Casa Militar, Chefe do Estado Maior da Força e exerceu o Cargo de Comandante-Geral da Brigada Militar. Esse tópico aborda ainda os benefícios que visavam ao âmbito de assistência social, fundamentalmente, como a criação do Montepio da Brigada Militar, a construção de moradias, a reformulação da IBCM, entre outros. E foram criados para os brigadianos pelo Comandante-

Geral Peracchi. Também enfoca a criação do Esquadrão de Polícia Rural que originou, mais tarde, o Regimento de Policia Rural Montada. No tópico “O Político” encontra-se o parlamentar por excelência, autêntico líder, excepcional capacidade de homem público, defensor da ordem democrática e da habilidade política, tendo desempenhado cargos no Secretariado Estadual e no Ministério da República, na Câmara dos Deputados, na Assembleia Legislativa e Chefe do Poder Executivo do Palácio Piratini, como governador do Estado do rio Grande do Sul. Há, também, o registro de como ocorreu a candidatura de Peracchi ao governo do Estado, a eleição e as solenidades de posse e de transmissão de cargo. Quando Peracchi assumiu o governo do Estado, o Brasil vivia um momento difícil na sua história de transformação política, mas pela sua formação moral, pelas qualidades de seu caráter, Peracchi exerceu papel decisivo na

Por: Aristilda Rechia

política do Rio Grande do Sul. Na sequência, o livro ainda apresenta as realizações do governador Peracchi, entre as quais reputamos de relevo, a construção do Parque de Exposições Internacional, em Esteio, e a política de melhoramento dos serviços de telecomunicações, a de maior importância. Um tópico especial fala da criação da Fundação Walter Peracchi de Barcellos, apresenta o nome de seus sócios fundadores, dos sócios mantenedores da instituição, bem como registra seu maior projeto, o da construção do Memorial aos heróis brigadianos, que tem como Patrono Walter Peracchi de Barcellos. Os Anexos da obra escrita em apreço compreendem discursos proferidos, além de uma carta assinada por Peracchi, quando era Capitão, dirigida a Cordeiro de Faria. Reportagem com a história completa: www.abcdaseguranca.org.br/ Menu: CONSTRUTOR DA SEGURANÇA

Submenu: 1. Brigada Militar

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Escritório: Rua General Osório, 1049 - Santa Rosa/RS


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1ªCia do 9º BPM: o policiamento do Centro da Capital

Treinamento para Copa do Mundo de 2014 está entre as maiores prioridade do comando do Batalhão

Centro Histórico da Capital

Policiais do 9º Batalhão de Polícia Militar frequentaram, em agosto, um curso para atendimento aos turistas na Copa do Mundo de 2014, promovido pela Brigada Militar, em parceria com Secretaria Municipal de Turismo (Semtur) de Porto Alegre. A 1ª Cia atua no perímetro definido como “Centro Histórico da Capital” e ,sobre este tema, há um ensaio do policiamento ostensivo que estará disponível na www.abcdaseguranca.org.br.

Treinamento turístico

Desde 8 de agosto o “Programa Porto Alegre Turística” foi trabalhado com tropa da 1ª Cia, que se destina a encantar o turista em todo atendimento, público ou privado, de serviços ou de informações. Tudo para que faça as melhores escolhas, tenha boas experiências e retorne a Porto Alegre. Deram suporte ao evento Ronaldo Garcia, da Secretaria Municipal de Turismo, Débora Toffli Snel, da Escola Social do Turismo, e o palestrante Roque Lemanski.

Workshop e Fan Fest

Em agosto, junto ao Auditório da APM foi realizado o II Workshop de Operações Policiais Especiais, pelo 1º BOE da Brigada Militar. Em meio a diversas atividades, foi desenvolvida, no turno da tarde, uma palestra com o tema Fan Fest no Largo Glênio Peres, ministrada pelo subcomandante do 9º BPM e ex-comandante da 1ª Cia, Major André Luis Nickele Córdova. As atividades fazem parte da preparação da BM para a Copa do Mundo de 2014.

Prestígio do Comandante

O Cel Sérgio Roberto de Abreu, Comandante-Geral da Brigada Militar, tem prestigiado a 1ª Cia do 9º BPM, principalmente nos grandes eventos preparatórios à Copa do Mundo de 2014, do que seja nesta subárea. O Comandante da Brigada testou um dos pedestais de visibilidade policial, no Largo Glênio Peres, no Centro Histórico da capital gaúcha, onde já se encontrava neste posto de vigilância a Sd Cristina.

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Novo Comando na 1ª Cia

No dia 29 de agosto, com uma Formatura Geral, foi efetuada a passagem de comando da 1ª Cia do 9º BPM. O Major André Córdova e o Tenente Claudio Bayerle passaram, respectivamente, o comando e subcomando da 1ª Companhia, ao Capitão Euclides Neto e ao Tenente Alexandre Gomes. Ambos prometeram dar continuidade aos preparativos para a Copa do Mundo de 2014, nesta importante subárea do policiamento ostensivo da Capital.

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TenDornelles aos 84 anos e o resgate aos mortos de SP

O tropeiro de 14 anos, que não queria ser bom Sd, mas um bom operário para sua instituição militar

Postura e energia típica dos jovens, numa enganosa aparência de fragilidade. Esta é nossa definição fisionômica do Tenente Carlos Dornelles nos seus 84 anos de vida. Um militar dedicado que se auto-definia como um bom operário do seu quartel, mas talvez não tão bom soldado. Ele cumpriu todos os preceitos institucionais da BM, em sua época ativo e, na reserva, sua participação no tradicionalismo, fundando o CTG Porteira do Rio Grande, na ASSTBM, produzindo literatura, já no terceiro livro, participando como funcionário tesoureiro e posteriormente de duas gestões como dirigente da IBCM. Sobretudo por sua busca de anos a fio, desagua na Legião Altiva da Brigada Militar (LABM) e, encontra guarida, que é a questão, de resgatar os brigadianos, mortos na Revolução Constitucionalista de São Paulo, em 1932, cujos restos mortais ficaram naquele Estado. Sua meta foi assumida pela própria LABM. Filho de Marciliano Dornelles e de Palmira Martins Dornelles, nasceu em 27 de julho de 1928, em São Borja, sendo o penúltimo dos sete filhos do casal. O pai era agricultor, mas também carreteiro, ofício ao qual Carlos vai se dedicar muito cedo. Enfatiza sua relação com a família Vargas, de sua terra natal, sendo que sua avó paterna, Maria Cândida Dornelles, foi serviçal da família do pai de Getúlio Vargas, o General Maneca Vargas. Sua avó tinha a

RESP Central

Ten Dornelles na entrevista

mesma idade de Getúlio, tendo convivido com eles na mocidade, nas fazendas São Borja e Santos Reis. Aos 16 anos, o Tenente Carlos já exercia trabalho de tropeiro, ocasião em que conheceu as duas propriedades rurais. Seu parente brigadiano é um primo irmão: o Capitão Napoleão Amaral Ferreira. Possuidor de uma memória prodigiosa, ele lembra de um fato ocorrido quando ainda tinha três anos e sobre o qual, segundo afirma, mudou sua vida. Ele se refere a 3 de outubro de 1930, quando “estourou” a revolução, como ele mesmo diz. Ele e o pai estavam acampados, na volta de uma carreteada, com mantimentos e gado

que traziam, quando um grupo de uns 20 indivíduos apareceu na curva da estrada em tropel avisando: “Estourou a Revolução”. “Eles requisitaram mercadorias, inclusive carneando e churrasqueando ali mesmo uma rês”, recorda. Ele se chegou ao pai para saber o que era aquilo e como ficariam sem as mercadorias. O pai respondeu que, por esta revolução, tudo iria melhorar. Aos 16 anos, através da função de tropeiro, já havia conhecido as fazendas dos Vargas, tendo iniciado nessa atividade aos 14 anos. Frequentou a escola, em 1935, aos oito anos de idade. Sua alfabetização foi feita pela professora Inês Barcellos, da rede municipal, cuja exame de suficiência era feito pelo próprio prefeito. Em 1940, agora com a professora Aurora, fez os chamados 1º e 2º livros, que então vai completar com o 3º livro, em 1949, no Colégio Cel Afonso Emílio Massot, que era na rua Cel André Bello. Já estava com 21 anos de idade e na Brigada Militar. Serviu no 2º GAC75, em Santiago, por um ano, tendo trabalhado na Enfermaria Veterinária, quando um dia administrou um medicamento, salvando o equino, mas levando uma grande bronca do veterinário, pois não estava na sua competência aquela decisão. Foi salvo por que se não houvesse administrado a tal injeção o animal teria morrido. Esse episódio rendeulhe, a partir de então, o apelido de “Cabo Loco”,

Ten Dornelles e Cap Ênio, ambos da LABM

que de maneira nenhuma lhe incomodava, até o final de seu tempo quando se tornou reservista. Decidiu ir para a BM. Carlos fez sua papelada , em Santa Maria, no 1º RPMon. Incluiu em 13/07/49 e seguiu para Porto Alegre, com destino ao 3º BC, localizado onde hoje é o 9º BPM, mas no prédio histórico onde residiu a Baronesa de Gravataí. Em 1950 passou no concurso para “Cabo de Esquadra”, que se abreviava Cb Esqd. Ele lembra que houve o furto da caneta do comandante da tropa de guarda externa do Presídio da Volta Gasômetro, onde é hoje o Museu. Ele substituiu o comandante da guarda e, por três meses, com sua

lealdade, conquistou aliados. Frequentou o Curso de Formação de Cabo e concluiu em 1º lugar, sendo por isso promovido a Cabo. Em 1952 foi servir no Centro de Suprimento de Subsistência e, em 1955, após concurso, frequenta o CFS no Centro de Instrução Militar (CIM), atual Academia de Polícia Militar (APM), que conclui também em 1º lugar, classificado na histórica Cia Pedro e Paulo. Depois de afirmar para o comandante daquela Cia, Cap Otávio Frota, que “não sou bom soldado eu sou um bom operário”, foi liberado para retorno à OPM de serviços. Frequentou o Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos (CAS), no CIM, em 1962,e mais uma vez ficou em 1º lugar. Foi classificado nos Bombeiros onde serviu por 10 anos e posteriormente seguiu para o CSMMB onde saiu Sub-Tenente em 1972. Em 1978 pediu transferência para a Reserva. Dornelles casou em 26 de dezembro de 1952 com Luci. Do matrimônio resultaram um casal de filhos e cinco netos, contando com advogado, engenheiro, arquiteto e administrador entre eles. Na reserva, não parou. Experimentou trabalhar com comércio de vinhos buscados em Flores da Cunha. Reportagem com a história completa: www.abcdaseguranca.org.br/ Menu: CONSTRUTOR DA SEGURANÇA

Submenu: 1. Brigada Militar

ÓRGÃOS POLICIAIS

correspondente às Áreas dos CRPOs C, P, VRP e VT

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Agenda Histórica Brigada Militar do Correio Brigadiano Mais de 20 mil agendas com fatos diários importantes ocorridos na história da corporação gaúcha Foram editados sete modelos de edições das Agendas, entre 2004 e 2011. Neste ano, não houve a publicação da tradicional agenda e tampouco será editada uma nova versão para 2013. Solicitamos nossos amigos, colaboradores e patrocinadores participantes, dos anos anteriores, para que fiquem atentos. Comuniquem qualquer tentativa de fraude. Em 2003, quando criamos a Agenda Histórica Brigada Militar/2004 tivemos o consentimento do comandante-gGeral da Brigada Militar, da época, Coronel Nelson Pafiadache da Rocha. Era um trabalho também assinado pela Associação Pró-Editoração à Segurança Pública (Apesp), com o apoio do Museu da BM. Nessa primeira edição foram editadas 5 mil agendas, patrocinadas pelo jornal e distribuídas na Brigada Militar e na sociedade gratuitamente. O valor dessa agenda para os militares e o destaque que dava às pessoas em geral estava em conter, diariamente, o rol de eventos importante da história corporativa, tanto quando atuava como Força Terrestre,

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quanto agora, como Força Policial. No ano seguinte por uma questão institucional, com o novo comandante, que substituiu o Cel Pafiacache, não elaboramos a Agenda/2005. Voltamos ao final de 2005, após consultas informais com conhecidos do EMBM, sobre a possibilidade de alguma ação semelhante do comando e que ficou positivado que não haveria. A função da agenda continuaria sendo a de difundir a história da Brigada Militar, inclusive, fora da corporação. A Agenda Histórica Brigada Militar/2006 recebeu anúncios captados para cobrir seus custos edição. E, assim, repetiu-se de 2006 até 2011. No site www. abcdaseguranca.org.br, vamos descrever cada uma das sete agendas que editamos de 2004 a 2011. Foram aproximadamente 20 mil exemplares contendo a história da Brigada Militar, contada em fatos pelos dias em que aconteceram. Muitas guardadas como relicários, tendo em vista antepassados ali citados. Estamos reformulando nosso planejamento da agenda para retorno desse produto em 2014, quando

da Copa do Mundo. No redimensionamento de uma nova proposta de agenda, nossa preocupação será com nossos patrocinadores. Aqueles que nos permitiram fazer circular 20 mil edições históricas com fatos relevantes da BM.


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Comissário Getúlio: modelo às gerações da Acadepol

Dedicação à melhor visão corporativa que, no seu trabalho, puderam perceber os novos policiais civis

Getúlio, o primeiro Guarda à esquerda

O comissário de Polícia Getúlio Jair Schultz Vieira é um policial da antiga, mas que acredita na formação como requisito básico, na constante atualização técnica e na responsabilidade de preservar os valores institucionais e da relação ética com a sociedade. Há pouco, por uma grave questão de saúde, aos 69 anos de idade e aos 48 anos de serviço, foi obrigado a se aposentar. De sua convivência na Academia de Polícia Civil (Acadepol), nestes últimos 12 anos, considerando as reciclagens, quase a totalidade dos colegas e delegados com ele conviveram naquela Casa de Ensino. E todos têm o referencial de Getúlio como policial da sociedade e de profissional comprometido com a instituição a quem entregou sua vida. Nasceu em 21 de janeiro de 1943, filho de Osvaldo Nunes Vieira e de Ilda Rosalina Schultz Vieira. Moravam próximo à “Paineira”, na vila Bom Jesus, então, bairrro Petrópolis. Seu pai , por um breve espaço de tempo, foi

brigadiano. Atuou como motorista de caminhão dos bombeiros, saindo da corporação em busca de melhor remuneração. Lembra ter recebido esta informação de familiares, uma vez que o pai “morreu muito cedo”. Quando ficou órfão, ele tinha menos de dois anos. Sua mãe contraiu novo matrimônio e vieram cinco irmãos para Getúlio. O padrasto era o espanhol Mario Gonzales, hidráulico de calibragens de sprinklers da Cia Souza Cruz. Para Getúlio, ele teve muita importância em sua formação pessoal. Era antibelicista, não gostava e proibia brinquedos em forma de arma. Getúlio, ao contrário, tinha paixão pelas armas e por seu uso. Em determinada ocasião, Gonzales encontrou brinquedos dessa espécie escondidos por Getúlio e os apreendeu. O comissário começou sua escolaridade no Colégio Antão de Farias, próximo à avenida Saturnino de Brito, onde cursou o primário. O ginásio fez no Colégio Professor Luiz Dourado,

Getúlio, o segundo da direita para a esquerda. O primeiro é o atual comandante da BM, então TC Sérgio, da SSP.

RESP Central

Getúlio, o primeiro da esquerda

no bairro IAPI. Aos 12 anos de idade frequentou o curso de artes gráficas do Senai, como quesito obrigatório de ser menor aprendiz da então Editora Globo, que custeava o curso e ainda dava uma bolsa de meio salário mínimo ao menor. Com essa qualificação, teve a oportunidade de trabalhar como free-lancer na área gráfica em sua juventude. Prestou serviço militar obrigatório na 2ª Cia do RMEC, no bairro da Serraria, na Zona Sul de Porto Alegre. Ficou por um ano e, ao final de seu tempo, era cabo de manutenção de carros de combate leves. Em 1963, fez seleção para entrar na Guarda de Trânsito e, em 14 de janeiro de 1964, incluiu na corporação, como Guarda de 1ª Classe. Três anos depois, em março de 1967, eram extintas a Guarda Civil (GC), a Guarda de Trânsito (GT) e os serviços da Divisão de Rádio Patrulhas (DRP), da GC. Dentro do programa de recolocação do pessoal, Getúlio optou pela Polícia Civil, onde foi classificado no Quadro de

Investigador, na 2ª Classe, e lotado na Delegacia de Acidentes de Trânsito, no aproveitamento de sua especialidade. Em 1971 foi chamado para o Curso de Formação de Inspetor. Acabou desistindo depois que um professor ofendeu a turma inteira, adjetivando os agentes de “mordedores”. “Não tinha o que fazer. Não adiantava discutir com ele e nem protestar junto à direção, pois nossa reclamação poderia não ter eco”, justifica. Retornou em 1979 e encontrou o mesmo professor. Desta vez, comunicou a ele que desta vez não desistiria. “Pedi a ele que não repetisse o

Curso de PR24, na Acadepol. Getúlio é o terceiro da direita para à esquerda sentado, na fila do meio

comportamento”, redcorda. E assim aconteceu. Formou-se Inspetor de Polícia em 1980. Foi convidado pelo delegado Carlos Carvalho da Rocha, chefe de gabinete do Chefe de Polícia, a trabalhar naquele órgão, onde ficou até 1988. Na sequência, foi transferido para a 11ª DP, onde ficou até 1990. Depois, retornou ao ponto de partida na Polícia Civil: a Delegacia de Delitos de Trânsito. Mas desta vez como chefe de vistoria. Ficou por quatro anos nas chefias

Getúlio, o segundo da direita para a esquerda

dos postos do IPVA do Centro Administrativo e do Shopping Center Iguatemi. Em 1995, vai para a Delegacia de Homícidios, responsável por investigar crimes de autoria desconhecida. Nessa função, encontrou a realização profissional de um policial correto, que encontra um grande caso, que repercutira para a sociedade e para sua corporação. Mas também conheceu a decepção da burocracia e do desinteresse, além de “disputas de beleza” que, às vezes, norteiam os grandes casos policiais. Em 1998, segue para a Acadepol para uma nova jornada. Ele está maduro para exercer a nova função. Afinal, as Academias Policiais são a maior distinção para os profissionais de qualquer instituição policial. Ali permaneceu por mais dez anos e, na metade desse tempo, foi promovido a Comissário. Reportagem com a história completa: www.abcdaseguranca.org.br/ Menu: CONSTRUTOR DA SEGURANÇA

Submenu: 4. Polícia Civil

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Correio Brigadiano

pág 22 - Set/Out 2012

Sgt Jarbas Prates Chaves: o autor da Canção do CIM

Gerações brigadianas de praças e oficiais até a década de 70 e de oficiais posteriormente a cantaram

História da canção do CIM

CIM é a abreviatura de Centro de Instrução Militar - nome anterior da Academia de Polícia Militar (APM), cuja letra e música de uma canção dedicada a essa casa de ensino foi produzida pelo Sgt Jarbas Prates Chaves. Quem informa é uma filha, do Sgt, em um contato com o Cel Jorge Bengochea, que fez publicação em seu blog, que pode ser acessado na homepage obrigadiano. blogspot.com.br/2012/08/o-autor-do-hino-da-apm.html. O Cel Bengochea informou ainda que a família quer um contato formal com a BM, tendo mais lembranças do Sgt para entregar. Ele é chamado de Sgt porque a própria filha não definiu a hierarquia do pai na corporação. Obtivemos inclusice seu Certificado de Reservista, expedido pela BM.

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Canção da Academia de Polícia Militar

Do futuro da Brigada APM! És o penhor.

APM dá força no seio Tu surgiste qual jorro de luz Como fruto bendito do anseio Do saber que a grandeza conduz Quando os nossos maiores faziam Realidade seu sonho afinal Da Brigada talvez não sabiam, Que serias orgulho ufanal

Nas refregas que outrora a Brigada Coroada de justos lauréis Tem por fim garantir a jornada Do amanhã de seus filhos fiéis Dando à tropa oficiais exemplares APM tu dás muito mais Dás a Pátria querida milhares De soldados briosos leais

ESTRIBILHO: Toda glória / Do passado Da Brigada Militar Temos nós dever sagrado De aumentando conservar Já sorri-nos, alvorada, De um porvir mais promissor.

ESTRIBILHO: Fé, ciência, valor, disciplina O quão grande este lema se faz Se és por isso da guerra oficina És também santuário da paz. Se és por isso da guerra oficina És também santuário da paz.


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pág 23 - Set/Out 2012

Correio Brigadiano

Sgt Édio com uma vida dedicada ao Hospital da BM/PoA Excluído pela segunda vez, na expulsória do CVMI, iria completar 45 anos de efetivo serviço à BM

O Sgt Édio Scheneider recebeu a visita de um religioso e pesquisador, que estava reunindo peças históricas para o acervo de um grande hospital da Capital. Então contou-lhe sua saga de defender o patrimônio do HBP/PoA e de como os documentos, equipamentos e outras peças foram danificados. Viu o religioso incrédulo chorar e também chorou. Talvez muitos não entendam esse fato, mas se reveste de uma gravidade enorme. E foi nessa ocasião que ele escutou: “O Hospital São Pedro tem seu acervo; A Santa Casa também tem o seu. É inconcebível que no HBM tenha acontecido isso”. O Sgt Édio tem razão em se indignar com a destruíção de patrimônio histórico para o qual não houve a competente responsabilização, em dois fatos muito graves: a demolição da Capela e a destruição (em um sábado) de todo o arquivo geral do hospital, contendo documentos e peças históricas. Igualmente objetos de valor que estavam no interior da capela foram subtraídos.

RESP Central

Ele quer restaurar a Capela e resgatar o arquivo histórico. Mas hoje já agrega uma nova preocupação: a “chaminé”, que resiste desde à primeira instalação predial da chácara que deu origem ao hospital. Esta é a luta de um sargento CVMI que veio a conhecer o HBM/PoA após sua passagem para reserva. Hoje, ele é um voluntário na Farmácia Comunitária do HBM/ PoA, mas foi compulsado do CVMI, há bem pouco, quando completou de HBM 15 anos e de serviço total 45 anos. Não deve existir outro policial militar com maior tempo de permanência no serviço ativo. O Sgt Édio Scheneider nasceu em 26 de agosto de 1947, em Nova Petrópolis. Filho de Ottomar Scheneider e de Alma Land Scheneider, é irmão do Major RR Rudi Scheneider, pesquisador de sucessão familiar, sendo autor de vários livros frutos de viagem por vários países. O Sgt Édio teve seu nome alterado no curso de sua história pessoal. Foi concebido familiarmente para ser pronunciado com o som grave . Na prática, desde à escola foi sendo pro-

nunciado com acentuação aguda e até a família teve de se adequar. Incluiu na Brigada Militar em 1º de junho de 1967, indo para a então Cia PM, hoje 1º BOE. Lembra a sucessão de seus comandantes da época: os capitães Nilo, Izarrabal e Prestes. Fez parte do 1º Núcleo de Preparação Policial (NPP) da Cia e fez parte do Grupamento Tático, que assumiu o policiamento na Capital, por ocasião das extinções da Guarda de Trânsito (GT), da Guarda Civil (GC) e da Divisão de Rádio Patrulhas(DRP), da GC. Segundo Édio, a Cia PM estava instalada provisoriamente em salas do antigo prédio 3º BC, localizado onde é hoje

o 9 º BPM, mas em um prédio novo. Lembra que quem lhe entregou o Diploma de Formação foi o Cel Itaboraí Barcellos. Também recorda que ganharam, como ato de formatura, um bastão de madeira com a ponta um pouco afinada, entregue por Fiscais da Guarda Civil, como símbolo do serviço de policiamento ostensivo. Já nos locais de trabalho, na rua dos Andradas, no Centro da Capital, para onde foi deslocado, recebeu uma borracha de um Guarda Civil, mas também ouviu desaforos violentos de outro, que se afastava. Não revidou, pois fora alertado na formatura que tais fatos deveriam ocorrer. Em 1974 foi transferido para o Quartel do Comando Geral da BM, tendo trabalhado

na Ajudância-Geral e na 2ª Seção do Estado Maior. Depois ficou à disposição do Exército Brasileiro e também da Superintendência do Abastecimento (Sunab), ficando no serviço ativo até 1993. Solicitou transferência para a reserva

e, depois de uns meses, cansou de ficar parado. Voltou como CVMI, optando por trabalhar perto de casa. Começa então sua história com o HBM/PoA, onde não serviu na ativa, mas que se tornou a OPM de sua vida. Ficou 15 anos trabalhando no xerox. E aos poucos foi se apaixonando pela estrutura que, como toda a sua geração, ajudou a construir e compulsoriamente, desembolsou de seus vencimentos. Muitos fatos foram marcantes em sua vida no hospital. Reportagem com a história completa: www.abcdaseguranca.org.br/ Menu: CONSTRUTOR DA SEGURANÇA

Submenu: 1. Brigada Militar

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correspondente às Áreas dos CRPOs C, P, VRP e VT

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F A T O S - Ed 209

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Clube Farrapos traz o mar para dentro da capital gaúcha

Empreendimento inédito, pela nova tecnologia, na América Latina, será disponibilizado aos associados

Ten Cel Ronaldo Nunes

O projeto de instalação de um complexo de entretenimento de alta tecnologia na área do Farrapos - Clube dos oficiais da Brigada Militar, chegou a produzir alguma polêmica nos sites de relacionamento. Mas a tranquilidade e a certeza do presidente da entidade, o Ten Cel Ronaldo Nunes, é de que a decisão da diretoria cumpre o Estatuto. E ainda complementa: “Não mexe no patrimônio, alavanca o clube para patamares internacionais e gera a possibilidade de consumo para toda a sociedade gaúcha”. Ronaldo é chefe da 5ª Seção do Estado Maior da Brigada Militar, também conhecida como Assessoria de Comunicação Social.

Para a temporada de verão do próximo ano (2013), a piscina atual do Clube Farrapos já estará adaptada com ondas, antes da conclusão total do projeto.

Quando tivermos a visão aérea como a da primeira ideia (à esquerda) poderemos perceber a estética e plasticidade projetada.

A direção do Clube descreve as inovações Inspirado em projetos de lazer de Dubai, Ilhas Tenerife e Disney, o Clube Farrapos, em parceria com a empresa norte-americana Waveloch e a Mapa Consultoria, com o apoio da Secretaria Estadual do Esporte e do Lazer, está desenvolvendo a construção de um complexo de entretenimento pioneiro no país. O empreendimento terá como destaque uma piscina com ondas, voltada para o surfe, pelo fato de Porto Alegre ser uma das cidades

Este foi um primeiro desenho compondo toda a ideia do projeto. Como é visto de cima, podem ser melhores expressos os diversos componentes do complexo de entretenimnento. O desenho da atual definição do projeto (à direita) se encontra em uma projeção horizontal, o que dificulta entendê-lo melhor. Apenas o espaço de Escotismo será realocado.

sem mar, mas com o maior número de surfistas do país. Com água aquecida e ondas que chegam a 2 metros de altura, programadas para se formar a cada 15 segundos, a piscina poderá ser utilizada pelos associados já no verão de 2013. Numa segunda etapa, com espaço ocu-

CASA DO COLONO Geléia Biscoito Copa Enio Benetti Queijo

pado através de um arrendamento de uma área de 3,5 hectares (área ociosa, localizada na divisa com o Hospital São Lucas), previsto até 40 anos, será construído um complexo com praia artificial , hotel com bandeira internacional, restaurantes, lanchonetes, área para lojas,

sauna, spa e brinquedos para crianças. O prazo das obras é de 12 meses para a praia artificial e de 18 meses para o hotel. O projeto está sendo elaborado pelo renomado arquiteto Indio da Costa e, atualmente, a Mapa, está tratando da obtenção de licenças, inclusive a ambiental, junto à prefeitura. Muito mais do que proporcionar uma ousada novidade, a iniciativa movimentará a economia da Capital e garantirá uma série de investimentos e retornos positivos ao Clube Farrapos e seus respectivos associados.


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pág 25 - Set/Out 2012

Correio Brigadiano

Sub Ten Rony: exemplo de militar, pai e sensibilidade social

Recebeu pela imprensa da comunidade de Rio Pardo, o reconhecimento que sempre o teve da família e da BM

Fazemos de público nosso agradecimento à direção do Jornal de Rio Pardo, por ter publicado, em 3 de agosto de 2012, uma linda reportagem sobre as atividade sociais do Sub Ten Rony Benício do Carmo Pinheiro, enaltecendo suas qualidades, principalmente sociais, por ocasião do Dia do Músico. Agradecemos também a gentileza pela autorização para transcrevermos o material, produzido por Vania Soares, e adcioná-lo junto à trajetória funcional desse valoroso brigadiano que produzimos. A direção do abc/JCB

Segundo entrevista indireta, feita através do Capitão André, o Sub Ten Rony inciou sua carreira com a decisão familiar do avô de André. Estava o Rony em Sant’Ana do Livramento,

RESP Fronteiras

quando recebeu uma carta do pai, João Benício Pereira Pinheiro, ordenando que se apresentasse em Santa Maria, a Pedro Osmar Reichert, que era 2º Sgt da Banda do 2º BPM. Este foi o amigo que o trouxe para a Brigada. Eles já se conheciam anteriormente devido à música. Data de Inclusão: 02/01/1962. Ele incluiu em Santa Maria, no 2º BPM, onde fez o Curso de Soldado (um ano) no 2º Batalhão. Não foi na escola de lá, que ainda não existia. Ele disse se sentir impressionado porque, ao entrar para a Brigada Militar, ganhava roupa, calçados, comida e ainda recebia salário, pois naquela época era muito difícil conseguir emprego. Também ficou espantado com a organização da Brigada, a hierarquia e disciplina, o respeito que havia dentro da Corporação. Foram 40 o número de colegas da sua turma, sendo todos aprovados e classificados no 2º BPM. Enquanto servia normalmente como

combatente, foi aprendiz na Banda de Música do 2º BPM, sendo chamado para compor como integrante após a Revolução de 1964, quando fez concurso de capacidade profissional no Quadro de Músico, sendo promovido de Sd a 3º Sargento em 21/04/1965. Na verdade, o Sub Tenente Rony só serviu em duas unidades da BM: o 2º BPM e o 5º BPM. Ele deslocou com todo o efetivo do 2º BPM transferidos (Unidade e efetivo) de Santa Maria para Rio Pardo. Ele prestou concurso de capacidade profissional no Quadro de Músico e, sendo aprovado, era promovido, nas vagas disponíveis neste quadro, inclusive para Mestre de Banda. Suas provas lhe renderam as promoções a 2º Sgt (20/09/1965) e a 1º Sgt (20/09/1968). Transferido para o 5º BPM, foi morar em Montenegro em março de 1995. Tão logo chegou na cidade recebeu a missão de resolver um problema quando das formaturas gerais, em que a tropa desfilava ao completar o deslocamento quando comandado “alto” se ouviam várias batidas de coturno e das mãos, pois o

passo da tropa sofria um descompasso quando passava marchando pelo pórtico de entrada do Batalhão. O mestre Rony tinha que resolver o problema. Então, ao refletir e constatar que a troca do passo era devido à velocidade do som que se alterava ao rebater nas paredes do pórtico, fez com que a Banda de Música não passasse pelo pórtico, marcando passo até toda a tropa passar, quando então cessou a música, se ouvindo uma única batida de todo o efetivo ao ser comandado alto da tropa. Tal fato fez com que o comandante da Unidade se dirigisse à Banda de Música para reconhecer o mérito do “mestre” e daí em diante a vida daqueles músicos mudou durante os cinco anos em que o Sub Rony lá trabalhou, pois conquistou confiança, amizade e respeito dos superiores, pares e subordinados. Foi transferido para a Reserva em 12/06/1990, como Subtenente. Retornou para Rio Pardo porque tinha casa própria no município. Ele se manteve na atividade musical,

correspondente às Áreas dos CRPOs FO, FNO e M

3 ago 2012 - Jornal de Rio Pardo Matéria assinada por Vania Soares Dia 11 de julho é comemorado o Dia do Mestre de Banda, mas para Rony Benício do Carmo Pinheiro, 74 anos, todo dia é dia de música. (no Portal Rio Pardo e abc) Reportagem com a história completa: www.abcdaseguranca.org.br/ Menu: CONSTRUTOR DA SEGURANÇA

Submenu: 1. Brigada Militar

abc/JCB nº 209 de Set/Out 2012

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Ciconetto

Reportagem do Jornal de Rio Pardo

ÓRGÃOS POLICIAIS

Super Marco

Valdemir

principalmente na regência de bandas marciais das escolas de Rio Pardo. É pai de sete filhos: dona de casa Vera Beatriz (Porto Alegre); microempresário Carlos Alberto (Porto Alegre); oficial de Justiça/SC e ex-oficial da BM; enfermeira Régisla (Rio Pardo); técnico em segurança do trabalho Everson (Santa Cruz do Sul); Capitão André (DA - Porto Alegre; e enfermeira Adália (Santa Cruz do Sul).

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pág 26 - Set/Out 2012

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Campo de Treinamento Montado para a Copa do Mundo Brigada Militar terá sua estrutura a partir do 4º RPMon para os demais OPMs

O Centro de Treinamento de Policiamento Montado, no 4º Regimento de Polícia Montada (4º RPMon) da Brigada Militar, na capital gaúcha, é o local projetado para a formação, especialização e treinamento de policiais militares empregados no policiamento montado. É também uma estrutura destinada à preparação de cavalos para o emprego no ambiente urbano. Tem por finalidade, no evento Copa do Mundo de Futebol, cumprir o previsto no Caderno de Encargos da Fifa, que estabelece a obrigatoriedade do policiamento montado durante a Copa do Mundo de 2014.

O efetivo será empregado no local do evento (Estádio Beira Rio), local da Fan Fest, áreas turísticas e junto ao setor hoteleiro. O planejamento estratégico para o policiamento montado, neste ambiente de oportunidades, quer deixar como um dos legados da Copa a continuidade deste serviço após o evento. As Polícias Militares de São Paulo e Brasília possuem estrutura semelhante. Contudo, nosso projeto foi desenvolvido com o foco principal na preparação dos efetivos e cavalos para o emprego em praças desportivas. Já há um convênio firmado entre o Estado

do Rio Grande do Sul e o Ministério da Justiça/ Senasp para a formação de servidores militares de outros estados, com treinamento específico para eventos esportivos. Em breve, deveremos realizar a formação de servidores de outras coirmãs, mediante demanda do MJ. O Centro de Treinamento não necesita de novas estruturas. O planejamento buscou condições ideais e foi plenamente realizado. Existem demandas de novos suprimentos para o policiamento montado, quer na aquisição de montarias, transporte e equipamentos vinculados à execução do policiamento montado.

A entrevista completa do Ten Cel Solon Brum Beresford sobre o CTM se encontra no Portal www.abcdaseguranca.org.br/

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pág 27 - Set/Out 2012

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Menino nasce na recepção do Ciosp: 23ªDP e 19ºBPM Sd PM Jamille, com seus colegas Jairo e Dirceu, e o Comissário Rubinho fizeram o atendimento

Nasceu dia 5 de junho, no hall de entrada do Centro Integrado de Segurança Pública (Ciosp) um bebê. Nesse local de convívio comum, de policiais civis e miltares, ou como se chama, nos prédios de apartamento da área condominal do Ciosp da Maria da Conceição, na rua Barão do Amazonas, próximo à esquina com a rua Caldre e Fião, em Porto Alegre, nasceu o bebê que recebeu o nome de Antônio, pois há a imagem de Santo Antônio na entrada do Ciosp. Quem aparou o bebê e desenrolou o cordão umbilical que estava envolto em seu pescoço foi a Sd Vanessa Jamille Herber,

RESP Litoral

solteira e sem filhos. Ela foi auxiliada por outros três policiais: o comissário Rubinho, da DP, que estava de plantão e recebeu a parturiente; e por dois colegas de Batalhão, os Sds Jairo e Dirceu, tendo o primeiro deles entregue seu casaco para que o bebê fosse coberto para ser levado para o hospital pela equipe do Samu que compareceu no Ciosp, posteriormente. . Eram 7h20min quando adentrou ao Ciosp a gestante em trabalho de parto, buscando auxílio para ser transportada para a Santa Casa de Misericórdia. Seria mais um caso comum ,não estivesse a mulher em trabalho de parto

adiantado. O comissário Rubinho pediu o auxílio do pessoal da BM, seus vizinhos de porta. A PM Jamille começou o atendimento e pediu para ele chamar mais PMs. Quando chegaram, ela já está com o bebê nas mãos. Eles ficaram aguardando a chegada do Samu para levarem mãe e o menino Antônio para o hospital. Jamille, uns dez dias após o fato, procurou nos becos daquela vila o endereço da mãe de Antônio, mas não conseguiu contato. Era o nono filho dessa mulher que é viciada em crack. Soube por vizinhos que a criança pode ter sido recolhida pela Justiça para adoção. Jamille recebeu uma carga de mídia escrita e televisionada bastante intensa por esse fato e, que segundo ela, vai marcá-la por toda a vida. Ela é uma policial jovem de idade e de profissão. Nasceu em Porto Alegre, em 23 de julho de 1984. Seus pais eram de Santa Cruz do Sul, e se transferiram para Cachoeirinha. É

filha de Adair Sianey Herber e de Silvia Inês Pereira. Com seu único irmão e um sobrinho que se completam, a família se reúne nos finais de semana, quando “paparica” o sobrinho. Devido à vida policial militar, diz não se permitir ser tratada de forma mimada pela mãe, na casa dos pais, com quem reside. Estudou o equivalente ao Ensino Fundamental no Colégio Rubem Berta, na avenida do Forte. E o atual Ensino Médio na Escola Isabel de Espanha, em Viamão. Não há em sua família outros policiais, sejam militares ou civis. Jamille escolheu a BM ao tomar conhecimento

do Edital, mas sua origem familiar alemã e seu gosto por disciplina herdado, lhe deixou bem à vontade na vida militar, mesmo na fase de curso. Sua turma era composta por 100 homens e sete mulheres. Seu curso foi realizado na Academia de Polícia Militar, no bairro Aparício Borges. Pretende fazer o curso de Ciências Jurídicas e prestar concurso para Capitão PM. Ela incluiu na Brigada Militar no ano de 2009 e sua cupação atual e mais constante em seu Batalhão tem sido como Instrutora do Programa de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd). Tem atuado em todas as Cias do 19º BPM, como na Lomba do Pinheiro, na Maria da Conceição ou no Ciosp da avenida Bento Gonçalves, onde foi entrevistada. O carinho dos alunos nas escolas e o aprendizado deles estão nas fotos pessoais de Jamille.

ÓRGÃOS POLICIAIS

correspondente às Áreas dos CRPOs L, VC e S

abc/JCB nº 209 de Set/Out 2012

ESQUADRIAS


pág 28 - Set/Out 2012

E S PA Ç O

abc do P R O E R D

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Proerd comemorou seu 10º aniversário no Brasil

Comandante recebe visita da Brigada Mirim do CRPO FNO

A direção do jornal agradece ao MBM pela autorização de uso deste espaço para divulgação.

Esgrima o ouro gaúcho também brigadiano Todos os gaúchos estão orgulhosos com a conquista do atleta paralímpico Jovane Guissone. Os brigadianos, com melhores motivos, pois ele é sócio Associação de Servidores da Área de Segurança Portadores de Deficiência (ASASEPODE), na rua Cel Aparício Borges. E nesta entidade, em sua garagem foi inciado, no florete, pelos técnicos Eduardo Nunes e AlexandreTeixeira. Posteriormente transferiu-se para a Sala D’Armas, da APM, onde passou a fazer aula de espadas com o Cel Sílvio Sampaio, como trabalho voluntário. Jovane treinou com os melhores esgrimista do Brasil, no Grêmio Náutico União, mas competiu sempre, pela Asasepode, por quem está inscrito lna Comite Paralímpico Brasileiro.

O atleta Jovane Guissone no recebimento de sua medalha de ouro em esgrima

O atleta Jovane Guissone adentra ao QCG/BM pelo portão da garagem

À esquerda, o Cel Guacir presidente do MBM, mas também da Associação de Servidores da Área de Segurança Portadores de Deficiência (ASASEPODE), na qual o atleta Jovane, ao meio com a medalllha, é filiado, quando recebidos pelo Comandante-Geral da Brigada Militar, Cel Sérgio Roberto Abreu, no GCB/BM, de quem recebeu um troféu.

De 27 a 29 de agosto, ocorreu no Rio de Janeiro, o I Encontro Técnico Internacional do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), em comemoração aos 20 anos do Programa no Brasil. O evento contou com a participação de policiais militares de vários estados brasileiros, entre eles o Rio Grande do Sul. Representou o Comando Regional de Policiamento Ostensivo da Região Sul (CRPO/ Sul), a soldado Joseane da Silva Novo, instrutora no 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM), em Rio Grande. A comemoração contou com palestras, visitações às unidades de polícia pacificadoras e atividades culturais.

Na tarde do dia 30 de agosto, no Quartel do Comando-geral, em Porto Alegre, o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Sérgio Roberto de Abreu, recebeu a visita de uma turma do projeto Brigada Mirim, realizado nas cidades de São Borja, Uruguaiana e Barra do Quaraí, na Froteira Oeste. Depois de mais de nove horas de viagem, as crianças e jovens foram recebidas no QCG, na Capital. Todos almoçaram no Rancho da Aprovisionadoria da Ajudância-Geral. Coordenadores do projeto e os pais de alguns dos participantes também visitaram o QCG. A programação dos 67 estudantes da excursão incluiu visita ao Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS e uma sessão de cinema.

No dia 31, a visita aconteceu ao Museu da BM, localizado ao lado do QCG. Ao todo, a Brigada Mirim tem 150 crianças e jovens, com idades entre 8 e 15 anos, que participam do projeto. Após passar por entrevistas com os candidatos à vaga e com os pais, eles são selecionados e passam a participar, de março a dezembro, de diversas atividades educativas e lúdicas oferecidas pelos policiais militares que realizam a iniciativa, tais como: aulas de educação ambiental, ordem unida, ações de educação ambiental como a limpeza da orla do rio, saúde física e mental, trânsito, noções de combate ao uso de drogas, entre outros aprendizados, totalmente gratuitos.

Proerd/16º BPM realiza reunião em Cruz Alta

343 crianças formadas no Proerd de Cruz Alta

Vtr de uso exclusivo do Proerd no 1ºRPMon

No dia 1º de setembro, pela manhã, na Escola Municipal Henrique Hostin, em Cruz Alta, o 16º Batalhão de Polícia Militar (16º BPM) realizou uma reunião com pais e professores juntamente com o instrutor do Proerd, soldado Bonucielli, sendo tratados vários assuntos. Foi enfatizada a importância da família na vida da criança e do adolescente na prevenção contra as drogas. O Proerd da Brigada Militar, em conjunto com a escola, sugeriu aos pais o Curso Proerd Pais, com orientações sobre o uso abusivo de drogas dentro e fora da família. Participaram do encontro cerca de 30 pais e professores.

Bombeiros mirins do 10º CRB participam do desfile comemorativo à Independência da República Oriental do Uruguai. No dia 25 de agosto, em Rivera, os bombeiros mirins do 10º Comando Regional de Bombeiros (10º CRB), participaram do desfile comemorativo, encantando os hermanos que acompanharam a apresentação. Na ocasião, também desfilaram os demais projetos sociais da Brigada Militar, como o Programa Social Educativo de Profissionalização de Adolescentes (Prosepa), PM Mirim e Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd).

No dia 24 de agosto, em Santa Maria, foi lançada a Campanha “Sorrir na Escola”, que surgiu da união do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), da Brigada Militar, coordenado pelo capitão Edi Paulo Garcia de Ávila, com o projeto Mais um dia de Paz na Escola, da Unifra, sob a coordenação das professoras enfermeiras Regina Santini Costenaro e Rosiane Filipin Rangel. A meta é fortalecer as relações entre escolas, famílias, alunos e BM. Ainda no evento foram entregues as chaves da viatura adesivada do 1º Regimento de Polícia Montada (1º RPMon) aos instrutores do Proerd.

Brigadianos Mirins e outras iniciativas da espécie

Cel Silvio Dadia Sampaio o treinador de Jovane

Histórico e consagrado está o uso de Brigadianos Mirins ou Brigadas Mirins, Pedro e Paulo Mirim, PM Mirim, Bombeiro Mirim, Salva-Vidas Mirim, Patrulheiro Rodoviário Mirim, Defesa Civil Mirim, Patrulheiro Ambiental Mirim e outros. Assim, também, todas as iniciativas que trabalhem valores importantes aos estudantes e suas famílias, principalmente, de levá-los aos quartéis. São programas irmãos do Proerd e podem trabalhar integrados.

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abc do P R O E R D

Correio Brigadiano

380 alunos formados no Proerd de Arroio do Meio

16º BPM inicia atividades do Proerd em Selbach

343 crianças formadas no Proerd de Cruz Alta

Proerd no desfile de Boa Vista do Incra à Pátria

PM Mirim do 26º BPM na Semana da Pátria

Na tarde de 2 de setembro, na cidade de Arroio do Meio, foi realizada a formatura de 380 alunos no Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd). A solenidade começou com uma caminhada pelas ruas centrais do município. Após, os alunos participaram da formatura com o tema “Nossa gurizada orientada para a vida”. Os integrantes da Invernada Artística do Centro de Tradições Gaúchas Querência da cidade apresentaram duas danças tradicionais aos presentes. Os alunos Nicole e David, da Escola Municipal João Beda Körbes, cantaram a canção lema do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd).

No dia 4 de setembro, em Selbach, o 16º BPM iniciou as atividades do Proerd, com a instrução do PM Gilmar Magni, para alunos do 7º ano das escolas estaduais Adão Seger e Frei Anselmo e Escola Municipal Aníbal Magni. Nesse semestre as aulas semanais terão como tema “Caindo na REAL” (Recusar, Explicar, Abster-se e Livrar-se), com o objetivo de desenvolver nos adolescentes habilidades que possam ser usadas em situações relacionadas às drogas ou em quaisquer outras situações da vida que exijam tomadas de decisões conscientes. Serão desenvolvidas 10 lições em 10 aulas, sendo cada aula de uma hora, com a participação de 105 alunos.

Em 4 de setembro, no auditório da Escola Annes Dias, em Cruz Alta, foi realizada a formatura dos alunos do primeiro semestre no Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd). Foram formadas 19 turmas de dez escolas municipais e estaduais, totalizando 343 alunos. Os estudantes com melhores notas no curso receberam prêmios. A solenidade contou com a participação do capitão Antonio Marcos Silveira Moreira, que representou o comandante do 16º BPM; de Maria da Graça Toniolo, da Secretaria Municipal da Educação; dos instrutores do Proerd e de outras autoridades.

No dia 2 de setembro, na cidade de Boa Vista do Incra, ocorreu o desfile alusivo às comemorações da Indepenência do Brasil e à Semana da Pátria, no qual desfilaram alunos das escolas estaduais e municipais. O instrutor do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), soldado Vilmar da Silva Scapin, participou do desfile com os alunos do 5º e 7º ano da Escola Municipal Brasiliana Abreu Terra. Todos formados pelo Proerd.

No primeiro dia de setembro, em Cachoeirinha, o PM Mirim da cidade participou da solenidade de abertura da Semana da Pátria, com a chegada do Fogo Simbólico. Atletas do município, coordenados pela Secretaria Municipal de Desporte e Lazer, receberam o Fogo Simbólico em frente à Igreja Nossa Senhora de Fátima e se deslocaram por sete quilômetros até a prefeitura, onde o presidente da Liga de Defesa Nacional de Cachoeirinha, Tenente Frota, realizou o acendimento da Pira da Pátria.

Formados 44 alunos no Proerd de Júlio de Castilhos

124 alunos formados no Proerd de Arararicá

Formatura Proerd do 4º BPAF - Em 4 de setembro, no Clube Comercial de Tucunduva, ocorreu a formatura dos alunos do Proerd 4º BPAF. Na solenidade, 73 crianças receberam o diploma Proerd e brincaram com os bonecos institucionais do Programa.

COLUNA CAP MORAES Cristiano Luís de Oliveira Moraes - Cap QOEM

Especialista em Segurança Pública - UFRGS - 2007 Instrutor de Tiro da Brigada Militar - 2009 Instr. de Operações Não-Letais -CONDOR Brasil - 2008 Instrutor TASER - 2009 Serve na 1ª Cia de Operações Especiais do 1º BOE – POA E-mail: cristiano-moraes@brigadamilitar.rs.gov.br

Na manhã de de 31 de agosto, em Júlio de Castilhos, 44 alunos do 5º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Élio Salles formaram-se no Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd). O evento ocorreu nas dependências do Ginásio de Esportes da escola e contou com a presença do comandante do 3º Pelotão do 1º Regimento de Polícia Montada (1º RPMon), Tenente Edimilso Pereira; do delegado de Polícia Gabriel Zanella; do instrutor do Programa na cidade, soldado Alexandre Xavier da Cruz; da secretária municipal de Educação, Jussara Finamor, além de familiares, professores, funcionários e alunos.

No dia 30 de agosto, na rua José Antonio Oliveira Neto, no Centro da cidade de Araricá, a Brigada Militar, através da 1ª Companhia do 32º Batalhão de Polícia Militar (32º BPM), realizou no Ginásio Municipal a formatura de 124 alunos do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd). Os formandos são oriundos de cinco escolas do município e receberam, em suas respectivas escolas, a instrução do Proerd, ministrada pelo soldado Luciano Ramos da Silva. Os alunos que melhor confeccionaram as redações com o tema “Proerd” foram premiados com presentes.

6º BPM recebe Escola Ernesto Buchholz

Em 28/8, em Rio Grande, alunos da Escola Municipal Ernesto Buchholz, acompanhados das professoras Ilda Abreu, Monica

Capuano, Regina Samará - amiga do Proerd - e pela coordenadora de Eventos, professora Denise Costa, visitaram o quartel do 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM). Eles foram recepcionados pelos instrutores:Ten Rafael Quadros e Sds Márcia Simone e Giovana Musseli. Visitaram a Sala de Operações, assistiram apresentação do Canil e conheceram as instalações do Pelotão Montado, passeando a cavalo. Encerrou-se com um lanche, no Cassino dos Militares.

Coldres e Porta Carregadores de Pistola Prezados leitores! Escrevo esta coluna seguindo a tendência da temática do tiro policial, em especial em função das instruções dos Cursos de Qualificação Policial Profissional nos quais temos ministrado a disciplina de proteção armada e, em função das observações que temos feito em relação a utilização de coldres e de porta carregadores de pistolas por policiais militares. Atualmente, a corporação tem fornecido aos OPMs pistolas Calibre .40 Taurus Modelo Police. Tais armas, normalmente, têm sido encaminhadas aos OPMs com coldre e porta carregador duplo de polímero, desenvolvido especialmente para atender as necessidades policiais, tanto que os primeiros modelos deste equipamento eram de origem israelense. Tais equipamentos (coldre e porta carregador de pistola duplo) são fornecidos

em modelo com passador de cinto, ideal para uso com cinto de guarnição e, em modelo para utilização com trajes civis, sendo que o coldre é dotado de dispositivo de retenção anti-retirada, o que impede que pessoas que desconheçam o equipamento consigam sacar a arma da cintura do policial militar, sendo que ambos acessórios possuem uma chave que permite ao operador dar a angulação adequada a sua necessidade de emprego, adequando necessidade e características individuais de cada policial. É de fundamental importância que o operador saiba posicionar o equipamento corretamente em seu corpo, pois o saque e a recarga do armamento devem ser realizados em frações de segundos, sem que o policial tenha a necessidade de olhar para o equipamento. Tal manobra deve ser treinada e executada com destreza pelo atirador, pois a sobrevivência ou não em um eventual confronto está direta e proporcionalmente ligada a fatores como trein-

amento, capacitação e conhecimento do material. A tendência natural do emprego e da consequente evolução das armas de fogo e seus acessórios, exigem cada vez mais a adaptação do operador ao equipamento. Com isso, não queremos dizer que determinado equipamento concebido em couro, cordura ou outro tipo de material seja ruim, muito pelo contrário, tudo depende do que se tem à disposição para uso e treinamento, estando isso relacionado diretamente com a capacidade que cada agente da segurança tem de treinar, treinar e treinar. Portanto, avaliem, conheçam e, fundamentalmente, treinem com seus equipamentos para que nunca sejam surpreendidos em ocorrência pelo uso inadequado de materiais e equipamentos. Com saudações de atirador, um excelente bimestre e bons tiros!


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“ Ta b a c o ” : psicotrópico legal já não tão aceito socialmente 2. Tabaco Da mesma forma que o álcool, o tabaco é droga psicotrópica que tem seu consumo admitido pela legislação brasileira. Possui mais de 4.700 substâncias tóxicas, entre elas acetona e fósforo P4 e P6 (usado para fabricar veneno para ratos). Efeitos no Organismo: • Problemas circulatórios, cardíacos e pulmonares, câncer de pulmão, boca, laringe e estômago, bexiga e próstata. Em grávidas aumenta o risco de aborto e parto prematuro. Os fetos geralmente nascem abaixo do peso e com problemas respiratórios (asma, bronquite, etc.). • Causa dependência.

“ M a c o n h a ” : ilusão midiática que por erro buscam legalizar

3. Maconha A maconha, conhecida também como marijuana, é obtida das folhas e flores secas da planta Cannabis sativa. Consumida na forma de cigarro, é a droga ilegal mais usada no mundo. Das extremidades da Cannabis sativa é obtido o haxixe, também consumido como cigarro. A substância psicoativa da maconha e do haxixe é o delta-9-tetrahidrocanabinol (THC). Efeitos no Organismo: * Prejuízos na memória para fatos recentes * Descoordenação motora, taquicardia; * Dificuldades em calcular espaço e tempo; * Delírios e alucinações; * Mais alcatrão que o cigarro comum;

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Correio Brigadiano

http://abcdaseguranca.org.br/abc/ Articulistas abc on-line do Correio Brigadiano DH do TC Franquilim Paulo Cézar Franquilim Pereira – TC QOEM Assessor de Direitos Humanos do Cmt-Ger Título das publicações: - Autoridades em crise - Tem alguma coisa errada - Brigada Orienta http://abcdaseguranca.org.br/abc/ (pesquise Colunistas)

Cristo no combate às drogas Joel Vieira Lopes – Sd PM CRPO Litoral Pastor e Missionário Evangélico Título das publicações: - O uso de drogas segundo a Bíblia - O Cristão e a televisão - Tempo para Deus http://abcdaseguranca.org.br/abc/ (pesquise Articulistas)

Bate & Assopra * Diminuição de 50 a 60% da quantidade de testosterona; * Interfere na capacidade de aprendizagem e memorização; * Síndrome amotivacional.

“ S k a n k ” : 7 vezes mais forte que a maconha! Droga pesada

Vanderlei Pinheiro – TC Res Diretor do abc/JCB Título das publicações: - O exercício da Crítica - A segurança pública somos todos nós - Buscar o nome de um comandante ou o número do telefone de um OPM http://abcdaseguranca.org.br/abc/ (pesquise Articulistas)

Sobre o policiamento Interiorano...

4. Skank Skank é uma droga mais potente que a maconha (índice de THC sete vezes maior que a maconha). A porcentagem chega até 17,5%, sendo que na maconha é de 2,5%. O preparo da Cannabis sativa para obtenção do Skank é feito em estufas com tecnologia hidropônica (cultivada em água).

Efeitos no Organismo: * A espécie Skank é mais entorpecente que a maconha. Seu uso leva a alterações da serotonina e da dopamina do organismo. Fazem o indivíduo ter dificuldades de concentração por provocar danos aos neurônios. * Provoca também lapsos de memória e afeta a coordenação motora.

Todo o material, constante desta coluna, foi transcrito do Manual de Prevenção às Drogas, usado pelo do Denarc/RS, órgão da PC que faz palestras sobre o assunto. Fone: 3288-9903 - DIPE

Carlos Roberto Borges Romerinho – 1º Sgt CVMI Consultor em Relações Comunitárias Interioranas Título das publicações: - Policiais e a sociedade no Interior gaúcho - O herói invisível - Posso pisar nos canteiros? http://abcdaseguranca.org.br/abc/ (pesquise Articulistas)

Questões de Trânsito Carlos Pedot – Sgt do 1º BRBM Consultor em Trânsito Título das publicações: - Atropelamento de torcedores e alguns questionamentos - Tacógrafo: a caixa preta do veículo - Semana Nacional de Trânsito de 2012 http://abcdaseguranca.org.br/abc/ (pesquise Articulistas)


Duplo assassinato por crack é aula para o manejo de doentes Abaixo a reportagem do dia 11 de setembro de 2012, produzida pelo jornal Diário Gaúcho, dessa ocorrência, para que pessoas, próximas dos dependentes, parentes ou afetos, tenham prudência ao perceberem o início de uma crise e procurem o auxílio do socorro especializado adequado.

Transtornado por mais uma pedra de crack, um jovem de 23 anos protagonizou cenas de horror na madrugada de ontem, no Bairro Rubem Berta, zona Norte da Capital. Ao tentar impedir que o companheiro continuasse a se drogar, a auxiliar de telemarketing Karina Teixeira Gonçalves, 23 anos, foi morta a facadas. A amiga que tentou intervir também foi assassinada. Passava das 4h e o garçom Diego André Marroti Borges já tinha fumado três pedras de crack, afora o álcool e um pouco de cocaína. Karina tentou impedir que a quarta pedra fosse consumida. Criança ficou no quarto A intervenção deixou Diego descontrolado. Começou a dar facadas na companheira de um ano de relacionamento. Thaize Pureza de Souza, 25 anos, que dividia o aluguel com o casal, deixou a filha de quatro anos no quarto e tentou socorrer a amiga. Acabou golpeada também. Ele mesmo chamou a BM Desnorteado, o jovem correu para a rua em busca de socorro. Falava do crime para quem passasse. Ele mesmo ligou para a Brigada Militar. Quando os policiais chegaram ao Acesso K1 da Avenida Bernardino Silveira Amorim, em frente à casa na Vila Dutra Jardim, encontraram Diego. O assassino, em fato incomum, guiou os policiais até os corpos, assumiu a autoria do crime e contou o porquê do horror. - A gente vê tanta morte, mas uma coisa dessas nos choca - comentou um PM. Segundo o policial, conforme foi passando

o efeito da droga, o jovem começou a se dar conta do que fez: - Nem ele acreditava. Descoberta na hora do almoço A essa altura, ele já estava preso em flagrante na 3ª DPPA. O delegado Rafael Sauthier confirmou: - Ele já tinha consumido cocaína e crack quando a companheira tentou impedir. As duas facas de cozinha usadas no crime foram achadas no banheiro, próximo ao corpo da amiga. A companheira morreu no quarto do casal. Quando os pais dela chegaram para o almoço descobriram a tragédia. Diego André: “Virei um bicho” Com as mãos ainda manchadas de sangue, o garçom Diego André Marroti Borges, 23 anos, chorava encolhido na cela da delegacia. Até ontem, sua ficha policial só havia registrado uma briga com o irmão. Agora, responderá por duplo homicídio. Diário - O que aconteceu na madrugada? Diego - Eu misturei droga e bebida. Queria sair para buscar mais drogas e ela (Karina, sua companheira) tentou me impedir. Diário - Era para o teu bem. Diego - Sim, mas eu tava numa tremedeira, fora de mim. Fui no automático, peguei a faca e a acertei. A amiga dela tentou ajudar, mas daí eu acertei ela também. Diário - Tudo isso por causa de uma pedra de crack? Diego - Sim, em sã consciência, jamais teria feito isso com elas. Tô me sentindo um lixo. Quando eu levei os policiais lá, não sabia mais se eu era gente. Virei um bicho.

Programas de Prevenção às Drogas da PC e da BM

A Polícia Civil atua com programas de prevenção às drogas através do Denarc. Este, além de sua competência legal repressiva, também faz essa atuação preventiva. O site do Denarc está dentro do Portal da Polícia Civil - www.pc.rs. gov.br/denarc/index.php -, onde inicia fazendo a pergunta “Você quer deixar de usar drogas? Denarc - Ajuda clique aqui:”).

A BM atua através da Assessoria de Direitos Humanos do Comando, no QCG/BM, tendo a Central de Controle Proerd mantida no prédio à entrada da APM. Houve regulação estadual e federal do programa, melhorando a administração de sua existência orgânica nos OPMs de policiamento e facilitando sua execução. O site do Proerd na internet é www.brigadamilitar.rs.gov.br/proerd/index.html.

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O caminho devastador do Crack

Material produzido pelo CEBRID que é o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, que funciona no Departamento de Medicina Preventiva da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). É uma entidade sem fins lucrativos e existe exclusivamente para ser útil à população. Endereço na Internet: http://www.cebrid.epm.br/

Ten Bayerle & Blog’s way... Claudio Medeiros Bayerle – Tenente Presidente da Apesp Tesoureiro da Abril Membro da ICP - Associação Internacional de Polícia Bacharel em Letras Especialista em Segurança Pública Mestre em Teologia Sistemática

Ferramentas Sociais disponíveis Continuação dos blogs da última edição Por se tratar de ferramenta de Comunicação Social ainda não totalmente definida e, portanto, integrada às lides da Caserna Policial Militar, de quando em quando surgem tentativas tímidas no tocante à padronização funcional do uso das ferramentas virtuais pelos Operadores em Segurança Pública, visto que a utilização dessas mídias sociais tem um alcance potencial vasto e célere, demandando muita sinergia para minimizar possíveis equívocos informalmente espraiados tal qual rastilho de pólvora, causando, portanto, verdadeiros temores em gestores responsáveis pelo gerenciamento das atividades de Segurança. Talvez seja por isso que algumas corporações policiais brasileiras têm proibido que seus efetivos postem em seus endereços virtuais ocorrências e informações detalhadas

sobre determinadas operações, bem como fotos que identifiquem locais estratégicos ou logísticos e até mesmo “fardados”, bem como com equipamentos, viaturas e armamento policiais. Recentemente, algumas corporações chegaram ao extremo de proibir totalmente o uso dessas mídias específicas para todos seus integrantes, mas voltaram atrás após essas mesmas mídias terem propalado negativamente tais demandas entre seus pares e comunidade virtual. De qualquer forma, como bem salientamos anteriormente, há que se ter, sempre, a dimensão da dinâmica e do seu alcance social (tanto para o ‘bem’ quanto para ‘mal’) evitando qualquer ato contrário à lei e minimizando exposição que possa causar constrangimento aos direitos humanos de quem quer que seja, inclusive dos próprios policiais. Destarte, por se tratar de um processo es-

sencialmente dinâmico e volátil, necessitamos, enquanto operadores, da atualização teórica e do conhecimento técnico sobre as constantes alterações que diariamente ocorrem na rede no tocante às leis, normas e regulamentos, em especial quanto à utilização e propagação funcional, até mesmo porque a ninguém é dado o desconhecimento da lei, muito menos a nós, policiais, que temos a obrigação de conhecê-la, aplicá-la e fiscalizar seu cumprimento integral.

Brasão do 9º BPM OPM do colunista

Correio Brigadiano


Correio Brigadiano

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Sgt Jarbas fez a canção do CIM

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Cel Altair palestrante em São Paulo Pág - 12

A BM e aqueles que a pesquisam

Pág - 16

Integração BM e PC - Páginas 4 e 5


JCB 209 jul 2012