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ConVida Roma & Alvalade / 2008-209 (nº 3)

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Com formas geométricas, cor, a dar movimento à estação. Estão feitos, tal como a direcção do Metro na altura pediu à artista, para serem de produção económica e não prenderem muito a atenção. Queria-se que os passageiros fossem rápidos nas suas entradas e saídas. Ao longo dos anos esta mentalidade mudou e humanizar estes espaços subterrâneos passou a ser o objectivo. Na Alameda, além das figuras geométricas de Maria Keil, há intervenções do artista plástico Alberto Carneiro na área da escultura em bronze e de Noronha da Costa (1) com um conjunto de pinturas sobre placas de mármore. Chegados ao Areeiro (2), a estação é mais cinzenta, pois ainda se mantém como mandavam as directrizes dos anos 60. Mas junto às bilheteiras há uma surpresa: os lindíssimos painéis de Keil com espirais verde-limão. Já em Roma, além da presença constante de Keil (9), em 2006 a estação recebeu quatro grandes painéis de azulejo de René Bertholo e uma obra interactiva da pintora Lourdes de Castro constituída por três áreas onde são projectadas sombras dos próprios passageiros. Na estação de Alvalade descobre-se monumen-

talidade, cores fortes, alegria e até algum humor nos 300 metros quadrados de azulejos assinados por Bela Silva (6, 8). Os mais velhos lembrar-se-ão da história tradicional «o macaco do rabo cortado» que dá o mote para as figuras que compõem os painéis. E se até agora tudo foram surpresas, Entre Campos exige uma aproximação maior às paredes para não se perder todos os detalhes. Bartolomeu Cid dos Santos (5), convidado para intervir na estação em 1993, assina os fantásticos painéis em pedra gravada que nos levam numa viagem pela Literatura portuguesa. Ali descobrem-se títulos de livros, poemas, nomes de escritores, figuras de poetas. E como não poderia deixar de ser, no Campo Pequeno estão painéis de mármore assinados por Francisco Simões (3, 11) alusivos à festa brava. O mesmo autor brinda ainda esta estação com esculturas lindíssimas e imponentes em forma de mulheres. O Metro é por tudo isto e muito mais um autêntico museu em movimento. Talvez o mais democrático da cidade, o que chega a mais pessoas e a mais faixas etárias. Além disso, é uma das formas mais em conta de consumir cultura. Basta estar atento.•

roma & Alvalade con vida · 13


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