liberdade who’s who
Sylvie
“Sempre achei que esta era uma boa entrada de Lisboa”, diz Sylvie Cyrne, quando se refere à Rua Castilho. Na altura em que a intuição lhe dizia para abrir ali a sua loja Max Mara, a área ainda não tinha o comércio glamoroso de hoje em dia. Este faro comercial é familiar. A sua avó abriu a primeira Fancy em França, uma rede de lojas multimarcas, e a sua mãe levou o conceito para Espanha. Foi em Marbella que Sylvie conheceu o seu futuro marido português. Veio para cá em 1980, e depois de se instalar em Cascais, foi-se aproximando de Lisboa. “Adoro esta zona.” “I always thought this was a great way to enter the city”, comments Sylvie Cyrne, referring to Rua Castilho. At the time when her intuition was telling her to open her Max Mara shop here, the area didn’t have any of the glamorous shops it does today. This commercial talent is a family thing. Her grandmother opened the first ‘Fancy’ in France, a chain of multilabel shops, and her mother then introduced the concept into Spain. It was in Marbella that Sylvie met her future Portuguese husband. She moved here in 1980.
Victor Hugo
Quando era novo, Victor Hugo saltava o muro do Parque Mayer para ir assistir aos ensaios. Essas fugas deixaram-lhe uma paixão pelo teatro que dura até hoje. Além de ser um nome incontornável do salão Ayer, onde é cabeleireiro há 40 anos, Victor Hugo também faz parte do mundo do espectáculo. Ouvir as suas histórias é um privilégio. Nasceu na Praça da Alegria, toda esta área é muito familiar para si. Gosta de se colocar no Marquês e deixar-se envolver. “É uma sensação de meditação”, diz, “dum lado a avenida, que parece não acabar mais, e do outro lado todo aquele verde do Parque Eduardo VII.” When he was young, Victor Hugo used to jump over the wall into the Parque Mayer so he could watch the plays. These left him with a love for the theatre that has lasted to this day. Besides being an unavoidable presence at the Ayer salon, where he has worked as a hairdresser for 40 years, Victor Hugo is also part of the world of entertainment. He likes soaking up the atmosphere at Marquês do Pombal, letting himself be enveloped by the landscape and the movement. “It’s like meditating”, he says.
Ana
Casada com um dos proprietários do Hotel Britânia, outrora chamado Hotel do Império, Ana Alves de Sousa foi procurar o projecto original deste edifício, de Cassiano Branco, e através deste e de fotografias dos anos 40, reformou todo o espaço à perfeição. A paixão pelo antigo vem de longe. Tem há 15 anos uma empresa chamada A Memória das Casas, onde descobre a história das casas. “Olhase muito para os monumentos e esquece-se que as pequenas casas também são património”. Quanto à Avenida, aprecia o que a circunda, “o contraste com os eixos”, e o facto de ter dois jardins a olharem para ela. Married to one of the owners of what is now the Hotel Britânia, and formerly the Hotel do Império, Ana Alves de Sousa sought out original design from the 1940s and remodelled the entire space. This passion for the old goes far back. She as a company called A Memória das Casas (Houses and their Memories) which delved into the past of people’s houses. As for the Avenida, she likes what surrounds it, “the contrast with the main roads”, and the fact that it has two overlooking parks on the adjacent hills. liberdade con vida · 15