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Distribuição gratuíta

Ano I - Edição 04 - Novembro - Dezembro 2014

NESTA EDIÇÃO GANHE UM CD EXCLUSIVO DA DUPLA

LEITE

Da ordenha para a sua mesa

Saiba os processos corretos para que chegue a sua casa com qualidade. 1


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AgroFest

Novidades

EDITORIAL

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gora a revista tem mais dois colunistas, André Silva, fotógrafo oficial do campeonato da PBR e Patrícia Marchi, competidora dos Três Tambores. Ainda nesta edição confira a matéria especial de capa falando sobre o leite - alimentação, bem estar e manutenção dos equipamentos para que tenha uma boa produção do leite, entre outros matérias especiais. Como já estamos no final do ano, a revista aproveita para agradecer a todos colaboradores, anunciantes, que acreditam no sucesso e crescimento da revista. Um Feliz Natal e que em 2015 todas as suas metas possam ser conquistadas e serão é o que a Agrofest deseja a todos.

Leandro Gasparetti

José Eduardo Costa

Sumário

30 AgroMúsica

38 AgroConferência

Produtores brasileiros apostam no mercado das frutas desidratadas

Saiba mais sobre a ABPA

Carreiro e Capataz “AINDA MAIS BRUTOS”

Conferência Internacional DATAGRO sobre Etanol e Açúcar

08 AgroLeilão

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Astros da Arena foi um sucesso

Seminário discute sobre o uso versátil da palha na cultura da cana-de-açúcar

32 AgroCavalgada

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1º Barretos Muar do Sertão reuniu mais de 1000 animais e cerca de 300 criadores

pecuaristas esperam incentivo do governo

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36 AgroRodeio

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AgroMercado

AgroPalestra

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AgroInfo

AgroCultura

AgroOrgânicos

Palestra do Car movimentou a semana da Agronomia

Alimentos orgânicos expandem cerca de 20% ao ano

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AgroEsporte

Contel se destaca na Copa Kaiser

AgroCapa

Leite - Da ordenha para a sua mesa

AgroSaúde

28 AgroTecnologia

Equoterapia, uma evolução e solução aos portadores de deficiência

Nova versão do aplicativo Suplementa Certo já está disponível

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EXPEDIENTE Diretor Geral Leandro Gasparetti 17 99151-5658 | 99756-7249 contatoagrofest@gmail.com

Diretor Comercial José Eduardo Costa 17 99774-0591 | 99129-9305

comercialagrofest@gmail.com

Jornalista Responsável Leandro Gasparetti MTB: 76039/SP Foto: Divulgação 4

Silvano Alves conquista o tricampeonato mundial da PBR

AgroMercado

AgroSocial

Eventos regionais

Distribuição em 34 cidades

Bady Bassitt, Bálsamo, Barretos, Bebedouro, Catanduva, Cedral, Cosmorama, Cardoso, Fernandópolis, Guapiaçu, Icém, Ipiguá, Jales, José Bonifácio, Mirassol, Monte Aprazível, Mirassolândia, Neves Paulista, Nova Granada, Novo Horizonte, Orindiúva, Onda Verde, Olímpia, Paulo de Faria, Potirendaba, Palestina, Poloni, Riolândia, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Santa Fé do Sul, Tanabi, Votuporanga, Minas Gerais: Fronteira

Jornalista André Luiz de Oliveira Souza MTB: 75680/SP Fotografia Leandro Gasparetti Projeto Gráfico/Diagramação Rede A Comunicação 17 99212-1016 Impressão Fotogravura Rio Preto 17 3016-4000

Colaboradores Phábrica de Idéias, Delaval, Agroordenha, André Silva, Patricia Marchi, Comunic, Datagro, Embrapa, Sindicato Rural de Rio Preto, Osmair Guareschi e Carla Prado Silveira. Tiragem 5 Mil Exemplares Periodicidade Bimestral Distribuição Gratuita “Jesus eu confio em Vós”


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AgroMercado

Produtores brasileiros mercado das frutas

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onsumidas com moderação as frutas desidratadas podem ser muito benéficas para a saúde, pois são riquíssimas em fibras, minerais, potássio, magnésio, selênio, cálcio, ferro, vitaminas A e do Complexo B As frutas desidratadas fazem parte da tendência mundial de consumo de alimentos saudáveis, um nicho de mercado ainda em construção no Brasil. Mas alguns produtores, principalmente da agricultura familiar, estão apostando na diversificação de produtos desidratados dentro da produção orgânica. Um exemplo disso fico no Distrito

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Federal. A Chácara São Sebastião fica a 35 quilômetros de Brasília no núcleo rural sobradinho dos Melos. Em 10 anos, dona Norma conseguiu diversificar uma área de dois hectares, levou ao extremo a expressão fazer muito com pouco. No sistema conhecido como mandala, cada planta tem uma função e ao centro a criação de galinhas para produção de ovos. Por onde se olha tem produção: banana, mamão, goiaba, café. O algodão ali é como planta medicinal. - O algodão é um antibiótico natural, assim como todas as ervas que a gente planta aqui. Cada uma tem uma utilidade. Cada um tem uma doença que cura

e a gente não sabe que o remédio está na nossa porta e a gente não aproveita - comenta a produtora rural Norma Sueli Martins Siqueira. A transformação desta diversidade de produtos se deu com investimento no sistema de desidratação. A primeira máquina para fazer o processo foi comprada em 2004. O rendimento de cada produto depende da quantidade de líquido. No caso do tomate, cada quilo rende apenas 300 gramas de desidratado. Dona Norma não produz o tomate, ele vem de um exemplo solidário que evita o desperdício. - A gente tem um grupo participativo do Cerrado, de orgânicos, e, quando


Fonte: Marcelo Lara – Canal Rural

rasileiros apostam no tas desidratadas sobra, eles passam para a gente para não desperdiçar - comenta Norma. O mercado que se transformou em uma boa aposta é o de frutas desidratadas. Não existem dados estatísticos confiáveis sobre a produção no Brasil, mas como toda boa tendência de alimentos saudáveis, o mercado europeu é a referência e movimenta 530 milhões de euros com frutas desidratadas. O Brasil participa com 1% do fornecimento de bananas e 3% do mercado de mamão. Dona Norma está no caminho certo e cada quilo de banana se transforma em seis pacotes de 45 gramas que ela vende a R$ 5. Não é fácil para conquis-

tar os clientes. Ela está presente nas mais diversas feiras em Brasília. A Emater ajudou na assistência para certificar a agroindústria e na qualificação. - Ela fez cursos de boas práticas de alimentos, gestão e qualificação de alimentos para que não fosse gasto em sua chácara e nem ela fosse pagar o engenheiro de alimentas - diz o extensionista da Emater DF, Alaíde Jardim. A venda hoje passa de 2 mil pacotes de frutas desidratas por mês. No ano passado chegou a vender esse mesmo volume por semana, enquanto durou o projeto do governo do Estado que comprava dos produtores para atender a merenda escolar.

- Um kit para cada criança e a criançada adorava porque era in natura, não tinha nenhum conservante e simplesmente parou. Para a gente foi um baque. Se a gente entregava 2 mil por semana, agora a gente entrega 2 mil por mês. O sonho chega com investimento e persistência dentro de um mercado em construção. - O alimento desidratado é o futuro porque não precisa de geladeira, não precisa de conservante. É só desidratar que dura até ano - comenta Dona Norma.

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AgroLeilão

Foto: Leandro Gasparetti

Astros da Arena foi um sucesso Pela primeira vez a cidade de São José do Rio Preto (SP), recebeu o primeiro Leilão Astros da Arena, ofertando os mais renomados atletas de pulos do país

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primeiro Leilão Astros da Arena, realizado no dia 12 de novembro, no recinto de Leilões Anísio Haddad, contou com a cobertura da Magazine AgroFest e atraiu investidores com a participação dos melhores tropeiros do Brasil. Apesar da visível crise que o rodeio está passando, o Leilão foi um sucesso! Foram ofertados 54 lotes de animais, entre touros, fêmeas e bezerros. A expectativa de público foi superada, aproximadamente 300 pessoas estiveram presentes e se mantiveram até o final do leilão, o que é muito raro acontecer em leilões. O total de vendas foi de 365,5 mil reais. O maior comprador foi a Cia. de Rodeio Máfia do Boi juntamente com Cia. Beto Tribulato, juntos eles arremataram o animal mais caro, o Touro Ponto

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Final da Cia. W Peres, por R$ 85.600,00. Foram eles também os maiores compradores em geral do evento, comprando o total de R$ 128.300,00. A Cia. W. Peres, Washington Peres, foi quem mais vendeu, foram R$ 122.100,00. O próximo leilão será em março de 2015, com data ainda não divulgada. “Gostaria de agradecer a todos que estiveram presentes e que acreditaram no evento Astros da Arena. Tivemos convidados que viajaram mais de 1500 km para prestigiar o evento, e sem dúvida isso é uma enorme satisfação. A confraternização entre os tropeiros e empresários da área, foi o que mais me deixou contente, pois sendo o evento presencial, pudemos passar uma ótima tarde, aproveitando para rever velhos amigos e conhecer pessoas novas”, disse o organizador, Paulo Belarmino.


Rafael Vilella leiloeiro do evento, o organizador Paulo Belarmino e o comentĂĄrista AndrĂŠ Metzker durante o evento

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AgroPalestra

Foto: Leandro Gasparetti

Palestra do Car movimentou a semana da Agronomia Palestra foi de grande valia para os produtores rurais e demais participantes da 39ª Semana da Agronomia em São José do Rio Preto

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o dia 22 de outubro, na Associação dos Arquitetos e Engenheiros Agrônomos de São José do Rio Preto (SP), em parceria com o Sindicato Rural realizou a palestra do CAR – Cadastro Ambiental Rural, obrigatório para todos os imóveis rurais, que tem por finalidade integrar as informações ambientais referentes à situação das Áreas de Preservação Permanente - APP, das áreas de Reserva Legal, das florestas e dos remanescentes de vegetação nativa, das Áreas de Uso Restrito e das áreas consolidadas das propriedades e posses rurais do país. O palestraste Gilmar Ogawa, comandante aposentado da Polícia Ambiental do estado de São Paulo e hoje assessor Ambiental da Faesp/Senar, falou sobre a importância da participação dos pro-

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dutores nas questões ambientais. Ressaltando sobre os códigos florestais, desde quando começou até hoje; as evoluções históricas a legislação. Gilmar ainda falou sobre as novas regras; reserva legal; medição de APP e suas recomposições, licença ambiental e módulos fiscais. O assessor ainda explicou aos produtores rurais, associados, contadores e demais participantes como fazer o cadastramento do CAR, que funciona através do site: www.ambiente.sp. gov.br/sicar. Para o presidente do Sindicato Rural, Sérgio Expressão, a palestra foi muito satisfatória. Agregou ainda mais conhecimento sobre o CAR que hoje é tanto abordado por todos da parte rural, disse ele.


Mamão em alta

Fonte: Brapex

Exportações brasileiras de mamão registram crescimento

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s exportações brasileiras de mamão registraram aumento no mês de setembro de 2014 no comparativo com o mesmo período do ano anterior. O país comercializou para o mercado externo 2.896 toneladas de mamão, elevação de 24,94% ante as 2.318 toneladas exportadas em setembro de 2013. A receita gerada no último mês foi de US$ 3.794.500,00, superior 13,88% comparada a 2013. Entre os Estados da federação, o Espírito Santo continua na liderança das

exportações nacional de mamão. Em setembro, os capixabas exportaram 931 toneladas e movimentaram US$ 1.475.703,00. Na sequência, o Rio Grande do Norte vendeu 823 toneladas de mamão para o mercado externo gerando US$ 945.908,00; a Bahia exportou 434 toneladas com receita de US$ 580.688,00; e o Ceará com 318 toneladas e receita de US$ 284.240,00. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

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AgroEsporte

Foto: Leandro Gasparetti

Contel se destaca na Copa Kaiser

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om nove anos de existência, o Contel Futebol Clube, participou de vários campeonatos durante sua existência. Dentre eles foi vice-campeão da Copa DPM de São José do Rio Preto, vice-campeão e quarto colocado do Regional de Ipiguá, além de ter ficado em terceiro lugar na Copa Zona Norte de São José do Rio Preto.

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No ano passado o Contel chegou à elite do futebol amador, onde participou de uma competição com quarenta equipes, ficando entre os quatro finalistas. Já neste ano, primeira vez em que participa da 1ª divisão da Copa Kaiser, na primeira fase participou de três jogos, com dois empates e uma vitória,

se destacou no campeonato e ficou em 1º lugar no grupo, se mantendo na 1ª divisão da Copa Kaiser. “O Contel foi destaque na primeira vez em que participou da Copa Kaiser e vem se firmando, principalmente com a nova Diretoria que tem investido cada vez mais no time” afirma e finaliza Jean Gonçalves de Souza, Vice Presidente do Contel.


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AgroSaúde

Equoterapia,

Fotos: Leandro Gasparetti

uma evolução e solução aos portadores de deficiência

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quoterapia, método terapêutico que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais, vem ganhando espaço e conquistando cada dia mais adeptos. Em Palestina (SP), Flávia Renata Sônego Siqueira, Fisioterapeuta, Rosângela Regiani, Psicóloga e Aline Maioli, Educadora Física, formam o Centro Equoterapia Palestina. A profissional Flávia explica, em entrevista a Magazine AgrosFest que apoia e incentiva o método, um pouco mais sobre a equoterapia e como trabalha com seus pacientes. Magazine AgroFest – Flávia, com vocês começaram a trabalhar com equoterapia em Palestina? Flávia Renata Sônego Siqueira – Começamos a trabalhar em abril de 2014, quando o presidente do Clube Amigo do Peão de Palestina, Idério Garcia, nos cedeu o local para a realização das atividades e através do apoio de alguns patrocinadores e da Prefeitura Municipal de Palestina, demos início ao Centro de Equoterapia Palestina, com atendimento gratuito a todos os praticantes. Em agosto, já estruturados, fomos filia-

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dos À ANDE BRASIL (Associação Nacional de Equoterapia) atendendo todas as exigências para um bom trabalho equoterápico. AgroFest – Qual a importância da Equoterapia em pessoas com deficiência? Flávia – A equoterapia é importante porque ela utiliza o cavalo como agente promotor para ganhos nos níveis físico e psíquico. Por exigir participação do corpo inteiro vários tipos de habilidades nesses níveis são adquiridos com a prática da equoterapia.

AgroFest – Quais os benefícios que ela trás aos pacientes? Flávia – Os benefícios que ela trás são físicos, psíquicos, educacionais e sociais de pessoas com deficiência física e /ou mentais causados por lesões neurológicas, patologias ortopédicas e disfunção sensório motora ou ainda em pessoas com necessidades educacionais especiais como: distúrbios evolutivos comportamentais, de aprendizagem e emocionais. Ela ainda melhora o equilíbrio e a


Fotos: Divulgação

postura; desenvolve a coordenação de movimentos entre tronco, membros e visão; estimula as sensibilidades táteis, visuais, auditivas e olfativas pelo ambiente e pelos trabalhos com o cavalo; promove a organização e a consciência do corpo; desenvolve a modulação tônica e estimula a força muscular; oferece a sensações de ritmo; aumenta a autoestima facilitando a integração social; desenvolve a coordenação motora fina; estimula o bom funcionamento dos órgãos internos; ajuda a superar fobias, como a de altura a de animais; estimula a afetividade pelo contato com o animal; melhora a memória, concentração e sequência de ações. Motiva o aprendizado, encorajando o uso de linguagem; ensina a importância de regras como a segurança e a disciplina; aumenta a capacidade de independência e de decisão em situações diversas. AgroFest – Com qual frequência a equoterapia deve ser realizada? Flávia – A frequência deve ser avaliada pela equipe multidisciplinar de acordo com a necessidade de cada praticante, geralmente de uma a duas vezes por semana. No nosso Centro realizamos, por enquanto, a prática da equoterapia uma vez por semana com duração de aproximadamente 30 minutos. AgroFest – Ela traz benefícios como prática de sociabilização? Flávia – Com certeza. A sociabilização é visível, ela começa desde o primeiro contato com o cavalo, os cuidados com o cavalo e o próprio ato de montar, que sempre são trabalhados na equoterapia. Além dessa sociabilização, desenvolve ainda, autoconfiança e autoestima.

evoluindo de acordo com o progresso de cada um, alguns um pouco mais rápidos, outros um pouco mais lentos, respeitando os limites de cada um. AgroFest – Como ela é vista pela família dos pacientes? Flávia – A família vê como uma opção diferente, algo inclusivo, porque através da equipe multidisciplinar conseguimos trabalhar várias áreas ao mesmo tempo como física, psíquica, educacional e social. AgroFest – Hoje vocês trabalham com quantas crianças? Flávia – Hoje trabalhamos com 12 praticantes, sendo 09 crianças e 03 adultos. Mas gostaríamos e temos estrutura para aumentar a quantidade de praticantes, mas para isso precisamos de mais parceiros.

AgroFest – O que a equoterapia em Palestina necessita para atender bem esses pacientes especiais? Flávia – A Equoterapia de Palestina necessita de parceiros, amigos, empresas para que adotem ou façam doações para que possamos aumentar a quantidade de atendimentos gratuitos oferecido pelo Centro. As empresas que se interessarem em doar, além de estar contribuindo para uma causa social, poderá se beneficiar de redução do Imposto de Renda através da filiação que o Centro de Equoterapia Palestina tem com a ANDE BRASIL. A Magazine AgroFest apoia o Centro de Equoterapia Palestina, seja um apoiador também. Contato: (17) 3293-1938 / 99177-8470

AgroFest – É visível os benefícios que a equoterapia trás? Flávia – Os benefícios são vistos na prática, através das habilidades ou capacidades adquiridas ou melhoradas. É vista também através dos relatos dos familiares, quanto as evoluções e desenvolvimento também dessas capacidades ou habilidades. No Centro de Equoterapia Palestina, são feitas avalições periódicas pela equipe multidisciplinar de cada praticante, para se montar qual o melhor programa de atividades a ser executado. Assim vamos 17


AgroInfo

AGENDA eventos CURSOS O Sindicato Rural de São José do Rio Preto/SP, oferece vários cursos gratuitos: sangria em seringueiras, insiminação artificial, olericultura orgânica, processo artesanal de carne bovina, suína, peixe e frango, artesanatos rurais e outros. Informações - (17) 3232-5115. Arrais – Amador e Motonauta Inscrições podem ser feitas todo mês na Loja Pescaça Boats em São José do São José do Rio Preto/SP (17) 3226-3353

RODEIO / CAVALGADA / PROVAS CRONOMETRADAS 1º Rodeio dos Amigos de Onda Verde/SP – 11 a 14 de Dezembro Festa do Peão de São Sebastião da Bela Vista/MG – 18 a 21 de Dezembro

Saiba mais sobre a ABPA Maior associação de proteína animal do Brasil

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mpresas e entidades das cadeias agroindustriais de aves, ovos e suínos de todo o Brasil reuniramse, no dia 24 de março, para criar a Associação Brasileira de Proteína Animal – ABPA, que nasceu a partir da união da União Brasileira de Avicultura (UBABEF) e da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (ABIPECS). A ABPA já nasceu como maior entidade representativa do setor de proteína animal do Brasil: são 132 associados. Com um Produto Interno Bruto (PIB) total de R$ 80 bilhões, juntas, as cadeias produtivas avícolas e suinícolas geram 1,756 milhão de empregos diretos - sendo mais de 400 mil deles apenas nas plantas frigoríficas – totalizando 4,155 milhões de postos de trabalho (entre diretos e indiretos). Somadas, as exportações de aves, ovos e suínos totalizaram quase US$ 10 bilhões em 2013, ou 4,1% das exportações totais do Brasil e 10% das exportações do agronegócio brasileiro.

EXPOSIÇÕES / ENCONTROS O Museu do Café de São Paulo inaugura, no dia 11 de dezembro, a exposição de média duração “Café, patrimônio cultural do Brasil: ciência, história e arte”. A nova mostra, que é gratuita, é produto de quatro anos de estudos sobre a história do grão e mostrará do cultivo à comercialização do grão. Circuito 100% PMGZ Etapa Araçatuba/SP, com tema “Melhoramento Genético Aplicado na Prática” – Realização: ABCZ – Associação dos Criadores de Zebu

Leilões Recinto de Leilões Anísio Haddad Nos Dias: 4/12 - 18/12 - Gado para Cria, Recria e Engorda Início ás 18hrs - S. J. Rio Preto/SP

INTERNACIONAIS Wrangler NFR Las Vegas PRCA – 04 a 13 de Dezembro – Las Vegas/EUA 18

Foto: Divulgação - Créditos: ABPA

Francisco Turra, presidente da ABPA

Focada no fortalecimento institucional dos setores e na expansão dos trabalhos por meios de sinergias de ações, a ABPA segue um modelo de governança transparente e democrático, com câmaras temáticas que contemplarão grupos de trabalho separados para aves e suínos, trabalhando juntos nas questões de interesse de ambas as cadeias produtivas. Além de fomentar o consumo no mercado interno de aves, ovos e suínos, a ABPA trabalha voltada para o desenvolvimento, econômico, social, técnico e científico dos setores. Tem também como foco a ampliação das exportações de cada segmento por meio de negociações internacionais, promoção de eventos, abertura de mercados, defesa comercial e outras iniciativas. Francisco Turra assumiu a presidência executiva da nova entidade, que conta ainda com Ricardo Santin na Vice-Presidência de Aves e Rui Vargas na Vice-Presidência de Suínos.


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AgroCultura

Fotos e Fonte: Coopercitrus

Seminário discute sobre o uso versátil da palha na cultura da cana-de-açúcar

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Coopercitrus com o apoio de empresas parceiras reuniu profissionais renomados do agronegócio para apresentar soluções de manejo e destinação da palha da cana que, além de aumentar a produtividade no canavial, é um produto desejado por usinas que investem em bioeletricidade A cana-de-açúcar é uma biomassa que pode ser transformada em energia aproveitável através de processos industriais, que na sua maioria, já são dominados e conhecidos e apresentam alto índice de aproveitamento dos subprodutos e, relativo baixo impacto ambiental, o que a torna uma solução

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energética sustentável. A Coopercitrus e as empresas parceiras Basf, DuPont, FMC, Nortox, Syngenta e Valtra, apresentaram no dia 08 de outubro, na Estação Experimental de Citricultura de Bebedouro (SP), o “Seminário Coopercitrus sobre palha de cana-de-açúcar”, que teve o intuito de apresentar aos mais de 300 produtores rurais, representantes de usinas e fornecedores de cana, sobre a versatilidade no uso da palhada (subproduto que fica sobre o solo após a colheita mecanizada da cana-de-açúcar). “É uma grande satisfação estarmos apresentando esse seminário Cooper-

citrus sobre palha de cana de açúcar. Hoje, nós estamos com uma inovação que é para agregar receita ao fornecedor, nós estamos visando não só o problema ambiental, energético, como também a viabilidade dos pequenos e médios produtores e eu posso adiantar que a Coopercitrus já desenvolve um projeto prático neste sentido”, explica José Vicente da Silva, diretor presidente da Coopercitrus. No final do seminário foi aberto um debate entre palestrantes e produtores rurais para que pudessem esclarecer dúvidas e fornecer soluções de manejo.


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AgroOrgânicos

Alimentos orgânicos expandem cerca de 20% ao ano

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população, de uns tempos para cá, tem se preocupado mais com uma alimentação saudável e de qualidade, visando esse nicho de mercado os agricultores tem focado, cada dia mais, na produção de alimentos orgânicos. Pelo menos é o que consta no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos, do Ministério da Agricultura, que lista a existência de mais de 7.500 agricultores orgânicos individuais certificados no Brasil. Segundo o Instituto Biodinâmico – IBD – maior certificadora da América Latina e a única certificadora brasileira de produtos orgânicos -, é possível que o Brasil já possua mais de 700 mil hectares em produção orgânica. “As perspectivas de crescimento no país são muito boas, principalmente en-

Países mais dedicados à Agricultura Orgânica: 1º - Austrália: 12 milhões de hectares; 2º - Argentina: 3,6 milhões de hectares; 3º - Estados Unidos: 2,1 milhões de hectares; 4º - China: 1,9 milhões de hectares; 5º - Espanha: 1,5 milhões de hectares; 6º - Itália: 1,1 milhões de hectares; 7º - Alemanha: 1 milhão de hectares; 8º - França: 1 milhão de hectares; 9º - Canadá: 833 mil hectares; 10º - Brasil: 705 mil hectares. Fonte: Levantamento da Federação Internacional de Agricultura Orgânica 22

tre os produtores de pequeno e médio porte, que representam 95% desse setor” afirma o diretor executivo do IBD, Alexandre Harkalay. Segundo dados divulgados no final de 2013, pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, estimam que o mercado de produtos orgânicos possui uma expansão de 15% a 20% ao ano, além de que parte da produção, cerca de 60% é exportada, 30% é vendido no Brasil e, os 10% restante é consumido pelos agricultores. Vale ressaltar que a certificação dos produtos orgânicos é de extrema importância, pois exige que o produtor conserve o solo, a biodiversidade da área e proíbe o uso de agrotóxicos e produtos químicos, garantindo, assim, um produto com alto valor nutricional

e de alta segurança alimentar, por possuir rastreabilidade de toda a cadeia, desde a semente até o produto final. No Brasil, o produto orgânico deve ter em sua embalagem um ou dois selos, que certificam que o alimento possui procedência orgânica, sendo obrigatório o selo nacional, que só pode constar na embalagem depois que o produto for certificado pelo Ministério da Agricultura. Já o outro selo, opcional, é o da certificadora e indica que o produto foi obtido de acordo com as normas da agricultura orgânica. “Se não houvesse a certificação, qualquer um poderia colocar o nome de orgânico, como ocorre com os produtos auto denominados “naturais”, que não são regulamentados por lei e nem certificados” finaliza Harkalay.


AgroCultura

Fonte: UAGRO

AlgodãO Conheça a cultura e as projeções para 2015 Área de produção da pluma na safra 2014/2015 pode chegar a 1 milhão hectares, redução de 6,5% se comparada à safra passada

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a última década, o Brasil deu um salto na produção de algodão. Deixou de ser um grande importador, para ser um importante produtor e exportador da fibra. Para se ter ideia, até a safra de 99/00, o Brasil importava cerca de 300 mil toneladas de algodão, hoje a média de importação não passa de 50 mil toneladas. Essa mudança de realidade foi possível graças à tecnologia de novas variedades de sementes adaptadas ao clima brasileiro e resistentes ao ataque de pragas. Assim mesmo a cultura do algodão requer investimento, tecnificação e solos férteis. Por isso, a atividade se desenvolveu em regiões onde a agricultura está consolidada como o Mato Grosso e a Bahia, onde 85% da produção algodão está concentrada. Segundo a Conab (Companha Nacional de Abastecimento), a área de produção de algodão na safra 2014/2015 pode chegar a 1 milhão hectares, redução de 6,5% se comparada à safra passada. A baixa se deve a alguns fatores, como o atraso no plantio da safra de soja, ao elevado custo de produção e

aos baixos preços praticados atualmente no mercado. A oferta e a demanda para o próximo ano são incertas. Com o fraco desempenho da economia brasileira, a Conab projeta uma redução no consumo interno, que não deve passar de 850 mil toneladas, com mais 18 mil em importações. Portanto, a exportação será a melhor opção aos cotonicultores, com projeção de 700 mil toneladas embarcadas. A rentabilidade também preocupa, porque há uma expectativa baixista. A alta do dólar pode ser positiva como negativa, depende pelo lado que se analisa. Cálculos do Instituto Mato-Grossense de Economia Aplicada (IMEA) mostram que a forte valorização do dólar tem impulsionado os preços futuros do algodão, cotado para julho de 2015 em R$ 50,59/@. Porém o custo de produção pode crescer, uma vez que o Brasil importa insumos. Portanto, serão necessárias, em julho de 2015, de 79,54@ por hectare produzido para cobrir os custos com insumos. O plantio do algodão ainda não co-

meçou. A primeira safra deve ser semeada no final de novembro até janeiro de 2015. Os produtores que optaram pela soja precoce, com ciclo inferior a 100 dias, vão fazer a segunda safra com o plantio até fevereiro. Uma tendência bem forte no estado do Mato Grosso, evitando que o período de abertura do capulho não coincida com o período chuvoso, o que permite uma fibra de melhor qualidade, explica a Conab.

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AgroCapa

Leite

Fotos: Leandro Gasparetti

Da ordenha para a sua mesa

Até que o leite chegue à sua mesa, ele passa por um processo que exige bem estar animal, alimentação balanceada e manutenção nos equipamentos 

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o livro 500 anos de leite no Brasil, escrito pelo jornalista João Castanho Dias, em 2006, ele cita: Café com leite. Talvez não exista no Brasil uma dupla de bebidas tão antiga e tão popular. E olhe que esse casamento sacramentado em meados do século 19 foi alvo de críticas do príncipe dos poetas brasileiros, Olavo Bilac. Ele chegou a defender nos jornais o fim da dupla, com o argumento de que ela reduzia o consumo do café, então em grave crise. Já o padre Manuel da Nóbrega só tinha elogios ao leite, que era no colégio por ele

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fundado o alimento-chave na lavoura das almas índias para o cristianismo. Aliás, o jesuíta ocupa lugar de honra na história do leite. É dele a primeira referência ao alimento na literatura brasileira, feita em 1552.  Essas são duas de muitas outras passagens contadas pelo jornalista no livro de arte 500 Anos de Leite no Brasil.    Passado muitos anos o leite continua sendo um dos alimentos mais importantes do mundo.  Com a correria do dia a dia, da vida moderna, para garantir ao nosso organismo nutrientes necessários o leite se destaca como

um dos principais alimentos.  Além do cálcio o leite também possui vitaminas, proteínas, potássio, aminoácidos e fósforo. Nos Estados Unidos, por exemplo, o setor de Saúde e Agricultura colocou o leite como prioridade na  alimentação dos americanos.  Poucos sabem como funciona o processo do leite até chegar a mesa, a revista  AgroFest  visitou em Guapiaçu (SP), uma ordenha, na estância Sta Edwiges. Nos acompanhou o Sr.  Olair Saldanha, da Agroordenha de Rio Preto, especialista em ordenhadeiras mecânicas.  


Carlos Roberto Galo e sua esposa Elenice, proprietários da ordenha,  onde cria a raça Holandesa, explica que as vacas se alimentam de ração balanceada e silagem. Como no calor a produção de leite é menor que no frio, foi montado na ordenha um sistema de ventilação com irrigação. O conforto das vacas é essencial para que a produção do leite seja satisfatória. Ele ordenhada as vacas duas vezes por dia,   manhã e  tarde. Uma vaca pode produzir até 45 litros de leite por dia.    Além da alimentação,  bem estar animal e acompanhamento veterinário,  outro fator importante para a produção são os equipamentos.       A Delaval, empresa especializada em equipamentos de ordenha, cita que

para a produção ser boa, a origem do leite deve ser de animais saudáveis e a qualidade deve ser preservada da ordenha ao beneficiamento. Para isso, é necessário estabelecer um controle efetivo da mastite no rebanho; ter boas práticas de ordenha para obtenção do leite de forma higiênica; realizar a manutenção preventiva e a limpeza correta dos equipamentos;  fornecer resfriamento adequado ao leite e garantir o transporte atendendo as exigências da legislação.  A manutenção preventiva dos equipamentos também é muito importante, ela melhora os índices de qualidade; aumenta a produtividade; melhora a eficiência na extração do leite e reduz custos. 

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AgroCapa

A ordenha deve manter o mesmo ritmo todos os dias que são:   - O uso de luvas durante a ordenha.  Importante trocá-las a cada lote de vacas ou sempre que estiver suja.  - Tempo de Colocação o tempo ideal desde o momento que o ordenhador toca nos tetos das vacas até a colocação dos conjuntos de ordenha seja de 60 a 90 segundos.  - Teste da Caneca A realização do teste da caneca, com a remoção dos 3 primeiros jatos de leite de cada teto contribuem para redução da CBT e identificação de casos de mastite clínica.  - Pré- Dip O procedimento de prédip elimina as bactérias que estão nos tetos das vacas antes da ordenha. Estudos demonstram que a realização do pré-dip reduz em até 50% de novos casos de mastite ambiental e em 80% a CBT do leite. Além disso, o pré-dip também serve como estímulo para liberação da ocitocina, ajudando na liberação do leite.  - Secagem dos Tetos Após 30 segundos de ação do pré-dip nos tetos deve ser realizada a secagem com papel toalha descartável, utilizando uma folha por teto.  - Pós-Dip Imediatamente após a remoção dos conjuntos de ordenha deve ser feito o pós-dip que, por sua vez, auxilia na prevenção de mastite contagiosa e ainda contribui para o condicionamento da pele dos tetos.   Após a ordenha o leite retirado na fazenda vai para o tanque de resfriamento. O leite sai do úbere da vaca com aproximadamente 35°C, o calor do leite fresco deve ser rapidamente removido. O leite mantém resistência natural às bactérias imediatamente após a retirada, o resfriamento rápido, armazenado a 4°C previne e evita o crescimento de micro organismos prejudiciais para a qualidade do leite.   Todo esse processo faz com que o leite chegue com qualidade a sua mesa.  Colaboraçao: Delaval Maiores Informações: Agroordenha em São José do Rio Preto/SP - (17) 3224-8097 26


AgroCultura

Fonte: UAGRO

Bambu ótima oportunidade de negócio Opção sustentável para a produção de biomassa

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astante difundida nos países asiáticos, a produção de Bambu é uma nova e boa oportunidade de negócio ao produtor rural. Com demanda crescente, o bambu é um material sustentável para a produção de biomassa na geração de energia e uma opção de crédito de carbono às empresas que precisam compensar suas emissões de gases poluentes. Além dessas, existem outras centenas de utilidades econômicas para o bambu que vai da produção de papel e celulose, embalagens, estrutura para a construção até para alimento. Ao contrário de culturas como milho e soja, o bambu tem um custo inicial maior. Mas por ser uma cultura perene, não há necessidade de replantio e permite colheita anual. Apresenta rápido crescimento e a primeira colheita se dá já no quinto ano após o plantio, com produtividade comparável ou superior ao eucalipto ou o pinus. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Bambu (Aprobambu), o investimento inicial gira em torno de R$ 2,5 mil por hectare. “Considerando o preço médio da biomassa em R$ 150,00 a tonelada e uma produtividade mínima de 15 toneladas por hectare, a partir do quarto ano já é possível recuperar o investimento inicial”, calcula a entidade. Outra vantagem, é que a produção de bambu pode ser cultivada em terras degradadas e também em consórcio com outras atividades. Já existem linhas de crédito para financiar a atividade no Banco do Brasil e no Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar). Apesar disso, a produção de floresta de bambu ainda é pequena no Brasil, estimada em 1,5 milhão de hectares entre plantados e nativo. 27


AgroTecnologia

Nova versão do aplicati Certo já está disponível O aplicativo Suplementa Certo, desenvolvido pela Embrapa Gado de Corte em parceria com a Faculdade de Computação (Facom) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), que já alcança seis mil downloads desde o seu lançamento em julho de 2013, conta agora com uma nova versão, lançada em setembro durante o VI Congresso Latino-americano de Nutrição Animal, em São Pedro (SP). Uma das novidades é a possibilidade de considerar o rendimento de carcaça com valores diferentes para cada produto que esteja sendo comparado, enquanto na versão anterior considerava-se que este rendimento não seria influenciado pela suplementação. “Isso é importante, pois, em geral, o rendimento de carcaça das suplementações com maiores quantidades de concentrado são superiores e, portanto, esse ajuste permite uma comparação mais próxima da realidade”, explica o pesquisador da Embrapa Sergio Medeiros. A nova versão do aplicativo inclui, ainda, a possibilidade de realizar a comparação de dois produtos de semiconfinamento e de salvar e exportar a simulação. “Isso facilita a vida do usuário, caso ele queira, por exemplo, comparar mais que dois produtos. Enfim, ele pode mais facilmente comparar as simulações, além de guardar um banco de dados se quiser”, diz Sergio.

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Outra vantagem é a possibilidade de o usuário avaliar a vida útil dos cochos da propriedade. A versão anterior assumia uma duração de cinco anos e alocava 20% dos custos por ano para que, ao final de cinco anos, o produtor comprasse cochos novos. “Nesta versão, se for informada uma duração de dez anos, será alocado só 10% do valor para a suplementação. Essa alteração também permite que as comparações se aproximem mais da realidade do produtor”, acrescenta o pesquisador. Ele conta que mais novidades estão previstas para o Suplementa Certo. “Futuramente, lançaremos uma versão com uso flexibilizado para períodos de águas e seca, bem como maior interação entre o produtor e a Embrapa”, adianta.

Para o produtor rural de Ribas do Rio Pardo (a cerca de 100 km de Campo Grande), Ricardo Buanorott, que usa o aplicativo desde 2013, a partir de uma estimativa de consumo e ganho de peso fica fácil obter uma comparação de custo/benefício, em determinada linha de produtos e entre produtos de consumo variável. “Apesar de não ter muitas variações na suplementação, a ferramenta é bastante interessante na tomada de decisão rápida, seja na fazenda ou na própria loja onde adquiro o suplemento”, afirma. O gerente Nacional de Confinamento da DSM Tortuga, com base em São Paulo, Marcos Baruselli, considera o aplicativo como de grande utilidade para técnicos em agropecuária e produtores rurais. “Incentivamos o uso da

O que é o Suplementa Certo? A finalidade do aplicativo é auxiliar o pecuarista na avaliação do benefício/custo de alternativas de suplementação do rebanho no período da seca. A interface intuitiva permite a comparação de produtos de suplementação, à disposição do pecuarista, em sistemas de suplementação de menor investimento, com uso de proteinados, ou de maior investimento, com uso de concentrados de semiconfinamento. O pesquisador explica que as avaliações podem ser feitas em poucos minutos. Para fazer a primeira simulação, basta cadastrar o lote de animais a suplementar, cadastrar os produtos que se deseja comparar e solicitar a comparação. “O aplicativo, então, pede a data inicial da suplementação, a duração em dias, um valor da arroba previsto para o final da suplementação e o provável rendimento de carcaça. Daí basta solicitar a comparação para obter os resultados”.


Fonte: Embrapa - Fotomontagem: Luiz Leal - Foto Dalizia Aguiar

ativo Suplementa el ferramenta para uma melhor análise técnica e econômica da suplementação nutricional para bovinos de corte”, afirma. “Muitas vezes a tomada de decisão quanto à suplementação esbarra na incerteza do retorno financeiro por parte dos produtores. Assim, o uso de ferramentas de auxílio é de extrema importância. Com o aplicativo Suplementa Certo o produtor pode planejar e comparar técnicas de suplementação com simulações, o que dá maior segurança nas suas ações”, acrescenta o supervisor de treinamento técnico da Nutreco, João Benatti. Onde encontrar? O aplicativo, desenvolvido para sistema operacional Android, pode ser baixado - de graça - na loja virtual Google Play. Depois de instalado, o Suplementa Certo pode ser usado sem a necessidade de conexão com a internet. Segundo o analista de Tecnologia da Informação da Embrapa, Camilo Carromeu, a proposta da Empresa para o desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis ocorre em consonância com a iniciativa da Anatel que, em 2012, realizou licitação para internet rural no Brasil e estabeleceu as metas de cobertura de 60% dos municípios brasileiros em 2014 e 100% até o fim de 2015. Ele destaca que essa nova realidade poderá permitir o acesso à informação pela comunidade rural, uma fatia da po-

pulação que, em grande parte, é avessa à adoção de tecnologias computacionais. “Conhecendo as especificidades desse público, cabe à Embrapa desenvolver canais de acesso ao conhecimento gerado, às tecnologias e aos serviços possibilitando que sejam utilizados por quem jamais teve acesso à informática. Isso também vem com a consolidação no uso de dispositivos móveis”, afirma. Outra grande novidade foi a criação de uma startup, chamada “Cia do Código”, para o desenvolvimento dessa nova versão do aplicativo. “Formada pelos alunos egressos da Facom/UFMS, responsáveis pela primeira versão do Suplementa Certo, a startup é o primeiro passo para concretizar a visão estratégica da parceria entre a Embrapa Gado de Corte e a Facom, na consolidação de um parque empresarial voltado para a computação aplicada ao agronegócio”, destaca Camilo. Segundo o pesquisador Sergio Medeiros, aliar a necessidade de bancar o desenvolvimento de novos aplicativos ao empreendedorismo de jovens talentosos, com a necessidade das empresas atingirem seu público-alvo, traz grandes chances de uma relação vantajosa para todos. “Ganha a empresa que associa seu nome a algo útil, ganha a economia, pois incentiva-se o empreendedorismo e ganha, especialmente, o produtor rural que tem mais uma ferramenta a ajudá-lo no seu dia a dia”, finaliza.

O pesquisador Sergio Medeiros 29


AgroMúsica

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Fotos: Divulgação

“AINDA MAIS BRUTOS”

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dupla Carreiro e Capataz, que já é sucesso nos palcos por todo o Brasil, lançou em outubro, no dia 25, em Monte Aprazível (SP), o primeiro CD da nova formação: “Ainda Mais Brutos”. O trabalho com 14 faixas conta com canções inéditas como, Co-

ração Apaixonado, Pagode dos Abeia e Vida de Peão. A música de trabalho, Coração Apaixonado, composição da própria dupla e produção de Neto Nery, do Play Mix Studio, agradou em cheio os fãs da dupla e já é sucesso, estando entre as mais

tocadas nas rádios. O novo trabalho, Ainda mais Brutos, preserva origens simples e do sertanejo raiz. Carreiro e Capataz dominam a arte de compor, cantar e tocar e isso fica evidente neste primeiro trabalho. O mais novo sucesso do Brasil veio para ficar.

Redes Sociais Oficiais da dupla Contatos para Shows:

17 98186-2345 / 3223-7100 Carreiro e Capataz

Carreiro & Capataz

@carreirocapataz

carreiroecapatazoficial

www.carreiroecapatazoficial.com.br CLUSIVO DA DUPLA

CD EX NESTA EDIÇÃO GANHE UM

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AgroCavalgada

1º Barretos Muar do de 1000 animais e cer O

Parque do Peão tem se mostrado um espaço democrático e versátil para receber os mais diferentes tipos de eventos. O complexo de aproximadamente 2 milhões de m2 sedia o maior rodeio da América Latina: a Festa do Peão de Barretos e em outubro reuniu muladeiros de todo o país no 1º Barretos Muar do Sertão. O evento aconteceu de 9 a 12 de outubro e contou com a participação de mais de 1000 animais e 300 criadores. Nos dias 10 e 11 as pistas da hípica do Parque do Peão receberam as Provas de Marchas e Cronometradas de Muares em diversas categorias. A final do Team Penning aconteceu na sexta-feira, dia 10, e o trio campeão foi: Mano, Rildo Pascon e Jorge Pascon com 18,500 segundos. Já a decisão do Working Penning foi realizada na noite de sábado, dia 11, e o vencedor foi Valber Winston, de Mirassolândia/SP, com 12,765 segundos. As Provas de Marchas fizeram parte do Campeonato Nacional da modalidade promovido pela ABCJPêga – Associação Nacional dos Criadores de Jumento Pêga, parceira do evento. Na categoria Marcha Diagonalizada Ranqueada o conjunto campeão foi Granfina do São Benedito e Cláudio, de Barroso/MG. Já na Mula Adulta Ranqueada o primeiro lugar ficou com Alegria da Hebrom e Pimpão, de Patos de Minas/ MG e na Mula Adulta Aberta o conjunto Dona da Noite e Didi, de Quadra/SP, foi o campeão. Os vencedores da categoria burro aberta são o animal Lampião, de Jundiaí/SP, que se apresentou com o cavaleiro Ailton. Na Mula Jovem Aberta o conjunto Granfina São Pedro e Rony, de Itaraé/ SP, foi o grande campeão. Venceu a categoria Mula Jovem Ranqueada o conjunto Venda Nova do Pantaleão e Davi, de Barroso/MG. Já na categoria Burro Ranqueada o primeiro lugar ficou com o conjunto Relógio da AP e Marquinho,

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Fotos: Leandro Nascimento

Sertão reuniu mais erca de 300 criadores de São Roque de Minas/MG. Durante as realizações do Muar do Sertão, aconteceu também o 1º Leilão de Elites de Muares, organizado pela Braúna Leilões de Goiânia. Com transmissão ao vivo pelo Agro Canal, o leilão reuniu 44 lotes compostos por Asininos (Jumentos), Muares (burros e mulas), além de lotes triplos. “São animais diferenciados, originários de criadores de elite e por isso um grande público participou”, disse Emílio Carlos dos Santos, diretor de Marketing de Os Independentes e um dos organizadores do evento. Cerca de 350 animais, guiados por criadores e peões, representantes dos estados de São Paulo, Minas Gerais,

Goiás, Mato Grosso, Mato do Sul e Acre, participaram do Desfile de Muladeiros que encerrou as atrações do 1º Barretos Muar do Sertão. Acompanhado por um trio elétrico, que foi animado pelo locutor barretense Paulinho 1001, o desfile saiu do Parque do Peão rumo ao berço do rodeio brasileiro: Recinto Paulo de Lima Correia. Na sequência os muladeiros passaram pela Basílica de Nossa Senhora Aparecida onde receberam a benção do Padre Juan Carlos. Uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, levada pelos organizadores do evento, representados por Chico Melo, também foi abençoada e levada de volta para o Parque do Peão. No percurso foi realizado o concurso

de Melhor “Traia” e foram cinco vencedores: Fernando Gonçalves, conhecido como Fernando da Santa, de Serra Negra/SP, Cláudio Bortolo, Renato Junqueira Franco, Luiz Cândido Junqueira Franco Filho e André Luiz Junqueira Franco, todos de Barretos/SP. O encerramento aconteceu no Parque do Peão com uma despedida a todos os participantes. Um dos organizadores do 1º Barretos Muar do Sertão, Emílio Carlos dos Santos declarou que o evento foi um sucesso. “Gostaríamos de agradecer a todos os envolvidos direta ou indiretamente. Apesar de ser o primeiro, estamos dispostos a aprender e fazer cada ano melhor”, disse.

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AgroRodeio

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AgroProjeto

Projeto Biomas

Fonte: Brapex

Plantar árvores na propriedade rural preserva e rende lucro

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evido às exigências do novo Código Florestal, o mercado de produção de mudas e sementes cresceu consideravelmente e, com isso, os produtores rurais sentiram a necessidade de mais informações sobre o plantio de árvores nativas, seja para conservação ambiental da propriedade ou para complementação da renda. É nesse cenário que o SENAR atua, levando qualificação aos instrutores e técnicos da área com a capacitação tecnológica Silvicultura Sustentável”, afirma Patrícia Fontes Machado, coordenadora da Área de Projetos e Programas Especiais do SENAR. “Depois desses treinamentos os instrutores estarão aptos a capacitar nossos produtores rurais com conhecimentos atualizados do setor”, acrescenta. O curso é realizado em parceria com a Embrapa Cerrados por meio do Projeto Biomas, desenvolvido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Embrapa, com foco no uso sustentável da árvore na propriedade rural. É importante destacar que os cursos estão sendo gravados e serão disponibilizados no portal de educação a distância do SENAR. Nossa expectativa é que esses dois primeiros cursos estejam disponíveis na internet em fevereiro de 2015”, explica Patrícia.

Sobre O Projeto O Projeto Biomas, iniciado em 2010, é fruto de uma parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com a participação de mais de trezentos pesquisadores e professores de diferentes instituições, em um prazo de nove anos. Com base em conhecimentos anteriores, pretende-se identificar formas sustentáveis para viabilizar a propriedade rural brasileira. Para isto, serão pesquisadas formas de avaliar o uso da árvore, seja em Áreas de Preservação Permanente - APP, Área de Reserva Legal - ARL, ou mesmo em Áreas de Sistemas Produtivos – ASP, nos seis biomas brasileiros. Os resultados de pesquisa poderão contribuir para futuras discussões visando ao aprimoramento da legislação ambiental brasileira. Ao longo deste tempo, por meio de ações de capacitação, os conhecimentos e tecnologias gerados pelos pesquisadores e professores beneficiarão os produtores rurais, bem como técnicos extensionistas e profissionais que atuam na área. O projeto tem como meta atingir diretamente, pelo menos, 2000 proprietários rurais em cada bioma. Objetivo Viabilizar soluções com árvores para a proteção, recuperação e o uso sustentável de propriedades rurais nos diferentes biomas brasileiros. 35


AgroRodeio Fotos: André Silva / PBR Brasil

Silvano Alves conquista o tricampeonato mundial da PBR Atleta se iguala a Adriano Moraes e faz Brasil uma lenda no esporte de montaria em touros

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competidor Silvano Alves, de Pilar do Sul (SP), conquistou o mundial pela PBR (Professional Bull Riders) no dia 26 de outubro, durante final do campeonato realizada em Las Vegas, nos Estados Unidos. O título veio depois de vencer o touro

Asteroid, um dos mais importantes atletas de peso da história do esporte, garantindo 87,25 pontos. Ele ainda faturou a fivela da etapa de Las Vegas e o prêmio de US$ 1.250 mil dólares. “Quero agradecer a todos que torceram por mim; minha família, meus pais, amigos e minha cidade natal. Estou muito feliz em ter conquistado, mais um ano, o título mundial e a etapa de Las Vegas. Só tenho que agradecer”, comentou. Silvano já conquistou o Mundial outras duas vezes, sendo em 2011 e 2012. Ele se iguala a Adriano Moraes (1994, 2001 e 2006) como os únicos competidores com três títulos nesta modalidade; ambos somam a Ednei Caminhas (2002), Guilherme Marchi (2008) e Renato Nunes (2010) nove troféus para o Brasil. Atualmente, Silvano é um dos atletas da montaria em touros que mais bateu recordes. Em 2010, foi o Rookie Of The Year (atleta revelação) e, posteriormente, foi o vencedor do campeonato mundial, feito inédito na história do esporte. Ao todo, em pouco mais de dois anos, conquistou cerca de 2,5 milhões de dólares. Ele também é o único bicampeão da etapa Last Cowboy Resultado final - etapa 1 - Silvano Alves – 502 pontos 2 - J.B. Mauney – 453,5 3 – J.W. Harris – 361 4 – Eduardo Aparecido – 349 5 – Matt Triplett – 268,25

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Standing em 2012 e 2013 nos Estados Unidos. Uma pesquisa realizada em 2012 pela ESPN apontava o brasileiro entre os 30 atletas mais bem pagos do mundo, em uma lista com esportes como golfe, tênis e basquete.

O atleta Com 26 anos de idade, Silvano Alves é um dos ídolos do esporte nos Estado Unidos, país que escolheu para morar ao lado da mulher e de dos filhos, a pequena Hanyelle, de 5 anos, e Eduardo, 3 anos, em uma propriedade rural no Texas. Um dos principais nomes do esporte de montaria em touros tem uma agenda agitada. Na maioria das etapas do Mundial, ele está sempre entre os destaques, participando de coletivas de imprensa, sessões de autógrafos com fãs e até campanhas publicitárias, além de ser um dos garotos propagandas de uma marca de roupas. Ele administra sua vida profissional com a familiar de maneira que uma não atrapalhe a outra. “Sempre que posso eu levo minha esposa e meus filhos comigo nas competições, já que, na maioria das vezes, fico muito tempo longe de casa. Tê-los por perto me deixa ainda mais confiante de que preciso fazer um bom trabalho”.


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AgroConferência

Fotos: Arquivo Data-Agro

Conferência Internacional DATAGRO sobre Etanol e Açúcar

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m sua 14ª edição, participantes da Conferência discutem soluções para a saída da crise, e as oportunidades para recuperação do setor. O setor sucroenergético desempenha papel de extrema importância nos mercados de combustível, bioenergia e alimento, no Brasil e no mundo. Esta relevância levou a DATAGRO a realizar mais uma vez a Conferência Internacional sobre Açúcar e Etanol, que aconteceu entre os dias 20 e 21 de outubro. Em sua 14ª edição, o evento superou todas as expectativas, e embora este ano não tenha ocorrido o Sugar Dinner em São Paulo, o comparecimento foi bastante elevado, com um perfil predominante de CEO’s e diretores. Ao todo, 650 participantes e 40 palestrantes de 32 países fizeram do encontro um momento excepcional para troca de informações, Idéias, opiniões e soluções para o setor. Com palestras e discussões de elevado nível técnico, a Conferência discutiu estimativas de safra, tendências de mercado no Brasil e no mundo, a importância do mercado de etanol hidratado, perspectivas de aumento da eficiência dos veículos flex usando etanol, como otimizar o custo do ATR contido na cana, e muitos outros temas de grande importância para o setor. Um dos destaques ficou para as estimativas da safra 2015/16 anunciadas por Plinio Nastari, presidente da DATGRO e curador do evento. O Presidente apontou para uma menor oferta de cana em resposta novamente à falta de chuvas, enquanto baixos investimentos em renovação impactarão negativamente os canaviais na próxima safra. Sobre a importância do mercado de etanol hidratado, houve um painel de debates com a participação dos CEOs dos principais grupos sucroenergeticos no Brasil: Biosev, Copersucar, Raízen, São Martinho e Tereos, sob a coordenação de Elizabeth Farina, presidente da UNICA. “Dessa forma, discutir etanol hidratado é uma questão estratégica”, disse Farina, que completa: através dele, o Brasil pode recuperar sua relevância no mercado.

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Foi discutido também o fim das cotas de produção da União Europeia e os estoques internacionais de açúcar puderam situar o que esperar do mercado nos próximos anos. Segundo José Orive, Diretor Executivo da ISO, após 2017 a Europa poderá produzir uma média de 19 milhões de toneladas de açúcar, voltando a ter condições de atender a demanda interna e exportar 2,5 milhões de toneladas no médio prazo. Enquanto isso não acontece, atualmente, o elevado estoque mundial de açúcar tem afetado a capacidade de reação dos preços. Dessa forma, para Ivan Melo, diretor Comercial da Raízen, o mercado precisa corrigir os preços para escoar o açúcar em estoque. Passando de mercado para sociedade, os jornalistas Heródoto Barbeiro, Mariana Godoy, o diretor do Núcleo de Estudos do Agronegócio, da ESPM São Paulo, José Luiz Tejon, e o editor-chefe da revista IstoÉ, Luiz Fernando de Sá, foram quase unanimes quanto a importância da mudança da consciência da população em relação ao etanol e ao açúcar. Segundo eles, o setor precisa trabalhar mais ativamente os canais de comunicação, não apenas para estimular o consumo de etanol e também de açúcar, como também desmitificar o setor que tem contribuído muito para o meio ambiente, para o desenvolvimento das pequenas cidades e para a economia do Brasil.

Ainda dentro deste contexto, para a secretária de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Mônika Bergamaski, o país precisa de políticas públicas para alavancar o setor com menos impostos e mais investimentos em pesquisas e produção de cana-de -açúcar. A secretária enfatizou que: “os debates realizados durante a 14ª Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol demonstram que ainda temos esperança”, diz. E, nos bastidores do evento, diversos líderes e empresários do setor também se referiram à importância dos debates neste momento crucial, para planejar um futuro mais promissor.

Plinio Nastari, presidente da DATAGRO e curador do evento.


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AgroRodeio

Fotos: Divulgação

LUCIANA OMENA

Jornalista Especializada em Cavalos lucianaomenacomunicacao@gmail.com

Campeonato Mundial do Quarto de Milha

Apaixonada por Quarto de Milha, eu fico sempre de olho nos maiores eventos da raça em todo o mundo. Certamente o Mundial é um dos mais importantes e mais esperados do calendário. Este ano aconteceu de 7 a 22 de novembro, em Oklahoma City. A cidade, aliás, é a casa de grandes eventos do cavalo na terra do ‘Tio Sam’. Preciso fazer uma visita! URGENTE!!!

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oltando ao AQHA World Show, e parando de sonhar (risos), como eu disse, é o evento máximo da American Quarter Horse Association, a associação que regulamenta a raça nos Estados Unidos e, porque não, no mundo. Donos de cavalos e treinadores de todo o mundo buscam se qualificar para o evento, somando um número pré-determinado de pontos para competir em cada uma das categorias, entre as provas de halter e performance e western. Existe um período do ano válido como classificatório. Para estar no Mundial do ano que vem, por exemplo, o período para as categorias de jovens vale de 1° de maio de 2014 a 30 de abril de 2015, e para as demais classes, vem desde 1° de junho de 2014 a 31 de maio 40

de 2015. Participando das provas classificatórias e somando a pontuação necessária, de acordo com o regulamento, o conjunto consegue participar do Mundial. Entre as provas: Pole Bending, Barrel Racing, Stake Race, Progressive Working Hunter, Working Hunter, Reining, Western Horsemanship, Western Riding, Jumping, Trial, Team Penning, Hunter Under Saddle, Hunt Seat Equitation, Ranch Sorting, Pleasure Driving, Western Pleasure , Showmanship, TieDown Roping, Breakaway Roping, Showmanship at Halter, Working Cow Horse, Hunter Hack, Ranch Pleasure, Equitation Over Fences, Cutting, Heading, Heeling, entre outras. Além de eventos paralelos como a demonstração de Cowboy Mounted Shooting.

Ganhar as provas, obter o título mundial, nem sempre é o que fica na memória das pessoas. Não basta só ser campeão. Que tal bater a nota mais alta de toda a história ou marcar o tempo mais rápido? A Shiner Named Sioux com 449.5 pontos detém a maior nota para um animal da classe Junior em Working Cow Horse no World Show. Sparkling Jackie no Laço Pé Senior detém a marca de 232 conquistados em um World Show que emocionou a todos. Sparkling Jackie, inclusive, está no Brasil servindo como garanhão. Como escrevi a coluna antes do evento terminar, não consigo listar os resultados e se algum brasileiro foi bem. Mas todas as informações encontram-se no www.aqha.com.


AgroCitrus

Fotos: Leandro Gasparetti

Suco Prat´s

da fruta para o copo

Conhecida como região dos Grandes Lagos, Rio Preto é um celeiro de oportunidades e sucesso no empreendedorismo. Com um clima quente e uma população acolhedora, a cidade recebeu de braços abertos mais uma marca, desta vez algo que combina bem com as altas temperaturas, o Suco Prat´s. Produto 100% natural, sem conservantes, e feito com frutas produzidas exclusivamente para a fabricação do produto, o Suco Prat´s nasceu há três anos, na cidade de Paranavaí, no Paraná. Em Rio Preto a marca chegou em outubro de 2013, depois que os amigos José Luiz de Oliveira, mais conhecido como Motta, e um dos donos da rede, Gilberto Pratinha, decidiram expandir os negócios na região noroeste paulista. “Estávamos em uma pescaria e o

suco ainda não era conhecido nesta região. Houve um interesse mútuo e a parceria que já era forte se solidificou ainda mais, garantindo o sucesso que temos hoje”, explica Motta, empresário distribuidor em Rio Preto. A garantia do sucesso, segundo Motta, é a qualidade do produto. Sem adição de conservantes e açúcar, inteiramente natural, um diferencial que trouxe uma aceitação excelente no mercado. “Um produto que pode ser consumidor por todos os públicos,

inclusive aqueles que possuem restrições na alimentação, como os diabéticos, por exemplo”, explica ele. Todos os dias Rio Preto recebe cerca de 16 mil litros do produto, que possuem validade de 21 dias. Depois de aberto, o suco deve ser consumido em no máximo três dias. A distribuidora na cidade está localizada na rua Coutinho Cavalcanti, 1605, no bairro Jardim América. Aqui as vendas são tanto para revenda quanto para o atacado.

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AgroMercado

Foto: Leandro Gasparetti

Pecuaristas esperam incentivo do governo

“Se o governo não der atenção especial ao pecuarista, o valor da carne pode ficar mais cara no Brasil”.

O pecuarista Osmair Guareschi

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om a matança do gado, matando-se mais e nascendo menos, o valor da carne no Brasil poderá ficar igual aos valores da carne nos países Europeus, mais cara. Isso porque se mata muito e não tem reposição. Para Osmair Guareschi, dono de um confinamento em Nova Granada/SP, a situação é de risco e preocupante.``Para o pecuarista comprar casa, trator, pagar contas está muito bom, mas para repor o gado não está, e vai ficar pior. Quem vai pagar a conta é o consumidor lá na frente, e isso é a curto prazo”`, disse ele. A reposição do gado é diferente da

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carne suína e aves. O bezerro não nasce do dia para o outro, a vaca precisa ser inseminada, são 9 meses de gestação e mais 9 meses de desmame. O processo é demorado. Por isso o governo brasileiro preciso intervir, e dar mais assistência ao pecuarista, com incentivos , financiamentos a longo prazo e fiscalização no abate. Só este ano o Brasil ultrapassou a marca de um milhão de toneladas de carne exportadas, um aumento de 10,43% em comparação ao mesmo período de 2013, segundo fontes da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne). A Rússia, por

exemplo, também passou a importar carne brasileira. O Governo liberou a compra de carne vindas de 93 plantas brasileiras. Segundo a Scolt Consultoria, em um ano os preços em São Paulo da carne subiram pouco mais que a inflação medida pelo IPCA 9,2%. No mundo inteiro produzir gado de corte é caro, difícil e demorado. E está provado que recuperar rebanho, reter matrizes, é também demorado e difícil. A Argentina é um bom exemplo que reconstruir um rebanho não é fácil. Por isso a hora é de atenção, se não, quem vai pagar a conta é o consumidor.


AgroFeiras

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AgroSocial

Fotos: Leandro Gasparetti

SOCIAL WESTERN Por Leandro Gasparetti

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1 - Adriana Neves e Denilson Cesar Marzocchi 2 - Asa Branca e Neto Afini 3 - Celson Elias e Marcelo Camara (Lalá) 4 - Fabiano Mazza, Fiduma & Jeca e Luiz Henrique (Puff) 5 - Gerson TC e Ana Paula Freitas 6 - José Pinho Maia e Antônia Maria Pinho Maia 7 -José Pinho Maia Filho e Fabrine Bigatao Pinho Maia 8 -Jozuel Freitas e Ricardo Almeida 9 - Lara Lucato, Alessandro Henrique e Juliano Bill 10 - Onivaldo Torrezin Vilela, Vaz de Lima, Manoel Braga 11 - Luiz Antonio Josahkian, Bruna Hortolani, Paulo Camargo, Paulo Ortenblad e Marcelo Ártico

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12 - Manezinho do Prado, Nanndo Azevedo e Giuliano Matheus 13 - Manoel Neves Filho, Jorge Meneses, Luis Guilherme Garcia e Beto Lofrano 14 - Marcelo Zola, Sidinei Batista e Dolvano Costa 15 - Maria Eduarda Lofrano e Nathan Sabatine 16 - Nenê Homsi, Malu Rodrigues e Luis Soares 17 - Nátalli Pontelli e Lucas Zacarelli 18 - Osmair e Nivaldo Guareschi 19 - Salvador Sanches, Christiane Karam e Gabriela Karam 20 - Sargento de Oliveira, Coronel Gilmar Torres e Ulisses Azevedo 21 - Thiago Mastellini e Marquinho Guerra 22 - Valdinei Cunha e Tony Karreiro 23 - Vinicius Praconi, Douglas De Paula, Romulo Cury e Wladen Porto 24 - Isaías Bernades de Oliveira, leia-se Chiquinho Sorvetes 25 - Andre Luis Oliveira e Fernando Marques Oliveira 26 - Gledson Moraes e Capataz 45


AgroModa

Fotos: Divulgação

Cowgirl Style

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ou cowgirl com muito orgulho e amo a vida que levo! Competidora dos Três tambores e esposa do competidor de montaria em touro, Guilherme Marchi, campeão mundial em 2008, espero trazer a vocês, neste espaço, dicas e novidades sobre a moda country e sobre tudo deste universo do qual me orgulho muito. Espero que goste!!!

A moda country em alta

Patricia Marchi

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Uma das mais famosa passarela de moda do país, o SPFW, 38ª edição, teve uma coleção inteirinha inspirada no cavalo Mangalarga Marchador. O etilista mineiro, Victor Dzenk, apostou no tendência após participar da Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Machador, em agosto passado, em Belo Horizonte, onde expôs sua linha para casa. Em parceria com a artista plástica Vânia Braga, que também expunha no mesmo evento, presenteou os convidados do seu desfile no SPWF com uma escultura de mangalarga machador fei-

ta por ela. Que TUDO! “Nos inspiramos na pelagem dos cavalos e nos haras. Na cartela de cor, o pôr do sol visto desse ambiente nos trouxe os tons de laranja e queimado. No corte das roupas, fizemos uma pesquisa sobre o estilo equestre”, disse Fernando Silva, também estilista da marca. Segundo ele, pode se esperar para o inverno as peças típicas da temporada como ponchos e as saias godês e evasês com franjas nas cores marrom-café e castor. “Inspiradas na cor da crina dos cavalos”.


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Magazine AgroFest - Novembro/Dezembro 2014  
Magazine AgroFest - Novembro/Dezembro 2014  

Magazine AgroFest, Edição nº 04 Novembro | Dezembro - 2014 Distribuída em São José do Rio Preto/SP e mais 30 cidades da Região.

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