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O melhor da Agropecuária, Rodeio e Negócios

Distribuição gratuita

Ano III - Edição 15 - Outubro/Novembro 2016

UVA

O MERCADO E SEU DESENVOLVIMENTO REGIONAL Páginas 14, 15 e 16

JAVALI DESTRÓI PLANTAÇÕES NA REGIÃO DE RIO PRETO

COBB, 21 ANOS DE BRASIL E 100 ANOS DE HISTÓRIA

Páginas 28, 29 e 30

Página 22

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AGROFEST / Uma revista inovadora, informativa e de alto nível. Que foca em temas como a Suinocultura, Avicultura, Pecuária, Piscicultura, Agropecuária, Eventos, Feiras, Exposições e Rodeios, com o intuito de aproximar empresas, técnicos, produtores, parceiros, clientes entre outros. Diretor Geral Leandro Gasparetti contatoagrofest@gmail.com Diretor Comercial José Eduardo Costa comercialagrofest@gmail.com Jornalista Responsável Leandro Gasparetti MTB: 76039/SP Contatos / Redação e  Publicidade: (17) 3022-2527 / 98152-5400 Jornalista André Luiz de Oliveira Souza MTB: 75680/SP Fotografia Leandro Gasparetti Projeto Gráfico | Diagramação Rede A Comunicação 17 99212-1016

EXPEDIENTE

FIM DE ANO MOVIMENTADO NO AGRONEGÓCIO Com a chegada do fim de ano os rodeios vão diminuindo o ritmo, pois já começam a se organizar para o próximo ano, mas os eventos voltados ao agronegócio, não. Como, por exemplo, o Workshop na “capital” da borracha, São José do Rio Preto/SP, que reuniu heveicultores para falar das novas estratégias para a próxima safra. Outro evento foi o de Produtos Orgânicos, também em Rio Preto, falando do crescimento no consumo de produtos orgânicos, além de organização de hortas entre outros assuntos e, eventos. Mas não podemos falar apenas de eventos, como também, assuntos importantes a população como, a disseminação do javali nas plantações e, os prejuízos que vem causando aos produtores da região. A produção da uva na região, que vem se destacando pela qualidade e variedade. Além da importância do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural ao produtor, que prorrogou até dezembro e, sobre os benefícios do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista – FEAP, ao produtor. Tudo isso e muito mais você só encontra na Magazine Agrofest.

SUMÁRIO 06 AGROINFO BIOTINA SE DESTACA NA

17 AGROINTERNACIONAL

36 AGROINFO

ALIMENTAÇÃO DE VACAS

EMBRAPA E EMPRESA DA ÍNDIA FAZ

OS BENEFÍCIOS DO FEAP

ACORDO PARA PESQUISA

AO PRODUTOR RURAL

CERTIFICAÇÃO RURAL VAI ATÉ

18 E 19 AGROEVENTO

38 AGROEXPO

DEZEMBRO

FÓRUM SOBRE PRODUTOS ORGÂNI-

EXPO BARRETOS MOVIMENTOU O

COS FOI REALIZADO EM RIO PRETO

SETOR AGROPECUÁRIO DA REGIÃO

PRODUÇÃO DE QUEIJOS

20 AGROANIMAL

40 E 41 AGROSOCIAL

ARTESANAIS

CÃO DE PASTOREIO ASSUME

POR LEANDRO GASPARETTI

07 AGROINFO

Impressão Fotogravura Rio Preto 17 3016-4000

08 AGROARTESANAL

Colaboradores Stella Bernardes, Ribeiro Comunica, João Dimas – Embrapa / Jales-SP, Cobb-Vantress, Phábrica de Ideias, Grupo VPJ, Estevam G. Hoppe – Professor da Unesp/Fcav, Cati Rio Preto, Sindicato Rural de Barretos

12 AGROEVENTO

AS RÉDEAS NAS FAZENDAS

42 AGRORODEIO

RIO PRETO, CAPITAL DA BORRACHA

22 AGROINFO

SEDIOU EVENTO

100 ANOS DE COBB-VANTRESS

OFICIAL DA PBR

14, 15 E 16 AGROCULTURA

28, 29 E 30 AGROFAUNA

45 AGROHORSE

JAVALI DESTRÓI PLANTAÇÕES

THIAGO MASTELLINI –

NA REGIÃO DE RIO PRETO

MODALIDADE EQUESTRE

O MERCADO DE UVA NA REGIÃO

ANDRÉ SILVA – FOTÓGRAFO

Tiragem 5 Mil Exemplares Periodicidade Bimestral Distribuição Gratuita

Reproduções totais ou parciais das matérias e fotos, aqui publicadas, só serão permitidas por meio de autorização expressa dos editores. As informações prestadas nas páginas de publicidade, são de inteira responsabilidade dos clientes. Artigos assinados por colaboradores não expressam a opinião da Revista.

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DISTRIBUIÇÃO EM 35 CIDADES

NOSSA CAPA

Bady Bassitt, Bálsamo, Barretos, Bebedouro, Catanduva, Cedral, Cosmorama, Cardoso, Fernandópolis, Guapiaçu, Icém, Ipiguá, Jales, José Bonifácio, Mirassol, Monte Aprazível, Mirassolândia, Neves Paulista, Nova Granada, Novo Horizonte, Orindiúva, Onda Verde, Olímpia, Paulo de Faria, Potirendaba, Palestina, Poloni, Riolândia, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Santa Fé do Sul, Tanabi, Votuporanga, São Pulo e Minas Gerais: Fronteira

Ano III Edição 15 Outubro/Novembro 2016

Foto: João Dimas Garcia Maia *Jesus, eu confio em vós!


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AgroÌnfo

Fonte: Quimtia

BIOTINA SE DESTACA NA ALIMENTAÇÃO DE VACAS LEITEIRAS

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studos demonstram melhora na saúde e na produção dos animais quando sua alimentação passa por um “ajuste fino”, com o emprego de novas tecnologias, entre elas: minerais orgânicos, aminoácidos protegidos e vitaminas específicas, fornecendo ao rúmen um ambiente mais equilibrado e favorável ao desenvolvimento da microbiota ruminal, permitindo que animais de boa genética expressem todo seu potencial. A biotina é uma vitamina hidrossolúvel do complexo B, também denominada de vitamina H. Ela atua como cofator enzimático em diversas reações do metabolismo como: respiração celular,

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lipogênese, gliconeogênese, metabolismo de aminoácidos e também está ligada, por suas enzimas dependentes, ao metabolismo de propionato, que é a fonte de energia para a produção de leite. Um dos estudos de avaliação da suplementação de biotina, realizado em 2011, chamou a atenção, pois em um grupo de 45 animais testados, aumentou em até 7% a produção de leite, além de ser muito importante para síntese de queratina, proteína estrutural da epiderme do casco. Com esses resultados, a biotina vem sendo amplamente utilizada na suplementação de dietas de vacas leiteiras,

conferindo maior saúde aos cascos dos animais, proporcionando longevidade e aumento na produção. Para atender essa necessidade, a QUIMTIA S/A lançou o NUVILEITE PREMIUM MB. Núcleo vitamínico mineral, formulado com ingredientes de alta tecnologia para atender as demandas e constantes desafios de vacas leiteiras de alta produção. Dentre os principais ingredientes podemos citar: biotina, zinco orgânico, tamponanteruminal e ionóforo. Stephen Janzen é nutricionista e trabalha como analista de nutrição da QUIMTIA feed.


AgroInfo

Foto: Comunicação/SAA

CERTIFICADO DE CADASTRO DE IMÓVEL RURAL (CCIR) VAI ATÉ DEZEMBRO O Certificado de Cadastro de Imóvel Rural - CCIR é um documento indispensável para desmembrar, arrendar, hipotecar, vender ou prometer em venda o imóvel rural e para homologação de partilha amigável ou judicial, de acordo com a lei nº 4.947, de 6 de abril de 1966, com as alterações da lei nº 10.267/2001 e os decretos reguladores. Para validar o certificado, foi disponibilizado em março do ano passado, o Sistema Nacional de Castro de Imóvel Rural (SNCR), com esse sistema o proprietário rural pode atualizar o cadastro de seu imóvel rural em qualquer computador, com acesso a Internet. Já que a partir do ano passado as taxas e serviços cadastrais passaram a ser anual e, deverão efetuar o pagamento da taxa anual cadastral na rede de atendimento da Caixa Econômica Federal ou em casas lotéricas. Para 2016 o recadastramento foi prorrogado até 31 de dezembro. O acesso para emissão do documento é também pelo endereço eletrônico: HTTP://www.incra.gov.br/sncr_ccir (novo CCIR)

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AgroArtesanal

Por: Stella Bernardes - Fotos: Terra Tradição

QUEIJOS ARTESANAIS DE PRODUTOR À MICROEMPREENDEDOR

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cada dia o mercado abre mais espaço para que o empreendedorismo avance e lucre com a demanda, originando negócios criativos. No setor do agronegócio não é diferente, novas concepções de produção, beneficiamento, escoamento, venda de produtos e subprodutos, garantem o êxito de negócios empreendedores. Exemplo disso são, João José de Melo e Edgar Miquelanti, ambos uniram o conhecimento e afeição por queijos artesanais e, criaram a Terra Tradição, rede de produção e comercialização de produtos artesanais que oferece ao consumidor o verdadeiro alimento de qualidade, valorizando a cultura, tradições e valores sociais inerentes, respeitando sobre tudo, o meio ambiente. Os produtores identificaram a oportunidade de no mínimo, triplicar seus lucros ao deixarem de fazer o queijo fresco e investir em técnicas para maturá-lo. A maturação das peças pode durar de 20 dias a seis meses, podendo variar o preço, de R$ 20,00 a R$ 100 por

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quilo, sendo comercializado em mais de 12 estados. O mercado de produtos artesanais de qualidade, produzidos em Minas Gerais, não tem crise, as receitas tradicionais e os cuidados na fabricação e maturação garantem sua valorização. “O queijo artesanal de qualidade tem um grande potencial de crescimento, como o agronegócio. Não sofremos com a crise, a única dificuldade deste mercado é a falta de mão de obra. Se o produto é bom, o mercado está pedindo”, afirma João. A altitude, a temperatura, o tipo de solo, as pastagens das vacas leiteiras e, até a umidade relativa do ar da região, garantem características únicas ao queijo artesanal, variando em consistências, texturas e sabores. Aprimoradas pelo cuidado da mão de obra familiar, que acaba dando um toque especial, além das fronteiras do estado e do país. Pelo modo tradicional de fabricação, foi registrado como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico

Nacional (IPHAN). O sucesso dos produtos Terra Tradição chegou ao ponto que, seus empreendedores dividem o tempo entre o acompanhamento da produção e a participação em feiras e concursos.


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AgroVeterinário

Foto: barfblog.com

PAULO BELARMINO

Médico Veterinário CRMV-SP: 30.174 / CRMV-MS: 4.833 p.belarmino@hotmail.com

CISTICERCOSE BOVINA

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Apesar de muito se ouvir falar, a cisticercose bovina ainda é cercada de dúvidas e em pleno século XXI ainda gera grandes prejuízos à pecuária de corte.

cisticercose bovina é uma enfermidade de distribuição cosmopolita de caráter zoonótico (doença que é transmitida entre homem e animal), causada pela forma larval da Taenia saginata, verme também conhecido como solitária. Essa parasitose se apresenta de duas formas distintas: uma intestinal, a teníase, que acomete apenas o homem e uma extra-intestinal, a cisticercose, provocada pela presença da forma larvária nos tecidos de bovinos, suínos e do próprio homem. A Taenia saginata, em seu estágio adulto, é um parasito intestinal do ser humano (solitária). O bovino é o hospedeiro intermediário e infecta-se ingerindo o ovo da Taenia saginata na água e pastagem contaminadas por fezes do ser humano parasitado. Após

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a ingestão do ovo, há a liberação da larva, que se instala em diferentes órgãos e tecidos, tendo predileção por tecidos com alta irrigação sanguínea, como cérebro e músculos. Ocorre então a formação de uma vesícula (cisto), contendo em seu interior a larva. Os maiores prejuízos decorrentes de infestações em rebanhos bovinos por Cisticercose, se dá ao fato de que, quando do abate dos animais, estes passam por um rigoroso processo de inspeção (SIF, SISP, etc), onde são localizadas as larvas alojadas nos tecidos, e consequentemente descartadas, parcial ou totalmente, as carcaças infectadas, dependendo do grau da infestação. Nos casos de descartes parciais ou totais, o prejuízo ao produtor pode variar de 20% a 50% do valor da arroba, tendo em vista que os

frigoríficos descontam essa porcentagem do pagamento do valor total que seria pago inicialmente pelo animal abatido. A aplicação de medidas para o controle da teníase/cisticercose consiste em interromper o ciclo evolutivo do parasita, a fim de evitar a infecção no animal e no homem. Além da utilização de serviços sanitários básicos para evitar a disseminação dos ovos, a educação sanitária também é imprescindível para que haja o esclarecimento da população a respeito do modo de transmissão e prevenção da doença, evitando assim sua propagação. Já nos bovinos destinados ao abate, recomenda-se a utilização de Sulfóxido de Albendazol, nas doses e protocolos recomendados por um médico veterinário.


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AgroEvento

RIO PRETO, CAPITAL BORRACHA, SEDIOU PALESTRANTE INTERN

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conteceu no mês de setembro, na cidade considerada a “Capital da Borracha”, São José do Rio Preto, situada no interior paulista, a segunda edição do Workshop Polifer. O evento foi realizado próximo ao inicio da safra 2016-17 e contou com a participação de três palestrantes nacionais e, um internacional, que abordaram temas como gestão estratégica de mão de obra nos seringuais, sistemas de gestão para seringais, gestão de pragas no seringal e tendências e estatísticas para o mercado mundial da borracha, este último tema foi ministrado pelo economista indiano, Jom Jacob. Jacob é responsável por um dos maiores programas de monitoramento de tendências e estatísticas da borracha natural no mundo e conta com os dados fornecidos por todos os paí-

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ses membros da ANRPC. Estes países representam 90% de toda a produção de borracha do mundo e 60% de todo o consumo. Esta é a primeira vez que Jacob vem para o Brasil. “Ele é um conferencista prestigiado de eventos do setor de borracha em todo o mundo. E quando entramos em contato para apresentar números do mercado brasileiro, ele demonstrou interesse imediato em conhecer nossa produção e falar aos produtores da região sobre o que devemos esperar para os próximos anos”, comenta Aderbal Santos, diretor da Polifer. A empresa é líder de mercado na comercialização de equipamentos e insumos para o setor. “Foi assim que idealizamos o II Workshop Polifer, um evento que tem como principal missão gerar conhecimento para os produtores e apontar os novos caminhos para o mercado”,

explica Aderbal. Rio Preto foi escolhida por ser um pólo produtor tradicional de borracha natural e concentra a maior região da heveicultura do Brasil. De acordo com dados da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), vinculado à Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, a região possui, aproximadamente, 14 milhões de seringueiras plantadas, o equivalente a 29 mil hectares. O pólo representa, hoje, 30% do total da área plantada do Estado de São Paulo que, por sua vez, tem em torno de 46 milhões de plantas, correspondente a 90 mil hectares. Por tudo isso, Rio Preto é considerada a Capital Nacional da Borracha, centro de referência em tecnologia de produção e onde estão localizadas o maior número de usinas de beneficiamento de borracha natural do País.


Fotos: Divulgação

L DA EVENTO COM NACIONAL

“Entendemos que a cidade tem uma vocação natural para abrigar um grande evento de geração de conteúdo e compartilhamento de ideias e boas práticas para a heveicultura”, finaliza Aderbal.

Safra

Segundo relatório da Associação de Países Produtores de Borracha Natural (ANRPC), publicado em julho, o ritmo da produção global de borracha natural vem caindo. A queda surpreendeu o mercado. Em 2015, a área em sangria se expandiu em 243 mil hectares, o que levou a instituição a diagnosticar uma intensa e crescente queda de produtividade. A influência positiva na queda dos preços internacionais está sendo diluída pelo ritmo de consumo, ainda lento, nos principais países consumidores,

em especial, a China. Mas, se a tendência se mantiver, pode-se esperar por uma maior pressão de demanda sobre a oferta a partir de 2020, o que se traduz em altos preços. “A queda nos preços, desde 2013, também afetou de maneira adversa o ritmo de plantios dentre os principais países produtores”, explica Aderbal. Na região de Rio Preto, nos últimos meses, os produtores aproveitaram o período de senescência, quando a produção é suspensa para que as árvores possam concentrar suas energias na reenfolha, para realizar os trabalhos de manutenção nas árvores e planejamentopara a nova safra. “Este é o melhor momento para o produtor focar na gestão da sua produção para ser ainda mais eficiente e garantir a viabilidade do empreendimento”, finaliza o diretor. 13


AgroCultura

O MERCADO E O DE DA UVA NA REGIÃO

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a safra de 2015, a média de produtividade foi muito boa para alguns produtores, já em 2016, houve uma pequena queda na produção. A queda foi devida as chuvas no final do ano de 2015 e, início de 2016, que afetou o desenvolvimento dos cachos, além do frio que foi mais intenso no inverno, prejudicando principalmente a variedade Niágara Rosada. A estimativa é de uma queda na safra de 50%, nas uvas finas e, de 30% da uva niágara e benitaka, estimativa de redução em mais de 6.000 toneladas na produção, comparado ao ano de 2015. No caso da Uva Niágara a queda de produção foi da ordem de 2.000 toneladas. “A chuva não atrapalha no início do plantio, só atrapalha quando a uva já está madura, começamos em março, quando se inicia a poda para brotar, até maio, e a colheita começa em agosto e termina em outubro” explica Walter Teruo Kadawara, produtor da

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Sr. Walter Teruo Kadawara região de Riolândia. Dos 900 hectares cultivados, 500 são de uvas finas, ou seja do grupo Itália (Itália, Rubi, Benitaka e Brasil) que uvas de cachos e bagas grandes. Na região de Jales, o município de Palmeira

D’Oeste é o maior é o maior produtor da fruta, na entressafra do Estado de São Paulo. A cultivar Niágara Rosada tem uma área cultivada de 300 hectares, é a principal uva rústica de mesa, seu cultivo vem expandindo-se devido


Foto: Leandro Gasparetti/João Dimas G. Maia

ESENVOLVIMENTO

apresentar menor custo de produção, menos demanda de defensivos para o controle das doenças, além de alcançar maior preço do que as uvas finas. A viticultura tem uma importância muito grande na região pois além de empregar muita mão de obra gera muita renda aos produtores, atualmente são cerca de 700 produtores de uvas. Na década de 60 a Sulbrasil, que era de descendentes japoneses, começaram o plantio de uva na região, com a uva Itália, já na década de 70 e 80, brasileiros começaram a produzir a uva Itália, mas depois começaram a migrar para outras opções de uvas, como: Rubi, Benitaka e Brasil, que tiveram boa aceitação pelos consumidores e empresas atacadistas. Na década de 90, a cultivar Niágara Rosada começou a expandir após ajustes de manejo feito pelas pesquisas tecnológicas, com a participação da Embrapa. A variedade Niágara precisa de 60% menos fungicida, para controle de do-

enças e, cerca de 70% menos de menor mão de obra, para manejo da planta e dos cachos, o que aumenta o lucro do produtor, estimulando o aumento da produção da niágara na região. Após 1993 a criação da Estação Experimental de Viticultura Tropical, em Jales, teve início a criação de novas variedades de uvas para mesa, para sucos e para vinhos. O trabalho é demorado e meticuloso, mas os primeiros resultados surgiram em 2003 com o lançamento de 3 novas variedades sem sementes: BRS Linda, BRS Clara, e BRS Morena. Posteriormente foram lançadas cultivares próprias para a elaboração de sucos com mais cor, sabor e açúcares, além de boa adaptação as condições de clima mais quente, são elas a BRS Cora, BRS Violeta, BRS Carmem, e a BRS Magna. Estas variedades formam obtidas por cruzamentos entre outras variedades mantidas em coleções na Embrapa em Jales. Nos últimos anos a Embrapa desen-

João Dimas Garcia Maia, Pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, Melhoramento Genético da Videira. volveu lançou para o setor três novas variedades de uvas de mesa: BRS Isis (uva vermelha sem sementes e tolerante ao míldio), BRS Vitória (uva preta sem sementes muito saborosa e tolerante ao míldio), e a BRS Núbia (uva preta com sementes bem graúda e também tolerante ao míldio), estas três variedades por serem mais resistentes ao míldio, a principal doença 15


AgroCultura da videira no Brasil, permitem reduzir em cerca de 50 % as aplicações de fungicidas para o controle, trazendo benefícios aos viticultores, e ao meio ambiente. O sucesso no plantio dessas variedades depende em grande parte do conhecimento das recomendações da Embrapa para cada uma, e entre as recomendações destaca-se saber o ponto ideal para a colheita, ou seja, para cada tipo tem a recomendação de quanto ‘doce’ deve estar para serem colhidas, em resumo é o ponto de maturação que mais agrada ao consumidor, pois se ele não gostar não volta a comprar. A doçura é a característica mais importante para o consumidor. “O sistema de embalagens, classificação e resfriamento pós colheita, associado a uma boa rede de distribuição tem posicionado bem as novas cultivares no mercado, tornando possível os consumidores conhecer as novas uvas e impulsionar a demanda” comenta João Dimas Garcia Maia, Pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, Melhoramento Genético da Videira. Em cerca de três anos a Embrapa iniciará uma nova etapa de teste de validação com novas cultivares de uvas sem sementes incluindo seleções de cachos mais soltos e com bagas maiores para diminuir a demanda de mão de obra de reguladores de crescimento. Atualmente as novas cultivares da Embrapa tem dado maior lucro aos produtores em relação as cultivares de uvas finas, com a Itália, e em relação a uva Niágara Rosada. Independente de toda tecnologia e pesquisa que vem sendo desenvolvido nos últimos anos, se o produtor não souber trabalhar e se adaptar as “surpresas” do mercado, não conseguirá resistir e acabará perdendo o espaço. “Os insumos estão caros o que dificulta a comercialização da uva, já que o insumo compra em dólar e vendemos a uva em real” explica Marcos Antônio de Souza, produtor da região de Jales. Mas existem casos, que a melhor solução é a produção familiar, no que reduz custos e consegue produzir por anos “A produção familiar, em pequenas áreas, é melhor para o sustento da família, já que com poucas pessoas conseguimos cuidar e ter um bom lucro” comenta Assis Aparecido Farinassi, conhecido como Tidão, que atua há 16

Marcos Antônio de Souza, produtor da região de Jales

Assis Aparecido Farinassi (Tidão), produtor de Palmeira D’Oeste

15 anos na produção de uva. Mesmo com o mercado instável, acredita que o futuro será promissor. “Creio que no próximo ano a produção melhore e o mercado interno vol-

te a consumir, além da melhora das exportações” finaliza Tidão, que além de vender parte de sua produção para o mercado interno, exporta para a Bolívia.


AgroInternacional

Foto: Divulgação - Fonte: Ministério da Agricultura

EMBRAPA E EMPRESA DA ÍNDIA FAZEM ACORDO PARA PESQUISA EM LEGUMINOSAS

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Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa e a multinacional indiana UPL, assinaram acordo de cooperação para pesquisa em leguminosas de grãos (pulses), como lentilhas e grão de bico. O anúncio foi feito pelo ministro da agricultura, Blairo Maggi, que estava em missão oficial na Índia. A UPL planeja investir cerca US$ 100 milhões no desenvolvimento e produção de pulses no Brasil, para exportar ao mercado indiano. A cooperação foi anunciada durante encontro do ministro da Agricultura, com diretores da UPL e, estima-se que, até 2030, alcance cerca de 30 milhões de toneladas por ano. O acordo prevê um custo inicial de R$ 100 mil para que

a Embrapa possa importar e avaliar o grau de adaptação do material. Esse recurso será transferido pela UPL à

Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa.

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AgroEventos

FÓRUM SOBRE PROD FOI REALIZADO EM R A

conteceu em outubro, no Centro de Convenções da Acirp, em São José do Rio Preto, o Fórum do Campo ao Consumidor Produtos Orgânicos. A iniciativa do evento foi graças à parceria da CATI e a Escola Maria Peregrina, que devido a horta orgânica que foi implantada na escola, surgiu a ideia de organizar e realizar o evento para orientar os produtores rurais e a população. “Devido a demanda e aumento do consumo dos produtos orgânicos pela população e, também pela iniciativa do projeto da Escola Maria Peregrina,

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decidimos unir forças para realizar um evento de produtos orgânico que não aconteceu na região” explica Andrey Vetorelli Borges, engenheiro agrônomo da CATI Rio Preto. O projeto da Escola Maria Peregrina foi uma iniciativa dos alunos que quiseram aprender sobre produtos orgânicos. “Alguns alunos quiseram aprender sobre produção orgânica e, montamos uma horta no fundo da escola, para que as crianças pudessem manusear e acompanhar o manuseio, cuidado, entre outros” explica Rogério Fisher Duque, diretor da Escola Maria Peregrina.

Com isso a CATI e a Escola Maria Peregrina uniram forças para organizar e realizar o Fórum. “O objetivo do evento é de levar informações ao produtor para melhorar a comercialização dos seus produtos, sendo mais competitivo no mercado, mostrando aos produtores que são empresários rurais e, não apenas produtores” comenta Marcos José Amâncio, gerente do Sebrae Rio Preto. O evento contou com o apoio da Fatec de Rio Preto, Escola Maria Peregrina, Sindicato Rural de Rio Preto, Secretaria de Turismo, Secretaria de Agricultura, CATI e Acirp.


DUTOS ORGÂNICOS RIO PRETO

Fotos: Leandro Gasparetti

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AgroAnimal

CÃO DE PASTOREI “AS RÉDEAS” NAS

E

m época de “vacas magras” os pecuaristas têm procurado opções inovadoras, para redução de custos, na lida com o gado e, não é a toa que um animal conhecido como o “amigo do homem”, vem ganhando cada vez mais espaço no pasto. Apesar de ainda pouco conhecido, o blue heeler é um dos “queridinhos” dos fazendeiros de todo o Brasil, conhecido como cão boiadeiro, por fazer bem o trabalho de tocar o gado e reunir o rebanho, além de ter bastante energia, a raça se dá bem com donos que gostam de atividade física, caminhadas e cavalgadas. O heeler se relaciona bem com outros animais e com crianças, mas não se deve esquecer que são animais de pastoreio, portanto tendem a encarar as crianças e os demais animais como seres a serem pastoreados. Com pessoas estranhas são reservados, mas não demonstram agressividade. “Nunca vi outro cachorro tirar o boi do mato, como o heeler, com uma vontade de ir no pé do boi, que é muito

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valente, não tem medo, a definição do nome, em inglês, já define a raça, que é de ir no calcanhar”, explica Daniel Grandizoli Guerra, que cria a raça desde 2002. Cada raça tem uma característica, no caso do heeler, a principal característica é de atuar como “empurrador”, ou seja, ele se coloca naturalmente voltado para o rebanho e de costas para o condutor. Outra raça que é o xodó dos fazendeiros é o bordercollie, que ao contrário do heeler, têm como principal característica de trabalho o “trazer”, ou seja, ele dá a volta e coloca naturalmente, o rebanho entre o cão e o condutor. Resistente e com muita vitalidade e inteligência, o cão tem capacidade e disposição para agrupar e conduzir animais com bastante agilidade. A raça também é adaptada a trabalhar em terrenos diferentes, desde pistas de laço e pastagens até locais de difícil acesso, com brejos e topografia irregular. Com

André Mota Marchini


Foto: Leandro Gasparetti / Divulgação

IO ASSUME FAZENDAS

visão aguçada, coragem de caçador, esperta e rápida no aprendizado de tarefas, a raça canina tornou-se excelente para o controle de rebanhos de ovelhas. Por aqui, é adestrada também para trabalhar com bovinos, que formam uma extensa população na pecuária nacional. Um cão da raça que vem se destacando é o Caetano do Rodeio, cão boiadeiro do André Mota Marchini, que acompanha o dono nas viagens e nos rodeios. “O Caetano é brincalhão, gosta de criança, mas também é focado no trabalho, quando tem que entrar na arena e encarar o touro, ele encara mesmo, mas o que ele gosta mesmo é de dormir no ônibus” comenta e sorri Marchini. Contudo, para a finalidade de pastoreio, o que mais importa são as qualidades do cão e seu destemor no comando de rebanhos. Por isso, o importante é que o cão seja oriundo de uma linhagem de exemplares valentes e apresente “força no olhar”.

Daniel Grandizoli Guerra 21


AgroInfo

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AgroLeilão

Fotos: Divulgação

18º LEILÃO GENÉTICA SE DESTACA COM MISTURA DE RAÇAS CAMPEÃS

O cantor e compositor sertanejo e pecuarista Eduardo Oliveira de Araújo, a pecuarista Bernadete Balparda e Valdomiro Poliselli Júnior, titular da VPJ Pecuária

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Fazenda Cardinal, sediou em agosto, na cidade de Mococa (SP), o 18º Leilão Genética VPJ, evento que contou com a presença de 500 pecuaristas e a oferta de 163 touros e matrizes puros das raças Angus, Brangus e RedBrahman. O leilão, transmitido ao vivo, registrou cerca de 80% das vendas para criadores do próprio Estado de São Paulo, que dias antes presenciaram um ciclo de palestras sobre os trabalhos de seleção e melhoramento genético conduzidos pela VPJ Pecuária. “O cruzamento de Zebu com Angus dá origem a um produto excepcional para qualidade de carne. Este cruzamento está revolucionando o mercado interno ao combater a invasão dos pro-

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dutos importados. O uso das fêmeas 1/2 sangue Angus como matrizes será a nova fronteira para o Brasil produzir de classificação prime, a mesma dos americanos”, destaca Valdomiro Poliselli Júnior, anfitrião e titular da VPJ Pecuária, ao sugerir uma nova opção de cruzamento. O 18º Leilão Genética VPJ ofereceu os melhores ranqueados na DGI – DEP Genômica Integrada, um método de seleção exclusivo da VPJ Pecuária que foi desenvolvido em conjunto com a USP/ Pirassununga (SP). Essa proposta levou uma pecuarista a arrematar um dos lotes mais valorizados: uma cota de 50% do touro VPJ Black Reader Pioneer TE 348, pré-contratado para coleta de sê-

men na CRV Lagoa. Ele é filho do consagrado SAV Pioneer 7301 e irmão de SAV Pedigree, recordista mundial de preço, negociado por US$ 725 mil nos Estados Unidos. Outro destaque foi a cota de 50% do touro RedBrahman VPJ MrConnan 835 POI, top 0,5% no PMGZ/ABCZ e detentor de uma régua de DEPs positiva para todas as características avaliadas. O comprador deste filho de HK Polo 757 (MR. 3H Polo 628 X HK MS. América 280) na doadora VPJ Miss Lunara 191 (Lancefield M Break Thru X Palm Vale Miss Pablo 1791 -genética importada da Austrália), foi o cantor, compositor sertanejo e pecuarista, Eduardo Oliveira de Araújo.


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AgroFauna

JAVALI DESTRÓI PL

NA REGIÃO DE R

U

m mal que vem alastrando a região de São José do Rio Preto, no interior paulista, são os javalis, o único animal que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA permite abater. As cidades de Mirassol, Neves Paulista, Monte Aprazível, José Bonifácio, Barretos, Paulo de Faria e toda região, salientando, que existem regiões que possuem maior ou menor concentração, acreditando-se que tudo depende das culturas de plantio que são realizadas. Nestas regiões, justamente devido às plantações, o javali vem causando prejuízos aos produtores com a destruição das plantações. Deixando bem claro que não se trata

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de caça e, sim manejo, podendo abater com armas de fogo, com busca com cães, facas, armadilhas com georreferenciada – que tem de ser vistoriada e liberada, para ver se pode ser montada no local desejado, podendo abater fêmea, macho ou até mesmo filhote. Mas não é qualquer um que pode abater o javali, a pessoa que tiver interesse tem de ser certificado pelo IBAMA, basta entrar no site, se cadastrar e, periodicamente (trimestral) enviar relatórios de quantos javalis foram abatidos, aonde, a forma que foi abatida, entre outras informações. Primeiramente a pessoa tem de ter o Certificado Técnico Federal – CTF e, posteriormente o Certificado de Registro – CR, dentro do CTF, para

poder efetuar o manejo. “Ressaltando que além dos documentos exigidos pelo IBAMA, a pessoa tem de possuir a arma registrada, a guia de trânsito, para transporte da arma, além do documento de autorização para entrada na propriedade, assinada pelo proprietário, para abate do javali na área, senão você pode ser considerado como invasor de propriedade e penalizado da mesma forma” explica Paulo Belarmino, médico veterinário e abatedor de javali. O que tem de ser esclarecido que só pode abater javali e, não animais nativos da fauna, como o cateto e o queixada, que não podem ser abatidos, senão a pessoa será penalizada conforme as leis.


Fotos: Divulgação

LANTAÇÕES

Fotos: Divulgação

RIO PRETO Perfil do Javali

O javali (Sus scrofa) é um tipo de porco selvagem, originário da Europa, Ásia e norte da África e foi introduzido em diversas regiões do mundo como animal de criação para consumo. O animal adulto possui presas e pelos longos e de cor preta; já o jovem possui listras longitudinais marrom avermelhada com preto. Seu comprimento é de aproximadamente 1,3m e pesa aproximadamente 80Kg, sendo que javalis miscigenados com porco doméstico possuem maior porte e podem pesar até 250Kg.

Diferença entre o javali e o porco

O javali e o porco são da mesma espécie, a Sus scrofa. Essa espécie assume diferentes formas: nativa, doméstica, asselvajada e miscigenada. Popularmente, a forma doméstica da espécie é denominada de porco e a forma selvagem, de javali. A Instrução Normativa do Ibama considerou, para a finalidade de controle como javali, a espécie exótica invasora javali-europeu, de nome científico Sus scrofa, em todas as suas formas, linhagens, raças e diferentes graus de cruzamento com o porco doméstico. Queixadas e catitus (ou catetos), também chamados porcos do mato, são espécies nativas Os queixadas e catetos são animais silvestres nativos, não podem ser abatidos, conforme Lei

Paulo Belarmino, médico veterinário e abatedor de javali. nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998: “É crime matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida”. No Brasil, existem duas espécies chamadas popularmente de porcos do mato: o cateto (Pecari tajacu) e a queixada (Tayassu pecari). Embora essas espécies sejam de outra família (Tayassuidae) possuem aparência e comportamento semelhantes à de porco. Assim, as pessoas que realizam o controle devem saber distinguir o javali das demais espécies nativas. O cateto pesa aproximadamente 20Kg, sua altura varia de 40cm a 50cm e atinge cerca de

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AgroFauna 1m de comprimento. Esta espécie possui um tipo de colar branco amarelado, em frente às patas anteriores, largo inferiormente no peito e muito estreito no dorso, torna fácil seu reconhecimento. O corpo é castanho escuro, quase preto, salpicado de branco devido à existência de pelos brancos e pretos. O padrão de atividade é crepuscular, alimentando-se nas primeiras horas da noite. Como todos os animais da espécie, o cateto é um animal altamente social, vivendo em bandos, os quais variam de pouco mais de seis até 30 indivíduos. A aproximação de um bando de catetos pode ser percebida pelo som característico que produzem: o bater dos dentes. A queixada é a maior e a mais agressiva das espécies de porcos selvagens sul-americanos, atingindo 1,10m de comprimento e pesando aproximadamente 35Kg. Apresenta pelagem das costas muito longa com uma coloração negro--pardacenta, possuindo uma grande quantidade de pelos brancos na mandíbula e focinho, característica que o diferencia do cateto. Vive em grandes grupos, geralmente de 50 a 100 indivíduos. Pode-se diferenciar a quei-

Fotos: Divulgação

xada do cateto por seu comportamento mais expansivo (em intensidade de exibição), geralmente executado por todos os indivíduos, pela necessidade de marcação territorial e também pela grande agressividade. Quando acuado, bate forte o queixo. Outra diferença marcante são os caninos: nos javalis crescem encurvados para fora do focinho, enquanto que nas espécies nativas brasileiras eles crescem retos. O javali pode representar um risco para outras espécies domésticas, como os rebanhos comerciais de suínos O javali é suscetível a diversas doenças que acometem outras espécies, tais como bovinos, ovinos, equinos e os próprios suínos. A condição sanitária dessa população ainda é desconhecida, razão que justifica a pesquisa nessa área com vistas à proteção da saúde humana e dos rebanhos domésticos. Considerando o crescimento e difusão das populações de javalis em vida livre, tornando-se cada vez mais próximos dos rebanhos domésticos e do homem, poderá haver risco, dependendo das condições de saúde dessas populações e da possibilidade de contato entre populações domésticas e selva-

gens. Por esta razão, em regiões em que se tem registro da presença de javalis, recomenda-se reforços na biossegurança das instalações de criação para evitar o contato entre as populações domésticas e selvagens.

Estevam G. Lux Hoppe, professor de enfermidades parasitárias dos animais do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Reprodução Animal da Unesp/Fcav.

Javali pode transmitir doenças

Está sendo realizada pesquisa para averiguação se o javali pode transmitir doenças, como vermes pulmonares, vírus, bactérias, para animais de produção, como os porcos, o que acaba causando maior prejuízo. A pesquisa está sendo feita nos animais abatidos e, já foram detectados algumas doenças, mas ainda nada conclusiva. “Peço aos abatedores de javali, que colaborem com a pesquisa, para que possa detectar e, comprovar as doenças alojadas nos javalis, para que possamos tomar as precauções necessárias, para evitar a proliferação das doenças” finaliza Estevam G. Lux Hoppe, professor de enfermidades parasitárias dos animais do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Reprodução Animal da Unesp/Fcav. Colabore com a pesquisa: Contato: 16 3209.7315 e-mail hoppe@fcav.unesp.br

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AgroHorse

Fotos: Divulgação

LUCIANA OMENA

Jornalista Especializada em Cavalos lucianaomenacomunicacao@gmail.com

BRASILEIRO FEZ HISTÓRIA NA APARTAÇÃO MUNDIAL

G

ente, esse feito aconteceu entre julho e agosto desse ano. Ai vocês podem pensar: - nossa, mas porque só agora está saindo a notícia na coluna? A resposta é simples: Quando fechei a coluna da edição passada, esse resultado ainda não tinha saído, e pensando sobre o que escreveria para vocês nesta edição, lembrei desse acontecimento e fiz questão de falar dele, não só porque adoro contar boas histórias de brasileiros se dando bem, mas também porque foi sensacional! Armando Costa Neto é um jovem que se apaixonou pela Apartação, uma modalidade onde cavalo e cavaleiro em sintonia trabalham com o gado dentro da pista. Alçando vôos mais altos, mudou-se para os Estados Unidos e pas-

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sou a morar, estudar e competir por lá. Depois de anos com ótimos resultados, em 2016 ele entrou de vez para a história da Apartação mundial! Poucos cavalos e poucos cavaleiros desde que existem os esportes equestres no mundo, há mais de 100 anos, conquistaram a Tríplice Coroa, que nada mais é do que vencer as três importantes provas numa mesma temporada. Na categoria Non Pro, destinada aos proprietários dos animais, ninguém nunca tinha conseguido. E foi Armandinho que inaugurou essa galeria. Com sua égua corajosa, Watch Me Whip, marcou 223,5 para ganhar o NCHA Derby Non Pro durante o NCHA Summer Spectacular, em Fort Worth, TX. Falamos aqui na coluna que ele foi

campeão NCHA Futurity Non Pro em dezembro do ano passado (primeira prova da Tríplice Coroa). Junto com o título de Co-Campeão no NCHA Super Stakes (segunda prova da Tríplice Coroa), ele jamais será esquecido. E Watch Me Whip também, pois com as vitórias tornou-se o Cavalo do Ano NCHA Non Pro 2016 da NCHA (associação americana de Apartação). Antes de Armandinho, apenas Sandy Bonelli e sua grande égua Shakin Flo chegaram mais perto de fazer a Tríplice Coroa, e foi em 1997/1998. Ganharam o NCHA Futurity Non Pro, Super Stakes Non Pro e o NCHA Derby Open, terminando somente em 17º lugar no Derby Non Pro. Parabéns, Armandinho!


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PROSAS & CAUSOS COM

AgroHumor

TONHO PRADO Oi gente é ieu Tonho Prado!

Como vocês já sabem agora todas edições da Magazine AgroFest eu vou tá aqui com o cêis trazendo muito causo e muita piada boa, bom mas vamo para de prosa porque agora chegou a hora de você se divertir, vamo lá genti.

ESQUECIMENTO

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POBRE CEGO

Um homem, na companhia de um cachorro, pede dinheiro na rua e carrega uma placa onde está escrita e seguinte frase: “Dê esmola ao pobre ceguinho, pelo amor de Deus.” Um ladrão vê o mendigo e fica observando-o durante um bom tempo. Quando percebe que a caixinha do homem já está cheia de dinheiro, decide roubá-la. Sem medo de ser notado pelo cego, o malandro vai em direção a ele e, no momento em que vai pôr as mãos na grana, é surpreendido pelo sujeito, que começa a lhe dar uma tremenda surra. O ladrão, então, grita indignado: — Mas você não é cego? — Não, cego é o cachorro!

COISAS DE CASAL

Meu cumpadre me contou uma historia que aconteceu com ele e a muié, falaei toma cuidado home,veja ‘so como foi!!!! Eles estavam dormindo profundamente como bebês. Lá pelas três horas da manhã, escutam ruídos fora do quarto. A mulher assustada diz para o homem: - Aaaaaiiiiiii meu Deus, deve ser o meu marido! O cara se levanta espantadíssimo e peladão, pula pela janela e cai em cima de uma planta com espinhos. Em poucos segundos volta e diz: - Desgraçada... teu marido sou eu! 34

Eu vi uma uma moça bonita, elegante descendo o onibus, só que tinha um problema: ela estava com o seio de fora. Ai me perguntei: Será que eu devo avisá-la que esqueceu de tampar o seio? Não.. mas é falta de educação… – pensei – tenho

que avisá-la! Então fui avisar a moça. E falei: – Senhora, a senhora esta com o seio de fora!!! Então ela falou: – Meu Pai!!!! Esqueci o bebê no onibus….

ACIDENTE

Um amigo rico meu sofre um terrível acidente com sua Mercedes. Sai do carro desesperado, ensanguentado, aos berros: – Mas que desgraça!! Olha o que aconteceu com minha Mercedes novinha! O guarda não se conforma:

– O senhor sofre um acidente desses, tem o braço amputado no acidente e ainda está preocupado com seu carro?! É só então que o milionário percebe que não tem mais braço: – Meu Rolex!!!

QUE ABUSO Minha tia Matilde já velhinha chega à delegacia no meio da madrugada. – Quero fazer uma queixa, seu delegado! Fui abusada! – E quando foi? – pergunta-lhe o

delegado. – Foi no dia 12 de junho de 1943! – Mas só agora é que a senhora está fazendo queixa? – É que foi só agora que o desgraçado me largou!

COISAS DE JOÃOZINHO

Na aula de Ciências, a professora diz: -Anotem a liçao de casa, crianças. Vocês vão ter que pesquisar o habitat natural das 70 espécies de animais que estão na página 23, também vão ter que dizer qual o país de origem de cada animal, quais seus predadores, suas presas, seus costumes e fazer uma redação sobre cada

um… falando em animais, Martinha, o que dão as ovelhas? — Lã, professora. — Muito bem! Pedrinho, o que dão as galinhas? — Ovos, Fessora! — Parabéns! Joãozinho, o que dão as vacas? — Liçao de casa!


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AgroInfo

Fotos: Valtra e Leandro Gasparetti

OS BENEFÍCIOS DO FEAP AO PRODUTOR RURAL

Andrey Vetorelli Borges, Engenheiro Agrônomo da CATI

O

Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista – FEAP é uma linha de crédito para produtores do Estado de São Paulo, vinculado a Secretaria de Agricultura e Abastecimento que apoia e fortalece o desenvolvimento dos produtores rurais, podendo ser feito apenas no Banco do Brasil. As linhas de financiamento são disponibilizadas para produtores que atuem em áreas como agricultura em ambiente protegido, agricultura orgânica, apicultura, avicultura de corte, bubalinocultura, cafeicultura, caprinocultura, citricultura, desenvolvimento regional sustentável flores e plantas ornamentais, floresta, fruticultura, gestão de qualidade nas propriedades rurais integra SP lavoura pecuária floresta, máquinas e equipamentos, ovinocultu-

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ra, pesca artesanal, pecuária de leite, pequenas agroindústrias, piscicultura, plantio direto, pupunha, sementes, mudas, sericultura e turismo rural. Para o produtor conseguir essa linha tem que ter, pelo menos um ano de atividade comprovado que esteja no campo e, queira continuar produzindo. Tendo renda anual de até R$ 800 mil, sendo que 51% dessa renda venha do campo, podendo ser feito por CPF e, não por família, portanto que tenha a renda comprovada, independente do tamanho da propriedade da quantidade, podendo ter mais de uma. “Importante ressaltar que o produtor tem que procurar a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral – CATI, para que possam elaborar o projeto, organizar o pedido e encaminhar, junto

com a declaração de aptidão ao FEAP (DAF), a agência do Banco do Brasil de seu município” explica Andrey Vetorelli Borges, Engenheiro Agrônomo da CATI de São José do Rio Preto. Pode ser liberado, por CPF, até R$ 600 mil, observando o teto definido para cada linha, em caso de solicitação de financiamento em mais de uma linha de crédito. As taxas de juros podem variar até 3% ao ano, com bônus de adimplência de 25% sobre a taxa de encargos de operação. O prazo do financiamento é de 3 a 12 anos, com carência de 1 a 8 anos, conforme a linha de crédito. As garantias mínimas são de 100% do valor financiado, podendo ser constituída de penhor, hipoteca, fiança, aval e/ ou outras formas de garantias reais.


AgroAmbiental

Fonte: Datageo

DATAGEO, DADOS AMBIENTAIS EM FÁCIL VISUALIZAÇÃO

C

riado com a finalidade de aprimorar o planejamento, gestão, fiscalização e intervenção nas áreas de competência do Sistema Ambiental Paulista, o Datageo, dispõe de forma simples e desburocratizada, uma ampla quantidade e variedade de bases de dados geoespaciais (temáticos, imageamento, socioeconômicos, corporativos e legal ambiental) do Estado de São Paulo, oferecendo insumos e matéria-prima para a geração de informações e análises territoriais correlacionadas com questões ambientais. O portal do Datageo atingiu, no começo deste ano, mil camadas publicadas e conta acessos diários de técnicos especialistas, pesquisadores, estudantes e outros especialistas que trabalham com dados ambientais. O Datageo integra a Infraestrutura de Dados Espaciais Ambientais (IDEA-

-SP), projeto que propicia a melhoria na gestão de geoinformação por meio de inovação tecnológica, o comparti-

lhamento de informações geográficas e a estruturação de uma base territorial ambiental unificada.

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AgroFeiras

EXPO BARRETOS 2 SETOR AGROPECU

A

49ª Expo Barretos, promovida pelo Sindicato Rural do Vale do Rio Grande, aconteceu de 3 a 9 de outubro em um novo espaço, no Jockey Club Barretos. O público pode conferir mais de 300 animais das raças Nelore e Senepol, palestras e julgamento da raça Nelore pelo ranking paulista e nacional. A abertura oficial aconteceu no dia 5 com a presença de pecuaristas, criadores e produtores rurais. Na mesma noite, foi realizado o 3º Fórum de Agronegócios promovido pela FAESP/SENAR em convênio com o SEBRAE- SP. No dia 6 de outubro aconteceu o

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II Ciclo de Palestras: “Eficiência Reprodutiva e Julgamento de Bovinos de Corte” em parceria com o curso de zootecnia da Unifeb, as palestras foram realizadas pelo agrônomo Gabriel Luiz Seraphico e pelo zootecnista Ricardo Rivas. A noite foi realizado o I Encontro Canavieiro, que reuniu produtores e fornecedores de cana de açúcar. Marcos Landell (Instituto Agronômico de Campinas) e Almir Torcato (Canaoeste) falaram sobre produtividade e tendências de mercado. A Senepol 3G reuniu, no dia 7, convidados para falar sobre melhoramento genético com a zootecnista Nina Tra-

monte (BrasilcomZ) e da consultora agropecuária Lais Mendes Vieira (MSD) com participação especial da Dra. Renata Helena Branco Arnandes do (IZ/APTA). O leilão 3º Nelore Barretos Show, do pecuarista J. Faria, movimentou o penúltimo dia da Exposição com a presença de Arnaldo Machado Borges, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). Arnaldo foi o patrono da 49ª Expo Barretos e homenageado pela sua trajetória na pecuária brasileira e internacional com a Exposição barretense.


Fotos: Divulgação

2016 MOVIMENTA UÁRIO DA REGIÃO

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AgroSocial

Fotos: Leandro Gasparetti

SOCIAL WESTERN

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Por Leandro Gasparetti

www.LEANDROGASPARETTI.com.br

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01 - Sérgio Expressão - Pres. Sindicato Rural de Rio Preto, Célia Gomes, Delegada de Turismo de Rio Preto e Carlos Alberto - 02 Andrey Vetorelli Borges (Cati) e Paulo Sader, Presidente da Acirp Rio Preto - 03 - Edmo Atique Gabriel e Césinha Bechara - 04 - O cantor Zezé di Camargo com Hussein Gemha Junior, Presidente de Os Independentes - 05 - Paulo e Fábio Pereira da AgriValor - 06 - Neto Garcia com a namorada Camila Barbieri - 07 - Pedro Cavallini, Claudio Corrêa e André Seixas - 08 - Os amigos Paulo Marcelo e Heliton Kley - 09 - Renatinho de Paula, o locutor Della MOrena e Vinicius Vulpini, comentarista de Rodeio - 10 - O cantor Gilvan (Gilvan & Paulo Henrique) com Roberto Carlos - 11 - Gustavo e Carlinhos Carvalho da Bull Riding - 12 - Os locutores Marco Brasil Filho e Umberto Junior - 13 - Tiago Rodrigues, Fernando Trabucci, Adauto Pereira da Cruz, André Vieira e Oscar Boso 40


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14 - Michel Wintoniak, Nelson (Bulls Champions), Henrique Moraes e Adriano do Vale - 15 - O locutor Taturana com Evandro da Grife Os Vaqueiros - 16 - Carolina Teixeira, Geise Longues, Lu Martini e Daiane Mantelato - O Celeiro Country de Votuporanga - 17 - Drª Luciana H. Garcia ladeada pelos pais Sebastião e Elza Garcia - 18 - O casal André Luiz Poltronieri Miranda e Micheli Fernandes Ferrari Miranda - 19 - Os amigos Fábio Sacho, Carlos Bonfá e Marcos Bugalo - 20 - Duda dos Santos, competidora Três Tambores, Lu Martini, o locutor Almir Cambra e Ferreira - 21 - Lauro Dias de Rio Verde, Marcondes Maia e Ricardo Bentinho - 22 - O Berranteiro Zé Capeta com o amigo Pedro da Santa - 23 - A cantora Letícia Barbosa com a dupla Kléo Dibah & Rafael - 24 Esnar Ribeiro e Barra Mansa - 25 - Os amigos Bozo (Top Bozo) e Guto Paglione 41


Olá amigos, no mês de agosto terminou mais uma temporada da PBR Brasil, Dener Barbosa é o campeão brasileiro de 2016 e o touro Bipolar da Cia Paulo Emílio o touro do ano novamente. Um evento mais que especial, completei 11 anos consecutivos registrando o maior campeonato de montarias em touros do mundo. Espero levar a todos um pouco da emoção das arenas através das minhas lentes. MUDE DE ÂNGULO, MAS NÃO PERCA O FOCO!

ANDRÉ SILVA

FOTOGRAFO OFICIAL DA PBR

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TOURO BIPOLAR (PAULO EMÍLIO) TOURO DO ANO DA PBR BRASIL

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DENER BARBOSA CAMPEÃO BRASILEIRO


AgroEventos

Foto: Diego Rodrigues

MUAR DO SERTÃO REUNIU PROVAS, DESFILE E QUEIMA DO ALHO

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Parque do Peão, localizado em Barretos/SP, recebeu de 12 a 15 de outubro, a 3º edição do Barretos Muar do Sertão. O encontro, considerado um dos maiores do Brasil, recebeu cerca de 100 comitivas e 1000 animais que participaram de provas de marcha, morfologia e social. Dentro da programação do evento, os muladeiros se reuniram em um desfile que saiu do Parque do Peão e foi até à igreja Nossa Senhora Aparecida (Minibasílica) para viver um momento de fé. O padre Davis Pedott abençoou os participantes e também seus animais, que após a benção voltaram para o Parque do Peão. O público prestigiou o concurso que elegeu a melhor e mais tradicional “Queima do Alho” e também o melhor “Berranteiro”. Os vencedores da Queima do Alho foram, de acordo com os jurados que foram os próprios cozinheiros, a Comitiva Molina, de Franca/

SP. Já o vencedor, entre os berranteiros, foi Pedro Henrique Matias, de Orindiúva/SP. Para encerrar o evento tiveram

shows com as duplas Roby & Thiago e Gustavo & Guilherme, do cantor Kleyson Nascimento, DJ Tomazini e ainda presença VIP de Bruninho & Davi.

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Magazine AgroFest - Outubro/Novembro 2016  
Magazine AgroFest - Outubro/Novembro 2016  

Magazine AgroFest, Edição nº 15 - Outubro/Novembro 2016 | Distribuída em São José do Rio Preto/SP e mais 34 cidades da Região. http://www.ma...

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