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Realização

Conferência Brasileira de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização Centro de Convenções Brasil 21 Brasília - 22 e 23 de outubro de 2013

6 CONSEGURO a

Brasília, 23 de outubro de 2013

Painéis discutiram a construção do futuro Motes dos debates ocorridos ao longo da 6ª Conseguro, os prognósticos para o mercado segurador em 2025, mais que revelar números exuberantes das oportunidades de negócios para o setor, deixaram claro a responsabilidade de cada um na construção do futuro. Cabe a nós!, afirmou a atriz Fernanda Montenegro no vídeo de abertura, cuja apresentação foi seguida por projeções que demostram as oportunidades de negócios para o setor e sua importância na construção do crescimento sustentável. Uma delas é que em 2025 a arrecadação do mercado segurador pode chegar a R$ 768 bilhões, se configurada a previsão de um crescimento anual médio de 17% neste período, tomando como base o volume arrecadado em 2012: R$ 253 bilhões. Foram dois dias de debates intensos, divididos em dez painéis, que abordaram as megatendências da indústria mundial de seguros, a transformação do perfil do consumidor, as perspectivas para a saúde suplementar no Brasil, a

integração às redes sociais e aos canais digitais, os impactos das alterações climáticas na economia e as mudanças no processo de comercialização de produtos de vida e previdência no País. A sexta edição do evento, que ocorreu no Centro de Convenções Brasil 21, na capital da República, foi encerrada pelo presidente da CNseg, Marco Antonio Rossi, que agradeceu a colaboração de todos para o sucesso da Conferência, em especial aos presidentes das quatro Federações (FenaCap, FenaSaúde, FenaPrevi e FenSeg) e à diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes. “Nossa satisfação maior foi ter convivido, durante esses dois dias, com importantes referências nacionais, que nos fizeram refletir não só a respeito da nossa atividade, mas em relação ao Brasil como um todo. Agora cabe a nós fazer com que tudo o que aprendemos nesses debates possa ser levado às nossas empresas, traduzindo esse conhecimento em benefícios dos clientes e dos acionistas. Só depende de nós”.

fotos de Júlio Fernandes

Poder das redes sociais afeta relação entre empresas e consumidores Página 2

Tecnologias de saúde são incorporadas sem avaliação da eficácia Página 3

Mudanças climáticas influenciam o desempenho da economia Página 4


6a CONSEGURO

Conferência Brasileira de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização

A arte de interagir nas mídias digitais As redes sociais são um desafio para qualquer empresa que pretenda competir no mercado segurador em 2025, na avaliação de Massimo Di Felice, coordenador do Centro de Pesquisa Atopos, da USP. “A interatividade é a forma como construímos nossas relações no mundo de hoje. Mas saber interagir é uma arte que

faz a diferença”, explicou. Mediador do debate, Marco Barros, o presidente da FenaCap, perguntou como as redes sociais podem ajudar o segmento de títulos de capitalização. Di Felice explicou que as redes são uma forma cotidiana de interações, deixando claro que dificilmente haverá venda de produtos pelas redes

Marco Barros, da FenaCap, foi o mediador da palestra de Di Felice

Foco no consumidor é o caminho para crescer Um dos principais desejos da população e também um dos produtos que mais geram atritos entre consumidores e empresas, a saúde foi tema de debate no painel “Transformação do Consumidor”, que reuniu o economista Eduardo Gianetti e a secretária Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, Juliana Pereira da Silva. Gianetti enfatizou que é preciso vencer os desafios da regulamentação da saúde suplementar, que tirou o apetite das empresas em vender pla-

Eduardo Gianetti e Juliana Pereira no debate sobre as transformações sofridas pelo consumidor, mediado por Ricardo Moirishita Wada (FGV)

nos individuais, para que o setor volte a crescer. “As possibilidades desse mercado, que é tão demandado pela população, se fecharam. A regulamentação inviabiliza o interesse de todos e deixa milhões de famílias excluídas dos planos de saúde”, afirmou. Segundo a secretária Juliana Pereira, uma pesquisa mostrou que, no banco de dados que reúne nove milhões de queixas, em cada grupo de dez pessoas que procuram o Procon nove tentaram resolver o problema com a empresa e não conseguiram. “Respeitar o consumidor é interessante para o País e agrega valor às companhias”, sintetizou.

sociais. “É preciso interagir com o consumidor, que pode comprar um produto ou não, dependendo do debate com a rede de amigos nas comunidades digitais”. Para Di Felice, o tema precisa ser pensado e repensado, mas, ainda assim, requer mudanças de rumo a todo instante. “O verdadeiro e único capital é a reputação, que agora é construída através da troca contínua de informações com a sociedade”, finalizou o professor.

Na sua avaliação, o consumidor paga um preço alto quando compra um produto que não entrega o que promete. “Há o custo do cidadão, que é obrigado a procurar um órgão regulador, e para a imagem da empresa, que fica arranhada com problemas como venda casada ou propaganda enganosa”, citou. A representante do Ministério da Justiça sugeriu que as empresas, especialmente as do segmento de saúde, busquem confiança e transparência na relação com o consumidor que está cada dia mais poderoso. “Com o avanço das redes sociais, o consumidor reage na hora a qualquer desrespeito”, ressaltou.

Revolução tecnológica

Outros números das redes sociais

A revolução provocada pela tecnologia foi tema da palestra “Distribuição/Canais Digitais”, do jornalista Ethevaldo Siqueira. Segundo ele, as empresas precisam entender o ambiente digital para ofertar produtos e serviços sob medida. “É um mundo completamente novo, que todos precisam entender e compartilhar”, disse. O grande desafio é saber captar as informações que interessam e interpretá-las diante do grande volume de dados disponíveis na rede, que tinha dois bilhões de

➜ A cada segundo, são expedidas 100 mil mensagens do Twitter. ➜ A cada segundo, são feitas 2 milhões de consultas no Google. ➜ 50% da receita do Facebook provêm de dispositivos móveis. ➜ A cada segundo, são postadas 48 horas de vídeo no YouTube. ➜ 20% dos divórcios nos EUA são atribuídos ao Facebook.

usuários no ano passado e deve chegar a sete bilhões, em 2023. “O impacto da internet em nossas vidas será avassalador”, garante. Os números permanecem grandiosos quando o assunto são as mídias sociais. Há mais de 2,5 bilhões de usuários nas três principais redes: Facebook, Twitter e Linkedin. Os brasileiros têm o maior número de amigos nas redes sociais entre todos os países do mundo, com uma média de 560 pessoas – seguidos pelos japoneses, com 377.

Rafael Rosas (Mongeral AEGON), Marco Antônio Antunes (SulAmérica), Gilberto Lourenço da Aparecida (Brasilcap), Eugênio Velasques (Bradesco), Antonio Penteado (jornalista e consultor), participaram como debatedores na palestra de Ethevaldo Siqueira.

Setor privado responde por 54% dos gastos com saúde Apesar de o acesso à saúde no Brasil ser uma obrigação do estado, o setor privado responde por 54% dos gastos relacionados ao segmento – e o crescimento da saúde suplementar vem sendo impulsionado, sobretudo, pela formalização do emprego, com mais pessoas incorporadas ao mercado de trabalho. As informações foram apresentadas durante o painel “Cenário Macroeconômico e Perspectivas para a Saúde Privada no Brasil”, pelo presidente da FenaSaúde e da Bradesco Saúde, Marcio Coriolano, que comparou os números da saúde no Brasil com os de outros países. Segundo ele, apesar de o País investir no setor de saúde o equivalente a 3% do PIB, um percentual superior ao do Canadá e da Espanha, o gasto per capita é baixo e o nível de eficiência é reduzido, com incidência de doenças típicas de países subdesenvolvidos, como malária e dengue. Na sua avaliação, o setor enfrenta três grandes

desafios. O primeiro é a transição epidemiológica, que altera o mix de enfermidades, com o aumento da incidência de doenças crônicas, mais custosas e que demandam mais tempo de internação. O segundo desafio é a transição demográfica e etária, que transforma a pirâmide populacional, com o aumento proporcional de idosos, que também vivem por mais tempo e demandam mais cuidados, em contrapartida à redução do número de jovens, também sobrecarregando os custos. O terceiro é a transição tecnológica, responsável por uma inflação médica muito maior que a medida pelo IPCA. “Como adequar o aumento desses custos à renda das famílias? No Brasil, só se discute o reajuste de preços e acho que é preciso entender o que a sociedade quer. Hoje, se alguém quiser comprar um plano só para doenças cardíacas ou neurológicas, por exemplo, não pode, porque é tudo ou nada”, criticou.

O jornalista William Waack media as discussões sobre as perspectivas para a saúde privada no Brasil, entre Gabriel Portella, Gustavo Franco e Marcio Coriolano

Tecnologias são usadas sem comprovação da eficácia No debate, o jornalista William Waack perguntou se a sociedade brasileira sabe a relação entre o que paga pelos serviços e o que recebe de volta. “Não”, respondeu Gabriel Portella, presidente da SulAmérica. “Queremos conciliar a satisfação do beneficiário com o crescimento do setor, mas não há fomento das autoridades neste sentido”, completou.

Na opinião do economista Gustavo Franco, o governo aplica um populismo fiscal e regulatório, que vai além da capacidade dos regulados em arcar com os custos. “As contas não fecham e, dessa forma, essa indústria não vai prosperar”, previu. Portella chamou a atenção para a questão tecnológica, pois entende que há pouca discussão em torno da efetividade das tecnologias. “O objetivo é repor a saúde ao estágio anterior e isso não significa que haja necessidade de se utilizar uma tecnologia de última geração”. Marcio Coriolano citou o exemplo do Canadá, onde nenhuma tecnologia é incorporada aos procedimentos antes de uma avaliação profunda. “É preciso submeter as novas tecnologias a critérios muito sérios de efetividade antes de aceitar sua incorporação”, concluiu.


6a CONSEGURO

Conferência Brasileira de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização

A arte de interagir nas mídias digitais As redes sociais são um desafio para qualquer empresa que pretenda competir no mercado segurador em 2025, na avaliação de Massimo Di Felice, coordenador do Centro de Pesquisa Atopos, da USP. “A interatividade é a forma como construímos nossas relações no mundo de hoje. Mas saber interagir é uma arte que

faz a diferença”, explicou. Mediador do debate, Marco Barros, o presidente da FenaCap, perguntou como as redes sociais podem ajudar o segmento de títulos de capitalização. Di Felice explicou que as redes são uma forma cotidiana de interações, deixando claro que dificilmente haverá venda de produtos pelas redes

Marco Barros, da FenaCap, foi o mediador da palestra de Di Felice

Foco no consumidor é o caminho para crescer Um dos principais desejos da população e também um dos produtos que mais geram atritos entre consumidores e empresas, a saúde foi tema de debate no painel “Transformação do Consumidor”, que reuniu o economista Eduardo Gianetti e a secretária Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, Juliana Pereira da Silva. Gianetti enfatizou que é preciso vencer os desafios da regulamentação da saúde suplementar, que tirou o apetite das empresas em vender pla-

Eduardo Gianetti e Juliana Pereira no debate sobre as transformações sofridas pelo consumidor, mediado por Ricardo Moirishita Wada (FGV)

nos individuais, para que o setor volte a crescer. “As possibilidades desse mercado, que é tão demandado pela população, se fecharam. A regulamentação inviabiliza o interesse de todos e deixa milhões de famílias excluídas dos planos de saúde”, afirmou. Segundo a secretária Juliana Pereira, uma pesquisa mostrou que, no banco de dados que reúne nove milhões de queixas, em cada grupo de dez pessoas que procuram o Procon nove tentaram resolver o problema com a empresa e não conseguiram. “Respeitar o consumidor é interessante para o País e agrega valor às companhias”, sintetizou.

sociais. “É preciso interagir com o consumidor, que pode comprar um produto ou não, dependendo do debate com a rede de amigos nas comunidades digitais”. Para Di Felice, o tema precisa ser pensado e repensado, mas, ainda assim, requer mudanças de rumo a todo instante. “O verdadeiro e único capital é a reputação, que agora é construída através da troca contínua de informações com a sociedade”, finalizou o professor.

Na sua avaliação, o consumidor paga um preço alto quando compra um produto que não entrega o que promete. “Há o custo do cidadão, que é obrigado a procurar um órgão regulador, e para a imagem da empresa, que fica arranhada com problemas como venda casada ou propaganda enganosa”, citou. A representante do Ministério da Justiça sugeriu que as empresas, especialmente as do segmento de saúde, busquem confiança e transparência na relação com o consumidor que está cada dia mais poderoso. “Com o avanço das redes sociais, o consumidor reage na hora a qualquer desrespeito”, ressaltou.

Revolução tecnológica

Outros números das redes sociais

A revolução provocada pela tecnologia foi tema da palestra “Distribuição/Canais Digitais”, do jornalista Ethevaldo Siqueira. Segundo ele, as empresas precisam entender o ambiente digital para ofertar produtos e serviços sob medida. “É um mundo completamente novo, que todos precisam entender e compartilhar”, disse. O grande desafio é saber captar as informações que interessam e interpretá-las diante do grande volume de dados disponíveis na rede, que tinha dois bilhões de

➜ A cada segundo, são expedidas 100 mil mensagens do Twitter. ➜ A cada segundo, são feitas 2 milhões de consultas no Google. ➜ 50% da receita do Facebook provêm de dispositivos móveis. ➜ A cada segundo, são postadas 48 horas de vídeo no YouTube. ➜ 20% dos divórcios nos EUA são atribuídos ao Facebook.

usuários no ano passado e deve chegar a sete bilhões, em 2023. “O impacto da internet em nossas vidas será avassalador”, garante. Os números permanecem grandiosos quando o assunto são as mídias sociais. Há mais de 2,5 bilhões de usuários nas três principais redes: Facebook, Twitter e Linkedin. Os brasileiros têm o maior número de amigos nas redes sociais entre todos os países do mundo, com uma média de 560 pessoas – seguidos pelos japoneses, com 377.

Rafael Rosas (Mongeral AEGON), Marco Antônio Antunes (SulAmérica), Gilberto Lourenço da Aparecida (Brasilcap), Eugênio Velasques (Bradesco), Antonio Penteado (jornalista e consultor), participaram como debatedores na palestra de Ethevaldo Siqueira.

Setor privado responde por 54% dos gastos com saúde Apesar de o acesso à saúde no Brasil ser uma obrigação do estado, o setor privado responde por 54% dos gastos relacionados ao segmento – e o crescimento da saúde suplementar vem sendo impulsionado, sobretudo, pela formalização do emprego, com mais pessoas incorporadas ao mercado de trabalho. As informações foram apresentadas durante o painel “Cenário Macroeconômico e Perspectivas para a Saúde Privada no Brasil”, pelo presidente da FenaSaúde e da Bradesco Saúde, Marcio Coriolano, que comparou os números da saúde no Brasil com os de outros países. Segundo ele, apesar de o País investir no setor de saúde o equivalente a 3% do PIB, um percentual superior ao do Canadá e da Espanha, o gasto per capita é baixo e o nível de eficiência é reduzido, com incidência de doenças típicas de países subdesenvolvidos, como malária e dengue. Na sua avaliação, o setor enfrenta três grandes

desafios. O primeiro é a transição epidemiológica, que altera o mix de enfermidades, com o aumento da incidência de doenças crônicas, mais custosas e que demandam mais tempo de internação. O segundo desafio é a transição demográfica e etária, que transforma a pirâmide populacional, com o aumento proporcional de idosos, que também vivem por mais tempo e demandam mais cuidados, em contrapartida à redução do número de jovens, também sobrecarregando os custos. O terceiro é a transição tecnológica, responsável por uma inflação médica muito maior que a medida pelo IPCA. “Como adequar o aumento desses custos à renda das famílias? No Brasil, só se discute o reajuste de preços e acho que é preciso entender o que a sociedade quer. Hoje, se alguém quiser comprar um plano só para doenças cardíacas ou neurológicas, por exemplo, não pode, porque é tudo ou nada”, criticou.

O jornalista William Waack media as discussões sobre as perspectivas para a saúde privada no Brasil, entre Gabriel Portella, Gustavo Franco e Marcio Coriolano

Tecnologias são usadas sem comprovação da eficácia No debate, o jornalista William Waack perguntou se a sociedade brasileira sabe a relação entre o que paga pelos serviços e o que recebe de volta. “Não”, respondeu Gabriel Portella, presidente da SulAmérica. “Queremos conciliar a satisfação do beneficiário com o crescimento do setor, mas não há fomento das autoridades neste sentido”, completou.

Na opinião do economista Gustavo Franco, o governo aplica um populismo fiscal e regulatório, que vai além da capacidade dos regulados em arcar com os custos. “As contas não fecham e, dessa forma, essa indústria não vai prosperar”, previu. Portella chamou a atenção para a questão tecnológica, pois entende que há pouca discussão em torno da efetividade das tecnologias. “O objetivo é repor a saúde ao estágio anterior e isso não significa que haja necessidade de se utilizar uma tecnologia de última geração”. Marcio Coriolano citou o exemplo do Canadá, onde nenhuma tecnologia é incorporada aos procedimentos antes de uma avaliação profunda. “É preciso submeter as novas tecnologias a critérios muito sérios de efetividade antes de aceitar sua incorporação”, concluiu.


6a CONSEGURO

Conferência Brasileira de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização

A influência das mudanças climáticas na economia

O aquecimento global vai provocar transformações extremas

As chuvas intensas que atingiam São Paulo uma vez por década, entre os anos 1930 e 1940, acontecem agora cerca de duas vezes por ano, deflagradas principalmente pela urbanização. A frequência e intensidade desses fenômenos naturais são agravadas pela interferência no ambiente, como a impermeabilização do solo, que também contribui para o alagamento de grandes áreas, acarretando catástrofes naturais cada vez mais destruidoras. Estas evidências constam de um estudo coordenado pelo cientista Carlos Nobre, secretário de Políticas e Programas de Desenvolvimento do Ministério de Ciências, Tecnologia e Inovação, e pelo economista Sergio Besserman, presidente da Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura do Rio de Janeiro. As informações foram apresentadas por eles na última palestra da 6ª Conseguro, que discutiu o tema “Um Novo Clima e Uma Nova Economia”, sob mediação do consultor Nelson Barbosa, da Fundação Getulio Vargas. A incidência dos fenômenos naturais vem sendo agravada pelo aquecimento global, provocado pela emissão dos gases de efeito estufa na atmosfera, que é um problema de todos os países do mundo. “Apesar de o Brasil ter reduzido suas emissões em 40% nos últimos anos, por conta da diminuição do desmatamento da Amazônia, jamais conseguiremos, sozinhos, reduzir o aquecimento global”, disse Carlos Nobre. Ele informou que o Ministério de Ciências, Tecnologia e Inovação tem um programa para incentivar as universidades brasileiras a transformar o co-

Mesmo que o mundo decida enfrentar o problema de frente, o aquecimento global vai provocar transformações extremas na vida do planeta, fazendo das mudanças climáticas uma questão fundamental para qualquer companhia e, em particular, para a indústria de seguros. O alerta foi feito pelo economista Sergio Besserman, que citou o exemplo do furacão Sandy, que, só em prejuízos ao metrô de Nova York, gerou um custo maior do que todos os investimentos feitos até agora pelo Rio de Janeiro para as Olimpíadas de 2016. Segundo ele, os preços relativos da economia de mercado global irão mudar radicalmente, já que os custos para a emissão de carbono – que ainda são considerados um bem público – serão necessariamente introduzidos nos cálculos em algum momento. “Se enfrentarmos o problema, o custo será um, se não, será outro. Mas a conta virá de qualquer jeito”, avisou. Besserman, no entanto, não é nem um pouco otimista. “Se não somos individualmente inteligentes o suficiente para levar a sério as recomendações médicas em relação aos efeitos do tabagismo e da má alimentação na saúde, por exemplo, imaginem se tratando da sociedade como um todo”, comparou. Ainda assim, o economista crê na capacidade da indústria de seguros de ajudar a mudar a mentalidade da sociedade, já que é um setor econômico que tem experiência de pensar a longo prazo; diferentemente dos políticos, que trabalham de olho na próxima eleição; e dos executivos, que trabalham com o prazo do próximo balanço.

“Para enfrentarmos esse grande desafio, precisamos de uma forte capacidade de inovação tecnológica, principalmente dentro da indústria, mas, no Brasil, há poucos exemplos neste sentido” Carlos Nobre

nhecimento sobre o comportamento do clima em ações para melhorar as condições de vida da população. “Para enfrentarmos esse grande desafio, precisamos de uma forte capacidade de inovação tecnológica, principalmente dentro da indústria, mas, no Brasil, há poucos exemplos neste sentido”, afirmou. Na avaliação de Carlos Nobre, a indústria de seguros também tem um papel importante nesse processo e pode construir parcerias com outros setores da economia pra fomentar essas inovações. “O Ministério está disposto a estabelecer um amplo diálogo com a indústria brasileira”, anunciou.

Publicação da Superintendência de Comunicação da CNseg Produção: Via Texto Projeto gráfico: Maraca Design

“Se não somos individualmente inteligentes o suficiente para levar a sério as recomendações médicas, por exemplo, imaginem se tratando da sociedade como um todo” Sergio Besserman


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